Skip to main content

DC 24/12/2012

Page 1

O que encanta o cliente Excelência no atendimento e respeito são indispensáveis para o bom relacionamento entre os dois lados do balcão. O Código de Defesa do Consumidor é mais direto na mensagem ao prestador de serviços: "Não engane seu cliente". Pág. 18 Ano 87 - Nº 23.776

Conclusão: 23h25

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

Na TV, Dilma pede confiança a empresários.

R$ 1,40

www.dcomercio.com.br

São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

Seriam camelos as renas de Papai Noel? Um pouco da história de São Nicolau, que viveu na Turquia e inspirou o criador do velhinho de barbas brancas. Pág. 9

Ceia mais cara não inibe compras Consumidores lotam Mercadão Municipal em busca de frutas e outros ingredientes da ceia de Natal. Na Rua 25 de Março, sufoco do último fim de semana antes da festa. Pág. 16 credito

Bombas que matam na fila do pão de cada dia

Com vidas, bafômetro e R$ 1.915,40 não se brinca. Polícia Militar já está nas ruas para autuar motoristas infratores com base nas novas regras do Código de Trânsito. Evite as multas. Pág. 7

Reprodução TV

Pelo menos 60 pessoas aguardando a vez das compras numa padaria de Halfaya, na província de Hama, morreram ontem bombardeadas pelo Exército do ditador sírio Assad. Outros 50 estão em estado grave. Representante da ONU está na Síria para encontro com Assad. Pág. 6

NOVA LEI SECA

Paulo Pampolin/Hype

/3/2011 lo/Folhapress/ 31

O prefeito Kassab inaugurou ontem extensão da ciclofaixa de lazer até a represa de Guarapiranga. O sucesso das ciclovias em São Paulo já levou a empresária Adriana Krohne (foto) a criar um passeio monitorado de 30 quilômetros pela região central de São Paulo. Pág. 7

Morre Lêdo Ivo, imortal da Geração de 45. Poeta passava as festas de Natal em Sevilha, na Espanha, quando sofreu um infarto. Pág. 10

Fernando Rabe

Ciclofaixas que dão pedal

ISSN 1679-2688

23776

9 771679 268008

Página 4


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

A nave da política econômica atual segue da esteira de outra, esquecida nas brumas da década de 1970. Roberto Fendt

pinião

A

despeito dos reiter a d o s p r o n u n c i amentos de algumas autoridades, de que se mantém intacto o arcabouço da política econômica herdada do segundo governo FHC e do primeiro governo Lula, vai se consolidando o modelo que rege a política econômica em curso. Agora mesmo, no início da semana passada, o ministério da Fazenda incluiu no Orçamento de 2013 uma nova renúncia fiscal de R$ 10,6 bilhões. Essa renúncia compõe da desoneração do Pis/Cofins de R$ 9,8 bilhões de R$ 800 milhões com a redução de encargos sobre a folha salarial das empresas. Essa é mais uma etapa, dentre outras que foram sendo cumpridas nos últimos dois anos, que modificam radicalmente o tripé anterior da política econômica, calcado em metas de inflação, câmbio flutuante e lei de responsabilidade fiscal – expressa essa última pela busca de um superávit primário suficiente para manter estável a relação entre a dívida pública e o PIB. Outra indicação de mudança do modelo foi dada pelo conteúdo da última ata do Copom. O mercado leu na ata uma possível indicação de que o ciclo de afrouxamento monetário pode não ter se esgotado e que o Banco Central poderá reduzir, novamente, a Selic em 2013. Essa leitura baseia-se no fato de que a mudança de patamar da taxa de câmbio já teria esgotado seus efeitos sobre a inflação e que, a exemplo do que ocorre hoje nos EUA, a retomada do PIB passa a ser uma variável a influenciar a fixação da Selic. Dado que a política fiscal continua expansionista, parece coerente que também a política monetária atue na mesma direção, uma potencializando o efeito da outra. O novo tripé da política econômica, atualmente den o m i n a d o d e " m a t r i z m acroeconômica", está agora

E la nave va... ROBERTO FENDT vidade econômica e se contraem em fases de expansão. Já tive oportunidade de apontar neste mesmo espaço que pode haver um equívoco de interpretação do problema da estagnação da atividade industrial, que já vem desde 2010. Não padeceríamos de falta de demanda, mas de retração do investimento, tanto público como privado. E o investimento não cresce por diversos motivos, entre eles a baixa expectativa de crescimento interno e externo, a instabilidade jurídica e a intervenção casuística na economia.

sendo explicitado pelas autoridades – algo que o mercado já havia percebido desde a posse da atual administração. Essa nova "matriz macroeconômica" consiste na manutenção de juros baixos (pelo menos na ponta da captação), taxa de câmbio "competitiva" e a denominada "consolidação fiscal".

D

ado que o teto da meta de inflação vem se tornando o percentual em torno do qual gravita a inflação, poderá logo tornar-se negativa a taxa Selic real – a Selic fixada pelo Copom descontada a inflação esperada para os próximos doze meses. O mesmo poderá também ocorrer com as taxas de juros reais das cadernetas de poupança e do mercado de certificados de

nova política cambial. O primeiro consiste em reduzir e a penalização a que estiveram submetidas as exportações com a taxa cambial praticada em 2011. O segundo efeito consiste em reduzir a competitividade dos produtos importados no mercado interno. Com isso, dá-se novo alento à combalida indústria nacional.

A nova política cambial quer reduzir a penalização a que estiveram submetidas as exportações e diminuir a competitividade dos produtos importados no mercado interno.

depósito interbancário. Na mesma linha situa-se a recente redução para 5% ao ano da TJLP (a taxa de juros de longo prazo) cobrada pelo BNDES em seus empréstimos destinados a financiar os investimentos das empresas. O segundo aspecto da nova política – a manutenção de uma taxa de câmbio "compe-

titiva" – já vem sendo posta em prática desde o primeiro semestre. O governo havia sinalizado, anteriormente, uma banda cambial muito estreita, com variação entre R$ 2,00 e R$ 2,05. Posteriormente ampliou o teto para R$ 2,10. Agora, aparentemente, o teto está a caminho de tornar-se o piso. Há dois objetivos com essa

F

inalmente, a "consolidação fiscal" consiste em reduzir o superávit primário através do aumento de gastos do governo, objetivando aumentar a demanda agregada e retomar o crescimento industrial. A justificativa teórica dessa "consolidação fiscal" são as chamadas políticas fiscais anticíclicas em que os gastos públicos se expandem em fases de contração da ati-

UM ANO DE PREPARAÇÃO A

taxas de juro e a correção da taxa de câmbio. A inflação ficou dentro daquilo que era esperado, o nível de emprego continua alto, sustentando a renda dos trabalhadores, aumentou a inclusão social e se reduziram as desigualdades na distribuição de renda entre pessoas e regiões. Olhandose a economia em 2012, num balanço equilibrado, correto, ele não foi o ano que todos gostaríamos, mas manteve a perspectiva de que teremos crescimento em 2013. Se observarmos o que continua acontecendo em matéria de perdas econômicas em todo o planeta, podemos aceitar que foi um ano ainda bom

para o Brasil, um ano de preparação para um maior crescimento nos anos vindouros.

N

os discursos que proferiu em sua recente viagem à Europa, com passagens em Paris e Moscou, a presidente Dilma Rousseff foi muito objetiva, exatamente quando falou das dificuldades que a sociedade brasileira terá de superar para elevar a produtividade da economia. Os principais desafios são aumentar a competitividade e fazer crescer a taxa de investimento no Brasil, disse ela, acrescentando que "o nó górdio que temos de desatar é o problema do gargalo que existe nos setores de infraestrutura"

e isso se fará com os programas de concessões para que o setor privado cuide da ampliação e da administração dos transportes rodoviários, aeroportuários e das instalações portuárias em geral.

A

ntes de criticar erros de previsões sobre a economia em 2012, é preciso lembrar sempre que o Brasil foi um dos primeiros países a reagir e que melhor se comportou diante da crise desde 2008. Conseguiu sustentar o crescimento durante um bom período. Tivemos queda em 2009 e em 2010, sem entrar em recessão, como aconteceu em tantas

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

DELFIM NETTO

PARA O CRESCIMENTO ntes de falar da economia, quero dirigir aos leitores dos meus comentários semanais os votos de um Feliz Natal e Boas Festas neste final de 2012, desejando a todos e suas famílias muita saúde e prosperidade no novo ano de 2013. Devo retornar a este generoso espaço no terceiro final de semana de janeiro. Embora tenhamos chegado ao mês de dezembro decepcionados com o crescimento do PIB, 2012 está longe de poder ser considerado um "ano perdido" em termos econômicos. Tivemos avanços importantes, que estão mudando a feição da economia brasileira, com a redução persistente das

H

á finalmente que apontar que a estratégia atual guarda alguma semelhança com o modelo econômico da gestão do presidente Geisel: forte intervencionismo econômico, escolha de setores para a concessão de incentivos, câmbio desvalorizado (através da política de minidesvalorizações), política fiscal expansionista e taxas de juros reais negativas para incentivar o investimento. Há dúvidas se essa estratégia produziu bons resultados no período 1974-1979. A nave da política econômica atual segue da esteira de outra, esquecida nas brumas da década de 1970. Resta torcer para que em sua versão atual ela produza resultados.

regiões do globo. Na verdade, o sucesso foi de tal ordem que nos obrigou a adotar uma política monetária mais restritiva diante da forte pressão inflacionária no final de 2011 e início de 2012, o que prejudicou nosso crescimento, sem dúvida.

P

oderíamos ter tido uma performance melhor este ano se não tivéssemos demorado tanto a nos reaproximar do setor privado de forma mais cordial para estimular os investimentos. Esta é uma relação que está mudando na direção certa, de cooptação dos empresários para os programas de leilões, em setores vitais como o

aeroportuário e o retorno ao planejamento de toda a logística de transportes, que passou anos depreciada pelo poder público.

N

o balanço de 2012 é preciso realçar especialmente os grandes feitos, que foram a queda persistente da taxa de juros e a melhora do câmbio nominal, que causava enormes prejuízos a todo setor manufatureiro. O que virá por aí, agora, depende muito do crescimento dos investimentos. ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-

USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO contatodelfimnetto@terra.com.br

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edito r-Ch efe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas @dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela S.A. O Estado de S. Paulo.

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

3

o Visão pragmática da problemática pinião

M U D A R A M O S T E M P O S , A S L I N H A S D E Ô N I B U S E AT É O E S P Í R I T O N ATA L I N O .

H

á quem acredite que exagero, quando falo nas muitas excelências de Itaparica, tanto as presentes quanto as passadas. Mas é uma impressão falsa, porque, embora não possa ignorar esses grandes predicados, procuro sempre ater-me à imparcialidade e fidelidade aos fatos que devem nortear o bom jornalismo informativo. Agora mesmo, diante dos acontecimentos nacionais, sou o primeiro a reconhecer que carecemos hoje de juristas capazes de prestar uma contribuição significativa aos debates em curso. Bem verdade que, se tivessem anel no dedo, Ary de Maninha e Jacob Branco botariam num chinelo muitos desses advogadecos mal-acabados que por aí abundam, mas o fato é que, pelo menos que eu saiba, ninguém na ilha pode alegar notório saber jurídico e pleitear ser ouvido sobre questões constitucionais. Isso não impede, naturalmen-te, que se registre um pronunciamento marcante ou outro, como o do citado Ary de Maninha, na happy hour das nove da manhã, no Bar de Espanha. –Os nobres amigos leram? indagou ele. – Uns porretas aí dizem que a interpretação da Constituição pelo Supremo está errada e que o Supremo não é a única interpretação que vale! A que vale é a deles! Vale a de todo mundo! Cada um chega lá e diz que a Constituição estabelece o que ele quer, pra que Supremo? Meus caros amigos, Ruy Barbosa acaba de ganhar o apelido de Ruy Carrapeta, de tanto que rola na tumba! Não cumprem

JOÃO UBALDO RIBEIRO a decisão do Supremo e passamos a ter o nome oficial de República Esculhambativa do Brasil, ninguém mais vai cumprir merda nenhuma e as decisões do Supremo doravante serão encaminhadas aos deputados, para ver se eles concordam. Por que não resolvem logo que pra deputado a Justiça não vale? Por que não acabam logo com juiz, tribunal, essas coisas? Vamos criar a Deputança Judiciária! Vamos criar o Judiciário Cidadão! Cada um é livre para interpretar a lei como quiser. Eu dou uma dedada no seu traseiro e declaro que, na minha interpretação, a lei me dá direito a isso. Dá direito ao urologista, por que não dá a mim? Eu digo que meu direito de ir e vir não está sendo respeitado e aí exijo passagens de graça para onde eu quiser, na minha opinião a lei garante! Manolo, eu estou quase morto de sede! Se você não me der uma cerveja de graça pra eu me hidratar, é omissão de socorro! O sentenciado resolve se aceita a sentença! Oh baderna, baderna, mixordieira deusa do atraso, aqui nos entregamos nós de uma vez por todas, acolhe-nos em teu regaçoimpudente, afaga-nos com tuas mãos mensaleiras, beija-nos com teus lábios prevaricadores!

Mas, apesar da pungência dessa rendição, a ilha permaneceu irresignada a ficar à margem dos acontecimentos. Depois de uns três dias de recolhimento, durante os quais quem passava por sua calçada ouvia lá de dentro apenas uma ou outra voz de mulher num momento de alguma exaltação, Zecamunista emergiu na saída da rua dos Patos, sobraçando várias pastas de papelão e, passo firme e queixo empinado, se dirigiu ao Bar de Espanha.

E

nganaram-se os mexeriqueiros que haviam atribuído os gritinhos femininos a mais uma reunião do Cialis, não o remédio, mas o Centro Itaparicano de Amor Livre Socialista, de que Zeca é secretário-geral perpétuo e que promove periodicamente o que ele chama de encontros motivacionais e o pessoal despeitado, invejoso e reacionário chama de outras coisas, todas impróprias. (Aliás, Zeca sustenta que o nome do remédio é plágio e de vez em quando ameaça abrir processo; diz que todas as coroas do Recôncavo testemunhariam a favor dele, pois muitas delas já se beneficiaram do Centro e são sócias atuantes, contribuintes e até sócias atletas).

Os gritinhos eram das voluntárias que se ofereceram para ajudá-lo na formulação de seus planos, ao terminarem alguma tarefa importante. – Resolvi dar uma mão à burguesia mercantil local, a crise não ajuda ninguém – disse ele, alisando a papelada. – Está tudo detalhado aqui, vou encaminhar à Associação Comercial. As circunstâncias já nos fizeram perder uma oportunidade histórica; entretanto outras estão se abrindo, é só saber enxergar.

Ruy Barbosa acaba de ganhar o apelido de Ruy Carrapeta, de tanto que rola na tumba! Se não cumprem a decisão do Supremo, passamos a ter o nome oficial de República Esculhambativa do Brasil, onde ninguém cumpre coisa alguma.

T

udo começara com a ideia de oferecerem na ilha acomodações adequadas para a reclusão dos condenados classe A. Essa ideia foi rapidamente encampada por outras cidades pelo Brasil afora, todas sentindo o potencial mercadológico de uma jogada dessas. A ilha bobeou e vai perder a oportunidade. Tinha de ter atirado com todas as armas, era preciso ter unido a Bahia em torno desse manancial turístico incalculável, que iria beneficiar todo o estado, além de elevar sua autoestima, por hospedar tantos nomes nacionais. Ele já tinha escolhido o sobradão para a nova cadeia, já tinha forçado a reforma, a decoração e as instalações, tudo para inspetor nenhum, nem repórter nenhum, de onde lá fossem, botar defeito. Mas faltou visão, faltou agilidade, a ilha vai ficar fora dessa. Cadê a classe hoteleira, cadê as

agências de turismo?

I

nfelizmente, a batalha está perdida para competidoras infinitamente mais ricas e poderosas e a vencedora será uma cidade paulista, se não abrirem concorrência internacional e as Bermudas, Taiti ou Ibiza não ganharem. Mas o serviço que ele criara, não! A ilha pode sair na frente e a complexa estratégia já estava traçada. A ilha vai oferecer serviços de protestos, passeatas e manifestações diversas com toda a infraestrutura, tudo profissional de alto nível. O freguês especifica a manifestação que quer, faz-se um orça-

mento e se providencia tudo. Bastou ele ter dado uma sondada e já tinha sentido a possibilidade de pelo menos duas boas manifestações contra o Supremo, logo no começo do ano. Uma firma de São Paulo telefonou querendo saber datas para o verão, tem muita grana nisso, o mercado está aquecidíssimo. – Agora é assim – disse Zeca, com aquela risadinha bolchevique.– Não gostou, faz umas boas manifestações e vira o jogo. É a nova democracia. JOÃO UBALDO RIBEIRO É CRONISTA, ROMANCISTA E PERTENCE À

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

REMINISCÊNCIAS NATALINAS M

orava na Vila Mariana e tinha entre 12 e 14 anos de idade, não consigo precisar bem. Havia na época o ônibus Circular 350 (ou 530?), que saía do ponto inicial na esquina das ruas Humberto I e Álvaro Alvim, virava a esquerda na Major Maragliano, depois à direita na França Pinto, cruzava a Domingos de Morais, entrava à esquerda na Vergueiro, descia pela Liberdade até

a Praça João Mendes, fazia o retorno na Praça da Sé, subia de novo a Vergueiro, a Liberdade, virava na Joaquim Távora, depois è esquerda na Humberto I e voltava ao ponto de origem. Do roteiro eu lembro bem. Cansei de tomar o circular, sentado na cadeira isolada, única, que havia bem na frente, ao lado do motor e à direita do motorista. Era um lugar privilegiado, que só pegava quem começava a viagem no ponto inicial. Eu. Já era apaixonado por São Paulo e o trajeto do ônibus apresentava à minha frente a grandeza da cidade. Aqui se constrói um prédio por dia, jactava-se o paulistano na época, sem saber o que viria pela frente. Em 40 minutos o Circular havia cumprido mais uma missão. Levava e trazia os moradores da Vila Mariana ao centro da

PAULO SAAB cidade, onde estavam o Mappin e os consultórios, escritórios de negócios e leiterias.

P

recisava do dinheiro do ônibus que minha mãe me dava com mil recomendações – e só depois de terminar a lição do ginásio, no Liceu Pasteur da Rua Mairinque, onde eu estudava. Naquela São Paulo, sem os shoppings centers de hoje, efervescia o comércio de rua, dos bairros e do centro da cidade. E o Natal era esperado, ao menos por mim, com ansiedade crescente. Era hábito, a partir de 25 de novembro, as lojas,

enfeitadas, ficarem abertas até às 22 horas, para facilitar as compras de Natal. Em casa, faziam-se presépios. com papel maché, imagens em miniaturas, crepom e muita criatividade.

B

onito mesmo era fazer o trajeto do Circular à noite, vendo as luzes natalinas enfeitando a cidade, criando um clima até provinciano de comemoração. Difícil de obter era a autorização para o passeio noturno, feito às vezes escondido, somando as moedas de troco da padaria para a passagem. Claro que o tempo tudo muda. Não necessariamente para

pior, mas conforme as condições de cada época. Hoje seria impensável algo semelhante. O trajeto de ônibus, por exemplo, levaria no mínimo duas horas, considerando no trânsito parado da cidade. O comércio de rua quase morreu. Os shopping centers se iluminam, mas numa realidade diferente, já como parte da formação das novas gerações. Mudou até o Papai Noel, figura de proa comercial, significando cada vez menos o nascimento de Jesus e mais o consumismo – e mais ainda com os tempos dos emergentes. Cada época, cada geração, tem seus ícones, suas peculiaridades. Há alguns anos havia ainda a tradição da celebração familiar, com os núcleos reunidos, a ceia, a troca de presentes, a espera do Papai Noel, o amigo secreto – tudo isso fazia parte do 25 de dezembro. Ainda é um pouco assim,

embora os núcleos familiares tenham se dividido, e a pressa da modernidade tenha tenha modificado um tanto as coisas.

V

oltando ao antigo ponto de ônibus. Passei por lá outro dia, de propósito. Onde era a fábrica da Walita, hoje é a ESPM. Há tantos carros estacionados que não haveria espaço para passar o ônibus por ali. A vila onde eu morava segue a mesma, mas agora – outra imposição do crescimento desordenado e da violência – um portão barra a entrada dos simples mortais não moradores. Pelo menos está lá. Sem ar de decadência e com certo jeito de que em algumas de suas casas, como a que morei na infância, ainda se espera a chegada do Papai Noel ou, ao menos, a próxima volta do Circular. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Boas Festas ! O Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo –FACESP e da Associação Comercial de São Paulo – ACSP, Rogério Amato, agradece e retribui votos de Boas Festas de: Abram Szajman, Presidente da Fecomercio Agência para a Promoção no Exterior e Internacionalização das Empresas Italianas Alaide Quercia e filhos Alberto Menache, Diretor Presidente da Linx Alencar Burti, Presidente do SEBRAE SP Alexandre do Nascimento Gonçalves e Linda Álvaro Ferreira Mortari e Lúcia Antonio Bias Bueno Guillon, Diretor Presidente da FAAP Antonio Bias Buenol Guillon, Presidente do conselho Curador da Fundação Conrado Wessel

Antonio de Franco Netto Approbato Machado Advogados Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados – ABTRA Associação Comercial e Industrial de Marília Associação Comercial, Industrial, Autônomos e Liberais de Lorena Associação do Comércio e Indústria de Franca Braga Nascimento e Zilio Advogados Associados Câmara de Dirigentes Lojistas de Nova Iguaçu Cardeal Odilo Pedro Scherer Centro Comercial Aricanduva (Shopping Leste Aricanduva, Shopping Interlar Aricanduva e Auto Shopping São Paulo)

Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE (Estagiários e Aprendizes) Claudio Bernardes, Presidento do Secovi-SP Deputado Estadual Itamar Borges Deputado Estadual Major Olímpio Gomes Deputado Federal Laércio Oliveira Diretoria da Associação Paulista de Medicina Douglas Formaglio Edson Simões, Presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo Elias Sfeir, Equifax Brasil Ltda. Eloy Gonçalves de Oliveira Fialdini Guillon Advogados Flávio M. Menezes, Diretor de Marketing da Linx Gaetano Brancati Luigi Gilberto Amaral, IBPT e Amaral &

Associados Grupo Comolatti Heloisa, Passarelli Executive Search Humberto Barbato, Presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee João Bico, Diretor-superintendente da Distrital Norte da ACSP João Doria Jr, Presidente do LIDE José Carlos Carvalho, Presidente Associação Comercial e Industrial de Ribeiraão Preto - ACIRP José Maria Chapina Alcazar, Presidente do Sescon-SP e da Aescon-SP José Sergio Toledo Cruz Luis Miguel Mendes, Presidente da Tempo Telecom Luiz Antonio Caldeira Miretti,

Approbato Machado Advogados Luiz Gonzaga, Maria Regina Bertelli e família Mara e Marco Bertaiolli, Prefeito de Mogi das Cruzes Márcia Molina, Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guaratinguetá Marcos Zaven Fermanian e José Eduardo Gonçalves, Presidente e Diretor Executivo da Abraciclo Margaret e Antonio Carlos Pela Marlene Raffaelli, Núcleo de Capacitação e Desenvolvimento – Santa Casa de São Paulo Marzo Vitorino Nercio Fernandes, Presidente do Conselho de Administração da Linx Ney Prado – Academia Internacional de

Direito e Economia Orlando Morando e família Paulo Lofreta, Grupo Planinvesti Paulo S. Takeuchi, Diretor de Relações Institucionais da Honda South America Procópio Ferraz Construção de Eventos Regina e Luciano Wertheim Roberto Schoueri Ronaldo Francisco Cabral Ruy Martins Altenfelder Silva, Presidente do Conselho de Administração do CIEE SDI Desenvolvimento Imobiliário Senador Jayme Campos Sindeprestem, Asserttem e Fenaserhtt Thaisa Carvalho, Diretora Geral do LIDE Waldemar de Oliveira Verdi e Waldemar Verdi Jr., Rodobens - Grupo Verdi


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

4

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

O JEITO PT DE SER O partido, na oposição, tinha uma atitude. Na situação, mudou.

olítica

DEM RESPIRA A sigla, que estava perto da extinção, ganha fôlego. Por um tempo.

Geraldo Magela/Ag. Senado – 11/12/2012

O modelo de governar do PT. Tem tudo o que era contra. No poder, partido retoma personalismo político e realça velhos caciques.

O

relativo sucesso econômico das duas últimas administrações federais ajudou a blindar o governo em relação aos escândalos de corrupção, afirma o analista político e professor de Filosofia Denis Rosenfield, em seu mais recente boletim de análises políticas Desafios. Ele lembra que nos últimos dez anos o País conheceu intrincados esquemas de corrupção, a maioria deles vinculados aos altos escalões do governo federal. "O Mensalão foi apenas o mais vultoso", destacou. Rosenfield atribui maior responsabilidade por essa blindagem, no entanto, a setores da intelectualidade nacional, por autorizarem "moral e intelectualmente milhares de cidadãos, entre eles muitos estudantes, a defender as teses mais absurdas, as versões mais deslavadas sobre os escândalos recentes".

Leonardo Rodrigues/e-Sim – 10/6/2008

Rosenfield aponta para o predomínio de uma ideologia passional Agripino Maia, presidente nacional do DEM: partido vai administrar a vida de 7 milhões de brasileiros.

A tão denunciada chaga nacional, a corrupção, hoje ganha releituras acadêmicas. DENIS ROSENFIELD Poucas vezes no Brasil, afirma o analista, houve o predomínio de uma ideologia de modo tão estridente e passional quanto nos dias de hoje. Durante a ditadura militar, havia descompasso entre o governo e setores da cultura (estudantes, intelectuais, jornalistas e artistas). A ditadura passou, porém governo e intelligentsia permaneceram em lados opostos durante as primeiras administrações democraticamente eleitas. "Mas não se po-

de concluir que a elite intelectual brasileira conspirava contra o País – apenas ela ainda acalentava o sonho dourado da revolução, ignorando o singelo evento ocorrido em Berlim nos anos 80. O Lula que essa elite apoiava não era aquele da Carta aos Brasileiros, mas o candidato derrotado em 1989 e 1994." Fernando Henrique Cardoso assumiu, afirma Rosenfield, com o pequeno crédito de ser um sociólogo de esquerda, mas a reforma do Estado brasileiro, com privatizações e ajustes fiscais e monetários, ampliou o divórcio com os membros da elite cultural. O governo FHC enfrentou sindicatos, articulistas, acadêmicos e, consequentemente, manifestações populares. "O Brasil experimenta o regime democrático quase como um noviço. Ainda tropeça no decoro, na separação dos

poderes, no respeito ao pluralismo. Para piorar, nos últimos anos, retomou o personalismo político, vitaminou velhos caciques e adotou o nacionalismo mais atávico. Tudo isso com o olhar complacente de amplos setores da intelligentsia", observou.

O Democratas, que ia acabar depois das eleições, simplesmente cresceu. O resultado foi tão satisfatório que será capaz de manter o partido vivo. Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr – 9/2/2011

Para piorar, nos últimos anos, retomou o personalismo político e vitaminou velhos caciques. DENIS ROSENFIELD Os intelectuais petistas, que durante muitos anos criticaram a cultura do caciquismo, afirma Rosenfield, fizeram silêncio quando, ironicamente, o PT reabilitou o modelito. "O caciquismo também dominou a aclamada democracia interna do PT, uma das principais divisas do partido nos anos 90. Em 2010, Lula ignorou o partido e escolheu Dilma. Em 2012, Lula ignorou Marta Suplicy (e as especificidades do PT paulistano) e escolheu Haddad." Com o mesmo espírito com que abandonaram ideais do republicanismo e do amadurecimento da democracia, os membros da intelligentsia acolheram Maluf, destaca o analista político. "Tudo em nome da nova descoberta, o pragmatismo político. A tão denunciada chaga nacional, a corrupção, hoje ganha releituras acadêmicas. Nos anos 90, a corrupção era a principal chave de interpretação do País", relembra. A intelligentsia hoje, segundo Rosenfield, tem três adversários: a "velha mídia", a "elite egoísta" e os "alienados". A cada escândalo, os literatos e acadêmicos explicam ao País os perigos do "denuncismo" e a chamada "onda de moralismo udenista", afirma o analista. E com o julgamento do Mensalão, o STF entrou para o grupo dos "inimigos do povo." (DC)

Mário Tonocchi

O

Democratas vai administrar 5% do eleitorado nacional, quando os prefeitos do partido assumirem o Executivo de 278 municípios. Além disso, outros 294 vice-prefeitos brasileiros são do DEM. O partido também elegeu 3.275 vereadores. A partir de janeiro, o Democratas administrará a vida de 7 milhões de eleitores, 2,1 milhões a mais do que atualmente. "O resultado desse pleito manteve o partido vivo, uma prova de que existe um respeito por nossas lideranças", afirmou o senador e presidente do DEM, José Agripino Maia (RN). Uma resposta – Para o dirigente democrata, o crescimento do partido é "uma resposta a todos que quiseram demolir o Democratas em um passado recente". De acordo com o senador, o Democratas foi o único partido da oposição a conquistar uma das quatro maiores capitais do País, Sal-

ACM Neto: vitória em Salvador. vador, na Bahia. O partido, que até então não administrava nenhuma prefeitura no grupo das 85 maiores cidades do Brasil, que reúne as 26 capitais e as 59 cidades com mais de 200 mil eleitores, elegeu cinco prefeitos nessa faixa. O PT, por outro lado, exemplifica o senador, diminuiu de 22 para 16; e o PMDB caiu de 19 para 9. "Devo ao Democratas minha vitória. Sei que meu desa-

fio é enorme, mas darei o meu melhor ao povo de Salvador", disse ACM Neto. Segundo a Justiça Eleitoral, com 100% das urnas apuradas, o democrata obteve 53,51% dos votos válidos, com 717.865 sufrágios. A vice de ACM Neto é Célia Sacramento (PV). Taxa de sucesso – O D E M também teve significativo aproveitamento de candidatos eleitos no Brasil. Dos 729 concorrentes do partido nas eleições de outubro, 38,1% conseguiram vitória. A taxa de sucesso dos democratas – proporção de eleitos no conjunto de seus candidatos – é superior à de partidos como o PDT (37,2%), o PTB (36%) e até o PT (35,7%). "Temos que aplaudir também os que não tiveram êxito. Nas próximas eleições, teremos novos deputados federais e senadores que virão para continuarmos cumprindo o que somos: uma oposição séria, responsável e comprometida", disse o deputado Onyx Lorenzoni (RS).

