Jornal do empreendedor
Ano 87 - Nº 23.505
Conclusão: 23h55
www.dcomercio.com.br
Mantega promete: País voltará a crescer.
R$ 1,40
Ministro prevê reação após fraco 3º trimestre, com PIB de 0,3% . Pág. 13
São Paulo, quinta-feira, 24 de novembro de 2011
STOP! ANP proíbe Chevron de operar no Brasil até que se esclareça vazamento de petróleo em Campos. 14 dias depois, petroleira dos EUA, que pode ser multada em R$ 260 milhões, pede desculpas ao povo brasileiro. TCU investigará contrato com a Petrobras e também a ANP quanto a ações preventivas. Pág. 7
Rodrigo Coca/Fotoarena/AE
Khaled Abdullah/Reuters
Arquivo/DC
Ih! Sem obras, a ponte dos Remédios partiu.
Saleh: só mais 30 dias. Manifestantes festejam no Iêmen acordo que prevê saída do presidente, há 30 anos no poder. Ele já tinha prometido isso antes. Pág. 8 Ed Ferreira/AE
Nada menos do que 30 metros da passarela e da mureta caíram à 0h de ontem – a ponte deveria ter passado por manutenção em fevereiro. A via ficou interditada até as 15h. Para completar, os trólebus ficaram sem energia. E haja trânsito... Pág. 10
Bungaram? Com a resposta, a Justiça. O bunga bunga de Berlusconi com Ruby (dir), quando ela era menor, já arrolou 214 testemunhas, inclusive George Clooney. (PS.: bungar está no Houaiss). Pág. 8 HOJE
ISSN 1679-2688
23505
Sol e tempo firme Máxima 28º C. Mínima 13º C.
AMANHÃ 9 771679 268008
Sol com pancadas de chuva Máxima 29º C. Mínima 12º C.
Código Florestal ou Lei da Selva? Dilma quer acordo. Agropecuária e preservação do ambiente não são excludentes, pregou a presidente na CNA, bastião da senadora Kátia Abreu. E o código avança. Pág. 6
DIÁRIO DO COMÉRCIO
2
o
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Muitas vezes, o futuro é hipotecado em propostas populistas e socialistas atuais. Denis Rosenfield
pinião
Frederic J.Brown/AFP
TATIANA PICCARDI
CÂNCER: O PAPEL DO TRANSPORTE
S
Protestos nos Estados Unidos e na Europa levantam questões como soberania nacional e responsabilidade coletiva
Irresponsabilidade nacional
A
recente eleição na Espanha, com os conservadores ganhando as eleições, após os eventos da Grécia, com a nomeação de um tecnocrata do Banco Central Europeu como primeiro ministro, e da Itália, onde se repetiu o figurino grego, também com a nomeação para primeiro ministro de um ex-dirigente do mesmo Banco Central Europeu, coloca questões de fundo, que dizem respeito à soberania nacional e à responsabilidade coletiva. Todos esses países, em graus menores ou maiores, estabeleceram generosos programas de bemestar social, com aumentos significativos de salários, aposentadorias generosas e os mais diferentes tipos de auxílio social nas áreas de saúde e educação. É como se, pelo ingresso na União Europeia e, mais especificamente, na zona do euro, todos os problemas estivessem resolvidos. Ajustes fiscais não seriam necessários e, mesmo, as contas públicas poderiam ser mascaradas, como foi o caso da Grécia, com os dirigentes de Bruxelas e os países líderes como Alemanha e França fazendo vista grossa com o que estava acontecendo. Uma espécie de direito natural consolidou-se na consciência coletiva, alicerçado, muitas vezes, em generosas transferências de recursos dos países mais importantes, sobretudo Alemanha e França, nesta ordem. Políticos, principalmente de esquerda, nos casos da Espanha e Grécia, tendiam a atender todas essas demandas, digamos de direito, que se colocavam em sintonia com seus projetos e programas sociais e políticos. A gastança pública pode, então, se espraiar, como se estivesse, também, justificada no nível europeu, todos os seus membros devendo usufruir dos mesmos direitos. A questão das contas a pagar, como ocorre com qualquer indivíduo ou empresa, não era sequer colocada, como se fosse uma interferência indevida na realização desses direitos, com trabalhadores e empresários tendo os seus respectivos inte-
DENIS ROSENFIELD resses contemplados. As contas presentes seriam hipotecadas em um futuro longínquo, talvez inexistente. No entanto, o dia do pagamento de contas chegou, com esses países literalmente quebrando. Aqui, começaram os eufemismos. No caso da Grécia, foi mesmo decretada uma moratória de 50% das dívidas bancárias, com os países membros da União Europeia utilizando expressões como "redução da dívida", chamada de voluntária, porém, na verdade, compulsória. Se fosse um país latino-americano, como já aconteceu no passado em nosso continente, a palavra utilizada seria mesmo "moratória", com todas as consequências daí decorrentes. Não haveria mais crédito, mas falta de crédito com os governos nacionais se virando com os seus próprios meios.
O
utro dado particularmente interessante nesse processo é o fato de os "analistas" e formadores de opinião, em um linguajar manifestamente esquerdista, estarem falando das "imposições do mercado" e na "perda da soberania nacional", com decisões sendo tomadas de fora dos países. A situação não deixa de ser curiosa. Nos tempos da gastança e dos be-
nefícios sociais crescentes, a soberania nacional era reivindicada e as forças pró-mercado eram aceitas. Aliás, sem os "mercados", nenhum desenvolvimento europeu teria sido possível. A bonança era tida por "natural". No momento de pagamento da conta, ressurge o discurso anticapitalista. Ou seja, o capitalismo é aceito no desenvolvimento econômico e na acumulação de riquezas que torna os benefícios sociais possíveis. Ele torna-se inaceitável no momento da responsabilidade política e social, como se os outros países europeus ou fundos internacionais, financiados por esses mesmos países, devessem simplesmente assumir a irresponsabilidade nacional de alguns países. Os que hoje clamam contra a ingerência "externa", estão, desde um ponto de vista moral, reivindicando para si a irresponsabilidade nacional. Os outros devem ser responsáveis pelo que fizeram. A responsabilidade nacional deveria ter se traduzido pelo controle das finanças públicas, por programas sociais com cobertura própria de financiamento e pela eleição de representantes capazes de levarem a cabo esse projeto. Ocorre, contudo, que os dirigentes nacionais, aqueles que se colocam como a expressão da soberania nacional, de acordo inclusive com a maio-
Capitalismo é aceito no desenvolvimento econômico e na acumulação de riquezas, que permitem os benefícios sociais, mas rejeitado na hora da responsabilidade política.
ria dos seus eleitores, escolheram a via da irresponsabilidade, como se não devessem assumir as consequências de suas ações. Em um futuro incerto, as coisas, certamente por mágica, se resolveriam.
C
omo seus prognósticos não se cumpriram e a irresponsabilidade cobra o seu preço, uma espécie de porta de saída consiste, atualmente, na recuperação do discurso anticapitalista, ancorado na luta contra as forças do mercado e na afirmação da soberania nacional. Nos casos da Grécia e da Itália, frente a irresponsabilidades crescentes, com riscos sistêmicos se perfilando no horizonte, foram nomeados síndicos de massas falidas. Acontece que essas massas falidas são Estados nacionais, que podem recusar esse tipo de alternativa. Trata-se, de fato, de um direito soberano seu. Todavia, como em qualquer decisão, há os seus efeitos correspondentes, dentre os quais assumir suas próprias responsabilidades com recursos próprios e, eventualmente, conforme o caso, abandonando a zona do euro. Não necessariamente a política presente atende às necessidades a longo prazo dos Estados. Muitas vezes, o futuro é hipotecado em propostas populistas e socialistas atuais.
A
Espanha, neste sentido, é um caso um pouco diferente, na medida em que as eleições varreram um partido socialista irresponsável. O desafio, porém, consiste em se o novo governo conservador poderá consertar a casa e a qual preço. Os mesmos eleitores que os escolheram podem mudar de opinião, pois o passado, apesar de tudo, lhes reconfortou com uma situação social muito aprazível. É essa agora que está em xeque e ela tem o seu preço. O problema de fundo é o de como se deve encarar a responsabilidade nacional, questão propriamente moral que está inextricavelmente associada à política e à economia. DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRS
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
egundo terminologia adotada por profissionais da saúde e gestores, é preciso garantir a integralidade do tratamento ao paciente oncológico para se garantir a cura. O que se entende por integralidade do tratamento? Vale falarmos disso nesse momento, até aproveitando a data, visto que 27 de novembro é o dia Nacional de Combate ao Câncer. Pelo conceito de integralidade, é fundamental oferecer ao paciente oncológico não apenas o melhor atendimento médico e hospitalar, mas também a gama de condições para que o atendimento ocorra em tempo, de forma regular e até o seu término. Incluem-se nessa gama de condições: diagnóstico precoce; alimentação, vestuário e habitação adequados; presença de um cuidador responsável e disponível; possibilidade de o paciente permanecer em sua residência durante o tratamento (pois, psicologicamente , longas estadas no hospital não contribuem para o enfrentamento da doença e clinicamente expõem o paciente a doenças oportunistas); educação a distância (em caso de pacientes em idade escolar); casas de apoio para pacientes de outras cidades ou estados; medicação acessível; transporte adequado e (não esgotando a lista) legislação que garanta ao cidadão doente e a seus familiares as bases para pleitear a efetivação de tais condições. quesito transporte é um dos mais desafiadores da lista, até porque sua imensa relevância só fica clara para quem está doente e enfrenta o transporte público diariamente para receber tratamento. Em uma cidade como São Paulo, onde o transporte é difícil e caro, inadequado para pessoas com dificuldades físicas para locomoção, e onde as grandes distâncias e o trânsito pesado detêm o passageiro dentro do veículo até por horas a fio, atuar no quesito transporte exige uma visão multidiciplinar e forte consciência do caráter determinante que tal questão suscita no contexto global da saúde
O
A garantia de transporte representa apoio sociofamiliar, alinhada a uma nova concepção de saúde pública, que não a limita apenas aos cuidados clínicos indispensáveis.
pública e dos direitos de acesso a ela. É justamente neste quesito que a AHPAS – Associação Helena Piccardi de Andrade e Silva – se propôs a atuar. Sabemos que a garantia de transporte oferecido nessas condições representa apoio sociofamiliar indispensável e se alinha a uma nova concepção de promoção de saúde pública, que não a limita aos cuidados clínicos indispensáveis. E é isso justamente o que o conceito de integralidade engloba. Para que se entenda a complexidade de viabilização do quesito transporte, é bom lembrar que os hospitais da rede de oncologia pediátrica de nossa cidade, que atendem pelo SUS, são procurados por pacientes de todo o Brasil. Tais pacientes se juntam aos pacientes localizados na própria cidade, em tratamento nos mesmos hospitais. om o avanço das pesquisas médicas e o aumento das possibilidades de um diagnóstico precoce nas diferentes regiões do País, a tendência atual é que aumentem os casos de pessoas em tratamento de câncer na cidade, vindo a tornar-se cada vez mais relevante a necessidade do transporte. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, no que se refere especificamente a crianças e adolescentes (o público atendido pela AHPAS), assistentes sociais consultadas informam que há uma média mínima na cidade de 500 crianças e adolescentes com câncer necessitando de transporte especializado diário, a fim de poderem realizar seu tratamento a contento. A AHPAS possui hoje condições para atender a uma média de 30 crianças e adolescentes por dia – capacidade, como se vê, muito aquém da demanda.
C
TATIANA PICCARDI É PRESIDENTE E CO-FUNDADORA DA AHPAS
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br) Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3244-3175. Fax 3244-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3244-3197, 3244-3983, Fax 3244-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3244-3544, 3244-3046 , Fax 3244-3355
REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3244-3737 REDAÇÃO (011) 3244-3449 FAX (011) 3244-3046, (011) 3244-3123 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
o
3
A S T R O S D A M Í D I A E S Q U E R D I S T A B R I L H AVA M N O S G R A N D E S J O R N A I S E R E V I S TA S .
pinião
O MITO DA IMPRENSA NANICA -1
N
o seu texto de abertura, o site Mídia Alternativa (http://midia alternat i v a b y p c . b l o g sp o t . c o m / 2 0 0 7 /0 4 / j o r n a l - o p inio.html) afirma: "Em toda a história, um punhado de grupos detiveram (sic) o poder dos meios de comunicação, veiculando o que lhes era de interesse e excluindo uma maioria, sem voz e sem imagem". Capenga o quanto seja, a frase parece descrever literalmente a situação dos conservadores e cristãos hoje em dia, cem por cento excluídos dos grandes meios de comunicação e ali só mencionados em termos pejorativos e caricaturais, quando não francamente caluniosos e odientos; marginalizados, também, no meio universitário, e desprovidos de qualquer canal de expressão fora do universo bloguístico, onde se defendem como podem. Mas não é a eles que se refere o parágrafo. Ele fala da mídia esquerdista durante o regime militar, apresentando-a como um punhado de bravos combatentes isolados e desamparados, em luta contra inimigos poderosos encastelados nos jornais e canais de TV milionários, sob a proteção do governo. Menciono o Mídia Alternativa a título de mero exemplo. Essa versão da história já se consagrou como verdade absoluta, infindavelmente repetida e repassada às novas gerações através de programas de TV, filmes, livros didáticos, aulas, conferências, jornais estudantis, discursos no Parlamento e, é claro, milhares de sites, muitos deles patrocinados por órgãos do governo. A glorificação final veio na série de depoimentos "Resistir é Preciso", iniciativa do Instituto Vladimir Herzog patrocinada pela Petrobras e coordenada pelo jornalista Ricardo Carvalho (v. http://www.youtube.com/ watch?v=QGI_6UNr8g&feature=related), em que sessenta e tantos militantes de esquerda recordam a história da assim chamada "mídia nanica" criada a partir de 1964 no Brasil e no exterior como instrumento de luta contra o governo militar. Seguindo a norma estabelecida, a série enfatiza mil vezes a oposição, a diferença, a distância entre a grande mídia, cúmplice rica do governo militar, e a "imprensa nanica", pobre e sem recursos, marginalizada e perseguida, lutando corajosamente contra o establishment poderoso.
OLAVO DE CARVALHO A imagem, no entanto, é cem por cento falsa. Os astros da mídia esquerdista eram os mesmos que brilhavam nos grandes jornais e revistas. Ocupavam os mais altos postos, mandavam e desmandavam nas redações. Muitos deles dividiam o tempo entre os bons empregos e o hobby revolucionário.
N
aFolha de S. Paulo, imperava Cláudio Abramo, trotsquista histórico. No O Globo, Luiz Garcia. No Jornal do Brasil, Alberto Dines, cercado de comunistas por todos os lados. Na Folha da Tarde, Jorge de Miranda Jordão. Na Veja, Mino Carta, que dirigiu também o Jornal da Tarde, edição vespertina do Estadão, e depois a IstoÉ. Marcos Faerman, fundador do Ex e de vários outros "nanicos", trabalhou durante muito tempo como repórter especial do Jornal da Tarde, então um dos empregos mais cobiçados na mídia paulistana. Na Editora Abril, a base de apoio ao grupo terrorista de Carlos Marighela era comandada pelo próprio Roger Karmann, membro da diretoria da empresa. A revista Realidade, com Milton Coelho da Graça, Narciso Kalili, Milton Severyano da Silva, Raymundo Pereira, Roberto Freire (o psiquiatra, não o futuro deputado), era um verdadeiro front de guerra esquerdista. É verdade que a revista fechou no fim dos anos 60, mas o mesmo
aconteceu com O Cruzeiro e logo depois com a Ma nch ete, que tinham sido órgãos de apoio ostensivo ao governo militar. Excetuadas essas duas publicações e a revista Visão – que teve um breve período de direitismo sob a direção de Henry Maksoud e faliu logo em seguida – praticamente só tiveram diretores de redação direitistas a Folha da Tarde, no seu período final, de curta duração e circulação mínima, e o Notícias Populares, um jornal de crimes, sem a mínima relevância política.
A
esquerda, enfim, não apenas nunca foi expulsa da grande mídia, mas dominou praticamente sem adversários a profissão jornalística no Brasil. Bem ao contrário, os colunistas tidos como de direita é que foram desaparecendo dos maiores jornais, um a um – Gustavo Corção, David Nasser, Lenildo Tabosa Pessoa, Nicolas Boer, Adirson de Barros –, sendo invariavelmente substituídos por gente de esquerda. Tão promíscua era a relação en-
tre a militância esquerdista e a grande mídia brasileira, que o sr. Mário Augusto Jacobskind, após trabalhar na Folha de S. Paulo ,de 1975 a 1981, se tornou editor em português da revista oficial cubana Prismas, sendo portanto um notório agente de propaganda comunista – o que não o impediu de ser aceito logo em seguida como editor internacional da Tribuna da Imprensa (e continuar trabalhando até hoje para a Rádio Centenário, do Movimiento 26 de Marzo, braço político da organização terrorista Movimiento de Liberación Nacional, os Tupamaros). Para fazer uma ideia da hegemonia que a esquerda desfrutava no meio jornalístico ao longo daquele período, basta notar que todos os sindicatos da classe foram presididos por esquerdistas desde o final dos anos 60 até hoje. Não é que a esquerda simplesmente vença as eleições sindicais: é que há meio século não surge uma só chapa direitista para disputá-las. A hostilidade maciça da classe para com a direita estendia-se a
A esquerda nunca foi expulsa da grande mídia: dominou praticamente sem adversários a profissão jornalística no Brasil. Os colunistas de direita é que foram desaparecendo.
qualquer profissional que, por coincidência ou falta de alternativas, aceitasse emprego naquilo que então restava da decadente e semifalida mídia direitista. Carlos Heitor Cony, que entre 1964 e 1966 havia sido elevado à condição de herói nacional por sua resistência ao novo regime, tornouse uma imagem do demônio tão logo foi trabalhar na Manchete sob a direção de Adolpho Bloch, um fugitivo da URSS que tinha boas razões para odiar comunistas.
