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Diário do Comércio - 25/08/2011

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No ranking da revista Forbes, a presidente (Docinho) só fica atrás da chanceler alemã Angela Merkel (Florzinha) e da secretária de Estado americana Hillary Clinton (Lindinha). Pág. 5

Dilma é uma das três superpoderosas Ano 87 - Nº 23.444

Conclusão: 23h50

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

iStop Gênio deixa comando da Apple "Infelizmente, esse dia chegou", diz Steve Jobs no comunicado em que renuncia ao cargo de executivo-chefe. Tim Cook, atual vice, assumirá. Pág. 21

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 25 de agosto de 2011 Beck Diefenbach/Reuters

Andre Dusek/AE

Sem-terra com a bola toda no Ministério dos Esportes Protestos e invasões em Brasília (foto) também pelo fim de despejos por causa da Copa. Pág. 8 Reprodução

Cunhada do vice Temer, uma 'coelhinha'. Fernanda Tedeschi, de 25 anos, irmã de Marcela Temer, será capa da revista Playboy. Mas ainda não foi revelado de qual mês. Pág. 8

Cheque tem juro espacial: 188% ao ano. Taxa, a maior desde de 1999, subiu 17,3 pontos de janeiro a julho. Pág. 17

Banqueiro Cacciola em liberdade Depois de 3 anos de prisão no Rio, de onde sai hoje, ele obteve condicional. Pág. 6

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 24º C. Mínima 15º C. ISSN 1679-2688

23444

9 771679 268008

Zilberman

HOJE Parcialmente nublado Máxima 27º C. Mínima 14º C.

Rebeldes líbios oferecem recompensa de 2 milhões de dinares (cerca de US$ 1,6 milhão) pela captura do ditador Muamar Kadafi, enquanto o chanceler Abdelati Obeidi diz que a "guerra acabou" e pede aos kadafistas que entreguem as armas. Pág. 14


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

As razões para a mudança de rota, que contraria velhos tabus do petismo tradicional, são práticas. José Márcio Mendonça

pinião

A necessidade faz o monge. Ou a monja. J Q M

uando foi ministra das Minas e Energia, e depois a poderosa chefe da Casa Civil da Presidência da República, nos tempos do governo Lula, a agora ocupante mor do Palácio do Planalto foi, dos auxiliares do ex-presidente, a que mais se esmerou em demonizar as privatizações realizadas no governo Fernando Henrique Cardoso. Principalmente as do setor elétrico, mas não somente elas – seja no âmbito federal , seja no âmbito estadual. Foi no dilmato no Ministério das Minas e Energia que se estabeleceu o novo modelo elétrico brasileiro, entre outras coisas com a criação de mais uma estatal para o setor, a Empresa de Política Energética (EPE), com poderes conflitantes com outros órgãos já existentes, o esvaziamento da agência reguladora Aneel (como a Anatel foi se transformando num apêndice do ministério da área), o fortalecimento da Eletrobras, programada para se tornar a "Petrobras do setor elétrico" e a estratégia de botar a empresa, suas subsidiárias e os obedientes e controlados fundos de pensão das estatais como sócios majoritários das novas mega- hidrelétricas em construção no Norte do País.

ARISTÓTELES DRUMMOND

80 ANOS E

OSÉ ÁRCIO MENDONÇA

MUITA POLÊMICA

E

xistem homens aos quais Deus proporciona a longevidade em plena capacidade de trabalho, como uma oportunidade de receber, em vida , o reconhecimento pelo que fizeram de positivo ao longo da vida . Este é o caso do polêmico, amado e detestado, admirado e rejeitado Paulo Maluf. Político, foi e é um empresário de sucesso, tendo presidido inclusive a Associação Comercial de São Paulo. Em 3 de setembro, ele vai completar 80 anos. Hoje, daqui do Pão de Açúcar e do Corcovado, podemos ver, com a distancia que ameniza as paixões, que Maluf chega aos oitenta anos em pleno exercício do terceiro mandato parlamentar, dois dos quais como o mais votado do Brasil, depois de ser prefeito e governador, candidato indireto e direto a presidente da República. Como dirigente da ACSP, sempre se manteve fiel aos ideais de liberdade econômica com justiça social. Figura curiosa de homem publico, mesmo sendo tão duramente acusado, nunca falou mal dos adversários. Eu mesmo posso dar testemunho disso. Há anos, entrevistando-o na Rede Vida, sugeri abordarmos algumas de suas iniciativas, criticadas e alvo até de ações na Justiça, consideradas pelos seus opositores como delírios de um faraó. Para minha surpresa, ele pediu para não citar os autores da iniciativa judicial, pois um deles, honrado político, já havia morrido e o outro vivia um difícil momento de ordem familiar.

N

ão foi somente aí. No setor de telecomunicações, se não foi possível avançar contra a bem sucedida desestatização com a venda da Telebras e suas subsidiárias, processo que permitiu ao Brasil sair da quase indigência em matéria de serviços de comunicação para um país interligado de Norte a Sul, a estratégia oficial, que a presidente pilotava da Casa Civil, foi, como dito acima, cortar a autonomia da Agência Nacional de Telecomunicações – e, posteriormente, tirar dos porões a Telebrás, para transformála numa concorrente das empresas privatizadas, com a desculpa de que era preciso uma empresa estatal para universalizar o uso da banda larga no Brasil, a preços módicos. É certo que a Eletrobras, depois de maquiada, já teve de trocar de presidente, vacila nas suas funções e precisou acertar-se com o setor privado para começar a cumprir seus propósitos; mas isso, para Brasília, parece só um detalhe.

E

tem mais. Durante a campanha eleitoral que a levou ao Palácio do Planalto, coadjuvando o padrinho Lula nos palanques, Dilma continuou atirando nas costas da oposição a pecha de privatistas. Em duas ou três intervenções específicas, acendeu velas contra a ideia oposicionista de privatizar os aeroportos, tese que também era defendida até por um aliado fidelíssimo, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, preocupado com o mafuá que estava se tornando o Tom Jobim, o Galeão na terra carioca. Ontem, com a concessão do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, Dilma faz o caminho inverso do que apregoava e de suas convicções ideológicas até recentemente. Até dezembro, mais outros dois aeroportos devem ser

O concedidos ao setor privado. De dona do meio campo, a Eletrobras virou mera coadjuvante. Já se fala nos meios do setor elétrico que os próximos passos podem ser a venda de distribuidoras federais de energia no Norte e Nordeste. As razões para essa mudança de rota, que contraria velhos tabus

do petismo mais tradicional, são bastante práticas. Se no circuito não entrarem dinheiro e trabalho do setor privado, é certo que os aeroportos brasileiros vão dar vexame durante a Copa, vexames até maiores do que vem dando, no momento, a Seleção de Mano Menezes. A Telebras, até hoje, não

Mudança de rumo: com a concessão do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, Dilma faz o caminho inverso às suas convicções antiprivatização.

conseguiu entregar banda larga a R$ 35 em nenhuma cidade das 300 programadas para começarem a receber o serviço até dezembro passado. O Norte e o Nordeste têm sofrido apagões localizados e intermitentes de energia nos últimos meses – por culpa, se diz, de falhas no serviço de distribuição. É uma situação que só tende a se agravar com o crescimento acelerado que essas duas regiões estão promovendo, em ritmo superior às tradicionais locomotivas do Sul e do Sudeste. A verdade é que, com ideologia ou não, a necessidade faz o monge. Ou a monja. Tomara que outras necessidades abram mais cabeças. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

utro ponto que Paulo Maluf nunca explorou foi que, com sua candidatura previamente derrotada, em 1985, não criou problemas com a renúncia, uma vez que era velho amigo de Tancredo Neves, a cujas campanhas de 78 para o Senado e 82 para o governo de Minas havia colaborado através de suas empresas, com direito a registro na Justiça Eleitoral. O senador Francisco Dornelles, sobrinho de Tancredo, é uma testemunha destes fatos. Quando o político mineiro era ministro

Paulo Maluf está no exercício do terceiro mandato parlamentar, após ter sido prefeito e governador de São Paulo, bem como candidato indireto e direto a presidente da República. de Vargas e Maluf um jovem industrial, frequentavam no Rio a casa de Ricardo Jafet, que presidia o Banco do Brasil, e era grande amigo do então ministro da Justiça e cunhado de Paulo Maluf.

C

om qualidades e defeitos, hoje se percebe que arrefeceram os ataques mais pessoais a Maluf e surge o reconhecimento pelas obras que promoveu, com audácia e visão, a compreensão do papel que representou na política brasileira de seu tempo. Tem sido um parlamentar coerente, apoiando o governo Lula e Dilma quando deve, mas votando com suas convicções e seu passado de defensor do livre mercado, da ordem publica e das linhas mestras legadas pelo seu amigo Roberto Campos. Maluf conquistou esse reconhecimento não apenas pelo que fez, mas também pelas qualidades pessoais, de quem soube ser um filho dedicado e um chefe de família muito ligado à mulher, filhos e netos, e um patrão que nunca teve problemas com seus operários. Por seus 80 anos, vai a homenagem de quem com ele nunca trabalhou, mas que o acompanha desde sempre, do Rio de Janeiro, onde a política é vista sem as paixões regionais tão comuns e que por vezes maculam a imagem de personalidades fortes, como nos casos de Antonio Carlos Magalhães, Adhemar de Barros, JK e Fernando Collor, entre outros. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

O PATRIOTISMO DO GENERAL Embora com algum atraso, quero dizer que me sinto orgulhoso por ser leitor do DC. A entrevista com o general Luiz Gonzaga Lessa foi a mais importante da imprensa brasileira nos últimos tempos. Uma lição de patriotismo, coragem e amor ao Brasil, que está sendo entregue

a potências estrangeiras por essa classe política traidora, corrupta e incompetente. Ainda bem que existem patriotas como os generais Lessa e Augusto Heleno e tantos outros. João Alfredo Castelo Branco - São Paulo

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

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ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA ESTÁ MAIS FORTE DO QUE NUNCA, GRAÇAS AO FORO DE SÃO PAULO.

pinião

FRIVOLIDADE CRIMINOSA Ricardo Stuckert/PR

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m entrevista publicada pela BBC Brasil no último dia 19, o historiador norte-americano John French, da Duke University, afirmou que, vinte anos depois da queda da URSS, a esquerda no Brasil – e na América Latina em geral – está mais forte do que nunca, graças à criação do Foro de São Paulo, em 1990. "Quando eles começaram", disse French, "os partidos que se reuniam nesses encontros a cada dois anos estavam todos em crise e se perguntando qual seria o futuro da esquerda". Duas décadas depois, "muitos desses mesmos partidos estão no poder em seus países", observa French, ao citar os exemplos da Frente Ampla (do Uruguai), da FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, de El Salvador) e da FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional, da Nicarágua), todos integrantes do Foro de São Paulo. E French conclui: "O fato de que eles conseguiram chegar ao poder na última década é realmente impressionante".

I

mpressionante, digo eu, é a resistência obstinada que a elite brasileira em geral opôs, durante duas décadas, a reconhecer que isso estivesse acontecendo. Mais impressionante ainda é que, depois de tudo, continue louvando e badalando os palpiteiros cegos que então a induziram em erro, e afetando desprezo olímpico a quem a informou e explicou tudo com antecedência mais do que suficiente. O sr. Merval Pereira, cujo único feito jornalístico admirável foi repetir, diluídos, os meus artigos de dez anos antes, ganhou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. O sr. Pedro Bial, que ao me entrevistar, em 1996, só faltou rir ante a minha assertiva de que a esquerda estava crescendo (v.http://www.youtube.com/watch ?v=ehjFqQati-

OLAVO DE CARVALHO

O ex-presidente Lula, em 2005, participa de ato político em celebração aos 15 anos da criação do Foro de São Paulo C o & p l a y n e x t = 1 & l i s t = P LCA06A5D26D49DED8), até hoje não reconheceu que desconfiou da pessoa errada.

O

s liberais quase todos, que só queriam falar de economia e não ligavam a mínima para o Foro de São Paulo, continuam arrotando doutrina como se ter sido atirados à lata de lixo da História pelo curso dos acontecimentos fosse um título de glória, uma prova de superioridade, não um atestado de incompetência colossal. Um deles, cujo nome não citarei por ser ex-aluno meu e pelo qual guardo um resto de condescendência paterna, insiste na conversa anestésica da massacrada e des-

moralizada geração liberal anterior, assegurando, contra todas as estatísticas, que a participação das Farc no comércio de entorpecentes é mínima, que portanto a liberação das drogas – a menina-dosolhos da ideologia libertarian – não trará vantagem nenhuma à es-

querda latino-americana. Os militares, já habituados a apanhar sem dar um pio, celebram a substituição de Nelson Jobim por Celso Amorim no Ministério da Defesa como se essa mudança não trouxesse consigo, em troca da simples remoção de um

Dilma Rousseff diz que a queda brutal do PIB é passageira e que o PAC logo surtirá efeito. Mas nada saiu do discurso. Para isso, o governo precisa ter apetite executivo.

O BAFO DO DRAGÃO CHINÊS

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China, famosa por sua culinária e por sua milenar filosofia de cunho prático-sapiencial, também vem se notabilizando tristemente pela péssima qualidade de muitos dos seus produtos e, o que é infinitamente pior, pela contumaz violação dos direitos humanos – incluindo aqui as horríveis condições de trabalho de seus operários nas linhas de produção. Até no Brasil, conforme a grande imprensa noticiou recentemente, uma empresa de origem chinesa não vinha tratando com decência seus empregados, impondo-lhes pressão brutal para aumentar a produção. Será que o Ministério do Trabalho já tomou as devidas medidas nesse caso? O regime totalitário assaz violento em vigor na China se traveste de liberal nas questões envolvendo transações comerciais com o mundo; porém – que nunca nos esqueçamos disso –, um dragão será sempre um cuspidor de fogo, não obstante finja ser um gatinho manhoso a ronronar. Paulatina, porém insidiosamente para a indústria brasileira (e mundial), os produtos "made in China", oferecidos a preços beirando a deslavado "dumping", abarrotam prateleiras, gôndolas e araras dos "peg pags" tupiniquins. "Honoláveis clientes", sejam bem-vindos ao mercado mundial chinês. Falar do "custo Brasil" é tão inútil como inútil e irritante é ouvir os economistas do governo perorarem sobre o que vai acontecer na nossa conjuntura

econômica e, depois, virem esses mesmos economistas explicar tim-tim por tim-tim por que nada aconteceu segundo suas previsões. Todo mundo está calvo de saber que esse maldito custo Brasil esmaga o parque industrial brasileiro – e ninguém com poder para isso ousa mudar tal quadro escorchante. Fabricar produtos no Brasil é sempre mais caro, por causa do peso do Estado falido e perdido nos desvãos sombrios da corrupção endêmica. Por isso, muitos empresários brasileiros se mandam para a China, em busca de diminuir seus custos operacionais. Mas em quais condições humanas esses produtos "by request" (sob encomenda) vêm sendo fabricados na terra de Confúcio? Quando os consumidores, aqui no nosso País, compram um produto com a etiqueta "made in China", somente porque o preço é mais "barato", isso não estaria custando muito caro para os trabalhadores em condições desumanas na China? Numa paráfrase ao pensador John Donne, o que acontece de ilegal a um semelhante, o trabalhador chinês, enquanto ser humano, simultaneamente acontece a mim, como consumidor final; e a mim, como empresário. Por isso, não perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti.

E

m mercados globais é sempre recomendável buscar a melhor alternativa para comprar, gerando economia de escala; produzir mais gastando menos e vender com margens de contribuição compensadoras. Afinal, o lucro auferido sob a égide da ética é deveras salutar. O que não é justo é fossilizar nosso parque industrial e contratar terceiros para operações fabris violadoras dos direitos trabalhistas e humanos, a titulo de diminuição dos custos e, dessa maneira, gerar lucros obscenos. Será este um modelo de globalização palatável? Não creio. Em qualquer etapa da cadeia produtiva, se a pessoa humana for vilipendiada, no início, no meio ou no fim desse processo, algo dará muito errado para a coletividade

denominada "aldeia global". Não fazer diretamente o mal, mas pactuar com aqueles que o fazem, ou omitir-se e não combater esse mal, é tão pernicioso quanto cometê-lo. A omissão é, aliás, de acordo com os ensinamentos magistrais de Santo Agostinho, "o pior dos pecados".

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ão perguntes, pois, por que o governo chinês explora seres humanos no trabalho: o governo explora esses trabalhadores talvez porque tu estejas te omitindo em fazer a tua parte em prol de valorizar o teu semelhante na China, na

Os empresários têm a obrigação moral e legal de não fomentar a exploração humana por parte de governos déspotas, à cata de lucro fácil, como na China.

ministro mal-educado, a promessa da total submissão das nossas Forças Armadas aos objetivos estratégicos do Foro de São Paulo.

E

não faltam aqueles que, reconhecendo por fim aquilo que negavam, buscam consolar-se alegando que afinal o governo da esquerda onipotente não é tão mau assim, que a ordem democrática foi preservada e que o PNB – a medida máxima da realidade, na sua visão – está crescendo. Sabem perfeitamente que 50 mil brasileiros são assassinados por ano, que o sistema educacional foi totalmente destruído, que muito mais do que o país crescem a dívida federal e o consumo de drogas. Mesmo quando dispõem des-

sas informações, nada dizem a respeito, porque são coisas que não saem nas manchetes – e admitir qualquer informação que não seja avalizada pela mídia é exporse ao risinho dos maliciosos, que os brasileiros de hoje, sem fibra nem caráter, temem como se fosse arma de destruição em massa. Pior ainda é acreditar piamente, como tantos, que todos esses fatos são detalhes laterais, sem significação política, quando na verdade constituem os pilares mesmos em que se assenta o poder da esquerda triunfante. Já não me pergunto mais: Quando essa gente vai aprender? Já sei. A resposta é: "Nunca!". A frivolidade criminosa das nossas classes falantes – especialmente da nossa "direita" – é um fenômeno tão abjeto, tão deprimente, que só um masoquista da erudição se atreveria a descrevê-lo em detalhe. Da minha parte, sigo o conselho que Virgílio deu a Dante no primeiro círculo do inferno: Non raggionam di lor, ma guarda e passa – "Não vamos comentálos: dê apenas uma espiada e vamos em frente." OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

LUIZ OLIVEIRA RIOS Índia ou nos grotões do Brasil. Os empresários, como líderes legítimos da indústria e do comércio, têm a obrigação moral e legal de não fomentar a exploração humana por governos déspotas, à cata de lucro fácil – caso do governo chinês, que tripudia sobre o seu próprio povo. Os negócios da China devem ser vistos com muita cautela, até porque há fortes indícios de que existe um movimento em curso, ao estilo "Chinanização do mundo". Neste planeta instantâneo, onde tudo acontece de maneira imbricada ao todo, quando uma empresa detentora de uma

marca se utiliza de uma planta fabril do outro lado do mundo para industrializar o seu produto e, através dessa "global chain of manufacturing", visar tão somente ao lucro, acima de quaisquer valores, sem dúvida reforçará a exploração humana. O preço a pagar será caro demais. Não vale a pena. E quem, em sã consciência, confia num dragão? Seu bafo é nauseabundo e as chamas que ele solta pelas narinas podem calcinar o mundo. Pena que o governo chinês não pratique as lições milenares da sua própria filosofia, que fascina o mundo, assim como sua culinária e sua medicina. LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. E-MAIL: OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM


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DIà RIO DO COMÉRCIO

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

5 SURPRESA Presidente Dilma saltou da 95ª posição para o 3º lugar, no ranking.

olítica

DECEPÇÃO Gisele Bünchen quase não entra: ficou com um modesto 60ª lugar.

Fernando Bezerra Jr/EPE - 08/08/11

Três meninas poderosas. Dilma é a terceira Segundo ranking da revista Forbes, presidente só fica atrás de Merkel e Clinton

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presidente Dilma Rousseff é a terceira mulher mais poderosa do mundo, segundo ranking elaborado pela revista Forbes, divulgado ontem. A chanceler alemã Angela Merkel está em primeiro na lista, seguida da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Em 2010, Dilma apareceu na 95ª posição. A lista da revista norte-americana é dominada por políticas, empresárias e líderes dos setores de mídia e entretenimento. "Nossa lista reflete os caminhos diversos e dinâmicos em direção ao poder para as mulheres hoje, seja liderando uma nação ou definindo a pauta de questões críticas da nossa época", diz nota de Moira Forbes, presidente e editora da ForbesWoman. Oito chefes de Estado e 29 presidentes-executivas estão na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo. Elas têm em média 54 anos e controlam, juntas, US$ 30 trilhões. Vinte e duas delas são solteiras. Para a publicação, Dilma fez história como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina, enquanto Merkel foi citada co-

mo a única mulher chefe de uma economia global real da Europa. Já Hillary foi elogiada por ter lidado com as revoluções no Oriente Médio e revelações do WikiLeaks em seu segundo ano no cargo. Segundo a Forbes, as mulheres da lista alcançaram poder não apenas por meio de dinheiro e força, mas graças à mídia social, também pelo alcance e influência que têm. Lady Gaga e a recém-nomeada editora-executiva do New York Times, Jill Abramson, estão em 11º e 12º lugar, respectivamente. Lady Gaga é a mais nova da lista, com 25 anos, enquanto a Rainha Elizabeth, no 49º lugar, é a mais velha, com 85 anos. A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, que no ano passado ficou no topo do ranking, caiu para a oitava posição. À apresentadora Oprah Winfrey, uma das apresentadora de televisão mais famosas nos Estados Unidos, coube o 14º lugar. Enquanto isso, a não menos famosa super model brasileira Gisele Bündchen, amarga a 60ª posição do ranking das mulheres mais poderosas do mundo. (Reuters)

Dilma: fez história como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina.

Thomas Peter/Reuters - 24/08/11

Chip Somodevilla/Getty Images/AFP - 16/05/11

Angela Merkel: a única chefe de uma economia global real da Europa.

Hillary: elogiada por ter lidado com as revoluções no Oriente Médio.


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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Ideli, Brasil, aquela Ideli diz que o governo vai liberar R$ 1,7 bilhão para os deputados calarem a boca. Senador Mauro Couto (PSDB-PA)

olítica

Fotos: Waldemir Barreto/Ag. Senado

O barraco de Couto e Costa no Senado O senador tucano e o líder do PT quase se atracaram. Um foi chamado de débil mental, o outro, de corrupto.

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m bate-boca entre os senadores Mauro Couto (PSDBPA) e o líder do PT, Humberto Costa (PE), quase transformou ontem o plenário e, depois, o chamado cafezinho da Casa, num ringue. Faltou pouco para se pegarem. A situação esquentou quando o líder petista afirmou que a CPI da oposição só serve para "dar palanque àqueles que não

têm compromisso com o Brasil, apenas com o histrionismo para aparecerem na televisão defendendo coisas que nós sabemos que são absolutamente indefensáveis". Couto tinha acusado a presidente Dilma Rousseff de sugerir a seus aliados que "roubem" porque não demitirá ninguém. "A Ideli, Brasil, aquela Ideli senadora que vocês viam aqui, aquela Ideli diz que o governo

vai assegurar a liberação de R$ 1,7 bilhão para os deputados calarem a boca", afirmou Couto. "É, Brasil grandioso e querido! Olha como caminhas. Ó Pátria querida, olha o que os teus filhos fazem contigo, Pátria, te abandonaram. Pátria, dizem para ti: te lixa. Ninguém assina a CPI da Corrupção, ó Pátria amada!". Do meio do plenário, Costa pediu que a Mesa Diretora tomasse posição. "Aqui, o nosso partido já foi chamado de partido de bandidos, de vagabun-

Débil mental, sim, você deve aprender a respeitar as pessoas. Você é um safado. HUMBERTO COSTA, LÍDER DO PT, EM TROCO A MAURO COUTO

dos e a Mesa não faz nada porque dizem: 'Não, trata-se de um louco, de um débil mental'. E a quantidade de agressões que são feitas aqui? O regimento precisa ser atualizado, modernizado, para impedir que todos os dias se repitam aqui as agressões a pessoas, a partidos. E muitos ainda acham que são discursos folclóricos". A ida do líder petista para o cafezinho transferiu a troca de insultos para lá. Costa dava entrevista quando Couto chegou e tocando-o no ombro, retrucou: "Débil mental, não". Ao que Costa respondeu: "Débil mental, sim, você deve aprender a respeitar as pessoas". "Moleque", acrescentou. "Você é um safado", contra atacou Couto. "Safado é você". Os assessores de Costa tentaram contê-lo, enquanto Couto deixava a área gritando: "Corrupto tem de acabar no pau, mesmo. Não pode dar trégua. Você acorda e vê, é corrupto a toda hora, tem de acabar". (AE)

Corrupto tem de acabar no pau, mesmo. Não pode dar trégua. Você acorda e vê, é corrupto a toda hora, tem de acabar. MAURO COUTO, SENADOR TUCANO, EM RESPOSTA FUMEGANTE AO LÍDER DO PT NO SENADO, HUMBERTO COSTA.

