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Diário do Comércio - 26/11/2013

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Está difícil equilibrar a balança Déficit de outubro foi de US$ 224 milhões, o maior para o mês desde 2000. Pág. 16

Liberados US$ 8 bi para o Irã

O Leão vem cheio de surpresas

EUA desbloquearam depósitos e UE promete fazer o mesmo até janeiro. Israel vai pressionar Obama. Pág. 9

IR e CSLL vão mudar radicalmente. Há vantagens, como multas menores e prazo maior para as empresas parcelarem débitos. Mas os tributaristas advertem: existem 'pegadinhas' no calhamaço de 100 artigos da nova lei. Pág. 13 Ano 90 - Nº 24.007

Conclusão: 23h45

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira, 26 de novembro de 2013

Dobra o número de latrocínios na Cidade

Wilton Junior/estadão Conteúdo

PRENDAM-ME Estressado com demora da prisão, mensaleiro Jefferson diz que se entrega à PF sem problemas. Pág. 6

Dos seis casos registrados em outubro do ano passado saltou-se para 12. O número de roubos também subiu. O consolo é que caiu o número de homicídios. Pág. 10 Reuters

Mulheres de Valério dão barraco na fazenda Briga entre a atual mulher, 21 anos, e a ex, 50, por causa da área do mensaleiro foi parar na polícia. Pág. 7

Vai a Brasília? Zé Dirceu o espera. Se o STF autorizar, o ex-ministro condenado no Mensalão será gerente de hotel quatro estrelas. Pág. 6 Adriano Vizoni/Folhapress

Mas o Natal não pode parar Nem a chuva que parou ontem o trânsito esvaziou a 25 de Março (foto). Pág. 10

Smartphones: agora, com preços inteligentes. Aparelhos de preço médio fazem bonito. Pág. 24

Zelaya não tira o chapéu para a vitória de Hernández Manuel Zelaya, ex-hóspede da embaixada brasileira em Honduras, diz que a vitória de Juan Hernández (foto) contra sua mulher, Xiomara Castro, é uma fraude. E ameaça ir às ruas. Pág. 9

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

O resultado foi positivo, principalmente por mostrar que é possível ir além da intransigência do PT. Roberto Fendt

AEROPORTOS E O DÉFICIT TRABALHO: ATÉ Fabio Motta/Estadão Conteúdo

ESTÁGIOS ESTÃO SOB AMEAÇA.

Brasil precisa avançar no direito trabalhista, com os empregados tendo condição de defender as oportunidades de melhorar seus rendimentos pela via do trabalho e do esforço e não do paternalismo. Até porque este acaba por limitar o mercado, com prejuízos econômicos e sociais facilmente identificáveis.Bons empregos pedem bons empregados. Recentemente o comércio de Petrópolis, que vive basicamente dos visitantes ou moradores de finais de semana, foi impedido, por uma decisão solitária do sindicato, de abrir suas portas durante oferiado que caiu num sábado, no início do mês. O trabalhador e o pequeno empresário, que também é um trabalhador, perderam na receita do dia e mais um tanto no acréscimo que o feriado representa.

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Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro: um resultado financeiro positivo, que obteve um expressivo ágio, graças à forte concorrência.

s ministros do panejamento da América Latina e Caribe reuniram-se na semana passada para discutir o papel do investimento na infraestrutura, tanto para impulsionar o desenvolvimento como para fazer face à eventual suspensão dos incentivos monetári os do Federal Reserve americano. Na mesma semana, aqui, realizaram-se os leilões dos aeroportos do Galeão, noRio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais. O resultado foi positivo, principalmente por mostrar que é possível ir além da intransigência do PT e entender que a política econômica não comporta sempre e necessariamente visões ideológicas antiquadas e cristalizadas. Há muito espaço para simplesmente consultar o bom senso e utilizar a privatização como instrumento normal de política econômica.

sileira – discorda daqueles que, no governo, soltaram foguetes comemorando o aporte de recursos para, de imediato, atenuar os desequilíbrios fiscais atuais.

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ositivo também foi o resultado do leilão dos aeroportos, comparado com o ganho na privatização do bloco de Libra no pré-sal. No caso deste último, diversas razões conspiraram para afugentar potenciais investidores. No leilão dos aeroportos ocorreu o oposto – e o aumento da concorrência entre os participantes assegurou o expressivo ágio obtido. Isso se refletiu no resultado financeiro da operação. A venda dos aeroportos do Galeão e de Confins aportarão aos cofres do governo, nos próximos 25 e 30 anos quase 21 bilhões de reais, superando em duas vezes e meia o valor mínimo de 5,9 bilhões estipulado para ambos.

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ROBERTO FENDT

ca deveriam ter sido ofertados pelo setor público. Exemplo de processo de privatização em andamento é o pacote de concessão de ferrovias. O governo está oferecendo agora o trecho da Ferrovia de Integração Centro Oeste, que liga Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, a Campinorte, em Goiás. O trecho da Ferrovia Norte-Sul, ligando as cid a d e s d e O u ro Ve rd e , e m Goiás, e Dourados, no Mato Grosso do Sul, deve também entrar na fila de concessões. experiência poderá também ser muito útil na concessão, ao setor privado, da maltratada malha rodoviária do País. É claro que nem todas as estradas oferecem oportunidades de ganho ao setor privado compatíveis com outras oportunida des de investimento, mas ainda assim há um portfólio de projetos que agradará ao investidor privado se a forma institucional do leilão for compatível com o que se faz no mundo. No seu blog, Mansueto de Almeida – que é uma referência na análise da política fiscal do governo e em outros temas da atualidade econômica bra-

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om o aprendizado obtido no leilão dos aeroportos o governo vai, aos poucos, vendo que privatizar não é bicho de sete cabeças, nem palavrão. Há muito ainda por fazer, com benefícios para os consumidores e usuários de serviços que nun-

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rimeiro, porque o ingresso dos recursos da privatização dos aeroportos não entrará de uma só vez neste ano, mas em parcelas em torno de RS$ 2 bilhões ao longo dos 25 a 30 anos próximos. É muito pouco, diante do tamanho das necessidades de financiamento do setor público, e não fará mossa no déficit nominal do governo. Segundo, porque a Infraero detém 49% das concessões dos aeroportos e terá de arcar com sua parcela dos investimentos a serem realizados, conforme as condições dos editais de privatização. Dessa forma, será preciso transferir recursos do Tesouro Nacional para a Infraero, a serem captados no mercado através da colocação de títulos da dívida pública. E, logo, o governo federal terá que fazer subsequentes capitalizações desta empresa ao longo dos próximos anos. Isso é despesa primária na veia e contribui para a queda do resultado primário. Não sei estimar ainda de quanto será essa conta, mas não é pequena.

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ode-se argumentar que, com ou sem a necessária capitalização da Infraero, o resultado fiscal seria pior sem ela. É verdade. Mas as despesas primárias do governo não permanecerão no patamar atual nos próximos

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No leilão dos aeroportos o aumento da concorrência entre os participantes assegurou o expressivo ágio obtido. Isso se refletiu no resultado financeiro da operação.

anos. Há ainda muita despesa a efetuar com o programa de subsídio à energia elétrica, o que ocorre por conta dda decisão, às vésperas das últimas eleições, de praticar a "modicidade tarifária". E há, ainda, o crescimento do programa Minha Casa, Minha Vida, agora complementado com um projeto paralelo de mobiliário para as casas do programa anterior. E, maior ainda em termos de valores, há o programa destinado a desonerar a folha de salários para aumentar o emprego, que veio num momento em que o mercado de trabalho se encontra fortemente aquecido aquecido. odas essas observações críticas não se dirigem à decisão da senhora presidente de por em marcha um programa de privatizações que poderá ter tanto sucesso como o programa similar empreendido na gestão FHC. Sabendo-se das resistências de seu partido a esse tipo de medidas, há apenas que saudar a coragem dela em levar adiante essa iniciativa. O que se critica é a intenção, de alguns, de apresentar os resultados da privatização do Galeão e de Confins como a salvação, aqui e agora, do grave déficit fiscal.Foi o aumento desse déficit que motivou a alta recente da taxa Selic e, por extensão, da estrutura das taxas de juros no mercado.

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s próximos dois anos s e r ã o d e v a c a s m agras, com um crescimento modesto do PIB e da receita tributária. Não é o momento mais adequado para expandir programas e aumentar despesas correntes. Nesse quadro, os desejáveis benefícios decorrentes em razão das privatizações não se mostrarão suficientes para financiar um déficit que já é elevado e será ainda mais elevado em 2014.

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ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

m alguns setores, como o de eletrodomésticos e o de material de construção, o comerciário ganha mais em comissões de venda do que em salário fixo. Na semana passada,a categoria reagiu à demagogia e exigiu a abertura. Isso mostra que a livre negociação, caso a caso, é a solução.Em todo o mundo, a tendência é permitir que o comércio tenha a liberdade de escolher seus horários de funcionamento. Por exemplo, em Búzios, centro de turismo de praia, as lojas mais sofisticadas, nos finais de semana, abrem a partir das 14h e vão até à meia-noite. Isso seria inviável com horário igual ao de outras cidades. No mundo desenvolvidos, nos locais de alta estação de turismo, inclusive período de férias escolares, o emprego cresce, com o uso dos temporários, beneficiando os jovens, estudantes, em geral. No Brasil, os custos e ameaças são de tal monta que se pensa duas vezes antes de uma contratação. E até os estágios estão ameaçados por decisões da Justiça, podendo esvaziar uma entidade

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ARISTÓTELES DRUMMOND da relevância do CIEE. A reação ao entendimento da Justiça do trabalho e de leis em tramitação no Congresso acabando com o estágio tem sido pequena , diante da importância do tema – não para as empresas , mas para os jovens que precisam adquirir prática , muitos dos quais, findo os estágio, permanecem nas empresas . O que vem acontecendo está na contramão do interesse nacional . as grandes empresas e no setor público, é a greve que dificulta a vida da população e desgasta os funcionários. Nas pequenas, é a intervenção indevida dos sindicatos e do poder público no gerenciamento de horários que devem ser estipulados entre as partes interessadas,

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Jovens: estágio em perigo. de comum acordo, garantidos os direitos trabalhistas. Relações engessadas não são nunca as mais convenientes. Muito menos os de inspiração eleitoreira. Talvez porque os sindicalistas vivem afastados de seus empregos , eles não percebem que o trabalhador quer é trabalhar . Neste ritmo populista vamos acabar limitando os empregos, estes sim, o patrimônio maior do trabalhador. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICEPRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARISTOTELESDRUMMOND

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Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibellis e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

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CIDADÃO SE VÊ CADA VEZ MAIS LONGE DO ATENDIMENTO ÀS SUAS NECESSIDADES BÁSICAS.

Festival de bravatas o último artigo aqui neste espaço, public a d o e m 6 d e n ovembro último, chamei a atenção para o estado caótico das nossas contas do setor público, em especial para a deterioração dos indicadores fiscais do governo federal, a partir da divulgação dos dados mais recentes referentes ao resultado nominal e primário, tanto do governo federal, quanto do setor público consolidado (governo federal, governos estaduais, municipais e empresas estatais). Nos primeiros dias após a publicação do artigo, alguns leitores mais preocupados com o futuro questionaram se haveria espaço para que nossos governos retomassem o rumo do equilíbrio nas contas públicas, restaurando a credibilidade de nosso País, perante investidores, sejam eles int e rn o s o u i n t e rn a c i o n a i s . Além disso, mostraram certa apreensão quanto aos efeitos inflacionários decorrentes do descontrole fiscal. Pelo visto, a preocupação não ficou a cargo só dos atentos leitores desta coluna, mas contagiou também nossos comandantes da economia, com a Presidente Dilma Rousseff à frente, pois, receosos com o festival de medidas legislativas que ampliam os gastos públicos e reduzem tributos, dilapidando a arrecadação, providenciaram, de imediato, um pacto político-partidário com as lideranças dos partidos da chamada "base aliada ao governo", a fim de evitar a aprovação, pelo Congresso Nacional, de novos cortes de impostos e ampliação de gastos sem previsão orçamentária. De maneira a zelar "pelo cumprimento das metas fiscais acordadas no Orçamento e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)", o pacto proposto foi a forma encontrada pelo governo federal de passar uma mensagem de auste-

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ridade, para o mercado e investidores estrangeiros. Mais que isso,a sinalização enviada é uma mudança brusca na direção até então seguida pelo governo que, diante do baixo crescimento da economia, promoveu cortes de impostos e ampliou desenf rea d a m en t e os gastos, tornando praticamente imp o s s í v e l a lcançarmos as metas de sup e r á v i t p r imário, ainda que recorrendo às contabilidades criativ a s m a i s d iversas! Para termos uma ideia do tamanho da mudança que se propôs, somente os gastos criados através de medidas provisórias enviadas pelo Executivo ao Congresso Nacional, somam cerca de R$ 96 bilhões nos próximos anos. A pauta legislativa que o governo pretendeu brecar com a iniciativa do "pacto" propõe despesas da ordem de R$ 60 bilhões. Na semana passada, decorridos apenas poucos dias do estabelecimento do propalado "pacto", o Congresso Nacional aprovou, por iniciativa do próprio governo, uma emenda à LDO, retirando da União a obrigação de compensar o eventual descumprimento da meta fiscal pelos estados e municípios. Passo seguinte, o Ministério do Planejamento revisou as despesas e receitas para o ano

duais outra saída que não apertar o cinto, contingenciando orçamento e reduzindo gastos d e i n v e s t imento, já que os gastos com custeio (pess o a l , p r e v idênci a, etc) são de natureza permanent e e n ã o p odem ser reduzidos. Com isso, quem perde é o cidadão, que se vê cada vez mais distante do a te nd im en to de necessidades básicas, c o m o t r a n sporte público, hospitais, esc o l a s e c r eches, entre outros. de 2013 e, entre idas e vindas, ampliou os gastos em um pouco mais de R$ 2,2 bilhões. Duro mesmo é acreditar que não estamos diante de mais um festival de bravatas que assola o País. O governo federal, como se vê acima, vai resolvendo seus p ro b l e m a s . M u d a u m a l e i aqui, faz um pacto acolá e se não resolve de fato, pelo menos, empurra para a frente... Acontece, entretanto, que as desonerações tributárias não afetam apenas o caixa federal, mas também os de esta-

dos e municípios, que perdem recursos decorrentes das participações a que têm direito nos impostos federais. O Fundo de Participação dos Estados (FPE), por exemplo, cresceu em 2013, apenas 5% em relação aos valores transferidos em 2012, ante uma estimativa de que crescesse cerca de 10%. Cabe lembrar que o percentual de 5% é bem menor que a inflação brasileira, que flutua entre 6% e 6,%%, no mesmo período. Diante de tal situação, não restou aos executivos esta-

A julgar pelo estado atual das coisas, após a eleição de 2014 o Brasil tem encontro marcado com um acerto de contas.

julgar pelo estado atual das coisas, após a eleição de 2014 o Brasil tem encontro marcado com um acerto de contas. Não dá mais para continuar com tal gasto público. Mas alguém já viu um candidato prometer revisar os programas sociais, ou benefícios do funcionalismo? Alguns s já nem se justificam mais, seja porque vivemos em outros tempos, seja porque foram superados por programas e benefícios posteriores. Mas continuamos a pagar estas e outras contas. Para quem não quer mexer neste vespeiro, restam dois caminhos. O primeiro, o recurso ao endividamento para continuar a sustentar o patamar de gastos governamentais têm fôlego curto. O Brasil, junto com a Índia, são os dois países emergentes com o

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MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR

maior endividamento bruto, em torno de 66% a 67% do PIB. Só que a da Índia tem decrescido, enquanto a nossa cresceu. A título de comparação, a China alcança 21% do PIB, o México 44% e a Coréia do Sul, 35% do PIB. Nos cálculos do BIS (Banco de Compensações Internacionais), o Banco Central dos Bancos Centrais, o patamar “seguro” gira em torno de 40% do PIB. Ou seja, há pouco (ou nenhum) espaço para trilhar este caminho. segunda alternativa é o aumento de impostos. Com uma carga tributária na faixa de 36% do PIB e uma população que acordou há pouco para a baixa qualidade dos serviços públicos que recebe, vis-à-vis o preço que paga por eles, creio que as ficuldades políticas seriam enormes para adotar esta via. Mas é bom ficarmos de olhos e ouvidos atentos, pois o festival de bravatas pode se transformar num festival de besteiras que assola o país, o famoso febeapá, do saudoso Stanislaw Ponte Preta. Daí, para proporem novos aumentos de tributos, é um pulo fácil....

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MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

latão aprovava o adestramento dos jovens na técnica dos debates, mas achava que o modo pelo qual os sofistas a ensinavam arriscava corromper os alunos, viciando-os em contestar tudo e qualquer coisa e fazendo deles discutidores vazios que, confiantes no poder ilimitado da refutação, acabavam por não acreditar mais em nada. Tornavam-se contestadores cínicos e carreiristas amorais: "Os muito jovens, quando tomam gosto pelas argumentações, usam delas como de um jogo, recorrendo a elas sempre com um intuito de controvérsia, e, a exemplo daqueles que os refutaram por completo, eles mesmos refutarão outros, obtendo prazer, como cãezinhos novos, em nos puxar e dilacerar com argumentos, cada vez que nos aproximamos deles... Quando, no entanto, houverem refutado um grande número de pessoas e grande número de pessoas os tiver refutado com uma queda brutal e rápida, ei-los que chegam a não acreditar em mais nada daquilo em que acreditavam antes. Ora, o homem de mais idade não consentirá em tomar parte nesse delírio, mas imitará antes aquele que consente em dialogar e em buscar a verdade, em vez de imitar aquele que, na controvérsia, joga um jogo

Reprodução

AINDA A EDUCAÇÃO GREGA P

chegava a explicitar. que Aristóteles fez foi tornar explícitas as exigências contidas nesse ideal e formular o conjunto de regras que se devia seguir para atingi-lo. Foi essa arte que ele denominou analítica, mais tarde chamada "lógica". Aristóteles ensinava essa arte no Liceu, a escola que ele fundou e que era uma espécie de upgrade especializado da Academia platônica. Os alunos que vinham aprender lógica com ele já chegavam, portanto, com todo o preparo que haviam recebido nas três etapas anteriores: a formação literária e artística, o adestramento sofístico para as discussões públicas e a dialética socrático-platônica.

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pelo prazer de jogar." (A República, VII, 539 b2-c8.) arte de fazer da discussão um método para a investigação da verdade, em vez de um simples jogo ou de um meio de subir na vida, foi o que Sócrates introduziu na educação grega e que Platão aperfeiçoou sob o nome de dialética. O público que se dirigia a Sócrates para aprender essa arte não se constituía, pois, de crianças nem de adolescentes, mas de adultos jovens e mesmo não tão jovens que já haviam passado pelas duas etapas iniciais da educação grega: a formação literária e artística e o adestramento para as discussões públicas. Com Sócrates eles aprendiam um tipo de discussão em que já não se tratava de vencer um adversário, mas sim de confrontar ideias e

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hipóteses diversas e conflitantes com a finalidade de encontrar os princípios comuns que davam a razão de todas elas e assim avançavam um passo em direção à verdade do objeto discutido. Esse exercício era tão alheio à busca de vitórias sofísticas, que tanto podia ser realizado em grupo quanto individualmente, tanto em voz alta como em pensamento. ristóteles apreciava a dialética socráticoplatônica e a empregou abundantemente nas suas investigações filosóficas, julgando-a mesmo o único instrumento científico viável nos assuntos novos e inexplorados, onde não se dispõe de princípio ou premissa geral e se trata de buscá-los pela primeira vez. A sistematização aristotélica da dialética no livro dos Tópicos constitui,

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historicamente, a primeira formulação geral do que mais tarde viria a chamar-se “método científico”. Mas Aristóteles descobriu que no fundo das confrontações dialéticas existia um critério subjacente, não formulado, para a aferição da coerência dos discursos. Toda discussão dialética visava a encontrar as premissas, os princípios fundantes para o estudo desta ou daquela questão, premissas ou princípios dos quais se pudesse então tirar conclusões válidas. De um lado, porém, a dialética não tinha por si nenhum meio de distinguir se essas premissas eram verdadeiras ou apenas mais razoáveis do que aquelas das quais a discussão havia partido. De outro lado, todo o esforço dialético era guiado por um ideal de coerência discursiva que a própria dialética não

ssa breve narrativa mostra que tanto a história da evolução da educação grega quanto a gradação das etapas do aprendizado seguido por cada novo aluno já continham, implicitamente e na prática, a escala dos graus de credibilidade que Aristóteles formularia na sucessão dos discursos poético, retórico, dialético e lógico-analítico, à qual dei o nome de "teoria dos quatro discursos". Essa coincidência de escalaridade entre a evolução histórica de uma cultura e a estrutura das etapas do aprendizado em

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OLAVO DE CARVALHO cada aluno sugere que a ordem interna da educação grega é mesmo um modelo ideal, no sentido em que sugeri acima. nde quer que tenha surgido uma classe intelectual e dirigente capaz, apta para as mais altas tarefas da inteligência e da vida política, a educação que a preparou seguiu em linhas gerais o modelo grego. A administração colonial britânica é um exemplo. A série quase inteira dos presidentes americanos é outro. A partir do momento em que as escolas negligenciam a transmissão dos valores universais e permanentes e caem na esparrela de querer infundir nas crianças o culto do que é mais recente e passageiro – sob o nome pomposo de "conquistas avançadas da ciência e da técnica" ou qualquer outro –, o resultado é sempre decadência, barbárie, estupidez generalizada. A educação brasileira é o exemplo mais nítido. OLAVO DE CARVALHO É JORNALISTA, ENSAISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

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Se o Supremo decidir

a favor pela correção monetária na poupança de antigos planos econômicos, será um tsunami.

gibaum@gibaum.com.br

2 “E o Lula, não vai falar nada?”

JOSÉ DIRCEU // a grupo de petistas que foi visitar os mensaleiros do PT na Papuda.

Fotos: BusinessNews

MAIS: o alerta é dos exministros da Fazenda e ex-Presidentes do BC. Se aprovado, bancos terão de pagar R$ 150 bilhões.

10 vezes no cartão Tatá Werneck, a Valdirene de Amor à Vida, participou da gravação do especial de final de ano de Roberto Carlos e mandou ver no palco: “Roberto, eu não sei como vou pagar essa roupa, mas obrigada. Dividi em 10 vezes no cartão de uma tia, mas estou muito feliz. Estou de calcinha-short e não respiro há uma semana, mas estou muito honrada”. E chamava o cantor de Roberts o tempo todo, intima.

NAVICE Devidamente autorizado por Lula, Rui Falcão, presidente nacional do PT, está tentando convencer o pessoal do PRB, partido que nasceu sob inspiração de Edir Macedo, e o próprio ministro Marcelo Crivella, da Pesca, candidato ao governo do Rio, para que ele forme na vice na chapa de Lindbergh Farias (PT-RJ). Nas pesquisas, quem aparece em primeiro lugar é Crivella e Lindbergh, mais abaixo. Aí, o ministro da Pesca acha que mais coerente seria Lindbergh ser seu vice.

Meio golpe José Dirceu, na visita que petistas lhe fizeram na Papuda, tentou instruir os companheiros para que insistissem na tecla do “golpe político”, tônica que ele acha que também Lula deveria manter. Só que esse golpe político só atinge a excúpula nacional do PT. Até agora, ninguém cogitou golpe na condenação de Roberto Jefferson, delator do esquema, de Romeu Queiróz, ex-deputado do PMDB e contra a prisão do ex-presidente do antigo PL (hoje PR), deputado (ainda) Valdemar Costa Neto.

DRESS CODE O casamento de Erika dos Mares Guia, filha do ex-ministro do Turismo do governo Lula, Walfrido dos Mares Guia, com José Renato Tourinho, em Punta del Este, durou dois dias e custou, segundo os jornais uruguaios, mais de R$ 3 milhões. Teve show de Dionne Warwick. Nos convites, em vez de traje estava escrito dress code e os convidados deveriam usar beach gorgeous . A expressão inglesa significa maravilhoso, magnífico . Walfrido, a propósito, escapou de indiciamento no mensalão mineiro por conta de seus 70 anos de idade.

A 41ª edição do American Music Awards ou apenas AMA, uma das maiores premiações de música dos Estados Unidos, que apontou os melhores do ano em 22 categorias, numa grande noite no Nokia Theater, em Los Angeles, foi também, a exemplo de outras festas do gênero, um desfile de celebridades vestindo criações de estilistas e grifes famosas. Entre o palco e a platéia, da esquerda para a direita, Taylor Swift, vestindo Julien MacDonald (Artista do Ano e outros prêmios), Rihanna, com vestido criado por ela mesma (Icon Award), Katy Perry, usando Oscar de la Renta, Lady Gaga (com modelo Versace) e Heidi Klum (Marchesa).

Melhores da música

Na semana passada, grupo de petistas – e no meio deles, o governador do DF, Agnelo Queiróz e o senador Eduardo Matarazzo Suplicy, que levou lanches de padaria próxima ao presídio para os condenados – que foram visitar os companheiros na Papuda, José Dirceu, sério o tempo todo, a certa altura, cobrou maior participação do ex-presidente Lula. E estava irritado, reclamando que só falar pelo telefone “ Estamos juntos!” aos presos, não adiantava muito. “Juntos não estamos: afinal, nós estamos aqui dentre e ele está lá fora”. Mais: desde que foi decretada sua prisão, Dirceu perdeu quatro quilos. Não consegue se alimentar com a comida da Papuda. Sua namorada, Simone Tristão, tem levado frutas.

Dentro e fora

O presidente da França, François Hollande, cuja popularidade rola ladeira abaixo, vem ao Brasil em dezembro: estará em São Paulo dia 12 e em Brasília, com Dilma Rousseff, no dia seguinte. Vem sem a bonita mulher Valerie Trierweiler, jornalista, que a mídia americana apelidou de First Girlfriend, porque eles não são casados oficialmente. No Planalto, Hollande voltará a falar com o Chefe do Governo sobre a compra dos caças Rafale para a FAB.

O especial de final de ano de Roberto Carlos, que irá ao ar dia 25 de dezembro, marcava também 40 anos de contrato com a Globo. Não teve red carpet: supersticioso, ele pediu tapete azul em toda a área e a noite era de gala. Tatá Werneck, Anitta, Lulu Santos, Thiago Abravanel e outros participaram do espetáculo, enquanto na platéia, stars e starlets globais circulavam em longos, embora muitos famosos foram de terno, nada de black-tie. Entre tantas, três bonitas presenças: Vanessa Gerbelli (esquerda), Patrícia Poeta (centro) e Flávia Alessandra (direita).

Especial de Roberto

Callas, nova versão Marília Pêra, que já interpretou Maria Callas no teatro, já escolheu quem viverá a soprano no espetáculo Callas, que estréia em janeiro, no Rio e ainda no primeiro semestre de 2014 estará em São Paulo. Será Silvia Pfeiffer, que pela primeira vez será dirigida por Marília. Para quem tem memória curta: Callas foi a grande paixão da vida de Aristoteles Onassis que, depois de muito tempo, se casou com Jacqueline Kennedy. O casamento era regido por um contrato e nele, estava estipulado que teriam quatro encontros íntimos por ano.

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QUEM VEM

A BOLADA que o governo vai receber pela concessão de Galeão e Confins vai para o Fundo de Aviação Civil. O terminal carioca renderá por ano quase R$ 800 milhões e o dinheiro deverá subsidiar a aviação regional. Os R$ 19 bilhões serão pagos em 24 parcelas e a primeira vence um ano após a assinatura do contrato, em março do ano que vem.

A PRESIDÊNCIA da República está comprando 1,2 tonelada de pães de forma ao leite da marca Bambina, mais 200 quilos de biscoitos caseiros com diversos sabores, da marca Di Minas, tudo por R$ 16,1 mil. Vale para o café da manhã ou para o lanchinho da tarde.

Rã, pato e coelho Ministros e a própria presidente da República podem consumir muitas iguarias no serviço de bordo dos aviões da Força Aérea Brasileira. Se canapés de caviar constavam do cardápio celebrado com o Ministério da Fazenda, os itens disponíveis para a Presidência da República vão além. Entre as opções, coelho assado, costeleta de cordeiro, rã, pato, picanha e sorvetes Häagen Dazs. Este ano, até o começo de novembro, nove ministérios, Presidência e Vice-Presidência da República e a Advocacia-Geral da União pagaram juntos R$ 1,7 milhão à empresa RA Catering. No contrato com a Presidência, uma lata de Coca-Cola sai a R$ 3,37. No Walmart, custa R$ 1,49 e no Pão de Açúcar Delivery, R$ 2,09.

MISTURA FINA

/ IN Orquídeas

OUT

Rosas.

Primeira de mil O conhecido cirurgião plástico, nascido no Brasil e conhecido no mundo todo com o programa Dr. Hollywood, Robert Rey, está abrindo a primeira clinica de estética em São Paulo, esta semana, que consta de projeto que pretende espalhar mil unidades pelo mundo. Ele tem como sócio Celso Russomano (PRB), que disputará no ano que vem uma cadeira na Câmara Federal, de olho nas eleições municipais em São Paulo em 2016. O cirurgião também concorrerá a uma vaga de deputado federal pelo PSC, mesmo partido do polemico Marco Feliciano.

NOVA pesquisa do Ipesp, encomendada pelo PSB e coordenada por Antonio Lavareda, aponta, pela primeira vez, Eduardo Campos, com Marina na vice, na frente de Aécio Neves, com José Serra na vice: o primeiro com 18%, o segundo com 17%. Dilma, com Michel Temer na vice, fica com 41%.

NA SEMANA passada, quem estava no Baretto, bar do Hotel Fasano em São Paulo, pode conferir um talento secreto do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que agora atua também para Roberto Carlos: com o conjunto da casa, cantou vários sucessos do rei. E brincou: “Estou plenamente autorizado a cantar músicas dele”.

MAIS do que entusiasmado com o resultado do leilão dos aeroportos, o ministro Moreira Franco contava a amigos que tudo havia corrido por conta da política do jegue. E explicava: “Passos curtos, firmes e sem cair no atoleiro”. Aí, alguém brincou: “E quando o jegue empaca?” E Moreira: “Ninguém consegue movê-lo”.

ROBERTO Carlos vestia, na gravação de seu especial de fim de ano, um terno branco, com sapato e camisa branca e gravata – surpresa – com filetes laterais na cor vermelha, cor que nunca havia usado anteriormente em nenhum espetáculo.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

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Genoino e Jefferson terão natal feliz Está nas mãos da presidente Dilma Rousseff e do presidente do STF, Joaquim Barbosa, a decisão sobre o indulto de Natal, que abranda as penas durante o ano todo. Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

um mês do Natal, os ex-presidentes do PT José Genoino e do PTB Roberto Jefferson podem se livrar das cond e n a ç õ e s d o p ro c e s s o d o Mensalão, caso venham a ser beneficiados pelo indulto. Jefferson não aguenta mais esperar pela execução da pena. "Estou cansado. Esta expectativa mina a nossa resistência. Se sair mandado de prisão, eu me apresento sem problemas", disse ontem. Reservadamente, os advogados de defesa e pessoas próximas aos condenados têm discutido pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação das penas na prisão, em regime semiaberto, e multa contra os dois por conta do delicado estado de saúde por que passam. Pela Constituição, somente o presidente da República tem poderes para conceder o indulto. Todos os anos a Presidência edita um decreto em que fixa novos parâmetros de extinção ou comutação (substituição de punição mais grave por mais branda) das penas de prisão e multa de condenados. Como na maioria dos anos o benefício é divulgado às vésperas das festas de fim de ano, o decreto é chamado de "indulto natalino". Mas ele tem validade o ano todo, o que significa que o pedido pode ser feito a qualquer momento. Dilma Rousseff ainda não editou o decreto de 2013. Cabe ao juiz de execução – que no processo do Mensalão é o ministro Joaquim Barbosa –, declarar o indulto caso o condenado satisfaça todos os requisitos previstos no decreto. As defesas de José Genoino e Roberto Jefferson, que também é advogado criminalista, avaliam que seus clientes podem ser beneficiados pelos atuais parâmetros.

Deputada diz que Pizzolato tem grupo muito forte

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ADOENTADOS O pedido se baseia no Decreto n° 7.873, do ano passado, que prevê o indulto para

deputada brasileira no Parlamento Italiano, Renata Bueno, garante que recebeu informações "extraoficiais" em Roma de que Henrique Pizzolato, exdiretor do Banco do Brasil e condenado a 12 anos e 7 meses de prisão pelo caso do Mensalão, informou ao governo italiano, em 2010, a transferência para a Espanha de sua residência permanente. Segundo ela, o último passaporte italiano de Pizzolato foi retirado em Madri, e não no Brasil. A deputada disse ainda que ex-diretor do Banco do Brasil está tendo "respaldo" e "patrocínio por um grupo muito forte" em sua fuga. Bueno está em Roma e enviou uma questionamento oficial ao governo de Enrico Letta por informações sobre o paradeiro de Pizzolato. Por enquanto, ela ainda não recebeu informações, mas insiste que a apuração tem mostrado dados "preocupantes". "Pizzolato está sendo patrocinado, apoiado por um grupo muito forte, poderoso e que está fazendo uma ligação entre Brasil e Itália. É um apoio que permite que ele faça uma ponte para a Itália", declarou. Estranhamente, o processo de cidadania dele passou pelo consulado italiano em Curitiba, foi transferido para o Rio de Janeiro e em 2010 migrou para Madri. (Estadão Conteúdo)

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Jefferson: "Estou cansado. Esta expectativa mina a nossa resistência. Se sair mandado de prisão, eu me apresento sem problemas no Rio." seguinte hipótese: às pessoas "acometidas de doença grave e permanente que apresentem grave limitação de atividade e restrição de participação ou exijam cuidados contínuos que não possam ser prestados no estabelecimento penal". De 1989 até os dias de hoje não tem havido mudanças no parâmetro para quem é acometido de "doença grave". O delator do Mensalão, Roberto Jefferson, discute a possibilidade de pedir a extinção das punições após ser vítima de um câncer no pâncreas e ter sido condenado no ano passado a 7 anos e 14 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em outubro, os advogados dele pediram ao Supremo para ele cumprir pena em casa por conta do quadro de saúde "grave e irreversível". O Supremo rejeitou o pedido no úl-

timo dia 13, mas Barbosa disse que a situação poderia ser reavaliada no momento da execução da pena, prevista para ser decretada esta semana. Pessoas próximas ao petebistas, porém, já o aconselharam a pedir o indulto ao STF tão logo seja encerrado o processo (trânsito em julgado). Até o momento, não há uma decisão tomada. Por parâmetros semelhantes aos do ex-presidente do PTB, Genoino também pode entrar com o pedido. No final de julho, ele se submeteu a uma cirurgia para colocação de um implante para substituir a aorta do coração. Preso desde sexta-feira da semana retrasada, ele tem apresentado alterações na pressão arterial e teve aceito um pedido provisório de prisão domiciliar ou hospitalar. Ele aguarda uma decisão definitiva sobre seu pedido – Barbosa deve de-

cidir a questão nos próximos dias, quando deve receber um laudo da junta médica que avaliou Genoino. O advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende Genoino, admitiu que está "em estudo" pedir indulto. "Já estão indultados pelo menos dois: Roberto Jefferson e José Genoino", sustenta o advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, ex-defensor de Jefferson no processo e amigo do ex-presidente do PTB. Nos casos de Jefferson e Genoino, a declaração de indulto seria feita, segundo o decreto em vigor, após comprovação por laudo de médico oficial da "doença grave" ou, na falta do documento, avaliação de um médico designado por Barbosa. Se o pedido for rejeitado, a defesa pode entrar com recurso para ele ser apreciado pelo plenário do Supremo ou impetrar um habeas-corpus na pró-

pria Corte, que seria distribuído para outro ministro – no recesso forense, época em que pedidos como esse podem chegar, o caso poderia ser decidido pelo vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski. PRISÃO JÁ "Se for regime fechado, semiaberto, domiciliar, não importa. Toda a prisão é desonrosa, põe o homem de joelhos, faz dele um zumbi, sem alma. Você imagina ter sua vida decidida de fora para dentro o tempo todo, por ação e vontade de burocratas? Não vejo nenhum privilégio para o Genoino", disse Jefferson. Outro réu que não vê a hora de ter seu destino traçado é Pedro Corrêa. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o médico e ex-deputado do PP pediu ao STF iniciar já o cumprimento de sua pena. (Agências)

BB terá o desafio de recuperar os R$ 73 mi desviados

Dirceu quer ser gerente de hotel em Brasília Nacho Doce/ Reuters

e a Justiça autorizar, José Dirceu de Oliveira e Silva, advogado, vai trabalhar como gerente administrativo do Saint Peter Hotel, um quatro estrelas de Brasília. Em petição ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, a defesa de Dirceu comunica que o exministro do governo Lula, que depois se tornou um consultor empresarial com escritório no Ibirapuera, em São Paulo, "possui proposta concreta de trabalho junto ao St. Peter", na Asa Sul de Brasília. No dia 18, três dias depois de se entregar à Polícia Federal, Dirceu apresentou ao estabelecimento sua pretensão de tornar-se gerente administrativo. "Em seguida, foi admitido no quadro de funcionários do hotel, o qual inclusive já elaborou e assinou o competente contrato de trabalho", destacam os criminalistas José Luís Oliveira Lima, Camila Torres Cesar e Daniel Kignel, defensores de Dirceu. Condenado a 10 anos e 10 meses de prisão, como suposto mentor do mensalão, o ex-ministro encontrase, desde a semana passada, em regime semiaberto – parte relativa à condenação de 7 anos e 11 meses por corrupção ativa –, conforme entendimento de Joaquim Barbosa. Como mostrou o Estadão no domingo, o ex-ministro quer manter seu blog e a atividade política, mas está desativando sua consultoria. "Não havendo dúvidas acerca do

S

José Dirceu em gesto amplamente divulgado pela mídia, ao ser preso no dia 15 de novembro. Agora, o ex-ministro conta que já tem planos para o semiaberto: vai trabalhar, até com carteira de trabalho, com carimbo de seu empregador.

regime prisional imposto ao requerente (Dirceu) torna-se admissível a realização de trabalho externo, conforme preceitua o artigo 35, parágrafo 2º do Código Penal", pondera a defesa. "José Dirceu preenche todos os requisitos necessários para que lhe seja deferida a possibilidade de trabalho externo." Até carteira de trabalho, com carimbo do seu empregador, Dirceu

já tem em mãos. No contrato, a direção do St. Peter Hotel fez constar a informação de que "tem plena ciência e anui com as condições do empregado no sentido de cumprir a atividade laboral, seja no tocante ao horário, seja por outra exigência a qualquer título, relativamente ao regime profissional semiaberto ou outro que seja determinado pelo Poder Judiciário para cumprimento da

Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhou ontem para o Banco do Brasil (BB) cópia integral do processo do Mensalão. A expectativa é de que a área jurídica da instituição financeira encontre uma fórmula para recuperar os R$ 73,8 milhões desviados pelo esquema do fundo Visanet. As três mídias DVD com a cópia da ação foram remetidas à Diretoria Jurídica do BB. Caberá a essa diretoria definir o melhor caminho para assegurar a devolução do dinheiro. O material será analisado pela área jurídica do banco, mas eventuais medidas deverão ser tomadas apenas no próximo ano. O nome do BB teve destaque no processo do Mensalão. O ex-diretor de marketing da instituição Henrique Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cumprir uma pena de 12 anos e 7 meses de prisão por envolvimento com o esquema. Decretada na semana passada, a prisão de Pizzolato não pode ser executada porque ele fugiu, provavelmente para Itália. Com dupla cidadania brasileira e italiana - ele dificilmente será extraditado. As autoridades brasileiras estudam formas para recuperar o dinheiro que teria sido repassado do fundo Visanet para uma agência de publicidade de Marcos Valério, também condenado no Mensalão. (EC)

O

pena a que foi submetido em razão da condenação na Ação Penal 470". "Além de estar cumprindo a pena em regime no qual se admite tal medida (trabalho fora), o requerente possui toda sua documentação pessoal em ordem, como certidão de nascimento, registro geral e inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas", ressaltam os advogados. (Estadão Conteúdo)


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Na Constituição que tenho não diz que o presidente do STF pode trocar juiz num canetaço. João Ricardo dos Santos Costa, da Associação dos Magistrados Brasileiros

Barbosa em guerra com meio jurídico Quatro entidades do meio jurídico criticam Joaquim Barbosa por juiz afastado da execução das penas do Mensalão; dirigente da AMB fala em 'canetaço'. Carlos Humberto SCO/STF

ntidades representativas de juízes e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reagiram ontem à substituição do juiz titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Ademar Vasconcelos, do processo do Mensalão. No lugar de Vasconcelos, o juiz Bruno André Silva Ribeiro passou a comandar a execução das penas dos condenados. Relator do processo do Mensalão, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, estava insatisfeito com Vasconcelos e teria feito pressão pela troca. Eleito no sábado para a presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o juiz João Ricardo dos Santos Costa disse que a substituição do juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal "fere o preceito constitucional de juízo natural", pelo qual o juiz não pode ser escolhido para julgar determinado processo ou ser trocado porque alguém não gostou de sua decisão. "Pelo menos na Constituição que eu tenho aqui em casa não diz que o presidente do Supremo pode trocar juiz, em qualquer momento, num canetaço", afirmou. Costa salientou que sua assessoria ainda busca informações sobre a decisão, o que, em tese, poderia levá-lo até a mudar a análise. Mas observou que, pelas notícias disponíveis, Vasconcelos foi substituído por exercer sua jurisdição e por tomar decisões que lhe cabia tomar e não porque tivesse cometido qualquer irregularidade. Sendo assim, conclui, não haveria motivo para a troca. "A Constituição

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não prevê isso; pelo menos a que tenho em mãos não", reiterou. "Sendo assim, não podemos abrir exceções." Costa salientou que não falava pela AMB, mas em seu

próprio nome, porque ainda não assumiu o novo cargo. A posse está marcada para 17 de dezembro. Coronelismo – A Associação dos Juízes para a Democracia Fabio Motta/Estadão Conteúdo

divulgou uma nota forte na qual fala até em "coronelismo judiciário". "Inaceitável a subtração de jurisdição depositada em um magistrado ou a realização de qualquer manobra

Presidente do STF, Joaquim Barbosa (na foto), teria trabalhado para substituir juiz. TJDF nega a intromissão e diz que atuação de substituto está dentro do ordenamento jurídico, " faz parte da rotina".

para que um processo seja julgado por este ou aquele juiz. O povo não aceita mais o coronelismo no Judiciário", afirmou a entidade. A Associação dos Juízes Federais do Brasil também demonstrou preocupação com o afastamento do magistrado do caso. OAB – Ontem, o conselho pleno da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aprovou por aclamação o envio de ofício ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o órgão verifique a regularidade ou não da substituição de Ademar Vasconcelos pelo juiz substituto. O CNJ é o órgão que exerce o controle externo do Judiciário. Mas também é presidido por Joaquim Barbosa. A Ordem afirma que não possui posição sobre o mérito das decisões tomadas na ação penal do Mensalão. "Possuímos o compromisso constitucional de verificar o cumprimento do devido processo legal e do princípio do juiz natural", afirma a nota da OAB. (Agências)

TJDF alega que subtituição faz parte da rotina Tribunal de Justiça do DF (TJDF) divulgou nota, ontem à noite, na qual informa que a atuação do juiz substituto da Vara de Execuções Penais (VEP) Bruno Ribeiro no processo do Mensalão faz parte da rotina da Corte e está "dentro do ordenamento jurídico nacional". O texto informa ainda que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) não definiu qual juiz da VEP deveria cuidar da pena dos condenados no Mensalão. Por essa razão, segundo a nota, não há que se falar em substituição do juiz responsável. A nota do TJDF só foi divulgada no final da noite após o novo comando da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticarem a troca do juiz responsável pela execução da pena no Mensalão. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo , o ministro Joaquim Barbosa estava insatisfeito com o titular da vara, juiz Ademar de Vasconcelos, por uma série de medidas complacentes com os réus. (Estadão Conteúdo)

O

Mulheres de Valério brigam por fazenda e caso vai parar na polícia Ele não se divorciou e assinou união estável com outra . Elas brigam. Pelos bens. om Marcos Valério de Souza preso em Brasília por causa da pena de 40 anos no julgamento do Mensalão, a atual e a ex-mulher do publicitário iniciaram, no último sábado, uma disputa pela posse de uma fazenda em Caetanópolis (120 km de Belo Horizonte). E a briga foi parar na polícia. A Polícia Militar registrou um boletim de ocorrência a pedido da atual mulher de Valério, Aline Couto, 21. Ela acionou a polícia porque a suposta exmulher de Valério, Renilda Santiago, 50, estava na fazenda para desalojá-la do local. Renilda conseguiu retirar a moça da fazenda, e a PM orientou as duas mulheres a resolverem o imbróglio na Justiça. " Ambas as partes foram orientadas a tomar as medidas legais para resolver o impasse", informou o setor de comunicação da PM. Quem acionou a PM foi a atual mulher de Valério, após ser avisada da chegada de Renilda à fazenda. Acompanhada por policiais, ela foi até a propriedade e encontrou os seus pertences já fora da mansão de cerca de 700 m². Não houve discussão, disse a PM. Aline ficou dentro do carro. A ocorrência afirma que "a envolvida (Aline) alega que tem relacionamento amoroso há aproximadamente um ano com o sr. Marcos (Valério) e que há 5 meses fizeram um contrato de união estável". Aline alegou que, "a pedido dele , ela continua morando no local". "Só que Renilda, a exmulher de Marcos, diz que eles estão separados, mas não judicialmente. E como é ela quem administra os bens da família, deslocou-se ao local e retirou pertences pessoais da

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Marina Silva em visita a dom Orani Tempesta, na Arquidiocese do Rio, com o deputado Miro Teixeira.

Marina contesta petistas e diz que não há preso político no Mensalão E ressalta a transparência de Walter Feldman, que foi citado no caso Siemens. ex-senadora Marina Silva (PSB-AC) afirmou ontem que não há presos políticos no processo do Mensalão. "Houve um julgamento de acordo com a democracia brasileira, dentro das instituições brasileiras." "Não vou julgar se a pena é justa ou não. Houve um julgamento e os juízes não foram indicados por nenhum partido político inimigo das pessoas julgadas. Não tenho nenhuma alegria e nenhum prazer com o que está acontecendo. Não caberá a nenhum de nós fazer uso político disso. Quero que aconteça justiça e justiça não é vingança. É reparação e vale para todos", afirmou. Evangélica, ela teve um encontro "de cortesia", como ela mesma definiu, com o arcebispo dom Orani Tempesta, na Arquidiocese do Rio. Marina foi acompanhada pelo deputado Miro Teixeira (PROS-RJ), arti-

A

culador da Rede Sustentabilidade e pré-candidato ao governo fluminense. De presente, ela ganhou uma medalha comemorativa da visita do papa Francisco à cidade, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Caso Siemens – Marina se solidarizou com o deputado Walter Feldman (PSB-SP), citado em relatório do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer por suposta "ligação muito próxima" com Arthur Teixeira, apontado pelo Ministério Público como responsável por p a g a m e n t o d e p ro p i n a s a agentes públicos. Feldman diz não conhecer Teixeira. "Walter ofereceu a quebra de sigilo fiscal, bancário, telefônico, em demonstração de que ele não tem temor das investigações. Não quero fazer julgamento nenhum. Quero que a gente tenha justiça. Eleição não é o momento de tentar

ganhar voto e simpatia em cima da honra de quem quer que seja. Jamais direi qualquer palavra contra Dilma (Rousseff, candidata à reeleição), contra Aécio (Neves, pré-candidato do PSDB a presidente) simplesmente para ter dividendo eleitoral. Minha expectativa é que possam agir assim em relação a nós." Marina lembrou que, em 2011, pediu para ser investigada pelo Ministério Público quando surgiram denúncias contra seu marido, Fábio Lima, por supostas irregularidades cometidas quando ela era ministra do Meio Ambiente. "Quando foram feitas acusações levianas contra mim, fui com meu marido ao Ministério Público pedir que fôssemos investigados. Foi o que Walter Feldman fez também", lembrou. "No meu caso, graças a Deus nada ficou provado". (Agências)

Aline alega que tem relacionamento amoroso há 1 ano com o sr. Valério e que há 5 meses fizeram contrato de união estável. BOLETIM DE OCORRÊNCIA DA PM A. no interior do imóvel." "A envolvida R. alegou que a envolvida A. não mora no local", diz ainda a ocorrência, motivo pelo qual os PMs orientaram as mulheres a resolverem a questão na Justiça. O casamento informal com Aline, feito por documento registrado em cartório, seria uma tentativa de Valério conseguir cumprir sua pena no presídio em Sete Lagoas (a 80 km de BH). O operador do Mensalão registrou como seu endereço eleitoral a fazenda em Caetanópolis. De lá até o

presídio são cerca de 40 km. É essa a distância que Aline teria que percorrer para as visitas íntimas que Valério terá direito – outro possível motivo para o casamento informal. O advogado de Valério no Mensalão, o criminalista Marcelo Leonardo, diz não cuidar dessa questão de área de família. Ele nada comenta sobre a suposta intenção de seu cliente de querer ficar preso em Sete Lagoas e sobre a vida pessoal de Valério. A fazenda teria sido arrendada em 2007 por Valério, quando seus bens já estavam bloqueados. Em 2008, houve uma cobrança judicial por causa de uma nota promissória de R$ 200 mil, que, na ocasião, Valério alegou que era sobre o arrendamento. Um acordo pôs fim à cobrança. Na época, a assessoria de Valério informou que o arrendamento estava previsto para cinco anos. Agora, passados seis deles, a fazenda ainda está sob seu controle. (Folhapress)

Andorra Holdings S.A. CNPJ no 08.503.501/0001-00 - NIRE 35.300.337.018 Ata Sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 28.10.2013 Data, Hora, Local: Em 28.10.2013, às 18h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Ariovaldo Pereira. Quórum de Instalação: Totalidade do Capital Social. Edital de Convocação: Dispensada a publicação, de conformidade com o disposto no § 4o do Art. 124 da Lei no 6.404/76. Deliberações: Aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão desta data (28.10.2013), dispensada sua transcrição, por tratar-se de documento lavrado em livro próprio, para reduzir o Capital Social, de conformidade com o disposto no Artigo 173 da Lei no 6.404/76, em R$108.570.435,60 (cento e oito milhões, quinhentos e setenta mil, quatrocentos e trinta e cinco reais e sessenta centavos), com o cancelamento de 62.208.794 (sessenta e dois milhões, duzentas e oito mil, setecentas e noventa e quatro) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, a fim de ajustar o valor do capital próprio da Sociedade que se mostra excessivo às suas efetivas necessidades. Esclareceu o senhor Presidente que: 1) a redução do Capital Social será concretizada mediante a restituição em dinheiro, aos acionistas da Sociedade, na proporção de suas participações no Capital Social, cujo pagamento será feito nesta data (28.10.2013), mediante crédito na conta corrente dos acionistas, sendo: a) R$58.637.207,25 para Bradesplan Participações Ltda.; b) R$49.933.228,35 para Miramar Holdings S.A.; 2) o “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 6o) O Capital Social é de R$106.429.564,40 (cento e seis milhões, quatrocentos e vinte e nove mil, quinhentos e sessenta e quatro reais e quarenta centavos), dividido em 259.170.723 (duzentos e cinquenta e nove milhões, cento e setenta mil, setecentas e vinte e três) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.”; 3) a Diretoria fica autorizada a praticar todos os atos necessários e a tomar todas as providências complementares à operação ora aprovada. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que para as deliberações tomadas o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período e como ninguém se manifestou, foi a Ata lavrada no livro próprio e lida, sendo aprovada por todos e assinada. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Ariovaldo Pereira; Acionistas: Bradesplan Participações Ltda. e Miramar Holdings S.A., ambas por seu Diretor, senhor Domingos Figueiredo de Abreu. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Ariovaldo Pereira – Secretário.


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STF vai decidir sobre planos econômicos

Lucas Prates/Estadão Conteúdo

Planos Bresser, Verão, Collor I e Collor II entram na pauta do STF neste fim de ano. ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello defendeu ontem o adiamento para 2014 do início do julgamento da constitucionalidade dos planos econômicos editados nas décadas de 80 e 90. Para ele, o tema tem grande relevância e não deveria ser discutido agora. O Supremo tem mais oito sessões plenárias antes do início do recesso de fim de ano, em 20 de dezembro. Para integrantes do STF, é possível que não haja tempo hábil para conclusão do julgamento este ano pois alguns ministros terão compromissos oficiais e não participarão de todas as sessões. A validade dos planos econômicos é o processo de maior relevância no STF este ano em relação ao total de pessoas atingidas. Cerca de 400 mil processos estão parados nos tribunais de todo o País à espera de uma decisão do STF. Nas décadas de 80 e 90, como tentativa de conter a hiperinflação, foram criados planos que alteraram o cálculo da correção dos saldos de poupança: planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991). Muitas pessoas que tinham dinheiro na poupança naquela época entraram na Justiça com ações individuais. Entida-

O

des como o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a Defensoria Pública da União também entraram com ações coletivas, ações civis públicas, que podem beneficiar muitas pessoas caso a decisão seja favorável aos consumidores. Na semana passada, o governo afirmou que uma decisão pró-poupadores no STF causaria aos bancos prejuízo de R$ 149 bilhões em valores

Não houve, que eu saiba, um pedido formal de adiamento. Mas isso é a visão de quem atua no Judiciário há 35 anos. MARCO AURÉLIO, MINISTRO DO STF

atualizados, o que significa um quarto do capital do sistema financeiro. A retração no crédito, conforme estimativas do governo, chegaria a R$ 1 trilhão. "Temos, na quarta-feira, uma questão muito séria, de repercussão maior no cenário nacional, os planos econômicos. Sob a minha ótica, esse processo deveria ser o primeiro do ano judiciário de 2014. Não é uma questão para ser

julgada no término do ano judiciário", disse Marco Aurélio. Ele disse que ainda não foi informado sobre pedido formal de adiamento do julgamento. Bancos e governo chegaram a sugerir que houvesse mais discussão sobre o tema. "Não houve que eu saiba pedido formal de adiamento. Mas isso é a visão de quem atua no Judiciário há 35 anos", justificou Marco Aurélio. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, esteve no STF ontem para se reunir com a ministra Cármen Lúcia – semana passada, ele se reuniu com vários outros ministros e com o presidente do STF, Joaquim Barbosa. A intenção é mostrar a todos o impacto que o sistema financeiro sofreria caso haja decisão pró-poupadores. RISCO DE QUEBRA Segundo Lauro Jardim, de Veja online, o STF recebeu ontem documento assinado pelos ex-ministros da Fazenda vivos e presidentes de Banco Central sobre o julgamento do processo que opõe poupadores e bancos. FHC, Ciro Gomes, Zélia Cardoso de Mello e Antônio Palocci, entre eles. Todos defendem os planos econômicos do passado e afirmam que, caso a decisão seja favorável aos poupadores, há um risco de quebra do País. (Agências)

Marco Aurélio: Sob a minha ótica, esse processo deveria ser o primeiro do ano judiciário de 2014.

Dilma: 'sociedade ainda é sexista e preconceituosa'. o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado ontem, a presidente Dilma Rousseff disse que "sociedade ainda é sexista e preconceituosa". "A violência contra a mulher envergonha uma sociedade que, infelizmente, ainda é sexista e preconceituosa", comentou em sua conta no Twitter. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993 e escolhida para relembrar o assassinato das irmãs Mirabal -Minerva, Pátria e Maria Teresa, organizadoras do movimento oposicionista Las Mariposas, mortas durante o governo do ditador Trujillo, da República Dominicana, em 1960. No dia 25 de novembro, Trujillo ordenou a execução delas. Elas foram pegas

N

desarmadas e levadas para uma plantação de cana-deaçúcar, onde foram apunhaladas e estranguladas. O assassinato causou grande comoção no país e contribuiu para acabar com a ditadura em 1961. Segunda a presidente a Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006, foi o alicerce do combate à violência contra as mulheres no País. "Combater à violência contra a mulher é condição para uma Nação mais justa, cidadã e igualitária. É uma forma de preconceito do "mais forte" contra a mulher apenas pelo fato de ser mulher. Graças às lutas das mulheres, o Brasil está mudando. A Lei Maria da Penha foi o alicerce do combate à violência contra as mulheres." Dilma também destacou o programa Casas da Mulher,

POLÍCIA FEDERAL

Campos mostra otimismo sobre apoio do PPS

400 kg de coca no helicóptero de senador Aeronave da família do senador cai cheio de droga dentro. De quem é culpa do tráfego? Do piloto. Lucas Prates/Estadão Conteúdo

helicóptero que foi apreendido no último domingo em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, com 445 kg de cocaína e R$ 16 mil em dinheiro, pertence a uma empresa da família do senador Zezé Perrella (PDT). Adefesa diz que a responsabilidade é do piloto da aeronave, que a teria usado sem permissão. A aeronave pertence à Limeira Agropecuária – empresa do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD), filho do senador Zezé Perrella (PDT). Gustavo não estava a bordo. O piloto usou o helicóptero sem permissão A Polícia Militar apreendeu mais de 400 quilos de cocaína na aeronave, na Região Serrana do Estado capixaba. Quatro pessoas foram presas, inclusive o piloto. A operação descobriu que traficantes estavam usando um helicóptero para transportar cocaína para dentro do Espírito Santo. A aeronave saiu de São Paulo.

e de difícil acesso, um helicóptero chegando na nossa região sem ninguém ter conhecimento. A maioria das aeronaves que vem para a região é para trazer autoridades ou algum visitante, mas tudo é avisando com antecedência", explicou o major Santiago.

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Deputado Gustavo Perella, o dono do helicóptero cheio de cocaína. APREENSÃO No momento da chegada da polícia, os cerca de 455 quilos de drogas já estavam prontos para serem despachados em dois carros. a polícia também conseguiu apreender R$ 16 mil que, de acordo com informações, seria fruto da venda da droga em questão. "A gente acredita que uma parte da droga possa ser desmembrada, para ser vendida no Espírito Santo, e uma

grande parte que vai para o tráfico de drogas internacional, sendo exportada para a E u ro p a " , a f i rm o u o m a j o r Santiago, da Polícia Militar daquele Estado. De acordo com a polícia, há 20 dias já estava sendo investigada a movimentação na propriedade rural, mas a presença do helicóptero chamou a atenção. "Era uma coisa totalmente inesperada, em um local ermo

PILOTO CULPADO O advogado da família Perrella, Antônio Castro, confirmou que o helicóptero é da Limeira Agropecuária, empresa que pertence aos filhos de Zezé Perrella, e afirmou que a responsabilidade pelo crime é do piloto da aeronave. Ainda de acordo com o advogado, o piloto tinha a chave da aeronave e agiu de forma indevida, sem autorização da empresa. Antônio Castro afirmou também que a empresa não costuma fazer rotas que ligam São Paulo ao Espírito Santo, e que a família vai tomar as medidas necessárias para ter de volta o helicóptero. A reportagem não localizou o advogado do piloto. (Agências)

STJ condena Diocese católica Tribunal bate o martelo: Igreja e padre terão de pagar indenização a garoto que sofreu abuso sexual. Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, manter decisão que condenou a Diocese de Umuarama, no Paraná, e um padre do local a pagarem indenização de R$ 100 mil a um garoto que sofreu abuso sexual quando tinha 14 anos, em 2002. O fato ocorreu na cidade paranaense de São Tomé. A decisão foi tomada em julgamento realizado na terça-feira passada (19) na

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análise de um recurso da Diocese, que questionou condenação no Tribunal de Justiça do Paraná. O TJ havia reconhecido "ato ilícito" do padre com "responsabilidade civil" da Igreja. Cada um foi condenado a pagar R$ 50 mil "de forma solidária". No processo, a Diocese de Umuarama argumentou que não houve responsabilidade solidária, uma vez que os atos foram "exclusivamente" praticados pelo padre que "desenvolvia trabalho

voluntário e vocacional de ordem religiosa". O TJ, porém, entendeu que o fato de ele cumprir funções e horários foram "suficiente para configurar a relação de preposição". A relatora do caso no STJ, ministra Nancy Andrighi, diz que ficou "evidenciada" a subordinação do padre à Igreja. "De sorte que o primeiro recebia ordens, diretrizes e toda uma gama de funções do segundo, e, portanto, estava sob seu

poder de direção e vigilância, mesmo que a ele submetido por mero ato gracioso (voto religioso)." Para ela, que foi acompanhada por outros três ministros da Terceira Turma, o padre "é para os fiéis a própria personificação da Igreja Católica, no qual, em razão do desempenho de tão importante papel, depositam justas expectativas de retidão moral e santidade". A diocese informou que vai recorrer junto ao Supremo Tribunal Federal. (Agências)

ligado à Secretaria de Políticas para as Mulheres, onde o governo atua com parceria com os demais Poderes para coibir a violência contra a mulher. "Nessas Casas estão os serviços para o atendimento à mulher com delegacia, Judiciário, Defensoria Pública e atendimento psicossocial." No começo do mês, ela disse que eram "alarmantes" os dados que indicavam crescimento de 18% nos registros de estupros no País. "A violência contra a mulher é uma vergonha que a sociedade brasileira precisa superar. Para isso é necessário: o fim da impunidade dos agressores, o combate implacável ao preconceito sexista, o respeito às diferenças e o apoio e acolhimento às vítimas." (Folhapress)

O mesmo vale para Aécio, seu provável rival. Mauro Campos/Estadão Conteúdo

Campos na inauguração do novo ambulatório do HBL. governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) se mostrou otimista ontem quanto à possibilidade de o PPS vir a apoiar o projeto nacional do PSB-Rede, com sua candidatura à presidência da República em 2014. "Acho que caminhamos bem nos últimos dias", afirmou ele, em rápida entrevista, depois de inaugurar ambulatório no Hospital Barão de Lucena, no Recife, ao comentar a decisão dos congressos estaduais do PPS neste final de semana. "Nós ficamos muito felizes com a decisão que saiu não só em São Paulo, mas também no Espírito Santo, já apontando nesta direção (apoio ao PSB-Rede)". Sem se referir aos Estados que tiveram decisão contrária – a exemplo do Rio de Janeiro – Campos disse que irá "aguardar tranquilamente"

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o debate interno do PPS para, "no tempo certo", o PSB-Rede poderem conversar com o PPS. Ele afirmou que deverá ter um encontro com o presidente nacional do partido, Roberto Freire, "nos próximos dias". Presidente nacional do PSB, Campos reiterou que na quinta-feira, será lançado, na internet, o documento de referência do PSB-Rede sobre um programa de governo a ser debatido com a sociedade em todo o País. "Nosso pessoal desenvolveu uma plataforma que vai permitir que o debate, daqui para frente, possa ter a contribuição de pessoas da sociedade, da academia, do movimento social, que vão poder sugerir, apontar um olhar de cada região do Brasil, de cada ponto, que será importante para a construção do programa de governo do PSB e da Rede". (Estadão Conteúdo)


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IRÃ TEM UM NOVO HERÓI O chanceler Zarif é recebido com festa em Teerã. Bilhões de dólares voltam a jorrar nas contas do Irã no exterior. ministro de Relações E x t e r i o re s d o I r ã , Mohammed Javad Zarif, foi recebido ontem como herói em Teerã. Centenas de pessoas foram recepcionar o "embaixador da paz" no aeroporto, com a esperança de que o acordo nuclear interino melhore a condição de vida no país após o alívio às sanções. A suspensão já começou a surtir efeito: os Estados Unidos desbloquearam US$ 8 bilhões em fundos retidos, e a União Europeia (UE) disse que começará "nas próximas semanas" a levantar as punições contra Teerã. Os elogios à equipe encarregada de negociar o acordo em Genebra também ocuparam a maioria dos jornais do I rã, entre eles o Armam Daily, que abriu sua capa com um taxativo: "É preciso dar uma medalha de ouro a Zarif". Já o diário Tehran Times destacou o discurso triunfalista do presidente iraniano, Hassan Rohani, que apresentou o pacto como uma conquista: "O mundo reconhece os direitos nucleares do Irã". Teerã anunciou ontem que os Estados Unidos, em virtude do acordo nuclear preliminar firmado no fim de semana, já desbloquearam US$ 8 bilhões que estavam retidos em bancos norte-americanos . O valor anunciado destoa da expectativa de funcionários do governo norte-americano no domingo, que estimavam um pacote de US$ 6 bilhões ou US$ 7 bilhões. Avaliações dos bens iranianos retidos nos EUA variam entre US$ 60 bilhões e US$ 100 bilhões.

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A UE também espera suspender, até janeiro próximo, parte das sanções ao Irã, o que também inclui permissão para repatriar lucros da venda de petróleo bloqueados em contas internacionais. O acordo inicial, que tem prazo de seis meses para ser aplicado, prevê que o Irã reduza o grau de enriquecimento de urânio, suspenda planos de expansão das centrais nucleares e permita monitoramento mais intrusivo por parte dos inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU). O pacto entre Irã e representantes das seis potências negociadoras (EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha) serve como teste de intenções antes de um acordo definitivo, possivelmente dentro de um ano. Em entrevista à televisão estatal, concedida ainda no aeroporto, Zarif declarou que o Irã está preparado para tomar as medidas necessárias para manter o acordo nos trilhos. Ele afirmou, porém, que o acordo interino pode ser interrompido a qualquer momento por Teerã. "Todas as medidas que tom a re m o s , a s m e d i d a s d e construção de confiança, são reversíveis e podemos retroceder rapidamente. Obviamente, esperamos não ter de fazer isso." Petróleo - Mesmo com dúvidas sobre se o acordo será honrado, investidores demonstraram otimismo. O barril tipo West Texas Intermediate caiu 0,79%, fechando a US$ 94,09, ontem. O tipo Brent foi cotado em baixa o dia todo, mas fechou com queda pequena, a US$ 111,00. Por causa de sanções, as exportações iranianas despencaram de 2,5 milhões de barris por dia em 2011 para 1 milhão hoje. (Agências) EPA/EFE

Iranianos seguram cartazes em apoio a Rohani no aeroporto de Teerã

O último apelo de Berlusconi

Alessandro Bianchi/Reuters

ex-premiê da Itália Silvio Berlusconi anunciou ontem que pedirá ao Tribunal de Apelações de Brescia a revisão do caso conhecid o c o m o M ediaset, pelo qual a Suprema Corte o condenou a quatro anos de prisão por fraude fiscal em agosto. Berlusconi disse ter 12 depoimentos em seu poder, incluindo sete novos, os quais o permitirão pedir essa revisão

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do caso, cuja condenação no Senado pode resultar na retirada de sua cadeira amanhã. "Peço para adiar o voto do Senado... Se fosse realizada, seria uma mancha no expediente do Senado." (Agências)

Israel não perdeu as esperanças Enviado viajará aos EUA para discutir acordo que colocará fim à 'capacidade militar nuclear do Irã' Amir Cohen/Reuters

pesar do Irã ter selado um acordo nuclear preliminar com as potências, Israel ainda não perdeu as esperanças de que poderá evitar o que o premiê Benjamin Netanyahu considerou como um "erro histórico". Um enviado viajará aos Estados Unidos para discutir o acordo definitivo com o Irã, previsto para ser concluído dentro de um ano. "Conversei na noite passada com o presidente (Barack) Obama. Concordamos em que nos próximos dias uma equipe israelense liderada pelo conselheiro de segurança nacional, Yossi Cohen, vá discutir com os EUA o acordo permanente com o Irã", disse Netanyahu publicamente a membros de seu partido, o Likud, ontem. "Esse acordo tem de produzir um resultado: o desmantelamento da capacidade militar nuclear do Irã." Israel continuou a destoar do otimismo internacional. "Eu ficaria feliz em poder me juntar às vozes em todo o mundo que saudaram o acordo de Genebra... mas ele continua a ser um mau acordo", declarou Netanyahu. "Ele reduz a pressão sobre o Irã sem receber nada tangível em

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Israel realiza exercícios aéreos multilaterais no deserto. Ação militar contra o Irã não foi descartada. troca... Reafirmo o meu compromisso, como primeiro-ministro de Israel, de evitar que os líderes do Irã alcancem a capacidade de destruir o Estado de Israel." Desgaste - As relações diplomáticas entre Israel e os EUA foram severamente desgastadas durante as negociações nucleares com o Irã. As supostas negociações pri-

Zelaya, um mau perdedor. O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya ameaçou ontem "ir às ruas" contra a "fraude" nas eleições presidenciais de domingo, cujo resultado oficial indica derrota por pequena margem de sua mulher, Xiomara Castro, frente ao candidato do partido conservador que governa o país, Juan Orlando Hernández. Xiomara e sua equipe disseram ontem ter uma pesquisa de boca de urna que a mostra como vitoriosa. Além disso, eles contestam a falta de apuração de cerca de 20% das atas eleitorais. "Vamos defender o triunfo que tivemos nas urnas", disse Zelaya, que governou o país centro-americano de 2006 a 2009, quando foi deposto por um golpe. Ele depois se refugiou na Embaixada do Brasil. Sem poder concorrer à presidência, o esquerdista lançou Xiomara. "Se necessário, iremos às ruas", disse ele, em um hotel de Tegucigalpa, cercado por militantes. O ex-presidente disse que não quer "nenhuma negociação" e que "não confia nas instituições de Honduras", controladas, segundo ele, pela "oligarquia". Inexperiente na política, Xiomara não apareceu em público ontem.

Após a coletiva, algumas dezenas de manifestantes marcharam em direção ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), sem incidentes. Com 58% dos votos apurados, Hernández tem 34,2%, contra 28,8% de Xiomara. O direitista também se declarou vencedor. Ontem, ele disse que "não negocia o triunfo com ninguém" e anunciou uma "comissão de transição". Apesar das denúncias de fraude por Zelaya, missões de observadores da União Europeia, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e dos Estados Unidos elogiaram o processo eleitoral. A embaixadora norte-americana em Honduras, Lisa Kubiske, declarou que o pleito "foi um processo transparente, com os partidos políticos bem representados em quase todas as mesas". Alguns países já reconheceram a vitória de Hernández, como Colômbia, Panamá e Guatemala. A principal surpresa foi a vizinha Nicarágua, governada pelo esquerdista Daniel Ortega, aliado fiel da Venezuela, de Nicolás Maduro. Já o governo brasileiro preferiu a cautela e não deve se pronunciar oficialmente até a conclusão da contagem dos votos. (Agências)

vadas entre EUA e Irã, culminando no acordo interino, foram recebidas em Israel com ultraje, de acordo com a mídia israelense. O Canal 2 noticiou que tal diplomacia secreta foi descoberta pela Inteligência de Israel, apesar dos esforços dos EUA em escondê-la. Segundo relatos, autoridades norte-americanas teriam se reunido cinco vezes nes-

te ano com figuras iranianas. A questão iraniana aproximou Israel, porém, de outras potências regionais, como a Arábia Saudita, desafeto do Irã. A primeira reação oficial da Arábia Saudita foi de cautela. Na avaliação de Riad, o acordo será um "bom primeiro passo" se houver "boa vontade" dos envolvidos. (Agências) Jorge Cabrera/Reuters - 24/11/13

Hernández e a esposa, Ana, comemoram em Tegucigalpa. Zelaya denuncia 'fraude' em vitória de governista.


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Latrocínios disparam em São Paulo Número de casos de roubos seguidos de morte na Capital dobrou em outubro, em relação ao mesmo período de 2012. Dados são da Secretaria de Segurança. ados da Secretaria de Estado da Segurança Pública divulgados ontem mostram uma redução no número de homicídios dolosos (com intenção de matar) no Estado de São Paulo, em outubro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, o número de roubos subiu e o de latrocínios – roubos seguidos de morte – simplesmente disparou, sendo que, apenas na cidade de São Paulo, o número de casos em outubro foi o dobro em comparação ao mesmo período em 2012. É o sétimo mês seguido de queda de homicídios. Em todo o Estado, o índice caiu 22,4% passando de 504 em outubro do ano passado para 391 em outubro deste ano. Na Capital, o índice caiu 28%, passando de 150 casos para 108. O número de mortes foi menor em 2013, com 413 vítimas. O número de vítimas difere dos casos de homicídios, pois há ocorrências em que há mais de uma vítima fatal. É o caso das chacinas. Já os roubos subiram 19% no Estado de São Paulo, saltando de 19.196 casos, no ano passado, para 22.818. A capital paulista acompanhou a tendência de alta e registrou um avanço de 23% no número de roubos na cidade. Outro indicador que cresceu na cidade de São Paulo foi o de latrocínios (roubo segui-

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do de morte). Nesse caso, os números são alarmantes: foram seis casos em outubro do ano passado e 12 no mesmo período deste ano. Em todo o Estado, os latrocínios passaram de 21, em outubro de 2012, para 29 neste ano. Veículos – Os casos de roubos de veículos cresceram 25% no Estado. Foram 7.165 registros em outubro passado contra 8.675 este ano. Na cidade de São Paulo, esse tipo de crime registrou alta de 25% – de 3.496 em 2012 para 4.386. Já os roubos de carga subiram 25% no Estado, passando de 577 casos para 726. Na Capital, a alta foi de 24% – 329 para 411 ocorrências. Por outro lado, os roubos a banco registraram queda de 37,5% em todo o território paulista. Na Capital, o índice caiu 25%. Segundo as estatísticas, os casos estupros também caíram. Em 2012, foram 1.239 ocorrências no mês de outubro, ante 912 neste ano. Na cidade de São Paulo a queda foi mais expressiva – 329 para 217, ou seja, uma redução de 34%. Site – O governo estadual lançou ontem uma ferramenta online que permite registrar denúncias de crimes por meio de computadores, tablets ou telefones celulares com acesso à internet. O serviço, lançado pelo Disque-Denúncia, está disponível no endereço elet r ô n i c o w w w. w e b d e n u ncia.org.br. (Agências)

Clayton de Souza/Estadão Conteúdo

Trânsito lento na Marginal Tietê, próximo à Ponte das Bandeiras, ontem de manhã: lentidão no período foi três vezes maior que a média.

Trânsito: novo recorde de lentidão. Mariana Topfstedt/Estadão Conteúdo

ais um recorde foi quebrado no trânsito de São Paulo. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), desta vez o trânsito recorde aconteceu no período da manhã e foi reflexo da chuva e de 22 acidentes registrados em importantes vias da cidade. Ao meio-dia, a lentidão foi três vezes maior do que a média para o dia e para o horário na cidade. No total, 185 quilômetros de ruas e avenidas registraram congestionamento. A média para o dia e para o horário é de 47 quilômetros de lentidão. À tarde, a lentidão chegou a 260 quilômetros às 18h, também acima da média para o período. A pior situação foi na zona oeste - 72 km de filas. Para a CET, uma manifestação de vigilantes na região

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Manifestação de vigilantes causou transtorno para motoristas central também interferiu na circulação dos veículos na Rua Líbero Badaró, no Viaduto do Chá, na Avenida Ipiranga, no Largo do Arouche, na Rua da Consolação e na Avenida Paulista. R e c o rd e s – Antes de ontem, a pior manhã no trânsito em São Paulo foi em 23 de se-

Tiago Mazza/Estadão Conteúdo

PM é baleado em assalto no shopping

ACIDENTE EM MINAS

U .Ó..RBITA

m policial militar foi baleado durante assalto a uma loja de artigos de surf no Shopping Plaza Sul, no Jardim da Saúde, zona sul de São Paulo, ontem. Inicialmente, a Polícia Militar havia informado que os ladrões tinham invadido uma joalheria, informação negada por comerciantes. O policial baleado foi levado para o Hospital São Paulo, também na zona sul, e não corre risco de morrer. A loja alvo da ação foi a Surfer's Paradise, no andar térreo do shopping. Segundo o gerente do estabelecimento, que preferiu não se identificar, o bando era formado por seis jovens. Pelo menos três deles estavam armados. "Cinco entraram na loja e um ficou do lado de fora. Eles pediram para provar algumas roupas, mas logo depois anunciaram o assalto. Antes mesmo, fiquei desconfiado e fui chamar um vigilante. O comparsa que estava do lado de fora avisou aos outros que os seguranças estavam vindo e foi aí que começou a confusão", disse. Segundo o gerente, os bandidos levaram 60 óculos de sol, relógios, camisetas, bermudas, pares de tênis e uma

tembro, às 9h, quando as vias monitoradas pela companhia registraram 151 quilômetros de congestionamento. No último dia 14, véspera de feriado, a cidade bateu o recorde histórico de lentidão no período da tarde, com 309 quilômetros de filas às 18 horas.

Faixas de ônibus – A chuva também impediu a instalação de novas faixas de ônibus na Capital. Apenas 900 metros dos 5,7 quilômetros de novas faixas exclusivas para coletivos previstas para entrar em funcionamento ontem conseguiram ser implantadas pela CET. A chuva impediu a pintura das demais faixas e ainda complicou a circulação dos trens do metrô. Segundo a companhia, das cinco linhas que operam na cidade, duas circularam com velocidade reduzida. Houve problemas nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha. As linhas 2-Verde, 4Amarela e 5-Lilás operaram normalmente. "Trilhos molhados têm menor aderência na chuva. Por isso, trens diminuem velocidade", disse a empresa, por meio de nota. (Agências)

ALERTA

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consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, em nota divulgada em seu site, alertou sobre aumento de incidência de arrastões (traduzidos para o inglês como "mass robberies") em áreas frequentadas por turistas. (Estadão Conteúdo)

m acidente entre um microônibus e uma carreta causou a morte de 14 pessoas e deixou onze feridos na manhã de ontem. A batida ocorreu no quilômetro 361 da BR-251, próximo ao trevo de acesso, na região norte de Minas Gerais. De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, todas as vítimas estavam no microônibus do Sistema Estadual de Transporte em Saúde e seriam levadas de Rubelita para receberem atendimento médico em Montes Claros, ambos os municípios também no norte mineiro. (Estadão Conteúdo)

DESCARRILAMENTO

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ubiu para oito o número de mortos no acidente com um trem de carga na tarde de domingo, em São José do Rio Preto (438 km de São Paulo), de acordo com a Polícia Militar. Outras cinco pessoas ficaram feridas. Duas pessoas estavam desaparecidas. As vítimas fatais do descarrilamento participavam de uma festa quando duas casas foram atingidas pela composição. Morreram duas crianças, uma adolescente e cinco adultos, entre eles uma mulher que estava grávida. (Folhapress)

Leonardo Soares/Folhapress

Funcionários e clientes do Plaza Sul tiveram de sair do shopping pequena quantia em dinheiro . "O maior prejuízo mesmo foi com os óculos, porque cada um custa entre R$ 500 e R$ 600." Um dos clientes da loja foi agredido. "Um rapaz e três moças estavam entrando na loja e um dos ladrões deu um empurrão no homem e disse que estava acontecendo um

assalto. O cliente achou que era brincadeira, mas o assaltante ficou nervoso e deu um tapa na cara dele." A assessoria de imprensa do shopping afirmou que o policial foi baleado quando os bandidos tentavam fugir, já do lado de fora do estabelecimento. (Estadão Conteúdo)

CHUVA – Movimentação de pedestres na Rua São Bento, no Centro, ontem. A aproximação de uma área de instabilidade que provocou as pancadas de chuva na Capital durante quase todo o dia vai continuar atuando hoje sobre São Paulo, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências.