T
ambém é puramente mitológica a noção de que muitos jornalistas perderam seus empregos por conta de suas convicções ideológicas. O Estadão e O Globo (jornal e TV) protegiam os seus comunistas como se fossem tesouros, enquanto a Folha, na pior das hipóteses, fazia jogo duplo, tentando agradar à esquerda e à direita ao mesmo tempo. Muitos jornalistas perderam seus postos quando os órgãos em que trabalhavam faliram, como aconteceu com o Correio da Manhã, Realidade, O Cruzeiro etc. Não foram vítimas de perseguição política, mas sim da má administração ou da má sorte (o que não os impede de receber indenizações como perseguidos da ditadura). Outros simplesmente largaram os jornais para ganhar mais dinheiro nos novos ramos das assessorias de imprensa e da mídia empresarial, novidades em franco
AS DÉCADAS PERDIDAS É
incrível o que temos de ouvir do governo. Há pouco ouvimos que não teremos outra década perdida –como a União Europeia terá a partir de agora. Isso porque estamos preparados para o que der e vier, ou seja, para a enorme crise que se avizinha e que será certamente pior que a antecessora, de 2008/2009. É um ligeiro engano de avaliação. Ou proposital. Afinal, até entendemos que o governo tem de ser, por natureza, otimista, mas não pode ficar iludindo o povo, que deve saber a verdade, doa o quanto doer. Tem de saber das coisas para poder se prevenir, estudar os passos a dar. Em se escamoteando a verdade, só lhe restará cair no abismo, quando chegar a ele. Sem aviso prévio. O governo age como se tivéssemos tido apenas uma década perdida, a dos anos 1980. Ledo engano. Ou conveniência. Na verdade, estamos já com três décadas perdidas. Direto. Sem trégua e entrando na quarta. Lembramos que, no século passado, até 1980, as coisas foram bem diferentes pelas terras tupiniquins, quando havia mais seriedade dos agentes econômicos e dos governos. Entre 1901 e 1980, o
País cresceu, em média, 4,9% ao ano. Entre 1950 e 1980 tivemos 7,4% de cresc imento anual médio. Entre 1959 e 1980, a média chegou a 8,1%. E, entre 1967 e 1974 crescemos 11,0% ao ano – com direito a 11,3% em 1971, 11,9% em 1972 e 14,0% em 1974. Éramos chineses antes dos chineses. A partir de 1981 a coisa degringolou, pela imprevidência do governante de plantão, que falou algo do qual não conseguimos nos refazer até hoje – e tivemos estas três décadas perdidas que já vivenciamos. m 1973 passamos pelo chamado choque do petróleo, em que os árabes usaram o produto como arma contra os ocidentais. O barril do óleo, se não nos falha muito a memória, saiu de modestos US$ 1.40 para algo como US$ 12. Em 1979 veio o segundo choque, quando o preço do barril explodiu, indo a US$ 42. Diante das dificuldades brasileiras, o presidente de então disse, pura, simples e singelamente "Somos uma ilha de tranquilidade". E afirmou que nada sofreríamos. Poucas bobagens do tipo foram ditas diante de tamanho problema.
E
Éramos, apenas, importadores de mais ou menos 95% do petróleo que consumíamos. E ele aumentou 30 vezes em seis anos. Diante disso, em 1987, o presidente da época decretou moratória. Não tínhamos um centavo disponível para pagar dívida, juros, importações etc. té hoje estamos pagando pela imprevidência e pela falta de ação. (Aliás, isso nos lembra 2008, quando nova imprevidente e inconsequente frase foi levada aos quatro cantos do País e do mundo. "A crise é uma marolinha e não nos afetará"). Vale lembrar que, depois de tudo aquilo, vieram os anos 1980 – a chamada década perdida – em que crescemos a merreca de 1,3% ao ano. As pessoas se apegaram ao que foi dito dela e se esqueceram das outras. Pois a década de 1990 também foi de pífio crescimento, com média anual de 2,1%. Na década de 2000 a média foi um pouco melhor, de 3,0%, mas também baixa. Na média de 30 anos, pouco mais de 2,0%. Ou seja, o País não teve a geração econômica dos pais. Passou direto dos avós para os filhos. E se verificarmos as condições brasileiras para o crescimento futuro vamos,
A
chorar copiosamente. A carga tributária é a maior do mundo em termos relativos e uma das maiores em termos absolutos. Em relação ao que recolhe, à sua utilização e ao que retorna, é de longe a maior: estamos com cerca de 35%, mas a realidade, para este interlocutor, aponta uns 50%. É que pagamos tudo isso e não temos escola e ensino adequados, nem estudo gratuito, nem serviços de saúde adequados (para ter um bom, é preciso pagar); não temos segurança (se quisermos, vamos ter de contratar). Enfim, se tivéssemos de pagar mais imposto para ter o que deveríamos, a carga passaria dos 50%. Então, essa é a real carga tributária brasileira. Não há nada igual no mundo. E ninguém consegue investir assim, sem que haja renda disponível para consumir e crescer mais. taxa de juros é a maior do mundo em termos absolutos e também relativos, o que já se arrasta por muitos e muitos anos. Com este nível, não há quem
A
progresso na época. Incluem-se aí centenas ou milhares de esquerdistas que se infiltraram como assessores nos escritórios de políticos, inclusive do partido governista, a Arena, bem como nos altos cargos das TVs estatais e semi-estatais então recém-criadas.
O
próprio Vladimir Herzog, quando preso, era diretor da TV Cultura de São Paulo. Querem maior prova de que os jornalistas de esquerda não estavam no porão? Ao longo de todo o período militar, a esquerda, em suma, foi hegemônica em toda a mídia brasileira, graúda ou miúda. A própria existência da censura oficial evidencia o que estou dizendo. Para que iria o governo meter um funcionário da Polícia Federal em cada jornal, para cortar matérias indesejáveis, se nas redações existissem militantes direitistas em número suficiente para fazer a opinião oficial prevalecer desde dentro? Se não há censores oficiais nas redações hoje em dia, é porque não resta nelas um único direitista empenhado em publicar notícias proibidas. O sucesso completo em ocultar a existência do Foro de São Paulo por dezesseis anos, por exemplo, ultrapassa tudo o que a ditadura houvesse jamais ousado sonhar em matéria de controle da mídia. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
SAMIR KEEDI consiga investir para valer. E sem investimento não se cresce. A propósito, devido à alta taxa do juro e pouca renda disponível, o investimento brasileiro é de envergonhar. Na média de 1995 a 2010, foi de míseros 18% do PIB (Produto Interno Bruto) abaixo do necessário para a manutenção econômica, de 20%.
2,0% é astronômico e inexplicável. Entendemos que isso só pode ser explicado por meio da produtividade brasileira, que teria de ter sido alta no período. A título de comparação, a China, que "inverteu" conosco e cresce à média de 10% desde 1979, investe cerca de 45% do PIB na sua economia. E lá a taxa de juros atual é de cerca de 5%.
om isso, nem conseguimos entender como ainda se cresce "tanto" aqui, pois com investimento negativo, o crescimento médio de pouco mais de
SAMIR KEEDI É BACHAREL EM ECONOMIA, PROFESSOR DA ADUANEIRAS E UNIVERSITÁRIO,
C
CONSULTOR E AUTOR DE DIVERSOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR.
SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR
DIà RIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
GibaUm
3 Miguel Falabella vai
dirigir a versĂŁo brasileira de Xanadu, musical dos anos 80 com Olivia Newton-John ( Grease ).
gibaum@gibaum.com.br
k São dez chibatadas? É o cinto do lado do couro ou do lado da fivela.
ÂŤ
TERESA SURITA // ex-Jucå, deputada federal (PMDB-RR), sobre projeto que prevê punição para pai que då palmadas no filho, sem limites para o castigo. Fotos: BusinessNews
h
Festa de debutante.
Gordo salårio Ricardo Teixeira, cujas movimentaçþes financeiras estão sendo investigadas pela Coaf, ganha hoje, oficialmente, R$ 1,8 milhão por ano. Recebe mensalmente R$ 100 mil como presidente da CBF e mais R$ 50 mil na condição de integrante do Comitê Organizador da Copa. O próprio Ricardo Teixeira Ê que informou seus vencimentos, hå duas semanas, quando depôs na Policia Federal, que tambÊm investiga supostas irregularidades cometidas pelos cartolas envolvidos na Copa do Mundo. Para quem não sabe: todo o andamento das investigaçþes em torno de Ricardo Teixeira Ê relatado pelo MinistÊrio da Justiça diretamente à presidente Dilma Rousseff. 333
Baile de formatura.
OUT
h IN
Depois que disse para o guitarrista Neil Young, no festival SWU, para puxar conversa, que a versĂŁo da mĂşsica ParabĂŠns a VocĂŞ foi feita por uma conterrânea sua, de Pindamonhangaba, Bertha Celeste Homem de Mello, vira e mexe, o governador Geraldo Alckmin ĂŠ objeto de gozaçþes de tucanos mais chegados. HĂĄ dias, o presidente nacional do PSDB, SĂŠrgio Guerra, falou com Alckmin pelo telefone sobre eleiçþes municipais do ano que vem e, no final, nĂŁo resistiu: “AlĂŠm de vocĂŞ e da Bertha Celeste, Pindamonhangaba tem mais famosos?â€?.
333
Terra de famosos
CONTINUA em queda livre nos Estados Unidos – e agora, tambÊm no Brasil onde estreou hå poucas semanas – a nova temporada de Two and a Half Man , com Ashton Kutcher ocupando o espaço anteriormente preenchido por Charlie Sheen.
Filha de mecânico e de funcionĂĄria aposentada de cartĂłrio, Felipa Tavares ĂŠ a nova aposta do mundo da moda, nessa onda de androginia. É transexual e se encaixa no estilo meninomenina e promete ser a atração especial da prĂłxima Fashion Rio. Foi descoberta pela agĂŞncia 40 graus, acaba de posar para novo ensaio de maiĂ´ e saia e blusa e garante que â€œĂŠ difĂcil alguĂŠm perceber que ĂŠ transexualâ€?. E atĂŠ engana quem faz assedio: “Se for sĂł beijinho, nem conto nadaâ€?. 333
Nova aposta
A REDE McDonald´s estĂĄ introduzindo em suas lojas no Brasil seu carro-chefe nos Estados Unidos, um sanduĂche com 200 gramas de carne de Red Angus e que custarĂĄ R$ 15,25. É o mais robusto da rede e, certamente, um festival de calorias, com perto de 870 em sua versĂŁo com bacon.
Solução
EstĂĄ no The New York Times : no mercado ilegal de Hong Kong, um quilo de chifre de rinoceronte estĂĄ custando US$ 100 mil. Os compradores sĂŁo milionĂĄrios adeptos da medicina chinesa, que aposta nas propriedades do chifre: cura febre, dor de cabeça, hemorragia, reumatismo, ansiedade atĂŠ pode ser usado em sessĂľes de exorcismo. NĂŁo ĂŠ afrodisĂaco, nĂŁo: nesse caso, o indicado ĂŠ a genitĂĄlia dos tigres.
333 NO DIA em que faria 100 anos (5 de dezembro), Carlos Marighella terå seu processo julgado pela Comissão de Anistia do MinistÊrio da Justiça e sua viúva, Clara Charf e Carlos Marighella Filho não querem indenização em dinheiro. Querem apenas a oficialização de pedido de desculpas por parte do Estado.
333
Chifremilagroso 333
MISTURA FINA
Agora, a corrida que vem se registrando a instituição financeira com sotaque estrangeiro, estå sendo confirmadaporboletins sigilososde insideinformation de consultorias que contribuem para o aumento do pânico no mercado. Garantem que o alarme vermelho estå mais do que aceso e a situação começa a fugir do controle. 333
Na nova versĂŁo de Gabriela, que serĂĄ escrita por Walcyr Carrasco e que irĂĄ ao ar, no horĂĄrio das 23 horas, no ano que vem, quem viverĂĄ o papel-tĂtulo serĂĄ mesmo Juliana Paes, dona de um tipo bem brasileiro. Por conta do horĂĄrio e depois da experiĂŞncia feita em O Astro, o remake da histĂłria de Jorge Amado terĂĄ direito a cenas mais do que calientes, nada que Juliana Paes jĂĄ nĂŁo tenha encarado – e tirado de letra, por assim dizer. 333
QUEM vai pagar os R$ 140 milhþes, valor da multa que a Receita Federal aplicou no Banco Santos, quando a massa falida jå estava sob intervenção (impostos de 2004, multa de 150% e juros de mora), serão os grandes credores da falida instituição, entre eles o Fundo Real Grandeza, dos funcionårios de Furnas.
333
LUZ VERMELHA
NOVA GABRIELA
333
Dupladobarulho Se jå andaram se estranhando muitas e muitas vezes, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o exgovernador JosÊ Serra, agora aparecem sempre juntos, em diversos eventos oficiais, atÊ mesmo inauguraçþes de obras. A idÊia Ê fortalecer ao måximo a dupla e seu poder de fogo a delegados tucanos de São Paulo para que a tese de uma dobradinha PSD-PSDB para a prefeitura dê certo, com Guilherme Afif Domingos na cabeça da chapa. O acordo com Gilberto Kassab tambÊm ganharia acertos para 2014.
Estå chegando às livrarias Lampião, o Mata Sete, do juiz e pesquisador sergipano Pedro de Moraes. O autor defende a tese de que o chamado rei do cangaço era gay e que Maria Bonita só entrou no bando para afastar a må fama dele. Outros pesquisadores jå levantaram dúvidas sobre a opção sexual de Lampião, especialmente porque ele era prendado, bordava suas roupas e seus chapÊus e atÊ era bom de cozinha. No novo livro de Pedro de Moraes, o autor não questiona, nem um pouco, o lado matador e cruel de Lampião e tampouco sua coragem. Nesses quisitos, era mesmo um cabra macho. 333
333 A emergente Val Marchiori, depois de um relacionamento de oito anos e de dois filhos (gĂŞmeos) com empresĂĄrio Evaldo Ulinski, donodofrigorĂficoBigFrango (R$ 1,2 bilhĂŁo de faturamento em 2010), acabam de se separar. Eles nĂŁo eram casados oficialmente porque Evaldo ainda estava em processo de separação judicial da primeira mulher, NilcĂŠia Ulinski. De um jeito ou de outro, Val Marchiori sairĂĄ dessa uniĂŁo com seu cofrinho muito mais recheado do que pode supor a vĂŁ filosofia.
333 Entre as 70 instituiçþes de ensino superior punidas pelo MinistĂŠrio da Educação com o congelamento de vagas por causa de baixo desempenho, figura a Uniban, no meio das dez de SĂŁo Paulo. É a instituição com 55 mil alunos que acaba de ser vendida para a Anhanguera por R$ 510 milhĂľes. LĂĄ, tem cursos superiores de atĂŠ R$ 250 por mĂŞs e com duração de dois anos. O dono era Heitor Pinto da Silva que, hĂĄ anos, disputou a vice-governança do Estado numa chapa encabeçada por Paulo Maluf. E foi na mesma Uniban que floresceu o famoso episĂłdio da minissaia cor-de-rosa de Geisy Arruda. Detalhe: pela Uniban, formaram-se advogados o ex-ministro e prefeito de SĂŁo Bernardo, Luis Marinho e o deputado federal Vicente (Vicentinho) Paulo da Silva, ambos do PT. Mais: Luis FlĂĄvio Borges D’Urso, presidente da OAB/SĂŁo Paulo e candidato a prefeito pelo PTB, atĂŠ hĂĄ pouco vinha coordenando os cursos jurĂdicos da Uniban.
De baixo desempenho
AtĂŠ tu, LampiĂŁo?
FIM DE LINHA
333
Gene Kelly, uma surpresa: entra Sidney Magal, sem nenhum traço de Sandra Rosa Madalena.
O ministro Aldo Rebelo, do Esporte, estĂĄ levando para sua Pasta a batalha contra estrangeirismos que jĂĄ pilotava em seu gabinete e que jĂĄ colocara em prĂĄtica em seus tempos de ministro de Relaçþes Institucionais, no governo Lula. Nada de “internetâ€? ou “siteâ€?: para ele, ĂŠ “rede mundial de computadoresâ€? e “sitioâ€?, o que sempre desperta algum comentĂĄrio irĂ´nico. De quebra, “e-mailâ€? ĂŠ mesmo “endereço eletrĂ´nicoâ€?. Detalhe: por enquanto, ele estĂĄ enrolado com “mouseâ€?, que chama de “ferramentaâ€?, “controleâ€? ou “perifĂŠricoâ€?, tudo menos “ratoâ€?.
333
Na première das novas coleçþes da Daslu, que estå abrindo no Rio, no Palåcio da Cidade, em beneficio do Instituto Desiderata, que cuida de crianças com câncer, a atração especial que encerrava o desfile era mesmo Maria Teresa Frering, 20 anos, olhos azuis, uma legitima it girl. Ela tem a quem puxar: Ê filha de Antonia Mayring Veiga Frering (as duas, à direita), ou seja, neta de Carmen Mayrink Veiga, a socialite brasileira de maior projeção fora do Brasil, dos anos 60 aos anos 80. Maria Teresa morava em Londres e veio para o Rio, onde cursa a PUC e começa a liderar promoçþes sociais.
Neta de peixe
3 MAIS: no papel que foi de
Ă€brasileira
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
333
NEM bem baixou a espuma da venda da Schincariol para a Kirin e o mercado cervejeiro pode abrigar novo negĂłcio: a Heineken estĂĄ negociando compra de uma parcela da PetrĂłpolis, do empresĂĄrio Walter Faria. Seria uma espĂŠcie de porta de entrada para, no futuro, adquirir o controle total.
333
PRIMEIRO, foi Nelson Breve, que trabalhou na Secretaria de Comunicação da PresidĂŞncia com Franklin Martins, que assumiu a presidĂŞncia da Empresa Brasileira de Comunicação (TV Brasil); agora, deverĂĄ ir Eduardo Castro, tambĂŠm ex-assessor do mesmo Franklin para a direção geral da EBC. Os mais irĂ´nicos dizem que, na escola de Martins, estĂŁo incluĂdas aulas de audiĂŞncia traço.
333
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
$( $
. / )
2 0
*
)
*
0
1 )
*
) *
7 * )
% ,
2 ) /
!
" +
$# $ 1
) 3 , 4 /
6
!
#
5 0
$ $
$ $ % & '
/ 5 * #
) %
, 2 * " '
- . / 0 ( *
#
89:;<= > * 8 % ) / =* * * * ) 4 8 %
=* ? . * * @ . * 8
=* < 8% ) " 0 A =
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
5 VALE TUDO Réu no mensalão aprova reajuste para os que vão julgá-lo.
olítica
Câmara libera R$ 2 bi para o Supremo Tribunal Federal Ed Ferreira/AE
O dinheiro vai assegurar o aumento salarial dos ministros e dos servidores do Judiciário. A aprovação partiu da Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que coincidentemente será julgado em breve no STF como réu no processo do mensalão.
