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DC 26/12/2011

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Ano 87 - Nº 23.527

Conclusão: 23h30

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 24, 25 e 26 de dezembro de 2011

Papais-noéis voltam às lojas. É dia de trocas. Quem entra em loja hoje para trocar o presente de Natal (e são oito em cada 10 clientes) pode ser atraído a comprar mais. Na pág. 16, os direitos e obrigações de consumidor e vendedor. E na pág. 14, o balanço inicial das vendas do Natal.

Bento 16:'Um ódio cego e absurdo'. Papa se refere aos atentados a bomba em igrejas da Nigéria na tradicional bênção de Natal Urbi et Orbi e faz apelo pela paz. Pág. 7

Corbis

TRAGÉDIA DE NATAL

Afolabi Sotunde/Reuters

Missa de Natal na igreja de Santa Teresa, em Madala, Nigéria: islâmicos explodem bomba e 27 são mortos. Pág. 7 Fernando Bizerra Jr/EFE

E se Soninha fosse prefeita de São Paulo?

Alex Silva/AE

A ex-vereadora Soninha Francine (dir.) vai tentar de novo a Prefeitura. E conta o que fará, se eleita. Pág. 6 HOJE Nublado com chuva Máxima 25º C. Mínima 18º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 28º C. Mínima 17º C. ISSN 1679-2688

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9 771679 268008

Astróloga confirma as previsões Denise Silva concorda como o FMI e faz adendos: corrupção, saúde... Mas antevê boas coisas. Leia na pág. 6

O FMI adverte: Brasil vai sofrer com a crise. Afirmação é de Christine Lagarde, diretora da instituição. E ela não se esquece de incluir na previsão emergentes como China e Rússia, "esses países que tinham sido os motores da economia mundial antes da crise". Pág. 15


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

sábado, domingo e segunda-feira, 24, 25 e 26 de dezembro de 2011

Resultados mostram que formas extremadas de autoritarismo desembocam sempre na mesma tragédia. Roberto Fendt

pinião Reprodução

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título desta coluna foi inspirado por um leitor, referindo-se à Coreia do Norte, ao pedir-me que comente o que se passa por lá e, principalmente, o que pode vir pela frente. Caro leitor, por paradoxal que possa parecer, minha primeira reação ao ver as fotos do "Grande Sucessor" Kim Jong-eun ao lado de seu pai, ou cercado de militares, foi a lembrança de François "Papa Doc" Duvalier e de seu filho, Jean-Claude "Baby Doc" Duvalier. Foi olhando para o Haiti, no Caribe, que pensei na Coreia no distante Oriente. O primeiro foi presidente do Haiti de 1957 até sua morte, em 1971. Embora eleito regularmente com uma plataforma populista e nacionalista, veio a implantar um regime de terror baseado em uma milícia rural. Durante seu governo, implantou um culto à personalidade como forma de legitimação de sua autoridade. A partir de 1964, proclamou-se presidente vitalício. Durante os 14 anos em que esteve no poder, os seus Tonton Macoutes mataram 30 mil haitianos. Ao morrer, ele foi substituído por seu filho Jean-Claude, então com 19 anos. A inexperiência o levou a delegar os assuntos do governo a subordinados e a levar uma vida de luxo à custa do erário público. Em 1986, abandonou o país para exilar-se na França. O que tem isso a ver com Kim Jong-il e seu filho Kim Jong-eun? É claro que não estou, tão prematuramente, prevendo como terminará um governo que ainda não se iniciou na prática. O futuro a Deus pertence, como bem já nos havia dito São Tomás de Aquino. O que tenho em mente são as semelhanças, reveladoras de algo mais profundo e característico das formas mais primitivas de autoritarismo. A principal dessas semelhanças é o messianismo, a noção de que o Grande Líder, por alguma causa suficiente mas pouco esclarecida (Deus? O Destino?) é necessário para a governança e a felicidade do povo. Se no Haiti Papa Doc não era en-

ROBERTO FENDT foi preparado durante 14 anos para suceder seu pai; Kim Jong-eun teve somente três anos de preparação e a sua pouca idade não lhe confere grande legitimidade entre uma elite militar composta de idosos. No país em que o que não é proibido é compulsório, o isolamento do restante do mundo – com a exceção da China, de que depende – não contribui para melhorar as coisas. Sabemos os resultados de mais de 50 anos de embargo comercial pelos Estados Unidos: não houve qualquer consequência sobre o autoritarismo do regime. Se é verdade que o isolamento foi autoimposto, é também verdade que há uma oportunidade nessa transição para um início de abertura do país ao restante do mundo.

"Papa Doc" e "Baby Doc": paralelos entre o Haiti de ambos e o messianismo e o autoritarismo na Coreia do Norte hoje

O que não é proibido é compulsório deusado, fica pouca dúvida de que o fundador do Estado norte-coreano, Kim Il-sung, e particularmente, seu filho e sucessor, Kim Jong-il, instituíram um culto à personalidade que encontrou paralelo somente em Stalin e Mao Zedong. No Haiti, Papa Doc não confia-

va no exército regular e criou uma guarda pretoriana para protegê-lo das forças armadas, os Tonton Macoute. Na Coreia, o apoio dos militares é indispensável, já que não há como formar uma milícia que pudesse se opor a cinco milhões de pessoas em armas. Mas, em um

caso como no outro, não há dúvida de onde reside o poder real. Os resultados até agora mostram que essas formas extremadas de autoritarismo desembocam sempre na mesma tragédia. No Haiti, de pequena população, o regime matou 30 mil; na Coreia do Norte, três mi-

lhões morreram de fome, enquanto o Grande Líder era notório consumidor de conhaque Hennessey e apreciador da boa mesa. Conseguirá o Grande Sucessor, com seus 28 anos presumíveis, manter com mão de ferro a dinastia fundada por seu avô? Kim Jong-il

S

e houver vontade política da China, Coreia do Sul e Estados Unidos, os principais interessados na paz na região, talvez tenha chegado o momento de, por intermédio dos canais possíveis, levar adiante o programa que estava em negociação para aumento da oferta de alimentos ao país, em troca de um compromisso em torno do desarmamento nuclear da Coreia do Norte. O momento é muito mais de torcida por um final feliz, caro leitor, que propriamente de análise do futuro de um regime mais decrépito, hoje, do que era o da União Soviética em 1989. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

COMO AGIR PARA COMBATER A CORRUPÇÃO Ed Ferreira/AE

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xiste uma forma de darmos nossa modesta contribuição em favor do combate à corrupção no Brasil. Conforme mencionei na coluna da semana passada, existe uma possibilidade de os políticos denunciados no "mensalão" saírem ilesos dos processos em que foram denunciados, dentro do Supremo Tribunal Federal, caso demore o julgamento, uma vez que ocorreria a prescrição dos processos. Ou seja, seriam arquivados sem apreciação. Ainda na semana passada, o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, depois de os jornais publicarem a declaração do também ministro Ricardo Lewandowsky, de que poderia ocorrer a prescrição – pois não haveria tempo de serem apreciados todos os volumes dos processos – liberou o relatório que vem elaborando, lembrando que já estava disponível eletronicamente a seus pares do STF. A declaração de Lewandowsky foi interpretada

PAULO SAAB como apoio à tese de defesa dos petistas denunciados, para preparar o terreno do arquivamento do escabroso escândalo à custa do dinheiro público. Para quem não se lembra, o Palácio do Planalto, a partir do então Chefe da Casa Civil, José Dirceu, chamado na época pelo Procurador Geral da República de "chefe da quadrilha", pagava através de agências de propaganda e bancos, por intermédio do publicitário Marcos Valério, propina a parlamentares para que votassem no Congresso a favor de projetos do governo Lula. Barbosa reagiu prontamente ao que poderia ser uma manobra dentro do próprio STF. Mas, ainda assim, atendendo ao pedido da

revista Veja , que denunciou a possível manobra, esta coluna engajou-se na campanha para pressionar o STF a cumprir sua obrigação de fazer o julgamento do "mensalão" (pelo foro privilegiado dos parlamentares) antes de qualquer possibilidade de arquivamento por prazo esgotado. onsiderando esse capítulo uma prioridade no combate à corrupção, conclamo a todos os leitores a, além de manifestar ao STF seu pedido de que haja brevidade no julgamento, acionar seus amigos e familiares a fazerem o mesmo. Para isto, acessem www.euquerorespeito.org.br e mostrem ao STF que a

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sociedade brasileira está acompanhando o caso e que não vai aceitar que haja arquivamento por prescrição. Mesmo que venham a ser absolvidos, se for o caso, o julgamento tem que existir. xpresse nesse site, leitor, seu apoio no combate aos corruptos. Demonstre que exige respeito como cidadão brasileiro. Divulgue o site o quanto mais puder, solicitando outros apoios. Vamos começar por aqui a ajudar a diminuir a corrupção desenfreada que ocorre em elevados níveis do poder público, sugando o esforço da população em favor de criminosos travestidos de pessoas públicas. Acesse agora mesmo www.euquerorespeito.org.br. Manifeste seu apoio. Divulgue e consiga pelo menos mais dez adesões, pedindo a cada um que consiga mais outras tantas. E vamos contribuir para que o STF sinta a verdadeira vontade da Nação.

E

PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br) Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 24, 25 e 26 de dezembro de 2011

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o SALTOS QUALITATIVOS Q

MARXISMO É A TEORIA E ESTRATÉGIA DA T RA N S F O RM A Ç Ã O REVOLUCIONÁRIA DA SOCIEDADE.

pinião

uando falo da transmutação de direitos humanos elementares em instrumentos de controle opressivo, por favor resguardem-se de ver nesse fenômeno um processo histórico-social espontâneo, um "resultado impremeditado das ações humanas", como diria Max Weber. É transformação planejada. Estrategistas de grande porte controlam o processo, sabendo que os resultados finais serão muito diferentes daqueles esperados pela massa ignara de militantes, idiotas úteis e, é claro, inimigos também. Nenhuma proposta social vinda de cérebros marxistas tem jamais – repito: jamais -- as finalidades nominais com que se apresenta ao público geral. As verdadeiras finalidades só são conhecidas daqueles que têm as qualificações intelectuais para participar das discussões sérias num círculo mais discreto de planejadores e líderes. Nada é secreto, mas, na prática, a lógica da coisa é inacessível tanto aos militantes comuns quanto, mais ainda, ao público leigo. Um exemplo clássico é a estratégia Cloward-Piven (ver em h t t p : / / w w w. o l a v o d e c a r v alho.org/semana/090305dc.html), alardeada como um plano de ajuda aos desamparados, mas, no círculo íntimo, admitida francamente como um artifício para gerar crise econômica, quebrar a previdência social e deixar, no fim das contas, os desamparados ainda mais desamparados – o que será em seguida explorado para impelir ao movimento um "salto qualitativo", passando das meras reivindicações previdenciárias ao clamor revolucionário ostensivo do Occupy Wall Street. Tudo isso pensado com meio século de antecedência. O público leigo e mesmo os analistas políti-

OLAVO DE CARVALHO cos usuais logo perdem o fio da meada e não atinam com a continuidade do processo, enquanto os planejadores comunistas, habituados a cálculos de longuíssimo prazo, vão conduzindo o fluxo da transformação desde uma confortável invisibilidade, disfarçados em "fatores estruturais", "causas sociais" e mil e uma camuflagens verbais elegantes que impedem o público de enxergar os verdadeiros agentes por trás de tudo.

A

expressão "salto qualitativo" é a chave do negócio. Nenhum intelectual marxista de certo gabarito ignora essa teoria de inspiração hegeliana, exposta por Mao Dzedong mas implícita na doutrina de Marx desde o começo. Diz ela que qualquer acumulação quantitativa, ultrapassado um certo limite, produz uma mudança da qualidade, do estado, das propriedades do fator acumulado. O exemplo clássico dado por Mao é o da água que, aquecida, se transforma em vapor, perdendo propriedades que tinha no estado líquido e adquirindo novas que são inerentes ao estado gasoso. Não é, como pensava Mao, uma lei universal, aplicável a todas as esferas da realidade. É no

entanto uma constatação empírica, que vale para certos conjuntos de fenômenos, especialmente da sociedade humana. Baseei-me nela, por exemplo, para descrever a figura do "metacapitalista": o sujeito que enriquece tanto com a liberdade econômica que, depois de um certo ponto, já não pode mais sujeitar-se às oscilações do mercado e tem de passar a controlá-lo. A transfiguração do capitalista em monopolista é um "salto qualitativo". A imagem da água e do vapor não é uma fórmula geral, é apenas um símbolo, que condensa analogicamente vários processos similares. Mas, dentro de certos

limites, estes funcionam. Sempre que a intelligentzia revolucionária lança campanhas que persistentemente impelem a sociedade numa certa direção, é porque sabe que o acúmulo de forças nessa direção chegará por fim a um "salto qualitativo", desviando o conjunto para um rumo totalmente diverso e produzindo resultados que a maioria sonsa contemplará atônita, sem saber de onde vieram. Só à luz do cálculo marxista esses resultados fazem sentido, mas mesmo dentro do movimento revolucionário só os happy few sabem fazer esse cálculo e gerenciar sua aplicação racional.

Nenhuma proposta social vinda de cérebros marxistas tem as finalidades com que se apresenta ao público. A lógica é inacessível tanto aos militantes comuns como ao público leigo.

Não é assunto para qualquer militante bobão, nem para qualquer bobão liberal-conservador que meça o QI dos comunistas pelo dele próprio.

A

facilidade com que os artífices da mutação revolucionária levam a sociedade para onde bem desejam contrasta da maneira mais patética, é verdade, com a sua total incapacidade de criar uma economia decente a partir do momento em que destroem o último inimigo e assumem o controle absoluto do poder estatal. Os liberais, que só pensam em economia e veem a impotência do socialismo nessa área, deduzem daí que o marxismo é falso em tudo, um amontoado de besteiras que não merece atenção. Mas o marxismo só é uma teoria econômica em aparência. Ele é, a rigor, a teoria e estratégia da transformação revolucionária da sociedade – e, nesse campo, é perfeitamente realista e eficiente. O fato de que não sirva para fazer uma economia prosperar não

significa que seja incapaz de destruir muitas economias, muitas sociedades, muitas nações, e, mesmo no meio do mais majestoso fracasso econômico, aumentar o poder internacional da elite revolucionária, como de fato aconteceu desde a queda da URSS. O sentimento de superioridade que os liberais têm ante o marxismo é como o de um empresário de boxe que, por saber fazer dinheiro com esse esporte, se imaginasse também habilitado a subir ao ringue e nocautear Wladimir Klitschko. Não existe superioridade absoluta, transferível automaticamente a todos os domínios da ação humana. Eu, por exemplo, sou capaz de fazer em picadinhos qualquer debatedor comunista que se meta a besta comigo, mas, se fosse competir com um deles em matéria de sugar verbas estatais, não saberia nem por onde começar. Quanto mais eles perdem a discussão, mais se enchem de dinheiro.

OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

AS RECEITAS DE CLINTON PARA OS EUA Justin Lane/AE

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ob quase todos os aspectos em que se olhe, os Estados Unidos continuam sendo a maior potência do mundo – militar, econômica e tecnológica. É um país com 308 milhões de habitantes, um PIB de 14 trilhões de dólares, uma invejável renda per capita que ultrapassa os 46 mil dólares e um índice de inovação vigoroso (é o 7º no ranking mundial, com a Suíça em 1º lugar e o Brasil em 47º). Nos últimos anos, contudo, essa liderança foi abalada ou desafiada, não exatamente por outras nações, mas pelos fatos, pela realidade. Hoje, um dos maiores temores dos líderes americanos é que seu país perca a liderança em campos como a inovação e o desenvolvimento de tecnologia, o que seria um desastre. Muita coisa já foi perdida. Em That Used to Be Us: How America Fell Behind in the World It Invented, livro lançado em outubro, Thomas Friedman e Michael Mandelbaum mostraram, em detalhes, de que modo o país está perdendo terreno para concorrentes como a China, por exemplo. Pior, eles acham que nem seu povo nem seus políticos acordaram: acham até que todos estão preguiçosos. O ex-presidente democrata Bill Clinton, no entanto, está decidido a sacudir o país com palavras de incentivo e orientação sobre os rumos da política para salvar a América. Dono de dois mandatos presidenciais, exercidos entre 1992 e 2001, Clinton acaba de

lançar Back to Work: Why We Need Smart Government for a Strong Economy (em português, "De volta ao trabalho: por que precisamos de um governo esperto para uma economia forte", editora Knopf, 208 páginas). O livro é pequeno para os padrões americanos, onde 350 páginas ou mais é absolutamente normal. "Escrevi este livro porque amo meu país e estou preocupado com nosso futuro", afirma ele no prefácio. Dividida em duas partes, a obra pode ser considerada, na verdade, a combinação de dois livros. A primeira é um exame minucioso das grandes candidaturas dos democratas à Casa Branca. Nessa parte, Clinton indica pontos que precisam ser observados por qualquer candidato democrata que queira derrotar um concorrente republicano. Já a segunda parte é mais um manifesto político, no qual ele defende várias estratégias para temas como comércio internacional, regulação, energia e política fiscal por exemplo. importante observar que hoje Clinton está exatamente na mesma posição em que se encontra um espectador assistindo a um programa de perguntas e respostas pela TV – consegue responder praticamente a tudo, mas não tem a pressão do apresentador, o olhar e a pressão de uma multidão à sua frente nem um cronômetro que grita um bip a cada segundo. Assim, ele consegue detalhar de que modo seu país pode sair

É

PAULO BRITO tem grandes interesses na indústria petrolífera e vai demorar muito tempo para que decisões do governo reduzam sua produção. Curiosamente, não há qualquer menção ao trabalho de Al Gore, que foi seu vice-presidente e cujo trabalho pela conscientização do aquecimento global é reconhecido no mundo inteiro. á suspeitas de que, além de sua autêntica vontade de resolver os grandes problemas nacionais, Clinton pode estar querendo também um pouco mais de holofotes sobre sua figura. Como ele está longe do poder, o livro é um modo de conseguir esse efeito e de novamente colocá-lo na mídia. Só que isso pode acontecer de um modo controverso: seus pontos de vista com certeza chamarão para o debate republicanos enfezados e eleitores que não gostam dele. Claro que o ex-presidente vai aproveitar o debate e a exposição que isso provocará. Clinton na verdade não tem andado muito longe da mídia – os jornalistas os

H

Clinton, no lançamento de seu primeiro livro, no Brasil da crise econômica e lançar as bases para uma prosperidade de longo prazo, ao mesmo tempo em que oferece soluções para o aumento do nível de emprego, ampliação do número de empresas, do volume de empréstimos bancários e do nível geral de investimentos. De quebra, diz como é possível dobrar as exportações e recuperar a competitividade da indústria. Clinton garante que a competitividade americana no século 21 depende muito do apoio do povo ao governo, seja qual for o partido no poder: "Precisamos desse apoio para investir em infraestrutura, precisamos de banda larga mais rápida, de uma rede

elétrica nacional no estado da arte, sistemas de água e de esgoto modernizados, melhores aeroportos, trens, estradas e pontes. Não há prova de que podemos ser bem sucedidos neste século com uma estratégia antigovernista", argumenta ele. Infelizmente, várias de suas sugestões provavelmente não passariam pelo crivo do congresso ou não atrairiam grande interesse, como é o caso do exemplo que ele escolheu como solução para a crise de energia: a matriz energética da Dinamarca, que contém usinas gerando a partir de biomassa, e onde 25% da eletricidade vem de geradores eólicos. Infelizmente, seu país

procuram quando ele dá palestras ou visita outros países. Também esteve no noticiário quando apoiou a candidatura de sua esposa contra Barack Obama. Nessa época, houve quem dissesse que ele parecia enciumado e que seus conselhos, apesar de bons, demonstraram uma competitividade agressiva e compulsiva, que nem sempre ajudaram Hillary. Também curiosamente, ela é bem pouco citada no livro. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA


DIà RIO DO COMÉRCIO

A ida de Aloizio Mercadante para o MinistÊrio da Educação faz parte de uma nova estratÊgia da presidente Dilma Rousseff, que quer que ele revigore a pasta, lance programas e açþes nacionais e se converta num nome que poderå ser de uso do partido em futuras eleiçþes. E não estå muito preocupada com a saída de Fernando Haddad: isso atÊ que lhe resolve um problema. Caso não se eleja, poderå pensar em vôos menores para 2014. Jå Mercadante pode virar um nome forte para disputar o governo de São Paulo. 333

No horóscopo chinês, 2012 Ê o ano do Dragão. Para os nascidos nesse signo, não existe a palavra impossível. Quem Ê de Dragão tem uma constante comichão na sola dos pÊs e não consegue conviver com a rotina. Orgulho próprio acentuado, alto senso de responsabilidade, só que igualmente temperamental, capaz de atos temerårios. A presidente Dilma Rousseff Ê de Porco e os nascidos nesse signo em 2012, ano do Dragão, terão altos e baixos. Para transformaçþes favorecidas pelo período, serå necessårio desapegar-se de coisas antigas. Sucesso ou fracasso dependem de como agir. No amor, estarå muito exigente. Nascidos sob o signo do Porco são desconfiados, orgulhosos, exercem quase que naturalmente um domínio sobre as outras pessoas.

O porco e o dragĂŁo

333

Lição de casa Antes de partir para suas fÊrias na Bahia, a presidente Dilma Rousseff chamou ministros petistas e lhes pas-sou uma verdadeira lição de casa: atÊ dia 10 de janeiro, quando voltar, eles deverão fazer um relatório sobre seus ministÊrios, com dados sobre åreas e programas que estão funcionando como deveriam – e outras que não estão funcionando. Dilma quer trocar o segundo escalão dos ministÊrios petistas, incentivando mais nomes tÊcnicos e menos políticos. 333

333 A modelo Marcelle Bittar, 29 anos, quem diria, mudou visual, virou loura mais do que platinada (esquerda) e acaba de lançar um blog chamado AM Secret , com noticias sobre celebridades . Com ela, Alessandra Nahus, dono da rede de estúdios de beleza chamada A+ (por isso, as letras A e M), que resolveu (direita) escurecer seus cabelos. Marcelle tem um centro estÊtico terapêutico em São Paulo, Vittah e no blog, estarão reunidos paparazzi e jornalistas, atualizando gossips de Nova York e Los Angeles.

Trocando as bolas

As curvas de Niemeyer 333 “NĂŁo ĂŠ o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexĂ­vel criada pelo homem. O que me atrai ĂŠ a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu paĂ­s, na mulher preferida, nas nuvens do cĂŠu, nas ondas do mar. De curvas ĂŠ feito todo o universo. O universo curvo de Einsteinâ€?. Esse poema de Oscar Niemeyer, 104 anos, inspirou seu neto Carlos Eduardo a produzir o livro Curvas , com mulheres famosas encarnando as curvas sonhadas – e sem cachĂŞ. Entre outras (e vestidas), Gloria Maria, Luana Piovani, LetĂ­cia Spiller, Deborah Secco. AngĂŠlica e muitas mais.

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VerĂŁo: aba curta.

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Roberto Carlos estå circulando pelas ruas do Rio a bordo de borracha nova – e cara. Acaba de comprar um Audi A8 vermelho. É um turbinado conversível que custa em mÊdia, sem blindagem, perto de R$ 1 milhão.

333

333 QUE NINGUÉM imagine que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal sejam contra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, agora ameaçada de sofrer atÊ uma investigação. No primeiro dia que surgiu a ofensiva, três ministros da Alta Corte trataram de lhe telefonar, prestando total solidariedade e atÊ mesmo entre as festas de Natal outros dois tiveram a mesma atitude.

Solução

CALHAMBEQUE

MISTURA FINA

333 HORAS antes do Natal, o Banco Central, num de seus relatĂłrios trimestrais, previa de modo oficial que o Brasil deve crescer 3,5% em 2012. JĂĄ Dilma Rousseff bateu o bumbo em cima de um PIB 5% maior no ano que vem. E o ministro Guido Mantega, da Fazenda, preferiu ficar no meio-campo; cravou 4% em 2012.

Dores guardadas 333 O fotógrafo oficial de Lula, Ricardo Stuckert, que agora Ê pago pelo Instituto de Cidadania e que jå lançou três livros com fotos exclusivas do expresidente, estå preparando mais um – e com total aprovação do fotografado. Terå apenas fotos envolvendo o período em que Lula estå batalhando contra seu tumor, desde os primeiros momentos depois de receber a noticia, o início do tratamento quimioterapico e por aí vai. Nos últimos dias, Ricardo tem registrado flagrantes de intimidade absoluta: Ê quando Lula sente dores (fortes), por conta da radioterapia.

333 São dados do Pew Research Center: o número mundial de cristãos (católicos, protestantes e evangÊlicos) alcançou 2,18 bilhþes em 2010. Como proporção da população mundial, passaram de 32% em 1910 para 35% em 2010. Entre os cristãos, os católicos são 50,1%, protestantes e evangÊlicos 36,7%, os ortodoxos, 11,9% e outros, 1,3%. Jå mulçumanos são estimados em 25% da população mundial. Individualmente, católicos são 16%, protestantes e evangÊlicos, 11,7% e ortodoxos, 3,8%. A população mundial em 2010 era de 6,9 bilhþes.

OUT

VerĂŁo: chapelĂŁo.

De trilhos e unhas No aniversĂĄrio de Dilma Rousseff, Fabiana Karla, a Dilmaquinista de Zorra Total, enviou flores para a Chefe do Governo, em BrasĂ­lia. Dois dias depois, recebeu uma carta escrita pela prĂłpria presidente, agradecendo e desejando Boas Festas. E numa referĂŞncia Ă Dilmaquinista, uma garantia: “No que depender de mim, o paĂ­s continuarĂĄ nos trilhosâ€?. A propĂłsito de Fabiana: ela estĂĄ vivendo uma verdadeira mania de unhas, esmaltes e cores. Por isso, estĂĄ abrindo um nail bar no Recife, sua terra natal. “As mulheres irĂŁo lĂĄ beber, fazer as unhas, fofocar, falar mal dos homens e morrer de rirâ€?. 333

SE DILMA Rousseff resolver deixar SÊrgio Gabrielli mais tempo na presidência da Petrobras, atendendo a pedido de Lula, Maria das Graças Foster, diretora da Gås e Energia da estatal e favorita da presidente para o cargo, pode ser indicada para a diretoria-geral da Agência Nacional de Petróleo. Se a jogada der certo, Dilma passa a ter controle total sobre o setor. 333

ATÉ a segunda quinzena de janeiro, o ministro Fernando Pimentel pode respirar mais aliviado. A Comissão de Ética da Presidência da República, comandada pelo ex-ministro do Supremo, Sepúlveda Pertence, só deverå se reunir depois do dia 15. Pimentel terå de explicar a historia de sua consultoria para a Comissão, que em sua última reunião de 2011 recomendou a demissão de Carlos Lupi.

PLANO B

As tops plus size

MUNDO DE FÉ

Se, de um lado, favelas pacificadas do Rio – e entre elas, Rocinha, a mais recente – livramse dos traficantes e ganham aspectos mais parecidos com o resto da cidade, ganham problemas que os moradores de fora das favelas jå enfrentam. Um deles Ê assalto: pode ser em casas, estabelecimentos comerciais e hå quem aposte que não demorarå para moradores serem assaltados nas ruas (os traficantes impediam esse tipo de crime). Em São Paulo, na colossal favela de Heliópolis, que não tem o mesmo quadro de traficantes, assaltos jå fazem parte do cotidiano. 333

Nos dias 11 e 12 de fevereiro, 40 modelos brasileiras GG estarão participando do Fashion Weekend Plus Size Inverno 2012, no Centro de Convençþes Frei Caneca, em São Paulo, com patrocínio do Shopping Frei Caneca e participação de 20 grifes (desfile de lançamentos e salão de negócios). Com peles fakes, meias arrastão, rendas, hot pants, corselets, casacos e tudo mais, cinco tops plus size posaram para uma première do evento de moda, com algumas criaçþes e atÊ neve. Na primeira foto, da esquerda para a direita. Tainå Fuzaro, Mårcia Saad, GÊssica Carneiro, e sentadas, Silvia Neves e ClÊo Fernandes; ao centro, GÊssica e Mårcia; e direita, Tainå, 21 anos, que promete ser a grande sensação. 333

Pior a emenda

Fotos: Hilton Costa

O senador Blairo Maggi (PR-MT) ficou conhecido mundialmente como o rei da soja, atÊ perder o posto para seu primo Eraí Maggi. Agora, Blairo virou o maior produtor de borracha do Brasil – e provavelmente, no planeta. Começou comprando um seringal de mil hectares do Banco Noroeste, hå dez anos e agora, comprou mais 10 mil hectares que a Michelin usava nesse negócio. Queria substituir as årvores por soja, só que o låtex ficou mais rentåvel que o grão. E ele entrou na contramão: estå convertendo lavouras de soja em seringais. 333

DILMA ROUSSEFF // no jantar de final de ano a líderes da base aliada, sobre o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

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vamos viajar.

Rei da borracha

k Ele agora fica ligando toda hora para saber se eu e o Temer nĂŁo

Dilma acha que ele darĂĄ certo no lugar de Haddad e, quase que naturalmente, poderĂĄ disputar o governo paulista.

gibaum@gibaum.com.br

3 MAIS:

Mercadante jå escolhe assessores para o MinistÊrio da Educação e pode se transformar em nova arma para 2014.

GibaUm

3 Aloizio

sĂĄbado, domingo e segunda-feira, 24, 25 e 26 de dezembro de 2011

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

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O ATOR Ashton Kutcher, o Walden Smith da sÊrie Two and a Half Man, volta ao Brasil para a SP Fashion Week (de 19 a 24 de Janeiro), sem Demi Moore, de quem se separou – e não vai pisar na passarela. Como tem contrato com a Colcci (R$ 1,5 milhão assinado no ano passado), assistirå o desfile da marca na primeira fila, posarå para fotos da campanha e ao lado da modelo Alessandra Ambrósio.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 24, 25 e 26 de dezembro de 2011

5 CAIXA PRETA Decisão do presidente do STF assegura aos ministros da Corte distância das averiguações que vinham sendo feitas pelo Conselho Nacional de Justiça

Rodrigues Pozzebom/ABr

olítica

O Mensalão envolveu uma sofisticada organização criminosa para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta.... Trecho do relatório (sobre o mensalão) do ministro do STF, Joaquim Barbosa. Seria importante a postura do Senado a favor do Conselho Nacional de Justiça, que tem por objetivo estabelecer uma fiscalização mais atenta, rigorosa, presente em relação às ações que ocorrem no Judiciário e que o desgastam. Álvaro Dias (PR), líder do PSDB

Wilson Dias/ABr

O que está realmente em jogo é a sobrevivência do CNJ. Esse é o verdadeiro ovo da serpente. Ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), sobre esvaziamento do órgão por liminar do STF (Supremo Tribunal Federal).

