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Diário do Comércio - 26/10/2011

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Jornal do empreendedor

Suplemento Especial

São Paulo, 26 de outubro de 2011

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Os maiores patrões do Brasil Fotos Paulo Pampolin/Hyp

Bibiana Battaini, da Goena Comunicação. Tem 4 funcionários. A empresa foi fundada em 2008

Vicente Campilongo, da Extremo Oposto Comercial. Emprega 14 pessoas. A empresa está no mercado desde 2001

Haroldo José Giro, da Zurick Relógios: 4 funcionários. No mercado desde 1999

Paulo Sérgio de Abreu, da Comercial de Ferragens Anhanguera. Possui 2 funcionários. A empresa existe desde 1979

Esses patrões – as micro e pequenas empresas - empregam 52% de todos os trabalhadores com carteira assinada no País; representam 98% das empresas brasileiras e respondem por 20% do PIB. A economia que se move a partir desses pequenos negócios já recebeu estímulos do poder público, entre eles a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que deve ser aprimorada para desenvolver mais e sem amarras a atividade empresarial, como lembra o presidente da Facesp e da ACSP, Rogério Amato, em artigo neste caderno especial.


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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A importância da micro e da pequena empresa ROGÉRIO AMATO

O

B r a s i l é , s egundo estudo anual realizado em mais de 40 países pela GEM, uma das nações com maior índice de empreendedorismo do mundo, apresentando ainda como característica a grande participação dos jovens e das mulheres na abertura de micro e pequenas empresas e na condução de negócios individuais. Embora boa parte dos empreendimentos seja aberto por necessidade, isto é, como forma de buscar a sobrevivência pessoal ou familiar através da atividade empresarial, tem crescido nos últimos anos a participação dos empreendedores por vocação, na abertura de empresas, graças à evolução da economia brasileira, que vem oferecendo maiores perspectivas e oportunidades para novos negócios. A burocracia excessiva e a tributação elevada, que representam grandes obstáculos ao surgimento de empresas e ao desenvolvimento da atividade empresarial, foram, em grande parte, diminuídas com a aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que estabeleceu regras simplificadas e tributação reduzida para os empreendimentos de menor porte. A recente legislação sobre a criação do MEI - Microempreendedor Individual criou condições para a formalização de milhares de pessoas que trabalham por conta própria, e que, até agora, não contavam com qualquer registro ou proteção para o futuro. A correção dos limites de faturamento para efeito de enquadramento das atividades de menor porte foi extremamente importante, pois vem evitar que muitas empresas ex-

Luiz Prado/LUZ

trapolassem tais limites, perdendo os benefícios da Lei, muito mais em função da falta de correção dos valores nos últimos anos, do que por crescimento real da receita. Outros pontos incluídos na nova Lei Geral, como a exclusão das exportações e a possibilidade de parcelamento dos débitos, também são positivos. Existem, no entanto, pontos que demandam aprimoramento da legislação e que, esperamos, possam ser objeto de novos projetos, no sentido de facilitar ainda mais a vida dos empreendimentos de menor porte. A FACESP e a ACSP apresentaram diversas sugestões quando da tramitação do projeto PL 87/11 no Congresso, que resultou na nova Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, mas que não foram objeto de apreciação, até para não retardar a aprovação e entrada em vigor dos novos limites de enquadramento do Super Simples. A questão da substituição tributária, que anulou os benefícios do ICMS das micro e pequenas empresas varejistas, bem como a necessidade de inclusão de outros setores nos benefícios da Lei Geral foram levantadas pelas entidades. A FACESP e a ACSP propuseram também a necessidade de inclusão na legislação de um dispositivo que tornasse expressa a intenção do legislador no tocante à simplificação burocrática do SIMPLES. Atualmente, apesar da regra existente, vários órgãos de diferentes níveis de governo criam normas adicionais, sob o pretexto de que, por não se referirem ao SIMPLES, não estão sujeitas à vedação da Lei Geral. A proposta é que se deixe expresso que qualquer

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necessidade de informações ou controles, de qualquer órgão de qualquer dos níveis de governo, terá que ser incluído no documento único, a critério do Conselho Gestor do SIMPLES. Outro ponto que foi levantado pela Federação e pela Associação foi no sentido de ser estudado, com vistas a tornar mais efetivo o apoio aos empreendedores de menor porte e aos empresários individuais, a possibilidade do desenquadramento gradativo das empresas, na medida em que aumenta seu faturamento. A sistemática atual, em que a empresa, ao ultrapassar o limite fixado pela Lei Geral, perde abruptamente sua condição favorecida e passa a se submeter à legislação geral, se constitui em desestímulo ao crescimento, pois, regra geral, elas não estão preparadas para suportar as exigências burocráticas e a tributação aplicável aos empreendimentos maiores. É

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* Rogério Amato é presidente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo

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moramento da Lei Geral, por considerarem que as micro e pequenas empresas e os empreendedores individuais são extremamente relevantes para o crescimento da economia, para a criação de empregos e para a geração e melhor distribuição da renda. Desempenham ainda relevante papel social, ao oferecer à população a oportunidade de realização pessoal através do empreendedorismo.

notória a complexidade da burocracia a que estão sujeitas as empresas não enquadradas no SIMPLES, o que vem representando grande obstáculo não apenas à expansão, como mesmo até à sobrevivência das empresas médias, que não dispõem dos recursos humanos e tecnológicos para atender a todas as exigências burocráticas, e nem condições financeiras para suportar a carga tributária, especialmente porque, em muitos casos, tem que antecipar o pagamento do tributo, antes de receber o produto de suas vendas. Seria importante estudar um esquema em que tanto as exigências burocráticas como a tributação fossem aumentadas de forma gradual, permitindo à empresa se fortalecer antes de ser obrigada a cumprir a legislação aplicável aos grandes empreendimentos. Ao fazer tais proposições, a FACESP e a ACSP procuraram contribuir para o apri-

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A força da economia que se move nos pequenos negócios Micro e pequenas empresas devem gerar 1,3 milhão de empregos em 2011, o que representa 76% dos 1,7 milhão de novos postos de trabalho esperados; ou seja, estão contratando mais que as médias e grandes companhias. E o cenário deve melhorar com a Copa do Mundo no Brasil CARLOS OSSAMU

juntamente com as empresas de médio e grande porte. Este será o grande legado da Copa para os pequenos empreendedores, a oportunidade de dar um salto de qualidade sem seus negócios”, diz Caetano.

Presidente Rogério Amato Diretor de Redação Moisés Rabinovici Editor-Chefe José Guilherme Rodrigues Ferreira Editor Luciano Ornelas Repórter Carlos Ossamu Editor de Fotografia Alex Ribeiro

Newton Santos/Hype

M

Bruno Caetano: “A oportunidade de dar um salto de qualidade em seus negócios será o grande legado da Copa para os pequenos empreendedores”

do que médias e grandes companhias. “As MPEs representam 98% das empresas no Brasil e respondem por 20% do PIB. Temos muito a comemorar, mas ainda há muita coisa a fazer”, comenta Bruno Caetano, diretor superintendente do Sebrae-SP. Dados recentes do Ministério do Trabalho mostram que, de janeiro a agosto deste ano, a participação das MPEs representou 72,5% no número de novas contratações. Ou seja, de cada cem empregos formais gerados, 72 estão em um micro ou pequeno empreendimento. Juntas, as empresas do Simples Nacional geraram 1,1 milhão de postos de trabalho no período. “Entre as boas notícias, na noite do dia 5 de outubro o Senado aprovou o Projeto de Lei da Câmara 77/11, que amplia em 50% as faixas de faturamento e o teto da receita bruta anual das empresas do