A
João Paulo com o presidente da Câmara, Marco Maia: votação na CCJ foi uma decisão política. O dinheiro poderia beneficiar outros setores.
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, presidida pelo deputado João Paulo Cunha (PTSP), réu no processo do chamado mensalão, à espera de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), aprovou ontem recursos de R$ 2 bilhões para assegurar o aumento salarial dos ministros do tribunal e dos servidores do Judiciário. A proposta aprovada destina o dinheiro para custear o pagamento do reajuste a partir do ano que vem. Além dessa emenda, a CCJ aprovou três outras que totalizam R$ 330 milhões para serem gastos em despesas do Judiciário e Fundo Partidário. O deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA) explicou que "houve uma decisão política da comissão de, em vez de optar por beneficiar outras áreas, direcionar o dinheiro para o Judiciário". Por conta dos salários, o presidente do STF, Cezar Peluso, entrou em atrito com a presidente Dilma Rousseff, que não concordava com o aumento. Tanto que na proposta orçamentária enviada ao Congresso não havia dotação para o pagamento. Depois, enviou um
Antonio Cruz/ABr - 10.11.11
Caso Lupi 'está encaminhado'
O
ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, confirmou ontem que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, envolvido em irregularidades na pasta, "continua trabalhando" e que a decisão de mantê-lo ou não no cargo cabe somente à presidente Dilma Rousseff. É que setores do PDT, sigla da qual Lupi está licenciado da
presidência, continuam defendendo a sua saída antes da reforma ministerial, prevista para janeiro de 2012. "Lupi continua ministro e a vida segue para nós", afirmou Carvalho. Segundo ele, "o assunto está encaminhado". O ministro-chefe lembrou que "não há nenhuma posição formal do PDT, nem o Brasil é parlamentarista. A decisão quem toma é a presidente."
Carvalho reafirmou que a disposição do PDT é de continuar na base aliada. Ao ser questionado se a presidente estava preocupada com a situação do ministro do Trabalho, Gilberto Carvalho respondeu que "ela sempre se preocupa com tudo, evidentemente", acrescentando que "não tem nenhuma novidade no ânimo dela sobre a questão". (Agências)
Carlos Lupi, ministro do Trabalho, se mantém no cargo, mas a aposta, até do PDT, é de que ele não passa na reforma ministerial da presidente Dilma, no início do ano.
AINDA LÁ Carvalho confirma Carlos Lupi no cargo e diz que a vida segue assim.
adendo, mas ressaltou a contrariedade com o reajuste. A CCJ, na justificativa para a destinação dos recursos, argumentou que a magistratura acumula uma perda inflacionária de 21,11% no período de 2006 a 2011. A finalidade dos recursos, completa a CCJ, é proporcionar aumento para os ministros do STF e para os servidores do Judiciário e do Ministério Público. Protesto – A dotação de R$ 2 bilhões para os aumentos salariais não vai paralisar o movimento grevista dos servidores, que atinge 19 estados. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (Fenajufe), a orientação é para aumentar a atuação a partir de agora. Tanto que após a aprovação na CCJ, cerca de 200 manifestantes de várias partes do País se reuniram em protesto na Praça dos Três Poderes para cobrar a aprovação integral do projeto de lei para reajuste de servidores, de cerca de 50%. O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, disse ainda que a emenda não será suficiente para amenizar o protesto da categoria. (Agências)
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
6
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Se os ajustes não forem incorporados, restará somente a pressão sobre a presidente Dilma. Ex-senadora Marina Silva
olítica
CÓDIGO FLORESTAL
Comissão do Senado aprova texto base Destaques ainda serão analisados. Foram apresentadas mais de 200 emendas ao relatório do senador Jorge Viana (PT-AC). Depois, Código vai ao plenário do Senado. Sérgio Lima/Folhapress
A
Senador Jorge Viana: texto do relatório aprovado sob críticas de ruralistas e ambientalistas. Sérgio Lima/Folhapress
Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou ontem o texto base do relatório do senador Jorge Viana (PT-AC) sobre o projeto de reforma do Código Florestal. Foram apresentadas mais de 200 emendas ao relatório. Para viabilizar a aprovação, Viana acolheu várias emendas individuais e uma emenda coletiva que modifica pontos do texto que desagradavam aos ruralistas, tais como a conversão de multa apenas para pequenos agricultores e donos de terras com até quatro módulos fiscais autuados por desmatamento até julho de 2008. Na terça-feira, a presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), afirmou que o texto do senador é um "retrocesso". Segundo Kátia, a proposta tem três pontos que acabam com a pecuária brasileira. O primeiro é inclusão de restrições para áreas produtivas em encostas com 25º de inclinação que, de acordo com ela, simplesmente acabaria com a produção de leite no País. O segundo ponto divergente é que a anulação das multas para o proprietário rural irregular não é mais automática e só vale para pequenos agricultores, segundo o novo texto.
Há reclamação ainda em relação a determinação para faixas mínimas de recuperação em atividades em APPs (Áreas de Preservação Permanente). Para Kátia, a exigência das faixas de recuperação, inserida no novo texto, pode provocar a saída de pequenos e médios produtores das margens dos rios. Conforme a nova redação, os benefícios passam a valer para grandes proprietários
Estamos possibilitando tirar a multa para todos os produtores. Se o pequeno pode recuperar, por que o grande não? KÁTIA ABREU que desmataram sem autorização ou licenciamento até julho de 2008. "Estamos possibilitando tirar a multa para todos os produtores. Crime é crime, se praticou crime ambiental e o pequeno pode recuperar, por que o grande não?", questiona. A senadora disse que o texto inviabiliza a produção em uma área leiteira no País em 30 mi-
lhões de hectares, estancando 35% da agricultura e pecuária de topo de morro, além de 35 milhões de hectares nas margens de rios. Conciliação – Em seminário em comemoração aos 60 anos da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a presidente Dilma Rousseff afirmou ser possível conciliar a atividade agropecuária com a preservação do meio ambiente. Ao citar a aprovação do Código Florestal pelo Senado, a presidente afirmou que o Brasil "não precisa e não pode contrapor seu papel de potência agrícola à preservação das nossas riquezas naturais e da nossa biodiversidade". Dilma fez diversos afagos à plateia: "O Brasil se orgulha de ter uma das agriculturas mais produtivas, mais eficientes e mais competitivas, de ter uma agropecuária que está entre as melhores do mundo", disse. Críticas – O texto de Viana também recebeu críticas do subprocurador-geral da República, Mário Gisi. Para ele, a reforma em discussão no Senado apresenta inconstitucionalidades, como anistia a quem desmatou até julho de 2008. "Quem desmatou ilegalmente não pode ser beneficiado ao lado de quem agiu de acordo com a lei", reagiu.(Agências)
Marina critica relatório de Jorge Viana Ex-senadora diz que o texto aprovado ontem "é bom para quem desmatou"
Picadeiro: vestidos de palhaços, estudantes hostilizam senadora Kátia Abreu no Congresso.
SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL Torna público que realizará no dia e hora a seguir determinado: Pregão Presencial n°: 219/2011 - Processo nº 2011-0.289.569-1 Objeto: AQUISIÇÃO DE EQUIPO MACROGOTAS COM INJETOR LATERAL E FILTRO E EQUIPO MICROGOTAS COM RESERVATÓRIO GRADUADO E FILTRO - BURETA 100 ML, PARA USO NAS UNIDADES DA AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura: 07/12/2011 - às 09:00 horas Endereço: Rua Frei Caneca, 1.398/1.402, Consolação - São Paulo - Capital. Custo do Edital: R$ 5,25 O edital de pregão poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, nº 1.398/1.402, - 9º andar - Consolação - São Paulo - Capital, das 09:00 às 16:00 hs ou mediante depósito em nome da Autarquia Hospitalar Municipal - Conta Corrente: 5415-1 Agência: 1897-X (Banco do Brasil) - (Apresentar comprovante do depósito).
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontra-se aberto no Gabinete, o seguinte pregão: PREGÃO PRESENCIAL 301/2011-SMS.G, processo 2011-0.228.716-0, destinado ao registro de preços para SONDA DE ASPIRAÇÃO TRAQUEAL COM VÁLVULA DE DIVERSOS CALIBRES, para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 08 de dezembro de 2011, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.
SECRETARIA DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE COMUNICADO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 084/SVMA/2011 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2011-0.253.532-6 OBJETO: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TÉCNICOS DE MANEJO E CONSERVAÇÃO DOS PARQUES MUNICIPAIS DO GRUPO PIQUERI: PARQUE PIQUERI, PARQUE CHÁCARA DAS FLORES, PARQUE CHICO MENDES, PARQUE RAUL SEIXAS E PARQUE SANTA AMÉLIA. A COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO - CPL.4 torna público que a sessão de Abertura do Pregão Presencial em epígrafe será realizada no dia 07 de dezembro de 2011, às 09:30 horas, na Rua do Paraíso, 387/389, 11º andar, no prédio da SECRETARIA MUNICIPAL DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE. O caderno de licitação, composto de edital e dos anexos, poderá ser obtido sem custo, através da Internet pelo site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou retirado, mediante a entrega de 1 (um) CD-R ou CD-RW sem uso, na Unidade de Licitação, situada na Rua do Paraíso, nº 387/389, 9º andar, Paraíso, nesta Capital, das 09h00 às 17h00, tels. 3396-3104/3396-3103 e fax 3396-3106.
Estudantes viram palhaços e protestam contra votação
E
studantes do Comitê Universitário de Defesa das Florestas protestaram ontem em frente ao Congresso contra o projeto do Código Florestal que estava sendo examinado na Comissão de Meio Ambiente do Senado e acabou sendo aprovado (veja acima, nesta página). Com batucada, gritos e exibindo faixas atacando a senadora Kátia Abreu (PSDTO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eles interromperam o trânsito em frente à chapelaria, principal ponto de acesso à Câmara dos Deputados e ao Senado. Os manifestantes fizeram encenações vestidos de palhaço e gritavam ameaçando tirar a roupa em represália à proibição de entrarem no prédio. Por isso, passaram a ser vigiados por policiais legislativos e da Polícia Militar. Iniciada às 10 horas, a votação do parecer do relator do código, senador Jorge Viana (PT-AC), poderia ser adiada em decorrência do desentendimento em relação à recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APP), o que não aconteceu. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e outros parlamentares pediram, ontem à noite, o adiamento para que possam se inteirar dos acordos firmados entre os relatores e representantes do governo, e a respeito das emendas apresentadas ao texto. (AE)
E
nquanto o relatório do senador Jorge Viana (PT-AC) sobre o Código Florestal estava sendo apreciado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, ontem, a ex-senadora Marina Silva usou seu blog para criticar o substitutivo de seu antigo aliado. No blog, Marina afirma que o texto apresentado "é bom, para quem desmatou" e propõe que a votação na co-
missão seja adiada de novo, uma vez que, na sua opinião, o prazo de apenas 48 horas para a a p re c i a ç ã o d a p ro p o s t a "atende apenas aos interesses dos ruralistas". "Se os ajustes não forem incorporados, restará somente a pressão sobre a presidente Dilma Rousseff, para que cumpra o compromisso assumido durante as eleições de 2010 e vete os dispositivos que anistiem
Sérgio Lima/Folhapress
Marina: "Essa proposta atende apenas aos interesses dos ruralistas".
desmatamentos ilegais ou reduzam áreas protegidas", conclui a ex-senadora. Em sua análise, Marina afirma que o substitutivo de Viana não altera pontos cruciais, como a anistia a crimes ambientais, o que permite a não recuperação de áreas de preservação permanente e de reserva legal desmatadas. "No texto, poucos serão os casos em que as APPs ou reservas legais desmatadas terão que ser recuperadas", apontou. Segundo Marina, o ponto mais grave do texto do petista é o que não prevê a recuperação de nascentes dos rios. "O substitutivo que será votado na Comissão de Meio Ambiente não prevê a recuperação de nascentes, deixando vulneráveis áreas indispensáveis para a manutenção de recursos hídricos", alertou. "Trata-se de um dos mais graves pontos do texto lido pelo senador Jorge Viana, que manteve a redação base da emenda 164 da Câmara, dando a entender que as nascentes não devem ser recuperadas", acrescentou a ex-senadora, exPV e hoje sem partido. (AE)
Oposição adia discussão da DRU Parecer seria lido ontem. Agora, só depois de a matéria sair no Diário Oficial
A
oposição conseguiu adiar a leitura do relatório da proposta de emenda constitucional (PEC) que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) por mais quatro anos. O parecer seria lido ontem, às 15 horas, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), questionou o não cumprimento de um dispositivo regimental que determina a publicação da chegada da matéria ao Senado no Diário Oficial. A PEC foi lida no plenário da
Casa e não houve tempo hábil para a publicação. Demóstenes ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a tramitação da matéria por ofensa ao regimento. O presidente da CCJ, Eunício Oliveira (PMDB-CE), achou melhor adiar a discussão para depois da publicação no Diário Oficial. Com isso, o governo corre o risco de perder pelo menos um dia no apertado cronograma de votação da proposta no Senado. Sem acordo – Ciente de que a oposição vai criar dificuldades para a tramitação
da matéria, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, se reuniu à tarde com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para tentar acelerar a tramitação da matéria na Casa. A ministra foi taxativa quanto à impossibilidade de acordo com a oposição quanto à votação da prorrogação da DRU. "Uma coisa não está amarrada à outra", afirmou, rejeitando a proposta do PSDB e DEM de atrelar a votação da DRU à regulamentação da Emenda 29, que amplia o repasse de recursos à saúde. (AE)
p Suspensas as perfurações da Chevron no País DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
7
A perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria em riscos maiores, agravados pela maior profundidade. Nota da ANP
olítica
A
Até o fim da tarde de ontem, Agência Nacional do Petróleo, Gás a Chevron não fora comunicaNatural e Biocom- da da decisão da ANP. A assesbustíveis (ANP) soria de imprensa da compainformou em comunicado que nhia informou que aguardava a Chevron do Brasil Ltda. está notificação da ANP e que iria impedida de perfurar em terri- "seguir todas as normas e regutório nacional. Isso, na prática, lamentos do governo brasileisuspende todas as atividades ro e suas agências". Abaixo, a íntegra da nota: de perfuração no Campo de "Chevron é impedida de Frade, na Bacia de Campos (RJ), até que sejam identifica- perfurar no Brasil. A Diretoria da Agência Nadas causas e responsáveis pelo vazamento de petróleo, detec- cional do Petróleo, Gás Natutado em 9 de novembro, e res- ral e Biocombustíveis (ANP), tabelecidas as condições de se- (reunida ontem), determinou a suspensão das atividades de gurança na área. No comunicado, a agência perfuração no Campo de Frainformou que a decisão foi ofi- de até que sejam identificadas cializada em reunião de direto- as causas e os responsáveis peria ontem. Na mesma decisão, lo vazamento de petróleo e resa ANP rejeitou pedido da con- tabelecidas as condições de secessionária para perfurar novo gurança na área. Essa deliberapoço no Campo de Frade com ção suspende toda atividade o objetivo de atingir o pré-sal. de perfuração da Chevron do No entendimento da agên- Brasil Ltda. no território nacional. cia, a perfuraA A N P r eção de reserjeitou, na mesvatórios no ma decisão, pré-sal impliAnálises técnicas pedido da caria riscos de evidenciam co nce ssio nánatureza idênria para perfutica aos ocorrinegligência (...) rar novo poço dos no poço e falta de maior no Campo de que originou o atenção às Frade com o vazamento, melhores práticas objetivo de maiores e da indústria. atingir o préagravados pesal. A Diretola maior proNOTA DA ANP ria entende fundidade. que a perfuraA agência informou ainda que "a medida ção de reservatórios no pré-sal não alcança as atividades ne- implicaria em riscos de naturecessárias ao abandono defini- za idêntica aos ocorridos no tivo do poço 9-FR-50DP-RJS e a poço que originou o vazamenrestauração das suas condi- to, maiores e agravados pela ções de segurança", ou seja, a maior profundidade. A medida não alcança as atiChevron ainda deve assumir a responsabilidade pela recupe- vidades necessárias ao abandono definitivo do poço 9-FRração do local. A ANP finaliza seu informe 50DP-RJS e a restauração das esclarecendo que a decisão to- suas condições de segurança. A decisão se baseou nas anámada se baseou em análises e observações técnicas da Agên- lises e observações técnicas da cia, que "evidenciam negligên- Agência, que evidenciam necia, por parte da concessioná- gligência, por parte da concesria na apuração de dado fun- sionária na apuração de dado damental para a perfuração de fundamental para a perfurapoços e na elaboração e execu- ção de poços e na elaboração e ção de cronograma de abando- execução de cronograma de no, além de falta de maior aten- abandono, além de falta de ção às melhores práticas da in- maior atenção às melhores práticas da indústria". (AE) dústria".
Antonio Cruz/ABr - 08,04.2011
Haroldo Lima deixa o cargo. Nada a ver com o problema da Chevron.
Em meio ao vazamento Haroldo Lima deixa ANP
O
diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, deixará o cargo no dia 11 de dezembro, como informou o chefe de gabinete da diretoria, Luiz Eduardo Dutra. De acordo com ele, o segundo mandato de Haroldo Lima termina no final do ano, e já há festa de despedida programada para 1º de dezembro, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. A saída de Lima coincide com o vazamento de petróleo na bacia de Campos, em campo operado pela petroleira Chevron. Dutra explicou que um dos quatro diretores da autarquia assumirá interinamente o cargo até que o Palácio do
Planalto defina o nome do novo diretor-geral. "Pode ser tanto o interino quanto uma pessoa que venha de fora", afirmou Dutra, acrescentando que o novo diretor-geral precisará ser sabatinado e ter seu nome aprovado pelo Congresso. Mas, segundo ele, há uma carência de funcionários nos quadros da ANP. "O diretor Haroldo promoveu dois concursos ao longo de sua gestão, mas haveria espaço para um terceiro. Essa é uma decisão que cabe ao mMinistério do Planejamento". Dutra afirmou que a agência reguladora tem cerca de 700 funcionários permanentes e de 300 a 400 temporários, mas seria preciso contratar pelo menos mais 150. (Reuters)
Rogério Santana/Reuters
Decisão se estende a todas as atividades da empresa na Bacia de Campos até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo derramamento de petróleo
Responsável pela tragédia ambiental no litoral fluminense provocada por vazamento de óleo, Chevron é impedida de atuar no Brasil
Presidente da petroleira pede desculpas ao povo brasileiro Ao mesmo tempo em que pediu perdão, George Buck elogiou a eficiência da empresa, em audiência na Câmara.
