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DC 27//01/2012

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São Paulo, sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

R$ 1,40

Jornal do empreendedor

Ricardo Moraes/Reuters

www.dcomercio.com.br

Após mais de 24 horas de trabalho ininterrupto das equipes de resgate, cinco corpos tinham sido retirados dos escombros dos três prédios que desabaram no centro do Rio na noite de anteontem (à esq., bombeiros retiram um dos corpos). Pelo menos 21 pessoas estavam desaparecidas e as chances de encontrar sobreviventes diminuíam a cada instante. Duas obras irregulares que estavam sendo realizadas no 3º e 9º andares de um dos edifícios são as causas mais prováveis da tragédia. Págs. 9 a 11

Conclusão: 23h45

Ano 87 - Nº 23.550

DRAMA

Papai Noel fez bem para o emprego Taxa de desemprego, medida pelo IBGE, caiu de 5,2% para 4,7% em dezembro (o menor índice desde 2002). A média de 2011 ficou em 6%. Neste ano, a taxa deve continuar a cair, mas em ritmo menor. Pág. 13

Dilma bate o pé. Diretor do Dnocs bate em retirada. Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB, diz que saída de Elias Fernandes Neto causaria crise na base. Dilma se sente desafiada e exige a demissão do diretor do Departamento Nacional de Obras contra a Seca. Pág. 5

Divulgação

Antonella Salem/DC

Warner Bros/Divulgação

Esse Audi tem um quê dos irmãos ...

A Buenos Aires que conquista as crianças

Chega ao Brasil no início de maio o novo Audi Q3, o irmão caçula dos esportivos Q5 e Q7. Pág. 19

De museus atraentes a belas praças (na foto, o Jardim Japonês), um roteiro para o viajante mirim na capital argentina. Boa Viagem, pág. 20 HOJE

ISSN 1679-2688

23550

Nublado com chuva Máxima 22º C. Mínima 17º C.

AMANHÃ 9 771679 268008

Sol com pancadas de chuva Máxima 26º C. Mínima 16º C.

A presidente ganha cartas de Anchieta Guilherme Afif Domingos, vice-governador de São Paulo, presenteia Dilma com publicação da ACSP. Pág. 6

Guaratiba aprende com herança de Burle Marx Fernando Gabeira, pág. 18

Leonardo DiCaprio (foto) encarna o durão J. Edgar Hoover, chefe do FBI durante 48 anos. Sua atuação emblemática, transformada em filme, chega nesta sexta às telas para dar o que pensar. Leia mais: Rita Lee, carismática, musa do rock; Frida Kahlo, feiticeira mexicana das cores pensantes; reflexões sobre o avanço das drogas. E Roda do Vinho.

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cultura


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A julgar pelo nível dos debates em Davos, a reunião toda não passa de uma stultifera navis. Roberto Fendt

pinião

STULTIFERA NAVIS

F

ui entrevistado esta semana no programa Conta Corrente, da Globonews. Como não poderia deixar de ser, o tema foi o desdobramento dessa crise que não quer nos deixar. o Fundo Monetário Internacional acaba de reduzir a sua projeção de crescimento da economia mundial em 2012 dos anteriores 4% para mais sóbrios 3,3%. Com base nessa redução, agora o temor é de que estejamos nos encaminhando para uma deflação, situação inversa à da inflação, com os preços em queda, persistente e generalizada. Se a zona do euro entrar em deflação, aumentam os riscos para a retomada da economia mundial. Vivemos um período em que as taxas de juros nos principais mercados estão muito próximas de zero. O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, anunciou na quarta-feira sua intenção de manter a meta da taxa básica americana em 0,25% até 2014. A taxa já está nesse patamar desde a crise de 2008, após a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, sem que essa medida conseguisse estimular o consumo das famílias e o investimento das empresas. Tivesse ocorrido uma aceleração da inflação em resposta ao mar de liquidez jogado nos mercados pelos bancos centrais e mantidas as taxas de juros próximas de zero, ter-se-ia criado um formidável instrumento para a recuperação dos preços dos ativos e a retomada do investimento, já que a taxa real de juros (descontada a inflação) seria negativa. Como tal não aconteceu, permaneceram retraídos consumo e investimento nas economias avançadas. O instrumento monetário serviu apenas para evitar o mal maior de uma quebradeira do

Ilustração: "A nave dos insensatos", de Albrecht Dürer

ROBERTO FENDT

sistema financeiro mundial. Diriam alguns que esse é o caminho de ajuste necessário para superar a crise. Ela começou depois de um investimento excessivo em bens de raiz e de ativos financeiros, incentivado pelos governos. Foram construídas mais residências do que seria recomendável, dada a capacidade de pagamento dos mutuários. A solução, agora que as casas estão prontas, é esperar que os seus preços caiam tanto que haja novamente compradores interessados em adquiri-las e que estes sejam capazes de pagar por elas. Observe-se que esse diagnóstico é distinto da análise que orienta a política econômica na maioria dos países desenvolvidos. Lá, os governos não estão interessados em ficar de braços

cruzados, esperando que os preços dos ativos caiam o suficiente para que o estoque existente encontre compradores. Esse processo pode levar muitos anos e o ciclo eleitoral é mais curto. Por essa razão, tanto o governo americano como, agora, os governos europeus, decidiram combater o mal injetando liquidez

suficiente nas economias para recuperar os preços dos ativos. Se é da natureza do processo político nas democracias que os governos intervenham nos mercados – de olho mais em suas agendas que nos interesses dos consumidores e investidores – essa intervenção vem levantando questionamentos a respeito do ti-

Nas economias de mercado, o lucro é a remuneração da tomada de risco em condições de incerteza. O capitalismo de Estado troca o risco pela certeza do lucro, custeado pelos contribuintes.

po de capitalismo que temos. Não se trata de indagações que partem apenas de libertários, cada vez mais preocupados com as ameaças à liberdade decorrentes do gigantismo e ativismo dos governos. Empresários e acadêmicos, reunidos na aprazível e cara Davos, por exemplo, vociferam contra o capitalismo que temos. Infelizmente, por razões diversas, muitas dessas críticas – e as correspondentes recomendações – servem apenas para piorar o que já temos. Exemplo disso foi o elogiado capitalismo de Estado praticado na América Latina, onde desaparece por definição o risco do empreendimento – sem o correspondente desaparecimento do lucro, apropriado Deus sabe como e por quem.

FHC E SERRA: FOGO AMIGO. E DE GROSSO CALIBRE. O

momento é oportuno para perguntar a José Serra por qual partido ele pretende ser candidato à Presidência da República em 2014. Até seu aliado nº 1, Fernando Henrique, com quem manteve inclusive uma relação de aluno e professor, está entregando de bandeja a legenda presidencial do PSDB a Aécio Neves. O ex-presidente defende a tese de que o senador mineiro sabe agregar mais do que Serra, atraindo mais apoios de outros partidos importantes. Serra deve ter-se sentido machucado com as considerações do expresidente, de que não soube promover alianças nas eleições de 2010, quando foi derrotado pela petista Dilma Rousseff. FHC acusa Serra de ter-se isolado na campanha. Fernando Henrique, contudo, comete um erro primário: Serra não perdeu a eleição por ter-se

isolado na campanha. Ele foi derrotado porque Dilma Rousseff contou com o apoio decisivo de Lula, que deixou o governo com cerca de 80% de índice de aprovação. Até prova em contrário, Serra parece não ter sentido o golpe, não admitindo ficar sem tentar uma terceira candidatura presidencial em 2014, por entender que dispõe de forte cacife eleitoral, com o testemunho de 44 milhões de votos conquistados nas eleições de 2010. isputar uma nova eleição para a Prefeitura, como sugere o governador Geraldo Alckmin, nem pensar. O projeto político de Serra tem caráter nacional e não municipal. Tucanos paulistas fizeram outra leitura das palavras de Fernando Henrique. Para eles, o ex-presidente está forçando Serra a se candidatar à sucessão de Gilberto Kassab. Há quem

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entenda que Serra não tem melhor opção, a não ser a candidatura a prefeito, se Aécio Neves for consagrado antecipadamente como candidato do partido ao Palácio do Planalto. etalhe: Serra está sem mandato e pode continuar assim por mais tempo, porque em 2014 não poderá tentar, por exemplo, o governo do Estado, uma vez que Geraldo Alckmin consolidou sua candidatura à reeleição. Restaria a Serra concorrer à vaga que se abrirá no Senado com o término do mandato do petista Eduardo

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Suplicy, mas que já anunciou ser candidato à reeleição. pesar do momento ser desfavorável, Serra não admitiu até hoje trocar de partido. Ele é um dos fundadores do PSDB, juntamente com Mário Covas, Fernando Henrique e Franco Montoro. Mas estão tentando fechar as portas para ele no PSDB, embora o presidente do partido, Sérgio Guerra, tenha dito que concorda em realizar prévias para a indicação do próximo candidato tucano ao Planalto. Por enquanto, o partido

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Serra, mesmo provocado, não quis se estender em resposta às declarações de FHC, a quem ainda chama de "meu amigo", sobre sua candidatura à Presidência.

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

Em nenhum momento, pelo menos até agora, mencionou-se que o problema com o capitalismo é que não se deixa que ele funcione. No capitalismo, também chamado de economia de mercado, os preços são o instrumento de democratização das informações sobre a escassez de recursos e das oportunidades de investimentos. Mas quase todos os debatedores em Davos querem perverter o sistema de preços – em lugar de deixá-lo funcionar livremente.

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as economias de mercado, o lucro é a remuneração da tomada de risco em condições de incerteza. O capitalismo de Estado, tão apreciado por alguns na fria Suíça, substitui a tomada de risco pela certeza do lucro, custeado pelos contribuintes. Em 1494, Sebastian Brant (1458–1521) publicou uma alegoria moral chamada Stultifera Navis, a nau dos insensatos, que se valia da imagem do navio a marear como metáfora para a vida. A julgar pelo nível dos debates em Davos, a reunião toda não passa também de uma stultifera navis. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

EYMAR MASCARO tem como postulantes à legenda somente José Serra e Aécio Neves. Mesmo provocado, Serra não quis se estender em resposta às declarações de FHC, a quem ainda chama de "meu amigo". as dois de seus principais aliados não fecharam o bico, o ex-vicegovernador Alberto Goldman e o senador Aloísio Nunes Ferreira. Para Goldman, não basta ser mais agregador: é preciso que o candidato tenha mais capacidade para superar os problema do País. Aloísio Nunes lembra que o partido ainda está longe de ter candidato. O mesmo sentimento tem Geraldo Alckmin, que considera "muito prematuro" falar hoje em candidatura ao Palácio do Planalto. Até Aécio Neves, que foi quem mais se beneficiou com os movimentos de Fernando

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Henrique, procurou dourar a pílula, lembrando que o partido ainda não escolheu seu candidato. Foi além: disse que existem mais do que dois presidenciáveis no partido, mas se esquivou de citar outros nomes. Aécio revela que é um mineiro manhoso, neto que aprendeu a fazer política na escola do avô Tancredo Neves. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres:Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

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pinião

OPINIÃO - 3

TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS ESTÃO MUDANDO O CENÁRIO NACIONAL.

CLASSE MÉDIA, VALORES E POLÍTICA

James Bond com sotaque carioca, uma das aberrações das dublagens na televisão.

Divulgação

AS DUBLAGENS NA TV E EU

A nova classe já não é a clientela do Bolsa Família, dependente do Estado, mas um grupo social que vive do seu trabalho e esforço.

NEIL zelite

Ferreira

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á um evidente descompasso entre a realidade socioeconômica do País, com o aparecimento de novos valores, e os partidos políticos, presos a concepções ultrapassadas ou a práticas carentes de qualquer princípio. Acrescente-se ao contexto vigente a inteligência do governo em levar adiante uma política de tornar o Brasil um país de classe média, para que se tenha uma visão mais abrangente do quadro social e político que se delineia. As transformações sociais e econômicas dos últimos anos, fazendo emergir uma nova classe média, com novos valores e aspirações, estão mudando o cenário nacional. A dita classe C emergente já não é mais a clientela do bolsa-família que vive de benesses e dons do Estado, mas um grupo social que vive do seu trabalho, esforço, baseado em sua liberdade de escolha e no mérito daquilo que faz. Aspira a ter um maior espaço próprio de decisão, procurando progredir na vida e fornecer aos seus um padrão mais digno de vida. Isto implica aspirações como moradia própria, um carro, eletrodomésticos, mas, também, progressivamente, viagens turísticas, internet, computadores, aparelhos celulares, inclusive smartphones, IPad, entre outros. Uma pessoa que começa a ascender socialmente busca igualmente serviços de outro tipo como educação e planos de saúde particulares. Almejam formar os seus filhos, não mais em escolas públicas de baixa qualidade, mas em escolas particulares de qualidade que lhes reservem um futuro mais promissor. As filas do SUS querem ver pelo espelho, como um passado ao que não planejam retornar. Os valores que traduzem essa nova situação social já não são mais os que se veiculam a uma dependência do Estado. Posicionam-se contra a carga tributária, pois essa lhes retira recursos que poderiam ser mais bem aproveitados por eles mesmos. Valores que passam, então, a ser mais prezados são a liberdade de escolha, o direito de propriedade, o mérito, a autonomia e a recompensa do esforço próprio. São muito menos afeitos aos valores da dependência, da subordinação e do clientelismo, como esses emergem em um programa como o bolsa-família. O governo Dilma está perfeitamente ciente dessa situação, o que se traduz pela formulação da presidente da República de que tem como objetivo fazer do Brasil um país de "classe média". O seu discurso já não é mais o lulopetista dos "trabalhadores contra as elites", dos oprimidos contra os opressores, dos pobres contra os ricos, em uma reprodução, empobrecida, do discurso e da concepção marxista da luta de classes. Há uma mudança de concepção propriamente dita, voltada para essa "nova classe média" e, logo, para os seus valores.

DENIS ROSENFIELD Uma nova classe média veicula, por exemplo, no que diz respeito a valores, uma concepção tradicional da família, assim como uma valorização da religião em seus moldes clássicos, desvinculada das tendências esquerdizantes ainda em voga na Teologia da libertação e nas pastorais da Igreja Católica. Preza igualmente a segurança física e a jurídica, lutando pela preservação de sua integridade física e de seus bens, manifestando pouquíssima tolerância para com a criminalidade, sendo, na verdade, uma de suas primeiras vítimas.

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ote-se que o governo Dilma, nesse quesito, está se distanciando bastante do governo de seu predecessor, que tinha como foco a clientela do bolsa-família e dos "deserdados", não perdendo a ocasião em estigmatizar as elites, com as quais, fora do palanque, se compunha perfeitamente. Quisera aqui ressaltar uma mudança de concepção e de valores em curso entre os dois governos, a criatura não seguindo o criador. Se o ex-presidente Lula mantinha um discurso, divorciado, aliás, de seu "neoliberalismo" na condução da política macroeconômica, esquerdista, alicerçado na história e tradição de seu partido, tal não é o caso da presidente Dilma. Se tivesse de usar um linguajar marxista diria que o governo petista é cada vez mais "pequeno burguês" e menos "revolucionário". O PT defronta-se com um dilema. Doutrinariamente, representa-se ainda como um partido socialista, fazendo abundante uso de conceitos marxistas.

Nos últimos anos, apesar de seus sucessivos governos, não produziu nenhuma revisão doutrinária. Convém aqui observar que não se trata, apenas, de um problema de pragmatismo, embora também o seja, mas um problema de concepção que envolve valores. Na verdade, o governo petista é "pequeno burguês", convivendo esquizofrenicamente com uma ideologia "revolucionária".

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elo andar da carruagem, o governo Dilma está não só pragmaticamente enfrentando esse dilema, adotando equacionamentos técnicos dos problemas, mas segundo uma linha de valorização da classe média, devendo se adequar aos seus valores e aspirações. Acrescentará ao eleitorado já cativo do bolsa-família, o novo da nova classe média. Note-se que o prestígio pessoal da presidente Dilma e de seu governo está se deslocando, consoante com essa situação, para as regiões Sudeste e Sul. Um quadro desse tipo se traduzirá muito provavelmente por condições muito boas de reeleição quando do pleito de 2014. Os setores mais radicais do partido, queiram ou não, deverão se adequar cada vez mais a essa situação, sendo obrigados a abandonar suas bandeiras mais tradicionais, inclusive via distanciamento de movimentos sociais. O ganho, no entanto, será grande, traduzindo-se pelo crescimento partidário e por posições cada vez mais importantes de apropriação do aparelho estatal. A questão mais importante, principalmente para os partidos de oposição, consiste em como dar resposta tanto ao governo Dilma como às aspirações e valores de uma nova classe média. Poder-se-ia mesmo dizer que esses novos valores, ao se afastarem dos valores tradicionais petistas, criariam uma situação política propícia a esses partidos, não fosse o fato de o governo Dilma já ter se adiantado, vindo a encarnar esses valores. Acrescente-se, ainda, a incapacidade das oposições em se posicionaram, continuando presas a esquemas que não expressam essa nova configuração econômica, política, social e, sobretudo, ética, relativa aos valores. DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRS

É um problema de concepção que envolve valores. Na verdade, o governo petista é "pequeno burguês", convivendo esquizofrenicamente com uma ideologia "revolucionária".

á escrevi detalhada explicação da minha condição social e cultural: sou zelite. Ser zelite não me impede de ser otário. Na chegada das tevês a cabo (por assinatura), sentia inveja dos felizardos – esses sim eram zelite, que tinham aquela coisa definida pelo gênio de Marco Aurélio Top Top Garcia como "lixo cultural". Chamava-se "tevê a cabo" porque chegava na sua casa pelo sei lá qual cabo. Na minha casa não havia o tal cabo, que transmitia as imagens e som tão desejados, por serem alternativa às tevês ditas abertas. Eu já morava na Granja Viana, no km 22.800 da Raposo Tavares. Nem há hoje: nossas imagens chegam via satélite. Chegam numas. É só garoar ou ventar no Mato Grosso do Sul que aqui a imagem "cai". Já caiu em decisão por pênaltis da Champions League, no momento exato em que os pênaltis seriam batidos. Um dia, a rádio-peão local divulgou a lenda urbana de que estaria passando pela Raposo um desses cabos, para levar a dita cuja muderrrnice até a casa de férias do então presidente FHC, em Ibiúna. Pressionei minhas fontes geralmente bem informadas na padaria, na quitanda, na farmácia, falei até com o velhinho aposentado que apontava apostas do jogo do bicho no balcão da lanchonete, como bico para tentar complementar a aposentadoria miserável que recebia do INSS. Fui verificar "in loco", não perguntei ao Google – que não existia naquele tempo – as intenções dos caminhões da operadora da tevê por assinatura, parados em atitude suspeita no acostamento da Raposo . Uma propina com algumas garrafas de água gelada – estava um sol de rachar – e a verdade surgiu. Sim, estavam instalando um cabo que iria levar o lixo cultural até a casa de férias do FHC. scolado, como qualquer malandro habitante deste país do 5º Mundo, antevi os "gatos" que poderiam mamar naquele cabo, para alimentar não sei quantas casas em não sei quantos bairros à beira da Raposo – não mais uma rodovia, mas agora avenida congestionada e perigoso cemitério de motoboys suicidas. Liguei para a operadora: queria ser o primeirão a me inscrever. A moça, quando ouviu falar o nome do meu bairro, jogou-me um balde de água fria: "Granja Viana? Chiiiiiiiiiiiiiii, periferia...". Desapontei porque sou otário, como já disse. A tevê por assinatura me levou no bico com propaganda enganosa. Eu não poderia cair nessa, tenho mais de 40 anos de publicidade nas costas; mas caí como um patinho. Eles me seduziram com a promessa: "Você paga pela programação, com a vantagem não ter aquela massa de anúncios te enchendo os pacová". Fui pescado. No primeira oportunidade, assinei. Quando "eles" acharam que

E

poderiam lançar suas garras sobre a dita Nova Crasse Mérdia Emergente, os anúncios invadiram a programação, gritados e repetitivos como seus irmãos gêmeos da tevê aberta. O lixo cultural invadiu-nos aos borbotões, sob a forma de enxurradas de anúncios "progressistas" do governo e das estatais, provando que vivemos no melhor dos mundos, nunca antes visto "nessepaíz". Os anunciantes passaram a seduzir os novos Emergentes com as "vantagens" não dos produtos, mas dos pagamentos "em vezes"; acham que eles são surdos e idiotas. A surdez demanda gritaria e a idiotice exige repetições, ambas em níveis insuportáveis. ão há mal que nunca piore; piora. As tevês por assinatura detectaram que oss ditos cujos Emergentes, além de surdos e idiotas como acham que são, também são analfabetos, incapazes de ler as legendas nos filmes falados na língua original. E a incurável Peste Negra nos atingiu: as dublagens. Não há vacinas. Tome Sean Connery, tome John Wayne, tome Anthony Hopkins e Jeremy Irons, tome Helen Mirren falando em sutaque carioquês legitímo: "Gosssstou da féiiiissssta ?” (festa com "i"no meio). E as frases começando com "Aí..." (ou "aê") que é como a turma do Casseta & Planeta iniciava suas piadas de humor, digamos, abaixo da linha da cintura. Cada um de vocês há de ter registradas antipatias como as minhas. Para resumir a minha opinião, tomo emprestada de ninguém menos do que Henfil, uma "Carta à Mãe", escrita há mais de 30 anos, que pirateei e, como diz o outro, "faço minhas as suas palavras". "Mãe, fiquei muito alegre quando os dubladores entraram em greve (...) Dubladores são aqueles que fazem a voz no lugar dos outros. Por exemplo, a voz da Kelly, uma das panteras, quem faz é a Neuza Amaral. A da Farrah, é a Marilisi (…) Eu estou satisfeito é porque, depois do advento dos dubladores, nunca mais ouvimos a voz real do Kojak. Ficou chatíssimo ver filme de TV. Tanto faz ser John Wayne, Woody Allen ou Baretta. A voz é sempre a mesma, do mesmo dublador. E a aflição que dá ver o Marlon Brando movendo os lábios assim, e a voz saindo assado? (...) Um beijo do seu filho, Henfil." PS: O pornô "BB 12"; o "Ai se eu te pego”; a Luiza que voltou do Canadá; a Dilma que vai beijar a mão do Fidel; o Gabrielli que já foi tarde; o Aloprado-Mor e fabricante de dossiês falsificados, agora sinistro da Educação – e ninguém responde à pergunta feita por Francelino Pereira: "Que país é esse ?" O CARA VOLTOU AO PLANALTO COBERTO DE GLÓRIA PARA NOS ENFIAR GOELA ABAIXO O "BRIMO" HADDAD. HÉLAS POUR NOUS...

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NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 "Vocês

tem que entender que, quando a Casa Civil pede alguma coisa, sou eu que estou pedindo": era Dilma Rousseff.

gibaum@gibaum.com.br

k Desde criancinha não passo de uma sargentona.

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MARIA DAS GRAÇAS FOSTER // nova presidente da Petrobras, definindo seu perfil de executiva.

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Em 10 anos, a diferença de investimento na educação básica e superior caiu à metade, segundo dados oficiais do Inep. As próprias ONGs ligadas ao PT, depois de oito anos de Fernando Haddad no Ministério da Educação, consideram uma gestão polêmica. Os últimos quatro Enens acabaram na Polícia Federal. O Kit Gay , que queria impor às escolas ensinando as crianças quais eram os procedimentos básicos para o homossexualismo, será metralhado na campanha. Os números não são favoráveis a Haddad: em 2007, o país tinha 32,1 milhões de alunos no ensino fundamental; em 2001, 30,3 milhões. No ensino médio, estagnação, com 8,4 milhões de alunos, além do fato de 15% dos jovens estarem fora da escola. 333

Sapatos tricolores.

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Sapatos multicores.

Agora, bolsa-técnico Na reunião setorial com a presidente Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, Aldo Rabelo, diante do péssimo desempenho do Brasil na última Olimpíada, traçou quadro dramático do atletismo nacional e apresentou um projeto que visa importar preparadores para os atletas brasileiros, de olho nos Jogos Olímpicos. Seria uma espécie de bolsa-técnico, sem a qual as chances nacionais estariam mais do que reduzidas em 2016. Aldo ainda comunicou a Chefe do Governo que a estrutura nacional na área de atletismo é mais do que deficiente. Além de técnicos de qualidade, faltam nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, só para começo de conversa. 333

333 NUMA parceria com as lojas Shoestock, de São Paulo, a veterana personalidade do mundo da moda, Costanza Pascolato, deverá assinar uma linha de calçados clássicos, com prioridade para preto, branco e nude. Nada de criações muito extravagantes: tudo discreto, pouco brilho e “muito conforto”, segundo a própria Costanza.

333 PATROCINADORA do Corinthians até abril, a Hypermarcas, de João Alves Queiróz Filho, o Junior , que passa por grande reestruturação depois de vender vários ativos nos últimos meses, ainda não decidiu se renova seu contrato com o timão ou não. O clube já arrecada R$ 10 milhões com o Fisk, mais R$ 2 milhões com a TIM e quer ver se arranca mais R$ 30 milhões com as marcas Neoquimica e Bozzano, as duas da Hypermarcas, na camisa.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

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Balanço

DEPOIS do espetáculo no Madison Square Garden em Nova York (bancou tudo, perdeu dinheiro, ganhou projeção e recuperou no DVD), Ivete Sangalo quer colocar o pé no mundo e a largada, para este ano, poderá ser em parceria com Bono Vox, do U2, que agenciaria shows para a baiana no Exterior. Ainda neste ano, Ivete e sua banda poderão abrir os espetáculos do U2 lá fora. 333

V

333 Nem só dos salmos de Davi vive Betsabá, encarnada na minissérie da Record por Renata Dominguez, à esquerda na festa de exibição do primeiro capítulo no Rio, no New York Center: ela foi apresentadora infantojuvenil no Equador, estreou no Brasil em Malhação, já fez cenas calientes em outras novelas e até viveu a prostituta Neuza Sueli, no teatro, em Navalha na Carne, de Plínio Marcos. De quebra, exibiu um tanto de intimates em revistas masculinas (direita).

F I A OL

A travessa Betsabá

Complicado 333 O primeiro embate para valer entre Planalto e PMDB poderá ocorrer em virtude da recusa do líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves, em indicar um substituto para Elias Fernandes, do DNOCS – Departamento de Obras contra as Secas, alvo de novas denúncias. A presidente Dilma Rousseff quer Fernandes fora do governo. Nesse tira-tema, há um fator-extra: Henrique Alves deverá ser o novo presidente da Câmara Federal.

Solução

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A revista playboy não quer fotografar Jacqueline Rodrigues, 23 anos, filha de Débora Rodrigues, de Mulheres Ricas, sozinha: quer as duas in natura em suas páginas, repetindo ensaio feito há anos com Helô Pinheiro, a eterna Garota Ipanema e sua filha Ticiane, hoje casada com o publicitário Roberto Justus. Débora, ex-sem terra e campeã de Formula Truck, posou para Playboy em 1997, quando tinha 29 anos de idade. 333

333 FERNANDO Haddad é professor da USP e estava de licença enquanto ocupava o Ministério da Educação. Agora, precisa regularizar sua situação lá por causa da campanha à prefeitura de São Paulo.

R I E OS

MÃE E FILHA

MISTURA FINA

333 À PARTIR de 1º de fevereiro os tribunais superiores reiniciam suas atividades e até março, dois julgamentos importantes acontecerão no Superior Tribunal de Justiça: um, a decisão se as operadoras de planos de saúde podem aumentar o valor das prestações quando o associado muda de idade; e outro, se o teste do bafômetro pode ser substituído por outra prova, no caso de recusa do motorista em fazer o exame.

