Ano 87 - Nº 23.738
Conclusão: 23h55
Jornal do empreendedor
www.dcomercio.com.br
R$ 1,40
São Paulo, sexta-feira, 26 de outubro de 2012
SPED As pesquisas eleitorais pintam o mapa da Cidade de vermelho e azul, mostrando onde estão os prováveis eleitores de Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). Pág. 7
Mas o que vale são as cores predominantes nas urnas, neste domingo. As campanhas terminam hoje e os candidatos apostam suas últimas fichas no debate da Globo, depois de Gabriela.
Leão cerca 41 mil empresas A era do guarda-livros está cada vez mais distante. A partir do mês que vem, 41 mil pequenas e médias empresas paulistas terão de entregar ao Fisco os arquivos digitais com as informações do ICMS e IPI. O problema é que a maioria não está preparada para o envio das informações. Optantes do Simples e MEI estão 'salvos'. Pág. 13
Nova dose de Mensalão, só em 7/11.
Projetos urbanos não podem ter partido
Julgamento no STF fica suspenso por 13 dias, até a volta do ministro Barbosa, que vai para a Alemanha tratar da coluna. A dosimetria de ontem nas págs. 5 e 6
Seminário Internacional Projetos Urbanos SP-2012, patrocinado pela ACSP em parceria com o Mackenzie, defende continuidade administrativa. Pág. 10
Divulgação
Na onda do Windows 8, o tablet da Microsoft. Página 15 Lucas Jackson/Reuters
Sony Pictures/Divulgação
d
Um brinde a Bordeaux !
cultura
Todas as homenagens a Gonzagão no seu centenário são muito bemvindas. Mas esta é especial, em grande metragem – o filme De Pai para Filho (acima, à esq.) mostra a trajetória do Rei do Baião e, de quebra, a de seu filho Gonzaguinha. E 007 chega para a Operação Skyfall. Nada de filme? Então aproveite as gravuras do Renascimento alemão (dir.) no Masp, a guerrilha da Roda do Vinho , a volta dupla de Regina Duarte aos palcos...
Beleza da terra dos vinhos finos também se bebe com os olhos. Boa Viagem. Pág. 22
Baforadas com charutos made in Brazil História do cubano que veio "enrolar" seus charutos por aqui. Importa as folhas e exporta 80 mil unidades por mês. Pág. 19 Newton Santos/Hype
500 carrões e outro tanto de musas O Salão do Automóvel, no Anhembi, reuniu este ano 49 fabricantes. Págs. 20 e 21. Veja uma coleção de modelos em www.dcomercio.com.br
Página 4
ISSN 1679-2688
23738
9 771679 268008
DIÁRIO DO COMÉRCIO
2
o
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Por qualquer lado que se olhe, vê-se que o governo é um investidor relapso. José Márcio Mendonça
pinião
Reprodução
EYMAR MASCARO
HORA DE FAZER A PROVA DOS 9
S
GOVERNO É O LOBO DO GOVERNO
O
governo da presidente Dilma Rousseff tem feito um extraordinário esforço para despertar o chamado "instinto animal" dos empresários e turbinar os investimentos privados no Brasil. Um tanto é no gogó, outro tanto com medidas de incentivos mais ou menos abrangentes – corte de impostos, corte nos juros, financiamento abundante, proteção tarifária, preferência nas compras governamentais, índice de nacionalização... enfim, um arsenal poderoso. Tem recebido em troca, demonstração de entusiasmo e disposição de desenjaular o tal instituto. Porém, no mundo da prática, na hora de botar a mão de fato no bolso, a teoria é outra – está nas reticências, como demonstram diversos índices que medem os investimentos reais no Brasil. Eles continuam estacionados em níveis bem aquém do necessário. E não é, certamente, por falta de dinheiro no mundo. Uma das razões é o fato de o governo não fazer ele próprio a sua parte, de não despertar em si mesmo o tal "instinto animal". Vive enredado no "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Por qualquer lado que se olhe, dá para se notar que o governo é um investidor relapso. Dois recentes estudos do site Contas Abertas , especializado em análises das contas públicas, demonstraram, por exemplo, que pelo menos sete ações de empresas estatais com dotações orçamentárias acima de R$ 500 milhões apresentavam, ao fim do quarto bimestre, execução inferior a
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA 30%, a maior parte da Petrobras; e que 310 ações do PAC, dotadas com R$ 15 bilhões, estão praticamente paradas – do total das obras do PAC, até setembro, somente 54,6% foram efetivamente gastos.
C
om PAC ou sem PAC, lastimável é o investimento em transportes – rodovias e ferrovias – um dos entraves ao desenvolvimentos dos negócios privados no Brasil. Segundo um levantamento minucioso da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), dos 95.707 quilômetros de estradas analisadas, nada menos que 62,7% (60.053 km) tiveram algum tipo de problema, contra 57,4% na pesquisa de 2011. A explicação é simples: dados do Sistema de Administração Financeira (Siafi) indicam que até esta semana, apenas 48,3% do montante para as estradas este ano – R$ 13,6 bilhões – foi de fato executado. Além do mais, cerca de 70% do que foi gasto refere-se a restos a pagar de anos anteriores. Para as ferrovias reservaram-se R$ 2,7 bi – e, destes, apenas R$ 740 milhões tiveram consumo até o momento. As obras de transposição do Rio S. Francisco, programadas para serem inauguradas pelo presidente Lula ainda durante seu mandato, além de terem seu custo mais do que duplica-
do em relação à previsão inicial, vive como os rios não perenes do região que ajudará a irrigar: há sempre algum lote parado. Meses atrás, a presidente Dilma Rousseff foi forçada a fazer um desvio de rota numa viagem pelo Nordeste porque uma obra que ela iria visitar, do projeto de transposição, estava sem trabalho. Nesta semana, dois trechos do Eixo Leste, por ordem da CGU (que suspeita de irregularidades) ficaram a ver formigas.
O
recente vexame de quase dois dias do Aeroporto de Campinas, em pleno fim de feriado, é sinal do que nos pode esperar – brasileiros e turistas estrangeiros – na Copa e na Olimpíada. Por falhas que a própria presidente Dilma Rousseff admitiu, no primeiro edital de licitação envolvendo Campinas, São Paulo e Brasília, os trabalhos concedidos ainda não deslancharam. E mais: a ausência de uma segunda pista em Viracopos, que gerou o problema para mais de 40 mil passageiro, não é prioridade da concorrência: ela previa nova pista apenas para 2023. Corre-se agora para ver se é possível consertar. Além do mais, a tentativa de Brasília de manter os dois novos aeroportos a serem privatizados sob con-
trole estatal (Belo Horizonte e Rio de Janeiro) atrasou a licitação. Depois de vacilar, o governo vai manter o velho modelo, apenas ampliando as exigências de experiência para os concorrentes.
O
trem bala ligando Campinas-São PauloRio de Janeiro, que há anos circula como um fantasma nos projetos de "Brasil grande" do governo – e que por duas vezes tentou sair do papel e não conseguiu por falta de interesse dos investidores – mesmo sendo apenas um amontoado de projetos em esboço já custou aos cofres públicos R$ 30 milhões, sem que se tenha a mínima certeza de quando nem como a concorrência para sua construção e operação estará no ar. É fácil, assim, entender a razão do pé atrás de muitos investidores: como o exemplo não vem de cima, eles não querem se arriscar. Até porque muito daquilo que o governo não faz é essencial para que eles possam trabalhar. A presidente Dilma Rousseff deverá fazer algumas alterações em seu Ministério para acomodar a nova conformação das forças aliadas que saiu das urnas de outubro. Deve brindar algumas fidelidades e, talvez, até punir algumas infidelidades. Seria uma excelente carona para a presidente também dar um choque de eficiência em seu governo, colocando em lugares certos pessoas com mais "instinto animal". JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
e as últimas pesquisas estiverem corretas, é sinal de que o mensalão do PT, que está sendo julgado pelo STF, não deu votos a José Serra, como esperavam os tucanos. Deu, sim, prestígio ao ministro Joaquim Barbosa, relator do processo. O PSDB teve sorte quando o presidente do STF, ministro Ayres Brito, marcou o julgamento do mensalão para o período que coincidiu com o da campanha eleitoral. Em mais de dois meses de julgamento do mensalão, o PT e seus ex-dirigentes envolvidos no escândalo foram duramente criticados pelos ministros por meio de seus votos e de suas manifestações transmitidas pela TV. A oposição ao PT, principalmente o PSDB, vibrava com a condenação de petistas, esperando ser beneficiada nas campanhas de seus candidatos às principais prefeituras, como a de São Paulo. Mas, por enquanto, não foi o que ocorreu. Durante boa parte da campanha José Serra explorou, exaustivamente, o mensalão. Em várias ocasiões, o tucano chegou a declarar que Fernando Haddad estava cada vez mais parecido com José Dirceu, o principal réu do mensalão. As pesquisas, no entanto, apontam vantagem do candidato do PT.
O comando da campanha de Haddad não crê em surpresa de última hora, até por conta do índice de rejeição a Serra. E o tucano continua não dando crédito às pesquisas.
candidato à reeleição em 2016. A vitória tem uma importância capital para Serra. Se continuar sem mandato, Serra vai encontrar o PSDB sem espaço para ele em 2014. Ele terá de voltar a ser deputado, porque a legenda para concorrer ao governo do Estado será de Alckmin, candidato à reeleição, e também não será indicado candidato ao Planalto, porque o partido já optou por Aécio Neves. Se entender que voltar a ser deputado seria um retrocesso na sua carreira política, Serra poderá tentar ocupar a vaga de senador que se abrirá com o término do mandato de Eduardo Suplicy, também candidato à reeleição. Há quem, no partido, finalmente, pretendendo que Serra seja o novo presidente nacional do PSDB, caso perca a eleição de prefeito.
H
á registros, claro, de candidatos em desvantagem que conseguiram virar o jogo na última semana de campanha. Um dos exemplos foi a vitória de Luiza Erundina, que se elegeu prefeita pelo PT depois de passar a campanha inteira em desvantagem nas pesquisas. Otimista, o comando da campanha de Haddad não acredita em surpresa de última hora, sobretudo porque o índice de rejeição de Serra continua alto. E Serra continua não dando crédito às pesquisas, mesmo que sejam promovidas por institutos considerados idôneos, como Ibope e Datafolha. Serra e Haddad podem estar atrás de um mandato de oito anos: quem se eleger agora certamente será
F
ernando Haddad é o terceiro candidato desconhecido que José Serra enfrenta nos últimos anos. Os dois primeiros foram Celso Pitta e Dilma Rousseff. Os três enfrentaram Serra sem jamais disputar uma única eleição. Pitta venceu o tucano na eleição para a prefeitura com o apoio de Maluf e, Dilma, na sucessão presidencial, fazendo a campanha a tiracolo de Lula. Se vier a perder novamente, José Serra precisará urgentemente dos serviços "milagreiros" de uma benzedeira. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edito r-Ch efe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas @dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 , Fax 3180-3355 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela Oesp Gráfica.
REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
3
o Racismo, racialismo e democracia. REAÇÃO EXACERBADA Á POSTURA DE JOAQUIM BARBOSA POR PARTE DA ESQUERDA É RACISTA.
pinião
O
julgamento do Mensalão chegou ao fim, com uma condenação generalizada de práticas que atentam contra o espírito republicano e as instituições. O PT termina o processo no banco dos réus, com a cúpula partidária do primeiro governo Lula sendo severamente condenada. Por mais que lideranças petistas, como o ex-presidente, clamem por uma pretensa absolvição pelas urnas, eleições não têm o condão de absolver nem condenar ninguém. São os tribunais próprios de uma democracia representativa que exercem essa função. Nesse sentido, o julgamento do Mensalão mostra o vigor das instituições republicanas. Os ministros do Supremo agem no estrito cumprimento da lei, pondo em questão todo um projeto de apropriação partidária do Estado. Tal projeto, na verdade, procurava subverter o jogo democrático, parlamentar, em proveito próprio. As condenações mostram os limites de certas práticas políticas que solapam as bases das instituições e as condições mesmas de uma sociedade democrática. Do ponto de vista da condução dos trabalhos no Supremo, o papel do relator, Ministro Joaquim Barbosa, foi absolutamente central. Seu rigor, sua clareza expositiva, seu respeito à lei e aos seus princípios foram dignos de nota. Observe-se, em particular, que se trata de um ministro indicado pelo ex-presidente Lula. Havia uma expectativa, em certas hostes petistas, de que, em retribuição à sua indicação, ele terminaria prestando serviços ao partido, que se traduziriam pela absolvição dos acusados.
complexado Joaquim Barbosa do a gente fala que não tem safado! Vá pregar golpe nos preconceito (na sociedade)... steites! Que Nojo!". Tem! Que não tem discriminação racial no Brasil... Tem! m ator, que se afirma um Porque não foi fácil encontrar "militante das causas um negro, sabe, que tivesse à sociais, defensor dos di- altura da gente poder indicar reitos humanos" e candidato a para a Suprema Corte". vereador pelo PSB, escreveu: a teoria da justiça ra"Joaquim, o capitão-do-mato, cialista, se Joaquim engoliu a seco a nota oficial de Barbosa foi indicaDilma na qual ele é desmentido. Ele só é 'corajoso' contra do por ser "negro" – e é isso o que afirma o caídos e réus". Outro, também no Twitter, e x -p r e si d e nt efoi ainda mais direto: "Joaquim Lula – ele nada Barbosa é um negro vadio que deveria àquesó está lá por causa do Lula, a les que operaDilma devia tirar ele de lá e me- r a m o s i s t eter ele na cadeia". Outro ainda, ma de justique se diz "Servidor Público Fe- ça compenderal, advogado, concursei- s a t ó r i a . ro..." escreveu: "A postura de Joaquim Barbosa está mais p/ Idi Amin Dada do que para Martin Luther King ou Nelson Mandela. Infelizmente". Além do racismo escancarado, duas teses sobre a atuação do ministro Joaquim Barbosa têm sido comuns. Na primeira, Barbosa deveria ser grato por sua nomeação ao STF– assim, "não poderia fazer o que está fazendo". Por sua vez, a segunda, tributária do multiculturalismo racialista, evoca o racismo. Por ser "negro", Joaquim Barbosa não poderia votar contra os interesses do PT. Ao fazê-lo, estaria negando sua "negritude". Em um vídeo que circula na internet, o expresidente Lula é questionado sobre o seu processo de indicação dos ministros do STF; ao responder, ele rememora suas indicações e sobre Joaquim Barbosa diz o seguinte: "Eu queria indicar um negro. A gente... Quan-
DENIS U ROSENFIELD Qual foi, então, a reação em redes sociais, verbalizadas por petistas, que deram vazão ao seu descontentamento? Teve início uma campanha de difamação. Diferente de meros xingamentos, a campanha é sustentada em atos de racismo escancarado. Em certos momentos, a cada pronunciamento do ministro Joaquim Barbosa uma onda de mensagens tomou conta das redes sociais. Há toda uma mentalidade – e suas contradições – em jogo.
P
ara uma parte da população, Joaquim Barbosa é "orgulho nacional" ou "o herói do povo brasileiro". Mas para outra parte da população, Joaquim Barbosa é o Torquemada brasileiro. Conhecido como o Grande Inquisidor, Tomás de Torquemada foi o inquisidorgeral dos reinos de Castela e Aragão no século 15. A referência ao inquisidor revela algum conhecimento histórico, mas, sobretudo, fanatismo político. A associação é ridiculamente injusta, mas há coisas piores. É compreensível que a atuação do ministro em um contexto político acirrado crie uma espécie de torcida, mas o desvio da crítica aceitável, mesmo as apaixonadas, na direção do racismo, diz muito sobre o momento ideológico do País. É bem de racismo que se trata, sobretudo oriundo de setores de esquerda que se dizem contrários ao racismo. Nas últimas semanas, coi-
sas como "negro mal-agradecido", "cotista", "negro de alma branca", "capitão do mato" foram publicadas por petistas na internet. E não são apenas petistas anônimos, mas conhecidos jornalistas e conhecidos intelectuais.
U
m "twiteiro", que assina o comentário como "Advogado, ex-vereador (1997/2000) e vice-prefeito pelo PT..." escreveu: "Joaquim Barbosa, o novo Capitão do Mato do Brasil!". Já outro, que assina "jornalista e escritor", também no twitter, escreveu: "Joaquim Barbosa tá parecendo aqueles negros que o dono da senzala escolhia para surrar os próprios negros no pelourinho". No site Luis Nassif Online, o comentário de um leitor permaneceu durante semanas: "Eu tenho uma explicação para o comportamento agressivo do Joaquim Barbosa. Na realidade, eu acho que ele tem um fortíssimo complexo de inferioridade. Ele nasceu, como diria o Mino Carta, na Senzala, mas queria ter nascido na Casa Grande, isto é, ter nascido rico e branco ao invés de pobre e negro". À medida que o julgamento prosseguia e a cúpula petista era ainda mais incriminada, os ataques se intensificaram. Alguns exemplos: uma "twiteira" que se diz "Petista, feminista e militante desde 82", escreveu: "Seu calhorda! Seu
A
– este é um ninguém elevado ao cubo, tanto quanto a Criatura sempre foi; outro poste. Se o CPP fala que são necessários "quatro para formar uma quadrilha", nove equivalem aos nove dedos cegos, surdos e mudos, que nada viram, nada ouviram, nada sabem – mas estalam com força.
"Boa menina"... elogia o Pai de Todos. "Tó um biscoitinho", premia o Fura Bolos; cadê o Mata Piolho que tava aqui ? Tá matando pulga cim cenhô. Um dos meus dois neurônios não entende o que escrevi, o outro entende mas não explica, pediu demissão
Erenice e Mermão Paloffi foram flagrados voltando na moita, infiltrados nos porões do pudê. Paloffi é Mermão do Godfather e tio da sobrinhada condenada por corrupa das gordas, pelo STF. A pilantragem, a pelintragem e a semvergonhice contaminaram
O
s dedos estalam "Vem, vem"! São ouvidos em Brasília. Amestrada, a Criatura pega o AeroCriatura, lota com assessores e seguranças que nós pagamos, vem para Sumpólo num dia útil e no horário comercial, sem desconto das horas paradas nem das mordomias; manda abrir o escritório presidencial cuidado por servidores que nós pagamos, para lamber as mãos, escutar e obedecer azórdis da "His Master´s Voice" (A Voz do Dono), como o histórico cachorrinho das "victrolas" da RCA Victor. "Senta... Dá a patinha... Deita...", ordena o Amo e Senhor, Grande Timoneiro, Padim Padi Ciço, Deus da Relaxa e Goza, Mestre Infalível da Humanidade Humana . "Boca de forno, forno... Boca de lobo, lobo... Fazerá tudo que teu Mestre mandar ? Fazerei cim cenhô !"
Reprodução
todo o nosso tecido social? Sei lá, me recuso a acreditar. País que produz um Ministro Joaquinzão não perde a esperança. A imprensa sustentada pelos anúncios das estatais
Beto Barata/Estadão Conteúdo
NEIL Serra neles
Ferreira e os institutos de pesquisa afirmam que Serra já perdeu; perdeu coisíssima nenhuma. Suplicy x Afif disputaram uma eleição para o Senado. Na manhã do dia da votação, os institutos davam Suplicy 20 pontos na frente de Afif. O resultado foi Suplicy apenas 3 pontos na frente; se a eleição durasse mais duas horas, Suplicy iria destroçar as músicas do Bob Dylan em outra freguesia, teria que trabalhar pra ganhar a vida uma vez na vida.
N
irrevogável. Estou perdido entre o fato e a versão do fato; a versão do fato é que já tomaram a rapadura da mão do Serra; o fato é que a votação nem começou ainda.
DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRS
N
URNAS NÃO SÃO LAVANDERIA; VAI QUE DÁ, SERRA ! zurna me absorveram, bazofia o Poderoso Chefão. "Absorveram" nada, as urnas não são lavanderia, sentenciou o STF. Aquelas duas meninas que "absorveram" Dirceu O Inocente nunca me enganaram. Digo eu: acompanho o Eminente Ministro Relator, o voto dele. Vamos ao que também interessa. Dia 28, domingão da eleição, é dia de São Judas, padroeiro você sabe de quem, e não vamos entregar essa rapadura; fica aqui entre nós, em segredo de voto do Lewandowski, que ninguém desconfia como vai votar. Molho a mão do Santo com uma propina nível propina de empreiteira; nem te conto. Se o Santo topar, vai dar Serra. Encomendei um belo domingo de sol e convoquei Santo Expedito, com quem mantenho negociações boas para ambos os lados. Como os institutos de pesquisas dão a derrota do Serra e com um dia maravilhoso pela frente, a crasse emergente acha que a inleissão tá ganha e vai entupir as estradas que levam aos frangos com polenta do ABC, com seus fusquinhas meia nove, brasílias amarelas e kombis caindo aos pedaços. É Serra contra tudo: Lula + Maluf + Dilma + Governo Federal + PT + Base Comprada + Ibope + DataFalha + Haddad
Funcionaria como uma reintegração de posse. Racialismo politicamente correto de um lado, racismo de outro. Assim navega essa esquerda.
a última eleição para o Senado, os institutos não davam déis réis de mel coado pelo Aloysio Nunes Ferreira; ninguém sabia quem ele era, fora seus contemporâneos da São Francisco. Totalizados os votos, Nunes Ferreira surpreendeu com mais de 11 milhões de votos – mais do que Alckmin, governador eleito e seu companheiro de chapa. O jogo só acaba quando termina, sentenciaYogi Berra, no seu compêndio de Filosofia Existencial "Berraisms", adotado em Harvard; o jogo vai até as 5 da tarde; enquanto houver uma urna há esperança. Serra tem milhões de
eleitores com ele, para a vitória ou para a derrota. De onde tiraram que ele tem 52% de rejeição? Só se for do Pasto São Jorge, sede do córintcha, palmeirense que é. Os coronéis do "país dos mais de 80%" não perdoam o que Serra, FHC, eu e você somos. Racharam o país ao meio: nós, a "zelite", e eles, "o povão".
O
"povão" são Dirceu, O Inocente, Mermão Paloffi, O Pobre, e The Godfather, O Safo, Pai dos Pobres e Mãe dos Ricos, mãe dos banqueiros, que tiveram os maiores lucros como nunca antes na história “deçepaíz”. Querem amarrar os jegues no obelisco do Ibirapura, querem a Prefeitura como parte de um projeto de poder, como deixou escapar Haddad num minuto de distração do seu Patrão; será um trampolim para o governo do Estado, um trampolim para mais 4, mais 8, mais 16 anos de Palácio do Planalto, um projeto de peronismo. Tarso Genro falou, Tarso Genro avisou: "Lula é o novo Perón"; é. A minha rapadura só tiram na marra. É como voto. His Master´s Voice: “Vem Adadi... Senta... Dá a patinha... Deita... Muito bem Adadi ! Tó um biscoitinho Adadi. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4
GibaUm
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
3 Chega ao mercado o livro 3 MAIS: ela avisa que "é um com dicas sobre festas de Pippa Middleton, 29 anos, irmã da futura rainha da Inglaterra.
gibaum@gibaum.com.br
pouco espantoso conquistar reconhecimento global, antes dos 30, por conta da irmã, do cunhado e do meu bumbum."
k Jamais eu iria brigar com ele, porque se eu batesse nele seria uma Minutos contados vergonha e, se eu apanhasse, uma vergonha e meia.
LULA // em Salvador, contra o baixinho e favorito ACM Neto que, há anos, disse que “um dia, daria uma surra nele”. Fotos: Paula Lima
333 Nos últimos dias – e especialmente no começo da semana, quando surgiu a primeira condenação de José Dirceu – o ex-presidente Lula conta o tempo que o Jornal Nacional dedica ao julgamento do mensalão. No caso de Dirceu, teriam sido dez minutos, o que quase levou o ex-chefe do Governo à beira de um ataque de nervos. Lula chegou mesmo a cogitar sua volta ao Planalto “para adotar algumas medidas contra um determinado tipo de mídia que é sistematicamente contra o PT”.
CONTRA OGUM Um site chamado Exercito Universal, que é tocado por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, resolveu abrir guerra, com direito a cartazes e tudo mais, contra a novela Salve Jorge. Reclama que o título da série de Glória Perez “é uma conclamação a Ogum” (é o equivalente a São Jorge na umbanda e candomblé), com a qual não concordam, “mesmo respeitando os espíritas do Brasil”. 333
Hora da saudade 333 Nos últimos dias, José Dirceu jantou, com pequeno grupo de amigos, na casa do prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT) e participou de um almoço, com José Genoino, com ex-colegas de 1968. Nesse grupo, que combatia a ditadura militar no final dos anos 60 (Dirceu em São Paulo e Genoino em Pernambuco), participam hoje ex-guerrilheiros, quase todos setentões. Trocaram promessas entre si que promoverão manifestações (hoje, o bloco se chama Movimento 68) em todo o país na defesa dos companheiros condenados. Muitos estão aposentados e alguns foram beneficiados, regiamente, pela Comissão da Anistia. Um deles brincava e dizia que a reunião “parecia a hora da saudade”. Detalhe: entre eles, o movimento tem o apelido de Quase.
333 Empresários, socialites e muitas famosas da televisão formavam na lista restrita de convidados para a festa que a Louis Vuitton promoveu, esta semana, no Jardim Europa, em São Paulo, cujo destaque da noite era a peça Maracatu , assinada pelos irmãos Campana (uma espécie de armário de três prateleiras, inspirado em tradições africanas). Circulavam por lá, entre outros, da primeira foto à esquerda para direita, a modelo Isabeli Fontana; a princesa alemã Elisabeth von Thurn and Taxis, blogueira e fashionista e Mariana Ximenes, a Juliana de Guerra dos Sexos, as duas usando o mesmo vestido; Bia Antony (jurando que Ronaldo está emagrecendo); e Zeco (JHSF) e Mariana Auriemo.
Festa de luxo
O mundo tem, hoje, 868 milhões de pessoas consideradas cronicamente desnutridas, ou seja, famintos: equivale a um em cada oito habitantes da Terra. São novos dados da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. Do total estimado, 852 milhões de famintos estão em países em desenvolvimento. As nações desenvolvidas têm 16 milhões de subnutridos (na década passada, eram 13 milhões). A China tem 563 milhões de pessoas passando fome e na América Latina, são 49 milhões, contra 65 milhões registrados há dez anos. No Brasil, são 13 milhões de famintos, ou seja, 6,9% da população. Há vinte anos, eram 22 milhões, quase 15% dos brasileiros.
Legiões de famintos
333
DESEMPREGADA
Estilo Preta Quatro modelos brasileiras representarão o país na Expo Mujer, feira de negócios que envolve grifes da América Latina e da Europa, no próximo fim de semana, em Buenos Aires. Nenhuma novidade se não fosse o peso das modelos entre 80 e 118 quilos. É que Raquel Machado, Thay Arêas, Josiane Lira e Yasmin Zouphi estão em alta do lado de cá no segmento dedicado à moda das gordinhas. E engana-se quem pensa que, para elas, o maior ídolo seja Gisele Bündchen: elas adoram é Preta Gil, mesmo.
333
BEM BLINDADO Se alguém imagina que, além dos seis anos e oito meses que poderá ficar preso em regime fechado, o publicitário Marcos Valério esteja disposto a pagar multa de R$ 2,7 milhões, engana-se. Há brechas que permitirão que seu advogado Marcelo Leonardo entre com embargos. Agora, ressarcir a União em R$ 37 milhões (é um total ao qual o acerto de contas poderá chegar), nem pensar. Hoje, Valério não tem nada em seu nome: a casa onde mora Renilda, sua mulher (eles estão provisoriamente separados) é considerada “único bem de família”. Quaisquer outras propriedades e mesmo seus carrões estão em nome de outras pessoas.
333
ÀS VÉSPERAS de sediar os dois maiores eventos esportivos internacionais do planeta, a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, os brasileiros apresentam um dos piores desempenhos ao se comunicar em inglês. De acordo com o EF Englisih Proficiency Index 2012, o país está na 46ª posição em um ranking de 54 países.
333
333 O DEPUTADO federal Paulo Maluf (PP) já mandou avisar o governador Gerald Alckmin que, o acordo celebrado com Lula para apoiar Fernando Haddad termina neste domingo. E, como já havia dado sua palavra anteriormente, está pronto para apoiar Alckmin em sua tentativa de reeleição em 2014.
AS FILMAGENS de João, que vai contar a vida do pianista e maestro João Carlos Martins, começam em fevereiro e até lá o ator Marcelo Serrado (ele toca piano) deverá emagrecer oito quilos para ser o protagonista. Ele viverá João Carlos dos 20 aos 58 anos. 333
Razão tinha Andy Wharol, quando dizia que “todo mundo tem direito a quinze minutos de fama”: é o caso da ex-miss Brasil 2007, Natália Guimarães, que reinou durante meses, fez um reality-show na Record, namora Leandro, do KLB e estuda Arquitetura e Urbanismo na PUC de Minas Gerais. E acaba de posar para um ensaio fotográfico para uma nova revista chamada Soccer , bimestral e dedicada ao mundo do futebol. O que Natalia está fazendo em suas páginas ninguém sabe. Aquele sonho de virar atriz de novelas ou apresentadora de TV parece ter sido interrompido.
Lembrando Wharol
333
Terceira bancada Depois das eleições, o prefeito Gilberto Kassab deverá ir conversar com a presidente Dilma Rousseff. Ele não quer ser ministro: se convidado, quer indicar um nome para o lugar. Depois de janeiro, pretende aumentar sua presença em Brasília, onde a prioridade é fermentar a bancada do PSD na Câmara (é a quarta e ele quer ser a terceira). E esse objetivo não deverá ser alcançado com parlamentares trocando de legenda: a nova idéia fixa de Kassab é criar composições com outros partidos que fariam fusão com o PSD. 333
h IN
Camisa preta.
h
333 Apesar de ter sido inocentada no julgamento do mensalão, a ex-funcionária de uma empresa de Marcos Valério, Geiza Dias, chamada de mequetrefe, na defesa no Supremo, por seu advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, acaba de ser demitida de uma agência de propaganda na qual estava trabalhando em Goiás. Para quem tem memória curta: Fernanda Karina Somaggio, ex-secretária de Valério e que, na explosão do mensalão, forneceu agenda com encontros e telefones do chefe, até hoje está desempregada.
MISTURA FINA
OUT
Camisa vermelha.
Calendário 333 Sophia
Loren, 77 anos, vem ao Brasil dia 27 de novembro para lançar o Calendário Pirelli 2013, que terá o Brasil como tema. O evento de lançamento será no Rio de Janeiro, onde foram fotografadas Sonia Braga, Isabeli Fontana, Adriana Lima, Marisa Monte e outras tantas, tendo como cenário vielas das famosas favelas cariocas. O americano Steve McCurry, que assina os cliques do novo calendário, resolveu inovar: menos glamour e mais realismo. E de quebra, menos nudez, que sempre marcou o produto promocional da Pirelli (acima, à esquerda, a própra Sophia no calendário de 2007, com direito a Photoshop).
COMO NINGUÉM é de ferro – e aproveitando um pouco o marasmo que ronda o Congresso, nessa época de julgamento do mensalão – a ainda ministra de Relações Institucionais (ou Articulação Política), Ideli Salvatti, resolveu sair de férias por quinze dias. Enquanto isso, crescem os rumores de que será substituída pelo ministro Aloizio Mercadante.
333
333 EVERSON de Brito Souza segue os passos do pai, o palhaço Tiririca (PR-SP), transformado em deputado federal. Só que apenas no lado das palhaçadas: acaba de conseguir uma vaga no elenco humorístico Feira do Riso, futura atração da Rede TV!, que marcará sua estréia na televisão. Desistiu em cima da hora de tentar ser vereador em Fortaleza. Ele é conhecido como Tirulipa.
333 OUTRA luz amarela acesa na Record: a novela Balacobaco, de Gisele Joras, anda com audiência muito baixa e até diretores da emissora de outras áreas reclamam da má qualidade da produção, do texto e do elenco. Resumo da ópera: Balacobaco vai durar metade do que estava programada para durar.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
5 NADA, AINDA. Mensalão não tem ainda um desfecho. E está suspenso por 13 dias.
olítica
DOSE INCERTA Dosimetria das penas aprofunda divergências entre ministros do STF.
Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo
Mensalão emperra na dosimetria Definição das penas se revela mais complexa do que o esperado pelo STF
B
em mais complexa do que os próprios magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) esperavam, a dosimetria das penas dos 25 réus do Mensalão não foi definida nesta semana, como inicialmente estava prevista pelo relator Joaquim Barbosa. Neste tempo não concluiu sequer as penas para os réus Marcos Valério e Ramon Hollerbach. O ministro Marco Aurélio Mello, que havia se ausentado na sessão anterior, preferiu ontem guardar para outro momento o seu voto sobre duas penas para Marcos Valério, já definidas pela maioria. Com a sua atitude impediu que a dosimetria de Marcos Valério fosse oficialmente encerrada. Por enquanto, o principal articulador do Mensalão, deve cumprir pena de 40 anos, 1 mês e 6 dias, além de pagar multa de R$ 2,78 milhões a serem corrigidos. Com a decisão de Marco Aurélio, o plenário iniciou a votação das penas do ex-sócio de Marcos Valério na agência SMP&B, Ramon Hollerbach. Pelos crimes de corrupção ativa, peculato e formação de quadrilha já foi condenado a 14 anos, 3 meses e 20 dias, além de uma multa de R$ 1,634 milhão. Restam ainda as penas para os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outras condenações por corrupção ativa, que somente serão analisadas a partir do dia 8 de novembro, quando o julgamento será retomado. É que mais uma vez os ministros não se entenderam no plenário sobre o crime de lavagem de dinheiro. Ao analisarem a conduta de Marcos Valério, o tema provocou empate, mas acabou prevalecendo a tese da pena mais baixa. Desta vez, no caso de Ramon, a votação não foi concluída. Quatro minis-
A
tros acompanharam o relator, ministro Joaquim Barbosa, que pediu pena de 5 anos, 6 meses e 20 dias. "As consequências do crime se revelam mais lesivas que as normais. O crime conduziu a instalação de uma verdadeira engrenagem de desvio de recursos públicos", afirmou Barbosa.
