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Diário do Comércio

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Novo inimigo dos EUA atende por Irene Furacão avança e leva medo a Nova York e mais quatro estados da Costa Leste. Pág. 13 Jose Luis Magana/Reuters

Nasa

Ano 87 - Nº 23.445

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

Conclusão: 23h50

Vítima dos humores do ditador Assad

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Bashar Assad 'pula' a 6ª-feira, dia de mesquitas e de protestos

Zohra Bensemra/Reuters

AFP

O cartunista Ali Farzat foi espancado e teve as mãos quebradas. É o preço das críticas ao governo sírio. Pág. 13

CAÇANDO KADAFI O bairro Abu Salim, último reduto dos kadafistas, está caindo. Ontem, em meio a informações de que o ditador estaria num prédio próximo à sua fortaleza, os rebeldes cercaram o local e trocaram tiros com forças leais a Kadafi durante todo o dia. Até a noite, porém, ele não tinha sido encontrado. Mas sua voz apareceu (via radio) para convocar os seguidores: "Marchem aos milhões para Trípoli para expulsar os ratos e traidores". Pág. 12

MENSALÃO COM DIAS CONTADOS PARA PRESCREVER Quatro anos após a denúncia contra 40 suspeitos de envolvimento no mensalão, na semana que vem, sobrará, talvez, apenas um culpado: a morosidade da Justiça. Se o STF não aplicar penas de mais de dois anos para os acusados, o crime de formação de quadrilha estará prescrito. E todos livres. Pág. 6

Oposição quer planos de voo de casal ministerial PPS quer saber se viagens dos ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, em aviões de empresas que prestam serviço ao governo, ferem Código de Ética. Pág. 5 Fox Film/Divulgação

Divulgação

Cinquecento de sombrero chega mais barato Modelo da Fiat agora vem do México, por R$ 39.990. Pág. 23

Agliberto Lima/DC

Grafite legal enfeita São Paulo Artista precisa pedir autorização. E não pode fazer propaganda. Pág. 14

Antonella Salem/DC

d

cultura

Owen Newman/Disney/Divulgação

HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 22º C. Mínima 16º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 24º C. Mínima 15º C. ISSN 1679-2688

23445

9 771679 268008

AlessandroShinoda/Folhapress

Reflexões sobre o destino humano estão no caldeirão do filme Planeta dos Macacos - A Origem, estreia mais esperada deste fim de semana. A Disney, com um show sobre felinos, também não fica atrás: cinemão à vista. A maestrina Marin Alsop rege a Osesp via internet. Mais: obras descomunais no BB. E Roda do Vinho.

Luz, câmera, vinho! Ação: nossa repórter nas vinhas de Ford Coppola. Boa Viagem, página 24


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

É prematuro pensar que a vitória dos rebeldes na Líbia transplantará a democracia ocidental para o norte da África. Roberto Fendt

pinião

Carl de Souza/AFP

ALENCAR BURTI

A NAÇÃO QUE QUEREMOS (E PODEMOS) SER

A

Guarda pinta a bandeira da Líbia num ponto de inspeção da fronteira, em Jadu: a luta entre forças de Kadafi e rebeldes continua.

SOBRE PRIMAVERAS E SEU FUTURO

E

m 16 de janeiro de 1969, um estudante checoslovaco de 21 anos, Jan Palach, imolou-se na Praça Wenceslas, em Praga. O gesto teve duas dimensões. Primeiro, o protesto desesperado contra o fim da Primavera de Praga e a ocupação do país pelas tropas soviéticas e de seus lacaios do Pacto de Varsóvia; o segundo, contra a desmoralização do povo, que havia se mostrado impotente diante da força bruta dos invasores e que com eles contemporizou. Retornemos ao ano anterior. Eram os idos de 5 de janeiro de 1968. Naquela data, um político eslovaco, Alexander Dubcek, ascendia ao poder na antiga Checoslováquia. Com ele se iniciava um processo de liberalização política do país, até então ferreamente atrelado à antiga União Soviética e a seus satélites do Pacto de Varsóvia. Esse processo chamou-se Primavera de Praga, para marcar o degelo político e econômico do país do socialismo real. A Primavera de Praga iniciouse com um processo de descentralização das estruturas carcomidas do poder no país, de uma vacilante abertura para a economia de mercado e com passos tímidos em direção à democracia.

ROBERTO FENDT rém pacíficos, contra a invasão do país, muito diferentes da Revolta da Alemanha Oriental de 1953 e da Revolução Húngara de 1956. Jan Palach foi o primeiro a imolar-se contra a apatia dos seus concidadãos diante do fim da liberdade. Um mês depois, outro estudante, Jan Zajíc, imolou-se pela mesma razão no mesmo local e em abril Evžen Plocek fez o mesmo em Jihlava. O clima psicológico e existencial dos que vivenciaram aqueles dias está magistralmente retratado no best-seller de Milan Kundera, A insustentável leveza do ser.

E

m 17 de dezembro de 2010, um vendedor ambulante, Mohammed Bouazizi, imolou-se em praça pública em protesto contra o confisco das bugigangas que vendia e contra a humilhação que sofrera nas mãos das autoridades. Foi essa imolação que deflagrou a onda de agitação na Tunísia e que culminou com a queda do presidente Zine El

J

unto com ele vinha o impensável para um país socialista: um afrouxamento dos controles sobre a imprensa, uma maior liberdade de expressão, e de ir e vir. As reformas, pelo seu exemplo, conflitaram com o aparaktik da então União Soviética. Em 21 de agosto, tropas do Pacto de Varsóvia – a OTAN do então mundo socialista – invadiram o país, destituíram e prenderam Dubcek, substituindo-o por um títere, e restabeleceram o regime anterior. Os protestos foram muitos, po-

Abidine Ben Ali. O contágio da onda de agitação tunisina a outros países do norte da África ficou conhecida como a Primavera Árabe. Contudo, já se passaram mais de oito meses desde o início da Primavera Árabe e é oportuno avaliar se as premissas da intervenção ocidental na Líbia são corretas.

E

ssas premissas são de que há um descontentamento generalizado o suficiente nos países do norte da África, forte o suficiente para que a maioria derrube as ditaduras existentes; e que o novo governo que vier terá os mesmos contornos das democracias ocidentais. Foi o que fez George Friedman em sua análise da Primavera Árabe (http://www.stratfor.com/week ly /2 0110 81 5-re- ex am in in garab-spring). Nenhum regime mudou, desde 17 de dezembro de 2010. Mudaram os governantes, não os regi-

Movimentos na Líbia e na Síria podem não ser vitoriosos e democráticos, ou não ter os contornos das democracias ocidentais.

mes, diferentemente do rápido e completo colapso do socialismo real ocorrido na Europa Oriental depois de 1989. Para Friedman, quaisquer que sejam os desejos de mudanças de regime que poderão decorrer das guerras civis na Líbia e na Síria, não serão inteiramente vitoriosos e democráticos, e os que vierem a ser democráticos, não terão inteiramente os contornos das democracias ocidentais. O caso da Líbia é emblemático. Como Kadafi poderia ter se mantido no poder por 42 anos se não tivesse o apoio de uma parcela expressiva (mesmo que não majoritária) da população? Por que demora tanto para a tomada final de Trípoli, não fosse a resistência dos interessados na manutenção do status quo anterior?

O

fato é que, para esses interessados, não há como deixar de lutar para defender o poder, mesmo contra a maioria do povo. Para os ditadores, simplesmente não há para onde ir. E menos ainda a raia miúda que os mantiveram no poder até agora. A primavera da Alemanha Oriental somente viria em 1989 com a queda do famigerado Muro de Berlim, 36 anos depois da Revolta de 1953. E as primaveras de Praga e de Budapest somente ocorreriam em 1990. Parece prematuro, portanto, imaginar que a vitória dos rebeldes na Líbia transplantará a democracia ocidental para o norte da África. Não foi o que ocorreu no Egito, onde os mesmos militares do tempo de Mubarak agora comandam o país. E também não ocorreu na Tunísia e no Iemen. Como isso poderá ocorrer na Líbia e na Síria?

A

o comemorarmos esta atitude, resultado do esforço concentrado de toda sociedade civil organizada, em especial do Sistema Sebrae, com suas representações nacional e estaduais, não podemos deixar de olhar em frente e continuar trabalhando para remover o mal que ainda assola, sobremaneira, o sistema produtivo nacional: a informalidade. A adesão às medidas já vigentes, como o Simples Nacional, a nova figura jurídica Microempreendedor Individual, Lei Geral das MPEs, que promovem acesso à tecnologia, crédito e compras governamentais, indicam que trilhamos o caminho certo e minimizamos substancialmente as

Os formuladores de políticas públicas devem tornar atraente a formalidade e os empreendedores devem incorporálas ao dia a dia.

principais razões para uma empresa continuar atuando de forma informal. O desafio será do tamanho de nossa capacidade de atuação. Hoje existem cerca de 6 milhões de micro e pequenas empresas formais em todo Brasil e 12 milhões de empreendimentos atuando na informalidade, ou seja, na razão de dois informais para cada empresa formal. É uma equação cujo resultado não traz benefícios para nenhum dos lados envolvidos.

P

or isso preconizamos que é necessária uma atenção especial a este processo: os formuladores de políticas públicas precisam tornar a formalidade sempre atraente e os empreendedores devem incorporá-las ao seu dia a dia para conquistar a definitiva cidadania empresarial. O Sebrae continuará atuando firmemente sobre este aspecto, apoiando aqueles que pretendem realizar seu sonhos de empreender e fazer deste o seu meio de auto-realização pessoal e profissional. E, ao mesmo tempo, mostrando aos governantes e legisladores que aspectos precisam ser propostos e acelerados. Os resultados desta verdadeira relação ganha ganha será a consolidação de uma Nação realmente forte, que investe na criação de pequenos negócios, as verdadeiras engrenagens sociais das economias mais desenvolvidas. ALENCAR BURTI É PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DO SEBRAE-SP

GESTO AUTORITÁRIO O gesto do Sr. Lula da Silva, ao despachar com alguns ministros do atual governo, é cheio de simbolismo autoritário e nos remete a um ditadorzinho de quinto mundo. Ninguém ignora sua intenção de passar ao povo a ideia de que Dilma está lá apenas "esquentando cadeira" para ele. Mas esquece

que o Brasil não é seu sindicato e Dilma foi eleita pelo povo. Que a presidente rapidamente deixe claro que, hoje, quem tem a caneta e o poder nas mãos é ela. Ou ficará cada vez mais fragilizada para rebater as chantagens de sua base aliada! Eliana França Leme - SP

ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

s micro e pequenas empresas vivem um momento especial. Recentemente, a presidenta da República anunciou uma série de medidas – que, aprovadas pelo Congresso Nacional ainda neste ano, entram em vigor em janeiro de 2012 e vão possibilitar desburocratizar e desonerar ainda mais o dia a dia dos pequenos negócios. Por este pacote o limite anual de faturamento para continuar no sistema simplificado de tributação – Simples Nacional – passa de R$ 36 mil para R$ 60 mil (MEI); de R$ 240 mil para R$ 360 mil (microempresa) e de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões (empresa de pequeno porte); parcelamento de dívidas tributárias em até 60 meses e incentivo às exportações, com limite adicional de R$ 3,6 milhões. Ao propor e regulamentar estas mudanças, legisladores e governantes mostram que os empreendimentos de pequeno porte realmente entraram na pauta de políticas públicas exequíveis e que correspondem ao tamanho e à participação das MPEs na geração de emprego, de novas tecnologias e inclusão socioeconômica.

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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NOSSA DIPLOMACIA ESTÁ A REBOQUE DOS FATOS E PERDENDO IMPORTÂNCIA E PRESTÍGIO.

pinião

Miopia ideológica na diplomacia DENIS LERRER ROSENFIELD

A

diplomacia brasileira causa constrangimento. Após a posse da presidente Dilma, alguns sinais foram dados de que haveria, nessa área, uma mudança de rumo. Sinalizações de vários tipos se fizeram presentes, dentre as quais a defesa dos direitos humanos no Irã, em particular no que diz respeito às mulheres. O contraste parecia se afirmar em relação ao governo anterior. Lula chegou a afirmar que os críticos do regime dos aiotolás, que morriam nas ruas e eram torturados nas prisões, eram nada mais do que torcedores de um time que tinha perdido o jogo, no caso, o das eleições presidenciais naquele país. Maior troça em relação à democracia e aos direitos humanos era impossível. Embora a esfera das relações exteriores não seja algo que comova ou interesse particularmente aos cidadãos brasileiros, para os quais ela surge como algo longínquo que não interfere em suas vidas, ela tem um sentido interior. A diplomacia do governo Lula foi uma diplomacia petista, naquilo que esse partido tem de mais atrasado.

N

ela, imperam os velhos cacoetes da esquerda, como a luta antiimperialista, a solidariedade com o "terceiro mundo", as relações Sul/Sul, o alinhamento com o socialismo bolivariano, a simpatia participativa com os regimes de esquerda e assim por diante. Isso significa, na prática, o apoio aos ditadores mais sanguinários e o desprezo ativo pelos direitos humanos. Sinal manifesto disto, para trazermos a questão à sua atualidade, é o tratamento "amigo" dado a ditadores como Assad na Síria e Kadafi na Líbia. Aliás, digno de nota é o fato de a família Kadafi estar cogitando como lugar de exílio a Venezuela de Chávez, o símbolo do "socialismo do século 21". Aqui no Brasil, tivemos as condições vergonhosas de asilo ao terrorista Cesare Battisti, também em nome de uma solidariedade de esquerda. Os países di-

mudou completamente. Sai em busca da recuperação do tempo perdido. A diplomacia brasileira nem isto consegue fazer. Há erros de avaliação militar e política. No erro de avaliação militar, destaque-se o fato de o Itamaraty não ter conseguido prever o desfecho dos combates, como se estivesse apostando seja na resistência de Kadafi, seja em sua capacidade de recuperação. O território sob controle do ditador encolhia a olhos vistos, até para os desconhecedores de assuntos militares.

N tos de esquerda estão recebendo como lugar de refúgio – e de impunidade – a escória internacional. No entanto, apesar das sinalizações de mudança do novo governo, nada parece estar mudando, como se um passo adiante tivesse se traduzido por dois atrás. A repressão na Síria de Assad se torna cada vez mais sanguinária com o assassinato sistemático dos contestadores e, de forma mais geral, da população civil. Cidades que se mostram contestatórias são submetidas ao ataque dos tanques, dos foguetes e, em alguns casos, de bombardeios navais. Em um estilo melífluo, o ditador Assad diz reconhecer as oposições, promete tornar o sistema partidário plural, assevera que suas tropas foram atacadas, enquanto empre-

ga sistematicamente a violência contra os seus opositores. A imprensa livre é sufocada e os correspondentes estrangeiros estão proibidos de entrar no país, de modo que uma cobertura jornalística isenta se torna impossível.

A

s moções de repúdio de vários países se sucedem enquanto o Brasil envia uma missão diplomática ao país que termina dando credibilidade às palavras do ditador. O País, literalmente, fez um papelão, algo que foi, inclusive, utilizado internamente, como se o Brasil fosse avalista do regime. Nosso país só mereceu descrédito. Agora, não consegue se desvencilhar da sombra de Kadafi e de Lula. A Líbia está praticamente

toda controlada pelas forças rebeldes. O QG do ditador já está sob controle da oposição. O Conselho Nacional de Transição tornou-se, nesses últimos meses, o interlocutor de vários países, sendo reconhecido como o novo governo. Observe-se que estamos diante de um processo que já dura seis meses, tendo, portanto, havido tempo para que o governo brasileiro refletisse com maior vagar sobre o que lá estava acontecendo. Aliás, no início do conflito, o embaixador brasileiro chegou a declarar que a situação era muito favorável a Kadafi, com o povo contente. Os opositores seriam meros descontentes de algumas poucas tribos rivais, que só controlavam e só poderiam controlar algumas poucas cidades rebeles. Maior er-

ro de avaliação é impossível. A diplomacia brasileira, que procura ganhar credibilidade internacional, postulando mesmo uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, está francamente a reboque da situação, perdendo importância e prestígio. Ainda agora, hesita em reconhecer o CNT como o verdadeiro representante do povo líbio. Ao mesmo tempo, procura assegurar os interesses das empresas brasileiras que lá atuam. A ingenuidade é total. A quem o CNT assegurará os melhores contratos? Aos que os apoiaram ou aos que se recusaram a tal? Até a China, que procurava se manter neutra no conflito, já dá sinais de mudança de posição, ciente de que a correlação de forças

A "CEBOLA" LULA F

s/Hype

Newton Santo

Rolling Stone, com ninguém menos do que os Rolling Stones como "backing vocals". Mick Jagger, emocionado, não escondeu que chorava. Nem eu. Os cabecinhas brancas como a minha sabem do que estou falando, tanto os da fila do show do Dylan e Jagger como os da fila do Nêumanne; inúmeros

frequentaram as duas . Eu escuto Like a Rolling Stone como o hino da minha geração, então jovem, sonhadora e desembestada, ligada no Turn on, Tune in, Drop out ( Ligue, Sintonize, Caia fora). Em brasileiro, Ligue: queime um fumito ou engula um moranguito (LSD); Sintonize: encontre seu povo; Caia fora é literal, é caia fora mesmo, fora do trabalho, da faculdade, dos horários, das obrigações, das limitações no amor e na vida, pé na estrada – a felicidade está aqui dentro de mim, sim, mas também está lá longe, no fim do arco-iris; "Sex, Drugs and Rock´n Roll". Estive lá, sobrevivi.

P

ara citar um dos filosofos prediletos dessa geração, o hoje Caretano Veloso: "Eu quero é ir embora/ eu quero é dar o fora/ e quero que você venha comigo..." Li O que sei de Lula quando estava sob a forma de primeiro "copião". Num passado não muito distante a gente falava "manuscrito". ele vem perfeitamente digitado no computador e impresso numa veloz “laser jet” caseira. Talvez falte apenas a capa e uma correção aqui e ali para ser o livro pronto e acabado. A leitura me deu a sensação de ter tido acesso ao depoimento de uma acurada testemunha do nosso tempo.

Testemunha porque viu; testemunha porque entendeu o que viu, interpretou, anotou, guardou, cozinhou em fogo brando e deu um depoimento acima de qualquer suspeita. Nêumanne junta os ingredientes há trinta e seis anos, desde 1975, quando conheceu Lula – e passou os último cinco anos atualizando, escrevendo e reescrevendo. A arte de escrever é o ofício de reescrever e seu tema faz-se passar por novo e diferente a cada dia; denomina-se, pleno de narcisismo, a "metamorfosa ambulanta". Não é; muito ao contrário. Nêumanne percebeu e revela que o mito metamorfósico foi hábil e ardilosamente construído, camada sobre camada de mito sobre o núcleo real, ignorante e mistificador, como se Lula fosse uma cebola. Como uma cebola, descasca Lula até desvendar o núcleo e expõe que, como Drácula, Lula não resiste à luz – foi, é e talvez sempre será o Mesmo, desde o começo até o fim dos tempos. Como descascar uma cebola, descascar Lula traz lágrimas aos olhos. É um país de chorar esse nosso. O personagem mais midiático destes nossos tempos, mais até do que Che Guevara, usou como poucos os recursos modernos de comunicação, pagos pelas mais poderosas verbas oficiais de publicidade

DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRS

NEIL ARDEU NUZÓIO

DESCASCADA ui ao lançamento do livro do Nêumanne, O que sei de Lula, na Livraria da Vila, terça-feira. Casa lotada, parecia Flamengo x Córintcha, gramei mais de uma hora na fila de autógrafos. Não peguei uma fila dessas nem para entrar no show em que Bob Dylan cantou uma das suas obras-primas, Like a

o erro de avaliação política, note-se a inabilidade diplomática, onde o Brasil não se fez interlocutor de ninguém, nem sendo levado a sério. O Itamaraty, historicamente, sempre foi reconhecido por sua competência. Sob Lula, tornou-se cada vez mais ideológico, como se devesse tomar partido na ótica de seu partido. A diplomacia ficou literalmente partida. O fato de o Brasil estar sendo convidado para participar pela França de uma conferência internacional só mostra a influência francesa e o seu interesse em adular o Brasil, cuja diplomacia ficou suspensa no ar. Certamente deve ter pesado na decisão francesa o seu interesse em vender os aviões Rafalle ao Brasil. Ajuda "amiga"! O que estamos presenciando é uma continuidade diplomática do novo governo em relação ao anterior, mostrando-se incapaz de rever suas posições. Há uma notável dificuldade de afastamento dos antigos "amigos" e "companheiros", como Assad e Kadafi. A miopia ideológica continua operando.

FERREIRA nunca antes vistas "nestepaíz", para esconder quem realmente é e criar um mito, que é desnudado com rigor. O que sei de Lula não é um festival de porradas, o que seria muito fácil e qualquer um poderia fazer a qualquer momento – até eu alivio minha azia dando porradas no Lula para me divertir um pouquinho, seguindo o mantra do Zé Simão, "nóis sofre mas nóis si diverte". Nem é um trololó e nhem-nhemnhem louvador, como são os fracassados mas altamente financiados livro e filme Lula, o filho do Brasil, que todos fazem em todos os momentos, encabeçados pelo PIG, Partido da Imprensa Governamental.

N

êumanne fez o impensável; impensável pelo menos para mim. Trancou na gaveta sua posição política – você nem de longe acertaria em quem ele vota, eu sei porque ele me contou e sei lá se não estava gozando com a minha cara. Lidou apenas com os fatos, alguns desconhecidos outros nem tanto, acumulados durante trinta e seis anos. Está lá, tudo junto. Você e eu sabíamos de quase tudo e fazíamos de conta que não era nada. Aquele grevista do ABC e aquele partideco de católicos ditos "progressistas" e intelectuais de

ex-querda eram uma febrezinha que passava logo. Era, digamos, uma espécie de adolescência política do País, e como a adolescência dos nossos meninos e meninas, era uma chatice que sarava logo. Não sarou. Cresceu, encorpou, engrossou; sobretudo engrossou.

O

endeusamento a Lula virou uma pandemia que contaminou os "mais de 80%", que parecem doentes incuráveis. Não se tocam que se instalou aqui a maior corrupção jamais vista; Lula aliou-se à escória política brasileira; demorou mais que a Rede Globo para apoiar as Diretas Já; foi contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não apoiou a anistia nem a volta dos exilados. "Aqueles caras que tão bebendo vinho em Paris vão voltar e querer mandar ni mim", teria dito e eu acredito. Quer saber mais, muito mais ? Compre o livro e bom fim de semana em companhia de uma leitura essencial. Serviço: “O que sei de Lula”, José Nêumanne Pinto (522 páginas, Topbooks www.topbooks.com.br, R$ 69). SAIBA O QUE O NÊUMANNE SABE DO LULLA. VOCÊ NUNCA MAIS SERÁ ENGANADO. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIà RIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

5 CASAL 20 Gleisi e Bernardo são pressionados a explicar caronas em aeronaves

olítica

Oposição quer detalhes das viagens do casal

O

P P S p ro t o c o l o u ontem, na Câmara dos Deputados, requerimento no qual solicita detalhes dos planos de voo e a lista de passageiros que viajaram na aeronave de propriedade da empresa

Sanches Tripoloni, no período de 1 de janeiro de 2010 a 31 de julho deste ano. Denúncia da revista Ép oc a relata que o avião teria sido usado pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, durante campanha para o Senado. O

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - 27/6/11

Gleisi perdeu a eleição, mas não perdeu o voo nem a indenização.

PSDB contra Gleisi – Os tudocumento, assinado pelo vice-líder da minoria na Câma- canos também já anunciaram ra, Arnaldo Jordy (PPS-PA), é que vão acionar, na semana endereçado ao ministro-chefe que vem, a Procuradoria-Geda Secretaria de Aviação Civil ral da República (PGR) para da Presidência da República, que investigue a saída de GleiWagner Bittencourt de Olivei- si da Itaipu Binacional, em ra. O ministro das Comunica- 2006. De acordo com o Estado ções, Paulo Bernardo, marido de S. Paulo, ela teria feito um de Gleisi, também teria utiliza- "acordo para ser demitida" em vez da "exoneração a pedido". do a aeronave. Com este procedimento, a Amnésia – O Código de Ética do Servidor Público proíbe ministra pode receber a multa m i n i s t r o s d e v o a r e m e m de 40% sobre o saldo do Fundo de Garantia aviões de empor Tempo de presas que S e r v i ç o têm negócios (FGTS) no vacom o goverVocê vai e eu vou lor de R$ 41 no. Bernardo exonerar você. Sai, mil, além de afirmou, anteontem, em levanta teu fundo de sacar outros R$ 104 mil. O audiência púgarantia e vai, vai líder do PSDB b l i c a n a C âpara a tua na Câmara, mara, que não campanha. D u a r t e N ose lembrava gueira (SP), dos prefixos JORGE SAMEK, DIRETOR DA destacou que a das aeronaves ITAIPU, SOBRE A SAÍDA DE GLEISI ministra foi em que viajou diretora finanno passado. "Como o ministro Paulo Ber- ceira da estatal. "Como diretonardo, em visita recente ao ra financeira, ela pagou a si Congresso Nacional, alegou própria. Isso precisa ser invesnão se lembrar se viajou no tigado", afirmou. Exoneração – Já o presidente avião da empreiteira, muitos menos quantas vezes e quan- da Itaipu Binacional, Jorge Sado usou aeronaves particula- mek, afirmou que foi dele a deres, a partir deste requerimen- cisão de demitir Gleisi da estato poderemos ajudá-lo nesta tal. De acordo com o executivo, tarefa", ironizou Jordy. No ano a decisão contrariou o pedido passado, a Sanches recebeu dela de voltar ao cargo, caso R$ 267 milhões da União. Na- não vencesse a eleição. Gleisi quele mesmo ano, a empresa perdeu a eleição e também a didoou R$ 510 mil para a campa- retoria de Itaipu. "Eu, como diretor da emprenha de Gleisi ao Senado.

'Legal, moral e constitucional' Ministro das Cidades justifica assim uso de verba da Câmara em campanha eleitoral. E sai correndo.

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ministro das Cidades, Mário Negromonte, comentou ontem denúncia de que usou verba da Câmara, quando era deputado, para pagar empresa contratada para prestar serviço durante campanha eleitoral. De acordo com o ministro, "tudo legal, moral e constitucional", afirmou. "Tudo permitido, não tem errado, se não, não estaria aqui", respondeu rapidamente após sair de um seminário da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em São Paulo. Essa não é a única denúncia contra o ministro. Segundo a Veja, Negromonte teria articulado um esquema de favorecimento de propina para correligionários em troca de apoio político. De acordo com a revista, o objetivo era neutralizar os efeitos de um conflito interno no seu partido, o PP. Em seu discurso durante o seminário, o ministro fez menção a esse fato. "Aqui e acolá, a gente tropeça em uma palavra em uma frase, mas jamais irei tropeçar na ética de fazer política, na seriedade da transparência e na honestidade".

André Lessa/AE

Ele disse também que se sente honrado em integrar a equipe de governo da presidenta Dilma Rousseff e enalteceu a atuação dela na gestão do dinheiro público. "Tem de ser bom maratonista para arrancar dinheiro do governo federal. Ela tem o foco técnico, tem o mapa do Brasil na cabeça e

vai surpreender pela capacidade de gestão", afirmou. Dirigindo-se aos empresários, Negromonte destacou que o setor de mobilidade urbana nunca recebeu tanto apoio como agora. Ele observou que os recursos passaram, entre 2003 e 2009, de R$ 600 milhões para R$ 32 bilhões. So-

mente nos projetos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os ligados à Copa do Mundo de 2014 serão gastos R$ 12 bilhões em mobilidade urbana. Ele citou ainda outras ações vinculadas ao Ministério das Cidades, como o o plano de saneamento básico. (ABr)

Os novos diretores do Dnit assumem

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governo formalizou ontem a nomeação de cinco diretores para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). São eles, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, para a diretoria-geral; Tarcisio Gomes de Freitas, diretor executivo; Paulo de Tarso Oliveira, diretor de administraçaõ e finanças; Adão Magnus Marcondes Proença, diretor de Infraestrutura Aquaviária, e Mário Dirani , diretor de

Infraestrutura Ferroviária. As nomeações foram assinadas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Na véspera, a indicação deles havia sido aprovada pelo Senado. Durante a sabatina no Congresso, Fraxe defendeu a redução da participação do Exército em obras pelo País. "Vamos diminuir a sua presença em obras e vamos nos limitar a um tamanho

PPS quer saber se os ministros Paulo Bernardo, das Comunicações, e a sua esposa, Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, transgrediram o Código de Ética do Servidor Público, que proíbe voos em aviões de empresas que têm negócios com o governo. Neste caso, a gentileza foi da empreiteira Sanches Tripoloni sa, disse, você não volta. O sonho dela era ter a licença para a eleição e, não sendo feliz, voltar", contou Samek, acrescentando: "Você vai e eu vou exonerar você. Sai, levanta teu fundo de garantia e vai, vai para a tua campanha". Questio-

mínimo e necessário que assegure o adestramento que a nação cobra das suas Forças Armadas", afirmou o general. O novo diretor do Dnit reconheceu que ainda podem haver irregularidades na autarquia ao dizer que "deve ter muito problema em potencial, já que estamos falando em R$ 14 bilhões contratados em obras com base em que projetos? Eu não sei", respondeu. Todos os nomeados foram indicados

nada sobre a multa, Gleisi afirmou que foi exonerada e que o valor da indenização do fundo foi de R$ 41.829,79. Além da representação, o PSDB vai pedir a convocação dela na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. (AE)

Andre Dusek/AE - 23/8/11

Bernardo: tantos voos que esqueceu em quais aeronaves embarcou.

Alckmin defende faxina permanente

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Mário Negromonte: ministro sai de seminário e evita perguntas sobre pagamentos com verba da Câmara.

TUDO AZUL Negromonte diz que pagamentos foram feitos dentro da normalidade

governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), uniu-se ontem ao ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso na defesa de que a faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff no governo federal seja permanente e sem tolerância com o malfeito. O governador, que nas últimas semanas tem estado mais próximo da presidente, pregou que mudanças na esfera pública, por conta de indícios de corrupção, sejam permanentes e em todos os níveis de governo. "A faxina é interminável, é um trabalho permanente que tem de ser feito em todos os níveis de governo", afirmou. "E não ter nenhuma tolerância com malfeito, com desperdício, com desvio de dinheiro público", acrescentou. Mais com menos – Alckmin avaliou que a faxina deve ser uma tarefa cotidiana, na busca de uma maior eficiência da máquina pública. "É melhorar o custo-benefício, fazer mais e melhor com o dinheiro da população", salientou, após participar do Seminário RespirAR, na capital paulista. A defesa feita pelo governador, que vinha evitando nas últimas semanas se manifestar sobre a crise no Palácio do Planalto, foi adotada também pelo ex-pre-

sidente Fernando Henrique Cardoso, no início da semana. Elogios de FHC – O tucano, que vinha elogiando nos bastidores a condução da presidente nos recentes escândalos de corrupção, pregou a ampliação pelo governo federal das mudanças promovidas na máquina pública. A declaração do ex-presidente foi feita após a sua postura em relação à petista ter causado desconforto entre lideranças do PSDB, as quais vem defendendo a criação de uma CPI da Corrupção, para investigar as recentes denúncias de irregularidades na administração federal. Os elogios do governador de à presidente, em evento na semana passada, no Palácio dos Bandeirantes, também não agradaram a alguns dirigentes, que vêm cobrando do governador uma postura mais dura em relação ao governo. Não é a meta – Em solenidade ontem, em Brasília, Dilma afirmou que a faxina promovida nos Ministérios não é a meta de sua administração, mas garantiu que tomará providências diante de malfeitos. A declaração da petista foi entendida por membros do Congresso como uma indicação de que as demissões estão perto do fim, o que não agradou a parlamentares da oposição. (AE)

José Luis da Conceição/Gov. Est. SP - 4/8/11

após a série de denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes. Ao todo, 28 servidores foram afastados, inclusive o ministro Alfredo Nascimento, que acabou pedindo demissão do cargo. O Senado ainda precisa aprovar os nomes de Roger da Silva Pêgas para diretor de Infraestrutura Rodoviária e José Florentino Caixeta, indicado para chefiar a diretoria de Planejamento e Pesquisa. (ABr) Sintonia: Alckmin e FHC apoiam "intolerância com o malfeito"


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Estamos fechando o acordo para votar a Comissão da Verdade o quanto antes e nos termos que está. José Genoíno, assessor especial do ministro da Defesa

olítica

Leo Pontes/AE - 12.08.11

Mensalão vai prescrever na semana que vem Para que isso não aconteça, ministros do STF terão de aplicar penas superiores a dois anos aos acusados

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Dirceu: ex-ministro da Casa Civil é apontado como chefe do grupo.

assados quatro anos da denúncia contra 40 suspeitos de envolvimento no mensalão, o crime de formação de quadrilha, espinha dorsal da denúncia, pode ser prescrito na semana que vem. Para que este crime não saia impune, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) terão de aplicar penas para os acusados pelo crime de quadrilha superiores a dois anos. Se a pena não ultrapassar os dois anos, os acusados estarão livres desse crime. São acusados do crime de formação de quadrilha, por exemplo, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado pelo Ministério Público como o chefe do grupo, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o

ex-presidente do PT, José Genoino. Além deles, outros 19 réus respondem pelo mesmo crime. A etapa final do processo do mensalão reúne 38 pessoas acusadas de envolvimento no esquema denunciado em 2005, pelo qual parlamentares receberiam dinheiro em troca de apoio político ao governo. A pena prevista no Código Penal para o crime de formação de quadrilha varia de 1 a 3 anos de reclusão. Inicialmente, os ministros precisam julgar haver provas suficientes para confirmar a existência da quadrilha e a participação de cada um dos acusados. Ministros do STF, em caráter reservado, crêem que será difícil obter provas suficientes contra todos. Caso confirmem a prática do

crime, os ministros estabelecerão qual será a pena aplicada a cada um dos condenados. Os ministros deverão considerar os antecedentes de cada um, a conduta social, as circunstâncias e consequências do crime. Além disso, deverão levar em consideração qual será a sanção necessária para reprovar e prevenir a repetição da prática do crime. Nesse cálculo, boa parte dos réus pode ser beneficiada com a prescrição devido à posição que ocupavam no esquema, cuja existência foi apontada pela Procuradoria-Geral da República. Se encontradas provas da participação de peças consideradas chave do esquema, como José Dirceu e José Genoino, eles poderão receber penas

maiores em razão das posições que ocupavam na época. Se aplicada uma pena inferior a dois anos, o crime estará prescrito. De acordo com a legislação, o crime estaria prescrito, contados quatro anos após o recebimento da denúncia pelo Supremo. Para penas superiores a dois anos, o prazo de prescrição subiria para oito anos. Nesse caso, o crime não estaria prescrito quando a ação penal for levada a julgamento o que pode ocorrer no próximo ano. A passagem do tempo e a possibilidade de prescrição preocupavam especialmente o ministro Joaquim Barbosa. Essa foi uma das razões para o ministro ter buscado soluções para evitar possíveis chicanas judiciais. (AE)

Roosevelt Pinheiro/ABr

Tudo bem com Amorim, diz Genoino "Homem forte" de Jobim, ele afirma que ministro da Defesa trabalha afinado com outros colegas

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ex-deputado José Genoino, assessor especial do ministro da Defesa, afirmou que "tudo vai muito bem" com Celso Amorim, que assumiu o cargo depois do pedido de demissão de Nelson Jobim, no início deste mês. José Genoino foi indicado para o cargo em março deste ano e era visto como o "homem forte" de Jobim. Com a saída de Jobim –provocada por declarações ácidas a respeito das ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann – especulou-se que Genoino também acabaria saindo do ministério. O ex-deputado, que também é réu no processo do mensalão (veja matéria acima), falou sobre os projetos do ministério

em solenidade comemorativa da década de 70, José Genoíno, do Dia do Soldado em Brasília, lutou na Guerrilha do Arano comando do Exército. guaia. Hoje, o no cargo de asCelso Amorim também es- sessor especial do ministro da tava presente, mas assim como Defesa, afirma não só defender o vice-presia posição do dente Michel governo, coTemer e a mimo se declara nistra Ideli contra a reviAmorim está Salvatti (Relasão da Lei da trabalhando bem. ções InstituAnistia. cionais), não "O ministro É uma questão falou com a (Amorim) está de Estado, que imprensa. tr aba lhan do não envolve a "As coisas b e m , t e l e f orelação entre e s t ã o c a m inando para os nhando bem. oposição e governo. deputados. É E s t a m o s f euma questão JOSÉ GENOINO chando o acorde Estado, que do para a Conão envolve a missão da Verdade ser votada relação entre oposição e govero quanto antes, nos termos em no", disse. que está", afirmou Genoino. Ele também afirmou que Ex-guerrilheiro – No início Amorim, José Eduardo Cardo-

Subprefeitura Campo Limpo

SECRETARIA DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE COMUNICADO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 050/SVMA/2011 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2011-0.074.755-5 OBJETO: Prestação de serviços de segurança e vigilância patrimonial desarmada para os Parques Municipais do Grupo Sul: Guarapiranga, Santo Dias, Nabuco, Alfredo Volpi, Severo Gomes, Cordeiro e Eucaliptos da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, de acordo com o Termo de Referência (ANEXO II) do edital. A COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO - CPL.2 comunica aos interessados que a sessão de abertura do certame em epígrafe fica redesignada para às 09h30 do dia 15 de setembro de 2011, na Rua do Paraíso, 387/389, térreo, Capital, no prédio da SECRETARIA MUNICIPAL DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE, quando as empresas interessadas em participar deverão entregar os documentos referentes ao Credenciamento, a Declaração de Cumprimento das Condições de Habilitação, os envelopes contendo a Proposta de Preços e os Documentos de Habilitação, diretamente ao Pregoeiro. PREGÃO PRESENCIAL Nº 051/SVMA/2011 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2011-0.083.681-7 OBJETO: Prestação de serviços de segurança e vigilância patrimonial desarmada para o Parque Municipal Ibirapuera e para as Unidades da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente existentes no Parque, de acordo com o Termo de Referência (ANEXO II) do edital. A COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO - CPL.2 comunica aos interessados que a sessão de abertura do certame em epígrafe fica redesignada para às 09h30 do dia 12 de setembro de 2011, na Rua do Paraíso, 387/389, térreo, Capital, no prédio da SECRETARIA MUNICIPAL DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE, quando as empresas interessadas em participar deverão entregar os documentos referentes ao Credenciamento, a Declaração de Cumprimento das Condições de Habilitação, os envelopes contendo a Proposta de Preços e os Documentos de Habilitação, diretamente ao Pregoeiro. PREGÃO PRESENCIAL Nº 052/SVMA/2011 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2011-0.074.759-8 OBJETO: Prestação de serviços de segurança e vigilância patrimonial desarmada para os Parques Municipais do Grupo Leste: Raul Seixas, Santa Amélia, Chico Mendes, Piqueri, Chácara das Flores, Jardim Primavera, D. Evaristo Arns (Ermelino), Vila do Rodeio, Ecol. Prof. Lydia Natalizio Diogo e Zilda Arns (Integração) da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, de acordo com o Termo de Referência (ANEXO II) do edital. A COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO - CPL.2 comunica aos interessados que a sessão de abertura do certame em epígrafe fica redesignada para às 14h00 do dia 16 de setembro de 2011, na Rua do Paraíso, 387/389, térreo, Capital, no prédio da SECRETARIA MUNICIPAL DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE, quando as empresas interessadas em participar deverão entregar os documentos referentes ao Credenciamento, a Declaração de Cumprimento das Condições de Habilitação, os envelopes contendo a Proposta de Preços e os Documentos de Habilitação, diretamente ao Pregoeiro. Os cadernos de licitação em epígrafe, compostos de edital e dos anexos, poderão ser obtido sem custo, através da Internet pelo site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, onde os interessados deverão se cadastrar conforme orientações ou retirado, mediante a entrega de 1 (um) CD-R ou CD-RW sem uso, na Unidade de Licitação, situada na Rua do Paraíso, nº 387/389, 9º andar, Paraíso, nesta Capital, das 09:00 às 17:00 horas, tel. 3396-3104/ 3396-3103 e fax 3396-3106.