Ibope: só 27% aprovam Kassab.

O

prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), termina seu segundo mandato com saldo negativo de 15 pontos porcentuais, segundo pesquisa Ibope. Para 42% dos paulistanos, a gestão de Kassab foi ruim ou péssima. Apenas 27% avaliam seu governo bom ou ótimo. O prefeito e fundador do PSD chega ao fim do segundo mandato (2009-2012) em situação oposta à que tinha no fim do primeiro (2006-2008), quando teve a melhor avaliação final de um prefeito paulistano em duas décadas. Em outubro de 2008, Kassab tinha saldo positivo de 40 pontos: 54% de bom/ótimo e apenas 14% de ruim/péssimo. Com isso, ele se reelegeu. Agora, protagoniza o pior fim de mandato

desde Celso Pitta (1997-2000), que concluiu sua gestão com 74 pontos negativos. As administrações Paulo Maluf (1993-1996) e Marta Suplicy (2001-2004) chegaram ao fim com 14 e 32 pontos positivos, respectivamente. Já neste ano, todos os candidatos, com exceção de José Serra (PSDB), exploraram os problemas da administração Kassab. Passado o embate eleitoral, sua taxa de bom e ótimo subiu de 19% para 27%, o ruim/péssimo caiu de 47% para 42% e o déficit de popularidade ficou menor: de 28 foi para 15 pontos negativos. Outra pesquisa Ibope mostra que o STF tem um índice de confiança entre a população maior do que o do Congresso Nacional: 54 a 35, numa escala que vai até 100. (EC)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

Essa prisão provavelmente vai ser derrubada depois, mas aí já teria feito o estrago. Paulo Vieira para Rosemary Noronha, sobre prisão de José Dirceu.

olítica

Cansaço e dor. Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, resumindo o que foi 2012 para ele. Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

É golpe, é golpe! Reação do deputado federal Fábio Ramalho (PV-MG), quando foi encerrada votação sobre veto ao projeto dos royalties.

Na democracia, as divergências são discutidas durante as eleições. Depois, deve-se discutir as convergências. Fernando Haddad (PT), ao ser diplomado prefeito de São Paulo.

teúdo

Con Helvio Romero/Estadão

André Dusek/Estadão Conteúdo – 12/12/2012

Divulgação – 2012

Roberto Gurgel e seu pedido de prisão: a manobra que não deu certo.

Paulo Vieira, o "chefe de quadrilha": informação privilegiada do MP.

Geraldo Magela/Ag. Senado

Estou que nem São Sebastião. É flecha para todo lado. José Sarney, presidente do Senado, sobre derrubada do veto ao projeto de redistribuição de royalties do petróleo.

Os ataques sem limites a Lula visam destruir o PT e o governo, Vamos nos preparar para, depois das festas, irmos para as ruas. Ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Existe apenas uma possibilidade de ser derrotado. É trabalhar mais do que eu, mas se ficar algum vagabundo numa sala com ar condicionado falando mal de mim, vai perder. Luiz Inácio Lula da Silva, sobre os ataques que vem sofrendo.

Fábio Guinalz/Estadão Conteúdo

Não quero ver ninguém na cadeia, não é bom. Mas se fez algo errado e a lei manda ir para a cadeia, vai. Fernando Henrique Cardoso, defendendo o julgamento do Mensalão do PSDB.

Muitos diziam que não éramos capazes de entregar um estádio com a qualidade internacional desse estádio do Castelão. Hoje começamos a mostrar que somos capazes, sim. A obra está aí. Presidente Dilma Rousseff, ao inaugurar, em Fortaleza, o primeiro estádio a ser usado para a Copa das Confederações e do Mundo.

Ed Ferreira/EC

5

Ele é um craque, um avião. É nosso irmão, nosso amigo, faz parte do nosso time. Deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado a 7 anos e 10 meses de prisão, sobre Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas, apontado pela Polícia Federal como chefe de quadrilha.

Vieira avisou sobre pedido de prisão de José Dirceu Ele recebeu a informação 34 dias antes de a solicitação ser feita. Foi repassada por "alta autoridade" do MP.

D

ez dias antes de a José Genoíno, e o ex-tesoureiPolícia Federal (PF) ro do partido, Delúbio Soares, deflagrar a Opera- o direito de ficar em liberdade ção Porto Seguro, o até o julgamento de todos os então diretor Paulo Vieira, da recursos, entendimento que Agência Nacional de Águas vinha sendo adotado, até en(ANA), alertou a ainda chefe tão, pelos magistrados. de gabinete da Presidência da É para prender – No telefoneRepública em São Paulo, Ro- ma de 4 minutos e 50 segunsemary Nóvoa Noronha, co- dos, Vieira conta a Rose sobre nhecida como Rose, sobre a visita que fez a um membro uma suposta estratégia do da "alta cúpula" do MP, com procurador-geral da Repúbli- quem havia viajado para a Chica, Roberto Gurgel, de que iria na. "Eu queria que você discrepedir, durante "as férias de de- tamente contasse para aquezembro", a prisão do ex-minis- le amigo nosso de Vinhedo", tro da Casa Civil, José Dirceu, afirmou, observando que recondenado a dez anos e dez cebeu a informação de que o meses de cadeia no processo MP iria "reiterar o pedido de do Mensalão. prisão". Rose foi assessora de Alta autoridade – No telefo- Dirceu, que tem casa em Vinema interceptado pela PF no nhedo (SP). dia 13 de novembro, Paulo Vieira, como Rose, era Vieira, que viria a ser acusado quem estava sendo monitorade chefiar a quadrilha que se do pela PF. "Eles estão prepainstalou na administração pú- rando um pedido de prisão pablica para compra de parece- ra o José Dirceu nas férias de res técnicos, disse que fora in- dezembro, tá?", disse Vieira, formado do plano por uma "al- destacando que a solicitação ta autoridade do Ministério Pú- seria analisada pelo atual preblico (MP)". Vieira pede que sidente do STF. "O plantão do Rose comuniJudiciário não que o ex-mitem distribuinistro e ainda ção (...) fica o sugere que p re s i de n te . O plantão do ele providenVocê entenJudiciário não tem c i e u m h adeu a ideia? beas corpus Se chegar o distribuição, fica o preventivo. pedido lá, vai presidente (...) Se Gurgel solicair na mão chegar o pedido lá, citou a prisão do Joaquim vai cair na mão do imediata dos Barbosa." RoJoaquim Barbosa. r é u s c o n d ese, então, innados no dagou: "Para PAULO VIEIRA Mensalão um prender ele dia depois do nas férias, início do julgamento, no dia 3 antes do recurso?" de agosto, durante sua susNão me envolva – Vieira, restentação oral no processo. Po- pondeu. "Essa prisão provarém, ao longo dos quatro me- velmente vai ser derrubada ses que se seguiram, o procu- depois, mas aí já teria feito o rador-geral não mais se mani- estrago", disse, sugerindo festou formalmente sobre a que ele solicitasse um "haprisão dos mensaleiros. beas corpus preventivo". VieiNa última sessão do julga- ra pediu também que Rose mento, na segunda-feira, dia não dissesse ao ex-ministro 17/12, e passados 34 dias do que foi ele quem havia passatelefonema de Vieira para Ro- do a informação. O advogado se, o chefe do MPF, provocado José Luís Oliveira Lima, que repelo ministro Celso de Mello, presenta José Dirceu, não se disse que iria reapresentar o manifestou sobre o assunto e pedido por escrito. E, de fato, a assessoria do procuradorapresentou a solicitação dois geral não retornou os pedidos dias depois, no dia 19, quando de esclarecimentos. o plenário do Supremo TribuSem provas – O ministro Gilnal Federal (STF) não poderia berto Carvalho (Secretaria mais avaliar o pedido, em ra- Geral da Presidência) afirmou zão de horas antes ter come- ontem ao programa É Notícia, çado o recesso do Judiciário, da Rede TV, que, antes de ser que termina em fevereiro. indicado ao Supremo Tribunal Suspeita – A atitude suscitou Federal, o ministro Luiz Fux o na Corte a suspeita de que procurou e disse, "sem que eu Gurgel manobrou para que o perguntasse nada", que o prorequerimento fosse analisado cesso do Mensalão "não tinha apenas pelo presidente do prova nenhuma" e que "tomaSTF, ministro e relator Joa- ria uma posição muito clara". quim Barbosa, coincidenteFux foi o ministro que mais mente favorável à decisão e acompanhou as posições do plantonista até o início de ja- relator Joaquim Barbosa. neiro. Mas, passados mais No início do mês, em entredois dias, na sexta-feira, dia vista à Folha de S. Paulo, Fux 21, Barbosa ponderou e ne- contou que buscou apoio até gou o pedido, garantindo aos do ex-ministro José Dirceu, na condenados em regime fecha- época réu no processo do mendo ou semiaberto, entre eles salão, para ser indicado ao SuDirceu, o ex-presidente do PT, premo. (Estadão Conteúdo)

Andre Dusek/Estadão Conteúdo – 20/12/2012

Barbosa foi um marco na Justiça, na opinião do jornal espanhol.

Dilma e Barbosa, na lista de líderes do jornal El País.

A

presidente Dilma RousUm marco – Joaquim Barboseff e o presidente do sa foi considerado líder em Supremo Tribunal Fede- 2012 por sua atuação como ral (STF), ministro Joaquim relator do julgamento do MenBarbosa, estão na lista dos 13 salão. Segundo o El País, sua líderes iberoamericanos de atuação foi um marco na Justi2012 do jornal espanhol El ça brasileira. País. Dilma é citada como uma "[Ele] não hesitou em prodas mulheres mais podero- por duras condenações a amisas, admiradas e importantes gos próximos do Lula." O exdo mundo, ao lado da chance- presidente foi responsável por ler alemã, Angela Merkel, e a sua indicação ao Supremo. secretária americana de EstaO jornal também conta sua do, Hillary Clinton. biografia de menino negro e Para o jornal, a presidente pobre que chegou ao comantem "garanti- Maxim Shipenkof/Efe – 14/12/2012 do da supredo seu prestíma corte. g i o i n t e r n a"Sua história cional desde de superação que chegou e profundo ao poder para senso de juss u c e d e r L utiça servem la". Apesar do hoje de inspialto índice de ração às nop o p u l a r i d avas gerações de, segundo o d e b r a s i l e ijornal, Dilma ros", defende teve um ano o jornal. bom e ruim. Outra brasiO jornal leira que faz d e s t a c a o Dilma: ano bom e ruim. parte da lista cr es cim en to de líderes é a discreto da policial militar economia, os escândalos de Priscilla de Oliveira Azevedo, corrupção no governo, as primeira mulher a comandar condenações de membros do uma Unidade de Polícia PacifiPT no mensalão e os atrasos cadora no Rio de Janeiro. Priscilnas obras da Copa e das Olim- la é identificada erroneamente píadas e a criminalidade co- como Patricia pelo jornal. mo aspectos negativos de Natal e Ano Novo – A presi2012. As iniciativas para esti- dente Dilma deverá visitar ao mular a economia, o baixo ín- menos seis países em 2013, dice de desemprego e o pres- numa agenda internacional tígio internacional são men- que será retomada no final de cionados como elementos do janeiro. A presidente permabom ano de Dilma. necerá no Brasil durante os "Esperemos que seus esfor- feriados de Natal e Ano Novo. ços deem resultado em 2013 e Ela pretende ficar em Brasília que o ano seja para o Brasil tão no Natal e ir para a Base Naval bom quanto foi para sua presi- de Aratu, na Bahia, no Ano dente em 2012", diz o jornal. Novo. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

PELIGRO Onda de saques se aproxima de Buenos Aires e deixa três mortos

nternacional

CORSÁRIO Polícia recuperou navio sequestrado há 33 meses por piratas somalis

PÃO E SANGUE NO NATAL SÍRIO

Exército de Bashar al-Assad bombardeou civis que buscavam alimento em Halfaya. Essa pode ser a maior chacina desde que eclodiu a guerra civil no país.

U

m bombardeio do Exército sírio sobre uma padaria na cidade de Halfaya, na província central de Hama, ontem, deixou pelo menos 60 mortos. O grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que não descarta que o número aumente, porque haveria cerca de 50 feridos em estado grave. Em declaração via internet, o porta-voz da União de Revolucionários de Hama, Abu Qasem al-Hamawi, explicou que o estabelecimento estava lotado. O ativista Samer al-Hamawi disse que o bombardeio atingiu a padaria às 16 horas, com quatro disparos. Dois acertaram o estabelecimento, onde centenas faziam fila. "Quando eu cheguei lá, só conseguia ver pilhas de corpos espalhados pelo chão. Havia mulheres e crianças", disse al-Hamawi. A escassez de combustível e insumos deixou a produção de pães irregular em todo o país. "Nós não recebíamos farinha havia pelo menos três dias. Por isso, todos foram à padaria. Eu ainda não sei se meus parentes estão entre os mortos", disse. Os centros médicos da cidade de Halfaya ficaram tão cheios que muitos feridos tiveram de ser levados a hospitais de cidades vizinhas. Paz? – Enquanto isso, o enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, chegava a Damasco com a complicada missão de buscar uma solução para o conflito. A terceira viagem de Brahimi à capital síria desde que assumiu os esforços de paz, em setembro, é um reflexo do agravamento da crise. Ele desembarcou em Beirute, capital do vizinho Líbano, para depois viajar por terra a Damasco, onde deve se reunir com o presidente Bashar al-Assad. Desde que assumiu o posto, o negociador tem obtido poucos progressos na busca por uma solução para a guerra civil.

Samer Al-Hamwi/Reuters

Fotos: Reprodução internet

Ataque aconteceu quando centenas de pessoas faziam fila para pegar pão. Não é possível afirmar quantos morreram. Veja vídeo na íntegra em www.dcomercio.com.br A situação no país, enquanto isso, tem se deteriorado. As forças rebeldes expandiram seu controle no norte, se aproximaram da capital e atacaram diversas bases militares, conseguindo um importante arsenal. E esse avanço dos rebeldes se reflete na viagem de Brahimi. Em vez de voar para o

Khaled Abdullah/Reuters

aeroporto de Damasco, como já fez em duas visitas anteriores, ele preferiu viajar por terra, em função dos combates perto do aeroporto. Não está claro que ideias Brahimi pode apresentar para costurar uma trégua. Ontem, o ministro de Informação da Síria, Omran al-Zoubi, repetiu

que seu governo está combatendo "terroristas" que são apoiados por potências estrangeiras que querem destruir o país. Segundo ele, o governo está disposto a negociar, mas os rebeldes não. "Nós falamos de diálogo com aqueles que acreditam nele. Mas aqueles que rejei-

tam o diálogo em seus comunicados e defendem o uso de armas, isso é outro assunto", comentou Zoubi. Ele também disse que os rebeldes não estão avançando no controle territorial. "Eles não são capazes de atacar um posto de vigilância militar e permanecer lá por 15 minutos".

Segundo os grupos opositores, todas as vítimas seriam civis. A região de Hama foi tomada há cinco dias pelos rebeldes. Ativistas dizem que mais de 44 mil pessoas foram mortas em 21 meses, desde que começaram os protestos contra o presidente Bashar alAssad. (Agências)

Índice de estupros gera violência Nova Déli registra um ataque sexual a cada 18 horas e população foi às ruas exigir segurança Adnan Abidi/Reuters

M Resultado ainda não oficial pode criar grande divisão social

Egípcios dizem sim à nova Constituição

A

m a i o r i a d o s e g í pcios votou a favor do projeto de Constituição proposto nesta segunda fase do referendo, segundo os resultados não oficiais que foram divulgados ontem, os quais, conforme a oposição, foram fraudados. No dia seguinte da realização da segunda fase do referendo, a Irmand a d e M u ç u l m a n a a n u nciou a vitória do "sim" com 63,9% dos votos, um dado que foi confirmado pela televisão egípcia e pelo jornal estatal "Al Ahram". A confraria islamita, a favor do texto constitucional, assegurou que a Carta Magna obteve um respaldo de 71,4% dos eleitores, já que o "sim" acabou vencendo em 16 das 17 províncias onde a votação foi realizada. "A única província em que o "não" se mostrou ven-

cedor foi em Menufiya, no norte do país", informou a Irmandade Muçulmana. Na primeira fase, realizada em outras dez províncias, no último dia 15 de dezembro, o "sim" também conseguiu se impor com quase 57% dos votos, segundo os dados oficiais. Conforme a Frente de Salvação Nacional (FSN), que aglutina a grande parte da oposição não islamita, o resultado a favor do projeto de Carta Magna foi alcançado por meio de "fraude, violações e irregularidades detectadas durante a votação". Se os resultados apresentados forem confirmados, a aprovação do texto supõe uma vitória aos islamitas, mas também evidencia uma profunda divisão na sociedade egípcia, fato que pode fragilizar a estabilidade do país. (EFE)

ilhares de manifestantes que protestavam contra o estupro de uma estudante por seis homens na semana passada entraram em choque com policiais ontem em Nova Déli, capital da Índia. A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água. Alguns reagiram com pedras e barras de ferro enquanto tentavam se aproximar da palácio presidencial. A estudante de medicina, de 23 anos, foi estuprada repetidas vezes e espancada dentro de um ônibus pelos homens, que depois a jogaram para fora do veículo em movimento. Ela está internada em estado crítico, com ferimentos graves no intestino. "Queremos justiça", gritavam os manifestantes, cuja principal reivindicação é a pena de morte e um julgamento

Violência explode na capital da Índia em protestos contra os estupros acelerado para os suspeitos detidos pela polícia. Cerca de 35 manifestantes e policiais ficaram feridos. "Muitos estudantes que estavam protestando de maneira pacífica foram atacados", disse Jayati Ghosh, professor uni-

versitário que participou da manifestação com sua filha. Morte – O ministro de Assuntos Domésticos, Sushilkumar Shinde, prometeu considerar a pena de morte para os seis suspeitos. Shinde também afirmou que o governo irá ado-

tar medidas para aumentar a segurança das mulheres em Nova Déli. O governo havia baixado na semana passada uma medida de emergência proibindo agrupamentos de mais de cinco pessoas na cidade. Ontem, as autoridades retiraram o veto aos agrupamentos, mas montaram barricadas para evitar que os manifestantes se aproximassem do palácio presidencial. Mas eles tentaram derrubar o bloqueio policial jogando pedras e garrafas de água. Nova Déli tem o maior índice de crimes sexuais entre as grandes cidades indianas, com um estupro registrado a cada 18 horas. A maioria dos ataques não é informado à polícia, porque as vítimas sofrem enorme preconceito e não conseguem se casar. (Folhapress)

Alessandro Bianchi/Reuters

Monti diz não a Berlusconi

O

primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, disse ontem que não pode aceitar o convite do ex-premiê Silvio Berlusconi para liderar a coalizão de centro-direita formada por seu partido, o Povo da Liberdade, na próxima eleição, em março.

Monti, que pediu demissão no sábado, não esclareceu se vai concorrer ou não ao Parlamento por outro partido. Ele, que governou o país por 13 meses, foi apontado como um dos responsáveis por diminuir o efeito da crise financeira italiana. (Folhapress)

Ele também não deixou claro se concorrerá por outro partido


sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

c

DIÁRIO DO COMÉRCIO

7 Apu Gomes/Folhapress

MAIS RIGOR Bem mais rigorosa e com multas altas, a nova Lei Seca chega para tentar coibir a ação de motoristas alcoolizados. As blitze já começaram.

idades

Mais rigorosa, Lei Seca multa e prende. A nova Lei Seca entrou em vigor com força total. Mais dura contra motoristas alcoolizados, o conselho neste fim de ano é ficar longe da bebida se for dirigir.

D

ois dias depois de entrar em vigência as novas regras da Lei Seca, a Polícia Militar multou oito motoristas em São Paulo. Outros dois foram detidos e encaminhados para o 13º DP (Casa Verde) por apresentarem alto nível alcoólico após serem submetidos ao bafômetro. Ao todo, a polícia parou 111 motoristas, que realizaram o teste. Segundo a PM, nenhuma das pessoas abordadas recusaram o bafômetro. Na madrugada de domingo, o motorista de um automóvel Polo fugiu de uma das blitze, na avenida Atlântica, na região de Guarapiranga (zona sul de São Paulo). Nas duas noites em que a polícia fiscalizou os motoristas na capital paulista quatro pessoas foram detidas e 31 multadas após fazer o teste. As mudanças na Lei Seca (endurecendo a fiscalização da embriaguez ao volante) começaram a valer na sexta-feira. A proposta, aprovada na terça-feira pelo Senado e sancionada pela presidente Dilma Rousseff), torna válidos novos meios para identificar um condutor alcoolizado, além do bafômetro (veja tabela). Há ainda uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro, que dobra a multa aplicada a quem for pego dirigindo embriagado: de R$ 957,70 para R$ 1.915,40, valor que pode dobrar em caso de reincidência em 12 meses. Entre os meios que passam a ser aceitos para comprovação da embriaguez estão o depoimento do policial, vídeos, testes clínicos e testemunhos. Essa parte da lei ainda depende de regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito e a previsão é que ela seja publicado e, breve. O agente de trânsito poderá ainda se valer de qualquer outro tipo de prova que puder ser admitida em tribunal. Antes da mudança, era considerado crime dirigir sob a influência de drogas e álcool - a proporção é de 6 dg/L (decigramas por litro) de sangue -, mesmo sem oferecer risco a terceiros, e o índice só poderia ser medido por bafômetro ou exame de sangue. Como ninguém é obrigado legalmente a produzir prova contra si mesmo, é comum o motorista se recusar a passar por esses exames, ficando livre de acusações criminais. Além disso, a interpretação

Fotos de Apu Gomes/Folhapress - 22/12/2012

Zilberman

Soldados da Polícia Militar de São Paulo fizeram blitze em vários pontos da cidade, para fiscalizar o cumprimento da nova Lei Seca. Bem mais rigorosa, a legislação atual prevê multas altas e torna válidos novos meios para identificar um condutor alcoolizado, além do bafômetro.

da lei vigente feita em março pelo Superior Tribunal de Justiça dizia que apenas o bafômetro e o exame de sangue valiam como prova, enfraquecendo a Lei Seca. Com a nova regra, o limite de 6 dg/L se torna apenas um dos meios de comprovar a

embriaguez do motorista. O crime passaria a ser dirigir "com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência". Ao condutor será possível fazer a contraprova, ou seja, se

submeter ao bafômetro ou a exames de sangue para demonstrar que não consumiu acima do limite permitido. Estão mantidas a suspensão do direito de dirigir por um ano para quem beber qualquer quantidade e o recolhimento da CNH e do veículo. (Folhapress)

Júlio Costa/Futura Press/Estadão Conteúdo

Passeios de bicicleta viram nicho de negócio em São Paulo Mariana Missiaggia

Paulo Pampolin/Hype

O

s pontos históricos do Centro de São Paulo devem ganhar mais admiradores a partir de janeiro. O sucesso das ciclofaixas, com cerca de 120 adeptos por fim de semana, tê muito a ver com isso. Atenta a esse movimento, a proprietária da Bike Expedition, Adriana Kroehne, 43 anos, desenvolveu um roteiro ciclístico por parques e pelo Centro da Capital, que em um mês de atividade já atraiu centenas de interessados. Apaixonada pelo ciclismo e proprietária de uma agência especializada em roteiros de viagem a países da Europa que utilizam a bicicleta como importante meio de transporte, Adriana observou que São Paulo está se reformulando

Na região da represa de Guarapiranga, a nova ciclofaixa da cidade.

Adriana Kroehne empresária oferece roteiros culturais de bicicleta. para os ciclistas. Depois de seis anos de experiência no ramo, Adriana finalmente acredita que a Capital pode ser incluída em sua oferta de serviços. Ela atende a nove cidades de cinco países, como por exemplo a Holanda, onde boa parte dos deslocamentos é feita de bicicleta. Habituada a pedalar em São Paulo, ela conhece bem

as dificuldades enfrentadas pelos ciclistas. O desrespeito entre motoristas e ciclistas, a falta de sinalização e de espaço são alguns exemplos. "Não culpo muito os motoristas porque eles também estão brigando por um espaço que não têm. Mas, o ciclista precisa de mais apoio da Prefeitura. Algumas coisas começaram a ser feitas, mas a cidade

ainda é extremamente deficiente nesse setor". As ciclofaixas trouxeram uma visão mais otimista para a empresária, que apostou em roteiros no Parque do Ibirapuera, na zona sul; no Parque VillaLobos, na zona oeste e no Centro, que tem sua ciclofaixa interligada à da avenida Paulista, pela rua Vergueiro e avenida da Liberdade. Esse último trecho tem cerca de 30 quilômetros de extensão, mas Adriana destaca que seus ro-

teiros são elaborados segundo a preferência dos grupos. "Além de ver esse movimento como um nicho no mercado, a ciclofaixa é importante para a revitalização do Centro. Precisamos de gente circulando pelas ruas, para que comerciantes e empresários sigam essa migração e criem opções de lazer nessa região, tornando-a mais atraente", disse. Praça da Sé, Pátio do Colégio, mosteiro de São Bento, edifício Martinelli, Teatro Munici-

pal, largo São Francisco e Vale do Anhangabaú são alguns dos 27 pontos relevantes arquitetonicamente, segundo a SPTuris, que o ciclista pode apreciar durante o passeio. Para janeiro, Adriana já tem um grupo agendado de 300 pessoas. Outros três grande grupos estão em fase de negociação. O passeio dura três horas e custa R$ 180. Esse valor inclui o empréstimo da bicicleta, os acessórios de segurança e mimos como frutas, água, isotônicos e um veículo que acompanha os ciclistas para eventuais cansaços ou alguma queda. Guarapiranga - Foi inaugurada ontem a ciclofaixa da represa de Guarapiranga, interligando a estação Jurubatuba da CPTM e a avenida Atlântica. Com 11,2 km, ela se liga às ciclovias do rio Pinheiros e parque Praia São Paulo, funcionando aos domingos e feriados nacionais, das 7h às 16h. A nova ciclofaixa dará acesso às regiões do Ibirapuera, da avenida Paulista e do Centro.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

acsp

RECÉM ELEITA Coordenadores projetam desafios para 2013, incluindo a nova relação com a recém eleita administração municipal.

distritais

Um bom ano chega ao fim. Outro melhor começa. Coordenadores regionais das sedes distritais analisam o ano que se encerra e mostram empenho para criar uma cidade melhor em 2013 Paulo Pampolin/Hype/Arquivo/DC

O

ano de 2012, que se encerra em uma semana, foi muito bom para as 15 distritais da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). As unidades, junto com as subprefeituras dos bairros, participaram de reuniões para discutir projetos de interesses locais, fortaleceram suas relações com os comerciantes das áreas em que estão inseridas e, como sempre, levaram os produtos e serviços da ACSP para as quatro regiões da cidade. Esta é a opinião compartilhada pelos quatro coordenadores regionais das sedes distritais, que projetam muitos desafios para 2013, incluindo a nova relação que deverá ser estabelecida entre a instituição e a recém eleita administração municipal. Para o coordenador Regional Sul das Sedes Distritais, Giacinto Cosimo Cataldo, as distritais da sua área – Ipiranga, Jabaquara, Santo Amaro e Sudeste - devem continuar priorizando, como não poderia deixar de ser, a conquista de novos associados, apostando principalmente nos produtos e serviços oferecidos, como o Microempreendedor Individual

(MEI), Certificação Digital, Projeto Empreender e Banco do Povo, entre vários outros. "Devemos mostrar aos empresários e comerciantes a importância de um sistema associativista, que realmente luta em defesa da categoria, além de continuar na batalha em defesa de nossos associados", afirmou Cataldo. Com relação à troca da administração municipal, o dirigente ainda vê como uma incógnita o futuro relacionamento entre a Prefeitura e a ACSP e, consequentemente, suas distritais. "Com o prefeito Gilberto Agliberto Lima/Arquivo/DC

João de Fávari destacou a qualidade das palestras realizadas pela Distrital Centro

Decoração do Arouche

P

elo segundo ano, os floristas do Mercado Municipal de Flores do Largo do Arouche se reuniram para fazer a decoração de Natal, esperando um aumento de 15% nas vendas com relação ao ano passado. A decoração de Natal de 2011 proporcionou um crescimento de 7% sobre as vendas de 2010. "O aumento das vendas entusiasmou os floristas, que este ano se empenharam para realizar uma decoração mais expressiva. Por isso esperamos o aumento de 15%", afirmou Marcos Alexandre, um dos floristas e diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo (Sindiflores). A decoração faz sucesso com a clientela local e atrai consumidores de Higienópolis, Pacaembu, Paulista, Jardins e até da zona leste.