Luiza com cachê 333 A paraibana Luiza Rabello, quem diria, já cobra cachê para ficar duas horas em algum evento: R$ 15 mil e o empresário é seu pai, Gerardo Rabello, colunista social de João Pessoa e autor da frase “Menos Luiza, que está no Canadá” (ele também acertou um comercial com empresa de telefonia, para veiculação apenas na internet). Para aparecer numa festa em São Paulo, no Tivoli Mofarrej, Luiza levou seu primeiro cachê. Agora, vai fazer um comercial para a GM, ao lado de Fernanda Lima.

333 Caso seu namorado argentino, o jogador Jonathan Fabbro, acerte sua transferência para o Santos, a paraguaia Larissa Riquelme, a musa da Copa , que ficou famosa torcendo para seu país com um celular no decote (depois, posou para revistas masculinas), virá morar em São Paulo. Dependendo, traz toda a família. Está acertando um programa na TV (no gênero daquele que Monique Evans fazia, entrevistando conhecidas figuras da cama) e vai desfilar, pela segunda vez, na Unidos da Vila Maria, no carnaval paulista.

M

333 Graça Foster, nova presidente da Petrobras, que vinha ocupando a diretoria de Gás e Energia, não demorará muito tempo para mudar toda a cúpula da estatal – e de criar alguns incidentes políticos, com os quais não está preocupada. Agora, vai demitir dois homens indicados por Renan Calheiros: Sérgio Machado, que deverá deixar a Transpetro (ela quer Richard Olm de lá) e José Zelada, da diretoria internacional, que poderá ser extinta. Nas primeiras semanas, deixam a Petrobras Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção e Guilherme Barbassa, da diretoria financeira. Renato Duque (Serviço) e Paulo Roberto Costa (Abastecimento) ficam para o round seguinte. Graça quer homens de sua confiança em todos os postos-chave.

Graça F.C. em campo

DE VOLTA

I ON D I C E R E T N A

Ratos e galãs

L H O E M B E R L O

333 Se faltava algum grande nome político no competente jogo armado pelo prefeito Gilberto Kassab até agora era o PMDB e, no evento de entrega das medalhas 25 de Janeiro, ele tratou de colocar o vicepresidente Michel Temer como responsável pela distribuição das condecorações. Temer reconheceu que “só Kassab para conseguir reunir tanta gente diferenciada” e a presidente Dilma Rousseff tratou de brindar o prefeito com elogios.Detalhe:durantetodoo evento, ela falou mais com o governador Geraldo Alckmin do que com Michel Temer, que atravessa uma fase freezer.

Selton Mello (primeira foto à esquerda, com Paula Burlamaqui) faz um agente americano da CIA; Rodrigo Santoro (segunda foto) é um vigarista chamado Roni Rato; e Cauâ Reymond é um radialista “de sexualidade indefinida”: eles comandam o elenco de Reis e Ratos, produção de Paula Lavigne (terceira foto) e direção de Mauro Lima, que acaba de ganhar préestréia no Rio, em noite para convidados especiais. Entre tantos outros presentes, Marcelo Serrado, o Crô da novela Fina Estampa (quarta foto) e, à direita, Bel Kutner e Caetano Veloso.

Há mais de quinze dias, o ex-presidente Lula recebeu, debaixo da maior discrição, ao apartamento de São Bernardo, a visita do ex-ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Foi conversar sobre alianças entre o PT e seu partido nas eleições municipais deste ano. Paulinho Pereira da Silva, deputado federal e da Força Sindical, é candidato a sucessâo de Gilberto Kassab e aparece bem nas pesquisas. No final da conversa, Lula acompanhou Lupi até a porta e acabou brincando: “E você não vai dizer que me ama, não?”

333

V B O C OL OG D A R E ME A S A I T H OS C A T U R A L E OR A A S A E N T EJ O A L H A

BOM DE BOLA

falava para 38 ministro e secretários, mais o vice Michel Temer, enchendo com tudo a bola de Gleisi Hoffmann.

R EP R E A S P A R E G UL A MA R

333 A União gastou R$ 1,6 bilhão em diárias e passagens no ano passado, representando uma economia de R$ 900 milhões comparado ao último ano do governo Lula, quando a dinheirama alcançou R$ 2,5 bilhões. Entre os três Poderes, o primeiro colocado é o Executivo, com R$ 1,4 bilhão, seguido pelo Judiciário (R$ 111,8 milhões) e Legislativo (R$ 37,1 milhões). O Ministério Público gastou no período R$ 24,1 milhões. O órgão campeão de gastos com diárias e passagens em 2011 foi o Ministério da Justiça com R$ 187 milhões.

3 MAIS:

Sem declarações

Fotos: Paula Lima

Farra menor

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Por: José Nassif Neto Alusão disfarçada.

Parte da medicina que estuda o câncer. Serve para dar brilho em assoalhos.

Linha. Rebanho de gado miúdo.

Meio de locomoção dos aviões.

Macho da cabra.

'Sim', em russo.

Branco.

Catálogo. Usa-se para esconder o rosto.

'Na', em inglês.

Leito de água corrente.

Ir de dentro para fora. Idéias e crenças de um grupo social. Que segue a ordem regular das coisas.

Cálculo aproximado. Lateral de um edifício.

'Lágrima', Roda den- Confusão em tada da geral dos inglês. espora. elementos. Pronome correspondente à 3ª pess. sing.

Açude.

'Pera', em inglês.

Parte do corpo ligada ao braço.

Comunicação pela palavra. Sineta utilizada nas igrejas.

Sinal de trâns. antes da preferencial.

Igreja episcopal. Fêmea do cavalo.

Liga orações negativas. Rio que corta Portugal e Espanha.

Apreciar muito.

'O', em espanhol. Adquirir conhecimento pela leitura.

Vício de comer.

Auréola luminosa. (379) 2-at; sé; el; 3-vôo; 4-tear; pear; halo; égua; grei; 5-éthos; 7-máscara.


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

5 SEM ACORDO Desafiada por Henrique Alves, Dilma exigiu a saída do diretor do Dnocs.

olítica

COM ACORDO O CNJ julgou a si próprio e concluiu que licitação foi legal

Diretor do Dnocs sai por ordem de Dilma A presidente se sentiu desafiada por declarações do líder do PMDB Henrique Eduardo Alves de que a demissão poderia provocar uma crise com o partido Antonio Cruz/ABr – 17/8/2011

A

demissão do dire- Alves na disputa pelo comantor-geral do Depar- do da Câmara. Apesar do acortamento Nacional do para a candidatura do peede Obras Contra as medebista, setores do PT estaSecas (Dnocs) foi uma exigência riam trabalhando para que isda presidente Dilma Rousseff, so não aconteça. Idas e vindas – Na reunião depois de o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Al- com Temer, Bezerra teria sido ves, ter levantado a possibilida- lembrado de que foi defendido de de o governo criar uma crise pelo PMDB ao enfrentar suscom o maior partido da base peitas de irregularidades. E o ministro saiu convencido de aliada caso o exonerasse. A presidente se sentiu desa- que deveria rever sua posição e fiada pelo líder e mandou que encaminhar para o TCU (Tria ministra da Casa Civil, Glei- bunal de Contas da União) o si Hoffmann, entrasse em con- relatório da CGU, inclusive tato com o ministro da Inte- avalizando a defesa do Dnocs. gração Nacional, Fernando Posteriormente, entretanto, as Bezerra Coelho, para provi- declarações do ministro de que denciar a rápida demissão de a faxina no Dnocs seria feita surpreenderam o PMDB. Elias Fernandes. Segundo nota do ministéReceoso de criar uma crise pessoal com o PMDB, Bezerra rio, "após reunião de trabalho pediu ajuda do vice-presiden- com o ministro da Integração, te da República, Michel Temer, Fernando Bezerra Coelho, o senhor Elias para que exFernandes peplicasse ao lí- Antonio Cruz/ABr – 4/10/2011 diu nesta der a situação. quinta-feira A própria miexoneração da nistra Gleisi d ire to ri a -g et a m b é m r eral do Deparc o r r e u a Tetamento Namer, na tentacional Obras tiva de expliContra as Secar que a precas (Dnocs) sidente não em função da podia admitir re e s t r u t u r aser desafiada ção dos quapelo líder peedros das emmedebista. presas vincuA negocialadas à pasta. ção foi feita por Temer tentou aparar arestas O s e c re t á r i o intensa troca de telefonemas, já que o líder es- Nacional de Irrigação, Ramon tá em Natal, os ministros em Rodrigues, assume interinamente o cargo". Brasília e Temer em São Paulo. Investigação – Antes de ser Acertos – No meio da manhã ficou acertado que Elias convencido a pedir demissão, Fernandes tomaria a iniciativa o presidente do Dnocs Elias de pedir demissão, mas Fer- Fernandes Neto havia designando Bezerra teria que se nado três servidores para intecomprometer em dar uma de- grar uma comissão de sindiclaração sobre "a lisura dos cância para investigar denúnprocedimentos" do diretor do cias de irregularidades na coo rd e n a d o r i a e s t a d u a l d o Dnocs à frente do órgão. Em conversa anterior com órgão no Ceará. Por coinciTemer e Henrique Alves, o mi- dência, a portaria foi publicanistro Bezerra já havia acolhi- da ontem no Diário Oficial da do a defesa de Elias Fernan- União, no mesmo dia da exodes, contestando a participa- neração do diretor. Um dos ção do diretor em desvios de servidores designados para a recursos do órgão, por meio tarefa é a corregedora secciode licitações superfaturadas. nal do ministério da IntegraO diretor-geral ficou em situa- ção Nacional, Jussara Santos ção delicada após relatório da Mendes, que é servidora de CGU apontar desvio de R$ 312 carreira da CGU. Segundo o ato publicado, a milhões em obras tocadas pesindicância vai investigar dela autarquia. Apesar da aliança do PT com núncias de descumprimento o PMDB, peemedebistas ma- do estatuto do servidor públinifestam insatisfação nos bas- co, a lei 8.112 de 1990. Relatório tidores . O partido avalia que da CGU apontou prejuízo de não ganhará espaço na refor- R$ 312 milhões na gestão de ma ministerial e que o governo pessoal e contratações irregutenta enfraquecer Henrique lares no Dnocs. (Agências)

Liminar do TSE garante cargo a Anchieta Júnior

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presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, aceitou pedido liminar do governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), para continuar no cargo. A decisão vale até o julgamento de recurso do governo no plenário do TSE. Em dezembro, Anchieta Júnior e o vice-governador Francisco de Assis Rodrigues (sem partido) foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Roraima. A cu s aç õ es – O Ministério Público Estadual acusa os dois de terem efetuado gastos ilícitos e de terem adquirido 45 mil camisetas no valor de R$ 247.500,00 na campanha de 2010 para o governo do estado. Segundo a Procuradoria, eles também efetuaram movimentação financeira irregular com despesa de pessoal de mais de R$ 5 milhões, além de movimentação financeira pa-

ralela de R$ 800 mil. Cassação apertada – "Impressiona, ainda, na espécie, que o governador de Roraima foi cassado por apertada maioria de três votos a dois e consta dos autos a circunstância de que o TRE-RR teria impedido que juiz federal regularmente indicado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região participasse da sessão de julgamento que cassou o chefe do Executivo estadual, optando, assim, por julgar o caso com quórum reduzido. Tal fato, mesmo neste exame preliminar, causa certa perplexidade", diz o ministro em sua sentença. Em novembro, o Tribunal Superior Eleitoral livrou o governador da cassação de mandato por utilização da rádio estatal em favor de sua candidatura nas eleições de 2010. Os ministros entenderam, por 6 votos a 1, que houve um erro processual que inviabilizava a condenação do governador (Folhapress)

Sérgio Lima/Folhapress – 4/1/2011

Bezerra tentou negociar a permanência de Fernandes

Henrique Alves alegou que a demissão do diretor do Dnocs provocaria reações no PMDB

CNJ faz autojulgamento e conclui que licitação foi legal

O

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afirmou ontem que não houve irregularidades na licitação do órgão no fim de 2011. A licitação, no valor total de R$ 68 milhões, provocou polêmica em dezembro passado, quando uma das empresas participantes, a IBM, apontou direcionamento a favor da vencedora, a NTC, representante da Oracle. A concorrência foi para a compra de software para o cadastro nacional unificado de processos judiciais do CNJ. O primeiro contrato, de R$ 44,9 milhões, é de 23 de dezembro. Ontem, foi discutido um relatório do conselheiro Gilberto Valente Martins, que apontava diversos indícios de irregularidades naquela licitação. Depois da reunião que se estendeu por mais de quatro horas, o presidente do CNJ, Cezar Peluso, leu uma nota em que afirma que "membros do CNJ declaram não ter dúvidas em relação à legalidade do processo licitatório".

Wilson Dias/ABr – 21/11/2011

Peluso: "Membros do CNJ não duvidam da legalidade do processo".

Menos de 5 minutos – De acordo com o presidente, foram analisados todos os questionamentos apresentados contra o pregão, inclusive o relatório do conselheiro.

Peluso, porém, não comentou os pontos especificamente, encerrando a sessão plenária em menos de cinco minutos. Gláucia de Paula, diretorageral do CNJ, disse que não

houve direcionamento, já que duas empresas participaram do processo. "Não existe direcionamento para duas empresas. Ou se direciona para uma delas, ou para nenhuma." A IBM, porém, foi preterida por não possuir a tecnologia necessária prevista no edital – evidência apontada pela empresa como demonstração do direcionamento. Ainda de acordo com Gláucia, houve "equívoco de interpretação" por parte de quem questionou a legalidade do processo licitatório. Segundo ela, a reunião foi "amistosa e tranquila" e todas as "supostas denúncias" contra a empresa contratada foram esclarecidas para os conselheiros. A diretora-geral do conselho afirmou que, devido à sua extensão, o contrato está sob auditoria na secretaria de controle interno do CNJ. O relatório dessa auditoria será enviado ao Tribunal de Contas da União, como parte da prestação de contas obrigatória feita pelo conselho. (Agências)

Sebastião Bisneto/AE – 6/2/2009

Renan faz (quase) tudo pelo afilhado

Fraudavam plantões. Estão livres.

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ervoso com a sinalização de que seu afilhado na presidência da Transpetro, Sérgio Machado, está na lista dos demissíveis da Petrobras, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), interrompeu as férias do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para criar frente pelo apadrinhado e apresentar seu arsenal de retaliação. Lobão, que está nos Estados Unidos, informou que nem a presidente Dilma Rousseff nem qualquer outro integrante do governo o procurara para falar de Transpetro. Da mesma forma, o vice-presidente Michel Temer também garantiu ao líder que a Transpetro está fora do radar das "mexidas" do Planalto. Ainda assim, o clima é de desconfiança, e a única certeza é a de que a eventual demissão de Machado abalaria a governabilidade no Senado. Entre os demissíveis do PMBD está o superintendente da Sudene, Guilherme Rebouças, afilhado do vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima. (AE)

A

Transposição do rio no sertão do Nordeste, uma questão complicada.

Rio São Francisco: nova concorrência é suspensa.

O

Ministério da Integração Nacional suspendeu na quarta-feira a licitação do lote mais caro das obras do projeto de transposição do Rio São Francisco. A realização dessa concorrência pública era apontada pela pasta como uma das medidas para acelerar o ritmo do empreendimento ao longo de 2012. Em dezembro, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que as obras estão paradas em vários trechos e que parte do trabalho feito começa a se perder. No final de 2011, o ministério anunciou ainda que faria novas licitações, não programadas, no valor de R$ 1,2 bilhão para salvar a transposição. A suspensão, publicada nessa quarta no Diário Oficial da U n iã o , foi determinada por causa da impugnação de um item do edital que trata dos atestados de capacidade técni-

ca das empresas que vão disputar a concorrência. Em nota, o Ministério da Integração trata a decisão como temporária. O item questionado é o que não permitia a soma de atestados de qualificação para atender à especificações do edital, como a de experiência de execução de barragens de 3,3 milhões de metros cúbicos ou de túneis de 140 metros escavados em rocha. A exigência era de, pelo menos, um atestado para cada um dos 8 requisitos de qualificação técnica exigidos no edital. O lote é problemático desde o seu início: compreende a construção de 5 reservatórios em Jati (CE). O drama da transposição do São Francisco tem 10 investigações do MPF em curso. Na gestão atual, abriram-se três procedimentos – as apurações são sobre superfaturamento e fraudes. (Agências)

ação penal contra 48 médicos, empresários e funcionários públicos acusados de participar de esquema de fraudes em plantões e em licitações do Conjunto Hospitalar de Sorocaba foi suspensa por meio de uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo. O desembargador Miguel Marques e Silva, da 15ª Turma do TJ-SP, concedeu habeas corpus a um dos acusados, o empresário Edison Aleixo, e estendeu os efeitos a todos os demais. A ação está suspensa até o julgamento final do habeas corpus. A Procuradoria Geral de Justiça do Estado deve recorrer. A p r o m o t o ra M a r i a Aparecida Castanho, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Sorocaba, afirma que como os réus estão soltos, é possível que o habeas corpus demore a ser julgado. "O risco é o processo ficar paralisado por muito tempo, porque no TJ o habeas corpus não tem preferência de julgamento (...) o risco agora é de impunidade" (Folhapress)


p 'Brasil não cresce por milagre', diz Dilma DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O Brasil é hoje um outro país. Ninguém pode nos tirar isso, pois hoje somos mais fortes e mais respeitados. Dilma Rousseff

olítica

No Fórum Social, a presidente atribuiu o resultado da economia ao povo e ao governo, que optaram por outro caminho ao enfrentar a pressão de grupos financeiros. Fábio Berriel/Folhapress

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urante discurso no Fórum Social Temático, ontem, em Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff, em cerca de 20 minutos, avaliou que a situação na América Latina é de redução da pobreza e da desigualdade social, enquanto em outras partes do mundo o cenário é de estagnação, recessão e desemprego. Ao reforçar que o aumento da desigualdade gera mais exclusão e a perda de direitos conquistados, a presidente disse que "nossos países não sacrificam sua soberania frente à pressão de grupos financeiros e agências de classificação de risco", afirmou. Dilma lembrou que a crise atual abre caminho para o que chamou de perigosas ameaças, como o desemprego, a xenofobia e a paralisação das ne-

gociações para a redução do aquecimento global. "Não é fácil produzir novas ideias e alternativas quando estamos dominados por preconceitos políticos e ideológicos", disse a presidente. "Nos anos 80 e 90 foram eles que impeliram os países da América Latina a um modelo conservador que levou o nosso País à estagnação, aprofundando a pobreza, o desemprego e a exclusão social." Dilma lembrou ainda que "essas receitas fracassadas estão sendo propostas na Europa". Ela reafirmou que o lugar que o Brasil ocupa atualmente no cenário internacional não é consequência de nenhum milagre econômico, mas resultado de um povo e de um governo que souberam optar por outro caminho. "O Brasil é hoje um outro país", disse. "Ninguém pode nos tirar isso, pois

hoje somos mais fortes e mais respeitados", acrescentando que se trata de "um País que convive harmonicamente com seus vizinhos da América do Sul, Latina e Caribe e quer com eles construir um polo de democracia no mundo". Foi a primeira vez de Dilma como chefe de Estado em um evento ligado ao Fórum. E, além de enfrentar vaias de um pequeno grupo de militantes do PSol e do PSTU, foi cobrada sobre questões ambientais e sociais, principalmente sobre o conceito de economia verde, tema central da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que o Brasil vai sediar em junho. Ambientalistas também pediram o veto de Dilma ao texto do novo Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional. (Agências)

Ao lado do governador Tarso Genro, a presidente anuncia o pagamento de uma antiga dívida aos gaúchos.

Carlos Takahashi/Prefeitura SP

União paga dívida histórica com o Rio Grande do Sul

A Afif entrega Minhas Cartas, de Anchieta, para Dilma

O presente de Afif para a presidente: um livro histórico. Mário Tonocchi

O

vice-governador de São Paulo e vicepresidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Guilherme Afif Domingos, presenteou a presidente Dilma Rousseff com um exemplar da edição "Minhas Cartas – Por José de Anchieta" especialmente encadernado pela Associação. A entrega foi feita pouco antes da cerimônia de condecoração da presidente com a medalha "25 de Janeiro" em comemoração aos 458 anos de fundação de São Paulo, na última quarta-feira, na prefeitura paulistana. De acordo com Afif, o presente foi o cumprimento de uma promessa feita por ele à presidente na última visita que ela fez ao Palácio

dos Bandeirantes, quando um dos assuntos, as enchentes em São Paulo, despertou o interesse de Dilma. "Expliquei à presidente que esse é um problema crônico de São Paulo, desde sua fundação, e que as enchentes já eram citadas nas cartas do Padre Anchieta", afirmou o vicegovernador. Segundo Afif, a presidente ficou impressionada "com o trabalho de resgate histórico do livro sobre a fundação de São Paulo". Abaixo, o trecho da carta ao padre Diogo Laines, de 31 de maio de 1560, na qual Anchieta fala das chuvas e dos transtornos provocados por ela em São Paulo. "Não há muitos dias, estando em Piratininga, depois do pôr do sol, de repente começou a turvarse o ar, a enevoar-se o céu, a amiudarem-se os trovões e os

SECRETARIA EXECUTIVA DE COMUNICAÇÃO - SECOM COMUNICADO ABERTURA DE LICITAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL 001/SECOM/2012 Comunicamos que, a partir de 30/01/2012 até 09/02/2012, estará à disposição dos interessados, para consulta, retirada e/ou aquisição, o caderno da licitação abaixo. PREGÃO PRESENCIAL nº 001/SECOM/2012 - 2012-0.015.540-4 - Contratação de empresa especializada na prestação de serviços de copeiragem, pelo período de 6 (seis) meses, conforme informações contidas no Edital e Anexos. ENTREGA DOS ENVELOPES/SESSÃO DE ABERTURA: dia 10/02/2012 às 11h00. CADERNO DE LICITAÇÃO: O caderno de Licitação composto por Edital e Anexos estará disponível pelo site http//e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou poderá ser retirado mediante a entrega de 1 CD ou adquirido mediante o recolhimento, por Guia de Arrecadação, do valor referente às cópias reprográficas (R$0,15 por folha), no Setor de Licitações e Compras desta Pasta, situado no Viaduto do Chá, nº 15 - 6º andar, das 10:00 às 17:00 horas.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontra-se aberto no Gabinete: PREGÃO ELETRÔNICO 425/2011-SMS.G, processo 2011-0.238.477-8, destinado ao registro de preço para o fornecimento de PINO ESTÉTICO DE FIBRA DE VIDRO, para a Coordenação da Atenção Básica/Área Técnica de Saúde Bucal, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 09 de fevereiro de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. DOCUMENTAÇÃO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. RETIRADA DO EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, www.comprasnet.gov.br, ou, no Gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo.

relâmpagos; o vento Sul envolveu a terra pouco a pouco até chegar ao Nordeste, donde quase sempre costuma vir tempestade, ganhou tal violência que parecia o Senhor ameaçar com a destruição. Abalou casas, arrebatou telhados, derrubou matos, arrancou pelas raízes grandíssimas árvores, partiu ao meio ou destroçou outras, de maneira que nos matos se taparam os caminhos sem ficar nenhum. Em meia hora (que não durou mais) é de espantar quanta devastação produziu em árvores e casas; e na verdade se Deus não abreviasse aquele tempo nada poderia resistir e tudo se arrasaria. E o mais admirável é que os índios, então entretidos em seus beberes e cantares (como costumam), sem nenhum temor a tamanha confusão das coisas, não deixaram de dançar nem de beber, como se estivesse tudo no maior sossego."

presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, em Porto Alegre, o pagamento de uma divida histórica da União com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (Ceee). Com isso, serão repassados R$ 3 bilhões ao governo gaúcho. O repasse foi oficializado em solenidade com o governador Tarso Genro (PT) no Palácio Piratini. Do valor total, R$ 700 mil serão usados para quitar dívidas e os R$ 2,3 bilhões restantes vão para os cofres do estado. A CEEE solicitava na Justiça o ressarcimento de valores que não foram considerados pelo governo federal quando as tarifas de energia foram unificadas no País. O governo federal "fez uma espécie de um encontro de contas, depois considerou que algumas parcelas integravam a tarifa e outras não", disse Dilma em cerimônia na

3 bilhões de reais foi o valor negociado entre os governos federal e estadual para quitar um dívida que se arrastava por duas décadas sede do governo gaúcho. "Naquela época, consideramos que tanto o Rio Grande do Sul, quanto São Paulo e Goiás tinham sido prejudicados pela forma como o acordo tinha sido feito." Dilma ressaltou que as demais empresas tinham ganhado a ação. "O processo foi considerado vitorioso e a Justiça deveria

ser feita e foi feita." H is t ó ri a – Depois de uma briga judicial de cerca de 18 anos, a sentença transitou em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2010 e, desde aquela época, os governos federal e estadual vinha negociando o valor do pagamento. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que o montante foi calculado pelas equipes dos governo e que os recursos serão utilizados para regularização de dívidas da Ceee e investimentos em melhorias de infraestrutura no estado. Genro disse que o fim da briga judicial entre a União e Ceee encerra "um ciclo de coerência na história polític a " d a p re s i d e n t e , j á q u e , quando o governo gaúcho entrou na Justiça pelo pagamento da dívida, Dilma era a secretária estadual de Minas e Energia. (Agências)

Christophe Simon/AFP Photo

Battisti, um elefante em loja de louças.

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Battisti circula no Fórum de cabelo tingido, tentando vender seu livro.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 16/SME/2011 - 2011-0.009.839-5 - REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE APARELHO DE DVD, APARELHO DE FAX, APARELHO DE TV, BEBEDOURO GARRAFÃO, LAVADORA DE ALTA PRESSÃO, MICRO SYSTEM - REDESIGNAÇÃO. Fica redesignada a abertura do certame. O credenciamento e os envelopes nº 01 (proposta) e envelopes nº 02 (documentação) deverão ser entregues até às 10:30 horas do dia 09/02/2012, na sala 318 A, situado na Rua Dr. Diogo de Faria, 1247 - 2º andar - Vila Clementino. O Edital e seus Anexos poderão ser obtidos, até o último dia que anteceder a abertura, mediante recolhimento de guia de arrecadação, ou através a apresentação de CD ROM gravável no Setor de Licitação CONAE 151 - sala 318, ou no site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, bem como, as cópias do Edital estarão expostas no mural do Setor de Licitação.

SECRETARIA DE CULTURA ABERTURA DE LICITAÇÃO CONCORRÊNCIA 01/SMC-G/2012.2011-0.313.020-6. Acha-se aberta na Secretaria Municipal de Cultura, licitação na modalidade CONCORRÊNCIA, do tipo menor preço, visando a contratação de empresa especializada para realização de obras de requalificação da Biblioteca Brito Broca, com vistas a torná-la Casa de Cultura de Pirituba. A sessão de abertura será realizada na sala de reuniões da Seção de Licitações e Contratos, à Av. São João, 473 - 8º andar, Centro - São Paulo, às 14:30 horas do dia 15 de março de 2012. O edital composto do instrumento convocatório e anexos poderá ser retirado mediante a entrega de um CD-R, na Seção de Licitações e Contratos, no endereço supracitado, no 9º andar, horário das 09:00 às 17:00 horas, até o último dia útil que anteceder a data designada para a abertura do certame ou poderá ser obtido via internet, gratuitamente no endereço eletrônico da Prefeitura do Município de São Paulo:http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br. Maiores esclarecimentos poderão ser obtidos pelos interessados através dos telefones:3397-0086 ou 3397-0075.