Genoino: mesmo com saída de Jobim, assessor especial da pasta.

Ex-banqueiro deixa a prisão

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS COMUNICADO O SUBPREFEITO DE CAMPO LIMPO, SR. ALEXANDRE MARGOSIAN CONTI, no uso de suas atribuições legais, COMUNICA a realização do certame abaixo: EDITAL DE TOMADA DE PREÇOS N° 002/SP-CL/2011 PROCESSO: 2011-0.108.138-0 OBJETO: COBERTURA QUADRA POLIESPORTIVA - PQ. SANTO DIAS ENTREGA DAS PROPOSTAS: 20/09/2011 até as 09:00 horas. ABERTURA PÚBLICA: 20/09/2011 às 10:00 horas. LOCAL: PMSP SUBPREFEITURA CAMPO LIMPO - Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, n° 59 - Jardim Laranjal - São Paulo - SP.

zo (Justiça) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) estão trabalhando "afinadamente." Documentos sigilosos – Já sobre o sigilo eterno de documentos, Genoino afirmou que apoia o projeto que está na Câmara (o projeto prevê o prazo de 25 anos, prorrogáveis por mais 25, para o sigilo de documentos ultrassecretos). "Defendo o sigilo eterno de documentos, mesmo porque eu trabalhei um ano nesse texto". De acordo com Genoino, Amorim "está conversando com o Collor, e tenho certeza de que vamos chegar a um acordo". O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) apresentou substitutivo ao projeto, que estabelece a prorrogação indefinida do prazo. (Folhapress)

Salvatore Cacciola sai da cadeia sob gritos da multidão, na porta: "ladrão" e "cadê meu dinheiro?"

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ex-dono do banco Marka, Salvatore Cacciola, 65, deixou ontem à tarde o Instituto Penal Plácido Sá Carvalho, que integra o complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio). A sua liberação foi anunciada pela Secretaria de Administração do Rio em nota divulgada às 16h30. Cacciola, que vestia calça cáqui, camiseta branca e óculos escuros, deixou o local sem falar com a imprensa e entrou direto em um carro que o esperava, tomando rumo ignorado. Um grupo de cerca de 30 pessoas que acompanhou a liberação, hostilizou o ex-banqueiro, com gritos de "Ladrão" e "Cadê meu dinheiro?". Cacciola, condenado em 2005 a 13 anos de prisão por gestão fraudulenta de instituição financeira e peculato, estava preso em Bangu desde 2008, quando foi extraditado ao Brasil por Mônaco, onde foi preso em 2007 pela Interpol, quando visitava uma namorada. Ele teve a liberdade condicional concedida pela Vara de Execuções Penais na última terça-feira, mas só foi liberado após 48 horas. Na quarta-feira, a juíza Natascha Maculan Adum Dazzi, da Vara de Execuções Penais, aceitou o pedido de liberdade condicional de Cacciola. O advogado Manoel de Jesus Soares disse que o exbanqueiro deverá ir para a sua casa no Rio. Acusação – Cacciola foi condenado ao se valer de operações ilegais de compra de dólar que resultaram em prejuízo de

Jackson Marques/AE

Cacciola: ex-banqueiro, agora ex-presidiário, sai da prisão direto para o carro, evitando as manifestações.

R$ 1,6 bilhão ao tesouro brasileiro durante a desvalorização do real, no início de 1999. Por isso, foi preso provisoriamente. Em 2000, conseguiu habeas corpus do ministro do STF Marco Aurélio Mello e viajou para a Itália. Logo depois, o plenário do Supremo revogou a liminar e determinou nova prisão, mas Cacciola não voltou ao País e passou a ser considerado foragido. Um pedido de extradição do ex-banqueiro foi negado pela Itália, já que ele tem cidadania italiana. Ao ser localizado pela Interpol em Mônaco em setembro de 2007, Cacciola foi preso e extraditado ao Brasil em julho do ano seguinte. Desde então, permaneceu preso no Rio. (Folhapress)

Barbosa perde relatoria de processos da Ficha Limpa

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presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, determinou a retirada do ministro Joaquim Barbosa da relatoria dos processos em que Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Jader Barbalho (PMDB-PA) contestam a Lei da Ficha Limpa. Eles foram barrados na eleição de 2010 com base na Lei da Ficha Limpa. Para tentar garantir a posse no Senado, eles se baseiam em decisão tomada pelo STF em março, segundo a qual a Ficha Limpa não va-

leu na eleição de 2010. Com a ausência de Barbosa e a urgência do caso, o presidente do STF, Cezar Peluso, atendeu ao apelo do advogado dos dois políticos, José Eduardo Alckmin, e redistribuiu os processos para Ricardo Lewandowski. Nos últimos dois anos, Barbosa ficou 138 dias de licença médica para tratar de coluna e quadril. A expectativa é que volte ao STF no próximo dia 31. Ele permanece como relator do mensalão. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco

CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

No 2º trimestre de 2011, os empréstimos consignados somaram R$ 7,239 bilhões em carteira, com crescimento de 31% sobre o mesmo período Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, do Banco Bradesco Financiamentos S.A. de 2010, resultado da estratégia e de estruturação de uma equipe dedicada ao atendimento de convênios com o INSS, Órgãos Públicos e Empresas (Bradesco Financiamentos), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Privadas, com consequente aumento na concessão de recursos nessa modalidade. Incorporando-se o valor presente das operações de crédito cedidas de R$ 603,195 milhões, o montante da carteira de crédito consignado totalizou R$ 7,842 bilhões. O Bradesco Financiamentos oferece linhas de financiamento de crédito direto ao consumidor para aquisição de veículos de passeio, de transporte e outros bens e serviços, além de operações de leasing e de empréstimos consignados. Atuando como financeira do Bradesco, completa a rede de distribuição A produção de novos negócios nas carteiras de consignados passou, em média, de R$ 355,493 milhões/mês no 2º trimestre de 2010, para de produtos financeiros da Organização. R$ 515,585 milhões/mês, no mesmo período de 2011, com crescimento de 45%. No segmento veículos, os serviços são oferecidos por uma Rede conveniada, com mais de 21 mil parceiros em todo o País, formada por Revendas O Lucro Líquido do 1º semestre de 2011 foi de R$ 892,996 milhões e o Patrimônio Líquido de R$ 25,323 bilhões. e Concessionárias de veículos leves, de motos e de veículos de transporte. Para atendimento no segmento de empréstimos consignados, atua em todos os Agradecemos o apoio e confiança dos nossos clientes e parceiros comerciais e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e demais Estados brasileiros na captação de clientes, por meio de 919 Correspondentes, tanto no mercado quanto em Agências do Banco Bradesco, e em folhas de colaboradores. pagamento de empresas do Setor Privado, destacando-se a parceria com os segmentos Bradesco Empresas e Corporate. A produção de novos negócios na carteira de veículos passou, em média, de R$ 1,002 bilhão/mês no 2º trimestre de 2010, para R$ 1,127 bilhão/mês no mesmo período de 2011, com crescimento de 12,5%. No encerramento do semestre, incorporando o saldo atual das operações cedidas, a carteira total de financiamentos/leasing de veículos do Bradesco Financiamentos somou R$ 27,524 bilhões.

Osasco, SP, 26 de julho de 2011. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Pagamentos e Recebimentos a Liquidar....................................................................................................... Créditos Vinculados (Nota 7)......................................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 8)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 8)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber - Setor Privado............................................................................ Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 9)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 10)........................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 8)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 8)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber - Setor Privado............................................................................ Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 9)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 10)........................................................................................................ Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 11) ......................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ - No Exterior .................................................................................................................................................. Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 12)................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO (Nota 8) ............................................................................................ Bens Arrendados........................................................................................................................................... Depreciações Acumuladas/Superveniência de Depreciação........................................................................ DIFERIDO (Nota 13) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 13).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 40.424.062 205 26.594.186 71.825 26.522.361 244.749 176.195 68.554 31.626 79 1.806 29.741 12.250.277 12.778.286 (528.009) (116.303) 712.700 (676.948) (152.055) 1.015.706 508 1.018.653 (3.455) 403.616 188.903 (78.946) 293.659 20.268.339 1.164.591 1.164.591 15.848.735 16.503.093 (654.358) (205.159) 692.030 (685.375) (211.814) 3.025.730 3.026.009 (279) 434.442 434.442 8.572.873 483.260

2010 38.439.661 162 26.607.742 120.081 26.487.661 256.797 174.097 82.700 173.797 146 119.352 54.299 10.199.985 10.816.729 (616.744) (246.374) 993.830 (943.445) (296.759) 919.483 29.155 892.176 (1.848) 528.069 294.365 (104.027) 337.731 15.967.263 2.558.606 2.558.606 11.205.785 11.849.631 (643.846) (408.373) 1.517.802 (1.512.788) (413.387) 2.343.578 74 2.343.517 (13) 267.667 267.667 11.674.894 469.466

478.703 141 14.028 (9.612) 8.502 544 38.564 (30.606) 8.050.124 8.604.990 (554.866) 1.330 7.745 (6.415) 29.657 37.226 (7.569) 69.265.274

464.355 172 14.176 (9.237) 11.042 544 37.645 (27.147) 11.179.015 11.350.683 (171.668) 2.226 7.734 (5.508) 13.145 15.486 (2.341) 66.081.818

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 14).................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. Depósitos a Prazo ......................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Recebimentos e Pagamentos a Efetuar ........................................................................................................ OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 17c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 16a)............................................................................................................. Diversas (Nota 16b).......................................................................................................................................

2011 18.240.929 15.232.326 15.232.326 1.002 1.002 3.007.601 16.925 19.956 1.155.489 1.815.231

2010 17.872.500 15.436.722 14.898.517 538.205 1.504 1.504 2.434.274 8.157 9.792 510.730 1.905.595

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 14).................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 16a)............................................................................................................. Diversas (Nota 16b).......................................................................................................................................

25.543.619 19.300.894 19.300.894 6.242.725 2.691.059 3.551.666

24.595.699 18.344.033 18.344.033 6.251.666 2.070.495 4.181.171

RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ............................................................................................... Receitas de Exercícios Futuros.....................................................................................................................

157.351 157.351

46.244 46.244

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 17) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda ..............................................................

25.323.375

23.567.375

22.010.000 3.313.659 (284)

22.010.000 1.557.329 46

TOTAL ...........................................................................................................................................................

69.265.274

66.081.818

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 5.856.953 3.062.524 1.306.252 1.488.110 67 (3.586.409) (1.992.366) (1.182.588) (411.455) 2.270.544 (720.579) 29.197 189.046 (21.579) (414.667) (137.277) 2.174 325.701 (693.174) 1.549.965 (61.718) 1.488.247 (595.251) 892.996 24.730.835 36,11

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito (Nota 8g) ................................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 8g)......................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6d) ......................................................... Resultado das Aplicações Compulsórias (Nota 7b) ...................................................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 14b)........................................................................................ Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 8g)......................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 8c e f)...................................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 18) .............................................................................................. Rendas de Tarifas Bancárias (Nota 18) ........................................................................................................ Despesas de Pessoal (Nota 19) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 20).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 21) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 11a) .......................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 22)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 23)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 24) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 26) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de ações (mil) (Nota 17a) ................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010 5.647.978 2.560.828 1.762.525 1.322.080 2.545 (3.930.537) (1.969.380) (1.599.226) (361.931) 1.717.441 (1.078.004) 18.232 95.299 (25.330) (312.520) (96.453) 13.143 48.508 (818.883) 639.437 (128.384) 511.053 (183.592) 327.461 24.730.835 13,24

Eventos Saldos em 31.12.2009............................................

Capital Social Capital Realizado 22.010.000

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 74.715 1.158.264

Ajustes de Avaliação Patrimonial Próprias 658

Lucros Acumulados -

Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda . .......................................

-

-

-

Lucro Líquido...........................................................

-

-

-

(612) -

327.461

-

Destinações: - Reservas..........................................

-

16.373

307.977

-

(324.350)

- Dividendos Propostos......................

-

-

-

-

(3.111)

Saldos em 30.6.2010..............................................

22.010.000

91.088

1.466.241

46

-

23.567.375

Saldos em 31.12.2010............................................

22.010.000

135.097

2.294.049

(241)

-

24.438.905

(43)

Disponíveis para Venda. ........................................

-

-

-

Lucro Líquido...........................................................

-

-

-

-

892.996

Destinações: - Reservas..........................................

-

44.650

839.863

-

(884.513)

- Dividendos Propostos......................

-

-

-

-

(8.483)

Saldos em 30.6.2011..............................................

22.010.000

179.747

3.133.912

(284)

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

1.488.247

2010 511.053

411.455 916.528 417.460 (14.776) (2.174) 229.656 82 76.412 56.905 3.579.795 (411.819) (15.359) (28.767) (3.321.802) (671.702) 1.331.424 (223.061) 75.777 (555.584) (241.098)

361.931 1.584.786 547.420 (484) (13.143) (666.761) (579.211) 128.657 35.294 1.909.542 4.742.240 26.624 (48.395) (2.473.826) (482.677) (1.522.157) 166.094 (7.591) (70.602) 2.239.252

28 2.433 (732) 121.418 495 376.581 (158.907) (2) (145.372) (3.643) 136 192.435 (48.663) 120.693 72.030 (48.663)

408 (616) (119.352) 176.646 1.719 1.115.482 (296.127) (432.022) (2.564) 367 443.941 2.683.193 245.451 2.928.644 2.683.193

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

(3.111)

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2011

(612) 327.461

Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ....................................................................................... Depreciações e Amortizações ................................................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ........................................................................... Reversão de Provisões para Desvalorização de Bens não de Uso Próprio .............................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Insuficiência/(Superveniência) de Depreciação......................................................................................... (Ganho)/Perda na Venda de Imobilizado ................................................................................................... (Ganho)/Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio ............................................................................. Outros ........................................................................................................................................................ Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos.......................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.............................................................. (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ...................... (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................................................. (Aumento)/Redução em Operações de Crédito e de Arrendamento Mercantil ......................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ........................................................... Aumento/(Redução) em Depósitos............................................................................................................ Aumento/(Redução) em Outras Obrigações.............................................................................................. Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ...................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda........................................................................... (Aumento)/Redução em Títulos Mantidos até o Vencimento ..................................................................... (Aumento)/Redução em Depósitos Compulsórios no Banco Central do Brasil ......................................... Alienação de Bens não de Uso Próprio ..................................................................................................... Alienação de Investimentos ....................................................................................................................... Alienação de Imobilizado de Uso e Arrendamento.................................................................................... Aquisição de Bens Não de Uso Próprio..................................................................................................... Aquisição de Investimentos ....................................................................................................................... Aquisição de Imobilizado de Uso e Arrendamento .................................................................................... Aplicações no Diferido/Intangível............................................................................................................... Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos............................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos .............................................. Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

Totais 23.243.637

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ........... 1.4) Outras ................................................................................. 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Materiais, energia e outros.......................................................... Serviços de terceiros .................................................................. Comunicações ............................................................................ Serviços do sistema financeiro ................................................... Propaganda, promoções e publicidade....................................... Transporte ................................................................................... Processamento de dados ........................................................... Manutenção e conservação de bens .......................................... Arrendamento de bens................................................................ Viagens ....................................................................................... Outras ......................................................................................... 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)....................................... 5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO .......................................... 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) ......................................................................... 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .......... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7).............................. 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 9.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Municipais ............................................................................ 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis ............................................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos no Período...................................................

2011 5.234.550 5.856.953 218.243 (411.455) (429.191) (3.174.954) (407.689) (681) (295.422) (16.221) (4.537) (33.945) (2.139) (17.311) (398) (1.305) (2.519) (33.211) 1.651.907 (5.773) 1.646.134 2.174 2.174 1.648.308 1.648.308 19.242 15.885 2.266 584 507 734.865 731.609 3.256 1.205 1.205 892.996 8.483 884.513

% 317,6 355,3 13,3 (25,0) (26,0) (192,6) (24,7) (17,9) (1,0) (0,3) (2,1) (0,1) (1,0) (0,1) (0,2) (2,0) 100,3 (0,4) 99,9 0,1 0,1 100,0 100,0 1,1 1,0 0,1 44,6 44,4 0,2 0,1 0,1 54,2 0,5 53,7

2010 4.500.819 5.647.978 113.531 (361.931) (898.759) (3.568.606) (307.272) (987) (253.549) (11.849) (3.624) (11.763) (2.761) (12.781) (589) (1.866) (1.581) (5.922) 624.941 (3.906) 621.035 13.143 13.143 634.178 634.178 22.757 18.778 3.070 774 135 282.618 280.125 2.493 1.342 1.342 327.461 3.111 324.350

(43) 892.996 (8.483) 25.323.375

% 709,7 890,6 17,9 (57,1) (141,7) (562,7) (48,5) (0,2) (40,0) (1,9) (0,6) (1,9) (0,4) (2,0) (0,1) (0,3) (0,2) (0,9) 98,5 (0,6) 97,9 2,1 2,1 100,0 100,0 3,6 3,0 0,5 0,1 44,6 44,2 0,4 0,2 0,2 51,6 0,5 51,1

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradesco Financiamentos S.A. (Bradesco Financiamentos), é uma instituição financeira que tem como objetivo social a prática de todas as operações ativas, passivas e acessórias permitidas às instituições financeiras e inerentes às carteiras de banco comercial, de arrendamento mercantil e sociedade de crédito, financiamento e investimento, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. O Bradesco Financiamentos é parte integrante da Organização Bradesco e suas operações são conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito e de arrendamento mercantil, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. As receitas de arrendamento mercantil são calculadas e apropriadas mensalmente pelo valor das contraprestações exigíveis no período (Portaria MF nº 140/84) e considera o ajuste a valor presente das operações de arrendamento mercantil. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo.

d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas ao valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados ao custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Instrumentos Financeiros Derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data contratação da operação, levando-se em consideração se sua finalidade é para proteção contra riscos (hedge) ou não. As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos, destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição, bem como para o atendimento de solicitações de seus clientes, no sentido de administração de suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e • Hedge de fluxo de caixa: para os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquidas dos efeitos tributários, em conta destacada no Patrimônio Líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta de resultado. g) Operações de crédito, de arrendamento mercantil, outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito, de arrendamento mercantil e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

...continuação

Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco

CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência dos clientes da seguinte forma: somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados Período de atraso (1) Classificação do cliente em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 15b e c); e de 15 a 30 dias ...................................................................................................................................................................... B • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade de 31 a 60 dias ...................................................................................................................................................................... C que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações de 61 a 90 dias ...................................................................................................................................................................... D contábeis (Nota 15b - III). de 91 a 120 dias .................................................................................................................................................................... E de 121 a 150 dias .................................................................................................................................................................. F p) Outros ativos e passivos de 151 a 180 dias .................................................................................................................................................................. G Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base superior a 180 dias................................................................................................................................................................ H “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). Resolução nº 2.682/99 do CMN. q) Eventos subsequentes A atualização (accrual) destas operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. São compostos por: As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e existente e controladas em conta de compensação por no mínimo cinco anos, não sendo mais registradas em contas patrimoniais. • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e as eventuais receitas provenientes da renegociação 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA somente são reconhecidas quando efetivamente recebidas. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes Em 30 de junho - R$ mil justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. 2011 2010 A provisão para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 154 114 e do BACEN, associadas às avaliações procedidas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. Aplicações em ouro ................................................................................................................................. 51 48 A carteira de arrendamento mercantil é constituída por contratos celebrados ao amparo da Portaria nº 140/84, do Ministério da Fazenda, que contém cláusulas Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 205 162 de: a) não cancelamento; b) opção de compra; e c) atualização pós-fixada ou prefixada e são contabilizados de acordo com as normas estabelecidas pelo Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 71.825 2.928.482 BACEN, conforme descrito a seguir: Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 72.030 2.928.644 I - Arrendamentos a receber (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança Refletem o saldo das contraprestações a receber, atualizados de acordo com índices e critérios estabelecidos contratualmente. de valor justo. II - Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor residual garantido (VRG) Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor residual a balancear, 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ ambas apresentadas pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras Obrigações - Credores por Antecipação do Valor a) Composição e prazos Residual até a data do término contratual. O ajuste a valor presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil Em 30 de junho - R$ mil financeiro é reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil, objetivando compatibilizar as práticas 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de Total contábeis. Nas operações que apresentem atraso igual ou superior a sessenta dias, a apropriação ao resultado passa a ocorrer quando do recebimento das dias dias dias 360 dias 2011 2010 parcelas contratuais, de acordo com a Resolução nº 2.682/99 do CMN. Aplicações no mercado aberto: III - Imobilizado de arrendamento Posição Bancada É registrado pelo custo de aquisição, deduzido das depreciações acumuladas. A depreciação é calculada pelo método linear, com o benefício de redução - Letras Financeiras do Tesouro .............................. 71.825 71.825 120.081 de 30% na vida útil normal do bem, prevista na legislação vigente. As principais taxas anuais de depreciação utilizadas, base para esta redução, são as Aplicações em depósitos interfinanceiros seguintes: Veículos e Afins, 20%; Móveis e Utensílios, 10%; Máquinas e Equipamentos, 10%; e Outros Bens, 10% ou 20%. - Aplicações em depósitos interfinanceiros ............. 186.131 25.586.196 750.034 1.164.591 27.686.952 29.046.267 IV - Perdas em arrendamentos Total em 2011 ......................................................... 257.956 25.586.196 750.034 1.164.591 27.758.777 Os prejuízos apurados na venda de bens arrendados são diferidos e amortizados pelo prazo remanescente de vida útil normal dos bens, sendo demonstrados % ............................................................................. 0,9 92,2 2,7 4,2 100,0 juntamente com o imobilizado de arrendamento (Nota 8i). Total em 2010 ......................................................... 23.859.789 1.634.482 1.113.471 2.558.606 29.166.348 V - Superveniência (insuficiência) de depreciação % ............................................................................. 81,8 5,6 3,8 8,8 100,0 Os registros contábeis das operações de arrendamento mercantil são mantidos conforme exigências legais, específicas para esse tipo de operação. Os procedimentos adotados e sumariados nos itens II a IV acima diferem das práticas contábeis previstas na legislação societária brasileira, principalmente b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Semestres findos em 30 de junho - R$ mil no que concerne ao regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. 2011 2010 Em consequência, de acordo com a Circular BACEN nº 1.429/89, foi calculado o valor presente das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando-se uma receita ou despesa de arrendamento mercantil, em contrapartida às rubricas de superveniência ou Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez: insuficiência de depreciação, respectivamente, registradas no Ativo Permanente, com o objetivo de adequar as operações de arrendamento mercantil ao - Rendas de aplicações em operações compromissadas - Posição bancada ........................................ 8.001 6.070 regime de competência. - Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ........................................................................... 1.462.738 1.301.127 Total (Nota 6d)........................................................................................................................................ 1.470.739 1.307.197 h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre as adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos“, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS e valores mobiliários, são registradas na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para superveniência de depreciação é aplicada a) Composição da carteira por emissor Em 30 de junho - R$ mil somente a alíquota de imposto de renda. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram 2011 2010 constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e Valor de Valor de análises realizadas pela Administração. mercado/ Valor de Marcação mercado/ Marcação A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de contábil custo a contábil a é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Títulos (1) dias dias dias 360 dias (2) (4) atualizado mercado (2) (4) mercado Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. Títulos públicos .............................. 68.952 68.952 68.979 (27) 107.867 (33) De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido 68.952 68.952 68.979 (27) 107.867 (33) do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo Letras financeiras do tesouro ........... 175.797 176.269 (472) 148.930 77 Títulos privados.............................. 175.797 ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da Cotas de fundos de investimento ..... 172.817 172.817 172.817 145.401 adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. Ações................................................ 2.762 2.762 2.852 (90) 3.311 459 i) Despesas antecipadas Outros............................................... 218 218 600 (382) 218 (382) Correspondem às aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, 175.797 68.952 244.749 245.248 (499) sendo registrados no ativo de acordo com o princípio da competência. Inclui seguro prestamista e comissões pagas, principalmente à revendedores e Total em 2011 .................................. Total em 2010 .................................. 148.930 43.658 3.962 60.247 256.797 44 concessionárias de veículos e promotoras de venda terceirizadas, pela colocação de operações de crédito. Desta forma, com base nos princípios contábeis da “competência” e “confrontação da receita com a despesa”, nas despesas antecipadas são registrados b) Classificação por categorias e prazos Em 30 de junho - R$ mil os custos incorridos que estão relacionados com ativos correspondentes que gerarão receitas em períodos subsequentes, os quais são apropriados ao resultado de acordo com os prazos e montantes dos benefícios esperados e baixados diretamente no resultado quando os bens e direitos correspondentes 2011 2010 já não fazem parte dos ativos do Banco ou os benefícios futuros esperados não puderem ser realizados (impairment). Valor de Valor de j) Investimentos mercado/ Valor de Marcação mercado/ Marcação Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de contábil custo a contábil a método de equivalência patrimonial. Títulos (1) dias dias dias 360 dias (2) (4) atualizado mercado (2) (4) mercado Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos da provisão para perdas e da redução ao valor recuperável Títulos para negociação: ............... 172.817 68.952 241.769 241.796 (27) 238.901 (33) (impairment), quando aplicável. Letras Financeiras do Tesouro ......... 68.952 68.952 68.979 (27) 93.500 (33) k) Imobilizado Cotas de fundos de investimentos (5) 172.817 172.817 172.817 145.401 Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os Títulos disponíveis para venda:.... 2.980 2.980 3.452 (472) 3.529 77 decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para o Banco. Ações................................................ 2.762 2.762 2.852 (90) 3.311 459 É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil econômica Cotas de fundos de investimentos.... 218 218 600 (382) 218 (382) estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos, sistemas de comunicação e segurança - 10% ao Títulos mantidos até o ano; e sistemas de transportes e processamento de dados - 20% a 50% ao ano e redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. vencimento (3): ............................. 14.367 l) Diferido e Intangível Letras financeiras do tesouro ........... 14.367 • Ativo Diferido - está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas, calculadas pelo método linear, à Total em 2011 .................................. 175.797 68.952 244.749 245.248 (499) taxa de 20% ao ano. Total em 2010 .................................. 148.930 43.658 3.962 60.247 256.797 44 • Ativo Intangível - correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com (1) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não essa finalidade. houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos Compostos por softwares, que estão registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno atualizado reflete o valor das respectivas cotas; de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar (2) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos (3) Atendendo ao disposto no Artigo 8º da Circular nº 3.068/01 do BACEN, a Instituição declara possuir capacidade financeira e intenção de manter até o futuros gerados. vencimento, o título classificado na categoria mantidos até o vencimento; m) Redução ao valor recuperável de ativos (Impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, (4) A coluna reflete o valor contábil após a marcação a mercado, exceto os papéis classificados em “Títulos Mantidos até o Vencimento”, cujo valor de mercado em 2010 era inferior ao valor de custo atualizado em R$ 12 mil; e exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o (5) Refere-se a aplicações em fundo de investimento em Direitos Creditórios (Nota 8j). seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso c) Instrumentos financeiros derivativos calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Em 30 de junho de 2011 e de 2010, a Instituição não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. d) Resultado com títulos e valores mobiliários n) Depósitos e captações no mercado aberto Semestres findos em 30 de junho - R$ mil São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data de balanço, reconhecidos em base 2011 2010 “pro-rata” dia. 1.470.739 1.307.197 Nas operações de captação de recursos mediante emissão de títulos e valores mobiliários, as despesas associadas são apresentadas como redutoras do Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 3.795 4.540 passivo e apropriadas ao resultado de acordo com o prazo da operação. Títulos de renda variável ......................................................................................................................... 93 o) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - Fiscais e previdenciárias Fundo de investimento ............................................................................................................................ 13.483 10.343 O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de Total ........................................................................................................................................................ 1.488.110 1.322.080 acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias 7) RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS - CRÉDITOS VINCULADOS reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, a) Créditos vinculados Refere-se a Depósitos Compulsórios sobre Recursos à Vista no Banco Central de R$ 1.806 mil (2010 - sobre Depósitos a Prazo de R$ 119.352 mil). são divulgados nas notas explicativas (Nota 15a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a b) Resultado das aplicações compulsórias complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para A receita das aplicações compulsórias em 30 de junho de 2011 é de R$ 67 mil (2010 - R$ 2.545 mil), apresentada na Demonstração do Resultado em liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; “Resultado das Aplicações Compulsórias”. 8) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias 227.420 913.999 1.141.419 124.594 1.266.013 169 1.266.182 1.266.182 1.168.370

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Financiamentos ................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Operações de arrendamento mercantil ............................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos .................................................................................... Total das operações de crédito........................................................ Avais e Fianças ................................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

Curso normal 61 a 90 91 a 180 dias dias 232.916 665.138 772.241 2.210.590 1.005.157 2.875.728 88.712 267.991 1.093.869 3.143.719 169 507 1.094.038 3.144.226 1.094.038 3.144.226 971.144 2.726.777

31 a 60 dias 237.482 773.761 1.011.243 88.909 1.100.152 169 1.100.321 1.100.321 990.459

Total 181 a 360 dias 1.173.353 3.751.137 4.924.490 494.047 5.418.537 424 5.418.961 1.856 5.420.817 4.507.586

Acima de 360 dias 4.472.308 10.561.268 15.033.576 1.280.062 16.313.638 215 16.313.853 3.020 16.316.873 13.247.027

2011

2010

(A) 7.008.617 18.982.996 25.991.613 2.344.315 28.335.928 1.653 28.337.581 4.876 28.342.457

%

(A) 5.345.719 14.245.577 19.591.296 4.011.462 23.602.758 696 23.603.454 7.909

24,7 67,0 91,7 8,3 100,0 100,0 100,0

% 22,6 60,4 83,0 17,0 100,0 100,0 -

23.611.363

100,0

Em 30 de junho - R$ mil

1 a 30 dias 10.849 126.402 137.251 37.134 174.385 1.774 176.159 205.418

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Financiamentos ................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Operações de arrendamento mercantil ............................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos .................................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

Curso anormal Parcelas vencidas 61 a 90 dias 5.902 50.226 56.128 14.166 70.294 70.294 87.362

31 a 60 dias 8.724 98.985 107.709 26.173 133.882 133.882 156.154

Total 2011 91 a 180 dias 11.157 93.500 104.657 28.184 132.841 132.841 180.129

181 a 540 dias 7.165 104.019 111.184 33.692 144.876 144.876 200.777

2010

(B)

%

43.797 473.132 516.929 139.349 656.278 1.774 658.052

(B) 6,7 71,9 78,6 21,1 99,7 0,3 100,0

%

62.590 510.609 573.199 256.505 829.704 136

7,6 61,5 69,1 30,9 100,0 -

829.840

100,0 Em 30 de junho - R$ mil

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................ Financiamentos .......................................................... Subtotal ..................................................................... Operações de arrendamento mercantil ...................... Subtotal ..................................................................... Outros créditos ........................................................... Total das operações de crédito............................... Avais e Fianças .......................................................... Total em 2011 ............................................................ Total em 2010 ............................................................ b) Modalidades e níveis de risco

1 a 30 dias 10.626 125.391 136.017 31.118 167.135 136 167.271 167.271 189.688

31 a 60 dias 10.215 113.441 123.656 24.815 148.471 136 148.607 148.607 165.871

Operações de crédito AA A Empréstimos e títulos descontados............................ 6.993.364 Financiamentos .......................................................... 417 18.681.557 Subtotal ..................................................................... 417 25.674.921 Operações de arrendamento mercantil ...................... 25 2.027.739 Subtotal ..................................................................... 442 27.702.660 Outros créditos ........................................................... Total em 2011 ............................................................ 442 27.702.660 % ................................................................................ 85,3 Total em 2010 ............................................................ 309 22.669.320 % ................................................................................ 80,4 c) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa

Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 9.874 27.620 112.332 319.122 122.206 346.742 24.776 77.008 146.982 423.750 136 410 147.118 424.160 147.118 424.160 162.289 460.885

B 77.529 1.327.416 1.404.945 512.464 1.917.409 1.917.409 5,9 2.043.526 7,3

C 58.206 758.784 816.990 223.392 1.040.382 1.653 1.042.035 3,2 1.177.558 4,2

Total

Total geral

2011 181 a 360 dias 45.468 529.230 574.698 148.354 723.052 819 723.871 723.871 775.934

Acima de 360 dias 137.013 1.332.505 1.469.518 393.105 1.862.623 273 1.862.896 1.862.896 1.997.062

Nível de risco D 35.091 284.460 319.551 60.693 380.244 380.244 1,2 405.810 1,4

(C) 240.816 2.532.021 2.772.837 699.176 3.472.013 1.910 3.473.923 3.473.923

2010 %

2011

(C) 285.849 2.216.016 2.501.865 1.246.316 3.748.181 3.548 3.751.729 -

6,9 72,9 79,8 20,1 99,9 0,1 100,0 100,0

% 7,6 59,1 66,7 33,2 99,9 0,1 100,0 -

3.751.729

2010

(A+B+C) 7.293.230 21.988.149 29.281.379 3.182.840 32.464.219 5.337 32.469.556 4.876 32.474.432

% 22,5 67,7 90,2 9,8 100,0 100,0 100,0

19.889 175.052 194.941 44.816 239.757 239.757 0,8 262.991 1,0

F

G

15.335 143.806 159.141 44.354 203.495 203.495 0,6 255.410 0,9

13.250 109.725 122.975 34.319 157.294 157.294 0,5 208.490 0,7

H 80.566 506.932 587.498 235.038 822.536 3.684 826.220 2,5 1.161.609 4,1

% 20,2 60,2 80,4 19,6 100,0 100,0 -

28.192.932

100,0

2011 E

(A+B+C) 5.694.158 16.972.202 22.666.360 5.514.283 28.180.643 4.380 28.185.023 7.909

Total 7.293.230 21.988.149 29.281.379 3.182.840 32.464.219 5.337 32.469.556

% 22,5 67,7 90,2 9,8 100,0 100,0 100,0

100,0

Em 30 de junho - R$ mil 2010 Total % 5.694.158 20,2 16.972.202 60,2 22.666.360 80,4 5.514.283 19,6 28.180.643 100,0 4.380 -

28.185.023 100,0

100,0

Em 30 de junho - R$ mil

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................