Antonio Cruz/ABr

A análise da PEC contribuiria para recuperar o CNJ e demonstrar que nenhum poder está livre de fiscalização. Senadora Ana Amélia (PP-RS) sobre decisão de Marco Aurélio Mello, ministro do STF, que limita ação do CNJ.

Wilson Dias/ABr - 25.11.11

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presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, negou no fim de semana o pedido feito pela AGU (Advocacia-Geral da União) para que fosse suspensa decisão liminar que restringe o poder de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Na segunda-feira passada, último dia do ano judiciário, o ministro do STF Marco Aurélio Mello concedeu uma liminar para impedir que o conselho investigue juízes antes que os tribunais onde eles atuam analisem sua conduta – o que, na prática, suspendeu todas as apurações abertas por iniciativa do CNJ. A decisão deve ser levada a plenário na primeira sessão do ano que vem, no início de fevereiro, para que seus colegas avaliem o tema. No seu pedido, a AGU argumentou que o ministro violou o regimento interno do STF e tomou a sua decisão já durante o recesso judiciário. "O dispositivo destaca que é atribuição do presidente do STF decidir questões urgentes nos períodos de recesso ou de férias", diz nota da AGU. Anteontem, Peluso negou o pedido e o encaminhou para que Marco Aurélio dê informações sobre o caso. Na segunda-feira, o ministro Ricardo Lewandowski também suspendeu apuração

Nada feito: presidente do Supremo nega suspensão de decisão liminar pedida pela AGU.

sobre a folha de pagamento de servidores do Judiciário em 22 tribunais. O CNJ averiguava movimentações financeiras atípicas. As decisões criaram uma crise que abalou a cúpula do Judiciário e trouxe novamente à tona a discussão sobre a transparência da Justiça brasileira. As liminares atenderam a pedidos feitos por três associações de juízes. Elas afirmam que o CNJ atuava de forma inconstitucional. As mesmas associações entraram durante a semana com um pedido para que Procura-

doria-Geral da República investigue a corregedora do CNJ, Eliana Calmon. Divisor de águas – A crise do Judiciário brasileiro, escancarada na semana passada pela liminar do ministro Lewandowski, que paralisou as investigações da Corregedoria Nacional de Justiça, já é reconhecida nos bastidores desse Poder como uma das maiores da história, pelos efeitos que terá na vida do Supremo Tribunal Federal (STF). Estudiosos veem nela, também, um divisor de águas. Ela expõe a magistratura, daqui para a frente,

ao risco de consolidar a imagem de instituição avessa à transparência e defensora de privilégios. Ministros do STF dizem não se lembrar de uma situação tão grave desde a instalação da CPI do Judiciário, em 1999 – e agora suspeitas pairam sobre integrantes do Supremo. Na outra ponta do cabo de guerra, Eliana Calmon, a corregedora nacional de Justiça, resume: "Meu trabalho é importante porque estou certa de que é a partir da transparência que vamos ser mais respeitados pelo povo". (Agências)

Estudo econômico após plebiscito mostra que o Pará remanescente ficaria com 55,6% do PIB regional Tarso Sarraf/AE - 11.12.11

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Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou esta semana uma análise sobre os desdobramentos possíveis a partir da divisão do Pará e a criação dos estados de Carajás e Tapajós – rejeitada pela população paraense em plebiscito no último dia 11. Com um PIB (Produto Interno Bruto, a soma dos bens produzidos por um governo em um determinado período) estadual de R$ 32 bilhões (valor de 2008), o Pará remanescente seria responsável por 55,6% do produto total da região. Carajás teria PIB de R$ 19,5 bilhões e Tapajós, de R$ 6,4 bilhões. O potencial estado do Tapajós gastaria com o seu governo estadual a proporção de 45% de seu PIB. Isso não quer dizer que esta proporção do PIB do estado seria alocada para financiar as despesas estaduais, mas que a máquina estadual

As Associações entendem que a quebra do sigilo de dados de apenas um cidadão brasileiro, sem autorização judicial, já constitui violação ao texto constitucional. Nota conjunta assinada pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e pela Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas) contra atuação do CNJ. O governo abriu as burras e quando se abrem as burras, o tempo urge. Senador Demóstenes Torres (GO), líder do DEM, criticando o tempo recorde de votação da proposta de emenda constitucional que prorroga a DRU até 2015.

Nas urnas, paraenses disseram não à divisão do estado. A criação de Tapajós e Carajás foi rejeitada por 66,08% e 66,60% dos eleitores, respectivamente.

consumiria valor equivalente a 45% da produção local. Segundo o levantamento, o estado de Carajás teria situação melhor, mas "ainda estaria longe de ser confortável", e gastaria o equivalente a 24% do seu PIB com o governo estadual – bem menos que a proporção do Tapajós, mas maior que a média nacional (12,5%) e

que a média do Pará (16%). O Ipea destaca que estes gastos só dizem respeito ao funcionamento regular dos governos estaduais. Não computam gastos necessários à construção da infraestrutura para seu funcionamento. Em termos per capita, Carajás seria o estado mais rico dentre os três, com cada habitante

dessa região fazendo jus a R$ 13,6 mil de PIB per capita. Seria seguido pelo Pará, com PIB per capita de R$ 6.900, e por Tapajós, com R$ 5.500. Entenda – A população do Pará foi às urnas no último dia 11 e rejeitou a divisão do estado. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a criação dos estados de Tapajós e Carajás foi rejeitada por 66,08% e 66,60% dos eleitores, respectivamente. O Ipea conclui que, se a divisão fosse aprovada, seriam necessários mais 6 senadores e 29 deputados federais (8 em cada novo estado e 13 no Pará remanescente) contra os 17 atuais. (Folhapress)

Luiza Sigulem/Folhapress

Em férias, Dilma vai para a Bahia

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Sou a presidenta de todos os brasileiros, mas também dos pobres. Presidente Dilma Rousseff, na celebração do Natal com catadores de materiais recicláveis, em São Paulo.

Renata Araujo/ABr

Lia de Paula/ABr

Com a decisão, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) permanecem livres de qualquer fiscalização.

Tapajós custaria 45% de seu PIB, diz Ipea

A investigação deve ser uma prerrogativa do CNJ. Ele está ali para regulamentar as ações do Judiciário. O nível e a forma como isso se deve dar, no entanto, talvez precise ainda de um regulamento específico. Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara.

Não se pode permitir que os juízes e membros do MP fiquem mendigando por um direito constitucional. Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB.

Peluso mantém limitação ao poder do CNJ

presidente Dilma Rousseff viaja hoje para um período de descanso. Ela ficará na Base da Marinha de Aratu, na região metropolitana de Salvador, acompanhada de sua família. Ainda não há previsão de até quando a presidente permanecerá na Bahia. Há uma estimativa de que possa voltar a Brasília na primeira semana de janeiro, entre os dias 4 ou 5. Seu período de férias vai até 10 de janeiro. Na volta, Dilma deverá cuidar de ajustes em seu ministério – que terá alterações devido à saída, ainda em janeiro, de ministros que concorrerão às eleições municipais marcadas para outubro.

A presidente passou o Natal no Palácio da Alvorada reunida com a família e mandou decorar a residência oficial com motivos natalinos para receber a filha, Paula, e o neto Gabriel, além da mãe, Dilma Jane. Mesmo afastada, ela se mantém absolutamente ligada aos acontecimentos – e aos passos dos ministros, de quem cobra informes permanentes. Segundo assessores, Dilma lê jornais com avidez e segue de perto os fatos por meio de seu tablet, do qual não desgruda. Além da clipagem dos jornais nacionais, a revista inglesa The Economist e o jornal francês Le Monde estão entre suas leituras constantes. (Folhapress)

Luto: secretário se despede do pai ao lado de amigos.

Adeus a Giannandrea

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governador Geraldo Alckmin e o ex-governador, José Serra, levaram ontem conforto ao secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Andrea Matarazzo, pela morte de seu pai, Giannandrea Matara-

zzo, ocorrida no sábado, no hospital Albert Einstein. Giannandreia, que presidiu a Sociedade Civil Colégio Dante Alighieri entre 1996 e 1999, foi enterrado no Cemitério da Consolação.


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sábado, domingo e segunda-feira, 24, 25 e 26 de dezembro de 2011

Se o preço de encurtar o caminho é fazer mil e duas concessões, eu prefiro o caminho longo. Soninha Francine, candidata à Prefeitura pelo PPS

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Soninha se apresenta contra as 'burrices' Aspirante à Prefeitura pelo PPS, a jornalista se propõe a trabalhar contra o que considera asneiras no sistema de gestão da cidade, para melhorar a vida das pessoas Pablo de Souza/LUZ - 03.09.09

Mário Tonocchi

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andidata à prefeitura de São Paulo em 2012 pelo Partido Popular Socialista (PPS), a jornalista Soninha Francine propõe mudanças radicais na gestão da administração municipal da capital paulista. Quer eliminar "as burrices" no sistema de saúde, por exemplo. Em entrevista ao Diário do Comércio, a candidata – hoje responsável pela Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco) do governo do estado –, entra na disputa pela chefia do executivo paulistano pela segunda vez. Em 2008, registrou 266.978 votos (4,19% dos válidos) e terminou em quinto lugar. No ano passado, Soninha foi lançada como pré-candidata ao cargo de governador de São Paulo, mas o partido acabou apoiando a candidatura de Geraldo Alckmin, do PSDB, e Soninha disputou uma vaga ao Senado, sem sucesso. Ainda em 2010, também coordenou a campanha virtual de José Serra à Presidência da República. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Diário do Comércio – Quais são suas propostas para o trânsito de São Paulo? Soninha Francine – O básico é priorizar o coletivo em relação ao individual motorizado. Agora, enquanto para muita gente isso se traduz em mais metrô, eu tenho certeza de que a gente precisa melhorar muito o transporte por ônibus. Não só porque é atribuição direta da prefeitura, mas porque o ônibus tem uma capacidade enorme de transporte de passageiros. O problema é que ele é muito mal distribuído. Você

tem sobrecarga em muitos lugares e linhas ociosas com ônibus vazios em outros. DC – A gestão... Soninha – Tem um problema de gestão de linhas de ônibus que é muito sério. Com os corredores que temos, com a estrutura que já temos, só com melhoria na gestão já é possível melhorar muito a qualidade do sistema, com mais informação para as pessoas e pontos mais confortáveis. Algumas linhas foram ficando obsoletas com o passar do tempo e acabaram ficando superpostas. Elas podem ser melhor distribuídas. Outro ponto que é tão importante e está diretamente relacionado com esse é o uso do solo. A distribuição de moradia versus a atividade econômica na cidade. Precisamos aproveitar melhor a infraestrutura urbana já instalada para que mais gente more nesses locais. Nos últimos anos, os lugares onde temos menos atividade econômica foram os que mais incharam, como o extremo noroeste, o extremo leste e o extremo sul. Se não resolvermos esse desequilíbrio, não vai ter ônibus, metrô, trem urbano ou via expressa que dê conta de tamanho êxodo, com milhões de pessoas se deslocando no mesmo horário e sentido. DC – É a busca de mais qualidade de vida... S o n i nh a – Mobilidade e equilíbrio na moradia e atividade econômica interferem diretamente na vida das pessoas de todas as maneiras. Quanto tempo elas têm para dormir, para ficar em casa com a família, para o lazer ou atividade física. A solução começa ao compreendermos por que as pessoas se deslocam, para diminuir essas distâncias.

Confiança: candidata lembra que já tem referenciais.

sobrecarga versus a falta de médicos e equipamentos. Tem burrices no sistema. Novamente, uma questão de gestão. Tem alguns lugares onde a demanda fica represada, porque é mal administrada. DC – Por exemplo? Son inha – Para você ter uma consulta com um especialista, é preciso passar primeiro por um clínico geral. Isso é absolutamente dispensável. Até porque o clínico vai ouvir sua queixa e falar "é caso para um especialista". A pessoa espera três meses para passar no clínico, fica cinco minutos no consultório e espera dois meses para ser atendido pelo especialista. Tem coisas que podem ser melhoradas na logística do sistema por mais qualidade de vida.

Já conhecem a Soninha, aquela da bicicleta, da TV Cultura, da maconha... com referências negativas, inclusive.

DC – O que mais a incomoda na cidade? Soninha – A saúde é sempre um incômodo, mas tudo está integrado. O transporte coletivo também está ligado a isso.

Estamos em uma época especialmente propícia a surpresas, e eu gostaria de ser uma surpresa.

Para uma vida mais saudável, diminuir a distância entre a casa e o trabalho jê é um grande passo. Mas para as doenças mesmo, o atendimento em saúde não tem só gargalos ou a

DC – O PPS é pequeno... Você acha que vai até onde? Soninha – Eu quero ir para o segundo turno. Até porque os partidos grandes, nossos rivais de maior porte, estão em um momento especial de desorganização interna. Não tenho como adversários os velhos nomes de sempre, que já disputaram eleições e tiveram milhões de votos. Estamos em uma época especialmente propícia a surpresas, e gostaria de ser uma surpresa. DC – Os recursos do partido são suficientes para a campanha? Soninha – Olha, ainda bem que eu preciso de pouco dinheiro, graças a Deus. Eu não faço a menor questão de ter um programa eleitoral gravado na melhor produtora com iluminação cinematográfica e diretor badalado. Para minha campanha, que também tem muita mídia espontânea, não preciso de tanto dinheiro quanto meus adversários.

DC – Todo candidato tem um público especial. Seu público especial ainda é o jovem? Soninha – Nisso, eu já saio com vantagem. Não vou fazer nenhum esforço para me dirigir aos jovens, até porque é bobagem segmentar discurso em eleição majoritária. Mas tenho essa vantagem, porque eles já me conhecem. Já me viram falando de meio ambiente, de sexualidade, drogas, cultura, esporte, enquanto outra parte do eleitorado precisa de apresentação. Conhecem a Soninha, aquela da bicicleta, da TV Cultura, da maconha... com referências negativas, inclusive. DC – Por que você acha que é uma boa opção ? Soninha – Primeiro, minha experiência no Legislativo. Foi muito intensa minha passagem pela Câmara. Eu exerci meu mandato com o máximo interesse e curiosidade. Tive uma experiência de executivo que também é uma pós-graduação em dificuldades, que é ser subprefeito. Não é mais difícil que ser prefeito, porque você tem os mesmos problemas e nem um centésimo das possibilidades de resolvê-los. DC – O que você vai dizer, mostrar, em sua campanha? Son inha – Mostrar que a gente tem uma visão diferente das coisas. Não é um discurso, s i m p l e s m e n t e . É u m a d emonstração de que é possível ser diferente. Essa experiência já tive em 1998. Comecei de traço nas pesquisas e acabei com quatro e meio. DC – Você tem um caminho pela frente... Soninha – Claro, e um caminho longo, mas tudo bem. Se o preço de encurtar o caminho é fazer mil e duas concessões, eu prefiro o caminho longo.