Lula vai assumir conselho

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Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) escolheu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar o cargo de "presidente de honra" da entidade. Criado em 1994, na gestão de Itamar Franco, foi desativado em 1995 e reativado em 2003, no primeiro ano do governo Lula. O grupo tem como função assessorar o presidente da República para questões de alimentação. Atualmente é formado por 57 conselheiros, dos quais 19 indicados pelo governo. Eles não recebem salários, mas ganham passagens e hospedagem para participar das reuniões. O título foi conferido em dezembro, após proposta do conselheiro Malaquias Filho, professor da Universidade Federal de Pernambuco. "É um reconhecimento a tudo o que ele fez pela causa da segurança alimentar no Brasil e no mundo", disse. (Folhapress)

ex-ativista Cesare Battisti, protagonista de um conflito diplomático entre o Brasil e a Itália, surpreendeu ao aparecer com o cabelo tingido em Porto Alegre, na terçafeira, para a abertura do Fórum Social, pouco mais de seis meses depois de deixar a penitenciária da Papuda, em Brasília. Sua presença incomodou petistas que acompanhavam a presidente Dilma Rousseff no Fórum. Battisti, que permanece até amanhã no evento, está aproveitando o encontro para divulgar seu livro Ao Pé do Muro. Ontem ele foi ao Palácio Piratini cumprimentar o governador Tarso Genro (PT), que comprou briga com o Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar sua extradição quando era ministro da Justiça. Mas houve um desencontro, embora Genro tenha afirmado que "iria cumprimentá-lo", caso o encontrasse. A sessão de autógrafos de seu livro estava programada para o campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, uma das sedes do evento. De acordo com um petista da comitiva de Dilma, "Battisti sabe que causou desgaste ao governo e ainda quer desviar o foco do Fórum para vender o livro", afirmou. "Ele está se comportando como um elefante numa loja de louças". O ex-ativista, que reside no Rio de Janeiro e trabalha numa livraria, falou que sua obra, apesar de referências a prisioneiros, é "ficção". A verdade "seria pesada". (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

7 Eu, se estivesse na situação dela [Yoani], faria o mesmo. Acho que qualquer pessoa faria. Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência.

olítica

Divulgação

Brasileiros confiam na Defesa Nacional, diz Ipea. Segundo a pesquisa, o papel das Forças Armadas é o combate à criminalidade. Divulgação

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Yoani – colunista, blogueira e autora de livro publicado no Brasil – recebeu autorização para entrar no País.

Yoani pode vir. Mas Dilma nega audiência a opositores de Cuba.

Roosevelt Pinheiro/ABr -– 29/9/2010

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pesar de o governo brasileiro ter concedido visto para a blogueira cubana Yoani Sánchez, que se tornou uma das principais vozes críticas ao governo de Cuba, a presidente Dilma Rousseff não pretende incluir em sua agenda o pedido de audiência feito por oposicionistas daquele país. A concessão do visto e a nota publicada pelo Itamaraty anunciando a decisão foram consideradas um "gesto público forte" do governo no sentido de se posicionar em relação à questão. Auxiliares da presidente asseguram que receber os oposicionistas seria um ataque direto ao regime cubano, o que atrapalharia o bom rendimento da visita de três dias de Dilma a Havana, que começa na próxima segunda-feira. Nos discursos que fará em Cuba, a presidente Dilma aproveitará para elogiar a abertura comercial cubana, dizendo que vê com bons olhos a iniciativa e que o Brasil fica feliz em poder estar contribuindo para melhorias na ilha cubana. Na avaliação de auxiliares de Dilma, esta é uma maneira "mais eficiente" de apoiar e sugerir mais mudanças e a modernização no país. A presidente Dilma ressaltará ainda a cooperação que Cuba vem promovendo com o Brasil e outros países, exaltando a importância dos investimentos lá. A exemplo do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma pedirá o fim do embargo dos Estados Unidos contra Cuba. Para mostrar a

Garcia: "Agora é com ela".

disposição do Brasil de continuar cooperando com Raul Castro, Dilma levará no bolso a aprovação das duas últimas parcelas de US$ 380 milhões de financiamento para a conclusão da reforma do porto de Mariel, a 50 quilômetros de Havana, que está sendo realizada pela construtora brasileira Odebrecht. Levará também linha de crédito para que o país importe equipamentos brasileiros que possam ajudar a desenvolver a sua agricultura. Visto à blogueira – O governo orientou a Embaixada brasileira em Havana a conceder o visto de turista à blogueira cubana Yoani Sanchez, colunista do jornal O Estado de S. Paulo, disse o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia. "O visto foi concedido. Agora, obter a autorização para sair de Cuba é problema dela". Marco Aurélio afirmou que o governo tinha consciência de que Yoani aproveitaria para

pedir o visto na véspera da viagem da presidente a Cuba, para criar um fato político internacional. "Eu, se estivesse na situação dela, faria a mesma coisa. Acho que qualquer pessoa faria isso". Para ele, o fato de o Brasil conceder o visto de turista para a blogueira dissidente agora não configura mudança na política do País em relação a Cuba. "Não foi concedido antes porque ela não pediu." Apesar de Yoani ter 202 mil seguidores no microblog twitter, de ter publicado um livro em português especialmente para o Brasil – De Cuba, com carinho (Editora Contexto) –, e de ser reconhecida pela qualidade de seus textos, Marco Aurélio não gosta do que ela escreve. "Você leu os textos dela?" Tem gosto pra tudo." Já a Embaixada de Cuba no Brasil informou ontem que "não há previsão" sobre a concessão ou não da autorização de viagem para Yoani pelo governo cubano. "Yoani não é brasileira, não tem nenhuma relação com o Brasil. A Embaixada de Cuba não tem informação sobre a autorização. O trâmite é de responsabilidade da Dirección de Inmigración de Cuba e não há previsão para isto", afirmou o conselheiro da embaixada, Edgardo Valdés. Desde que criou o blog que retrata a vida em Cuba, Generatión Y, em 2007, Yoani já teve 18 pedidos negados para deixar Cuba – três deles para o Brasil, onde também tentou lançar seu livro. (Agências)

Primeira mudança no MEC, a saída do presidente do Inep .

Wilson Dias/ABr -–13/10/2011

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Ministério da Educação confirmou ontem a primeira mudança na sua cúpula – a saída de Malvina Tuttman da presidência do Inep. O órgão é responsável pela realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Segundo o Inep, a saída da ex-reitora da UniRio foi decidida em reunião com o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Em nota no site do Inep, Malvina afirma: "Saio fisicamente desse importante instituto, mas me sentirei sempre presente em cada sonho realizado e em cada ação desenvolvida pelos servidores do Inep. Para avançar na educação, o Brasil

Mercadante, a todo vapor.

precisa de um Inep forte e o instituto está pronto para cumprir este desafio".

O principal cotado para assumir a vaga é Luiz Cláudio Costa, atual secretário de Ensino Superior do MEC. Outra saída – Ainda ontem, a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, informou em seu perfil no Twitter que está deixando a pasta. Em seu lugar, segundo ela, assume César Callegari, atual membro do Conselho Nacional de Educação (CNE). Em sua mensagem, Pilar deseja "sorte, energia e bom humor" ao novo secretário. A secretaria que ele assumirá no MEC cuida dos programas ligados à educação básica – da creche ao ensino médio. (Agências)

Norte é a região brasileira que mais confia nas Forças Armadas, revela a segunda edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS): Defesa Nacional, divulgado pelo Ipea ontem. Segundo informações do próprio Ipea, 26. 55% dos moradores da região ouvidos pela pesquisa afirmaram ter muita ou total confiança nas Forças Armadas, 25% confiam razoavelmente e apenas 19,7% confiam pouco ou nada. Na média do Brasil, 49,6% indicaram ter muita ou total confiança e menos de 18% não confiam nada. Esta edição do SIPS trouxe informações sobre como o brasileiro encara as Forças Armadas e as condições para que elas sejam exercidas. Para a maior parte da população, o papel mais importante do Exército, da Marinha e da Aeronáutica é o "combate à criminalidade em conjunto com as polícias", seguido da "defesa do País em caso de guerra". Os dois itens obtiveram percentuais próximos: 58,1% e 55,4%, respectivamente. Logo depois vieram as "funções sociais" da Forças Armadas ("ajudar a população com serviços médicos e sociais e em caso de desastres naturais"), com um total de 49,7%. Os entrevistados avaliaram

Campinas terá novo prefeito

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Câmara de Campinas marcou para 22 de março a eleição indireta de seu novo prefeito. Hoje, o Executivo está sob o comando do ex-presidente do Legislativo, Pedro Serafim (PDT). O ex-prefeito Hé-

Técnicos do Ipea explicam a percepção do brasileiro em relação à defesa

49,6 por cento dos entrevistados, média do Brasil, indicam ter muita ou total confiança. Menos de 18% não confiam nas Forças Armadas. positivamente as condições dos equipamentos disponíveis para as tropas do País (48% acham bom ou muito bom o estado dos equipamentos e 29%, regular). E acham lio de Oliveira Santos (PDT) e seu vice, Demétrio Vilagra (PT), foram cassados no segundo semestre do ano passado. Os partidos têm até 7 de fevereiro para inscreverem seus candidatos. Os 33 vereadores escolherão o prefeito para o "mandato-tampão". Se houver duas chapas, vence a que obtiver maioria simples dos votos. Caso a eleição indireta tenha

que é preciso investir mais na estrutura das Forças Armadas: 7 em cada 10 são a favor de aumento no orçamento militar – muito ou razoavelmente. O SIPS questionou os entrevistados sobre a atuação do país em missões de paz da ONU e sobre as formas de contribuição da população em caso de guerra. Ao todo, foram ouvidas 3.775 pessoas, em 212 municípios, abrangendo todas as unidades da Federação. "Um dos destaques da pesquisa foi o baixo índice de 'não soube ou não quis responder', indicando que o entrevistado tem opinião sobre o assunto, mesmo que não tenha definições precisas de conceitos", comentou Edison Benedito, um dos autores do estudo. (DC)

três ou mais chapas, o vencedor dependerá de maioria absoluta (17 votos). Se isso não ocorrer, os dois mais votados vão para segundo turno, que elegerá o que obtiver maioria simples dos votos. Um dos nomes naturais à sucessão é o de Serafim. O PSDB, partido de Dr. Hélio e Vilagra, não deve lançar candidato e sinaliza apoio ao pedetista. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ELEIÇÕES 1 Em campanha, Putin anuncia aumento das pensões na Rússia

nternacional

ELEIÇÕES 2 Sarkozy perde espaço para o socialista Hollande no pleito francês

Divulgação/Reuters

Ahmadinejad parte para o contra-ataque

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ara o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a União Europeia será a grande perdedora por ter adotado sanções proibindo a compra de petróleo iraniano. Agora, é a vez de Teerã planejar um contragolpe às punições do Ocidente. O Parlamento iraniano quer votar no domingo a possibilidade de interromper abruptamente o fornecimento da commodity, de modo a prejudicar a transição suave planejada pelos europeus, que previam um prazo de seis meses para suspender as exportações. "É o Ocidente que precisa do

Irã e a nação iraniana não perderá com as sanções", disse Ahmadinejad em seus primeiros comentários sobre a questão desde que os 27 países-membros da UE concordaram com o bloqueio na segunda-feira. "Houve um tempo em que 90% de nosso comércio era com os europeus. Isso agora caiu para 10%. Nós não pedimos isso. Corte (o comércio) e vamos ver quem vai arcar com as perdas", advertiu. Teerã disse que o prazo de seis meses da UE para que o bloqueio entrasse em vigor indica as dificuldades do bloco em cortar o fornecimento de petróleo

iraniano enquanto enfrenta incertezas econômicas sem precedentes. A UE é o segundo maior comprador do petróleo iraniano, depois da China. O Parlamento iraniano vai debater no domingo uma lei que obrigará o governo a suspender as exportações de petróleo antes do prazo de 1º de julho, estipulado pela UE para diminuir o golpe às economias enfraquecidas de Grécia, Itália e outras, de quem o Irã é um importante fornecedor. "Todos os países europeus que fizeram do Irã o alvo de sanções não poderão comprar nem mesmo uma gota de petróleo do Irã, e as torneiras de petróleo serão fechadas para eles para que eles não brinquem mais com fogo", disse o parlamentar Nasser Soudani à agência Mehr. As sanções adotadas pela UE e Estados Unidos constituem as mais duras punições até agora feitas para pressionar Teerã a moderar suas ambições atômicas. Ahmadinejad afirmou ontem que seu país está pronto para se sentar com as potências mundiais para discutir seu programa nuclear. "Eles têm essa desculpa de que o Irã está se esquivando de negociações, quando não é esse o caso", afirmou. "Por que nós fugiríamos das negociações?" (Agências)

O presidente acredita que a União Europeia tem mais a perder com as sanções ao petróleo iraniano

Irã: elogios para Dilma.

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Irã negou ontem ter criticado a presidente Dilma Rousseff por dar menos ênfase à relação com Teerã. As críticas haviam sido feitas por Ali Akbar Javanfekr, portavoz do líder Mahmoud Ahmadinejad, ao jornal Folha de S. Paulo na segunda-feira. Citado pela agência estatal de notícias Irna, chefiada por ele, Javanfekr alegou que suas declarações foram "distorcidas". Ele afirmou ter dito que Dilma "precisava de tempo para consolidar as relações". Ele disse ainda que elogiou

"o governo e o povo do Brasil pelo apoio à República Islâmica". A nota da Irna disse ainda que o Brasil "insiste em manter um diálogo diplomático com Teerã sobre o programa nuclear da República Islâmica, política que começou com o antigo presidente Luiz Ignacio Lula da Silva (sic)". A reportagem trazia trechos de uma entrevista feita ao celular com Javanfekr, na qual ele disse que Dilma "golpeou tudo o que Lula havia feito" e "destruiu anos de bom relacionamento." "Lula está fazendo muita fal-

ta", disse ele, em referência às gestões para aliviar a pressão sobre o Irã em matéria de direitos humanos e diálogo nuclear. Ramin Mehmanparast, portavoz da Chancelaria iraniana, também se pronunciou sobre o assunto. Citado pela agência Fars, ele atribuiu o mal-estar à "propaganda de mídia para manchar as relações (bilaterais)". Ele insistiu que não há nenhuma mudança na maneira de o Irã enxergar o Brasil e disse que Teerã atribui "grande importância" à relação com Brasília. (Folhapress)

ENXUGANDO O PENTÁGONO AFP - 11/09/07

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Pentágono anunciou ontem uma proposta orçamentária que é 9% abaixo do valor orçado para o ano anterior – a primeira vez que tal redução acontece desde 2001. Os cortes previstos reduziriam o tamanho das Forças Armadas dos Estados Unidos, eliminando milhares de empregos, desativando navios e reduzindo esquadras aéreas, em um esforço para mudar sua direção estratégica e reduzir os gastos em US$ 487 bilhões em uma década.

O plano, que será apresentado em fevereiro, prevê um orçamento de US$ 525 bilhões para o ano fiscal de 2013 (com início em outubro). "Não se enganem, as economias que estamos propondo vão impactar todos os 50 Estados e muitos distritos em toda a América", disse o secretário da Defesa, Leon Panetta, durante a apresentação da proposta orçamentária, em Washington. "Esse será um teste para ver se reduzir o déficit é só conversa ou verdade".

Guerras terrestres, como a do Iraque, são consideradas ultrapassadas

Mudanças - O orçamento começa a concretizar uma nova estratégia militar anunciada pelo Pentágono no início deste mês que pede uma mudança de foco, das guerras terrestres da década passada para os esforços em preservar a estabilidade na Ásia e no Oriente Médio – reflexo da expansão do poder econômico e militar da China. Bases militares serão fechadas; aviões e embarcações, aposentadas; e o efetivo do Exército, reduzido em 80 mil pessoas, para 490 mil. Os fuzileiros na-

vais também verão suas fileiras diminuírem de 202 mil homens para 182 mil. A redução se deve em grande parte ao fim da guerra no Iraque. Em lugar disso, o governo investirá mais em tecnologia, guerra cibernética, forças especiais e aviões não tripulados, conhecidos como "drones". As avionetas têm sido usadas sobretudo na guerra no Afeganistão, que receberá US$ 88,4 bilhões em 2013, abaixo dos US$ 115 bilhões já aprovados para 2012. (Agências)

EGITO

Agora eles pedem a saída dos militares Yonhap/EFE

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ilhares de egípcios acamparam ontem na Praça Tahrir, no Cairo, e prometeram ali ficar até que o Exército entregue o poder em mãos civis, um dia após uma manifestação em massa marcar um ano desde o levante que derrubou Hosni Mubarak. Dezenas de jovens ocupavam a praça em meio a barracas. Ambulantes vendiam bebidas quentes e alguns ativistas se espremiam ao redor de fogueiras para se manter aquecidos no inverno egípcio. Vigílias realizadas anteriormente desencadearam violência, já que a polícia e o Exército buscaram dispersar os manifestantes, mas o cenário era pacífico ontem. Apesar das advertências que se propagaram diante da possibilidade de distúrbios, grupos como a Coalizão de Jovens da Revolução, que engloba oito partidos e nove movimentos políticos, manifestaram sua intenção de ficar em Tahrir para pedir uma mudança real. "O conselho militar comete os mesmos

abusos que Mubarak cometia. Não sinto nenhuma mudança. O conselho militar está liderando uma contrarrevolução. Vamos protestar até o conselho militar se retirar", disse o estudante Samer Qabil, de 23 anos. Após semanas de protestos iniciados em janeiro de 2011, Mubarak renunciou no dia 11 de fevereiro, deixando o poder a uma junta militar, até hoje alvo de críticas por parte da população, que pede um governo civil. O ex-ditador, por sua vez, é julgado pelas mortes de manifestantes durante a onda de revoltas no país. Um novo Parlamento, dominado por seus adversários islâmicos, foi instaurado nesta semana. Mas muitos ativistas jovens que deram início à revolta do ano passado estão cansados do governo militar e preocupados que os grupos islamistas possam sufocar suas esperanças de um grande expurgo da velha ordem. Eles temem que os grupos islâmicos façam concessões políticas ao Exército para preservar seus ganhos políticos. (Agências)

Egípcio na Praça Tahrir pede a pena de morte para Mubarak, que está sendo julgado pela morte de ativistas

De olho no petróleo das Malvinas

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ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, afirmou ontem que as atividades de prospecção petrolífera que o Reino Unido realiza nas ilhas

Malvinas "podem causar um caos ecológico" que afetará os países sul-americanos. Ao comparecer perante uma comissão do Senado, Timerman destacou que o Reino Unido "se

preparou para utilizar, explorar e beneficiar-se dos recursos naturais renováveis e não renováveis que existem no território das Malvinas", sob domínio britânico e cuja soberania é reivindica-

da pela Argentina. Há meses, algumas empresas britânicas realizam tarefas de prospecção petrolífera em águas ao redor do arquipélago. Os resultados da busca foram

ontem qualificados como "decepcionantes" pelo ministro de Energia britânico, Chris Huhne. No entanto, Timerman disse que as atividades exploratórias não só violam resoluções da ONU,

mas provocam um "severo risco ambiental" que "pode criar um caos ecológico". "Nós e os irmãos do Mercosul (Brasil, Paraguai e Uruguai) seremos as principais vítimas", frisou o chanceler. (EFE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

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9 FALHA DE ESTRUTURA Uma das principais hipóteses para explicar o desabamento de três prédios no centro do Rio é alguma falha na estrutura das edificações. Perícia foi acionada para explicar os motivos da tragédia.

idades

Ricardo Moraes/Reuters

Bombeiros e homens da Defesa Civil trabalharam ontem o dia inteiro no resgate de vítimas da tragédia que mudou a rotina do carioca. Há mais de 20 desaparecidos.

DESOLAÇÃO NO CENTRO DO RIO Até ontem à noite, cinco pessoas tinham sido encontradas mortas no meio dos escombros dos três prédios que desabaram na região central da capital fluminense.

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centro do Rio amanheceu ontem envolto por uma nuvem de poeira, após bombeiros terem virado a noite em busca de possíveis sobreviventes do desabamento de três prédios comerciais, na noite de anteontem. Até o fim da noite, cinco corpos tinham sido retirados da montanha de escombros que tomou a Avenida Treze de Maio e 21 pessoas continuavam desaparecidas. O desmoronamento mudou a rotina de muita gente. Ruas próximas da Cinelândia e do centro financeiro do Rio foram interditadas durante todo o dia. Pessoas circulavam de máscara para se proteger da poeira que resultou da tragédia. O primeiro corpo encontrado foi o de Celso Renato Cabral, de 44 anos. Ele estava abraçado a uma carteira de sala de aula e tinha um celular no bolso. O segundo corpo estava dilacerado, sem documentos. Cornélio Ribeiro Lopes, de 73 anos, foi identificado por parentes. O quarto e o quinto eram mulheres, não identificadas. Dos seis feridos na véspera, cinco foram liberados e uma mulher submetida a cirurgia reparadora no couro cabeludo continuava internada. O recém-reformado Theatro Municipal ganhou como paisagem de fundo uma parede de tijolos e uma montanha de toneladas de entulho. Máscaras – Nas drogarias próximas, máscaras de proteção esgotaram. A fina poeira causava irritação nos olhos. Guardas municipais pediam aos pedestres que não ficassem por ali. Motoristas eram aconselhados a acelerar. Com o passar do tempo, a esperança de encontrar vida no meio do entulho deu lugar à resignação. "As chances são muito baixas", disse o comandante da Defesa Civil, o coronel Sér-

gio Simões. Na noite da tragédia, ele falara de bolsões de ar que poderiam fornecer oxigênio para soterrados. Quando a reportagem da Agência Estado chegou ao local do desabamento, poucos minutos após a tragédia, ainda não havia isolamento e mais de cem pessoas transitavam pelas imediações sem entender o que havia ocorrido. Uma espessa nuvem dificultava a visão da montanha que restou, e os bombeiros iniciavam o trabalho de busca. Havia cheiro de gás no ar e muitos carros encobertos pelo pó. Quando guardas começaram a isolar o local, muita gente ainda tentava se aproximar para ver o tamanho do desastre. Bombeiros avisaram que o ar estava impregnado de gás que vazara dos prédios e alertaram que era preciso se afastar dos prédios vizinhos, cuja solidez estava em dúvida. Ao ouvir um estrondo (causado pelo trabalho dos bombeiros), dezenas de pessoas imaginaram que haveria novo desabamento e começaram a correr. A multidão (repórteres, fotógrafos e cinegrafistas incluídos) viveu segundos de apreensão. Quando constatado que não havia novo problema, a correria foi interrompida. Pessoas que trabalhavam nas imediações ou passavam por ali na hora do desabamento contavam o que tinham visto. "Estava levando um casal ao Rio Scenarium e o desabamento ocorreu bem na hora em que passávamos na Avenida Almirante Barroso. O carro não foi atingido, mas ficou coberto de pó", contou o taxista Robson Pedro. O médico Pedro Guimarães Coscarelli, da Secretaria de Estadual de Saúde, alertou que o contato com a poeira pode trazer riscos de alergias e causar danos aos olhos, às

mucosas e problemas respiratórios como sinusites, bronquites e crises de asma. A Cinelândia e o Largo da Carioca foram ocupados por carros de imprensa e furgões de emissoras de TV. A PM isolou os dois locais para evitar o plantão de curiosos. A Câmara Municipal, onde foram reunidos parentes dos desaparecidos, foi cercada. Na Rua Senador Dantas, paralela à Treze de Maio, um prédio e onze lojas fecharam, mas a Defesa Civil negou qualquer interdição. À tarde, quatro prédios na Avenida Almirante Barroso também foram esvaziados pa-

ra facilitar o trânsito das equipes de resgate de corpos e remoção de escombros. Em meio ao caos e à fumaça, a população mostrava solidariedade. O dono do Galeto Liceu, André Tavares, abriu as portas mais cedo para servir água às equipes de resgate e cedeu o banheiro do estabelecimento para os socorristas. Causas – O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) do Rio informou que não há registro da obra que estava sendo realizada em dois andares do edifício Liberdade, um dos que desabaram. De acordo com relatos de tes-

temunhas, havia obras nos 3º e 9º andares do prédio. Os pavimentos pertencem à empresa Tecnologia Organizacional. Em nota, ela lamentou o acidente, mas não deu informações sobre a obra. A Defesa Civil estadual trabalha como principal hipótese de causa do acidente falhas estruturais no prédio, possivelmente causados pela obra. De acordo com o Crea, qualquer obra de grande porte deve ter uma anotação de responsabilidade técnica no conselho, que aponta o engenheiro responsável. Não havia nenhum referente ao prédio no momento. O prefeito do Rio, Eduardo

Paes, afirmou mais cedo que os indícios apontam que uma falha estrutural do prédio maior de 20 andares - levou ao desabamento dos outros dois prédios menores -de 10 e quatro andares. Ele acrescentou ainda que a resposta definitiva sobre as causas será dada pela perícia. Interdição – Três prédios vizinhos aos imóveis que desabaram estão interditados porque os escombros caíram próximos a eles, mas apenas por precaução. Outros prédios da rua foram vistoriados e não foi encontrado indício de dano, mas estão fechados para evitar movimentação. (Agências)

Ari Versiani/AFP

Acidente provocou a interdição de ruas na região central do Rio


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Toda obra deve ser fiscalizada, mas na prática, isso não acontece Luiz Carlos de Almeida, da Unicamp

idades Mauro Pimentel / AE

"Uma reforma, com técnica errada, pode causar um desastre" Mariana Missiaggia

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inda não há pistas para identificar as possíveis causas do surpreendente desabamento de três edifícios no centro do Rio de Janeiro. Na verdade, as razões, concretamente, somente poderão ser conhecidas após os exames periciais. Porém, Luiz Carlos de Almeida, 56 anos, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade de Campinas (Unicamp), especializado em estruturas, apresenta algumas possibilidades, apoiado nos seus conhecimentos e experiência. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Diário do Comércio.

Diário do Comércio – Mesmo sem saber os motivos, haveria alguma possível explicação para o desabamento dos prédios no Rio de Janeiro? Luiz Carlos Almeida – Eu não conheço as dependências, nem as plantas daqueles prédios, mas imagino que o acidente tenha sido fruto de uma sucessão de erros. O que podemos afirmar é que esse tipo de desabamento não depende apenas de uma razão. Uma série de fatores ocasionou o fato. Não é apenas um projeto mal feito, um material mal aplicado ou de má qualidade que pode comprometer uma obra. Porém, esses fatores reunidos e somados a outros problemas podem destruir uma edificação. É como em um acidente de automóvel. A pessoa bate o carro porque está cansada, sonolenta e nessa condição aumenta a velocidade do carro, colide em um terceiro. Ou sai da pista.

Almeida – Qualquer planejamento de uma construção deve estabelecer uma duração mínima para aquele espaço sem necessidade de intervenções, e isso varia de acordo com a dimensão de cada empreendimento. Mas, em geral, as normas brasileiras determinam duração mínima de 50 anos para um prédio. No entanto, é claro que essa vida útil pode ser prorrogada com manutenções constantes, um plano de estrutura bem elaborado e materiais adequados.