% Mínimo de provisionamento requerido 0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

Provisão Carteira Curso normal 442 27.702.661 511.077 43.239 28.257.419 14.747 8.639 7.983 4.143 44.650 80.162 28.337.581 87,3 23.603.454 83,7

Curso anormal 1.406.332 998.796 2.405.128 365.496 231.119 195.512 153.150 781.570 1.726.847 4.131.975 12,7 4.581.569 16,3

Específica Total 442 27.702.661 1.917.409 1.042.035 30.662.547 380.243 239.758 203.495 157.293 826.220 1.807.009 32.469.556 100,0 28.185.023 100,0

%

Vencidas 85,3 5,9 3,2 94,4 1,2 0,7 0,6 0,5 2,6 5,6 100,0 100,0

879 3.313 4.192 5.510 13.275 22.089 27.763 276.509 345.146 349.338 22,6 492.669 25,0

2011

Vincendas 13.184 26.651 39.835 31.040 56.060 75.667 79.443 505.061 747.271 787.106 50,8 1.036.926 52,6

Genérica 138.504 5.111 1.297 144.912 1.475 2.591 3.992 2.900 44.650 55.608 200.520 12,9 194.249 9,8

Excedente 144 1.466 1.610 75.858 47.832 40.597 47.109 211.396 213.006 13,7 248.753 12,6

Total 138.504 19.318 32.727 190.549 113.883 119.758 142.345 157.215 826.220 1.359.421 1.549.970

2010 %

Total 9,0 1,2 2,1 12,3 7,4 7,7 9,2 10,1 53,3 87,7

113.340 20.558 37.143 171.041 121.540 131.364 178.658 208.385 1.161.609 1.801.556

% 5,8 1,0 1,9 8,7 6,1 6,7 9,0 10,6 58,9 91,3

100,0 1.972.597 100,0 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

9

...continuação

Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco

CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS d) Concentração das operações de crédito

Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores................................................................... e) Setor de atividade econômica

2011 5.125 30.966 52.202 97.420 147.113

0,1 0,2 0,3 0,5

Em 30 de junho - R$ mil 2010 % 4.478 32.769 0,1 52.263 0,2 94.914 0,3 144.300 0,5

100,0 0,9 0,2 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 3,0 1,1 0,4 0,4 0,2 0,1 0,1 0,2 0,1 0,2 0,1 0,1 3,5 1,1 0,6 1,0 0,2 0,2 0,1 0,1 0,2 0,1 92,5 100,0

Em 30 de junho - R$ mil 2010 R$ % 28.185.023 100,0 298.243 1,1 53.379 0,2 47.415 0,2 45.018 0,2 27.679 0,1 36.664 0,2 23.148 0,1 15.991 0,1 5.638 14.084 9.345 800 5.789 3.154 2.499 2.173 5.467 855.639 3,0 312.369 1,1 107.076 0,4 95.799 0,3 40.886 0,1 43.541 0,2 34.941 0,1 63.752 0,2 26.779 0,1 53.864 0,2 23.248 0,1 15.043 0,1 10.014 28.327 0,1 806 1.105.475 3,9 446.134 1,5 194.697 0,7 261.163 0,9 49.665 0,2 43.858 0,2 25.367 0,1 23.564 0,1 6.415 1.051 53.561 0,2 34.959 0,1 25.889.901 91,9 100,0 28.185.023

%

2011 Setor Privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Alimentícia e Bebidas ....................................................................... Móveis e produtos e madeira ........................................................... Siderurgia, metalurgia e mecânica ................................................... Extração de minerais metálicos e não metálicos ............................. Materiais não metálicos.................................................................... Têxtil e confecções........................................................................... Química ............................................................................................ Eletroeletrônica................................................................................. Artigos de borracha e plástico.......................................................... Edição, impressão e reprodução ...................................................... Refino de Petróleo e Produção de Álcool......................................... Artefatos de couro ............................................................................ Papel e celulose ............................................................................... Veículos Leves e Pesados................................................................ Autopeças e acessórios ................................................................... Demais Indústria............................................................................... Comércio ......................................................................................... Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ............ Vestuário e calçados ........................................................................ Resíduos de sucatas ........................................................................ Combustíveis .................................................................................... Varejista não especializado .............................................................. Artigos de uso pessoal e domésticos............................................... Veículos automotores ....................................................................... Intermediário do comércio................................................................ Atacadista de mercadorias em geral ................................................ Produtos agropecuários ................................................................... Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Construção civil ................................................................................ Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social...... Alojamento e alimentação ................................................................ Holdings, atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ........... Telecomunicações ............................................................................ Produção e distribuição de eletricidade, gás e água........................ Demais serviços ............................................................................... Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal Pessoa física................................................................................... Total ................................................................................................. f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa

R$ 32.469.556 297.592 50.669 38.153 53.876 22.630 37.584 28.958 14.548 6.409 13.903 9.398 674 6.605 3.232 2.427 3.490 5.036 959.291 341.467 112.589 111.209 58.338 39.349 29.386 75.999 37.159 65.534 29.942 14.294 9.510 34.515 1.018 1.133.339 367.019 190.507 309.675 64.998 59.456 34.031 34.210 10.891 804 61.748 35.248 30.043.068 32.469.556

%

12) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição corrigido. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útil-econômica dos bens. Em 30 de junho - R$ mil Valor residual Taxa Anual Custo Depreciação 2011 2010 Imóveis de uso: - Imobilizações em curso.................................................................. 349 349 - Terrenos.......................................................................................... 143 143 143 - Edificações ..................................................................................... 4% 401 (263) 138 154 Instalações, móveis e equipamentos de uso.................................... 10% 8.274 (4.693) 3.581 3.806 Sistemas de segurança e comunicações ......................................... 10% 2.129 (1.704) 425 539 Sistemas de processamento de dados ............................................ 20% 27.812 (23.946) 3.866 6.396 Sistemas de transporte .................................................................... 20% 4 Total em 2011 .................................................................................. 39.108 (30.606) 8.502 Total em 2010 .................................................................................. 38.189 (27.147) 11.042 13) DIFERIDO E INTANGÍVEL O ativo diferido que está representado por Gastos de Organização e Expansão, está demonstrado ao custo de aquisição, amortizado pelo método linear à taxa anual de 20%. O valor residual em 30 de junho de 2011 correspondia a R$ 1.330 mil (2010 - R$ 2.226 mil). Amortizações acumuladas correspondiam a R$ 6.415 mil (2010 - R$ 5.508 mil). Os ativos intangíveis adquiridos possuem vida útil definida e são compostos por softwares e respectivos gastos com desenvolvimento. Em 30 de junho de 2011 apresentava o valor residual de R$ 29.657 mil (2010 - R$ 13.145 mil). Amortizações acumuladas correspondiam a R$ 7.569 mil (2010 - R$ 2.341 mil). 14) DEPÓSITOS a) Depósitos

Depósitos interfinanceiros ....................................... Depósitos a prazo.................................................... Total em 2011 ......................................................... % ............................................................................. Total em 2010 ......................................................... % ............................................................................. b) Despesas de captação

1 a 30 dias 1.485.167 1.485.167 4,3 1.563.828 4,6

31 a 180 dias 6.852.470 6.852.470 19,8 7.273.142 21,5

181 a 360 dias 6.894.689 6.894.689 20,0 6.599.752 19,6

Depósitos a prazo.................................................................................................................................... Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Acima de 360 dias 19.300.894 19.300.894 55,9 18.344.033 54,3

Em 30 de junho - R$ mil Total 2011 2010 34.533.220 33.242.550 538.205 34.533.220 100,0 33.780.755 100,0

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 23.246 1.992.366 1.946.134 1.992.366 1.969.380

15) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes, porém, durante o 1º semestre de 2011, seguindo o trâmite normal dos processos ativos em andamento, a empresa habilitou créditos fiscais no valor de R$ 247.161 mil (Nota 9), os quais foram registrados na rubrica “impostos a compensar”, sem contudo produzirem efeitos no resultado do período e no patrimônio líquido, uma vez que foram integralmente provisionados na rubrica “provisão para contingências fiscais” (Nota 16a) até que sejam formalizadas e endereçadas todas as ações que permitam a Administração concluir sua avaliação quanto à evolução de sua compensação. b) Passivos contingentes classificados como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias A empresa é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da empresa entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Em 30 de junho - R$ mil Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento 2011 2010 de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. Saldo inicial............................................................................................................................................ 1.609.609 2.366.294 III - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais 411.455 361.931 Constituição........................................................................................................................................... A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não Baixas ..................................................................................................................................................... (471.094) (755.628) obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Saldo final .............................................................................................................................................. 1.549.970 1.972.597 As principais questões são: - Provisão específica (1).......................................................................................................................... 1.136.444 1.529.595 Cofins - R$ 356.588: Pleiteia calcular e recolher a Cofins, a partir de outubro de 2005, sobre o efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2º da Lei - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ 200.520 194.249 Complementar nº 70/91, afastando-se, assim, a inconstitucional ampliação da base de cálculo pretendida pelo parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98; e - Provisão excedente (3).......................................................................................................................... 213.006 248.753 IRPJ/CSLL - Perdas de Crédito - R$ 44.848: Pleiteia deduzir, para efeito de apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL devidos, o valor das perdas - Recuperação de créditos baixados (4).................................................................................................. 174.769 204.607 efetivas e definitivas, totais ou parciais, sofridas no ano-calendário de 2002, no recebimento de créditos, independentemente do atendimento das condições (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; e prazos previstos nos artigos 9º ao 14º da Lei nº 9.430/96 que só se aplicam às perdas provisórias. (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; IV - Movimentação das provisões constituídas (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar Em R$ mil a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação Trabalhistas Cíveis Fiscais e Previdenciárias (1) pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente Início do 1º Semestre de 2011 ................................................................ 20.281 63.584 1.157.846 por cliente foi classificada nos correspondentes níveis de riscos (Nota 8c); e Atualização monetária ............................................................................... 53.916 (4) Classificadas em receitas de operações de crédito. Constituições líquidas de reversões e baixas............................................ 2.431 49.838 421.592 Pagamentos............................................................................................... (202) (28.725) g) Receitas de operações de crédito e de arrendamento mercantil Final do 1º Semestre de 2011 (Nota 16a)............................................... 22.510 84.697 1.633.354 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Final do 1º Semestre de 2010 (Nota 16a)............................................... 17.544 58.194 1.020.064 2011 2010 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. Empréstimos e títulos descontados......................................................................................................... 821.938 681.743 c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis 2.065.817 1.674.478 Financiamentos ....................................................................................................................................... A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” Subtotal .................................................................................................................................................. 2.887.755 2.536.221 e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises Recuperação de créditos baixados como prejuízo.................................................................................. 174.769 204.607 sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto os processos contingentes Subtotal .................................................................................................................................................. 3.062.524 2.560.828 avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Em 30 de junho de 2011 não há processos contingentes avaliados como Arrendamento mercantil, líquido de despesas ........................................................................................ 123.664 163.299 de perda possível de natureza relevante. Total ........................................................................................................................................................ 3.186.188 2.724.127 Em 30 de junho de 2011 e de 2010 não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. h) Demonstrativo da composição da carteira de arrendamento, a valor presente, com os saldos contábeis Em 30 de junho - R$ mil 16) OUTRAS OBRIGAÇÕES 2011 2010 a) Fiscais e previdenciárias Em 30 de junho - R$ mil Arrendamentos financeiros a receber ..................................................................................................... 1.404.730 2.511.632 2011 2010 (-) Rendas a apropriar de arrendamentos financeiros a receber ............................................................ (1.362.323) (2.456.233) Provisão para riscos fiscais (Nota 15b) ................................................................................................... 1.633.354 1.020.064 Bens arrendados financeiros + perdas em arrendamentos (líquido) ...................................................... 8.604.990 11.350.683 1.467.829 1.537.391 (-) Depreciação acumulada sobre bens arrendados financeiros, líquida de superveniência de depreciação (554.866) (171.668) Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 26c).................................................................. 692.627 17.719 (-) Depreciações acumuladas.................................................................................................................. (6.248.676) (6.255.734) Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 52.738 6.051 Superveniência de depreciação .............................................................................................................. 5.693.810 6.084.066 3.846.548 2.581.225 (-) Valor residual garantido antecipado (Nota 16b).................................................................................. (4.909.691) (5.720.131) Total ........................................................................................................................................................ Total do valor presente ......................................................................................................................... 3.182.840 5.514.283 b) Diversas Em 30 de junho - R$ mil i) Imobilizado de arrendamento 2011 2010 Em 30 de junho - R$ mil Credores por antecipação de valor residual (Nota 8h)............................................................................ 4.909.691 5.720.131 2011 2010 Credores diversos ................................................................................................................................... 299.135 258.520 Veículos e afins ....................................................................................................................................... 8.604.445 11.344.367 Provisão para passivos contingentes cíveis e trabalhistas (Nota 15b).................................................... 107.207 75.738 Máquinas e equipamentos ...................................................................................................................... 34 34 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... 50.171 30.565 Perdas em arrendamentos ...................................................................................................................... 511 6.282 Outras...................................................................................................................................................... 693 1.812 Total de bens arrendados ..................................................................................................................... 8.604.990 11.350.683 5.366.897 6.086.766 Depreciação acumulada de bens arrendados......................................................................................... (6.248.676) (6.255.734) Total ........................................................................................................................................................ Superveniência de depreciação .............................................................................................................. Total da depreciação acumulada ......................................................................................................... Imobilizado de arrendamento...............................................................................................................

5.693.810 (554.866) 8.050.124

6.084.066 (171.668) 11.179.015

17) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social O capital social no montante de R$ 22.010.000 mil (2010 - R$ 22.010.000 mil) totalmente subscrito e integralizado, é composto por 24.730.834.643 ações O Bradesco Financiamentos, para atender o regime de competência, reduziu no 1º semestre de 2011 a provisão para superveniência de depreciação no ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. montante de R$ 253.913 mil (2010 - aumentou R$ 603.041 mil), registrada em imobilizado de arrendamento, e efetuou a realização de superveniência de b) Reserva de Lucros R$ 24.257 mil (2010 - R$ 63.720 mil), classificada em bens não de uso próprio em decorrência da reintegração de posse de bens arrendados e R$ (229.656) Em 30 de junho - R$ mil mil (2010 - R$ 666.761 mil) em resultado. 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 3.313.659 1.557.329 j) Cessão de Crédito 179.747 91.088 No 1º semestre de 2011, o Banco cedeu operações de crédito Consignado INSS para o BMC FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS - - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 3.133.912 1.466.241 CRÉDITO CONSIGNADO INSS no valor contábil de R$ 190.207 mil (2010 - R$ 167.843 mil), por R$ 228.083 mil (2010 - R$ 199.897 mil). As respectivas - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... despesas de comissões de produção de R$ 11.123 mil (2010 - R$ 11.990 mil) e de seguro prestamista de R$ 155 mil (2010 - R$ 548 mil), contabilizadas em (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido, até atingir 20% do capital social realizado. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e Despesas Antecipadas, foram apropriadas no resultado em decorrência da cessão. Considerando que o Banco possui cotas subordinadas do referido fundo e permaneceu com a maior parte dos riscos associados à operação, o lucro gerado de R$ 26.598 mil (2010 - R$ 19.516 mil) foi integralmente provisionado (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. e é registrado no resultado pelo prazo da carteira cedida (Nota 6b). c) Dividendos 9) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Aos acionistas está assegurado dividendos mínimo obrigatório, em cada exercício, não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação Em 30 de junho - R$ mil societária. No encerramento do 1º semestre de 2011, foram provisionados dividendos aos acionistas no montante de R$ 8.483 mil (2010 - R$ 3.111 mil), 2011 2010 correspondendo a R$ 0,34 (2010 - R$ 0,13) por lote de mil ações. O pagamento dos dividendos do exercício de 2010 será realizado até o final do exercício Créditos tributários de impostos e contribuições (Nota 26c) ................................................................... 2.451.147 2.300.129 de 2011 conforme Ata da Diretoria. 1.044.115 729.972 Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... 18) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 130.386 92.370 Devedores diversos ................................................................................................................................. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 365.715 58.343 Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... 2011 2010 36.710 32.031 Títulos e créditos a receber ..................................................................................................................... 189.046 95.299 Rendas de cadastro ................................................................................................................................ 10.960 17.408 Adiantamentos para pagamentos............................................................................................................ 26.600 15.391 Taxa de avaliação/substituição de bem ................................................................................................... 3.922 3.922 Opções por incentivos fiscais .................................................................................................................. 2.530 2.795 Taxa de aditamento de contratos ............................................................................................................ 1.707 1.518 Outros...................................................................................................................................................... 67 46 Outras...................................................................................................................................................... 4.044.662 3.235.693 Total ........................................................................................................................................................ 218.243 113.531 Total ........................................................................................................................................................ 10) OUTROS VALORES E BENS 19) DESPESAS DE PESSOAL a) Bens não de uso próprio Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Provisão Valor residual 15.708 18.730 Proventos................................................................................................................................................. Custo para perdas 2011 2010 2.920 3.347 Encargos sociais ..................................................................................................................................... Imóveis ............................................................................................. 487 487 462 2.266 3.070 Benefícios................................................................................................................................................ Bens em regime especial ................................................................. 2.036 (90) 1.946 2.036 508 135 Treinamento............................................................................................................................................. Veículos e afins ................................................................................ 185.629 (78.398) 107.231 187.452 177 48 Estagiários............................................................................................................................................... Máquinas e equipamentos ............................................................... 711 (445) 266 361 21.579 25.330 Total ........................................................................................................................................................ Outros............................................................................................... 40 (13) 27 27 20) DESPESAS ADMINISTRATIVAS Total em 2011 .................................................................................. 188.903 (78.946) 109.957 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Total em 2010 .................................................................................. 294.365 (104.027) 190.338 2011 2010 b) Despesas antecipadas 235.642 171.470 Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Em 30 de junho - R$ mil 64.317 85.703 Serviços de terceiros e do sistema financeiro......................................................................................... 2011 2010 33.945 11.763 Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... 287.633 181.397 Comissão sobre financiamento - Veículos............................................................................................... 17.311 12.781 Processamento de dados........................................................................................................................ 419.634 408.584 Serviços de interveniência - CDC e Lojas............................................................................................... 16.221 11.849 Comunicações......................................................................................................................................... 15.417 Prêmios de seguro sobre créditos concedidos........................................................................................ 5.935 14.243 Contribuições filantrópicas ...................................................................................................................... 14.899 Outros...................................................................................................................................................... 5.773 3.906 Depreciação e amortização..................................................................................................................... 728.101 605.398 Total ........................................................................................................................................................ 2.519 1.581 Viagens.................................................................................................................................................... 2.139 2.761 Transportes.............................................................................................................................................. 11) INVESTIMENTOS 1.305 1.866 Arrendamento de bens ............................................................................................................................ a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de Aluguéis................................................................................................................................................... 1.205 1.342 “Resultado de participações em coligadas e controladas”. 398 589 Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... Em 30 de junho - R$ mil Outras...................................................................................................................................................... 19.649 6.909 Quantidade de ações/ ParticipaLucro Total ........................................................................................................................................................ 414.667 312.520 Patrimônio cotas possuídas ção no líquido/ Ajuste decorrente 21) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Capital líquido (em milhares) capital (prejuízo) Valor contábil de avaliação (1) Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Empresas social ajustado Ações Cotas (%) ajustado 2011 2010 2011 2010 2011 2010 Ramo financeiro COFINS ................................................................................................................................................... 115.084 80.391 Tibre Distribuidora de PIS........................................................................................................................................................... 18.701 13.063 Títulos e Valores Imposto sobre serviços de qualquer natureza ISS.................................................................................. 3.256 2.493 Mobiliários Ltda. ............ 18.000 34.096 18.000 99,999 1.013 34.096 32.230 1.013 875 Outras...................................................................................................................................................... 236 506 BMC Asset Management Total ........................................................................................................................................................ 137.277 96.453 DTVM Ltda. ................... 1.860 3.235 1.860 99,999 47 3.235 3.204 47 180 Everest Leasing S.A. 22) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Arrendamento Mercantil 172.000 304.769 127.700 100,000 9.006 304.769 287.284 9.006 6.766 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Outras atividades 2011 2010 Finasa Promotora de Créditos fiscais (Nota 15a) ...................................................................................................................... 247.161 Vendas Ltda. .................. 111.220 135.051 111.220 99,999 (7.841) 135.051 140.010 (7.841) 5.311 Variações monetárias .............................................................................................................................. 48.867 22.147 Banco Bradesco Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... 10.427 6.395 Europa S.A. ................... 418.921 518.334 1 0,027 17.517 141 172 5 4 Reversão de provisões fiscais ................................................................................................................. 1.016 7.605 Outras...................................................................................................................................................... 18.230 12.361 Promosec Cia. Total ........................................................................................................................................................ 325.701 48.508 Securitizadora de Créditos Financeiros...... 3.000 1.152 6 100,000 (22) 1.152 1.227 (22) 2 23) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Outras Participações ....... 400 400 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Ganho/Perda cambial de 2011 2010 investimento no exterior (34) 5 Provisões para contingências fiscais (*).................................................................................................. 396.731 Total de Investimentos .. 478.844 464.527 2.174 13.143 Comissões e serviços de intermediação de crédito ................................................................................ 160.129 190.111 (1) Considera os resultados apurados pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultados. Variações monetárias e cambiais............................................................................................................ 59.777 29.695 b) Outros investimentos Busca e apreensão de veículos .............................................................................................................. 36.449 58.543 Em 30 de junho - R$ mil Seguro prestamista ................................................................................................................................. 60.858 44.889 2011 2010 Perdas operações de empréstimos ......................................................................................................... 22.078 29.401 Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ 12.216 12.216 Indenizações cíveis ................................................................................................................................. 31.509 29.396 Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. 2 10 Provisões para contingências cíveis........................................................................................................ 22.456 5.254 Outros investimentos ............................................................................................................................... 1.810 1.950 Outras (1) ................................................................................................................................................ 299.918 34.863 Subtotal .................................................................................................................................................. 14.028 14.176 Total ........................................................................................................................................................ 693.174 818.883 Provisão para perdas .............................................................................................................................. (9.612) (9.237) (1) No 1º semestre de 2011, inclui basicamente provisões para riscos fiscais (Nota 15a). (*) Vide Nota 15b. Total ........................................................................................................................................................ 4.416 4.939 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

...continuação

Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco

CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 24) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 (76.494) (130.485) 14.776 484 1.617 (61.718) (128.384)

R$ mil Saldo em Constituição Saldo em 31.12.2010 (1) Realização 30.6.2011 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 1.482.524 220.128 71.720 1.630.932 Provisão para contingências cíveis .................................................. 24.199 21.169 11.490 33.878 Provisão para contingências fiscais ................................................. 399.718 102.996 38 502.676 25) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Provisão trabalhista .......................................................................... 7.874 1.211 81 9.004 a) As transações com o controlador, empresas coligadas e controladas, são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas por Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 36.932 30.651 36.005 31.578 terceiros, e vigentes nas datas das operações e estão assim representadas: Provisão para perda de títulos e investimento.................................. 1.668 18 19 1.667 Em 30 de junho - R$ mil Ágio Amortizado ............................................................................... 129.456 35.758 93.698 Ativos Ativos Receitas Receitas Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação................... 511 44 3 552 (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Ajuste da Lei nº 11.638 de 28/12/2007 ............................................ 309 127 182 2011 2010 2011 2010 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Outros............................................................................................... 126.561 34.321 13.938 146.944 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 27.686.449 29.043.848 1.462.736 1.301.123 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 2.209.752 410.538 169.179 2.451.111 Captações em depósitos interfinanceiros: Ajuste a valor de mercado dos títulos disponíveis para venda......... 8 28 36 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (34.533.220) (33.242.550) (1.992.366) (1.946.133) Total dos créditos tributários (Nota 9).......................................... 2.209.760 410.566 169.179 2.451.147 Aplicações no mercado aberto: Obrigações fiscais diferidas (Nota 16a)............................................ 1.515.169 16.138 63.478 1.467.829 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 71.825 120.081 8.001 6.070 Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas ........ 694.591 394.428 105.701 983.318 Captação em depósitos a prazo: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (538.205) (22.862) (1) Contempla o crédito tributário relativo à elevação da alíquota de contribuição social para as empresas do ramo financeiro, determinada pela Lei nº 11.727/08, os quais correspondem ao valor de R$ 16.440 mil (2010 - R$ 38.525 mil) (Nota 3h). Dividendos e juros sobre o capital próprio: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (19.956) (9.792) d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social e crédito tributário de Tibre DTVM Ltda. ............................................................................ 26 23 contribuição social MP nº 2.158-35 Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil ................................. 232 207 Em 30 de junho de 2011 - R$ mil BMC Asset Management DTVM Ltda. ............................................. 2 2 Diferenças temporárias Serviços terceiros: Finasa Promotora de Vendas Ltda. .................................................. (197.000) (141.990) Imposto de renda Contribuição social Total b) Remuneração do pessoal-chave da Administração 2011............................................................................................................................... 386.958 211.403 598.361 Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: 2012............................................................................................................................... 485.619 300.495 786.114 • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, 2013............................................................................................................................... 461.321 283.741 745.062 aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e 2014............................................................................................................................... 109.009 65.716 174.725 • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários 2015............................................................................................................................... 83.229 49.886 133.115 e Administradores da Instituição. 2016 (1º Semestre) ....................................................................................................... 6.004 7.730 13.734 Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 1.000 mil para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 1.000 mil para custear Total .............................................................................................................................. 1.532.140 918.971 2.451.111 planos de previdência complementar de contribuição definida. Prejuízo na alienação de valores e bens................................................................................................. Desvalorização de outros valores e bens................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Benefícios de Curto Prazo a Administradores

115 26 141

Em 30 de junho - R$ mil 2010 -

150 150

Em 30 de junho - R$ mil 2010 -

2011 Proventos................................................................................................................................................. Gratificações............................................................................................................................................ Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................ Benefícios pós-emprego 2011 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... Total ........................................................................................................................................................

A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 26) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 1.488.247 511.053 (595.299) (204.421)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1)... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. 870 5.257 Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... (30.249) (17.609) Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (2) ..................................................................... 16.439 32.512 Outros valores ......................................................................................................................................... 12.988 669 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (595.251) (183.592) (1) A alíquota da contribuição social para as empresas do ramo financeiro foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3h); e (2) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da Contribuição Social em relação à alíquota (40%) demonstrada. b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (836.610) (256.565) Impostos diferidos: Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... 241.359 72.973 Total dos impostos diferidos................................................................................................................ (595.251) 72.973

O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 2.295.744 mil (2010 - R$ 2.146.077 mil) de diferenças temporárias. e) Créditos tributários não ativados Em função da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela CONSIF contra a Lei nº 11.727/08, artigos 17 e 41, os créditos tributários de períodos anteriores decorrentes da elevação da alíquota da Contribuição Social de 9% para 15% foram registrados até o limite das obrigações tributárias consolidadas correspondentes. Neste trimestre, o saldo remanescente em 31 de dezembro de 2010, no montante de R$ 16.440 mil, foi integralmente constituído (Nota 3h). f) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 1.467.829 mil (2010 - R$ 1.537.391 mil) relativas a: Superveniência de depreciação R$ 1.423.452 mil (2010 - R$ 1.521.017 mil), ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos R$ 183 mil (2010 - R$ 367 mil), lucro proveniente do exterior R$ 400 mil (2010 - R$ 400 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 43.794 mil (2010 - R$ 15.607 mil). 27) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Avais e Fianças prestados a clientes totalizam R$ 4.876 mil (2010 - R$ 7.909 mil), os quais estão sujeitos a encargos financeiros e a prestação de contra garantias pelos beneficiários. b) O Banco Bradesco Financiamentos S.A. utiliza a infraestrutura operacional e administrativa da controlada Finasa Promotora de Vendas Ltda., que mantém planos de previdência complementar para seus empregados e dirigentes, na modalidade de contribuição definida, administrados pela Bradesco Vida e Previdência S.A. Em 30 de junho de 2011, esses planos encontram-se integralmente cobertos pelo patrimônio FIFE - Fundo de Investimento Financeiro Exclusivo, onde estão aplicadas as provisões técnicas. c) Conforme previsto no Ofício Circular CVM nº 01/2007, o Banco Bradesco Financiamentos está dispensado de apurar o valor de mercado das operações de arrendamento mercantil, os quais encontram-se registrados, a valor presente, de acordo com a Lei nº 6.099/74, substancialmente, como imobilizado de arrendamento. O valor contábil dos demais instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais em 30 de junho de 2011 equivale, aproximadamente, ao valor de realização desses instrumentos. d) O seguro dos bens arrendados está vinculado a cláusulas específicas dos contratos de arrendamento mercantil. Os bens de uso da sociedade estão segurados por montantes suficientes para cobrir eventuais sinistros contra incêndio, responsabilidade civil e riscos diversos. e) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • • • • • •

Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); e Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10).

Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

A DIRETORIA Célio Magalhães - Contador - CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do

de depreciação, classificada no ativo permanente, conforme mencionado na nota explicativa nº 8i. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante e realizável a longo prazo, e rendas ou despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bradesco Financiamentos S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação mencionada no parágrafo anterior, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bradesco Financiamentos S.A. em 30 de junho de 2011, Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Banco Bradesco Financiamentos S.A. Osasco - SP

como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Outros assuntos Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.

Demonstração consolidada do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que continha ressalva sobre o mesmo assunto tratado acima no parágrafo “Base para conclusão com ressalva” acerca do tratamento das operações de arrendamento mercantil. São Paulo, 25 de agosto de 2011

Base para opinião com ressalva A Instituição registra as suas operações e elabora as suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco KPMG Auditores Independentes Central do Brasil, que requerem o ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento mercantil como provisão para superveniência ou insuficiência CRC 2SP014428/O-6

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Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

José Cláudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1

Como o dinheiro foi gasto, será preciso usar recursos do Tesouro para arcar com compromissos não cumpridos. Reclamação do atual governo do Pará

olítica

Ex-governadora do Pará sob suspeita Governador tucano Simão Jatene pede que o Tribunal de Contas e o Ministério Público investiguem operação de sua antecessora, a petista Ana Júlia Carepa

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ntes de deixar o governo do Pará, a petista Ana Júlia Carepa usou duas vezes as mesmas notas fiscais para prestação de contas feitas a instituições bancárias diferentes, de acordo com o atual governador do estado, Simão Jatene (PSDB). O tucano pediu que o Tribunal de Contas e o Ministério Público investiguem a operação de sua antecessora. Ao todo, são 16 notas fiscais que somam R$ 77 milhões, assinadas por três empresas de construção e terraplenagem. Segundo a AGE (AuditoriaGeral do Estado), os serviços foram feitos uma só vez e estavam previstos em um contrato com o Banco do Brasil. O governo anterior, segundo a AGE, não informou como gastou o mesmo valor em financiamento feito com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Em ambos os casos, o dinheiro não está mais em caixa, informa a auditoria. Os dois contratos foram assinados em julho do ano passado, com recursos comandados por secretarias distintas. O BB emprestou R$ 82 milhões para melhorias viárias e

gestão de transporte urbano, enquanto o BNDES repassou R$ 275 milhões para investimentos de infraestrutura em cidades paraenses. Gastos não previstos – Uma lei votada na Assembleia Legislativa definiu como os re-

16 notas fiscais, que somam R$ 77 milhões, foram assinadas por três empresas de construção e terraplenagem. cursos do BNDES deveriam ser aplicados, mas o auditorgeral do estado, Roberto Amoras, informou que identificou mais de R$ 100 milhões em gastos não previstos na lei. Nesse montante estavam os R$ 77 milhões que se repetem na prestação feita ao BB. O governo atual reclama que, como o dinheiro já foi gasto, será necessário utilizar re-

cursos do Tesouro para arcar com os compromissos que não foram cumpridos. De acordo com Amoras, o governo anterior também deixou de prestar contas dos rendimentos gerados por juros na época em que o dinheiro do BNDES ficou depositado. O lucro seria de R$ 680 mil, mas foram justificados somente R$ 230 mil. O PT afirmou que a ex-governadora estava em viagem. Foram deixados recados no celular do ex-secretário da Fazenda, Valdo Vidal, e do presidente estadual do PT, João Batista, mas não houve resposta de nenhum deles. Em nota, deputados estaduais do partido definiram como "parcial" o relatório produzido pela AGE. Disseram que técnicos e ex-secretários do governo petista pediram acesso a documentos para responder sobre as notas fiscais. Assassinato – Foi morto na manhã de ontem mais um líder de ocupação no Pará. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Valdemar Oliveira Barbosa – conhecido como "Piauí" – foi assassinado a tiros por dois pistoleiros que estavam em uma moto. A vítima trafegava de bicicleta

Alan Marques/Folha Imagem

Ana Júlia: ex-governadora teria usado as mesmas notas fiscais para prestar contas, acusa Simão Jatene.

pelo bairro de São Félix, em Marabá. A morte, a sexta em três meses, foi na mesma região onde foram assassinados em 24 de maio os extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. Valdemar era sócio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá e coordenou, por vários anos, um grupo de famílias que ocupava a fazenda Es-

trela da Manhã, também em Marabá. Como a fazenda não foi desapropriada, ele ajudou a organizar uma ocupação urbana na Folha 06, bairro Nova Marabá, onde residia com a mulher e os filhos. Mesmo assim, não desistiu da luta por um pedaço de terra. Há mais de um ano, ele passou a coordenar um grupo de famílias que ocupavam a Fazenda

Califórnia, no município de Jacundá. No fim de 2010, todos foram despejados, mas Valdemar ameaçava reocupar a área com as famílias. Segundo a CPT, a Fazenda Califórnia está envolvida com a atividade pecuária e de carvoaria. A CPT desconfia que o fazendeiro teria contratado pistoleiros para impedir nova ocupação. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

11 Estão todos muito empenhados em pacificar. Estamos acompanhando e trabalhando nessa linha. Ideli Salvatti, ministra de Relações Institucionais

olítica

Sérgio Lima/Folhapress

Ideli: governo não aceita interferência de brigas internas Unidade da base aliada está acima das questões dos partidos, diz ministra

Ideli com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS): articulação pelo fortalecimento da base.

Lula articula com Chalita aliança para eleições 2012 Ex-presidente conversou ontem com deputado para falar da disputa municipal

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ada vez mais empenhado nas articulações políticas em torno da disputa ao comando da capital paulista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se ontem com o deputado federal Gabriel Chalita, précandidato do PMDB à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (sem partido). No encontro, promovido no Instituto Lula, na capital paulista, o ex-presidente deixou claro que o PT terá candidatura própria em São Paulo, citou o nome do ministro da Educação, Fernando Haddad, e defendeu o apoio mútuo entre ambos, caso um deles dispute um eventual 2º turno em 2012. O presidente do PMDB paulista, deputado estadual Baleia Rossi, conversou com o deputado federal após o encontro e negou que o ex-presidente te-

nha tentado demover o peemedebista da ideia de disputar a Prefeitura de São Paulo. "Ele ponderou que acha o Haddad um nome bom para disputar pelo PT e que seria

A candidatura do Gabriel Chalita é muito importante para o PMDB, assim como a do PT é importante para o partido. BALEIA ROSSI importante ter dois candidatos fortes para forçar um segundo turno", disse o deputado estadual. Na avaliação dele, diante dos nomes apresentados, não há possibilidade, pelo

menos no primeiro turno, de uma aliança entre PT e PMDB em São Paulo. No segundo turno, contudo, um apoio seria natural. "A candidatura do Chalita é muito importante para o PMDB, como a do PT é importante para o partido", avaliou. O encontro com o peemedebista faz parte de estratégia capitaneada pelo ex-presidente para a formação de um leque de alianças que deem sustentação ao candidato do PT na corrida municipal. Na segundafeira, quando reuniu-se com quatro pré-candidatos petistas, Lula defendeu que a sigla já procure aliados tradicionais na capital paulista, como PCdoB, PDT, PSB e PR. Ele pregou ainda o diálogo com o PMDB, numa tentativa de reproduzir a aliança que elegeu Dilma Rousseff. (AE)

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governo trabalha pela unidade de sua base aliada, mas sem interferir nas questões internas dos partidos, afirmou ontem a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. "Há uma determinação clara da presidente Dilma Rousseff no seguinte sentido: primeiro, os partidos têm a sua independência absolutamente respeitada pelo governo", disse a ministra, após reunião com líderes da oposição na Câmara sobre a pauta de votações. "Em qualquer controvérsia, qualquer disputa interna, não haverá qualquer ação do governo no sentido de interferência", afirmou. Partidos da base, como o PP e o PMDB, têm dado sinais de divergências internas. Apoio restrito – Os deputados do PMDB reclamam da falta de diálogo com o líder, Henrique Eduardo Alves (RN). Já no PP, as divisões da bancada fragilizaram o apoio ao correligionário Mario Negromonte, ministro das Cidades e alvo de denúncias de supostas irregularidades. Para a ministra encarregada da articulação política do governo, é normal que os partidos tenham suas discordâncias, e cabe ao governo apenas manter a base coesa.