Corrupção, crise, saúde em baixa. É o Brasil que se vê nas cartas A psicóloga e astróloga Denise Fernandes Silva prevê que a crise europeia desembarcará aqui e a corrupção continuará em alta. A saída? Construir, plantar e crer. Leandro Moraes/LUZ

Denise Fernandes Silva é psicóloga formada pela USP, com especialização em Psicossomática pelo FACIS-IBEH. Atua na área clínica e empresarial – consultas pessoais e estudos por escrito. Trabalha e estuda astrologia e tarô há 24 anos. Alguns de seus textos estão no seguinte endereço: w w w . l u a e m l ibra.com.br e www.anim a de n i se. com . b r. É dela o texto abaixo. Quem joga tarô e consulta as cartas sabe que nelas aparecem tendências que nos levam a profundas reflexões. Jogar tarô para o Brasil já me deixou deprimida, porque a morte das esperanças é deprimente mesmo. Antes dos escândalos de corrupção que surgiram nos últimos anos, a carta da Lua estava presente nos jogos do Brasil e no último jogo que fiz agora em novembro buscando as perspectivas para 2012, e ela está mais forte. Jogo como se fosse uma mandala astrológica, de forma que cada carta aparece numa casa com um significado fixo. A Lua apareceu na 9ª casa, mostrando a confusão política e pessimismo em que nos encontramos, junto com a Torre na 12ª casa e o Diabo na 10ª casa. Bom, quem está pobre, está ferrado; quem está numa ruim, vai ficar numa pior; quem está na rua, não vai ga-

Será um ano bom para a educação no País, para o desenvolvimento literário, artístico e cultural. E também para a agricultura no Brasil . nhar casa e ainda pode ganhar supetão. Quem está doente pode se ver sem ajuda, e quem está bem de saúde pode ficar doente nesse ano. O Julgamento na casa 6 e a Torre na casa 12 indicam um péssimo ano para a saúde do País. Provavelmente vamos descobrir que nem aquilo que achávamos que funcionava, funciona muito bem. E podem surgir questões externas: vírus, bactérias e mosquitos, que também são filhos de Deus e estão no mesmo planeta que nós. Por mais que a presidente Dilma trabalhe, e ela tende a trabalhar bem, os problemas vão chover e ela corre o risco de ficar bastante sozinha, sem apoio político. A crise econômica mundial atingirá o Brasil em 2012, mas deverá representar apenas uma das catástrofes que tendem a se abater sobre o País. Mesmo assim o Brasil tende a melhorar na área econômica, aumentando seus ganhos (a carta do Papa na casa 2, dos ganhos). Mas, muito provavel-

Provavelmente pela corrupção, o Brasil tende a terminar 2012 mais endividado e talvez em uma situação material mais difícil que em 2011.

Denise: "Dilma trabalha bem, mas corre o risco de ficar sozinha".

mente pela corrupção que a Lua indica que está acontecendo e pelas dificuldades estruturais que tendem a existir para a maioria (indicadas pela carta do Enforcado na 8ª casa e pela carta da Torre na 12ª casa), o Brasil tende a terminar o ano de 2012 mais endividado e

possivelmente numa situação material mais difícil em termos de perspectivas e de situação estrutural. Os movimentos sociais tendem a progredir no País, com tendências diferentes, mas incapazes de conseguir ganhos através de suas reivindicações. Pode ser um

ano de retrocesso político. Tem um lado que o tarô dá um alívio estranho, pois dá para perceber pelas cartas que oscorruptos vão se ferrar. Mas não aparece a corrupção tendo um fim e que uma hora ou outra os corruptos serão punidos, pois a corrupção se alimenta da lenda que os corruptos não se ferram, o que serve para aliciar mais corruptos. É um ano bom para a educação no País, para o desenvolvimento literário, artístico e cultural (o Imperador na casa 3 do Brasil) e para a agricultura dentro do Brasil (a Imperatriz está na casa 4 do País). É um ano em que o Brasil precisa tomar uma decisão sobre si mesmo. Recentemente, tive um sonho engraçado e, em parte desse meu sonho, eu ia mostrar a pobreza a Deus na favela. No sonho, eu andava dentro da favela e ia mostrando para Ele: olha, olha Deus a pobreza ali. Talvez a decisão do Brasil sobre quem ele é diga respeito a também quem ele quer ser, o que o País anda con-

versando com seu Deus. As cartas mostram que o querer pode nos salvar. Não essa vontade torpe, revoltada e sem amor. Mas o querer força bruta e de resistência, o querer que nos faz amar cada pedra, cada semblante, cada centímetros de toda essa realidade. E nesse amor construir um País bonito. A boa sorte do País está em construir, plantar e assumir uma postura mais construtiva, com a carta da Estrela sintetizando o presente do País. Segundo o tarô, as eleições municipais não estão definidas ainda. Não está escrito ainda no livro do destino quem vai ganhar as eleições ou como elas serão. E essa indefinição aparece como positiva. O campo está aberto para negociações, associações, envolvendo questões políticas, econômicas e de representatividade. Há chance de progresso e desenvolvimento nas relações. A carta que saiu indicando o processo é a carta do Carro, que indica que o futuro depende de nós, do uso correto da informação e da consciência. Para o processo de eleições municipais ser produtivo é necessário muito diálogo entre diversos setores, reflexão e uso correto das informações. É o momento de pensar, refletir, dirigir o carro da política de forma inteligente. É um momento de insegurança para toda a classe política. Segundo o tarô, não tem político que está com a "eleição ganha" nesse próximo ano.


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PEDIDO DO PAPA: PAZ! SALAAM, SHALOM! A Nigéria não entrou a tempo no discurso de Bento 16, mas logo depois virou tema principal do Vaticano. "Estamos próximos do sofrimento da igreja nigeriana", disse um porta-voz do Vaticano.

nternacional Afolabi Sotunde/Reuters

'Presente' de Natal na Nigéria: 5 bombas.

Sunday Aghaeze/AFP

O grupo islâmico Boko Haram assumiu a responsabilidade pelas bombas que explodiram ontem, dia de Natal, em igrejas na Nigéria, uma das quais matou ao menos 27 pessoas em um subúrbio da capital, Abuja. Já foram confirmadas 39 mortes, no total. O grupo Boko Haram, que tem como objetivo impor a lei islâmica, a Sharia, em toda a Nigéria – onde a população é dividida de forma relativamente igual entre cristãos e muçulmanos – aprimorou a sofisticação de seus explosivos. A Igreja Católica de Santa Teresa, em Madala, cidade satélite de Abuja, localizada cerca de 40 quilômetros do centro da capital, estava lotada quando uma forte bomba explodiu durante uma missa de Natal. "Estava na igreja com minha família quando ouvimos a explosão. Nós simplesmente corremos para fora", disse Timothy Onyekwere à Reuters. "Agora não sabemos onde estão meus filhos e minha esposa. Não sei quantos morreram, mas

havia muitos mortos." O Boko Haram – que em hauçá, idioma do norte da Nigéria, significa "Educação ocidental é pecado" – é vagamente inspirado no movimento do Taliban, no Afeganistão. A seita foi culpada por uma dúzia de explosões e tiroteios no norte do país, e assumiu responsabilidade por dois ataques a bomba em Abuja, neste ano. "O atentado contra a igreja na Nigéria, precisamente no dia de Natal, manifesta infelizmente mais uma vez um ódio cego e absurdo que não tem nenhum respeito pela vida humana", disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Segundo grupos defensores dos direitos humanos, ao menos 250 pessoas já foram mortas pelo Boko Haram desde julho de 2010. Horas depois da primeira bomba, explosões foram registradas na Montanha de Fogo e na Igreja dos Milagres, em Jos, cidade de mistura étnica e religiosa na região central da Nigéria, e em uma igreja em Gadaka, cidade localizada no norte. A polícia encontrou outros dois explosivos em Jos, que os oficiais desativaram. Um homem também foi preso em ligação ao incidente. Moradores de Damaturu, no nordeste do país, também informaram duas outras explosões. O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, um cristão do sul do país que está com dificuldades para conter a ameaça da militância Afolabi Sotunde/Reuters islâmica, disse que a série de incidentes era "lamentável", mas que o Boko Haram "não estaria (lá) para sempre. Terminará um dia." (Agências) AFP Photo

Qual foi o presente que o pequeno ditador pediu neste Natal?

Passado que condena

Ibrahim Al-Omari/AFP

Sudão: líder rebelde está morto. As forças armadas do Sudão mataram Khalil Ibrahim, líder do mais poderoso g r u p o re b e l d e d e Darfur, disse ontem a mídia estatal, em um severo golpe para os insurgentes da remota região ocidental em sua guerra de quase uma década com Cartum. Um porta-voz das forças armadas disse que os soldados do governo mataram Ibrahim quando ele tentava cruzar a fronteira para o Sudão do Sul, que se separou em julho sob um acordo de paz de 2005. (Reuters)

Filippo Monteforte/AFP Photo

Alguns analistas podem brincar que a charge acima expressa o desejo natalino de Kim Jong-un. Gozações à parte, o fato é que o herdeiro terá no poder a sombra de seu tio, Jang Song-thaek, cunhado de Kim Jong-il, que a TV estatal nortecoreana mostrou usando uniforme com a insignia de general, em um sinal de sua crescente influência depois da morte do líder da Coreia do Norte.

A Bolívia extraditou ontem o ex-militar Luis Enrique Baraldini, procurado por violações de direitos humanos na Argentina, afirmaram autoridades depois de anunciar sua prisão. Baraldini, ligado a crimes cometidos durante a "Guerra Suja" nas décadas de 1970 e 1980, "foi entregue às autoridades argentinas em Bermejo", na fronteira entre os dois países, de acordo com o ministro do interior boliviano, Wilfredo Chávez. Insiya Syed/Reuters

Egito liberta blogueiro Autoridades egípcias libertaram um proeminente blogueiro detido sob acusação de incitar a violência contra as forças armadas, disse ontem uma fonte da corte judicial, acrescentando que o caso ainda está sendo investigado. Na saída da prisão, foi recepcionado por sua mulher, Manal Hassan, e carregou o filho no colo (foto). Os promotores militares prenderam Alaa Abd El Fattah em outubro depois dos conflitos fatias entre as forças armadas e manifestantes na região central do Cairo. A prisão revoltou ativistas que viram a medida como parte de um conflito maior. Abd El Fattah será liberado ainda com pendências na investigação de seu caso, apontou a corte (Reuters).

Um brilho na multidão Entre as dezenas de milhares de pessoas reunidas ontem em Karachi, no sul do Paquistão, para o comício político do ex-jogador de críquete, Imran Khan, destacava-se a bela militante Fatima (foto).


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URBANIZAÇÃO PAULISTANA Engenheiro Waldomiro Zarzur contribuiu para o desenvolvimento paulistano. Foi ele que projetou o edifício mais alto do País, o Palácio W.Zarzur, com 170 metros de altura e 51 andares, no Centro.

idades

A história de São Paulo, vista das alturas Engenheiro que projetou o edifício mais alto do País, o Palácio W. Zarzur, no Anhangabaú, lembra o processo de verticalização que transformou a capital paulista Fotos: Patricia Cruz/Luz

Valdir Sanches

Mostra traça panorama do crescimento da cidade

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o alto de sua maior obra... esta forma de se abrir uma reportagem é um lugar-comum a ser evitado, a não ser que se esteja falando de Waldomiro Zarzur. No caso dele, o alto é o topo do maior edifício do País, o Palácio W. Zarzur, com 170 metros de altura e 51 andares, na Avenida Prestes Maia, no Centro. Foi em sua sala, no 44º andar, de cujas janelas descortina-se todo o Parque do Anhangabaú, que o engenheiro de 90 anos, 70 de atividade, recebeu o Diário do Comércio. O que ele nos diz? “Antes de nós, São Paulo era uma cidade horizontal, não se via torre. Tinha o Martinelli (Edifício Martinelli) e um outro edifício na Sé. Começamos a fazer torres, e aí o pessoal acompanhou. Nós fizemos, ajudando São Paulo a tornar-se uma metrópole, mais ou menos 300 torres, quase todas com trinta andares.” Nos anos de 1950, construiu o Edifício Racy, de linhas sinuosas, no estilo do Copan, que Oscar Niemeyer estava erguendo na mesma época. Foi seu único edifício nesse estilo. A experiência trouxe-lhe uma revelação. “O Niemeyer tem razão. A curva é mais bonita do que a reta.” Mas todos os seus prédios foram “na reta”. “O que o mercado pedia, nós fazíamos. E nossas novidades, nossos prédios, eram rapidamente absorvidos.” Por que sempre edifícios altos, torres? “As pessoas querem morar no alto.” Finalmente, por que fez o edifício mais alto do País? “Não tive a intenção de construir o mais alto, mas sempre procurei fazer nossas torres até o máximo. E no caso aqui do palácio, nós conseguimos uma aprovação do prefeito da época, Adhemar de Barros, que nos autorizou a ultrapassar o limite que existia. Tínhamos o limite de 80 metros de altura e fizemos o palácio com 170 metros.” Aço – Por que as restrições? “Naquela época o uso do concreto estava limitado a até oito pavimentos. As estruturas mais altas, internacionais, eram metálicas, de aço. E nós aqui não tínhamos o mercado para nos fornecer esses perfis em aço. Como também o preço tornaria inviável o seu emprego.” Se o que restava era o concreto, foi com ele que subiram os 51 andares. A ousadia repercutiu no exterior. Uma comissão de técnicos italianos veio examinar se a torre era realmente uma estrutura de concreto. E como fora possível erguê-la. “Naquela época nós tínhamos feito o Edifício Mercúrio (na frente do Mercado Municipal), e mostramos a planta para eles.” O Mercúrio, com 24 andares, era fininho, tinha pouquíssima profundidade. “Os italianos disseram: ‘Vocês não podem construir esse prédio, é muito esbelto’. E eu disse: ‘Olha pela janela’. E mostrei o prédio lá, já construído.” Eles ficaram assombrados? “É, porque era em concreto. Expliquei que não tínhamos usina para fornecer perfil metálico.” Concorrentes – Quem anda pela cidade, e compara alturas, tem a impressão de que há dois edifícios mais altos do que o Palácio W. Zarzur. Um deles é o Circolo Italiano, conhecido como Edifício Itália, com 165 metros de altura e 46 andares, na Avenida São Luiz. O outro é o Edifício Altino Arantes, chamado de Prédio do Banespa, com 161 metros e quarenta andares, na Rua João Brícola. Na verdade, o Edifício Itália é o segundo mais alto e o Banespa, o terceiro. O mais alto é

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Processo de verticalização da cidade de São Paulo começou em meados do século 20. O primeiro arranha-céu foi o Edifício Martinelli, no Centro

Fiz o (edifício) Racy nas curvas do Oscar Niemeyer. Ele fez o prédio em curvas, então aproveitamos e fizemos a mesma coisa. WALDOMIRO ZARZUR, ENGENHEIRO

mesmo o de Zarzur, mas ele está num ponto baixo da cidade, à entrada do antigo Vale (hoje Parque) do Anhangabaú. Por que escolheu esse lugar? “Foi o terreno disponível que encontramos. O proprietário estava desanimado dele. Os donos originais eram uma família com 11 pessoas, era difícil de se entenderem. E nós então adquirimos a cota de cada um.” Batismo – A torre foi inaugurada em 1966, como Palácio Zarzur Kogan. Aron Kogan foi colega de Zarzur na Faculdade Mackenzie, e era seu sócio Morreu em 1960. Seu nome foi mantido no batismo do edifício, até ocorrerem duas grandes tragédias, com muitos mortos, na cidade. O incêndio do Edifício Andraus (1972) e o do Joelma (1974). Nada tinham a ver com a torre de Zarzur, mas ele concluiu que edifícios com nome de pessoas poderiam ter a sua imagem prejudicada. Assim, esses dois nomes – Zarzur e Kogan – foram trocados por Mirante do Vale. Em fevereiro de 2009, os condôminos resolveram fazer uma homenagem a Zarzur. Rebatizaram o prédio como Palácio W. Zarzur, o nome atual. O episódio do Racy, o edifício de linhas sinuosas, deu-se assim: “Fiz o Racy nas curvas do Oscar Niemeyer. Ele fez o prédio em curvas, então aproveitamos e fizemos a mesma coisa. Só que nosso era de apartamentos de dois ou três dormitórios. O do Niemeyer era quitinete.” Isso foi antes do Copan? “Foi ao mesmo tempo. Ele começou a subir, nós também subimos, só que nós fomos mais rápidos.” Projetado em 1951, o Copan foi concluído em 1966. O Racy, em 1955. Zarzur lembra episódios de vida como o do prédio que salvou, em Santa Cecília. “Eu estava passando, vi um prédio pronto, e o pessoal quebrando o andar de cima. (Reproduz o diálogo) - O que está acontecendo? - O prédio está caindo. - Vocês vão demolir o prédio? Mas como, demolir?