Tucano da PF será o relator de Valdemar Fernando Francischini, que participou de grandes operações da PF, foi o escolhido para relatar a representação contra o deputado. E avisa: vai atuar com justiça. A escolha do tucano foi feita por Araújo com base em uma lista tríplice, definida em sorteio. As duas outras opções eram Waldenor Pereira (PTBA) e Chico Lopes (PCdoBCE). O presidente do Conselho disse que escolheu o delegado após conversar com os três e notar que Francischini era o que tinha mais condições. Valdemar foi levado ao Conselho de Ética pelo PSol e PPS. Os partidos reuniram denúncias veiculadas pela imprensa

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 27/SME/2011 - 2010-0.290.569-5 - REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE KIT DE MATERIAL ESCOLAR - SME/CONAE Fica REDESIGNADA abertura da licitação em epígrafe. O credenciamento e os envelopes nº 01 (proposta) e envelopes nº 02 (documentação) deverão ser entregues até às 10:00 horas do dia 08/09/2011, no Auditório, situado na Rua Dr. Diogo de Faria, 1247 - 1º andar - Vila Clementino. O Edital e seus Anexos poderão ser obtidos, até o último dia que anteceder a abertura, mediante recolhimento de guia de arrecadação, ou através da apresentação de CD ROM gravável no Setor de Licitação - CONAE 151 - sala 318, ou no site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, bem como, as cópias do Edital estarão expostas no mural do Setor de Licitação.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontra-se aberto no Gabinete: PREGÃO PRESENCIAL 266/2011-SMS.G, processo 2011-0.208.947-4, destinado ao registro de preços para DISPOSITIVO PARA INCONTINÊNCIA URINÁRIA, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá às 14 horas do dia 27 de agosto de 2011, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

SECRETARIA DE TRANSPORTES AVISO DE CHAMAMENTO PÚBLICO SMT/003/2011 O SECRETÁRIO MUNICIPAL DE TRANSPORTES NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS, TORNA PÚBLICO PARA CONHECIMENTO DE QUANTOS POSSAM INTERESSAR QUE SE ENCONTRA ABERTO PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE EMPRESAS QUE TENHAM O INTERESSE NO FORNECIMENTO DE 10 a 30 ÔNIBUS DE TRAÇÃO ELÉTRICA ALIMENTADOS POR CÉLULA DE COMBUSTÍVEL HIDROGÊNIO E A RESPECTIVA INFRAESTRUTURA DE ABASTECIMENTO. FINALIDADE - PROSPECÇÃO DE MERCADO PARA CONHECIMENTO DE POSSÍVEIS FORNECEDORES, COM VISTAS AO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DOS VEÍCULOS DESTINADOS AO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS NA CIDADE DE SÃO PAULO COM ÊNFASE AO ATENDIMENTO À Lei 14933/2009 QUE INSTITUIU A POLÍTICA DE MUDANÇA DO CLIMA NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES - OS INTERESSADOS PODERÃO RETIRAR AS INFORMAÇÕES TÉCNICAS NA SEDE DA SMT - RUA BOA VISTA 236 - 8º ANDAR - NA ASSESSORIA TÉCNICA DO GABINETE - COMISSÃO ESPECIAL SMT DE MEIO AMBIENTE NA PESSOA DO SR. MARCIO RODRIGUES ALVES SCHETTINO mschettino@prefeitura.sp.gov.br - fone 3396-6905. PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS - 30 DIAS CONTADOS DA PUBLICAÇÃO DESTE CHAMAMENTO.

que apontam a participação do deputado em reuniões no Ministério dos Transportes nas quais se pedia a empresários o pagamento de propina para a liberação de recursos. Consta também no pedido de investigação um vídeo no qual Valdemar negocia a liberação de recursos do ministério para que o deputado Davi Alves Silva Júnior ingresse no PR. A representação também traz um trecho de entrevista de Valdemar a uma rádio de Mogi das Cruzes na qual ele diz "querer" uma diretoria de um banco público para ajudar aliados a liberar verbas. Um aditamento incluiu ainda no escopo da investigação a denúncia de fraudes na "Feira da Madrugada" em São Paulo. Nas próximas semanas, Francischini preparará parecer preliminar defendendo a

Valdemar, réu que aguarda julgamento do STF: na época do mensalão, ele renunciou ao mandato para fugir de um processo de cassação.

necessidade ou não de se investigar Valdemar. Se a investigação for aberta, o processo pode levar à cassação do acusado. Francischini avisa: "Vou atuar com imparcialidade, mas com justiça. Vou buscar

Mesmo contrariado, governo mantém Negromonte

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ara evitar mais uma baixa na Esplanada, o Planalto pretende manter no cargo o ministro das Cidades, Mário Negromonte. Ele assegurou ontem à presidente Dilma Rousseff e ao ministro-chefe da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, que o partido está "reunificado", após as conversas que manteve com as lideranças do PP, mesmo depois da entrevista que deu dizendo que parlamentares do partido têm "folha corrida" Em gesto simbólico para transmitir prestígio, mesmo ciente da possibilidade de surgirem novos problemas adiante com o partido e a pasta, Dilma desceu com ele a rampa interna do Planalto, ontem. Era uma tentativa de encerrar mais uma polêmica, reforçada pela fala a jornalistas de que não se pautava pela imprensa e que não se faz "escala de demissões". Apesar da irritação da presidente com os inúmeros ataques feitos por Negromonte a tudo e a todos, o Planalto preferiu, a princípio, acreditar na

versão de Negromonte e considerar que "o episódio está superado". Só que recados já foram transmitidos ontem ao Palácio de que a entrevista do ministro foi considerada "muito ruim" por uma grande maioria do PP e que havia uma "indignação" muito grande em relação a ele, difícil de ser contornada. Apoio – A ideia era apenas mostrar que Negromonte não tinha reunificado nada, como disse, ao contrário, que desagregou o que havia sido parcialmente pacificado na terça-feira. Também sinalizaram que, mesmo com as insatisfações com problemas internos, o partido continuava apoiando o governo incondicionalmente. Desde cedo, assim que a entrevista ao O Globo foi lida pelos diferentes escalões do Planalto, o incômodo tomou conta de todas as conversas. Gilberto Carvalho tentou falar com Negromonte para saber o que acontecia, e avisou ao ministro que era fundamental que ele saísse a campo para pacificar o PP. (AE)

provas e oferecer resultados". Valdemar, por meio de sua assessoria, não quis comentar a escolha. Ele avisou que vai se manifestar diretamente no Conselho, no momento adequado. E afirma estar seguro

de sua inocência. Na época do mensalão, Valdemar renunciou ao mandato para fugir de um processo de cassação. Ele é um dos réus que aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal. (AE)

Fabio Motta/AE - 17/7/08

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Newton Santos/Sigma Imagem - 31/05/04

presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), nomeou Fernando Francischini (PSDB-PR) para relatar a representação contra Valdemar da Costa Neto (PRSP). Francischini é delegado da Polícia Federal e participou de grandes operações, como as que resultaram nas prisões de Juan Carlos Abadia, Fernandinho Beira-Mar e do ex-deputado Hildebrando Pascoal.

Cacciola: depois de três anos, vai deixar Bangu e ir para casa.

Liberdade condicional para Salvatore Cacciola

O

ex-dono do banco Marka, Salvatore Cacciola, de 67 anos, conseguiu ontem a sua liberdade condicional, depois de cumprir prisão por 3 anos e 11 meses no presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro, por peculato e gestão fraudulenta de instituição financeira. O alvará de soltura foi expedido pela juíza Natascha Maculan Adum Dazzi, da Vara de Execuções Penais, que aceitou o pedido de liberdade condicional. Cacciola deixará hoje a sua cela para passar em casa o restante de sua condenação de 13 anos. Protagonista de um dos maiores escândalos financeiros do País, que resultou ao tesouro nacional prejuízo de

R$ 1,6 bilhão, foi o foragido número 1 da Justiça brasileira durante os sete anos, em que viveu em Roma, onde abriu, e ainda tem, um hotel. Cacciola fugiu do Brasil em 2000, beneficiado por um habeas corpus, concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello. Na fuga, passou por Paraty (RJ), interior de São Paulo, Sant a n a d o L i v ra m e n t o ( R S ) , Montevidéu, Buenos Aires e, finalmente, Roma. Foi preso em 2007 pela Interpol, em Mônaco, ao visitar a namorada. A família diz que ele quer viver no Rio, mas como tem cidadania italiana, nada o impede de ir a uma representação daquele país e pedir refúgio, alegando perseguição política, como Cesare Battisti. (Agências)


p Um uísque antes, a renúncia depois DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

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O meu pai era alcoólatra. Ele tomava um uísque no café da manhã. Dirce Tutu Quadros, em entrevista sobre a renúncia do pai Jânio Quadros

olítica

Tutu Quadros, filha de Jânio, relembra a renúncia do pai e confirma o que o Brasil já sabia, ele era alcoólatra. Só não se sabe quantos goles tinha tomado há 50 anos. Mário Tonocchi

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Acervo/Folhapress

Brasil não vive sem o Jânio, a classe política não vive sem o Jânio, podemos fazer todos os tipos de desaforo porque o povo nos sustenta", relembrou. "Na minha opinião, eles subestimaram a classe política, o povo brasileiro e deu no que deu". De acordo com Tutu, seu pai foi traído pelos governadores que prometeram sustentá-lo no caso de um golpe de estado. "Todos os governadores tinham participado de uma reunião com o Horta para organizar um golpe de estado e disseram que sim, que iriam apoiálo, mas puxaram o carro. Os

única filha do expresidente Jânio da Silva Quadros, Dirce Tutu Quadros, disse ontem, em entrevista à Rádio Bandeirantes, de São Paulo, que seu pai era alcoólatra e que ele tinha bebido no dia da renúncia. "O alcoolismo é reconhecido hoje como uma doença que tem que ser tratada. O meu pai era alcoólatra. Ele tomava um uísque no café da manhã", afirmou Tutu. Há exatos 50 anos depois da renúncia, a filha contou - 10/10/08 que não sabe se o pai es- Clóvis Cranchi Sobrinho/AE tava sóbrio naquele dia. Ela apenas lembrou que ele tinha bebido alguma coisa, "mas não estava bêbado, não", reafirmou. Tutu também não acredita que seu pai tenha sido injustiçado em razão da sua renúncia. "Injustiçado, não creio. Na minha opinião, acho até que o povo brasileiro e a imprensa tiveram muita paciência com ele". Na entrevista, Tutu falou ainda dos momentos críticos da renúncia. Para ela, que atualmente mora nos Estados Unidos, Jânio renunciou porque não queria ser refém do Congresso. "Ele era dominado completamente pelo ministro da Justiça, Oscar Pedroso Horta. Era o Rasputin da Corte dele", comparando o brasileiro ao russo Grigori Rasputin, que exerceu forte influência na corte de Nicolau II e foi assassinado em 1916. "Então eles vieram com esse negócio de plenos poderes. O

únicos que ficaram ao seu lado foram o Magalhães Pinto, em Minas Gerais, e o Leonel Brizola, no Rio Grande do Sul". Che Guevara – A filha disse que o pai tinha "uma personalidade estranha". Depois da renúncia, ela lembra que ele não saía de casa "porque as pessoas poderiam ter alguma reação". Tutu afirmou que a comenda a Che Guevara foi um episódio não compreendido. "Ele pediu ajuda financeira aos EUA e não foi atendido, mas no minuto em que ele condecorou Che, saiu tudo. Foi pressão dele".

Jânio Quadros no período da campanha presidencial, em 1960, e ao ser eleito pela segunda vez prefeito de São Paulo, em 1985, último cargo público.


p Sem-terra intensificam protesto em Brasília DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Se o cidadão tem atividade como produtor rural, ele deve ser beneficiado. Deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO).

olítica

Sob a coordenação da Via Campesina, que reúne o MST, a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e o Movimento dos Pequenos Agricultores, entre outros, ampliaram-se ontem as manifestações da Jornada Nacional de Lutas, que acontece em 17 estados.

Fotos: Evaristo SA/AFP

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As principais reivindicações o terceiro dia da Jornada Nacional do grupo são a redução da jorde Lutas, milhares nada de trabalho sem redução de integrantes de salarial, a destinação de 10% movimentos sociais intensifi- do Produto Interno Bruto (PIB) caram os protestos em Brasília. no orçamento federal para Segundo o MST (Movimento educação pública e gratuita e a dos Trabalhadores Rurais Sem mudança de modelo agrícola, Terra), uma das entidades inte- com a proibição da utilização grantes da Via Campesina, que de agrotóxicos e a realização organiza a manifestação, cerca da Reforma Agrária. O manifesto foi engrossado de 20 mil pessoas participaram do protesto na capital federal. pela CSP-Conlutas, Intersindical, Anel (AsOs manifessembléia Natantes da chacional dos Esmada Jornada tudantes - LiNacional de vre) e outras Lutas passaentidades não ram em frente governistas. à Catedral de mil trabalhadores O a t o c o nBrasília por rurais tomaram ontem tou também, volta das segundo a 11h30, seguina Esplanada dos Conlutas, com do em direção Ministérios e a presença de à Esplanada cerca de quados Ministémarcharam diante do tro mil camporios, onde chePalácio do Planalto, neses da Via garam por em protesto. Campesina, volta das 12 que estão horas. acampados As manifestações acontecem desde do- desde segunda-feira no estamingo em 17 Estados brasilei- cionamento do ginásio Nilson ros e envolvem ocupações de Nelson, ao lado do Estádio fazendas e usinas, acampa- Mané Garrincha. Esporte – Atacando em vámentos em frente às sedes do Incra (Instituto Nacional de rias frentes em sua determinaColonização e Reforma Agrá- ção de ocupar prédios públicos e amplificar o movimento, ria) e bloqueios de rodovias. O movimento liderado pela os sem-terra também invadiVia Campesina – que reúne o ram ontem o ministério dos EsMST, CPT (Comissão Pastoral portes. Em massa, eles tomada Terra) e Movimento dos Pe- ram as dependências do préquenos Agricultores, entre ou- dio e durante toda a ocupação tros – reivindica mais recursos passaram a exigir o fim dos do para a reforma agrária e a despejos em curso no País em renegociação de dívidas de pe- decorrência das obras da Copa do Mundo de 2014. (Agências) quenos agricultores.

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Boneco da presidente Dilma (acima) foi destaque da marcha dos manifestantes, ontem, na capital federal. A chamada Jornada Nacional de Lutas propõe invadir, ocupar e acampar em fazendas prédios e estradas.

Sergio Lima/Folhapress

Pará inteiro deve ser consultado sobre desmembramento, diz STF Para ministros, o plebiscito se destina a todos os eleitores, que decidirão sobre divisão

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Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu ontem que toda a população de um estado tem de ser consultada em plebiscitos sobre desmembramento da unidade federativa. Tomada durante o julgamento de uma ação movida pela Assembleia Legislativa de Goiás, a decisão confirma uma resolução aprovada em junho pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que convocou todos os eleitores paraenses a votarem no plebiscito marcado para 11 de dezembro no qual será definido se o estado será dividido em três: Pará, Tapajós e Carajás. Na ação julgada ontem, a Assembleia goiana pedia que fosse declarada inconstitucional parte de uma lei de 1998 que regulamentava os plebiscitos e estabelecia que, nesses casos, a população diretamente interessada deveria ser consultada. A ação foi rejeitada por unanimidade. Desmembramento – Para os ministros, deve ser considerada como população interessada tanto a que vive no território que se pretende desmembrar quanto a do que sofrerá o desmembramento. Ou seja, no caso do Pará, todos os eleitores do estado. A Assembleia tinha sustentado que apenas a população que tem domicílio na área a ser desmembrada é que deveria ser ouvida.

"Não há como simplesmente excluir da consulta plebiscitária os interesses da população remanescente que também será afetada", afirmou o relator da ação no STF, ministro Dias Toffoli. "O desmembramento de um estado da Federação afeta uma multiplicidade de

interesses que não podem ser exclusivamente atribuídos à população da área que vai desmembrar-se", defendeu. No julgamento de ontem, só o ministro Marco Aurélio Mello deu voto mais amplo, defendendo que toda a população brasileira seja consultada em plebiscitos sobre desmembramento. (AE)

Campo invadido: manifestantes ocupam o prédio do ministério dos Esportes para reclamar de despejos.

Kátia Abreu ameniza defesa de pedidos do MST

Reprodução/Internet

Senadora condena invasões no campo, embora discuta o tema com a presidente

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HERANÇA GENÉTICA – Fernanda Tedeschi, 25 anos, cunhada do vice-presidente da República, Michel Temer, vai posar para a revista Playboy. Segundo a assessoria da revista, a irmã de Marcela Temer até já assinou contrato, mas ainda não foi decidido de qual mês ela será capa e recheio da publicação.

átia Abreu ameniza defesa de pleitos do MSTDepois de apoiar o pleito do Movimento dos Sem-Terra (MST) pela renegociação das dívidas de pequenos agricultores, a senadora Kátia Abreu (ex-DEM-TO), que preside a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e sempre esteve ao lado de setores ruralistas, amenizou o discurso. Diz que vai agir como oposicionista e não se alinhará à postura do governo no debate da reforma agrária. Futura integrante do PSD, ela garante que não está afinada com o MST. "Mudo de partido, mas nada do que penso mudou. Sou oposição e continuarei sendo dura contra as invasões criminosas no campo. Isso não impede que eu vá até a presidente para discutir assuntos de interesse do Brasil". Em reunião com a presidente Dilma Rousseff na terça-feira, Kátia apresentou propostas de renegociação de dívidas

que beneficiariam agricultores egressos do MST, assentados em pequenas propriedades. Para deputados ruralistas, a sintonia com as reivindicações dos sem-terra é pontual e não indica um abrandamento da posição da senadora. "Não se pode fazer renegociação excludente. Se o cidadão tem atividade como produtor rural, deve ser beneficia-

do, independentemente de seu alinhamento ideológico", ponderou o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), crítico ferrenho das invasões dos sem-terra. Para esses parlamentares, as divergências entre ruralistas e sem-terra superam interesses partidários de uma possível aliança entre o PSD de Kátia Abreu e o Planalto. (AE)

Monalisa Lions/e-Sim - 06/05/10

Kátia Abreu: "Mudo de partido, mas nada do que penso mudou".


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

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Banco Bankpar S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 60.419.645/0001-95 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, do Banco Bankpar S.A. (BANKPAR), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

No semestre, o BANKPAR registrou Lucro Líquido de R$ 20,562 milhões, correspondente a R$ 59,17 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de R$ 164,212 milhões e Ativos Totais de R$ 3,245 bilhões. Osasco, SP, 26 de julho de 2011. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) ......... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 6)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .....................................................................................……………… Provisão para Operação de Créditos de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS ....................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) ......... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 6)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .....................................................................................……………… Provisão para Operação de Créditos de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Outros Investimentos..................................................................................................................................... IMOBILIZADO DE USO (Nota 9)................................................................................................................... Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 10) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 11).................................................................................................................................. Outros Ativos Intangíveis............................................................................................................................... Amortização Acumulada Intangível ............................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 3.147.734 5.809 9.118 9.118 309.706 436.090 (126.384) 2.823.101 2.893.443 (70.342) 90.305 936 1.318 (382) 89.369 89.401 (32) 6.903 407 407 5.607 23.625 (18.018) 81 4.085 (4.004) 808 1.093 (285) 3.244.942

2010 2.602.228 8.156 5.772 5.772 312.616 423.845 (111.229) 2.275.653 2.333.687 (58.034) 31 31 160.172 10 10 1.300 1.763 (463) 158.862 158.883 (21) 8.747 407 407 7.592 23.476 (15.884) 141 4.085 (3.944) 607 698 (91) 2.771.147

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 12a)................................................................................................................................ Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. Depósitos a Prazo ......................................................................................................................................... INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) .......................................................................... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança/Arrecad. Tributos e Assemelhados................................................................................................ Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

2011 3.065.809 854.707 854.707 10.355 10.355 2.200.747 523 2.916 2.197.308

2010 2.606.023 772.644 772.644 11.126 11.126 1.822.253 446 6.280 1.815.527

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 12).................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) .......................................................................... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

14.921 1.458 1.458 1.864 1.864 11.599 3.650 7.949

21.541 1.018 1.018 144 144 20.379 2.315 18.064

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 15) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Prejuízos Acumulados...................................................................................................................................

164.212

143.583

318.000 (153.788)

318.000 (174.417)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

3.244.942

2.771.147

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários ......................................................................... Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 5d) ..................................................................... Resultado de Operações de Câmbio ............................................................................................................ DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 12b)........................................................................................ Operações de Empréstimos e Repasses ...................................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 6f).… ....................................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Receita de Prestação de Serviços (Nota 16) ................................................................................................ Despesas de Pessoal (Nota 17) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 18).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 19) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 20)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 21)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 23) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

164.780 163.755 1.025 107.708 43.445 64.263 57.072 (17.509) 4.234 (4.854) (32.612) (24.019) 132.772 (93.029) 39.563 39.563 (19.002) 20.562

Número de ações (Nota 15a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$ ...............................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010

347.487.104 59,17

154.363 152.486 263 (2.183) 3.797 95.708 31.876 192 63.640 58.655 (27.811) 4.007 (5.255) (37.894) (11.101) 105.206 (82.774) 30.844 30.844 (16.150) 14.694 347.487.104 42,29

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ....................................................................................... Depreciações e Amortizações ................................................................................................................... Despesas com Provisões Trabalhistas e Cíveis......................................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mob. e Instrumentos Financeiros Derivativos............................ (Aumento)/Redução em Operações de Crédito........................................................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos/Outros Valores e Bens................................................................ Aumento/(Redução) em Depósitos.............................................................................................................. Aumento/(Redução) em Obrigações por Empréstimos e Repasses ........................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Imobilizado de Uso................................................................................................................. Aplicações no diferido/intangível ................................................................................................................. Dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos .................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Redução Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa................................................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

2010

39.563 65.855 64.263 1.209 383 105.418 4.799 (94.568) (59.711) 78.080 (10.487) (25.702) (2.171)

30.844 65.086 63.640 1.312 134 95.930 36.692 9.072 (86.798) 100.163 (25.398) (15.414) (120.102) (20.331) (26.186)

(125) (18) (143) (2.314)

(68) (375) 186 (257) (26.443)

8.123 5.809 (2.314)

34.599 8.156 (26.443)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Eventos

Capital Social

Lucros/(Prejuízos) Acumulados

Totais

Saldos em 31.12.2009.................................................................................................. Lucro líquido ..................................................................................................................

318.000 -

(189.111) 14.694

128.889 14.694

Saldos em 30.6.2010....................................................................................................

318.000

(174.417)

143.583

Saldos em 31.12.2010.................................................................................................. Lucro líquido ..................................................................................................................

318.000 -

(174.350) 20.562

143.650 20.562

Saldos em 30.6.2011....................................................................................................

318.000

(153.788)

164.212

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil Descrição

2011

1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ........... 1.4) Outras ................................................................................. 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Materiais, energia e outros.......................................................... Serviços de terceiros .................................................................. Comunicações ............................................................................ Serviços do sistema financeiro ................................................... Propaganda, promoções e publicidade....................................... Serviços técnicos especializados ............................................... Processamento de dados ........................................................... Manutenção e conservação de bens .......................................... Viagens ....................................................................................... Vigilância e segurança ................................................................ Transporte ................................................................................... Outras ......................................................................................... 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)....................................... 5 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) ......................................................................... 7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR ....................................... 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 8.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 8.2) Remuneração do Governo ................................................ Federais ............................................................................... Municipais ............................................................................ 8.3) Remuneração de Capitais Terceiros................................. Aluguéis ............................................................................... 8.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Lucro/(Prejuízo) do período .................................................

%

2010

%

144.494 164.780 4.234 (64.263) 39.743 (43.445) (28.688) (1.462) (7.628) (2.209) (97) (5.130) (3.158) (4.815) (945) (924) (457) (945) (918) 72.361 (1.209)

203,1 231,6 6,0 (90,3) 55,8 (61,1) (40,3) (2,1) (10,7) (3,1) (0,1) (7,2) (4,5) (6,8) (1,3) (1,3) (0,6) (1,3) (1,3) 101,7 (1,7)

117.162 154.363 4.007 (63.640) 22.432 (32.068) (33.629) (772) (5.851) (2.535) (499) (13.844) (3.417) (2.069) (954) (1.051) (408) (889) (1.340) 51.465 (1.312)

233,6 307,8 8,0 (126,9) 44,7 (63,9) (67,1) (1,5) (11,7) (5,1) (1,0) (27,6) (6,8) (4,1) (1,9) (2,1) (0,8) (1,8) (2,7) 102,6 (2,6)

71.152 71.152 71.152 4.299 3.125 397 173 604 43.576 43.491 85 2.715 2.715 20.562 20.562

100,0 100,0 100,0 6,1 4,4 0,6 0,2 0,9 61,2 61,1 0,1 3,8 3,8 28,9 28,9

50.153 50.153 50.153 4.579 3.645 471 289 174 27.927 27.847 80 2.953 2.953 14.694 14.694

100,0 100,0 100,0 9,1 7,3 0,9 0,6 0,3 55,7 55,5 0,2 5,9 5,9 29,3 29,3

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bankpar S.A. (BANKPAR) é uma instituição financeira, que tem por objetivo efetuar operações bancárias em geral. O BANKPAR é parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas atividades conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a co-participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. O BANKPAR mantém a exclusividade de emitir os cartões American Express da linha Centurion no Brasil. A linha Centurion inclui os tradicionais cartões Green, Gold e Platinum que apresentam a logomarca American Express Centurion. O direito de exclusividade considera o prazo mínimo de 10 anos, contados a partir de junho de 2006 e permite ao BANKPAR emitir cartões American Express para clientes pessoas físicas e jurídicas e oferecer o programa “Membership Rewards” relativo a esses cartões.

g) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social, são registrados na rubrica “Outros créditos - diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras obrigações - fiscais e previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social serão realizados de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando à alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Os créditos tributários originados em períodos anteriores decorrentes da elevação da alíquota da contribuição social para 15%, são registrados até o limite das obrigações tributárias correspondentes (Nota 23). Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não apresentam efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários das mencionadas leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes.

2) APRESENTAÇÃO DAS DEMOSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras h) Investimentos Outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. i) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. a) Moeda funcional e de apresentação É demonstrados ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil econômica As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. estimada dos bens, sendo: instalações, móveis e equipamentos de uso - 10% ao ano e sistemas de processamento de dados - de 20% a 30% ao ano e b) Apuração do resultado ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações j) Diferido com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta Está registrado ao custo de aquisição ou formação. A amortização do diferido, composto por gastos com desenvolvimentos de programas de processamento redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas pelo de dados, é efetuada a taxa anual de 20%. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357 do BACEN. método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. k) Intangível c) Caixa e equivalentes de caixa Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Os Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado ativos intangíveis com vida útil definida são amortizados no decorrer do período estimado do benefício econômico. Compostos por softwares são registrados aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando d) Aplicações interfinanceiras de liquidez é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. provisão para desvalorização, quando aplicável. l) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) e) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, São classificadas de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao contra risco (hedge) ou não. valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso Instituição. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e • Hedge de fluxo de caixa: para os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquidas dos efeitos tributários, em conta destacada no Patrimônio Líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta de resultado. f) Operações de crédito, outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo) e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso Classificação do cliente de 0 a 14 dias ................................................................................................................................................................................... A de 15 a 30 dias ................................................................................................................................................................................. B de 31 a 60 dias ................................................................................................................................................................................. C de 61 a 90 dias ................................................................................................................................................................................. D E de 91 a 120 dias ............................................................................................................................................................................... F de 121 a 150 dias ............................................................................................................................................................................. de 151 a 180 dias ............................................................................................................................................................................. G superior a 180 dias........................................................................................................................................................................... H A atualização (accrual) destas operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas de operações de crédito e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações, que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e as eventuais receitas provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidas. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do BACEN, associadas às avaliações procedidas pela Administração na determinação dos riscos de crédito.

m) Depósitos São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia. n) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 13a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 13b); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 13b). o) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos (em base “pro-rata” dia). p) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

...continuação

Banco Bankpar S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 60.419.645/0001-95 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

b) Composição dos instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos), demonstrados pelo seu valor de custo atualizado e valor de mercado 2011

Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Disponibilidade em moeda estrangeira ................................................................................................... Total de caixa e equivalentes de caixa ................................................................................................