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Monty Phython: 20 mil ingressos em 43,5 segundos. Pode parecer piada britânica, mas é verdade: ontem, os 20 mil ingressos da peça de reencontro de 30 anos da trupe do Monty Python esgotaram em 43,5 segundos. Logo, os humoristas anunciaram quatro apresentações extras, que tiveram ingressos esgotados em menos de uma hora.

MÚSICA

Tapete vermelho para o samba paulista André Domingues Dia do Samba, comemorado em 2 de dezembro, terá um significado especial neste ano, aqui em São Paulo: será anunciado, nessa data, o tombamento do tantas vezes marginalizado samba paulista. A festa será realizada no Teatro Municipal, contando com apresentações musicais de Germano Mathias, Osvaldinho da Cuíca, Beth Carval h o , Le c y B r a n d ã o , D o n a Inah, Riachão, Eliana de Lima, Quinteto em Branco e Preto e o grupo Samba de Roda de Pirapora do Bom Jesus. Serão eles os responsáveis por lembrar as obras inesquecíveis de Adoniran Barbosa, Geraldo Filme, Henricão e outros mestres. O começo das discussões sobre o tombamento do samba paulista foi atribulado. Tendo como modelo o movimento análogo feito no Rio de Janeiro, pensou-se em tombar o samba dos desfiles de carnaval, ignorando que seu estabelecimento por aqui só se deu na década de 70 do século passado. Os debates, por outro lado, serviram para se recordar a rica variedade de sambas paulistas de raízes mais profundas, presentes tanto na memória das ruas da capital, quanto nos batuques de terreiro do interior. Um caso interessante é o do samba-de-bumbo, muito valorizado nas festas caipiras do Bom Jesus de Pirapora, que será mostrado no Municipal por um grupo de remanescentes liderado pe-

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la anciã Maria Esther. Outro caso é o da tiririca, uma espécie de capoeira sambada cultivada, sobretudo, entre os valentes de São Paulo e de Santos, cuja apresentação será confiada a Osvaldinho da Cuíca. São manifestações musicais tipicamente paulistas, mas também muito diferentes entre si, o que dá uma dimensão do grande e valoroso esforço dos técnicos na escrita do memorial descritivo do tombamento. A escolha das atrações para o evento foi, em geral, muito feliz, reunindo nomes marcantes no cotidiano cultural paulista, como Dona Inah, Eliana de Lima e o Quinteto em Branco e Preto, e prestigiando dois representantes históricos de máxima importância no gênero: Germano Mathias e Osvaldinho da Cuíca. A curadoria acertou, igualmente, ao convidar a carioca Beth Carvalho para participar do show, já que é a autora de um dos mais importantes discos sobre o samba paulista, o antológico Beth Carvalho Canta o Samba de São Paulo, de 1994. Para os interessados em assistir ao evento é necessário um aviso: os ingressos serão distribuídos gratuitamente no dia do show e a produção recomenda retirá-los por volta das 19h. A antecedência é realmente importante, já que um bom número de lugares do teatro está reservado para as comunidades de samba da cidade.

Coltrane e Arismar em sido comum o público de música instrumental se mobilizar a cada vez que vem um grande nome internacional, como o clarinetista e saxofonista Ravi Coltrane, filho da pianista Alice e do lendário saxofonista John Coltrane. Seu show Spirit Ficcion, que segue com méritos a linha experimental da família, fez evaporarem os ingressos das duas noites programadas para esta semana. Tal sucesso não deve ofuscar, porém, o ótimo momento vivido pela música instrumental brasileira. É possível encontrar qualidade semelhante por aqui, embora sem o mesmo verniz, em shows como o do multiinstrumentista Arismar do Espírito Santo, que tem o apoio dos craques Ítalo Perón, no bandolim, Léa Freire, na flauta, e Thiago do Espírito Santo (filho-prodígio de Arismar), no contrabaixo. Dois tributos também chamam a atenção nesta semana, um para Cazuza, outro para Paulo Vanzolini. Viva Cazuza é uma grande homenagem que, além de reunir parceiros e intérpretes do compositor, como Leoni, Gal Costa e George Israel, ainda traz cinco números apresentados com uma imagem holográfica do artista. O segundo, por sua vez, mostra releituras de sambas clássicos de Vanzolini, a exemplo de Volta por Cima e Ronda, feitas pelo também compositor Roberto Riberti. Os destaques da programação paulistana incluem, ainda, o espetáculo com ares de cabaré Entre Cabelos, Olhos & Furacões, do cantor Filipe Catto, e o show Black Sunday, do grupo norte-americano de rap-pop Cypress Hill, que retoma seu bem-sucedido disco de 2003, puxado pelo hit Insane in the Brain.

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Mercado (caipira) de Peixe comemoração modesta dos 15 anos da banda bauruense Mercado de Peixe, que ocorre no próximo domingo, no Espaço Cultural Puxadinho da Praça, não faz jus às expectativas que cercaram o seu surgimento. Acontece que a banda foi um dos principais expoentes de uma renovação da música caipira que, à maneira de um mangue-beat paulista, misturava a sonoridade do pop-rock, os recursos modernos da eletrônica e a redescoberta de dos toques de viola e dos ritmos tradicionais. Os resultados não eram sempre bons, mas, ao menos como proposta de uma música caipira esteticamente atualizada, tinham tudo para chacoalhar a vida cultural do estado, especialmente no interior. A movimentação, contudo, acabou se diluindo sem deixar marcas profundas. Restaram, apenas, algumas boas canções, como Trans Rondon Express, São Gonzalo e a versão para Fogo no Canaviá, de Alvarenga e Ranchinho, compiladas no álbum XV, que documenta os 15 anos de existência do grupo. São menos lembranças de um passado glorioso do que testemunhos de um futuro que (ainda) não veio.

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GARGAREJO Seleção dos espetáculos da semana Arismar do Espírito Santo Gênero: instrumental jazzbrazuca Teatro Anchieta, Sesc Consolação – Rua Dr. Vila Nova, 245. Tel.: 3234.3000 Dia 2, às 19h Grátis Cypress Hill, abert. Edi Rock – Black Sunday Gênero: nostalgia rap-pop

Espaço das Américas – Rua Tagipuru, 795. Tel.: 3864.5566 Dia 27, às 21h R$ 180 – R$ 280 Felipe Catto – Entre cabelos, olhos & furacões Gênero: cabaré pop Teatro Renault – Av. Brig. Luís Antônio, 411. Tel.: 4003.5588 Dia 26, às 21h R$ 50 – R$ 120

Germano Mathias, Osvaldinho da Cuíca, Beth Carvalho, Leci Brandão e outros – Samba paulistano Gênero: samba paulista Teatro Municipal – Praça Ramos de Azevedo, s/n. Tel.: 3397.0300 Dia 2, às 21h Grátis Leoni, Gal Costa, Paulo Ricardo,

Guto Goffi, George Israel e outros – Volta Cazuza Gênero: tributo Parque da Juventude – Av. Zaki Narchi, 1309. Dia 30, às 19h Grátis Mercado de Peixe – XV Gênero: antologia de rock caipira

Espaço Cultural Puxadinho da Praça – Rua Belmiro Braga, 216. Tel.: 2597.0055 Dia 1, às 19h R$ 15 Ravi Coltrane – Spirit Ficcion Gênero: jazz pós-bop Teatro Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076.9700

Dias 26 e 27, às 21h R$ 40 Roberto Riberti Canta Paulo Vanzolini Gênero: tributo Sesc São Caetano – Rua Piauí, 554. Tel.: 4223.8800 Dia 29, às 20h R$ 10 (Cotação AD)

CINEMA NA TV Doris Day, Bill Murray e Woody Allen: em todos os formatos. Ana Barella Fotos: Arquivo DC,

À esquerda, Doris Day. Acima: Os Caça-fantasmas, Woody Allen e Julia Roberts, close de Doris, e o cartaz de Confidências à Meia-Noite. oris Day, estrela do cinema das décadas de 50 e 60, mostra hoje seu talento na telinha. Mais especificamente na TV Cultura, que exibe o clássico Confidências à Meia-Noite (1959) à 00h. No longa-metragem, ela contracena (aos tapas) com Rock Hudson,

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com quem divide uma linha telefônica e logo se apaixona. Além de atuar em diversas comédias românticas da época (muitas delas com Rock Hudson) também foi cantora talentosa – chegou a ganhar um Oscar de melhor canção com Secret Love, trilha sonora do filme Ardida como

Pimenta (1953). Quem perder o filme na TV pode conferir em DVD (R$ 19,90). Já na Rede Globo quem faz rir é Bill Murray, em Os Caça-fantasmas (1984), exibido hoje na clássica Sessão da Tarde. Murray também esrá na telona no filme Um Final de Semana em Hyde Park (2012), a

partir de sexta (29). Woody Allen também pode ser visto nos doisformatos: em Todos Dizem Eu Te Amo (1997), exibido pelo Telecine Touch, às 22h, na quinta, e em seu novo trabalho, Blue Jasmineno circuito de cinemas.

CINEMA: MUSAS, NOVA GERAÇÃO. NO CCBB. Nesta quarta (27): A Bela Junie, às 16h30; e Terapia de Risco, às 19h. Rua Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3651. R$ 3 e R$ 4. 14 anos.


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Sonequinha na praia

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Nuvem carregada

O fotógrafo lituano Tadao Cern adora praias. No verão que passou, ele se dedicou a fotografar banhistas dormindo na praia. A intenção, segundo ele, era mostrar as férias de pessoas reais e, por isso, a série ganhou o título "Comfort Zone", em que cada foto conta uma história.

Criação do designer Jeong Seungbin garante água na dose certa e constante para suas plantinhas. goo.gl/SWaJG3

http://goo.gl/AHr6oa

.C..OPA 2014

.T..ECNOLOGIA

Felipão: 'Se Pelé falou, dá errado' t é c n i c o Lu i z Fe l i p e Scolari voltou ontem a mostrar confiança no título do Brasil na Copa do Mundo de 2014. O treinador da seleção brasileira reiterou seu otimismo ao ironizar os comentários de Pelé, que colocou Alemanha e Espanha como as favoritas a levar a taça. "Se o Pelé falou que a Alemanha é a favorita, mantenho mais ainda o que falei sobre o Brasil, porque quando o Pelé

Perigo à espreita Depois que duas empresas lançaram armas impressas em 3D, a cidade de Filadélfia, nos EUA, foi a primeira a votar e aprovar por uninimidade uma lei banindo a impressão desses objetos. http://goo.gl/V7U5Ka

.C..HINA

Roubou o iPhone, mas devolveu contatos Um ladrão que roubou um iPhone na China teve o trabalho de copiar a mão, em 11 páginas, a lista de contatos gravada no aparelho. Segundo a agência de notícias Xinhua, o proprietário, Zou Bin, tinha cerca de mil contatos gravados no iPhone. Convencido de que o

O treinador também disse que já definiu o grupo de jogadores que irá disputar a Copa do Mundo de 2014. "Tenho a seleção '105% definida' para Copa, tenho 25 jogadores e tenho que tirar dois", disse. "Não estão mais sobrando vagas". O aviso sobre a falta de vagas pode ter sido enviado para algum jogador específico. Fora da lista dos mais convocados pelo técnico, Ganso foi enaltecido por Muricy Rama-

lho no último domingo: "Tomara que o Felipão tenha visto essa jogada. O que o Ganso fez é brincadeira. É coisa de quem sabe. Poucos sabem fazer. Não temos mais o número 10. Hoje só vemos correria", disse Muricy, dando seu recado ao técnico da seleção. Ontem, Felipão fez questão de deixar bem clara sua posição: "Eu vejo tudo, mas a escolha é minha. Não escalo o time dos outros", comentou.

Marcelo D'Sants/Frame

O

fala, dá errado", disse o treinador, ao lembrar a fama de "péfrio" do rei do futebol. Pelé comentou sobre a Copa na semana passada, ao ser questionado sobre as seleções favoritas. Ele disse que alemães e espanhóis estariam um nível acima das demais equipes. "Quando o Pelé fala que é a Alemanha, pode ser que a Alemanha não chegue", respondeu Felipão, em tom de brincadeira.

ladrão havia roubado seu telefone quando compartilharam um mesmo táxi, Zou enviou mensagens de texto ameaçadoras dirigidas ao ladrão. Poucos dias depois, recebeu um pequeno pacote com o cartão SIM do aparelho e os contatos copiados no papel.

.L..EILÃO Luke MacGregor/Reuters

s

Boas energias por US$ 129 mil Funcionário da Summers Place Auctions, na Inglaterra, posa ao lado de uma amonita, raro fóssil considerado por esotéricos portador de boas energias. O fóssil vai a leilão amanhã e é avaliado em US$ 129 mil.

SINAL VERDE PARA ADONIRAN - O cruzamento das ruas Rui Barbosa e Conselheiro Carrão, em São Paulo, teve o semáforo trocado por esta homenagem ao compositor Adoniran Barbosa. João Rubinato, nome de batismo de Adoniran, faleceu em 23 de novembro de 1982, há 31 anos.

.A..RTE

.S..AÚDE

Chileno é 7ª pessoa a sobreviver à raiva

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Massa começa na Williams após o Natal Depois de encerrar a sua trajetória na Ferrari no domingo, no GP do Brasil de Fórmula 1, Felipe Massa disse ontem que vai se apresentar à Williams nas próximas semanas, mas só deve iniciar mesmo o

trabalho após o Natal. Antes, vai participar da festa de Natal da Ferrari. Felipe Massa foi requisitado pela nova equipe para a preparação do carro de 2014, que será bem diferente do atual.

.L..OTERIAS Concurso 986 da LOTOFÁCIL

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Concurso 3349 da QUINA

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A experiência do infinito

A artista japonesa Yayoi Kusama produziu uma nova pintura-instalação em que recria, com espelhos, o espaço infinito. Em exposição na galeria David Zwirner em Nova York.

Após ficar quatro meses internado, o chileno César Barriga se tornou a sétima pessoa no mundo a sobreviver à raiva. Barriga, de 25 anos, foi contaminado pela mordida de um cachorro doente e teve todos os sintomas de raiva: alterações neurológicas, paralisia do sistema nervoso, dificuldades para respirar e falar, segundo o diagnóstico médico. O jovem foi tratado por uma equipe liderada pelo especialista americano em raiva, Rodney Willoughby.


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terça-feira, 26 de novembro de 2013

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CONSUMIDOR 1% MAIS CONFIANTE Índice de Confiança do Consumidor da FGV aumentou 1% em novembro, sobre outubro. Mas expectativa de inflação é de 7,3%, maior do que a dos economistas, na casa dos 6%.

Prepare-se para as mudanças do IR. Para o bem e para o mal. Há vantagens, como multas menores e prazo maior para as empresas que precisarem parcelar seus débitos. Mas, de acordo com tributaristas, também existem 'pegadinhas' no calhamaço de 100 artigos da nova lei. Sílvia Pimentel

tre outros. "A MP veio regular todas as modificações referentes às normas contábeis, legislação tributária estabelecendo em quais sido Imposto de Renda tuações haverá ou não efeitos da Pessoa Jurídica fiscais”, resume o advogado. Conforme a MP, os novos (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líqui- critérios de apuração dos imdo (CSLL) das empresas brasi- postos vão vigorar obrigatoleiras vai mudar radicalmente riamente a partir de 2015. Mas para se adequar aos padrões o texto permite às empresas internacionais da contabilida- optarem pelas novas regras já de. As mudanças estão previs- a partir de 2014. Quem não optas na Medida Provisória nº tar, ficará mais um ano sob a 627, publicada no último dia regra atual. O artigo 67, por 12, que também altera a apu- exemplo, estabelece que os ração da base de cálculo do lucros ou dividendos calculaPrograma de Integração So- dos com base nos resultados cial (PIS) e da Contribuição so- apurados entre 1º de janeiro bre o Financiamento da Segu- de 2008 e 31 de dezembro de ridade Social (Cofins), além da 2013 pelas empresas tributatributação dos lucros auferi- das com base no lucro real, dos no exterior. Debruçados presumido ou arbitrado em sobre o extenso texto com 100 valores maiores aos apurados artigos e inúmeros detalhes, pelas novas regras contábeis advogados tributaristas anali- vigentes em 31 de dezembro sam os principais impactos de 2007 estarão isentos do impara as empresas. Embora o posto de renda na fonte. E fisco tenha melhorado as con- também não integrarão a badições para que as compa- se de cálculo do IR ou CSLL das nhias parcelem seus débitos, pessoas físicas ou jurídicas rea legislação contém surpresas sidentes ou domiciliados no desagradáveis, na opinião de País ou no exterior. Entretanto, o artigo 70 diz que essa especialistas. De imediato, a MP extingue isenção será aplicada somente às pessoas o chamado jurídicas que Regime Tribup a s s a re m a tário de Tranadotar as resição (RTT) a Aos poucos, gras a partir partir de algumas maldades de 2014. 2015. Esse “ É u m a regime espeocultas estão sendo pressão para cial vigorou descobertas. Por q u e a s e mnos últimos exemplo, a norma presas façam seis anos e foi veta a utilização a opção no instituído pafiscal do ágio próximo ano ra estabelepelas novas cer a neutralirealizado em regras contidade tributáoperações de das na MP”, ria com relapermuta de ações. esclarece. Na ção à adoção ADOLPHO BERGAMINI, opinião do d a s n o rm a s ADVOGADO. advogado, i n t e r n a c i ocom “essa nais de contabilidade. Em outras palavras, pegadinha”, as empresas preo RTT permitia ajustes para cisam avaliar com cuidado se que as companhias não tives- existe vantagem em abrir sem aumento de carga tribu- mão dessa isenção. “É uma tária com os novos métodos e opção que o fisco dá de forma critérios contábeis, introduzi- forçada, o que abre brechas dos pela Lei 11.638/2007, que para discussões judiciais”, geraram novas receitas e des- afirma. Na opinião do advogado, em tese, a adaptação conpesas. “A legislação é extensa e, tábil não poderia implicar em aos poucos, algumas malda- aumento de carga tributária, des ocultas estão sendo des- como prevê a Lei 11.638. Sobre a tributação dos lucobertas", explica o advogado Adolpho Bergamini, sócio do cros auferidos no exterior, a escritório Bergamini & Colluc- MP possibilita que a pessoa juci Advogados."Por exemplo, a rídica domiciliada no Brasil panorma veta a utilização fiscal gue o IR e a CSLL por controlado ágio realizado em opera- das na proporção em que os ções de permuta de ações”. resultados forem distribuídos. Pela nova legislação, nas aqui- O pagamento poderá ser feito sições e reorganizações socie- até o quinto ano subseqüente tárias, somente o ágio gerado ao período de apuração. Quanto aos programas de entre as empresas independentes será dedutível do IRPJ e parcelamentos do IRPJ e da da CSLL. Com isso, não será CSLL incidentes sobre os lumais aceita a dedução gerada cros de controladas e coligaentre empresas do mesmo das no exterior, a MP estabelece regras mais vantajosas na grupo. O advogado Edemir Mar- comparação com as anterioques de Oliveira, do escritório res, previstas na Lei 12.865. Marques de Oliveira, reforça Agora, o parcelamento dos trique a legislação, considerada butos poderá ser feito em até um marco legal nas normas 180 vezes, com redução de tributárias, trará um grande 80% das multas e de 50% dos impacto para as empresas, juros. Antes, as empresas só porque trata de conceitos co- podiam parcelar em 120 vemo receita bruta, despesas, zes, com redução de 80% das equivalência patrimonial, en- multas e de 40% dos juros.

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O Leão europeu mira quem ganha muito mas paga pouco Alvos são empresas que faturam bilhões num país e pagam impostos em outro com taxas menores Kai Pfaffenbach/Reuters

União Europeia afirmou ontem que pretende eliminar uma brecha no sistema tributário que permite a empresas pagar menos impostos ao desviar o registro de lucros para o exterior. O plano vem em meio a um furor causado na Europa pelas práticas tributárias de grandes conglomerados como Apple e Google. A proposta da Comissão Europeia, braço executivo da UE, tem como objetivo impulsionar a receita fiscal dos países da região, num momento em que medidas de austeridade prejudicam a arrecadação, e garantir que as empresas paguem quantias justas de impostos. "Não podemos mais permitir que aproveitadores

A

Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt: tapando brechas na lei. tenham lucros enormes na UE sem contribuir para os cofres públicos", comentou o comissário fiscal da UE, Algirdas Semeta, em comunicado. A UE está preparando uma ofensiva contra a

sonegação de impostos numa tentativa de expandir a receita tributária, fortemente atingida pela crise financeira na zona do euro, e acalmar a frustração dos eleitores com medidas de austeridade que levaram

a cortes de serviços públicos e aumentos de impostos para pessoas físicas. Em reunião de cúpula realizada em maio, líderes da UE prometeram aumentar a cooperação no combate à evasão e fraudes fiscais após uma série de reportagens sobre empresas que usavam brechas fiscais para reduzir suas despesas com impostos. A comissão está propondo mudanças a uma lei de 1990 criada para evitar dupla taxação no mercado único, mas que está sendo usada por algumas empresas para evitar o pagamento de impostos sobre transferências de recursos de subsidiárias para as matrizes. (EC)


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Que investidor vai se interessar por um aeroporto dentro da cidade, sem condições de crescer? Moreira Franco, ministro-chefe da Aviação Civil.

São sete os interessados na BR-163 Leilão da rodovia responsável por escoar grande parte da safra do MT será amanhã. Concessão de 30 anos demandará investimentos de R$ 4,6 bilhões. Nacho Doce/ Reuters

m total de sete grupos, sendo dois consórcios e cinco empresas isoladas, irão participar do leilão de concessão do trecho da BR-163 no Mato Grosso, segundo informou ontem a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As empresas CCR, Triunfo, Odebrecht, Invepar e Galvão Engenharia entregaram cada uma propostas isoladas para participarem do leilão. Já a Ecorodovias formou consórcio com seis outras empresas, enquanto a Fidens Engenharia entregou a proposta em consórcio com quatro outras companhias. O trecho a ser leiloado possui 855 quilômetros, com início na divisa com o estado de Mato Grosso do Sul, e término no quilômetro 855, no Mato Grosso. O trecho de estrada atravessa 19 municípios, entre eles, alguns que respondem por grande parte da produção agrícola do Mato Grosso, como Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. A rodovia federal é o principal canal de escoamento da safra agrícola daquele Estado. Somente pelo trecho da BR163 que vai de Sinop, no médio-norte, até Rondonópolis, no sul do estado, são escoadas mais de 20 milhões de toneladas de grão por ano. A safra mato-grossense de grãos é de aproximadamente 50 milhões de toneladas. Entretanto, a estrada também está entre as mais perigosas do País. Em 2012, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, aconteceram 81 mort e s n a B R- 1 6 3 , o s e g u n d o

Pausa nos leilões de aeroportos

U

governo federal vai fazer uma pausa nas licitações de aeroportos, após ter concedido cinco dos maiores terminais do País à iniciativa privada em 2013 e no ano passado. "Privatização não é nosso foco agora", disse ontem o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco. Na sextafeira, o governo passou à iniciativa privada os terminais de Galeão (RJ) e Confins (MG), pelos prazos de 25 anos e 30 anos, respectivamente, levantando R$ 20,8 bilhões. Os consórcios privados vencedores terão 51% dos aeroportos, enquanto a Infraero terá 49%. No mesmo modelo, o governo transferiu o controle dos terminais de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) para a iniciativa privada em fevereiro de 2012, arrecadando R$ 24,5 bilhões. "Agora precisamos passar a uma nova fase, a qualidade dos aeroportos, e vamos trabalhar nisso a partir de 2014", disse Moreira Franco. Patinho feio – Segundo ele, o aeroporto de Congonhas, na capital paulista, não é atraente para concessionários privados, diante da localização e escassas possibilidades de ampliação. "Você acha que algum investidor vai se interessar por um aeroporto dentro da cidade, sem condições de crescer?", disse o ministro. Moreira Franco disse que a concessão do terminal Santos Dumont, na capital fluminense, também não está em estudo. Ele afirmou ainda que o governo deve assinar amanhã uma política comercial que deve definir preços praticados por lojistas nos aeroportos do País. "Não é possível que o preço do pão de queijo no aeroporto de Minas Gerais seja o mais caro do Brasil", disse. O ministro não mencionou, no entanto, como o governo pretende, com o decreto, evitar a prática de preços abusivos. (Reuters)

O

maior número de vítimas entre as estradas do Mato Grosso. A mais fatal daquele Estado foi a BR-364. As propostas – A entrega das propostas pelos participantes do leilão ocorreu ontem, na sede da BM&FBovespa, onde também será realizado o leilão. Na manhã de ontem, apenas alguns representantes dos grupos falaram com a imprensa, informando que sete grupos haviam apresentado propostas. Entre os que formaram consórcio, a Ecorodovias se uniu a

Coimex Empreendimentos e Participações, Rio Novo Locações, Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação, Contek Engenharia, A. Madeira Indústria e Comércio e a Urbesa Administração e Participações. Já o consórcio da Fidens tem também a Construtora Artepa M. Martins, Via Engenharia, Construtora Barbosa Mello e Carioca Christiani-Nielsen Engenharia S/A, mantendo a composição do consórcio que participou do último leilão de rodovias em setembro. O leilão da rodovia ocorre

amanhã, e segue a licitação dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), realizada na última na sexta-feira. I n v e s ti m e n t o – Segundo o edital da (ANTT) em meados de outubro, a tarifa de pedágio teto é de R$ 0,055, com valor estimado do contrato de R$ 14,75 bilhões. A concessão da BR-163 será de 30 anos e exigirá investimentos de R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 2,4 bilhões nos primeiros cinco anos. A taxa interna de retorno estimada pelo governo é de 7,2%.(Agências)

A BR-163 está entre as mais perigosas do País. Em 2012, ocorreram 81 mortes na estrada. Trecho que será reformado tem 855 km.

Programa quer tirar 200 mil caminhões velhos das ruas Nacho Doce/ Reuters

s dez principais entidades envolvidas com o transporte rodoviário de carga apresentaram ontem ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), um programa conjunto nacional de renovação de frota de caminhões. A ideia é substituir os veículos com mais de 30 anos de uso – atualmente são cerca de 200 mil caminhões, ou 7% da frota total – que estão envolvidos em 25% dos acidentes graves ocorridos no País. Como a proposta prevê a substituição desses veículos em uma década, aproximadamente 20 mil unidades devem retiradas por ano de circulação. "Espera-se, portanto, que o programa reduza drasticamente este índice e evite milhares de

A

mortes todos os anos, além de reduzir os gigantescos congestionamentos devido à quebra ou acidentes, que só em 2012 geraram custos de R$ 4,9 bilhões", informa comunicado divulgado ontem pelas entidades. O documento não detalha quais foram as condições pedidas ao governo para a troca dos caminhões ou mesmo qual será o destino dado aos veículos antigos. "A redução gradual dessa frota de veículos antigos é uma maneira racional de promover a substituição dos antigos, inseguros e poluentes veículos sem criar nenhuma bolha de consumo", informou o comunicado. A troca de um caminhão com idade superior a 30 anos por um novo trará uma redução de 87% nas emissões de carbono, 81%

Abes tenta barrar exploração de xisto Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) protocolou uma carta no Palácio do Planalto pedindo para que a presidente Dilma Rousseff determine que "seja imediatamente retirada" do edital da 12ª Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a exploração de gás ou óleo de xisto. A licitação está prevista para os dias 28 e 29 de novembro. A Abes advertiu para os riscos dessa exploração, ressaltando que eles são pouco conhecidos e alertando para a possibilidade de

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contaminação da água potável. Na carta, a entidade adverte que "a tecnologia atualmente utilizada para a exploração – a fratura hidráulica – tem sido proibida em diversos países onde foram considerados patentes e indiscutíveis os riscos de danos às águas subterrâneas e superficiais". A carta destaca ainda que no Brasil a exploração de gás de xisto acarretará riscos de contaminação dos aquíferos. O texto recomenda "a realização de estudos que ofereçam melhor conhecimento sobre as condições da exploração e os impactos ambientais associados".

nas de hidrocarbonetos, 86% nas de óxido nitroso e 95% de materiais particulados. Os caminhões novos consomem ainda 10% menos diesel, o que trará uma economia de R$ 5 bilhões em dez anos com a menor importação desse combustível. As entidades que participaram da elaboração do estudo são: Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Instituto Aço Brasil, Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), Sindicato Interestadual da Indústria de

Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Sindinesfa), Sindicato

Presidente da Honda agradece apoio de Dilma presidente mundial da Honda Motor Company Ltd., Takanobu Ito, disse ontem que conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre o ambiente de negócios da empresa no Brasil. "Hoje, pude transmitir à presidenta que essa longa data que a Honda atua no Brasil, por mais de 42 anos, se deve à colaboração e apoio do governo brasileiro. Anunciei à presidenta que lançaremos amanhã (hoje) a pedra fundamental do início das obras da fábrica em Itirapina", disse, numa curta declaração. De acordo com dados publicados anteriormente pela Honda, o investimento total no projeto será de cerca de R$ 1 bilhão. A previsão é que a

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fábrica empregue 2 mil funcionários e produza um automóvel compacto, da categoria do Honda Fit. "Pude transmitir a ela (Dilma) que desenvolvemos nossos negócios a ponto de chegarmos a esse início da construção de uma segunda planta. Pude reportar que o desenvolvimento de pesquisas da Honda no Brasil para adequar os produtos à região está em pleno vapor", afirmou. De acordo com Ito, também se conversou na reunião sobre o investimento da empresa na produção de energia eólica no Rio Grande do Sul. "A presidenta demonstrou-se feliz por essa estratégia que fortalece o sistema produtivo do Brasil", disse.

Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. (AE)

A proposta é substituir todos os veículos com mais de 30 anos de uso em um prazo de uma década.

Recall: BMW alerta sobre falha eletrônica. BMW comunicou ontem o recall de motocicletas fabricadas entre fevereiro de 2011 e março de 2012, conforme nota do Procon-SP. Os proprietários devem comparecer a uma concessionária da marca para realização de reprogramação do sistema eletrônico de gerenciamento do motor. O chamado ocorre pois a empresa identificou a possibilidade de ocorrer alteração do funcionamento do motor devido a falha no módulo de gerenciamento eletrônico. Nestas condições, o motor da motocicleta poderá ser desligado de forma

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inesperada durante a pilotagem, o que pode causar acidente e danos físicos e materiais ao condutor, passageiro e terceiros. Para mais informações a BMW disponibiliza o telefone 0800 707 3578, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h e o site www.bmw.com.br O Procon-SP lembra que o recall envolve tanto as unidades adquiridas da concessionária quanto de pessoa física. Não há prazo limite para atendimento à campanha. Se o consumidor tiver qualquer dificuldade para efetuar o reparo/substituição, deve procurar um órgão de defesa do consumidor.


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Acredito que a gente reverta em dezembro e gere, senão superavit, pelo menos uma balança equilibrada. Ministro Fernando Pimentel

No comércio exterior, só "equilíbrio". Ministro do desenvolvimento admite que neste ano haverá, "no máximo", um pequeno saldo positivo na balança comercial brasileira. Pedro Ladeira/Folhapress

ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel admitiu ontem que, em previsão "otimista", o "máximo" que o governo espera neste ano é uma balança comercial equilibrada ou um "pequeno saldo" positivo. A balança, que registra o saldo entre exportações e importações do País, voltou a ficar negativa em outubro, último cálculo divulgado pelo governo. Após dois meses consecuticos de resultados positivos, o deficit comercial do mês passado ficou em US$ 224 milhões, pior resultado para outubro desde 2000. Com isso, o resultado acumulado no ano, que passara a positivo no início do mês, está novamente no vermelho. O saldo negativo registrado de janeiro a outubro é de US$ 1,8 bilhão, o maior para o período desde 1998. "Tudo o que nós podemos fazer está sendo feito. Ainda estamos com um deficit acumulado em novembro. Não tenho o dado preciso, mas caiu muito o deficit para um valor razoavelmente pequeno, entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, no máximo. Vamos ver como fecha o mês de novembro", disse o ministro. "Ainda acredito que a gente consiga re-

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Dívida bate em R$ 2 trilhões

Pimentel descarta que haja um "sinal vermelho" no saldo comercial e afirma que "não há um desequilíbrio" na balança. verter em dezembro e gerar, senão superavit, pelo menos uma balança equilibrada. Mas vamos aguardar". Segundo Pimentel, as exportações do agronegócio e da mineração "vão bem". "Começa-

mos a corrigir o problema da conta-petróleo, que foi nosso principal problema ao longo do ano. As plataformas que voltaram a operar agora começam a render bons resultados, então sou otimista. Vamos conseguir

equilibrar a balança. Vamos trabalhar para isso." Ele descartou que há um "sinal vermelho" no saldo comercial e que "não há um desequilíbrio" na balança. "No ano que vem, estaremos com esse pro-

blema resolvido [paralisação das plataformas de petróleo por conta da greve na Petrobras]. Neste ano, o máximo que podemos esperar é uma balança equilibrada, com um pequeno saldo, se tiver." (Folhapress)

BB quer ampliar o Banco Postal Banco do Brasil planeja ampliar a oferta de serviços para todo o País em uma parceria em partes iguais com os Correios para fazer do Banco Postal uma instituição capaz de oferecer produtos como seguros, microcrédito e cartões pré-pagos. O banco, que venceu em 2011 a concorrência para ser o novo parceiro dos Correios no Banco Postal por um prazo de cinco anos, assinou ontem um memorando de entendimento com a empresa para estudar a ampliação do modelo de ne-

O

estoque total da dívida mobiliária federal subiu 1,69% em outubro ante setembro, e foi a R$ 2,02 trilhões, o maior da série histórica, informou ontem o Tesouro Nacional. No mesmo período, a dívida pública interna cresceu 1,91%, atingindo R$ 1,93 trilhão, devido a emissões líquidas de títulos públicos federais no valor de R$ 18,6 bilhões e apropriação de juros de R$ 17,5 bilhões. Do total das emissões feitas no mês passado, o Tesouro emitiu R$ 2,35 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Em relação à composição da dívida, os títulos prefixados atingiram 40,74% do total, ante 40,36% em setembro. Os papéis corrigidos pela inflação somaram 35,04% do total, ante 35,10% no mês anterior. Já os títulos atrelados aos juros básicos ficaram em 19,95% do total, menor que os 20,04% no mês anterior. Entre os detentores dos papéis, a participação dos investidores estrangeiros caiu em outubro para 16,91%, frente a 17,22% em setembro. Em outubro, o estoque da dívida externa ficou em R$ 88,85 bilhões. No mês passado, o governo realizou a primeira emissão soberana externa desde maio, captando US$ 3,2 bilhões com o Global 2025, operação que pagou o maior spread em quatro anos em títulos soberanos. (Reuters)

O

gócios conjunto. "A ideia seria transformar a parceria em uma sociedade de fato, com participação acionária de 50 por cento", afirmou Alexandre Abreu, vice-presidente de negócios de varejo do BB, em referência à criação de uma instituição financeira nos moldes de bancos postais internacionais. O anúncio do reforço na parceria acontece em um momento em que os bancos públicos se preparam para desacelerar crédito em 2014, diante de regras mais duras de capital estabelecidas no acor-

do de Basileia 3 e de piora nas expectativas por conta da deterioração fiscal do governo. Quando venceu o leilão dos Correios, o BB estimou que atrairia 10 milhões de novos clientes nos cinco anos de duração do contrato. Do início da parceria, em 2012, até agora, foram abertas 2,2 milhões de contas correntes. A mudança no modelo acelerará o processo, disse Abreu. A expectativa do BB é que os estudos de viabilidade para a formação do Banco Postal terminem em meados do próximo ano. Segundo Abreu, o investimento do Banco do Brasil não será elevado. "A operação já existe. Ela vai agregar toda a infraestrutura tecnológica do BB à infraestrutura dos Correios. É um investimento residual, se houver", afirmou Abreu. Atualmente, os Correios têm cerca de 6.400 agências próprias no Brasil. "O público mais atraente é a nova classe média. É a novidade em termos de mercado, porque esse pessoal não tem banco ainda. Disputar cliente que já é correntista de banco é mais difícil", disse Abreu, acrescentando que o banco poderá oferecer ainda crédito imobiliário. O BB estima em 55 milhões o número de pessoas sem acesso ao sistema financeiro e

Elza Fiúza/ABr

Banco Postal: desde 2012, já foram abertas 2,2 milhões de contas. Wilson Dias/ABr

Abreu, do BB: "Ideia seria transformar a parceria em uma sociedade". em R$ 600 bilhões a movimentação de recursos desse público ao ano. O aprofundamento do relacionamento dos Correios com o BB só foi possível após promulgação da lei 12.490, de 16

de setembro de 2011, que permitiu aos Correios participar de empresas e desenvolver serviços financeiros. Segundo o presidente da BB Seguridade, Marcelo Labuto, depois da formação da parce-

ria no Banco Postal, a empresa de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil fará acordos com os Correios para a oferta de seus produtos na rede de agências da estatal. (Reuters)

Mercado prevê aperto monetário maior em 2014 conomistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva de que a Selic será elevada em 0,5 ponto percentual, encerrando o ano a 10% mas passaram a ver um aperto monetário maior em 2014, revelou a pesquisa Focus do Banco Central desta

E

semana. A expectativa para o ano que vem agora é de que a taxa básica de juros encerre a 10,50%, ante 10,25% na semana anterior. O detalhamento das projeções mostra que os economistas esperam uma alta de 0,25 ponto percentual logo em janeiro, com outra

também de 0,25 ponto em dezembro. As projeções para a Selic no Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, não sofreram alterações, mas mostram um aperto ainda maior em 2014. Pela mediana, foi mantida a perspectiva de que o juro básico encerrará 2013 a 10% e 2014 a 11%. O cenário de inflação alta, perto do teto da meta do governo – de 4,5% pelo IPCA com tolerância de 2 pontos percentuais – vêm sustentando as expectativas de aperto monetário. Em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou

a alta a 0,57%, acumulando em 12 meses 5,78%. O Focus mostrou que a expectativa dos economistas para a inflação neste ano foi reduzida levemente a 5,82%, ante 5,84% na semana anterior. Para 2014, a projeção é de IPCA a 5,92%, ante 5,91%. Entretanto a projeção para o dólar neste ano, cuja alta vem alimentando os temores inflacionários, subiu a R$ 2,30, ante R$ 2,27 anteriormente. Por sua vez, a expectativa para o crescimento da economia brasileira foi mantida tanto para 2013 quanto para o próximo ano, a 2,5% e 2,1% respectivamente. (Reuters)


ECONOMIA - 17

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 30 DE SETEMBRO DE 2013 A Itautec S.A., companhia brasileira de capital aberto atuante no setor de tecnologia em soluções de automação bancária, automação comercial, serviços tecnológicos e computação, apresenta seus resultados consolidados relativos ao período de janeiro a setembro de 2013, preparados e apresentados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), e conforme as normas internacionais de relatórios financeiros IFRS (International Financial Reporting Standards) emitidas pelo IASB (International Accounting Standards Board), e tendo sido auditados pela Baker Tilly Brasil Auditores Independentes S/S, contam com o parecer favorável dos auditores externos. GESTÃO ESTRATÉGICA

Reposicionamento Estratégico da Itautec No período, foram concluídos os processos relacionados à reorganização operacional da Itautec, com o intuito de preparar a Companhia para a concretização da parceria estratégica com a OKI Electric Industry Co. Ltd. (“OKI”). Neste sentido, criou-se nova empresa nomeada “BR Indústria e Comércio de Produtos e Tecnologia em Automação S.A.” (“BR Automação”), que recebeu todo o suporte necessário à atuação no mercado, incluindo tecnologias, patentes, propriedade intelectual e demais ativos, inclusive contratos, e transferência de funcionários e especialistas dos segmentos de Automações e Serviços. A partir de 1º de setembro, a BR Automação passou a ser responsável pelo fornecimento de equipamentos, software e serviços, além da demanda de garantia e manutenção relacionadas aos segmentos de Automações e Serviços. Após a concretização da parceria estratégica, a OKI terá participação de 70% na BR Automação e a Itautec S.A., em conjunto com a sua controlada integral, Itautec Participações e Comércio S.A., os 30% remanescentes. Com relação à desativação paulatina das atividades da Unidade de Computação, ocorreu, no terceiro trimestre, a finalização da operação de vendas de produtos no segmento de computação pessoal. A desativação da Unidade não acarretará qualquer prejuízo ao cumprimento integral de todos os contratos e obrigações de fornecimento dos equipamentos da marca Itautec/InfoWay, bem como o atendimento ao consumidor e os serviços associados a essa manutenção. DESEMPENHO CONSOLIDADO A análise do desempenho da Companhia nos períodos encerrados em setembro de 2013 e 2012 leva em consideração as informações financeiras consolidadas antes da reclassificação dos resultados, ativos e passivos das operações de Soluções de Automação e Serviços Tecnológicos. Nas demonstrações contábeis, os resultados destas operações estão apresentados na rubrica “Resultado líquido de operações descontinuadas”. A receita líquida consolidada de vendas e serviços acumulada de janeiro a setembro de 2013 foi de R$ 805,7 milhões, com redução de 30,9% em relação ao mesmo período de 2012, em razão, principalmente, das reduções oriundas da diminuição de escopo e renegociações contratuais com clientes do setor bancário e perda de um grande contrato de serviços de logística a partir do segundo trimestre de 2012, que impactaram o desempenho da Unidade de Serviços Tecnológicos, pela desativação paulatina da Unidade de Computação, que resultou na redução no número de equipamentos expedidos no período, além da menor expedição de ATMs em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro bruto acumulado de janeiro a setembro foi de R$ 44,0 milhões, 74,6% inferior ao reportado no mesmo período de 2012, em razão das reduções nas margens das Unidades Soluções de Computação, consequência do início da desativação da operação, e devido às reduções na receita líquida nas unidades de Soluções de Automação e Serviços Tecnológicos. Em razão dos fatores descritos acima, incluindo os impactos financeiros relacionados à reestruturação da Companhia, o resultado líquido acumulado do ano foi um prejuízo de R$ 324,8 milhões. O saldo de disponibilidades financeiras ao final de setembro de 2013 é de R$ 52,5 milhões e a dívida financeira bruta R$ 136,3 milhões, resultando em uma dívida líquida de R$ 83,8 milhões.