Dois ministros seguiram o revisor, ministro Ricardo Lewandowski, que estabeleceu 4 anos e 8 meses. "A atuação de Ramon Hollerbach, assim como de Cristiano Paz, foi uma atuação periférica", disse o ministro. Marco Aurélio e Carmen Lúcia se ausentaram para participar da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, anunciou que as penas poderão ser ajustadas ao final do julgamento. Na sua avaliação, isso deverá ocorrer para dar maior harmonia ao resultado. "Estamos deixando para o fim um ajuste e vocês não estranhem, não, dosimetria de pena é assim mesmo. Vamos estabelecendo parâmetros e no final faz-se
Marco Aurélio Mello: ministro adia decisão de pena em relação a dois crimes cometidos por Marcos Valério. as unificações", afirmou. Ayres Britto, inclusive, não descartou rever as penas de Marcos Valério. "No final, se observarmos certos parâmetros, claro que faremos um recálculo", disse o presidente. O advogado criminalista Hermes Guerrero, defensor de Hollerbach, contou que nu-
ma conversa com seu cliente ouviu dele que teria a certeza de ser preso por ter sido "otário". Ele falou: "Por que não apurei, por que não investiguei. Eu tinha obrigação de ter visto", revelou. O julgamento do Mensalão ficará suspenso por 13 dias. Neste período o ministro Bar-
bosa viaja para a Alemanha, onde será submetido a um tratamento de saúde. Ele embarca na segunda-feira, dia 29, e retorna uma semana depois. As sessões do Mensalão serão retomadas a partir do dia 7 de novembro, com as dosimetrias de Marcos Valério e Ramon Hollerbach. (Agências)
O crime conduziu uma engrenagem de desvio de recursos públicos. JOAQUIM BARBOSA
A atuação de Ramon Hollerbach foi uma atuação periférica. RICARDO LEWANDOWSKI
Estamos deixando para o fim um ajuste. Dosimetria é assim mesmo. CARLOS AYRES BRITTO
STF sugere cadeia para José Dirceu As penas dadas a Marcos Valério, pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, sinalizam prisão para o ex-ministro da Casa Civil.
s penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal a Marcos Valério nos crimes cometidos em conjunto com o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, sugerem que o petista deverá cumprir parte da sua pena na cadeia. Dirceu foi condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa por comandar a compra de votos de parlamentares no Congresso. Por esses mesmos crimes, Marcos Valério foi condenado pela maioria dos magistrados a 10 anos e 7 meses de prisão. Como o STF decidiu que Marcos Valério atuou sob comando de Dirceu, especialistas em Direito acreditam que o tribunal deverá impor penas até maiores para o ex-ministro. Empreitada – O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, chegou a afirmar que "Marcos Valério aceitou participar da empreitada criminosa comandada comandada por José Dirceu para dominar o poder político". Além disso, de acordo com especialistas, três fatores aumentam a probabilidade de ser aplicada a Dirceu uma pena acima de 8 anos, o que obrigaria o ex-ministro a cumprir
Marcos Fernandes/Estadão Conteúdo – 07.10.12
parte da punição em regime tão cedo não saberá qual o seu fechado, inicialmente. destino. Até agora, o STF conBarbosa já indicou que irá fi- denou Marcos Valério a 40 xar penas maiores aos chefes anos e seu ex-sócio Ramon do esquema, o que deverá ser Hollerbach a 14 anos. E o tribuseguido pelos demais minis- nal só retoma o julgamento a tros. Dirceu foi apontado pelo partir do dia 8 de novembro. Ministério Público como líder Além disso, precisam conda quadrilha e mentor do es- cluir a dosimetria de Marcos quema do Mensalão. Valério e Ramon, além dos ouUm segundo ponto é que os tros 23 réus, entre eles Dirceu. ministros aplicaram, no caso Mas se condenado a uma pena de corrupção superior a oito ativa, a mais anos, o réu recente lei panão ficará esra este tipo de se tempo todo c r i m e , a p r ona cadeia. DeValério aceitou a v a d a e m pois de cumempreitada 2003. A norma prir um sexto elevou a pena da pena, terá criminosa mínima de 1 direito à procomandada por para 2 anos e a gressão de reDirceu para máxima de 8 gime, passandominar o para 12 anos. do de fechado poder político. A justificativa p a r a s e m i aé que o esqueberto, quando JOAQUIM BARBOSA ma atuou enpoderá trabatre os anos de lhar e dormir 2003 e 2005. na prisão. O tribunal ainda terá Outro fato que poderá con- que decidir o valor das multas tribuir para uma pena alta pa- que serão impostas a Dirceu. ra Dirceu é a ausência do miReclamações – O advogado nistro Ricardo Lewandowski, Hermes Guerrero reclamou revisor do processo, na dosi- ontem da imposição de penas metria. Ele não vai participar "muito altas" pelo STF a Rapor ter absolvido o ex-ministro mon Hollerbach, ex-sócio de nos dois crimes. Marcos Valério, no julgamento De qualquer forma, Dirceu do Mensalão. "As penas estão
muito altas. Como neste momento não se discute mais culpa ou inocência é preciso olhar as circunstâncias do crime e elas são favoráveis ao Ramon", disse o advogado. O defensor afirmou que esperava a aplicação de penas mínimas pelos crimes, o que poderia resultar em prescrições. Guerrero acredita que mais à frente as penas impostas a seu cliente podem ser reduzidas porque alguns dos ministros manifestaram que irão analisar depois se houve continuidade delitiva de todos os crimes de peculato e corrupção ativa. Se considerar que houve continuidade delitiva dos crimes, será aplicada uma elevação da pena até dois terços da maior condenação. Do contrário, cada pena será calculada separadamente. Anderson Adauto – Absolvido pelo STF das acusações de lavagem de dinheiro e corrupção ativa, o ex-ministro dos Transportes e atual prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (sem partido), disse ontem que estava convicto de que seria inocentado e acusou o exprocurador Antonio Fernando de Souza, autor da denúncia, de adotar um viés político na acusação formal. (Agências)
José Dirceu: de ex-ministro e ex-preso político, a político preso?
Leia mais sobre o Mensalão na página 6
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
6
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Você acha que se eu tivesse recebido algo como 225 milhões de euros eu passaria meus dias entre papeladas e tribunais? Nelson Jobim, rebatendo acusação de ter recebido propina da Itália.
olítica
'Risada de Barbosa foi desrespeito' Reclamação foi feita na sessão de julgamento de ontem do Mensaão pelo advogado Hermes Guerrero, que defende Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério. Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo
O
advogado Hermes Guerrero, que defende Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério, no processo do Mensalão, afirmou ontem que a risada do ministro Joaquim Barbosa no início da sessão de ontem foi um "desrespeito com a Justiça". Barbosa, relator do Mensalão, riu após mencionar um pedido de Guerrero para que as penas sugeridas pelo ministro as penas – a chamada dosimeCezar Peluso (já aposentado) tria – estão sendo fixadas pefossem aplicadas pelo plená- los ministros com o objetivo de rio. "Mas aí ocorreria a prescri- evitar a prescrição, Guerrero ção", afirmou o ministro, rindo respondeu: "Quero crer que em seguida. não, porque se eu acreditar "Eu considerei isso um des- que sim, tenho que parar de respeito com a lei e, sobretu- advogar". do, com a Justiça", reclamou o Durante a sessão, o ministro advogado, aborR i c a r d o L e w a nrecido. "Mais do dowski, revisor do que a observação caso, também se a respeito da presmanifestou sobre Considerei crição, me surprea questão. isso um endi com a garga"Não temo a lhada do ministro. desrespeito eventual ocorrênNunca vi isso, cia da prescrição com a lei e, nem em Tribunal porque isso é um sobretudo, de Justiça. No Sudado objetivo da com a premo, então, é lei e essa Corte e a Justiça. inimaginável uma Justiça brasileira situação dessas". têm assentado HERMES GUERRERO A prescrição é a que não se pode i mp o ss i bi li d ad e penalizar o réu de punir o réu por causa da com uma sanção maior que perda de prazo. Ela é calcula- ele deveria merecer, tendo da em diversos momentos do em conta a demora do Estado processo. Após a condenação, na prestação jurisdicional", esse cálculo é feito com base disse. na pena já aplicada. Os ministros já estabelecePara penas de até dois anos - r a m q u e H o l l e r b a c h d e v e – como a sugerida por Peluso cumprir parte de sua condeno crime de corrupção ativa –, nação na prisão. Isto ocorre a prescrição acontece em porque as penas de Hollerbaquatro. Como já se passou ch somadas chegam a 14 anos mais tempo do que isso desde e 3 meses e 20 dias de prisão. o início do processo, se a maioA lei estabelece que as peria seguisse Peluso, não seria nas acima de oito anos devepossível prender Hollerbach rão ser cumpridas, ao menos por esse crime. inicialmente, em regime feIndagado se acreditava que chado. (Folhapress)
Riso solto: ministro Joaquim Barbosa riu após pedido de adoção de penas sugeridas pelo colega Cezar Peluso.
Agora, só em 7 de novembro.
M
esmo sem cumprir a expectativa de terminar os trabalhos neste mês, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão ganhar um bom descanso. A Corte vai suspender por 13 dias o julgamento do processo do Mensalão, que entrou em dosimetria – a definição das penas dos réus e as formas do seu cumprimento, se em regime aberto ou fechado.
Tudo por conta da viagem do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que vai à Alemanha para um tratamento de saúde. A sessão de ontem, interrompida ontem apenas para um intervalo, foi a última deste mês. Após isto, somente no dia 7 de novembro o tema será retomado em plenário. Centro dos holofotes desde o início do julgamento, Joaquim
Barbosa não ganhou notoriedade apenas por suas polêmicas como relator do Mensalão e embates verbais acalorados com os colegas de Corte. Desde que passou a fazer a leitura dos seus votos e a se defrontar com os demais ministros sempre que uma voz se manifestasse contra a sua, Barbosa vinha se queixando de dores na coluna. Passou a contar até com uma
cadeira especial, em que permanece semi-deitado durante as sessões. O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, consultou o plenário sobre o novo calendário. Além de retirar o tema da próxima semana, a sessão marcada para o dia 5 de novembro foi reagendada para a manhã do dia 7 de novembro. Na próxima semana, o tribunal vai julgar outras matérias. (Estadão Conteúdo)
José Cruz/ABr – 20.03.12
No 'enterro do PT', bate-boca como réquiem. Manifestantes do PSDB se defrontaram com a petista Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher de Valdemar Costa Neto. Fotos: J. Duran Machfee/Estadão Conteúdo
Armando C. Serra Negra
A
Nelson Jobim: ex-ministro nega recebimento de propina.
Jobim é envolvido em acusação de corrupção na Itália
O
ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou ontem as acusações de que teria recebido comissões ilegais ao mediar a venda de 11 embarcações italianas ao governo brasileiro. O nome de Jobim foi citado durante investigações realizadas na Itália, quando se chegou ao ex-ministro de Desenvolvimento, Claudio Scajola, durante o governo de Silvio Berlusconi. O ex-ministro italiano também é acusado de ter recebido comissões ilegais durante a mediação da venda das embarcações. Jobim é acusado de ter recebido comissão ilegal ao facilitar negociações entre a empresa Finmeccanica, que é controlada em 30% pelo estado italiano, e o governo brasileiro. A comissão seria de 11% sobre o valor da venda de cinco bilhões de euros. Em entrevista ao jornal La Stam pa, da Itália, Jobim afirmou que o acordo previa aquisição por parte da Marinha brasileira de uma fragata com
a transferência de tecnologia, além de navios de logística e transporte de combustível. "Mas o acordo foi cancelado", informou Jobim. "Você acha que se eu tivesse recebido algo como 225 milhões de euros, eu passaria meus dias entre papeladas e tribunais", disse, numa referência ao fato de que voltou a exercer a profissão de advogado. O ex-ministro garantiu que a única certeza que tem é que não foi assinado "nenhum acordo com a Itália sobre fragatas e que nunca se falou sobre comissão, pelo menos da nossa parte", explicou. Sobre o seu suposto envolvimento com o ex-ministro Scajola, o brasileiro admitiu ter encontrado duas vezes com o colega italiano quando ele "passeava pelo Rio de Janeiro procurando empreendedores brasileiros nos negócios de fragatas", afirmou. De acordo com a mídia italiana, o negócio esfriou com a concessão de asilo a Cesare Battisti pelo Brasil.
manifestação organizada ontem por cabos eleitorais do PSDB contra o Mensalão teve um ingrediente a mais. As cerca de 100 pessoas que simularam o féretro da ética, marchando com um caixão da Praça Franklin Roosevelt até o Teatro Municipal, presenciaram um bate boca acalorado da petista Maria Christina Mendes Caldeira com os manifestantes. Ex-mulher do ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PRSP), mensaleiro condenado, a socialite destoou na procissão ao distribuir adesivos do candidato rival de José Serra. Carregando a palavra Hipocrisia escrita em um cartaz, exigia o julgamento do "mensalinho mineiro", bem ao seu estilo polêmico, famoso na época que assistia às sessões da CPI dos Correios, em 2005. Acabou criando um forrobodó. Dos três manifestantes fantasiados de presidiários, um deles vestia a máscara do ex-presidente Lula. Na praça, que depois de inaugurada no último dia 30 setembro vem mostrando vocação para a concentração de eventos, haverá amanhã, também, uma festa em homenagem ao desempenho do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento em curso. "Pediremos que seja determinada a devolução do dinheiro desviado pelos mensaleiros", diz Marcello Reis, organizador do evento. Dos mais de 20 mil convites enviados online, já foram confirmadas 500 presenças. "Os 2 mil primeiros ganharão uma camiseta com um punho e o mapa do Brasil estampados", convida. Começará às 13h e
Velório: cabos eleitorais promovem o sepultamento do PT no centro de São Paulo, ao lado de 'Lula'.
vai até as 22h – conforme alvará concedido pela Prefeitura. Duas bandas confirmaram presença: Saída de Emergência e La Fura Del Toco. "Eles acompanharam a militância dos grupos anticorrupção, e ofereceram seu apoio", explica Reis. Ao som de acordeon e viola, uma quadrilha folclórica de 13 pessoas, fantasiadas de caipira, simbolizarão a Ética, em contraponto à quadrilha antiética do Mensalão. Haverá também uma jaula com 13 ativistas vestidos de presidiário, remetendo aos réus condenados do Mensalão: "Não deixa de ser irônico que o número de condenados seja o mesmo do PT", espeta o militante. Para saber mais, visite: https://www.facebook.com/revoltadosonline
p Haddad vence entre os menos favorecidos DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
7
Muitos consideram Eduardo Campos a versão moderna dos antigos coronéis. Trecho da revista britânica The Economist
olítica
Instituto divide a cidade em regiões e constata que vantagem de Haddad contra José Serra se localiza em regiões com predomínio de eleitores de baixa renda. Adriana Spaca/Estadão Conteúdo
Guilherme Calderazzo
baixa renda. Tanto que, na pesquisa dos dias 17 e 18, na Leste 1, Haddad teve 39% das este segundo turno, intenções de voto, e, na seas pesquisas de in- gunda, 42%. No levantamentenção de voto para to na Leste 2, teve 61% nos a prefeitura paulis- dias 17 e 18, e 59%, no postetana revelam que a vantagem rior. Na Leste 1, Serra regisde Fernando Haddad, do PT, trou 37% no primeiro levantacontra José Serra, do PSDB, se mento, e 42% no segundo. Na concentra nas regiões com Leste 2, 17%, na primeira pespredomínio de eleitores de quisa e 24% na segunda. baixa renda. A região Sul também tamÉ o caso do levantamento do bém é dividida em 1 (com Vila Datafolha feito nos dias 23 e Mariana e Saúde, entre ou24 passados, nos quais o pe- tros) e 2 (Parelheiros, Campo tista teve 49% das intenções Limpo e Cidade Ademar, entre de voto, e o tucano, 34%. Na outros). Haddad teve 39% da pesquisa anterior do mesmo intenções na primeira pesquiinstituto, feita entre os dias 17 sa do 2º turno na 1, e 41% na e 18, Haddad registrara 49% e segunda. Na Sul 2, registrou Serra, 32%. 5 5 % d a s i nO Datafolha tenções, na divide a capiprimeira pest a l p o r r equisa, e 61% Na região Oeste, giões. A Norte na segunda. é dividida em onde se concentra Serra, por 1 e 2, neste sesua vez, na Sul o eleitorado com gundo caso 1, teve 46% poder de consumo englobando das intenções mais alto, Serra os distritos de na primeira tem desempenho B ra s i lâ n d ia , pesquisa, e Pirituba e Fre4 3 % , n a s emelhor que guesia do Ó. gunda. Na 2, Haddad. N o l e v a n t aregistrou 26% mento dos no primeiro ledias 17 e 18, van tamen to, na 1 da Norte Haddad regis- e 22%, no segundo. trou 44% das intenções de voNa região Oeste, onde se to, e no feito em 23 e 24, 33%, concentra eleitorado com pocom queda de onze pontos. Na der de consumo mais elevado, 2 Norte, teve 55% das inten- Serra tem desempenho meções de voto na primeira pes- lhor que Haddad, segundo o quisa e 54% na segunda. Datafolha. No primeiro levanSerra, no levantamento dos tamento, Serra teve 48% das dias 17 e 18, conseguiu 38% intenções de voto, e no segunna Norte 1, e no segundo, 47%, do, 47%. Lá, Haddad teve 37% na Norte 2. Aqui já se nota a das intenções, na primeira vantagem do petista entre pesquisa, e 39% na segunda. eleitores de baixa renda. Na região Central, Haddad O Datafolha também divide perdeu pontos do primeiro paa região Leste em 1 (com os ra o segundo levantamento, e distritos da Mooca, Artur Alvim Serra cresceu. No primeiro lee Tatuapé) e 2 (Cidade Tira- vantamento o petista teve dentes, São Mateus e Itaque- 45% da preferência e no sera). Ambas registram vanta- gundo, caiu para 36%. E Serra gem de Haddad sobre Serra, registrou 39% das intenções, em especial na 2, onde há for- na primeira pesquisa, e 48%, te concentração de eleitor de na segunda.
N
José Serra: alvo de mais uma beijoqueira, durante visita a Instituto do Câncer. Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo
Marcos Assunção, jogador do Palmeiras, e Fernando Haddad: juntos no diretório municipal do Partido dos Trabalhadores.
Campos ameaça reeleição de Dilma, diz The Economist Entre as razões apontadas consta a "falta de novos quadros" no PT e no PSDB
A
revista britânica The Economist traz na edição desta semana um perfil do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, apresentando-o como uma "possível ameaça à reeleição" da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014. "Ele (Campos) é formalmente um aliado de Dilma Rousseff, sucessora de Lula na Presidência. Mas é também uma ameaça potencial para a sua reeleição no pleito de 2014". Entre as razões apontadas pela revista estão o "sucesso" da administração de Eduardo Campos no governo de Pernambuco e a "falta de
novos quadros" nos dois partidos considerados "os mais importantes do Brasil" pela revista: PT e PSDB. "Enquanto os dois principais partidos que comandaram o Brasil desde 1995 sentem falta de novos quadros, o sucesso de Eduardo Campos em Pernambuco o torna (no momento) o político de maior visibilidade no País". Em uma retrospectiva de sua gestão, o texto avalia que a política industrial adotada por ele é uma das razões de seu sucesso: "Enquanto o resto do Brasil se preocupa com a desindustrialização, Pernambuco não: desde que Campos tornou-se governador, em
Gustavo Maguisson/Estadão Conteúdo - 16.10.12
Eduardo Campos: "Desde que ele assumiu (2007) o governo de Pernambuco, a indústria aumentou de 20% para 25%".
2007, a indústria na economia do estado aumentou de 20% para 25%, e vai atingir 30% em 2015, segundo dados do próprio governador". "Esse 'boom' trouxe emprego pleno e, ao mesmo tempo, escassez de mão de obra especializada além de projetos de educação profissional. A matéria lembra o passado político de Campos – seu avô foi Miguel Arraes. E afirma que é considerado, por muitos, como a versão moderna dos antigos coronéis: "Ele não desafiou a antiga ordem rural, trocando apoio por empregos e favores, além de congelar dissidentes". (Estadão Conteúdo)
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
8
Recursos não vão faltar, se esses recursos forem gastos de forma produtiva e efetiva. Presidente Dilma, sobre incentivo à aquicultura.
olítica
O
relator do Comitê de Receitas da Lei Orçamentária para 2013, na Comissão Mista de Orçamento, deputado Claudio Puty (PT-PA), apresentou ontem o relatório, aumentando em R$ 23,85 bilhões as receitas brutas previstas para o próximo ano. Retirando desse total o acréscimo de R$ 1,85 bilhão para as transferências aos Estados e Municípios, as receitas líquidas previstas no orçamento de 2013 terão um acréscimo de R$ 22 bilhões. De acordo com o relator, desse total de receita bruta, R$ 13,44 bilhões referem-se às receitas administradas pela Secretaria da Receita Federal; R$ 2,68 bilhões do INSS; R$ 3,30 bilhões de acréscimo na receita de concessões; R$ 2,33 bilhões de aumento da receita de dividendos e R$ 2,10 bilhões provenientes de aumento da Receita com compensações financeiras de recursos minerais. Revisões – Além disso, afirmou o relator, foram feitas revisões de receitas não administradas de três rubricas. A previsão de concessões foi aumentada em R$ 3,3 bilhões, sendo que desse total, R$ 2 bilhões de bônus de assinatura de contrato para exploração e produção de petróleo e gás; R$ 900 milhões de ingressos por conta da concessão de terminais aeroportuários no Galeão (RJ) e Viracopos (SP) e R$ 369 milhões por conta da transferência de 2012 para 2013 de parte do pagamento pela construção da banda 4G de telefonia móvel. No caso das receitas de royalties e compensação financeira, o acréscimo estimado de R$ 2,1 bilhões é proveniente de pagamentos atrasados de compensações acumuladas com concessionárias de exploração de recursos mine-
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Recursos revistos: deputado Paulo Pimenta (PT-RS) recebe o relatório do colega relator, Paulo Puty (PT-PA).
Comissão aumenta Orçamento em R$ 23 bi Arrecadação permitirá acréscimo nesse montante, garante Comitê de Receitas da Lei Orçamentária.
2,6 bilhões da receita deverão vir da arrecadação do INSS.
rais. No item de receitas não administradas o relator considerou um aumento de R$ 2,33 bilhões de dividendos e participações, relativo aos valores crescentes, dados a cada ano, refletindo a tendência de maiores lucros das empresas públicas e outras nas quais a União tem a maioria do capital social com direito a voto.
Massa salarial – O relator Claudio Puty (PT-PA) aposta no crescimento econômico e no aumento da massa salarial para acrescentar os R$ 23,85 bilhões na previsão de receitas, dentro do Orçamento da União para 2013. "A principal consequência do aumento da massa salarial é o comportamento das recei-
02 bilhões se destinam à exploração de petróleo e gás.
tas administradas pela Previdência, pelo INSS", afirmou Puty. Ele considerou, no parecer, que haverá um aumento líquido de R$ 2,69 bilhões na arrecadação do INSS. Puty manteve no parecer entregue nesta quinta-feira na comissão os indicadores econômicos previstos na proposta encaminhada pelo Executivo ao Congresso. "Nós mantivemos a estimativa de crescimento de 4,5% para 2013", disse. Em 2012, o relator considera a previsão de crescimento de 2%, como vem relatando o governo. Na proposta de Orçamento da União encaminhada pelo governo, a estimativa de receita para 2013 era de R$ 1,23 trilhão. Puty afirmou que, historicamente, o governo faz uma previsão conservadora das receitas. Da mesma forma, o Congresso altera essa previsão. O relator afirmou que a reestimativa foi discutida com representantes do Ministério do Planejamento e do Tesouro Nacional: "Há um grau de concordância razoável com o Executivo". Grande parte dessa reestimativa de receitas deverá ser destinada para cobrir as despesas previstas pelos parlamentares em emendas feitas ao Orçamento. Essa destinação, no entanto, caberá ao relator geral do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDBRR). "Há sempre a possibilidade disso. Parte deverá ser para emendas e parte para a Lei Kandir. Eu diria que 90% estão associados a esses recursos". O presidente da Comissão de Orçamento, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o relatório de receitas deverá ser votado na próxima semana. Na terça-feira, a comissão fará uma audiência pública com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. (Estadão Conteúdo)
Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo
Meta é transformar País em potência pesqueira, diz Dilma. O Plano Safra da Pesca e Aquicultura prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões
A
presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que um dos objetivos de seu governo é criar condições objetivas para transformar o imenso potencial pesqueiro do Brasil em atividade econômica competitiva e lucrativa. "Nossa ambição é transformar o Brasil em potência pesqueira", disse ela durante cerimônia de lançamento do Plano Safra da Pesca e Aquicultura no Palácio do Planalto. Dilma destacou que o País tem 8 mil km de costa e que as reservas de água doce representam 13% da reserva mundial: "Temos um verdadeiro mar interno, feito de reservatórios, açudes, em praticamente todas as nossas bacias hidrográficas, é como se fôssemos não só um grande acesso ao mar, mas um grande mar
Temos um verdadeiro mar interno, feito de reservatórios, açudes, em quase todas nossas bacias hidrográficas. DILMA ROUSSEFF de água doce". Apesar desse potencial, no ranking da produção mundial, o Brasil ocupa o 23º lugar na pesca e o 17º na aquicultura. "Esse descompasso entre o nosso potencial, dada às nossas condições naturais e ao dinamismo da atividade da pesca e aquicultura, pretendemos rompê-lo". O Plano Safra da Pesca e
Aquicultura prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões para expandir a aquicultura, modernizar a pesca e fortalecer a indústria e o comércio pesqueiro. A meta é produzir 2 milhões de toneladas anuais de pescado até 2014: "Recursos não vão faltar, se esses recursos forem gastos de forma produtiva e efetiva. Vamos fortalecer a atividade pesqueira no Brasil. As linhas de crédito do Pronaf agora também irão contemplar os pescadores", afirmou Dilma. "Eu acredito que o que nós ganhamos de mais estratégico nesse processo foi a consciência da importância do setor de aquicultura e pesca. Nós quem? Nós, governo, e nós, cada vez mais, sociedade". Ações – Entre outras, o plano prevê liberação de linhas de
Dilma, no lançamento do plano: objetivo é produzir 2 milhões de toneladas anuais de pescado até 2014. crédito, juros menores, prazos de carência maiores, assistência técnica e extensão rural a 120 mil famílias de pescadores e aquicultores.
O governo pretende resgatar 100 mil famílias da linha da pobreza. Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, hoje metade dos
pescadores brasileiros depende do Bolsa Família. O País tem, de acordo com o ministro, cerca de 1 milhão de pescadores. (Estadão Conteúdo)
MPF recorre contra retirada de índios em MS
O
Ministério Público Federal (MPF) em Dourados, no Mato Grosso do Sul, recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) contra a decisão da 1ª Vara Federal em Naviraí (MS), que determinou a saída de 170 índios da etnia Guarani Kaiowá, incluindo 50 crianças, da fazenda onde estão acampados há mais de um ano, em Iguatemi, no sul do estado. A Fundação Nacional do Índio (Funai), por meio da sua procuradoria jurídica, também já tinha ingressado, no último dia 10, com recurso no mesmo tribunal contra a decisão judicial. No recurso ao tribunal, o procurador da República em Dourados, Marco Antonio Delfino de Almeida, pede a revisão da decisão de 17 de se-
Lunae Parracho/Reuters
tembro, quando o juiz federal Sergio Henrique Bonachela determinou, em primeira instância, a reintegração de posse da área aos responsáveis da Fazenda Cambará. O procurador pede que os índios permaneçam na área até que sejam concluídos os estudos antropológicos necessários a verificar se a terra é ou não tradicionalmente indígena. O recurso do MPF foi ajuizado no dia 16 de outubro, antes de o assunto ganhar ampla repercussão, inclusive internacional, devido à interpretação de que os guaranis kaiowás estariam dispostos a se suicidar coletivamente em protesto contra a decisão judicial. Em carta endereçada ao governo e à Justiça brasileira, os líderes da comunidade falam em "morte coletiva" ao se re-
Aviso: guaranis kaiowás que ocupam uma fazenda em Iguatemi, no sul do estado, dizem que irão resistir às ameaças de sua retirada. "Decidimos a não sair daqui com vida e nem mortos".
ferir aos possíveis efeitos da decisão da Justiça Federal. Eles revelam que o grupo já perdeu a esperança de sobreviver "dignamente e sem violência" na área, onde afirmam
estar enterrados os seus antepassados. "Moramos na margem do Rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de
pistoleiros e resistimos até hoje. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo […]. E decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos", nar-
ram os índios na carta. Para o MPF, a decisão da Justiça Federal não levou em consideração a ocupação tradicional pelos indígenas da área em disputa, chegando o juiz a afirmar que "perde qualquer relevância para o deslinde da controvérsia saber se as terras em litígio são ou foram tradicionalmente ocupadas pelos índios ou se o título dominial do autor é ou foi formado de maneira ilegítima". Segundo o MPF, os índios ocupam apenas dois hectares dos 762 hectares totais da propriedade (um hectare corresponde às medidas de um campo de futebol oficial). Ainda de acordo com o órgão, a área ocupada faz parte de uma reserva de mata nativa, não podendo ser explorada economicamente. (ABr)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
9 CUBA Lei permitirá o retorno de cidadãos que fugiram do país
nternacional
TUNÍSIA Suspeito de atacar consulado dos EUA na Líbia é acusado de terror
Denis Balibouse/Reuters
Quatro dias de silêncio Exército e rebeldes na Síria prometem baixar as armas em respeito ao feriado sagrado muçulmano de Eid al-Adha. Ambas as partes, porém, podem violar a frágil trégua, se tiverem que responder a eventuais ataques. Até a noite de ontem, os confrontos persistiam em todo o país. Investigadores da ONU, liderados pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro (à esq.), querem acesso para averiguar as atrocidades cometidas tanto pelas forças sírias como pelos opositores. Segundo a ONU, pelo menos 30 mil pessoas morreram desde março de 2011. Shaam/Reuters
A
Moradores e membros do Exército Livre Sírio inspecionam danos causados a uma mesquita após ataque aéreo do regime em Marat al-Numan.
partir da manhã de hoje, soldados sírios e rebeldes prometem baixar as armas e parar os confrontos por quatro dias, em respeito ao feriado islâmico do Eid al-Adha. Ambas as partes, porém, se reservaram o direito de responder ao inimigo se forem atacadas ou se seus integrantes forem detidos ou sequestrados. Em anúncio na TV estatal, o Exército de Bashar al-Assad ressalvou que responderá se for atacado por rebeldes, assim como tentará impedi-los de reforçar posições e suprimentos. Já o Exército Livre Sírio, a principal milícia da oposição, disse, em nota, que vai honrar a medida, mas que "responderá" a ataques de forças do governo caso estes aconteçam. O grupo disse também que protegerá as manifestações de opositores e criticou a falta de supervisão internacional para vigiar o cumprimento da trégua.
Segundo opositores, os confrontos duravam até a noite de ontem. Uma mesquita teria sido parcialmente destruída pelas forças sírias em Marat al-Numan, perto da província de Idlib, no norte do país. Ainda não está definido o que acontecerá após a segunda-feira, dia previsto para terminar a trégua. O enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, disse apenas que, se a iniciativa der certo, espera poder fazer "um cessar-fogo mais longo e efetivo". "E isso faz parte de um longo processo político." Investigadores da Comissão de Direitos Humanos da ONU, liderados pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, pediram acesso para investigar crimes contra a humanidade cometidos por oposição e regime durante os 19 meses de conflito. Segundo a ONU, 30 mil pessoas morreram no período. (Agências)
Amr Abdallah Dalsh/Reuters
A fé move pessoas... Muçulmanos iniciam Hajj com peregrinação
P
eregrinos muçulmanos de todo o mundo iniciaram ontem o período sagrado do Hajj subindo o Monte Arafat, na Arábia Saudita, em uma jornada que, na crença islâmica, oferece aos fiéis uma chance de se arrependerem de seus pecados. Sob um intenso sol, os fiéis, muitos deles com sombrinhas, subiram o monte, conhecido também como "Jabal Al Tauba" (monte de arrependimento), para expiar seus pecados em um ritual que simboliza o dia do juízo final. Em seu tradicional discurso, o mufti da Arábia Saudita, xeque Abdel Aziz al Sheikh, considerou que têm uma "vida miserável de animais" aqueles que
se regem pela lei civil e não pela lei islâmica ou Sharia. Para a máxima autoridade religiosa do país, a Sharia não pode ser criticada ou substituída por nenhum outro tipo de lei, já que sua aplicação é uma das "condições da fé", garante a unidade islâmica e organiza "todos os âmbitos da vida". Segundo autoridades sauditas, 3,4 milhões de muçulmanos de cerca de 200 países participam do Hajj este ano. O Hajj é um dos cinco pilares do Islã (os outros são a profissão de fé, a esmola, o jejum no mês do Ramadã e a oração) que todo muçulmano deve cumprir pelo menos uma vez na vida, se dispor de meios econômicos e gozar de saúde. (Agências)
Sob sol escaldante, peregrinos islâmicos iniciam subida ao Monte Arafat, onde o profeta Maomé pronunciou seu último sermão há 14 séculos.
Kevin Lamarque/Reuters
xistem 50 Estados norte-americanos, Eleições nos EUA mas dois deles têm chances de decidir as eleições presidenciais de 6 de novembro: Ohio e Virgínia. Com isso em mente, Barack Obama e Mitt Romney foram lá para conquistar os votos tão disputados. Segundo o estatístico Nate Silver, do The New York Times, Ohio tem 50% de chance de decidir quem será o próximo ocupante da Casa Branca, enquanto Virgínia tem 11% (41 Estados têm chance inferior a 0,5%). A distorção ocorre porque os EUA elegem seu presidente em um Colégio Eleitoral, no qual cada Estado tem direito a um total de delegad o s p r o p o rcional à sua população, entregues em bloco ao venBrian Snyder/Reuters
Na reta final, os candidatos presidenciais fazem campanha em Estados estratégicos: Obama, na Virgínia (acima) e Romney, em Ohio (à dir.).
...e a política também. E
cedor local da eleição popular. Em visita a Ohio, o republicano Romney prometeu ontem uma "grande mudança" para o país se vencer as eleições e acusou a campanha de Obama de concentrar-se em temas "cada vez menores" frente aos "desafios enormes" do país. Já Obama passou por Virgínia e Illinois, onde votou em um centro comunitário de Chicago. O democrata entrou para a história como o primeiro presidente a votar antecipadamente. Na segunda-feira, Obama promete levar um político de peso para ajudá-lo a ganhar votos em Ohio: o popular ex-mandatário Bill Clinton. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
10
c
sexta-feira, 26 de outubro de 2012 L.C.Leite/Luz
PARCERIA Benedito Guimarães Aguiar Neto, reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, durante o seminário internacional sobre projetos urbanos, realizado ontem. ACSP e Mackenzie foram parceiros na iniciativa.
idades
O Seminário Internacional Projetos Urbanos SP-2012, patrocinado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie, mostrou ontem que o futuro das cidades vai depender da continuidade administrativa e não das ideologias deste ou daquele prefeito. As parcerias são decisivas.
Reprodução
Projetos como o do novo Vale do Anhangabaú ainda dependem de definições, inclusive para a Copa do Mundo: quiosques e bares estão planejados.
