IPI Ano 87 - Nº 23.591
Festival de goteiras mina estrutura do monumento aos heróis de 32. Pág. 13
Página 15
Jornal do empreendedor
www.dcomercio.com.br
Conclusão: 23h50
HO N U J É T A MENOR Pimentel: 10 dias para se explicar.
R$ 1,40
Página 5
São Paulo, terça-feira, 27 de março de 2012
Paulo Pampolin/Hype
Inimigo infiltrado no Obelisco
Internet sem fio para todos vira rede de propina na Paraíba Ainda secretário no Estado, o hoje ministro das Cidades lançou o projeto milionário, que 'só' não funciona. Pág. 5
Leo Barrilar/Frame/AE
Redes sociais, como o Facebook, são cada vez mais vitais para as empresas. Pág. 29
Um jogo marcado: é matar ou morrer. Crescem as mortes por taser, agora dita de baixa letalidade . Pág. 12
LUZ
rreira/
Chico Fe
HOJE
ISSN 1679-2688
23591
Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 32º C. Mínima 21º C.
AMANHÃ 9 771679 268008
Chuvoso durante o dia e à noite. Máxima 25º C. Mínima 17º C.
Bruno Bocchini ABR
Arma não letal. Só que mata.
O confronto foi marcado por internet – longe do estádio e da hora do clássico de domingo . O torcedor morto, de 21 anos, foi enterrado ontem (foto), outro luta pela vida. As torcidas não vestem mais os uniformes até a polícia prender quem atirou. Pág. 12
Levante Popular esquece Anistia e vai atrás de ex-militares Objetivo é constrangê-los em casa ou no trabalho. Pág. 6
DIÁRIO DO COMÉRCIO
2
o
terça-feira, 27 de março de 2012
A grande diferença entre nós é que os chineses acreditam piamente em vantagens comparativas. Roberto Fendt
pinião
AH, AS IMPORTAÇÕES... C
orre uma acalorada discussão sobre os impactos das importações sobre o PIB. Há opiniões para todos os gostos. Mas opiniões não constituem conhecimento. Faltam números nessa discussão. Argumenta-se que a importação, como percentagem do PIB, não apenas seria grande demais, como teria crescido muito nos últimos tempos. Isso estaria provocando a "desindustrialização" no País e nos remetendo de volta ao "modelo primário exportador" da primeira metade do século passado. O que explicaria a desindustrialização? Muitos argumentam que o Brasil está padecendo de "doença holandesa" – expressão cunhada pela revista "The Economist", em 1977, para descrever o declínio da atividade industrial na Holanda após a descoberta de um grande campo de gás natural no Mar do Norte, em 1959, adjacente àquele país e à Grã-bretanha. O canal de transmissão da descoberta de recursos naturais para o declínio da atividade manufatureira é mais ou menos o seguinte: um aumento na receita de divisas obtido com a exploração de recursos naturais valoriza a taxa de câmbio do país exportador relativamente à de outros países. Daí resulta que as exportações de quem foi atingido pela "doença" tornam-se menos competitivas no mercado internacional. Embora a expressão "doença holandesa" geralmente se refira à descoberta de recursos naturais, refere-se também a qualquer situação que resulte de um influxo líquido de moeda estrangeira, incluindo aumento nos preços de commodities no mercado internacional ou investimento estrangeiro direto. É fato que a grande liquidez
ROBERTO FENDT pela indústria, que utiliza matérias primas e bens de capital para produzir bens vendidos no próprio país e no exterior. Em que somos assim tão diferentes dos chineses?
A
internacional está trazendo divisas num montante suficiente para valorizar o real. Não se discute essa constatação, mas o efeito dessa valorização sobre as importações e exportações brasileiras.
E
m 1960, ainda no auge do período de substituição de importações, importávamos 7% do PIB e exportávamos o mesmo percentual. Dez anos depois, em 1970, já no período do "milagre brasileiro", as importações haviam caído ligeiramente, para 6,5% do PIB, e o percentual das exportações era quase o mesmo de 1960. Veio a primeira crise do petróleo e em 1980 as importações haviam crescido para
11% do PIB e as exportações um pouco menos, para 9%. A crise da dívida afetou tanto importações como exportações, ficando as primeiras, em 1990, em 7% do PIB e as exportações, em 8%. Houve algum progresso na abertura da economia nos anos seguintes. Em 2000, após reformas parciais da gestão FHC, voltamos a importar 11,7% do PIB e a exportar 10%. Finalmente, em 2010, as importações "saltaram" de 11,7% para 12,2% do PIB – mísero aumento de meio ponto percentual – e as exportações chegaram a 11% do PIB. Historinha medíocre, não? Olhando os números não há como deixar de fazer algumas constatações. Primeiro, nada
A INSANIDADE VENCE A CIVILIDADE
O
movimento pode estar se tornando nacional. É preciso que seja visto com maior interesse por toda a sociedade, incluindo, obviamente, as autoridades públicas. Em apenas uma semana ocorreram vários conflitos de torcidas organizadas de clubes de futebol com violência e até mortes – em Campinas, entre os ditos torcedores do Guarani e Ponte Preta; em Fortaleza, envolvendo quem se diz torcedor do Fortaleza e do Ceará; e, em São Paulo, entre vândalos e criminosos abrigados sob as camisas do Palmeiras e do Corinthians. Já havíamos assistido ao lamentável episódio do Carnaval paulistano, com as
escolas de samba, notadamente as ligadas às torcidas do Corinthians e do Palmeiras, promovendo arruaça, conflito, desordem. Correndo o risco de ser chamado de saudosista, tento identificar – embora seja missão mais para sociólogos, antropólogos, assistentes sociais e psiquiatras – o que está ocorrendo, a ponto de transformar atividades esportivas, festivas, lúdicas, como o futebol e o Carnaval, em motivo de disputas sangrentas entre correntes de pessoas que, unidas e uniformizadas, se tornam bichos em busca de sangue. Quando jovem, eu ia ao Pacaembu, e depois ao Morumbi, assistir aos jogos
do São Paulo, sempre na geral ou na arquibancada, numa época em que não havia separação física entre as torcidas e raramente ocorriam brigas. Em mais de 20 anos frequentando estádios, só me lembro de uma briga, dentro do Morumbi, na saída de um jogo em que o São Paulo perdeu para o Flamengo por 2 a 0 e a gozação dos cariocas foi respondida, sem justificativa, com bordoadas de todos os lados. A resposta mesmo o São Paulo deu ao longo do tempo, conquistando três títulos mundiais, enquanto o Flamengo tem um só, e seis títulos brasileiros, enquanto o Flamengo tem cinco (e alega ter seis).
mudou em 50 anos; os percentuais são virtualmente os mesmos, indicando uma economia fechada pelos padrões internacionais. Segundo, é difícil acreditar que um aumento de 0,5% do PIB entre 2000 e 2010 possa ter causado tanta "desindustrialização".
S
e olharmos à nossa volta, em lugar de mirarmos apenas nosso umbigo, veremos que o mundo mudou muito. Em 1960, as importações mundiais giravam em torno de 12,1% do PIB global; em 2010, esse percentual foi de 28%, quase duas vezes e meia o percentual brasileiro – e isso depois da alegada "explosão" das nossas importações. Se quisermos um exemplo
Provoco com estas palavras? As competições vivem de rivalidade, mas não de enfrentamento, como se os adversários fossem inimigos jurados de morte. (E esse espaço fica aberto, civilizadamente, a quem queira responder pelo time do Rio).
A
insanidade do comportamento massivo de jovens organizados em grupos, ou melhor, em bandos, deve ser analisada por especialistas para encontrar sua origem e colocar um freio nessas crescentes batalhas com local e hora marcados pela internet. Ou então no encontro involuntário (ou não) nas ruas. Vi pela televisão uma senhora dizendo que isso precisa acabar, pois seu filho poderia ter morrido em vez de ser apenas ferido, sem gravidade, como saiu da pancadaria nas ruas.
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
de grande sucesso na trilha do desenvolvimento, basta observar o que ocorreu na China. Em 1970, a China importava 2,7% do seu PIB e exportava 2,6%. Em 2010, as importações totalizaram 25,7% do PIB e as exportações 29,6%. Um salto de dez vezes no grau de abertura da economia. Alguém argumentará que os chineses importam matérias primas e bens de capital e exportam bens de consumo final. E o que fazemos nós? Em fevereiro último, 81% do total de nossas importações corresponderam a compras de matérias primas (44% do total), bens de capital (23%) e combustíveis (14%). Com a exceção dos combustíveis, a parcela maior das importações foi efetuada
grande diferença entre nós é que os chineses acreditam piamente em vantagens comparativas. Tratam de importar o que produziriam a um custo proibitivo e de exportar o que sabem fazer barato e bem. Em 1970 eram autossuficientes e paupérrimos; hoje, com a soma de importações e exportações da ordem de 55% do PIB, estão a caminho não só de crescer às mais altas taxas do mundo, mas também elevar o padrão de vida da população. Descobriram a pólvora, a pedra filosofal? Não, apenas leram o que escreveu Adam Smith em 1776 – que o crescimento econômico depende do aumento da produtividade; esta da divisão e especialização do trabalho, que, por seu turno, depende do tamanho do mercado em que os produtos são vendidos. Os chineses perceberam que não existe mercado maior que o mundial – e para lá direcionam os seus produtos. Enquanto isso, aqui no Brasil, persistimos em reinventar a roda. Dá no que dá. ROBERTO FEDNT É ECONOMISTA
PAULO SAAB Cabe às famílias, às mães, aos pais, aos responsáveis, se quiserem fazer jus a este nome, orientar e mesmo proibir que seus filhos menores, e mesmo maiores, se envolvam nesses movimentos. Não conseguem? Ficam os especialistas novamente com a palavra, não só para bonitas frases em jornais e na TV, mas principalmente, para sugerir medidas concretas que ponham um basta ao menos no abuso dessa situação. Não acho, de outro lado, que a polícia paulista (Civil e Militar) seja despreparada. Por isso não entendo como estão deixando a situação sair do controle.
A
autoridade pública não pode deixar de exercer suas funções por temor do patrulhamento posterior, cobrando eventual abuso de violência. Ninguém em sã consciência é a favor de que a polícia se exceda. Mas ela não deve deixar de cumprir sua missão e nem aceitar passivamente a violência daqueles que a enfrentam, somente por saber que sairão como vítimas em caso de um conflito maior. A insanidade ganha de braçadas a corrida contra a civilidade. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Ed i to r - Ch e fe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3244-3175. Fax 3244-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3244-3197, 3244-3983, Fax 3244-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3244-3544, 3244-3046 , Fax 3244-3355
REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3244-3737 REDAÇÃO (011) 3244-3449 FAX (011) 3244-3046, (011) 3244-3123 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
o
3
TRAGÉDIA BENEFICIOU PRESIDENTE FRANCÊS, MAS ELE SOUBE SE CONDUZIR NO EPISÓDIO.
pinião
Denis Charlet/AFP
H
á apenas duas semanas, políticos e jornais da oposição francesa diziam que Sarkozy perderia sua reeleição. E acrescentavam: "A menos que algum trauma na vida pública do país ocorra antes do pleito". Esse trauma aconteceu e tem um nome: Mohamed Merah. O fanático islâmico que matou sete pessoas, entre as quais quatro crianças, por puro ódio racial, em Toulouse, incendiou o país de indignação e a seu modo alterou a História do presente. O que Merah fez mexeu com a campanha eleitoral francesa de tal modo que os partidos políticos e os líderes partidários se reuniram para modificar tudo na sua estratégia da sucessão, em meio à perplexidade geral. O presidente Nicolas Sarkozy se beneficiou com a tragédia, é verdade, mas também teve um papel ativo nesse benefício, conduzido por uma impressionante inspiração. Em linhas gerais, soube se comportar com inesperada segurança nos momentos que se seguiram à horrenda violência. Agiu com precisão ao lembrar que justiça e vingança são coisas diferentes, e conseguiu, como estadista, ficar acima das emoções. Na campanha eleitoral ele já havia feito tudo o que podia para mostrar como deve agir um dirigente que recusa os extremos por temer a imprecisão. Contudo, os votos que conseguiu pescar nessa campanha, até se deparar com a tragédia, não lhe bastaram para garantir a vitória. Seu reconhecimento público só foi mesmo obtido com aquele trauma popular provocado pelas sete mortes, aquele que os adversários temiam que um dia viesse em seu auxílio.
Sarkozy: a tragédia como pano de fundo.
A atuação segura do presidente Sarkozy após o crime que indignou a França pode garantir sua reeleição, que parecia comprometida antes do episódio.
E
nojar-se com o terror é o mínimo que todos aprenderam ao lidar com a vida em nosso tempo. Manter os direitos que a democracia conquistou no mundo desde a Revolução Americana era já, há dois séculos, a melhor receita de sobrevivência numa sociedade em busca do equilíbrio. Entender que a democracia, enfim, tem os seus defeitos, mas ainda é o melhor regime que se conhece, é lição consagrada de saúde política.
LUIZ CARLOS LISBOA O presidente francês foi simples e direto, em contraste com a hesitação da magistratura de seu país e a dos candi-
datos Marine Le Pen, Bayrou e Hollande, hesitantes, extremados ou dependentes de conselhos. Sarkozy colocou
imediatamente a segurança no centro da campanha eleitoral, como quem move uma pedra no tabuleiro de xadrez e imobiliza os adversários.
T
odo seu discurso convergiu para lá e se inspirou nos vários aspectos dessa mesma tese. Se ele deve isso à sua assessoria ou se foi intuição pessoal é impossível saber. Talvez tenha sido alguma coisa aprendida nas suas leituras sobre a arte da guerra.
E sua frase paradigmática será sempre aquela que proferiu logo que tomou pé no assunto: "Cada qual deve assumir suas responsabilidades. De nossa parte as coisas estão muito claras: a República não cederá um só milímetro de terreno". No dia seguinte, sua reeleição deixou de ser uma possibilidade e passou a ser uma probabilidade. LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA E ESCREVEU DE PARIS
UM FESTIVAL DE MENTIRAS O
historiador Victor Davis Hanson escreveu faz pouco tempo um artigo brutalmente verdadeiro para a "The National Review", analisando as diferentes abordagens dos Estados Unidos com relação ao Iraque, Irã, Líbia, Síria, Egito, Paquistão e Afeganistão – e como, infelizmente, nenhuma delas pode ser considerada como um sucesso. "Vamos avaliar as várias opções políticas americanas para o Oriente Médio nas últimas décadas", escreveu Hanson. "Ajuda militar ou intervenção punitiva, sem acompanhamento, na maioria das vezes se mostraram um fracasso". O veredito sobre a reconstrução de um país ainda está indefinido. Tentar ajudar os insurgentes populares a derrubar ditadores impopulares não garante que virá algo melhor. Apoiar ditadores com ajuda militar é tanto odioso quanto contraproducente. Afastar-se de regimes maníacos leva ou à compra de material nuclear ou a genocídios – ou a 16 acres de destroços de lixo em Manhattan. O que aprendemos? Tribalismo, petróleo e fundamentalismo islâmico são uma mistura ruim, que deixa os norte-americanos doentes e cansados do Oriente Médio – tanto quando estão lá como quando estão tentando sair de lá." E por essa razão é hora de repensar o que estamos fazendo na região. O que o Oriente Médio precisa atualmente dos Estados Unidos são escolas modernas
o presidente Hamid Karzai fraudava a eleição e operava um regime corrupto. Então o presidente Barack Obama declarou que nossa política era aumentar o número de tropas dos EUA para retirar o Talibã e assim um "bom" governo afegão poderia chegar e nos substituir.
N e verdades duras – e ainda não encontramos uma forma de oferecer-lhes isso. Porque Hanson está certo: o que aflige o Oriente Médio de verdade , hoje, é uma mistura tóxica de tribalismo, sectarismo xiita-sunita, fundamentalismo e petróleo – petróleo que constantemente nos tenta para intervir ou apoiar ditadores. Esse coquetel erode todas as exigências de uma sociedade voltada para o futuro – ou seja, instituições que forneçam um governo decente, políticas consensuais prevendo a rotatividade de poder, direitos para as mulheres e uma ética de pluralismo que proteja as minorias e permita a educação moderna.
U
m relatório da ONU sobre Desenvolvimento Humano Árabe, publicado em 2002 por alguns cientistas sociais árabes, dizia algo parecido: "O que aflige o mundo árabe é um déficit de liberdade, um déficit de educação moderna e um déficit de poder feminino. Assim, ajudar a superar esses déficits deveria ser o que a política dos Estados Unidos deveria tratar, embora pareça que somos incapazes de suportar isso".
Vejam o Egito: mais da metade de suas mulheres e um quarto de seus homens não sabem ler. Os jovens egípcios de lideraram a revolução estão desesperados por instrumentos de educação e liberdade para ter sucesso no mundo moderno. Nossa resposta deveria ser tirar a ajuda financeira dos equipamentos militares e transferi-la para a construção de escolas de ensino médio de ciências e tecnologia e faculdades locais em todo o Egito. Em vez disso, porém, um ano depois, estamos em uma situação maluca de pagar US$ 5 milhões em fianças para tirar da prisão norteamericanos funcionários de agências pró-democracia, ao
mesmo tempo em que provavelmente estamos certificando que esta junta está liberalizando o país e merece mais US$ 1,3 bilhão em ajuda para armamentos. Vamos dar mais US$ 1,3 bilhão em armas a um país cujos únicos predadores são o analfabetismo e a pobreza.
S
obre o Afeganistão, eu gargalho sempre que escuto membros do governo Obama explicando que nós só precisamos treinar mais soldados afegãos para a luta e depois poderemos sair. Existe algo mais engraçado? Os homens afegãos precisam ser treinados para a luta? Eles derrotaram os britânicos e os soviéticos! O problema é que nós fechamos os olhos enquanto
ão existe tal governo. Nosso problema não é que os afegãos não saibam como lutar. É que não há um número suficiente de homens com vontade de lutar pelo governo que têm. Quantos lutariam por Karzai se nós não os pagássemos? E assim vai. No Paquistão, pagamos ao exército paquistanês para que ele faça jogo duplo, pois de outra forma ele faria apenas um jogo e seria contra nós. No Bahrein, olhamos para o outro lado enquanto os sunitas linha-dura no governo esmagavam um movimento liderado pelos xiitas por maior divisão de poderes. E, silenciosamente, víamos nosso aliado Israel construir mais assentamentos na Cisjordânia, sabendo que eles são um desastre para a democracia judaica. Mas não dizemos a verdade ao Paquistão porque ele tem armas nucleares. Não dizemos a verdade aos sauditas porque estamos viciados no petróleo deles. Não dizemos a verdade a Bahrein porque precisamos de sua base naval. Não dizemos a verdade ao Egito porque temos medo que ele saia de Camp David. Não dizemos a verdade a Israel porque ele tem votos. E não dizemos a verdade a Karzai porque Obama tem medo que John McCain o chame de fraco. Desculpem, mas nada de bom pode ser construído em um solo tão rico de mentiras
THOMAS L. FRIEDMAN de nosso lado e com sectarismo, tribalismo e fundamentalismo alimentado a petróleo do lado deles.
N
ão me entendam mal. Acredito que uma mudança é possível e estou pronto a investir nela. Mas é preciso começar com eles desejando essa mudança. Eu vou apoiar qualquer um na região que verdadeiramente apoie nossos valores – e a agenda do Relatório do Desenvolvimento Humano Árabe – e esteja pronto para lutar por eles. Mas estou cansado de apoiar pessoas simplesmente porque parecem ser menos terríveis do que os outros caras e eventualmente se mostram ser tão ruins quanto eles. Quando as pessoas não compartilham nossos valores, deveríamos nos isolar, reduzindo nossa dependência de petróleo. Mas devemos parar de desejar um bom governo mais do que eles, de olhar para o outro lado quando vemos um mau comportamento, de dizer a nós mesmos que no próximo ano será diferente, de ficarmos presos a uma guerra ruim por medo de sermos chamados de fracos e de vender mais blindados para pessoas que não sabem ler. THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
GibaUm
terça-feira, 27 de março de 2012
3 A briga entre Edir Macedo, 3 MAIS: estariam sendo da Igreja Universal e Valdemiro Santiago, da Mundial do Poder de Deus vai esquentar mais.
gibaum@gibaum.com.br
k
Eu sou 60% mulher... ROBERT REY // cirurgião plástico americano (nascido no Brasil), casado e pai de dois filhos, que vai comandar um programa na TV chamado Sexo a Três. Fotos: Paula Lima
supostamente programadas para serem exibidas nos horários da TV até mesmo cenas de orgias.
Outra Escolhinha 333 Blogueiros de humor que choravam, junto a milhões de brasileiros a morte de Chico Anysio, quando viram aquela foto de Dilma Rousseff na ponta de uma mesa onde se apertavam 28 empresários brasileiros, ficaram logo imaginando que, no estilo do Professor Raimundo , a cena podia remeter a uma suposta Escolinha da Dona Dilma. Ela pensando em quanto cada um deles leva para casa no fim do mês, lembrando do seu holerite e não resistindo, fazendo o mesmo gesto com o polegar e o indicador: “E o salário, ó!...”
COM CHARME Nada a ver com a próxima novela Cheia de Charme , de Filipe Miguez e Isabel de Oliveira: o gênero charme , usado para a R&B (Rhythm and Blues) contemporâneo no Brasil, vertente da black music , que se desenvolveu a partir do urban , estará devidamente em voga (até para dançar) na nova Avenida Brasil . Nos anos 80, foram charmeiros Marina Lima, Claudinho & Buchecha, Corello DJ (criou o termo), Seu Jorge e muitos outros. 333
Conversa de amigos 333 Mesmo com Dilma Rousseff dizendo que gostaria de ter os 47 deputados do PSD como integrantes da base aliada e o prefeito Gilberto Kassab reafirmando a independência da agremiação (embora a bancada venha votando com o governo), até assessores chegados da Presidência garantiam que a conversa a sós que os dois tiveram, na semana passada, à noite, foi “de amigos”. Dilma gosta da maneira de Kassab fazer política, de suas estratégias e de seu humor. Acabam rindo juntos. Ele reafirmou que está com José Serra em São Paulo, mas fazendo acordos com candidatos do governo em outras cidades.
IMPLANTE De um lado, a atriz Patrícia Pillar já estava um tanto cansada das movimentações políticas de Ciro Gomes, que vinha passando mais tempo em Fortaleza do que no Rio, a seu lado; de outro, há quem aposte que, num momento para reavaliar o romance, teria surgido a figura de uma jovem cearense de 28 anos. De um jeitooudeoutro,enquantoelogia a política econômica de Dilma, Ciro vive detonando as obras do PAC e depois de um período de recolhimento, quer cuidar da auto-estima. Primeiro passo: vai fazer um implante capilar com o cirurgião Fernando Bastos, de Recife, o mesmo que operou Eduardo Campos, José Múcio Monteiro, Demóstenes Torres e José Dirceu. 333
Tesouro de Lily 333 Dia 14 de maio, na Christie’s, em Genebra, Lily Safra, colecionadora de arte e presença até discreta entre os mais ricos do mundo, vai leiloar o conteúdo de uma rara caixa de jóias suas. São 70 peças que remetem a dois séculos e a uma variedade de estilos, com lucros revertidos para 20 ações de caridade. Entre elas, crianças ruandesas, hospital de crianças com Parkinson em Nova York e a fundação de Elton John para a Aids. O leilão tem nome: Jóias pela Esperança . A Christie’s estima que o leilão poderá arrecadar US$ 20 milhões.
CELULAR, NÃO Assessores, secretáriosexecutivos de ministérios, ministros, presidentes de estatais e outros altos funcionários com governo, já sabem: entrar para uma reunião com Dilma Rousseff e esquecer o celular ligado é se arriscar a levar um sabão da presidente. Na semana passada, os 28 pesos-pesados do empresariado brasileiro, antes de entrarem na grande sala do encontro com a Chefe do Governo, eram polidamente avisados que deveriam desligar seus aparelhos. A quem se atrevia em perguntar se poderia deixar no vibracall, os assessores insistiam: “Melhor, não. Fica por sua conta e risco."
333 Pela primeira vez, Antonio Fagundes contracena no palco, na montagem de Vermelho de John Logan, no novo Teatro Geo (atrás do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo) com um filho, Bruno Fagundes, de seu casamento com Mara Carvalho (os dois, na primeira foto à esquerda). Na platéia, entre tantos, outra ex-mulher de Fagundes, Clarisse Abujamara, que teve três filhos com o ator, ao lado da filha, Dinah Fagundes (segunda foto); Suzy Rego, muito magra e agora em Amor, Eterno Amor ; e a jornalista e apresentadora Maria Cândida.
Teatro em família
Os vídeos gravados por Carlinhos Cachoeira, agora preso na Operação Monte Carlo, acertando pagamento de propina a Waldomiro Diniz, na época subchefe da Casa Civil da Presidência, ocupada por José Dirceu (os gabinetes eram próximos) não foram os únicos armados pelo empresário de jogos. Congressistas que nunca tiveram quaisquer relações com Cachoeira apostam que ele deve ter um verdadeiro arquivo-bomba, envolvendo supostamente políticos conhecidos. Hoje, por exemplo, assumir publicamente a defesa do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), pode significar um suposto sinal de algum tipo de envolvimento. Os que, eventualmente, tiveram mais do que relações de amizade com Cachoeira não podem nem mesmo trocar idéias com outro na mesma situação.
Arquivo recheado
333
MISTURA FINA 333 UMA das quatro filhas de Carolina Herrera, Carolina Jr., que trabalha direto com a estilista venezuelana, chega a São Paulo em abril para o lançamento mundial do novo perfume da grife. Os últimos lançamentos nessa área foram de grande sucesso, nas versões feminina e masculina: CH e 212 . Carolina Jr. também lançará em São Paulo sua primeira linha de roupas, depois vai ao Rio para outro evento do perfume.
O LUTADOR de MMA, Minotauro (Antonio Rodrigo Nogueira), 35 anos, será tema de documentário a ser lançado no segundo semestre. Ele tem 480 mil seguidores no Twitter, defende comida saudável e, há pouco tempo, uns 400 caíram de pau em cima dele quando confessou que havia sido dominado por um hambúrguer. Mais: ele tem uma filha de 11 anos que mora com a mãe, na Bahia e namora uma jovem modelo de 21 anos chamada Giovanna Paino. 333
Juliana Paes, que já está se aprontando para ser a nova Gabriela na televisão, no remake da novela de Jorge Amado (com direito à famosa cena no telhado e tudo mais), vai aparecer como uma sexy cozinheira na primeira edição da nova revista Glamour (sai em abril), fotografada por Bob Wonfenson. Cabelos preso, pernas de fora, óculos gatinho, a atriz diz que “adora cozinhar para seu marido” (Carlos Eduardo Batista). E garante: “Ele ama minha comidinha”. 333
Boa de cozinha
Bem cotado 333 Ex-presidente do Banco Central durante os oitos anos do governo Lula, Henrique Meirelles, do PSD, poderá ser o nome que José Serra escolherá para ser candidato à vice-prefeitura em sua chapa. Sua ligação com o governo petista inibirá ataques de Fernando Haddad e Meirelles, inclusive, é um estudioso da cidade de São Paulo, participando de movimentos pela recuperação do centro velho e de reforço à imagem da Avenida Paulista. Enquanto isso, conversa com ex-colegas dos tempos do BankBoston: poderá recrutá-los e formar o mesmo time para o Banco Original, do grupo JBS.
333
h
h IN
OUT
Vestidos colados sem cinta.
Cintas modeladoras.
Talentosa Uma das mais promissoras – e mais bonitas - jornalistas de Brasília, com passagens por agências e periódicos da Capital, São Paulo e Belo Horizonte, Karla Mendes, foi selecionada para a 11ª edição do Programa Balboa para Jovens Jornalistas Ibero-Americanos, em Madri, onde já exercita seu talento no jornal Expansión. Uma de suas matérias fala sobre “Las sombras sobre la locomotora de Brasil”: burocracia, cambio e chance de contágio econômico. Karla deixou saudades na Esplanada dos Ministérios e agora, virou loura: morenaça antes (foto de internet), postou no Facebook sua nova versão. 333
OS DADOS são de 2010: a Argentina é a origem da maioria dos turistas estrangeiros que visita o Brasil, com 1,4 milhão, seguido dos Estados Unidos (641 mil) e Itália (245 mil). No mesmo ano, só 18.829 indianos visitaram o Brasil, nem formado entre os vinte primeiros. Na Índia, Dilma Rousseff tentará encontrar caminhos para aumentar esse fluxo de turistas: por isso, levou junto o ministro Gastão Vieira (Turismo).
333
DEPOIS de ver o prejuízo financeiro da OGX, empresa petrolífera do grupo EBX, triplicado no ano passado em relação a 2010, passando de R$ 135,5 milhões para R$ 509,9 milhões, Eike Batista acaba de vender 5,63% de sua holding (EBX) para um fundo de investimentos do Oriente Médio. A fatia da EBX foi vendida por US$ 2 bilhões e, para quem não sabe, 63 e considerado o número de sorte de Eike.
333
333 DILMA Rousseff acha que o Banco Mundial e Bird estão com sua capacidade de investimento comprometida. E quer criar um banco de investimentos com os cinco países que integram os Brics - Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul. Como não tem dinheiro nem para executar obras principais do PAC, o Brasil deve entrar com a idéia.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
5 SÓ ASSISTIR Corrupção continua sendo grande atração dominical na TV
olítica
Aguinaldo Ribeiro era secretário do governo da Paraíba quando decidiu que o povo teria direito a internet de graça. O programa custou caro. Mas não funciona, denunciou no domingo a Rede Globo. O hoje ministro das Cidades também não pode se conectar.
C
om um show de rock na praia, em João Pessoa (PB), coalhado de políticos, o então secretário de Ciência e Tecnologia, Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro (PP-PB), inaugurava, em 2010, o Jampa Digital, programa milionário de internet sem fio para toda a capital da Paraíba. Passados dois anos, o prefeito Ricardo Coutinho (PSB) foi eleito governador, o secretário foi promovido a ministro das Cidades e o projeto que consumiu milhões de reais nunca funcionou, mas o esquema que envolve muita corrupção continua ativo, como mostrou a reportagem deste domingo do Fantástico. Em discurso feito na praia, Ribeiro exaltava: "Internet de graça pra toda galera de João Pessoa, parabéns". O programa prometia tornar a cidade na primeira capital digital do País, monitorada por câmaras, com escolas informatizadas e internet grátis e sem fio para todos os moradores. Dois anos depois das mirabolantes promessas, a internet não funciona, mas o representante da Ideia Digital Sistemas, Consultoria e Comércio Limitada, responsável pela implantação do projeto, que se identificou como Luiz Carlos, falou como é o esquema de propina. "O que vem se praticando é 5% a 10%. Dos negócios que eu atuei, foi mais ou menos isso", contou aoFantástico. Além disso, há indícios de que os equipamentos adquiridos foram com preços muito acima do mercado. Exemplar – A senadora Ana Amélia (PP-RS) em discurso, ontem na tribuna, cobrou "investigação exemplar" dos casos de corrupção denunciados no fim de semana, especialmente o que envolve Ribeiro. "Não é por ser uma denúncia contra um ministro do meu partido, que vai diminuir a minha cobrança", afirmou. "Defendo a investigação exemplar e que todos os envolvidos sejam punidos", pediu. Na Paraíba, Aguinaldo Ribeiro se elegeu duas vezes deputado estadual pelo Partido Progressista. De agosto de
SÓ ESCLARECER Comissão de Ética quer ouvir explicações de Fernando Pimentel
Projeto milionário do ministro Ribeiro não existe José Cruz/ABr - 02.02.12
Não é por ser uma denúncia contra um ministro do meu partido que vai diminuir a minha cobrança. Defendo a investigação. ANA AMÉLIA (PP-RS)
2008 a fevereiro de 2009, ocupou a secretaria de Ciência e Tecnologia e três meses após a posse, Ribeiro estava na praia, comandando a inauguração do Jampa Digital. A "concorrência" foi vencida pela Ideia, no mercado há 20 anos. Talvez pela experiência de duas décadas, a Ideia se apresenta como uma empresa que pode ajudar em "muita coisa", principalmente em ano de eleição. "Mas aí a gente pode conversar pessoalmente", afirmou o funcionário Luiz Carlos na gravação do programa. Foi só marcar o encontro para descobrir o esquema de desvio de dinheiro público. Esse esquema envolve preços praticados acima do mercado. As câmaras de segurança foram oferecidas por R$ 32 mil, quando o mesmo modelo pode ser encontrado por R$ 11 mil. Ribeiro, dez depois de inaugurar o ambicioso projeto, deixou a secretaria e entrou em campanha para se eleger deputado federal.
Nesse período também foi elaborado um relatório financeiro, em poder da Polícia Federal, apontando, a partir de informações repassadas pelos bancos, "movimentações classificadas como atípicas" nas contas bancárias do atual ministro. As transações ocorreram entre 2006 e 2009. Em nota, a assessoria do ministro alegou que a licitação e a contratação do Jampa Digital já tinham sido concluídas antes da sua posse e que nunca liberou recursos para o projeto. Garantiu que há mais de 20 anos exerce atividade empresarial e que a sua movimentação é compatível com o patrimônio declarado. A internet prometida, porém, continua inacessível. Em João Pessoa, é impossível conectar a rede em vários pontos da cidade. Profissionais consultados pelo Fan tá sti co disseram que "o sinal é muito pobre", insuficiente para permitir o tráfego de dados. Em nome do ex-prefeito e agora governador Coutinho falou Gilberto Carneiro da Gama, procurador-geral do Estado. "Pode ter algum problema de natureza técnica, mas os equipamentos estão lá". Gama foi secretário de administração de João Pessoa e assinou contratos relativos ao Jampa. Já Paulo de Tarso, o dono da Ideia, desmentiu oferta de propina. "Somos uma empresa que tem um histórico absolutamente sério de atuação". O Brasil viu. (Agências)
Aguinaldo Ribeiro alegou que a licitação e a contratação do programa não tiveram sua participação. Mas endossou o projeto e subiu no palanque para anunciar que o povo teria internet de graça. E desejou "parabéns pra galera".
Reprodução/TV Globo
Fraude no Rio: aumenta a fila dos depoentes
O representante da Ideia, Luiz Carlos, explica a cobrança de propina em linguagem economica honesta: mercado, porcentagem.
A
Polícia Federal vai ouvir mais 48 pessoas nas próximas semanas como testemunhas nos inquéritos que apuram a oferta de propina para fraudar licitações em hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os novos convocados são representantes de órgãos federais que fizeram ou têm contratos com as empresas
denunciadas, além de sócios e donos das empresas que participaram de esquema de fraudes em pregão de fachada. A PF ouviu ontem mais três pessoas, entre elas Rufolo Antônio Villar, dono da Rufollo, uma das empresas flagradas pelo Fant ástico oferecendo propina. Até agora já foram ouvidas 12 pessoas. (Folhapress)
Dida Sampaio/AE - 20.03.12
Pimentel terá dez dias para se explicar Este é o prazo dado pela Comissão de Ética antes de decidir se abre ou não processo contra o ministro
A
Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu ontem pedir mais informações ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, sobre as suas atividades de consultoria. Ele terá dez dias para enviar as informações, de acordo com o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence. Ao todo, seis ministros votaram. Três foram pelo pedido
de informações e três pelo arquivamento – ao todo a comissão tem sete integrantes, mas Humberto Gomes de Barros, de licença médica, não participou. Coube a Pertence dar o voto de minerva para pedir as explicações. Além dele, votaram Fábio Coutinho e Marília Muricy. Pelo arquivamento se manifestaram Roberto Caldas, José Ernanne Pinheiro e Américo Lacombe. O presidente da comissão
explicou que "sem fazer nenhum juízo de mérito por ora sobre as acusações correntes ao ministro, resolvemos darlhe a oportunidade de se manifestar para que, então, possamos ajuizar se existe essa situação excepcional em que se justificaria a abertura de um processo de ética, embora os fatos veiculados sejam todos eles anteriores a sua posse no ministério", disse Pertence. De acordo com o presidente
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - 16.03.12
Ministro Fernando Pimentel: agora, convencer a Comissão de Ética. A decisão de convocá-lo teve votação apertada: 3 a 3, decidida no voto de minerva.
da comissão, o próximo passo será decidir pela abertura ou não de processo para investigar a conduta do ministro. Questionado se as denúncias contra Pimentel seriam consistentes, Pertence respondeu: "Passei os olhos no jornal muito rapidamente", justificou. "O que eu fiz foi isso: quando se alegou que excepcionalmente poderia haver hipóteses em que fatos anteriores poderiam movimentar a comissão, eu resolvi não esgotar isso, até porque o ministro tem se manifestado que está atencioso para prestar esclarecimentos". A oposição vê semelhanças entre a situação de Pimentel e a do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, que deixou o governo depois denúncias de patrimônio ampliado em 20 vezes após a prestação de serviços de consultoria. A denúncia contra Pimentel refere-se à sua empresa P-21 Consultoria e Projetos, que teria faturado mais de R$ 2 milhões com consultorias entre 2009 e 2010. Pimentel é um dos interlocutores mais próximos de Dilma Rousseff. (AE)
Tudo bem: senador não vê nada demais na sua relação com Cachoeira
Senadores cobram Demóstenes Torres
N
o mesmo dia em que o Tribunal Regional Federal negava pedido de liberdade para Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, três senadores subiram ontem à tribuna para cobrar explicações de Demóstenes Torres (DEM-GO), flagrado pela Polícia Federal em conversas com Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo. Pedro Taques (PDT-MT), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Jorge Viana (PT-AC) pediram que o senador faça um novo pronunciamento ao Senado com a sua versão dos fatos, co-
mo forma de resgatar a imagem do Legislativo. "Não podemos tapar o sol com a peneira", afirmou Taques. "A situação tem se agravado fortemente", completou Viana. "Não podemos tergiversar nem tolerar irregularidades, pois não temos compromisso com o erro", cobrou Ana. Demóstenes já confirmou ter recebido fogão e geladeira do "amigo bicheiro" e ontem seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, justificou a amizade do senador com o bicheiro como "uma questão de caráter". (AE)
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
6
terça-feira, 27 de março de 2012
Estamos avançando, mas ainda estamos com média de 20% de cota para mulheres. A aplicação da lei vai alterar essa situação. André de Carvalho Ramos, procurador regional eleitoral
olítica
Supremo retoma Lei da Anistia na 5ª Ministros vão analisar recurso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que defende que a tese adotada pelo STF não está de acordo com as regras internacionais
O
Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta quinta-feira o julgamento da Lei de Anistia (1979), que foi validada pela Corte em 2010. Está em pauta um recurso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que defende que a tese adotada pelo STF não está de acordo com as regras internacionais às quais o Brasil se submete. A OAB alega que a edição de uma lei nacional contendo anistia irrestrita para crimes políticos não é possível se os crimes contra a humanidade foram cometidos por autoridades estatais. A OAB também argumenta que o STF não se manifestou sobre a aplicação da Lei de Anistia a crimes continuados, como o sequestro. Sustenta, ainda, que o Supremo já adotou posicionamentos mais rígidos ao julgar extradições de pessoas ligadas a regimes de exceção.
Antonio Cruz/ABr
Além de vivermos sob regime democrático, estamos às vésperas da Comissão da Verdade. WADIH DAMOUS (OAB-RJ ) O julgamento desse recurso estava pautado para a última quinta-feira (22), mas a própria OAB pediu que o STF atrasasse a apreciação em uma semana. O relator do processo é o ministro Luiz Fux, que liberou o caso para julgamento assim que um grupo de procuradores do Pará, Rio de Janeiro, de São Paulo e do Rio Grande do Sul anunciou que aprofundaria as apurações sobre mortes e sequestros no período do regime militar.
O argumento dos procuradores é o mesmo da OAB: eles acreditam que os crimes de sequestro não ficam prescritos, já que ocorrem de forma continuada, enquanto os corpos não são encontrados. No dia 13 de março, o grupo entrou com ação na Justiça Federal do Pará contra o major Sebastião Curió para apurar o sequestro de cinco militantes na Guerrilha do Araguaia, na década de 1970. Em entrevista à TV Brasil, o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, disse que a anistia aos torturadores macula a imagem do Brasil na comunidade internacional, uma vez que os responsáveis por crimes de Estado em outros países estão respondendo judicialmente. "Além de vivermos num regime democrático, estamos às vésperas da designação, pela presidente Dilma Roussef, da Comissão da Verdade", observou. (ABr)
Movimentos protestam contra acusados de tortura
Ficha Limpa no Judiciário Pedido de vista adiou votação da matéria que enquadra funcionários na lei
Manifestantes saíram às ruas para "constranger" agentes em suas casas e no trabalho volvimento na tortura e do assassinato, em abril de 1971, do ativista político Joaquim Alencar de Seixas. De acordo com o MPF, ele foi reconhecido por parentes da vítima. Em 30 de agosto de 2010, o MPF moveu ação pública para que Araujo fosse responsabilizado por práticas criminosas. Segundo o relato do atual presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana de São Paulo, Ivan Seixas, preso aos 16 anos, junto com o pai, Joaquim Alencar de Seixas, David dos Santos Araujo, o "capitão Lisboa", estava entre os torturadores. "[Ele] era o que mais batia", disse no depoimento ao MPF. Seixas também contou que, como forma de pressão, os policiais o torturaram e o levaram para uma área deserta e simularam seu fuzilamento. Uma das irmãs de Seixas afirmou ao MPF que foi abusada sexualmente por Araujo.
"O ato é para pressionar, para que a Comissão da Verdade ocorra de fato. A gente veio para dialogar com quem trabalha com o acusado de tortura. [É para] expor, constranger e denunciar o torturador para quem convive com ele", disse um dos porta-vozes do movimento, o estudante da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Caio Santiago. Segundo os organizadores, a manifestação foi inspirada em ações similares feitas na Argentina e no Chile. "Lembramos talvez da parte mais sombria da história do Brasil e que parece ser propositadamente esquecida: a ditadura militar", diz o texto do manifesto lido em frente à empresa de Araujo. (ABr)
Justiça eleitoral paulista quer aplicação da lei de cotas por sexo nas listas
A
Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP) vai determinar a todos os 424 procuradores estaduais paulistas que atuem junto aos também 424 juízes eleitorais para que seja aplicada nas eleições deste ano a lei de cotas por sexo nas listas dos candidatos. A lei 9.504/97 determina que cada sexo tenha no mínimo 30% e no máximo 70% de representação em uma legenda. A lei, no entanto, não prevê punição para os partidos que não a cumprem. A ideia da Procuradoria é que o juiz eleitoral determine o enquadramento forçado na proporcionalidade. Se um partido tem três candidatas e 11 candidatos, um homem deverá ser eliminado.
O administrador é livre para nomear sem o concurso. Mas não é livre para nomear quem tenha um biografia contraindicada. CARLOS AYRES BRITTO A resolução determina que o nomeado ou designado, antes da posse, terá de declarar por escrito, sob penas da lei, não incidir em qualquer das hipóteses que contrarie a lei. A veracidade da declaração será comprovada mediante certidões negativas fornecidas pela Justiça Federal, Justiça Eleitoral, tribunais de contas, Justiça estadual, Justiça militar e pelos órgãos públicos em que trabalhou nos últimos 10 anos.
Até a interrupção do julgamento, o relator Bruno Dantas, o conselheiro Jorge Hélio e Marcelo Nobre haviam votado a favor da aplicação da lei nos tribunais de todo o País. Faltam ainda os pareceres de mais 12 conselheiros. A proposta já possui ressaltas de quem votou. O vice-presidente do CNJ, ministro Ayres Britto, manifestou apoio à proposta, mas afirmou que precisaria refletir melhor sobre a fundamentação legal das novas regras. Segundo ele, a liberdade de nomear para cargos de confiança e comissionados é "restrita". "O administrador é livre para nomear sem o concurso. Mas não é livre autoridade para nomear qualquer um que tenha um biografia contraindicada para o serviço público porque permeada de um passivo penal avultado", disse Britto.
Estado terá o primeiro tribunal investigado pelo Conselho Nacional de Justiça Barulho: grupos levaram cartazes para lembrar nomes de desaparecidos no regime militar.
PRE busca mais candidatas Mário Tonocchi
O
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu ontem a votação da proposta de prolongamento da Lei da Ficha Limpa ao poder Judiciário, com aplicação contemplada a funcionários comissionados, em cargos de confiança e terceirizados. Adiamento foi pelo pedido de vista da resolução feito pelo conselheiro Fernando da Costa Tourinho Neto durante a sessão. Caso seja aprovada, a regra será aplicada à Justiça Federal, Eleitoral, Justiça estadual, Militar e tribunais de contas. De iniciativa do conselheiro Bruno Dantas, a resolução tem o apoio da maioria dos membros do CNJ, inclusive do ministro Carlos Ayres Brito. Ele defende a Ficha Limpa como um avanço no País, não apenas para os candidatos, mas para toda a administração pública.
CNJ começa inspeções no Rio de Janeiro Bruno Bocchini/ABr
M
ovimentos sociais coordenados pelo Levante Popular da Juventude fizeram ontem manifestações para expor publicamente ex-militares e policiais acusados de tortura, abusos sexuais e homicídios durante o regime militar (1964-1985). Os atos ocorreram em frente à casa ou no local de trabalho dos acusados. As ações foram programadas para ocorrer em seis estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Pará e Ceará. Em São Paulo, a sede da empresa de segurança privada Dacala, do delegado aposentado do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), David dos Santos Araujo, foi o alvo da manifestação, na Av. Vereador José Diniz, na zona sul de São Paulo. Com carro de som, faixas, bumbos, cartazes e material de pichação, eles acusaram publicamente o proprietário da empresa, o delegado aposentado David dos Santos Araújo, de ter torturado, estuprado e assassinado militantes políticos que se opunham à ditadura militar, na década de 1970.. Cerca de 200 pessoas – com cartazes que traziam estampados os rostos de presos políticos mortos durante o período – denunciaram a participação do ex-delegado em assassinatos e tortura durante o regime. O ex-delegado Santos Araujo é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de en-
Ministro Carlos Ayres Britto: apoio à restrição de funcionários que tenham certidão positiva.
O texto de 2007 determinava que os partidos deveriam apenas reservar a cota mínima de 30%. Nesse caso, o entendimento dos partidos era de que não obrigação de ter a cota. Em 2009, a condicional passou a obrigação com a mudança dos termos "deverá reservar" para "preencherá". Mesmo assim, as legendas desconsideraram a legislação alegando falta de candidatas disponíveis. Já em 2010, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu a lei e editou norma de que ela deve ser observada pelos juízes eleitorais o que não aconteceu em 2010. "Esta será a primeira eleição com a nova interpretação do TSE sobre o assunto. Estamos avançando, mas ainda estamos com média de 20% de cota para mulheres. A aplicação da lei vai alterar essa situação",
prevê André de Carvalho Ramos, procurador regional eleitoral substituto de São Paulo. A atuação dos promotores para a aplicação da lei das cotas foi definida em audiência pública realizada na última sexta-feira, em São Paulo. A sessão reuniu cerca de 50 pessoas entre representantes de partidos e organização não governamentais. Também ficou definido que a Procuradoria vai publicar em seu site a relação de todos os partidos que cumpriram a cota mínima de 30% nas eleições o ano passado. A Procuradoria também vai pedir para o Tribunal Regional Eleitoral (TER-SP) que faça verificações nas contas das candidatas de 2010 para determinar se a candidatura foi real ou apenas apresentada para tentar cumprir a cota.
O
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) será a primeira corte inspecionada pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após a polêmica que envolveu o órgão no fim do ano passado - sobre os poderes para investigar magistrados. Portaria assinada na última semana pela corregedora Eliana Calmon detalha como serão as apurações, que começaram ontem e vão até sexta-feira. Valores altos – Calmon acredita que a inspeção é necessária porque, segundo dados do Portal da Transparência, os valores pagos mensalmente a
vários magistrados do Rio "incluem montantes cuja regularidade somente poderá ser analisada após a coleta de maiores dados". As inspeções do CNJ serão retomadas no Rio de Janeiro – e não em São Paulo, como previsto – porque houve uma mudança no método de trabalho da corregedoria. Os dados sobre movimentações financeiras que levaram o CNJ ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) no fim do ano passado – e que motivaram a paralisação do trabalho por decisão do Supremo Tribunal Federal – não podem mais ser usados enquanto a Suprema Corte
não der uma palavra final sobre o assunto. Dessa forma, só é possível voltar a inspecionar os tribunais pelos métodos rotineiros usados pelo CNJ desde 2008, como o cruzamento de folhas de pagamento e declarações do Imposto de Renda. Segundo a corregedoria, dados colhidos no TJSP na primeira inspeção não devem ser utilizados neste momento. Calmon alega que, nos últimos seis meses, os desembargadores fluminenses não prestaram todas as informações sobre o desempenho do tribunal no atendimento ao público. (ABr)
Marcio Fernandes/AE - 23.03.12
Eliana Calmon: desembargadores fluminenses não prestaram todas as informações sobre o desempenho do tribunal no atendimento ao público.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
7
Ferrara Participações S.A. CNPJ 09.225.197/0001-31 Sede: Av. Paulista nº 1.450 - São Paulo - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários.
Senhores Acionistas,
São Paulo, SP, 15 de fevereiro de 2012.
Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Ferrara Participações S.A., relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes.
Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Outros Ativos ................................................................................................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 12b)........................................................................................ NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 12b)........................................................................................ Dividendos a Receber (Nota 11) ................................................................................................................... INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Investimento em Coligadas (Nota 6) .............................................................................................................
31.12.2011 1.192 1.124 59 9 7.298.204 715.129 4.072 711.057 6.583.075 6.583.075
31.12.2010 4.724 1.405 60 3.259 6.503.003 707.857 4.428 703.429 5.795.146 5.795.146
7.299.396
6.507.727
TOTAL ...........................................................................................................................................................
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 12c).......................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 7d) ....................................................................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................ Provisões....................................................................................................................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 7a) ............................................................................................................. Reservas de Capital ...................................................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 7c)....................................................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial (Nota 6b item 3).......................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................
31.12.2011 15.441 7 15.321 1 112 7.283.955 2.553.290 2.145.524 2.591.807 (6.666) 7.299.396
31.12.2010 11.899 3.660 7.695 114 430 6.495.828 2.553.290 2.145.524 1.796.710 304 6.507.727
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil
RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Receitas Financeiras (Nota 8) ....................................................................................................................... Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 6a) ......................................................................................... Reversão de Provisões..................................................................................................................................
DEMONSTRAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 802.973 815.756 445 16.472 802.526 799.257 2 27
DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 9)................................................................................................. Despesas Financeiras (Nota 10) ...................................................................................................................
186 173 13
178 177 1
RESULTADO OPERACIONAL .....................................................................................................................
802.787
815.578
RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................
802.787
815.578
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 12a) .................................................................
(64)
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO............................................................................................................... Número de ações .......................................................................................................................................... Lucro básico por ação (expresso em R$ por ação).......................................................................................
802.723 148.185.822 5,42
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010
(5.527) 810.051 148.185.822 5,47
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:........................................................................................ Reversão de Provisões................................................................................................................................ Resultado de Participações em Coligadas .................................................................................................. Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas ..................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. (Aumento)/Redução em Outros Ativos ........................................................................................................ Aumento/(Redução) em Outras Passivos.................................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais ....................................................................... Dividendos Pagos........................................................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente nas Atividades de Financiamentos.............................................................. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................