Capacidade de Investimentos (R$ milhões) Disponibilidades de R$ 52,5 MM em 30/09/2013 155,3

151,8

140,1

143,4

Quantidades Expedidas (Mil unidades)

Janeiro a Setembro de 2013

Janeiro a Setembro de 2012

Variação

4,2

5,5

(23,9%)

155,1 112,5 267,6

277,1 145,4 422,5

(44,0%) (22,6%) (36,7%)

Equipamentos de Automação Bancária ATMs Computadores Notebooks/Netbooks Desktops/All-in-Ones/Servidores Total

No acumulado de janeiro a setembro de 2013, o LAJIDA (EBITDA) foi negativo em R$ 242,7 milhões. O LAJIDA (EBITDA) Ajustado no ano, incluindo os impactos da reestruturação da Companhia, ocorridos no segundo trimestre de 2013, foi negativo em R$ 79,1 milhões. A tabela a seguir apresenta a reconciliação do LAJIDA (EBITDA) de acordo com a Instrução CVM Nº 527/12, excluindo do indicador, quando aplicável, os eventos de natureza extraordinária de forma a proporcionar melhores informações sobre a capacidade de geração operacional de caixa da Companhia. Janeiro a Janeiro a (Em milhões de R$, exceto quando indicado) Setembro de 2013 Setembro de 2012 Lucro/(Prejuízo) Líquido Imposto de Renda e Contribuição Social Resultado Financeiro, Líquido LAJIR (EBIT) Depreciação e Amortização LAJIDA (EBITDA) ¹ Eventos de Natureza Extraordinária LAJIDA (EBITDA) Ajustado Margem LAJIDA (EBITDA) Ajustada Margem LAJIDA (EBITDA)

(324,8) 65,4 2,6 (256,8) 14,1 (242,7) 163,6 (79,1) (9,8%) (30,1%)

(18,5) 0,3 (3,9) (22,1) 14,2 (7,9) (7,9) (0,7%) (0,7%)

(1) LAJIDA (Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ou EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization). OPERAÇÕES ITAUTEC UNIDADE SOLUÇÕES DE AUTOMAÇÃO A Unidade Soluções de Automação atua na comercialização de produtos e soluções de automação bancária e automação comercial destinados aos mercados brasileiro e internacional. A receita líquida acumulada de janeiro a setembro de 2013 da Unidade atingiu R$ 221,1 milhões, montante 20,5% inferior em relação ao mesmo período de 2012, em razão do menor número de ATMs expedidos no período (4,2 mil unidades em 2013 ante 5,5 mil unidades em 2012), sendo que, naquele período, foi reconhecida a parcela da receita líquida referente a projeto de biometria para um banco privado nacional. UNIDADE SERVIÇOS TECNOLÓGICOS A Unidade Serviços Tecnológicos atua na prestação de serviços de manutenção em parques tecnológicos e em projetos de investimentos das empresas, incluindo a prestação de serviços de instalação, infraestrutura, cabeamento e rede, monitoração, manutenção e reparo de equipamentos próprios e de terceiros, nas áreas de automação bancária, automação comercial, computação e telecomunicações. A receita líquida da Unidade acumulada de janeiro a setembro de 2013 atingiu R$ 220,6 milhões, 39,0% inferior à registrada no mesmo período de 2012. Este resultado reflete as reduções oriundas de diminuição de escopo e renegociações contratuais impostas pelo setor bancário, além da perda de um grande contrato de serviços de logística a partir do segundo trimestre de 2012. UNIDADE SOLUÇÕES DE COMPUTAÇÃO A Unidade Soluções de Computação atua na comercialização de microcomputadores (desktops, notebooks, netbooks e servidores) e de soluções integradas e revenda de softwares. A receita líquida acumulada de janeiro a setembro de 2013 foi de R$ 364,1 milhões, 30,9% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior, em razão do início da desativação paulatina da operação.

136,3

INVESTIMENTOS Foram investidos no período de janeiro a setembro R$ 60,3 milhões, dos quais R$ 49,6 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D), em sua maior parte direcionados ao desenvolvimento de produtos nos segmentos de automação bancária e automação comercial, incluindo hardware e software, e R$ 10,7 milhões em imobilizado operacional.

83,8 (22,7)

(44,6)

(14,4)

Set/12

Dez/12

Mar/13

LANÇAMENTOS A Itautec lançou produtos de automação bancária durante a CIAB FEBRABAN 2013 - maior evento do setor financeiro e da área de Tecnologia da Informação da América Latina. Entre os produtos lançados destaque para o ATM Adattis 2userS, equipamento de última geração que combina um único cofre, uma CPU e um dispensador de notas viabilizando dois pontos de atendimento ao cliente a partir de um único equipamento. No terceiro trimestre, foi lançado o Security Pass (solução de segurança para controle de acesso a ambientes de tesouraria), uma evolução da solução Security Way, ampliando sua aplicação para a tesouraria das agências bancárias e agregando identificação biométrica e um inovador sistema de contagem automática de pessoas. Durante a participação da Itautec na Autocom 2013, 15ª Exposição e Congresso de Automação Comercial, Serviços e Soluções para o Comércio, foi apresentado o PDV Móvel, solução que permite levar o PDV (Ponto de Venda) até o cliente dentro do ambiente de loja, possibilitando maior comodidade para os clientes, e a Etiqueta Eletrônica, solução que permite a gestão dos preços de forma simples, eficaz e centralizada.

32,1

Jun/13

Set/13

Dívida Líquida

Dívida Bruta

Informações Financeiras Consolidadas (Em milhões de R$, exceto quando indicado)

Janeiro a Setembro de 2013

Janeiro a Setembro de 2012

Variação

805,7 221,1 364,1 220,6 44,0 (190,9) (109,9) (242,7) (79,1) (259,4) (324,8) 232,8 (92,0) 5,5% (9,8%) (30,1%) (32,2%) (40,3%) 701,8 52,5 136,3 83,8 218,6

1.166,8 278,1 526,9 361,8 173,4 (191,2) (4,3) (7,9) (7,9) (18,2) (18,5) (18,5) 14,9% (0,7%) (0,7%) (1,6%) (1,6%) 1.082,1 178,1 155,3 (22,7) 523,9

(30,9%) (20,5%) (30,9%) (39,0%) (74,6%) (0,2%) 2430,3% 2957,0% 896,5% 1324,0% 1657,6% 397,9% (9,4 pp) (9,1 pp) (29,4 pp) (30,6 pp) (38,7 pp) (35,1%) (70,5%) (12,2%) (58,3%)

Receita Líquida de Vendas e Serviços Soluções de Automação Soluções de Computação Serviços Tecnológicos Lucro Bruto Despesas Operacionais Outros Ganhos (Perdas), Líquido LAJIDA (EBITDA)¹ LAJIDA (EBITDA) Ajustado Lucro/(Prejuízo) Operacional Antes do I. Renda e C. Social Lucro/(Prejuízo) Líquido Eventos de Natureza Extraordinária Lucro/(Prejuízo) Líquido Ajustado Margem Bruta Margem LAJIDA (EBITDA) Ajustada Margem LAJIDA (EBITDA) Margem Operacional Margem Líquida Ativo Total Caixa e Equivalentes de Caixa Dívida Bruta Dívida Líquida Patrimônio Líquido

(1) LAJIDA (Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ou EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization).

RECONHECIMENTOS A Itautec foi premiada em três categorias do World Finance Technology Awards 2013, reconhecimento criado pela revista internacional World Finance para identificar as melhores práticas no ambiente financeiro e empresarial. • Melhor desenvolvedora de soluções de segurança da América Latina (Edições: 2011/2012/2013); • Melhor empresa de soluções tecnológicas de automação bancária da América Latina (Edições: 2011/2012/2013); • Melhor provedora de soluções de Middle & Back Office da América Latina (Edição: 2013). A Itautec foi indicada como finalista da categoria Comunicação e Transparência da edição 2013 do prêmio Ética nos Negócios. Organizado pelo Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios, atualmente em sua quarta edição, esta premiação reconhece as iniciativas das organizações no sentido de promover a ética no meio empresarial. A seleção da Companhia como finalista considerou a preocupação e cuidado em fornecer informações específicas aos públicos interno e externo, incluindo parceiros comerciais e demais partes interessadas, sobre o processo de reposicionamento estratégico da Itautec e anúncio da parceria com a OKI Electric. AÇÕES SOCIOAMBIENTAIS A Itautec concluiu no primeiro trimestre de 2013, o desenvolvimento de seu inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), referente às operações de 2012 realizadas na unidade industrial, filiais de serviços e escritório administrativo, atingindo 41.561 toneladas de CO2 equivalente (tCO2e). Este trabalho está de acordo com as normas do GHG Protocol, do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). Pelo segundo ano consecutivo, a Itautec respondeu voluntariamente ao questionário do Carbon Disclosure Project - CDP, utilizando como base o inventário de emissões de gases de efeito estufa. O CDP é uma iniciativa europeia do setor financeiro que incentiva empresas a divulgar compromissos e políticas relacionados às mudanças climáticas. RECURSOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL Ao final de setembro de 2013, o quadro de colaboradores do Grupo Itautec era composto por 4.493 funcionários diretos, sendo 91 alocados nas subsidiárias no exterior e mais sete diretores estatutários. No acumulado do período, foram direcionados R$ 237,0 milhões em remuneração direta e R$ 26,0 milhões em benefícios, incluindo assistência médica e odontológica, alimentação, transporte e treinamento para desenvolvimento técnico e capacitação profissional. Em setembro, foram transferidos 4,0 mil funcionários diretos da Itautec S.A. ligados às Unidades Soluções de Automação e Serviços Tecnológicos para a empresa BR Automação, como parte do processo de parceria estratégica firmado junto à OKI. AUDITORES INDEPENDENTES Nos termos da Instrução CVM 381/03, informamos que não foram contratados junto à Baker Tilly Brasil Auditores Independentes S/S quaisquer serviços além daqueles relativos aos de auditoria em 2013. A política de atuação da Itautec na contratação de serviços não relacionados à auditoria externa dos nossos auditores independentes se fundamenta na regulamentação aplicável e nos princípios internacionalmente aceitos que preservam a independência do auditor e consistem em: (a) o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, (b) o auditor não deve exercer funções gerenciais no seu cliente e (c) o auditor não deve promover os interesses de seu cliente. AGRADECIMENTOS Agradecemos aos nossos funcionários pelo comprometimento e dedicação e aos acionistas, clientes e fornecedores pela confiança nos planos empreendidos pela Itautec. São Paulo, 25 de novembro de 2013. A Administração.

BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais - R$)

Nota Explicativa __________

Ativo

Circulante Caixa e equivalentes de caixa Clientes Valores a receber controladas Estoques Tributos a recuperar Créditos com plano de previdência Valores a receber e despesa antecipada Total do ativo circulante

7 8 23 9 10 30

Ativos de operações descontinuadas

Não circulante Clientes Valores a receber controladas Valores a receber Tributos a recuperar Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais e outros créditos Créditos com precatórios Créditos com plano de previdência Investimentos em controladas Outros investimentos Imobilizado Intangível

8 23 10 11 12 13 30 14 15 16

Total do ativo não circulante

Total do ativo

Controladora 30 de 31 de Setembro Dezembro de 2013 _________ de 2012 ________

Consolidado 30 de 31 de Setembro Dezembro de 2013 _________ de 2012 _________

5.840 89.898 4.722 84.881 19.027 10.117 4.761 ________ 219.246 ________

158.306 204.536 19.354 244.918 23.974 8.906 _________ 659.994 _________

17.490 196.420 93.894 223.646 85.868 266.195 19.158 36.099 10.117 4.242 _________ 8.850 _________ 230.769 _________ 731.210 _________

166.752 ________ 166.752 ________

__________________-

313.366 __________________ 313.366 __________________

14.903 974 -

134 22.257 276

5.483 20.177 65.099 15.096 44.496 40.014 5.672 ________ 211.914 ________

65.029 19.388 65.099 71.692 70.589 61.516 22.889 _________ 398.869 _________

5.483 67.539 20.294 19.564 65.099 65.099 15.096 71.692 1.917 1.955 40.032 63.576 5.672 23.863 _________ _________ 157.698 _________ 344.439 _________

________ 597.912 ________ ________

_________ 1.058.863 _________ _________

_________ _________ 701.833 1.075.649 _________ _________ _________ _________

3.131 974 -

7.109 24.042

Passivo _______ Circulante Fornecedores Valores a pagar controladas Empréstimos e financiamentos Instrumentos financeiros derivativos Obrigações com pessoal Impostos e contribuições a pagar Dívidas com pessoas ligadas Outras provisões e contas a pagar Receitas diferidas Dividendos propostos/Juros sobre capital próprio Total do passivo circulante Passivos de operações descontinuadas Não circulante Valores a pagar controladas Empréstimos e financiamentos Dívidas com pessoas ligadas Provisões para contingências Outras provisões e contas a pagar Provisão para perdas com investimento Receitas diferidas Total do passivo não circulante Patrimônio Líquido Capital social Reservas de capital Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Prejuízo acumulado no período

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA O PERÍODO DE 9 MESES FINDO EM 30 DE SETEMBRO (Em milhares de reais - R$, exceto o lucro líquido por ação)

Nota Explicativa __________

23 17 4

18 19

23 17 20 14 19

21 21 21

Participação dos não controladores Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

Controladora 30 de 31 de Setembro Dezembro de 2013 de 2012 _________ _________

Consolidado 30 de 31 de Setembro Dezembro de 2013 de 2012 _________ _________

37.798 210 53.070 1.331 8.211 3.183 40.233 16.015

46.361 654 46.901 429 64.487 19.046 190 85.896 29.175

37.801 53.070 1.331 8.211 5.658 40.227 16.015

48.714 49.546 429 66.415 23.653 190 89.970 29.175

26 ________ 160.077 ________ ________________-

185 _________ 293.324 _________ __________________-

27 _________ 162.340 _________ 128.086 _________ 128.086 _________

185 _________ 308.277 _________ __________________-

6.580 80.245 85.854 5.396 21.364 19.769 ________ 219.208 ________

104 102.292 210 85.141 8.630 26.296 _________ 222.673 _________

80.245 102.292 210 87.360 86.112 5.396 8.630 19.769 _________ 26.296 _________ 192.770 _________ 223.540 _________

280.000 17.069 (1.235) 247.055 (324.262) ________ 218.627 ________218.627 ________ 597.912 ________ ________

280.000 22.067 (1.258) 242.057 _________542.866 _________542.866 _________ 1.058.863 _________ _________

280.000 17.069 (1.235) 247.055 (324.262) _________ 218.627 10 _________ 218.637 _________ 701.833 _________ _________

280.000 22.067 (1.258) 242.057 _________542.866 966 _________ 543.832 _________ 1.075.649 _________ _________

Controladora 30 de 30 de Setembro Setembro de 2013 _________ de 2012 ________ Receitas Vendas de mercadorias, produtos e serviços Outras receitas Provisão para créditos de liquidação duvidosa

Insumos adquiridos de terceiros Custo dos produtos vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros Valor adicionado bruto Depreciação e amortização Valor adicionado líquido produzido Valor adicionado recebido em transferência Resultado da equivalência patrimonial Resultado financeiro Valor adicionado total a distribuir Distribuição do valor adicionado Remuneração do trabalho Remuneração direta Benefícios FGTS Impostos, taxas e contribuições Federais Estaduais Municipais Remuneração de capital de terceiros Remuneração dos acionistas Prejuízos retidos do período Valor adicionado total distribuído Atribuível a: Acionistas da Companhia Participação dos não controladores

840.348 38.774 949

1.136.552 7.064 (607)

_________ 880.071 _________

_________ 1.143.009 _________

Consolidado 30 de 30 de Setembro Setembro de 2013 _________ de 2012 _________ 894.611 41.258 976

1.166.776 8.537 (954)

_________ _________ 936.845 _________ 1.174.359 _________

(508.379) (591.647) (520.279) (591.331) (286.726) _________ (205.516) _________ (339.125) _________ (226.421) _________ (795.105) _________ (797.163) _________ (859.404) _________ (817.752) _________ 84.966 345.846 77.441 356.607 (12.771) (13.507) (14.128) (14.208) _________

_________

_________ _________

72.195 _________

332.339 _________

63.313 342.399 _________ _________

(49.429) 4.793 16.759 _________ 25.371 _________ 39.525 _________ 362.503 _________ _________ _________

178 153 21.355 _________ 34.379 _________ 84.846 _________ 376.931 _________ _________ _________

208.452 23.321 33.388 _________ 265.161 _________ _________

212.874 25.832 15.430 _________ 254.136 _________ _________

237.017 220.634 26.037 26.310 33.388 _________ 15.430 _________ 296.442 _________ 262.374 _________ _________ _________

59.743 7.281 9.893 _________ 76.917 _________ 21.709

74.886 9.144 16.126 _________ 100.156 _________ 26.691

66.356 75.611 7.867 9.143 10.850 _________ 16.165 _________ 85.073 _________ 100.919 _________ 28.139 32.118

(324.262) _________ (18.480) _________ (324.808) _________ (18.480) _________ (324.262) _________ (18.480) _________ (324.808) _________ (18.480) _________ 39.525 _________ 362.503 _________ 84.846 _________ 376.931 _________ _________ _________ _________ _________ (324.262) (18.480) (546) __________________ (324.808) _________ (18.480) _________ _________ _________

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Prejuízo líquido do período Outros componentes do resultado abrangente Ajuste de conversão de investimentos no exterior Hedge de investimento líquido Valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda

Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social Prejuízo do período das operações continuadas Operações descontinuadas Prejuízo do período das operações descontinuadas Prejuízo líquido do período Atribuível a: Acionistas da Companhia Participação dos não controladores

28

22

521.700

364.059

526.883

(350.492) _________ (478.194) ________ 16.562 43.506 (54.460) (58.760) (27.384) (17.547)

(349.883) _________ (479.035) _________ 14.176 47.848 (55.617) (59.780) (28.210) (20.534)

(5.474) (5.834) (35.514) 2.766 (74.848) _________ (2.589) ________ (181.118) (38.458)

(5.690) (6.003) 105 153 (106.941) _________ (3.417) _________ (182.177) (41.733)

16.759 25.371 (21.709) _________ (22.097) ________ (4.950) 3.274

21.356 34.379 (22.072) _________ (25.893) _________ (716) 8.486

(186.068) (35.184) (60.690) _________ 4.427 ________

(182.893) (33.247) (64.689) _________ 2.490 _________

(246.758)

Prejuízo por ação atribuível aos acionistas da Companhia durante o período (expresso em R$ por ação): Prejuízo básico por ação 22 Prejuízo diluído por ação

367.054

Consolidado 30 de 30 de Setembro Setembro de 2013 de 2012 _________ _________

(30.757)

(247.582)

(30.757)

(77.504) _________ 12.277 ________ (324.262) (18.480)

(77.226) _________ 12.277 _________ (324.808) (18.480)

(324.262) (18.480) ________ ________- _________ _________-

(324.262) (18.480) (546) _________ _________ _________ _________-

(27,82) ________ ________ (26,73) ________ ________

(1,59) ________ ________ (1,51) ________ ________

(27,82) ________ ________ (26,73) ________ ________

(1,59) ________ ________ (1,51) ________ ________

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO PARA O PERÍODO DE 9 MESES FINDO EM 30 DE SETEMBRO (Em milhares de reais - R$)

Nota Explicativa __________ Operações continuadas Receita líquida de vendas e serviços 24 Custo dos produtos vendidos e serviços prestados 25 Lucro bruto Despesas com vendas 25 Despesas gerais e administrativas 25 Despesas com pesquisa e desenvolvimento 25 Resultado da equivalência patrimonial Outras perdas, líquidas 26 Prejuízo operacional Resultado financeiro Receitas financeiras 27 Despesas financeiras 27

Controladora 30 de 30 de Setembro Setembro de 2013 de 2012 _________ _________

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O PERÍODO DE 9 MESES FINDO EM 30 DE SETEMBRO (Em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado Controladora Consolidado 30 de 30 de 30 de 30 de 30 de 30 de 30 de 30 de Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro Setembro de 2013 _________ de 2012 _________ de 2013 _________ de 2012 de 2013 _________ de 2012 _________ de 2013 _________ de 2012 _________ _________ Outros componentes do resultado (324.262) (18.480) (324.808) (18.480) abrangente do período 23 _________ 4.655 23 _________ 4.655 ________ ________ ________ _________ ________ _________ Total do resultado abrangente do período (324.239) (13.825) (324.785) (13.825) ________ _________ _________ ________ _________ _________ ________ ________ Atribuível Acionistas da Companhia (324.239) (13.825) 3.179 839 3.179 839 Participação dos não controladores (546) _________(3.156) (778) (3.156) (778) ________ (324.785) _________ (13.825) ________ ________ _________ 4.594 4.594 ________- _________ ________- _________ Os itens na demonstração de resultado abrangente são apresentados líquidos de impostos. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O PERÍODO DE 9 MESES FINDO EM 30 DE SETEMBRO (Em milhares de reais - R$) Controladora 30 de 30 de Setembro Setembro de 2013 _________ de 2012 ________

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Prejuízo líquido do período das operações continuadas Prejuízo líquido do período das operações descontinuadas Ajustes para reconciliar o lucro líquido do período com o caixa gerado pelas atividades operacionais: Depreciações e amortizações Provisão para créditos de liquidação duvidosa Provisão para riscos legais, líquidas Provisão para estoques obsoletos Provisão para perdas com impostos a recuperar Resultado de equivalência patrimonial Prejuízo (Lucro) da alienação de imobilizado e Investimentos Baixa de ativos imobilizado e intangível Apropriação de rendas Plano de Previdência Privada Imposto de renda e contribuição social diferidos Juros, variações cambiais e monetárias líquidas Variações nos Ativos e Passivos: Clientes Estoques Tributos a recuperar Valores a Receber e Despesas antecipadas Créditos diversos Depósitos judiciais Fornecedores

Consolidado 30 de 30 de Setembro Setembro de 2013 _________ de 2012 _________

(246.758)

(30.757)

(247.582)

(30.757)

(77.504)

12.277

(77.226)

12.277

12.771 (949) 2.722 20.000 18.318 49.429

13.507 428 (4.207) 873 (4.793)

14.128 (976) 3.419 22.396 51.577 (178)

14.208 554 (4.207) 1.112 (153)

143 1.797 (4.455) 46.479 59.545 12.864

2.264 704 (3.294) (847) 7.808

265 1.867 (5.215) 46.479 61.598 13.304

2.040 727 (3.294) (740) 8.084

60.093 2.898 (13.094) (1.665) (9.728) (1.762) 12.244

(30.371) (66.561) 11.728 1.683 (2.153) 2.312 19.589

75.077 (7.878) (17.091) (2.735) 20 (1.757) 8.565

(34.328) (64.888) 9.075 832 (996) 2.824 17.749

Controladora 30 de 30 de Setembro Setembro de 2013 _________ de 2012 ________ Salários, provisões e contribuições sociais (7.533) Impostos a recolher (15.863) Outras contas a pagar (38.317) _________ Caixa aplicado nas atividades operacionais (118.325) _________ Juros Pagos (4.727) _________ Caixa liquido aplicado nas atividades operacionais (123.052) _________ FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Alienação de bens do ativo imobilizado 1.973 Aumento de capital em controladas (783) Dividendos recebidos 1.771 Aquisição de ativo imobilizado e intangível (14.606) Outros ativos de operações descontinuadas _________Caixa aplicado nas atividades de investimento (11.645) _________ FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Pagamento de empréstimos de terceiros (73.771) Captação de empréstimos de terceiros 56.161 Pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio _________ (159) Caixa aplicado nas atividades de financiamento (17.769) _________ REDUÇÃO DO SALDO DE DISPONIBILIDADES (152.466) _________ DISPONIBILIDADES No início do período 158.306 No fim do período 5.840 _________ REDUÇÃO DO SALDO DE DISPONIBILIDADES (152.466) _________ _________

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

3.964 (811) (21.310) _________ (87.967) _________ _________(87.967) _________

Consolidado 30 de 30 de Setembro Setembro de 2013 _________ de 2012 _________ 7.700 (12.046) (42.115) _________ (108.404) _________ (4.727) _________ (113.131) _________

3.560 (832) (22.971) _________ (90.124) _________ _________(90.124) _________

1.198 2.095 1.426 (888) 761 92 (12.529) (14.995) (13.558) (34.992) __________________- _________ (11.458) _________ (47.892) _________ (12.040) _________

(111.201) (79.233) (112.285) 42.684 61.682 43.868 (12.175) (356) (12.175) _________ _________ _________ (80.692) _________ (17.907) _________ (80.592) _________ (180.117) _________ (178.930) _________ (182.756) _________ 323.591 196.420 360.807 143.474 _________ 17.490 _________ 178.051 _________ (180.117) _________ (178.930) (182.756) _________ _________ _________ _________ _________ (Continua)


18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O PERÍODO DE 9 MESES FINDO EM 30 DE SETEMBRO (Em milhares de reais - R$)

Nota Explicativa _________ Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Lucro líquido do exercício Investimentos no exterior Hedge de investimento líquido Valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda Destinação do lucro líquido do exercício Aumento de capital Dividendo propostos Reserva Legal Reserva Estatutária Reversão de opções outorgadas Saldos em 31 de Dezembro de 2012

21 21 21

Prejuízo líquido do período Investimentos no exterior Hedge de investimento líquido Destinação do lucro líquido do período Aumento de capital Dividendo propostos Reversão de opções outorgadas Saldos em 30 de setembro de 2013

21

Atribuível aos proprietários da controladora Ajustes de avaliação Reserva patrimonial de lucros __________ ________ (5.921) 226.148 __________ ________ __________ ________

Lucros/ (Prejuízos) acumulados ___________ ___________ ___________-

Total _______ 537.698 _______ _______

Participação dos não controladores ____________ 10 ____________ ____________

Total do patrimônio líquido _________ 537.708 ________ ________

________________-

662 ___________662 ___________

662 924 (855) 4.594 _______ 5.325 _______

838 ____________838 ____________

1.500 924 (855) 4.594 _________ 6.163 _________

__________(1.258) __________ __________

33 472 15.404 ________ 242.057 ________ ________

(157) (33) (472) _________________________________

(157) _______542.866 _______ _______

118 ____________966 ____________ ____________

118 (157) _________543.832 _________ _________

________________-

3.179 (3.156) __________ 23 __________

________________-

(324.262) ___________(324.262) ___________

(324.262) 3.179 (3.156) _______ (324.239) _______

(546) ____________(546) ____________

(324.808) 3.179 (3.156) _________ (324.785) _________

(4.998) ________ 17.069 ________ ________

__________ (1.235) __________ __________

4.998 ________ 247.055 ________ ________

___________ (324.262) ___________ ___________

_______ 218.627 _______ _______

(410) ____________ 10 ____________ ____________

(410) _________ 218.637 _________ _________

Capital Social _______ 280.000 _______ _______

Reserva de capital ________ 37.471 ________ ________

______________-

________________-

924 (855) 4.594 __________ 4.663 __________

_______280.000 _______ _______

(15.404) ________ 22.067 ________ ________

_____________________280.000 _______ _______

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERMEDIÁRIAS CONSOLIDADAS EM 30 DE SETEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL A Itautec S.A. (“Companhia” ou “Itautec”), controlada pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A., e suas controladas (conjuntamente “o Grupo”), é uma empresa brasileira de tecnologia, sediada no Estado de São Paulo, com unidade fabril no município de Jundiaí/São Paulo e, especializada no desenvolvimento de produtos e soluções computação: desktops, notebooks, netbooks, e servidores. (a) Venda das atividades de automação bancária e comercial e prestação de serviços Em 15 de maio de 2013, a Companhia firmou contrato de Compra e Venda de ações com a Oki Electric Industry Co. Ltd. (“OKI”), objetivando a formação de parceria estratégica nas atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços. Em 1º de setembro de 2013 a Companhia conferiu bens, direitos e obrigações das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços para a controlada da Itautec, BR Indústria e Comércio de Produtos e Tecnologia em Automação S.A. (“BR Automação”) para posterior venda de 70% do capital social desta última à OKI, pelo valor aproximado de R$100.000 ajustados pela posição de caixa e dívida e pela variação nos saldos de ativos e passivos específicos. O contrato firmado contempla pagamentos adicionais durante os exercícios de 2013, 2014 e 2015, caso determinadas metas de resultado dos negócios sejam atingidas. A conclusão da alienação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições previstas no contrato, dentre elas aprovação pelo “CADE”, ocorrida em 17 de junho de 2013, operacionalização da empresa BR Automação, incluindo a implementação dos sistemas de TI, concluído em 01 de setembro de 2013 e, obtenção de licenças requeridas para a condução dos negócios, em andamento. Os detalhes sobre os ativos, passivos e resultados desta operação e fluxos de caixa estão descritos na Nota 33. (b) Desativação paulatina das atividades de computação Dando continuidade à desativação paulatina das atividades de computação divulgadas pela Companhia em 15 de maio de 2013, no 3º trimestre de 2013, a Companhia finalizou as operações de vendas de produtos no segmento de computação pessoal. A desativação das atividades de computação não acarretará qualquer prejuízo ao cumprimento integral de todos os contratos e obrigações de fornecimento, manutenção e garantia dos equipamentos da marca Itautec/InfoWay, bem como o atendimento ao consumidor e os serviços associados a essa manutenção. Os ativos e passivos foram avaliados com relação à necessidade de impairment e ajustados quando necessário. Dentre os ajustes efetuados, destaca-se o complemento da provisão para obsolescência de estoques, provisão para reestruturação, baixa de créditos tributários e de créditos de planos de previdência. A Companhia tem suas ações negociadas na BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPA”). A emissão das demonstrações financeiras intermediárias consolidadas do Grupo foi autorizada pelo Conselho de Administração em 25 de novembro de 2013. NOTA 2 - RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras intermediárias consolidadas estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente em todos os períodos apresentados. 2.1 - Base de preparação As demonstrações financeiras intermediárias foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor. Os ativos financeiros disponíveis para venda e os instrumentos derivativos são mensurados ao valor justo. A preparação de demonstrações financeiras intermediárias requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis do Grupo. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras intermediárias consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. (a) Demonstrações financeiras intermediárias consolidadas As demonstrações financeiras intermediárias consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs), e conforme as normas internacionais de relatórios financeiros (International Financial Reporting Standards - IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), aprovados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). (b) Demonstrações financeiras intermediárias individuais As demonstrações financeiras intermediárias individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e são divulgadas em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas. No caso da Companhia, as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicadas nas demonstrações financeiras individuais diferem do IFRS aplicável às demonstrações financeiras separadas, apenas pela avaliação dos investimentos em controladas, pelo método de equivalência patrimonial, enquanto conforme IFRS seriam avaliados pelo custo ou valor justo. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. 2.2 - Consolidação Na elaboração das demonstrações financeiras intermediárias consolidadas, foram adotadas as políticas contábeis descritas a seguir. (a) Controladas Controladas são todas as entidades nas quais o Grupo tem o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais, acompanhada de uma participação de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido. A consolidação é interrompida a partir da data em que o Grupo deixa de ter o controle. As controladas estão identificadas na Nota 14. O Grupo usa o método de aquisição para contabilizar as combinações de negócios. A contraprestação transferida para a aquisição de uma controlada é o valor justo dos ativos transferidos, passivos incorridos e instrumentos patrimoniais emitidos pelo Grupo. A contraprestação transferida inclui o valor justo de ativos e passivos resultantes de um contrato de contraprestação contingente, quando aplicável. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do período conforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. O Grupo reconhece a participação não controladora na adquirida, tanto pelo seu valor justo como pela parcela proporcional da participação não controlada no valor justo de ativos líquidos da adquirida. A mensuração da participação não controladora é determinada em cada aquisição realizada. O excesso da contraprestação transferida e do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimonial anterior na adquirida em relação ao valor justo da participação do Grupo nos ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrada como ágio (goodwill). Nas aquisições em que o Grupo atribui valor justo aos não controladores, a determinação do ágio inclui também o valor de qualquer participação não controladora na adquirida, e o ágio é determinado considerando a participação do Grupo e dos não controladores. Quando a contraprestação transferida for menor que o valor justo dos ativos líquidos da controlada adquirida, a diferença é reconhecida diretamente na demonstração do resultado do período (Nota 2.10). Transações, saldos e ganhos não realizados em transações entre empresas do Grupo são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas, quando necessário, para assegurar a consistência com as políticas adotadas pelo Grupo. (b) Transações e participações não controladoras O Grupo trata as transações com participações não controladoras como transações com proprietários de ativos do Grupo. Para as compras de participações de não controladores, a diferença entre qualquer contraprestação paga e a parcela adquirida do valor contábil dos ativos líquidos da controlada é registrada no patrimônio líquido. Os ganhos ou perdas sobre alienações para participações de não controladores também são registrados diretamente no patrimônio líquido, na conta “Ajustes de avaliação patrimonial”. Quando o Grupo deixa de ter controle, qualquer participação retida na entidade é remensurada ao seu valor justo, sendo a mudança no valor contábil reconhecida no resultado. O valor justo é o valor contábil inicial para subsequente contabilização da participação retida em uma coligada ou ativo financeiro. (c) Coligadas Coligadas são todas as entidades sobre as quais o Grupo tem influência significativa, mas não o controle. Os investimentos em coligadas são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial e são, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. Os ganhos não realizados nas coligadas derivadas de operações com a investidora são eliminados na proporção da participação da investidora na coligada. As perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis da coligada são alteradas, quando necessário, para assegurar consistência com as políticas adotadas pelo Grupo. Em 30 de setembro de 2013, o Grupo apresenta investimento em uma empresa coligada, a TCI Trading S.A., na qual tem influência significativa nas decisões financeiras e operacionais. 2.3 - Apresentação de informações por segmentos operacionais As informações por segmentos operacionais são apresentadas de modo consistente com o relatório interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais é o Presidente da Companhia. 2.4 - Conversão de moeda estrangeira (a) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações financeiras intermediárias de cada uma das empresas do Grupo são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). Na determinação da moeda funcional foi considerada a moeda que mais influencia os preços de venda de bens e serviços e a moeda que mais influencia os custos para o fornecimento de bens e serviços. As demonstrações financeiras intermediárias individuais e consolidadas estão apresentadas em Reais (“R$”), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a moeda de apresentação do Grupo. (b) Transações e saldos As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação de ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, e da conversão pelas taxas de câmbio do final do período, são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto quando qualificadas como hedge accounting e, portanto, diferidos no patrimônio líquido como operações de hedge de fluxo de caixa e operações de hedge de investimento líquido. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos, caixa e equivalentes de caixa são apresentados na demonstração do resultado como receitas ou despesas financeiras. (c) Empresas do Grupo com moeda funcional diferente Os resultados e a posição financeira de todas as entidades do Grupo (nenhuma das quais tem moeda de economia hiperinflacionária), cujas moedas funcionais são diferentes da moeda de apresentação (R$), são convertidos na moeda de apresentação, como segue: (i) Os ativos e passivos de cada balanço patrimonial apresentado são convertidos pela taxa de fechamento da data do balanço; (ii) As receitas e despesas de cada demonstração do resultado são convertidas pelas taxas de câmbio médias do mês de fechamento do balanço; (iii) Todas as diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas como um componente separado no patrimônio líquido, na conta “Ajustes de avaliação patrimonial”. Na consolidação, as diferenças de câmbio decorrentes da conversão do investimento líquido em operações no exterior, assim como os empréstimos e outros instrumentos financeiros designados como hedge desses investimentos, são reconhecidas no patrimônio líquido. Quando uma operação no exterior é parcialmente alienada ou vendida, as diferenças de câmbio que foram registradas no patrimônio são reconhecidas na demonstração do resultado como parte do ganho ou perda da venda. 2.5 - Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com carência para resgate de até 90 dias ou com direito contratual outorgado pelo banco emissor de resgate imediato, e que estão sujeitos a mínimo risco de mudança de valor. 2.6 - Ativos financeiros 2.6.1 - Classificação O Grupo classifica seus ativos financeiros, no reconhecimento inicial, sob as seguintes categorias: (a) empréstimos e recebíveis e (b) disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. Em 30 de setembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012, o Grupo não possuía ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os instrumentos derivativos contratados nessa data foram designados como instrumentos de hedge.