Parcerias vão definir o futuro das cidades Reprodução
L.C.Leite/Luz
Ivan Ventura
C
ontinuidade administrativa, independentemente da ideologia dos prefeitos, de modo a garantir a execução de projetos urbanos que visam o bem da cidade. Adoção de planos de longo prazo que respeitem o meio ambiente e sejam sustentáveis. Racionalizar o adensamento populacional, tornando-o mais homogêneo e criar edifícios de uso misto. Essas premissas, algumas delas na vanguarda do planejamento urbano, foram alguns dos temas tratados ontem no Seminário Internacional Projetos Urbanos SP-2012, patrocinado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie. Durante o encontro foram discutidos projetos pontuais em andamento na cidade de São Paulo e outros ainda no papel, além de sugerir algumas ferramentas de gestão pública. O evento contou com a participação de secretários, urbanistas e do vicegovernador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, entre outros convidados. Na abertura do evento, o presidente da ACSP, Rogério Amato, citou um estudo segundo o qual, no Brasil, apenas 148 empresas e entidades ultrapassaram os 100 anos de idade. De acordo com Amato, muitas dessas entidades foram parceiras no passado. "É chegado o momento do resgate desse vínculo do passado. Elas só conseguiram sobreviver porque têm valores morais em comum. É chegada a hora de reatar essas relações”, disse Amato, que citou como exemplo justamente o evento patrocinado pelas duas centenárias entidades, a ACSP e o Mackenzie. Pouco depois foi a vez do coordenador do Conselho de Política Urbana (CPU) da ACSP, Antônio Carlos Pela, que ressaltou os preparativos da cidade para grandes comemorações, entre eles a Copa do Mundo. “O
A Praça das Artes, que compõe o complexo do Vale do Anhangabaú deverá ser entregue até o fim do ano. L.C.Leite/Luz
Técnicos e convidados durante os debates de ontem no Mackenzie Anhangabaú abrirá o evento da Copa. Lá será realizado um dos eventos oficiais da Fifa e isso merece atenção”. A Copa do Mundo foi o tema central do primeiro painel do seminário: “A cidade se transformando a partir de grandes eventos”. Os convidados enfatizaram a necessidade de planejamento para a execução das obras. Um exemplo bem sucedido desse planejamento é o de Maringá, no Paraná. O prefeito da cidade, Silvio Barros, disse que ingleses planejaram a cidade, que cresceu de maneira ordenada, orgulhando-se da ausência de favelas e do bom atendimento de serviços públicos essenciais. Hoje, a cidade tem uma das melhores posições no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, com um respeitável polo atacadista têxtil. Em seguida, o vereador português Fernando Nunes da Silva, falou sobre experiências de sucesso em Lisboa, onde exerce seu Reprodução
Novos abrigos
A
Capital vai ganhar, em 2013, 6,5 mil novos abrigos de ônibus, 12,5 mil totens indicativos de paradas dos coletivos e mil relógios digitais. Os vencedores da licitação dos novos mobiliários urbanos foram divulgados pela Prefeitura e os equipamentos começam a ser instalados em 90 dias. Os relógios ganharam desenhos dos arquitetos Ruy Ohtake e Carlos Bratke. Serão instalados, no máximo, cem relógios na área central e, no mínimo, 150 em cada uma das regiões da cidade. (Agências)
L.C.Leite/Luz
Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (esq.), defendeu as parcerias e disse que elas fortalecem empresas e entidades. Para o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, a região central da cidade deve ser valorizada, pois pertence a toda a população.
Elas só conseguiram sobreviver (as empresas e entidades centenárias brasileiras) porque têm valores morais em comum.
Temos de pensar no Centro. Os bairros são independentes. O Centro ou a ‘cidade’ (como chamávamos o Centro no passado) é de todos nós.
ROGÉRIO AMATO
GUILHERME AFIF DOMINGOS
mandato. Ex-secretário de Mobilidade, Transporte e Obras na capital portuguesa, ele lembrou a complexa obra realizada em uma área de mais de dois milhões de metros quadrados onde foi erguido o Parque das Nações, que sediou a Expo 98 (um dos maiores eventos mundiais sobre os mais variados temas de interesse humano). A área em questão estava virtualmente abandonada e em adiantado estado de degradação urbana, com velhos armazéns ao longo do rio Tejo, próximo ao porto de Lisboa. Finda a Expo 98, todo o novo complexo foi
devolvido aos lisboetas sob a forma de moradias, centros de compras, áreas de lazer, de práticas esportivas e culturais. “Trabalhamos com algumas premissas. Uma delas foi o planejamento urbano de longo prazo, não menor que 15 anos. Além disso, os planos não devem ser políticos, mas técnicos. É preciso também afastar a vaidade política e a vontade da pessoa em ser o protagonista de um plano urbano”, disse Nunes da Silva. No segundo painel,
especialistas debateram o tema “Futuro dos Centros Urbanos”. Uma das convidadas foi a arquiteta e urbanista Elizabeth Portzamparc, carioca que mora na França e autora de projetos de estações de monotrilho em Bordeaux, entre outras obras espalhadas pela França, Itália e no Rio de Janeiro. Ela falou sobre a criação e valorização de elementos que conferem identidade às cidades, caso do Arco do Triunfo, em Paris, entre outros. “A identidade é o elemento que confere o reconhecimento de uma cidade. O mobiliário urbano deve valorizar a identidade de cada espaço urbano”, disse. Nesse painel, o secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite, falou dos avanços da habitação social e do múltiplo uso de imóveis na cidade. “No mesmo edifício, queremos pessoas de diferentes rendas familiares e o uso misto do prédio (comércio e residência)”, disse.
Para a criação desses espaços, o secretário defendeu o uso do modelo de parceria público-privada (PPP). Para atrair a participação de empresas nos projetos, outro convidado, o professor Paulo Sandroni, da Fundação Getúlio Vargas, sugeriu a concessão de incentivos fiscais, a “redução temporária de impostos (como o IPTU e o ISS), além da cessão temporária de terrenos como forma de atrair as empresas”, disse Sandroni. O uso misto de imóveis, sugerido por Pereira Leite, foi debatido em outro painel, com a participação de especialistas como o arquiteto Ruy Ohtake. “Antigamente, usava-se a expressão ‘ir à cidade’, quando, na verdade, queríamos dizer que vamos ao centro de São Paulo. Temos de pensar na região central, pois os bairros são locais independentes, mas o centro ou a ‘cidade’ é de todos nós”, disse o vicegovernador Afif Domingos.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
c
11 Você tem casos de briga de quadrilhas, acerto de contas. Geraldo Alckmin, sobre o aumento da violência.
idades
Edison Timóteo/Estadão Conteúdo
Mais um policial militar foi morto a tiros na quarta-feira à noite, na zona leste da Capital. Neste ano, ao menos 84 policiais militares foram mortos em todo o Estado de São Paulo, segundo dados do governo estadual.
Homicídios crescem 96% em São Paulo Números comparam as mortes ocorridas em setembro deste ano com o mesmo período no ano passado. Latrocínios também aumentaram na Capital e no interior.
O
crime de homicídio cresceu 96% na capital paulista em setembro deste ano, se comparado com o mesmo mês do ano passado. Os dados, divulgados ontem pela Secretaria de Segurança Pública, mostram que ocorreram 135 homicídios em setembro de 2012, ante 69 em setembro do ano passado. É o maior número registrado em um único mês na Capital desde que a série começou a ser divulgada, em janeiro do ano passado. Nestes números não estão contempladas as mortes por resistência seguida de morte, quando ocorrem em confronto entre policiais e suspeitos. Também não inclui o latrocínio (roubo seguido de morte). Ao todo foram registrados 13 latrocínios em setembro deste ano, ante quatro no mesmo mês do ano passado - um aumento de 225%. Esse aumento acontece no momento em que policiais militares estão sendo alvo, em todo o Estado de São Paulo, de
ataques com características de execução. A Polícia Civil investiga se os atentados estão sendo cometidos por ordens de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Uma série de assassinatos com suspeitos não identificados também estão acontecendo em diversas cidades, muitos
na mesma noite e em pontos de comércio de drogas. Nestes casos, a polícia trabalha com a hipótese de serem retaliação às mortes de policiais. Interior – Os homicídios dolosos também subiram no Estado. De janeiro a setembro, houve 3.329 casos contra 3.069 no mesmo período do
ano passado, alta de 8,47%. Os latrocínios também subiram – de 230 para 264 no ano. Bancos – Já o número de roubos a banco na capital paulista diminuiu em setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Foram registrados 86 casos desde o início do ano, contra 120 no ano passa-
do, uma queda de 28,33%. Noite violenta – A Grande São Paulo viveu mais uma noite violenta, com ao menos cinco mortos e seis feridos em cerca de cinco horas, entre 20h30 de quarta-feira e 1h30 de ontem. Entre os mortos, está um policial militar, o soldado Gilmar Gabriel dos Santos, de 42 anos, Fabio Teixeira/Estadão Conteúdo
COLISÃO – Uma colisão entre dois ônibus no centro do Rio deixou cerca de 30 pessoas feridas no início da manhã de ontem. Por volta das 6h, um ônibus atravessou o semáforo e atingiu a lateral de outro coletivo, que tombou na pista. O coletivo atingiu ainda a fachada de um hotel, quebrando parte da vidraçaria. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maior parte das vítimas estava no ônibus atingido, que trafegava com 62 passageiros, além do motorista e do cobrador. Testemunhas disseram que o ônibus que invadiu o sinal estava em alta velocidade.
baleado por um homem encapuzado por volta das 21h de anteontem na região de Sapopemba, zona leste, quando voltava para casa. Neste ano, ao menos 84 policiais militares foram mortos em todo o Estado de São Paulo, sendo que em 46 casos há indícios de execução. Alckmin – O governador Geraldo Alckmin comentou a onda da violência. "Você tem casos de briga de quadrilhas, acerto de contas, briga por ponto de droga. O governo investiga. Tolerância zero, não há nenhuma hipótese de tolerância com desvio de conduta", disse o governador. A Delegacia de Investigações Gerais de São Carlos (SP) pediu a prisão preventiva de quatro pessoas suspeitas de envolvimento na morte do policial militar Marco Aurélio de Santi, 43, assassinado com seis tiros no dia 14 de setembro. O delegado Edmundo Ferreira Gomes confirmou que há ligação de três deles, suspeitos de serem os mandantes do crime, com o PCC. (Agências)
Zé Carlos Barretta/Hype
O PEQUENINO GIGIO...
...E O CIÚME DE GIGANTE
T
odas as manhãs, por volta das 6h, as pessoas madrugadoras que moram na Rua José Maria Lisboa e adjacências, nos Jardins, têm a rara oportunidade de ver um bichon frisé sob focinheira. É de estranhar que cão tão pequenino e fofo – quase um bichinho de pelúcia com cerca de 50 cm de comprimento – necessite de tal artefato. Mas acontece que Gigio – este é o seu nome – se transforma numa mini-fera quando acometido de ciúme. Foi numa dessas ocasiões, há uns quatro anos, que cravou seus dentezinhos no calcanhar de uma senhora que mora no seu prédio. Apreciadores mais antigos das histórias de quadrinhos haverão de se lembrar do buldoguezinho Biluca, filho do Pimpão, durante seus ataques de valentia. O episódio não teve maior desdobramento, até porque Dona Yolanda Monti, sua dona, atendeu a vítima com presteza, exibiu os atestados de vacinação, prontificou-se a assumir todas as responsabilidades e, não satisfeita, fez questão de enviar flores à vizinha para completar as providências. O condomínio, porém, entendeu que Gigio deveria usar focinheira para prevenir eventual repetição do incidente.
A
exigência lhe rendeu por algum tempo, considerando suas medidas diminutas, o apelido de "rottweiler de rodapé". Mas Dona Yolanda afirma que, fora os maus momentos referidos, o cãozinho é irretocável. Influenciado pelas preferências da dona, aprendeu, por exemplo, a gostar da música de Mozart e de Beethoven, principalmente nas peças em que predomina o piano. Fica imóvel e atento, enquanto recebe cafuné entre as duas orelhas. Gosta de passear, apesar de enfrentar o desconforto da focinheira nessas ocasiões. "Ele aceitou bem", diz Dona Yolanda. "Toda manhã acorda Nena para passear". Nena é a responsável pelos trabalhos no apartamento, que incluem as caminhadas matinais. A propósito, Nena, por ser extremamente religiosa, ensinou Gigio, a custa de muita paciência, cruzar as patinhas dianteiras em forma de oração para acompanhá-la nas rezas noturnas. Ela vem do tempo antigo.
O bichon frisé Gigio suporta bem a focinheira, mas fica bem mais feliz quando a sua dona, Yolanda Monti, a remove.
Reprodução
ANTES DO HÍMEN, O RESPEITO.
T Catarina Migliorino vendeu a sua virgindade
alvez a diferença entre a catarinense Catarina Migliorino, 20 anos, e a santa italiana Maria Goretti (1890-1902) esteja num ponto-de-vista: a primeira vendeu sua virgindade a um japonês, que se apresentou como Natsu em leilão na internet, por R$ 1,5 milhão, conforme foi amplamente noticiado; a segunda, preferiu morrer aos 12 anos, vítima de 11 punhaladas, a ceder a um estupro, resistência que lhe valeu a canonização em 1950, por decisão do papa Pio XII. As duas situações apontam para
a importância do tema virgindade no Ocidente. Mas no Japão não é bem assim... Metrópole - A virgindade é muito im portante no Japão? Teruo Monobe - Não. Por isso estranhei que o vencedor do leilão fosse japonês. Na cultura japonesa, há uma diferença muito clara entre sexo e amor. Por sua vez, o amor é precedido do respeito entre o casal, considerando que a virtude do respeito é o alicerce da harmonia. Nesse sentido, o amor é cultivado. Metrópole - Mas, se não houver amor, as pessoas
são felizes na união? Teruo - São felizes a seu modo. É preciso entender que se trata de uma outra visão cultural, de enxergar um relacionamento. No Ocidente, o amor é atrelado à paixão. No Japão, não. Metrópole - É forçoso reconhecer que nenhum relacionamento resiste à falta de respeito. Teruo - É essencial. Aliás, é por isso que lá se dá valor à origem familiar do rapaz e da moça. O respeito é uma virtude que advém da boa educação. Teruo Monobe, 65 anos, professor universitário
DIÁRIO DO COMÉRCIO
12
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Logo www.dcomercio.com.br
Vida selvagem Estas duas imagens estão entre as vencedoras do prêmio Veolia 2012, voltado para fotografias de cenas da vida selvagem e de meio ambiente. Veja outras no site. http://bit.ly/15YdN
F UTEBOL C ASA
C INEMA
A
atacante Marta, 26, está entre as dez candidatas ao prêmio de melhor jogadora do mundo, segundo lista divulgada ontem pela Fifa. Ela já venceu o troféu cinco vezes (é a recordista) e acumula dez indicações (desde 2003). Marta, que joga atualmente na Suécia (Tyreso), faturou o prêmio de forma consecutiva entre 2006 e 2010, mas no ano passado foi "derrotada" pela
meia japonesa Homare Sawa, campeã da Copa do Mundo no mesmo ano. Marta ainda soma dois vices, um terceiro lugar e o décimo, no primeiro ano em que concorreu. Marta é a única brasileira presente na lista, que tem quatro atletas dos EUA, três do Japão (inclusive Sawa), uma do Canadá e outra da França. A premiação será em 7 de janeiro de 2013, em cerimônia da Fifa, em Zurique. A escolha
da melhor jogadora do mundo será feita por meio da votação de técnicos e das capitãs de cada seleção feminina, além de representantes da imprensa internacional escolhidos pela revista France Football, parceira da Fifa. No dia 29, a Fifa anuncia o trio finalista da disputa e também os três finalistas entre os homens e entre os técnicos (os candidatos ainda não foram divulgados). (Folhapress)
Pedro Andrade/Estadão Conteúdo
NA RUA A top model brasileira Alessandra Ambrósio durante uma sessão de fotos para a grife Victoria's Secret realizada na quartafeira em locações nas ruas da cidade de de Los Angeles, na Califórnia. Alessandra é uma das 'angels' da grife americana.
Drinques com toque retrô Retro Gas Pump Liquor Dispenser é uma réplica das antigas bombas de posto de gasolina, mas feito para acondicionar sua bebida preferida. Custa US$ 15. http://amzn.to/WMEui0
H ISTÓRIA Herwig Prammer/Reuters
Schwarzenegger, o bárbaro, de novo O estúdio Universal Pictures fechou um acordo para rodar um novo filme de Conan, O Bárbaro protagonizado por Arnold Schwarzenegger, que retomará assim um de seus personagens mais famosos, informou ontem o site Deadline. "Sempre amei esse personagem e é uma honra que tenham me pedido para encarná-lo de novo. Estou ansioso para trabalhar com a Universal e dar o próximo passo nesta história épica", afirmou o ator de 65 anos. O estúdio planeja estrear o filme no verão americano de 2014. M ÚSICA
Philippe Wojazer/Reuters
Marta, de novo a melhor?
ROLLING STONES Os Rolling Stones fizeram ontem em Paris um show de aquecimento para 700 fãs para lá de sortudos. Anunciado em cima da hora pelo Twitter, o show teve ingressos a 15 euros (US$ 19,45) vendidos na Virgin da Champs Elysèes. L OTERIAS Concurso 3029 da QUINA 02
39
44
48
60
Feita por humanos Este é o título da instalação criada pelo coletivo Universal Everything para um centro da Hyundai na Coreia do Sul. Cabos, luz e música são vistos em um espetáculo computadorizado. Você pode ver o vídeo no link.
O piano de Mozart O piano em que Wolfgang Amadeus Mozart compôs todos os seus últimos concertos voltou para Viena ontem, primeira vez desde a morte do compositor em 1791. O piano que Mozart tocou quase diariamente por nove anos vai ficar em sua antiga casa de Viena por apenas duas semanas.
http://bit.ly/UHJsft Davide Agosta/EFE
A RTE
Miniaturas na garrafa
Esculturas da artista Izumi Akinobu criadas para mini-garrafas. http://bit.ly/WCJRAj
Ouro puro
A maior moeda de ouro da Europa, chamada de "Big Phil", está exposta em Manno, na Suíça: são 31 quilos de ouro no valor de 1,3 milhão de francos suíços.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
e
13 SAÚDE Planos com menos de 30 beneficiários terão nova forma de reajuste
conomia
ANATEL Todos os números de celular do País terão nove dígitos até o fim de 2016
Sped amplia sua abrangência Sistema fiscal digital começa a valer a partir de novembro para as pequenas e médias empresas que estão com dificuldade para lidar com ele. Divulgação
Sílvia Pimentel
Q
uase 41 mil empresas paulistas estão obrigadas a entregar, a partir do próximo mês, os arquivos digitais com informações detalhadas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ao fisco. A EFD-ICMS/IPI, ou Sped Fiscal, está tirando o sono de empresários e contadores porque a maioria das pequenas e médias empresas na lista da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) não está preparada para o envio da nova obrigação, na opinião de contadores. O Sped Fiscal é uma das vertentes do ambicioso projeto de integração das administrações tributárias, conhecido como Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), que entrou em operação a partir de 2009. Em fevereiro daquele ano, 17 grandes companhias selecionadas pelo fisco foram as primeiras a entregar a sua contabilidade no formato digital. Em dezembro, o número saltou para 30 mil, alcançando 50 mil estabelecimentos no final de 2010. No ano passado, o arquivo passou a ser exigido de 150 mil empresas em todo o Brasil. Em São Paulo, até janeiro de 2014, cerca de 270 mil companhias serão obrigadas a trocar livros fiscais de papel por arquivos digitais para prestar contas ao Leão. O que preocupa é que, desta vez, é que o projeto Sped começa a alcançar pequenos e médios empresários, que devem gastar com sistemas e treinamento de pessoal. Por ora, no estado paulista, estão dispensadas da exigência as empresas optantes pelo Simples Nacional e os Microempreendedores Individuais. A proximidade do prazo de entrega tem gerado um certo atrito entre contadores e seus respectivos clientes. "O Sped Fiscal é o que mais precisa da intervenção do empresário na geração das informações solicitadas pelo fisco. O contador não dispõe de todos os dados. Trata-se de um arquivo que precisa ser gerado a quatro mãos", afirma o diretor de franquias da Prosoft Tecnologia, Iron Garrido. A empresa desenvolve softwares contábeis e tem os escritórios de contabilidade como principais clientes. Ele explica que, inicialmente, a exigência do arquivo pelo fisco paulista estava prevista para o início do próximo ano. Mas a Sefaz-SP anteci-
O Sped Fiscal é o que mais precisa da intervenção do empresário na geração dos dados solicitadas pelo fisco. IRON GARRIDO, PROSOFT TECNOLOGIA
pou a entrega por meio da resolução Deat nº 5, publicada em maio. "O aviso sobre a entrega precoce foi feito até com relativa antecedência. Mesmo assim, pegou de surpresa muitas empresas", disse. O primeiro lote dos quase 41 mil empreendimentos paulistas obrigados a enviar o Sped Fiscal contém companhias do setor industrial, principalmente. As empresas do comércio devem estrear a nova forma de prestação de contas a partir de janeiro de 2013. A resolução traz seis anexos com os CNPJs dos contribuintes e as datas para o início das entregas. No dia 25 de novembro, as empresas selecionadas devem entregar os dados relativos ao mês de outubro. E há muitos empresários desavisados.
Para o Sped Fiscal, cada estado adota um critério para selecionar os contribuintes e estabelecer o cronograma. O mesmo ocorre com a multa por atraso ou não entrega da obrigação. Em São Paulo, por exemplo, os valores são os mesmos aplicados nos casos de não entrega dos livros fiscais impressos, ou seja, equivalem a 1% do valor das operações que
deixaram de ser informadas. O consultor tributário da Confirp, Welinton Motta, vive de perto essa nova realidade e os dilemas trazidos pela exigência do Sped. Quanto ao cumprimento dos prazos, ele diz que os clientes que delegaram ao escritório a tarefa de fazer a escrituração fiscal no formato exigido pelo fisco não têm com o que se preocupar. "Entretanto, há clientes que usam sistemas próprios que enfrentam problemas de toda ordem para se adequar, e correm risco de não entregarem no prazo ou, em último caso, enviarem os dados incorretos para, no futuro, entregar uma declaração retificadora, no prazo de 60 dias, permitido pela legislação", explica. De acordo com ele, o Sped Fiscal é um sistema complexo e que exige dados corretos de vários departamentos da empresa, como a contabilidade, o estoque e a área financeira. Em outras palavras, a qualidade das informações e, portanto, o risco menor de ser apanhado pela fiscalização, depende do nível de gestão empresarial e da capacitação profissional. "O dígito errado de um simples número pode comprometer toda a informação. E há casos em que o sistema é alimentado de forma correta, mas o mesmo não funciona como deveria", explica.
Newton Santos/Hype
Investimento não garante êxito
A
Cabo Lappi Brasil, importadora de cabos flexíveis para a indústria, é uma das empresas que enfrentam problemas para cumprir a exigência do Sped e tem investido pesado para solucioná-los. A entrega está prevista para janeiro de 2013, mas a responsável pela área financeira e contábil, Adriana Simão, tem dúvidas sobre o cumprimento do prazo. "Apesar da aquisição do módulo correspondente à obrigação, não temos tido sucesso na geração do arquivo", afirma. Após investir na aquisição do sistema SAP, mais usado por médias e pequenas empresas, e dos módulos para gerar os arquivos digitais, a empresa teve que
contratar funcionários para realizar o trabalho manualmente, ao custo mensal de R$ 3 mil. Além disso, gastou R$ 80 mil na contratação de uma consultoria para realizar ajustes no sistema. Isso sem contar os futuros gastos com treinamento dos funcionários da empresa. "Creio que esse sistema, que é europeu, não consegue atender à demanda fiscal brasileira, que é muito complexa. Para funcionar, é preciso adquirir vários módulos", desabafa. O administrador de empresas, palestrante e professor de pós-graduação da PUC-MG, Roberto Duarte, alerta que o problema é mais grave do que se imagina. Isso porque os empresários que não fizeram esforços
para melhorar suas empresas têm dois desafios: implementar gestão e entregar o Sped. "É um chamado à gestão empresarial. O Estado está impondo um processo de governança. Como sócio das milhões de empresas brasileiras, ele quer saber o que compramos, o que vendemos, quanto e quando. Quer controlar o nosso estoque, nosso ativo permanente. Quer saber o que pagamos e recebemos. E, por fim, como calculamos e pagamos os tributos", diz. Segundo ele, sem o envolvimento dos líderes, as corporações gastarão muito com consultorias, software, mas continuarão com erros graves no Sped. Ou seja, o primeiro passo é a sensibilização de diretores,
gestores e donos das empresas. Depois, entra a questão tecnológica, tributária e os procedimentos. Investimento – Na opinião da sócia da Trevisan Gestão & Consultoria, Geuma Nascimento, os empresários devem entender o Sped não como uma despesa, mas como um investimento, cujo retorno se dá pela melhoria
da produtividade, dos controles e das informações gerenciais para tomada de decisão. Os dados da empresa precisam estar organizados para a correta entrega do arquivo. "Possivelmente, muitas empresas de pequeno porte perderão o prazo de entrega e vão gerar arquivos com informações incorretas", diagnostica.
Apesar da aquisição do módulo correspondente à obrigação, não temos tido sucesso na geração do arquivo. ADRIANA SIMÃO, CABO LAPPI BRASIL
14 -.ECONOMIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
15
e Microsoft lança Windows 8 e tablet novo Apple vendeu 26,8 milhões de iPhones e 14 milhões de iPads no trimestre passado, alta de 58% e 26% na comparação anual.
conomia
"Reformulamos o Windows e estamos reformulando toda a indústria de PCs", disse Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft. Fotos: Lucas Jackson/ Reuters
A
Microsoft realizou ontem o lançamento mundial do Windows 8 e de seu tablet Surface em uma tentativa de reavivar seu principal produto e reconquistar terreno perdido para a Apple e Google no segmento de computação móvel. Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows da Microsoft, disse no início do evento, em Nova York, que mais de mil dispositivos já foram c e r t i fi c a d o s para rodar o novo sistema opera cional da empresa. A empresa anunciou que haverá computadores c o m W i ndows 8 a partir de US$ 300 nos EUA. Sinofsky deixou clara a diferença entre os novos sistemas Windows 8 e Windows RT, fator que pode causar confusão entre os consumidores, segundo especialistas. A primeira versão do Surface, híbrido de tablet e laptop produzido pela Microsoft, vem
com Windows RT, que é destinado a aparelhos com processadores de arquitetura ARM, que consomem menos energia e são adotados em praticamente todos os smartphones e tablets atuais. "O Windows RT não roda programas desenvolvidos para Windows 7", explicou Sinofsky. A versão RT só funciona com aplicativos da WinSteve Balmmer (à direita), executivochefe da Microsoft, prevê vendas de 400 milhões de PCs para o próximo ano. À esquerda, Michael Angiulo apresenta o tablet Surface. dows Store, de modo semelhante aos aparelhos da Apple com iOS, que só rodam programas da App Store. Segundo o executivo, o Windows RT é compatível com 420 milhões de dispositivos, como mouses, teclados, discos rígidos externos, impressoras e monitores. Ainda de acordo
com Sinofsky, a Windows Store vai estrear com mais aplicativos do que todas as lojas concorrentes quando estas foram lançadas. O executivo, porém, não citou números. "O Windows 8 é uma oportunidade sem precedentes para desenvolvedores", afirmou Steve Ballmer, executivo-
chefe da Microsoft, citando 670 milhões de computadores esperando para ser atualizados" para o novo sistema e prevendo vendas de 400 milhões de PCs para o próximo ano. "Reformulamos o Windows e estamos reformulando toda a indústria de PCs", disse Ballmer.
Lucro do Santander desaba No Brasil, resultado recua 8,5% no trimestre; já na matriz a queda foi de 60%.
O
lucro líquido do espanhol Santander no Brasil foi de R$ 1,501 bilhão, 8,5% menor do que o registrado no mesmo período de 2011 (R$ 1,641 bilhão). Na relação com o segundo trimestre deste ano houve crescimento de 2,5% (R$ 1,464 bilhão). As informações seguem o padrão internacional contábil
(IFRS) e constam do balanço da instituição no Brasil, divulgado ontem. Nos nove meses do ano (de janeiro a setembro), o lucro recuou 5,7%, na relação com o mesmo período de 2011. Neste ano, a instituição lucrou R$ 4,731 bilhões, ante R$ 5,018 bilhões registrados no ano passado. A instituição também apre-
sentou o balanço no padrão brasileiro. Neste recorte, feito "para estruturar a sua comunicação ao mercado e atender assim, a solicitação da comunidade investidora", o Santand e r B r a s i l l u c r o u R$ 591,496 milhões no terceiro trimestre, com uma queda de 31,7% na comparação com igual período de 2011 (R$ 555 milhões).
Banco pressiona governo espanhol O maior banco espanhol fez um apelo para que o governo do país busque um resgate internacional para reduzir os custos de financiamento para credores em dificuldades, já que baixas contábeis devido a investimentos ruins em propriedades quase anularam seu lucro no terceiro trimestre. O lucro líquido de janeiro a setembro totalizou 1,8 bilhão de euros (R$ 4,73 bilhões), 66% a menos do que um ano antes.
O Santander, maior banco da zona do euro, lidou com o estouro da bolha imobiliária espanhola e com a crise de dívida soberana melhor do que seus rivais, porque menos de um quinto de seu lucro é resultado das operações no país após anos de expansão internacional em regiões como a América Latina. No entanto, sua ação e seus custos de financiamento sofrem enquanto a Espanha, após contratar uma linha de crédito da União Eu-
ropeia no valor de 100 bilhões de euros para resgatar seus bancos, demora para solicitar um resgate total. "Situação em que o financiamento do Tesouro está sendo auxiliado por linhas de crédito contingentes oferecidas por qualquer corpo internacional, que produzirá queda no prêmio de risco do crédito soberano e, como consequência, queda no prêmio de risco dos bancos", disse o presidente-executivo, Alfredo Sanez. (EC)
O patrimônio líquido somou R$ 51,944 bilhões em setembro, excluindo R$ 13,847 milhões referentes ao ágio da aquisição do Banco Real. A carteira de crédito total somou R$ 207,334 milhões, em setembro, registrando crescimento de 10,1% em doze meses e 0,8% no trimestre. O segmento de pessoa física registrou crescimento de 9,5% em 12 meses e 0,8% no trimestre. Em 12 meses, os produtos de maior destaque foram cartões e crédito imobiliário, que juntos responderam por 72% do crescimento da carteira pessoa física, no período. No trimestre, os destaques foram crédito imobiliário e financiamento de veículos – originados através da rede de agências do Santander –ambos crescendo 6,6%, um ritmo superior ao crescimento da carteira pessoa física. O aumento das despesas com provisão para devedores duvidosos teve um peso importante para a redução do resultado do banco. Esse gasto somou R$ 3,607 bilhões, com uma alta de 20,9% registrada em 12 meses. A inadimplência continuou em ascensão, marcando 5,1%, com crescimento de 0,2 ponto percentual sobre o segundo trimestre. Em 12 meses, o indicador subiu 0,8 ponto percentual. Bradesco e Itaú Unibanco, entretanto, reportaram queda do índice neste trimestre. Espanha – O Brasil representa mais de 25% dos lucros totais do grupo Santander no mundo, que divulgou que seu lucro líquido no acumulado de nove meses caiu em mais de 60%, prejudicado por baixas contáveis sobre investimentos em imóveis feitos durante a explosão do mercado imobiliário espanhol. A informação consta do balanço mundial da instituição, a maior na zona do euro -região que vê uma série de recessões e cujo conjunto de países luta para diminuir enormes deficits públicos. O lucro líquido de janeiro a setembro totalizou 1,8 bilhão de euros (R$ 4,73 bilhões), 66% a menos do que um ano antes, com índice de inadimplência subindo para 4,33%. (Folhapress)
O novo design do Windows, que dispensa o botão "Iniciar" e apresenta interface com itens quadriculados para ativar aplicativos, pode surpreender alguns usuários. A demanda inicial pareceu sólida, mas há clientes receosos. As primeiras críticas ao Surface mostram contradições,
com elogios ao design esguio do aparelho, mas q u e i x a s quanto à duração da bateria e o núm e r o d e softwares e aplicativos disponível. "Temos visto prévendas consistentes sobre os dispositivos com Windows 8 de entusiastas", disse Merle McIntosh, vic e- pr e si de nte de gerenciamento de produtos na varejista online de produtos eletrônicos Newegg. "Entretanto, esperamos que a maior parte dos consumidores médios esteja esperando o lançamento para tomar essa decisão". A ação da Microsoft tem ficado entre US$ 20 e US$ 30 por grande parte dos últimos 10 anos. (Reuters/ Folhapress)
IPhones e IPads puxam as vendas da Apple
A
Apple teve lucro líquido de US$ 8,223 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 24% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 6,623 bilhões) puxada principalmente pelo crescimento nas vendas de seus dois principais produtos: o iPhone e o iPad. Segundo balanço da companhia divulgado na noite de ontem, foram vendidos 26,8 milhões de iPhones e 14 milhões de iPads no trimestre passado, alta de 58% e 26% na comparação anual, respectivamente. As vendas de computadores Mac subiram 1%, para 4,9 milhões, e as de iPods, 19%, para 5,3 milhões. As vendas internacionais da marca (fora dos Estados Unidos) foram responsáveis por 60% da receita do trimestre. No acumulado do ano, a empresa de tecnologia com sede em Cuperti-
no já lucrou US$ 41,733 bilhões, 61% a mais que os US$ 25,922 de 2011. A receita do trimestre foi de US$ 36 bilhões, crescimento de 27% ante a receita de US$ 28,3 bilhões no terceiro trimestre passado. A margem bruta de lucro caiu de 40,3% para 40% na mesma comparação. A receita da Apple nos nove primeiros meses de 2012 (US$ 156,508 bilhões) também cresceu em relação ao ano passado (US$ 108,249): 45%. Com o crescimento na receita e no lucro, as ações da Apple caem menos no "after market" (negociações feitas após o fechamento do mercado). Elas fecharam em queda de 1,14% durante a sessão, a US$ 609,80, e eram negociadas a US$ 604,55 (0,86% de baixa) às 17h54 do horário local (18h53 do horário de Brasília). (Folhapress)
Empresa tem 23,2% do mercado
O
setor de cosméticos e higiene cresceu acima das expectativas da Natura no primeiro semestre deste ano, afirmou o vice-presidente de Finanças, jurídico e Relações com Investidores (RI), Roberto Pedote. De acordo com dados do Sindicato da Indústria de Perfumaria e Artigos de Toucador no Estado de São Paulo (Sipatesp) e Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o mercado cresceu 16,8% no acumulado do primeiro semestre ante alta de 8% no ano passado. A Natura registrou queda de 1,5 ponto percentual na participação de mercado (market share) no primeiro semestre deste ano, atingindo fatia de 23,2%. No
segmento de cosméticos e fragrâncias a companhia reduziu sua participação de 3 8 , 2 % p a r a 3 7 , 6 % , e nquanto o mercado cresceu 13,8%. Já em higiene pessoal houve queda de 13,1% para 11,5% na fatia da Natura em um segmento que avançou 19,4% no mesmo período. Segundo Pedote, a Natura terminou o ano passado com penetração em 61% dos lares brasileiros ante 38% de 2011. "Cerca de 47% das pessoas preferem nossa marca", afirmou ele. A Natura estuda colocar em teste ainda este ano um canal de vendas eletrônicas. "Vamos fazer um teste com um pequeno grupo de consultoras", revelou Pedote. (Estadão Conteúdo)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
16
e
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Todos os sinais mostram o mercado de trabalho robusto. Os salários nominais voltaram a crescer, assim como a massa salarial. José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimentos
conomia
UAUUU! QUE MERCADO!