5.684 125 5.809

Em 30 de junho - R$ mil 2010 8.020 136 8.156

2011 Ajuste a valor de mercado

Custo atualizado Compras a termo a receber..................................... Vendas a termo a receber ....................................... Total do Ativo em 2011.......................................... Total do Ativo em 2010.......................................... Compra a termo a pagar ......................................... Vendas a termo a pagar .......................................... Total do Passivo em 2011 ..................................... Total do Passivo em 2010 ..................................... c) Contratos a termo - Prazos

5) INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS O BANKPAR participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representados por contratos “a termo”, registrados em contas patrimoniais e de compensação, destinados a atender as necessidades próprias da Instituição. Os instrumentos financeiros derivativos, quando utilizados pelo Banco como instrumentos de “hedge”, destinam-se a protegê-lo contra variações cambiais. Os derivativos geralmente representam compromissos futuros para trocar moedas ou indexadores, ou comprar ou vender outros instrumentos financeiros nos termos e datas especificadas nos contratos. O valor justo dos contratos a termo é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando-se técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequado. O valor justo dos instrumentos derivativos de crédito é determinado com base em cotações de preços de mercado ou obtidos junto a entidades especializadas. a) Valor dos instrumentos financeiros derivativos registrados em contas de compensação Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Valor Valor Valor Valor global líquido global líquido Contratos a termo Compromissos de compra: - Moeda estrangeira ......................................................................... 436.610 401.272 Compromissos de venda: - Moeda estrangeira ......................................................................... 738.776 302.166 644.712 243.440 Total ................................................................................................. 1.175.386 302.166 1.045.984 243.440

Valor de mercado

9.118 9.118

-

9.118 9.118

12.219 12.219

-

12.219 12.219

Custo atualizado 597 5.185

Em 30 de junho - R$ mil 2010 Ajuste a valor de Valor de mercado mercado 597 5.185

5.782 10.736 534 11.270

1 a 30 dias Contrato a Termo Compras a termo..................................................... Vendas a termo ....................................................... Total em 2011 ......................................................... Total em 2010 ......................................................... d) Valores de despesas e receitas líquidas

31 a 60 dias

389.011 411.217 800.228 710.995

181 a 360 dias

26.127 327.559 353.686 300.493

5.782 10.736 534

-

11.270

Em 30 de junho - R$ mil Totais 2011 2010

Acima de 360 dias

10.410 10.410 13.024

-

11.062 11.062 21.472

436.610 738.776 1.175.386

401.272 644.712 1.045.984

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 1.025 (2.183)

Contratos a Termo ................................................................................................................................... e) Valores globais dos instrumentos financeiros derivativos por local de negociação Registrados na CETIP, os valores globais dos instrumentos financeiros derivativos correspondem ao montante de R$ 1.175.386 mil (2010 - R$ 1.045.984 mil).

6) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 30 de junho - R$ mil

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos .................................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

1 a 30 dias 230.801 230.801 1.230.101 1.460.902 1.230.065

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................ Outros créditos ........................................................... Total em 2011 ............................................................ Total em 2010 ............................................................

31 a 60 dias 7.514 7.514 483.585 491.099 393.212

1 a 30 dias 38.899 38.899 38.899 31.115

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos .................................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

1 a 30 dias 1.825 1.825 1.503

31 a 60 dias 347 347 251

Curso normal 61 a 90 91 a 180 dias dias 5.056 10.257 5.056 10.257 282.716 390.919 287.772 401.176 247.583 349.947 Curso anormal Parcelas vencidas 61 a 90 dias 20.028 20.028 20.028 32.802

31 a 60 dias 29.453 29.453 29.453 18.136

Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 239 549 239 549 200 394

181 a 360 dias 9.185 9.185 144.271 153.456 149.230

Acima de 360 dias 1.251 1.251 1.149 2.400 2.515

2011

2010

(A) 264.064 264.064 2.532.741 2.796.805

%

(A) 258.731 258.731 2.113.821

9,4 9,4 90,6 100,0

10,9 10,9 89,1

Total 91 a 180 dias 35.254 35.254 35.254 31.725

181 a 540 dias 46.209 46.209 46.209 50.371

2010

(B) 169.843 169.843 -

%

(B) 164.149 164.149 -

100,0 100,0 100,0

164.149

Total Acima de 360 dias 67 67 17

2010

(C)

% 3.501 3.501

(C) 100,0 100,0

% 100,0 100,0 100,0 Em 30 de junho - R$ mil

Total geral

2011 181 a 360 dias 474 474 363

%

2.372.552 100,0 Em 30 de junho - R$ mil 2011

b) Concentração das operações de crédito

2011 %

2.728 -

100,0 -

2.728

100,0

(A+B+C) 437.408 2.532.741 2.970.149

2010 % 14,7 85,3 100,0

(A+B+C) 425.608 2.113.821 2.539.429

% 16,8 83,2 100,0

c) Setor de atividade econômica 2011

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores...................................................................

Total

22.463 52.933 111.308 147.451

%

2010 0,76 1,78 3,75 4,96

Setor Privado Pessoas físicas................................................................................. Indústria............................................................................................ Comércio .......................................................................................... Intermediários financeiros ................................................................ Outros Serviços................................................................................ Total .................................................................................................

%

5.069 25.690 67.232 95.431

0,20 1,01 2,65 3,76

%

2.608.524 126.766 51.743 10.668 172.448 2.970.149

87,82 4,27 1,74 0,36 5,81 100,00

2010

Em 30 de junho - R$ mil %

2.275.859 94.550 40.346 8.991 119.683 2.539.429

89,62 3,72 1,59 0,36 4,71 100,00

d) Modalidades e níveis de risco

Operações de crédito AA A B Empréstimos e títulos descontados.................................................... 4.977 168.817 25.459 Outros créditos ................................................................................... 144.398 1.706.930 86.435 Total em 2011 .................................................................................... 149.375 1.875.747 111.894 % ........................................................................................................ 5,0 63,1 3,8 Total em 2010 .................................................................................... 95.465 1.673.831 97.634 % ........................................................................................................ 3,8 65,9 3,8 e) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa das operações de crédito e de outros créditos

C

D

65.038 536.917 601.955 20,3 476.714 18,8

E 30.819 18.005 48.824 1,6 40.942 1,6

F 16.775 2.782 19.557 0,7 12.756 0,5

G 17.233 3.071 20.304 0,7 15.256 0,6

H 13.845 1.302 15.147 0,5 13.236 0,5

94.445 32.901 127.346 4,3 113.595 4,5

Em 30 de junho - R$ mil Total 2011 2010 437.408 425.608 2.532.741 2.113.821 2.970.149 100,0 2.539.429 100,0 Em 30 de junho - R$ mil

Saldo da carteira

Níveis de risco AA........................................................................................................ A .......................................................................................................... B .......................................................................................................... C .......................................................................................................... Subtotal .............................................................................................. D .......................................................................................................... E .......................................................................................................... F .......................................................................................................... G.......................................................................................................... H .......................................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Total em 2011 ..................................................................................... % ......................................................................................................... Total em 2010 ..................................................................................... % .........................................................................................................

Curso normal 149.376 1.875.747 93.672 574.470 2.693.265 29.646 7.279 6.414 3.740 56.461 103.540 2.796.805 94,2 2.372.552 93,4

Curso anormal 18.222 27.485 45.707 19.178 12.278 13.890 11.406 70.885 127.637 173.344 5,8 166.877 6,6

Total 149.376 1.875.747 111.894 601.955 2.738.972 48.824 19.557 20.304 15.146 127.346 231.177 2.970.149 2.539.429

Provisão

%

Específica 5,0 63,1 3,8 20,3 92,2 1,6 0,7 0,7 0,5 4,3 7,8 100,0 100,0

182 825 1.007 1.918 3.683 6.945 7.984 70.885 91.415 92.422 46,9 92.972 54,8

Provisão requerida Genérica 9.379 937 17.234 27.550 2.965 2.183 3.207 2.618 56.461 67.434 94.984 48,2 69.084 40,7

Excedente 5.090 5.090 4.644 4.644 9.734 4,9 7.691 4,5

2011 Provisão existente 9.379 1.119 23.149 33.647 9.527 5.866 10.152 10.602 127.346 163.493 197.140 100,00

2010 Provisão existente 8.359 976 18.369 27.704 7.728 3.827 7.627 9.266 113.595 142.043

% Mínimo requerido 0,50 1,00 3,00 10,00 30,00 50,00 70,00 100,00

169.747 100,00

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa das operações de crédito

II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial, na maioria referente a protestos, inserção de informações sobre devedores no cadastro de restrições ao crédito. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião 2011 de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento dos Tribunais. Saldo inicial............................................................................................................................................ 181.029 As questões discutidas nas ações normalmente não constituem eventos capazes de causar impactos representativos no resultado financeiro. A maioria Constituição........................................................................................................................................... 64.263 dessas ações envolve Juizado Especial Cível (JEC), no qual os pedidos estão limitados a 40 salários mínimos. Cerca de 50% de todas as causas do JEC Baixas ..................................................................................................................................................... (48.152) são julgadas improcedentes e o valor da condenação imposta corresponde a uma média histórica de apenas 5% dos pleitos indenizatórios. Saldo final .............................................................................................................................................. 197.140 Não existem em curso processos administrativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam - Provisão específica (1).......................................................................................................................... 92.422 causar impactos representativos no resultado financeiro. - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ 94.984 - Provisão excedente (3).......................................................................................................................... 9.734 III - Movimentação das provisões - Recuperação de créditos baixados como prejuízo (4) .......................................................................... 11.916 Em R$ mil (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; Trabalhistas Cíveis (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; No início do 1º semestre de 2011......................................................................................................... 11.291 29 (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar Constituições líquidas de reversões ........................................................................................................ 312 71 a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação No início do 1º semestre de 2011 (Nota 14) ........................................................................................ 11.603 100 pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente No final do 1º semestre de 2010 (Nota 14) .......................................................................................... 998 74 por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 6e); e c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis (4) Classificadas em receitas de operações de crédito. Em 30 de junho de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 7) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS 14) OUTRAS OBRIGAÇÕES Em 30 de junho - R$ mil a) Fiscais e previdenciárias 2011 2010 Em 30 de junho - R$ mil 2.544.061 2.123.266 Títulos e créditos a receber ..................................................................................................................... 2011 2010 2.113.821 - Com característica de concessão de crédito ........................................................................................ 2.532.741 Provisões para impostos e contribuições sobre o lucro .......................................................................... 3.912 11.320 9.445 - Sem característica de concessão de crédito......................................................................................... 2.916 2.368 Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 141.586 130.936 Créditos tributários (Nota 23c)................................................................................................................. Provisões para impostos e contribuições diferidos (Nota 25c)................................................................ 3.650 2.315 140.764 104.648 Créditos a receber de bancos conveniados ............................................................................................ 6.566 8.595 Total ........................................................................................................................................................ 74.305 66.234 Operações e valores a receber de terceiros............................................................................................ 12.671 11.689 Rendas a apropriar de cartões................................................................................................................ b) Diversas 69.457 55.797 Outros...................................................................................................................................................... Em 30 de junho - R$ mil 2.982.844 2.492.570 Total ........................................................................................................................................................ 2011 2010 1.866.759 1.475.066 Contas a pagar a estabelecimentos afiliados.......................................................................................... 8) INVESTIMENTO 144.077 182.287 Contas e valores a pagar a terceiros....................................................................................................... O investimento de R$ 407 mil (2010 - R$ 407 mil) refere-se a ações da CETIP S.A. Programa de pontuação - Recompensas Membership Rewards ............................................................ 111.808 104.532 9) IMOBILIZADO DE USO 49.783 43.856 Valores a pagar à Tempo Serviços Ltda. (i) ............................................................................................. Demonstrado ao custo de aquisição corrigido. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útil Recebimento de titulares de cartões de crédito a processar .................................................................. 6.022 10.638 econômica dos bens. 1.072 Provisão para passivos contingentes (Nota 13) ...................................................................................... 11.703 Em 30 de junho - R$ mil 15.105 16.140 Outras...................................................................................................................................................... Valor residual 2.205.257 1.833.591 Total ........................................................................................................................................................ Taxa anual Custo Depreciação 2011 2010 (i) Repasses decorrentes de remuneração de atividades não financeiras relativos à administração dos cartões American Express. Móveis e equipamentos de uso........................................................ 10% 6.101 (3.628) 2.473 2.913 15) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Instalações ....................................................................................... 20% 5.350 (3.235) 2.115 3.100 a) Capital social Sistema de processamento de dados .............................................. 20 a 30% 12.174 (11.155) 1.019 1.579 O capital social de R$ 318.000 mil (2010 - R$ 318.000 mil) está dividido em 347.487.104 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal, Total em 2011 .................................................................................. 23.625 (18.018) 5.607 representadas em sua totalidade por ações ordinárias. Total em 2010 .................................................................................. 23.476 (15.884) 7.592 b) Dividendos 10) DIFERIDO Aos acionistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação Os valores registrados no diferido referem-se a gastos com desenvolvimento de logística, e seu valor residual corresponde a R$ 81 mil (2010 - R$ 141 mil). societária. Não houve provisionamentos/pagamentos de dividendos no período. No período, a despesa de amortização corresponde a R$ 30 mil (2010 - R$ 89 mil). 16) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 11) INTANGÍVEL Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Os valores registrados no intangível referem-se a gastos com desenvolvimento de softwares, e seu valor residual corresponde a R$ 808 mil (2010 2011 2010 R$ 607 mil). No período, a despesa de amortização corresponde a R$ 109 mil (2010 - R$ 64 mil). Comissões por venda de prêmios de seguros ........................................................................................ 3.081 2.845 12) CAPTAÇÕES Taxas e serviços de cartões .................................................................................................................... 769 720 Tarifa de saques ...................................................................................................................................... 328 375 a) Depósitos Outras...................................................................................................................................................... 56 67 Em 30 de junho - R$ mil Total ........................................................................................................................................................ 4.234 4.007 1 a 30 31 a 60 61 a 90 91 a 180 181 a 360 Acima de dias dias dias dias dias 360 dias 2011 2010 17) DESPESAS DE PESSOAL Depósitos Interfinanceiros ....... 9.206 6.263 6.197 823.167 9.874 1.458 856.165 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Total em 2011 ......................... 9.206 6.263 6.197 823.167 9.874 1.458 856.165 2011 2010 Total em 2010 ......................... 10.690 7.541 6.646 735.994 11.773 1.018 773.662 Proventos................................................................................................................................................. 3.125 3.644 b) Despesas com operações de captação Encargos sociais ..................................................................................................................................... 818 1.122 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Benefícios................................................................................................................................................ 397 471 2011 2010 Treinamentos ........................................................................................................................................... 514 18 Depósitos a prazo.................................................................................................................................... 258 Total ........................................................................................................................................................ 4.854 5.255 Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... 43.445 31.613 18) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Outras despesas de captação................................................................................................................. 5 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Total ........................................................................................................................................................ 43.445 31.876 2011 2010 13) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... 5.130 13.844 a) Ativos contingentes Serviços de terceiros............................................................................................................................... 7.628 5.851 Não são reconhecidos contabilmente os ativos contingentes. Os valores envolvidos não são significativos para divulgação. Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 3.158 3.417 b) Passivos contingentes classificados como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias Aluguéis................................................................................................................................................... 2.715 2.953 O Banco é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Comunicações......................................................................................................................................... 2.209 2.535 As provisões foram constituídas levando-se em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a Processamento de dados........................................................................................................................ 4.815 2.069 complexidade e posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. Depreciações e amortizações ................................................................................................................. 1.209 1.312 A Administração entende que a provisão constituída é suficiente para atender perdas decorrentes dos respectivos processos. Viagens.................................................................................................................................................... 924 1.051 O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho efetivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sob os Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... 945 954 quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. Transportes.............................................................................................................................................. 945 889 Materiais, energia e outros ...................................................................................................................... 1.462 772 I - Processos trabalhistas 97 499 São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 457 408 judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, Vigilância e segurança ............................................................................................................................ 918 1.340 a provisão é constituída com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses, Outras...................................................................................................................................................... considerando o ano do ajuizamento. Total ........................................................................................................................................................ 32.612 37.894 Em 30 de junho - R$ mil 2010 176.355 63.640 (70.248) 169.747 92.972 69.084 7.691 4.648

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

11

...continuação

Banco Bankpar S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 60.419.645/0001-95 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 19) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Contribuição ao PIS/PASEP .................................................................................................................... Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 9.952 9.226 1.617 1.499 12.365 296 85 80 24.019 11.101

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ Base negativa de contribuição social ...................................................................................................... Utilização de saldos iniciais de: Base negativa de contribuição social ...................................................................................................... Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... Constituição no período sobre: Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................

(21.831)

2010 (21.811)

11.357 13.363 (1.284) Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 (1.684) Remuneração recebida de estabelecimentos (i) ..................................................................................... 54.619 50.988 (6.844) Variação Cambial (ii) ............................................................................................................................... 44.872 42.144 Reversão de provisões operacionais....................................................................................................... 2.392 5.132 (6.418) Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... 11.552 2.829 5.661 Outras...................................................................................................................................................... 19.337 6.942 (19.002) (16.150) Total ........................................................................................................................................................ 132.772 105.206 (i) Referem-se a receitas proveniente da remuneração dos juros descontados, pela antecipação de pagamentos feitos aos estabelecimentos afiliados aos c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos cartões American Express; e R$ mil (ii) Variação cambial decorrente das compras efetuadas no exterior pelos associados aos cartões American Express. Saldo em (1) Saldo em 21) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS 31.12.2010 Constituição Realização 30.6.2011 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 63.123 46.708 37.089 72.742 2011 2010 Programa de recompensa “Membership Rewards”.......................... 39.844 1.798 41.642 Programa de recompensas - Titulares de cartões American Express .................................................... 48.450 38.046 Royalties .................................................................................................................................................. 20.440 18.978 Provisão para contingências cíveis .................................................. 12 25 37 Seguro Associados.................................................................................................................................. 6.644 5.698 Provisão para contingências trabalhistas ......................................... 3.997 185 4.182 Impostos sobre importação ..................................................................................................................... 3.972 3.624 Ajuste Mark to Market no Resultado (títulos para negociação)........ 4.493 90 60 4.523 Comissões............................................................................................................................................... 3.607 2.334 Outros (1) ......................................................................................... 8.364 405 705 8.064 Encargos ................................................................................................................................................. 4.859 5.554 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 119.833 49.211 37.854 131.190 Outros...................................................................................................................................................... 5.057 8.540 Prejuízo fiscal e base negativa ......................................................... 18.924 350 8.878 10.396 Total ........................................................................................................................................................ 93.029 82.774 Total dos créditos tributários (Nota 7).......................................... 138.757 49.561 46.732 141.586 22) TRANSAÇÕES COM O CONTROLADOR E COLIGADAS Obrigações fiscais diferidas (Nota 14b)............................................ 5.640 1.990 3.650 a) As transações com controladores, empresas controladas e empresas coligadas, são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas ........ 133.117 49.561 44.742 137.936 praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: (1) Contempla o crédito tributário relativo à elevação da alíquota de contribuição social para as empresas do segmento financeiro, determinada pela Em 30 de junho - R$ mil Lei nº 11.727/08. Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal, base negativa de contribuição social e crédito tributário de 2011 2010 2011 2010 contribuição social MP nº 2.158-35. Disponibilidades: Em 30 de junho de 2011 - R$ mil Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 1.236 2.374 Diferenças Prejuízo fiscal e Aplicações em depósitos interfinanceiros: temporárias base negativa Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 263 Instrumentos financeiros derivativos: Imposto Contribuição Imposto Contribuição Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (3.101) (5.488) 1.025 (2.183) de renda social de renda social Total Valores a receber:

20) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Tempo Serviços Ltda. (i) ................................................................... 2.545 90 Depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (856.165) (773.662) (43.445) (31.613) Valores a pagar: Tempo Serviços Ltda. (i) ................................................................... (49.783) (43.856) Bpar Corretagem de Seguros Ltda. (ii)............................................. (5.077) (4.811) PTS Viagens e Turismo Ltda. ........................................................... (310) (229) (i) Valores decorrente de remuneração das atividades não financeiras relativos à administração dos cartões American Express, conforme Instrumento Particular de Constituição de Convênio entre os partícipes, celebrado em 1º de agosto de 2004; e (ii) Valores decorrente de comissões de corretagem proveniente das vendas de prêmios de seguros na base de clientes associados. Nesta operação o Banco é remunerado por comissão de interveniência paga pelo estipulante. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta aos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivo ou administrativo, fiscal e semelhante, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 23) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 39.563 30.844 Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% (1)...................... (15.825) (12.338) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: 16 Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (2) ..................................................................... (502) (707) Despesas e provisões indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis................................................. (5.899) (6.490) Outros valores ......................................................................................................................................... 3.224 3.369 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (19.002) (16.150) (1) A alíquota da contribuição social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3g); e (2) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da contribuição social em relação à alíquota (40%) demonstrada.

2011.................................................................................................. 17.659 7.597 3.465 1.142 29.863 2012.................................................................................................. 22.718 11.892 1.234 4.480 40.324 2013.................................................................................................. 35.406 15.220 75 50.701 2014.................................................................................................. 14.295 6.127 20.422 2015.................................................................................................. 116 160 276 Total ................................................................................................. 90.194 40.996 4.699 5.697 141.586 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, corresponde a R$ 132.257 mil (2010 - R$ 130.409 mil), sendo R$ 122.193 mil (2010 - R$ 112.108 mil) de diferenças temporárias, R$ 10.064 mil (2010 - R$ 11.246 mil) de prejuízo fiscal e (2010 - R$ 7.055 mil) de crédito tributário de contribuição social - MP nº 2.185-35. e) Créditos tributários não ativados Em função da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro - CONSIF contra a Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008 (convertida em Lei nº 11.727 de 23 de junho de 2008, artigos 17 e 41), os créditos tributários decorrentes da elevação da alíquota da Contribuição Social de 9% para 15% foram registrados até o limite das obrigações tributárias correspondentes. O saldo do crédito tributário relativo à elevação da alíquota da Contribuição Social não constituído corresponde a R$ 13.724 mil (2010 - R$ 16.388 mil). 24) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS O BANKPAR patrocina planos de aposentadoria complementar de benefício definido e de contribuição variável. Os recursos necessários à consecução dos benefícios de caráter previdenciário, complementares ao regime geral de previdência social, na forma da legislação vigente, provêm de contribuições do patrocinador e dos participantes, bem como dos rendimentos resultantes da aplicação desses recursos em investimentos, de acordo com normas estabelecidas pelas autoridades competentes. As despesas com contribuições efetuadas durante o período totalizaram R$ 90 mil (2010 - R$ 157 mil). Não há provisões adicionais a serem efetuadas. 25) OUTRAS INFORMAÇÕES Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); e • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

A DIRETORIA Paulo Sérgio Odierna França – Contador – CRC 1SP182495/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Bankpar S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bankpar S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bankpar S.A. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Demonstração do valor adicionado contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em Responsabilidade dos auditores independentes relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 24 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, Cláudio Rogélio Sertório José Cláudio Costa também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

EM BAIXA Governo de Piñera enfrenta há três meses grandes protestos estudantis e tem desaprovação de 53%, segundo as últimas pesquisas

nternacional Ivan Alvarado/Reuters

Onda de protestos no Chile: 11 feridos. Nove policiais e dois civis se feriram durante confrontos na capital, Santiago Martin Bernetti/AFP

P

elo menos 11 pessoas ficaram feridas e 35 foram presas ontem, primeiro dos dois dias da greve nacional convocada pela principal central trabalhista do Chile para exigir reformas na previdência, na saúde, na educação, na tributação e no código de trabalho e para pressionar pela elaboração de uma nova Constituição para o país. Houve dificuldades no transporte e problemas no serviço público, além de alguns incidentes violentos. Entre os nove policiais feridos havia um que recebeu um tiro na mão. Na noite de terça-feira ocorreu um "panelaço", protesto comum nos últimos meses em adesão a um prolongado con-

flito estudantil que mantém muitas universidades e parte do ensino médio paralisados. O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Arturo Martínez, disse que a paralisação é uma demanda por mudanças "no sistema de previdência, para que o Estado ponha mais recursos na saúde, em respaldo às demandas na educação, por um novo código de trabalho e uma reforma tributária". Além disso, segundo ele, os manifestantes desejam uma nova Constituição para o país. O governo informou que o transporte público funcionava normalmente, com exceção de alguns subúrbios onde ônibus foram apedrejados. (AE)

Em meio aos protestos, manifestante chileno pede armas ao líbio Kadafi


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.533.787/0001-93 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Everest Leasing), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

No semestre, a Everest Leasing registrou Lucro Líquido de R$ 9,006 milhões, correspondente a R$ 70,52 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de R$ 304,769 milhões e Ativos Totais de R$ 311,269 milhões. Osasco, SP, 26 de julho de 2011. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 310.095 16 275.414 275.414 34.418 34.029 389 247 1 246 76 (76) 1.174 1.174 1.174 311.269

2010 290.896 5 275.801 275.801 14.911 14.565 346 179 179 76 (76) 1.091 1.091 1.091 291.987

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 10c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 9a)............................................................................................................... Diversas (Nota 9b).........................................................................................................................................

2011

2010 472 472 232 136 104

682 682 206 338 138

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 9a)...............................................................................................................

6.028 6.028 6.028

4.020 4.020 4.020

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 10a) ........................................................................................................... Reserva de Lucros (Nota 10b) ......................................................................................................................

304.769

287.285

172.000 132.769

172.000 115.285

TOTAL ...........................................................................................................................................................

311.269

291.987

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 16.490 10 16.480 16.490 (1.501) (261) (766) 29 (503) 14.989 14.989 (5.983) 9.006 127.699.786 70,52

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 11).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 12) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 13)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 13)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 15) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de ações (Nota 10a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$ ...............................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010 12.147 9 12.138 12.147 (890) (212) (564) 25 (139) 11.257 11.257 (4.491) 6.766 127.699.786 52,98

Eventos Saldos em 31.12.2009..................................................................... Lucro Líquido.................................................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos............................................... Saldos em 30.6.2010.......................................................................

172.000

8.511

106.774

172.000 -

8.943 450 -

114.906 8.470 -

Saldos em 30.6.2011.......................................................................

172.000

9.393

123.376

Lucros Acumulados 6.766 (6.702) (64) 9.006 (8.920) (86) -

Totais 280.583 6.766 (64) 287.285 295.849 9.006 (86) 304.769

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2010

14.989 345 345 15.334 14.832 (20.670) (12) 74 (9.551) 7 7

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 8.173 100.410 338 6.364 -

Saldos em 31.12.2010..................................................................... Homologação de Aumento de Capital.............................................. Lucro Líquido.................................................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos...............................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ........................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários para Negociação..................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................................................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

Capital Social Capital Social Realizado 172.000 -

9 16 7

11.257 6 6 11.263 (9.357) 7.161 (28) 134 (9.190) (17) (17) 22 5 (17)

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Contribuição Sindical Patronal .................................................... Publicações................................................................................. Serviços Técnicos Especializados .............................................. Serviços do Sistema Financeiro ................................................. 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR ....................................... 5 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 5.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federal ................................................................................. 5.2) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2011 16.016 16.490 (474) (261) (63) (88) (104) (6) 15.755 15.755 15.755 6.749 6.749 9.006 86 8.920

%

2010 12.033 12.147 (114) (212) (62) (90) (56) (4) 11.821 11.821 11.821 5.055 5.055 6.766 64 6.702

101,7 104,7 (3,0) (1,7) (0,4) (0,6) (0,7) 100,0 100,0 100,0 42,8 42,8 57,2 0,6 56,6

% 101,8 102,8 (1,0) (1,8) (0,5) (0,8) (0,5) 100,0 100,0 100,0 42,8 42,8 57,2 0,5 56,7

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS A Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Everest Leasing) tem como objetivo, exclusivamente, a prática das operações de arrendamento mercantil, a) Classificação por categorias e prazos observadas as disposições da legislação em vigor. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiro e de capitais, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos, e 2011 suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. Valor de 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito e de arrendamento mercantil, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários – Classificação Títulos para negociação – adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda – que não se enquadrem como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados ao custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento – adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos – Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações – Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. h) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais – fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 8a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 8b e c); e • Obrigações Legais – Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 8b).