- Vamos demolir quatro andares. - Espera um pouco, espera um pouco. Eu tinha uma obra grande na São João, e lá havia muitas toras de eucalipto. Levei as toras, escorei o prédio e refiz a fundação, que tinha sido calculada errada. “Nós reforçamos as fundações e o prédio ficou perfeito. Como técnico, achei que podia dar uma mãozinha, estava todo mundo desesperado.” Mas Zarzur também teve problemas também com um prédio seu. “Nós salvamos um prédio nosso, que ficou pronto e começou a inclinar. A frente dele estava descendo. Então nós tiramos terra do subsolo, ele subiu um centímetro.” E o problema foi resolvido. Zarzur é filho de imigrantes sírio-libaneses chegados a São Paulo em 1910. Nasceu em 1921. No momento de decidir sua carreira, chegou a pensar em medicina. “Mas achei que ia me ocupar muito tempo, teria que ter a noite também à disposição.” Decidiu-se pela engenharia, que na verdade o atraía mais. O primeiro prédio que ele e Aron Kogan fizeram “não foi um edifício alto”, tinha doze pavimentos, na Rua Abolição, no Centro. Mas a primeira obra de Zarzur foram, na verdade, duas. Eram duas casas, encomendadas por um parente. “Eu ainda não estava formado, fazia o terceiro de engenharia. Encontrei um engenheiro amigo que deu nome, deu cobertura técnica, colocando o nome dele.” Casamento – Outra casa foi a do seu casamento. “Fiz a casa sem minha esposa saber. Só depois de pronta, levei para visitar, estava toda mobiliada. Eu falei: ‘Essa casa é sua’. Ela ficou feliz, aí vieram os filhos.” São quatro filhos (um faleceu) e 12 netos. Nos corredores do 44º andar pode-se encontrar com Ivan, 22 anos. Ele cursa engenharia civil na FAAP e estagia no escritório de Zarzur. “Quero continuar a obra do meu avô”, diz. Seu irmão, Otávio, já se formou na mesma profissão.

Waldomiro Zarzur, engenheiro, de 90 anos de idade e 70 de atividade

ara comemorar os 90 anos do homem que construiu o edifício mais alto do País, a mostra “Waldomiro Zarzur, 63 Anos Construindo São Paulo” mostra 31 fotos raras de suas obras. Trata-se de uma seleção das cinco mil que compõe o acervo pessoal do engenheiro. Gisele Zarzur Maluf, filha de Waldomiro, conta que essas fotos foram reunidas desde 1940. “Essa é uma mostra cultural para preservar a memória da cidade”, diz Gisele, uma das idealizadoras da exposição. “Meu pai teve uma grande presença no Centro, e em sua verticalização.” “Há muita história por trás dessas fotos”, informa. Uma delas é da estátua de Duque de Caxias, na Praça Princesa Isabel. O escultor Victor Brecheret (18941955) criou a estátua de Caxias em seu cavalo, de bronze, com 16 metros de altura. Em 1953, Zarzur foi chamado para construir o pedestal (24 metros de altura) e instalar Caxias a cavalo em cima. Ou seja, 40 toneladas de peças de bronze, a serem montadas. Demorou sete anos, mas, em 1960, o monumento pôde ser inaugurado. Na mostra estão fotos da obra mais marcante de Zarzur, em sua construção – o Edifício Mirante do Vale, hoje Palácio W. Zarzur. Gisele cita como seu preferido, entre os construídos por seu pai, o Edifício Racy, na Avenida São João. Tem formas arredondadas, como o Copan, de Oscar Niemeyer, e foi erguido na mesma época, anos 1950. A curadora da mostra, Maria Ruth Amaral de Sampaio, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo destaca que ali está uma seleção dos principais edifícios construídos por Zarzur. Diz que o engenheiro “não só é um dos grandes responsáveis pela verticalização de São Paulo, como também se distingue pelo seu papel inovador, popularizando novas formas de morar.” A mostra, organizada pela Galeria da Rua, faz um contraponto entre edifícios dos anos de 1950, 1960 e 1970 e a maquete do Edifício Brasil, que será erguido no bairro da Consolação. Este terá estilo contemporâneo, tendência dos nossos dias que sucedeu à arquitetura moderna. “Isso demonstra que meu pai não parou no tempo”, diz Gisele. (VS)

S ERVIÇO Waldomiro Zarzur, 63 Anos Construindo São Paulo. Rua Santo Antonio, 722, Bela Vista. Até 31/1/2012 (exceto véspera e dias de Natal e Ano Novo). Segunda a sexta-feira, das 8h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 8h às 23h. Entrada franca

Palácio W. Zarzur, com 170 metros de altura e 51 andares. Localizado na Avenida Prestes Maia, é o mais alto do País.

Edifício Racy, construído por Zarzur: famoso pelas linhas sinuosas


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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facesp

ATENÇÃO ESPECIAL Em 2012 as distritais receberão atenção especial. Algumas sessões plenárias poderão, inclusive, ser realizadas nestas unidades.

regionais

2012: hora de compartilhar informações

A nossa união se dá pelos valores que temos em comum, como a defesa da livre iniciativa

Luiz Prado/Luz

Rogério Amato, presidente da Facesp e da ACSP, diz que uma associação comercial deve servir de exemplo para outras: "é preciso aproveitar os casos de sucesso"

Arquivo/DC

André de Almeida

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empresário Rogér i o A m a t o a s s umiu a presidência da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) há nove meses. Nesta entrevista, Amato faz um balanço do trabalho desenvolvido pela Facesp neste ano e aponta as perspectivas para 2012. "Faremos um levantamento completo sobre as principais fontes de receitas das associações comerciais, para que uma possa servir de exemplo e compartilhar informações com as outras", afirmou. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

Diário do Comércio - Como o senhor avalia, de maneira geral, o trabalho realizado este ano pelas associações comerciais (ACs) filiadas à Facesp? Rogério Amato - Antes de tudo, eu prefiro me referir à Facesp como o movimento das ACs do Estado de São Paulo. Facesp é uma pessoa jurídica. Quando falamos em movimento, destacamos a importância de cada uma das entidades para a federação. Estamos começando a entender que precisamos nos organizar, já que a nossa união, que já possuímos, se dá pelos valores que temos em comum, como a defesa da livre iniciativa e da propriedade, entre outros. DC - E como foi este trabalho em 2011? RA - Este ano o movimento associativo fez um ótimo trabalho. Um bom exemplo pode ser tirado quando aconteceu a virada do trilhão do Impostômetro. Inúmeras ACs em todo o Estado promoveram,

simultaneamente, ações relacionadas ao assunto. Isso mostra a força que nós temos, da mesma forma que a nossa herança moral. DC - A Facesp, atualmente, conta com cerca de 420 ACs filiadas. Há planos de criação de novas entidades para 2012? RA - Uma associação nasce onde existe atividade econômica que possa sustentá-la. Dessa forma, não há planos de criação de novas ACs, mas sim um processo natural de elas se sustentarem onde houver crescimento e desenvolvimento. DC - E quanto às Regiões Administrativas (RAs)? Atualmente a Facesp conta com 20 RAs no Estado. Há planos de criar novas unidades por meio do desmembramento de algumas regiões? RA - Não existe um plano Arquivo/DC

Congresso da Facesp (acima) e a virada do trilhão no Impostômetro (e): participação maciça e atuante das ACs

para isso. No entanto, se houver necessidade, dependendo do caso, não vejo problemas. DC - Quais as expectativas da Facesp para 2012? RA - As ACs só existem se prestarem serviços aos seus associados. Em 2012 faremos

um levantamento completo sobre suas principais fontes de receitas, para que uma possa servir de exemplo e compartilhar informações com as outras. É preciso aproveitar os casos de sucesso. DC - Muitos desses casos,

inclusive, foram mostrados no Congresso da Facesp deste ano, realizado em Santos. O evento correspondeu a todas as expectativas? RA - Mais do que a minha análise, uma pesquisa realizada entre os participantes mostrou que o congresso obteve um alto

grau de satisfação em todos os aspectos. Sempre estamos em busca da melhoria permanente. DC - Já começou o planejamento para o congresso de 2012? RA - Sim. Já estamos pensando no próximo congresso e as melhorias que podemos implantar. Todas as nossas áreas contam com planejamento de um ano, tendo em vista a melhoria constante. DC - Ao longo de 2011 o senhor visitou praticamente todas as ACs filiadas à Facesp. Qual o saldo do trabalho? RA - Por mais que tenhamos uma administração eficaz, nada supera o olho no olho. Não sei trabalhar de outra forma. A comunicação e o aprendizado ficam mais completos. Minha intenção é realizar essas visitas anualmente.

Divulgação

Papai Noel passeia de Harley-Davidson

S

ão Paulo iluminada foi novamente palco do Passeio Natalino dos motociclistas do HOG - Harley Owners Group. Mais de 700 proprietários de HarleyDavidson, seguidos de

batedores da Rocam da Polícia Militar de São Paulo, circularam no dia 13 de dezembro pelos principais pontos do Natal Iluminado, promovido pela Prefeitura de São Paulo em parceria com a

Associação Comercial de São Paulo. A concentração teve início no Ibirapuera, percorreu a avenida Paulista (foto) e terminou na avenida Sumaré. Marcelo Gomes e Roberto Manin Frias, organizadores do evento e membros do HOG e da Distrital Pinheiros, confirmaram a realização do passeio, que está na sexta edição, no próximo ano.

População vibra com os passeio dos motociclistas. O grupo HOG, com mais de 400 adeptos da Harley, circula pelas atrações do Natal Iluminado.

DC - O ano que se inicia terá eleições municipais. Qual conselho o senhor daria para os presidentes das ACs? Eles devem apoiar explicitamente determinados candidatos? RA - Sempre falo que o nosso movimento não tem partido. Nós temos lado. Estamos do lado que a nossa herança moral nos obriga, isto é, em defesa da livre iniciativa, da liberdade de empreender, da liberdade de expressão ampla e irrestrita, além da defesa da propriedade, por exemplo. Apoiaremos sempre os candidatos que defenderem essas bandeiras. DC - Como serão os trabalhos em 2012 junto às distritais da ACSP? RA - 2011 foi o ano da consolidação da Boa Vista Serviços (BVS), com excelentes resultados. Tivemos uma atuação muito intensa nas ACs do interior do Estado. Em 2012 as distritais receberão atenção especial. Pretendemos, inclusive, levar algumas sessões plenárias para as distritais, que são de grande importância para a ACSP.

Comunicado As páginas ACSP/Distritais e Facesp/Regionais não serão publicadas durante o mês de janeiro, retornando em 6 de fevereiro.


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Reprodução

E M

www.dcomercio.com.br

C A R T A Z

Divulgação

'B RINCADEIRINHA'

Marcos de Paula/AE-24.12.2011

Adriano e a bala perdida A

Barros de Oliveira, que dirigia a BMW do atacante do Corinthians. A análise técnica da polícia foi feita a partir da marca do tiro na lataria do carro. Até agora, entre os passagei-

ros do carro, duas amigas de Adriano (acima) e o segurança confirmam a versão do jogador. O tenente alegou que a arma foi parar na mão de Adriene porque escorregou para os

Tarso Sarraf/AE

pés dela. Uma amiga da vítima, Viviane Faria de Fraga, de 23 anos, disse a PMs que o jogador manuseou a pistola, mas, em depoimento, não soube precisar quem estava com a arma no momento do tiro. O delegado Fernando Reis considerou "gritantes" as contradições e por isso quer confrontar as versões assim que Adriene tiver alta. Nem o atacante nem Adriene falaram com a imprensa após a ocorrência. Adriene está no Hospital Barra D’Or e, amanhã, deve passar por uma cirurgia de reconstrução. O tiro provocou uma fratura exposta, sem danos aos tendões, nervos e artérias. O Barra D’Or não informou quem está pagando o seu tratamento .

VISUAIS D E ARGILA Menahem Kahana/AFP

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polícia do Rio quer fazer uma acareação entre o jogador Adriano e Adriene Cyrilo Pinto, de 20 anos. Ela diz ter sido baleada por ele em uma brincadeira na madrugada de sábado, quando saíam de uma boate na Barra da Tijuca, no carro dele. A perícia sabe que o disparo foi feito no banco de trás – Adriano estaria no banco do carona, na frente. Ele e três testemunhas sustentam que o disparo acidental foi provocado pela própria jovem, que brincava com a arma no banco traseiro. Adriene foi atingida no dedo indicador da mão esquerda. A arma, uma pistola de calibre 40, seria do segurança de Adriano, o tenente da reserva da Polícia Militar Julio Cesar

Charges do cartunista Paulo Caruso criadas para o programa Roda Viva em exibição no Espaço Cultural BM&FBovespa. Pç. Antonio Prado, 48, Centro. Grátis.

"Puro para Deus" em aramaico. É o que está escrito em carimbo de 2 mil anos achado perto do Muro das Lamentações, em Jerusalém.