G
eorge Buck, o presidente da Chevron, pediu desculpas ao povo e ao governo brasileiros pelo vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Em audiência na Câmara dos Deputados, ontem, Buck ainda negou que tenha omitido informações às autoridades. "A Chevron assume a responsabilidade por esse acid e n t e . Tr a b a l h a m o s c o m transparência e em cooperação com as autoridades brasileiras. Eu gostaria de reiterar que temos profundo respeito pelo Brasil, pelo povo, pelas instituições e às leis. Estamos encarando isso com a maior seriedade e, mais uma vez, gostaríamos de pedir desculpas ao povo brasileiro". Durante pouco mais de meia hora, o presidente da Chevron fez uma apresentação que contrasta com a tragédia ambiental vista no litoral fluminense. Elogiando não só a própria Chevron como também a parceira TransOcean, ele afirmou que a empresa fez tudo o que estava ao seu alcance para controlar o vazamento e realizou um trabalho "com rapidez e eficiência excepcionais". "Em apenas quatro dias conseguimos interromper o vazamento da fonte. Especialistas garantem que esta foi uma reação com rapidez e eficiência excepcionais. Tenho alegria de ressaltar que no nosso sobrevoo de ontem encontramos menos de três barris de óleo na superfície. Uma gota é inaceitável. Vamos continuar até que nenhum óleo seja encontrado". Buck afirmou que a Chevron está conduzindo uma investigação interna para apurar os motivos do vazamentos. Segundo ele, a área perfurada registrou pressão acima do que indicavam os estudos geológicos. E as imagens que mostravam o petróleo vazando eram, na verdade, gotas de óleo flutuando no mar, longe do local do acidente. "Controlar a divulgação das informações foi muito complicado, porém todas as informações que saírem da investigação serão apresentadas. Nosso intuito é que isso jamais se repita no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo". D es me n ti d o – Apesar do discurso aparentemente humilde e condescendente, Buck
Antonio Scorza/AFP - 21.11.2011
O corpo técnico da ANP é altamente treinado. O vazamento não foi controlado em 4 dias, como mostram as imagens. RAPHAEL MOURA
Buck: "A Chevron assume a responsabilidade por esse acidente".
Em apenas 4 dias conseguimos interromper o vazamento (...) esta foi uma reação de rapidez e eficiência excepcionais. GEORGE BUCK foi desmentido pelo coordenador de segurança operacional da ANP (Agência Nacional de Petróleo), Raphael Moura. O técnico exibiu imagens aos deputados que mostram que o vazamento ainda continua, ainda que residual. "O corpo técnico da agência é altamente treinado. Eles são inteiramente habilitados a conduzir essas investigações. O vazamento não foi controlado em quatro dias como mostram as imagens". Rigor – Antes da suspensão
da ANP, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-geral) afirmou que não faltaria rigor do governo sobre o vazamento. "Nós não vamos brincar com essa questão. Está em jogo todo o nosso futuro em termos de pré-sal e nosso cuidado ambiental é muito grande". A Polícia Federal também havia divulgado nota informando que o inquérito que apura o vazamento estava em fase de coleta de depoimentos: "O conteúdo das declarações não será divulgado a fim de não prejudicar a investigação em andamento". Quarta maior petroleira do mundo, a Chevron pode ser impedida de operar o pré-sal. Segundo Carvalho, a responsabilidade da empresa petrolífera no episódio estava "sendo apurada". Investigação – O TCU (Tribunal de Contas da União) também decidiu investigar a ANP após o vazamento de petróleo na Bacia de Campos. A
auditoria, proposta pelo ministro Raimundo Carreiro, pretende saber se a agência tem ações preventivas de controle para este tipo de vazamento e se está fiscalizando os planos de emergência das petrolíferas. Além disso, o tribunal também pediu uma auditoria na Petrobras para saber se ela será ressarcida pelos gastos feitos no apoio à Chevron para controlar o vazamento. Multa – A Chevron pode ser punida em R$ 260 milhões – o valor inclui multas já aplicadas pelo Ibama, considerados os valores máximos, autuações da ANP e reparações cobradas na Justiça pelo governo do Rio. Há ainda a possibilidade de o valor mudar caso, haja novas punições. Ontem ainda, antes da ordem de suspensão, o presidente da Petrobras (leia matéria acima), José Sérgio Gabrielli, afirmou que multa em caso de acidentes em operações petrolíferas são de responsabilidade do operador, mas os sócios podem ter de arcar com fatia da punição, dependendo dos contratos entre as partes. Gabrielli não relevou se a Petrobras terá que pagar o referente a sua participação no Campo de Frade. Mas ressaltou que o diálogo entre os sócios nas empresas de petróleo é permanente. Ocorre que Petrobras e Chevron são sócias no Campo de Frade. "A relação entre operador e não operador tem uma discussão permanente". Gabrielli disse que no Brasil as regras de segurança na área petrolífera são mais rígidas que nos Estados Unidos, e que a questão é uma das grandes preocupações da indústria – e por isso não vê nenhuma necessidade de mudar as regras do setor no País. (Folhapress)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
8
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
RÚSSIA EM ALERTA A Rússia alertou o Ocidente ontem de que poderia instalar mísseis nas fronteiras com a União Europeia (UE)
nternacional
para fazer frente às instalações antimísseis que os EUA pretendem alocar no leste europeu.
'BUNGA BUNGA' NA JUSTIÇA
Giuseppe Cacace/AFP - 16/07/10
Giusepp
e Aresu/A
Dani Pozo/AFP - 06/07/09
FP - 13/1 1/10
O
ator norte-americano George Clooney, a ex-namorada dele Elisabetta Canalis e o jogador de futebol português Cristiano Ronaldo estão entre as 214 testemunhas aceitas ontem por uma corte de Milão no julgamento do ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi, acusado de ter pago para fazer sexo com uma menor marroquina chamada Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby. No processo, Berlusconi é julgado por indução à prostituição de menores, já que a Promotoria o acusa de ter mantido relações sexuais com Ruby quando ela tinha 17 anos. Ela e Berlusconi, de 75 anos, negam ter tido relação sexual. Clooney disse que foi abordado pela equipe de Berlusconi para testemunhar sobre as festas "bunga bunga". No entanto, ele afirmou que só visitou a residência de Berlusconi uma vez para buscar ajuda para Darfur e recusou um convite para ficar para a festa. No caso do atacante do Real Madrid, os advogados querem questionar a "credibilidade" de Ruby, que em um dos interrogatórios teria declarado que passou uma noite com Ronaldo por 4 mil euros. (Agências)
Berlusconi deixou o governo, mas os problemas com a Justiça continuam. Desta vez, o ex-premiê italiano é acusado de ter pago para fazer sexo com uma menor de idade, a marroquina Ruby (acima), na época com 17 anos. Cristiano Ronaldo e George Clooney (à esq.) estão entre as 214 testemunhas convocadas no caso.
CAI O PRESIDENTE DO IÊMEN Saleh assina acordo para deixar o poder em 30 dias. Mas imunidade provoca revolta entre a população.
O
presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, assinou ontem na Arábia Saudita um acordo para transferir o poder, após 33 anos no cargo, e realizar eleições presidenciais, um passo essencial para o país sair da crise que o assola há dez meses. Apesar de ter assinado o acordo, ainda não há certeza de que Saleh cumprirá o combinado, uma vez que já voltou atrás diversas vezes sobre o assunto desde o início da onda de revoltas contra seu regime no início deste ano. Nas três tentativas anteriores, Saleh recuou no último minuto, alimentando a instabilidade que deu força a militantes da Al-Qaeda nas vizinhanças da Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo. Saleh garantiu ontem que sua intenção "não era monopolizar o poder" e afirmou que sempre quis realizar a transição de forma pacífica. A televisão estatal saudita exibiu imagens ao vivo de Saleh assinando o acordo na presença do rei saudita Abdullah, em Riad. Autoridades da oposição no Iêmen também assinaram o acordo depois de Saleh. "Hoje, uma nova página da nossa história se inicia", disse o rei saudita às delegações iemenitas presentes durante a assinatura do documento, patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelos países do Golfo Pérsico. Imunidade - Sob o acordo, o qual Saleh se recusou a assinar durante meses em desafio a pressões internas e internacionais, o mandatário passa os poderes ao vice-presidente Abdrabuh Mansur Hadi, em troca da imunidade para si próprio e sua família. Saleh ainda permanecerá como "presidente honorário" por 90 dias, ao fim das quais a transferência de poderes estará completa. Ele passará o poder para o vice em 30 dias. Já as eleições presidenciais ocorrerão em 90 dias. O governo dos Estados Uni-
Khaled Abdullah/Reuters
Ó RBITA
EGITO
O
Soldados desertores acompanham marcha de manifestantes contra imunidade de Saleh, em Sanaa. Divulgação/Reuters
Pressão: rei saudita Abdullah (à esq.) cumprimenta Saleh em Riad.
dos elogiou o acordo. "Os EUA aplaudem o governo e a oposição do Iêmen por concordarem com uma transição de poder pacífica e ordeira", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner. "Exortamos a todas as partes dentro do Iêmen a abster-se da violência e avançar diligentemente até a implementação dos termos do acordo, de boa fé e com transparência, incluindo as eleições presidenciais críveis dentro de 90 dias", acrescentou Toner.
Revolta - Mas o acordo, que oferece imunidade a Saleh, foi rechaçado por vários iemenitas. Muitos jovens foram acampar em uma praça central na capital Sanaa. Eles afirmaram que o acordo é inviável porque Saleh ordenou às tropas que atirassem contra os manifestantes, matando mais de mil pessoas desde janeiro. Os ativistas querem que ele seja levado a julgamento. "Sem imunidade para o assassino", gritava a multidão. Também ocorreram tiroteios entre parti-
dários de Saleh e beduínos de uma tribo rival. Primavera Árabe - Se cumprir o acordo e realmente deixar o poder, Saleh será o quarto governante árabe derrubado por revoltas populares neste ano. Em janeiro, caiu o governante da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, enquanto em fevereiro os egípcios derrubaram Hosni Mubarak. Em agosto, Muamar Kadafi foi defenestrado pelos insurgentes líbios. Kadafi foi morto em outubro, sob circunstâncias ainda não bem esclarecidas. Para o líder iemenita, "os ventos que sopram dos países do norte da África fazem parte de uma agenda estrangeira". Futuro - Pouco antes de Saleh assinar o acordo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que conversou com o mandatário por telefone. Saleh teria dito a Ban que em breve viajará a Nova York, onde ficará uma temporada em tratamento médico, ainda como consequência do atentado a bomba que sofreu em junho em Sanaa. Ele voltou ao Iêmen no mês passado após receber tratamento médico na Arábia Saudita. (Agências)
clima de tensão na praça Tahrir, no Cairo, cresceu ontem em meio às tentativas em vão do Exército do Egito de deter atos de violência entre manifestantes e a polícia, enquanto a crise política no país se agrava a quatro dias das eleições legislativas. No quinto dia de protestos contra a junta militar que governa interinamente o Egito, três carros blindados do Exército entraram ontem na rua Mohammed Mahmoud, epicentro dos confrontos. A polícia montou barreiras e disparava gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que lançavam pedras. Um grupo pelos direitos humanos afirmou que o número de mortos nos últimos dias no país subiu para 38. (Agências)
SÍRIA
A
França propôs ontem a criação de "corredores humanitários" ou de uma "zona de exclusão" para levar ajuda humanitária aos opositores na Síria. Esta é a primeira vez que uma potência ocidental defende uma intervenção no país, tomado há oito meses por enormes protestos pela renúncia do presidente Bashar al-Assad. O chanceler francês, Alain Juppé, afirmou, contudo, que "a opção armada não está na agenda" para acabar com a repressão do regime. "Uma reação armada poderia provocar uma guerra civil real na Síria, o que seria a pior situação para o país", defendeu. A ONU estima que ao menos 3,5 mil pessoas morreram nos protestos desde março. (Agências) Jason Reed/Reuters
A FUGA DO PERU – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou ontem do tradicional ato de perdão a um peru de Ação de Graças. Durante a cerimônia, dois perus deveriam ser perdoados, mas uma das aves conseguiu fugir. Com "Peace" (Paz, em inglês) ausente, Obama realizou o indulto com o outro peru, de nome "Liberty" (Liberdade), acompanhado pelas duas filhas, Malia e Sasha. (Agências)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
DIÁRIO DO COMÉRCIO
9
DIÁRIO DO COMÉRCIO
10
c
quinta-feira, 24 de novembro de 2011 Apu Gomes/Folhapress
TRANSTORNOS A queda de um trecho da mureta de proteção da Ponte dos Remédios complicou o trânsito na zona oeste de São Paulo. No início da tarde, um acidente derrubou a rede elétrica que alimenta os trólebus no centro da cidade.
idades Werther Santana/AE
Foi mais um dia difícil para os paulistanos. Por volta da meia-noite de anteontem, um trecho de aproximadamente 30 metros de mureta da Ponte dos Remédios desabou, provocando sua interdição total. Várias linhas de ônibus foram desviadas. Motoristas de carros de passeio foram forçados a buscar caminhos alternativos indicados pela CET. Muitos pedestres se arriscaram para atravessar a marginal Tietê. A Ponte dos Remédios só foi liberada às 15h15. Para complicar a vida na cidade, um acidente provocou o rompimento da rede elétrica que abastece os trólebus na região central de São Paulo. A energia elétrica que move esses carros só foi restabelecida por volta das 20h.
Cerca de 30 metros de mureta de proteção na Ponte dos Remédios desabaram na madrugada de ontem. Não houve veículos envolvidos nem vítimas, mas o trânsito na cidade foi bastante prejudicado.
Ponte e trólebus travam trânsito em SP
A
Ponte dos Remédios, na zona oeste da Capital, vai passar os próximos seis meses em obras e deve complicar o trânsito na região. Nesta madrugada, 30 metros de passeio de pedestres e do gradil no sentido Lapa despencaram sobre o rio Tietê. Não houve registro de vítimas. O acidente aconteceu à meia-noite e fez, uma hora depois, técnicos da Prefeitura interditarem totalmente a ponte. A interdição durou até as 15h de ontem. A partir desse horário, a via foi reaberta parcialmente (passou a funcionar com apenas duas de suas quatro faixas). Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a ideia é utilizá-las de forma reversível dependendo do horário. Pela manhã, a vice-prefeita Alda Marco Antonio garantiu que o resto da ponte não corria riscos. "O que temos agora, neste momento, é que não há problema de estrutura na ponte, mas sim na passarela lateral e na mureta. Todos os técnicos envolvidos estão trabalhando na questão e o trânsito na ponte foi interrompido por cautela", afirmou. Emergência - A Ponte dos Remédios já deveria ter recebido obras de manutenção em fevereiro, mas elas não foram realizadas. Ontem, depois da estrutura de ferro e concreto despencar, a Secretaria de
Mário Angelo/Sigmapress/Folhapress
Ricardo Lou/News Free/Folhapress
Trólebus parados no Centro provocaram congestionamentos. Energia só foi restabelecidos por volta das 20h.
Sem ponte, pedestres arriscaram-se para atravessar a marginal Tietê
Obras (Siurb) contratou em regime de emergência uma empresa que já iniciou as obras de recomposição do passeio e do gradil. Também estão em andamento as obras de escoramento do restante do passeio. A previsão é que elas durem até 180 dias. Ontem, a interdição tumultuou a vida de motoristas que passaram pela
região, especialmente no período da manhã. A Rodovia Anhanguera chegou a registrar cinco quilômetros de lentidão na chegada a São Paulo, o que não é comum, segundo a concessionária Autoban. Na marginal Tietê, foram registrados quatro quilômetros de congestionamento por volta das 8h. Passageiros de ônibus
também tiveram problemas, já que sete linhas tiveram de ser alteradas. Alternativas - Por causa do bloqueio no sentido São Paulo, a CET recomenda que os veículos provenientes de Osasco adotem um caminho alternativo, que começa na avenida dos Remédios e passa por vias como a rua Antônio Ayrosa e avenida Cândido Portinari, terminando na avenida Doutor Gastão Vidigal. No sentido oposto, a alternativa é acessar a Ponte Atílio Fontana pela rua Fortunato Ferraz. Velha conhecida - A Ponte dos Remédios é um problema antigo da cidade. Em junho de 1997, uma rachadura de cerca
de 15 centímetros apareceu na estrutura e obrigou a Prefeitura a interditar a via e um trecho da marginal Tietê por dois meses em razão do risco de desabamento. Uma disputa entre a Prefeitura e o governo do Estado atrasou a execução das obras, que só foram finalizadas seis meses depois, em dezembro, ao custo de aproximadamente R$ 7 milhões. Complicação – O rompimento da rede elétrica que abastece os trólebus na região central interrompeu a circulação desses veículos no início da tarde de ontem. Segundo a SPTrans, empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade, um trólebus
ocasionou o incidente e cerca de 100 metros da rede foram afetadas. Até as 19h30 o problema na rede elétrica ainda não havia sido solucionado. Pouco depois, perto das 20h, a energia foi restabelecida. Antes, porém, a circulação das sete linhas de trólebus que trafegam pela região foi interrompida. A SPTrans usou ônibus a diesel para atender as rotas atingidas. O problema com os trólebus afetou a circulação na avenida Nove de Julho e no Viaduto Maria Paula. À noite o Centro tinha 18 km de vias congestionadas. Nesse horário, a Capital tinha 92 km de lentidão, um valor médio para o horário. (Agências)
Reprodução
Senado quer fim de fumódromos em todo o País
O
Senado Federal aprovou ontem o fim dos fumódromos em locais fechados. O texto também prevê o aumento de impostos sobre o tabaco e fixa um preço mínimo de venda para os maços de cigarros. A matéria segue agora para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Com a aprovação do projeto de lei de Conversão fica proibido, em todo o País, o uso de cigarros em ambientes fechados, os chamados "fumódromos", sejam eles espaços privados ou públicos. A legislação também estabelece em 300% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o cigarro. Além disso, será obrigatório o aumento de avisos sobre os malefícios do fumo, que deverão aparecer em 30% da área frontal do maço de cigarros, a partir de 1º de janeiro de 2016. (Agências)
Dono de casa roubada reage e mata ladrão
U
ma tentativa de roubo terminou com um ladrão morto e o dono de uma casa baleado, no Planalto Paulista, zona sul, na noite de anteontem. O filho do dono da casa foi rendido por três criminosos quando atendia, no portão da casa, um motoboy que entregava uma pizza. Ele e o entregador foram levados para o interior do imóvel. Segundo a Polícia Militar, o dono da casa reagiu ao roubo atirando nos ladrões. Um dos criminosos morreu no local e o dono da casa foi baleado no peito. Ele foi levado ao Hospital São Paulo. O filho da vítima e o motoboy saíram ilesos. No momento do roubo, policiais abordavam um quarto ladrão em um carro roubado, que aguardava o trio do lado de fora da casa. Os militares chegaram a ouvir os disparos e pediram reforço, mas dois suspeitos fugiram. (Folhapress)
Cai índice de homicídios dolosos, revela estudo
O
índice de homicídios no País caiu 2,1% em 2010 comparado a 2009, ao passar de 21,9 mortos por 100 mil habitantes para 21,5 mortes, revelou o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem pelo Ministério da Justiça. Em números absolutos, foram 1.049 pessoas mortas a menos. Os dados mostram uma concentração dos piores índices de homicídios nos estados do Nordeste e Norte. De acordo com o estudo, o estado campeão em índice de homicídios dolosos (com intenção de matar) é Alagoas. O estado de São Paulo registrou, no período em análise, queda de 4,9%, ao passar de 11 homicídios por 100 mil habitantes para 10,5. O Rio de Janeiro teve queda de 16,8% no período, passando de 33,2 homicídios por 100 mil habitantes para 27,6. (AE)
UM MARCO PELA PAZ – Há pouco mais de uma semana, na Praça São Pedro, no Vaticano, o papa Bento 16 recebeu uma réplica dourada do Marco da Paz das mãos de Gaetano Brancati Luigi, assessor especial da presidência da Associação Comercial de São Paulo. Dias antes, Luigi inaugurou um Marco da Paz na cidade de Assis, na Itália. Veja cenas do encontro com o papa em www.dcomercio.com.br.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
c
11 Não será uma obra fácil de ser realizada. José Roberto Graziano
idades
Fotos: Divulgação
Imagens acima retratam como será o novo Mercado Municipal após a reforma do piso do mezanino construído pela Prefeitura, em 2004. Placas de vidro serão substituídas por madeira e a iluminação será melhorada.
