Andre Dusek/AE
Pela 2ª vez, o ministro Ricardo Lewandowski ameaçou abandonar o julgamento. Ao absolver o deputado petista João Paulo Cunha e Marcos Valério, e ouvir o relator Joaquim Barbosa anunciar que vai contestá-lo, ele exigiu o direito à tréplica. "Se não, não virei", acrescentou, sem ter resposta. Por ser revisor, se sair, o processo para até que outro juiz refaça a revisão – a dele levou 9 meses. Com essa bomba armada, o Mensalão é refém de Lewandowski. Só querer, ele o detona. Págs. 5 e 6
Conclusão: 23h55
Advogados antes da sessão. Um deles diria ao final: "O voto de Lewandowski lavou a alma de João Paulo Cunha".
Ano 87 - Nº 23.695
www.dcomercio.com.br
Jornal do empreendedor
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
R$ 1,40
São Paulo, sexta-feira, 24 de agosto de 2012
L.C.Leite/LUZ
Dica do Saara: nesse tempo, só com vaselina.
Página 4
Quase um beduíno, de tanto levar pequenos grupos para o Saara, Toco Lenzi (foto) ganhou a sabedoria do deserto. E ele recomenda, para enfrentar o ar seco de São Paulo, que se mantém até o domingo, pôr vaselina sólida no nariz. Pág. 17 Divulgação
Um fim de semana glamouroso
Paraíso caribenho no Panamá Página 38 Divulgação
Divulgação
A grande estreia nas telonas é Rock of Ages (abaixo), com Tom Cruise e Catherine Zeta-Jones em um divertido universo de glam rock. Na tevê, a programação infantil, campeã de Ibope, ganha cada vez mais canais – como o Gloob de Chaplin – e público (de todas as idades). A fotopintura (dir.) ganha espaço na Pinacoteca. No caso, com obras do mestre Júlio Santos. E o fado, algo que pouco se escuta, ganha força com a paulistana Ciça Marinho. Aproveite ainda para cultura conhecer o dramaturgo russo Vassily Sigarev, conferir a Roda do Vinho...
d
Warner Bros/Divulgação
Divulgação
Renault de coração novo
Elite não sabe vender para a nova classe C
O necrológio de Ivan, o gorila de Atlanta.
Ela tem R$ 55,7 bi para gastar só com moda. Pág. 19
História merece a homenagem e comove internautas. Pág. 18
Montadora lança hoje os modelos 2013 do Logan e do Sandero (foto), com poucas mudanças de desenho, mas com motor mais forte. Pág. 37
ISSN 1679-2688
23695
9 771679 268008
DIÁRIO DO COMÉRCIO
2
o
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Ainda agora a presidente está com um abacaxi nas mãos: a Medida Provisória 563. José Márcio Mendonça
pinião
A capacidade de fazer mal
EYMAR MASCARO
O RISCO DE ANDAR
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA
NO FIO DA NAVALHA
A
S
egundo revelação no blog do jornalista Lauro Jardim, colunista da revista Veja, num inusitado e surpreendente surto de sinceridade, ao ver o plenário do Senado mais uma vez vazio, em plena quarta-feira, dia comum de trabalho para qualquer brasileiro minimamente mortal, o deputado Esperidião Amim, do PP de Santa Catarina, ironizou: "Com esta inação, a nossa capacidade de fazer mal ao País diminui muito…" O risco não é tão pequeno assim, mesmo com o Congresso voltado quase que exclusivamente para as eleições municipais e alheio ou omisso aos grandes temas que preocupam o governo e o País: o desenrolar do processo do mensalão, as greves dos servidores públicos, os números ruins da educação de base, o ritmo devagarinho quase parando do PIB... O que os ilustres congressistas pensam de tudo isso? Ganha uma viagem totalmente paga para a Síria, com direito a tiroteios ao vivo e em cores, quem adivinhar. O Congresso estão tão "atarefado", segundo seu presidente, José Sarney, que não terá condições de analisar nos próximos dias 25 vetos que a presidente Dilma Rousseff fez ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), modificações votadas pelos parlamentares. Sem juízo de valor, se eles puseram é porque julgavam relevantes. E agora, não se interessam pelos vetos? Porém, mesmo sem tempo para essas "amenidades", quando há interesse estão prontos para perturbar. Na semana passada, por exemplo, o governo da presidente Dilma lançou seu plano para a privatização (ou seria concessão, para não ferir estômagos mais delicados?) de estradas e ferrovias, numa admissão de que o Estado está sem caixa e sem competência para gerir tais empreitadas. A proposta foi bem recebida, com elogios, embora considerada insuficiente e carente ainda de outros passos do governo até virar realidade. Nem bem a Medida Provisória que transforma em lei a decisão da privatização – inclusive com a criação da empresa de logística que vai planejar e gerir todos os projetos nesta área– e um enxame de deputados e senadores passou pelo protocolo das duas Casas para entregar suas emendas para modificar a MP. E ao lado de propostas que podem até ser equivocadas mas devem ser discutidas, como sugestões sobre a estatal cuja presidência será entregue ao ex-presidente da ANTT, Bernardo Figueire-
Reprodução
do. É o jogo de sempre. Emendas para atender interesses regionais e específicos.
N
ada mais significativo dessa horda do que a proposta apresentada pelo deputado Henrique Alves, líder do PMDB na Câmara e, até prova em contrário, candidato oficial à Presidência da Câmara no biênio 2013/2014, garantido (garantido? nunca se sabe) por um acordo de cavalheiros políticos entre os peemedebistas e o PT. Alves propõe incluir no pacote rodoviário de Dilma a duplicação da estrada que liga Mossoró a Natal, um bom handicap para quem, depois de presidir a Câmara, não descarta de todo disputar o governo do Rio Grande do Norte. Foi essa a tônica do furor das
emendas à MP das privatizações. As contas ainda não estão fechadas, mas calcula-se já que os 7.500 quilômetros de estradas que Dilma quer privatizar saltariam para 20 mil com os acréscimos dos deputados e senadores. Pode ser até que tudo isso seja necessário; contudo, há restrições a uma ampliação tão brutal abruptamente. Além do mais, são na maioria projetos descosidos, que não fazem parte de nenhum plano estratégico logístico global. Mesmo a presidente tendo o poder de veto, coisas como esta perturbam, desgastam a relação do governo com os parlamentares; exigem negociações, geram ameaças de bloqueio de votações e acabam exigindo troca de favores.
Ainda agora a presidente está com um abacaxi desses nas mãos: a Medida Provisória 563, que ampliou projeto do programa Brasil Maior. Os parlamentar incluíram nos benefícios fiscais uma série de outros setores, o que deixou Dilma numa enrascada. Vetar é um sinal complicado, mas não vetar complicará as contas do Ministério da Fazenda. É infinita esta capacidade de "fazer mal" do Congresso brasileiro. Uma triste constatação, porque não há nada mais importante para uma democracia do que um Poder Legislativo ativo, altivo e responsável – mercadoria hoje infelizmente rara nas instituições brasileiras. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
constatação do Ibope de que Celso Russomano venceria José Serra no 2º turno da eleição para a prefeitura de São Paulo é a comprovação de que o PT descarregaria votos no adversário do tucano. O ideal para Serra é o óbvio: passar para o 2º turno e torcer para disputar a eleição final com Fernando Haddad, pois os votos de Russomano não tomariam o rumo para um dos candidatos. Eles se dividiriam entre os dois finalistas. Em outra pesquisa, da Datafolha, Russomano ultrapassa os 30% de preferência eleitoral, enquanto Serra perde 3 pontos comparado ao levantamento anterior. O tucano tinha 30% de intenção de voto e caiu para 27% (empate técnico) E Russomano ganhou 5 pontos: de 26% foi para 31%. As duas pesquisas servem para acender a luzinha amarela no PSDB, sobretudo porque Celso Russomano está em linha ascendente. Outra novidade é que Fernando Haddad, o candidato do PT, oscilou , embora timidamente, para cima: está com 8% no Datafolha e 9% no Ibope. Haddad começou a crescer dias antes do início da campanha na televisão, graças às suas caminhadas pela cidade. Mas também o PT precisa acender a luz amarela. Os candidatos confiam piamente na força da televisão e Serra e Haddad são privilegiados, porque terão maior tempo na TV. Serra pretende explorar no vídeo as imagens que mostram realizações do governo de Geraldo Alckmin e o trabalho incansável do vice Guilherme Afif Domingos junto à classe média, bem como o estreitamento nos contatos do prefeito Gilberto
Kassab com as lideranças comunitárias na Capital. Já o tempo de Haddad na televisão será preenchido por Lula e pela aparição do candidato nas fotos ao lado da presidente Dilma. Russomano, por ora, não tem igual suporte.
P
ara chegar ao 2º turno, Haddad depende do escorregão de um dos adversários e de um novo milagre operado por Lula. A tarefa deste é espinhosa: a diferença entre Haddad e os dois líderes nas pesquisas é superior a 15 pontos. Lula terá em São Paulo mais dificuldade para
projetar Haddad do que a enfrentada para eleger Dilma em 2010, porque a capital e o estado são administrados pela oposição ao PT. As máquinas administrativas do estado e prefeitura podem fortalecer a campanha de Serra, assim como Dilma pode colocar órgãos do governo federal que atuam na cidade operando em favor de seu candidato. Mas, Alckmin e Dilma Rousseff fazem juras de que não vão usar órgãos de seus governos nas campanhas de seus candidatos. Os dois governantes entendem que seria uma iniciativa antiética, numa época em que se promete tanto a reforma política e a mudança de hábitos nas campanhas eleitorais. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASC ARO@BIGHOST.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 , Fax 3180-3355 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela Oesp Gráfica.
REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
o
3
GOVERNO QUER A TROCA FORÇADA DAS LÂMPADAS INCANDESCENTES PELAS FLUORESCENTES.
pinião
Quanto vale a nossa saúde?
I
nfelizmente, para o governo e os ambientalistas, nossa saúde vale muito pouco. Depois de nos obrigar a usar aquelas famigeradas tomadas de três pinos, uma jabuticaba genuinamente nacional – cujos benefícios se resumem aos lucros fáceis dos fabricantes que nos empurraram a tranqueira goela abaixo, a preços escorchantes, sem que pudéssemos sequer chiar – o governo prepara agora uma nova empreitada contra o consumidor: falo da retirada do mercado das lâmpadas incandescentes, que iluminam as nossas vidas desde Thomas Edison. Entrou em vigor em julho uma portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) que pretende tirar, até 2017, todas as lâmpadas incandescentes do mercado nacional, ainda que, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação, quase 40% dos consumidores no Brasil ainda as prefiram. Mas o que importam o gosto e a preferência do consumidor, quando estão em jogo valores muito mais altos, não é mesmo?
O
governo defende que a decisão fará com que os consumidores substituam as incandescentes por lâmpadas mais eficientes, como as fluorescentes. Segundo o MME, uma lâmpada incandescente de 60 W, ligada quatro horas por dia, pode resultar em consumo de 7,2 kWh no fim do mês. Com a fluorescente, a economia seria de 75%. Ambientalistas aprovam a ideia de maneira efusiva, entendendo que al medida ajudará a reduzir o aquecimento global. Claro que governo e ambientalistas só estão pensando no nosso bem estar... Será? Pode até ser mas, nesse caso, seria prudente que considerassem alguns pontos
importantes, antes de levar adiante o projeto. Por exemplo: as lâmpadas fluorescentes possuem em sua composição um elemento químico nocivo à saúde humana e altamente poluente: mercúrio. Por conta desse elemento, a lâmpada fluorescente é considerada, pelo próprio governo, um resíduo sólido perigoso, de acordo com a Lei nº 12.305/2010. Se o mercúrio é esse enorme risco para a saúde e o meio ambiente, então por que estão querendo nos obrigar a comprar tais coisas? Será que a saúde dos ursos polares e das tartarugas marinhas é mais importante do que a dos seres humanos?
A
lguns podem achar que exagero e que, afinal, as lâmpadas de mercúrio não são tão perigosas e nocivas assim. Pode ser. Como não sou químico nem físico, sou obrigado a confiar na palavra dos técnicos dessas áreas. Nesse caso específico, vou apelar para uma agência governamental estrangeira, a EPA – Environmental Protection Agency. Em seu site oficial, a agência norte-americana indica uma série de providências e cuidados para a limpeza de locais onde existam resíduos de mercúrio provenientes da quebra de uma dessas lâmpadas. Aí vai um resumo: "Antes da limpeza, retire todas as pessoas e animais do local; abra a janela e ventile o local por 10 minutos; desligue o aquecimento ou ar condicionado, caso você tenha um; tenha a mão os seguintes materiais para a limpeza: uma folha de cartolina ou papelão; fita adesiva; papel toalha descartável ou lenços umedecidos (para superfícies duras) e um frasco de vidro com tampa de metal ou um saco plástico resistente selado.
Durante a limpeza, use luvas de borracha ou látex; não utilize aparelhos a vácuo, a menos que farelos de vidro permaneçam no local depois que todos os outros procedimentos tenham sido feitos, uma vez que o uso desses aparelhos pode espalhar resíduos sólidos ou vapor de mercúrio no ambiente; faça uma coleta completa de todos os resíduos sólidos visíveis, inclusive o pó de vidro; coloque todo o material recolhido em recipientes selados. Após a limpeza, imediatamente coloque todos os restos da lâmpada e materiais de limpeza, incluindo sacos de aspirador, ao ar livre, em um recipiente de lixo ou área protegida até que os materiais possam ser devidamente eliminados. Evite deixar quaisquer fragmentos do bulbo ou materiais utilizados na limpeza dentro de casa; em seguida, verifique com o governo local sobre os requisitos de eliminação em sua área, pois algumas localidades exigem que lâmpadas fluorescentes (quebradas ou inteiras) sejam enviadas para um centro de reciclagem; caso possível, continue a ventilar o ambiente onde a lâmpada foi quebrada e deixe o a q u e c edor/ar condicionado desligado por algumas horas. Agora, eu pergunto: faz sentido que o governo nos obrigue a consumir um produto tão perigoso? Faz sentido que o governo nos obrigue a colocar dentro de nossas casas grandes quantidades de mercúrio, onde inevitavelmente acidentes ocorrerão, inclusive na
presença de crianças e bebês? Qual é o sentido de o governo retirar dos consumidores qualquer outra alternativa, que não a de expor os nossos familiares a todo esse risco?
mos de economia quanto de segurança e proteção ao meio ambiente. Definitivamente, não é função do governo ditar a lâmpada que eu devo consumir.
B
em, os defensores da medida certamente insistirão que as lâmpadas fluorescentes consomem 75% menos energia do que as tradicionais incandescentes. OK, mas será que é razoável trocar a segurança pela economia? Novamente, será que essa paranoia de aquecimento global está acima da saúde das nossas crianças? É bom esclarecer que não sou de modo algum contra a comercialização de lâmpadas fluorescentes. Só acho que o consumidor deve ter o direito de escolher o produto que melhor se adequa às suas necessidades, tanto em ter-
JOÃO LUIZ MAUAD É EMPRESÁRIO E COLUNISTA DO SITE
JOÃO LUIZ MAUAD
WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR
O governo pretende tirar do mercado nacional, até 2017, todas as lâmpadas incandescentes do mercado nacional, ainda que, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação, quase 40% dos consumidores ainda as prefiram. A ideia é substituí-las pelas fluorescentes.
"LOIRAÇA BELZEBU"NÃO É LOIRA; ESTÁ LOIRA. Reprodução
A
frase "Loiraça Belzebu Vampira do Irajá", adornada pela genial exclamação "Calcinha! Calcinha!" – sendo que a dita loiraça atende a domicílio e naquela avenidona em frente ao Jóquei Clube pelo codinome "Kátia Flávia" – é pura fantasia do Fausto Fawcet. E nascida sob a influência da legítima "California Gold", cultivada com ingredientes naturebas isentos de defensivos agrícolas, nas encostas do Big Sur, com vista para o Pacífico, sua abençoada brisa refrescada pelo orvalho matinal, que permanece só até quando os primeiros raios do sol da manhã comecem a aquecer esse mundo de luzes e cores, advindo das primeiras fumegadas matinais. O fornecedor é brôu do maior respeito e confiança. Fiquei com a boca cheia d´água de vontade de dar uns tapas nessa diamba; "acende, puxa, prende, passa... maresia... sente a maresia...maresia uhuh..." – este um profundo pensamento de Gabriel O Pensador, elaborado com o cérebro iluminado pelas luzes e cores da Lucy in the sky with diamonds, "maresia uhuh". A Loiraça fawcetiana, denunciemos, é farjuta ("farjuta", apud Dirceu O Inocente). Loira de cabeleireiro, poderia ter cabelos pretos, ser ruiva, platinum, whatever. Escolheu ser Loira. Se visitada nos países baixos,
Suspeito de que o próximo grau dos meus óculos serão uma bengala branca e um cão pastor alemão preto, treinado a atravessar as ruas só naqueles sinais que têm apitinho, informando que a área está livre e segura, como em frente ao Aeroporto de Guarulhos – ou até que um caminhão te passe em cima com apitinho e tudo; já vi vagamente e ouvi com clareza isso acontecer.
A
saber-se-á que Loiraça não é nem nunca foi: a natureza a fez Loiraço de nascimento, RG e CPF. Em resumo, é travecão. Vive com a esperança de um dia submeter-se à cesárea que deu à luz Roberta Close, ex-ícone da beleza feminina nesta pátria amada salve salve – que Deus abençoe e guarde o calçadão e as areias ardentes de Ipanema e Leblon, com suas belezinhas de verdade e plenas de
garrulice, em plena floração. A outra Loiraça também é faaaaalsaaa, também de cabeleireiro. Passou a frequentar as páginas nobres dos jornais de papel, que assino e recebo em casa, e de outros na Internet, onde tenho a facilidade de ampliar as letras, já que enxergo cada vez menos essas letrinhas corpo 6, em que são publicadas as importantes notícias dos Cadernos de Esportes.
ntigamente, nos bons velhos tempos do inocente PC Farias –que hoje seria nada mais do que um molequinho arteiro – e sua "caixa dois", abençoada por Lula e cheinha por naturê mas qui belê, eram chamadas as páginas, agora Policiais, de Páginas de Política. Hoje, caso de Política é caso de Polícia. Citando Lúcio Flávio, "o Passageiro da Agonia", e suas sábias palavras – "Bandido é bandido, polícia é polícia"– não era difícil saber quem era quem. Não mais. Vai lá saber, quase todo mundo é "malandro oficial com retrato no jornal". Não os de hoje em dia, certo, mas conforme sei do pensamento desse ativista político dos tempos do Onça (poxa, quem seria o "Onça"?), ele se refere à herança maldita de FHC, já que esse mesmo intelectual de ex-querda declarou "Voto no Lula porque estou acostumado". Há quem se acostume com tudo, há quem não. Eu não.
A Loiraça de nascimento recente, eu vi não tem nem uma semana – ah tá, duas, vai. Brilhou nas páginas Policiais, digo Políticas, em contato com elementos em atitude suspeita, ditos membros da sua base não tão oculta. Brilhou mais nas Páginas Sociais, nestas em contato próximo com a fina flor dos dinheiros e das dinheiras do patriciado patrício. Soubessem das quantidades de expositoras e expositores de joias e de Rolex e Cartier legítimos, us mano que mandaram a mulher-bomba assaltar a joalheria da rua Oscar Freire a teriam mandado para qualquer desses jantares que tiveram a Neo-Loiraça como special guest star. A marqueterada em plantão permanente exigiu, porém, que a porção loira que enfeita o cocoruto da Distinta ostente de maneira bem clara, aos olhos das pessoas e das câmeras, sua metade inferior preta "como as asas da graúna". Loiraça, sim, mas de raízes bem pretas, para impedir que algum engraçadinho pratique aquele humor carregado de preconceitos anti-loiristas.
I
Imagino que a Estaferma fantasia-se de Loiraça talvez porque em alguma destas noites indormidas, com a insônia provocada pelas centrais lulistas para cortar-lhe a crista (2014 está aí), ela deve ter sonhado acordada que nada a
NEIL tô fora FERREIRA impedia de ser a "Big Loira", a Dorothy Parker, a trocar farpas intelectualizadas e fingidamente mal humoradas com H.L. Mencken, na mesa do Algonquin , o lendário hotel da Times Square. Sem chance, vai acordar suando frio, sabendo que o seu Personal Creator pode a qualquer momento cortarlhe as asas, Criatura dele que é. Lewandoski Com a Barriga está lewandowski o Mensalão com a barriga, na tv. Vou cair no sono; obrigado pela atenção dispensada, me despeço, firmando-me sinceramente (NF) VOCÊ PODE PINTAR OS CABELOS E ENGANAR A TODOS PARTE DO TEMPO, PODE ENGANAR A ALGUNS O TEMPO TODO, MAS NUNCA A TODOS TODO O TEMPO.
NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
4
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
CHARGE DO DIA
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
5 RINGUE Barbosa briga e Lewandowski ameaça deixar plenário do STF.
olítica
NADA FEITO O MP tem a obrigação de provar o que acusa. Não conseguiu.
Revisor absolve João Paulo e ameaça sair Ricardo Lewandowski diz que não há provas para os crimes de corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro. O relator contestou e os dois bateram boca.
O
ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do M e n s a l ã o n o S upremo Tribunal Federal (STF), votou ontem pela absolvição do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) dos crimes de corrupção passiva (receber vantagem indevida), peculato (apropriar-se de bem público) e de lavagem de dinheiro. Para Lewandowski, não há provas de que Cunha tenha usado a condição de presidente da Câmara, entre 2003 e 2005, para beneficiar a agência SMP&B de Marcos Valério. Bate boca – Com isso, abriu a primeira divergência na análise do processo e a sessão, a 14ª do Mensalão, terminou com mais uma demonstração de clima tenso entre os ministros. Quando o revisor encerrou a leitura dos seus votos, o relator Joaquim Barbosa elevou o tom da voz e disse que na segunda-feira responderia a "todos esses pontos". Ayres Britto, presidente do STF, concordou, mas Lewandowski pediu direito à tréplica. "A proeminência é do relator", respondeu. Ao negar o direito de tréplica, o revisor ameaçou ficar "ausente do plenário durante a réplica do relator". Britto, então contemporizou. "Na segunda-feira veremos isso", afirmou, mas adiantou que "se ficarmos no vaivém de debates, não terminaremos nunca". As acusações – João Paulo Cunha foi acusado pela Procuradoria Geral da República de cometer corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro. O relator votou pela condenação de Cunha pelos três crimes. De acordo com o Ministério Público, João Paulo Cunha recebeu, em 2003, quando presidia a Câmara, R$ 50 mil da agência SMP&B para favorecer a empresa de Marcos Valério em um contrato de publicidade com a Casa. Conforme a denúncia, Cunha teria cometido um segundo peculato ao desviar R$ 252 mil do contrato para pagar um
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
assessor particular. A denúncia diz que os desvios na Câmara somaram R$ 1,077 milhão, uma vez que a agência de Valério recebia sem executar os serviços. Em defesa de Cunha, o advogado Alberto Zacharias Toron sustentou no STF que seu cliente recebeu os R$ 50 mil do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para pagamento de pesqu i sa eleitoral em Osasco. O dinheiro foi sacado pela sua mulher, Márcia Regina, em uma agência do Banco Rural. Sobre os R$ 252 mil, Toron assegurou que o assessor Luís Costa Pinto prestava serviços para a Câmara e não para João Paulo Cunha. Corrupção passiva – Para
Lewandowski "não há uma única prova e nem um mero indício de que João Paulo tenha beneficiado Marcos Valério", destacou o ministro. "O Ministério Público não colheu uma prova sequer", insistiu Lewandowski. "Todas as provas colhidas evidenciam tot a l a u t o n om i a d o s membros da comissão de licitação". L e w a ndowski disse ainda que, se houvesse alg u m a s u speita de irregularidade na licitação, os demais concorrentes iriam contestar o resultado, o que não aconteceu. Para o revisor, os R$ 50 mil foram entregues pela agência para pagamento de uma pesquisa eleitoral em Osasco, para as eleições de
Mensalão
2004, como alegou a defesa de Cunha. Peculato – O revisor também rejeitou a acusação de peculato. Disse que embora ele tivesse o poder de autorizar subcontratações, "como de fato autorizou", como enfatizou o revisor, João Paulo não era o executor dos contratos, tarefa que está vinculada ao diretorgeral da Câmara, Sérgio Sampaio, que atualmente é o secretário-geral da Casa. Sobre a contratação do assessor Luís Costa Pinto, ficou comprovado nos autos que ele trabalhou para a Câmara. "As provas são fartas e robustas". Lewandowski também descartou a prática lavagem de dinheiro por ter mandado a esposa sacar R$ 50 mil. O revisor enfatizou que, ao mandar a mulher ao banco, João Paulo não procurou ocultar o recebimento da denúncia. Destacou que o MP sequer o acusou por formação de quadrilha. (Agências)
O MP não colheu uma prova sequer, nem um mero indício de que João Paulo beneficiou Marcos Valério. RICARDO LEWANDOWSKI
Na segunda-feira veremos isso, mas se ficarmos no vaivém de debates, não terminaremos nunca. CARLOS AYRES BRITTO
Resultado 'lavou a alma', diz Toron Para a defesa de João Paulo, o voto do revisor do Mensalão "coloca as coisas em seus devidos lugares". Antonio Cruz/ABr
O
advogado Alberto Zacharias Toron afirmou ontem que o voto do ministro Ricardo Lewandowski, que absolveu o seu cliente, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), das acusações de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, "lavou a alma" e colocou "as coisas "nos seus devidos lugares". De acordo com o defensor, o voto de Lewandowski abriu caminho para que Marcos Valério e seus ex-sócios na agência SMP&B fossem absolvidos dos mesmos crimes por Lewandowski. Para Toron, "o voto do ministro Lewandowski lava a alma do deputado João Paulo e põe as coisas nos seus devidos lugares", afirmou. "Agora vamos esperar os debates entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para ver qual voto eles vão sufragar: se o voto do relator, que não traz nenhum fundamento ou se o voto do revisor ricamente fundamentado", complementou o advogado. Apesar do resultado, Toron explicou que a manifestação do revisor não é motivo para qualquer comemoração. É que ainda faltam os votos de mais nove ministros. Mesmo assim, Toron, destacou que
Até Marcos Valério escapou da condenação
O
O deputado federal João Paulo e o advogado Alberto Toron: primeira vitória no Supremo Tribunal Federal. "foi um excelente começo". João Paulo é acusado de atuar no desvio de dinheiro da Câmara, quando era seu presidente em 2003 em benefício da agência SMP&B de Marcos Valério, suposto operador do Mensalão. O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, concordou com todos os pedidos de condenação feitos pelo Ministério Público contra o deputado João Paulo Cunha. Para o defensor de Cunha, o
relator da ação penal teria "distorcido" as provas apresentadas contra o parlamentar. "Tenho a impressão de que o relator não apenas ignorou as provas, mas como as apresentou foram amplamente distorcidas", afirmou. Apesar da vitória parcial no julgamento, o advogado reafirmou que ainda não é o momento de "comemorar". Para o defensor, é preciso aguardar a manifestação de todos. "Não
vamos comemorar absolutamente nada. Vamos aguardar de forma serena e com respeito ao STF a continuação do julgamento", ponderou. João Paulo, que é candidato do PT à prefeitura de Osasco, confirmou que o resultado reforça a sua pretensão de continuar na disputa. (Agências) Mais sobre o Mensalão na página 6
revisor do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, também votou ontem pela absolvição do publicitário Marcos Valério e dos seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz pelos crimes de corrupção ativa e peculato. Para o ministro, não há provas de que João Paulo Cunha, na condição de presidente da Câmara, entre 2003 e 2005, tenha beneficiado a agência SMP&B. Na avaliação de Lewandowski, a acusação não "logrou êxito" em comprovar as supostas irregularidades cometidas pelos réus. Essas absolvições não têm nenhuma relação com o julgamento dos três publicitários na quarta-feira, quando Lewandowski acompanhou o relator Joaquim Barbosa e também pediu a condenação dos três por corrupção ativa e peculato, referentes a outros tópicos da denúncia.