Ivan Milutinovic/Reuters

Ilya Naymushin/Reuters

NATAL - Em Bragança (PA), Marujada comemora o nascimento de Jesus; Papaisnoéis correm em Belgrado (Sérvia); fiel acende vela em Sófia (Bulgária); e garota sai da água em Krasnoyarsk, na Sibéria. Nikolay Doychinov/AFP

Reprodução

V ALIDADE

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Nada de ficar procurando a data de validade na hora de comprar leite. Esta embalagem vai mudando de cor até que o prazo expire, deixando claro o frescor (ou não) do produto. A validade é um guia não só para o consumidor. Saber até quando o produto pode ser vendido é bom para fabricantes – que assim evitam ter a imagem manchada – e para os distribuidores – que têm condição de planejar o ritmo de entrega às lojas.

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e

conomia

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Se isso (a troca do produto) foi escrito em algum documento, como na nota fiscal, na etiqueta ou até mesmo em um cartão da loja, quem vendeu tem a obrigação de fazer a substituição. Paulo Arthur Góes, do Procon-SP

O QUE DIZ O CDC

DIA NACIONAL DA TROCA Lei não obriga comerciante a substituir produto sem defeito, mas, se prometeu, deve cumprir.

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ito a cada 10 consumidores que entrarem em um estabelecimento comercial no dia de hoje, já conhecido como o "Dia Nacional da Troca", vão solicitar a substituição do presente de Natal. Esse comportamento se repete todos os anos, no dia 26 de dezembro. A maioria dos itens que serão trocados não apresenta nenhum vício – quando o produto não representa risco ao consumidor, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Portanto, os comerciantes não têm nenhuma obrigação em realizar a troca. Mas há alguns senões: "Se no ato da venda foi dito ao consumidor que ele poderia trocar o item mesmo sem defeito, ou isso foi escrito em algum documento, como na nota fiscal, na etiqueta ou até mesmo em um cartão da loja, aí, conforme o CDC, quem vendeu tem a obrigação de fazer a substituição", explica Paulo Arthur Góes, diretor executivo do Procon-SP. A base para essa interpretação é o artigo 30 do CDC, que estipula que "toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou ofertar". Conforme o diretor do Procon-SP, o fornecedor tem toda liberdade de estipular regras para efetuar as trocas de produtos independentemente da existência de defeitos. Entretanto, se ele colocar em liquidação pós-Natal o item, não poderá trabalhar em cima do novo preço e, sim, sobre o va-

Newton Santos/Hype

Consumidor também aproveita o dia da troca para comprar produtos em promoção

lor real pago pelo consumidor. "É claro que se o consumidor estiver trocando uma peça de vestuário pelo mesmo modelo, e esse produto entrou em promoção, também não terá direito a reaver a diferença entre o valor pago e o em liquidação." Diferença de preço – Ainda sobre diferença de preços na hora da troca, se o comerciante não tiver mais em estoque o

item, ele pode ofertar outro de valor maior e cobrar a diferença do consumidor. Se a escolha for por item de valor inferior, não há obrigação da restituição da diferença de preço em dinheiro, o que significa que o consumidor deverá optar por outro produto para chegar ao valor e complementar se este for ultrapassado. Outro detalhe é que o forne-

E se a venda foi virtual?

C

ompras de presentes de Natal em sites crescem a cada ano. Neste, segundo a e-bit, comparado a 2010, o número de pedidos será 25% maior e o tíquete médio deve ficar em torno de R$ 350. Só que quem vende pela internet deve também cumprir o que diz o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Por exemplo, que o consumidor tem o direito de se arrepender e devolver o

produto com ou sem defeito no prazo de sete dias da data do recebimento (artigo 49). É preciso ficar também atento ao artigo 31, sobre a oferta. Ele determina que a apresentação de produtos ou serviços deve ser feita com o máximo de informações e estas têm de ser corretas, claras e suficientes para o entendimento do consumidor. Se o consumidor não receber o produto antes do

Natal, o fornecedor poderá ser acionado judicialmente ou via Procon. Na Justiça, o consumidor tem direito a pedir dano material e moral caso se sinta prejudicado por não ter recebido sua encomenda. Caberá ao Procon, caso a denúncia chegue ao órgão de defesa do consumidor, averiguar o que ocorreu e intermediar a solução do conflito entre fornecedor e consumidor.

Fique por dentro

Interruptor de espera vai economizar energia

O

s eletroeletrônicos deverão ter um interruptor que opere no modo de espera, para permitir a interrupção completa do consumo de energia elétrica. É isso que propõe o Projeto de Lei 1902/11, do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que está sendo apreciado pela Câmara. Conforme o autor do

projeto, os aparelhos, quando operam no chamado standby, permanecem consumindo energia, onerando em 15% o valor da conta de luz. "O consumidor tem seu orçamento doméstico sacrificado sem necessidade", argumentou. Quintão afirma que esse tipo de consumo, em milhões de aparelhos, também

impacta no sistema elétrico nacional. "Isso provoca o esvaziamento de nossas hidrelétricas e a custosa operação de termelétricas sem que produzam qualquer trabalho útil", disse. Segundo a proposta, as empresas terão prazo de 120 dias para cumprir a lei, contados após sua promulgação.

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br

cedor não pode restringir a troca a determinados dias ou horários. Se um produto foi vendido no fim de semana ou à noite, o consumidor tem direito de pedir a troca nesses dias e horários. Oportunidade – As entidades que atuam do lado do fornecedor afirmam que o período pós-Natal é uma excelente data para a concretização de novas vendas, uma vez que o consumidor está no interior do estabelecimento. Assim, consideram um ótimo momento para colocar em promoção produtos em que a grade de numeração, de cores ou de modelos não está completa. Só que a venda de ponta-de-estoque de qualquer produto, de roupa a eletrônicos ou eletrodomésticos, tem algumas regras: o consumidor deve ser avisado de que se trata de saldão. Se a peça tiver defeitos, ele precisa ter ciência de que a compra é naquele estado, portanto não será trocada (essa regra só vale para o defeito mencionado na hora da venda). Com a informação por completo (artigo 6º do CDC), o consumidor pode pesar se vale ou não a pena comprar o item. Vício – Se a ida do consumidor ao estabelecimento for em razão de vício no produto, as regras a serem cumpridas são outras, mas isso não significa que o produto deve ser trocado de imediato "a não ser que seja um item considerado essencial", completa Paulo Arthur Góes. Ele cita como exemplo uma geladeira, indispensável em qualquer lar brasileiro. "Nesses casos, a troca tem de ser feita o mais rápido possível." O artigo 18 do CDC estabelece o prazo de 30 dias para a solução de um produto defeituoso. Entretanto, o parágrafo terceiro determina que a solução deve ser rápida quando se tratar de item essencial, ou seja, produto que irá atender a uma necessidade primária do ser humano. Por fim, a responsabilidade pela correção do problema não é só do fabricante; o lojista também poderá ser acionado pelo consumidor caso seja a opção de quem comprou. O comerciante não tem a obrigação de realizar o reparo ou trocar o item defeituoso que não foi por ele fabricado, mas tem o dever de receber o produto e encaminhá-lo ao responsável pela solução da situação.

Artigo 6º São direitos básicos do consumidor III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, carac terísticas, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; Artigo 18 Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de 30 dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: I – a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; II – a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; III – o abatimento proporcional do preço. § 2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do

consumidor. § 3° O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1° deste artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial. Artigo 30 Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. Artigo 31 A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Parágrafo único. As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor, serão gravadas de forma indelével. (Incluído pela Lei nº 11.989, de 2009) Artigo 49 O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de sete dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.

STJ considera abusiva cobrança de mensalidade escolar por valor fixo

N

ão é possível a cobrança de mensalidade de serviço educacional pelo sistema de valor fixo, independentemente do número de disciplinas cursadas, sobretudo nos casos em que o aluno cursa novamente apenas as disciplinas em que foi reprovado. A conclusão é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu parcial provimento a recurso de médico contra a faculdade em que estudou. A decisão afirmou ainda que não pode haver cobrança integral da mensalidade quando a aluno for dispensado de matérias já cumpridas em faculdade anterior. A questão teve início quando um médico de São Paulo ajuizou ação de repetição de indébito contra a faculdade em que estudou, de 1992 a 1999, quando concluiu o curso e colou grau. Segundo afirmou, tendo sido reprovado em apenas uma matéria na segunda série, em 1993, e em duas matérias na terceira série, em 1995, precisou cursá-las novamente, pagando integralmente pela prestação do serviço. Na ação, ele alegou ainda que, como havia cursado a faculdade de ciências biológicas em outra instituição, foi dispensado, nos anos letivos de 1992 e 1993, de assistir aulas e realizar provas referentes às disciplinas de biologia, bioquímica médica, microbiologia e imunologia geral. Segundo disse, mesmo estando dispensado, o

estabelecimento de ensino lhe cobrou integralmente as mensalidades. Requereu, então, a devolução em dobro do que foi pago a mais. A 6ª Vara Cível da comarca de Santos (SP) julgou improcedentes os pedidos e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o recurso por entender que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) somente poderia ser aplicado ao caso se fosse constatada ilegalidade ou abuso contratual, o que não teria ocorrido. A Quarta Turma do STJ deu parcial provimento ao recurso, reconhecendo o direito do consumidor ao abatimento proporcional das mensalidades pagas. "A previsão contratual e/ou regimental que imponha o pagamento integral da mensalidade, independentemente do número de disciplinas que o aluno cursar, mostra-se abusiva, por ferir o equilíbrio e a boa-fé objetiva", considerou o relator do caso no STJ, ministro Luis Felipe Salomão. Ele citou precedentes do STJ nesse sentido. No entanto, o ministro ressaltou que não cabe a devolução em dobro do valor cobrado indevidamente, pois para isso seria imprescindível a demonstração da má-fé por parte de quem fez a cobrança, o que não foi constatado no caso. A decisão determinou que o valor a ser abatido (por conta das disciplinas não cursadas, inclusive aquelas que o autor da ação havia cursado em outra faculdade) seja apurado em liquidação de sentença, por arbitramento. Fonte: Coordenadoria de Editoria e Impre


e CAIXA 1 conomia

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sábado, domingo e segunda-feira, 24, 25 e 26 de dezembro de 2011

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Analistas explicam porque essas ações caíram menos que o Ibovespa e dão dicas para quem tem interesse nelas

REJANE TAMOTO

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s blue chips Vale, Petrobras e Itaú Unibanco – as ações mais negociadas na Bolsa de Valores, Mercadorias & Futuros de São Paulo (BM&FBovespa) – tiveram perdas menores do que os 17,3% do Ibovespa, o principal indicador da bolsa paulista, no acumulado do ano até a última quinta-feira, segundo levantamento da consultoria Economática. Não bastassem as turbulências no mercado financeiro, fatores setoriais de cada uma das três companhias também prejudicaram as ações. A aposta unânime de quatro corretoras para 2012 é de recuperação dos papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) do Itaú Unibanco, instituição que depende mais do mercado doméstico e que pode se beneficiar se o governo voltar a estimular o crédito. A ação PN do Itaú Unibanco registrou a menor perda anual na comparação com as outras duas blue chips, de 10,9%. O peso desses papéis no Ibovespa também é menor, de 4,9%.

Divulgação

O valor do papel (PN do Itaú Unibanco) teve grande baixa e bateu os R$ 25. ALOÍSIO LEMOS, DA ÁGORA CORRETORA

Zé Carlos Barretta/Hype

Vale e Petrobras As perdas da Vale PNA (ação preferencial série A, sem direito a voto) foram de 14,6%, também abaixo do prejuízo do Ibovespa, embora o peso do papel da companhia no índice seja maior, de 14,3%. A recomendação da Fator Corretora é de manutenção da ação na carteira. E a queda da Petrobras PN encostou na baixa do índice deste ano e foi de 15,8%. A participação dos papéis no Ibovespa é de 8,9%. Quem não tem a ação na carteira só deve comprar se considerá-la investimento de longo prazo, segundo os analistas. Nos próximos três anos, os esforços da Petrobras serão para iniciar a extração do pré-sal, o que deve adiar os lucros dos acionistas. O analista da Planner Corretora, Rafael Andreata, diz que as blue chips são líquidas e as primeiras a serem vendidas pelo investidor em tempos de incerteza. Em 2012, o mercado seguirá volátil para elas também.

A empresa (Petrobras) não atingiu as metas no ano, o que acabou penalizando o papel. RAFAEL ANDREATA, DA PLANNER CORRETORA

Preferencial do Itaú é aposta para o ano A crise financeira internacional trouxe expectativas negativas para os papéis dos bancos brasileiros. Nesse mar revolto, as ações PN do Itaú Unibanco perderam 10,9% no acumulado do ano até quinta-feira mas, ainda assim, tiveram o melhor resultado na comparação com o Ibovespa. Analistas das corretoras Ágora, Planner, Indusval e Fator, no entanto, veem um cenário positivo para 2012 e mantêm a recomendação de compra. Além das notícias ruins do exterior, os papéis do Itaú Unibanco sofreram com o aumento da inadimplência no segundo trimestre. Fator que foi preponderante para a ação preferencial perder valor entre julho e agosto, segundo o analista do setor financeiro da Ágora Corretora, Aloísio

Lemos. "O valor do papel teve grande baixa e bateu os R$ 25. O preço-alvo para dezembro de 2012 é de R$ 41", disse. Na quinta-feira, o preço era de R$ 34,40. Para ele, a queda da taxa básica de juros (Selic) deve diminuir o ganho de tesouraria dos bancos, de forma geral, mas também pode reduzir o custo de captação e voltar a estimular o crescimento das operações de crédito em 2012. Além disso, os spreads foram mantidos. Outro ponto observado é a fase final do processo de reestruturação por conta da fusão com o Unibanco, o que gerou neste ano aumento de despesas e queda na eficiência da instituição. Passada esta etapa, os analistas acreditam que a ação PN do Itaú Unibanco tem bom potencial de crescimento.

Petrobras PN demanda paciência O investidor das ações PN da Petrobras terá de ter paciência para esperar retorno. Para o analista de investimentos da Planner Corretora, Rafael Andreata, a performance da companhia está aquém há dois anos, desde a capitalização que trouxe pressão ao papel. "Foi uma capitalização sem injeção de dinheiro. O governo entrou com barris de petróleo que ainda estão debaixo do mar. Isso afastou o investidor de maior porte", afirmou. A perda do papel PN da Petrobras foi a maior das três blue chips, de 15,8%, perto da queda do Ibovespa. Andreata atribuiu isso a uma produção abaixo da meta e a resultados operacionais trimestrais menores, influenciados pela variação cambial, que atin-

giu as importações e a dívida. "A empresa não atingiu as metas no ano, o que acabou penalizando o papel", disse. A Planner recomenda a compra apenas para investidores com horizonte de tempo longo. A participação da Petrobras na carteira da Indusval Corretora diminuiu. A analista Mitsuko Kaduoka explica que será preciso paciência até que sejam realizados os investimentos para o pré-sal, de US$ 224 bilhões até 2014. A Fator Corretora recomenda a compra e avalia que a demanda interna continuará aumentando. Segundo a corretora, a redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para a gasolina, até junho de 2012, deve resultar em receita.