1 a 30 dias

31 a 180 dias

181 a 360 dias

Valor Acima de mercado/ de custo 360 dias contábil (2) atualizado

Títulos (1) Títulos para negociação: (3) Certificados de depósito bancário .... 287 287 287 451 Debêntures ....................................... 337 293 630 630 601 Letras do tesouro nacional ............... 184 184 184 168 Notas do tesouro nacional................ 12.348 12.348 12.348 Letras financeiras do tesouro ........... 678 1.575 16.587 18.840 18.843 (3) 13.691 (2) Outros............................................... 2.129 2.129 2.129 Total em 2011 .................................. 12.348 1.015 1.575 19.480 34.418 34.421 (3) Total em 2010 .................................. 690 3.466 10.755 14.911 (2) (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento exclusivo administrados pelo Conglomerado Bradesco, no montante de R$ 34.028 mil (2010 – R$ 14.565 mil) foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras e no caso de operações compromissadas pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimentos, o custo atualizado reflete o valor das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) Resultado de operações com títulos e valores mobiliários Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... 15.169 11.364 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 20 14 Fundos de investimento........................................................................................................................... 1.291 760 Total ........................................................................................................................................................ 16.480 12.138 c) A Everest Leasing não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2011 e de 2010. 7) OUTROS CRÉDITOS – DIVERSOS 2011 Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Créditos tributários (Nota 15c)................................................................................................................. Opções por incentivos fiscais .................................................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

828 562 26 4 1.420

Em 30 de junho - R$ mil 2010 807 433 26 4 1.270

8) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS – FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Passivos contingentes classificados como perdas prováveis e obrigações legais – fiscais e previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. II - Obrigações legais – provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. III - Movimentação das provisões constituídas Em 30 de junho - R$ mil Fiscais e Trabalhistas Previdenciárias (1) Saldos no início do 1º semestre de 2011 ............................................................................................ 15 271 Constituições líquidas de reversões e baixas.......................................................................................... 341 Atualização monetária ............................................................................................................................. 4 Pagamentos/baixas ................................................................................................................................. (15) Saldos no final do 1º semestre de 2011 (Nota 9)................................................................................ 616 Saldos no final do 1º semestre de 2010 (Nota 9)................................................................................ 29 263 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 9) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

5.323 616 136 89 6.164

Em 30 de junho - R$ mil 2010 3.922 263 106 67 4.358

104 104

Em 30 de junho - R$ mil 2010 109 29 138

2011

Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para riscos fiscais (Nota 8b) ..................................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para impostos e contribuições diferidas (Nota 15c).................................................................. i) Outros ativos e passivos Total ........................................................................................................................................................ Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base b) Diversos “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). j) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis.

Em 30 de junho - R$ mil 2010 Marcação Valor de Marcação a mercado/ a mercado contábil (2) mercado

Provisão para pagamento a efetuar ........................................................................................................ Provisão para contingências trabalhistas (Nota 8b) ................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

2011

10) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) O capital social, totalmente subscrito e integralizado no montante de R$ 172.000 mil é composto por 127.699.786 ações ordinárias nominativas escriturais, sem valor nominal. Em 30 de junho - R$ mil b) Reservas de lucros 2011 2010 Em 30 de junho - R$ mil Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 16 5 2011 2010 Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 16 5 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 132.769 115.285 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 16 5 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 9.393 8.511 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 123.376 106.774 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido a) Classificação por categorias e prazos das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital Em 30 de junho - R$ mil ou para compensar prejuízos; e 1 a 30 Total (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% dias 2011 2010 do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. Aplicações em depósitos interfinanceiros ..................................................................... 275.414 275.414 275.801 c) Dividendos Total em 2011 ............................................................................................................... 275.414 275.414 Aos acionistas está assegurado dividendos mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos Total em 2010 ............................................................................................................... 275.801 275.801 termos da legislação societária. No semestre, foram provisionados dividendos no montante de R$ 86 mil (2010 – R$ 64 mil), correspondendo a b) As receitas de aplicações interfinanceiras no montante de R$ 15.169 mil (2010 – R$ 11.364 mil) foram registradas em “Resultado de operações com R$ 0,67 (2010 – R$ 0,50) por lote de mil ações. O pagamento dos dividendos do exercício de 2010 será realizado até o final do exercício de 2011 conforme Ata da Diretoria. títulos e valores mobiliários” (Nota 6b). 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

13

...continuação

Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.533.787/0001-93 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 11) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Sistema financeiro ................................................................................................................................... Donativos e contribuições ....................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 88 90 104 56 6 4 63 62 261 212

15) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 14.989 11.257 (5.996) (4.503)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1) Efeitos das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Outros valores ......................................................................................................................................... 13 12 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (5.983) (4.491) (1) A alíquota da contribuição social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3f). 12) DESPESAS TRIBUTÁRIAS b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Impostos correntes: COFINS ................................................................................................................................................... 659 485 Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (6.111) (4.495) PIS........................................................................................................................................................... 107 79 Impostos diferidos: Total ........................................................................................................................................................ 766 564 Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ 128 4 Total dos impostos diferidos................................................................................................................ 128 4 13) OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (5.983) (4.491) Semestres findos em 30 de junho - R$ mil c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos 2011 2010 R$ mil Variações monetárias .............................................................................................................................. (127) (109) Saldo em Saldo em Provisão para contingências - cíveis ....................................................................................................... (340) (1) 31.12.2010 Constituição Realização 30.6.2011 Outras...................................................................................................................................................... (7) (4) Provisões para perda de investimentos............................................ 256 256 Total ........................................................................................................................................................ (474) (114) Provisões para bens não de uso ...................................................... 30 30 Provisões para contingências fiscais e trabalhistas ......................... 100 138 5 233 14) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Outros valores .................................................................................. 48 38 43 43 a) As transações com o controlador e empresas ligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas por terceiros, e vigentes Total dos créditos tributários (Nota 7).......................................... 434 176 48 562 nas datas das operações, e estão assim representadas: Obrigações fiscais diferidas (Nota 9a).............................................. 78 11 89 Total dos créditos tributários líquido das obrigações fiscais Em 30 de junho - R$ mil diferidas......................................................................................... 356 165 48 473 2011 2010 2011 2010 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias Ativos Ativos Receitas Receitas Em 30 de junho de 2011 - R$ mil (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Diferenças temporárias Disponibilidades: Imposto Contribuição Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 16 5 de renda social Total Aplicações em depósitos interfinanceiros: 2011............................................................................................................................... 77 47 124 2012............................................................................................................................... 122 73 195 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 275.414 275.801 15.169 11.364 2013............................................................................................................................... 132 79 211 Dividendos: 2014............................................................................................................................... 17 10 27 Banco Finasa BMC S.A. .................................................................. (232) (206) 2015............................................................................................................................... 3 2 5 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Total .............................................................................................................................. 351 211 562 Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definida em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 528 mil (2010 – R$ 406 mil), de diferenças temporárias. membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários 16) OUTRAS INFORMAÇÕES e Administradores da Instituição. Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis e suas interpretações foram A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. controlador da Companhia. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave • Resolução nº 3.566/08 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 – Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); da Administração. • Resolução nº 3.750/09 – Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Outras informações • Resolução nº 3.823/09 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: • Resolução nº 3.973/11 – Evento subsequente (CPC 24); e a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; • Resolução nº 3.989/11 – Pagamento baseado em Ações (CPC 10). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria demonstrações contábeis da Instituição. instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau.

A DIRETORIA

Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares.

Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Aos Administradores da Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil Osasco - SP

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Examinamos as demonstrações contábeis da Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial financeira da Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Central do Brasil. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Outros assuntos

Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes aos períodos anteriores planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 24 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, Cláudio Rogélio Sertório Zenko Nakassato também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP160769/O-0 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

Estava na sala quando os móveis e o forro começaram a balançar. Jovenir Souza do Nascimento nternacional

Tremor de magnitude 6,8 atinge Peru Terremoto que atingiu o norte do Peru, próximo à fronteira com o Brasil, foi sentido às 14h46 (horário de Brasília) em diversas cidades do Acre

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m t e r re m o t o d e magnitude 6,8 atingiu ontem a região norte do Peru, próximo à fronteira com o Brasil. Não havia informação de vítimas ou danos em nenhum dos lados da fronteira. O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou o tremor às 12h46 (14h46 em Brasília), com epicentro a 82 quilômetros de Pucallpa, no Peru, e 205 quilômetros de Cruzeiro do Sul, no Brasil. O tremor foi registrado ainda a uma profundidade de 145,1 quilômetros – quanto maior a profundidade, menor as chances de danos significativos. Estados Unidos – O tremor de magnitude 5,8 que atingiu na véspera a costa leste dos EUA, por exemplo, teve profundidade de apenas 6 quilômetros e foi sentido em vários Estados e até no Canadá. Brasil – O terremoto foi sentido em diversas cidades do Acre, como Mâncio Lima, Rod r i g u e s A l v e s , M a re c h a l Thaumaturgo, Porto Walter e a capital Rio Branco. Cruzeiro do Sul, cidade próxima à fronteira, foi a mais atingida no Estado. Casas e prédios chegaram a balançar, mas o Corpo de Bombeiros não registrou nenhuma ocorrência. A secretária-executiva Jovenir Souza do Nascimento, de Cruzeiro do Sul, estava em casa na hora do sismo. "Estava na sala quando os móveis e o forro começaram a balançar. Fiquei assustada", conta. Segundo ela, uma amiga que mora na mesma cidade disse que estava dirigindo quando sentiu o tremor. "Ela achou que fosse pneu furado, então parou o carro e viu que estava tudo tremendo em volta." (Folhapress)

Genya Savilov/AFP AFP

Na capital da Ucrânia, Kiev, opositores reuniram cerca de 10 mil pessoas. Algumas ruas foram bloqueadas. Louisa GouliaMaki/AFP

Especialista em furacões Eric Blake acompanha o Irene em Miami

Irene a caminho dos EUA

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furacão Irene, de categoria 3, atingiu com força as ilhas Bahamas e se prepara para seguir rumo aos Estados Unidos, ameaçando chegar à costa leste do país com ventos de mais de 195 km/h. Irene ganhou força ontem e meteorologistas americanos preveem que continuará ganhando intensidade até transformar-se em um furacão de categoria 4.

Categoria – Um furacão é elevado a essa categoria, uma das maiores da escala de intensidade Saffir-Simpson de um máximo de 5, quando seus ventos máximos sustentados alcançam 210 km/h. O ciclone seria o primeiro a atingir território americano desde 2008, quando Ike tocou terra em Galveston, no Texas. (Folhapress)

Em Atenas, estudantes entraram em confronto com policiais. O protesto era contra reforma educacional.

Quarta-feira de protestos em diversos países

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a capital Kiev, milhares de simpatizantes da oposição do governo ucraniano se reuniram em manifestações de comemoração ao aniversário de 20 anos da independência

nacional. O evento marcou ainda protestos contra o atual presidente, Víctor Yanukóvich. Na Grécia estudantes foram às ruas contra reforma educacional. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Se estivesse no poder, diria a eles para baixar as armas Abdelati Obeidi, chanceler líbio, mandando recado a kadafistas nternacional

US$ 1.600.000 VIVO OU MORTO Empresários de Benghazi oferecem recompensa por Muamar Kadafi. Chanceler do país admitiu que a guerra acabou para seu líder Mahmud Turkia /AFP

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ebeldes líbios estabeleceram uma recompensa de 2 milhões de dinares (cerca de US$ 1,6 milhão) por Muamar Kadafi, morto ou vivo, disse ontem o presidente do Conselho Nacional de Transição, Mustafa Abdel Jalil. "O conselho apoia a iniciativa de empresários que estão oferecendo 2 milhões de dinares pela captura de Muamar Kadafi morto ou vivo", disse Abdel Jalil em Trípoli, que também ofereceu anistia para "membros do círculo interno (de Kadafi) que capturarem ou matarem" o coronel. Jalil não forneceu a identidade dos empresários que estão bancando a recompensa. Eles seriam de Benghazi, 'capital' rebelde no leste do país. "Acabou" – Diante da tomada do quartel-general de Kadafi e de praticamente toda a capital líbia pelos rebeldes, o chanceler do país, Abdelati Obeidi, admitiu que a guerra acabou para seu líder. Em entrevista à emissora britânica Channel 4 News, Obeidi disse que os kadafistas devem abandonar a luta, vencida pela oposição. "Se estivesse no poder, diria a eles para baixar as armas", disse ele. De acordo com o Channel 4, Obeidi falou por telefone de uma casa em Trípoli. Afirmou que não estava em contato com outros ministros, e que não temia por sua segurança. "Eles (rebeldes) têm uma boa ideia a meu respeito, eles me conhecem. Tenho certeza de que não irão fazer mal a

mim ou à minha família. Pelo contrário, sinto que quando as coisas se acalmarem, poderemos conversar." Ele não disse se deixou oficialmente o seu cargo e garantiu que não sabe o paradeiro do ditador. Forças especiais – Segundo a rede de TV americana CNN, forças especiais do Reino Unido, França, Jordânia e Qatar estão em terra em várias partes da Líbia para ajudar os rebeldes . A ajuda contraria a missão inicial da Otan que, seguindo mandato das Nações Unidas, realiza ataques aéreos contra as forças de Kadafi com o objetivo declarado de proteger os civis. A CNN, que cita uma fonte anônima da Otan, diz que as tropas estrangeiras em solo ampliaram suas operações em Trípoli e em outras cidades para ajudar na ofensiva final dos rebeldes contra o ditador. Os militares, parte da missão da Otan, ajudam principalmente a melhorar a tática dos rebeldes, mas elas também dão informações de alvos para os aviões que conduzem ataques aéreos e missões de reconhecimento na capital.

Este apoio foi crucial nos últimos dias, quando os rebeldes chegaram à Trípoli e se misturaram com as forças do coronel e civis. As forças estrangeiras também ajudaram os rebeldes com a comunicação entre os membros da milícia na ofensiva na capital. Algumas destas forças, afirma ainda a TV, viajaram com os rebeldes por várias cidades na Líbia, seguindo o avanço da frente rebelde rumo à Trípoli. Armamento – A ajuda vem especialmente das forças britânicas, que têm ajudado a realizar operações mais bem organizadas, segundo a fonte da CNN. Já os militares catarianos e franceses deram armamentos para os rebeldes. Nos últimos cinco meses, aviões da Otan realizaram quase 20 mil missões na Líbia, incluindo 7.500 ataques contra as forças de Kadafi. Sirte – Rebeldes se aproximavam ontem de Sirte, a cidade natal de Kadafi, o último bastião remanescente de partidários do governo e onde o coronel pode estar se escondendo, disseram os insurgentes. Os partidários de Kadafi na cidade, que fica a cerca de 450 quilômetros a leste de Trípoli, foram instruídos a lutar até a morte e podem desconhecer que os 42 anos do governo de seu líder está no fim, disseram os rebeldes. "As pessoas ali estão totalmente desconectadas. Elas não têm telefones nem eletricidade há três dias e não sabem o que está acontecendo", disse um representante do Conselho. (Agências)

Rebeldes comemoram na Praça dos Mártires, antiga Praça Verde, no centro da capital, Trípoli. Paul Hackett/Reuters

Acaba drama de jornalistas no hotel Rixos

O

s 36 jornalistas e profissionais de imprensa que estavam há cinco dias proibidos pelo regime líbio de saírem do hotel de luxo Rixos, em Trípoli, foram libertados. A detenção deles, que estavam na Líbia devidamente credenciados pelo regime, havia gerado temores de que pudessem ser sequestrados ou usados como escudos humanos.

Jomana Karadesh, produtora da CNN, chora após ser solta.

A libertação foi mediada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Eles foram levados ao Hotel Corinthia, em

área controlada por rebeldes. Sequestro – Quatro jornalistas italianos foram sequestrados no país ontem.

Lionel Bonaventure/AFP

Onde está Wally, ops, Kadafi?

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mistério sobre o paradeiro de Muamar Kadafi continua. Enquanto isso, seguem as dúvidas se o ditador irá buscar refúgio em algum país 'amigo'. Ontem, Burkina Faso, um dos maiores aliados africanos do governante líbio, disse que concederá asilo a Kadafi, se ele "assim o desejar". Já Hugo Chávez voltou a declarar apoio ao coronel, afirmando que "a tragédia na Líbia vai começar com a queda de Kadafi". Ele também afirmou que a embaixada da Venezuela em Trípoli foi "atacada e totalmente saqueada". (Agências)

Dirigente do CNT, Mahmoud Jibril (esq), e Sarkozy. Atrás deles, as bandeiras da França e a da revolução.

Brasil é chamado para reunião Encontro marcado para 1º de setembro irá discutir reconstrução da Líbia

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presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que seu país irá sediar uma reunião internacional em 1º de setembro para ajudar a coordenar os esforços para reconstruir a Líbia. Sarkozy recebeu em Paris o dirigente do Conselho Nacional de Transição, Mahmoud Jibril. Brasil – Segundo o francês, a França convidará para a conferência países que não participaram das missões de bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra Kadafi, ou mesmo se opuseram a elas, como China, Índia, Rússia, Brasil e África do Sul.

A prioridade, disse Sarkozy, é que o dinheiro acumulado por Kadafi e congelado no exterior seja entregue aos rebeldes para a reconstrução. "O dinheiro precisa ser usado para ajudar o povo da Líbia." "Ele não pode ficar nos bancos dos nossos países." Os insurgentes estimam que estão congelados pelo menos US$ 2,5 bilhões em ativos do governo líbio que podem ser liberados em breve na Europa. Estimativas feitas pelo jornal britânico Financial Times indicam que o governo líbio possui ativos e dinheiro que totalizam US$ 100 bilhões nos Es-

tados Unidos, Europa e Ásia. Só o governo dos Estados Unidos disse ontem que poderá liberar em breve US$ 1,5 bilhão congelados pela administração Obama. Para isso, a Casa Branca vai pedir autorização do Conselho de Segurança para liberar o montante. Segundo um diplomata dos EUA, a África do Sul é contra a medida e por isso a soma ainda não foi liberada aos insurgentes. No Conselho é preciso consenso entre os 15 membros permanentes e rotativos para uma medida dessas ser aprovada. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Leandro Moraes/Luz

REALIDADE CHOCANTE O que mais chocou a conselheira tutelar Ana Paula de Oliveira Albano Borges foi constatar que a sensibilidade sexual das crianças apreendidas era muito acentuada para a idade.

idades Leandro Moraes/Luz

"Sem perspectivas, elas querem ficar na rua e ser bandidos" André Vicente/Folhapress - 23/08/2011

A constatação é da conselheira tutelar Ana Paula de Oliveira Albano Borges, que acompanhou o caso das crianças que tentaram assaltar um hotel e depredaram o Conselho Tutelar de Vila Mariana. "Elas cheiravam a thinner e tinham sensibilidade sexual acentuada e não temem ninguém". Mariana Missiaggia

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pós uma tentativa de furto a um hotel da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, sete crianças foram apreendidas e encaminhadas para o Conselho Tutelar do bairro, onde depredaram uma sala quando souberam que seriam separadas. No cargo há seis anos, Ana Paula de Oliveira Albano Borges, 29 anos, conselheira tutelar da Vila Mariana, acompanhou esses menores. Duas dessas crianças têm mais de 12 anos e foram encaminhadas para a Fundação Casa. As outras cinco já voltaram para as ruas. Para a conselheira, esse é um caso chocante, que requer atenção das famílias, da sociedade e do Estado, principalmente pelo envolvimento dessas crianças com as drogas. "Elas chegaram com um forte cheiro de thinner" e "têm uma sensibilidade sexual muito acentuada para a idade. Isso foi o que mais chocou", disse Ana Paula. Diário do Comércio - O que a senhora observou no comportamento dessas crianças? Ana Paula de Oliveira Albano Borges - Elas

A conselheira tutelar de Vila Mariana, Ana Paula de Oliveira Albano Borges: "casos chocantes" Danilo Verpa/Folhapress - 09/08/2011

PM reforça segurança no Morumbi chegaram com um forte cheiro de thinner e percebemos que elas tinham o produto no pulso e o inalavam constantemente. Pelo vocabulário, os gestos e o tratamento que eles têm uns com os outros, percebi que essas crianças têm uma sensibilidade sexual muito acentuada para a idade, e isso foi o que mais chocou. A falta de perspectiva também é assustadora. Quando perguntamos o que eles querem para o futuro ou qual profissão que pretendem seguir, eles não hesitam em dizer que querem ser bandidos, ladrões e permanecer nas ruas. Eles não temem ninguém e demonstram que não têm nada a perder. Mas eu também observei bons sentimentos. Sabem que nós estamos lutando por eles e que somos a favor do bem deles. Eles reconhecem isso com respeito. DC - Alguma coisa difere esse grupo de outros que já passaram pelo Conselho? Ana Paula - Sem dúvida, as drogas. E sob esse efeito, eles criam uma fúria indomável. As meninas que ficaram conhecidas na imprensa como as "meninas do arrastão", também estavam envolvidas com roubos. No entanto, elas não têm histórico com drogas. E percebemos que elas usam

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Crianças tentaram assaltar hotel e depredaram sala do Conselho (acima). Já as "meninas do arrastão" queriam ser loiras de cabelos lisos (à esquerda).

esses roubos para mascarar algo que não são, mas gostariam de ser, como, por exemplo, loiras. Elas chegavam ao Conselho com lingeries e produtos roubados para o alisamento dos cabelos, na tentativa de, ao menos, possuir o mesmo tipo de mulheres loiras. DC - Qual é o tratamento que uma criança recebe ao chegar ao Conselho Tutelar? Ana Paula - O primeiro passo é a identificação. Tentamos descobrir a origem, onde moram, a situação dos pais e os problemas dessa estrutura familiar. A partir disso, definimos se a criança é quem causa problemas para a família ou se ela é um reflexo de problemas gerados pelos pais. Assim, podemos dar início aos encaminhamentos psicológicos de pais e filhos. Caso não seja possível fazer a identificação, como acontece em alguns casos, trabalhamos na defesa desse menor, que, no mínimo, precisa de abrigo, comida e educação permanente, para que os bons princípios sejam fortalecidos.

Em paralelo, nós trabalhamos com os pais para que eles saibam como receber seus filhos de volta e retomar suas vidas. Pois a nossa intenção é desocupar esses abrigos e não ocupá-los.

muitas vezes percebem esses abusos se omitem e não denunciam. O rastreamento inicial simplificaria essa situação. Apesar de todas as dificuldades, acredito que esse quadro pode ser mudado.

DC - Esse procedimento está em vigor há muito tempo? O Conselho acredita que esse método seja eficiente diante dos últimos acontecimentos? Ana Paula - O Conselho trabalha baseado no Estatuto da Criança e do Adolescente, estamos vinculados à lei e não podemos simplesmente reformular um programa. Acredito no vínculo família, sociedade e estado. Essas crianças não nasceram assim. Portanto, elas podem mudar. Se na primeira vez em que uma dessas crianças tivesse saído de casa e algum munícipe tivesse ligado para um órgão responsável, se o Estado disponibilizasse vagas escolares para todas as crianças, isso não se tornaria algo crônico. Muitas dessas crianças sofrem abusos em casa e as escolas e postos de saúde que

DC - E o que podemos esperar dessas crianças? Ana Paula - O Conselho não pode obrigá-las a absolutamente nada. Nós nos aproximamos, tentamos conquistar a confiança e orientá-las. Dessas sete crianças, nós ainda não conseguimos identificar nenhuma. Mesmo com toda a repercussão que esse caso teve na imprensa, nenhum familiar ou amigo nos procurou para saber delas. Nem mesmo uma ligação de um vizinho ou conhecido para nos fornecer alguma pista. Assim, não nos resta muito. Nossa esperança é que o trabalho realizado nos abrigos convença essas crianças a seguirem outro caminho. São crianças carentes que querem o mesmo que todas as outras e agem por seus próprios meios para conquistar.

Polícia Militar deu início ontem a uma operação de policiamento intensivo no Morumbi, área nobre da zona sul de São Paulo que tem registrado diversos assaltos nos últimos meses. Chamada de Colina Verde - significado de Morumbi em tupi -, a operação conta com mais de cem homens e tem o apoio de um helicóptero Águia. Duas unidades estão envolvidas : o 16º Batalhão e a Rota . O objetivo é reforçar as rondas e prevenir a ocorrência de assaltos a casas, condomínios e pontos comerciais como lojas e restaurantes. O setor de inteligência da PM identificou seis áreas da região onde existe maior incidência de crimes contra o patrimônio. Além da prevenção, a PM diz que pretende aumentar a visibilidade do policiamento para reforçar a sensação de segurança dos moradores. A PM já registrou diversos assaltos em bairros da região do Morumbi nos últimos meses. O último deles ocorreu anteontem, na casa do deputado estadual Antonio Salim Curiati, de 83 anos, na rua dos Plátanos. (Folhapress)

Capital vai ganhar caçambas para lixo eletrônico Parceria foi firmada ontem entre a Prefeitura e entidades civis. Uma das novas caçambas deve ser instalada no Parque do Ibirapuera. Paulo Pampolin/Hype

Ivan Ventura

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Gilberto Kassab no evento no Memorial: verde é prioridade da gestão

prefeito de São Paulo, Gilber to Kassab, representantes da Câmara Municipal e de entidades da sociedade civil assinaram ontem um convênio que prevê a instalação das primeiras oito caçambas coletoras de lixo eletrônico da Capital. A medida surgiu ontem, durante a décima edição da conferência municipal de produção mais limpa e mudanças climáticas, no Memorial da América Latina. O evento contou com a parceria de diversas entidades, entre elas a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O idealizador do evento, o vereador Gilberto Natalini (PV), anunciou o convênio para um público de quase cinco mil pessoas que compareceram ao Memorial. Pelo acordo, a Prefeitura, a Associação Brasileira de Empresa de Limpeza Pública e Re-

síduos Especiais (Abrelpe) e a empresa de engenharia ambiental Silcon serão responsáveis pela implantação de caçambas móveis para descarte de materiais eletrônicos – celulares, computadores, impressoras e outros produtos similares. Parque s – Inicialmente, a proposta é instalar oito caçambas, em lugares ainda não definidos. "Os técnicos das empresas e da Prefeitura irão decidir os locais. Mas, provavelmente, elas serão instaladas em parques e praças. Uma delas, com certeza, estará no Parque do Ibirapuera", disse Natalini. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Brasil é o país que produz mais lixo eletrônico, por habitante, entre os países em crescimento. Por ano, são descartadas 96,8 mil toneladas de computadores, 115 mil toneladas de geladeiras, 17 mil toneladas de impressoras e 2,2 mil toneladas

de telefones celulares – só perdendo para a China. Carb ono – O evento também tratou da emissão de carbono, seus efeitos e como a população pode reduzir o seu impacto no meio urbano. No encontro, o prefeito Kassab falou das ações da atual gestão municipal na área ambiental. "Temos a oportunidade de discutirmos os nossos problemas e soluções. São Paulo acostumou a ter como prioridade a questão do verde e do meio ambiente", disse Kassab. Uma das palestras mais aguardadas foi a do ex-deputado federal Fernando Gabeira. Inicialmente, ele explicou a definição do termo "pegada do carbono", um dos temas centrais do encontro. Em linhas gerais, o termo se refere à quantidade de carbono emitida e que resulta no aquecimento do clima do planeta. Gabeira também explicou ao público que essas pegadas não

estão presentes apenas nos escapamentos de carros, caminhões e ônibus. Mas também na indústria e até dentro de casa. "O consumo de energia demanda o uso de produtos que emitem carbono. O importante é passar a informação para a população. Na Suécia, por exemplo, tem supermercados que vendem mercadorias com a quantidade de carbono emitida na embalagem", disse. O Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Sobrinho, também ressaltou a ausência de informação sobre a emissão de carbono nos diversos setores sociais de São Paulo. Para isso, o secretário ressaltou a necessidade do chamado diálogo ambiental entre o poder público e a sociedade. "Para que o governo avance, a dona de casa tem de dialogar com o governante e sugerir formas de diminuir o consumo dentro de casa", disse Sobrinho.