Ocorre que alguns réus do Mensalão têm o mesmo crime repetido diversas vezes. Com esses votos, o revisor contrariou o relator. Nos bastidores do STF, o voto do revisor é visto como um contraponto ao do relator, que teria sido bastante rigoroso nas condenações já proferidas. Especialistas consultados disseram que a sessão de ontem do Mensalão apresentou "um voto técnico" de Lewandowski. Para eles, o voto do revisor não é só divergente no conteúdo, quando comparado ao do relator, como também na forma. Eles avaliam que Lewandowski é mais claro e objetivo em seus argumentos do que Barbosa. Os votos de Lewandowski para Marcos Valério e os ex-sócios foram breves, já que ele se apoiou nos argumentos do voto anterior, no qual analisou as condutas de João Paulo, que não teria praticado crime em associação com eles. (Agências)
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
6
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Não temos o sentimento básico da democracia de que somos iguais perante a lei Fernando Henrique Cardoso sobre o julgamento do Mensalão
olítica
Antonio Cruz/ABr - 02.12.11
As primeiras divergências
O
"contraponto" ao voto do ministro relator Joaquim Barbosa que o ministro revisor Ricardo Lewandowski havia dito que daria em seu parecer sobre o Mensalão – contraponto também à acusação do procurador geral da República, Roberto Gurgel – e que não apareceu na quarta-feira, fez-se à luz ontem. Bem que Lewandowski havia avisado que Barbosa guardasse suas contestações para outras ocasiões. O relator ameaçara reagir quando Lewandowski discordou das interpretações do colega a respeito dos chamados BVs (Bonificações de Volume). Como no dia anterior, ontem, Lewandowski foi objetivo na continuidade do seu parecer. Fez questão de lembrar que estava se baseando "em provas obtidas no rito do contraditório", ou seja, que não levou em conta os trabalhos da CPI dos Correios e das investigações da Polícia Federal, Lewandowski inocentou o deputado João Cunha dos dois crimes que lhe foram imputados na acusação de Gurgel e acatados por Barbosa – corrupção passiva, dois delitos de peculato e lavagem de dinheiro. A questão das provas é um dos argumentos das defesas da maioria dos réus e já levou ministros a debates acalorados. Barbosa, nos votos iniciais, várias vezes aludiu a essas provas. Lewandowski deu indicações de que esta seria sua linha. O uso exclusivo de provas do contraditório ou em combinação com as de outras fases do processo é considerado normal. João Paulo Cunha, atualmente em campanha para
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA a prefeitura de Osasco, foi o primeiro réu político a ter seu caso julgado. É o que mais desperta a atenção no processo, pois foi gerado em torno das coisas da política, partidária e eleitoral, e da conhecida micropolítica brasileira. Isso foi bem lembrado ontem pela ministra do STJ, Eliana Calmon, ao comentar o voto de quartafeira do ministro Lewandowski, antes de ele ter inocentado João Paulo Cunha: "Não surpreendeu. (...), há provas periciais e documentais, e dificilmente se poderia voltar para trás. Mas a questão não é dos que já estão condenados, é o núcleo duro do Mensalão o que nos interessa". Agora, é ver como agirão os outros ministros em relação aos réus já julgados por relator e revisor. A maior expectativa é o ministro César Peluso. Ele se aposenta por idade, impreterivelmente, no dia 3 de setembro. Alguns colegas já se disseram contrários à antecipação de seu voto, entre eles Lewandowski e Marco Aurélio Mello. Mas Ayres Britto não vê impedimentos. As emoções estão crescendo.
É possível: Gerdau acredita que o País tem mecanismos para acertar assuntos complexos com eficiência, como a corrupção.
Para Gerdau, julgamento é exemplo ao País Empresário diz que chegou a hora de o Brasil acertar o passo nesse sentido para o bem do seu futuro.
O
empresário Jorge Gerdau, presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, vinculada ao conselho do governo federal, defendeu ontem que o julgamento do Mensalão "sirva de exemplo ao comportamento futuro do Brasil". Gerdau falou ao participar de seminário no Palácio do Planalto sobre o papel da Câmara de Políticas. Ao ser questionado sobre a expectativa que ele tinha em relação ao julgamento do Mensalão e o seu impacto na administração pública, Gerdau saiu pela tangente. "Não é tema da Câmara de Gestão para eu estar dando opinião", disse o executivo. "Deixa o Judiciário trabalhar. O importante é que nós tenhamos soluções eficientes, porque a definição desses temas complexos, como corrupção ou não corrupção, definem o comportamento futuro", afirmou Gerdau. Para ele, "o Brasil tem de acertar o seu passo nesse sentido, porque isso deve servir
de exemplo ao comportamen- liou Fernando Henrique. Ele to futuro do País, com relação falou após participar de um seà legislação e todo o compor- minário sobre Planejamento tamento", observou. Estratégico na Saúde SupleProvável condenação – O ex- mentar, realizado ontem em presidente tucano Fernando São Paulo. Henrique Cardoso também Democracia – Antes, para fez ontem uma avaliação de uma plateia de mais 450 recomo a provável condenação presentantes do setor de saúde réus no processo do Mensa- de, o ex-presidente lamentou lão terá conq u e o j u l g asequências mento do no futuro. Em Mensalão sua análise, chame tanto Espero que o considerou a atenção da julgamento os votos apresociedade, sentados até uma vez que do chamado agora pelo reno País não Mensalão sirva lator Joaquim há o costume de exemplo ao Barbosa e pede se julgar comportamento lo revisor Ricasos de corfuturo do Brasil. cardo Lewanrupção. "É dowski, que porque nunJORGE GERDAU até então não ca se julgou havia absolvinenhum", do João Paulo Cunha e o publi- afirmou. "Não temos o senticitário Marcos Valério e dois mento básico da democracia ex-sócios. de que somos iguais perante a "Pelo que vi é de tal maneira lei", criticou Fernando Henrióbvia – tanto o relator quanto o que Cardoso. revisor ressaltaram a infrigênElogios a Dilma – Além de cocia da lei – que não tem outro mentar sobre o Mensalão, o tujeito, senão condenar", ava- cano elogiou o fato de a presi-
dente Dilma Rousseff ter sido considerada pela revista Forbes a terceira mulher mais poderosa do planeta. Para ele, a indicação se deve ao fato da importância do País no cenário internacional e também da influência da petista. "O Brasil é um País importante e ela tem uma liderança grande. Acho justo", explicou Fernando Henrique Cardoso. Apesar do elogio, o ex-presidente advertiu sobre a ausência de discussão no Brasil sobre os problemas enfrentados atualmente na economia, em razão da crise mundial. "Temos de trombetear menos as nossas grandezas e olhar com mais cuidado os nossos deveres", alertou. Na sua opinião, a crise é um bom momento para analisar os rumos do País para que o Brasil não perca "a brecha da oportunidade", justificou Fernando Henrique. Para o expresidente, não faltam oportunidades para avançar. "Essa chance nós temos, mas não será dormindo sobre louros", afirmou FHC. (AE)
Leonardo Prado/Ag. Câmara - 13.06.12
Núcleo duro do Mensalão é o que interessa, diz Calmon.
A
corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministra Eliana Calmon, afirmou ontem que não ficou surpreendida com o voto do revisor do julgamento do Mensalão, Ricardo Lewandowski, pela condenação de réus, em concordância com o do relator, Joaquim Barbosa. Wilson Pedrosa/AE - 30.07.12
Havia uma expectativa por parte da defesa de que o voto de Ricardo Lewandowski fosse divergente em relação ao de Joaquim Barbosa, depois dos atritos entre os dois ministros no início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STJ). "Não surpreendeu. Ao que o relator disse, há provas
periciais e documentais, e dificilmente se poderia voltar para trás. Mas a questão não é dos que já estão condenados, é o núcleo duro do Mensalão o que nos interessa", afirmou Calmon, que esteve em São Paulo em um seminário sobre transparência pública. A corregedora disse que a pacificação da suprema corte deve estar surpreendendo a muita gente. "Ao contrário do que muita gente pensa, o Supremo está unido na linha de terminar o julgamento o mais rápido possível. Embora advogados tenham usado de todos os meios para procrastinar, não conseguiram". Transparência e punição – A ministra explicou que há ainda tribunais de Justiça que resistem em divulgar os salários dos servidores e que, caso a situação essa prossiga, haverá punições. "A comissão de transparência dá um prazo e, não havendo cumprimento, possivelmente pedirão intervenção da corregedoria, que faz proposta de aplicação de sanções ao presidente do tribunal", concluiu Eliana Calmon. (Folhapress) Eliana Calmon: " STF está unido para terminar o julgamento o mais rápido".
Em parcelas: Agnelo Queiroz fez três transferências mensais de R$ 2,5 mil.
Agnelo pagou R$ 7,5 mil por silêncio de policial
O
governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), pagou R$ 7,5 mil para o policial militar João Dias Ferreira na mesma época que o PM ameaçava delatar um esquema de desvio de recursos em convênios do ministério do Esporte, quando a pasta era comandada justamente por Agnelo Queiroz, entre 2003 e 2006. As transferências, três depósitos de R$ 2,5 mil, com intervalo de cerca de 30 dias entre cada uma, constam dos extratos bancários de Agnelo re-
metidos nesta semana pelo Banco de Brasília (BRB) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPI do Cachoeira, Os pagamentos ocorreram nos dias 1º de fevereiro, 4 e 31 de março de 2008. Em dezembro de 2007, dois meses antes do início dos pagamentos, uma auditoria do ministério identificou fraudes em convênios firmados com organizações não governamentais comandadas por João Dias. Com a auditoria, a Polícia Militar do Distrito Federal abriu sindicância para investigar
João Dias que passou, então, a pressionar o ministério a recuar e ainda ameaçou revelar para a imprensa irregularidades ocorridas na gestão de Agnelo Queiroz. O sigilo bancário de Agnelo só foi enviado à CPI do Cachoeira pelo BRB, controlado pelo governo do DF, quase dois meses depois do prazo estipulado e gerou reclamação formal da comissão ao banco. O advogado do PM, André Cardoso, disse que só vai falar quando for comunicado oficialmente. (Folhapress)
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Tem o ditado 'devo, não nego e pago quando puder'. Eu sou contrário: não devo, nego e pago sob coação. Ex-senador Luiz Estevão
olítica
E
m mais um dia de confrontos entre grevistas e policiais militares, servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União fizeram uma barulhenta manifestação nesta quinta-feira em frente ao Palácio do Planalto, derrubaram grades de proteção e atrasaram a cerimônia diária de arriamento da bandeira. Com rojões, buzinas, faixas e bandeiras, os manifestantes tentaram chamar a atenção para suas reivindicações. O Executivo ofereceu 15,8% de aumento para servidores do Judiciário de forma escalonada, em três anos. O porcentual, no entanto, foi rejeitado pela categoria. "15,8% é humilhação", diziam. Diversas faixas criticavam o PT por não conceder os reajustes – "PT nunca mais", anunciava uma delas. Outras, pregavam a "autonomia do Judiciário". Os servidores também entoaram: "Fora Dilma, fora PT / Nunca mais queremos te ver" e "Oooo / A ditadura voltou." Segundo a PM, havia cerca de 500 manifestantes. Nas contas do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus), eram 2,5 mil. A manifestação começou em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), onde está sendo julgado o processo do Mensalão. Depois, os servidores seguiram para o Palácio do Planalto e entraram em confronto com a PM. Foi quando alguns servidores correram para o lado oposto onde estava a concentração e derrubaram algumas grades. Os policiais tentaram deter os manifestantes com golpes de cassetete. Paus e líquidos foram atirados em direção aos policiais, que revidaram com spray de pimenta. Enquanto o batalhão de choque da PM cercava uma parte do palácio, além dos seguranças da Presidência, o Exército, mais uma vez, estava a postos no Planalto, para entrar em ação, caso fosse preciso. De acordo com o tenentecoronel Antônio Carlos, responsável pelo policiamento, não houve feridos nem servidores presos. "Foi uma mani-
7
Ed Ferreira/AE
PF e governo ainda não fecharam um acordo
T
Confronto apimentado: policial da Tropa de Choque usa spray contra manifestantes grevistas revoltados.
Greves: mais tumultos no Palácio do Planalto Pelo segundo dia consecutivo servidores federais enfrentam a polícia em frente a sede do governo. festação tranquila, sem muitos problemas", afirmou. O trânsito ficou parado na região por uma hora. O servidor Aílton Assis, coordenador do Sindjus, admitiu que "um ou outro se exaltou", em referência ao confronto entre policiais e grevistas A Polícia Militar do Distrito Federal aumentou o contingente de 60 para 400 homens em toda a Esplanada dos Ministérios, em razão das constantes manifestações. A presidente Dilma Rousseff tem deixado o Palácio do Planalto todos os dias pela porta dos fundos.
Saúde – No Rio de Janeiro, cerca de 300 servidores federais da saúde ocuparam ontem pela manhã, por cerca de uma hora, duas faixas da Avenida Brasil – uma das principais vias de chegada à região central da capital fluminense. O objetivo do protesto era chamar a atenção para a precariedade dos hospitais federais e as más condições de trabalho dos servidores. Após deixarem a Avenida Brasil, os manifestantes deram um abraço simbólico no Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte da cidade. Apesar de a manifestação ter
Auditores da Receita decidem cruzar os braços de novo
começado e terminado na entrada da unidade, o atendimento aos pacientes não foi prejudicado. A professora autônoma Leila Correa, que acompanhava a mãe, a aposentada Neide Correa, 71 anos, em uma consulta, elogiou o atendimento do hospital. Ela não poupou críticas, entretanto, à falta de estrutura do local. "O atendimento é de primeira, só não é melhor porque há falta de investimento. Esta greve é justa", opinou. Durante a tarde, os sindicatos estaduais dos servidores se reuniram para avaliar a ma-
nifestação e acompanhar a rodada de negociações do comando nacional grevista com o ministério do Planejamento. Para Júlio Tavares, representante de um dos sindicatos da categoria, a proposta de reajuste do governo – de 15,08% parcelado em três anos – não atende à necessidade dos trabalhadores. "A nossa categoria é a que menos ganha no setor federal", reclama. "Para nós, um aumento de cerca de 15% parcelado em três vezes não corresponde a nada. Seriam R$ 100 anualmente a partir de 2013". (Agências)
erminou sem um acerto a reunião entre agentes da Polícia Federal e o governo sobre o fim da greve. A informação é da assessoria do ministério do Planejamento, como divulgou o portal G1. A reunião durou cerca de uma hora e meia. Segundo o ministério, os servidores querem não só o reajuste salarial – o governo oferece 15,8% – mas também a reestruturação da carreira. Representante do Ministério da Justiça deve levar a proposta ao ministro José Eduardo Cardozo, ainda de acordo com a assessoria. Os representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) não falaram com a imprensa após a reunião. O G1 não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da Fenapef. Em greve desde o dia 15, eles pedem aumento salarial, abertura de concurso e o fim das terceirizações e dos desvios do efetivo policial para funções administrativas. Operação-padrão – No último dia 14, a categoria entrou em operação-padrão após uma reunião que terminou sem acordo com o governo. Agentes da PF começaram a intensificar a checagem de documentos e bagagens nos aeroportos do País. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a ação era ilegal e proibiu. Na quarta-feira, o governo federal anunciou o corte de ponto de 11.495 servidores de várias categorias pelos dias parados em julho. Os descontos somam R$ 20.668.252,39. No ministério da Justiça, 1.486 servidores terão o ponto cortado. O governo estima que 70 mil servidores cruzaram os braços; os sindicatos falam em 350 mil. (Agências)
Luiz Estevão vai restituir R$ 468 milhões à União Trata-se do maior acordo judicial no País referente a desvio de dinheiro público – no caso, do TRT de São Paulo.
P
elo segundo dia consecutivo, os auditores fiscais da Receita Federal cruzaram os braços em protesto à proposta de aumento salarial feita pelo governo. Segundo o Sindifisco Nacional, a paralisação mobiliza o setor administrativo (chamado de zona secundária) do órgão. A estimativa do sindicato é de que a adesão está em torno de 70% dos servidores. Nas áreas de fronteiras, portos e aeroportos, os auditores continuam realizando operação-padrão por tempo indeterminado. O movimento teve início em 18 de junho. Já as paralisações estão ocorrendo por 48 horas. O sindicato informou que os auditores do setor administrativo voltam a cruzar os braços nos dias 28 e 29 de agosto se não houver um acordo com o governo até lá. Na quarta-feira a categoria realizou uma assembleia nacional para decidir se aceitaria a proposta feita pelo governo de reajuste de 15,8%, a serem pagos em três vezes, entre 2013 e 2015. O Sindicato tem orientado os servidores a não aceitarem a proposta. "A proposta de 5% a cada ano, a partir de 2013 até 2015, faz que com que se abra mão da inflação passada, entre o último reajuste, que foi em julho de 2010, até o próximo reajuste", destacou o pre-
sidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, por meio da assessoria de imprensa. O sindicato informou que, com base em resultados preliminares, a votação realizada na quarta-feira mostra que os auditores estão seguindo a orientação da Diretoria Executiva Nacional de rejeitar a proposta. Analistas tributários – Pe la segunda vez em menos de 10 dias, a conferência de bagagens em portos e aeroportos e o atendimento aos contribuintes nas unidades da Receita estarão prejudicados. Cerca de 7,5 mil analistas tributários do órgão promoveram uma nova paralisação de 24 horas ontem. De acordo com o Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), os trabalhadores se concentraram durante todo o dia em frente ao ministério da Fazenda, em Brasília e nas sedes regionais, e nas unidades da Receita Federal em cada cidade. Carreira de nível superior, os analistas tributários se juntam aos auditores fiscais da Receita, que estão em operação-padrão desde 18 de junho. Encarregados da fiscalização contra sonegações e contrabandos, os auditores reivindicam reajuste de 30,19%. (Agências)
O
ex-senador Luiz Estevão afirmou que pagará R$ 468 milhões à União, no que é considerado o maior acordo judicial num caso de desvio de dinheiro público. Estevão nega que sua empreiteira tenha desviado dinheiro da obra do TRT de São Paulo (Tribunal Regional do Trabalho), mas diz que assinou acordo para poder desbloquear as suas contas bancárias. "Por incrível que pareça, embora eu negue [o crime], é melhor eu pagar e tirar esse aprisionamento", disse Estevão à reportagem sobre o acordo firmado com a Advocacia-Geral da União. Então senador, Luiz Estevão foi cassado por conta do episódio do TRT, que envolveu também o juiz Nicolau dos Santos Neto. Ele decidiu pagar o dinheiro após o Superior Tribunal de Justiça condená-los por desvios de R$ 170 milhões na obra. "Tem o ditado 'devo, não nego e pago quando puder'. Eu sou contrário: não devo, nego e pago sob coação", diz o ex-senador. Contrapartida – Pelo acordo, o ex-senador dará uma entrada de R$ 80 milhões e outras 96 parcelas de R$ 4
Antonio Cruz/ABr
De volta ao erário: AGU e Grupo OK assinam termo de ressarcimento em troca de desloqueiro de contas milhões. Em troca, ele terá o processo que corre na Justiça suspenso e parte dos mais de 1.200 imóveis em seu nome serão liberados. "Eu preciso trabalhar e tocar minha vida", queixou-se. " É i n a d m i s s í v e l q u e b l oqueiem as contas dos meus filhos e as empresas. É um drama para toda minha família. Continuarão bloqueados só imóveis que somarem R$ 1,2 bilhão, que é o triplo do acordo e servirá como garantia. O resto será liberado".
O ex-senador diz que não teve benefícios financeiros em assinar o acordo bilionário. O caso – Em 1992, o TRT-SP iniciou licitação para construir o Fórum Trabalhista de São Paulo. A Incal venceu a licitação e se associou ao empresário Fábio Monteiro de Barros. Em 98, auditoria do Ministério Público apontou que só 64% da obra do fórum haviam sido concluídos, mas que 98% dos recursos haviam sido liberados.
A obra foi abandonada em outubro de 98, um mês após o então juiz Nicolau dos Santos Neto deixar a comissão responsável pela construção. Uma CPI na Câmara investigou a obra em 99. A quebra dos sigilos mostrou pagamentos vultosos das empresas de Fábio Monteiro de Barros, da Incal, ao Grupo OK, de Luiz Estevão e a transferência de 90% das ações da Incal para o Grupo OK. O ex-senador teve o mandato cassado. (Folhapress)
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
8
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Se eleito, Serra não deixará o cargo em 2014. Agora é peremptório que ele não vai sair, nem pode mesmo sair. Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
olítica
Leandro Martins/Futura Press/AE
Serra aponta 'apelação' adversária Candidato tucano diz que o fato de lembrarem que ele 'deixou' a prefeitura em 2005 só tem uma justificativa: "Eles não têm o que falar (mal) de mim".
A
lvo de críticas veladas no horário eleitoral na tevê de diversos adversários, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse que o fato de citarem que ele deixou a prefeitura no meio do mandato para assumir o governo do estado é uma "apelação". "Isso mostra que eles não têm o que falar mal ao meu respeito" rebateu. Ocorreria a alguém fazer um programa de TV para dizer que eles vão deixar o mandato? Eles não têm o que falar e aí vão procurar algum pontinho para criticar". Ao ser questionado se avalia o fato como excesso, respondeu: "É, é claro que é. Mas isso já vem há muito tempo, né?". Banda larga – O tucano falou sobre o assunto após agenda na zona sul de São Paulo. Serra visitou um telecentro que construiu quando prefeito e, depois, prometeu levar acesso a internet a pontos de ônibus e parques de São Paulo. O candidato disse ainda não ter estimativa de custos para implementar a medida, mas que seria "pouca coisa" para fazer. Serra prometeu ainda ampliar o número de telecentros na cidade, hoje em cerca de 350, para 600. Reversão – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliou ontem que a alta rejeição ao candidato tucano Serra à prefeitura de São Paulo por parte do eleitorado paulistano é apenas uma questão de imagem, que pode ser revertida. Segundo a pesquisa Datafolha mais recente, divulgada na quarta-feira desta semana, Serra é rejeitado por 38% do eleitorado paulistano.
"Foi alguma coisa que caiu mal na imagem dele, mas isso muda, melhora", avaliou FHC. Após participar de palestra sobre Planejamento Estratégico na Saúde Suplementar, realizada na capital paulista, Fernando Henrique descartou que a saída de Serra em 2006 da Prefeitura para disputar o governo do estado pudesse ser mesmo a causa da grande rejeição. "Acho que não é isso, tanto que ele foi eleito governador". Aos jornalistas, o expresidente disse que, se eleito, Serra não deixará o cargo em 2014. "Agora é peremptório que ele não vai sair, nem pode mesmo sair". Fernando Henrique também minimizou o crescimento do candidato do PRB, Celso Russomanno, nas pesquisas de intenção de voto. De acordo com o Datafolha, Russomanno ultrapassou Serra e aparece com 31% das intenções de voto, enquanto o tucano aparece em segundo lugar, com 27%. "Todo candidato é ameaça para o outro. Acho que o Serra tem todas as condições de, no debate, com sua presença e com a força do partido que o apoia, ganhar a eleição. Eleição é assim mesmo, tem de ter desafio". O tucano disse que mantém a decisão de ficar longe dos palanques, apesar de seu sucessor na Presidência na República, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, fazer campanha para o correligionário Fernando Haddad. Para o ex-presidente, a participação ostensiva de Lula na eleição não lhe causa surpresa. "Ele sempre fez isso (campanha para seus candidatos)". (Agências)
Serra reage às críticas da oposição: "Ocorreria a alguém fazer um programa de TV para dizer que eles vão deixar o mandato?".
Lula quer Marta ao lado de Haddad Preterida pelo PT e por Lula, ex-prefeita vira objeto de desejo do partido, do candidato e do ex-presidente.
O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma última tentativa para tentar convencer a senadora Marta Suplicy (PT-SP) a tomar parte na campanha do ex-ministro Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo. Ele pôs sua agenda à disposição dela para um encontro na próxima semana – dia e horário ainda dependem da agenda de Marta, que ocupa a vice-presidência do Senado. A ex-prefeita tem resistido a apoiar Haddad desde que foi preterida na escolha do candidato do PT à prefeitura de São Paulo. Lula está convencido de que ela pode ser o empurrão de que a candidatura petista precisa para subir nas pesquisas e chegar ao 2º turno. Ele quer presença física de Marta na campanha, de preferência em evento público. Para Lula, parte do eleitorado do PT em São Paulo mantém laços de fidelidade com a ex-prefeita. O próprio Haddad fez questão de dizer que incluiu em seu programa de governo algumas ações bem sucedidas da gestão de Marta, como o bilhete único.
Anaí Caproni diz que SP é controlada por grupos Candidata do PCO propõe, se eleita, 'quebrar o sistema atual' e ouvir trabalhadores.
A
candidata do PCO à Prefeitura de São Paulo, Anaí Caproni, disse ontem não acreditar que a vitória nas urnas seria o suficiente para mudar o rumo da cidade de São Paulo que, na sua opinião, é controlada por "grupos empresariais". Afirmou que, se eleita, a primeira ação será
convocar a população e articular movimentos sociais para "quebrar o sistema atual": "Tiraríamos um plano, propostas para quebrar esse sistema. Os trabalhadores têm que opinar para onde irão os recursos (da cidade). A situação chegou no limite dos limites". Anaí afirmou não acreditar
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: REABERTURA - PREGÃO PRESENCIAL 211/2012-SMS.G, processo 2011-0.123.396-2, destinado à aquisição de criado mudo, mesa para refeição, berço hospitalar infantil, cama hospitalar e carro maca, para a Comissão de Gestão Técnica de Aquisição de Tecnologias, Insumos Estratégicos e de Serviços de Apoio e Diagnósticos (SADT) - COGESTEC, de SMS.G, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14:00 horas do dia 10 de setembro de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 308/2012-SMS.G, processo 2012-0.204.186-4, destinado ao registro de preço para aquisição de TUBOS PARA COLETA DE SANGUE À VÁCUO SEM ADITIVO E COM FLUORETO DE SÓDIO - USO ADULTO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Laboratório, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 17 de setembro de 2012, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no Gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.
que possa sair vencedora nas urnas e suceder o prefeito Gilberto Kassab (PSD). Para ela, a participação de seu partido no pleito é uma ação de "cidadania", com objetivo de "trazer à tona problemas que o eleitor tem dificuldade de saber". "Quem não participa do meio político entra no processo eleitoral com mais expectativa do que pode ser atingida". Entre esses problemas, citou o "aluguel" de partidos em troca de tempo de tevê para a propaganda partidária. Ela acusou Kassab de ter criado o PSD com essa meta. "Partidos são criados para conseguir tempo na tevê. Nessa, entra o partido do prefeito (PSD), mas existem outros". A candidata Anaí Caproni foi a sexta entrevistada da série Entrevistas Estadão. Hoje, o entrevistado será José Maria Eymael, candidato do PSDC, a partir das 15 horas, ao vivo na TV Estadão: (www.estadao.com.br). Anaí atrasou-se para a sabatina da série devido à uma falha técnica no metrô. "A rede não é extensa o suficiente. Em períodos anteriores, pelo menos tinha qualidade". (AE)
Luiz Cláudio Barbosa/Futura Press/AE
Haddad no bairro do Capão Redondo: promessa de melhorias com investimentos em obras viárias. Ontem, Lula recebeu em seu gabinete, no Instituto Lula, o ex-marido da senadora, o empresário Luis Favre, e voltou a falar do seu interesse em ter Marta na campanha. Falta 'musculatura' – Haddad disse que não assistiu aos programas eleitorais dos adversários, mas foi informado por
assessores de que eles precisam ganhar "musculatura". Ele se mostrou bem envolvido com o próprio programa: "Gostei tanto que fiquei vendo várias vezes ao dia". A propaganda dos candidatos a prefeito no horário eleitoral fixo estreou na quarta-feira, 22. Haddad e Serra prota-
gonizam os mais longos, com 7 minutos e 39 segundos. O candidato líder nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB), tem 2 minutos e 11 segundos. Em caminhada pelo Capão Redondo, Haddad prometeu estender a av. Carlos Caldeira Filho e duplicar a Estrada do M'Boi Mirim. (Agências)
Russomanno: salários de R$ 20 mil para médicos Para ele, orçamento atual da saúde permite essa equiparação salarial.
O
candidato à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomano (PRB), afirmou ontem que dará salário de cerca de R$ 20 mil para os médicos da rede pública municipal que trabalharem na periferia. Segundo ele, o objetivo é tornar os rendimentos desses profissionais mais próximos aos da rede privada e dar maior atratividade à carreira. A afirmação foi feita durante caminhada em frente ao Instituto da Criança, no Hospital das Clínicas. Questionado sobre a origem dos recursos para conceder o reajuste, Russomano disse que o orçamento atual da saúde suporta o acréscimo salarial. Para ele, bons médicos ajudariam na prevenção. "Um único paciente gasta R$ 120 mil só de UTI. Com esse valor, eu pago duas equipes multidisciplinares do Programa de Saúde da Família (PSF), pagando R$ 20 mil por médico. Vou tratar 2 mil pessoas com o dinheiro que uso para tratar uma na emer-
gência", acrescentou. O orçamento estimado para a Secretaria Municipal da Saúde e Fundo Municipal de Saúde para todo o ano de 2012 é de R$ 5,5 bilhões. Segundo ele, faltam médicos nas Unidades Básicas de Saúde. "Eu fui na Cachoeiri-
nha (bairro) e não tinha médico na UBS". Sobre o primeiro dia de propaganda para prefeitos no horário eleitoral gratuito, Russomanno afirmou apenas que não comentaria as estratégias de seus principais adversários. (AE)
Nelson Antoine/Fotoarena/AE
Russomanno retoma promessas: "Vou tratar de duas mil pessoas com o dinheiro que uso para tratar uma na emergência".