"Partidos normalmente têm divergências, normalmente têm grupos, correntes, é normal da vida partidária", disse ela a jornalistas. "Como ministra das Relações Institucionais, tenho determinação da presidenta de trabalhar pela unidade da base". Ideli citou o jantar do vicepresidente, Michel Temer, com a presidente Dilma e a bancada

Em qualquer controvérsia, qualquer disputa interna, não haverá qualquer ação do governo para interferir. IDELI SALVATTI do PMDB na terça-feira como um dos esforços do Planalto para acalmar os problemas na sustentação do governo. "Estão todos muito empenhados em pacificar. Estamos acompanhando e trabalhando nessa linha", disse Ideli. A ministra afirmou não acreditar que parlamentares da base, motivados pelo clima de discordância, assinem o pedido para instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as

denúncias de supostos esquemas de corrupção em ministérios do governo. Durante a reunião de ontem, os líderes do PSDB, Duarte Nogueira (SP), e do DEM, ACM Neto (BA), demonstraram a disposição de não obstruir a pauta de votações da Câmara, desde que a Emenda 29 – que define piso para gastos de Estados e Municípios na saúde – seja incluída na pauta ainda em setembro. De acordo com os líderes, projetos como o Pronatec – programa de acesso ao ensino técnico – e o SuperSimples – que promove mudanças tributárias para micro e pequenas empresas – podem ser votados já na próxima semana. A votação do Pronatec, que tranca a pauta da Câmara, abre espaço para outros projetos importantes, como o que determina a reestruturação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o que estabelece o Código Brasileiro da Aeronáutica (CBA). Ideli afirmou que o governo busca um acordo para a divisão dos royalties da exploração do petróleo na camada présal, já que o texto que previa a distribuição dos recursos pelos critérios dos fundos de participação de Estados e Municípios foi vetado pelo ex-presidente Lula. (Reuters)

Sérgio Lima/ Folhapress

Verba de suposto desvio pode demorar anos para chegar Recuo do ex-prefeito Paulo Maluf em acordo nos EUA retardaria o processo

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Contra: divulgação de documentos pode trazer desconforto diplomático, defende ex-presidente.

Collor pede sigilo eterno para documentos ultrassecretos "O tempo dos Estados não é o tempo dos homens", argumenta senador alagoano

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parecer do senador Fernando Collor (PTB-AL) ao projeto que regulamenta o acesso às informações oficiais mantém a defesa do sigilo eterno dos documentos ultrassecretos ou cujo segredo seja "imprescindível à segurança da sociedade e do Estado". O texto contraria o relatório do PT, que limita a prorrogação do sigilo por uma vez e divide a base aliada. A matéria deve ser votada na Comissão de Relações Exteriores na próxima semana. A presidente Dilma Rousseff já apoiou, publicamente, o fim do sigilo eterno dos documentos oficiais e depois recuou. A indefinição do Planalto levou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDBRR), a não se posicionar. Jucá declarou, laconicamente, que "o governo defende o debate". Inicialmente, o governo queria aprovar o projeto às pressas, diretamente no plenário, impedindo o debate nas

comissões. Mas sob pressão de dois ex-presidentes , José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor, teve de ceder, concordando com a análise da matéria na comissão presidida por Collor. Jucá afirmou, entretanto, que dois pontos do parecer de Collor merecem reflexão: a renovação ilimitada do sigilo dos documentos ultrassecretos (na prática, o sigilo eterno) e a flexibilização da divulgação na internet. Mesmo assim, o Planalto deve trabalhar pela aprovação do parecer do senador Walter Pinheiro (PT-BA), que ratifica o texto aprovado na Câmara, restringindo o sigilo das informações ultrassecretas a 50 anos. Em defesa do sigilo eterno, Collor argumenta que, ainda que se passem muitos anos, a divulgação de documentos ultrassecretos, relativos às relações internacionais e à defesa nacional, pode trazer desconforto diplomático. "O tempo

dos Estados não é o tempo dos homens", diz Collor. Por isso, defende o sigilo renovável indefinidamente, em especial, de documentos que coloquem em risco conhecimentos tecnológicos sensíveis, na área espacial e nuclear, trocas de correspondências entre a chancelaria e missões diplomáticas, planos militares e informações produzidas pelos serviços secretos. Neste ponto, Collor alerta para o desmantelo da área de inteligência, formada por órgãos federais e estaduais que funcionam de forma desarticulada. Lembra que este setor produz a fonte principal de informações e documentos sigilosos do Estado. O ex-presidente opõe-se, também, à divulgação obrigatória dos documentos públicos na internet. Propõe que essa publicação seja apenas "possível", definindo a obrigatoriedade como "a oficialização do Wikileaks". (AE)

Prefeitura de São Paulo terá de esperar alguns anos para receber os milhões de dólares das contas das offshores Macdoel Trust e Latin Invest que estão na Ilha de Jersey, no Reino Unido. A última esperança de reaver de forma rápida o dinheiro público supostamente desviado pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP) seria um acordo entre o advogado do deputado em Nova York, Bryan Skarlatos, e o promotor de Justiça Adam S. Kaufmann, da Corte de Manhattan. Pelo acordo, Maluf abriria mão de US$ 13 milhões dos US$ 22 milhões bloqueados administrativamente em Jersey. Os advogados britânicos da Prefeitura não haviam entrado na Justiça para reaver esse dinheiro, ao contrário do que fizeram em relação aos valores das contas mantidas pelas offshores Kildare Finance e Durant Internacional. No caso dessas duas, além do bloqueio administrativo, a Prefeitura também obteve o bloqueio judicial do dinheiro. Ao todo, o Ministério Público de São Paulo e a Prefeitura estimam que Maluf e sua família manteriam ativos avaliados em US$ 160 milhões em Jersey – cerca de US$ 100 milhões em ações da Eucatex e o restante em dinheiro nas contas bancárias das offshores. No Brasil, o MPE também obteve o bloqueio judicial dos valores em Jersey. Van t ag e ns – Na avaliação da Procuradoria do Município, seria mais difícil reaver o dinheiro da Macdoel Trust e da Latin Invest do que o das outras offshores. O acordo com Maluf seria duplamente vantajoso: além de garantir o repatriamento imediato da fortuna, acabaria com o risco de um processo moroso.

Esse dinheiro só entrou no acordo porque parte dele passou pela conta Chanani, no Safra National Bank of New York. A irregularidade na transferência do dinheiro para a conta – 15 remessas que teriam sido feitas por Maluf – levou a promotoria de Nova York pedir a prisão do deputado. Ele teve o nome incluído no alerta vermelho, o índex dos criminosos mais procurados pela Interpol no mundo, onde até recentemente o deputado tinha a companhia do terrorista Osama Bin Laden. Foi na tentativa de sair dessa lista e poder viajar para Paris e Veneza sem correr risco de parar na cadeia que Maluf resolveu tentar o acordo. Em troca, confessaria um delito de menor gravidade – falsificação de registro contábil. Para os promotores, a desistência do acordo por parte de Maluf faz aumentar as desconfianças em relação ao acusado, que sempre garantiu não possuir dinheiro no exterior. Beto Oliveira/Ag. Câmara - 25/05/11

Eles consideram muito difícil que um novo acordo seja concluído. Os advogados que trabalham para a Prefeitura no Reino Unido, porém, ainda nutrem esperanças de que haja um novo acordo. Em janeiro, a Justiça de Jersey começará a julgar o repatriamento dos valores mantidos nas contas da Kildare e da Durant. Os advogados esperam que o julgamento termine em maio de 2012. Responsável pela investigação que levou à descoberta do dinheiro em Jersey, o promotor Silvio Marques deve comparecer ao tribunal inglês. Ao todo, ele acusa o ex-prefeito e os demais réus do caso de terem desviado US$ 344 milhões da Prefeitura paulistana – o que o deputado nega. (AE) Maluf: tentativa de fechar um acordo em troca da confissão do delito de falsificação de registro contábil não foi aceita por ele.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

DIPLOMACIA Patriota prestou solidariedade às aspirações do povo líbio "por progressos institucionais, econômicos e sociais"

nternacional

Rebeldes à caça de Kadafi Intensa batalha no bairro de Abu Salim, reduto de Kadafi em Trípoli, fez todos acreditarem que a captura do ditador estava prestes a acontecer.

A

quinta-feira começou promissora para os rebeldes. Eles cercaram um prédio próximo ao antigo complexo militar de Muamar Kadafi, e disseram acreditar que o ditador estaria escondido em um dos apartamentos com seus filhos. As forças opositoras ao regime trocaram tiros com combatentes leais ao ditador durante diversas horas no bairro de Abu Salim, o último importante bastião das forças kadafistas ao longo da costa do Mediterrâneo. Não foi explicado por que os rebeldes acreditavam na presença de Kadafi no local, mas uma estação de rádio dos opositores confirmou a informação. "Eles estão juntos. Estão em um pequeno buraco (lá dentro)", afirmou um dos rebeldes envolvidos na batalha, Muhammad Gomaa. "Terminamos isso hoje (ontem)". A expectativa era grande e as grandes rede de TV, como CNN, BBC e Al Jazeera, interrompiam frequentemente suas programações para transmitir boletins direto de Trípoli. Até a noite, no entanto, Kadafi ainda estava à solta. Insurgentes procuravam por possíveis franco-atiradores na região. Segundo a revista francesa Paris Match, os rebeldes estiveram perto de capturar Eles Kadafi na estão quarta-feira. O juntos. ditador estaria Estão em escondido em um uma casa, que pequeno f o i i n v a d i d a por um grupo buraco de rebeldes. MUHAMMAD Sirte – ApeGOMAA sar de Kadafi e um de seus filhos terem afirmado que o ditador continua na capital, ainda não se sabe seu paradeiro. Há suspeitas de que o ditador tenha fugido para Sirte, sua cidade natal. Tropas leais a Kadafi se retiraram nesta semana das cidades petrolíferas de Brega e Ras Lanuf, no leste, seguindo em direção a Sirte. Os rebeldes também estão a caminho da cidade e esperam negociar a rendição dos que apoiam o ditador. As forças da Otan colaboram com os rebeldes nas buscas do ditador, segundo informou o ministro da Defesa do Reino Unido, Liam Fox. Em declarações à emissora Sky News, o ministro britânico confirmou que a Otan "está fornecendo recursos de inteligência e de reconhecimento ao Conselho Nacional de Transição líbio (CNT, órgão político dos rebeldes líbios) para ajudá-los a encontrar Kadafi". Nova sede – Os rebeldes anunciaram a transferência do seu Comitê Executivo – equivalente ao governo do movimento – de Benghazi, no leste do país, para a capital Trípoli. "Declaro o início do trabalho do Comitê Executivo em Trípoli", disse o vice-presidente do CNT, Ali Tahuni. "Longa vida a uma Líbia democrática e constitucional e glória aos mártires." Mortes – Mais de 30 homens que se acredita terem sido combatentes leais ao líder líbio foram mortos em um acampamento militar no centro de Trípoli e pelo menos dois deles estavam algemados, num indício de que foram executados. Em outra parte da cidade, um britânico que trabalha na área de saúde disse que um hospital havia recebido os corpos de 17 civis que se acredita tenham sido executados nos últimos dias por forças do governo. (Agências)

Fotos: Filippo Monteforte/AFP

Insurgentes caminham por prédio destruído no bairro de Abu Salim, no sul da capital. Acreditava-se que rebeldes haviam cercado Kadafi e seus filhos em um apartamento na região.

Infiéis, ratos e traidores

M Liga Árabe reconhece CNT; Argélia diz não. Conselho irá representar Líbia na reunião de amanhã

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Conselho Nacional da Transição (CNT) passará a representar a Líbia na Liga Árabe, afirmou o secretário-geral da entidade, Nabil Al-Arabi. Em 22 de fevereiro, a Liga Árabe suspendeu a Líbia das reuniões do grupo até que Trípoli atendesse às exigências dos manifestantes. Amanhã, o CNT participará de sua primeira reunião da Liga Árabe no Cairo. A expectativa é de que o encontro seja dedicado aos últimos acontecimentos na Líbia e na Síria. A Liga Árabe, entretanto, recusa-se a qualificar sua iniciativa como um "reconhecimento oficial" do CNT porque, segundo uma fonte na entidade, "a Liga não é um Estado para precisar reconhecer a Líbia". A Argélia se juntou à Vene-

zuela e afirmou ontem que não vai reconhecer o CNT. Futebol – A Associação de Futebol da África do Sul (Safa, na sigla em inglês) informou que chegou a um acordo com a Federação de Futebol da Líbia para substituir o país como sede da Copa Africana de Nações de 2013. A mudança acontecerá por conta do momento político turbulento no país do Norte da África. Como parte do acordo, a Safa revelou que a Líbia receberá a competição africana em 2017, ano em que a África do Sul seria a sede. A mudança, no entanto, ainda precisa ser confirmada pela Confederação Africana de Futebol (CAF), no próx i m o e n c o n t ro d o c o m i t ê executivo, no Cairo, no dia 28 de setembro. (Agências)

uamar Kadafi, em mensagem de voz divulgada ontem, apelou a seus partidários que marchem aos milhões e continuem a lutar contra os insurgentes e a Otan. "Nós derrotaremos vocês com a jihad (guerra santa)", disse em tom desafiador, no seu terceiro discurso desde terçafeira. Ele pediu aos seus seguidores que "marchem aos milhões para Trípoli para expulsar

Brasil chama Kadafi de autocrata

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ais distante do regime de Muamar Kadafi após a virtual queda de Trípoli, o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ontem que o Brasil é solidário às aspirações dos líbios para pôr fim à ditadura. Em Buenos Aires, ele chamou o governo líbio de "autocrático". "Presto solidariedade às aspirações do povo líbio por progressos institucionais, econômicos e sociais, por buscar for-

os infiéis, cruzados, ratos e traidores". Disse ainda que a Líbia pertence ao seu povo. "Ela não pertence à França, ou a Sarkozy ou à Itália". Álbum – Os objetos encontrados pelos rebeldes dentro do QG de Kadafi mostram partes da personalidade do ditador líbio e surpreendem. Entre acessórios exóticos, ele guardava também um álbum com fotos da ex-secretá-

ria de Estado americana Condoleezza Rice. O ditador demonstrou sua admiração pela americana em 2007. "Leezza, Leezza, Leezza. Eu a amo muito", disse, referindo-se a ela como "querida mulher negra africana". 20 mil mortos – Mais de 20 mil pessoas foram mortas no confronto desde fevereiro, afirmou o líder rebelde Mustafá Abdel Jalil. Dida Sampaio/AE

mas mais modernas de governança. Nas últimas décadas o país foi submetido a um governo autocrático", declarou. O Itamaraty, no entanto, ainda não reconhece os rebeldes como representantes da Líbia, ao contrário de diversos países. Patriota descartou dar asilo a Kadafi no Brasil. Ele repetiu que vai esperar uma decisão da ONU antes de legitimar o governo rebelde, embora tenha reconhecido que o CNT seja um "interlocutor válido no atual momento". Missão secreta – Os contatos com o CNT têm sido feitos pelo embaixador do Brasil no Cairo, Cesário Melantonio Neto, que no fim de julho chefiou missão secreta a Benghazi.

Po r m e i o de membros do CNT em Benghazi e no Cairo, o Itamaraty tem obtido informações diárias sobre os acontecimentos. Apesar de haver ressentimento entre os insurgentes em relação à relutância do Brasil em cortar os laços com Kadafi, Melantonio afirma que foi bem recebido pela liderança rebelde. Segundo ele, o CNT não mencionou as relações do Brasil com Kadafi nem pediu o reconhecimento oficial do governo transitório. Também não houve pedidos por ajuda humanitária ou na reconstrução do país. (Folhapress)


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

13 Trabalho do cartunista Ali Farzat ficou mais ousado nos últimos meses e alguns de seus desenhos criticaram presidente sírio Bashar Assad diretamente

nternacional AFP

US$ 1,5 bilhão será liberado para os rebeldes Montante irá ajudar a pagar salários e serviços A África do Sul vinha se opondo à medida de desbloqueio dos ativos líbios no comitê de sanções das Nações Unidas durante mais de duas semanas, argumentando que canalizar o dinheiro através do governo rebelde implicaria reconhecer o Conselho Nacional de Transição (CNT). "Agora é urgente. Este dinheiro é necessário para o combustível para os geradores nos hospitais, usinas de dessalinização e outras instalações que podem deixar de funcionar em dias", disse um dos diplomatas americanos ainda ontem, pressionando os sul-africanos a apoiarem a medida. A Itália e o Reino Unido anunciaram também a liberação de fundos para os rebeldes. O governo de Roma concordou em descongelar 350 milhões de euros (US$ 505 milhões) em fundos da própria Líbia mantidos em bancos italianos. Londres vai liberar cerca de US$ 500 milhões em ativos líbios congelados . (Agências)

Patrick Baz/AFP

Hotel onde imprensa está hospedada foi palco de confronto ontem

Jornalistas italianos são soltos

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uatro jornalistas italianos sequestrados na terça-feira por milicianos favoráveis ao regime de Muamar Kadafi foram libertados ontem e levados ao hotel Corinthia, em Trípoli. O motorista líbio que os acompanhava foi executado na frente deles. "Estamos arrasados com a morte do nosso motorista. Nos sentimos culpados por tê-lo deixado exposto ao perigo", disse Elisabetta Rosaspina, 53, do jornal Corriere Della Sera, instantes após chegar ao hotel .

O Corinthia, onde grande parte da imprensa internacional está hospedada, foi palco de confronto entre rebeldes e kadafistas. Intensos disparos foram ouvidos no local durante quase uma hora. O tiroteio obrigou os jornalistas estrangeiros no local a buscar abrigo e sair de seus quartos. Apesar disso, não houve registros de vítimas. O Corinthia é um dos hotéis mais luxuosos da capital líbia, localizado na parte antiga da cidade. (Agências)

Achados remédios e alimentos

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ombatentes descobriram grandes estoques de comida e remédios mantidos pelo regime de Muamar Kadafi em Trípoli, que serão utilizados para aliviar a escassez no país, disse o Conselho Nacional de Transição (CNT). Os seis meses de conflito restringiram as rotas de suprimento e causaram escassez de alimentos e medicamentos em partes do país. "Não haverá mais problemas em relação a suprimentos de alimentos, medicamentos e combustível", disse o presidente do CNT, Mustafa Abdel Jalil. Ele afirmou que no quartelgeneral de Kadafi em Trípoli havia comida suficiente para alimentar uma cidade de 4 milhões de habitantes – o dobro da capital – e remédios para o país inteiro durante um ano. "Kadafi impediu de propó-

sito que os líbios tivessem acesso a esses suprimentos, fazendo com que eles passassem fome", disse Jalil. O líder dos rebeldes também disse que uma "grande quantidade" de combustível foi encontrada na refinaria de Zawiya, 50 quilômetros a oeste de Trípoli, apreendida pelos insurgentes este mês. O conselho também anunciou que pretende retomar em dois a três meses a exportação de petróleo, levando cerca de um ano para voltar ao volume pleno. Segundo o dirigente Ali Tarhouni, a Líbia honrará seus contratos com empresas petrolíferas estrangeiras. Questionado sobre a possibilidade de retaliação a empresas de países que não apoiaram os rebeldes – caso da brasileira Petrobras –, ele disse: "Não que eu saiba". (Agências)

Ali Ferzat, 60 anos, conquistou reconhecimento internacional e respeito de muitos árabes com suas caricaturas mordazes.

Na Síria, cartunista tem as mãos quebradas Famoso artista espancado após sair de seu estúdio é conhecido por seu trabalho contra o governo

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renomado cartunista político Ali Ferzat, cujos desenhos expressam as expectativas frustradas dos sírios por mudanças, foi atacado depois de deixar seu estúdio na manhã de ontem e espancado por homens mascarados, que quebraram suas mãos e o jogaram numa estrada nas proximidades da capital Damasco. Ferzat, de 60 anos, conquistou o reconhecimento internacional e o respeito de muitos árabes com suas caricaturas mordazes que enfureceram ditadores, dentre eles o iraquiano Saddam Hussein, o líbio Muamar Kadafi e, p a r t i c u l a rmente nos últimos meses, a autocrática fam í l i a A ssad.

Rim Haddad/AFP

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s EUA e a África do Sul chegaram a um acordo de última hora, permitindo a liberação de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 2,4 bilhões) de bens congelados do regime de Muamar Kadafi como ajuda financeira aos rebeldes líbios. A decisão evitou que o assunto fosse votado pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Esses bens foram congelados no dia 26 de fevereiro por uma resolução das Nações Unidas que impôs severas sanções ao governo líbio, sua família e pessoas próximas, em resposta à brutal repressão contra a oposição. Os recursos encontram-se nas mãos dos Estados Unidos, que querem enviar US$ 500 milhões a grupos humanitários internacionais, US$ 500 milhões para o CNT para pagar salários e serviços essenciais, e os US$ 500 milhões restantes a um fundo de reserva internacional para pagar por combustível e outros ativos de emergência.

Ali Farzat

Na noite de ontem ele estava numa cama de hospital, bastante machucado e com as mãos engessadas, um cruel lembrete que nenhum sírio está imune à brutal repressão do governo. "Advertência" – Segundo um parente do cartunista, Ferzat disse que enquanto os homens o espancavam, alertaram que "isto é apenas uma advertência". Antes de herdar a presidên-

cia de seu pai em 2000, Bashar Assad, oftalmologista formado na Grã-Bretanha, costumava visitar as exposições de Ferzat com palavras encorajadoras, disse o artista. Quando o novo presidente abriu a Síria para algumas reformas, Ferzat recebeu permissão para publicar o primeiro jornal particular no país em décadas, um semanário satírico chamado O Acendedor. O jornal foi um su-

cesso e os exemplares se esgotavam rapidamente. Assad fechou a publicação assim que começou a reprimir dissidentes e encarcerar críticos após o fim do breve período conhecido como Primavera de Damasco. Seu trabalho ficou mais ousado nos últimos meses e alguns de seus desenhos criticaram Assad diretamente, embora caricaturas do presidente sejam proibidas na Síria. (AE)

EUA: Costa leste no olho do furacão Irene poderá chegar à área metropolitana de Nova York como um furacão de categoria 2

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m alerta de furacão foi emitido na tarde ontem para uma ampla faixa da Costa Leste dos Estados Unidos que vai da divisa da Carolina do Norte a Sandy Hook, no Estado de Nova Jersey. O alerta consta do mais recente boletim do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) sobre a tempestade Irene. O governo estadual de Nova Jersey ordenou a retirada de 750 mil moradores que estão em áreas que poderão ser afetadas pelo fenômeno. Abrigos – Na Carolina do Norte, onde a governadora Beverly Perdue declarou estado de emergência, funcionários públicos começaram a abrir as portas de abrigos públicos ontem. A governadora alertou os moradores das áreas costeiras a que fiquem em casa para evitar congestionamentos nas rodovias. Os moradores foram avisados de que chuvas pesadas deverão cair no estado já a partir de hoje. Espera-se que Irene perca

Nasa

Tempestade apresentava ventos máximos sustentados de 185 quilômetros por hora ontem à noite

força quanto tocar a terra firme na Carolina do Norte, mas mesmo assim poderá chegar à área metropolitana de Nova York como um furacão de categoria 2. O governador do Estado da Virginia, Bob McDonnell, também declarou estado de emergência. Em Nova

Jersey, o governador Chris Christie advertiu que a tempestade poderá atingir todo o Estado e disse para moradores e turistas ficarem longe da costa neste final de semana. Categoria 3 – Às 18h de ontem (hora de Brasília), Irene apresentava ventos

máximos sustentados de 185 quilômetros por hora e era um furacão de categoria 3 na escala Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5. Segundo as previsões dos meteorologistas americanos, Irene deveria ganhar ainda mais força de ontem para hoje. (AE)


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A FAVOR DA ARTE O modelo de grafite autorizado adotado no Centro deverá ser levado também para a periferia de São Paulo. O objetivo da Prefeitura é estimular artistas e coibir a ação dos pichadores.

idades Fotos de Agliberto Lima/DC

Grafite do artista plástico Eduardo Kobra, na rua Henrique Schaumann: uma São Paulo antiga em 165 metros quadrados de muros pintados na Igreja do Calvário

Grafite autorizado ganha força e enfeita o horizonte da cidade De posse de autorização do proprietário do imóvel, grafiteiro não poderá ser preso. Em troca, comerciante poderá exibir propaganda pequena e temporária. Marisa Folgato

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rafiteiros, muralistas e outros chamados artistas dos espaços urbanos vão pintar muros, paredes, cantinhos, pilares de viadutos, empenas cegas de prédios. Locais públicos ou privados. Não importa. E o melhor: sem precisar sair correndo nem ver suas obras serem apagadas. Basta pedir autorização. "Mas não pode ser publicidade, ou vai infringir a Lei Cidade Limpa, que proíbe esse tipo de propaganda, e será aplicada a multa inicial de R$ 10 mil, mais R$ 1 mil por metro quadrado", alerta a diretora de Paisagem Urbana da SPUrbanismo, Regina Monteiro. Mas quem patrocinar esse tipo de manifestação artística vai poder colocar sua marca na obra. Discretamente, e por tempo determinado. "Só pode ocupar uma área de 60 por 40 centímetros e por 30 dias. Depois disso, tem de ser retirada", explica Regina. Foi o que aconteceu com a obra d'osgêmeos no Vale do Anhangabaú, projeto-piloto da grafitagem autorizada. Era para um evento cultural, temporário, com patrocínio do Sesc, em 2009. "Mas decidiu-se manter o trabalho até a demolição do prédio, parte do projeto Praça das Artes." Isso deve ocorrer ainda este ano. Mais recentemente, a Prefeitura aprovou três

Patrocinada pelo Sesc em 2009, a obra "d'odgêmeos", instalada no Vale do Anhangabaú, foi a primeira experiência de grafite autorizado em São Paulo

Painel de Daniel Melim, em estilo art-pop, patrocinado pela KLM

trabalhos. Na segunda-feira, foi entregue o grafite nas laterais do Centro de Informações Turísticas da Praça da República. Obra dos grafiteiros Binho Ribeiro, Chivitz e Minhau, produzida numa parceria com a empresa São Paulo Turismo (SPTuris). Na avenida Prestes Maia, um mural de Daniel Melim foi patrocinado pela empresa aérea KLM. A companhia, porém, não colocou publicidade no painel. Preferiu divulgar a ação na internet. Roteiro – Na avenida Tiradentes, Eduardo Kobra retratou uma cena da São Paulo antiga. Mesmo motivo que já pintou em cerca de 165 metros quadrados de muros da Igreja do Calvário, na rua Henrique Schaumann. Aliás, esse tipo de trabalho, feito em outra época e sem aval da Prefeitura, não deve ser apagado. "Temos

Arte nas paredes de conjunto habitacional na marginal Tietê

conversado com os artistas autores das inserções que já existem na cidade para preservá-las e estamos fazendo um roteiro do grafite na Capital", afirmou Regina Monteiro. Segundo ela, em 2009, durante a Semana do Design, foi feito um roteiro prévio, entregue a todas as subprefeituras, para que conhecessem as obras e permitissem sua permanência. "Agora, ele está sendo ampliado." Normalmente, a Prefeitura pinta por cima os murais, grafites e pichações nãoautorizados. "Um enorme mural d'osgêmeos, na Ligação Leste-Oeste, foi apagado. Houve muitos protestos e depois ele foi refeito, com apoio da Associação Comercial de São Paulo", ressaltou Regina. "Vale lembrar que é crime ambiental e inafiançável pichar ou grafitar. Se for pega, a pessoa vai presa mesmo." Quem tiver autorização para fazer sua obra em espaços urbanos vai contar com um documento informando sobre essa condição para evitar prisões ou a destruição da obra por órgãos municipais. Dentro da lei – Para conseguir a permissão, o interessado deve ter a autorização por escrito do dono do espaço em questão (seja particular ou órgãos públicos) e apresentá-la com uma carta-pedido endereçada à diretora

de Paisagem Urbana da SPUrbanismo. "A pessoa deve ainda apresentar um layout do que pretende fazer," disse Regina Monteiro. Não é intenção da Prefeitura exercer o papel de censor, porém cada caso vai ser estudado. "Não podemos incentivar uma obra que incentive algo incorreto, como uso de armas ou drogas, por exemplo." Também haverá um acompanhamento para ver a obra pronta. "Se, mesmo subliminarmente, houver uma mensagem esquisita, terá de ser retirada." Regina lembra que as autorizações existem há alguns anos, mas a Lei da Pichação ainda está em fase de regulamentação. "Por enquanto, estamos conversando com os artistas, e muitos fazem trabalhos sociais com jovens. A intenção é que a moçada da periferia também possa fazer suas manifestações artísticas. Queremos desanimar é as pichações."

REFÉNS Quadrilha fez cerca de 20 reféns em tentativa de roubo a banco na zona oeste da Capital.

Ó RBITA

SABIN INJETÁVEL

O

VISTO AMERICANO Em São Paulo, Consulado dos EUA estudar realizar pré-atendimento para emitir vistos.

Ministério da Saúde vai substituir a vacina oral contra a poliomielite, a Sabin, pelo imunizante injetável. O motivo da troca, que já ocorreu em outras partes do mundo, é que a forma injetável é produzida com o vírus morto, ou inativado, portanto mais segura. A vacina oral é feita com o vírus atenuado. Apesar de raro, há o risco de infecção por esse vírus, que provoca a pólio vacinal doença causada pela própria vacina. O ministério não tem prazo para o início da transição, mas divulgou informe alertando para a mudança em 2012. (AE)

ELETROPAULO

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Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que a AES Eletropaulo deve restabelecer a energia elétrica em até 4 horas em casos de interrupção no fornecimento. A decisão foi tomada na última quarta-feira e atende a uma ação ajuizada pela Defensoria Pública. A medida do TJ-SP reforça uma resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que já obriga o restabelecimento da energia em até 4 horas, sob risco de multa de R$ 500 mil por hora de atraso no restabelecimento. (Agências)


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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15 Venho aqui toda quinta-feira e sempre soube da qualidade da barraca. Mariliza Beluzo Castaldel, cliente da Barraca da Maria

idades

-27.10.1978

za/Folha Imagem

Isidoro A. de Sou

Domício Pinheiro/AE

SUSTOS DO REI NO...

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JANIADAS

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is outra contribuição, desta vez gaiata, mas igualmente inédita, à história do nosso País. Refere-se a Jânio Quadros, foi inspirada nas celebrações dos 50 anos de sua renúncia, transcorridos ontem. Numa noite, por volta de 1955, o então governador de São Paulo estava no Palácio dos Campos Elíseos e, segundo suas próprias palavras, tudo começou assim: "Você sabe que sou insone, tenho insônias terríveis. O calor estava insuportável. Coloquei o roupão sobre o pijama e fui para o jardim

do palácio. Dali ganhei a rua e fiquei vagueando pelas redondezas".De repente, ao passar por uma delegacia que não soube precisar – é provável que fosse o 3º DP, na Rua Aurora, no Centro – ouviu gritos vindos lá de dentro. "Minha consciência jurídica gritou. Por isso estiquei o pescoço pela porta do casarão e disse: 'O que está havendo ai?" O delegado plantonista abordou-me irritado: 'O que você está querendo aqui?' Não respondi. Lembrei que estava sem documentos e raspei-me!"

nota que se segue é uma pequena contribuição à história do Brasil e reveladora de que até mesmo uma celebridade como Pelé viveu suas apreensões durante o regime militar. Foi inspirada na notícia publicada pelos jornais na semana passada, dando conta que o Rei também tinha uma surpreendente pastinha, própria de subversivos e afins, no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DEOPS). Na verdade, tratava-se de uma bobagem – um abaixoassinado contra o regime, que lhe fora entregue compulsoriamente – em um evento público. Era algo irrelevante, se comparado com as pressões que Pelé sofreu – sem pastas que as registrassem – para defender a Seleção na Copa de 1974, realizada na Alemanha. O episódio mais importante se deu na segunda quinzena de janeiro daquele ano, quando o General Ernesto Geisel (l974-1979) havia acabado de assumir a Presidência da República.

Marca registrada do Rei: o soco no ar na comemoração de um gol.

...REGIME MILITAR.

P

ara a situação ser melhor compreendida, é necessário lembrar que Pelé havia se despedido da Seleção em 1972, disputando uma partida em São Paulo e outra no Rio. Contava na época com 32 anos e todo o País concordava que ele tinha pela frente vários bons anos de futebol. Mas Pelé ficou irredutível e o tempo lhe deu razão.

Deixou a ribalta sem ser manchado pela decadência, garantindo assim a reverência que perdura até hoje. Mas naquele inicio de 74 as coisas não estavam nesse pé. A provável conquista do tetracampeonato, que certamente traria benefícios políticos ao governo, levou-o compulsoriamente a uma reunião no apartamento de Humberto

Barreto, então chefe de imprensa do governo e homem de confiança de Geisel, em Brasília, onde, além do anfitrião, Amália Lucy, filha do presidente, também estava presente. Os apelos, embora dramáticos, foram inúteis. Pelé deu apenas uma justificativa. "Se voltasse atrás, depois de tudo que fiz, seria leviano."

AGORA, ELE ESTÁ EM EAST HAMPTON.

Divulgação

S

ua recusa coincidiu com as negociações que Pelé mantinha com uma emissora de TV para ser comentarista na Copa de 74. Na ocasião, ele me contou que, provavelmente preocupado com a repercussão de sua negativa no seio do poder, teve um pesadelo representativo: sonhou que estava em uma cabine de transmissão analisando um jogo, quando um pelotão de soldados veio prendê-lo sob a seguinte alegação, vinda da boca do comandante: "Se não quer jogar, também não pode comentar". No momento, Pelé está há milhares de distância. Passa férias com toda a família – filhos e netos – em East Hampton, no condado de Middlex, no Estado de Connecticut. A cidade, aos pés do Atlântico, fica no nordeste, quase na fronteira com o Canadá, no ponto mais tradicional e aristocrático dos Estados Unidos. Tem cerca de 13 mil habitantes e é tida como uma das praias mais chiques do país.

East Hampton (EUA): ponto tradicional e aristocrático.

