Ano 87 - Nº 23.777
Jornal do empreendedor
www.dcomercio.com.br
Conclusão: 23h30
R$ 1,40
São Paulo, terça-feira e quarta-feira, 25 e 26 de dezembro de 2012
No jogo da arrecadação, Leão sempre ganha. "A vontade do Fisco prevalece sempre", diz Gilberto Amaral, coordenador de estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Para ele, que há anos acompanha de perto a voracidade do Leão e foi um dos responsáveis pela criação do Impostômetro da ACSP, há no Brasil uma preocupação exagerada do Fisco em não perder receita. E as desonerações deste ano? Beneficiam pontualmente certos setores, mas trazem poucas novidades em termos de redução efetiva da carga tributária. Para ele, o balanço de 2012 tem a vitória da transparência, com a obrigatoriedade da exposição dos impostos nas notas fiscais. Um ponto negativo do ano: "Não houve absolutamente nenhuma descomplicação tributária para o cidadão e para as empresas", diz Amaral. A entrevista, na pág. 13
RETORNÔMETRO A ferramenta de 2013 Dados vão mostrar ao contribuinte o que o poder público faz ou não faz com a montanha de impostos recolhidos
Zilberman
IMPOSTÔMETRO R$ 1.500.000.000.000,00 Marca será alcançada na próxima sexta-feira
Andre Vieira/The New York Times
Max Schulte/Reuters
Spata (esq.), do Criatec, e Klingelhoefer, do BNDES.
Homem que fuzilou bombeiros tinha matado a avó
Procurando lições na tragédia de Newtown
O forte negócio das semipesadas. E a memória fraca.
ONU defende retomada do tratado global de armas
Polícia investiga crime incendiário em Webster, subúrbio de Rochester, Nova York. Pág. 8
Nicholas Kristof responde aos críticos, em defesa de um controle mais rígido de armas. Pág. 3
Luiz Carlos Lisboa escreve de Princeton sobre dilemas da liberdade americana, na voz de Marcius Naylor . Pág. 3
Encontrará oposição da poderosa Associação Nacional do Rifle dos EUA. Pág. 8
Erik Salles/Bapress/Estadão Conteúdo
Inovar é preciso. E BNDES banca startups.
Morre Dona Canô, mãe de Caetano, de Bethânia, e querida do Brasil.
Governo incentiva banco a incluir empresas recém-criadas na sua lista de atendimentos. O Criatec, fundo de capital de risco, investirá R$ 100 milhões, em 10 anos, em startups inovadoras. Pág. 14
Claudionor Viana Teles Veloso morreu em casa, em Santo Amaro da Purificação (BA), aos 105 anos, depois de alguns dias hospitalizada por causa de uma isquemia cerebral. Ela tinha passado a noite de Natal com os oito filhos (na foto, Caetano, no velório). Pág. 10 e www.dcomercio.com.br
As 10 tendências do consumo tecnológico Pesquisa mostra que os serviços na nuvem se moldarão ainda mais às necessidades dos consumidores em 2013. As outras 9 tendências, em Informática. Pág. 15
ISSN 1679-2688
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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terça-feira e quarta-feira, 25 e 26 de dezembro de 2012
A retomada da confiança virá de ações efetivas, de realizar o prometido, mercadoria um tanto em falta. José Márcio Mendonça
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CONFIANÇA SE CONQUISTA Ueslei Marcelino/Reuters
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á pelo menos dois anos o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vem tropeçando na retórica de otimismo, exagerando no seu papel de "levantador do PIB" – que atribuiu-se quando ainda era ministro do Planejamento do primeiro governo Lula e seu antecessor na Fazenda, Antonio Palocci, na época ainda livre da malfeitoria que o fez perder a pasta, fazia duros esforços para não deixar a economia sair dos eixos. Mantega começou 2011 votando num PIB de 5%. Ganhou 2,7% e nem nos últimos dias do ano admitia algo abaixo de 3,5%. Abriu 2012 um pouco mais modesto, entre 4,5% e 4% e, até dez dias atrás, com os especialistas do mercado e o próprio Banco Central já apostando em algo em torno de 1%, Mantega mantinha moderado otimismo. Parece ter mudado na última semana. Ele mantém o discurso alvissareiro, de que 2013 enfim trará a redenção, mas não mais arrisca números. O artigo que escreveu para o jornal O Estado de S. Paulo de domingo nada traz nesta linha. E o boletim Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado no dia 21 de dezembro, contrariando praxe anterior, passa longe de qualquer pretensão a pitonisa. O discurso oficial, capitaneado pela presidente Dilma Rousseff será de que virá um "pibão" – sem dizer de quanto será. Antes das últimas decepções com o desempenho da economia o sonho era algo em torno de 4% a 4,5% como se esperava para 2012. O Banco Central, que oscila seu humor entre a necessidade de estar
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA
Dilma e Mantega: mais cautela com os números. Mas a credibilidade do governo está abalada, impedindo investimentos produtivos. mais ou menos em sintonia com os agentes econômicos (especialmente os do mercado) e a vontade de não contrariar o desejo (e o discurso ufanista) oficial, está marcando um crescimento, em 12 meses, até setembro de 2013, de 3,3%. Se confirmado, é aceleração de qualidade para quem parte de 1%. A questão central é saber se o otimismo oficial é compartilhado fora dos mundos de Brasília e dos gabinetes nos quais se urde a política econômica. Quando professa sua fé inabalável de que o crescimento veloz e sustentável será inevitá-
vel amanhã – embora ele tenha ficado sempre para um depois de amanhã indefinido – as autoridades na capital da República parecem acreditar que, com isso, realmente empurram os agentes econômicos para a frente.
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s tiros até agora não deram certo, pelo contrário. Como o governo nunca (ou quase nunca) tem acertado seus prognósticos, a tendência é acreditar no contrário, o que fica muito evidente em duas sondagens divulgadas semana passada, véspera do feriado de Natal. Ape-
sar do dito discurso do "agora vamos" e da sequência de pacotes de incentivos ao consumo e aos investimentos das últimas semanas, a confiança, tanto de setores do empresariado quando dos consumidores, não deslancha de todo. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor da Confederação Nacional da Indústria (CNI) recuou de 117 pontos para 115,2 pontos entre novembro e dezembro, depois de dois meses seguidos de alta. E a confiança do consumidor caiu em dezembro, chegando a 118,7 pontos, ante a marca de 120 pontos re-
gistrada em novembro. O governo não estaria, para ficar no jargão do setor, conseguindo "coordenar suas expectativas" com as da sociedade. Como diz o ex-ministro Delfim Neto com palavras menos cruas, há uma "crise de credibilidade". Coisa que, ensina a boa técnica, não será vencida apenas com promessas e perorações otimistas. A retomada da confiança virá de ações efetivas, de realizar o prometido, uma mercadoria um tanto em falta nos escalões da República. O inferno, diz-se, está cheio de boas intenções. E o começo de tudo é mais diálogo
e menos imposições. Até pelo estilo da presidente Dilma, o governo é pouco afeito aos debates. Às vezes, nem internamente. Numa maldade sem precedentes da revista britânica The Economist, trata-se do governo de uma "chefe intrometida", no qual até os auxiliares, às vezes, preferem o silêncio obsequioso a contrariar a superior. O fruto que o Brasil colhe por tudo isso é a desconfiança e a paralisia dos investimentos.
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ilma tem experiência e inteligência para mudar. Talvez lhe falte um conselheiro mais desabrido. O inferno não são necessariamente os outros – a crise internacional, a oposição, os empresários recalcitrantes. Ele pode estar em nós. No domingo, a presidente foi à televisão pedir a confiança do povo brasileiro. Confiança não se pede, conquista-se. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
PREOCUPAÇÕES COM O FUTURO DA ECONOMIA Newton Santos/Hype
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temporada do Natal é sempre um período de gastos elevados para o brasileiro médio, o que vai até abril. Compras natalinas, férias, matrículas, material escolar, carnaval, IPVA , IPTU e, por fim, o imposto de renda. O crédito, hoje fácil, é uma tentação. Todos querem produzir, vender e comprar. Entretanto, já existe um estoque da dívida a ser considerado. E a política de estimular as vendas de automóveis é perigosa para o crédito, para o meio ambiente e para a mobilidade urbana. O segredo de uma economia estável e confiável, com sustentabilidade, reside mais na poupança do que propriamente no consumo, especialmente numa sociedade como a nossa, de tão baixo nível de recursos disponíveis para investimento. E mesmo assim nada é feito para melhorar o clima de negócios. Joga-se
E por mais que a sociedade clame e os analistas alertem, as reformas necessárias não andam. Sem falar no gargalos existentes na infraestrutura, incluindo a questão das concessões rodoviárias e das aeroportuárias, lentas, indefinidas.
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Crédito fácil e gastos elevados: uma perigosa tentação para os brasileiros. simplesmente com o mercado interno a ser atendido, sem atinar que demanda sem oferta significa a volta da inflação. Seria mais do que nunca o momento de políticas públicas voltadas
para a formação e reciclagem de profissionais, em lugar de ir buscar lá fora o que seria mais natural termos aqui. E se a questão da prudência se aplica às famílias, é muito mais aplicável aos governos.
Estamos gastando muito. A dívida pública precisa diminuir, aproveitando os juros menores. Esta "turbinada" no BNDES é um risco e já causa interpretações negativas no exame de nossos números.
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
próximo ano não será fácil. Basta olhar o saldo comercial, os crescentes gastos na conta-turismo, as remessas de lucros, a fuga das bolsas, a dívida dos estados e a baixa lucratividade das empresas. E com custos trabalhistas em alta. O governo parece impedido de se dedicar a executar seu programa de obras por falta de gerenciamento e também por estar permanentemente voltado para apagar incêndios provocados por casos de corrupção. Estados vão sofrer fortes perdas no ICMS do setor elétrico – um contribuinte
ARISTÓTELES DRUMMOND certo e confiável, fundamental para muitos. Com o clima criado pelas das mudanças ocorridas no setor elétrico e a ameaça a outras concessões, o capital externo deve refluir. E o investidor interno procurará outro tipo de oportunidade. Os concorrentes estão atentos. A esta altura, pois, apregoar otimismo é fugir à realidade! ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARISTOTELESDRUMMOND@MLS.COM.BR
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira e quarta-feira, 25 e 26 de dezembro de 2012
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OS POVOS REAGEM D IF E RE N TE M EN T E ÀS PROVOCAÇÕES E AOS DESAFIOS PESSOAIS.
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s lutas que os pioneiros travaram com os peles vermelhas no começo da colonização inglesa da América, somadas às lendas de valentia do faroeste, ora em defesa da lei, ora para transgredi-la, com o auxilio de armas de fogo de todos os tipos e calibres, tudo isso ajudou a conservar em formol a segunda emenda da Constituição Americana, que autoriza a posse de armas pessoais para a própria defesa. Alguns fanáticos e desequilibrados usam essas armas que compram, em armazéns de beira de estrada, para matar inimigos imaginários, inclusive crianças e estudantes em salas de aulas. E a democracia que ensinou ao mundo a beleza da liberdade e da tolerância na vida pública não pode fazer nada para medicar essa enfermidade a não ser negociar, com os seus políticos, uma solução que tarda porque a mente humana em toda parte tem medo de ousar. Isso é o que pensa e o que diz, quando está disposto a falar, o pensador, poeta bissexto e desocupado Marcius Naylor, sobre os massacres cíclicos que envergonham os Estados Unidos. Sentado numa das cadeiras de calçada do Witherspoon Grill, em Princeton, ele mastiga devagar seu tradicional cachimbo apagado, e olha por cima da mesa as jovens estudantes que sobem a Wiggins Street. Abertos diante dele estão seus cadernos de notas cobertos com uma letra miúda e difícil de decifrar. "A Constituição americana assegura a liberdade do cidadão lúcido mas não nos diz como distinguir um homem saudável de um insano", diz Naylor, pausadamente. "Ela não é um manual de psiquiatria, claro, e está se dirigindo ao cidadão normal, e está dizendo afinal o que espera dele". Mas o pensador lembra que permitir o uso de uma arma para defesa pessoal é autorizar justiça pelas próprias mãos. Pode o cidadão comum julgar como um juiz? Saberá discernir com clareza quando e como a arma deverá ser usada? E em caso de uma provocação, uma
LUIZ CARLOS LISBOA
MÁQUINAS PARA MATAR CRIANÇAS ofensa, saberá manter seu equilíbrio, contendo o impulso de revidar sem moderação? "Os povos reagem diferentemente às provocações e aos desafios pessoais", diz Naylor com ar pensativo. "Em 2008, nos Estados Unidos, ocorreram doze mil homicídios decorrentes de alguma discórdia pessoal. No mesmo ano, no Japão, esse tipo de crime ocorreu onze vezes apenas. E outra coisa, o prefeito Bloomberg, de Nova York, lembrou há dias que os Estados Unidos são o único país industrializado do mundo onde acontecem massacres desse tipo e com essa frequência".
O cachimbo apagado de Naylor é retirado da boca, para que a próxima frase saia com maior nitidez. Algumas pessoas sentadas por perto olham com curiosidade o nosso pensador, que mantém as pernas cruzadas como se fosse uma reencarnação do Bu-
da. "Algumas leis vão ser aprovadas no Congresso Americanos a respeito, nos próximos dias. Contudo, isso só vai servir para aplacar a indignação por tantas crianças mortas em Newtown, Connecticut", diz Marcius com sua voz amolecida pelo sono. "Os vendedores
Permitir o uso de arma para defesa pessoal é autorizar a justiça pelas próprias mãos. Pode o cidadão comum julgar como um juiz, discernir quando e como a arma deve ser usada?
de armas semipesadas sabem que seu negócio é forte e que a memória popular é fraca, sendo além de tudo confundida pela famosa Segunda Emenda Constitucional americana, que garante a todo cidadão o direito de ter seu trabuco. O cinema fez com que o povo americano amasse o revólver. Have gun, will travel". Naylor tem lido muita coisa sobre o Brasil e outro dia ele me disse que lá como aqui todos vivem sob uma espécie de ditadura parlamentar. Quis saber o que queria dizer com isso e ele explicou, um tanto à sua maneira: "O povo elege deputados e senadores, ho-
mens encarregados de fazerem as leis. Essa eleição é feita com os recursos modernos da publicidade, em que palavras eloquentes servem para ocultar parte da realidade. Quase toda campanha legislativa é financiada com dinheiro particular ou do Estado, com diferentes interesses em choque e ebulição. São esses eleitos que fazem e desfazem as leis, e elas protegem ou afetam o que bem quiserem. Pouca gente se lembra disso, e isso é algo que devia ser lembrado. Brasil e Estados Unidos estão enredados nessa mesma questão, mas eu sei pouco sobre o caráter brasileiro. Já sobre os americanos, acho que a coisa vai piorar mais cedo ou mais tarde, mesmo que as armas deixem de ser vendidas por correio e a preço de ocasião, além de entregues no mesmo dia da compra". Naylor se recosta na cadeira do Withespoon Grill e respira fundo. Esse americano gordo me lembra muito o Orson Welles de seus últimos anos de vida. Sei que agora ele vai se calar porque falou mais do que se permite a cada encontro nosso. Quando vejo os seus olhos se voltarem para o céu, levanto também meu olhar e sei porque ele agora parece tão ausente. Os finais de tarde no inverno deste ano encenam um espetáculo que nenhum diretor de cena jamais imaginou. Longas nuvens vermelhas e azuis riscam o céu na direção sul-norte, e a oeste a bola amarela do sol começa a mergulhar no horizonte sem montanhas de Nova Jérsei. "Ninguém está lembrado de que mora no Paraíso", ouço ele suspirar. LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA E RESIDE EM PRINCETON, EUA. ALGUTE@AOL.COM
PROCURANDO LIÇÕES DEPOIS DE NEWTOWN
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epois de minha coluna, alguns dias atrás, defendendo um controle de armas mais rígido, enfrentei ataques de entusiastas das armas de fogo. Permitam-me responder a alguns dos argumentos deles: 1) Não politizem a tragédia em Connecticut. Este é um momento de luto, não é hora de demonizar os proprietários de armas. Sem essa! O presidente e o Congresso supostamente têm de lidar com os problemas nacionais – e a cada dois meses nós perdemos mais norteamericanos para a violência das armas do que perdemos nos ataques de 11 de setembro, segundo dados dos Centros para Controle de Danos e Prevenção. Um estudo do Fundo para Defesa das Crianças descobriu que perdemos cerca de 2.800 crianças e adolescentes para as armas anualmente. Isso é mais do que o número de soldados dos EUA que morreram em qualquer ano no Iraque e no Afeganistão juntos. Mais do dobro de crianças pré-escolares morre anualmente por causa da violência das armas nos Estados Unidos do que agentes da lei são mortos no cumprimento do dever. Portanto, é hora de luto sim, mas também é hora do presidente Barack Obama mostrar liderança além de tristeza. 2- O que aconteceu em Newtown, Connecticut, foi
doloroso, mas as leis sobre armas são medidas bem intencionadas que não fazem diferença. A Noruega tem leis sobre armas bastante restritivas, mas ela teve seu próprio massacre de 77 pessoas. É verdade que a proibição de rifles de assalto, em 1994, não foi muito eficiente, mesmo antes de ter expirado (em parte porque ela tinha problemas em definir o que são armas de assalto e em parte porque pistolas matam mais pessoas do que rifles de assalto). Mas se a lei que proibia a venda de tambores de grande capacidade ainda estivesse em vigor, Adam Lanza, o atirador em Newtown, teria de ter recarregado pelo menos três vezes.