Vida nova ao velho Mercado Municipal Prefeitura vai realizar nova reforma no edifício histórico que abriga um dos principais polos turísticos da Capital. Iluminação do térreo e piso do mezanino serão trocados. Mariana Missiaggia
P
assear e fazer compras no Mercado Municipal de São Paulo, no Centro, será ainda mais agradável a partir do ano que vem. Está prevista a renovação de parte do piso na área de restaurantes (mezanino) e a melhoria da iluminação de um dos principais pontos turísticos da capital paulista. Será a primeira intervenção no edifício histórico, após a ampla reforma que foi realizada pela Prefeitura, em 2004. A obra já foi autorizada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico,
Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), já que o prédio, inaugurado na década de 1930, é tombado pelos órgãos de defesa do patrimônio histórico. Estão previstos a troca do sistema de iluminação do piso térreo e a substituição do pavimento do mezanino, construído em 2004. O projeto foi elaborado pelo escritório de arquitetura Pedro Paulo de Melo Saraiva, o mesmo de 2004. O objetivo é manter a originalidade da primeira reforma. Estilhaçada – Em uma área de dois mil metros quadrados, o mezanino está com o piso danificado. Estilhaçadas e soltas, as
placas de vidro serão substituídas por um piso de madeira e vidro fosco. "O novo piso terá placas de vidros entremeadas com o piso de madeira. Vai haver uma mistura entre os dois. Foi uma visão do arquiteto, imaginando que o mezanino poderia gerar uma transparência parcial sobre o térreo", explica o supervisorgeral de Abastecimento da Prefeitura de São Paulo, José Roberto Graziano. Troca – Segundo Graziano, as trincas foram diagnosticadas há quatro anos. Hoje, das 164 placas de vidro instaladas no chão do mezanino, 63 estão quebradas. "No início não
entendíamos qual era o problema e chegamos à conclusão de que o atual material é muito sólido e quebrava se caísse algum objeto pontiagudo. Depois de alguns estudos, percebemos há dois anos que não havia alternativa, além da substituição do material", disse Graziano. Vitrais – Da parte superior é possível observar cada detalhe do prédio projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, como os belíssimos vitrais. O novo projeto de iluminação valorizará o reflexo colorido das peças criadas pelo artista alemão Conrado Sorgenicht Filho, que retratam partes da
história do Estado de São Paulo, como a saga do café. "A nova iluminação vai gerar uma difusão de cores dos vitrais no chão, ficou um projeto bem inovador", conta o assessor técnico da Prefeitura Marcelo Bruni. Apesar da última grande reforma ter sido em 2004, todos os anos são realizados trabalhos de manutenção. Em 2011, foram investidos R$ 900 mil no sistema hidráulico. Para Graziano, a estrutura do mercado exige constantes adaptações, devido ao perfil dos 318 boxes que funcionam no local. Reformada há três anos, a área para armazenamento de lixo, por exemplo, já não comporta a
quantidade de lixo gerada todos os dias. O projeto da reforma já foi anunciado recentemente pelo prefeito Gilberto Kassab. A obra está prevista para começar no primeiro semestre do ano que vem e o projeto final ainda será analisado pelo Condephaat antes da abertura da licitação para a execução das obras. "Devido ao grande fluxo de pessoas que passa por aquele local não será uma obra fácil de ser realizada. Pretendemos instalar um canteiro de obras na parte exterior e, à noite, trabalhar no interior do mercado, para diminuir o desconforto para os visitantes", prevê Graziano.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
12 -.LOGO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
www.dcomercio.com.br
Sapatos com saltos e formatos curiosos são a especialidade do designer israelense Kobi Levi.
SEGURA ESSA! Suportes para livros que dão mais dramaticidade à sua estante toda certinha... Parece que vai despencar tudo. Mas o vendedor garante que não.
http://bit.ly/c7WuMb
http://bit.ly/ucSoQR
T URISMO C ASA
Cerejas sem caroço
Harry, o pai do Bloody Mary
O
Uma das delícias do fim do ano é poder encontrar nos mercados cerejas frescas. Que ficam mais gostosas quando descaroçadas com o Cherry Chomper. www.top-gadgets.net/cherr y-chomper/
Harry's Bar, local de nascimento do famoso drinque Bloody Mary completa hoje 100 anos. Um tanto escondido numa pequena rua do centro de Paris, 5 rue Daunou, perto da 'Opéra', com um letreiro em néon vermelho e ouro, o Harry's Bar não é muito diferente das cervejarias e dos bistrôs franceses tradicionais que o cercam. O bar foi inaugurado no dia de Ação de Graças de 1911 por Tod Sloane, um jóquei americano instalado em Paris, que dizia não conseguir beber bons drinques na capital francesa. O nome da casa era "The New York Bar". Em 1921 - há 90 anos - foi criado ali o Bloody Mary, associan-
do vodca, suco de tomate e especiarias, inventado em 1921. Harry MacElhone, um escocês de Dundee, contratado como empregado da casa adquiriu o bar em 1923 e logo colocou seu
nome no estabelecimento. Nos anos 1920, tornou-se o local favorito dos norte-americanos em Paris, como Francis Scott Fitzgerald e, principalmente, Ernest Hemingway.
T ECNOLOGIA
Brasileiro conhece ameaças da web A McAfee divulgou ontem uma pesquisa que aponta que os brasileiros conhecem as ameaças do ciberespaço. O estudo, feito com 600 adultos pela TNS Research International, mostra que 88% dos usuários sabem que as ameaças virtuais têm migrado dos PCs para smartphones e tablets. Além disso, 68% deles são conscientes de que podem ser infectados apenas por visitar um site e, ainda, via dispositivos como drives USB. A respeito da rede WiFi, 61% mostram estarem cientes que os dados transmitidos através dessas redes podem ser interceptados. M ÚSICA
Sivaram V/Reuters
C IÊNCIA
Nasa, de olho nas mulheres A Nasa, agência espacial americana, lançou ontem um novo site para estimular mulheres estudantes às carreiras de ciência, tecnologia e matemática. O site contém vídeos que falam sobre as mulheres que trabalham na Nasa, suas carreiras, sua formação e como elas começaram a trabalhar para a agência. Este é o caso da matemática Carolina Restrepo, que cresceu na Colômbia e Bolívia e, aos 18 anos, não hesitou em partir aos
Estados Unidos para estudar engenharia, com a esperança de poder desenhar, construir e fazer voar uma aeronave radiocontrolada. Ela foi motivada pelo que viu sobre a Nasa na televisão. Agora ela faz parte da equipe de desenho da cápsula Orion, o novo veículo da Nasa com o qual espera poder enviar o homem a Marte. Dos atuais 18.544 funcionários da Nasa, só 6.539 são mulheres.
Freddie Mercury A morte do astro do rock Freddie Mercury completa hoje 20 anos. A homenagem de Ochre Jelly: um Freddie de Lego. http://bit.ly/ul9Zra
women.nasa.gov/a2i/
P ALESTRA E M
C A R T A Z
Psicanálise e Cultura L
PRONTO PARA A FESTA - Elefante decorado com ornamentos para a abertura do festival anual da cidade de Kochi, na Índia. O festival dura oito dias e começa com uma colorida procissão de elefantes e um concerto de percussão.
A RQUEOLOGIA
TEATRO
www.sbpsp.org.br
Cia. das Artes exibe o espetáculo 'Cala Boca Já Morreu' no Teatro Commune. Rua da Consolação, 1218, tel.: 3807-0792. 21h. R$ 40.
L OTERIAS Concurso 1195 da LOTOMANIA
Moedas mudam a história Arqueólogos descobriram quatro moedas do ano 17 no subsolo do Muro das Lamentações, local sagrado para o povo judeu, em Jerusalém. Segundo os cientistas, a descoberta pode mudar o que se sabe sobre a construção e indicaria que não foi Herodes que construiu a muralha, mas o rei Agrippa II, bisneto de Herodes. As moedas têm a face de Valerius Gratus, oficial romano que precedeu o bíblico Pôncio Pilatos como representante do império em Jerusalém.
E SPAÇO
Sonda russa é localizada
01
03
06
12
14
18
20
26
29
39
41
47
51
56
59
60
70
73
79
00
Concurso 1339 da MEGA-SENA 07
A TÉ LOGO
L
em comunicado a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). A ESA anunciou que estuda agora maneiras de manter a comunicação com a sonda para tentar evitar que ela caia na superfície terrestre.
L
Horas após ser considerada perdida no espaço, a sonda interplanetária russa PhobosGrunt, que por uma ação ainda não esclarecida ficou em órbita terrestre em vez de seguir rumo a Marte, foi localizada, confirmou
Neste sábado, dia 26 de novembro, o psicanalista João Frayze-Pereira comanda debate sobre Psicanálise e Cultura, abordando a tradição cultural subjacente à criação de Sigmund Freud. O debate acontece na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e será precedido da exibição do filme Freud em Viena, produção alemão de 2005. Além de Frayze, estarão presentes, entre outros, Daniel Delouya, Orlando Hardt e Dora Tognolli.
10
14
16
54
Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
Método israelense consegue transformar águas residuais de casas em papel Filho de Murdoch deixa direção de jornais britânicos da News International
Concurso 2753 da QUINA 23
46
50
63
75
59
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
e
São Paulo já foi maior Sozinho, o Estado de São Paulo abocanhava em 2009 um terço do PIB – exatos 33,5% –, mas esse percentual era maior em 2002, de 34,6%.
conomia
País voltará a crescer em novembro, diz Mantega. subsidiados e provenientes de países que manipulam suas taxas de câmbio. O ministro destacou o aumento do IPI para carros importados, que, apesar de ainda não ter entrado em vigor, já fez com que aumentasse os projetos de construção de fábricas no País. "Considero que a medida foi muito eficaz e nós estamos preservando o emprego e o investimento no Brasil", ressaltou. (leia mais na página 18) (Folhapress)
PODER AVANÇA PARA O INTERIOR As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País aumentaram a participação na geração total da riqueza nacional, entre os anos de 2002 e 2009, e em contrapartida a região Sudeste viu seu peso cair de 56,7% para 55,3% no período. O Sul passou de 16,9% para 16,5%. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE.
A
inda que de modo lento, segue o processo de redução da desigualdade regional da economia brasileira. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste ganhou participação de 2002 para 2009. Em contrapartida, a Sudeste manteve a tendência de
redução de seu peso. No intervalo de 2002 a 2009, a Nordeste passou de 13% de participação no PIB para 1 3 , 5 % . O c re s c i m e n t o f o i acompanhado pela maioria dos Estados da região, com destaque para o Maranhão, que avançou 0,2% de participação no período. Já entre 2008 e 2009, a participação da região teve avanço de 0,4%, puxado por Pernambuco e Bahia.
Sérgio Lima/Folhapress)
O
ministro Guido Mantega (Fazenda) disse ontem, em audiência na Câmara dos Deputados, que a economia brasileira crescerá mais nos últimos meses do ano. No terceiro trimestre, Mantega prevê uma desaceleração na atividade econômica brasileira, que, segundo ele, teria crescido apenas 0,3% em relação ao segundo – os dados ainda serão divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). "Para o fim do ano, vai haver uma aceleração da economia. Já tenho indicadores que a economia está se aquecendo a partir de novembro", afirmou. O ministro ressaltou que a economia mundial deverá ter baixo crescimento neste ano ou até não crescer. Segundo ele, isso deve aumentar as disputas por mercados no mundo inteiro. "A recessão [da economia mundial] está no horizonte. É uma possibilidade que está dada", completou. Mantega defendeu medidas de proteção da indústria nacional para impedir a competição desleal com produtos importados, segundo ele muitas vezes
Ministro Guido Mantega: tenho indicadores que a economia já está se aquecendo a partir de novembro.
Governo dobra superávit primário
O
superávit primário do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) foi de R$ 11,268 bilhões em outubro, de acordo com dados divulgados ontem pelo Tesouro. Isso representa o dobro da cifra de setembro, quando a economia feita para pagamento de juros ficou em R$ 5,435 bilhões. No acumulado do ano, o superávit estava em R$ 86,601 bilhões, ou quase 95% da meta total para 2011, de R$ 91,8 bilhões. O dado de outubro e do período só perdem para os valores registrados em 2008 para o mês e para o acumulado. A cifra até outubro representa
13
2,59% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Tesouro. No mês passado, os investimentos caíram para R$ 34,8 bilhões. Em igual período de 2010, os investimentos estavam em R$ 36,1 bilhões, uma queda de 3,6%. Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 20,8 bilhões entre janeiro e outubro, alta de 17,7% na comparação com igual período do ano passado. Para o resultado de outubro, o Tesouro Nacional contribuiu com um saldo positivo de R$ 12,668 bilhões, enquanto a Previdência foi deficitária em R$ 1,328 bilhão e o BC em R$ 72
milhões. No acumulado do ano, a receita está em R$ 672,354 bilhões e as despesas em R$ 585,752 bilhões. As transferências a Estados e municípios totalizaram R$ 15,247 bilhões em outubro, ante R$ 9,633 bilhões em setembro. A receita bruta do Tesouro cresceu para R$ 68,853 bilhões em outubro, alta de R$ 8,944 bilhões na comparação com setembro. Pre ocupa ção – Num momento em que o governo cumpriu quase a totalidade da meta de superávit primário com dois meses de antecedência, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que há uma preocupação com
o crescimento da economia no ano que vem, e que pretende usar os ajustes da política monetária e fiscal para garantir a expansão da atividade. "A nossa preocupação é com a atividade econômica em 2012", afirmou Augustin. "A parte fiscal e monetária e toda política do governo se adequa ao ano. Hoje tem um mix, que é adequado, que significou um primário maior em 2011. Para 2012, vamos ver", disse. Ele reforçou que neste momento a meta de crescimento para 2012 continua em 5% e a ideia é cumprir o superávit primário em sua totalidade em R$ 139,8 bilhões. (Agências)
O Norte, de 2002 para 2009, saltou de 4,7% para 5%. Já entre 2008 e 2009, houve uma pequena perda de participação, de 0,1%, influenciada pelo desempenho do Pará, maior estado da região, que perdeu 0,1% de participação, em razão da especialização na extração de minério de ferro. Os demais estados da região, mesmo o Amazonas, muito dependente da indústria de transformação, mantiveram-se praticamente estáveis em suas posições relativas. Contribuíram para isso a baixa dependência do consumo externo e o peso do setor público, que não foi afetado pela crise mundial. Já a Centro-Oeste teve entre 2002 e 2009 seu maior avanço na participação do PIB: de 8,8% para 9,6% – sob influência da expansão da fronteira agrícola e do peso da maior administração pública, concentrada no Distrito Federal. Entre 2008 e 2009, os melhores resultados na Centro-Oeste foram os de Goiás e Distrito Federal, que avançaram 0,2 ponto percentual cada um. Com relação a Goiás, as atividades que contribuíram foram a indústria e a agropecuária. No caso do Distrito Federal foi a atividade de administração, saúde, educação públicas e seguridade social. O mesmo não aconteceu com as regiões mais ricas do Brasil, que perderam espaço na produção. A Sudeste viu seu peso cair de 56,7% para 55,3% de 2002 a 2009. A Sul cedeu de 16,9% para 16,5%. Mesmo com o processo de desconcentração regional, apenas oito Estados – SP, RJ,
MG, RS, PR, BA, DF e SC – detinham 78,1% da economia nacional em 2009. Sozinho, o Estado de São Paulo abocanhava um terço do PIB – exatos 33,5% –, mas esse percentual era maior em 2002, de 34,6%.