Kassab sempre tivemos um ótimo diálogo e fizemos um trabalho de parcerias. Espero que o prefeito eleito Fernando Haddad saiba enxergar nossa importância como interlocutores da sociedade junto ao poder público", disse. "Também devemos estar atentos ao novo Plano Diretor de São Paulo, que impactará diretamente em todas as regiões da capital", completou Cataldo. Copa de 2014 – Na opinião do coordenador Regional Leste das Sedes Distritais, Marco Antonio Jorge, as quatro distritais sob sua coordenação – Mooca, Milton Mansilha/Luz/Arquivo/DC

Penha, São Miguel e Tatuapé – serão envolvidas no próximo ano, direta ou indiretamente, em discussões sobre as obras viárias e de infraestrutura referentes à Copa do Mundo de 2014. O jogo de abertura do campeonato será realizado no futuro estádio do Corinthians, em Itaquera. "Certamente a Distrital São Miguel, que abrange o bairro de Itaquera, participará de debates relacionados ao evento, que trará muitos benefícios ao comércio e ao segmento de serviços de toda a região", afirmou. Marco Antonio consiAndrei Bonamim/Luz/Arquivo/DC

Cataldo: "devemos estar atentos ao novo Plano Diretor de São Paulo, que impactará a cidade".

Marco Antonio Jorge aposta que as distritais da zona leste estarão envolvidas com a Copa

derou 2012 um ano muito produtivo para as distritais da zona leste da capital. Para ele, as entidades conseguiram interagir com as comunidades e transmitiram os ideais da defesa do empreendedorismo e da livre-iniciativa, além de trabalharem em parceria com as subprefeituras locais. Em 2013, segundo o dirigente, a Penha deve se empenhar em resolver os problemas de acesso e de intenso tráfego no bairro, cujas vias estão saturadas. O Tatuapé e a Mooca, por sua vez, deverão explorar corretamente as oportunidades Mario Miranda/Luz/Arquivo/DC

Moacir Roberto Bôscolo, destacou as atividades sociais realizadas pelas distritais

Natal na praça

A

quarta edição do Natal na Praça, em Santo Amaro, realizada dia 8, reuniu centenas de pessoas na praça Floriano Peixoto. As atividades foram organizadas pela Distrital Santo Amaro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pela subprefeitura do bairro. Quem passou pelo local teve a oportunidade de se divertir com o Papai Noel, trazido pelo Shopping Interlagos, com livros e atividades infantis da Biblioteca Municipal Belmonte e com escultura de bexigas. Também estavam disponíveis um pula-pula, avaliação nutricional e massoterapia, feitos pelo Senac, e corte de cabelo realizado pelo Instituto Embelleze. Participaram ainda das atividades os expositores da já tradicional feira de

artesanato, o Cecco Santo Amaro, Centro de Cidadania da Mulher, a Unisa, a Cruz Vermelha Brasileira e a OAB.

comerciais decorrentes da forte especulação imobiliária nos dois distritos. Renovação – O coordenador Regional Oeste das Sedes Distritais, Moacir Roberto Bôscolo, lembrou as atividades sociais realizadas pelas distritais Butantã, Lapa, Noroeste e Pinheiros. "Em 2013 teremos a nomeação de novos superintendentes em muitas distritais. Trata-se de um processo de renovação muito importante. A conquista de novos associados deve vir, entre outros pontos, por uma maior divulgação dos produtos e serviços da ACSP", afirmou Bôscolo. A opinião do dirigente é compartilhada pelo coordenador Regional Norte das Sedes Distritais, João de Fávari. "A renovação é fundamental, mas não devemos modificar de forma extrema o que vem sendo muito bem feito pelos superintendentes. Deve haver, de certa forma, um processo de continuidade". Fávari destacou a qualidade das palestras realizadas este ano pela Distrital Centro, além das reuniões, festas e homenagens promovidas pelas distritais Norte e Vila Maria. "Temos muito o que comemorar e esperamos um 2013 cheio de realizações", concluiu.

Badalada erudita

O

Divulgação

André de Almeida

Sesc Carmo, com o apoio da Distrital Centro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), promoveu programas musicais que tiveram o sino como instrumento protagonista de concertos de Natal. Denominada "Badalada Erudita", foram realizadas três apresentações no centro da cidade. A Orquestra de Sinos da Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo), composta por 61 sinos, se apresentou nos dias 14 de dezembro, na Paróquia São Francisco de Assis, e na última quinta-feira, 20, no Páteo do Colégio. Na sexta, 21, foi a vez do Coral de Sinos da IPAE, de Petrópolis, se apresentar nas escadarias da Catedral da Sé. Além de ser utilizado como elemento agregador, o sino é um instrumento musical capaz de arranjos complexos.


g

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

eral

9

Fotos: Reprodução

A verdadeira história do Papai Noel Santo caridoso de família abastada deu origem ao mito do bom velhinho. Mais turco que europeu, ele devia ter intimidade com camelos e não com renas. José Maria dos Santos

C

aso fosse coerente com suas origens, Papai Noel faria melhor em utilizar camelos na sua viagem do próximo dia 24 de dezembro. São animais mais legitimados do que as renas polares por pertencerem à fauna da Turquia, país onde viveu São Nicolau, o santo que inspirou a figura do bom velhinho. Não haveria muita diferença, uma vez que são suficientemente dóceis e robustos para dar conta da tarefa. Inclusive, emparelham com as renas na média de 1,80m de altura e uns 120 kg. Além disso, embora não sejam cervídeos, trazem aquele ar beatífico que devem ter os condutores do personagem.

Simon Maina/AFP

Porém, se as renas são seres exóticos na mediterrânea paisagem turca, a figura acolhedora do Papai Noel, que tanto nos fascina, é fiel à memória de Nicolau. O santo impulsionou a lenda de oferecer presentes quando, anonimamente, resolveu distribuir dinheiro às pessoas necessidades na cidade de Mira, no sul do país. Não se tratava apenas de dar esmola aos pobres; ele também atendia famílias metidas em dívidas que não viviam de pires na mão. Na verdade, esta iniciativa tinha caráter pastoral, pois ele era o bispo de Mira, em algum período do século III, anterior ao ano de 342, que marca sua morte. (Não há registro da data em que veio ao mundo). É justo ressaltar que as moedas de ouro – o meio circulante da

Desenho de Thomas Nast em que a figura natalina começa a ganhar formas e o imaginário das pessoas

Trenó: camelos seriam os companheiros de jornada. época – não provinham dos dízimos, tão disputados hoje em dia, até porque os cristãos daquele tempo eram, sobretudo, gente humilde, e sim dos cofres fartos da sua família, conforme adianta sua biografia. O consulado da Turquia em São Paulo informa que atualmente a antiga Mira carrega o nome de Antalya e reúne mais de 950 mil habitantes, distri-

buídos entre cristãos e muçulmanos. Sua simples existência leva-nos a entender que o local mais pertinente à casa do Papai Noel seria ali em vez da Lapônia, nos arredores da cidade de Rovaniemi, na parte da região que cabe à Finlândia, conforme está amplamente consagrado. Se fosse assim, o conhecido chalé de madeira daria lugar a uma residência pródiga em arabescos arquitetônicos e tapetes. E com certeza sua rotina ficaria mais agitada, já que a Lapônia, diferente de Antalya, é uma espécie de deserto de gelo: três a quatro habitantes por quilômetro quadrado. Felizmente havia muitos brinquedos a fabricar, senão Papai Noel e seus elfos passariam o dia caçando assuntos.

Antiga Mira, hoje Antalya, a cidade natal de São Nicolau na Turquia.

Um Noel à europeia

Q

uem teve a oportunidade de admirar o tríptico sobre a vida do evangelista Mateus, pintado por Michelangelo Merisi da Caravaggio (15711610), exposto na Igreja de San Luigi dei Francesi, em Roma, notou que o Cristo ali apresentado ostenta aparência absolutamente diferente daquela que estamos habituados a ver. Sua barba é negra, espessa e espetada, própria de um homem semita. Porém outros pintores europeus, movidos pela sua visão de mundo, deram-lhe a imagem clara e alourada que conhecemos. Processo semelhante se deu com Papai Noel. Suas raízes pediriam uma figura mais próxima do Oriente Médio, na qual seriam permitidos os anglo-saxônicos olhos azuis, por serem uma

particularidade do povo turco. Durante muitos séculos Santa Claus (São Nicolau) povoou a fantasia das crianças, sem, no entanto, ganhar um traço definido. Este personagem sem rosto perdurou até o Natal de l823. Nesse ano um professor norte-americano chamado Clement Clarke Moore (17791863, acima), que dava aula de literatura grega em Nova York, publicou no jornal Troy Sentinel um poema intitulado A noite antes do Natal, no qual relata a visita de São Nicolau para seus seis filhos. Foi o ponto de partida. Curiosamente, ele descreve um Papai Noel miniaturizado. O luar dava um brilho de meio-dia à neve recente / quando apareceu diante de meus olhos ávidos / um trenó em miniatura e oito renas pequeninas / com um velhote condutor tão vivo e ágil / que eu soube imediatamente ser São Nicolau. A poesia trazia outras ideias que iriam construir a mitologia do velhinho presenteador. Os nomes que iriam imortalizar as renas estavam escritos ali:

Rodolfo, Corredora, Dançarina, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão, Relâmpago e Empinadora. Esta última sugere que deveria ser a responsável pela decolagem do trenó. Faria o papel do manche que, ao ser puxado para trás, levanta o bico do avião, fazendo-o ganhar os ares após atingir a velocidade necessária à manobra. Rodolfo, que também ia na dianteira, tinha o focinho luminosamente vermelho a título de luzguia para orientar Papai Noel entre as brumas mais intensas das nevascas. Dentro dessa linha de raciocínio, Corredora, Cometa e Relâmpago deviam cuidar de controlar a velocidade vertiginosa para se cobrir todo o planeta em uma só noite. Não é difícil de imaginar que caberia à Dançarina organizar a bela cenografia do voo e que a rena Cupido aspergia nos gestos e atitudes a indispensável carga de amor, algo semelhante ao pó de pirlimpimpim. Faltaria apenas encontrar atribuições para Raposa e Trovão. Talvez fizessem

Reprodução

O pai do velhinho bonachão

O O alemão Thomas Nast (acima) valeu-se da descrição feita em poema de Clement Moore para dar forma ao seu Papai Noel (direita). Depois disso, a imagem ganhou o mundo e foi se distanciando cada vez mais da provável forma real do santo, visto em mosaico no detalhe acima.

poema do professor Clement Moore teve enorme repercussão nos Estados Unidos e turbinou a lenda. A secular narrativa oral ganhava forma concreta. Mas parece que Moore substituiu a clássica imagem austera de São Nicolau estampada nos ícones da Igreja Ortodoxa, ao descrever o personagem que assaltava sua imaginação. Na sua longa poesia – cerca de 60 versos – a meio percurso ele fala da barba branca, das bochechas rosadas, do nariz semelhante à uma cereja e a barriga avantajada que "balançava como uma tigela de geleia quando ele ria". Apesar de não haver esclarecimentos a respeito, é de supor que, desse momento em diante, tal

modelo passou a prevalecer. E então, em l866, entra em cena o talento do cartunista Thomas Nast (1840-1902), um alemão que havia se transplantado para os Estados Unidos. Naquele ano o semanário Harper's Weekly encartou na sua edição natalina um livro ilustrado que tinha por título São Nicolau e seus Trabalhos. Na sua capa emergia pela primeira vez o desenho do Papai Noel, tal como o conhecemos. Nast submeteu seu traço refinado à descrição de Moore, mas deu dimensões normais ao Papai Noel, desprezando o gosto do poeta por figuras liliputianas. Criou o seu fofo uniforme invernal, que, em principio foi verde, inspirado nos trajes convencionais de

lenhadores. Depois introduziu tons castanhos e fixou-se no vermelho encarnado com os detalhes de alvura da neve. Na sua criação original havia uma coroa de azevinho (ilex aquifolium), aquele arbusto de folhas verde-escuras e frutinhas vermelhas, encontrado em toda a Europa, resistente aos rigores do inverno e obrigatório nas ilustrações dos cartões de Natal. Esta é a verdadeira história de Papai Noel. Caso haja alguma dúvida, crítica, sugestão ou elogios escrevam para: Santa Claus FIN – 96930 Arctic Circle Rovaniemi – Finlândia www.santaclausoffice.fi Deve haver um SAC por lá.

tilintar os sininhos. Enfim, se vocês tiverem uma idéia melhor... Chaminé – No seu poema, Moore também se refere à fuligem da chaminé nas roupas do visitante. A estranha maneira de o Papai Noel entrar nas casas está associada ao hábito europeu de limpar suas lareiras e fogões no fim do ano. O objetivo da faxina era, simbolicamente,atrair boa sorte aos novos tempos que começavam. Liga-se, igualmente, aos iglus dos esquimós, cuja entrada se dá pelo teto. Tais práticas, típicas das áreas frias do Hemisfério Norte, indicam que, por essa época, a lenda do Papai Noel já fora arrebatada da Turquia. Nós recebemos o velhinho com atraso. Ele somente baixou por aqui nas primeiras décadas do século XX.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

A última capa da Newsweek

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

www.dcomercio.com.br

A revista semanal de notícias norte-americana Newsweek divulgou ontem em seu perfil no Twitter a capa de sua última edição em papel, que será publicada em 31 de dezembro. A partir de 2013, a publicação se tornará totalmente digital. A revista foi criada há 80 anos e enfrenta queda na circulação..

Embalado em bolhas Uma roupa para enlouquecer quem adora estourar plásticobolha. As bolinhas estouram ao andar, sentar etc. Só U$ 14,99.

www.newsweek.com Nasa

O lado sombrio de Saturno

http://bit.ly/TfzGiY

Imagem de Saturno registrada pela sonda Cassini, da Nasa e ESA, mostra o lado sombrio do planeta e duas de suas luas, Encélado e Tétis (pequenos pontos do lado inferior esquerdo). Para ver melhor os detalhes, visite a página do projeto Cassini.

Invasão origami Personagens de games e desenhos, como Pikachu, em origami. Criação da Lilly's Factory.

Traje especial é lançamento do site Think Geek.

http://1.usa.gov/bHIPVA

http://bit.ly/TP2IEG

L ITERATURA J APÃO

Lêdo Ivo morre aos 88 anos

Reuters

O

Parabéns, imperador! O imperador do Japão, Akihito, comemorou ontem seu 79º aniversário. "Eu gostaria manter o status quo por enquanto", disse ele a respeito da possibilidade de reduzir sua agenda por motivos de idade e saúde. Ele lembrou seu pai, o imperador Hirohito, que participou dos compromissos oficiais até mais de 80 anos. C ASA

escritor alagoano Lêdo Ivo passava as festas de Natal em Sevilha, na Espanha, quando se sentiu mal durante o jantar de sábado (22). Levado para o hotel onde estava hospedado, ele recebeu os primeiros socorros, mas morreu nos braços do filho, o pintor Gonçalo Ivo, de infarto, antes de ser encaminhado ao hospital da cidade. Poeta, ensaísta, ficcionista, membro da Academia Brasileira de Letras (ocupava a cadeira de número 10), Lêdo Ivo estava com 88 anos. A presidente da ABL, Ana Maria Machado, disse hoje (23) ao Estado que a instituição vai financiar a cremação do corpo, ainda na Europa. E as cinzas, quando chegarem ao Brasil, deverão ser depositadas no mausoléu da academia. A morte de Ivo surpreendeu Ana Maria. "Era um cultivador da vida, homem muito dinâmico, que gostava de contar histórias em alta voz, estimulando o bom relacionamento", contou ela, que decretou luto de três dias e marcou sessão reservada de homenagem ao

Fernando Rabelo/Folhapress

Escritor alagoano estava na Europa e faleceu nos braços do filho escritor no dia 10 de janeiro. "Também revelava um incrível dinamismo, viajando constantemente (também para fora do País, quando era financiado pelo filho) para as feiras literárias que o convidavam." Ainda segundo Ana Maria, Lêdo Ivo lutava contra um câncer de próstata, assunto que

preferia manter em sigilo. "Lêdo comentava, e mesmo assim de forma discreta, com apenas alguns colegas da academia", disse ela. "Lêdo era um membro muito assíduo, grande contador de casos. Tinha uma vitalidade espantosa, gostava de comer bem." Nascido em 1926, em Ma-

ceió, Alagoas, Lêdo Ivo estreou na literatura em 1944 com o livro de poesia As Imaginações. No ano seguinte, veio o primeiro prêmio da carreira, Olavo Bilac, oferecido pela ABL para o livro Ode e Elegia. Logo se tornou membro da chamada Geração de 45, que se insurgiu contra as propostas anarquistas do primeiro Modernismo. "Ele defendia, de fato, a exatidão métrica dos poemas, ao contrário do que pregavam os modernistas", comenta Ana Maria Machado. "Era um artesão da poesia." Publicou, em 2004, o longo poema Réquiem, inspirado pela dor provocada pela perda da mulher, Maria Lêda. No livro, os versos são intercalados com pinturas do filho, Gonçalo Ivo, que também é autor da capa. Lêdo Ivo também foi romancista (Ninho de Cobras, de 1973, foi traduzido para diversos idiomas) e memorialista em O Vento do Mar, de 2010, ele misturou gêneros para traçar um perfil de si mesmo e de alguns célebres escritorescontemporâneos, como Graciliano Ramos. (AE)

Luong Thai Linh/EFE

Roupa limpa Nunca mais perca a escova de roupas. Basta encaixá-la neste cabide feito especialmente para a função e mantê-la no guarda-roupa, pendurada. http://bit.ly/WDZDvJ

P ATRIMÔNIO

Prejuízos com o fim do mundo

B RINQUEDOS

Tetris sem computador Tetris é mesmo um jogo viciante e um dos mais populares da era digital. Mas agora, você pode descobrir um novo jeito de jogá-lo. O Tetris Link tem blocos, uma torre e um dado que indica qual é a próxima peça que você terá de usar para fechar a linha. http://amzn.to/UUYpah

E M

ALEGRIA - Cerca de 200 praticantes da ioga do riso (ou laughter yoga) se reuniram ontem em Hanoi, no Vietnã. Usando fantasias de Papai Noel, eles comemorarão o Natal e a chegada de 2013 rindo. A ioga do riso é um exercício que chegou recentemente ao Vietnã. C A R T A Z

Exposição traz obras do artista plástico Rommulo Vieira Conceição na Funarte São Paulo. Campos Elíseos. Alameda Nothmann, 1058, tel.: 3662-5177. Grátis.

VISUAIS

comemorações do que foi interpretado erroneamente como o "fim do mundo". Segundo Oswaldo Gómez, assessor técnico do Parque Tikal, os danos são irreparáveis. Tikal, um ícone da cultura maia e declarado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco em 1979, foi o principal cenário da comemoração na Guatemala. O Templo II é o edifício mais famoso do parque arqueológico.

L

O mundo não acabou, mas para o Parque Arqueológico Tikal, ao norte da Guatemala, o dia 21 de dezembro de 2012 ficará na história como um acontecimento ruim. Os visitantes do parque danificaram o emblemático Templo II do parque durante a comemoração do início de uma nova era de 5.200 anos, segundo o calendário maia. O parque arqueológico recebeu cerca de sete mil turistas por causa das


e CAIXA 1 conomia

O seu consultor financeiro

11

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

Educação é DESTAQUE NA BOLSA Antonio Milena/Estadão Conteúdo – 13/1/09

Ações das três principais empresas do setor na bolsa brasileira – Kroton, Anhanguera e Estácio – subiram muito mais que o Ibovespa neste ano. O potencial para altas permanece, mas há riscos que merecem atenção.

REJANE AGUIAR

N

o fim do ano passad o , d o s 2 3 , 2 m ilhões de brasileiros com idades entre 18 e 24 anos, apenas 3,2 milhões estavam no ensino superior – o equivalente a 13,8%, percentual bem inferior ao registrado em países como Argentina (35%), Estados Unidos (60%) e Coreia do Sul (85%). Na faixa etária de 25 a 39 anos, existiam 20 milhões de pessoas com ensino médio completo (aptos, portanto, a frequentar uma faculdade) fora das turmas de graduação. Os números, compilados pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comprovam o alto potencial de crescimento das faculdades privadas no País, principalmente considerando as dificuldades de ampliação da rede pública. E é esse extenso campo que tem atraído a atenção dos investidores e garantido o bom desempenho das empresas do setor na bolsa. Para especialistas, a tendência continua positiva em médio prazo, mas apostar nesse segmento exige atenção a alguns riscos. Presentes na bolsa desde 2007, as três maiores entre as cinco universidades listadas – Anhanguera, Kroton Educacional e Estácio Participações – veem seus papéis valorizarem-se neste ano: para as ações ordinárias, as altas de janeiro até 20 de dezembro foram próximas de 74% para Anhanguera, de 150% para

441 mil alunos estão hoje matriculados nos cursos de graduação do grupo Anhanguera. Cerca de 60 mil têm contratos do Fies. Kroton e de 130% para a Estácio. O Ibovespa, índice de referência, subiu só 8% (a comparação é válida apesar de os papéis não estarem no índice). Em valor de mercado (preço das ações multiplicado pela quantidade de papéis em circulação), a Kroton foi o destaque do ano, avançando perto de 230% até o início de dezembro, segundo a empresa de informações financeiras Economatica. As três estão no Novo Mercado, em que só são negociadas ações ON, com direito a voto. Esse segmento de negociação é o que têm as mais rígidas regras de relacionamento com os acionistas, o que é uma vantagem.

Números positivos Em termos financeiros, as três empresas igualmente apresentam bons resultados. De janeiro a setembro, os três grupos tiveram alta de lucro e de receitas com mensalidades. A Anhanguera lucrou R$ 134,5 milhões (alta de 86,77% sobre igual intervalo de 2011), com receita de

R$ 1,244 bilhão (avanço de 41,02%). No grupo Kroton, o desempenho também foi positivo, com lucro de R$ 178,1 milhões (mais 298,9%) e receita de R$ 1,04 bilhão (aumento de 93,7%). A Estácio fechou os nove primeiros meses do ano com ganho de R$ 94,78 milhões (alta de 39,4%) e receita de R$ 1,021 bilhão (expansão de 19,6%). O ano de 2012, de provável baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), foi de aumento constante da base de alunos dos grupos de ensino superior, que se expandem aproveitando a possibilidade que integrantes da classe C hoje têm para ingressar no ensino superior. A Anhanguera, no fim do terceiro trimestre, contabilizava 441,1 mil matriculados no fim de setembro. Kroton e Estácio fecharam o período com mais alunos: 411 mil, com alta de 20%, e 284,4 mil, com avanço de 14,8%, respectivamente. A observação de todos esses números poderia levar os investidores a decidir apressadamente pela compra dos papéis das empresas. Afinal, elas têm vários atrativos: bom potencial de crescimento, ritmo de avanço muito mais acelerado que o do PIB e resultados financeiros favoráveis, que sugerem gestão adequada das redes. Os riscos do investimento, no entanto, não devem ser ignorados. O principal deles é a relativamente elevada participação de programas oficiais de incentivo à formação universitária na receita das universidades. Trata-se das bolsas de

estudo concedidas pelo sistema ProUni e dos créditos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) – este, mais recente, especialmente importante para a expansão das universidades particulares nos últimos anos. De fato, os balanços do terceiro trimestre de 2012 mostram o peso do Fies no faturamento. A dependência maior está na Kroton Educacional: 43,2% da base de alunos do ensino presencial estudam com os recursos do Fies. Na Anhanguera e na Estácio, o percentual é próximo a 14% da base de alunos. O Fies é considerado um programa já consolidado, mas por ter origem governamental tende a aumentar os riscos. Não que existam sinais de mudanças de regras, mas como o governo tem aumentado o grau de interferência na economia (exemplos claros são a poster-

1,04 bilhão de reais foi a receita obtida pelo grupo Kroton nos nove primeiros meses deste ano, um alta de 93,7% sobre o ano passado.

gação do necessário reajuste dos preços dos combustíveis, que afeta as receitas da Petrobras, e a renovação antecipada das concessões de energia elétrica), recomenda-se cautela na compra das ações.

Limite de crescimento Na avaliação do economista da corretora Souza Barros Clodoir Vieira, parte do risco do setor de educação está relacionado a aspectos de longo prazo. "É fato que nos últimos anos a demanda por cursos universitários aumentou muito, mas esse movimento deve ter um limite", afirma, destacando que a expansão tende a se manter até 2014 ou 2015. "A partir de então, o mercado deve se estabilizar, ainda mais considerando o envelhecimento da população e a consequente diminuição do número de universitários", completa. Vieira enxerga boas oportunidades de investimento no setor por pelo menos dois anos, mas observa que valorizações tão expressivas quanto as registradas em 2012 dificilmente se repetirão. A disputa entre as empresas pelos alunos, embora continue merecendo atenção do investidor (pode reduzir as receitas), hoje está menos acirrada. De qualquer forma, é um risco que deve ser ponderado,

94,7 milhões de reais foi o lucro líquido do grupo Estácio no período de janeiro a setembro deste ano, um avanço de 39,9%. assim como os níveis de inadimplência. No setor educacional, a inadimplência é um tema particularmente relevante, porque a legislação tira das empresas tradicionais instrumentos de cobrança. Elas não podem punir o aluno devedor com proibição de provas ou retenção de documentos. No setor, segundo o Semesp, a inadimplência medida por atrasos superiores a 90 dias está em 8,46%, acima da taxa nacional (7,5%). ERRATA – Diferentemente do que foi publicado na reportagem "Alerta para quem descuida da bolsa e da carteira", da página Caixa 1 de 17/12/12, a economista e especialista em psicologia econômica pela PUC-SP Adriana Spaca Olivares Rodopoulos, coordena o Projeto Escolhas e Educação da Clínica de Psicologia Altavista e integra o Grupo de Estudos sobre tema supervisionado pela Dra. Vera R. de Mello Ferreira. Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo – 2/4/11

APRENDIZADO CONSTANTE Em 1930, o conhecimento humano dobrava em um período de 30 anos. Em 1970, esse intervalo caiu para apenas sete anos. Em 2010, esse conhecimento dobrava a cada impressionantes 11 horas; hoje, já devem ser três horas. Os números, de pesquisadores da Universidade da Califórnia Berkeley, sugerem a necessidade cada vez maior de as pessoas se aprimorarem, diz o presidente da Associação Brasileira de Ensino

a Distância (Abed), Frederic Litto. Nesse contexto, cabe às instituições de ensino superior investir na criação de modelos adequados a essa demanda potencial. "As escolas de ensino superior têm hoje uma grande oportunidade para oferecer conhecimento a pessoas já formadas e até pós-graduadas que estão há tempos no mercado de trabalho", afirmou Litto para uma plateia de analistas de mercado em

um seminário sobre as perspectivas para o setor de educação promovido pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) e pela BM&FBovespa. "Afinal, entre as pessoas já graduadas ninguém pode ficar mais que 12 meses sem um curso de atualização." Considerando que o mercado potencial para esse tipo de ensino está concentrado em profissionais já atuantes,

a saída pode estar, de acordo com Litto, no ensino a distância, também conhecido como não presencial. O conceito fundamental prevê que as atividades de ensino e apren-

dizagem sejam desenvolvidas majoritariamente (ou exclusivamente) sem que alunos e professores estejam no mesmo lugar e na mesma hora. Ele envolve aulas pela in-

ternet ou por videoconferência e envio de material didático pelo correio. No Brasil, diz Litto, o potencial é crescente – pode ser uma fonte a mais de receitas das escolas.


12 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

e

13 É preciso que o empreendedor tenha perfil para lidar com as limitações. Marcelo Sinelli, do Sebrae-SP

conomia

A I U Q FRAN

BOM INVESTIMENTO, MAS QUE EXIGE CUIDADOS.

O franchising é uma das alavancas do sucesso nos negócios. Basta ver as milhares de marcas e as dezenas de milhares de unidades de franquia que vicejam no mercado. No Brasil, historicamente, o franchising acabou-se revelando, além de tudo, uma maneira de tirar a pequena e a micro empresa do gueto, propiciar-lhe produtos e serviços de boa qualidade, dar-lhe charme e glamour, abrir horizontes que, fora da Rejane Tamoto

O que colocar na balança antes de entrar numa franquia:

A

brir uma franquia equivale a comprar um modelo de negócios pronto e já começar uma empresa com "meio caminho percorrido". Mas isso não significa que o empreendedor não terá trabalho para fazer a melhor escolha, já que esse tipo de investimento exige que se pense, em primeiro lugar, no próprio perfil e, em segundo, que sejam feitos muitos estudos sobre o negócio. Segundo especialistas, nem sempre o investimento em uma franquia pode ser a melhor escolha para um empreendedor de perfil centralizador que, por consequência, não quer prestar contas ao franqueador. Em segundo lugar, é necessário fazer muita pesquisa antes de comprar uma franquia – o que começa por uma análise do mercado e do setor de atuação, uma saída a campo para conversar com franqueados e ex-franqueados e um estudo minucioso da Circular de Oferta de Franquias (COF) (leia mais no quadro). O consultor de marketing do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SebraeSP) Marcelo Sinelli diz que, ao comO melhor negócio prar uma surge quando há franquia, o em pr een deum amplo dor não é tolevantamento de talmente doinformações dos no do negócio dois lados. e terá de seg u i r o s p aCLAUDIA BITTENCOURT, drões daqueESPECIALISTA EM FRANQUIAS le modelo. "É preciso que ele tenha perfil para lidar com as limitações", afirma. Como cada franquia tem regras próprias, é preciso ler com muita atenção a COF, que deve descrever em detalhes obrigações, direitos e deveres de franqueador e franqueado. "Veja se o seu perfil condiz, porque há coisas que o franqueador não deixa fazer e outras que ele obriga. Pense que é um investimento que pode ser alto e você não será 100% dono do negócio", diz Sinelli. A COF é um documento que, conforme a Lei 8.955/94, deve conter todas as informações comerciais, financeiras e jurídicas para o investidor, que deve assiná-lo dez dias antes da oficialização do pré-contrato de franquia. Sinelli afirma que uma recomendação a quem está querendo adquirir uma franquia é procurar aquelas com mais tempo de atuação no mercado, em média com mais de três ou quatro anos de operação. "Com esse tempo, é possível analisar todo o ciclo de vida da

clandestinidade, só a luz do sol proporciona. No entanto, não é uma atividade que já vem com sucesso instantâneo ou garantido. É um investimento que exige perfil de gestor, conhecimento da operação, capacidade de negociação – já que o dono não é um só. Enfim, dadas as complexidades – que podem fazer emergir até conflitos de interesse entre franqueador e franqueado – exige atenção redobrada.