O
brasileiro deve gastar neste ano R$ 5,92 bilhões no mercado de produtos e serviços voltados aos animais domésticos, o chamado setor pet. A projeção é do Ibope, que aponta um gasto per capita de R$ 36,31, valor 13% superior ao registrado em 2011. Mas, do montante estimado para o consumo domiciliar no País, a classe B, que equivale a 24,45% dos lares brasileiros, deve ser responsável por 45,47% dos gastos, movimentando R$ 2,69 bilhões. Em seguida, aparece a classe C, com compras estimadas em R$ 1,7 bilhão, o que representa 28,78% do potencial de consumo.
é a área que apresenta maior potencial para compras no mercado pet: 53,75%. Os gastos totais nessa região serão de R$ 3,18 bilhões, com consumo anual por habitante de R$ 42,14. A seguir, aparece o Sul, com 18% do potencial nacional. O gasto total da área será de R$ 1,06 bilhão e o per capita anual, de R$ 45,41, o mais alto do País. O cenário estimula os investimentos de grandes fabricantes em publicidade, assim como a consolidação de grandes redes voltadas ao mercado pet, uma opção também crescente no comércio de bairro, com clínicas e lojas de ração se proliferando muito além de bairros como Higienópolis, que antes dominava esse mercado e onde praças, como a Buenos Aires, têm espaço garantido para o lazer animal. Atualmente, a Zona Leste da Capital paulista é terreno promissor desse mercado. O que leva gigantes globais como Royal Canin a investir em inovações que atendam o mercado single, aqueles que moram sozinhos e têm nos cães e gatos os melhores amigos e companheiros. Neste ano, por exemplo, firmou acordo com a Dixie Toga, de embalagens para lançar os saquinhos Single Layer, com tecnologia de ponta para agregar segurança e qualidade, além de garantir maior conservação do alimento para cães e gatos. Concorrentes como a Purina, da gigante Nestlé, não ficam atrás e promovem novos sabores para a satisfação animal, enquanto a Pedigree aposta em campanhas como Adotar é tudo de bom, conquistando cyber consumidores em redes sociais e assegurando da mesma forma inovação nos produtos e embalagens. É briga literalmente de cachorro grande num mercado crescente e promissor. E uauuuu....que mercado!
Os dados da pesquisa Pyxis Consumo do Ibope mostram que não é apenas cachorro de madame, como cantava um hit de Eduardo Dusek dos anos 1980, que está vivendo no maior conforto. As emergentes classes C, D e E, que a era Lula trouxe para o mercado de consumo, estão gastando com a compra de animais, visitas a veterinários, vacinas, banho, tosa, alimentação, higiene, brinquedos e acessórios. Por região geográfica, o Sudeste
BRINQUEDO
A
Brinquedos Bandeirantes está lançando oito modelos de motos elétricas para crianças a partir dos três anos. Para as garotas, a empresa apresenta a Moto Trail Gatinha, Moto Princesas Disney, Moto GT Barbie e Moto GT1. Os modelos em tons de rosa, pink, roxo e lilás vêm com diversos acessórios e detalhes. Para os garotos, a grande novidade é a
Fotos: Divulgação
DE CUECA
SOLIDARIEDADE
N
os dias 9 e 10 de novembro, a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) realizará o Teleton 2012, com transmissão pelo SBT, TV Cultura, TV Gazeta e TV Guarulhos para todo o Brasil durante mais de 24 horas de programação ininterrupta. Na 15ª edição, o Teleton consolidase como uma fonte de arrecadação fundamental para a história de sucesso da ins-
5 por cento é a projeção de alta da receita em 2012 do setor de bebidas e alimentos processados ços dos alimentos. Apesar disso, o segmento de alimentos processados e bebidas está otimista com as projeções de alta das vendas de itens com maior valor agregado que ocorrem no final do ano. Esses fatores contribuem para que a expectativa de elevação da receita seja de 5% em 2012 ante ao ano anterior. Empresário lembraram que
tituição e torna-se um exemplo bem sucedido de plataforma da solidariedade brasileira. Hebe Camargo será a homenageada deste ano por sua contribuição desde o início do Teleton.
A
HUMOR para divulgar família de smartphones da Nokia
ações governamentais para estimular o consumo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca e para os automóveis, foram positivas, mas beneficiaram apenas estes grupos e fizeram com que, momentaneamente, o consumidor optasse por estes itens em detrimento de outros como os eletroeletrônicos, móveis e colchões. Estes últimos tiveram desempenho negativo no terceiro trimestre deste ano ante ao período anterior. Para móveis e colchões, a queda das exportações para a Argentina também afetou o seu desempenho. O setor têxtil registrou bons resultados no comércio e recuo na indústria de 12,3% em agosto em relação a julho por causa das importações chinesas. No entanto, as vagas criadas no atacado e no varejo tiveram crescimento de 5% desde o início do ano. A expectativa, agora, da indústria e do comércio é de que a população volte a consumir no final deste ano, apesar das previsões de que parte do décimo terceiro salário seja utilizada para o pagamento de dívidas.
• • • • •
Manicure e Pedicure Trabalhamos com Estética em Geral e Fisioterapia
(11)
6952-9252
Rua 24 de Maio - POP SHOPP, 36 - 1º andar, Sala - 104 (ao lado da Galeria do Rock)
Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br
Taxa de desocupação aumentou de 5,3% em agosto para 5,4% em setembro.
O
número de pessoas à procura de emprego cresceu em setembro mais do que a capacidade do mercado de absorver o excedente de mão de obra. Como resultado, a taxa de desemprego no País sofreu um ligeiro aumento: saiu de 5,3% em agosto para 5,4%, embora não tenha ocorrido corte de vagas. O crescimento no número de desocupados em São Paulo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi o principal motivo. São Paulo registrou um aumento considerável na taxa de desemprego, de 5,8% em agosto para 6,5% em setembro. Houve estabilidade no número de ocupados na região, com a entrada de 2 mil pessoas no mercado de trabalho. No entanto, a população desocupada teve aumento de 12,8% no período, o equivalente a 76 mil pessoas a mais procurando emprego. Analistas receberam os resultados como a prova de que ainda há um cenário favorável no mercado de trabalho. A tendência é de aumento nas contratações nos próximos meses, puxadas pelas vagas
Equipamentos hidráulicos e pneumáticos
Studio
da linha Lumia. Com o mote Com Nokia Lumia vá direto ao ponto, a série de comerciais é exibida no e n d e r e ç o w w w . n o k i a l umia.com.br, onde o consumidor já se familiariza com o produto. O alvo, é claro, é a garotada.
Com mais gente em busca de emprego, desemprego cresce.
Castro & Cruz Com. de Peças Ltda.
CUIDANDO DA SUA SAÚDE
Nokia inicia, neste fim de semana, nova etapa da campanha na internet para divulgar a família de smartphones Nokia Lumia e o Nokia Lumia 900, mais recente modelo da Nokia com Windows Phone a chegar ao Brasil. Criada pela agência Wunderman, a ação Doutor Direto aposta no entretenimento e no bom humor para destacar as inovações
JOGADOR em catálogo da Lupo
Newton Santos/Hype
O
setor produtivo aposta em um crescimento moderado da economia brasileira para este final de ano e para o início de 2013. Alguns segmentos, mais afetados pelas incertezas quanto aos rumos da conjuntura nacional e estrangeira, estão mais cautelosos. Outros são mais otimistas, pois foram beneficiados pela manutenção do poder aquisitivo da população e pela continuidade da criação de postos de trabalho. Mesmo os representantes dos setores que enfrentam mais dificuldades reconhecem que a geração de empregos deverá se manter, sem expectativas de demissões, o que contribui para o vislumbre de um quadro favorável nos próximos meses. Essas são algumas das conclusões da reunião de conjuntura econômica de outubro realizada ontem na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Foram analisados os dados do Banco Central (BC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que
HOMENAGEM à Hebe no Teleton
eymar é o garot o- pr o pa ga nd a da coleção verão de cuecas e meias da Lupo. Como parte da estratégia de divulgação da nova coleção, a Lupo realizou um ensaio fotográfico com Neymar no Guarujá, no Casa Grande Hotel Resort & Spa. As imagens do craque deverão estampar os catálogos de meias e de cuecas da Lupo para o ano de 2013. Neymar tem contrato até 2015 com a empresa.
LUMINOSO
Nem os setores com mais dificuldades pensam em promover demissões são a base para as apostas do governo federal de retomada de níveis positivos de crescimento a curto prazo. Essa perspectiva moderadamente otimista foi ofuscada por um fator preocupante citado durante o encontro: a recente alta da inflação, provocada pela elevação dos pre-
N
CRIANÇAS vão precisar de habilitação?
Empresários à espera de uma expansão moderada da economia Paula Cunha
Moto Trail com módulo eletrônico no painel com som de motor, câmbio com duas marchas, alimentação por bateria recarregável de 6 volts e dispositivo de proteção do sistema elétrico. O modelo vem com carregador automático 127/220V, atinge velocidade de 4 km/h e suporta até 30 kg. Daqui a pouco as auto-escolas vão fazer lobby no Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para exigir carteira de habilitação dos pimpolhos.
São Paulo tem o índice mais alto: 6,5%, de acordo com o IBGE. temporárias típicas do fim do ano, mas também como consequência dos estímulos adotados pelo governo para reaquecer a economia. "O mercado de trabalho continua muito bom, melhor ainda quando o enxergamos num cenário em que a economia ainda não deu uma arrancada mais forte", afirmou a economista Maria Andréia Lameiras, pesquisadora especialista em emprego no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A taxa de desocupação em setembro foi a menor para o mês desde o início da série histórica da pesquisa, em
2002. Na comparação com agosto, houve ainda aumento na renda média real (0,1%) e na massa de salários paga aos trabalhadores (0,9%). "Todos os sinais mostram o mercado de trabalho robusto. Os salários nominais voltaram a crescer, assim como a massa salarial", ressaltou José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimentos e professor da PUC-Rio. "Por uma questão sazonal, a taxa de desemprego cai mais a partir de outubro. Em dezembro podemos ter uma taxa de muito baixa, de 4,5%", previu Camargo. (Estadão Conteúdo)
BENE CONFECÇÃO
Acumuladores hidráulicos Balões para acumuladores Juntas rotativas • Molas pneumáticas Engates hidráulicos • Engates pneumáticos Engates acoplamentos Tels:
11
3338-0135 / 3225-0403 E-mail: castroecruz@yahoo.com.br
www.castroecruz.com.br
Conserto de roupas e reformas em geral (masculino e feminino) Bainha | Zíper | Punho | Colarinho | Reforços | Entre outros Faça seu orçamento: dionesmsl@hotmail.com • Fone: (11) 5526-6840 / 96950-9790 (Benedita)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
e Olimpíada tira britânicos da crise
ECONOMIA/LEGAIS - 17
Existe um longo caminho, mas estamos na direção certa. George Osborne, Ministro de Finanças britânico
conomia
Rupert Hartley/Reuters
PIB do 3º trimestre tem o maior crescimento registrado nos últimos cinco anos graças aos jogos olímpicos e ao jubileu da rainha
A
economia do Reino Unido cresceu no ritmo mais forte em cinco anos no terceiro trimestre deste ano, dando fim a nove meses de redução da produção, segundo dados preliminares do Escritório pa-
ra Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). No entanto, o desempenho econômico foi impulsionado por fatores não recorrentes, como o jubileu de diamante da rainha Elizabeth II e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de
Londres, que, segundo o ONS, acrescentaram cerca de 0,2 ponto percentual ao Produto Interno Bruto (PIB). O PIB teve alta de 1% entre julho e setembro, em comparação com o segundo trimestre deste ano – a maior expan-
são trimestral desde o terceiro trimestre de 2007. Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB britânico ficou estável. Agora a produção econômica britânica está 3,1% abaixo do pico registrado no início de 2008.
Boron SP Participações S/A. (Em Constituição) Ata de Assembléia Geral de Constituição 1. Data. Hora e Local: 27/10/10, 10:30hs, na R. da Candelária, n° 79 - Cobertura 01 (parte), em RJ/RJ. 2. Presenca: Totalidade a saber: Eduardo Duarte e Simone Bürck Silva. 3. Mesa: Presidente: Eduardo Duarte Secretária: Simone Bürck Silva 4. Convocação: Dispensada. 5. Deliberações: 5.1. Aprovar a constituição de uma sociedade anônima sob a denominação de Boron SP Participações S/A., com Sede e Foro à Av. Paulista, n° 2.073- Salas 317 e 318 (parte), Horsa I, Bela Vista, em SP/SP. 5.2. Aprovar o capital social inicial de R$ 800,00, representado por 800 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 1,00 cada uma, totalmente subscritas neste ato. O Capital está integralizado em 10%, tendo sido constatada a realização em dinheiro, de R$ 80,00 depositados em conta vinculada no Banco Brasil S/A., nos termos.dos art.s 80, III e 81 da Lei n° 6404/76, tudo de acordo com os Boletins de subscrição e o Recibo de Depósito que constituem os documentos n°s 01 e 02. 5.3. Aprovar o Estatuto Social da Cia., cuja redação consolidada constitui o documento n° 03, dando-se assim por efetivamente constuída a Boron SP Participações S A., em razão do cumprimento de todas as formalidades legais. 5.4. Eleger o Sr. Eduardo Duarte, RG n° 105.312-A, OAB/SP e CPF/MF n° 024.974.417-15, para ocupar o cargo de Dir. Presidente, e a Sra. Simone Bürck Silva, RG n° 173780-E, OAB-RJ e CPF/MF n° 843.420.307-30, para ocupar o cargo de Diretora, sem designação específica, com mandato de 2 anos, os quais declaram não estarem incursos em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercerem atividade mercantil, e ato contínuo tomou posse mediante termo lavrado e arquivado na sede da Cia.. 5.5. Fixar a remuneração global anual dos membros da Diretoria em até R$ 14.000,00. 5.6. Autorizar a lavratura da ata a que se refere esta Assembléia na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1° da Lei 6404/76. 6. Encerramento: Nada mais. 7. Acionistas: Eduardo Duarte; Simone Bürck Silva. SP, 27/10/10. Eduardo Duarte-Presioente e Simone Bürck Silva-secretária. Visto do Advogado: Eduardo Duarte - OAB/SP 105.312-A. Estatuto Social-Cap. I-Da Denominação, Sede, Foro, Prazo de Duração e Objeto - Art. 1°-A Boron SP Participações S/A., é uma sociedade anônima, que reger-se-á pelas leis e usos do comércio, por este Estatuto Social e pelas disposições legais aplicáveis. Art. 2°- A Cia. tem por objeto a participação em outras sociedades civis ou comerciais, como sócia, acionista ou quotista, podendo representar sociedades nacionais ou estrangeiras. Art. 3°- A Cia. tem sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, à Av. Paulista, n° 2.073- Salas 317 e 318 (parte), Horsa I- Bela Vista, CEP: 01311300, podendo por deliberação da Diretoria, criar e extinguir filiais, sucursais, agências, depósitos e escritórios de representação em qualquer parte do território nacional ou no exterior. Art. 4°- O prazo de duração da sociedade será indeterminado. Cap. II-Do Capital Social e Ações - Art. 5°- O Capital Social da Cia. é de R$ 800,00, dividido em 800 ações ordinárias todas nominativas e sem valor nominal. § 1°- Todas as ações da Cia. serão nominativas, facultada adoção da forma escritural, em conta corrente de depósito mantida em nome de seus titulares, junto a instituição financeira indicada pela Diretoria, podendo ser cobrada dos acionistas a remuneração de que trata o § 3°. do art. 35 da lei 6.404/76. § 2°-A cada ação ordinária corresponde a um voto nas Assembléias Gerais. § 3°- A capitalização de lucros ou reservas será obrigatoriamente efetivada sem modificação do número de ações. O grupamento desdobramento de ações é também expressamente proibido, exceto se previamente aprovado em Assembléia Especial, por acionistas representando a maioria das ações ordinárias.§ 4°- Poderão ser emitidas sem direito de preferência para os antigos acionistas ações, debêntures ou partes beneficiárias conversíveis em ações e bônus de subscrição cuja colocação seja feita por uma das formas previstas no art. 172 da Lei 6.404/76, desde que a eliminação do direito de preferência seja previamente aprovado em assembléia especial, por acionistas representando a maioria das ações ordinárias. § 5°- A alteração deste Estatuto Social na parte que regula a diversidade de espécies e/ou classes de ações não requererá a concordância de todos os titulares das ações atingidas, sendo suficiente a aprovação de acionistas que representem a maioria tanto do conjunto das ações com direito a voto, quando das ações de cada espécie ou classe de ações. § 6°- A emissão de debêntures conversíveis, bônus de subscrição, outros títulos ou valores mobiliários conversíveis em ações e partes beneficiárias, estas conversíveis ou não, bem como a outorga de opção de compra de ações dependerá da prévia aprovação de acionistas representando a maioria das ações de cada espécie ou classe de ações. Art. 6°- Os certificados representativos das ações serão sempre assinados por dois Diretores, ou mandatários com poderes especiais, podendo a Cia. emitir títulos múltiplos ou cautelas. § Único- Nas substituições de certificados, bem como na expedição de segunda via de certificados de ações nominativas, será cobrada uma taxa relativa aos custos incorridos. Art. 7°- O montante a ser pago pela Cia. a título de reembolso pelas ações detidas por acionistas que tenham exercido direito de retirada, nos casos autorizados por lei, deverá corresponder ao valor econômico de tais ações, a ser apurado de acordo com o procedimento de avaliação aceita pela Lei n° 9.457/97, sempre que tal valor for inferior ao valor patrimonial apurado de acordo com o art. 45 da Lei n° 6.404/76. Art. 8°- A Cia. só registrará a transferência de ações se forem observadas as disposições pertinentes do Acordo de Acionistas, desde que esteja arquivada em sua sede. Capitulo III-A Administração-Art. 9°- A Cia. será administrada por uma Diretoria, composta por dois ou mais Diretores, sendo um Diretor- Presidente e os demais Diretores sem designação específica, residentes no País, acionistas ou não, eleitos e destituíveis pela Assembleia Geral, observado o disposto neste Estatuto. § 1°- O mandato da Diretoria será de 02 anos, permitida a reeleição, sendo o mandato prorrogado, automaticamente, até a eleição e posse dos respectivos substitutos. § 2°- A investidura dos Diretores far-se-á mediante termo lavrado no livro de “Atas das Reuniões da Diretoria”. Os Diretores reeleitos serão investidos nos seus cargos pela própria Assembléia Geral, dispensadas quaisquer outras formalidades. § 3°- Em caso de vaga, será convocada a Assembléia Geral para eleição do respectivo substituto, que completará o mandato do Diretor substituído, com observância dos direitos de eleição em separado previstos no § 2° do art. 5° deste Estatuto. § 4°- Em suas ausências ou impedimentos eventuais, os Diretores serão substituídos por mandatários da Cia. que vierem a constituir, onde serão especificados nos atos ou operações o que poderão praticar, e a duração do mandato, sendo no caso de mandato judicial, poderá esse ser por prazo indeterminado. § 5°- Compete a Diretoria conceder licença aos Diretores, sendo que esta não poderá exceder a 30 dias, quando remunerada. § 6°- A remuneração dos Diretores será fixada pela Assembléia Geral, em montante global ou individual,
Companhia de Cimento Ribeirão Grande
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/02484/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EMEF Prof. José Eboli de Lima - Rod. Euryale de Jesus Zerbini(SP-66), 7023 - Cep: 12340-010 - Dist. São Silvestre - Jacareí/SP - 150- R$ 45.168 - R$ 4.516,00 - 09:30 - 14/11/2012. 73/00860/12/02 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de Prédio Escolar - EE Thomazia Montoro - Rua Dr. Adolfo de Melo Jr, 156 - Cep: 05522-030 - Ferreira - São Paulo/SP - 210 - 18,57 - R$ 79.796,00 - R$ 7.979,00 - 10:00 - 14/11/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 26/10/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital. HERMAN JACOBUS CORNELIS VOORWALD Respondendo pela Presidência Decreto s/nº de 03/10/2012
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 67/00007/12/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE NO-BREAKS PARA A REDE ESTADUAL DE ENSINO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de No-Breaks para a Rede Estadual de Ensino da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 26/10/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 14/11/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 26/10/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. HERMAN JACOBUS CORNELIS VOORWALD Respondendo pela Presidência Decreto s/nº de 03/10/2012
JBBG Administração e Participações S.A. CNPJ/MF nº 12.907.097/0001-08 – NIRE 35.300.386.680 Extrato da Ata de Assembléia Geral Extraordinária de 30 de novembro de 2011 Data, hora e local: 30/11/2011, às 10 hs., na sede social. Convocação e presença: Dispensada a convocação, face a presença de Acionistas representando 100% do capital social da Cia.. Mesa: Presidente: Sr. Simão Dias Felipe; Secretário: Sr. Marcelo Sousa Felipe. Deliberações da Ordem do Dia, aprovadas por unanimidade de votos: Aprovado o aumento do capital social da Cia., de R$ 1.000,00, para R$ 2.800.999,00, sendo um aumento no valor de R$ 2.799.999,00, representado pela emissão de 2.799.999 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal, com preço de emissão de R$ 1,00 cada uma, subscritas conforme Boletim de Subscrição e Laudo de avaliação (Anexos II e III, respectivamente), a presente Ata. Aprovada a alteração do Art. 5º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 5º – O capital social, totalmente subscrito e integralizado, em bens e em moeda corrente nacional, é de R$ 2.800.999,00, dividido em 2.800.999 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.”. Foi aprovada a Consolidação do Estatuto Social, na forma do Anexo I a presente Ata. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e lavrada a presente ata. Barueri, SP, 30/11/2011. (ass.) Mesa: Simão Dias Felipe – Presidente; Marcelo Sousa Felipe – Secretário. Acionistas: Simão Dias Felipe, Marcelo Sousa Felipe e Márcio de Sousa Felipe. JUCESP – Certifico o registro sob o nº 24.753/12-9 em 06/01/2012. Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral.
Boron Créditos Não-Financeiros e Participações S.A. - CNPJ/MF n° 12.919.252/0001-06 – NlRE 35.300.386.761 Ata de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 13/12/2011 1.Data.Hora e Local: 13/12/2011, às 10hs, na sede.2.Convocação e Presença:Presentes os acionistas que representam a totalidade do capital social.3.Mesa: Assumiu a presidência dos trabalhos o Sr.José Carlos Passaretti.convidando o Sr.Marcos Caiado Majewski para secretariá-lo.4.Ordem do Dia: Aberta a sessão.declarou o Sr.Presidente da Mesa que nesta reunião, seria apreciada e deliberada o aumento de capital da sociedade mediante aporte de valores em moeda nacional corrente por parte de seus acionistas.4.1. Deliberações: Os acionistas aprovam o aumento do capital social da companhia no valor de R$ 90.204.00, mediante a subscrição de 90.204 ações ordinárias todas nominativas e sem valor nominal, pelos quais o acionistas comprometem-se a integralizar, em moeda corrente do pais no prazo máximo de 30 dias, na proporção de 50% devidos pela acionista Trilmery Sociedad Anonima e no percentual de 50%, devidos pela acionista Inderof Sociedad Anonima. Desta forma, o capital da companhia passa de R$ 800,00, divididos em 800 ações ordinárias todas nominativas e sem valor nominal para R$ 91.004,00 divididos em 91.004 ações ordinárias todas nominativas e sem valor nominal. 5. Encerramento: Nada mais. São Paulo, 13/12/11. Mesa: José Carlos Passaretti-Presidente - Marcos Coiado Majewski - Secretário - Acionistas:Trilmery Sociedad Anonima - p.p.Marcos Coiado Majewski - Inderof Sociedad Anonima - p.p. Marcos Coiado Majewski. Jucesp 507.917/11-0 em 27/12/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral
DECLARAÇÃO À PRAÇA TUPÃ PARK ESTACIONAMENTO E SERVIÇOS LTDA., CNPJ 10.905.192/0001-39, CCM 3.928.763-7, declara o extravio do livro modelo 57 da PMSP.
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 25 de outubro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Roaplas Plásticos e Ferragens Ltda. Requerido: Arqsolução Comércio de Materiais para Construção e Serviços Ltda. Avenida Washington Luiz, 1.043 – Santo Amaro - 1ª Vara de Falências.
CNPJ Nº 27.184.944/0001-12 - NIRE 35300149068 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, REALIZADA EM 28 DE SETEMBRO DE 2012. 1. HORÁRIO E LOCAL: às 09h00, na sede social situada no Estado de São Paulo, na Avenida José Cesar de Oliveira, n.º 111 – 8º andar. 2. PRESENÇA: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro Presença de Acionistas. 3. MESA DIRIGENTE: Walter Schalka, como presidente e Luiz Alberto de Castro Santos, como secretário. 4. PUBLICAÇÕES: a) o edital de convocação foi dispensado em virtude do comparecimento unânime dos acionistas; b) o Relatório da Administração, o Balanço Patrimonial, as Demonstrações Financeiras e o Parecer dos Auditores Independentes, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011, foram publicados nos jornais Diário Oficial de São Paulo e no Diário do Comércio no dia 04/09/2012, 5. ORDEM DO DIA: I – sem o voto dos legalmente impedidos, aprovar o Relatório da Administração, o Balanço Patrimonial, as Demonstrações Financeiras e o Parecer dos Auditories Independentes, referente ao exercício social encerrado em 31/12/2011, II – aprovar a seguinte destinação do lucro liquido do exercício findo, já deduzida a parcela destinada à composição da Reserva Legal, sendo: a) o valor de R$ 12.238.818,08 (doze milhões, duzentos e trinta e oito mil, oitocentos e dezoito reais e oito centavos), a título de dividendos mínimos obrigatórios destacadas do resultado do exercício findo, a ser distribuído a todos os acionistas; e b) o valor de R$ 1.798.938,53 (hum milhão, setecentos e noventa e oito mil, novecentos e trinta e oito reais e cinquenta e três centavos), a título de dividendos complementares, destacados do resultado do exercício findo e de parte dos lucros acumulados, a ser distribuído a todos os acionistas; III - eleger os membros da Diretoria, tendo sido reeleito, como Diretor Presidente: Walter Schalka, portador da Cédula de Identidade RG nº 6.567.956-8-SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob nº 060.533.238-02 e reeleitos como diretores: Marcos Roberto Farias Lobo, portador da Cédula de Identidade RG nº. 521.483-SSP/PR, inscrito no CPF/MF sob nº. 161.123.349-68; Luiz Alberto de Castro Santos, portador da Carteira de Identidade RG n.º 4.447.247-X SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob n.º 213.852.898-72 e Marcelo Chamma, portador da Cédula de Identidade RG 4.794.790, inscrito no CPF/MF nº. 901.651.878-91, todos brasileiros, casados, engenheiros, domiciliados na capital do Estado de São Paulo, com endereço na Praça Professor José Lannes, nº. 40 9º andar, Brooklin Novo; eleitos para o prazo de gestão de 1 (um) ano, devendo permancer em seus cargos até a próxima eleição; III – atribuir aos diretores a remuneração mensal de acordo com os lançamentos a serem feitos, incluídos os benefícios disponíveis e as verbas de representação. 7. INFORMAÇÕES: a) o Capital Social subscrito e totalmente integralizado permanece o de R$ 157.264.205,16, representado por 177.399 ações, sendo 73.392 ordinárias e 104.007 preferenciais, todas nominativas e sem valor nominal; b) Conselho fiscal não instalado. 8. DECLARAÇÕES: todos os eleitos declararam que não estão impedidos por lei especial ou condenados por quaisquer crimes que os impeçam de exercer atividade mercantil (art. 147, § 1º da Lei nº 6.404/76). 9. ENCERRAMENTO: nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. São Paulo, 28 de setembro de 2012. aa) Walter Schalka e Luiz Alberto de Castro Santos, respectivamente presidente e secretário. VOTORANTIM CIMENTOS S.A.: Walter Schalka e Luiz Alberto de Castro Santos, diretores. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 28 de setembro de 2012. SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 463.379/12-3 em 22.10.2012 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 52/00001/12/05 OBJETO: CONFECÇÃO, FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE PLACAS DE INAUGURAÇÃO DE ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Confecção, Fornecimento e Instalação de Placas de Inauguração de Escolas da Rede Estadual de Ensino. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 26/10/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 13/11/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 26/10/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. HERMAN JACOBUS CORNELIS VOORWALD Respondendo pela Presidência Decreto s/nº de 03/10/2012
Makafe Administração e Participações S.A.
CNPJ/MF nº 12.845.832/0001-98 – NIRE 35.300.385.993 Extrato da Ata da Assembléia Geral Extraordinária de 30 de novembro de 2011 Data, hora e local: 30/11/2011, às 10 hs., na sede social. Convocação e presença: Dispensada a convocação, face a presença de Acionistas representando 100% do capital social da Cia.. Mesa: Presidente: Sr. Antonio Dias Felipe; Secretária: Sra. Maria Odete de Sousa Felipe. Deliberações da Ordem do Dia, aprovadas por unanimidade de votos: Aprovado o aumento do capital social da Cia. de R$ 1.000,00, para R$ 2.542.999,00, sendo um aumento no valor de R$ 2.541.999,00 representado pela emissão de 2.541.999 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal, com preço de emissão de R$ 1,00 cada uma, subscritas conforme Boletim de Subscrição e Laudo de avaliação (Anexos II e III, respectivamente), a presente Ata. Aprovada a alteração do Art. 5º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 5º – O capital social, totalmente subscrito e integralizado, em bens e em moeda corrente nacional, é de R$ 2.542.999,00, dividido em 2.542.999,00 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.”. Foi aprovada a Consolidação do Estatuto Social, na forma do Anexo I a presente Ata. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e lavrada a presente ata. Barueri, SP, 30/11/2011. (ass.) Mesa: Antonio Dias Felipe – Presidente; Maria Odete de Sousa Felipe – Secretária. Acionistas: Antonio Dias Felipe, Maria Odete de Sousa Felipe, Adriana Sousa Felipe Savio, Karina Dias Souza Felipe e Andrea Sousa Felipe. JUCESP – Certifico o registro sob o 24.751/12-1 em 06/01/2012. Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral.
Porto Ibérica Participações S.A. CNPJ/MF nº 12.855.210/0001-40 – NIRE 35.300.385.969 Extrato da Ata da Assembléia Geral Extraordinária de 30 de novembro de 2011 Data, hora e local: 30/11/2011, às 10 hs., na sede social. Convocação e presença: Dispensada a convocação, face a presença de Acionistas representando 100% do capital social da Cia.. Mesa: Presidente: Simão Dias Felipe; Secretário: Márcio de Sousa Felipe. Deliberações da Ordem do Dia, aprovadas por unanimidade: Aprovado o aumento do capital social da Cia. de R$ 1.000,00, p/ R$ 125.093.553,00, um aumento no valor de R$ 125.092.553,00 representado pela emissão de 125.092.553 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, com preço de emissão de R$ 1,00 cada uma, subscritas conforme Boletim de Subscrição e Laudo de avaliação (Anexos II e III, respectivamente), a presente Ata. Aprovada a alteração do Art. 5º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 5º – O capital social, totalmente subscrito e integralizado, em bens e em moeda corrente nacional, é de R$ 125.093.553,00, dividido em 125.093.553 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.”. Foi aprovada a Consolidação do Estatuto Social, na forma do Anexo I a presente Ata. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e lavrada a presente ata. Barueri, SP, 30/11/2011. (ass.) Mesa: Presidente, Simão Dias Felipe; Secretário, Márcio de Sousa Felipe. Acionistas: Simão Dias Felipe, Márcio de Sousa Felipe e Marcelo Sousa Felipe. JUCESP – Registrada sob nº 25.788/12-7 em 11/01/2012. Gisela S. Ceschin – Secretária Geral.