0,8 por cento foi a retração no PIB de SP entre 2008 e 2009, em razão do fraco desempenho da indústria, causado pela crise. Entre 2008 e 2009, Rondônia foi o Estado brasileiro que teve o maior crescimento em volume (7,3%) do PIB, embora tenha mantido uma participação relativamente baixa (0,6%) no PIB nacional. Nesse intervalo, o Estado do Espírito Santo registrou a maior queda (6,7%). Em 2009, o menor PIB per capita brasileiro foi o do Piauí (R$ 6.051,10), bem abaixo da média nacional (R$ 16.917,66), ao passo que o maior foi o do Distrito Federal (R$ 50.438,46). Em São Paulo, a retração foi de 0,8% em razão do fraco desempenho da indústria, ramo importante na economia do Estado e que teve forte impacto da crise iniciada em 2008. O mesmo ocorreu com o Espírito Santo. Na média nacional, o PIB teve retração de 0,3% em 2009. (Agências)
14 -.ECONOMIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
e BC culpa greve por baixa do crédito
15
A greve pesou nas estatísticas porque empréstimos nas agências são mais baratos. Túlio Maciel, do Departamento Econômico do BC
conomia
Volume de empréstimos cresceu 0,8% em outubro, cifra tímida ante os 2,2% de setembro e da política do governo de incentivo ao setor.
O
O
Para explicar os números do recuo, alta da inadimplência e de spreads, Tulio Maciel, do Banco Central, achou um culpado: o movimento de paralisação dos bancários.
Elza Fiuza/ ABr
c re s c i m e n t o d o crédito total oferecido pelo sistema financeiro no Brasil mostrou forte desaceleração no mês passado ante setembro, em meio ao impacto da turbulência internacional sobre a atividade doméstica. De acordo com o Banco Central (BC), o crédito aumentou 0,8% em outubro, bem menos que o avanço de 2,2% visto em setembro e foi o menor crescimento desde janeiro passado, com 0,4%. Ignorando a queda do juro básico desde agosto, o mercado de crédito tem piorado nos últimos meses, na direção contrária do que deseja a equipe econômica. A intenção do governo é incentivar a economia e, ao mesmo tempo, reverter o que acontece desde meados do ano, quando calotes passaram a subir e bancos começaram a aumentar as margens cobradas nos empréstimos. Em outubro, o crédito correspondeu a 48,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 1,946 trilhão. "Foi um crescimento dos saldos de emp ré s t i m o s m o d e r a d o , u m pouco abaixo do que tínhamos observado em meses anteriores", afirmou o chefe do Departamento Econômico do banco, Tulio Maciel. Greve – A greve dos bancários – que perdurou durante a primeira quinzena do mês passado – afetou os indicadores do mercado de crédito, segundo Maciel. Sem funcionários, muitas agências não abriram, o que dificultou o acesso dos clientes às operações consideradas de menor custo, como o consignado, e, por conse-
quência, aumentou a busca por empréstimos onerosos, como o cheque especial. "A greve se refletiu nas estatísticas porque os empréstimos que são tomados nas agências são mais baratos. E o acesso a essas operações ficou mais restrito", explicou Maciel, ao comentar que clientes que não conseguiram realizar essas operações foram atrás de empréstimos mais caros.
O chefe do departamento econômico do BC explicou que a concessão de empréstimos no consignado, por exemplo, caiu 13,4% em outubro na comparação com setembro. Já a concessão de crédito via cheque especial teve expansão de 4,3%. "As operações pré-aprovadas tiveram crescimento mais forte e ajudaram a elevar a média geral do juro", disse. Para Maciel, a greve afetou
Melhora o índice de acesso a bancos em todo o País
E
Também no cartão de crédito, uso difere de acordo com a classe social. Débito é a função mais usada pelos ricos e crédito, pelos pobres.
Andrea Felizolla/ LUZ
m 2000, o nível de inclusão financeira no País era de 9 pontos. Em dez anos, cresceu 141%. O Índice de Inclusão Financeira (IIF) foi criado pelo BC para medir o acesso dos brasileiros aos serviços bancários. Em 2010, o indicador do País ficou em 21,7 pontos, em escala na qual a situação de pleno acesso ao sistema teria 100 pontos. "Houve uma evolução bastante favorável, mas não significa que não tenhamos que avançar. O índice mostra também as nossas deficiências", disse o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos. O Distrito Federal apresenta a melhor média, com 66,4 pontos, bem acima do desempenho nacional, em 2010. Em seguida, aparece São Paulo, cuja média em 2010 foi de 43,3 pontos, também bem acima do resultado de 2000 (20,3 pontos). Estão acima da média nacional, na ordem, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Mas 19 estados apresentam situação pior do que a média – o mais desfavorecido é o Maranhão, com apenas 8,5 pontos. Cartões – Ao usar dinheiro de plástico, brasileiros de menor renda preferem a função "crédito" à de "débito". A divulgação do BC mostra que o cartão de crédito é mais popular entre as classes C, D e E. Nas classes A e B, ocorre o oposto. O cartão de crédito é o instrumento preferido de pagamento de 13% dos brasileiros da classe C e de 8% dos consumidores das classes D e E. O uso é maior que o do cartão de débito, com 12% na classe C e 6% entre as classes D e E. O cartão de débito lidera o uso do dinheiro de plástico e é preferido por 25% dos clientes das classes A e B. A função crédito é usada por 17% desses consumidores. (AE)
Liderança nos caixas eletrônicos
Uso mínimo de cheque é a novidade
O
cheque parece ter sido completamente esquecido no fundo da gaveta pelos brasileiros. Em pesquisa realizada pelo Banco Central (BC) sobre as formas de pagamento mais frequentes, o velho talão deixou de ser citado pelos consumidores de todas as classes sociais como instrumento para pagar contas no dia a dia. Segundo a pesquisa, o cheque continua sendo usado – ainda que cada dia menos – apenas por uma pequena parcela dos brasileiros para receber salários. Segundo pesquisa publicada no Relatório de Inclusão Financeira, do BC, o talão de cheques não foi opção de nenhum dos brasileiros das classes A e B à pergunta sobre
quais formas de pagamento são as mais usadas. O percentual zero também foi repetido entre os entrevistados das classes C, D e E. Em 2007, o talão ainda era usado por 3% dos clientes da classe C e 1% dos das classes D e E. Apesar do uso em queda, o cheque continua na carteira – ou na gaveta – dos clientes. Segundo a pesquisa, 26% dos brasileiros das classes A e B possuem o meio de pagamento. Já a presença dos talões é de 12% na classe C e de 4% entre os clientes das chamadas classes D e E. O cheque aparece apenas como meio de pagar salários: recebido por 3% dos brasileiros das classes A e B, 1% da classe C e 2% das classes D e E. (AE)
até a inadimplência, que subiu em outubro. " Clientes que queriam renegociar débitos n ã o c o n s e g u i r a m p o rq u e agências estavam fechadas. Por isso, é preciso ter certa cautela com o indicador da inadimplência no mês passado." O calote subiu para 5,5% em outubro, frente a 5,3% em setembro. A falta de pagamento das pessoas físicas ficou em 7,1% em outubro, alta de 0,1 ponto frente a setembro, enquanto que para a pessoa jurídica, houve alta de 0,2 ponto, para 4%. Maciel disse que esse movimento reflete as elevações da taxa de juros neste ano, que somaram 1,75 ponto percentual, e as medidas de contenção de empréstimos adotadas no fi-
nal de 2010, mas ponderou que o recente anúncio pelo BC de ações para melhorar o crédito de curto prazo são elementos que favorecem uma ampliação dos empréstimos. Spreads – Ainda de acordo com o BC, os spreads bancários – diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final – aumentaram de 28,1 pontos percentuais em setembro para 28,9 pontos percentuais no mês passado. A taxa de juros geral subiu 0,5 ponto, para 39,5 % ao ano em outubro. Para pessoas físicas, a taxa atingiu 47%, a maior desde maio de 2009, quando estava em 47,3%. A taxa para empresas caiu 0,2 ponto, para 29,8%. (Agências)
número de caixas eletrônicos no Brasil supera em cerca de 36% o dos países desenvolvidos, conforme dados apresentados pelo Banco Central (BC) ontem, no Relatório de Inclusão Financeira. Para cada 10 mil adultos no Brasil, existem 12,8 caixas eletrônicos e entre os países desenvolvidos, 9,4. Comparando com os países em desenvolvimento, o volume de caixas eletrônicos no Brasil é aproximadamente 350% superior – já que naquele grupo existem, em média, 2,9 caixas para cada 10 mil adultos. Na América Latina e Caribe existem em média 3,1 caixas eletrônicos para cada 10 mil adultos, volume também inferior ao encontrado no Brasil. O BC reconhece que há diversas diferenças entre os países agrupados, sobretudo quanto à forma de organização do sistema financeiro. No caso do Brasil, a rede de correspondentes é importante para complementar a rede de agências bancárias no atendimento à população, fato que não acontece em todos os outros países em desenvolvimento. Interior – O maior crescimento proporcional de postos foi nos PAAs (Postos Avançados de Atendimento), que avançou 489%, passando de 336 pontos em 2005 para 1.978, em 2010. Esse tipo de atendimento destina-se a oferecer serviços financeiros em municípios onde não existem agências bancárias. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
16
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
e Ministra teme invasão de importados Temos condições muito boas e podemos resistir à crise, como em 2008 e 2009. Miriam Belchior, ministra do Planejamento
conomia
Miriam Belchior, da pasta do Planejamento, diz que há o risco de aumento expressivo dos produtos importados no País por causa da crise na Europa e nos EUA.
braidam@braidam.com.br
André Dusek/AE
A
ministra do Plane- duz a incidência de impostos jamento, Miriam sobre a folha de pagamentos. Belchior, disse on- "Temos condições muito boas tem que a crise fi- e podemos resistir, como em nanceira internacional traz um 2008 e 2009", disse a ministra. Miriam fez um apelo aos grande risco de invasão de produtos importados no mer- empresários para que conticado interno brasileiro. De nuem investindo e garantiu acordo com ela, isso acontece que o País continuará crescenporque o País tem um mercado do em 2012. "A despeito dessas gigantesco, enquanto os Esta- condições internacionais, nós dos Unidos e a União Europeia acreditamos que o Brasil vai produzem itens e não têm para crescer no ano que vem bastanquem vendê-los. "Isso traz um te acima da média mundial, do grande risco para nós", disse a mesmo jeito que está crescendo neste ano. ministra, ao Vamos cresparticipar da cer um pouco cerimônia de menos do que posse da direEnfrentando o risco no ano passatoria eleita da do, mas esse Associação dos importados. cresc imen to dos ConstruPrecisamos nos ainda será tores, Imobiproteger da bastante suliárias e Admiconcorrência perior à ménistradoras do predatória. dia dos outros Grande ABC, países". e m S ã o B e rMIRIAM BELCHIOR, A ministra nardo do MINISTRA DO PLANEJAMENTO destacou ainCampo, em da que essa São Paulo. Na terça-feira, a Confedera- expansão se dará com inflação ção Nacional da Indústria sob controle e com os juros em (CNI) divulgou dados que queda. "Acreditamos ter conmostram aumento na partici- dições para que os juros contipação de bens industriais im- nuem caindo", afirmou. Ela ressaltou que o salárioportados no consumo nacional. Neste ano, a compra de mínimo será reajustado em i m p o r t a d o s d e v e a t i n g i r aproximadamente 14% no ano que vem e que as desonerações 21,5%, ante 20,3% de 2010. De acordo com a ministra, o de impostos devem chegar a governo está ciente dessa si- R$ 2,6 bilhões em 2012. Crescimento – A ministra tuação e, por isso, adotou medidas para proteger o mercado do Planejamento reforçou em de "ações predatórias" de ou- outro evento ontem, também tros países. Ela citou, como em São Paulo, que o momento exemplo, o lançamento do Pla- econômico mundial é preocuno Brasil Maior, que apoia al- pante, mas que o País contiguns setores da indústria e re- nuará na sua trajetória de cres-
A ministra Miriam Belchior prevê crescimento do Brasil no ano que vem acima da média mundial
cimento, o que beneficiará pequenas e médias empresas. Miriam falou durante a abertura do 4º Fomenta Nacional-SP, evento organizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na Capital paulista. Segundo ela, o Brasil não está isolado do resto do mundo e, embora internamente tenha circunstâncias propícias, está cercado por condições desfavoráveis no âmbito da econo-
mia internacional. Micro – Segundo ela, os micro e pequenos empresários de todo o País devem ficar tranquilos porque o governo está combatendo a concorrência predatória provocada por produtos importados. "Estamos enfrentando esta concorrência porque o Brasil é um grande mercado", disse a ministra. E reforçou também neste evento: "Precisamos nos proteger da concorrência pre-
datória", afirmou ela, frisando que esse foi um dos motivos de a presidente Dilma Rousseff ter lançado em agosto deste ano o programa Brasil Maior. "Estamos crescendo. Como dizem os economistas, o crescimento já está contratado", afirmou a ministra, lembrando que as micro e pequenas empresas do País têm papel fundamental neste processo, gerando empregos e mantendo os investimentos. (AE)
Aumenta o otimismo da indústria O Índice de Confiança do Empresário, divulgado pela CNI, subiu em novembro em relação a outubro último.
O
otimismo da indús- dições atuais, o índice de contria diante do de- fiança chegou a 47,5 pontos sempenho da eco- em novembro, apresentando nomia e as expecta- pequena alta em relação a outivas para os próximos seis me- tubro (46,5 pontos), mas ainses aumentou em novembro, da abaixo do valor registrado segundo o Índice de Confiança em novembro do ano passado do Empresário Industrial (Icei) (55,9 pontos). "Não houve sinal de melhodivulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria ra consistente tanto no cenário (CNI). Em uma escala em que nacional quanto internaciovalores acima de 50 pontos indi- nal, e a percepção dos emprecam otimismo, a confiança do s á r i o s s o b re a s c o n d i ç õ e s empresariado chegou a 55,3 atuais da economia e da empresa se manpontos, uma tém pessimisalta de 0,7 ponta", avaliou o to em relação a economista outubro, quanda CNI Mardo o Icei foi recelo de Ávila. gistrado em No quesito 54,6 pontos. pontos é o Índice de s o b r e a s e xAOs indusConfiança do pectativas em triais ponderam que a meEmpresário Industrial relação à economia e ao delhora, no en(Icei) de novembro, sempenho das tanto, ainda empresas panão aponta a 0,7 pontos acima r a o s p r ó x ireversão da do registrado mos seis metrajetória de no mês de outubro. ses, o Icei de queda do innovembro fidicador, exiscou em 59,1 tente desde o início de 2010. Em igual mês pontos, revelando otimismo. do ano passado, os empresá- Em outubro, esse indicador foi rios do País estavam bem de 58,6 pontos e em novembro mais otimistas, com um Icei do ano passado, 65,1 pontos. Nos três segmentos da inregistrado em 62 pontos. Embora mais confiantes no dústria pesquisados pela CNI futuro, tanto com a economia (extração, transformação e quanto com seus negócios, os construção), o otimismo dos empresários estão pessimistas empresários em novembro aucom as condições atuais de mentou sobre o mês anterior. suas empresas e da economia. Dos 26 setores da indústria de No quesito que trata das con- transformação analisados, 14
• COMÉRCIO DE ELETRÔNICOS PC, Notebooks, Impressoras, Suprimentos e Periféricos. • MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES Fones: (11) 2912-9354 / 7725-9885
2010
ANO XXV ANO XXV
APOIO:
CENOFISCO Apoio: Cenofisco
EMPRESA PODE EXIGIR QUE O FUNCIONÁRIO TENHA HABILITAÇÃO (CNH) PARA IR TRABALHAR COM SEU PRÓPRIO CARRO, POIS O FUNCIONÁRIO ESTACIONA O CARRO DENTRO DA EMPRESA? Em atenção à consulta formulada,informamos que a empresa não pode exigir a CNH do empregado visto que é do Poder Público o dever desta fiscalização. RECESSO DO ESTAGIÁRIO Estagiário foi admitido em 07/2011 e demitido em 11/2011,estamos com a seguinte dúvida; temos que pagar o valor do recesso remunerado proporcional na rescisão? Ou o recesso só é pago quando o funcionário de fato tem 12 meses de estágio e goza estes dias“em casa”? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. COM AS NOVAS REGRAS DO AVISO- PRÉVIO, TANTO FAZ O AVISO- PRÉVIO SER TRABALHO OU INDENIZADO, CONTINUA CONTANDO OS 30 DIAS E OS DIAS A MAIS QUE O FUNCIONÁRIO AGORA TEM DIRETO, DEVE SER PAGO NO TERMO RESCISÃO? ESSA VERBA É BASE DE FGTS E INSS? Informamos que as novas regras trazidas pela Lei nº12.506/11 são válidas para aviso-prévio trabalho e indenizado. O período do avisoprévio poderá ser trabalhado bem como indenizado pelo empregador e haverá a incidência previdenciária e fundiária normalmente. SALÁRIO-FAMÍLIA PARA O ENTEADO Enteado pode ser dependente de salário-família,se sim quais os documentos que o funcionário precisa apresentar? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. É POSSÍVEL PLEITEAR A EQUIPARAÇÃO SALARIAL NO CASO DE TRABALHO INTELECTUAL? Sim. O Tribunal Superior do Trabalho, nos termos do inciso VII da Súmula TST nº 6, manifestou entendimento no sentido que, desde que atendidos os requisitos do art.461 da CLT,é possível a equiparação salarial de trabalho intelectual,que pode ser avaliado por sua perfeição técnica, cuja aferição terá critérios objetivos. ROTULAGEM OU MARCAÇÃO DOS PRODUTOS Na industrialização por encomenda, quem deve proceder à rotulagem ou marcação dos produtos? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. DISTRIBUIÇÃO DE FILMES A atividade de distribuição de filmes é tributada pelo ISS? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. 3292 9300 www.contabil.com.br
11
capital-nov/11
Controle e administração de tributos • Gerenciamento de recursos humanos • Auditoria legal e tributária • Assessoria e consultoria fiscal, tributária e societária
SOLUÇÕES EM CONTABILIDADE
55,3
Déficit da Previdência está 42,7% menor © HÍFEN – todos os direitos reservados
www.orcose.com.br
QUINTA-FEIRA, 24 DE NOVEMBRO DE 2011
O
déficit das contas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) somou R$ 1,328 bilhão em outubro, o que representou uma queda de 42,7% ante igual período do ano passado, quando o saldo negativo
Alf Ribeiro
www.agenda-empresario.com.br
Confiança nos segmentos de extração, transformação e construção.