Pastel: Maria curte o doce sabor da vitória Bicampeã do concurso melhor pastel da cidade virou empresária e já pensa até em abrir franquias de sua loja. O segredo do pastel, segundo ela, é carinho e amor. Mariana Missiaggia

Hélvio Romero/AE

Fotos de Paulo Pampolin/Hype

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pasteleira Maria Kuniko não foi trabalhar ontem na sua barraca na Feira do Pacaembu, na zona oeste, em frente ao Estádio do Pacaembu. Tem sido assim desde segunda-feira, quando se tornou bicampeã do concurso sobre o melhor pastel da cidade, promovido pela Prefeitura. Ela está saboreando o doce sabor do sucesso, traduzido nas entrevistas que estão abarrotando sua agenda, que a impedem de participar do rodízio semanal que sua barraca faz por várias feiras da Capital. Enquanto ela vive seus dias de celebridade, a família vai tocando os negócios, cujo crescimento é perceptível, embora ninguém fale em números. Por exemplo: já está decidido que sua loja de pastéis na Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, abrirá sua primeira franquia, na esteira do bicampeonato. Esta casa, por sua vez, havia sido fruto da primeira conquista em 2009. Até então, a rotina de Mátria Kuniko se restringia a acordar no meio da madrugada para embarcar no caminhão rumo à feira. O sucesso também repercutiu na sua fábrica de pastéis na Casa Verde, onde 40 funcionários produzem os recheios e a massa. Ali o expediente habitual, que vai das 7 às 15h, foi estendido até nove da noite, conforme informa sua filha, Cristiane Nakamatsu, 31 anos, que se orgulha de haver crescido na feira. Mov ime nto – A fam íl ia também estuda a ampliação do horário de entregas da loja na Fradique, que hoje vai até as 20h. Não está dando para vencer o movimento. Desde o bicampeonato, os fregueses

Ao lado, Barraca da Maria, na feira em frente ao Estádio do Pacaembu: clientela fiel garante o sucesso do pastel campeão

Maria Kuniko, vencedora do concurso da Prefeitura: receita é divulgada

Cristiane Nakamatsu, filha da pasteleira: orgulho de crescer na feira

já chegaram a amargar duas horas para receber os pastéis em casa. Certamente imaginam que a paciência compensa para desfrutarem 35 sabores, com preços que variam entre R$ 3 e R$ 6 a unidade. Dona Maria venceu com um pastel de carne. Por se tratar de receita aparentemente singela, a curiosidade sobre o segredo do produto é inevitável, que

ela satisfaz com boa vontade. O segredo, segundo ela, está no carinho e nos toques de ousadia, algo que significa introduzir ingredientes surpreendentes. No caso do pastel vencedor foi a presença de raspa de limão siciliano ao recheio. Gen gibr e – E aqui vai um segredo da criatividade: a raspa deve ser colocada com o recheio frio: esse detalhe vai

repercutir no resultado. Aliás, o limão siciliano veio substituir o gengibre, que fora o responsável pela primeira vitória. Essa alteração esclarece a ousadia referida por Dona Maria. Ela acreditou que deve se mexer em time que está ganhando. Como foi dito, Dona Maria prefere não revelar números sobre o faturamento da pastelaria nem detalhes da receita de sua massa caseira. Mas informa que utiliza 1,2 mil quilos de massa e 700 quilos de carne por semana. É possível que na próxima semana Dona Maria volte às atividades normais. Desse mo-

do, Mariliza Beluzo Castaldeli, 58 anos, gerente executiva, poderá, enfim, cumprimentá-la pela vitória, algo que está tentando desde terça-feira. Higiene – "Eu elegi seus pastéis como os melhores muito antes dos concursos", diz ela. "Venho aqui (Pacaembu) toda quinta-feira e sempre soube da qualidade da barraca da Maria, inclusive a boa higiene. E o bom humor dela, que reflete em toda a equipe. Esse prêmio é super merecido", disse, enquanto saboreava um pastel doce. Quem também não perde o pastel da Dona Maria são os amigos Tiago Ferreira, 27 anos,

jornalista, Jorge Luis Vesoni, 22 anos, estudante e Diego Versosa, 23 anos, técnico em segurança do trabalho. Eles contam que frequentam a barraca há mais de um ano e foram comprar lá estimulados pela boa fama do lugar. En der eç os – A receita da vencedora pode ser provada as terças e quintas-feiras, na Praça Charles Miller. De quarta-feira, o "Pastel da Maria" está no Sumaré, na feira da Rua Cayowaá, e em Santana, na rua Capitão Manoel Novaes. Aos sábados, o endereço é a Praça Novo Mundo, na Vila Maria. E no domingo, na Rua dos Trilhos, na Mooca.


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16 -.LOGO

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Saudades de Steve Jobs

Ki Price/AFP

Tarântula vermelha mexicana, um dos 750 animais que passaram ontem pela medição anual no zoo de Londres.

A notícia de que Steve Jobs está deixando o cargo de CEO da Apple, depois de uma longa batalha contra o câncer, já inspirou muitos fãs do executivo a expressarem seus sentimentos. Uma das primeiras manifestações a circular pela web foi a ilustração ao lado. Anônimos, famosos e poderosos também revelam na rede suas histórias com Jobs. É o caso de Vic Gundotra, do Google. Num domingo, Jobs ligou para o celular de Gundotra para dizer que estava descontente com a aparência que o ícone do Google assumia na interface do iPhone. "O segundo 'O' de Google não tem o tom exato de amarelo. É errado e eu vou corrigir amanhã. Tudo bem para você?" A história, Vic Gundotra contou em seu perfil no Google+.

Logo Logo www.dcomercio.com.br

http://bit.ly/mP59cY

S ÃO PAULO

A VIAÇÃO

Paulo Whitaker/Reuters

Sorriso e beleza

Q

uatro candidatas a Miss Universo 2011 e a vencedora do concurso no ano passado, Ximena Navarrete, visitaram ontem, no Hospital São Luiz, em São Paulo, as crianças que fazem parte da Operação Sorriso. O projeto tem o objetivo de devolver o sorriso a crianças

que têm deformações faciais, como lábio leporino. Luo Zilin [foto], da China, uma das participantes, disse estar nervosa: "Tudo o que sei falar em português é 'obrigado' e 'obrigada'", justificou. A Miss Brasil 2011, Priscila Machado, e as Misses Filipinas e Venezuela também participaram do evento.

Concurso – Representantes de 89 países estão no Brasil que, pela primeira vez, sediará a competição do concurso Miss Universo. As misses desfilarão na passarela do Credicard Hall, em São Paulo, no dia 12 de setembro. A transmissão ao vivo será realizada pela Band e pelo site Terra. www.missuniverse.com

G UINESS BOOK

Voando mais rápido

T ECNOLOGIA

Navesh Chitrakar/Reuters

Apenas um conceito, o VTOL Oliver (Vertical Take-Off Landing) promete revolucionar o mundo dos jatos. Com seis motores e três asas, pode decolar sem ter de percorrer uma pista, economiza combustível e é mais rápido do que os jatos atuais. Para se tornar real, espera um financiamento de US$ 12 milhões.

Hacker rouba dados de 20 mil pessoas Um hacker invadiu o sistema de uma empresa de gestão de eventos e roubou os dados confidenciais de mais de 20 mil pessoas. Segundo o Huffington Post, muitas das informações eram de funcionários do governo dos EUA. O cibercriminoso postou na internet uma planilha do Excel com as informações, como credenciais de login e dados pessoais das vítimas, obtidas no cadastro que essas pessoas fizeram no site allianceforbiz.com, responsável por gerenciar conferências, encontros e feiras. Em um aviso no site, a empresa informa que o banco de dados foi comprometido, mas que informações de cartões de crédito não foram roubadas.

http://bit.ly/ok7Up7

C IÊNCIA

Um rio sob o rio Amazonas Cientistas brasileiros descobriram a existência de um rio subterrâneo de cerca de 6 mil quilômetros de extensão, que corre por baixo do rio Amazonas a uma profundidade de 4 mil metros. A descoberta foi possível graças às pesquisas feitas em 241 poços que a Petrobras perfurou na região amazônica entre os anos 1970 e 1980 em busca de hidrocarbonetos, indica um

estudo realizado pelo departamento de Geofísica do Observatório Nacional e publicado ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo. Essas águas subterrâneas correm em um curso similar ao do Amazonas e têm uma vazão média calculada em cerca de 3 mil metros cúbicos por segundo. Esta vazão representa apenas 3% do que se calcula para o rio Amazonas. (EFE)

A NIMAIS

Recorde quebrado O engolidor de fogo Ambika Niraula bateu ontem, em Katmandu, Nepal, o recorde mundial de chamas engolidas que pertencia ao indiano Jitendra "Jassy" Singh. Niraula engoliu 151 chamas. Jassy, 76.

Rodger Bosch/AFP

F UTEBOL

Um argentino é o melhor da Europa

Petra Mafalda/AE - Grande

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MODA - O estilista mineiro Victor Dzenk apresentou na noite de quarta-feira, na abertura do Donna Fashion, uma coleção sensual e colorida. O evento foi inspirado no tropicalismo e nas feiras populares.

Tratadores cobriam de lama um rinoceronte seriamente ferido enquanto aguardam ajuda veterinária na reserva Aquila Game, na Cidade do Cabo, África do Sul. O país perdeu 275 rinocerontes doentes e feridos só neste ano.

E SPAÇO

Um planeta de diamante Astrônomos localizaram um exótico planeta que parece ser quase todo feito de diamante, girando em torno de uma pequena estrela nos confins da nossa galáxia. O novo planeta é bem mais denso do que qualquer outro já visto e consiste praticamente só de carbono. Por ser tão denso, os cientistas calculam que o carbono deve ser cristalino, ou seja, uma grande parte dele é mesmo de diamante. Um dos responsáveis pelo estudo, Matthew Bailes, da Universidade de Tecnologia Swinburne, em Melbourne, explica que o planeta

está localizado a 4.000 anos-luz da Terra, ou cerca de um oitavo da distância entre o nosso planeta e o centro da Via Láctea. Além do carbono, o novo planeta também deve conter oxigênio. O planeta seria remanescente de uma estrela que já foi gigantesca, mas que perdeu suas camadas externas para a estrela que orbita. As medições sugerem que o planeta, com um "ano" de 130 minutos, tem uma massa ligeiramente superior à de Júpiter, mas é 20 vezes mais denso, segundo relato de Bailes e seus colegas na edição de ontem da revista Science.

s Mafalda/AE

Antonio Carlo

L OTERIAS Concurso 664 da LOTOFÁCIL

Concurso 2680 da QUINA

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Contratação de Alex e CT fazem dívida do Corinthians "explodir" em sete meses Rogério Ceni desabafa, faz crítica à CBF e à ausência do Morumbi na Copa 2014

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Fundação de apoio à USP pede ao MEC autorização para abrir faculdade paga

O atacante argentino do Barcelona, Lionel Messi, foi eleito ontem o melhor jogador da Europa na última temporada, superando seu companheiro de equipe, o espanhol Xavi Hernández, e o português Cristiano Ronaldo (Real Madrid). Messi, atual campeão da Liga de Campeões da Europa com o Barcelona, foi eleito o número um do esporte europeu por um júri composto por 52 jornalistas esportivos, que representavam, cada um, uma federação da União Europeia de Futebol (Uefa). No total, o argentino recebeu 38 votos; Cristiano Ronaldo teve 11 e Xavi, 3.


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A agência de classificação de risco Standard & Poor’s, a mesma que rebaixou a

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17 S&P ELEVA BRASIL nota dos EUA, revisou ontem a perspectiva para o rating do Brasil em moeda local de

Shopping centers versus pontos de rua

estável para positiva. A perspectiva em moeda estrangeira foi mantida em positiva.

Consumidores apontam, em pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), as vantagens e desvantagens dos polos comerciais de rua e dos shopping centers da Capital. Centros de compras vencem em segurança e as lojas de rua nos preços.

Patrícia Cruz/LUZ

Fátima Lourenço

Já os shopping centers, apesar da oferta de vantagens como maior conforto, estacionamento, segurança, equilíbrio no mix de lojas e esforço de marketing articulado, têm, em muitos casos, menor possibilidade de acesso, com "muros voltados para dentro" e pouca relação de troca com o tecido urbano. Classes emergentes – O professor levantou um questionamento: se a renda da população continuar aumentando, será que os consumidores dos polos de rua vão migrar de centro de compra? Ele responde dizendo que as classes emergentes tendem a buscar os shopping centers. Atualmente, apesar do pouco investimento em melhorias para os polos comerciais, com perda de prestígio, o comércio de rua se mantém, alimentado pelo crescimento demográfico na periferia, disse Parente. O especialista acredita que a solução, para este confronto, seja a criação de um estabelecimento que represente a síntese da rua e do shopping c e n t e r. " M a s n ã o a d i a n t a construir um shopping center fechado no meio de um polo comercial de rua", ressalvou. Parente fala de um modelo novo a ser criado. "O desafio é que os investidores se interessem em fazer essa síntese, uma dinamização que incentive a integração social e a qualidade de vida".

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s polos comerciais de rua constituem um enorme potencial econômico para a cidade de São Paulo, mas demandam melhorias e já se pode detectar movimentação com o objetivo de revitalizá-los. "A dinamização desses espaços incentiva a integração social e a qualidade de vida", afirmou o professor da Escola de Administração de Empresa da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV), Juracy Parente, que, ontem, fez palestra no seminário "Polos Comerciais de Rua: uma opção estratégica para expansão", promovido pelo Centro de Excelência em Varejo (GVcev) da EAESP. Parente apresentou resultado de pesquisa, realizada em julho passado, que mostra a visão dos consumidores sobre os polos comerciais de rua de São Paulo e a avaliação que fazem em comparação com os shopping centers. O estudo da FGV entrevistou consumidores dos polos de rua de São Miguel Paulista (zona leste), Vila Nova Cachoeirinha (zona norte) e Capão Redondo (zona sul). Todos os entrevistados declararam que frequentam shopping centers. Notas – Os consultados na pesquisa avaliaram, a pedido dos organizadores, os atribu-

Levantamento entrevistou consumidores de diversas ruas comerciais da Capital e aponta deficiências destes locais

tos dos dois locais de compra. Eles deram notas de 1 a 5 neste julgamento. Os shopping centers são melhor avaliados em atributos como infraestrutura e serviço de segurança, praticamente empatam com o comércio de rua quando o consumidor considera a qualidade do atendimento e perdem destaque com as notas nas comparações sobre preços dos produtos; valor e acesso. (Confira quadro com as notas ao lado) Segundo Parente, a população dos bairros mais afastados

Varejo: vendas devem subir 6,9% no mês.

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faturamento real, estão Pão de Açúcar, Walmart, descontada a infla- Magazine Luiza, Lojas Renner, ção, das principais Riachuelo, C&A, Pernambucavarejistas brasilei- nas, Livraria Cultura, Drogasil, ras em agosto deve subir 6,9% Droga Raia e Leroy Merlin. Con st ru çã o – A Associaem comparação a igual mês do ano passado, segundo o Índice ção Nacional dos ComercianAntecedente de Vendas (IAV) tes de Material de Construção divulgado ontem pelo Institu- (Anamaco) reduziu a projeto para Desenvolvimento do ção de crescimento das venVarejo (IDV). O levantamento, das para o ano de 8,5% para realizado com base em infor- 6%. Em meados de março, esmações dos executivos das re- sa expectativa já havia sido des, aponta para uma projeção cortada, pois anteriormente a de alta das vendas de 6,5% em previsão era de 11%. Em setembro e de 6,8% em outu- 2010, as vendas do setor cresceram 10,6%, bro, ambos em somando relação a R $ 4 9 , 8 b iiguais meses lhões. de 2010. Para o preP o r s e gsidente da enmentos do vapor cento é o tidade, Cláurejo, o IAV estidio Conz, a dema aumento aumento esperado cisão se deve à das vendas papara as vendas de falta de regura os próximos bens duráveis laridade no meses entre em setembro desempenho 4% e 5% de das vendas bens não dunos últimos ráveis ante igual período do ano passado. meses. "Essa previsão é mais Já para bens semiduráveis as uma torcida do que uma proprojeções das redes são de ex- jeção técnica. Os desempepansão nas vendas entre 7% e nhos de agosto e setembro se11%, enquanto para bens du- rão decisivos para a concretiráveis o faturamento deve su- zação da estimativa", afirmou bir a taxas próximas a 10% até o dirigente, durante o fórum outubro. Segundo o instituto, da Associação Brasileira dos "deve haver a consolidação de Fabricantes de Tintas (Abrafaum cenário positivo pelos pró- ti), realizado em São Paulo. Para 2012, Conz acredita ximos três meses". O Instituto representa 35 em uma alta próxima de 5%. das principais redes varejistas "No momento há um acirrados segmentos de alimentos, mento da discussão sobre eletrodomésticos, móveis, uti- preço em todos os segmenlidades domésticas, produtos tos. O varejo está enfrentande higiene e limpeza, cosméti- do dificuldades para repascos, material de construção, sar a alta de custo (dos matemedicamentos, vestuário e riais)", afirmou o presidente calçados. Entre os associados da Anamaco. (AE)

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do Centro também frequenta os polos de rua de regiões de alta renda (como os da região dos Jardins). Em linhas gerais, observou Parente, essas concentrações de comércio estão em área de fácil acesso, com alta densidade populacional, e proporcionam maior relação de troca com o entorno urbano. Em contrapartida, a disposição de estacionamento é limitada, os ambientes são degradados e desconfortáveis, e faltam segurança e equilíbrio no mix de loja.

Humor do consumidor piorou Queda expressiva de 4,6% em agosto no Índice de Confiança rebaixa indicador para 118,7 pontos.

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pós atingir nível recorde de otimismo no mês passado, o humor do consumidor voltou a ficar negativo em agosto. É o que revelou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao divulgar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que mostrou queda de 4,6% em agosto ante julho, após subir 5,4% em julho ante o mês anterior. Calculado dentro de uma escala até 200 pontos, o ICC recuou de 124,4 pontos em julho – maior nível desde a criação do indicador em setembro de 2005 – para 118,7 pontos em agosto. Quanto mais próximo a 200 pontos, maior é o nível de confiança do consumidor medido pelo ICC. Para a FGV, ao obser-

var a evolução da média móvel trimestral do indicador, o desempenho de agosto pode ser entendido como "um movimento de acomodação". A queda do indicador foi fortemente influenciada por piora nas expectativas do consumidor. O Índice da Situação Atual (ISA), um dos dois subindicadores componentes do ICC, caiu 2,9% em agosto, após avançar 4,3% em julho, e recuou de 144,6 pontos para 140,4 pontos. O Índice de Expectativas (IE) caiu 4,5%, em comparação com a alta de 4,9% em julho, e passou de 112,4 pontos para 107,3 pontos. Na comparação com agosto do ano passado, o ICC caiu 2,6% neste mês. Em julho, o indicador subiu 3,1% ante igual

mês no ano passado. O levantamento abrange amostra de mais de 2 mil domicílios, em sete capitais, com entrevistas realizadas entre os dias 1º e 22 de agosto. Pessimismo – O pessimismo quanto ao futuro da economia nos próximos meses derrubou o Índice de Confiança do Consumidor em agosto. De acordo com os dados da FGV, dentro do universo de mais de 2 mil domicílios pesquisados, a parcela de consumidores que estima melhora na economia local nos próximos meses caiu de 31,2% para 23,1% de julho para agosto. Já a fatia dos que esperam piora subiu de 14,2% para 21,2%. Com isso, o indicador que mede o grau de otimismo em

relação à evolução da situação econômica local nos meses seguintes caiu de 117,0 para 101,9 pontos, ficando bem abaixo da média histórica de 112,1 pontos. Assim como o ICC, este índice é calculado dentro de uma escala que vai até 200 pontos, sendo que, quanto mais próximo ao limite máximo, melhores são os resultados. O consumidor também não se mostra bem-humorado quanto ao cenário atual da economia. O percentual de consumidores pesquisados que avaliam a situação atual como boa diminuiu de 31,7% para 27,6% de julho para agosto. Ao mesmo tempo, a parcela de consumidores que a julgam ruim aumentou de 19,7% para 20,5%, no período. (AE)

Sites de compras refazem metas

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mercado de compras coletivas pela internet já teve seu período de rápida expansão no ano passado, quando algumas empresas voltadas a esse tipo de negócio apresentaram crescimento de ao menos 50% ao mês. Mas para os executivos das empresas do setor esse fenômeno não foi apenas uma febre. O presidente da ClickOn, Marcelo Macedo, projeta expansão da empresa entre 5% e 10% em 2011. Já Ivan Martinho, sócio do Clube do Desconto, é mais otimista, e fala em crescimento de 110%. De acordo com Martinho, é impossível o setor manter

números de crescimento "irreais" como os verificados no ano passado. "Mas uma expansão de 50% ao ano, como projetamos para o setor a partir de agora, também é um fenômeno", disse, após seminário na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). O executivo espera ver no final de 2011 elevação no número de usuários cadastrados, de cupons vendidos, de funcionários contratados e faturamento. Macedo, do ClickOn, minimiza a desaceleração do setor em relação ao ano passado, quando as primeiras

O dono da padaria da esquina poderá anunciar no dispositivo móvel a oferta de desconto de 50% em um suco. MARCELO MACEDO, CLICKON empresas deste sistema de negócio chegaram ao País. Segundo ele, o crescimento "vertiginoso" apresentado no primeiro semestre de 2010 equivalia a um montante de R$ 4 milhões em cupons.

Para o presidente do ClickOn, as compras coletivas terão um novo patamar acelerado de crescimento quando houver reforço da estratégia voltada para o comércio feito por meio de celulares, com promoções instantâneas e mais próximas ao usuário. "Teremos um novo crescimento quando o dispositivo móvel estiver também com o fornecedor do produto. O dono da padaria da esquina, por exemplo, poderá anunciar a oferta de desconto de 50% em um suco para o usuário que, naquela mesma hora, estiver a poucos metros do estabelecimento", explicou. (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

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19 Ainda existem 1,4 milhão de pessoas procurando emprego. Cimar Azeredo, do IBGE

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Desemprego é o menor para julho Segmento da população procurando emprego caiu 12,1% no mês passado em relação a julho de 2010, o recorde da série histórica medida pelo IBGE. Aristides Batista/ AE

gundo Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. "O mercado não está absorvendo a mão de obra que se esperava, mas ele também está tendo uma qualidade que não se esperava, com a geração de mais empregos com carteira assina-

Trabalhadores em fila de emprego ontem na Bahia. Apesar do bom resultado de julho, desemprego teve pequena alta em relação a junho.

da", assinalou Azeredo. Apesar do leve recuo na taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País, que passou de 6,2% em junho para 6% em julho, a geração de postos de trabalho não correspondeu ao comportamento esperado para o mês.

Habitualmente, há uma inflexão maior nessa época do ano, devido às contratações para dar conta de um aumento na demanda por produtos e serviços no segundo semestre. "O mercado não se aqueceu suficientemente para atender a procura por emprego", disse

Zé Carlos Barretta/ Hype

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dor ficou em 50 pontos ante os 51 da pesquisa anterior. Mesmo assim, representa um nível de atividade igual ao esperado para o mês. Para as grandes empresas, foram registrados 53,2 pontos ante os 53 de junho, com atividade maior do que o usual. As pequenas empresas obtiveram 47,1 pontos ante 49,6, sinalizando, na avaliação da CNI, retração da atividade em relação ao usual. No caso das médias, o indicador ficou em 49,4 pontos, abaixo dos 50,5 pontos de junho. Empregados – Sobre a evolução do número de empregados na construção civil, o indicador registrou 51,5 pontos em julho ante os 51,9 de junho, o que representa "crescimento moderado no número de oferta de vagas de trabalho no setor", segundo a CNI. Para os próximos seis meses, os empresários do setor parecem menos otimistas. Em comparação a julho, a CNI destacou recuo em quatro componentes em agosto: atividade, novos empreendimentos e serviços, compras de insumos e matérias-primas e número de empregados. Em relação ao nível de atividade, houve redução para 60,1

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O nível de atividade se manteve entre as empresas de grande porte

pontos em agosto ante os 61,1 registrados em julho. O indicador sobre novos empreendimentos e serviços caiu de 61 para 60,1 pontos na mesma base de comparação. Em compras de insumos e matériasprimas, o indicador passou de 60,3 para 59,7 pontos e, em nú-

mero de empregados, de 60,9 para 60,1 pontos. A Sondagem Indústria da Construção foi feita entre os dias 1 e 16 de agosto. Foram ouvidos representantes de 455 empresas, sendo 212 de pequeno porte, 180 médias e 63 de grande porte. (AE)

Cresce 7% gasto social do governo Análise do Ipea mostra destinação dos orçamentos de órgãos federais na área – quase R$ 500 bilhões.

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ma parcela de 13,6% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 498 bilhões, foram os recursos usados pelos órgãos públicos federais na área social, no ano passado, segundo divulgou ontem o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Esse montante representou crescimento de 7% sobre 2009 e chegou a 33,1% dos orçamentos fiscal e da seguridade social da União, ou 43,9% se não se considerar os valores usados para refinanciamento da Dívida Pública Mobiliária, a chamada rolagem da dívida, destacou a pesquisa do Ipea.

A maioria dos recursos executados na área social (95,4%) ficou concentrada em cinco ministérios: Previdência Social (53,7%), Saúde (13,5%), Educação (10,9%), Trabalho e Emprego (9,4%) e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (7,9%). Na natureza dos gastos, a maior parte do orçamento dos órgãos públicos da área social (83,2%) é absorvida por "Outras Despesas Correntes". Seguem-se as despesas com Pessoal (10,5%) e apenas 3,2% dos recursos se destinam a Investimentos, isto é, à ampliação dos equipamentos sociais, como

Azeredo. "Ainda há 1,4 milhão de pessoas procurando emprego." Azeredo também disse que apesar dessa demanda não atendida, a economia estava muito aquecida no ano passado, o que desfavorece a base de comparação. "Não estamos com a econo-

Rombo da Previdência cai para o nível de 1999

Pequenas fazem setor de construção ter queda Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou ontem que o setor da construção cresceu menos em julho, devido à redução da atividade das pequenas empresas. No mês passado, segundo dados da Sondagem da Indústria da Construção, o crescimento da atividade do setor ficou em 51 pontos ante os 52,4 de junho. Os indicadores, segundo a CNI, variam de 0 a 100 e, acima dos 50 pontos, podem representar aumento na atividade acima do usual e expectativa positiva. A atividade das pequenas e microempresas – considerada um dos fatores para um ritmo menor no crescimento do setor, chegou a 47 pontos em julho ante os 49,6 de junho. Portanto, continua inferior aos 50 pontos, o que indica redução da atividade. Por outro lado, informou a confederação, as empresas de grande porte tiveram expansão, ao registrarem 54,8 pontos no mês passado ante os 57,5 de junho. Já as médias empresas passaram de 50,3 para 51 pontos. Em relação ao nível de atividade usual para os meses de julho, segundo a CNI, o indica-

mia prejudicada agora, estamos mantendo o mesmo patamar do ano passado", disse. "O mercado de trabalho pode não estar avançando significativamente como em algumas previsões, mas cresce de forma sustentável", acrescentou. Segundo o gerente do IBGE, o aumento de 2,2% na geração de vagas com carteira assinada em São Paulo representa uma tendência de formalização do emprego. "Uma das regiões que mais geraram empregos com carteira foi a região metropolitana de São Paulo, que tem um efeito farol. O que acontece lá, depois se reflete nas outras regiões do País. Essa região é onde a indústria é mais forte, onde o rendimento é maior, então a gente pode concluir que essa melhora do emprego em São Paulo vai ser sentida também em outras regiões", avaliou Azeredo. São Paulo também registrou alta do rendimento médio real em julho ante junho, de 1,7%, o que sinaliza melhora do poder de compra. (AE)

escolas, hospitais e creches. Por fim, 3,1% se referem a despesas financeiras. As aposentadorias e pensões constantes do orçamento do Ministério da Previdência Social encabeçaram a lista de despesas – R$ 165,9 bilhões para os aposentados na área urbana, R$ 52,3 bilhões na área rural , e R$ 7,2 bilhões para aposentadorias especiais. Recuo – Embora no total o investimento em gasto social tenha crescido, houve áreas em que a execução no período foi inferior de um ano a outro. De acordo com o Ipea, a redução de gastos afetou progra-

mas específicos para a criança e o adolescente, com reduções de R$ 42,2 milhões para R$ 29,5 milhões. É o caso dos programas do Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente. Em 2009, o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei recebeu R$ 6,1 milhões, em valores corrigidos. Já em 2010, o valor foi 76% inferior, de R$ 1,4 milhão. Também o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente teve redução de R$ 22,5 milhões em 2009 para R$ 17,8 milhões em 2010 – uma queda de 20,9%. (Agências)

internacional", avaliou Garibaldi. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reduziu sua estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2011 de 4,5% para 4%. O rombo da Previdência sobe para R$ 21,86 bilhões quando é analisado o acumulado do ano até o mês passado, conta esta paga pelo Tesouro Nacional. Mesmo assim, houve comemoração. Afinal, além de ser 19% menor do que no período de janeiro a julho de 2010, foi o valor mais baixo visto nos primeiros sete meses de um ano desde 2004, quando o saldo ficou negativo em R$ 21,87 bilhões. A perspectiva do Ministério é que a conta previdenciária feche 2011 no vermelho dentro de um intervalo entre R$ 38 bilhões e R$ 39 bilhões. Em 2010, o déficit atingiu R$ 44 bilhões, já corrigido pela inflação. A arrecadação também tem ajudado. Enquanto as despesas com benefícios subiram 4,1% de janeiro a julho, para R$ 153 bilhões, as receitas saltaram 9,4%, para R$ 131,2 bilhões no período. "Não acredito em redução da arrecadação previdenciária nos próximos meses", afirmou Garibaldi. (AE)

resultado da Previdência Social no mês passado foi o melhor para meses de julho dos últimos 12 anos, apesar de seguir deficitário. O saldo negativo de R$ 2,085 bilhões ficou um quarto abaixo do visto em igual mês de 2010 e surpreendeu o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho. "Em linguagem pop, julho bombou", comemorou. Em julho de 1999, a conta ficou no vermelho em R$ 1,5 bilhão, valor já atualizado pela inflação do período. As explicações para um dado mais confortável recaem sobre os indicadores econômicos, que seguem positivos no Brasil apesar das incertezas externas. Ainda que tenha desacelerado pelo terceiro mês consecutivo, a geração de mais de 140 mil postos de trabalho com carteira assinada em julho é um dos principais responsáveis pelo resultado da Previdência porque com mais gente trabalhando, cresce o leque de contribuintes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). "O resultado me surpreendeu em face do momento econômico que o Brasil está vivendo, de dúvidas sobre crescimento e no âmbito de crise

DC

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taxa de desemprego de 6% em julho foi a menor para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002. A população desocupada ficou em 1,4 milhão de pessoas no mês passado, patamar estável em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Na comparação com julho do ano passado, houve queda de 12,1% na população desocupada, ou seja, menos 200 mil pessoas à procura de trabalho. Já a população ocupada ficou em 22,5 milhões, variação não significativa frente a junho. No confronto com julho de 2010, houve aumento de 2,1% no número de ocupados, representando um adicional de 456 mil postos de trabalho. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi de 10,9 milhões, alta de 1,2% na comparação com junho. Na comparação com igual período de 2010, houve aumento de 7,1%, um adicional de 726 mil postos de trabalho com carteira assinada Qualidade – Embora o mercado de trabalho não esteja criando tantas vagas quanto se esperava para essa época do ano, houve melhora na qualidade dos postos criados, se-

os de e inte Requ

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A cantora Shakira estrelou campanha para sandália da Grendene, que se empenha em ter presença no mercado internacional.

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PORTA A PORTA

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DANÇA SHAKIRA, DANÇA s sandálias da grife Grendha ganham no próximo mês comercial internacional assinado pela agência Escala e estrelado por Shakira. Gravado em São Petesburgo e Barcelona, aproveitando turnê da cantora, o comercial mostra a diva pop dançando com as famosas sandálias. A Grendene, dona da marca, sonha em ter produto tão forte no mercado internacional, com alvo no latino, como se tornou a concorrente e popularíssima Havaianas.

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chegar ao consumidor ganhando comissão que varia de 20% a 40%. O valor que o consumidor paga é o que está no catálogo, mas a revendedora compra a mercadoria e paga entre 20% e 40% menos. É isso o que ganha. Se for uma revendedora organizada e mantiver o mesmo ritmo de vendas, sempre os mesmos valores e os recebidos da revenda, que ninguém pede, embora o catálogo seja preciso quanto aos preços, ao entrar com causa trabalhista pode representar grave risco à empresa da qual revende produtos.

Para isso, as empresas criam provisões para possíveis passivos, que, é claro, reduzem o volume do lucro líquido e o interesse dos investidores. Mas deixando o economês e as bolsas de lado, a grande novidade desse mercado, na qual muitas empresas apostam, está nos hábitos das classes C, D e E, que adoram o porta a porta, e na escassez de tempo das classes A e B, sobretudo executivas, que fazem compras no trabalho ou em casa. A venda direta tem ainda a vantagem de levar produtos e marcas para

NA FAVELA

CENTENÁRIA

agência NeogamaBBH assina campanha da TIM, que mostra a mobilidade dos serviços da operadora e a inclusão de clientes em TIM mostra inclusão telefônica áreas periféricas, como as favelas. A aposta está nos depoimentos, que sempre falam mais alto e mostram a cara de quem usa o serviço de telefonia. Claro que a campanha caiu na rede e está em cartaz no Facebook. O que faz todo o sentido – é o serviço digital rodando no próprio meio e revelando novas faces do Brasil.

Tramontina completa 100 anos de vida com campanha assinada pela Mídia Effects. A publicidade mostra a presença dos produtos na vida de uma família por diferentes OBJETOS fazem parte da vida familiar gerações. A empresa se tornou referência de qualidade em produtos de inox, incluindo talheres, e tem linha diversificada para atender as diferentes classes sociais e, é claro, como tudo que se relaciona com a região Sul, os indispensáveis equipamentos para uma boa churrascada.

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COMERCIAL para Grendene foi gravado na Rússia e na Espanha

SEGMENTO da venda direta avança e atraiu O Boticário

lugares distantes – a chamada capilaridade. Há muito, Mary Kay, pioneira em cosméticos para mulheres maduras, apontou também que esse tipo de venda tem a seu favor a cumplicidade entre as vendedoras e as consumidoras, tanto que obrigatoriamente sua revendedora tem o mesmo perfil das compradoras. Para a publicidade, nenhuma mudança, mas é claro que o reforço do boca a boca e pequenos eventos, com o tempo, podem ir diminuindo a verba na mídia tradicional. Venda direta, rede social, tanto digital como física, ainda constituem um campo minado para a maioria das agências de publicidade, ainda mais porque não dominam esse consumidor que está surgindo das pesquisas. O Boticário entra nesse mercado e promete fazer uso da lingerie como um atrativo a mais. E a consumidora ainda terá das mãos da mesma revendedora mais um catálogo à disposição. A concorrência vai hoje muito além do shopping e do varejo tradicional, está nas casas e nas empresas em forma de catálogos e do poder de convencimento das representantes.

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Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

'A Apple não vai mudar', diz Tim Cook. Tim Cook, nomeado por Jobs seu sucessor na quartafeira após deixar o comando da companhia, é executivo-chefe operacional da Apple, e foi designado para administrar a empresa nas três ocasiões em que Jobs foi obrigado a ausentar-se para tratamentos relacionados ao câncer. Os que o conhecem o chamam de "gênio operacional", responsável pe-

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ANO XXV ANO XXV

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REGISTRO DA PROFISSÃO DE SECRETÁRIA Existe algum impedimento legal no caso da empregada não possuir o registro de secretária, mesmo tendo trabalhado nessa função nos últimos 18 anos? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. RESCISÃO CONTRATUAL As faltas injustificadas podem constituir justa causa para rescisão contratual de trabalho? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. QUAL O CONCEITO DE AVISO-PRÉVIO? O aviso-prévio é a comunicação que uma das partes faz a outra quando deseja rescindir o contrato de trabalho sem justa causa. A comunicação tanto pode ser feita pelo empregador quando desejar dispensar o empregado sem justa causa, como pelo trabalhador quando quiser se desligar da empresa (pedido de demissão). FALTA AO SERVIÇO PARA CONSULTA MÉDICA DO FILHO O funcionário pode faltar ao serviço,de forma justificada,para acompanhamento do filho em consulta médica? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. EMENDAS DE FERIADOS A empresa poderá deduzir dos dias de férias as emendas de feriados (dias pontes)? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. CRÉDITO NA IMPORTAÇÃO POR CONTA E ORDEM ÉpossívelcreditaroIPIpagonaimportaçãorealizadaporcontaeordemde terceiros?QualCFOPseráutilizadonolançamentodeentrada?Saibamais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao].

te. (Tim) era muito específico em relação a expectativas." Na Apple, Tim Cook supervisionou a fabricação dos c o m p u t a d o re s p o r v á r i o s anos antes de assumir a responsabilidade pelas vendas mundiais da empresa e da divisão Macintosh. Ele assumiu o posto de executivo-chefe operacional em 2005. Aqueles que o conhecem na Apple dizem ser educado, mas persistente e inflexível em relação a suas demandas. Eles também dizem que Tim é capaz de absorver um grande número de informações e rapidamente identificar qualquer problema. Inov ações – As inovações recentes da Apple tiveram a participação também de seus subalternos como Jonathan Ive, vice-presidente-sênior da Apple responsável pela equipe de desenho industrial. Dito em certa ocasião como alguém que "divide o cérebro com Steve", Ive e sua equipe foram responsáveis por conferir uma aparência física e palpável aos produtos, o que virou um diferencial entre os concorrentes. Outras figuras no círculo de Jobs são Scott Forstall, que comanda a equipe responsável pelo sistema operacional iPhone, Eddie Cue, vice-presidente da Apple, e Philip Schiller, da área de marketing.