O Reino Unido ainda enfrenta muitos desafios no mercado doméstico e no exterior, afirmou o Ministro de Finanças britânico, George Osborne. "Existe um longo caminho, mas estamos na direção certa", disse. (Estadão Conteúdo)
George Osborne, ministro.
ficando os Diretores dispensados de prestar caução em garantia de sua gestão. Art. 10° -A Diretoria terá plenos poderes de administração e gestão dos negócios sociais, para a prática de todos os atos e realização de todas as operações que se relacionarem com o objeto social, observado o disposto neste Estatuto. § 1°- Além das demais matérias submetidas a sua apreciação por este Estatuto, compete à Diretoria, reunida em colegiado: a) Fixar a orientação geral dos negócios da Cia.; b) Fiscalizar a gestão dos Diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e papéis da Cia., solicitar informações sobre contratos celebrados ou em vias de celebração, e quaisquer outros atos; c) Manifestar-se previamente sobre os relatórios, contas e orçamentos e propostas elaboradas pelos Diretores para apreseniação à Assembléia Geral; e d) Distribuir entre os membros da Diretoria, a verba global dos Diretores, fixar em Assembléia Geral, se for o caso. § 2°- A Diretoria reunir-se-á preferencialmente na Sede Social, sempre que convier aos interesses sociais, por convocação escrita, com indicação circunstanciada da ordem do dia, subscrita pelo Diretor - Presidente, com antecedência mínima de 3 dias, exceto se a convocação e/ou o prazo forem renunciados, por escrito, por todos os Diretores. § 3°- A Diretoria somente se reunirá com a presença de, no mínimo, 2 Diretores, considerando-se presente o Diretor que enviar voto escrito sobre as matérias objeto da ordem do dia. § 4°- As decisões da Diretoria serão tomadas pelo voto favorável da maioria de seus membros presentes à reunião. § 5°- As reuniões da Diretoria serão objeto de atas circunstanciadas, lavradas em livro próprio. Art. 11° - Os Diretores terão a representação ativa e passiva da Cia., incumbindo-lhes executar e fazer executar, dentro das respectivas atribuições, as deliberações tomadas pela Diretoria e pela Assembléia Geral, nos limites estabelecidos pelo presente Estatuto Art. 12°- A Cia. somente poderá assumir obrigações, renunciar a direitos, transigir, dar quitação, alienar ou onerar bens do ativo permanente, bem como emitir, garantir ou endossar cheques ou títulos de crédito, mediante instrumento assinado pelo Diretor-Presidente, isoladamente, por 2 Diretores, em conjunto, por 1 Diretor e 1 mandatário ou, ainda, por 2 mandatários, constituídos especialmente para tal, observado quanto à nomeação de mandatários o disposto no § 1º deste art.. § 1°- Os instrumentos de mandato outorgados pela Cia. serão sempre assinados pelo Diretor-Presidente, isoladamente, ou por 1 Diretor e 1 Mandatário, devendo especificar os poderes concedidos e terão prazo certo de duração, limitado a um ano, exceto no caso de mandato judicial, que poderá ser por prazo indeterminado. § 2°- Excepcionalmente, a Cia. poderá ser representada nos atos a que se refere o Caput deste art. mediante a assinatura isolada de um Diretor ou de um mandatário, desde que haja, em cada caso específico, autorização expressa da Diretoria. Capitulo IV-Assembleia Geral-Art. 13°- A Assembléia Geral reunir-se-á, ordinariamente, dentro dos 4 meses subsequentes ao término do exercício social para fins previstos em lei e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais assim o exigirem. § 1°- A Assembléia Geral poderá ser convocada, na forma da lei, por quaisquer 2 Diretores e será presidida pelo Diretor Presidente, que designará um ou mais secretários. § 2º -As deliberações da Assembléia Geral, ressalvadas as exceções previstas em lei, e neste estatuto, serão tomadas por maioria de votos, não se computando os votos em branco. § 3°- Os acionistas poderão ser representados nas Assembléias Gerais por mandatários nomeados na forma do § 1° do art. 126 da Lei 6.404176, devendo os respectivos instrumentos de mandato serem depositados, na sede social, com 03 dias de antecedência da data marcada para realização da Assembléia Geral. Capitulo V-Conselho Fiscal-Art. 14°- O Conselho Fiscal da Cia., que não terá caráter permanente, somente será instalado quando por solicitação dos acionistas forma da Lei, e será composto por 3 membros efetivos e 3 membros suplentes acionistas ou não, eleitos pela Assembléia geral em que for requerido o seu funcionamento. § 1° -Os membros do Conselho Fiscal, quando em exercício, terão direito a remuneração a ser fixada pela Assembléia Geral que os eleger. § 2° -As deliberações do Conselho Fiscal serão tomadas por maioria de votos e lançadas no livro próprio. Capitulo VI-Exercício Social e Lucros - Art. 15°- O exercício social terminará no dia 31 de dezembro de cada ano. Ao fim de cada exercício a Diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil, as demonstrações financeiras previstas em Lei, observadas as normas então vigentes, as quais compreenderão a proposta de destinação do lucro do exercício. Art. 16°- Do resultado apurado no exercício, após a dedução dos prejuízos acumulados, se houver, 5% serão aplicados na constituição da reserva legal, a qual não excederá o importe de 20% do capital social. Do saldo, ajustado na forma do art. 202 da Lei n° 6.404/76, se existente, 25% serão atribuídos ao pagamento do dividendo mínimo obrigatório. § 1°- Atribuir-se-á à Reserva para Investimentos, que não excederá a 80% do Capital Social subscrito, importância não inferior a 5% e não superior a 75% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do art. 202 da lei nº 6.404/76, com a finalidade de financiar a expansão das atividades da Cia. e/ou de suas empresas controladas e coligadas, inclusive através da subscrição de aumentos de capital, ou a criação de novos empreendimentos. § 2°- O saldo do lucro líquido ajustado, se houver, terá a destinação quer lhe for atribuída pela Assembléia Geral. Art. 17°- Os dividendos atribuídos aos acionistas serão pagos nos prazos da lei, somente incidindo correção monetária e/ou juros se assim for determinado pela Assembléia Geral, e, se não reclamados dentro de 3 anos contados da publicação do ato que autorizou sua distribuição, prescreverão em favor da Cia.. Art. 18°- A Cia. poderá levantar balanços semestrais, ou em períodos menores, e declarar, por deliberação da Assembléia Geral, dividendos à conta de lucros apurado nesses balanços, por conta do total a ser distribuído ao término do respectivo exercício social, observadas as limitações previstas em lei. § 1°- Ainda por deliberação da Assembléia Geral, poderão ser declarados dividendos intermediários, à sua conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço levantado, inclusive à conta da reserva para Investimentos a que se refere o § 1° do art. 16. § 2°- Também, mediante decisão da Assembléia Geral, os dividendos ou dividendos intermediários poderão ser pagos a título de juros sobre o capital social. § 3°- Dividendos intermediários deverão sempre ser creditados e considerados como antecipação do dividendo obrigatório. Cap. VII Liquidação-Art. 19°- A Cia. somente será dissolvida e entrará em liquidação por deliberação da Assembléia Geral ou nos demais casos previstos em lei. §1°- À Assembléia Geral que deliberar sobre a liquidação caberá nomear o respectivo liquidante e fixar-lhe a remuneração. § 2°- A Assembléia Geral, se assim solicitarem acionistas que representem o número fixado em lei, elegerá o Conselho Fiscal, para o período da liquidação. Acionistas: Eduardo Duarte; Simone Bürck Silva. Confere com o original lavrado em livro próprio. São Paulo, 27 de outubro de 2010. Eduardo Duarte-Presidente e Somone Bürck Silva-Secretária.Visto do Advogado: Eduardo Duarte -OAB/SP 105.312-A. Jucesp sob NIRE nº 35.300.386.761 em 11/11/2010. Kátia Regina Bueno de Godoy-Secretária Geral.
Companhia de Cimento Ribeirão Grande
CNPJ Nº 27.184.944/0001-12 - NIRE 35300149068 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 20 DE AGOSTO DE 2012 1. HORÁRIO E LOCAL: às 10h00, na sede social situada no Estado de São Paulo, na Avenida José Cesar de Oliveira, n.º 111 – 8º andar. 2. PRESENÇA: acionistas representando mais de 95% (noventa e cinco porcento) do capital social. A Sociedade não tem Conselho Fiscal instalado. 3. MESA DIRIGENTE: Walter Schalka, como presidente e Luiz Alberto de Castro Santos, como secretário. 4. CONVOCAÇÃO: o edital de convocação foi publicado nos dias 11/08, 14/08 e 15/08/2012, nos jornais Diário Oficial de São Paulo e no Diário do Comércio. 5. ORDEM DO DIA: I - realização de grupamento de ações da Companhia; II – definição das providências a serem adotadas, com relação a possíveis frações de ações; III – adequação do art. 5º do estatuto social, tendo em vista as modificações ocorridas; IV - outros assuntos. 6. DELIBERAÇÕES: submetidos os assuntos constantes da ordem do dia à discussão e, logo depois, à votação, os presentes, à unanimidade, deliberaram: I – aprovar o grupamento de ações da Companhia, nos termos do artigo 12 da Lei 6.404/76, passando cada 1.000 (mil) ações a constituírem 01 (uma) ação nova, de modo que as 73.392.149 (setenta e três milhões, trezentas e noventa e duas mil, cento e quarenta e nove) ações ordinárias e as 104.006.718 (cento e quatro milhões, seis mil, setecentas e dezoito) ações preferenciais, num total de 177.398.867 (cento e setenta e sete milhões, trezentas e noventa e oito mil, oitocentas e sessenta e sete) ações até então existentes, passarão a constituir 73.392 (setenta e três mil, trezentas e noventa e duas) ações ordinárias e 104.007 (cento e quatro mil e sete) ações preferenciais, num total de 177.399 (cento e setenta e sete mil, trezentas e noventa e nove) ações novas, salvo modificações neste número que venham a derivar de eventuais composições entre detentores de frações de ações, correspondendo cada ação ao valor que for estabelecido com base no balanço patrimonial de 31.12.2012; II - aprovar: a) a publicação de aviso para que os acionistas, titulares de frações de ações que não lhes permitam adquirir uma ação já grupada, ajustem entre si, querendo, a compra ou a venda de frações de ações, de modo a constituírem uma ou mais ações novas, no prazo decadencial de 30 (trinta) dias, a contar da publicação do referido aviso a ser inserido no extrato desta ata; b) a compra, pela Companhia, das frações de ações daqueles acionistas que não se compuserem com os demais, após o decurso do prazo estabelecido de 30 (trinta) dias; c) que os valores devidos a esses antigos acionistas que não se compuserem com os demais para aquisição de novas ações grupadas e não comparecerem para vender as respectivas frações de ações no prazo de 30 (trinta) dias, sejam colocados à disposição destes na tesouraria da Companhia, sendo atualizados com base na variação acumulada do índice ou coeficiente acumulado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado pela FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, para, quando solicitarem, receberem como parte dos referidos valores de compra, a proporção respectiva dos rendimentos, deduzida dos tributos incidentes, além dos valores nominais que lhes sejam devidos; d) os necessários ajustes nos livros sociais, inclusive quanto ao registro e numeração das ações; III – caso não ocorra alterações na quantidade de ações da Sociedade, após o decurso do prazo estipulado no item II acima, fica dispensada a realização de Assembléia Geral Extraordinária de ratificação do grupamento ora deliberado, aprovando-se, desde já, a alteração do texto do artigo 5º do Estatuto Social, que passa a ter a seguinte redação: “ART. 5º - O capital social subscrito e totalmente integralizado em bens e moeda corrente nacional é de R$ 157.264.205,16 (cento e cinquenta e sete milhões, duzentos e sessenta e quatro mil, duzentos e cinco reais e dezesseis centavos), representado por 177.399 (cento e setenta e sete mil, trezentas e noventa e nove) ações 73.392 (setenta e três mil, trezentas e noventa e duas) ações ordinárias e 104.007 (cento e quatro mil e sete) ações preferenciais, todas nominativas e sem valor nominal.”. 7. ENCERRAMENTO: nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. São Paulo, 20 de agosto de 2012. aa) Walter Schalka e Luiz Alberto de Castro Santos, respectivamente presidente e secretário. VOTORANTIM CIMENTOS S.A.: Walter Schalka e Luiz Alberto de Castro Santos, diretores. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 20 de agosto de 2012. SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 463.380/12-5 em 22.10.2012 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.
Boron SP Participações S.A. CNPJ/MF nº 12.919.252/0001-06 - NIRE 35.300.386.761 Ata de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 17/5/2011 1. Data, Hora e Local: 17/5/11, às 10hs, na sede. 2. Convocação e Presença: Presentes os acionistas que representam a totalidade do capital social, em razão do que fica dispensada a convocação. 3. Mesa: Assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. José Carlos Passaretti, convidando a Sra. Simone Bürck Silva para secretariá-lo. 4. Ordem do Dia: Aberta a sessão, declarou o Sr. Presidente da Mesa que, nesta reunião, seria apreciado e deliberado os seguintes assunto (i) a inclusão de novo objeto social na Cia.; (ii) alteração da razão social da Cia.; (iii) alteração do endereço da Cia. e (iv) eleição de nova Diretoria da Cia.. 4.1. Deliberações: O acionista aprova a inclusão do objeto “compra, venda e negociação de créditos não-financeiros” às atividades da Cia.. Em face da referida inclusão, fica aprovada a alteração da razão social da empresa para “Boron Créditos Não-Financeiros e Participações S.A.” O acionista, resolve, ainda, alterar o endereço da sede da Cia., que passará a funcionar na R.Gomes de Carvalho, 1581, cj 1201, SP/ SP. Por fim, o acionista aprova a destituição da Diretoria nomeada em 17/5/11, qual seja, o Sr. Eduardo Duarte que ocupou o cargo de Diretor Presidente e a Sra. Simone Bürck Silva, que ocupou o cargo de Diretora sem designação especifica e a eleição do Diretor José Carlos Passaretti, RG nº 15.219.159-8 SSP/SP e CPF/MF nº 035.261.578-80. O acionista se compromete a eleger o segundo Diretor no prazo de 30 dias a contar da presente. O novo Diretor declara não estar incurso em nenhum dos crimes previstos em lei que o impeça a exercer atividade mercantil e, ato contínuo, toma posse mediante termo lavrado e arquivado na sede da Cia.. Em virtude das deliberações acima, as Cláusulas 1ª, 2ª e 3ª, passam a constar com a seguinte redação: “Cláusula 1ª-A Boron Créditos NãoFinanceiros e Participações S.A., é uma sociedade anônima, que reger-se-á pelas leis e usos do comércio, por este Estatuto Social e pelas disposições legais aplicáveis.” “Clausula 2ª-A Cia. tem por objeto a compra, venda e negociação de créditos não-financeiros e a participação em outras sociedades civis ou comerciais como sócia, acionista ou quotista, podendo representar sociedades nacionais ou estrangeiras.” “Cláusula 3ª-A Cia. tem sede e foro em SP/SP, R.Gomes de Carvalho, 1581, cj. 1201, podendo por deliberação da Diretoria, criar e extinguir filiais, sucursais, agências depósitos, escritórios de representação em qualquer parte do território nacional ou no exterior.” 5. Encerramento: Nada mais. SP, 17/5/11. Mesa: José Carlos Passaretti-Pres. e Simone Bürck Silva-Secr.. Acionista: José carlos Passaretti. Jucesp nº 215.646/11-3 em 08/06/2011. Kátia R.B.de Godoy-Secr. Geral.
Vilamoura Participações S.A.
CNPJ/MF nº 12.855.988/0001-50 – NIRE 35.300.386.001 Extrato da Ata da Assembléia Geral Extraordinária de 30 de novembro de 2011 Data, hora e local: 30/11/2011, às 10 hs., na sede social. Convocação e presença: Dispensada a convocação, face a presença de Acionistas representando 100% do capital social da Cia.. Mesa: Presidente: Sr. Antonio Dias Felipe; Secretária: Sra. Maria Odete de Sousa Felipe. Deliberações da Ordem do Dia, aprovadas por unanimidade de votos: Aprovado o aumento do capital social da Cia. de R$ 1.000,00, para R$ 125.093.553,00, sendo um aumento no valor de R$ 125.092.553,00 representado pela emissão de 125.092.553 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, com preço de emissão de R$ 1,00 cada uma, subscritas conforme Boletim de Subscrição e Laudo de avaliação (Anexos II e III, respectivamente), a presente Ata. Aprovada a alteração do Art. 5º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 5º – O capital social, totalmente subscrito e integralizado, em bens e em moeda corrente nacional, é de R$ 125.093.553,00, dividido em 125.093.553 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.”. Foi aprovada a Consolidação do Estatuto Social, na forma do Anexo I a presente Ata. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e lavrada a presente ata. Barueri, SP, 30/11/2011. Acionistas presentes: Antonio Dias Felipe, Maria Odete de Sousa Felipe, Adriana Sousa Felipe Savio, Karina Dias Sousa Felipe e Andrea Sousa Felipe. (ass.) Mesa: Antonio Dias Felipe – Presidente; Maria Odete de Sousa Felipe – Secretária. JUCESP – Certifico o registro sob o nº 24.752/12-5 em 06/01/2012. Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral.
Boron Créditos Não-Financeiros e Participações S.A. CNPJ/MF n° 12.919.252/0001-06 - NIRE 35.300.386.761 Ata de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 13/7/2011 1. Data, Hora e Local: 13/7/11, às 10hs, na sede. 2. Convocação e Presença: Presentes os acionistas que representam a totalidade do capital social, em razão do que fica dispensada a convocação. 3. Mesa: Assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. José Carlos Passaretti, convidando o Sr. Marcos Coiado Majewski para secretariá-lo. 4. Ordem do Dia: Aberta a sessão, declarou o Sr. Presidente da Mesa que, nesta reunião, seria apreciada e deliberada a eleição de nova Diretoria da companhia. 4.1. Deliberações: O acionista aprova a eleição do Diretor Marcos Coiado Majewski, RG n° 12.378.590-X SSP/SP e CPF/MF nº 046.588.498-95. O novo Diretor declara não estar incurso em nenhum dos crimes previstos em lei que o impeça a exercer atividade mercantil e, ato contínuo, torna posse mediante termo lavrado e arquivado na sede da companhia. 5. Encerramento: Nada mais. São Paulo, 13/7/2011. Mesa: José Carlos Passaretti-Presidente e Marcos Coiado Majewski-Secretário. Acionistas: José Carlos Passaretti. Jucesp nº 289.921/11-9 em 26/07/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy-Secretária Geral.
AHMESP – Associação Habitacional Metropolitana do Estado de São Paulo
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO Centro de Suprimento e Manutenção de Material deTelecomunicações Encontra-se aberto pelo Centro de Suprimento e Manutenção de Material de Telecomunicações CSM/MTel, o PREGÃO ELETRÔNICO nº CSMMTEL-008/163/12, do tipo menor preço, PROCESSO nº CSMMTEL-038/163/12, para aquisição de 05 (cinco) Centrais Privadas de Comutação Telefônica CPCT - Híbrida, tipo PABX - CPA-T, Telefonia IP, da marca Aastra, modelo MD110, versão BC13, tudo de acordo com o Projeto Básico constante do anexo I do edital. A sessão será realizada às 10h00 do dia 09/11/2012, no site www.bec.sp.gov.br. O edital e seus anexos encontram-se à disposição dos interessados, sem custo, nos sites: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br e www.imesp.com.br, opção: e-negociospublicos ou www.e-negociospublicos.com.br; e-mail: csmmteluge@policiamilitar.sp.gov.br . Telefone: 0xx11-2997-7097, ramal 1265.
CNPJ nº 08.184.791/0001-69 EDITAL DE CONVOCAÇÃO AHMESP – Associação Habitacional Metropolitana do Estado de São Paulo, CONVOCA a todos seus associados para, dentro do prazo de 20 dias, comparecerem à Sede da Associação, à Rua São Bento, 389 - 4º andar, conjunto 42, sala 01, Centro, São Paulo/SP, Cep 01011-100 ou à Estrada de Itapecerica nº 2.861, 1º andar, sala 05, Jardim Maracanã, São Paulo/SP – Cep 05835-005, para tratar da Rescisão do Contrato de Adesão, com a restituição dos valores pagos - face a não implantação do loteamento requerido junto ao Proc. 2006/0238397/4.
COMUNICADO - A empresa N. R. YAMASSAKI INFORMÁTICA LTDA., CNPJ nº 03.835.785/0001-00, COMUNICA que está sendo ENCERRADA em 15/10/2012, conf. Distrato Social.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
18 -.ECONOMIA/LEGAIS
e
Os estoques de minério de ferro e de aço na China, maior consumidor global, estão mais baixos, mas isso não é suficiente para levantar preços além dos níveis atuais.
conomia
Febraban vê PIB de 3,9% em 2013
A
Pesquisa de Projeções Macroeconômicas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indica que as instituições financeiras reduziram a expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2013. A previsão para este ano é 1,5%, ante 1,6% apurados na pesquisa do mês passado. Para 2013, a pesquisa aponta expectativa de crescimento de 3,9%, em comparação com 4,1% registrados em setembro. O levantamento foi feito entre 19 a 23 de outubro, com
analistas de 31 instituições financeiras. A pesquisa mostra que a recuperação esperada em 2013 é generalizada, mas com destaque para o setor industrial que se beneficiaria das ações recentemente implementadas pelo governo. A expectativa para o IPCA este ano e em 2013 é 5,4%. Em setembro, a projeção era de 5,3% para 2012 e 5,5%, para o próximo ano. A expectativa supera a Pesquisa Focus, do Banco Central, que é de 5,2% em 2012 e 4,9%/4,8% em 2013. (Estadão Conteúdo)
Lucro da Vale cai 57,8% no trimestre
A
Vale deve se beneficiar de um cenário positivo do preço do minério de ferro neste trimestre, com sinais de recuperação da demanda, mas demonstra que a recente reação dos valores do seu principal produto ainda não é motivo para entusiasmo. Neste contexto, a empresa seguirá com ajustes de projetos e adiamento de investimentos não prioritários, em processo iniciado nos últimos meses em meio a um cenário econômico menos otimista, disseram executivos da maior
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
produtora de minério de ferro do mundo. O lucro da companhia despencou 57,8% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 3,328 bilhões , por conta da expressiva queda nos preços do minério de ferro e uma pequena redução nas vendas. Os estoques de minério de ferro e de aço na China, maior consumidor global, estão mais baixos, mas isso não é suficiente para levantar preços além dos níveis atuais. (Estadão Conteúdo)
Delfim diz que todos usam taxa cambial 'suja' Segundo ele, é um "grande ridículo falar que o Brasil controla o câmbio". "Câmbio flexível nunca existiu."
O
economista e exministro da Fazenda Antonio Delfim Netto disse ontem que o tripé econômico (câmbio flutuante, meta de inflação e responsabilidade fiscal) continua valendo, mas destacou que todos os países usam uma taxa cambial "suja", termo empregado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao admitir durante a semana que o governo administra o câmbio. De acordo com Delfim Netto, a administração federal faz ajustes no tripé, conforme as dificuldades enfrentadas pelo País. "Temos flutuação suja do câmbio, mas todos os países do mundo fazem a mesma coisa", afirmou, em seminário da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Como exemplo, ele mencionou a última rodada de relaxamento quantitativo dos Estados Unidos, o chamado QE3. "É claro que os Estados Unidos estão desvalorizando a sua moeda. Isso está no programa de governo do (Barack) Obama, que quer dobrar as exportações do país em oito anos." Segundo Del-
Cesar Diniz/ Hype
"É claro que os Estados Unidos estão desvalorizando a sua moeda", diz o economista e ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto.
fim Netto, "é um grande ridículo falar que o Brasil controla o câmbio, pois o câmbio flexível nunca existiu, isso é ideia de economista". O economista e ex-ministro da Fazenda afirmou também que a política fiscal do País é um exemplo internacional e que o esforço de economia para pagamento de juros da dívida não precisa ser tão rigoroso. Delfim lembrou que a dívida líquida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) está em torno de 35% e em trajetória de queda. "Por isso, a gente não precisa dessa taxa de superávit primário", afirmou. Sobre a inflação, afirmou que a dificuldade está em itens do grupo alimentação. Para Delfim, se os preços dos alimentos fossem retirados da inflação, a taxa observada ficaria próxima à meta de 4,5%.
3ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara Edital de Citação. Prazo 20 dias. Proc. nº 0010009-13.2003.8.26.0003. O Dr. Paulo Furtado de Oliveira Filho, Juiz de Direito da 3ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara. Faz Saber a Lindinalva Maciel Ferreira-ME, CNPJ. 03.042.977/0001-60, na pessoa de seu representante legal, que Auto Posto Petroliv Ltda. lhe ajuizou uma ação Monitória, para cobrança de R$ 595,27 (abril/2003), representada pelos documentos anexos aos autos. Estando a ré em local ignorado foi expedido o presente edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, pague o "quantum" reclamado ou ofereçam Embargos, sob pena de não o fazendo, constituir-se em título executivo judicial a inicial pretendida e prosseguindo-se na forma prevista no Livro I, Título VIII, Capítulo X do CPC. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 10 de outubro de 2012.
tar que o mercado pode prever a taxa de inflação para daqui a um ano. "Previsão de inflação pode até ser válida para três meses, mas mais que isso é impossível", disse. (E st a dã o Conteúdo)