tiveram alta do Icei no período. Os segmentos que mais se destacaram do setor industrial foram o de máquinas e materiais elétricos (53,9 pontos), refino de petróleo (59,6 pontos), e equipamentos hospitalares e
foi de R$ 2,317 bilhões. As informações foram divulgadas ontem pelo Ministério da Previdência Social. O resultado de outubro reflete o desempenho da arrecadação que atingiu R$ 20,521 bilhões enquanto as despesas com benefícios previdenciários somaram R$ 21,849 bilhões. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, o rombo da Previdência é de R$ 36,790 bilhões, o que representa uma redução de 19,2% ante igual período de 2010.
de precisão (58,0 pontos). O levantamento da CNI foi realizado entre 1º e 18 de novembro, com 2.276 empresas de todo o País, das quais 1.186 pequenas, 770 médias e 320 de grande porte. (AE)
De janeiro a outubro do ano passado, o déficit da Previdência foi de R$ 45,521 bilhões. No ano, a arrecadação líquida da Previdência atingiu, até outubro, R$ 193,742 bilhões. As despesas com benefícios são de R$ 230,532 bilhões. Quadrilha – A Polícia Federal, os ministérios da Previdência Social e do Trabalho cumpriram ontem, em Porto Alegre, mandados de busca e apreensão contra uma quadrilha que fraudava a Previdência Social. O prejuízo chega a R$ 900 mil. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
e
17 O Brasil tem uma chance espetacular de crescer se, simplesmente, poupar. Paulo Rabello de Castro, economista
conomia
Paula Cunha
A
Boa Vista Serviços (BVS) pretende intensificar o relacionamento com os clientes e o atendimento de suas necessidades no enfrentamento dos desafios econômicos de 2012. Para reforçar essa estratégia, a empresa vai reforçar sua marca, que terá acrescentada as assinaturas "Informação e Decisão" e "Administradora do SCPC". As transformações foram decididas no final de outubro após realização de uma pesquisa junto aos clientes, que indicou a necessidade de realçar os pilares de segurança, inteligência, proximidade e brasilidade. As cores verde e amarelo, por exemplo, além da brasilidade, remetem à sinergia da empresa com seu público e parceiros, com a primeira reforçando as ações que indicam interação e a certeza de que, com informações precisas obtidas por meio de seus serviços, é possível seguir em frente. Já o amarelo remete ao estado de alerta e atenção que são necessárias à tomada de decisão. As novidades foram
Sintonia com mercado leva BVS a reforçar marca Os desafios que as empresas deverão enfrentar em 2012 foram apresentados no Conselho Consultivo do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). As tendências dos consumidores e seu comportamento em relação ao crédito foram alguns dos temas. apresentadas ontem pelo presidente Dorival Dourado, na reunião do Conselho Consultivo do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), realizada na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O encontro foi mediado pelo diretor pleno da ACSP, José Antonio Rodrigues, e por Juan Perez, diretorexecutivo da BVS. Os representantes enfatizaram as ações de fortalecimento da marca no mercado. Consumidor – Durante o encontro em que foi apresentada a nova marca, palestrantes mostraram dados para sustentar a tomada de decisão das
empresas nos próximos períodos. Renato Meirelles, sóciodiretor do Data Popular, falou do "Consumo na nova classe média brasileira". Ele ressaltou a importância deste segmento que já representa 53,9% da população brasileira e modificou rapidamente seus hábitos de consumo nos últimos dez anos. A expectativa é de que essa fatia de consumidores represente 58,3% dos brasileiros em 2014. Essa parcela teve crescimento de 50% na região Nordeste, 21% na Sudeste, 35% na Norte, 16% na Sul e 29% na CentroOeste. "Hoje, os cartões de crédito já fazem parte da
vida de 61% da classe C e os cartões de loja atingem os 51%", acrescentou. Além disso, afirmou Meirelles, o consumidor popular já escolhe itens de qualidade premium que representam cerca de 30% de sua cesta de consumo. Nesse contexto, ele lembrou a importância de se compreender a lógica do segmento, que ainda não consegue economizar para adquirir alguns bens de consumo à vista. Poupança – Já o economista Paulo Rabello de Castro enfatizou a necessidade de planejamento e postura crítica em 2012 para os empreendedores que trabalham com concessão de
crédito. Para ele, é verdade que o Brasil melhorou muito na última década e um dos principais destaques do período foi a entrada de cerca de 40 milhões de pessoas no mercado de consumo. Os dados indicam também, disse Castro, que grande parte dos brasileiros mantém o otimismo quanto às suas perspectivas de evolução, mas é preciso lembrar que o País precisa de ajustes para crescer. Ele apontou como um entrave o fato de o Brasil apresentar uma das taxas mais baixas de poupança do mundo e uma enorme carga tributária que impede o planejamento no médio prazo e prejudica a
"Informação e Decisão" e "Administradora do SCPC" são as novas assinaturas que acompanharão a marca da BVS. A mudança acompanha resultados de pesquisa com os clientes.
economia. "O Brasil tem uma chance espetacular de crescer sem aumentar a força de trabalho se simplesmente poupar, aumentar a produtividade e alcançar eficiência maior da máquina administrativa do governo." Conselho – Durante a reunião, foi eleito o Conselho Consultivo para o período de 2012/2013. Entre os 30 membros conselheiros titulares escolhidos, destacam-se Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Casas Bahia, Santander, Caixa Econômica Federal (CEF), Lojas Riachuelo, TIM e Vivo. Entre os oito suplentes, Meridiano, Lojas Besni, Credifibra, e Omni, entre outras.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
18
e
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O Fisco não oferece ao contribuinte as condições necessárias para que promovam essas adequações Josefina Nascimento Pinto, da King Consultoria
conomia
Empresas gastam mais com o Sped Mudança para o padrão digital pretende dar agilidade aos procedimentos, mas adequações são complexas e contribuintes sentem dificuldades na adaptação. Renato Carbonari Ibelli
A
Receita Federal está realizando a transição dos procedimentos fiscais e contábeis das empresas para o padrão digital. A base dessa transição é o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Com a mudança se pretende dar agilidade aos procedimentos de declaração e ganho de eficiência aos processos de fiscalização. O problema é que as adequações são complexas e as empresas enfrentam dificuldades para se adaptar à nova realidade. Essa percepção é apontada por estudo feito pela consultoria Fiscosoft, que ouviu 1.188 empresas, e revelou que a maioria delas (96,3%) passou a direcionar mais recursos para cumprir as obrigações tributárias com o Sped do que antes da implantação do sistema. Na percepção das empresas, houve o aumento nas horas de trabalho de seus profissionais envolvidos com questões legais e tributárias, além da necessidade de consultoria externa para dar conta das
mudanças trazidas pelo Sped. Por esse motivo, para 79,8% das companhias ouvidas o novo sistema não trouxe redução de custos. Vale lembrar que essa seria uma das premissas da informatização dos sistemas de troca de informações com o Fisco. Destaca-se ainda que 24% das empresas informaram comprometer 10% do faturamento para o cumprimento das obrigações tributárias. Para Juliana Ono, diretora de conteúdo da Fiscosoft, as empresas de menor porte são as que mais sentem os impactos da implantação do sistema em seu faturamento. "Uma empresa grande pode pulverizar entre os profissionais do financeiro as novas exigências trazidas pelo Sped. Já uma empresa pequena acaba concentrando as novas funções em um ou dois profissionais, ou então, terceirizam o serviço", explica Juliana. O estudo mostra também que não houve, para a maioria das empresas consultadas (79,4%), uma maior racionalização das obrigações acessórias com o Sped. Se o sistema digital coloca fim em alguns li-
vros fiscais, ele cria uma série de novos procedimentos complexos. Uma das principais dificuldades é a adaptação ao
Fcont: prazo vence dia 30.
E
mpresas que apuram a base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) pelo Lucro Real devem ficar atentas às mudanças no programa validador do Controle Fiscal Contábil de Transição (Fcont 2011). Entre as principais novidades da versão atualizada do sistema a consultoria tributária Easy-Way destaca a necessidade de se declarar os
saldos societários e fiscais. Também passou a ser obrigado a inserir as informações relativas ao encerramento dos saldos fiscais. Os dados enviados ao fisco por meio do Fcont 2011 são relativos ao ano-calendário 2010 e devem ser entregues até o dia 30 deste mês. O Fcont 2011 é baixado do site da Receita Federal do Brasil. (RCI)
novo sistema de Escrituração Fiscal Digital do Pis/Cofins (EFD-Pis/Cofins). Prazo – A partir de março
do próximo ano, todas as empresas, sejam elas do Lucro Real ou Presumido, terão de declarar por meio desse sistema. A adaptação a ele é complicada, exige que a empresa transporte para arquivos digitais todo cadastro de produtos, clientes e fornecedores. Para Josefina Nascimento Pinto, gerente do departamento fiscal da King Consultoria, "o Fisco não oferece ao contribuinte as condições necessárias para que promovam essas adequações". Ela cita a falta de padrão nas tabelas de produtos, que precisam ser declarados. Segundo Josefina, a empresa terá de fornecer todos os detalhes tributários dos produtos comercializados, como, por exemplo, se ele possui redução de alíquota, se possui isenção, entre outras informações. "Esse já é um trabalho complicado para empresas menores, e fica ainda mais complexo pela falta de padrão nas tabelas onde estão listados", diz a gerente da King Consultoria. Outra dificuldade encontrada pelas empresas com o EFD é a necessidade de informar a data de conclusão dos
serviços, uma nova obrigação que exigirá revisão nos procedimentos fiscais. A Receita já prorrogou algumas vezes os prazo de vigor do EFDPis/Cofins por causa da dificuldade encontrada pelas empresas em se adequar. Na previsão anterior o sistema teria de ser implantado até julho desse ano. Para a diretora de conteúdo da Fiscosoft, "quando a Receita pensa os módulos do Sped ela se preocupa com a transparência das informações que serão enviadas, mas não com a simplificação dos procedimentos". Ainda assim, o estudo mostrou que essa maior transparência é observada como positiva pelas empresas. Na pesquisa, 92,5% das companhias ouvidas acreditam que o Sped tenha um impacto positivo para o País. "As empresas reconhecem que o sistema fará com que aumente a preocupação em seguir corretamente a legislação e as práticas fiscais", disse Juliana. Do total das empresas entrevistadas, 67% delas apontaram que o Sped reduziu seu envolvimento involuntário em práticas fraudulentas.
Terceirização tem texto definido
A
comissão especial da Câmara dos Deputados destinada a estudos do trabalho terceirizado definiu o texto do substitutivo ao Projeto de Lei (PL) n° 4.330, de 2004, que estabelece regras às empresas que prestam serviços a terceiros. O substitutivo segue agora para aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa legislativa, onde
encontra-se o projeto original. As propostas contidas no substitutivo aumentam o rigor para formação e operação de empresas prestadoras. Entre outros pontos, o texto exige capital social mínimo de R$ 50 mil para prestadoras de serviço a terceiros com até dez funcionários. Essa exigência pode chegar a R$ 1 milhão no caso de prestadoras com mais de 500 empregados. O texto
também propõe que as empresas desse segmento depositem caução – em dinheiro ou títulos – em valor correspondente a 8% do valor do contrato firmado com a tomadora, isso para cada contrato firmado. Se aprovado na CCJ, o substitutivo, cujo relator é o deputado Arthur Maia (PMDB-BA), será encaminhado para o Senado. Não há prazo para votação do substitutivo na CCJ. (RCI)
Divulgação
Governo assumiu risco jurídico com alta do IPI
O
Alta de IPI para veículos importados vale a partir de dezembro. Mantega admitiu controvérsias sobre necessidade de se respeitar os 90 dias.
GO
foi a de que a medida só passaria a valer em dezembro, três meses após o anúncio. Mantega destacou que as montadoras coreanas e chinesas, as mais afetadas com o aumento do IPI, já apresentaram planos de se instalarem no Brasil. "Somos a favor de câmbio flutuante, mas enquanto tiver países manipulando o câmbio, nós vamos interferir, cobrando IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)", afirmou. O ministro disse também que o governo tem monitorado qualquer aumento fora do normal no preço dos veículos nacionais. "Conversamos com a indústria e há o compromisso de que não haverá aumentos", disse. "O governo estará vigilante e poderá mudar as coisas se detectar aumento dos preços acima do normal", acrescentou. Até o momento, de acordo com Mantega, a elevação dos preços dos automóveis produzidos no Brasil está abaixo da inflação. (AE)
contab.hl@terra.com.br
arquitetura
Rua Eng. Francisco Bicalho, 170 1º andar - Cep 03239-120 - SP goarquitetura@terra.com.br
governo sabia que estava correndo um risco jurídico ao elevar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis importados em meados de setembro. Ontem, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu haver controvérsias sobre a necessidade de se respeitar o período de noventena, mas argumentou que havia urgência em colocar a medida em prática porque a intensificação das compras de importados já prejudicava o mercado de trabalho brasileiro. Mudanças em alguns tributos, quando aplicadas, só podem entrar em vigor 90 dias após o anúncio. Quando o governo decidiu elevar em 30 pontos percentuais o IPI, disse que a nova regra já valeria a partir do dia seguinte, causando reação entre os importadores. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) e a determinação
Prestamos Serviços em diversos ramos de atividade em toda a região, tais como Indústria e Comércio. Fones: 11 2753 7110 / 2753 7936
Fone: (11) 2910-6784
Av. Sargento Iracitan Coimbra, 182 - Jd.Vera Cruz - São Paulo/SP
Curso
Decisão
Faça o 1º e o 2º graus estudando em casa. É a chance de você conseguir seu diploma!
• Sem frequÊncia de aulas • Certificado/Diploma aceito e reconhecido em todo o território nacional • Carteirinha da UMES
3872 1612 Rua Faustolo nº 1.758 - Lapa (próx. Hospital Sorocaba) www.supletivoensinomedio.com.br • decisaoapostilas@ig.com.br
Loja 1:Avenida do Oratório, 3.200 - Fone: 11 2911 6124 Loja 2:Avenida Jabaquara, 956 - Fone: 11 2371 6080
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
e
Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A.
conomia
Alimentos 'comem' poder de compra do brasileiro O IPCA-15, prévia do índice oficial IPCA, acelerou de 0,42% para 0,46% de outubro para novembro.
P
uxada por alimentos, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor -15 (IPCA-15) acelerou de 0,42% para 0,46% de outubro para novembro. Em 12 meses, a taxa desacelerou, de 7,12% para 6,69%. O resultado ainda está acima da meta inflacionária de 2011 (6,5%). Economistas são céticos quanto ao cumprimento do intervalo neste ano. E alertam: o IPCA-15 voltou a mostrar persistência inflacionária, principalmente nos serviços. Isso deve dificultar a intenção do governo de convergência em 2012 para o centro da meta (4,5%). Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, a taxa maior do IPCA-15, prévia do índice oficial IPCA, já era esperada pelo mercado. Segundo o IBGE, a inflação no setor de alimentação subiu de 0,52% para 0,77% no período, e representou mais de um terço do desempenho de novembro. Mas Rosa alertou para a "rigidez inflacionária" perceptível nas acelerações de preços em itens como empregados domésticos (de 0,1% para 1,35%), manicure (de 1,13% para 1,4%) e cabeleireiro (de 0,16% para 1,54%). Isso, na prática, renova discussões sobre a eficácia das estratégias de governo no combate à redução da inflação de demanda, no mercado interno aquecido. "Temos uma inflação de serviços que sobe 9% ao ano. Não acredito em cumprimento do intervalo da meta neste ano; e nem que vamos convergir para o centro da meta em 2012. Talvez em 2013", afirmou Rosa.
A Tendências Consultoria minimizou o impacto da desaceleração da taxa em 12 meses do IPCA-15. Para os analistas Silvio Campos Neto e Thiago Curado, este aspecto deve ser observado com cautela, e não representa melhora real do cenário inflacionário. Mesmo revisando para baixo a estimativa para o índice fechado de novembro, de 0,5% para 0,47%, o economista da Link Investimentos Thiago Carlos projetou IPCA de 2011 fora do intervalo, em 6,56%. "A chance maior é que a inflação estoure o teto da meta", afirmou, apostando em continuidade de pressões elevando o IPCA nos próximos meses. "Ainda há riscos potenciais grandes que devem impactar a inflação em dezembro, puxada por preços mais altos de alimentos in natura e carnes. Também não se pode descartar a continuidade do aumento em passagens aéreas. Nos últimos três meses, esses preços avançaram 46,6%. Portanto, não vejo alívio", afirmou. Carlos lembrou ainda que, sazonalmente, a inflação de serviços fica mais fortalecida no final do ano. A sócia da Galanto Consultoria, Monica Baumgarten de Bolle, prevê IPCA de 2011 em 6,5%, "cravado" no teto da meta. Ela lembrou a hipótese do Banco Central (BC) de piora mais aguda no ambiente internacional no ano que vem, explicitada em recentes atas do Conselho de Política Monetária (Copom) para justificar a queda na taxa básica de juros (Selic). Isso poderia baratear as commodities e aliviar a inflação doméstica em 2012. (AE)
Aluguel: novos contratos têm alta de 19%.