802.787 (802.906) (802.526) (380) (119) (125) 114 (151) (281) (281)
815.578 (799.664) (27) (799.257) (380) 15.914 (1.072) (2.157) (1.618) 11.067 (177.330) (177.330) (166.263)
Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Exercício ..................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Exercício........................................................................................ Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................
1.405 1.124 (281)
167.668 1.405 (166.263)
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil
Reservas de Lucros Eventos Saldos em 01.01.2009................................................................. Dividendos de Exercícios Anteriores............................................ Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Destinações: - Reservas............................................................... - Dividendos Propostos (R$ 62,96 por lote de mil ações)......................................................... Saldos em 31.12.2010................................................................. Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo (Controladas) ............... Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Destinações: - Reservas............................................................... - Dividendos Propostos (R$ 51,93 por lote de mil ações)......................................................... Saldos em 31.12.2011.................................................................
Estatutária 1.083.270 (168.000) 761.853
Reserva de Capital Reserva de Ágio na Incorporação 2.145.524 -
Capital Social 2.553.290 -
Legal 79.084 40.503
2.553.290 -
119.587 40.136
1.677.123 754.961
2.145.524 -
2.553.290
159.723
2.432.084
2.145.524
Ajuste de Avaliação Patrimonial
Lucros Acumulados 810.051 (802.356)
Totais 5.861.472 (168.000) 810.051 -
304 (6.970) -
(7.695) 802.723 (795.097)
(7.695) 6.495.828 (6.970) 802.723 -
(6.666)
(7.626) -
(7.626) 7.283.955
304 -
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil
1) CONTEXTO OPERACIONAL Exercícios findos em 31 de dezembro A Ferrara Participações S.A. é uma sociedade que tem por objetivo a administração, locação, compra, venda de bens próprios e participação em 2011 % 2010 outras sociedades como cotista ou acionista. A Ferrara Participações S.A. é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. RECEITAS........................................................................................ 2 27 A autorização para a emissão destas Demonstrações Contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012. Outras Receitas................................................................................ 2 27 INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ..................................... (134) (142) 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS (12) (15) As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo Serviços de Terceiros ....................................................................... consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. Editais e Publicações ....................................................................... (122) (127) VALOR ADICIONADO BRUTO........................................................ (132) (115) 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis RETENÇÕES ................................................................................... (132) (115) (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor com exceção dos Ativos Financeiros mensurados pelo valor justo por VALOR ADICIONADO LÍQUIDO ..................................................... VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ........... 802.971 100,0 815.729 meio do resultado, que foram avaliados ao seu valor justo. 802.526 100,0 799.257 A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Resultado de Equivalência Patrimonial ............................................ Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme nota 4. Receitas Financeiras ........................................................................ 445 16.472 A Companhia adotou a faculdade prevista no CPC 36 que dispensa a apresentação de demonstrações contábeis quando uma entidade é controlada de outra VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR................................ 802.839 100,0 815.614 entidade que divulga demonstrações contábeis consolidadas e quando acionistas deliberam pela adoção dessa faculdade. Assim sendo, não estão sendo DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL ........................ 802.839 100,0 815.614 apresentadas demonstrações contábeis consolidadas. Impostos, Taxas e Contribuições .................................................. 103 5.562 Federais............................................................................................ 103 5.562 2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua Estaduais.......................................................................................... (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de Remuneração de Capitais de Terceiros e Outros ........................ 13 1 apresentação e estão sendo apresentadas em milhares de reais. Remuneração de Capitais Próprios.............................................. 802.723 100,0 810.051 Dividendos........................................................................................ 7.626 1,0 7.695 2.3) Caixa e equivalentes de caixa 795.097 99,0 802.356 Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na Lucros Retidos.................................................................................. data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis. de seus compromissos de curto prazo. 2.4) Ativos Financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado; disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. a) Mensurados ao valor justo por meio do resultado I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo por meio do resultado. II - Ativos financeiros para negociação Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de vender no curto prazo, ou que a Companhia mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos financeiros mantidos para negociação são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período. b) Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidos em resposta a mudanças nas taxas de juros, taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidos no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado, ou como disponíveis para venda. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. d) Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Ativos financeiros adquiridos com compromissos de revenda são registrados como empréstimos e adiantamentos à instituições de crédito ou clientes, conforme apropriado. A diferença entre o preço de venda e de recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo do contrato com base na taxa efetiva de juros. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil dos empréstimos e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía empréstimos e recebíveis. 2.5) Passivos financeiros A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros mantidos para negociação. I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. II - Passivos financeiros mantidos para negociação Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros mantidos para negociação. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas. 2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. As aplicações em fundos de investimentos, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investidor, que reflete o valor de mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo. 2.7) Investimento em Controlada São classificados como controladas as entidades as quais a Companhia exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controle quando a Companhia possuir, direta ou indiretamente, preponderâncias de gerir as políticas financeiras e operacionais de determinadas entidades para obter benefícios em suas atividades, mesmo que a percentagem que detém sobre o seu capital próprio for inferior a 50%. A existência e o efeito de potenciais direitos de voto, que são atualmente exercíveis ou conversíveis, são levados em consideração ao avaliar se a Companhia controla outra entidade. Os investimentos em Companhias controladas e coligadas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do exercício como despesa (ou receita) operacional. O resultado das controladas adquiridas ou vendidas durante os exercícios são incluídos nas demonstrações contábeis a partir da data efetiva de aquisição ou até a data em que o controle deixar de existir. I - Ágio (Goodwill) O ágio (ou deságio) é originado no processo de aquisição de controladas, coligadas e joint ventures. O ágio representa o excesso do custo de aquisição em razão do interesse da Companhia sobre o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis adquiridos de uma controlada e coligada na data da aquisição. O ágio originado na aquisição de controladas e coligadas é incluído no valor dos investimentos. Quando o excesso é negativo (deságio) este é reconhecido imediatamente no resultado como ganho na data de aquisição. O ágio é testado anualmente e sempre que for observado um evento que cause a redução ao valor recuperável, comparando-se valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados de uma unidade geradora de caixa ao valor contábil de seus ativos líquidos, incluindo o ágio atribuível e contabilizado ao custo deduzido das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável. Perdas por redução ao valor recuperável de ágio não podem ser revertidas. Ganhos e perdas auferidos na venda de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relativo à entidade vendida. 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existirem evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado.
% 100,0 98,0 2,0 100,0 100,0 0,7 0,7 99,3 0,9 98,4
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE - Em Reais mil
Lucro Líquido do Exercício ........................................................................................................................ Outros Componentes do Resultado Abrangente ..................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo ....................................................................................................... Total do Resultado Abrangente do Exercício ...........................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 802.723 810.051 (6.666) (6.666) 796.057 810.051
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis. Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes às UGCs são inicialmente alocadas na redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de forma pro-rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida. 2.10) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: são utilizados para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. 2.11) Patrimônio Líquido a) Lucro por ação A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. b) Dividendos a pagar A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. 2.12) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. Receitas Financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. As distribuições recebidas de investidas registradas por equivalência patrimonial reduzem o valor do investimento. 2.13) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração consolidada do resultado. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos e as análises realizadas pela Administração. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos.
3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. 2.9) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável significativos da Administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos. é estimado todo ano. continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
8
terça-feira, 27 de março de 2012
...continuação
Ferrara Participações S.A. CNPJ 09.225.197/0001-31 Sede: Av. Paulista nº 1.450 - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. Determinados ativos, incluindo ágio, outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda ao valor recuperável (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas quando existirem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de não-recuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda ao valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro.
5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
2011 2010 Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. 7 13 Fundos de Investimentos Financeiros (2)................................................................................................ 1.117 1.392 Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... 1.124 1.405 (1) Refere-se a depósito bancário à vista. (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco ou empresas a ele ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A., no montante de R$ 1.117 (2010 - R$ 1.392). 6) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na conta de Resultado de Equivalência Patrimonial e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 802.526 (2010 - R$ 799.257).
b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir:
Capital Social 4.308.182 1.575.650
Patrimônio Líquido Ajustado 7.115.223 2.033.164
Resultado Ajustado 862.499 258.508
Quantidade de ações possuídas (em milhares) cotas 3.492.212 631.973
Participação no Capital Social - % 81,0600 40,1087
Ajuste Decorrente de Avaliação (2)
Investimentos
Empresas 2011 2010 Elba Holdings Ltda. (1) (3)................................................................... 5.767.600 5.080.883 Tempo Serviços Ltda. (1)..................................................................... 815.475 714.263 Total .................................................................................................... 6.583.075 5.795.146 (1) Dados relativos a 31.12.2011; (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pela Companhia, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais da investida não decorrentes de resultado, bem como ajustados na avaliação de práticas contábeis, quando aplicáveis; e (3) Saldo do ajuste decorrente de Avaliação Patrimonial Reflexa de R$ (6.666) (2010 - R$ 304). 7) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social em Ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativo-escriturais, sem valor nominal. Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Ordinárias................................................................................................................................................ 148.185.822 148.185.822 Total ........................................................................................................................................................ 148.185.822 148.185.822 b) Reservas de capital A reserva de capital é composta principalmente por ágio pago pelos acionistas na subscrição de ações e ágio de incorporação de empresa. A reserva de capital é utilizada para (i) absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros; (ii) resgate, reembolso ou compra de ações; (iii) resgate de partes beneficiárias; (iv) incorporação ao capital social; e (v) pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for assegurada. c) Reservas de Lucros Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 2.591.807 1.796.710 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 159.723 119.587 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 2.432.084 1.677.123 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Pode ser constituída em 100% a Reserva de Lucros - Estatutária, do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da empresa, até atingir o limite de 80% do Capital Social Integralizado. d) Dividendos Conforme disposições estatutárias, aos acionistas estão assegurados dividendos que correspondam, no mínimo, a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei societária. Os cálculos dos dividendos relativos ao exercício de 2011 e 2010 estão demonstrados a seguir: Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % (1) 2010 % (1) Lucro Líquido do Exercício ........................................................... 802.723 810.051 Reserva Legal .................................................................................. (40.136) (40.503) Base de Cálculo.............................................................................. 762.587 769.548 Dividendos complementares/provisionados ............................... 7.626 1,0 7.695 1,0 (1) Percentual dos dividendos aplicado sobre a base de cálculo. 8) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 52 16.091 393 381 445 16.472
Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Juros Passivos......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 9) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 122 127 39 35 12 15 173 177
Editais e Publicações .............................................................................................................................. Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................
2011 698.842 103.684 802.526
2010 730.280 68.977 799.257
10) DESPESAS FINANCEIRAS Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 13 1 13 1
Juros Passivos......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 11) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 2011 Ativo (passivo)
Receitas (despesas)
Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 7 Dividendos a Receber: Tempo Serviços Ltda. ...................................................................... 113.972 Elba Holdings Ltda. .......................................................................... 597.085 Dividendos a Pagar: Rubi Holdings Ltda. ......................................................................... 7.661 Quixaba Empreendimentos e Participações Ltda. ........................... 7.661 Remuneração do pessoal-chave da Administração A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos controlador da Companhia.
Ativo (passivo)
Em 31 de dezembro 2010 Receitas (despesas)
-
13
-
-
112.987 590.442
-
-
3.840 3.855
-
cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A.,
12) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 802.787 815.578
Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .................................................................................................................................... (272.948) (277.297) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ 272.859 271.747 Outros...................................................................................................................................................... 25 23 Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (64) (5.527) b) Tributos a Compensar ou a Recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar no montante de R$ 4.081 (2010 - R$ 7.687) referem-se a imposto retido na fonte sobre aplicações financeiras e contribuição social de exercícios anteriores a compensar. c) Impostos e Contribuições a Recolher Impostos e Contribuições a Recolher, no montante de R$ 7 (2010 - R$ 3.660), referem-se a Imposto de Renda de R$ 4 (2010 - R$ 3.968) e Contribuição Social de R$ 3 (2010 - R$ 124). 13) OUTRAS INFORMAÇÕES a) A Companhia, em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía operações com Instrumentos Financeiros Derivativos. b) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perdas possíveis ou prováveis de natureza relevantes.
A DIRETORIA Silvio José Alves – Contador – CRC – 1SP202567/O-5
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e acionistas da Ferrara Participações S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Ferrara Participações S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, do resultado abrangente e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Ferrara Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 28 de janeiro de 2011, que não conteve qualquer modificação.
Osasco, 15 de fevereiro de 2012
KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
p
Zenko Nakassato Contador CRC 1SP 160769/O-0
André Dala Pola Contador CRC 1SP 214007/O-2
O governo não se posiciona, por isso fazemos greve de fome. Luiz Belisário, assessor da presidência da Educafro
olítica
PODER INTERINO
Dida Sampaio/AE
'Presidente' Maia recebe grevista Deputado quebra a rotina e tem audiência com manifestantes no Planalto
E
m sua primeira atividade oficial, o presidente em exercício da República, Marco Maia (PT-RS), quebrou a rotina adotada pela Presidência para tratar manifestações em frente ao Palácio do Planalto. Disposto a uma mudança de comportamento no local, o presidente da Câmara dos Deputados decidiu receber cinco manifestantes ligados à entidade Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes). Os manifestantes desse grupo estão acorrentados e ainda mantêm uma greve de fome desde ontem de manhã, em frente à sede do governo federal. Tradicionalmente, a interlo-
Dida Sampaio/AE
cução entre os movimentos de protesto e o governo é conduzida pela Secretaria-Geral da Presidência, hoje comandada por Gilberto Carvalho. A presidente Dilma Rousseff evita receber grupos para não abrir precedentes e não incentivar protestos. Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abria exceções e, como ocorreu em diversas ocasiões durante os oito anos em que esteve à frente do governo, decidia receber alguns manifestantes. Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia assume a Presidência pela segunda vez, seguindo a linha sucessória. Dilma está na Índia, onde participa da quarta reunião
do bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics). O vice-presidente Michel Temer (PMDB) também está fora do País, em encontro sobre segurança nuclear na Coreia do Sul. Segundo representantes da Educafro, a ação é para pressionar por uma resposta do governo à pauta de reivindicações discutida nos últimos meses, que inclui a adoção de cotas raciais em concurso público e também no programa Ciência Sem Fronteiras, que garante bolsas de ensino em vários países. "Nós estamos em diálogo com o governo. O governo nos recebe, mas não há nenhum posicionamento sobre as demandas, e isso fez com que o grupo se colocasse em greve de fome, para que déssemos andamento ao que vem sendo discutido", disse Luiz Belisário, assessor da presidência da Educafro. (Folhapress)
Em favor de cotas raciais na educação, ativistas protestam em frente ao palácio com greve de fome e mantendo-se acorrentados
Casa aberta: Marco Maia recebe frei David Raimundo, representante de grupo que protesta no Planalto. Pepe Marin/Reuters
A caminho da Índia, Dilma vive dia de turista na Espanha
A
presidente Dilma Rousseff passou ontem por Granada, na Espanha, a caminho da Índia, onde chega hoje para participar da 4º Cúpula dos Brics (entidade formada por cinco países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (veja na página 22). Com a presença dela nesse encontro, e a do vice-presidente, Michel Temer, na Coreia do Sul, neste caso para discutir segurança nuclear, a Presidência tem de ser assumida pelo presidente da Câmara dos Deputados, como ocorre neste momento – a chefia do governo é exercida interinamente pelo deputado federal Marco Maia (PT-RS). Em sua chegada à Granada, livre da agenda oficial, a presidente, acompanhada de assessores, percorreu ruas da cidade, como turista, visitando pontos pitorescos. Ela até almoçou em um albergue situado em Alhambra e se disse "apaixonada" pela arte hispano-muçulmana. (Agências)
Dilma em Granada: caminhada e degustações.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
9
STVD Holdings S.A. CNPJ 60.688.256/0001-65 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da STVD Holdings S.A., relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes.
Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Osasco, 15 de fevereiro de 2012. Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Ativos Financeiros Disponíveis para Venda (Nota 8)..................................................................................... Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6) ............................................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 13e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 13c e d) ................................................................................................................ Outros Créditos ............................................................................................................................................. NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... REALIZAVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. Empréstimos e Adiantamento a Instituições de Crédito (Nota 7).................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 13e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 13c e d) ................................................................................................................ Depósitos Judiciais........................................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................
2011 1.283.296 528.159 741.525 12.824 566 222 106.266 106.266 105.132 488 465 181 1.389.562
2010 1.168.140 1.127.192 16.722 7.845 6.242 10.133 6 107.138 107.138 104.805 1.185 967 181 1.275.278
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 13f)........................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 9c)........................................................................................................................ Provisões Fiscais........................................................................................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................ NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Obrigações Fiscais Diferidas......................................................................................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 9a) ............................................................................................................. Reservas de Lucros (Nota 9b)....................................................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial.....................................................................................................................
2011 27.595 26.563 928 25 79 3.809 3.809 1.358.158
2010
912.000 438.760 7.398
912.000 342.041 10.197
TOTAL ...........................................................................................................................................................
1.389.562
1.275.278
5.788 3.384 732 1.593 79 5.252 5.252 1.264.238
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil
RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Receitas Financeiras (Nota 10) ..................................................................................................................... Dividendos de Investimentos......................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais....................................................................................................................... DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Tributárias ..................................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 11)............................................................................................... Despesas Financeiras ................................................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO...................................................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 13a) ................................................................. LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 149.967 119.353 149.283 117.866 616 435 68 1.052 2.737 3.296 11 587 601 1.584 2.125 1.125 147.230 116.057 147.230 116.057 (49.583) (38.965) 97.647 77.092
Número de Ações.......................................................................................................................................... Lucro Líquido Básico e Diluído por lote de mil ações em R$ ........................................................................
9.452.677.718 10,33
9.452.677.718 8,16
Reservas de Lucros Legal Estatutária 15.594 250.087
Ajuste de Avaliação Patrimonial 9.457
Eventos Saldos em 31.12.2009............................................
Capital Social 912.000
Ajuste de Avaliação Patrimonial .............................. Lucro Líquido do Exercício ...................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos......................
-
3.855 -
72.505 -
740 -
Saldos em 31.12.2010............................................
912.000
19.449
322.592
10.197
Ajuste de Avaliação Patrimonial .............................. Lucro Líquido do Exercício ...................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos......................
-
4.882 -
91.837 -
(2.799) -
Saldos em 31.12.2011............................................
912.000
24.331
414.429
7.398
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais:
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010
Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .........................................................
147.230
Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:........................................................................................
116.057
(396)
170
Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos de Investimento Avaliado ao Custo ...........................................
(118)
(450)
Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas .....................................................................................
(278)
Lucro Líquido Ajustado ..............................................................................................................................
146.834
Ativos Financeiros Disponíveis para Venda.................................................................................................
(729.045)
Redução/(Aumento) em Operações de Swap .............................................................................................
7.845
620 116.227 (2.450)
Empréstimos e Adiantamento a Instituições de Crédito ..............................................................................
(327)
Redução/(Aumento) em Outros Ativos ........................................................................................................
(11.531)
3.428
(777)
Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ...............................................................................................
(172)
1.002
Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................................................
(7.563)
(1.989)
Imposto de Renda e Contribuição Social Compensados ............................................................................
(4.442)
(22.879)
Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais .......................................................................
(598.401)
92.562
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Dividendos/JCP Recebidos, Líquido de Impostos.......................................................................................
100
450
Caixa Líquido Proveniente das Atividades de Investimentos.................................................................
100
450
(732)
(612)
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Financiamentos..............................................
(732)
Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................................................
(599.033)
Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Exercício .....................................................................................
(612)
2011 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Outras Receitas.................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Editais e Publicações .................................................................. Serviços de Terceiros.................................................................. Patrocínios................................................................................... Contribuição Sindical Patronal .................................................... Despesas Financeiras................................................................. Despesas de Multas Indedutiveis................................................ Outros.......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2). ......................................... 4 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) ......................................................................... 5 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Receitas Financeiras................................................................... 6 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6).................. 7 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL................... 7.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Estaduais ............................................................................. 7.2) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................
684 684 (2.686) (132) (12) (340) (2.125) (77) (2.002) (2.002) 149.283 149.283 147.281 147.281 49.634 49.634 97.647 928 96.719
1.034.792
Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Exercício........................................................................................
528.159
1.127.192
Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................................................
(599.033)
92.400
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
77.092 (76.360) (732) 97.647 (96.719) (928) -
Exercícios findos em 31 de dezembro % 2010 0,5 1.487 0,5 1.487 (1,9) (2.675) (0,1) (115) (0,0) (19) (0,2) (726) (0,0) (35) (1,4) (1.091) (628) (0,1) (61) (1,4) (1.188) (1,4) 101,4 101,4 100,0 100,0 33,7 33,7 66,3 0,6 65,7
(1.188) 117.866 117.866 116.678 116.678 39.586 39.586 77.092 732 76.360
Totais 1.187.138 740 77.092 (732) 1.264.238 (2.799) 97.647 (928) 1.358.158
% 1,3 1,3 (2,3) (0,1) (0,0) (0,6) (0,0) (0,9) (0,5) (0,1) (1,0) (1,0) 101,0 101,0 100,0 100,0 33,9 33,9 66,1 0,6 65,5
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE - Em Reais mil
92.400
1.127.192
Lucros Acumulados -
Lucro Líquido do Exercício ........................................................................................................................ Outros Resultados Abrangentes Ganhos não Realizado em Investimentos Disponíveis para Vendas............................................................. Total dos Outros Resultados Abrangentes............................................................................................... Total do Resultado Abrangente .................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 97.647 77.092 (2.799) (2.799) 94.848
740 740 77.832
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 2.9) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes Uma provisão é reconhecida, quando o resultado de um evento passado, a Companhia tenha uma obrigação presente e legal, que pode ser estimada de modo confiável, e com provável saída de benefícios econômicos para sua quitação. Passivos contingentes são divulgados se existir uma possível obrigação futura resultante de eventos passados ou se existir uma obrigação presente resultante de um evento passado. Ativos contingentes são reconhecidos, contabilmente, somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis definitivas, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável são apenas divulgados nas demonstrações contábeis, exceto quando seja provável que esses ativos venham a dar origem a um aumento em recursos, que 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS incorporem benefícios econômicos. As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis 2.10) Patrimônio Líquido As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor com exceção dos Ativos Financeiros mensurados pelo valor justo por a) Lucro por ação A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da meio do resultado e disponíveis para venda, que foram avaliados seu valor justo. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme nota 4. b) Dividendos a pagar 2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de 2.11) Reconhecimento da Receita apresentação e estão sendo apresentadas em milhares de reais. A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. 2.3) Caixa e equivalentes de caixa A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Ca ixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. de seus compromissos de curto prazo. Receitas Financeiras 2.4) Ativos Financeiros As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado, subdividido em: mantidos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros para negociação e designados a valor justo por meio do resultado disponíveis para venda; mantidos até o vencimento; e empréstimos e recebíveis. A disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos no reconhecimento inicial. previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita a) Mensurados ao valor justo por meio do resultado de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. As distribuições recebidas de investidas registradas por equivalência patrimonial reduzem o valor do investimento. I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo por meio do resultado. 2.12) Imposto de Renda e Contribuição Social II - Ativos financeiros para negociação A provisão para o imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão Adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%.Foram constituídas provisões para os demais ajustados pelo valor justo em contrapartida ao resultado do período. impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros para negociação. A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração b) Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados e mantidos até o vencimento ou para negociação para consolidada do resultado. os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidos em resposta a mudanças nas taxas de juros, taxas Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, e as análises realizadas pela Administração. e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidos no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos Os valores dos ativos financeiros disponíveis para vendas estão apresentados na Nota 8. correspondentes. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado, ou Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico como disponíveis para venda. através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados a integridade e a independência dos processos. subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda 3.1) Estimativa do Valor Justo Pressupõe-se que o valor justo dos saldos de caixa e equivalentes de caixa, e outras obrigações, estejam compatíveis com seus valores contábeis. A STVD por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. Holdings S.A. aplica CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: d) Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem ativo financeiro disponível para venda, que são não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo negociados em um mercado ativo. amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Nível 2 Ativos financeiros adquiridos com compromissos de revenda são registrados como empréstimos e adiantamentos a instituições de crédito ou clientes, Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou conforme apropriado. A diferença entre o preço de venda e de recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo do contrato com base na outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos taxa efetiva de juros. ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem as debêntures e suas respectivas valorizações. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é Nível 3 relatada como uma redução do valor contábil do empréstimo e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução do Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente, incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de 2.5) Passivos financeiros fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. significativos da Administração. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. passivos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de financeiros para negociação. eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. I - Designados no reconhecimento inicial Essas estimativas e julgamentos contábeis referem-se basicamente aos seguintes item: Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. Determinados ativos, como outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda de valor recuperável II - Passivos financeiros mantidos para negociação (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de nãoOs passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém recuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda de valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. como parte de uma carteira administrada em conjunto para lucro no curto prazo ou para tomada de posições. As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no financeiro, está incluída na seguinte nota explicativa: resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Nota 8 - Ativo financeiros disponível para venda Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros mantidos para negociação. Nota 13d - Previsão de realização dos créditos tributários b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de 2011 2010 títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas. Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. 9 10 2.6) Determinação do valor justo Aplicação em Poupança .......................................................................................................................... 650.527 O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de Fundos de Investimentos Financeiros (2)................................................................................................ 528.150 476.655 preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... 528.159 1.127.192 ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. (1) Refere-se a depósito bancário à vista. As aplicações em fundos de investimentos, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investido, que reflete o valor de (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco. mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo. 6) INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS 2.7) Redução do valor recuperável de ativos financeiros Refere-se operação de swap efetuada pela STVD Holdings S.A. foi liquidada em 03/01/2011 pelo montante de R$ 7.845 (2010 - R$ 7.845). a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado Em cada data das demonstrações contábeis a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo 7) EMPRÉSTIMOS E ADIANTAMENTO A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existem No montante de R$ 105.132 (2010 - R$ 104.805) referem-se a debêntures emitida pela Companhia de Gás de São Paulo - Comgás em 05 de agosto de evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos 2008, com vencimento em 05 de agosto de 2014, sendo remunerada por 100% CDI. fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. 8) ATIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda O montante de R$ 741.525, está representado por Letras Financeiras, com vencimento em 03/01/2013, à taxa de 105% do CDI, no valor de R$ 729.045 e A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros ações ordinárias de emissão da BM&FBovespa S.A., no montante de R$ 12.480 (2010 - R$ 16.722), com o custo de R$ 1.274, ajustado ao valor de mercado está deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o e a marcação das ações é efetuada com base na cotação do pregão do último dia útil do mês. aumento puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, o prejuízo por perda por redução ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado. 9) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social em ações 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Os ativos sujeitos à depreciação ou amortização são revisados, no mínimo, anualmente para verificação do seu valor recuperável. Quando houver indício de O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. Em 31 de dezembro perda ao valor recuperável (impairment), o valor contábil do ativo é testado. 2011 2010 Uma perda pela redução ao valor recuperável é reconhecida pelo excesso do valor contábil do ativo sobre seu valor recuperável. Este último é o maior valor 9.452.677.718 9.452.677.718 entre o valor justo menos os custos de venda e o valor em uso. Para fins de avaliação da perda pela redução do valor recuperável, os ativos são agrupados Ordinárias................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ 9.452.677.718 9.452.677.718 nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). 1) CONTEXTO OPERACIONAL A STVD Holdings S.A. é uma Sociedade que tem por objetivo a administração de bens, direitos e rendas próprios, não prestando serviços dessa espécie a terceiros; a compra, venda e locação de bens móveis, imóveis e semoventes; a mediação de negócios; a participação em outras Sociedades, como cotista ou acionista; e a promoção e realização de projetos e empreendimentos, inclusive mediante aplicação de capital, por conta própria, no interesse da Sociedade. A STVD Holdings S.A. é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012.
continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
10
terça-feira, 27 de março de 2012
...continuação
STVD Holdings S.A. CNPJ 60.688.256/0001-65 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil b) Reservas de Lucros
Em 31 de dezembro 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 438.760 342.041 24.331 19.449 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 414.429 322.592 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Companhia, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos mínimos obrigatórios Pagamento de dividendos, propostos pela Diretoria que, o mínimo obrigatório do exercício, de 1% (um por cento) do respectivo lucro líquido, ajustado nos termos da Lei societária. A assembleia deliberará sobre a destinação do resultado do exercício. O cálculo do dividendo relativo ao exercício de 2011 estão demonstrados a seguir: Em 31 de dezembro 2011 97.647 (4.882) 92.765 928 928
Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Reserva Legal .................................................................................. Base de Cálculo.............................................................................. Dividendos mínimos obrigatórios ................................................ Total dos Dividendos ..................................................................... (1) Percentual dos dividendos sobre a base de cálculo.
% (1)
1,0
10) RECEITAS FINANCEIRAS
2010 77.092 (3.855) 73.237 732 732
11) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS
1,0
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 132 115 12 19 340 726 39 35 628 78 61 601 1.584
Editais e Publicações .............................................................................................................................. Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. Patrocínios............................................................................................................................................... Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Despesas de Multas Indedutíveis/Dedutíveis.......................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 12) PARTES RELACIONADAS a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas:
Em 31 de dezembro 2010 Receitas (despesas)
2011 Ativo (passivo)
Receitas (despesas)
Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 9 Aplicações em Depósito de Poupança: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Aplicações Financeiras Letras Financeiras (Nota 8): Banco Bradesco S.A. (1) .................................................................. 729.045 Aplicações Financeiras Derivativos: Ajustes com Operações de Swap Banco Bradesco S.A. ................. Dividendos/Juros sobre Capital Próprio a Pagar: Japira Holdings S.A. ........................................................................ (910) Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (2) Banco Alvorada S.A. ........................................................................ (5) Bradesco S.A. CTVM S.A. ............................................................... (8) Banco Bradesco BBI S.A. ................................................................ (3) (1) Letras Financeiras, com vencimento em 03/01/2013, à taxa de 105% do CDI.
Ativo (passivo) -
10
-
512
650.527
52.732
79.045
-
-
7.845
26.406
(1.903) -
13) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 147.230 116.057 (50.059) (39.459)
Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Despesas e provisões líquidas de receitas não tributáveis ..................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social
117 359 (49.583)
(718) (2) (4) (6) (2)
-
111 383 (38.965)
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010
% (1)
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 512 52.732 26.405 13.237 11.334 55.872 26.867 79.044 618 528 149.283 117.866
Rendimento de Aplicações em Caderneta de Poupança........................................................................ Receita Líquida de Swap......................................................................................................................... Rendimento de Empréstimos e Adiantamentos a Instalações de Crédito .............................................. Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Rendimentos de Letra Financeiras (L.F.)................................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
b) Remuneração do pessoal-chave da Administração A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A. controlador da Companhia.
Impostos deferidos: Constituição/realização no exercício, sobre adições temporárias........................................................... Utilização de saldos iniciais de: Base Negativa de contribuição social...................................................................................................... Prejuízo Fiscal ......................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Imposto Corrente: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos
13
45
(3.964) (6.118) (10.069)
(3.122) (8.706) (11.783)
(49.583) (49.583)
(38.965) (38.965)
Exercícios findos em 31 de dezembro Constituição Realização 2011 Provisão para perda de títulos e Investimentos................................ 652 12 664 Outras provisões .............................................................................. 26 1 27 Total dos créditos tributários sobre diferença temporárias....... 678 13 691 Prejuízo fiscal e base negativa de Contribuição Social .................... 10.422 10.082 340 Total dos Créditos Tributários ....................................................... 11.100 13 10.082 1.031 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro Base Diferenças Temporárias Negativa Imposto de Contribuição Contribuição Renda Social Social Total 2012.................................................................................................. 166 60 340 566 2013.................................................................................................. 169 61 230 2014.................................................................................................. 170 61 231 2015.................................................................................................. 3 1 4 Total ................................................................................................. 508 183 340 1.031 2010
A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, praticada pela Organização Bradesco, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 987 (2010 - R$ 10.816), sendo R$ 653 (2010 - R$ 638) de diferenças temporárias e R$ 334 (2010 - R$ 10.178) de prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social. e) Tributos a Compensar ou a Recuperar Referem-se a imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras e imposto de renda de exercícios anteriores, no montante de R$ 13.312 (2010 - R$ 7.427). f) Impostos e Contribuições a Recolher Refere-se a Imposto de Renda no montante de R$ 26.563 (2010 - R$ 3.384), e Contribuição Social (2010 - R$ 1.087). 14) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perdas possíveis ou prováveis de natureza relevantes.
A DIRETORIA Cid de Oliveira Guimarães – Contador – CRC 1SP218369/O-0
RELATÓRIO DE REVISÃO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
STVD Holdings S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da STVD Holdings S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da STVD Holdings S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Demonstrações do valor adicionado A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 28 de janeiro de 2011, que não conteve qualquer modificação. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas Osasco, 15 de fevereiro de 2012 demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela KPMG Auditores Independentes Zenko Nakassato André Dala Pola administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP 160769/O-0 Contador CRC 1SP 214007/O-2
p
Se o Código Florestal não for votado antes da Rio+20, ficará sob suspeita. Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente interina da Câmara
olítica
Leonardo Prado/Agência Câmara
Código Florestal: governo já dialoga Pressionado, Planalto decide renegociar algumas mudanças no projeto
O Rose de Freitas: presidente interina da Câmara espera que o código seja aprovado antes da Rio+20
Procuradoria pede demissão de nomeados por atos secretos
O
Ministério Público Federal (MPF) decidiu levar à Justiça um trem da alegria secreto promovido pelo Senado em 1991. Reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2009 mostrou que uma decisão secreta do Senado transformou estagiários da gráfica em servidores públicos federais sem que eles tenham passado por concurso público. Na ação civil pública protocolada na Justiça Federal, o MPF pede a anulação do ato secreto que nomeou os estagiários e, consequentemente, a demissão deles. De acordo com a Procuradoria, 76 pessoas foram beneficiadas pelo ato que ficou em sigilo até 2009.
Conforme dados do MPF, por meio de um ato sem número e sem publicação na imprensa oficial, a Comissão Diretora do Senado reconheceu a existência de vínculo empregatício dos estagiários. Eles foram enquadrados em seguida como ocupantes do cargo efetivo de "assistente industrial gráfico". Para beneficiar o grupo, uma comissão diretora alegou que eles foram contratados antes da Constituição de 1988 e, dessa forma, poderiam ser enquadrados numa regra transitória que autorizava a efetivação de servidores sem concurso. No entanto, a norma exigia a comprovação de vínculo com o serviço público por
pelos menos cinco anos. De acordo com o MPF, os estagiários ingressaram no Senado em 1984 e 1985, ou seja, num prazo inferior a cinco anos antes da Constituição de 1988. O escândalo foi divulgado pelo Estadão na sequência de irregularidades dos atos secretos, utilizados pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e seus antecessores no cargo para nomear parentes, amigos e fil i a d o s . U m d o s protagonistas dos atos secretos, o então diretor-geral Agaciel Maia, teve participação direta no que foi chamado de "trem da alegria secreto".Na época, 1992, Agaciel era o diretor responsável pelo Centro Gráfico. (AE)
governo reabriu ontem o diálogo sobre o Código Florestal há disposição de negociar partes do texto com o relator da matéria, deputado Paulo Piau (PMDBMG), segundo uma fonte govenamental. Até então, o governo não abria mão de exigir que os deputados votassem o texto de reforma do Código Florestal acertado no Senado, sem qualquer alteração. Contudo, essa estratégia dura de negociação recrudesceu a posição da bancada ruralista e resultou na paralisação das votações na Câmara, impedindo inclusive a aprovação da Lei Geral da Copa. Sob pressão, o governo chamou ontem Piau para conversar e quis saber quais pontos do Código Florestal só seriam aprovados se o governo abrisse a negociação. Durante a reunião com os ministros do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, Piau voltou a dizer que os deputados querem modificar a parte do texto que trata do uso e da recuperação nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e citou outros pontos, em que a negociação é mais tranquila. "O governo ainda não revelou os pontos que podem entrar em negociação, mas quis saber o que realmente pegava", disse o relator Paulo Piau. O ponto mais crítico – a consolidação das APPs já ocupadas e sua recuperação – pode ter como solução um decreto
O governo ainda não revelou os pontos que podem entrar em negociação, mas quis saber o que realmente pegava. PAULO PIAU (PMDB-MG)
presidencial. "O ideal é suprimir todas as partes que tratam das faixas de recuperação nos cursos d'água", explicou Piau. Se essa mudança for aceita pelo governo, a regulamentação se daria por meio de um decreto presidencial. "Estamos avaliando se o decreto dá segurança jurídica", disse Piau, que não descarta uma solução no próprio texto ou a aprovação de uma lei adicional para tratar a questão. Outros pontos que podem ser negociados pelo governo tratam das áreas de preservação em território urbano e uma nova redação para o artigo primeiro do texto do Código. Mas nessas questões a divergência é menor. Se as negociações prosseguirem, o governo e o relator pretendem construir um calendário de discussão e votação da matéria, o que pode levar cerca de um mês, segundo fonte do governo que pediu para não ter o nome revelado. Caso a discussão e a votação sejam encerradas somente depois de 11 de abril, o go-
verno também tem disposição de prorrogar um decreto presidencial que vence nessa data e que suspende a aplicação de multas ambientais. "Se tiver necessidade de prorrogar o decreto para ter uma decisão que seja em torno da sustentabilidade das atividades florestais e da conservação da biodiversidade não tem nenhuma dificuldade de eu propor a prorrogação do decreto", disse a ministra Izabella Teixeira a jornalistas nesta segunda. O primeiro texto do Código Florestal foi aprovado na Câmara em maio do ano passado. À época, o governo viu sua posição derrotada depois que a bancada ruralista conseguiu reunir apoio da maioria dos deputados para aprovar uma emenda ao texto que, para os ambientalistas e o Executivo, patrocinava uma anistia geral para os desmatadores. O projeto foi para o Senado, passou por modificações e voltou para a Câmara. Prioridade – A retomada do diálogo entre governo e a oposição foi justamente a prioridade estabelecida pela presidente em exercício da Casa, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES). Ela disse ainda que considera um equívoco a possibilidade de deixar a votação do código para depois da Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), em junho. "Se não for votado antes da Rio+20, haverá a suspeição do que será esse código", disse a deputada. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
11 FRANÇA Ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn é acusado de participar de esquema de prostituição
nternacional
OCEANO ÍNDICO Navio iraniano com açúcar brasileiro é sequestrado por piratas somalis
ALERTA VERMELHO NA ÁSIA Sob ameaça de um foguete norte-coreano, Coreia do Sul e Japão preparam seus mísseis. Obama apela para a pressão diplomática. Kim Hong-ji/Reuters
O
clima é de tensão na Ásia. E não é só por causa da Cúpula de Segurança Nuclear que ocorre em Seul. A Coreia do Sul e o Japão estão em alerta máximo – autoridades japonesas chegaram até a enviar mísseis para o centro de Tóquio. Tudo por causa da ameaça norte-coreana de lançar um foguete de longa distância no mês que vem. Nos bastidores do encontro na capital sul-coreana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou ontem uma ofensiva diplomática para evitar que o lançamento ocorra. As reuniões de Obama com os presidentes da China, Hu Jintao, e da Rússia, Dmitry Medvedev, surtiram efeito. Enquanto Hu, cujo país é o p r i n c i p a l a l i a d o d e P y o ngyang, expressou sua "grande inquietação" pela ameaça, Medvedev pediu ao governo norte-coreano para reconsiderar seu projeto. A manobra norte-coreana, contrária a convenções internacionais, é vista pelas potências ocidentais como provocação por parte de Pyongyang, que há anos usa a sua rudimentar arma atômica para chantagear inimigos em troca de ajuda humanitária. "Suas provocações e busca de armas nucleares não alcançaram a segurança que vocês buscam. Em vez da dignidade desejada, vocês estão mais isolados", disse Obama, dirigindo-se aos líderes norte-coreanos. Ele ressaltou que os EUA não têm "intenção hostil" em relação a Pyongyang. Horas após declaração, militares norte-americanos e sul-coreanos disseram ter detectado sinais de que a Coreia do Norte moveu para a rampa de lançamento o foguete que pretende ser testado. Pyongyang anunciou que vai acionar o foguete com o objetivo de colocar em órbita um satélite, entre 12 e 16 de abril, para marcar o 100º aniversário do nascimento do fundador do país, Kim Il-sung. O Norte, que possui armas nucleares, insiste que tem o direito de lançar um satélite para fins pacíficos. Os EUA e outros países, contudo, afirmam que o exercício é um teste de míssil disfarçado, e que lançamentos de mís-
Reuters - 18/07/07
A usina Kashiwazaki Kariwa, a maior do mundo, foi desligada.
Verão escaldante no Japão. A culpa é da (falta de) energia nuclear. Manifestantes antinucleares em Seul usam máscaras dos líderes da Rússia, Coreia do Sul e EUA. Larry Downing/Reuters
Em conversa vazada por um microfone, Obama sinaliza a Medvedev acordo sobre escudo antimísseis. seis balísticos norte-coreanos, para qualquer finalidade, são proibidos pelas resoluções da ONU. A imprensa de Israel chegou a levantar a hipótese de que o lançamento teria como objetivo testar mísseis para outro país – possivelmente o Irã. Precaução - A Coreia do Sul deixou claro que lançará um míssil contra o foguete nortecoreano caso ele sobrevoe o território sul-coreano. "Estamos preparando medidas para controlar a trajetória do míssil e derrubá-lo se, por acaso, ele se desviar da rota planejada e cair em nosso território", disse um porta-voz
do Ministério da Defesa sul-coreano, sem dar detalhes. Por sua vez, o Japão disse que instalará mísseis terra-ar no centro de Tóquio . "Estamos trabalhando para instalar o míssil Patriot na área metropolitana de Tóquio, como precaução", disse o ministro da Defesa japonês, Naoki Tanaka, à Câmara Alta do país, acrescentando que as ilhas Nansei, ao sul de Okinawa, também receberão reforços. Irã - Obama também aproveitou para advertir o Irã, suspeito de desenvolver secretamente um arsenal nuclear. "O tempo é curto", advertiu o mandatário, em referência a
tentativas de retomar o diálogo em vez da opção militar, que os EUA não descartam. Mas Teerã tenta fazer valer seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos. Desarmamento - Obama voltou a defender em Seul uma aceleração do desarmamento das duas maiores potências nucleares, EUA e Rússia. Em conversa vazada por um microfone, Obama mostrou confiança nas eleições presidenciais em novembro deste ano e disse que terá mais flexibilidade nas negociações a respeito do escudo antimísseis assim que ele for reeleito à Casa Branca. (Agências)
Uma cutucada papal Ao desembarcar em Cuba, Bento XVI faz referência ao 'sofrimento' dos presos.
O
papa Bento XVI chegou ontem em Cuba dizendo levar em seu coração as "aspirações justas e legítimas" de todos os cubanos, incluindo os que deixaram a ilha e "os presos e suas famílias". A menção do pontífice aos presos foi genérica, não apenas aos políticos. Mas foi suficientemente ampla e ambígua para tocar em um tema delicado para o regime comunista: o dos encarcerados por fazer oposição ao governo. "Trago em meu coração as justas aspirações e legítimos desejos de todos os cubanos, estejam onde estiverem", disse o papa de 84 anos, incluindo os "sofrimentos" dos presos e sua família, uma referência que deve ser bem recebida por dissidentes políticos na ilha e por exilados nos EUA. Há semanas, dissidentes insistem que o papa deve abrir espaço em sua agenda de três dias na ilha para recebê-los ou, ao menos, deve falar publicamente de violações de direitos humanos e falta de liberdades individuais em Cuba. Os apelos não tiveram resposta até agora.
Desmond Boylan/Reuters
mo o principal agente nãoestatal hoje em Cuba. A instituição tem espaço crescente na discussão das reformas na ilha, apesar das críticas feitas pelo papa antes de chegar. Na sexta-feira, Bento XVI – considerado como conservador– surpreendeu as autoridades cubanas ao declarar Raúl recebe o pontífice em Santiago de Cuba que o comunisEnquanto isso, o presidente mo fracassou em Cuba, e que cubano, Raúl Castro, demons- a Igreja pode ajudar o país "a tra não hesitar em reprimir pa- evitar traumas" na adoção de ra abortar ou abafar manifes- um novo regime. O presidente cubano tem tações de opositores. De acordo com grupos de usado a Igreja como interlocudissidentes, ao menos 150 tora em questões como preopositores foram detidos des- sos políticos e dissidentes. A Igreja tem estimulado as rede o último sábado. Reformas - A presença do pa- formas econômicas e políticas pa na ilha, 14 anos depois da em Cuba, e aconselhado que histórica visita de João Paulo II, elas aconteçam com a maior consolida o papel da Igreja co- rapidez possível. (Agências)
Ó RBITA
ISRAEL CONTRA A ONU
I
srael cortou relações ontem com o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que na semana passada decidiu criar uma comissão para investigar os assentamentos judaicos na Cisjordânia. Israel anunciou ainda que não permitirá a visita da comissão ao país e que estuda sanções à Autoridade Nacional Palestina (ANP), que articulou a votação na ONU. Israel acusa o conselho de agir com "maioria automática". Na sessão que aprovou a comissão, houve 36 votos a favor, 10 abstenções e só 1 voto contra, dos Estados Unidos. Em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, vivem 500 mil judeus, em assentamentos que a ONU considera ilegais. Mesmo com a recusa de Israel em colaborar com a comissão, a ANP prepara fotos e mapas para serem analisadas pela ONU. (Folhapress)
A
Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina de Fukushima destruída pelo tsunami no ano passado, fechou o seu último reator nuclear em operação para manutenção ontem, levantando preocupações sobre uma crise de energia durante o verão japonês. A parada do reator número 6 da usina de Kashiwazaki Kariwa, a maior do mundo de energia nuclear, deixou o Japão, com 53 de seus 54 reatores detidos, à beira do blecaute nuclear completo. O ultimo reator do Japão em funcionamento, o Tomari número 3 da Hokkaido Electric, está programado para ser desligado em 5 de maio para manutenção. O governo já alertou que, se todas as unidades atômicas estiverem desligadas no verão, o abastecimento poderá ser reduzido em 10% em relação ao ano passado. Para evitar apagões, empresas acionaram antigas instalações de combustíveis fósseis e apelaram para a
conservação de energia, mas alguns analistas alertaram para a escassez de energia no quente e úmido verão japonês, especialmente porque antigas usinas de combustíveis fósseis podem ser menos confiáveis. "Nós provavelmente somos capazes de manter um fornecimento estável de eletricidade no momento, mas gostaríamos de pedir aos clientes que continuem economizando energia", disse o presidente da Tepco, Toshio Nishizawa, cuja empresa tentará abastecer a região metropolitana de Tóquio, que possui mais de 30 milhões de habitantes. Durante o verão do ano passado, quando 35 dos 54 reatores do Japão estavam paralisados, o governo e as companhias elétricas pediram às empresas reduzir em 15% o consumo nos meses de maior demanda, o que levou a importantes mudanças e cortes em fábricas e no transporte público. (Agências)
SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL Torna público que realizará no dia e hora a seguir determinado: Pregão Presencial nº: 018/2012 - Processo nº 2012-0.021.136-3 Objeto: AQUISIÇÃO DE MATERIAS MÉDICOS DIVERSOS, PARA USO NAS UNIDADES DA AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data de Abertura: 10/04/2012 - às 09:00 horas Endereço: Rua Frei Caneca nº 1398/1402, 2º andar - Consolação - São Paulo - Capital. Custo do Edital: R$ 5,40 O edital de pregão poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, nº 1398/1402, 9º andar - Consolação - São Paulo - Capital, das 09:00 às 16:00hs ou mediante depósito em nome da Autarquia Hospitalar Municipal - Conta Corrente: 5415-1 Agência: 1897-X (Banco do Brasil) - (Apresentar comprovante do depósito).
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 034/2012-SMS.G, processo 2012-0.028.032-2, destinado ao registro de preço para o fornecimento de REPOSITORES HIDROELETROLÍTICOS, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 10 de abril de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 049/2012-SMS.G, processo 2011-0.153.957-3, destinado ao registro de preço para FORNECIMENTO DE ROTEADORES, para a Assessoria Técnica de Tecnologia de Informação - ATTI, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 11 de abril de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
12
c
terça-feira, 27 de março de 2012 Thiago Teixeira/AE
ESCOLTA Torcedores do Palmeiras sendo escoltados por soldados da Polícia Militar, pouco antes do jogo de domingo, no Pacaembu.
idades
Gaviões e Mancha são banidas dos estádios. Torcedor é enterrado em SP.
Morte do estudante André Alves Lezo pode ter ocorrida em confronto organizado pela internet entre corintianos e palmeirenses. Outro jovem está em estado gravíssimo.
O
confronto entre cerca de 300 torcedores do Corinthians e do Palmeiras, que resultou na morte do estudante André Alves Lezo, 21, no último domingo, gerou reação da Federação Paulista de Futebol (FPF). Ontem, por solicitação da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, da Polícia Civil de São Paulo, foi decidida a proibição da entrada das torcidas organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde nos estádios. Por meio de resolução assinada pelo presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, os integrantes das torcidas organizadas não poderão ir aos jogos vestindo roupas dos clubes ou portando bandeiras. As suspensões poderão se transformar em exclusões dos grupos caso fique provado que líderes dos bandos participaram ou foram omissos para coibir a batalha entre torcedores. As suspensões, contudo, impedem apenas que torcedores entrem nas arenas portando objetos que remetam às facções organizadas, como uniformes, acessórios e faixas. "O torcedor da Gaviões é um consumidor, tem o direito de continuar indo às partidas", disse o coronel Marcos Marinho, chefe de arbitragem e segurança da FPF. A medida anunciada ontem enfrenta descrença até nos clubes que terão torcedores atingidos pela medida. "Não sei se entrar no estádio sem
Leo Barrilari/Folhapress Chico Ferreira/Luz - 28/12/2008
A arma taser, que descarrega choques elétricos nas vítimas
Taser mata em SC e abre polêmica Eurico Ferreira Jr.