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
9
Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,
A produção de novos negócios em operações de veículos apresentaram o mesmo patamar de produção quando comparado a igual período de 2011, apesar das medidas restritivas de crédito em função do aumento da inadimplência. Este volume de produção levou ao crescimento de 2,8% da carteira total Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2012, do Banco Bradesco Financiamentos de financiamentos/leasing de veículos. S.A. (Bradesco Financiamentos), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco No segmento de empréstimos consignados, a produção de novos negócios apresentou crescimento de 36,75% no 1º semestre de 2012, em comparação ao mesmo período de 2011, proporcionando crescimento de 48,14% na carteira. Esse é o resultado da estratégia e da estruturação de Central do Brasil. uma equipe dedicada ao atendimento de convênios junto ao INSS, órgãos públicos e empresas privadas, aumentando a concessão de recursos nessa O Bradesco Financiamentos oferece linhas de financiamento de crédito direto ao consumidor para aquisição de veículos de passeio, de transporte e modalidade. outros bens e serviços, além de operações de leasing e de empréstimos consignados, atuando como financeira do Bradesco. O Lucro Líquido do 1º semestre de 2012 somou R$ 661,577 milhões e o Patrimônio Líquido de R$ 26,327 bilhões. Agradecemos o apoio e confiança dos nossos clientes e parceiros comerciais e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e demais colaboradores. No segmento veículos, os serviços são oferecidos por uma Rede conveniada, com mais de 16 mil parceiros em todo o País, formada por Revendas Osasco, SP, 13 de agosto de 2012.
e Concessionárias de veículos leves, de motos e de veículos de transporte. Para atendimento no segmento de empréstimos consignados, atua em todos os Estados brasileiros na captação de clientes, por meio de 1.061 Correspondentes.
Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... p ç p TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Pagamentos e Recebimentos a Liquidar....................................................................................................... Créditos Vinculados (Nota 7)......................................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 8)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 8)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber - Setor Privado............................................................................ Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Avais e Fianças Honrados............................................................................................................................. Rendas a Receber (Nota 9a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 9b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 10)........................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... p ç p TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 8)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 8)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber - Setor Privado............................................................................ Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 9a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 9b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 10)........................................................................................................ Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 11) ......................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ - No Exterior .................................................................................................................................................. Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 12)................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas ........................................................................................................................... IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO (Nota 8) ............................................................................................ Bens Arrendados........................................................................................................................................... Depreciações Acumuladas/Superveniência de Depreciação........................................................................ DIFERIDO (Nota 13) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 13).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................
2012 43.245.775 170 25.859.778 27.605 25.832.173 284.723 205.132 79.591 28.938 130 1.477 27.331 15.126.845 15.961.573 (834.728) (59.237) 405.274 (380.990) (83.521) 1.274.535 3.781 322 1.274.220 (3.788) 730.023 187.558 (105.418) 647.883 24.129.976 317.803 317.803 218 218 19.364.173 20.353.726 (989.553) (113.326) 261.594 (258.575) (116.345) 3.600.037 95 3.599.942 961.071 961.071 5.888.593 468.095
2011 40.424.062 205 26.594.186 71.825 26.522.361 244.749 176.195 68.554 31.626 79 1.806 29.741 12.250.277 12.778.286 (528.009) (116.303) 712.700 (676.948) (152.055) 1.015.706 508 1.018.653 (3.455) 403.616 188.903 (78.946) 293.659 20.268.339 1.164.591 1.164.591 15.848.735 16.503.093 (654.358) (205.159) 692.030 (685.375) (211.814) 3.025.730 3.026.009 (279) 434.442 434.442 8.572.873 483.260
PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 14).................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Recebimentos e Pagamentos a Efetuar ........................................................................................................ OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 16a)............................................................................................................. Diversas (Nota 16b).......................................................................................................................................
2012 19.814.066 16.145.320 16.145.320 3.894 3.894 3.664.852 10.240 6.285 1.299.433 2.348.894
2011 18.240.929 15.232.326 15.232.326 1.002 1.002 3.007.601 16.925 19.956 1.155.489 1.815.231
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 14).................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 16a)............................................................................................................. Diversas (Nota 16b).......................................................................................................................................
26.963.522 22.290.519 22.290.519 4.673.003 2.669.819 2.003.184
25.543.619 19.300.894 19.300.894 6.242.725 2.691.059 3.551.666
RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ............................................................................................... Receitas de Exercícios Futuros.....................................................................................................................
159.859 159.859
157.351 157.351
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 17) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................
26.326.897
25.323.375
22.010.000 4.317.149 (252)
22.010.000 3.313.659 (284)
73.264.344
69.265.274
464.704 478.703 195 141 12.808 14.028 (9.612) (9.612) 7.036 8.502 544 19.961 38.564 (12.925) (30.606) 5.381.597 8.050.124 6.130.724 8.604.990 (749.127) (554.866) 540 1.330 7.681 7.745 (7.141) (6.415) 31.325 29.657 46.932 37.226 (15.607) (7.569) 73.264.344 69.265.274 TOTAL ........................................................................................................................................................... As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2012 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito (Nota 8g) ................................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 8g)......................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6d) ......................................................... Resultado das Aplicações Compulsórias (Nota 7b) ...................................................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 14b)........................................................................................ Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 8g)......................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 8c e f)...................................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Receitas de Prestação de Serviços (Nota 18) .............................................................................................. Rendas de Tarifas Bancárias (Nota 18)......................................................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 19) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 20).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 21) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 11a) .......................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 22)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 23)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 24) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 26) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................
6.536.726 3.966.232 1.380.357 1.190.066 71 4.255.245 2.139.798 1.253.864 861.583 2.281.481 (1.059.775) 31.213 200.266 (26.943) (416.966) (155.211) (8.256) 99.575 (783.453) 1.221.706 (88.830) 1.132.876 (471.299) 661.577
Número de ações (mil) (Nota 17a) ................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................................................
24.730.835 26,75
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2011 5.856.953 3.062.524 1.306.252 1.488.110 67 3.586.409 1.992.366 1.182.588 411.455 2.270.544 (720.579) 29.197 189.046 (21.579) (414.667) (137.277) 2.174 325.701 (693.174) 1.549.965 (61.718) 1.488.247 (595.251) 892.996 24.730.835 36,11
Eventos
Ajustes de Avaliação Patrimonial Próprias
Lucros Acumulados
22.010.000
135.097
2.294.049
(241)
-
Ajustes de Avaliação Patrimonial.............................
-
-
-
(43)
-
Lucro Líquido...........................................................
-
-
-
-
892.996
Destinações: - Reservas..........................................
-
44.650
839.863
-
(884.513)
- Dividendos Propostos......................
-
-
-
-
(8.483)
Saldos em 30.6.2011..............................................
22.010.000
179.747
3.133.912
(284)
Saldos em 31.12.2011............................................
22.010.000
249.732
3.412.125
Ajustes de Avaliação Patrimonial.............................
-
-
-
Totais 24.438.905 (43) 892.996 (8.483)
-
25.323.375
(227)
-
25.671.630
(25)
-
Lucro Líquido...........................................................
-
-
-
-
661.577
Destinações: - Reservas..........................................
-
33.079
622.213
-
(655.292)
- Dividendos Propostos......................
-
-
-
-
(6.285)
Saldos em 30.6.2012..............................................
22.010.000
282.811
4.034.338
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
(252)
-
(25) 661.577 (6.285) 26.326.897
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
2012
Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................
Reservas de Lucros Legal Estatutárias
Saldos em 31.12.2010............................................
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ....................................................................................... Depreciações e Amortizações ................................................................................................................... Constituições de Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais......................................................................... Constituições/(Reversões) de Provisões para Desvalorização de Bens não de Uso Próprio ................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Insuficiência de Depreciação ..................................................................................................................... Ganho/Perda na Venda de Imobilizado de Uso ......................................................................................... Ganho/Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio................................................................................ Outros ........................................................................................................................................................ Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos.......................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.............................................................. (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ...................... (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................................................. (Aumento)/Redução em Operações de Crédito e de Arrendamento Mercantil ......................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ........................................................... Aumento/(Redução) em Depósitos............................................................................................................ Aumento/(Redução) em Outras Obrigações.............................................................................................. Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ...................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos (Aumento)/Redução em Títulos Disponível para Venda .............................................................................. (Aumento)/Redução em Títulos Mantidos até o Vencimento ....................................................................... (Aumento)/Redução em Depósitos Compulsórios no Banco Central do Brasil ........................................... Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................................................... Alienação de Investimentos ......................................................................................................................... Alienação de Imobilizado de Uso e Arrendamento...................................................................................... Aquisição de Bens não de Uso Próprio ....................................................................................................... Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Aquisição de Imobilizado de Uso e Arrendamento...................................................................................... Aplicações no Diferido/Intangível................................................................................................................. Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .............................................................................. Caixa Líquido Proveniente(/Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa..............................................................................................
Capital Social
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil 2011
1.132.876
1.488.247
861.583 445.182 236.658 32.469 8.256 777.733 227 56.134 89.381 3.640.499 1.404.974 (19.806) (2.215) (3.800.040) (940.811) 1.303.729 (408.734) (52.783) (1.260.817) (136.004)
411.455 916.528 417.460 (14.776) (2.174) 229.656 82 76.412 56.905 3.579.795 (411.819) (15.359) (28.767) (3.321.802) (671.702) 1.331.424 (223.061) 75.777 (555.584) (241.098)
16 2.017 83.294 203.100 (151.813) (150) (92.875) (5.571) 38.018 (97.986)
28 2.433 (732) 121.418 495 376.581 (158.907) (2) (145.372) (3.643) 136 192.435 (48.663)
125.761 27.775 (97.986)
120.693 72.030 (48.663)
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Descrição
2012
1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ........... 1.4) Outras ................................................................................. 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Serviços de Terceiros.................................................................. Propaganda, Promoções e Publicidade...................................... Processamento de Dados........................................................... Comunicações ............................................................................ Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Viagens ....................................................................................... Transporte ................................................................................... Materiais, Energia e Outros ........................................................ Arrendamento de Bens ............................................................... Manutenção e Conservação de Bens ......................................... Outras ......................................................................................... 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)....................................... 5 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5)........................................................................ 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .......... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7).............................. 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 9.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Municipais ............................................................................ 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis ............................................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos no Período...................................................
%
2011
%
5.133.914 6.536.726 231.479 (861.583) (772.708) (3.393.662) (409.641) (310.385) (5.948) (21.331) (17.291) (4.653) (2.162) (1.623) (740) (246) (505) (44.757) 1.330.611 (5.894)
390,0 496,5 17,6 (65,4) (58,7) (257,8) (31,1) (23,6) (0,5) (1,6) (1,3) (0,4) (0,2) (0,1) (0,1) (3,3) 101,1 (0,4)
5.234.550 5.856.953 218.243 (411.455) (429.191) (3.174.954) (407.689) (295.422) (33.945) (17.311) (16.221) (4.537) (2.519) (2.139) (681) (1.305) (398) (33.211) 1.651.907 (5.773)
317,6 355,3 13,3 (25,0) (26,0) (192,6) (24,7) (17,9) (2,1) (1,0) (1,0) (0,3) (0,2) (0,1) (0,1) (2,0) 100,3 (0,4)
1.324.717 (8.256) (8.256) 1.316.461 1.316.461 24.477 8.579 3.246 787 11.865 628.976 625.884 3.092 1.431 1.431 661.577 6.285 655.292
100,7 (0,7) (0,7) 100,0 100,0 1,9 0,7 0,2 0,1 0,9 47,7 47,5 0,2 0,1 0,1 50,3 0,5 49,8
1.646.134 2.174 2.174 1.648.308 1.648.308 19.242 5.050 2.266 584 11.342 734.865 731.609 3.256 1.205 1.205 892.996 8.483 884.513
99,9 0,1 0,1 100,0 100,0 1,1 0,3 0,1 0,7 44,6 44,4 0,2 0,1 0,1 54,2 0,5 53,7
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradesco Financiamentos S.A. (Bradesco Financiamentos), é uma instituição financeira que tem como objetivo social a prática de todas as operações ativas, passivas e acessórias permitidas às instituições financeiras e inerentes às carteiras de banco comercial, de arrendamento mercantil e sociedade de crédito, financiamento e investimento, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. O Bradesco Financiamentos é parte integrante da Organização Bradesco e suas operações são conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas Demonstrações Contábeis devem ser entendidas neste contexto.
As receitas de arrendamento mercantil são calculadas e apropriadas mensalmente pelo valor das contraprestações exigíveis no período (Portaria MF nº 140/84, do Ministério da Fazenda) e considera o ajuste a valor presente das operações de arrendamento mercantil.
2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As Demonstrações Contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito e de arrendamento mercantil; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As Demonstrações Contábeis foram aprovadas pela Administração em 13 de agosto de 2012.
d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável.
c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo.
e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. a) Moeda funcional e de apresentação Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são As Demonstrações Contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia e calculadas com f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção base no método exponencial, exceto aquelas relacionadas a operações no exterior que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. contra risco (hedge) ou não. continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
10
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
...continuação
Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS n) Depósitos e captações no mercado aberto São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data de balanço, reconhecidos em base “pro rata” dia. Nas operações de captação de recursos mediante emissão de títulos e valores mobiliários, as despesas associadas são apropriadas ao resultado, de acordo com o prazo da operação e apresentadas como redutora do passivo correspondente. o) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - Fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 15a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 15b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas Demonstrações Contábeis (Nota 15b - III). p) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro rata” dia). q) Eventos subsequentes (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das Demonstrações Contábeis e a data de autorização para sua emissão. Resolução nº 2.682/99 do CMN. São compostos por: A atualização (accrual) l das operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das Demonstrações Contábeis; e o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das Demonstrações Contábeis. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando, então, são baixadas contra a provisão Não houve qualquer evento subsequente para essas Demonstrações Contábeis encerradas em 30 de junho de 2012. existente e controladas em conta de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 30 de junho - R$ mil a provisão e que estavam controladas em contas de compensação são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação 2012 2011 somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 103 154 justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. 67 51 A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções Aplicações em ouro ................................................................................................................................. Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 170 205 do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 27.605 71.825 A carteira de arrendamento mercantil é constituída por contratos celebrados ao amparo da Portaria nº 140/84, do Ministério da Fazenda, que contém cláusulas 27.775 72.030 de: a) não cancelamento; b) opção de compra; e c) atualização pós-fixada ou prefixada e são contabilizados de acordo com as normas estabelecidas pelo Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos, destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição, no sentido de administração de suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e • Hedge de fluxo de caixa: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquidas dos efeitos tributários, em conta destacada no Patrimônio Líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta de resultado. g) Operações de crédito, de arrendamento mercantil, outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito, de arrendamento mercantil e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso (1) Classificação do cliente • de 15 a 30 dias.......................................................................................................................................................................... B • de 31 a 60 dias.......................................................................................................................................................................... C • de 61 a 90 dias.......................................................................................................................................................................... D • de 91 a 120 dias........................................................................................................................................................................ E • de 121 a 150 dias...................................................................................................................................................................... F • de 151 a 180 dias...................................................................................................................................................................... G • superior a 180 dias.................................................................................................................................................................... H
BACEN, conforme segue: I - Arrendamentos a receber Refletem o saldo das contraprestações a receber, atualizados de acordo com índices e critérios estabelecidos contratualmente. II - Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor residual garantido (VRG) Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor residual a balancear, ambos apresentados pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras Obrigações - Credores por Antecipação do Valor Residual até a data do término contratual. O ajuste a valor presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil financeiro é reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil, objetivando compatibilizar as práticas contábeis. Nas operações que apresentem atraso igual ou superior a sessenta dias, a apropriação ao resultado passa a ocorrer quando do recebimento das parcelas contratuais, de acordo com a Resolução nº 2.682/99 do CMN. III - Imobilizado de arrendamento É registrado pelo custo de aquisição, deduzido das depreciações acumuladas. A depreciação é calculada pelo método linear, com o benefício de redução de 30% na vida útil normal do bem, prevista na legislação vigente. As principais taxas anuais de depreciação utilizadas, base para esta redução, são as seguintes: veículos e afins, 20%; móveis e utensílios, 10%; máquinas e equipamentos, 10%; e outros bens, 10% ou 20%. IV - Perdas em arrendamentos Os prejuízos apurados na venda de bens arrendados são diferidos e amortizados pelo prazo remanescente de vida útil normal dos bens, sendo demonstrados juntamente com o imobilizado de arrendamento. (Nota 8i) V - Superveniência (insuficiência) de depreciação Os registros contábeis das operações de arrendamento mercantil são mantidos conforme exigências legais, específicas para esse tipo de operação. Os procedimentos adotados e sumariados nos itens II a IV acima diferem das práticas contábeis previstas na legislação societária brasileira, principalmente no que concerne ao regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. Em consequência, de acordo com a Circular BACEN nº 1.429/89, foi calculado o valor presente das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando-se uma receita ou despesa de arrendamento mercantil, em contrapartida às rubricas de superveniência ou insuficiência de depreciação, respectivamente, registradas no Ativo Permanente, com o objetivo de adequar as operações de arrendamento mercantil ao regime de competência. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre as adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos“, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários, são registradas na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para superveniência de depreciação é aplicada somente a alíquota de imposto de renda. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registrados no resultado de acordo com o princípio da competência. Inclui seguro prestamista e comissões pagas, principalmente a revendedores e concessionárias de veículos e promotoras de venda terceirizadas, pela colocação de operações de crédito. Os custos incorridos que estão relacionados com ativos correspondentes, que gerarão receitas em períodos subsequentes, os quais são apropriados ao resultado de acordo com os prazos e montantes dos benefícios esperados e baixados diretamente no resultado, quando os bens e direitos correspondentes já não fazem parte dos ativos do Banco ou os benefícios futuros esperados não puderem ser realizados. j) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos da provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos, sistemas de comunicação e segurança - 10% ao ano; e sistemas de transportes e processamento de dados - 20% a 50% ao ano, e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. l) Diferido e Intangível • Ativo Diferido - está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas de 20% ao ano, calculadas pelo método linear. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas aquisições passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do BACEN. • Ativo Intangível - correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Compostos por softwares, que estão registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. m) Redução ao valor recuperável de ativos (Impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos.
(1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação for igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Composição e prazos 1 a 30 dias Aplicações no mercado aberto: Posição Bancada - Letras Financeiras do Tesouro .............................. Aplicações em depósitos interfinanceiros - Aplicações em depósitos interfinanceiros ............. Total em 2012 ......................................................... % ............................................................................. Total em 2011 ......................................................... % ............................................................................. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez
31 a 180 dias
181 a 360 dias
Em 30 de junho - R$ mil Total 2012 2011
Acima de 360 dias
27.605
-
-
-
27.605
71.825
125.637 153.242 0,6 257.956 0,9
25.307.308 25.307.308 96,7 25.586.196 92,2
399.228 399.228 1,5 750.034 2,7
317.803 317.803 1,2 1.164.591 4,2
26.149.976 26.177.581 100,0
27.686.952 27.758.777 100,0
Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez: - Rendas de aplicações em operações compromissadas - Posição bancada ........................................ - Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ........................................................................... Total (Nota 6d)........................................................................................................................................
7.489 1.162.688 1.170.177
8.001 1.462.738 1.470.739
6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Composição da carteira por emissor
1 a 30 Títulos dias Títulos públicos .............................. Letras financeiras do tesouro ........... Títulos privados.............................. 204.705 Cotas de fundos de investimento FIDC ............................................... 195.660 Ações................................................ 2.181 Outros............................................... 6.864 Total em 2012 .................................. 204.705 Total em 2011 .................................. 175.797 b) Classificação por categorias e prazos
Títulos Títulos para negociação (1):.......... Letras Financeiras do Tesouro ......... Cotas de fundos de investimentos FIDC ............................................... Outros............................................... Títulos disponíveis para venda:.... Ações................................................ Outros............................................... Total em 2012 .................................. Total em 2011 ..................................
Acima de 360 dias 80.018 80.018 218
Valor de custo atualizado 79.905 79.905 205.343
Marcação a mercado 113 113 (420)
195.660 2.181 7.082 284.941
195.660 2.219 7.464 285.248
(38) (382) (307)
218 80.236 68.952
1 a 30 31 a 180 181 a 360 dias dias dias 202.524 195.660 6.864 2.181 2.181 204.705 175.797
2012 Valor de mercado/ contábil (2) 80.018 80.018 204.923
-
218 218 80.236 68.952
166.599 2.762 6.436
(90) (382)
244.749
(499)
Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Valor de Marcação Valor de Marcação custo a mercado/ a atualizado mercado contábil (2) mercado 282.429 113 241.769 (27) 79.905 113 68.952 (27)
Valor de Acima de mercado/ 360 dias contábil (2) 80.018 282.542 80.018 80.018
-
Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de Marcação mercado/ a contábil (2) mercado 68.952 (27) 68.952 (27) 175.797 (472)
195.660 6.864 2.399 2.181 218 284.941
195.660 6.864 2.819 2.219 600 285.248
(420) (38) (382) (307)
166.599 6.218 2.980 2.762 218
(472) (90) (382)
244.749
(499)
(1) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; e (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas. c) Instrumentos financeiros derivativos Em 30 de junho de 2012 e de 2011, a Instituição não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos. d) Resultado com títulos e valores mobiliários Exercícios findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... 1.170.177 1.470.739 Fundo de investimento ............................................................................................................................ 16.126 13.483 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 3.685 3.795 Títulos de renda variável ......................................................................................................................... 78 93 Total ........................................................................................................................................................ 1.190.066 1.488.110 7) RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS - CRÉDITOS VINCULADOS a) Créditos vinculados Refere-se a Depósitos Compulsórios sobre Recursos à Vista no Banco Central, no montante de R$ 1.477 mil (2011 - R$ 1.806 mil). b) Resultado das aplicações compulsórias A receita das aplicações compulsórias totalizaram 71 mil (2011 - R$ 67 mil) e está sendo apresentada na Demonstração do Resultado em “Resultado das Aplicações Compulsórias”.
8) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias 336.770 1.064.591 1.401.361 80.257 1.481.618 23 1.481.641 1.481.641 1.266.182
Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Financiamentos ................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Operações de arrendamento mercantil ............................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos (1)............................................................................... Total das operações de crédito............................................................ Avais e fianças (2) ............................................................................... Total em 2012 ..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................
Curso normal 61 a 90 91 a 180 dias dias 342.144 979.013 887.717 2.567.034 1.229.861 3.546.047 57.448 167.660 1.287.309 3.713.707 24 71 1.287.333 3.713.778 1.287.333 3.713.778 1.094.038 3.144.226
31 a 60 dias 349.057 889.735 1.238.792 58.567 1.297.359 23 1.297.382 1.297.382 1.100.321
Total 181 a 360 dias 1.756.484 4.410.299 6.166.783 288.436 6.455.219 95 6.455.314 6.455.314 5.420.817
Acima de 360 dias 6.591.128 11.779.710 18.370.838 503.834 18.874.672 5 18.874.677 3.849 18.878.526 16.316.873
2012
2011
(A) 10.354.596 21.599.086 31.953.682 1.156.202 33.109.884 241 33.110.125 3.849 33.113.974
%
(A) 7.008.617 18.982.996 25.991.613 2.344.315 28.335.928 1.653 28.337.581 4.876
31,3 65,2 96,5 3,5 100,0 100,0 100,0
% 24,7 67,0 91,7 8,3 100,0 100,0 -
28.342.457
100,0
Em 30 de junho - R$ mil
1 a 30 dias 13.247 154.144 167.391 24.667 192.058 192.058 176.159
Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Financiamentos ................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Operações de arrendamento mercantil ............................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2012..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................
Curso anormal Parcelas vencidas 61 a 90 dias 8.066 76.869 84.935 10.045 94.980 94.980 70.294
31 a 60 dias 11.290 131.345 142.635 17.539 160.174 160.174 133.882
Total 2012 91 a 180 dias 14.318 149.533 163.851 18.933 182.784 182.784 132.841
181 a 540 dias 8.828 156.077 164.905 19.177 184.082 3.781 187.863 144.876
2011
(B)
%
55.749 667.968 723.717 90.361 814.078 3.781 817.859
(B) 6,8 81,7 88,5 11,0 99,5 0,5 100,0
%
43.797 473.132 516.929 139.349 656.278 1.774
6,7 71,9 78,6 21,1 99,7 0,3
658.052
100,0 Em 30 de junho - R$ mil
Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................ Financiamentos .......................................................... Subtotal ..................................................................... Operações de arrendamento mercantil ...................... Subtotal ..................................................................... Outros créditos (1)...................................................... Total das operações de crédito................................... Avais e fianças (2) ...................................................... Total em 2012 ............................................................ Total em 2011 ............................................................ b) Modalidades e níveis de risco
Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................ Financiamentos .......................................................... Subtotal ..................................................................... Operações de arrendamento mercantil ...................... Subtotal ..................................................................... Outros créditos (1)...................................................... Total em 2012 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................
1 a 30 dias 13.058 154.023 167.081 21.416 188.497 188.497 188.497 167.271
AA 340 340 887 1.227 1.227 442 -
31 a 60 dias 12.628 139.921 152.549 17.786 170.335 170.335 170.335 148.607
A 10.349.663 21.419.591 31.769.254 1.006.195 32.775.449 32.775.449 86,5 27.702.660 85,3
Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 12.282 34.599 138.873 399.929 151.155 434.528 17.407 51.723 168.562 486.251 168.562 486.251 168.562 486.251 147.118 424.160
B
C
88.311 1.268.162 1.356.473 225.618 1.582.091 1.582.091 4,2 1.917.409 5,9
80.247 944.165 1.024.412 115.803 1.140.215 241 1.140.456 3,0 1.042.035 3,2
Total
Total geral
2012 181 a 360 dias 60.101 689.598 749.699 88.939 838.638 838.638 838.638 723.871
Acima de 360 dias 192.808 1.790.080 1.982.888 139.841 2.122.729 2.122.729 2.122.729 1.862.896
Nível de risco D 51.719 396.886 448.605 37.251 485.856 485.856 1,3 380.244 1,2
(C) 325.476 3.312.424 3.637.900 337.112 3.975.012 3.975.012 3.975.012
2011 %
(C) 240.816 2.532.021 2.772.837 699.176 3.472.013 1.910 3.473.923 -
8,2 83,3 91,5 8,5 100,0 100,0 100,0
2012 % 6,9 72,9 79,8 20,1 99,9 0,1 100,0 -
3.473.923
E 28.640 278.367 307.007 28.306 335.313 335.313 0,9 239.757 0,8
F
G
24.101 230.350 254.451 21.469 275.920 275.920 0,7 203.495 0,6
17.731 190.093 207.824 17.818 225.642 225.642 0,6 157.294 0,5
2011
(A+B+C) 10.735.821 25.579.478 36.315.299 1.583.675 37.898.974 4.022 37.902.996 3.849 37.906.845
% 28,3 67,5 95,8 4,2 100,0 100,0 100,0
100,0
H 95.409 851.524 946.933 130.328 1.077.261 3.781 1.081.042 2,8 826.220 2,5
(A+B+C) 7.293.230 21.988.149 29.281.379 3.182.840 32.464.219 5.337 32.469.556 4.876
% 22,5 67,7 90,2 9,8 100,0 100,0 -
32.474.432
2012 Total 10.735.821 25.579.478 36.315.299 1.583.675 37.898.974 4.022 37.902.996 100,0
% 28,3 67,5 95,8 4,2 100,0 -
100,0
Em 30 de junho - R$ mil 2011 Total % 7.293.230 22,5 21.988.149 67,7 29.281.379 90,2 3.182.840 9,8 32.464.219 100,0 5.337 -
100,0 32.469.556 100,0
(1) A rubrica “Outros Créditos” compreende créditos por avais e fianças honrados e devedores por compra de valores e bens; e (2) Registrados em contas de compensação. c) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 30 de junho - R$ mil
Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2012 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................