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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Casaco com ar-condicionado

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Raio-X do cozinheiro

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A Christie's de Nova York leiloará este diamante amarelo de 32,7 quilates em outubro. Valor estimado: US$ 8 milhões.

Leveza e estabilidade Desenhada por Min Seong Kim para a Hyundai, mas ainda não confirmada como produto da montadora, a motocicletaconceito acima é feita em material maleável, o que permite maior conforto e leveza nas curvas. Na aceleração das retas, o material se torna mais resistente e estável.

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Fred Prouser/Reut

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primeiro filho do atacante Neymar, do Santos, nasceu ontem no Hospital São Luiz, em São Paulo. O filho do craque da seleção brasileira se chama Davi Lucca e nasceu por volta das 11h30 pesando 2,810 kg. O menino é fruto de um relacionamento do jogador com uma jovem de 17 anos, cuja identidade está sendo preservada. Neymar e o padrinho do bebê, Paulo Henrique Ganso [ambos na foto ao lado do pai de Neymar], foram liberados da concentração do Santos para irem para o hospital.

Nicola Labate/EFE

Neymar já é papai C INEMA

Al Pacino, o 'Scarface' "É com muita felicidade que venho anunciar o nascimento do meu filho, Davi Lucca, na manhã desta quarta-feira, 24 de agosto, na Maternidade do Hospital São Luiz, em São Paulo. São 2,810

kg de pura 'ousadia e alegria'!!!! Agradecemos muito a Deus por esta bênção que é o Davi Lucca na nossa vida. Ele e a mãe passam muito bem", disse Neymar em seu site oficial, logo após o parto.

Patrik Stollarz/AFP

O ator norte-americano Al Pacino, gesticulando e fazendo caretas ao falar sobre o filme Scarfacedurante coletiva de imprensa realizada em Los Angeles, Califórnia. O filme, clássico dirigido por Brian de Palma em 1983 em que Pacino interpretou o protagonista, Tony Montana, foi lançado ontem na versão Blu-ray disc. E M

Engolindo estrelas

C A R T A Z

A Nasa divulgou ontem uma imagem captada pelo telescópio orbital Swift que mostra o momento exato em que um buraco negro, à espreita no centro de uma galáxia, dilacera uma estrela. A imagem foi registrada em 25 de março deste ano e é tema de um estudo da mais recente edição da revista Nature. www.nature.com

I NTERNET

VISUAIS

Wikilolita campeã da dificuldade dos editores anônimos em chegar a um consenso sobre a trama do romance, cada um acreditando que sua análise pessoal é mais correta, o texto sobre o livro apresenta uma constante alteração nas palavras usadas. Uma das principais controvérsias entre os editores: o narrador da história seria ou não um "pedófilo"? As alterações são tantas, e às vezes resultando na substituição de uma palavra por outra de significado quase idêntico, que o caso virou uma reportagem do site The Awl.

ALMA AVENTUREIRA - Um chimpanzé escala um dos recantos da área reservada à sua espécie no zoológico ZOOM, na cidade alemã de Gelsenkirchen. A espécie está ameaçada de extinção na Tanzânia.

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Lady Gaga em 'Os Simpsons'

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Cargueiro espacial cai na Sibéria O cargueiro espacial russo Progress M-12M, lançado ontem da base de Baikonur, caiu na Sibéria, informou ontem a agência Inter fax. A nave caiu "em uma região descampada, longe de áreas povoadas e, segundo dados preliminares, não houve nem incêndio, nem feridos". As informações iniciais são de que houve uma falha no sistema de motores. L OTERIAS

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Concurso 1169 da LOTOMANIA

Criada em sistema modular, a M-House pode ser montada e desmontada com facilidade e ganhar vários 'puxadinhos'

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Concurso 1313 da MEGA-SENA 01

Holanda lidera ranking de seleções da Fifa; Brasil cai para o sexto lugar

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Ney Franco já se prepara para reclamações de clubes por causa do Pan

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música, não dublo personagens todos os dias da semana, e eles são tão bem feitos e tão convincentes, sinceros, doidos e divertidos", comentou. A artista, de 25 anos, reconheceu que participar da série foi uma das coisas mais interessantes que fez em sua carreira e revelou que no capítulo dá um beijo na matriarca da família, Marge. O criador da série, Matt Groening, afirmou à revista que sua intenção sempre foi contar com as personalidades mais famosas da indústria do entretenimento e que Lady Gaga não podia faltar nessa lista.

Materiais recicláveis são a base da M-House, desenhada pelo arquiteto Michael Jantzen, de Los Angeles. Lembrando uma espécie de dobradura, a casa tem inspiração cubista e quase foi comprada pelo astro Brad Pitt.

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A cantora Lady Gaga gravou uma pequena participação em um capítulo de Os Simpsons, que será transmitido no próximo semestre durante a 23ª temporada da série, informou ontem a imprensa norteamericana. O episódio se chamará Lisa Goes Gaga e nele a cantora fará um desfile nas ruas de Springfield para animar a cidade e, especialmente, a personagem Lisa Simpson, explicou a edição online da revista Entertainment Weekly. Lady Gaga admitiu, em declarações à publicação, que aparecer em Os Simpsons a deixou um pouco nervosa. "Eu faço

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O livro Lolita, de Vladimir Nabokov, é um clássico da literatura, embora esteja longe de ser o romance mais popular da história. Mas, na Wikipedia em inglês, o termo 'Lolita', referente à obra, é o que se pode considerar um campeão de popularidade. O texto, que nos últimos dez anos passou de uma descrição com apenas quatro palavras para um texto com mais de 6 mil palavras, recebeu ao todo 2.303 intervenções. E pelo menos a cada dois dias algum internauta entra no artigo para adicionar, suprimir ou corrigir alguma informação. Além

São Paulo encerra novela e renova o contrato com o atacante Henrique

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Concurso 2679 da QUINA 32

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Contenção já segura estoque de crédito

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crédito total do sistema financeiro no Brasil cresceu menos em julho e a inadimplência aumentou ligeiramente, atingindo o maior patamar em 17 meses, informou ontem o Banco Central (BC). O estoque de crédito na economia brasileira teve expansão de 1,1% no mês passado ante o anterior, atingindo R$ 1,854 trilhão. No acumulado do ano, o crédito teve alta de 8,7% e, nos últimos 12 meses encerrados em julho, de 19,8%. Com o crescimento de julho, o estoque de crédito atingiu 47,3% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 47,1% em junho. Juros – A taxa de juros média no crédito com recursos livres (que excluem financiamentos com taxas fixadas em programas governamentais) atingiu em julho 39,7% ao ano, ante 39,5% em junho. A taxa para pessoa física teve queda no mês, passando de 46,1% para 45,7% ao ano, enquanto a da pessoa jurídica aumentou de 30,8% para 31,4% ao ano. O spread médio no crédito livre teve elevação, passando de 27,3 pontos percentuais para 27,4 pontos percentuais no ano. O spread para pessoa física teve queda, de 33,6 pontos percentuais para 33,1. O spread para pessoa jurídica, por sua vez, subiu de 18,9 pon-

tos percentuais para 19,3. Inadimplência – A inadimplência das operações de crédito com recursos livres subiu em julho para 5,2%, ante 5,1% em junho, segundo os dados do BC. Os calotes nas operações com pessoa física passaram de 6,4% para 6,6%, no período, no estoque de crédito livre. Nas negociações com pessoas jurídicas, a inadimplência ficou estável em 3,8%, também na comparação mensal. O prazo médio das operações de crédito livre subiu de 482 dias corridos para 486 dias corridos, entre junho e julho. Nas operações para as empresas, o prazo médio subiu de 394 para 400 dias, e nas destinadas às famílias, passou de 575 para 578 dias, na mesma base de comparação. (AE)

Alta no mês passado foi de 1,1% e volume dos financiamentos no País atinge 47,3% do PIB

Habitação lidera financiamentos

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crédito habitacional liderou, mais uma vez, a expansão dos empréstimos em julho. Os dados divulgados pelo Banco Central (BC) mostram que o total das operações de crédito realizadas por pessoas físicas e cooperativas habitacionais teve expansão de 3,5% em julho ante junho, atingindo R$ 173,286 bilhões.

No acumulado em 12 meses até julho, essas operações registram alta de 49,2%. Comércio – Entre as demais operações de crédito com expansão acima da média em julho, o setor Outros Serviços apresentou alta de 1,8%, para R$ 314,413 bilhões. O comércio teve aumento dos financiamentos de 1,1%, exatamente

na média do mercado, para R$ 189,650 bilhões. Os financiamentos para pessoas físicas apresentaram expansão de 0,9% no mês passado ante junho e o estoque atingiu R$ 592,191 bilhões. Já a indústria registrou aumento das operações de 0,7% em julho ante junho, com volume de R$ 387,113 bilhões .

Ueslei Marcelino/ Reuters

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O ministro Guido Mantega, ao lado da presidente Dilma Rousseff: juros de 8% ao ano.

R$ 420 milhões, em 2003, para R$ 1,85 trilhão em julho de 2011(leia mais nesta página). O ministro também destacou o processo de bancarização que ocorreu nos últimos anos, dando acesso à população de baixa renda. Segundo ele, 84 milhões de pessoas tinham conta bancária em 2005, número que passou para 118 milhões agora. Ele destacou também a criação do crédito consignado no

País, mas disse que ainda há muito a ser feito nessa área, Batizado de "Crescer – Programa Nacional de Microcrédito", as novas linhas de financiamento serão destinadas ao Empreendedor Individual e às microempresas com faturamento de até R$ 120 mil por ano. Cada financiamento poderá ser de até R$ 15 mil para aplicar em capital de giro ou investimento. O governo estima

que 3,4 milhões serão beneficiados até o final de 2013. A carteira do programa é estimada em R$ 3 bilhões e será operada pelo Banco do Nordeste (BNB), Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco da Amazônia (Basa). Para estimular a participação dos bancos privados, o Tesouro garantirá equalização das taxas de juros para os que operarem dentro das condições estabelecidas. (AE)

Consumo doméstico pode cair

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concessão de crédito já mostrou em julho crescimento menor, mas seria oportuno que o governo esperasse os dados referentes a agosto e setembro sobre o indicador para ter mais informações sobre como a crise internacional afetou o consumo doméstico, comentou a economista-chefe da Rosenberg e Associados, Thaís Zara. Mesmo com a adoção de medidas para conter o consumo desde o fim de 2010 e de o Banco Central (BC) ter adotado um ciclo de aumento de juros em janeiro deste ano, as operações de crédito do sistema financei-

ro avançaram 19,8% em julho no acumulado em 12 meses. O ritmo é superior à alta de 15% vista como adequada por autoridades do Poder Executivo. "Deve ter ocorrido alguma queda do prazo e elevação dos juros para o crédito, mas é preciso verificar qual será a intensidade", comentou a economista. De acordo com Thaís, o crédito pessoal subiu 3,8% em julho ante junho, descontados fatores sazonais e a inflação. Segundo ela, a aquisição de outros bens, que engloba mercadorias duráveis com exceção de automóveis, avançou

10,5% no período. A economista destacou que a concessão de empréstimos na categoria recursos livres subiu 0,7% no mês passado, na margem, e registrou uma elevação de 17,8% no acumulado em 12 meses. Na sua avaliação, pode ser considerada como normal a alta em julho de 0,9% e de 0,5% das carteiras de pessoas física e jurídica, respectivamente. Contudo, a concessão de financiamentos às pessoas físicas baixou 2,9%. Para Thaís, a desaceleração do nível de atividade nos EUA e Europa deve provocar uma redução do consumo no Brasil

ra pessoas físicas apresentaram retração de 2,5% na média das concessões diárias na comparação com junho. As instituições financeiras emprestaram R$ 3,493 bilhões a cada dia de julho. Já no segmento para pessoas jurídicas, a média diária de novos empréstimos caiu 6,9%, para R$ 4,984 bilhões a cada dia de julho.(AE)

Juro do cheque especial é o maior em 12 anos

Governo lança seu microcrédito novo Programa de Microcrédito Orientado, lançado ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em solenidade em Brasília, terá juros de 8% ao ano. Para isso, o Tesouro Nacional fará uma equalização das taxas que poderá chegar a R$ 500 milhões por ano. Dados do governo mostram que as taxas de juros hoje no mercado chegam a até 60% ao ano. De acordo com Mantega, o programa de microcrédito terá as menores taxas. Segundo o ministro, o objetivo é elevar o padrão de vida da população e a geração de emprego no País. "Vamos dar oportunidade de novos negócios e estimular o empreendedorismo. Esse programa pode dar a porta de saída dos programas do 'Brasil sem Miséria', afirmou o ministro no Palácio do Planalto. Mantega disse que o Brasil sempre foi um País com escassez de crédito para atividades econômicas. Porém, nos últimos anos, disse, o governo expandiu o crédito, passando de

A média diária de novos empréstimos nas operações classificadas como crédito livre apresentou retração de 5,1% em julho, na comparação com junho, de acordo com o BC. Segundo o BC, os bancos emprestaram uma média de R$ 8,477 bilhões a cada dia no mês passado. Por setores, as operações pa-

em agosto e setembro. Na opinião de Thaís, o aumento da inadimplência para pessoas físicas de 6,4% em junho para 6,6% em julho era aguardado, depois da alta dos pagamentos não honrados em período de 15 a 90 dias em março e abril, o que pôde ser uma espécie de indicador antecedente. "A inadimplência deve subir mais um pouco, porém em mais ou menos dois meses deve estabilizar e pode até ficar pouco abaixo do padrão histórico devido a alguns fatores, sobretudo o bom desempenho do mercado de trabalho no País." (AE)

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a contramão da queda dos juros bancários para pessoa física, que caiu 0,4 ponto percentual em julho, a taxa cobrada pelos bancos nas operações com cheque especial atingiu 188% ao ano no mês passado, o maior valor desde abril de 1999 (193,7% ao ano), segundo informoções divulgadas ontem pelo Banco Central (BC). No acumulado deste ano, os juros cobrados pelos bancos no cheque especial, uma linha de crédito de emergência, pois possui uma das taxas mais elevadas de todas as operações, avançaram 17,3 pontos percentuais – estavam em 170,7% ao ano no fim de 2010. Esse crescimento foi o maior de todas as operações das pessoas físicas que são acompanhadas pelo BC. "O cheque especial tem mostrado esse comportamento (de aumento) já há alguns meses. Isso reflete muito o perfil do tomador. É uma linha para momentos de aperto. As pessoas tomam esse crédito quando não têm condições de tomar outro, ou por um momento reduzido", declarou Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC.

Também o crédito consignado teve alta na taxa de juros, de 27,7% para 27,9% ao ano, de junho para julho. Ago sto – Dados até 11 de agosto mostram aumento dos juros ao consumidor, para 46,4% ao ano. Para as empresas, houve queda, para 30,7% ao ano. As concessões, que haviam recuado em julho, voltaram a subir neste início de mês (1,9%) em relação a igual período do mês anterior. O movimento foi puxado pelas empresas (alta de 6%), pois o crédito ao consumidor apresentou novo recuo, de 3,4%. Tulio Maciel disse que julho é sazonalmente um mês mais fraco para o crédito, mas que os números refletem também o impacto das medidas de restrição aos financiamentos e a desaceleração da economia. Ele disse ainda que não é possível falar em tendência de queda nos juros para pessoas físicas, apesar da redução nos últimos dois meses. "Para caracterizar tendência, precisamos esperar mais", afirmou. O BC avaliou ainda que a inadimplência, que voltou a subir no mês passado, deve se estabilizar nos próximos meses. (Agências)


18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011


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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

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19 O que vale é a data escrita no cheque e não a combinada entre as partes. Fernando Sacco Neto, gerente jurídico da Boa Vista Serviços (BVS)

conomia

STJ define regras para cheques Superior Tribunal de Justiça determina que cheques devolvidos não poderão ser cobrados em ação judicial executiva depois de seis meses da apresentação. Rejane Tamoto

Masao Goto Filho/e-SIM

Dieese critica as bases do 'Plano Brasil Maior'

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lojista deve tomar cuidado redobrado em relação ao preenchimento da data do cheque pelo cliente. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que cheques devolvidos não poderão ser cobrados por meio de ação judicial executiva após o prazo de seis meses, contado a partir da data de apresentação. Se o cheque for da mesma praça de pagamento deve ser depositado em até 30 dias. Se for de outro lugar do Brasil ou do exterior, em até 60 dias. O processo de execução costuma ser mais rápido por permitir a penhora de bens do devedor logo no início. Se o credor perder o prazo de seis meses só poderá entrar com a ação monitória, que é mais demorada por admitir provas e discussões em torno da origem e da legalidade, além de admitir penhora ou arresto de bens no fim do processo, e se o juiz der ganho de causa. "Ambos representam custos processuais e com honorários. A ação judicial monitória, porém, é mais onerosa", disse o sócio da Albino Advogados Associados, Diogo Dias. Compras – A medida do STJ reforça que o cheque é um meio de pagamento à vista, embora seja usado informalmente no mercado para quitar compras a prazo ou parceladas. O economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, recomenda que o comerciante exija o preenchimento do cheque com a data combi-

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Medida reforça que o cheque é um meio de pagamento à vista, embora seja usado para compras a prazo.

nada para o pagamento. A medida acaba com a prática de escrever a data real e a observação "bom para", com a anotação do dia para o depósito. "O que vale é a data escrita no cheque e não a combinada entre as partes", disse o gerente jurídico da Boa Vista Serviços (BVS, da ACSP que publica este Diário do Comércio), Fernando Sacco Neto. Segundo Solimeo, o comerciante que optar pelo processo de execução deverá ser rápido. O problema é que ele é mais agressivo e dificulta a renegociação. Por isso, muitos lojistas primeiramente optam por repassar os cheques devolvidos para empresas de cobrança ou de recuperação de crédito, para tentar reaver o valor. "Dependendo da quantia, se for de R$ 200, por exemplo, não vale a pena para o credor

entrar com uma ação na Justiça, seja de execução ou monitória, por causa dos custos", afirmou Sacco Neto, da BVS. Ele esclarece que a decisão do STJ não muda a forma de encaminhamento de nomes de inadimplentes para o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Os nomes são enviados pelos próprios bancos após a reapresentação de cheques devolvidos. Cobrança – Para o diretorexecutivo da Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc), Vicente de Paula Oliveira, a tendência é que o setor agilize o trabalho de cobrança e de renegociação com os devedores de cheques. Sem revelar o tempo médio que esse processo dura, Oliveira disse que no caso de títulos, como duplicatas e carnês, os bancos costumam espe-

rar de 60 a 90 dias para protestar. "Geralmente, as empresas preferem enviar para a cobrança, antes de protestar", disse. Regras – As regras para que o credor entre com ações judiciais executivas e monitórias já existiam desde a entrada em vigor da Lei do Cheque (7.357), em 1985. Assim, a decisão do STJ apenas esclarece a data-limite para o depósito do cheque no banco, que determina a partir de quando o prazo de seis meses começa a ser contado. Na prática, um cheque da mesma praça preenchido para janeiro deverá ser depositado até fevereiro e, se for devolvido, só poderá ser executado judicialmente até agosto. Outro exemplo é que um cheque de outra praça do País preenchido para janeiro não deverá ser depositado na Capital paulista depois de março.

mudança da tributação sobre a folha de pagamento para melhorar o faturamento das empresas, proposta pelo governo federal no Plano Brasil Maior para os setores de vestuário, móveis, calçados e software, pode onerar a Previdência Social e não atingir o objetivo de aumentar a competitividade do produtor nacional. A avaliação é do diretortécnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, que participou ontem de um ciclo de seminários sobre "Progressividade da Tributação e Desoneração da Folha de Pagamento", na Capital paulista. Segundo ele, conforme apontado pela indústria, em alguns casos, as empresas passarão a recolher mais impostos. "Nos preocupa muito a fragilidade da indústria brasileira no contexto mundial. É evidente que mecanismos de intervenção do Estado que favoreçam a estratégia são essenciais", afirmou. "Mas haverá situações em que as empresas pagarão mais, se forem mais intensivas em capital. E talvez a

desoneração que tenha sido feita tenha impacto pequeno sobre aquilo que é o objetivo da medida: aumentar a competitividade, seja pela exportação, seja pela capacidade de concorrer com o produto importado." O diretor técnico do Dieese avaliou ainda que esse é o risco de se discutir mudanças no sistema tributário separadamente, em vez de uma proposta de reforma tributária ampla no Congresso Nacional. Sistema – O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), Pedro Delarue, avaliou que a iniciativa do governo federal agrava a regressividade do sistema tributário brasileiro. "Ela agrava a regressividade à medida que cria um imposto sobre o faturamento. Nesse sentido, é mais um imposto sobre o consumo", afirmou. O presidente do sindicato disse ser favorável a medidas que aumentem a competitividade. "Mas a competitividade poderia ser resolvida de outra forma, por meio de incentivos e renúncias fiscais oferecidas pelo Tesouro às empresas e não passando pelo cofre da Previdência", avaliou. (AE)


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BRICKELL S.A. CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO CNPJ 12.865.507/0001-97 RELATÓRIO DA DIRETORIA Apresentamos as Demonstrações Contábeis da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, elaboradas na forma da legislação societária, relativas aos semestres findos em 30/06/2011 e 30/06/2010, acompanhadas das Notas Explicativas e do Parecer da Veneziani - Auditores Independentes. O componente organizacional de Ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua estrutura atende às disposições estabelecidas pela Resolução CMN 3.849, de 25 de março de 2010. 09 de Agosto de 2011 A Diretoria BALANÇOS PATRIMONIAIS Levantados em 30 de Junho de 2011 e de 2010 (Em MR$) Nota Nota Ativo 2011 2010 Passivo 2011 2010 explicativa explicativa 140.651 29.815 Circulante Circulante 27.305 10.074 79 7.922 Disponibilidades Depósitos 10 11.259 9.681 Aplicações interfinanceiras de liquidez 5 14.511 – Depósitos à vista 11.259 1.551 Aplicações no mercado aberto 14.511 – Depósitos a prazo – 8.130 2.872 – Relações interfinanceiras 12.996 – Recursos de aceites e emissão de títulos Créditos vinculados - Depósitos 2.872 – no Banco Central Recursos de aceites cambiais 12.996 – Operações de crédito 122.089 21.719 3.050 393 Outras obrigações Operações de crédito - setor privado 7 123.419 21.995 Cobrança e arrecadação de tributos e Provisão para créditos de liquidação duvidosa 8 (1.330) (276) assemelhados 165 136 1.026 174 Outros créditos Fiscais e previdenciárias 11 1.476 178 Diversos 9 1.026 174 Diversas 1.409 79 74 – Outros valores e bens 110.349 1.206 Despesas antecipadas 74 – Não Circulante Exigível a Longo Prazo 16.909 2.567 Não Circulante Realizável a Longo Prazo Depósitos 10 5.120 – Títulos e valores mobiliários e instrumentos Depósitos a prazo 5.120 – financeiros derivativos 3.750 – 105.229 – Recursos de aceites e emissão de títulos Carteira própria 3.750 – Recursos de aceites cambiais 105.229 – 13.159 1.851 Operações de crédito – 1.206 Outras obrigações Operações de crédito - setor privado 7 13.251 1.870 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 8 (92) (19) Fiscais e previdenciárias 11 – 854 – 716 Outros créditos Provisão para riscos fiscais – 352 Diversos 9 – 716 48 – Resultado de Exercícios Futuros 1.145 22 Permanente Resultado de exercícios futuros 48 – Investimentos 14 – 12 21.003 21.124 Outros investimentos 14 – Patrimônio Líquido 780 – Imobilizado de uso Capital social Outras imobilizações de uso 1.200 – De domiciliados no país 20.294 20.000 (–) Depreciação acumulada (420) – Reserva de capital – 294 351 22 Intangível Reserva de lucros 709 3.951 Ativos Intangíveis 520 23 – (3.121) (169) (1) Prejuízos acumulados (–) Amortização 158.705 32.404 Total do Ativo 158.705 32.404 Total do Passivo As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para os Semestres Findos em 30 de Junho de 2011 e de 2010 (Em MR$) Reserva de Lucros Lucros/ Aumento de Reserva de EstaPrejuízos Capital Capital Legal tutária Outras Capital Total Acum. Saldos em 31 de Dezembro de 2009 7.242 12.758 294 3.342 – 602 (3.249) 20.989 Aumento de capital confome AGE de 15/06/2009 12.758 (12.758) – – – – – – Lucro líquido do semestre – – – – – – 135 135 Destinação: – – – 7 – – (7) – Reserva legal 20.000 – 294 3.349 – 602 (3.121) 21.124 Saldos em 30 de Junho de 2010 Saldos em 31 de Dezembro de 2010 20.000 – 294 701 – – (556) 20.439 Aumento de capital confome AGE de 08/04/2011 (veja nota explicativa nº 12) 294 – (294) – – – – – Absorção de prejuízo conforme AGE de 29/04/2011 – – – (549) – – 549 – Lucro líquido do semestre – – – – – – 564 564 Destinação: Reserva legal – – – 28 – – (28) – Cancelamento de constituição de reserva legal – – – (7) – – 7 – Dividendos propostos - R$ 0,0089 por ação em circulação – – – – – 134 (134) – Constítuição de reserva para integridade do patrimônio líquido – – – – 402 – (402) – Saldos em 30 de Junho de 2011 20.294 – – 173 402 134 – 21.003 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para os Semestres Findos em 30 de Junho de 2011 e de 2010 (Em MR$) ganhos provenientes de renegociação somente são reconhecidos quando efetivamente recebidos. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é fundamentada na análise das operações efetuada pela administração, caso a caso, para concluir quanto ao valor necessário para créditos de liquidação duvidosa, e leva em conta a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais das carteiras, bem como as diretrizes estabelecidas pela Resolução nº 2682/99, de 21 de dezembro de 1999, e de acordo com determinação contida na Circular nº 2974/00, de 24 de março de 2000, do Banco Central do Brasil. As classificações de risco de clientes (ratings) são atribuídas pela área de crédito com base em um modelo de (credit score). f) Despesas Antecipadas - Consideram as aplicações de recursos, cujos benefícios ocorrerão em períodos futuros. g) Investimentos - Os investimentos estão demonstrados ao custo. h) Imobilizado - O ativo imobilizado está registrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995. A depreciação é calculada pelo método linear às taxas de 20% (a.a) para sistemas de processamento de dados e 10% (a.a.) para os demais itens. i) Intangível - É demonstrado pelo custo de aquisição/formação, deduzido da amortização acumulada, e está representado por aquisição de cessão de uso (Softwares) para os sistemas transacionais. A amortização é calculada pelo método linear, com base nos prazos estimados de sua utilização. j) Imposto de renda e contribuição social - A provisão para imposto de renda foi constituída à alíquota de 15% sobre o lucro real, acrescida de adicional de 10% sobre o lucro tributável que exceder a R$240 (mil) no período ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação fiscal. A contribuição social sobre o Lucro Líquido é calculada à 15% sobre o lucro ajustado conforme legislação em vigor. k) Ativos e passivos contingentes - Referem-se a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja ocorrência depende de eventos futuros. • Ativos contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que assegurem elevado grau de confiabilidade de realização, usualmente representado pelo trânsito em julgado da ação e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. • Passivos contingentes - decorrem basicamente de processos de natureza fiscal. Essas contingências, coerentes com práticas conservadoras adotadas, são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que o montante das obrigações possa ser estimado com suficiente segurança. 4 - Caixa e Equivalentes de Caixa: Os saldos de caixa e equivalentes de caixa utilizados na elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa são assim compostos: 2011 2010 Disponibilidades 79 7.922 Aplicações interfinanceiras de liquidez (*) 14.511 – Total 14.590 7.922 (*) Inclui apenas as operações, cujos vencimentos na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias. 5 - Aplicações Interfinanceiras de Liquidez: a) Aplicações no mercado aberto: 2011 2010 Letras do Tesoura Nacional 14.511 – Total 14.511 – 6 - Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos: a) A carteira de títulos e valores mobiliários em 30 de junho de 2011 e de 2010, por tipo de papel, possui a seguinte composição: Carteira própria 2011 2010 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 3.750 – Total 3.750 – b) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, a composição por vencimentos e por classificação, está assim demonstrada: 2011 Custo Sem Até 3 De 3 a 12 De 1 a 3 Acima de Valor de atualizado vencimento meses meses anos 3 anos Total mercado