(a) Empréstimos e recebíveis São ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os ativos financeiros reconhecidos pelo Grupo nessa categoria de instrumentos financeiros são principalmente: caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes e créditos com precatórios (Nota 2.5, 2.8 e 13). (b) Ativos financeiros disponíveis para venda Os ativos financeiros disponíveis para venda são não derivativos, que são designados nessa categoria ou que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores, e que são apresentados como ativos nãocirculantes, a menos que a Administração pretenda alienar o investimento em até 12 meses após a data do balanço. 2.6.2 - Reconhecimento e mensuração As compras e as vendas de ativos financeiros são normalmente reconhecidas na data da negociação. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que o Grupo tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios de propriedade. Os ativos financeiros disponíveis para venda são subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. As variações cambiais de ativos e passivos financeiros não monetários, como os investimentos em ações classificadas como disponíveis para venda, são reconhecidos na conta “Ajustes de avaliação patrimonial” no patrimônio. Quando os títulos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou sofrem perda (impairment), os ajustes acumulados do valor justo reconhecidos no patrimônio, são incluídos na demonstração do resultado como “Receitas e despesas financeiras”. Os dividendos de ativos financeiros disponíveis para venda, como os investimentos em ações, são reconhecidos na demonstração do resultado como parte de outras receitas, quando é estabelecido o direito do Grupo de receber dividendos. Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Se o mercado de um ativo financeiro (e de títulos não listados em Bolsa) não estiver ativo, o Grupo estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, análise de fluxos de caixa descontados e modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria entidade. 2.6.3 - Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial unicamente quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.6.4 - Impairment de ativos financeiros (a) Ativos mensurados ao custo amortizado O Grupo avalia na data de cada balanço se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as perdas por impairment são incorridas somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que o Grupo usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) o Grupo, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do devedor, estende ao tomador uma concessão que um credor normalmente não consideraria; (iv) torna-se provável que o devedor declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou (vi) dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: - mudanças adversas na situação do pagamento dos devedores na carteira; - condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se uma conta a receber ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, o Grupo pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão dessa perda reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. (b) Ativos classificados como disponíveis para venda O Grupo avalia na data de cada balanço se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está deteriorado. No caso de investimentos em títulos patrimoniais classificados como disponíveis para venda, uma queda relevante ou prolongada no valor justo do título abaixo de seu custo também é uma evidência de que o ativo está deteriorado. Se qualquer evidência desse tipo existir para ativos financeiros disponíveis para venda, o prejuízo cumulativo - medido como a diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer perda por impairment sobre o ativo financeiro reconhecido anteriormente no resultado - será retirado do patrimônio e reconhecido na demonstração do resultado. Perdas por impairment de instrumentos patrimoniais reconhecidas na demonstração do resultado não são revertidas por meio da demonstração do resultado. 2.7 - Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao valor justo. As variações de valor justo são lançadas contra o resultado. O Grupo utiliza derivativos como instrumentos de hedge de suas obrigações que possuem outras moedas ou índices de atualização de obrigações. O Grupo tem designado certos instrumentos financeiros não derivativos como instrumentos de hedge de um investimento líquido em uma operação no exterior (hedge de investimento líquido), como descrito a seguir. Contabilidade de hedge de investimento líquido O Grupo documenta, no início da operação, a relação entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de várias operações de hedge. A parcela efetiva das variações no valor justo de instrumentos financeiros designados e qualificados como hedge de investimento líquido é reconhecida no patrimônio líquido na conta de “Ajustes acumulados de conversão”, juntamente com as variações cambiais do item objeto de hedge. O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecido na demonstração do resultado como “Outros ganhos (perdas), líquidos”. Os ganhos e as perdas acumulados no patrimônio são incluídos na demonstração do resultado quando a operação no exterior for parcialmente ou integralmente alienada ou vendida. 2.8 - Contas a receber de clientes As contas a receber de clientes são reconhecidas pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, o que não difere de forma relevante do valor justo dos títulos. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. Uma perda por redução do valor recuperável (impairment) é reconhecida quando existe uma evidência objetiva de que o Grupo não será capaz de cobrar todos os valores devidos. Esta perda é reconhecida em montante considerado suficiente para fazer face às eventuais perdas na realização da conta clientes, o que envolveu análises individuais de clientes, nas situações aplicáveis. Quando uma conta a receber de clientes é incobrável, esta é baixada contra a provisão e o valor da perda reconhecido na demonstração do resultado. 2.9 - Estoques Os estoques são mensurados pelo valor de custo incluindo os custos de aquisição e de transformação ou pelo valor líquido realizável, dos dois o menor. Adicionalmente, o Grupo adota a política de reconhecer perdas por redução ao valor recuperável (impairment) e baixas de estoques por questões de obsolescência, demanda ou outros fatores econômicos. O custo é determinado pelo método de custo médio de aquisição ou produção. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreende os custos de matérias-primas, mão-de-obra direta e outros custos diretos, excluindo os custos de empréstimos. As importações em andamento são demonstradas ao custo de cada importação. 2.10 - Ativos intangíveis Ágio ” é representado pela diferença positiva entre o valor pago e/ou a pagar pela aquisição de O ágio (“goodwill”) um negócio e o montante líquido do valor justo da participação do Grupo nos ativos e passivos da controlada adquirida. O ágio de aquisições de controladas é registrado como ativo intangível nas demonstrações financeiras intermediárias consolidadas. Ativos intangíveis gerados internamente - desenvolvimento de novos produtos Os gastos associados às atividades de pesquisa de novos projetos são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os gastos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis aos projetos são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes principais critérios são atendidos: - o projeto é considerado tecnicamente viável e é possível concluir o produto para que ele esteja disponível para uso ou venda; - o produto gerará benefícios econômicos futuros prováveis, que podem ser demonstrados; - o gasto atribuível ao produto durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. O montante inicialmente reconhecido de ativos intangíveis desenvolvidos internamente corresponde à soma dos gastos incorridos, incluindo os gastos com empregados alocados ao projeto. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam aos critérios de reconhecimento descritos acima são reconhecidos como despesa conforme incorridos. Os gastos com desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os gastos com desenvolvimento de produtos reconhecidos como ativos são amortizados durante a sua vida útil estimada. Revisões periódicas são realizadas, quando são analisadas as condições atuais dos projetos e, caso não haja a evidência de benefícios econômicos futuros prováveis, são realizadas baixas contra o resultado do período. Ativos intangíveis identificados em uma combinação de negócios Os ativos intangíveis identificados em uma combinação de negócios e reconhecidos separadamente do ágio são registrados pelo valor justo na data da aquisição. Softwares Os valores classificados no intangível referem-se a licenças de softwares adquiridas e que são capitalizadas considerando também os custos incorridos para torná-los prontos e adaptados para serem utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável de 2 a 5 anos. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de softwares identificáveis e exclusivos, controlados pelo Grupo, são reconhecidos como ativos intangíveis. Os custos diretamente atribuíveis que são capitalizados como parte do produto de softwares incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas diretas aplicáveis. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. 2.11 - Imobilizado Os itens do imobilizado estão demonstrados pelo seu custo de aquisição, formação ou construção, deduzidos da depreciação e eventuais perdas por impairment. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens e os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificados.

Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é contabilizado no resultado do período (custo ou despesa). Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do período, quando incorridos. Os terrenos não são depreciados. A depreciação de outros ativos é calculada usando o método linear durante a vida útil estimada, como segue: Item Vida útil - Edifícios 25 anos - Máquinas, equipamentos e ferramentas 10 anos - Instalações 10 anos - Equipamento de processamento de dados 2 - 5 anos - Outros ativos 5 - 25 anos O valor residual e a vida útil econômica dos bens são revisados e ajustados, se necessário, ao final de cada exercício. A Companhia revisou a vida útil econômica estimada de seus principais ativos para o cálculo da depreciação do exercício e não foram constatadas variações significativas nas vidas úteis utilizadas. O valor residual dos itens do imobilizado é baixado imediatamente quando o saldo residual exceder o seu valor recuperável. A Companhia não registrou nenhuma perda decorrente da aplicação dessa prática nos períodos apresentados. Um item do ativo imobilizado é baixado após alienação ou quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do uso contínuo do ativo. Quaisquer ganhos ou perdas na venda ou baixa de um item do imobilizado são determinados pela diferença entre os valores recebidos na venda e o valor contábil do ativo e são reconhecidos no resultado em “Outros ganhos (perdas), líquidos”. 2.12 - Impairment de ativos não financeiros Os ativos que têm uma vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para identificar eventual necessidade de redução ao valor recuperável (impairment). Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil possa não ser recuperável. A Companhia avalia a recuperação do valor contábil dos ativos não financeiros com base no seu valor em uso, utilizando o modelo de fluxo de caixa futuro descontado. O processo de estimativa do valor em uso envolve a utilização de premissas, julgamentos e estimativas sobre os fluxos de caixa futuros, taxas de crescimento e de desconto. As premissas sobre os fluxos de caixa futuros e as projeções de crescimento são baseadas no orçamento anual e no plano de negócios de longo prazo da Companhia, aprovados pelo Conselho de Administração, e representam a melhor estimativa da Administração sobre as condições econômicas que existirão durante a vida útil econômica do conjunto de ativos que proporcionam a geração dos fluxos de caixa. Quando aplicável, se o valor recuperável do ativo for menor que o valor contábil, o valor contábil do ativo deve ser reduzido ao valor recuperável e a redução reconhecida no resultado. 2.13 - Contas a pagar a fornecedores e provisões As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. As provisões, em geral, referem-se a obrigações cujo valor ou prazo é sujeito a certa indefinição, incluindo as discussões administrativas e judiciais e são reconhecidas quando o Grupo tem uma obrigação presente como resultado de eventos passados, é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e o valor puder ser estimado com segurança. Quando houver uma série de obrigações similares, como é o caso de garantias, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a probabilidade de ocorrência e a classe de obrigações como um todo. 2.14 - Empréstimos e financiamentos Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquidos dos custos incorridos na transação e em seguida apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), utilizando o método da taxa de juros efetiva. Os empréstimos e financiamentos são classificados como passivo circulante, a menos que o Grupo tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data das demonstrações financeiras. 2.15 - Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem os impostos correntes e diferidos. O imposto é reconhecido na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos em “Outros resultados abrangentes” ou diretamente no patrimônio líquido, caso em que os impostos correntes e diferidos também são reconhecidos em “Outros resultados abrangentes” ou diretamente no patrimônio líquido, respectivamente. O encargo de imposto de renda e a contribuição social corrente e diferido é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço dos países em que as entidades do Grupo atuam e geram lucro tributável. (a) Impostos correntes A provisão para imposto de renda e contribuição social está baseada no lucro tributável do período. O lucro tributável difere do lucro apresentado na demonstração do resultado porque exclui receitas ou despesas tributáveis ou dedutíveis em outros períodos, além de excluir itens não tributáveis ou não dedutíveis de forma permanente. (b) Impostos diferidos O imposto de renda e contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método das diferenças temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Entretanto, o imposto de renda e a contribuição social diferidos não são contabilizados se resultar do reconhecimento inicial de um ativo ou passivo em uma operação que não seja uma combinação de negócios, a qual, na época da transação, não afeta o resultado contábil, nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativo são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas. 2.16 - Benefícios aos empregados (a) Planos de previdência privada A Companhia e suas controladas no Brasil oferecem Plano de Contribuição Definida (“Plano CD”) a todos os colaboradores, administrado pela Fundação Itaúsa Industrial. O regulamento do plano prevê a contribuição das patrocinadoras entre 50% e 100% do montante aportado pelos colaboradores. A Companhia já ofereceu Plano de Benefício Definido a seus colaboradores, mas esse plano está em extinção com acesso vedado a novos participantes. Neste plano, a Companhia e suas controladas no Brasil não têm nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que a contribuição é efetuada. As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando devidas. As contribuições feitas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na proporção em que essas contribuições levarem a uma redução efetiva dos pagamentos futuros. Os ganhos e perdas são reconhecidos no resultado do período. (b) Remuneração com base em ações A Companhia ofereceu aos executivos, até 2006, um plano de remuneração com base em ações (Stock Options), com o objetivo de reter os referidos executivos durante o período de carência e receber seus serviços como contraprestação das opções de compra de ações outorgadas. O valor justo dos serviços dos executivos recebidos em troca da outorga de opções, por não poder ser estimado com confiabilidade, é mensurado de forma indireta, tomando como base o valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados. O valor justo das opções de compra é reconhecido como despesa em contrapartida ao patrimônio líquido, durante o período no qual os serviços dos executivos são prestados e o direito é adquirido (período de carência). Após o reconhecimento do valor das opções outorgadas, a Companhia não deve fazer nenhum ajuste subsequente no patrimônio líquido, o que não elimina a necessidade do reconhecimento, pela Companhia, da transferência de um componente para outro dentro do patrimônio líquido, se as opções não forem exercidas (expirarem). (c) Participação nos lucros Os funcionários têm direito a participação nos lucros com base em determinadas metas acordadas anualmente, e os gestores com base em objetivos específicos e acordados entre as partes. O montante da participação é reconhecido no resultado do período. Os programas são aprovados pelo Conselho de Administração da Companhia e, quando aplicável constam dos acordos firmados com entidades sindicais competentes. 2.17 - Capital social O capital social da Companhia, classificado no patrimônio líquido, está representado integralmente por ações ordinárias. Os custos incrementais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquido de impostos. 2.18 - Reconhecimento da receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades do Grupo. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos, bem como após a eliminação das vendas entre empresas do Grupo. O Grupo reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurança; (ii) é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e (iii) quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades do Grupo, conforme descrição a seguir: (a) Vendas de produtos As vendas dos produtos são reconhecidas sempre que seja efetuada a entrega dos produtos para os clientes e existam evidências objetivas de que todos os critérios para aceitação foram atendidos. A Companhia oferece a seus clientes a possibilidade de obter serviços para os produtos vendidos por um período determinado de tempo, estando o preço desses serviços embutido no preço do produto, sendo reconhecido como receita diferida no balanço patrimonial e apropriado ao resultado ao longo dos prazos de vigência dos contratos. (b) Vendas de serviços O Grupo também presta serviços por meio das áreas de Soluções de Automação e Soluções de Computação. A receita é reconhecida com base nos serviços realizados até o momento. (c) Arrendamento O Grupo reconhece os ativos arrendados a terceiros mediante contratos de arrendamento mercantil financeiro como contas a receber por valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil. Os valores a receber das parcelas futuras do arrendamento de bens, e que representam leasing financeiro, estão reconhecidos a valor presente, deduzidos das parcelas de serviços a serem prestados, com base nas taxas médias praticadas nesses negócios. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contrato. (d) Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa de juros efetiva. Quando uma perda é identificada em relação a uma conta a receber, o Grupo reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado. 2.19 - Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo quando aprovada pelo Conselho de Administração, com base no dividendo mínimo estabelecido no Estatuto Social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas em Assembleia Geral. Os juros sobre capital próprio aprovados (pagos ou a pagar) e que sejam definitivos, são também reconhecidos como passivo. 2.20 - Ativo não circulante mantido para a venda e resultado de operações descontinuadas Os grupos de ativo não circulante classificados como mantidos para venda são mensurados com base no menor valor entre o valor contábil e o valor justo, deduzido dos custos de venda. Os grupos de ativo não circulante são classificados como mantidos para venda se seus valores contábeis forem recuperados por meio de uma transação de venda. Essa condição é considerada cumprida apenas quando a venda for altamente provável e o grupo de ativo ou de alienação estiver disponível para venda imediata na sua condição atual. Para que a venda seja altamente provável, a Administração deve estar comprometida com o plano de venda do ativo, e deve ter sido iniciado um programa firme para localizar um comprador e concluir o plano e deve-se esperar que a venda seja concluída em até um ano a partir da data da classificação. Uma vez classificados como mantidos para venda, os ativos não são depreciados ou amortizados. Os ativos e passivos do grupo de ativos descontinuados são apresentados em linhas únicas de ativo e passivo. O resultado das operações descontinuadas é apresentado em montante único, separado das demais receitas e despesas, depois da rubrica de lucros ou prejuízos após impostos. Os fluxos de caixa líquidos atribuíveis às atividades operacionais, de investimento e de financiamento das operações descontinuadas são apresentados na Nota 33. (Continua)


ECONOMIA - 19

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERMEDIÁRIAS CONSOLIDADAS EM 30 DE SETEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (Continuação) 2.21 - Demonstração do valor adicionado Esta demonstração é apresentada conforme requerido pela legislação societária brasileira e dispositivos da CVM Comissão de Valores Mobiliários, como parte das demonstrações contábeis individuais e como informação suplementar às demonstrações financeiras consolidadas da Companhia, pois não é uma demonstração prevista nem obrigatória conforme as IFRSs. A demonstração do valor adicionado foi preparada com base em informações obtidas dos registros contábeis que servem de base de preparação das demonstrações financeiras e seguindo as disposições contidas na Norma Brasileira de Contabilidade NBC TG 09, emitida pelo CFC - Conselho Federal de Contabilidade. Em sua primeira parte apresenta a riqueza criada pela Companhia, representada pelas receitas (receita bruta das vendas, incluindo os tributos incidentes sobre ela, as outras receitas e os efeitos da provisão para créditos de liquidação duvidosa), pelos insumos adquiridos de terceiros (custo das vendas e aquisições de materiais, energia e serviços de terceiros, considerados os tributos incluídos no momento da aquisição e a depreciação e amortização) e pelo valor adicionado recebido de terceiros (resultado de equivalência patrimonial e receitas financeiras). A segunda parte da referida demonstração apresenta a distribuição da riqueza, durante determinado período, entre pessoal, impostos, taxas e contribuições, remuneração de capitais de terceiros e remuneração de capitais próprios. 2.22 - Normas, alterações e interpretações de normas que ainda não estão em vigor As seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo IASB mas não estão em vigor no primeiro trimestre de 2013. A adoção antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, não foi permitida, no Brasil, pelo Comitê de Pronunciamento Contábeis (CPC) e, consequentemente, não aprovada pela CVM. • IFRS 9 - “Instrumentos Financeiros”, aborda a classificação, a mensuração e o reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados à classificação e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificação dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinação é feita no reconhecimento inicial. A base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém a maioria das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a porção de mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria entidade é registrada em outros resultados abrangentes e não na demonstração dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contábil. O Grupo está avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2015. Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre o Grupo. NOTA 3 - ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS As estimativas e os julgamentos contábeis são constantemente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e outros fatores, entre os quais expectativas de acontecimentos futuros considerados razoáveis nas circunstâncias. 3.1 - Estimativas e premissas contábeis críticas Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro - realização de ativos e liquidação de passivos. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo período, estão contempladas abaixo: (a) Provisões para contingências A Companhia discute questões tributárias, trabalhistas e cíveis nas esferas administrativas e judiciais, dentro do curso normal de seus negócios e uma provisão para desembolsos futuros é constituída a partir de análise da Administração, em conjunto com seus assessores jurídicos. Alterações em tendências de decisões ou jurisprudências em tribunais poderão alterar as estimativas ligadas a provisões para contingências. (b) Avaliação de instrumentos financeiros A Companhia possui ativo decorrente de créditos com precatórios registrados a valor presente pelo método do fluxo de caixa descontado tendo como premissas: prazo de recebimento da União em 15 parcelas anuais, com expectativa de recebimento da 1ª parcela a partir de 2015, atualização inflacionária e taxa média de desconto SELIC. 3.2 - Julgamentos críticos na aplicação de políticas contábeis da entidade (a) Operações descontinuadas Em 15 de maio de 2013, o Conselho da Administração anunciou a sua decisão de alienar 70% das ações através de parceria estratégica; assim, classificou as atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços do Grupo como disponível para venda. O Conselho da Administração considerou que as atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços, satisfez os critérios para ser classificado como mantida para venda na referida data pelos seguintes motivos: • As atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços estão disponíveis para venda imediata, podendo ser vendida no seu estado atual. • O Conselho da Administração firmou contrato de Compra e Venda de ações das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços com a OKI. • O Conselho da Administração espera que a alienação dos 70% seja concluída nos próximos meses. Para maiores detalhes sobre operações descontinuadas, vide Nota 33. NOTA 4 - GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO 4.1 - Fatores de risco financeiro As atividades do Grupo o expõem a diversos riscos financeiros: risco de mercado (incluindo risco de moeda, risco de taxa de juros de valor justo, risco de taxa de juros de fluxo de caixa e risco de preço), risco de crédito e risco de liquidez.

O Grupo dispõe de procedimentos para administrar essas situações e pode utilizar instrumentos de proteção para diminuir os impactos destes riscos. Tais procedimentos incluem o monitoramento dos níveis de exposição a cada risco de mercado, além de estabelecer limites para a respectiva tomada de decisão. Todas as operações de instrumentos de proteção efetuadas pela Companhia têm como propósito a proteção de suas dívidas e investimentos, sendo que não realiza ou realizou nenhuma operação com derivativos financeiros alavancados. (a) Riscos de mercado (i) Risco cambial O Grupo atua internacionalmente e está exposto ao risco cambial decorrente de exposições de algumas moedas, principalmente com relação ao dólar dos Estados Unidos. O risco cambial decorre de operações comerciais futuras, ativos e passivos reconhecidos e investimentos líquidos em operações no exterior. Em função de seus procedimentos de gerenciamento de riscos, que objetivam minimizar a exposição cambial da Companhia e de suas controladas, são mantidos mecanismos de “hedge” que visam proteger a maior parte de sua exposição cambial. A exposição cambial é acompanhada diariamente, podendo ficar pontualmente under ou over-hedged, desde que a posição convirja em curto prazo para os limites de exposição estabelecidos pela Companhia, evitando dessa forma o custo de desmontar e remontar posições em derivativos. Valores em US$ Operações em moeda estrangeira Ativos 1.305 Passivos (17.262) Swap´s/NDF´s 11.291 Exposição cambial (4.666) Cobertura (exposição cambial) (4.666) Os contratos em aberto em 30 de setembro de 2013 que visam administrar o risco cambial são: - Contrato NDF (Non Deliverable Forward) US$ / R$ - EUR / R$ A Companhia possui, na posição comprada em dólares, contrato com valores de referência (“notional”) de US$ 5.640 com vencimentos até março de 2014, que têm como objetivo transformar passivos denominados em Dólares para Reais. Os contratos são liquidados nos seus vencimentos, considerando-se a diferença entre a taxa de câmbio a termo (NDF) e a taxa de câmbio (PTAX0800) na mesma data. - Contratos de SWAP US$ x CDI A Companhia possui posição ativa (comprada) em dólares e posição passiva (vendida) em Certificado de Depósito Interbancário (“CDI”); quatro contratos com vencimento até março de 2014, o valor de referência (“notional”) é de US$ 5.640 que têm como objetivo transformar dívidas denominadas em dólares para dívidas indexadas ao CDI. Os contratos são liquidados nos seus respectivos vencimentos. Em 30 de setembro de 2013, considerando apenas os saldos de fechamento, se o Real tivesse variado em torno de 5% em relação ao Dólar, sendo mantidas todas as outras variáveis constantes, o lucro do período após o cálculo do imposto de renda e contribuição social teria variação de R$ 343 principalmente em decorrência de ganhos/perdas cambiais sobre a conversão de contas a receber de clientes em dólares e ganhos/perdas cambiais sobre a conversão de passivos e empréstimos em dólares. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros O caixa aplicado do Grupo tem rendimento indexado a percentuais da variação do CDI, com resgate garantido pelos bancos emissores de acordo com as taxas contratadas. Não há outros ativos significativos cujo resultado seja afetado diretamente pelas mudanças de taxas de juros do mercado. Para o passivo, o risco de taxa de juros do Grupo decorre de empréstimos de longo prazo. Tais empréstimos, em sua maioria, são indexados à Taxa de Juros de Longo Prazo (“TJLP”), taxa que visa estimular os investimentos de longo prazo para o setor produtivo e que, historicamente, é inferior às taxas de financiamentos praticadas pelo mercado. O Grupo também possui dois casos de juros pré fixados, com taxa média inferior a 5% ao ano, bem como um contrato emitido a taxa variável trimestralmente, que corresponde à parcela do BNDES indexada a cesta de moedas. Possui também passivos em CDI por conta dos empréstimos em moeda estrangeira que foram protegidos por mecanismos de hedge. O risco dessas taxas de juros contratadas é acompanhado desde o início do financiamento, sendo política do Grupo acompanhar as oscilações e projeções do mercado de juros, analisando eventual necessidade ou oportunidade de contratar-se hedge para essas operações. Em 30 de setembro de 2013, considerando os saldos de fechamento, se as taxas de juros sobre os empréstimos e caixa variassem em torno de 0,5%, mantidas todas as demais variáveis constantes, o resultado financeiro adicional seria uma despesa de R$ 221 em relação ao resultado de juros apropriado no resultado financeiro nesse período. (b) Risco de crédito A política de vendas da Companhia está diretamente associada ao nível de risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus clientes, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamentos de vendas e limites individuais de posição, são procedimentos adotados a fim de minimizar inadimplências ou perdas na realização das Contas a Receber. No que diz respeito às aplicações financeiras e aos demais investimentos, a Companhia tem como política trabalhar com instituições de primeira linha e não ter investimentos concentrados em um único grupo econômico. (c) Risco de liquidez É o risco da Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas diariamente pela área de Tesouraria.

A tabela abaixo analisa os passivos financeiros (derivativos e não derivativos) do Grupo a serem liquidados nos próximos períodos, por faixas de vencimento, correspondentes ao período entre a data do balanço patrimonial até a data do vencimento contratual. Os passivos financeiros derivativos estão incluídos na análise. Os valores divulgados na tabela representam o fluxo de caixa dos passivos contratados nos respectivos vencimentos (não descontados). Controladora Menos de 1 ano Entre 1 e 2 anos Entre 2 e 5 anos Acima de 5 anos Juros até Vencimento Valor contábil Em 30 de setembro de 2013 Empréstimos e financiamentos 57.617 32.787 53.029 (10.118) 133.315 Instrumentos financeiros derivativos 1.341 (10) 1.331 Fornecedores e outras obrigações 105.677 138.962 244.639 Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e financiamentos 52.559 33.903 73.658 3.728 (14.655) 149.193 Instrumentos financeiros derivativos 433 (4) 429 Fornecedores e outras obrigações 245.995 120.380 366.375 Entre 1 e 2 anos

57.617 1.341 107.939

32.787 112.525

53.029 -

55.204 433 258.299

33.903 121.249

73.658 -

4.2 - Gestão de capital Os objetivos do Grupo ao administrar seu capital são os de salvaguardar a sua capacidade de continuidade para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, o Grupo pode rever a política de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento. O Grupo monitora o índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 30 de setembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012, podem ser assim sumarizados (informação consolidada): 30/09/2013 31/12/2012 __________ __________ Total dos empréstimos e financiamentos 133.315 151.838 Menos: caixa e equivalentes de caixa (17.490) (196.420) _________ _________ Dívida líquida 115.825 (44.582) Total do patrimônio líquido 218.637 543.832 _________ _________ Total do capital 334.462 499.250 _________ _________ Índice de alavancagem financeira 34,63% -8,93% O novo reposicionamento estratégico exigiu um adicional do caixa, aumentando um pouco a alavancagem financeira considerada necessária para a empresa atingir seus objetivos. 4.3 - Estimativa do valor justo Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores pelo valor contábil, menos perdas por redução ao valor recuperável (impairment), estejam próximos de seus valores justos. A Companhia adota, quando aplicável, para os ativos e passivos financeiros, com fim de divulgação, o valor justo mediante o desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado, que está disponível para o Grupo para instrumentos financeiros similares. As demonstrações financeiras intermediárias estão em conformidade com o CPC40/IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação dessas mensurações pelo nível da seguinte hierarquia: - Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos (nível1). - Informações, além dos preços cotados, incluídas no nível 1, que são adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preços) (nível 2). - Inserções para os ativos ou passivos que não são baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja, inserções não-observáveis) (nível 3). A tabela abaixo apresenta os ativos e passivos do Grupo mensurados pelo valor justo: Em 30 de setembro de 2013 Nível 1 Nível 2 Saldo Total ____________________________________________________ _______ ______ __________ Derivativos usados para hedge (1.331) (1.331) ____________________________________________________ _____________ __________ Total do ativo (1.331) (1.331) ____________________________________________________ _____________ __________ Em 31 de dezembro de 2012 Nível 1 Nível 2 Saldo Total ____________________________________________________ _______ ______ __________ Derivativos usados para hedge (429) (429) ____________________________________________________ _____________ __________ Total do passivo (429) (429) ____________________________________________________ _____________ __________ O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos (como títulos disponíveis para venda) é baseado nos preços de mercado, cotados na data do balanço. Um mercado é visto como ativo se os preços cotados estiverem pronta e regularmente disponíveis a partir de uma Bolsa, distribuidor, corretor, grupo de indústrias, serviço de precificação ou agência reguladora e aqueles preços representam transações de mercado reais e que ocorrem regularmente em bases puramente comerciais. O preço de mercado cotado utilizado para os ativos financeiros mantidos pelo Grupo é o preço de concorrência atual. Esses instrumentos estão incluídos no Nível 1. O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos (por exemplo, derivativos de balcão) é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. Essas técnicas de avaliação maximizam o uso dos dados adotados pelo mercado onde está disponível e confiam o menos possível nas estimativas específicas da entidade. Se todas as informações relevantes exigidas para o valor justo de um instrumento forem adotadas pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível 2. Se uma ou mais informações relevantes não estiver baseada em dados adotados pelo mercado, o instrumento estará incluído no nível 3. Técnicas de avaliação específicas utilizadas para valorizar os instrumentos financeiros incluem: - Preços de mercado cotados ou cotações de instituições financeiras ou corretoras para instrumentos similares. - O valor justo de swaps de taxa de juros é calculado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado. - O valor justo dos contratos de câmbio futuros é determinado com base nas taxas de câmbio futuras na data do balanço, com o valor resultante descontado ao valor presente. - Outras técnicas, como a análise de fluxos de caixa descontados, são utilizadas para determinar o valor justo para os instrumentos financeiros remanescentes. Cálculo do valor justo das posições O valor justo dos instrumentos financeiros foi calculado utilizando-se a precificação feita através do valor presente estimado, de forma independente, tanto para a ponta passiva, quanto para a ponta ativa, onde a diferença entre as duas gera o valor de mercado. 4.4 - Demonstrativo da posição consolidada dos Instrumentos Financeiros Derivativos Hedge Passivos Valor de referência Efeito acumulado Descrição “NOTIONAL” Valor justo mercado 30 de setembro de 2013 Valor Valor Recebido Pago 30/09/2013 31/12/2012 30/09/2013 31/12/2012 a receber a pagar Contratos Futuros Compromisso de compra 13.205 20.652 (690) (254) 1.688 (1.941) contratos - USD 13.205 2.076 (690) (108) 1.507 (691) contratos - EUR 18.576 (146) 181 (1.250) Contratos de Swap contratos - USD 13.205 3.530 (641) (175) 1.026 (857) TOTAL Contraparte Banco Itaú Banco BB Banco BNP TOTAL

26.410

24.182

Consolidado Entre 2 e 5 anos Acima de 5 anos

Menos de 1 ano Em 30 de setembro de 2013 Empréstimos e financiamentos Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores e outras obrigações Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e financiamentos Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores e outras obrigações

(1.331)

(429) “Notional” 21.826 2.292 2.292

2.714

(2.798) Registro Cetip Cetip Cetip

26.410

As perdas/ganhos nas operações listadas no quadros acima são compensadas por ganhos/perdas nas posições em juros e moeda estrangeira, ativas e passivas, cujos efeitos já estão expressos nas demonstrações financeiras intermediárias consolidadas. Os saldos dos derivativos encontram-se contabilizados no ativo e no passivo (contas a pagar e a receber de curto prazo) em contrapartida ao resultado financeiro.

Juros até Vencimento

Valor contábil

-

(10.118) (10) -

133.315 1.331 220.464

3.728 -

(14.655) (4) -

151.838 429 379.548

4.5 - Análise de Sensibilidade Apresentamos a seguir, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, que descreve os riscos que podem gerar prejuízos materiais para a Companhia, com um Cenário Provável (Cenário Base) e mais dois cenários, nos termos determinados por meio da instrução CVM nº 475/08, representando 25% e 50% de deterioração da variável de risco considerada. O Cenário Provável foi estabelecido a partir das cotações de fechamento das taxas de juros e câmbio referenciais da BM&FBOVESPA para a data de cada operação. A análise de sensibilidade apresentada abaixo considera mudanças com relação a determinados riscos, mantendo constantes todas as demais variáveis, associadas a outros riscos. Hedge Passivos OPERAÇÃO NDF (USD) SWAP (USD) - Curva ativa SWAP (USD) - Curva Passiva

RISCO Queda USD Alta do juros USD Alta do juros CDI

TOTAL Passivos Objeto de Hedge

USD/EUR

Cenário Provável (690) 12.641 (13.282)

Cenário Possível -25% (3.815) 25% 12.635 25% (13.343)

Cenário Remoto -50% (6.939) 50% 12.629 50% (13.404)

(1.331)

(4.523)

(7.714)

1.256

4.274

7.460

(249)

(254)

Efeito Líquido

(75)

NOTA 5 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS POR CATEGORIA Ativos financeiros: Em 30 de setembro de 2013 Empréstimos e recebíveis Caixa e equivalentes de caixa Conta a receber de clientes Créditos com precatórios Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e recebíveis Caixa e equivalentes de caixa Conta a receber de clientes Créditos com precatórios

Controladora

Consolidado

5.840 89.898 65.099 ___________ 160.837 ___________ ___________

17.490 93.894 65.099 ___________ 176.483 ___________ ___________

158.306 204.670 65.099 ___________ 428.075 ___________ ___________

196.420 230.755 65.099 ___________ 492.274 ___________ ___________

Controladora Passivos financeiros mensurados ao custo amortizado ____________

Passivos financeiros Em 30 de setembro de 2013 Empréstimos e financiamentos 133.315 Fornecedores Instrumentos financeiros derivativos (*) ___________133.315 ___________ ___________ Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e financiamentos 149.193 Fornecedores Instrumentos financeiros derivativos (*) ___________149.193 ___________ ___________

Derivativos usados para Hedge __________

Outros passivos financeiros __________

Total ________

1.331 __________ 1.331 __________ __________

37.798 __________37.798 __________ __________

133.315 37.798 1.331 _______ 172.444 _______ _______

429 __________ 429 __________ __________

46.361 __________ 46.361 __________ __________

149.193 46.361 429 _______ 195.983 _______ _______

Consolidado

Passivos financeiros Em 30 de setembro de 2013 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Instrumentos financeiros derivativos (*) Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Instrumentos financeiros derivativos (*)

Passivos financeiros mensurados ao custo amortizado ____________

Derivativos usados para Hedge __________

Outros passivos financeiros __________

Total ________

133.315 __________-

1.331 __________

37.802 __________-

133.315 37.802 1.331 _______

133.315 __________ __________

1.331 __________ __________

37.802 __________ __________

172.448 _______ _______

151.838 __________-

429 __________

48.714 __________-

151.838 48.714 429 _______

151.838 __________ __________

429 __________ __________

48.714 __________ __________

200.981 _______ _______

(*) Os instrumentos financeiros derivativos estão apresentados no quadro acima pelo valor líquido, ativo ou passivo, e referem-se em sua totalidade a instrumentos financeiros nível 2.