Conc orrênc ia – Embora a Apple e analistas tenham destacado a experiência de Cook para exercer o comando, além do forte quadro de executivos do grupo, a saída de Jobs pode afetar o mercado e alterar a situação da sul-coreana Samsung, rival da Apple. As receitas da Samsung, mais que de qualquer outra empresa, estão ligadas às da Apple, tanto como concorrente quanto como fornecedora de componentes. As empresas são rivais diretas, e a linha Galaxy de smartphones e tablets da Samsung, equipados com o sistema operacional Android, do Google, é vista como principal concorrente ao iPad e iPhone. Na quarta-feira, executivos da Samsung ouviram de Hong Won-pyo, vice-presidente da divisão móvel, que ele estava confiante em novos espaços. "Mesmo antes da renúncia de Steve Jobs, a Samsung estava ficando mais e mais otimista com sua capacidade de enfrentar a Apple no mercado de celulares inteligentes", disse Mark Newman, ex-diretor de estratégia da Samsung. "Agora, o jogo está aberto e a Samsung só perderá se quiser", disse Newman, que hoje é analista de produtos de memória e bens eletrônicos na Sanford C Bernstein. (Agências)

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Barclays Capital e o J.P. Morgan mantiveram o rating das ações da A p p l e e m ove r we i g h t , após o anúncio da saída de Steve Jobs do comando da empresa, feito na quarta-feira passada. "Ainda que a notícia tenha peso sobre as ações no curto prazo, acreditamos que o modelo da companhia foi construído para durar, sustentando 'um modo de vida digital' com o qual os outros participantes dessa indústria ainda não conseguem rivalizar", disse ontem o analista Mark Moskowitz. As ações da Apple fecharam em queda de 0,65% ontem nos Estados Unidos, após terem caído até 2% no mercado Nasdaq. Novo ciclo – Outro analista destacou as qualidades de Tim Cook, o substituto de Jobs. "Vale a pena ressaltar que Cook já provou que é um executivo que pode aguentar a pressão", avaliou Ben Reitzes, analista de tecnologia do Barclays Capital. "As ações poderão ver alguma pressão a curto prazo." (AE)

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SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2011

lo atual sistema de cadeia de abastecimento da empresa e por ter ajudado a transformar a Apple em uma das mais eficientes companhias do setor. Mensagem – Já como novo CEO da Apple, Cook enviou um e-mail para seus funcionários. "Eu quero que vocês estejam confiantes no fato de que a Apple não vai mudar. Steve construiu uma empresa e uma cultura que é diferente de qualquer outra no mundo e vamos nos manter fiéis a ela, está em nosso DNA", escreveu. No final da mensagem, ele falou do apoio que está recebendo: "Eu amo a Apple e estou ansioso por mergulhar em meu novo cargo. O apoio incrível do conselho, da equipe executiva e de muitos de vocês tem sido inspirador. Tenho certeza de que nossos melhores anos estão à nossa frente e que juntos vamos continuar a fazer da Apple o lugar mágico que ela é." Greg Persch, que foi chefe de Tim Cook na Compaq, de onde Jobs o tirou em 1998, disse há dois anos: "Tim era responsável pelas decisões finais." Persch o descreveu como um executivo firme, mas calmo, ao contrário de Jobs, conhecido por seu temperamento inflamado. "É possível ser um administrador rígido e nunca ter elevado a voz para definir as exigências que estão à sua fren-

DC

O

futuro da Apple está agora nas mãos da equipe que junto com Steve Jobs garantiu o sucesso da empresa no lançamento de revolucionários produtos. Na maioria das vezes fora dos holofotes, esta equipe enfrentará grandes desafios em um mercado altamente competitivo e que normalmente produz margem de lucro reduzida.

Mercado reage bem à troca de comando

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Grupo O Boticário comprou participação na Scalina, de roupas íntimas, com a intenção de reforçar o catálogo da linha Eudora, que começa a ofertar de porta a porta, como Avon, Natura e Mary Kay. O Boticário, antes reticente em relação a esse mercado, decidiu entrar e reforçar sua presença já que é nesse segmento que os concorrentes estão avançando e essa é uma forma mais eficaz de chegar até os novos consumidores das classes C, D e E, totalmente identificadas com o modelo. O Boticário, portanto, parece ter perdido o temor que faz com que muitas companhias pensem no porta a porta e voltem atrás. Em mercados maduros, por exemplo, onde as empresas buscam capital nas bolsas, as ações de empresas de venda direta são pouquíssimo valorizadas. O que é decorrência natural do risco que representam, quando o assunto é passivo trabalhista. Explicase: as empresas têm um exército – Avon e Natura garantem ter mais de 1 milhão de revendedoras no País – que compra seus produtos e os fazem

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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e China diz acreditar no euro

A atividade econômica se enfraqueceu e se tornou mais desigual. David Hawley, vice-diretor de relações externas do FMI

conomia

Países europeus tentam proteger ações de bancos

Em visita do colega Sarkozy ao país, presidente Hu Jintao afirmou querer salvaguardas para investimentos. How Hwee Young/Reuters

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China vai continuar considerand o a E u ro p a u m importante destino para os seus investimentos, e espera que o continente tome medidas para salvaguardar as aplicações financeiras do país asiático. As afirmações partiram ontem do presidente chinês, Hu Jintao, de acordo com a agência de notícias Xinhua. Durante uma reunião com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que chegou ontem a Pequim para uma visita de cinco horas, Hu afirmou que a China tem fé na economia europeia e no euro. O líder chinês disse também que seu governo acredita que a Europa é capaz de manter a estabilidade e o crescimento econômico. Com relação às relações atuais entre China e França, Hu Jintao afirmou que os laços econômicos bilateriais entre os dois países têm apresentado expansão em ritmo acelerado. Ele destacou o grande comércio e iniciativas no campo cultural, além da coordenação dos dois governos em questões de âmbito global. "A China dá grande importância às suas relações com a França, e espera fazer esforços conjuntos para aumentar a cooperação em áreas como a comercial, de energia nuclear, tecnologia, cultura e

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Sarkozy aproveitou a viagem para ressaltar a cooperação bilateral entre a França e o país asiático

educação", afirmou ontem o presidente chinês. Por sua vez, Sarkozy salientou que a realização de diálogos estratégicos entre os dois países têm sido bem-sucedida, e a confiança estratégica bilateral deve ser aumentada. O presidente francês tinha previsão de permanecer apenas cinco horas em Pequim para reuniões. Sua programação incluiu também um jantar de trabalho sobre a situação na Líbia e a crise das dívidas soberanas europeias.

Mercado espera declaração do Fed

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ropor ou não novas medidas de estímulo monetário da economia. Esse é o ponto essencial do discurso que fará hoje o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, em Jackson Hole – e que mantém os mercados sob expectativa. Suas declarações ocorrerão em um momento de incerteza sobre a economia dos Estados Unidos e oscilações nos mercados. Um crescimento morno, indicadores frágeis e um índice de desemprego em 9,1% – com perspectiva de manterse nesse patamar até 2014, pelos cálculos do Escritório de Orçamento do Congresso – fizeram despertar o temor de que os EUA possam cair em uma nova recessão, após a sofrida em 2008 e da qual o país ainda luta para recuperar-se. Se for assim, uma das grandes preocupações é que tanto o governo quanto o Fed já tenham utilizado quase todas as armas a seu alcance.

Em razão dessa situação, os mercados reivindicam ao chefe do Fed clareza em sua mensagem de hoje ao explicar qual é o verdadeiro estado da economia e se a instituição que lidera se dispõe aplicar novas medidas. Com um cenário simelhante no ano passado, Bernanke adiantou a compra em massa dos bônus do Tesouro dos EUA no valor de US$ 600 bilhões para injetar liquidez na economia – foi o chamado QE2, ou seja, o segundo programa de quantitative easing (mecanismo por meio do qual se aumenta a liquidez do sistema econômico). A iniciativa gerou inúmeras críticas entre os países do G20, que reúne as nações desenvolvidas e os principais emergentes, especialmente China e França, e tem sua eficácia posta em dúvida. Uma das possibilidades com as quais se conjectura é que Bernanke anuncie um QE3, embora ontem isso já fosse considerado menos provável. (EFE)

FMI vê piora na economia global

A

perspectiva para a economia global se deteriorou nos últimos meses, disse ontem o vicediretor de relações externas do Fundo Monetário Internacional (FMI), David Hawley. Segundo ele, o Fundo deve divulgar que as projeções para a economia mundial recuaram, quando liberar seu próximo relatório, no mês que vem. "Nossa visão é de que a atividade se enfraqueceu e se tornou mais desigual, e a perspectiva se deteriorou", comentou Hawley. Os mercados financeiros têm sido afetados por uma série de fatores nas últimas semanas, incluindo os temores com a saúde fiscal da Europa, a frágil recuperação econômica dos Estados Unidos e os conflitos no Oriente Médio e no norte da África. O FMI realizará sua reunião anual em Washington no mês que vem, e entre os assuntos discutidos estarão os receios com dívidas soberanas e o setor bancário na Europa.

Grécia – O FMI deve avaliar em setembro o desembolso de um novo lance no plano de resgate para a Grécia, indicou ontem Hawley. "Assumindo que os acordos se cumpram, o diretório executivo do Fundo poderia estar em posição de considerar a aprovação do próximo desembolso para o final de setembro", afirmou. Ele disse que uma missão do FMI, União Europeia (UE) e Banco Central Europeu (BCE) está em Atenas para a quinta revisão do programa de resgate pactuado com a Grécia. Visita – O ex-diretor-gerente do FMI, Dominique StraussKahn, deve visitar a sede do fundo em Washington "ainda na próxima semana", afirmou Hawley. Será a primeira visita desde que o caso por ataque sexual contra ele foi arquivado. Strauss-Kahn, que foi forçado a renunciar ao cargo quando o caso veio à tona em maio, não é visto em Nova York desde que o caso foi arquivado, na última terça-feira. (AE)

G20 – A próxima reunião do G20 – que reúne as vinte maiores economias do mundo e será realizada em Cannes, na França, nos dias 3 e 4 de novembro – terá que adotar decisões para estimular a economia mundial e a China terá que desempenhar um "papel maior", afirmou ontem Sarkozy, ao ser recebido pelo seu colega chinês, Hu Jintao. "Enquanto presidente do G20, nunca imaginei não vir à China para falar a meus amigos chineses sobre as grandes

questões econômicas que preocupam o mundo", declarou o chefe de Estado. O ministro francês das Finanças, Fraçois Baroin, que também participou da visita, aproveitou para ressaltar o protagonismo das 20 maiores economias do mundo nos problemas atuais. "É necessário que a reunião de cúpula do G20 adote decisões e participe na recuperação do crescimento mundial. É um desafio maior, e a China tem um papel essencial", afirmou. (Agências)

tália, França, Espanha e Bélgica estenderam ontem a proibição de vendas a descoberto, em uma tentativa de proteger as ações de bancos da crise de dívida na zona do euro. Espanha e Itália informaram que a proibição continuará até 30 de setembro, enquanto na França ela continuará em vigor até uma próxima mudança. O regulador belga FSMA citou que a proibição de vendas a descoberto não tem um prazo para acabar, mas disse que avaliará a revogação da medida assim que as condições de mercado permitirem. "A extensão da proibição deve ser revisada até o final de setembro", informou a autoridade europeia de mercados e ações (Esma), que ajudou a coordenar os anúncios. O regulador grego HCMC, que introduziu a proibição antes, disse que revisaria a medida até o final de setembro. Ela expira em 7 de outubro. Itália, Espanha, Bélgica e França implementaram a proibição de vendas a descoberto em 12 de agosto, após o Esma não conseguir um acordo entre os 27 Estados

da União Europeia (UE). O regulador italiano Consob também anunciou ontem que estendeu até 14 de outubro as regras introduzidas em 10 de julho, relacionadas à revelação de posições de vendas a descoberto. Os quatro países da zona do euro impuseram a proibição de vendas a descoberto para tentar conter agudas oscilações nos mercados de ações, principalmente nas ações financeiras. A proibição na Itália, França, Espanha sobre algumas ações financeiras específicas foram de apenas 15 dias, terminando nesta semana. A França modificou a proibição no prazo de uma semana, para permitir que investidores mantenham as atuais posições vendidas. A Alemanha, por outro lado, rechaçou rumores de que também possa ampliar a proibição. Especulações nesse sentido golpearam os mercados ontem. O Reino Unido, que detém o maior mercado acionário do bloco europeu, recusouse a implementar a proibição em agosto, assim como a Holanda. (Reuters)

Buffett investe no BofA

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grupo Berkshire Hathaway, presidido pelo milionário Warren Buffett, anunciou ontem que investirá US$ 5 bilhões na compra de 50 mil ações preferenciais do Bank of America (BofA). A empresa pagará US$ 100 mil por título, e também receberá garantias para poder adquirir outras 700 mil ações comuns desse banco a um preço de US$ 7,14 cada uma durante

os próximos dez anos. "Um grande investimento como este por parte de Warren Buffett é um claro respaldo a nossa visão e estratégia", indicou o executivo- chefe de Bank of America, Brian Moynihan, enquanto o filantropo disse que o banco é "uma companhia forte e bem dirigida". De acordo com os termos da operação, a maior entidade financeira por ativos dos

Estados Unidos tem direito a re c o m p r a r e s s e s t í t u l o s a qualquer momento. O terceiro homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, assinalou que comunicou a Moynihan "que queria investir" no Bank of America porque afirmou estar "impressionado com a capacidade para gerar lucro da franquia, que está atuando de maneira agressiva para acabar com

seus desafios pendentes". Na sexta-feira foi divulgado que a entidade financeira planeja cortar neste mês 3,5 mil empregos e está há semanas desfazendo-se de ativos com o objetivo de economizar para aumentar seu capital e poder concentrar-se no atendimento aos consumidores, pessoas que fazem empréstimos comerciais e bancos de investimento. (EFE)

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Banco Bradesco Cartões S.A.

CNPJ no 08.503.501/0001-00 - NIRE 35.300.337.018 Ata da Assembleia Geral Ordinária realizada em 28.4.2011

CNPJ no 59.438.325/0001-01 - NIRE 35.300.120.990 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 1o.10.2010

Data, Hora, Local: Aos 28 dias do mês de abril de 2011, às 14h15, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Novíssimo, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP. Presença: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença acionistas da Sociedade representando a totalidade do Capital Social. Verificou-se também a presença do senhor Norberto Pinto Barbedo, Diretor, e Luís Carlos Matias Ramos, representante da empresa PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. Constituição da Mesa: Presidente: Norberto Pinto Barbedo; Secretário: Antonio José da Barbara. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei n o 6.404/76. Ordem do Dia: I. tomar conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010; II. deliberar sobre proposta da Diretoria para destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2010 e distribuição de dividendos; III. eleger os membros da Diretoria; IV. fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores. Deliberações: I) tomaram conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e aprovaram, sem ressalvas, as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010, de conformidade com as publicações efetivadas em 5.4.2011, nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, páginas 25 a 27, e “Diário do Comércio”, páginas 15 e 16; II) aprovada a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão, de 28.1.2011, para destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2010 e distribuição de Dividendos, a seguir transcrita: “Tendo em vista que a Sociedade obteve no exercício social encerrado em 31.12.2010 lucro líquido de R$40.222.444,46, propomos que seja destinado da seguinte forma: R$2.011.122,22 para a conta “Reserva de Lucros - Reserva Legal de 2010”; R$37.829.209,02 para a conta “Reserva de Lucros - Estatutária de 2010”; e R$382.113,22 para pagamento de Dividendos, o qual deverá ser feito até 31.12.2011.”; III) reeleitos membros da Diretoria da Sociedade, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2012, os senhores: Diretor-Presidente: Luiz Carlos Trabuco Cappi, brasileiro, casado, bancário, RG 5.284.352/SSP-SP, CPF 250.319.028/68; Diretores: Laércio Albino Cezar, brasileiro, casado, bancário, RG 3.555.534/SSP-SP, CPF 064.172.724/00; Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, brasileiro, casado, bancário, RG 3.272.499/IFP-RJ, CPF 425.327.017/49; Norberto Pinto Barbedo, brasileiro, divorciado, bancário, RG 4.443.254/SSP-SP, CPF 509.392.708/20; e Domingos Figueiredo de Abreu, brasileiro, casado, bancário, RG 6.438.883/SSP-SP, CPF 942.909.898/53, todos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, sendo que permanecerão em suas funções até que a Ata da Assembleia Geral Ordinária que eleger os novos membros em 2012 seja arquivada na Junta Comercial e publicada. Em seguida, os Diretores reeleitos, presentes à Assembleia: 1) declararam: a) sob as penas da lei, não estarem impedidos de exercer a administração de sociedade por lei especial, ou condenados a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública, ou a propriedade; b) que abrem mão do direito ao recebimento de qualquer valor a título de remuneração, posto que já recebem honorários de outra Empresa da Organização Bradesco; 2) assinaram a presente Ata, que vale como termo de posse; IV) fixado o montante global anual da remuneração dos Administradores, no valor de até R$60.000,00, a ser distribuída em Reunião da Diretoria, conforme determina a letra “g” do Artigo 9o do Estatuto Social. Quorum das Deliberações: Unanimidade de votos. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que, para as deliberações tomadas o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado, e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes, que a subscrevem. aa) Presidente: Norberto Pinto Barbedo; Secretário: Antonio José da Barbara; Administrador: Norberto Pinto Barbedo; Acionistas: Bradesplan Participações Ltda., por seu Diretor, senhor Julio de Siqueira Carvalho de Araújo; e NCD Participações Ltda., por seu Diretor, senhor Ariovaldo Pereira; Auditor: Luís Carlos Matias Ramos; Diretores reeleitos: Luiz Carlos Trabuco Cappi - Diretor-Presidente; Laércio Albino Cezar, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Norberto Pinto Barbedo e Domingos Figueiredo de Abreu - Diretores. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Antonio José da Barbara - Secretário. Certidão - Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 257.625/11-2, em 5.7.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

Data, Hora, Local: No primeiro dia do mês de outubro de 2010, às 15h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP. Presença: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os representantes do Banco Bradesco S.A., único acionista da Sociedade. Constituição da Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei n o 6.404/76. Ordem do Dia: Examinar proposta da Diretoria da Sociedade para incorporar a empresa Guaiba Administradora de Cartões Ltda., mediante: a) ratificação da indicação da empresa avaliadora dos Patrimônios Líquidos das Sociedades; b) exame e aprovação do Instrumento de Protocolo e Justificação de Incorporação e seus anexos. Deliberação: pelos representantes do único acionista da Sociedade, foi aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão, desta data, a seguir transcrita: “Visando a promover a reorganização societária, racionalizando e, consequentemente, reduzindo a estrutura, os custos operacionais, administrativos e legais advindos da manutenção da Guaiba Administradora de Cartões Ltda. (Guaiba), vimos propor a absorção e centralização nesta Sociedade de todas as operações relacionadas ao acervo liquido do negócio de Cartões de Crédito, da mencionada Guaiba, o qual inclui as Carteiras de Cartões Visa e Mastercard, abrangendo, inclusive, todos os contratos inerentes aos negócios desse segmento, tais como contratos com clientes de cartão de crédito e contratos com lojistas, e a consequente incorporação da Guaiba pelo Banco Bradesco Cartões S.A. (Bradesco Cartões), de conformidade com o disposto nos Artigos 224, 225 e 227 da Lei no 6.404/76. A operação de incorporação, uma vez autorizada, terá as seguintes características: I) se efetivará nesta data (1 o.10.2010), utilizando como base Balanços Patrimoniais específicos levantados nesta mesma data pelas Sociedades envolvidas; II) ratificará a nomeação da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, CRC n o 2SP000160/O-5, como responsável pela avaliação dos Patrimônios Líquidos das Sociedades envolvidas, a valor contábil na data-base de 1 o.10.2010; III) de acordo com os Balanços Patrimoniais específicos das Sociedades, foram apurados os seguintes Patrimônios Líquidos Contábeis: Bradesco Cartões - R$945.918.609,71 (novecentos e quarenta e cinco milhões, novecentos e dezoito mil, seiscentos e nove reais e setenta e um centavos); e Guaiba - R$1.574.320.904,88 (um bilhão, quinhentos e setenta e quatro milhões, trezentos e vinte mil, novecentos e quatro reais e oitenta e oito centavos); IV) considerando que a data-base dos balanços será a mesma da efetivação da operação de incorporação (1o.10.2010), a referida operação não produzirá variação patrimonial e os saldos que integrarão os movimentos contábeis da Guaiba, na data do evento, serão transferidos para o Bradesco Cartões; V) aprovada a operação de incorporação: 1) haverá aumento do Capital Social do Bradesco Cartões no montante de R$1.574.320.904,88, mediante a emissão de 144.502.892 ações, sendo 72.251.446 ordinárias e 72.251.446 preferenciais, todas nominativas-escriturais, sem valor nominal, que serão atribuídas ao Banco Bradesco S.A., único acionista do Bradesco Cartões, na proporção de 0,091787410 frações de ação do Bradesco Cartões para cada cota de emissão da Guaiba; 2) as 1.574.321.493 (um bilhão, quinhentos e setenta e quatro milhões, trezentas e vinte e uma mil, quatrocentas e noventa e três) cotas, de emissão da Guaiba serão extintas; VI) o Bradesco Cartões assumirá todas e quaisquer obrigações da Guaiba, ou que a ela vierem a ser impostas, conhecidas ou não, independentemente de qualquer outra reorganização societária nela já ocorrida, inclusive e principalmente as obrigações fiscais, tributárias, trabalhistas, cíveis e previdenciárias, correspondentes a fatos geradores até a presente data, bem como todos e quaisquer direitos conhecidos ou que vierem a sê-lo, nos termos do “caput” do Artigo 227 da Lei no 6.404/76; VII) uma vez confirmados os valores referidos no Instrumento de Protocolo e aprovados os Laudos de Avaliação respectivos, a incorporação da Guaiba se concretizará, com a extinção da referida Sociedade, sucedendo-lhe o Bradesco Cartões.”. Em seguida, deliberou-se também: a) ratificar a nomeação da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, CRC no 2SP000160/ O-5, como responsável pela avaliação dos Patrimônios Líquidos das Sociedades envolvidas, a valor contábil, em 1 o.10.2010; b) aprovar o Instrumento de Protocolo e Justificação de Incorporação, firmado pelas Sociedades, nesta data (1 o.10.2010), sem qualquer alteração ou ressalva em seu texto, pelo qual se concretizará a operação, bem como os Laudos de Avaliação, anexos do referido Instrumento, sendo que o representante da empresa avaliadora, senhor Luís Carlos Matias Ramos, CRC 1SP171564/O-1, presente à Assembleia, se colocou à disposição para prestar os esclarecimentos que fossem solicitados a respeito dos referidos Laudos, emitidos em 1 o.10.2010, com base nos balanços elaborados na data-base (1o.10.2010), os quais também foram aprovados tanto na forma como nos teores em que foram redigidos, especialmente quanto aos números neles contidos, dispensadas as suas transcrições, os quais, rubricados pelos componentes da Mesa, ficarão arquivados na Sociedade, nos termos da alínea “a” do Parágrafo Primeiro do Artigo 130 da Lei n o 6.404/76; c) considerando a aprovação do Instrumento de Protocolo e Justificação, e de acordo com o disposto no item “1” da Cláusula VI do mencionado Instrumento, aprovar o aumento do Capital Social da Sociedade, com a consequente alteração da redação do Artigo 6o do Estatuto Social, que passará a ser a seguinte: Art. 6 o) O Capital Social é de R$1.768.358.971,46 (um bilhão, setecentos e sessenta e oito milhões, trezentos e cinquenta e oito mil, novecentos e setenta e um reais e quarenta e seis centavos), dividido em 231.326.344 (duzentos e trinta e um milhões, trezentas e vinte e seis mil, trezentas e quarenta e quatro) ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 115.663.172 (cento e quinze milhões, seiscentas e sessenta e três mil, cento e setenta e duas) ordinárias e 115.663.172 (cento e quinze milhões, seiscentas e sessenta e três mil, cento e setenta e duas) preferenciais.”. Na sequência dos trabalhos, esclareceu o senhor Presidente que: I) de acordo com o que preceitua o Parágrafo Terceiro do Artigo 227 da Lei no 6.404/76, e tendo sido aprovados o Instrumento de Protocolo e Justificação de Incorporação e os Laudos de Avaliação, declara-se extinta a empresa Guaiba Administradora de Cartões Ltda., incorporada por esta Sociedade, que lhe sucede para todos os fins e efeitos de direito; II) a Diretoria desta Sociedade fica expressamente autorizada a praticar todos os atos necessários, tomar todas as providências complementares da operação de incorporação e a proceder, perante todas as repartições e Órgãos Públicos Federais, Estaduais e Municipais, ao cancelamento dos registros em nome da Sociedade Incorporada, podendo, para tanto, assinar todos e quaisquer papéis, formulários, requerimentos e demais documentos necessários nesse sentido. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que, para as deliberações tomadas o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período, e que toda a matéria ora aprovada somente entrará em vigor e se tornará efetiva depois de homologada pelo Banco Central do Brasil e de estarem atendidas todas as exigências legais de arquivamento na Junta Comercial e publicação, e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que vai assinada pelo senhor Presidente, por mim Secretário, pelos representantes do acionista e da empresa PriceWaterhouseCoopers Auditores Independentes. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara; Acionista: Banco Bradesco S.A., por seus Diretores, senhores Domingos Figueiredo de Abreu e Marcelo de Araújo Noronha; Auditor: Luís Carlos Matias Ramos, representante da empresa avaliadora PriceWaterhouseCoopers Auditores Independentes. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Banco Bradesco Cartões S.A. aa) Arnaldo Alves Vieira e Domingos Figueiredo de Abreu. - Diretor Vice Presidente. Certidão - Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 273.657/11-2, em 20.7.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

Moinho Água Branca S.A. CNPJ/MF 61.157.723/0001-93 – NIRE 35300041330 Edital de Convocação Ficam convidados os senhores acionistas da Moinho Água Branca S.A., para participarem da Assembléia Geral Extraordinária que se realizará no dia 31 de agosto de 2011, às 10:00 (dez) horas, na sede da Companhia localizada na Av. Miguel Frias e Vasconcelos, nº 833, sala A, nesta Capital do Estado de São Paulo, a fim de deliberarem sobre as seguintes matérias da Ordem do Dia: (a) Aumento do capital social em R$ 5.200.000,00 (cinco milhões e duzentos mil reais), mediante a emissão e subscrição de 3.250.000.000 (três bilhões, duzentas e cinqüenta milhões) de ações nominativas sem valor nominal, sendo 1.202.500.000 (um bilhão duzentos e dois milhões e quinhentas mil) ordinárias e 2.047.500.000 (dois bilhões quarenta e sete milhões e quinhentas mil) preferenciais, a ser integralizado em dinheiro no ato da subscrição das novas ações; (b) Nova redação ao artigo 5º do Estatuto Social (capital e ações), face ao aumento do capital social (item “a” supra); (c) Fixação da alçada de cada um dos Diretores em R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para a prática isolada de atos e operações societárias e conseqüente alteração da redação do parágrafo primeiro do artigo 11 do Estatuto Social; (d) Nova redação do parágrafo segundo do artigo 11 do Estatuto Social, que trata da constituição de mandatários da Companhia; (e) Eleger os Diretores para o biênio de outubro de 2011 a outubro de 2013; e, (f) Consolidação do Estatuto Social; São Paulo, 22 de agosto de 2011. Ivan Soldan Salema - Diretor. 24,25,26/08/2011

COMUNICADO - BANASIL COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS LTDA.-ME, inscrita sob o CNPJ nº 06.993.561/0001-15 e INSCR. EST. 116.959.260.110, comunica o roubo em 22/06/2011 da CPU e do pen-drive em que constavam as NFE 177 a 194.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 25 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Siciliana Fomento Mercantil Ltda. Requerido: DBP Assessoria Empresarial e Comercial Ltda. Avenida Albert Einstein, 1.022 – Jardim Leonor - 2ª Vara de Falências.


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

e Super-navios desafiam portos

Os berços de Santos são para navios de até 240 metros de comprimento. Antonio Carlos Sepúlveda, diretor-presidente da Santos Brasil

conomia

Itamar Miranda/AE

Nova geração de embarcações porta-contêineres necessita de mais berços de atracação do que os disponíveis hoje no Brasil Renato Carbonari Ibelli

E

xiste uma tendência de aumento das dimensões dos navios p o r t a - c o nt ê i n e re s usados nas rotas marítimas internacionais. Há dez anos, a capacidade das principais embarcações da frota da Hamburg Süd, uma das maiores empresas de transporte marítimo, era de 3,7 mil TEUs – cada TEU equivale a um contêiner de 20 pés. Hoje, a empresa opera no Brasil navios que comportam até 7,1 mil TEUs. Para transportar a carga extra, os porta-contêineres precisaram "crescer" em cerca de 50 metros nesse período, chegando hoje a ter mais de 300 metros de extensão por 40 de largura. Este é um enorme problema para os portos brasileiros – que na última década não receberam investimentos em infraestrutura compatível com a evolução da frota. Tomando Santos como exemplo, observa-se uma carência significativa de berços de atracação capazes de receber as novas gerações de porta-contêineres. Para Antonio Carlos Sepúlveda, diretor-presidente do terminal portuário Santos Brasil, "os berços de Santos foram projetados para receber navios de até 240 metros de comprimento". Com navios maiores, cada vez menos embarcações poderão atracar simultaneamente. O terminal Santos Brasil possuía uma área original de 760 metros destinada à atracação. Essa extensão, de acordo

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A falta de espaço em Santos leva a um aumento no tempo de desembarque. Mas o porto tem a vantagem de ficar no centro do principal polo econômico do País.

com Sepúlveda, que era suficiente para abrigar três berços, passou a ser compatível com apenas dois porta-contêineres nos últimos anos – o que levou o terminal a licitar uma área adicional de 220 metros para voltar a trabalhar com três berços potenciais. "Santos logo vai começar a receber navios ainda maiores, com capacidade para até 9,1 mil TEUs. Esperamos que o porto abra licitação para uma nova área, a Prainha, necessária para acompanharmos essa evolução." Os primeiros porta-contêiners com capacidade para 9,1 mil TEUs atracarão em Santos em 2012, operados pela Ham-

burg Süd – e a transportadora cobra da autoridade portuária melhorias na infraestrutura. Um estudo da empresa, apresentado recentemente no Comitê de Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), apontou que na última década a movimentação de contêineres em Santos cresceu nove vezes mais do que a capacidade dos berços. Somada a outros problemas, essa assimetria resulta no aumento dos intervalos improdutivos dos navios nas dependências portuárias. O estudo mostra que, enquanto em Buenos Aires seus navios demoram três horas para atracar, no

porto de Santos esse tempo é de até 39,8 horas. A carência de berços cria verdadeiras filas de navios à espera para atracar. Custos – A defasagem na infraestrutura anula os benefícios que os porta-contêineres maiores poderiam trazer. Para José Cândido Senna, coordenador-executivo do Comus, o uso de navios maiores leva à redução dos custos proporcionada pelos ganhos de escala, com a diminuição dos fretes. O problema é que em Santos o tempo de operação é tão elevado que acaba encarecendo os processos. Por vezes, lembrou Senna, navios desistem de enfrentar as filas para atra-

car e cancelam a parada, partindo para a próxima escala. "Nesse caso, o ônus de buscar as cargas em outro porto fica com o importador", disse. A despeito dos problemas, Senna afirmou que é preferível investir na infraestrutura de Santos a encontrar um porto substituto. No Brasil há outros locais com águas profundas, adequadas para receber grandes navios – como Itaguaí (Sepetiba), no Rio de Janeiro. "Santos tem toda uma infraestrutura de serviços instalada difícil de ser encontrada em outro porto. Além disso, ele fica no centro do principal polo econômico do País."

Apoio às pequenas exportadoras L.C. Leite/LUZ

Contratação de comerciais exportadoras pode contribuir para a inserção internacional de companhias de menor porte Neide Martingo

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pequena empresa que quer exportar não deve se intimidar com os problemas cambiais. As empresas especializadas nessa atividade, as comerciais exportadoras, podem trazer vantagens para as pequenas e médias. Os participantes do seminário Exportar para Crescer souberam como é possível começar ou incrementar as vendas externas. O evento, apresentado pelo coordenado do projeto Exporta SP, José Cândido Senna, foi realizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), pelo Sebrae-SP, pelo Conselho Brasileiro de Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex) e pela SP Chamber of Commerce. De acordo com o gerente do Sebrae-SP, Nilton de Castro

Barbosa, o número de empresas exportadoras em São Paulo ainda é baixo – 9 mil, em um total de 462 mil formais. "O mercado interno está aquecido; mas é possível fazer negócios internacionais, principalmente para quem tem um produto ou serviço diferenciado." Mas o processo não é simples. "As pequenas e médias desco-

nhecem os detalhes das operações. O objetivo do Sebrae e da ACSP é fomentar os negócios. Além do câmbio, que afugenta, existe o Custo Brasil. Mas os preços dos produtos que não são commodities não estão definidos. Portanto, é possível conseguir um valor mais atrativo." O coordenador-geral do Ceciex, Roberto Ticoulat, diz que

Apesar de momento positivo, cenário externo já preocupa. Sergio Leopoldo Rodrigues

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economia nacional vai bem. Não mudou muito de julho para agosto, mas dá ligeiros sinais de desaceleração – seja na indústria, seja no varejo. A inflação continua "fora da rota", batendo no teto dos 6,5% da meta, mas com a expectativa que retorne a patamares mais baixos até o Natal. A incógnita até o final deste mês é saber se as notícias negativas vindas dos Estados Unidos e da Europa já fizeram o consumidor por o pé no freio.

as comerciais são muito úteis para inserir as organizações no cenário exterior – não só para a exportação, mas também para a importação. "Existem diversos riscos para o empresário trabalhar no mercado internacional. Quando se trata com diversos países, é preciso ter segurança, conhecer o mercado, a língua, os costumes, a forma

de trabalhar, as leis. Negociar com um alemão, por exemplo, é diferente do que com um libanês." Ele detalhou que as comerciais importadoras facilitam este trabalho. As empresas podem comprar insumos lá fora para incrementar a produção. "É a forma com menor custo para a operação ser feita". O empresário não precisará de um departamento de exportação – que custa muito. "Trata-se na verdade de uma terceirização". Outra vantagem, para Ticoulat, é que a comercial exportadora atinge vários mercados e setores. A área de exportações da ACSP possui duas comissões: na de comércio exterior, estão centralizados os especialistas na área, que atuam em agências marítimas, seguradoras, bancos e despachantes aduaneiros. A outra comissão, o Ceciex, abriga as comerciais importadoras e exportadoras. "Temos cadastrados aproximadamente 400 comerciais do Brasil", detalhou Ticoulat.

Depoimentos – Nos depoimentos setoriais, o que se nota é um consenso sobre uma "suave" desaceleração das vendas, com ligeiro aumento da inadimplência (que tende a refluir em agosto) mais por descontrole do gasto do consumidor, pois a massa salarial e os salários continuam em alta, e o nível de emprego consistente. Os dados do Banco Central sobre uma pequena retração na oferta de crédito coincidem com os depoimentos. Um empresário do setor financeiro disse que "houve uma retração na demanda por crédito", e que a crise externa de liquidez – mais dinheiro no mercado, e que poderá se agravar com a emissão de dólares pelos EUA – deverá tornar os bancos e as financeiras mais "cui-

dadosas" na oferta de crédito. O varejo sente retração, mas sem alarde. As vendas de uma cadeia de produtos de variedades aumentaram 23% no primeiro trimestre (ante igual período em 2010). No segundo trimestre (igual comparação) já incluindo um pedaço de agosto, a alta foi menor: 12%. Outra cadeia de loja de roupas populares vendeu 22,2% a mais em julho (ante julho de 2010), mas projeta apenas 6% para agosto (ante agosto do ano passado). Um grande grupo nacional de fast-fashion confirma o "arrefecimento" das vendas no mês de agosto, mas tem boas perspectivas para as taxas de inadimplência, em trajetória de queda. Outros setores que vão bem: o farmacêutico, que cres-

O seminário Exportar para Crescer, apresentado por José Cândido Senna, tratou das vantagens abertas pelo comércio exterior.

Essa é, resumidamente, a análise feita ontem durante a reunião de conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pelos seus integrantes, líderes empresariais de todos os setores, professores e economistas. O sinal amarelo de ameaça de desindustrialização do País persiste, pois as vendas no varejo, ainda que com uma ligeira queda (9% no acumulado deste ano, até julho), ainda ficam bem acima da produção industrial doméstica (3,7% no mesmo período), reafirmando que a diferença tem sido suprida pelas importações.

Pilar de sustentação da nossa balança comercial, o setor agrícola vai muito bem, impulsionado pelos preços internacionais das commodities. Dois líderes do setor acreditam que a ameaça de recessão nos EUA e Europa ainda não afetou o campo brasileiro, que já planta mais para a próxima safra. Mas temem que a "corda do violino está tão afinada, que pode estar no ponto de rompimento". Em caso de piora externa, as commodities agrícolas (soja, milho, café, arroz, carne etc) seriam as menos afetadas, "já que a China não vai parar de comer".