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m relação à Noruega, suas leis, de fato, não evitaram o massacre do ano passado. Mas, em um ano normal, o país tem 10 ou menos vezes menos assassinatos com armas de fogo. Os EUA têm mais do que isso em oito horas. 3) Se as pessoas querem matar, não se pode impedi-las. Até um garfo pode ser mortal. No mesmo dia da tragédia de Connecticut, um homem atacou 23 crianças em uma escola da China com
uma faca. Mas, no ataque da China, nenhuma dessas crianças morreu. O que diferencia as armas de fogo é sua mortalidade. Essa é a razão pela qual os militares não armam nossos soldados com garfos.
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s suicídios com armas de fogo (cerca de 19 mil por ano nos EUA) ultrapassam os assassinatos por armas (mais de 11 mil), e uma arma em casa aumenta o risco que alguém na casa se suicide. O motivo é que tentativas de suicídio com pílulas ou navalhas geralmente fracassam; com armas de fogo têm sucesso. Quando Israel decidiu manter as armas de seus soldados na base, em vez de mantê-las em suas casas, a taxa de suicídio entre militares despencou. 4) Temos a Segunda Emenda, que garante o nosso direito de
portar armas de fogo. Então não fale sobre controle de armas! Há um argumento razoável de que a Segunda Emenda confere um direito individual – portar um mosquete. Para além disso, é mais complicado. Todo mundo concorda com uma proibição para as metralhadoras totalmente automáticas. A questão não é limitar o direito de portar armas, mas onde colocar limites.
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u gostaria que adotássemos uma abordagem de saúde pública que reduzisse os danos causados pelas armas de fogo. Poderíamos limitar a compra de armas a uma por mês para impedir os traficantes, pôr números de série mais difíceis de a pagar, proibir tambores de grande capacidade, financiar a recompra de armas, exigir checagem rígida de
antecedentes mesmo para as compras de armas particulares, bem como exigir micromarcas para que as balas possam ser rastreadas até uma arma determinada e, ainda, exigir que as armas sejam guardadas em cofres específicos ou com travas para o gatilho. E se precisamos entrar com um código até para usar o telefone celular, por que não para disparar uma arma? 5) Se você estivesse em casa à noite e escutasse ruídos lá embaixo, não gostaria de ter uma pistola Glock em seu criado-mudo? Sinceramente, nesse momento, eu gostaria de ter. E depois eu rastejaria pelas escadas e atiraria em uma figura furtiva na cozinha escurecida – talvez meu filho voltando da faculdade para fazer uma surpresa à família. Ou, Deus me livre, alguém que viva na casa pode usar a Glock para cometer suicídio. O lobby da arma frequentemente cita o trabalho de John Lott, que afirmou que menos armas não significam menos crimes; entretanto, desde então, acadêmicos têm desmascarado completamente os argumentos de Lott.
NICHOLAS D. KRISTOF Pesquisas publicadas deixam claro que ter uma arma em casa simplesmente aumenta a probabilidade que você seja atingido – por seu parceiro ou por você mesmo. Os norte-americanos estariam mais seguros se confiarem no número da emergência (911) para proteção em vez de uma arma. Nancy Lanza é um exemplo. Ela talvez pensasse que suas armas iriam mantê-la segura. Mas elas foram usadas para matá-la e depois as crianças na escola.
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uando as crianças foram tiradas às pressas da Escola Fundamental Sandy Hook, lhes disseram para tapar os olhos. Espero que não façamos o mesmo e fiquemos cegos às lições dessa tragédia. NICHOLAS D. KRISTOF É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES. CONTATOS PELO
FACEBOOK.COM/KRISTOF OU TWITTER.COM/NICKKRISTOF .
TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm
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3 Manuela D'Ávila (PCdoB- 3 MAIS: RS) fez plástica no nariz, perdeu as eleições em Porto Alegre e quer ser líder do partido na Câmara.
gibaum@gibaum.com.br
só que, mesmo advertida, não pagou dívidas de sua campanha que, entre os grandes doadores, tinha a Taurus (armas).
a Desculpe, aloprada é coisa Abaixo de zero k “Antes do real, a inflação estava aloprada. de outra administração”
FHC // em almoço com empresários no Rio de Janeiro.
Fotos: Francesco Carrozzini
Quem diria: paraíso de banqueiros durante décadas, o Brasil pode passar a ter juros negativos. Com a inflação oficial pelo IPCA chegando perto de 6% e a Selic estabilizada em 7,5%, a taxa real de juro que renumera aplicações financeiras já é inferior a 1,5%. Se a referência for outro índice de inflação, o IGP-10 da Fundação Getúlio Vargas, que atingiu 7,42%, o Brasil já estaria praticando juros abaixo de zero. 333
FATOR CONTRA
Juízo final O mundo não acabou, mas pesquisa da Reuters em 21 países indica que 16% das pessoas ouvidas acham que o mundo ainda pode acabar até o final do ano e 15% acreditam que, se não acontecer agora, o apocalipse acontecerá enquanto elas estiverem vivas. Por outro lado, mais da metade da população mundial segue três religiões que têm algum relato sobre o fim do mundo. Cristão são 33%, muçulmanos, 21% e judeus, menos de 0,3%. E cientistas acham mesmo que o planeta não acaba antes de 5 bilhões de anos.
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EM PARIS 333 O ex-senador Gilberto Miranda, envolvido na Operação Porto Seguro e já indiciado pela Polícia Federal, conversou muito com seu padrinho José Sarney, presidente do Senado, além de outros caciques do PMDB. Todos aconselharam Gilberto a submergir. ” Resumo da ópera: Gilberto Miranda e familiares estão passando as festas de final de ano em Paris.
Michael Schumacher, que se despediu das pistas em São Paulo, na última corrida de Fórmula Um, estréia nas páginas da revista L’Uomo Vogue, como nunca foi visto: o piloto alemão aparece na capa e em editorial de moda, usando grifes das mais conhecidas – entre elas, Hermés, Cerrutti e Louis Vuitton – atacando em outros esportes, de ciclismo, motociclismo e até paraquedismo. Na abertura, uma roupa prateada ajustada ao corpo (e smoking por baixo) e no texto, o heptacampeão revela o segredo de seu sucesso: “Talento e disciplina. É preciso rigor para vencer”. 333
Outra estrela
333 Antes do Natal, as recentes acusações de Marcos Valério de que o esquema do mensalão teria ajudado a bancar despesas pessoais do ex-presidente Lula em 2003 (era seu primeiro ano no poder), provocaram uma reunião entre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, subprocuradores e quatro ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo o presidente Joaquim Barbosa. Teria ficado acertado que, encerrado o julgamento do mensalão e, provavelmente, depois do recesso do Judiciário, o mesmo Gurgel deverá pedir abertura de novo inquérito para apurar todas as denúncias de Valério. Os envolvidos não possuem foro privilegiado e por isso, o processo correrá em primeira instância na Justiça Federal.
Lula será investigado
Quem faltava Na semana passada, num vôo Brasília-Rio da TAM, todos os passageiros já esperavam dentro do ônibus que os levaria até o avião, quando uma funcionária avisou pelo microfone: “Falta o passageiro João Paulo Cunha”. Todos já ficaram meio de sobreaviso. Na seqüência, como ele na aparecia, o “passageiro João Paulo Cunha” foi chamado pelo alto-falante do aeroporto – e vaiado coletivamente. Não era o mensaleiro condenado: era outro que, de fininho, tratou de embarcar.
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333 Aos 48 anos de idade, Mônica Bellucci, longe de aparentar a idade que tem, acaba de ser fotografada para a Vogue brasileira, onde garante que, em março do ano que vem, deverá estar se mudando para o Rio de Janeiro, com as duas filhas e o marido Vincent Cassel, que já fala (e bem) português. Mais magra, ao mesmo tempo, ela aparece na Vanity Fair (destaque) e na edição de dezembro da Paris Match. E encara com tranqüilidade a passagem do tempo: “Envelhecer é inevitável. Perdemos a beleza biológica para ganharmos belezas mais interessantes”.
Mônica à brasileira
FALASÉRIO!
Queda livre A cúpula da Globo começou a pensar, seriamente, em algum tipo de alternativa para o Encontro com Fátima Bernardes, preocupada também com a imagem da ex-âncora que, como o programa, rola ladeira abaixo. Redirecionada para outra área do jornalismo equivaleria a jogar a toalha. O que não dá para encarar foram os três pontos de audiência, antes do Natal, ficando atrás do SBT (5 pontos), Record (4 pontos) e empatando com a Band.
Dilminha, paz e amor Ministros e líderes da base aliada que estiveram no coquetel de final de ano que a presidente Dilma Rousseff ofereceu, na semana passada, no Palácio da Alvorada, surpreenderam-se com o bom humor exibido pela Chefe do Governo, além de uma nova – e ninguém sabe se duradoura – postura política. Dilma elogiou os ministros que “passaram noites mal dormidas com minhas cobranças”, fez brincadeiras com muitos e ofereceu um brinde especial a José Sarney, presidente do Senado. Alguns, acharam que poderia ser o inicio de um novo tipo de tratamento com auxiliares e aliados; outros, prevenidos, que “tudo era produto do clima natalino” e que, no ano que vem, ela retornará a seu habitual comportamento.
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Ano Novo com romã.
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333 Novo projeto do senador Eduardo Matarazzo Suplicy (PTSP) que, nessas férias, pretende excursionar musicalmente com seus filhos Supla e João, quer mudar o lema da bandeira brasileira para Ordem, Progresso e Amor. Até os mais chegados colegas de Senado estão brincando com Suplicy devido à inusitada iniciativa, que nunca será nem mesmo submetida ao plenário. Alguns acham que, aos 71 anos, ele estaria apaixonado – e não pela antiga namorada, Monica Dallari.
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Ano Novo com sete pulinhos.
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Esse Cara, recordista O CD Esse Cara Sou Eu, de Roberto Carlos, lançado em novembro, vai encerrar o ano com mais de 1,5 milhão de cópias vendidas, registrando uma marca astronômica que não era atingida desde os anos 80. Nem Roberto e mesmo a gravadora Sony esperavam tamanho êxito comercial, tanto que a primeira tiragem foi de 200 mil cópias e a terceira já totalizou um milhão. Aproveitando, a gravadora disponibilizou, digitalmente, Roberto Carlos para Sempre, uma coleção de 40 anos de produção do cantor. Ao todo, são 431 faixas que resgatam sucessos que consagraram sua carreira. 333
333 O Conselho de Ministros de Portugal recusou a oferta de German Eframovich (grupo Synergy) de comprar a TAP: falta de garantias financeiras. Eframovich está à frente de grupo multinacional dono de oito companhias aéreas sulamericanas, entre elas, a Avianca, a maior da Colômbia. O mesmo jornal Publico que revelou consultoria de José Dirceu na operação, chegou à conclusão de que a recusa da venda esteve ligada a esse mesmo “fator”. Numa matéria, o jornal português lembra que Dirceu está condenado a 10 anos e 10 meses de prisão no Brasil.
MISTURA FINA HISTÓRICAMENTE, no Brasil, cartunistas – e mesmo em tempos de ditadura, desde Getúlio Vargas – desempenham papel importante na critica dos políticos. Agora, na internet, ganha volume novo tipo de humor, contando com todos os recursos tecnológicos. Nesses dias, faz sucesso uma montagem, com direito a sorriso dos três personagens, com Lula, abraçado – uma de cada lado – com Marisa Letícia e Rosemary Noronha. Em outra, Lula sorri e uma Rosemary rebola.
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333 DURANTE o velório de Oscar Niemeyer, há dias, no Rio de Janeiro, representantes do PCdoB não perderam a chance, aproximaram-se de Carlos Oscar Niemeyer, neto do famoso arquiteto e trataram de convidálo a ingressar no partido e disputar uma vaga na Câmara Federal em 2014. E até profetizaram a acolhida que o nome Niemeyer teria junto aos eleitores, especialmente os cariocas. Um tanto atônito, Carlos Oscar declinou, de imediato, do convite.
333 A MINISTRA Miriam Belchior, do Planejamento, desde a vitória do Corinthians no Japão, despacha com um discreto broche do time na lapela. E não pretende tirar do peito tão cedo.
SE MARCELO Adnet está acertando com a Globo, sua mulher Dani Calabresa acaba de assinar contrato com a Band e no ano que vem, deverá integrar a equipe do CQC. 333
QUEM diria: depois de seus lances de infidelidade e para agradar Robert Pattinson (eles reataram), que nunca escondeu que gosta de poitrines mais fartas, a vampira da saga Crepúsculo, Kristen Stewart resolveu turbinar sua comissão de frente, segundo o tablóide National Enquirer. 333
MESMO tendo entrado com pedido de arbitragem na Câmara de Comercio Internacional contra o Casino, controlador do Pão de Açúcar (suas propostas no conselho, onde não tem maioria, são sistematicamente rejeitadas), pela primeira vez, Abílio Diniz pensa em recorrer à justiça mesmo contra os franceses. 333
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
5 ANO NOVO Para alguns servidores, se 2012 foi péssimo, 2013 pode ser pior.
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GAME O Mensalão não fez apenas o sucesso do STF. Virou jogo na internet.