Ou seja, uma coisa leva a outra. No entanto, uma coisa determinante em uma construção é a sua manutenção. Pelo que li em jornais, acontecia uma reforma em dois andares de um dos edifícios. Eu não sei a extensão dessa reforma, mas uma técnica errada também pode causar um desastre. DC – O prédio poderia ter evidências que já anunciavam esse desabamento? Almeida – Sim. É algo semelhante ao corpo humano. A estrutura de um prédio também “fala”. Metaforicamente, é claro. O prédio dá sinais perfeitos de que algo de errado está acontecendo naquela estrutura. Paredes com rachaduras, infiltrações, trincas, deformações e outras anormalidades são sintomas de irregularidade e possíveis transtornos, que de alguma maneira devem ser corrigidos. Mas, em geral, a manutenção é o ponto fraco da engenharia.

DC – O senhor citaria algum episódio parecido em São Paulo? Almei da – Vemos muitas pontes em São Paulo à beira da ruína, sem manutenção. Houve um tempo que achávamos que armação de concreto era eterna, mas hoje sabemos que não é. O Viaduto do Chá, no Centro, por exemplo, tem estrutura importada e já atravessou um século sem nenhum acidente porque é constantemente avaliado e reformado. A Ponte dos Remédios é exemplo vivo da falta de manutenção em São Paulo. Ela já passou por dois problemas graves por falta de manutenção e segue dessa maneira. O viaduto Pompeia, que foi vítima recente de um incêndio, na zona oeste de São Paulo, não deveria ter sofrido tanto se houvesse um bom plano de manutenção para alongar seu plano de vida. Já duas grandes estruturas, como a Ponte Estaiada, em São Paulo, e a Ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro recebem atenção especial porque são monitoradas por concessionários que sabem que esse é o tipo de projeto que não dá para ser refeito a cada 50 anos.

DC – E qual é o papel da fiscalização diante dessas obras? Almeida – Toda e qualquer obra deve ser constantemente fiscalizada, mas sabemos que, na prática, isso não acontece. Não só no Rio de Janeiro, mas em qualquer parte do mundo. Essa fiscalização é de responsabilidade da Prefeitura, que tem dezenas de órgãos para fiscalizar essas intervenções. A Prefeitura tem a obrigação de fiscalizar, monitorar e impedir qualquer reforma ou construção que possa apresentar alguma irregularidade. DC – Um prédio tem um tempo de sobrevivência pré-determinado?

Luiz Carlos de Almeida, da Unicamp, não descarta a possibilidade de erro humano como causa da tragédia

O drama dos familiares de desaparecidos aumenta na chegada ao Instituto Médico Legal (IML), no Rio de Janeiro, para a identificação dos corpos das vítimas dos desabamentos. Governador decretou luto de três dias.

Celso Pupo / AE

Marcos de Paula / AE

Marcos de Paula / AE

RIO DE LUTO


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

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11 Se o desabamento fosse na Champs-Elysées, Sérgio Cabral iria correndo Microblogueiro do perfil falso de Paulo Francis

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Twitter: 'Vada a bordo, Cabral!' Em meio à tragédia no Rio, muitos tuiteiros não perdoaram a omissão do governador do Rio e compararam ao abandono do capitão do Costa Concordia Fernando Porto *

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uitos já chamaram (e ainda chamam) o servidor para microblogs Twitter de uma rede social para o inflar o ego das pessoas com frases fúteis ou de uma rede de preguiçosos da escrita ou da leitura (texto máximo de 140 caracteres). Se, em parte, é verdade, muitos críticos não têm como negar a eficácia dessa ferramenta como forma de liberdade de expressão de povos oprimidos por governos censores (Myanmar, Líbia, Síria, Cuba, entre outros) e também sua utilidade como arma de mobilização popular. O humor também deita e rola em PCS e celulares com as gozações sobre as celebridades. No Brasil, a crítica, a denúncia e o humor se misturam – e a fórmula funciona – para atacar os alvos principais: os políticos. Se a crítica é justa ou não, o julgamento varia de cada pessoa, mas o estrago à imagem fica bem evidente, já que o assunto se propaga nas ruas e em todas as mídias. Ontem, mais de 10 horas sem se pronunciar sobre a tragédia dos desabamentos no centro da capital fluminense, o governador Sérgio Cabral já surgia no Trending Topics do Twitter (lista em tempo real das frases mais publicadas, uma espécie de Ibope da rede) entre os 10 assuntos mais comentados, com a hashtag #cadecabral pipocando comentários ácidos. Um jornal humorístico postou a manchete "Governador Sérgio Cabral está entre os desaparecidos no desabamento do Rio" para ironizar o sumiço do governante e o link (http://migre.me/7GoXa) logo foi retuitado até pelos mais

respeitados colunistas políticos, como Ancelmo Gois e Ricardo Noblat, além da frase "Cabral, vada a bordo, cazzo!" e sua variante "Vada a bordo, Cabral!", uma clara associação à outra frase que virou febre no Twitter pelo mundo, proferida por Gregorio Maria De Falco, comandante da Capitania do Porto de Livorno, Itália, para o capitão Francesco Schettino, do navio Costa Concórdia, também acusado de omissão por abandonar seu posto sem prestar socorro aos passageiros e tripulantes. "Se o desabamento fosse na Champs-Elysées, Sérgio Cabral iria correndo socorrer as vítimas!", disparou o dono do perfil falso de Paulo Francis. "Pergunte à Luiza que já voltou do Canadá. Vada a bordo, ca... (bral!)", tuitou o usuário Ricardo no microblog de Noblat, colando a história à irritante frase surgida num comercial de João Pessoa e que dominou redes sociais nas últimas semanas e até nas emissoras de televisão. Após a avalanche de tuítes, o governador ditou uma nota às 15h de ontem, divulgada na Rádio CBN: "Diante da tragédia, pelo menos não foi num momento de pico de movimento de um dos corações do Centro do Rio." Uma primeira frase que irritou mais ainda os microblogueiros que usaram de adjetivos nada amigáveis. Outra "munição" foi o governador agradecer o trabalho dos "heróis dos bombeiros e saúde". Cida Vitoriano retrucou: "Sérgio Cabral não vai ao local da tragédia com medo da reação do povo que apoia a luta dos #bombeiros por melhores salários." Entre brincadeiras e críticas políticas, o estrago já estava feito. E os implacáveis tweets continuaram se multiplicando na rede social noite adentro. (* Com agências)

Sérgio Cabral, alvo de ontem no Twitter por causa do sumiço e da demora em se pronunciar sobre a tragédia no centro do Rio

Ide Gomes / AE

Governador Sérgio Cabral está entre os desaparecidos no #desabamentoRio SITE SENSACIONALISTA

Quem viu o governador Sérgio Cabral por aí? BLOG DO NOBLAT

Pergunte à Luiza que já voltou do Canadá Vada a bordo, ca... (bral!) RICARDO, MICROBLOGUEIRO

Cabral, vada a bordo, cazzo! ROGER, VOCALISTA DO ULTRAJE A RIGOR

Divulgação

Reprodução

A CATEDRAL ESTÁ...

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o próximo ano, além do aniversário, a Cidade vai ter outras velinhas para apagar, pois 2013 marca os 100 anos do início da construção de sua catedral da Sé. Na verdade, tal centenário teria raízes mais longas, pois a atual igreja foi antecedida de outro templo, cujas características barrocas nós conhecemos graças às fotografias de Aurélio Becherini, um imigrante italiano que trabalhou para os jornais O Estado de S. Paulo e Correio Paulistano. Essas imagens datam mais ou menos de 1910 e mostram uma igreja com ares de cidade do interior. Suas paredes de taipa foram postas abaixo em 1911 e dela restou uma bela pintura de Almeida Júnior (1850-1899) que reproduz o santo São Paulo ao lado de um imponente cavalo negro, intitulada A conversão de São Paulo a caminho de Damasco. Esta tela de bom tamanho (3,80 metros por 4,70 metros) estava incrustada no teto de madeira da antiga igreja, quase no meio da nave e, felizmente, alguém teve o bom senso de preservála. Hoje, está no Museu do Ipiranga. Certamente, será bastante lembrada no ano que vem.

O FOGO APAGOU GLOBAL

E Arquivo/AE

Agliberto Lima/DC

...CHEGANDO AOS 100 ANOS

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construção da catedral se deve a Dom Duarte Leopoldo e Silva (1861-1938), que foi o primeiro arcebispo da Cidade. Era taubateano e devia ser um homem cheio de energia, otimista, uma vez que teve disposição para iniciar um prédio com 111 metros de comprimento por 92 de altura. Construção tão imensa demorou para ser tocada. Ficou pronta somente em 1970, com o arremate das torres que pareciam ser intermináveis. Jornalistas mais antigos se lembram que os arcebispos do momento, a cada ano, promoviam campanhas de arrecadação de fundos para aquela finalidade. Um deles, Dom Agnelo Rossi (1913-1995), com certeza movido pela ansiedade, chegou a levá-los lá no alto a fim de mostrar in loco a catedral desfigurada para amolecer os corações dos doadores. Havia uma longa tábua ligando os dois tocos de torres numa extensão de 30 metros, na qual o

cardeal passeava com desenvoltura, e batina esvoaçante, para tornar mais dramático o apelo. Isso foi em fins dos anos 60. O projeto da catedral é do alemão Maximilian Emil Hehlm (1861-1916), que veio construir estradas de ferro e foi ficando. Trocou os trilhos pelas casas de Deus, já que também projetou a Igreja da Consolação. E foi professor da Poli.

Catedral da Sé em 1939; já inaugurada (sem as torres), em 1954; e, finalmente, em sua configuração atual.

mbora muita gente suponha interior de São Paulo, de Minas, do que a globalização é um Paraná ou talvez de todo Brasil fenômeno dos anos 80 ou 90, poderia fazer igual, pelo menos até Steven Spielberg (abaixo) dá a uns 30 anos atrás, pois não se sabe entender que ela existe desde que o efeito da televisão e jogos o mundo é mundo no seu filme eletrônicos nesse período nos Cavalo de Guerra, ora em cartaz na costumes brasileiros. Até então, não Cidade. Sigam o raciocínio. O fio pretendiam chamar equinos, mas condutor da película é a trajetória sim imitar o canto do Fogo Apagou de um belo cavalo baio que vive (Columbia squamonata) uma perigosas aventuras até retornar, espécie de rolinha, de 19 cm, que em pleno campo de batalha na I habita nossos campos. Não há Guerra Mundial, para os braços do notícias de que o Fogo Apagou seja seu primeiro dono, um menino do encontrado em Devon, mas tanto condado de Devon, agora soldado os meninos de lá, no caso o inglês, combatendo os alemães em adolescente interpretado por uma trincheira. Para atraí-lo ao Jeremy Irvine, como os de cá, sejam meio do fogo, o rapaz utiliza um de Jaú, Guaxupé ou Maringá, têm assobio que se tornara um código algo em comum. E Spielberg, que é entre eles desde que o soldado era de Ohio (EUA), não o introduziria no um adolescente e o animal, um filme se não o conhecesse. Jean-Paul Pelissier/Reuters potro a caminho da maturidade. Este assobio, obtido com as duas mãos juntas e sopradas no meio, produz um som opaco, que seria melancólico como o da coruja se não fosse sincopado e prolongado. Pois bem: qualquer menino do


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 -.LOGO

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www.dcomercio.com.br

...Marilyn Monroe por Andy Warhol; Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci... A artista francesa Jocelyne Grivaud transformou Barbies em personagens de famosas obras de arte. Nesta página, você vê Nefertiti...

...e 'A moça com o brinco de pérola', de Vermeer. Mais no site da artista. http://bit.ly/bPVeLk

C IÊNCIA E UA

I NTERNET

A Terra, em detalhes

O namorado da dona Baratinha O popular Zoológico do Bronx em Nova York – aquele que costuma ser notícia pelo desaparecimento de seus animais – celebrará o Dia de São Valentim (semelhante ao nosso Dia dos Namorados) no próximo dia 14 de fevereiro com uma campanha inusitada. Namorados apaixonados poderão dar os nomes de seus amados ou amadas a baratas gigantes de Madagascar. A homenagem custa US$ 10 ou US$ 25 (se a pessoa escolher dar nomes a um casal de baratas). O dinheiro será usado para preservar a espécie. Todos que participarem da

campanha receberá um certificado e um chocolate artesanal em forma de barata elaborado à mão pela chef Sabrina Berkowitz para que este ano "seja mais doce que nunca", detalhou o site, acrescentando que os insetos também podem ser batizados com o nome de um exnamorado ou da sogra. A grande barata de Madagascar (Gromphadorhina portentosa) é a maior espécie deste inseto e pode medir até dez centímetros de comprimento, três vezes mais que a barata comum. www.bronxzoo.com

H ISTÓRIA

Nasa/AFP

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Nasa, a agência espacial norte-americana, divulgou uma imagem da "Blue Marble", que corresponde à fotografia da superfície da Terra deste ano, tomada no dia 4 de janeiro pelo satélite Suomi NPP. Segundo a agência, esta é a imagem em mais alta definição já feita da Terra. A Blue Marble deste ano superou as versões anteriores, tiradas pela Nasa desde 1972, quando a imagem foi capturada durante a missão da Apollo 17. A imagem foi divulgada um dia depois de o satélite, o primeiro de uma nova geração, receber o nome de Verner Suomi, um dos cientistas pioneiros no desenvolvimento de sondas para análise do clima terrestre.

A polícia francesa anunciou ontem que prendeu dois hacktivistas do grupo Anonymous, acusados de terem tirado do ar em junho do ano passado a página da estatal de energia elétrica EDF, informou a emissora de rádio France Info. As prisões aconteceram na segunda-feira em Paris. Os dois detidos, de 26 e 30 anos, confessaram aos agentes da polícia que participaram do ataque ao site da EDF logo depois do tsunami no Japão e da crise da central nuclear de Fukushima, segundo a emissora francesa. A página da companhia elétrica francesa foi bloqueada durante vários dias consecutivos, o que causou um prejuízo estimado em 162 mil euros. A ação provocou a abertura de uma investigação judicial que levou a polícia aos dois hackers.

Aung Hla Tun/Reuters

AFP

Presos integrantes do Anonymous

D ESIGN

Logo MANIA

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Imagem do Museu Britânico mostra uma bússola de marfim cujo ponteiro indica a direção a Meca. A peça foi feita em 1582 e integra uma nova exposição do museu.

A NIMAIS Elmer Martinez/AFP

Muitos designers 'escondem' imagens em seus logos. O da joalheria Snooty Peacock esconde um pavão.

O pavão (peacock, em inglês) também aparece no logotipo do canal americano NBC.

Casa garantida

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MINA DE OURO - Budistas fazem oferendas no pagode Kyaikhtiyo, conhecido também como Pedra Dourada em Mianmar. O país vive reformas democráticas e começa a abrir as portas para turistas. Diversas redes hoteleiras já demonstram interesse em investir no país.

nicaraguanationalzoo.com

Na cadeia

M EGAUPLOAD

Dois diretores são soltos Um tribunal neozelandês concedeu ontem liberdade condicional a dois diretores do site Megaupload que foram detidos em Auckland. O fundador do portal, o alemão Kim Schmitz, conhecido como "Dotcom" continua preso. Foram soltos o alemão Finn Batato, 38 anos, e o holandês Bram van der

Kolk, 29. O juiz McNaughton negou na quarta-feira a liberdade condicional de "Dotcom" por considerar que existe risco de fuga da Nova Zelândia. "Dotcom", que apelou da decisão, permanecerá detido até 22 de fevereiro, quando acontecerá uma audiência sobre o pedido de extradição aos EUA.

A polícia francesa prendeu ontem Jean-Claude Mas, fundador da PIP, empresa que distribuiu próteses mamárias com silicone adulterado. As próteses foram comercializadas em vários países, inclusive o Brasil. A investigação mostrou que as próteses da PIP contêm aditivo para combustíveis. Mas deve ser processado por homicídio culposo.

Reuters

Tucano (foto maior) e arara (foto menor) estão entre os animais que encontraram abrigo no Nicarágua National Zoo, na localidade de Masaya. O zoo possui um centro de acolhimento para animais confiscados por autoridades do país em operações de tráfico de animais.

O Toblerone tem um logotipo famoso, mas pouca gente percebe que a neve é, na verdade, um urso. veja outros logos no site abaixo. http://bit.ly/xi34pC

L OTERIAS Concurso 708 da LOTOFÁCIL 01

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13 TV A CABO Embratel conseguiu aval da Anatel para ter controle da Net.

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CRÉDITO Caixa Federal quer aumentar carteira em 40% e passar à frente do Bradesco.

Paulo Vitor/AE

Desemprego recua no País e fecha 2011 em 6% Dados do IBGE divulgados ontem mostram que o mercado de trabalho reagiu no final do ano passado. Em dezembro, o índice de pessoas que buscavam emprego caiu ao menor valor desde 2002.

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pesar dos reflexos do agravamento da crise europeia na economia global em 2011, o desemprego manteve a trajetória de queda no Brasil e terminou o ano passado em 6%. O índice divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, no primeiro ano da gestão de Dilma Rousseff, o desemprego foi reduzido à metade ante 2003, início do governo Lula, quando era de 12,4%. O resultado de 2011 foi beneficiado pela queda do desemprego para 4,7% em dezembro, depois de 5,2% em novembro, a menor taxa de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Com o mercado de trabalho aquecido por vagas temporárias, a população economicamente desocupada no País ainda era de 1,1 milhão em dezembro de 2011, mas a média do ano foi de 1,4 milhão de pessoas em busca de emprego. Em 2003, eram 2,6 milhões. "Os avanços no mercado de trabalho nos últimos anos são significativos e indiscutíveis, com a população de carteira assinada crescendo acima da ocupada, mas ainda há muito a

melhorar no que diz respeito à informalidade e à contribuição para a Previdência", observou Cimar Azeredo, técnico do IBGE responsável pela PME. Carteira assinada: em nove anos, a formalização do trabalho cresceu quase 50%, segundo informações do IBGE. Em nove anos, a formalização do trabalho cresceu quase 50%, atingindo em 2011 quase dade da redução do contin- cada pela quebra do banco cada (Ipea) para o mercado de com Azeredo, "não se viu esse 11 milhões de empregados. No gente de desocupados entre Lehman Brothers chegou a ele- trabalho, o efeito da crise só de- cenário de crise" até agora. entanto, mais da metade dos 2010 e 2011 (de 1,25 para 1,13 var o número de desemprega- ve se mostrar no primeiro triRenda – O rendimento métrabalhadores do setor priva- milhão) mostrou que o empre- dos de 1,56 milhão em 2008 pa- mestre deste ano. "Ainda é um dio real dos ocupados ficou em do, 51,5%, ainda não têm car- go reagiu de forma diferente ra 1,59 milhão em 2009. pouco cedo para avaliar. O re- R$ 1.650,00, o valor mais alto teira assinada e a garantia de no ano em que a economia dePara Carlos Henrique Leite flexo de 2008 só foi sentido em para o mês de dezembro desde direitos como fundo de garan- sacelerou com a crise europeia Corseuil, técnico do Instituto 2009. Mas não acredito em um 2002. Apesar da taxa de detia. Somente em 2011 a maior do que em 2008. A crise provo- de Pesquisa Econômica Apli- efeito muito forte." De acordo semprego registrar a menor parte dos trabalhadores da remarca desde 2002, o rendimengião metropolitana de São to real do trabalhador perdeu Paulo passou a ser formalizafôlego e cresceu 2,7% na média da (52%). No de 2011, quase um ponto perRio de Janeiro, centual a menos do que em eles ainda são 2010, quando o avanço havia apenas 43,9%. sido de 3,8%. Dentre os motiA contribuivos apontados pelo IBGE para taxa de desemprego deve cenário de pequena queda do ção para a Prea desaceleração, estão o aucontinuar a cair ao longo de 2012, desemprego", afirmou, sem arriscar vidência mento do emprego formal mas em velocidade menor do que a um número. milhão de pessoas avançou mais (que tem um custo mais elevados últimos anos, avalia o economista Velocidade – Para Mendonça, a em busca de emprego e alcança hoje do para o empregador), a inflado Departamento Intersindical de taxa de desemprego neste ano deve 71% dos trabação mais alta no ano passado Estatística e Estudos Socioeconômicos ter um comportamento semelhante por mês ao longo do lhadores, indi(6,5%, pelo IPCA) e o reajuste (Dieese), Sérgio Mendonça. ao registrado em 2011. "Apesar da ano passado. A média cando que do salário mínimo. Segundo ele, isso deve ocorrer desaceleração da economia, ainda muitos contriRegionalmente, São Paulo porque o Produto Interno Bruto (PIB) tivemos uma forte geração de mensal de 2003 buem como foi responsável pela menor exdo País deve crescer por volta de 3%, empregos formais. A taxa não se era bem maior, autônomos, pansão da renda. Na região, o que manteria o ritmo de expansão reduziu na mesma velocidade de de 2,6 milhões. mas quase que conta com o maior mercada ocupação em cerca de 1% a 1,5% 2010, mas continuou caindo, o que foi, 30% ainda está do de trabalho do País, a renda em 12 meses, em um mercado de de certa forma, surpreendente, mais no mercado de cresceu apenas 0,7% na média trabalho que já está apertado. positivo do que esperávamos", trabalho sem seguro. de 2011 – em Salvador, o avan"Eu diria que estamos em um afirmou. (AE) Segundo o IBGE, a continuiço foi de 5,2%. (Agências)

1,4

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Newton Santos/H

Taxa continua a cair em 2012, mas em menor ritmo, afirma Dieese.

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Novas tecnologias, novo trabalho. Renato Carbonari Ibelli

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o longo dos últimos 20 anos o mercado de trabalho brasileiro passou por profundas modificações. A abertura econômica, do início dos anos de 1990, obrigou a indústria do País a buscar tecnologia para se manter competitiva. Esse processo significou a automação da produção, o que acarretou no deslocamento de muitos postos de trabalho industriais para os setores de serviço. Esse foi apenas o início de movimento que alterou drasticamente as relações trabalhistas. Nesse período, as novas tecAs relações trabalhistas no País são modificadas pelas inovações tecnológicas

Justiça mais longe do empregador

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os últimos anos, a legislação trabalhista passou por profundas adequações, em geral, para dar mais celeridade ao recebimento dos créditos trabalhistas. Tais mudanças também criaram dificuldades para as empresas que pretendem recorrer das decisões judiciais. No início deste ano, foi criado o Banco Nacional de Débitos Trabalhistas. As companhias incluídas nesse cadastro passam a ter pública a sua situação de inadimplência. Essa situação, segundo o advogado trabalhis-

ta Fabrício Nunes Souza, do escritório PLKC, "cria, entre outros, dificuldades para que a empresa feche contratos com o setor público". O advogado lembra ainda da instituição da penhora online. Por meio dela, a companhia devedora tem sua movimentação financeira bloqueada. "Uma empresa com pendências trabalhistas, por exemplo, pode ter a dívida executada muito mais rapidamente", diz. Souza afirma que a Justiça vem dando prioridade à quitação ágil dos débitos trabalhis-

tas. Atualmente, somente a Justiça do Trabalho tem disponíveis digitalmente os processos que correm em seus 24 tribunais, além do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Das mudanças recentes nas leis trabalhistas, o advogado aponta apenas a regulamentação da terceirização como favorável às corporações. "Mesmo sem leis específicas há entendimentos jurisprudenciais sobre o tema. A terceirização permite à empresa contratar profissionais especializados com menor ônus", explica. (RCI)

nologias entrantes no mercado tornaram fundamentais a capacitação e especialização dos trabalhadores. Elas permitiram que o trabalho fosse realizado à distância, tornando as relações entre empregador e empregado mais impessoais. A terceirização ganhou espaço, enquanto a carteira assinada perdeu, fenômenos que só começaram a se reverter mais recentemente. No bojo desses acontecimentos, o economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destaca o crescimento do emprego no setor terciário – de serviços –, que permitiu que o chamado trabalho imaterial pudesse avançar. O economista explica que na indústria ou na agricultura é impossível não haver a presença física do trabalhador, já no setor de serviço, com o avanço das tecnologias de comunicação e informática, a presença não é fundamental. "O trabalho imaterial é uma tendência irreversível, mas que precisa ser regulamentada", diz. "Mas o governo tem trabalhado neste sentido." O presidente do Ipea se refere à aprovação pela presidente Dilma, ao final de 2011, da Lei 12.551, que equiparou os meios informatizados e de comunicação, como celular ou computador ligado à internet, aos meios pessoais e diretos de comando. Entretanto, essa impessoalidade do trabalho, somado à estagnação da economia, causou a perda de postos de emprego e a desvalorização do salário. No período,

lembra, houve aumento da informalidade e do trabalho por meio de Pessoa Jurídica. Em meio a essa desestruturação do mercado, o sociólogo José Pastore lembra que houve o aumento da intervenção do Estado na interação entre empregado e empregador. Isso causado pelo aumento da participação de sindicalistas na estrutura dos governos. "Há um aspecto positivo nesse movimento, que foi o estabelecimento de garantias legais para

segmentos profissionais que não as tinham", diz Pastore. Por outro lado, o sociólogo aponta que o aumento da intervenção do Estado no mercado de trabalho acabou por engessar as relações trabalhistas atuais. "O excesso de regulação legal do Estado impede que acordos entre patrão e empregado sejam acertados", explica. Mas ambos especialistas apontam que daqui para frente o principal desafio será a capacitação profissional.

S.A. CNPJ 97.837.181/0001-47

Companhia Aberta NIRE 35300154410 Edital de Convocação ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Os Senhores Acionistas da DURATEX S.A. são convidados a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada em 08.02.2012, às 15:00 horas, no auditório da sede social, na Avenida Paulista, 1938 - 5º andar, em São Paulo (SP), a fim de examinar e deliberar sobre a seguinte proposta do Conselho de Administração: I - Emissão Privada de Debêntures Aprovação dos termos e condições da primeira emissão privada de 777.000 debêntures, conversíveis em ações ordinárias de emissão da Companhia, em série única, da espécie com garantia flutuante, no valor total de R$ 99.999.900,00 e com vencimento em 5 anos contados da data de emissão, bem como autorização para a administração da Companhia praticar os atos e firmar os documentos necessários à formalização da operação; II - Alterações Estatutárias Alteração e consolidação do Estatuto Social com o objetivo de adaptá-lo às novas regras do Regulamento de Listagem do Novo Mercado da BM&FBOVESPA - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros. Informações Gerais: Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas no website de relações com investidores da Companhia (www.duratex.com.br/ri), bem como no website da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade e comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária, contendo a respectiva participação acionária. Os Acionistas podem ser representados na Assembleia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade e os seguintes documentos comprovando a validade da procuração (para documentos produzidos no exterior, a respectiva tradução consularizada e juramentada): a) Pessoas Jurídicas: cópia autenticada do contrato/estatuto social da pessoa jurídica representada, comprovante de eleição dos administradores e a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório; b) Pessoas Físicas: a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório. De modo a facilitar os trabalhos na Assembleia, a Companhia sugere que os Acionistas representados por procuradores enviem, com antecedência mínima de 48 horas, cópia dos documentos acima elencados por correio ou portador para: Duratex S.A. - Assuntos Paralegais Av. Paulista nº 1938 - 19º andar - Bela Vista São Paulo-SP - CEP 01310-942 São Paulo (SP), 23 de janeiro de 2012. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Salo Davi Seibel Presidente (24/25/27)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

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e Selic deve chegar ao patamar de um dígito, diz Copom.