NOTA 6 - QUALIDADE DO CRÉDITO DOS ATIVOS FINANCEIROS Os clientes são classificados como A, B, C e D em razão do seu segmento de mercado. A segmentação de mercado está associada à caracterização econômica do cliente. A Companhia efetua análise de risco de crédito para todas as suas operações, com a utilização de ferramentas e aplicações específicas para cada segmento. Dentro dos parâmetros básicos verificados na concessão de créditos para o segmento privado, é avaliado conjunto de índices utilizados para caracterizar a situação econômico-financeira das empresas, calculados a partir das suas informações financeiras, seu histórico de compras e pagamentos, provedores externos de informações de crédito e regularidade fiscal junto aos órgãos de governo. Para o segmento de governo, a concessão de crédito é realizada a cada operação. O critério de análise e concessão de crédito baseia-se em uma combinação de variáveis que incluem índices, calculados a partir do orçamento, da execução orçamentária e dos demonstrativos exigidos na lei de responsabilidade fiscal, de fontes externas de informações de crédito e, principalmente, do histórico de comportamento de pagamentos. No quadro a seguir, percentual de participação de cada segmento em relação ao total da conta clientes nacionais não vencidos no período encerrado em 30 de setembro de 2013. Conta de Clientes não vencido Classificação Segmento em 30/09/2013 ____________ ______________ _______________ A Mercado Privado 53,87% B Governo 46,12% C Pessoa Física 0,01% _______________ 100,00% NOTA 7 - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA As aplicações financeiras da Companhia e suas controladas nacionais estão representadas por fundos de investimentos não exclusivos e certificados de depósitos bancários no País, todos com remuneração atrelada à variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro e possibilidade de resgate imediato, a qualquer momento. Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ Bancos - Conta Movimento 1.995 9.247 9.204 15.691 Fundos de Investimento 384 19.207 11.405 34.736 Certificados de depósito bancário (CDB)/ Operação compromissada 3.461 129.852 31.873 145.993 Reclassificação para ativos mantidos para a venda ________(34.992) __________________ _________5.840 158.306 17.490 196.420 ________ _________ _________ _________ ________ _________ _________ _________ O caixa e equivalentes de caixa apresentados acima como “mantidos para a venda” fazem parte da parceria estratégica entre a Itautec e a OKI e, de acordo com as cláusulas contratuais do Contrato de Compra e Venda, poderão sofrer alterações. NOTA 8 - CLIENTES Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ Contas a receber da venda de produtos e serviços: • Clientes no Brasil 91.088 203.026 91.329 206.398 • Clientes no exterior 3.146 16.042 __________________ __________________ 91.088 206.172 91.329 222.440 Arrendamento mercantil: • Outras contas a receber 215 852 7.264 14.517 _________ _________ _________ _________ Total do clientes a receber 91.303 207.024 98.594 236.957 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ Perda por redução ao valor recuperável

(1.405) (2.354) (1.569) (6.202) _________ _________ _________ _________ 89.898 204.670 97.025 230.755 Menos: Parcela não circulante (134) (3.131) (7.109) __________________ _________ _________ Parcela circulante 89.898 204.536 93.894 223.646 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ Em 30 de setembro de 2013, a rubrica de Clientes é apresentada líquida dos ativos classificados como mantido para venda conforme apresentado na Nota 33. As contas a receber de arrendamento mercantil correspondem ao aluguel de bens baseados em contratos de locação. Estas estão apresentadas líquidas do ajuste a valor presente calculado com base em juros médios de 2% a.m., taxa praticada nos contratos de aluguéis vigentes. A composição das contas a receber por venda de produtos e serviços, por vencimento, é como segue: Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ A vencer até 30 dias 22.746 80.593 23.450 87.604 A vencer de 31 a 60 dias 15.191 95.609 15.527 97.171 A vencer acima de 60 dias 10.554 9.032 16.699 21.691 Vencidos até 30 dias 35.397 11.988 35.486 14.446 Vencidos de 31 a 60 dias 5.573 2.001 5.555 2.397 Vencidos de 61 a 90 dias 25 1.577 1 2.136 Vencidos acima de 90 dias 1.817 6.224 1.876 11.512 _________ _________ _________ _________ 91.303 207.024 98.594 236.957 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ As contas a receber de clientes do Grupo são mantidas nas seguintes moedas: Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ Reais 91.303 203.878 98.594 220.916 Dólares Americanos 3.146 7.910 Euros 8.068 Outras moedas 63 ____________________________________ 91.303 207.024 98.594 236.957 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ O Grupo avalia a necessidade de reconhecimento de perdas por redução ao valor recuperável (impairment) através de análise individual dos créditos em atraso superior a 90 dias, conjugado com o índice de perdas históricas destes créditos. As perdas por redução ao valor recuperável ou impairment tiveram a seguinte movimentação: Controladora Consolidado Saldo em 31 de dezembro de 2012 2.354 6.202 ___________ ___________ ___________ ___________ Adições 4.497 5.807 Reversões (valores recuperados) (3.878) (5.947) Baixas definitivas (561) (836) Reclassificação para ativos mantidos para a venda (3.657) Conferência de bens para subscrição ações (1.007) ___________ ___________Saldo em 30 de Setembro de 2013 1.405 1.569 ___________ ___________ ___________ ___________ NOTA 9 - ESTOQUES Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ Matérias - primas 30.292 161.838 30.292 164.051 Produtos acabados 75.789 128.211 76.776 149.176 Importação em andamento 1.939 2.513 1.939 2.516 Produtos em elaboração 42 42 Perdas por obsolescência (23.139) (47.686) (23.139) (49.590) _________ _________ _________ _________ 84.881 244.918 85.868 266.195 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ O custo dos estoques reconhecidos no resultado e incluídos em “Custo dos Produtos Vendidos” totalizou em 30 de setembro de 2013 R$ 311.564 (R$ 441.721 em 30 de setembro 2012) na controladora e R$ 304.844 em 30 de setembro de 2013 (R$ 438.894 em 30 de setembro de 2012) no consolidado. O valor das baixas de estoque registradas como despesas totalizaram R$ 19.034 (R$ (4.308) em 30 de setembro de 2012) na controladora e R$ 21.431 (R$ (4.069) em 30 de setembro de 2012) no consolidado, reconhecidos em custo de vendas. A Administração avaliou a necessidade de complemento de provisão para perdas por obsolescência decorrente da desativação paulatina das atividades de computação e registrou em 30 de junho de 2013 o montante de R$ 16.721, correspondente aos estoques que não mais serão utilizados ao final das operações desse segmento. NOTA 10 - TRIBUTOS A RECUPERAR A Companhia possui créditos tributários conforme composição demonstrada no quadro abaixo: Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ Impostos a ressarcir: Tributos federais retidos na fonte s/operações comerciais 18.793 17.455 37.733 33.078 PIS e COFINS a recuperar 923 2.623 2.739 5.079 COFINS a recuperar 5.939 6.085 Provisão para perdas com impostos a ressarcir _________ (18.856) (45.561) __________________ _________860 20.078 850 44.242 _________ _________ _________ _________ Impostos a compensar: IPI a compensar 894 1.270 901 1.278 Antecipação de imposto de renda e contribuição social 210 1.144 6.784 7.481 Impostos sobre circulação de mercadorias e serviços 17.210 1.081 17.344 1.216 ICMS sobre aquisição de imobilizado 63 677 63 677 Impostos a recuperar das empresas no exterior 5.247 Provisão para perdas com impostos a compensar _________ (210) (6.784) _________ _________ _________18.167 4.172 18.308 15.899 _________ _________ _________ _________ Total 19.027 24.250 19.158 60.141 Menos: parcela não circulante (276) (24.042) __________________ __________________ Parcela circulante 19.027 23.974 19.158 36.099 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ Provisão para perdas com impostos Em 30 de junho de 2013, a Administração revisou a perspectiva de realização dos tributos federais devido ao cenário de venda das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços, e, a desativação paulatina das atividades de computação, e decidiu pela constituição de provisão para perdas destes tributos com base na probabilidade de não realização dos mesmos. NOTA 11 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS Em 30 de setembro de 2013, a Companhia e suas controladas nacionais apresentam prejuízos fiscais e bases negativas registrados em suas apurações fiscais no montante de R$ 59.030 e R$ 22.825, respectivamente. Decorrente do momento atual da Companhia, a Administração avaliou a capacidade de recuperação desses créditos tributários mediante a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros e reconheceu no resultado de 30 de junho de 2013 o montante de R$ 22.303 referente a provisão para perda com imposto de renda e contribuição social sobre prejuízo fiscal e base negativa e R$ 62.334 sobre diferenças temporárias. Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ Ativo de imposto diferido: Ativo de imposto diferido a ser recuperado em até 12 meses 464 63.415 922 64.592 Ativo de operações descontinuadas a ser recuperado em 12 meses (458) Ativo de imposto diferido a ser recuperado depois de mais de 12 meses 5.019 25.989 5.019 __________ 27.322 __________ __________ __________ 5.483 89.404 5.483 __________ 91.914 __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ Passivo de imposto diferido: Passivo de imposto diferido a ser recuperado depois de mais de 12 meses (24.375) __________- __________ (24.375) ____________________ (24.375) __________- __________ (24.375) __________ __________ __________ __________ __________ __________ Imposto diferido (líquido) 5.483 65.029 5.483 __________ 67.539 __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________

A movimentação dos ativos e passivos de impostos diferidos durante o período, de acordo com a sua origem/natureza, sem levar em consideração a compensação dos saldos é a seguinte:

Ativo de imposto diferido (líquido) Em 31 de dezembro de 2012 Debitado (Creditado) no resultado Em 30 de setembro de 2013

Ativo de imposto diferido (líquido) Em 31 de dezembro de 2012 Debitado (Creditado) no resultado Debitado (Creditado) no resultado de operações decontinuadas Em 30 de setembro de 2013

Prejuízos Fiscais ______________ 20.970 ______________ (20.970) ______________ ______________ ______________-

Hedge Caixa ___________ 344 ___________ 264 ___________ 608 ___________ ___________

Provisões _________ 63.071 _________ (63.216) _________ (145) _________ _________

Controladora Plano de Contribuição Definida - CD ____________ (24.375) ____________ 24.375 ____________ ____________ ____________-

Precatórios __________ 5.019 __________ __________5.019 __________ __________

Outros _______ _____________________ _______-

Total _______ 65.029 _______ (59.546) _______ 5.483 _______ _______

Precatórios __________ 5.019 __________ -

Outros _______ 1.156 _______ (1.156)

Total _______ 67.539 _______ (62.058)

__________5.019 __________ __________

_____________________

2 _______ 5.483 _______ _______ (Continua)

Prejuízos Fiscais ______________ 22.303 ______________ (22.303)

Hedge Caixa ___________ 344 ___________ 264

Provisões _________ 63.092 _________ (63.239)

Consolidado Plano de Contribuição Definida - CD ____________ (24.375) ____________ 24.375

__________________________________________

___________608 ___________ ___________

2 _________ (145) _________ _________

____________________________________


20 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERMEDIÁRIAS CONSOLIDADAS EM 30 DE SETEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (Continuação) (b) Movimentação

NOTA 12 - DEPÓSITOS JUDICIAIS E OUTROS CRÉDITOS Controladora Consolidado 30/09/2013 31/12/2012 30/09/2013 31/12/2012 __________ __________ __________ __________ Depósitos judiciais fiscais 14.260 15.235 14.374 15.350 Depósitos judiciais trabalhistas 5.844 4.148 5.844 4.148 Outros valores a receber 73 5 76 66 __________ __________ __________ __________ 20.177 19.388 20.294 19.564 __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ Os valores correspondentes a depósitos judiciais representam os valores depositados que não estão correspondidos por valores provisionados. NOTA 13 - CRÉDITOS COM PRECATÓRIOS Em novembro de 2012, foi certificado pelo Tribunal Regional Federal o trânsito em julgado de decisão favorável à Companhia relativo a ação de repetição de indébito correspondente à cobrança de Taxa de Serviço Administrativo - TSA, incidente sobre a internação e importação de mercadorias na Zona Franca de Manaus no período de março de 1992 a fevereiro de 1999. Essa decisão determinou a execução da sentença e o recebimento do crédito por precatório judicial. O crédito por precatório judicial, atualizado pela tabela da Justiça Federal aplicável às ações de repetição de indébito totalizou R$ 79.860, que trazidos a valor presente pelo método do fluxo de caixa descontado com taxa de desconto média de 9,14%, acrescido de correção aplicável, totalizou o valor líquido de R$ 65.099, reconhecido no resultado na rubrica de “Outros ganhos (perdas), líquido”. De acordo com a Resolução CNJ 115/2010, vigente para precatórios, os Estados, Distrito Federal e Municípios, farão os pagamentos de precatórios via Regime Especial pelo prazo de até 15 anos acrescido do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança e, para fins de compensação da mora, incidirão juros simples no mesmo percentual de juros incidentes sobre a caderneta de poupança, excluída a incidência de juros compensatórios aplicada. A Administração da Companhia estima o recebimento da primeira parcela em 2015. NOTA 14 - INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS A seguir são apresentados os detalhes das controladas da Companhia: Itautec.com ___________

Itautec Locação ______________

Milhares de ações (2013) Ordinárias 12.717 166.979 Participação (%) 99,93% 99,99% Patrimônio líquido (21.353) 35.797 Capital social 8.000 28.726 Prejuízo líquido (31.742) (946) Movimentação dos Investimentos Saldo em 31 de Dezembro de 2011 12.266 33.314 Subscrição de ações Equivalência patrimonial (2.121) 5.494 Dividendos propostos no exercício (1.305) Dividendos recebidos (760) Variação cambial sobre investimento no exterior (15) Saldo em 31 de Dezembro de 2012 10.130 36.743 Subscrição de ações Equivalência patrimonial (31.742) (946) Provisão para perda com investimentos 21.363 Redução de Investimentos no exterior Integralização de créditos Outros resultados 249 Conferência de bens para subscrição de ações Dividendos propostos no exercício de 2012 Variação cambial sobre investimento no exterior Reclassificação para ativos mantidos para a venda Saldo em 30 de Setembro de 2013 35.797 Denominações utilizadas: ___________________________________________________________________________ i. Itautec.com Serviços S.A. (Itautec.com) ii. Itautec Locação e Comércio de Equipamentos S.A. (Itautec Locação) iii. Itautec Participações e Comércio S.A. (Itautec Participações) iv. BR Indústria e Comércio de Produtos e Tecnologia em Automação S.A. (BR Automação) v. Itautec España S.A. (Itautec Espanha) vi. Biologica Sistemas S.A. (Biologica) NOTA 15 - IMOBILIZADO O imobilizado apresenta a seguinte movimentação:

Investimentos Diretos Itautec Participações BR Automação __________________ _____________

Biologica ________

10.053 100,00% 8.699 10.053 (1.421)

1.977 90,00% 185.280 199.824 (13.331)

1.247 100,00% 25.950 28.116 (2.120)

500 70,00% (106) 1.140 (1.746)

10.092 154 10.246 (1.421) (126) 8.699

179.840 (11.978) (1.110) (166.752) -

11.153 70 (1.774) 939 10.388 282 (2.120) 29 (32.840) 49.122 (232) (25.950) 1.321 -

275 1.956 2.231 (1.222) 74 (1.083) -

País _______ Brasil Brasil Brasil Brasil Espanha Brasil

Máquinas, equipamentos e ferramentas ______________________

Itautec Espanha ______________

Total _______

66.825 345 3.709 (1.305) (760) 924 69.738 180.122 (49.429) 21.466 (32.840) 49.122 17 (25.950) (1.083) 85 (166.752) 44.496

Negócio ______________________________________ Revenda de produtos e serviços tecnológicos Arrendamento de equipamentos Revenda de produtos e serviços tecnológicos Revenda de produtos e serviços tecnológicos Revenda de produtos e serviços tecnológicos Desenvolvimento de software

CONTROLADORA Equipamento de Instalações processamento de dados __________ _______________________

Outros ativos _______

Imobilizado em andamento _____________

Total ________

Terrenos ________

Edifícios ________

Saldo em 31 de dezembro de 2012: Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

2.053 ________2.053 ________ ________

67.977 (42.221) ________ 25.756 ________ ________

55.881 (37.285) _____________________ 18.596 _____________________ _____________________

1.843 (1.082) __________ 761 __________ __________

27.827 (21.186) ______________________ 6.641 ______________________ ______________________

17.633 (10.200) _______ 7.433 _______ _______

276 _____________276 _____________ _____________

173.490 (111.974) ________ 61.516 ________ ________

Movimentação no período Saldo inicial Adições Baixas e/ou alienações Depreciação no período Conferência de bens para subscrição de ações Saldo contábil, líquido

2.053 ________2.053 ________ ________

25.756 760 (1.933) ________24.583 ________ ________

18.596 778 (611) (2.435) (9.913) _____________________ 6.415 _____________________ _____________________

761 (124) (181) __________ 456 __________ __________

6.641 2.754 (169) (2.138) (1.862) ______________________ 5.226 ______________________ ______________________

7.433 441 (2.241) (1.101) (3.251) _______ 1.281 _______ _______

276 (146) (130) _______________________________________

61.516 4.587 (3.151) (7.731) (15.207) ________ 40.014 ________ ________

Saldo em 30 de setembro de 2013: Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

2.053 ________2.053 ________ ________

68.736 (44.153) ________ 24.583 ________ ________

18.210 (11.795) _____________________ 6.415 _____________________ _____________________

1.393 (937) __________ 456 __________ __________

20.027 (14.801) ______________________ 5.226 ______________________ ______________________

3.212 (1.931) _______ 1.281 _______ _______

_______________________________________

113.631 (73.618) ________ 40.014 ________ ________

Do total de despesa de depreciação do período das operações continuadas no montante de R$ 2.851, o montante de R$ 2.268 foi reconhecido no resultado em“Custo dos produtos vendidos e serviços prestados”e no estoque de produtos acabados, R$ 134 em “Despesas com vendas”, R$ 419 em “Despesas gerais e administrativas” e R$ 30 em “Pesquisa e Desenvolvimento”. CONSOLIDADO Máquinas, equipamentos Equipamento de Outros Imobilizado Terrenos Edifícios e ferramentas Instalações processamento de dados ativos em andamento Total ________ ________ ______________________ ___________ _______________________ _______ ______________ ________ Saldo em 31 de dezembro de 2012: Custo 2.053 68.041 55.965 2.542 29.543 19.906 276 178.326 Depreciação acumulada (42.224) (37.327) (1.403) (22.179) (11.617) (114.750) ________________ _____________________ __________ ______________________ _______ _____________________ Saldo contábil, líquido 2.053 25.817 18.638 1.139 7.364 8.289 276 63.576 ________ ________ _____________________ __________ ______________________ _______ _____________ ________ ________ ________ _____________________ __________ ______________________ _______ _____________ ________ Movimentação no período Saldo inicial Adições Baixas e/ou alienações Depreciação no período Reclassificação para ativos mantidos para venda Variação cambial sobre bens no exterior Saldo contábil, líquido

2.053 ________2.053 ________ ________

25.817 760 (1.933) (63) ________24.581 ________ ________

18.638 927 (613) (2.614) (9.926) _____________________6.412 _____________________ _____________________

1.139 (210) (473) __________456 __________ __________

7.364 2.754 (515) (2.217) (2.160) ______________________5.226 ______________________ ______________________

8.289 454 (2.345) (1.203) (3.885) (5) _______ 1.304 _______ _______

276 (146) (130) __________________________ _____________-

63.576 4.749 (3.603) (8.177) (16.507) (5) ________ 40.032 ________ ________

Saldo em 30 de setembro de 2013: Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

2.053 ________2.053 ________ ________

68.740 (44.159) ________ 24.581 ________ ________

18.208 (11.796) _____________________ 6.412 _____________________ _____________________

1.396 (940) __________ 456 __________ __________

20.027 (14.801) ______________________ 5.226 ______________________ ______________________

3.342 (2.038) _______ 1.304 _______ _______

__________________________ _____________-

113.766 (73.734) ________ 40.032 ________ ________

Do total consolidado de despesa de depreciação do período das operações continuadas no montante de R$ 2.864, o montante de R$ 2.268 foi reconhecido no resultado em “Custo dos produtos vendidos e serviços prestados” e no estoque de produtos acabados, R$ 134 em “Despesas com vendas”, R$ 432 em “Despesas gerais e administrativas” e R$ 30 em “Pesquisa e Desenvolvimento”. A Companhia revisa periodicamente a vida útil econômica estimada de seus principais ativos para o cálculo da depreciação e não apresenta ajustes ou mudanças a serem reconhecidas em 30 de setembro de 2013. O imobilizado reclassificado para ativo mantido para venda refere-se aos ativos das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços, vide Nota 33. Os ativos imobilizados das atividades de computação foram avaliados e não foram identificadas perdas por redução ao valor recuperável. NOTA 16 - ATIVO INTANGÍVEL O ativo intangível apresenta a seguinte composição: Controladora Consolidado Desenvolvimento Desenvolvimento Outros Ativos de novos produtos Software Total de novos produtos Software Intangíveis Total _________________ ________ _______ _________________ _________ ____________ _______ Saldo em 31 de dezembro de 2012: Custo 18.019 31.996 50.015 18.019 33.047 851 51.917 Amortização acumulada (7.095) (20.031) (27.126) (7.095) (20.959) (28.054) _________________ ________ _______ _________________ _________ ___________________ Saldo contábil, líquido 10.924 11.965 22.889 10.924 12.088 851 23.863 _________________ ________ _______ _________________ _________ ____________ _______ _________________ ________ _______ _________________ _________ ____________ _______ Movimentação no período Saldo inicial Adições Baixas Reclassificação para ativos mantidos para venda Conferência de bens para subscrição de ações Amortização no período Saldo contábil, líquido Saldo em 30 de setembro de 2013: Custo Amortização acumulada Saldo contábil, líquido

10.924 4.103 (907) (12.297) (1.823) _________________ _________________ _________________

11.965 5.916 (9.251) (2.958) ________ 5.672 ________ ________

22.889 10.019 (907) (21.548) (4.781) _______ 5.672 _______ _______

10.924 4.330 (907) (12.280) (2.067) _________________ _________________ _________________

12.088 5.916 (9.013) (3.319) _________ 5.672 _________ _________

851 (569) (282) ____________ ____________ ____________

23.863 10.246 (907) (21.862) (5.668) _______ 5.672 _______ _______

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10.172 (4.500) ________ 5.672 ________

10.172 (4.500) _______ 5.672 _______

__________________________________-

10.172 (4.500) _________ 5.672 _________

________________________-

10.172 (4.500) _______ 5.672 _______

NOTA 17 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS Modalidade Encargos Amortização Garantias ___________ ______________________________ ____________ _________________________ FINEP 4.00%a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa FINAME TJLP + 2,25% a.a. Mensal Alienação Fiduciária BNDES TJLP + 1,1% a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa BNDES TJLP + 2,6% a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa BNDES TJLP + 3,1% a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa BNDES 5,6% a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa ___________________________________________________________________________________________________________________ MOEDA NACIONAL ___________________________________________________________________________________________________________________ EXTERIOR LIBOR + 0,92% a.a. Trimestral Nota Promissória BNDES Cesta de Moedas+Juros Variáveis Mensal Aval da Controladora Itaúsa ___________________________________________________________________________________________________________________ MOEDA ESTRANGEIRA ___________________________________________________________________________________________________________________ CONTROLADORA ___________________________________________________________________________________________________________________ PORTUGAL EURIBOR 2,75% a 3,5% a.a. Mensal Nota Promissória ___________________________________________________________________________________________________________________ DEMAIS EMPRESAS ___________________________________________________________________________________________________________________ CONSOLIDADO Os empréstimos e financiamentos sujeitos à variação cambial estão atualizados pela respectiva taxa de câmbio de venda vigente no último dia útil do mês. Os demais estão atualizados monetariamente, considerando os correspondentes encargos contratuais/custo amortizado. Cláusulas restritivas Os financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - (“BNDES”) e Financiadora de Estudos e Projetos - (“FINEP”) exigem a manutenção do controle nacional do capital, notificação em caso de alteração do controle acionário, apresentação de licenças, medidas e ações destinadas a evitar ou corrigir danos ao meio ambiente, medidas quanto à segurança e medicina do trabalho e manutenção dos seguintes índices financeiros: liquidez corrente, nível de capitalização e EBITDA como percentual da receita líquida, com base em medições efetuadas no final do exercício. O montante de empréstimos e financiamentos de longo prazo em 30 de setembro de 2013 tem a seguinte composição por ano de vencimento: Controladora/Consolidado ANOS 2014 2015 2016 2017 2018 Total ______ ______ ______ ______ ______ _____ _______ Empréstimos e financiamentos 7.400 29.525 24.757 14.814 3.704 80.245 Os valores contábeis dos empréstimos e financiamentos do Grupo, reconhecidos nas demonstrações financeiras intermediárias, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado. Os empréstimos e financiamentos são mantidos nas seguintes moedas: 30/09/2013 108.234 25.081 __________ 133.315 __________ __________ ____________________ __________ 133.315 __________ __________

Real Dólares americanos Controladora Euros Demais empresas do Grupo Consolidado

31/12/2012 130.040 19.153 __________ 149.193 __________ __________ 2.645 __________ 2.645 __________ __________ 151.838 __________ __________

30/09/2013 Circulante Não Circulante _________ _____________ 14.923 51.852 242 470 7.123 13.561 33 62 4.770 9.063 2.112 4.023 _________ _____________ 29.203 79.031 _________ _____________ 23.279 588 1.214 _________ _____________ 23.867 1.214 _________ _____________ 53.070 80.245 _________ _____________ ____________________________________________53.070 80.245

NOTA 19 - RECEITAS DIFERIDAS A Companhia, quando da comercialização dos seus produtos, além da garantia padrão, pode oferecer aos seus clientes a possibilidade de obter serviços de manutenção para os produtos vendidos (garantia diferenciada), em prazos, normalmente, de 12, 24 ou 36 meses (vide Nota 2.18a), reconhecendo como receita diferida no balanço patrimonial, o valor cobrado por esse serviço, e embutido no preço do produto e apropriando-o ao resultado ao longo dos prazos de vigência dos contratos. Para a garantia padrão, a Companhia constitui uma provisão para os custos futuros, incluindo mão de obra, peças para reposição, deslocamento, logística e estrutura indireta necessária para a manutenção corretiva e preventiva dos equipamentos comercializados. O montante de receitas diferidas de longo prazo em 30 de setembro de 2013 tem a seguinte composição por ano de vencimento: Controladora/Consolidado ANOS 2014 2015 2016 2017 2018 Total ______ ______ ______ ______ ______ _____ _______ Receita diferida

Licença de Uso Honorários Diretoria/Gratificações Especiais Royalties a Pagar Serviços Especializados e Consultoria Venda para Entrega Futura Recebimento Antecipado Propaganda Cooperada Fretes e Seguros Pesquisa e Desenvolvimento Comissões e Remuneração Variável Outras Contas a Pagar Outras Contas a Pagar - Exterior

Consolidado 30/09/2013 31/12/2012 __________ __________ 10.260 33.251 1.535 6.624 7.943 1.691 3.385 6.524 500 565 1.205 1.563 7.194 1.493 5.302 161 1.223 1.608 2.939 14.827 16.093 4.311 ____________________ 40.227 89.970 __________ __________ __________ __________

4.342

10.143

4.421

776

87

19.769

NOTA 20 - PROVISÕES PARA CONTINGÊNCIAS O Grupo e suas controladas são parte em ações judiciais e processos administrativos decorrentes do curso normal de seus negócios, perante vários tribunais e órgãos governamentais de natureza trabalhista, civil e tributária. Os valores dos processos a seguir demonstrados foram contabilizados considerando a avaliação dos assessores jurídicos da Companhia quanto ao esperado desfecho das discussões, a natureza dos assuntos discutidos e o histórico em processos semelhantes. A Administração da Companhia, com base na opinião de seus assessores jurídicos, e análise das demandas judiciais pendentes, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas prováveis esperadas no desfecho das ações em curso, conforme apresentado a seguir: (a) Composição

NOTA 18 - OUTRAS PROVISÕES E CONTAS A PAGAR Controladora 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 10.260 33.251 1.535 6.624 7.943 1.691 3.385 6.524 462 565 1.205 1.563 7.194 1.493 5.301 161 1.223 1.608 2.939 14.833 16.369 ____________________40.233 85.896 __________ __________ __________ __________

31/12/2012 Circulante Não Circulante _________ _____________ 14.951 62.963 243 650 7.140 18.868 33 87 4.784 12.609 2.115 5.597 _________ _____________ 29.266 100.774 _________ _____________ 17.094 541 1.518 _________ _____________ 17.635 1.518 _________ _____________ 46.901 102.292 _________ _____________ 2.645 _________ _____________2.645 _________ _____________49.546 102.292

Processos Tributários Passivo de Operações Descontinuadas Obrigações Legais Depósito Judicial Processos Tributários líquidos de depósito Processos Trabalhistas Depósito Judicial Processos Trabalhistas líquidos de depósito Processos Cíveis

Controladora 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 44.708 41.486 4.708 4.687 (4.708) __________ (4.836) __________

Consolidado 30/09/2013 __________ 31/12/2012 __________ 44.876 41.486 (168) 4.708 4.687 (4.708) __________ (4.836) __________

44.708 __________ __________ 29.969 (1.751) __________

41.337 __________ __________ 31.712 (2.027) __________

44.708 __________ __________ 29.969 (1.751) __________

41.337 __________ __________ 31.712 (2.027) __________

28.218 __________ __________ 12.928 __________

29.685 __________ __________ 14.119 __________

28.218 __________ __________ 14.434 __________

29.685 __________ __________ 15.090 __________

85.854 __________ __________

85.141 __________ __________

87.360 __________ __________

86.112 __________ __________

Saldo em 31 de Dezembro de 2012 Atualização Monetária e Juros Constituição Pagamentos Baixas Saldo em 30 de Setembro de 2013

Tributário _________ 41.337 _________ 2.418 11.907 (1.144) (9.810) _________ 44.708 _________ _________

Controladora Trabalhista Cível __________ _______ 29.685 14.119 __________ _______ 2.008 1.092 5.518 3.186 (6.322) (59) (2.670) (5.410) __________ _______ 28.218 12.928 __________ _______ __________ _______

Total _______ 85.141 _______ 5.518 20.611 (7.525) (17.890) _______ 85.854 _______ _______

Saldo em 31 de Dezembro de 2012 Atualização Monetária e Juros Constituição Pagamentos Baixas Passivo de Operações Descontinuadas Saldo em 30 de Setembro de 2013

Tributário _________ 41.337 _________ 2.418 12.075 (1.144) (9.810) (168) _________ 44.708 _________ _________

Consolidado Trabalhista Cível __________ _______ 29.685 15.090 __________ _______ 2.008 1.096 5.518 3.716 (6.322) (58) (2.671) (5.410) _________________28.218 14.434 __________ _______ __________ _______

Total _______ 86.112 _______ 5.522 21.309 (7.524) (17.891) (168) _______ 87.360 _______ _______

(c) Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais - Lei 11.941/09 A Itautec e suas controladas nacionais aderiram ao Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais, instituído pela Lei 11.941/09. O programa incluiu débitos administrados pela Receita Federal do Brasil e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, vencidos até 30 de novembro de 2008. A adesão ao programa possibilitou a utilização de prejuízos fiscais de imposto de renda e bases negativas de contribuição social no valor total de R$ 30.186. O efeito líquido no resultado do exercício de 2009 correspondeu a uma despesa de R$ 6.376, registrada em dezembro de 2009. Como consequência da adesão ao REFIS, a Companhia optou pelo parcelamento e pagamento a vista, bem como desistiu das ações judiciais em curso, conforme determina o programa, como também renunciou a qualquer alegação de direito sobre o qual se fundavam as referidas ações, sob pena de imediata exclusão do programa e, consequentemente, perda dos benefícios anteriormente mencionados. Em 3 de fevereiro de 2011 a Receita Federal do Brasil editou portaria conjunta PGFN/RFB Nº 2/2011, divulgando as regras para consolidação dos débitos. Em 30 de junho de 2011, a Companhia formalizou a consolidação no sistema da Receita Federal optando pelo pagamento dos débitos em 180 parcelas mensais. A Companhia vem honrando com o pagamento das parcelas mensais e atualmente, aguarda a convalidação de sua opção. (d) Processos Trabalhistas Os processos trabalhistas, judiciais e administrativos que impliquem em riscos para a Companhia são provisionados com base na pretensão formulada pelo reclamante e segundo a avaliação do Jurídico das provas, documentos e informações transmitidas pela área de recursos humanos e pela área na qual o reclamante estava lotado. A cada decisão proferida no processo (sentença ou acórdão) os valores contingenciados são revistos periodicamente com a finalidade de tornar a provisão o mais próximo possível do risco efetivo de desembolso por parte da Companhia. A provisão é atualizada mensalmente pela variação da Taxa Referencial de Juros (“TR”) cheia do mês, acrescida de 1% de juros. (e) Processos Tributários O principal valor contabilizado refere-se a autos de infração lavrados pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, relativos a créditos de ICMS (Portaria CAT 92) supostamente indevidos nas entradas de partes e peças defeituosas para conserto, proveniente de substituições efetuadas em equipamentos na atividade de assistência técnica. Em face da ausência de uniformidade de entendimento da fiscalização estadual nas autuações realizadas, bem como da ausência de precedente no julgamento da matéria, a Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, entende que é provável alguma perda em relação ao período autuado, bem como do período sujeito a lançamento, e assim efetuou provisão em montante considerado adequado. (f) Passivos Contingentes não provisionados A Companhia e suas controladas possuem processos de natureza cível e tributária, os quais foram classificados, pela Administração e seus assessores jurídicos externos, com risco de perda possível. Em 30 de setembro de 2013, esses processos totalizavam R$ 738 para causas cíveis e R$ 168.620 para causas tributárias (R$ 111 e R$ 164.975 em 31 de dezembro de 2012, respectivamente). Os principais processos em discussão são: (i) CIDE Trata-se de auto de infração lavrado para cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE sobre remessas de valores ao exterior, realizadas em 2001 e 2002, a título de pagamento de licença para distribuição e comercialização de “software de prateleira” fabricados pela Microsoft. Atualmente, defende-se a tese no Judiciário, por meio de Ação Anulatória de que os pagamentos realizados à Microsoft não se enquadram nas hipóteses de incidência da CIDE, já que não importam em transferência de tecnologia, motivo pelo qual a Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, entende que o risco da discussão é possível e não se sujeita a provisão contábil. (ii) Multa - PIS e COFINS Trata-se de auto de infração lavrado para cobrança de multas regulamentares do período de 2007, em razão da fiscalização ter desconsiderado as informações relativas ao PIS e COFINS, apresentadas em arquivos magnéticos, que supostamente não cumpriram as especificações contidas na Instrução Normativa nº 86/2001. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos entende que o risco da discussão é possível e, portanto, não sujeita a provisão contábil. (iii) PIS e COFINS 2006 - Crédito de Períodos Anteriores Tratam-se de autos de infração lavrados para cobrança de PIS e COFINS, em razão da glosa de créditos apurados no 4º trimestre de 2006. Por se tratarem de créditos efetivos, gerados ao longo de todo o período de 2006, porém somente registrados no 4º trimestre de 2006. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos entende que se trata de mero erro formal, não sujeitos, portanto, a provisão contábil. (iv) PIS e COFINS 2007 e 2008 - Glosa de Créditos Trata-se de auto de infração lavrado para cobrança de PIS e COFINS em razão da glosa de parte dos créditos da Companhia referentes ao ano de 2007 e ao primeiro trimestre de 2008. A lavratura do auto se deu porque a fiscalização restringiu o direito ao crédito de certos insumos relacionados a estas contribuições. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, apresentou defesa estimando como possível o risco de perda, não sujeitos, portanto, a provisão contábil. (v) IPI, Imposto de Importação, PIS e COFINS no regime de Drawback Tratam-se de quatro autos de infração lavrados para cobrança de IPI, Imposto de Importação, PIS e COFINS, em decorrência do descumprimento da vinculação dos atos concessórios de drawback e registros de exportação no Siscomex. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, defende que apesar de não ter cumprido com as formalidades previstas para o regime de drawback, os bens que foram importados sob amparo do regime e que tiveram os tributos suspensos foram efetivamente aplicados na fabricação dos produtos exportados dentro do prazo de vigência dos atos concessórios. (vi) IRRF, CSLL, PIS e COFINS - Compensação Trata-se de pedido administrativo de compensação não homologado relativo aos períodos de 2002 a 2005, realizado com crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ do ano de 2002. A origem do crédito é (i) imposto de renda retido nos Estados Unidos (prestação de serviço para a Microsoft) no qual a fiscalização alega que a receita de serviços não foi oferecida à tributação, bem como que o limite de utilização não foi observado pela Companhia. Defende-se que a receita foi oferecida à tributação, tendo sido apresentados os comprovantes de retenção; (ii) PIS e COFINS retidos por órgãos públicos, informados equivocadamente na DCOMP como IRPJ. A Companhia defende tratar-se de mero erro formal e que, portanto, deve prevalecer a verdade material. (vii) Compensações não homologadas em razão do vício formal Tratam-se de compensações de tributos federais não homologadas em razão de vícios formais no preenchimento das declarações entregues à Receita Federal e que não afetam a legitimidade dos créditos utilizados. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos entende que o risco da discussão é possível e, portanto, não sujeita a provisão contábil. (g) Ativos Contingentes (i) Taxa Cacex Trata-se de crédito pleiteado em ação declaratória cumulada com repetição de indébito, visando a declaração da inconstitucionalidade das Leis 2.145/52 e 7.690/88, que criaram a taxa de licenciamento de importação (Taxa Cacex) recolhida para emissão de guia de importação correspondente a 1,8% do documento de importação no período de janeiro de 1989 a dezembro de 1991. A decisão favorável transitou em julgado em 21 de novembro de 2007. Atualmente, na execução da decisão, aguarda-se sentença referente à liquidação dos valores para expedição de precatório ou pedido de desistência da execução judicial para instruir pedido de compensação administrativa com outros tributos federais. O processo encontra-se na Contadoria Judicial para manifestação acerca do pedido de revisão do cálculo pela diferença de R$ 3 milhões. A Procuradoria manifestou expressamente concordância com o cálculo de R$ 21 milhões apresentados pela Contadoria Judicial. NOTA 21 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO (a) Capital social O capital social subscrito e integralizado em 30 de setembro de 2013 é de R$ 280.000 representado por 11.651.126 ações ordinárias escriturais, sem valor nominal. De acordo com o Estatuto Social da Companhia, o capital social poderá ser aumentado até o limite do capital autorizado, independente de reforma estatutária, pela emissão de até 60.000.000 de ações, sendo 20.000.000 em ações ordinárias e 40.000.000 em ações preferenciais. (b) Reserva legal É constituída mediante a apropriação de 5% do lucro líquido apurado no fim de cada exercício, até atingir os limites fixados pela legislação societária. (c) Dividendos propostos e juros sobre capital próprio Aos acionistas é assegurado dividendo mínimo obrigatório, equivalente a 25% do lucro líquido do exercício, ajustado pela constituição da reserva legal, conforme preconizado pela legislação societária. (d) Reserva Especial (Estatutária) O saldo remanescente do lucro líquido do exercício é destinado à reserva especial até o limite de 80% do capital social; a destinação da parcela que excede a este limite é deliberada em Assembleia dos Acionistas. As reservas especiais, dentro de reservas de lucros, segundo o Estatuto, têm por objetivo possibilitar a formação de recursos com as seguintes finalidades: i) Exercício do direito preferencial de subscrição em aumento de capital das empresas participadas; ii) Futuras incorporações desses recursos ao capital social; iii) Pagamento de dividendos intermediários. Controladora/Consolidado 30/09/2013 31/12/2012 ___________ ___________ Incentivos Fiscais Opções Outorgadas Reconhecidas Reservas de Capital Reserva Legal Reserva Especial Reservas de Lucros

316 16.753 ___________ 17.069 ___________ ___________ 24.773 222.282 ___________

316 21.751 ___________ 22.067 ___________ ___________ 24.773 217.284 ___________

247.055 ___________ ___________

242.057 ___________ ___________

NOTA 22 - LUCRO POR AÇÃO (a) Básico O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o período. 30/09/2013 30/09/2012 operações operações operações operações descontinuadas continuadas descontinuadas continuadas ______________ ___________ ______________ ___________ Lucro (prejuízo) atribuível aos acionistas da Companhia (77.504) (246.758) 12.277 (30.757) Quantidade média ponderada de ações ordinárias (milhares) 11.651 11.651 11.651 11.651 Lucro (prejuízo) básico por ação (6,65) (21,17) 1,05 (2,64) (b) Diluído O lucro diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de ações ordinárias em circulação, para presumir a conversão de todas as ações ordinárias potenciais diluídas. 30/09/2013 30/09/2012 operações operações operações operações descontinuadas continuadas descontinuadas continuadas ______________ ___________ ______________ ___________ Lucro (prejuízo) atribuível aos acionistas da Companhia (77.504) (246.758) 12.277 (30.757) Quantidade média ponderada de ações ordinárias (milhares) 12.131 12.131 12.239 12.239 Lucro (prejuízo) básico por ação (6,39) (20,34) 1,00 (2,51) Na apuração da quantidade média ponderada de ações foram adicionadas 480 mil ações em 30 de setembro de 2013 e 588 mil ações em 30 de setembro de 2012 em decorrência das opções de ações em aberto em cada data base (Nota 29). (Continua)