Reprodução TV
Sindicância da AGU vai selar destino de Weber Holanda Relatório está em fase final e vai trazer novos detalhes da atuação do ex-adjunto
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Advocacia Geral da União (AGU) vai divulgar na sexta-feira relatório completo sobre a sindicância interna, em fase final de conclusão, e novos detalhes sobre a atuação de José Weber Holanda, exbraço direito do ministro Luís Inácio Adams, na AGU. Weber foi afastado de suas funções desde novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Porto Seguro. Nos últimos 30 dias, a comissão de sindicância analisou a conduta de Weber e outros quatro servidores do órgão, além dos documentos apreendidos pela PF, e concluiu que todos terão de responder a processos disciplinares. A lei prevê prazo de 60 dias para a conclusão dos processos disciplinares, como o que Weber enfrentará. Decisão de Adams – Caso a comissão que conduzir o processo conclua pela exoneração de Weber, a decisão terá que ser tomada por Adams. Alem de Weber, foram estudados os casos de quatro servidores da AGU que atuavam em outros órgãos. Jefferson Carlos Carús Guedes (Correios), Glauco Alves Cardoso Moreira (Antaq), Evandro Costa Gama (procurador da Fazenda) e Mauro Hauschild (expresidente do INSS). A Operação Porto Seguro expôs a atuação de um grupo liderado por Paulo Vieira, exdiretor da Agência Nacional de Águas (ANA), que trabalhava para obter pareceres técnicos favoráveis a empresas cujos projetos dependiam do aval de várias agências federais. Vieira, Weber, a ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose, e outras 21 pessoas foram denunciadas à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF), sob a acusação da PF de praticar vários crimes. Projeto bilionário – De acordo com as investigações, Weber ajudou Vieira a viabilizar um projeto bilionário de interesse do ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM), que de-
Denise Andrade/Estadão Conteúdo – 27/11/08
José Weber Holanda: o ex-número 2 da AGU nega, mas a PF o acusa de envolvimento em projeto bilionário. Reprodução
Rosemary, a Rose: trapaças no gabinete presidencial em São Paulo. seja construir com outros investidores um complexo portuário na Ilha de Bagres, ao lado do Porto de Santos. A PF chegou a vasculhar o gabinete que Weber ocupava, uma sala contígua à de Adams, para apreender documentos e analisar o conteúdo de seu computador. Sindicância – A tendência da comissão da AGU é sugerir que Weber e seus colegas continuem em seus cargos, por que não ocupam mais posição de chefia e, por isso, não teriam como prejudicar as investigações. Se forem punidos, após a conclusão dos processos disciplinares, poderão recorrer à Justiça contra a AGU. O órgão ainda não concluiu a análise de 40 atos assinados poer Weber no período em que trabalhou ao lado de Adams, e que foram separados para exame após a descoberta de sua ligação com o grupo liderado por Vieira. Junto com o relatório, a AGU deverá divulgar a relação completa das audiências que Weber concedeu desde maio deste ano e apresentar sugestões de mudanças no funcionamento das agências reguladoras do governo.
O outro lado – O ex-assessor de Adams não foi localizado, mas em outras ocasiões, Weber negou ter recebido vantagens em troca de influenciar a elaboração de pareceres de interesse do grupo flagrado pela operação da PF. De acordo com Weber, Vieira o abordou com o argumento de que havia um conflito entre a Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq) e a Secretaria de Portos sobre a competência para declarar uma área de utilidade pública. Por essa razão, alegou Weber, ele teria interferido no parecer sobre o assunto. Weber já afirmou também que é falsa a informação de que ganhou uma passagem aérea de Vieira, quando era adjunto de Adams na AGU, bem como não entendeu o sentido da operação policial. Denúncia – De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a PF deve concluir em janeiro investigação aberta para apurar a denúncia do deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ), de que Rose teria levado 25 milhões de euros para Portugal numa mala diplomática para o Banco Espírito Santo. (Folhapress)
Repressão além dos limites, diz Bastos.
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ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, advogado de um dos condenados no julgamento do Mensalão, atacou em um artigo a possibilidade de uma "degeneração autoritária de nossas práticas penais" e afirmou que a "tendência repressiva passou dos limites em 2012". No texto, publicado na véspera de Natal no site Consultor Jurídico, com reflexões sobre a atividade dos advogados criminalistas, Thomaz Bastos faz um "balanço crítico dos acontecimentos" do ano. Embora não faça nenhuma citação direta ao Mensalão, o criminalista faz uma série de referências à ação penal que, finalizada em 17 deste mês, levou à condenação 25 réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles é o ex-vicepresidente do Banco Rural, José Roberto Salgado, condenado a 16 anos e 8 meses de pri-
Marcelo Justo/Folhapress – 27/5/2010
Bastos: referências ao Mensalão. são pelos crimes de gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, além de multa de R$ 926 mil. Para Thomaz Bastos, há um "sentimento de desprezo pelos direitos e garantias funda-
mentais" que age "à sombra da legítima expectativa republicana de responsabilização". Segundo ele, "não é de hoje que o direito de defesa vem sendo arrastado pela vaga repressiva que embala a sociedade brasileira". Ele criticou também a "tendência a tornar relativo o valor da prova necessária à condenação criminal" e sustentou que "quando juízes se deixam influenciar pela 'presunção de culpabilidade', são tentados a aceitar apenas indícios no lugar de prova concreta, como se coubesse à defesa provar a inocência do réu". Thomaz Bastos advertiu ainda que "a disciplina da persecução penal não pode ser colonizada por uma lógica estranha, simplesmente para facilitar condenações". Como ele, vários advogados se queixaram que seus clientes foram condenados sem prova. (Folhapress)
O game Angry STF é gratuito e está disponível na internet. Já foi jogado mais de mil vezes até agora.
Lance ministros contra mensaleiros. É um jogo na web.
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julgamento do Mensalão virou jogo, inspirado no sucesso de Angry Birds . Disponível na internet ( h t t p : / / w w w. i c o n g a m e s . com.br/angrystf/) e para o sistema operacional Android, do Google, o game usa a mesma mecânica de jogo de A n gr y Birds. Porém, os pássaros são os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Joaquim Barbosa. Já os porcos são os réus do julgamento, como Marcos Valério, José Genoino e José Dirceu, informa o site G1. O game gratuito Angry STF
(STF Zangado) foi desenvolvido pela empresa Icon Games. “Se divirta com essa gozação em cima do julgamento do mensalão: vença e consiga condenar todos os acusados – ou perca e veja todos serem inocentados”, diz a descrição do jogo, publicado na loja Google Play em 21 de dezembro. Na internet, o game está disponível desde 19 de dezembro e já foi jogado mais de mil vezes. A Icon Games recomenda aos usuários ter as últimas versões dos navegadores Firefox e Chrome para um me-
lhor desempenho no jogo. Para baixar o game no smartphone ou no tablet, o jogador deve ter o Android 2.2 ou superior. Os jogos da série Angry Birds estão presentes em smartphones, tablets, no computador e em consoles de videogame. No game, os jogadores têm o objetivo de lançar, com um estilingue, os pássaros contra seus inimigos, os porcos verdes, para recuperar seus ovos roubados. O jogo já ganhou diversas versões, como o Angry Birds Space, que leva a batalha ao espaço.
Dirceu: "Desesperar jamais".
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ex-ministro da Casa Civil José Dirceu publicou, em seu blog, um cartão de Natal com o título "Desesperar jamais". No texto, o político condenado pelo Supremo Tribunal Federal lembra que, ainda jovem, quando foi preso por lutar pela liberdade, e, depois, quando esteve no exílio, não se desesperou. Agora, diz, também não se
desespera diante da condenação pelo STF, por ser uma "vítima inocente". O texto do cartão é o seguinte, na íntegra: "Quando bem jovem, preso por lutar pela liberdade de nosso país, não me desesperei. "No exílio, longe de meu país e de minha família, não me desesperei. Eu sabia que dias melhores viriam para o nosso Brasil. E vieram.
"Hoje, sou vítima inocente de um julgamento que, em muito pouco tempo, será citado em livros e salas de aula como um exemplo a ser apagado da história de nosso direito. E, como antes, não me desespero. Vou continuar lutando para que a verdade vença. Que você tenha forças para vencer. Para superar obstáculos e viver um 2013 com muita felicidade." (DC)
Dilma: um ano melhor para todos.
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m mais um balanço das atividades de seu governo, a presidente Dilma Rousseff apelou aos empresários para que "acreditem e invistam" no Brasil, ressaltando que está "trabalhando com afinco para deter os efeitos da crise internacional e para fixar as bases do crescimento de 2013, com aumento da competitividade de nossa economia". O apelo foi feito ontem na coluna semanal "Conversa com a presidente", publicada por jornais do todo o País. Dilma reiterou que sabe
dos "desafios da crise internacional", mas destacou que está otimista. "Os momentos de crise podem ser transformados em grandes oportunidades, e esse é o propósito de cada ação que implementamos em 2012", afirmou ao fazer "um chamamento a todos os brasileiros para que mantenham sua confiança no Brasil" e lembrar que "este é um governo que confia no seu povo, no seu empresariado, que respeita contratos, que se empenha em novas parcerias entre os setores público e privado".
Para 2013, a presidente avisa que "será o ano de ampliarmos ainda mais o diálogo com todos os setores da sociedade, acelerar obras, melhorar a qualidade dos serviços públicos e continuar defendendo o emprego e o salário dos brasileiros". E emendou: "Tenho certeza de que teremos um novo ano ainda melhor para todos". Dilma voltou a assegurar que, no início de 2013, a conta de luz dos cidadãos e das empresas ficarão menores. O corte será o que ela anunciou, em torno de 20%. (EC)
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A ênfase exagerada no tema da corrupção ofusca a discussão sobre a qualidade da gestão pública no Brasil. James Batista Vieira, cientista político.
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Além do combate à corrupção, é preciso melhorar a gestão. Pesquisa revela que a ênfase exagerada na corrupção esconde outras deficiências tão ou mais graves Guilherme Calderazzo
O
s municípios brasileiros auditados mais de uma vez pela ControladoriaGeral da União (CGU), entre os anos de 2006 e 2011, apresentaram, na segunda inspeção, em relação à primeira, mais ocorrências de improbidade na utilização de recursos públicos federais. As causas da ocorrência da corrupção municipal estão associadas à falta de denúncia e à certeza da impunidade diante da descoberta de atos corruptos na gestão pública municipal. O autor dessas constatações é o cientista político James Batista Vieira, professor, consultor de políticas públicas e estudioso das causas da improbidade com recursos públicos federais destinados aos municípios brasileiros. Em entrevista ao Diário do C o m é rc i o , Vieira, professor tanto de Política Comparada do Curso de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) como do Curso de Teoria e Análise Crítica da Corrupção e pesquisador do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares dessa universidade, afirma que a inca-
improbidades na administração pública municipal brasileira. Por outro lado, se analisarmos os municípios auditados mais de uma vez e compararmos a primeira com a seDiário do gunda audiComércio – Há torias, verifiA incapacidade de hoje redução ou camos que gestão é um dos aumento do houve uma desvio de ocorrência principais desafios recursos maior de imdo combate às públicos probidades improbidades e ao federais nos na segunda desperdício dos municípios? Por visita. Ou serecursos públicos. quê? ja, ao invés de J a m e s B au m a r e d uJAMES BATISTA VIEIRA tista Vieira – ção, após a M i n h a p e sprimeira auquisa, baseada na análise de ditoria, houve um aumento na 940 municípios brasileiros, ocorrência de improbidades. aleatoriamente auditados pe- Esta evidência contraria a hila Controladoria-Geral da pótese de que a identificação União entre os anos de 2006 e dos casos de corrupção basta2011, não aponta aumento ria para sua redução, ou seja, a nem redução da ocorrência de atuação dos órgãos de contropacidade de gestão também é um dos principais desafios do combate à improbidade e ao desperdício dos recursos públicos. Leia abaixo a íntegra da entrevista.
le interno, tais como a CGU, não basta para combater a corrupção. Na verdade, a pesquisa aponta que é preciso associar a identificação à denúncia ao Ministério Público e à efetiva punição dos agentes públicos ímprobos na Justiça – um dos grandes nós da questão no Brasil. Até este ponto nenhuma novidade, pois estamos na tese da impunidade, que é verdadeira. DC – Por que ocorrem os desvios de recursos públicos municipais? Vieira – Os resultados da pesquisa apontam que a baixa ocorrência de improbidade está associada ao aperfeiçoamento dos mecanismos de governança dos municípios, isto é, da capacidades de gestão democrática, tais como o adequado funcionamento dos Conselhos Municipais de Políticas Públicas voltados para a assistência social, saúde e educação. Além disso, a adoção de mecanismos de governo eletrônico, como o transparência das contas e da atuação nas políticas públicas, realização de consultas públicas, existência de ouvidoria, etc... Além da velha questão da impunidade, a incapacidade de gestão é um dos principais desafios do combate às improbidades e ao desperdício dos recursos públicos, que podem ser ainda mais onerosos aos cofres públicos do que a corrupção. A ênfase exagerada no tema da corrupção ofusca a discussão sobre a qualidade da gestão pública no Brasil. DC – Quais são os recursos federais destinados aos municípios e como se concretizam os desvios? Vieira –Minha pesquisa considerou todos os recursos públicos transferidos a esses municípios da amostra por meio de fundos, convênios, etc.. No entanto, o volume maior de recursos está vinculado às áreas da saúde e da educação. Os desvios apontados nos relatórios da própria CGU estão ligados, principalmente, às compras superfaturadas, à entrega de produtos ou à prestação de serviços, em quantidade ou qualidade, aquém do que foi negociado, e outras situações que ensejam prejuízo ao erário e pagamento de propina aos agentes públicos. DC – Entidades estatais da União, estados e municípios controlam e fiscalizam bem a aplicação desses recursos? Vieira – Não. Os órgãos de controle interno e externo da União ainda precisam desenvolver e difundir entre os de-
mais órgãos do poder público uma metodologia baseada na avaliação da gestão pública, ao invés de somente ameaçá-los com a punição. Além disso, os órgãos de controle interno dos estados são muito ruins. Isso também vale para os tribunais de contas, que padecem de problemas de governança. Localmente, na maioria dos municípios, os órgãos de controle interno são inexistentes; e as Câmaras de Vereadores são extremamente frágeis no desempenho de sua função fiscalizadora. Para mim, a grande questão é que a administração pública brasileira da União, estados e municípios ainda não incorporou adequadamente a avaliação ao ciclo de gestão das políticas públicas e programas governamentais.
nos em viabilizar a participação cidadã, quanto dos cidadãos em reivindicar seu espaço na gestão pública, é uma das principais causas do baixíssimo desempenho das instituições públicas da União, dos estados e dos municípios, tanto por ineficiência e incapacidade, quanto por corrupção. DC – Como o controle dos cidadãos sobre a utilização desses recursos pode ser aprimorado? Vieira – Os cidadãos devem ser educados dentro de uma perspectiva cívica na família, na empresa, na escola e nas demais instituições públicas e privadas. É preciso disponibilizar os mecanismos de participação, controle e avaliação, assim como as informações sobre as formas de atuação dentro dos espaços públicos.