1 - Contexto Operacional: A Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, iniciou as suas operações no dia 22/06/2010, e tem na concessão de crédito o seu principal foco de negócios. Através do domínio de produtos e da expertise de seus profissionais, a empresa tem proporcionado aos clientes operações com estrutura adequada às necessidades de cada um. Brickell CFI fundamenta e ampara os seus negócios em análise de crédito conservadora, e minimiza os riscos através de diversas garantias. A tradição de bons serviços prestados e a solidez dos negócios fazem do Grupo Brickell um parceiro de confiança. 2 - Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com os princípios de contabilidade emanados da Lei das Sociedades por Ações, associadas às normas e diretrizes estabelecidas pelo Banco Central do Brasil - BACEN, através do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro - COSIF e Resoluções do Conselho Monetário Nacional - CMN. 3 - Descrição das Principais Práticas Contábeis: Os principais critérios contábeis adotados são os seguintes: a) Apuração de Resultado - As receitas e despesas são apropriadas pelo regime de competência, observando-se o critério “pro rata” dia para aquelas de natureza financeira. As operações com taxas pós-fixadas são atualizadas até as datas dos balanços através dos índices pactuados. b) Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. c) Aplicações interfinanceiras de liquidez - As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para desvalorização, quando aplicável. d) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos - Os títulos e valores mobiliários estão contabilizados pelo valor da aplicação e classificados de acordo com os critérios estabelecidos na Circular Bacen nº 3.068/01. Os títulos públicos federais estão custodiados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC). O valor de mercado dos títulos públicos representa o fluxo de caixa futuro descontado ao valor presente pelas taxas divulgadas pela Anbima. Os títulos e valores mobiliários são avaliados e classificados da seguinte forma: • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados, são ajustados ao valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - que não se enquadrem como negociação e nem como mantidos até o vencimento, são ajustados pelo valor de mercado em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido deduzido dos efeitos tributários; • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento, são avaliados pelos custos de aquisição, acrescidos dos rendimentos em contrapartida ao resultado do período. e) Operações de crédito - As operações de crédito, nas suas diversas modalidades, estão registradas a valor presente, incorporando os rendimentos auferidos até a data do balanço, quando pós-fixados, e líquido das rendas a apropriar, em razão da fluência dos prazos das operações prefixadas. As rendas das operações de crédito vencidas até o 60º dia são contabilizadas em receita de operações de crédito, e a partir do 61º dia, em rendas a apropriar. As operações em atraso classificadas como nível H permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas por até cinco anos em contas de compensação, não mais figurando no balanço patrimonial. As operações renegociadas são mantidas no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações de operações de crédito, que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas de compensação, são classificadas como nível H, e os eventuais

Títulos para Negociação Letras Financeiras do Tesouro - LFT Total

3.750 3.750

– –

– –

– –

– –

3.750 3.750 3.750 3.750

3.750 3.750

7 - Operações de Crédito - As informações sobre a carteira de operações f) Garantias das operações de crédito: de crédito, em 30 de junho de 2011 e de 2010 estão assim apresentadas: a) Composição da carteira de crédito por tipo de operação: 2011 2010 117.986 9.708 9.948 14.157 7.048 – 1.688 – 136.670 23.865

Capital de Giro Aquisição de Crédito Conta Garantida Cédula de Crédito Exportação Total b) Composição da carteira por prazo de vencimento: Prazo A vencer até 90 dias De 91 a 180 dias De 181 a 360 dias Acima de 360 dias Total Circulante Longo prazo

2011 2010 64.572 7.994 34.369 7.607 24.478 6.394 13.251 1.870 136.670 23.865 123.419 21.995 13.251 1.870

c) Composição da carteira de crédito por nível de risco: 2011 Nível A B C D Total

Provisão requerida % 0,5 1,0 3,0 10,0

Total 49.359 75.807 10.470 1.034 136.670

Provisão 247 758 314 103 1.422

2010 Total 2.095 18.431 3.339 – 23,865

Provisão 10 185 100 – 295

d) Composição da carteira de crédito por setor de atividade: 2011 65.703 17.852 3.159 49.956 136.670

Indústria Comércio Intermediação Financeira Outros Total

2010 14.613 301 – 8.951 23.865

e) Concentração das operações de crédito:

Maiores Devedores 10 maiores devedores 50 maiores devedores 100 maiores devedores Total

2011 2010 % sobre a % sobre a carteira Valor carteira 33,43 23.732 99,44 66,52 133 0,56 0,05 – – 100,00 23.865 100,00

Valor 45.690 90.918 62 136.670

2011 Total Total das operaDupli- das gações Aval Bens CDB catas rantias Operações crédito 129.622 165.039 32.720 740 90.389 288.888 Conta garantida 7.048 7.800 – – 6.000 13.800 Total 136.670 172.839 32.720 740 96.389 302.688 Percentual 126,46 23,94 0,54 70,53 221,47 2010 Total das Total operaDupli- das gações Aval Bens CDB catas rantias Operações crédito 23.865 23.865 – – – 23.865 Total 23.865 23.865 – – – 23.865 Percentual 100,00 – – – 100,00 8 - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: A provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa foi movimentada pelos seguintes eventos nos semestres findos em 30 de junho de 2011 e 2010: 2011 2010 Saldo no início do semestre 1.081 – 341 295 Provisão constituída Saldo no fim do semestre 1.422 295 2011 2010 9 - Outros Créditos - Diversos: Devedores por depósitos em garantia 768 716 Adiantamento e antecipações salariais 194 – Pagamentos a ressarcir 33 – Impostos a compensar 4 172 27 2 Outros Total 1.026 890 Circulante 1.026 174 Longo prazo – 716 O saldo de devedores por depósitos em garantia refere-se a depósitos judiciais do imposto sobre serviços e receitas de corretagem de operações realizadas na BM&F no período em que a instituição exercia a atividade de corretora de títulos e valores mobiliários, objeto de discussão judicial sobre a constitucionalidade. Foi constituída provisão para riscos fiscais na totalidade dos depósitos judiciais efetuados. No primeiro semestre de 1999 foi instituída a Cofins para as instituições financeiras. A instituição obteve antecipação da tutela que a dispensou do depósito judicial, e constitui provisão para risco fiscal referente às contribuições não recolhidas, atualizada monetariamente e contabilizada no Exigível a Longo Prazo. No exercício encerrado em 31/12/2007, a instituição optou em aderir ao Programa de Parcelamento Incentivo da Prefeitura de São Paulo para encerrar uma discussão sobre a incidência do ISS sobre as receitas de corretagem auferidas em Bolsas, na época em que ainda era uma corretora de valores. A Instituição aguarda o levantamento do depósito judicial efetuado durante o processo judicial.

DIRETORIA Nelson Nogueira Pinheiro - Diretor

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO para os Semestres Findos em 30/06/2011 e de 2010 (Em MR$, exceto lucro líquido por ação) Nota explicativa 2011 2010 14.676 302 Receitas da Intermediação Financeira Rendas de operações de crédito 13.459 86 Resultado de operações com títulos e valores mobiliários 937 216 Operação de venda ou transferência de ativos financeiros 280 – (7.073) (313) Despesas da Intermediação Financeira Operações de captação no mercado (6.732) (18) Provisão para créditos de liquidação duvidosa 8 (341) (295) 7.603 (11) Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas (Despesas) Operacionais (6.418) 319 Receitas de prestação de serviços 2 – Rendas de tarifas bancárias 1.354 532 Resultado de equivalência patrimonial – 90 Despesas de pessoal (4.714) – Outras despesas administrativas 13 (2.639) (216) Despesas tributárias (517) (66) Outras receitas operacionais 14-a 112 24 Outras despesas operacionais 14-b (16) (45) 1.185 308 Resultado Operacional (20) – Resultado não Operacional 1.165 308 Resultado Antes da Tributação Sobre o Lucro (601) (173) Provisão para IR. e Contribuição Social Provisão para imposto de renda (371) (104) (230) (69) Provisão para contribuição social Lucro Líquido do Semestre 564 135 0,0375 0,0090 Lucro Líq. por Ação em Circulação - Em R$ (Representado por 15.026.148 ações em 2011 e em 2010) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA para os Semestres Findos em 30 de Junho de 2011 e de 2010 (Em MR$) Fluxo de Caixa de Atividades Operacionais: 2011 2010 564 135 Lucro Líquido dos Semestres Ajustes ao lucro líquido antes dos impostos Depreciação e amortizações 138 1 Resultado da equivalência patrimonial – (90) Provisão para créditos de liquidação duvidosa 341 295 Lucro líquido ajustado 1.055 341 Variação de ativos e passivos: (Aumento) em títulos e valores mobiliários (3.305) – (Aumento) em relações interfinanceiras (836) – (Aumento) em operações de crédito (27.199) (23.865) (Aumento) redução em outros créditos 340 (196) (Aumento) em outros valores e bens (73) – Aumento (redução) em outras obrigações (117) 269 (59) – Variação de resultados de exercícios futuros (30.206) (23.451) Cx. Líq. Proveniente (Utilizado) nas Ativid. Oper. Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento: Alienação de investimentos – 21.474 Alienação de imobilizado de uso 78 – Aquisição de imobilizado de uso (35) (23) Aplicações no intangível (39) – Caixa Líq. Proveniente (Utilizado) nas Atividades de Investimento 4 21.451 Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento: Aumento em depósitos 7.306 9.681 Aumento em recursos de aceites e emissão de títulos 25.288 – Caixa Líquido Proveniente (Utilizado) nas Atividades de Financiamento 32.594 9.681 Aumento (Redução) Líquido em Caixa e Equivalentes de Caixa 2.392 7.681 Aumento Líquido em Caixa e Equivalentes Cx. e equival. no início do sem. 12.198 241 Caixa e equiv. no final do sem. (vide nota expl. nº 4) 14.590 7.922 Aumento (Redução) Líq. em Caixa e Equivalentes 2.392 7.681 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 10 - Depósitos: Composição por vencimento:

2011 2010 Depósitos Depósitos Depósitos Depósitos à vista a prazo à vista a prazo Prazo Sem vencimento 11.259 – 1.551 – Até 90 dias – – – 5.015 De 91 a 180 dias – – – – De 181 a 360 dias – – – 3.115 Acima de 360 dias – 5.120 – – Total 11.259 5.120 1.551 8.130 Circulante 11.259 – 1.551 8.130 Longo prazo – 5.120 – – 11 - Fiscais e Previdenciárias - Obrigações Legais: 2011 2010 Impostos e contribuições sobre lucros 144 173 Impostos e contribuições a recolher 963 859 Provisão para riscos fiscais - Cofins 369 352 Total 1.476 1.384 Circulante 1.476 178 Longo prazo – 1.206 12 - Patrimônio Líquido: a) Capital Social - O capital social é de R$20.294, dividido em 15.026.148 ações ordinárias nominativas sem valor nominal. Em Assembléia Geral Extraordinária realizada em 08/04/2011, foi aprovada a seguinte ação, homologado pelo Bacen em 12/05/2011. - Aumento do capital social no montante de R$294, com Reservas de Atualização de Títulos Patrimoniais; - Em Assembléia Geral Extraordinária realizada em 29/04/2011, foi aprovado a absorção do prejuízo apurado no exercício findo em 2010, no montante de R$549 por parte do saldo da conta de Reservas de Lucros - Reserva Legal. b) Reserva de Lucros - A conta reservas de lucros é composta por reserva legal, reserva estatutária e outras reservas de lucros. Reserva legal - nos termos do estatuto social, a Instituição deve destinar 5% do lucro líquido apurado em cada balanço para constituição do Fundo de Reserva Legal, até que este alcance 20% do capital social. Reserva estatutária - Nos termos do estatuto social o saldo remanescente de lucros acumulados deve ser destinado a esta Reserva Estatutária, com a finalidade de ser utilizado para: absorção do prejuízo, distribuição de dividendos e aumento do capital social. Outras reservas de lucros - Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido. Em junho de 2011 houve provisão de dividendos no valor de R$134, os quais estão registrados em “Outras Reservas de Lucros”. 13 - Outras Despesas Administrativas: 2011 2010 Aluguéis 448 – Técnicos especializados 442 84 Processamentos de dados 382 41 Sistema financeiro 337 28 Manutenção e conservação de bens 200 – Comunicações 196 11 Depreciação e amortização 138 1 Viagens 103 – Emolumentos judiciais e cartorários 93 1 Serviços de terceiros 83 – Propaganda e publicidade 49 – Transporte 34 – Material 12 – 122 50 Outras Total 2.639 216 14 - Outras Receitas e Outras Despesas Operacionais: a) Outras receitas operacionais: 2011 2010 Recuperação encargos e despesas 83 1 Atualização monetária depósito judicial - ISS 27 23 Outras 2 – Total 112 24 b) Outras despesas operacionais: 2011 2010 Multas sobre impostos – 1 Atualização monetária - Risco ISS 7 37 Atualização monetária - Risco Cofins 9 7 16 45 Total 15 - Risco Operacional: A Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, no contexto das disposições estabelecidas pela Resolução nº 3.380 de junho de 2006, do CMN definiu e implementou a estrutura organizacional, bem como a política institucional dos processos, dos procedimentos e dos mecanismos necessários à sua efetiva gestão. Estamos efetuando trabalho de revisão no mapeamento para maior abrangência e eficiência na identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação dos riscos operacionais pertinentes nas diversas rotinas e processos de negócios. Deste modo, o gerenciamento do risco operacional é considerado pela Instituição um fator estratégico, de forma a evitar ou minimizar o impacto sobre o capital econômico de possíveis perdas. A Instituição adota a Abordagem do Indicador Básico, conforme disposto no inciso I do artigo 1º da Circular nº 3.383/08 do Banco Central do Brasil. 16 - Risco de Mercado: Com o advento da Resolução nº 3.464 de 26/06/2007, a qual dispõe acerca da implementação de estrutura de risco de mercado, a Área de Controles no âmbito da Gerência de Risco (mercado e liquidez), responde pela aplicabilidade da política de gerenciamento do risco de mercado. A Administração é responsável pela definição da política institucional, estabelecendo as estratégias e diretrizes a serem observadas pela área de Tesouraria, bem como os limites a serem praticados - Operacionais, VaR e Stop Loss. Este procedimento está sendo implementado pela Instituição e continuará no decorrer do exercício de 2011. 17 - Risco de Crédito: Em atendimento à Resolução CMN nº 3.721, de 30 de abril de 2009, é importante destacar que o nome do executivo responsável e o conjunto de diretrizes que regem a gestão do risco de crédito da instituição foram devidamente informados ao Banco Central do Brasil, de acordo com os prazos por ele estabelecidos. Ademais, as políticas, os processos, os sistemas e os procedimentos que envolvem toda a estrutura de gerenciamento de risco de crédito da instituição, conforme as diretrizes adotadas e informadas ao regulador, foi cumprida conforme estabelece o normativo do Banco Central do Brasil. 18 - Limites Operacionais: A Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, apura seus limites de patrimônio mínimo dentro dos parâmetros estabelecidos pelas Resoluções nº 2.099/94, nº 3.444/07 e nº 3.490/07 do CMN e normativos complementares. A margem positiva entre o patrimônio de referência efetivo e o patrimônio de referência exigido é de (R$5.540 em 2011) e o índice de Basiléia é de (14,94% em 2011). CONTADORA

Celina Daiub Pirondi Tedesco - Diretora

Joyce M. G. da Silva - CRC 1 SP 213564/O-4

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de Ilmos. Senhores - Diretores e Acionistas da Brickell S.A. - Crédito, como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas Financiamento e Investimento - São Paulo SP - 1. Examinamos as em conjunto. 5. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e demonstrações contábeis da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: 6. Em que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter Investimento, que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas acima apresentam segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial distorção relevante. 4. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos patrimônio líquido e dos fluxos de caixa correspondentes ao semestre e financeira da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre fluxos de caixa correspondentes semestre findo naquela data, de acordo procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, as Demonstrações Contábeis: 2. A Administração da Instituição é com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa demonstrações Contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas São Paulo, 09 de agosto de 2011 avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações Central do Brasil - BACEN e pelos controles internos que ela determinou Veneziani Auditores Independentes contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis CRC 2SP13744/O-1 são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude Alcindo Takachi Itikawa sobre a eficácia dos controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui ou erro. Responsabilidade dos Auditores Independentes: 3. Nossa Contador - CRC 1SP088652/O-9 também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas

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conomia

Coisas que antes não eram impeditivas, hoje são. José Sergio Gabrielli, da Petrobras

Recorde das cooperativas no comércio externo A receita dos produtos exportados por cooperados brasileiros cresceu 33,1% até julho. Maior cliente é a China.

A

s exportações das cooperativas brasileiras nos primeiros sete meses deste ano somaram US$ 3,265 bilhões e cresceram 33,1% em relação ao desempenho de igual período do ano passado. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que a balança comercial das cooperativas acumulou saldo positivo de US$ 3,07 bilhões de janeiro a julho de 2011, com incremento de 33,5% em relação ao ano passado. Na opinião do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, o cenário de expansão deve se manter nos próximos meses. "Estamos otimistas com o fechamento do ano. Com esse desempenho, nossa expectativa é obter novo recorde no final de 2011, com US$ 5 bilhões em vendas." Segundo a OCB, na relação dos principais compradores dos produtos cooperativistas, a China ocupou a primeira colocação, com US$ 361,7 milhões, representando 11,1% do

total exportado. Os chineses passaram a Alemanha, que até o primeiro semestre aparecia como principal mercado. Entre janeiro e julho, os alemães adquiriram US$ 329,8 milhões em itens da pauta das cooperativas – 10,1% do total. O açúcar refinado foi o produto gerador da maior receita para as cooperativas, fechando o período com US$ 567,9 milhões, ou 17,4% do montante. Na sequência, aparecem café em grão (US$ 413,4 milhões; 12,7%); soja em grão (US$ 408,4 milhões; 12,5%); açúcar em bruto (US$ 368,4 milhões; 11 , 3 % ) e f a re l o d e s o j a (US$ 321,8 milhões; 9,9%). Estados – Entre os estados , o Paraná continua em primeiro lugar nesse tipo de exportação, com US$ 1,125 bilhão, representando 34,5% do total. São Paulo aparece em segundo, com US$ 1,070 bilhão e 32,8%; Minas Gerais, em terceiro, com US$ 418,5 milhões e 12,8%; Rio Grande do Sul, em quarto, com US$ 268,4 milhões e 8,2%. Santa Catarina vem na quinta posição, com US$ 153,4 milhões e 4,7%. (AE)

Produção da Petrobras cai 3,8% em julho

A

produção de petróleo da Petrobras no País atingiu o menor nível desde outubro do ano passado: 1,968 milhão de barris por dia em julho, o que representou queda de 3,8% ante o mês anterior. Se comparado a julho de 2010, houve recuo de 1,84%. Foi a primeira vez também, desde outubro, que a produção da Petrobras ficou abaixo de 2 milhões de barris por dia. Naquele mês, haviam sido extraídos 1,938 milhão de barris por dia. A estatal atribuiu a retração a paradas programadas para manutenção em cinco plataformas no período. Já o presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, afirmou que a queda é explicada pelo aumento do nível de exigências nas plataformas. Fiscalizações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Ministério do Trabalho e Marinha interromperam atividade de algumas plataformas, afirmou o presidente. "Coisas que antes não

eram impeditivas, hoje passam a ser. Não ter treinamento em trabalho em altura, não ter na plataforma certificado de treinamento de um profissional, uma assinatura ilegível na autorização, por exemplo", disse Gabrielli. Somada à produção de gás no País, o total produzido foi de 2,325 milhões de barris de óleo equivalente (boe) diários no mês passado. Sócio– A Petrobras informou ontem que o prazo final para a entrada da companhia venezuelana PDVSA na parceria com a estatal brasileira na refinaria de Abreu e Lima termina no final de agosto, alguns dias depois do prazo fixado antes, de 20 de agosto. No entanto, a empresa já reiterou que, caso a venezuelana não participe, ela pretende seguir com o projeto sozinha. Se o documento formalizando o cronograma for assinado, a PDVSA terá até o final de setembro para receber o aval do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (AE)

Anatel exige conserto de orelhões

A

s concessionárias de telefones receberam ofício da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) exigindo a adoção de ações emergenciais para a revitalização dos telefones públicos em todo o País, com o objetivo de normalizar o funciona-

mento dos chamados "orelhões" até o fim deste ano. Foi determinado às concessionárias que apresentem plano de revitalização da Telefonia de Uso Público, que deverá incluir a vistoria e reparo de todos os equipamentos até dezembro de 2011.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

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e Steve Jobs deixa comando da Apple Acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple estão por vir. Steve Jobs, ex-executivo-chefe da Apple

conomia

Executivo-chefe e um dos fundadores da companhia disse não ter mais condições de cumprir com suas obrigações no cargo. Sucessor será Tim Cook. Reuters

Brendan McDermid/Reuters

Apesar de ter renunciado, Jobs continuará fazendo parte do conselho de administração. Para ocupar seu lugar, ele indicou o executivo de operações Tim Cook (foto à direita).

O

presidenteexecutivo da Apple, Steve Jobs, renunciou ontem ao comando da companhia. Ele disse que gostaria de assumir a presidência do conselho da Apple e foi eleito para o cargo. Jobs indicou Tim Cook para assumir a presidência executiva da

companhia norte-americana. O ex-presidente da Apple estava em licença médica por motivos de saúde ainda não revelados oficialmente – há dois anos, ele também se afastara da companhia para tratamento de um câncer pancreático, que resultou em um transplante de fígado em 2009.

Em carta enviada aos diretores da empresa, Jobs disse que, se não pudesse mais atender às suas expectativas e obrigações como presidente-executivo da Apple, ele seria o primeiro a avisá-los. "Infelizmente, esse dia chegou", disse. A recomendação para que Cook assuma o comando também

Tablet made in Brasil não ficará pronto para o Natal Fábrica da Foxconn em Jundiaí ainda não entrou em funcionamento

O

s tablets da Apple que deveriam ser produzidos no Brasil ainda neste semestre e estar à venda no Natal, de acordo com previsão feita em junho pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, vão atrasar. De acordo com diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e Região, Evandro Oliveira Santos, embora já tenham sido selecionadas 800 pessoas para trabalhar na fábrica da Foxconn que produzirá iPads, iPhones e iPods em Jundiaí, a nova unidade ainda não está em funcionamento. "Nós já imaginávamos isso. Os iPads produzidos aqui devem chegar ao mercado em 2012 e não neste ano", afirmou Santos. "A fábrica já está sele-

cionando e vai começar a contratar". A expectativa do sindicato é de que 3 mil pessoas sejam contratadas. O investimento para a fabricação dos iPads e celulares da Apple, anunciada durante visita da presidente Dilma Rousseff à China, foi de R$ 12 bilhões. L ic e nç a – A assessoria de imprensa da Foxconn mantém o discurso de que não se pronunciará sobre o assunto, e que as informações divulgadas não são oficiais. A Foxconn já tem licença da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) para instalação, e já há movimentação no local escolhido para as obras do galpão que abrigará a linha de tablets e smartphones. A Prefeitura informou, por meio de assessoria, que o pedido de

alvará para o novo galpão da Foxconn foi feito em 14 de julho, mas não foi liberado porque faltam alguns documentos da empresa. Segundo Santos, os trabalhadores recrutados em agosto serão contratados em setembro e passarão por treinamento. "Nesta quinta-feira vamos discutir em reunião com representantes da Foxconn as condições básicas para esses trabalhadores", informou. Santos relacionou piso salarial inicial superior a R$ 1 mil, transporte fretado, refeição, vale cesta básica, assistência médica e jornadas de trabalho e de compensação". O sindicato vai se basear nos benefícios que os trabalhadores de outra unidade estabelecida em Jundiaí já possuem. (AE)

Google é multado em US$ 500 mi

A

Google pagará uma multa de US$ 500 milhões por permitir que algumas companhias farmacêuticas canadenses divulgassem anúncios através do programa AdWords, voltado a consumidores dos Estados Unidos – o que gerou uma importação ilegal de remédios, informou ontem o Departamento de Justiça. O órgão destacou que o envio de remédios de farmácias estrangeiras aos EUA geralmente viola a Lei Federal de Alimentos, Remédios e Cosméticos. No caso de medicamentos vendidos sob prescrição médica, a importação também vai contra a lei de Substâncias Controladas. Compras coletivas – A venda de pacotes de serviços de fisioterapia e terapia ocupacional por meio de si-

tes de compra coletiva foi proibida, de acordo com uma resolução do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Cofito) publicada ontem no Diário Oficial da União. Entre os tipos mais comuns de tratamentos oferecidos estão a drenagem linfática, radiofrequência e aplicação de Manthus. Segundo Roberto Cepeda, presidente do Cofito, a comercialização desses pacotes sem diagnóstico pode pôr em risco a saúde dos pacientes. "O profissional tem de fazer uma primeira avaliação e só depois indicar um procedimento. Com a venda pelos sites, isso é ignorado." Ele afirmou que não houve nenhum caso de morte ou problema de saúde grave por conta da venda indiscriminada desses serviços.