A política de manter gastos sob controle abrirá espaço para reduzir juros. Guido Mantega, ministro da Fazenda

conomia

Ata da última reunião do comitê destaca que cenário favorece queda. Objetivo do ajuste moderado no nível da taxa de juros é consistente com convergência da inflação para a meta de 4,5%, em 2012.

O

Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou ontem a ata da sua última reunião, que reduziu os juros básicos da economia (Selic) de 11% para 10,5% ao ano. No documento, o comitê afirma que há "elevada probabilidade" de um cenário que possibilite a redução da taxa para patamares de um dígito em 2012. O aumento na oferta de poupança externa e a redução de seu custo de captação é que contribuíram para a redução das taxas de juros domésticas, informa a ata. O Copom considera ainda, segundo o documento, que o processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, bem como pela geração de superávits primários. A decisão do Copom foi unânime e, em comunicado divulgado logo após a reunião no dia 18 deste mês, o comitê justificou a redução com o objetivo de atingir a meta de inflação em 2012, de 4,5%. "O Copom entende que, ao mitigar os efeitos de um ambiente global restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012", disse o comunicado, repetindo o que foi divulgado na última reunião. Para o economista-chefe do HSBC Bank Brasil, André Lóes, a ata foi "anormalmente explícita" na sinalização de que continuará cortando juros. "O Copom foi mais direto que o normal", disse. Em especial, no parágrafo 35, que trata da probabilidade de levar a taxa a um dígito. "Está em linha com o cenário, que contempla mais três cortes de 0,50 ponto percentual e chegará a

3,1 por cento é a hipotése de trabalho de geração de superávit primário do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, sem ajustes, afirma BC

9% ao ano." Se alinha também, segundo o economista, com a política geral do governo, que pretende reforçar a política econômica para obter ajuste fiscal mais consistente e, assim, abrir espaço para o equilíbrio monetário. P er s p ec t iv a s — O Banco Central avalia que a inflação em 12 meses tende a declinar, e caminha na direção da trajetória de metas. Na ata da última reunião do Copom, ressaltou que a inflação acumulada em 12 meses começou a recuar no último trimestre de 2011. O crescimento menor da economia brasileira em 2011 foi determinante para a mudança de tom do documento. Ao invés da previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3%, estimada pelo BC no final do ano passado, a economia brasileira teve expansão menor em 2011, entre 2,7% e 2,8%. Em relação à política fiscal, porém, o BC aponta para o "cumprimento da meta de superavit primário de R$ 139,8 bilhões (cerca de 3,1% do PIB), sem

ajustes, em 2012". Segundo o comitê, admite-se, como hipótese de trabalho, a geração de superávit primário de 3,1% do PIB em 2013, sem ajustes. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou à imprensa que a política de manter gastos públicos sob controle abrirá espaço para o BC reduzir juros. Segundo ele, o governo trabalha para manter estáveis porções "rígidas" dos gastos, como salários, despesas com viagens e compras de equipamentos, com o objetivo de evitar cortes em programas sociais e também aumentar os investimentos. "O dinheiro (do superávit primário) será para pagar as dívidas do País", garantiu, acrescentando que a economia brasileira deve crescer 4,5% neste ano, puxada pelos investimentos do setor privado e pelo consumo. (Agências)

Inflação pesará mais para BC

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ata da última reunião do Copom desfaz a percepção extraída do Relatório Trimestral de Inflação, de que o ciclo de baixa da taxa de juros poderia terminar em 10% ao ano. A avaliação é do diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Bradesco, Octavio de Barros, que participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. De acordo com ele, a menção na ata sobre a probabilidade da Selic em um dígito sugere que o teto com o qual o BC trabalha é de 9,75%.

"Ao mesmo tempo, a ausência do termo 'ajustes moderados' sugere que o fim do ciclo esteja próximo e que as portas ficam abertas para que a redução mude para 0,25 ponto percentual depois da reunião de março, onde deverá ser de 0,50 ponto percentual. Isso significa dizer que, depois disso, podemos ver mais uma ou duas quedas de 0,25 ponto percentual." De acordo com Barros, se o cenário se confirmar, com a retomada gradual da oferta por estoques elevados e inflação bem

comportada, a Selic deverá atingir 9,5%. Porém, se a atividade vier mais forte e antes do esperado, a taxa de 9,75% ganharia força. "Em resumo, o Copom fica mais dependente dos dados daqui para frente do que antes", afirmou. Ele acha ainda que o BC poderá se surpreender, no plano global e no doméstico. "A recuperação ficará explicitada antes do segundo semestre. A aversão ao risco vem se reduzindo mais rápido. A inflação terá mais peso na decisão do BC que a atividade." (AE)

Zé Carlos Barreta/Hype

Só em 2011, foram financiadas 493 mil unidades de acordo com Abecip. Número foi 17% maior que 2010.

INCC-M tem alta de 0,67%

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inflação na construção civil ganhou força em janeiro. O Índice Nacional de Custo da Construção — Mercado (INCC-M), que mede a evolução de preços no setor, subiu 0,67% este mês, em relação a dezembro, quando avançou 0,35%. O INCC-M acumula alta de 7,9% em 12 meses. Medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), representa 10% do Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M). Os preços de mão de obra tiveram alta de 0,98% em janeiro, ante 0,47% em dezembro. Preços de materiais, equipamentos e serviços também aceleraram, subindo 0,35% este mês,

após avanço de 0,23% em dezembro. Em 2011, a inflação da construção civil fechou o ano com alta de 7,58%, taxa idêntica à apurada em 2010 Pelo indicador de desempenho da construção civil calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a indústria do setor fechou 2011 desaquecida pelo quinto mês consecutivo, com 49,1 pontos. Menos de 50 aponta retração de atividade. Pequenas empresas foram as que mais sentiram, com 45,3 pontos. Apesar do cenário, o indicador que mede expectativas futuras dos empresários é de 59,4 pontos. Em dezembro, era de 56,1. (Folhapress)

Crédito imobiliário pelo SBPE deve crescer 30% em 2012 Paula Cunha

A

s perspectivas são positivas para o mercado imobiliário brasileiro em 2012 e nos próximos anos: de acordo com os dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de financiamento para a aquisição e construção de imóveis cresceu 42% em 2011 frente ao ano anterior, ao totalizar R$ 79,9 bilhões pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Para este ano, a expectativa é que concessões para o crédito imobiliário com recursos da caderneta serão de R$ 103,9 bilhões, número 30% superior ao financiado em 2011. Entre os fatores que contribuíram para o resultado e para a previsão otimista, destacam-se o crescimento da massa salarial nos últimos anos e a estimativa de aumento da concessão de crédito. Além destes, o controle da taxa de juros e a perspectiva de manutenção dos níveis de desemprego, que ficou em 6% no ano passado e é o menor dos últimos nove anos (conforme divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísti-

ca — IBGE), são indicadores positivos que devem contribuir para o bom desempenho, afirmou o presidente da Abecip, Octavio de Lazari Junior. Segundo ele, "talvez ocorra um crescimento (no setor) maior que 30%, podendo chegar a 35%." Espaço para crescer — Apesar da afirmação otimista, é importante lembrar que a Abecip havia previsto um volume total de financiamento de R$ 85 bilhões em 2011, que não se concretizou. O ano fechou em R$ 79,9 bilhões, em razão do atraso na entrega de diversos empreendimentos, provocado pela falta de mão de obra qualificada na construção civil. Entretanto, Lazari Junior não considera a redução da estimativa um indício negativo para este ano, pois o resultado final ficou bem próximo ao da meta. O presidente da Abecip ressaltou ainda que o segmento imobiliário tem um enorme espaço para crescer no Brasil. Segundo ele, a relação entre o crédito imobiliário e o Produto Interno Bruto (PIB) no País é de 4,7%, enquanto que na China e no México está avaliada em 11%, e em 81%, nos Estados Unidos. Além disso, Lazari Júnior lembrou que o nível de inadimplência em ope-

rações de crédito no setor imobiliário, com contratos com mais de três prestações em atraso, situou-se em 2% no ano passado, o que indica estabilidade ante 2010. Já para outros segmentos o nível observado foi maior. Ele citou como exemplo veículos (4,9%), crédito pessoal (5,5%) e cheque especial (10,1%). A Abecip divulgou o total de unidades financiadas em 2011: foram 493 mil, total 17% superior às 421 mil de 2010. Só em dezembro, o volume foi de 49,6 mil, com elevação de 27% frente a novembro, e 14% ante o mesmo mês do ano anterior. Assim, o resultado atingiu o recorde histórico mensal, de acordo com o levantamento oficial da entidade. Poupança e FGTS — A entidade apurou, também, que a captação líquida da poupança foi de R$ 9,4 bilhões em 2011. O saldo nas cadernetas de poupança no ano passado somou mais de R$ 330,6 bilhões em dezembro do ano passado, ante R$ 299,9 bilhões no mesmo mês de 2011. No caso dos financiamentos que utilizam recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o total de 2011 ficou em R$ 114,1 bilhões, alta de 36% em relação ao ano anterior.


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O investimento publicitário cresceu 16% em 2011, bem acima da média da economia, atingindo R$ 88,3 bilhões, segundo dados do Ibope.

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MÍDIA EM ALTA

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investimento publicitário cresceu 16% em 2011, bem acima da média da economia, atingindo R$ 88,3 bilhões, segundo dados do Ibope. A grande surpresa ficou por conta do aumento da participação da internet, de 6% ante 4% em 2010. As emissoras de televisão mantiveram a fatia de 53% do investimento publicitário. Os jornais ficaram com 20% do total, uma queda de 1% em relação a 2010, mas começam por sua vez a consolidar ganhos em internet. Já as revistas mantiveram a par ticipação de 8%. Entre os a nu n c ia ntes, as Casas Bah i a c o n t inuam a liderar o ranking e, de quebra, a emprestar volume para a agência Y&R, de Roberto Justus, que se manteve na liderança de mercado, seguida de AlmapBBDO, Ogilvy, JWT e WMcCann. Entre os anunciantes, a Unilever manteve a segunda posição, seguida de AmBev. O setor de comércio e varejo, segundo a pesquisa, continua a liderar o investimento publicitário no Brasil, respondendo por 22% do investimento total em 2011, o que representou R$ 19,1 bilhões, seguido de veículos, peças e acessórios. Em terceiro lugar no ranking setorial aparece higiene pessoal e beleza, com salto de R$ 5,3 bilhões em 2010 para R$ 7,4 bilhões em 2011, enquanto o mercado financeiro e de seguros respondeu por R$ 6 bilhões do bolo publicitário. O dado mais revelador, porém, está no crescimento de participação da internet, que ga-

nhará mais impulso com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, exatamente pela sua aderência a meios móveis de comunicação como tablets e celulares. Em 2011, no entanto, as empresas de telecomunicações colocaram um pé no freio do investimento publicitário, respondendo por R$ 3,9 bilhões do bolo e ainda que esse investimento tenha aumentado 1% em relação a 2010, mostra que as ofertas começaram a escassear, com as operadoras ávidas por resultados. Os jornais continuam a concentrar, por força da credibilidade, as campanhas do setor financeiro e de seguros, bem como a venda de carros e imóveis. Já a televisão é o centro das ofertas de consumo e varejo, bem como bebidas e higiene pessoal e limpeza. A internet teve expansão em 2011 sobretudo na oferta de serviços, a exemplo das compras em grupo, que também têm dado importante impulso para varejo e serviços, sobretudo refeição fora do domicílio. Os números do Ibope ainda silenciaram a voz das cassandras, sempre apregoando o pior. Foram melhores do que o esperado, embora reveladores, sobretudo, aos jornais da força da web. É isso que tem levado empresas de comunicação a buscarem regular direitos autorais, mas os internautas colocaram água na sopa e deram linha à pipa, os dois projetos de legislação norteamericanos que o Congresso dos EUA adiou a votação.

Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br

Fotos: Divulgação

CHURRASCARIA Ford continua a apostar em famosos para suas campanhas de marketing. Depois de Deborah Secco e Anderson Silva, agora foi a vez de Claudia Leitte estrelar a campanha Fiesta Upgrade, que entrou no ar ontem. Em clima bemhumorado, a produção mostra a cantora dando uma "canja" numa churrascaria, para ilustrar as surpresas que o Fiesta RoCam oferece com sua nova oferta de equipamentos. Tudo a ver.

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CLAUDIA Leite divulga o Fiesta Upgrade para a Ford

APLICATIVO será gratuito

PENADINHO Turma do Penadinho acaba de chegar aos tablets da Samsung para momentos de diversão em família. A Digital 21, em parceria com Mauricio de Sousa, traz o aplicativo da "Turma do Penadinho" que estará disponível gratuitamente para aparelhos Android e trará histórias e vídeos. Conhecido das crianças há várias gerações, o personagem de Mauricio de Sousa é o primeiro conteúdo infantil da Samsung e chega aos tablets com histórias em 3D. O aplicativo pode ser baixado em http://www.samsungapps.com.

A OPERAÇÃO Skol Folia vai dar cinco dias para curtir o carnaval

LATA FOLIA Skol desenvolveu uma edição especial de latas para convocar os consumidores para participarem da promoção Operação Skol Folia, que vai dar oportunidade de curtir durante cinco dias os carnavais de Salvador (BA), Recife e Olinda (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Ouro Preto (MG) de jipe, jatinho e navio. As latas serão comercializadas na versão de 350 ml e a distribuição será feita nos maiores pontos de venda do País. A dinâmica da promoção, claro, está na lata.

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O PERCURSO tletas do Le Parkour vão simular hoje, pelo segundo dia consecutivo, perseguições ao carro 2CV 007, usado nas filmagens de "007: Somente para seus olhos", no endereço mais charmoso de São Paulo, das 9h às 20h, no cruzamento da Rua Oscar Freire com a Rua da Consolação. Le Parkour, que significa o percurso, é um esporte que dribla obstáculos inseridos no meio urbano. Com a ação, a montadora francesa quer chamar a atenção para a força de seus carros, que mesmo atingidos por balas e batidas são os preferidos de 007.

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CITRÖEM 2CV 007 usado no filme de James Bond está em São Paulo

Vendas em janeiro deixam Magazine Luiza mais otimista

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SEXTA-FEIRA, 27 DE JANEIRO DE 2012

CONTRIBUINTE INDIVIDUAL RECOLHEU O INSS DUAS VEZES PARA A MESMA COMPETÊNCIA, É POSSÍVEL PEDIR A COMPENSAÇÃO OU REEMBOLSO? QUAL O PROCEDIMENTO? HÁ PRAZO PARA A SOLICITAÇÃO DE COMPENSAÇÃO OU REEMBOLSO? Considerando que se trata de contribuinte individual que recolhe GPS no código 1007, o pedido de restituição do valor deverá ser feito diretamente na Receita Federal do Brasil. Outrossim, o prazo de restituição é de 5 (cinco) anos. AVISO-PRÉVIO PARA O EMPREGADO DOMÉSTICO O empregado doméstico tem direito ao aviso-prévio nos termos da Lei nº 12.506/2011? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. HÁ MULTA OU JUROS PARA PAGAMENTO DE SALÁRIOS DE EMPREGADOS DOMÉSTICOS EM ATRASO? Informamos que inexiste previsão legal expressa, contudo orientamos que o valor pago ao empregado doméstico seja atualizado pela tabela de débitos trabalhistas. OPERAÇÃO DE DRAWBACK Comorealizarumaoperaçãodedrawback-modalidadeequaisosimpostos suspensos? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. HOMOLOGAÇÃO NO SINDICATO OU NO MINISTÉRIO DO TRABALHO Empresa é obrigada a fazer a homologação no sindicato da categoria da empresa e não no ministério do trabalho? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. INFORMAÇÃO DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL Como proceder com a informação da GFIP do microempreendedor individual? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. INCIDÊNCIA DO INSS NO AVISO-PRÉVIO Sobre o aviso-prévio indenizado e 13º indenizado, incide INSS? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao].

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diretor de Marketing e Vendas do Magazine Luiza, Frederico Trajano, disse ontem que as boas vendas da rede em janeiro trouxeram uma percepção à empresa de que 2012 será um período aquecido para o setor. "Janeiro me surpreendeu positivamente e me fez mais otimista para o ano. A Liquidação Fantástica, realizada simultaneamente no último dia 6 e estendida no fim de semana, foi um sucesso, independentemente das expectativas", declarou o executivo durante entrevista coletiva. Trajano, no entanto, preferiu não citar números nem projeções para este ano. Ontem, a companhia lançou para o público o Magazine Você, iniciativa que permite ao usuário de redes sociais "abrir" uma loja no Orkut e/ou Facebook com até 60 itens do comércio eletrônico da rede varejista. O projeto havia sido lançado em 22 de agosto do ano passado, mas somente para familiares de funcionários. "A extensão para todo o público seria

feita em março, mas como vi- quando o Google Plus, do Gomos que a plataforma estava ogle, chegar ao Brasil. Investimentos – Embora estável e o piloto foi bem-sucedido resolvemos antecipar", não dê valores de investimentos, o Magazine Luiza inforcontou Trajano. No lançamento do projeto- ma que eles serão feitos, basipiloto, a empresa tinha esti- camente, em tecnologia. "O pulado a meta de mil lojas marketing é feito pelos divulabertas no fim de março, mas gadores, donos das lojas. Deso número foi alcançado neste se jeito, otimizaremos nossos i n v e s t i m e nmês. Das mil tos nessa lojas, 708 esárea", disse. tão no FaceboD e pe n d en d o ok e 450, no A Liquidação da quantidaOrkut. A taxa Fantástica de de amigosde conversão fãs, comentá(número de (realizada neste visitas que vimês) foi um sucesso, r i o s , s u g e stões, o Magaram compras independentemente zine Luiza efetivas) é das expectativas. 50% maior do classifica as lojas e as desque a do site FREDERICO TRAJANO, DO taca no site de d e c o m é rc i o MAGAZINE LUIZA eletrônico do comércio elet rô n i c o . grupo. "Essa taxa sempre vai ser maior do "Queremos pessoas que esque a da nossa loja, já que o di- crevam resenhas relevantes, vulgador escolhe produtos que tenham uma quantidade específicos para os amigos e o grande de amigos, que gerem 'boca a boca' é sempre a me- elogios, comentários. Avalialhor propaganda", ressaltou o mos não só o desempenho das diretor, informando que a re- vendas", ressaltou Trajano. Os preços dos itens das lode já prepara o projeto para

jas nas redes sociais são os mesmos do site do Magazine, mas o executivo não descarta realizar promoções especiais para as redes sociais. As comissões variam de um percentual de 2,5% a 4,5%, comparáveis aos programas de filiados de outras redes virtuais, como Submarino e Google. A taxa varia por categoria de produtos, em sua maioria na proporção de margens (móveis podem ser maiores e eletrônicos menores, por exemplo), mas as comissões podem ser beneficiadas pela negociação da rede com o fornecedor. "É um canal novo, complementar ao nosso site. Não canibaliza os canais e traz novos clientes", explicou o diretor de Marketing e Vendas Atualmente, a equipe de profissionais que cuida do "Magazine Você" está na estrutura da rede de Pesquisa & Desenvolvimento, com uma espécie de equipe de "incubação". Porém, à medida que o projeto for evoluindo, pode ganhar uma estrutura própria.(AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

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ECONOMIA/LEGAIS - 17 Estejam prontos para mais investimentos chineses. Pascal Lamy, diretor-geral da OMC,

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Europa poderia fazer mais para solucionar crise

Argentina quer dificultar importações O País prepara ampliação de licenças não automáticas para setores como o têxtil e o de móveis

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governo de Cristina Kirchner prepara a ampliação da lista de produtos sujeitos ao regime de Licenças Não Automáticas (LNC), confirmou o presidente da Câmara Argentina de Comércio (CAC), Carlos de la Vega. "O governo avalia a possibilidade de incluir novas posições às licenças não automáticas, com a intenção de promover o desenvolvimento da indústria local de maquinaria, têxteis, móveis, calçados e outros setores", disse o empresário. A ampliação do regime de LNA, em vigor há vários anos, será anunciada nos próximos dias. Em fevereiro de 2011, o go-

verno já havia ampliado a lista de 400 para 600 posições tarifárias, com a promessa de cumprir o prazo determinado pela Organização Mundial de Comércio (OMC), de 60 dias, para liberar as licenças. No entanto, durante todo o ano, os exportadores brasileiros acusaram demoras superiores a 180 dias e, em alguns casos, as licenças não foram concedidas. Além dos produtos dos setores mencionados pelo empresário, eletrodomésticos, alimentos e bebidas estão sendo barrados. De la Vega reuniu-se na quarta-feira com a secretária de Comércio Exterior, Beatriz Paglieri, de quem recebeu a justificativa de que as licenças

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são para impedir que o mercado doméstico seja invadido por produtos que não serão colocados em outros países, devido à crise na União Europeia. "O governo está prevendo que, no segundo semestre, haverá estoques de mercadoria, porque os mercados globais sofrerão uma queda. Esses estoques seriam despejados no nosso mercado e isso nos prejudicaria", explicou de la Vega. Além da ampliação do regime de LNA, a partir de primeiro de fevereiro, toda e qualquer importação argentina passará pelo crivo de Moreno e do titular da Receita Federal local, a Administração Federal de Rendas Públicas (Afip, na

sigla em espanhol), Ricardo Echegaray. O filtro da Afip, segundo Echegaray, levará somente dez dias para liberar os pedidos denominados Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAI). Porém, a palavra final será mesmo de Moreno. Paralelamente à declaração, o importador terá de preencher um formulário e enviá-lo por e-mail à Moreno, que poderá levar o tempo que for conveniente ao governo para liberar a entrada de qualquer produto, como ocorre com o regime de LNA. O objetivo é impedir que o superávit comercial do país seja inferior aos US$ 10,3 bilhões verificados em 2011. (AE)

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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: CONCORRÊNCIA A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Reforma de Prédios Escolares e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador: CONCORRÊNCIA Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/01233/11/01 - DER Jacareí - Sede - Rua Barão de Jacareí, 848 - Cep: 12380-000 - Centro - Jacareí/SP - 649,32; EE Dr. Francisco Gomes da Silva Prado - Rua Br. de Jacareí, 910 - Cep: 12308-000 - Centro - Jacareí/SP - 201,11 300 - R$ 528.818,00 - R$ 52.881,00 - 09:30 - 29/02/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 27/01/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Átila Holdings S.A. - CNPJ/MF nº 07.305.671/0001-00 - NIRE 35.300.329.473 - Ata da Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 26 de Dezembro de 2011 - Data, Hora e Local: Aos 26 dias do mês de dezembro de 2011, às 10:00 horas, na sede social da Átila Holdings S.A. (“Sociedade”), localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Funchal, 160, Vila Olímpia, CEP 04551-903. Mesa: Francisco Caprino Neto, Presidente e Marcelo Pires Oliveira Dias, Secretário. Presença: acionistas representando a totalidade do capital social da Sociedade. Convocação: dispensada nos termos do parágrafo 4º do artigo 124 da lei 6.404/76 (“Lei das S.A.”). Ordem do Dia: Deliberar sobre: I - Distribuição e pagamento de dividendos; II - Redução do capital social da Sociedade nos termos do artigo 173 da Lei nº 6.404/76. Deliberações: Por unanimidade e com as abstenções legais, os acionistas deliberaram, sobre: I - Aprovar a distribuição de dividendos, que serão pagos em 16 de janeiro de 2012, no valor total de R$458.394.690,00 (quatrocentos e cinquenta e oito milhões, trezentos e noventa e quatro mil, seiscentos e noventa reais), sendo: (a) R$400.000.000,00 (quatrocentos milhões de reais), a título de antecipação, por conta do lucro do exercício de 2011, conforme balanço intermediário levantado nesta data; e (b) R$58.394.690,00 (cinquenta e oito milhões, trezentos e noventa e quatro mil, seiscentos e noventa reais), por conta do saldo da reserva de lucros. Parte do valor acima deverá ser imputado ao dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2011; e II - Aprovar a redução do capital social da Sociedade no montante de R$127.385.310,00 (cento e vinte e sete milhões, trezentos e oitenta e cinco mil, trezentos e dez reais), mantendo-se inalterada a quantidade de ações ordinárias detidas pelos demais acionistas com a redução do capital, ora aprovada, em vista de ser considerado excessivo para a consecução do objeto social da Sociedade. A efetiva redução do capital social está sujeita ao decurso do prazo de 60 (sessenta) dias para oposição de credores, nos termos do artigo 174 da Lei 6.404/76, conforme alterada; III - Aprovar a devolução da parcela do capital social, cuja redução foi ora deliberada, a qual será paga, na proporção do capital social detido por cada acionista na respectiva Sociedade; IV - Consignar que o capital social passará de R$1.908.889.374,80 (um bilhão, novecentos e oito milhões, oitocentos e oitenta e nove mil, trezentos e setenta e quatro reais e oitenta centavos) para R$1.781.504.064,80 (um bilhão, setecentos e oitenta e um milhões, quinhentos e quatro mil, sessenta e quatro reais e oitenta centavos). Dessa forma, o caput do artigo 5º do Estatuto Social passa a vigorar com a seguinte nova redação: “Artigo 5° - O capital social, totalmente subscrito e integralizado, em moeda corrente nacional, é de R$1.781.504.064,80 (um bilhão, setecentos e oitenta e um milhões, quinhentos e quatro mil, sessenta e quatro reais e oitenta centavos), dividido em 821.452.787 (oitocentos e vinte um milhões, quatrocentos e cinquenta e dois mil, setecentas e oitenta e sete) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.”. As demais disposições estatutárias permanecem inalteradas. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião, da qual foi lavrada a presente ata que, lida e achada conforme, vai assinada pelos presentes. São Paulo, 26 de dezembro de 2011. Mesa: Francisco Caprino Neto, Presidente, e Marcelo Pires Oliveira Dias, Secretário. Acionistas: P/Camargo Corrêa S.A., Marcio Garcia de Souza, Diretor Superintendente e Rodrigo Cardoso Barbosa, Diretor. P/Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., Dalton dos Santos Avancini, Diretor Presidente, Carlos Roberto Ogeda Rodrigues, Diretor Vice-Presidente de Administração e Finanças. Certifico que a presente é cópia fiel da ata lavrada em livro próprio. Francisco Caprino Neto - Presidente da Mesa.