DC – Quais instituições municipais DC – O que é preciso fazer para fiscalizam e acompanham as reduzir o desvio de recursos aplicações dos recursos federais públicos nos municípios? Vieira – Além do que já disse, nos municípios? Vieira – Os órgãos de contro- também ressalto a importânle interno são quase inexis- cia de reduzir a impunidade. tentes na maioria dos municípios. Dos 960 municípios, so- DC – O Diário do Comércio criou o mente em 115 (12%) não foi Museu da Corrupção, o Muco, no identificado nenhum proble- site do jornal. Como o sr. avalia o ma nos principais conselhos museu on-line? Vieira – O registro e a memódos municípios relacionados ria dos fatos à saúde, edusão muito imc a ç ã o e a sportantes sistência soquando aprocial. Onde Infelizmente o veitamos as funcionam os controle do cidadão infor mações Conselhos p a r a a p r e nMunicipais é insatisfatório. Os de Políticas dados apontam que der com os erros e pensar Públicas, as os conselhos não em novas soi m p r o b i d afuncionam ou são luções. Uma des são bem precários. visita aos rem e n o s f r egistros históquentes, de JAMES BATISTA VIEIRA r i c o s a p r eacordo com a sentados no pesquisa. Há também as Câmaras Munici- museu é a maior evidência de pais de Vereadores. A pesqui- que as nossas instituições sosa não conseguiu avaliar sua ciais, tanto as públicas quanto atuação, pois essas casas le- as privadas, estão falhando gislativas não prestaram as nesse processo, ao revelar informações solicitadas pelo que os problemas enfrentados pelo País com a corrupção pesquisador. se repetem com o passar dos DC – Os cidadãos controlam de anos. Neste sentido, o que forma satisfatória a utilização mais me agradou nesse projedesses recursos federais nas to foi a promoção de novas forcidades? mas de mobilização social anVieira – Infelizmente, o con- ticorrupção, democráticas e trole do cidadão ainda é insa- colaborativas, promovidas tisfatório. Os dados apontam pelo site e que as novas redes que num grande número de sociais, associadas a ele, esmunicípios os conselhos não tão viabilizando. Sob o meu funcionam ou são precários. ponto de vista, são essas iniAlém disso, os mecanismos ciativas, multiplicadas pelo de governo eletrônico são in- País, que permitirão o verdacipientes. Especulo que essa deiro avanço na qualidade da negligência, tanto dos gover- gestão pública.
Poupatempo para o comércio
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gestão Fernando Haddad (PT) ainda não começou, mas os secretários escolhidos pelo petista já planejam as primeiras medidas práticas. O futuro secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, vereador Eliseu Gabriel (PSB), promete criar um "balcão único" para resolver as pendências burocráticas enfrentadas pelos pequenos e médios comerciantes. A ideia é estabelecer um ca-
nal direto, com atendimento rápido, como o Poupatempo, no qual qualquer empreendedor possa resolver desde atraso no pagamento de multas até pedidos de licença, independentemente do tipo de negócio. Isso favoreceria cerca de 980 mil comerciantes em situação irregular na capital. "São Paulo não é hoje uma cidade amiga do empreendedor, daquele pequeno empresário que gostaria de abrir uma pizzaria no Tatua-
pé, na zona leste, por exemplo. Esse comerciante nem abriu seu estabelecimento e já está levando multa", afirma o futuro secretário. Para não prejudicar quem tenta se regularizar, o futuro secretário promete lutar pela ampliação do período de inscrição do chamado "alvará provisório", que expira em 13 de março. Ele também promete modernizar a pasta para atrair mais investidores para a cidade. (EC)
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7 A hora da estabilidade já passou. Agora é a hora da produtividade. Henrique Meirelles, em reunião do Cops.
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L. C. Leite/ Luz – 25/6/2012
Especialistas analisaram as eleições de 2012
Tivemos a presença de quatro governadores de partidos diferentes, mostrando a isenção do Cops e da ACSP.
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JORGE BORNHAUSEN
L.C. Leite/Luz – 25/6/2012
Anastasia, contra a guerra fiscal.
Chico Ferreira/Luz – 12/11/2012
Wagner, pela aliança de opostos.
Governadores defenderam união para a solução de problemas
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governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, criticou a inoperância do governo federal na implementação de um equilíbrio federativo que acabe com a guerra fiscal entre os estados brasileiros na disputa por investimentos privados. "A guerra fiscal decorre da fragilidade da federação brasileira e da falta de coragem da União durante décadas em assumir sua condução, estabelecendo a igualdade. O equilíbrio federativo tem que ser recomposto, com alíquota única de ICMS para todos, e nós [estados] vamos disputar os investimentos com nossos méritos, com logística e infraestrutura, incentivos eventuais e capital humano", afirmou o governador. Acompanhado do prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD), o governador petista da Bahia, Jaques Wagner, defendeu alianças entre partidos "aparentemente opostos" nas posições políticas na busca de soluções para os problemas brasileiros. " É falsa a dicotomia sobre posições políticas e ferramentas de gestão. Para o povo, tanto faz qual é a matriz política", disse Wagner. Kassab – que no momento de consolidação do PSD pode alinhar fileiras com a presidente Dilma Rousseff –, festejou uma aproximação da Bahia com São Paulo "para que possamos, a partir de agora, contar sempre com sua presença para apresentarmos juntos projetos por um Brasil melhor", observou. (MT)
Jorge Bornhausen disse que neste ano o Cops convidou diversos palestrantes que abordaram problemas importantes para o País e a sociedade
Em 2013, o Cops terá a participação de universidades. Com isso, o Conselho Político e Social da ACSP pretende enriquecer ainda mais os debates. Mário Tonocchi
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Conselho Político e Social (Cops), que coordena o debate político na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), deve aproximar-se mais do pensamento universitário quando retomar suas atividades no ano que vem. A intenção foi revelada pelo coordenador do Conselho, o ex-senador Jorge Bornhausen, durante a última reunião de 2012 realizada no dia 10 de dezembro. "No ano que vem vamos recomeçar nossas atividades no mês de março. Eu pretendo, antes disso, colocar ao presidente da Associação Comercial, Rogério Amato, as opções que temos na condução dos debates para o próximo ano. Sei que ele já manifestou o interesse em ter uma aproximação com universidades e quero poder conhecer melhor sua opinião para vermos como podemos atender a essa sofisticação do Cops", afirmou o coordenador. Isenção nos debates – Bornhausen considerou efetiva a participação do Conselho no âmbito da Associação Comercial de São Paulo no debate de temas políticos, administrativos e, por vezes, econômicos. "Nós tivemos diversas oportunidades de discussão, com palestrantes que vieram trazer explicações e debates sobre problemas importantes. Também tivemos a presença de quatro gover-
nadores de quatro partidos diferentes, mostrando a isenção do Cops e da Associação Comercial de São Paulo", disse o coordenador. "Ao mesmo tempo, tivemos palestras importantes e coroamos o ano com a presença do ministro Henrique Meirelles, que fez uma análise sobre as perspectivas do Brasil para 2013. Sinto que cumprimos nossa obrigação, junto à Associação, de fazer debates sobre os grandes temas nacionais", completou. O primeiro convidado em 2012 foi o governador de Pernambuco e presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, que participou de uma reunião conjunta do Conselho Político e Social (Cops) e do Conselho de Economia (COE) para falar sobre a nova gestão de Pernambuco sob seu governo. O problema do crack – Já o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, defendeu o recolhimento compulsório e imediato, para tratamento, de viciados em crack que perambulam pelo centro de São Paulo. Para Beltrame, o dependente químico não precisa de polícia. "O crack é problema de saúde pública, e o viciado tem que ser tratado. Isso demanda decisões políticas para acontecer." No último encontro do Cops, o presidente do Banco Central do Brasil entre 2003 e 2010, Henrique Meirelles, disse que o governo federal deve assumir a responsabili-
Chico Ferreira/Luz – 5/3/2012
Eduardo Campos (ao lado de Rogério Amato) abriu os trabalhos em 2012
dade de implementar medidas que alavanquem a produtividade no sistema econômico nacional. "A hora da estabilidade já passou. Agora é a hora da produtividade", afirmou. Para Meirelles, a presidente Dil-
ma Rousseff tem grandes desafios para fazer avançar a economia brasileira, como reduzir o custo da mão de obra, aprimorar a qualificação dos trabalhadores e ampliar os investimentos no setor produtivo.
ois especialistas em marketing político e colunismo político participaram das reuniões do Conselho Político e Social (Cops) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em 2012. Os temas esquentaram os debates das eleições municipais em São Paulo deste ano. José Antonio Lavareda, cientista político, especialista em comportamento eleitoral e em campanhas políticas, observou em São Paulo a exaustão da polarização entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e a rejeição de José Serra. Ele também previu o declínio do PT na disputa pelas prefeituras brasileiras, principalmente no Norte e Nordeste, e o aumento da participação do PSDB nos cargos executivos municipais. "Agora, uma derrota em São Paulo apaga qualquer crescimento no Brasil", afirmou na ocasião. Apuradas as urnas, José Serra perdeu as eleições para o candidato petista Fernando Haddad. A opção certa – O jornalista e comentarista político da GloboNews e rádio CBN, Merval Pereira, considerou que o candidato tucano José Serra fez a opção correta, no enfrentamento do petista Fernando Haddad na disputa eleitoral pela Prefeitura de São Paulo neste ano, ao introduzir no debate político o escândalo do Mensalão, em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e as condenações da ex-cúpula do PT no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. (MT)
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JERUSALÉM O governo de Israel aprovou ontem a construção de 942 casas em Gilo
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PRAGA O Irã anunciou ontem que neutralizou um ataque cibernético a suas usinas de energia
Asmaa Waguih/Reuters
Com poucos votos, Egito diz sim à Constituição. A fraca participação do eleitorado e inúmeras denúncias de fraude marcaram a aprovação da nova Carta Magna do país africano. Minuta foi envolta por críticas de corte de direitos e liberdades.
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Comissão Eleitoral do Egito anunciou ontem o triunfo do "sim" com 63,8% dos votos no referendo sobre a nova Constituição, três dias depois da realização da segunda fase da consulta popular. O presidente da comissão, Samir Abu al Maati, tornou público o resultado definitivo da votação após revisar as denúncias apresentadas de irregularidades. Maati disse também que a participação no re-
ferendo, que foi dividido em duas fases nos últimos dias 15 e 22 de dezembro, foi de apenas 32,9%. Segundo os dados divulgados, participaram pouco mais de 17 milhões de eleitores dos quase 52 milhões de egípcios convocados às urnas. Ele ressaltou que o referendo ocorreu sob supervisão judicial completa, apesar de algumas importantes associações de juízes terem decidido boicotálo devido às últimas decisões
Apenas 17 milhões dentre os 52 milhões de eleitores egípcios votaram. Uma abstenção de 67,1%. do presidente egípcio, Mohammed Mursi. Neste sentido, considerou que as denúncias de que os juízes não supervisionaram totalmente a votação são "infundadas" e apontou que também foi permitida a presença das organizações da sociedade civil nos colégios eleitorais. Ele assegurou que todas as suposições de fraude foram analisadas e investigadas pela Procuradoria Geral.
A Frente de Salvação Nacional (FSN), que reúne parte da oposição não islamita egípcia e rejeita o projeto da Carta Magna, afirmou no domingo que houve fraude na votação. A FSN solicitou o "não" no referendo por considerar que a redação da minuta da Constituição esteve monopolizada pelos islamitas e alega que corta direitos e liberdades, além de abrir a porta para uma interpretação islâmica da lei.
Tensão – O projeto de Constituição está, há varias semanas, no centro da crise mais grave do Egito desde a eleição de Mursi, em junho passado. A oposição argumenta que o texto constitucional abre caminho para interpretações rigorosas do Islã e oferece poucas garantias para certas liberdades, apesar das aspirações democráticas que surgiram com a revolta popular contra Hosni Mubarak.
Bolso – Com a economia fragilizada pela instabilidade política, o Egito proibiu ontem que viajantes entrem ou saiam do país transportando em moeda estrangeira o equivalente a mais de US$ 10 mil. Também foi vetado o envio por correio de quantias acima desse limite. A medida foi tomada após a população ter iniciado uma corrida aos bancos, em meio a temores sobre a saúde financeira do governo. (Agências)
Jamie Germano/Reuters
Fogo amigo? Novo ataque faz mais mortes no Natal do Tio Sam Preprodução/
Reuters
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homem que baleou quatro bombeiros e deixou dois deles mortos em Webster, no Estado de Nova York, na véspera do Natal, havia cumprido pena por matar a própria avó, em 1980. William Spengler, 62, atacou os agentes após provocar um incêndio em seu carro e em sua casa. Quando os bombeiros chegaram foram mortos pelo atirador, que deixou o fogo se alastrar e atingir outras sete residências da vizinhança. Sua irmã, Cheryl, que morava com ele, permanece desaparecida. Após os ataques, ele se suicidou e a polícia encontrou um bilhete em que o atirador afirmava que "queria queimar o bairro inteiro e fazer o que mais gostava: matar pessoas". O autor dos disparos ficou 17 anos na prisão após matar sua avó, de 92 anos, em 1980. Ele foi solto em 1998 e estava em liberdade condicional. Nos últimos anos, morou com a mãe, Arline, e a irmã na casa de Webster, um subúrbio de Rochester, ao lado do lago Ontário, no Estado de Nova York. Em outubro, sua mãe morreu. Em seu testamento, ela sugeriu que os filhos doassem parte de sua herança pa-
ra o Corpo de Bombeiros. Depois da morte de sua mãe, vizinhos dizem que o atirador dividiu a casa ao meio para não ficar ao lado da irmã, que "odiava". As autoridades tiveram de usar um veículo blindado para retirar os moradores da região. Fora – Em meio à mais recente onda de ataques, a Casa Branca agora terá de avaliar uma petição feita por ativistas pró-armas pela deportação do apresentador da CNN Piers Morgan. Ele defendeu maiores restrições contra a compra e a venda de armamento em meio à discussão provocada pelo massacre em uma escola de Newtown, no Estado de Connecticut. A enquete foi feita após o apresentador, que é britânico, ter chamado Larry Pratt, diretor da Associação de Donos de Armas dos Estados Unidos, de "um homem perigoso", durante uma entrevista. No programa, Pratt disse que a chacina, a qual terminou com a morte de 27 pessoas, só foi possível porque a escola era um lugar sem armas, em referência ao controle de porte de Connecticut. "Os índices de homicídio são
Emboscada leva bombeiros à morte. No detalhe, Spengler: assassino em condicional por ter matado a avó. muito baixos onde as armas podem ser levadas livremente. Nós só temos problemas nas cidades e nas nossas escolas onde gente como você foi capaz de aprovar leis que impedem as pessoas de se defenderem." Em resposta, Morgan disse: "Você é um homem estúpido, não é? Sem nenhum argumento coerente. Você realmente não se importa com as mortes por armas de fogo nos Estados Unidos". O abaixo-assinado reuniu 31 mil assinaturas até sexta-feira, 6 mil a mais que o mínimo necessário para que um projeto seja avaliado pelo governo. (Agências)
ONU quer menos armas
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Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou, na segunda-feira, por reiniciar as negociações sobre um projeto de tratado internacional para regular o comércio global de armas, que movimenta US$ 70 bilhões. Esse é um projeto ao qual a poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA), dos Estados Unidos, tem feito forte lobby contrário.