ECONOMIA - 21

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERMEDIÁRIAS CONSOLIDADAS EM 30 DE SETEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (Continuação) NOTA 23 - PARTES RELACIONADAS (a) Operações com empresas controladas Ativo

Controladora Itautec S.A. _____________________________ Controladas Itautec.com Itautec América Itautec Argentina Itautec Espanha Itautec Locação Itautec México Itautec Paraguai Itautec Participações Itautec Portugal BR Automação Biologica _____________________________ Total Controladas _____________________________ Total eliminado no Consolidado _____________________________

Passivo

30/09/2013 Não Circulante Circulante _________ __________

31/12/2012 Não Circulante Circulante _________ __________

4.722 _________

19.354 _________

14.903 __________

22.257 __________

30/09/2013 Circulante _________

Não Circulante __________

210 _________

6.580 __________

NOTA 30 - PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA A Companhia e suas controladas no Brasil fazem parte do grupo de patrocinadoras da Fundação Itaúsa Industrial (Fundação), entidade sem fins lucrativos, que tem como finalidade administrar planos privados de concessão de benefícios de pecúlios ou de renda complementares ou assemelhados aos da Previdência Social. A Fundação administra um Plano de Benefício Definido (“Plano BD”) e um Plano de Contribuição Definida (“Plano CD”). (a) Plano de Benefício Definido - Plano BD É um Plano que tem como finalidade básica a concessão de benefícios que, sob a forma de renda mensal vitalícia, se destina a complementar, nos termos de seu regulamento, os proventos pagos pela Previdência Social. Este plano encontra-se em extinção, assim considerado por vedar o acesso de novos participantes. O plano abrange os seguintes benefícios: a complementação de aposentadoria, por tempo de contribuição, especial, por idade, invalidez, renda mensal vitalícia, prêmio por aposentadoria, pecúlio por morte. No 1º trimestre de 2013, a Companhia registrou o ativo correspondente ao equacionamento do superávit e restabelecimento do equilíbrio técnico do Plano BD a ser realizado em 36 parcelas mensais, remuneradas pelo retorno dos investimentos do Plano de previdência BD. (b) Plano de contribuição definida - Plano CD Este plano é oferecido a todos os colaboradores da Companhia e suas controladas no Brasil, e contava em 30 de setembro 2013 com 3.586 participantes (3.824 em 31 de dezembro de 2012). No Plano CD - PAI (Plano de Aposentadoria Individual) não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes (Nota 2.16a). Fundo programa previdencial As contribuições das patrocinadoras que permaneceram no plano em decorrência dos participantes terem optado pelo resgate ou pela aposentadoria antecipada, formaram o fundo programa previdencial, que de acordo com regulamento do plano, vem sendo utilizado para compensação das contribuições das patrocinadoras. O valor presente das contribuições normais futuras, calculado pelo método de crédito unitário projetado, foi reconhecido nas demonstrações financeiras de 30 de junho de 2013. Decorrente do momento atual da Companhia, a Administração avaliou as projeções de reduções de pagamentos das contribuições futuras em função das vendas das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços e da desativação paulatina das atividades de computação que beneficiarão a Companhia e registrou a baixa do ativo não circulante no montante de R$ 71.692 (R$ 47.310 líquido de tributos). NOTA 31 - SEGUROS O Grupo com apoio de consultores de seguros, busca estabelecer coberturas compatíveis com seu porte e suas operações. Em 30 de setembro de 2013 a Companhia mantém os seguintes contratos para as coberturas de seguros: Modalidade Abrangência Importância segurada Patrimonial Quaisquer danos materias a: estoques, ativo imobilizado (exceto veículos). 508.120 Responsabilidade Civil Processos ou procedimentos administrativos, arbitrais de Administradores e/ou judiciais decorrentede perdas e danos impostos ao administrador 217.800 Veículos Cobertura de incêndio, roubo e colisão para 35 veiculos. 100% Tabela Fipe

Resultado 31/12/2012

30/09/2013

30/09/2012

Circulante _________

Não Circulante __________

Vendas ______

Compras ________

Vendas ______

Compras ________

654 _________

104 __________

2.974 ______

7 ________

7.243 ______

228 ________

1 14.903 2.339 14.170 19 4.042 1 21 7 228 31 54 5.157 652 472 7.386 1.423 104 2 2.028 2.955 3.170 10.710 1.623 8 5 2.099 210 4.720 696 ____________________________________________________________________________ ____________________________210 6.580 654 104 4.722 14.903 19.354 22.257 7 2.974 228 7.243 _________ __________ _________ __________ _________ __________ _________ __________ ______ ________ ______ ________ 4.932 21.483 20.008 22.361 4.932 21.483 20.008 22.361 2.981 2.981 7.471 7.471 _________ __________ _________ __________ _________ __________ _________ __________ ______ ________ ______ ________ _________ __________ _________ __________ _________ __________ _________ __________ ______ ________ ______ ________ As transações entre partes relacionadas substancialmente representadas por compras e vendas de produtos, foram realizadas a preços e condições usuais de mercado. Não há perda por redução ao valor recuperável, bem como baixa de títulos incobráveis. A Companhia mantém operações de mútuo com as suas controladas com a finalidade de capital de giro sem prazo definido para encerramento. No período encerrado em 30 de setembro de 2013 e no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012 não houve cobrança de encargos sobre os saldos, sendo os mesmos eliminados no processo de consolidação. (b) Outras partes relacionadas As principais operações com partes relacionadas, do Grupo Itaúsa - Investimentos Itaú S.A., substancialmente de vendas de equipamentos e prestação de serviços, não eliminadas no processo de consolidação, estão assim representadas: Ativos Receitas Consolidado Consolidado Total Operações Total Operações Total Operações 30/09/2013 Descontinuadas 30/09/2013 31/12/2012 30/09/2013 Descontinuadas 30/09/2013 30/09/2012 Descontinuadas 30/09/2012 __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ Aplicações Financeiras Itaú Unibanco S.A. 13.818 13.818 88.146 609 37 646 3.598 3.598 __________ _________________________ _________ __________ _______________ __________ __________ _________________________ 13.818 13.818 88.146 609 37 646 3.598 3.598 __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ Vendas e Serviços Itaú Unibanco S.A. 15.287 8.027 7.260 17.091 280.638 235.232 45.406 389.324 340.532 48.792 Itaú Seguros 72 72 51 2.139 2.139 3.498 3.497 1 Banco Itauleasing S.A. 42 42 536 431 397 34 1.337 365 972 Banco Itaú - BBA 525 2.787 162 2.625 8.891 606 8.285 Duratex S.A. 132 32 100 103 1.686 311 1.375 1.824 467 1.357 Elekeiroz S.A. 82 73 1 72 269 48 221 Fundação Itau CBD S.A. 33 33 290 1.109 1.109 3.959 3.959 __________ _______________ ___________________ __________ _______________ ____________________ _______________ __________15.566 8.206 7.360 18.678 288.863 239.351 49.512 409.102 349.474 59.628 __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________

NOTA 32 - INFORMAÇÕES POR SEGMENTO DE NEGÓCIOS Como resultado da venda das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços mencionado na Nota 1(a), o Grupo possui um único segmento operacional relativo às atividades de computação. Soluções de Computação Holding Consolidado ____________ _______ ___________ Clientes 93.894 93.894 Estoques 85.868 85.868 Outros ativos 12.245 150.756 163.001 Imobilizado e intangível 35.729 9.975 45.704 ____________ _______ ___________ Total do ativo 227.736 160.731 388.467 ____________ _______ ___________ ____________ _______ ___________ Fornecedores 36.159 1.642 37.801 Outras provisões e contas a pagar 27.157 13.070 40.227 Outros passivos 13.363 263.719 277.082 ____________ ________ ___________ Total do passivo 76.679 278.431 355.110 ____________ ________ ___________ ____________ ________ ___________

As aplicações financeiras no Itaú Unibanco S.A. são efetuadas nas condições normais do mercado financeiro dentro dos limites estabelecidos pela Administração da Companhia. Os rendimentos das aplicações financeiras estão reconhecidos no resultado do período. Não há perda por redução ao valor recuperável, bem como baixa de títulos incobráveis. A Companhia possui garantias prestadas pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A. representadas por operações de aval garantidores dos empréstimos e financiamentos no montante de R$ 109.325 em 30 de setembro de 2013 (R$ 131.205 em 31 de dezembro de 2012). A Companhia possui dívidas com pessoas ligadas correspondente a parcelas remanescentes da aquisição do investimento Biologica, corrigidas por índice equivalente a 100% do CDI desde a data de fechamento do contrato até sua liberação no montante de R$ 299 no longo prazo. (c) Remuneração da Administração A remuneração paga ou a pagar aos executivos da Administração da Companhia em 30 de setembro de 2013 é de R$ 8.587 como honorários e de R$ 3.897 como participações (R$ 6.362 e R$ 4.135 em 30 de setembro de 2012, respectivamente). O montante líquido contabilizado em 30 de setembro de 2013 correspondente às participações da Administração é de R$ 198. Este valor inclui a reversão de parte da provisão constituída no exercício anterior, em função da apuração final das metas estabelecidas aos executivos. NOTA 24 - RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS (a) Reconciliação A reconciliação entre a Receita Líquida e a Receita Bruta de Vendas e Serviços, está apresentada como segue: Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ Receita Bruta de Vendas e Serviços 397.700 571.808 393.767 577.500 Impostos e Contribuições sobre Vendas e Serviços__________ (30.646) __________ (50.108) __________ (29.708) __________ (50.617) Receita Líquida de Vendas e Serviços 367.054 521.700 364.059 __________ 526.883 __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________

(b) Receita líquida por categoria Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ Vendas e revendas de produtos 357.710 516.305 351.637 515.045 Prestação de Serviços 6.698 303 9.776 6.747 Receita de Garantia 2.646 5.092 2.646 5.091 _________ _________ _________ _________ Receita líquida por categoria 367.054 521.700 364.059 526.883 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ Os montantes acima são apresentados líquidos das operações descontinuadas.

Receita líquida de vendas e serviços Custo dos produtos vendidos e serviços prestados Lucro bruto Despesas com vendas Despesas gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Resultado da equivalência patrimonial Outras perdas, líquidas Prejuízo operacional

NOTA 25 - DESPESAS POR NATUREZA

Custos de produção Despesas com pessoal Encargos com INSS e FGTS Despesas de transporte Custos de publicidade Atividades terceirizadas Outras despesas

Industrial 30/09/2013 30/09/2012 __________ __________ (311.564) (441.721) (25.213) (24.428) (4.638) (6.403) (632) (258) (1.499) (2.248) (6.946) (3.136) ________ _________ (350.492) (478.194) ________ _________ ________ _________

Vendas 30/09/2013 30/09/2012 __________ __________ (18.726) (19.807) (2.963) (5.585) (2.565) (6.528) (18.285) (16.040) (2.344) (2.341) (9.577) (8.459) ________ _______ (54.460) (58.760) ________ _______ ________ _______

Controladora Administrativas 30/09/2013 30/09/2012 __________ __________ (14.193) (6.623) (1.899) (2.340) (9) (22) (7.887) (4.453) (3.396) (4.109) _______ ________ (27.384) (17.547) _______ ________ _______ ________

Pesquisa e Desenvolvimento 30/09/2013 30/09/2012 __________ __________ (2.801) (3.117) (802) (939) (14) (28) (398) (241) (1.459) (1.509) ______ ______ (5.474) (5.834) ______ ______ ______ ______

Total 30/09/2013 30/09/2012 __________ _________ (311.564) (441.721) (60.933) (53.975) (10.302) (15.267) (3.220) (6.836) (18.285) (16.040) (12.128) (9.283) (21.378) (17.213) ________ ________ (437.810) (560.335) ________ ________ ________ ________

Custos de produção Despesas com pessoal Encargos com INSS e FGTS Despesas de transporte Custos de publicidade Atividades terceirizadas Outras despesas

Industrial 30/09/2013 30/09/2012 __________ __________ (304.844) (438.894) (25.912) (24.428) (4.638) (6.403) (632) (258) (1.499) (2.248) (12.358) (6.804) ________ _______ (349.883) (479.035) ________ _______ ________ _______

Vendas 30/09/2013 30/09/2012 __________ __________ (19.114) (20.606) (2.963) (5.452) (2.662) (6.449) (18.285) (15.666) (2.344) (2.419) (10.249) (9.188) ________ _______ (55.617) (59.780) ________ _______ ________ _______

Consolidado Administrativas 30/09/2013 30/09/2012 __________ __________ (14.266) (7.005) (1.899) (2.360) (9) (29) (7.966) (4.761) (4.070) (6.379) _______ ______ (28.210) (20.534) _______ ______ _______ ______

Pesquisa e Desenvolvimento 30/09/2013 30/09/2012 __________ __________ (3.018) (3.096) (802) (924) (14) (28) (398) (304) (1.458) (1.651) ______ ______ (5.690) (6.003) ______ ______ ______ ______

Total 30/09/2013 30/09/2012 __________ _________ (304.844) (438.894) (62.310) (55.135) (10.302) (15.139) (3.317) (6.764) (18.285) (15.666) (12.207) (9.732) (28.135) (24.022) ________ ________ (439.400) (565.352) ________ ________ ________ ________

Controladora 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ Plano de previdência BD 32.179 Plano de previdência CD (i) (71.692) (1.358) Outras 4.866 7.911 Perdas com impostos a ressarcir/compensar (ii) (19.066) Resultado na alienação/baixa de imobilizado (143) 285 Resultado na venda de investimento (2.550) Despesas com contingências (10.609) 822 Remuneração da Administração/encargos (10.383) (7.699) __________ __________ (74.848) (2.589) __________ __________ __________ __________

Consolidado 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ 32.179 (71.692) (1.358) 7.365 7.534 (52.345) (265) 511 (2.550) (11.308) 318 (10.875) (7.872) __________ __________ (106.941) (3.417) __________ __________ __________ __________

(i) Vide Nota 30 (b) (ii) Vide Nota 10 Os montantes acima são apresentados líquidos das operações descontinuadas. NOTA 27 - RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS As receitas e despesas financeiras incorridas nos períodos findos em 30 de setembro de 2013 e 30 de setembro de 2012 foram como segue: Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ Receita financeira: Receita de aplicações financeiras 8.097 20.542 9.788 22.282 Variações monetárias ativas 3.280 2.524 4.499 6.683 Descontos obtidos 114 214 114 215 Juros provisionados e recebidos 355 505 389 522 Outras receitas financeiras 4.913 1.586 6.566 __________ 4.677 __________ __________ __________ 16.759 25.371 21.356 __________ 34.379 __________ __________ __________ Despesa financeira: Juros pagos ou incorridos (4.769) (6.619) (4.775) (6.662) Variação monetária passiva (16.404) (14.696) (16.256) (18.021) Comissões e despesas bancárias (68) (26) (212) (194) Descontos concedidos (21) (27) (21) (27) Outras despesas financeiras (447) __________ (729) __________ (808) __________ (989) __________ (21.709) __________ (22.097) __________ (22.072) __________ (25.893) __________ Receitas (despesas) financeiras, líquidas (4.950) __________ 3.274 (716) 8.486 __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ Os montantes acima são apresentados líquidos das operações descontinuadas. NOTA 28 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Reconciliação da Despesa do Imposto de Renda e da Contribuição Social Os valores de imposto de renda e contribuição social referentes aos períodos de 30 de setembro de 2013 e 30 de setembro de 2012, demonstrados no resultado, apresentam a seguinte reconciliação em seus valores às alíquotas nominais: Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ Prejuízo contábil antes do imposto de renda e da contribuição social de operações continuadas (186.068) (35.184) (182.893) (33.247) Lucro (prejuízo) contábil antes do imposto de renda e da contribuição social de operações descontinuadas (77.504) 13.746 (76.509) 15.030 Expectativa de despesa de imposto de renda e contribuição social a alíquotas nominais (34%) 89.615 7.287 88.197 6.195 Ajustes para obtenção da alíquota efetiva: Resultado de equivalência patrimonial 16.806 (1.631) -

PRESIDENTE Ricardo Egydio Setubal

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHEIROS VICE-PRESIDENTE Henri Penchas Alfredo Egydio Arruda Villela Filho Olavo Egydio Setubal Júnior Reinaldo Rubbi

Controladora 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ Regime Tributário de Transição - RTT - ajustes Lei nº 11.638/07 (23.259) Participações estatutários (2.539) Outros (141.313) Compensação de prejuízo fiscal Benefício (despesa) com imposto de renda e __________ contribuição social total (60.690) __________ __________ Imposto de renda e contribuição social - correntes Imposto de renda e contribuição social - diferidos

(23.385) (2.539) (126.699) (263) __________ (64.689) __________ __________

(290) (662) (2.734) (19) __________ 2.490 __________ __________

__________ __________

__________ __________

(2.200) __________ __________

(413) __________ __________

(60.690) __________ __________

4.427 __________ __________

(62.489) __________ __________

2.903 __________ __________

160.827 40,50 21,45 34,94 30/06/04 31/12/13 81,0% 2,9% 48,2%

125.998 44,70 23,55 38,52 30/06/05 31/12/14 64,0% 1,5% 24,9%

-

(716)

(716)

(ii) As principais classes de ativos e passivos mantidos para venda em 30 de setembro de 2013:

Processo Produtivo Básico - PPB As empresas de desenvolvimento ou produção de bens e serviços de informática e automação que investirem em atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação, de acordo com Processo Produtivo Básico - PPB, definido em portaria interministerial, condicionados à apresentação de proposta de projeto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, fazem jus aos benefícios fiscais previstos na Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991 e alterações posteriores. As empresas deverão investir, anualmente, em atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação a serem realizadas no País um percentual de seu faturamento bruto no mercado interno, decorrente da comercialização de bens e serviços de informática, deduzidos os tributos correspondentes a tais comercializações, bem como o valor das aquisições de produtos incentivados na forma da Lei, conforme projeto elaborado pelas próprias empresas. Atualmente o percentual a ser investido é de até 4%. NOTA 29 - PLANO DE OPÇÕES DE AÇÕES A Companhia, até o ano de 2006, possuía Plano para Outorga de Opções de Ações conforme previsto no Estatuto Social com objetivo de integrar seus executivos no processo de desenvolvimento da Companhia a médio e longo prazo, facultando participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trariam para as ações representativas do capital da Companhia. Esse plano era administrado pelo Comitê de Opções (“Comitê”) e as opções outorgadas eram aprovadas pelo Conselho de Administração. Os participantes do plano eram selecionados a exclusivo critério do Comitê dentre os executivos da Companhia. O preço de exercício fixado na outorga da opção tinha como base a cotação média dos preços das ações da Companhia nos pregões da BM&FBOVESPA, compreendendo o período de no mínimo 1 (um) e no máximo 12 (doze) meses anteriores à data de emissão das opções. A critério do Comitê, era facultado, ainda, um ajuste no preço médio de até 50% para mais ou para menos. As premissas utilizadas no valor justo das opções, com base no modelo “Binomial”, foram as seguintes: PREMISSAS Data da outorga Plano 2003 Plano 2004 Plano 2006 Quantidade de ações outorgadas (i) (ii) Preço da ação na data da outorga (em reais - R$) (ii) Preço de exercício (em reais - R$) (ii) Valor justo da opção (em reais - R$) (ii) Prazo de carência Prazo limite para exercício Volatilidade Dividendos (dividend yield) Taxa de retorno livre de risco

Consolidado ___________ 364.059 (349.883) ___________ 14.176 (55.617) (28.210) (5.690) 105 (106.941) ___________ (182.177)

Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social (58.124) (124.769) (182.893) Imposto de renda e contribuição social (64.689) (64.689) ___________________ ___________ Prejuízo do período das operações continuadas (58.124) (189.458) (247.582) Os critérios de mensuração utilizados para a divulgação das informações por segmento estão alinhados com os utilizados na elaboração das demonstrações financeiras intermediárias. NOTA 33 - ATIVO NÃO CIRCULANTE MANTIDO PARA A VENDA E RESULTADO DE OPERAÇÕES DESCONTINUADAS Conforme mencionado na Nota 1(a), as atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços atenderam a definição de ativos mantidos para venda a partir do 2º trimestre de 2013 e os resultados das operações descontinuadas para os períodos encerrados em 30 de setembro de 2013 e 2012, são demonstrados no quadro a seguir e foram apresentados em rubrica específica na demonstração de resultados. (i) Resultado das operações descontinuadas: Controladora Consolidado 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________ Receita líquida de vendas e serviços 388.045 614.852 441.634 639.893 Custo dos produtos vendidos e serviços prestados (368.777) __________ (500.524) __________ (411.846) __________ (514.388) __________ Lucro bruto 19.268 114.328 29.788 125.505 Despesas com vendas (20.984) (27.979) (26.731) (32.442) Despesas gerais e administrativas (25.509) (27.762) (32.221) (30.801) Despesas com pesquisa e desenvolvimento (35.023) (40.486) (42.566) (41.749) Resultado da equivalência patrimonial (13.915) 2.027 74 Outros perdas, líquidas (1.341) __________ (1.788) __________ (2.955) __________ (926) __________ Lucro (prejuízo) operacional (77.504) 18.340 (74.611) 19.587 Resultado financeiro (4.594) (1.898) (4.557) Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social (77.504) 13.746 (76.509) 15.030 Imposto de renda e contribuição social (1.469) (717) (2.753) Lucro (prejuízo) do período das operações __________ __________ __________ __________ descontinuadas (77.504) 12.277 (77.226) 12.277

Consolidado 30/09/2013 __________ 30/09/2012 __________

(165) (662) (402) __________ 4.427 __________ __________

Holding _______ _______(368) (18.714) (204) 105 (104.872) _______ (124.053)

Resultado financeiro

Os montantes acima são apresentados líquidos das operações descontinuadas. NOTA 26 - OUTROS GANHOS (PERDAS), LÍQUIDO

Soluções de Computação ____________ 364.059 (349.883) ____________ 14.176 (55.249) (9.496) (5.486) (2.069) ____________ (58.124)

191.666 45,60 36,45 32,88 30/06/07 31/12/16 65,0% 2,7% 13,7%

(i) Descontados os cancelamentos. (ii) Considera grupamento, na proporção de 15 ações para cada um, realizado em Outubro de 2006. A volatilidade compreende o período dos últimos 3 anos até a data da outorga de cada plano. Nenhuma opção de compra de ações foi exercida até o momento e não houve movimentação na quantidade de ações dos planos descritos acima no período apresentado, sendo reclassificado o montante de R$ 4.998 da reserva de capital para reserva de lucros decorrente do prazo de exercício das opções terem expirado. O montante registrado como reserva de capital no patrimônio líquido é de R$ 16.753 (Nota 21). Em 30 de setembro de 2013 o preço de mercado das ações era de R$ 36,90 (R$ 35,01 em 31 de dezembro de 2012) por ação.

Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Clientes Estoques Tributos a recuperar Valores a receber e despesa antecipada Total do ativo circulante Não circulante Clientes Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais e outros créditos Investimentos em controladas Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante Total do ativo

Controladora ____________

Consolidado ___________

________________________-

34.992 58.240 165.809 6.497 7.558 ___________ 273.096 ___________

166.752 ____________166.752 ____________ 166.752 ____________ ____________

1.390 458 53 16.507 21.862 ___________ 40.270 ___________ 313.366 ___________ ___________

Passivo Circulante Fornecedores Empréstimos e financiamentos Instrumentos financeiros derivativos Obrigações com pessoal Impostos e contribuições a pagar Outras provisões e contas a pagar Receitas diferidas Dividendos propostos Total do passivo circulante Não circulante Dívidas com pessoas ligadas Provisões para contingências Outras provisões e contas a pagar Receitas diferidas Total do passivo não circulante Participação dos não controladores

Controladora ____________

Consolidado ___________

________________________-

19.478 3.016 104 65.903 5.949 18.351 8.264 265 ___________ 121.330 ___________

____________ ____________ ____________ ____________ ____________ ____________

240 168 193 6.209 ___________ 6.810 ___________ (54) ___________ ___________ 128.086 ___________ ___________

Controladora ____________ 30/09/2013 ____________ (51.955) 49.334 3.759 ____________ 1.138 ____________

Consolidado ___________ 30/09/2013 ___________ (24.594) 45.279 (10.725) ___________ 9.960 ___________

Total do passivo (iii) Fluxo de caixa das operações descontinuadas:

Fluxo de caixa das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de financiamento Fluxo de caixa das atividades de investimento Aumento de caixa e equivalentes de caixa, líquidos

DIRETORIA Renato Roberto Cuoco Rodolfo Villela Marino

DIRETOR PRESIDENTE Henri Penchas

DIRETORES VICE-PRESIDENTES João Jacó Hazarabedian José Roberto Ferraz de Campos

Ricardo Horácio Bloj Silvio Roberto Direito Passos Wilton Ruas da Silva

DIRETOR Guilherme Tadeu Pereira Júnior (*)

Contadora Sandra Oliveira Ramos Medeiros CRC 1SP 220957/O-9

(*) Diretor de Relações com Investidores RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA E DE GESTÃO DE RISCOS O Comitê de Auditoria e de Gestão de Riscos da Itautec S.A., no cumprimento de suas atribuições e com base nas informações recebidas da Administração, da Auditoria Externa e da Auditoria Interna da Itautec S.A. e nas atividades desenvolvidas no período de 2/1/2013 a 30/9/2013, ponderadas devidamente suas responsabilidades e as limitações decorrentes do escopo de sua atuação, entende que as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Itautec S.A., em 30/9/2013, foram elaboradas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e recomenda sua aprovação pelo Conselho de Administração. São Paulo, 25 de novembro de 2013. Comitê de Auditoria e de Gestão de Riscos Tereza Cristina Grossi Togni Renato Roberto Cuoco Coordenadora Reinaldo Rubbi Ricardo Egydio Setubal RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS INTERMEDIÁRIAS Aos Administradores e Acionistas Itautec S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais intermediárias da Itautec S.A. (a “Companhia” ou “Controladora”) que compreendem o balanço patrimonial em 30 de setembro de 2013 e as respectivas demonstrações intermediárias do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Examinamos também as demonstrações financeiras consolidadas intermediárias da Itautec S.A. e suas controladas (“Consolidado”) que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 30 de setembro de 2013 e as respectivas demonstrações consolidadas intermediárias do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras individuais intermediárias de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e dessas demonstrações financeiras consolidadas intermediárias de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras intermediárias com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.

Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais intermediárias acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Itautec S.A. em 30 de setembro de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o período de nove meses findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas intermediárias acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Itautec S.A. e suas controladas em 30 de setembro de 2013, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o período de nove meses findo nessa data, de acordo com as normas internacionais

de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Conforme descrito na Nota 2.1, as demonstrações financeiras individuais intermediárias foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Itautec S.A., essas práticas diferem das IFRS, aplicável às demonstrações financeiras consolidadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, que, para fins de IFRS seriam mensurados ao custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações individuais e consolidadas intermediárias do valor adicionado (DVA), referentes ao período de nove meses findo em 30 de setembro de 2013, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras intermediárias tomadas em conjunto. São Paulo, 25 de novembro de 2013. BAKER TILLY BRASIL AUDITORES INDEPENDENTES S/S CRC-2SP016754/O-1

Ricardo Julio Rodil Contador - CRC-1SP111.444/O-1


22 -.ECONOMIA/LEGAIS

specialistas em relações trabalhistas estão intrigados com a a l t a n o n ú m e ro d e brasileiros que não estão trabalhando nem procuram emprego. Após um crescimento lento até agosto sobre igual mês de 2012, em torno de 0,5%, a chamada População Não Economicamente Ativa (PNEA) aumentou 3,5% em setembro último ante igual mês de 2012 e avançou 3% em outubro, em relação a outubro de 2012, de acordo com o IBGE. Só em outubro a PNEA cres-

E

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Desalento intriga o IBGE ceu em 623 mil pessoas, ante igual mês de 2012, para 18,434 milhões. Desse total, 16,724 milhões de pessoas, além de não procurarem emprego, também não gostariam de trabalhar. "Não há elementos ainda para descobrir o motivo do aumento nos dois meses, que é discrepante", disse Adriana Beringuy, técni-

ca da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. Segundo ela, um dos fatores que poderiam explicar o crescimento da PNEA seria a alta no desalento, ou seja, no número de pessoas que simplesmente desistiram de procurar emprego. "Mas esse não é o caso porque de setembro p a r a o u t u b ro o d e s a l e n t o

caiu", explicou Adriana, para quem o crescimento na PNEA foi maior entre os jovens que ainda estudam e os idosos. O professor das Relações do Trabalho da FEA/USP, José Pastore, também considera pontuais as altas na PNEA. "Quando dá um pico de febre, o médico pede para esperar", comp a ro u . Pa s t o re a v a l i a , n o

EDITAL DE CITAÇÃO PRAZO DE 20 DIAS, expedido nos autos da Ação de indenização por Dano Material, PROCESSO Nº 4003169-98.2012.8.26.0100. O(A) Doutor(a) Gustavo Coube de Carvalho, MM. Juiz(a) de Direito da 39ª Vara Cível, do Foro Central Cível, da Comarca de São Paulo, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a F.C DE ARAÚJO ÁGUA- ME, pessoa jurídica de direito privado, inscrito no CNPJ/MF 12.280.543/0002-70, réu ausente, incerto, desconhecido, eventuais interessado, que o CONDOMINIO EDIFICIO RODRIGUES ALVES, pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ sob nº 55.951.230/0001-28 com sede no endereço Rua Vergueiro, 2.225, bairro de Vila Mariana, na capital do estado de São Paulo ajuizou ação de Indenização por Danos Materiais, visando a reparação de danos decorrente da má prestação de serviço no fornecimento de água por meio de caminhão, e como esteja em lugar incerto e não sabido, não sendo possível citá-la pessoalmente, citaa pelo presente edital a comparecer neste juízo. Estando em termos, expede-se o presente edital para citação dos supramencionados para, no prazo de 15 (quinze) dias, a fluir após o prazo de 20 dias, contestem o feito, sob pena de presumirem-se aceito.

www.dcomercio.com.br

entanto, que, de um modo geral, o crescimento da PNEA "é fruto da melhoria dos programas de transferência de renda do governo e da Previdência Social, que retira pessoas do mercado de trabalho, a maioria muito idosa, além de uma maior escolarização, o que é um ponto positivo". Já o coordenador da Pesqui-

sa de Emprego e Desemprego da Fundação Seade, Alexandre Loloian, lembra o cenário de ampliação na curva de queda no crescimento da População Economicamente Ativa (PEA) em 2013. Como grande parte dessa redução da PEA vira crescimento da PNEA, Loloian avalia que a alta da população não economicamente ativa ocorre inicialmente pela postergação da entrada no mercado de trabalho dos jovens, fruto do crescimento da renda familiar. (Estadão Conteúdo)


OMC: barulho A por nada

s exaustivas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) a respeito do primeiro acordo global de livre comércio foram abandonadas na madrugada de ontem, sem um acordo sobre o texto a ser apresentado no mês que vem

PRÓ METALURGIA S.A.

Eco Solution Indústria e Comércio de Produtos de Limpeza Eireli - EPP torna público que recebeu da CETESB a Licença de Operação n° 60003367, válida até 25/11/ 2015, para sabões, sabonetes e detergentes sintéticos, fabricação de, à Rua Sever do Vouga, 432, Recreio Estoril, Atibaia.

CBDN - CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE DESPORTOS NA NEVE CNPJ. 67.148.288/0001-17 ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINARIA CONVOCAÇÃO Ficam os Senhores Associados da CBDN - Confederação Brasileira de Desportos na Neve convidados à comparecer à Sede Social, à Av. Dr. Cardoso de Mello, 1855, cj. 111/112, nesta Capital, a fim de participar da Assembléia Geral Extraordinária a ser Realizada no próximo dia 12 de Dezembro de 2013, as 14:00 horas, a fim de tratar da seguinte. ORDEM DO DIA: Em Assembléia Geral Extraordinária: a) Aprovação da proposta para Alteração dos Estatutos da Entidade b) Outros assuntos de interesse da Entidade. Será facultado, nos termos do § 30: do Artigo 20 do Estatuto Social, o envio do por escrito. São Paulo, 22 de Novembro de 2013. Stefano Arnhold Presidente da Diretoria

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE SOROCABA O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba comunica a ANULAÇÃO do Pregão Presencial nº 51/2013 - Processo nº 7.310/2013-SAAE, destinado à contratação de empresa especializada para fornecimento de solução na área de informática. Considerando que a Anulação é uma prerrogativa conferida ao Diretor Geral do SAAE de Sorocaba com vistas à defesa do interesse público, detendo este o poder de anular seus atos; considerando-se os termos do artigo 49 da Lei Federal 8.666/93 e alterações posteriores, pelo qual a Autoridade Competente para a aprovação do procedimento deverá anular por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros; considerando os motivos constantes nos autos do Processo Administrativo, resolve a Administração ANULAR a licitação em epígrafe. Nos termos do artigo 109 inciso I “c” da Lei Federal 8.666/93 e alterações posteriores, fica aberto o prazo de 05 (cinco) dias úteis para eventuais recursos. Wilson Unterkircher Filho - Diretor Geral

Pregão Presencial nº 034/2013 – Processo n° 4374/2013 RESUMO DE EDITAL ARNALDO SHIGUEYUKI ENOMOTO, Prefeito de Pereira Barreto - SP, faz saber que se acha aberto até às 09h00min, do dia 17 de dezembro de 2013, o Pregão nº 034/2013, do tipo menor preço por item, objetivando a Contratação de empresa(s) para a Aquisição de um Caminhão e furgão isotérmico, de acordo com o Contrato de Repasse nº 774730 / 2012 / MDA / CAIXA, celebrado com a União Federal, por intermédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, representada pela Caixa Econômica Federal, e o município de Pereira Barreto-SP, conforme características constantes no Anexo I deste Edital. Maiores informações no Dep. de Licitações pelo fone/ fax (18) 3704-8505, pelo e-mail licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda o Edital completo no website www.pereirabarreto.sp.gov.br. Pereira Barreto-SP, 25 de novembro de 2013. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito

Ministério da Fazenda

AVISO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico DRF/SJC nº 05/2013 OBJETO: Seleção de pessoa jurídica para a prestação de serviços continuados de manutenção náutica preventiva e corretiva, com fornecimento de peças, materiais e equipamentos, na modalidade menor preço, para a embarcação pertencente à DRF/São José dos Campos e, eventualmente, outras sob guarda da Receita Federal do Brasil, conforme descrito no Anexo I do Edital. EDITAL: retirado gratuitamente nos sítios www.comprasnet.gov.br e www.receita.fazenda.gov.br. ENTREGA DAS PROPOSTAS: até o dia 06/12/2013 antes da abertura da sessão eletrônica às 09h00min, no sítio www.comprasnet.gov.br.

Comunicamos aos Senhores Acionistas e ao mercado em geral que, em cumprimento às disposições constantes da Instrução CVM n° 358/2002 e n° 480/09, a Pró Metalurgia S.A.(“Companhia”) foi notificada pela Caloi Norte S.A.(“Contratante”), na data de 25/11/2013, sendo informada de que será rescindido o Contrato de Industrialização sob Encomenda firmado entre a Companhia e a Contratante em 30/04/2012, cujo objeto consiste na fabricação de bicicletas infantis. Na mesma notificação, a Contratante informou que, a partir desta data, não realizará mais pedidos à Companhia. Na mesma data, a Contratante enviou à Companhia uma segunda notificação informando que o Contrato de Comodato firmado entre as partes em 30/04/12 também será rescindido.A mesma notificação informa, ainda, que a Companhia deverá desocupar o imóvel objeto do Contrato de Comodato até o dia 31/03/2014. São Paulo, 25 de novembro de 2013 PRÓ METALURGIA S.A.

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba comunica que as licitantes ProespIan Engenharia S/S Ltda. - EPP, SHS Engenharia e Projetos de Engenharia Ltda.- EPP e Sampa Saneamento Ambiental Ltda. foram classificadas e consideradas HABILITADAS a Concorrência nº 02/2013 - Processo nº 2.940/2013-SAAE, destinada à contratação de empresa de engenharia para elaboração de projeto básico de ampliação e adequação da Estação de Tratamento de Esgoto Pitico, neste município. Comunica ainda, que o prazo para interposição de recurso é de 05 (cinco) dias úteis, contados a partir da presente data. Comissão Especial de Licitações - Maria Eloise Benette

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO

EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO Nº. 113/2013 PROCESSO N°. 3175/2013 OBJETO: “Registro de Preços” para contratações futuras na aquisição de luvas de látex e luvas raspa de couro, conforme edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites www.bb.com.br e www.saaesaocarlos.com.br - opção licitações. Abertura das propostas às 09h00min do dia 10/12/2013 e o início da sessão de disputa às 15h00min do dia 10/12/2013 (horário de Brasília). Paula Valéria Marcatti - Pregoeira. São Carlos, 25 de novembro de 2013 Gerência de Finanças e Suprimentos.