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sistema”, comenta Caetano. Ao todo, serão beneficiados 5,5 milhões de pequenos negócios que integram o Simples Nacional, sistema especial de tributação em vigor desde julho de 2007. Esses negócios representam 93,2% dos 5,9 milhões de micro e pequenos empreendimentos formais brasileiros, e 91,6% do total de empresas do País. O teto da microempresa passa de R$ 240 mil para R$ 360 mil e o da pequena sobe de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. O Empreendedor Individual, categoria criada em julho de 2009, terá o teto ampliado de R$ 36 mil para R$ 60 mil. Outra notícia positiva é que, assim como aumentou o número de trabalhadores formais, também cresceu o volume de empresas formalizadas. De janeiro a setembro deste ano, 900 mil negócios se formalizaram, segundo a Secretaria da Receita Federal. Atualmente, há 5,4 milhões de micro e pequenas empresas e empreendedores individuais optantes pelo Simples. Em dezembro de 2010 eram 4,5 milhões de negócios formais. Há dois anos, em setembro de 2009, o volume era de 3,3 milhões. A Copa já começou Caetano também observa que a realização da Copa do Mundo de 2014 abre excelentes perspectivas para as MPEs. O Sebrae Nacional e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) di-

vulgaram recentemente o estudo Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-sedes. Os investimentos programados e o maior volume de movimentação econômica durante e após o torneio representam uma boa oportunidade de ganho para micro e pequenas empresas nos Estados onde ocorrerão os jogos. Conforme estimativas da Ernest & Young, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o investimento em obras de infraestrutura e organização do País será de R$ 22,46 bilhões. Além disso, a competição deverá injetar R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos diretos, indiretos e induzidos. Estima-se que, no período de 2010 a 2014, sejam movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais no País. Segundo Caetano, apenas no setor de tecnologia da informação (TI), serão necessários investimentos de R$ 309 milhões: “É importante que as empresas tenham consciência de que a Copa já começou. O evento trará oportunidades de negócios, mas será preciso que as empresas se formalizem, adequando seus produtos e serviços aos padrões e legislações vigentes. Planejamento é a palavra chave”. Outro fator relevante é o crescimento do fluxo turístico internacional no Brasil nos

próximos anos, que pode proporcionar receitas adicionais de até R$ 6 bilhões. Diante desse cenário positivo de investimentos e movimentação econômica, é importante que as MPEs brasileiras, sobretudo nos Estados com cidades-sede, disponham de um instrumento de mapeamento de oportunidades durante a Copa. Essas oportunidades são decorrentes, principalmente, do aumento de negócios gerado pelos principais atores (governos, comitê organizador, patrocinadores e turistas, por exemplo). Pelo mapeamento, nove setores se destacam e estarão recebendo atenção especial por parte do Sebrae, com ações de capacitação e apoio para as MPEs: construção civil, tecnologia da informação, turismo, produção associada ao turismo, comércio varejista, serviços, vestuário, madeira e móveis e agro. “As MPEs precisam aproveitar o momento para buscar a capacitação e se inserir na cadeia produtiva,

Pontos negativos Em 2007 entrou em vigor a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, conjunto de normas que determinam um tratamento diferenciado, simplificado e favorecido aos pequenos negócios. Ficou mais simples pagar impostos, obter crédito, ter acesso à tecnologia, exportar, vender para o governo, se formalizar. Mas é preciso que os municípios regulamentem essa lei. Dos 5.565 municípios, 3.404, ou 61%, regulamentaram. No Estado de São Paulo, dos 645 municípios, apenas 217 fizeram essa regulamentação, ou 33,6% das cidades: “Cidades próximas à Capital ainda não regulamentaram a lei, o que faz com que micro e pequenas empresas não tenham acesso a inúmeros benefícios. O Sebrae tem procurado sensibilizar os prefeitos e até fizemos uma cartilha explicando os benefícios e como regulamentar a lei”. O diretor do Sebrae também comenta que no último estudo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), referente a 2010, que mede o grau de empreendedorismo de 50 países, apesar de o Brasil ter melhorado em comparação aos anos anteriores, das 16 condições para empreender, apenas cinco são favoráveis no País. A maioria (onze) é desfavorável. Percebe-se que o Brasil oferece oportunidades para o empreendedorismo, mas não consegue dar condições para tanto. Isso se deve em parte ao processo de crescimento econômico que caracteriza a sociedade brasileira nos últimos anos. Os fatores “Oportunidade Empreendedora” e “Capacidade Empreendedora: Motivação” tiveram aumento da percepção positiva em 2010 comparado com 2002: “O tempo para se abrir uma empresa ainda é longo, há uma série de burocracia, a carga tributária e a taxa de juros estão entre as mais altas do mundo e o acesso ao crédito ainda é difícil para as MPEs, apesar de iniciativas como Cartão BNDES e os programas de microcrédito do governo federal, do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo”. DC

icros e pequenas empresas brasileiras estão passando por um ótimo momento, com crescimento no faturamento acima de 6% nos últimos doze meses, taxa maior que a inflação. De cada cem micro e pequenas empresas abertas no Brasil, 73 permanecem em atividade após os primeiros dois anos de existência. A informação vem do estudo Taxa de Sobrevivência das Empresas no Brasil, lançada semana passada. Os dois primeiros anos de atividade são considerados os mais críticos, porque é necessário conquistar uma base de clientes, se tornar conhecido no mercado, reinvestir a maior parte das receitas no negócio e superar dificuldades de gestão, especialmente entre os empreendedores que não tinham experiência anterior como empresários. Segundo o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, o alto índice de sobrevivência no Brasil é resultado de vários fatores, como o avanço da legislação referente às micro e pequenas empresas, o aumento na escolaridade dos empreendedores, a maior demanda por capacitação dos empresários e o forte crescimento do mercado consumidor brasileiro: “O ambiente legal está muito mais favorável desde a criação do regime tributário do Supersimples, que já conta com mais de 5,5 milhões de optantes, e a criação do Empreendedor Individual, que já tem 1,6 milhão de pessoas formalizadas”. Micro e pequenas empresas vão gerar 1,3 milhão de empregos em 2011, segundo projeção do Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged). Esse volume representa 76% dos 1,7 milhão de novos postos de trabalho esperados pela entidade para 2011. A estimativa reflete o avanço registrado nos primeiros oito meses deste ano. Responsáveis por empregar 52% de todos trabalhadores com carteira assinada no País, elas estão contratando em ritmo mais acelerado

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Mario Miranda/LUZ

Os números da burocracia, este inferno para as empresas Recordista em arrecadação de impostos, o Brasil também é campeão na burocracia tributária. Estudo do IBPT mostra que, 23 anos depois da Constituição de 1988, foram editadas mais de quatro milhões de normas. O custo dessa teia de aranha é imenso

Venda para os governos pode ser um bom negócio

Divulgação

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O faturamento das empresas de menor porte cresce a cada ano nas vendas para a União, Estados e municípios – a lei facilita a participação em licitações. Só tem um problema: pode ser demorado para receber. Por isso, não jogue aí todas as fichas Nilani Goettems/e-SIM

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Letícia Amaral: “É surpreendente que o Brasil, além de recordista em arrecadação de impostos, seja também campeão na burocracia tributária”

pel formato A4 e letra tipo Arial 12, corresponde a 5,9 quilômetros de normas. Para acompanhar as modificações da legislação, as empresas brasileiras gastam cerca de R$ 43 bilhões por ano para manter funcionários, sistemas e equipamentos aptos a gerir toda essa burocracia tributária que, se não for cumprida, pode resultar em pesadas multas. No âmbito federal, foram editadas 155.954 normas desde a promulgação da Constituição Federal, passando por seis emendas constitucionais de revisão, 67 emendas constitucionais, 2 leis delegadas, 80 leis complementares, 4.762 leis ordinárias, 1.162 medidas provisórias originárias, 5.491 reedições de medidas provisórias, 10.590 decretos federais e 133.793 normas complementares (portarias, instruções normativas, ordens de serviço, atos declaratórios, pareceres normativos, etc.). Em média, foram editadas 18,57 normas federais

por dia ou 27,79 normas federais por dia útil nestes 23 anos. Os Estados editaram 1.136.185 normas - 259.889 leis complementares e ordinárias, 376.994 decretos e 499.301 normas complementares. Em média foram editadas 135,28 normas por dia ou 202,46 normas por dia útil, em nível estadual. Neste período, em média, cada Estado editou 42.081 normas, o que dá 5,01 norma/dia ou 7,5 norma/dia útil. Já os municípios são responsáveis pela edição de 3.061.526 normas, divididas em 542.745 leis complementares e ordinárias, 577.500 decretos, e 1.941.282 normas complementares. Em média, os municípios brasileiros editaram 364,51 normas por dia ou 545,53 normas por dia útil. Assim, considerando que existem 5.565 municípios no Brasil, cada um deles editou, em média, 549,94 normas neste período. (CO)