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF Seleção ç de Fornecedores - Modalidade Coleta de Preços nº 006/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a seleção de fornecedores OBJETIVANDO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM LOCAÇÃO DE VEÍCULOS TIPO KOMBI, INCLUINDO MOTORISTA E COMBUSTÍVEL, PARA ATENDER OS PROGRAMAS DESENVOLVIDOS PELA ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF, PELO CRITÉRIO MENOR PREÇO GLOBAL. Informações e Edital: Sítio: www.saudedafamilia.org e Associação Saúde da Família - Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Esclarecimentos: endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org e achinem@saudedafamilia.org. Entrega de documentos e abertura de envelopes dia 06/02/2012, às 10h. Local da Sessão: Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 - Higienópolis - São Paulo/SP.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS

CNPJ nº 51.713.360/0001-71 Edital de Convocação O Presidente do Conselho Deliberativo da ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA GOODYEAR, através da presente, convoca os associados e os Membros do Conselho Deliberativo para Assembleia Geral Ordinária a ser realizada às 17:00 horas do dia 15 de fevereiro de 2012, em sua sede à Rua dos Prazeres, nº 284 – Fundos, bairro Belenzinho, município São Paulo – SP, onde será realizada a votação do novo Presidente do Conselho Deliberativo, bem como para submeter à aprovação as demonstrações financeiras conforme Estatuto Social.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 017/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3831/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 017/2012, tendo como objeto a aquisição de equipamentos para serem utilizados pelas unidades da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, conforme especificações e nas quantidades constantes nos Anexos II, III e IV. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 08 de fevereiro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas e 30 minutos do dia 08 de fevereiro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 26 de janeiro de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

RERRATIFICAÇÃO DO ATO CONVOCATÓRIO DE SELEÇÃO DE FORNECEDORES Nº 005/2012/ ASF“ A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA resolve proceder a rerratificação do ato convocatório de Seleção de Fornecedores nº 005/2012, publicado no Diário do Comércio em 20 de janeiro 2012, referente à porcentagem do inadimplemento, do descumprimento e da multa contratual. Visualização: Sítio da ASF: www.saudedafamilia.org”.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Requerente: Angio Imagem Diagnósticos Ltda. Requerido: Hospital e Maternidade Santa Marina Ltda. Avenida Santa Catarina, 2.785 – Vila Mascote - 1ª Vara de Falências.

Data, Hora, Local: Aos 30 dias do mês de novembro de 2011, às 10h, na sede social, Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP 01311-925. Presenças: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os representantes da Bradesco Seguros S.A., única acionista da Sociedade. Constituição da Mesa: Presidente: Ivan Luiz Gontijo Júnior; Secretário: Ariovaldo Pereira. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei no 6.404/76. Ordem do dia: Examinar propostas do Conselho de Administração para: 1) aumentar o Capital Social no valor de R$435.679.287,00, elevando-o de R$10.000.000,00 para R$445.679.287,00, mediante a emissão de 435.679.287 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$1,00 por ação, com integralização à vista, no ato da subscrição, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social; 2) incluir no Parágrafo Segundo do Artigo 6o do Estatuto Social a denominação da Instituição Financeira Depositária das ações da Sociedade, a Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. Deliberações: Aprovadas, sem quaisquer alterações ou ressalvas, as propostas do Conselho de Administração, registradas na reunião daquele Órgão desta data (30.11.2011), a seguir transcritas: “1) aumentar o Capital Social no valor de R$435.679.287,00, elevando-o de R$10.000.000,00 para R$445.679.287,00, com a emissão de 435.679.287 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$1,00 cada uma, com integralização à vista, no ato da subscrição, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social. O preço de emissão teve como base o valor do Patrimônio Líquido por ação da Sociedade em 31.10.2011, de conformidade com o disposto o Inciso II do Parágrafo Primeiro do Artigo 170 da Lei n o 6.404/76. As ações subscritas no referido aumento de capital terão direito a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados a partir da data de integralização do referido aumento de capital, fazendo jus também, de forma integral, a eventuais vantagens atribuídas às demais ações a partir daquela data. Em consequência, a redação do “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social será alterada após completado todo o processo do aumento do capital; 2) incluir no Parágrafo Segundo do Artigo 6o do Estatuto Social a denominação da Instituição Financeira Depositária das ações da Sociedade, a Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. Se aprovada esta proposta, a redação do Parágrafo Segundo do Artigo 6 o do Estatuto Social passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 6o) Parágrafo Segundo - Todas as ações da Sociedade são escriturais, permanecendo em contas de depósito, na Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, em nome de seus titulares, sem emissão de certificados, podendo ser cobrado dos acionistas o custo do serviço de transferência da propriedade das referidas ações”.” Dando sequência aos trabalhos, disse o senhor Presidente que o Conselho de Administração estava autorizado a dar andamento normal ao processo, na forma exposta, abrindo a subscrição de ações, ocasião em que os representantes legais da Bradesco Seguros S.A., abriram mão de parte de seus direitos à subscrição das novas ações em favor das acionistas admitidas, cujos representantes legais também se encontravam presentes, ficando a subscrição e integralização realizada conforme segue: I) Bradesco Seguros S.A., com sede na Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP 01311-925, CNPJ no 33.055.146/0001-93, NIRE 35.300.329.091, por seus Diretores, assinaram o respectivo Boletim de Subscrição, subscrevendo 166.330.503 novas ações ordinárias, nominativasescriturais, sem valor nominal, no valor total de R$166.330.503,00, integralizando mediante a conferência de bens de sua propriedade, representados por 105.446.107 cotas de emissão da Tamisa Empreendimentos e Participações Ltda., CNPJ n o 07.838.653/0001-93, pelo valor contábil de R$166.330.503,19; II) Bradesco Vida e Previdência S.A., com sede na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, CNPJ no 51.990.695/0001-37, NIRE 35.300.006.020, por seus Diretores, assinaram o respectivo Boletim de Subscrição, subscrevendo 143.268.968 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, no valor total de R$143.268.968,00, integralizando mediante a conferência de bens de sua propriedade, conforme segue: a) 40.999.999 cotas de emissão da Danúbio Empreendimentos e Participações Ltda., CNPJ n o 07.832.015/0001-65, pelo valor contábil de R$102.418.329,87; b) 20.000.999 cotas de emissão da Itajuba Holdings Ltda., CNPJ no 10.430.769/0001-01, pelo valor contábil de R$20.425.317,48; c) 20.000.999 cotas de emissão da Damanivá Holdings Ltda., CNPJ n o 10.430.696/0001-40, pelo valor contábil de R$20.425.320,67; III) Bradesco SegPrev Investimentos Ltda., com sede na Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, CNPJ n o 07.394.162/000109, NIRE 35.219.883.211, por seus Diretores, assinaram o respectivo Boletim de Subscrição, subscrevendo 69.272.192 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, no valor total de R$69.272.192,00, integralizando mediante a conferência de bens de sua propriedade, representados por 15.199.999 cotas de emissão da Reno Empreendimentos e Participações Ltda., CNPJ no 07.838.636/0001-56, pelo valor contábil de R$69.272.192,21; IV) Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros, com sede na Rua Barão de Itapagipe, 225, parte, Rio Comprido, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20261-901, por seus Diretores, assinaram o respectivo Boletim de Subscrição, subscrevendo 56.807.624 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, no valor total de R$56.807.624,00, integralizando mediante a conferência de bens de sua propriedade, representados por 24.999.999 cotas de emissão da Bréscia Empreendimentos e Participações Ltda., CNPJ no 08.427.630/0001-59, pelo valor contábil de R$56.807.624,33. Os bens utilizados para integralizar o referido aumento do capital social foram avaliados de conformidade com o disposto no Artigo 8 o da Lei no 6.404/76, pelo critério de valor contábil, pela empresa Probus Prime Soluções Contábeis e Empresariais Ltda., registrada no Conselho Regional de Contabilidade no Estado de São Paulo sob no 2SP025800/O-5, CNPJ n o 11.091.208/0001-80, que por seu representante, senhor Sidney Pires de Oliveira, Contador, CRC 1SP108883/O-0, CPF 893.692.708-68, presente à Assembleia, apresentou os respectivos Laudos de Avaliação elaborados, os quais foram aprovados em sua íntegra, sem quaisquer ressalvas, em especial quanto aos números neles contidos, dispensadas as suas transcrições, uma vez que, rubricados pelos presentes, ficarão arquivados na Sociedade nos termos da alínea “a” do Parágrafo Primeiro do Artigo 130 da Lei no 6.404/76. Em seguida, o senhor Presidente comunicou aos presentes o seguinte: I) ter sido totalmente subscrito e integralizado o aumento de capital no valor de R$435.679.287,00, consistente de 435.679.287 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal; II) verificada a subscrição integral e a integralização do aumento de capital, o “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 6o) O Capital Social é de R$445.679.287,00 (quatrocentos e quarenta e cinco milhões, seiscentos e setenta e nove mil, duzentos e oitenta e sete reais), dividido em 445.679.287 (quatrocentos e quarenta e cinco milhões, seiscentas e setenta e nove mil, duzentas e oitenta e sete) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.”; III) que as acionistas subscritoras Bradesco Seguros S.A., Bradesco Vida e Previdência S.A., Bradesco SegPrev Investimentos Ltda. e Bradesco Auto/ RE Companhia de Seguros declaram a inexistência de imposto de renda, sobre o valor dos bens utilizados para integralizar o já mencionado aumento do capital social, em razão do referido aumento do capital ter sido feito pelo critério de valor contábil. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que, para as deliberações tomadas o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período, e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes, que a subscrevem. aa) Presidente: Ivan Luiz Gontijo Júnior; Secretário: Ariovaldo Pereira; Acionista: Bradesco Seguros S.A., Acionistas admitidos: Bradesco Vida e Previdência S.A., Bradesco SegPrev Investimentos Ltda. e Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros, representadas por seus Diretores, senhores Ivan Luiz Gontijo Júnior e Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa; Empresa de Auditoria: Probus Prime Soluções Contábeis e Empresariais Ltda., representada pelo senhor Sidney Pires de Oliveira. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. aa) Ivan Luiz Gontijo Júnior e Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 24.734/123, em 6.1.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 016/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3109/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 016/2012, tendo como objeto a locação de 90 (noventa) aparelhos concentradores de oxigênio, que serão fornecidos aos pacientes do Programa de Atendimento Domiciliar (PAD), conforme quantidade e especificação do Anexo II. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 08 de fevereiro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 08 de fevereiro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 26 de janeiro de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA GOODYEAR

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 26 de janeiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

ções em Davos entre a Europa e a China sobre a compra da dívida soberana europeia. Os endividados europeus têm pedido à China, que tem US$ 3,2 trilhões em reservas em divisas estrangeiras, para que invista no fundo de resgate europeu para ajudar os países em dificuldades. Na visão de participantes do Fórum, em Davos, a China irá expandir seus investimentos internacionais. "Estejam prontos para mais investimentos chineses", disse Lamy. (AE)

CNPJ no 14.312.353/0001-31 - NIRE 35.300.413.245 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30.11.2011

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS - TIPO TÉCNICA E PREÇO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Execução de Projetos: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO (se houver) - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 46/00773/11/02 - Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica contemplando a documentação relativa ao Projeto Técnico de Segurança - Terreno Prq. Reid/Ana Maria Poppovic - Rua Serra da Mantiqueira, 560 Parque Reid - Diadema/SP - 90 (Elab. de Proj.) / 180 (Pasta Técnica) - 10:00 - 29/02/2012. 46/00799/11/02 - Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica contemplando a documentação relativa ao Projeto Técnico de Segurança - Terreno Prq. das Nações/Bonsucesso - Rua Imperial, 99 - Parque das Nações - Guarulhos/SP - 90 (Elab. de Proj.) / 180 (Pasta Técnica); EE Profª Maria Aparecida Felix Porto - Rua Imperial, 99 - Cep: 07243-330 - Prq. das Nações - Guarulhos/SP - 90 (Elab. de Proj.) / 180 (Pasta Técnica) - 10:30 - 29/02/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 27/01/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Os invólucros contendo a Proposta Técnica, a Proposta Comercial e os documentos de Habilitação deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Cameron: medidas a curto prazo.

BSP Empreendimentos Imobiliários S.A.

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00005/12/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Gabriel Cozzetto - Praça Simão Daud, 51 - Cep: 15210-000 Centro - Nova Aliança/SP - 210 - 77,50 - R$ 107.455,00 - R$ 10.745,00 - 09:30 - 14/02/2012. 70/00018/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Joaquin Suarez - Rua Domingos Alaleone, 47 - Cep: 03977-397 - Faz da Juta - São Paulo/SP; ETEC Tereza Aparecida Cardoso Nunes de Oliveira - Av. Waldemar Tietz, 1.477 - Cep: 03589-001 - Artur Alvim - São Paulo/SP - 150 - R$ 80.930,00 - R$ 8.093,00 - 10:00 - 14/02/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 27/01/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

Christian Hartmann/Reuters

primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse ontem que o Banco Central Europeu (BCE) poderia fazer mais para solucionar a crise de endividamento que assola alguns países da zona do euro. Em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Cameron defendeu a adoção de medidas a curto prazo para restaurar a confiança e incentivar o investimento na zona do euro. Cameron lembrou que o BCE adotou várias medidas para enfrentar a crise, mas indicou que a autoridade monetária poderia e deveria fazer mais. As prioridades do bloco, segundo ele, são Grécia, o setor bancário e os programas de resgate. OMC – O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, negou que ocorram negocia-

REDE D’OR SÃO LUIZ S.A. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ARARAQUARA Aviso de Licitação Acha-se aberto, na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Município de Araraquara, Av. Espanha, nº 188 – 6º andar – Centro – Araraquara – CEP: 14.801.130 – Fone – Fax nº 3301 1704, o Edital de PREGÃO ELETRÔNICO nº 013/2012, que visa o Registro de Preço para Medicamentos - para Unidades de Saúde. A informação dos dados para acesso deve ser feita no site www.licitacoes-e.com.br ou e-mail: licitacaosaude@araraquara.sp.gov.br. ABERTURA DAS PROPOSTAS: às 08:30 h, do dia 03 de fevereiro de 2012. INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: às 09:30 h, do dia 03 de fevereiro de 2012. Araraquara, 18 de Janeiro de 2012. Wagner dos Santos Tedesco - Gerente de Compras e Licitações.

CNPJ/MF nº 06.047.087/0001-39 - NIRE 35.300.318.099 EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Ficam os senhores acionistas da Rede D’Or São Luiz S.A. (“Companhia”) convocados para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 01 de fevereiro de 2012, às 11h, na sede social da Companhia, localizada na Cidade e Estado de São Paulo, na Avenida Santo Amaro, nº 722, 7º andar, CEP 04506-000, para, em conformidade com o artigo 132 da Lei nº 6.404/1976, deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1. Deliberar sobre alteração do endereço da sede da Companhia; e 2. Outros assuntos de interesse da Companhia. São Paulo, 23 de janeiro de 2012. Presidente do Conselho de Administração.


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O Estado de São Paulo, onde nasceu Roberto Burle Marx, é o maior produtor do País, com 75% das vendas nacionais.

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Guaratiba se inspira em Burle Marx para produzir paisagem Pequenos produtores de plantas e flores da região se organizam para criar um polo e atrair consumidores Fernando Gabeira texto e fotos

M

aior paisagista brasileiro do século 20, Roberto Burle Marx deixou sua marca no Aterro do Flamengo, no Rio, nos jardins da Pampulha, em Belo Horizonte, nas quadras e prédios de Brasília. Mas é na região de Guaratiba, zona oeste do Rio, onde legou um sítio, com obras de arte e as plantas, que sua inspiração move as pessoas e estimula a economia. Operários da paisagem, cerca de 300 famílias de Guaratiba que produzem plantas e flores articulam a criação de um polo dos pequenos produtores em busca de um contato direto com os consumidores. Com a ajuda da Prefeitura, os produtores de plantas de Guaratiba fizeram uma exposição no sítio Verde e Vila, mostrando o que fazem e ensinando arranjos florais aos expectadores. O objetivo do governo da cidade é desenvolver cada área de acordo com sua vocacão. Já a perspectiva do movimento é construir um grande mercado com estandes dos principais hortos. Segundo eles, o potencial das plantas de Guaratiba é de conquistar novos clientes através do contato direto com os consumidores. O diagnóstico de crescimento em Guaratiba coincide com a expectativa do negócio no País, onde já se ocupam 5 mil hectares com a produção, rendendo em dados extraoficiais R$ 300 milhões por ano. São Paulo, Estado onde nasceu Roberto Burle Marx, em 1909, é hoje o maior produtor do País, com 75% das vendas nacionais. A região de Guaratiba fica a 15 quilômetros do palco principal da Olimpíada de 2016, a Barra da Tijuca, e já tem um polo gastronômico com mais de 50 restaurantes. Além do contato direto com consumidores com renda crescente, alguns

Diversidade e beleza de espécies viraram trunfo econômico

produtores, como o Horto Marambaia, encontraram outra fonte nos últimos anos: empresas que precisam comprar plantas para projetos de compensação ambiental. O Horto das Palmeiras, que tem esse nome porque é especializado nelas, dispõe de uma área de 45 mil metros quadrados e um carro elétrico para atender os seus visitantes. Assim como o sítio Burle Marx, o Horto das Palmeiras tem um lago e nele podem ser vistas algumas plantas que vieram da

África, como a acácia seyal, ou a jade azul, vinda da Ásia. Dono de um pequeno horto, Jorge Madeira, conhecido com Jim das Palmas, acha que o mercado pode se ampliar muito com o contato direto com os consumidores. Na opinião dele, os hortos que já têm sua clientela não sentem a necessidade de crescimento. Mas os pequenos produtores poderiam conseguir mais, cooperando uns com os outros. Dono do Horto Camacho, João Camacho, que foi imigrante no Japão, afirma que a exposição ajudou a dinamizar seu negócio porque trouxe mais visibilidade. A família Camacho tem um sítio com 40 mil metros quadrados, construiu estufas e bombeia a água do riacho que desce da montanha, criando um sistema de irrigação em uma grande área plantada. A proximidade do sítio de Burle Marx, onde está a matéria-prima de muitas de suas paisagens, leva um grande número de interessados à região, sobretudo estrangeiros curiosos a fim de conhecer a flora tropical. Palmeiras tipo rafis, arecas, liqualas, são algumas das plantas mais vendidas no horto de Jim das Palmas. Mas são as bromélias e orquídeas que despertam mais interesse nos novos expectadores. Visitar os hortos de Guaratiba é como se estivéssemos percorrendo a fábrica das paisagens que encontramos no cotidiano brasileiro, das mais simples às mais sotisficadas. Hortos maiores, como o Palmeiras, costumam empregar 40 pessoas para cuidar das plantas e adubar a terra. A maioria dos trabalhadores é da própria região da Guaratiba, região que será alterada, em breve, com a construção do Túnel da Grota Funda, que facilita o trânsito da área mais populosa da zona oeste para a Barra da Tijuca.

Espécies como a acácia seyal (no alto), vinda da África, e a jade azul (esq.), da Ásia, além da visita ao sítio que foi de Burle Marx (abaixo), são alguns dos atrativos em que pequenos produtores, como Jim das Palmas (alto) e João Camacho (acima), apostam para ganhar consumidores.

O sítio de Roberto Burle Marx é administrado pelo Ministério da Cultura. É aberto ao público, mas as visitas precisam ser marcadas com antecedência. Na região de Guaratiba, próxima ao Recreio dos Bandeirantes e de praias célebres do Rio, como Grumari e Prainha, existe um polo gastronômico com cerca de 80 restaurantes, oferecendo peixes e frutos do mar. Uma das principais curiosidades dos novos visitantes é saber o nome das plantas. No

Horto das Palmeiras, onde há mais de 70 espécies de plantas, entre exóticas e nativas, vendese o livro de Andreas Bartel, Guia das Plantas Tropicais. O livro custa R$ 92, mas, no futuro, será possível adquirir um folder, apenas para orientar a visita. No sítio Burle Marx os turistas são sempre acompanhados de funcionários que respondem às suas perguntas. O sítio é composto da casa principal e agora está sendo construída uma área para o atelier, mostrando pinturas e

esculturas de Burle Marx. Na casa, estão as obras de arte popular brasileira que ele colecionou e alguns candelabros surpreendentes, assim como inúmeros objetos nascidos de sua criatividade. Roberto Burle Marx costumava receber seus amigos aos domingos e cantar óperas. Hoje não se pode ouvir mais sua voz nas alamedas floridas do sítio, mas seu espírito certamente está vivo em cada pequeno horto que se abre no município de Guaratiba.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Nº 402

DCARR

19 Não deixe de assistir ao vídeo que o INMETRO colocou o Youtube. Ele mostra a importância do uso das cadeirinhas e bebê conforto para proteger o seu filho, ou neto, nos passeios de carro por aí. Entre no www.youtube.com/tvinmetro e veja como é importante esta proteção para as crianças.

AUDI Q3

O pequeno grande carro Ele é o menor da família Q, mas não perde em nada para o Q5 e o Q7, seus "irmãos" maiores Antônio Fraga

V

isando ampliar sua participação no mercado brasileiro, a Audi lançará no início de maio o novo Q3, o irmão menor dos utilitários esportivos Q5 e Q7. Ele virá em duas versões, ambas com motor 2.0 litros, TFSI, gasolina e tração nas quatro rodas. A diferença está em equipamentos e a potência de motores: um com 170 cv e outro com 211 cv. O novo SUV é produzido na fábrica de Martorell, Espanha. Na versão inicial, com a motorização de 170 cv, vai de 0 a 100 km/h em 7,8 s e atinge velocidade máxima de 212 km/h. O torque máximo de 280 Nm, entre 1.700 e 4.200 rpm. Na versão top (de 211 cv), acelera de 0 a 100 km/h em 6,9 s e chega a 230 km/h. O torque máximo, de 300 Nm, está entre 1.800 e 4.900 rpm. O consumo combinado cidade e estrada é de 12,98 km/litro na versão mais potente e de 13 km/litro na menor. São números excelentes, refletindo desempenho de muito carro esportivo. Eles respondem à tecnologia adotada pela marca alemã em seus motores e câmbios, possivelmente os mais avançados do mercado. A perfeita harmonia entre injeção direta de combustível, turbocharging, sistema de recuperação

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de energia e uma engenharia aperfeiçoada são o diferencial da marca. Outra qualidade dos Audi, e hoje já adotada por outras marcas, é a embreagem multiplatô controlada eletro-hidraulicamente, que redistribui a força, em milésimos de segundos, a partir do eixo dianteiro para o eixo traseiro, quando necessário. Há ainda a capacidade de acionamento permanente do eixo traseiro. O sistema quattro garante mais prazer ao dirigir, tração e segurança ao motorista. O Q3 é equipado com o câmbio de sete velocidades S tronic, que alia com eficiência os modos de direção manual e

automática. As trocas também podem ser efetuadas por shift paddles (borboletas) no volante. Reforçando a aposta da marca alemã num SUV com características esportivas, o Q3 tem suspensão traseira fourlink que trabalha com as forças longitudinais e laterais separadamente. O modelo vem de série com rodas de 17 polegadas em liga leve e, opcionalmente, pode vir equipado com rodas mais esportivas de 18 polegadas. Neste SUV compacto premium da Audi, o programa de estabilização eletrônica (ESP) integra o bloqueio eletrônico do diferencial, que nas curvas mais acentuadas

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regula a distribuição de torque às rodas com menor tração, com vetorização do torque. Com 4,39 metros de comprimento, tem linhas características da marca, mas não é uma cópia dos irmãos maiores. A grade dianteira, grande, se harmoniza com os amplos farois estilizados em forma de cunha, com luzes de leds e xenon plus e a tampa do motor em curva. O novo SUV coupé, se assim pode ser designado, tem uma tampa traseira envolvente e similar em design ao Q5 e Q7. O conjunto traseiro com os faróis de xenon plus, tiras de LED, também equipam as lanternas traseiras. Por dentro -O novo Audi Q3 tem bom acabamento e muita criatividade no uso das cores internas. O modelo top de linha tem apliques em alumínio 3D com visual prata transparente. Elegantes e originais. O volante de quatro raios é exclusividade do modelo. Vem equipado com air bags frontais, laterais e para cabeça. Entre os equipamentos estão computador de bordo com programa de eficiência, teto solar panorâmico em vidro, tecla de conveniência para entrar no veículo e ligar o motor com o toque de um botão, ar-condicionado automático de última geração, sistema de som Bose, opcional, que oferece 14 alto-falantes de neodímio, e iluminação indireta dos alto-falantes dianteiros. Apesar de não ter o preço ainda definido oficialmente, especula-se que o modelo de entrada deverá custar em torno de R$ 165 mil, já incluindo a incidência do novo IPI.

Perto dos outros modelos do segmento, ele se destaca pela aparência esportiva. E quando acelera mostra toda a força da sua mecânica, mesmo na versão com a motorização menos potente, de 170 cavalos. No modelo maior, são 41 cavalos a mais (211 cv). Por dentro, recebe os passageiros com conforto, requinte e segurança. Agora é esperar a reação do mercado para os cerca de R$ 170 mil do seu preço inicial.

NOVIDADE Divulgação

OSCAR FREIRE COM CONSOLAÇÃO: SÓ VAI DAR CITROËN. Como em Paris, um espaço múltiplo.

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m breve o espaço Citroën Oscar Freire vai ocupar uma das charmosas esquinas da rua mais luxuosa de São Paulo. No córner com a Consolação, a marca francesa vai criar uma área para envolver o público visitante. Múltiplo, o local abrigará música, exposições temáticas, pocket shows, realização de cursos, além de uma revistaria classe A, oferecendo apenas publicações diferenciadas, com o melhor da arquitetura, do design, da moda e da economia. Talvez, também, Asterix, o herói gaulês da resistência aos planos do Império Romano de domínio da Gália.

Duas outras atrações referem-se à gastronomia, uma brasserie, onde poderão ser comprados alguns produtos alimentícios, e um café para pequenas refeições. Maquete antecipa como será a sofisticada versão nacional do parisiense C42

E carro? Também, claro! - A inspiração veio de Paris, onde a marca instalou o C42, na avenida Champs-Elysées. E, como lá, nosso espaço múltiplo mostrará carros, especialmente o DS3, modelo que chegará ao Brasil ainda neste ano. (A repórter Kety Shapazian testou o modelo para o DCarro na França. Veja no site www.dcomercio.com.br, na edição de 06/08/2010). No espaço não haverá comercialização de carros, mas o

visitante poderá fazer test drive dos modelos da montadora francesa. Para mostrar o carro, a marca disponibilizará o espaço Créative Technologie (tecnologia criativa), onde a ideia é fazer o visitante saber o que é tendência para a Citroën, o que inspira e motiva a empresa. Todas as informações sobre o DS3 e outros modelos estarão disponíveis por meio de um

tecnológico configurador 3D. O DS3 - O novo carro da Citroën foi desenvolvido para mostrar o poder da marca em apresentar modelos diferenciados. Ele chama atenção, até mesmo nas vias europeias, onde a concorrência entre os desenhos é muito grande. No Brasil, com motor 1.6, deverá exercer o mesmo poder de atração.


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XODÓ DO BRASILEIRO Preços baixos e 2h30 de voo de SP. Não é à toa que Buenos Aires é um dos destinos internacionais mais procurados.

urismo

Fotos: Antonella Salem

No sentido horário, Jardim Japonês, onde os pequenos alimentam carpas e aprendem um pouco sobre a cultura japonesa; carrossel em Palermo Viejo; Barbie Store, que vende desde roupas até bonecas e tem um cabeleireiro para meninas a partir de 3 anos; e o navio-museu 'Presidente Sarmiento', das Forças Armadas da Argentina.