André Alves Lezo, de 21 anos, estudante e torcedor do Palmeiras, foi sepultado ontem, em São Paulo. uniforme vai resolver alguma coisa. Temos de entender o que aconteceu", afirmou o presidente palmeirense, Arnaldo Tirone. Enterro – O torcedor palmeirense André Alves Lezo foi enterrado ontem à tarde, em São Paulo. A polícia suspeita que o confronto entre as torcidas tenha sido marcado pela internet. O tumulto ocorreu na avenida Inajar de Souza, no bairro do Limão, a oito quilômetros do estádio do Pacaembu. De acordo com o texto divulgado na tarde de ontem, a FPF decidiu "proibir a entrada nos estádios, até que sejam apurados os fatos e os responsáveis punidos nos
termos da legislação em vigor (Estatuto do Torcedor) as torcidas organizadas Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel". Morte negada – No início da tarde de ontem chegou a ser noticiada a morte de um segundo palmeirense ferido no confronto de domingo. De nome Vinícius (inicialmente seu sobrenome não foi divulgado), sabia-se apenas que seu apelido era Zulu e que estava internado no hospital São Camilo, na Pompeia. Por volta das 19h, o São Camilo informou por meio de uma nota que o torcedor do Palmeiras era Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira e estava em "estado
gravíssimo", internado na UTI com traumatismo no crânio. Esta é a íntegra da nota do hospital: "Informo que o paciente, de 19 anos, encontra-se em estado gravíssimo, internado em nossa UTI por traumatismo crânio encefálico grave, em pósoperatório de neurocirurgia para drenagem de hematoma extradural. No momento, encontra-se hemodinamicamente instável, em uso de drogas vasoativas, entubado sob ventilação mecânica, com piora do seu estado neurológico nas últimas 24 horas. Atenciosamente, Dr. Jair Cremonin Jr." (Agências)
Capez pede prisão de envolvidos na briga Ivan Ventura
C
onhecido por sua atuação contra as torcidas uniformizadas briguentas na Promotoria de Justiça do Estado, o hoje deputado estadual Fernando Capez (PSDB) é favorável à decisão tomada pela Federação Paulista de Futebol de proibir a Mancha Alviverde e a Gaviões da Fiel nos estádios. Segundo ele, não haveria necessidade desse pedido de punição às torcidas, feito pela polícia, uma vez que já existe medida semelhante prevista no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em julho do ano passado por representantes das principais torcidas paulistas. O compromisso ainda tem as assinaturas de representantes do Ministério Público Estadual e do exministro dos esportes, Orlando Silva. Pelo acordo, está prevista a suspensão de comparecimento aos estádios das
torcidas que se envolverem em atos de violência. "Elas (torcidas) assinaram um compromisso que tem força de decisão judicial. Ele proíbe o fomento à briga e o movimento de torcidas preparando enfrentamentos. Elas assumiram a possibilidade de punição. É só aplicar", disse Capez. O deputado criticou a liberação de torcedores envolvidos na briga na avenida Inajar de Souza, na zona norte da cidade. Para ele, os torcedores envolvidos deveriam ser processados pelo crime de formação de quadrilha ou bando armado, previsto no artigo 288 do Código Penal, além de receber punição prevista no Estatuto do Torcedor. Juntas, elas preveem penas de três a oito anos de reclusão. "Não entendi porque foram liberados. Era um grupo armado, inclusive os pedaços de madeira e ferro foram levados à delegacia. Não há razão para ficarem impunes", disse Capez.
A
polêmica sobre o uso de pistolas de choque elétrico pelas forças policiais voltou com força na semana passada, após a morte do estudante brasileiro Roberto Laudísio Curti, no dia 18, pela polícia de Sydney, na Austrália. No domingo, a morte de um homem de 33 anos, em Florianópolis (SC), vítima de um disparo de taser, reacendeu a discussão, colocando sob suspeita a eficiência da arma. De acordo com o cardiologista Sérgio Timerman, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (Incor-SP), o uso da arma requer constante treinamento do pessoal que a usa e aprimoramento tecnológico. Conhecidas como tasers (porque são fabricadas pela empresa norte-americana Taser International) as pistolas de choque elétrico disseminaram-se na última década e criaram a expectativa de diminuir o uso da arma de fogo. Hoje, são usadas por forças de segurança em 65 países. Apresentada pelo fabricante como uma arma “não letal”, o equipamento dispara dois dardos que, uma vez atingido o alvo, liberam uma descarga elétrica de 50 mil volts – porém, com baixa corrente, de 0,039 ampères, o que teoricamente diminui o risco de morte. A descarga age diretamente no sistema nervoso, provocando a paralisação total e imediata dos movimentos por alguns segundos. A arma é recomendada para ser usada em situações extremas, quando há forte resistência, ou nos casos em que o agente policial se sente ameaçado. Sucessivas denúncias de mau uso da arma provocaram o aumento das críticas ao equipamento. Há um mês, a Anistia Internacional divulgou relatório no qual aponta que 500 pessoas morreram nos Estados Unidos, desde 2001, vítimas de
pistolas de choque elétrico. No Brasil, os defensores da ta se r costumam citar o estudo realizado pelo cardiologista Sérgio Timerman, diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Incor-SP (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo), apresentado no 62º Congresso Brasileiro de Cardiologia, em 2007, para justificar o uso da arma. O estudo, realizado com 579 voluntários, chegou à conclusão de que “a aplicação da taser não causou danos clínicos detectáveis. As teorias de que o taser induz à morte ou dano miocárdico não são suportados por nossos achados”. Segundo o cardiologista, entrevistado ontem pelo DC, estudos posteriores a 2007 mostram que a taserpode, sim, causar infarto ou arritmia cardíaca. “A literatura médica, em trabalhos realizados aqui e no exterior, aponta um número crescente de problemas relacionados ao disparo da taser”, reconhece Timerman. “É importante lembrar que o voluntário, quando recebe um disparo, não está estressado nem sob efeito de álcool ou de drogas, uma situação bem diferente da realidade.” Recentes estudos, segundo o cardiologista, mostram que as chances de o disparo causar danos físicos, ou morte, são maiores em pessoas com o metabolismo alterado. Outra constatação é que nos disparos realizados na cabeça, no pescoço e no tórax as probabilidades de danos são grandes. Nessas áreas, os efeitos podem ser prejudiciais ao coração e ao sistema respiratório. O efeito do choque em portadores de marcapasso, segundo esses mesmos estudos, provocam apenas uma disfunção momentânea do aparelho eletrônico, sem consequências mais graves. Timerman diz que a denominação “arma não letal”, atribuída inicialmente às tasers, há muito mudou para “armas de baixa letalidade”.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
13
c "O Obelisco está sangrando" Ele está sangrando por causa do descaso. Paolo Emendabili
idades
Frase de Paolo Emendabili, neto do escultor do monumento feito aos heróis de 1932, revela o descaso com um dos cartões-postais de SP Fotos: Paulo Pampolin/Hype
Na foto maior, uma mancha revela a infiltração de água dentro do mausoléu em homenagem aos combatentes de 1932. No alto, à esquerda, capacetes utilizados pelos soldados estão empilhados em um canto, acumulando poeira.
Ivan Ventura
A
poucos meses das comemorações dos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, o Obelisco do Parque do Ibirapuera mais uma vez continuará fechado ao público por causa da infiltração de água que compromete a estrutura do monumento. Há dez anos, o interior do local é totalmente fechado aos turistas, com raríssima exceções - duas vezes por ano, no máximo. Na semana passada, a reportagem do Diário do Comércio entrou no Obelisco do Ibirapuera, cujo nome verdadeiro é apenas "32" para verificar a saúde de um dos principais cartões-postais de São Paulo. O resultado é desanimador. Na semana da visita do DC, o monumento ficou às escuras por causa de uma pane elétrica, cujas causas ainda são desconhecidas. Há quem acredite na hipótese do problema ter sido provocado pela infiltração de água. Se isso ficar confirmado, será mais um dos danos causados pelo gotejamento que ocorre no teto e se espalha por vários ambientes no mausoléu, que fica dentro Obelisco. Logo após descer os nove degraus que separam a Avenida Quarto Centenário e o mausoléu, já é possível encontrar manchas escuras no pórtico de entrada, provavelmente causadas pela infiltração de água. Ao passar pelos primeiros arcos do mausoléu, há uma primeira sala conhecida como a Câmara dos Leigos. Nela, há duas portas laterais, sendo que cada uma delas leva a outras duas salas. Capacetes – No local há banheiros, uma cozinha usada por um policial que monta guarda no monumento e um depósito com os mais variados objetos. É justamente nesta sala, bem ao lado daqueles cones alaranjados usados pela CET para reali-
Placa em homenagem aos combatentes da Revolução de 32, no interior do Obelisco do Ibirapuera: infiltração provoca problemas estruturais zar bloqueios nas ruas e avenidas, onde estão dezenas de capacetes usados pelos combatentes de 1932. Os objetos, que poderiam estar expostos ao público em algum museu paulista, estão empilhados em um canto de uma sala e, a cada dia, ficam mais empoeirados. Seguindo em direção ao interior dos subterrâneos do Obelisco, ao passar pela segunda trinca de arcos, há uma sala conhecida como Câmara da Reflexão. É nela que estão os restos mortais de 72 combatentes que lutaram na Revolução de 32. Campanha – Um dos ilustres personagens desse importante período da história de São Paulo é Carlos de Souza Nazareth, ex-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e um dos idealizadores da Campanha "Ouro para o Bem de São Paulo".
Nesta sala já é possível verificar o devastador efeito da infiltração: a água invade a sala por meio de pequenas frestas no teto da câmara. Assim, gota a gota, as paredes e o piso de mármore travertino, que deveria ser branco, está manchado e ganhou uma coloração avermelhada, semelhante a sangue. "Olhando a cor da mancha no mármore, ela lembra sangue. Cupins fazem ninho e estragam pintura no interior do monumento Mas é isso o que está acontecendo com o monumento. Ele está sanA água que escorre em vá- por causa da chuva, mas tamgrando por causa do desca- rios ambientes da edificação é bém em decorrência de fissuso", disse Paolo Emendabili, outro mistério. Curiosamente, ras na estrutura do espelho neto do escultor do monumen- elas não cessam nem mesmo d´água que circunda o Obelisto, Galileo Emendabili, e que nos dias ensolarados, o que le- co. Nesse caso, não é difícil acompanhou a reportagem na vanta a hipótese de que o va- suspeitar que há um grande visita ao Ibirapuera. zamento não ocorre apenas problema em curso e que pode
afetar o futuro do mausoléu. Mais adiante está a Câmara do Templo Sagrado, localizada logo abaixo da base do Obelisco e que abriga a estátua de um soldado anônimo esculpida em mármore de Carrara. Na verdade, o tal combatente tem, sim, uma identidade. Segundo Paolo Emendabili, Galileo esculpiu o rosto do seu pai (bisavô de Paolo), Ludovico, na imagem do soldado constitucionalista com os olhos semi-cerrados e deitado com o peito virado para o cume do Obelisco. Nos pés da estátua outra goteira no bocal onde é inserida a lâmpada ameaça manchar a estátua em mármore do soldado. A goteira, nesse caso, parece ser ainda mais antiga, especialmente por causa da enorme mancha avermelhada e também negra no piso da sala. A mesma mancha ainda é visível em uma sala ao lado, onde está localizado um altar com a imagem de Jesus Cristo ainda pequeno. Sobre o altar há um ninho de cupins no interior de uma câmera. Ação popular – Há ainda uma sala com um enorme buraco no teto, aberto em decorrência da falta de manutenção. "Há inúmeras goteiras no interior do complexo construído pelo meu avô. Não dá mais para ver tamanho descaso. Vamos avaliar, mas vou ingressar com uma ação popular e exigir a imediata restauração nos próximos dias. Há risco de desmoronamento", afirma Paolo Emendabili. Em 2006, o governo do Estado, a Polícia Militar e o próprio Emendabili assinaram um convênio para a preservação do imóvel. Nele, o governo do Estado assumiu o compromisso pelas obras e restauro do espaço, na época avaliada em R$ 5 milhões. "Hoje o valor é maior, pois os danos mudam a cada mês. Alguém tem que fazer alguma coisa", disse Paolo.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
14 -.LOGO
terça-feira, 27 de março de 2012
www.dcomercio.com.br
Enca(de)rnação O escultor canadense Maskull Lasserre transforma manuais de computador as publicações que se tornam obsoletas com maior rapidez no mercado editorial - em caveiras. http://bit.ly/GPI9FD
C INEMA D ESIGN
F ACEBOOK
No fundo do mar Reprodução
J
Cadeira marinha
ames Cameron, diretor de Avatar e Titanic, disse ontem que o fundo do mar é uma paisagem "lunar". Ele foi a primeira pessoa a explorar sozinha a região mais profunda da crosta terrestre no oceano Pacífico. "É muito lunar, muito desolado, muito isolado", afirmou o cineasta canadense ontem, depois de retornar da Depressão Challenger, localizada na extremidade sul da Fossa das Marianas, território norte-americano no Pacífico ocidental. Cameron alcançou a região mais profunda conhecida da crosta terrestre, situada a 10.898 m de profundidade, às 18h52 de domingo (horário de Brasília, 7h52 de segunda-feira no horário local). Cameron, 57 anos, mergulhou a bordo de um submarino de 8 m de comprimento desenhado por ele próprio, o Deep-
Viagem submarina de James Cameron será transformada em filme 3D sea Challenger, que levou duas horas e 36 minutos para chegar à Depressão Challenger e permaneceu ali durante 70 minutos. O cineasta, que precisou encurtar a viagem, prevista para durar seis horas,
devido a problemas no sistema hidráulico do submarino. As imagens que ele registrou servirão exibidas em documentário em 3D nos cinemas e na emissora de TV da National Geographic.
Advogados tentam anular processo O Facebook divulgou ontem 200 e-mails que seu atual presidente, Mark Zuckerbeg, na época aluno de Harvard, trocou com um designer que reivindica nos tribunais a posse de metade da popular rede social, em uma tentativa de desmontar um processo que começou em 2010. Os advogados de Facebook apresentaram a um tribunal de Nova York um pedido para que o caso apresentado por Paul Ceglia seja anulado, acompanhado de mais de duas centenas de emails que a empresa californiana alega que Zuckerberg e o designer trocaram em 2004. O Facebook argumenta que o suposto contrato apresentado por Ceglia para reivindicar metade da rede social é uma falsificação e acusa o designer de ter falsificado alguns dos e-mails.
Wu Hong/EFE
Sardinhas de metal viraram uma cadeira de balanço inspirada nos móveis clássicos de nossos avós. A criação é do designer Tristan Cochrane. http://bit.ly/GSMvtz
G ADGET DU JOUR
Pendrive bombástico Feito em silicone, esse pendrive em formato de bomba foi desenhado pelo designer industrial mexicano Joel Escalona. Com 4GB de memória. Mais detalhes no site do artista. http://bit.ly/GDHyF8
M EIO AMBIENTE
Aquecimento pode ser irreversível AMIGOS E INIMIGO - Mulher caminha diante de um mural com retratos do falecido líder norte-coreano Kim Jong Il (esquerda), seu filho Kim Jong Un (centro, agora no poder), e do presidente norte-americano Barack Obama (direita), na cidade de Qingdao, na China.
Coca-Cola fashion O projeto "Tributo à Moda" voltou às garrafas da Coca-Cola Light. As novas garrafas têm desenhos de Donatella Versace, Alberta Ferretti, Anna Molinari (Blumarine), Angela Missoni e Rosella Jardini (Moschino). Mais no site. http://bit.ly/GRcSwC
C A R T A Z
VISUAIS
E M
nesta década, vamos ultrapassar esses limites", disse Will Steffen, diretorexecutivo do instituto para a mudança climática da Universidade Nacional Australiana, falando em uma conferência em Londres. Apesar dessa urgência, um novo tratado climático obrigando grandes poluidores como EUA e China a reduzirem suas emissões só deve ser definido até 2015, para entrar em vigor em 2020. A maioria dos especialistas prevê também que a Amazônia se tornará mais seca em decorrência do aquecimento.
L
O aquecimento global está próximo de se tornar irreversível, alertaram ontem cientistas australianos. As estimativas científicas diferem, mas é provável que a temperatura mundial suba até 6 graus Celsius até 2100, caso as emissões de gases do efeito estufa continuem aumentando de forma descontrolada. Mas, antes disso, haveria um ponto em que os estragos decorrentes do aquecimento - como o degelo das camadas polares e a perda das florestas - se tornariam irrecuperáveis. "Essa é uma década crítica. Se não revertermos as curvas
C IÊNCIA
Fez ginástica? Coma chocolate. Pessoas saudáveis que praticam exercícios físicos e comem chocolate regularmente tendem a ter menor índice de massa corporal (IMC) do que as pessoas que comem chocolate com menos frequência, revela uma pesquisa divulgada ontem no Archives of Internal Medicine. O estudo, feito com mais de 1.000 adultos dos EUA. Mas os médicos recomendam limitar a dose diária de chocolate a 28 gramas. L OTERIAS Concurso 731 da LOTOFÁCIL
A TÉ LOGO
04
06
07
08
11
12
14
15
17
18
19
21
22
24
Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
L
João Havelange segue internado após uma semana de tratamento
L
Mostra de obras de Antonio Malta e Érika Verzutti no Centro Cultural Vergueiro. Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, tel.: 3397-4002. Grátis.
03
Madonna é criticada por referir-se ao consumo de drogas durante festival
L
Miss Universo é nomeada embaixadora da ONU contra desertificação
Concurso 2857 da QUINA 03
40
45
65
72
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
e
15 PEIXE URBANO Delivery de restaurantes é nova aquisição do site de compras coletivas
conomia
VIRACOPOS Habilitação do consórcio vencedor do leilão é mantida pela Anac
Mais luz para a indústria nacional Governo federal concede redução da alíquota do IPI para móveis, laminados e luminárias e prorroga a diminuição do tributo para os itens da linha branca até o fim de junho. Roberto Assunção/Folhapress
O
ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem a prorrogação por mais três meses da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de eletrodomésticos da chamada linha branca (geladeiras, lavadoras de roupa, tanquinhos e fogões). A medida também passa a valer para móveis, laminados e luminárias e o objetivo do governo é estimular a economia. As desonerações anunciadas já estão em vigor e valem até o fim de junho. A contrapartida das indústrias, ressaltou Mantega, é o compromisso de manutenção dos empregos. "Esperamos até que o número de empregos seja aumentado para atender à demanda, que deve crescer", afirmou.
nefício, Mantega também anunciou que serão reduzidas as alíquotas do IPI incidentes sobre toda a linha de móveis (de 5% para zero), para o papel de parede (de 20% para 10%), laminados (de 15% para zero) e de luminárias (de 15% para 5%). As medidas fazem parte da estratégia do governo de tentar estimular a indústria e reanimar a economia neste início de ano. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff e o ministro Mantega se reuniram em Brasília com 28 grupos empresariais e prometeram mais estímulo para o setor industrial. Ontem, ao chegar à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro afirmou que as desonerações tributárias serão importantes para dar continuidade ao processo de expansão da economia neste ano. "O País deverá crescer ao redor de 5% no segundo semestre", afirmou o ministro. Mantega lembrou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,7% no ano passado, mas concluiu que, com vários estímulos oficiais, especialmente a queda de juros pelo Banco Central (BC) e desonerações fiscais, será possível fazer com que a economia do País avance 4% em 2012. Mantega explicou que o setor de materiais de construção civil, que também reivindicava estímulos, não foi contemplado com medidas semelhantes pois já é beneficiado por regime de isenção fiscal há pouco mais de dois anos. O ministro fez questão de ressaltar que o governo está preparando outras medidas para estimular a economia e citou como exemplo a desoneração da folha de pagamento para vários segmentos da área industrial. Contudo, ele não deu mais detalhes sobre que tipo de ações o governo está estudando. Varejo – O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) informou, por meio de comunicado, que a prorrogação da redução das alíquotas do IPI anunciada ontem será repassada de forma imediata aos consumidores pelos varejistas. (AE)
Nacho Doce/Reuters
Mantega: renúncia fiscal para o governo federal é de R$ 489 milhões . A renúncia fiscal, segundo Mantega, é de R$ 489 milhões para o governo federal. "A contrapartida é a manutenção do emprego. Não pode haver demissões nesses setores. Em fevereiro, a indústria admitiu 50 mil (trabalhadores) e queremos que isso continue", disse o ministro da Fazenda em entrevista coletiva. Anunciada em dezembro de 2011, a redução do imposto sobre eletroeletrônicos da linha branca valeria apenas até o final deste mês. Nos últimos três meses, sob o impulso do benefício fiscal, as vendas desses produtos tiveram aumento da ordem de 20% em relação a igual período do ano passado, segundo levantamentos de representantes do varejo. (Leia mais sobre o assunto na página 18) Além da prorrogação do be-
PIB dá sinais de desaceleração IBC-Br, indicador do PIB, registra retração de 0,13% em janeiro ante dezembro de 2011.
O
Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou contração econômica em janeiro, com uma queda de 0,13% em relação a dezembro, informou o BC ontem. Na comparação com janeiro de 2011, o índice registrou alta de 0,75%. Em 12 meses o ganho é de 2,44%. No primeiro mês do ano passado, o índice havia mostrado variação positiva de 0,67% ante dezembro de 2010. O IBC-Br de dezembro, quando comparado com novembro, foi revisado para uma alta de 0,49%, ante 0,57% informado anteriormente. O banco Goldman Sachs afirmou, em relatório, que a leve contração da economia no primeiro mês do ano "reflete em parte o amplo declínio da produção industrial e a fraca performance das exportações." O dado, entretanto, ficou acima da estimativa do banco, de recuo de 0,7%. O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia – serviços, indústria e agropecuária. Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfei-
to, o índice veio em linha com o que era esperado. Perfeito disse que o número de janeiro é compatível com a sua expectativa de um PIB fraco em 2012, na casa de 2,3% no acumulado do ano. "O índice tem um peso maior para os dados da Indústria do que para o varejo. Em uma regressão simples fica evidenciado que, na série existente, o peso da indústria representa cerca de 70% do índice, e o varejo pouco mais de 24%", disse o economista, em nota. Medidas – Em 2011, o fraco desempenho da indústria pressionou para baixo o crescimento do PIB, que fechou com alta de 2,7%, muito aquém dos 7,5% vistos em 2010. O governo tem prometido medidas para estimular a atividade econômica. O objetivo do governo é garantir que o PIB cresça na casa dos 4% neste ano e, para isso, prepara medidas de incentivo. Entre elas, já afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está a desoneração da folha de pagamentos. O BC, por sua vez, vem reduzindo a Selic desde agosto, de 12,5% para os atuais 9,75% ao ano, diminuindo os custos do crédito e incentivando o consumo. E já indicou que devem vir mais cortes. (Reuters)
Crescimento lento no início do ano Rejane Tamoto
O
recuo de 0,13% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) – de janeiro em relação a dezembro já era esperado pelo banco BNP Paribas. Na avaliação do economista-chefe para a América Latina da instituição, Marcelo Carvalho, o crescimento será lento neste início de 2012, mas a tendência é que a economia ganhe ritmo e força a partir do segundo semestre. A expectativa do BNP Paribas é de crescimento de 1,5% para PIB no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período do ano passado. Com um cenário de retomada do fôlego no segundo semestre deste ano, Carvalho diz que a economia deve começar o ano de 2013 aquecida. A estimativa do banco para o PIB deste ano é
de crescimento de 2,5% e, portante focar nos dois úlpara 2013, de 5,5%. timos fatores. A carga triDe acordo com Carva- butária é grande e a produlho, a economia brasileira tividade é baixa porque a deverá tomar impulso a mão de obra tem muito a partir do segundo semes- evoluir. A indústria não tre, puxada principalmen- terá um desempenho bom te pelos setores ligados à no curto prazo", afirmou. demanda doméstica. CarInflação – A inflação, sevalho cong u n d o sidera que Carv alho, o d e s e me s t á c ep r e g o dendo, A carga tributária mas pode abaixo de é grande e a 6% e os savoltar a sulários em bir no ano produtividade é c r e s c ique vem. baixa porque a mento susO BNP Pamão de obra tem tentam esribas estimuito a evoluir. s a p e r sma que o pectiva. Índice de MARCELO CARVALHO, N a o p iPreços ao BNP PARIBAS nião do o Con sumie c o no m i sdor Amplo ta, as vendas do varejo es- (IPCA) encerre este ano em tão com números bons, en- 5,7% e em 6,7%, acima do quanto a indústria está teto da meta, em 2013. "O mais exposta ao cenário preço internacional da gaglobal e sofre por causa de solina está subindo a um três fatores: câmbio, carga patamar elevado, o que tributária e produtividade. justifica um aumento no "O real continuará valori- preço do combustível. Se zado e, por isso, seria im- esse ajuste ocorrer, o im-
pacto será relevante na inflação, que só pode ser minimizado pela redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide)", disse. A taxa básica de juros (Selic), segundo o economista, deve cair 0,75% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mas, se a alta da inflação se confirmar, pode voltar a subir e atingir 10% ao ano em 2013. Para Carvalho, o cenário para as exportações de commodities continua positivo para o Brasil, principalmente de itens como minério de ferro e soja para a China. "O governo chinês colocou um piso de crescimento do PIB de 7,5%, mas acreditamos que crescerá 8,5%", afirmou. O economista disse, ainda, que o quadro para a economia mundial é melhor e com menos riscos atualmente do que há três meses, com expectativa de crescimento do PIB mundial de 3,5%.
16 -.ECONOMIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
e
17 As Permissões de Emissão caíram de 25 euros por tonelada de CO2 em 2008 para 7,46 euros por tonelada.
conomia Fotos L.C.Leite/LUZ
Energias renováveis em debate na ACSP Seminário discute o uso de fontes alternativas no País, como a eólica, solar e do bagaço da cana.
Paula Cunha
O
Brasil possui um variado potencial energético, além do petróleo, que participa com 37,5% na matriz de oferta de energia (acima dos 32% da média no mundo todo), de acordo com os números do Ministério de Minas e Energia (MME). Entretanto, o País precisa investir em fontes alternativas e limpas de energia, como a eólica, a solar e a do bagaço da cana e do biodiesel, pois são mais econômicas e menos poluidoras. Essa é uma das principais conclusões obtidas no seminário sobre o assunto realizado ontem na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O presidente da ACSP e da
Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, foi representado pelo vicepresidente Roberto Mateus Ordine, que ressaltou a importância do tema para o País e a necessidade de estímulo ao constante debate para a busca por novas fontes de recursos naturais. Luiz Gonzaga Bertelli, vicepresidente da ACSP, que mediou os debates, ressaltou a posição privilegiada do Brasil frente a outros países, mas lembrou que houve expressivo aumento no uso de energia elétrica nas residências em razão do crescimento da aquisição de mais eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Segundo
ele, que também é conselheiro e diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o consumo de energia elétrica crescerá cerca de 4,5% ao ano na próxima década e a demanda em 2021 será 56% superior à de 2011. Frente à expectativa de enorme crescimento, o País precisa de uma política sólida para suprir essas necessidades e os setores que mais precisarão de energia são o comercial e o residencial. Assim, ele ressaltou que a falta de entrosamento entre os órgãos oficiais que regulam o setor pode ser prejudicial e que é necessário reorganizar a Comissão Nacional de Energia. Dentro desse contexto, Ber-
Na mesa (da dir. para a esq.): Júlio Minelli, Élbia Mello, Altino Ventura Filho, Luiz Gonzaga Bertelli, Roberto Mateus Ordine, Daniel Sarmento de Freitas e Marcelo Mesquita. Ao lado (a partir da esq.): os vicepresidentes da ACSP Ordine e Bertelli, e o secretário Filho. telli destacou alguns aspectos positivos, como os investimentos em usinas eólicas, principalmente no Nordeste. E l a s p r o d u z i r ã o 7 m i l m egawatts, mas esse ritmo de expansão pode ser refreado pela atual política de alta tributação sobre os combustíveis limpos e renováveis. E lembrou que o Produto Interno Bruto (PIB) apenas do setor sucroalcooleiro é de US$ 48 bilhões e pode atingir US$ 90 bilhões em 2020, mas poderia ser maior. Para Daniel Sarmento de Freitas, coordenador dos projetos de energia fotovoltaica do Grupo Neoenergia, nos quais a irradiação solar é
Seminário sobre energias limpas reuniu grande público na sede da ACSP, no Centro.
transformada em energia elétrica, este é um momento favorável para aumentar sua utilização, pois os preços dos equipamentos de adaptação estão em queda. Segundo ele, a região que mais está se beneficiando deste avanço é a Nordeste. Com o objetivo de aproveitar essas oportunidades, o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Altino Ventura Filho, lembrou que as questões climáticas e o comércio de fontes de energia estão sendo levadas em conta pelos formuladores da política energética nacional. Ventos favoráveis – B ras il tem um enorme potencial a explorar com a adoção da energia eólica, que aproveita os ventos, pois atualmente é o décimo sexto país no ranking de utilização, encabeçado pela China, lembrou Élbia Mello,
presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Segundo ela, os geradores eólicos tornaram-se mais competitivos nos últimos anos, pois são utilizados junto a subestações de transmissão de energia elétrica. Além disso, eles oferecem a garantia da segurança do suprimento de energia, a sua independência em relação aos preços externos e têm isenção de impostos. Biodiesel – Existe um vasto campo a ser explorado em todo o País, já que a capacidade instalada de produção de biodiesel é de cerca de 2,5 vezes a atual necessidade de consumo, informa a Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio). Seu diretor superintendente, Julio Minelli, lembrou que o consumo de biodiesel foi de 2,5 milhões de litros no País no ano passado.
Crise derruba créditos de carbono Redução da atividade industrial nos países desenvolvidos faz "permissão de emissões" cair 70% nas bolsas. Queda desestimula investimento em tecnologias. Renato Carbonari Ibelli
O
mercado de crédito de carbono sofreu um forte golpe com a desaceleração da economia mundial. Com a redução da atividade industrial nos principais países responsáveis pelas emissões de dióxido de carbono (CO2) – caso dos membros da União Europeia (UE) e os Estados Unidos –, o valor das "permissões de emissão", que são negociadas nas bolsas de carbono, caiu 70%, levando-
se em consideração os preços médios de 2008 com os registrados na última semana. Em 2008, as Permissões de Emissão da União Europeia (EUAs, em inglês), as mais importantes do mercado, eram negociadas, em média, a 25 euros por tonelada de CO2. A partir de então as economias mundiais reduziram o ritmo por conta da crise financeira dos Estados Unidos e a crise fiscal que consome a União Europeia. Nesse ínterim, o valor das EUAs nunca mais chegaram próximas dos patamares de 2008. Na
semana passada elas fecharam em 7,46 euros por tonelada. As indústrias que conseguem diminuir suas emissões de CO2 abaixo das cotas determinadas podem vender o excedente (as permissões de emissão) no mercado nacional ou internacional. O problema é que a queda de valor desses excedentes negociáveis desestimula as indústrias a gerá-los investindo em tecnologias que tornem suas produções mais limpas. "Com créditos valendo 7 euros, a maioria dos projetos perde viabilidade econômica
para implantação", diz Nuno Cunha e Silva, vicepresidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Carbono (Abemc). Estudos do setor apontam que essa viabilidade se daria com as permissões valendo entre 25 euros por tonelada e 30 euros por tonelada. Para o caso das indústrias brasileiras, segundo Silva, há um segundo fator de desestímulo. Além de os valores dos preços das permissões de emissão estarem ruins, “há uma diretriz da União Europeia priorizando a compra de
permissões de economias mais fracas, como a de países africanos”. Isso estaria acontecendo pelo fato de o Brasil ser visto hoje como economia concorrente. Com o mercado de carbono em baixa, ocorre o acumulo de excedentes negociáveis nas mãos de empresas e governos, que não vêem motivos para vendê-los com os preços atuais. Segundo Silva, sem que a União Europeia intervenha no mercado para fazer os preços subirem, esse excedente dificilmente será desovado. "Mesmo com negociações crescendo nos
mercados domésticos, inclusive no Brasil, esse movimento não compensa o mercado europeu", diz o vice-presidente da Abemc. Segundo ele, um paliativo seria estimular os chamados mercados voluntários, que não são regulados pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas teriam interesse em comprar os créditos excedentes. Nesses casos, as negociações de compra e venda são feitas entre entidades de diferentes países, sem a necessidade de que esses países tenham acordo junto da ONU.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
18
e Faturamento do varejo sobe 2,4%
terça-feira, 27 de março de 2012
Além do sonho da casa própria, a classe C tem necessidade de mobiliar esse lar. João Paulo Pompermayer, presidente da Movelsul
conomia
Paulo Pampolin/Hype
Pesquisa conjuntural da FecomércioSP aponta que resultado de janeiro contrariou previsões de desaceleração nas vendas
O
varejo na região metropolitana de São Paulo faturou em janeiro 2,4% a mais do em igual mês de 2011, informou ontem a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). De acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, o faturamento real do setor atingiu R$ 12,7 bilhões no primeiro mês do ano. O valor atingido é cerca de R$ 300 milhões superior ao de janeiro do ano passado, informou a entidade. Ante dezembro de 2011, a queda foi de 19,5%. "Esse desempenho do varejo na região metropolitana de São Paulo veio contrariar prognósticos que anteviam desaceleração nas vendas no primeiro trimestre deste ano. Isso seria sinal de esgotamento gradativo do fôlego dos consumidores, que tendiam a agir de forma preventiva diante das turbulências e sinais recessivos na economia mund i a l " , a f i r m o u a F e c o m e rcioSP, em comunicado. Entre os segmentos que registraram as maiores altas ante igual mês de 2011, estão comércio eletrônico (33,3%),
eletrodomésticos e eletroeletrônicos (11,9%), vestuário, tecidos e calçados (11,7%), móveis e decorações (8%), comércio automotivo (2,3%) e supermercados (0,4%). No mesmo período, houve queda real no faturamento de farmácias/perfumarias (12,7%), de material de construção (8,3%) e em lojas de departamentos (1,6%). "Os eletrodomésticos prosseguiram na sua trajetória ascendente, como resultado positivo da desoneração fiscal sobre alguns bens duráveis domésticos. Já as lojas de vestuário tiveram um resultado expressivo, considerando que, em janeiro dos dois últimos anos, essa atividade já havia mostrado uma elevação acumulada de 18% em suas vendas reais nos inícios de ano", revelou a federação. O resultado de janeiro surpreendeu a entidade, que esperava desaceleração nas vendas do primeiro trimestre, como sinal de "esgotamento gradativo do fôlego dos consumidores" frente à crise econômica mundial. No entanto, o aumento real de 7,5% no salário mínimo – e a consequente injeção de R$ 50 milhões no mercado –, as políticas de faci-
Venda de eletroeletrônicos e eletrodoméstico manteve trajetória ascendente e só perdeu para o comércio virtual. Desoneração fiscal puxou alta. litação ao crédito e desoneração fiscal na compra de eletrodomésticos mantiveram o ritmo de consumo nos padrões do final do ano passado. O resultado do comércio varejista da região metropolitana de São Paulo depende, segundo a entidade, da crise europeia, da velocidade de recuperação da economia norteamericana e do comportamento da inflação brasileira. Apesar da convergência de opiniões a respeito de uma eventual desaceleração aguda nas vendas, a expectativa da assessoria técnica da Fecomercio-SP é de que os resultados surpreendam, devido ao desenrolar da conjuntura externa e da inflação, que pela primeira vez atingiu o teto da meta, em 2011. (Agências)
Zé Carlos Barreta/Hype
Construção: atividade ficou levemente abaixo da média em fevereiro, mas empresários se mantêm otimistas.
Atividade da indústria da construção fica estável, diz CNI.
A
atividade da indústria da construção ficou praticamente estável no mês de fevereiro em comparação a janeiro, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Sondagem da Indústria da Construção, divulgada ontem, revelou que o indicador ficou em 49,4
pontos – ainda levemente abaixo da linha divisória de 50 pontos. Acima desta marca, o nível de atividade está maior do que o usual. Especificamente para meses de fevereiro, a atividade ficou perto do usual, já que, nesses meses, o termômetro da CNI marca, em média, 49,1 pontos –
índice também próximo da linha divisória. A amostra da confederação foi feita com 421 empresas de pequeno, médio e grande porte, no período de 1º a 14 de março. Ainda na comparação com outros meses de fevereiro, as pequenas indústrias da construção marcaram 46 pontos, abaixo da linha divisória, e registraram queda pelo oitavo mês consecutivo, ante a atividade verificada em outros meses equivalentes. O indicador das indústrias médias atingiram os 50,9 pontos no mês passado. Já os das grandes ficou em 49,3 pontos. Sobre o futuro, os empresários mostraram-se otimistas. Os quatro indicadores de expectativas futuras abordados pela CNI para os próximos seis meses continuam em torno de 60 pontos, acima da linha divisória. No caso do nível de atividade, o índice está em 61,9 pontos; o de novos empreendimentos e serviços, em 61,1 pontos; o de compra de insumos e matériasprimas, em 62 pontos, e o de número de empregados, em 60,2 pontos. (AE)
Mais de 70 milhões de empregos
O
s vínculos de emprego no País passaram de 70 milhões no ano passado, informou ontem o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2011. A marca, considerada inédita, representa crescimento de cerca de 3,7 milhões de trabalhadores em relação a 2010, quando o número ficou em 66,3 milhões. No total, cerca de 8 milhões de estabelecimentos apresentaram a Rais ano–base 2011 ao MTE. As informações da declaração, segundo o Ministério, subsidiam monitoramento, análise e avaliação do mercado formal de trabalho, além de alimentar a formulação de políticas públicas. "A Rais é o único instrumento do governo para identificar trabalhadores (com direito) ao abono salarial. O empregador é responsável junto ao seu empregado", explicou o governo federal. Além dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que englobam trabalhadores celetistas, os números da Rais incluem servidores públicos federais, estaduais e municipais. O prazo para envio das informações en-
Valéria Gonçalvez/AE
Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2011 trouxe marca inédita, com 3,7 milhões de vínculos a mais que 2010.
cerrou na sexta-feira, dia 23, mas os estabelecimentos ainda podem encaminhar as informações. O valor mínimo da multa é de R$ 425,64, mais R$ 106,40 por bimestre de atraso na entrega. Saiba mais– A Rais é obrigatória a todos os estabelecimentos inscritos no CNPJ, com ou sem empregados. A declaração deve ser feita pelo http://portal.mte.gov. br/rais/ e ww w. rai s. go v.b r. Quem não
contratou no ano-base pode declarar Rais Negativa, com opção online. A entrega é isenta de tarifas. Estabelecimentos com mais de 100 empregados devem usar certificação digital. Em caso de dúvidas, empregadores podem contatar a Central de Atendimento da Rais pelo 0 80 07282326, ou as superintendências do Trabalho e Emprego locais. Agências
Gasto com móveis cresce 56%
P
esquisa do instituto Data Popular, focada nas classes C e D e realizada com 18.356 pessoas, revela que, em dez anos, os brasileiros aumentaram o valor de aquisição de móveis em cerca de 56,8%. No total, o consumo foi de R$ 19,4 bilhões por ano em gastos com mobiliário para a casa. Em 2011, o mercado para essa categoria de consumo m o v i m e n t o u R $ 4 1 , 7 b ilhões. Em 2001, o gasto era de R$ 26,6 bilhões. Segundo o diretor do Data Popular, Renato Meirelles, a classe C não compra só pelo preço, mas por considerar justo o valor cobrado por um produto ou serviço – e é mais rica do que 64% da população mundial. "A cada R$ 100 gastos com móveis, R$ 46,5 são da classe C, e R$ 19,9 da classe D. É para esse brasileiro que a indústria tem o desafio de mobiliar a casa." Hoje, a nova classe média ganha 1,2 milhão de novas famílias e movimenta R$ 1 trilhão por ano, mais do que a soma do PIB anual da Argentina, Paraguai, Portugal e Uruguai. Além disso, responde por 78% das compras
nos supermercados, e por mais de 60% da renda nacional. Junto à classe D, tem sete de cada dez cartões de crédito ativos no Brasil. A pesquisa aponta ainda que, por ser um fenômeno recente, é formada pelos que migraram da classe D com a distribuição de renda – o que gerou aumento do emprego formal e maior escolaridade. De 2002 a 2011, 800 mil pessoas da classe D ingressaram no ensino superior: estatisticamente, cada ano a mais de estudos incrementa 15% na renda total. "Enquanto as classes do topo da pirâmide buscam personalização da oferta, diferenciação pelo consumo e são menos fiéis às marcas, a população emergente procura inclusão e vantagens concretas, sendo mais fiel a marcas que comprovem relação custo-benefício adequada", aponta Meirelles. Feira no Sul – A pesquisa revelou mais detalhes, que constatam que a classe C, em geral, prefere passar boa parte do tempo em casa em seus quartos. A sala é prioridade na decoração, por ser onde se recebe as visitas.
Com isso, o Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (RS), que responde por 80% da produção de móveis local e 8% no Brasil, criou a primeira feira no país focada no perfil de consumo da nova classe méd i a . J o ã o P a u l o P o m p e rmayer, presidente da Movelsul – que será realizada de 26 a 30 março na cidade –, diz que a feira terácom 327 expositores, e espera movimentar R$ 330 milhões em negócios. "Além do sonho da casa própria, (a nova classe média) tem necessidade de mobiliar esse lar. O foco é mostrar produtos customizados ao tamanho do imóvel, priorizando funcionalidade, qualidade e preço." A Movelsul lançou um desafio aos expositores, segundo ele: mobiliar um apartamento de 60 metros quadrados com móveis planejados, para uma família com um casal, duas filhas e o avô, nos moldes do programa Minha Casa, Minha Vida, com valor de mercado em torno de R$ 100 mil. Os investimentos no projeto do mobiliário foram de 15% do valor do imóvel. (Folhapress)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 19
Relatório da Administração
Balanços Patrimoniais
Londres x Conillon Tipo 8 (Mercado Interno) 2011
Dólar
(R$/saca 60kgs) 300 270 240
Dezembro
Outubro
Novembro
Setembro
Julho
Conillon tipo 8 - CCCV
Agosto
Junho
Abril
Maio
Março
210 200 190
Janeiro
dez/11
nov/11
set/11
out/11
jul/11
ago/11
jun/11
abr/11
1,60 1,55
mai/11
1,70
Fevereiro
Gráfico 2
1,85
jan/11
• PRINCIPAIS RESULTADOS 2011 foi um ano de muitas dificuldades para os exportadores de produtos manufaturados do Brasil, muito prejudicados com a excessiva valorização do Real ocorrida nos primeiros 8 meses do ano, conforme podemos observar no gráfico 1. Os efeitos da crise financeira que teve início no final de 2008 foram agravados em 2011 pela crise da Zona do Euro, quando atividades mais dependentes do mercado internacional foram impactadas. Em relação ao setor cafeeiro, houve no final de 2011 um aumento substancial no custo do café robusta/conilon no mercado interno. Apesar de ser uma commodity, houve um descolamento em relação aos preços internacionais, como se vê no Gráfico 2. Em dezembro, o preço no mercado interno estava em torno de R$ 290,00 contra Bolsa de Londres em torno de R$ 210,00, ou seja, mercado interno 38% superior. Este aumento afetou muito a nossa competitividade no mercado internacional, diminuindo nossas margens. Diferentemente do café cru que é uma commodity, o café solúvel é um produto manufaturado que agrega maior valor as exportações brasileiras, entretanto, a legislação confere tratamento tributário distinto nas operações de exportação. Enquanto não há incidência de ICMS nas compras de café cru com fim específico de exportação, tal desoneração não é aplicável ao café solúvel, pois as compras desse insumo para posterior industrialização e exportação são “gravadas” com o imposto estadual, fazendo com que as indústrias exportadoras acumulem créditos fiscais e “imobilizem” essa disponibilidade financeira até que os Fiscos Estaduais se predisponham em devolvê-lo sem qualquer atualização monetária, o que fatalmente ocasiona na ocorrência de perdas de ordem financeira e de competitividade no mercado externo.Além dos problemas tributários enfrentados no Brasil, o café solúvel brasileiro sofre taxação de 9% sobre as importações efetuadas pelos países pertencentes a União Européia. Destaca-se que tal condição se aplica de forma discriminatória ao Brasil, posto que países como Vietnã e Colômbia, respectivamente, segundo e terceiro maior produtor mundial de café, são isentos de taxas nas suas exportações para o bloco Europeu. No caso do mercado japonês, a situação se revela ainda pior, pois em negociação bilateral com membros da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), decidiu-se pela isenção tarifária para o café solúvel e o extrato de café produzidos por países deste bloco, a ser implementada gradualmente até 2014, permanecendo o Brasil sem nenhuma iniciativa neste sentido, sendo taxado em 8,8% no café solúvel e em 15% no extrato de café, prejudicando as exportações para este mercado, um dos principais destinos do café solúvel brasileiro. O quadro abaixo demonstra o comportamento das exportações brasileiras de café solúvel no ano de 2011 comparadas com o ano 2010: 2011 2010 EXPORTADORES TONELADA % PARTICIPAÇÃO TONELADA % PARTICIPAÇÃO CACIQUE 21.662 28,4% 20.080 27,0% Outros 54.511 71,6% 54.154 73,0% Total 76.173 100,0% 74.234 100,0% Fonte:ABICS Como podemos verificar, a Companhia aumentou sua participação no total das exportações brasileiras de café solúvel de 27 % em 2010 para 28,4% em 2011. Assim, enquanto o setor teve um crescimento das exportações na ordem de 2,6%, a Cacique expandiu 7,9%. O valor total das nossas exportações em 2011 foi de US$ 187,2 milhões, contra US$ 144,6 milhões em 2010,
um crescimento de 29,5%. No mercado interno, nosso faturamento de café torrado e moído em 2011 foi de R$ 234,5 milhões contra R$ 169,9 milhões em 2010, incremento de 38,02%. Quando comparamos o volume, esse incremento foi de 23,45%, 25.780 toneladas em 2011 contra 20.882 toneladas em 2010. Segundo informações da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), o mercado cresceu nesse mesmo período 3,11%. Resultado: nossa dívida está quase que totalmente lastreada em dólar. Podemos verificar no Gráfico 1, que o dólar teve uma grande valorização frente ao real nos últimos 4 meses do ano. Esta valorização fez com que nossas despesas financeiras fossem impactadas e, com isso, nosso resultado em 2011 foi negativo em R$ 8,1 milhões, enquanto que no ano de 2010 tivemos um lucro de R$ 11 milhões. Quando comparamos o EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), nosso resultado em 2011 foi positivo em R$ 27,3 milhões, contra R$ 6,6 milhões em 2010, aumento de 315%.
Gráfico 1
• SENHORES ACIONISTAS Submetemos à apreciação de V.Sas., em cumprimento às disposições legais e estatutárias, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras, referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011 e comparados aos do ano-calendário de 2010.