Delegados da ONU e ativistas pelo controle de armas reclamaram que as negociações entraram em colapso em julho porque o presidente Barack Obama temia ataques do rival republicano Mitt Romney, antes da eleição de 6 de novembro, caso seu governo fosse visto como simpatizante do tratado, uma acusação que as autoridades norte-americanas negaram. O NRA, que vem sofrendo
inte nsas c r ític as po r sua reação ao massacre na escola primária de Newtown, se opõe à ideia de um tratado de comércio de armas e vem pressionando Obama para rejeitá-lo. Mas depois de sua reeleição, o governo se uniu a outros membros de um comitê da ONU no apoio à retomada das negociações. Foram 133 votos a favor, nenhum contra e 17 abstenções. (Reuters)
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VETO
Alessandro Bianchi/Reuters
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APELO
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o alto do balcão na Basílica de São Pedro, o Papa Bento XVI rezou, ontem,
pela liberdade religiosa na China, pela paz aos indefesos na Síria e abordou uma série de conflitos pelo mundo durante a missa de Natal. Diante de 40 mil fiéis, ele pediu a volta da paz na Nigéria, onde "atos selvagens de terrorismo continuam a fazer vítimas, particularmente entre os cristãos". E que "Deus dê a israelenses e palestinos a coragem para pôr fim a longos anos de conflito". (AE)
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orto Rico, cuja pobreza é duas vezes maior que a de qualquer estado norteamericano, se pronunciou em 2012 pela primeira vez em sua história a favor de se integrar plenamente aos Estados Unidos e se transformar no estado número 51 do país. Em consulta popular, 61,1% dos eleitores votaram pela anexação. (EFE)
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Congresso Geral Nacional (CGN), o Parlamento líbio eleito em julho, aprovou ontem uma disposição que oficializa o isolamento político dos quadros de Muammar Kadafi. Com isso, os dirigentes que tiveram cargos de responsabilidade durante o regime do ditador morto não poderão voltar a essa condição. (EFE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira e quarta-feira, 25 e 26 de dezembro de 2012
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9 Evelson de Freitas/Estadão Conteúdo
DOIS SENTIDOS A Rodovia dos Imigrantes teve ontem grande movimento nos seus dois sentidos. À tarde, o volume de carros no pedágio situado na altura do km 32, sentido Santos (foto), era intenso.
idades
PM faz balanço da Lei Seca: 62 multas. Bem mais rigorosa, a nova legislação prevê multa de R$ 1.915,40 e novos recursos para se comprovar a embriaguez do condutor. A palavra do policial é um deles.
A
Polícia Militar do Estado de São Paulo divulgou na manhã de ontem o balanço dos primeiros quatro dias de vigência da nova Lei Seca, bem mais rigorosa que a anterior: 62 motoristas foram multados em R$ 1.915,40, por dirigirem alcoolizados. O número foi registrado entre a noite de sexta-feira e a véspera de Natal. De acordo com a PM, 883 motoristas foram parados nas fiscalizações na sexta-feira. Apenas duas pessoas se recusaram a fazer o teste do bafômetro e oito vão responder a processo por crime de trânsito. A nova versão da Lei Seca foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff na última quinta-feira e entrou em vigor no dia seguinte. A nova legislação trouxe consigo uma série de mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Além de dobrar o valor da multa para quem dirigir sob efeito de álcool (de R$ 957,70, ela foi para R$ 1.915,40, valor que pode dobrar em caso de reincidência em 12 meses), a lei passou a aceitar outros meios para identificar um condutor alcoolizado, além do bafômetro. Entre os meios que passam a ser aceitos para comprovação de embriaguez estão o depoimento do policial, vídeos, testes clínicos e testemunhos. Essa parte da lei ainda depende de regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O agente de trânsito poderá ainda se valer de qualquer outro tipo de prova que possa ser admitida em tribunal. Antes da mudança na legislação, era considerado crime dirigir sob a influência de drogas e álcool - a proporção é de 6 dg/L (decigramas por litro) de sangue. Esse índice só poderia ser medido por bafômetro ou exame de sangue. Agora, com a nova regra, o
Reinaldo Canato/Folhapress - 22/12/2012
Operação Verão vai deslocar 2.748 policiais para o litoral
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Blitz realizada pela Polícia Militar de São Paulo, para fiscalizar o cumprimento da nova Lei Seca: quase 900 motoristas parados para averiguação.
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motoristas foram multados em R$ 1.915,40 por dirigirem alcoolizados nos quatro primeiros dias de vigência da nova Lei Seca, em SP.
motoristas foram parados nas fiscalizações realizadas durante a última sexta-feira, em São Paulo, pela Polícia Militar.
reais era o valor da multa para o motorista que fosse apanhado dirigindo sob efeito de álcool, de acordo com a versão antiga da legislação.
reais é o valor atual da mesma multa, corrigido pela nova legislação. Esse valor pode dobrar em caso de reincidência num período de 12 meses.
limite de 6 dg/L de álcool por litro de sangue se torna apenas um dos meios de comprovar a embriaguez do motorista. Ao condutor, contudo, será possível fazer a contrapro-
va, ou seja, se submeter ao bafômetro ou a exames de sangue para demonstrar que não consumiu álcool acima do limite permitido. Rio - Neste fim de ano, a Ope-
ração Lei Seca terá reforço de 50 agentes no Rio, elevando o número de fiscais para 250. Serão 140 operações nos próximos dias, com 14 equipes distribuídas na capital e nos muni-
cípios da região metropolitana. No primeiro fim de semana com regras mas rígidas, a Operação Lei Seca no Rio multou 12 motoristas por dirigir embriagados. (Agências)
Ficam mais caras as multas administrativas
Wesley Santos/Folhapress
IMPRÓPRIAS
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ultas administrativas como deixar o banheiro do bar sujo, desacatar agente municipal, exercer o ofício de engraxate sem licença e até atravessar boiadas por ruas do município terão um aumento médio de cerca de 5% no início do próximo ano. A determinação foi imposta por meio de decreto do prefeito Gilberto Kassab, publicado no Diário Oficial da Cidade no último sábado. Segundo a nova norma, que segue o costume de atualizar os valores das multas municipais no início de cada ano, os bares, cafés, restaurantes, mercados e postos de gasolina que não tiverem banheiros gratuitos para os clientes devem pagar multa de até R$ 73,25. Já os que tiverem banheiro em mau estado de asseio estão sujeitos a autuação de até R$ 29,20. Essas duas infrações estão previstas em leis aprovadas em 1957 e que ainda estão em vigor. Outra multa que teve seu valor reajustado foi a de excesso de lotação em salas de cinema, de 1953: pode chegar a R$ 151,89. A multa de 1955 que proíbe o trânsito de boiadas pelas ruas, avenidas, praças e estradas da cidade também teve seu aumento: R$ 97,86. A multa mais pesada fica para o feirante que desobedecer lei municipal de 1994, que determina regras sanitárias para a venda de carnes, peixes e aves abatidas. O infrator poderá pagar entre R$ 2.745,50 e R$ 5.491,03, dependendo da gravidade da infração. (Estadão Conteúdo)
957,70 1.915,40
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FULIGEM
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ma fuligem branca se espalhou ontem pelo Rio. Pequenos flocos semelhantes a neve (apesar do calor de quase 40 graus) despertaram a curiosidade dos cariocas e uma intensa movimentação em redes sociais como o Facebook. O fenômeno atingiu a Lagoa, Copacabana, Leme, Ipanema, Botafogo, Laranjeiras, Largo do Machado, Tijuca e Recreio. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente desconhecia as causas do fenômeno e as estações não detectaram anormalidades na qualidade do ar na cidade. O Serviço de Operações de Emergência do Instituto Estadual do Ambiente foi acionado, mas não identificou problemas em indústrias fluminenses ou queimadas que pudessem causar o problema. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros também foram procurados, mas não conseguiram descobrir a origem da poeira, que caiu com mais intensidade no início da tarde. O Corpo de Bombeiros de Campos Elísios, em Duque de Caxias, considerou remota a hipótese de a fuligem ter vindo de um incêndio na vegetação do quartel da Marinha em Campos Elísios, no início da tarde. (Estadão Conteúdo)
J. Duran Machfee/Estadão Conteúdo
J. Duran Machfee/Estadão Conteúdo
NATAL QUENTE – São Paulo (foto ao alto e do meio), Rio Grande do Sul (acima) e Rio de Janeiro festejaram o Natal com muito calor. Na avenida Paulista os termômetros chegaram a 36° C e muitos apelaram para respiros das ruas para se refrescar. Em Porto Alegre, 42° C. Em Pelotas, a sensação térmica foi de 46° C. No Rio, a temperatura chegou próximo aos 41° C.
m total de 43 praias do litoral paulista estão impróprias para banho, segundo as últimas medições da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), feitas entre os dias 18 de novembro e 16 de dezembro. A pior região para dar um mergulho é a Baixada Santista - todas as praias de Santos e São Vicente estão com bandeira vermelha. Em Santos, foram medidas as praias Aparecida, Boqueirão, os dois trechos da José Menino, Embaré, Gonzaga e Ponta da Praia. Em São Vicente, técnicos da Cetesb estiveram na Praia da Divisa, Ilha Porchat, Gonzaguinha, Itararé, Milionários e Prainha. Todas estão impróprias. (Estadão Conteúdo)
omeça depois de amanhã a Operação Verão 2012/2013, que pretender garantir a segurança de turistas e moradores de 15 cidades do litoral paulista. Ao todo, 2.748 policiais civis e militares participarão da ação, que vai até 13 de fevereiro. A campanha será realizada em Santos, Iguape, Ilha Comprida, Cananéia, Guarujá, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, São Vicente, Praia Grande, Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela. Do total, 2.273 PMs serão deslocados para a operação, 1.420 deles para a Baixada Santista e litoral sul e 534 para o litoral norte. Também participarão 113 soldados do Corpo de Bombeiros, 70 da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, 56 do Policiamento de Choque, 40 da Polícia Rodoviária, 23 da Polícia Ambiental, 10 do Grupamento de Radiopatrulha Aérea e sete da Corregedoria. Além disso, 415 guarda-vidas temporários serão contratados e treinados para trabalhar nas praias paulistas até o dia 31 de março (971 novos soldados, formados no final de novembro, também vão integrar o efetivo especial). A PM da Baixada Santista recebeu 84 novos carros e 64 motos, equipados com tablets que permitem consultas mais rápidas aos banco de dados civis e criminais. Foram investidos R$ 6,2 milhões na compra dos veículos e dos equipamentos. Na Polícia Civil, foram deslocados 475 policiais para a ação, entre delegados, escrivães, investigadores, agentes de telecomunicação e carcereiros, que reforçarão atividades de polícia judiciária, como o registro de boletins de ocorrência, andamento de investigações e envio de inquéritos à Justiça. (Folhapress)
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Emmanuel criou para si mesmo um desafio: reinventar uma carta do baralho por dia. O resultado são ilustrações inusitadas e um conjunto que é pura arte.
Tudo está no baralho Emmanuel José criou um baralho em que cada número e naipe é inspiração para um desenho diferente. As cartas podem ser compradas juntas ou individualmente, em forma de pôster, para quem quer apenas dar um toque descolado à decoração. http://bit.ly/TbPrpX
O próximo projeto do artista é um baralho só de pássaros.
Logo Logo www.dcomercio.com.br
P ERSONALIDADE E M
R ECICLAGEM
C A R T A Z
Adeus, Dona Canô.
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laudionor Viana Teles Velloso, a Dona C a n ô , m o r r e u o ntem, aos 105 anos, em sua casa em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. Em parte por causa de dois de seus filhos – Caetano Veloso e Maria Bethânia –, Dona Canô se tornou conhecida em todo o País e sua casa se tornou referência para eventos religiosos, musicais e de poesia que mobilizavam artistas de todo o Brasil. Há duas semanas, Canô sofreu uma isquemia cerebral, foi hospitalizada por seis dias e recebeu alta na sexta-feira. A presidente Dilma Rousseff emitiu ontem uma nota de pesar em que disse: "Nosso Natal ficou mais triste". "[Dona Canô] Construiu uma família em
Fitas cassetes, lado B. Velhas fitas cassetes são a matéria-prima dos quadros de Benoît Jammes. Em cada obra, ele mistura as técnicas de pintura e escultura. www.benoitjammes.com
I NTERNET
Fernando Vivas/Ag. A Tarde/Folhapress
Dona Canô em 2005: amigos sempre a presenteavam com orquídeas. torno do amor pela cultura, pela Bahia e pelo Brasil". A cantora Maria Bethânia adiou dois shows que faria em Porto Alegre nos dias 8 e 9 de janeiro. Bethânia não quis se
pronunciar sobre a morte da mãe. Segundo a imprensa baiana, Dona Canô passou a noite de Natal junto com seus oito filhos e faleceu também na companhia deles.
Erik Salles/Estadão Conteúdo
China amplia controle sobre usuários A China poderá exigir que os usuários de internet registrem-se com seus nomes reais ao se inscreverem para provedores de rede, informou a mídia estatal ontem. A política, já em vigor em microblogs, seria válida para todos os serviços na web, uma tentativa de reduzir o que as autoridades chamam de "rumores" e "vulgaridade". Uma lei que está em discussão esta semana propõe que as pessoas tenham de apresentar seus cartões de identidade ao assinar
contratos de telefonia fixa e acesso à internet móvel, segundo jornais estatais. Muitos usuários dizem que as restrições têm como objetivo censurar conversas online, muitas vezes anônimas, em que o governo é criticado. Isso poderia impedir que as pessoas expusessem a corrupção usando a internet, por temor a represálias por parte das autoridades, disseram alguns internautas. O governo diz que esse sistema é necessário para evitar que pessoas façam acusações maliciosas e anônimas na internet.
VISUAIS Exposição 'Presépios: No Museu Como em Casa' apresenta obras de diversos artistas. Museu de Arte Sacra de São Paulo. Avenida Tiradentes, 676, Luz, tel.: 33265393. R$ 6.
F OTOGRAFIA
A RTE
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DESPEDIDA - Maria Bethânia (à esquerda) e familiares se despediram de Dona Canô em sua casa. Após um velório de nove horas, o corpo foi levado para o Memorial Caetano Veloso para as últimas homenagens públicas.
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Frota de luz
Tetris da vida cotidiana Intrigado pelos formatos dos objetos que usamos no dia a dia, Michael Johansson brinca de encaixá-los como nos jogos de Tetris. Veja outras de suas obras no site. www.michaeljohansson.com
Barcos de papel iluminados foram instalados em Canary Wharf, distrito comercial de Londres, como decoração de Natal neste ano. A obra é do escritório Aether and Hemera, dos artistas Claudio Benghi e Gloria Ronchi. http://bit.ly/TcrmPO
Vida de inseto Usando lentes que aumentam o tamanho dos objetos em centenas de vezes, o fotógrafo David Chambon captou imagens de insetos cobertos por gotículas de orvalho. O resultado são macrofotografias em que cada espécie parece quase cristalizada, ressaltando as cores e alguns detalhes de cada inseto. Confira mais fotos no site. www.davidchambon.com
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11 PREVISÕES DO FOCUS O mercado voltou a revisar para baixo as estimativas para o crescimento da economia em 2013, de 3,40% para 3,30%.
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CRÉDITO, RENDA E EMPREGO
Alex Silva/Estadão Conteúdo
Vendo a renda aumentar – avanço foi de 5,33% neste ano, já descontada a inflação –, famílias foram às compras em 2012 e devem fazer o mesmo em 2013.