% Mínimo de provisionamento requerido 0,0 0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0
Provisão Carteira Curso normal 1.227 32.775.449 255.521 18.226 33.050.423 15.335 7.651 5.099 4.254 27.363 59.702 33.110.125 87,4 28.337.581 87,3
Curso anormal 1.326.570 1.122.230 2.448.800 470.521 327.662 270.821 221.388 1.053.679 2.344.071 4.792.871 12,6 4.131.975 12,7
Específica Total 1.227 32.775.449 1.582.091 1.140.456 35.499.223 485.856 335.313 275.920 225.642 1.081.042 2.403.773 37.902.996 100,0 32.469.556
%
Vencidas 86,5 4,2 3,0 93,7 1,3 0,9 0,7 0,6 2,8 6,3 100,0 100,0
819 3.683 4.502 7.226 19.512 32.030 42.146 351.597 452.511 457.013 22,6 349.338 22,6
2012
Vincendas 12.447 29.983 42.430 39.826 78.787 103.381 112.825 702.082 1.036.901 1.079.331 53,2 787.106 50,8
Genérica 163.856 2.555 547 166.958 1.533 2.295 2.549 2.978 27.363 36.718 203.676 10,0 200.520 12,9
Excedente 116 1.350 1.466 96.928 66.895 55.046 67.580 286.449 287.915 14,2 213.006 13,7
Total 163.856 15.937 35.563 215.356 145.513 167.489 193.006 225.529 1.081.042 1.812.579 2.027.935 100,0
2011 %
Total 8,1 0,8 1,7 10,6 7,2 8,3 9,5 11,1 53,3 89,4 100,0
138.504 19.318 32.727 190.549 113.883 119.758 142.345 157.215 826.220 1.359.421
% 9,0 1,2 2,1 12,3 7,4 7,7 9,2 10,1 53,3 87,7
1.549.970 100,0 continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
11
...continuação
Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS d) Concentração das operações de crédito
Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores................................................................... e) Setor de atividade econômica
Setor Privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Alimentícia e bebidas ....................................................................... Móveis e produtos e madeira ........................................................... Siderurgia, metalurgia e mecânica ................................................... Extração de minerais metálicos e não metálicos ............................. Materiais não metálicos.................................................................... Têxtil e confecções........................................................................... Química ............................................................................................ Eletroeletrônica................................................................................. Artigos de borracha e plástico.......................................................... Edição, impressão e reprodução ...................................................... Refino de petróleo e produção de álcool.......................................... Artefatos de couro ............................................................................ Papel e celulose ............................................................................... Veículos leves e pesados ................................................................. Autopeças e acessórios ................................................................... Demais indústrias ............................................................................. Comércio ......................................................................................... Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ............ Vestuário e calçados ........................................................................ Resíduos de sucatas ........................................................................ Combustíveis .................................................................................... Varejista não especializado .............................................................. Artigos de uso pessoal e domésticos............................................... Veículos automotores ....................................................................... Intermediário de comércio................................................................ Atacadista de mercadorias em geral ................................................ Produtos agropecuários ................................................................... Demais comércios ............................................................................ Intermediário financeiro................................................................. Serviços........................................................................................... Transporte e armazenagens............................................................. Construção civil ................................................................................ Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social...... Alojamento e alimentação ................................................................ Holdings, atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ........... Telecomunicações ............................................................................ Produção e distribuição de eletricidade, gás e água........................ Demais serviços ............................................................................... Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal Pessoas físicas............................................................................... Total ................................................................................................. f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa
2012 4.782 34.605 58.889 108.974 165.435
%
2012 37.902.996 335.362 58.246 43.018 61.807 19.630 39.635 36.676 16.327 7.428 15.256 11.391 675 7.909 4.700 3.354 4.421 4.889 1.160.665 406.263 140.727 135.589 72.012 45.413 30.710 91.124 50.236 79.020 42.167 16.908 9.605 40.891 1.785 1.318.617 375.124 206.467 397.695 81.913 80.379 42.705 41.096 13.696 802 78.740 42.584 35.043.983 37.902.996
%
0,1 0,2 0,3 0,4
Em 30 de junho - R$ mil 2011 % 5.125 30.966 0,1 52.202 0,2 97.420 0,3 147.113 0,5
100,0 0,9 0,2 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 3,1 1,1 0,4 0,4 0,2 0,1 0,1 0,2 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1 3,4 1,0 0,5 1,1 0,2 0,2 0,1 0,1 0,2 0,1 92,5 100,0
Em 30 de junho - R$ mil 2011 % 32.469.556 100,0 297.592 0,9 50.669 0,2 38.153 0,1 53.876 0,2 22.630 0,1 37.584 0,1 28.958 0,1 14.548 0,1 6.409 13.903 9.398 674 6.605 3.232 2.427 3.490 5.036 959.291 3,0 341.467 1,1 112.589 0,4 111.209 0,4 58.338 0,2 39.349 0,1 29.386 0,1 75.999 0,2 37.159 0,1 65.534 0,2 29.942 0,1 14.294 9.510 34.515 0,1 1.018 1.133.339 3,5 367.019 1,1 190.507 0,6 309.675 1,0 64.998 0,2 59.456 0,2 34.031 0,1 34.210 0,1 10.891 804 61.748 0,2 35.248 0,1 30.043.068 92,5 32.469.556 100,0
12) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição corrigido. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útil-econômica dos bens. Em 30 de junho - R$ mil Valor residual Taxa anual Custo Depreciação 2012 2011 Imóveis de uso: - Imobilizações em curso.................................................................. 349 - Terrenos.......................................................................................... 143 - Edificações ..................................................................................... 4% 138 Instalações, móveis e equipamentos de uso.................................... 10% 7.070 (2.997) 4.073 3.581 Sistemas de segurança e comunicações ......................................... 10% 1.102 (794) 308 425 Sistemas de processamento de dados ............................................ 20% 11.789 (9.134) 2.655 3.866 Total em 2012 .................................................................................. 19.961 (12.925) 7.036 Total em 2011 .................................................................................. 39.108 (30.606) 8.502 13) DIFERIDO E INTANGÍVEL O ativo diferido é demonstrado ao custo de aquisição, amortizado pelo método linear à taxa anual de 20%. O valor residual em 30 de junho de 2012 correspondia a R$ 540 mil (2011 - R$ 1.330 mil). Amortizações acumuladas correspondiam a R$ 7.141 mil (2011 - R$ 6.415 mil). Os ativos intangíveis adquiridos possuem vida útil definida e são compostos por softwares e respectivos gastos com desenvolvimento. Em 30 de junho de 2012 apresentava o valor residual de R$ 31.325 mil (2011 - R$ 29.657 mil). Amortizações acumuladas correspondiam a R$ 15.607 mil (2011 - R$ 7.569 mil). 14) DEPÓSITOS a) Depósitos
Depósitos interfinanceiros ....................................... Total em 2012 ......................................................... % ............................................................................. Total em 2011 ......................................................... % ............................................................................. b) Despesas de captação
1 a 30 dias 1.581.148 1.581.148 4,1 1.485.167 4,3
31 a 180 dias 7.263.200 7.263.200 18,9 6.852.470 19,8
181 a 360 dias 7.300.972 7.300.972 19,0 6.894.689 20,0
Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Acima de 360 dias 22.290.519 22.290.519 58,0 19.300.894 55,9
2012 2.139.798 2.139.798
Em 30 de junho - R$ mil Total 2012 2011 38.435.839 34.533.220 38.435.839 100,0 34.533.220 100,0 Em 30 de junho - R$ mil 2011 1.992.366 1.992.366
15) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões classificadas como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias A empresa é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da empresa entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. III - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais Em 30 de junho - R$ mil A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não 2012 2011 obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Saldo inicial............................................................................................................................................ 1.797.807 1.609.609 As principais questões são: Constituição............................................................................................................................................. 861.583 411.455 Baixas...................................................................................................................................................... (631.455) (471.094) Cofins - R$ 358.243 mil (2011 - R$ 356.588 mil): Pleiteia calcular e recolher a Cofins, a partir de outubro de 2005, sobre o efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2º da Lei Complementar nº 70/91, afastando-se, assim, a inconstitucional ampliação da base de cálculo pretendida pelo parágrafo 1º do Saldo final .............................................................................................................................................. 2.027.935 1.549.970 artigo 3º da Lei nº 9.718/98; - Provisão específica (1).......................................................................................................................... 1.536.344 1.136.444 IRPJ/CSLL - Perdas de Crédito - R$ 57.154 mil (2011 - R$ 44.848 mil): Pleiteia deduzir, para efeito de apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL 203.676 200.520 - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ devidos, o valor das perdas efetivas e definitivas, totais ou parciais, sofridas no recebimento de créditos, independentemente do atendimento das condições - Provisão excedente (3).......................................................................................................................... 287.915 213.006 e prazos previstos nos artigos 9º ao 14º da Lei nº 9.430/96 que só se aplicam às perdas provisórias. - Recuperação de créditos baixados (4).................................................................................................. 144.034 174.769 IV - Movimentação das provisões constituídas (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; R$ mil (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; Fiscais e (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente Saldos no início do 1º semestre de 2012 .................................................................. 28.476 97.471 1.641.266 por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 8c); e Atualização monetária .................................................................................................. 65.151 (4) Classificadas em receitas de operações de crédito. Constituições líquidas de reversões e baixas…......... ................................................... (3.389) 33.742 141.154 Pagamentos .................................................................................................................. (33.939) g) Receitas de operações de crédito e de arrendamento mercantil Saldos no final do 1º semestre de 2012 (Nota 16) ................................................... 25.087 97.274 1.847.571 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Saldos no final do 1º semestre de 2011 (Nota 16) ................................................... 22.510 84.697 1.633.354 2012 2011 Empréstimos e títulos descontados......................................................................................................... 1.225.658 821.938 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. Financiamentos ....................................................................................................................................... 2.596.540 2.065.817 c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis Subtotal .................................................................................................................................................. 3.822.198 2.887.755 A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” Recuperação de créditos baixados como prejuízo.................................................................................. 144.034 174.769 e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises Subtotal .................................................................................................................................................. 3.966.232 3.062.524 sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto os processos contingentes Arrendamento mercantil, líquido de despesas ........................................................................................ 126.493 123.664 avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Total ........................................................................................................................................................ 4.092.725 3.186.188 Em 30 de junho de 2012 e de 2011 não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. h) Demonstrativo da composição da carteira de arrendamento, a valor presente, com os saldos contábeis Em 30 de junho - R$ mil 16) OUTRAS OBRIGAÇÕES 2012 2011 a) Fiscais e previdenciárias Arrendamentos financeiros a receber ..................................................................................................... 666.868 1.404.730 Em 30 de junho - R$ mil (-) Rendas a apropriar de arrendamentos financeiros a receber ............................................................ (639.565) (1.362.323) 2012 2011 Bens arrendados financeiros + perdas em arrendamentos (líquido) ...................................................... 6.130.724 8.604.990 Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 26c).................................................................. 1.170.631 1.467.829 (-) Depreciação acumulada sobre bens arrendados financeiros, líquida de superveniência Provisões fiscais (Nota 15b).................................................................................................................... 1.847.571 1.633.354 de depreciação ................................................................................................................................... (749.127) (554.866) Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... 886.944 692.627 (-) Depreciações acumuladas.................................................................................................................. (5.103.181) (6.248.676) Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 64.106 52.738 Superveniência de depreciação .............................................................................................................. 4.354.054 5.693.810 Total ........................................................................................................................................................ 3.969.252 3.846.548 (-) Valor residual garantido antecipado (Nota 16b).................................................................................. (3.825.225) (4.909.691) b) Diversas Total do valor presente ......................................................................................................................... 1.583.675 3.182.840 Em 30 de junho - R$ mil i) Imobilizado de arrendamento 2012 2011 Em 30 de junho - R$ mil Credores por antecipação de valor residual (Nota 8h)............................................................................ 3.825.225 4.909.691 2012 2011 Credores diversos ................................................................................................................................... 348.148 299.135 Veículos e afins ....................................................................................................................................... 6.130.333 8.604.445 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... 56.344 50.171 Máquinas e equipamentos ...................................................................................................................... 34 34 Provisões cíveis e trabalhistas (Nota 15b) .............................................................................................. 122.361 107.207 Perdas em arrendamentos ...................................................................................................................... 357 511 Outras...................................................................................................................................................... 693 Total de bens arrendados ........................................................................................................................ 6.130.724 8.604.990 4.352.078 5.366.897 Depreciação acumulada de bens arrendados......................................................................................... (5.103.181) (6.248.676) Total ........................................................................................................................................................ Superveniência de depreciação .............................................................................................................. 4.354.054 5.693.810 17) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Total da depreciação acumulada ......................................................................................................... (749.127) (554.866) a) Capital Social 5.381.597 8.050.124 Imobilizado de arrendamento............................................................................................................... O Bradesco Financiamentos, para atender o regime de competência, constituiu no período insuficiência de depreciação no montante de O capital social no montante de R$ 22.010.000 mil totalmente subscrito e integralizado, é composto por 24.730.834.643 ações ordinárias, nominativasR$ 787.760 mil (2011 - R$ 253.913 mil), registrada em imobilizado de arrendamento, sendo R$ 10.027 mil (2011 - R$ 24.257 mil), referente à escriturais, sem valor nominal. realização de superveniência, classificada em bens não de uso próprio em decorrência da reintegração de posse de bens arrendados e R$ 777.733 mil b) Reserva de Lucros Em 30 de junho - R$ mil (2011 - R$ 229.656 mil) em resultado. 2012 2011 9) OUTROS CRÉDITOS Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 4.317.149 3.313.659 a) Rendas a receber - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 282.811 179.747 Em 30 de junho - R$ mil - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 4.034.338 3.133.912 2012 2011 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido, até atingir 20% do capital social realizado. Após esse limite a apropriação não mais se faz Dividendos............................................................................................................................................... 417 507 obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e Comissões............................................................................................................................................... 1 (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% Total ........................................................................................................................................................ 417 508 do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. b) Diversos c) Dividendos e Juros sobre o capital próprio Em 30 de junho - R$ mil Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 2012 2011 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente Créditos tributários de impostos e contribuições (Nota 26c) ................................................................... 3.172.676 2.451.147 semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... 1.425.729 1.044.115 lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... 120.174 365.715 O cálculo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho, está demonstrado a seguir: Devedores diversos ................................................................................................................................. 99.843 130.386 R$ mil Títulos e créditos a receber ..................................................................................................................... 42.530 36.710 Adiantamentos para pagamentos............................................................................................................ 8.989 10.960 2012 2011 3.922 3.922 Opções por incentivos fiscais .................................................................................................................. 661.577 892.996 Lucro Líquido........................................................................................................................................... 299 1.707 Outros...................................................................................................................................................... (33.079) (44.650) (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... 4.874.162 4.044.662 Total ........................................................................................................................................................ 628.498 848.346 Base de cálculo ..................................................................................................................................... 6.285 8.483 Dividendos propostos .............................................................................................................................. 10) OUTROS VALORES E BENS Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 1,0% 1,0% a) Bens não de uso próprio 0,25 0,34 Valor em Reais por lote de mil ações .................................................................................................. Em 30 de junho - R$ mil Provisão Valor residual 18) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E RENDAS DE TARIFAS BANCÁRIAS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Custo para perdas 2012 2011 Imóveis ............................................................................................. 487 (487) 487 2012 2011 Bens em regime especial ................................................................. 428 (428) 1.946 200.266 189.046 Rendas de cadastro ................................................................................................................................ Veículos e afins ................................................................................ 185.892 (103.779) 82.113 107.231 30.325 26.600 Taxa de avaliação/substituição de bem ................................................................................................... Máquinas e equipamentos ............................................................... 711 (711) 266 814 2.530 Taxa de aditamento de contratos ............................................................................................................ Outros............................................................................................... 40 (13) 27 27 74 67 Outras...................................................................................................................................................... Total em 2012 .................................................................................. 187.558 (105.418) 82.140 231.479 218.243 Total ........................................................................................................................................................ Total em 2011 .................................................................................. 188.903 (78.946) 109.957 19) DESPESAS DE PESSOAL b) Despesas antecipadas Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 2012 2011 8.579 5.050 Proventos................................................................................................................................................. 635.224 287.633 Comissões sobre financiamento - Veículos............................................................................................. Provisões trabalhistas ............................................................................................................................. 7.492 7.017 Comissões sobre empréstimos - Consignados ....................................................................................... 909.396 419.634 Participação dos empregados nos lucros................................................................................................ 3.982 3.818 Prêmios de seguro sobre créditos concedidos........................................................................................ 1.150 5.935 Encargos sociais ..................................................................................................................................... 3.253 2.921 Outros...................................................................................................................................................... 63.184 14.899 Benefícios................................................................................................................................................ 3.246 2.266 Total ........................................................................................................................................................ 1.608.954 728.101 Treinamento............................................................................................................................................. 391 507 11) INVESTIMENTOS Total ........................................................................................................................................................ 26.943 21.579 a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de 20) DESPESAS ADMINISTRATIVAS “Resultado de participações em coligadas e controladas” Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Quantidade de ações/ Lucro Patrimônio cotas possuídas Participação líquido/ Ajuste decorrente Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 241.278 235.642 Capital líquido (em milhares) no capital (prejuízo) Valor contábil de avaliação (1) Serviços de terceiros e do sistema financeiro......................................................................................... 73.760 64.317 Empresas social ajustado Ações Cotas (%) ajustado 2012 2011 2012 2011 Processamento de dados........................................................................................................................ 21.331 17.311 Comunicações......................................................................................................................................... 17.291 16.221 Ramo financeiro Contribuições filantrópicas ...................................................................................................................... 16.806 14.243 Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... 5.948 33.945 Mobiliários Ltda. ............ 22.300 42.259 22.300 99,999 1.073 42.259 34.096 1.073 1.013 Depreciação e amortização..................................................................................................................... 5.894 5.773 BMC Asset Management Viagens.................................................................................................................................................... 2.162 2.519 DTVM Ltda. ................... 5.020 9.535 5.020 99,999 222 9.535 3.235 222 47 Transportes.............................................................................................................................................. 1.623 2.139 Everest Leasing S.A. Aluguéis................................................................................................................................................... 1.431 1.205 Arrendamento Mercantil 172.000 323.473 127.700 100,000 8.727 323.473 304.769 8.727 9.006 Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... 505 398 Outras atividades Arrendamento de bens ............................................................................................................................ 246 1.305 BF Promotora de Outras...................................................................................................................................................... 28.691 19.649 Vendas Ltda. ................. 111.220 87.801 111.220 99,999 (18.275) 87.801 135.051 (18.275) (7.841) Total ........................................................................................................................................................ 416.966 414.667 Banco Bradesco 21) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Europa S.A. ................... 542.416 720.232 1 - 0,027137 25.145 195 141 7 5 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Promosec Cia. Securitizadora de 2012 2011 Créditos Financeiros...... 3.150 1.236 6 100,000 (22) 1.236 1.152 (22) (22) COFINS ................................................................................................................................................... 130.631 115.084 Outras Participações ....... 400 400 PIS........................................................................................................................................................... 21.228 18.701 Ganho/(Perda) cambial de Imposto sobre serviços de qualquer natureza ISS.................................................................................. 3.092 3.256 investimento no exterior. 12 (34) Outras...................................................................................................................................................... 260 236 Total de Investimentos .. 464.899 478.844 (8.256) 2.174 Total ........................................................................................................................................................ 155.211 137.277 (1) Considera os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultados, 22) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS quando aplicáveis. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil b) Outros investimentos 2012 2011 Em 30 de junho - R$ mil Créditos fiscais (1)................................................................................................................................... 247.161 2012 2011 Variações monetárias .............................................................................................................................. 55.240 48.867 Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ 12.216 12.216 Reversão de provisões ............................................................................................................................ 15.439 1.016 Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. 2 2 Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... 10.901 10.427 Outros investimentos ............................................................................................................................... 590 1.810 Outras...................................................................................................................................................... 17.995 18.230 Subtotal .................................................................................................................................................. 12.808 14.028 Total ........................................................................................................................................................ 99.575 325.701 Provisão para perdas .............................................................................................................................. (9.612) (9.612) (1) Em 2011, refere-se à habilitação de créditos fiscais registrados em “Impostos a Compensar”. Total ........................................................................................................................................................ 3.196 4.416 continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
12
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
...continuação
Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 23) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
Comissões e serviços de intermediação de crédito ................................................................................ Provisões para perdas em operações de consignado............................................................................. Variações monetárias e cambiais............................................................................................................ Indenizações cíveis ................................................................................................................................. Busca e apreensão de veículos .............................................................................................................. Perdas operações de empréstimos ......................................................................................................... Provisões cíveis....................................................................................................................................... Seguro prestamista ................................................................................................................................. Provisões riscos fiscais (1) ...................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 415.008 160.129 89.381 56.904 85.005 59.777 40.531 31.509 35.454 36.449 31.215 22.078 9.952 22.456 1.714 3.954 247.161 75.193 52.757 783.453 693.174
Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos
(1.208.521)
(836.610)
737.222 737.222 (471.299)
241.359 241.359 (595.251)
R$ mil Saldo em Saldo em 31.12.2011 Constituição Realização 30.6.2012 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 1.639.237 654.916 30.859 2.263.294 Provisões cíveis................................................................................ 38.988 17.536 17.614 38.910 (1) Em 2011, refere-se à provisão para riscos fiscais sobre créditos habilitados. Provisões fiscais............................................................................... 585.022 82.499 667.521 24) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Provisões trabalhista ........................................................................ 11.391 781 2.137 10.035 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 29.179 42.167 29.179 42.167 Provisão para perda de títulos e investimento.................................. 1.667 1.667 2012 2011 68.435 25.251 43.184 Prejuízo na alienação de valores e bens................................................................................................. (56.361) (76.494) Ágio Amortizado ............................................................................... Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação................... 549 24 74 499 Reversão de provisão para desvalorização de outros valores e bens .................................................... (32.469) 14.776 17 17 Total ........................................................................................................................................................ (88.830) (61.718) Ajuste da Lei nº 11.638 de 28.12.2007 ............................................ Outros............................................................................................... 60.954 54.883 10.453 105.384 25) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 2.435.439 852.806 115.584 3.172.661 Ajuste a valor de mercado dos títulos disponíveis para venda......... 15 15 a) As transações com o controlador, empresas coligadas e controladas, estão assim representadas: Total dos créditos tributários (Nota 9).......................................... 2.435.439 852.821 115.584 3.172.676 Em 30 de junho - R$ mil Obrigações fiscais diferidas (Nota 16a)............................................ 1.348.669 18.904 196.942 1.170.631 Ativos Ativos Receitas Receitas Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas ........ 1.086.770 833.917 (81.358) 2.002.045 (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social e crédito tributário de 2012 2011 2012 2011 contribuição social MP nº 2.158-35 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Em 30 de junho de 2012 - R$ mil Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 26.149.169 27.686.449 1.162.682 1.462.736 Diferenças temporárias Captações em depósitos interfinanceiros: Imposto de renda Contribuição social Total Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (38.435.839) (34.533.220) (2.139.798) (1.992.366) 2012........................................................................................................... 493.514 280.792 774.306 Aplicações no mercado aberto: 2013........................................................................................................... 656.070 408.907 1.064.977 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 27.605 71.825 7.489 8.001 2014........................................................................................................... 717.957 430.513 1.148.470 Dividendos e juros sobre o capital próprio: 2015........................................................................................................... 97.656 58.593 156.249 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (6.285) (19.956) 2016........................................................................................................... 14.482 8.689 23.171 Tibre DTVM Ltda. ............................................................................. 88 23 2017 (1º sem.) ........................................................................................... 3.430 2.058 5.488 Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil ................................. 265 207 Total .......................................................................................................... 1.983.109 1.189.552 3.172.661 BMC Asset Management DTVM Ltda. ............................................. 61 2 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Serviços terceiros: BF Promotora de Vendas Ltda. ........................................................ (195.881) (197.000) O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 3.047.512 mil (2011 - R$ 2.295.744 mil) de diferenças temporárias. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração e) Obrigações fiscais diferidas Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 1.170.631 mil (2011 - R$ 1.467.829 mil) relativas a: Superveniência de depreciação R$ 1.088.513 mil (2011 - R$ 1.423.452 mil), ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários e membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários instrumentos financeiros derivativos (2011 - R$ 183 mil), lucro proveniente do exterior (2011 - R$ 400 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 82.118 mil (2011 - R$ 43.794 mil). e Administradores da Instituição. Para 2012, foi determinado o valor máximo de R$ 1.200 mil (2011 - R$ 1.000 mil) para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 1.200 mil (2011- R$ 1.000 mil) para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Benefícios de Curto Prazo a Administradores Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Proventos................................................................................................................................................. 318 115 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 71 26 Total ........................................................................................................................................................ 389 141 Benefícios pós-emprego Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 469 150 Total ........................................................................................................................................................ 469 150 A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 26) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social
Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente .. Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (1) ..................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................
Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 1.132.876 1.488.247 (453.150) (595.299) (3.302) (27.976) 13.129 (471.299)
870 (30.249) 16.439 12.988 (595.251)
(1) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da Contribuição Social em relação à alíquota (40%) demonstrada.
27) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Avais e Fianças prestados a clientes totalizam R$ 3.849 mil (2011 - R$ 4.876 mil), os quais estão sujeitos a encargos financeiros e a prestação de contra garantias pelos beneficiários. b) O Banco Bradesco Financiamentos S.A. utiliza a infraestrutura operacional e administrativa da controlada BF Promotora de Vendas Ltda., que mantém planos de previdência complementar para seus empregados e dirigentes, na modalidade de contribuição definida, administrados pela Bradesco Vida e Previdência S.A. Em 30 de junho de 2012, esses planos encontram-se integralmente cobertos pelo patrimônio FIFE - Fundo de Investimento Financeiro Exclusivo, onde estão aplicadas as provisões técnicas. c) Conforme previsto no Ofício Circular CVM nº 01/2007, o Banco Bradesco Financiamentos está dispensado de apurar o valor de mercado das operações de arrendamento mercantil, os quais encontram-se registrados, a valor presente, de acordo com a Lei nº 6.099/74, substancialmente, como imobilizado de arrendamento. O valor contábil dos demais instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais em 30 de junho de 2012 equivale, aproximadamente, ao valor de realização desses instrumentos. d) O seguro dos bens arrendados está vinculado a cláusulas específicas dos contratos de arrendamento mercantil. Os bens de uso da sociedade estão segurados por montantes suficientes para cobrir eventuais sinistros contra incêndio, responsabilidade civil e riscos diversos. e) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O Bradesco Financiamentos como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. f) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis, suas interpretações e orientações, foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicáveis as instituições financeiras somente quando aprovadas pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.
A DIRETORIA Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Base para opinião com ressalva A Instituição registra as suas operações e elabora as suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o registro do ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento mercantil na rubrica provisão para superveniência ou insuficiência de depreciação, classificada no ativo permanente, conforme mencionado na nota explicativa nº 3.g e 8.i. Essas diretrizes não requerem a Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bradesco Financiamentos S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante e realizável a longo prazo, de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim e rendas ou despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido, de acordo com as práticas contábeis adotadas como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Opinião A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação de saldos mencionada no parágrafo anterior, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bradesco Financiamentos S.A. em 30 de junho de 2012, como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com Outros assuntos as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Demonstrações do valor adicionado planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas findo em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são Osasco, 13 de agosto de 2012 apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório Andre Dala Pola CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP274007/O-2 Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Aos Administradores do
Banco Bradesco Financiamentos S.A. Osasco - SP
p
A simples e posterior discordância não encontra amparo legal que autorize a intervenção. Maurício Soares, juiz do TRE-BH.
olítica
Mister Shadow/AE - 20.08.12
PSD de Kassab perde recurso e apoiará Lacerda Para atender pedido da presidente Dilma, Kassab queria sua legenda apoiando Ananias, candidato do PT.
O
Kassab: esforços desperdiçados na tentativa de aliança com o PT na capital mineira.
Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais manteve ontem o PSD de Belo Horizonte na aliança do prefeito e candidato à reeleição Márcio Lacerda (PSB). Isso assegura à campanha os cerca de dois minutos do tempo de televisão da sigla aliada, somando os 14 minutos e 19 segundos que tem na propaganda eleitoral. A decisão resulta de um recurso apresentado pelo PSDMG, cujo comando estadual é alinhado com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. O prefeito de São Paulo queria a legenda apoiando o ex-ministro Patrus Ananias, candidato do PT. Para atender a um pedido da presidente Dilma Rousseff, Kassab determinou intervenção na comissão provisória do PSD em Belo Horizonte e impôs o apoio a Patrus. Perda – Os aliados do senador Aécio Neves (PSDB) no
PSD, contudo, registraram o do que, se a decisão fosse conapoio a Lacerda na Justiça Elei- trária, o grupo recorreria. toral e decidiram enfrentar Reviravolta – O argumento Kassab, que perdeu na primei- principal é o de que a convenra instância e agora na Corte. ção do PSD em Belo Horizonte, Os aecistas argumentam embora legal, foi realizada em que a cúpula naum cenário políticional do PSD co no qual o PSB, atropelou uma o PSDB e o PT convenção legíeram aliados natima realizada c i d a d e e d e v eNão há pelo PSD de Belo riam então enumeração Horizonte, evenapoiar a reeleito em que foi ção de Lacerda. de falha que aprovado o Como após a tenha apoio a Lacerda. convenção o PT ocorrido na A é c i o t a mrompeu essa convenção bém criticou pualiança, os termunicipal. blicamente Kasmos políticos da sab. Em São convenção do MAURÍCIO SOARES Paulo, o prefeito PSD perderam o apoia o tucano sentido, alegam José Serra, que disputa maior os parlamentares. espaço no PSDB junto com o O Tribunal, contudo, não engrupo de Aécio. tendeu o caso dessa forma e Resta agora aos aliados de acabou votando por unanimiKassab o recurso ao Tribunal dade com o relator, o juiz MauSuperior Eleitoral. O presiden- rício Soares, que classificou o te do PSD de Minas Gerais, ato do PSD nacional como Paulo Simão, já havia adianta- "malsinada intervenção".
"Não há enumeração de qualquer falha que tenha ocorrido na convenção municipal", afirmou o relator. "A simples e posterior discordância do órgão nacional com a deliberação anterior do órgão municipal, na ausência de diretrizes legitimamente estabelecidas antes da deliberação, não encontra amparo legal que autorize a intervenção visando desconstituir os atos praticados na convenção municipal", disse Soares. Multa – O TRE aplicou ainda uma multa de R$ 10 mil à coligação Frente BH Popular, de Patrus, pelo fato de o PSD tentar "induzir o Tribunal a erro, havendo litigância de má-fé". O relator estava se referindo ao fato de os advogados da comissão interventora terem representado também o grupo dissidente, já que foram os interventores que receberam a notificação da Justiça sobre a audiência destinada ao outro grupo. (Folhapress)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
13
BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.163.016/0001-76 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas,
No período, a BMC DTVM registrou Lucro Líquido de R$ 222 mil, Patrimônio Líquido de R$ 9,535 milhões e Ativos Totais de R$ 9,970 milhões.
Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2012, da BMC Asset Management Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BMC DTVM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Osasco, SP, 13 de agosto de 2012. Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO
2012
CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Outros Investimentos (Nota 8)....................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................
2011 9.777 29 9.715 9.599 116 33 33 192 192 192 1 1 1 9.970
PASSIVO 2.871 371 2.284 2.284 105 105 111 46 65 300 300 300 407 407 407 3.578
2012
2011
CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b).......................................................................................................................................
248 248 61 106 81
109 109 2 13 94
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a).............................................................................................................
187 187 187
234 234 234
PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 11a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 11c).....................................................................................................................
9.535
3.235
5.020 4.515
1.860 1.375
TOTAL ...........................................................................................................................................................
9.970
3.578
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil
2012
2011 125
Eventos Saldos em 31.12.2010..........................................................................
Capital Social 1.860
Reservas de Lucros Legal Estatutárias 86 1.243
Lucros Acumulados
449
125
Lucro Líquido.........................................................................................
-
-
-
(112)
(55)
Destinações: - Reservas........................................................................
-
2
44
(46)
-
(104)
- Dividendos Propostos....................................................
-
-
-
(1)
(1)
-
Totais 3.189
47
47
RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................
449
125
Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6c)..........................................................
449
RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Outras Despesas Administrativas (Nota 12)..................................................................................................
(87)
Despesas Tributárias (Nota 13) .....................................................................................................................
(21)
(8)
Outras Receitas Operacionais (Nota 14).......................................................................................................
2
66
Saldos em 30.6.2011............................................................................
1.860
88
1.287
-
3.235
Outras Despesas Operacionais (Nota 14).....................................................................................................
(6)
(9)
Saldos em 31.12.2011..........................................................................
1.860
395
7.060
-
9.315
Aumento de Capital com Reservas .......................................................
3.160
(86)
(3.074)
Lucro Líquido.........................................................................................
-
-
-
Destinações: - Reservas........................................................................
-
11
209
(220)
- Dividendos Propostos....................................................
-
-
-
(2)
Saldos em 30.6.2012............................................................................
5.020
320
4.195
RESULTADO OPERACIONAL .....................................................................................................................
337
70
RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................
337
70
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 16a e b) ...........................................................
(115)
(23)
LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................
222
47
Número de cotas (Nota 11a) .........................................................................................................................
5.020.000
1.860.000
Lucro por lote de mil cotas em R$.................................................................................................................
44,22
25,27
-
-
222
222
-
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil
2012 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ..................................................................... Ajustes ao Lucro antes dos Impostos....................................................................................................... Despesas com Provisões Fiscais ................................................................................................................ Lucro Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social....................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos .................. (Aumento)/Redução em Outros Créditos .................................................................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .............................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos............................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................
2011
Descrição
337 26 26 363 (258) (8) (34) (42) 21
70 13 13 83 (119) (5) (69) (9) (2) (121)
21 8 29 21
2012
%
2011
(2) 9.535
%
1 - RECEITAS ..................................................................................
445
124,3
182
233,3
1.1) Intermediação Financeira..................................................
449
125,4
125
160,2
1.2) Outras .................................................................................
(4)
(1,1)
57
73,1
2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................
(87)
(24,3)
(104)
(133,3)
Propaganda e Publicidade ..........................................................
(64)
(17,9)
(81)
(103,8)
Serviços Técnicos Especializados ..............................................
(8)
(2,2)
(8)
(10,3)
Serviços do Sistema Financeiro .................................................
(5)
(1,4)
(5)
(6,4)
Outros .........................................................................................
(10)
(2,8)
(10)
(12,8)
3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) ..........................................
358
100,0
78
100,0
4 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR .......................................
358
100,0
78
100,0
33 33 (88)
5 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...............................
358
100,0
78
100,0
5.1) Impostos, Taxas e Contribuições .....................................
136
38,0
31
39,7
Federal .................................................................................
136
38,0
31
39,7
459 371 (88)
5.2) Remuneração de Capitais Próprios .................................
222
62,0
47
60,3
Dividendos ...........................................................................
2
0,6
1
1,3
Lucros Retidos .....................................................................
220
61,4
46
59,0
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BMC DTVM) é uma instituição financeira que tem por objetivo praticar operações e atividades pertinentes às disposições legais e regulamentares aplicáveis às sociedades da espécie. É parte integrante da Organização Bradesco, suas operações são conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem estimativas e premissas, tais como: estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis e fiscais; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 13 de agosto de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia e calculadas com base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre as adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes.
De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Investimentos Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Redução ao valor recuperável de ativos (Impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. i) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 9a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 9b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 9b). j) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro rata” dia). k) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2012. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA A Instituição possui disponibilidades de R$ 29 mil (2011 - R$ 371 mil). 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ Em 2011 está representada por Aplicações em Depósitos Interfinanceiros no montante de R$ 2.284 mil, realizado com o Banco Bradesco S.A. e com vencimento em julho de 2011. As receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez, classificadas na demonstração de resultado, como “Resultado de operações com títulos e valores mobiliários” foram de R$ 119 mil (Nota 6c).
6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos
Títulos (1) Títulos para negociação: (3) Letras financeiras do tesouro .............................................................. Letras financeiras ................................................................................ Certificados de depósito bancário ....................................................... Letras do tesouro nacional .................................................................. Debêntures .......................................................................................... Notas do tesouro nacional................................................................... Total em 2012 ..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................
1 a 30 dias
31 a 180 dias 1.341 1.128 2.469 -
181 a 360 dias 569 221 60 132 982 -
1.063 77 1.140 -
Acima de 360 dias 3.622 747 447 224 84 5.124 105
Valor de mercado/ contábil (2) 4.685 1.316 745 1.565 144 1.260 9.715
2012 Valor de custo atualizado 4.685 1.316 745 1.565 144 1.260 9.715
Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de mercado/ contábil (2)
Marcação a mercado -
Marcação a mercado
105 -
-
105
-
(1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do semestre, os investimentos em fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 9.599 mil. Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimentos, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) A BMC DTVM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2012 e de 2011. c) Resultado de títulos e valores mobiliários Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Fundos de investimentos......................................................................................................................... 444 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 5 6 Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5).................................................................... 119 Total ........................................................................................................................................................ 449 125 7) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a Receber
-
Em 30 de junho - R$ mil 2011 46 46
102 58 37 11 17 225
Em 30 de junho - R$ mil 2011 246 55 37 19 8 365
2012 Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos 2012 Créditos tributários (Nota 16c e d)........................................................................................................... Devedores por depósitos em garantia - fiscais........................................................................................ Opções por incentivos fiscais .................................................................................................................. Imposto de renda a compensar............................................................................................................... Devedores diversos ................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................
I - Obrigações Legais provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. II - Movimentação das Provisões Constituídas R$ mil Fiscais e Previdenciárias No início do semestre de 2012 ...................................................................................................................................................... 149 Atualização monetária ...................................................................................................................................................................... 5 Constituições .................................................................................................................................................................................... 21 No final do semestre de 2012 (Nota 10a)...................................................................................................................................... 175 No final do semestre de 2011 (Nota 10a)...................................................................................................................................... 134 c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2012 e de 2011, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 10) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias 2012
Em 30 de junho - R$ mil 2011 134 13 10 90 247
Provisões fiscais (Nota 9b)...................................................................................................................... 175 Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... 106 8) INVESTIMENTOS 11 O investimento de R$ 1 mil refere-se a título patrimonial da CETIP Educacional (2011 - R$ 406 mil referente às ações da CETIP S.A. alienada em novembro Provisão para impostos diferidos (Nota 16c)........................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 1 de 2011 e R$ 1 mil de CETIP Educacional). Total ........................................................................................................................................................ 293 9) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS b) Diversas a) Ativos Contingentes Em 30 de junho - R$ mil Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. 2012 2011 b) Provisões classificadas como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... 81 94 A Instituição é parte em processos judiciais de natureza fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Total ........................................................................................................................................................ 81 94 Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos 11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. a) Capital Social A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre O capital social no montante de R$ 5.020 mil (2011 - R$ 1.860 mil) está representado por 5.020.000 (2011 - 1.860.000) cotas, subscritas e integralizadas as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. no valor nominal de R$ 1,00 cada. continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
14
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
...continuação
BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.163.016/0001-76 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Movimentação do capital social
Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: 1.860 a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; 3.160 b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e 5.020 c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria (1) Em 14 de maio de 2012 o Bacen aprovou o Instrumento Particular de Alteração do Contrato Social de 16 de abril de 2012 que deliberou o aumento do Instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. capital social mediante a utilização do saldo das contas “Reservas de Lucros - Reserva Legal” e “Reservas de Lucros - Reserva Estatutária” no montante de Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração R$ 3.160 mil, com a criação de 3.160.000 cotas, do valor nominal de R$ 1,00 cada uma, atribuídas ao Sócio-Cotista Banco Bradesco Financiamentos S.A. ou da Diretoria Executiva e seus familiares. c) Reservas de Lucros 16) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Em 30 de junho - R$ mil a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social 2012 2011 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 4.515 1.375 2012 2011 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 320 88 Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 337 70 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 4.195 1.287 Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente...... (134) (28) (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido 19 5 das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (115) (23) ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Instituição, pode ser constituída em 100% b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 d) Dividendos e Juros sobre o capital próprio Aos Sócios-Cotistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior Impostos correntes a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (115) (15) semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre Impostos diferidos o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. Realização no semestre, sobre prejuízo fiscal e base negativa.............................................................. (8) O cálculo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho, está demonstrado a seguir: Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (115) (23) R$ mil c) Origens dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos 2012 2011 R$ mil Lucro Líquido......................................................................................................................................... 222 47 Saldo em Saldo em (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (11) (2) 31.12.2011 Constituição Realização 30.6. 2012 Base de cálculo ..................................................................................................................................... 211 45 Provisões fiscais............................................................................... 41 9 50 Dividendos propostos .............................................................................................................................. 2 1 Outros............................................................................................... 61 30 39 52 Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 1,0% 1,0% Valor em Reais por lote de mil cotas ................................................................................................... 0,40 0,54 Total dos créditos tributários (Nota 7b)........................................ 102 39 39 102 Obrigações fiscais diferidas (Nota 10a)............................................ 11 11 12) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas........ 91 39 39 91 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil d) Previsão da realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias 2012 2011 Em 30 de junho de 2012 - R$ mil Propaganda e publicidade....................................................................................................................... 64 81 Diferenças temporárias Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 8 8 Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 5 5 Imposto de Contribuição Outras...................................................................................................................................................... 10 10 renda social Total Total ........................................................................................................................................................ 87 104 2012............................................................................................................................... 7 4 11 2013............................................................................................................................... 16 9 25 13) DESPESAS TRIBUTÁRIAS 2014............................................................................................................................... 29 18 47 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2015............................................................................................................................... 10 6 16 2012 2011 2016............................................................................................................................... 2 1 3 Contribuição à COFINS........................................................................................................................... 18 7 Total (Nota 7b).............................................................................................................. 64 38 102 Contribuição ao PIS................................................................................................................................. 3 1 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Total ........................................................................................................................................................ 21 8 O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 96 mil (2011 - R$ 83 mil) 14) OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS de diferenças temporárias. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 17) OUTRAS INFORMAÇÕES 2012 2011 Atualização de depósitos em garantia..................................................................................................... 1 2 a) Gerenciamento de riscos Atualização de provisão para riscos fiscais............................................................................................. (5) (9) A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos Dividendos e juros sobre o capital próprio .............................................................................................. 64 negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. Total ........................................................................................................................................................ (4) 57 As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. 15) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias a) As transações com controlador e coligadas estão assim representadas: de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. Em 30 de junho - R$ mil A BMC DTVM como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, 2012 2011 2012 2011 de mercado, de liquidez e operacional. Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações Disponibilidades: e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 29 371 aprovado pelo CMN. Aplicações interfinanceiras de liquidez: Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 2.284 119 • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Dividendos: • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Banco Bradesco Financiamentos S.A. ............................................. (61) (2) • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); b) Remuneração do pessoal-chave da Administração • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); e membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23). • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será e Administradores da Instituição. de maneira prospectiva ou retrospectiva. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A DIRETORIA A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5 da Administração. Quantidade de Cotas Saldo inicial em 1.1.2012 ...................................................................................................................... 1.860.000 Aumento de capital com reservas (1)...................................................................................................... 3.160.000 Saldo final em 30.6.2012 ....................................................................................................................... 5.020.000
R$ mil
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Aos Administradores da BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. São Paulo - SP
Examinamos as demonstrações contábeis da BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Instituição”), que compreendem Opinião o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis a funcionar pelo Banco Central do Brasil. A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Demonstração do valor adicionado Examinamos também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre findo Responsabilidade dos auditores independentes em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 13 de agosto de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6
Zenko Nakassato Contador CRC 1SP160769/O-0
José Cláudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1
Queremos ser transparentes e jogar limpo. Autoridades do Equador, sobre o caso Assange.
nternacional
OEA em defesa de Assange Equador está confiante de que conseguirá apoio contra 'ameaça' britânica de invadir embaixada em Londres
O
s chanceleres dos países da Organização dos Estados Americanos (OEA) vão analisar hoje em Washington uma resolução a respeito do que o Equador considera como uma "ameaça" do governo britânico de invadir sua embaixada em Londres, onde está refugiado o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. O governo de Rafael Correa busca o apoio do continente diante da "ameaça" britânica de entrar em sua representação diplomática, onde Assange se refugiou no dia 19 de junho para evitar sua extradição à Suécia, país que o reivindica
EFE - 19/08/12
Assange teme ser extraditado aos EUA, onde ele afirma que sua vida corre perigo.
Bernardo Montoya/Reuters
por supostos crimes sexuais. A representante do Equador na OEA, María Isabel Salvador, indicou que a resolução vai se concentrar no princípio da "inviolabilidade" dos locais diplomáticos, conforme estabelecido pela Convenção de Viena. Segundo ela, o Equador está confiante em conseguir "um respaldo importante" na resolução, dado que 23 países votaram a favor de convocar a reunião. Apenas três membros votaram contra: Estados Unidos, Canadá e Trinidad e Tobago. "Se os EUA e o Canadá votam contra, isso quer dizer que não estão tão de acordo com a defesa desse princípio (da inviolabilidade) e isso é grave para todos nós, não só para nós na OEA, mas para o mundo inteiro", ressaltou. O Equador concedeu asilo a Assange na semana passada por considerar que o ativista não recebeu garantias de que não será extraditado para os EUA, onde ele afirma que sua vida correria perigo pelo vazamento por parte do WikiLeaks de milhares de documentos secretos norte-americanos. Apesar do asilo, o governo britânico se nega a dar um salvo-conduto a Assange e argumenta que sua obrigação legal é entregá-lo à Suécia. Jogo limpo - Funcionários do governo equatoriano garanti-
ram que Quito não buscará fórmulas alternativas para ajudar Assange a fugir de Londres. "Queremos ser transparentes e jogar limpo. Nunca impediremos a extradição de Assange o ajudando a fugir da embaixada escondido em
uma maleta diplomática ou concedendo um passaporte especial", afirmaram fontes da embaixada. Alternativas - O ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, advogado de Assange, revelou que planeja recorrer à Corte Inter-
nacional de Justiça, em Haia, para conseguir transferir o ativista de Londres ao Equador. Garzón revelou que, se o tribunal se pronunciar a favor do asilo, o Reino Unido será obrigado a negociar com o Equador a saída de Assange. (EFE)
Assange recebe apoio de simpatizantes ao redor do mundo. Na Cidade do México, ativistas realizam protesto diante da embaixada dos EUA.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
15
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
A vida voltou à normalidade no centro de Alepo. A agência estatal síria, Sana. nternacional Siphiwe Sibeko/Reuters
África do Sul em luto
F
amílias de luto choraram seus mortos ontem em missas que lembraram os 34 mineiros em greve mortos pela polícia na semana passada, na África do Sul. O país está em choque e procura os culpados pelo massacre. O presidente Jacob Zuma, que ordenou uma investigação dos confrontos, não participou de nenhuma cerimônia, embora tenha discursado na TV. Zuma anunciou que um juiz aposentado da Suprema Corte irá comandar as investigações, que deverão apresentar resultados em cinco meses. O objetivo será avaliar os problemas trabalhistas da empresa Lonmin, dona da mina de platina, e os motivos que levaram policiais a atirarem contra os grevistas. Parentes dos grevistas e políticos da oposição duvidam que Zuma investigue a sério as mortes e acusam o líder de estar envolvido no lucrativo setor de mineração da África do Sul. (AE)
Omar Ibrahim/Reuters
Alepo nas mãos de Assad Tropas do regime sírio recapturam centro da maior cidade do país. Para tranquilizar os Estados Unidos, a Rússia garante que Damasco não usará armas químicas.
O
Exército da Síria recapturou ontem três bairros cristãos no centro histórico de Alepo, mas os combates continuam em outros bairros da maior cidade do país, informaram os moradores à AFP. A agência estatal de notícias da Síria, a SANA, disse que os bairros foram "limpos" de terroristas e a vida "voltou à normalidade". Em uma entrevista à emissora Al Jazeera, o comandante militar dos insurgentes sírios, Abdel Qader Saleh, afirmou que houve uma retirada estratégica dos rebeldes do centro de Alepo, para evitar a destruição dos bairros cristãos, informou a agência italiana Ansa. "Nós estamos aqui para derrubar o regime criminoso através da libertação de Alepo. Nosso papel é proteger todos os cidadãos, incluídos os não muçulmanos", disse Saleh. Ele afirma que comanda 8 mil combatentes. Nos últimos dias, o Exército Livre da Síria (ELS) afir-
Tanques libaneses patrulham Trípoli, após confrontos entre grupos contra e a favor de Assad.
mava controlar 70% da área urbana de Alepo. A Al Jazeera apoia os insurgentes sírios. Moradores de Alepo contaram que ocorreram pesados combates nos últimos dias entre as tropas do governo de Bashar al-Assad e os insurgentes. "As batalhas na segundafeira e terça-feira foram selvagens, muito cruentas. Elas duraram horas antes do Exército conseguir expulsar os rebeldes", disse um morador do bairro de Sulamaniyeh, no centro de Alepo, e habitado por cristãos armênios. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 100 pessoas, inclusive 59 civis, morreram ontem ao redor do país, em grande parte nos
subúrbios da capital Damasco. A agência Ansa informou que as tropas do regime e a "shabiha", milícia pró-governo, conduziram invasões ontem, casa a casa, particularmente nos arredores de Damasco. Líbano - Novas lutas iniciaram-se ontem na cidade de Trípoli, norte do Líbano, deixando um morto e dois feridos, afirmou uma fonte das forças de segurança, apesar de uma trégua entre os combatentes contra e a favor do governo da Síria. Desde o início dos embates na
segunda-feira, 13 pessoas morreram e 86 ficaram feridas. Armas químicas - O vice-chanceler da Rússia, Gennady Gatilov, disse ontem ter garantias de que o regime de Bashar alAssad não usará armas químicas nos confrontos com grupos rebeldes. A suspeita foi levantada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em julho, com o aumento da intensidade nos combates. Em entrevista à agência Associated Press, Gatilov disse que Moscou e Damasco estão trabalhando para assegurar que o arsenal continue seguro e não caia nas mãos de extremistas. No início da semana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu que poderia intervir na guerra civil síria caso Damasco usasse ou deslocasse suas armas de destruição em massa. (AE)
Leo La Valle/EFE
JUSTIÇA FEITA EM CASA
E
m uma eleição presidencial dominada por doações multimilionárias, o democrata Barack Obama está prestes a incorporar uma nova arma na busca por pequenos doadores, ao aceitar pela primeira vez na história contribuições via mensagem de texto de celular. Por lei, doações via SMS podem ser feitas anonimamente, mas com um limite de US$ 10 por mensagem, US$ 50 por mês e US$ 200 no total para cada candidato. Estrangeiros, menores de 18 anos e corporações não podem fazer doações. O republicano Mitt Romney já demonstrou interesse no assunto, mas não fez nenhum anúncio sobre doações por esse meio. (Reuters)
Reuters - 10/03/2011
EUA 1
S Ó RBITA
EUA 2
A
tempestade tropical Isaac ameaça a convenção do Partido Republicano, que oficializa a candidatura de Mitt Romney à Presidência dos EUA e deve atrair até 50 mil pessoas entre segunda e quinta-feira a Tampa, na Flórida. Isaac pode ganhar força de furacão hoje, ao se aproximar do Haiti. A possibilidade de seguir para a Flórida, porém, está em aberto. Caso isso ocorra, Isaac chegaria à região de Tampa na terça-feira, com ventos de até 150 km/h. (Folhapress)
eif alIslam. filho do exgovernante da Líbia Muamar Kadafi, será julgado em setembro na cidade de Zenten, onde ele está detido desde novembro, informou a ProcuradoriaGeral da Líbia ontem. O Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia emitiu um mandado de prisão contra Seif por acusações de crimes contra a humanidade durante o conflito que tirou do poder e matou seu pai no ano passado,
LIMPANDO FERIDAS
U
mas os novos governantes da Líbia insistiram que ele deve ser julgado em sua terra natal. (Agências)
m tribunal argentino iniciou ontem o julgamento do último ditador do país, Reynaldo Bignone, e de outros oito acusados de cometer crimes de lesa-humanidade contra 20 pessoas, incluindo sete grávidas que foram assassinadas durante o regime que governou o país entre 1976 e 1983.
Bignone, de 84 anos, já recebeu quatro penas em julgamentos anteriores por crimes cometidos durante a última ditadura argentina, inclusive pelo roubo sistemático de bebês. O regime deixou um saldo de 30 mil desaparecidos, segundo números do governo e de entidades humanitárias. (EFE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
16
c
sexta-feira, 24 de agosto de 2012 Edu Garcia/AE - 30/05/1991
EM LIBERDADE Depois de cumprir 27 anos de prisão, Florisvaldo de Oliveira, o cabo Bruno, foi libertado ontem. Ele foi condenado a 117 anos por comandar um grupo de extermínio na zona sul da Capital.
idades
Sérvia derruba muro do preconceito
País europeu torna-se um polo para cirurgias de mudança de sexo. Além do preço mais baixo do que em outros países, intervenção cirúrgica é mais simples. Dan Bilefsky *
me não fosse usado, por medo de ser assediado em seu país, Daniel disse saber desde os 10 anos que era um homem no corpo de uma mulher. "Eu me revelei duas vezes, primeiro como lésbica e então como transexual. Isso tornou as coisas mais simples", explicou ele, um dia após a cirurgia. "A Rússia é extremamente homofóbica, e vir para a Sérvia foi mais fácil para mim." Par a d a – A Sérvia, que em março tornou-se candidata a entrar na União Europeia, terá uma parada do orgulho gay neste ano, dizem ativistas. A iniciativa é significativa, pois no ano passado o governo cancelou uma parada devido aos violentos confrontos durante o evento do ano anterior – onde manifestantes lançaram bombas incendiárias em policiais armados, enquanto gritavam "morte aos homossexuais". Defensores afirmaram estar determinados a mostrar que o país estava superando os preconceitos do passado, quase 12 anos após a deposição de Slobodan Milosevic. As sutis mudanças de postura, acrescentaram eles, também se refletem na cultura popular. No ano passado, um filme de inusitado sucesso na Sérvia foi
V
inte anos atrás, jornais sérvios afirmavam que a transexualidade era um ato contra Deus. Hoje, pessoas vão do mundo todo para a Sérvia para realizar operações de mudança de sexo, que agora são subsidiadas para o povo sérvio pelo plano de saúde nacional. "É surpreendente que um país conservador e patriarcal esteja se tornando um centro de operações de mudança de sexo, mas a postura social vem mudando lentamente", disse Cristian, ativista transgênero de Belgrado que, apesar disso, preferiu não divulgar seu sobrenome. Quase 100 estrangeiros e sérvios se submeteram a cirurgias de redesignação sexual no ano passado. De acordo com o Centro Belgrade de Cirurgia Genital Reconstrutiva, os números estão aumentando, com candidatos da França, Rússia, Irã, Estados Unidos, África do Sul, Cingapura e Austrália. Segundo especialistas, a Sérvia vem se tornando um centro dessa prática, em parte, porque a cirurgia de redesignação sexual é cara, controversa e complicada. Sua realização é evitada em muitos países da região, incluindo Áustria, Hungria, Romênia, Bulgária, Grécia e nos outros países da antiga Iugoslávia, de acordo com o Dr. Miroslav Djordjevic, professor de urologia que comanda o Centro Belgrade. Mesmo em países medicamente avançados da Europa Ocidental, como a França, alguns cirurgiões reclamam que não conseguem obter a formação adequada – ou dizem ser repreendidos por colegas por realizar essa operação, obrigando muitos transgêneros a irem à Bélgica em busca do tratamento. Na Grã-Bretanha, onde o procedimento custa cerca de US$ 15 mil e é coberto pelo Serviço Nacional de Saúde, 143 dessas operações foram realizadas em 2009, segundo a imprensa britânica. Hab ilida de – A Dra. Marci Bowers, ginecologista de San Mateo, na Califórnia, realizou 1.100 operações de redesignação de sexo nos últimos 10 anos – e também é uma transexual. Ela apontou que, nos Estados Unidos, um centro global para mudanças de sexo, apenas cinco cirurgiões realizavam essas operações regularmente. Segundo ela, o conservadorismo e a falta de habilidade cirúrgica em muitos países, combinados ao medo de complicações por parte dos cirurgiões, vinham promovendo o crescimento do turismo transgênero. Estrangeiros afirmam ser
Ao lado, médico Dusan Stanojevic, pioneiro em cirurgia de mudança de sexo na Sérvia. Abaixo, Miroslav Djordjevic. Fotos de Ian Willms/The New York Times
atraídos à Sérvia pelo preço de aproximadamente US$ 10 mil. Nos EUA, operações do gênero feminino ao masculino podem ultrapassar US$ 50 mil. Igreja – Segundo sociólogos, essa postura mais tolerante aos transgêneros na Sérvia assinala os primeiros sinais de mudança num país onde as correntes conservadoras ainda são muito profundas. "Somos os filhos de dois pais; um é a Igreja Ortodoxa, o outro é o comunismo", declarou o Dr. Dusan Stanojevic, pioneiro nesse tipo de cirurgia. Ele explicou que a transexualidade era um tabu tão grande na antiga Iugoslávia que nem era mencionada em livros de medicina. Mas um cirurgião, o Dr. Sava Perovic, começou a realizar as operações em 1989 – após ser abordado por um ho-
mem que sofria de transtorno de identidade de gênero. A notícia se espalhou rapidamente e Perovic, hoje falecido, conquistou uma legião de pacientes – além de colegas cirurgiões, atraídos pelo desafio de um procedimento muito difícil. Mais de 20 anos depois, a cirurgia tornou-se um nicho surpreendente na região, com quatro centros médicos especializados. Na Sérvia, a cirurgia é realizada num único procedimento de seis horas, poupando o paciente do trauma de múltiplas operações. As complicações podem incluir arrependimento pós-operatório, problemas de funcionalidade ou infecção. Para se qualificar para a cirurgia, o paciente precisa de duas cartas de recomendação de psiquiatras especializados,
atestando que ele ou ela sofre de transtorno de identidade de gênero – no qual uma pessoa se identifica melhor com o sexo oposto. Antes da cirurgia, são necessários no mínimo um ano de aconselhamento e um ano de terapia hormonal. Sucesso – Daniel, um advogado de 25 anos de São Petersburgo, na Rússia, foi a Bel-
grado em março, depois de não ter conseguido encontrar um cirurgião apropriado em seu país. A cirurgia e o tratamento foram tão bem sucedidos que Daniel, que pratica musculação regularmente e gosta de usar a barba por fazer, mostra poucos sinais de já ter sido mulher. Pedindo que seu sobreno-
uma comédia de humor negro chamada "The Parade", onde um veterinário homossexual e seu amigo homofóbico, um ex-paramilitar, viajam pela antiga Iugoslávia num carro rosa, recrutando veteranos de guerra para agir como seguranças de uma parada gay em Belgrado. O filme, que brinca habilmente com os estereótipos para inserir uma mensagem subjacente de tolerância, ficou entre as maiores bilheterias da história do país. Quanto a todos os desafios de ser transgênero, Cristian, o ativista, argumentou que ser criado na Sérvia da década de 1990 lhe conferiu certa resistência. "Quando bombas caem do céu e as pessoas estão em guerra", concluiu ele, "a identidade sexual não é sua maior preocupação". (*) The New York Times News Service
Reprodução/Band News
Cabo Bruno é libertado
A
O cabo Bruno, nos anos 80: depois de cumprir 27 anos de prisão ele foi libertado ontem.