o primeiro semestre de 2011, micro e pequenos negócios venderam R$ 5,2 bilhões em bens e serviços para o governo federal, superando em R$ 1,6 bilhão os R$ 3,6 bilhões comprados no mesmo período em 2010, um aumento de 44,5%. O levantamento do governo, feito de janeiro a junho de 2011, abrange as compras da administração direta, autarquias e fundações. Também mostra aumento da participação deste setor nas compras por meio de pregão eletrônico. Em 2005, foram co m p ra d o s d o s e g m e n to R$ 25,7 milhões. Em 2011, já Júlio Durante: “É um bom mercado, mas o são R$ 3,6 bilhões. empresário não deve colocar todas as fichas neste segmento” Para o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, o bom desempenho re- blicas do Sebrae-SP. flete os benefícios garantidos pela Lei Geral da Segundo ele, além da preocupação da admiMicro e Pequena Empresa (Lei Complementar nistração pública na obtenção da melhor propos123/06), em vigor desde dezembro de 2006: “Já ta (qualidade e preço), há também a preocupasão mais de 3,2 mil municípios no Brasil que têm ção em contratar empresa idônea: a lei regulamentada, o que representa grandes da empresa é comprovada através de documenoportunidades de negócios para o segmento tos apresentados na chamada fase de habilitadas micro e pequenas empresas e empreende- ção. Esta etapa verifica se a empresa está em sidores individuais”. tuação regular perante a Fazenda Nacional, a SeO capítulo V da lei cria mecanismos que pos- guridade Social, o Fundo de Garantia do Tempo sibilitam maior participação nas compras go- de Serviço e as Fazendas estaduais e municipais, vernamentais. Entre eles, exclusividade nas quando for o caso. É preciso comprovar que a emcompras de até R$ 80 mil. No primeiro semestre presa atende às exigências do edital”. de 2011, micro e pequenas empresas foram resPara vender ao governo federal, a empresa ponsáveis por 60% das compras nesse limite, o deve se cadastrar no Sicaf - Sistema de Cadasque equivale a mais de R$ 1 bilhão. Em 2006, fo- tramento Unificado de Fornecedores, que haram R$ 515,7 milhões. bilita pessoas físicas e jurídicas no sistema, meA lei também estabelece preferência em ca- diante a apresentação da documentação espeso de empate com outra de maior porte – nesse cificada no Manual de Cadastramento de Forcaso, quando o valor da menor é até 5% acima necedores. Estas informações do da maior, é chama obtidas no site www.comprasnet.gov.br. Busquena tem direito a dar novo lance. O balanço que no site o sub-ítem "publicações", "marelativo ao primeiro semestre do período de nuais" e finalmente "manual de cadastramento 2008 a 2011 mostra que, quando usufruíram do de fornecedores" (Sicaf ) – ali estão todos os empate ficto, os pequenos negócios foram res- procedimentos necessários. ponsáveis por 99% das compras relativas a esse Paulo usa a Bolsa Eletrônica de Compras mecanismo em 2008, por 98% em 2009, por (www.bec.sp.gov.br), na qual é possível fazer o 99,6% em 2010, e, em 2011, chegou a 99%. cadastramento do fornecedor. São raros os municípios com bolsa eletrônica, em geral a licitaComo se tornar fornecedor ção é presencial”, explica o consultor. O órgão público não tem a liberdade de conSegundo ele, é um bom mercado para petratar bens e serviços com quem bem entender, quenas empresas, “mas o empresário não deve só por meio de licitação. Primeiro se faz a lici- colocar todas as fichas neste segmento. Ao contação, depois firma-se o contrato. A lei estabe- trário de uma venda para empresas privadas, lece a modalidade e o tipo de licitação a ser ado- em que se fatura em 30 ou 60 dias, a venda para tado pela entidade pública para obter a melhor o governo pode demorar meses para se faturar. proposta. O prazo varia de acordo com a licitação. “Antes É im- de p o empresário deve entender como funciona o portante a empresa sempre investir em inovaprocesso e se o seu produto ou serviço cumpre ção e qualidade. Dessa forma, conseguirá bons as especificações técnicas exigidas”, comenta resultados sempre”. Júlio César Durante, consultor de Políticas Pú(CO)

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m estudo realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) mostra que, de 5 de outubro de 1988 até 5 de outubro de 2011, foram editadas mais de 4,35 milhões de normas brasileiras. Com o título “Quantidade de Normas editadas no Brasil: 23 anos da Constituição Federal de 1988”, o levantamento aponta que foram 155.954 normas federais, 1.136.185 estaduais e 3.061.526 municipais. Desse total, 13,02%, ou 566.847 normas gerais, permanecem em vigor atualmente. O número de normas que regem a vida do cidadão brasileiro corresponde a 518 normas editadas por dia ou 776 normas por dia útil. Os temas Saúde, Educação, Segurança, Trabalho, Salário e Tributação aparecem em 45% de toda a legislação, conforme aponta o estudo. Para Letícia Mary Fernandes do Amaral, vice-presidente do IBPT e uma das autoras do estudo, apesar de as micro e pequenas empresas estarem em um regime tributário simplificado, todos os cidadãos e empresas acabam sendo prejudicados: “É surpreendente que o Brasil, além de recordista em arrecadação de impostos, seja também campeão na burocracia tributária. Exigir que a população e os empresários, em especial, estejam cientes das mais de vinte mil normas tributárias atualmente em vigor e tenham que observar cerca de 3.500 delas, é realmente contribuir para a ineficiência e falta de transparência do Estado”. Para Letícia, mesmo que tenham menos normas a cumprir em comparação à grande empresa, as micro e pequenas empresas têm menos recursos para investir em profissionais especializados para lidar com essa grande quantidade de obrigações: “Em geral, eles contratam escritórios de contabilidade, que possuem vários clientes e por isso fazem o serviço básico. Um descuido pode gerar uma multa retroativa e chegar a inviabilizar o negócio”. Desde outubro de 1988 foram editadas 275.094 normas tributárias, ou seja, 33 normas por dia ou 1,3 por hora. Se considerados apenas os dias úteis, o número aumenta para 49 normas tributárias por dia útil ou 6,1 normas por hora útil. O estudo do IBPT revela ainda que cada empresa cumpre, em média, 3.507 normas tributárias. Isso, se impresso em pa-

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atuação apenas na região em que ela se encontra, a internet abre as portas para o mundo”. O interessado deve acessar o site www.ascpshop.com.br e seguir as instruções. É possível escolher entre quatro planos de assinatura, cujos valores variam de acordo com a quantidade de produtos a serem oferecidos. Para 50 itens, a assinatura mensal é de R$ 59; até 150 produtos, o valor é de R$ 89; com até 500 produtos por R$ 189; e para até mil itens, R$ 290. O valor inclui a hospedagem da loja virtual no data center da ACSP, e-mails e todo o sistema de administração. Para os associados, a assinatura permite a inclusão do dobro de produtos na loja com o mesmo valor da assinatura. Escolhido o plano, o próximo passo é o preenchimento de um formulário. O cliente receberá em seu e-mail um link para gerar o boleto referente a ativação e a primeira parcela do serviço. Caso o usuário já tenha um site institucional e contas de emails, ele pode mantê-los no servidor atual e apenas inserir um link em sua página, que irá redirecionar o visitante para a loja virtual: “O lojista poderá criar e configurar o layout de sua loja eletrônica por meio de