Santos em busca do tempo perdido lgumas obras necessárias para adequar o porto de Santos à nova geração de porta-contêineres estão sendo encaminhadas. De acordo com Elias Gedeon, diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação (Centronave), uma das mais importantes é a efetivação do Plano Nacional de Dragagem, que se propõe a aprofundar as áreas do canal de entrada do porto e a dos seus berços de atracação. Aos poucos, essas obras estão aprofundando de 13 metros para 15 metros essas áreas. Porém, ele acrescentou que o governo terá de aprovar novos projetos de dragagem para que aprofundem em 17 metros o canal e os berços. O diretor do Centronave lembrou que, enquanto Santos está se preparando para receber portacontêineres com capacidade para 9,1 mil TEUs, na rota entre Ásia e Europa já transitam embarcações capazes de carregar 17 mil TEUs. Outros dois projetos importantes são a construção de dois novos terminais, o Embraport e o BTP, que aumentará o número efetivo de berços, e têm previsão de serem concluídos no segundo semestre de 2013. Mas as necessidades do porto vão além. Para dar vazão ao maior volume de carga trazido pelos grandes navios, Gedeon disse que serão necessários investimentos em novas áreas para armazenar contêineres – as áreas retroportuárias. A falta desses espaços faz com que contêineres fiquem estocados próximos aos berços, atrasando o desembarque. "Para diminuir o tempo de operação no porto é preciso ir além, inclusive melhorando os acessos ferroviários e rodoviários e a eficiência da Receita Federal", completou o diretor do Centronave. (RCI)

Vale lança grande navio para minérios

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Brasil também entrou na onda dos super-navios. A Vale começou a operar o maior mineraleiro do mundo, o Vale Brasil. Com 362 metros de comprimento e 65 metros de largura ele tem capacidade para carregar 400 mil toneladas. Esse é o primeiro de 19 navios desse porte que a mineradora brasileira encomendou de estaleiros sulcoreanos e chineses. A Vale terá outros 16 navios com as mesmas dimensões, com operação exclusiva para a empresa em contratos de longo prazo assinados com armadores parceiros. Os navios mineraleiros deverão ser entregues entre 2011 e 2013. (RCI)

ceu 0,88% em junho (ante julho de 2010) devido às férias escolares; e a indústria química, de atacado de alimentos e de embalagens têxteis, que segue sem altos e baixos. A maior reclamação, como sempre, vem da indústria têxtil, que sofre cada dia mais com a invasão, via importações, de produtos asiáticos, sobretudo chineses. Em julho as exportações cresceram 12,8%, enquanto as importações saltaram 29,3% (comparadas com igual período em 2010). Outro setor que reclamou foi o de alumínio, devido aos altos custos impostos pelas regras de "sustentabilidade" para a produção nacional e que não existem na China. "Com o que fica mais barato importar alumínio de lá", lamentou um líder do setor.


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Nº 381

DCARR

Cinquecento. Agora muito mais barato.

Fotos: Divulgação

FIAT 500

Modelo agora virá do México, onde não terá incidência de impostos de importação e custará R$ 39.990 CHICOLELIS

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sta é a nossa terceira participação em lançamentos do Fiat 500. A primeira foi na Itália, numa festa cinematográfica em Turim, sede da montadora. Lá, todos sabiam pronunciar perfeitamente o "cinquecento". Dois anos depois, foi a vez de o Brasil receber o pequeno modelo, cuja primeira versão aconteceu em 1957. No Rio, uma bela festa recebeu o pequenino automóvel. Aos poucos o brasileiro aprendeu a pronunciar o 500 em italiano. Nesta semana tivemos

o terceiro lançamento do Fiat 500, desta vez nos Estados Unidos, onde ele já é vendido há pouco mais de três meses. Alguém lá consegue falar "cinquecento"? Fora a colônia italiana de Little Italy, existente em várias cidades naquele país, o pequeno vai ser chamado de "five hundred", quinhentos em inglês. O problema é que a Ford já tem um carro com este nome. Independente da pronúncia, o importante é que agora o Cinquecento vem de Toluca, no México, e custa, na versão de entrada, R$ 39.990, menos da metade do preço da versão anterior, que

era muito mais completa, com sete air bags, por exemplo, importada da Polônia, pagando todos os impostos de importação isentos para aquele país da América Central. O preço do modelo mais caro, Lounge Air Automático, com motor 1.4 MultiAir, desenvolvido para o carro pela Fiat Powertrain, com 105 cv e completo, salta para R$ 52.800, mesmo assim, mais barato que o polonês. As versões intermediárias Cult Dualogic, R$ 42.990 e Sport Air, R$ 48.800. Há também uma edição especial, a Prima Edizioine, que vai custar R$ 50.400.

O Cinquecento representa o primeiro passo da volta da Fiat aos Estados Unidos, país que a italiana sempre tentou ingressar, sem sucesso. Mas, segundo Lelio Ramos, diretor Comercial da Fiat, o 500 já apresenta sintomas de sucesso, já tendo vendido 12.500 unidades desde o seu lançamento, há pouco mais de três meses, nos EUA e Canadá. Dustin Hofman é o garoto propaganda da campanha da Fiat para lançamento do carro no Brasil, nos EUA e Canadá. No filme brasileiro ele contracena com Ricardo Macchi, que interpretou o papel do cigano

I g o r, n a n o v e l a global "Explode Coração", de 1996. A e xpect ativa da Fiat é que serão vendidas 1.000 unidades/mês, até o final deste ano, e acima de 1.500 a partir do 2012. Desde o lançamento do carro até agora já foram vendidas mais de 700 mil unidades do Cinquecento em todo o mundo.

SUPERESPORTIVO

A edição Prima Edizione será restrita a 500 exemplares numerados com exclusividade e esportividade extras

CHRYSLER

DECOLAGEM AUTORIZADA

UMA MINIVAN EM OUTRO NÍVEL Com espaço para sete ocupantes, a Town & Country oferece muita diversão e custa R$ 173.900

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Com o Audi R8 GT em uma pista de pouso da Embraer, o instrutor precisou nos lembrar de frear quando nos aproximamos de 320 km/h

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bandeira verde foi acionada e o pé direito "enterrou" o acelerador até o fim. As marchas vão se sucedendo até chegar à sexta e o ponteiro do velocímetro passando dos 100, dos 150, dos 180, bate os 200, sobe para 250 e, segundos depois, os 300 km/h ficaram bem longe. O equipamento do carro mostrou 340 km/h, mas o radar marcou pouco mais de 318. Grande marca, sem sustos ou temores, só mesmo a emoção contagiante da velocidade. Quando passamos pelo radar, foi com desprazer que obedeci ao instrutor no banco do passageiro "mandar" pisar no freio. O Audi R8 GT foi autor da façanha. Eu apenas "ajudei" o motor a atingir 8 mil rpm, usando a "borboleta" do lado direito, atrás do volante, para a troca de

marchas, e o pé direito para garantir minha melhor performance. Registre-se que houve quem conseguisse incríveis 325 km/h no radar. Os testes, que incluíram slalom e frenagem, foram realizados na pista de pouso da Embraer, no município de Gavião Peixoto, próximo a Araraquara (SP), a terceira maior pista reta do mundo com 3,5 km de extensão e cerca de 100 metros de largura. Este superesportivo é uma versão de rua de um dos grandes bólidos que disputam corridas em Le Mans, o R8 LMS (Le Mans Series), que terá apenas 333 unidades de uma série especial. Três delas virão para o Brasil custando R$ 1 milhão (cada uma, claro!), e já foram vendidas. A máquina é completa, além de fazer de 0 a 100 km/h em apenas 3,6 se-

gundos. Para ficar 100 quilos mais leve que o modelo de pista, o GT ganhou partes da carroceria em alumínio, peças em fibra de carbono, freios e rodas em cerâmica e os bancos de competição têm estrutura em fibra de vidro. Igual ao de pista? O cinto de segurança, de quatro pontos. Você se sente um piloto de verdade dentro desta máquina voadora. A velocidade dele é superior à necessária para a decolagem dos aviões executivos fabricados pela Embraer, que começam a voar aos 270 km/h. Em razão disso, o presidente da Audi, Paulo Kakinoff,

recomendou, em tom de brincadeira, que durante os testes de aceleração as portas não fossem abertas, sob risco de fazer o GT decolar. Para toda esta performance, o Audi R8 GT tem na sua traseira o motor V10 FSI com 560 cavalos de força a 8.000 giros. É força para valer, com 540 Nm (55,1 kgfm) de torque a 6.500 rpm. A transmissão é automática, de seis velocidades e, em altas rotações, a troca de marchas ocorre em apenas um décimo de segundo. Para arrancar por igual, sem vacilos, o controle de saídas (Launche Control), aliado ao sistema de tração Quattro, concentra a força no eixo traseiro, mas, se preciso for, envia força extra para o dianteiro. Pronto, a largada é perfeita! Falando em dianteira e traseira, respectivamente, rodas aro 19 com pneus 235/35 ZR e 305/30 ZR equipam a máquina de correr e ajudam a garantir sua estabilidade. Ah, ele também tem rádio (de ótima qualidade) e ar-condicionado. Mas nada comparado ao prazer do acelerador. chicolelis

chegada recente de uma minivan chinesa, com opção para até sete ocupantes,trouxe de volta à cena este segmento que estava um pouco esquecido pelo consumidor brasileiro. A Chrysler Town & Country é uma das que disputam este espaço e agora se apresenta renovada para o mercado brasileiro. A minivan da Chrysler ganhou nova grade frontal, faróis mais arredondados e para-choques remodelados. Além disso, veio com mudanças na moldura lateral e um moderno rack de teto escamoteável. Todo acabamento interno também foi retrabalhado, mantendo a elegância anterior, mas ganhando novos materiais. Mas as principais novidades da Town & Country ficam para o novo motor V6 de 3.6 litros com 283 cavalos de potência máxima - o propulsor anterior, V6 de 3.8 litros, atingia 193 cv, 90 a menos que o atual -, e a suspensão que foi aprimorada. O torque dela chega a 353 Nm e não precisa ficar com medo do seu tamanhão, ela é ágil mesmo para manobras em pequenos espaços, apesar de, é claro, não caber em qualquer vaga. No mais, além de muito luxo, conforto e um sistema multimídia que atende de forma independente cada fileira de ocupantes, vale destacar a versatilidade dos assentos que podem ser rebatidos com apenas um toque de forma a garantir até 934 litros de bagagens - medição até o teto - com todos os assentos na posição normal ou com 3.912 com as duas fileiras traseiras de bancos rebatidas. A Chrysler já vislumbra vendas de 800 unidades por ano da nova Town & Country e, para isso, se prepara para trazer uma versão de entrada do modelo com valor menor do que a atual e única versão Limited. Anderson Cavalcante


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tUM PASSEIO PELO VALE DO NAPA Esta é a última reportagem da série sobre algumas das regiões vinícolas mais fascinantes do mundo. Leia todas as matérias no www.dcomercio.com.br

urismo

A 80 quilômetros de São Francisco, a pequena região reúne mais de 400 vinícolas e uma coleção de restaurantes com estrelas Michelin. Antonella Salem

Fotos: Antonella Salem

S

Fundada em 1879, a histórica Rubicon (acima) é propriedade de Francis Ford Coppola. Visita inclui a mansão (foto maior à dir.), suas adegas e degustação (fotos ao lado). Na Paraduxx (abaixo), prova ao ar livre de vinhos com Zinfandel, uva emblemática da Califórnia.

Robert Mondavi (à esq.) exibe arquitetura inspirada nas missões. Pequena St. Supéry (abaixo) tem vinhedos demonstração.

Divulgação

ão dez horas da manhã nos vinhedos californianos do Vale do Napa e a paisagem de plantações sem-fim, pontilhadas de lindas casas e pórticos indicando a entrada de cada vinícola, têm efeito extasiante antes mesmo de começar as sessões de degustação. Tenho hora marcada na Rubicon Estate (ou Inglenook, como foi recentemente renomeada), uma das propriedades mais antigas do Estado, e quem me recebe, de terno e chapéu panamá, é o "embaixador" da vinícola, Harold Francis, escalado para ciceronear visitantes vips e amigos do proprietário, Francis Ford Coppola. O diretor e produtor americano, conta Harold, mora com a mulher Eleanor em uma casa atrás do belo chateau, fundado como Inglenook em 1879 pelo finlandês Gustave Niebaum. Parte das terras foram adquiridas por Coppola em 1975 e outra parte, incluindo a mansão, 20 anos mais tarde. Passa um carro e o motorista acena para Harold. É Coppola, o próprio, a caminho de casa. Começa o passeio por Rubicon, famosa por seu Cabernet Sauvignon e apinhada de turistas. Primeiro a visão dos vinhedos, depois a visita à adega centenária e ao curioso museu, que traça a história da vida de Niebaum até a invenção do cinema. A degustação é feita em uma das salas (algumas reservadas a tours especiais) e no charmoso Mammarella Wine Bar, com mesinhas a céu aberto. A 80 quilômetros de São Francisco, o Vale do Napa é uma das menores (e com maior variação de solo) regiões de vinho do mundo. São mais de 400 vinícolas (mais de 180 abertas ao público) espalhadas por uma área de 56 km de comprimento e 8 km de largura em torno das charmosas comunidades de S. Helena, Calistoga, Rutherford, Oakville, Yountville, Napa, American Canyon e Lake Berryessa. Todas vizinhas e cada uma delas um convite a uma experiência única. Além dos tintos Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Syrah, você provará vinhos com Zinfandel, a uva emblemática da Califórnia. De coloração rubi, trazida da Itália no século XIX, resulta em um rosé delicioso e em tintos encorpados com sabores de frutas silvestres e taninos suaves. Dos brancos, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio e Chardonnay. Um dia na região permite ver até quatro vinícolas, se quiser, mas o ideal é passar pelo menos uma noite lá e degustar o passeio vagarosamente. Origem francesa –Próxima parada: St. Supéry, propriedade da família Skalli, da França, que adquiriu as terras próximas a Rutherford e Dollarhide nos anos 80 e começou a plantar varietais de Bordeaux. Vinhedos de demonstração ensinam sobre o cultivo e os aromas das uvas Sauvignon Blanc e Cabernet Sauvignon. A vinícola conserva uma casa vitoriana (hoje, os escritórios) e modernas instalações, local da sala de d eg u st ação e da galeria de ar te, que promove mostras temporárias. "Eu acredito que arte é o casamento perfeito com grandes vinhos", disse Robert Skalli. Outro Robert dá nome a uma das vinícolas históricas mais conhecidas da Califórnia: Robert

Mondavi. Um visionário, construiu a primeira vinícola importante do Napa após a Lei Seca em 1966. De arquitetura ao estilo das missões californianas, com grandes arcos, abriga uma coleção de artefatos relacionados ao vinho e, nos jardins, esculturas de Beniamino Bufano, cujos trabalhos reverenciam São Francisco de Assis (foram os frades franciscanos que levaram o vinho à região há mais de 200 anos). Há tours extensos, para conhecedores, e curtos, para família. E não deixe de provar o Fumé Blanc, que Mondavi criou em 1966 para distinguir o Sauvignon Blanc seco do mais doce que produzia na época. Se quiser ver uma vinícola inovadora e contemporânea, siga então para a Paraduxx (parte da Duckhorn Wine Company). Aberta em 1944, faz fama por seus tintos que misturam Zinfandel com Cabernet Sauvignon e Merlot. A degustação será ao ar livre em confortáveis poltronas, com queijos artesanais para acompanhar. Estrelas Michelin – Deu fome? O almoço deve ser em Yountville, a capital gastronômica do Napa. O seu tesouro: The French Laundry, restaurante três estrelas Michelin do célebre chef Thomas Keller, que elabora pratos da cozinha francesa com influência americana contemporânea. Na frente do restaurante, o mestre-cuca cultiva um jardim de hortaliças. Se não conseguir mesa, vá ao Bouchon, bistrô de Keller inspirado na clássica culinária de Lyon. O Vale do Napa coleciona estrelas Michelin. Dentre outros restaurantes premiados (todos com horta orgânica própria) estão The Restaurant, três estrelas, no Meadowood Napa Valley Resort, em St. Helena, a cargo do chef Christopher Kostow, e o vegetariano Ubuntu, na cidade de Napa, uma estrela. Na volta a São Francisco, impossível não reparar na imensa construção do Premium Outlet, mais um motivo para ficar (ou voltar) ao Vale do Napa e dedicar um dia inteiro só às compras com descontos. Quem conhece a fama desse grupo de outlets americanos sabe o que lhe aguarda. Rumo a São Francisco certifique-se de tomar o trajeto que atravessa os vinhedos do vizinho Vale do Sonoma e entra na cidade pela icônica ponte Golden Gate, outra visão extasiante e inesquecível.

RAIO X

RESTAURANTE SOBRE TRILHOS – Uma forma deliciosa de ver o Vale do Napa. O Wine Train (Trem do Vinho) reúne uma coleção de vagões históricos (1915-1917 Pullman Dining, Lounge, e 1952 Vista Dome) transformados em restaurantes gourmets com menus distintos elaborados pelo chef Kelly Macdonald. Partindo da estação McKinstry Street, em Napa, propõe diversos programas gastronômicos numa jornada de três horas até St. Helena, com os vinhedos passando pelas janelas. Um dos mais populares é o almoço com três pratos e visita a uma vinícola. A partir de US$ 129 por pessoa, winetrain.com.

COMO CHEGAR A partir de São Francisco, são só 80 km até o Vale do Napa. Alugue um carro ou contrate um motorista da Pure Luxury Transportation, www.pureluxury.com. VINÍCOLAS É preciso marcar as visitas com antecedência. As vinícolas funcionam diariamente das 10h às 17h. Rubicon Estate: 1991 St. Helena Hwy, Rutherford, Califórnia, tel. (1-707) 968-1187, www.rubiconestate.com. Robert Mondavi Winery: 7801 St. Helena Hwy, Oakville, tel. (888) 7666328, www.robertmondavi.com. St. Supéry Winery: 8440 St. Helena Hwy, tel. (1-707) 963-4507, www.stsupery.com. Paraduxx: 7257 Silverado Trail Napa, tel. (1-707) 945-0890, www.paraduxx.com.

ONDE DORMIR Bardessono: 6526 Yount St., Younville, tel. (1-707) 204-6002, www.bardessono.com. Hotel boutique com certificação LEED Platinum em design e práticas sustentáveis. Vale provar o restaurante. Diárias a partir de US$ 499. Auberge du Soleil: 180 Rutherford Hill Road, Rutherford, tel. (1-707) 963-1211, www.aubergedusoleil.com. Outra opção, do grupo Relais & Chateaux, tem vista para os vinhedos. Diárias a partir de US$ 750. Harvest Inn: Onde Main St., tel. (1-707) 963-9463, www.harvestinn.com/. Charmoso e pequenino. Diárias a partir de US$ 250. ONDE COMER The French Laundry: 6640 Washington Street, Yountville, tel. (1-707) 944-2380, www.frenchlaundry.com. Bouchon: 6534 Washington Street, Yountville,

tel. (1-707) 944-8037, www.bouchonbistro.com The Restaurant: 900 Meadowood Lane, St. Helena, tel. (1-707) 967-1205, www.meadowood.com. Ubuntu: 1140 Main St., Napa, (1-707) 251-5656, www.ubuntunapa.com FAÇA AS MALAS Quando ir: de maio a agosto é quente, mas você vê as uvas. A colheita é do fim de agosto até outubro, época festiva. Na internet: legendarynapavalley.com Compras: no Napa Premium Outlets, www.premiumoutlets.com.


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cultura

Símios perigosamente sabidos Lúcia Helena de Camargo Fotos: Fox Film/Divulgação

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ica em torno de 1% a diferença genética entre os seres humanos e nossos primos primatas. Com muito em comum, não seria espantoso se hora dessas eles resolvessem falar e começar a tomar conta do mundo, alegando que os homens andam meio desleixados nessa tarefa. Fincado nessa premissa, fez sucesso nos anos da Guerra Fria o filme Planeta dos Macacos, cuja cena emblemática é a do desolado

coronel Taylor – vivido por Charlton Heston – constatando, numa praia em que se vê as ruínas da estátua da Liberdade, que aquele planeta dominado pelos símios era a Terra, num futuro não muito distante. Nos anos de 1970, sete sequências e uma série de TV derivaram desse longa. E em 2001 Tim Burton aventurou-se sem sucesso na refilmagem, tendo Mark Wahlberg como protagonista. Agora, em Planeta dos Macacos - A Origem, conta-se como os macacos ficaram tão inteligentes. James Franco encarna Will Rodman, cientista que pesquisa a cura do Mal de Alzheimer, trabalhando para a grande coorporação da indústria farmacêutica Gen-Sys. Seu pai, Charles (John Lithgow) sofre da doença, o que implicará em complicações adicionais, pois Will está desesperado por resultados. Cesar é o chimpanzé filho da principal cobaia da experiência, que, ao ficar órfão, acaba sendo adotado por Will. No papel do macaco que chega bebê à casa dos Rodman – e desenvolve inteligência acima de todas as

médias – está Andy Serkis, artista que se especializou na chamada "atuação por captura de movimentos". Ele foi o terno monstrengo Gollum na trilogia Senhor dos Anéis e o gorila gigante em King Kong. Os recursos técnicos usados surgiram nas telas pela primeira vez em Avatar, de James Cameron. Mas felizmente Planeta dos Macacos - A Origem não embarcou na onda de filmes em 3D. Segundo Joe Letteri, supervisor de efeitos visuais, o grande desafio foi filmar a sequência clímax, que se passa na ponte Golden Gate, em San Francisco. Em cena há chimpanzés, gorilas, centenas de pessoas, carros, helicópteros, todos envolvidos em correrias, explosões, lutas e tiros. Com uma parte filmada em um cenário montado em Vancouver, no Canadá, e a outra criada por computação gráfica, o resultado é convincente. Do olhar incisivo de Cesar à reação dos cidadãos desavisados que passam pela ponte. A presença feminina ficou a cargo de Freida Pinto (Latika em Quem Quer Ser Um Milionário?), que interpreta Caroline, primatóloga, veterinária de Cesar e namorada de Will. A talentosa indiana recentemente foi vista em Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, de Woody Allen. É preciso que haja vilões. A eles: Brian Cox é John Landon, que administra, juntamente com seu filho Dodge (Tom Felton, o Draco Malfoy da série Harry Potter) o Santuário de San Bruno, destinado a abrigar primatas desabrigados. O diretor, Rupert Wyatt, não é dos famosos de Hollywood. Seu filme mais conhecido é O Escapista. Com Planeta dos Macacos - A Origem, ganha oportunidade de fazer nome. Ele construiu uma história com ação, aventura, ficção científica e aspectos de drama. E inclui a deixa para a continuação, já que ficamos sabendo como os símios ficaram intelectualmente capazes, mas falta entender os métodos que usaram para conquistar o mundo. Planeta dos Macacos - A Origem (Rise of the Planet of the Apes, EUA, 2011, 106 minutos). Direção: Rupert Wyatt.

Andy Serkis interpreta Cesar; James Franco como o cientista Will Rodman; e Freida Pinto, ao ser dirigida por Rupert Wyatt.

Homens, mulheres. E nada de canudinho.

Warner Bros/Divulgação

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Cal Weaver (Steve Carell), casado há 20 anos com Emily (Julianne Moore). No destaque, Emma Stone.

abe aquele jogo "Maria gostava de João, que amava Clara, que adorava Joaquim, que idolatrava – ou odiava – Maria"? Assim é Amor a Toda Prova. Com muitos personagens e todos intimamente ligados, o filme conta uma história sobre casais contemporâneos, encontros e desencontros. Cal Weaver (Steve Carell) é o típico americano casado de classe média. Com situação financeira confortável, tem uma bela casa, filhos, vida tranquila, é casado com sua namorada de adolescência, Emily (Julianne Moore). A mulher, porém, anuncia querer o divórcio. E o mundo de Cal, como se espera, desaba. Ao conhecer o conquistador Jacob Palmer (Ryan Gosling), Warner Bros/Divulgação Cal passará por uma transformação radical que irá além do visual. Desajeitado, usando roupas folgadas demais e iletrado na arte da conquista, ele será treinado. Vai aprender mais sobre as mulheres em algumas semanas do que soube durante toda a vida.

Tomando-o como exemplo, em determinado momento o espectador poderá chegar à conclusão de que todo homem casado há muito tempo precisa de férias conjugaism, nem que seja apenas para entender como tratar a própria mulher ou valorizá-la a contento. Pode ser que nem todas as esposas concordem com esse estágio de liberação das obrigações matrimoniais, mas aquelas que toparem a brincadeira e não enxergarem as escapadelas como infidelidade, podem ter de volta um marido mais eficaz. Paralela às aventuras de Cal, vemos seu filho de 13 anos, Robbie (Jonah Bobo), que está apaixonado pela babá de 17, Jéssica (Analeigh Tipton), que por sua vez está caída de amores por... Cal. E adentramos um campo obscuro: quando é legítimo lutar pelo amor e qual a hora de desistir? "Todas as cartas de amor são ridículas" é uma das célebres frases do poeta português Fernando Pessoa. No entanto, até que ponto é possível ser ridículo

Encante-se com felinos. Na página 26, documentário arrebata com belas e reveladoras imagens.

em nome de uma paixão, sem cair no piegas ou patético? O jovem encara bravamente as questões e desponta como o personagem mais maduro em toda a trama. Participam ainda Emma Stone, Marisa Tomei e Kevin Bacon, como o colega de trabalho de Emily, David Lindhagen. Amor a Toda Prova tem momentos engraçados. De humor marrom, quase negro, como o diálogo travado em um bar no qual alguém precisa decidir o que é pior, se o divórcio ou o câncer. Há ainda humor físico. Um monumental mal-entendido leva vários homens a se engalfinhar em um jardim, na briga com direito a desastrados murros, socos e pontapés. O maior ensinamento do filme (sim, pode-se aprender com uma comédia!) talvez seja esse: se você é homem, nunca, jamais, em hipótese alguma, fique debruçado sobre a mesa ou o balcão de um bar bebericando seu drinque com uso de um canudinho. Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid Love, EUA, 2011). Com Steve Carell, Ryan Gosling, Julianne Moore, Emma Stone, John Carroll Lynch, Marisa Tome, Kevin Bacon, Jonah Bobo, Analeigh Tipton.


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Regina Ricca

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m uma metrópole como São Paulo, o que não faltam são personagens invisíveis. Eles estão por toda a parte, porém costumam habitar mais comumente os fronts periféricos da Cidade, onde travam batalhas pela sobrevivência digna fora do eixo econômico e cultural dos bairros centrais mais ricos. Uma nova série da TV Cultura quis saber quem são algumas dessas pessoas, como vivem e se relacionam em suas comunidades. O resultado pode ser visto no programa Reis da Rua, com estreia prevista para segunda ( 29). O programa radiografa o dia a dia de 18 personagens desconhecidos das pessoas que moram "'bem nos bairros bons" da Capital. Personagens que se tornaram famosos e às vezes muito bem sucedidos em suas comunidades esquecidas pelo poder público, cujas tábuas de salvação foram a arte ou liderança social. Reis da Rua saiu a campo para mostrar como se constroi a história de sucesso desses anônimos cidadãos. E nessa busca o programa encontrou cantores de rap e funk como o camelô Nego Blue, dançarinos como a de raga dancer Aline Trindade, pequenos comerciantes, líderes sociais, como Tia Eva, que comanda um time de futebol infanto-juvenil, e até uma drag queen, Albert, ativista GLBTS que comanda oficinas de educação sexual em Itaquera. Todos falam de si mesmo, de seus respectivos trabalhos, sonhos, angústias e medos. Mas as câmeras do programa também vão atrás de depoimentos de pessoas que convivem com eles e testemunham a relação deles com as comunidades nas quais vivem. No primeiro episódio, Reis da Rua decifra a história do funkeiro MC Dedê, morador de Cidade Tiradentes, um artista que deixa muita gente boa de gogó no chinelo. Só para se ter uma ideia: os vídeos de Dedê no Youtube já tiveram mais de um milhão de acessos. Reis da Rua vai ao ar toda segunda, às 20h40.

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cultura

Marguerite Smits Van Oyen/Disney/Divulgação

Majestosos felinos

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erceiro lançamento da Disneynature, novo selo cinematográfico dos estúdios Walt Disney em seis décadas, Reino dos Felinos chega nesta sexta (26) aos cinemas narrando as histórias dos reis da vida selvagem na savana africana. Tendo leões e guepardos como protagonistas, outros bichos – rinocerontes, elefantes, antílopes – aparecem como coadjuvantes. Dirigido por Alastair Fothergill e Keith Scholey, o filme exibe as interações entre famílias de felinos, por meio de sequências das belíssimas paisagens e dos majestosos animais. Acompanhados de perto, são mostrados Mara, a filha de uma leoa ferida, porém determinada; Sita, uma corajosa guepardo, mãe solteira com cinco filhotes recém-nascidos; e Kali, um leão que foi banido de seu bando e retorna com os filhos para retomar o seu lar. O filme será lançado exclusivamente na rede Cinemark. Surgida em abril de 2008, a Disneynature foi criada com o objetivo de ser um selo de filmes que mostrem a natureza do mundo, capturando a variedade de assuntos e histórias da vida selvagem. Terra, o primeiro filme, estreou nos Estados Unidos em 22 de abril, Dia da Terra em 2009. Traz belíssimas imagens do planeta visto de cima. E a narração não é apenas descritiva. Discorre sobre problemas e possui tom crítico. No ano passado foi a vez de Oceanos, também com estreia em 22 de abril. O filme alcançou a terceira maior bilheteria de estreia de todos os tempos para um filme sobre a natureza. A Disney divulga ainda que Oceanos obteve o terceiro maior faturamento da história de um longa-metragem sobre a natureza.

Guepardos: interações e humores de famílias de felinos que vivem na savana africana.

O balé de Pina O canal Film&Arts põe em cena neste domingo,(28), às 18h, uma das mais belas coreografias criadas pela alemã Pina Bausch, morta em junho de 2009, a poucos dias de completar 69 anos. Orfeu e Eurídice foi uma das últimas obras-primas criadas por Pina Bausch, que estreou em fevereiro de 2008 na Ópera de Paris. Num cenário despojado, o lirismo e a elegância da ação divide-se em quatro quadros, mas Bausch modificou o final feliz eliminando o canto de aclamação ao amor, terminando com a morte de Orfeu após a perda de Eurídice. A coreografia é acompanhada por um conjunto de instrumentos de época de Thomas Hengelbrock. E no elenco estão a mezzo-soprano suíça Maria Riccarda Wesseling como o comovente Orfeu, a soprano alemã Julia Kleiter como a delicada Eurídice e a encantadora soprano coreana Sunhae Im como Amore. O elenco de bailarinos que dubla as vozes é da ópera de Paris: Yann Bridard, Marie-Agnès Gillot, Miteki Kudo.

Marguerite Smits Van Oyen/Disney/Divulgação

Os perigos de um centímetro enfurecido Sérgio Roveri Divulgação

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Hedwig e o Centímetro Enfurecido. Sexta (26). Teatro Nair Bello, terceiro piso do Shopping Frei Caneca. Tel.: 3472-2414. Sexta 21h30; Sábado. 21h. Domingo. 18h. R$ 60.

Pelé na telona Outra curiosa atração deste domingo (28), também às 18h, está no Canal Brasil, que exibe o documentário Cine Pelé, de Evaldo Mocarzel . Esse média-metragem de 60 minutos nasceu a partir de um depoimento de quatro horas que o Rei do Futebol deu ao diretor, no qual narrou suas histórias não nos gramados, mas nas telas de cinema. Cine Pelé reconta a vida do rei na telona por intermédio dos 18 filmes dos quais ele participou -- alguns nos EUA, onde contracenou com atores famosos como Michael Caine e Stallone, e nunca exibidos no Brasil. Pelé conta no filme que desde criança gostava de cinema. "Mas fui parar no futebol por causa do meu pai. Só que ainda em Bauru Juanquito, Oscarito e Grande Othelo eram os meus ídolos". Pelé participou, entre outros filmes, de O Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971), A Marcha (72), Fuga Para Vitória (82), a Mirror Milagre (83) e Solidão, Uma Linda História de Amor (89). Um dos momentos mais divertidos em Cine Pelé, porém, é quando o jogador conta sobre uma cena de sexo que teve de rodar com a atriz Tereza Rachel em Pedro Mico (85) filme que era dirigido pelo marido dela, Ipojuca Pontes. "E eu estou lá, não tinha muita experiência. E o Ipojuca Pontes, que era o diretor, dizia: 'Que é isso, rapaz, tem que fazer a coisa real, isso aqui é um filme'. Eu morria de vergonha, porque era mulher dele. Teresa Raquel era a mulher dele. Eu falava: 'O diretor mandando eu pegar firme a mulher dele'. Demorei a tarde toda pra terminar a cena", diverte-se Pelé.

Em cena: romantismo e rancor.

Sátira ao golpe do baú Escrita em 1957, O Casamento Suspeitoso resiste até hoje como uma das mais eficientes sátiras nacionais a uma instituição universal: o golpe do baú. Esta comédia de Ariano Suassuna, que ganha direção de Sérgio Ferrara na montagem que estreia nesta sexta (26) no Teatro do Sesi, emprega elementos do folclore nordestino, da commedia dell'arte e até algumas feições dos personagens de Molière para descrever a chegada de uma família de larápios do Recife à interiorana Taperoá, na Paraíba, com a intenção de encontrar um marido rico para a folgosa

Lúcia Renata (papel de Suzana Alves), que circula sem receios ao lado de um amante do tipo cafetão, a quem ela apresenta como primo. O alvo das investidas de Lúcia Renata é Geraldo, um jovem ingênuo e simplório, mas que está em vias de receber uma grande herança. A garota interesseira não vai precisar de muito tempo para perceber a quantidade de obstáculos em seu caminho para o altar: os amigos de Geraldo e sua zelosa família, liderada pela mãe, Dona Guida, juntam forças para impedir o casamento. Toda a ação se passa no casarão de Dona Guida, uma espécie de Maria Bonita na hora de defender seu rebento - ela re-

cepciona os forasteiros com revólver na cintura e bombinhas no bolso. Dois empregados de Guida, os espertalhões Cancão (Marco Antonio Pâmio) e Gaspar (Rogério Britto), podem ser lidos como uma referência direta a duas magistrais criações de Suassuna, os trambiqueiros João Grilo e Chicó, que aparecem em O Auto da Compadecida. O Casamento Suspeitoso. Sexta (26). Teatro do Sesi. Avenida Paulista, 1313. Tel.: 3146-7406. Quinta a domingo. 20h. Grátis às quintas e sextas e R$ 10 nos fins de semana.

Famoso pela delicadeza e inventividade que imprime aos seus trabalhos, o diretor Márcio Aurélio escolheu, para comemorar os 21 anos de sua companhia, a Razões Inversas, que já brindou o público com espetáculos do porte de Agreste e Pólvora e Poesia, encenar uma peça francesa inédita no Brasil - e que coloca o próprio teatro no centro da discussão. A Ilusão Cômica, de Pierre Corneille (1606-1684) é uma comédia dividida em cinco atos que, ao retratar a incessante busca de um pai pelo filho desaparecido, acaba fazendo uma divertida declaração de amor à arte de representar. A peça estreia neste sábado (27), no

Centro Cultural do Banco do Brasil. "Este texto apresenta, ao mesmo tempo, um caráter poético e uma grande força dramática", diz o diretor. "Ele faz uma série de questionamentos sobre relações amorosas e sociais e também sobre os conflitos entre pais e filhos. Por meio de uma série de metáforas, o espetáculo coloca em discussão o próprio papel do teatro e suas funções no dia de hoje". Trafegando entre os terrenos da comédia e, em menor escala, os da tragédia e do drama, A Ilusão Cômica mostra o empenho de um burguês, chamado Prindamante, para localizar seu filho Clindor, desaparecido há algum tempo. Cansado da busca solitária, ele decide re-

correr ao auxílio de Alcandro, um mago conceituado na região. Por meio de uma série de sortilégios, Alcandro revela a Prindamente que o jovem Clindor está metido em uma série de aventuras e confusões amorosas – mas, como será revelado mais adiante, nenhum destes percalços devem ser encarados com pesar pelo pai, já que Clindor arrumou um emprego de ator longe dali e todas as suas turbulências estão bem acomodadas no terreno da ficção. A Ilusão Cômica. Sábado (27). Centro Cultural do Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3651. Sexta e sábado. 19h30. Domingo. 18h. R$ 10.