1 Pense se você tem perfil para ser um franqueado e se está disposto a investir e não ter autonomia plena no negócio. 2 Procure fazer um "test drive" em uma unidade da franquia por uma semana ou um mês para acompanhar a rotina e descobrir se está disposto a incorporá la à sua. 3 Colete o máximo de informações sobre o setor no qual você está interessado. Faça uma pesquisa de mercado sobre o produto ou serviço que pretende representar. O fato de ser uma franquia não é garantia de que o negócio dará 100% certo e muito vai depender da dedicação do empreendedor. 4 Antes de fechar um negócio, consulte muitos franqueados que já estejam no negócio há quatro ou cinco anos. Pergunte a eles se o franqueador cumpriu todos os requisitos da Circular de Oferta de Franquia (COF). 5 Converse com ex franqueados e tente descobrir se eles saíram por motivos particulares ou por alguma falha no modelo de negócios da franquia. 6 Identifique se o franqueador foi ético com os seus franqueados antes de fechar o negócio com ele. 7 Analise na COF quais os procedimentos que você deve adotar caso queira vender ou transferir a franquia. 8 Na COF avalie os balanços patrimoniais da franquia nos últimos dois ou três anos para conhecer bem as finanças da empresa. O histórico fornece uma ideia, mas não garante o que vai acontecer no futuro. 9 No documento, veja se o franqueador está sendo claro em relação ao suporte que vai prestar ao investidor. Procure detalhes sobre se haverá ajuda para escolher o ponto, treinamento de funcionários, padrões a serem seguidos, marketing e exclusividade geográfica. 10 Preste atenção ao tempo de operação da franquia. Quanto mais jovem, maior é o risco, já que há poucos dados de histórico para saber se o modelo de negócios foi testado e aprovado pelo mercado. 11 Fique atento a todas as taxas cobradas, capital de giro e seus prazos. Se for o caso, procure comparar o investimento na franquia e em relação a um negócio independente. Faça o mesmo em relação às vantagens de ambas as opções. Uma franquia já vem com uma marca e um modelo de negócios. Compare a velocidade de retorno entre as opções e o ponto de equilíbrio do fluxo de caixa. 12 Mesmo que adquira uma franquia terá de ter um planejamento financeiro e um plano de negócios. Fonte: Marcelo Sinelli, consultor de marketing do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) e Luiz Ricardo Grecco, analista da Unidade de Inteligência de Mercado do Sebrae-SP.

empresa, ver os balanços patrimoniais de exercícios anteriores e verificar se a fórmula é de sucesso. Uma franquia jovem, com menos de um ano, ainda não é um modelo de negócios testado e aprovado pelo mercado", observa o consultor. Outra recomendação importante é pesquisar no site da Associação Brasileira de Franchising (ABF), que auxilia as duas pontas, o franqueador e o franqueado, a esclarecer eventuais dúvidas. Recurso – De acordo com o diretor-executivo da ABF, Ricardo Camargo, tudo o que está na COF deve ser cumprido. Um exemplo é o franqueador se comprometer a dar suporte na escolha do ponto comercial e em treinamentos e não fazêlo. Ou não ser transparente

em relação ao modelo de negócios da franquia. Em caso de descumprimento dos compromissos da COF, o franqueador pode ter quebrado um princípio ético e ser notificado pela ABF. "Se a empresa for associada à nossa entidade, o franqueado pode procurar o departamento jurídico da ABF. Nós temos uma comissão de ética que analisa estes casos e, dependendo da gravidade, nós podemos entrar com representação, notificação e eventualmente entrar na Justiça", diz Camargo. Hoje, a entidade reúne 1.064 associados, entre franqueadores e franqueados. A leitura da COF é muito importante. Se o documento não estiver detalhado e claro em relação aos direitos e deveres

do franqueador, é um sinal de alerta, na opinião da diretorageral do Grupo Bittencourt, Claudia Bittencourt, empresa que presta assessoria a investidores interessados em adquirir franquias, a partir de seu perfil pessoal. "A lei não obriga o franqueador a dar treinamento, e sim a colocar na COF o que exatamente ela vai oferecer de suporte. Se o investidor assinar um documento superficial, não pode questionar depois. Por isso, ele precisa estudar. Na maioria das vezes, o investidor tem falta de disposição para ir a fundo nessas pesquisas, analisar planilhas, ver em quanto tempo o retorno do investimento virá e quando ocorrerá o ponto de equilíbrio ou caixa positivo", afirma a especialista.

Claudia explica que o franqueado deve se precaver porque o contrato de franquia dura cinco anos e geralmente é mais difícil sair. Outro ponto a ser observado pelo empreendedor é se o franqueador seleciona seus candidatos a franqueados, ao fazer uma avaliação financeira e também verificar se ele tem o perfil para o tipo de operação. "O melhor negócio surge quando há um amplo levantamento de informações dos dois lados", conclui a diretora.

S ERVIÇO Onde buscar orientação www.portaldofranchising.com.br Em casos de quebra de ética E-mail: juridico@abf.com.br Telefone: 3020-8800

Empresário se arrepende

H

á seis meses operando uma franquia de serviços, um empresário que não quis se identificar (o contrato com o franqueador não permite que ele dê entrevistas) diz que deveria ter optado por um negócio independente. O relato do empreendedor: "Eu tinha conhecimento sobre a área de atuação, fiz pesquisas e

conversei com franqueados. Na época, eles fizeram uma avaliação positiva, mas hoje a maioria já saiu do negócio. Entrei na franquia porque o investimento inicial era baixo e não havia tantas exigências, como ponto comercial e especificações que geralmente esse tipo de negócio exige. O problema, depois, é que faltou suporte e treinamento. Venderam

uma Ferrari e me entregaram um Fusca. Disseram que eu precisaria investir R$ 80 mil e já gastei R$ 150 mil, dinheiro que pedi emprestado. Pensei em processar, mas acho que não vale a pena, pelo custo e pela demora. Então, decidi ficar e dar mais um tempo para ver se as coisas melhoram porque acredito no meu trabalho e no

potencial da minha equipe. Vejo franqueados questionarem, mas parece que a franqueadora não se importa em corrigir os erros, porque recebe royalties fixos. Hoje, a minha sensação é a de que quanto mais o franqueado paga por uma franquia, lá no começo, maiores são as chances de ele ter suporte e profissionalismo depois."


DIà RIO DO COMÉRCIO

14 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

sĂĄbado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

O município de São Paulo gasta perto de R$ 1,5 bilhão por ano para garantir a correta destinação do lixo

conomia

Um sistema inovador de reciclagem Lixeiras padrão europeu são mais higiênicas, facilitam a manutenção e transporte do lixo, e tambÊm reduzem custos com mão de obra. Divulgação

Marleine Cohen

U

m relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) confirma: entre 2010 e 2011, a cidade gerou 1,5 kg de lixo a mais por mês e por habitante – quantidade que certamente aumentou em 2012. Isso equivale a duas garrafas grandes de vidro, cinco caixas Longa Vida, cinco garrafas PET, uma embalagem de shampoo e uma de amaciante na lixeira, a mais, mensalmente. Em todo o Estado de São Paulo, o aumento da geração de lixo cresceu quatro vezes mais que a população, sendo que 24% dos dejetos descartados no estado paulista acabam em lugar inapropriado. Na Capital, o lixo domiciliar tem destino adequado, mas o desafio da cidade Ê aumentar a taxa de reciclagem diåria, de pouco mais de 1% do lixo produzido, estagnada hå cinco anos. Segundo dados da Prefeitura de São Paulo, apenas 214 toneladas das 18,3 mil toneladas de resíduos sólidos coletados diariamente são recicladas (1,18% do total). Esta quantidade de lixo que vai para os aterros sanitårios só não Ê maior por conta de mais de 30 cooperativas de reciclagem não conveniadas à Prefeitura, que fazem o trabalho de coleta e separação por conta própria. Elas reciclam, segundo o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Reciclåveis (MNCR), quatro vezes mais do que Ê contabilizado – perto de 30 toneladas

O estabelecimento de centrais em pontos estratĂŠgicos seria a forma mais eficaz de ampliar o percentual de reciclagem

Com esse sistema, se reduz o número de acidentes, os engarrafamentos e a poluição, e os custos diminuem. SABETAI CALDERONI, CONSULTOR

por dia – , uma vez que menos de 10% dos catadores do município, ou 1,2 mil de um total de 15 mil trabalhadores, que atuam nos centros de triagem da Prefeitura.

'&+6#. FG 24#c# Ă&#x2018;0+%# UQDTG $'/ +/Ă&#x17D;8'. G RCTC KPVKOCnlQ FQ GZGEWVCFQ %.Ă&#x2C6;7&+1 /#:+/+.+#01 <'4-195-+

%2( DGO EQOQ UWC OWNJGT /#4+# 4')+0# /106'..1 <'4-195-+ GZRGFKFQ PQU CWVQU FC CnlQ FG ':'%7cÂŹ1 *+216'%Ă&#x2021;4+# .GK OQXKFC RGNQ $#0%1 #$0 #/41 4'#. 5 # %02, 2TQE PÂ? PÂ? FG 1TFGO 1 &T 6KCIQ &WECVVK .KPQ /CEJCFQ ,Ws\C FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN FC %CRKVCN 52 PC HQTOC FC NGK GVE (#< 5#$'4 SWG EQO HWNETQ PC .GK G TGIWNCOGPVCFQ RGNQ 2TQXKOGPVQ %5/ PÂ? FQ 6, 52 CVTCXoU FG <7-'4/#0 .'+.­'5 YYY \WMGTOCP EQO DT RQTVCN FG NGKN|GU QP NKPG NGXCTh C R}DNKEQ RTGIlQ FG XGPFC G CTTGOCVCnlQ GO 2TCnC Ă&#x2018;PKEC EQO KPsEKQ PQ FKC FG ,CPGKTQ FG iU JQTCU G VoTOKPQ PQ FKC FG ,CPGKTQ FG iU JQTCU UGPFQ GPVTGIWG RQT RTGnQ PlQ KPHGTKQT CQ %ToFKVQ *KRQVGEhTKQ FG 4 Q SWCN FGXGTh UGT CVWCNK\CFQ CVo C FCVC FC 2TCnC Q KOxXGN CDCKZQ FGUETKVQ EQPHQTOG EQPFKn|GU FG XGPFC EQPUVCPVGU FQ RTGUGPVG GFKVCN +/Ă?8'. #RCTVCOGPVQ PÂ? PQ Â? CPFCT FQ 'FKHsEKQ 'ZRGTV *QOG 5GTXKEG UKVWCFQ i 4WC 2GFTQUQ #NXCTGPIC PÂ? Â? 5WDFKUVTKVQ ° ,CTFKO 2CWNKUVC RQUUWKPFQ C hTGC RTKXCVKXC FG OĂŻ hTGC EQOWO FG OĂŻ UWDVQVCN FG OĂŻ hTGC FG ICTCIGO FG OĂŻ WOC XCIC KPFKXKFWCN G FG WUQ KPFGVGTOKPCFQ EQO WUQ FG OCPQDTKUVC PC ICTCIGO NQECNK\CFC PQ Â? Â? G Â? UWDUQNQU G VoTTGQ hTGC VQVCN EQO ICTCIGO FG OĂŻ G C HTCnlQ KFGCN FG VGTTGPQ FG /CVTsEWNC FQ Â&#x153; %4+ FC %CRKVCN %QPVTKDWKPVG G OCKQT hTGC #8#.+#c­1 4 SWG FGXGTh UGT CVWCNK\CFC CVo C FCVC RTCnC Ă?075 %QPUVC FC TGHGTKFC OCVTsEWNC EQPHQTOG 4 *+216'%# GO HCXQT FQ QTC GZGSWGPVG G EQPHQTOG #X 2'0*14# PQU CWVQU FC CnlQ FG 'ZGEWnlQ RQT 6sVWNQ 'ZVTCLWFKEKCN RTQEGUUQ RGTCPVG C Â&#x153; 8CTC (GFGTCN ° 5GnlQ ,WFKEKhTKC FQ 4KQ FG ,CPGKTQ GO HCXQT FG %'( %CKZC 'EQPzOKEC (GFGTCN %10&+cÂŽ'5 &' 8'0&# &KURQPsXGKU PQ UKVG YYY \WMGTOCP EQO DT .'+.1'+41 1 NGKNlQ UGTh TGCNK\CFQ RGNQU NGKNQGKTQU /CWTQ <WMGTOCP ,7%'52 PÂ? &QTC 2NCV ,7%'52 PÂ? G ,JQPPK $CNDKPQ FC 5KNXC ,7%'52 PÂ? CEQORCPJCFQU RGNQ IGUVQT G NGKNQGKTQ (hDKQ <WMGTOCP ,7%'52 PÂ? 2#)#/'061 G 4'%+$1 &' #44'/#6#c­1 1 RTGnQ FQ DGO CTTGOCVCFQ FGXGTh UGT FGRQUKVCFQ CVTCXoU FG IWKC FG FGRxUKVQ LWFKEKCN FQ $CPEQ FQ $TCUKN 5 # QDVKFC GO UWCU CIqPEKCU QW CVTCXoU FQ UKVG YYY DD EQO DT PQ RTC\Q FG JQTCU FC TGCNK\CnlQ FQ NGKNlQ DGO EQOQ FGXGTh UGT FGRQUKVCFC C EQOKUUlQ FQ .GKNQGKTQ CVTCXoU FG RCICOGPVQ GO FKPJGKTQ PC TGFG DCPEhTKC &1% QW 6'& 6TCPUHGTqPEKC 'NGVTzPKEC &KURQPsXGN PQ RTC\Q FG CVo WO FKC }VKN C EQPVCT FQ GPEGTTCOGPVQ FQ NGKNlQ PC EQPVC FQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN (CDKQ <WMGTOCP ° %2( $CPEQ +VC} #IqPEKC % % 'O CVo JQTCU CRxU Q GPEGTTCOGPVQ FQ .GKNlQ ECFC CTTGOCVCPVG TGEGDGTh WO G OCKN EQO KPUVTWn|GU RCTC FGRxUKVQ TGEQOGPFCOQU GURGTCT Q TGEGDKOGPVQ FGUVG G OCKN CPVGU FG GHGVWCT Q FGRxUKVQ &GEQTTKFQU Q RTC\Q UGO SWG CTTGOCVCPVG VGPJC TGCNK\CFQ Q FGRxUKVQ VCN KPHQTOCnlQ UGTh GPECOKPJCFC CQ // ,Ws\Q EQORGVGPVG RCTC C CRNKECnlQ FCU OGFKFCU NGICKU ECDsXGKU # EQOKUUlQ FGXKFC CQ IGUVQT UGTh FG UQDTG Q XCNQT FC CTTGOCVCnlQ PlQ UG KPENWKPFQ PQ XCNQT FQ NCPnQ # CTTGOCVCnlQ UGTh HGKVC OGFKCPVG RCICOGPVQ KOGFKCVQ FQ RTGnQ RGNQ CTTGOCVCPVG EQPHQTOG EQPFKn|GU FG RCICOGPVQ CEKOC KPFKECFCU #NVGTPCVKXCOGPVG UGTh CKPFC CFOKVKFQ RCICOGPVQ PQ RTC\Q FG FKCU OGFKCPVG ECWnlQ FG UQDTG Q XCNQT FG CTTGOCVCnlQ CTV FQ %2% 4'/+c­1 &# ':'%7c­1 5G QU GZGEWVCFQU CRxU C RWDNKECnlQ FQ GFKVCN GO GRsITCHG RCICTGO C FsXKFC CPVGU FG CFLWFKECFQ QW CNKGPCFQ Q DGO PC HQTOC FQ CTVKIQ FQ %xFKIQ FG 2TQEGUUQ %KXKN E E #TV Â? FC .GK FGXGTlQ CRTGUGPVCT CVo C FCVC G JQTC FGUKIPCFCU RCTC Q NGKNlQ C IWKC EQORTQDCVxTKC FQ TGHGTKFQ RCICOGPVQ CEQORCPJCFC FG RGVKnlQ HC\GPFQ OGPnlQ GZRTGUUC SWCPVQ i TGOKnlQ FC GZGEWnlQ UGPFQ XGFCFQ RCTC VCN HKPCNKFCFG Q WUQ FQ RTQVQEQNQ KPVGITCFQ 0GUVG ECUQ FGXGTlQ QU GZGEWVCFQU RCICT C KORQTVjPEKC CVWCNK\CFC FC FsXKFC OCKU LWTQU EWUVCU JQPQThTKQU CFXQECVsEKQU G C EQOKUUlQ FGXKFC CQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN FG EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT RCIQ FsXKFC GZGSWGPFC #&,7&+%#c­1 *KRxVGUG PC SWCN C EQOKUUlQ FQ IGUVQT UGTh FG VTqU RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT FG CFLWFKECnlQ C UGT RCIQ RQT CSWGNG SWG CFLWFKECT #%14&1 5GPFQ HKTOCFQ CEQTFQ GPVTG CU RCTVGU FGXGTh Q C GZGEWVCFQ C CTECT EQO CU FGURGUCU FG FKXWNICnlQ CUUWOKFCU RGNQ NGKNQGKTQ EQTTGURQPFGPVGU i EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT CEQTFCFQ &Ă&#x2019;8+&#5 ' '5%.#4'%+/'0615 2GUUQCNOGPVG RGTCPVG GUVG ,Ws\Q QW PQ GUETKVxTKQ FQ NGKNQGKTQ QHKEKCN 5T /CWTQ <WMGTOCP NQECNK\CFQ PC #XGPKFC #PIoNKEC PÂ? Â? CPFCT *KIKGPxRQNKU %CRKVCN 52 QW CKPFC RGNQ VGNGHQPG G G OCKN EQPVCVQ"\WMGTOCP EQO DT (KEC Q GZGEWVCFQ +06+/#&1 FCU FGUKIPCn|GU UWRTC DGO EQOQ FC 2GPJQTC TGCNK\CFC UQDTG Q KOxXGN GO GRsITCHG PQ FKC PC RGUUQC FG UGWU CFXQICFQU QW UG PlQ HQTGO NQECNK\CFQU RCTC C KPVKOCnlQ RGUUQCN 0lQ EQPUVC FQU CWVQU JCXGT TGEWTUQ QW ECWUC RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ 'XGPVWCKU zPWU UQDTG Q KOxXGN EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG # XGPFC UGTh GHGVWCFC GO ECThVGT ²CF EQTRWUÂł G PQ GUVCFQ FG EQPUGTXCnlQ GO SWG UG GPEQPVTC 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ FG PQXGODTQ FG '&+6#. &' *#56#5 2Ă&#x2018;$.+%#5 'FKVCN FG Â&#x153; G Â&#x153; 2TCnC FG $GPU +OxXGKU G RCTC KPVKOCnlQ FQU GZGEWVCFQU 9CNFGOKT 8KEVQTCVQ

4) G %2( U O +QPG /GPG\GU FQU 5CPVQU 8KEVQTCVVQ C ETGFQTC JKRQVGEhTKC %CKZC 'EQPzOKEC (GFGTCN Âą %'( G FGOCKU KPVGTGUUCFQU GZRGFKFQ PQU CWVQU FC #nlQ FG 2TQEGFKOGPVQ 5WOhTKQ GO HCUG FG GZGEWnlQ TGSWGTKFC RQT %QPFQOsPKQ 4GUKFGPEKCN 2QTVQ 5GIWTQ %02, 2TQEGUUQ PÂ?

# &TC #TKCPG FG (hVKOC #NXGU &KCU 2CWMQUMK 5KOQPK // ,Ws\C FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN (QTQ 4GIKQPCN + 5CPVCPC 52 PC HQTOC FC NGK GVE (#< 5#$'4 SWG EQO HWNETQ PQ CTVKIQ # FQ %2% G TGIWNCOGPVCFQ RGNQ 2TQX %5/ FQ 6, 52 CVTCXoU FC <7-'4/#0 .'+.­'5 YYY \WMGTOCP EQO DT RQTVCN FG NGKN|GU QP NKPG NGXCTh C R}DNKEQ RTGIlQ FG XGPFC G CTTGOCVCnlQ PC Â&#x153; 2TCnC EQO KPsEKQ PQ FKC FG ,CPGKTQ FG CU JQTCU G EQO VGTOKPQ PQ FKC FG ,CPGKTQ FG CU JQTCU GPVTGICPFQ Q C SWGO OCKU FGT XCNQT KIWCN QW UWRGTKQT CQ FC CXCNKCnlQ HKECPFQ FGUFG Lh FGUKIPCFQ RCTC C Â&#x153; 2TCnC EQO KPsEKQ PQ FKC FG ,CPGKTQ FG CU JQTCU G EQO VGTOKPQ PQ FKC FG (GXGTGKTQ FG CU ECUQ PlQ JCLC NKEKVCPVGU PC Â&#x153; QECUKlQ GO SWG QU DGPU UGTlQ GPVTGIWGU C SWGO OCKU FGT PlQ UGPFQ CEGKVQ NCPEG KPHGTKQT C FQ XCNQT FG CXCNKCnlQ #TV FQ %2% G CTV FQ 2TQX %5/ P Q KOxXGN CDCKZQ FGUETKVQ EQPHQTOG EQPFKn|GU FG XGPFC EQPUVCPVGU FQ RTGUGPVG GFKVCN +/Ă?8'+5 1 CRCTVCOGPVQ PÂ? NQECNK\CFQ PQ Â? CPFCT FQ DNQEQ ² Âł 'FKHsEKQ 2QTVQ $CTTC KPVGITCPVG FQ 4GUKFGPEKCN 2QTVQ 5GIWTQ UKVWCFQ PC #XGPKFC 2TQHGUUQTC +FC -QND PÂ? PQ Â? 5WDFKUVTKVQ %CUC 8GTFG RQUUWKPFQ hTGC RTKXCVKXC FG OĂŻ hTGC EQOWO FG OĂŻ G hTGC VQVCN FG OĂŻ EQTTGURQPFGPFQ NJG C HTCnlQ KFGCN FG PQ VGTTGPQ EQPFQOKPKCN /CVTsEWNC PÂ? FQ Â? %4+ FC %CRKVCN 52 %QPVTKDWKPVG PÂ? Ă?075 %QPUVC FC TGHGTKFC OCVTsEWNC EQPHQTOG 4 #X G #X *+216'%# GO HCXQT FG %CKZC 'EQPzOKEC (GFGTCN %'( G EQPHQTOG #X

C 2'0*14# ':'37'0&# 7OC XCIC FG ICTCIGO UQD PÂ? 2 NQECNK\CFC PQ UWDUQNQ FQ $NQEQ ² Âł 'FKHsEKQ 2QTVQ $CTTC KPVGITCPVG FQ 4GUKFGPEKCN 2QTVQ 5GIWTQ UKVWCFQ PC #XGPKFC 2TQHGUUQTC +FC -QND PÂ? PQ Â? 5WDFKUVTKVQ %CUC 8GTFG RQUUWKPFQ hTGC RTKXCVKXC FG OĂŻ hTGC EQOWO FG OĂŻ G hTGC VQVCN FG OĂŻ EQTTGURQPFGPFQ NJG WOC HTCnlQ KFGCN FG PQ VGTTGPQ EQPFQOKPKCN /CVTsEWNC Â? FQ Â? %4+ FC %CRKVCN 52 %QPVTKDWKPVG PÂ? Ă?075 %QPUVC FC TGHGTKFC OCVTsEWNC EQPHQTOG 4 #X G #X *+216'%# GO HCXQT FG %CKZC 'EQPzOKEC (GFGTCN %'( G EQPHQTOG #X C 2'0*14# ':'37'0&# 8#.+#c­1 616#. &15 $'05 4 /CTnQ SWG UGTh CVWCNK\CFC PC FCVC FQ GHGVKXQ NGKNlQ %10%7451 &' %4'&14'5 ' &'/#+5 &+5215+cÂŽ'5 'O ECUQ FG CTTGOCVCnlQ Q EToFKVQ FQ GZGSÂ&#x20AC;GPVG PQ RTQEGUUQ GO GRsITCHG RQT UWC PCVWTG\C ²RTQRVGT TGOÂł VGTh RTGHGTqPEKC UQDTG QU FGOCKU UGPFQ Q FoDKVQ CVWCNK\CFQ CETGUEKFQ FCU RCTEGNCU XKPEGPFCU CVo C TGCNK\CnlQ FC CNKGPCnlQ

PQU VGTOQU FQ CTV FQ %2% UGPFQ Q XCNQT CRWTCFQ EQO C CNKGPCnlQ KPUWHKEKGPVG C FKHGTGPnC UGTh FG TGURQPUCDKNKFCFG FQ CTTGOCVCPVG &GOCKU EToFKVQU UGTXKTlQ RCTC RCICOGPVQ FG FoDKVQ FG +267 TGUUCNVCPFQ Q RCThITCHQ }PKEQ FQ CTV FQ %60 G UWEGUUKXCOGPVG FG GXGPVWCN FoDKVQ VTCDCNJKUVC UWEGFKFQ RGNQ JKRQVGEhTKQ G CRxU RGTUKUVKPFQ UCNFQ GUVG UGTh FQ GZGEWVCFQ G QW FGOCKU ETGFQTGU 0CFC UGTh FGXKFQ RGNQ CTTGOCVCPVG CQ ETGFQT JKRQVGEhTKQ PQU VGTOQU FQ CTV 8+ FQ % % %10&+cŽ'5 &' 8'0&# &KURQPsXGKU PQ UKVG YYY \WMGTOCP EQO DT .'+.1'+41 1 NGKNlQ UGTh TGCNK\CFQ RGNQU NGKNQGKTQU (CDKQ <WMGTOCP ,7%'52 P� &QTC 2NCV ,7%'52 P� G ,JQPPK $CNDKPQ FC 5KNXC ,7%'52 P� CEQORCPJCFQU RGNQ IGUVQT G NGKNQGKTQ /CWTQ <WMGTOCP ,7%'52 P� 2#)#/'061 G 4'%+$1 &' #44'/#6#c­1 1U RTGnQU FQU DGPU CTTGOCVCFQU FGXGTlQ UGT FGRQUKVCFQU CVTCXoU FG IWKC FG FGRxUKVQ LWFKEKCN FQ $CPEQ FQ $TCUKN 5 # QDVKFC GO UWCU CIqPEKCU QW CVTCXoU FQ UKVG YYY DD EQO DT PQ RTC\Q FG JQTCU FC TGCNK\CnlQ FQ NGKNlQ DGO EQOQ FGXGTh UGT FGRQUKVCFC C EQOKUUlQ FQ .GKNQGKTQ CVTCXoU FG RCICOGPVQ GO FKPJGKTQ PC TGFG DCPEhTKC &1% QW 6'& 6TCPUHGTqPEKC 'NGVTzPKEC &KURQPsXGN PQ RTC\Q FG CVo WO FKC }VKN C EQPVCT FQ GPEGTTCOGPVQ FQ NGKNlQ PC EQPVC FQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN /CWTQ <WMGTOCP %2( $CPEQ +VC} #IqPEKC % % 'O CVo JQTCU CRxU Q GPEGTTCOGPVQ FQ .GKNlQ ECFC CTTGOCVCPVG TGEGDGTh WO G OCKN EQO KPUVTWn|GU RCTC FGRxUKVQ TGEQOGPFCOQU GURGTCT Q TGEGDKOGPVQ FGUVG G OCKN CPVGU FG GHGVWCT Q FGRxUKVQ &GEQTTKFQU Q RTC\Q UGO SWG CTTGOCVCPVG VGPJC TGCNK\CFQ Q FGRxUKVQ VCN KPHQTOCnlQ UGTh GPECOKPJCFC CQ // ,Ws\Q EQORGVGPVG RCTC C CRNKECnlQ FCU OGFKFCU NGICKU ECDsXGKU # CTTGOCVCnlQ UGTh HGKVC OGFKCPVG RCICOGPVQ KOGFKCVQ FQ RTGnQ RGNQ CTTGOCVCPVG EQPHQTOG EQPFKn|GU FG RCICOGPVQ CEKOC KPFKECFCU #NVGTPCVKXCOGPVG UGTh CKPFC CFOKVKFQ RCICOGPVQ PQ RTC\Q FG FKCU OGFKCPVG ECWnlQ FG FQ XCNQT FG CTTGOCVCnlQ CTV FQ %2% 4'/+c­1 &# ':'%7c­1 5G C Q U GZGEWVCFC Q U CRxU C RWDNKECnlQ FQ GFKVCN GO GRsITCHG RCICT C FsXKFC CPVGU FG CFLWFKECFQ U QW CNKGPCFQ U Q U DGO PU PC HQTOC FQ CTVKIQ FQ %xFKIQ FG 2TQEGUUQ %KXKN FGXGTh CRTGUGPVCT CVo C FCVC G JQTC FGUKIPCFCU RCTC Q NGKNlQ C IWKC EQORTQDCVxTKC FQ TGHGTKFQ RCICOGPVQ CEQORCPJCFC FG RGVKnlQ HC\GPFQ OGPnlQ GZRTGUUC SWCPVQ i TGOKnlQ FC GZGEWnlQ UGPFQ XGFCFQ RCTC VCN HKPCNKFCFG Q WUQ FQ RTQVQEQNQ KPVGITCFQ 0GUVG ECUQ FGXGTh C Q GZGEWVCFC Q RCICT C KORQTVjPEKC CVWCNK\CFC FC FsXKFC OCKU LWTQU EWUVCU JQPQThTKQU CFXQECVsEKQU G C EQOKUUlQ FGXKFC CQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN FG

EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT RCIQ FsXKFC GZGSWGPFC #%14&1 5GPFQ HKTOCFQ CEQTFQ GPVTG CU RCTVGU FGXGTh Q C GZGEWVCFQ C CTECT EQO CU FGURGUCU FG FKXWNICnlQ CUUWOKFCU RGNQ NGKNQGKTQ EQTTGURQPFGPVGU i EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT CEQTFCFQ &Ă&#x2019;8+&#5 ' '5%.#4'%+/'0615 2GUUQCNOGPVG RGTCPVG Q 1HKEKQ QPFG GUVKXGT QEQTTGPFQ i CnlQ QW PQ GUETKVxTKQ FQU NGKNQGKTQU QHKEKCKU NQECNK\CFQ PC #XGPKFC #PIoNKEC PÂ? Â? CPFCT *KIKGPxRQNKU %CRKVCN 52 QW CKPFC RGNQ VGNGHQPG G G OCKN EQPVCVQ"\WMGTOCP EQO DT (KECO QU GZGEWVCFQU +06+/#&15 FCU FGUKIPCn|GU UWRTC ECUQ PlQ UGLCO NQECNK\CFQU RCTC C KPVKOCnlQ RGUUQCN 0lQ EQPUVC FQU CWVQU JCXGT TGEWTUQ QW ECWUC RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ ²'XGPVWCKU zPWU UQDTG QU KOxXGKU EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVGÂł GZEGVQ GXGPVWCKU FoDKVQU FG +267 +64 G FGOCKU VCZCU G KORQUVQU SWG UGTlQ UWD TQICFQU PQ XCNQT FC CTTGOCVCnlQ PQU VGTOQU FQ CTV ²ECRWVÂł G RCThITCHQ }PKEQ FQ %60 OGFKCPVG CRTGUGPVCnlQ FG GZVTCVQ RGNQ CTTGOCVCPVG 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ FG FG\GODTQ FG

Este ĂŠ um dos nĂłs do Programa Socioambiental de Coleta Seletiva municipal: ampliar o nĂşmero de centros de triagem iniciativa que, segundo a MNCR, elevaria a taxa de recicla-

gem para perto de 70%. Em artigo, o consultor das Naçþes Unidas para o Meio Ambiente no Brasil, Sabetai Calderoni, explica que o estabelecimento de centrais de reciclagem em "pontos estratĂŠgicos â&#x20AC;&#x201C; pelo menos, a cada 200 mil habitantes â&#x20AC;&#x201C; seria a forma mais eficaz de ampliar o percentual de reciclagem": "Assim como a

'FKVCNFG%KVCnlQ241%'5510Â? '&+6#.&'%+6#cÂŹ1%1/24#<1 &' 8+06' &+#5 'ZEGNGPVsUUKOQ C 5GPJQT C &QWVQT C #.':#0&4'<#0'66+56#7$'4,WK\ C FGFKTGKVQFC Â&#x153;8CTC%sXGNFCEQOCTECFG5CPVQ#PFTo GUVCFQFG5lQ2CWNQ PCHQTOCFCNGK GVE (#<5#$'4 CVQFQUSWCPVQQRTGUGPVGGFKVCNXKTGOQWFGNGEQPJGEKOGPVQVKXGTGOGKPVGTGUUCTRQUUC PQVCFCOGPVG#/; ,'#05.6&# '22%02, ,#4+1)#.&+01&'5175#%2( SWG PGUVGLWs\QFGFKTGKVQFC Â&#x153;8CTC%sXGNGTGURGEVKXQECTVxTKQHQKRTQRQUVCRGNQ*5$%$CPM$TCUKN5 # $CPEQ /}NVKRNQ#cÂŹ1/10+6Ă&#x17D;4+# RCTCEQDTCPnCFGFsXKFCPlQCFKORNKFC ' GUVCPFQGNGUGONWICTKPEGTVQGPlQ UCDKFQHQKFGVGTOKPCFCCEKVCnlQRQTGFKVCN 2CTCSWGEJGIWGCQEQPJGEKOGPVQFGVQFQUGPKPIWoORQUUC CNGICTKIPQTjPEKC G GOGURGEKCN#/;,'#05.6&# '22%02, ,#4+1)#.&+01&' 5175#%2( HKECFGVGTOKPCFCCEKVCnlQRQTGFKVCNRCTC PQRTC\QFG SWKP\G FKCU RTQEGFGT

GO CQRCICOGPVQFCSWCPVKCFG4 ECUQGOSWGHKECThFGUQDTKICFQ C U FQRCICOGPVQFCU VCZCULWFKEKCKUGJQPQThTKQUCFXQECVsEKQU QW SWGTGPFQ PGUVGOGUOQRTC\Q UQDRGPCFGEQPUVKVWKnlQKOGFKCVC FQVsVWNQGZGEWVKXQLWFKEKCNGEQPXGTUlQFQOCPFCFQGOGZGEWVKXQ RTQUUGIWKPFQQHGKVQ GOGZGEWnlQRQTSWCPVKC EGTVCEQPVTCFGXGFQTUQNXGPVGCRTGUGPVGGODCTIQUCQOCPFCFQOQPKVxTKQ EQPVCFQUCRxUQFGEWTUQFG

XKPVG FKCU 0#&#/#+5 &CFQGRCUUCFQPGUVCEKFCFGFG5lQ2CWNQ 52 FGUGVGODTQFG 'FKVCN FG Â&#x153; G Â&#x153; 2TCnCU FG $GO +OxXGN G RCTC KPVKOCnlQ FG #7)'%1/ %1/'4%+1 ' %105647c­'5 .6&# %02, 0Â&#x201A; ,1ÂŹ1 5#067%%+ 51$4+0*1 4) 0Â&#x201A; %2( 0Â&#x201A; /#4+0'5 5#06#41<# 2'4'+4# 4) 0Â&#x201A; %2( 0Â&#x201A; 0'75# /#55# 5#067%%+ 51$4+0*1 4) 0Â&#x201A; %2( 0Â&#x201A; FQ EQ RTQRTKGVhTKQ ,QUo #PVxPKQ 5CPVWEEK %2( /( PÂ&#x201A; G FGOCKU EQTToWU G VGTEGKTQU KPVGTGUUCFQU SWG PQU CWVQU FC #nlQ FG 2TQEGFKOGPVQ 1TFKPhTKQ SWG 4GIKPC 2CUUCTKPJQ OQXG GO HCEG FG #7)'%10 %1/d4%+1 ' %105647 c­'5 .6&# ,1ÂŹ1 5#067%%+ 51$4+0*1 0'75# /#55# 5#067%%+ ' /#4+0'5 5#06#41<# 2'4'+4# 5#067%%+ 2TQEGUUQ P Â&#x201A; P Â&#x201A; FG 1TFGO 1 &T (.Ă&#x2021;8+1 2+0'..# *'.#'*+. ,WK\ FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN FC %QOCTEC FG 5CPVQ #PFTo 52 PC HQTOC FC.GK (#<5#$'4 C VQFQU SWCPVQU Q RTGUGPVG GFKVCN XKTGO G FGNG EQPJGEKOGPVQ VKXGTGO G C SWGO KPVGTGUUCT RQUUC SWGPQFKC FQ\G FGOCTnQFG iU J O PQ(xTWOFG5CPVQ#PFTo 52 UKVWCFQPQ2CnQ/WPKEKRCN RToFKQ PQ NQECN FGUVKPCFQ iU *CUVCU 2}DNKECU Q 5T 1HKEKCN FG ,WUVKnC NGXCTh GO Â&#x153; 2TCnC Q DGO CDCKZQ FGUETKVQ GPVTGICPFQ Q C SWGO OCKU FGT CEKOC FQ XCNQT CVTKDWsFQ RGNQ ,Ws\Q RGNC T FGEKUlQ FG HNU G X

4 DCUG GECUQPlQJCLCNKEKVCPVGU HKECFGUFGLhFGUKIPCFQQFKC XKPVGGUGKU FGOCTnQ FG iU J O PQ OGUOQ NQECN RCTC C TGCNK\CnlQ FC Â&#x153; 2TCnC QECUKlQ GO SWG Q DGO UGTh GPVTGIWG C SWGOOCKUFGT PlQUGPFQCEGKVQNCPEGEQPVGPFQRTGnQXKN 2GNQRTGUGPVGGFKVCNHKECOQUGZGEWVCFQU QUETGFQTGU EQOICTCPVKCTGCNGJKRQVGEhTKC $CPEQ+VC}5 # GVQFQUQUFGOCKUKPVGTGUUCFQU CNoOFGGXGPVWCKU QEWRCPVGU FQ KOxXGN KPVKOCFQU FCU FGUKIPCn|GU UWRTC PQU VGTOQU FQ CTVKIQ Â&#x2026; Â&#x201A; FQ %2% $'/ WOC ECUC TGUKFGPEKCNUQDP Â&#x201A; FC4WC2TGHGKVQ,WXGPVKPQ/CNJGKTQU GQUGWTGURGEVKXQVGTTGPQEQPUVKVWsFQRGNQNQVG FC3WCFTC FQNQVGCOGPVQ,#4&+/8+4)Ă&#x160;0+# UKVWCFQPC%KFCFGFG)WCTWLh OGFKPFQ OGVTQUFGHTGPVG RCTCC4WC2TGHGKVQ,WXGPVKPQ/CNJGKTQU EQPHTQPVCPFQRGNQNCFQFKTGKVQFGSWGOFCEKVCFCTWCQNJCRCTCQVGTTGPQ EQOQNQVG PWOCGZVGPUlQFG OGVTQU FQNCFQGUSWGTFQEQPHTQPVCEQOQNQVG OGFKPFQ OGVTQU GPQUHWPFQUEQPHKPCEQOQNQVG PWOCNCTIWTCFG OGVTQU VQFQUQUNQVGUFCOGUOCSWCFTC GPEGTTCPFQ WOChTGCVQVCNFG OĂŻ KOxXGNGUUGFGUETKVQGECTCEVGTK\CFQPCOCVTKEWNCFGP Â&#x201A; FQ%4+FG)WCTWLh 52 Ă?PWU 0C OCVTsEWNC FQ KOxXGN FG P Â&#x201A; FQ %4+ FG )WCTWNJQU EQPUVC PQ 4 Q TGIKUVTQ FG JKRQVGEC GO HCXQTFQ$CPEQ+VC}5 #GPC#X EQPUVCCCXGTDCnlQFCRGPJQTCFGVGTOKPCFCRQTGUVG,Ws\QFC Â&#x153;8CTC%sXGN FG5CPVQ#PFToPQUCWVQUFQRTQEGUUQGOSWGFGVGTOKPCFCCJCUVC 0lQEQPUVCFQUCWVQUPGPJWO TGEWTUQ QW CnlQ RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ 'XGPVWCKU VCZCU G KORQUVQU EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG EQO GZEGnlQFQUFoDKVQUFG+267 QUSWCKUPlQUlQFGUWCTGURQPUCDKNKFCFGPQUVGTOQUFQCTVKIQ FQ%60 %QO C CUUKPCVWTC FQ CWVQ FG CTTGOCVCnlQ G GZKDKnlQ FQ FGRxUKVQ KPVGITCN FQ NCPEG C CTTGOCVCnlQ EQPUKFGTC UG RGTHGKVC CECDCFC G KTTGVTCVhXGN PQU VGTOQU FQ CTVKIQ FQ %2% 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 0#&# /#+5 5CPVQ #PFTo FG FG\GODTQ FG

www.dcomercio.com.br

Prefeitura faz a licitação para o aterro, que terceirize para a implantação das centrais de reciclagem. Vai gastar muito menos do que gasta com aterro", escreve Calderoni, calculando que o município gasta cerca de R$ 1,5 bilhão por ano para garantir a correta destinação do lixo. Na composição deste custo, o transporte responde por dois terços. No rol de bons argumentos apresentados pelo consultor da ONU estå tambÊm o fato de a instalação de pontos estratÊgicos de coleta encurtar a distância percorrida pelos caminhþes de lixo. "Com isso, se reduz o número de acidentes, os engarrafamentos e a poluição, e os custos diminuem". Outro ponto a favor: a grande capaci-

Publique balanços, atas, convocaçþes, no jornal de economia que tem mais tradição.

O Jornal do Empreendedor

PUBLICIDADE FONE: 11 3244-3175 FAX: 11 3244-3123 www.dcomercio.com.br legaldc@dcomercio.com.br

!" #$ %&&'%()'*)+,-&.$ //' 0 1 2 1 &3 "42 " , 5 # 6 7 8 9 2 2 9 8

9 0 41

9 , 4 : ;' -<*'=)')>>+'==<+%+,> !-(>?)>>+. 8 / " @ " 2 5 A 2 B B A 9 A $ 9 C )3 9 D 4 *< 1 B *=)* E )&$&= ' 2 A 9 E 9 F 2 & ! G . B 8H 4 )3 9 I *3 9 A , ,D 9 , *> 1 B *=)* E )&$&= D )(

: *=)& E )&$&= ' " C 9 D 1 9 / J " 2K LLL' : ' 'B ? D 1 9 0 @ , 2 0 " 0?/# B ;' =+'&>>'<%<?===),=) 9 5 ' " 0 " C 0@"

B <%>' /4 7 C )3 9 2 4 9 2 B 9 A D 2 2 : 8 K M )*<'%%- (( ! 2

8 8 2 . 1 K 2 B *=)*' *3 9 2 4 9 2 9 D <=N ! 9 . 2 2 : ' " 0 C 2 D 9 A E 0 @ 4 2 9 -N ! 9 . B 9 B ' C 2 5 9 2K LLL' : ' 'B ? ' KB C 2 O B P2 9

9 2 ' )&= 9 DA 5 Q "P A B D ' C 9 9 B : B 9 9 9 5 B A 9 A 2 2 E 0 @ -N ! 9 . 2 ' A R 9 D2 9 42 LLL' : ' 'B ? ' B D 9 A 9 D2 2 " / ; )'<*-?=> 0 9 A &&- "P A ' 9 B 9 2 5 R 9 9 2 9 ' S 7 , $ 8 2 2 9 B A P2 $ 9 ; &=< 1 &; 54 / E 2 T ; (= , D &- == U' ; )-'>+= &; " P A P2 , ' ; <-'=&&'=--')=*' A B D $ %=%)'==*=&%),))' KB @$ M )')&) (- ! 8 2 . 1 K B *=)*' G $ M )-* =+ ! 8 2 . 1 K 2 B *=)*' KB 4 $ M +<+ -= ! 8 2 . 1 K B *=)* 5 9 R 2 : ?*==% K B ?*=)*' " B 2 9 8 2 KB 9 E 5 ' 2 $ M )*<'%%- (( ! 2 8 8 2 . 1 K 2 B *=)*' 'V / " J !" #$ &<)'><%'>%<,>). O : A / " @ / B 9 D 7 " 7 / @ ' @ " " W / 7 X !" 0$ <)'<%&'-&>?===),=(.$ //' 0 1 2 1 &3 "42 "

, 5 # 6 7 8 9 2 2 9 8

9 0 41 9 , 4 : ;' -<*'=)'*=))'==--%&,& !*=>?*=)). 8 " /Y #Y" Z 2 5 / " A 2 B B A 9 A $ 9 C )3 9 D 4 *< 1 B *=)* E )&$== ' 2 A 9 E 9 F 2 & ! G . B 8H 4 )3 9 I *3 9 A , ,D 9 , *> 1 B *=)* E )&$== D )( : *=)& E )&$== ' " C 9 D 1 9 / J " 2K LLL' : ' 'B ? D 1 9 0 @ , 2 0 " 0?/# B ;' =+'&>>'<%<?===),=) 9 5 ' " 0 " C 0@" B <%>' /4 7 C )3 9 2 4 9 2 B 9 A D 2 2 : 8 K M )>%'-++ () ! 2 8 8 2 . 1 K 2 B *=)*' *3 9 2 4 9 2 9 D <=N ! 9 . 2 2 : ' " 0 C 2 D 9 A E 0 @ 4 2 9 -N ! 9 . B 9 B ' C 2 5 9 2K LLL' : ' 'B ? ' KB C 2 O B P2 9

9 2 ' )&= 9 DA 5 Q "P A B D ' C 9 9 B : B 9 9 9 5 B A 9 A 2 2 E 0 @ -N ! 9 . 2 ' A R 9 D2 9 42 LLL' : ' 'B ? ' B D 9 A 9 D2 2 " / ; )'<*-?=> 0 9 A &&- "P A ' 9 B 9 2 5 R 9 9 2 9 ' S 7 , P2 $ 9 ; && 1 =&; =(; 9 2 54 E 2 T A 1 ; &=> 9 9 54

9 D Q )== <* U 2 A A D *( )* U )*( %< U 5 5 9 2 9 2

9 ; &* 9 2 1 D 8 9 K 8 2

9 2 1 D 9 K 5 9 ; &(I 9 , 5 8 2 -% &- U < <)N 9 K 9 9 9 9 O ' W 9 9 2 9 ; && 5 2 A A 9P 9 ; =>

D )- &* U 5 5 D 9 K A A ; =+ A A ; )= 5 D

8 9 K ' ; -<'=*('=&%'=)&' / 4 ; &&'&+% *; " P A P2 , ' Z 9 $ " 4 ; &&'&+% *; " P A

P2 , 9 5 2 7 7 ' " " K ? 5 A '* 5 4 ' $ " 4 ; &&'&>% *; " P A P2 , A '& 9 8 ' 2 $ M )>%'-++ () ! 2 8 8 2 . 1 K 2 B *=)*' KB @$ M %'*%+ =- ! 1 2 . K B *=)*' KB $ M )<'=-+ =& ! 1 8 G 2 . 5 9 B ?*==% 1 B ?*==% : ?*==+ 1 B ?*==+ : ?*==> A ?*==> D 9 8 A K 2 B *=)* 8 2 D A 9 ' KB $ " KB B 9 ; )+&?*=)) F 9 =(3 "42 " , 2 M >')-> %( ! 2 8 2 8 2 . 5 B ?*==> B ?*=)) 8 A K 2 B *=)* 8 2 D A 9 I " KB B 9 ; )-*(?*=)* B 4 9 9 G =(3 "42 " , 2 M *'>-= *< ! 2 8 2 2 . 5 B ?*=)) : ?*=)* 8 A K 2 B *=)* 8 2 D A 9 ' ' V

dade de escoamento de uma central de triagem, se comparada ao aterro, onde sĂł se acumulam detritos a cĂŠu aberto. Semi-enterradas â&#x20AC;&#x201C; Enquanto a logĂ­stica de coleta e reciclagem de lixo segue seu ritmo a nĂ­vel municipal, uma alternativa de armazenamento de resĂ­duos sĂłlidos se coloca no mercado nacional: o Sistema Molok. Criada e desenvolvida para permitir uma operação de descarte, coleta e seleção de lixo simples e racional, mediante o uso de contĂŞineres de grande volume semi-enterrados no solo, a tecnologia foi idealizada na Finlândia, hĂĄ cerca de 20 anos, por Veikko Sally, e se presta tanto a grandes centros urbanos como a vilarejos e locais isolados. A solução reĂşne algumas vantagens: o contĂŞiner de forma cilĂ­ndrica tem grande capacidade de armazenamento (a famĂ­lia de lixeiras Molok tem capacidade que variam de 300 litros a 5mÂł); ĂŠ fechado com tampa e, por isso, nĂŁo exala odores e evita a proliferação de insetos e o contato dos detritos com a chuva; tem elevado fator de compactação, pois o lixo ĂŠ estocado na vertical e seu prĂłprio peso ĂŠ usado para comprimi-lo, e se adequa a qualquer paisagismo, jĂĄ que apenas uma parte da lixeira permanece visĂ­vel â&#x20AC;&#x201C; 35% da estrutura â&#x20AC;&#x201C;, podendo ser usada como mĂ­dia, para veicular propaganda de um patrocinador. Usando-se dois contĂŞineres, ou mais, o municĂ­pio institui uma logĂ­stica correta de coleta seletiva do lixo.

214 toneladas das 18,3 mil toneladas de resíduos sólidos coletados diariamente são recicladas na Capital paulista. Mais: alÊm de permitir a pesagem do lixo durante sua retirada, a estrutura båsica do contêiner, de polietileno de alta densidade, pode receber um saco descartåvel, que evita o derramamento de líquidos, em caso de haver chorume, mantendo-o limpo. Este filtro gigante Ê dotado de alças que se fixam ao guindaste de um caminhão, cuja operacionalização Ê menos onerosa que os compactadores e tem a vantagem de reduzir o número de veículos de coleta necessårios para atender à remoção dos resíduos. Essa operação, bem como o transporte mecanizado, podem ser feitos por apenas uma pessoa, gerando economia de mão de obra.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 15

BV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ: 08.959.996/0001-79 Avenida das Nações Unidas, 14171 - Torre A - 6º andar - Vila Gertrudes - CEP 04794-000

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 2011 2010 Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras da BV Empreendimentos e Participações S.A., relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas das notas explicativas e do parecer dos auditores independentes. A BV Empreendimentos e Participações S.A. é uma Companhia de Capital fechado que tem por objeto social, principalmente, a participação em empreendimentos ou incorporações imobiliárias, a prestação de serviços de consultoria, planejamento e assessoria empresarial, de qualquer natureza, que não dependam de registros ou autorizações governamentais ou do exercício de profissão regulamentada e a participação

em outras sociedade, nacionais ou estrangeiras, como sócia, quotista ou acionista, bem como em fundos de investimento em participação regulamentados pela CVM. Em 31 de maio de 2011 o Banco Votorantim S.A., cedeu e transferiu à BVIA Fundo de Investimento em Participações, as ações, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus, encargos ou gravames de qualquer natureza, juntamente com todos e quaisquer direitos e vantagens inerentes às ações da Sociedade. Em 2011, BV Empreendimentos e Participações S.A. registrou lucro líquido de R$61,0 milhões (R$44,3 milhões em 2010). Já o patrimônio líquido evoluiu de R$268,9 milhões no encerramento de 2010 para R$494,1 milhões no mesmo período de 2011, representando crescimento de 83,7%.

BALANÇOS PATRIMONIAIS em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Ativos financeiros Ativos tributários correntes Ativos tributários diferidos Dividendos a receber

2011

2010

86.275

49.989

51

37

28.396

35.294

2.142

11.663

89

–

39.419

–

Passivo

2011

2010

Circulante

1.989

24.409

743

11.049

Passivos tributários correntes Dividendos a pagar

Patrimônio líquido

Outros ativos

16.178

2.995

Não circulante

409.772

243.363

Capital social

409.772

243.363

Reservas de lucros

Participações em empreendimentos Total do ativo

–

10.525

1.246

2.835

494.058

268.943

428.600

178.600

Outros passivos

496.047 293.352 Total do passivo As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

65.458

90.343

496.047

293.352

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) Reservas de lucros Saldos em 31 de dezembro de 2009

Ajustes de

Capital Social

Legal

Expansão

avaliação patrimonial

Lucros acumulados

Total

178.600

2.194

54.357

6.295

–

241.446

Ajuste de avaliação patrimonial

–

–

–

(6.295)

–

(6.295)

Lucro líquido

–

–

–

–

44.317

44.317

–

2.216

–

–

(2.216)

–

Destinações do lucro líquido: Reserva legal

Aos acionistas da BV Empreendimentos e Participações S.A. é assegurado um dividendo mínimo obrigatório, correspondente a 25% do lucro de cada período, deduzido da reserva legal. Em 2010 a Administração propôs a distribuição de dividendos sobre o lucro do período. Em 2011, conforme Ata de Reunião de Diretoria de 31 de dezembro de 2011, foi dispensada a destinação de distribuição de dividendos sobre o lucro do exercício de 2011. Agradecemos aos nossos acionistas, clientes e parceiros pelo sucesso alcançado em 2011. São Paulo, 14 de dezembro de 2012. A Diretoria

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido do período por ações) 2011 Receitas/(Despesas) financeiras 4.379 Resultado de participações em empreedimentos 59.735 Outras receitas operacionais 67 Lucro Bruto 64.181 Outras despesas administrativas (2.198) Despesas tributárias (33) Outras despesas operacionais (262) Resultado antes da tributação sobre o lucro 61.688 Impostos e contribuições (640) Impostos e contribuições sobre a renda correntes (729) Impostos e contribuições sobre a renda diferidos 89 Lucro líquido do exercício 61.048 Lucro líquido por ações - R$ 0,13 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) 2011

2010

Lucro líquido do exercício

61.048

44.317

Resultado abrangente total

61.048

44.317

61.048

44.317

Atribuível aos

Reserva para expansão

–

–

31.576

–

(31.576)

–

Dividendos (R$0,06 - p/ação)

–

–

–

–

(10.525)

(10.525)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Saldos em 31 de dezembro de 2010

178.600

4.410

85.933

–

–

268.943

Aumento de Capital

300.000

–

–

–

–

300.000

Capital a realizar

(50.000)

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)

(50.000)

–

–

–

–

Reversão de Reserva para expansão

–

–

(85.933)

–

85.933

–

Dividendos pagos (R$0,23 - p/ação)

–

–

–

–

(85.933)

(85.933)

Lucro líquido

–

–

–

–

61.048

61.048

Reserva legal

–

3.052

–

–

(3.052)

–

Reserva para expansão

–

–

57.996

–

(57.996)

–

428.600

7.462

57.996

–

–

494.058

Destinações do lucro líquido:

Saldos em 31 de dezembro de 2011

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) 1

2

3

4

5

6

7

8

Contexto operacional A Companhia tem por objetivo social, principalmente, a participação em empreendimentos ou incorporações imobiliárias, a prestação de serviços de consultoria, planejamento e assessoria empresarial, de qualquer natureza, que não dependam de registros ou autorizações governamentais ou do exercício de profissão regulamentada e a participação em outras sociedades, nacionais ou estrangeiras, com a sócia, quotista ou acionista, bem como em fundos de investimento em participação regulamentados pela CVM. A Companhia atua como fornecedora de capital em empreendimentos ou incorporações imobiliárias para obter benefício econômico sobre as vendas dos projetos imobiliários construídos. O objetivo dessa estrutura é exclusivamente para venda das unidades imobiliárias dos empreendimentos, com o encerramento das atividades previsto após a venda total das unidades imobiliárias, tendo como principal retorno ao final do projeto o recebimento da distribuição do caixa resultante das vendas dos empreendimentos imobiliários. Em face da característica dessas participações, investimentos, esses recursos são apresentados como ativos não circulante, já que a intenção inicial da Administração é de não negociá-los no curto prazo. Em 16 de setembro de 2010 a Votorantim Finanças S.A., cedeu e transferiu ao Banco Votorantim S.A., as quotas, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus, encargos ou gravames de qualquer natureza, juntamente com todos e quaisquer direitos e vantagens inerentes às quotas da Companhia. O preço certo e ajustado pela compra das quotas foi de R$243.988, de acordo com seu respectivo valor patrimonial contábil, apurado em 31 de julho de 2010, que foi pago na sua totalidade em 30 de setembro de 2010. Após essa operação, o Capital Social, totalmente subscrito e integralizado, de R$178.600, dividido em 178.600.000 quotas, com valor nominal de R$1,00, passa a ser na sua totalidade de propriedade do Banco Votorantim S.A. Em 30 de setembro de 2010 foi alterado o Contrato Social da Companhia, passando de uma Companhia constituída na forma de responsabilidade limitada para sociedade anônima. No mesmo momento, ocorreu a alteração da denominação da Companhia de BV Empreendimentos e Participações Ltda. para BV Empreendimentos e Participações S.A. Em 31 de maio de 2011 o Banco Votorantim S.A., cedeu e transferiu à BVIA Fundo de Investimento em Participações, as ações, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus, encargos ou gravames de qualquer natureza, juntamente com todos e quaisquer direitos e vantagens inerentes às ações da Sociedade. O preço certo e ajustado pela compra das quotas foi de R$330.395. Após essa operação, o Capital Social, totalmente subscrito e integralizado, de R$378.600, dividido em 378.600.000 ações ordinárias, sem valor nominal, passa a ser na sua totalidade de propriedade da BVIA Fundo de Investimento em Participações. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, inclusive em relação ao gerenciamento de riscos. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos segundo a praticabilidade e a razoabilidade de lhes serem atribuídos em conjunto ou individualmente. Apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras foram elaboradas conforme as disposições previstas na legislação societária vigente, tendo a sua base de preparação as práticas contábeis adotadas no Brasil. Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia. Os ativos financeiros classificados na categoria “mantidos para negociação” são apresentados no Balanço como ativo circulante, independente dos prazos de vencimento dos respectivos títulos. A emissão das demonstrações financeiras foi autorizada pela Diretoria em 14 de dezembro de 2012. Base de preparação das demonstrações financeiras Estimativas contábeis e julgamento A elaboração de demonstrações financeiras requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa as estimativas e premissas regularmente. Principais práticas contábeis a. Apuração do resultado As receitas e despesas financeiras são registradas de acordo com o regime de competência e são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia, calculadas com base no método exponencial. O resultado de participações em empreendimentos, realizáveis a longo prazo, é contabilizado com base no método da equivalência patrimonial. b. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por caixa e depósitos bancários. c. Ativos financeiros Os ativos financeiros são registrados pelo valor efetivamente pago e classificados em função da intenção da Administração em três categorias distintas: i. Ativos financeiros mantidos para negociação - ativos adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São ajustados pelo seu valor justo em contrapartida ao resultado do período; ii. Ativos financeiros disponíveis para venda - ativos que não se enquadrem para negociação nem como mantidos até o vencimento. São ajustados pelo seu valor justo em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários; iii. Ativos financeiros mantidos até o vencimento - ativos adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Nesta categoria, os títulos não são ajustados ao seu valor justo. A metodologia de avaliação ao valor justo foi estabelecida com observância de critérios consistentes e verificáveis, que levam em consideração o preço médio de negociação no dia da apuração ou na falta desse, o valor de ajuste diário das operações de mercado futuro divulgados por fontes externas ou o valor líquido provável de realização obtido com a utilização de curvas de valores futuros de taxas de juros, taxas de câmbio, índice de preços e moedas, além de eventuais ajustes nos preços de títulos de baixa liquidez. Os rendimentos auferidos com os ativos financeiros, independentemente da categoria em que estão classificados, são calculados “pro rata” dia, com base na variação do indexador e na taxa efetiva de juros, pelo método exponencial ou linear, até a data do vencimento ou da venda definitiva do título, sendo reconhecidos diretamente no resultado do período. d. Participações em empreendimentos As participações em empreendimentos, registradas no Ativo não Circulante, são avaliadas regularmente pelo método da equivalência patrimonial. Outras participações que não se enquadrem na categoria anterior são registradas pelo custo de aquisição deduzido de provisão para desvalorização, quando aplicável. Registram-se como participações em empreendimentos as aquisições de ações e cotas de capital de empresas cuja expectativa de realização do ativo ocorra após o término do exercício seguinte. Na existência de expectativa de realização do ativo no curso dos doze meses seguintes, as participações em empreendimentos são apresentadas no Ativo Circulante como ativos financeiros. Os ágios pagos nas aquisições dos empreendimentos são registrados pelo custo de formação e não são amortizados por estarem baseados na expectativa de rentabilidade futura. O ágio tem o seu valor recuperável testado anualmente ou sempre que eventos ou alterações significativas nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperado. Quando o valor contábil exceder seu valor recuperável, a Companhia reconhecerá uma redução do valor desse ativo. e. Impostos e contribuições sobre a renda O imposto de renda foi apurado com base na alíquota de 15%, acrescido de adicional de 10% e a contribuição social foi apurada com base na alíquota de 9%, ambas, aplicáveis ao lucro tributável. Os ativos tributários diferidos são constituídos de acordo com estudo de capacidade de realização, preparado pela Administração. f. Outros ativos e outros passivos Outros ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidas (em base “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Outros passivos estão demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridas (em base “pro rata” dia). Composição de caixa e equivalentes de caixa 2011 2010 Depósitos bancários 51 37 Total 51 37 Ativos financeiros 2011 2010 Ganho/ Ganho/ Valor Valor justo (Perda) não Valor Valor justo (Perda) não de custo (contábil) realizado de custo (contábil) realizado Mantidos para negociação Letras Financeiras do Tesouro 28.396 28.396 – 35.294 35.294 – Total 28.396 28.396 – 35.294 35.294 – Ativos e passivos tributários correntes 2011 2010 Ativos tributários correntes Impostos e contribuições a compensar 1.340 11.532 Imposto de renda a recuperar 802 131 Total 2.142 11.663 Passivos tributários correntes 2011 2010 Impostos e contribuições sobre lucros a pagar 729 11.042 Impostos e contribuições sobre serviços de terceiros 14 7 Total 743 11.049 Ativos tributários diferidos a. Composição dos ativos tributários diferidos 2011 2010 Provisão para perdas 89 – Total 89 – b. Movimentação dos ativos tributários diferidos no período 2011 2010 Saldo inicial – – Provisão para perdas 89 – Saldo final 89 – c. Expectativa de realização dos ativos tributários diferidos Valor nominal Em 2012 89 Total 89