Buenos Aires com as crianças Museus,praças e jardins compõem o roteiro para o viajante mirim na capital argentina Antonella Salem

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evar os pequenos para Buenos Aires? Confesso que pensei duas vezes antes de eleger a cidade para uma temporada com criança, e o destino, acredite, surpreende com muitas atrações para os viajantes mirins. Na programação, todo mundo vai indicar o zoológico (Av. Sarmiento e Av. Las Heras, w w w. z o o b u e n o s a i r e s . com.ar/) e o Museo de los Niños (Shopping Abasto, Av. Corrientes 3247, nível 2, www.museoabasto.org.ar/), um museu interativo que recria os espaços de uma cidade e onde as crianças brincam de ser médico, jornalista, cozinheiro... Vá aos dois, mas o melhor será levá-los aos programas menos convencionais, capazes de conquistar pais e filhos. Primeiro, Jardim Japonês (Av. Figueroa Alcorta e Av. Cas a r e s , w w w. j a r d i n j a p ones.org.ar/). Além do passeio a pé em meio ao verde, entrecortado por um lago, os pequenos turistas alimentam as carpas e conhecem um pouco da cultura japonesa, incluindo um viveiro de plantas. Aproveite que está no bairro de Palermo (que compreende Palermo Soho e Hollywood) e vá passear pelas ruas de Palermo Soho, espécie de Vila Madale-

Faena Arts Center é o novo espaço dedicado à arte contemporânea em Puerto Madero. Vale a visita.

na porteña, apinhada de lojinhas e restaurantes. Cansou? Pare para um sorvete ou um alfajor Havanna (Calle Santa Fé) e há uma pracinha que os menorzinhos adoram, com carrossel e tudo. Outra visita interessante é o

navio-museu das Forças Armadas da Argentina "Presidente Sarmiento", ancorado em Puerto Madero (Dique 3) e que realizou viagens entre 1899 e 1938 para o treinamento da marinha. Mantido in-

tacto, exibe roupas de marinheiros, objetos e armas usados pela tripulação, uma amostra de cabine, fotos históricas e até um cachorro empalhado. Uma volta ao passado... Arte – Também em Puerto Madero, vale a pena ver a mais nova atração cultural da capital argentina, o Faena Arts Center (Aimé Paine 1169, www.faenaartscenter.org). No prédio de um antigo moinho revitalizado, o lugar dá espaço às mais avançadas expressões da arte contemporânea (desenho, arquitetura, moda, literatura... ) em duas salas de exposição. A iniciativa é do empresário Alan Faena, que deu vida a parte da área portuária ao criar um distrito inteiro focado em "lifestyle". A mostra inaugural é do artista brasileiro Ernesto Neto, cujo trabalho se situa entre escultura e instalação e propõe a interação com a obra. Crianças se divertem. Já expôs no MoMa (NYC) e na Tate Modern (Londres), entre outros museus. 'O Bicho Suspenso na Paisagem' estará em cartaz até fevereiro. Pensando em arte, o Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – Malba (Av. Figueroa Alcorta 3415, www.malba.org.ar) não pode ficar de fora do roteiro. Na coleção permanente, 'Abaporu' ( Ta r s i l a d o

RAIO X COMO CHEGAR Gol (www.voegol.com.br), TAM (www.tam.com.br), British Airways (www.britishairways.com) têm voos entre São Paulo e Buenos Aires. Tarifas sob consulta. ONDE DORMIR Vitrum: www.vitrumhotel.com/. Nuss: www.nusshotel.com/. Outro

hotelzinho charmoso em Palermo Soho. Diárias a partir de US$ 220. Claridge: www.claridge.com.ar. A dica perto da Calle Florida e da Recoleta. Diárias a partir de US$ 149. ONDE COMER Piola: Gorriti 5751, tel. (54-11) 47773698. Rede italiana de pizzas e massas, em Palermo Hollywood.

La Cabrera: Cabrera 5099 e Cabrera 5127, tel. (54-11) 4831-7002, www.parrillalacabrera.com.ar/ . Um dos melhores de carne argentina. Peça Ojo de Bife e, de sobremesa, Vulcão de Chocolate. Cluny: El Salvador 4618/22, tel. (54-11) 4831-7176, www.cluny.com.ar/. Em Palermo Soho, é a sugestão para

almoçar quando estiver passeando pelo bairro. Cozinha contemporânea. FAÇA AS MALAS Moeda: peso argentino. R$ 1 vale 2,463 ARS. Troque dinheiro já no aeroporto. Taxi: certifique-se de pegar sempre o amarelo e preto credenciado.

Amaral) e telas importantes de Fernando Botero, Frida Khalo, Diego Rivera e Candido Portinari. Fique de olho na programação do museu pelo site. Há datas e horários exclusivos para famílias, com a visita especial combinada com uma atividade de ateliê para crianças de 5 a 11 anos e adolescentes. Se ainda assim a filhota pedir uma boneca em Buenos Aires, a loja que vai fazê-la cair de amores pela cidade chama-se Barbie Store (Scalabrini Ortiz 3170, Palermo; e Unicenter, Panamá e Panamericana, ww w. ba rbi e- st ores. co m/ ). Por trás da fachada branca com toldo cor-de-rosa do endereço em Palermo, há um mundo de mais de 250 metros quadrados dedicado à boneca. À venda, desde roupas da moda Barbie e acessórios (tiaras, perfumes,

caderninhos, caixinhas etc.) até a boneca em várias versões e lançamentos para meninas de 3 a 11 anos. E mais: um cabeleireiro onde a mocinha pode fazer escova, cortar os cabelos, fazer maquiagem, as unhas... No fundo da loja, a Tea House (Casa de Chá) serve chás, sucos e lindos bolinhos decorados e há um espaço onde adultos não entram – a Casa da Barbie. Paga-se o ingresso para um período de meia hora ou uma hora, durante o qual as meninas se divertem com bonecas, desenhos, cantinho com cozinha e um camarim. Muitas fantasias permitem realizar um desfile em uma pequena passarela. Saindo de lá, você não vai pensar duas vezes para colocar Buenos Aires no topo da sua lista de destinos para levar as crianças.

Divulgação

HOTEL DESIGN – Dica de hotelzinho moderno em Buenos Aires: Vitrum (www.vitrumhotel.com/). Em Palermo Hollywood, uma região pouco turística e muito residencial e boêmia, o hotel está pertinho de diversos restaurantes bacanas e tem só 16 suítes – algumas com varanda, outras com jardim. Um elevador de vidro interno leva às acomodações e à cobertura, no terceiro andar, que abriga o spa e a sala de ginástica. Há também uma galeria de arte e um restaurante de cozinha japonesa, o SushiClub. O serviço é bem atencioso, a cargo de uma equipe de jovens. Reservando pela internet, é possível encontrar diárias a partir de US$ 185. Crianças são bem-vindas! (AS)


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cultura

Doce vampiro, vou abrir a porta... Com leveza sensual, era assim que Rita Lee cativava os fãs. A história continua. André Domingues

Claudine Petroli/AE

semana do aniversário de São Paulo começou com chuva fria. A internet trazia a notícia de que, na noite do último sábado, Rita Lee havia decidido se aposentar dos palcos. Foi uma surpresa de bambear as pernas. O sentimento de orfandade na música paulistana ficou ainda maior – talvez, egoisticamente – porque ela não fez o anúncio aqui, mas num show no Rio de Janeiro. E pior: sua última apresentação ficou reservada para a distante Aracaju, neste sábado (28) à noite. Nada de Sampa. A situação só se amenizou um pouco quando a roqueira explicou, via twitter, que a saúde fragilizada a levava a abandonar a rotina de shows, não a música. Resta, então, uma esperança, já que a arte está intacta e a saúde pode ser recuperada. Sem falar que ninguém deve levar a ferro e fogo uma decisão de aposentadoria de artista. Quanto mais, de uma roqueira. Quanto mais ainda, de Rita Lee. A comoção gerada pela aposentadoria de Rita tem a ver com uma identificação profunda. Afinal, a roqueira se tornou um importante símbolo de São Paulo, na contramão das identidades tradicionais. Quando surgiu, branquinha, franja até os olhos, trajes de beatle e postura irreverente, parecia mais uma figura de cinema americano do que uma moradora da tranquila Vila Mariana. Sua música pouco trazia de típico: não repisava a ancestralidade caipira de uma Inezita Barroso nem os tipos afro-italianados de um Adoniran Barbosa. Ainda assim tocou São Paulo ao ponto de ser descrita por Caetano Veloso como "a sua mais completa tradução". Mas que tradução seria essa? Rita nunca pleiteou ser representante de

coisa ou causa nenhuma, com seu bem-humorado desapego das futilidades cotidianas e das grandes ideologias. Para se ter uma ideia, logo no início da fama, ao lado dos Mutantes, debochou da possibilidade de ser uma musa tropicalista ao incorporar um vestido de noiva ao seu figurino. Aquilo não era bem uma falta de vaidade, como a "deselegância discreta" vista por Caetano nas meninas daqui. Era um traço paulistano muito mais revelador: a recusa da vaidade comum, do mundo invejado das princesinhas, em favor de uma vida desempolada em que cada um cuida de si. Puro rock'n roll. A atuação junto aos Mutantes, de 1966 a 1972, foi fundamental para que Rita Lee desenvolvesse essa irreverência. O conjunto, formado ao lado dos irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, logo abraçou a experimentação sonora do tropicalismo e passou a combinar seu rock com tudo o que estava à mão: de moda de viola às inovações das vanguardas eruditas. O resultado foi meia dezena de discos brilhantes: Os Mutantes (1968); Mutantes (1969); A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (1970); Jardim Elétrico (1971), Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets (1972). A conjunção de Rita, Arnaldo e Sérgio era extremamente fértil, embora muitas vezes a mantivesse à sombra da maior habilidade técnica dos dois. Sem deixar o conjunto, ela lançou dois ótimos Lps individuais, Build Up (1970) e Hoje É O Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972), mas, mesmo com nuances sensíveis, o resultado sonoro ainda ficou com a cara do grupo. Rita Lee saiu dos Mutantes em 1972 e, após uma tentativa frustrada

de dupla com a amiga Lúcia Turnbull, formou outro grupo sensacional, o visceral Tutti-Frutti. Nele, teve destaque bem maior, inclusive como compositora. O som, contudo, continuava não sendo sua expressão mais direta, em função da influência marcante da boa guitarra de Luiz Carlini. Dos três álbuns que gravaram juntos, ao menos um, Fruto Proibido (1975), foi alçado ao patamar dos grandes clássicos do rock nacional. Em 1978, Rita Lee encontrou o apoio ideal no guitarrista Roberto de Carvalho, com quem, aliás, viria a se casar. Roberto soube

compreender a musicalidade livre de Rita e dar asas a vertentes pouco notadas da sua produção. Com ele, um bolero como Caso Sério já podia dispensar a embalagem irônica dos Mutantes. Ou um rock lento como Doce Vampiro já não precisava prestar contas ao compromisso visceral do Tutti-Frutti. Era como se, de repente, tudo se decantasse e deixasse aparecer, limpidamente, os elementos formadores da sensibilidade de Rita, da longínqua influência das cantoras do rádio ao desbunde tropicalista, passando pelo aprendizado de bossa-nova e pela veia pop da jovem-guarda.

Vieram discos mais arejados e recheados de sucessos, como os de 1979 e 1980, que levaram na capa apenas o nome da cantora. Foi a consagração definitiva. Recentemente, Rita Lee tem aparecido mais em debates acalorados da internet do que na música. Seu último álbum efetivamente novo foi Balacobaco, de 2003, ao qual se seguiram trabalhos focados em releituras de velhos sucessos. Dentre eles, um até apareceu bastante, em função do apoio televisivo: Ti-ti-ti, músicatema da novela homônima, refilmada pela TV Globo. É pouco

para alguém da estatura de Rita. Há indícios, porém, de que ainda tenha lenha para queimar, como sua declaração de que guarda material para mais cinco discos inéditos. Apenas palavras? Talvez. No início do mês, entretanto, num show em Saquarema, ela deu uma prova incontestável de que ainda guarda o velho espírito mutante: no alto dos seus 64 anos, ela se virou, afrouxou a calça e mostrou a bunda para a plateia. Digam o que quiserem os detratores, mas isso é rock'n roll. É a anti-vaidade de São Paulo. É Rita Lee.

Kathia Tamanaha/AE

Uma obra para tocar no rádio Discos, shows, parcerias divertidas e criativas com os Mutantes e com com marido Roberto de Carvalho; numerosas turnês; vivência de uma época em que o rock dos Rolling Stones e Beatles ocupava as emissoras de rádio. Rita Lee viveu intensamente quatro décadas de música, que emergiram de experiências com bandinhas roqueiras de jovens; evoluíram para o contato com artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina. Toda essa bagagem tem sido registrada no dial. Numa época, em especial: a que enfeixa o final dos dos 60 e enfeixa parte dos anos 70. Por exemplo, canções de Rita rechearem rádios, aqui em São Paulo, como a Eldorado FM, Gazeta FM e Bandeirantes FM. Nunca faltaram Atlântida, Mania de Você, Baila Comigo, Desculpe o Auê, Chega Mais, Doce Vampiro... (DCultura )

Fotos: Arquivo DC

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Dura cruzada contra as drogas U

m assunto bastante polêmico: o jornalista Denis Russo Burgierman, ex-diretor da revista Superinteressante, apresenta, no livro O Fim da Guerra – A Maconha e a Criação de um Novo Sistema para Lidar com as Drogas, editado pela Leya, teses bem ousadas, do ponto-de-vista do grande público no Brasil, mas muito bem aceitas por pesquisadores especializados e renomados, como o expresidente Fernando Henrique Cardoso, a respeito dos problemas relacionados com as drogas em geral e, em particular, com a maconha. Em primeiro lugar, é preciso chamar a atenção para o fato de Burgierman, aos 38 anos, é um

Paul Volcker jornalista de novo tipo, formado que foi já na vigência das novas tecnologias de informação e também já na vigência dos impactos dos novos estilos de vida gerados pela globalização. Assim é que, ao lado de sua mulher, ele viajou como mochileiro por vários países, de bicicleta, a cavalo e por transportes públicos, fazendo

desse modo as suas reportagens, vivendo de perto as realidades que descreve e discute. Por outro lado, é um dos diretores da Webcitizen, “uma empresa que constrói plataformas de engajamento cívico”, isto é, modos de mobilizar pessoas pela Internet, em especial pelas redes sociais, para causas tidas como importantes e corretas. Burgierman chama inicialmente, no livro, a atenção para o fato bastante incontestável de que a chamada guerra às drogas, começada há décadas pelo presidente americano Ronald Reagan, e que se estendeu desde então pelo mundo inteiro, contando ainda hoje com o apoio maciço da opinião pública, como se está vendo atualmente em São Paulo na campanha policial contra a chamada Cracolândia, redundou num grande fracasso. Essa derrota, aliás, foi reconhecida publicamente, por exemplo, por um grupo de líderes de todo o mundo reunidos no ano passado na Comissão Global de Política de Drogas, que concluiu: “A guerra global contra as drogas fracassou, com efeitos devastadores para indivíduos e sociedades no mundo todo”. Entre esses líderes estavam antigos promotores da guerra contra as drogas, como o secretário de Estado de Reagan, George Shulz; o presidente do Banco Central dos Estados Unidos também na era Reagan, Paul Volcker, apresentado

Fotos: Arquivo DC

Renato Pompeu

Fernando Henrique Cardoso

Ronald Reagan

por Burgierman como “o dono da chave do cofre que financiou a guerra”; os ex-presidentes da Colômbia, César Gaviria; do México, Ernesto Zedillo, e do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, todos mandatários nos anos 1990, e que, segundo o autor do livro, “acreditaram na justeza da guerra e lutaram sem trégua”. Mais: entre os que declararam em junho de 2011 o fracasso da guerra às drogas iniciada cerca trinta anos antes, estava o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Koffi Annan, que em 1998 havia sido o anfitrião de um encontro, na sede da ONU em Nova York, em que “todos os países membros concordaram com uma meta ambiciosa: eliminar as drogas da face da Terra de uma vez por todas em dez anos”. Ao fim desse prazo, em 2008, o que se constatou, segundo o autor, foi que: “As drogas não foram eliminadas, como se vê por aí. Após a ofensiva, o consumo de todas elas cresceu no mundo inteiro: o de maconha aumentou 8,5%; o de cocaína, 25%, o de heroína e outros opiáceos, 34,5%. Quanto mais perigosa a droga, maior foi o aumento”. Nesses dados e nessa frase se justapõe, à argumentação de Burgierman contra a guerra às drogas, a segunda vertente, ainda mais polêmica, de suas teses a respeito do assunto: a de que existem alternativas melhores do que a repressão na luta pela diminuição do consumo de narcóticos. Pois, como se viu, foi exatamente a maconha – ou seja, a droga que teve em diferentes graus

uma certa “liberalização” de seu consumo nos últimos anos em países como a Holanda, Espanha, Portugal e em regiões como a Califórnia, EUA – a droga em que se constatou, de longe, o menor aumento em seu consumo. O autor chama a atenção para o fato de que, nesse período, aumentou desproporcionalmente o número de acusados de tráfico que foram presos – no Brasil, eram 40 mil em 2006 e foram 87 mil em 2011; nesses cinco anos, só no México, 40 mil pessoas foram assassinadas em relação com o tráfico, seja por policiais, seja por traficantes. Mas o mais importante é que Burgierman constatou que essa situação de violência extremadas não se observa nos países que visitou e que, em diferentes medidas, “liberaram” a maconha – Holanda, Espanha Portugal, além da Califórnia americana –, nem no Marrocos, onde a guerra contra as drogas mal começou e em que o consumo tradicional de haxixe é, praticamente tolerado. Em suma, ousadamente, “o livro mostra como os sistemas podem sair da alçada policial sem estimular o uso” e exibe “estratégias criativas para lutar contra os problemas que as drogas causam, sem provocar problemas maiores ainda”. Leia também - "A Cracolândia não voltará mais. Acabou!". Entrevista com Eloisa de Sousa Arruda, secretária da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo. Texto publicado no DC, edição de 21/22 e 23 de janeiro de 2012.

AS CORES PENSANTES DE FRIDA Artista engenhosa, de grande personalidade e uma intelectual de seu tempo é tema de livro.

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ma beleza exótica, cabelos negros enfeitados, com olhos penetrantes e encimados por sobrancelhas que formavam uma única linha. Acima dos lábios havia a sombra inequívoca de um buço. Vestia roupas de cores vivas, trajes mexicanos nativos, que afrontavam a moda das peças da alta-costura europeia. A maior parte das cerca de duzentas telas que Frida Kahlo pintou em sua curta carreira é de autorretratos. Sua imagem está viva no imaginário mundial, mas só agora o público brasileiro amplo poderá ler Frida, a Biografia, da historiadora Hayden Herrera, lançada pela Editora Globo. Finalmente traduzida para o português, a obra já havia agitado o mundo das artes – principalmente nos Estados Unidos – quando foi publicada originalmente em 1983. Trata-se de um estudo abrangente a respeito da vida e da obra da pintora mexicana. Por meio de entrevistas com contemporâneos, acesso à correspondência pessoal da artista, e apoiada em sólida bibliografia, Herrera traça um retrato profundo da trajetória de Kahlo. Fartamente ilustrado, o livro permite ao leitor cotejar as interpretações sugeridas pela

autora com a livre observação das telas, ainda que as mesmas estejam, obviamente, reproduzidas em escala menor. Mas Frida, a Biografia não é apenas uma análise estética da sua obra, aquela em que o desenvolvimento de procedimentos técnicos do ofício de pintar figura no primeiro plano narrativo. Tampouco se limita a descrever ou reforçar os fatos quase mitológicos que marcam a vida de Kahlo, e que são conhecidos por todos, como o grave acidente que sofreu na juventude, o casamento com o cultuado muralista Diego Rivera, ou o seu romance extraconjugal com o revolucionário russo Leon Trotsky. Frida Kahlo cresceu em plena Revolução Mexicana, foi impactada pelas ideias de Revolução Russa, travou contato com as concepções das vanguardas artísticas europeias da primeira metade do século 20 e conviveu com personalidades da literatura e da política. É verdade que sua pintura privilegiou os fatos do seu cotidiano e, mesmo quando extrapolou essa temática, o fez sob uma perspectiva flagrantemente pessoal. Mas o desafio proposto e vencido nesta biografia foi o de sondar a maneira como Kahlo se apropriou do mundo em que viveu e o abordou nas entrelinhas de sua arte. Frida, a Biografia é, na verdade, um exemplo daquilo que os historiadores poderiam chamar de história social da arte. Ou seja, sem se descuidar da relação entre a obra de Kahlo e a pintura em geral, nem deixar de conferir a devida relevância aos episódios que marcaram a sua vida íntima, o livro procura, sobretudo, relacionar esses elementos com as dimensões políticas, sociais, culturais e até mesmo econômicas em que os mesmos se deram. Assim, o que se desenha é o retrato de uma artista apaixonada pela arte popular de seu país que, com erudita formação acadêmica, procura fundir a tradição com a modernidade sob um ponto de vista particular.

Fotos: Reprodução

Felipe Carrilho

Frida, a Biografia: estudo abrangente da vida e obra da pintora mexicana.


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cultura

Um pub fiel à tradição inglesa Armando Serra Negra

Fotos: Paulo Pampolin/Hype

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'Malley's, grande como nenhum outro em São Paulo (700 m² / 160 assentos) cumpre à risca o primeiro protocolo sine qua non dos pubs britânicos: não fecha. Do meio dia (serve almoço) ao último cliente, 365 dias por ano (nos bissextos 356), mostra a vocação notívaga a partir da happy hour. Às 22h, atinge invariavelmente sua lotação regular de 400 pessoas, quando as bandas começam a bombar. "No jogo Brasil x Inglaterra da Copa de 2002 carimbamos 1.2 mil comandas", diz o proprietário Ali Visserman. Em cada canto dos vários ambientes, discretas telas planas transmitem imagens (inclusive das bandas do andar superior), estrategicamente posicionadas para não hipnotizar clientes avessos a televisores, ou sonegar informações aos expectadores. O segundo protocolo – home pub (bar como extensão de lar) – é conferido pelos habituées: "Dona

Gema era uma senhorinha que vinha todas as noites, ficava sentada em seu cadeirão bebericando água com gás; emolduramos sua foto tirada aqui, e lá afixamos em sua memória", aponta. Antes da reforma feita por Ali, que dobrou o lugar de tamanho, lá funcionava uma filial do Finnegan's, até 1994. Nessa época, um dos antigos donos do "autoproclamado" primeiro pub paulistano, o restaurateur francês Bernard – ora radicado em Trancoso (BA) – fez da água furtada do imóvel sua moradia. Agora é um recinto privativo aos membros do Clube do Whisky: Red Label (R$ 195), Black Label (R$ 270) – doses, respectivamente, R$ 13 e R$ 18 (economia: três doses/garrafa). Como bom pub, decoração de madeira escura, logo à entrada nobre balcão e cadeirões convidam a disputas etílicas entre amigos: Guiness (R$ 18 / R$ 10), e a exclusivíssima ESB Fullers (importação própria) que degustação (R$ 18). Paredes forradas

com flâmulas, bandeiras e camisetas de times de futebol (uma da seleção canarinho com dedicatória do Sócrates) e rugby, fotos irlandesas antigas, posteres de cervejas. Uma escada leva ao salão onde tocam as bandas, outra à sala de jogos (snooker e dardos), outra ao sótão. O time de garçonetes, camiseta amarela e legging preta, movimentase com profissionalismo e desenvoltura: buffalo wings (R$ 19), filé aperitivo (R$ 29), fritas (R$ 14) – seis molhos a escolher: curry, curry apimentado, rosê, mostarda, maionese de alho, pimenta. Pode pedir todos. Refris: R$ 4. O Projeto Jazz começa a acontecer às segundas-feiras, música acústica e promoção de chope Heineken (R$ 8 / 600 ml). By appointment to Her Majesty he Queen! O'Malley's Bar. Alameda Itu, 1529. Jardins. Tel.: 3086-0780.

A metamorfose Rita Alves

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tempo de mudança na Galeria Leme. O espaço está em novo endereço, mas mantém o projeto original, criado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Para inaugurar o local, 12 artistas que acompanharam de perto essa fase de transformação participam da mostra Transição. Entre eles está Patricia Osses, criadora do vídeo Concerto para um Edifício Transposto. O filme exibe dois violoncelistas executando ao vivo o Concerto em Sol Menor para Dois Violoncellos, de Antonio Vivaldi, acompanhados pelo som de um piano. Os músicos aparecem em telas diferentes, um tocando na antiga galeria, outro na

nova. "O piano foi gravado em off por um dos músicos, e serviu de base para que eles conseguissem tocar separadamente, sem se ouvir. O concerto só ocorre, na realidade, no vídeo", explica Patricia. Durante o processo de criação, a artista pensou em simetrias e duplos e na relação entre um edifício sendo construído para a existência de outro. "Imaginei que tudo que eu queria que existisse na relação entre os dois edifícios (quase) simétricos podia ser dito pelo concerto do Vivaldi, na conversa entre os dois violoncelos. Repetição, sobreposição, diálogo, eco, reflexo, pergunta e resposta.... estava tudo na relação entre os

dois instrumentos, escrito de uma maneira muito bonita, simples e clara, como são as obras de Vivaldi. Assim, o concerto dentro das duas Lemes materializava tudo isso", diz. "Ao mesmo tempo, concretizei uma antiga vontade de utilizar a grande caixa de concreto, que é a galeria, como caixa de ressonância acústica." Nas mãos de João Pedro Vale, a galeria se transformou em pintura, feita sobre uma placa de cerâmica, intitulada The Floaters. A obra faz parte de um conjunto de trabalhos desenvolvidos por ele sobre a cidade americana de P-Town, conhecida por sua história pesqueira. "A cidade é muito

Patrícia Osses/Divulgação

pequena, ainda hoje o é, mas no século XVIII, existia uma pequena comunidade que vivia toda ela da produção de sal, utilizado para a conservação do peixe. Essa comunidade estava instalada em Long Point, do outro lado da baía de P-Town. Com o declínio da indústria, e com a descoberta de novas técnicas de conservação do peixe, a produção de sal deixou de fazer sentido e aquela comunidade entrou em declínio", explica. "Nessa altura, a comunidade acabou por se fundir na própria cidade de P-Town, mas uma vez que o custo da madeira e construção era muito elevado, optou-se por transportar as casas

em jangadas e implantá-las na cidade principal." O artista explica que desde os anos 50 do século XX todas essas casas têm uma placa em azulejo, que as identifica como Floaters. "O que eu fiz, foi refazer uma dessas placas, exatamente igual às originais, mas substituindo o desenho da casa, pelo desenho da Galeria Leme, funcionando a placa como um símbolo comemorativo da deslocação." Quem também está em momento de transição é Elaine Tedesco, autora do vídeo Posto 2. Ela expõe como artista representada pela galeria pela última vez. O filme noturno mostra

uma mulher na rua, diante da Leme, de costas para a câmera. "Quase nada acontece, apenas alguns carros circulam e ela os acompanha com o seu olhar. A noite passa e ela segue ali em seu posto de observação", conta Elaine. "Posto 2 aciona as potencialidades poéticas da arquitetura da Galeria Leme e sua localização em uma rua 'marginal' deslocando-a de sua realidade imediata para o contexto videográfico." Galeria Leme. Av. Valdemar Ferreira, 130. Segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábado, das 10h às 17h. Tel.: 3093-8184. Grátis.

João Pedro Vale/Divulgação

Concerto para um Edifício Transposto: conversa entre dois violoncelos ao som de Vivaldi.

The Floaters: símbolo comemorativo da deslocação.