Justiça de Taubaté concedeu ontem a liberdade a Florisvaldo de Oliveira, 53, o cabo Bruno, condenado a 117 anos, quatro meses e três dias de prisão, acusado de comandar um grupo de extermínio na zona sul de São Paulo. Os crimes ocorreram na década de 1980. Após cumprir 27 anos de prisão, a Justiça concedeu indulto pleno ao ex-policial. Ele não precisará cumprir o restante da pena, que foi extinta. Preso em 1983, Bruno cumpria pena na penitenciária Dr. José Augusto Salgado, em Tremembé (SP). O Ministério Público também se posicionou a favor da libertação do ex-policial. Segundo o promotor Paulo José de Palma, o parecer foi dado
com base em um decreto da Presidência da República de dezembro de 2011, que permite a libertação de presos que já tenham cumprido mais de 20 anos de prisão e apresentem bom comportamento. Após ser preso em 1983, o ex-policial tentou fugir por três vezes - foi recapturado pela última vez em 1991. Na penitenciária, Bruno se tornou pastor. Lá, ele ajudou a construir uma capela e se casou com uma voluntária na evangelização dos presos. Também passou a pintar e fez exposições de suas telas. Em 2009, a Justiça permitiu que ele cumprisse o resto da pena em regime semiaberto. Na última semana, passou o Dia dos Pais em casa. (Folhapress)
Drama em Portugal
U
ma dentista brasileira de 40 anos e seus dois filhos, de 10 e 12 anos, morreram vítimas de uma explosão seguida de incêndio, anteontem, na região do município de Faro, no sui de em Portugal. Luciana Pinheiro Gioso era de Cristais Paulista, no interior paulista, mas há anos residia naquele país. A polícia portuguesa ainda investiga as causas do incêndio seguido de explosão que atingiu o sobrado onde a família brasileira morava e não afasta a possibilidade de Luciana ter ateado fogo à casa. "O quarto começou a pegar fogo por motivos que ainda não sabemos, houve acúmulo de gases, o que originou a explosão", disse Paulo Simões, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo Antônio. Algumas horas antes do incêndio, o marido, também dentista, havia saído de casa para trabalhar. Familiares da dentista trarão os corpos para serem sepultados no Brasil. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
c
17 Em Votuporanga, no interior do Estado, não chove desde o dia 13 de julho.
idades Arquivo pessoal
Metrópole - O senhor, que comanda regularmente excursões de pequenos grupos ao deserto de Saara, cuja secura do ar, em torno de 15% a 20%, foi batida em São Paulo no início da semana, estava na cidade? Como sentiu a situação? Toco Lenzi - Usei a técnica do Saara: vaselina sólida no nariz e muita água, que são os principais recursos. A pior coisa de ficar exposto ao sol e à areia em baixa umidade, por incrível que pareça, são os pelos do nariz. Viram pequenas agulhas de areia. No caso de São Paulo não tinha areia, mas o efeito da secura nas mucosas é idêntico. A vaselina sólida é uma boa proteção. Se estivesse lá, iria usar o turbante – peça obrigatória por causa da exposição direta da cabeça ao sol e das tempestades de areia – por cima do nariz, o que deixa a boca mais úmida. Trata-se de uma técnica de respiração típica de deserto. O paulistano não precisou de turbante, mas pelo benefício que a peça proporciona, é possível imaginar como ele sofreu com o ar seco. Metrópole - Sua experiência de mais de 10 anos de Saara, recomenda algum tipo de roupa próprio para ar seco? Toco - Lá, o ideal é uma camiseta de
algodão com mangas compridas, uma calça de poliamida, botas chamadas chochoruas e meias especiais que reduzem o atrito dos pés com o forro da bota. A virtude da bota é que dura três mil quilômetros. Metrópole - E no tópico da comida? Alguma recomendação? Toco - Não é possível. Comemos arroz mauritano, sardinha enlatada, macarrão, muito chá mauritano e legumes, quando encontramos um raro oásis, e pão de areia. Metrópole - O que vem a ser isso? Toco - Preparamos a massa em forma de pizza, cavamos um buraco para usar como forno. Depois de pronto, precisamos bater o pão para liberar a areia grudada, daí o nome. Metrópole - A excursão demora tanto assim, a ponto de se levar mantimentos? Toco - São 200 quilômetros em 15 dias. Vamos com uma charrete e dromedários de apoio. Com beduínos. Fazemos tudo do modo beduíno. Esqueci de dizer que também levamos cabras vivas para comer. Vão sendo abatidas pelo caminho. E dormimos em tenda de armar. (Toco Lenzi, 51 anos, guia turístico e explorador, morador entre São Paulo, Florianópolis e o deserto de Saara)
L.C.Leite/LUZ
O SAARA FOI AQUI
Toco Lenzi em São Paulo (acima) e no deserto do Saara (no alto): secura da cidade bateu a da África.
O PRIMEIRO COMBATE NO NOSSO CÉU
TOLERÂNCIA ZERO
P
or aquilo que veem nas estações, os usuários do metrô e da CPTM devem concluir que as escadas rolantes enguiçam com demasiada facilidade. Diariamente, uma ou duas estão paralisadas, com as entranhas de ferro à mostra. Porém, as aparências enganam. Na grande maioria das vezes elas não estão fora de ordem, passam por manutenção.
A Prefeitura é severa a respeito. Exige que 99,5% delas estejam em perfeitas condições ao mês, exigência que justifica os cuidados e pede uma operação diuturna, pois há 601 escadas rolantes somente no metrô – 20 manutenções por dia. A regra também vale para os elevadores, embora um pouco mais frouxa: 98%. Eles somam 166 unidades.
Q
uando você estiver trafegando pela Via Dutra na altura da cidade de Queluz, levante os olhos para o céu. Naqueles ares, há 80 anos, uma segunda-feira, 22 de agosto de 1932, ocorreu o primeiro combate aéreo em nosso País. Foi durante a Revolução Constitucionalista. Dois aviões dos rebeldes paulistas – um Waco CSO, norte-americano, e um Nieuport, de procedência francesa –, estavam retornando após bombardear tropas legalistas na altura de Resende.
De lá decolaram outro Waco CSO e um Potez 25, produzido na França, em sua perseguição. Eram todos biplanos, mas os governistas levavam vantagem por causa do Potez 25, superiormente equipado em relação aos outros. Possuía motor de 450 hp contra os 240 dos Wacos e 110 do Nieuport. Além disso, trazia quatro metralhadoras, o dobro dos outros três. O combate teve rápida troca de tiros, da qual todos saíram ilesos. Nenhuma baixa a lamentar.
Ar seco deixa SP em alerta até domingo Previsão é dos institutos de meteorologia e vale para várias regiões do Estado. Amanhã, índice de umidade do ar pode cair mais ainda, só melhorando no domingo. Leandro Martins/Futura Press/AE
D
epois de registrar o para o outro, às 16h de quartam e n o r í n d i c e d e feira o Aeroporto de Congoumidade em três nhas, na zona sul, registrava anos e entrar em es- umidade de 50%. No mesmo tado de emergência na terça- horário, na terça, o índice era feira, São Paulo deve perma- de 10%. Do outro lado da cidanecer em alerta por causa do de, no Campo de Marte, na zotempo seco até domingo. Essa na norte, a Climatempo regisprevisão é semelhante para trou 41% na quarta e 12% na algumas regiões do Estado, terça. "O atípico neste caso foi como o Vale do Paraíba, o Oes- a queda brusca e não o aute e o Noroeste. mento da umidade. Há uma O estado de alerta é definido frente fria passando pelo altoquando a umidade do ar fica mar que consegue trazer mais entre 20% e 30%, índices que umidade", afirmou a meteorodevem vigorar todos os dias logista da Climatempo Aline até o fim de semana. De acor- Tochio. do com a Climatempo, há a Interior -Cidades no interior possibilidade do Estado até mesmo t a m b é m e sde amanhã a tão sujeitas à C a p i t a l e nmassa de ar t r a r n o v aseco que permente em manece em emerg ência, São Paulo. As por cento foi o quando os níregiões mais mais baixo índice veis de umiatingidas, sedade relativa gundo Aline, de umidade relativa do ar podem são a Oeste, a do ar registrado esta ficar abaixo Noroeste e o de 20%. Vale do Paraísemana, na Capital. Segundo o ba. Na quarCidades do interior Instituto Nata, algumas também são afetadas. cional de Mecidades ficateorologia ram com índi(Inmet), a ces de umidaumidade mínima registrada de menores do que o da Capiquarta-feira foi de 20%, às tal. Em São José dos Campos, 15h. "Já estava previsto que ia por exemplo, o índice foi de aumentar, mas que não iria re- 15%. Em Presidente Prudensolver o problema do tempo te, a umidade foi de 20% e em seco", afirmou o meteorolo- Jundiaí, 24% - todos esses mugista Franco Vilela. nicípios entraram em estado Segundo ele, três aconteci- de alerta. Segundo o Inmet, almentos justificam o índice mí- gumas cidades do Noroeste nimo de 10% registrado na do Estado vão completar 40 terça. "A Capital estava sob dias sem chuva. É o caso de domínio de uma massa de ar Votuporanga, onde não chove seco proporcionada pela alta desde o dia 13 de julho. pressão. Aliado a isso, há esOrientação - Por causa do tiagem de quase 35 dias e na tempo seco, professores de quarta-feira os ventos sopra- educação física da rede estavam do norte, não deixando a dual foram orientados a realizar umidade do oceano chegar a as atividades no início da maSão Paulo." nhã ou no fim do dia, em locais Para se ter uma ideia da me- protegidos do sol, e a fazer paulhora no tempo seco de um dia sas nas aulas. (Agências)
10
O tempo seco, ontem, deixou o céu sem nuvens em boa parte da Capital. Em cidades do Noroeste do Estado não chove há 40 dias. Terra Britto/Futura Press/AE
Falha trava o metrô
U
ma falha em um trem do metrô de São Paulo na Estação da Luz, na região central, provocou atrasos e filas em quase todas as linhas na noite de ontem. De acordo com a Companhia do Metropolitano, às 17h40 um trem que seguia pela Linha 1-Azul, no sentido do Tucuruvi, apresentou falha no sistema de tração, quando estava na estação Luz. Por este motivo, os trens passaram a circular com
Ontem, no HC, muitas crianças passaram por sessões de inalação.
velocidade reduzida nas linhas 1, 2-Verde e 3-Vermelha, com maior tempo de parada nas estações. Usuários informaram que o problema também causou lotação na Linha 4Amarela. Segundo o Metrô, algumas estações poderiam até restringir o número de passageiros na entrada, para garantir a segurança dos usuários. Por volta das 20h, a empresa informou que o sistema começava a voltar ao normal. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
18
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
GRETA GARBO A casa Julien's Auctions e a entidade fiduciária de Greta Garbo organizaram um leilão de bens pessoais da atriz. O evento acontecerá em Los Angeles, previsto para os dias 14 e 15 de dezembro e inclui roupas, acessórios, móveis e objetos pessoais da atriz sueca, como o baú da marca Louis Vuitton. www.juliensauctions.com
Catálogo de leilão de artigos que pertenceram a Greta Garbo e um de seus vestidos, que estará á venda.
www.dcomercio.com.br
O BITUÁRIO A UTOMÓVEIS
Morre Ivan, 50
M Movido a ar Carro Airpod, para três passageiros, da Tata Motors utiliza ar comprimido no lugar de combustíveis como gás natural. http://bit.ly/PYda7T
I NTERNET
Repressão causa revolta na Índia O governo indiano enfrentou uma a ira de usuários do Twitter ontem após exigir que provedores de internet bloqueassem cerca de 20 contas que, segundo autoridades, divulgaram material alarmista que ameaça a segurança nacional. A reação surge após a Índia pressionar o Twitter, ameaçando adotar "medidas apropriadas" caso o site não apagasse as contas. Vários jornais indianos afirmaram que isso
pode significar uma proibição total de acesso ao Twitter na Índia, mas autoridades negam. O Twitter tem cerca de 16 milhões de usuários do Twitter no país, e não se pronunciou. A Índia bloqueou o acesso a mais de 300 páginas da internet após a publicação de mensagens e imagens com rumores de que muçulmanos, minoria no país, planejavam ataques como vingança contra a violências no estado de Assam.
orreu na última terça-feira o gorila Ivan, que vivia no zoo de Atlanta, nos EUA. O primata tinha 50 anos e sua história provocou comoção na internet ao vir a público em um obituário escrito pela jornalista Barbara J. King no site NPR. Ivan e sua irmã nasceram no Zaire no início da década de 1960. Quando estavam com dois anos, foram capturados e vendidos por traficantes de animais ao dono de uma loja de departamentos dos EUA. Sua irmã morreu pouco tempo depois, mas Ivan sobreviveu. Passou os 27 anos seguintes confinado em uma jaula de concreto e vidro de 14 por 14 metros em uma loja de Tacoma, Washington. Era visto pela vitrine fumando, comendo hambúrgueres e totalmente solitário. Em 1995, pessoas sensíveis
Bateria no peito
Durante 27 anos, Ivan foi vítima de privação de contato com outros gorilas.
à violência que representava mantê-lo nessas condições conseguiram transferi-lo para o Zoo de Atlanta. O zoológico esperava que ele tivesse uma vida mais feliz, mas a convivência com fêmeas da espécie nunca foi fácil ou agradável para ele. Na pior das hipótes e s , e l e a p a n h a v a d a s f êmeas; na melhor, convivia sem interagir. Nos últimos anos, Ivan sofria de dores de envelheci-
mento, tomou vitaminas e recebeu uma dieta mais fácil de mastigar. Ele também foi isolado, e seu contato com outros gorilas era apenas visual. Ivan gostava de suas rotinas e do sol, céu e grama do seu gabinete. Tinha laços estreitos com algumas pessoas do zoológico. Nos últimos meses, entretanto, vinha perdendo muito peso e se sentindo mal. Uma autópsia deverá determinar a causa de sua morte.
Esta camiseta tem oito sensores eletrônicos que permitem reproduzir o som de uma bateria. http://bit.ly/RgE93w
R EALEZA
Mídia britânica longe de Harry O Palácio de St.James, residência do príncipe Charles, ameaçou ontem processar os meios de comunicações britânicos que publicarem fotos do príncipe Harry nu em uma festa em Las Vegas. Advogados do palácio comunicaram diretores de grupos midiáticos que a publicação das fotos violaria o código de conduta da Comissão de Queixas da Imprensa. Dez publicações britânicas queriam publicar as fotos.
Á FRICA DO SUL Nic Bothma/EFE
A RTE Alexander Demianchuk/Reuters
Jardins centenários
Detalhe Joalheria Russkiye Samotsvety, de São Petersburgo, Rússia, transforma ícones religiosos em joias.
Imagens dos jardins botânicos de Kirstenbosch, nos arredores da Cidade do Cabo, África do Sul. Escondidos em meio a montanhas, esses jardins estão entre os mais belos do mundo e têm enorme profundidade de flores, fauna e flora. os jardins completam o centenário de criação em 2013.
H ISTÓRIA
Ferro-velho, renovado.
Assassino de Lennon segue preso
O designer israelense Ronen Wasserman utiliza peças de carros e motos vendidas como sucata para criar móveis. Ele faz questão de explorar as marcas, logotipos e outros detalhes das peças que mostram a origem do material. Que tal uma mesinha BMW? www.en.ronentinman.com
A TÉ LOGO
Steve Jobs, reencarnado. O falecido fundador da Apple, Steve Jobs, teria reencarnado como uma divindade de médio porte em um universo paralelo, informou um abade de um templo budista de Bangkok durante um sermão. Segundo o site Huffington Post, a declaração é de Phra Thepyanmahamuni, abade do templo de Wat Phra Dhammakaya, e foi resposta a uma pergunta de Tony Tseung, budista e engenheiro sênior da sede da Apple em Cupertino. "Depois que o sr. Steve Jobs partiu, ele reencarnou como um ente divino (...) sua reencarnação é uma 'Thepphabhut Phumadeva' (divindade) de médio porte - metade Witthayathorn, metade yak - que vive em um universo paralelo não muito longe de onde ele estava como um humano", disse o abade. Jobs era adepto do zen budismo e quase se tornou monge.
Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
L OTERIAS
L
Área de gelo do Oceano Ártico atinge menor tamanho desde 2007
L
Filha de Rupert Murdoch inicia cruzada pela moralidade na imprensa
L
Mark David Chapman, o homem que matou o exBeatle John Lennon 32 anos atrás, teve o seu pedido de liberdade condicional negado pela sétima vez, afirmou o Departamento de Correções do Estado de Nova York ontem. Chapman, de 57 anos, está servindo uma pena de no mínimo 20 anos à prisão perpétua, por atirar em Lennon quatro vezes nas costas, do lado de fora do prédio onde o músico morava em Nova York, em 8 de dezembro de 1980. Ele se declarou culpado por assassinato de segundo grau.
T ECNOLOGIA
Quero ser técnico na Copa-2014 mas ninguém me quer, diz Felipão
Concurso 2977 da QUINA 05
17
18
28
80
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
e
19 Impostos Receita Federal vai acompanhar importações pela internet
conomia
TÊXTEIS Importação de roupas subiu 240% desde 2007, para 78 mil toneladas.
Fotos: Érika Garrido/Hype
Os brasileiros da classe C desembolsam 46% dos gastos dos brasileiros com moda, enquanto que as classes A/B consumem 37,6%.
Elite não sabe vender à classe média Classe C deve gastar R$ 55,7 bilhões apenas com moda este ano, mas muitas empresas ainda não conseguem enxergar e oferecer o que esse público quer. Fátima Lourenço
A
classe média deverá gastar com moda, neste ano, R$ 55,7 bilhões, mas a elite não sabe vender para essas pessoas, afirmou o sócio-diretor do instituto de pesquisa Data Popular, Renato Meirelles, na palestra de abertura da 40ª edição do Senac Moda Informação, realizada ontem na Capital paulista. "É um público que tem dinheiro.
Tendência de moda para a estação Inverno 2013
Em 2011, essa classe social movimentou R$ 1,03 trilhão. Se ela fosse um país, seria o 17º mais rico do mundo e estaria no G-20", disse o especialista. Meirelles apresentou algumas das diferenças na forma de consumo de moda pelas classes A/B e C – como também é designada a chamada nova classe média brasileira. A elite, segundo sua análise, busca uma marca por querer exclusividade; é fiel a ela e gosta de consumir o intangível. Já o novo consumidor, da classe C, quer ser incluído. "A marca, para ele, é mais um aval de selo de garantia, porque ele não pode errar na escolha", contrapôs o especialista. Por isso mesmo, esse público é mais fiel. E em vez de buscar o intangível, precisa, segundo Meirelles, de razões complementares para comprar. Ao longo dos últimos dez anos, destacou o palestrante, o gasto dessas pessoas com mo-
da registrou crescimento de 153,2%, já descontada a inflação. Elas respondem por 46% dos gastos dos brasileiros com moda, seguidos pelo público A/B (37,6%) e D/E (16,4%). Relevâncias – Meirelles ilustrou, com entrevistas realizadas pelo Data Popular, a ignorância do público de alta renda sobre a realidade do consumo na classe C, com desconhecimento, por exemplo, de que eles viajam de avião e frequentam o salão de beleza. O palestrante também apresentou a análise dos dois públicos sobre o visual de uma embalagem de pó de café, para demonstrar que a mensagem proposta pelo fabricante (visando induzir a uma associação do super-homem com a modalidade extra-forte do produto) não foi nem de longe percebida pelo consumidor da classe C. Não é diferente com a moda. "O desafio para se fazer uma boa venda é traduzir os concei-
tos de moda para algo que seja relevante às pessoas", conceituou Meirelles. Os dados apresentados por ele mostraram acentuada dissonância na forma como os dois públicos (A/B e nova classe média) enxergam a moda. "É preciso tomar cuidado com o senso comum. Ele nos induz ao erro." Pesquisa do Data Popular mostra, por exemplo, que a classe C faz propaganda boca a boca. "O entendimento de algo subjetivo não é fácil para essa mulher. Ela se interessa por moda de um jeito próprio. Na hora de consumir, se informa na rua, vendo o que as pessoas estão vestindo. Apenas 19% delas dizem que se informam antes de comprar um produto de moda. Ela quer se informar, mas não abre mão da roupa justa, da saia curta", ressalvou Meirelles. Os padrões de beleza são distintos, observou Meirelles. Em vez de linda, loira, alta e magra –
de acordo com a comparação do Data Popular –, a mulher classe C está mais para a passista da escola de samba, com suas curvas exuberantes. Mas atenção: ela compra em lojas de rua e também nos shoppings. Em média, exemplificou o diretor do Data Popular, a mulher da nova classe média tem 25 pares de calçados. O rosto dessa consumidora, acrescentou, é majoritariamente negro – 56,2% do total das mulheres da classe média. "Não é uma questão de ser politicamente correto, mas, ou os negros se enxergam na comunicação, ou não vão comprar. O sonho da mulher negra não é ser loira e ter olhos azuis", alertou Meirelles. "Será que a moda está entendendo isso?", provocou. O especialista acrescentou, a propósito, que para além da classe C, homens e mulheres negros movimentam, anualmente, R$ 673 bilhões.
Senac apresenta Inverno 2013 em 200 peças-chave Coleção da estação de frio terá referências de nostalgia, dark, dandy, young street e oriental.
A
40ª edição do Senac Moda Informação apresentou ontem, no Palácio de Convenções do Anhembi, na Capital paulista, as 200 peças-chave do Inverno 2013. As criações compõem a síntese de um extenso trabalho de pesquisa realizado por especialistas, no Brasil e fora do País, e traduzem apostas das referências que tendem, de acordo com eles, a emplacar no varejo brasileiro. "Fizemos a análise de mercado e agrupamos por temas", detalhou a coordenadora da área de moda do Senac São Paulo, Tatiana Putti. O inverno 2013 apresentado no evento está agrupado em cinco temas. Entre eles,
Tatiana destacou como mais marcantes o neo dandy e o fascínio dark. O primeiro, remete ao século XIX, mas se traduz em um sportwear sofisticado; traz influências do caubói, do indígena e dos uniformes militares, mas em traduções femininas e descoladas, comportando combinações com rendas e pedrarias. Preto e pedrarias – A especialista em moda Luciana Parisi também destacou os dois temas, em palestra que proferiu durante o evento. O tema fascínio dark, inspirado no período vitoriano, explicou, virá ancorado no retorno forte do preto, "um clima misterioso, sensual e sombrio, que sempre marca os momentos de crise. Mas virá com muito luxo (pe-
O sportwear virá mais sofisticado com inspirações nos caubóis.
drarias, por exemplo, em forma de estampas ou nos acessórios), como forma de escapismo da crise". A influência dos anos 1950 e 1960 – classificada como nostalgia contemporânea – também estará presente na moda do inverno 2013. Nas roupas dos jovens, ela poderá aparecer em detalhes (na gola), e também nos acessórios (colar com pérola), ou no lacinho fronta e estampas de bichinho. A influência da China, Rússia e Japão – oriental – congrega outro grupo de referências para a estação de Inverno de 2013, por meio de estamparia (como a que usa a flor de lótus), aviamentos e bordados. "É uma tendência que ainda está em andamento", ressalvou a consultora Luciana Parisi. A moda jovem – young street – permitirá várias influências. Entre elas, o rock (e suas jaquetas curtas); o college (com muita calça jogging); e o ski (náilon metalizado, saia estilo patinadora no gelo). Em linhas gerais, há transparências; calças cigarrete; a volta do terninho (com calça mais curta e blazer um pouco
Influências de nostalgia e do dark, segundo Tatiana Putti (Senac-SP), devem ditar a coleção de Inverno de 2013. mais compridos); rendas; cinturas marcadas; tecidos esvoaçantes; veludos; couros mais macios; efeitos em matelassê e muita mistura de materiais; além das sarjas concorrendo com jeans. O tecido com aspecto de brilho também é tendência forte, na opinião de Eduardo Henrique Silva, analista de marketing da Cetro Têxtil, expositora no evento do Senac. A dimensão continental do Brasil, no entanto, obriga a empresa
a oferecer extensa variedade de produtos. Ele explicou que o mais forte para o próximo inverno é o tingimento azul intenso, mais puro – sem misturas com o preto, acinzentado ou castanho. Ain-
da no jeans, acrescentou o analista, cresce a tendência de uso dos tecidos com alto potencial de elasticidade. "Eles começam a ter uma boa aceitação do público masculino", disse. (FL)
DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO
ALSIMAR DA COSTA NESI, portador da cédula de identidade nº 8.709.404 9-SSP/PR e inscrito no CPF/MF sob o nº 925.137.277-20. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no Anexo II, do artigo 2º, da Resolução 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da data da publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhados da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL - Av. Cândido de Abreu, 344 – 6º andar - Centro Cívico - Curitiba – PR - CEP 80530-914.