A ESTRADA PARA
2012 termina com avanço do Produto Interno Bruto menor que o esperado, mas com consumo crescendo com base em crédito em alta, baixo desemprego e renda maior, cenário que deve se manter no próximo ano. Rejane Aguiar
O
ano de 2012 foi marcado pelo baixo crescimento da economia – a última estimativa do Banco Central (BC) é de alta de apenas 1% – e pelas constantes frustrações de economistas, empresários e do próprio governo com o desempenho da indústria e o volume de investimentos no País. Pode parecer contraditório à primeira vista, mas mesmo nesse cenário de atividade morna o consumo das por cento da famílias conPopulação tinuou se expandindo nos Economicamente últimos meAtiva era a taxa de ses, sempre superando a desocupação em variação do novembro, a segunda P r o d u t o I nmenor da série. terno Bruto (PIB). Embora a expectativa seja de que a recuperação dos investimentos seja o motor do PIB em 2013, a tendência é de continuidade do avanço do consumo no próximo ano em níveis razoáveis – uma ótima notícia para o comércio. O consumo das famílias brasileiras, um dos componentes do PIB, aumentou constante-
4,9
mente ao longo de 2012. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta foi de 0,9% no primeiro trimestre, de 0,7% no segundo e de 0,9% no terceiro, sempre considerando a comparação com os três meses anteriores. Para se ter uma ideia, nesses três trimestres o PIB geral (composto também por agropecuária, indústria, serviços, investimentos e consumo do governo) avançou 0,1%, 0,2% e 0,6%, respectivamente. Bom momento – A explicação para a manutenção da alta do consumo mesmo com a riqueza do País crescendo pouco está, segundo economistas, na continuidade do bom momento de indicadores de emprego, renda e crédito no Brasil. "Como as pessoas têm emprego e veem a renda aumentar, podem continuar consumindo. Assim, o brasileiro acaba não tendo a sensação de um PIB mais fraco, tanto que se mantém disposto a consumir, como mostram os indicadores de confiança do consumidor", afirma o economista Marcelo Arnosti, da BB DTVM, administradora de fundos e de recursos de terceiros do Banco do Brasil. De fato, a confiança do consumidor, medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) tem melhorado. O índice iniciou o ano em 116 pontos e chegou a novembro
5 por cento deve ser a expansão do consumo das famílias brasileiras em 2013, conforme estimativa da LCA Consultores. com 120 pontos (aumento de 3,44%), depois de algumas altas e baixas ao longo de 2012. Um dos componentes da confiança, o Índice de Expectativas, cresceu ainda mais, passando de 104,90 no início do ano para 111,60 em novembro – um avanço de 6,39%. O consumo sustentado em emprego, renda e crédito deve ser visto mais uma vez em 2013. "A oferta de crédito ainda permitirá o aumento do consumo no próximo ano", diz o economista da LCA Consultores Wermeson França, lembrando também do impulso dado pelos incentivos tributários que o governo manterá nos próximos meses – como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor para alguns bens duráveis. De acordo com França, a LCA trabalha com estimativa
de crescimento de 5% do consumo das famílias em 2013, depois de uma alta esperada de 3,3% para este ano. "A diferença em relação a 2012 é que, no próximo ano, esperamos que a retomada dos investimentos seja o fator mais importante para a expansão do PIB, deixando o consumo com um peso menor sobre o resultado", destaca. A consultoria estima avanço de 4% do PIB e alta de 8,9% dos investimentos – que devem crescer sobre uma base muito fraca (um recuo de 2,1% estimado para este ano), impulsionados pelos juros mais baixos nos bancos e por taxas reais negativas nas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para prever um consumo forte em 2013, os economis-
Cris Fogaça/Estadão Conteúdo
0,9 por cento aumentou o consumo das famílias no terceiro trimestre ante o período de abril a junho. Nesse intervalo, o PIB cresceu 0,6%.
Na 25, o dia dos atrasados. Paula Cunha
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Rua 25 de Março foi tomada pelos consumidores atrasados na véspera do Natal. Com todas as lojas abertas, os consumidores procuravam os últimos presentes. A via continuou sem o tráfego de veículos, o que facilitou a circulação das pessoas que deixaram as
compras – ou parte delas – para a última hora. A aposentada Célia Maria dos Santos deixou para comprar anteontem pequenas lembranças para amigos e considerou bons os preços na região. A funcionária de setor financeiro Helenice Lopes olhou as lojas mas decidiu não levar nada. "Comprarei os presentes que estão faltando na Penha, onde moro",
disse. Até as 12h30, o vendedor de água Eduardo Rodrigues Paiva Silva disse que já havia faturado R$ 180, vendendo cada garrafinha a R$ 2. Feliz com esse resultado, esperava dobrar o valor até o fim da tarde, com o encerramento do expediente das lojas da 25 de Março. Flávio Vicente, analista de sistemas, enfrentou a multidão e o sol do meio-dia e con-
tas se baseiam em projeções otimistas em relação a emprego, renda e crédito, esperando a manutenção das condições verificadas neste ano. A taxa de desocupação no País calculada pelo IBGE atingiu 4,9% da População Economicamente Ativa (PEA) em novembro, o segundo menor nível da série histórica iniciada em março de 2002. O rendimento habitual real (descontada a inflação) do brasileiro subiu de R$ 1.718,07 em janeiro para R$ 1.809,60 em novembro, o que corresponde a uma variação positiva de 5,33%. O crédito no Brasil também teve expansão expressiva: saiu de 48,8% do PIB no início deste ano para 52,6% no mês passado, conforme pesquisa do BC – há apenas dois anos, esse percentual era de 45,2% (dado de dezembro de 2010).
seguiu encontrar o que queria. Ele disse que, neste ano, gastou R$ 200 mais que no Natal do ano passado. A secretária Solange Moreno tentava equilibrar as sacolas e pacotes no fim da jornada de compras: comprou tudo o que precisava para passar o Natal. Mayara Camilo, bancária, disse ter comprado exatamente o mesmo número de presentes que adquiriu
Compras de última hora lotaram a região da Rua 25 de Março no dia 24
para a comemoração do ano passado. Apressada, ela também precisou deixar as compras mais importantes para o último dia. Já a assistente de vendas Roseli Martins tinha poucos presentes para comprar de última hora e estava mais
tranquila. Maria José Serafim, auxiliar administrativa, buscava apenas dois brinquedos para os sobrinhos. Calma e sem pressa, ela teve tempo para pesquisar bem os preços durante todo o período da manhã. "Neste ano, os brinquedos estão mais baratos."
12 -.ECONOMIA
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Falta sensibilidade aos governantes de que toda reforma tributária deve levar em conta, em primeiro lugar, o contribuinte e o setor produtivo da nação. Gilberto Luiz do Amaral
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"A vontade do fisco prevalece sempre" Divulgação
Para o coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, a reforma tributária ideal não sai do papel porque há no Brasil uma preocupação exagerada do fisco em não perder receita. Silvia Pimentel
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O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) completa 20 anos de existência. Uma referência quando se fala em volume de impostos arrecadados, carga tributária, custos para cumprimento das obrigações acessórias, a instituição responsável pelo desenvolvimento do Impostômetro a pedido da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) tem novidades para o próximo ano. Uma delas é o Retornômetro. Na entrevista abaixo, o coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, fala sobre esse sistema de informação e de que forma vai contribuir para informar a sociedade a respeito dos impostos pagos e faz um balanço da política tributária adotada pelo governo neste ano. Na sua opinião, as desonerações de impostos feitas ao longo de 2012 para ativar a economia tiveram alcance restrito e não reduziram de forma efetiva a carga tributária. Em termos de simplificação do sistema tributário, a situação é mais dramática. Não houve a extinção de nenhuma obrigação tributária relevante. Houve, como sempre, um maior nível de exigências e a aplicação de multas pesadíssimas no caso do descumprimento da burocracia", diagnosticou.
O IBPT é uma instituição reconhecida pela divulgação de dados tributários. O senhor atribui parte da credibilidade do instituto à falta de transparência do fisco? Gilberto Luiz do Amaral - O IBPT tornou-se referência justamente por fazer a demonstração de dados tributários em uma linguagem que o público consegue entender perfeitamente, de forma clara e concisa. Sem dúvida, a forma de divulgação de informações tributárias, pelo fisco, tem um conceito de burocracia reinante no Brasil. Nosso objetivo é passar informações relevantes de tributação e economia com facilidade. DC - Nestes 20 anos, qual a sua avaliação sobre o relacionamento do fisco com o contribuinte? Acha que houve avanços? GLA - Houve muitos avanços, mas esses avanços não se deram por uma questão espontânea do fisco, mas sim por uma obrigatoriedade legal. A lei de transparência, que entrou em vigor recentemente, representa um marco para
determinar ao fisco que ele tenha uma atenção especial com o cidadão, que é contribuinte e que, na verdade, sustenta toda a estrutura do Poder Público. A Lei de respeito ao contribuinte também é um marco, uma vez que determina que as estruturas de fiscalização e arrecadação reconheçam a importância do cidadão e do contribuinte.
Não houve a extinção de nenhuma obrigação tributária relevante. GILBERTO LUIZ DO AMARAL
De todas as novidades preparadas para 2013, qual o sistema de informação está mais adiantado e de que forma será útil ao contribuinte brasileiro? GLA - O IBPT vai executando os projetos e procurando racionalizá-los e integrá-los com os sistemas já existentes. Dentre ele, o de maior importância, em 2013, destaco o Retornômetro, que é, sem dúvida, o que trará um benefício maior a sociedade. Por meio dessa ferramenta, o cidadão poderá verificar qual é o retorno direto que o Poder Público lhe dá em razão do pagamento de tributos. Neste ano, o governo baixou impostos com o intuito de ativar a economia. Qual a sua avaliação sobre essa estratégia, considerando que não houve redução da carga tributária? GLA - O governo federal tem reiteradamente adotado mecanismos de redução pontual da carga tributária para determinados setores. Para esses setores beneficiados, essas medidas são extremamente importantes. Mas, para a sociedade em geral, elas trazem poucas novidades no que diz respeito à redução da efetiva carga tributária. Ao mesmo tempo em que se edita um pacote de benefícios para determinados setores, se muda a legislação no sentido de que haja um crescimento da arrecadação tributária. Sendo assim, não vejo, para 2013, uma determinação governamental no sentido de nós termos uma efetiva redução da carga tributária.
Há anos, a arrecadação de impostos cresce mais que a economia, mesmo diante de expansão modesta ou quase nula do PIB. Por que isso ocorre e o que deveria ser feito para inverter esse quadro? GLA - O sistema tributário brasileiro é o mais complexo do mundo e o que tem um ônus, um custo para a sociedade que dificulta o crescimento da economia, a geração de empregos, bem como a criação de novos empreendimentos. É importante ressaltar que isso não depende de reforma tributária. É uma simplificação do sistema tributário e, ao mesmo tempo, uma redução de alíquotas dos principais tributos, como o ICMS, no caso dos Estados, PIS e Cofins, no caso da União. Qual a alteração tributária mais vantajosa para o contribuinte neste ano? GLA - Para o contribuinte, de maneira geral, nenhuma foi vantajosa. Para alguns setores da economia, a redução do IPI, a manutenção deste imposto para automóveis, linha branca, e materiais de construção, e também a desoneração da folha de pagamento são as medidas mais importantes para os setores beneficiados. Não vejo que tenha havido nenhuma medida de alto impacto para o cidadão. Houve algum avanço em termos de simplificação tributária? GLA - Absolutamente nenhuma descomplicação para o cidadão e para as empresas. Não houve a extinção de nenhuma obrigação tributária relevante, não houve nenhuma descomplicação. Houve, como sempre, um maior nível de exigências, a aplicação de multas pesadíssimas, no caso do descumprimento da burocracia. O assunto do momento é a fusão do PIS e da Cofins. Há quem diga que essa mudança será prejudicial ao contribuinte. Qual a sua opinião? GLA - Sim, porque a intenção da Receita Federal do Brasil é no sentido de aumentar as alíquotas e restringir o direito de crédito, para as empresas, das duas contribuições. Isso resultará em um aumento de custo de PIS e Cofins para as empresas, o qual, consecutivamente, será repassado para o contribuinte. A Receita não tem manifestado, talvez por uma pressão do Ministério
da Fazenda, a intenção de discutir a simplificação do PIS e Cofins com uma redução de alíquotas, o que seria ideal. A partir de 2013, as notas fiscais mostrarão o valor dos impostos embutidos no preço das mercadorias e serviços. É um marco no processo de transparência tributária. Qual a repercussão dessa medida no longo prazo, quando de fato a população começar a ter acesso a esse tipo de informação? GLA - A Lei nº 12.741 é um marco da transparência tributária. A aplicação da norma, a curto prazo, permitirá que as pessoas tenham a consciência de que pagam uma carga tributária enorme, e que isso que encarece, significativamente, o preço de produtos e serviços no Brasil. Então, podemos dizer que, a curto prazo, é uma maior conscientização, enquanto a médio e longo prazo, a ampliação do conceito de cidadania tributária, no sentido de se exigir a correta aplicação de dinheiro público. Qual a sua opinião sobre a guerra fiscal entre os Estados e a unificação da alíquota
No dia de Natal, o Impostômetro da ACSP registrava a arrecadação de R$ 1,486 trilhão em impostos desde o início deste ano. A marca de R$ 1,5 trilhão será alcançada no próximo dia 28.
Não vejo, para 2013, uma determinação governamental no sentido de nós termos uma efetiva redução da carga tributária. GILBERTO LUIZ DO AMARAL interestadual do ICMS em 4%, prevista pra entrar em vigor em 2013? GLA - Há um erro histórico na condução da legislação no Brasil. Isso porque o interesse dos órgãos arrecadadores – União, Estados e municípios – suplanta o interesse das empresas e dos contribuintes, de uma maneira geral. Além disso, está completamente errada a condução da mudança do
ICMS porque só se vislumbra o aumento da arrecadação dos Estados, esquecendo de toda complicação que é esse emaranhado de normas tributárias e o ônus direto e indireto que causa a toda sociedade brasileira. Falta sensibilidade aos governantes de que toda reforma ou modificação tributária deve levar em conta, em primeiro lugar, o contribuinte e o setor produtivo da nação. E não a arrecadação tributária. Há uma preocupação exagerada em não perder receita e só se ganhar em termos de arrecadação, esquecendo-se do contribuinte que, efetivamente, paga a conta. Atualmente, de acordo com o rumo das discussões, eu não vejo que elas prosperem na direção de uma simplificação do sistema tributário e muito menos na melhora da legislação para o contribuinte.