Londres
CCCV: Centro do Comércio de Café deVitória • INVESTIMENTOS, PESQUISA E DESENVOLVIMENTO Os investimentos em projetos industriais, pesquisa e desenvolvimento totalizaram em 2011 R$ 16 milhões.Abaixo relacionamos os principais. Em nossa unidade de café solúvel praticamente concluímos o Projeto de Construção da Subestação de Energia Elétrica para receber energia em 138 mil volts. Foram investidos neste ano mais R$ 5 milhões, com previsão de início de operação em maio de 2012. Este investimento proporcionará redução significativa em nosso custo de energia elétrica. Os investimentos em nossa Unidade de Café Torrado e Moído totalizaram R$ 8 milhões e esses recursos foram empregados, em sua grande maioria, na ampliação das linhas de envase de café torrado e moído embalado a vácuo e no aumento da capacidade de torração. • PERSPECTIVAS FUTURAS No início de 2012 ainda estamos enfrentando dificuldades em relação aos preços de nossa matéria-prima (café robusta/ conilon), os preços estão muito além dos praticados mundialmente. Esperamos que com a entrada da nova safra esta distorção
seja revertida. Novos equipamentos de torrefação e envasamento de café torrado e moído entrarão em operação em 2012, o que deverá dar fôlego para um crescimento sólido e sustentável no mercado interno. Continuaremos investindo em modernizações, buscando sempre focar na produtividade e na qualidade dos nossos produtos. • SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO A Cacique é uma referência bem-sucedida nos quesitos qualidade e flexibilidade no atendimento às necessidades dos clientes. Prova disso são as certificações conquistadas e mantidas pela Divisão Solúvel visando a viabilizar o comércio de nossos produtos nos diversos países em que atuamos. Dentre essas certificações, destacamos, inicialmente, a ISO 9001:2008; HACCP -Análise de Perigos em Pontos Críticos de Controle, baseada no Codex Alimentarius, Rostest (The Russian Center of Tests and Certifications), atestando aptidão para a comercialização de produtos na Rússia; Kosher, concedida anualmente pelo Orthodox Council of Jerusalem; Halal, certificação renovada a cada dois anos pela CIBAL (Central Islâmica Brasileira de Alimentos HALAL); Certificação IBD (Instituto Biodinâmico para processamento orgânico; FAIR TRADE, obtida através da FLO (Fairtrade Labelling Organizations International). Nesse mesmo sentido, destacamos a certificação Rainforest, norma cujo objetivo é mitigar os riscos ambientais e sociais causados pelas atividades agrícolas por meio de um processo que motiva a melhoria contínua, além de fornecer uma medida de desempenho social e ambiental e de boas práticas de manejo para uma propriedade agrícola. Essa certificação reconhece que a Cacique cumpre com os requisitos da norma da Cadeia de Custódia editada pela RAS (Rede de Agricultura Sustentável). Cabe-nos finalmente mencionar que a manutenção dessas certificações ao longo de nossa história é fruto do trabalho em equipe e esforço coletivo e do cumprimento da Política do Sistema Integrado de Gestão da Companhia, que são metas indiscutíveis de gestão e que garantem as inovações necessárias a todos os processos e estratégias organizacionais. • RECURSOS HUMANOS O Programa de Formação Profissional proporcionou 41.576 horas de treinamento, com 5.479 participantes nos diversos cursos ministrados. Destas horas, 31,5% destinaram-se exclusivamente ao Treinamento em Segurança do Trabalho, representando um aumento de 31,6% em relação ao exercício anterior. Foram concedidas 33 bolsas de estudo, representando um aumento de 65% em relação a 2010. Do investimento em treinamento, 15,6% proveio da utilização da verba do SENAI e do SESI. Aumentamos em 85,7% o número de aprendizes em relação ao ano anterior, e destes 58,3% foram promovidos. Ao todo, tivemos 105 promoções durante o ano de 2011. Reduzimos em 20,8% o número de acidentes de trabalho em relação a 2010. Os Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), de Participação dos trabalhadores nos Lucros ou Resultados (PLR), de Saúde Cacique (através de ginástica laboral, atividades esportivas, palestras etc.); e de Festas de Confraternizações (através de colônia de férias, dia das crianças para filhos de colaboradores, festa junina e homenagem por tempo de serviço) foram plenamente executados. Foi aplicada a vacina contra a Gripe Sazonal e H1N1 em 77 % dos colaboradores, e não foi registrado nenhum caso da gripe H1N1. • RELACIONAMENTO COM AUDITORES INDEPENDENTES Em atenção à Instrução nº 381/03 da Comissão de Valores Mobiliários, informamos que nossos auditores independentes não foram contratados para prestação de serviços, que não aqueles relacionados aos serviços de auditoria externa, atendo-se ao exame das Demonstrações Financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2011. • AGRADECIMENTOS A Administração da Cacique agradece seus acionistas,clientes,fornecedores,instituições financeiras e consumidores de nossos produtos peloapoioepelaconfiançae,emespecial,aosnossoscolaboradores. Londrina, 24 de Fevereiro de 2012 A ADMINISTRAÇÃO
| ATIVO Nota Explicativa
CIRCULANTE Caixa e Equivalentes de Caixa Títulos eValores Mobiliários Contas a Receber de Clientes Estoques Créditos Fiscais Valores a Receber - Controladas Demais Contas a Receber Despesas do Exercício Seguinte NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Títulos a Receber Depósitos Judiciais Créditos Fiscais Outros Créditos Investimentos Imobilizado Intangível
5 6 7 8 9.a 10.a
9.b 10.b 11 12 13
TOTAL DO ATIVO
Controladora 2011 2010 289.417 286.286 33.300 10.370 3.406 116.421 84.430 47.823 88.955 66.433 75.747 38.258 – 1.290 3.536 5.613 43 78 241.462 235.304 44.615 34.893 15.462 13.733 1.329 1.051 26.400 18.200 1.424 1.909 3.070 3.559 192.359 195.127 1.418 1.725
530.879
Demonstrações do Resultado
521.590
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Nota Controladora Explicativa 2011 2010 252.086 264.535 8.612 10.475 14.a 229.188 233.552 15 2.109 4.786 1.718 1.670 1.170 1.061 787 392 – 2.637 2 2 4.978 4.719 – 1.514 58 583 3.464 3.144 61.616 29.900 14.b 43.969 13.972 16 4.527 3.793 17 13.120 12.135 18 217.177 227.155 173.000 173.000 13.567 13.958 24.830 24.830 13.900 15.367 (8.120) – 530.879 521.590
Consolidado 2011 2010 289.878 286.603 33.328 10.518 3.505 117.423 84.430 47.823 88.974 66.578 76.057 38.566 – – 3.541 5.617 43 78 242.712 236.641 47.398 38.226 15.512 14.331 2.263 1.986 28.199 20.000 1.424 1.909 949 949 192.946 195.740 1.419 1.726
CIRCULANTE Fornecedores Empréstimos e Financiamentos Adiantamentos de Clientes Salários e Encargos Sociais Impostos e Contribuições a Recolher Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio a Pagar Dividendos Propostos Valores a Pagar - Controladas Provisão para Férias e Outras Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Demais Contas a Pagar NÃO CIRCULANTE Empréstimos e Financiamentos Provisões para Contingências Impostos Diferidos PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Realizado Reservas de Reavaliação Reservas de Lucros Ajuste deAvaliação Patrimonial PrejuízoAcumulado TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 532.590 523.244 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
|
(Em Milhares de Reais)
(Em Milhares de Reais) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA CUSTO DAS VENDAS LUCRO BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS ComVendas Gerais eAdministrativas Honorários daAdministração Outras Despesas Operacionais LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E DAS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS RESULTADO FINANCEIRO: Despesas Financeiras Receitas Financeiras PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS: Resultado de Equivalência Patrimonial LUCRO (PREJUÍZO) ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Contribuição Social sobre o Lucro Imposto de Renda Imposto de Renda e C.S.L.L. Diferidos LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO POR MIL AÇÕES - BÁSICO E DILUÍDO
20.1 20.1 20.1 20.2
17 17 17
Controladora 2011 2010 562.588 432.614 (467.070) (356.824) 95.518 75.790 (87.242) (81.493) (53.756) (46.629) (22.136) (25.570) (6.427) (5.404) (4.923) (3.890)
Consolidado 2011 2010 562.670 432.614 (467.074) (356.824) 95.596 75.790 (88.013) (81.639) (53.756) (46.628) (22.375) (25.778) (6.726) (5.676) (5.156) (3.557)
8.276
(5.703)
7.583
(5.849)
(101.725) 79.585
(42.174) 61.156
(101.741) 79.831
(42.231) 61.458
(488) (14.352) (1.469) (4.005) 9.848 (9.978) (399,95)
70 13.349 (1.790) (4.850) 2.439 9.148 366,69
– (14.327) (1.485) (4.029) 9.863 (9.978)
– 13.378 (1.813) (4.884) 2.467 9.148
Controladora FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício Ajustes para Reconciliar o Lucro (Prejuízo) Líquido ao Caixa Líquido Gerado (Consumido) pelasAtividades Operacionais Depreciação eAmortização Lucro naVenda de Imobilizado Variações Monetárias e Cambiais Líquidas Despesas Financeiras de Curto Prazo Equivalência Patrimonial Impostos Diferidos Provisão para Contingências Reversão de Provisão para Contingências (Aumento) Redução deAtivos: Contas a Receber Estoques Títulos eValores Mobiliários Outros Créditos DespesasAntecipadas Aumento (Redução) de Passivos: Fornecedores ObrigaçõesTrabalhistas e Sociais Obrigações Fiscais Outras Obrigações Obrigações e Contingências Imposto de Renda e Contribuição Social
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Demonstrações do Valor Adicionado
| (Em Milhares de Reais) Controladora
Consolidado 2011 2010 615.855 472.724 612.280 469.475 (171) (9) 3.746 3.258 579.341 442.933 482.431 354.488 13.493 14.469 83.417 73.976 36.514 29.791 19.028 12.288 19.028 12.288 17.486 17.503 79.652 61.468
2011 615.731 612.194 (171) 3.708 578.981 482.431 13.489 83.061 36.750 18.999 18.999 17.751 78.904
2010 472.253 469.475 (9) 2.787 442.734 354.488 14.469 73.777 29.519 12.265 12.265 17.254 61.236
(481) 79.373 12 96.655 96.655
71 61.155 10 78.490 78.490
7 79.619 26 97.138 97.138
– 61.458 10 78.971 78.971
53.209 5.843 1.065
49.859 5.404 1.556
53.319 6.093 1.067
49.915 5.676 1.559
(18.631) (40.774) 1.110 102.953 – (8.120)
(6.269) (26.819) 895 42.858 2.637 8.369
(18.525) (40.774) 1.118 102.960 – (8.120)
(6.168) (26.819) 900 42.902 2.637 8.369
CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Atividades de Investimento: Baixa no Investimento Lucros/Dividendos Recebidos Aquisições no Imobilizado Recebimento daVenda de Bens do Imobilizado Aplicações Financeiras Resgate deAplicações Financeiras CAIXA GERADO (CONSUMIDO) PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Atividades de Financiamento: Empréstimos - Curto Prazo Empréstimos - Longo Prazo Pagamentos de Empréstimos - Curto Prazo Pagamentos de Juros - Curto Prazo CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Variação Líquida do Caixa Caixa Inicial Caixa Final
Consolidado 2011 2010
2011
2010
(9.978)
9.148
(9.978)
9.148
18.999 (639) 26.961 12.528 488 1.043 2.113 (1.809) 49.706
12.265 (197) (7.318) 5.983 (71) (1.095) 3.897 (3.826) 18.786
19.028 (639) 26.961 12.528 – 1.009 2.244 (1.844) 49.309
12.288 (226) (7.318) 5.982 – (1.599) 4.041 (3.826) 18.490
(38.336) (22.522) 4.170 (42.115) 35 (98.768)
(1.319) (11.644) (6.202) 12.693 6 (6.466)
(37.787) (22.396) 4.267 (43.406) 34 (99.288)
(459) (11.681) (6.520) 12.787 6 (5.867)
(1.863) 245 3.918 (1.961) (2.575) (5.475) (7.711) (56.773)
(841) 819 7.157 (1.146) (2.079) (6.640) (2.730) 9.590
(1.861) 247 3.922 (1.934) (2.576) (5.515) (7.717) (57.696)
(892) 819 7.104 (1.031) (2.079) (6.697) (2.776) 9.847
– 7 (15.965) 681 (5.458) 114.303 93.568
67 – (19.979) 277 (111.645) 6.000 (125.280)
– 7 (15.968) 681 (6.144) 115.795 94.371
– – (20.205) 306 (111.645) 6.000 (125.544)
311.620 – (315.071) (10.414) (13.865) 22.930 10.370 33.300
395.235 1.871 (273.925) (7.031) 116.150 460 9.910 10.370
311.620 – (315.071) (10.414) (13.865) 22.810 10.518 33.328
395.235 1.871 (273.925) (7.031) 116.150 453 10.065 10.518
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Demonstrações do Resultado Abrangente
| (Em Milhares de Reais)
RESULTADO DO EXERCÍCIO OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES Realização da Reserva de Reavaliação Impostos sobre a Realização da Reserva de Reavaliação Realização ao CustoAtribuido RESULTADO ABRANGENTE TOTAL
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Demonstrações das Mutações
Consolidado 2011 2010 252.131 264.586 8.614 10.476 229.188 233.552 2.109 4.786 1.725 1.677 1.178 1.071 787 400 – 2.637 – – 4.994 4.733 3 1.522 61 588 3.472 3.144 63.282 31.503 43.969 13.972 6.191 5.361 13.122 12.170 217.177 227.155 173.000 173.000 13.567 13.958 24.830 24.830 13.900 15.367 (8.120) – 532.590 523.244
Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Método Indireto | Nota Explicativa 19 20.1
RECEITAS Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços Provisão para Devedores Duvidosos Outras Receitas INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS Matérias-Primas Consumidas Custo das Mercadorias e ServiçosVendidos Materiais, Energia, Serviços deTerceiros e Outros VALOR ADICIONADO BRUTO RETENÇÕES Depreciação eAmortização VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Resultado da Equivalência Patrimonial e Dividendos: Recebidos de InvestimentosAvaliado ao Custo Receitas Financeiras Aluguéis VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Pessoal e Encargos Sociais: Salários e Encargos Honorários daAdministração Participação dos Empregados nos Lucros Impostos,Taxas e Contribuições: Federais Estaduais Municipais Juros eAluguéis Dividendos Lucros Retidos (Prejuízo do Exercício)
(Em Milhares de Reais)
2011 (9.978)
2010 9.148
592 (201) 1.467 (8.120)
591 (201) 1.468 11.006
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
| (Em Milhares de Reais)
Descrição SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 Aumento de Capital: Com Reservas de Retenção de Lucros Outros Resultados Abrangentes Realização da Reserva de Reavaliação (-) Impostos s/ Reserva de Reavaliação Ajuste deAvaliação Patrimonial Avaliações de Instrumentos Financeiros Ajustes de Bens doAtivo Imobilizado Lucro Líquido do Exercício Destinação do Lucro Líquido Reserva Legal Reservas de Retenção de Lucros Dividendos Propostos SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 Outros Resultados Abrangentes Realização da Reserva de Reavaliação (-) Impostos s/ Reserva de Reavaliação Ajuste deAvaliação Patrimonial Ajustes de Bens doAtivo Imobilizado Prejuízo Líquido do Exercício SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011
Capital Social Realizado 160.000
Reserva Legal 9.355
Reservas de Lucros Reservas de Retenção de Lucros 20.106
Reserva de Reavaliação 14.348
Ajuste de Avaliação Patrimonial 16.832
Lucros (Prejuízos) Acumulados –
Total 220.641
13.000
–
(13.000)
–
–
–
–
– –
– –
– –
(591) 201
– –
591 (201)
– –
– – –
– – –
– – –
– – –
3 (1.468) –
– 1.468 9.148
3 – 9.148
– – – 173.000
458 – – 9.813
– 7.911 – 15.017
– – – 13.958
– – – 15.367
(458) (7.911) (2.637) –
– – (2.637) 227.155
– –
– –
– –
(592) 201
– –
592 (201)
– –
– – 173.000
– – 9.813
– – 15.017
– – 13.567
(1.467) – 13.900
1.467 (9.978) (8.120)
– (9.978) 217.177
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
www.cafepele.com.br
continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
20 -.ECONOMIA/LEGAIS
terça-feira, 27 de março de 2012
continuação
Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
| (Em Milhares de Reais)
1. CONTEXTO OPERACIONAL: A Companhia Cacique de Café Solúvel (“Companhia”) é uma sociedade anônima de capital aberto com sede em Londrina, Estado do Paraná, sendo suas ações comercializadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), controlada pela Horácio Sabino Coimbra Com. e Part. Ltda.A atividade operacional preponderante da Companhia é a produção de café solúvel, comercializado em quase sua totalidade no mercado externo e, através de suas divisões, Alimentos e Embalagens, diversifica suas operações, com a produção de café torrado e moído e a fabricação de material de embalagem.Além dessas atividades, a Companhia comercializa grãos no mercado externo. Em relação à nossa controlada Cacique Agrícola S.A., os objetivos da Companhia são a exploração da atividade agrícola, agroindustrial, florestamento, reflorestamento, pecuária, haras, atividade imobiliária e exportação de bens e produtos inerentes às suas atividades sociais, porém a Companhia não vem atuando nesses segmentos. 2. BASE DE PREPARAÇÃO: 2.1. Declaração de conformidade: As Demonstrações Financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo InternationalAccounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil.As Demonstrações Financeiras individuais da controladora foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e aprovados pela CVM.As Demonstrações Financeiras individuais apresentam a avaliação dos investimentos em controladas pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com a legislação brasileira vigente. Desta forma, essas Demonstrações Financeiras individuais não são consideradas como estando conforme as IFRS, que exigem a avaliação desses investimentos nas demonstrações separadas da controladora pelo seu valor justo ou pelo custo. Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado e o resultado consolidado atribuíveis aos acionistas da controladora, constantes nas Demonstrações Financeiras consolidadas preparadas de acordo com as IFRS e as práticas contábeis adotadas no Brasil, e o patrimônio líquido e lucro líquido da controladora, constantes nas Demonstrações Financeiras individuais preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia optou por apresentar essas Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto, lado a lado. A emissão das Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas foram autorizadas pelo Conselho de Administração em 24 de fevereiro de 2012. 2.2. Base de elaboração: As Demonstrações Financeiras foram elaboradas com base no custo histórico. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos no momento do reconhecimento inicial. 2.3. Base de consolidação e investimentos em controladas: As Demonstrações Financeiras consolidadas incluem as Demonstrações Financeiras da Companhia e de suas controladas.As datas das Demonstrações Financeiras dos investimentos em controladas utilizadas para cálculo das equivalências patrimoniais e para a consolidação coincidem com as da Controladora. Quando necessário, as Demonstrações Financeiras das controladas são ajustadas para adequar suas políticas contábeis àquelas estabelecidas pela Companhia. Todas as transações, saldos, receitas e despesas entre as Companhias são eliminadas integralmente nas Demonstrações Financeiras consolidadas. 2.4. Moeda estrangeira: Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais da Companhia pelas taxas de câmbio nas datas das transações.Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são reconvertidas para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. 2.5. Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas Demonstrações Financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia.Todas as Demonstrações Financeiras apresentadas em Real foram arredondadas, exceto quando indicado de outra forma. 2.6. Principais políticas contábeis: As políticas contábeis apresentadas a seguir foram aplicadas na preparação das Demonstrações Financeiras consolidadas e individuais e têm sido aplicadas de maneira consistente em todos os exercícios apresentados. a. Instrumentos financeiros: i. Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento.A Companhia baixa um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Companhia nos ativos financeiros são reconhecidos como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, somente quando, a Companhia tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo.Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis.Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos e recebíveis abrangem clientes e outros créditos. Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Limites de cheques especiais de bancos que tenham de ser pagos à vista e que façam parte integrante da gestão de caixa da Companhia são incluídos como um componente das disponibilidades para fins da demonstração dos fluxos de caixa. ii. Passivos financeiros não derivativos:A Companhia reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros (incluindo passivos designados pelo valor justo registrado no resultado) são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. Os ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Companhia tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e quitar o passivo simultaneamente. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos, financiamentos, limite de cheque especial bancário, fornecedores e outras contas a pagar.Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis.Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. b. Apuração do resultado: O resultado das operações (receitas, custos e despesas) é apurado em conformidade com o regime de competência dos exercícios. c. Caixa e equivalentes de caixa: Incluem os montantes de caixa, fundos disponíveis em contas bancárias de livre movimentação e aplicações financeiras de liquidez imediata e com risco insignificante de seu valor de mercado. d. Títulos e valores mobiliários: Encontram-se registrados pelo valor do principal investido, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. e. Estoques: Os estoques são mensurados pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido. O custo dos estoques é baseado no custo médio ponderado e inclui gastos incorridos na aquisição de estoques, custos de produção e transformação e outros custos incorridos em trazê-los às suas localizações e condições existentes. O valor realizável líquido é o preço estimado de venda no curso normal dos negócios, deduzido dos custos estimados de conclusão e despesas de vendas. f. Investimentos: A participação em sociedades controladas está avaliada pelo método da Equivalência Patrimonial, exceto para a controlada Cacique International Ltd., que passou a ser considerada como filial da Companhia Cacique de Café Solúvel. Os demais investimentos estão avaliados pelo Custo de Aquisição, reduzido para o valor provável de realização.g. Imobilizado: i. Reconhecimento e mensuração: Registrado ao custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, acrescido da reavaliação parcial dos bens.A depreciação é calculada pelo método linear, com base em taxas que levam em consideração a estimativa de vida útil dos bens.A reserva de reavaliação é realizada em contrapartida da rubrica de lucros acumulados, no patrimônio líquido, na medida em que o ativo correspondente reavaliado é realizado. O imobilizado não supera seu provável valor de recuperação e foi submetido ao impairment test realizado em 31 de dezembro de 2011. Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada. A Companhia optou por reavaliar os ativos imobilizados pelo custo atribuído (deemed cost) e os reflexos foram contabilizados em 1° de janeiro de 2009 para fins de comparabilidade conforme ICPC 10. Os efeitos do custo atribuído aumentaram o ativo imobilizado tendo como contrapartida o patrimônio líquido, líquida dos efeitos fiscais. Embora a adoção do valor justo como custo atribuído e do consequente aumento na despesa de depreciação nos exercícios futuros a Companhia não alterará sua política de distribuição de lucros. O custo inclui gastos que são diretamente atribuível à aquisição de um ativo. O custo de ativos construídos pela própria entidade inclui o custo de materiais e mão-de- obra direta, quaisquer outros custos para colocar o ativo no local e condição necessários para que esses sejam capazes de operar da forma pretendida pela administração, os custos de desmontagem e de restauração do local onde estes ativos estão localizados, e custos de empréstimos sobre ativos qualificáveis para os quais a data de início para a capitalização seja 1º de janeiro de 2009 ou data posterior a esta. O software comprado que seja parte integrante da funcionalidade de um equipamento é capitalizado como parte daquele equipamento. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado, e são reconhecidos líquidos dentro de outras receitas no resultado. ii. Custos subsequentes: O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. iii. Depreciação: A depreciação é calculada sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual.A depreciação é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de cada parte de um item do imobilizado, já que esse método é o que mais perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo.Ativos arrendados são depreciados pelo período que for mais curto entre o prazo do arrendamento e as suas vidas úteis, a não ser que esteja razoavelmente certo de que a Companhia irá obter a propriedade ao final do prazo do arrendamento.Terrenos não são depreciados. Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais serão revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. h. Intangível: O ativo intangível compreende os gastos com o registro de marcas e patentes, os sistemas de informática (softwares) e licenças de uso destes.A amortização dos sistemas de informática é calculada pelo método linear, à taxa mencionada na Nota Explicativa nº 13 e leva em consideração o tempo de vida útil estimado dos intangíveis. O intangível não supera seu provável valor de recuperação e foi submetido ao impairment test realizado em 31 de dezembro de 2011. Os ativos intangíveis com vida útil indefinida a partir de 1º de janeiro de 2009 não serão amortizados e terão o seu valor recuperável testado anualmente. i. Redução ao valor recuperável - Impairment: i. Ativos financeiros (incluindo recebíveis): Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado a cada data de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável.A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais) perderam valor pode incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a reestruturação do valor devido a Companhia sobre condições de que a Companhia não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título.Além disso, para um instrumento patrimonial, um declínio significativo ou prolongado em seu valor justo abaixo do seu custo é evidência objetiva de perda por redução ao valor recuperável.A Companhia considera evidência de perda de valor para recebíveis e títulos de investimentos mantidos até o vencimento tanto no nível individualizado como no nível coletivo.Todos os recebíveis e títulos de investimento mantidos até o vencimento individualmente significativos são avaliados quanto a perda de valor específico.Todos os recebíveis e títulos de investimentos mantidos até o vencimento individualmente significativos identificados como não tendo sofrido perda de valor individualmente são então avaliados coletivamente quanto a qualquer perda de valor que tenha ocorrido, mas não tenha sido ainda identificada. Recebíveis e investimentos mantidos até o vencimento que não são individualmente importantes são avaliados coletivamente quanto a perda de valor por agrupamento conjunto desses títulos com características de risco similares. Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva a Companhia utiliza tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto as premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas. Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos futuros fluxos de caixa estimados descontados à taxa de juros efetiva original do ativo.As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra recebíveis. Os juros sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo reconhecidos através da reversão do desconto. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. ii.Ativos não financeiros: Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Companhia, que não os ativos biológicos, estoques e imposto de renda e contribuição social diferidos, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados juntos no menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Os ativos corporativos da Companhia não geram entradas de caixa individualmente. Caso haja a indicação de que um ativo corporativo demonstre uma redução no valor recuperável, então o valor recuperável é alocado para a UGC ou grupo de UGCs à qual o ativo corporativo pertence numa base razoável e consistente. Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida caso o valor contábil de um ativo ou sua UGC exceda seu valor recuperável estimado. Perdas de valor são reconhecidas no resultado. As perdas de valor recuperável reconhecidas em períodos anteriores são avaliadas a cada data de apresentação para quaisquer indicações de que a perda tenha aumentado, diminuído ou não mais exista. Uma perda de valor é revertida caso tenha havido uma mudança nas estimativas usadas para determinar o valor recuperável. Uma perda por redução ao valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida. j. Empréstimos, financiamentos e adiantamentos de contratos de câmbio: Conforme demonstrado na Nota Explicativa nº 14, estão atualizados pelos encargos incorridos até a data do fechamento do exercício. k. Demais ativos e passivos circulantes e não circulantes: Os demais ativos e passivos circulantes e a longo prazo, quando aplicável, são registrados por seus valores de realização ou de liquidação, acrescidos, quando aplicável, dos rendimentos ou encargos incidentes calculados até a data do balanço. l. Utilização de estimativas contábeis: A elaboração das Demonstrações Financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer da Administração da Companhia a utilização de estimativas para registro de provisões e apresentação de determinados saldos, e os resultados finais desses eventos podem, eventualmente, divergir dessas estimativas. m. Ajuste a valor presente: Os tributos a recuperar e a longo prazo estão ajustados ao seu valor presente, considerando a taxa SELIC como taxa de desconto. A constituição de tais ajustes está registrada como redutora no grupo de Créditos Fiscais e a sua realização é registrada na rubrica “Despesas Financeiras” nas demonstrações do resultado. n. Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro e diferidos: Os impostos incidentes sobre as vendas são contabilizados de acordo com o regime de competência. O imposto de renda e a contribuição social são registrados com base no lucro tributável e alíquotas vigentes de acordo com o RIR - Regulamento do Imposto de Renda, sendo para o IRPJ 15% mais adicional de 10% aplicável sobre o lucro excedente ao limite estabelecido pela legislação; e para a Contribuição Social 9%. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias no final de cada período de relatório entre os saldos de ativos e passivos reconhecidos nas Demonstrações Financeiras e as bases fiscais correspondentes usadas na apuração do lucro tributável, incluindo saldo de prejuízos fiscais, quando aplicável. Os impostos diferidos passivos são geralmente reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias tributáveis e os impostos diferidos ativos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias dedutíveis, apenas quando for provável que a Companhia apresentará lucro tributável futuro em montante suficiente para que tais diferenças temporárias dedutíveis possam ser utilizadas.A recuperação do saldo dos impostos diferidos ativos é revisada no final de cada período de relatório e, quando não for mais provável que lucros tributáveis futuros estarão disponíveis para permitir a recuperação de todo o ativo, ou parte dele, o saldo do ativo é ajustado pelo montante que se espera que seja recuperado. Impostos diferidos ativos e passivos são mensurados pelas alíquotas aplicáveis no período no qual se espera que o passivo seja liquidado ou o ativo seja realizado, com base nas alíquotas previstas na legislação tributária vigente no final de cada período de relatório, ou quando uma nova legislação tiver sido substancialmente aprovada. A mensuração dos impostos diferidos ativos e passivos reflete as consequências fiscais que resultariam da forma na qual a Companhia espera, no final de cada período de relatório, recuperar ou liquidar o valor contábil desses ativos e passivos. o. Provisões: Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a Companhia tem uma obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. As provisões são apuradas através do desconto dos fluxos de caixa futuros esperados a uma taxa antes de impostos que reflete as avaliações atuais de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e riscos específicos para o passivo. p. Benefícios a Empregados: Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os planos de bonificação em dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo se a Companhia e sua controlada têm uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. q. Receita Operacional: A receita operacional da venda de bens e serviços no curso normal das atividades é medida pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber.A receita operacional é reconhecida quando existe evidência convincente de que os riscos e benefícios mais significativos inerentes a propriedade dos bens foram transferidos para o comprador, de que for provável que os benefícios econômicos financeiros fluirão para a Companhia, de que os custos associados e a possível devolução de mercadorias pode ser estimada de maneira confiável, de que não haja envolvimento contínuo com os bens vendidos, e de que o valor da receita operacional possa ser mensurada de maneira confiável. Caso seja provável que descontos serão concedidos e o valor possa ser mensurado de maneira confiável, então o desconto é reconhecido como uma redução da receita operacional conforme as vendas são reconhecidas. r.Arrendamento Mercantil: As operações de arrendamento mercantil, cujos riscos e benefícios inerentes a propriedade são substancialmente transferidos, são classificadas como arrendamento financeiro. Se não houver transferência significativa dos riscos e benefícios inerentes a propriedade, as operações são classificadas como arrendamentos operacionais. Os contratos de arrendamento mercantil financeiro são reconhecidos no imobilizado e no passivo pelo menor valor entre o valor presente das parcelas mínimas obrigatórias do contrato e valor justo do ativo, acrescidos, quando aplicável, dos custos iniciais diretos incorridos na transação. Os montantes registrados no ativo imobilizado são depreciados e os juros implícitos no passivo são apropriados ao resultado de acordo com a duração do contrato. Os contratos de arrendamento mercantil operacional são reconhecidos como despesa ao longo do período do arrendamento. s. Receitas Financeiras e Despesas Financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros reconhecidos no resultado, através do método dos juros efetivos.A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito da Companhia em receber o pagamento é estabelecido. As distribuições recebidas de investidas registradas por equivalência patrimonial reduzem o valor do investimento. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos, líquidas do desconto a valor presente das provisões. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. Os ganhos e perdas cambiais são reportados em uma base líquida. 3. GERENCIAMENTO DE RISCO FINANCEIRO: 3.1.Visão Geral: A Companhia apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: • Risco de crédito; • Risco de liquidez; • Risco de mercado; • Risco operacional. Essa nota apresenta informações sobre a exposição da Companhia a cada um dos riscos supramencionados, os objetivos da Companhia, políticas e processos para a mensuração e gerenciamento de risco. Divulgações quantitativas adicionais são incluídas ao longo dessas Demonstrações Financeiras. 3.2. Risco de crédito: Risco de crédito é o risco de prejuízo financeiro da Companhia caso um cliente ou contraparte em um instrumento financeiro falhe em cumprir com suas obrigações contratuais, que surgem principalmente dos recebíveis da Companhia de clientes e em títulos de investimento. A concentração de risco de crédito do contas a receber é minimizada devido à pulverização da carteira de clientes e concessão de crédito a clientes com bons índices financeiros e operacionais. Geralmente a Companhia não exige garantia para as vendas a prazo. 3.3. Risco de liquidez: Risco de liquidez é o risco em que a Companhia irá encontrar dificuldades em cumprir com as obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista ou com outro ativo financeiro.A abordagem da Companhia na administração de liquidez é de garantir, o máximo possível, que sempre tenha liquidez suficiente para cumprir com suas obrigações ao vencerem, sob condições normais e de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou com risco de prejudicar a reputação da Companhia. 3.4. Risco de mercado: Risco de mercado é o risco que alterações nos preços de mercado, tais como as taxas de câmbio, taxas de juros e preços de ações, têm nos ganhos da Companhia ou no valor de suas participações em instrumentos financeiros. O objetivo do gerenciamento de risco de mercado é gerenciar e controlar as exposições a riscos de mercados, dentro de parâmetros aceitáveis, e ao mesmo tempo otimizar o retorno.A Companhia cumpre com obrigações financeiras para gerenciar riscos de mercado.Todas estas operações são conduzidas dentro das orientações estabelecidas pela Administração. 3.5. Risco operacional: Risco operacional é o risco de prejuízos diretos ou indiretos decorrentes de uma variedade de causas associadas a processos, pessoal, tecnologia e infra-estrutura da Companhia e de fatores externos, exceto riscos de crédito, mercado e liquidez, como aqueles decorrentes de exigências legais e regulatórias e de padrões geralmente aceitos de comportamento Companhiarial. Riscos operacionais surgem de todas as operações da Companhia. O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros e danos à reputação da Companhia e buscar eficácia de custos e para evitar procedimentos de controle que restrinjam iniciativa e criatividade. A principal responsabilidade para o desenvolvimento e implementação de controles para tratar riscos operacionais é atribuída à alta administração. A responsabilidade é apoiada pelo desenvolvimento de padrões gerais da Companhia para a administração de riscos operacionais nas seguintes áreas: • Exigências para segregação adequada de funções, incluindo a autorização independente de operações; • Exigências para a reconciliação e monitoramento de operações; • Cumprimento com exigências regulatórias e legais; • Documentação de controles e procedimentos; • Exigências para a avaliação periódica de riscos operacionais enfrentados e a adequação de controles e procedimentos para tratar dos riscos identificados; • Treinamento e desenvolvimento profissional; • Padrões éticos e comerciais; • Mitigação de risco, incluindo seguro quando eficaz. 3.6. Risco cambial: O risco de taxa cambial é o risco de que alterações das taxas de câmbio de moeda estrangeira possam fazer com que a Companhia incorra em perdas não esperadas, levando a uma redução dos valores dos ativos ou aumento dos valores das obrigações.As principais exposições à qual a Companhia está sujeita, no tocante às variações cambiais, referem-se à flutuação do Dólar norte-americano e também do Euro em relação ao Real.A Companhia não possui política de efetuar operações de Hedge para seus ativos e passivos sujeitos a variação cambial. 4. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS: Na elaboração das Demonstrações Financeiras consolidadas foram eliminados, os saldos relevantes a receber e a pagar, as receitas e despesas decorrentes de transações entre as Companhias e os resultados não realizados entre essas Companhias.As Companhias consolidadas nessas demonstrações estão apresentadas da seguinte forma: CaciqueAgrícola S.A. - participação-100%; Cacique S.A. - participação - 100%. 5. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Caixa e contas bancárias 4.757 8.273 4.785 8.421 Aplicações financeiras 28.543 2.097 28.543 2.097 33.300 10.370 33.328 10.518 A Companhia considera como equivalentes de caixa os saldos de caixa, bancos e aplicações financeiras de liquidez imediata. As aplicações financeiras de curto prazo referem-se a investimentos em Certificado de Depósito Bancário (CDB),remunerados com base na variação da taxa dos Certificados de Depósitos Interbancários (100% do CDI). 6.TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Aplicações pré-fixadas 3.406 116.421 3.505 117.423 3.406 116.421 3.505 117.423 As aplicações em títulos e valores mobiliários referem-se a investimentos em Certificado de Depósito Bancário (CDB), remunerados com taxas pré-fixadas de 11,78% a 11,95% a.a e de 20% a 100% do CDI, e são mantidos em instituiçõesfinanceiras de primeira linha. 7. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Contas a receber No País 50.938 36.832 50.938 36.832 No Exterior 34.006 11.334 34.006 11.334 84.944 48.166 84.944 48.166 Provisão para devedores Duvidosos No País (514) (343) (514) (343) (514) (343) (514) (343) 84.430 47.823 84.430 47.823 A Companhia tem como procedimento analisar seus títulos vencidos mensalmente, adotando o critério de provisão para devedores duvidosos dos títulos que estão vencidos acima de 90 dias ou em processo de recuperação judicial. 8. ESTOQUES: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Produtos acabados 12.099 18.077 12.099 18.077 Mercadorias para revenda 3.540 1.205 3.540 1.205 Produtos em elaboração 9.534 8.925 9.534 9.049 Matéria-prima 49.818 25.095 49.818 25.095 Insumos de produção 8.594 8.052 8.594 8.052 Almoxarifado 4.951 4.736 4.951 4.736 Aplicações para formação de estoque 196 141 196 141 Outros estoques 223 202 242 223 88.955 66.433 88.974 66.578
9. CRÉDITOS FISCAIS: a. Circulante:
Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 3.796 364 4.055 624 58.277 26.243 58.277 26.243 (3.998) (1.721) (3.998) (1.721) 1.255 2.167 1.255 2.167 30 11 81 59 2.562 2.033 2.562 2.033 12.496 9.112 12.496 9.112 53 48 53 48 1 1 1 1 1.275 – 1.275 – 75.747 38.258 76.057 38.566 b. Não circulante: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Imposto de renda e C.S.L.L. diferidos (Nota 17) 20.577 11.088 22.375 12.886 ICMS a recuperar - Imobilizado 1.486 3.131 1.488 3.133 PIS a compensar 902 847 902 847 COFINS a compensar 3.435 3.134 3.434 3.134 26.400 18.200 28.199 20.000 9.1. ICMS a recuperar - Processo de transferência: A Companhia possui R$ 58.277 de créditos de ICMS (R$ 26.243 em dezembro de 2010) e tendo em vista que comercializa seus produtos no mercado externo a realização desses créditos dar-se-á, substancialmente, pela transferência a terceiros através do Sistema de Controle de Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (SISCRED), mantido pelo Governo do Estado do Paraná.A Companhia possui o montante de R$ 19.525 (R$ 10.512 em dezembro de 2010),referente a créditos já habilitados e/ou em processo de habilitação no SISCRED,para efeito de efetiva transferência.Em função de que a negociação desses créditos com terceiros se dá mediante concessão de deságio,aAdministração,adotando medida conservadora na avaliação de seus ativos,mantém provisão para desvalorização sobre o total do crédito de ICMS,no montante de R$ 3.998 (R$ 1.721 em dezembro de 2010),considerado suficiente para cobrir eventuais perdas. 10. DEMAIS CONTAS A RECEBER: Controladora Consolidado a. Circulante: 2011 2010 2011 2010 Créditos a Funcionários 711 670 711 671 Adiantamentos Diversos 697 121 698 122 Créditos comTransferência de ICMS 1.468 4.586 1.468 4.586 Indenizações de Seguros – 123 – 123 Outros Créditos 660 113 664 115 3.536 5.613 3.541 5.617 b. Não circulante: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Retenções contratuais 393 368 393 368 Valor CauçãoTDAES 971 1.487 971 1.487 Outros créditos 60 54 60 54 1.424 1.909 1.424 1.909 11. INVESTIMENTOS: 11.1Transações com partes relacionadas: Os investimentos em controladas diretas, bem como eventuais transações entre partes relacionadas, são assim demonstrados: Cacique Agrícola S.A. Cacique S.A. 2011 2010 2011 2010 Patrimônio líquido Ativo circulante 453 1.598 10 10 Ativo não circulante 3.445 4.020 – – Passivo circulante 47 1.342 – – Passivo não circulante 1.666 1.603 – – Receitas 420 820 – – Custos e despesas 908 750 – – Capital social 2.577 2.577 10 10 Ações ou quotas 1.816.236 1.816.236 1 1 Percentual de participação 100% 100% 100% 100% Patrimônio líquido 2.185 2.673 10 10 Transações entre partes relacionadas Mútuos passivos 2 2 – – 2 2 – – Investimentos No início do período 2.673 2.669 10 10 Dividendos propostos – (66) – – Equivalência patrimonial (488) 70 – – No final do período 2.185 2.673 10 10 As operações mercantis com Companhias controladas e os saldos patrimoniais foram eliminados na consolidação, conforme mencionado na Nota Explicativa nº 2.A Companhia Cacique S.A. não teve nenhuma movimentação no exercício de 2011 (idem 2010). De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02, controladas no exterior devem ser tratadas como filiais ou como efetivas controladas, conforme a essência econômica e não pela forma jurídica. Assim, as entidades que não possuírem corpo administrativo próprio, autonomia administrativa, não contratarem operações próprias, utilizarem a moeda da investidora como sua moeda funcional, e funcionarem , na essência, como extensão das atividades da investidora, devem normalmente ter, para fim de apresentação, seus ativos, passivos e resultados integrados às Demonstrações Financeiras da matriz no Brasil como qualquer outra filial, agência, sucursal ou dependência mantida no próprio país. Este é o caso de nossa controlada Cacique International Ltd., que consideramos a partir de 2008 como filial da Companhia Cacique de Café Solúvel. 11.2. Remuneração da Administração: Foram pagos à Diretoria e ao Conselho de Administração no ano de 2011 o valor de R$ 6.726 (R$ 5.676 em 2010) referente a honorários, encargos sociais, seguro de vida e plano de saúde. 12. IMOBILIZADO: a. Composição - Controladora: 2011 2010 Taxa Anual de Depreciação Custo Depreciação Líquido Líquido Terrenos 10.991 – 10.991 10.991 Edifícios 2,5% / 10% 39.396 (7.200) 32.196 31.936 Máquinas e Equipamentos 5% / 20% 202.159 (91.889) 110.270 114.695 Móveis e Utensílios 10% / 20% 3.252 (2.123) 1.129 1.150 Computadores e Periféricos 20% 5.077 (3.961) 1.116 833 Veículos 20% 4.056 (3.054) 1.002 1.281 Instalações e Benfeitorias 4% / 20% 27.110 (17.226) 9.884 10.258 Aparelhos de Comunicação 20% 709 (599) 110 74 Imobilizado em Curso 25.661 – 25.661 23.909 318.411 (126.052) 192.359 195.127 b. Movimentação - Controladora - 2011: 2010 2011 Custo Adições Baixas Transferências Custo Terrenos 10.991 – – – 10.991 Edifícios 37.637 – – 1.759 39.396 Máquinas e Equipamentos 192.519 1.655 (447) 8.432 202.159 Móveis e Utensílios 3.260 107 (181) 66 3.252 Computadores e Periféricos 4.547 533 (145) 142 5.077 Veículos 4.613 262 (819) – 4.056 Instalações e Benfeitorias 26.039 120 (2) 953 27.110 Aparelhos de Comunicação 645 55 – 9 709 Imobilizado em Curso 23.909 13.218 – (11.466) 25.661 304.160 15.950 (1.594) (105) 318.411 Marcas e Patentes 584 – – – 584 Programas de Informática 5.699 15 – 105 5.819 6.283 15 – 105 6.403 c. Composição - Consolidado: 2011 2010 Taxa Anual de Depreciação Custo Depreciação Líquido Líquido Terrenos 11.293 – 11.293 11.293 Edifícios 2,5% / 10% 39.704 (7.308) 32.396 32.147 Máquinas e Equipamentos 5% / 20% 202.235 (91.965) 110.270 114.698 Móveis e Utensílios 10% / 20% 3.268 (2.139) 1.129 1.150 Computadores e Periféricos 20% 5.098 (3.981) 1.117 833 Veículos 20% 4.131 (3.082) 1.049 1.340 Instalações e Benfeitorias 4% / 20% 27.239 (17.319) 9.920 10.296 Aparelhos de Comunicação 20% 723 (612) 111 74 Imobilizado em Curso 25.661 – 25.661 23.909 Culturas Permanentes 136 (136) – – 319.488 (126.542) 192.946 195.740 d. Movimentação - Consolidado - 2011: 2010 2011 Custo Adições Baixas Transferências Custo Terrenos 11.293 – – – 11.293 Edifícios 37.945 – – 1.759 39.704 Máquinas e Equipamentos 192.597 1.655 (449) 8.432 202.235 Móveis e Utensílios 3.276 107 (181) 66 3.268 Computadores e Periféricos 4.566 536 (146) 142 5.098 Veículos 4.687 262 (818) – 4.131 Instalações e Benfeitorias 26.167 120 (1) 953 27.239 Aparelhos de Comunicação 659 55 – 9 723 Imobilizado em Curso 23.909 13.218 – (11.466) 25.661 Culturas Permanentes 136 – – – 136 305.235 15.953 (1.595) (105) 319.488 Marcas e Patentes 585 – – – 585 Programas de Informática 5.699 15 – 105 5.819 6.284 15 – 105 6.404 Saldo do imobilizado em curso inclui gastos destinados de Subestação de Energia Elétrica e Outros. O imobilizado está livre de ônus e/ou garantias, exceto quando atrelado ao seu próprio financiamento. Em 31 de dezembro de 2011, R$ 3.465 (custo) em bens estão dados em garantia em operações de FINAME. 13. INTANGÍVEL: a) Controladora: 2011 2010 Taxa Anual de Amortização Custo Amortização Líquido Líquido Marcas e Patentes 584 – 584 584 Programas de Informática 20% 5.819 (4.985) 834 1.141 6.403 (4.985) 1.418 1.725 b) Consolidado: 2011 2010 Taxa Anual de Amortização Custo Amortização Líquido Líquido Marcas e Patentes 585 – 585 585 Programas de Informática 20% 5.819 (4.985) 834 1.141 6.404 (4.985) 1.419 1.726 14. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS: São representados por captações, objetivando o financiamento do capital de giro, e estão sujeitos a juros fixos que variam de 2,05 a 6,75% a.a. e, quando captados em moeda estrangeira, sujeitos à variação cambial do dólar norte-americano, conforme detalhado a seguir: a) Empréstimos de Curto Prazo (Circulante): Controladora Consolidado Encargos 2011 2010 2011 2010 Moeda Nacional EXIM - BNDES 7% a.a. – 111.968 – 111.968 FINAME - Banco do Brasil S.A. 6% a.a. 1.345 1.699 1.345 1.699 Cédula de Crédito de Exportação-CCE 6,75% a.a. 251 – 251 – Total Moeda Nacional 1.596 113.667 1.596 113.667 Moeda Estrangeira Adiantamento de Contrato de Câmbio 2,15% a 3,95% a.a. 219.287 111.446 219.287 111.446 Pré -Pagamento de Exportação 2,05% a 3,6085% a.a. 8.305 8.439 8.305 8.439 Total Moeda Estrangeira 227.592 119.885 227.592 119.885 Total Empréstimos de Curto Prazo 229.188 233.552 229.188 233.552 b) Empréstimos de Longo Prazo (Não Circulante): Controladora Consolidado Encargos 2011 2010 2011 2010 Moeda Nacional FINAME - Banco do Brasil S.A. 4,5% a.a. 1.812 3.142 1.812 3.142 Cédula de Crédito de Exportação-CCE 6,75% a.a. 40.000 – 40.000 – Total Moeda Nacional 41.812 3.142 41.812 3.142 Moeda Estrangeira Pré Pagamento de Exportação 2,05% a.a. Banco Bradesco S.A. 3,6085% a.a. 2.157 10.830 2.157 10.830 Total Moeda Estrangeira 2.157 10.830 2.157 10.830 Total Empréstimos de Longo Prazo 43.969 13.972 43.969 13.972 Os vencimentos das operações de crédito de longo prazo, por ano de exigibilidade, são os seguintes: 2013 2014 2015 Total FINAME 927 821 64 1.812 Pré-pagamento de exportação 2.157 – – 2.157 CCE - Funcafé 40.000 – – 40.000 43.084 821 64 43.969 15. ADIANTAMENTO DE CLIENTES: Controladora Consolidado Adiantamento de clientes 2011 2010 2011 2010 No País 292 1.872 292 1.872 No Exterior 1.817 2.914 1.817 2.914 2.109 4.786 2.109 4.786 16. PROVISÕES PARA CONTINGÊNCIAS: A Companhia é parte em processos trabalhistas, tributários e outros assuntos que estão sendo discutidos judicialmente. A Companhia constituiu provisões para contingências para cobrir perdas prováveis suficientes de acordo com seus assessores jurídicos e sua administração, conforme abaixo: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Trabalhistas 4.037 3.586 4.037 3.586 Tributárias e previdenciárias – – 1.662 1.566 Outras 490 207 492 209 4.527 3.793 6.191 5.361 Trabalhistas: Relativas a processos movidos por ex-empregados da Companhia e de prestadoras de serviços. Tributárias e previdenciárias: Consolidado: Execução fiscal por meio da qual a Fazenda Pública de Minas Gerais pleiteia o recebimento de ICMS, multas e atualização monetária decorrente de diferenças nas movimentações de cafés ocorridas em armazéns gerais, no montante de R$ 1.662. Foram efetuados depósitos judiciais classificados no grupo não circulante para os casos acima. Outras: Representado por ações cíveis em geral. Perda possível: Existem outros processos avaliados pelos assessores jurídicos como sendo de risco possível, sem mensuração com suficiente segurança, no montante de R$ 1.952, em 31 de dezembro de 2011, sendo composto por R$ 1.754 em causas de cunho trabalhista e R$ 198 de cunho cível,para os quais nenhuma provisão foi constituída tendo em vista que as práticas contábeis adotadas no Brasil não requerem sua contabilização. 17. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS E CORRENTES: Constituída em consonância com a Deliberação nº 273 de 20 de agosto de 1998 da Comissão de Valores Mobiliários, e em observação às disposições contidas na Instrução nº 371 também da CVM, que dispõem sobre o registro contábil do ativo fiscal diferido decorrente de diferenças temporárias e de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, conforme demonstrado abaixo. Nas Demonstrações Financeiras consolidadas, o valor é maior do que na controladora, devido à existência de imposto de renda e contribuição social diferidos, também, na controlada. Imposto de renda a compensar ICMS a compensar (-) Provisão de créditos fiscais - ICMS IPI a compensar C.S.L.L. a compensar PIS a recuperar COFINS a recuperar INSS a recuperar ISS a recuperar Outros impostos - Reintegra
www.cafepele.com.br
continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 21
continuação
Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
| (Em Milhares de Reais)
Imposto de renda e contribuição social diferidos: Ativo não circulante 2011 2010 Imposto de renda Receitas e despesas que geram reflexos tributários futuros Reavaliação do ativo permanente Receitas de vendas de lotes a prazo Total Contribuição social Receitas e despesas que geram: Reflexos tributários futuros Reavaliação do ativo permanente Receitas de vendas de lotes a prazo Total Imposto de renda e contribuição social Total do imposto de renda e contribuição social diferidos Movimentação ocorrida nos períodos:
16.311 – – 16.311 4.266 – – 4.266 20.577 20.577
2011 Imposto de Renda Provisão para Contingências Fiscais,Trabalhistas e Cíveis Variação Cambial Perdas em RendaVariável Outros DiferidosTemporários Receitas deVendas de Lotes Reavaliação deAtivos Créditos Tributários Diferidos Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante Total dos Créditos Tributários Diferidos
3.236 6.330 4.462 2.283 (3.341) (5.112) 7.858 16.311 (8.453) 7.858
Contribuição Social Provisão para Contingências Fiscais,Trabalhistas e Cíveis Variação Cambial Outros DiferidosTemporários Receitas deVendas de Lotes Reavaliação deAtivos Créditos (Débitos)Tributários Diferidos Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante Total dos Créditos(Débitos) Tributários Diferidos
1.165 2.279 822 (1.203) (1.847) 1.216 4.266 (3.050) 1.216
Imposto de Renda Provisão para Contingências Fiscais,Trabalhistas e Cíveis Variação Cambial Perdas em RendaVariável Outros DiferidosTemporários Receitas deVendas de Lotes Reavaliação deAtivos Créditos Tributários Diferidos Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante Total dos Créditos Tributários Diferidos
3.236 6.330 4.462 4.081 (3.341) (5.112) 9.656 18.109 (8.453) 9.656
2011
2011
Passivo não circulante 2011 2010
8.153 – – 8.153
– 5.112 3.341 8.453
– 5.259 2.427 7.686
2.935 – – 1.847 – 1.203 2.935 3.050 11.088 11.503 11.088 11.503 Controladora Reconhecidos em Reconhecidos Outros Resultados no Resultado Abrangentes
– 1.900 874 2.774 10.460 10.460
2010
(785) – (6.801) – (13) – (559) – 914 – – (148) (7.244) (148) (8.158) – 914 (148) (7.244) (148) Controladora Reconhecidos em Reconhecidos Outros Resultados no Resultado Abrangentes
2.451 (471) 4.449 1.725 (2.427) (5.260) 467 8.153 (7.686) 467
(284) – (2.447) – (202) – 329 – – (53) (2.604) (53) (2.933) – 329 (53) (2.604) (53) Consolidado Reconhecidos em Reconhecidos Outros Resultados no Resultado Abrangentes
882 (169) 620 (874) (1.900) (1.441) 1.333 (2.774) (1.441)