Othavio Parisi e Genivaldo de Jesus apresentam a nova ferramenta de e-commerce da ACSP Shop

um painel de controle administrativo que possibilita essa alteração. Caso o lojista não possua conhecimentos específicos para criação de layouts personalizados e banners promocionais, poderá contratar um webdesign de sua preferência ou entrar em contato conosco, que indicaremos empresas capacitadas e aptas para este serviço”. Em relação à segurança, Parisi informa que todos os dados dos clientes são criptografados e armazenados em ambiente seguro: “Contamos também com empresas certificadas, que disponibilizam ainda mais segurança, como criptografia no tráfego de informações HTTPS, com criptografia de 128 bits, que é padrão da in-

dústria e está entre os melhores disponíveis para transações comerciais seguras. O sistema criptografa todas as informações trafegadas, de modo que não possam ser lidas ou alteradas por terceiros enquanto estão transitando pela internet. É o mesmo tipo de segurança usado pela maioria dos bancos brasileiros”. Também não é necessário ter conhecimentos de programação para gerenciar a loja. A plataforma dispõe de um sistema de administração bastante amigável, orientado para o usuário com pouco conhecimento em tecnologia. O sistema ainda gera relatórios e indicadores sobre resultados de vendas, produtos e informações sobre clientes. Caso o usuário encon-

tre alguma dificuldade na configuração ou gerenciamento da sua loja, há diferentes recursos de suporte técnico, desde tutoriais específicos para cada etapa da configuração até videoaulas pelo YouTube e atendimento pessoal. O sistema também é dotado das formas de pagamento online mais seguras do mercado, segundo o gestor do ACSP Shop, Genivaldo Oliveira de Jesus: "São as mesmas utilizadas pelas grandes lojas virtuais, como Casas Bahia, Submarino, Extra, tais como o PayPal e PagSeguro, que operam com todos os cartões de crédito". A plataforma também trabalha integrada com a tabela de preços dos Correios (Sedex, E-sedex, SEDEX10, Car-

Cliente satisfeito A Zurick Relógios e Joias, no mercado há onze anos (embora o ponto exista há 110 anos), sempre vendeu relógios – primeiramente como Casas Leão e depois como Carrilhão. Há um ano e meio, o proprietário Haroldo José Giro abriu uma loja eletrônica (www.zurickrelogios.com.br) e em agosto optou por trocar de fornecedor: "Por ser associado da ACSP eu tive um bom desconto. Além disso, agora tenho recursos que antes tinha de pagar à parte, por exemplo, quatro banners que se alternam no começo da página". Giro adquiriu um plano para expor até mil itens no site: “No começo, tivemos dúvidas em alguns procedimentos, já que é diferente do que estávamos acostumados, mas fomos muito bem atendidos pelo suporte técnico da ACSP Shop". Segundo ele, as expectativas com a nova plataforma são grandes: "Com o novo layout da loja, esperamos fechar algumas promoções com fabricantes e ampliar as vendas para outras cidades e Estados, pois a grande vantagem da loja virtual é não ficar limitada a uma região, como ocorre com a loja física". (CO)

Dicas para escolher a plataforma de e-commerce

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uma equipe técnica especializada é uma grande vantagem ao contratar uma loja virtual. A ACSP Shop possui uma equipe de consultores preparados para atender suas necessidades e orientá-lo de forma correta. O sistema administrativo da loja contém tutoriais e vídeoaulas, além de glossário do e-commerce e FAQ para responder às dúvidas. 3 - Ao montar sua loja, procure utilizar imagens de alta qualidade. Em um site, as imagens são como a vitrine para os clientes. Os usuários não podem tocar os produtos em exposição, assim o melhor a ser feito é apresentar imagens de alta qualidade, no centro da página. As imagens também podem vir em muitas cores; por isso, a cor de fundo do site é um detalhe importante. 4 - Garanta melhores práticas de SEO (Search Engine Optimization). Grande parte dos novos negócios nasce da intenção dos próprios clientes. Esse movimento surge com pesquisas realizadas nos principais buscadores da web, o que gera a necessidade de uma loja ter alta visibi-

lidade e aumentar as chances de conquistar novos clientes. O Search Engine Optimization (SEO) é vital para que qualquer site seja encontrado. Para obter os melhores resultados e evitar que um site necessite de redesigns caros, é preciso que ele seja incorporado desde a primeira linha de seu código.

5 - Finalização das compras Um site de e-commerce não pode ser considerado como tal se os clientes não conseguem finalizar suas compras. Por isso, ao projetar a loja é necessário lembrar que as instruções sobre o processo de pagamento ser visíveis e garantir o processo fácil. Um e-commerce precisa ter

fácil navegação para que seus clientes encontrem os produtos desejados. Incluir elementos como promoções, sugestões de produtos ou uma boa filtragem de itens tornarão sua loja mais acessível. 6 - Prazo de Entrega Deixar de entregar o pedido, enviar o produto incorreto ou fo-

ra do prazo pode provocar um relacionamento não desejável entre lojista e cliente. Toda a operação de comércio eletrônico deve funcionar de modo eficiente, desde a estocagem à entrega, no dia e hora combinados, passando por embalagens apropriadas e com extrema atenção aos detalhes.

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thavio Paulino da Costa Parisi, superintendente comercial da Associação Comercial de São Paulo, explica o que o pequeno empreendedor deve levar em conta na hora de abrir sua loja eletrônica. 1 - Pesquise se a plataforma de e-commerce que você está avaliando possui credibilidade no mercado. Faça uma análise sobre a credibilidade da plataforma. A ACSP Shop pertence à Associação Comercial de São Paulo, entidade que atua desde 1894, referência do empreendedorismo nacional. Dispõe de recursos humanos e tecnológicos avançados oferecidos a seus associados e clientes. 2 - Analise e compare quais serão os recursos que a plataforma oferece para solucionar dúvidas e resolver problemas. Conte com uma equipe especializada em suporte técnico e consultores que irão auxiliá-lo a administrar sua loja virtual. Durante a gerência de uma loja online surgirão dúvidas e problemas que podem ser solucionados ou não no momento em que são exigidos. Contar com

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6 -.ESPECIAL

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

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Toda a influência das redes sociais, para grandes e pequenos No Facebook, Twitter e outros serviços as empresas têm contato direto com seu público; são canais de relacionamento e também de venda. “Saber ouvir os consumidores é o principal benefício que uma empresa poderá colher nas redes sociais”, diz um especialista

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analisa dados do Facebook. A Fiat, com forte atuação nas redes sociais, chegou a criar um carro com opiniões dos seus seguidores. “Saber ouvir os consumidores é o principal benefício que uma empresa poderá colher nas redes sociais. Ela poderá perceber a imagem que a empresa tem, a opinião sobre seus produtos e serviços, o que o consumidor espera da empresa, como deseja receber os produtos e uma infinidade de outras questões que poderão melhorar a imagem corporativa”, diz Pedro Eugênio. Para os pequenos empresários, o CEO do Busca Desconto observa que existem inúmeras ferramentas analíticas e de monitoramento na internet, além de outras fornecidas pelas próprias redes sociais, como Twitter e Facebook: “O importante é manter um relacionamento com o seu público e engajar a comunidade em torno da marca, envolvendo os clientes em torno da empresa e no desenvolvimento dos produtos”. A comunicação com os clientes atuais e em potencial é um dos bens intangíveis mais valiosos que a empresa tem. As redes sociais permitem um relacionamento diferenciado entre as empresas e clientes, um relacionamento pessoal e direto. Canal de venda Para Eric Daniel Pacini Pereira, CEO da agência digital Webtraffic (www.webtraffic.com.br), além de um canal de relacionamento, as redes sociais também podem servir como canais de vendas. Um case muito divulgado foi a venda de um apartamento pela Tecnisa por meio do Twitter em 2009. O comprador foi um executivo do setor de tecnologia, que pagou R$ 500 mil por um apartamento de três suítes, no Alto da Lapa, Zona Oeste da cidade. Seguidor no Twitter da Tecnisa, ele aproveitou uma

promoção, que também oferecia R$ 2 mil em vale-compras, além de armários planejados para os quartos e a cozinha. Segundo Pereira, o Facebook permite que empresas veiculem publicidade: “A WebTraffic está entre as primeiras agências anunciando no Facebook no Brasil, além de manter uma respeitável carteira neste canal. Temos experiência de mais de dez anos planejando ações de mídia online, marketing de buscas e ações de social media”. Ele conta que no Facebook, com mais de 31 milhões de usuários no Brasil, é possível fazer campanhas segmentadas por região, sexo, idade e outras características de perfil: “Para uma pizzaria em São Paulo interessa interagir com o público da região e não de outras cidades do País. É possível fazer diversos tipos de campanhas de marketing na rede, não apenas manter um relacionamento, que também é importante”. O microblog Twitter também permite realizar campanhas publicitárias. No Tweets Promovidos, a mensagem publicitária aparece quando o usuário fizer uma busca relacionada ao assunto da campanha. Em Tendências Promovidas, as empresas podem anunciar seus produtos nos Trending Topics, lista de assuntos mais populares do Twitter. Em Contas Promovidas, é possível mostrar a sua conta nos resultados apresentados pela ferramenta, que indica perfis parecidos com o do usuário e que ele deveria seguir. Para as pequenas empresas, que não possuem recursos para montar equipes dedicadas ao gerenciamento das mídias digitais ou contratar empresas especializadas, Pereira aconselha primeiramente conhecer as redes sociais, conversando com usuários e participando de seminários e cursos.. (CO)