COMPANHIA ULTRAGAZ S.A. CNPJ Nº 61.602.199/0001-12 - NIRE 35.300.030.401 Edital de Convocação Assembléia Geral Extraordinária Pela presente, ficam os Srs. Acionistas convidados a comparecer à Assembleia Geral Extraordinária da Cia. Ultragaz S.A. (“Companhia”), que se realizará no dia 28 de dezembro de 2012, às 12h00 (“Assembleia”), na sede social da Companhia, localizada na Av. Brigadeiro Luís Antônio, nº 1.343, 9º andar, na cidade e Estado de São Paulo, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: 1. Aprovar o Protocolo e Justificação de Incorporação da Distribuidora de Gás LP Azul S.A. (“Azul”) pela Companhia, bem como o laudo de avaliação elaborado por Advalorem Auditores Independentes Ltda., com escritório na Rua Dom Gerardo, n° 63, Grupo 1.203/1.207, Centro, na cidade e Estado do Rio de Janeiro, registrada no CNPJ/MF sob o nº 06.939.593/0001-32 e no CRC-RJ sob o nº 003957/0-5 (“Empresa Avaliadora”), com a consequente versão do acervo líquido da Azul para o patrimônio da Companhia; 2. Ratificar a escolha da Empresa Avaliadora como empresa especializada para avaliação do patrimônio líquido da Azul; 3. Aprovar a redução do capital social da Companhia, com a consequente restituição, aos acionistas, dos valores correspondentes à referida redução; 4. Alteração do artigo 5º do Estatuto Social da Companhia, em decorrência de redução de capital. Participação na Assembleia: Os acionistas, para participar da presente Assembleia Geral, devem apresentar declaração emitida pela instituição prestadora dos serviços de ações escriturais ou da instituição custodiante, com a quantidade de ações de que constavam como titulares até, no máximo, 03 (três) dias úteis antes da Assembleia. Poderão participar da Assembleia Geral acionistas titulares de ações ordinárias e preferenciais da Companhia, por si, seus representantes legais ou procurador constituído há menos de 01 (um) ano, que seja acionista, administrador da Companhia, advogado, instituição financeira ou administrador de fundos de investimentos, que represente condôminos. Será necessária a apresentação do respectivo instrumento de mandato, com reconhecimento de firma do outorgante, o qual deverá ser depositado na sede social da Companhia, até às 17h30min do dia 27, sob pena do procurador não poder exercer o mandato. São Paulo, 19 de dezembro de 2012. Pedro Wongtschowski - Presidente do Conselho de Administração (20-21-26)
COMPANHIA ULTRAGAZ S.A. CNPJ Nº 61.602.199/0001-12 - NIRE 35.300.030.401 Edital de Convocação - Assembléia Geral Extraordinária Pela presente, ficam os Srs. Acionistas convidados a comparecer à Assembleia Geral Extraordinária da Cia. Ultragaz S.A. (“Companhia”), que se realizará no dia 02 de janeiro de 2013, às 10h (“Assembleia”), na sede social da Companhia, localizada na Av. Brigadeiro Luís Antônio, nº 1.343, 9º andar, na Cidade e Estado de São Paulo, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: 1) Em virtude da renúncia do Sr. Pedro Wongtschowski ao cargo Conselheiro e Presidente do Conselho de Administração da Companhia, eleição de novo membro do Conselho de Administração; e 2) Designação de novo Presidente do Conselho de Administração. Participação na Assembleia: Os acionistas, para participar da presente Assembleia Geral, devem apresentar declaração emitida pela instituição prestadora dos serviços de ações escriturais ou da instituição custodiante, com a quantidade de ações de que constavam como titulares até, no máximo, 03 (três) dias úteis antes da Assembleia. Poderão participar da Assembleia Geral acionistas titulares de ações ordinárias e preferenciais da Companhia, por si, seus representantes legais ou procurador constituído há menos de 01 (um) ano, que seja acionista, administrador da Companhia, advogado, instituição financeira ou administrador de fundos de investimentos, que represente condôminos. Será necessária a apresentação do respectivo instrumento de mandato, com reconhecimento de firma do outorgante, o qual deverá ser depositado na sede social da Companhia, até às 17h30min do dia 28 de dezembro de 2012, sob pena do procurador não poder exercer o mandato. São Paulo, 20 de dezembro de 2012. Pedro Wongtschowski - Presidente do Conselho de Administração (21-26-27)
ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS E AGRÔNOMOS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO - SEAM EDITAL DE CONVOCAÇÃO A Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos Municipais de São Paulo - SEAM convoca Assembleia Geral Ordinária, de acordo com o item “b” do artigo 23 dos Estatutos da SEAM, a realizar-se em 04/JAN/2013 - sextafeira, 1ª Convocação às 10:00 horas e 2ª Convocação às 11:00 horas. Local: Auditório da SEAM, sito à Av. Ipiranga, 318 - Bloco A - 1º andar, conj. 101, República, São Paulo/SP, com a seguinte Ordem do Dia: 1) Prestação de contas do exercício de 2012; 2) Posse da Diretoria eleita em 11/OUT/2012 para o triênio 2013/2015. São Paulo, 26 de dezembro de 2012. Enéas José Arruda Campos - Presidente.
DIà RIO DO COMÉRCIO
14 -.ECONOMIA/LEGAIS
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terça-feira e quarta-feira, 25 e 26 de dezembro de 2012
O Brasil tem inĂşmeras mentes brilhantes. A grande dificuldade ĂŠ aproximar as comunidades cientĂficas das empresariais. Rath Fingerl, se aposentou do BNDES no ano passado
conomia
AndrĂŠ Vieira/NYT
A mĂŁo visĂvel do Estado na inovação BNDES tenta incluir empresas startups no rol de investimentos, criando o Criatec I, um fundo de capital de risco com o objetivo de investir, ao longo de dez anos, R$ 100 milhĂľes em startups. Mas empresas estrangeiras de capital de risco, convidadas a fazer investimentos, nĂŁo os realizaram. Andrew Pollack *
Spata (esq.), da Criatec, e Eduardo de SĂĄ, do BNDES.
N
os Ăşltimos anos, as startups brasileiras começaram a atrair e m p r e s a s i m p o rtantes de capital de risco do Vale do SilĂcio, na CalifĂłrnia, Estados Unidos. Nesse processo, contudo, segmentos promissores da tecnologia foram ignorados. Embora as empresas privadas estejam investindo prontamente em e-commerce e outras ĂĄreas badaladas, campos como nanotecnologia, robĂłtica e tecnologia da informação – considerados fundamentais para transformar a economia brasileira, baseada na exportação de commodities e dependente do consumo – estĂŁo caindo no esquecimento. Em vez de deixar o financiamento das inovaçþes apenas para companhias privadas de investimento, as autoridades brasileiras decidiram hĂĄ vĂĄrios anos entrar em cena e apoiar empresas recĂŠm-criadas. E, em 2007, o Banco Nacional de Desenvolvimento EconĂ´mico e Social (BNDES), deu inĂcio ao Criatec I, um fundo de capital de risco com o objetivo de investir, ao longo de dez anos, R$ 100 milhĂľes em startups. Empresas estrangeiras de capital de risco foram convidadas a fazer investimentos a posteriori. AtĂŠ hoje, nenhuma fez. O Brasil, por sua vez, intensificou esforços para promover o crescimento da tecnologia. O banco concedeu recentemente uma nova verba de R$ 186 milhĂľes Ă Ă?cone Investimentos. O BNDES tem fornecido a maior parte do capital, recebendo tambĂŠm contribuiçþes de bancos pĂşblicos
Estamos sempre abertos a mudar os nossos requisitos para atender a ofertas adequadas. MARCIO SPATA, CRIATEC
regionais. O governo tomou as rĂŠdeas dos investimentos, mas nĂŁo por falta de interesse de empresas de capital de risco privado. Nos Ăşltimos dois anos, a Redpoint Ventures, a Accel Partners e a Sequoia se tornaram ativas aqui, assim como Peter Thiel, Dave McClure e investidores europeus e israelenses. Mas o BNDES acredita que ainda hĂĄ uma enorme lacuna no que diz respeito ao financiamento de empresas recĂŠm-criadas. "Eles estĂŁo investindo com tudo em modelos jĂĄ difundidos de empresa, as copycats. NĂŁo estĂŁo investindo de fato nas inovaçþes tecnolĂłgicas", disse Robert E. Binder, cuja empresa privada, a Antera GestĂŁo de Recursos, coadministra o fundo inicial Criatec com a Inseed Investimentos, de SĂŁo Paulo. A inovação ĂŠ uma questĂŁo urgente no Brasil, dizem os economistas. De acordo com o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento Industrial, neste ano, atĂŠ setembro, o PaĂs teve um dĂŠficit comercial US$ 38,7 bilhĂľes em bens de alta tecnologia, um aumento em relação ao ano passado. A economia do Brasil ĂŠ altamen-
'FKVCNFG%KVCnlQ241%'5510Â? '&+6#.&'%+6#cÂŹ1%1/24#<1 &' 8+06' &+#5 'ZEGNGPVsUUKOQ C 5GPJQT C &QWVQT C #.':#0&4'<#0'66+56#7$'4,WK\ C FGFKTGKVQFC œ8CTC%sXGNFCEQOCTECFG5CPVQ#PFTo GUVCFQFG5lQ2CWNQ PCHQTOCFCNGK GVE (#<5#$'4 CVQFQUSWCPVQQRTGUGPVGGFKVCNXKTGOQWFGNGEQPJGEKOGPVQVKXGTGOGKPVGTGUUCTRQUUC PQVCFCOGPVG#/; ,'#05.6&# '22%02, ,#4+1)#.&+01&'5175#%2( SWG PGUVGLWs\QFGFKTGKVQFC œ8CTC%sXGNGTGURGEVKXQECTVxTKQHQKRTQRQUVCRGNQ*5$%$CPM$TCUKN5 # $CPEQ /}NVKRNQ#cÂŹ1/10+6ĂŽ4+# RCTCEQDTCPnCFGFsXKFCPlQCFKORNKFC ' GUVCPFQGNGUGONWICTKPEGTVQGPlQ UCDKFQHQKFGVGTOKPCFCCEKVCnlQRQTGFKVCN 2CTCSWGEJGIWGCQEQPJGEKOGPVQFGVQFQUGPKPIWoORQUUC CNGICTKIPQTjPEKC G GOGURGEKCN#/;,'#05.6&# '22%02, ,#4+1)#.&+01&' 5175#%2( HKECFGVGTOKPCFCCEKVCnlQRQTGFKVCNRCTC PQRTC\QFG SWKP\G FKCU RTQEGFGT
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te vulnerĂĄvel Ă s incertezas Fingerl, um dos criadores do econĂ´micas do resto do mun- fundo. "NĂłs sabĂamos que a do, o que se reflete nas estatĂs- iniciativa teria de vir inteiraticas de crescimento registra- mente do BNDES." das no terceiro trimestre de O BNDES sempre teve um 2012 no PaĂs. papel importante na ascensĂŁo As iminentes mudanças de- do Brasil. Formado em 1952, o mogrĂĄficas tambĂŠm preocu- banco de desenvolvimento pam. Em 2030, a população do começou financiando projeBrasil deve cair e ficar cada tos de infraestrutura. O alcanvez mais velha, o que periga ce e o tamanho do banco cressobrecarregar os recursos do ceram consideravelmente na governo. gestĂŁo do ex-presidente Luiz As empresas de capital de InĂĄcio Lula da Silva, que acharisco que investem no movi- va que o Brasil precisava de mento das startups no Brasil multinacionais de marcas faveem a Criatec como bem-in- mosas para ganhar respeito tencionada. Para Eric Acher, no exterior. sĂłcio-fundador da Monashees Em 2003, o banco desemCapital, ela ĂŠ uma "Ăłtima ex- bolsou US$ 11,7 bilhĂľes, mas periĂŞncia de aprendizagem no em 2010, esse nĂşmero havia que diz respeito ao foco em subido para US$ 96,3 bilhĂľes. inovação". Ele concedeu emprĂŠstimos Anderson Thees, da Red- subsidiados para a maioria point Ventures, tambĂŠm elo- das grandes empresas brasigiou o fundo. "Eles provavel- leiras, incluindo a gigante do mente estĂŁo investindo em petrĂłleo Petrobras e a mineraĂłtimas oportunidades logo dora Vale. O banco tambĂŠm q u e e l a s s u rapoiou empregem", disse. sas estrangeiNo entanto, ras, incluindo esses e outros u m i n v e s t ifundos de capim e n t o d e tal de risco ainUS$ 3 bilhĂľes da nĂŁo se aliapara que a milhĂľes de dĂłlares foi American Airliram ao Criatec o valor mĂnimo de para viabilizar nes comprasinvestimentos. receita exigido para a se aviĂľes da faP o r e x e mbricante brasiempresa de plo, o Criatec leira Embraer. procura por A supremadefensivos Bug empresas de cia do BNDES Agentes BiolĂłgicos d e s e n v o l v ino Brasil tem receber investimentos a t r a Ă d o c r Ă t imento de tecnologia e com cas no PaĂs. Alprodutos de g u n s a r g upropriedade intelectual clara mentam que as prioridades do que podem ser licenciados ou banco do governo – que inretidos, disse Thees. "O Vale cluem o financiamento de fudo SilĂcio nĂŁo estĂĄ tĂŁo interes- sĂľes e aquisiçþes – estĂŁo equisado nisso", disse. vocadas. Alguns afirmam que Acher concordou: "Eu nĂŁo esse tipo de investimento acho que o Vale do SilĂcio este- deveria ficar com o setor prija Ă procura das inovaçþes tec- vado. nolĂłgicas do Brasil no momen"O crĂŠdito de longo prazo to", acrescentando que o re- ainda ĂŠ um problema no Bratorno ainda nĂŁo justifica o nĂ- sil", disse o economista brasivel de risco envolvido. leiro Mansueto Almeida. No O BNDES jĂĄ esperava tal entanto, "o Brasil de hoje ĂŠ aversĂŁo ao risco quando criou muito diferente do PaĂs hĂĄ 20 o Criatec. "Nem mesmo os fun- anos. Temos mercados de cados brasileiros mostraram in- pitais muito ativos". teresse em empresas recĂŠmO Criatec, no entanto, ĂŠ um criadas", disse Eduardo Rath dos menores e menos contro-
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FicarĂamos muito felizes com a aproximação de investidores privados, jĂĄ que nossos riscos seriam reduzidos. EDUARDO DE SĂ , BNDES versos programas do banco. Para Almeida, o BNDES "estĂĄ tentando fazer a coisa certa" com essa alternativa. "Isso ĂŠ exatamente o que se espera de um banco de desenvolvimento." O histĂłrico do Criatec I tem registrado avanços lentos. A Usix Tecnologia, uma empresa de tecnologia especializada em segurança no mercado de seguros que recebeu apoio do Criatec, foi adquirida pela Ebix, de capital aberto, em 2010. O fundo tambĂŠm apoiou empresas promissoras, como a Amazon Dreams, que desenvolveu tĂŠcnicas patenteadas para produzir açaĂ e outras bagas com teor mais alto de antioxidantes. Alguns investidores estrangeiros estĂŁo começando a se interessar pelo portfĂłlio da Criatec. A Intel Capital, divisĂŁo de capital de risco da fabricante de chips Intel, estĂĄ avaliando a empresa de soluçþes de negĂłcios com inteligĂŞncia geogrĂĄfica Geofusion. A informação ĂŠ de uma pessoa que estĂĄ a par das negociaçþes e que pediu para nĂŁo ter o nome citado, jĂĄ que a negociação ainda estava em curso. Neste ano, a Kleiner Perkins Caufield & Byers mostrou interesse na empresa de pesticidas agrĂcolas Bug Agentes BiolĂłgicos, mas disse que a startup precisava primeiro ter uma receita de US$ 10 milhĂľes. Agora, a empresa estĂĄ discutindo uma parceria estratĂŠgica com a Sistemas BiolĂłgicos Bio-Bee, de Israel. Mas tais acordos em potencial tambĂŠm indicam que as empresas estrangeiras de capital
de risco ainda nĂŁo estĂŁo cortejando as startups menores. "Todo mundo quer encontrar empresas com receita de US$ 10 milhĂľes a US$ 15 milhĂľes, mas simplesmente nĂŁo existe um fluxo de negĂłcios desse porte", disse uma pessoa familiarizada com os planos de expansĂŁo da Kleiner Perkins. Ela tambĂŠm pediu para nĂŁo ter o nome citado, jĂĄ que as negociaçþes eram privadas. Com base em estimativas deste ano, comente uma empresa apoiada pela Criatec I, entre os 33 negĂłcios nos quais investiu, vai cruzar a fronteira dos US$ 10 milhĂľes em receita. O faturamento da Amazon Dreams, por exemplo, ainda ĂŠ insignificante, apesar da febre do açaĂ nos Estados Unidos. O BNDES tambĂŠm criou o fundo para ajudar acadĂŞmicos que tĂŞm Ăłtimas ideias, mas que nĂŁo tĂŞm tanto ĂŞxito na obtenção de financiamentos junto ao setor privado quanto os empresĂĄrios. "O Brasil tem inĂşmeras mentes brilhantes", disse Rath Fingerl, que se aposentou do BNDES no ano passado, mas "a grande dificuldade ĂŠ aproximar as comunidades cientĂficas das empresariais". O fundo tambĂŠm tem limitaçþes. Por exemplo, o banco tem poder de veto sobre as decisĂľes da maioria das empresas, mesmo sendo um acionista minoritĂĄrio. No entanto, parece bastante flexĂvel ao procurar por coinvestimentos. A influĂŞncia polĂtica do BNDES nas empresas do Criatec "ĂŠ totalmente negociĂĄvel", disse Marcio Spata, chefe do fundo Criatec no banco de desenvolvimento. "Estamos sempre abertos a mudar os nossos direitos" para atender a ofertas adequadas. Eduardo Klingelhoefer de SĂĄ, chefe do departamento de fundos do BNDES, disse: "FicarĂamos muito felizes com a aproximação de investidores privados, jĂĄ que nossos riscos seriam reduzidos". * New York Times