(785) – (6.801) – (13) – (559) – 904 – – (148) (7.254) (148) (8.158) – 904 (148) (7.254) (148) Consolidado Reconhecidos em Reconhecidos Outros Resultados no Resultado Abrangentes
2.451 (471) 4.449 3.523 (2.437) (5.260) 2.255 9.951 (7.696) 2.255
2010
2010
2011 2010 Contribuição Social Provisão para Contingências Fiscais,Trabalhistas e Cíveis 1.165 (284) – 882 Variação Cambial 2.279 (2.447) – (169) Outros DiferidosTemporários 822 (202) – 620 Receitas deVendas de Lotes (1.203) 324 – (879) Reavaliação deAtivos (1.847) – (53) (1.900) Créditos (Débitos)Tributários Diferidos 1.216 (2.609) (53) (1.446) Ativo Não Circulante 4.266 (2.933) – 1.333 Passivo Não Circulante (3.050) 324 (53) (2.779) Total dos Créditos(Débitos) Tributários Diferidos 1.216 (2.609) (53) (1.446) A reconciliação entre a despesa de imposto de renda e a contribuição social pela alíquota nominal e pela efetiva está demonstrada a seguir: Controladora Consolidado 2011 2011 2010 2011 2011 2010 (Prejuízo) Lucro contábil antes IRPJ C.S.L.L. IRPJ e C.S.L.L. IRPJ C.S.L.L. IRPJ e C.S.L.L. do IR e da contribuição social (14.387) (14.387) 13.323 (14.387) (14.387) 13.323 Alíquota fiscal combinada - IRPJ 15% (2.158) – 1.998 – – – - IRPJ 10% - adicional (1.463) – 1.308 – – – - C.S.L.L. 09% – (1.295) 1.199 – – – Imposto de renda e contribuição social pela alíquota combinada (3.621) (1.295) 4.505 – – – Adições permanentes Equivalência patrimonial negativa 848 848 – – – – Result. Positivo Controlada no Exterior – – 7.683 – – – Complemento depreciação fiscal 14.412 14.412 1.814 – – – Outras adições permanentes 868 868 726 – – – Efeito fiscal das adições permanentes 4.032 1.452 3.476 – – – Adições temporárias Provisões contingenciais 1.310 1.310 1.252 – – – Provisão para desvalorização de créditos fiscais 5.661 5.661 2.633 – – – Resultado no mercado futuro 53 – 2.806 – – – Recebimento vendas de lotes 2.387 2.387 4.941 – – – Variações cambiais (caixa) 85.749 85.749 32.187 – – – Outras adições temporárias 603 603 1.145 – – – Efeito fiscal das adições temporárias 23.941 8.614 15.288 – – – Exclusões permanentes Depreciação ajuste avaliação patrimonial 14.504 14.504 2.728 – – – Equivalência patrimonial positiva – – 7.562 – – – Dividendos recebidos 7 7 – – – – Efeito fiscal das exclusões permanentes 3.628 1.306 3.499 – – – Exclusões temporárias Reversões de provisões para CLD e contingenciais 1.354 1.354 2.680 – – – Custos, impostos e outros sem vendas de lotes 6.045 6.045 2.313 – – – Variações cambiais (competência) 58.544 58.544 32.194 – – – Outras exclusões temporárias 667 667 1.146 – – – Efeito fiscal das exclusões temporárias 16.653 5.996 13.033 – – – Total IRPJ e C.S.L.L. 4.071 1.469 6.737 4.095 1.485 6.794 Provisão IR - Controlada Exterior 36 – 26 36 – 26 Incentivo Fiscal - PAT (102) – (123) (102) – (123) Total IRPJ e C.S.L.L. correntes 4.005 1.469 6.640 4.029 1.485 6.697 Variação adições temporárias - IRPJ e C.S.L.L. diferidos (8.158) (2.933) (1.546) (8.159) (2.933) (1.545) Variação exclusões temporárias - IRPJ e C.S.L.L. diferidos 914 329 (893) 905 324 (922) Total IRPJ e C.S.L.L. diferidos (7.244) (2.604) (2.439) (7.254) (2.609) (2.467) Total IRPJ e C.S.L.L. corrente e diferido (3.239) (1.135) 4.201 (3.225) (1.124) 4.230 Alíquota efetiva (27,8351) (10,2073) 49,8355 (28,0053) (10,3209) 50,2662 18. PATRIMÔNIO LÍQUIDO: a. Capital social: O capital social, integralmente realizado, é representado por 24.948.000 ações, sendo 8.316.000 ordinárias e 16.632.000 preferenciais, sem valor nominal.As preferenciais sem direito a voto, gozam de preferência na distribuição de dividendos, não cumulativos, de 10% superiores às ordinárias.b. Reserva de reavaliação: Foi realizada de forma voluntária, com base no método do custo de reposição e/ou construção na data da avaliação, constituída em decorrência das reavaliações dos bens imóveis registrados no ativo permanente e contabilizada com base em laudo de peritos independentes emitido em março de 2005. O efeito no resultado pela depreciação dos bens correspondentes, no exercício de 2011, é de R$ 391. A reavaliação foi realizada pela Setape - ServiçosTécnicos deAvaliações do Patrimônio e Engenharia S/C Ltda., nomeada em 29 de abril de 2005 através da 78ªAssembléia Geral Extraordinária. O laudo fundamentado com critérios de avaliação e elementos de comparação adotados foi aprovado pelos quotistas na mesma AGE que nomeou a Companhia avaliadora. O resultado de R$ 9.860 foi incorporado ao ativo reavaliado correspondente, em contrapartida na conta de Reserva de Reavaliação no Patrimônio Líquido. O reconhecimento dos impostos incidentes foi efetuado a débito de conta retificadora da Reserva de Reavaliação e a crédito de provisão para imposto de renda e contribuição social, no passivo exigível a longo prazo.A referida reavaliação não causa efeito na distribuição de dividendos, pois a depreciação gerada pelos bens reavaliados é compensada no Patrimônio Líquido com a realização da reserva correspondente.A realização da reserva de reavaliação, para fins fiscais, ocorrerá na mesma proporção das baixas da depreciação, amortização ou alienação dos bens que a geraram. c. Ajuste de avaliação patrimonial: O ajuste de avaliação patrimonial refere-se a ajuste de custo atribuído ao imobilizado: o saldo de R$ 13.900 (R$ 15.367 em dezembro de 2010) teve a movimentação no período no valor de (R$ 1.467), referente à depreciação do custo atribuído ao ativo imobilizado que, de acordo com a Interpretação Técnica ICPC 10, no momento da adoção inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 27 - Ativo Imobilizado, CPC 37 - Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade e CPC 43 - Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40, a Administração da Companhia detectou itens do ativo imobilizado em operação, capazes de proporcionar geração de fluxos de caixa futuros, que estavam reconhecidos no balanço por valor inferior ao seu valor justo. d. Reserva legal: O Estatuto Social prevê que, do lucro líquido apurado no período, serão destinados 5% para constituição de reserva legal, que não excederá a 20% do capital social. e. Remuneração aos Acionistas: Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo correspondente a 25% do Lucro Líquido ajustado nos termos do art. 202 da Lei das Sociedades porAções. No exercício de 2011, não foram provisionados dividendos por inexistir Lucro Líquido. 2011 2010 Lucro (Prejuízo) Líquido (9.978) 9.148 Reserva Legal - 5% – (458) Realização da Reserva de Reavaliação 391 390 Realização deAjuste deAvaliação Patrimonial 1.467 1.468 Base para Dividendos (8.120) 10.548 Alíquota 25% 25% Dividendos Totais – 2.637
Conselho de Administração CESÁRIO COIMBRA NETO - Presidente SÉRGIO COIMBRA - Vice-Presidente DANIELA CERQUEIRA CÉSAR COIMBRA - Vice-Presidente ANTONIO CARLOS APARECIDO RIBEIRO - Conselheiro JOÃO DA GRAÇA CRUZ - Conselheiro SÉRGIO CÂNDIDO PEREIRA - Conselheiro
f. Reservas de Retenção de Lucros: Constituída de acordo com o previsto no artigo 196 da Lei nº 6404/76, os órgãos da administração propõem a retenção de parte dos lucros acumulados, no exercício de 2011 não houve retenção por inexistir Lucros Acumulados. g. Lucro (Prejuízo) por mil Ações Básico e Diluído: O resultado por ação básico e diluído foramcalculados com base no resultado do exercício atribuível aos acionistas controladores e não controladores da Companhia no exercício de 2011 e a respectiva quantidade de ações, comparativamente com o exercício de 2010, conforme quadro abaixo: 2011 2010 Lucro (Prejuízo) Líquido (9.978) 9.148 Ações (mil) 24.948 24.948 Lucro(Prejuízo) Líquido por mil Ações-Básico/Diluído (399,95) 366,69 19. RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Receita bruta de vendas 616.557 475.151 616.647 475.151 Tributos incidentes sobre vendas (48.364) (35.987) (48.368) (35.987) Devoluções e abatimentos (5.605) (6.550) (5.609) (6.550) Receita líquida de vendas 562.588 432.614 562.670 432.614 20. INFORMAÇÕES SOBRE A NATUREZA DAS DESPESAS: A Companhia apresentou a demonstração do resultado utilizando uma classificação das despesas baseada na sua função. As informações sobre a natureza dessas despesas reconhecidas na demonstração do resultado são apresentadas a seguir. 20.1. Despesas por natureza: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Custo dos produtos e das mercadorias vendidas (467.070) (356.824) (467.074) (356.824) Despesas com vendas (53.756) (46.629) (53.756) (46.628) Despesas gerais, administrativas e honorários da administração (28.563) (30.974) (29.101) (31.454) (549.389) (434.427) (549.931) (434.906) Matéria-prima, embalagens e demais materiais consumidos (380.515) (284.301) (380.482) (284.263) Despesas com honorários, pessoal e encargos (69.578) (65.243) (70.013) (65.647) Comissões, fretes, seguros, promoções e outras (35.696) (30.234) (35.696) (30.234) Depreciação e amortização (18.999) (12.265) (19.028) (12.288) Água, energia elétrica, manutenção e outros serviços de terceiros (43.490) (41.490) (43.594) (41.575) Impostos e taxas (1.111) (894) (1.118) (899) (549.389) (434.427) (549.931) (434.906) 20.2. Outras receitas (despesas) operacionais: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Outras receitas operacionais 6.417 5.716 6.469 6.187 Outras despesas operacionais (11.340) (9.606) (11.625) (9.744) (4.923) (3.890) (5.156) (3.557) Ociosidade (3.299) (2.413) (3.299) (2.413) Despesas eventuais (3.161) (4.339) (3.314) (4.352) Recuperação de despesas 2.952 950 2.954 1.393 Aluguéis recebidos 12 10 26 28 Ganhos de capital no imobilizado 639 182 639 211 Contingências fiscais/trabalhistas e outras (2.924) 1.112 (3.020) 968 Vendas eventuais 851 607 851 607 Dividendos recebidos 7 1 7 1 (4.923) (3.890) (5.156) (3.557) 21. INFORMAÇÕES POR SEGMENTO: Um segmento operacional é definido como um componente da Companhia para a qual haja informação financeira individualizada disponível, que é avaliada de forma regular pelo principal gestor das operações da Companhia na tomada de decisão sobre a alocação de recursos para um segmento e na avaliação de seu desempenho.A Companhia atua no segmento alimentício com a produção de café solúvel, comercializado quase em sua totalidade no mercado externo e produção de café torrado e embalagem no mercado interno. A produção e a comercialização dos produtos por parte da Companhia não contam com apuração ou mensuração de lucros ou prejuízos operacionais individualizados, que sejam regularmente revistos pelo gestor das operações, seja para tomada de decisão de investimentos, seja para avaliar seu desempenho em separado, nem informação financeira individualizada disponível. Dessa forma, tendo em vista que todas as decisões são tomadas com base em relatórios consolidados e que decisões relativas a planejamento estratégico, financeiro, compras, investimentos e aplicações de recursos são feitas em bases consolidadas, a Companhia concluiu que tem somente um segmento passível de reporte. 22. INSTRUMENTOS FINANCEIROS: Os valores de mercado estimados de ativos e passivos financeiros da Companhia foram determinados por meio de informações disponíveis no mercado e metodologias apropriadas de avaliações.Tais estimativas não indicam, necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado de troca corrente. O uso de diferentes metodologias pode ter um efeito material nos valores estimados. A Companhia possui uma política formal para gerenciamento de riscos, cujo controle e gestão é de responsabilidade da Tesouraria, que se utiliza de instrumentos de controle através de sistemas adequados e profissionais capacitados na mensuração, análise e gestão de riscos. Essa política é monitorada permanentemente por executivos financeiros da Companhia, que têm sob sua responsabilidade a definição da estratégia da Administração na gestão desses riscos. A política não permite operações com instrumentos financeiros de caráter especulativo. Identificadas as exposições da Companhia, o responsável pela Tesouraria da Companhia precifica e zera seus riscos, buscando proteção com operações no mercado de Bolsa de Valores. a. Gerenciamento de riscos: Os principais fatores de mercado que afetam o negócio da Companhia podem ser considerados como: • Risco de crédito: Esses riscos são administrados por normas específicas da Companhia, de aceitação de clientes, análise de crédito e estabelecimento de limites deexposição por cliente, tendo a sua carteira de clientes pulverizada. O saldo a receber de clientes é devidamente verificado e efetuado o registro de provisão para devedores duvidosos, quando necessário. • Risco cambial: A exposição em 31/12/2011 ao fator de risco de mercado - taxa de câmbio é a seguir demonstrada: 2011 2011 US$ R$ Deutsche Bank - NY 643 1.206 Banco Santander Uruguay S.A. 126 236 Clientes no exterior 18.136 34.019 Adiantamento de fornecedores estrangeiros 71 133 Patrimônio Líquido - Cacique International Ltd. 3.491 6.549 Adiantamentos de contratos de câmbio (112.532) (211.088) Pré-pagamento de exportação (5.577) (10.462) Adiantamento de clientes estrangeiros (738) (1.384) Seguros sobre exportações (37) (70) Seguros sobre importações (6) (10) ACC/PB a liquidar – Cacique International Ltd. (4.371) (8.199) (100.794) (189.070) A Companhia tinha em 31 de dezembro de 2011, Pedidos em Carteira no valor de US$ 99.321 contra um Passivo de (US$ 100.794 ). Portanto, a exposição da Companhia em 31 de dezembro de 2011 era de (US$ 1.473). O resultado dessa exposição está detalhada na nota explicativa nº 23. • Risco de mercado: As exportações da Companhia correspondem a 54,24% das receitas líquidas no ano de 2011, nossos principais mercados são: EUA, Mercado Europeu, Japão e Rússia.A Companhia enfrenta riscos que normalmente uma Companhia que atua somente no mercado interno não enfrenta. Sofremos taxação de 9% sobre importações de café solúvel brasileiro nos 27 países da União Européia, o Japão também está praticando esta taxação só que em menor percentual.A Companhia está sujeita à variação nas taxas de câmbio e juros. b. Composição de saldos: Em atendimento à Instrução CVM nº 235/95, os saldos contábeis e os valores de mercado dos instrumentos financeiros inclusos no balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 estão identificados a seguir: Controlada Consolidado Saldo Valor de Saldo Valor de contábil mercado contábil mercado Disponibilidades 33.300 33.300 33.328 33.328 Títulos e valores mobiliários 3.406 3.406 3.505 3.505 Contas a receber de clientes 84.430 84.430 84.430 84.430 Empréstimos e financiamentos (229.188) (229.188) (229.188) (229.188) (108.052) (108.052) (107.925) (107.925) c. Critérios, premissas e limitações utilizados no cálculo dos valores de mercado: • Disponibilidades: Os saldos em conta-corrente e aplicações financeiras mantidos em bancos têm seus valores de mercado próximos aos saldos contábeis. • Contas a receber: O saldo de contas a receber tem seus valores de mercado próximos aos saldos contábeis pela sua natureza de curto prazo. • Aplicações financeiras: Os saldos de aplicações financeiras estão contabilizados pelo valor do principal acrescido dos rendimentos até a presente data. • Empréstimos e financiamentos: Os valores de mercado dos empréstimos e financiamentos e demais instrumentos ativos e passivos em 31 de dezembro de 2011 não diferem substancialmente daqueles registrados nas Demonstrações Financeiras, conforme descrito na nota explicativa nº 14. 23. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: De acordo com a Deliberação CVM nº 550 de 17 de outubro de 2008, as Companhias de capital aberto terão que apresentar informações sobre instrumentos financeiros derivativos, bem como, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade. A política de atuação da Companhia no mercado futuro de câmbio, neste momento, objetiva fixar preços e/ou margens de parte de suas operações comerciais na área de café solúvel que, no global, conduzam à redução de riscos. Essas operações estão atreladas às vendas realizadas, ou seja, são operações de“hedge” (não especulativas), nas quais todo resultado financeiro positivo ou negativo é contrabalançado por resultado oposto nas receitas. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não estava operando com instrumentos financeiros derivativos. (*) Os instrumentos financeiros derivativos devem ser avaliados pelo seu valor justo, por meio de utilização de projeções futuras do dólar da BM&F Bovespa nas datas de apuração. Tal valor corresponde ao ganho ou perda estimada quando da liquidação das posições, nas datas pactuadas e considerando-se as taxas travadas e estimadas. Abaixo estão apresentados, por seu valor justo, os ganhos e perdas com instrumentos financeiros derivativos, nos períodos findos em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, agrupados pelas principais categorias de riscos.Detalhamento dos ganhos e perdas com derivativos: DETALHAMENTO DOS GANHOS E PERDAS COM DERIVATIVOS Instrumento Financeiro Derivativo 2011 2010 Dólar futuro - Ganhos 15.687 9.274 - Perdas (15.446) (12.080) 241 (2.806) ANÁLISE DE SENSIBILIDADE DOS INSTRUMENTOS FINANCEIROS Cenário Cenário Cenário 2011 base ganho adverso remoto Operação US$ Risco Taxa (perda) Taxa ganho (perda) Taxa ganho (perda) Disponibilidades 769 Queda do USD 1,88 3 2,35 361 2,82 723 Clientes 18.136 Queda do USD 1,88 76 2,35 8.524 2,82 17.048 Adiantamento de Fornecedores 71 Queda do USD 1,88 – 2,35 33 2,82 67 P L - Cacique International Ltd 3.491 Queda do USD 1,88 15 2,35 1.641 2,82 3.282 ACC (116.903) Alta do USD 1,88 (491) 2,35 (54.944) 2,82 (109.889) Pré-Pagamento (5.577) Alta do USD 1,88 (23) 2,35 (2.621) 2,82 (5.242) Adiantamento de Clientes e Outros (781) Alta do USD 1,88 (3) 2,35 (367) 2,82 (734) (100.794) 1,88 (423) 2,35 (47.373) 2,82 (94.745) 1.Cenário-base:Manutençãodataxadecâmbio,emníveispróximosaosvigentesnoperíododeelaboraçãodestasdemonstrações. 2. Cenário adverso: Deterioração de 25% da taxa de câmbio em relação ao nível verificado no cenário-base. 3. Cenário remoto: Deterioração de 50% da taxa de câmbio em relação ao nível verificado no cenário-base. 24. SEGUROS: A Companhia mantém cobertura de seguros, considerando a natureza da sua atividade, os riscos envolvidos nas suas operações e a orientação de seus consultores de seguros. As premissas de risco adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria das Demonstrações Financeiras, consequentemente não foram analisadas pelos nossos auditores independentes. Os valores contratados são considerados suficientes para cobrir eventuais perdas e estão demonstrados da seguinte forma: Riscos cobertos Limite máximo indenização - R$ Incêndio, raio e explosão 182.890 Vendaval, furacão, ciclone, tornado 40.000 Danos elétricos 2.500 Roubo e/ou furto 50 Equipamentos móveis 50 Equipamentos eletrônicos/estacionários 500 Danos à fabricação - “Work Damage” 1.000 Despesas com desentulho 2.000 Quebra de máquinas 500 Movimentação interna de mercadorias 1.000 Pequenas obras de engenharia 1.000 Responsabilidade civil geral 4.000 D&O - RC- Conselheiros, Diretores e/ouAdministradores 3.000
Diretoria
Contadora
SÉRGIO COIMBRA - Presidente CESÁRIO COIMBRA NETO - Vice-Presidente PAULO ROBERTO FERRO - Diretor de Controladoria e de Relações com Investidores JULIO CESAR PEREIRA GRASSANO - Diretor Industrial ANTONIO PAULINO MARTINS - Diretor de Planejamento
Sandra Cristina da Silva Santos CRC/PR 36.400/O-6
Parecer do Conselho Fiscal Os membros do Conselho Fiscal da Companhia Cacique de Café Solúvel (“Companhia”) abaixo assinados, no exercício da atribuição que lhes é conferida pelo Art. 163 da Lei nº 6.404/76, após examinarem o relatório de administração, as Demonstrações Financeiras da Companhia referentes ao exercício social encerrado em 31.12.2011, acompanhadas das Notas Explicativas e do Parecer dos Auditores Independentes (“Documentos”) e, considerando as informações e esclarecimentos recebidos no decorrer do exercício, fornecidos pela administração, opinaram favoravelmente em relação aos Documentos e manifestaram-se favoravelmente pela sua aprovação em Assembléia Geral Ordinária de Acionistas da Companhia a ser regularmente convocada. São Paulo, 12 de Março de 2012. Raul de Paula Leite Filho
Waldemar Namura Jr.
Alfredo Ferreira Marques Filho
Relatório dos Auditores Independentes AosAdministradores eAcionistas da Companhia Cacique de Café Solúvel Londrina - PR Examinamos as Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas da Companhia Cacique de Café Solúvel (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as Demonstrações Financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das Demonstrações Financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das Demonstrações Financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas Demonstrações Financeiras livres de distorção relevante,independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas Demonstrações Financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as Demonstrações Financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas Demonstrações Financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas Demonstrações Financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das Demonstrações Financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia.Uma auditoria inclui,também,a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das Demonstrações Financeiras tomadas em conjunto.Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as Demonstrações Financeiras individuais Em nossa opinião, as Demonstrações Financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia Cacique de Café Solúvel em 31 de dezembro de 2011,o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data,de acordo com as práticas contábeis adotadasnoBrasil.
Opinião sobre as Demonstrações Financeiras consolidadas Em nossa opinião as Demonstrações Financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Companhia Cacique de Café Solúvel em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo InternationalAccounting Standards Board - IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Conforme descrito na nota explicativa 2, as Demonstrações Financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Companhia Cacique de Café Solúvel essas práticas diferem da IFRS, aplicável às Demonstrações Financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo.Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. Outros assuntos:Demonstrações do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, elaboradas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às Demonstrações Financeiras tomadas em conjunto. Outros Assuntos Em 4 de abril de 2011 a BDO Auditores Independentes, entidade legal estabelecida no Brasil e que detinha por contrato o uso da marca internacional BDO, passou a integrar a rede KPMG de sociedades profissionais de prestação de serviços com a nova denominação social de KPMG Auditores Associados (incorporada pela KPMG Auditores Independentes em 02 de dezembro de 2011). A BDO Auditores Independentes auditou e revisou as Demonstrações Financeiras e as informações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2010, enquanto ainda detinha o direito de uso da marca BDO, tendo emitido relatórios datados de 18 de fevereiro de 2011, que não contiveram modificação. Londrina, 24 de fevereiro de 2012 Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6-F-PR
www.cafepele.com.br
Marcello Palamartchuk Contador CRC 1PR049038/O-9
DIÁRIO DO COMÉRCIO
22
e
terça-feira, 27 de março de 2012
A presidente Dilma Rousseff desembarca hoje na Índia com comitiva de 60 empresários.
conomia
Brics: colaboração e protesto. Chefes de Estado dos cinco países do grupo se reúnem hoje para 4ª Cúpula do bloco na Índia. Local do encontro gerou protesto violento de ativista tibetano ontem.
U
m novo modelo de ajuda para os mais pobres foi criado pelos governos dos países que integram o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A colaboração do grupo ocorreu em um ritmo dez vezes superior ao observado no G7 – que reúne os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, Itália e o Canadá. A conclusão está em um relatório da organização internacional Global Health Strategies initiatives (GHSi) divulgado ontem em Nova Délhi, na Índia, onde os líderes políticos do bloco estarão reunidos até o final da semana. O documento informa ainda que os países do Brics criam modelos para a cooperação internacional. A presidente Dilma Rousseff está sendo aguardada hoje em Nova Delhi para a 4.ª Cúpula do Brics. Ela irá desembarcar com uma comitiva formada por ministros e cerca de 60 empresários. A reunião terá a presença do primeiroministro da Índia, Manmohan Singh, que apresentará proposta de criação do banco do desenvolvimento do bloco. A ideia é que a instituição se dedique aos investimentos em projetos de infraestrutura e desenvolvimento em nações pobres. O processo de criação do banco deve ocorrer a longo prazo, segundo a proposta. Além de Dilma e Singh, participarão da cúpula os presidentes Dmitri Medvedev, daRússia, Hu Jintao, da China, e Jacob Zuma, da África do Sul. Fogo – Ontem, um tibetano ateou fogo ao próprio corpo em protesto contra a presença
Ahn Young-Joon/Reuters
Stringer/Reuters
Obama indica Jim Yong Kim para o Banco Mundial
O
O presidente da China, Hu Jintao, é aguardado hoje na reunião dos líderes do Brics. Ontem, um ativista tibetano ateou fogo ao próprio corpo em protesto contra a presença de Jintao em território indiano. O incidente ocorreu nas ruas próximas ao observatório astronômico de Jantar Mantar na capital indiana. do presidente chinês, Hu Jintao, em Nova Delhi. Apesar de os países desenvolvidos serem os principais responsáveis por um volume maior em termos de cooperação internacional, o estudo da GHSi informa que a abrangência dos esforços do Brics em termos de ajuda externa têm acompanhado o rápido crescimento de suas economias. O documento diz também que o Brics inova ao usar re-
cursos para melhorar a situação de saúde nos países mais pobres do mundo. Como exemplo, o documento cita a decisão do governo do Brasil – que foi um dos pioneiros nos tratamentos de Aids – de apoiar a construção, em Moçambique, de uma fábrica de drogas antirretrovirais. O relatório estima que os gastos do Brasil com ajuda externa tenham ficado entre US$ 400 milhões e US$ 1,2 bi-
lhão em 2010 (já que o País não divulga números anuais). A Rússia teria desembolsado cerca de US$ 500 milhões no mesmo ano, enquanto a Índia teria gasto US$ 680 milhões, a China, US$ 3,9 bilhões, e a África do Sul, US$ 150 milhões. Vac i n as – De acordo com o texto, os fabricantes de vacinas e medicamentos genéricos da Índia também tiveram papel fundamental na redução dos preços que os países
mais pobres pagam por esses produtos. Porém, reconhece que o Brics enfrenta seus próprios desafios em relação a seus sistemas de saúde. O documento informa que as cinco nações do grupo tiveram avanços recentes e implementaram programas inovadores na área. O Brasil, a Rússia, Índia, China e a África do Sul estão ainda coordenando esforços nos setores de agricultura e ciência. (Agências)
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou o presidente da Dartmouth College, Jim Yong Kim, para chefiar o Banco Mundial, uma escolha surpreendente para o principal cargo da instituição financeira internacional. Kim, nascido na Coreia do Sul, é médico de formação e uma figura proeminente nas questões de saúde global e de desenvolvimento. As autoridades acreditam que a experiência dele vai ajudar a conter as críticas dos países em desenvolvimento, que se mostram cada vez mais insatisfeitos com o domínio dos EUA na presidência do Banco Mundial. O b a m a t o m o u a s r édeas do processo sobre o preenchimento da vaga no Banco Mundial após o atual presidente, Robert Zoellick, anunciar em fevereiro que estava deixando o cargo. O Banco Mundial, formado por 187 nações, tem como missão combater a pobreza e promover o desenvolvimento. É a principal fonte de empréstimos para o desenvolvimento de países que buscam financiamento para construir barragens, estradas e outros projetos de infraestrutura. (AE)
Bernanke garante combate ao desemprego nos EUA Gary Cameron/Reuters
A
economia dos Estados Unidos precisa crescer mais rapidamente se quiser produzir empregos suficientes para baixar ainda mais a taxa de desemprego, disse ontem o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco
central dos Estados Unidos), Ben Bernanke. Ele disse ainda que o recente declínio na taxa de desemprego, que caiu de 9,1% no verão passado (no hemisfério norte) para 8,3% em fevereiro, ficou "de certa forma sem
sincronia" com ritmo modesto de crescimento econômico. PIB – O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 3% no quarto trimestre do ano passado, mas espera-se que a economia tenha desacelerado para um pouco abaixo de 2% nos primeiros três meses deste ano. "Mais melhorias significativas em desemprego provavelmente vão exigir crescimento econômico mais rápido do que nós tivemos durante o ano passado", disse Bernanke ontem em um encontro da Associação Nacional para Economia Empresarial. Bolsa – O Standard & Poor's 500 teve um repique após a pior semana neste ano, para atingir novamente a máxima em quatro anos ontem, após as declarações feitas pelo presidente do Federal Reserve. O mercado entendeu que Bernanke indicou com suas palavras que a política mone-
tária atual continuará ativa para ajudar a levar a taxa de desemprego dos Estados Unidos a níveis menores. O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 1,23%, para 13.241 pontos. O índice S & P 500 teve valorização de 1,39%, para 1.416 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 1,78%, para 3.122 pontos. Os três principais índices acionários norte-americanos subiram 1% ou mais, e todos os dez setores do S&P 500 avançaram. Ganhos foram liderados pelas ações do setor tecnológico do índice, que fechou em alta de 1,7%, e o setor de saúde, que também cresceu 1,7%. Ações da IBM, que tiveram valorização de 1,1% e foram para US$ 207,77, deram ao Dow seu maior impulso. Os comentários de Bernanke surgem enquanto investi-
Mais melhorias em desemprego vão exigir crescimento mais rápido. BEN BERNANKE, DO FED
dores tentam prever quão mais se estenderá o rali que já dura seis meses e reforçaram a visão de que mais medidas de apoio (em inglês, quantitative easing, ou QE3) do Federal Reserve são uma possibilidade real. O S&P teve alta de 25% desde o final de setembro, principalmente em função do otimismo a respeito do ritmo do crescimento econômico. Com estímulos do Fed e uma economia em processo de me-
lhora, o panorama acionário é cada vez mais amigável. "Há muito dinheiro no escanteio esperando um recuo, e eu suspeito que algumas pessoas ao longo do fim de semana disseram: 'É, talvez eu aplique algum dinheiro', e aí você tem os comentários de Bernanke e isso alimentou o fogo", disse Bob Doll, o vicepresidente do conselho e vicepresidente mundial de investimentos do BlackRock, em Nova York. (Reuters)
Europa deve aumentar proteção Juan Medina/Reuters
O
s ministros das Finanças da zona do euro estão prontos para oficializar um aumento da barreira de proteção financeira da região nesta semana, com preocupações sobre a posição fiscal da Espanha expulsando qualquer excesso de confiança de que a crise da dívida do bloco seja coisa do passado. Finlândia e Alemanha estavam inicialmente relutantes em endossar um aumento nos recursos da barreira de proteção, mas ambos países indicaram agora que estão preparados para apoiar o movimento quando os ministros das Finanças do bloco se reunirem em Copenhague na sexta-feira e no sábado desta semana.
Preocupação agora é com a Espanha: desocupados fazem protesto diante de banco em Madri.
Crédito – A chanceler alemã, Angela Merkel, em discurso em Berlim ontem, deu sua aprovação velada, dizendo que poderia imaginar o fundo temporário de crise na zona do euro correndo em paralelo com um fundo permanente, para criar um mecanismo de crédito maior. A Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, pre-
parou três opções para reforçar a barreira de proteção, todas dependendo da combinação entre os 440 bilhões de euros do fundo temporário e os 500 bilhões de euros do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM, na sigla em inglês), que entra em vigor em julho."Isso vai levar vários anos. Depois o mecanismo de estabilidade
vai ficar sozinho com 500 bilhões de euros", disse Merkel. Sinais – Há sinais de estabilização nos mercados financeiros e na atividade econômica como um todo, disse ontem o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, acrescentando que o financiamento bancário também está se estabilizando. "As condições nos mercados de financiamento para bancos melhoraram", disse Draghi em um discurso em Berlim. "Por exemplo, os bancos da zona do euro já emitiram cerca de 70 bilhões de euros em dívida sênior sem garantia neste ano até o momento, acima do total que emitiram na segunda metade de 2011." (Reuters)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 23 ULTRA S.A. PARTICIPAÇÕES C.N.PJ. Nº 54.041.439/0001-91
RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., as demonstrações contábeis dos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. Permanecemos a inteira disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.
CNPJ No 03.847.461/0001-92- NIRE 35.300.178.360 Companhia Aberta Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária Edital de Convocação Convidamos os senhores acionistas desta Sociedade a se reunirem em Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária, a serem realizadas cumulativamente no próximo dia 27 de abril de 2012, às 11h, na sede social, Avenida Paulista, 1.450, 9 o andar, Cerqueira César, São Paulo, SP, a fim de: Assembleia Geral Extraordinária -
examinar propostas do Conselho de Administração para: I. aumentar o Capital Social no valor de R$680.000.000,00, elevando-o de R$3.220.000.000,00 para R$3.900.000.000,00, mediante a capitalização do saldo da conta “Reservas de Lucros - Estatutária de 2007” R$494.409.243,63 e parte do saldo da conta “Reservas de Lucros Estatutária de 2008” - R$185.590.756,37, sem emissão de ações, de acordo com o Parágrafo Primeiro do Artigo 169 da Lei n o 6.404/76; II. alterar parcialmente o Estatuto Social, conforme segue: a) no “caput” do Artigo 6o, em decorrência do item anterior; b)
no Artigo 1o, incluindo Parágrafo Único; no Artigo 8o, acrescentando os Parágrafos Primeiro e Segundo; no “caput” do Artigo 9 o e Parágrafo Único do Artigo 13, todos com a finalidade de adaptação ao disposto nos itens 1.1, 4.3, 4.5 e 4.6 do Regulamento de Listagem do Nível 1 de Governança Corporativa da BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros;
c)
na letra “p” do Artigo 10, que trata da remuneração dos Administradores, aprimorando sua redação.
Assembleia Geral Ordinária I. tomar conhecimento do Relatório da Administração, do Parecer do Conselho Fiscal e do Relatório dos Auditores Independentes e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011; II. deliberar sobre proposta do Conselho de Administração para destinação do lucro líquido do exercício de 2011 e ratificação da distribuição dos juros sobre o capital próprio e dividendos pagos e a pagar; III. deliberar sobre proposta das Controladoras para eleição dos membros do Conselho de Administração; Nos termos das Instruções CVM n os 165, de 11.12.91, e 282, de 26.6.98, a fim de que possa ser requerida a adoção do processo de voto múltiplo para a eleição de membros do Conselho de Administração da Sociedade, os acionistas requerentes deverão representar, no mínimo, 5% (cinco por cento) do capital votante; IV. deliberar sobre proposta das Controladoras para eleição dos membros do Conselho Fiscal; e V. deliberar sobre propostas do Conselho de Administração para remuneração dos Administradores e do Conselho Fiscal e verba para custear Plano de Previdência dos Administradores. _____________________________________________________________________________ Participação nas Assembleias: nos termos do Artigo 126 da Lei n o 6.404, de 15.12.1976, e alterações posteriores, para participar e deliberar nas Assembleias Gerais o acionista deve observar que: ·
além do documento de identidade, deve apresentar, também, comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante;
·
para o titular de ações escriturais custodiadas no Bradesco, é dispensada a apresentação do citado comprovante;
·
caso não possa estar presente às Assembleias Gerais, o acionista poderá ser representado por procurador constituído há menos de um ano, desde que este seja acionista, administrador da Sociedade, advogado ou instituição financeira, cabendo ao administrador de fundos de investimento representar seus condôminos;
·
as procurações lavradas em língua estrangeira, antes de seu encaminhamento à Sociedade, devem ser vertidas para o Português e registradas as suas traduções no Registro de Títulos e Documentos;
·
com o objetivo de dar celeridade ao processo e facilitar os trabalhos das Assembleias, o comprovante de titularidade das ações, o instrumento de mandato e eventual declaração de voto podem, a critério do acionista, ser depositados na sede da Sociedade, preferencialmente, com até 2 (dois) dias úteis antes da data prevista para a realização das Assembleias Gerais, ou no Banco Bradesco S.A. - Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade - Secretaria Geral - Área Societária - Cidade de Deus - 4o andar do Prédio Vermelho - Vila Yara - Osasco, SP - CEP 06029-900. Cópia da documentação poderá ainda ser encaminhada por intermédio do e-mail bradespar@bradespar.com e, alternativamente, pelo fax (11) 3684-4630 ou (11) 3683-2564.
Para informações mais detalhadas para o exercício de seu direito de voto, os acionistas poderão consultar o Manual para Participação nas Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária de 27 de abril de 2012 disponível no Site www.bradespar.com – Comunicação – Fatos Relevantes, e nos sites da BM&FBOVESPA e CVM. _____________________________________________________________________________ Documentos à Disposição dos Acionistas: este Edital de Convocação e as Propostas do Conselho de Administração e das Controladoras, bem como as demais informações exigidas pela regulamentação vigente, estão à disposição dos acionistas na Sede da Sociedade, Avenida Paulista, 1.450, 9o andar, Cerqueira César, São Paulo, SP - CEP 01310-917; no Departamento de Ações e Custódia do Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade, Cidade de Deus, Prédio Amarelo, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, e estão sendo, inclusive, disponibilizados no Site www.bradespar.com - Comunicação Fatos Relevantes, e nos sites da BM&FBOVESPA e CVM. Eventuais esclarecimentos poderão ser obtidos por intermédio do e-mail bradespar@bradespar.com, no Site www.bradespar.com - Investidores Fale Conosco. São Paulo, SP, 26 de março de 2012 Lázaro de Mello Brandão Presidente do Conselho de Administração
2011 Circulante Caixa e equivalentes de caixa Dividendos propostos a receber Impostos a recuperar Total do ativo circulante
Não circulante Depósitos judiciais Investimentos Total do ativo não circulante Total do ativo
2010
Circulante Dividendos propostos a pagar Total do passivo circulante Patrimônio líquido Capital social Reserva de reavaliação Reservas de lucros Ajuste de avaliação patrimonial Ajuste acumulados de conversão Ações em tesouraria 1 1 Dividendos adicionais ao mínimo 1.313.710 1.236.180 obrigatório 1.313.711 1.236.181 Total do Patrimônio líquido 1.349.847 1.281.496 Total do passivo e do patrimônio líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 115 35.786 235 36.136
106 44.986 223 45.315
Pregão nº 006/2012 - Processo nº 1762/2012 RESUMO DE EDITAL ARNALDO SHIGUEYUKI ENOMOTO, Prefeito de Pereira Barreto-SP, faz saber que se acha aberto até às 14h30min do dia 10 de abril de 2012, o Pregão Presencial nº 006/2012, do tipo menor preço por item, que tem por objeto a contratação de empresa especializada para fornecimento com entrega parcelada de 40.182 litros de Leite de vaca fluido pasteurizado, homogeneizado e 442.000 unidades de pão francês, conforme especificações e condições constantes do Edital e seus Anexos. Maiores informações no Dep. de Licitações pelo fone/fax (18) 3704-8505, pelo email licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda, pelo Edital completo no website www.pereirabarreto.sp.gov.br. Pereira Barreto-SP, 26 de março de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito
CNPJ/MF nº 67.760.702/0001-44 Aviso aos Acionistas Acham-se à disposição do Srs. Acionistas na sede social da empresa sita à Rua Araújo Leite, s/nº, Quadra 18, Lado par, Bauru-SP, os documentos à que se refere o Artigo 133, da Lei nº 6.404/76 relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011.São Paulo, 22 de março de 2012. A Diretoria. (27, 28 e 29/03/2012)
Hidroservice Amazônia S.A. Agropecuária e Industrial CNPJ/MF nº 05.054.358/0001-10 Aviso aos Acionistas Acham-se à disposição dos Srs. Acionistas na sede social da empresa à Al. Ribeirão Preto, nº 401, 1º and., Parte, Bela Vista, São Paulo-SP, os documentos a que se refere o artigo 133 da Lei nº 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011. São Paulo, 23 de março de 2012. A Diretoria. (27, 28 e 29/03/2012)
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 26 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Comercial Central Sul Ltda. Requerido: Serpal Engenharia e Construtora Ltda. Avenida Ibirapuera, 2.332 – Torre I - 9° Andar - Moema - 1ª Vara de Falência. Recuperação Judicial Requerente: Sentyurium Comércio e Manutenção Ltda. Requerido: Sentyurium Comércio e Manutenção Ltda. Avenida Leonardo da Vinci, 1.043 - Sala 8 B – Vila Guarani (Zona Sul) - 2ª Vara de Falências.
2010 45.008 45.008
609.500 5.919 686.019 46 (1.047) (16.196)
373.980 6.332 844.895 (576) (4.461) -
2011 Receitas (despesas) Equivalência patrimonial 203.344 Despesas gerais e administrativas (147) Receitas financeiras 18 Lucro líquido do exercício 203.215 Lucro líquido por ação - R$ 2,31 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
2010 185.396 (81) 15 185.330 2,24
30.354 1.314.595 1.349.847
16.318 1.236.488 1.281.496
ENGINEERING S/A SERVIÇOS TECNICOS - SP C.N.P.J. 62.218.615/0001-46 - NIRE - 35.300.127.625 Relatório da Diretoria Srs.Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas., as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social de 2011, em 11 de janeiro de 2012 Balancete levantado em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 - (Em R$ 1,00) Dem.do Result.dos Exercícios - (Em R$ 1,00) 2011 2010 Ativo 2011 2010 Receita operacional Líquida 29.251.838 16.579.620 Circulante 5.937.040 4.289.534 Custos dos Serviços (18.034.424) (7.176.969) Caixa e Bancos 495.496 744.633 Lucro Bruto Operacional 11.217.413 9.402.651 Aplicações Financeiras 1.847.500 2.733.716 Despesas Gerais e Administrativas (8.792.246) (7.830.869) Contas a Receber 3.450.999 637.378 Receitas Financeiras 236.892 713.532 Impostos a Recuperar 143.045 173.807 Resultado antes das Provisões 2.662.060 2.285.314 Realizável a Longo Prazo 3.307.683 518.201 Provisão para Contribuição Social (670.012) (145.024) Depósitos Judiciais 135.701 518.201 Provisão para Imposto de Renda (1.849.145) (384.845) Valores Antecipados 3.171.981 - Resultado Líquido do Exercício 142.902 1.755.445 Permanente 779.929 521.265 Lucro por ação 0,26 0,59 Total do Ativo 10.024.652 5.329.000 Dem.das Mut.Patr.Líq.p/Exerc.findos em 31/12/10 e 11 - (Em R$ 1,00) Passivo/Circulante 1.697.819 664.446 Cap.Social Res.Luc./Legal Luc.Acum. Total Fornecedor/Obrigações Sociais Fiscais 1.697.819 664.446 - 4.054.840 4.594.840 Exigível a Longo Prazo 5.190.027 54.572 Saldos em 31/12/09 540.000 Lucro do Exercício 1.760.044 1.760.044 Credores Diversos 91.659 54.572 1.637.078 (1.637.078) Resultado Exercício Futuro 2.406.318 - Reservas de Lucros - (1.744.902) (1.744.902) Provisões Diversas 2.692.050 - Lucros distribuídos - (2.432.904) Patrimônio Líquido 3.136.806 4.609.982 Aumento de Capital 2.432.904 1.637.078 - 4.609.982 Capital 2.972.904 2.972.904 Saldos em 31/12/10 2.972.904 Lucros distribuídos (1.346.334) (1.346.334) Reserva Legal 290.744 290.744 (269.745) (269.745) Lucro Distribuido Antecipado (269.745) 1.346.334 Lucros Antecipados 142.902 142.902 Lucro do Exercício 142.902 - Lucro em 31/12/11 290.744 (126.843) 3.136.805 Total do Passivo 10.024.652 5.329.000 Saldo em 31/12/11 2.972.904
Alfa Holdings S.A. Sociedade Anônima de Capital Aberto CNPJ/MF nº 17.167.396/0001 69 e NIRE 35 3 0002375 7 Edital de Convocação A. Convidamos os senhores acionistas a se reunirem no dia 26 de abril de 2012, às 11:00 hs (onze horas), na sede social, na Alameda Santos, 466, 1º andar, Cerqueira César, nesta Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: 1. Examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, o Relatório dos Auditores Independentes e o Parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011; 2. Deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar as distribuições de juros sobre o capital próprio relativas ao 1º e 2º semestres de 2011; 3. Fixar a verba máxima destinadas à remuneração dos membros da Diretoria e do Conselho de Administração para o exercício de 2012; e 4. Se assim deliberado, instalar o Conselho Fiscal, eleger seus membros efetivos e suplentes e fixar suas remunerações. Em Assembleia Geral Extraordinária: Tomar conhecimento e deliberar sobre a Proposta da Diretoria, com pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, para aumentar o capital social em R$ 19.915.080,00 (dezenove milhões, novecentos e quinze mil e oitenta reais), sem emissão de ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta “Reserva para Aumento de Capital”, para eliminar seu excesso, e aprovar a correspondente reforma estatutária. B. Nos termos do Parágrafo Único do Artigo 11º do Estatuto Social, para participar da Assembleia Geral é necessário ser acionista no mínimo 08 (oito) dias antes da data da realização do respectivo conclave. Quando o acionista se fizer representar por mandatário, é indispensável o depósito do respectivo instrumento de procuração na sede social, mediante protocolo, até 05 (cinco) dias também antes do mesmo evento.O instrumento de procuração deve ter firma reconhecida e ser acompanhado de comprovação de poderes do respectivo outorgante. Além disso, lembramos que o Artigo 126 da Lei nº 6.404/76, e alterações posteriores, prevê que, para ser admitido, participar e deliberar nas Assembleias Gerais, pode ser solicitado ao acionista (ou seu procurador) que apresente documento de identidade e comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante. Os documentos pertinentes às Assembleias encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Sociedade. São Paulo, 26 de março de 2012. Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração.
Paulista Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros CNPJ 10.608.361/0001-79 - NIRE 35300364686 Ata da Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 28 de Fevereiro de 2012 Local e Hora: Sede Social, na Avenida Brigadeiro Faria Lima nº 1.355 - 2º andar - São Paulo, às 10h00min. Convocação: Publicação de editais dispensada, conforme faculta o Artigo 124, Parágrafo 4º da Lei 6.404/76, em razão do comparecimento dos acionistas representando a totalidade do Capital Social. Quórum: Acionistas representando a totalidade do Capital Social. Instalação: Instalada pelo Sr. Homero Amaral Junior; Composição da Mesa: Escolhido o Sr. Homero Amaral Junior para Presidente da mesa o qual convidou a mim, Alvaro Augusto Vidigal, para Secretário. Conselho Fiscal: Não instalado no período. Ordem do Dia para Assembleia Geral Extraordinária: i) eleição dos senhores: Marcelo Adilson Tavarone Torresi, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 10.364.287-0 SSP/SP e CPF nº 117.512.988-76, e Gerson Luiz Mendes de Brito, brasileiro, separado judicialmente, contabilista, RG nº 5.720.162-6 SSP/SP, e CPF/MF nº 037.453.76820, ambos com domicílio nesta Capital, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 2º andar, para o cargo de DIRETOR, sem designação especial, com mandato até a data da posse da diretoria eleita pela Assembleia Geral Ordinária de 2012, com remuneração a ser determinada em assembleia geral e, ii) outros assuntos de interesse da sociedade. Deliberações: Por unanimidade de votos, respeitados os impedimentos de lei, esta Assembleia aprovou: i) a eleição dos Srs. Marcelo Adilson Tavarone Torresi e Gerson Luiz Mendes de Brito para o cargo de DIRETOR, com mandato até a posse da diretoria eleita pela Assembleia Geral de 2012; ii) outros assuntos: não houve. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente ata que, depois de lida e aprovada e assinada por todos os acionistas presentes: Alvaro Augusto Vidigal, Homero Amaral Júnior, Alvaro Augusto de Freitas Vidigal, por mim secretário e pelo Presidente. Esta Ata é cópia el da lavrada em livro próprio, Alvaro Augusto Vidigal - Secretário. JUCESP nº 105.863/12-9 em 14/3/2012, Gisela Simiema Ceschin - Secretária-Geral.
SOCIEDADE VETERANOS DE 32 - M.M.D.C
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP
2011 35.252 35.252
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 (Em milhares de Reais) 2011 2010 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do exercício 203.215 185.330 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao (Em milhares de Reais, exceto o valor dos dividendos por ação) caixa gerado pelas atividades operacionais Reservas Ajuste de Ajustes Dividendos Equivalência patrimonial (203.344) (185.396) Reserva de lucros Avaliação Acumu- Lucros adicionais Dividendos recebidos de controlada 122.751 81.944 Capital de reaRetenção Ações em Patri- lados de acumu- ao mínimo Outros 2 social valiação Legal de lucros tesouraria monial conversão lados obrigatório Total Aumento no ativo circulante Saldos em 1 de janeiro de 2010 373.980 6.787 28.491 735.085 (977) (1.272) 17.314 1.159.408 Impostos a recuperar (12) (11) Realização da reserva de reavaliação (455) 455 - Aumento no ativo não circulante Imposto de renda sobre a realização Depósitos judiciais (1) da reserva de reavaliação (117) (117) Caixa líquido gerado pelas atividades Ajustes de avaliação de instrumentos operacionais 122.610 81.868 financeiros de controlada 401 401 Fluxo de caixa das atividades de Conversão de moeda estrangeira de financiamentos controladas no exterior (3.189) (3.189) Dividendos pagos (122.601) (81.773) Aprovação em assembleia geral Caixa líquido utilizado pelas atividades ordinária dos dividendos adicionais (17.314) (17.314) de financiamentos (122.601) (81.773) Lucro líquido do exercício - 185.330 185.330 Aumento em caixa e equivalentes Destinação do resultado líquido: de caixa 9 95 Reserva legal 9.267 - (9.267) - Caixa e equivalentes de caixa no início Retenção de lucros 72.052 - (72.052) - do exercício 106 11 Dividendos intermediários (R$ 472,47 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 115 106 por lote de mil ações ordinárias As notas explicativas são parte integrante das e R$ 519,61 por lote de mil ações demonstrações financeiras. preferenciais) - (43.023) (43.023) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Dividendos propostos (R$ 673,32 por PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO lote de mil ações ordinárias e DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais) R$ 740,65 por lote de mil ações preferenciais) - (61.326) 16.318 (45.008) 1. SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS - a) As demonsSaldos em 31 de dezembro de 2010 373.980 6.332 37.758 807.137 (576) (4.461) 16.318 1.236.488 trações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis Aumento de capital com reservas 235.520 - (37.758) (197.762) - adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os PronunRealização da reserva de reavaliação (413) 413 - ciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Imposto de renda sobre a realização Pronunciamentos Contábeis. b) O resultado é apurado pelo princípio da da reserva de reavaliação (103) (103) competência de exercícios. c) A participação em controlada é avaliada pelo Ajustes de avaliação de instrumentos método de equivalência patrimonial. d) Os demais ativos e passivos são financeiros de controlada 622 622 demonstrados pelos valores realizáveis e exigíveis, acrescidos, quando Conversão de moeda estrangeira de aplicável, dos rendimentos ou encargos e variações monetárias incorridos. controladas no exterior 3.414 3.414 2. INVESTIMENTO EM SOCIEDADE CONTROLADA Aquisição de ações para manutenção 2011 2010 em tesouraria (16.196) (16.196) Ultrapar Participações S.A. Aprovação em assembleia geral Capital Social 3.696.773 3.696.773 ordinária dos dividendos adicionais (16.318) (16.318) Patrimônio Líquido 5.551.067 5.153.330 Lucro líquido do exercício - 203.215 203.215 Lucro Líquido do Exercício 848.764 758.823 Destinação do resultado líquido: Participação Percentual 23,67% 23,99% Reserva legal - 10.161 - (10.161) - 3. CAPITAL SOCIAL: O capital social, totalmente integralizado, está repreRetenção de lucros 66.483 - (66.483) - sentado por 63.202.048 ações ordinárias e 25.342.886 ações preferenciDividendos intermediários (R$ 672,77 por ais, todas nominativas e sem valor nominal. Em 31 de dezembro de 2011 a lote de mil ações ordinárias e R$ 740,05 sociedade possuía em tesouraria 188.773 ações ordinárias e 1.000.000 por lote de mil ações preferenciais) - (61.275) (61.275) ações preferenciais. Dividendos propostos (R$ 730,65 por A DIRETORIA lote de mil ações ordinárias e R$ 803,72 por lote de mil ações preferenciais) - (65.606) 30.354 (35.252) José Carlos Layber de Oliveira Saldos em 31 de dezembro de 2011 609.500 5.919 10.161 675.858 (16.196) 46 (1.047) 30.354 1.314.595 Contador - CRC 1SP185528/O-7 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
27, 28 e 29.03.2012
HSBX Bauru Empreendimentos S/A
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 (Em milhares de Reais, exceto o Lucro líquido por ação)
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais) PASSIVO ATIVO
Bradespar S.A.
Edital de Convocação Assembleia Geral Eleitoral de abril de 2012 O Presidente da Sociedade Veterenos de 32-MMDC, na pessoa de seu presidente, convoca, como portanto ficam convocados pelo presente Edital, todos os cidadãos brasileiros em pleno gozo de seus direito sociais, que deste edital tiverem conhecimento, para a Assembleia Geral Extraordinária do núcleo Aldo Chiorato de Campinas, com o fim precípuo de promover eleições da administração definitiva desta entidade para o período de abril/2012 a abril/2014 e; apreciação e aprovação de seu estatuto social definitivo em conformidade com a legislação pátria atualmente em vigor, para o dia 12 do mês de abril de 2012, às 19 horas em primeira e única convocação, nas dependências do Oitavo Batalhão da Polícia Militar do Interior, situado à Rua Luiz Gama, 298, Bairro Bonfim, na cidade de Campinas. Mário Fonseca Ventura - Coronel PM - Presidente.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 26/12 - PREGÃO 12/12 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 26/12, na modalidade de Pregão 12/12, na forma presencial, para aquisição de móveis e eletroeletrônicos, para atender as necessidades da Creche “Maria José Vieira Telles”. Data: 12 de abril de 2012, às 14 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com. A Debitar (27.03.12)
EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS – EMPRO Aviso de Licitação PREGÃO PRESENCIAL Nº 008/2012 (Sistema de Registro de Preços) Objeto: Aquisição de licenças do software Digifort utilizadas para implementação de um Sistema de Monitoramento e Segurança de Câmeras - CFTV, com suporte técnico, treinamento, serviços de instalação e implantação, conforme especificações técnicas do Anexo I, deste Edital. Edital completo na sede da Empro: Av. Romeu Strazzi, 199 - Bairro Vila Sinibaldi, São José do Rio Preto/SP, ou pelo site http://www.empro.com.br - Fone: (17) 3201-1201/1216. Abertura: 11 de abril de 2012, às 09h30. São José do Rio Preto/SP, 26 de março de 2012. Fernando Geromel Prette - Pregoeiro.