9

Outros ativos Adiantamento para futuro aumento de capital Salaverry Empreend. Imob. S.A. Castelblanco Empreend. Imob. Tolle Empreend. Imobiliário S.A. Phaser Incorporação SPE Ltda. Diálogo Ibiapava Empreendimentos Imob. S.A. Advento Empreendimentos Imobiliários S.A. Joaquim Antunes Empreendimentos Imobiliários NS Empreendimentos Imob. Nordeste S.A. Total Mútuo a Receber (–) Provisão para perdas Despesas antecipadas Total

2011

2010

5.200 2.141 1.300 1.225 293 – 2.881 3.134 16.174 262 (262) 4 16.178

– – – – 50 697 1.130 1.118 2.995 – – – 2.995

10 Participações em empreendimentos Valor do invesAquitimento sição 31/12/10 Queiroz Galvão Sabia Empreend. 5.421 – Vista Alegre Empreendimentos 2.939 – Colméia Life Tower Empreend. 2.802 – Advento Empreend. Imob. S.A. 6.603 – Alfa Empreend. Imobiliário S.A. 83.613 – Castelblanco Empreend. Imob. (a) 10.437 2.027 Salaverry Empreend. Imob. S.A. 13.811 – Colméia Capim Macio Empreend. 2.167 – Cia. Locação das Américas 103.556 – NS Empreend. Imob. Nordeste 4.612 130 Joaquim Antunes Empreend. Imob. 1.474 – Diálogo Ibiapava Empreend. Imob. 3.120 545 Tolle Empreend. Imobiliário S.A. 2.808 1.620 Phaser Incorporação SPE Ltda. (b) – 30.501 IRE República Empreend. Imob. – 49.974 Sen. Dantas Empreendimento Imob. – 34.204 Ramá SPE Empreendimentos Imob. – 4.099 Villagio Pompéia Empreend. Imob. – 2.817 Windsor Investimentos Imob. (c) – 50.000 Total 243.363 175.917

Alienação/ Valor do Recebto./ inves- % de Divi- Resultado dendos/ de equiva- timento Particilência 31/12/11 pação Outros – (1.790) 3.631 40,44 (1.058) 712 2.593 20,00 (1.499) (287) 1.016 50,00 (8.079) 6.005 4.529 50,00 (51.943) 34.442 66.112 25,00 (1.780) 6.741 17.425 26,76 (4.410) 2.204 11.605 50,00 (375) 1.082 2.874 50,00 – 6.713 110.269 34,62 – 1.833 6.575 35,00 (99) 443 1.818 50,00 – 274 3.939 50,00 – (797) 3.631 40,00 – 1.063 31.564 50,00 – (2) 49.972 100,00 – 1.115 35.319 80,00 – (16) 4.083 50,00 – – 2.817 50,00 – – 50.000 6,10 (69.243) 59.735 409.772

Acionistas controladores

2011 Fluxos de caixa provenientes das operações Lucro líquido 61.048 Ajustes ao lucro líquido: (59.735) Ganho/(Perda) na alienação de participações em empreendimentos – Equivalência de participações em empreendimentos (59.735) Variações patrimoniais Ativos financeiros 6.898 Ativos tributários correntes/diferidos 9.432 Outros ativos (52.602) Passivos tributários correntes (10.306) Ajustes de avaliação patrimonial – Outros passivos (12.114) Caixa gerado/(Utilizado) pelas operações (57.379) Fluxos de caixa provenientes das atividades de financiamento 164.067 Caixa gerado/(Utilizado) pelas atividades de financiamento 164.067 Integralização de Capital 250.000 Dividendos pagos (85.933) Fluxos de caixa provenientes das atividades de investimento Alienação de participações em empreendimentos – Aquisição de participações em empreendimentos (175.917) Dividendos recebidos 69.243 Caixa gerado/(Utilizado) pelas atividades de investimento (106.674) Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa 14 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 37 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 51 Aumento/(Redução) no caixa e equivalentes de caixa 14 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

2010 44.317 (55.078) (32.833) (22.245) (16.342) (11.405) 20.508 7.165 (6.295) (21.291) (38.421) – – – – 61.942 (34.325) 10.740 38.357 (64) 101 37 (64)

DEMONSTRAÇÕES DOS VALORES ADICIONADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais)

2011 Receitas 4.184 Receitas/(Despesas) financeiras 4.379 Outras Receitas/(Despesas) operacionais (195) Insumos adquiridos de terceiros (1.945) Outras (1.945) Processamento de dados (2) Serviços técnicos especializados (1.703) Outras (240) Valor adicionado bruto 2.239 Valor adicionado líquido produzido pela entidade 2.239 Valor adicionado recebido em transferência 59.735 Equivalência de participações em empreendimentos 59.735 Valor adicionado a distribuir 61.974 Valor adicionado distribuído 61.974 Impostos, taxas e contribuições 673 No País 673 Despesas tributárias (exceto IR e CS) 33 (a) Na aquisição das ações da Castelblanco Empreend. Imob. foi pago ágio no montante de R$2.027, Imposto de renda/Contribuição social 640 o qual está fundamentado na previsão de resultados futuros. Remuneração de capitais de terceiros 253 (b) Na aquisição das ações da Phaser Incorporação, no montante de R$30.501, foi pago ágio no Alugueis 253 montante de R$2.821, o qual está fundamentado na previsão de resultados futuros. Remuneração de capitais próprios 61.048 (c) Na aquisição das ações da Windsor Investimentos Imobiliários foi pago ágio no montante de Lucro retido 61.048 R$40.762, o qual está fundamentado na previsão de resultados futuros. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Investidas

Total do ativo Total do passivo Receita bruta dez/11 dez/10 dez/11 dez/10 dez/11 dez/10 Queiroz Galvão Sabia Empreend. S.A. 36.265 34.044 30.246 27.849 2.711 1.713 Vista Alegre Empreendimentos S.A. 28.501 15.236 15.536 4.612 6.609 929 Colméia Life Tower Empreend. S.A. 2.279 8.893 248 4.874 1.271 1.117 Advento Empreend. Imob. S.A. 9.876 33.364 818 14.224 6.927 6.893 Alfa Empreend. Imobiliário S.A. 317.176 237.117 145.501 111.229 125.299 90.603 Castelblanco Empreend. Imob. S.A. 130.911 42.825 74.001 5.146 31.285 7.717 Salaverry Empreend. Imob. S.A. 58.587 21.007 35.377 1.862 7.444 2.030 Colméia Capim Macio Empreend. 21.951 13.432 16.203 9.501 3.499 2.013 Cia. Locação das Américas 929.714 724.769 770.798 587.475 158.983 91.505 NS Empreendimentos Imob. Nordeste 25.440 18.517 5.465 8.569 6.266 – Joaquim Antunes Empreend. Imob. 11.472 6.075 2.074 737 2.958 – Diálogo Ibiapava Empreend. Imob. 7.877 – – – – – Tolle Empreend. Imobiliário S.A. 14.319 12.173 919 5.149 – – Phaser Incorporação SPE Ltda. 82.261 75.708 49 – – – IRE República Empreend. Imob. 49.974 – – – – – Sen. Dantas Empreendimento Imob. 84.626 – 38.356 – – – Ramá SPE Empreendimentos Imob. 8.257 – 90 – – – Villagio Pompéia Empreend. Imob. 10.813 – 5.180 – – – Windsor Investimentos Imobiliários 164.589 – 8.981 – – – (*) Representados pelas demonstrações contábeis em um período de defasagem de até 60 dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora. 11 Outros passivos

2010 2.663 22.245 32.852 57.760 (1.132) (236) (1.033) 55.359 (11.042) (11.042) – 44.317 0,25

Resultado do período dez/11 dez/10 (818) (1.599) 5.743 537 (96) (272) 7.458 6.176 98.987 73.603 25.127 4.006 4.667 (1.264) 2.030 848 22.576 11.553 4.414 (190) 887 (54) (35) – (923) – (269) (77) (3) – 379 – (31) – – – (226) –

2010 34.482 2.663 31.819 (1.024) (1.024) (1) (643) (380) 33.458 33.458 22.245 22.245 55.703 55.703 11.278 11.278 236 11.042 108 108 44.317 44.317

PL* dez/11 6.019 12.965 2.031 9.058 171.675 56.910 23.210 5.748 158.916 19.975 9.398 7.877 13.400 82.212 49.974 46.270 8.167 5.633 155.608

dez/10 6.195 10.624 4.019 19.140 125.888 37.679 19.145 3.931 137.294 9.948 5.338 – 7.024 75.708 – – – – –

a. Ativo 2011 57 1.189 1.246

2010 13 2.822 2.835

Provisão de serviços de terceiros especializados Credores diversos Total 12 Patrimônio líquido a. Capital Social O Capital Social da Companhia é representado por 478.600.000 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, (178.600.000 ações em 31 de dezembro de 2010). Durante o exercício de 2011, os acionistas efetuaram duas integralizações de Capital, sendo a primeira em 12 de maio de 2011 , no montante de R$200.000 (com emissão de 200.000.000 ações ordinárias, sem valor nominal, subscritas e integralmente integralizadas) e a segunda em 12 de dezembro de 2011, no montante de R$100.000 (com emissão de 100.000.000 ações ordinárias, sem valor nominal, subscritas e parcialmente integralizadas). b. Reservas de lucros Reserva Legal Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir o limite de 20% do Capital Social. A Reserva Legal poderá deixar de ser constituída quando acrescida do montante das reservas de Capital exceder 30% do Capital Social. A Reserva Legal somente poderá ser utilizada para aumento de Capital ou para compensar prejuízos. Reserva para expansão No encerramento do exercício, a Administração propõe a destinação do lucro não distribuído para “Reserva para Expansão”. O saldo de reserva está à disposição dos acionistas para deliberação futura em Assembleia Geral. Conforme Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 29 de junho de 2011, foi deliberada e aprovada a reversão da Reserva Estatutária denominada “Reserva para Expansão”, no montante de R$85.933 e a distribuição, a título de dividendos, do montante de R$85.933. c. Dividendos Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo obrigatório, correspondente a 25% do lucro de cada período, deduzido da Reserva Legal. Em 2010 a Administração propôs a distribuição de dividendos sobre o lucro do período. Conforme Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 29 de junho de 2011, foi deliberada e aprovada a distribuição a título de dividendos, no montante de R$85.933, mediante reversão de “Reserva para Expansão”. Conforme Ata de Reunião de Diretoria de 31 de dezembro de 2011, foi dispensada a destinação de distribuição de dividendos sobre o lucro do exercício de 2011. 2011 2010 Lucro líquido 61.048 44.317 Reserva Legal (3.052) (2.216) Base de cálculo 57.996 42.101 Juros sobre o capital próprio – – Dividendos – 10.525 Valor proposto – 10.525 % sobre a base de cálculo – 25% Montante por ação – 0,06 13 Balanço patrimonial por faixas de vencimento A demonstração do “balanço patrimonial por faixas de vencimento” foi elaborada considerando o prazo de vencimento dos ativos e passivos, independente da categoria em que estão classificados. Dos ativos e passivos de prazo indeterminado, classificam-se as operações ativas no realizável a longo prazo e as operações passivas no passivo circulante. Na demonstração “Balanço Patrimonial”, os ativos financeiros classificados na categoria “mantidos para negociação” são apresentados como Ativo Circulante, independentemente dos prazos de vencimento dos títulos.

Até 360 De 1 a De 3 a Acima de Total dias 3 anos 5 anos 5 anos Sem vecto. Caixa e equivalentes de caixa – – – – 51 51 Ativos financeiros 28.396 – – – – 28.396 Ativos tributários correntes 2.142 – – – – 2.142 Ativos tributários diferidos 89 – – – – 89 Dividendos a receber 39.419 – – – – 39.419 Outros ativos 16.178 – – – – 16.178 Participações em empreendimentos – – 409.772 – – 409.772 Total 86.224 – 409.772 – 51 496.047 b. Passivo Até 360 De 1 a De 3 a Acima de Total dias 3 anos 5 anos 5 anos Sem vecto. Passivos tributários correntes 743 – – – – 743 Outros passivos 1.246 – – – – 1.246 Patrimônio líquido – – – – 494.058 494.058 Total 1.989 – – – 494.058 496.047 14 Receitas/(Despesas) financeiras 2011 2010 Ativos financeiros - LFT 4.379 2.663 Total 4.379 2.663 15 Outras receitas operacionais 2011 2010 Lucro na alienação de participações e empreendimentos (a) – 32.833 Outras 67 19 Total 67 32.852 (a) Em 22 de setembro de 2010 a Companhia vendeu a sua participação na companhia Abiatar SPE Empreendimentos Imobiliários S.A. e transferiu as quotas, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus, encargos ou gravames de qualquer natureza, juntamente com todos e quaisquer direitos e vantagens inerentes às quotas. O preço certo e ajustado pela venda das quotas foi de R$61.500 acrescido de R$442, que corresponde a 50% do valor do caixa líquido da SPE na data da operação, totalizando R$61.942, que foi pago na sua totalidade em 22 de setembro de 2010. A receita gerada na operação de venda no valor de R$32.833 foi registrada no mês de setembro de 2010. 16 Outras despesas administrativas 2011 2010 Despesas com alugueis (253) (108) Despesas de processamento de dados (2) (1) Despesas de serviços técnicos especializados (1.703) (643) Despesas com contribuições filantrópicas – (292) Despesas com publicação (131) – Outras (109) (88) Total (2.198) (1.132) 17 Despesas tributárias 2011 2010 IOF (25) (235) ISS sobre serviços – (1) Outros (8) – Total (33) (236)

continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16 -.ECONOMIA/LEGAIS

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

continuação

BV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ: 08.959.996/0001-79 Avenida das Nações Unidas, 14171 - Torre A - 6º andar - Vila Gertrudes - CEP 04794-000

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) c.

18 Outras despesas operacionais 2011 (262) – – (262)

2010 – (995) (38) (1.033)

2011 Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 61.688 Encargos à alíquota nominal vigente de 25% e 9% (20.974) Exclusões - Resultado de equivalência patrimonial 20.309 Exclusões - Outros 25 Imposto de renda e contribuição social corrente (729) Imposto de renda e contribuição social diferido 89 b. Imposto de renda e contribuição social diferidos com efeito sobre o resultado 2011 Ativo fiscal diferido Adições/(Exclusões) Provisão para perdas 89

2010 55.359 (18.822) 7.563 217 (11.042) –

Provisão para perdas Contratos de mútuo Despesas com multa e juros Total 19 Despesas de impostos e contribuições sobre a renda a. Encargos devidos sobre as operações

2010

–

Composição dos créditos tributários 2011 89 89

Em razão do referido desdobramento, o Capital Social, que era dividido em 31.189.890 ações ordinárias, passou a ser dividido em 46.784.835 ações ordinárias, sem ocorrer, entretanto, qualquer alteração na composição acionária. Em 30 de março de 2012 a BV Empreendimentos e Participações possuía 16.198.994 ações ordinárias após o desdobramento. Em 23 de abril de 2012, a BV Empreendimentos e Participações alienou na Oferta Pública de Ações 12.149.244 ações ordinárias da Companhia de Locação das Américas pelo valor de R$109.343, gerando resultado bruto na alienação das ações no montante de R$26.641. A partir de 30 de abril de 2012, para as 4.049.750 ações remanescentes da Companhia de Locação das Américas, foi apurado na BV Empreendimentos e Participações ajuste ao valor de mercado de R$8.880 com base no preço da Oferta Pública de Ações da Companhia. BVEP Empreendimento Imobiliário SPE III S.A. Conforme reunião do conselho de Administração do Banco Votorantim S.A. (“acionista”), realizada em 2 de fevereiro de 2012 foi aprovada a constituição de uma empresa subsidiária integral denominada BVEP Empreendimento Imobiliário SPE III S.A. (“subsidiária”), no montante de R$1 mil, mediante a emissão de 1.000 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Conforme ata de Assembleia Geral Extraordinária da subsidiária, realizada em 23 de julho de 2012 foi aprovado o aumento de Capital de R$1 mil para R$93.912 mil, mediante a emissão de 93.911.247 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Dessa emissão, 65.000.000 ações foram subscritas pela Companhia e 28.911.247 ações subscritas por outro acionista.

2010 – –

Ativo (Outros ativos) Provisão para perdas Partes relacionadas Os saldos das operações ativas, passivas, de receitas e despesas envolvendo partes relacionadas são os seguintes: Votorantim (a) 2011 2010 Ativos Caixa e equivalentes de caixa 51 37 (a) Votorantim - compreendem as empresas que compõem o Conglomerado Votorantim. 21 Eventos subsequentes a. Companhia de Locação das Américas Em 27 de fevereiro de 2012, a Companhia de Locação das Américas protocolou, perante a CVM, pedido de registro de oferta pública primária e secundária de distribuição de ações. Em 29 de fevereiro ocorreu a conversão de ações preferenciais para ações ordinárias. Em 30 de março de 2012, os acionistas da Companhia de Locação das Américas, reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, aprovaram um desdobramento de ações em que se dividia o Capital Social, na proporção de três ações para cada duas ações pré-existentes ao desdobramento.

20

b.

A DIRETORIA

Marcelo Rosas Betine - CRC: 1PR044644/“O” - 6 ”S” SP

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Administradores e aos Acionistas da BV Empreendimentos e Participações S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras da BV Empreendimentos e Participações S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas expiicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos audiíores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem

e

do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalva Conforme Nota Explicativa n° 10, em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possui participações em empreendimentos imobiliários. A Administração da Companhia optou por não apresentar demonstrações financeiras consolidadas, conforme requerido pela seção 9 do Pronunciamento Técnico CPC 36 Demonstrações Consolidadas, emanado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que determina que a controladora deve apresentar também as demonstrações financeiras consolidadas considerando os investimentos em empresas controladas. Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto pela não apresentação das demonstrações financeiras consolidadas, conforme descrito no parágrafo de base para opinião com ressalva, as demonstrações financeiras acima referidas

apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BV Empreendimentos e Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado da BV Empreendimentos e Participações S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, elaboradas sob a responsabilidade da Administração da Companhia e cuja apresentação está sendo efetuada de forma espontânea pela Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Outros assuntos As demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2010 foram por nós auditadas, e nosso relatório de auditoria emitido em 19 de agosto de 2011 sem modificações. São Paulo, 14 de dezembro de 2012. KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0

A projeção do Armarinhos Fernando, principal varejista da 25 de Março, era receber 10 mil clientes por dia até hoje, véspera do Natal.

conomia

Fim de semana forte em vendas Itens mais procurados pelos consumidores para presentear neste Natal foram roupas e brinquedos. Mercadão e Rua 25 de março ficaram movimentados.

N

o último fim de semana antes do Natal, o movimento de compras na Rua 25 de Março – mesmo com algumas lojas fechadas –, e no Mercado Municipal de São Paulo, foi intenso. A projeção do Armarinhos Fernando, principal varejista da 25 de Março, era receber 10

mil clientes por dia até hoje, véspera da data de maior faturamento para a rede. Entre os itens vendidos pela empresa, estão brinquedos. Roupas e brinquedos devem ser os presentes que serão mais recebidos neste Natal. Esses produtos lideram a lista de presentes de todas as classes sociais, segundo apontaram duas

UVR GRAJAÚ S.A. CNPJ/MF (Em Constituição) - (“Companhia”) Ata da Assembléia Geral de Constituição da Sociedade por Ações 1. Data, Hora e Local: Realizada no dia 21/11/2012, às 11hs, no local onde será a sede social da Cia., R. Dança Brasileira, n° 50, Jd. Marilda, em SP/SP. 2. Convocação e Presença: Presentes as fundadoras e subscritoras, representantes da totalidade do capital social inicial de sociedade anônima a· ser constituída, a saber: a) Foz do Brasil S.A., sociedade com sede em SP/SP, Av. Rebouças, n° 3.970, 31°, parte, Pinheiros, SP/SP, inscrita no CNPJ/MF n° 09.437.097/0001-79 e NIRE 35300358775, neste ato representada por seus Diretores, Srs. Renato Amaury de Medeiros, carteira de identidade n° 051981793 - SSP/RJ, CPF/MF n° 788.718.407-04 e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti, carteira de identidade n° 4.835.223 SSP/BA, CPF/MF n° 544.408.075-34; b) Odebrecht Engenharia Ambiental S.A., com sede em SP/SP, Av. Rebouças, n° 3.970, 31°, parte, Pinheiros, CNPJ/MF nº 09.414.734/0001-91 e NIRE 35300359348, neste ato representada por seus Diretores, Srs. Renato Amaury de Medeiros, acima qualificado, e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti, acima qualificada. Mesa: Presidida pelo Sr. Renato Amaury de Medeiros e secretariada pelo Sr. Fernando Santos Mathiazi. 4. Ordem do Dia: Deliberar sobre a constituição de capital fechado, a ser denominada UVR Grajaú S.A. (“Cia.”). 5. Deliberações: O Sr.Presidente declarou instalada a Assembleia e informou que, como já era do conhecimento de todos, tinha a mesma por finalidade a constituição de uma sociedade por ações, nos termos da Lei nº 6.404, de 15/12/1976, e posteriores alterações (“Lei das S.A.”), sob a denominação de UVR Grajaú S.A., a ser regida por um Estatuto Social e pela Lei das S.A., bem como pelas demais disposições legais aplicáveis. 5.1 Informou o Sr. Presidente que sobre a mesa encontrava-se igualmente o Boletim de Subscrição das ações representativas do capital social, o qual foi assinado pelas Acionistas fundadoras, que subscreveram, no ato, a totalidade do capital social da Cia. no valor total de R$ 1.000,00, representado por 1.000 ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal, emitidas pelo valor de R$ 1,00 cada uma. Conforme consta do referido Boletim de Subscrição, que passa a fazer parte integrante da presente Ata como seu Anexo I, e nos termos do Art. 80 da Lei das S.A., o capital social foi subscrito e totalmente integralizado pelas Acionistas fundadoras da seguinte forma: a) a Acionista fundadora Foz do Brasil S.A. subscreveu e integralizou, neste ato, em moeda corrente nacional, 999 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, representativas do capital social, no valor total de R$ 999,00; e b) a Acionista fundadora Odebrecht Engenharia Ambiental S.A. subscreveu e integralizou, neste ato, em moeda corrente nacional, 1 ação ordinária nominativa e sem valor nominal, representativa do capital social, no valor total de R$ 1,00. Para os fins estabelecidos no Art. 81 da Lei das S.A., o comprovante de depósito bancário do valor integralizado pelas Acionistas fundadoras foi apresentado aos presentes e passa a integrar esta Ata como Anexo II. 5.2 Atendidos os requisitos preliminares exigidos nos termos do Art. 80 da Lei das S.A , o Sr. Presidente solicitou a mim, Secretário, que procedesse à leitura do Projeto do Estatuto Social, que integra o Anexo III à presente ata. Terminada a leitura, referido documento foi aprovado por unanimidade e sem quaisquer restrições. Sendo assim, o Sr. Presidente declarou constituída a Cia. de pleno direito. 5.3 Passou-se, a seguir, nos termos do Estatuto Social, à eleição dos membros da Diretoria da Cia., tendo sido eleitos, para os cargos de Diretores sem designação específica, por unanimidade pelas Acionistas fundadoras, com mandato até a realização da AGO da Cia. em 2014, os Srs. (i) Marcos Fernando Rabello Santos, carteira de identidade n° 1604715 - SSP/BA, CPF/MF, nº 254.545.105-30; e (ii) Gerson Mortari Junior, cédula de identidade n° 17.040.358-0 SSP/ SP, CPF/MF n° 113.432.288-75. 5.4 A remuneração anual global dos Diretores obedecerá ao disposto no Estatuto Social e será aprovada pelos acionistas em AGE convocada para este fim. 5.5 Os membros da Diretoria da Cia. aceitaram os cargos para os quais foram eleitos, afirmando expressamente, sob as penas da lei, que não estão impedidos, por lei especial, de exercer a administração da Cia., e nem condenados ou sob efeitos de condenação a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, nos termos do Art. 147, §1° da Lei das S.A. 5.6 O Sr. Presidente, por fim, esclareceu que os Diretores ora eleitos ficam incumbidos de ultimar as formalidades remanescentes necessárias à constituição da Cia. e ao seu registro perante os órgãos competentes. 6. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, da qual se lavrou a presente Ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. Mesa: Renato Amaury de Medeiros, Presidente; Fernando Santos Mathiazi, Secretário; Acionistas: Foz do Brasil S.A.; Odebrecht Engenharia Ambiental S.A..Certifico e dou fé que esta ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Renato Amaury de Medeiros-Presidente e Fernando Santos Mathiazi-Secretário. Foz do Brasil S.A., Odebrecht Engenharia Ambiental S.A. Advogado Responsável: Fernando Santos Mathiazi-OAB/SP: 285.647. Estatuto Social da UVR Grajaú S.A.-I. Denominação e Prazo de Duração-Art. 1º - UVR Grajaú S.A. é uma sociedade anônima, com prazo de duração por tempo indeterminado, regida pelo disposto no presente Estatuto e pelas disposições legais aplicáveis, em especial a Lei 6.404, de 15/12/1976, e suas alterações posteriores (“Lei das S.A.”) (“Cia.”). II. Sede e Dependências-Art. 2° - A Cia. tem sua sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Dança Brasileira, n° 50, Jardim Marilda, CEP 04857-180, podendo, onde e quando convier, abrir ou encerrar filiais, sucursais, agências, escritórios, representações e dependências similares em qualquer parte do território nacional ou no exterior, mediante deliberação da Diretoria. III. Objeto Social-Art. 3° - A Cia. tem por objeto a prestação de serviços de recebimento, triagem, processamento, reciclagem e disposição final de resíduos sólidos inertes e da construção civil, bem como a comercialização de agregados reciclados. IV. Capital Social e Ações-Art. 4° - O capital social é de R$ 1.000,00, dividido em 1.000 ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas em moeda corrente nacional. Art. 5° - Cada ação ordinária, indivisível em relação à Cia., confere ao seu titular o direito a 01 voto nas Assembleias Gerais, cujas deliberações serão tomadas na forma da legislação aplicável. As ações preferenciais que eventualmente venham a ser emitida pela Cia. não terão direito de voto nas Assembleias Gerais, salvo nos casos previstos em lei, mas gozarão de prioridade no reembolso do capital em caso de liquidação da Cia.. § 1° - A propriedade das ações presumir-se-á pela inscrição do nome do acionista no livro de “Registro de Ações Nominativas”. A Cia. poderá, a pedido do acionista, emitir certificados de ações. Os certificados de ações, ou títulos múltiplos que as representem, serão assinados por 02 Diretores. § 2° - As despesas de desdobramento, grupamento ou substituição de certificados de ações, quando solicitado pelo acionista, correrão por sua conta, por preço não superior ao custo. §3° - É vedada à Cia. a emissão de partes beneficiárias. Art. 6° - Os acionistas têm preferência para a subscrição de novas ações, na proporção das ações já anteriormente possuídas. Caso algum acionista desista, por escrito, do seu direito de preferência, ou não se manifeste dentro de 30 dias contados da data da Assembleia Geral que aprovar o aumento do Capital Social, caberá aos demais acionistas, na proporção de suas ações, o direito à subscrição das novas ações. V. Administração da Cia.-Art. 7° - A administração da Cia. cabe a uma Diretoria, constituída de, no mínimo, 02 e, no máximo, 05 Diretores, residentes e domiciliados no País, acionistas ou não, eleitos em Assembleia Geral, com prazo de gestão de 02 anos, podendo ser reeleitos, com atribuições fixadas de conformidade com