'FKVCN FG G 2TCnCU FG $GO +OxXGN G RCTC KPVKOCnlQ FQ GZGEWVCFQ ,QUWGN ,QUo FC 5KNXC FG UWC GXGPVWCN EzPLWIG FG GXGPVWCKU QEWRCPVGU FQ KOxXGN CFKCPVG FGUETKVQ G FCSWGNC SWG HKIWTC PC OCVTsEWNC FQ DGO EQOQ ETGFQTC JKRQVGEhTKC $CVKUVGNNC #FOKPKUVTCFQTC FG %QPUxTEKQU .VFC PC RGUUQC FG UGW TGRTGUGPVCPVG NGICN GZRGFKFQ PQU CWVQU FC 'ZGEWnlQ FG 6KVWNQ 'ZVTCLWFKEKCN RTQRQUVC RQT 4QFQDGPU #FOKPKUVTCnlQ G 2TQOQn|GU .VFC RTQEGUUQ P # &TC &CPKGNNC %CTNC 4WUUQ )TGEQ FG .GOQU // ,Ws\C FG &KTGKVQ FC 8CTC %sXGN FQ (QTQ 4GIKQPCN FG +VCSWGTC FC %QOCTEC FC %CRKVCN 52 PC HQTOC FC NGK GVE (C\ UCDGT SWG PQ FKC EKPEQ FG PQXGODTQ FG iU JU FG\GUUGKU JQTCU PQ (xTWO 4GIKQPCN FG +VCSWGTC FC %QOCTEC FC %CRKVCN 52 UKVQ PGUVC EKFCFG FG 5lQ 2CWNQ PC #X 2KTGU FQ 4KQ P PQ NQECN FGUVKPCFQ iU *CUVCU 2}DNKECU Q NGKNQGKTQ QHKEKCN 'FWCTFQ FQU 4GKU KPUETKVQ PC ,7%'52 UQD P YYY ECUCTGKUNGKNQGU EQO DT EQO GUETKVxTKQ PGUVC %CRKVCN 52 PC 4WC FC )NxTKC EL HQPG NGXCTh GO 2TCnC Q U DGO PU CDCKZQ FGUETKVQ U GPVTGICPFQ Q U C SWGO OCKU FGT CEKOC FC CXCNKCnlQ G ECUQ PlQ JCLC NKEKVCPVGU HKEC FGUFG Lh FGUKIPCFQ Q XKPVG FG PQXGODTQ FG iU JU FG\GUUGKU JQTCU PQ OGUOQ NQECN RCTC C TGCNK\CnlQ FC 2TCnC QECUKlQ GO SWG Q U DGO PU UGTh lQ GPVTGIWGU C SWGO OCKU FGT PlQ UGPFQ CEGKVQ NCPnQ XKN EH CTV FQ %2% 2GNQ RTGUGPVG GFKVCN HKEC Q GZGEWVCFQ ,QUWGN ,QUo FC 5KNXC UWC GXGPVWCN EzPLWIG GXGPVWCKU QEWRCPVGU FQ KOxXGN G C ETGFQTC JKRQVGEhTKC $CVKUVGNNC #FOKPKUVTCFQTC FG %QPUxTEKQU .VFC PC RGUUQC FG UGW TGRTGUGPVCPVG NGICN KPVKOCFQU FCU FGUKIPCn|GU UWRTC PC JKRxVGUG FG PlQ UGTGO NQECNK\CFQU RCTC KPVKOCnlQ RGUUQCN $GO 7O RToFKQ UKVWCFQ i 4WC /oFKQ +IWCn} P G UGW TGURGEVKXQ VGTTGPQ NQVG FC SWCFTC %KFCFG .sFGT PQ &KUVTKVQ FG +VCSWGTC OGFKPFQ O FG HTGPVG RCTC C TGHGTKFC TWC RQT O FC HTGPVG CQU HWPFQU FG CODQU QU NCFQU VGPFQ PQU HWPFQU C NCTIWTC FG O GPEGTTCPFQ C hTGC FG Oð EQPHTQPVCPFQ FQ NCFQ FKTGKVQ EQO Q NQVG FQ NCFQ GUSWGTFQ EQO Q NQVG G PQU HWPFQU EQO Q NQVG 1 +OxXGN GO VGNC o QDLGVQ FC OCVTsEWNC P FQ %CTVxTKQ FG 4GIKUVTQ FG +OxXGKU FC %CRKVCN 52 G KPUETKVQ PC 2/52 UQD 53. P &C OCVTsEWNC FQ TGHGTKFQ KOxXGN Jh TGIKUVTQ FG JKRQVGEC GO HCXQT $CVKUVGNNC #FOKPKUVTCFQTC FG %QPUxTEKQU .VFC 4 FC OCVTsEWNC G TGIKUVTQ FC RGPJQTC SWG FGW GPUGLQ CQU RTCEGCOGPVQU 4 #XCNKCnlQ 4 RCTC FG\GODTQ FG EKHTC GUVC SWG UGTh CVWCNK\CFC OQPGVCTKCOGPVG RGNC VCDGNC RThVKEC FQ ' 6,52 CVo C FCVC FC CNKGPCnlQ LWFKEKCN %QPFKn|GU FG #RTGIQCnlQ G #TTGOCVCnlQ 1 U DGO PU UGTh lQ CRTGIQCFQ U RCTC CTTGOCVCnlQ GO NQVG }PKEQ 1 U DGO PU UGTh lQ XGPFKFQ U PQ GUVCFQ FG EQPUGTXCnlQ GO SWG UG GPEQPVTC O UGO ICTCPVKC EQPUVKVWKPFQ zPWU FG Q KPVGTGUUCFQ XGTKHKECT UWCU EQPFKn|GU CPVGU FCU FCVCU FGUKIPCFCU RCTC CU CNKGPCn|GU LWFKEKCKU %QPHQTOG }PKEQ FQ CTV # FQ %2% ECUQ Q GZGSWGPVG XGPJC C CTTGOCVCT Q U DGO PU PlQ GUVCTh QDTKICFQ C GZKDKT Q RTGnQ UCNXQ UG Q XCNQT FQ U DGO PU GZEGFGT Q FG UGW EToFKVQ JKRxVGUG GO SWG HKECTh QDTKICFQ C FGRQUKVCT FGPVTQ FQ RTC\Q FG VTqU FKCU FC CTTGOCVCnlQ C FKHGTGPnC FQU XCNQTGU G GO SWCNSWGT FGUVGU ECUQU HKECTh GPECTTGICFQ FQ FGRxUKVQ FC EQOKUUlQ FGXKFC CQ NGKNQGKTQ QHKEKCN UQD RGPC FG UGT VQTPCFC UG GHGKVQ C CTTGOCVCnlQ %QPFKn|GU FG 2CICOGPVQ G 2GPCNKFCFGU &Q 2TGnQ FC #TTGOCVCnlQ 0QU VGTOQU FQ CTV FQ %2% C CTTGOCVCnlQ HCT UG h OGFKCPVG Q RCICOGPVQ i XKUVC G KOGFKCVQ FQ RTGnQ FC CTTGOCVCnlQ QW PQ RTC\Q KORTQTTQIhXGN FG SWKP\G FKCU OGFKCPVG ECWnlQ C UGT CRTGEKCFC G FGHGTKFC RGNQ // ,Ws\Q GZRTQRTKCVxTKQ 1 RCICOGPVQ FQ RTGnQ FC CSWKUKnlQ LWFKEKCN UGTh TGCNK\CFQ RQT OGKQ FG FGRxUKVQ LWFKEKCN C UGT GHGVKXCFQ GO HCXQT FQ ,Ws\Q GZRTQRTKCVxTKQ GO IWKC FG FGRxUKVQ LWFKEKCN FQ $CPEQ FQ $TCUKN 5 # C UGT QDVKFC GO WOC FG UWCU CIqPEKCU QW RQT OGKQ FQ YGDUKVG JVVR YYY DD EQO DT PQ ECORQ &GRxUKVQU ,WFKEKCKU UQD RGPC FG FGUHC\KOGPVQ FC CTTGOCVCnlQ G UGO RTGLWs\Q FCU FGOCKU RGPCNKFCFGU CDCKZQ &C %QOKUUlQ &GXKFC CQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN # EQOKUUlQ FQ NGKNQGKTQ QHKEKCN UGTh FG EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT FC CTTGOCVCnlQ G EQTTGTh RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG EH KPEKUQ +8 FQ CTV FQ %2% FGXGPFQ UGT RCIC PQ CVQ FC CTTGOCVCnlQ VCODoO RQT OGKQ FG FGRQUKVQ LWFKEKCN GPFGTGnCFQ RCTC QU CWVQU G RQT OGKQ FG IWKC C UGT QDVKFC LWPVQ CQ $CPEQ FQ $TCUKN 5 # UQD RGPC FG FGUHC\KOGPVQ FC CTTGOCVCnlQ G UGO RTGLWs\Q FCU FGOCKU RGPCNKFCFGU CDCKZQ 2GPCNKFCFGU 1 GXGPVWCN PlQ RCICOGPVQ FQ RTGnQ FC CSWKUKnlQ G QW FC EQOKUUlQ FQ NGKNQGKTQ QHKEKCN RGNQ U TGURGEVKXQ U CTTGOCVCPVG U KORNKECTh CQ U QHGTVCPVG U TGOKUUQ U C KORQUKnlQ FG OWNVC C UGT CTDKVTCFC RGNQ // ,Ws\Q GZRTQRTKCVxTKQ CNoO FCU QWVTCU RGPCNKFCFGU RTGXKUVCU RGNQ CTVKIQ FQ %2% 5GTh CRNKECFQ PC RTGUGPVG GZRTQRTKCnlQ CKPFC Q FKURQUVQ RGNQ FQ CTVKIQ FQ %xFKIQ 2GPCN ³+ORGFKT RGTVWTDCT QW HTCWFCT CTTGOCVCnlQ LWFKEKCN CHCUVCT QW RTQEWTCT CHCUVCT EQPEQTTGPVG QW NKEKVCPVG RQT OGKQ FG XKQNqPEKC ITCXG COGCnC HTCWFG QW QHGTGEKOGPVQ FG XCPVCIGO 2GPC FGVGPnlQ FG FQKU OGUGU C WO CPQ QW OWNVC CNoO FC RGPC EQTTGURQPFGPVG i XKQNqPEKC³ &QEWOGPVQU C 5GTGO #RTGUGPVCFQU 2GNQ #TTGOCVCPVG 0Q CVQ FC CTTGOCVCnlQ Q CTTGOCVCPVG FGXGTh GUVCT OWPKFQ FG UGWU FQEWOGPVQU RGUUQCKU G CRTGUGPVCT CQ NGKNQGKTQ QHKEKCN 'FWCTFQ FQU 4GKU C HKO FG SWG UGLCO LWPVCFQU CQU CWVQU FQ RTQEGUUQ PQ ECUQ FG CTTGOCVCPVG RGUUQC HsUKEC ExRKCU FC %oFWNC FG +FGPVKFCFG G FQ %QORTQXCPVG FG +PUETKnlQ PQ %2( /( G PQ ECUQ FG CTTGOCVCPVG RGUUQC LWTsFKEC ExRKCU CWVGPVKECFCU FQU #VQU %QPUVKVWVKXQU FC GORTGUC %QPVTCVQ 5QEKCN %QPUQNKFCFQ QW 'UVCVWVQ G #VC FG 'NGKnlQ FC &KTGVQTKC FG %QORTQXCPVG FG +PUETKnlQ PQ %02, /( FG %QORTQXCPVG FG 'PFGTGnQ FCU %oFWNCU FG +FGPVKFCFGU G FQU %QORTQXCPVGU FG +PUETKnlQ PQ %2( /( FQU UxEKQU G TGRTGUGPVCPVGU NGICKU 4GOKnlQ FC 'ZGEWnlQ 5G CRxU C RWDNKECnlQ FQ RTGUGPVG GFKVCN QRGTCT UG C TGOKnlQ EQO C NKSWKFCnlQ G RCICOGPVQ FC FsXKFC GZGS GPFC CPVGU FG CFLWFKECFQU QW CNKGPCFQU QU DGPU PC HQTOC FQ CTVKIQ FQ %2% CSWGNG SWG RTQOQXGT C TGOKnlQ FGXGTh CRTGUGPVCT CVo CU FCVCU G JQTCU FGUKIPCFCU RCTC Q U NGKNlQ |GU C IWKC EQORTQDCVxTKC FQ TGHGTKFQ RCICOGPVQ CEQORCPJCFC FG RGVKnlQ HC\GPFQ OGPnlQ GZRTGUUC SWCPVQ i TGOKnlQ FC GZGEWnlQ UGPFQ XGFCFQ RCTC VCN HKPCNKFCFG Q WUQ FQ RTQVQEQNQ KPVGITCFQ UGPFQ SWG CSWGNG SWG RTQOQXGT C TGOKnlQ FGXGTh RCICT C KORQTVjPEKC CVWCNK\CFC FC FsXKFC OCKU LWTQU EWUVCU JQPQThTKQU CFXQECVsEKQU G C EQOKUUlQ FGXKFC CQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN PQ KORQTVG GSWKXCNGPVG C EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT RCIQ FsXKFC GZGSWGPFC #EQTFQ 5GPFQ GPVCDWNCFQ CEQTFQ RCTC NKSWKFCnlQ FC GZGEWnlQ CRxU C RWDNKECnlQ FQ RTGUGPVG GFKVCN FGXGTh Q RCICFQT CTECT EQO Q RCICOGPVQ GO HCXQT .GKNQGKTQ 1HKEKCN FQ GSWKXCNGPVG EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT RCIQ C VsVWNQ FG TGOWPGTCnlQ FQU UGTXKnQU GZGEWVCFQU CVo Q OQOGPVQ 0QU VGTOQU FQ RCThITCHQ }PKEQ FQ CTV FQ %60 QU FoDKVQU VTKDWVhTKQU FG ECThVGT RTQRVGT TGO C KPEKFKTGO UQDTG Q KOxXGN HKECTlQ UWD TQICFQU UQDTG Q RTGnQ FC CTTGOCVCnlQ HKECPFQ FGUQPGTCFQ Q GXGPVWCN HWVWTQ CTTGOCVCPVG FQ RCICOGPVQ FGUVGU #RNKECT UG h CKPFC Q CTV $ FQ %2% PQ UGPVKFQ FG SWG CU OGCnlQ |GU FG GXGPVWCN KU PQXQ U EzPLWIG U CNJGKQ U C GZGEWnlQ TGECKTh lQ UQDTG QU RTQFWVQ FC U CNKGPCnlQ |GU FQU TGURGEVKXQU DGPU 5GTlQ CRNKECFQU CFGOCKU QU CTVKIQU KPEKUQ 8+ G FQ %xFKIQ %KXKN RCTC HKPU FG ECPEGNCOGPVQ FC JKRQVGEC &QU CWVQU PlQ UG XGTKHKEC TGEWTUQ RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ 6QFCU CU RTQXKFqPEKCU G FGURGUCU PGEGUUhTKCU i FGUQEWRCnlQ FQ KOxXGN G GHGVKXC KOKUUlQ PC RQUUG EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG 'XGPVWCKU FGOCKU zPWU G RGPFqPEKCU DGO EQOQ VCZCU G QW KORQUVQU RQTXGPVWTC KPEKFGPVGU UQDTG Q DGO EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG ' RCTC SWG RTQFW\C UGWU GHGKVQU FG FKTGKVQ UGTh Q RTGUGPVG GFKVCN CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ FG QWVWDTQ FG
'FKVCN FG 2TCnC ÑPKEC FG $GO +OxXGN G RCTC KPVKOCnlQ FQU GZGEWVCFQU 8KTIsNKQ $TCUsNKQ $CUUGVVQ 4) G %2( G U O %KPVKC /CTKC 8GTKFKCPQ 2GTGKTC $CUUGVVQ 4) G %2( Q ETGFQT JKRQVGEhTKQ %QORCPJKC 4GCN FG %ToFKVQ +OQDKNKhTKQ %)% G QU ETGFQTGU +PUVKVWVQ 0CEKQPCN FQ 5GIWTQ 5QEKCN ± +055 %QPFQOsPKQ 'FKHsEKQ /KQUxVKU %02, ,CPUGP 4QDGTVQ /CTVKPU FG %CTXCNJQ %2( G FGOCKU KPVGTGUUCFQU GZVTCsFQ FQU CWVQU FC #nlQ FG 'ZGEWnlQ *KRQVGEhTKC .GK OQXKFC RGNQ $CPEQ #$0 #OTQ 4GCN 5 # %02, ° 2TQEGUUQ P 0 QTFGO 1 &T &CPKNQ /CPUCPQ $CTKQPK ,WK\ FG &KTGKVQ FC 8CTC %sXGN FQ (QTQ %GPVTCN FC %CRKVCN 52 PC HQTOC FC NGK GVE (#< 5#$'4 SWG EQO HWNETQ PC NGK G TGIWNCOGPVCFQ RGNQ 2TQX %5/ FQ 6, 52 CVTCXoU FC <7-'4/#0 .'+.'5 YYY \WMGTOCP EQO DT RQTVCN FG NGKN|GU QP NKPG NGXCTh C R}DNKEQ RTGIlQ FG XGPFC G CTTGOCVCnlQ GO 2TCnC ÒPKEC EQO KPsEKQ PQ FKC FG 0QXGODTQ FG iU JQTCU G VoTOKPQ PQ FKC FG &G\GODTQ FG iU JQTCU UGPFQ GPVTGIWG RQT RTGnQ PlQ KPHGTKQT CQ XCNQT FG CXCNKCnlQ FG 4 /CTnQ Q SWCN FGXGTh UGT CVWCNK\CFQ CVo C FCVC FC RTCnC Q KOxXGN CDCKZQ FGUETKVQ EQPHQTOG EQPFKn|GU FG XGPFC EQPUVCPVGU FQ RTGUGPVG GFKVCN +/Ï8'. #RCTVCOGPVQ UQD P}OGTQ NQECNK\CFQ PQ RCXKOGPVQ FQ 4GUKFGPEKCN /KQUxVKU UKVQ i 2TCnC 2CNOCTGU P EQPVGPFQ UCNC JCNN FG EKTEWNCnlQ VTqU FQTOKVxTKQU UGPFQ WOC UWsVG DCPJGKTQ UQEKCN EQ\KPJC hTGC FG UGTXKnQ NCXCPFGTKC G 9 % EQPHTQPVCPFQ RGNC HTGPVG EQO JCNN FG EKTEWNCnlQ FQ RCXKOGPVQ RQT QPFG VGO UWC GPVTCFC GNGXCFQT UQEKCN GUECFCTKC G CRCTVCOGPVQ FG HKPCN ² ³ FG WO NCFQ EQO Q CRCTVCOGPVQ FG HKPCN ² ³ FG QWVTQ NCFQ EQO C hTGC FG TGEWQ NCVGTCN GUSWGTFC FQ RToFKQ G PQU HWPFQU EQO C hTGC FG TGEWQ HTQPVGKTC i 2TCnC 2CNOCTGU VGPFQ C hTGC }VKN FG Oï hTGC FG ICTCIGO Oï hTGC EQOWO FG Oï PQ VQVCN FG Oï RGTVGPEGPFQ NJG VCPVQ PQ VGTTGPQ EQOQ PCU FGOCKU EQKUCU FG WUQ EQOWO WOC HTCnlQ KFGCN FG FQ VQFQ %CDGPFQ CQ TGHGTKFQ CRCTVCOGPVQ Q FKTGKVQ FG WUQ FG WOC XCIC FG ICTCIGO FGOCTECFC PQ RToFKQ %CFCUVTQ OWPKEKRCN P +OxXGN QDLGVQ FC OCVTsEWNC FQ %4+ FG 5CPVQU #8#.+#c1 4
/CTnQ SWG FGXGTh UGT CVWCNK\CFC CVo C FCVC FC RTCnC Ð075 %QPUVC FC TGHGTKFC OCVTsEWNC EQPHQTOG 4 *+216'%# GO HCXQT FG %QORCPJKC 4GCN FG %ToFKVQ +OQDKNKhTKQ EQPHQTOG 4 2'0*14# &# /'6#&' +&'#. PQU CWVQU FC CnlQ FG GZGEWnlQ HKUECN RTQEGUUQ P RGTCPVG C 8CTC (GFGTCN FC %QOCTEC FG 5CPVQU GO HCXQT FG +PUVKVWVQ 0CEKQPCN FQ 5GIWTQ 5QEKCN ° +055 EQPHQTOG 4 2'0*14# &# /'6#&' +&'#. PQU CWVQU FC CnlQ FG GZGEWnlQ HKUECN RTQEGUUQ P RGTCPVG C 8CTC (GFGTCN FC %QOCTEC FG 5CPVQU GO HCXQT FG +PUVKVWVQ 0CEKQPCN FG 5GIWTQ 5QEKCN ° +055 EQPHQTOG 4 2'0*14# &# /'6#&' +&'#. PQU CWVQU FC CnlQ FG RTQEGFKOGPVQ QTFKPhTKQ RTQEGUUQ P ° P QTFGO RGTCPVG C 8CTC %sXGN FC %QOCTEC FG 5CPVQU GO HCXQT FG %QPFQOsPKQ 'FKHsEKQ /KQUxVKU EQPHQTOG #X 2'0*14# PQU CWVQU FC CnlQ VTCDCNJKUVC RTQEGUUQ P RGTCPVG C 8CTC FQ 6TCDCNJQ FC %QOCTEC FG 5CPVQU GO HCXQT FG ,CPUGP 4QDGTVQ /CTVKPU FG %CTXCNJQ %QPUVC FQU CWVQU iU HNU C 2'0*14# ':'37'0&# %ToFKVQ *KRQVGEhTKQ FG 4 OCTnQ %10&+c®'5 &' 8'0&# &KURQPsXGKU PQ UKVG YYY \WMGTOCP EQO DT .'+.1'+41 1 NGKNlQ UGTh TGCNK\CFQ RGNQU NGKNQGKTQU (CDKQ <WMGTOCP ,7%'52 P &QTC 2NCV ,7%'52 P G ,JQPPK $CNDKPQ FC 5KNXC ,7%'52 P CEQORCPJCFQU RGNQ IGUVQT G NGKNQGKTQ /CWTQ <WMGTOCP ,7%'52 P 2#)#/'061 G 4'%+$1 &' #44'/#6#c1 1 RTGnQ FQ DGO CTTGOCVCFQ FGXGTh UGT FGRQUKVCFQ CVTCXoU FG IWKC FG FGRxUKVQ LWFKEKCN FQ $CPEQ FQ $TCUKN 5 # QDVKFC GO UWCU CIqPEKCU QW CVTCXoU FQ UKVG YYY DD EQO DT PQ RTC\Q FG JQTCU FC TGCNK\CnlQ FQ NGKNlQ DGO EQOQ FGXGTh UGT FGRQUKVCFC C EQOKUUlQ FQ .GKNQGKTQ CVTCXoU FG RCICOGPVQ GO FKPJGKTQ PC TGFG DCPEhTKC &1% QW 6'& 6TCPUHGTqPEKC 'NGVTzPKEC &KURQPsXGN PQ RTC\Q FG CVo WO FKC }VKN C EQPVCT FQ GPEGTTCOGPVQ FQ NGKNlQ PC EQPVC FQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN /CWTQ <WMGTOCP %2( $CPEQ +VC} #IqPEKC % % 'O CVo JQTCU CRxU Q GPEGTTCOGPVQ FQ .GKNlQ ECFC CTTGOCVCPVG TGEGDGTh WO GOCKN EQO KPUVTWn|GU RCTC FGRxUKVQ TGEQOGPFCOQU GURGTCT Q TGEGDKOGPVQ FGUVG GOCKN CPVGU FG GHGVWCT Q FGRxUKVQ &GEQTTKFQU Q RTC\Q UGO SWG CTTGOCVCPVG VGPJC TGCNK\CFQ Q FGRxUKVQ VCN KPHQTOCnlQ UGTh GPECOKPJCFC CQ // ,Ws\Q EQORGVGPVG RCTC C CRNKECnlQ FCU OGFKFCU NGICKU ECDsXGKU # CTTGOCVCnlQ UGTh HGKVC OGFKCPVG RCICOGPVQ KOGFKCVQ FQ RTGnQ RGNQ CTTGOCVCPVG EQPHQTOG EQPFKn|GU FG RCICOGPVQ CEKOC KPFKECFCU #NVGTPCVKXCOGPVG UGTh CKPFC CFOKVKFQ RCICOGPVQ PQ RTC\Q FG FKCU OGFKCPVG ECWnlQ FG UQDTG Q XCNQT FG CTTGOCVCnlQ CTV FQ %2% 4'/+c1 &# ':'%7c1 5G QU GZGEWVCFQU CRxU C RWDNKECnlQ FQ GFKVCN GO GRsITCHG RCICTGO C FsXKFC CPVGU FG CFLWFKECFQ QW CNKGPCFQ Q DGO PC HQTOC FQ CTVKIQ FQ %xFKIQ FG 2TQEGUUQ %KXKN E E #TV FC .GK FGXGTlQ CRTGUGPVCT CVo C FCVC G JQTC FGUKIPCFCU RCTC Q NGKNlQ C IWKC EQORTQDCVxTKC FQ TGHGTKFQ RCICOGPVQ CEQORCPJCFC FG RGVKnlQ HC\GPFQ OGPnlQ GZRTGUUC SWCPVQ i TGOKnlQ FC GZGEWnlQ UGPFQ XGFCFQ RCTC VCN HKPCNKFCFG Q WUQ FQ RTQVQEQNQ KPVGITCFQ 0GUVG ECUQ FGXGTlQ QU GZGEWVCFQU RCICT C KORQTVjPEKC CVWCNK\CFC FC FsXKFC OCKU LWTQU EWUVCU JQPQThTKQU CFXQECVsEKQU G C EQOKUUlQ FGXKFC CQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN FG EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT RCIQ FsXKFC GZGSWGPFC #&,7&+%#c1 *KRxVGUG PC SWCN C EQOKUUlQ FQ IGUVQT UGTh FG VTqU RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT FG CFLWFKECnlQ C UGT RCIQ RQT CSWGNG SWG CFLWFKECT #%14&1 5GPFQ HKTOCFQ CEQTFQ GPVTG CU RCTVGU FGXGTh Q C GZGEWVCFQ C CTECT EQO CU FGURGUCU FG FKXWNICnlQ CUUWOKFCU RGNQ NGKNQGKTQ EQTTGURQPFGPVGU i EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT CEQTFCFQ &Ò8+ ' '5%.#4'%+/'0615 2GUUQCNOGPVG RGTCPVG GUVG ,Ws\Q QW PQ GUETKVxTKQ FQ NGKNQGKTQ QHKEKCN 5T /CWTQ <WMGTOCP NQECNK\CFQ PC #XGPKFC #PIoNKEC P CPFCT *KIKGPxRQNKU %CRKVCN 52 QW CKPFC RGNQ VGNGHQPG G G OCKN EQPVCVQ"\WMGTOCP EQO DT (KECO QU GZGEWVCFQU DGO EQOQ Q ETGFQT JKRQVGEhTKQ %QORCPJKC 4GCN FG %ToFKVQ +OQDKNKhTKQ G QU ETGFQTGU +PUVKVWVQ 0CEKQPCN FQ 5GIWTQ 5QEKCN ° +055 %QPFQOsPKQ 'FKHsEKQ /KQUxVKU G ,CPUGP 4QDGTVQ /CTVKPU FG %CTXCNJQ +06+/#&15 FCU FGUKIPCn|GU UWRTC DGO EQOQ FC 2GPJQTC TGCNK\CFC UQDTG Q KOxXGN GO GRsITCHG PQ FKC PC RGUUQC FG UGWU CFXQICFQU QW UG PlQ HQTGO NQECNK\CFQU RCTC C KPVKOCnlQ RGUUQCN 0lQ EQPUVC FQU CWVQU JCXGT TGEWTUQ QW ECWUC RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ 'XGPVWCKU zPWU UQDTG Q KOxXGN EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG # XGPFC UGTh GHGVWCFC GO ECThVGT ²CF EQTRWU³ G PQ GUVCFQ FG EQPUGTXCnlQ GO SWG UG GPEQPVTC 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ FG UGVGODTQ FG
%KVCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE P P FG 1TFGO # &TC #FTKCPC 2QTVQ /GPFGU ,Ws\C FG &KTGKVQ FC 8CTC %sXGN FC %QOCTEC FG )WCTWNJQU 52 PC HQTOC FC .GK (C\ 5CDGT C 'FHC %QOGTEKQ FG 8GsEWNQU .VFC %02, PC RGUUQC FG UGW TGRTGUGPVCPVG NGICN G (CDKQ #RCTGEKFQ $CTTQU 4) G %2( G +TCKNFC #NXGU FC 5KNXC /QTGPQ 4) G %2( SWG $CPEQ 5WFCOGTKU $TCUKN 5 # CLWK\QW WOC CnlQ FG 'ZGEWnlQ RCTC EQDTCPnC FG 4 'UVCPFQ QU GZGEWVCFQU GO NWICT KIPQTCFQ HQK FGHGTKFC C EKVCnlQ RQT GFKVCN RCTC SWG GO FKCU RCIWGO Q FoDKVQ CVWCNK\CFQ QW GO FKCU GODCTIWGO QW TGEQPJGnCO Q EToFKVQ FQ GZGS GPVG EQORTQXCPFQ Q FGRxUKVQ FG FQ XCNQT FC GZGEWnlQ KPENWUKXG EWUVCU G JQPQThTKQU RQFGPFQ TGSWGTGT SWG Q RCICOGPVQ TGUVCPVG UGLC HGKVQ GO RCTEGNCU OGPUCKU CVWCNK\CFCU RTC\QU GUVGU SWG EQOGnCTlQ C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC UQD RGPC FG RGPJQTC RTGUWOKPFQ UG CEGKVQU QU HCVQU 5GTh Q GFKVCN CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK )WCTWNJQU GO FG QWVWDTQ FG
Inflação – "O que existe é um choque de oferta, assim como aconteceu com o tomate. Criou-se a inflação do tomate e 90 dias depois ela desapareceu." Na opinião do economista, é uma grande ilusão acredi-
8CTC %sXGN FQ (QTQ 4GIKQPCN FG 5CPVQ #OCTQ I 7*@ 3 3@J ? 3 + * . >?XA?4*MN3 Y6<*8A4? ?*>' &GURGUCU %QPFQOKPKCKU -- C -
- %10&1/Ë0+1 %10,7061 ,#4&+/ 018# '7412#! / # $0 ! ""#! ! #!""" !*4 ! :*@ ++*:*?6 ZA@*+ [* *6 <' 8 ;9 4 : ; < = + * + ' , ' ! *[ +*7 < - ' , ' + ! ?<*@? >3< +' 8A + 0 ' ) B
' C ' 9 = YYY NGKNCQDTCUKN EQO DT ' EQO KPKEKQ FC RTCnC R n FQ NGKNlQ GO iU G GPEGTTCOGPVQ FC RTCnC GO iU $'/D* / ' 9 / ,; C ' H 8 @ ' < ' /' / + + * ' ) & '&# ' ) '"" '
=
=
= = = = ' ) "' 0 ' '
) ' '
$ C , # = '
, % ,; ! ; \ &!0# \ <? ! D ##!""%!" % $0! J D * ! " C - 1 *= = - ! : K , , ! " <L !& &'" 1 "
!" 2!2 4K , <L !% '#0! CQ XCNQT FC * D <L &! '# 1 = " 2 - ) 9 ! 0lQ JCXGPFQ NCPEG KIWCN I QW UWRGTKQT R CXCNKCnlQ PQU RTKOGKTQU FKCU UGIWKT UG h UGO KPVGTTWRnlQ Q RTGIlQ SWG UG GPEGTTCTh GO iU JU - )
- , = OOO! ! ! ' , #"I 9 K ! + P
'
= ) P - C C ! Q , 9 ' - ' C ; % C -
= R - - * ! # "$* - C !* ) &I
' ;
) = = !* H H * ! # &$* ! 3
) 9 % C =
!
=
F = ' , P
! < * ' C
= , ) - ! 4 H = ! 4S:?4*+ + >*< ? @63+D / 3,; ; < = + * ' + $+ ' , ' + ! ? ' * ! E : 9 C ' / & ' $ + ' ' , 1 2 1 2 #&$"""" % 0!
$ D CVGPFKOGPVQ"NGKNCQDTCUKN EQO DT' ' ?@6? *43 = U ' H 9 U ! + ) V W' , , ! + ' "# " " ! :*@ ++*:*?6 ZA@*+ [* *6 <' 8 ;9 4
'FKVCN FG %KVCnlQ 2TC\Q FG FKCU 2TQEGUUQ P 1 &QWVQT #NGZCPFTG $CVKUVC #NXGU // ,WK\ FG &KTGKVQ FC 8CTC %sXGN FQ (QTQ 4GIKQPCN +++ ,CDCSWCTC FC %QOCTEC FG 5lQ 2CWNQ FQ 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ PC HQTOC FC .GK GVE (C\ 5CDGT C < #TSWKVGVWTC G 'PIGPJCTKC .VFC %02, G 8CNVGT )TCUUK /QWVKPJQ %2( 4) SWG NJG HQK RTQRQUVC WOC CnlQ FG 2TQEGFKOGPVQ 1TFKPhTKQ RQT RCTVG FG *5$% $CPM $TCUKN 5 # $CPEQ /}NVKRNQ QDLGVKXCPFQ EQPFGPCT QU ToWU CQ RCICOGPVQ FG 4 TGH #Q RCEQVG FG UGTXKnQU DCPEhTKQU FG EQPVC EQTTGPVG )KTQ (hEKN G &GUEQPVQ FG %JGSWGU UGPFQ IGTCFQU QU P U FG EQPVTCVQU G CVWCNK\CFQU CVo G CETGUEKFQU FG EWUVCU JQPQThTKQU G FGOCKU EQOKPCn|GU 'UVCPFQ QU ToWU GO NWICT KIPQTCFQ HQK FGVGTOKPCFC C UWC %KVCnlQ RQT 'FKVCN RCTC QU CVQU G VGTOQU FC CnlQ RTQRQUVC G RCTC SWG PQ RTC\Q FG FKCU SWG HNWKTh CRxU Q FGEWTUQ FQ RTC\Q FQ RTGUGPVG GFKVCN CRTGUGPVG TGURQUVC 0lQ UGPFQ EQPVGUVCFC C CnlQ RTGUWOKT UG lQ CEGKVQU RGNQ C U To W U EQOQ XGTFCFGKTQU QU HCVQU CTVKEWNCFQU RGNQ C U CWVQT C GU 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK UGPFQ GUVG (xTWO NQECNK\CFQ PC 4WC ,QGN ,QTIG FG /GNQ 8KNC /CTKCPC %'2 (QPG
5lQ 2CWNQ 52
$ 9 " ! / """0 0$ "! " "! ! #!"" ! 31*2 4 1 2 6 *=
' ! 8 91 2 4 : ; ' < = Y? $ C ' +N3 *A>3' + ' , > ' ! *[ +*7 < 1 2 8 < + C * C' ! 00! $& ' <E # %& 0' - C , 3 ) +3 ? 4*4 7 @ ? @6 ?+<* >?6* 7<*+?> ?<* (3+ ?6*> *>7 <6 ?@+6 ?@' = ; D - K U = ' P C ! 3 - K K <L ! 0'%% - ' 9 K '
<L %!# ' ! $ K = ' , ?6*MN3' 4?6*>' - ' 9 & ' - , ) 9 ' ! @ ' $ $ ' 1 21 2 K1 21 2' ' , 1 21 2 1 21 2! + ) ' ' , , ! `
! 9 " ! ! & !""! ""&!" 0$ * 4 ! 5 C 6
, ' 8 ;9 4 : ; + ! 9 + 7 9 ? B > $ 1 @ 8 " ! " ! % """ $0 2' - @ *A63 4? + > >64*! 1 @ 8 & !" ! 0 """ $
2 C H 9 4 ' H ; 4 ! "" % <L ! "'"" , H 0/! 6 > 6; + ' H = = 4 ! "" % <L ! "'"" , K' =
= ' C ) ; U =
= H = <L ! 0#'& "!" ! " ! K = = ' , , ' - ' & ' , " ' , ' $ , = ! + ) , , ! `
9 " 4?*+' * A ' <3 ++3 @/ " " # $ ! "" ! ! #!" "" 1 " 2 31*2 4 1 2 < 4 9 ' ! 8 91 2 4 : < = B ' ; ' +N3 *A>3' + ' , > ' ! *[ +*7 < + ! * ' * = ' E C 5 C *9 ' K ' ' C ' ' a H = ' ' - 8 * BH C ' < 7 = H 9 1 2 A+A * ?N3'
H 9 < + * ' \ ' = / #0$*' / #0 - 4 - / "%' " / 9 ' 8 6 K'
/ + $6 ' ) '&" ' / "!0%% &/ <?' + $+ ' = ;, 9 = ! ' $ - ' 9 & 1- 9 2 ' , 9 1 " 2' , ! + ) ' ' , , ! `
8CTC %sXGN FQ (QTQ 4GIKQPCN FC .CRC ,QUo 2GFTQ (GTPCPFGU ! "! # $# +TCEGOC #PVzPKQ (GTPCPFGU ! % ! # $ &' ( ) $CPEQ 5WFCOGTKU $TCUKN 5 #' * + ) ' , ' - %QPFQOsPKQ 'FKHsEKQ )Q[C . / """ "$ 5 = 0! ""&! ! #!"""% 1""%!"&!"" "$02!2 3 4 ! + 56 7 ' 8 9 4 : ; < = > + ' , > ' ! (#< 5#$'4 - ' , ' + ! ?<*@? >3< +' 8A + 0 ' ) B
' C ' 9 =
YYY NGKNCQDTCUKN EQO DT ' EQO CDGTVWTC FC RTCnC R n FQ NGKNlQ RCTC R Q FKC iU JQTCU G GPEGTTCOGPVQ FC RTCnC GO iU $GOD* / ' 9 / ,; E 5 ' 5 F* ! 4 = < > ' / ! %' %/ + > ' ) B #"!## &" G' ) &0'0" G' H) ; = = = ) ' #&# G' $ C , "'" &I
! / " "! !""0%$
! / 0 ! "/ < = ? + ! J@A+D <! " " " " , C 7 + 7 + *! : 4K <L " !%" ' % 1, ! 0 2 *:*>?*MN3 43 7 D <L ""!"""'"" 1* "
, ! # 2'2 - 1 - ) 9 ! 0lQ JCXGPFQ NCPEG KIWCN QW UWRGTKQT CQ XCNQT FC CXCNKCnlQ PQU VTqU RTKOGKTQU FKCU UGIWKT UG h UGO KPVGTTWRnlQ C RTCnC FQ NGKNlQ SWG UG GPEGTTCTh GO iU JQTCU - )
- , = OOO! ! ! ' , "I 9 K ! + P '
= ) P - C C ! Q , 9 ' - ' C ; % C -
= R - - * ! # "$* - C =
= H , %I
C !* , ' H)'
; ) = > ! 4 H)' , = -
) 9 % C , =
! * H * ! # &$* ! = ' $ $) = + # & "" !
= F = ' , P
' 9 , * ! " 6@! @ C H = ! H = 4S:?4*+ + >*< ? @63+D / 3,; ; ' , ' + ! ? ' * ! E
: 9 C ' / & ' $ + ' ' , 1 2 1 2 #&$"""" % 0!
$ D T ! ! ' T ' C ) ' ?@6? *43+ = U = ' H H 9 U ! + ) V W' , , ! + ' " " " ! + 5 6 7 ' 8 9 4 :* *<?* E3 + 4 3>?: ?<*' !
%!" !" ##%0$0 @! 3 & " ' 9 1 "2 ! 3 4 8 7 > ' ' 8 9 4 : ; 4 E C . + ' , ' !!! 9 + E 3 ' ' K <! E! ! %&!# ! # $ + ! 0!" 0!&" $0 ' - H ;9 ) ' - C 3 *@(?* 4 4 + @:3>:? @63 (*7?6* ?3@*> A<7*@3 43 +6*43 4 +]3 *A>3$ 4(A' ; V6 < 3 4 < ?++N3 3@ <3+* 4 A+3 4 ? ^: >W , "& ""0' - - D E 3 ' ) : C X ' ! "%' > ! < ' 7 ' ! ! * ! ' E C + !
, , , @ + ( $+ 6' ' - = $ ) = ' ' - - , ' - ! 3
- - ' - C ! < ,
= - P = 8 ; , , - ' - H ! $ - = ' $ - , - ' 9 = XA?@[ 1 &2 ' , 9 $ , , ! - C = C = K = = _ ' $ ' - , , ! `
1ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara Edital de Citação. Prazo 20 dias. Proc. nº 0018875-63.2010.8.26.0003. O Dr. Marco Aurélio Pelegrini de Oliveira, Juiz de Direito da 1ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara. Faz Saber a José Marinho de Souza Filho-ME, CNPJ. 10.742.239/0001-90, na pessoa de seu representante legal e a José Marinho de Souza Filho, RG. 4.629.201-9 e CPF. 414.361.538-08, que Banco Bradesco S/A lhes ajuizou uma ação Monitória, para cobrança de R$ 22.669,06 (30.06.2010), representada pelos documentos anexos aos autos. Estando os réus em local ignorado foi expedido o presente edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, paguem o "quantum" reclamado ou ofereçam Embargos, sob pena de não o fazendo, constituir-se em título executivo judicial a inicial pretendida e prosseguindo-se na forma prevista no Livro I, Título VIII, Capítulo X do CPC. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 24 de outubro de 2012.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
e
19 A fábrica Siboney está exportando 80 mil charutos por mês e vendendo outros 120 mil no mercado brasileiro.
conomia
Eduardo Pitombo, diretor de marketing da Siboney, se define como 'fumador', e não como 'fumante'.
Capitalismo cubano à brasileira Charutos Siboney são feitos aqui, por uma equipe chefiada por um cubano, usando capas vindas de países latino-americanos. O produto tem qualidade suficiente para ser exportado com sucesso, a bom preço. José Maria dos Santos
N
o futuro, quando e se o Brasil vier a ser um grande e afamado produtor de charutos, o cubano Eradio Bichardo Perez, 50 anos, será lembrado como uma figura lendária. Não lhe faltarão justificativas. Quem poderia imaginar que o regime de Fidel Castro, então superiormente rigoroso em coibir seus cidadãos de viajar para o Exterior em comparação com os recentes atenuantes adotados, iria permitir que Eradio deixasse a ilha para abrir uma fábrica de "habanos" no Brasil em 2003? O espanto será maior se for lembrada outra circunstância restritiva. Charutos são assunto de Estado no país, por serem uma das suas principais fontes de dólares e de prestigio, portanto, protegidos de concorrência. Não por acaso, sua fabricação e comercialização são monopólio do governo. Mas Eradio conseguiu passar ao largo desses obstáculos por uma razão principal que pode ser considerada política: a estreita proximidade entre Brasil e Cuba ocorrida no governo Lula. O bom relacionamento abrandou os humores castristas, que o liberaram para buscar cifrões fora das suas fronteiras, conforme, aliás, tem sinalizado a China nessa nova variante da revolução socialista. Salvo engano, é a primeira experiência cubana de exportar o capitalismo. O fato é que, em vez de sair de Cuba em uma jangada improvisada, à semelhança dos migrantes clandestinos, embarcou no Aeroporto José Marti, de Havana, como se fosse um turista despreocupado. Hoje sua empresa, Siboney, está exportando 80 mil "sticks" (unidades, no jargão do setor) por mês e vendendo outros 120 mil internamente.
Divulgação
Seu primeiro destino foi Florianópolis. Logo percebeu que São Paulo seria mais apropriado. Instalou-se na pequena cidade de Itatiba, na região de Campinas, e lá iniciou uma solitária experiência de self-made-man. Ele próprio, praticando o formidável know-how adquirido no seu país, passou a enrolar e vender os charutos produzidos. Enrolar é o verbo adequado, pois somente dessa forma é que se fazem os charutos manuais segundo as melhores escolas cubanas, como ele pretendia. Guardadas as proporções, charutos industrializados, ou maquinados, provocam nos entendidos a mesma indignação que acomete franceses contra vinhos acondicionados em latinhas ou embalagens de papelão que se vê por ai. Na medida em que ia crescendo, Eradio foi trazendo, a intervalos, enroladores – a palavra certa é "torcedores" – de charuto da sua Santos/Hype Fotos: Newton ilha. Dessa forma se aproximava da qual idade dos "habanos". Atu almente são oito, que sup e r v i s i onam o trabalho de 40 funcionários, cad a u m fazendo, em média, 300 "sticks" por dia. Caça às folhas – Dificilmente Eradio é encontrado no Brasil, circunstância que lhe dá um ar nebuloso. Essa circunstância justifica inclusive a sua ausência nesta reportagem. Porém, não há mistérios nessas viagens continuadas. Ele vive se deslocando entre a Nicarágua, Honduras e Equador para escolher as folhas de tabaco que formam o grosso da matéria-prima de sua fábrica; apenas uma pequena par-
Havana autorizou Eradio a empreender aqui. Amizade entre os dois países no governo Lula ajudou.
te provém do Brasil. Por isso, passa a Eduardo Pitombo, 41 anos, brasileiro, diretor de marketing, a tarefa de falar pela empresa. A simples menção de encher um contêiner com folhas dá uma idéia do seu trabalho minucioso. Aquelas que vêm das fazendas equatorianas, por exemplo, uniformes e com quantidade reduzida de veios, são as mais indicadas para comporem a capa dos charutos, beneficiadas nesse sentido pelas particularida-
des da meteorologia equatorial. "Essas viagens são necessárias porque charuto tem muita semelhança com a produção de vinho", adverte Pitombo. "Existem safras boas e más e neste ú l t i m o c a s o c u mpre-nos minorar as deficiências; existem plantações à sombra, enfim, é um arco vasto". E como que a atestar que Eradio não está fazendo turismo, ele diz que o tabaco importado dos três países citados se equipara ao cubano. A Siboney fabrica apenas dois tipos de charutos: o "long fuller", cujo nome já diz tudo, e outro, menor, que demora apenas 25 minutos para ser fumado. Essa medida desenha o perfil dos amantes de charutos: rejeitam a pressa, têm certa tendência aos encantos da vida contemplativa e sobretudo possuem "plata" para
poder alimentar esse tipo de preocupação. Com certeza, fazem parte, ou devem ter simpatia, pelo movimento europeu "Slow Food" que prescreve boas refeições saboreadas em câmera lenta. Pitombo prefere defini-los de outro modo. "São fumadores, enquanto as pessoas que usam cigarros são somente fumantes e nada mais", diz ele, procurando disfarçar o desdém. Convém lembrar aos não-iniciados que a fumaça do charuto jamais é tragada, nunca vai para os pulmões. O fumador se satisfaz intensamente em sentir na boca os variados sabores e aromas emanados da queima do tabaco, para depois eliminá-la – prazer que os xamãs maias, provavelmente os primeiros fumadores, descobriram há muitos séculos atrás. Nome de cidade – A julgar pela performance da empresa, a campanha antitabagista não abalou o setor, segundo indica sua curva de crescimento. Além do mercado interno,
a Siboney manda seus charutos para o Canadá, Hong Kong e Estados Unidos. E logo pretende fazê-los chegar à Croácia, Paquistão, Argentina, Tailândia e Alemanha. No caso da Europa Ocidental, há um detalhe interessante: tradicionais fumadores, os países dali estão abrindo suas portas para produtores mais em conta, em contraposição aos caríssimos cubanos, devido à atual crise que estão enfrentando. O fenômeno é especialmente evidente na Espanha. E é para lá que a Siboney dirige especialmente seus olhares. A propósito do nome da empresa, Eradio fez uma mistura de amor às raízes e marketing. Trata-se de uma cidade a noroeste de Havana, cuja praia do mesmo nome inspirou a célebre canção "Canto Siboney", de Ernesto Lecuona (1895-1963), que vem embalando corações românticos desde l929. Tudo a ver com sol, mar azul, luar tropical, daiquiris e, por que não?, charutos.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
20
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Com que roupa?