BBD Participações S.A.
Demonstração do Fluxo de Caixa do Exercício - (Em R$ 1,00) Fluxo de caixa das atividades operacionais 2011 Lucro Líquido antes do imposto de Renda e Contr.Social 2.662.060 Ajustes: Depreciação 189.937 Rendas de Investimentos (92.977) Aumento nas contas a receber de clientes e outros 2.813.621 Aumento nas contas a pagar-fornecedores e outros (1.033.373) Imposto de Renda e Contribuições pagos (645.500) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 3.893.768 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Compras de Ativo Imobilizados (467.544) Caixa Líquido usado nas atividades de investimentos (467.544) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Pagamento de de lucros (1.616.079) Caixa líquido usado nas atividades de financiamentos (1.616.079) Caixa e Equivalente de Caixa no Início do Exercício 3.478.349 Caixa e Equivalente de Caixa no Final do Exercício 2.342.996 Aumento (Redução) no Caixa e Equivalente a Caixa (1.135.353) Notas Explicativas: 1. As Demonstrações Financeiras foram elaboradas em conformidade com a Lei nº 11.638/07 e Legislação Complementar. 2. O Capital social totalmente integralizado e representado por 540.000 ações sem valor nominal. Diretoria: Edson Teodoro de Souza - Contador CRC- 1SP120.278-O/8
Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos Sociedade Anônima de Capital Aberto CNPJ/MF nº 17.167.412/0001-13 e NIRE 35 3 0004818 1 Edital de Convocação A. Convidamos os senhores acionistas a se reunirem no dia 26 de abril de 2012, às 10:30 hs. (dez horas e trinta minutos), na sede social, na Alameda Santos, 466, 1º andar, Cerqueira César, nesta Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: 1. examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, o Relatório dos Auditores Independentes, o Parecer do Conselho Fiscal e o Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar as distribuições de juros sobre o capital próprio relativas ao 1º e 2º semestres de 2011; 3. fixar a verba máxima destinada à remuneração dos Administradores para o exercício de 2012; e 4. se assim deliberado, instalar o Conselho Fiscal, eleger seus membros efetivos e suplentes e fixar suas remunerações. Em Assembleia Geral Extraordinária: Tomar conhecimento e deliberar sobre a Proposta da Diretoria, com pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, para: 1. aumentar o capital social em R$ 27.000.000,00 (vinte e sete milhões de reais), sem emissão de ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta “Reserva para Aumento de Capital”, para eliminar seu excesso, e aprovar a correspondente reforma estatutária; 2. deliberar acerca da adesão à estrutura do Comitê de Remuneração instalado no Banco Alfa de Investimento S.A., instituição líder do Conglomerado Financeiro Alfa, conforme faculta o art. 12, parágrafo único da Resolução 3.921 de 25 de novembro de 2010 e 3. deliberar acerca da alteração na redação do Parágrafo Único do Artigo 18 do Estatuto Social, de forma a melhor definir o ato de “firmar compromisso” que requer a autorização do Conselho de Administração para sua prática pela Diretoria. B. Nos termos do Parágrafo Único do Artigo 9º do Estatuto Social, para participar da Assembleia Geral é necessário ser acionista no mínimo 08 (oito) dias antes da data da realização do respectivo conclave. Quando o acionista se fizer representar por mandatário, é indispensável o depósito do respectivo instrumento de procuração na sede social, mediante protocolo, até 05 (cinco) dias também antes do mesmo evento. O instrumento de procuração deve ter firma reconhecida e ser acompanhado de comprovação de poderes do respectivo outorgante. Além disso, lembramos que o Artigo 126 da Lei nº 6.404/76, e alterações posteriores, prevê que, para ser admitido, participar e deliberar nas Assembleias Gerais, pode ser solicitado ao acionista (ou seu procurador) que apresente documento de identidade e comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante. Os documentos pertinentes às Assembleias encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Sociedade. São Paulo, 26 de março de 2012. Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração.
União Brasileira de Vidros S.A.
CNPJ/MF N°: 60.837.689/0001-35 - NIRE: 35.300.033.205 Assembleia Geral Ordinária - Edital de Convocação Ficam convocados os senhores acionistas desta companhia a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 20 de abril de 2012, às 10:00 horas, na sede social da companhia, localizada na Avenida Senador Teotônio Vilela, s/n, Km 30, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; b) deliberar sobre a destinação do lucro líquido e pagamento de dividendos; c) eleição da Diretoria e fixação da respectiva remuneração. Outrossim, acham-se à disposição dos Srs. Acionistas, os documentos de que trata o art. 133 da Lei no. 6.404/76. São Paulo, 26 de março de 2012. Sérgio Minerbo - Diretor Presidente. (27, 28 e 29)
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 27/12 - DISPENSA 01/12 Prefeitura do Município de Castilho. Despacho do Prefeito. Ratificando, com base nos elementos constantes dos autos do Processo Licitatório 27/12, Dispensa 01/12, nos termos do art. 26, “caput”, da Lei Federal 8666/93, a declaração de dispensa de licitação, com fundamento no art. 24, VIII, da citada Lei, para a formalização de contrato de serviço com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, pelo preço de R$ 35.000,00. Castilho-SP, 26 de março de 2012. Antonio Carlos Ribeiro - Prefeito. A Debitar (27.03.12)
Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 AVISO - Comunicamos que se encontram à disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede social, na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, Departamento de Contadoria Geral, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei n o 6.404, de 15.12.1976, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011. Osasco, SP, 26 de março de 2012. Diretoria. 27, 28 e 29.3.2012
Pró Metalurgia S.A. Companhia Aberta CNPJ nº 56.994.924/0001-05 - NIRE 35 3 0004949 7 Aviso aos Acionistas Encontram-se à disposição dos Senhores Acionistas, na sede social, na Rua Manoel Antonio da Luz, 76 1 andar - sala 1 - bairro Santo Amaro - CEP 04745-030 - São Paulo - SP, os documentos a que se refere o artigo 133 da Lei 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011.São Paulo, 27 de Março de 2012.Luiz AugustoTrindade - Diretor-Presidente e Diretor de Relações com o Mercado.
COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA DE SÃO PAULO - CODASP CNPJ Nº 61.585.220/0001-19 Aviso aos Acionistas Comunicamos, para os devidos fins, que se acham à disposição dos Srs. Acionistas desta Companhia, em sua sede social, na Av. Miguel Estéfano, 3.900, Capital, os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6404 de 15.12.76, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011. São Paulo, 26 de março de 2012. Jairo de Almeida Machado Junior- Diretor-Presidente
CNPJ no 07.838.611/0001-52 - NIRE 35.300.335.295 AVISO - Comunicamos que se encontram à disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede social, na Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, Departamento de Contadoria Geral, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei no 6.404, de 15.12.1976, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011. Osasco, SP, 26 de março de 2012. Diretoria. 27, 28 e 29.3.2012
Auto Posto Phenix Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Instalação,45002564 e requereu a Licença de Operação para combustiveis p/ veiculos automotores( posto rev.), sito à Av. Min. Laudo F. de Camargo, 253/261 Jd.Peri PeriSP.
Companhia Copale de Administração, Comércio e Indústria
CNPJ/MF nº 61.146.502/0001-10 – AVISO AOS ACIONISTAS À disposição, na sede social documentos do Artigo 133, Lei 6404/76, referente exercício social encerrado 31/12/2011. São Paulo, 26 de março de 2012. A Diretoria. (27, 28, 29/3/2012)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
24 -.ECONOMIA/LEGAIS
terça-feira, 27 de março de 2012
TEKNO S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO CNPJ nº 33.467.572/0001-34 COMPANHIA ABERTA Relatório da administração Senhores acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. e ao público em geral, as demonstrações financeiras e as respectivas notas explicativas, acompanhadas do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2011 e o Relatório da Administração contendo os principais destaques do exercício. Os valores deste relatório estão apresentados em milhares de reais, exceto quando indicado de forma diversa. 1. Mercado - A TEKNO atua no mercado industrial, aplicando revestimentos orgânicos em diferentes tipos de metais, tais como aço laminado a frio, aço galvanizado, aço eletrozincado, inox, flandres e alumínio, em uma linha contínua de pré-pintura. As receitas são originadas por meio da venda do produto acabado (em bobinas, tiras, chapas ou blanks), ou por meio da prestação de serviços de pré-pintura em metais fornecidos pelos clientes. Os setores que mais utilizam os produtos pré-pintados são: eletrodomésticos, construção civil, automobilístico, refrigeração, eletroeletrônico, bebidas, alimentação, entre outros. 2. Desempenho Econômico-Financeiro - a) Indicadores Financeiros Controladora Consolidado 31/2/2011 31/12/2010 Var. % 31/12/2011 31/12/2010 Var. % 1 - Receita operacional líquida 120.003 117.922 1,76 144.986 139.180 4,17 2 - Custo dos produtos vendidos (86.810) (82.221) 5,58 (105.546) (99.018) 6,59 3 - Lucro bruto operacional 33.193 35.701 -7,03 39.440 40.162 -1,80 4 - Resultado financeiro 16.383 13.316 23,03 16.622 12.279 35,37 5 - Resultado antes dos tributos 32.612 32.928 -0,96 33.191 33.422 -0,69 6 - Lucro líquido do exercício 25.882 24.881 4,02 25.882 24.881 4,02 A receita operacional líquida teve um crescimento de 1,76% na controladora e de 4,17% no consolidado. O lucro operacional bruto teve uma redução de 7,03% na controladora e de 1,80% no consolidado, mas o resultado antes dos tributos teve uma queda menor de 0,96% na controladora e de 0,69% no consolidado. O lucro líquido do exercício cresceu 4,02% na controladora e no consolidado. b) Lucro Líquido básico e diluído por Ação em R$ - Para calcular o valor do lucro líquido por ação foi utilizada a média ponderada de ações em circulação no exercício. Controladora 2011 2010 Lucro líquido 9,67725 9,55121 c) EBIT/EBTDA Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Lucro operacional 32.612 32.928 33.191 33.422 Despesas financeiras 2.741 165 3.847 2.327 Receitas financeiras (19.124) (13.481) (20.469) (14.606) EBIT 16.229 19.612 16.569 21.143 Depreciação e Amortização 5.693 5.702 5.793 6.474 EBITDA 21.922 25.314 22.362 27.617
O EBIT é apurado antes dos juros e impostos e o EBITDA é apurado antes dos juros, impostos, depreciação e amortização. d) Juros s/ Capital Próprio e Dividendos Propostos Controladora 2011 2010 Variação% Juros s/Capital Próprio líquido de IR 9.930 9.418 5,45% Dividendos Adicionais Propostos 15.601 7.114 119,30% 25.531 16.532 54,43% Em reuniões realizadas em 13/07/2011 e em 09/11/2011, o Conselho de Administração aprovou respectivamente os créditos a título de juros sobre o capital próprio, nos valores de R$ 5.820 (R$ 4.953 líquido de imposto de renda) e R$ 5.846 (R$ 4.977 líquido de imposto de renda), por conta dos lucros do exercício de 2011, conforme previsto no art. 9º da Lei nº 9.249/95. A proposta da Administração à AGO será de distribuição do total do saldo do lucro do exercício sob a forma de dividendos. 3. Política da qualidade - A Companhia está certificada pela NBR-ISO 9001:2000 (produção de chapas de aço pré-pintado e serviços de pré-pintura em bobinas metálicas), e mantém a sua política de investir continuamente na melhoria da qualidade de seus produtos, por meio de melhoria de processos, dos equipamentos e no treinamento e aperfeiçoamento contínuo da mãode-obra. 4. Política de recursos humanos - A Companhia ofereceu benefícios sociais a todos os seus colaboradores, dentre os quais destacamos: plano de aposentadoria complementar, seguro de vida em grupo, programa de alimentação, transporte coletivo, assistência médica extensiva aos dependentes, área de lazer e recreação. No ano de 2011 foram distribuídos aos funcionários R$ 1.085 a título de “participação nos resultados - PLR”. A Companhia mantém ainda, um programa de treinamento profissional orientado, no sentido de possibilitar o desenvolvimento profissional de todos os seus colaboradores. Ressaltamos o esforço, a dedicação e o comprometimento de todos os colaboradores da Companhia no cumprimento dos objetivos do ano de 2011. 5. Impostos e contribuições - Em 2011, as atividades geraram impostos e contribuições, devidos aos setores públicos federais, estaduais e municipais, no montante de R$ 38.232 na Controladora, e R$ 40.585 no Consolidado, correspondentes a aproximadamente 32% e 28% da Receita Operacional Líquida na controladora e consolidado, respectivamente. 6. Controladas e Companhias controladas em conjunto Controladas Lucro líquido 2011 2010 Tekrom Transportes, Repres. e Montagens Ltda. 153 253 Profinish Ind. e Com. Produtos Químicos Ltda. 823 834 Controladas em conjunto Lucro líquido (Prejuízo) 2011 2010 MSC/Tekno Laminates and Composites Ltda. 1.711 1.602 Perfilor S.A. Construções, Indústria e Comércio 17 (6.493) Alucoil do Brasil S.A. Indústria e Comércio (11) O desempenho da TEKROM, da PROFINISH e da MSC/TEKNO em 2011 foi semelhante ao de 2010. A PERFILOR obteve um desempenho significativamente melhor em 2011 se comparado a 2010 em razão do aumento da receita e diminuição das despesas administrativas e financeiras. A ALUCOIL DO BRASIL tem uma previsão de operação comercial a partir do 3º
Balanços patrimoniais - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais) Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Estoques Impostos a recuperar Outros créditos Despesas antecipadas Total do ativo circulante
Não circulante Realizável a longo prazo Ativo fiscal diferido Impostos a recuperar Depósitos judiciais Mutuos a receber com partes relacionadas Investimentos Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante Total do ativo
Nota 5 6 7 8 9
10 9 11 12 13 14
Controladora 31/12/2011 31/12/2010 126.311 2.262 23.030 20.395 859 1.023 35 173.915
1.971 2.022 1.804 5.797 12.758 63.475 379 82.409 256.324
N Consolidado 31/12/2011 31/12/2010
110.690 29.591 20.672 19.986 188 59 37 181.223
1.572 323 1.410 5.163 8.468 12.247 47.197 484 68.396 249.619
138.674 2.262 26.406 24.868 3.998 1.157 59 197.424
120.766 29.591 22.987 27.727 2.313 50 60 203.494
1.971 2.039 1.905 5.915 33 69.084 467 75.499 272.923
1.572 359 1.511 2.633 6.075 33 53.350 575 60.033 263.527
Demonstrações de resultados Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de reais) Nota 15 16 17
Controladora 31/12/2011 31/12/2010
Consolidado 31/12/2011 31/12/2010
8.306 2.966 420 37 610 584 1.966 361 15.250
2.912 2.697 1.493 6 4.709 509 308 2.291 288 15.213
18.347 5.932 3.506 840 203 610 584 1.421 31.443
7.681 4.555 3.238 1.883 338 4.709 509 504 369 23.786
18 16 10
1.112 9.727 1.000 11.839
1.265 11.008 12.273
1.518 9.727 1.000 12.245
1.415 5.185 11.008 17.608
22 22 22 22 22
156.500 1.740 17.464 37.930 15.601 229.235 256.324
151.500 1.740 20.284 41.495 7.114 222.133 249.619
156.500 1.740 17.464 37.930 15.601 229.235 272.923
151.500 1.740 20.284 41.495 7.114 222.133 263.527
22 22 18 12
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais) Res. de Reservas Capital de lucros IncenDividendos Ajustes de Capital -tivos Reserva Retenção Adicionais Avaliação Nota social fiscais legal de lucros Propostos Patrim. Saldos em 01/01/2010 145.000 1.740 13.948 24.833 22.798 Aumento de capital em 26/04/2010 22 6.500 (6.500) Depreciação do custo atribuído 22 (2.514) Resultado do exercício Destinações: Reserva legal 22 1.244 Juros sobre o capital próprio Lei 9.249/95 22 Dividendos adicionais propostos 22 7.114 Reserva de lucros 22 5.456 Destinações do lucro acumulado: Reserva Legal 22 126 Retenção de lucros acumulados 22 2.388 Saldos em 31/12/2010 151.500 1.740 15.318 26.177 7.114 20.284 Aumento de capital em 28/04/2011 22 5.000 (5.000) Depreciação do custo atribuído 22 (2.820) Resultado do exercício Distribuição de dividendos 22 (7.114) Destinações do resultado do exercício: Reserva legal 22 1.294 Juros sobre o capital próprio - Lei 9.249/95 22 Dividendos adicionais propostos 22 12.922 Destinações do lucro acumulado: Reserva Legal 22 141 Dividendos adicionais propostos 22 2.679 Saldos em 31/12/2011 156.500 1.740 16.753 21.177 15.601 17.464
Passivo e patrimônio líquido Circulante Fornecedores Financiamentos e empréstimos Obrigações sociais e trabalhistas Obrigações fiscais Adiantamentos de clientes Dividendos e JCP a pagar Participações estatutárias Provisões para contingências Provisões para passivo a descoberto Outras contas a pagar Total do passivo circulante Não circulante Provisões para contingências Financiamentos e empréstimos Passivo fiscal diferido Outras contas a pagar Total do passivo não circulante Patrimônio líquido Capital social realizado Reserva de capital Ajuste avaliação patrimonial Reserva de lucros Dividendo adicional proposto Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido
Demonstrações do valor adicionado Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) Controladora 31/12/2011 31/12/2010 Lucros acumu-lados -
Total 208.319 -
2.514 24.881
24.881
(1.244)
-
(11.067)
(11.067)
(7.114) (5.456)
-
(126)
-
(2.388) - 222.133 -
-
2.820 25.882
25.882
-
(7.114)
(1.294)
-
(11.666)
(11.666)
(12.922)
-
(141)
-
(2.679) - 229.235
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Receitas Vendas de mercadoria, produtos e serviços líquido das devoluções e abatimentos Receitas relativas a construção de ativos próprios Provisão para creditos de liquidação duvidosa - reversão (constituição) Insumos adquiridos de terceiros (inclui ICMS e IPI) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outras despesas operacionais Valor adicionado bruto Retenções Depreciação e amortização Valor adicionado líquido produzido pela Companhia Valor adicionado recebido em transferência Resultado de equivalência patrimonial Receitas financeiras Outras receitas Valor adicionado total a distribuir Distribuição do valor adicionado Empregados Remuneração direta Benefícios FGTS Tributos Federais Estaduais Municipais Remuneração de capitais de terceiros Juros Aluguéis Outras Remuneração de capitais próprios Juros sobre capital próprio Lucros retidos
trimestre de 2012. 7. Aviso legal - As informações no relatório de administração não diretamente derivadas das demonstrações financeiras como, por exemplo, informações sobre o mercado e cálculo do EBIT e EBITDA ajustado não foram auditadas pelos auditores independentes. Nós fazemos declarações sobre eventos futuros que estão sujeitas a riscos e incertezas. Tais declarações têm como base crenças e suposições de nossa Administração e informações a que a Companhia atualmente tem acesso. Declarações sobre eventos futuros incluem informações sobre nossas intenções, crenças ou expectativas atuais, assim como aquelas dos membros do Conselho de Administração e Diretores da Companhia. As ressalvas com relação a declarações e informações acerca do futuro também incluem informações sobre resultados operacionais possíveis ou presumidos, bem como declarações que são precedidas, seguidas ou que incluem as palavras “acredita”, “poderá”, “irá”, “continua”, “espera”, “prevê”, “pretende”, “planeja”, “estima” ou expressões semelhantes. As declarações e informações sobre o futuro não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e suposições porque se referem a eventos futuros, dependendo, portanto, de circunstâncias que poderão ocorrer ou não. Os resultados futuros e a criação de valor para os acionistas poderão diferir de maneira significativa daqueles expressos ou sugeridos pelas declarações com relação ao futuro. Muitos dos fatores que irão determinar esses resultados e valores estão além da capacidade de controle ou previsão da Tekno. 8. Relacionamento com Auditores Independentes - A Companhia adota uma política de não contratação com Auditores Independentes, de serviços que possam gerar conflito de interesses com os serviços de auditoria. Em atendimento a Instrução CVM nº 381, de 14/01/2003, informamos que na Companhia e nas controladas e empresas controladas em conjunto, não há nenhum contrato com os nossos auditores independentes ou por partes relacionadas com o auditor independente, de qualquer serviço que não seja de auditoria externa. 9. Declaração da Diretoria - Em observância às disposições constantes no artigo 25 da Instrução CVM nº 480/09, de 07 de dezembro de 2009, a Diretoria declara que discutiu, reviu e concordou com a opinião expressa no parecer dos auditores independentes e com as demonstrações contábeis relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011. 10. Distribuição de resultados - Do lucro líquido de R$ 25.882 e R$ 2.820 relativo ao efeito da realização do custo atribuído (deemed cost), propõe a Administração, que sejam destinados R$ 1.435, para reserva legal; R$ 11.666 para juros sobre o capital próprio (R$ 5.820 creditados em 13/07/2011 e pagos em 26/07/2011 à razão de R$ 2,16 por ação e R$ 5.846 creditados em 21/11/2011 e pagos em 25/11/2011 à razão de R$ 2,17 por ação) e R$ 15.601 para dividendos a serem propostos para a AGO à razão de R$ 5,7905 por ação. A proposta da Administração à AGO será no sentido de imputar os juros sobre o capital próprio, no valor líquido de R$ 9.930, ao dividendo mínimo obrigatório de 25% sobre o lucro líquido, conforme previsto no parágrafo 5º, artigo 33, do Estatuto Social. 11. Expectativas - O cenário para 2012 continua favorável para o mercado da construção civil em geral, consequentemente para o mercado de aço pré-pintado. As grandes obras previstas para a Copa do Mundo e a Olimpíada vão demandar um volume significativo de aço pré-pintado. A nova linha de pintura da TEKNO tem previsão para entrar em funcionamento no 4º trimestre de 2012, o que possibilitará à empresa atender esta demanda adicional. As demonstrações financeiras aqui apresentadas estão de acordo com os critérios da legislação societária brasileira, a partir de informações financeiras auditadas. As informações não financeiras assim como outras informações operacionais, não foram objeto de auditoria por parte dos auditores independentes. São Paulo, 22 de março de 2012 A Administração
Consolidado 31/12/2011 31/12/2010
153.256
151.319
186.087
179.489
221
2.745
857
2.799
(415)
36
(483)
(104)
(62.998)
(78.670)
(87.619)
(99.245)
(16.585) 73.479
(11.879) 63.551
(19.280) 79.562
(14.056) 68.883
(5.693)
(5.702)
(5.793)
(6.474)
67.786
57.849
73.769
62.409
1.816 19.124 259 88.985
(1.310) 13.481 263 70.283
20.469 60 94.298
14.606 66 77.081
18.513 3.647 1.338
17.122 2.358 1.224
19.898 3.831 1.476
18.663 2.560 1.273
26.031 11.994 207
19.800 4.381 116
26.287 14.088 210
20.724 5.985 164
942 431 -
1 400 -
2.020 606 -
1.985 482 364
11.666 14.216 88.985
11.067 13.814 70.283
11.666 14.216 94.298
11.067 13.814 77.081
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Receita operacional líquida Custo dos produtos vendidos e serviços prestados Lucro bruto (Despesas) receitas operacionais Despesas com vendas Despesas com pessoal Outras despesas com vendas Despesas Administrativas Despesas com pessoal Remuneração dos administradores Outras despesas Administrativas
Nota 24
Controladora 31/12/2011 31/12/2010 120.003 117.922 (86.810) ( 82.221) 33.193 35.701
Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 144.986 139.180 (105.546) ( 99.018) 39.440 40.162
19 19
(2.042) (2.601) (4.643)
(2.331) (2.183) (4.514)
(3.206) (4.643) (7.849)
(3.518) (4.063) (7.581)
20 20 20
(5.511) (1.731) (6.774) (14.016) 489
(4.666) (1.415) (4.108) (10.189) 433
(5.882) (1.744) (7.229) (14.855) 443
(5.197) (1.537) (4.484) (11.218) 289
17.179 20.469 ( 3.847) -
21.652 14.606 ( 2.327) -
33.801
33.931
(8.989)
(9.347)
1.680 (610) 25.882
806 (509) 24.881
Outras receitas operacionais Lucro antes do resultado financeiro, equivalência patrimonial e impostos 15.023 21.431 Receitas financeiras 21 19.124 13.481 Despesas financeiras 21 ( 2.741) ( 165) Resultado de equivalência patrimonial 12 1.816 ( 1.310) Lucro antes do imposto de renda, contribuição social e participações estatutárias 33.222 33.437 Imposto de renda e contribuição social sobre lucro corrente 10 (8.410) (8.853) Imposto de renda e contribuição social sobre lucro diferido 10 1.680 806 Participações estatutárias (610) (509) Resultado do exercício 25.882 24.881 Lucro básico e diluído por ação ON 23 9,67725 9,55121 Lucro básico e diluído por ação PN 23 9,67725 9,55121 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Demonstrações dos fluxos de caixa - Método indireto Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes dos impostos e participações estatutárias 33.222 33.437 33.801 33.931 Ajustes por: Depreciação e amortização 5.693 5.702 5.793 6.474 Provisões (468) 688 (43) 474 Variações cambiais não realizadas 135 (145) 135 (145) Resultado na venda de ativos - Imobilizado (76) (58) 167 (59) Equivalência patrimonial (1.816) 1.310 36.690 40.934 39.853 40.675 Variações nos ativos e passivos Aplicações financeiras 27.329 743 27.329 743 Contas a receber (1.974) 1.018 (2.929) 1.958 Estoques (383) (3.067) 2.411 (5.962) Impostos a recuperar (2.370) 782 (3.365) (407) Outros créditos e demais contas 3.943 (5.724) 1.269 (3.619) Fornecedores 5.285 775 10.557 3.564 Outras contas a pagar e demais contas 1.093 (2.102) 3.180 (2.368) Imposto de renda e contribuição social pagos (9.184) (8.079) (9.761) (8.575) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 60.429 25.280 68.544 26.009 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de ativo imobilizado e intangível (21.885) (6.144) (22.268) (6.466) Recebimento de dividendos de controlada 1.225 Provisão de dividendos propostos por controlada em conjunto 980 Recebimento por vendas de ativo imobilizado 95 104 682 104 Caixa líquido usado nas atividades de investimento (20.810) (4.815) (21.586) (6.362) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (23.489) (9.226) (23.489) (9.226) Pagamento de participações estatutárias (509) (471) (509) (471) Empréstimos tomados 10.179 Pagamentos de empréstimos (4.223) (8.638) Juros pagos por empréstimos (829) (851) Caixa líquido usado nas atividades de financiamento (23.998) (9.697) (29.050) (9.007) Aumento do caixa e equivalentes de caixa 15.621 10.768 17.908 10.640 Demonstração do aumento do caixa e equivalentes de caixa No início do exercício 110.690 99.922 120.766 110.126 No fim do exercício 126.311 110.690 138.674 120.766 15.621 10.768 17.908 10.640 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de Reais) 1 Contexto operacional - A Tekno S.A. Indústria e Comércio (“Companhia” ou “Tekno”) tem por objeto social a industrialização e comercialização de pintura de bobinas metálicas e também a participação societária em outras Companhias. A Companhia é uma sociedade anônima de capital aberto, constituída de acordo com as Leis Brasileiras, com sede na rua Alfredo Mario Pizzotti, 51 – Vila Guilherme, São Paulo – SP, com ações negociadas na BM&FBOVESPA S.A. (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros) sob a sigla “TKNO3” e “TKNO4”. Atualmente, fazem parte das informações consolidadas as seguintes empresas: Controladas - • Profinish Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda.: fabricação de produtos químicos para tratamento superficial de metais e plásticos e congêneres, para comercialização nos mercados interno e externo. • Tekrom Transportes, Representações e Montagens Ltda.: prestação de serviços de transportes de cargas, basicamente, para sua controladora. Controladas em conjunto - • MSC/Tekno Laminates and Composites Ltda.: industrialização e comercialização de produtos laminados destinados à indústria automobilística. • Perfilor S.A. Construções, Indústria e Comércio: industrialização e comercialização de telhas de aço, utilizadas na cobertura e fechamento de imóveis, principalmente, industriais e comerciais. • Alucoil do Brasil S.A. Indústria e Comércio: Em 06 de junho de 2011 foi autorizado a constituição de uma joint-venture com Alucoil S.A.U. (Espanha), sob a forma de sociedade anônima, que terá por objeto principal a fabricação, industrialização, distribuição e comercialização de painéis compostos de alumínio e outros metais, com previsão para entrar em funcionamento no 3o trimentes de 2012. O exercício social da Companhia, de suas controladas e de suas controladas em conjunto, inicia-se em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro de cada ano. 2. Base de preparação das demonstrações Financeiras - 2.1 Declaração de conformidade (com às normas IFRS e às normas do CPC) - As presentes demonstrações financeiras incluem: a. As demonstrações financeiras consolidadas preparadas conforme as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil que seguem os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Padronização Contábil (CPCs); b. As demonstrações financeiras individuais da controladora preparadas de acordo com os CPCs; As práticas adotadas pela controladora diferem das IFRS aplicáveis para demonstrações financeiras separadas, em função da avaliação dos investimentos em controladas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial no BR GAAP,enquanto para fins de IFRS seria pelo custo ou valor justo. Contudo, não há diferença entre o patrimônio líquido e o resultado consolidado apresentado pelo Grupo e o patrimônio líquido e resultado da entidade controladora em suas demonstrações financeiras individuais. Assim sendo, as demonstrações financeiras consolidadas do Grupo e as demonstrações financeiras individuais da controladora estão sendo apresentadas lado-a-lado em um único conjunto de demonstrações financeiras. As demonstrações de resultados abrangentes não estão sendo apresentadas, pois não há valores a serem demonstrados sobre esse conceito. A emissão das demonstrações financeiras individuais e consolidadas foi autorizada pela Diretoria em 22 de março de 2012. 2.2 Base de mensuração - As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas com base no custo histórico, com exceção dos seguintes itens materiais reconhecidos nos balanços patrimoniais: • Os instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; • Ativo Imobilizado, aonde foi adotado o custo atribuído. 2.3 Moeda funcional e moeda de apresentação - Essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. 2.4 Uso de estimativas e julgamentos - A preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as normas IFRS e as normas CPC exige que a Administração da Companhia e de suas controladas e controladas em conjunto façam julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistos de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão incluídas nas seguintes notas explicativas : • Nota nº 10 – Impostos diferidos • Nota nº 07 – Provisão para devedores duvidosos • Nota nº 08 – Provisão para perdas no estoques • Nota nº 18 – Provisão para contingências • Nota nº 13 – Depreciação do ativo imobilizado • Nota nº 25 – Instrumentos financeiros 3. Principais políticas contábeis - As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os períodos apresentados nessas demonstrações financeiras individuais e consolidadas. 3.1 Base de consolidação - • Controladas e controladas em conjunto. As demonstrações financeiras de controladas e controladas em conjunto são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que o controle ou o controle compartilhado, se inicia até a data em que o controle ou o controle compartilhado deixa de existir. As políticas contábeis de controladas e controladas em conjunto estão alinhadas com as políticas adotadas pelo Grupo. Nas demonstrações financeiras individuais da controladora as informações financeiras de controladas e controladas em conjunto, são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial.• Transações eliminadas na consolidação. Saldos e transações intragrupo, e quaisquer receitas ou despesas derivadas de transações intragrupo, são eliminados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas. Ganhos não realizados oriundos de transações com companhias investidas registrado por equivalência patrimonial são eliminados contra o investimento na proporção da participação na investida. Prejuízos não realizados são eliminados da mesma maneira como são eliminados os ganhos não realizados, mas somente até o ponto em que não haja evidência de perda por redução ao valor recuperável. Os principais procedimentos sobre consolidação estão descritos na Nota Explicativa no. 4. 3.2 Moeda estrangeira - Transações em moeda estrangeira, isto é, todas aquelas que não realizadas na moeda funcional, são convertidas pela taxa de câmbio das datas de cada transação. Ativos e passivos monetários em moeda estrangeira são convertidos para a moeda funcional pela taxa de câmbio da data do fechamento. Os ganhos e as perdas de variações nas taxas de câmbio sobre os ativos e os passivos monetários são reconhecidos na demonstração de resultados. Ativos e passivos não monetários adquiridos ou contratados em moeda estrangeira são convertidos com base nas taxas de câmbio das datas das transações ou nas datas de avaliação ao valor justo quando este é utilizado. 3.3 Instrumentos financeiros - • Ativos financeiros não derivativos. A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. A Companhia reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação na qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Companhia tem o direito legal de compensar os valores e tem a intenção de quitar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. • Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado. Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação ou tenha sido designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Companhia. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado quando incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. • Empréstimos e recebíveis - Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo.Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos e recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes, outros créditos e partes relacionadas. • Passivos financeiros não derivativos - A Companhia reconhece títulos de dívida emitidos inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retiradas, canceladas ou vencidas. A Companhia utiliza a data de liquidação como critério de contabilização. Os ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Companhia tem o direito legal de compensar os valores e tem a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e quitar o passivo simultaneamente. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: partes relacionadas, empréstimos, fornecedores, e outras contas a pagar. Os
passivos financeiros de empréstimos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. • Capital Social - Ações ordinárias - Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Custos adicionais diretamente atribuíveis à emissão de ações e opções de ações são reconhecidos como dedução do patrimônio líquido, líquido de quaisquer efeitos tributários. Ações preferenciais - Ações preferenciais não dão direito a voto, são classificadas como patrimônio líquido e têm participação nos dividendos em igualdade de condições, com as ações ordinárias, sendo garantida a prioridade na percepção de um dividendo anual, não cumulativo, de 3% sobre o valor do patrimônio líquido da ação e direito de serem incluídas em oferta pública de alienação de controle, nas condições previstas no artigo 254-A da Lei nº 6.404/76. Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. • Instrumentos financeiros derivativos - São reconhecidos inicialmente pelo valor justo. Custos de transação atribuíveis são reconhecidos no resultado quando incorridos. Após o reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados pelo valor justo e as variações no valor justo são registradas no resultado do exercício. A Companhia não possui instrumentos financeiros derivativos reconhecidos em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010. 3.4 Ativos circulantes e não circulante - a. Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, contas bancárias e investimentos de curto prazo com liquidez imediata e vencimento igual ou inferior a 90 (noventa) dias e com baixo risco de variação no valor de mercado, sendo demonstrados pelo custo acrescido de juros auferidos, conforme demonstrado na nota explicativa nº 05. b. Contas a receber de clientes - As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado, incluindo os respectivos impostos diretos de responsabilidade tributária da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto. A provisão para devedores duvidosos foi constituída em montante considerado suficiente pela administração para suprir as eventuais perdas na realização dos créditos. Conforme disposto no CPC 12, o ajuste a valor presente não foi registrado em virtude de não ter efeito relevante nas demonstrações financeiras. c. Estoques - Os estoques são mensurados pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido. O custo dos estoques é baseado no princípio do custo médio e inclui gastos incorridos na aquisição de estoques, custos de produção, transformação e outros custos incorridos em trazê-los às suas localizações e condições existentes não excedendo o valor de mercado. O valor realizável líquido é o preço estimado de venda no curso normal dos negócios, deduzido dos custos estimados de conclusão e despesas de vendas. d. Investimentos - Os investimentos em controladas e controladas em conjunto são avaliadas por equivalência patrimonial na controladora. Outros investimentos que não se enquadrem na categoria acima são avaliados pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para desvalorização, enquanto aplicável. As informações sobre os investimentos estão divulgadas na Nota Explicativa nº 12. e. Imobilizado - • Reconhecimento e mensuração - Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas, quando necessária. A Companhia optou por atribuir novos custos a alguns itens dos ativos imobilizados. Embora a adoção do valor justo como custo atribuído e do consequente aumento na despesa de depreciação nos exercícios futuros a Companhia não alterará sua política de dividendos. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Os custos de ativos, construídos pela própria entidade inclui o custo de materiais e mão de obra direta, quaisquer outros custos para colocar o ativo no local e condição necessários para que esses sejam capazes de operar da forma pretendida pela administração, os custos de desmontagem e de restauração do local onde estes ativos estão localizados. O software comprado que faz parte integrante da funcionalidade de um equipamento é capitalizado como parte daquele equipamento. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado e são reconhecidos líquidos, dentro de outras receitas no resultado. • Custos subsequentes - O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para o Grupo e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. • Depreciação - A depreciação é calculada sobre o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual. A depreciação é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de cada parte de um item do imobilizado, já que esse método é o que mais perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo.Terrenos não são depreciados. Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. As taxas média de depreciação para 2011 e 2010 estão demonstradas na Nota Explicativa no. 13. f. Intangível - • Reconhecimento e mensuração - Os ativos intangíveis que são adquiridos pela Companhia, suas controladas e controladas em conjunto e que têm vidas úteis definidas são mensurados pelo custo, deduzido da amortização acumulada e das perdas por redução ao valor recuperável acumulado. • Gastos subsequentes - Os gastos subsequentes são capitalizados somente quando aumentam os futuros benefícios econômicos incorporados no ativo específico aos quais se relacionam.Todos os outros gastos, são reconhecidos no resultado conforme incorridos. • Amortização - Amortização é calculada sobre o custo de um ativo com vida útil definida, ou outro valor substituto do custo, pelo método linear com base nas taxas mencionadas na Nota Explicativa nº 14. A amortização é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de ativos intangíveis, a partir da data em que estes estão disponíveis para uso, já que esse método é o que mais perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo. g. Redução ao valor recuperável Impairment • Ativos financeiros - Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado a cada data de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável. Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos futuros fluxos de caixa estimados, descontados à taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra recebíveis. Os juros sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo reconhecidos através da reversão do desconto. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. • Ativos não financeiros - Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo. Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida caso o valor contábil de um ativo exceda seu valor recuperável estimado. Perdas de valor são reconhecidas no resultado. As perdas de valor recuperável reconhecidas em períodos anteriores, quando aplicável, são avaliadas a cada data de apresentação para quaisquer indicações de que a perda tenha aumentado, diminuído ou não mais exista. Uma perda de valor é revertida caso tenha havido uma mudança nas estimativas usadas para determinar o valor recuperável. Uma perda por redução ao valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida. h. Passivos circulantes e não circulantes - Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data do balanço patrimonial. i. Empréstimos e financiamentos - Estão demonstrados pelos valores de contratação, acrescidos dos encargos pactuados que incluem juros e atualização monetária ou variação cambial incorrido. São reconhecidos inicialmente no recebimento dos recursos pelo valor justo, líquido dos custos de transação incorridos, quando aplicável e, são subsequentemente mensurados ao custo amortizado usando o método da taxa de juros efetiva. j. Benefícios de curto prazo a empregados - Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os planos de bonificação em dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo se a Companhia e suas controladas e controladas em conjunto tem uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. k. Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido - O imposto de renda e a contribuição social, do exercício corrente e diferido, são calculados com base nas alíquotas de 15% acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente de R$ 240 ao ano, para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social limitada a 30% do lucro real. Para as empresas controladas tributadas no regime de lucro presumido, as alíquotas são as mesmas citadas anteriormente, porém, a base de cálculo é de 8% para o imposto de renda e 12% para a contribuição social sobre o lucro líquido, aplicadas sobre a receita operacional bruta, acrescida das receitas financeiras. A
controlada em conjunto Perfilor S.A. Construções, Indústria e Comércio possuía em 31 de dezembro de 2011, o montante acumulado de R$ 20.082 (R$ 19.267 em 31 de dezembro de 2010), referente a prejuízos fiscais e base negativa da contribuição social para os quais não foram constituídos créditos fiscais diferidos pela incerteza de lucros tributáveis futuros. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para fins de tributação. O imposto diferido não é reconhecido para as seguintes diferenças temporárias: o reconhecimento inicial de ativos e passivos em uma transação que não seja combinação de negócios e que não afete nem a contabilidade tampouco o lucro ou prejuízo tributável, e diferenças relacionadas a investimentos em subsidiárias e entidades controladas quando seja provável que elas não revertam num futuro previsível. Além disso, imposto diferido não é reconhecido para diferenças temporárias tributáveis resultantes no reconhecimento inicial de ágio. O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às diferenças temporárias quando elas revertem, baseando-se nas leis que foram decretadas ou substantivamente decretadas até a data de apresentação das demonstrações financeiras. Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito legal de compensar passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam a impostos de renda lançados pela mesma autoridade tributária sobre a mesma entidade sujeita à tributação. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de relatório e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja mais provável. l. Provisões - Uma provisão é reconhecida no balanço quando a Companhia possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. O cálculo do valor presente é efetuado para cada transação com base numa taxa de juros que refletem o prazo, a moeda e o risco de uma transação. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto não registraram o ajuste a valor presente em virtude de não ter efeitos relevantes nas demonstrações financeiras. m. Apuração do Resultado - O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência • Venda de bens e serviços - A receita operacional da venda de bens no curso normal das atividades é medida pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber. A receita operacional é reconhecida quando existe evidência convincente de que os riscos e benefícios mais significativos inerentes a propriedade dos bens foram transferidos para o comprador, quando for provável que os benefícios econômicos financeiros fluirão para a entidade, quando os custos associados e a possível devolução de mercadorias pode ser estimada de maneira confiável, quando não haja envolvimento contínuo com os bens vendidos e quando o valor da receita operacional possa ser mensurada de maneira confiável. Caso seja provável que descontos serão concedidos e o valor possa ser mensurado de maneira confiável, então o desconto é reconhecido como uma redução da receita operacional conforme as vendas são reconhecidas. • Receitas financeiras e despesas financeiras -As receitas financeiras, que abrangem basicamente as receitas de juros sobre aplicações financeiras, são reconhecidas no resultado através do método dos juros efetivos. As distribuições recebidas de investidas registradas por equivalência patrimonial reduzem o valor do investimento. As despesas financeiras abrangem basicamente as despesas com juros sobre os empréstimos e financiamentos. Despesas com empréstimos não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são reconhecidos no resultado através do método de juros efetivos. n. Resultado por ação -O resultado por ação básico é calculado por meio do resultado do período atribuível aos acionistas controladores e não controladores da Companhia e a média ponderada das ações ordinárias e preferenciais em circulação no respectivo período. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o resultado básico por ação. o. Demonstração de valor adicionado - A Companhia elaborou as demonstrações do valor adicionado (DVA) individuais e consolidadas nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado, as quais são apresentadas como parte integrante das demonstrações financeiras conforme BRGAAP aplicável as companhias abertas, enquanto que para IFRS representam informação financeira adicional. p. Informações por segmento - Um segmento operacional é um componente da Companhia e de suas controladas e controladas em conjunto que desenvolve atividades de negócio das quais pode obter receitas e incorrer em despesas, incluindo receitas e despesas relacionadas com transações com outros componentes. Todos os resultados operacionais dos segmentos operacionais são revistos frequentemente pela Administração para decisões sobre os recursos a serem alocados ao segmento e para avaliação de seu desempenho, e para o qual informações financeiras individualizadas estão disponíveis. Os resultados de segmentos incluem itens diretamente atribuíveis ao segmento, bem como aqueles que podem ser alocados em bases razoáveis. Os itens não alocados compreendem principalmente ativos corporativos. q. Determinação do valor justo - Diversas políticas e divulgações contábeis da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto exigem a determinação do valor justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para os não financeiros. Os valores justos têm sido apurados para propósitos de mensuração e/ou divulgação baseados nos métodos abaixo. Quando aplicável, as informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas àquele ativo ou passivo. Investimentos em instrumentos patrimoniais e títulos de dívida. O valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado é apurado por referência aos seus preços de fechamento apurado na data de apresentação das demonstrações financeiras. r. Novas normas e interpretações ainda não adotadas - Diversas normas, emendas a normas e interpretações IFRS emitidas pelo IASB ainda não entraram em vigor para o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, sendo essas: • Amendments to IAS 01 Presentation of Financial Statements. • Amendments to IAS 19 Employee Benefits. • IFRS 10 Consolidated Financial Statements. • IFRS 11 Joint Arrangements. • IFRS 12 Disclosure of Interests in Other Entities • IFRS 13 Fair Value Measurement • IFRS 9: Financial Instruments (replacement of IAS 39) • Amendments to IFRS 7 • Amendments to IAS 12 • IFRIC 20 Stripping Costs in the Production Phase of a Surface Mine • Amendments to IAS 27 • Amendments to IAS 28 • Amendments to IAS 32 and IFRS 7. Novos pronunciamentos, emendas aos pronunciamentos e interpretações são efetivos para os períodos anuais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2012, e não foram aplicados na preparação destas demonstrações financeiras. É esperado que nenhum desses novos pronunciamentos tenha efeito material sobre as demonstrações financeiras do Grupo exceto pelo IFRS 9 Financial Instruments que pode modificar a classificação e mensuração de ativos financeiros mantidos pelo Grupo, e pelos IFRS 10 e IFRS 11, os quais podem ter impacto nas entidades atualmente consolidadas e/ou consolidadas proporcionalmente pelo Grupo. O Grupo não espera adotar esse pronunciamento antecipadamente e o impacto de sua adoção ainda não foi mensurado. O CPC ainda não emitiu pronunciamentos equivalentes aos IFRSs acima citados, mas existe expectativa de que o faça antes da data requerida de sua entrada em vigor. A adoção antecipada dos pronunciamentos do IFRSs está condicionada à aprovação prévia em ato normativo da Comissão de Valores Mobiliários. 4. Demonstrações financeiras consolidadas - As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações da Tekno S.A. Indústria e Comércio, suas controladas e controladas em conjunto a seguir relacionadas: Porcentagem de participação 31/12/2011 31/12/2010 Controladas Tekrom Transportes, Representações e Montagens Ltda. 99,99% 99,99% Profinish Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. 99,99% 99,99% Controladas em conjunto MSC/Tekno Laminates and Composites Ltda. 49,00% 49,00% Perfilor S.A. Construções, Indústria e Comércio 49,00% 49,00% Alucoil do Brasil S.A. Indústria e Comércio 49,00% A controlada em conjunto Alucoil do Brasil possui capital social integralizado de R$ 500,00 e tem previsão para entrar em operação comercial a partir do 3º trimestre de 2012. As políticas contábeis foram aplicadas de forma uniforme em todas as Companhias consolidadas e consistentes com aquelas utilizadas no exercício anterior. Descrição dos principais procedimentos de consolidação: • Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas; • Eliminação das participações da controladora no patrimônio líquido das entidades controladas, direta e indiretamente; • Eliminação dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados, decorrentes de negócios entre as empresas. Perdas não realizadas são eliminadas da mesma maneira, mas apenas quando não há evidências de problemas de recuperação dos ativos relacionados. 4.1 Controladas e Controladas em conjunto - As políticas contábeis de controladas estão alinhadas com as políticas adotadas pela Companhia. Nas Demonstrações financeiras individuais da controladora, as informações financeiras de controladas são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial. As Companhias controladas em conjunto foram consolidadas proporcionalmente em função do percentual de participação. Cada rubrica das Demonstrações financeiras foi, portanto, consolidada após a aplicação do percentual de participação. Consequentemente, não há destaque para participações de acionistas não controladores. Os valores dos principais grupos do ativo, passivo e resultados das controladas em conjunto estão demonstrados a seguir: >>> Continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 25
>>> Continuação...