pesquisas divulgadas na sexta-feira passada. Como essas são mercadorias de menor valor comparados com eletrônicos e eletrodomésticos, há indícios de que o faturamento do comércio deste Natal não deve ter forte expansão. Segundo o Instituto Data Popular, a intenção de compra de roupas é superior a 40% pa-

ra as classes alta e média e de 23% para classe de menor renda. No caso dos brinquedos, os percentuais de intenção de compras estão na faixa de 30% para os consumidores das classes alta e média e de 21% para a classe com menor poder aquisitivo. A pesquisa considera classe alta famílias com renda mensal supe-

as disposições legais e deste Estatuto, ficando dispensados de caução de gestão. § 1° - Todos os membros da Diretoria são investidos em seus cargos mediante a assinatura dos respectivos termos de posse, devendo permanecer no exercício do cargo até a investidura de seus sucessores. § 2° - A Assembleia Geral fixará o montante global da remuneração dos membros da Diretoria. Art. 8° - Em caso de impedimento ou de ausência de qualquer dos membros da Diretoria, o Diretor ausente deverá indicar seu substituto, conforme o caso, dentre os demais Diretores. § Único - Ocorrendo a hipótese prevista neste Art., o substituto terá direito ao seu voto e ao do substituído nas reuniões da Diretoria. Art. 9º - Em caso de vacância na Diretoria, deve ser convocada, no prazo de 10 dias a contar da vacância, Assembleia Geral para deliberar sobre a substituição. Para fins deste Art., o cargo de qualquer Diretor será considerado vago se ocorrer a destituição, renúncia, morte, incapacidade comprovada, impedimento ou ausência injustificada por mais de 30 dias consecutivos. Art. 10 - Compete aos Diretores a representação da Cia., nos termos do Art. 13 do presente Estatuto, e a prática dos atos regulares de gestão que lhes são atribuídos por lei e por este Estatuto. Seus poderes incluem, mas não estão limitados a, os suficientes para: a) zelar pela observância da lei e deste Estatuto Social; b) zelar pelo cumprimento das deliberações tomadas nas Assembleias Gerais e nas suas próprias reuniões; c) administrar, gerir e superintender os negócios sociais; e d) emitir e aprovar instruções e regulamentos internos que julgar úteis e necessários. Art. 11 - Deverão ser deliberadas em reunião da Diretoria as seguintes matérias: a) propostas sobre constituição, alteração do objeto social, transformação, incorporação, fusão, cisão, dissolução ou liquidação de sociedade de que participe a Cia.; b) participação em consórcios, associações com outras sociedades e acordos de acionistas; c) concessão de avais, fianças ou outras garantias pela Cia.; d) alienação de participações societárias e de bens imóveis da Cia.; e) instalação, transferência ou encerramento de filiais, sucursais, agências, escritórios, representações e dependências similares, no território nacional ou no exterior; f) proposta sobre negociação com ações de emissão da Cia. para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria e respectiva alienação, sendo a efetiva aprovação e implementação de tal matéria de competência da Assembleia Geral da Cia.; g) designação de auditores independentes; e h) emissão de valores mobiliários, inclusive para distribuição pública, sendo a efetiva aprovação e implementação de tal matéria de competência da Assembleia Geral da Cia.. § 1° - A Diretoria funcionará de forma colegiada, devendo reunir-se sempre que seja convocada por qualquer Diretor, com 05 dias de antecedência, no mínimo, salvo quando de caráter urgente, realizando-se, normalmente, na sede da Cia. e, excepcionalmente, em qualquer outro local previamente estabelecido, devendo constar da convocação a data, horário e os assuntos que constarão da ordem do dia. O presidente da reunião será nomeado pela maioria dos demais Diretores presentes e o secretário, por sua vez, será indicado pelo presidente nomeado, sendo certo que as atas correspondentes serão lavradas no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria. § 2° - As reuniões da Diretoria realizar-se-ão com a presença da maioria de seus membros, sendo as deliberações tomadas por maioria de votos dos Diretores presentes, considerando-se como presente aquele que estiver, na ocasião, representado por outro Diretor. Art. 12 - Os atos de qualquer Diretor, empregado ou procurador que envolvam a Cia. em qualquer obrigação relativa a negócios ou operações fora do escopo previsto no objeto social, bem como a prestação de garantias ou contra-garantias de qualquer natureza pela Cia. em favor de terceiros são expressamente proibidos e serão considerados nulos, sem efeitos e inválidos com relação à Cia.. Art. 13 - A representação da Cia., em juízo ou fora dele, seja ativa ou passivamente, perante terceiros e repartições públicas federais, estaduais ou municipais, autarquias, sociedades de economia mista e entidades paraestatais, bem como a prática de todos os atos necessários ou convenientes à administração dos negócios sociais, inclusive a celebração e rescisão de contratos, concessão avais, fianças ou outras garantias, respeitados os limites previstos em lei e no presente Estatuto Social, competirão sempre: (a) a 2 (dois) Diretores em conjunto; ou (b) a 1 Diretor em conjunto com 1 procurador; ou (c) a 2 procuradores em conjunto, ou ainda (d) a 1 procurador com poderes especiais e específicos, devidamente outorgados na forma do § único deste Art., abaixo. § único - As procurações outorgadas em nome da Cia. o serão sempre por dois Diretores em conjunto, devendo prever poderes específicos, a impossibilidade de substabelecer e ser outorgadas por um período máximo de validade de 1 ano, com exceção das procurações para representação em processos judiciais ou administrativos, as quais poderão ser por prazo indeterminado e permitirão o substabelecimento.VI. Assembleias Gerais-Art. 14 - A Assembleia Geral reunir-se-á ordinariamente uma vez por ano, dentro dos 4 primeiros meses após o, término de cada exercício social, competindo-lhe tomar as deliberações previstas em lei. Art. 15 - A Assembleia Geral reunir-se-á extraordinariamente sempre que os interesses sociais, este Estatuto ou a legislação em vigor exigir o pronunciamento dos acionistas. Art. 16 - A Assembleia Geral, ordinária ou extraordinária, será instalada e presidida por qualquer representante dos acionistas, indicado entre os presentes que, por sua vez, deverá designar dentre os presentes, o secretário. Art. 17 - Somente poderão tomar parte na Assembleia Geral os acionistas titulares de ações que estiverem registradas em seu nome, no livro próprio, até 48 horas antes da data marcada para a realização da Assembleia. VIl. Conselho Fiscal-Art. 18 - O Conselho Fiscal somente funcionará nos exercícios sociais em que for instalado, a pedido de acionistas que preencham os requisitos exigidos por lei. Art. 19- O Conselho Fiscal, quando em funcionamento, será constituído no mínimo por 03 e no máximo por 05 membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não, eleitos pela Assembleia Geral, podendo ser reeleitos, com as atribuições previstas em lei. § Único - A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será fixada pela Assembleia Geral que os eleger. VIII. Exercício Social-Art. 20 - O exercício social terá início em 1° de janeiro e término em 31 de dezembro de cada ano, quando será levantado o balanço patrimonial e demais demonstrações financeiras. § 1° - Do resultado do exercício, após as deduções de prejuízos acumulados e da provisão para o Imposto de Renda, serão deduzidas as participações dos administradores da Cia., se e quando deliberado pela Assembleia Geral, nos limites e formas previstos em lei. § 2° - Apurado o lucro líquido do exercício, dele deduzir-se-ão inicialmente 5% para constituição da reserva legal, até esta alcançar 20% do capital social ou até que a soma desta e de outras reservas do capital exceda a 30% do mesmo capital. § 3° - Do lucro líquido ajustado, nos termos do Art. 202, inciso I, alínea “a” da Lei das S.A., destinar-se-ão: a) 1%, no mínimo, ao pagamento de dividendo anual obrigatório e; b) até 99% para a reserva de realização de investimentos. § 4° - O saldo remanescente, após o cumprimento do disposto nos §§ anteriores deste Art. e das disposições legais, terá a aplicação que decidir a Assembleia Geral, observada a legislação aplicável. § 5° - A Cia. poderá levantar balanços intermediários, a qualquer tempo, para atender exigências legais ou conveniências sociais, inclusive para distribuição de dividendos intermediários ou intercalares que, caso distribuídos, poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório, referido no §3° deste Art.. § 6° - A Cia., por deliberação da Diretoria, poderá pagar ou creditar juros sobre o capital próprio aos seus acionistas, nos termos do art.9°, § 7° da Lei n° 9.249, de 26.12.95, e legislação pertinente. O valor dos juros pagos ou creditados, a título de remuneração do capital próprio, poderá ser imputado ao valor do dividendo obrigatório de que trata o Art. 202 da Lei n° 6.404/76. IX. Liquidação-Art. 21 - A Cia. entrará em liquidação nos casos previstos em lei, competindo à Assembleia Geral estabelecer o modo de liquidação, eleger o liquidante e o Conselho Fiscal para tal finalidade. São Paulo, 21/11/2012. Foz do Brasil S.A., Odebrecht Engenharia Ambiental S.A. Advogado Responsável: Fernando Santos Mathiazi-OAB/SP: 285.647. Jucesp sob o NIRE nº 3530044813-8 em 12/12/2012. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

TS 5 Empreendimentos e Participações S/A CNPJ: 03.395.203/0001-12 Relatório da Diretoria Srs.Acionistas: Em cumprimento às disposições legais, apresentamos o Balanço Patrimonial e Demonstrações Financeiras de 2010 e 2011. A Diretoria Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/2011 e 31/12/2010 - Em (R$ 1) ATIVO 2011 2010 PASSIVO 2011 2010 Circulante 2.726.397 2.778.459 Circulante 16.452 32.902 Caixa e Bancos 615.861 468.978 Títulos a Pagar 346 Aplicações Financeiras 1.002.156 1.852.829 Impostos a Recolher 12.067 28.898 Impostos a Recuperar 302.679 302.996 Contribuições a Recolher 1.085 1.081 Adiantamentos 108.666 116.067 Pró-Labóre a Pagar 2.955 2.923 Despesas Exerc. Seguinte 1.797 1.350 Não Circulante 25.664 Conta Corrente Sócio 695.239 36.240 Receitas de Exercícios Seguintes 25.664 Não Circulante 2.720.428 2.631.130 Patrimônio Líquido 5.404.709 5.376.687 Contratos de Mútuo 661.414 486.414 Capital Social 5.300.000 5.300.000 Permanente 2.059.014 2.144.717 Reserva Legal de Lucros 93.502 93.502 Investimentos 175.453 174.926 Lucros (Prej.) Acumulados (16.815) 9.928 Imobilizado Líquido 1.883.562 1.969.791 Resultado do Exercício 28.022 (26.742) Total do Ativo 5.446.825 5.409.589 Total do Passivo 5.446.825 5.409.589 Demonstração do Fluxo de Caixa Fluxo de Caixa Proveniente Operações Lucro (Prejuizo) Líquido do Exercício Redução (Aumento) nos Ativos: Depreciações Empréstimos a Sócios e Mútuo Tributos a Recuperar Desp. Exercício Seguinte Adiantamentos a Fornecedores

2011

2010 Recursos Líq. Atividades Operacionais: (26.742) Fluxo de Caixa Proveniente Investimentos Bovespa / Ações Diversas 119.576 Compras de Imobilizado (83.996) (44.834) Fluxo de Caixa Proveniente Financiamentos (1.350) Banco Itaú CDB-DI (10.604) Outros

2011 393.862 (31.918) (31.918) 361.944 (325.277) (269.985) 101.000 (39.264) (117.027) 36.667 36.667 (3.242) (5.404) 28.022 0,00520

2010 430.276 (25.767) (25.767) 404.509 (410.767) (303.333) 33.310 (32.229) (108.516) (6.258) (6.258) (7.681) (12.802) (26.742) (0,0050)

2010 Variação do Capital Circulante Líquido 2011 2010 (30.948) Ativo (97.938) (26.807) No Início do Exercício 2.778.459 2.751.652 2.876.397 2.778.459 (527) 4.556 No Final do Exercício 128.955 16.450 (6.398) (42.726) (35.000) Passivo (833.999) No Início do Exercício 32.902 26.504 (43.253) (30.444) 317 No Final do Exercício 16.452 32.902 (447) 114.388 20.410 25.664 - Variação do Capital Circulante Líquido 7.400 18.020 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (697.773) 25.664 18.020 Capital Lucros Aumento (Redução) nos Passivos: (703.790) (43.373) Discriminação Social Reservas Prej.Acum. Total Impostos e Contribuições (16.828) 6.419 Variação Total das Disponibilidades: 93.502 417.097 5.810.599 2.321.807 2.365.179 Saldos em 31/12/2008 5.300.000 Redução em Pró-labóre 32 (21) Disponibilidades - No Início do Exercício Distribuição de Dividendos (400.000) (400.000) Disponibilidades No Final do Exercício 1.618.016 2.321.807 Títulos a Pagar 346 (2.296) (2.296) (703.790) (43.373) Baixa de Imp. - Perdcomp (16.450) 6.398 Disponibilidades Líquidas Aplicadas: (-) Prejuízo no Período (22.893) (22.893) Notas Explicatívas às Demonstr. Contábeis de 31/12/10 e 31/12/11 preciação do Imobilizado é calculada pelo método linear levando-se em Saldos em 31/12/2009 5.300.000 93.502 (8.092) 5.385.410 1. Apresentação das Demonstrações Contábeis: Estão sendo apresen- conta a vida útil e econômica dos bens. 3. Capital Social: O Capital Social Lucros Acumulados 18.020 18.020 tadas em conformidade com as determinações previstas na Lei 6.404/76, de R$5.300.000,00 é representado por 5.300.000 ações ordinárias nomi- (-) Prejuízo no Período (26.742) (26.742) reformulada pela Lei 9.457/97. 2. Principais Critérios Contábeis: a) De- nativas com valor nominal de R$ 1,00 cada uma, totalmente integralizado. Saldos em 31/12/2010 5.300.000 93.502 (16.814) 5.376.688 Takamitsu Sato Auro Fumio Sato Henrique Nagib de Vasconcellos Miguel Lucro no Período 28.022 28.022 Diretor Presidente Diretor Contador - CRC 1SP 160626/O-8 Saldos em 31/12/2011 5.300.000 93.502 11.207 5.404.709 28.022

2011 (686.201)

Demonstração do Resultado Receitas Operacionais Deduções das Receitas Impostos Incidentes Receita Operacional Líquida Despesas Operacionais Gerais e Administrativas Financeiras Líquidas Tributárias Patrimoniais Resultado Operacional Resultado antes do IRPJ e CSLL Contribuição Social S/ Lucro IRPJ S/ Lucro Lucro (Prejuizo) Líq. do Exercício Lucro (Prejuizo) por Ação

rior a R$ 3,876 mil; classe média, entre R$ 1,11 mil e R$ 3,875 mil; classe baixa, com renda familiar abaixo de R$ 1,109 mil. Sondagem especial de Natal da Fundação Getúlio Vargas (FGV) também aponta roupas, com 43,6%, e brinquedos, com 21,1%, os itens preferidos pelos consumidores. No ano passado, roupas e brinquedos lideraram a lista de compras, mas com percentuais maiores. De toda forma, os prognósticos dos comerciantes consideram projeções moderadas de crescimento de vendas. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) reviu, na semana passada, de 4% para 3% a projeção de alta nas negócios. Fábio Pina, assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP) pondera que, diante do tamanho da amostra, os resultados da sondagem geralmente são conservadores. "Nossa projeção é de um crescimento de vendas entre 5% e 6%", afirma o eco-

nomista, ressaltando que o emprego e a renda em alta devem garantir esse resultado. Brinquedos – As bonecas da linha Monster High e o astronauta Buzz Lightyear, da série Toy Story, fazem parte de uma lista de brinquedos que acabaram em diversas lojas, em razão da forte demanda às vésperas do Natal. A restrição nos estoques também ocorre em itens como a Galinha Pintadinha, a Casa da Barbie e bonecos da novela Carrossel. "No caso da Monster High, o nosso estoque acabou em outubro e não houve reposição", disse uma funcionária da PBKids do shopping Metrô Santa Cruz. Produtos dessa linha faltavam em outras dez lojas ouvidas pela reportagem. O consumidor, porém, encontrava com facilidade as bonecas Barbie e os carrinhos de controle remoto na sexta-feira. A Mattel, da Monster High, informou que acompanha de perto os casos de redução do estoque para garantir que os itens sejam repostos em pouco tempo. (Agências)

Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo

Uma multidão foi às compras de última hora na 25 de março ontem.

Preço da ceia de Natal sobe mais que a inflação

C

onsumidores brasileiros gastam mais neste ano para comprar os mesmos produtos da ceia de Natal. Levantamento de economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra um avanço nos preços superior à inflação no período. A cesta com oito produtos típicos de Natal teve alta de 9,8%, ante uma inflação ao consumidor, medida pelo IPC-10/FGV, de 5,73% em 2012. Pelos cálculos do economista, caso o consumidor optasse em comprar todos os itens,

teria de desembolsar cerca de R$ 145. Os vilões da ceia neste ano são: nozes (16,46%), frango especial (11,71%), avelãs (11,58%) e o tender (9,11%). Na outra ponta, o panetone (2,09%) e as frutas cristalizadas (6,24%) tiveram as menores variações. Em pesquisa realizada em estabelecimentos de São Paulo com 142 itens típicos de Natal, a entidade encontrou uma variação de até 138% no preço de uma mesma mercadoria. (Folhapress)


sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

e

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 17

conomia

Cadastro positivo ganha regulamentação do CMN Expectativa é de que esteja operando em julho

O

cadastro positivo, lista de bons pagadores criada em junho do ano passado, deve sair do papel em, no máximo, sete meses. O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu na última quinta-feira quais as informações que as instituições financeiras terão de enviar quando o cliente pedir para colocar uma de suas dívidas nesse banco de dados. Também foi concedido aos bancos um prazo, até 1º de agosto de 2013, para estarem aptos a realizar essa transferência de informações. A instituição que tiver condição de enviar os dados de seus clientes pode começar o processo antes. "O que não pode é começar depois do prazo", disse o chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro, Sérgio dos Anjos. Devem ser enviados ao novo cadastro data da concessão do crédito, valor total, valor das prestações, datas de vencimento e valores pagos, mesmo que parciais. Também deve ser informado o tipo de operação. O CMN determinou que o gestor do banco de dados que contenha informações do sistema financeiro tenha patrimônio de pelo menos R$ 70 milhões. Se forem apenas dados de prestadores de serviços, o patrimônio pode ser de R$ 20 milhões, regra que já havia sido definida pelo governo

em outubro deste ano. "É necessário investimento grande em tecnologia, entre outras coisas, para guarda dessa informação", disse Odilon, ao destacar que a empresa que lide com dados bancários tem de ser mais "robusta". Já há muitas empresas interessadas em operar esse banco de dados. Como as principais informações para o cadastro virão dos bancos, a regulamentação feita na quinta era fundamental para destravar a criação desse banco de dados. Agora, não falta mais nenhuma regulamentação para tirar a iniciativa do papel. Odilon lembrou que quem consulta esses dados é o próprio cliente, sem custos, e as empresas que podem ter relacionamento de negócio com o cliente. "A ideia do cadastro é que quem for bom pagador terá condições melhores para fazer operações de crédito", disse Odilon, ao citar a possibilidade de esses clientes obterem taxas de juros menores e prazos mais longos. O CMN também oficializou a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 5,5% para 5% ao ano, medida que já havia sido anunciada pelo Ministério da Fazenda no início deste mês. A nova taxa, que serve de base para os empréstimos do BNDES a empresas, valerá a partir de 1º de janeiro. (Estadão Conteúdo)

ODEBRECHT TRANSPORT PARTICIPAÇÕES S.A. NIRE 35300358091 – CNPJ/MF Nº 10.143.462/0001-11

Ata de Assembleia Geral Extraordinária

Dia, hora e local: Em 30 de novembro de 2012, às 10:00 horas, na sede da Companhia, localizada na Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 05477-000. Presenças: Acionista representando a totalidade do capital social, conforme assinatura constante no Livro de Presença de Acionistas. Convocação: Dispensada a publicação de Editais de Convocação, na forma do artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76, conforme alterada (“Lei das S.A.”). Mesa: Paulo Henyan Yue Cesena, Presidente; Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária. Deliberações: 1) Aprovada a lavratura da presente Ata na forma sumária, conforme faculta o artigo 130, § 1º, da Lei das S.A.; e 2) Aprovado o aumento do capital social da Companhia, em R$ 1.463.872.542,00 (um bilhão, quatrocentos e sessenta e três milhões, oitocentos e setenta e dois mil, quinhentos e quarenta e dois reais), passando de R$ 243.584.303,00 (duzentos e quarenta e três milhões, quinhentos e oitenta e quatro mil, trezentos e três reais) para R$ 1.707.456.845,00 (um bilhão, setecentos e sete milhões, quatrocentos e cinquenta e seis mil, oitocentos e quarenta e cinco reais), mediante a capitalização parcial do saldo da Reserva de Capital da Companhia, com a emissão de 1.463.872.542 (um bilhão, quatrocentos e sessenta e três milhões, oitocentos e setenta e dois mil, quinhentos e quarenta e duas) novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, conforme estabelece o caput do artigo 169 da Lei das S.A., emitidas pelo valor de R$ 1,00 (um real) cada uma, totalizando R$ 1.463.872.542,00 (um bilhão, quatrocentos e sessenta e três milhões, oitocentos e setenta e dois mil, quinhentos e quarenta e dois reais), subscritos e integralizados pela acionista Odebrecht TransPort S.A., na forma do Boletim de Subscrição, que passa a fazer parte integrante da presente Ata como Anexo I. Em consequência do acima exposto, o artigo 4º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 4º – O capital social é de R$ 1.707.456.845,00 (um bilhão, setecentos e sete milhões, quatrocentos e cinquenta e seis mil, oitocentos e quarenta e cinco reais), dividido em 1.707.456.844 (um bilhão, setecentos e sete milhões, quatrocentos e cinquenta e seis mil, oitocentos e quarenta e quatro) ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal”. Quorum das deliberações: Todas as deliberações foram aprovadas por unanimidade, sem reserva ou restrições pelo acionista, representando a totalidade do capital social da Companhia. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião, lavrando-se a presente Ata que, após lida e aprovada, foi assinada pelos membros da Mesa e por todos os presentes. São Paulo, 30 de novembro de 2012. Mesa: Paulo Henyan Yue Cesena, Presidente; Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária. Acionista: Odebrecht TransPort S.A. Certifico e dou fé que esta ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 30 de novembro de 2012. Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária. n Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 543.720/12-3, em 19.12.12. Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.

Odebrecht Utilities S.A. CNPJ/MF (Em Constituição) - (“Companhia”) Ata da Assembléia Geral de Constituição da Sociedade por Ações 1. Data, Hora e Local: 06/11/2012, às 11hs, sede social da Cia., Av.Rebouças, 3.970, 31º, parte, Pinheiros/SP.2. Convocação e Presença: Presentes as fundadoras e subscritoras, representantes da totalidade do capital social inicial de sociedade anônima a ser constituída, a saber: a) Foz do Brasil S.A., sociedade com sede na Cidade de SP/SP, Av.Rebouças, 3.970, 31°, parte, Pinheiros, CNPJ/MF nº 09.437.097/000179 e no NIRE 35300358775, neste ato representada por seus Diretores, Srs. Renato Amaury de Medeiros, RG nº 051981793-SSP/RJ e CPF/MF nº 788.718.407-04, e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti, RG nº 4.835.223 SSP/BA e CPF/MF nº 544.408.075-34; b) Odebrecht Engenharia Ambiental S.A., com sede na Cidade de SP/SP, Av.Rebouças, 3.970, 31º, parte, Pinheiros, CNPJ/MF nº 09.414.734/0001-91 e no NIRE 35300359348, neste ato representada por seus Diretores, Srs. Renato Amaury de Medeiros, acima qualificado, e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti, acima qualificada. 3. Mesa: Presidida pelo Sr. Renato Amaury de Medeiros e secretariada pelo Sr. Fernando Santos Mathiazi. 4. Ordem do Dia: Deliberar sobre a constituição de uma sociedade anônima, de capital fechado, a ser denominada Odebrecht Utilities S.A. (“Cia.”). 5. Deliberações: O Sr. Presidente declarou instalada a Assembleia e informou que, como já era do conhecimento de todos, tinha a mesma por finalidade a constituição de uma sociedade por ações, nos termos da Lei n° 6.404, de 15/12/1976, e posteriores alterações (“Lei das S.A.”), sob a denominação de Odebrecht Utilities S.A.,a ser regida por um Estatuto Social e pela Lei das S.A., bem como pelasdemaisdisposiçõeslegaisaplicáveis.5.1InformouoSr.Presidentequesobreamesaencontrava-seigualmenteoBoletimdeSubscrição das ações representativas do capital social, o qual foi assinado pelas Acionistas fundadoras, que subscreveram, no ato, a totalidade do capital social da Cia. no valor total de R$ 177.819.403,00, representado por 177.819.403 ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal, emitidas pelo valor de R$ 1,00 cada uma.Conforme consta do referido Boletim de Subscrição, que passa a fazer parte integrante da presente Ata como seu Anexo I, e nos termos do Art.80 da Lei das S.A., o capital social foi subscrito e totalmente integralizado pelas Acionistas fundadoras da seguinte forma: a) a Acionista fundadora Foz do Brasil S.A. subscreveu e integralizou, neste ato, 177.819.402 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, representativas do capital social, no valor total de R$ 177.819.402,00, mediante a conferência das participações societárias detidas pela Foz do Brasil S.A. no capital social das empresas Foz de Jeceaba Engenharia Ambiental S.A. e Aquapolo Ambiental S.A., no valor total de R$ 177.819.403,73, conforme o “Laudo de Avaliação Contábil de Itens do Ativo para Efeito de Aporte de Capital na Odebrecht Utilities S.A.”, elaborado pela empresa Guimarães e Sieiro Consultoria e Serviços Contábeis Ltda., com sede na Cidade de Salvador/BA, Av.Tancredo Neves, 939, Edif. Esplanada Tower, s/907, Caminho das Árvores, CRC-BA 004903/O-5 e CNPJ/MF nº 07.533.214/0001-72, e que é parte integrante desta Ata como Anexo II, sendo desprezado o valor de R$ 0,73 e ficando consignado que a conferência, ao capital social da Cia., da participação societária detida pela Foz do Brasil S.A. no capital social da empresa Foz de Jeceaba Engenharia Ambiental S.A. está sujeita à aprovação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES; e b) a Acionista fundadora Odebrecht Engenharia Ambiental S.A. subscreveu e integralizou, neste ato, em moeda corrente nacional, 1 ação ordinária nominativa e sem valor nominal, representativa do capital social, no valor total de R$ 1,00. Para os fins estabelecidos no Art. 81 da Lei das S.A., o comprovante de depósito bancário do valor integralizado pela Odebrecht Engenharia Ambiental S.A.foi apresentado aos presentes e passa a integrar esta Ata como Anexo III. 5.2 Atendidos os requisitos preliminares exigidos nos termos do Art. 80 da Lei das S.A , o Sr. Presidentesolicitouamim,Secretário,queprocedesseàleituradoProjetodoEstatutoSocial,queintegraoAnexoIVàpresenteata.Terminada a leitura, referido documento foi aprovado por unanimidade e sem quaisquer restrições.Sendo assim, o Sr.Presidente declarou constituída a Cia.de pleno direito.5.3 Passou-se, a seguir, nos termos do Estatuto Social, à eleição dos membros do Cons.de Administração da Cia., tendo sido eleitos, para os cargos de Conselheiros, por unanimidade pelas Acionistas fundadoras, com mandato até a realização da Assembleia Geral Ordinária da Cia. em 2014, os Srs. (i) Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, RG nº 04.401.594-9 IFP/RJ e CPF/MF nº 858.372.377-04; (ii) Renato Amaury de Medeiros, RG nº 051981793-SSP/RJ e CPF/MF nº 788.718.407-04; e (iii) Ticiana Vaz Sampaio Marianetti, RG nº 4.835.223-33 SSP/BA, e CPF/MF nº 544.408.075-34, tendo sido escolhido o Sr. Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis como Presidente do Cons.de Administração da Cia.. 5.4 O Cons.de Administração da Cia. deverá se reunir, após encerrada a presente Assembleia Geral de Constituição, para, nos termos do Estatuto Social ora aprovado, eleger os Diretores da Cia.. 5.5 A remuneração anual global dos Conselheiros e Diretores obedecerá ao disposto no Estatuto Social e será aprovada pelos acionistas em Assembleia Geral convocada para este fim. 5.6 Os membros do Cons.de Administração da Cia. aceitaram os cargos para os quais foram eleitos, afirmando expressamente, sob as penas da lei, que não estão impedidos, por lei especial, de exercer a administração da Cia., e nem condenados ou sob efeitos de condenação a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, nos termos do Art.147, §1º da Lei das S.A.5.7 O Sr.Presidente, por fim, esclareceu que os Conselheiros ora eleitos ficam incumbidos de ultimar as formalidades remanescentes necessárias à constituição da Cia. e ao seu registro perante os órgãos competentes. 6. Encerramento: Nada mais. Mesa: Renato Amaury de Medeiros, Presidente; Fernando Santos Mathiazi, Secretário; Acionistas: Foz do Brasil S.A.; Odebrecht Engenharia Ambiental S.A.. Renato Amaury de Medeiros-Presidente Fernando Santos Mathiazi-Secretário. Foz do Brasil S.A.-Renato Amaury de Medeiros e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti. Odebrecht Engenharia Ambiental S.A.-Renato Amaury de Medeiros e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti. Advogado Responsável: Fernando Santos Mathiazi-OAB/SP: 285.647. Estatuto Social da Odebrecht Utilities S.A.-I. Denominação e Prazo de Duração-Art. 1º-Odebrecht Utilities S.A. é uma sociedade anônima, com prazo de duração por tempo indeterminado, regida pelo disposto no presente Estatuto e pelas disposições legais aplicáveis, em especial a Lei 6.404, de 15/12/1976, e suas alterações posteriores (“Lei das S.A.”) (“Cia.”). II. Sede e Dependências-Art.2º-A Cia.tem sua sede e foro na Cidade de SP/SP, Av.Rebouças, 3.970, 31º, parte, Pinheiros, CEP 05402-920, podendo, onde e quando convier, abrir ou encerrar filiais, sucursais, agências, escritórios, representações e dependências similares em qualquer parte do território nacional ou no exterior, mediante deliberação da Diretoria.III.Objeto Social-Art.3º-A Cia.tem por objeto a participação em outras sociedades empresárias e não empresárias, como sócia, acionista ou quotista, podendo representar sociedades nacionais ou estrangeiras e ainda participar de consórcio. IV. Capital Social e Ações-Art. 4º-O capital social é de R$ 177.819.403,00, dividido em 177.819.403 ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas. Art. 5º-Cada ação ordinária, indivisível em relação à Cia., confere ao seu titular o direito a 01 voto nas Assembleias Gerais, cujas deliberações serão tomadas na forma da legislação aplicável.As ações preferenciais que eventualmente venham a ser emitidas pela Cia. não terão direito de voto nas Assembleias Gerais, salvo nos casos previstos em lei, mas gozarão de prioridade no reembolso do capital em caso de liquidação da Cia..§ 1º-A propriedade das ações presumir-se-á pela inscrição do nome do acionista no livro de “Registro de Ações Nominativas”.A Cia.poderá, a pedido do acionista, emitir certificados de ações. Os certificados de ações, ou títulos múltiplos que as representem, serão assinados por 02 Diretores. § 2º-As despesas de desdobramento, grupamento ou substituição de certificados de ações, quando solicitada pelo acionista, correrão por sua conta, por preço não superior ao custo. §3º-É vedada à Cia. a emissão de partes beneficiárias. Art. 6º-Os acionistas têm preferência para a subscrição de novas ações, na proporção das ações já anteriormente possuídas. Caso algum acionista desista, por escrito, do seu direito de preferência, ou não se manifeste dentro de 30 dias contados da data da Assembleia Geral que aprovar o aumento do Capital Social, caberá aos demais acionistas, na proporção de suas ações, o direito à subscrição das novas ações.V. Administração da Cia.-Art. 7º-A administração da Cia.compete ao Cons.de Administração e à Diretoria, cujos membros observarão, no exercício de seus cargos, o estabelecido em Lei e no presente Estatuto Social. § 1º-Todos os membros da Diretoria e do Cons.de Administração são investidos em seus cargos mediante a assinatura dos respectivos termos de posse, devendo permanecer no exercício do cargo até a investidura de seus sucessores.§ 2º-A Assembleia Geral fixará o montante global da remuneração dos membros da Diretoria e do Cons.de Administração. Cons.de Administração-Art. 8º-O Cons.de Administração será constituído de, no mínimo, 03 e, no máximo, 05 membros, pessoas naturais, acionistas ou não, residentes ou não no País, dos quais um será o seu presidente, todos eleitos em Assembleia Geral, com prazo de 02 anos, permitida a reeleição, e suas decisões serão tomadas pelo voto da maioria dos seus membros. §1º-O Cons.de Administração será presidido por um presidente, a ser nomeado em Assembleia Geral, o qual não terá voto separado do voto a que ele tem direito como membro do Cons.de Administração. §2º-No caso de renúncia ou vacância de Conselheiro, os Acionistas convocarão ou farão com que seja convocada, imediatamente, mas em todo caso no prazo de até 30 dias úteis, a contar da verificação ou ciência da vacância, Assembleia Geral para eleger substituto para o cargo vago, cujo