Nº 438
DCARR Não perca! Salão 2012
Não se importe com as dificuldades, vá ao Anhembi. Até o dia 4. CHICOLELIS/MÁRIO TONOCCHI
F
az calor no Anhembi? Sim, muito. Insuportável! O ingresso é caro? Muito! Assim como o estacionamento também, e a alimentação. Mas tudo isso será esquecido quando você, apaixonado por carros, entrar pelos portões daquele pavilhão ultrapassado e se deparar com todas aquelas 500 máquinas de 49 marcas reunidas lá dentro. Cuidado, o coração vai bater forte e você só vai ter olhos para aqueles nossos amados "seres", montados sobre quatro rodas, com cavalarias que vão de poucos 70/80 cv, até supermáquinas com "infinita" potência. Claro, sobrarão alguns olhares também para as belas moças que emolduram os seus preferidos possantes. Mas, se "ela" estiver junto, um beliscão pode por fim ao seu entusiasmo pelos generosos decotes, aberturas de saias até a altura dos quadris, revelando belas pernas, ou vestidos no melhor estilo "periguete". Esqueça tudo isso e se delicie com este que é um dos nossos melhores Salões, com belos estandes – ainda que a Ferrari não tenha montado o seu, mas tem um belo exemplar, o 458 Spider, no da Fiat, que custa por aqui R$ 1,9 milhão – e todos aqueles modelos que você sonha: Aston Martin Vantage; Audi R8 (que o Neymar levou, mas devolveu sim), Bentley, Chevrolet Camaro, Ford Mustang ao lado da sua (dele) Garota Mustang; Dodge SRT Viper; Mercedes AMG 45, em comemoração aos 45 anos da preparadora dos modelos esportivos da marca da estrela. Isto sem contar com vários modelos da superesportiva Porsche: o híbrido 911 Turbo S Edition, 918 Spyder e a versão especial do 911, com motor turbo de 530 cv. Não se pode deixar de lado o BMW M6 Coupé, motor 4.4 V8 biturbo, com 567 cv; a Maserati, com seus 465 cv; o Jaguar XKRS e o eterno F-Type, com um V6 Supercharger, de 380 cv. Saindo um pouco desta "cavalaria", mas mantendo uma potência digna, conheça no estande da Renault o novo Fluence, com 180 cv turbo e o conceito Captur. No lado da Fiat, o ensolarado Cinquecento conversível. Entre as novidades, não perca o belo Chevrolet Onix, que vem para brigar com o Hyundai HB20, também no Anhembi. Ainda no estande da Chevrolet, eleita por jornalistas especializados como o melhor do Salão, você poderá conhecer a TrailBlazer, que está muito elegante. Atenção para o estande da Volkswagen, com o Novo Fusca (ex-Beetle), o futuro Up, uma beleza de compacto que deverá ser fabricado brevemente na unidade paranaense de São José dos Pinhais, o novo Gol duas portas e toda a linha da marca. Lá estão também os chineses Cherry, Changan e Haima, com destaque para a família Jac, que trouxe o seu pequenino e encantador J2, que já teve seu preço rebaixado em mais de 10%, segundo comunicado da marca divulgado ontem. Ele deverá ser vendido a partir de novembro e tinha preço inicial previsto para R$ 34 mil. Agora custará pouco mais de R$ 30 mil. Vale a pena conhecer o carrinho. Outro que vale a pena ver é o conceito da Suzuki G70. Todo verdinho, e com linhas retro, ele lembra muito os modelos Skoda dos anos 70. Confira! Há muito mais para se ver no 27º Salão do Automóvel no Anhembi, inclusive bicicletas elétricas de diversas marcas. Por isso, deixe-se levar pela intuição, ou siga seu roteiro pré-estabelecido, e desfrute de todas as cores que o Anhembi oferece, cobrindo estas máquinas maravilhosas que tanto nos fazem sonhar. Serviço - O Salão do Automóvel, inaugurado na última quarta-feira, estará aberto até o dia 4 (domingo) com os seguintes preços: compra antecipada, que deve ser feita pelo ingressorapido.com.br : R$ 50, de segunda a sexta e R$70, sábados, domingos e no feriado (2/11). Na bilheteria, R$ 55 e R$ 80, respectivamente. O estacionamento custa R$ 30. Um serviço gratuito de transfer, levará os visitantes a partir da Estação Canindé-Tietê, para os que escolherem o Metrô. Na volta também.
Divulgação
Mercedes SLS GT3 AMG 45 e
Hyp Fotos: Newton Santos/
Divulgação
Nova TraillBlazer, Chevr
olet
Fiat 500C
Ferrari 458 Spider
Hyundai HB20
Ford Mustang Boss 302
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
DCARR
DIÁRIO DO COMÉRCIO
21
Sãlão 2012
Fotos: Newton Santos/Hype
Conceito Nissan
Chevrolet Onix
Renault Clio Hyundai i30
Novo Gol duas
Mercedes B200
Chevrolet Camaro
portas
Renault DCross
FUSION
FERNANDO PORTO
Q
uanto vale um carro com tecnologias inéditas que facilitem o modo de dirigir? E que não sejam apenas "gadgets" exibicionistas, mas sim soluções que podem garantir uma direção segura, evitando acidentes nas estradas, mesmo que nem tudo seja exclusivo nele? No caso do novo Ford Fusion 2013 Titanium AWD, o preço desses avanços é de quase R$ 113 mil, segundo estipulou a montadora. Essa versão completa do novo sedã de luxo da Ford, em fase de pré-lançamento no Brasil e de vendas antecipadas a partir de novembro, chega com a ambiciosa apresentação de "carro mais inteligente" de sua categoria. Muita pretensão? Talvez não, se citarmos, logo de início, o sistema auxiliar de manutenção de faixa. Funciona assim: caso o motorista esteja distraído ou sonolento e esteja saindo da faixa para uma situação de risco, o sistema produz uma vibração na direção e emite sinais sonoros e luminosos para avisá-lo do comportamento irregular na pista. Esse controle é feito por uma câmera instalada na frente do carro que monitora as faixas. E como ele diferencia uma mudança espontânea do motorista de uma distração? Simples: quando você aciona a seta para mudar a faixa, o auxiliar interpreta como uma ação voluntária. A esse sistema da câmera dianteira, incorpora-se também o "Driver Alert", que monitora o percurso para identificar se o motorista está sonolento. Os sensores também detectam mudanças de direção causadas por buracos ou vento forte, fazendo correções progressivas para manter o carro equlibrado na pista. A única falha possível desse "anjo da guarda" é em alguma estrada onde a faixa esteja apagada no asfalto - lamentavelmente um problema comum na infraestrutura viária brasileira. De olho no da frente - Outro destaque hi-tech é o piloto automático adaptativo, no qual um radar monitora a distância do veículo que segue a
O novo e belo sedã da Ford Modelo lançado em Los Angeles começa a ser vendido em novembro e está no Salão.
frente. Além de manter a velocidade segura, ele pode reduzir a potência do motor e "pré-carregar o freio, caso haja uma desaceleração brusca do carro à frente. Além disso, de grande utilidade - que deveria ser obrigatório em todos os carros - é o monitor de pontos cegos, que funciona com dois radares nos cantos traseiros. Eles acionam uma luz no retrovisor quando detectam outros veículos ao redor. Outra virtude do monitor é o alerta de tráfego cruzado em um estacionamento que, numa saída de ré, dá o aviso quando um carro se aproxima lateralmente fora do campo de visão do motorista. Em caso de acidente, há também o sistema de alerta pós-acidente (SOS), que ativa auto-
maticamente a buzina e aciona o pisca-alerta. Também destrava as portas após o acionamento dos airbags (oito no total) ou do cinto de segurança pré-ativado, ajudando no resgate dos passageiros. A já conhecida câmera de ré e o sistema de estacionamento automático completam o pacote. Por dentro - Na parte interna, o computador de bordo do novo Fusion Titanium AWD também dá seu show particular com o inédito Sync Media System de comandos de voz - em português do Brasil - para funções de áudio, ar-condicionado, telefone e, eis outro pulo do gato, do GPS. Ou seja, afasta mais um perigo comum hoje em dia ao
volante: a digitação manual de um endereço no navegador enquanto se dirige. Outros mimos de tecnologias garantem conforto e facilidades. Uma delas é a chave MyKey, que vai ajudar os pais preocupados em emprestar o carro aos filhos. O sistema permite uma configuração de funções como: limitação aos 130 km/h; aviso sonoro quando atinge altas velocidades; manutenção do volume do áudio a 45% da capacidade máxima e aviso para o uso de cinto de segurança. Ainda que não seja novidade, mas serve para exibir ao vizinho esnobe - o KeyPad, o teclado numérico com código, para a abertura da porta sem chave. As inovações não param por aí no novo Fusion. Mas não podemos esquecer que é também um carrão, dotado de motor EcoBoost 2.0 de 240 cv - menor que o modelo anterior, mas com turbocompressor, injeção direta e duplo comando de válvulas. "Esse motor 2.0 é de quatro cilindros, substituindo o V6 da versão anterior, sem afetar o desempenho. E, em economia de combustível, faz média de 9,1 km/litro enquanto o V6 não ultrapassava de 6 km/litro", explicou Antonio Baltar, gerente de Marketing da Ford. O novo veículo tem grade de radiador com sistema de fechamento ativo para redução do arrasto do ar, transmissão automática SelectShift de seis velocidades com opção de trocas manuais no volante -, tração AWD, direção elétrica com compensação de vibrações, suspensão traseira independente, freio de estacionamento elétrico, plug para tomada de aparelhos de 110 v, entre outros. O teste com o Novo Fusion Titanium AWD foi feito nas ruas de Los Angeles, passando pelos belos cenários d e Beverly Hills, Santa Monica e Venice Beach. Silencioso, confortável e poderoso na aceleração, o "carrão" só proporcionou um lamento final: por que a viagem não continuou pela exuberante Highway 1, que se estende pela costa californiana?
DIÁRIO DO COMÉRCIO
22
t
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
urismo No sudoeste da França, a maior e mais antiga região vinícola do mundo vive o fim da colheita e o inicío da produção da safra 2012. Fomos conferir!
Château Smith Haute Lafitte, em Graves, local do spa do vinho. Divulgação
Fotos: Antonella Salem
NOS VINHEDOS DE BORDEAUX
Château Guiraud (acima à esq. e abaixo), pioneiro em viticultura orgânica, produz o doce Sauternes. Na terra do Merlot, Aline Guichard é anfitriã do Château Siaurac e ensina a arte da assemblage.
cedores. Foi um sucesso. Les Sources de Caudalie, a meia hora da cidade de Bordeaux, propõe dormir com conforto em meio às plantações e entregar-se aos cuidados com a beleza. Fazer uma esfoliação com açúcar e sementes de uva e uma massagem, por exemplo. Pioneiro no conceito de vinoterapia – que combina os efeitos de águas de fontes minerais (encontradas lá a uma profundidade de 540 m) com os ingredientes naturais das vinhas, o spa engloba 1.500 m² . Erguido com materiais re-
ciclados, o hotel reúne 49 acomodações e a atmosfera de uma casa de campo. Um
dos restaurantes, La Grand Vigne, tem uma estrela no guia Michelin. Em 2014, um projeto de extensão trará nova piscina, restaurante de tapas e 15 suítes para famílias. Já em janeiro de 2013, estreia uma suíte criada pelo estilista Maxime Simoens. Além de relaxar no Caudalie, vale o tour pelo Château Smith Haute Lafitte, a 200 m do hotel. Desde 1990 nas mãos de Daniel e Florence Cathiard, sua história remonta ao século XIV. A visita inclui o local de produção de barricas (só 4 vinícolas na região fazem as suas) e um museu com mais de 1.200 garrafas. (AS)
r
H
á mais de dez anos, inspirados em um estudo que provava que o estilo de vida francês conduzia à linha saudável e mostrava os efeitos positivos do consumo do vinho, a francesa Alice Tourbier e o marido, Jerôme, montaram na propriedade da família – os vinhedos do Château Smith Haute Lafitte, na sub-região de Graves – um hotel-spa único no mundo. Anos antes, sua irmã Mathilde criara uma gama cosméticos à base de extratos de uva e das vinhas, ricos em agentes rejuvenes-
Divulgação
mais de 800 vinícolas da sub- nômico e visita ao mítico Châregião de Saint-Emilion, o teau Cheval Blanc ou o Ausone, Château Soutard, sob classifi- seguida de degustação. cação Grand Cru Classé, imUm aroma doce toma conta pressiona logo na chegada pe- do ar. É o macaron de Saint-Emila construção datada de 1762 lion, outra especialidade regioem meio aos 22 hectares de nal, feito com amêndoas moíplantações. E, depois, ainda das, claras de ovo e açúcar, em mais por suas adegas moder- receita histórica de freiras ursunas, reformadas entre 2007 e linas. São muitas as lojas-fábri2010, após a vinícola ser ad- cas. Então, suba até o topo da ciquirida pela empresa de segu- dadela. De lá, avistam-se as ros AG2R La Mondiale. De lá, edificações e os vinhedos semse vê a torre da igreja da cida- fim, declarados Patrimônio da dela de Saint-Emilion. Humanidade pela UNESCO sob Erguida sobre uma colina e a categoria “Paisagem Cultucercada por algumas das viní- ral”. É este o paraíso do vinho. colas mais famosas de Bordeaux, a vila medieval é enViagem a convite da Atout cantadora. Imperdível a visita France, da Air France e do à igreja monolítica, esculpida Turismo da Aquitânia no penhasco há mais de 200 anos (agendaParis mento necessáRio França G rio). Em um passeio a pé, as vielas são lotadas de lojinhas de vinho. Na Vignob l e s & C h aSaint-Emilion teaux, há proio Margaux gramas com aue las particulares, ne almoço gastroR
Terapia das uvas
miado (safras 2008 e 2009, medalhas de ouro no concurso geral de Paris). Aline Guichard-Goldschmidth e o marido, Jean Paul, são os anfitriões na fazenda que ela herdou da avó, Baronne de Guichard, onde se faz vinho desde 1832. São 46 hectares de vinhas e 15 de jardins a 8 km de Saint-Emilion. O casal mora lá e oferece até jantar vip no château. Os programas de visita são montados a gosto do cliente e podem incluir um ateliê de assemblage, que ensina a misturar o vinho (Merlot e Cabernet F r a n c ) – p r ocesso que se dá após a fermentação e antes ou depois do armazenamento em barrica. O lema da baronesa: “O vinho é partilha, troca, prazer. Acredite na terra e respeite seu futuro”, diz Aline. Pertinho, a família possui também o Château Vray Croix de Gay (três hectares em Pomerol), e o Château Le Prieuré (seis hectares em Saint-Emilion). Saint-Emilion – Dentre as
e nd iro
doc, Entre-Deux-Mers, Blaye, Bourg e outras menos conhecidas – espalhadas em torno do "Y" formado pelo Rio Gironde e seus afluentes, o Dordogne ao norte e o Garonne ao sul. Na margem esquerda, com a influência do Oceano Atlântico, o solo é pedregoso e predomina a uva Cabernet Sauvignon. Na direita, de solo calcário e arenoso, se destaca a Merlot. Para conhecer Bordeaux, basta um carro e agende antes visitas às vinícolas. “Este ano não faremos Sauternes”, admite Laura Planty,
que pertence a uma das quatro famílias proprietárias do Châteaux Guiraud (Premier Grand Cru, classificação em 1855). À margem esquerda do Rio Garonne, vizinha do tão famoso Château d‘Yquem e a 45 quilômetros da cidade de Bordeaux, a vinícola produz o doce e licoroso vinho que tanto é celebrado. Delicioso com foie gras. Uma das pioneiras na viticultura orgânica, Guiraud abrange 128 hectares. A produção de Sauternes é obtida em função de um fenômeno da natureza – a névoa que bate ali pela manhã dá origem a um fungo, que ataca a casca de cada bago, passa para seu interior e evolui provocando ressecamento e concentração de açúcar. (Sémillion e Sauvignon Blanc). Por conta do clima, não houve a névoa este ano, diz Planty. Depois do tour, no qual se conhece o processo de produção, o almoço pode ser no Auberge des Vignes, nas redondezas, que tem no menu especialidades como foie gras fresco e entrecôte (carne bovina). Merlot – Rumo à margem direita do Dordogne, já na terra do Merlot, o Château Siaurac é a maior propriedade da denominação Lalande-de-Pomerol, e seu vinho sempre pre-
Atlântic o
A
colheita de uvas chega ao fim este ano em Bordeaux, a maior e mais antiga região de vinhos finos do mundo, no sudoeste da França. Como será a nova safra? Fala-se que deverá ser boa. A de 2009 foi uma das melhores de todos os tempos, dizem os pr od uto re s. M u i t o s i m igrantes de outros países europeus, afetados pela crise e contratados neste período (entre agosto e outubro, dependendo do ano), trabalham nas plantações para colher e levar as uvas às prensas. Cena inesquecível. A menos de três horas de TGV de Paris, ou 50 minutos de voo, Bordeaux, que vem do nome romano "Burdigala" e se refere à capital da região (possivelmente “Bourg des Gaels”, “Cidade dos Celtas”), é conhecida pela variedade de solo (terroir) e a arte da assemblage (mistura de diferen-
tes tipos de uvas). Produzemse vinhos por lá desde o século 8. Hoje, 60 apelações e mais de 117.500 hectares de vinhedos, de onde vêm alguns dos rótulos mais famosos e caros do planeta – Château Margaux, Lafite Rothchild, HauteBrion, Cheval Blanc, Pétrus... A área se divide em sub-regiões – Sauternes, Graves, Saint- Emilion, Pomerol, Mé-
Oceano
Antonella Salem
Adegas modernas no Château Soutard (acima e à esq.), em Saint-Emilion. Vila medieval é imperdível.
RAIO X COMO CHEGAR A Air France (www.airfrance.com.br) tem voos entre SP e Paris, com conexão para Bordeaux. A partir de R$ 2.055 ida-e-volta, em novembro. ONDE DORMIR Les Sources de Caudalie: www.sources-caudalie.com. Diárias a partir de 250 euros. A 200 m está o Château Smith Haute Lafitte. Maison de la Commanderie: www.maisondelacommanderie.com. Uma casa charmosa em Saint-Emilion. A partir de 100 euros. ONDE DEGUSTAR Château Guiraud: www.chateauguiraud.com. Visita a 7 euros por pessoa. Almoço no Auberge des Vignes (23, Rue Principale, www.aubergedesvignes.fr), em Sauternes. Château Siaurac: chateausiaurac.com/. Wine day inclui visita, ateliê-degustação e caixa para piquenique. A partir de 80 euros para duas pessoas. Château Soutard: www.chateau-soutard.com. Visita e degustação a 8 euros por pessoa. Saint-Emilion: mais informações sobre a cidadela no www.saintemilion-tourisme.com/. Lá, Vignobles & Chateaux vende vinhos e monta programas na região. Site www.vignobleschateaux.com.
Fique de olho: a edição de 9/11 trará tudo sobre a cidade de Bordeaux.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
23
d
cultura
DE PAI PARA FILHO Filme retrata as trajetórias cruzadas de Gonzagão e Gonzaguinha André Domingues
Uma difícil relação familiar S Fotos: Divulgação
Lá no meu pé de serra Deixei ficar meu coração! Gonzagão (trecho da música No Meu Pé de Serra)
e a maior utilidade das efemérides é lembrar a vida e a obra de alguém, o centenário do pernambucano Luiz Gonzaga já está justificado. Num ano repleto de homenagens, a estreia, nesta sexta, do filme Gonzaga, de Pai para Filho, dirigido por Breno Silveira, deve ser o passo final para a restituição da popularidade do Rei do Baião. É claro que ainda se espera a reedição dos seus LPs e a organização de coletâneas com gravações em 78 rpm prometidas pela Sony Music, mas nada que se compare ao apelo do longa-metragem que, de quebra, ainda vai derivar uma minissérie para a TV Globo. A trama de Gonzaga, de Pai para Filho é baseada no livro Gonzaguinha e Gonzagão – Uma História Brasileira, de Regina Echeverria, e tem mais de 60 anos de abrangência. A música, evidentemente, está sempre em destaque, indo desde a sanfona de oito baixos do avô, Januário, até o violão despojado do neto Gonzaguinha, com longa passagem pela sanfona de Gonzaga. Na narrativa, misturam-se versos e melodias de Vira e Mexe, Baião, Asa Branca,
À esq., o ator Nivaldo Expedito de Carvalho e, à dir., Breno Silveira. Sangrando, Ensaio Geral e outras tantas preciosidades. O centro tensivo do filme, propositalmente, não se encontra nos passos de Luiz Gonzaga rumo à consagração artística, mas na difícil relação entre ele e seu filho Gonzaguinha. Esse deslocamento faz com que algumas passagens importantes da sua trajetória fiquem abreviadas, mas traz os ganhos de um conflito familiar muito forte e de uma merecida revisão da memória do talentoso Gonzaguinha. Algo admirável em Gonzaga, de Pai para Filho é a semelhança dos
atores que interpretaram os personagens principais com as figuras reais. O sanfoneiro Chambinho, por exemplo, foi escolhido num concurso com mais de cinco mil candidatos para fazer o papel de Luiz Gonzaga entre os 27 e os 50 anos. É incrível como se parece com ele em algumas fotos antigas, mesmo tendo 1,90m de altura. Já o ator Júlio Andrade, que interpreta Gonzaguinha entre os 35 e os 40 anos, chega a parecer "um caso de reencarnação", como disse o diretor Breno. O rosto, o tipo físico, o olhar, a voz, o gestual são espantosamente parecidos. Nesse ponto, o único a
destoar foi o Luiz Gonzaga mais velho, Adélio Lima, que apesar da grande semelhança física, tem uma voz seca e aguda que contrasta com o timbre encorpado do homenageado nos seus últimos anos de vida. A verossimilhança buscada na pesquisa biográfica e nas figuras dos atores, contudo, esbarra num problema de construção do personagem Luiz Gonzaga no roteiro do filme. Acontece que, enquanto Gonzaguinha é complexo, com sua agressividade de fundo doce – ou sua ternura de fundo amargo? –, Luiz Gonzaga é apenas uma lenda: plano e rígido na pureza dos sentimentos ou na dureza das ações. Resulta bonito e frio como o busto filmado na pracinha da sua Exu natal. Isso provoca uma previsível simpatia no público, mas deixa toda a empatia – a identificação mais profunda – para Gonzaguinha. A autora do argumento do longa, Maria Hernandez, deu a pista definitiva para se mapear essa fragilidade ao dizer em entrevista: "Gonzaga é um mito, enquanto Gonzaguinha é cada um de nós". Resta a pergunta: tinha mesmo de ser assim?
E a música brasileira agradece Reprodução
A
MPB está repleta de filhos, sobrinhos e irmãos que não chegam nem perto da qualidade de seus parentes famosos. Gonzaguinha – assim como os filhos de Dorival Caymmi – é um dos poucos a fugir dessa maldição. Mesmo sem repetir a genialidade de Luiz Gonzaga, o compositor e cantor carioca conseguiu se alinhar entre os maiores nomes de seu tempo, tendo a concorrência de craques como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Bosco e Djavan. A velha discussão sobre a paternidade real de Gonzaguinha – Luiz Gonzaga só lhe teria dado o nome – tem um reflexo curioso na arte. Acontece que sua música teve uma relação mais forte com o samba carioca e com o pop radiofônico do que com as tradições nordestinas remoldadas pelo pai. Sem falar
que o tom politizado de suas composições desagradava muito ao Rei do Baião, adepto de uma política feita por relações diretas, e não mediada ideologicamente. Com todas essas diferenças, não é verdade que Luiz Gonzaga tenha negado seu apoio ao filho, como diz certa passagem do filme Gonzaga, de Pai para Filho – provavelmente refletindo uma opinião de Gonzaguinha. Afinal, ainda em 1968, Gonzaga deu um bom impulso ao pouco conhecido filho gravando quatro músicas dele: Pobreza por Pobreza, Festa, Erva
Rasteira e Diz que Vai Virar. Três anos depois, quando Gonzaguinha ainda não era nenhuma celebridade, o pai gravou no disco O Canto Jovem de Luiz Gonzaga sua canção Morena e também o convidou para dividir microfone no clássico Asa Branca. Em 1979, Luiz Gonzaga voltou a gravar Gonzaguinha, agora numa parceria dos dois, Rio Brígida, que traz uma homenagem ao velho Januário, patriarca da família. Somando tudo, algum maledicente pode achar pouco. Deve mudar de opinião, porém, observando que, nesses anos 1960 e 1970, afora as desavenças com o filho, Luiz Gonzaga estava menos podendo ajudar do que precisando ser ajudado. Eram anos em que, mesmo influenciando artistas da bossa-nova, da música de protesto e do tropicalismo, sua sanfona
estava fora de moda na mídia nacional. O próprio Gonzaguinha notou isso e, em 1981, empenhou seu prestígio para ajudar o pai a se reerguer, saindo com ele em turnê e gravando ao vivo A Vida do Viajante. Ali, somaram deliciosamente memórias, vozes e instrumentos. Gonzaguinha assumia que o pai era um dos maiores representantes musicais do povo brasileiro, que ele tanto almejava retratar em suas canções. Gonzagão, por sua vez, reconhecia a pertinência da rebeldia do filho e também se declarava como "um artista de protesto". Nunca mais deixaram de produzir em parceria. Ao final da vida do pai, Gonzaguinha, outrora distante, transformou-se num dos mais ferozes defensores do seu legado.
Coração na boca Peito aberto Vou sangrando... Gonzaguinha (trecho da música Sangrando)
Em 1971, pai e filho dividiram o microfone em Asa Branca no LP O Canto Jovem de Luiz Gonzaga.
Cinema: novo James Bond. Teatro: Regina Duarte na peça Raimunda Raimunda. Bar: diversão e arte no D4 Boteco Galeria. Gastronomia: novo cardápio do All Seasons. Prazer do Vinho: entrevista com Dominic Symington. Visuais: gravuras e desenhos na Luzes do Norte.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
24
sexta-feira, 26 de outubro de 2012 Sony Pictures/Divulgação
d
cultura
Daniel Craig: ação mais intensa, tiros e explosões em 007 – Operação Skyfall. O vilão é vivido pelo espanhol Javier Bardem, que aparece loiro, estranho, com trejeitos de psicopata. E engraçadíssimo.
James Bond, espetacular. E sedução a jato de bond girls. Lúcia Helena de Camargo
M
ais cenas de ação, tiros de calibres variados, uma profusão de explosões. Assim é 007 - Operação Skyfall, novo filme da franquia que estreia nesta sexta (26) nos cinemas brasileiros, estrelado mais uma vez por Daniel Craig na pele de James Bond – o espião criado por Ian Flemming que possui licença para matar. Com história simples, este 23º filme da série parece concebido com objetivo de conquistar audiências cada vez menos afeitas a usar os neurônios para desvendar intrincadas tramas e
B
com crescente interesse em ver na tela efeitos espetaculares. A ação começa com o vazamento de dados confidenciais que revelam a posição de agentes infiltrados em células terroristas, colocando a vida de todos em risco. Bond se vê obrigado a demonstrar sua lealdade a M. (Judi Dench) para ajudá-la a resolver a questão. O espanhol Javier Bardem, ótimo como sempre, está loiro, estranho, com trejeitos de psicopata e engraçadíssimo no papel de Raoul Silva. Vilão dos tempos atuais, suas armas para
destruir o mundo ficam no ciberespaço. Ele se diz capaz de interferir nas transmissões de um satélite de comunicações, derrubar bolsas de valores, entre outras façanhas eletrônicas. Para combatê-lo, entra em cena o jovem Ben Whishaw, assumindo a função de Q. , antes inventor de traquitanas, agora transformado em um prodígio dos computadores. Mas James Bond já teve dias mais charmosos. Antes de Craig, foi vivido por Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton e Pierce Brosnan.
Com altos e baixos a depender da interpretação, Bond conservou a aura de sedutor que o caracteriza tanto quanto a maneira pela qual pede seu drinque dry martini no bar (shaken, not stirred – batido, não mexido). Em Operação Skyfall, porém, parece ter esquecido as técnicas para conquistar as bond girls. Não há mais a fase do galanteio, quando a moça resiste e ele então insiste, inventa um argumento infalível ou faz uma graça na qual ela cai. Mesmo assim, continua levando mulheres bonitas para a cama.
As beldades da vez são Naomie Harris (agente Eve) e Bérénice Marlohe, como Severin, com quem não gasta tempo nem saliva. Depois de uma rápida conversa no bar, surge sem mais delongas para "acompanhá-la" no banho de chuveiro. Entre as poucas sequências que incluem diálogos estão aquelas que mostram revelações sobre a infância de James Bond, além das cenas de tribunal nas quais a agência de espionagem MI6 tenta defender sua manutenção dentro da máquina de governo da Grã-Bretanha.
Para os fãs do espião sobra algum alento ao ver que em pelo menos um aspecto ele continua à moda antiga, retornando às ruas com seu legendário Aston Martin, apesar das reclamações de M. sobre o carro ser desconfortável.
007 - Operação Skyfall (Skyfall, EUA, Reino Unido, 2012, 143 minutos). Direção: Sam Mendes. Com Daniel Craig, Judi Dench, Javier Bardem, Ralph Fiennes, Naomie Harris, Bérénice Marloh, Ben Whishaw.
O GRANDE FESTIVAL DE
em antes da palavra globalização entrar na moda, muitíssimo antes da internet ligar todos os lugares, o cinema já cumpria a tarefa de levar realidades inusitadas a espectadores de todo o mundo. A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que está no 36º ano, desde o início trouxe essa diversidade. Agora mais do que nunca, principalmente em razão da facilidade digital. Nesta edição, a maioria dos filmes chegou nesse formato. Somente 35% vieram em 35 milímetros. A diretora da Mostra, Renata de Almeida, embora não aprecie o panorama em termos técnicos, admite que precisa se acostumar à nova realidade. "A propaganda que fizeram era de que o formato digital facilitaria a nossa vida. Mentira. Temos mais problemas, porque acontece de o arquivo chegar corrompido e isso compromete toda a projeção. Tenho saudades do tempo em que buscávamos latas de películas no aeroporto, porque sabia que ali dentro estava o filme e pronto", diz. Em uma das sessões das quais a repórter do DC participou ocorreram justamente problemas relacionados ao arquivo digital. A sessão do documentário O Grupo Voina (Zavtra, 2012,
Curiosos documentários, comédias, dramas intensos. Mais duas semanas com filmes de vários cantos do planeta. Fotos: Divulgação
Rússia, 90 minutos) começou (no Espaço Itaú do Shopping Bourbon) depois do horário previsto e foi interrompida por duas vezes por problemas técnicos, explicados ao público como relacionados "ao arquivo do filme". De todo modo, podemos apenas torcer para a tecnologia se tornar mais confiável, pois, como lembra Renata: "Esse é o futuro e logo chegaremos perto dos 100% dos filmes em digital". Protesto russo – O documentário O Grupo Voina mostra o coletivo de artistas russos que ficou conhecido por virar viaturas de polícia, na cidade de São Petersburgo, em protesto contra as políticas e a corrupção do governo. Eles gravavam em vídeo suas ações e colocavam as imagens no site YouTube. Alguns foram presos, outros continuaram nas ruas. Quem se interessar pela bizarra trajetória do grupo pode conferir na Mostra. Será exibido nesta sexta (26) às 14h no Espaço Itaú de Cinema Augusta e no domingo (28), às 22h50, no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca 6. Outro documentário curioso é A Árvore dos Morangos (El Árbol de las Fresas, 2011, Canadá, 71 minutos), que mostra uma pequena vila de pescadores em Cuba, filmado um pouco antes do furação Ike
destruir o local. Exibição no domingo (30), às 18h, no MIS. A Mostra segue até 2 de novembro. Entre as atrações das próximas semanas está também A Parte dos Anjos (The Angel's Share, 2012, Reino Unido/ França/ Bélgica/ Itália, 101 minutos), de Ken Loach. O britânico mistura com humor jovens criminosos, crise econômica e gravidez inesperada, perfazendo uma história consistente. O protagonista é Robbie (Paul Brannigan), que vê sua luz no final do túnel graças à descoberta de que tem talento para degustar uísque escocês. A última exibição acontece no sábado (27), às 15h45, no Cine Livraria Cultura. Deve estrear no circuito em 2013. Se quiser rever um dos grandes filmes de todos os tempos, Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962, Reino Unido, 159 minutos) chega restaurado em seu aniversário de 50 anos. Passa na quarta (31), às 19h40, no CineSesc. Já quem busca premiados pode apreciar Crianças de Sarajevo (Djeca, 2012, Bósnia-Herzegovina/ Alemanha/ França/ Turquia, 90 minutos), da diretora Aida Begic (foto à esquerda), que recebeu menção honrosa do júri em Cannes e é um dos pré-indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Retrata a vida de dois adolescentes órfãos da guerra da Bósnia. Exibição no sábado (27), às 15h10, no Cidade Jardim Cinemark 6, e mais duas sessões. Antes de sair de casa, consulte o site www.mostra.org, pois a programação pode mudar. (LHC)
Lawrence da Arábia: épico de 1962 chega restaurado ao seu aniversário de 50 anos.
A Parte dos Anjos, de Ken Loach: a redenção pelo uísque escocês.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
25
Denise Ricardo/Divulgação
d
cultura
Da happy hour à balada: D4.
Saulo Segreto e Regina Duarte em Raimunda Raimunda, na qual atua e dirige.