Eric Pacini Pereira: “É possível fazer diversos tipos de campanhas de marketing na rede, não apenas manter um relacionamento, que também é importante”

Abra sua loja virtual no Facebook. Fácil e de graça

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o mundo virtual, ter uma boa rede de relacionamentos pode virar negócio. A LikeStore (www.likestore.com.br) oferece a chance para os milhões de usuários do Facebook no Brasil de transformar sua página na rede social em uma loja eletrônica. Inédito no Brasil, o serviço permite que qualquer pessoa, física ou jurídica, crie sua loja virtual gratuitamente, utilizando suas redes de amigos e fãs para divulgar ofertas e realizar vendas sem que o comprador tenha que sair da rede social. Esse tipo de experiência, denominada de social commerce, está em franca expansão nos Estados Unidos, onde deve movimentar US$ 1,2 bilhão até o final deste ano. Em seu primeiro ano de operação no Brasil, a LikeStore

DC

esde o começo do ano, a cidade de Nova York tem o seu primeiro Chief Digital Officer, aliás, primeira, pois é uma mulher – Rachel Sterne, uma morena de 27 anos que já se tornou musa dos nerds da Big Apple. A sua função é cuidar da área de mídias digitais da prefeitura, principalmente os sites e as redes sociais. A iniciativa mostra que já não é mais possível ignorar o poder de influência das redes sociais – o Facebook, maior rede de relacionamentos do mundo, tem mais de 750 milhões de usuários, dos quais 31 milhões no Brasil; e o Twitter já conta 100 milhões ativos no mundo e 15 milhões no País. Praticamente todas as grandes empresas já estão nas redes sociais, embora muitas ainda não saibam explicar o porquê e quais os benefícios, mas sabem que não podem ficar de fora. Outras já colecionam cases de sucesso. Já as micro e pequenas empresas, por terem menos recursos, ainda estão começando a trilhar este caminho virtual. “Redes sociais são canais de relacionamentos e não de vendas. Lá, o gestor terá a oportunidade de perceber o que as pessoas acham da empresa, ao mesmo tempo em que poderá se comunicar diretamente com o seu público”, comenta Pedro Eugênio, CEO do site Busca Desconto. Em sua opinião, aos poucos a publicidade tradicional vem dando lugar à propaganda boca a boca das redes sociais e blogs: “Antes de comprar um produto, as pessoas sempre perguntam a opinião dos amigos. Isso tem uma influência enorme”. As grandes empresas passam a investir em equipes e sistemas para monitorar e interagir nas redes sociais. A MicroStrategy, fabricante de sistemas de Business Intelligence (inteligência de negócio) , desenvolveu uma ferramenta que

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espera realizar aproximadamente 150 mil transações, com tíquete médio de R$ 120, gerando R$ 18 milhões em vendas na rede social. Para Gabriel Borges, um dos fundadores da LikeStore, a aposta no social commerce no Brasil é segura, já que a população é uma das mais engajadas social e virtualmente: “O brasileiro é altamente sociável, no mundo real e também no mundo virtual. Para se ter uma ideia, enquanto um usuário de redes sociais no mundo tem em média 130 amigos, há estudos que mostram que no Brasil temos em média 231”. Em fase piloto desde o final de junho, a LikeStore registrou interessados em participar dos testes. Apenas com esse grupo, já há mais de 960 lojas realizando vendas dentro do Facebook: “Antes de dar a chance de qualquer um montar sua própria loja, decidimos abrir gradativamente para os interessados, e, assim, disponibilizar uma ferramenta segura para seus usuários. Sem dúvida, não esperávamos atingir essa receptividade do mercado, já que ainda não estávamos divulgando o serviço”. Agora, a LikeStore está aberta para que todos os usuários da rede social possam criar suas vitrines de ofertas e realizar vendas no Facebook. Para configurar uma loja não é necessário nenhum conhecimento técnico. O serviço é bastante intuitivo e basta seguir alguns poucos passos para colocar produtos e serviços à venda. Tudo de forma segura, certificada pela VeriSign. O aplicativo também ajuda o lojista a fazer seu controle de estoque, cálculo de frete com os Cor-

reios e acompanhamento dos pedidos realizados. A LikeStore é um serviço totalmente gratuito para quem está montando uma loja. Não existe taxa de ativação, tampouco mensalidade. A remuneração se dará apenas por comissão pelo sucesso de vendas realizadas. A cada venda será retido, automaticamente, um valor de 2% para remuneração da LikeStore. Para a remuneração do meio de pagamento, feito pelo MoIP, será retido um valor de 5,9% do valor, acrescidos de R$ 0,39 (fixo) por transação: “Nossa intenção com esse modelo de negócios é fazer com que o risco de testar a força do social commerce seja zero para o lojista”. Além de promover vendas, a possibilidade de estar com um e-commerce dentro do Facebook aumenta a exposição da marca do lojista e suas ofertas: “Uma das principais características dessas mídias é estimular a recomendação entre amigos. O efeito de propagação das ofertas entre os amigos e os amigos dos amigos torna-se exponencial”. Qualquer usuário da rede social pode curtir e comentar os produtos, publicando automaticamente a oferta em seu mural para todos os amigos. Ao realizar uma compra, ele também tem a opção de compartilhar o que comprou em seu mural. Para marcar esse lançamento, foi produzido um vídeo que fala sobre o potencial do social commerce e também explica a dinâmica de funcionamento do aplicativo. O vídeo está disponível no canal do YouTube da LikeStore (www.youtube.com/likestorebr). (CO)

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

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Bom ambiente de trabalho ajuda a manter seus talentos Um drama comum nas pequenas empresas: perder os melhores funcionários para as grandes companhias, depois de investir em treinamento. Mas é possível manter os bons profissionais e isso começa com um bom relacionamento com os colegas de trabalho

Zé Carlos Barretta/Hype

ma pesquisa feita pela Catho Online (www.catho.com.br), site de classificados de empregos e currículos, listou os fatores que motivam a carreira profissional e incentivam o funcionário a permanecer numa empresa. Em primeiro lugar está o bom relacionamento com os colegas de trabalho, seguido do reconhecimento por parte da chefia e subordinados, fazer o que gosta, trabalhar com pessoas que admira e respeita, ter autonomia de ação, voz ativa junto a direção da empresa, possibilidade de crescimento profissional, flexibilidade de horário, participar das decisões estratégicas da empresa e um bom salário – este último nem aparece nas primeiras colocações. A escassez de mão de obra qualificada e a dificuldade em reter seus talentos estão entre os principais problemas enfrentados pelas micro e pequenas empresas. É comum a reclamação de que a pequena empresa treina o funcionário e o perde para a grande empresa, que oferece melhores salários, benefícios e status profissional. Para Carolina Stilhano, gerente de comunicação da Catho, o estudo mostra que, mesmo sem muitos recursos, a pequena empresa pode desenvolver ações para manter os bons funcionários: “Entre os pontos mais importantes está o ambiente de trabalho. Muitas vezes, nas grandes corporações, o ambiente é mais impessoal e competitivo, gerando um grau maior de estresse”. Segundo ela, é importante a pequena empresa ter o apoio de consultoria para desenvolver um programa que promova a retenção de bons funcionários. Este parceiro trará metodologias, profissionais qualificados e experiências em outras empresas: “Um início é uma pesquisa de clima, em que será avaliado o grau de satisfação dos funcionários e a percepção que eles têm da empresa. Este levantamento mostrará os pontos que precisam ser melhorados. Se não há como equiparar salários e benefícios, isso pode ser compensado com plano de carreira e horários mais flexíveis. Algumas empresas estão implantando o home office para algumas funções ou em um dia na semana. As possibilidades são muitas”. Na opinião de Carolina, não são apenas as pequenas empresas que sentem a falta de mão de obra qualificada, isso é um problema comum: “O mercado de trabalho está aquecido e alguns