20 -.ECONOMIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
21
e E-commerce conquista os paulistanos Estudo apontou o aumento do número de internautas que já foi vítima de algum crime eletrônico.
conomia
Pesquisa indica que 63% dos habitantes da Capital realizam compras online. Mas preocupação com segurança aumentou no último ano diante de fraudes na web. Alex Wilson/Folhapress
C
erca de 63% dos paulistanos realizam compras pela internet, aponta a 4ª Pesquisa sobre o Comportamento dos Usuários da Internet, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, (Fecomercio-SP). De acordo com o estudo divulgado ontem, o crescimento foi de 11,21 pontos percentuais em relação a 2011, ou 21%. A praticidade ainda é o principal motivo apontado pelos consumidores para realizar compras online. Esse quesito, porém, perdeu importância, passando de 54,46%, em 2011, para 39,27%, em 2012. Por outro lado, ganharam espaço a variedade (apontada por 11,13% dos paulistanos) e o marketing (5,56%). O preço também é considerado fundamental, sendo apontado por 25,12% dos paulistanos, assim como a confiança na empresa (16,38%). Temor – Apesar da evolução do setor, ainda há temor sobre a segurança do comércio eletrônico. O receio de fraudes é apontado pela maior parte das pessoas que opta por não vender na rede (61,04%), ocorrendo, portanto, um aumento ante os 52,69% do ano anterior. Apesar de ainda ser um fator impeditivo, a necessidade de ver o produto ao vivo tem caído bastante. Apenas 12,55% das pessoas apontaram esse quesito, contra 23,15% ano passado. A possibilidade de não receber o produto, porém, ainda causa temor nos consumidores, sendo apontada por 10,39% dos paulistanos. A Fecomercio-SP destaca a falta de informações claras e objetivas sobre os produtos e serviços oferecidos na inter-
net como um problema ainda comum. Apesar do número de internautas que se sentem satisfeitos com os dados fornecidos sobre as mercadorias ter aumentado, o percentual ainda é de 47,66%. C r i me – O estudo também revelou um detalhe importante: o aumento do número de internautas que já foi vítima de algum crime eletrônico. Segundo a pesquisa, 12,76% disseram que já sofreram com esse tipo de ato criminoso, ante
15,59 por cento da população masculina de São Paulo diz já ter sido vítima de um crime eletrônico ao fazer negócio na internet. 8,48% registrados no ano anterior. De acordo com o estudo, os homens são mais suscetíveis a essas práticas do que as mulheres, sendo que 15,59% da população masculina diz já ter sido vítima de um crime eletrônico, ante 10,15% das mulheres. O expediente mais comum adotado pelos criminosos é a não entrega do produto, atingindo 28,13% dos internautas que afirmam já terem sido vítimas de um crime eletrônico. A clonagem de cartão de crédito aparece em seguida, afetando 21,09% deste público. Em terceiro lugar, empatados com 10,16%, estão o uso de dados pessoais, compras indevidas realizadas por meio
do cartão de crédito e o desvio de dinheiro da conta bancária – que até 2011 era o crime mais praticado por meio eletrônico. Clonagem de página pessoal em site de relacionamento (7,81%) e entrega de produto errado ou com defeito e não efetuação da troca (7,03%) são outros crimes relatados com frequência. Após ter sido vítima de um crime eletrônico, 27,34% dos internautas não voltam a realizar compras pela internet. Redes sociais – De acordo com a Fecomercio-SP, 87,94% dos internautas da Capital paulista fazem parte de ao menos uma rede social. Entre as pessoas com mais de 18 anos e menos de 35, o total é ainda maior, 92,08%. Já entre o público que tem entre 35 e 70 anos, o total saltou de 73,27%, em 2011, para 81,61%, mostrando uma maior adesão desse público. Um dado importante destacado foi o uso das redes sociais para realizar compras. Cerca de 25% dos internautas que acessam redes sociais dizem que realizam compras por meio delas. Dentre as pessoas que não realizam compras pelas redes sociais, 18,79% se mostraram propensos a aderir a esta forma de comércio. Outro dado importante é que as informações veiculadas nessas redes influencias as decisões de compra de 48,64% dos internautas. A rede social mais utilizada deixou de ser o Orkut, que viu sua penetração recuar de 74,91% para 49,89% entre 2011 e 2012. O Facebook, por outro lado, tem conquistado cada vez mais frequentadores. O site já atinge 90,02% dos paulistanos que acessam as redes sociais. (Folhapress)
Inadimplência deve diminuir no País, diz Ipea.
Filipe Araújo/AE
O
Empresário Abilio Diniz vendeu ações com direito a voto e entregou, desta forma, o controle da rede de varejo ao grupo francês.
Casino assume o Pão de Açúcar
O
grupo Casino informou, ontem, ter adquirido um milhão de ações com direito a voto da Wilkes, controladora do Grupo Pão de Açúcar, em sequência ao exercício da primeira opção de venda da família Diniz, conforme previsto em acordo assinado entre ambos em 2005. O Casino agora detém 52,5% do capital votante e 70,4% do capital total da Wilkes, a holding controladora do GPA. Em 6 de agosto, o empresário
Abilio Diniz, filho do fundador do Pão de Açúcar, anunciou sua decisão de exercer a primeira opção de venda de ações da controladora da companhia, equivalente a ações ordinárias da Wilkes que representam 2,4% do capital social com direito a voto por US$ 10,5 milhões. Com isso, Abilio Diniz ficou com 47,6%, concluindo o processo de transferência do controle do grupo de varejo iniciado em 22 de junho, nos termos do contrato.
Adicionalmente, com a venda deste primeiro bloco de ações, o empresário brasileiro, filho do fundador do Pão de Açúcar, garante o direito a uma opção de venda de um segundo bloco de ações ordinárias, correspondente à totalidade de sua participação na Wilkes. A segunda opção de venda poderá ser exercida em um prazo de oito anos, a partir de junho de 2014, expirando em 22 de junho de 2022. (AE)
comprometimento da renda das famílias brasileiras com o serviço da dívida (juros e amortizações) e a taxa de inadimplência devem apresentar trajetória descendente em decorrência da redução dos juros e da continuação do cenário positivo no mercado de trabalho. A previsão é do boletim Conjuntura em Foco do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem. O instituto fez uma análise comparativa entre a situação do crédito no Brasil, em outros países e nos Estados Unidos, onde houve uma crise do sistema financeiro em razão da bolha imobiliária em 2008. O boletim Conjuntura em Foco considera o endividamento das famílias no País ainda baixo em comparação com outras regiões. Renda – Em relação à renda acumulada nos últimos 12 meses, o endividamento chega a 42% no Brasil, contra 108% na zona do euro (que reúne 17 países da Europa) e 161% no Reino Unido. Mesmo o crédito imobiliário, que cresceu acima da média nos últimos anos, e atingiu 5,5% do
5,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) é equivalente ao crédito imobiliário no Brasil. Percentual está abaixo do de outros países, como EUA. Produto Interno Bruto (PIB) em junho, ainda está bem abaixo do nível de países como Estados Unidos (65% do PIB) e África do Sul (27%). Na avaliação do Ipea, o dado que suscita maior preocupação é o de comprometimento da renda das famílias com o pagamento de juros e amortizações junto ao sistema financeiro, que se mantém em torno de 22% desde o segundo semestre de 2011. No entanto, o instituto aponta que o fato de a maior parte do endividamento das pessoas físicas se concentrar no curto e no médio prazo (73%) indica que o índice de endividamento poderá cair em pouco tempo. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
22
e
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O que nós estamos tentando fazer é dar um mundo de opções a nossas leitoras. Brandon Holley, editora-chefe da revista Lucky
conomia
Yana Paskova/NYT
Revista Lucky lança seu site de compras Publicação dos EUA considerada a bíblia do consumo desenvolveu sua própria página de comécio eletrônico e está oferecendo peças como as da Macy's
Christine Haughney*
S
empre que vão às compras, as mulheres consultam a revista norte-americana Lucky, a bíblia do consumo. Mas, agora, a Lucky também quer que elas economizem na gasolina. Desde o dia 17 de agosto, a revista mantém seu próprio site de compras, o myluckymag.com, que levará suas leitoras a comprar roupas e acessórios diretamente de mais de uma dezena de varejistas, como a Macy's e a Sephora. Ao invés de irem aos sites das lojas para comprar os itens, as clientes não precisarão deixar o site m y l ucky.com e poderão acrescentar os itens de diversas lojas a um único carrinho de compras. As clientes também poderão clicar nas versões feitas pelo mylucky.com para sites como o da Macy's, colocando a sua disposição uma lista mais limitada de produtos, organizada pelos editores da Lucky. "O que nós estamos tentando fazer é dar um mundo de opções a nossas leitoras", afirmou Brandon Holley, a editora-chefe da revista, sentada em seu escritório no centro de Manhattan e cercada por imagens com os desenhos do site. "Nossas clientes precisam de escolhas. Elas precisam de variedade." A Lucky é a mais recente revista a olhar para o e-commerce como uma alternativa para aumentar o faturamento. A renda obtida pela revista com suas páginas de propaganda caiu para US$ 29 milhões no segundo trimestre, cerca de 15% a menos que os US$ 34 milhões ganhos no mesmo período do ano passado, de acordo com o Escritório de Informações Publicitárias do MPA. A circulação da Lucky caiu de 1,16 para 1,12 milhão de exemplares nos últimos quatro anos, de acordo com o Audit Bureau of Circulations, organização internacional verificadora de circulação. Holley espera que as vendas se tornem uma parte cada vez maior do faturamento da empresa no futuro. A revista já está trabalhando
em relacionamentos de compartilhamento de renda com as varejistas com as quais está trabalhando e espera receber uma média de 3% a 15% de cada venda efetuada por meio de seu site. "Existe uma grande oportunidade para aumentar a renda e o tráfego de pessoas no site", afirmou Holley. Blogueiros – A revista contratou três funcionários para ajudar com seus planos. Para acompanhar as lojas que participam do site, a Lucky planeja passar de 30 para 120 posts diários em seu site. Os editores da Lucky dependem em grande parte das contribuições da comunidade de blogueiros que está desenvolvendo. Além disso, a revista também oferece o conhecimento de seus editores para ajudar as leitoras. Agora as clientes poderão enviar questões à Lucky, pedindo conselhos sobre suas compras, tais como os itens que eles deveriam manter ou retirar de seus carrinhos de compra. Os executivos da publicação destacam que a novidade por trás do que estão fazendo é permitir que suas clientes comprem em diversas lojas. Contudo, as recentes parcerias feitas entre revistas e redes varejistas tiveram resultados pouco animadores. No ano passado, diversas revistas deixaram de lado as divisões históricas existentes entre o setor editorial e o de propaganda e realizaram parcerias experimentais com sites de e-commerce, com o objetivo de vender roupas. A Esquire Magazine, que trabalhou com a J.C. Penney para lançar um site chamado Cladmen.com que vendia os itens que apareciam na revista – desistiu do projeto poucos meses depois. A Details não renovou sua parceria de um ano, iniciada em agosto do ano passado, para vender roupas no Mr. Porter, a versão masculina do site Net-aPorter. A GQ, que teve uma parceria de seis meses com a Park & Bond – um site de e-commerce para roupas masculinas de alta costura – formou uma nova parceria com a Nordstrom para vender roupas selecionadas pelos editores da GQ no site NordstromMen.com. A Vogue é uma das poucas revistas que continuam com sua parceria com a Moda Operandi, um site que permite que os clientes encomendem os looks mostrados nas passarelas. Holley afirmou que não deu importância aos modelos dos sites da maioria das outras revistas quando estava desen-
A editora da Lucky, Brandon Holley (no alto), pretende aumentar o faturamento com a loja virtual (acima). volvendo o seu. Ela estudou sites de compras como o da Gucci, da Anthropologie e da Kate Spade, e procurou a ajuda de uma empresa do Vale do Silício chamada Revel Touch, que prestou consultoria para o desenvolvimento do site da Anthropologie. Além disso, ela realizou uma extensa pesquisa a respeito do que as leitoras da Lucky esperam quando fazem compras. Ela descobriu que 70% das assinantes desejam comparar preços antes de comprar e que 43% gostariam de ver "tutoriais de estilo pessoal" quando estivessem comprando. Isso ajudou a convencer Holley de que a revista tinha de realizar parcerias com diversas lojas, além de colocar os produtos ao lado do conteúdo editorial da Lucky. "Você consegue se imaginar indo a um shopping e comprando tudo em um só canto da loja?", disse. "Muitas revistas fizeram isso." Holley garantiu que não trairia as leitoras da Lucky, recomendando determinados produtos em detrimento de outros em função de seu novo relacionamento comercial. Ela disse que à medida que a Lucky firmar parcerias com diversas lojas, a revista terá um volume tão grande de relacionamentos comerciais que isso deixará de ser um problema. Ela planeja continuar exibindo o mesmo número de estilistas desconhecidos na revista, mesmo que eles não representem parcerias comerciais lucrativas, já que, segundo ela, caso a revista deixasse de fazê-lo, perderia suas leitoras fiéis. "Para mim, o problema seria ganharmos dinheiro com produtos que estivéssemos empur-
rando", afirmou Holley. Os editores da Lucky planejam lançar um programa de compras completo junto com sua edição digital de setembro. Holley afirmará em sua nota editorial de setembro que, desde que a revista deu início à versão digital, ela esteve tentada a comprar mais. (Recentemente, ela comprou uma túnica dourada de US$ 620 da A.P.C. & Vanessa Seward e um vestido esvoaçante da BCBG com um padrão geométrico por US$ 468, ambos presentes no novo aplicativo.) Em outubro, a Lucky também colocará no ar um programa de "adesivos" online, que permite que suas clientes marquem em diversos sites os produtos que aparecem em sua revista. Marca – John Parham – consultor de marca que ajudou a Teen Vogue a fazer um acordo de venda com a Macy's, além de firmar uma parceria entre a Better Homes, a Gardens e o WalMart, para a venda de utilidades domésticas – afirmou que as revistas costumam ganhar mais dinheiro quando criam suas próprias marcas, uma vez que a maior parte das vendas ainda é feita em lojas físicas. Entretanto, ele também acredita que a marca Lucky é muito respeitada pelo público e que seu projeto tem muito potencial. "A Lucky está fazendo basicamente o que faz de melhor", afirmou. A editora da revista, Marcy Bloom, afirmou que essa ideia é diferente de todos os outros acordos comerciais do setor. "Nós estamos vendo nossos negócios de maneira muito mais ampla que as demais revistas", disse. * The New York Times
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 23
BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO Ouvidoria: 0800-7220140
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à sua apreciação as demonstrações financeiras do BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. correspondentes às atividades desenvolvidas no 1º semestre de 2012, acrescidas das notas explicativas, do Relatório dos Auditores Independentes e do Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria. 1. Cenário Econômico A economia global no primeiro semestre de 2012 continua sob efeito de grandes incertezas e elevada aversão ao risco, com perspectivas de baixo crescimento. A situação na Europa se agravou no último trimestre. Persistem os impasses políticos para solucionar a crise de endividamento dos países. A Itália e a Espanha são foco de preocupações quanto à capacidade de se financiarem, considerando-se o volume dos seus endividamentos e de seus déficits orçamentários. Os planos de austeridade a serem implementados reduzem a perspectiva de crescimento para os próximos anos e aumentam a probabilidade de recessão no curto prazo. Os Estados Unidos está em trajetória de recuperação, com crescimento de 2,2% no primeiro trimestre, mas aquém das expectativas do mercado de 2,6%. As maiores economias emergentes, os BRICs (Brasil, Russia, Índia e China), têm apresentado crescimento menor do que o previsto e já não exercem o mesmo fascínio sob os mercados, diante da perda de fôlego destas economias para continuar a crescer no mesmo patamar anterior. A China apresentou redução no seu ritmo de crescimento para 7,6% no segundo trimestre de 2012, e tenta fomentar a participação do consumo interno no total da economia com objetivo de diminuir sua dependência do setor exportador. A crise internacional manifesta seus efeitos sobre a atividade econômica no Brasil, que no primeiro semestre de 2012 apresentou crescimento próximo de zero. Os pacotes de estímulos do governo (medidas macroprudenciais), através de cortes nas taxas de juros, que atingiram o menor índice histórico na primeira semana de Julho/12, em 8% ao ano, desonerações tributárias setoriais e estímulos ao crédito, ainda não produziram seus efeitos, explicado pelo baixo nível de investimentos, que no Brasil dependem em grande parte de fontes externas hoje bastante retraídas. As autoridades monetárias revisaram suas estimativas de crescimento do PIB brasileiro de 3,5% para 2,5% em 2012, havendo analistas de mercado prevendo o PIB inferior a 2%. A inflação no Brasil encontra-se sob controle com expectativa de que feche o ano convergindo para o centro da meta, de 4,5%, enquanto o desemprego atinge seus menores níveis históricos, em torno de 6%. Para atingir os 2- 2,5% previstos de crescimento do PIB, a economia brasileira deverá apresentar um melhor desempenho neste segundo semestre de 2012, quando a expectativa é de que os efeitos dos pacotes de estímulos do governo serão, finalmente, percebidos. 2. Desempenho das Atividades Resultado do Semestre O lucro líquido do Banco atingiu no semestre R$ 32,2 milhões, correspondendo à rentabilidade de 2,9% (anualizada de 6,0%) sobre o patrimônio líquido inicial de R$ 1.092,4 milhões. A cada lote de mil ações
do capital social do Banco correspondeu o lucro líquido de R$ 357,59. Para o semestre findo foi aprovado o pagamento de juros sobre o capital próprio no montante de R$ 9.015,5 milhões, correspondendo aos valores brutos de R$ 35,59 e R$ 195,60 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, conforme nota explicativa as demonstrações financeiras nº 10 letra “b”. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido atingiu o valor de R$ 1.116,8 milhões ao final do semestre. O valor patrimonial para cada lote de mil ações alcançou R$ 12.378,07. A Assembleia Geral Extraordinária realizada em 26/04/2012, homologada pelo Banco Central do Brasil em 25/05/2012, aprovou o aumento do capital social para R$ 500,0 milhões mediante incorporação de reservas de lucros. O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 17,56% ao final do semestre, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Rating O Banco Alfa de Investimento S.A. e demais instituições integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, mantiveram suas boas avaliações de risco de crédito em nível nacional junto às seguintes agências de classificação de risco: • Austin Rating: classificação “AA+”. • Fitch Ratings: “F1+ (bra)” para crédito de curto prazo, “AA- (bra)” para crédito de longo prazo e “5” para suporte legal. • Moodys: “C-” para Força Financeira de Bancos, ”Baa2”, para depósito global de longo prazo em moeda local, “Prime-3” para depósito global de curto prazo em moeda local, “Baa2” para depósito de longo prazo em moeda estrangeira, “Prime-3” para depósito de curto prazo em moeda estrangeira, “Aaa.br” para depósito de longo prazo na escala nacional brasileira, “BR-1”para depósito de curto prazo na escala nacional brasileira. Recursos Captados e Administrados O volume de recursos captados e administrados pelo Banco atingiu R$ 16.021,1 milhões na data do balanço. Esses recursos estavam representados por R$ 4.612,6 milhões incluindo depósitos à vista, interfinanceiros e a prazo, R$ 1.753,5 milhões em captações no mercado aberto, R$ 997,2 milhões em repasses do BNDES, R$ 2.420,9 milhões em recursos de aceites e emissão de títulos, R$ 109,3 milhões em box de opções flexíveis, R$ 356,7 milhões em empréstimos obtidos no exterior, R$ 47,0 milhões em cessão de ativos financeiros e R$ 5.723,9 milhões em fundos de investimento e carteiras administradas. Ativos e Empréstimos O ativo total alcançou R$ 11.660,2 milhões ao final do semestre. Desse montante, R$ 6.763,5 milhões estão representados por aplicações interfinanceiras de liquidez, títulos e valores mobiliários e derivativos representando 58,0% desse ativo total. A carteira de títulos e valores mobiliários atingiu
BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - EM R$ MIL ATIVO Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações no Mercado Aberto Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 03) Carteira Própria Vinculados a Compromissos de Recompra Vinculados a Prestação de Garantias Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 13) Relações Interfinanceiras Repasses Interfinanceiros Operações de Crédito (Nota 04) Operações de Crédito: Carteira - Setor Público Carteira - Setor Privado Operações de Crédito Vinculadas a Cessão (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Créditos Carteira de Câmbio (Nota 05) Rendas a Receber Negociação e Intermediação de Valores Diversos (Nota 06) (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (Nota 04) Outros Valores e Bens (Nota 14a) Outros Valores e Bens Despesas Antecipadas Realizável a Longo Prazo Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 03) Carteira Própria Vinculados a Compromissos de Recompra Vinculados a Prestação de Garantias Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 13) Operações de Crédito (Nota 04) Operações de Crédito: Carteira - Setor Público Carteira - Setor Privado (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Créditos Diversos (Nota 06) Outros Valores e Bens (Nota 14a) Despesas Antecipadas Permanente Investimentos Participações em Controladas - No País (Nota 15) Outros Investimentos Imobilizado de Uso Imóveis de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciação Acumulada) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) Total Geral do Ativo
2012 7.263.070 6.051 1.869.896 384.036 1.485.860
2011 6.254.171 3.053 788.815 140.998 647.817
2.260.393 501.990 1.751.987 4.365 2.051 85.449 85.449 2.804.486
2.781.219 816.666 1.962.773 1.723 57 42.612 42.612 2.432.010
3.198 2.771.460 47.148 (17.320) 234.542 218.863 2.737 41 14.465 (1.564) 2.253 164 2.089 3.763.654 1.703.811 1.703.811
10.174 2.378.107 58.155 (14.426) 202.664 177.069 3.584 1.931 21.614 (1.534) 3.798 164 3.634 2.640.808 789.011 789.011
929.457 776.768 – 151.924 765 1.022.656
761.174 126.037 524.517 110.614 6 987.174
– 1.029.137 (6.481) 107.697 107.697 33 33 633.509 628.961 628.918 43 3.780 2.897 9.970 (9.087) 726 918 (192) 42 307 (265) 11.660.233
3.186 989.015 (5.027) 101.866 101.866 1.583 1.583 623.438 619.632 619.613 19 3.626 2.897 9.986 (9.257) 74 122 (48) 106 361 (255) 9.518.417
PASSIVO Circulante Depósitos (Nota 08) Depósitos à Vista Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Captações no Mercado Aberto (Nota 08) Carteira Própria Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (Nota 08) Recursos de Letras Hipotecárias, Imobiliárias de Crédito e Similiares Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Obrigações por Empréstimos (Nota 08) Empréstimos no Exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 08) BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 13) Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Carteira de Câmbio (Nota 05) Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias (Nota 09) Negociação e Intermediação de Valores Diversas (Nota 14b) Exigível a Longo Prazo Depósitos (Nota 08) Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (Nota 08) Recursos de Letras Hipotecárias, Imobiliárias de Crédito e Similares Obrigações por Empréstimos (Nota 08) Empréstimos no Exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 08) BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 13) Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias (Nota 09) Diversas (Nota 14b) Resultados de Exercícios Futuros Resultados de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido Capital: (Nota 10a) De Domiciliados no País De Domiciliados no Exterior Reservas de Capital (Nota 10c) Reservas de Lucros (Nota 10c) Ajuste de Avaliação Patrimonial Total Geral do Passivo
2012 5.959.382 2.571.557 – 1.942.672 628.885 1.753.532 1.753.532 691.253 691.253 6.440 6.440 355.844 355.844 378.070 203.583 174.487 87.884 87.884 114.802 541 27.108 13.014 5.036 2.502 66.601 4.582.007 2.041.047 1.828.738 212.309 1.729.706 1.729.706 862 862 619.185 179.918 439.267 29.175 29.175 162.032 154.419 7.613 2.039 2.039 1.116.805 500.000 462.140 37.860 60.311 556.493 1 11.660.233
2011 6.096.050 2.532.977 18 1.596.310 936.649 2.473.627 2.473.627 75.305 75.305 19.825 19.825 228.017 228.017 520.072 373.249 146.823 164.679 164.679 81.548 1.167 32.344 12.743 6.468 1.192 27.634 2.354.371 896.740 406.953 489.787 576.201 576.201 1.667 1.667 559.515 233.684 325.831 126.377 126.377 193.871 140.840 53.031 2.242 2.242 1.065.754 476.000 437.631 38.369 59.251 530.490 13 9.518.417
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - EM R$ MIL Eventos Saldos em 31/12/2010 Aumento de Capital - AGE de 28/04/2011 Outros Eventos: Dividendos Prescritos Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre Capital Próprio Saldos em 30/06/2011 Mutações do Período Saldos em 31/12/2011 Aumento de Capital - AGE de 26/04/2012 Outros Eventos: Dividendos Prescritos Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre Capital Próprio Saldos em 30/06/2012 Mutações do Período
Capital Realizado 446.000 30.000
Reservas de Capital 57.917 –
Reservas de Lucros 538.600 (30.000)
Ajuste de Avaliação Patrimonial 32 –
Lucros Acumulados – –
Total 1.042.549 –
– – –
1.334 – –
– – –
– (19) –
– – 30.379
1.334 (19) 30.379
– – 476.000 30.000 476.000 24.000
– – 59.251 1.334 59.251 –
21.890 – 530.490 (8.110) 557.245 (24.000)
– – 13 (19) 1 –
(21.890) (8.489) – – – –
– (8.489) 1.065.754 23.205 1.092.497 –
– –
1.060 –
– –
– –
– 32.264
1.060 32.264
– – 500.000 24.000
– – 60.311 1.060
23.248 – 556.493 (752)
– – 1 –
(23.248) (9.016) – –
– (9.016) 1.116.805 24.308
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - EM R$ MIL (01) ATIVIDADE E ESTRUTURA DO GRUPO E APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS a) Atividade e estrutura do Grupo: O Conglomerado Financeiro Alfa tem suas origens no ano de 1925, com a fundação do Banco da Lavoura de Minas Gerais. Em 1972, o Banco da Lavoura alterou sua denominação para Banco Real S.A. e posteriormente criou as outras empresas financeiras que constituíam o Conglomerado Financeiro Real. Em 1998, o Banco Real S.A. teve seu controle acionário vendido ao ABN Amro Bank. As empresas financeiras não vendidas (então, Banco Real de Investimento, Cia. Real - CFI, Cia. Real Arrendamento Mercantil e Corretora Real) formaram o novo Conglomerado Financeiro Alfa. O qual foi completado logo depois com a criação do Banco Alfa S.A. (Banco Comercial). O Conglomerado Financeiro Alfa é composto de 6 entidades legais que atuam através de controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum e pela atuação sob a mesma marca ou nome comercial. O Banco Alfa de Investimento S.A. é a instituição financeira líder do Conglomerado, a qual controla diretamente a Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., a Alfa Arrendamento Mercantil S.A. e a BRI Participações Ltda. e até abril/2012 indiretamente a Uvale - Uvas do Vale do Gorotuba Ltda. (empresa constituída de ativos financeiros, vendida pelo valor de R$ 2.945). Além destas entidades o Conglomerado Financeiro Alfa é integrado pela Financeira Alfa S.A. - CFI e o Banco Alfa S.A.. O Banco Alfa de Investimento S.A. e a Financeira Alfa S.A. - CFI são companhias abertas com ações negociadas na BM&FBOVESPA S.A.. Com esta sólida história de mais de 85 anos, o Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas vêm desenvolvendo sua atuação principalmente nos segmentos de crédito a pessoas jurídicas e físicas, tesouraria e administração de recursos de terceiros. O Conglomerado está sediado em São Paulo, na Alameda Santos nº 466, e mantém filiais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Fortaleza, Recife, Vitória, Goiânia, Florianópolis, São José dos Campos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Londrina e Sorocaba. Todas contando com modernas plataformas tecnológicas, o que permite maior agilidade nas decisões e no desenvolvimento de produtos. O controlador do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas possui ainda relevantes investimentos em áreas não financeiras: Seguros e Previdência (Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A.); Hotelaria (Rede Transamérica de Hotéis); Materiais de Construção (C&C Casa e Construção); Agropecuária e Agroindústria (Agropalma); Águas Minerais (Águas Prata); Alimentos (Sorvetes La Basque); Cultural (Teatro Alfa) e Comunicações (Rádio Transamérica e TV Transamérica). b) Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN), da Comissão de Valores Mobiliários - CVM e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), onde essas normas e instruções não forem conflitantes. Essas demonstrações financeiras foram concluídas em 10/08/2012 e aprovadas pelo Conselho de Administração em 13/08/2012. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, complementada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional). As alterações aprovadas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa em substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos de reconhecimento, mensuração e divulgações de provisões, passivos e ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; vii) eventos subsequentes e viii) políticas contábeis, mudanças de estimativa e retificação de erro. Na avaliação da administração do Banco Alfa de Investimento S.A., que considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas os itens “iii”, “iv” e “v” impactaram e, portanto, foram acrescidas nestas demonstrações financeiras. (02) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita, e, a partir do 60º dia, deixa de ser apropriada, e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o art. 9º da Resolução CMN nº 2.682/99. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos estabelecidos pelas Circulares Bacen nºs 3.068 e 3.082 (vide nota explicativa nº 03 “b” e 13). A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682 (vide nota explicativa nº 04 “d” e “e”). (c) Títulos e Valores Mobiliários: A carteira de títulos e valores mobiliários está demonstrada conforme as categorias estabelecidas pela Circular BACEN nº 3.068 de 08/11/2001: I - Títulos para negociação; II - Títulos disponíveis para venda; III - Títulos mantidos até o vencimento. Na categoria “títulos para negociação” são registrados os títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. Na categoria “títulos mantidos até o vencimento” são registrados os títulos e valores mobiliários, exceto ações não resgatáveis, para os quais existem intenção e capacidade financeira da Instituição de mantê-los em carteira até o vencimento. Na categoria “títulos disponíveis para venda” estão registrados os títulos e valores mobiliários que não se enquadram nas categorias I e III. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias, I e II são reconhecidos pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados “pro rata” dia, e ajustados ao valor de mercado, computando-se o ajuste positivo ou negativo a valor de mercado em contrapartida: i) Da adequada conta de receita ou despesa, líquida dos efeitos tributários, no resultado do período, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos para negociação”; e ii) Da conta destacada do patrimônio líquido, líquida dos efeitos tributários, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos disponíveis para
venda”. Estes valores registrados em patrimônio líquido são baixados contra resultado na medida em que são realizados, por venda, os “títulos disponíveis para venda”. Os títulos e valores mobiliários classificados na categoria “mantidos até o vencimento” estão apresentados pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados “pro rata” dia. As perdas de caráter permanente apuradas para títulos e valores mobiliários classificados nas categorias “títulos disponíveis para venda” e “títulos mantidos até o vencimento” são reconhecidos no resultado do período. O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é obtido, na data de balanço, através de coleta de preços divulgadas por entidades independentes no mercado especializadas na divulgação deste tipo de informação, e, quando indisponíveis, este valor é obtido através de modelos internos de avaliação que consideram as curvas de juros aplicáveis publicamente divulgadas que sejam avaliadas como representativas das condições de mercado para o ativo sob avaliação por ocasião do encerramento do balanço. (d) Instrumentos Financeiros Derivativos: Os instrumentos financeiros derivativos são classificados contabilmente, segundo a intenção da administração, na data de sua aquisição, conforme determina a Circular BACEN nº 3.082, de 30/01/2002. Aqueles instrumentos financeiros derivativos realizados sem o objetivo de proteção (hedge), realizados por solicitação de clientes, por conta própria, ou que não satisfaçam os requisitos necessários à contabilidade de proteção (hedge), e aqueles instrumentos utilizados na administração da exposição global de riscos são reconhecidos contabilmente pelo valor de mercado, com os ganhos e perdas decorrentes sendo reconhecidos diretamente na demonstração de resultado. Os instrumentos financeiros derivativos realizados com a intenção de proteção a riscos e que atendam os critérios determinados pela mencionada Circular BACEN nº 3.082, são designados contabilmente, desde a data de sua aquisição, como “para proteção (hedge)”, podendo, estes, serem classificados como “Hedge de Risco de Mercado” ou “Hedge de Fluxo de Caixa”. No “Hedge de Risco de Mercado”, o instrumento financeiro derivativo e o ativo financeiro objeto de hedge são reconhecidos na contabilidade pelo valor de mercado, com os ganhos e perdas respectivos sendo reconhecidos na demonstração de resultado. No “Hedge de Fluxo de Caixa”, o instrumento financeiro derivativo e o ativo financeiro objeto de hedge são reconhecidos na contabilidade pelo valor de mercado, entretanto, com os ganhos e perdas, deduzidos dos impactos tributários, sendo reconhecidos inicialmente no patrimônio líquido, impactando a demonstração de resultado, em momento posterior, conforme for se realizando em ganhos e perdas o ativo objeto de hedge. A efetividade da proteção (hedge), conforme requer a Circular BACEN nº 3.082, é atestada ao longo do prazo do contrato. O Banco Alfa de Investimento S.A. não realizou até o momento, operação com instrumento financeiro derivativo com o objetivo de proteção (hedge) classificado como “Hedge de Fluxo de Caixa”. Os instrumentos financeiros derivativos negociados em bolsa, principalmente contratos de futuros, têm os seus preços de mercado divulgados, os quais são utilizados para fins de avaliação a valor de mercado, enquanto os instrumentos financeiros derivativos negociados em mercado de balcão, swaps e termos, não têm seus preços divulgados, nestes casos, a instituição utiliza modelos internos de avaliação que tomam por base informações públicas, com as quais são desenvolvidas curvas de juros e medidas de volatilidade necessárias a avaliação destes instrumentos. A composição e os detalhes das operações com instrumentos financeiros derivativos estão apresentados na nota explicativa nº 13 destas demonstrações financeiras. (e) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, combinado com os seguintes aspectos: • Participações em Controladas, avaliadas pelo método de equivalência patrimonial (vide nota explicativa nº 15). • Depreciação do Imobilizado de Uso, calculada pelo método linear, às seguintes taxas anuais: Imóveis 2,5%; Veículos, Sistemas de Comunicação e de Processamento de Dados 20% e demais itens 10%. • Amortização, basicamente, de despesas com benfeitorias em imóveis de terceiros e com programas de processamento de dados, calculada pelo método linear, pelo prazo máximo de 05 anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (f) Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias ou cambiais incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (g) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), Pis (0,65%) e Cofins (4%). Também é observada pelo Banco a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, às mesmas alíquotas vigentes utilizadas para a constituição das provisões fiscais (vide nota nº 07 letra “b”). (h) Estimativas contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc.. Essas estimativas são revistas pelo menos por ocasião da elaboração das demonstrações financeiras, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (i) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais: Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são reconhecidos, avaliados e divulgados em conformidade com as determinações da Resolução CMN nº 3.823, de 16/12/2009 e Carta-Circular BACEN nº 3.429 de 11/02/2010. Os ativos e passivos contingentes dizem respeito a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja realização depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas por obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial. i) Ativos Contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais recursos. ii) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias e Cíveis e Trabalhistas (nota explicativa nº 09) - decorrem substancialmente de demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade de que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que os seus montantes possam ser estimados com suficiente segurança. (j) Moeda funcional e de apresentação: As demonstrações financeiras estão sendo apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional do Banco Alfa de Investimento S.A.. Exceto quando indicado, as informações financeiras expressas em Reais foram arredondadas para o milhar mais próximo.