Regulamentação – O governo alemão aprovou ontem projeto para dificultar que usuários da internet caiam em armadilhas de ofertas enganosas, que costumam oferecer produtos gratuitos, mas que, em letras pequenas, incluem diversos custos. A ministra alemã de Justiça, Sabine Leutheusser Schnarrenberger, defendeu a iniciativa, dizendo que mais de 5 milhões de usuários se deixaram levar por este tipo de oferta, descobrindo depois que foram enganados. Locação – Em 5 de setembro a locadora virtual norteamericana Netflix anunciará sua chegada ao Brasil. A vinda da empresa já era cogitada há tempos, mas apenas neste ano ela incluiu a América Latina em sua estratégia de expansão. (Agências)

foi deixada na carta. "Acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple estão por vir", acrescentou na mensagem, afirmando que pretende "assistir e contribuir com esse sucesso em um novo papel". Idas e vindas – Em 17 de janeiro, Jobs pediu a segunda licença médica da companhia.

Mas, de acordo com a Apple, ele permaneceria envolvido com as "decisões estratégicas maiores" da companhia. Ele já havia se afastado da empresa dois anos antes, quando recebeu o transplante de fígado. "Tenho grande confiança de que Tim e os demais administradores executivos da equipe farão

um magnífico trabalho com os planos empolgantes que nós temos para 2011", disse Jobs à época. As negociações com papéis da Apple no after-hours foram interrompidas antes da divulgação da notícia. As ações da companhia fecharam em alta de 0,69%, a US$ 376,18. (Agências)


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Na rede prevalece o DNA espanhol de servir bem e agradar ao hóspede. Paulo Marcos Ribeiro, diretor da rede Windsor

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Passageiro VIP

Rede Windsor aposta em serviços e bons pratos Rafael Andrade/Folhapress

de quem trabalhou no setor de restaurantes. Tempos depois, veio a compra do segundo hotel, o Flórida, no Flamengo. Logo a seguir, o Windsor Palace, em Copacabana, e assim a cadeia Winds o r n u n c a m a i s p a ro u d e crescer. A sua estratégia de concentrar investimentos no Rio de Janeiro, aproveitando que a

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Fátima Lourenço

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ocupação dos hotéis na Capital paulista no primeiro semestre de 2011 foi de 69% da capacidade total – taxa 4,61% superior a de igual período de 2010, segundo o Observatório do Turismo do núcleo da São Paulo Turismo (SPTuris). As viagens a negócio e os eventos, alavancas para esse desempenho, impulsionam a rede da cidade e até de municípios próximos. "O setor passa por fase próspera", afirmou Toni Sando, diretor-superintendente da São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), fundação de-

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presidente da Visual Turismo, formado em Administração, no início trabalhou em bancos. Com o tempo, passou a fazer dupla jornada como emissor de passagens. Ao ganhar uma viagem internacional, teve o sobrenome trocado no hotel por Lauro, família italiana de prestígio, e assim recebeu tratamento vip. "Foi aí que descobri o lado glamouroso do turismo", conta Afonso Louro, que então decidiu ser essa a área para fazer carreira. Com a experiência adquirida em agências, em 1986 concluiu que estava na hora de abrir a sua.

Nasceu a Visual em uma pequena sala da Praça da República, São Paulo. Um ano depois, de quatro funcionários já tinha 24, o que exigiu mudança para um espaço maior, fato que felizmente persiste até hoje. Com 25 anos de operação, a Visual tem sete filiais, 239 funcionários e uma média de 10 mil passageiros por mês. Irrequieto e cheio de ideias, o empresário abriu em 2007 o e-HTL, que atende agentes de viagens online. Um sucesso. Seus planos? "Queremos crescer 30% em número de passageiros e 52% em faturamento em 2011", afirmou Louro.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

Setor hoteleiro da Capital utilizou 69% de sua capacidade total no primeiro semestre deste ano

QUINTA-FEIRA, 25 DE AGOSTO DE 2011

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Afonso Gomes Louro

Ocupação de hotéis sobe 4,6%

2010

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maioria dos concorrentes cochilava e não aplicava em novas instalações, reformas ou treinamento dos profissionais, mostrou-se acertada. Hoje a Rede Windsor comemora um folgado primeiro lugar na hotelaria carioca, com altas taxas de ocupação. Qual o segredo do sucesso? Soube explorar as duas potencialidades da cidade: la-

zer e negócios. "De segunda-feira a quintafeira o Rio vive do mercado corporativo, e de sexta a domingo do turismo e excursões", explica Paulo Marcos Ribeiro, diretor de marketing da rede que, junto com Rosangela Gonçalves, na área comercial, forma uma dupla de profissionais que deixa a concorrência insone. A partir da aquisição do Excelsior Copacabana, há 11 anos, o grupo resolveu se denominar Windsor, e desde então adota um modelo de negócios peculiar: em cada um dos hotéis, há um sócio de plantão, de olho na operação e no atendimento, mas com uma preocupação especial pelos restaurantes. "Aqui prevalece o DNA espanhol de servir bem e agradar ao hóspede", resume Paulo Marcos Ribeiro. Mais que agradar, há uma verdadeira obsessão de tornar a experiência inesquecível, principalmente quando se trata de alimentação. Senão, como explicar a compra por R$ 58 mil para o mais recente membro da família Windsor, o Atlantica (ex-Meridién), de uma máquina dedicada exclusivamente a produzir folheados? São atitudes como esta que garantem a expansão da rede, hoje com dez empreendimentos, mas que devem se tornar 13 até 2013, agregando assim mais 1,2 mil apartamentos aos atuais 3,2 mil oferecidos na cidade.

Divulgação

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á apenas 22 anos, munidos de cara e c o r a g e m , 3 0 s ócios sem qualquer experiência no ramo de hotelaria se reuniram para comprar um hotel decadente no centro do Rio de Janeiro. Na aventura, eram capitaneados por José Orero, um espanhol que chegara ao Brasil aos 18 anos para trabalhar em restaurantes. O grupo acreditou na visão de Orero de que aquele prédio antigo na movimentada esquina da Avenida Presidente Vargas com Rio Branco, quando recuperado, teria potencial para atender a executivos que vinham à cidade para fazer negócios. Junto com o Hotel Guanabara, ali nascia uma rede carioca voltada para o universo corporativo, um conceito até então mal captado pelos radares da concorrência, que concentrava suas baterias na vocação turística da cidade. O faro de Orero para os negócios não decepcionou. Hoje os antigos 300 apartamentos do Hotel Guanabara já se expandiram a 540. Contando com 30 salas de reunião, o local é um sucesso. Desde o começo, os dirigentes da nova rede acreditaram que o mais importante em hotelaria é encantar os clientes, principalmente os de negócios. Para isto, é preciso oferecer, além de boas instalações, serviços caprichados e uma excelente comida – esta, uma questão de princípio

dicada a captar e apoiar a realização de eventos na Capital. O turista de negócios é um hóspede diferente, comentou Sando. "Ele exige nota fiscal, porque reembolsa as despesas; anda de taxi; aproveita a cidade para o entretenimento. Ele chega a gastar o dobro por dia, na comparação com o turista de lazer", comparou. Em São Paulo, segundo ele, o número de eventos cresceu 7% ao ano, nos últimos três anos. Ele estimou, no entanto, que não passarão de dez os novos hotéis a serem abertos na cidade. Os municípios vizinhos ganham com isso, explicou, e já absorvem investimentos do setor hoteleiro, além de hóspedes e eventos.

Categorias – A diretora executiva do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Ana Maria Biselli Aidar, estimou que 70% dos hóspedes em hotéis da Capital são do universo corporativo (negócios em geral e eventos) e que eles representam cerca de 60% do faturamento do setor. O fórum reúne 24 redes nacionais voltadas especialmente para esse público, com 523 hotéis em 110 cidades. Dos 165 hotéis que as redes planejam abrir em todo o País, 56% serão na categoria Econômico; 36% na Superior (ou MidScale, padrão quatro estrelas);

5%, Luxo; e 3%, Resorts. Quartos – Na Capital paulista, os associados do Fórum de Operadores, com 19.978 apartamentos, contabilizaram crescimento de 4,3% na taxa de ocupação do primeiro semestre, com 67,95% dos quartos ocupados, ante 65,15% em igual período de 2010. A análise por segmento do estudo da entidade, na mesma base de comparação, destaca o Midscale com a maior variação de crescimento na taxa de ocupação (7,15%). Nos padrões Econômico e Luxo, a respectiva taxa foi semelhante à do primeiro semestre de 2010.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

e

conomia

O sistema financeiro brasileiro é um referencial. Carlos Lofrano, diretor-executivo da ABBC

Cenário externo afeta emprego Análise do Dieese mostra que as turbulências externas já mudaram o comportamento tradicional do mercado de trabalho no País

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diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, afirmou ontem que a crise financeira já mudou o comportamento tradicional do desemprego no País. Segundo ele, o crescimento da ocupação nas sete regiões metropolitanas pesquisadas recuou, nas comparações com igual mês do ano anterior, e passou de um ritmo de 5,5% em 2010 para menos de 2% neste ano. "A tendência é de que o desemprego ainda caia neste segundo semestre, mas não com a mesma intensidade dos últimos anos", analisou. "Em junho, por exemplo, tivemos o terceiro mês consecutivo de estabilidade na taxa de desemprego, o que não é normal. Tradicionalmente, ela deveria estar caindo nesta época do ano", afirmou. E st a bi l id a d e – Segundo Clemente, o fato de a População Economicamente Ativa (PEA) brasileira não estar registrando taxas de crescimento contribuiu para que os níveis de desemprego se mantivessem estáveis. "Considerando esse quadro, o desemprego deveria estar caindo, já que não está havendo uma pressão da PEA", disse. "O mercado de trabalho já está observando os impactos da crise", admitiu. O diretor-técnico do Dieese, explicou ainda que, para

que a taxa de desemprego se mantenha em um patamar estável, é necessário que o nível de ocupação apresente uma expansão de cerca de 2,5% na comparação com igual período do ano anterior. "Embora a ocupação esteja crescendo a um nível inferior, o desemprego ainda se mantém estável porque a PEA não está crescendo e, portanto, não está pressionando o mercado de trabalho", afirmou Clemente durante o seminário. Rendimentos – Outro dado relevante citado por Clemente é a renda, que parou de crescer e em alguns setores já está caindo. "Parte disso se deve à aceleração da inflação, mas o fato é que o valor nominal da renda também não tem crescido", afirmou. "Podemos ter surpresas nos próximos meses." O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, concorda que os impactos da crise financeira internacional no País atingirão o emprego ainda neste ano. Ele lembra que o segundo semestre costuma ter um resultado, em termos de geração de empregos, sempre melhor que o primeiro semestre. "O segundo semestre conjunturalmente é melhor que o primeiro, então talvez ele não apresente sinais tão evidentes (de desaceleração)", observou. "Mas os dados do comércio e da indústria já mostram um ritmo de crescimento do emprego muito próximo a zero." (AE)

POINTER NETWORKS S.A. CNPJ/MF nº 04.624.699/0001-11 - NIRE 35.300.187.105 ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 07 DE JULHO DE 2011. Lavrada sob a forma de sumário, de acordo com a autorização contida no § 1º do art. 130 da Lei nº. 6.404/76. 1. Data, Hora e Local: no dia 07 de julho de 2011, às 20h00, na sede da Companhia, localizada na Avenida Major Sylvio de Magalhães Padilha nº 5200, Ed. Montreal, Conj. 304, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 05693-000. 2. Presenças: Acionista representando a totalidade do capital social, conforme se verifica pelas assinaturas constantes do livro de presenças. 3. Composição da Mesa: Presidente: Marcio Hermann Lewin; Secretário: Daniella Geszikter Ventura. 4. Convocação: Dispensada, conforme facultado pelo parágrafo 4º do artigo 124 da Lei nº 6.404/76, em face da presença dos acionistas representando a totalidade do capital social com direito a voto. 5. Ordem do Dia: I. alterar a redação dos parágrafos 2º, 4º e 5º do artigo 18; dos parágrafos 1º e 2º do artigo 20; e do artigo 21 do Estatuto Social; II. incluir um artigo ao Capítulo VII, para dispor sobre o pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio; e renumerar os demais artigos do Estatuto Social da Companhia; III. apreciar o pedido de renúncia dos atuais membros do Conselho de Administração; IV. eleger os novos membros do Conselho, em substituição e consolidar a estrutura do Conselho de Administração da Sociedade; e V. consolidar o Estatuto Social da Companhia. 6. Deliberações: 6.1. Quanto ao item I da Ordem do Dia a acionista aprovou criar o cargo de Diretor Presidente e de lhe atribuir determinadas responsabilidades. Em função desta deliberação, a acionista aprova a nova redação dos parágrafos 2º, 4º e 5º do artigo 18 e dos parágrafos 1º e 2º do artigo 20 do Estatuto Social da Companhia, que passará a vigorar conforme segue: “ARTIGO 18 - (...) §2º - A Diretoria será composta de no mínimo 2 (dois) e no máximo 6 (seis) Diretores, sendo 1 (hum) Diretor Presidente e os demais Diretores sem designação específica. §4º - A Diretoria reunir-se-á sempre que convocada pelo Diretor Presidente, com antecedência mínima de 2 (dois) dias úteis. A convocação será feita com antecedência mínima de 3 (três) dias, por carta, fax ou correio eletrônico (e-mail), com breve descrição da ordem do dia, considerando-se regularmente convocado o membro presente à reunião. Independentemente das formalidades relativas à convocação, considerar-se-á regular a reunião a que comparecerem todos os membros. §5º - O quorum de instalação das reuniões de Diretoria é o da maioria dos membros em exercício e as deliberações serão tomadas pelo voto favorável da maioria dos Diretores presentes à reunião, tendo o Diretor Presidente o voto de desempate. ARTIGO 20 - (...) §1º - A Companhia será representada ativa e passivamente, em quaisquer atos que criem obrigações ou desonerem terceiros de obrigações para com a Companhia, (i) por dois Diretores, sendo um deles necessariamente o Diretor Presidente; (ii) por um Diretor em conjunto com um procurador; ou (iii) por dois procuradores em conjunto, investidos de poderes específicos, nomeados no mesmo instrumento, na forma abaixo, através de mandato para prática de ato nele especificado. §2º - As procurações outorgadas pela Companhia deverão ser assinadas por 2 (dois) Diretores, sendo um deles necessariamente o Diretor Presidente, definindo nos respectivos instrumentos, de forma precisa e completa, os poderes outorgados e o prazo de mandato, que, à exceção das procurações outorgadas a advogados para representar a Companhia em processos administrativos ou judiciais, não poderá ultrapassar 1 (hum) ano. Além do prazo, as procurações ad negotia vedarão o substabelecimento. ARTIGO 21 - Em suas ausências e impedimentos, o Diretor Presidente será substituído por qualquer Diretor por ele designado. Parágrafo 1º - No caso de ausência ou impedimento temporário do Diretor Presidente e do Diretor por ele designado, as funções do Diretor Presidente serão exercidas por um dos membros da Diretoria designado pelo Diretor ausente ou impedido que estiver, na forma do caput deste artigo, exercendo as referidas funções. Parágrafo 2º - No caso de ausência ou impedimento temporário de um dos demais membros da Diretoria, o cargo será acumulado por um Diretor designado pela Diretoria. Parágrafo 3º - Em caso de vacância no cargo de Diretor, será convocada reunião do Conselho de Administração, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, para a eleição do substituto, a fim de cumprir o restante do mandato do substituído. Na vacância do cargo de Diretor Presidente, do Diretor de Finanças ou do Diretor de Relações com Investidores, e até que o Conselho de Administração delibere a respeito, as funções relativas ao respectivo cargo serão cumuladas por um Diretor designado pela Diretoria.” 6.2. Quanto ao item II da Ordem do Dia a acionista aprovou incluir um artigo ao Capítulo VII, para dispor sobre o pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio; e renumerar os demais artigos do Estatuto Social da Companhia: “ARTIGO 27 – A Companhia, por deliberação do Conselho de Administração, poderá pagar ou creditar juros sobre o capital próprio nos termos do artigo 9º, § 7º, da Lei nº 9.249, de 26.12.1995 e legislação e regulamentação pertinentes, até o limite dos dividendos mínimos obrigatórios de que trata o artigo 202, da Lei nº 6.404/76, os quais serão imputados a esses mesmos dividendos e ao dividendo fixo das ações preferenciais classe “B”, pelo correspondente valor líquido do imposto de renda.” 6.3. Passando ao item III da Ordem do Dia foi apresentada pelo Presidente da Mesa as Cartas de Renúncia firmadas nesta data pelos Srs. Roberto Ugolini Neto e Rafael Trussardi Ugolini e Fernando de Almeida Prado Neto. A acionista registra votos de agradecimento pelo ótimo desempenho dos membros que ora deixam a Sociedade. 6.4. Quanto ao item IV da Ordem do Dia, tendo em vista as renúncias descritas no item acima, deliberou a acionista nomear para os cargos de Conselheiro de Administração da Sociedade os Srs. Alex Waldemar Zornig; Tarso Rebello Dias e Marcio Hermann Lewin, abaixo qualificados, em complementação ao mandato em curso, ou seja, até Assembléia Geral Ordinária de 2012. Os Conselheiros eleitos firmaram os respectivos Termos de Posse e Investidura, na presente data, e declaram não estar incurso em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercer o cargo para o qual foram eleitos. A acionista decidiu fazer o registro da consolidação da composição do Conselho de Administração da Companhia que fica integrada pelos seguintes membros: (i) Alex Waldemar Zornig, brasileiro, casado, contador, portador da carteira de identidade nº 9415053, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 919.584.158-04; (ii) Tarso Rebello Dias, brasileiro, casado, economista, portador da carteira de identidade nº 08.401.392-9 IFP/ RJ, inscrito no CPF/MF sob o nº 021.455.577-17; e (iii) Marcio Hermann Lewin, brasileiro, casado, administrador de empresas, inscrito no CPF/MF sob o nº 148.047.178-03 e portador da Cédula de Identidade nº 111029478, SSP/SP, todos com endereço na Rua Humberto de Campos, nº 425, 8º andar, cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, CEP 22430-190. 6.5. Em razão das alterações aprovadas acima, os acionistas aprovam, por unanimidade, consolidar o Estatuto Social da Companhia, que passa a vigorar com a seguinte redação: ESTATUTO SOCIAL DA POINTER NETWORKS S.A. CAPÍTULO I – DA DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO E DURAÇÃO. ARTIGO 1º - A POINTER NETWORKS S.A. é uma sociedade anônima de capital fechado, regida pelo disposto neste Estatuto Social, pela Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e demais disposições legais que lhe forem aplicáveis. ARTIGO 2º - A Companhia tem sede na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Major Sylvio de Magalhães Padilha, 5.200, conj. 304, Ed. Montreal, CEP 05693-000, Jardim Morumbi, podendo abrir filiais, escritórios ou representações em qualquer localidade do território brasileiro ou do exterior, mediante deliberação dos acionistas. Parágrafo Único - A Companhia possui uma filial localizada na Rua Ministro Nelson Hungria, 239 - sala 9A - Ed. Morumbi Business Center, Morumbi, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 05690-050. ARTIGO 3º - A Companhia tem por objeto: a) a prestação de serviços de telecomunicação; b) a prestação de serviços de valor adicionado à telecomunicação, como serviços de provimento à internet e serviços afins; c) a prestação de serviços de informática e congêneres; d) a administração de bens móveis e negócios de terceiros; e e) a realização de atividades mediante o uso de computadores e periféricos para acesso à internet. ARTIGO 4º - O prazo de duração da Companhia é indeterminado. CAPÍTULO II – DO CAPITAL SOCIAL E DAS AÇÕES. ARTIGO 5º - O Capital Social, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 7.000.100,00 (sete milhões e cem reais), dividido em 701.260.361 (setecentas e uma milhões duzentas e sessenta mil, trezentas e sessenta e uma) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. § 1º - Cada ação ordinária confere ao seu titular o direito a um voto nas Assembléias. § 2º - A Companhia poderá emitir debêntures, conversíveis ou não em ações, bônus de subscrição e partes beneficiárias, bem como outros valores mobiliários conversíveis em ações, nos termos e condições previstas em lei ou neste Estatuto.ARTIGO 6º - As ações são indivisíveis em relação à Companhia. ARTIGO 7º - Os acionistas terão direito de preferência na subscrição de novas ações ou de outros valores mobiliários que assegurem o direito de subscrever novas ações da Companhia. Tal direito será proporcional à participação detida por cada acionista no capital social da Companhia e se aplica também à subscrição de sobras. CAPÍTULO III – DA ASSEMBLÉIA GERAL. ARTIGO 8º - A Assembléia Geral de acionistas, órgão soberano na Companhia, tem poderes definidos em lei e será convocada e presidida pelo Presidente do Conselho de Administração, ou por outro Conselheiro, que convidará qualquer dos presentes para a função de secretário. ARTIGO 9º - A Assembléia Geral Ordinária realizar-se-á dentro dos quatro primeiros meses após o término do exercício social, competindo-lhe, na forma da lei, examinar e deliberar sobre o relatório anual e as demonstrações financeiras elaboradas pela Diretoria. Parágrafo Único – As Assembléias Gerais Extraordinárias realizar-se-ão quando regularmente convocadas para os fins previstos em lei e no Estatuto. As Assembléias Gerais Extraordinárias deverão ser convocadas por escrito com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo a convocação conter a ordem do dia e as matérias a serem deliberadas na respectiva Assembléia. Não obstante esta disposição, considerar-se-á regular a Assembléia Geral Extraordinária a que comparecerem todos os acionistas. ARTIGO 10 – Compete à Assembléia Geral fixar globalmente a remuneração dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria. ARTIGO 11 – As seguintes matérias dependerão da aprovação de acionistas detentores de ações representando, pelo menos, 70% (setenta por cento) do capital social da Companhia: a) transformação, fusão, cisão ou incorporação da Companhia de ou por outra sociedade; b) dissolução e liquidação da Companhia e de quaisquer de suas subsidiárias ou cessação do estado de liquidação; c) emissão de ações ou debêntures, estas conversíveis ou não em ações, bônus de subscrição, outros valores mobiliários conversíveis em ações; d) conversão de um tipo de ação em outro; e) distribuição de dividendos, resgate, amortização ou recompra de ações de emissão da Companhia; f) qualquer alteração no Estatuto Social da Companhia; g) deliberar sobre o aumento do capital social; e h) eleição ou destituição de qualquer dos membros do Conselho de Administração. CAPÍTULO IV – ACORDOS DE ACIONISTAS. ARTIGO 12 – Os acordos de acionistas, elaborados em conformidade com o artigo 118 da Lei nº 6.404/76, serão respeitados pela Companhia e pela sua administração, quando devidamente arquivados na sede da Companhia.CAPÍTULOV – DA ADMINISTRAÇÃO. ARTIGO 13 – A Companhia será administrada por um Conselho de Administração e por uma Diretoria. Parágrafo Único – Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria ficam dispensados de prestar caução como garantia de sua gestão. SEÇÃO I – DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO. ARTIGO 14 – O Conselho de Administração será composto de no mínimo 3 (três) e no máximo 5 (cinco) membros, acionistas, residentes no país ou não, eleitos pela Assembléia Geral e por ela destituíveis a qualquer tempo, com mandato de 3 (três) anos, permitida a reeleição. §1º - A Assembléia Geral poderá eleger um ou mais suplentes para os membros do Conselho de Administração, bem como 3 (três) membros Observadores, os quais poderão participar das reuniões do Conselho de Administração com direito a voz, mas não a voto. §2º - Os membros do Conselho de Administração tomarão posse mediante