Fotos: Divulgação

A arte de representar. Com alegria. João Caldas

cantora transexual Hedwig Schmidt, líder da banda de punk rock Centímetro Enfurecido, coleciona alguns traumas que fariam qualquer um sair do tom. Na infância, quando era um garoto de nome Hansel e vivia na Berlim Oriental, foi abusado sexualmente pelo pai. Algum tempo depois, conheceu e se apaixonou por Luther, soldado americano que prometeu levá-lo para os EUA caso ele concordasse em mudar de sexo. A operação, incompleta e mal sucedida, deixou à mostra um centímetro do seu antigo órgão sexual, motivo que fez o soldado abandoná-lo num lugar perdido do Kansas. Foi ali que a jovem, já rebatizada de Hedwig, conheceu o músico Tommy Speck, por quem também se encantou. A exemplo do soldado, o músico também a abandonou, não sem antes roubar suas canções com as quais, da noite para o dia, se converteria em astro do rock. Restou a Hedwig, então, formar uma banda e se apresentar em botecos decadentes ao lado dos estádios em que Speck era ovacionado com as canções roubadas. Esta é a história que, numa embalagem de guitarras distorcidas e canções de rock de tom confessional, é contada em Hedwig e o Centímetro Enfurecido, musical escrito por John Cameron Mitchell que entra em cartaz nesta sexta (26) no Teatro Nair Bello. O espetáculo é dirigido pelo ator e músico Evandro Mesquita e traz no elenco os atores Pierre Baitelli, Felipe Carvalhido e Eline Porto, acompanhados em cena por uma banda de quatro músicos. No papel de Hedwig, o ator Pierre Baitelli, nascido em Petrópolis há 27 anos e há 12 morando no Rio, encarna um dos personagens mais desafiadores de sua breve carreira. Revelado pelos diretores Charles Möeller e Cláudio Botelho no musical O Despertar da Primavera, de 2009, em que fazia um adolescente rebelde de 15 anos, Baitelli se entrega agora à figura dúbia de Hedwig, indefinida tanto no sexo quanto nas ambições pessoais. "Tenho certeza de que estou diante de um personagem romântico e trágico, que perdeu tudo: os dois grandes amores da vida, o órgão sexual e o respeito pelo pai", diz Baitelli. "Em função de tantas questões duvidosas que carrega, Hedwig é uma personagem de muita profundidade. Ela é uma mulher - e eu aprendi a tratá-la no feminino - que passou por tantos percalços na vida que acabou adquirindo uma personalidade esquizofrênica". Desde que estreou no circuito off-Broadway, em 1998, Hedwig já teve mais de 50 versões encenadas ao redor do mundo. A montagem brasileira foi traduzida e adaptada por Jonas Calmon e Evandro Mesquita. "Por ser um espetáculo de rock, a peça tem uma pegada muito agressiva", diz Baitelli. "Existe o lado romântico do personagem, representado por sua insistência em encontrar sua cara metade, mas também está em cena o rancor de quem foi abandonado e humilhado desde a infância. Hedwig é um personagem perigoso porque, ao mesmo tempo em que ele pode ser tudo, também não pode ser qualquer coisa".

18 personagens radiografados em documentário da TV Cultura


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Brasil: É Muita História, de Eduardo Bueno, resgata trajetória do País de uma maneira fácil e saborosa

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cultura

O general Patton, dos cavalos aos tanques.

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NOSSA HISTÓRIA EM LIVRO E DVD Marcus Lopes

Lendário líder americano ganha polêmica biografia

Fotos: Reprodução

Renato Pompeu

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ntre os comandantes aliados ocidentais das forças que combateram o Eixo nazifascista na Segunda Guerra Mundial, nenhum é mais famoso do que o general George Smith Patton Jr. (1885-1945), o famoso Patton do filme de 1970 do diretor Frank J. Schaffner, com George C. Scott no papel-título e Francis Ford Coppola como um dos roteiristas. Patton ficou celebrizado por ter sido autor da enfática tese de que um soldado não se deve dispor a "morrer pela Pátria", mas a "matar" o mais que possa por ela. E é objeto agora de uma bem cuidada biografia, elegante na forma e erudita no conteúdo, Patton, o Herói Polêmico da Segunda Guerra, lançada pela Editora Contexto escrita por um brasileiro. Pois o trabalho tem a autoria do competente historiador João Fábio Bertonha, pesquisador consagrado pela obra Os Italianos. Na mais complicada das profissões – afinal o objetivo de um líder militar em campanha é conseguir provocar a morte de mais gente entre os inimigos que está enfrentando, do que estes conseguem matar entre os seus próprios comandados –, Patton já era bem afamado entre os seus colegas quando se tornou em 1943 bem conhecido pelo grande público, por dois incidentes particularmente infelizes. Visitando hospitais de campanha, irritou-se com dois soldados pacientes que não estavam muito feridos e os expulsou, chamando-os de "covardes" e os agredindo. A imprensa americana, no entanto, divulgou para a opinião pública de seu país que os dois soldados estavam gravemente doentes e que nenhum deles era covarde, segundo suas respectivas folhas corridas, repletas de citações de bravura. Essa, a de arbitrário e violento, foi a primeira imagem de Patton junto ao grande público dos EUA. O próprio comando militar dos EUA o parecia julgar útil apenas em situações de guerra, pois ele se destacou nas frentes da África do Norte e da Sicília, como o comandante ocidental que mais bem sabia usar os tanques, e da França, onde comandou o Terceiro Exército americano, pioneiro em conseguir que as forças nazistas recuassem para a Alemanha. Isso porque, logo que se estabeleceu a paz, Patton foi retirado, por indisciplina, do comando do Terceiro Exército; acabou morrendo num acidente de trânsito. Patton havia nascido na plebeia e inovadora Califórnia, mas sua família, de secular origem escocesa, tinha as raízes bem fincadas na aristocracia agrária do ultraconservador Sul dos Estados Unidos. Ele vinha de uma linhagem de senhores de terras de maneiras afidalgadas, garantidas pelo trabalho de gerações de escravos. Aprendeu assim, por exemplo, a desprezar os negros e os judeus, duas etnias que jamais poderiam aspirar à condição de senhores de terras. Contraditoriamente, como um dos principais comandantes ocidentais, Patton ajudou essas duas etnias, principalmente os judeus, a se livrarem da maior ameaça que tiveram de enfrentar ao longo de sua história, o racismo assassino da liderança nazista. Como rebento de uma aristocracia de modos antigos,

Patton aprendeu também a bem cavalgar e se tornou consumado espadachim. Nos estudos militares, na famosa academia de West Point, não se sobressaiu grande coisa, mas se tornou benquisto pelos oficiais de formação semelhante à sua, admiradores da proficiência na equitação e na esgrima. Patton chegou a representar seu país nos Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo. Na verdade, Patton começou sua carreira militar lutando a cavalo e de espada, na campanha dos EUA em 1916 no México, combatendo os revolucionários do igualmente famoso Pancho Villa. E fez parte dos últimos regimentos da Cavalaria clássica - aquela mesma que exterminou tantas populações indígenas e que até hoje é invocada em situações de perigo ("chamem a Cavalaria!"). Mas, meses depois, participou de algumas das últimas batalhas da Primeira Guerra Mundial, na Europa, onde se tornou familiarizado com a temível arma então relançada - o tanque de guerra. Convém lembrar que o tanque de guerra tem esse nome porque,

para despistar, seus primeiros protótipos foram apresentados como reservatórios móveis de água, não como arma. E que os tanques logo foram classificados como Cavalaria Blindada. Assim Patton passou de uma arma antiquada - o cavalo - para a arma que, com o avião, marcaria o século 20 - o tanque. Ele acompanhou, notadamente, o desempenho dos tanques Renault da França. No pós-Primeira Guerra Mundial, mesmo não estando em ação, Patton, que ocupou cargos administrativos no Exército, continuou estudando a nova arma. Isso não era comum entre altos oficiais. A maior parte do bem informado trabalho do Bertonha é dedicada ao grande proveito que Patton tirou dessa sua percepção da importância do tanque, ou seja, às suas fulminantes vitórias na África e na Europa. Vale a pena ler.

D. Pedro II é enterrado com honras em Paris

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á certo que a família do rei português D. João VI nunca foi considerada exemplo de beleza física, mas o embaixador da França em Lisboa Andoche Junot extrapolou. Em 1805, anotou no seu diário: "Meu Deus! Como é feio! Meu Deus! Como é feia a princesa! Meu Deus! Como são todos feios! Não há um só rosto gracioso entre eles, exceto o do príncipe herdeiro". O embaixador referia-se ao garoto Pedro de Alcântara, que depois se tornaria herói da Independência brasileira e o nosso primeiro imperador. E um homem bastante chegado à boemia e às amantes. Dificilmente essa passagem seria contada nos livros didáticos oficiais de História do Brasil. Mas pode ser conferida em Brasil: É Muita História - Cinco Séculos de um País em Construção (Editora Leya, 478 páginas), que resgata nossa trajetória desde a fase pré-histórica (muito antes do Descobrimento) até o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nessa edição limitada, o livro Brasil: Uma História, do jornalista Eduardo Bueno, vem acompanhado do DVD com uma coletânea do programa É Muita

Acima, navio com imigrantes alemães ruma ao sul do Brasil. A miscigenação de raças no Brasil foi imortalizada por Tarsila do Amaral no quadro Operários (à direita). Ao lado, quadro do pintor Eduardo de Martino retrata a Guerra do Paraguai.

Tropas apoiadoras de Getulio Vargas saudadas no Rio, em 1930 História, um quadro do programa Fantástico, da Rede Globo, que foi apresentado recentemente por Bueno e o apresentador Pedro Bial. Os dois apresentadores levaram para a telinha a fórmula que consagrou Bueno em mais de 20 livros: tornar a História do Brasil um estudo atraente, leve e gostoso, com passagens e histórias curiosas que recheiam os fatos históricos. Neste livro, por exemplo, o autor não se limita a escrever como foi o início do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. Ele conta que uma das pessoas que mais lucraram com a exploração das minas foi um padre, chamado Guilherme Pompeu, que virou magnata ao se tornar fornecedor e banqueiro dos bandeirantes que desbravavam o sertão em busca de riquezas. Em outra passagem, relembra os últimos anos da vida de D.Pedro II, em Paris, com a família exilada. O velho imperador vivia uma vida modesta no Hotel Belford, mas de certa forma feliz por livrar-se dos afazeres do antigo cargo e poder dedicar-se em tempo integral aos livros e aos estudos. Ele recusou a pensão oferecida pelo novo governo republicano, mas vivia às custas do barão de Penedo, que,

provavelmente, pagava as contas da família imperial com dinheiro público brasileiro. Muitos historiadores torcem o nariz para o estilo de Bueno, atribuindo ao escritor diversas imprecisões e superficialidade na narração dos fatos históricos. Mas, queira ou não, foi ele quem abriu o caminho para outros historiadores e jornalistas que se tornaram bestsellers, como Laurentino Gomes, Mary del Priore e Leandro Narloch. Este último, por sinal, repetiu a dose de sucesso com o Guia Politicamente Incorreto da América Latina, lançado recentemernte pela Editora Leya. Os historiadores acadêmicos mais tradicionais podem criticar, mas são esses novos autores que lideram as listas dos mais vendidos e tornaram o aprendizado da História, no mínimo, mais interessante. Pode não ser tudo, mas é o primeiro passo para um País que ainda conhece muito pouco a sua História. Como diz o próprio Eduardo Bueno, que também tornou-se apresentador do History Channel, nos canais pagos: "um povo que não conhece a própria História está condenado a repeti-la".


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cultura

Um príncipe na terra das amêndoas

Fotos: Rogério Voltan/Divulgação

José Guilherme R. Ferreira

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e o Marsala é o rei dos vinhos sicilianos, especialmente admirado pelos ingleses desde os século XVIII, o Nero D'Avola é seu príncipe e tem conquistado o mundo – as principais importadoras brasileiras já tem o seu rótulo da varietal. O crítico americano Matt Kramer, profundo conhecedor da viticultura italiana, aponta que a excelência dos vinhos da ilha está no bom aproveitamento de uvas autóctones: Carricante, Cataratto, Frappato, Grillo, Inzolia, Nerello, Perricone, Zibibbo e, principalmente, a Nero D'Avola. Rigoroso na avaliação, ele pede para que esqueçamos, por enquanto, as cepas globalizadas. A Nero D'Avola, em processo de revalorização desde os anos 70, passou a ser cultivada nas regiões mais elevadas da ilha, mas hoje pode ser encontrada também em quase toda a Sicília. É uma das varietais produzidas na única região DOGC da ilha, Cerasuolo di Vittoria. Em Cerasuolo, o vinho púrpura com bons taninos da Nero D'Avola é balanceado com a acidez da Frappato local. O nome da cepa-príncipe vem da cidade de Avola, onde sempre foi produzido um "vinho de muita cor e perfume", como escreveu o historiógrafo e naturalista siracusiano Saverio Landolina Nava (1743-1814). No século

Pescado de mercado envolto em presunto ibérico, prato do novo cardápio de inverno do restaurante.

Degustação espanhola Lúcia Helena de Camargo

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aldos, ensopados, carnes envoltas em molhos cremosos, embutidos. Tendo como base preparos com essas características, o restaurante espanhol Eñe reformulou seu cardápio de inverno. Criadas pelos proprietários e chefs Javier e Sérgio Torres, as receitas são executadas pelo novo chef executivo, Chico Farah (foto), que acaba de assumir as panelas no lugar de Flávio Miyamura. Tapas Entre as novidades do menu estão tapas quentes como alcachofras cozidas com panceta (R$ 32); salada morna com peixe (R$ 35) e nhoque negro de tinta de lula (R$ 32). Se preferir uma tapa fria, a sugestão é a salada com trilha – peixe popular na Espanha, similar a uma sardinha, de cor avermelhada. E para prato principal vai bem o peixe de mercado envolto em presunto ibérico e alho-poró (R$ 68); o vaporeto de frutos do mar (R$ 58), um ensopado com legumes,

camarões e mexilhões servido com cabelo de anjo e frutos do mar numa cumbuca de vidro vedada, (R$ 54); paella de pato com feijão que solta vapor e aroma quando Santarém (R$ 50); a marinera, que chega à mesa, é ótima pedida leva camarões, mariscos e lulas para o dia frio. Assim como a (R$ 60). E ainda o arroz negro paleta Royal de javali (R$ 60). Na meloso com camarões, lula e leve sobremesa, há a Torrija de toque de alho (R$ 60). E por fim, Santa Tereza (R$ 18). o arroz cremoso com Se preferir provar verduras e cogumelos um pouco de tudo, a (R$ 48). O aviso boa pedida é o consta do cardápio, menumas é bom degustação. Há lembrar: o preparo duas opções: De de qualquer paella R$ 170 ou R$ 105 demora cerca de por pessoa. Parte 25 minutos. da diversão está na surpresa. Você Embutidos apresenta suas Fábio Ranieri/Divulgação preferências e possíveis Até amanhã vigora restrições alimentares e o chef também o menu com começa a mandar os pratos à mesa. embutidos ibéricos, que traz o Podem aparecer salada de jamón ibérico Pata Negra Gran salmonetes, alcachofas, corvina, Reserva, trufas recolhidas no verão vitela, entre outros pratos. espanhol e a cecina, carne considerada o “jamón bovino”. O Paellas cardápio, com um sequência de cinco pratos, do couvert à Para quem vai de tradicional sobremesa, sai por R$ 280 por comida espanhola, há os arroces. pessoa, com bebidas e serviço à São diferentes tipos de risotos e parte. Inclui creme de feijão branco paellas, que podem ser preparadas com trufas e cecina, vieiras grelhadas com caldo com alcachofra e chorizo e, para finalizar, textura de chocolate. Se tudo isso ainda não fizer a sua cabeça, talvez se interesse pelo bife ancho com pupunha assada ao azeite de presunto (R$ 50) ou o cordeiro braseado com terrine de batatas (R$ 58). Estrelado

Ambiente do Eñe: cores da bandeira espanhola.

O Eñe foi inaugurado em 2007 em São Paulo. Em 2009, abriu as portas também no Rio de Janeiro. Nas duas unidades, o comando fica com os gêmes gêmeos Javier e Sergio Torres, que recentemente conquistaram uma estrela no guia Michelin pelo restaurante Dos Cielos, em Barcelona. Mas quem vai à caça de novas técnicas nas casas brasileiras é o chef-executivo Chico Farah. Foi ele quem levou à cozinha, por exemplo, o cozimento a vácuo ou em baixa temperatura gastrovac – equipamento que cozinha, frita e marina alimentos a vácuo (em baixa pressão), potencializando o sabor natural dos ingredientes. Eñe. Rua Doutor Mario Ferraz, 213. Jardim Europa. Tel.: 3816 – 4333. www.enerestaurante.com.br

XVIII, a região de Avola exportava uva para vinícolas da França, onde era usada na composição de grandes vinhos. Com o ataque da Phylloxera, doença que quase dizimou a viticultura na Europa, a região buscou uma cultura alternativa de subsistência. E a encontrou na amendoeira nativa, mas com hibridizações especiais feitas com variedades da Síria, Armênia e Ásia Menor, locais de origem da planta. A "mandorla" de Avola passou a ser exigida na refinada e deliciosa doceria da ilha, onde os marzipãs e os doces de amêndoas reinam sem pudores. Com o fim da Phylloxera, os vinhedos foram reconstruídos, sem que as amendoeiras perdessem seu prestígio.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome) http://www.cosvittoria.it/english/vini_cerasuolo.htm

Sagração à música Aquiles Rique Reis

A Royal de javali cozido no vinho tinto, do novo menu de inverno.

pianista, compositora, cantora e arranjadora Delia Fischer lançou Saudações Egberto (Sesc Rio). Um disco em louvor à música de Egberto Gismonti. Privilegiando composições já conhecidas do compositor, instrumentais ou não, mas que sempre encantaram dadas suas admiráveis qualidades, Delia deu mostras de profunda sensibilidade. Seu piano e sua voz, ungidos pela tranquilidade que vem com a maturidade, acrescentam nuances outras ao repertório de um dos nossos mais instigantes músicos contemporâneos. Compositor pleno de soluções da mais absoluta imprevisibilidade, bem que Egberto merecia ser revisitado por alguém com a disposição de repensá-lo e de dar à interpretação sua própria linguagem musical, livre de qualquer préconceito já cristalizado. E é exatamente isso que Delia traduz em cada uma das treze faixas escolhidas para seu álbum: um jeito só seu de fazer com que as canções de Egberto soem como o ar puro que se revigora após o temporal. Tudo isso, aliado à impecável técnica que Delia tem como pianista, dá a Saudações Egberto tamanha unidade que faz dele um disco de consistente encorpadura. A contemporaneidade logo dá as caras com O Sonho (Gismonti). O arranjo é do "pirulito carijó" (quando algo era muito bom, dizia-se assim lá em Niterói). Moderno, refaz o caminho sonhado por Egberto. O teclado de Sacha Amback desconcerta, tal a sua capacidade de proporcionar ligação entre a percussão (intensa) de Naife Simões, o violino e o cellolino (com pizzicatos primorosos) de Pedro Mibielli, o baixo (seguro) de Pedro Guedes e a voz e o piano de Delia Fischer.

Segue-se Lôro - Cor de Sol (Gismonti e Eugenio Dale). Delicado, o violão começa. Delia inicia o canto. Seu piano se junta ao bandolim (Pedro Mibielli). A melodia de Egberto agradece o carinho. O intermezzo de piano tem a bateria em batida leve, mas firme. Ao voltar o canto, a caixa soa uma levada de maracatu. O suingue aumenta. O piano brilha; bandolim e violão também. A harmonia se mostra plena em sua concepção original, acrescida por criativas inserções. O piano começa a versão instrumental de Palhaço (Gismonti e Geraldo Carneiro). A delicadeza está em cada tecla percutida por Delia. O violino e o flugelhorn (Naife Simões) criam sonoridade ímpar. Logo o violino faz belo solo. O piano o acompanha, até puxar para si o improviso. O piano sola. A sonoridade do flugel e do violino volta a protagonizar. O piano retoma, o violino se junta a ele. Volta o som do violino e do flugel... Meu Deus! E tem ainda Egberto tocando violão de 10 cordas na sua Saudações; Paulinho Moska cantando com Delia Um Outro Olhar - Pêndulo (Gismonti e Ronaldo Bastos), ela que por sua vez vai de Fender Rhodes em Dança das Cabeças (Gismonti) e, só com o seu piano, canta AutoRetrato (Gismonti e Geraldo Carneiro), um monumento à solidão, doce utopia. Ao homenagear Egberto Gismonti, Delia Fischer consagra a música, faz dela um testemunho de fé no músico brasileiro.

Só de improviso

O sempre presente jamón, do menu com embutidos ibéricos.

O baterista e percussionista nova-iorquinho Bobby Sanabria improvisa (fusão entre estilos cubanos, jazz e outros ritmos latinos. Toca no Brasil com o quarteto Aché. Choperia do Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93. Tel.: 3871-7700. Sexta (26). 21h30. R$ 24.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.


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cultura

Wine Spectator e o Cadastro Positivo Carlos Celso Orcesi

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Saraiva editará meu livro “Cadastro Positivo”, com 330 páginas de comentários à recente Lei nº 12.414/11. O art. 7º possibilita aos bancos de dados a “análise de risco de crédito”. Bem, o leitor interessado no Prazer do Vinhoperguntará: mas o que isso tem a ver? Vou explicar. Análise de risco nada mais é do que score, classificação ou pontuação. Nos EUA e na Europa, para resumir a grande quantidade de dados de consumo, as agências de proteção ao crédito simplificam, atribuindo a todos os consumidores uma nota ou escore. É mais ou menos o que fazem os grandes narizes: Bob Parker da Wine Advocate, Bruce Sanderson e companhia da revista Wine Spectator, Tapias no Chile ou Peñin na Espanha, Bettane e Desseauve na França, Manoel Beato, Pagliari e Frascino no Brasil. Ora bem, uma das máximas da boa cata tem sido a degustação às cegas. Como explica a revista Wine Spec-

tator, costuma-se realizar várias sessões (flights, voos) organizadas por varietais (tipos de uvas, p. ex. syrah), apelações (p. ex. Borgonha ou Napa Valley) ou regiões (p. ex. Toscana, Nova Zelândia). “Todas as garrafas são vedadas e codificadas e o preço não é levado em consideração”. Robert Parker e companhia chegam a provar (“time is money”) 50 a 100 vinhos por dia. Terão condições de avaliar o que provam? Imaginem os leitores que o primeiro de 40 vinhos do dia seja servido no início, segundo a Lei de Murphy... RP comete erros, como ao atribuir 96 pontos ao Cheval des Andes 2006. Agora em dezembro a Wine Spectator lhe deu 90 pontos. Já provei esse vinho três vezes, e embora minha postura de ‘querer estar errado’, o vinho merece 88 pontos, o que aliás não é ruim. Ou essa prova não se deu às cegas, mas na bela sala de jantar da LVMH em Lujan de Cuyo? Suponho que Bob Parker esteja vacinado, porque deve ser

depois e estava esplendoroso! Bebi o 2005 e me decepcionei um pouco; já o 2006 está ótimo. Como escrevi em meu livro prestes a ser editado pela Saraiva, cadastro positivo é alguém no presente, com base no passado, tentando adivinhar o futuro. Um pouco contraditório, mas o objetivo é conhecer o passado de uma vinícola para imaginar o futuro do vinho comprado hoje. Compreendo a Wine Spectator; seus leitores se sentem melhor sabendo que não há influência política nem incentivo econômico. Será? Não quero parecer ingênuo nem maldoso. Sei apenas que a imensa maioria dos mortais avalia o vinho às claras... todas as noites. WS e RP são boas bússolas mas prefiro a soma de minhas experiências. Quero conhecer o passado da mão que balança o berço ou colhe as uvas. Por isso defendo a degustação às claras, consciente de que jamais mentirei a mim mesmo.

Richard Learoid/Divulgação

recebido como rei em todas as vinícolas. Ele não se vende... mas erra! Nas nossas confrarias a diferença de notas entre todos tende a se situar próxima dos três pontos. Isso é interessante: há uma tendência ao acerto mútuo. Se é assim, será correto o velho temor das provas cegas sobre que o provador se deixaria influenciar pelo rótulo? Até certo ponto é preciso peito para provar às claras um Sassicaia 1998 e sentenciar “este vinho é medíocre”. Comprei o Luca Beso de Dante 2007 (R$ 119 Bacco’s) e o abri consciente de se tratar de um corte de Malbec e Cabernet Sauvignon, Laura Catena homenageando o ‘beijo suave de uma criança’, seu segundo filho Dante! Bonitinho, mas nada que influencie meu julgamento: bom, 92 pontos. Será que na degustação de um Don Melchor deveríamos esquecer que estamos diante do ícone produzido desde 1987 com absoluta consistência? Provamos o 1987 certa noite em 2009, 22 anos

VIAGEM INTERIOR Rita Alves

Fotos: Divulgação

Acima, a cápsula gigante Wave Ufo. Abaixo, a obra Miracle, de 2001. E, ao lado, os bonecos azuis que dão nome à exposição, Oneness.

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mpossível passar em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil sem notar a nave gigante estacionada do lado de dentro. Aproveite a visão do chamativo objeto para entrar no CCBB e conhecer essa e outras obras criadas pela artista plástica japonesa Mariko Mori, apresentadas na mostra Oneness. A exposição reúne trabalhos que fundem arte e tecnologia, budismo e a ideia de uma consciência espiritual universal. São obras interativas, vídeos, fotografias e desenhos,

distribuídos pelos andares do local. Em cada criação, o olhar especial de Mariko. "Um artista vê o mundo, olha para o momento presente, com um ponto de vista especial. Minha missão é expressar o que vejo no meu campo de visão." A artista afirma que precisa criar o mundo para poder respirar o mundo. "Eu não existo se não crio." Uma boa maneira de começar a conhecer o mundo feito por ela é viajar na enorme cápsula posicionada no andar térreo, intitulada Wave Ufo. Depois de retirar uma senha na bilheteria do

CCBB, embarque com outras duas pessoas para um mundo que mistura computação gráfica, ondas cerebrais e som. Também dá para interagir em grupo com a turma da obra Oneness. Os bonecos azuis, feitos em technogel, estão de coração aberto esperando sua visita. Quem duvida, pode encostar a mão no coração de um deles para ver a reação. O trabalho simboliza a aceitação do outro e um modelo do conceito budista de unidade. Vale também andar pelo subsolo para contemplar as

aquarelas, feitas em 1988, pertencentes ao acervo da Prada Fundation, e a obra Miracle, de 2001. Mas nada de pressa durante o passeio. O trabalho de Mariko é daqueles que precisam de tempo, paciência, atenção. A correria da cidade grande fica do lado de fora do prédio e parece menos veloz depois de conhecer Onenness. Centro Cultural do Banco do Brasil São Paulo. Rua Álvares Penteado, 112, Centro, tel.: 3113-3651. Terça a domingo, das 9h às 21h. Grátis.


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SINFONICA NA INTERNET

Bom Retiro também ganha o seu Sesc. E já promete.

Fim de semana para o futuro

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ergei Prokofiev estará no centro do primeiro concerto da Osesp transmitido ao vivo para o mundo todo, às 16h30 deste sábado (27), pelo site concertodigital.osesp.art.br. Tudo a ver. O compositor, além de fazer parte do melhor da modernidade russa, tem uma relação muito especial com as imagens, seja por suas melodias incrivelmente expressivas, seja pela fértil colaboração com o cineasta Sergei Eisenstein. Sua Sinfonia nº 5 em Si Bemol Maior, Opus100, símbolo da reconstrução da auto-estima soviética no período pós-guerra, fará o vibrante encerramento do programa.

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Além de Prokofiev, outro autor do século XX estará em foco no repertório deste final de semana (a Osesp toca também, mas sem transmissão pela internet), o austríaco Erich Wolfgang Korngold. É, como Prokofiev, um nome ligado ao cinema, graças aos prestigiosos trabalhos que desenvolveu em Hollywood a partir da década de 30. Dele, a orquestra executa o Concerto para Violino em Ré Maior, Opus 35, com participação do violinista francês Renaud Capuçon. A obra em questão, inclusive, foi construída a partir das suas criações para filmes da companhia Warner Brothers. Os concertos desta sexta (26) e de

A Osesp transmite conc erto digital, gratui to e ao vivo, neste sá bado (27), às 16h30, direto da Sala São Paulo. Acesse pelo ho tsite (concertodigita l. osesp.art.br). Depois da transmissão, o concerto ficar á disponível po r um mês para os internautas.

Osesp. Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, 16. R$ 24 a R$ 135. 26 (sexta). 21h. 27 (sábado). 16h30.

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cultura

Uma ponte hispânica Latinidades unidas, para alegria paulistana. André Domingues

Sesc Bom Retiro Alameda Nothmann, 185. Tel.: 3332-3600. Grátis. 27 (sábado). 13h. Companhia de Teatro Dança Ivaldo Bertazzo. 13h30. Cisne Negro. 15h. Maria José Carraqueira e André Mehmari. 16h30. Lamartine Babo, com Centro de Pesquisas Teatrais. 20h. Dominguinhos Convida - com Yamandú Costa, Nando Cordel, Mariana Aydar e Liv Moraes. 28 (domingo). 15h. Duo Peranzzetta Senise

Marisa Monte: maior atração.

Los Van Van

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sábado (27) têm mais um grande interesse: serão regidos pela maestrina americana Marin Alsop (foto), titular da Osesp a partir do ano que vem. Além de uma oportunidade para conhecê-la melhor, o repertório será uma ótima chance para conferir seu traquejo com autores do século XX. Vale lembrar que esse tipo de compositor costuma ser um verdadeiro espinho na batuta dos regentes. (AD)

Paula Huven/Folhapress

omércio e cultura sempre fizeram par te do Bom Retiro, bairro das fervilhantes lojas de moda e de artistas como Toquinho e Osvaldinho da Cuíca. Nada mais merecido, então, do que ser abrigada ali uma unidade da rede Sesc. O novo prédio, que será inaugurado neste sábado (27), fica no ponto de encontro entre Bom Retiro e Campos Elíseos, na Alameda Nothmann, com ótima vizinhança: na mesma rua já tem o Museu da Energia e a Funarte e, perto dali, estão Museu da Língua Por tuguesa e da Sala São Paulo. A farta programação de abertura - toda gratuita - não traz grandes estrelas, mas segue o bom padrão consagrado pelo Sesc, investindo em diversas linguagens artísticas, com certa ênfase na música popular. A principal atração é a grande reunião de artistas Dominguinhos Convida, em que o mestre sanfoneiro recebe o violonista Yamandú Costa, o compositor Nando Cordel e as cantoras Mariana Aydar (foto) e Liv Moraes (sua filha). Além deles, tem Moacyr Luz, interpretando suas parcerias com Guinga e Aldir Blanc, o duo de Mauro Senise e Gilson Peranzzetta, fazendo música instrumental brasileira, e Maria José Carrasqueira e André Mehmari, contando uma breve história do piano. Fora da música, há diversas outras boas atrações. Dentre elas, merecem destaque as apresentações das companhias de dança Ivaldo Bertazzo e Cisne Negro e a peça de teatro Lamartine Babo, escrita por Antunes Filho e dirigida por Emerson Danesi. Vale a pena conferir. (AD)

Fotos: Arquivo

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ortunhol é mais do que uma língua esquisita ('esquisita' no mau sentido, em português, claro); é um estado cultural. A forma como o Brasil pensa que fala espanhol é, muitas vezes, a mesma como pensa que conhece a cultura hispânica, em geral. Ledos enganos. Há, porém, uma mudança em curso, uma antena virada para os países vizinhos e, ocasionalmente, para a Espanha, que pode ser percebida em acontecimentos como a segunda edição do festival TelefonicaSonidos, em andamento desde quarta (17), no Jockey Clube. Dedicado a explorar a riqueza de encontros entre brasileiros e

hispânicos - um interesse óbvio do patrocinador -, o evento realça uma nova postura de certa parte do País, cada vez mais preocupada em entender e curtir o que se passa do lado de lá da fronteira lingüística mais próxima. A abertura se deu com mais uma vinda do excelente pianista cubano Chucho Valdéz, que dividiu um show com o bandolinista Hamilton de Holanda. Nesta sexta (26), na noite mais esperada, apresentamse os brasileiros Seu Jorge, Marisa Monte e Carlinhos Brown junto com a banda de dance music venezuelana Los Amigos Invisibles, a cantora e compositora pop mexicana Julieta Venegas e a banda de son moderno cubano Los

brasileiras e mexicanas ao dividir Van Van, respectivamente. Sábado Abrazame com Vanessa Camargo. (27) num roteiro irregular, será a Os três exemplos citados são vez do pop-romântico-regional da interessantes porque não fazem banda mexicana Camila encontrar parte de um modismo único, mas o similar nacional de Victor e Léo e de um interesse forte e difuso pela a dupla de rap e black music música cantada em espanhol. São argentina Illya Kuryaki & The artistas que chegam não como Valderramas tocar com o Jota exóticos, mas como parte de Quest. No palco menor, que histórias correntes. Do lado de cá, completa a programação, o cantor os brasileiros que os recepcionam cubano-canadense Alex Cuba será também conhecem o terreno onde recebido por Tulipa Rui nesta sexta estão pisando e, e o espanhol assim, oferecem Pitingo se possibilidades de apresentará com parcerias mais Marina de La Riva profundas. São no sábado (27) promessas, enfim, Os novos de uma mistura tempos da relação musical de fato com os hispânicos exquisita podem ser bem ('exquisita', agora percebidos no sim, no bom Carlinhos Brown festival por pelo sentido em menos 3 dos espanhol: refinada, rara). Os visitantes citados estarem furando ouvintes antenados, assim como os aquele antigo isolamento do Brasil na América Latina. Julieta Venegas, artistas, já notam as ricas possibilidades dessa união. por exemplo, tem sido cada vez Sabendo dos bons sabores a se mais ouvida por aqui desde que experimentar, eles não pedem dividiu com Marisa Monte o cueca-cuela. sucesso Ilusión, com sua voz contida e despojada (para os sentimentalíssimos padrões Telefónica Sonidos mexicanos, é bom dizer). Ela Jóquey Club. Av. Lineu de Paula também foi convidada de Lenine Machado, 63. Tel.: 4003-121. na gravação de seu Acústico MTV, R$ 120 (para um dia avulso) em que cantaram uma versão a R$ 200 (para os 2 dias). bilíngüe de Medo. Já Los Van Van, 26 (sexta). Alex Cuba e Tulipa banda renovadora do som cubano, Rui. Los Amigos Invisibles liderada pelo lendário Juan e Seu Jorge . Marisa Monte e Formell, estreitaram sua relação Julieta Venegas. Carlinhos com os brasileiros há pouco, Brown e Los Van Van. quando gravaram com Carlinhos 27 (sábado). Pitingo e Marina Brow no clássico Soy Loco Por Ti de La Riva. Camila encontrar o América, de Gilberto Gil e Capinan. similar nacional de Victor e Léo A banda Camila, por sua vez, Illya Kuryaki & The Valderramas conseguiu a proeza de ter sucesso em trilhas sonoras de telenovelas e Jota Quest.

Encontro pantaneiro com Almir Sater

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ão é coisa fácil tirar Almir Sater da sua fazenda no Pantanal, ainda que seja para fazer shows. Mal comparando, ele parece uma versão musical do matuto antigo, que só vai à cidade para passar no médico. Daí que cada apresentação, como a deste sábado (27), seja tão especial. Como sempre, Almir vai tocar, basicamente, o que lhe vier à cabeça, sem grandes preocupações com roteiro. Despreocupação caipira. É certo, porém, que virão alguns de seus clássicos, Um Violeiro Toca e Tocando em Frente, entre outros, além de obras nem tão lembradas, como a antiga Trem do Pantanal. Embora Almir seja um nome fundamental na modernização da música sertaneja, com belos flertes com a chamada MPB e o rock, sua cabeça tem se voltado cada vez mais para a viola tradicional. Daí que canções como Moreninha Linda ta mbém figurem no repertório. E interessante relembra, inclusive, uma entrevista recente que deu ao DCultura: "O que eu ouço e gosto muito é música caipira de antigamente, ligada às folias de reis, à religiosidade, à cantoria, à época em que o cara só tinha um microfone e precisava cantar com a viola dependurada no pescoço. As duplas valorizavam mais os vocais, o canto tinha de ser muito alto para poder se escutar de longe. Essa dificuldade de tecnologia, de acesso, provocava um tipo de música muito pura, muito singela e até muito gritada. Eu tenho saudade disso". É um depoimento bastante transparente. Para chegar ao mundo atual de Almir Sater, enfim, não basta superar a distância geográfica; é preciso, também, percorrer as velhas picadas da memória. (AD) Almir Sater. Credicard Hall. Avenida Das Nações Unidas, 17.955. Tel.: 2846-6010. 27 (sábado). 22h. R$ 60 a R$ 140.


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