China definirá lucro da Vale PNA O ano termina com cautela para os papéis PNA da Vale, por causa das incertezas mundiais. A companhia começou 2011 com picos no preço do minério de ferro e pagamento de bons dividendos, mas entrou no segundo semestre com indicadores de desaquecimento e queda no valor das commodities. A perda, no acumulado deste ano até quinta-feira, foi de 14,6%, segundo a Economática. "As ações da Vale foram prejudicadas por causa do mercado chinês. A redução de preço do minério negociada pela empresa foi de 20%", disse a analista da Indusval Corretora, Mitsuko Kaduoka. Em 2012, será preciso acompanhar a economia chinesa e a negociação dos royalties que serão pagos

ao governo. A perspectiva de Mitsuko é que estes fatores influenciem a ação negativamente. "Mesmo que a Vale aumente a produção em 10% isso não compensará o preço menor do minério, em relação a este ano." Para o analista de investimentos da Planner Corretora Rafael Andreata, o mercado já está precificando o consumo menor do minério de ferro pela China em 2012 e 2013. Ainda assim, a corretora avalia que o preço da ação PNA da companhia, de R$ 38,70 (na última quinta), está baixo e recomenda a compra para o investidor de longo prazo. A recomendação da Fator Corretora para as ações da Vale é de manutenção, pela perspectiva de pouso suave da economia chinesa.


12 -.ECONOMIA

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sábado, domingo e segunda-feira, 24, 25 e 26 de dezembro de 2011

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CAIXA 1 O seu consultor financeiro

AGENDA 26

Segunda-feira

Balanço das vendas deste Natal de acordo com dados do SCPC

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Quarta-feira

A FGV apresenta a Sondagem Industrial referente a dezembro

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Quinta-feira

A FGV publica o IGP-M referente ao mês de dezembro

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m um dia de poucos negócios pela proximidade do Natal e das festas de final de ano, a bolsa de valores cumpriu tabela e encerrou o pregão da última sexta-feira com valorização de 0,62%, aos 57.701 pontos. O volume total negociado atingiu os R$ 4,1 bilhões. Os papéis do setor de energia elétrica e de varejo foram os mais beneficiados pelo ânimo dos investidores. As ações mais negociadas e de maior peso no índice absorveram os ganhos. A Petrobras PN (ação preferencial, sem direito a voto), subiu 0,32%, a R$ 22,22. A Vale PNA (preferencial série A, sem direito a voto)

Bolsa 'cumpre tabela' e sobe ganhou 0,65%, a R$ 38,95. O movimento acompanhou o mercado norte-americano. O índice Dow Jones subiu 0,71%, a 12.255 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,56%. Na semana, a bolsa ganhou 2,86%, o que devolveu em parte as perdas de 3,67% do Ibovespa, registradas na semana do dia 12 ao 16. Em dezembro, o indicador subiu 1,45% e no ano, está

negativo em 16,74%. A BM&FBovespa foi pautada, na maior parte da última semana, por notícias do exterior. Cautelosos, os investidores se apegaram aos dados norte-americanos como indicadores melhores de encomendas de bens duráveis e a prorrogação da alíquota menor de imposto que incide sobre a folha de pagamento de trabalhadores, além

de um acordo que estende benefícios para quem está desempregado há muito tempo no país. Na quinta-feira, mais notícias positivas sobre o mercado de trabalho e o índice de confiança dos consumidores dos Estados Unidos ajudaram a bolsa a subir. Do lado europeu, o leilão de títulos pela Espanha também resultou em ganhos para a bolsa brasileira.

O ânimo dos investidores arrefeceu com o anúncio do empréstimo feito pelo Banco Central Europeu (BCE) a 523 bancos da região, no valor de R$ 489,191 bilhões de euros – que puxou o Ibovespa para baixo. A leitura dos analistas de mercado foi de que a situação dos bancos na zona do euro pode ser pior do que se imaginava e que tal arranjo poderá não ser suficiente para resolver o problema. Um desfecho para a crise europeia está longe de acontecer, principalmente neste final do ano, quando o recesso dos investidores já começou. Por isso, o mercado deve continuar operando com volatilidade. (DC com AE)


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13 Se uma microempresa pode ser tributada pelo Simples, por que uma 'empresa social' não? Marcelo Monello, contabilista

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Terceiro Setor pede Simples Social A ideia é reduzir os encargos e retirar a tributação considerada excessiva imposta às organizações que cumprem o papel do Estado Karina Lignelli

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quido (CSLL), de acordo com o contabilista Edeno Teodoro Tostes, integrante da Frente Brasileira do Terceiro Setor (FB). Para os entusiastas da nova ideia, a criação de um "Simples Social" traria um tratamento diferenciado para essas organizações. A coordenadora da Comissão de Terceiro Setor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marília de Castro,

Tema já é discutido em Brasília

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Frente Brasileira do Terceiro Setor já vêm articulando com parlamentares em Brasília a transformação da proposta do Simples Social em projeto de lei. Durante o seminário sobre o Marco Internacional Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (OSCs), realizado recentemente, discutiu-se a unificação das prestações de contas e a desburocratização das ações de interesse público desenvolvidas por essas entidades. "E o regime tributário é uma das políticas que fomentam o marco. Um dos pontos que vamos trabalhar é uma nova política tributária que incentive a doação, para que as ONGs não precisem depender de repasse governamental, mas de que o cidadão participe", disse Vera Masagão, da diretoria executiva da Associação

Brasileira de ONGs (Abong). Um modelo único de prestações de contas postado em um só lugar, como o Portal da Cidadania do Ministério da Justiça, foi um dos pontos de destaque da discussão do marco regulatório, segundo Dora Cunha Bueno, integrante da FB e presidente da Associação Paulista de Fundações (APF) e da Confederação Brasileira de Fundações (Cebraf ). Só assim, diz ela, será possível que qualquer um tenha informações oficiais confiáveis sobre determinada organização, seja para assinar convênios, contratos ou parcerias. "Se houver a colaboração do governo para racionalizar a emissão de documentos e simplificar os processos, vai melhorar muito a abertura dessas entidades e também as transparência, defende. (KL)

lembra que a Constituição Federal garante a imunidade da contribuição da seguridade social a essas entidades beneficentes. Na prática, porém, isso não acontece. "Para ter esse direito, as entidades devem seguir o que pede a lei. Mas é aí que surge a complicação: exigências ilegais e burocracia demais acabam desrespeitando a Carta Magna. O regime simplificado

asseguraria as conquistas constitucionais", destaca Marília. Ele lembra que a Comissão da Associação Comercial tem analisado vários temas relacionados ao assunto, com a participação de redes atuantes e das distritais, em suas respectivas regiões. Para entender – De acordo com Tostes e Marcelo Monello, também contabilista que integra a FB, pelo artigo 12 da Lei

nº 9532/97, na atividade de entidades filantrópicas consideradas imunes, incide somente 1% do Programa de Integração Social (PIS) sobre a folha de pagamento. Como essas organizações não geram receita, o tributo é calculado dessa forma. Já para as que são consideradas isentas, conforme artigo 15 da mesma legislação, não incide tributação sobre atividades próprias, como mensalidades,

Leão fica solidário uma vez a cada fim de ano Arte sobre foto de Sias van Schalkwyk/SXC

esponta no País, ainda de forma tím i d a , u m m o v imento para desonerar as organizações sem fins lucrativos. A criação de um "Simples Social", regime tributário para o Terceiro Setor nos moldes do Simples Nacional que simplifica o pagamento de impostos para micro e pequenas empresas, foi sugerida recentemente pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP), durante o 6º encontro da Associação Paulista de Fundações (APF). "São entidades com o importante papel de complementar o dever do Estado, por isso precisam de incentivo e simplificação", justifica José Maria Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP. A proposta em gestação incluiria a desoneração das folhas de pagamento, isenção de taxas de cartório na abertura dessas organizações e a desburocratização na obtenção ou renovação de registros das entidades sem fins lucrativos. "Com a desoneração da cota patronal à Previdência Social, por exemplo, a redução nos custos seria de 20%, pelo menos", explica Chapina. Pela legislação atual, essas entidades já são consideradas imunes de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Lí-

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inda dá tempo para direcionar a p r o j e t o s s ociais uma parcela do valor que seria recolhido ao Imposto de Renda (IR). O prazo vence dia 30 de dezembro. Pela Lei nº 8.069/1990, as pessoas físicas podem abater até 6% do IR. No caso da pessoa jurídica, é possível deduzir até 1%. Contribuintes do município de São Paulo podem fazer as doações por meio do Fundo Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes (Fumcad). No site do Fumcad ( h t t p : / / f u m c a d . p r e f e i t ura .sp. gov. br), é possível escolher para quais projetos sociais ou entidades a doação será encaminhada. É importante saber que, no caso de pessoa física, o desconto só será permitido se declaração de ajuste anual do IR for preenchida pelo modelo completo. Para a pessoa jurídica, só é permitida a dedução para as empresas que apuram o im-

posto com base no Lucro Real. Para realizar a doação por intermédio do Fumcad, é preciso fazer depósito bancário na conta-corrente do fundo. O comprovante de depósito deverá conter a identificação da conta de depósito, do CNPJ do Funcad, a identificação e o CNPJ/CPF da empresa ou pessoa física doadora, além dos dados da entidade beneficiada. Por sua vez, o fundo deverá emitir um recibo em que conste o CNPJ/CPF do doador, data e valor do depósito.

anuidades e doações. Pela atual legislação, porém, se houver venda de serviços e produtos por entidades isentas, incide a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) com uma alíquota que varia de 3% a 7,6% sobre o faturamento. Pelo "Simples Social", a tributação cairia para 1% do PIS, que só incidiria sobre a venda de produtos, e não mais sobre a folha de salários. Na cota patronal do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) sobre o pagamento dos empregados, hoje a alíquota vai de 25% a 27,5%. No Imposto sobre Serviços (ISS), tributado com alíquota entre 2% e 5%, é possível requerer a imunidade, caso as entidades prestem serviços de saúde, educação e assistência. Para Monello, a proposta do "Simples Social" é que as alíquotas do PIS e da cota patronal sejam retiradas da folha de pagamento para incidir sobre vendas feitas pelas entidades para levantar fundos, desonerar folha e gerar fluxo financeiro. "A intenção é diminuir os encargos e tirar a tributação excessiva. Se uma microempresa pode ser tributada pelo Simples, por que uma 'empresa social' não?", questiona o contabilista. "Empresas têm aporte de capital, mas as ONGs (organizações não governamentais) não. Essa seria uma forma da entidade se estruturar e de diminuir a informalidade, no caso das pequenas", conclui.

Na pauta, doação livre de imposto.

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desoneração de doadores de bens de qualquer espécie para entidades sem fins lucrativos é outra ideia defendida por articuladores ligados ao Terceiro Setor. Hoje, o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Bens e Direitos (ITCMD) incide a uma alíquota de até 4% sobre o valor venal do objeto de doação – inclusive se for para esse tipo de entidade. José Maria Chapina Alcazar, do Sescon-SP, admite que o item "doação" não foi pensado durante a elaboração da proposta de redução de encargos com o Simples Social. "Não faz sentido cobrar o ITCMD. A desoneração do doador é justa, já que é algo que não será aplicado em uma nova renda, mas em obras sociais. O governo deveria ter mais sensibilidade", diz.

Na opinião de Marília de Castro, da Comissão de Terceiro Setor da ACSP, além de desonerar as doações, deveriam também ser ampliados os incentivos fiscais para micro e pequenas empresas que contribuem com as entidades. "Mais próximas das instituições, elas reconhecem os serviços eficientes prestados às comunidades, onde o governo não consegue chegar ou oferecer serviços públicos com a mesma qualidade", analisa. Para Vera Masagão, da Abong, a pessoa que doa sempre será tributada, mesmo que a doação seja de interesse público. "Só empresas com base no regime de Lucro Real têm incentivos, nesse caso. O ideal mesmo seria que todo cidadão pudesse doar", conclui. (KL)


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Não é porque acabou o Natal que você abandona tudo. Não pode descuidar. Maurício Morgado, da FGV

conomia Newton Santos/Hype

Movimento dos centros de compras entre os dias 26 e 27 de dezembro se assemelha muito aos dias que antecedem o Natal, segundo a Alshop.

Ressaca pós-Natal promete render Comércio aposta em novas vendas na hora de trocar presentes e prepara promoções para queimar estoques Fátima Lourenço e Rafael Nardini

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uem pensa que hoje, dia 26 de dezembro, as vendas de Natal acabaram está muito enganado ou desinformado. Quem espera ver agora corredores e lojas de shoppings vazios vai se decepcionar. Há anos a movimentação natalina se estende para depois do dia 24, tanto que até já foi estabelecido um nome para hoje: o Dia Nacional das Trocas. Isso sem falar, é claro, nas pessoas que esperam a data passar para aproveitar o início das quei-

mas de estoque e fazer suas compras. De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), apesar de não haver nenhuma pesquisa que indique os negócios entre os dias 26 e 27 de dezembro especificamente, a movimentação de consumidores pelos corredores dos centros de compras se assemelha muito aos últimos dias que antecedem o Natal. E, se isso se repetir neste ano, significa vendas um pouco acima de igual período do

2010

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O DIA DE CARNAVAL É CONSIDERADO FERIADO? Carnaval não é feriado devido ausência de Legislação Federal estabelecendo que os dias correspondentes a essa festividade sejam feriados. Recomendamos consulta nas subprefeituras ou assembleias legislativas, para confirmação, se em determinado Estado ou o Município foi decretado feriado. FUNCIONÁRIO NA CONDIÇÃO DE APOSENTADO POR TEMPO DE SERVIÇO PODE SER DEMITIDO? ELE TEM DIREITO A CUMPRIR O AVISO PRÉVIO, TERÁ DIREITO DE RECEBER A MULTA DO FGTS? PODERÁ PEDIR DEMISSÃO? Não há rescisão contratual, em razão de aposentadoria por tempo de contribuição ou por idade,desde a publicação da Lei 8213/91.O empregado mesmo aposentado poderá continuar a exercer suas atividades. Assim,a rescisão contratual dependerá de vontade das partes, sendo esta feita por um pedido de demissão (pelo empregado) ou rescisão sem justa causa (pelo empregador), seguindo as mesmas regras de um empregado não aposentado. REEMBOLSO DE GASTOS COM REMÉDIOS Empresa reembolsa aos empregados 50% dos gastos com remédios, sendo que informa em folha de pagamento o total de medicamentos gastos no mês e desconta 50%. Haverá incidências de INSS e FGTS? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. O CADASTRO DO FUNCIONÁRIO NO SISTEMA INFORMATIZADO DE FOLHA DE PAGAMENTO SUBSTITUI A FICHA DE REGISTRO DE EMPREGADOS? Afolhadepagamentonãosubstituifichaderegistrodeempregados.De acordo com o artigo 41 da CLT,em todas as atividades será obrigatório, para o empregador,o registro dos respectivos trabalhadores,podendo ser adotados livros,fichas ou sistema eletrônico. FÉRIAS COLETIVAS PARCIAIS Funcionário que recebeu férias coletivas e tem direito ainda a mais 20 dias de férias,ele pode descansar os 10 dias e vender os outros 10 dias? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. QUEBRA DE CAIXA Quebra de caixa é base de cálculo para INSS,FGTS férias e 13º salário? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS No Pagamento de Participação nos Lucros existe incidência de encargos? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. BOAS FESTAS E PRÓSPERO ANO DE 2012 3292 9300 www.contabil.com.br