ESPECIAL - 7

Carolina Stilhano: “Um início é uma pesquisa de clima, em que será avaliado o grau de satisfação dos funcionários e a percepção que eles têm da empresa”

setores estão carentes de profissionais especializados, como é o caso de engenharia, gás e petróleo e até imobiliárias. Estes profissionais são muito disputados no mercado”. Uma outra pesquisa da Catho mostra quais os benefícios mais importantes para os funcionários. Em primeiro lugar está um bom plano de assistência médica, seguido de participação

nos lucros da empresa, vale refeição, bonificação por desempenho, vale transporte, vale alimentação, auxílio educação, previdência privada, seguro de vida e outros. Vínculo com a empresa Para Elaine Saad, gerente geral da Right Management, empresa especializada em gestão de

talentos, não adianta a pequena empresa querer competir com a grande em salários e benefícios, pois não conseguirá. Em sua opinião, o grande trunfo do pequeno é o vínculo que ele tem com seus funcionários: “Em grandes corporações, o ambiente é mais impessoal e muitas vezes o funcionário nunca chega a trocar algumas palavras com o presidente da companhia. Na pequena empresa há uma maior proximidade entre as pessoas e o contato direto com o dono da empresa. Se há um bom relacionamento, um bom ambiente de trabalho, a valorização do profissional, isso pode ser mais compensador do que um aumento no salário, já que os profissionais também buscam hoje qualidade de vida”. Segundo ela, a primeira dica para o empresário está no processo de seleção dos funcionários: “Muitos empresários gostariam de ter profissionais que já trabalharam em grandes empresas, pois acham que são mais qualificados. Porém, é preciso verificar se esse profissional irá se adaptar a uma cultura diferente da qual estava acostumado”. Em um outro cenário, os pequenos empresários reclamam que admitem profissionais sem experiência, treinam e depois os perdem para a grande empresa. Alguns até relutam em investir em treinamento especializado ao prever que o funcionário receberá propostas para trabalhar em uma grande companhia: “Este é um pensamento errado. Se ele já parte do pressuposto de que vai perder o funcionário, isso fatalmente acabará acontecendo. O pequeno empresário deve primeiro entender a razão de os funcionários saírem e procurar formas para reter seus talentos”. Na pequena empresa, a gestão das pessoas está nas mãos do proprietário, liderança máxima na companhia. Se ele acha que a empresa só crescerá se tiver bons profissionais, mas não consegue mantê-los, deve procurar ajuda de especialistas em recursos humanos: “Uma consultoria especializada pode indicar caminhos, pois sabe quais ações funcionam. A aposta deve ser em aumentar o vínculo que o funcionário tem com a empresa, que apesar de pequena lhe oferece um bom ambiente, reconhecimento profissional, ouve suas opiniões, oferece flexibilização de horário, premiação por desempenho, dá presentes no Dia da Criança e Natal para os filhos dos funcionários etc. São ações simples e de baixo custo”. (CO)

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Créditos para os pequenos agora estão mais em conta As linhas de microcrédito estão mais fáceis e mais baratas. Um exemplo: no Programa Nacional, do governo federal, a taxa de juros caiu de até 60% para 8% ao ano. E nos empréstimos do Banco do Povo, do governo estadual, a taxa é de apenas 0,7% ao mês Patrícia Cruz/LUZ

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o fim de agosto o governo federal anunciou mudanças no Programa Nacional de Microcrédito, que passa a ter novas condições de financiamento, com taxas de juros menores e metas de empréstimos a serem atingidas pelos bancos públicos. Cham a d o a g o r a d e P ro g r a m a Crescer, a principal mudança, segundo o Ministério da Fazenda, é a redução da taxa de juros, que caiu de até 60% para 8% ao ano. A Taxa de Abertura de Crédito (TAC) também sofreu redução, de 3% sobre o valor financiado para 1%. O programa continua direcionado a empreendedores informais (Pessoas Físicas), empreendedores individuais (EI) e microempresas. O valor de cada operação de crédito pode chegar a R$ 15 mil, com prazo de pagamento pactuado entre as instituições financeiras e o tomador. A estimativa é que o prazo médio seja de seis meses para capital de giro e 24 meses para investimentos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou na ocasião do anúncio que o microcrédito será fundamental para expandir o acesso ao sistema financeiro, que passou de 84 milhões de brasileiros com conta em banco em 2005 para os atuais 118 milhões. Mais de 3,4 milhões de clientes deverão ser beneficiados com o programa até o final de 2013. A carteira ativa poderá alcançar R$ 3 bilhões, divididos entre o Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia (Basa). Para Marcel Solimeo, superintendente institucional da Associação Comercial de São Paulo, há iniciativas interessantes na área de microcrédito no Brasil, como o São Paulo Confia (Prefeitura de São Paulo), Banco do Povo Paulista (governo de São Paulo), Santander e Banco do Nordeste do Brasil. Mas ainda estão longe do sucesso de

Solimeo: “É preciso divulgar esses programas para que o pequeno empreendedor conheça seus benefícios”

países como Índia e principalmente Bangladesh, com o Banco Grameen, criado pelo economista Muhammad Yunus, Nobel da Paz em 2006 por essa iniciativa. “Em um país com uma das maiores taxas de juros do mundo, por maior que seja o esforço do governo para este tipo de crédito, eles continuarão sendo altos”, critica Solimeo. Em sua opinião, para que o microcrédito deslanche no País, é preciso resolver o problema de capilaridade no atendimento, pois a atual estrutura não comporta a demanda. Também é preciso investir na divulgação desses programas, para que o pequeno empreendedor conheça seus benefícios. Programa estadual O Banco do Povo Paulista (BPP), programa de microcrédito do governo do Estado de São Paulo e gerenciado pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert), emprestou no mês de agosto mais de R$ 12,4 milhões, o maior empréstimo por período de um mês de toda a história do banco. Ao todo, foram efetuados mais de três mil empréstimos no Estado. Segundo o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia, o Banco do Povo é uma das mais importantes fer-

ramentas para empreendedores do País: “Nós oferecemos crédito produtivo com a menor taxa de juros do Brasil, apenas 0,7% ao mês, sem correção monetária, com isso conseguimos atender milhares de paulistas”. De janeiro a agosto de 2011, o BPP já realizou mais de 19,7 mil operações que resultaram em R$ 76,7 milhões emprestados. A meta para este ano é de R$ 120 milhões. Como funciona O Banco do Povo é um programa de microcrédito produtivo, criado em 1998, destinado a promover a geração de emprego e renda e conceder empréstimos de R$ 200 a R$ 7,5 mil, com pagamento em até 36 meses e taxa de juros de 0,7% ao mês. O BPP já realizou mais de 251 mil operações e emprestou mais de R$ 808 milhões. Atualmente conta com 476 unidades em 460 municípios. Na capital são 16 unidades, resultado da parceria realizada em 2010 entre o governo de São Paulo, a Prefeitura Municipal e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Mais informações no site w w w . b a n c o d o p ovo.sp.gov.br. Microcrédito municipal O São Paulo Confia é uma ins-

tituição sem fins lucrativos, criada em julho de 2001, por iniciativa de entidades da sociedade civil e, posteriormente, passou a contar com a associação da Prefeitura de São Paulo. Aqui, tem direito ao microcrédito todo cidadão a partir de 18 anos, dos mais diversos ramos de atividades, intermediado pelo agente de crédito que visita o negócio e ajuda a definir o valor inicial para cada integrante, ou pessoas desempregas interessadas em montar seu próprio empreendimento. Recentemente, o banco aumentou os valores; o crédito inicial passou de R$ 700 para R$ 3 mil; e o valor máximo, de R$ 7 mil para R$ 15 mil. A taxa de juros é de 3,9% ao mês. O pagamento das parcelas pode ser realizado semanalmente ou quinzenalmente, com prazo de 8 a 38 semanas, ou de 11 a 24 quinzenas ou em até doze parcelas mensais. Nos últimos dois anos, o banco atendeu cerca de vinte mil microempreendedores; a meta é atender 21 mil clientes. A entidade também conquistou, no último ano, um superávit de R$ 512 mil, o que garante ao banco uma boa margem de sustentabilidade. Mais informações no site www.saopauloconfia.org.br (CO)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sebrae também facilita empréstimos e até garantias