mandato se estenderá até o término do mandato para o qual o Conselheiro substituído foi eleito. Art. 9º-A investidura no cargo far-se-á por Termo de Posse lavrado no Livro de Atas do Cons.de Administração.Art.10-O Cons.de Administração reunir-se-á uma vez a cada 12 meses e sempre que solicitado por qualquer dos seus membros. O presidente do Cons.de Administração convocará todas as reuniões do Cons.de Administração, por iniciativa própria, ou a pedido escrito de qualquer dos seus membros. As reuniões do Cons.de Administração serão convocadas por e-mail ou fax, enviados aos números de fax e endereços eletrônicos informados por escrito por cada um dos membros do Cons. de Administração à Cia., com antecedência mínima de 5 dias da data de cada reunião.§1º-Caso o presidente do Cons.de Administração deixe de convocar qualquer reunião solicitada por qualquer dos seus membros no prazo de 3 dias a contar do recebimento do respectivo pedido, o membro do Cons.de Administração em questão passará a ter direito de convocar a reunião.§2º-O aviso de convocação conterá a ordem do dia da reunião, inclusive qualquer proposta de deliberações e toda a documentação relacionada à ordem do dia. As formalidades de convocação poderão ser dispensadas por todos os membros do Cons.de Administração por escrito ou mediante a presença de todos os membros do Cons.de Administração na ocasião da deliberação. §3º-Qualquer dos membros do Cons.de Administração poderá fazer-se representar nas reuniões do Cons.de Administração por procurador, também membro do Cons.de Administração, mediante instrumento de mandato especial e no qual estejam especificados os assuntos que poderão ser objeto de seu voto. §4º-As reuniões do Cons.de Administração poderão ser realizadas por vídeo ou teleconferência, desde que todas as pessoas participantes possam ser claramente identificadas e que seja lavrada uma ata da reunião, com indicação das decisões tomadas, a qual deverá ser assinada pelos membros do Cons.de Administração participantes da respectiva reunião. Diretoria-Art. 11-A Diretoria é constituída de, no mínimo, 02 e, no máximo, 05 Diretores, residentes e domiciliados no País, acionistas ou não, eleitos pelo Cons.de Administração, e por este destituíveis a qualquer tempo, com prazo de gestão de 02 anos, podendo ser reeleitos, com atribuições fixadas de conformidade com as disposições legais e deste Estatuto, ficando dispensados de caução de gestão Art. 12-Em caso de impedimento ou de ausência de qualquer dos membros da Diretoria, o Diretor ausente deverá indicar seu substituto, conforme o caso, dentre os demais Diretores.Parágrafo Único-Ocorrendo a hipótese prevista neste Artigo, o substituto terá direito ao seu voto e ao do substituído nas reuniões da Diretoria.Art.13-Em caso de vacância na Diretoria, deve ser convocada, no prazo de 10 dias a contar da vacância, reunião do Cons.de Administração para deliberar sobre a substituição. Para fins deste artigo, o cargo de qualquer Diretor será considerado vago se ocorrer a destituição, renúncia, morte, incapacidade comprovada, impedimento ou ausência injustificada por mais de 30 dias consecutivos. Art. 14-Compete aos Diretores a representação da Cia., nos termos do Art. 13 do presente Estatuto, e a prática dos atos regulares de gestão que lhes são atribuídos por lei e por este Estatuto. Seus poderes incluem, mas não estão limitados a, os suficientes para: a) zelar pela observância da lei e deste Estatuto Social; b) zelar pelo cumprimento das deliberações tomadas nas Assembleias Gerais, Reuniões do Cons.de Administração e nas suas próprias reuniões;c) administrar, gerir e superintender os negócios sociais; e d) emitir e aprovar instruções e regulamentos internos que julgar úteis e necessários. Art. 15-Deverão ser deliberadas em reunião da Diretoria as seguintes matérias: a) propostas sobre constituição, alteração do objeto social, transformação, incorporação, fusão, cisão, dissolução ou liquidação de sociedade de que participe a Cia.;b) participação em consórcios, associações com outras sociedades e acordos de acionistas; c) concessão de avais, fianças ou outras garantias pela Cia.; d) alienação de participações societárias e de bens imóveis da Cia.; e) instalação, transferência ou encerramento de filiais, sucursais, agências, escritórios, representações e dependências similares, no território nacional ou no exterior; f) proposta sobre negociação com ações de emissão da Cia. para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria e respectiva alienação, sendo a efetiva aprovação e implementação de tal matéria de competência da Assembleia Geral da Cia.; g) designação de auditores independentes; e h) emissão de valores mobiliários, inclusive para distribuição pública, sendo a efetiva aprovação e implementação de tal matéria de competência da Assembleia Geral da Cia.. § 1º-A Diretoria funcionará de forma colegiada, devendoreunir-sesemprequesejaconvocadaporqualquerDiretor,com05diasdeantecedência,nomínimo,salvoquandodecaráterurgente, realizando-se, normalmente, na sede da Cia. e, excepcionalmente, em qualquer outro local previamente estabelecido, devendo constar da convocação a data, horário e os assuntos que constarão da ordem do dia. O presidente da reunião será nomeado pela maioria dos demais Diretores presentes e o secretário, por sua vez, será indicado pelo presidente nomeado, sendo certo que as atas correspondentes serão lavradas no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria.§ 2º-As reuniões da Diretoria realizar-se-ão com a presença da maioria de seus membros, sendo as deliberações tomadas por maioria de votos dos Diretores presentes, considerando-se como presente aquele que estiver, na ocasião, representado por outro Diretor. Art. 16-Os atos de qualquer Diretor, empregado ou procurador que envolvam a Cia. em qualquer obrigação relativa a negócios ou operações fora do escopo previsto no objeto social, bem como a prestação de garantias ou contra-garantias de qualquer natureza pela Cia.em favor de terceiros são expressamente proibidos e serão considerados nulos, sem efeitos e inválidos com relação à Cia.. Art.17-A representação da Cia., em juízo ou fora dele, seja ativa ou passivamente, perante terceiros e repartições públicas federais, estaduais ou municipais, autarquias, sociedades de economia mista e entidades paraestatais, bem como a prática de todos os atos necessários ou convenientes à administração dos negócios sociais, inclusive a celebração e rescisão de contratos, concessão avais, fianças ou outras garantias, respeitados os limites previstos em lei e no presente Estatuto Social, competirão sempre: (a) a 2 Diretores em conjunto; ou (b) a 1 Diretor em conjunto com 1 procurador;ou (c) a 2 procuradores em conjunto, ou ainda (d) a 1 procurador com poderes especiais e específicos, devidamente outorgados na forma do parágrafo único deste Artigo, abaixo.Parágrafo único-As procurações outorgadas em nome da Cia.o serão sempre por dois Diretores em conjunto, devendo prever poderes específicos, a impossibilidade de substabelecer e ser outorgadas por um período máximo de validade de 1 ano, com exceção das procurações para representação em processos judiciais ou administrativos, as quais poderão ser por prazo indeterminado e permitirão o substabelecimento.VI.Assembleias Gerais-Art.18-A Assembleia Geral reunir-se-á ordinariamente uma vez por ano, dentro dos 4 primeiros meses após o término de cada exercício social, competindo-lhe tomar as deliberações previstas em lei.Art.19-A Assembleia Geral reunir-se-á extraordinariamente sempre que os interesses sociais, este Estatuto ou a legislação em vigor exigir o pronunciamento dos acionistas. Art. 20-A Assembleia Geral, ordinária ou extraordinária, será instalada e presidida por qualquer representante dos acionistas, indicado entre os presentes que, por sua vez, deverá designar dentre os presentes, o secretário. Art. 21-Somente poderão tomar parte na Assembleia Geral os acionistas titulares de ações que estiverem registradas em seu nome, no livro próprio, até 48 horas antes da data marcada para a realização da Assembleia. VII. Conselho Fiscal Art. 22-O Conselho Fiscal somente funcionará nos exercícios sociais em que for instalado, a pedido de acionistas que preencham os requisitos exigidos por lei. Art. 23-O Conselho Fiscal, quando em funcionamento, será constituído no mínimo por 03 e no máximo por 05 membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não, eleitos pela Assembleia Geral, podendo ser reeleitos, com as atribuições previstas em lei. Parágrafo Único-A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será fixada pela Assembleia Geral que os eleger. VIII. Exercício Social Art. 24-O exercício social terá início em 1º de janeiro e término em 31 de dezembro de cada ano, quando será levantado o balanço patrimonial e demais demonstrações financeiras.§ 1º-Do resultado do exercício, após as deduções de prejuízos acumulados e da provisão para o Imposto de Renda, serão deduzidas as participações dos administradores da Cia., se e quando deliberado pela Assembleia Geral, nos limites e formas previstos em lei. § 2º-Apurado o lucro líquido do exercício, dele deduzir-se-ão inicialmente 5% para constituição da reserva legal, até esta alcançar 20% do capital social ou até que a soma desta e de outras reservas do capital exceda a 30% do mesmo capital. § 3º-Do lucro líquido ajustado, nos termos do Art. 202, inciso I, alínea “a” da Lei das S.A., destinar-se-ão: a) 1%, no mínimo, ao pagamento de dividendo anual obrigatório e; b) até 99% para a reserva de realização de investimentos.§ 4º-O saldo remanescente, após o cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores deste Artigo e das disposições legais, terá a aplicação que decidir a Assembleia Geral, observada a legislação aplicável. § 5º-A Cia. poderá levantar balanços intermediários, a qualquer tempo, para atender exigências legais ou conveniências sociais, inclusive para distribuição de dividendos intermediários ou intercalares que, caso distribuídos, poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório, referido no §3º deste Art.. § 6º-A Cia., por deliberação da Diretoria, poderá pagar ou creditar juros sobre o capital próprio aos seus acionistas, nos termos do art. 9º, § 7º da Lei nº 9.249, de 26.12.95, e legislação pertinente. O valor dos juros pagos ou creditados, a título de remuneração do capital próprio, poderá ser imputado ao valor do dividendo obrigatório de que trata o Art. 202 da Lei nº 6.404/76. IX. Liquidação-Art. 25-A Cia. entrará em liquidação nos casos previstos em lei, competindo à Assembleia Geral estabelecer o modo de liquidação, eleger o liquidante e o Conselho Fiscal para tal finalidade. São Paulo, 06/11/2012. Foz do Brasil S.A.-Renato Amaury de Medeiros e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti. Odebrecht Engenharia Ambiental S.A.-Renato Amaury de Medeiros e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti. Advogado Responsável: Fernando Santos Mathiazi-OAB/SP: 285.647. Jucesp sob o NIRE nº 3530044786-7 em 05/12/2012. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

Odebrecht Utilities S.A. (sociedade em fase de constituição) Ata da RCA realizada em 06/11/2012 1. Data, Hora e Local: Aos 06/11/2012, às 14hs, na sede, Av. Rebouças, 3.970, 31°, parte, Pinheiros/SP. 2. Convocação e Presença: Convocação dispensada, por estarem presentes todos os membros do Conselho de Administração. 3. Mesa: Presidida pelo Sr. Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e secretariada pelo Sr. Fernando Santos Mathiazi. 4. Ordem do Dia: Deliberar sobre (í) a lavratura da Ata desta reunião do Conselho de Administração na forma de sumário, com a omissão das assinaturas dos conselheiros; e (ii) a eleição dos diretores da Companhia. 5. Deliberações: Discutida a matéria em pauta, a totalidade dos membros do Conselho deliberou, por unanimidade de votos e sem quaisquer ressalvas: 5.1. Aprovar a lavratura da Ata desta Reunião do Conselho de Administração na forma de sumário. 5.2. Eleger para compor a Diretoria da Companhia, com mandato de 2 anos, os Srs.: (i) Rodrigo de Carvalho Pinto Bueno, OAB/SP n° 155.036 e CPF/MF sn° 248.520.578-77; e (ii) Ticiana Vaz Sampaio Marianetti, RG n° 4.835.223 SSP/BA e CPF/MF n° 544.408.075-34. 5.2.1. Os Diretores ora eleitos tomarão posse de seus cargos mediante assinatura dos respectivos termos de posse lavrados no Livro de Registro de Atas de Reunião da Diretoria da Companhia, declarando, nos termos e para os fins do §1° do art.147 da Lei n°. 6.404/76, que não estão impedidos de exercer a administração da Companhia, seja (i) por lei especial; (ii) em virtude de condenação que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; (iii) ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; (iv) ou, ainda, por crime contra a economia popular, contra o Sistema Financeiro Nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade. 6. Encerramento: Nada mais. Mesa: Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis-Presidente e Fernando Santos Mathiazi-Secretário. Membros do Conselho de Administração: Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, Renato Amaury de Medeiros, e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti. São Paulo, 6/11/2012. Fernando Santos Mathiazi-Secretário. Jucesp nº 529.464/12-3 em 05/12/2012. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

Jardim Indústria e Comércio S/A CNPJ - MF Nº 60.676.996/0001-81 Assembléia Geral Extraordinária - Convocação Convocamos os senhores acionistas para se reunirem em AGE a ser realizada em 29.12.2012, às 10hs., em sua sede social, na Rua Arary Leite, 826 - Vila Maria São Paulo - SP, a fim de discutirem e deliberarem a seguinte ordem do dia: a) Alteração do Artigo 22; b) Acumulo de função do Diretor Presidente; c) outros assuntos de interesse da sociedade. SP, 20.12.2012. (As.) Aroldo de Lara Cardoso – Diretor Presidente.

PASTIFÍCIO WIL LTDA. torna público que recebeu da CETESB a renovação da Licença de Operação Simplificada n° 45000401, válida até 29/11/2015, para fabricação de Massas Preparadas para Pastéis, Pizzas, Empadas, etc., à Av. do Cursino, 341/347, Saúde, São Paulo/SP. Auto Posto Gruta Ltda , torna público que requereu da Cetesb a Licença Prévia e de Instalação, para comercio varejista de combustiveis e Lubrificantes .sito à Rua Maria Amalia Lopes de Azevedo, 352 - Tremembé -São Paulo -SP Auto Posto Cassandoca Ltda , torna público que requereu da Cetesb a Licença Prévia e de Instalação, para comercio varejista de combustiveis e Lubrificantes .sito à Avenida Cassandoca, 1041 - Alto da Mooca -São Paulo -SP

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA ADIAMENTO SINE DIE TOMADA DE PREÇOS Nº 012/2012 A Prefeitura torna público que a TP nº. 12/12, referente à “Contratação de empresa especializada, para prestação de serviços técnicos-profissionais para execução de levantamento planimétricos de lotes urbanos, inclusive a identificação dos confrontantes e a elaboração dos memoriais descritivos”, está adiada SINE DIE. Pindamonhangaba, 20 de dezembro de 2012.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA ADIAMENTO SINE DIE - CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 019/2012 A Prefeitura comunica que a CP n° 019/12, que cuida da “Contratação de empresa especializada, com fornecimento de material e mão de obra, para execução da reforma e ampliação: LOTE 01 - Escola Municipal Arthur de Andrade; LOTE 02 – Escola Professor Orlando Pires, Bom Sucesso”, está adiada SINE-DIE. Pindamonhangaba, 21 de dezembro de 2012. PREGÃO Nº 351/2012 A Prefeitura comunica que o PP n° 351/2012, que cuida da “Aquisição de móveis para Unidades de Saúde, Fisioterapia, Caps, Cras e Conselho Tutelar do Munícipio de Pindamonhangaba”, está adiado SINE-DIE. Pindamonhangaba, 21 de dezembro de 2012.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

e

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de dezembro de 2012

Organizações que crescem e inovam entendem que a razão para sua existência é o cliente. Roberto Meir, especialista internacional em relações de consumo

conomia

As empresas vencedoras Alimentos Artigos Esportivos Automóveis Automóveis de Luxo Bancos Benefícios Refeição Calçados Cartões de Crédito Celulares Construtoras e Incorporadoras Editora Eletrodomésticos Eletroeletrônicos Emissora de TV Farmacêutica Farmácias Financeiras Fornecedor de Energia Elétrica Gás de Cozinha Gás Encanado Higiene e Limpeza Higiene Pessoal e Perfumaria Jornal Materiais de Construção Melhor Experiência de Compra na Internet Melhor Experiência de Contato Melhor Experiência nas Redes Sociais Posto de Combustível Previdência Privada Provedor de Internet Refrigerantes Restaurantes/Fast-Food/Quick Service Seguro Residencial/Auto Seguro e Planos de Saúde Serviços Públicos Telefonia Fixa Telefonia Móvel TV por Assinatura Varejo E-Commerce Varejo Material de Construção Varejo Eletro Varejo Hipermercados* Varejo Supermercados* Varejo Têxtil

Nestlé Nike Fiat Audi Banco do Brasil Ticket Samello Mastercard Apple Even Editora Abril Whirlpool Sony Record Novartis Pague Menos BV Financeira AES Eletropaulo Liquigás Comgás Bombril Unilever Zero Hora Tigre Submarino Submarino Walmart Petrobras Distribuidora Brasilprev Uol Coca-Cola Pizza Hut Porto Seguro Porto Seguro Correios GVT Vivo Sky Saraiva Leroy Merlin Ponto Frio Walmart Zaffari Riachuelo

FIQUE POR DENTRO Explicações A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ) notificou na semana passada empresas dos setores de aviação civil, hotelaria, revenda de combustível, farmácias, bancos e comércio em geral para que expliquem os programas de recompensa e de fidelidade. A ação foi motivada por reclamações de consumidores. As empresas têm prazo de

dez dias, a partir do recebimento da notificação, para esclarecer os procedimentos sobre como o consumidor tem acesso ao saldo de pontuação; quais são as limitações e restrições para a utilização da pontuação adquirida; como os consumidores são informados acerca de alterações nos programas e quais os dados solicitados para a criação do cadastro.

Multa O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC/Senacon/MJ) multou em R$ 571 mil a Peugeot por "induzir os consumidores a erro" em duas propagandas. A denúncia partiu de consumidores. Uma das campanhas publicitárias anunciava o automóvel Peugeot 206 por "parcelas a partir de R$ 206", mas não mencionava que havia uma entrada e prestações intermediárias. A

outra, conforme o DPDC, "induziu o consumidor a acreditar que, além de câmbio grátis, ele também ganharia três anos de garantia e seguro na compra de um veículo da marca. Na verdade, não era um pacote de três serviços, mas que o consumidor poderia escolher um deles e não era gratuito. Os adicionais eram embutidos no valor das parcelas", explicou Amaury Martins de Oliva, diretor do DPDC.

Mais multas Neste ano, o Procon de Campinas arrecadou mais de R$ 1 milhão em multas. Em 2011, foram R$ 12,7 mil. O aumento considerável da arrecadação foi resultado de um mutirão com objetivo de decidir 50 mil processos administrativos, parados há mais de cinco anos, mais a intensificação da fiscalização, que lavrou 779 autos por descumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e visitou 2.224 estabelecimentos.

A diretora do ProconCampinas, Viviane Carvalho de Moura Belmont, ao assumir o órgão, determinou que fossem analisados os processos administrativos que estavam sem andamento no órgão. "Herdei 50 mil processos esperando por despachos e decisões. Conseguimos até agora destravar 13.525 protocolados. Mas outros 15 a 20 mil prescreveram por falta de andamento."

Auditoria Foi aprovada pela Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara Federal, a Proposta de Fiscalização e Controle (PFC 95/12), do deputado César Halum (PSD-TO), que pede a realização de auditoria em operadoras de serviços telefônicos com o auxílio do Tribunal de

Contas da União (TCU). Será averiguada a má qualidade de atendimento e serviço das operadoras Oi, Tim e Claro, uma vez que as três tiveram, recentemente, a suspensão temporária de comercialização determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo e-mail: doislados@dcomercio.com.br

Consumidores listam o que esperam de uma companhia As respostas estão no estudo "as empresas que mais respeitam o consumidor", divulgado na semana passada.

U

ma empresa que respeita o consumidor, segundo os próprios consumidores, precisa, necessariamente, ofertar no mercado produtos e serviços com qualidade, ter qualidade no atendimento, entregar o que promete, ser eficiente no pós-venda, compreender as necessidades dos clientes, ter uma boa imagem no mercado, ser comprometida com causas socioambientais, ter uma comunicação honesta, e ser ativa, atuante e presente nas redes sociais. Difícil cumprir com todas essas exigências? Nem tanto. Várias empresas vêm se destacando na arte do "bem atender" e estão sendo premiadas pelo próprio cliente (que volta a comprar) e por terceiros pela forma positiva com que se relacionam com seus consumidores. Os requisitos mencionados no parágrafo acima foram listados por 3,9 mil consumidores entrevistados via web pela Shopper Experience sob encomenda da revista Consumidor Moderno. A pesquisa, denominada de As Empresas que mais

respeitam o Consumidor – 2012 , reconheceu o trabalho de 44 empresas em 47 categorias, eleitas por consumidores de seis regiões: São Paulo (Capital); São Paulo Interior (Campinas, Sorocaba, Jundiaí, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Piracicaba, Limeira, São Carlos, Araraquara, Bauru, São José do Rio Preto, Itapetininga, Marília, Jacareí, Presidente Prudente e Ourinhos); Rio de Janeiro; Recife; Porto Alegre; e Belo Horizonte. "Organizações que crescem e inovam entendem que a razão para sua existência é o cliente. Essas empresas sabem que precisam ter uma relação de transparência com ele. Há uma série de exemplos no mercado para provar que respeito ao consumidor é algo factível. Muitas dessas companhias estão no ranking da pesquisa divulgada agora", ressaltou Roberto Meir, especialista internacional em relações de consumo e publisher da revista Consumidor Moderno. Para 33% dos entrevistados, o principal atributo de uma empresa que respeita o consumidor é a qualidade do

que entrega aos seus clientes. Na sequência, qualidade no atendimento (21%) e transparência na relação com o consumidor, ou seja, entregar o que promete, com 18% dos votos. M e t o d o l o g i a – A pesquisa não se limitou a avaliar a marca, mas sim medir se o que a empresa promete realmente entrega para o consumidor. Foram entrevistados maiores de 18 anos das classes A, B, C e D, usuários efetivos dos produtos e serviços. Cada pessoa respondeu, espontaneamente, sobre em média oito segmentos com os quais possui mais familiaridade. Após a identificação das empresas, o entrevistado respondia à seguinte pergunta: "O quanto você considera que esta empresa respeita o consumidor?" A partir das notas recebidas, foram calculadas as médias de cada empresa. As vencedoras em cada segmento foram aquelas que tiveram o maior percentual de notas dez. As dez primeiras colocadas entre as 47 premiadas foram, na ordem, Nestlé, Walmart, Natura, Visa, Americanas, Sky, Zaffari, GVT, Petro-

bras e Apple. (Veja na tabela com as vencedoras de cada categoria ao lado). Seguindo a tendência do consumidor 2.0, o estudo deste ano inova por questionar pela internet e por perguntar, por exemplo, "qual foi a melhor experiência via web com e-commerce?"; "Qual a melhor experiência via web com o SAC de empresas?"; "Qual a melhor experiência via web na busca por informações sobre produtos/serviços?"; e "Qual a melhor experiência via web nas redes sociais?". "A cada ano inserimos novas formas de avaliar o relacionamento entre clientes e marcas para que o estudo permaneça como um dos mais completos na avaliação sobre respeito ao consumidor", afirma Stella Kochen Susskind presidente da Shopper Experience. "Foram muitos avanços, mas ainda temos um longo caminho a percorrer no Brasil em busca de uma relação de respeito, que garanta ao consumidor os seus direitos", completa. Stella informa que esta é o décimo ano da pesquisa.

Quer encantar? Não "engane seu cliente".

P

ara figurar entre as empresas que mais respeitam o consumidor, afirmam os especialistas na legislação consumerista, basta seguir as determinações do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que diz, simplesmente, "não engane seu cliente". Recentemente, Ricardo Morishita, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, declarou a esta coluna que

três regras resumem os 119 artigos do CDC: "Não machuque o consumidor; se o machucar, repare o dano; e, não faça mais isso." Segundo ele, as empresas precisam atuar preventivamente e a lei consumerista tem de ser vista como uma ferramenta de desenvolvimento por impor qualidade e eficiência. Para o professor, o equilíbrio nas relações de consumo exige esforços dos fornecedores, dos consumidores,

dos governos e dos órgãos de defesa. "Mas as empresas precisam incentivar os colaboradores ao bom atendimento." Morishita sugere, como uma das formas de "encantar" a busca incansável da redução do número de reclamações nas instituições de defesa do consumidor, nas redes sociais e na imprensa. "As empresas sabem como fazer a coisa certa e uma delas é se dedicar ao relacionamento com seus clientes."

Banco pagará indenização por leiloar carro alienado C onforme decisão da 4ª Vara Cível do Fórum Clóvis Beviláqua, no Ceará, o Banco Panamericano terá de indenizar em R$ 10 mil um consumidor que comprou, sem saber, um veículo alienado, fato que só tomou conhecimento ao tentar vendê-lo. A compra foi num leilão. Sentindo-se prejudicado, o consumidor procurou a

Justiça e, em sua ação, requereu indenização por danos morais. O banco contestou, sob a alegação de que o veículo estava totalmente regulamentado na época da venda, tanto que a transferência foi feita sem nenhuma restrição. Na análise do caso, o juiz considerou que o Panamericano entregou um automóvel que não pôde ser vendido, o que impediu

o livre exercício de propriedade do veículo. "O fato se apresenta, na verdade, assaz constrangedor para o arrematante que, surpreso, achando que o veículo realmente estava sem gravame, tentou vendê-lo, deparando-se com uma estranha alienação, violando a boa-fé do consumidor". Fonte: Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE)


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
DC 24/12/2012 by Diário do Comércio - Issuu