Rating da Vale é elevado de BBB+ para A-
O
A
s custos de contratos novos de locação na Capital paulista subiram em média 2,2% no mês passado em relação a setembro, segundo pesquisa feita pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Considerando os últimos 12 meses, a alta acumulada é de 19,66%. Essa é a maior elevação para o período de um ano, desde que a pesquisa começou a ser feita, em janeiro de 2005. Para Francisco Virgilio Crestana, vice-presidente de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP, "isso mostra que não há um estoque suficiente de imóveis para se alugar na cidade, situação que não deve ser revertida no curto prazo". O maior índice de aumento foi encontrado nos imóveis com um ou dois quartos, que subiram no mês passado, em média, 3% e 2,5%, respectivamente. Apartamentos e casas de três dormitórios não apresentaram variação em outubro. Para os contratos de aluguel em andamento, com aniversário em novembro e atualização pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM), da Fundação Getulio Vargas (FGV), o reajuste anual será de 6,95%. Esse percentual, segundo o Secovi, demonstra tendência de redução da taxa acumulada do ano. (ABr)
ECONOMIA/LEGAIS - 19
agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) divulgou num comunicado que elevou o rating de crédito da Vale de BBB+ para Acom perspectiva estável, afirmando que a companhia demonstrou prudência fiscal e um nível de flexibilidade que lhe dá a capacidade de se adaptar a um ambiente global mais difícil. "Nosso upgrade da Vale reflete a expectativa de que a companhia vai manter tanto a estratégia prudente de crescimento quanto a distribuição disciplinada dos lucros. Embora esperemos que a Vale manterá um orçamento agressivo para os investimentos nos próximos cinco anos, acreditamos que a companhia está adotando um plano de expansão mais prudente – e portanto menos arriscado", afirmou a S&P no comunicado. A agência disse também que o aumento no rating da Vale não está diretamente ligado ao upgrade do rating soberano do Brasil, ocorrido há pouco menos de uma semana, mas ressaltou que a economia forte do País é benéfica às empresas locais. A S&P também elevou o rating da Vale Canadá para A-, de BBB+. (AE)
CNPJ nº 60.518.222/0001-22 - NIRE nº 35300031831 Ata da Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 13 de Setembro de 2011 Aos 13 (treze) dias do mês de setembro do ano dois mil e onze, às 10h (dez horas), na sede social, situada na Capital do Estado de São Paulo, à Avenida Paulista, nº 37 - 11º andar, reuniram-se os membros acionistas do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A., devidamente convocados, representando a totalidade do capital social, conforme se verifica das assinaturas inseridas no livro de “Presença dos Acionistas”. Por aclamação dos senhores acionistas, assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. Hajime Uchida, que convidou o acionista Sr. Masaki Iida, para servir de secretário. Constituída, assim, a mesa dos trabalhos, esclareceu o Sr. Presidente que fora dispensada a publicação de editais de convocação pela imprensa, nos termos do §4º, do artigo 124, da Lei nº 6.404, de 15/12/1976. Continuando com a palavra, disse o Sr. Presidente que, como já era de conhecimento dos senhores acionistas, cabia à Assembléia deliberar sobre a eleição de novo membro da Diretoria. Submetido o assunto à apreciação da Assembléia, foi deliberado pelos acionistas, por unanimidade de votos, eleger o Sr. Clóvis Prince do Amaral, brasileiro, separado judicialmente, bancário, portador da Cédula de Identidade RG nº 22.434.151-0 - SSP/SP e do CPF nº 190.836.858-61, residente nesta Capital na Rua Bartira, nº 193, apartamento nº 51, Bairro Perdizes - São Paulo - Capital, para o cargo de Diretor Adjunto, com mandato coincidente com o dos demais diretores, até a Assembléia Geral Ordinária de 2012. A Assembléia resolveu, por unanimidade, declarar que o Sr. Clóvis Prince do Amaral preenche plenamente os requisitos exigidos pela Resolução nº 3041 de 28/11/2002, e alterações posteriores, do Conselho Monetário Nacional, e da Circular nº 3172 de 30/12/2002, e alterações posteriores, do Banco Central do Brasil. Nada mais havendo a tratar nem discutir, após agradecer a presença e a colaboração dos senhores acionistas, o Sr. Presidente encerrou a sessão e determinou que se lavrasse a presente ata, que depois de lida e conferida e achada em ordem, vai assinada pela mesa e pelos senhores membros acionistas, para constar e produzir os efeitos legais colimados. São Paulo, 13 de setembro de 2011. aa. Hajime Uchida - Presidente; Masaki Iida - Secretário; Acionistas: Sumitomo Mitsui Banking Corporation, por seu procurador Hajime Uchida; Hajime Uchida; e Masaki Iida. Esta é cópia autêntica da Ata de Assembléia Geral Extraordinária do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. realizada em 13 de setembro de 2011. São Paulo, 13 de setembro de 2011. Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. Teruhisa Konishi - Diretor Presidente, Hirokazu Hatanaka - Diretor Vice-Presidente. Junta Comercial do Estado de São Paulo, Certifico o registro sob número 459.823/11-5 em 21/11/2011- Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00556/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Profª Maria das Dores Viana Pereira - Est. da Caverna, Km 16, s/nº - Cep: 11960-000 - Dist. Itapeuna - Eldorado/SP - 150 - R$ 23.193,00 - R$ 2.319,00 - 09:30 - 12/12/2011. 70/00532/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Prof. Alípio de Barros - Av. Cdor. Feiz Zarzur, s/nº - Cep: 02942-000 - Jd. Cidade Pirituba - São Paulo/SP - 210 - R$ 149.451,00 - R$ 14.945,00 - 10:00 - 12/12/2011. 70/00564/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Profª Irene de Lima Paiva - Rua Lutécia, 1.966 - Cep: 03423-000 - Vila Sta. Isabel - São Paulo/SP - 210 - R$ 145.684,00 - R$ 14.568,00 - 10:30 - 12/12/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 24/11/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 67/00014/11/05 OBJETO: Fornecimento de equipamentos de rede: switch-routers, módulos e adaptadores marca Cisco para atualização da rede de computadores da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Fornecimento de equipamentos de rede: switch-routers, módulos e adaptadores marca Cisco para atualização da rede de computadores da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 24/11/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 07/12/2011, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 24/11/ 2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS - DIEESE
CNPJ nº 60.964.996/0001-87 EXTRATO DE CONTRATO - PREGÃO ELETRÔNICO DIE 13/2011 Espécie: Contrato de prestação de serviços firmado entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - DIEESE, CNPJ 60.964.996/0001-87, e Rettec Artes Gráficas e Editora Ltda., CNPJ 62.060.074/0001-70. Objeto: Contratação de empresa para prestação de serviços gráficos, compreendendo impressão de 3.000 (três mil) exemplares, com fornecimento de prova de capa, do miolo, do acabamento do livro: A Situação do Trabalho no Brasil - anos 2000, considerando os objetivos do Convênio MTE/SPPE/CODEFAT nº 003/2007 e Termo Aditivo. Modalidade: Pregão Eletrônico nº DIE 13/2011. Valor Estimado: R$ 20.400,00 (vinte mil e quatrocentos reais). Fonte de Recursos: Convênio MTE/SPPE/CODEFAT nº 003/2007 e Termo Aditivo. Data da Assinatura: 17/11/2011. Vigência: 17/11/2011 a 16/01/2012. Assinam: Pelo DIEESE, Clemente Ganz Lúcio, DiretorTécnico, pela RettecArtes Gráficas e Editora Ltda., Sr. Isael Francisco Perusso, Procurador. São Paulo, 24 de novembro de 2011
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
COORDENADORIA DE REGIÕES DE SAÚDE GRUPO DE GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO NÚCLEO DE SUPRIMENTOS E GESTÃO DE CONTRATOS Acha-se aberta, no Núcleo de Suprimentos e Gestão de Contratos da Coordenadoria de Regiões de Saúde, a licitação na modalidade de Pregão Eletrônico nº 05/2011, Oferta de Compra 090112000012011OC00056 - Processo nº 001.0200.000.119/2011, do tipo menor preço, objetivando a aquisição de 27 (vinte e sete) veículos motorizados, classificados no Grupo S-2, bi-combustível (gasolina/álcool) e 17 (dezessete) veículos motorizados classificação no Grupo S-1, bi-combustível (gasolina/álcool), da Portaria GCTI, de 10.06.2010, a ser realizado por intermédio do sistema eletrônico de contratações denominado “Bolsa Eletrônica de Compras do Governo do Estado de São Paulo”, cuja sessão será no dia 07/12/2011, às 09:00 horas. No endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas pelo site www.e-negociospublicos.com.br e www.pregao.sp.gov.br, pelos telefones (11) 3066-8616, (11) 3066-8140 ou no endereço Av. Dr. Arnaldo, nº 351 - 5º andar - Sala 502 - Cerqueira César - São Paulo.
ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF SELEÇÃO DE FORNECEDORES A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a Seleção de Fornecedores modalidade Coleta de Preços nº 003/2011 para CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA PRESTAR SERVIÇOS CONTÍNUOS DE LIMPEZA COM FORNECIMENTO DE MATERIAIS NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL – CAPS INFANTOJUVENIL RECRIAR, CAPS ARCO-ÍRIS E CAPS ALVORECER NO MUNICÍPIO DE GUARULHOS. Informações e Edital: Associação Saúde da Família, Praça Mal Cordeiro de Farias, 65, (11) 3154-7050, site: www.saudedafamilia.org endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org. Sessão Pública (Entrega de documentos e abertura de envelopes): 02/12/2011, às 14h00. Local da sessão: Associação Saúde da Família, Praça Marechal Cordeiro de Faria, 65 – Higienópolis – São Paulo.
Fischer S/A - Comércio, Indústria e Agricultura CNPJ nº 33.010.786/0001-87 - NIRE nº 35.300.040.724 Certificado de Registro JUCESP Certificamos que a Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 24/08/2011 às 10:00 horas, na sede social da Companhia, sito, na R. João Pessoa, 305, na cidade de Matão (SP), CEP: 15990-902. Onde consta na Ordem do Dia a Redução do capital social desta Companhia, foi registrada na JUCESP sob nº 431.016/11-2. Data do Registro: 26/10/2011. Secretária Geral: Kátia Regina Bueno de Godoy.
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 23 de novembro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Milligan Fomento Mercantil Ltda. Requerido: SP Farma Ltda. Rua Laplace, 140 - 2ª Vara de Falências. Requerente: FT Automação Industrial Ltda. Requerido: Unicontrol International Ltda. Rua Alexandre Dumas, 2.220, 3º andar 1ª Vara de Falências.
Quer falar com 26.000 empresários de uma só vez?
O Jornal do Empreendedor
PUBLICIDADE Fone: 11 3244-3344 Fax: 11 3244-3894 www.dcomercio.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
20
e Eurobônus, surgiu a solução para a crise?
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Não há nenhuma varinha mágica que nos tire da crise, temos que trabalhar em todas as frentes relevantes. Olli Rehn, comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários
conomia
Eric Gaillard/Reuters
A Comissão Europeia apresentou ontem proposta de criação do instrumento, que pode trazer maior integração financeira.
A
C o m i s s ã o E u ropeia apresentou ontem sua proposta de eurobônus e para aplacar resistências propôs, de forma paralela, o reforço do controle sobre os orçamentos nacionais e a possibilidade de forçar o resgate dos países com problemas. Deste modo, os dois projetos de regulação antecipados pelo comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, chamaram mais atenção que a estrita proposta dos eurobônus, apresentada pelo presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, para abrir o debate sobre este instrumento financeiro. Os países da zona do euro, de acordo com Rehn, teriam que entregar seu projeto orçamentário todo mês de outubro à comissão, para determinar a necessidade de ajuste aos objetivos de déficit (3%) e dívida (60%) estabelecidos no Pacto de Estabilidade e Crescimento, e solicitar, se for o caso, aos Estados que revisem alguns pontos ou todo o projeto. Com a segunda proposta, a Comissão poderá pedir ao Conselho Europeu que recomende a um Estado-Membro pedir assistência se sua situação financeira tem "grandes efeitos adversos" para a estabilidade da zona do euro. A decisão se basearia na análise da Comissão com o auxílio do Banco Central Europeu (BCE), disse Rehn, destacando que promove esta iniciativa por "experiências recentes" de resgates (Grécia, Irlanda e Portugal). "A crise demonstrou que sem uma governança reforçada seria difícil, se não impossível, manter a moeda comum", disse Barroso. Telhado – O maior controle orçamentário faz parte da proposta para a criação de eurobônus, que, segundo Barroso, "se forem aplicados de maneira adequada, a dívida comum poderia gerar benefícios tremendos: poderia levar a uma
Sem luxo: crise faz suas vítimas e francesas começam a vender e a penhorar suas joias.
Alemanha preocupa mercados maior integração financeira, à criação de um mercado de dívida maior e com mais liquidez". O presidente da Comissão Europeia pediu a "todas as partes que participem do debate com mente aberta e livre de dogmas", em referência à chanceler alemã, Angela Merkel, que rejeita a ideia. Merkel disse que oferecer eurobônus sem antes atingir uma maior integração econômica entre os 17 países do euro é "como levantar uma casa pelo telhado". A medida "não vai funcionar", disse a chanceler. Rehn admitiu que os eurobônus não são a solução para a crise. "Não há nenhuma varinha mágica que nos tire da crise; temos que trabalhar em todas as frentes relevantes." Das três opções propostas pela Comissão, apenas uma contempla a substituição completa dos bônus nacionais por bônus de estabilidade, garantidos por todos os Estados. Esta versão requereria uma mudança no Tratado de Lisboa. A segunda proposta só substituiria uma parte das emissões nacionais (até 60%) e seriam criados dois tipos de títulos: os bônus azuis (comuns e com garantias de todos) e os vermelhos (a percentagem restante e com garantia nacional). Este plano exigiria emendas no Tratado da UE. Por último, a terceira opção é a substituição parcial de bônus nacionais, mas sem garantias compartilhadas. O modelo geraria menos benefícios para a emissão comum de dívida. Leia mais em Opinião na pág. 2. (EFE)
J.P. Morgan amplia fatia na LME
O
J.P. Morgan concordou em comprar toda a participação da corretora norte-americana MF Global na London Metal Exchange (LME) após um concorrido processo de ofertas, afirmou ontem a KPMG, administradora da unidade britânica da MF Global. A KPMG não divulgou o valor da negociação. O J.P. Morgan já possuía participação de 6,2% na LME, maior plataforma de negociação de metais do mundo, que abriu suas portas para potenciais licitantes. O aumento da fatia do banco altera a situação dos acionistas da LME, que buscam proteger seus interesses ou lucrar em uma eventual aquisição do controle. "Houve muito interesse pelas ações da LME e estamos satisfeitos por estar nos estágios finais para concluir a venda", disse Richard Heis, co-administrador especial da MF Global na Grã-Bretanha. Fontes disseram que o J.P. Morgan pagaria 25 milhões de libras (US$ 29 milhões) pela fatia de 4,7% na LME, o que daria a ela um valor total de 530 milhões de libras. "Eles pagaram um bom preço", disse uma fonte. O Goldman Sachs também é um grande acionista da LME. (Reuters)
A
François Lenoir/Reuters
s bolsas de valores da Europa fecharam em queda ontem, com o principal índice da região fechando no menor patamar em sete semanas, após uma fraca demanda por bônus alemães em um leilão levantar novas preocupações com o contágio da crise e dados fracos no setor industrial chinês se somarem a temores sobre o débil crescimento global. O índice FTSEurofirst 300 de ações europeias caiu 1,1%, para 904 pontos, menor nível desde 4 de outubro. O fraco leilão na Alemanha alimentou temores sobre o impacto da crise da região sobre Berlim, com os investidores preocupados sobre os crescentes custos atrelados à crise. Richard Batty, estrategista do Standard Life Investments, disse que a fraca demanda na operação foi uma surpresa. "Está agora chegando a um ponto em que os investidores estão ficando preocupados sobre a Alemanha estar pagando mais da conta da zona do euro. O país está sendo impactado pelo mesmo sentimento negativo de outras partes da zona do euro", disse. Os papéis do concessor de empréstimos belga KBC recuaram 8,7%, sendo uma das principais quedas do dia, depois de o prêmio de rendimento do bônus de dez anos
do governo do país sobre os da Alemanha atingirem novo recorde de alta desde a era do euro. Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 1,29%. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 1,44%, para 5.457 pontos. Críticas – A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou nesta quarta-feira críticas de que o Banco Central Europeu (BCE) não está tomando medidas mais fortes para conter a crise de dívida da zona do euro e deixou claro que a próxima parcela de ajuda à Grécia não pode ser paga a menos que os grandes partidos do país se comprometam por escrito em apoiar a austeridade. "A união monetária europeia tem base, e essa foi uma pré-condição para sua criação, em um banco central que tem responsabilidade única pela política monetária. Esse é seu mandato. Ele está perseguindo isso. Tudo o que precisamos é ser muito cautelosos sobre as críticas ao BCE", disse ela. Tra ç ão – O líder eleito da Espanha vai resistir à pressão internacional para revelar planos econômicos detalhados enquanto procura por esqueletos financeiros no armário e se aproxima da oposição, disseram autoridades de partidos e analistas. O primeiro-ministro Maria-
Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso: tensão.
no Rajoy, tido como cauteloso, venceu a eleição de domingo de forma esmagadora. O líder do Partido Popular (PP), de centro-direita, fez campanha
prometendo restaurar a confiança dos mercados financeiros e a expectativa é de que ele corte gastos e promova reformas econômicas. (Agências)
Bolsas dos EUA caem 2% Kevork Djansezian/AFP
A
frustração com a crise da dívida na zona do euro e dados fracos sobre o setor fabril chinês fizeram os principais índices das bolsas de valores dos Estados Unidos encerrarem ontem em queda pela sexta sessão consecutiva. O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 2,05%, para 11.257 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 2,21%, para 1.161 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 2,43%, para 2.460 pontos. Uma débil demanda por bônus em um leilão do governo alemão alimentou temores de que a crise da dívida esteja começando a ameaçar até mesmo Berlim. A fraca demanda pelos títulos do governo alemão mostrou que investidores consideram muito arriscado investir na zona do euro. As complicações afetando a Europa e os EUA pressionaram os mercados, fazendo o S&P 500 perder mais de 7% ao longo das sete últimas sessões. O mercado acionário mundial registrou sua pior performance em seis semanas ontem. "Um leilão fraco dos bônus alemães somou-se a preocupações recentes de que os riscos da crise da dívida estejam se espalhando para o núcleo da zona do euro", disse Frederick Ruffy, estrategista de opções da
WhatsTrading.com. Vermelho –Todos os dez setores do S&P 500 ficaram no vermelho, e os papéis do setor financeiro registraram o maior declínio por temores sobre a exposição à dívida europeia. A ação do J.P. Morgan recuou 3,5% e a do Citigroup teve oscilação negativa de 3,9%. Ações suscetíveis à situação econômica como as de energia e as relacionadas a commodities também recuaram. Além dos temores ligados à Europa, dados mostraram que o setor fabril na China teve em novembro seu mais severo encolhimento em 32 meses, intensificando preocupações com uma desaceleração global. Em manifestação, o dólar é queimado. Risco – A agência de medição de riscos Moody's confirmou onO comitê bipartidário do Congresso tem a nota atribuída à dívida dos EUA encomendou a elaboração de um plano como "AAA", considerada a melhor pactuado de redução do déficit de possível, apesar do fracasso das nego- US$ 1,2 trilhão nos próximos 10 anos, ciações dos partidos para a redução do mas a falta de acordo entre republicadéficit do país. "A Moody's coloca pers- nos e democratas levou o supercomitê a pectiva negativa da classificação dos reconhecer na segunda-feira sua incaEUA por causa da necessidade de pacidade de chegar a um pacto. Agora maior redução do déficit para reverter o os legisladores deverão obter acordo quadro de aumento da dívida do país", para evitar os cortes automáticos em explicou a agência em comunicado. defesa e projetos sociais. (Agências)