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om a ampliação de opções de financiamentos para micro e pequenas empresas, o Sebrae está diversificando suas ações para orientar os empreendedores sobre o uso do crédito. Segundo dados do Banco Central, o volume de recursos disponíveis pelas instituições financeiras para microempresas passou de R$ 809 milhões, em junho de 2010, para R$ 1,2 bilhão em junho de 2011. Dois anos atrás, a oferta não passava de R$ 586 milhões. O crescimento foi de 48% entre 2010 e 2011 e alcançou 104% em dois anos. Com mais dinheiro disponível para micro e pequenas empresas, o Sebrae intensificou o apoio a quem precisa de crédito. São três linhas de ação direcionadas às MPEs e aos empreendedores individuais. As medidas vão da parceria com instituições financeiras que concedem financiamento, passando pela difusão de informações sobre as linhas disponíveis e dicas sobre como utilizar bem o dinheiro emprestado. “Nos últimos dez anos aumentou muito a oferta e o que precisamos é fazer o crédito chegar ao nosso cliente. O Empreendedor Individual não tem a cultura de ir ao banco, nós precisamos criar essa cultura. E atuamos também no póscrédito para ajudar o empreendedor a utilizá-lo da melhor maneira possível”, explica o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

Convênio com bancos Levantamento do Sebrae mostra que apenas um terço dos empresários donos de negócios de pequeno porte buscam empréstimos no sistema financeiro. A principal fonte de crédito deles é o próprio fornecedor (com parcelamento da compra), mas ainda recorrem a agiotas, cheque especial de pessoa física, entre outras formas. O Sebrae mantém convênio com quatro bancos públicos – Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste – e

com quatro privados - Bradesco, Itaú, HSBC e Santander. Também possui acordo com o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob). Juntas, essas instituições financeiras concedem mais de 80% do crédito no País. Além das taxas diferenciadas, o banco possui o Folha Caixa Web, uma ferramenta que simplifica a liberação de folhas de pagamento para empresas com até 150 empregados. O apoio do Sebrae também se dá ao desenvolvimento de linhas de microcrédito. As unidades estaduais do Sebrae estabelecem parcerias com instituições que atuam direta e indiretamente com operações de microcrédito. Cabe ao Sebrae capacitar os empreendedores, promover consultorias e organizar eventos. A instituição possui acordo com a Associação Brasileira das Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED) e com a Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor. Em junho, de acordo com o Banco Central, o montante de recursos emprestados com as condições de microcrédito – até R$ 10 mil por operação - passava de R$ 2,4 bilhões. Garantia de crédito Uma das principais barreiras que impedem o acesso das micro e pequenas empresas ao crédito é a necessidade de apresentar garantias para fechar a transação, o que encarece a operação. Para facilitar, o Sebrae criou duas alternativas de apoio em que atua como uma espécie de fiador da transação. O Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe) é desenvolvido desde 1995 com recursos do Sebrae e operado por bancos parceiros – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A finalidade é complementar as garantias exigidas pelas instituições financeiras em até 80% do volume total. Mais de 178 mil empresas já foram atendidas e mais de R$ 4,7 bilhões foram concedidos em aval. (CO)

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

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Os caminhos da exportação para empresas de pequeno porte Quase metade das exportadoras brasileiras é formada por micros e pequenas empresas. As trilhas para vender ao Exterior não são difíceis. A São Paulo Chamber of Commerce, da ACSP, ajuda o pequeno empresário a participar do mercado internacional Marcos Mendes/LUZ

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Burocracia O g e re n t e e x e c u t i v o d a SPCC explica que foi criada a Declaração Simplificada de Exportação (DSE) para simplificar os despachos aduaneiros de mercadorias de baixo valor e estimular as exportações, em especial das micro e pequenas empresas. Antes, quem quisesse vender para o Exterior tinha de contratar um despachante aduaneiro. A burocra-

agregando maior valor ao produto, diversificando a pauta e, sobretudo, ampliando da base de empresas exportadoras paulistas. Entre as atividades estão eventos do Exportar para Crescer, com seminários e rodadas de negócios; workshops; o SIAEXP, um banco de dados de produtores paulistas; e o Prêmio Exporta, São Paulo: “Este ano, o Prêmio ocorrerá dia 12 de dezembro. Premiamos as 25 empresas de micro e pequeno porte que mais se destacaram, seja em crescimento no período ou número de países para quem exportou. Não há apadrinhamento neste prêmio, pois os dados são todos do MDIC”. Sidnei Docal: “É importante que a empresa já esteja bem estruturada antes de partir para o mercado externo”

cia previa o preenchimento de vários formulários e o fechamento de contrato de câmbio. Já o registro da DSE é admitido pelo Correio ou por intermédio de empresa de transporte internacional expresso, quando se tratar de remessa postal internacional ou de encomenda aérea com valores até o limite de 50 mil dólares ou o equivalente em outra moeda: “Este tipo de operação está limitado a 30 kg por remessa, em geral são mercadorias de menor valor e baixo volume, como bijuterias, confecções, etc”. P a r a v a l o re s e v o l u m e s maiores será preciso obter uma habilitação para exportar, com o credenciamento no Registro de Exportadores e Importadores (REI) no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) e também no Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (Radar). O REI é um cadastro da Secretaria da Receita Federal para identificar os exportadores e importadores brasileiros. O Siscomex é um instrumento que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle

das operações de comércio exterior. O sistema é administrado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), pela Secretaria da Receita Federal (SRF) e pelo Banco Central (Bacen), órgãos gestores no comércio exterior. O Radar é um sistema que, segundo o governo, visa acelerar as informações sobre operações efetuadas por exportadores e importadores quando exigido por algum fiscal em um posto aduaneiro. As exportações brasileiras são beneficiadas por incentivos fiscais e tributários que compreendem a não incidência de IPI e ICMS, a isenção do Cofins e PIS, a manutenção de créditos fiscais de IPI e ICMS, Crédito presumido do IPI, a redução da alíquota do Imposto de Renda na remessa de divisas para o Exterior para pagamento de despesas de promoção comercial de produtos brasileiros e a utilização do drawback, que é a suspensão ou isenção do recolhimento de taxas e impostos incidentes na importação de bens utilizados na fabricação de produtos exportados ou a

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exportar. “Por causa dessa isenção de impostos, o governo deseja ter total controle das exportações, criando inclusive algumas ingerências que atentam contra a livre iniciativa, o que somos contra”, observa Docal. Ele cita como exemplo o Radar. Para obter esse registro, a empresa precisa apresentar um plano de exportação para seis meses. A Receita Federal faz então uma avaliação, levando em conta a condição financeira e operacional da empresa, analisando a consistência do capital social, patrimôn i o e a s re n d a s d a p e s s o a jurídica e dos sócios. Se a Receita achar que há alguma incoerência, nega o registro, informa Docal: “É como se alguém fosse abrir uma padaria e tivesse de dizer quantos pães pretende fazer. O pior, no caso do Radar, é que se a empresa superar as expectativas de exportação, tem que tirar um novo registro”. O executivo destaca ainda iniciativas dentro do Projeto Exporta, São Paulo, com o objetivo de fomentar as exportações das indústrias do Estado,