Armando C. Serra Negra
A DUPLA VOLTA DE REGINA Atriz Regina Duarte comemora os 50 anos de carreira com estreia na direção Sérgio Roveri
U
ma exposição com centenas de fotos e vídeos dos momentos mais marcantes de sua carreira. A negociação com a prefeitura de Campinas para transformar a pequena casa em que viveu dos seis aos 18 anos em um centro cultural que levará seu nome. E, finalmente, a estreia como diretora teatral em uma peça que fala de uma retirante nordestina em busca da felicidade. Sossego é o que Regina Duarte menos quer na comemoração dos seus 50 anos de carreira. "Chegam a me perguntar se eu não fico cansada de tudo isso", disse a atriz. "Eu respondo que não. Cansada, jamais. Todo este trabalho me alimenta." Raimunda Raimunda, a peça em que Regina Duarte atua e dá seus primeiros passos na direção, foi escrita pelo dramaturgo e escritor piauiense Francisco Pereira da
Silva (1918-1985) e pode ser vista no Teatro Raul Cortez. "Meu maior medo nesta minha estreia na direção foi o de sucumbir ao excesso de influências", revela. "Em 50 anos de carreira, passei pelas mãos de diretores maravilhosos como Walter Avancini, Daniel Filho, Antunes Filho e Gabriel Villela. Aprendi tanto com eles que corria o risco de colocar nesta peça um pouco das lições que cada um me passou. Mas acredito ter encontrado a minha assinatura." Dois atos – Dividida em dois atos e com oito atores no elenco, Raimunda Raimunda mostra a trajetória de uma mulher nascida no Ceará que decide tentar a vida no Rio de Janeiro, com o objetivo único de ser feliz. Regina Duarte estava afastada dos palcos paulistanos desde 2005, quando, dirigida por José Possi Neto, protagonizou Coração Bazar, solo em que reunia
a expressão de vários autores brasileiros sobre a figura feminina. A investigação do papel da mulher brasileira na sociedade continua no centro do foco da atriz, ainda que Raimunda Raimunda se prenda a aspectos mais regionalistas. "Gosto de fazer espetáculos que funcionem como um espelho da mulher brasileira", diz. "Tenho muito interesse em retratar mulheres atraentes, do ponto de vista da sensualidade e também da esperteza. Raimunda Raimunda é uma peça sobre a busca da felicidade e as opções que a gente faz neste sentido. De certa maneira, este trabalho me obrigou a pensar nas opções que eu fiz na minha com o objetivo de ser feliz." A atriz define Raimunda Raimunda, que se passa entre as décadas de 1940 e 1950, como um espetáculo barroco com um toque de Irma Vap – em referência
às incontáveis trocas de figurino. Regina Duarte, filha de pai nordestino, diz que se apaixonou pelo texto de Francisco Pereira da Silva assim que o leu pela primeira vez. "Eu diria que a literatura do Chico Pereira é parente da de Ariano Suassuna. Infelizmente, quase ninguém no Brasil a conhece." A temporada de Raimunda Raimunda irá coincidir com a abertura da exposição comemorativa dos 50 anos de carreira da atriz. A mostra, inaugurada no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, chega a São Paulo no próximo dia 10, no prédio do Liceu de Artes e Ofícios, no bairro do Bom Retiro.
Raimunda Raimunda. Em cartaz no Teatro Raul Cortez. Rua Doutor Plínio Barreto, 285. Tel.: 2122-4070. Sexta às 21h30. Sábado às 21h. Domingo às 18h. R$ 50 a R$ 60.
Novas séries na telinha Alex Carvalho/Divulgação
Fotos: Divulgação
Aline Moraes e Danton Mello em Como Aproveitar o Fim do Mundo.
S
egundo suposta previsão do calendário Maia, o fim do mundo está próximo, mais precisamente acontecerá no dia 21 de dezembro deste ano. Partindo deste princípio, temos 56 dias para aproveitar ao máximo o tempo que nos resta. É exatamente assim que Kátia, a heroína da nova série da Rede Globo , Como Aproveitar o Fim do Mundo , pensa. O mesmo time que criou a hilária e bem-sucedida franquia Os Normais – roteiro de Fernanda Young e Alexandre Machado e direção-geral de José Alvarenga Jr – se reúne outra vez, só que agora para contar uma história de amor que gira em torno da temática apocalipse. A série, que estreia na quinta (1) no horário das 23h30, antes ocupado pela novela Ga br ie la , terá oito episódios, sendo o último transmitido no dia 20 de dezembro, véspera do suposto fim dos tempos. Os personagens principais são Kátia (foto) e Ernani, interpretados por Aline Moraes e Danton Mello. Ela é mística e acredita piamente no fim dos tempos, e ele, certinho e ateu, nem tanto. Na trama, a personagem de Aline Mo-
Erika Januza e Fabrício Boliveira vivem par romântico em Suburbia.
Ana Barella raes irá aproveitar seus últimos dias para fazer tudo o que já teve vontade: estourar o limite de um cartão de crédito a beijar debaixo da chuva, entre outras maluquices, tudo com um humor bem afiado, que beira o negro. Para Alexandre Machado, Kátia e Ernani representam os dois opostos básicos: as pessoas que são céticas com relação ao lado místico da vida e as pessoas que acreditam em qualquer bobagem. "Nós esperamos que a Kátia envolva o público em seus delírios apocalípticos, assim como conquista Ernani na trama", conta Alexandre. Fernanda Young diz que teve que se colocar no lugar de Kátia para entender como ela se sentiria diante do fim do mundo e isso a fez pensar sobre o que é realmente importante em sua vida. E ainda acrescentou: "Quem quiser saber minha visão a respeito do apocalipse, deve assistir o programa e ver os desejos e vontades de Kátia e Ernani". Suburbia - Logo após o capítulo de estreia de Como Aproveitar o Fim do Mundo, a Globo irá exibir o primeiro episódio de S ub u r bi a . Também
transmitido em oito partes, o seriado foi idealizado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho e Paulo Lins, escritor do livro que originou o filme Cidade de Deus. A trama principal gira em torno de uma família de negros que
mora em um subúrbio carioca no início dos anos 1990. As histórias, construídas através de flash b ac ks , têm temáticas como cultura negra, religião, violência e a união entre os moradores de comunidades pobres. O elenco é formado por negros e mulatos e traz atores desconhecidos, muitos sem nenhuma experiência em televisão ou teatro. O diretor Luiz Fernando Carvalho também foi atrás de integrantes de grupos culturais, como Nós do Morro e Afro Reggae, e de companhias teatrais, como Comp anh ia dos Comuns, que trabalham em comunidades carentes para compor o elenco. Luiz Manoel de Souza, que interpreta o pai de Conceição, a personagem principal de Suburbia, é um bom exemplo da inclusão de pessoas reais na série, pois é ligado a uma ONG que trabalha com meninos de rua.
Como Aproveitar o Fim do Mundo - Estreia 1° de novembro. Às 23h30. Todas as quintas na Rede Globo. Suburbia - Estreia 1° de novembro. Logo após Como Aproveitar o Fim do Mundo.
H
oje às cinco da tarde eu enlouqueço. Passeando pela rua Oscar Freire, olhando as vitrinas, fazendo comprinhas, comendo um doce, tomando sorvete, ou um café. Horário de verão, sacolas na mão... E mais uma esticadinha de pernas, subindo 50 metros pela rua da Consolação à direita, será recompensada com uma excelente happy hour no D4 Boteco Galeria. Fachadinha alta envidraçada, código de barras limpando os pés, alta cortina em feltro bordô quebra a curiosidade dos passantes na calçada, sentindo-se convidados a entrar pelo que veem da entrada estreita. Garantia de privacidade dos clientes. Visual popvanguarda, falsamente compacto como se há de ver, à direita Naiara dá as boas vindas e entrega o cartão, antecedendo o espelho que vai do chão – de cimento queimado – ao teto. Pé direito duplo, caveirão hype multicolorido de blocos de Lego sorri, a frase pixada no beiral do mezanino antepara a surpresa. Absolut(R$ 17)amente tudo está à venda no cenário de vernissages mensais, uísque oito anos (R$ 20), vestuário de estilistas famosos. Vale a pena conhecer a arte de Kika Goldstein, em quadros de várias técnicas, até 18 de novembro, pendurados nas paredes grafitadas: Markone, Simone Sapienza, Ronaldo Inc, entre outros. A velha técnica estêncil, do pioneiro Alex Vallauri (19491987), vem aplicada nos bigodes em sua homenagem. Mesas e cadeiras Budweiser (R$ 10) confortáveis, laqueadas em negro ressaltam as cores, vis -à-vis a sofás capitonê tipo Chesterfield, um preto menor de canto, outro
dourado correndo o salão. Ao fundo, pequeno balcão recheado e três cadeirões vermelhos com mola, de lado o néon rosa pisca "relax" e lembra coquetel: Serge Gainsbourg (vodca com infusão de pimenta, morango fresco, licor de morango, hortelã, suco de limão – R$ 22). Servido pelo craque Pelé. A luz negra da escada segura até 0h, quando abre a pista de dança. O sossegado fim de tarde, esquentando aos poucos na troca progressiva de público, vira a maior balada – quem diria! Intimista, o espaço é suficiente para apenas 60 pessoas curtirem
apertadas o hit do momento. Mix de chef e DJ residente, Ortiz Maldonado sugere petiscar um buraquinho quente (pão de Carolina tostado com carne louca – R$ 35), bruschetta (queijo de cabra e tomate confit – R$ 31) e coxinhas da Dadá (R$ 31); para bailar acelera no Ghetto Funk, Hip Hop e Flashback. A festa rola a partir de terça-feira e só para no domingo (de quintafeira a sábado, consumação mínima de R$ 80 para homens e R$ 40 mulheres). Gente transada, sem dúvida. Ortiz confirma a tendência avant garde do D4: "Aqui badalam de desembargadores a drag queens". Demorou!
D4 Boteco Galeria. Rua da Consolação, 3417. Tel.: 2338-8910. www.d4botecogaleria.com.br
Gainsbourg: vodca com infusão de pimenta, morango fresco, licor de morango, hortelã, suco de limão. Fotos: Newton Santos/Hype
DIÁRIO DO COMÉRCIO
26
d
cultura
É
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Mil folhas de lagosta e aspargos verdes. Abaixo, delícia Bacuri.
Um guerrilheiro zinfanático José Guilherme R. Ferreira
B
Todas as estações no menu de três tempos
um restaurante de hotel, mas em nada lembra o costumeiro bufê desolado no qual se servem aqueles hóspedes cansados demais para sair à noite. O All Seasons, que fica no lobby do hotel Golden Tulip, na Alameda Santos, acaba de inaugurar um novo cardápio no jantar com sabores e apresentação impecáveis. As criações são do suíço Christophe Besse, que comanda a cozinha da casa. Custa R$ 59 por pessoa, incluindo entrada, prato principal e sobremesa. Bebidas e serviço são cobrados à parte. Aniversário - O All Seasons completou 13 anos em setembro. Para comemorar, repaginou também o visual do salão, agora com cores mais claras, novas poltronas, piso de madeira, mudança no revestimento das paredes e móveis novos. Para começar, escolha uma entre três entradas: rolinho de atum fresco e presunto Parma, alho-poró e palmito pupunha, ao azeite de baunilha; ou mil folhas de lagosta com aspargos verdes e maionese verde; ou ainda raviolini de queijos brie e St Maure, fondue de alho-poró e bouillon de livèche (sopinha com vegetais e ervas). Para prato principal, as opções são filé de pargo em escama de champignons, espinafre ao limão siciliano, servido com bisque ao curry vermelho e leite de coco; ou lasanha de pato com laranja, petits pois (ervilhas), pupunha e cogumelos porcini. Ou filé Wellington (a carne vem dentro de uma massa folheada),
Lúcia Helena de Camargo Fotos: Mauro Holanda/Divulgação
aspargos e pupunha grelhado. Doces – Convém chegar à sobremesa com certo espaço no estômago, pois você não vai querer dispensar os doces. Com apresentação exímia e em porções generosas, fique com a feuillantine (espécie de torta) de pera, acompanhada de sorvete pistache, se for amante de frutas. Caso prefira algo com chocolate, a pedida é a Delícia Bacuri de chocolate, com creme de manga. E para os amantes de coco, há a musse de coco ao sabayon (parecido com uma mousse) de cardamomo (especiaria de origem asiática). O menu fechado para as três etapas está sendo servido apenas no jantar, de segunda a sábado, das 19h à meia-noite. O preço vale até o final do mês. Em novembro, cada prato passará a ser cobrado separadamente. Bufê aos sábados - Outra novidade do All Seasons é o bufê de almoço aos sábados (do meiodia às 16h), que serve feijoada, entre outros pratos, a R$ 40 por pessoa. Acaba funcionando como um brunch, já que inclui itens de café da manhã. São servidas terrines como a de musseline de linguado e lagostinha ao perfume de laranja; além de mosaico de legumes, foie gras (fígado de ganso) e aspargos verdes; patê de pato com laranja; terrina de galinha d'Angola com pera e geleia de framboesa, diversos tipos de saladas verdes, com legumes e frutos do mar, quiches, salmão defumado, e uma opção de sopa. Há ainda aos sábados o serviço
chamado de "cozinha espontânea", com pratos preparados ou finalizados na hora, à mesa. As opções mudam a cada semana. Entre as mais frequentes aparecem as muito pedidas pelos clientes, como a carne assada fatiada da maneira que for pedida; o steak tartare (carne bovina crua, picada na ponta da faca) temperado na hora do pedido com alcaparras, azeite, gema crua (opcional), entre outros ingredientes; o peixe defumado ou marinado fatiado na hora ou a peça de picanha inteira. Há ainda as massas feitas no momento. E para adoçar o final da refeição, frutas, pequenas tortas e mousses. O ótimo serviço, atencioso sem ser excessivo, faz tudo funcionar ainda melhor.
All Seasons. Alameda Santos, 85. Jardins. Tel.: 2627-1336. www.restauranteallseasons.com.br
À esquerda, filé Wellington (envolto em massa folheada) com aspargos e pupunha grelhados. Acima, raviolini de queijo brie.
COSTELA A churrascaria argentina La Caballeriza começou a servir costela assada na brasa (foto) no almoço às quartas-feiras, do meio-dia às 16h. Vem acompanhada de arroz, feijão e farofa em uma bem servida porção. Custa R$ 51 por pessoa. Para harmonizar, há uma carta de vinhos com 150 rótulos. Alameda Campinas, 530. Jardim Paulista. Tel.: 3541-2220.
ruce Patch, vinicultor cultuado em Sonoma, ajuda com suas próprias armas a promover os vinhos da uva Zinfandel – cepasímbolo do esforço americano na viticultura; uva cultivada com vigor na Califórnia a partir de 1852. A Zinfandel é a mesma Primitivo, manejada desde o final do século XVIII na Puglia, sul da Itália. Sofisticadas pesquisas genéticas mostram que a Zinfandel é descendente da cepa Crljenak Kastelanski, nativa da Croácia. Decifrada a gênese, depois de vários períodos de produção de vinhos extremamente rústicos, partiu-se nas últimas décadas para o aperfeiçoamento do cultivo e da vinificação. Bruce criou a Wine Guerrilla, marca de seus vinhos de butique, com Zinfandel colhida em alguns escolhidos vinhedos nos vales Dry Creek, Russian River, Alexander e, claro, Vale do Sonoma. Um Wine Guerrilla de Sonoma acaba de ser lançado, com uvas do renomado vinhedo em Monte Rosso. À luta particular de Bruce somam-se iniciativas mais abrangentes, relacionadas à qualidade da matéria-prima. Em 1995, mudas das melhores e mais antigas videiras de Zinfandel foram plantadas para estudo numa estação experimental da Universidade da Califórnia-Davis (UCD), em Oakvil-
le, no Vale do Napa. A UCD, como se sabe, tem sido centro fundamental de formação de profissionais para o desenvolvimento da viticultura nos EUA. O projeto na UC-Davis, batizado de Zinfandel Heritage Vineyards, é patrocinado pela ZAP (Zinfandel Advocates and Producers) e já mostrou os primeiros resultados. Há três anos, os pesquisadores lançaram a primeira seleção certificada (sem vírus) para viveiros comerciais.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)
www.wineguerrilla.com www.zinfandel.org
Audácia na busca do insólito Aquiles Rique Reis
C
osmeDamião (independente) é o CD instrumental/autoral que reúne o pianista Fernando Moura e o percussionista Ary Dias. Fernando, músico com formação erudita, compositor de temas e trilhas para televisão e cinema, e Ary, ex-integrante do grupo A Cor do Som, vocalista e compositor, despiramse de dogmas e se lançaram ao trabalho. Para tocar junto, logo perceberam que não valiam as certezas; vislumbraram que a criatividade necessitava que sentissem, um no outro, apoio para a digressão, para a inventividade. Soltaram-se e criaram – reinventaram-se. O resultado é uma sonoridade especial, vinda pelas mãos de quem se dá ao desapego pelo já testado e pela audácia na busca do insólito. Criação de Bicudos ( Fe rnando Moura) é a primeira faixa. O piano toca o tema, muito bem concebido pelo autor, aliás, e usa e abusa dos improvisos. A percussão segura as pontas. A percussão sola e improvisa. O piano volta... Íntegro, o duo expressa múltiplas soluções musicais. Lindo começo. Tamborins e piano iniciam Ar ma ndo ’s R h u m ba , clássico jazzístico do pianista e compositor Chick Corea, e uma ótima escolha de Ary e Fernando. Tumbadoras acaloram o ritmo. Sem elas, o piano sola e improvisa. Voltam as tumbas e a levada contagiante. À percussão ainda cabem dois curtos intermezzos. Pedra do Leme (Fernando Moura) é a quarta faixa. Arrítmico, o piano inicia. Um discreto triângulo dá a pala de que o ritmo logo se intensificará. Bela é a melodia. O piano sente a percussão chegar e, com notas dedilhadas, prosseguem juntos.
A quinta faixa é Tudo Piano, de Fernando Moura. O piano percute, a percussão soa. O piano sola. A percussão varia suas possibilidades. Quase lírico, o tema é sincopado. O ritmo ganha força. Tornando a percutir as notas, o piano segue com a melodia... Um ponto de candomblé, Afro Bebê (Ary Dias e Fernando Moura) é a única música com letra no disco. Cantada por Ary, arrepiando na percussão, o piano de Fernando volta a percutir as notas, somando-as à percussão e improvisando sobre o tema. O canto volta. A harmonia é recriada. A repetição do desenho do tema contagia. O piano se solta... CosmeDamião (Ary Dias e Fernando Moura), tema que empresta o nome ao CD, é a melhor música do álbum. O piano, tocando notas graves, e a calimba trocam ideias. O ritmo se achega. O piano toca suave. Cuíca e tamborim se revezam em rica sonoridade. O piano torna a se achegar para solo e improviso. A cuíca está presente... Água de Beber (Tom Jobim e Vinícius de Morares) é outra boa sacada do duo. Dando-se a uma música bastante conhecida, Fernando e Ary possibilitam ao ouvinte uma melhor percepção daquilo que são capazes de bem tocar. E assim é. CosmeDamião está impregnado por um som distante daquele que seria possível imaginar e esperar ouvir de um duo de piano e percussão. Recursos harmônicos, melódicos e rítmicos surgem inesperados, incomuns, dando-lhes sabor de coisa nova, despertando a curiosidade experimentada diante do inesperado.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4
SHOW Os Mulheres Negras, dupla formada por André Abujamra e Maurício Pereira, sobem ao palco da Casa de Francisca neste sábado (27), às 22h30. Rua José Maria Lisboa, 190, Jardim Paulista (travessa da Av. Brigadeiro Luis Antônio). Tel.: 3052-0547. Reservas somente através do site www.casadefrancisca.art.br. Couvert artístico: R$ 53.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
27
d
cultura
"Quem prova um bom Porto fica escravo para sempre" Carlos Celso Orcesi da Costa
O
Diário do Comércio entrevistou um dos sócios da mais famosa dinastia do Vinho do Porto, produtora do Graham's, Warre's e Dow's. E desde 1990 também de vinhos de mesa. O enófilo do DC, Carlos Celso Orcesi da Costa, procura revelar o pensamento e se possível a alma de Dominic Symington (se pronuncia siminton e não no inglês saimington).
DC – A Symington vem do comércio de vinho do Porto. Quando começou a produzir o próprio vinho? Dominic Symington – Tudo começou em 1882 quando meu trisavô Andrew veio da Escócia importar vinho para o mercado britânico. Casou-se com uma luso-britânica, filha de produtor de vinho do Porto, e acabou se tornando proprietário. Pouco tempo depois, em 1894, adquiriu a primeira propriedade onde hoje estão as atuais Quintas do Bomfim, Zimbro e Nossa Senhora do Ribeira. Estamos agora na quinta geração. Porque Portugal, e em especial o Douro, apesar do exemplo do mítico Barca Velha, demorou tanto tempo para explorar o mercado de vinhos de mesa? Não sei; concordo que potencial havia. Talvez os proprietários fossem por natureza conservadores, tivessem receio de inovar. Quando a nossa atual geração despontou para assumir a direção da Symington, por volta de 1980, lembro-me de meu pai e meu tio a dizerem: "Nós não somos produtores de vinhos de mesa". Isso mostra como é importante a renovação, principalmente nas empresas familiares. Quando um lidera a tendência é de que se sinta infalível. Em nossa empresa qualquer dirigente que atinja 65 anos... porta para fora (risos). A tendência é que cada nova geração deixe a sua marca. Outra tradição que seguimos é a de que nossos filhos, depois da universidade, trabalhem fora por mais ou menos oito anos. Que sejam engenheiros, médicos, enólogos, mas devem ganhar experiência fora da proteção familiar. Os que se revelarem competentes e apaixonados terão seu lugar. Meu filho, por exemplo, nas últimas férias, trabalhou como enólogo assistente na colheita do Quinta do Roriz (onde é produzido o Chryseia) e terá aprendido bastante ajudando na vinificação. Mas como ainda não completou o ciclo foi tratado como um trabalhador qualquer. Hoje, a empresa produz vinhos tranquilos de todos os preços. Dos dez que provamos aqui na Mistral, apenas dois são Porto; os outros oito foram de mesa! Sim, tínhamos planos de começar e de fato adquirimos a Quinta do Roriz, às margens do Rio Douro, com esse objetivo. Aí aconteceu uma coincidência. Bruno Prats é amigo da família. Depois que vendeu o Cos d'Estournel (Bordeaux classificado em 1855) famoso pela elegância, ele
estava meio sem saber como investir o dinheiro e veio nos fazer uma visita. Conversa vai, conversa vem, teve que... remarcar a passagem de volta. A Prats & Symington surgiu com o objetivo – hoje reconheço que foi 'um pouco ambicioso demais' (risos) – de produzir o melhor vinho português. O projeto Chryseia (Douro em grego antigo), produzido apenas nos melhores anos, busca finesse e sofisticação (R$ 358... e consegue! O melhor vinho da mostra, 94 pontos). O Altano branco é fresco e aromático (R$ 56) e o Altano Reserva Quinta do Ataíde é denso e exuberante, de um único vinhedo de Touriga Nacional (R$ 134 ao ver do entrevistador CCOC o melhor na relação custo-benefício, com 90 pontos). Hoje, felizmente somos os maiores proprietários de vinhedos na região do Douro, com 947 hectares divididos por 27 quintas. Qual o equilíbrio entre os dois tipos de vinho no portfólio da Symington? Ainda estamos a vender 85% de Porto e 15% de vinhos tranquilos. Mas a tendência é de crescimento nas vendas dos vinhos de mesa. Há uma queda mundial no consumo de Vinho do Porto? Ou, considerando a abertura de novos mercados, como por exemplo a China, há como que um "empate", situação de não-crescimento? Qual seria a causa? Há dois fatores. Nós, produtores de Porto em geral, nos acostumamos com o mercado de massa europeu. Os Tawny e Ruby (jovens, pouco envelhecidos, com descanso rápido em balseiros de 30 mil litros) vendem por volume. Poucos partiram para o mercado global, como nós. Somos poucos a divulgar o Vinho do Porto mundo afora, como aqui hoje, trabalhando como formiguinhas. O segundo fator é o envelhecimento do consumidor tradicional de meia-idade (França e Bélgica), sem que ganhemos novos consumidores na mesma velocidade. De certo modo isso não afeta tanto a Symington, que trabalha no mercado mais seletivo dos topos de gama. Recentemente o Graham's Tawny 1952 foi servido pela Rainha Elizabeth II na comemoração dos 60 anos de seu reinado. Outro fator não estaria na vida corrida desta era cibernética, sem tempo para a sobremesa? Vinhos fortificados pedem calma, quase reflexão, não é mesmo? Correto, falta tempo. Os jovens estão a correr por necessidade; nós de meia-idade a correr para não ficarmos muito atrás deles. Mas afinal o que nos impede de degustar um LBV - Late Bottled Vintage (mistura de várias safras, envelhecido em pequenos barris de 550 litros) num sábado à tarde, com nossa mulher e filhos, ou um Tawny bem frio num dia de verão? Cá no Brasil, ainda é preciso dizer, a carga tributária dificulta demais a
comercialização. Um Graham's 10 Anos custa 18 euros nas lojas em Portugal, algo como R$ 48. No Brasil, o mesmo vinho é vendido por R$ 150. Veja, Carlos, temos portanto vários desafios a superar na conquista de novos consumidores, porém, eu prefiro ser otimista: quem prova um bom Porto fica escravo para sempre. Faz lembrar famosa propaganda brasileira: "A primeira vez a gente nunca esquece". Na mesma linha, como lembrou José Luiz Pagliari, o Brasil chegou a ser o maior importador de Porto no começo do século XX. Minha avó Georgina me "autorizava" a beber um golinho e eu estava sempre pedindo mais! Depois o consumo caiu. Como recuperar esse mercado? Devemos realizar mais campanhas e promoções. E também fazer esse trabalho de convencimento, de levar o vinho aos formadores de opinião, para que divulguem as suas qualidades. Temos também tentado chegar aos jovens com vinhos rosados para beber gelados. Outra vantagem do Porto em relação aos vinhos de mesa é que qualquer Tawny pode ser aberto hoje e durar três meses sem que mudem suas características. Então, você não precisa consumir o Porto numa única noite, mas bebê-lo aos poucos, em boa companhia. Qual a principal qualidade do Vinho do Porto, algo que pudesse dizer para que as pessoas ficassem estimuladas a experimentar pela primeira vez?
Eu diria em resumo que o Porto, de todos os fortificados doces (não me refiro aos secos do tipo Jerez), é o que tem mais acidez natural. Então, não produz aquele gosto excessivamente doce que fica na boca. Claro que tem doçura, porque a fermentação é interrompida com a adição de aguardente antes de completada a fermentação. Afinal a ideia é que seja um vinho para acompanhar frutas e principalmente doces. Mas o Porto não dá aquele doce enjoativo porque o blend de uvas tem caráter, a resultar num conjunto bem balanceado. À saúde dos futuros consumidores brasileiros! (risos)
Zé Carlos Barreta/Hype
Na ficha de prova escrevi do Graham's Vintage Port 1997 que era "puro charuto, folha de tabaco e ameixa". E Dominique Symington começou essa parte da palestra dizendo que era... "folha de tabaco". Porém essa "folha" é cara: R$ 540, até porque se trata de um vintage (uma única safra) maravilhoso, fora de série, nota 94. Provamos também o Graham's 10 Anos (R$ 150) bom para o dia a dia. Se uma garrafa pode ser consumida durante 30 dias, serão apenas R$ 5 por dia. Feliz... escravidão!
Dominic Symington, um dos sócios da mais famosa dinastia do Vinho do Porto
O drama judaico, num estudo belo como um grande romance.
U
m romance sobre romances. Assim, paradoxalmente, pode ser definido o estudo acadêmico Passagens – Literatura judaico-alemã entre gueto e metrópole, de Luís S. Krausz, publicado pela Edusp e pela Fapesp. Ainda que cuidadosamente pesquisado entre centenas de fontes e meticulosamente documentado, esse livro, mais do que como um conjunto de ensaios notavelmente erudito e informativo, se lê com a emoção, a admiração, o prazer, o encantamento e, mesmo, a suspensão do fôlego com que se lê um grande romance da tradição clássica. Trata-se da saga, também drama, epopeia e que acabou redundando em tragédia, do encontro da cultura judaica tradicional dos chamados guetos da Europa Oriental com a cultura iluminista, principalmente alemã
Renato Pompeu e austríaca, em particular nos séculos XIX e XX. Durante séculos, desde a destruição do Segundo Templo em Jerusalém pelos romanos, no começo da era cristã, e especificamente desde a Idade Média, a grande maioria dos judeus da Europa tinha vivido como que "fora do tempo", mais especificamente, fora do tempo europeu. Particularmente os judeus da Europa Central e da Europa Oriental moravam nos bairros murados nas cidades de regiões de língua alemã e nas aldeias exclusivamente judaicas nas áreas rurais das regiões de línguas eslavas, notadamente na Polônia, como que sem presente, num tempo só constituído pelo passado bíblico e pela espera da futura vinda do Messias. A Polônia era de longe o país de maior população judaica da Europa em fins do século XVIII. Então ocorreram dois eventos cruciais. De um lado, a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra,
começava a atingir os países de língua alemã. De outro lado, a Polônia até então independente foi repartida entre a Alemanha, a Áustria – países em que os judeus, embora discriminados, se viram livres para circular –, e a Rússia, em que se viram confinados às regiões mais ocidentais. Na Alemanha e na Áustria, se estava disseminando o iluminismo, o culto à razão, à ciência, aos direitos humanos encarnados no lema da liberdade, igualdade e fraternidade. Muitos judeus fizeram então uma dupla migração, material e espiritual: fluíram dos guetos e das aldeias para as grandes metrópoles como Berlim e Viena e procuraram assimilar a nova cultura "ilustrada", passando a encarar como retrógrada,
obscurantista e supersticiosa a sua secular cultura tradicional. Mas, conforme Krausz descreve com mão de artista, a atitude dos judeus que procuravam se assimilar como cidadãos dos nascentes Estados nacionais e "de confissão mosaica", e não mais como "gente de nação" judaica, tal como foi expressa em seus trabalhos de ficção, em particular em romances, foi muito mais ambígua e muito mais complexa do que essa simples ansiedade de ficar em dia com o progresso e com as Luzes. Acontece que, se a Revolução Industrial e o Iluminismo estavam proporcionando uma vida material bem mais confortável e liberdades individuais muito maiores do que as vigentes nos
guetos e nas aldeias, também estava ocorrendo um rebaixamento não só da espiritualidade encarnada na religiosidade, como também na solidariedade da vida comunitária. Se estava passando da comunidade, em que todos tinham um papel a cumprir em benefício de todos os outros, para a sociedade, em que cada um vela exclusivamente por si. Examinando as obras de escritores bem conhecidos, como Heinrich Heine, e outros bem menos lembrados, como Joseph Roth, Krausz nos descreve de modo pungente e emotivo os dilemas cruciais dessa situação. De um lado, tanto os personagens como os autores desses romances, assim como os judeus comuns de seu tempo, ansiavam pela modernização e pela assimilação, ao mesmo tempo em que viam que a
modernização não era tão perfeita e tão maravilhosa quanto se alardeava, e em que sentiam que a assimilação não era tão completa quanto se prometia – continuavam encarados com desconfiança pela maioria cristã, mesmo laica e até mesmo ateia. De outro lado, encaravam a cultura judaica tradicional com um misto de menosprezo por seu "primitivismo" e de admiração e nostalgia, pelo seu comunitarismo. Conforme o autor e o romance, e conforme cada personagem, essas contradições predominavam de modo diferente em cada caso. Até que esse nó entre assimilados e tradicionalistas foi desatado quando todos os judeus na Europa foram igualados entre si como vítimas do Holocausto. Que a esperança nunca morre, prova essa bela homenagem de Krausz a essa saga já milenar.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
28
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
RENASCIMENTO EM PRETO E BRANCO
d
cultura
Exposição Luzes do Norte exibe gravuras e desenhos do Renascimento alemão doadas pela família do barão Edmond de Rothschild ao Museu do Louvre. Entre os artistas, destaque para Albrecht Dürer.
O
olhar atento (e demorado) dos visitantes do Museu de Arte de São Paulo (Masp) mira de bem perto cada uma das telas do belo conjunto de gravuras e desenhos do Renascimento alemão na exposição Luzes do Norte. Em cartaz no segundo andar do museu, as atraentes obras fazem parte da coleção de 100 mil peças doadas pela família do barão Edmond de Rothschild ao Museu do Louvre em 1935. A exposição apresenta 61 gravuras e desenhos e foi idealizada por Pascal Torres, curador do museu francês, a pedido de Teixeira Coelho, curador do Masp. Do Louvre vieram preciosidades do Renascimento alemão, a maioria criada por Albrecht Dürer (1471-1528). Também é possível encontrar obras de
artistas como Albrecht Altdorfer, Martin Schongauer, Augustin Hirschvogel e Israhel van Meckenem. A mostra ainda expõe dois óleos pertencentes ao acervo do Masp: O Poeta Henry Howard, Conde de Surrey (1542), de Hans Holbein, o Jovem, e Retrato de Jovem Aristocrata (1539), de Lucas Cranach, o Antigo. Na opinião de Henri Loyrette, diretor presidente do Louvre, o público brasileiro poderá contemplar algumas das mais belas obras gráficas alemãs conservadas até hoje. E não deixa de ser uma chance especial já que o acesso a esses trabalhos, por sua fragilidade, é raro, e faz com que muitos deles sejam pouco conhecidos. Não é o caso da xilogravura O Rinoceronte, criada por Dürer em 1515, e um dos destaques
Rita Alves da mostra. A obra é considerada a representação de um animal mais influente das artes. O mais curioso é saber que Dürer nunca viu um rinoceronte, mas conseguiu representá-lo por meio de uma descrição e de um rascunho feito por um artista anônimo. Outra xilogravura de Dürer, intitulada A Santíssima Trindade (abaixo, à esq.), também está entre as principais abrigadas no Masp. A obra mostra Deus-pai amparando o Cristo morto e, acima dele, a representação do espírito santo, simbolizado por uma pomba. No total, o visitante tem à disposição 11 trabalhos do artista, considerado por Teixeira Coelho, curador do Masp, como "o maior nome da gravura em todos os tempos até a chegada de Rembrandt." E completa: "Dürer, porém, não se limitou a levar a Renascença para o Norte (da Europa): de igual modo, trouxe o germanismo para o Sul, sobretudo com sua contribuição em favor da melhor reputação da gravura. Seu grande aporte, por arbitrário que seja destacar um dentre vários, foi a originalidade da invenção, algo que se pode verificar nesta exposição, de modo central embora não exclusivo, nas peças Santo Eustáquio, A Santíssima Trindade e o popular Rinoceronte, três de suas muitas obras-primas". Vale prestar atenção ainda na tela Retrato de Martinho Lutero com Hábito de Frei Agostiniano, de Lucas Cranach (1472-1553). Ligado ao protestantismo, Cranach retratou diversas vezes Lutero e sua família. Nessa xilogravura, com um buril, gravou a seguinte inscrição: "Esta obra de Lucas é um retrato de Lutero que, mesmo fadado à morte, expressa a perenidade de seu espírito. 1521". A frase mostra todo o valor que o artista dava a Lutero e à religião.
Fotos: Divulgação
No topo, à esq., Paisagem com Igreja e Ponte levando à Porta de uma Cidade, de Hans Lautensack e, à dir., O Imperador Sigismundo com o Rei da Boemia e o Rei da Hungria, de artista anônimo. Acima, O Baile, do Mestre Mz. Ao lado, O Rinoceronte, xilogravura de Albrecht Dürer, um dos destaques da exposição. E, abaixo, à dir., Virgem Transtornada, de Martin Schongauer, e, à esq., a xilogravura Retrato de Martinho Lutero com Hábito de Frei Agostiniano, de Lucas Cranach.
Museu de Arte de São Paulo (Masp). Av. Paulista, 1578, tel.: 3251-5644. Terça a domingo e feriados, das 10h às 18h. Quinta, das 10h às 20h. R$ 15. Estudante: R$ 7. Crianças até 10 anos e adultos acima de 60 anos não pagam. Terça: grátis. Até 13 de janeiro.
Paisagem com Barcos e Jonas Lançado ao Mar, de Hirschvogel.
Exposição Meninas do Brasil apresenta pinturas feitas pelo artista plástico Geraldo Lancerdine, criadas a partir de depoimentos reais de mulheres. Conjunto Nacional, Avenida Paulista, 2073.