• Balanços patrimoniais
Ativo Circulante Não circulante Realizável longo prazo Imobilizado Intangível Total do Ativo Passivo Circulante Não circulante Patrimônio líquido Capital social Retenções de Lucros Lucros (prej.) acumulados
MSC/Tekno Laminates and Composites Ltda. 31/12/2011 31/12/2010
Perfilor S.A. Construções, Indústria e Comércio 31/12/2011 31/12/2010
Alucoil do Brasil S.A. Indústria e Comércio 31/12/2011 31/12/2010
9.184
7.944
21.956
23.463
1
-
27 1.689 1 1.717 10.901
14 1.423 2 1.439 9.383
210 9.723 177 10.110 32.066
262 11.116 185 11.563 35.026
3 3 4
-
2.281 -
474 -
35.239 829
28.158 10.887
14 -
-
19.105 19.105 (23.124) 17 (23.124) (4.002) (4.019) 32.066 35.026 Perfilor S.A. Construções, Indústria e Comércio 31/12/2011 31/12/2010 51.154 44.225 (42.171) (39.126) 8.983 5.099 (8.896) (11.592)
1 (11) (10) 4
-
4.748 4.748 2.161 2.559 1.711 1.602 8.620 8.909 Total do Passivo 10.901 9.383 • Demonstrações de resultados MSC/Tekno Laminates and Composites Ltda. 31/12/2011 31/12/2010 Receita Operacional Líquida 6.059 5.744 Custo dos Produtos Vendidos (3.715) (3.614) Lucro Bruto 2.344 2.130 (Desp.)/Rec.Operacionais (222) (92) Resultado Operacional Antes Trib./Participações 2.122 2.038 Prov. p/ IR e Contrib. Social (411) (436) Luc. líq. (prej.) do Exercício 1.711 1.602 5. Caixa e equivalentes de caixa
87 (70) 17
(6.493) (6.493)
Alucoil do Brasil S.A. Indústria e Comércio 31/12/2011 31/12/2010 (15) (15) 4 (11)
-
Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Caixa e bancos 126 535 1.119 1.051 Equivalentes de Caixa Aplicações Financeiras com Liquidez Imediata 126.185 110.155 137.555 119.715 Total de Caixa e Equivalentes de Caixa 126.311 110.690 138.674 120.766 As aplicações financeiras de liquidez imediata são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor de mercado das aplicações. As aplicações financeiras com liquidez imediata referem-se a investimentos em fundos de renda fixa e operações compromissadas de lastro debêntures, atualizados pelo valor das cotas na data do balanço com base na variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), remuneradas a taxas que variam entre 100% e 103% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) (100% e 103% do CDI em 31/12/2010). 6. Aplicações Financeiras Controladora Consolidado Investimentos circulantes Vcto. 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 CDI 30/jun/11 28.324 28.324 CDI 15/ago/11 1.267 1.267 CDI 16/jun/14 901 901 CDI 30/jul/14 1.361 1.361 Total de Aplicações Financeiras 2.262 29.591 2.262 29.591 As aplicações financeiras referem-se a investimentos em operações compromissadas de lastro debentures, atualizados pelo valor das cotas na data do balanço com base na variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), remuneradas a taxas que variam entre 100% e 103% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) (100% e 103% do CDI em 31/12/2010). 7. Contas a receber de clientes Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Circulante: No País 22.820 19.172 27.570 23.710 No exterior 387 261 387 261 Partes Relacionadas (vide nota 11) 361 1.367 23.568 20.800 27.957 23.971 (-) Vendas para entregas futuras (163) (112) (-) Provisão para devedores duvidosos (538) (128) (1.388) (872) 23.030 20.672 26.406 22.987 Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Contas a receber - a vencer Até 30 dias 14.385 11.695 16.137 13.082 De 31 a 60 dias 6.724 6.827 7.200 7.230 De 61 a 90 dias 1.345 488 1.614 586 De 91 a 180 dias 74 69 138 117 Acima de 181 dias 33 38 Total a vencer 22.528 19.112 25.089 21.053 Contas a receber - vencido Até 30 dias 483 1.094 849 1.402 De 31 a 60 dias 10 222 188 269 De 61 a 90 dias 37 84 38 De 91 a 180 dias 116 206 372 326 Acima de 181 dias 431 129 1.375 883 Total vencido 1.040 1.688 2.868 2.918 A Companhia mantem provisões para devedores duvidosos no valor das perdas estimadas em decorrência da incapacidade dos clientes de efetuar os pagamentos de títulos vencidos. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto têm como procedimento rever tais provisões mensalmente a fim de serem ajustadas, se necessário, adotando o critério de constituir provisão para devedores duvidosos para a totalidade dos títulos com concordatários e falidos e vencidos acima de 180 dias, sem que haja negociação em andamento. A companhia historicamente não tem incorrido perdas significativas nas contas a receber de clientes. 8. Estoques Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Produtos acabados 4.372 4.247 5.600 5.749 Produtos em elaboração 33 29 33 29 Matérias-primas 15.441 12.958 17.835 16.045 Adiantamentos a formecedores 2.581 2.701 Material de consumo e outros 2.660 2.187 2.669 5.815 Estoques em poder de terceiros 964 Provisão para perdas na realização de estoques (2.111) (2.085) (2.233) (2.681) Ajustes de estoques - lei 11.638 69 69 20.395 19.986 24.868 27.727 Determinados itens considerados obsoletos ou de baixa rotatividade, foram objetos de constituição de provisão para perdas na realização. O efeito da provisão para perdas com itens obsoletos foi uma aumento no custo dos produtos vendidos de R$ 26 no resultado da controladora (reversão de perda de R$ 448 no consolidado) no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 A reversão deve-se principalmente a recuperação de itens desclassificados. 9.Tributos a recuperar Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Ativo Circulante ICMS - Impostos sobre circ. de mercadorias e serviços 76 113 178 240 IPI - Imposto sobre produtos industrializados 2.569 1.725 COFINS - Contrib. para financ. da seguridade social 37 60 37 60 PIS - Programa de integração social 3 8 3 8 IRPJ - Imposto de renda pessoa jurídica 683 999 230 IRRF s/Rend. de Aplicações Financeiras 40 CSLL - Contribuição social sobre lucro líquido 59 150 43 Outros 1 7 22 7 859 188 3.998 2.313 Ativo Não Circulante ICMS - Impostos sobre circulação de mercadorias e serviços 264 217 281 225 COFINS - Contribuição para financiamento da seguridade social 1.444 87 1.444 87 PIS - Programa de integração social 314 19 314 19 CSLL - Contribuição social sobre lucro líquido 28 2.022 323 2.039 359 10. Imposto de renda e contribuição social - Correntes e diferidos - a. Diferidos - O imposto de renda e a contribuição social diferidos são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis às diferenças temporárias entre a base fiscal de ativos e passivos e seu respectivo valor contábil. O valor contábil do ativo fiscal diferido é revisado trimestralmente pela Companhia e os ajustes decorrentes não têm sido significativos em relação à previsão preliminar da administração. O imposto de renda e a contribuição social diferidos têm a seguinte origem: Controladora Consolidado Ativo não circulante 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Provisão para perdas na realizações dos estoques 718 709 718 709 Provisões para perdas em aplicações compulsórias 83 77 83 77 Provisão para devedores duvidosos 183 137 183 137 Provisão para conting. trabalhistas e tribut. e pós-emprego 973 638 973 638 Provisão para comissões 14 7 14 7 Outras 4 4 1.971 1.572 1.971 1.572 Passivo não circulante 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Provisão referente ajuste no imobilizado – custo atribuído (9.727) (11.008) (9.727) (11.008) Total de IR eCS diferidos (7.756) (9.436) (7.756) (9.436) Efeito no resultado 1.680 806 1.680 806 b. Conciliação com o resultado do exercício - A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Lucro contábil antes do IRPJ e da CSLL 32.222 33.437 33.801 33.931 Adições/Exclusões: Permanentes - Equivalência Patrimonial (1.816) (1.310) Permanentes - Deprec. IFRS Lei 11.638 3.768 3.103 3.768 3.103 Permanentes - Juros sobre o capital próprio (11.666) (11.067) (11.666) (11.067) Permanentes - Outras 266 3.220 (343) 1.952 Temporárias 1.174 (732) 1.174 308 Base de cálculo efetiva dos impostos 24.948 26.651 26.734 28.227 IRPJ e CSLL no resultado corrente 8.410 8.853 8.989 9.347 IRPJ e CSLL no resultado diferido - Lei 11.638 (1.281) (1.055) (1.281) (1.055) IRPJ e CSLL no resultado diferido - Temporárias (399) 249 (399) 249 Alíquota efetiva 34% 33% 34% 33% 11. Partes relacionadas - Os principais saldos de ativos e passivos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, bem como as transações que influenciaram o resultado do exercício, relativas às operações com partes relacionadas, decorrem de transações com a Companhia e suas controladas e controladas em conjunto, as quais foram realizadas em condições usuais de mercado para os respectivos tipos de operações, considerando-se também a ausência de riscos nessas operações.a. Saldos a receber e a pagar junto a controladas e controladas em conjunto Controladas Tekrom Profinish Total 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Fornecedores 29 23 169 162 198 185 Outros créditos 11 11 2 1 13 12 Controladas em conjunto MSC/Tekno Perfilor Alucoil Total 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Contas a receber de clientes 4 31 357 1.336 361 1.367 Contratos de Mútuo 5.163 5.163 Fornecedores 1 5 141 142 5 Outros créditos 7 3 15 22 3 Outros débitos 6 7 6 7 b.Transações com empresas controladas e controladas em conjunto Controladas Tekrom Profinish Total 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Outras receitas 133 126 16 15 149 141 Compras 1.596 1.793 1.504 1.714 3.100 3.507 Controladas em conjunto MSC/Tekno Perfilor Total 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Vendas líquidas 408 611 5.598 5.838 6.006 6.449 Outras receitas 98 114 98 114 Custos 388 474 4.444 4.364 4.832 4.838 Compras 32 193 826 14 858 207 Contratos de prestação de serviços administrativos - Refere-se a rateios de despesas administrativas diversas para as controladas Tekrom e Profinish, com prazo de vigência indeterminado, reajustável nas mesmas datas e pelos mesmos índices de aumentos concedidos pela controladora a seus funcionários. Contratos de aluguel de imóveis - Celebrado com as controladas Tekrom e Profinish, tendo por base os preços de mercado praticados na época, com prazo de vigência indeterminado, reajustado anualmente pelo IGPM-FVG, exceto o contrato firmado com a controlada em conjunto, Perfilor S.A - Construções, Indústria e Comércio, que tem como prazo de vigência 24 meses, e índice de reajuste o INPC-IBGE. c. Remuneração dos administradores Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Remuneração do conselho de administração 439 447 439 447 Remuneração dos administradores 1.607 1.558 1.620 1.801 Remuneração do pessoal chave 201 328 300 328 Participações Estatutárias 610 509 610 509 Outros (seg.vida, prev.privada, INSS e FGTS) 914 958 961 969 3.771 3.800 3.930 4.054 12. Investimentos em controladas e controladas em conjunto Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Investimentos avaliados pelo método equivalência patrimonial 12.725 12.214 Outros 33 33 33 33 12.758 12.247 33 33 12.1 Principais dados relativos aos investimentos em Companhias controladas Tekrom - Transp. Profinish Ind. e Repres. e Com. De Prods. Montag. Ltda. Químicos Ltda. 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Ativo 3.589 3.425 5.154 4.337 Capital social 400 400 2.488 2.488 Patrimônio líquido 3.439 3.286 5.063 4.240 Receita operacional líquida 1.490 2.042 1.137 1.714 Resultado do Exercício 153 253 823 834 Percentual de participação 99,99% 99,99% 99,99% 99,99%
12.2 Principais dados relativos aos investimentos em Companhias controladas em conjunto MSC/Tekno Perfilor S.A. Alucoil do Laminates and Constr. Ind. Brasil S.A. Indústria Composites Ltda e Comércio e Comércio 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Ativo 10.901 9.383 32.066 35.026 4 Capital social 4.748 4.748 19.105 19.105 1 Patrimônio líquido (Passivo a descoberto) 8.620 8.909 (4.002) (4.019) (10) Receita operacional líquida 6.059 5.744 51.154 44.225 Resultado do Exercício 1.711 1.602 17 (6.493) (11) Percentual de participação 49,00% 49,00% 49,00% 49,00% 49,00% 0,00% 12.3 Movimentação dos investimentos MSC Tekrom Profinish Tekno Perfilor Alucoil Total Saldos em 01 de janeiro de 2010 3.033 3.406 4.806 1.213 12.458 Distribuição de dividendos (1.225) (1.225) Resultado da equivalência patrimonial no exercício 253 834 785 (891) 981 Saldos em 31 de dezembro de 2010 3.286 4.240 4.366 322 12.214 Distribuição de dividendos (980) (980) Provisão para passivo a descoberto (330) 5 (325) Resultado da equivalência patrimonial no exercício 153 822 838 8 (5) 1.816 Saldos em 31 de dezembro de 2011 3.439 5.062 4.224 12.725 Provisão para passivo a descoberto MSC (registrado no passivo não circulante) Tekrom Profinish Tekno Perfilor Alucoil Total Saldos em 31 de dezembro de 2010 (2.291) (2.291) Provisão para passivo a descoberto 330 (5) 325 Saldos em 31 de dezembro de 2011 (1.961) (5) (1.966) 13. Imobilizado - a. Composição Controladora Tx deprec. 31/12/2011 31/12/2010 Imobilizado % a.a. Custo Deprec. Residual Residual Terrenos 282 282 282 Edificações 1 a 10 5.757 (4.182) 1.575 1.631 Instalações 1 a 10 1.096 (906) 190 15 Máquinas e equipamentos 4 a 33 72.128 (37.669) 34.459 38.602 Móveis e utensílios 4 a 20 865 (696) 169 128 Computadores e periféricos 20 a 33 2.697 (1.978) 719 256 Imobilizado em andamento (*) 25.561 25.561 5.972 Veículos 20 744 (224) 520 311 109.130 (45.655) 63.475 47.197 Consolidado Tx deprec. 31/12/2011 31/12/2010 Imobilizado % a.a. Custo Deprec. Residual Residual Terrenos 322 322 322 Edificações 1 a 10 7.907 (4.754) 3.153 3.343 Instalações 1 a 10 1.282 (950) 332 172 Máquinas e equipamentos 4 a 33 78.551 (40.485) 38.066 42.648 Móveis e utensílios 4 a 20 970 (743) 227 181 Computadores e periféricos 20 a 33 2.930 (2.151) 779 338 Imobilizado em andamento (*) 25.679 25.679 6.021 Veículos 20 970 (444) 526 325 118.611 (49.527) 69.084 53.350 b. Movimentação do custo Controladora 31/12/2010 31/12/2011 Custo Adições Transf Baixas Custo Imobilizado Terrenos 282 282 Edificações 5.757 5.757 Instalações 916 164 16 1.096 Máquinas e equipamentos 71.092 635 423 (22) 72.128 Móveis e utensílios 801 71 (7) 865 Computadores e periféricos 2.056 343 298 2.697 Imobilizado em andamento (*) 5.972 20.336 (747) 25.561 Veículos 628 333 (217) 744 87.504 21.882 (10) (246) 109.130 Consolidado 31/12/2010 31/12/2011 Custo Adições Transf Baixas Custo Imobilizado Terrenos 322 322 Edificações 7.907 7.907 Instalações 1.091 175 16 1.282 Máquinas e equipamentos 78.204 904 423 (980) 78.551 Móveis e utensílios 892 85 (7) 970 Computadores e periféricos 2.270 362 298 2.930 Imobilizado em andamento (*) 6.021 20.405 (747) 25.679 Veículos 854 333 (217) 970 97.561 22.264 (10) (1.204) 118.611 c. Movimentação da Depreciação Controladora 31/12/2010 31/12/2011 Depreciação Adições Transf. Baixas Depreciação Imobilizado Edificações (4.126) (56) (4.182) Instalações (901) (5) (906) Máquinas e equipamentos (32.490) (5.193) 14 (37.669) Móveis e utensílios (673) (30) 7 (696) Computadores e periféricos (1.800) (178) (1.978) Veículos (317) (113) 206 (224) (40.307) (5.575) 227 (45.655) Consolidado 31/12/2010 31/12/2011 Depreciação Adições Transf. Baixas Depreciação Imobilizado Edificações (4.660) (94) (4.754) Instalações (935) (15) (950) Máquinas e equipamentos (35.443) (5.184) 142 (40.485) Móveis e utensílios (712) (38) 7 (743) Computadores e periféricos (1.932) (219) (2.151) Veículos (529) (121) 206 (444) (44.211) (5.671) 355 (49.527) Abaixo segue a divulgação da taxa média de depreciação anual. 31/12/2011 31/12/2010 Edificações 1,21 1,21 Máquinas e equipamentos 7,31 7,31 Instalações 1,68 1,68 Computadores e periféricos 23,75 23,75 Móveis e utensílios 6,55 6,55 Veículos 20 20 (*) Os valores apresentados em “imobilizado em andamento”, referem-se basicamente aos investimentos da Linha de Pintura 3. 14. Intangível - a. Composição Controladora Tx amort. 31/12/2011 31/12/2010 % a.a. Custo Amort. Residual Residual Marcas e patentes 10 30 (30) Dir. de uso software 20 2.997 (2.618) 379 484 3.027 (2.648) 379 484 Consolidado Tx amort. 31/12/2011 31/12/2010 % a.a. Custo Amort. Residual Residual Marcas e patentes 10 32 (31) 1 1 Dir. de uso software 20 3.094 (2.653) 441 545 Outros 20 39 (14) 25 29 3.165 (2.698) 467 575 b. Movimento do custo Controladora 31/12/2010 31/12/2011 Custo Adições Transf Baixas Custo Intangível Marcas e patentes 30 30 Dir. de uso software 2.984 3 10 2.997 3.014 3 10 3.027 Consolidado 31/12/2010 31/12/2011 Custo Adições Transf. Baixas Custo Intangível Marcas e patentes 32 32 Dir. de uso software 3.081 3 10 3.094 Outros 38 1 39 3.151 4 10 3.165 c. Movimento da Amortização Controladora 31/12/2010 31/12/2011 Amortização Adições Transf. Baixas Amortização Intangível Marcas e patentes (30) (30) Dir. de uso software (2.500) (118) (2.618) (2.530) (118) (2.648) Consolidado 31/12/2010 31/12/2011 Amortização Adições Transf. Baixas Amortização Intangível Marcas e patentes (31) (31) Dir. de uso software (2.535) (118) (2.653) Outros (10) (4) (14) (2.576) (122) (2.698) 15. Fornecedores Controladora nn Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 No País 3.392 2.448 13.773 7.407 No Exterior 4.574 274 4.574 274 Partes Relacionadas (vide nota 11a) 340 190 8.306 2.912 18.347 7.681 16. Empréstimos e financiamentos (Consolidado) - Referem-se às operações contratadas pela controlada em conjunto Perfilor S.A. Construções, Indústria e Comércio para compras de insumos e ativo imobilizado. Os empréstimos estão garantidos por Notas Promissórias. Indexador Taxas de juros - % 31/12/2011 31/12/2010 Moeda nacional: Capital de Giro CDI 3.41 % a.a. 738 Capital de Giro PRÉ-FIXADO 1,53 % a.m. 160 Aquisição de Imobilizado PRÉ-FIXADO 1,49 % a.m. 189 Contrato de Mútuo -Haironville PRÉ-FIXADO 13% a.a. 345 315 Contrato de Mútuo - AMVEGA PRÉ-FIXADO 100% SELIC 5.587 8.338 5.932 9.740 Passivo circulante - a amortizar 5.932 4.555 Passivo não circulante - a amortizar 5.185 17. Obrigações sociais e trabalhistas Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Provisão de férias e encargos 1.487 1.403 1.720 1.626 Salários 474 364 657 582 INSS 465 436 534 451 FGTS 135 130 154 134 Outros 405 364 441 445 2.966 2.697 3.506 3.238 18. Provisões para contingências - A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto são parte em ações judiciais e processos administrativos perante vários tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis e outros assuntos. A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas jurídicas pendentes e, quanto às contingências trabalhistas, com base na experiência anterior referente às quantias reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas com as ações em curso e com indenizações rescisórias, como se segue: Controladora TrabaDep. TribuDep. lhistas Judiciais Sub-total tárias Judiciais Sub-total Total Saldos em 01 de janeiro de 2010 1.902 (127) 1.775 102 (102) - 1.775 Provisões feitas durante o exercício 647 (79) 568 282 282 850 Provisões utilizadas durante o exercício (62) 3 (59) (59) Reversões (993) (993) (993) Saldos em 31 de dezembro de 2010 1.494 (203) 1.291 384 (102) 282 1.573 Provisões feitas durante o exercício 752 (18) 734 1.965 (1.477) 488 1.222 Provisões utilizadas durante o exercício Reversões (678) 52 (626) (2.052) 1.579 (473) (1.099) Saldos em 31 de dezembro de 2011 1.568 (169) 1.399 297 297 1.696 Não circulante 1.240 (128) 1.112 - 1.112 Circulante 328 (41) 287 297 297 584 1.568 (169) 1.399 297 297 1.696 Consolidado TrabaDep. TribuDep. Garanlhistas Judiciais Sub-total tárias Judiciais Sub-total tias Total Saldos em 01 de janeiro de 2010 1.954 (127) 1.827 102 (102) 294 2.121 Provisões feitas durante o exercício 647 (79) 568 380 380 948 Provisões utilizadas durante o exercício (62) 3 (59) (98) (157) Reversões (993) (993) (993) Saldos em31 de dezembro de 2010 1.546 (203) 1.343 482 (102) 380 196 1.919 Provisões feitas durante o exercício 752 (18) 734 2.098 (1.477) 621 - 1.355 Provisões utilizadas durante o exercício (52) (52) (52) Reversões (678) 52 (626) (2.052) 1.579 (473) (21) (1.120) Saldos em 31 de dezembro de 2011 1.568 (169) 1.399 528 528 175 2.102 Não circulante 1.240 (128) 1.112 231 231 175 1.518 Circulante 328 (41) 287 297 297 584 1.568 (169) 1.399 528 528 175 2.102
Existem outros processos avaliados pelos assessores jurídicos como sendo de risco possível sem mensuração com suficiente segurança, no montante de R$ 176 em 31 de dezembro de 2011 (R$ 160 em 31 de dezembro de 2010) para os quais nenhuma provisão foi constituída, tendo em vista que as práticas contábeis adotadas no Brasil não requerem sua contabilização. 19. Despesas com vendas Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Despesas de Pessoal 2.042 2.331 3.206 3.518 Publicidade e Propaganda 254 204 279 244 Comissões sobre vendas 82 55 1.034 932 Material de Consumo 93 84 111 175 PDD e perdas no Recebimento 414 23 483 163 Despesas de Depreciação 8 4 20 16 Despesas com Fretes 1.346 1.436 1.851 2.014 Despesas Diversas com vendas 404 377 865 519 4.643 4.514 7.849 7.581 20. Despesas Gerais e Administrativas Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Honorários da Administração 1.731 1.415 1.744 1.537 Despesas de Pessoal 5.511 4.666 5.882 5.197 Material de Consumo 1.440 762 1.474 782 Despesas de Depreciação 338 336 425 335 Despesas de Comunicação 460 393 496 427 Despesas com Prestação de Serviços 1.489 1.330 1.705 1.298 Tributos Diversos 775 716 792 797 Despesas Diversas de Administração 2.272 571 2.337 845 14.016 10.189 14.855 11.218 21. Resultado financeiro Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Despesas financeiras Juros (942) (1) (1.839) (386) Variações cambiais passivas (1.328) (38) (1.332) (97) Outras despesas financeiras (471) (126) (676) (1.844) (2.741) (165) (3.847) (2.327) Receitas financeiras Juros 436 495 332 624 Variações cambiais ativas 1.910 49 1.914 69 Rendimentos de aplicações financeiras 15.634 12.670 16.921 13.599 Outras receitas financeiras 1.144 267 1.302 314 19.124 13.481 20.469 14.606 Resultado financeiro 16.383 13.316 16.622 12.279 22. Patrimônio líquido - a. Capital social - Na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 28 de Abril de 2011, foi aprovado aumento do capital social de R$ 151.500.000,00 (cento e cinquenta e um milhões e quinhentos mil reais) para 156.500.000,00 (cento e cinquenta e seis milhões e quinhentos mil reais). O capital social integralizado da controladora está representado por 2.694.216 de ações, sem valor nominal, sendo 1.450.566 ações ordinárias e 1.243.650 preferenciais. As ações preferenciais têm participação nos dividendos em igualdade de condições, com as ações ordinárias, sendo garantida a prioridade na percepção de um dividendo anual, não cumulativo, de 3% sobre o valor do patrimônio líquido da ação e direito de serem incluídas em oferta pública de alienação de controle, nas condições previstas no artigo 254-A da Lei nº 6.404/76. Ações Preferenciais Ações Ordinárias Ações Total Saldo inicial em 01/01/2010 1.174.876 1.370.348 2.545.224 Emissão de novas ações 41.396 48.284 89.680 Saldo final em 31/12/2010 1.216.272 1.418.632 2.634.904 Emissão de novas ações 27.378 31.934 59.312 Saldo final em 31/12/2011 1.243.650 1.450.566 2.694.216 b. Reserva legal - É constituída mediante a apropriação de 5% do lucro líquido do exercício, até o montante correspondente a 20% do capital social, em conformidade com o artigo 193 da Lei nº 6.404/76. c. Juros sobre o Capital Próprio - De acordo com a faculdade prevista na Lei nº 9.249/95, a Companhia calculou juros sobre o capital próprio com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) vigente no exercício, no montante de R$ 11.666 (R$ 11.067 em 2010), os quais foram contabilizados em despesas financeiras, conforme requerido pela legislação fiscal. Para efeito destas demonstrações financeiras, esses juros foram eliminados das despesas financeiras do exercício e estão sendo apresentados na conta de lucros acumulados em contrapartida do passivo circulante. O imposto de renda retido na fonte de 15% incidente sobre esses juros, representou R$ 1.736 (R$ 1.649 em 2010). O imposto de renda e a contribuição social do exercício foram reduzidos em R$ 3.966 (R$ 3.762 em 2010), aproximadamente, em decorrência da dedução desses impostos pelos juros sobre o capital próprio creditados aos acionistas. A Administração da Companhia irá propor à Assembleia Geral dos acionistas que a parcela líquida desses juros do capital próprio, na importância de R$ 9.930, seja atribuída aos dividendos mínimos obrigatórios, de acordo também com o previsto no parágrafo 7, art. 9º da Lei nº 9.249/95. d. Destinação do lucro líquido - O estatuto da Companhia prevê a distribuição de um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido do exercício ajustado, calculado de acordo com a Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/76). 2011 Lucro líquido do exercício 25.882 Efeito da realização do custo atribuído (deemed cost) 2.820 Reserva legal (5%) sobre o lucro líquido (1.294) Reserva legal (5%) sobre o efeito da realização do custo atribuído (141) Base de cálculo para os dividendos mínimos obrigatórios 27.267 Dividendos mínimos obrigatórios (25%) 6.817 (-) Juros sobre o capital próprio líquido creditados no exercício 9.930 (=) Dividendos creditados superiores ao obrigatório (3.113) Dividendos adicionais propostos 15.601 d. Retenção de lucros - Não houve retenção de lucros para o exercício de 2011 (R$ 5.456 em 2010). e. Ajuste de avaliação patrimonial - O saldo de ajuste de avaliação patrimonial refere-se ao ajuste de custo atribuído ao imobilizado, registrado em 01 de janeiro de 2009 deduzido da realização, pela depreciação durante os exercícios subsequentes. f. Participação estatutária - Os administradores conforme previsão estatutária (Art. 20) e observados os limites previstos em lei, farão jus a uma participação nos lucros da Companhia, cujo montante global será fixado pela assembleia geral, e distribuído entre os membros de cada órgão por deliberação do Conselho de Administração. 23. Lucro básico e diluído por ação - O resultado por ação básico foi calculado com base no resultado atribuível aos acionistas da Companhia no exercício de 31 de dezembro de 2011 e a respectiva quantidade média de ações ordinárias e preferenciais em circulação neste exercício, comparativamente com o exercício de 31 de dezembro de 2010, conforme o quadro a seguir: 31/12/2011 31/12/2010 Preferencial Ordinária Total Preferencial Ordinária Total Lucro líquido atribuível aos acionistas 11.947 13.935 25.882 11.485 13.396 24.881 Quantidade de ações - média ponderada 1.235 1.440 2.675 1.202 1.403 2.605 Resultado básico e diluído por ação 9,67725 9,67725 9,67725 9,55121 9,55121 9,55121 24. Receita Operacional - Seguem abaixo abertura de nossa receita operacional bruta e conciliação entre as receitas brutas para fins fiscais e as receitas apresentadas na demonstração de resultado do exercício: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Vendas de produtos 64.097 64.451 97.669 93.925 Vendas de serviços 90.429 88.705 90.443 88.861 Total da Receita Bruta Fiscal 154.526 153.156 188.112 182.786 Deduções da receita (34.523) (35.234) (43.126) (43.606) Impostos sobre vendas (33.253) (33.397) (41.101) (40.650) Devoluções e abatimentos (1.270) (1.837) (2.025) (2.956) Total de Receita Contábil 120.003 117.922 144.986 139.180 25. Instrumentos financeiros - A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto mantêm operações com instrumentos financeiros. A administração desses instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais e controles internos visando assegurar liquidez, rentabilidade e segurança. A política relativa à contratação de instrumentos financeiros com o objetivo de proteção é aprovada pelo Conselho de Administração, sendo subsequentemente analisada de forma periódica em relação à exposição ao risco que a administração pretende proteger. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto não efetuam aplicações de caráter especulativo, em derivativos ou quaisquer outros ativos de risco. Os resultados obtidos com estas operações estão condizentes com as políticas e estratégias definidas pela administração da Companhia. Todas as operações com instrumentos financeiros estão reconhecidas nas Demonstrações financeiras da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto. A Companhia, suas controladas e controlados em conjunto não possuem e não operaram com instrumentos financeiros derivativos durante os exercícios apresentados. Os principais instrumentos financeiros ativos e passivos em 31 de dezembro de 2011 são descritos a seguir, bem como os critérios para sua valorização: • Caixa e equivalentes de caixa: abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, sendo o valor justo idêntico ao valor contábil em função da valorização desses instrumentos pelo seu valor justo. • Aplicações financeiras: São definidos como ativos mensurados pelo valor justo através do resultado, sendo o valor justo idêntico ao valor contábil em função da valorização desses instrumentos pelo seu valor justo. • Contas a receber: A Companhia e suas controladas e controladas em conjunto possuem 99% dos saldos de sua conta a receber em moeda local, estas contas a receber são classificadas como custo amortizado. • Empréstimos e recebíveis: A Companhia e suas controladas e controladas em conjunto possuem 99% dos saldos de sua conta a receber em moeda local, estas contas a receber são classificadas como custo amortizado. • Fornecedores: A Companhia e suas controladas e controladas em conjunto não possuem contas a pagar em moeda estrangeira, estas contas a pagar são classificadas como custo amortizado. • Empréstimos e financiamentos: São classificadas como passivos financeiros não mensurados ao valor justo (passivo financeiro mensurado pelo custo amortizado) e estão registradas pelo método do custo amortizado. Os valores dos empréstimos registrados nas demonstrações financeiras aproximam-se dos valores de exigibilidade, pois estão atrelados a uma taxa de juros pós-fixada, no caso, a variação do CDI e taxa pré-fixada. Hierarquia de valor justo - A Companhia somente detém instrumentos financeiros qualificados no nível 2, correspondentes às aplicações financeiras. Os diferentes níveis foram definidos como a seguir: • Nível 1 - Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos e idênticos • Nível 2 - Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços) • Nível 3 - Premissas, para o ativo ou passivo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). As operações da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto estão sujeitas aos fatores de riscos abaixo descritos: Risco de crédito - Decorre da possibilidade de a Companhia e suas controladas e controladas em conjunto terem perdas decorrentes de inadimplência de suas contrapartes ou de instituições financeiras depositárias de recursos ou de investimentos financeiros. Para mitigar esses riscos, a Companhia e sua controlada em conjunto adotam como prática a análise das situações financeira e patrimonial de suas contrapartes, assim como a definição de limites de crédito e acompanhamento permanente das posições em aberto. No que tange às instituições financeiras, a Companhia e sua controlada em conjunto somente realizam operações com instituições financeiras de baixo risco avaliadas por agências de rating. Vide posição do contas a receber na nota 07. Risco de taxas de juros - Decorre da possibilidade de a Companhia e as suas controladas e controladas em conjunto estarem sujeitas aos ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. Visando à mitigação desse tipo de risco, a Companhia e suas controladas e sua controlada em conjunto buscam diversificar a captação de recursos em termos de taxas prefixadas ou pós-fixadas. Risco de taxas de câmbio - Decorre da possibilidade de oscilações das taxas de câmbio das moedas estrangeiras utilizadas pela Companhia e sua controlada em conjunto para a aquisição de insumos, maquinas e equipamentos e venda de produtos. Análise de sensibilidade de variações nas taxas de juros (Consolidado) - Além do cenário provável a CVM através da instrução nº 475 determinou que fossem apresentados mais dois cenários com deterioração de 25% e 50% da variável do risco considerado. Esses cenários estão sendo apresentados de acordo com o regulamento da CVM. Cenários em reais Provável Possível -25% Remoto -50% Taxa CDI 10,50% 10,07% 7,88% 5,25% Aplicações financeiras – R$ 139.817 14.681 14.073 11.011 7.340 Efeito (608) (3.670) (7.340) Análise de sensibilidade de variações cambiais (Consolidado) Cenários em reais Provável Possível 10% Remoto 30% Cotação do Dólar 1,876 1,750 2,063 2,438 Fornecedores Exterior (US$ 2,438) 4.574 4.268 5.031 5.946 Efeito (306) 457 1.372 Os empréstimos são contratados a taxas de juros pré-fixadas. 26. Gestão do capital - A política da Administração é manter uma sólida base de capital para manter a confiança do investidor, credor e mercado e manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora os retornos sobre capital, também monitora o nível de dividendos para acionistas e procura manter um equilíbrio entre os mais altos retornos possíveis com níveis mais adequados de empréstimos e as vantagens e a segurança proporcionada por uma posição de capital saudável. 27. Informações por segmento - As informações por segmentos estão sendo apresentadas de acordo com o CPC 22 - Informações por Segmento (IFRS 8) e são apresentadas em relação aos negócios da Companhia e suas controladas e controladas em conjunto que foram identificados com base na sua estrutura de gerenciamento e nas informações gerenciais internas utilizados pelos principais tomadores de decisão da Companhia. Um segmento é um componente identificável da Companhia, destinado à fabricação de produtos ou à prestação de serviços, ou ao fornecimento de produtos e serviços num ambiente econômico particular, o qual esteja sujeito a riscos e remunerações que são diferentes daqueles outros segmentos. Os resultados por segmento, assim como os ativos e os passivos, consideram os itens diretamente atribuíveis ao segmento, assim como aqueles que possam ser alocados em bases razoáveis. Os itens não alocados compreendem principalmente ativos corporativos. A Companhia tem por objeto social a industrialização e comercialização de pintura de bobinas metálicas, atuando especificamente no segmento da Indústria em geral e no de Industrialização para Terceiros. A controlada em conjunto MSC/Tekno Laminates and Composites Ltda., tem por objetivo industrialização e comercialização de produtos laminados destinados ao atendimento do segmento Automobilístico. A controlada Tekrom Transportes, Representações e Montagens Ltda., atua no segmento de Transportes. A controlada em conjunto Perfilor S.A. Construções, Indústria e Comércio tem por objetivo a industrialização e comercialização de telhas de aço, utilizadas na cobertura e fechamento de imóveis, principalmente, industriais e comerciais, atendendo o segmento de construção civil. • Balanço patrimonial em 31/12/2011 Ind. em Geral e Industrialização Ativo para Terceiros Automobilístico Transportes Construção Civil Total Circulante 178.575 4.500 3.589 10.760 197.424 Realizável ao longo prazo 5.798 13 104 5.915 Investimentos 33 33 Imobilizado 63.492 828 4.764 69.084 Intangível 379 1 87 467 248.277 5.342 3.589 15.715 272.923 Passivo Circulante 12.900 1.118 150 17.275 31.443 Não circulante 11.839 406 12.245 Patrimônio líquido 223.538 4.224 3.439 (1.966) 229.235 248.277 5.342 3.589 15.715 272.923 • Demonstrações de resultados em 31/12/2011 Industria-lização Indústrias para Construção em Geral Terceiros Automobilístico Transportes Civil Total Receita operacional líquida 46.149 69.313 2.969 1.490 25.065 144.986 Custos dos produtos vendidos e serviços prestados (38.505) (43.099) (1.820) (1.458) (20.664) (105.546) Lucro bruto 7.644 26.214 1.149 32 4.401 39.440 Receitas (despesas) operacionais (3.692) (14.607) (374) (65) (3.523) (22.261) Lucro operacional antes do resultado financeiro 3.952 11.607 775 (33) 878 17.179 Resultado financeiro líquido 3.402 13.449 266 348 (843) 16.622 Receitas Financeiras 3.922 15.515 278 351 403 20.469 Despesas Financeiras (520) (2.066) (12) (3) (1.246) (3.847) Resultado operacional antes do IRPJ e CSSL 7.354 25.056 1.041 315 35 33.801 Imposto de renda e contribuição social (1.398) (5.515) (202) (162) (32) (7.309) Participações estatutárias (123) (487) (610) Resultado do exercício 5.833 19.054 839 153 3 25.882 • Balanço patrimonial em 31/12/2010 Indústrias em Geral e Industrialização Ativo para Terceiros Automobilístico Transportes Construção Civil Total Circulante 184.703 3.891 3.403 11.497 203.494 Realizável ao longo prazo 5.940 7 128 6.075 Investimentos 33 33 Imobilizado 47.206 697 5.447 53.350 Intangível 483 1 91 575 238.365 4.596 3.403 17.163 263.527 Passivo Circulante 12.830 216 128 10.612 23.786 Não circulante 12.273 5.335 17.608 Patrimônio líquido 213.262 4.380 3.275 1.216 222.133 238.365 4.596 3.403 17.163 263.527 >>> Continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
26 -.ECONOMIA/LEGAIS
terça-feira, 27 de março de 2012
>>> Continuação... • Demonstrações de resultados em 31/12/2010
Receita operacional líquida Custos dos produtos vendidos e serviços prestados Lucro bruto Receitas (despesas) operacionais Lucro operacional antes do resultado financeiro Resultado financeiro líquido Receitas Financeiras Despesas Financeiras Resultado operacional antes do IRPJ e CSSL Imposto de renda e contribuição social Participações estatutárias Resultado do exercício
IndustrialiIndústrias -zação para em Geral Terceiros Automobilístico 42.820 70.155 2.815
Construção Transportes Civil 1.720 21.670
Total 139.180
(34.859) 7.961 (1.597)
(41.674) 28.481 (12.765)
(1.771) 1.044 (373)
(1.542) 178 (52)
(19.172) 2.498 (3.723)
(99.018) 40.162 (18.510)
6.364 2.809 2.840 (31)
15.716 10.827 10.961 (134)
671 328 331 (3)
126 272 274 (2)
(1.225) (1.957) 200 (2.157)
21.652 12.279 14.606 (2.327)
9.173
26.543
999
398
(3.182)
33.931
(1.641) (193) 7.339
(6.542) (316) 19.685
(213) 786
(145) 253
(3.182)
(8.541) (509) 24.881
28. Cobertura de seguros - A Companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria das demonstrações financeiras, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía as seguintes coberturas de seguros: Coberturas Risco coberto 31/12/2011 Prédios e conteúdos (Próprios e Incêndio, danos de terceiros), inclusive estoques elétricos, furto 42.852 Veículos Colisão, Incêndio, roubo 720 Responsabilidade civil Taxa de 0,024% s/mercadorias transportadas Transportes de materiais Roubo e furto qualificado Taxa de 0,0080% 29. Plano de previdência privada - Contribuição definida - A Companhia possui desde o mês de agosto de 2001, um plano de previdência privada do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), oferecido com exclusividade aos seus diretores e funcionários, administrado pela Brasilprev Previdência Privada S.A. A natureza do plano permite à Companhia, a qualquer momento, a suspensão de suas contribuições, descontinuidade ou transferência para outra administradora. Essas remunerações são reajustadas de acordo com a variação geral dos salários aplicados pela Companhia. As contribuições da Companhia lançadas ao resultado em 2011 foram de R$ 443 (R$ 318 em 2010) e R$ 460 (R$ 335 em 2010) no consolidado. 30 - Eventos subsequentes - Em 10 de janeiro de 2012, houve integralização de capital da Controlada em conjunto Alucoil do Brasil S.A. Indústria e Comércio de Painéis de Alumínio, na seguinte proporção, R$ 240 pela Tekno S.A. e R$ 250 pela Alucoil S.A.U da Espanha.
Composição do Conselho de Administração Valter Takeo Sassaki - (Presidente) - Eloísa Madeira Szanto - (Vice-Presidente) Rita Maria Leal da Silveira Lanari - (Membro) Hebe Amaral Caiuby Ariani - (Membro) João Alberto de Almeida Borges - (Membro) Carlos Alberto de Almeida Borges - (Membro) Regina Coeli de Almeida Borges - (Membro) Composição da Diretoria Guilherme Luiz do Val - (Diretor Presidente) Valter Takeo Sassaki - (Diretor Vice-Presidente e de Relações com Investidores) José Luiz Madeira do Val - (Diretor Administrativo) João Alberto de Almeida Borges - (Diretor Superintendente) Airton Carrasco Rodrigues - (Diretor Técnico)) Edson da Silva Lopes - Gerente de Controladoria - CRC 1SP116.560/O-8
Parecer do Conselho Fiscal “Em atendimento às atribuições estatutárias e legais e na forma deliberada em reunião realizada nesta data, os membros do Conselho Fiscal da Tekno S/A Indústria e Comércio, infraassinados, vêm emitir seu parecer: (a) por unanimidade, no sentido de serem aprovadas, pela Assembléia Geral, as Demonstrações Contábeis e o Relatório da Administração, correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011; (b) por unanimidade, ser aprovada pela Assembléia Geral a proposta para distribuição dos dividendos, incluído o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio e a destinação do saldo do lucro líquido; e (c) por unanimidade, ser aprovado o aumento de capital proposto à Assembléia Geral Extraordinária. No desempenho de suas
funções, os Conselheiros encontraram os documentos em ordem, opinião essa corroborada pelo parecer da empresa de auditoria KPMG Auditores Independentes”. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião, lavrando-se a ata que é lida, aprovada e assinada pelos presentes São Paulo, 22 de Março de 2.012 Sergio Lucchesi Filho - Arystóbulo de Oliveira Freitas - Bernardo Leal Costa
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Ao Conselho de Administração e aos Acionistas da Tekno S.A. Indústria e Comércio São Paulo – SP - Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Tekno S.A. conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais - Em nossa Indústria e Comércio (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Tekno S.A. Indústria e demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais Comércio em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras - A administração da Companhia é responsável pela elaboração Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas - Em nossa opinião as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Tekno S.A. Indústria e Comércio em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada Board – IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase - Conforme descrito na nota explicativa 2.1, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Tekno S.A. Indústria e Comércio essas práticas diferem da IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja refere à avaliação dos investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimen- em função desse assunto. Outros assuntos - Demonstrações do valor adicionado - Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes tos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, elaboradas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 22 de março de 2012 apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação KPMG Auditores Independentes - CRC 2SP014428/O-6 Wagner Bottino -Contador CRC 1SP196907/O-7 das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em
e EBX recebe US$ 2 bi de investimento árabe
O novo terminal de Viracopos terá capacidade para receber 13 milhões de usuários por ano. Em 2011, o aeroporto recebeu 7,54 milhões de passageiros.
conomia
Sergio Lima/Folhapress
A Mubadala terá participação de 5,63% no grupo.
A
Mubadala, empresa estatal de investimentos dos Emirados Árabes Unidos, vai desembarcar no Brasil com recursos vultosos para associar-se a Eike Batista. O novo sócio investirá US$ 2 bilhões no grupo EBX, controlado pelo empresário, em troca de uma participação de 5,63% na companhia. No anúncio, feito ontem, a EBX informou que o objetivo do acordo é fortalecer suas finanças e ganhar cacife para apostar em novos negócios. Batista não revela exatamente o destino do reforço financeiro feito pelos novos sócios. "Posso usar (o montante) como quiser", disse o executivo. Ele revelou, no entanto, que os novos projetos no radar da EBX pesaram para o sócio estrangeiro fechar a parceria. "Temos no nosso pipeline uma mina de ouro que é enorme e temos a REX, que também é gigante", disse o executivo sobre duas de suas empresas ainda não listadas em bolsa. Ele reafirmou também o interesse de entrar em fertilizantes. Analistas viram o movimento como um sinal de que o mercado passa a dar mais
credibilidade às companhias de Batista, que já foram chamadas de "empresas de papel", por terem suas carteiras formadas praticamente por projetos que ainda não estavam em pé. "A operação traz credibilidade aos projetos da EBX. É sempre importante ter um investidor desse porte", avalia o analista Rafael Andreata, da Planner Corretora. "É um fundo de pessoas que entendem muito da indústria de petróleo fazendo um aporte em um grupo que tem como principal empresa a OGX. Vejo esses pontos como positivos", diz. Com o aporte bilionário, o sócio estrangeiro terá participação indireta nas empresas do grupo EBX listadas em bolsa, entre elas OGX (óleo e gás) e OSX (construção offshore), e nas de capital fechado, como REX (mercado imobiliário), AUX (mineração de ouro) e IMX (entretenimento). No comunicado distribuído à imprensa, a Mubadala também revela estar de olho em novos negócios que a EBX venha a desenvolver no segmento de tecnologia. Nessa área, além de uma parceria com a IBM na empresa SIX, Ba-
Banco Alfa de Investimento S.A. Sociedade Anônima de Capital Aberto CNPJ/MF nº 60.770.336/0001-65 e NIRE 35 3 0005322 2 Edital de Convocação A. Convidamos os senhores acionistas a se reunirem no dia 26 de abril de 2012, às 10:00 hs.(dez horas), na sede social, na Alameda Santos, 466, 1º andar, Cerqueira César, nesta Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: 1. Examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras (BRGAAP e IFRS), o Relatório dos Auditores Independentes, o Parecer do Conselho Fiscal e o Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011;2. Deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar as distribuições de juros sobre o capital próprio relativas ao 1º e 2º semestres de 2011;3. Fixar as verbas máximas destinadas à remuneração dos Administradores e do Comitê de Auditoria para o exercício de 2012 e 4. Se assim deliberado, instalar o Conselho Fiscal, eleger seus membros efetivos e suplentes e fixar suas remunerações. Em Assembleia Geral Extraordinária: Tomar conhecimento e deliberar sobre a Proposta da Diretoria, com pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, para: 1. aumentar o capital social em R$ 24.000.000,00 (vinte e quatro milhões de reais), sem emissão de ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta "Reserva para Aumento de Capital", para eliminar seu excesso, e aprovar a correspondente reforma estatutária; 2. deliberar acerca da criação e inclusão, no Estatuto Social, do Comitê de Remuneração, nos termos da Resolução nº 3.921/10 do Banco Central do Brasil e 3. deliberar acerca da alteração na redação do Parágrafo Único do Artigo 18 do Estatuto Social, de forma a melhor definir o ato de “firmar compromisso” que requer a autorização do Conselho de Administração para sua prática pela Diretoria. B. Nos termos do Parágrafo Único do Artigo 9º do Estatuto Social, para participar da Assembleia Geral é necessário ser acionista no mínimo 08 (oito) dias antes da data da realização do respectivo conclave. Quando o acionista se fizer representar por mandatário, é indispensável o depósito do respectivo instrumento de procuração na sede social, mediante protocolo, até 05 (cinco) dias também antes do mesmo evento. O instrumento de procuração deve ter firma reconhecida e ser acompanhado de comprovação de poderes do respectivo outorgante. Além disso, lembramos que o Artigo 126 da Lei nº 6.404/76, e alterações posteriores, prevê que, para ser admitido, participar e deliberar nas Assembleias Gerais, pode ser solicitado ao acionista (ou seu procurador) que apresente documento de identidade e comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante. Os documentos pertinentes às Assembleias encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Sociedade. São Paulo, 26 de março de 2012.Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração.
Eike Batista: sem detalhes sobre destino do reforço financeiro feito pelos novos sócios. "Posso usar (o montante) como quiser." tista também pretende investir em uma fábrica de telas de LCD para tablets e televisões em Minas Gerais, em sociedade com a taiwanesa Foxconn. Depois da entrada do sócio árabe no capital da EBX, Batista não pretende levar as ações de sua holding à bolsa. "Não quero e não vou fazer", declarou, categórico. "Eu prefiro abrir o capital das empresas embaixo", explicou, mencionando a REX, a AUX e a SIX. O
grande envergadura. No portfólio delas estão a operação de poços de petróleo, a construção do Porto do Açu, no norte fluminense, e de um estaleiro no mesmo local. "No curto prazo as empresas do grupo não precisam de capital. Estão todas com bom posicionamento de caixa", diz Andreata, da Planner, ressaltando, porém, ver alguma necessidade de recursos na LLX e especialmente na OGX e na OSX.
O anúncio do negócio com a Mubadala influenciou o movimento das ações das empresas do grupo EBX no dia de ontem. A MMX (mineração) subiu 5,03% e foi a terceira maior alta do Ibovespa. LLX, MPX e OSX também tiveram altas. A OGX, no entanto, caiu 2,40%, a terceira maior queda do Ibovespa, ainda em reação ao balanço apresentado pela empresa na semana passada. (AE)
Capacidade do Porto duplicada
O
Porto de Santos deve dobrar a capacidade de operação até 2014, segundo o diretor de planejamento da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco. A previsão é que, com a construção de dois novos terminais, o porto passe a movimentar 8 milhões de teus em carga – cada teu equivale a um contêiner, com capacidade de transportar cerca de 10 toneladas. Os investimentos para a construção dos terminais, totalizando aproximadaItamar Miranda/AE
Consórcio Alfa de Administração S.A.
Sociedade Anônima de Capital Aberto CNPJ/MF nº 17.193.806/0001-46 e NIRE 35 3 0002366 8 Edital de Convocação A. Convidamos os senhores acionistas a se reunirem no dia 26 de abril de 2012, às 11:30 hs. (onze horas e trinta minutos), na sede social, na Alameda Santos, 466, 1º andar, Cerqueira César, nesta Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: 1. examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, o Relatório dos Auditores Independentes e o Parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar as distribuições de juros sobre o capital próprio relativas ao 1º e 2º semestres de 2011; 3. fixar a verba máxima destinada à remuneração dos membros da Diretoria e do Conselho de Administração para o exercício de 2012 e 4. se assim deliberado, instalar o Conselho Fiscal, eleger seus membros efetivos e suplentes e fixar suas remunerações. Em Assembleia Geral Extraordinária: Tomar conhecimento e deliberar sobre a Proposta da Diretoria, com pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, para aumentar o capital social em R$ 21.442.970,00 (vinte e um milhões, quatrocentos e quarenta e dois mil e novecentos e setenta reais), sem emissão de ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta “Reserva para Aumento de Capital”, para eliminar seu excesso, e aprovar a correspondente reforma estatutária. B. Nos termos do Parágrafo Único do Artigo 11º do Estatuto Social, para participar da Assembleia Geral é necessário ser acionista no mínimo 08 (oito) dias antes da data da realização do respectivo conclave. Quando o acionista se fizer representar por mandatário, é indispensável o depósito do respectivo instrumento de procuração na sede social, mediante protocolo, até 05 (cinco) dias também antes do mesmo evento. O instrumento de procuração deve ter firma reconhecida e ser acompanhado de comprovação de poderes do respectivo outorgante. Além disso, lembramos que o Artigo 126 da Lei nº 6.404/76, e alterações posteriores, prevê que, para ser admitido, participar e deliberar nas Assembleias Gerais, pode ser solicitado ao acionista (ou seu procurador) que apresente documento de identidade e comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante. Os documentos pertinentes às Assembleias encontramse à disposição dos acionistas na sede da Sociedade. São Paulo, 26 de março de 2012. Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração.
empresário, no entanto, pretende esperar o "tempo certo" para levar as companhias ao mercado, pois, de acordo com ele, no momento elas ainda tem capital suficiente. Embora Batista não dê muitas pistas sobre o destino dos US$ 2 bilhões, analistas acreditam que boa parte deve ir para novos projetos, porém uma fatia pode ser direcionada para OGX, OSX e LLX, companhias que têm projetos de
Porto poderá movimentar o equivalente a 8 milhões de teus em carga
mente R$ 3,5 bilhões, serão feitos pela Empresa Brasileira de Terminais Portuários S.A (Embraport) e pela Brasil Terminal Portuária. Com as obras, o porto passará a trabalhar com folga – a demanda prevista para 2014 é de 4,25 milhões de teus. "Em um ano e meio nós vamos mais que dobrar a nossa movimentação, esse é o nosso plano, o nosso projeto", ressaltou Barco. No ano passado, foram movimentados 2,9 milhões de teus no Porto de Santos. A construção permitirá, de
acordo com o diretor, a criação de até 1,5 mil empregos. Atualmente, em torno de 15 mil pessoas trabalham no porto. "Considerando os operadores portuários e os trabalhadores administrativos que operam nos mais variados terminais do porto", explicou Barco. Além dos novos terminais, Barco destacou que a obra de dragagem para aprofundamento do cais já está 95% finalizada. "É uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), está elevando o nível de atendimento e
colocando o Porto de Santos como um dos mais importantes do mundo", disse sobre a intervenção que vai aumentar a profundidade do canal de 12 metros para 15 metros. Ga rg alh os – Apesar das melhorias, o diretor ressaltou que ainda existe um gargalo para o transporte das mercadorias até o porto. Isso porque os veículos de carga têm que enfrentar o tráfego intenso nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital paulista com o litoral e, por isso, tem fluxo intenso nas épocas de temporada. "Em toda essa estrada o caminhão compete muito com o carro de passeio. Ainda mais em época de temporada, época de calor", assinalou o diretor. Para solucionar o problema, Renato Barco defende a ampliação da malha ferroviária para, inclusive, contornar a capital paulista, que restringe o tráfego de caminhões durante o dia. "Atualmente, por exemplo, as mercadorias que chegam do interior do estado de São Paulo ou de Mato Grosso param para atravessar São Paulo somente à noite." (Folhapress)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 27
HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. Sociedade Anônima de Capital Fechado CNPJ/MF nº 97.406.706/0001-90 Internet - http://www.hp.com.br Tel.: (11) 4197-8000 Fax: (11) 4197-8356 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições estatutárias e legislação em vigor, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e a Demonstração do Fluxo de Caixa relativos aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, juntamente com o Parecer dos Auditores Independentes. Carteira de Arrendamento e Mercado Arrendador O mercado arrendador brasileiro apresentou um volume em dezembro de 2011 de novos negócios de R$ 1.433 milhões contra R$ 1.747 milhões no mesmo periodo de 2010. O valor acumulado do ano foi de R$ 17.144 milhões registrando uma queda de 35,22% em comparação a 2010 que foi de R$ 26,468 milhões, segundo informações da ABEL – Associação Brasileira das Empresas de Leasing.