Acadêmico vê experiência do País em lidar com crises

23 a assinatura do respectivo termo de posse, que será lavrado no livro de reuniões do Conselho de Administração. §3º - Os membros do Conselho de Administração não reeleitos exercerão suas atribuições até a posse dos seus substitutos. §4º - Caso alguma das posições do Conselho de Administração fique vaga e não haja suplente para preenchê-la, deverá ser convocada imediatamente Assembléia Geral Extraordinária, em que se deliberará sobre o preenchimento da vaga, cujo substituto complementará o mandato do substituído. ARTIGO 15 – O Conselho de Administração reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que convocado por 2 (dois) de seus membros. §1º - A convocação será feita com antecedência mínima de 3 (três) dias, por carta, fax ou correio eletrônico (e-mail), com breve descrição da ordem do dia, considerandose regularmente convocado o membro presente à reunião. §2º - Lavrar-se-á ata no livro de reuniões do Conselho de Administração, a qual será submetida à aprovação na mesma reunião, dela constando destacadamente as ocorrências pertinentes à reunião. §3º - As reuniões somente serão instaladas estando presente a totalidade dos membros do Conselho na data da reunião e as deliberações serão tomadas por maioria de votos dentre os membros presentes. §4º - Independentemente das formalidades relativas à convocação, considerar-se-á regular a reunião a que comparecerem todos os membros. ARTIGO 16 – Compete ao Conselho de Administração, observado o disposto no §3º do artigo 15, além dos poderes e atribuições que a lei lhe confere, deliberar sobre as matérias abaixo e, quando for o caso, manifestar-se previamente às deliberações privativas de Assembléia Geral: a) estabelecer os objetivos, a política e a orientação geral dos negócios da Companhia; b) aprovar qualquer proposta de desenvolvimento de nova linha de negócios no âmbito do objeto social da companhia; c) eleger e destituir os Diretores da companhia e fixarlhes as atribuições, bem como estabelecer a respectiva remuneração, nos limites estabelecidos pela Assembléia Geral; d) manifestar-se previamente sobre o Relatório da Administração, as contas da Diretoria, as Demonstrações Financeiras do exercício e examinar os balancetes; e) estabelecer diretrizes para o desenvolvimento da Companhia; f) aprovar o plano de negócios da Companhia; g) fiscalizar a gestão dos Diretores; h) submeter à Assembléia Geral o destino a ser dado ao lucro líquido do exercício; i) distribuir aos administradores e/ou empregados participação nos lucros da Companhia, nos limites fixados pela Assembléia Geral e nos termos da lei; j) aumentar o capital social da Companhia, dentro do limite do capital social autorizado neste Estatuto; k) aprovação de transações com partes relacionadas; l) aprovação de aquisições de outras empresas; m) escolha ou alteração de auditores independentes desde que justificados por escrito com motivos razoáveis; n) endividamento ou compromissos de endividamento acima de R$ 100.000,00 (cem mil reais), ou do correspondente a 10% (dez por cento) da receita líquida anual da Companhia (o que for menor); o) prestação de fiança, aval ou outras garantias pessoais ou reais em favor de terceiros; p) aprovação e alterações do orçamento anual; q) aprovação de quaisquer despesas correntes ou investimentos superiores a R$ 100.000,00 (cem mil reais) em uma ou mais operações relacionadas, no prazo de 12 (doze) meses, que não estejam no orçamento anual; r) aprovação de planos de opção de compra e subseqüentes alterações ou revogação dos mesmos; s) aquisição, oneração ou alienação, a qualquer título, inclusive conferência ao capital de outra sociedade, de parte substancial do ativo permanente da Companhia, como tal entendendo-se (i) ativos que correspondam a um conjunto destinado à exploração de um determinado negócio ou atividade da Companhia, (ii) à participação da Companhia no capital de outras sociedades e (iii) bens imóveis; t) alterações relevantes nas práticas contábeis da Companhia; u) direitos equivalentes para subsidiárias da Companhia; e v) qualquer mudança na política de remuneração dos principais executivos e Diretores da Companhia. ARTIGO 17 – Sem prejuízo das matérias relacionadas no artigo 16, caberá ao Conselho de Administração exercer outras atribuições legais ou que lhe sejam conferidas pela Assembléia Geral, bem como resolver os casos omissos ou não previstos neste Estatuto. SEÇÃO II – DA DIRETORIA. ARTIGO 18 – A Diretoria será eleita pelo Conselho de Administração para mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição. §1º - A remuneração da Diretoria será estabelecida pelo Conselho de Administração, nos limites estabelecidos pela Assembléia Geral. §2º - A Diretoria será composta de no mínimo 2 (dois) e no máximo 6 (seis) Diretores, sendo 1 (hum) Diretor Presidente e os demais Diretores sem designação específica. §3º - Os Diretores serão investidos em seus cargos mediante assinatura do termo de posse no livro próprio, dentro dos 30 (trinta) dias que se seguirem à sua eleição, podendo ser reeleitos ou, caso não o sejam, continuar no cargo até a eleição e posse dos seus respectivos substitutos. §4º - A Diretoria reunir-se-á sempre que convocada pelo Diretor Presidente, com antecedência mínima de 2 (dois) dias úteis. A convocação será feita com antecedência mínima de 3 (três) dias, por carta, fax ou correio eletrônico (e-mail), com breve descrição da ordem do dia, considerando-se regularmente convocado o membro presente à reunião. Independentemente das formalidades relativas à convocação, considerar-se-á regular a reunião a que comparecerem todos os membros. §5º - O quorum de instalação das reuniões de Diretoria é o da maioria dos membros em exercício e as deliberações serão tomadas pelo voto favorável da maioria dos Diretores presentes à reunião, tendo o Diretor Presidente o voto de desempate. §6º - As deliberações da Diretoria serão lavradas no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria, tornando-se efetivas com a assinatura da totalidade dos Diretores que compõem a Diretoria na data da deliberação. ARTIGO 19 – Além dos casos de morte ou renúncia, será declarado vago o cargo do diretor que deixar, sem motivo justificado, de exercer suas funções por 30 (trinta) dias consecutivos. ARTIGO 20 – Compete à Diretoria, além das matérias previstas no § 5º do artigo 18, o seguinte: a) representar a companhia, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; b) celebrar contratos de qualquer natureza, relacionados com os fins sociais e observado o disposto nos §1º e 2º deste artigo; c) constituir procuradores para a prática de quaisquer atos que envolvam os interesses sociais; e d) fornecer aos acionistas da Companhia relatórios mensais e trimestrais, ainda que não auditados. § 1º - A Companhia será representada ativa e passivamente, em quaisquer atos que criem obrigações ou desonerem terceiros de obrigações para com a Companhia, (i) por dois Diretores, sendo um deles necessariamente o Diretor Presidente; (ii) por um Diretor em conjunto com um procurador; ou (iii) por dois procuradores em conjunto, investidos de poderes específicos, nomeados no mesmo instrumento, na forma abaixo, através de mandato para prática de ato nele especificado. §2º - As procurações outorgadas pela Companhia deverão ser assinadas por 2 (dois) Diretores, sendo um deles necessariamente o Diretor Presidente, definindo nos respectivos instrumentos, de forma precisa e completa, os poderes outorgados e o prazo de mandato, que, à exceção das procurações outorgadas a advogados para representar a Companhia em processos administrativos ou judiciais, não poderá ultrapassar 1 (hum) ano. Além do prazo, as procurações ad negotia vedarão o substabelecimento. ARTIGO 21 – Em suas ausências e impedimentos, o Diretor Presidente será substituído por qualquer Diretor por ele designado. §1º - No caso de ausência ou impedimento temporário do Diretor Presidente e do Diretor por ele designado, as funções do Diretor Presidente serão exercidas por um dos membros da Diretoria designado pelo Diretor ausente ou impedido que estiver, na forma do caput deste artigo, exercendo as referidas funções. §2º - No caso de ausência ou impedimento temporário de um dos demais membros da Diretoria, o cargo será acumulado por um Diretor designado pela Diretoria. §3º - Em caso de vacância no cargo de Diretor, será convocada reunião do Conselho de Administração, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, para a eleição do substituto, a fim de cumprir o restante do mandato do substituído. Na vacância do cargo de Diretor Presidente, do Diretor de Finanças ou do Diretor de Relações com Investidores, e até que o Conselho de Administração delibere a respeito, as funções relativas ao respectivo cargo serão cumuladas por um Diretor designado pela Diretoria. CAPÍTULO VI – DO CONSELHO FISCAL. ARTIGO 22 – O Conselho Fiscal não é permanente, e quando em funcionamento será composto por 3 (três) membros efetivos e 3 (três) suplentes, acionistas ou não, residentes no País, com mandato até a próxima Assembléia Geral Ordinária que seguir à eleição. ARTIGO 23 – As atribuições, deveres e responsabilidades dos membros do Conselho Fiscal são as previstas na Lei. CAPÍTULO VII – DO EXERCÍCIO SOCIAL, BALANÇO GERAL E DIVIDENDOS. ARTIGO 24 – O exercício social terminará em 31 de dezembro de cada ano, quando será levantado o respectivo balanço e as demonstrações financeiras determinadas por lei. ARTIGO 25 – A Companhia poderá mandar levantar balanços mensais e distribuir lucros então apurados, respeitadas as determinações legais e estatutárias, tudo “ad referendum” da Assembléia Geral que aprovar as contas do exercício. ARTIGO 26 – Os lucros líquidos apurados, após as amortizações, depreciações e provisões permitidas por lei, terão a seguinte destinação: a) 5% (cinco por cento) para a constituição de um fundo de reserva legal, destinado a assegurar a integridade do capital social, dedução esta que deixará de ser obrigatória tão logo este fundo atinja 20% (vinte por cento) do capital; b) do saldo, no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) serão distribuídos como dividendos obrigatórios. §1º - Os dividendos deverão ser obrigatoriamente distribuídos aos acionistas até o último dia do exercício em que forem aprovados. §2º - Os dividendos não reclamados dentro de 3 (três) anos contados da data do aviso do pagamento, prescreverão em favor da Companhia. ARTIGO 27 – A Companhia, por deliberação do Conselho de Administração, poderá pagar ou creditar juros sobre o capital próprio nos termos do artigo 9º, § 7º, da Lei nº 9.249, de 26.12.1995 e legislação e regulamentação pertinentes, até o limite dos dividendos mínimos obrigatórios de que trata o artigo 202, da Lei nº 6.404/76, os quais serão imputados a esses mesmos dividendos e ao dividendo fixo das ações preferenciais classe “B”, pelo correspondente valor líquido do imposto de renda. CAPÍTULOVIII – DA LIQUIDAÇÃO. ARTIGO 28 – A Companhia será dissolvida nos casos previstos na lei em vigor e a sua liquidação se processará de acordo com o estabelecido no artigo 208 e seguintes da Lei nº 6.404/76. Parágrafo único – Compete à Assembléia Geral estabelecer o modo de liquidação e eleger os liquidantes e o conselho fiscal que deverá funcionar no período de liquidação, fixando-lhes a remuneração. CAPÍTULO IX – DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS. ARTIGO 29 – Os casos omissos neste Estatuto Social serão resolvidos pela Assembléia Geral e regulados de acordo com o que preceitua a Lei das S.A. ARTIGO 30 – Os administradores da Companhia zelarão pela observância dos acordos de acionistas arquivados em sua sede e o Presidente da Assembléia Geral ou das Reuniões, conforme o caso, não computará o voto proferido por acionista ou administração em desacordo com acordo de acionistas devidamente arquivado. Não obstante, caso o Presidente aceite o referido voto, a deliberação assim tomada deverá ser considerada nula de pleno direito, não vinculando os acionistas ou a administração da Companhia. ARTIGO 31 – Os acionistas terão direito de solicitar à administração da Companhia, a qualquer tempo, todas e quaisquer informações relacionadas à consecução de seu objeto social, incluindo, dentre outras, informações financeiras, estratégicas, fiscais, relativas a contratos com partes relacionadas ou programas de opções de aquisições de ações, a qualquer tempo, mediante notificação, por escrito, endereçada à Companhia e seus administradores. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, e como ninguém mais desejasse fazer uso da palavra, a Assembléia foi encerrada com a lavratura da presente ata que, lida e conferida, foi devidamente aprovada e assinada pelo acionista presente. (Ass.) Marcio Hermann Lewin - Presidente; Daniella Geszikter Ventura - Secretária; Acionista: Blackpoll Participações Ltda. Confere com o original lavrado em livro próprio. São Paulo, 07 de julho de 2011.Marcio Hermann Lewin - Presidente; Daniella GeszikterVentura - Secretária. JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - JUCESP. Certifico o registro sob o nº 291.493/11-7 e data de 27/07/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

COMUNICADO - BANASIL COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS LTDA.-ME, inscrita sob o CNPJ nº 06.993.561/0001-15 e INSCR. EST. 116.959.260.110, comunica o roubo em 22/06/2011 da CPU e do pen-drive em que constavam as NFE 177 a 194.

Leandro Moraes/LUZ

Para Handorf, esquecimento de regras básicas levou à quebra de centenas de instituições financeiras.

Neide Martingo

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experiência brasileira com crises econômicas deve ser levada em conta pela Europa e Estados Unidos. A avaliação partiu ontem do especialista em gerenciamento de risco e doutor em economia William Handorf, que deu uma palestra na Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP). O professor norte-americano se baseou em modelos matemáticos e estatísticos para demonstrar como os bancos devem fazer os ajustes em seus balanços. "Não tenho vergonha de mostrar o que meus colegas não abordariam: o sistema esqueceu todas as regras de crédito básico, que analisa o perfil de garantias. É preciso observar se a pessoa tem condição de pagar – e as instituições ignoram isso. Por essa razão, tivemos centenas de quebras de instituições financeiras nos EUA em 2008", afirmou o especialista norte-americano. Fiscalização – O presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-

SP), Manuel Enriquez Garcia, também participou do evento. "Há uma situação de extrema benevolência por parte da agência reguladora dos EUA. Já o Banco Central do Brasil tem um poder de fiscalização muito maior. É um dos melhores sistemas de fiscalização de bancos do mundo. Isso evita o contágio da crise financeira internacional para os bancos brasileiros", analisou. Para ele, a crise externa, "muito séria", não afetará a economia brasileira. "Temos mais a ensinar do que a aprender. O liberalismo econômico é muito forte nos EUA. Não houve a devida regulamentação dos mercados, principalmente o de derivativos." O diretor-executivo da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Carlos Lofrano, afirmou que o Brasil poderá sentir algum reflexo da crise, do ponto de vista de fun ding (a forma de financiamento adotada pelas empresas). "Mas o sistema financeiro brasileiro é um referencial no mundo, no que se refere a estabilidade, liquidez e estrutura regulatória. Temos muito a ensinar."

Moinho Água Branca S.A.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 24 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Artefatos de Arame Artok Ltda. Requerido: Artefatos de Arame Artok Ltda. Avenida Vila Ema, 824 – Vila Prudente - 2ª Vara de Falências. Requerente: Lunamed Distribuidora de Produtos Médicos Ltda. Requerido: Lunamed Distribuidora de Produtos Médicos Ltda. Rua Cruzeiro, 558 – Barra Funda - 1ª Vara de Falências.

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O Jornal do Empreendedor

CNPJ/MF 61.157.723/0001-93 – NIRE 35300041330 Edital de Convocação Ficam convidados os senhores acionistas da Moinho Água Branca S.A., para participarem da Assembléia Geral Extraordinária que se realizará no dia 31 de agosto de 2011, às 10:00 (dez) horas, na sede da Companhia localizada na Av. Miguel Frias e Vasconcelos, nº 833, sala A, nesta Capital do Estado de São Paulo, a fim de deliberarem sobre as seguintes matérias da Ordem do Dia: (a) Aumento do capital social em R$ 5.200.000,00 (cinco milhões e duzentos mil reais), mediante a emissão e subscrição de 3.250.000.000 (três bilhões, duzentas e cinqüenta milhões) de ações nominativas sem valor nominal, sendo 1.202.500.000 (um bilhão duzentos e dois milhões e quinhentas mil) ordinárias e 2.047.500.000 (dois bilhões quarenta e sete milhões e quinhentas mil) preferenciais, a ser integralizado em dinheiro no ato da subscrição das novas ações; (b) Nova redação ao artigo 5º do Estatuto Social (capital e ações), face ao aumento do capital social (item “a” supra); (c) Fixação da alçada de cada um dos Diretores em R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para a prática isolada de atos e operações societárias e conseqüente alteração da redação do parágrafo primeiro do artigo 11 do Estatuto Social; (d) Nova redação do parágrafo segundo do artigo 11 do Estatuto Social, que trata da constituição de mandatários da Companhia; (e) Eleger os Diretores para o biênio de outubro de 2011 a outubro de 2013; e, (f) Consolidação do Estatuto Social; São Paulo, 22 de agosto de 2011. Ivan Soldan Salema - Diretor. 24,25,26/08/2011

POINTER NETWORKS S.A. CNPJ/MF nº 04.624.699/0001-11 - NIRE 35.300.187.105 Ata de Reunião do Conselho de Administração realizada no dia 07 de julho de 2011. I. Data, hora e local: Aos sete dias do mês de julho de 2011, às 21h30min, na sede social da Pointer Networks S.A. (“Companhia”), localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Major Sylvio de Magalhães Padilha, 5.200, Ed. Montreal, conjunto 304, CEP 05693-000. II. Presença: Conselheiros que esta ata subscrevem. III. Mesa: Sr. Marcio Hermann Lewin como Presidente da Mesa; e a Sra. Daniella Geszikter Ventura como Secretária. IV. Ordem do Dia: (i) Apreciar o pedido de renúncia do Diretor Sr. Roberto Ugolini; e (ii) eleger o Diretor Presidente da Companhia e consolidar a estrutura da Diretoria da Sociedade. V. Deliberação: Iniciada a Assembleia, quanto ao “item i” da Ordem do Dia, foi apresentada pelo Presidente da Mesa a Carta de Renúncia firmada em nesta data pelo Diretor, sem designação específica da Companhia, Sr Roberto Ugolini. Os Conselheiros registraram votos de agradecimento pelo ótimo desempenho do Diretor que ora deixa a administração da Sociedade. Passando ao “item ii” da Ordem do Dia, tendo em vista a alteração do Estatuto Social da Companhia ocorrida nesta data, para dentre outras modificações, criar o cargo de Diretor Presidente, deliberaram os Conselheiros, com abstenção do Conselheiro ora eleito, eleger como Diretor Presidente, o Sr. Marcio Hermann Lewin, abaixo qualificado, em complementação ao mandato em curso. O diretor eleito firmou o respectivo Termo de Posse e Investidura, na presente data, e declara não estar incurso em nenhum dos crimes previstos em lei que o impeça de exercer o cargo para o qual foi eleito. Os senhores acionistas decidiram fazer o registro da consolidação da composição da Diretoria da companhia que fica integrada pelos seguintes membros: (i) como Diretor Presidente, o Sr. MARCIO HERMANN LEWIN, brasileiro, casado, administrador de empresas, inscrito no CPF/MF sob o nº 148.047.178-03 e portador da Cédula de Identidade nº 111029478, SSP/SP, todos com endereço na Rua Humberto de Campos, nº 425, 8º andar, cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, CEP 22430-190; (ii) como Diretor, sem designação específica, o Sr. FERNANDO DE ALMEIDA PRADO NETO, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 4.506.627-SSP/SP, inscrito no CPF/ MF sob o n° 011.791.728-17, residente e domiciliado na Alameda Casa Branca, 705, apto. 103, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 01408-001; (iii) como Diretor, sem designação específica, o Sr. MARCELO DIAS DE TOLEDO, brasileiro, solteiro, analista de sistemas, portador da cédula de identidade RG nº 30.984.611-0 - SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 293.349.888-00, residente e domiciliado na Rua Iubatinga nº 290, apto. 72, Bairro Morumbi, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 05716-110; e (iv) como Diretor, sem designação específica, o Sr. MARCOS FERRAZ ROMERO, brasileiro, solteiro, administrador de empresas, portador da Cédula de Identidade RG nº 32.791.669-2-SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 220.558.968-73, residente e domiciliado na Rua Jacques Felix, 76 - apto 151, Vila Nova Conceição, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 04.509-000. VI. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrada a reunião, com a lavratura da presente Ata, que, depois de lida e achada conforme, foi assinada pelos presentes. Certificamos que a presente é cópia fiel da ata lavrada em Livro próprio. São Paulo/SP, 07 de julho de 2011. Marcio Hermann Lewin - Presidente. Daniella Geszikter Ventura - Secretária. Junta Comercial do Estado de São Paulo - JUCESP. Certifico o registro sob o nº 291.492/11-3 e data de 27/07/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

e França anuncia pacote para reduzir déficit

O governo deve aumentar seus recursos sem elevar os tributos. Banri Kaieda, ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão

conomia

Patrick Kovarik/AFP

Uma das medidas cria imposto especial incidente sobre quem recebe mais de 500 mil euros por ano

O

governo francês apresentou ontem um plano para reduzir seu déficit público em 12 bilhões de euros adicionais entre 2011 e 2012, com medidas que afetam os impostos sobre os salários mais altos, as rendas do capital, o álcool e o tabaco. Além disso, o primeiro-ministro François Fillon reduziu a previsão de crescimento econômico do país para 2011 (de 2% para 1,75%) e para 2012 (de 2,25% para 1,75%), depois que a economia estagnou no segundo trimestre. O Executivo pretende garantir que cumprirá seus objetivos máximos de déficit de 5,7% neste ano, 4,5% no próximo (ante 4,6% programado) e 3% em 2013, embora também pretenda evitar que as agências de qualificação de riscos rebaixem a nota AAA da França. Fillon defendeu a ges-

tão econômica de seu governo durante a crise e ressaltou que a estratégia do Executivo permitiu que agora não tenham que ser adotadas "medidas de austeridade de urgência" como em "Espanha, Portugal, Irlanda e Grécia". Imposto – Entre as iniciativas apresentadas, a oito meses do pleito no qual o presidente Nicolas Sarkozy buscará a reeleição, a mais chamativa é a criação de um imposto especial de 3% para quem recebe mais de 500 mil euros por ano. "É uma imposição excepcional cuja duração fixamos até que se alcance o objetivo de 3% de déficit. Quando chegarmos a esse objetivo (programado para 2013), a medida será suprimida", declarou Fillon. A iniciativa foi divulgada um dia após as 16 das maiores fortunas francesas pediram ao governo que lhes imponha uma taxa especial para contri-

buir com a saída da crise. Entre os signatários figuram o presidente da L'Oréal e seu maior acionista, os donos da companhia petrolífera Total, do grupo hoteleiro Accor, o alimentício Danone, o banco Société Générale, o operador de comunicações Orange, a companhia aérea Air FranceKLM e o fabricante automobilístico PSA Peugeot-Citröen. Além disso, o plano do governo prevê alinhar o imposto de sociedades com a vizinha Alemanha e aplicar modificações que limitem a capacidade das empresas de repercutir suas perdas sobre anos anteriores ou futuros, com o que espera ingressar 120 milhões de euros em 2012. Por outro lado, o Executivo incluirá no projeto de lei de finanças para 2012 uma "nova etapa de redução geral dos nichos fiscais", após um primeiro corte adotado no ano passa-

O imposto é uma imposição excepcional, cuja duração fixamos até que se alcance 3% de déficit. FRANÇOIS FILLON, PRIMEIRO-MINISTRO FRANCÊS do, e modificará a imposição sobre os seguros médicos, com o que espera arrecadar 1,2 bilhão de euros entre este ano e o próximo. Além disso, serão aumentados de maneira imediata em 6% os impostos sobre o tabaco e, no ano que vem,será reforçada a pressão fiscal sobre bebidas alcoólicas e doces para arrecadar 1,1 bilhão de euros. Outra das medidas anunciadas contempla taxar mais as rendas de capital. (EFE)

Espanha pode taxar milionários Pedro Armestre/AFP

N

a semana passada, o magnata norteamericano Warren Buffet sugeriu que o governo dos Estados Unidos aumentasse os impostos incidentes sobre os contribuintes mais ricos. Na última terça-feira, um grupo de milionários da França pediu uma iniciativa similar – e aprovaram a decisão de Paris de criar um imposto especial de 3% para quem recebe mais de 500 mil euros por ano (leia texto nesta página). E agora é a vez da Espanha, que poderá acompanhar essa tendência e também aplicar taxas sobre seus milionários. De acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal espanhol El País, a vicepresidente para Assuntos Econômicos, Elena Salgado, deixou subentendido que Madri poderá lançar uma iniciativa semelhante. Ela assegurou à imprensa que o governo não planejou nenhum novo imposto ou taxa incidente sobre as grandes fortunas mas, ao mesmo tempo, abriu a

RBS paga até R$ 5 mil por dia a temporários

A

lguns dos trabalhadores temporários do Royal Bank of Scotland – uma das instituições britânicas que recebeu mais ajuda financeira do governo durante a crise financeira internacional – recebem um salário de até 2 mil libras esterlinas – ou cerca de R$ 5,28 mil. De acordo com o jornal espanhol El País, a informação vazou por um email do banco, destinado à administração do RBS – mas acabou sendo enviado para uma lista de 800 destinatários.

A vice-presidente para Assuntos Econômicos, Elena Salgado, não confirmou se a medida está em estudo.

possibilidade de o assunto ser discutido na próxima reunião do Conselho de Ministros, que será realizada amanhã. Segundo o jornal, a ministra disse que agora não há tempo de se aprovar no Legislativo um imposto incidente sobre as riquezas. Mas ela lembrou

que o candidato socialista às eleições gerais, Alfredo Pérez Rubalcaba, já propôs trazer de volta um imposto para grandes fortunas. Se for realmente aprovada, a iniciativa não será a primeira do governo do primeiro-ministro José Luis

Rodríguez Zapatero no sentido de taxar os mais ricos. No ano passado, ele determinou a reformulação do imposto de renda, incluindo um novo nível tributário para os contribuintes cujas rendas superassem 120 mil euros.

Japão lança plano de estímulo Yoshikazu Tsuno/AFP

P

reocupado com a recente alta do iene diante do dólar norte-americano, o governo japonês anunciou ontem que irá utilizar US$ 100 bilhões de suas reservas cambiais para apoiar investimentos e operações de suas empresas no exterior. O ministro das Finanças, Yoshihiko Noda, disse que será oferecido capital de risco (por meio de empréstimos pouco onerosos) pelo Japan Bank for International Co-operation (Jbic). Trata-se, conforme afirmou, de uma maneira de encorajar fusões e aquisições entre companhias, tornar viáveis investimentos em recursos naturais e apoiar as exportações de pequenas e médias empresas japonesas. A medida foi anunciada um dia após a Moody's ter rebaixado o rating do Japão de Aa2 para Aa3, e horas após a mesma agência classificadora de risco ter reduzido a nota de emissões a longo prazo dos principais bancos japoneses. O governo japonês também pretende elevar impostos para promover a reconstrução das finanças do país. Segundo reportagem publicada ontem na

Para Fillon, governo não quer medidas como as da Grécia ou Espanha.

O ministro das Finanças, Yoshihiko Noda, afirmou que será oferecido capital de risco de baixo custo pelo Jbic ás empresas japonesas.

edição online do The Japan Times, o Executivo avaliou que a condição fiscal japonesa não deverá melhorar sem que haja um crescimento econômico real– mesmo que acompanhado de alta na taxa de inflação. Já o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Banri Kaieda, voltou a afirmar sua oposição à proposta de elevação dos impostos. "O governo deve aumentar seus recursos

sem elevar os tributos", disse. Segundo Kaieda, o Executivo deveria emitir títulos para obter recursos. De acordo com a reportagem do The Japan Times, Kaieda é um dos principais cotados para suceder o primeiroministro Naoto Kan. EUA – O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou ontem em Tóquio que seu país continuará presente na

Ásia e na região do Pacífico como uma força estabilizadora, e que sua aliança com o Japão se fortalecerá ainda mais. Durante sua visita ao Japão, o vice-presidente norte-americano se reuniu com o primeiro-ministro, Naoto Kan, com quem acertou reforçar a cooperação para reconstruir as áreas mais afetadas pelo terremoto seguido de tsunami, no nordeste do país. (Agências)

Segundo o jornal, a mensagem detalha os ganhos de cerca de 3 mil trabalhadores da instituição, que foram incorporados para desempenhar funções relacionadas, principalmente, com o plano de venda de alguns negócios do RBS e a integração dos ativos do ABN Amro, adquiridos em 2007. O banco recebeu 20 bilhões de libras esterlinas do governo em outubro de 2008, e atualmente tem 84% de seu capital nas mãos do Estado. (Agências)

Confiança em queda na Europa

A

confiança dos consumidores e empresários europeus apresentou queda acentuada durante o último mês, agravando assim os riscos de uma desaceleração da economia na parte final deste ano. Até agora, apesar do clima recessivo por que passam os países que são forçados a corrigir suas finanças e acertar seus orçamentos, na Alemanha e em outros países do centro da Europa a economia vinha apresentando um ritmo forte – o que constituía um suporte para todos os países da zona euro. No entanto, com a persistência da crise da dívida, essa boa notícia parece estar prestes a acabar. O indicador de confiança dos consumidores, anunciado ontem pela Comissão Europeia (CE), caiu de -12,4 para -16,8 pontos na União Europeia (UE). Considerando-se apenas os países que integram a zona do euro, o recuo foi de -11,2 para -16,6 pontos. Essas baixas foram as maiores já registradas pelo indicador, e refletem o estado atual de apreensão dos europeus com relação à crise da dívida no continente. Os empresários da Alemanha, que vinham registrando níveis positivos de confiança, também estão sendo afetados pela preocupante conjuntura europeia. Em agosto, o indicador ZEW de confiança empresarial apontou -37,6 pontos, ante os -15,1 pontos que foram verificados em abril. Uma queda dos níveis de confiança entre consumidores e empresários pode levar à redução no ritmo de crescimento do consumo e dos investimentos. Outro indicador preocupante foram os PMI (purchasing managers indexes), que são acompanhados de perto pelos analistas. Eles mostraram uma contração na Europa, apontando agora para uma estagnação da atividade econômica na zona euro durante o terceiro trimestre do ano. "Existe uma fraqueza nos países do centro da zona do euro, em particular na Alemanha. A zona do euro está perdendo seu principal motor de crescimento", afirmou um analista da Markit, a empresa que publica os índices PMI. (Agências)


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Diário do Comércio - 25/08/2011 by Diário do Comércio - Issuu