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira e quarta-feira, 25 e 26 de dezembro de 2012
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Temos acumulado uma enorme base de dados de tendência de consumo. Michael Björn, chefe de pesquisa do ConsumerLab
nformática
n SMARTPHONES
Telefone à prova d'água
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Sony Mobile Communications anunciou o lançamento no Brasil do Xperia go smartphone resistente à água, que possui um display de vidro resistente a riscos e acompanha os padrões internacionais do mercado para proteção contra poeira e imersões. O lançamento, que já está com a pré-venda disponível na Sony Store (https://store.sony.com.br), chega às lojas físicas e online da marca a partir de janeiro a preço sugerido de R$ 999. Vai permitir ao usuário programar o smartphone para tirar fotos embaixo d`água, o que pode acontecer em até um metro de profundidade durante 30 minutos. O produto chega para atender a uma demanda do consumidor do segmento de smartphones. APLICATIVOS
Novos caminhos do consumo tecnológico O serviço na nuvem, que se molda às necessidades dos consumidores, e a força das mulheres na condução do mercado de smartphones, são algumas das tendências importantes para 2013. Fernando Porto
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omo 2012 está chegando ao fim, a Ericsson ConsumerLab identificou as tendências mais importantes de consumo tecnológico para 2013. Por mais de 15 anos, a ConsumerLab tem realizado essa pesquisa de valores das pessoas, comportamentos e modos de utilização de produtos e serviços de TI. Michael Björn, chefe de pesquisa do ConsumerLab, explica: "Nosso programa de pesquisa global é baseado em entrevistas anuais com mais de 100 mil pessoas em mais de 40 países e 15 metrópoles. Ao longo dos anos, temos acumulado uma enorme base de dados de tendência de consumo – e percebemos que o ritmo da mudança está mais rápido do que nunca". Na análise do DC Informática, vale destacar a preocupante falta de foco dos consumidores com o excesso de informações analisadas ao mesmo tempo – em tablets, PCS e smartphones – e a tendência das pessoas trabalharem muito mais, ao utilizarem seus dispositivos pessoais para atender questões da empresa. Conheça agora as 10 principais tendências de consumo, segundo análise do Ericsson ConsumerLab: 1. A "nuvem", cada vez mais confiável, estará cada vez mais moldada às necessidades dos donos de dispositivos móveis. Segundo a pesquisa, mais de 50% dos usuários de tablets e bem mais de 40% dos donos de smartphones nos EUA, Japão, Austrália e Suécia mostram-se cativados pela simplicidade aperfeiçoada de ter as mesmas aplicações e os mesmos dados facilmente disponíveis em seus vários dispositivos pessoais, através da cloud computing. Isso mostra a tendência
de que cada consumidor tenha terrupta, tornando a internet futuramente na mesma casa um verdadeiramente móvel. O total notebook ou PC, um tablet e um d e a q u i s i ç õ e s d e p l a n o s d e smartphone - todos sincroniza- smartphones atingirá os 3,3 bidos com os mesmos dados. lhões até 2018 e a cobertura de 2. A computação tornará a men- rede móvel será um dos mais imte cada vez mais dispersa. Com ar- portantes fatores de satisfação quivos e pastas nos desktops, e para a vida na cidade. aplicativos e serviços de nuvem 5. Surgimento de redes pessoais em seus dispositivos móveis, os e sociais de segurança. Em conseconsumidores estão cada vez quência da turbulência econômimais virando as costas para um ca, a confiança nas estruturas e paradigma de computação: a autoridades tradicionais está dimente focada. As tarefas são de- minuindo e os consumidores sempenhadas a todo momento - confiam cada vez mais nas suas enquanto esperamos na fila de próprias comunidades virtuais. uma loja ou falamos com alguém As redes pessoais online servirão num café. O impulso de comprar como segurança na web e as reé mais elevado em tablets, em des sociais começarão se tornar comparação com computadores sérios concorrentes às agências de mesa, assim como em smart- de emprego tradicionais. phones, em 6. Mulheres comparação impulsionarão o aos notebooks. mercado de 3. Levando sua smartphones. própria banda Novos dados larga para o trademonstram balho. Um total claramente bilhões é o total de de 57% dos que as mulheusuários de r e s e s t ã o i maquisições de planos smartphones pulsionando de smartphones até usam seus próem massa o prios planos de mercado de 2018. E a cobertura banda larga sma rtphon es. de rede móvel será móvel (leia-se, Nada menos um importantes fator p a g o s d o p r óque 97% das prio bolso) para usuárias de de satisfação. tarefas no trasmartphones b a l h o . S m a r tutilizam o SMS. p h o n e s p e sUm total de soais estão cada vez mais sendo 77% envia e recebe fotografias, usados para para enviar e-mails, 59% utilizam redes sociais, 24% planejar viagens de negócios, realizam "check-in" em endereencontrar endereços e muito ços e 17% usam cupons online de mais. Ou seja, o trabalhador da descontos. Os dados relativos era high tech está cada vez mais aos homens são bem mais baixos comprometido com o trabalho, nestas atividades. abrindo mão de seus horários de 7. As cidades estão se tornam lazer em casa. "hubs" para criatividade social. Se4. Os consumidores urbanos es- gundo o estudo, os habitantes tão se tornando constantemente das grandes cidades têm signifimóveis. Ao acessarem continua- cativamente mais amigos online mente a internet, sempre e em do que os habitantes de áreas suqualquer lugar, os consumidores burbanas. Aponta que 12% das constituem agora uma força inin- pessoas que vivem em cidades
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afirmam que a principal razão para utilizarem as redes sociais é para se ligarem e trocarem ideias com os outros, tornando esta a terceira razão mais comum para usarem as redes sociais, que vem logo depois de se manterem atualizados e de contarem as novidades aos amigos. 8. O boom das compras móveis. Um total de 32% dos usuários de smartphones já fazem compras com os aparelhos; e começam agora a combinar os benefícios das compras em lojas com os das compras online. Esses usuários querem ver os produtos, obter informação e fazer comparações de preços, realizando compras imediatamente, sem terem de esperar junto a uma caixa registradora. 9. A televisão está se tornando rede social. Um total de 62% dos espectadores utiliza as redes sociais ao mesmo tempo em que vê vídeos ou televisão - e 42% destes frequentadores de redes sociais discutem nos fóruns sociais ou por chat o que estão assistindo na TV semanalmente. Mais de 30% estão mais propensos a pagar por conteúdos vistos nos ambientes de redes sociais. A maior parte do consumo de conteúdo de vídeo e televisão em dispositivos móveis ocorre em casa. 10. Aprendizagem em constante transformação. A aprendizagem se transforma, seja por forças internas ou externas: os jovens trazem a sua experiência pessoal de uso da tecnologia para a sala de aula, criando uma pressão, de baixo para cima, para mudanças. Simultaneamente, os governos e as instituições estão procurando novas soluções de TI para serem mais eficientes. A conectividade altera o ponto de vista das crianças em escala global. Na Índia, cerca de 30 milhões das 69 milhões de crianças urbanas, com idades entre 9 e 18 anos, têm celulares.
Piratas educativos
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jogo "Os Piratinhas" promete educar e divertir as crianças com músicas e atividades interativas. As músicas são do cancioneiro popular e inéditas. O aplicativo é uma aventura para crianças de 0 a 6 anos. O conteúdo foi produzido sob supervisão pedagógica. Além de ser educativo, o app ainda permite que as crianças aprendam as primeiras palavras em inglês. O produto é gratuito. Mais detalhes na Apple Store: https://itunes.apple.com/us/app/ os-piratinhas/id566488541?mt=8 ACESSÓRIOS
Som potente na caixinha
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distribuidora Coletek lançou uma minicaixa portátil de som da C3 Tech: a Speaker 2.0 ST-180 Litebox. Disponível em três cores – prata, preto e vermelho – o equipamento apresenta um sistema de alto falante com canal simples mais grave, leitor de cartão de Mini SD, além de bateria interna de lítio com duração de até cinco horas de duração. O produto tem preço médio no varejo a partir R$ 101,16. Mais informações e detalhes técnicos sobre o equipamento, pelo site: http://www.c3technology.com.br
SMARTPHONES
Design jovem e tecnologia NFC
A
Nokia apresentou o Lumia 620, terceiro smartphone com o sistema operacional Windows Phone 8. O aparelho chega ao Brasil no primeiro trimestre de 2013. Um dos diferenciais é a nova tecnologia dualshot, que possibilita uma segunda camada de policarbonato transparente ou translúcido no corpo do aparelho para proporcionar efeitos de profundidade e assim inovar em cores. O Nokia Lumia 620 possui ainda NFC, que permite parear facilmente com aparelhos ou acessórios que utilizam esta tecnologia de pagamento.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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terça-feira e quarta-feira, 25 e 26 de dezembro de 2012
Agora é mais uma questão de como monetizar os usuários sem espantá-los. Colin Sebastian, analista nformática
Somini Sengupta
O
Facebook já mantém a privacidade de e-mails, fotos de casamento e crenças políticas dos seus usuários. Agora a companhia está cutucando-os para compartilhar um pouquinho mais: números do cartão de crédito e endereços fixos. O cutucão vem de um novo serviço do Facebook: Gifts. Ele permite que os usuários do Facebook – por enquanto apenas nos Estados Unidos – comprem presentes para seus amigos da rede social. Na oferta estão itens tão variados quando especiarias da Dean & DeLuca, pijamas BabyGap e assinaturas do Hulu Plus, o serviço de vídeos. Recentemente, o Facebook adicionou vales-presente do iTunes. O serviço de presentear é parte de um empurrão agressivo para fazer dinheiro, projetado para agradar os investidores do Facebook após a estreia sombria da companhia na bolsa de valores. O Facebook intensificou a publicidade nos celulares, e está começando a customizar as mensagens publicitárias que aparecem para os usuários baseadas em suas buscas na rede, fora do Facebook. Se a moda pegar, o serviço daria ao Facebook uma presença no comércio online,
avaliado em mais de US$ 200 bilhões. E, o que é muito mais importante, isso permitiria que a companhia acumulasse um novo fluxo de dados pessoais valiosos e os usasse para refinar sua publicidade direcionada, que é o arroz com feijão da empresa. O Facebook diz que hoje não usa os dados coletados através do Gifts para fins publicitários, mas não pode descartar a ideia. "A parte difícil para o Facebook foi agregar um bilhão de usuários. Agora é mais uma questão de como monetizar esses usuários sem espantálos", explicou Colin Sebastian, analista que trabalha na Robert W. Baird. Ele completou: "O Gifts também vai contribuir mais para o arquivo de dados de usuários, que tem o benefício de um ciclo virtuoso, deixando o site mais personalizado, levando a anúncios melhores e com alvos mais claros, o que melhora a monetização geral". O Facebook já coleta informações de cartão de crédito de usuários que jogam jogos sociais no site. Mas eles não fazem muito sucesso, e um público maior pode ser incentivado a comprar um presente quando o Facebook os avisa que uma amiga está esperando um bebê ou que está chegando o aniversário de 40 anos de uma prima. O serviço do Gifts, que surgiu de uma aquisição do Face-
book de um aplicativo para celular chamado Karma, foi introduzido em setembro e expandido em novembro, na véspera do início da temporada de compras de fim de ano. Um dos atrativos do Facebook Gifts é a facilidade de fazer uma compra. Os usuários do Facebook são incentivados a comprar um presente (um ícone de caixa de presente aparece na tela) para seus amigos do Facebook no aniversário deles. É sugerido um grande cardápio do que escolher: copos de cerveja, cake pops (bolinhos em palitos em forma de pirulito), colchas, marshmallows, assinaturas de revistas e doações para caridade. Eles devem escolher um cartão com saudações. E então, precisam dar as informações do cartão de crédito. O Facebook diz que arquiva as informações do cartão de crédito, a menos que o usuário as
Arte: James Best Jr - The New York Times
Presentes lucrativos
remova depois de efetuar uma compra. O Facebook negou-se a revelar quantos usuários já compraram presentes, revelando apenas que, entre os que compraram, a média é de 25 dólares. A última incursão da companhia no comércio online entra no território dominado pelos rivais da rede, como Amazon e Apple. Ambas as empresas têm muito mais dados sobre comportamento em relação às compras e números de cartão de crédito arquivados – peças importantes para compras impulsivas ou desnecessárias. A Apple é considerada líder quando o assunto é cartão de crédito; a companhia disse em junho que já tinha 400 milhões deles arquivados. O PayPal, uma divisão do eBay, tem 117 milhões de usuários, todos com informações sobre pagamento arquivadas, e o próprio eBay tem mais 180 milhões de consumi-
'Gifts' do Facebook incentiva usuários a fazerem compras enquanto compartilham. O serviço de presentear é parte de um empurrão agressivo para fazer dinheiro, projetado para agradar os investidores
dores, alguns dos quais também têm informações arquivadas. O Amazon, com 180 milhões de consumidores, não disse quantos deles permitiram que a empresa arquivasse seus números de cartão de crédito. Somente o Facebook, é claro, sabe quem são os conhecidos dos usuários, assim como quando esses se sentiriam obrigados a gastar dinheiro com aqueles, como em aniversários ou aniversários de casamento. "Eu acho que o Facebook vai usar essa época de festas como teste definitivo, para entender melhor como os consumidores se sentem ao dar presentes em um contexto social", disse Brian Blau, um analista da Gartner. O comércio já escapou ao Facebook no passado. Várias marcas tentaram abrir lojas na plataforma do Facebook, mas não tiveram muito retor-
no. Um porta-voz do Facebook, Jonathan Thaw, recusouse a dizer quantos de seus 1 bilhão de usuários fazem compras no site. Por causa do acesso fácil via aplicativos de celular do Facebook, o Gifts também oferece à companhia um novo jeito de ganhar dinheiro do crescente número de usuários que entram no Facebook pelo celular. Hoje, a empresa só ganha dinheiro com celulares através da publicidade. E isso também é limitado. No relatório de lucros do terceiro trimestre, a empresa disse que 14 por cento de seus lucros com publicidade vieram dos anúncios em celulares. Hjalmar Winbladh, que criou um aplicativo para celulares de vale-presentes, o Wrapp, descreveu o ato de presentear como um jeito mais agradável de ganhar dinheiro através dos celulares. Sua empresa oferece aos usuários a chance de darem vales-presente para seus amigos – inteiramente grátis – e oferece às marcas do varejo a chance de atraí-los para suas lojas para gastarem os vales. "É melhor do que publicidade", Winbladh diz. No Facebook, os presentes que você compra para um amigo irão ajudar a refinar o algoritmo. Com o tempo, segundo o Facebook, as recomendações só ficarão melhores. * Do The New York Times