A Carteira de arrendamento financeiro da HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. alcançou o montante em 31 de dezembro de 2011 de R$ 1.080.992 mil (R$ 831.055 mil em 2010), composta por contratos vinculados à variação cambial, certificados de depósitos interfinanceiros e taxas prefixadas, com prazos entre 24 e 60 meses. Fontes de Recursos A HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. faz suas captações de recursos diretamente do exterior, tendo como política manter o casamento de prazos e indexadores entre as operações ativas e passivas se utilizando de instrumentos financeiros derivativos, quando necessário. A empresa está estruturada e capitalizada acreditando no crescimento da economia brasileira.
BALANÇOS PATRIMONIAIS 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais)
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO Semestre findo em 31 de dezembro de 2011 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais, exceto lucro por ação)
PASSIVO
ATIVO Circulante Disponibilidades Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Carteira própria Operações de arrendamento mercantil Arrendamentos a receber – setor privado Rendas a apropriar de arrendamentos a receber Outros créditos Diversos Outros valores e bens Bens não de uso próprio Realizável a longo prazo Operações de arrendamento mercantil Arrendamentos a receber – setor privado Rendas a apropriar de arrendamentos a receber Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa Outros créditos Diversos Permanente Imobilizado de arrendamento Bens arrendados Superveniência de depreciações Depreciações acumuladas Diferido Perdas em arrendamento a amortizar Amortizações acumuladas Total do ativo
2011 77.571 446
2010 82.953 3.401
6.668 6.668 61.031 506.311 (445.280) 8.446 8.446 980 980 13.962 (18.339) 703.320 (703.320)
5.062 5.062 62.480 419.842 (357.362) 10.528 10.528 1.482 1.482 15.385 (11.001) 501.699 (501.699)
(18.339) 32.301 32.301 1.078.084 1.074.795 1.784.552 274.992 (984.749) 3.289 5.484 (2.195) 1.169.617
(11.001) 26.386 26.386 809.122 808.903 1.460.298 237.729 (889.124) 219 999 (780) 907.460
Circulante Obrigações por empréstimos Empréstimos no País – outras instituições Empréstimos no exterior Outras obrigações Fiscais e previdenciárias Sociais e estatutárias Diversas
2011 197.011 153.716 9.004 144.712 43.295 8.167 951 34.177
2010 236.920 208.802 59.389 149.413 28.118 12.184 1.461 14.473
Exigível a longo prazo Obrigações por empréstimos Empréstimos no exterior Outras obrigações Fiscais e previdenciárias Diversas
529.777 454.834 454.834 74.943 68.748 6.195
244.904 180.838 180.838 64.066 59.432 4.634
Patrimônio líquido Capital social – de domiciliados no exterior Reservas de lucros
442.829 267.251 175.578
425.636 267.251 158.385
1.169.617
907.460
Total do passivo
Capital Social e Patrimônio Líquido O Capital Social, no montante de R$ 267.251 mil, composto de 264.508.606 ações ordinárias e 1.001 ações preferenciais, nominativas, sem valor nominal, está totalmente subscrito e integralizado, sendo seu acionista majoritário a HPFS Brazil Holding B.V. O Patrimônio Líquido em 31 de dezembro de 2011 foi de R$ 442.829 mil. (2010 – R$ 425.636 mil). Agradecimentos Agradecemos aos clientes pela preferência, aos senhores acionistas pela confiança e apoio e aos funcionários e colaboradores pela dedicação e comprometimento de nossos objetivos e pelos resultados alcançados no exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Barueri, 05 de fevereiro de 2012. A Administração
Receitas da intermediação financeira Operações de arrendamento mercantil Resultado com instrumentos financeiros derivativos Resultado de operações de títulos e valores mobiliários Despesas da intermediação financeira Operações de empréstimos e repasses Operações de arrendamento mercantil Provisão para créditos de liquidação duvidosa Resultado bruto da intermediação financeira Outras receitas (despesas) operacionais Outras despesas administrativas Despesas tributárias Outras receitas operacionais Outras despesas operacionais Resultado operacional Resultado não operacional Resultado antes da tributação sobre o lucro Imposto de renda e contribuição social Imposto de renda Contribuição social Ativo fiscal diferido Lucro líquido do semestre/exercício Lucro por ação – R$
2º Semestre 2011 253.910 253.273
2011 482.164 481.280
Exercícios 2010 437.255 436.804
–
–
32
637 (226.277) (37.297) (186.872) (2.108)
884 419 (435.353) (379.021) (58.213) (33.697) (366.241) (339.581) (10.899) (5.743)
27.633 (10.347) (8.707) (2.198) 611 (53) 17.286 56 17.342 (6.580) 345 (3.022) (3.903) 10.762 0,04
46.811 (19.026) (15.877) (4.273) 1.177 (53) 27.785 (168) 27.617 (10.934) (553) (6.358) (4.023) 16.683 0,06
58.234 (16.944) (13.403) (4.596) 1.080 (25) 41.290 424 41.714 (16.084) (3.602) (7.111) (5.371) 25.630 0,10
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO – Semestre findo em 31 de dezembro de 2011 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais)
Saldos em 31 de dezembro de 2009 Reclassificação para reservas de lucros Lucro líquido do exercício Destinações: – Reserva legal – Dividendos propostos Reversão dos dividendos de exercícios anteriores Constituição de reservas de lucros – outras Saldos em 31 de dezembro de 2010 Lucro líquido do exercício Destinações: – Reserva legal – Dividendos propostos Reversão dos dividendos de exercícios anteriores Constituição de reservas de lucros – outras Saldos em 31 de dezembro de 2011 Saldos em 30 de junho de 2011 Lucro líquido do semestre Destinações: – Reserva legal – Dividendos propostos Constituição de reservas de lucros – outras Saldos em 31 de dezembro de 2011
Capital social 267.251 – –
Reserva de capital 124.586 (124.586) –
Reservas de lucros Legal Outras 8.104 – – 124.586 – –
Lucros acumulados – – 25.630
Total 399.941 – 25.630
– – – – 267.251 –
– – – – – –
1.282 – – – 9.386 –
– – 1.526 22.887 148.999 –
(1.282) (1.461) – (22.887) – 16.683
– (1.461) 1.526 – 425.636 16.683
– – – – 267.251 267.251 –
– – – – – – –
834 – – – 10.220 9.682 –
– – – 16.359 165.358 155.747 –
(834) (951) 1.461 (16.359) – – 10.762
– (951) 1.461 – 442.829 432.680 10.762
– – – 267.251
– – – –
538 – – 10.220
– – 9.611 165.358
(538) (613) (9.611) –
– (613) – 442.829
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) 1. Contexto operacional O objetivo principal da Instituição é a prática de operações de arrendamento mercantil que são contratadas diretamente com os clientes corporativos da Hewlett Packard Brasil S.A., por meio do fornecimento de máquinas e equipamentos de informática e soluções tecnológicas e com clientes usuários de microcomputadores e periféricos por meio do canal de distribuição dos produtos HP. Os contratos de arrendamento mercantil são efetuados a taxas pré-fixadas ou pós-fixadas. As operações com taxas pré-fixadas ou indexadas a variação dos certificados de depósitos interfinanceiros (CDI) são efetuadas com recursos próprios e com recursos de empréstimos contraídos diretamente do exterior, e as operações vinculadas à variação cambial, exclusivamente com recursos de empréstimos contraídos diretamente no exterior. 2. Base de preparação e apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que incluem as diretrizes contábeis emanadas pela Lei 6.404/76, alterações introduzidas pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09 e em conformidade com as Normas do Banco Central do Brasil e estão sendo apresentadas de acordo com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. As estimativas contábeis são determinadas pela Administração, considerando fatores e premissas estabelecidas com base em julgamento. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem as provisões para ajuste dos ativos ao valor provável de realização ou recuperação, as provisões para perdas, as provisões para contingências, marcação a mercado de instrumentos financeiros, os impostos diferidos, entre outros. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores divergentes em razão de imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A administração revisa as estimativas e premissas pelo menos semestralmente. 3. Resumo das principais práticas contábeis a) Rendas de arrendamento mercantil e apuração do resultado As rendas de arrendamento são registradas quando dos vencimentos das parcelas contratuais, conforme determinado pela Portaria MF-140/84, não observando o regime de competência. As demais receitas e despesas são reconhecidas pelo regime de competência, sendo que as de natureza financeira são calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a operações com o exterior, as quais são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas, correspondentes ao período futuro, são registradas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. b) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Os títulos e valores mobiliários são classificados de acordo com a intenção da Administração, nas seguintes categorias: • títulos para negociação; • títulos disponíveis para venda; • títulos mantidos até o vencimento. Os títulos classificados como para negociação e os disponíveis para venda são avaliados, na data do balanço, pelo seu valor de mercado e os classificados como títulos mantidos até o vencimento são avaliados pelo seu custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. Os títulos para negociação estão classificados no ativo circulante, independente do prazo de vencimento. Os ajustes para o valor de mercado dos títulos classificados para negociação são reconhecidos no resultado do período. Os ajustes para o valor de mercado dos títulos classificados como disponíveis para venda são contabilizados em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários, sendo transferidos para o resultado do período quando da efetiva realização, através da venda definitiva dos respectivos títulos e valores mobiliários. Os instrumentos financeiros derivativos compostos pelas operações com opções, operações de futuro e operações de “swap” são contabilizados de acordo com os seguintes critérios: • Operações de swap – o diferencial a receber ou a pagar é contabilizado em conta de ativo ou passivo, respectivamente, apropriado como receita ou despesa “pro rata” até a data do balanço. • As operações com instrumentos financeiros derivativos não considerados como “hedge accounting” são avaliadas, na data do balanço, a valor de mercado, contabilizando a valorização ou a desvalorização em conta de receita ou despesa, no resultado do período. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08 inclui dinheiro em caixa, depósitos bancários, investimentos de curto prazo de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valor e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. d) Operações de arrendamento mercantil e provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa As operações de arrendamento mercantil são classificadas de acordo com o julgamento da administração quanto ao nível de risco, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação à operação, aos devedores e garantias, observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução n°º 2682, do Banco Central do Brasil, que requer a análise periódica da carteira e sua classificação em nove níveis distintos, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo). As rendas das operações vencidas há mais de 59 dias, independente de seu nível de risco, somente são reconhecidas como receita quando efetivamente recebidas. As operações classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por
seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas, por cinco anos, em contas de compensação, não mais figurando no balanço patrimonial. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações de operações de arrendamento mercantil que já haviam sido baixadas contra a provisão, e que estavam em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos como receita, quando efetivamente recebidos. e) Imobilizado de arrendamento Substancialmente representado por equipamentos de informática. A depreciação é calculada pelo método linear, contabilizada mensalmente, com base nos respectivos prazos usuais de vida útil, prazos estes considerados com redução de 30% conforme previsto pela legislação fiscal. f) Imposto e contribuição sobre a renda A provisão para imposto de renda foi constituída à alíquota de 15%, acrescida de adicional de 10% sobre o lucro real excedente a R$ 240 no ano, e a contribuição social foi calculada à alíquota de 15%, ambos calculados com base no lucro contábil ajustado pelas adições e exclusões de caráter permanente. O imposto de renda e a contribuição social diferidos, calculados sobre as adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros créditos – diversos”, e as obrigações fiscais diferidas são registradas na rubrica “Outras obrigações – fiscais e previdenciárias”, respectivamente no realizável e exigível a longo prazo. g) Ativos e passivos contingentes e obrigações legais, fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes, e obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios descritos abaixo: • Contingências ativas – não são reconhecidas nas demonstrações financeiras. Os direitos decorrentes são registrados somente quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização, sobre as quais não caibam mais recursos. • Contingências passivas – são reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da Administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis pelos assessores jurídicos são apenas divulgados em notas explicativas, enquanto aquelas classificadas como perda remota não requerem provisão e divulgação. • As questões relacionadas às obrigações legais, fiscais e previdenciárias, onde estão sendo contestadas, através de demandas judiciais, a legalidade e a constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, são tratadas como obrigações com efeito suspensivo. O montante discutido é quantificado, registrado e atualizado mensalmente. h) Redução do valor recuperável de ativos não financeiros – (impairment) É reconhecida uma perda por impairment se o valor de contabilização de um ativo ou de sua unidade geradora de caixa excede seu valor recuperável. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. Perdas por impairment são reconhecidas no resultado do período. A partir de 2008, os valores dos ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos, no mínimo, anualmente para determinar se há alguma indicação de perda por impairment. 4. Ajustes nas operações de arrendamento mercantil Os registros contábeis da Instituição são mantidos conforme exigências legais. Os procedimentos adotados e sumariados na nota explicativa nº 3, principalmente os itens “a)” e “e)”, diferem das práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira, principalmente por não adotarem o regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. No sentido de considerar esses efeitos, de acordo com a Circular nº 1.429 do Banco Central do Brasil, foi calculado o valor atual das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando um ajuste contábil no resultado e o conseqüente aumento ou redução no ativo permanente (superveniência ou insuficiência de depreciação). Este ajuste gerou um crédito (superveniência) no resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2011 de R$ 39.082 (R$ 26.684 de superveniência em 2010). Em decorrência do registro contábil desse ajuste, o lucro líquido e o patrimônio líquido estão apresentados de acordo com as práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira, porém as rubricas de ativo e resultado de arrendamento permanecem inadequadamente apresentadas. 5. Títulos e valores mobiliários Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a carteira de títulos e valores mobiliários estava classificada como para negociação, sendo composta por aplicações em cotas de fundos de investimento, administrados pelo Itaú Unibanco e HSBC Bank. As cotas de fundos de investimento são ajustadas a mercado pelo gestor do fundo de acordo com a composição da carteira. 6. Operações de arrendamento mercantil As operações de arrendamento mercantil são contratadas de acordo com a opção feita pelo arrendatário, com cláusulas de atualização pós-fixada ou com taxa de juros prefixada, tendo o arrendatário a opção contratual de compra do bem, renovação do arrendamento ou devolução ao final do contrato. A garantia dos arrendamentos a receber está suportada pelos próprios bens arrendados. O valor dos contratos de arrendamento mercantil financeiros é representado pelo seu respectivo valor presente, apurado com base na taxa interna de cada contrato. Esse valor, em atendimento às normas do Banco Central do Brasil, é apresentado em diversas rubricas patrimoniais, as quais são resumidas a seguir:
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de reais) 2º Semestre 2011
Exercícios 2011 2010
Fluxo de caixa proveniente das atividades operacionais Lucro líquido do semestre/exercícios 10.762 Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa líquido proveniente de (aplicado em): 165.620 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (511) Imposto de renda e contribuição social diferidos – Ativo e passivo 3.903 Provisão para perdas em bens não de uso próprio 156 Depreciações e amortizações 185.754 Provisão para perdas na venda de valor residual 1.300 Superveniência de depreciação (22.050) Prejuízo/Lucro na alienação de bens não de uso próprio (211) Lucro na alienação de imobilizado de uso e de arrendamento (2.721) Lucro líquido ajustado 176.382 Variação de ativos e obrigações (35.327) Redução (aumento) em operações de arrendamento mercantil (48.022) Redução (aumento) em outros créditos (3.764) Aumento em outros valores e bens 33 Redução em outras obrigações 16.426 Caixa líquido provenientes das atividades operacionais 141.055 Fluxo de caixa proveniente das atividades de investimento: Aquisição (alienação) de bens não de uso próprio 323 Alienação de imobilizado de uso e de arrendamento 15.283 Aquisição de imobilizado de uso e de arrendamento (360.164) Aplicação no diferido (5.499) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento (350.057) Fluxo de caixa proveniente das atividades de financiamento: Redução em obrigações por empréstimos 207.176 Instrumentos financeiros derivativos – Juros sobre capital próprio e dividendos pagos e/ou provisionado (614) Reversão de dividendos – Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento 206.562 Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa (2.440) Modificações em caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do semestre/exercícios 9.554 Caixa e equivalentes de caixa no fim do semestre/exercícios 7.114 Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa (2.440) Composição de caixa e equivalentes de caixa Disponibilidades Títulos e valores mobiliários Total
16.683
25.630
333.807 7.338
317.020 4.458
4.023 5.370 692 464 362.203 338.279 4.334 (413) (39.082) (26.684) (524) (906) (5.177) (3.548) 350.490 342.650 19.647 (16.428) 1.449 1.460 – 16.738 370.137
(9.861) 373 – (6.940) 326.222
334 (217) 20.414 25.889 (605.457) (355.379) (6.197) (1.019) (590.906) (330.726)
218.910 –
852 (13)
(951) 1.461
(1.461) 1.526
219.420 (1.349)
904 (3.600)
8.463
12.063
7.114
8.463
(1.349)
(3.600)
446 6.668 7.114
3.401 5.062 8.463
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Balanço Operações de arrendamentos a receber 1.209.631 Rendas a apropriar de arrendamento mercantil (1.148.600) Imobilizado de arrendamento 1.805.785 Depreciações acumuladas (984.750) Superveniência de depreciação 274.992 Provisão pra perdas de bens arrendados (21.232) Perdas em arrendamentos a amortizar 3.289 Credores por antecipação do valor residual (Nota 9b) (11.540) Valor presente 1.127.575
Arrendamento operacional 68.163 (67.467) 128.949 (61.830) – (21.232) –
(1.081.133) 1.676.836 (922.920) 274.992 – 3.289
– 46.583
(11.540) 1.080.992 2010 Arrendamento financeiro 877.774
Arrendamento operacional 43.767
Balanço Operações de arrendamentos a receber 921.541 Rendas a apropriar de arrendamento mercantil (859.061) Imobilizado de arrendamento 1.478.436 Depreciações acumuladas (889.124) Superveniência de depreciação 237.729 Provisão pra perdas de bens arrendados (18.138) Perdas em arrendamentos a amortizar 219 Credores por antecipação do valor residual (Nota 9b) (9.829) Valor presente 861.773 Abaixo se encontram apresentadas algumas informações sente dos contratos: a) Diversificação por vencimento
(43.339) 107.890 (59.462) – (18.138) –
(815.722) 1.370.546 (829.662) 237.729 – 219
– (9.829) 30.718 831.055 baseadas no valor pre-
2011
2010
1.446 1.446
813 813
116.721 293.722 449.194 219.909 1.079.546 1.080.992
93.945 236.217 361.327 138.753 830.242 831.055
R$
2011 % sobre Total
R$
2010 % sobre Total
46.511
4,3
–
–
155 133.513 47.774 564.511 288.528 1.080.992
– 12,4 4,4 52,2 26,7 100,0
278 82.155 37.159 460.180 251.283 831.055
0,1 9,9 4,5 55,3 30,2 100,0
Vencidos A partir de 15 dias A vencer Até 3 meses De 3 a 12 meses De 1 a 3 anos De 3 a 5 anos Total b) Diversificação por segmento de mercado
Setor Publico Federal Industria Setor privado Rural Indústria Comércio Instituição financeira Outros serviços Total
2011 Arrendamento financeiro 1.141.468
continua na próxima página . . .
DIÁRIO DO COMÉRCIO
28 -.ECONOMIA/LEGAIS
terça-feira, 27 de março de 2012
HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. Sociedade Anônima de Capital Fechado CNPJ/MF nº 97.406.706/0001-90 Internet - http://www.hp.com.br Tel.: (11) 4197-8000 Fax: (11) 4197-8356 … continuação das Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de 2010 e 2009 ((Em milhares de reais) 7. Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa apresentou as seguintes movimentações e respectivos eventos: 2º Semestre Exercícios 2011 2011 2010 Saldo inicial 18.850 11.001 6.543 Complemento (reversão) da provisão 2.108 10.899 5.743 Baixas contra a provisão (2.619) (3.561) (1.285) Saldo final 18.339 18.339 11.001 Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, com base no valor presente dos contratos, os níveis de risco da carteira estavam assim compostos: 2011 2010 Nível de Curso Ven- Total da Percentual Total da risco normal cidas Carteira de Provisão Provisão Carteira Provisão AA 689.664 1.330 690.994 – – 564.447 – A 206.162 635 206.797 0,5% 1.034 128.451 642 B 111.253 385 111.638 1,0% 1.116 84.035 840 C 35.694 319 36.013 3,0% 1.080 30.935 928 D 12.387 57 12.444 10,0% 1.244 8.516 852 E 6.796 72 6.868 30,0% 2.061 7.410 2.223 F 3.457 102 3.559 50,0% 1.779 2.987 1.494 G 8.747 101 8.848 70,0% 6.194 840 588 H 3.458 373 3.831 100,0% 3.831 3.434 3.434 Total 1.077.618 3.374 1.080.992 18.339 831.055 11.001 8. Outros créditos – Diversos 2011 2010 Créditos tributários (Nota 8.a) 31.605 26.312 Imposto de renda a compensar 8.013 9.583 Devedores diversos – País 473 983 Outros devedores 656 36 36.914 Total 40.747 Parcela de curto prazo 8.446 10.528 Parcela de longo prazo 32.301 26.386 a) Créditos tributários No exercício findo em 31 de dezembro de 2011, os créditos tributários apresentaram a seguinte movimentação: Saldo ConstiReali Saldo inicial tuição zação final Créditos tributários de IRPJ Crédito tributário sobre prejuízo fiscal 7.478 – (247) 7.231 Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional (a) 4.535 1.034 (261) 5.308 Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa (a) 6.768 3.614 (1.098) 9.284 Passivos contingentes 7 – – 7 Imposto de renda sobre BNDU 461 173 – 634 Subtotal 19.249 4.821 (1.606) 22.464 Créditos tributários de contribuição social Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional (a) 2.721 621 (157) 3.185 Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa (a) 4.061 2.169 (659) 5.571 Passivos contingentes 4 – – 4 Contribuição social sobre BNDU 277 104 – 381 Subtotal 7.063 2.894 (816) 9.141 Total 26.312 7.715 (2.422) 31.605 O Crédito tributário de imposto de renda e contribuição Social sobre a provisão para créditos e liquidação duvidosa sobre os contratos de arrendamento financeiro é composto basicamente pela provisão existente de R$ 18.339, acrescida dos créditos baixados para prejuízo que ainda não atendem aos critérios de dedutibilidade estabelecidos pela Lei 9.430. Com base no atual nível de capitalização e operações da Instituição, e considerando as expectativas de resultados futuros determinados com base em premissas que incorporam, entre outros fatores, a manutenção do nível de operações, o atual cenário econômico, e as expectativas futuras de taxas de juros, a Administração acredita que os créditos tributários, registrados em 31 de dezembro de 2011, tinham a sua realização futura da seguinte forma: Expectativa de realização 2012 2013 2014 2015 2016 Créditos tributários de imposto de renda Prejuízo fiscal 575 604 634 666 699 Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional 422 443 465 488 512 Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa 738 775 814 853 897 BNDU 50 53 55 58 61 Passivos contingentes 1 1 1 1 1 1.786 1.876 1.969 2.066 2.170 1.182 Valor presente 1.581 1.471 1.367 1.271 Créditos tributários de contribuição social Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional 253 266 279 293 308 Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa 443 465 488 513 538 BNDU 30 32 33 35 37 Passivos contingentes 1 1 1 1 – 727 764 801 842 883 599 556 518 481 Valor Presente 644
2017
2018
2019
2020
2021
Total 2011
Créditos tributários de imposto de renda Prejuízo fiscal Provisão para perdas bens de arrendamento operacional Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa BNDU Passivos contingentes Valor presente
733
771
809
849
891
7.231
539
566
594
624
655
5.308
942 65 1 2.280 1.099
989 69 1 2.396 1.023
1.039 71 – 2.513 951
1.091 74 – 2.638 883
1.146 78 – 2.770 822
9.284 634 7 22.464 11.650
323
339
356
374
394
3.185
Créditos tributários de contribuição social Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa BNDU Passivos contingentes
565 39 – 927 447
Valor Presente
594 41 – 974 416
623 43 – 1.022 387
655 45 – 1.074 360
687 46 – 1.127 334
5.571 381 4 9.141 4.742
Para fins de determinação do valor presente da realização futura estimada de créditos tributários em cada ano, foi adotada a taxa média de 12,725% ao ano, referente ao custo médio de captação da Instituição. 9. Outras obrigações a) Fiscais e previdenciárias 2011 2010 Provisão para imposto de renda 1.204 4.253 Provisão para contribuição social 6.671 7.423 Imposto de renda retido na fonte a recolher 27 23 Pis e Cofins 130 361 Imposto sobre serviços a recolher 135 124 Provisão para imposto de renda diferido (Nota 9.a1) 68.748 59.432 71.616 Total 76.915 Parcela de curto prazo 8.167 12.184 Parcela de longo prazo 68.748 59.432 a.1) Provisão para imposto de renda diferido No exercício findo em 31 de dezembro de 2011, a provisão para imposto de renda diferido apresentou a seguinte movimentação: Saldo Constituição Saldo inicial (reversão) final Imposto de renda diferido sobre superveniência de depreciação 59.432 9.316 68.748 9.316 68.748 Total 59.432 As obrigações fiscais diferidas terão sua realização com base na fluência dos prazos da carteira de arrendamento mercantil. Com base no atual nível de capitalização e operações da Instituição, e considerando as expectativas de resultados futuros determinados com base em premissas que incorporam, entre outros fatores, a manutenção do nível de operações, o atual cenário econômico, e as expectativas futuras de taxas de juros, a Administração acredita que as obrigações fiscais diferidas, registradas em 31 de dezembro de 2011, tenham a sua realização futura da seguinte forma: Expectativa de realização 2012
2013
2014
2015
2016
5.467 5.467 4.840
5.740 5.740 4.501
6.026 6.026 4.185
6.327 6.327 3.891
6.643 6.643 3.617
2017
2018
2019
2020
2021
Total
6.975 6.975 3.364
7.324 7.324 3.128
7.691 7.691 2.909
8.075 8.075 2.704
8.480 8.480 2.515
68.748 68.748 35.654
Imposto de renda e contribuição social diferidos Superveniência de depreciação Valor presente Imposto de renda e contrib. social diferidos Superveniência de depreciação Valor presente
Para fins de determinação do valor presente da realização futura estimada do imposto de renda diferido em cada ano, foi adotada a taxa média de 12,725% ao ano, referente ao custo médio de captação da Instituição. b) Outras Obrigações – Diversas 2011 11.540 25.691 2.916 28 197 40.372 34.177 6.195
Credores por antecipação de valor residual Obrigações por aquisição de bens e direitos Provisão para pagamento a efetuar Provisões para continências (Nota 11) Outros credores Total Parcela de curto prazo Parcela de longo prazo
2010 9.829 5.333 3.586 28 331 19.107 14.473 4.634
10. Obrigações por empréstimos Empréstimos no País - Outras Instituições HSBC Subtotal Empréstimos no Exterior HP Coordination Center HP Coordination Center Hewlett-Packard Financial Services Company Hewlett-Packard Financial Services Company Subtotal Total Parcela de curto prazo Parcela de longo prazo
Juros
Indexador
Vencimento
2011
2010
0,91 % a.a.
CDI
Até janeiro 2012
9.004 9.004
59.389 59.389
4,92 % a.a. 18,8355% a.a. 101,5% do CDI a.a. 4,30% a.a.
US$ Pré-Fixado CDI US$
Até dezembro 2013 Até dezembro 2014 Até dezembro 2016 Até dezembro 2014
24.261 182.600 366.195 26.490 599.546 608.550 153.716 454.834
7.805 47.185 243.888 31.373 330.251 389.640 208.802 180.838
11. Contingências As provisões constituídas e as respectivas movimentações no período foram as seguintes: Saldo inicial Movimentação Saldo final Outras 28 – 28 – 28 28 Representam o valor provável das obrigações a serem cumpridas, segundo avaliação dos advogados, decorrentes dos processos movidos contra a instituição. Em 31 de dezembro de 2011 a Instituição possuía passivos contingentes classificados como perda possível no total de R$ 487 oriundos de causas cíveis. 12. Patrimônio líquido a) Capital social Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 o capital social totalmente subscrito e integralizado, estava representado por 264.509.607 ações, sendo 264.508.606 ações ordinárias e 1.001 ações preferenciais, nominativas, sem valor nominal. b) Dividendos Aos acionistas é assegurado dividendo mínimo obrigatório de 6% do lucro líquido anual ajustado de acordo com a lei. 2º Semestre Exercício 2011 2011 2010 Lucro líquido do período 10.762 16.683 25.630 Constituição de Reserva Legal (5%) 538 834 1.282 Base para calculo dos dividendos 10.224 15.849 24.348 Constituição de Dividendos (6%) 613 951 1.461 Conforme AGE realizada em 20 de abril de 2011, os acionistas decidiram pela não distribuição dos dividendos referente ao exercício de 2010, sendo o saldo transferido para Reservas de Lucros – Outras para posterior alocação em novas operações de arrendamento mercantil.
13. Outras despesas administrativas Rateio de despesas administrativas (Nota 15) Serviços prestados por terceiros Processamento de dados Publicações Aluguéis Despesas do sistema financeiro Outras
2011 12.665 1.850 879 198 13 45 227 15.877
2010 10.813 1.577 705 198 13 46 51 13.403
2011
Exercícios 2010
811 366 1.177
475 605 1.080
48 5 53
3 22 25
14. Outras receitas (despesas) operacionais
Outras receitas operacionais Multas e juros de mora sobre recebimentos em atraso Outras Outras despesas operacionais Multas e juros sobre impostos Diversos
15. Transações com partes relacionadas As transações com partes relacionadas foram efetuadas em condições normais de mercado, no que se refere a prazos de vencimento e taxas de remuneração pactuadas.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Irving Harold Rothman Presidente
Richard Kenneth Olson Membro
DIRETORIA José Antonio Borges Diretor
George Daniel McCarthy Membro
CONTADOR Ismael Paes Gervásio Diretor
Ismael Paes Gervásio CRC 1SP130.437/O-0
Exercícios 2010
Passivo Sociais e estatutárias 951 1.461 Obrigações por empréstimos Hewlett-Packard Financial Services Company 392.685 275.261 HP Coordination Center 206.861 54.990 Outras obrigações – Valores a pagar ligadas 1.619 2.257 Resultado Despesas com operações de empréstimos (*) HP Coordination Center (*) (19.127) (2.118) Hewlett-Packard Financial Services Company (*) (32.343) (24.997) Despesas administrativas Rateio de despesas 12.664 10.813 (*) Inclui o resultado da variação cambial do período sobre as operações de empréstimos em moeda estrangeira. 16. Imposto de renda e contribuição social a) Demonstrativo do imposto de renda e contribuição social 2011 2010 Constituição (realização) do crédito tributário diferido sobre provisão para perdas com bens de arrendamento operacional (Nota 8.a) 1.237 218 Constituição do crédito tributário diferido sobre Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa (Nota 8.a) 4.026 2.286 Constituição do crédito tributário diferido sobre BNDU (Nota 8.a) 277 186 (Realização) do crédito tributário diferido sobre prejuízo fiscal (Nota 8.a) (247) (1.555) (Constituição)/Realização do imposto diferidos passivos sobre ajustes a valor de mercado de “swap” (Nota 9.a1) – 1 (Constituição) do imposto de renda diferido passivo sobre superveniência de depreciação (Nota 9.a1) (9.316) (6.406) (Realização) de crédito tributário diferido sobre passivos contingentes – (101) Total ativo fiscal diferido (4.023) (5.371) Apuração do imposto de renda – corrente – (Nota 16.b) (553) (3.602) Apuração da contribuição social – corrente – (Nota 16.b) (6.358) (7.111) (10.934) (16.084) b) Demonstrativo da base de cálculo do IRPJ e contribuição social 2011 2010 Imp. de Contrib. Imp. de Contrib. renda social renda social Resultado antes da tributação sobre o lucro 27.617 27.617 41.714 41.714 Adições (Exclusões) Permanentes 83 83 29 29 Despesas/provisões dedutíveis e outras 83 83 29 29 Temporárias (24.398) 14.684 (21.021) 5.663 Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Arrendamento financeiro 10.899 10.899 2.107 2.107 Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Arrendamento operacional 3.094 3.094 3.317 3.317 Superveniência de depreciação (39.082) – (26.684) – Provisão p/ perdas em BNDU 691 691 464 464 Ajustes a valor de mercado – Circular 3082 – – 4 4 Outras adições/exclusões – – (229) (229) Base de cálculo antes da compensação do prejuízo fiscal 3.302 42.384 20.722 47.406 Compensação de prej. fiscal (991) – (6.217) – Base de calculo após compensações 2.311 42.384 14.505 47.406 Encargos às alíquotas de 25% IRPJ e 15% contribuição social – (Nota 3 item “f”) (553) (6.358) (3.602) (7.111) 17. Instrumentos financeiros derivativos A Instituição realiza operações envolvendo instrumentos derivativos, os quais são registrados e atualizados em contas patrimoniais ou de compensação, que se destinam a atender às suas necessidades próprias, visando à redução dos riscos de mercado, de moeda e de taxas de juros. A administração desses riscos é efetuada por meio de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e diversas técnicas de acompanhamento das posições. Esses instrumentos financeiros representam compromissos futuros para trocar moedas ou indexadores, nos termos e datas especificados nos contratos, ou, ainda, compromissos para trocar pagamentos futuros de juros, tendo como finalidade reduzir a exposição a riscos nos respectivos mercados. Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 não havia operações com instrumentos financeiros derivativos. Os valores de mercado dos diferenciais a receber/a pagar de “swap”, representam o fluxo de caixa trazido a valor presente pelas taxas divulgadas pela ANBIMA ou pela BM&F. Os contratos de derivativos envolvendo operações de “swaps” encontram-se registrados na Câmara de Custódia e Liquidação (CETIP), envolvendo taxas prefixadas, mercado interfinanceiro, variação cambial. 18. Cobertura de seguros (Não auditado) O seguro dos bens arrendados está incluso no custo do imobilizado de arrendamento, com cláusula de benefício em favor da arrendadora. 19. Limites operacionais (Acordo de Basiléia) De acordo com a Resolução nº 2.844/1998 do Banco Central do Brasil o limite individual de risco por cliente ou grupo econômico é de 25% do Patrimônio Líquido Ajustado. A HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. realizou operações com um mesmo cliente cujo montante da dívida ultrapassou o limite permitido. No sentido de regularizar a situação, a Instituição vinculou parte dos empréstimos que mantém junto à sua matriz no exterior, equivalente ao valor do excesso de limite apresentado, conforme previsto na Resolução 2.921/04 do Banco Central do Brasil, mantendo, dessa forma, seu enquadramento de acordo com os limites operacionais estabelecidos pelo Banco Central do Brasil. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Instituição está enquadrada nos demais limites de risco estabelecidos pelo Banco Central do Brasil. O Banco Central do Brasil, através da Resolução nº 3.490 de 29 de agosto de 2007 instituiu nova forma de apuração do Patrimônio de Referência Exigido – PRE, com efeito a partir de 1º de julho de 2008. O índice da Basiléia para 31 de dezembro de 2011 é de 44,59266% (57,88272% em 2010). 2011 2010 Risco de Crédito 92.538 69.740 Taxa de Juros – – Risco Operacional 8.090 6.105 Patrimônio de Referência Exigido 100.628 75.845 Patrimônio de Referência – PR 407.934 399.104 Excesso de patrimônio em relação ao limite 306.392 322.033 20. Gerenciamento de Riscos a.1) Risco de mercado A HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. participa de operações com o objetivo de atender às necessidades próprias, no sentido de administrar exposições. O gerenciamento e o acompanhamento desses riscos são efetuados pela área financeira da Companhia através de políticas e estratégias de operação para posições assumidas, consoante as diretrizes estabelecidas pela administração. a.2) Risco de liquidez A gestão de risco de liquidez tem como objetivo estabelecer níveis eficientes de recursos líquidos mantidos pelo grupo com o objetivo de atender suas obrigações com clientes, parceiros e fornecedores além de permitir que a instituição continue expandindo suas atividades com a estratégia da administração. a.3) Risco de crédito A gestão de risco de crédito busca oferecer subsídios a definição de estratégias, além do estabelecimento de limites, abrangendo análises de exposições e tendências, bem como eficácia da política de crédito. a.4) Risco Operacional O Conselho Monetário Nacional, através da Resolução nº 3.380 de 29/06/2006 determinou a implementação de estrutura de gerenciamento do risco operacional compatível com a natureza e complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas da instituição. Define-se como risco operacional a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos internos. A HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. implementou a estrutura de risco operacional, a qual está subordinada à diretoria da empresa e tem como objetivo avaliar, monitorar, controlar e mitigar os riscos, bem como identificá-los e acompanhá-los tomando as devidas providências para que sejam eliminados ou monitorados pelos gestores de risco operacional.
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Ilmos. Srs. Diretores e Acionistas da HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A.(“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações Financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos Auditores Independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o
objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalva A Companhia registra as suas operações e elabora as suas demonstrações financeiras com observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento
mercantil como provisão para superveniência de depreciação, classificada no ativo permanente (Nota 4). Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a disposição da Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante, realizável a longo prazo e rendas de arrendamento, mas resultam na adequada apresentação do resultado e do patrimônio líquido de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação referida no parágrafo anterior, as demonstrações financeiras acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 16 de março de 2012.
ERNST & YOUNG Auditores Independentes S.S. CRC 2SP 015.199/O-6
Eduardo Braga Perdigão Contador CRC1CE013.803/O-8“S”-SP
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 27 de março de 2012
29
Já é possível realizar qualquer transação comercial por meio do Facebook Fernando Taralli, presidente da agência digital VML
nformática
Redes que valem ouro As empresas não podem mais descartar os sites de relacionamento para ações de marketing, busca de novos consumidores e fidelização às marcas
SMARTPHONES
Lumia chega para concorrer com iPhone
D
esde a semana passada, os consumidores brasileiros podem encontrar os smartphones Nokia Lumia 800 e 710 nas lojas. Lançado no ano passado em vários países, eles trazem o sistema operacional Windows Phone 7.5 e tela de 3.7 polegadas. Chegam para concorrer com o iPhone e os smartphones Android – como o Samsung Galaxy. A interface do sistema operacional simplifica o uso da tecnologia cujo conceito de tiles (blocos) dinâmicos traz atualizações e notificações de forma instantânea na tela inicial. Não há necessidade de usar um aplicativo para cada função. Na plataforma móvel da MS, o usuário terá o Xbox Live, o Office,e o Internet Explorer 9. Os preços variam conforme a operadora, mas debloqueados custam R$ 999 (710) e R$ 1.699 (800).
BARBARA OLIVEIRA
C
omo o Brasil é um dos líderes em uso de sites de relacionamento – só superado pela China e pelos Estados Unidos – e deve atingir a marca de 76 milhões de pessoas em 2012, segundo a agência de inteligência digital eMarketer, as empresas estão fazendo de tudo para participar desses serviços, mas precisam ser criativas para se destacar nesses disputadíssimos espaços virtuais. Afinal, as pessoas passam mais tempo em seus aplicativos e redes sociais hoje do que procurando algum site na web. É um fenômeno sem prazo de validade, e neste momento as empresas preferem acreditar nele usando os sites de relacionamento para marketing, sair atrás de clientes, fidelizar consumidores e incrementar vendas. Há algum tempo elas se preparam para essa revolução. Muitos resultados vêm com a recomendação (a tal reputação) feita pelos usuários. Institutos de pesquisa têm avaliado a importância dessas recomendações de contatos e amigos e como eles influenciam outras pessoas na hora da compra. Um estudo global e recente da Nielsen mediu essa percepção na tomada de decisões e concluiu que a recomendação de amigos ganha disparado (90%) de outras fontes de promoção, como sites das marcas, notícias em veículos tradicionais, publicidade. "Rede social também serve para gerar negócios e já é possível realizar qualquer transação comercial por meio do Facebook", diz Fernando Taralli, presidente da VML, agência digital associada ao grupo Newcomm de Roberto Justus e com um portfólio de grandes clientes no Brasil e exterior. São vários os casos de empresas de varejo que estão usando o FB para promoções. Mas Guilherme Rios, diretor da Social Agency, enfatiza que elas precisam saber gerenciar esse engajamento das pessoas não apenas na quantidade do botão Curtir, dos comentários e dos compartilhamentos acumulados. É preciso engajá-las e avaliar como elas reagem à marca e como se motivam. Avião estampado – A KLM (agora denominada Air France KLM por causa da fusão) foi a primeira companhia aérea, há três anos, a trabalhar ativamente nas redes sociais e aproveitar esse engajamento dos clientes para fidelizá-los, conta a diretora de Marketing e Qualidade no Brasil, Silvia Levy. Em 2010, foi preciso administrar a crise nos atrasos de voos provocados pela fumaça do vulcão na Islândia. Houve um volume muito grande de acessos ao call center da companhia e o site caiu. A empresa agiu rápido colocando 50 funcionários numa sala – que conheciam o sistema de reservas e emissão de bilhetes – para trabalharem via Facebook e Twitter na venda e reemissão das passagens. Eles também informaram os passageiros sobre os novos horários de voos. "Humanizamos o atendimento usando as redes sociais", afirma Levy. No ano passado, o aeroporto de Guarulhos (SP) recebeu um avião da KLM estampado com as imagens de seus fãs no Facebook que participaram da campanha Tile & Inspire. A ação visava desafiar usuários a inserirem suas imagens e uma mensagem dentro de um azulejo azul de Delft (cidade da Holanda). Houve 120 mil participantes (15 mil
n
ACESSÓRIOS
Capas pop para iPads e iPhones
C passageiros do Brasil), e o avião foi revestido com 4 mil imagens, das quais 181 eram de fãs brasileiros. Foram várias campanhas desde então, a mais recente começou em fevereiro e permite aos usuários um passo além, a realização de negócios entre si. É a Meat & Seat (Encontre e Sente) pela qual os passageiros voando do Rio ou São Paulo para Amsterdã (ou de NY para Amsterdã) conectam suas reservas de viagem ao perfil no FB ou LinkedIn e identificam quem estará presente no voo – se são pessoas que vão a um mesmo evento, conhecidos ou gente com as mesmas afinidades profissionais. "Isso possibilita selecionar assentos próximos, agendar reuniões no voo (se for o caso), fazer network e até ter uma viagem mais
120 mil participantes (15 mil do Brasil) participaram de ação no Facebook, que estampou um avião da KLM com 4 mil imagens de fãs
agradável ao lado de conhecidos", afirma a diretora da KLM. Só de São Paulo 100 pessoas permitiram que seus perfis ficassem disponíveis na hora do check in online e puderam escolher quem sentaria ao lado. "A marca ficou mais conhecida no Brasil e no mundo, hoje temos 1,2 milhão de fãs no FB e no final do ano passado abrimos um voo direto do Rio de Janeiro para Amsterdã (antes eles saiam só de São Paulo)". O Ponto Frio oferece descontos diários e cupons para o consumidor participar das ofertas dentro do Facebook e terem espaço para fazer comentários e compartilhar conteúdos que eles julguem relevantes sobre os produtos. "O casamento entre o social e o e-commerce é inevitável", aposta Taralli, da VLM. Um bom exemplo do e-commerce casando com a rede social é o da Levi´s, lembra Gabriel Borges, da LikeStore. A marca criou um botão de Curtir para cada um de seus produtos expostos na loja eletrônica. Assim, cada clique nesse botão fica registrado na loja online e o remete para a rede social. Quando o consumidor navega à procura de alguma roupa no ambiente virtual, visualiza os amigos que curtiram não só a marca mas
também as peças de roupa que ele está escolhendo. "Isso cria uma espécie de Friends Store, onde o que importa não é o maior número de Likes e sim quais os amigos que gostaram daquela roupa, podendo orientar a compra a alguém indeciso", diz Borges. Tanto a Diesel, marca de jeans, como a loja de artigos de surfe Billabong, na filial de Alphaville, fazem experiências de interatividade de suas lojas físicas com o virtual. Criaram provadores inteligentes com espelhos interativos que permitem ao cliente tirar uma foto do que está vestindo (uma roupa, óculos, relógio), escrever no vidro e enviar a imagem para a sua rede social pedindo opiniões a seus amigos. A Starbucks criou um cartão pré-pago para ser usado em qualquer loja dos Estados Unidos. Os donos do cartão utilizam seus créditos para consumir seus produtos e oferecer um café a um amigo pela rede social. O amigo recebe a notificação (no site) de que ganhou um café, vai à loja e debita do saldo do cartão do seu contato no FB. Mas, para isso, terá de fazer um cartão próprio para futuras ofertas a outros amigos. Desse modo, a Starbucks amplia sua clientela e fideliza o cliente. Embora o objetivo dessas empresas seja marcar posição junto aos e-consumidores elas querem também influenciar novas compras e lucrar com isso. Mas como medir o retorno do investimento feito nessas plataformas sociais? Esse foi um dos temas do Web Expo Forum, realizado em São Paulo neste mês. Como não existem ainda fórmulas para medir essas ações no meio digital, ou o valor de um fã no Facebook ou de um seguidor no Twitter as empresas seguem tateando caminhos e definindo critérios e metas para chegar a algum resultado palpável. A gerente de mídia digital da Heineken Brasil, Chiara Martini, enfatiza que o meio digital não pode ser tratado com métricas tradicionais e quantitativas, e deve-se observar como os fãs são motivados a espalhar o que estão vendo (o tal engajamento). "O site é o hub de todas as ações desenvolvidas e o Facebook é a principal plataforma de relacionamento", diz Martini. Uma das ações recentes da cervejaria ocorreu em dezembro passado, com a criação de um aplicativo para brindar a marca. O usuário fazia o primeiro brinde e convidava os amigos a fazerem o mesmo. Quando os contatos respondiam, o primeiro consumidor acumulava pontos. A partir daí, o gesto se espalhava para outras pessoas (amigos dos amigos). Eram sorteados os que somavam mais pontos. Em 20 dias da promoção, foram gerados mais de 230 mil brindes com uma base de 135 mil fãs engajados.
om a variedade de tablets no mercado, aumentam também as opções de acessórios para eles. Os cases da iSkin Aura Happy Friends, para iPads e iPhones, foram criados pelo designer pop Cako Martin. O tecido garante proteção ao aparelho e as capas vêm com abertura para câmera, altofalantes, volume e botão de energia, além de bolsos internos para guardar cartões. Trazem um protetor de tela com plástico ultrafino que não impede a sensibilidade do toque e protege os botões de volume e controles externos. Preço da capa para iPad R$ 249. Para o iPhone, R$ 139.
TABLETS
Xoom 2 reproduz vídeos HD
O
Motorola Xoom 2, a segunda versão do tablet da Motorola, chegou ao varejo na semana passada. Com 3G e rodando Android 3.2 (honeycomb), processador dual core, ele traz display resistente a riscos de 10,1 polegadas HD, além de acabamento para suportar pingos de água. O aplicativo MotoCast permite streaming de vídeos, músicas e downloads de documentos diretamente do PC ou Mac, sem nenhuma ferramenta de mídia, aplicativos ou cabos. O equipamento é 100 gramas mais leve que o anterior e grava e reproduz vídeos em HD. Por R$ 1.899. APLICATIVOS
Para motoristas iniciantes
D
epois da versão online e do aplicativo para iPhone, a Ford está lançando o "Guia Meu Primeiro Carro" para Android, disponível para download no site do Google Play (antigo Android Market). O guia online para smartphones traz informações para os motoristas iniciantes e que estão adquirindo o primeiro carro. São dicas sobre seguro obrigatório (DPVAT), primeiro licenciamento, IPVA, manutenção e segurança no trânsito e as principais leis do Código de Trânsito Brasileiro. Essas dúvidas foram identificadas por meio de uma pesquisa realizada com consumidores de todo o País pela internet. Quando fizer o download, o motorista terá um serviço de lembretes para compromissos como a revisão do veículo, licenciamento e inspeção veicular, com localizador de distribuidores da Ford.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
30
terça-feira, 27 de março de 2012
Com um clique, o proprietário pode bloquear e expulsar a pessoa de sua rede Taciano Pugliese, gerente de produtos da D-Link nformática
Nuvem particular no smartphone
Um diferencial das câmeras IP é o envio de e-mails de notificação, de forma programada.
BARBARA OLIVEIRA
A
D-Link, empresa de redes, segurança e armazenamento de dados, está lançando uma linha de produtos que agregam serviço de nuvem para os usuários desses equipamentos. Ou seja, câmeras, HDs (storage) e roteadores permitem acesso aos conteúdos domésticos remotamente pelo portal My D-Link a partir de seus dispositivos móveis, como tablets e smartphones (iPhones e Androids). Assim, fotos, vídeos, músicas, documentos armazenados em casa do usuário são gerenciados por eles com um clique dos dedos na tela do celular. Taciano Pugliese, gerente de produtos da D-Link, lembra que a empresa acompanha uma nova necessidade dos consumidores – sejam eles domésticos ou de pequenos escritórios – que precisam acessar algum conteúdo que está armazenado em equipamentos dentro de casa ou da empresa, de forma remota. Mas nem sempre isso é uma tarefa fácil, pois geralmente requerem uma configuração complicada. "Com a nova solução, o aplicativo My D-Link e a plataforma online, isso ficou bem mais simples", diz Pugliese, pois os conteúdos são acessados pelos aparelhos móveis sem a necessidade de uma configuração hostil. Por exemplo, se o usuário quiser visualizar as imagens armazenadas no storage (que
Conteúdos do storage e do roteador podem ser acessados por um aparelho móvel.
contém dois HDs para o caso de um falhar), poderá acessar esses conteúdos também através do aparelho móvel, não só do computador. Desde que o dispositivo tenha o aplicativo My D-Link (que pode ser baixado nas lojas da App Store ou do Google Play), uma conexão 3G ou Wi-Fi. Se a necessidade for pelo acesso de imagens em tempo real geradas pelas câmeras IPs instaladas na casa, basta instalar o CD (ou software dela) no computador doméstico, com a ajuda de um assistente de configuração de poucos passos, criando um login e senha no portal. Esses vídeos serão visualizados pelo aparelho móvel. As câmeras IP vêm em quatro modelos, uma delas já está disponível no mercado (DCS-930L por R$ 219,00). Elas têm design compacto e clean para não interferir na decoração, menu em português e ajudam o proprietário a ver como está o movimento na casa, se algum idoso ou crianças precisam ser vigiadas quando estão sozinhas, ou se o gato está comendo di-
Fotos: Divulgação
A D-Link está lançando uma linha de equipamentos que se integram ao portal na web via aplicativos para Apple e Android e permitem acessar arquivos em cloud computing
reito. Um diferencial interessante da tecnologia das câmeras é o envio de e-mails de notificação, de forma programada, para o proprietário. A D-Link está lançando também uma série de roteadores, previstos para chegarem no final do semestre. Eles permitirão ao usuário ver pelo smartphone ou tablet quem está usando a rede doméstica – os filhos, a mulher, ou se existe algum intruso na conexão wireless da família. "Com um clique, o proprietário pode bloquear e expulsar essa pessoa de sua rede", explica Pugliese. A família de Storage terá
dois equipamentos com o formato de uma caixa onde são inseridos dois discos rígidos (adquiridos a critério do consumidor, conforme o volume de dados que queira armazenar e a marca preferida). Eles permitem gravar e guardar arquivos, fotos, documentos, vídeos, músicas, e o acesso e gerenciamento desse material de qualquer lugar, além de possibilitarem o compartilhamento desses dados de forma segura pelo portal My D-Link. A empresa prevê a comercialização de 250 mil produtos da linha da nuvem particular Cloud Series no Brasil – cerca de 70 mil somente de câmeras.