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Caminho mais fácil Para empresas que estão iniciando operações em comércio exterior e não possuem escritórios em outros países, Docal aconselha a parceria com uma trading company, empresa comercial exportadora. É a melhor solução quando a empresa deseja exportar e não possui estrutura necessária para executar todo o processo, transformando a exportação em

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venda à vista no mercado interno. O modelo assemelha-se aos representantes comerciais, só que especializados no mercado externo. Para aglutinar essas empresas foi criada a CECIEx - Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras, cuja missão é defender e representar os interesses das empresas comerciais exportadoras, importadoras, tradings, traders e prestadores de serviços de comércio exterior, assumindo o papel de coordenar as reivindicações desta categoria e levar suas propostas aos órgãos competentes. O conselho também desenvolve ações de aproximação entre as empresas comerciais importadoras e exportadoras e a indústria, mantendo parceria com a Apex Brasil para a realização de eventos nacionais e internacionais de promoção de exportações. São Paulo Chamber of Commerce – www.spchamber.com.br – tel. (11) 3244-3262. CECIEx - www.ceciex.com.br ou no telefone (11) 3244-3170. (CO)

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xportação não é assunto apenas de grandes empresas. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no ano passado estavam registradas 21.918 empresas exportadoras, das quais 10.150 eram de micro e pequeno porte. Para ajudar os pequenos empreendedores, principalmente paulistas, a atuar no mercado internacional, a Associação Comercial de São Paulo criou em 2004 a São Paulo Chamber of Commerce (SPCC), que atua na promoção das relações comerciais entre empresas brasileiras com o resto do mundo. O objetivo é construir uma rede de cooperação com entidades empresariais estrangeiras, facilitar e promover o acesso das empresas no mercado internacional, oferecer oportunidades de negócio e capacitar as empresas e seus colaboradores para operar em um mercado competitivo. Segundo o gerente executivo Sidnei Docal, a SPCC presta serviços como realização de eventos (seminários, cursos e workshops), missões ao Exterior, rodadas de negócio, Certificado de Origem, inteligência comercial, internacionalização de empresas e outros: “É importante que a empresa já esteja bem estruturada antes de partir para o mercado externo. Há diversas barreiras, como a língua, a cultura, legislação e logística, além da própria burocracia brasileira para ser cumprida”.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Comércio de rua, bom lugar para começar um negócio

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Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra vantagens e desvantagens dos polos comerciais de rua na cidade de São Paulo. E conclui que esses espaços são mais adequados para quem pretende começar um negócio Newton Santos/Hype

Edgard Barki: “Ao comércio de rua falta um censo, uma organização, até para sabermos se o setor está crescendo ou não e de que forma”

vendas e 150 lojas. “Há vantagens e desvantagens neste modelo. Como pontos positivos há o acesso ao transporte público; é um modelo de varejo mais democrático, sistema aberto e integrado ao tecido urbano da cidade; existe uma relação de troca com o entorno urbano; e se verifica uma granDC

ara o pequeno empreendedor que deseja atuar no varejo, os polos comerciais de rua ainda são a melhor opção para começar um negócio. Apesar do crescimento dos shopping centers, o comércio de rua resiste em bairros da periferia e nas áreas nobres da cidade. Para especialistas em varejo, o poder público, em particular a Prefeitura de São Paulo, deveria dar mais atenção aos polos comerciais de rua, com melhorias em infraestrutura, já que são fonte de emprego e de arrecadação de impostos. Estes temas foram debatidos no evento “Polos Comerciais de Rua: Uma Opção Estratégica para Expansão”, promovido pelo GVcev - Centro de Excelência em Varejo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). Segundo Edgard Barki, professor de Marketing da FGVEAESP e pesquisador do GVcev, na cidade estão instalados pouco mais de trinta shoppings, reunidos em uma entidade (Alshop): “Eles sabem quanto o setor fatura, o número de lojas, quantas pessoas empregam, etc. Para o comércio de rua falta um censo, uma organização, até para sabermos se o setor está crescendo ou não e de que forma”. O professor acredita em um crescimento, apesar de não haver números para comprovar. A GVcev pesquisou três polos comerciais de rua: São Miguel Paulista conta com 85 mil m² de área de vendas e 700 lojas; Vila Nova Cachoeirinha com 37 mil m² de área de vendas e 480 lojas; e Capão Redondo, com 22 mil m² de área de

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de quantidade de polos espalhados pela cidade”, diz o professor. Como fatores negativos, os pontos de estacionamentos são limitados; em muitos casos o ambiente é degradado e desconfortável; o mix de lojas e serviços não é equilibrado, pois não foi planejado; e não há esforço de

venda de pontos para lojistas. Segundo o estudo, que entrevistou 300 consumidores de shoppings e 300 de polo de rua, os shoppings obtiveram notas maiores nos quesitos infraestrutura (conforto e serviços), segurança, atmosfera e fatores ambientais, e variedade (lojas e produtos). O comércio de rua

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foi superior nos itens acesso, valor (custo/benefício) e preços. Na questão de atendimento dos vendedores os dois gêneros se equivalem. A intenção de compra dos frequentadores de polos de rua também é maior, já que dificilmente alguém vai à rua de comércio apenas para passear, como ocorre nos shoppings. O estudo sinaliza a força dos polos de ruas, mas também alerta para algumas ameaças. A avaliação de satisfação e intenção de compra declina conforme o aumento da renda. Como a renda da classe C vem crescendo, existe a tendência de esse público migrar para os shoppings, pois passa a ter carro próprio e a preferir locais com melhor infraestrutura. Os empreendedores de shoppings também passam miram em regiões de classe C. Ruas comerciais na cidade Os polos comerciais de ruas não são planejados, a evolução é espontânea. Na cidade de São Paulo são encontrados quatro tipos de polos comerciais. O primeiro são as ruas comerciais do centro, como a 25

de Março, Barão de Itapetininga, Direita, São Bento, etc. O segundo são as ruas comerciais de bairro, como a Voluntários da Pátria, Doze de Outubro, Domingos de Morais, etc. Outra categoria é a rua comercial de vizinhança, com pequena concentração de lojas de produtos de conveniência, como farmácia, açougue, padaria, etc. Por último, há as ruas especializadas, com a concentração de lojas de um determinado tipo de produto, como a São Caetano (vestidos de noiva), Consolação (lustres), Teodoro Sampaio (móveis e instrumentos musicais), etc. A Doze de Outubro, na Lapa, mereceu pesquisa da GVcev, pois foi a primeira rua com características de comércio popular a fazer parte do programa de revitalização, uma parceria entre Prefeitura e a Associação de Lojistas. A rua reúne 159 lojas, das quais 55 de roupas, 17 de calçados, 8 joalherias, 7 perfumaria/cosmético, 6 de livros/CDs, 3 de eletroeletrônicos, 3 de bijuterias e 60 de outros produtos. Das 17 lojas de calçados (segundo principal segmento por produtos), 8 lojas (ou 47%) estão concentradas em um quarteirão, que ainda concentra 13 lojas de roupas. Trata-se de uma estratégia espontânea das ruas de comércio – a incidência da proximidade de negócios compatíveis para aumentar o intercâmbio de consumidores. Ou seja, a rua consegue agregar concorrentes um do lado do outro e permite a “compra comparada”, além da compra por impulso e por conveniência. Passado e futuro Segundo o estudo realizado pela GVcev, pela evolução histórica e pela expansão territorial da cidade, o crescimento do comércio acompanhou o deslocamento da população de acordo com a renda, num processo de crescente segregação espacial. Desde sua formação, a rua de comércio acompanhou o deslocamento residencial da elite, indo, no início do século 20, da rua Quinze de Novembro para a rua Direita, a t r a v e s s a n d o o Va l e d o Anhangabaú na década de 1930 e se instalando nas imediações da rua Barão de Itapetininga para, posteriormente, por volta de 1950, alcançar a rua Augusta., que perdeu sua atratividade na década de 1960 em razão dos novos hábitos de consumo introduzidos, principalmente pelos shoppings. (CO)

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