Shakespeare na velocidade da luz Sérgio Roveri Luiz Doroneto/Divulgação

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m seus 52 anos de vida, o poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare produziu uma infinidade de poemas, sonetos e 38 peças de teatro que, muito mais que deslumbrar plateias ao longo dos séculos, prestaram um serviço inestimável à formação da consciência do homem moderno. Se fossem apresentadas uma seguida da outra, as 38 peças ocupariam os palcos por, aproximadamente, cinco dias, sem um intervalo sequer para ir ao banheiro. A menos que o grupo paulistano Parlapatões, Patifes & Paspalhões fosse chamado à cena na hora de passar em revista a colossal obra do bardo. E é isso que eles fazem no espetáculo PPP@WLLMSHKSPR.BR – uma comédia

na velocidade da luz em que toda a produção teatral de Shakespeare – e olha que estamos falando de pilares do teatro ocidental, como Hamlet e Lei Lear – desfilam diante do público em parcos 90 minutos. A comédia, que já foi apresentada com sucesso em 1998, volta agora ao cartaz em comemoração aos 20 anos de carreira dos Parlapatões. Um dos fundadores do grupo, o ator e diretor Hugo Possolo elenca uma série de razões que justificam esta remontagem. Entre elas, algumas mais sensatas, como a de querer mostrar o trabalho para uma nova geração, e outras que reverberam o escracho do grupo: "Se existem bandas que fazem CDs e DVDs acústicos,cujo repertório é composto só de hits do passado, por

que o teatro não pode reviver seus clássicos", indaga. A peça, que em inglês leva o título The Complete Works of William Shakespeare - Abridged (A Obra Completa de William Shakespeare Abreviada) foi escrita pelos autores americanos Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer. Prova de que os autores condensaram, mas não desrespeitaram o dramaturgo, é que a tradução para o português foi feita por Bárbara Heliodora, uma das maiores especialistas em Shakespeare no Brasil. A direção é de Emílio de Biasi, a cuja carreira o espetáculo é dedicado – ele já havia dirigido a versão de 1998, que teve mais de 500 apresentações em São Paulo e

diversas cidades brasileiras. A peça não era montada desde 2001. Embora a peça privilegie, a ponto de usar em sua condução, trechos de Romeu e Julieta e Hamlet, as demais obras de Shakespeare não ficam ao relento. Todas as peças históricas, repletas de assassinatos e traições, são perpassadas durante uma partida de futebol, as comédias surgem agrupadas em um esquete que brinca com o teatro de animação e os versos de Otelo despontam no formato de rap. PPP@WLLMSHKSPR.BR, estreia nesta sábado, 28, no Espaço Parlapatões, Praça Roosevelt, 158, tel.: 3258-4449. Sábado às 21h e domingo às 20h. R$ 30.


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Delícias francesas dentro da cocotte cultura

Nos navios da rica Holanda José Guilherme R. Ferreira

Charmosas panelinhas vêm à mesa em novo bistrô Lúcia Helena de Camargo

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recém-aberto restaurante francês La Cocotte chega com uma proposta interessante: comida de ótima qualidade, servida naquelas charmosas panelinhas francesas, as cocottes. Grande parte do enxuto menu chega à mesa em panelinhas de diversos tamanhos, formatos e cores, a começar pela cocotte de salada verde (R$ 22). Entre as outras saladas, a de folhas com aspargos verdes e queijo brie, com vinagrete de pistache (R$ 32); e a muito saborosa salada com escalope de foie gras e molho de uva (R$ 52), receita de Emmanoel Bassoleil que traz o fígado do ganso selado (grelhado rapidamente em fogo alto). O preço é de prato principal. Mas vale cada centavo. Outras entradas dignas de nota são: steak tartar do “Nando” (R$ 42), feito de fraldinha, servido com batatas fritas rústicas (com casca) – e um delicado ovo de codorna acompanhando a composição; rã com cerefólio e batata bolinha dourada no forno (R$ 38); e para os amantes de frutos

crevettes à la provençale (R$ 78), que é a panelinha com camarões à provençal (com alho), acompanhada de arroz basmati. E para os vegetarianos, tortelli de ratattouille com queijo de cabra e molho de tomate fresco (R$ 39) e ravióli de queijo brie ao creme de alho poró (R$ 41).

Dois navios mercantes holandeses, Willem van de Velde, o Velho

doses de 50, 100 e 180 ml automaticamente. O preço por taça começa em R$ 22. Uma dica: se não estiver com aquela fome que precisa ser morta no próximo minuto, esqueça o couvert e vá direto para entrada. A R$ 9 por pessoa, é composto apenas de baguete, manteiga temperada e patê de queijo de cabra. Na nossa visita, o pão veio frio à mesa e a manteiga, um pouco derretida. De todo modo, essa seria a única ressalva, em um jantar com muitos pontos positivos. E outro deles: o serviço da casa é atencioso, sem ser invasivo.

Sobremesa As cocottes estão presentes também na sobremesa, seja no creme brulê (R$ 15), nos macarons (R$ 18) e na cocotte de truffes au chocolat (R$ 16 a pequena e R$ 32 a grande). Sem panelinhas, mas com sabor, há a Ilê flottante (R$ 15), que consiste em ovos nevados sobre creme inglês; brownie do chef (especialidade de Fred Frank), a R$ 19, servida com sorvete de leite de amêndoa e calda de

Fotos: Tadeu Brunelli/Divulgação

Empreendedores

Bouef bourguignon: servido com risoto de alecrim, cogumelos e bacon. do mar, a cocotte de moules frites "chez-nous" (R$ 43), com mexilhões e mandioquinha frita. Para prato principal, a sugestão é o bem francês bouef bourguignon com risoto de alecrim, cogumelos e bacon (R$ 52). Outras opções: steak poivre – filé mignon com pimentas, acompanhado de gratin de mandioquinha (R$ 52); entrecôte bernaise com batatas fritas rústicas (R$ 48) e a cocotte de galinha caipira orgânica de Joanópolis com morilles (uma espécie de cogumelo) e polenta (R$ 56). Há a cocotte de la mer (R$ 68), que vem com salmão, lula, polvo e camarão (foto no alto) e a cocotte de

chocolate, e o bolo mousse de chocolate e praliné (R$ 18). Vinhos Se no copo vai bem um vinho, as taças começam em R$ 18, se pedido o vinho da casa, o La Vieille Ferme, tinto, branco ou rosê. A sommelière Malaika Galete não vai te deixar na mão na hora de escolher. A moça nasceu em Ruanda e tem nacionalidade francesa e portuguesa. Simpática, fala português com sotaque único. Para estimular a degustação, o restaurante tem no bar da entrada uma máquina Enomatic, que serve

Os donos do empreendimento são nomes de peso na gastronomia paulistana: o chef Fred Frank, Juscelino Pereira e Pedro Sant’anna. Frank, até recentemente na cozinha do Vitrô, passou por restaurantes como o extinto Roanne, de Emmanuel Bassoleil, e CT, de Claude Troisgros (em Nova York). Pereira é responsável pelo restaurante Piselli e sócio do Zena Caffè, Tre Bicchieri e Maremonti Jardins. Sant’anna, com experiência em restaurantes como o do Club Med, comanda a operação no dia-a-dia da casa. O ambiente – criação de Nando Marmo – é aconchegante, mas não apertado. Na fachada, há apenas uma porta de madeira e uma pequena vitrine com uma cocotte em exposição. Nenhuma janela. A ideia, segundo Marmo, foi isolar a casa da rua e criar um clima exclusivo, à moda de clubes de Paris. O bistrô La Cocotte não possui vínculo com o Les Cocottes da capital francesa, localizado próximo da Torre Eiffel e pertencente a Christian Constant. La Cocotte Bistrot. Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1153. Jardins. Tel.: 3081-0568. www.lacocotte.com.br

No fundo do salão, há o ambiente com plantas nas paredes e mesas cobertas por guarda-sóis.

A salada que leva o escalope de fígado de ganso

A panelinha de camarões

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s holandeses são cervejeiros alegres e contumazes. Mas durante o século XVII, a Época de Ouro da Holanda, tinham que se equilibrar como podiam numa sociedade de moral calvinista, mas que não abria mão da riqueza que lhes garantia excepcional qualidade de vida. Um fiel retrato dessa sociedade foi feito pelo historiador Simon Schama em O Desconforto da Riqueza (Companhia das Letras/1992). Destilados (principalmente o gim da cidade portuária de Schiedam) e vinhos franceses e do Reno também tinham seu papel na alegria das cidades, ao lado de pratos que não dispensavam o pão, a manteiga, o queijo e o arenque. O iluminista Diderot, décadas depois, escreveria que os holandeses eram "alambiques vivos". E os caricaturistas de plantão não perdiam a oportunidade de desenhá-los como sapos levados por ondas de gim. "Em 1613 havia 518 cervejarias só em Amsterdã, uma para cada 200 habitantes", relata o historiador. Os vinhos, mais na mesa da elite do que nas tavernas, cumpriam seu papel como importante mercadoria dos navios mercantes que cruzavam os mares. "Os holandeses transportavam vinhos de Bordeaux para a Alemanha e a Suécia; os vinhos do Reno para a Rússia, a Leste, e a Espanha, a Oeste; vinhos de Málaga, na Espanha, e de Marsala, no Sul da Itália, para a Inglaterra; vinhos de Borgonha para o Báltico", escreve Schama, descrevendo o rentável zigueza-

Bolsa de Valores em Amsterdã (1653) Emmanuel Witte gue da lucrativa Companhia das Índias Ocidentais. Acabar com uma atividade próspera em nome de objetivos morais era impensável. Não foi fácil para o holandês do Século de Ouro "encontrar o caminho através de uma vida transbordante de riquezas sem incorrer na ira de Jeová".

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas(Terceiro Nome)

A história não para e a vida segue Aquiles Rique Reis

"(...)

Mas uma viatura policial cheia de policiais indisfarçáveis fez uma volta pelo Jardim de Alá (ou terá sido pelo canal do Leblon) e ali eu vi pela janela os componentes do MPB4, que passaram bem perto de mim sem me ver. Senti uma emoção muito forte, uma emoção que se repete toda vez que falo ou penso nisso. Eram as primeiras pessoas conhecidas que eu via nessa chegada ao Brasil, e o fato de vê-los sem ser visto, depois de tantas horas de reiteração da hostilidade com que a repressão me despachara do país, dava à visão um caráter de sonho que amplificava seu poder simbólico. Eram músicos, músicos da minha geração e tão brasileiros, e tinham institucionalizado a sigla MPB em se nome de grupo – eu me sentia diante de uma essência, de uma realidade profunda – e um grande amor (não há outra palavra) pela história, pelo destino se acendeu em mim. Eu os amava como a gente imagina que alguém que já morreu pode amar os que ainda vivem: do ponto de vista da eternidade. Meus olhos se encheram de lágrimas. Não sei se chegaria à casa de Bethânia psicologicamente inteiro se não houvesse havido esse encontro secreto." Este é um trecho do livro Verdade Tropical (Companhia das Letras, 1997) de Caetano Veloso. Nele, Caetano se refere ao momento em que saía de um interrogatório, no final dos anos 1960. Maria Bethânia conseguira uma autorização especial para que Caetano e Dedé (casados à época) voltassem ao Brasil, após dois anos e meio de exílio em Londres, para participar da festa pelos quarenta anos de casados dos pais. Caetano volta a se referir ao fato, agora no filme Canções do Exílio – A Labareda que Lambeu Tudo, de Geneton Moraes Neto, do qual também participam Gilberto Gil, Jards Macalé e Jorge Mautner. Eu, que sempre fui um ser político cioso da necessidade de engajamento nos movimentos sociais, ao ler sobre o fato no livro e agora vendo-o no filme, senti-me profundamente

emocionado, como um alienado, por quem uma parte da história contemporânea passa ao alcance dos olhos e ele não vê. A partir daquela leitura e ouvindo Caetano se referir hoje, em viva e comovida voz, àquele encontro secreto e unilateral, resolvi redobrar minha atenção: nunca mais deixarei que a história passe por mim sem que eu a veja. Naquele momento, em plena rua, um discreto sorriso seria bem-vindo, uma furtiva lágrima de saudade e medo teria nos proporcionado um bem enorme... Confesso que o perdi. Sinto saudade de um tempo que se foi sem que eu pudesse sabê-lo melhor, e era o meu tempo; saudade de um tempo de inocência, e era a minha mocidade; saudade de pessoas, e

eram os meus companheiros; saudade de convicções, e eram minhas. Ah, saudades, tantas saudades! Se me fosse dado o direito de voltar atrás, diria o que não soube dizer, veria o que meus olhos não puderam ver, amaria o que minha alma não pôde fazê-lo e, principalmente, choraria muito mais do que pude chorar. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.


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cultura

Quem Inventou o Sanduíche? Carlos Celso Orcesi da Costa

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eria sido John Montagu, o 4º Conde de Sandwich, o inventor do sanduíche? Ele que entre outros jogava uma espécie de bridge com o navegador James Cook (que homenageou o amigo com o nome das Ilhas Sandwich) e porque não queria interromper o jogo pedia a seu mordomo duas fatias de pão de forma com carne fria no meio, com a vantagem de segurar as cartas com uma das mãos, evitando o uso de talheres. O nome do prato até hoje traz seu nome porque as pessoas pediam igual a sandwich. Custa bastante acreditar nessa versão, porque o pão já era fermentando no antigo Egito: 58% de farinha, 40% de água, 1% de fermento e 1% de sal, tudo amassado e levedado naturalmente como nos conventos, ou ao forno com leveduras especiais como nas padarias de portugueses em cada esquina. Será possível que ninguém tenha adicionado qualquer coisa... dentro do pão, antes de 1762? Com que comemos pão ainda hoje?

Senhor até o poquerzinho amigo de Montagu em 1762, (b) e dando por certo que o ser humano desenvolveu técnicas imemoriais de preservar alimentos nas cavernas e adegas construídas (para nem falar da civilização industrial pós luz elétrica), será que durante 5.762 anos sendo comido diariamente, não houve sequer um estúpido que cortasse o pão ao meio, adicionando queijo, presunto, defumados ou carne ou apenas manteiga? A pergunta já contém minha resposta. O episódio terá ficado famoso mais pelo fato do Conde de Sandwich ser viciado em jogo e sua boa ideia conter o charme da nova era, o começo da Revolução Industrial, mais ou menos como o café que fez sucesso na Europa porque – ao contrário do chá – era para ser bebido de pé no balcão. A civilização industrial não podia perder tempo! Enfim, quem quiser aceitar a versão inglesa esteja livre. Sustento que se trata de uma lenda, de uma história engraçada que

Manteiga e queijos do excesso de leite esquecido e um dia qualquer fermentado. E também os presuntos pendurados nas cavernas, no começo curtidos naturalmente (como hoje os de Parma na Itália e Pata Negra na Espanha), presunto que aliás advém do latim 'perexsuctum', que significa "privado de água ou suco". Pernas de porco mas também carnes e peru salgadas pelos primeiros gourmets neandertais, ou talvez antes (com o domínio do fogo) fumados ou defumados naturalmente, os presuntos no mesmo ambiente da fogueira ganhando um "gosto refinado", e por fim tudo misturado e enchido (aqui no Brasil se diz complicadamente embutidos) em tripas de animais mortos, salsichas, linguiças e salames, tudo enfim que desde sempre comemos... com pão. Pois muito bem: (a) tomando 4 mil anos de civilização antes de Cristo (o registro parte da invenção da escrita cuneiforme pelos sumérios, que desenhavam símbolos ou cunhas na argila) e mais os anos do

pegou, tem sua graça, mas que não deve ser tomada (ou comida) ao pé da letra. Por exemplo, há mil anos havia registro de que marinheiros russos recém chegados da longa viagem entre São Petesburgo na Rússia e a cidade alemã de Hamburg, comiam pão com recheio de carne crua antes de descarregarem o navio. Daí nasceu o hambúrguer, portanto 762 anos antes do bridgezinho amigo de Cook e Montagu. Para não perder o foco da coluna, resta uma última palavra: sanduíches não combinam com vinho porque no passado dos marinheiros que tinham tarefa a cumprir, dos lordes viciados no carteado e no presente dos engravatados, dos jovens no intervalo entre duas aulas e da garotada na hora do recreio, são refeições rápidas, para quem não tem tempo de parar a engrenagem da roda-viva. Errata: Faltou mencionar abaixo da ilustração do texto da semana passada "Bacalhau Secando ao Ar Livre".

Açúcar com pimenta Personagens Disney para ninguém botar defeito Kety Shapazian

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mundo dos personagens Disney, principalmente o das princesas, mexe com o imaginário coletivo. O norteamericano J. Scott Campbell sabe muito bem disso e resolveu explorar essa fascinação. Ou melhor, ele foi além e transformou as inocentes princesas e outras personagens da marca em mulheres adultas, cheias de sensualidade e muitas curvas. O ilustrador, mais conhecido por seu trabalho na editora Marvel com o herói Homem-Aranha, colocou peitos à la Pamela Anderson e derrière nos moldes de Jennifer Lopez na Cinderela, que aparece esfregando o chão do castelo da madrasta. E por falar em madrasta, ela também surge 'revitalizada' em dois ensaios de Campbell. "Espelho, espelho meu... Existe alguém mais

Fera, ganhou cinta-liga e espartilho. Chapeuzinho Vermelho, uma verdadeira pin up, veste um microvestido e mantém as longas unhas pintadas da mesma cor da maçã envenenada que ganha da bruxa má. A menina Alice, personagem de Alice no País das Maravilhas, cresceu. Ela usa um vestido esvoaçante e revelador, uma imagem que lembra a célebre pose de Marilyn Monroe em O Pecado Mora ao Lado. Nem Sininho, a leal fada acompanhante de Peter Pan, escapou. Surpresa com suas novas formas, ela parece checar o resultado da arte de Campbell enquanto é observada – e aprovada – pelo temido Capitão Gancho.

Espelho, espelho meu... Existe alguém mais insinuante do que eu?

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Chapeuzinho Vermelho

roduçã ep Fotos: R

insinuante do que eu?", quer saber. Outra personagem parece ter passado horas a fio na cadeira de algum cabeleireiro, ganhando um tremendo megahair – daqueles que transformam qualquer Joana D'Arc numa verdadeira Rapunzel. As mechas, inclusive, são a única coisa que cobrem seu agora escultural corpo. Ariel, de A Pequena Sereia, o 28º filme de animação dos estúdios Disney, aparece em pose sensual enquanto a Bela Adormecida, do clássico conto de fadas homônimo do autor Charles Perrault, espera pelo beijo do príncipe encantado coberta com um tecido quase transparente que deixa todas suas curvas à mostra. Espartilho – A Bela, de A Bela e a

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O ilustrador J. Scott Campbell transformou inocentes princesas, uma fadinha e até a malvada madrasta da Cinderela em verdadeiras pin ups

As novas formas de Cinderela

Ariel, nada recatada.

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Alice esvoaçante


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J. Edgar, com Leonardo DiCaprio, mostra a trajetória do homem que comandou o FBI por 48 anos.

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Punhos cerrados contra o comunismo Lúcia Helena de Camargo Warner Bros/Divulgação

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Leonardo DiCaprio como John Edgar Hoover: "Em Washington, ninguém divide poder voluntariamente".

s primeiras cenas de J. Edgar mostram um homem taciturno, envelhecido, atrás de uma escrivaninha, matutando velhas ideias. Quem não sabe que o protagonista desse filme é Leonardo DiCaprio pode demorar longos segundos para perceber que ele está ali, debaixo de quilos de maquiagem, tão assombrosa é a caracterização. O ator passava diariamente pela demorada aplicação de uma máscara de látex, sob a qual precisou criar expressões. "Fiquei parecendo a minha avó", disse DiCaprio, depois da primeira vez que se viu no espelho com todo o aparato. O filme, dirigido por Clint Eastwood, mostra a trajetória de John Edgar Hoover, homem que comandou o Federal Bureau of Investigation (FBI), durante 48 anos. Sua carreira começou um pouco antes, em 1919, quando foi indicado para investigar estrangeiros suspeitos de subversão. Acabou sendo responsável pela expulsão dos Estados Unidos de um grande número de pessoas. A repercussão de seu trabalho levou à nomeação para assistente do diretor do FBI, a quem substituiria em 1924, ficando no cargo até a sua morte, em 1972. Quando assumiu a direção, o órgão contava com 657 agentes. No ano de sua morte já eram milhares, chegando a 16 mil nos dias atuais. Em sua ferrenha cruzada conta o comunismo, Hoover inventou novas formas de indexação para organizar os livros da Biblioteca do Congresso e viu passar pela Casa Branca oito presidentes. Também liderou a perseguição e prisão de bandidos emblemáticos como John Dillinger, Pretty Boy Floyd e Baby Face. Nessa parte da trama, o filme detalha aspectos não muito abonadores de sua personalidade, como a vontade de parecer mais destemido e ousado

do que realmente era. Mas a história atesta que – concorde-se ou não com as convicções que ele professava – J. Edgar era coerente. Como muitos daqueles que possuem inteligência acima da média, foi ficando cada vez mais intolerante com erros de funcionários. E também como não é incomum em pessoas que têm muitos sob seu comando, à medida que a idade avançava tornava-se totalitário e irascível. "Ninguém divide poder em Washington voluntariamente", era um de seus bordões. J Edgar aborda ainda o homossexualismo de Hoover, que se na época não foi explícito, também não era de todo ignorado. Ele jamais se casou e morava com a mãe (Judi Dench). Até o fim da vida manteve uma estreita relação com seu assessor e amigo, Clyde Tolson (Armie Hammer). Um dos episódios mais polêmicos da carreira de Hoover toma boa parte do filme: o rapto do filho do aviador Charles Lindenberg, cuja investigação moveu todo o FBI durante meses. Outra obsessão era criar um banco de dados com as impressões digitais de todos os americanos, com objetivo de controlar crimes e, como subproduto, as ações de todos, o tempo todo. Se vivesse até hoje, talvez ficasse feliz em ver que seu sonho não ficou tão longe de virar realidade. J Edgar (EUA, 2011, 128 minutos). Direção: Clint Eastwood. Com Leonardo DiCaprio, Birol Tarkan Yildiz, Armie Hammer, Naomi Watts, Lea Thompson, Josh Lucas, Ed Westwick, Dermot Mulroney, Judi Dench, Stephen Root, Jeffrey Donovan, Michael Gladis.

MILLE

Drama familiar com praias paradisíacas ao fundo

NNIU

Sony Pictures/Divulgação

Estreia Os Descendentes, com George Clooney.

S E T EN

D N E ESC

U

ma família começa a se desfazer quando a mãe, Elizabeth King (Patricia Hastie) sofre um grave acidente de barco e fica em coma. Na pele de Matt, George Clooney é o marido que se vê sem ação nessa situação. Pai de duas filhas – Scottie (Amara Miller), de oito anos, e Alexandra (Shailene Woodley), de 17 – ele não sabe como agir. Eis o mote de Os Descendentes. Tudo desmorona de fato ao descobrir que a mulher tinha um amante. (Não se aflija, leitor, não estamos contando nada que você não ficará sabendo logo no início do filme – aliás, essa informação está até nos trailers). Que homem com um pouco de brio não ficaria curioso em descobrir quem é o amante de sua esposa? Seria bonito, sexy, atlético? Inteligente ou só um coitado qualquer que se deixou seduzir? E Matt sai no encalço do amante. Não sabe o que fará ao encontrálo. Se vai conversar, gritar, desferir um murro na cara do sujeito. Precisa, de todo jeito, encará-lo. A filha adolescente ajuda na

busca. A família parte então para uma viagem ao local onde estaria o t a l a m a n t e , e nquanto a mãe permanece em coma no hospital. No caminho, como se espera, começam a se conhecer melhor. O componente cômico é dado por Sid (Nick Krause), namorado de Alexandra, rapaz dotado de vocabulário limitado e nehuma noção sobre como se comportar. Ele é capaz, por exemplo, de rir de uma velhinha com Mal d e A l z h e i m e r, o que cer tamente não vai contar pontos a seu favor. Em paralelo ao drama dessa procura algo insólita, corre o processo de venda das terras herdadas por Matt de seus antepassados, transação que implica em reuniões com primos, tios e outros parentes, pois é preciso que a maioria entre em acordo para o negócio de concretizar. Uma parte do clã quer que tudo seja vendido à incorporadora que erguerá no local um resort. Outros teimam que querer preservar a mata e os arredores como a natureza os concebeu. Com milhões em jogo, haverá briga. Os Descendentes levou o Globo de Ouro de Melhor Filme este ano e concorre ao Oscar na mesma categoria. George Clooney foi o vencedor como Melhor Ator e é igualmente um dos favoritos na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O ator, que na vida real prefere manter-se solteiro aos 50 anos de idade, encarna com afinco esse marido atônito. Na cena em que descobre que

Daniel Craig: jornalista que investiga um crime cometido há 40 anos.

Investigação e suspense no frio da Suécia

Fox Film/Divulgação

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está sendo traído, sem jamais ter desconfiado, sai correndo de maneira desajeitada rua abaixo. É o próprio retrato do desespero. O longa foi indicado ainda nas categorias de direção, edição e roteiro adaptado. Baseado na obra de Kaui Hart Hemmings e dirigido por Alexander Payne (Sideways, Entre Umas e Outras), o filme acerta o tom, ao mostrar o drama da família em contraste com a paisagem deslumbrante, tudo ao som da trilha sonora composta de belas canções havaianas. (LHC) Os Descendentes (The Descedants, EUA, 2011, 117 minutos). Direção: Alexander Payne. Com George Clooney, Amara Miller, Shailene Woodley, Judy Greer, Matthew Lillard, Nick Krause.

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aniel Craig, o atual agente 007, encarna desta vez outro tipo de detetive. Em Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres ele é o jornalista Mikael Blomkvist, que trabalha para a revista Millenium. Depois de se meter em um processo judicial por denúncias publicadas em uma reportagem, é chamado por um ricaço (Christopher Plummer) para tentar desvendar um crime cometido 40 anos atrás. Baseado na primeira parte da trilogia Millenium, de Stieg Larsson (1954-2004), livros que se tornaram fenômeno mundial de vendas, o filme é fiel à obra escrita de maneira minuciosa. Tão detalhista é que acabou ficando com duas horas e 40 minutos de duração, para poder explicar tantos personagens e reviravoltas, pincelando aqui e ali pistas para a audiência ir deslindando,

juntamente com o protagonista, o novelo de intrigas e motivações. É a segunda vez que o livro chega às telas. A primeira montagem foi com diretor e atores suecos: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Män Som Jatar Kvinnor, 2009), de Niels Arden Opley. Com orçamento de US$ 100 milhões, o longa americano nasceu do roteiro escrito por Steven Zaillian e pelo próprio Larsson. Nos Estados Unidos, recebeu o título The Girl With the Dragon Tattoo (A Garota com a Tatuagem de Dragão). A moça em questão, adepta do visual dark, é a genial e absolutamente perturbada hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara), que possui memória eidética (não esquece nada que vê) e tem um papel importante na investigação. Como o crime cujo culpado Mikael procura ocorreu há muito tempo, não é possível "dar um Google" nos nomes dos

envolvidos, então a solução será examinar jornais, microfilmes e pastas com fotografias, documentos e cartas. Com direito a tortura ao som da etérea Enya e um estupro, o filme tende a agradar mais aos leitores dos livros de Larsson. Quem não está familiarizado com a obra poderá sentir que algo no final ainda não se encaixa muito bem. Mas se esta primeira parte fizer o sucesso de bilheteria que os produtores esperam, talvez as próximas duas sequências dêem conta de esclarecer a contento todos os enigmas. (LHC) Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (The Girl With the Dragon Tattoo, Estados Unidos, Suécia, Reino Unido e Alemanha, 2011, 158 minutos). Direção: David Fincher. Com Daniel Craig, Stellan Skarsgard, Rooney Mara, Christopher Plummer.


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DC 27//01/2012 by Diário do Comércio - Issuu