EDITAL N°. 2.13.2013 PROCESSO N°. 4051/2013 OBJETO: Fornecimento, mediante locação, de um caminhão pipa com capacidade mínima de 08m³ (oito metros cúbicos), com motorista, para realização de transporte de água potável e respectivo abastecimento exclusivo do Assentamento do Incra, localizado às margens da vicinal Domingos Inocentini, que liga São Carlos à represa do Broa (Balneário Santo Antonio), conforme edital - MODALIDADE: Tomada de Preços do Tipo Menor Preço, sob Regime de Preço Global (por hora). ENCERRAMENTO: 13/12/2013 às 8hs30min. O Edital poderá ser examinado através do site www.saaesaocarlos.com.br - opção licitações, ou adquirido junto à GFS, Av. Getúlio Vargas, 1500 - Bairro Jardim São Paulo - São Carlos - SP, mediante o recolhimento de emolumentos no valor de R$ 50,00, no Banco ITAÚ - Agência instalada na sede da licitante no horário das 11:00 às 16:00 horas, cuja guia deverá ser retirada antecipadamente no Setor de Tesouraria do SAAE. Informações pelo telefone: (16) 3373-6448. São Carlos, 25 de novembro de 2013. Comissão de Licitações

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: Pregão Eletrônico Nº 67/00017/13/05 OBJETO: CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE EXTENSÃO DE MANUTENÇÃO, SUPORTE TÉCNICO, GARANTIA E EXPANSÃO PARA A INFRAESTRUTURA DA REDE DE DADOS DA FDE, SEESP E PRÉDIOS CENTRAIS, INCLUINDO SWITCHES DE CORE E DE ACESSO, ANTISPAM, ACCESS POINT, CONTROLADORA WIRELESS E FIREWALL. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Contratação de Serviços de Extensão de Manutenção, Suporte Técnico, Garantia e Expansão para a Infraestrutura da Rede de Dados da FDE, SEESP e Prédios Centrais, Incluindo Switches de Core e de Acesso, Antispam, Access Point, Controladora Wireless e Firewall.. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 26/11/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sextafeira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 11/12/2013, às 10:00 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 26/11/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. BARJAS NEGRI - Presidente

2121 PARTICIPAÇÕES E GESTÃO DE RECURSOS LTDA. - CNPJ nº 09.365.988/0001-67 - NIRE 35221956921 - 2ª ALTERAÇÃO CONTRATUAL. 1. Sra. Emanuelle Carmesette do Ó Andrade, brasileira, divorciada, empresária, portadora da Cédula de Identidade com RG nº 28.337.698-3 SSP/SP e do CPF/MF sob nº 278.389.488-27 (CPF), residente e domiciliada na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Domingos Leme, nº 301, 7º andar, apartamento 71, Vila Nova Conceição, CEP 04510-040; Sócia unipessoal da sociedade denominada 2121 Participações e Gestão de Recursos Ltda., pessoa jurídica de direito privado, com sede à Avenida Rouxinol, 1041, 15º andar, conjunto 1508, Moema, São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 04516-001, devidamente registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo sob o NIRE nº 35.221.956.921 em 11 de Fevereiro de 2008 e devidamente inscrita no CNPJ sob o nº 09.365.988/0001-67, neste ato RESOLVE promover a segunda alteração contratual, o que se fará nos seguintes termos: a) A sócia quotista, neste ato, altera o tipo jurídico da Sociedade Empresária Limitada para Sociedade Por Ações de capital fechado e, consequentemente, altera a denominação social de 2121 Participações e Gestão de Recursos Ltda. para 2121 Participações e Gestão de Recursos S.A. b) A sociedade permanecerá unipessoal até a primeira Assembleia Geral Ordinária, nos termos do Art. 206, inciso I, alínea “d” da Lei nº 6.404/76. c) Em face da deliberação no item “a” retro, fica alterada a denominação do capital social, passando as quotas sociais a serem denominadas ações ordinárias, mantendo a mesma disposição acionária e o valor do capital social. Diante do exposto, a cláusula do capital social passa a vigorar com a seguinte redação: O capital social da sociedade, totalmente subscrito e integralizado pela acionista em moeda corrente nacional, é de R$ 1.000,00 (um mil reais), dividido em 1.000 (uma mil) ações ordinárias, no valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada uma. d) Por decisão única da nova acionista foi aprovada a eleição da nova diretoria para o cargo de Presidente e Administradora a Sra. Emanuelle Carmesette do Ó Andrade, já qualificada; e como Diretor sem designação específica Sr. Antonio dos Santos Maciel Neto, brasileiro, casado, engenheiro mecânico, portador da Cédula de Identidade RG nº 1.004.997-0 SSP/PR, inscrito no CPF/MF sob o nº 532.774.067-68, residente e domiciliado na Praça Pereira Coutinho, 128, apto. 13, na cidade de São Paulo/SP, CEP 04510-010. e) Em face das deliberações acima descritas é aprovado pela acionista o Estatuto Social da sociedade, conforme estabelecido no anexo 2 e a Lista de Conversão de Quotas da sociedade 2121 Participações e Gestão de Recursos Ltda. em Ações da 2121 Participações e Gestão de Recursos S.A., conforme estabelecido no Anexo 1. O presente instrumento é lavrado em 3 (três) vias de igual teor e forma, assinado na presença de 2 (duas) testemunhas. São Paulo, 2 de outubro de 2013. Sra. Emanuelle Carmesette do Ó Andrade. Advogado: Marco Antonio de Souza Campos - OAB/SP 108.225.

VOTORANTIM INDUSTRIAL S.A. CNPJ/MF Nº 03.407.049/0001-51 - NIRE 35300313216 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 30 DE SETEMBRO DE 2013. 1. Horário e Local – às 10h30min horas, na sede social localizada na Rua Amauri, nº 255, 13º andar, Conjunto “A”, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo (“Companhia”). 2. Presença – acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro “Presença de Acionistas”. 3. Mesa Dirigente – João Carvalho de Miranda, Presidente e Alexandre Silva D’Ambrosio, Secretário. 4. Convocação - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 5. Ordem do Dia – (i) examinar e deliberar sobre os termos e condições do “Protocolo e Justificação de Cisão Parcial com Incorporação da Parcela Cindida”; (ii) ratificar a nomeação prévia dos peritos responsáveis pela avaliação do patrimônio líquido e elaboração do competente Laudo de Avaliação; (iii) examinar e deliberar sobre o Laudo de Avaliação; (iv) aprovar e declarar efetivada as operações de cisão parcial e de Incorporação; 6. Deliberações: submetidos os referidos documentos à exame e discussão e, logo depois, à votação, os presentes, sem o voto dos legalmente impedidos, à unanimidade, deliberaram: (i) aprovar todos os termos e condições do “Protocolo e Justificação de Cisão Parcial com Incorporação de Parcela Cindida” (“Protocolo e Justificação”), datado de 30 de setembro de 2013, firmado entre esta Companhia, e Votorantim Cimentos S.A. (“VC”), inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 01.637.895/000132, com sede na cidade e Estado de São Paulo, na Praça Professor José Lannes, n.º 40, 9º andar. O Protocolo e Justificação constitui o Anexo I à presente ata; (ii) ratificar a nomeação prévia dos peritos, Lerio & Sanches Auditores Independentes Ltda., com sede na Av. Indianópolis, nº.860 – sala 2 – Moema – São Paulo – SP – CEP: 04062-001, devidamente inscrita no CNPJ/MF sob nº 06.216.662/0001-80, representada pela seu sócio Gilberto Lerio, (brasileiro, divorciado, contador, portador do CPF nº. 269.714.378-53, inscrito no CRC-SP sob nº. 1SP111.445/O-9) que atendendo à solicitação da Companhia, realizou a avaliação da parcela cindida da Companhia a ser vertida para a VID, com base no balanço patrimonial de 31 de agosto de 2013 e elaborou o respectivo Laudo de Avaliação que ora apresentado, passa a integrar a presente ata como Anexo II; (iii) aprovar, sem ressalvas, o referido Laudo de Avaliação apresentado pelos peritos nomeados, em conformidade com o respectivo balanço patrimonial da Companhia, datado de 31 de agosto de 2013, que serviu como base para operação de cisão parcial seguida de incorporação, tendo como resultado um patrimônio líquido cindido total de R$ 43.259.540,42 (quarenta e três milhões, duzentos e cinquenta e nove mil, quinhentos e quarenta reais e quarenta e dois centavos), sendo tal parcela vertida para a incorporadora VID, sem aumento do capital social; (iv) aprovar e declarar efetivada a cisão parcial com a incorporação da parcela cindida pela VID, autorizando os administradores da Companhia a praticar todos os atos necessários à implementação e formalização da operação ora aprovada, inclusive a promover o arquivamento e/ou comunicação nos registros e órgãos públicos competentes e a publicação na imprensa, bem como cumprir as formalidades necessárias. 8. Encerramento: nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, que lida e achada conforme, foi por todos assinada. João Carvalho de Miranda, Presidente e Alexandre Silva D’Ambrosio, Secretário. Pela Sócia Votorantim Participações S.A., Antonio Joaquim Ferreira Custódio e Raul Calfat; José Roberto Ermírio de Moraes, acionista. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 30 de setembro de 2013. Alexandre Silva D’ambrósio - Secretário. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Registro sob nº 444.145/13-8 em 14.11.13 (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL NOS TERMOS PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE HOJE (25/11/2013) NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.

PREFEITURA MUNICIPAL DE BROTAS - SP AVISO DE CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 04/2.013 Acha-se aberto, na Prefeitura Municipal de Brotas: Concorrência Pública nº 04/2.013 - Objeto: Outorga de concessão de uso de bem público (sala do Terminal Rodoviário, destinado à exploração de comércio no ramo de lanchonete e congêneres) pelo prazo de 05 (cinco) anos, mediante remuneração mensal, reajustada anualmente. Encerramento: 30/12/2.013, às 09:00 horas. O Edital, na íntegra, poderá ser retirado no Setor de Administração de Materiais, sito à Rua Benjamin Constant, nº 300, Centro, Brotas – SP, de segunda à sexta-feira, das 13:00 horas às 16:30 horas ou através do site: www.brotas.sp.gov.br. Brotas, 22 de Novembro de 2.013 ROBERTO CEZAR MOREIRA - Administrador de Materiais

geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, os diplomatas dos 159 países membros passaram por árduas dez semanas de negociações, na esperança de definirem o texto a ser aprovado pelos ministros. A esperança frustrou-se. (Reuters)

FATO RELEVANTE

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 92/13 – PREGÃO 54/13 Objeto: Contratação de empresa para a prestação de serviços de locação, implantação, configuração, treinamento e suporte técnico de software do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza - ISSQN. Edital de Rerratificação. 1) Fica excluído da especificação constante no Anexo I - Termo de Referência e na cláusula 1.1 da minuta do contrato: “e do Valor Adicional Fiscal – VAF/DIPAM”. 2) O prazo estabelecido no preâmbulo do edital, relativo à realização do certame, passa a ser às 09 horas do dia 09 de dezembro de 2013. 3) As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. Castilho-SP, 25 de novembro de 2013. Joni Marcos Buzachero - Prefeito. A Debitar dia (26.11.13)

US$ 960 bilhões à economia mundial e criaria 21 milhões de empregos, sendo 18 milhões em nações em desenvolvimento. O pacto também reavivaria a confiança na OMC como um fórum para negociações comerciais. Sob o comando do diretor-

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE SOROCABA

CNPJ/MF 56.994.924/0001-05 - NIRE 35.300.049.49-7

Ficam convocados os Srs. Integrantes do Conselho de Administração da Pró Metalurgia S.A., sociedade anônima de capital aberto, com sede na Cidade de Atibaia, Estado de São Paulo, na Avenida Tégula, nº 888, Edifício Topázio, Bloco F, módulo 17/18, sala 1, Ponte Alta, CEP 12952-820, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 56.994.924/0001-05, a participar da Reunião do Conselho de Administração a ser realizada em 29/11/13, às 10:00 horas, em sua sede social, a fim de deliberar sobre providências a serem tomadas tendo em vista a rescisão de contratos relevantes. São Paulo, 25 de novembro de 2013. Luiz AugustoTrindade - Presidente do Conselho de Administração.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP

numa reunião ministerial em Bali. O destino do acordo que simplifica procedimentos alfandegários e acelera o comércio global parece agora depender de um acordo direto entre os ministros que irão se reunir na conferência bienal da OMC. O acordo agregaria

PRÓ METALURGIA S.A.

CNPJ/MF 56.994.924/0001-05 - NIRE 35.300.049.497

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

ECONOMIA/LEGAIS - 23

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de novembro de 2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE OURINHOS REAVISO DE LICITAÇÃO Processo nº 3930/2013 - Pregão Presencial nº 192/2013 Objeto: Registro de preços para aquisição de carnes, frios e embutidos. Sessão de processamento do Pregão, recebimento e abertura dos envelopes “Proposta Comercial” e “Documentos de Habilitação”: 10 de dezembro de 2013, às 09:00 horas. Local: Sala de Licitações da Prefeitura Municipal de Ourinhos, sita à Travessa Vereador Abrahão Abujamra, nº 70, fundos, Centro. O Edital completo poderá ser retirado gratuitamente na Diretoria de Suprimento da Prefeitura Municipal de Ourinhos, sita à Rua Euclides da Cunha, nº 522, Centro, no horário comercial, no site da Prefeitura (www.ourinhos.sp.gov.br) no link licitações ou mediante requerimento da empresa enviado via e-mail para licitacoes.pmo@ig.com.br, sendo que quaisquer esclarecimentos a respeito da presente licitação poderão ser obtidos na mencionada Diretoria ou através do telefone (14) 3302-6000 - ramal 6076 e pelo fax (14) 3324-7945. Ourinhos, 25 de novembro de 2013. Belkis Gonçalves Santos Fernandes – Prefeita Municipal.

Próxima Financeira S.A. - CNPJ/MF (Em Constituição) Ata da Assembléia Geral de Constituição realizada em 29 de Dezembro de 2011 Data, Hora e Local: 29/12/2011, 10hs, na sede social.Subscritores: (i) Philip J. Philliou, LLC, sociedade devidamente existente e organizada de acordo com as leis de New Jersey, Estados Unidos, com sede em 12 Littlefield Court, Haworth, neste ato representada por seus procuradores, Natália Cibele Correia da Silva, OAB/SP n°290.416, RG n° 33.472.475-2 - SSP/SP e CPF/MF n° 316.825008-29 e Darcio Siqueira de Sousa, OAB/SP sn° 240.530, RG n° 26.630.255-5 - SSP/SP e CPF/MF n° 157.093.498-36, ambos com escritório em SP/SP, R. Líbero Badaró, 293, 27°, Cjs. C e D; e (ii) Xalles Singapore Pte. Ltd., sociedade devidamente existente e organizada de acordo com as leis de Singapura, com sede na 35 Lorong, 5Toa Payoh #10-333, Singapura 310035, neste ato representada por seus procuradores, Natália Cibele Correia da Silva e Darcio Siqueira de Sousa, acima qualificados. Presença: Totalidade.Mesa Diretora: Pres.: Darcio Siqueira de Sousa e Secr.:.Natália Cibele Correia da Silva.Ordem do Dia: (i) constituição de uma sociedade anônima (“Cia.”), bem como a distribuição, subscrição e integralização de suas ações;(ii) aprovação do Estatuto Social;(iii) eleição dos diretores da Cia.;e (iv) a provar a remuneração dos Diretores. Deliberações: Dando início aos trabalhos, o Presidente informou que a presente Assembléia tem por finalidade precípua a constituição de uma Cia.denominadaPróxima Financeira S/A, com sede na R.Líbero Badaró, 293, 27°, Cj.D, S/ 23, SP/SP, que será regida pelo Estatuto Social, pela Lei nº 6.404, de 15/12/76 e demais disposições legais aplicáveis à matéria. Esclareceu o Presidente que o capital social inicial da Cia.será de R$ 1.000,00, representado por 1.000 ações ordinárias nominativas com valor nominal de R$ 1,00 cada. Preenchidososrequisitosdaconstituição,verificou-sequeo“BoletimdeSubscrição”quealudeoArt.85daLeinº6.404,de15/12/76foidevidamente preenchido e o capital social de R$ 1.000,00 foi totalmente subscrito e parcialmente integralizado em moeda corrente nacional, mediante liquidação dos contratos de câmbio de n° 101395536, datado de 6/12/2011, no valor total de R$ 475,61, e de n° 101512652, datado de 12/12/2011, no valor total de R$ 483,85.Os valores remanescentes de R$ 0,61 e R$ 0,85 serão alocados à conta de reservas de capital da Cia..Em seguida, os acionistas decidiram:(i) eleger os diretores, nos termos do Estatuto Social, conforme segue:(a) Carlos Eduardo Prado, RG nº 14.869.803-7 SSP/SP e CPF/MF nº 035.156.498-59, como Diretor sem designação específica; e (b) Silvia Aparecida dos Anjos, RG nº 18.275.141-7 - SSP/SP e CPF/MF nº 134.824.898-07, como Diretora sem designação específica.Os Diretores ora eleitos são investidos em seus cargos, mediante assinatura dos respectivos termos de posse no livro de Atas das Reuniões da Diretoria, os quais declaram, sob as penas da lei, não estarem incursos em nenhum dos crimes previstos na legislação em vigor que os impeçam de exercer atividade empresária ou cargo de administração em sociedade por ações, em especial aqueles mencionados no § 1º do Art. 147 da Lei nº 6.404/76; e (ii) aprovar a remuneração individual mensal dos Diretores ora eleitos no valor de R$ 1.700,00.Tendo sido cumpridos todos os requisitos preliminares da constituição da Cia., o Presidente disse ter em mãos o projeto do Estatuto Social que, submetido à apreciação dos subscritores, foi aprovado por unanimidade e cujo teor é o constante do Anexo I à presente ata.Encerramento e Lavratura da Ata: Nada mais, foi a presente ata lida, aprovada, lavrada na forma de sumário e assinada por todos os presentes. São Paulo, 29/12/2011. Darcio Siqueira de Sousa-Presidente e Natália Cibele Correia da Silva-Secretária.Subscritores:PHILIP J.PHILLIOU, LLC - p.p.Natália Cibele Correia da Silva e Darcio Siqueira de Sousa; Xalles Singapore PTE.Ltd.- p.p.Natália Cibele Correia da Silva e Darcio Siqueira de Sousa.Diretores Eleitos: Carlos Eduardo Prado e Silvia Aparecida dos Anjos.Visto do Advogado Responsável: Claudia Muniz Levasier Mahler-OAB/SP nº 115.866. Estatuto Social - Capítulo I-Denominação,Sede,Objeto e Duração - Art.1º - A Próxima Financeira S.A.(a “Cia.”) é uma sociedade por ações fechada, que se rege por este Estatuto Social e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Art. 2º - A Cia. tem por objeto: (a) gerir serviços de pagamentos; (b) emitir, gerenciar e processar cartões de crédito pré-pagos; (c) o recebimento de pagamentos decorrentes de contratos de prestação de serviço celebrados de acordo com a legislação; e (d) deter participações em outras sociedades como sócia, quotista ou acionista. § Único - A Cia. pode participar de quaisquer outras sociedades mediante deliberação da Assembléia.Art. 3º - A Cia. tem foro em São Paulo e sede na R.Líbero Badaró, 293, 27°, Cj D, S/ 23, SP/SP, podendo, por deliberação do Cons.de Administração, abrir, transferir e extinguir filiais, agências, escritórios e quaisquer outros estabelecimentos em qualquer parte do território nacional e no exterior.Art. 4º - A Cia.terá prazo indeterminado de duração.Capítulo II-Capital Social e Ações - Art. 5º - O capital social é de R$ 1.000,00, totalmente subscrito e parcialmente integralizado, em moeda corrente nacional, sendo dividido em 1.000 ações nominativas ordinárias com valor nominal de R$1.00. § Único - Cada ação ordinária confere a seu titular direito a um voto nas deliberações da Assembléia. Capítulo III-Assembléia-Art.6º-AAssembléiareunir-se-áordinariamentenos4primeirosmesesseguintesaotérminodoexercíciosocial,reunindo-se, ainda, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais ou a lei assim exigirem. § 1º - A Assembléia será convocada na forma da lei. Independentemente das formalidades de convocação, será considerada regular a Assembléia a que comparecerem todos os acionistas. § 2º - A Assembléia será presidida pelo Diretor Presidente, ou, na sua ausência, por quem a Assembléia indicar.O presidente da Assembléia escolherá um dos presentes para secretariá-lo.Art. 7° - As seguintes matérias exigem voto favorável de pelo menos 60% para serem aprovadas:(a) Aquisição de ações de outras Cia.s;(b) Aquisição de ativos com valor superior a R$ 500.000,00;e (c)Venda ou alienação de ativos ou ações da Cia.com valor superior a R$ 1.000.000,00.Capítulo IV - Administração - Art.8° - A administração da Cia.compete à Diretoria. Art. 9° - Os membros da Diretoria devem assumir seus cargos dentro de trinta dias a contar das respectivas datas de nomeação, mediante assinatura de termo de posse no livro de atas da Diretoria, permanecendo em seus cargos até a investidura dos novos administradores eleitos.Art. 10 - A Assembléia deverá fixar a remuneração dos administradores da Cia.. A remuneração pode ser fixada de forma individual para cada administrador ou de forma global, sendo neste caso distribuída conforme deliberação da Assembleia Geral.CapítuloV-Diretoria - Art. 11 - A Diretoria é o órgão de representação da Cia., competindo-lhe praticar todos os atos de gestão dos negócios sociais.Art. 12 - A Diretoria não é um órgão colegiado, podendo, contudo, reunir-se a critério do Diretor Presidente para tratar de aspectos operacionais.Art.13 - A Diretoria é composta por no mínimo 2 e no máximo 7 diretores, eleitos e destituíveis pela Assembléia, com mandato de 3 anos, sendo permitida a reeleição.Art.14 - Dentre os diretores um será designado Diretor Presidente, um será designado Diretor Financeiro, e os demais não terão designação específica. § 1º - Compete ao Diretor Presidente a determinação de estratégias para a Cia., a alocação de capital, a liderança da Diretoria, o gerenciamento de todos os executivos da Cia. e o desenvolvimento de estratégias corporativas;§ 2º - Compete ao Diretor Financeiro o gerenciamento da controladoria, da tesouraria, da estratégia econômica e do provisionamento contábil, e os relatórios fiscais e de medição. Art. 15 - A Cia. será representada e somente será considerada validamente obrigada por ato ou assinatura: a) de quaisquer dois Diretores, sendo um deles obrigatoriamente o Diretor Presidente ou o Diretor Financeiro; b) do Diretor Presidente ou do Diretor Financeiro em conjunto com um procurador; c) de dois procuradores. § Único - As procurações serão sempre outorgadas por dois Diretores, sendo um deles obrigatoriamente o Diretor Presidente ou o Diretor Financeiro, sendo que estabelecerão os poderes do procurador e, excetuando-se as procurações outorgadas para fins judiciais, não terão prazo superior a 1 ano.CapítuloVI-Cons.Fiscal - Art.16 - O Cons. Fiscal somente será instalado a pedido dos acionistas e possui as competências, responsabilidades e deveres definidos em lei.§ 1º -O Cons. Fiscal é composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros efetivos e igual número de suplentes, eleitos pela Assembléia. § 2º - O Cons. Fiscal poderá reunir-se sempre que necessário mediante convocação de qualquer de seus membros, lavrando-se em ata suas deliberações. CapítuloVII - Exercício Social, Demonstrações Financeiras e Lucros - Art. 17 - O exercício social terá início em 01 de janeiro e término em 31 de dezembro.Ao término de cada exercício social, serão elaboradas as demonstrações financeiras previstas em lei.Art.18 - Em cada exercício, os acionistas terão direito a um dividendo obrigatório correspondente a 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos do Art. 202 da Lei das S.A. Art. 19 - A Cia., por deliberação da Assembléia, poderá levantar balanços semestrais, trimestrais ou mensais, bem como declarar dividendos à conta de lucros apurados nesses balanços.A Cia., por deliberação da Assembléia, poderá, ainda, declarar dividendos intermediários à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral.§ Único - Os dividendos distribuídos nos termos deste Art.poderão ser imputados ao dividendo obrigatório.Art.20 - A Cia.poderá remunerar os acionistas mediante pagamento de juros sobre capital próprio, na forma e dentro dos limites estabelecidos em lei.§ Único - A remuneração paga nos termos deste Art.poderá ser imputada ao dividendo obrigatório.CapítuloVIII -Transformação - Art.21 - A Cia.poderá, independentemente de dissolução ou liquidação, transformar-se em sociedade de outro tipo que não sociedade anônima, assegurado o direito de retirada aos acionistas dissidentes. Capítulo IX-Liquidação - Art. 22 - A Cia. se dissolverá e entrará em liquidação nos casos previstos em lei, cabendo à Assembléia estabelecer o modo de liquidação e eleger o liquidante, ou liquidantes, e o Cons.Fiscal, que deverão funcionar no período de liquidação, fixando-lhes os poderes e remuneração.” Jucesp sob o NIRE nº 3530041888-3 em 20/01/2012.Gisela S.Ceschin-Secr.Geral.

VIRGILIA S.A. - CNPJ: 05.601.902/0001-05 - BALANÇO PATRIMONIAL Período: 01/01 a 31/12/2012 Ativo Ativo Ativo Circulante Caixa e Equivalente de Caixa (Nota 1) Banco Conta Movimento Aplicações Financeiras Ativo Não Circulante Investimento Investimentos para Renda (Nota 2) Imobilizado Imobilizado (Nota 3) Total do Ativo

31/12/2012

31/12/2011

989.234,61 989.234,61 65.664,52 923.570,09 5.558.533,91 5.492.533,91 5.492.533,91 66.000,00 66.000,00 6.547.768,52

778.675,82 778.675,82 132.624,31 646.051,51 5.558.533,91 5.492.533,91 5.492.533,91 66.000,00 66.000,00 6.337.209,73

Passivo Passivo e Patrimônio Líquido Passivo Circulante Adiantamento de Clientes (Nota 4) Impostos a recolher (Nota 5) Passivo Não Circulante Crédito Quotistas (Nota 6) Patrimônio Líquido Capital Social (Nota 7) Lucros Acumulados (Nota 8) Total do Passivo e Patr. Líquido

31/12/2012

31/12/2011

59.189,09 7.000,00 52.189,09 2.298.258,40 2.298.258,40 4.190.321,03 2.080.804,00 2.109.517,03 6.547.768,52

33.100,75 0,00 33.100,75 2.298.258,40 2.298.258,40 4.005.850,58 2.080.804,00 1.925.046,58 6.337.209,73

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Saldo em 31/12/2011

Capital Social Lucros Acumulados 2 .080.804,00 1.925.046,58

Total 4.005.850,58

Ajuste de Exercícios Anteriores (Nota 8) Lucro do Exercício

(16.600,38)

(16.600,38)

1.338.389,45

1.338.389,45

1.137.318,62)

1.137.318,62)

2.109.517,03

4 .190.321,03

Destinação do Lucro Distribuição de Lucro Saldo em 31/12/2012

2 .080.804,00

Reconhecemos a exatidão do presente Balanço Patrimonial, cujos valores do Ativo e Passivo mais Patrimônio Líquido importam em R$ 6.547.768,52 (seis milhões, quinhentos e quarenta e sete mil, setecentos e sessenta e oito reais e cinquenta e dois centavos). São Paulo, 31 de dezembro de 2012. Diretora: Anita Beatriz H. Kaufmann - CPF: 583.710.448-87; Contador: Nilson Bezerra de Lima - CT CRC: 1SP 123075/O-9. NBL Assessoria e Contabilidade LTDA. Notas Explicativas: Virgília S/A, com sede na Rua dos Tamanás 254, na cidade e Estado de São Paulo é uma sociedade por Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo Método Direto ações de capital fechado e tem como principal atividade adquirir, vender e administrar bens próprios móveis e imóveis. As presentes 31/12/2012 31/12/2011 Demonstrações Financeiras são de responsabilidade da administração e estão apresentadas em conformidade com as práticas conAtividade operacional tábeis adotadas no Brasil (IFRS PMEs), que compreendem as Disposições da Lei das Sociedades por Ações (11.941/09) e pronunci1.539.566,36 1.351.704,78 (+) Recebimento de Aluguéis amentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Demonstração do Resultado 7.000,00 (+) Recebimento de Adiant. de Clientes (NOTA 4) 0,00 Contábeis – CPC, aprovados pelo Conselho Federal (29.770,10) (31.929,34) (-) Pagamento de Fornecedores de Contabilidade – CFC.” Nota 1 - Caixa e Equivalente 31/12/2012 31/12/2011 (197.265,90) (182.765,11) (-) Pagamento de Impostos de Caixa é composto pelos saldos bancários em conta 1.539.566,36 1.351.704,78 (=) Receita Bruta (-) Pagamento de Despesas (4.033,26) (19.298,61) corrente e aplicações financeiras. Nota 2 - Investimen1.539.566,36 1.351.704,78 (+) Aluguéis (5,40) 0,00 (-) Pagamento de Juros tos para renda é composto de imóveis destinados a lo(-) Deduções (+) Recebimento de Juros 48.986,09 43.500,30 cações e vendas e estão demonstrados pelo custo de (10.007,18) (8.802,34) (-) PIS s/ Faturamento (-) Ajuste de Exercícios Anteriores (NOTA 8) (16.600,38) 0,00 aquisição. Nota 3 - Imobilizado é composto por um (46.186,98) (40.626,13) (-) COFINS s/ Faturamento 1.347.877,41 1.161.212,02 (=) Caixa gerado pelas atividades operacionais veículo, não há depreciação do imobilizado e ele está (56.194,16) (49.428,47) (=) Total de deduções Atividade de Investimento demonstrado pelo custo de aquisição. Nota 4 – Adi1.483.372,20 1.302.276,31 (=) Receita Líquida (-) Compra de Imobilizado 0,00 0,00 antamento de Clientes é composto por um rece1.483.372,20 1.302.276,31 (=) Lucro bruto 0,00 0,00 (+) Venda de Imobilizado bimento antecipado da Empresa LIV Imóveis. Nota 5 – (-) Despesas Operacionais (=) Caixa Consumido pelas ativ. de investimento 0,00 0,00 Impostos a recolher é composto por PIS, Cofins, CSLL (-) Despesas Administrativas (33.803,36) (51.227,95) Atividade de Financiamento e IRPJ. Nota 6 – Crédito de Quotista é composto pelos (=) Resultado antes das Rec. e Desp. Financeiras 1.449.568,84 1.251.048,36 (1.137.318,62) (932.464,99) (-) Distribuição de Lucro ingressos de recursos dos acionistas na empresa. (+) Receita Financeira 48.986,09 4 3.500,30 (-) Pagamento de Empréstimos 0,00 0,00 Nota 7 - Capital Social no valor de R$ 2.080.804,00 di(-) Despesas Financeiras (5,40) (0,00) (+) Aumento de Capital em Dinheiro 0,00 0,00 vidido em 2.080.804 ações ordinárias nominativas, (=) Resultado antes dos tributos 1.498.549,53 1.294.548,66 0,00 0,00 (+) Captação de Recursos sendo 1.040.402 ações de classe A e 1.040.402 ações (-) IRPJ (111.411,83) (94.971,66) (=) Caixa Consumido pelas ativ. de Financiamento (1.137.318,62) (932.464,99) de classe B. Nota 8 - Lucros Acumulados estão à dis(48.748,25) (-) CSLL (42.881,54) Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes 778.675,82 549.928,79 posição dos acionistas. Neste exercício houve um (=) Resultado Líquido das Op. Continuadas 1.338.389,45 1.156.695,46 210.558,79 (+) Variação do Caixa no Período 228.747,03 ajuste de exercícios anteriores para regularizar saldo (+/-) Operações Descontinuadas (=) Saldo Final de Caixa e Equivalentes 778.675,82 989.234,61 das aplicações financeiras. (=) Resultado do Exercício 1.338.389,45 1.156.695,46


24 -.INFORMÁTICA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Objetos de desejo a preço camarada

n ULTRABOOK

Os smartphones de custo médio chegam ao varejo e não fazem feio frente aos caros modelos premium Fotos: Divulgação

Barbara Oliveira m dos produtos mais cobiçados dos consumidores brasileiros neste Natal certamente será o smartphone. O celular conectado substitui o computador, recebe e-mails, dá acesso a redes sociais, compartilha arquivos de vídeos e fotos com outras pessoas e traz mobilidade em todas as tarefas. A boa notícia é que não é preciso gastar uma pequena fortuna para adquirir um bom telefone inteligente com funções similares aos modelos premium. Há no mercado modelos mais em conta que agregam chips que não travam o processamento, telas amplas, câmeras de alta resolução e design elegantes e finos. Há duas semanas, a Motorola Mobility, empresa da Google, provou que é possível entregar um produto de qualidade a preço nada exorbitante. O lançamento mundial do Moto G no Brasil, cujo preço começa em R$ 649 (desbloqueado), teve a presença do CEO da Motorola, Dennis Woodside. Ele destacou a importância do mercado brasileiro para a companhia (e para o Google), principalmente nesse nicho intermediário com preços entre R$ 700 e R$ 1.100. Outras alternativas que chegam para competir com os

modelos caríssimos de smartphones, além do Moto G, são oferecidas pelas marcas Samsung, Sony, LG e Nokia. Quem está migrando para um aparelho com tela maior e não pode gastar mais do que R$ 1.200 (desbloqueado) no Natal tem várias opções: o Xperia M, da Sony, o Nokia Lumia 625, o Galaxy Gran Duos, da Samsung e o G Pro Lite, da LG. Os dois últimos com displays acima de 5 polegadas, ótimos para a visualização de vídeos. O analista da consultoria especializada IDC, Leonardo Munin, informa que as vendas de smartphones no Brasil cresceram 55% no segundo trimestre do ano contra o primeiro, e que essa tendência vai se manter nos próximos períodos. Mais de 70% dessas vendas ainda são de aparelhos abaixo de R$ 700. “O mercado de smartphones cresce em todas as faixas porque existem mais facilidades de compra e a oferta de aparelhos é muito grande, mas os produtos intermediários (mid range) começam a despertar o interesse do usuário”, diz Munim. O consumidor já sabe como funciona o smartphone, quer trocar o antigo por uma tela maior e touch, ter uma câmera com boa resolução, velocidade de processamento e manter-se conectado usando vários aplicativos. E, principalmente, não quer ou não pode gastar muito.

U

Woodside, no lançamento mundial do Moto G: mercado brasileiro é dos mais importantes para a companhia e para o Google.

No mercado, o Yoga, híbrido versátil da Lenovo.

O

IdeaPad Yoga, da Lenovo, é um ultrabook de 11 polegadas e versátil. A tela IPS multitoque HD gira 360 graus e tem quatro modos de uso, incluindo um notebook e o tablet. O equipamento conversível roda Windows 8 e reconhece até 10 toques simultâneos na tela, permitindo navegação mais intuitiva. A navegação por pastas de fotos ou músicas através de gestos em frente à tela é possível graças à tecnologia Motion Control da marca chinesa. O computador traz chips Intel de terceira geração e 8 GB de memória, e a bateria tem autonomia para até seis horas em uso. Ele pesa 1,3 kg. No varejo, por R$ 3.800.

CASE

Modelos da Lego dão personalidade ao iPhone 5

O

s iPhones 5 estão chegando ao mercado brasileiro e já começam a surgir cases específicos para esses smartphones e iPads minis, da Apple. As capas da Lego são ótimas para presentear adolescentes e adultos que gostavam de se divertir com as montagens dos bloquinhos. É possível criar vários objetos e deixar o dispositivo personalizado. Os blocos são vendidos separadamente. Preços de R$ 89 a R$ 239 (para iPad)

MOTO G is um bom exemplo da nova geração que alia tecnologia, design e preço justo e não deixa o consumidor na mão. E o melhor, pode abrir uma brecha de novos lançamentos mid range de smartphones. Tem tela de 4,5 polegadas e resolução de 720p, vidro Gorilla Glass mais resistente a quedas e a riscos. O processador é um quad-core da Qualcomm. O gerente de produto da Motorola, Renato Arradi, destaca como importante a versão Android 4.3 (jelly bean), a mesma de muitos modelos premium mais caros, e com garantia de atualização a partir de janeiro para a novíssima 4.4 (kitkat). Portanto, o consumidor terá um produto atualizado por muito tempo.

E

GALAXY GRAN DUOS ara dois chips, o aparelho da Samsung atende o consumidor que tem mais de uma linha telefônica e que costuma desfrutar das promoções oferecidas pelas operadoras. A duplicidade de slots é uma tendência entre os aparelhos intermediários. Tem display de 5 polegadas e Android 4.1, além de um processador dual core de 1.2 GHz. Traz os serviços do Google (gmail, mapas, youtube), wi-fi com channel bounding, o que significa que pode ser duas vezes mais rápido que o padrão de mercado. A câmera traseira de 8 Mpixels grava filmes e fotos em Full HD. O recurso Smart Alert permite ao usuário saber que recebeu ligações e mensagens quando estava longe (ele vibra quando o dono segura o aparelho notificando sobre esses alertas). O Direct Call realiza ligações automaticamente assim que o telefone é levado à orelha. No varejo por R$ 1.149 (desbloqueado).

P

inda entre os Androids com dois chips, a novidade da Sony, de 4 polegadas, tem câmera de 5 Mpixels que captura imagens em formato panorâmico e grava vídeos em alta definição. Com um botão dedicado, a câmera dispara mesmo se a tela estiver bloqueada. Ao preço sugerido de R$ 899, o Xperia M incorpora a tecnologia NFC (comunicação por proximidade) para compartilhamento de arquivos entre o celular e a TV Sony, notebook e outros smartphones, se esses aparelhos também dispuserem da mesma tecnologia. O processador Snapdragon (da Qualcomm) é dual core.

O Motion, de baixo custo, chega em dezembro.

A

CCE está lançando o tablet Motion.Tab TE71, o primeiro da marca CCE equipado com processador Intel Atom 1,6 GHz. Com acabamento emborrachado, ele permite mais conforto e aderência em superfícies lisas. O equipamento roda Android 4.0, tem conexão Wi-Fi e tela de 7 polegadas de alta resolução. Duas câmeras para videoconferência, uma USB e mini HDMI (para ser ligado ao televisor) completam as conexões do aparelho que tem 8 GB de memória RAM. Prometido para dezembro, custará R$ 500.

SMARTPHONE

om sistema operacional Windows Phone 8, que agora aceita o aplicativo da Instagram, é a sugestão da marca para aparelhos na faixa de R$ 1 mil (custa R$ 1.099). É a maior tela da Nokia, 4,7 polegadas, e o aparelho, ao contrário dos similares concorrentes , é compatível com a rede 4G. A

C

câmera é de 5 Mpixels (traseira), memória de 8GB e agrega os serviços Nokia Música e Here Maps (localização). Com a tela ampla fica mais fácil visualizar vídeos do Netflix, ler e-books da Amazon Kindle e revistas digitais, aplicativos disponíveis gratuitamente na Windows Phone Store.

G PRO LITE

A

XPERIA M

TABLET

NOKIA LUMIA 625

Arradi lembra que o sistema operacional embutido no G é o “mais puro possível”, ou seja, cumpre os padrões definidos pelo Google e, por isso, permite ao usuário uma interface mais fluida e rápida. Apesar de não trazer reconhecimento de voz (como o

Moto X), o G traz outros recursos úteis para o dia-a-dia. A facilidade de operar a câmera com um só dedo – tirar a foto, dar o zoom, gravar vídeos –, a migração de arquivos e agenda de antigos aparelhos Android (a partir do 2.2) para o novo, e o fato de o Moto G silenciar quando o dono está ocupado ou em uma reunião (o celular reconhece o compromisso agendado e envia mensagens para um contato de que o usuário não pode atender chamadas). “A bateria é outro diferencial, ela dura o dia inteiro e não só até as 18 horas”, garante Arradi. A versão dual (para dois chips) e 8GB custa R$ 699 e a de 16 GB, com quatro capas coloridas, sai por R$ 799.

modelo da LG, lançado em outubro, é outro que tem tela grande – display de 5,5 polegadas – e preço acessível. Vem com uma canetinha Stylus para a escrita mais precisa. O aparelho é um foblet, híbrido de smartphone com tablet, e está no varejo por R$ 1.199 (a versão para dois chips). A tela é HD e o design é slim com moldura estreita. O produto tem dois alto-falantes, um apenas para tons graves e outro para médios e agudos. O Pro Lite traz função QRemote para controlar a TV Smart, o Blu-ray e players de outras marcas, e possui câmera de 8 MPixels. O processador também é dual core e o Android 4.1 roda nele.

O

Novo Nexus, do Google, tem quase 5 polegadas.

O

Google mostrou seu novo smartphone Android versão 4.4. (codinome KitKat, o mesmo do chocolate) e fabricado pela LG. O Nexus 5 traz 2 GB de memória e câmera de 8 MPixel com estabilizador de imagens. O telefone tem tela de 4,9 polegadas com resolução Full HD e é o primeiro modelo do Google preparado para a 4G, mas por enquanto apenas compatível com as redes de alta velocidade norteamericanas e não brasileiras. Fininho, ele mede 8,5 mm de espessura e pesa 130 gramas apesar do tamanho da tela. Tem Wi-Fi, NFC e Bluetooth. À venda lá fora por US$ 349 (o modelo de 16 GB).


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