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As vendas ficaram dentro do que esperávamos para o Natal. As consultas estiveram ligeiramente melhores que em 2010. ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE DA ACSP E DA FACESP quinzena de dezembro (alta de 1,9%)", comparou o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP, Emílio Alfieri. Em outubro, acrescentou, o indicador registrou alta de 0,5% (mês fechado) e em novembro, 1,1%. Alfieri analisa, com base no balanço parcial do Natal, que o crescimento de 2% no crediário sugere uma reversão na desaceleração dessa modalidade de vendas. No caso das compras à vista, ainda de acordo com Alfieri, o crescimento de 1,9%, alimentado especialmente pela movimentação pós 20 de dezembro, "sugere que o consumidor está cauteloso e esperou o pagamento da segunda parcela do 13º salário para ir às compras". Oportunidade – Os números da ACSP servem de base para os lojistas aproveitarem o movimento de trocas para incrementar seus negócios, realizando novas vendas. Os moti-

vos para a troca não interessam, desde que ela se torne uma nova oportunidade de seduzir o consumidor. Podem ir desde a cor de um tênis que não agrada a um livro que nunca seria lido até a uma camiseta apertada ou grande demais. Segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), nem tudo precisa ser trocado (veja mais sobre o assunto na página 16) mas, se o lojista se dispõe a isso, pode faturar bem mais. Segundo o professor Maurício Morgado, pesquisador de Mercadologia do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o momento pode ser bem aproveitado com o treinamento adequado de vendedores. "É preciso convencê-los de que é possível vender também. Se é uma loja de camisas, é sempre bom deixar gravatas à vista do

cliente, por exemplo". Ações mais simples como manter a decoração da loja também ajudam. "Não é porque acabou o Natal que você abandona tudo. Não pode descuidar". Outra ação que pode engordar as receitas com as vendas é a recepção do cliente que planeja trocar um produto. "Ao mostrar que é bem-vindo, a chance de ele abrir a carteira é maior". O balanço parcial do Natal 2011 da ACSP aponta o que pode continuar levando o consumidor às lojas hoje para trocar e comprar. Entre os itens mais vendidos à vista até o último dia 22, estavam roupas e calçados, seguidos das bijuterias; artigos de perfumaria e cosméticos; e CDs, DVDs e livros. Os celulares e eletrodomésticos foram destaque nas transações a prazo.

Como faturar com o movimento para as trocas Especialistas em varejo dão algumas dicas para conquistar o consumidor: G Apresente produtos que complementem o presente a ser trocado G Cliente deve ser sempre muito bem atendido G Mesmo após o Natal, mantenha a loja bem decorada G Cliente bem sucedido na troca pode voltar para comprar

Saldão terá desconto de até 50%

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SEGUNDA-FEIRA, 26 DE DEZEMBRO DE 2011

ano passado. Embora os dados consolidados das vendas de Natal ainda não tenham sido divulgados – o que deve ocorrer hoje – números parciais da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a partir das estatístic a s d a B o a Vi s t a S e r v i ç o s (BVS), que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), mostram leve incremento nos negócios até a última quinta-feira. O balanço parcial do comércio paulistano ratificou o comportamento de recuperação das vendas à prazo, observado desde novembro último. Entre os dias 1 e 22 de dezembro houve alta de 2% nessa modalidade de transação, na comparação com igual período de 2010. Na mesma base de comparação, o SCPC/Cheque, indicador das aquisições à vista, registrou alta de 1,6%. O crescimento médio do período analisado é de 1,8%. "As vendas ficaram dentro do que esperávamos para o Natal. As consultas estiveram ligeiramente melhores que em 2010, quando o movimento cresceu mais de 13% sobre 2009, resultando em uma base de comparação muito forte", afirmou Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Re cu pe ra çã o – "O crescimento de 2% nas vendas pelo crediário está em linha com o comportamento da primeira

Grupo Pão de Açúcar já se preparou para o movimento pós-Natal com uma promoção que começa hoje e vai até o dia 31. Nas lojas do Extra e no site www.extra.com.br o Saldão de Natal terá descontos de até 50% no bazar, têxtil, eletroeletrônicos e brinquedos, além dos itens sazonais. Além disso, todos os alimentos sazonais poderão ser parcelados em até quatro vezes sem juros no Cartão Extra. No Eletro, Bazar e Têxtil, hoje e amanhã, parcelamento em até 14 vezes sem juros nos Cartões Extra ou em dez vezes sem

juros nos demais cartões. A expectativa do Grupo é de alta de até 40% nas vendas dos itens promocionados em relação a 2010. "Esperamos superar os resultados das edições anteriores. Para isso contamos com os nossos fornecedores que já reconhecem o evento como um canal para aumento de vendas e, do lado dos clientes, eles já esperam pelo evento sabendo que será uma boa oportunidade de negócio", disse Geraldo Monteiro, diretor de operações Varejo SP do Extra.


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e Crise vai afetar Brasil, afirma FMI

ECONOMIA/LEGAIS - 15 O período que estamos vivendo lembra a década de 1930 em alguns aspectos. Cristine Lagarde, do FMI

conomia

Paul J. Richards/AFP

A diretora da instituição, Christine Lagarde, disse em entrevista ao periódico francês "Journal du Dimanche", que os países emergentes, citando ainda China e Rússia, vão sofrer com a instabilidade.

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diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Cristine Lagarde, alertou a todos que os países emergentes estão sendo afetados pela crise financeira mundial. Citando Brasil, China e Rússia, onde as previsões de crescimento estão sendo revisadas em baixa, Lagarde afirmou que "esses países, que tinham sido os motores da economia mundial antes da crise, vão sofrer com a instabilidade". As afirmações foram feitas pela diretora do FMI em uma entrevista concedida durante sua viagem à Nigéria na semana passada e publicada ontem

pelo periódico francês "Journal du Dimanche". Na mesma entrevista, ela chamou a atenção de todos para o fato de que "a economia mundial está numa situação perigosa". O FMI divulgará no fim de janeiro de 2012 suas previsões econômicas mundiais. A instituição tinha previsto um crescimento de até 4% da economia global. Lagarde advertiu, contudo, que este valor será revisto para baixo. Ela comparou a situação atual à do período entre guerras. "O período que estamos vivendo lembra a década de 1930 em alguns aspectos. Naquela época, os Estados se fecharam em si mesmos e o multilatera-

Christine Lagarde: Essa instabilidade (gerada pela crise) é uma ameaça para todos os países do mundo. O crescimento mundial sofrerá.

lismo caiu. Hoje vemos alg u n s p a í s e s a u m e n t a re m suas tarifas, inventar obstáculos tarifários e, às vezes, impedir os fluxos de capital", afirmou. O aumento dos egoísmos nacionais é, segundo ela, o principal freio para solucionar

a crise. "É difícil implementar as estratégias de coalizão internacional contra a crise. Os parlamentos reclamam de usar dinheiro público ou garantir o apoio do seu Estado para outros países. O protecionismo está sendo debatido, e o cada um por si está ganhando

Rede virtual agilizará empresas Sistema vai integrar órgãos de registro e deve tornar os processos de abertura e fechamento mais rápidos. Valter Campanato/ABr

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processo de abertura, fechamento, alteração e legalização de empresas deverá ser totalmente integrado em um único ambiente virtual a partir de 2012, informou a Receita Federal. Está prevista para o próximo ano a entrada em funcionamento da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). Criada pela Lei nº 11.598, a Redesim é composta por órgãos federais, estaduais e municipais que estejam direta e indiretamente ligados aos registros de empresas. "O empresário irá se comunicar com esse ambiente em que todos os órgãos estarão interligados: juntas comerciais, cartórios de registro de empresas, administração tributária federal, estadual, meio ambiente, órgão de regulação e controle, entre outros", informou o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal, Carlos Roberto Occaso. De acordo com Occaso, bastará o empresário fazer o cadastro na junta comercial para passar a ter acesso a todos os serviços disponíveis em uma página na internet. Embora a rede seja gerida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a Receita é parceira no projeto com todos os sistemas informatizados integrados ao ambiente do Cadas-

Occaso: Serão liberados alvarás e agendamento das vistorias dos bombeiros. Tudo estará nesta estrutura.

tro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), explica Occaso. As informações serão distribuídas pelos sistemas integrados de forma a permitir que cada órgão receba os dados do interessado, além de formalizar a abertura, regularização, fechamento de uma empresa de forma direta e com apenas uma comunicação do empresário com a administração pública. "Será liberado tudo. Alvarás, agendamento das vistorias dos bombeiros. Tudo estará nesta estrutura. O (sistema) integrado nacional passará a

Fazenda autua 200 empresas por Nota Paulista

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Secretaria Estadual da Fazenda e o ProconSP estão autuando 200 empresas varejistas denunciadas por consumidores participantes do programa Nota Fiscal Paulista. As autuações são geradas via internet, após o registro das reclamações. De acordo com a Fazenda estadual, serão lavrados 792 autos de infração. Levantamento feito pela pasta aponta que 95% das denúncias são de compras nas quais, mesmo informando o CPF ou o CNPJ, a empresa não realizou, ou realizou em atraso, o registro da Nota Paulista. Com isso, além de não receber de volta os créditos de ICMS a que tem direito, o consumidor não tem a

compra registrada para participar dos sorteios mensais realizados pelo programa. O consumidor que quiser fazer uma reclamação contra uma empresa que não emitiu o cupom fiscal deve fazê-lo até o 15º dia do segundo mês após a data da compra, pelo site www.nfp.fazenda .sp.gov.br. Multa – A multa por documento fiscal não registrado ou registrado em atraso é de 100 Ufesp (unidade fiscal estadual), que neste ano equivale a R$ 1.745, que pode ter desconto de até 60% dependendo do regime de apuração do ICMS a que a empresa está submetida (Simples Nacional ou Regime Periódico de Apuração) e do número de autuações. (Folhapress)

ser gerido pela Receita, com mais 27 integradores estaduais que, por sua vez, terão integração com sistemas nos municípios", explica o subsecretário. Occaso afirmou que a burocracia é um dos fatores que elevam o chamado custo Brasil. Com as mudanças, a previsão é que o registro de uma empresa seja feito em cinco dias úteis. Inicialmente prevista para março de 2012, a data para a Redesim ser disponibilizada para pessoas jurídicas ainda não está, entretanto, prevista pela Receita. Segundo Occaso,

a Receita se empenhará para que a rede passe a funcionar no ano que vem. Ele assegura que muitos integradores estaduais estão prontos, com sistemas já desenvolvidos por empresas privadas de tecnologia da informação e só esperam um sinal verde do governo federal para participar da integração. "Muitos estados já estão preparados e aguardam que a Receita finalize o projeto do integrador nacional com os demais núcleos regionais para ter todo o modelo integrado ao CNPJ", concluiu. (ABr)

Salário-família dobra para filho de até 6 anos

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rojeto aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado garante às trabalhadoras com filhos menores de 6 anos, empregadas ou avulsas, o direito a receber o salário-família em dobro. Hoje, o benefício é de R$ 29,43, por filho de até 14 anos para quem ganha até R$ 573,91. Para quem recebe de R$ 573,92 até R$ 862,60, o valor por filho de até 14 anos é de R$ 20,74. Quem ganha mais de R$ 862,60 não tem direito a receber. A análise foi em votação definitiva – se não receber recurso em cinco dias para ser analisado em plenário, o projeto segue para a Câmara, sem passar pelo plenário do Senado. Uma emenda apresentada

ao texto estabelece que o Executivo estimará a despesa decorrente dessa medida e a incluirá no projeto de lei orçamentária para o ano seguinte ao de sua promulgação. Essa previsão responde a uma determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o autor do projeto, senador Paulo Bauer (PSDBSC), o objetivo é beneficiar os filhos de mãe solteira, separada ou viúva que ficam sem a parcela relativa ao pai. Na avaliação do senador, é injusta esta situação, uma vez que as trabalhadoras já recebem salários cerca de 18% menores do que os homens e cumprem jornada de trabalho extra em seus lares em torno de 28 horas semanais. (Folhapress)

terreno", destacou. Lagarde se mostrou também muito atenta ao contágio da crise nos países pobres, que são clientes tradicionais do FMI, segundo o jornal. "Em países de baixa renda, as consequências podem ser graves, quando os expatria-

dos reduzirem as transferências de dinheiro. Na Nigéria, os recursos enviados pelos migrantes recuaram 40% em dois meses. Essa instabilidade é uma ameaça para todos os países do mundo. O crescimento mundial sofrerá", acrescentou. (AE)

Governo adia R$ 50 bi de investimentos em infraestrutura Inoperância, falha em projetos, contenção de gastos, falta de atratividade ao setor privado. Independente do argumento, o fato é que o governo jogou para 2012 quase R$ 50 bilhões em investimentos que deveriam começar a deslanchar este ano. A implantação do trem-bala, orçado em R$ 33 bilhões, é um exemplo. O adiamento de projetos, porém, é generalizado entre as mais diversas áreas de infraestrutura, a exemplo dos leilões de aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, a concessão de rodovias, como a BR-101, no Espírito Santo, além de hidrelétricas, como a usina de São Manoel. Depois de três tentativas frustradas, o governo mudou o modelo do leilão do trem-bala entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Em vez de licitar tudo junto – operador, tecnologia e obras civis –, o processo de concorrência será separado e independente. Quando o projeto foi lançado no governo do ex-presidente Lula, falava-se que a obra estaria pronta para a Copa do Mundo de 2014. Depois, foi postergada para os Jogos Olímpicos de 2016. O cronograma, porém, foi estendido consideravelmente. A previsão é que o edital seja lançado até 10 de março e o leilão ocorra em 10 de setembro. As obras só devem se iniciar em 2014 e ser concluídas em 2019. "O impacto do projeto no evento e do evento no projeto é marginal. Essa é uma obra para o País", disse o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. A dificuldade de fazer o leilão no sistema anterior, diz Figueiredo, é que as grandes empreiteiras, em vez de competirem entre si, se juntaram em um único bloco, dificultando a formação de consórcios. "Agora vamos colocá-las para brigar. É melhor tê-las separadas do que juntas" Por considerar uma "obra para o futuro", Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), não vê tantos prejuízos para o País com o atraso do trem-bala. Ele chama a atenção, porém, para as consequências de postergação de leilões de hidrelétricas. "O que dá prejuízo para o País é não viabilizar hidrelétricas. Isso nos leva a uma situação preocupante, pois além de não aproveitar potencial hidráulico, que é raro no mundo, tem efeito direto na economia". O principal problema no Brasil, segundo Godoy, é a lacuna entre a decisão de investir e sua realização. "O fato é que no Brasil o processo ainda é muito longo entre a decisão de investimento e sua realização". Ele defende que o País precisa de "projetos de gaveta" para ter um processo contínuo de investimento. Bruno Batista, diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), critica a gestão de investimentos. "O governo não contrata bem, há muitos problemas nos contratos e o País, às vezes, acaba pagando pelo mesmo serviço". O Ministério do Planejamento disse, em nota, que eventuais atrasos são "processos normais na elaboração de novos modelos de concessão". (AE)


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DC 26/12/2011 by Diário do Comércio - Issuu