R$ 3.187,0 milhões na data do balanço, sendo representada principalmente por 99,5% em títulos de emissão do Tesouro Nacional. O Banco manteve seu posicionamento de alta liquidez encerrando o semestre com uma carteira de títulos livres da ordem de R$ 1.278,7 milhões. Conforme descrito na nota explicativa nº 03 letra “b”, o Banco classificou 53,4% dos títulos e valores mobiliários na categoria “títulos mantidos até o vencimento”, em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira do Banco, comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN, em mantê-los nesta categoria. A carteira de crédito, incluindo repasses interfinanceiros e fianças prestadas no montante de R$ 631,3 milhões, alcançou R$ 4.661,7 milhões. O volume de créditos vencidos acima de 14 dias totalizou R$ 1,3 milhões. O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 25,3 milhões, correspondente a 0,6% da carteira total, 11,0% acima do mínimo exigido pelo Banco Central do Brasil e 1.787,3% acima dos créditos vencidos há mais de 14 dias. Os investimentos em sociedades controladas não sofreram alterações no decorrer do semestre. 3. Ouvidoria O componente organizacional de ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua estrutura atende às disposições estabelecidas por meio da Resolução Bacen nº 3.849, de 25 de março de 2010. 4. Divulgação sobre Serviços da Auditoria Independente Em atendimento à Instrução CVM nº 381 de 14/01/2003, informamos que a empresa contratada para auditoria das demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A., ou pessoas a ela ligada, não prestou no período outros serviços que não sejam de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover o interesse deste. 5. Declaração dos Diretores Conforme Instrução CVM nº 480/2009, a Diretoria declara que em reunião realizada em 13 de agosto de 2012, revisou, discutiu e concordou com as opiniões expressas no Relatório dos Auditores Independentes e com as Demonstrações Financeiras relativas ao semestre findo em 30 de junho de 2012. Agradecimentos É indispensável traduzir o reconhecimento do Banco Alfa de Investimento S.A. ao trabalho de seus funcionários e ao apoio de seus acionistas e, finalmente, a confiança de seus clientes e das instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. São Paulo, 13 de agosto de 2012 A Diretoria Este Relatório da Administração, elaborado pela Diretoria, foi examinado e aprovado em reunião do Conselho de Administração realizada em 13 de agosto de 2012. Conselho de Administração DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho Descrição Receitas da Intermediação Financeira Operações de Crédito Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Resultado de Operações de Câmbio Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Despesas da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos e Repasses Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 13) Resultado de Operações de Câmbio Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/(Despesas) Operacionais Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancária Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas Despesas Tributárias Resultado de Participações em Controladas (Nota 15) Outras Receitas Operacionais (Nota 14c) Outras Despesas Operacionais (Nota 14d) Resultado Operacional Resultado não Operacional (Nota 14e) Resultado antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 07) Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Ativo Fiscal Diferido Participações no Lucro Empregados Lucro Líquido Lucro por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 10a)
2012 519.957 191.032 313.275 15.641 9 449.606 366.084 60.439 16.072 – 2.980 4.031 70.351 (31.867) 11.354 31 (29.169) (19.219) (683) 16.246 2.456 (12.883) 38.484 112 38.596 (4.591) (3.692) (2.216) 1.317 (1.741) (1.741) 32.264 357,59
2011 445.677 174.388 271.289 – – 392.680 340.341 26.816 17.077 3.246 5.292 (92) 52.997 (16.597) 11.640 311 (25.720) (16.001) (692) 18.003 6.293 (10.431) 36.400 422 36.822 (4.711) (4.331) (2.415) 2.035 (1.732) (1.732) 30.379 336,71
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho Atividades Operacionais 2012 Lucro Líquido do Semestre 32.264 Ajustes ao Lucro Líquido (6.974) - Depreciações e Amortizações 393 - Resultado da Avaliação de Invest. pelo Método de Equiv. Patrimonial (16.246) - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 4.031 - Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes 4.848 (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais (1.057.057) Aplicações Intefinanceiras de Liquidez (831.381) Títulos e Valores Mobiliários 230.725 Relações Interfinanceiras (11.565) Operações de Crédito (410.309) Outros Créditos (35.832) Outros Valores e Bens 1.305 Alienação de Bens não de Uso Próprio – Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais 866.000 Depósitos 636.593 Captações no Mercado Aberto (835.012) Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 1.150.704 Relações Interdependências 4.431 Obrigações por Empréstimos e Repasses (2.871) Instrumentos Financeiros Derivativos (108.088) Outras Obrigações 26.377 Resultados de Exercícios Futuros 455 Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (6.589) Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades Operacionais (165.767) Atividades de Investimentos Aquisição de Imobilizados de Uso (371) Aplicações no Diferido e Intangível (62) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos 22.794 Alienação de Imobilizados de Uso 25 Títulos Mantidos até o Vencimento (152.123) Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Investimento (129.737) Atividades de Financiamentos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Prescritos 1.060 Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (9.016) Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Financiamento (7.956) Aumento/(Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes (303.460) Caixa e Equivalentes no Início do Semestre 705.528 Caixa e Equivalentes no Final do Semestre 402.068 Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes (303.460)
2011 30.379 (15.918) 349 (18.003) (92) 1.828 (381.291) (452.832) 269.589 8.059 (143.259) (57.757) (5.109) 18 327.846 183.747 (28.541) 234.025 (15.695) 21.138 (42.722) (19.093) 688 (5.701) (38.984) (167) (3) 2.402 3 46.936 49.171 1.334 (8.489) (7.155) 3.032 313.076 316.108 3.032
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho 1. Receitas Intermediação Financeira Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Outras Receitas Operacionais Resultados não Operacionais 2. Despesas da Intermediação Financeira 3. Materiais e Serviços Adquiridos de Terceiros Materiais, Energia e Outros (Materiais de Consumo, Telefone e Água) Serviços de Terceiros 4. Valor Adicionado Bruto (1-2-3) 5. Depreciação, Amortização e Exaustão 6. Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5) 7. Valor Adicionado Recebido em Transferência Resultado de Equivalência Patrimonial 8. Valor Adicionado Total a Distribuir (6+7) 9. Distribuição do Valor Adicionado Pessoal Remuneração direta Benefícios F.G.T.S. Impostos, Taxas e Contribuições Federais Estaduais Municipais Remuneração de Capitais de Terceiros Aluguéis Outras (Doações Filantrópicas) Remuneração de Capitais Próprios Juros sobre o Capital Próprio Lucros retidos do semestre
2012 529.879 519.957 11.385 (4.031) 2.456 112 445.575 29.248 1.022 28.226 55.056 393 54.663 16.246 16.246 70.909 70.909 26.128 22.183 2.247 1.698 10.056 9.761 12 283 2.456 2.456 5 32.264 9.016 23.248
2011 464.435 445.677 11.951 92 6.293 422 392.772 23.940 794 23.146 47.723 349 47.374 18.003 18.003 65.377 65.377 23.296 19.578 1.989 1.729 9.559 9.257 1 301 2.126 2.126 17 30.379 8.489 21.890
(03) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Composta por: 30/06/2012 30/06/2011 Títulos do Tesouro Nacional 1.261.901 816.790 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 445.794 116.161 Letras do Tesouro Nacional - LTN 816.107 439.442 Notas do Tesouro Nacional - NTN – 261.187 Ações de Companhias Abertas 2.409 2.539 Debêntures 14.448 64.805 Notas Promissórias – 54.474 Certificados de Depósitos Bancários – 1.417 – 2.678 Títulos da Dívida Agrária 1.278.758 942.703 Títulos Livres Títulos do Tesouro Nacional 1.908.276 2.599.627 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 1.364.541 1.095.459 Letras do Tesouro Nacional - LTN 543.720 720.877 15 783.291 Notas do Tesouro Nacional - NTN 1.908.276 2.599.627 Títulos Vinculados 3.187.034 3.542.330 Total - Títulos e Valores Mobiliários Swaps - Diferencial a Receber 2.816 30 – 33 Vendas a Termo a Receber - Ações 2.816 63 Total - Instrumentos Financeiros Derivativos (*) 3.189.850 3.542.393 Total Geral (*) Vide detalhes na nota explicativa nº 13. b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por Categoria (*) Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Saldo em Saldo em meses a 1 ano 3 anos 3 anos 30/06/2012 30/06/2011 Títulos Títulos do Tesouro Nacional – 89.077 191.786 1.188.913 1.469.776 1.699.405 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – 52.940 191.786 1.188.913 1.433.639 1.194.096 Letras do Tesouro Nacional - LTN – 36.137 – – 36.137 240.968 Notas do Tesouro Nacional - NTN – – – – – 264.341 Ações de Companhias Abertas 2.409 – – – 2.409 2.539 Debêntures – – 10.383 – 10.383 52.610 Certificados de Depósitos Bancários – – – – – 1.417 Notas Promissórias – – – – – 54.474 Títulos da Dívida Agrária – – – – – 2.678 Títulos para Negociação 2.409 89.077 202.169 1.188.913 1.482.568 1.813.123 Títulos do Tesouro Nacional – 1.992 – – 1.992 17.613 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – 1.992 – – 1.992 17.524 Letras do Tesouro Nacional - LTN – – – – – 89 Títulos Disponíveis para Venda – 1.992 – – 1.992 17.613 Títulos do Tesouro Nacional 15 769.702 851.098 77.594 1.698.409 1.699.399 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – – 297.110 77.594 374.704 – Letras do Tesouro Nacional - LTN – 769.702 553.988 – 1.323.690 919.262 Notas do Tesouro Nacional - NTN 15 – – – 15 780.137 Debêntures – 4.065 – – 4.065 12.195 Títulos Mantidos até o Vencimento 15 773.767 851.098 77.594 1.702.474 1.711.594 Títulos e Valores Mobiliários 2.424 864.836 1.053.267 1.266.507 3.187.034 3.542.330 % Concentração por Prazo 0,1 27,2 33,0 39,7 100,0 (*) Inclui ações de companhias de capital aberto, sem data de vencimento. continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
24 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
continuação
BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - EM R$ MIL Os títulos foram classificados nas categorias: - “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço e foi obtido principalmente através de coletas de preços de mercado, quando aplicável, as quais são comparadas com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).Títulos e Valores Mobiliários que não possuem cotação no mercado são avaliados através de modelos internos de avaliação que consideram curvas de juros aplicáveis publicamente divulgadas. a) O ajuste positivo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 4.617 (30/06/2011 R$ 2.143 ajuste negativo), obtido entre os valores de custo R$ 1.477.951 (30/06/2011 R$ 1.815.266) e de mercado R$ 1.482.568 (30/06/2011 R$ 1.813.123), foi registrado em conta adequada do resultado. b) O ajuste positivo dos Títulos Disponíveis para Venda no montantes de R$ 1 (30/06/2011 R$ 22 ajuste positivo), obtido entre os valores de custo R$ 1.991 (30/06/2011 R$ 17.591) e de mercado R$ 1.992 (30/06/2011 R$ 17.613), foi registrado em conta adequada do patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários. - “Títulos Mantidos até o Vencimento”: classificados em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira do Banco em mantê-los até o vencimento, comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN. Esses títulos foram mantidos pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos, os quais foram registrados no resultado do período. O valor de mercado desses títulos na data do balanço totalizava R$ 1.725.722 (30/06/2011 R$ 1.704.131). Em 2012, o Banco alienou títulos públicos federais - NTN-B no montante de R$ 125.766 e LTN no montante de R$ 733.429, para recomposição desta carteira, adquiriu títulos públicos federais com prazos de vencimentos mais longos. Esta operação gerou um lucro de R$ 4.889 líquido de tributos. Desde Setembro/2011, o Banco vem adotando a faculdade prevista no Art. 3º da Circular BACEN 3.129 de 27/06/2002 e está cobrindo riscos de taxa de juros em sua posição de títulos mantidos até o vencimento, com a realização de operação de SWAP (CDI x Pré) negociado pela BM&FBOVESPA, e na data-base 30/06/2012 alcançou o valor nocional de R$ 1.065.602. Os títulos privados são custodiados na CETIP, os títulos públicos no Selic e as ações na CBLC. (04) OPERAÇÕES DE CRÉDITO a) Composição da carteira de crédito Composição 30/06/2012 30/06/2011 Empréstimos (1) 2.772.123 2.312.616 Financiamentos 1.072.794 1.120.793 Financiamentos Rurais 6.026 5.228 Adiantamentos s/Contratos de Câmbio (2) 176.979 151.874 Outros Créditos (3) 2.384 864 Total da Carteira 4.030.306 3.591.375 Repasses Interfinanceiros 85.449 42.612 Avais e Fianças Prestadas (4) 545.945 703.037 Outras Coobrigações (5) – 2.324 Total Global 4.661.700 4.339.348 (1) Em 2008 foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação de contratos de capital de giro e nota de crédito de exportação. Para registro destas operações foi adotada a faculdade prevista na Resolução CMN 3.627 de 30 de Outubro de 2008 de aplicação antecipada dos procedimentos definidos na Resolução CMN 3.533 de 31 de Janeiro de 2008. Assim, por se tratar de cessões com coobrigação, os valores cedidos permaneceram registrados no ativo pelo valor, na data do balanço, de R$ 47.148 (30/06/2011 R$ 58.155) e os recursos correspondentes a essas cessões, foram registrados no passivo, na rubrica “Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros” - “Outras Obrigações Diversas” cujo saldo na data do balanço era de R$ 47.045 (30/06/2011 R$ 56.648). As despesas resultantes dessa obrigação no semestre foram de R$ 2.980 (1º semestre/2011 R$ 5.292) e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações de venda ou de transferência de ativos financeiros”. Essas operações, efetivadas em 2008, geraram resultado negativo no valor total de R$ 9.495 que estão sendo reconhecidos no resultado ao longo do prazo das operações. O Banco Alfa de Investimento S.A. realiza operações de captação através de “Letras de Crédito de Agronegócios” classificadas no grupo “Recursos de Aceites e Emissão de Títulos” conforme descrito na nota explicativa nº 08. Parte destas captações é garantida por operações de crédito que na data destas demonstrações financeiras perfazem o montante de R$ 128.953 (30/06/2011 R$ 12.940). (2) Os adiantamentos sobre contratos de câmbio estão classificados no balanço como redução de “Outras Obrigações - Carteira de Câmbio”. (3) Outros Créditos incluem rendas a receber sobre contratos de câmbio e direitos de créditos adquiridos com coobrigação. (4) Avais e Fianças Prestadas estão registrados em contas de compensação. (5) Coobrigação assumida pela emissão e colocação privada de debêntures efetuada pela controlada Alfa Arrendamento Mercantil S.A.. b) Composição da carteira de crédito por setor de atividade 30/06/2012 30/06/2011 Setores de Atividade Valor % Valor % Setor Público 3.198 0,1 13.360 0,4 Setor Privado Rural 19.804 0,5 22.365 0,6 Indústria 2.580.865 63,9 2.056.164 57,2 Comércio 397.015 9,9 433.007 12,1 Intermediários Financeiros 52.258 1,3 94.804 2,6 Outros Serviços 974.127 24,2 968.424 27,0 Pessoas Físicas 3.039 0,1 3.251 0,1 Total da Carteira 4.030.306 100,0 3.591.375 100,0 c) Composição da carteira de crédito por faixas de vencimento 30/06/2012 Parcelas por Faixas de Vencimento A Vencer Vencidos Total % Até 180 dias 2.310.597 637 2.311.234 57,4 De 181 a 360 dias 690.572 283 690.855 17,1 Acima de 360 dias 1.027.793 53 1.027.846 25,5 Total Vincendas 4.028.962 973 4.029.935 100,0 Até 60 dias – 169 169 – De 61 a 180 dias – 114 114 – Acima de 180 dias – 88 88 – Total Vencidas – 371 371 – Total da Carteira 4.028.962 1.344 4.030.306 100,0 30/06/2011 Parcelas por Faixas de Vencimento A Vencer Vencidos Total % Até 180 dias 2.088.234 184 2.088.418 58,2 De 181 a 360 dias 510.940 108 511.048 14,2 Acima de 360 dias 991.622 179 991.801 27,6 Total Vincendas 3.590.796 471 3.591.267 100,0 Até 60 dias – 74 74 – De 61 a 180 dias – 34 34 – Total Vencidas – 108 108 – Total da Carteira 3.590.796 579 3.591.375 100,0 d) Classificação da carteira de crédito por níveis de risco: A Resolução CMN nº 2.682 de 21/12/1999 introduziu os critérios para a classificação das operações de crédito e para a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa, os quais são baseados em sistemas de avaliação de risco de clientes/operações. A composição da carteira de crédito e a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na referida Resolução, estão demonstrados a seguir: 30/06/2012 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Mínima Exigida Contábil AA 1.267.318 – 1.267.318 – – A 1.441.264 – 1.441.264 7.206 9.369 B 1.221.176 110 1.221.286 12.213 12.213 C 98.681 424 99.105 2.973 2.973 D 523 319 842 84 319 F – 249 249 125 249 H – 242 242 242 242 Total 4.028.962 1.344 4.030.306 22.843 25.365 30/06/2011 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Mínima Exigida Contábil AA 1.589.446 – 1.589.446 – – A 1.002.597 – 1.002.597 5.013 9.324 B 918.845 61 918.906 9.189 9.189 C 79.560 440 80.000 2.400 2.400 D 348 – 348 35 35 F – 78 78 39 39 Total 3.590.796 579 3.591.375 16.676 20.987 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. e) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: A provisão atingiu o saldo de R$ 25.365 (30/06/2011 R$ 20.987), correspondente a 0,6% (30/06/2011 0,6%) do total da carteira. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN 2.682, decorre das análises internas e individuais dos clientes e é considerada adequada para suportar eventuais perdas. No decorrer do semestre foram amortizados créditos para prejuízo no montante de R$ 4 (1º semestre/2011 R$ 3) e ocorreram recuperações no montante de R$ 937 (1º semestre/2011 R$ 4.692). O saldo dos créditos renegociados, em 30/06/2012, era de R$ 523 (30/06/2011R$ 6.650). A provisão constituída para estes créditos foi de R$ 198 (30/06/2011 R$ 200). O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. (05) CARTEIRA DE CÂMBIO Outros Créditos Outras Obrigações Composição 30/06/2012 30/06/2011 30/06/2012 30/06/2011 Câmbio Comprado a Liquidar 197.237 157.480 – – Câmbio Vendido a Liquidar – – 19.427 19.903 Direitos sobre Vendas de Câmbio 19.931 20.135 – – Obrigações por Compras de Câmbio – – 184.660 164.315 Adiantamentos Recebidos (145) (1.410) – – Adiantamentos s/Contratos de Câmbio – – (176.979) (151.874) Rendas a Receber 1.840 864 – – Total Global 218.863 177.069 27.108 32.344 As responsabilidades por Créditos Abertos para Importação no valor de R$ 75.162 (30/06/2011 R$ 74.028) estão registradas em contas de compensação. (06) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 Créditos Tributários (nota nº 7 “b”) 60.852 63.284 Opções por Incentivos Fiscais 829 2.829 Depósitos Judiciais 53.413 51.379 Tributos Antecipados 2.791 4.001 Operações de Cessão de Crédito 544 – Devedores Diversos e Adiantamentos 3.733 1.987 Total 122.162 123.480 (07) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 1º semestre (a) Demonstração do cálculo dos encargos 2012 2011 Lucro antes da Tributação, deduzido das Participações no Lucro 36.855 35.090 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (14.742) (14.036) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Juros sobre o Capital Próprio 3.606 3.396 Provisões Operacionais (2.066) (2.214) Resultado obtido com derivativos não liquidados 3.270 348 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos (2.426) (1.005) Equivalência Patrimonial 5.755 6.240 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (1.611) 38 Outras Adições e Exclusões (265) 855 Total dos encargos devidos no semestre (8.479) (6.378) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social 1.317 2.035 Obrigações Fiscais Diferidas 2.571 (368) Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (4.591) (4.711) (b) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social Origem 31/12/2011 Constituição Realização 30/06/2012 Contingências Fiscais, Trabalhistas e Cíveis 46.135 2.789 (723) 48.201 Provisão para Créditos de Liq. Duvidosa 8.535 8.283 (6.672) 10.146 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos 3.468 – (3.465) 3 Outros Créditos Tributários 1.397 3.056 (1.951) 2.502 Total 59.535 14.128 (12.811) 60.852 % sobre Patrimônio Líquido 5,45% 5,45% A Administração do Banco, fundamentada em estudo técnico realizado tomando por base os dados contábeis disponíveis em 30/06/2012, estimou que a realização destes créditos tributários ocorrerá em até 5 anos na seguinte proporção: 17,02% no primeiro ano, 15,97% no segundo ano, 14,10% no terceiro ano, 22,44% no quarto ano e 30,47% no quinto ano. Na data-base de 30/06/2012, o valor presente dos créditos tributários, calculados com base na taxa Selic é de R$ 47.383. (08) DEPÓSITOS E CAPTAÇÕES a) Composição dos Recursos Captados Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 Depósitos à vista – 18 Depósitos Interfinanceiros 3.771.410 2.003.263 Depósitos a Prazo 841.194 1.426.436 Total de Depósitos 4.612.604 3.429.717 Captações no Mercado Aberto 1.753.532 2.473.627 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 2.420.959 651.506 Obrigações por Empréstimos no Exterior 356.706 229.684 Obrigações por Repasses - País 997.255 1.079.587 Obrigações por Operações de Cessão de Ativos Financeiros 47.045 56.648 Box de Opções Flexíveis 109.338 277.730 Total - Recursos Captados 10.297.439 8.198.499 b) Composição de Recursos Captados por prazos de vencimento Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Total meses a 1 ano 3 anos 3 anos 30/06/2012 Títulos Depósitos Interfinanceiros (a) 1.166.712 775.960 1.597.900 230.838 3.771.410 Depósitos a Prazo (b) 234.109 394.776 188.969 23.340 841.194 Total de Depósitos 1.400.821 1.170.736 1.786.869 254.178 4.612.604 Captações no Mercado Aberto 1.753.532 – – – 1.753.532 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (c) 264.948 426.305 1.727.918 1.788 2.420.959 Obrigações por Empréstimos no Exterior (f) 178.709 177.135 862 – 356.706 Obrigações por Repasses (d, e) 100.780 277.290 350.393 268.792 997.255 Obrigações por Operações de Cessão de Ativos Financeiros 47.045 – – – 47.045 Box de Opções Flexíveis (g) 39.125 42.815 27.398 – 109.338 Total de Captações 3.784.960 2.094.281 3.893.440 524.758 10.297.439 % Concentração por Prazo 36,9% 20,3% 37,7% 5,1% 100,0%
Até 3 meses(*) 18 1.485.001 284.269 1.769.288 2.473.627
3 meses a 1 ano – 111.309 652.380 763.689 –
1 ano a 3 anos – 201.866 459.232 661.098 –
Acima de 3 anos – 205.087 30.555 235.642 –
Total 30/06/2011 18 2.003.263 1.426.436 3.429.717 2.473.627
Títulos Depósitos à Vista Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Total de Depósitos Captações no Mercado Aberto Recursos de Aceites e Emissão de Títulos – 75.305 574.895 1.306 651.506 Obrigações por Empréstimos no Exterior 78.987 149.030 1.667 – 229.684 Obrigações por Repasses 90.234 429.838 398.504 161.011 1.079.587 Obrigações por Operações de Cessão de Ativos Financeiros 8.147 4.922 43.579 – 56.648 Box de Opções Flexíveis 3.256 157.002 117.472 – 277.730 Total de Captações 4.423.539 1.579.786 1.797.215 397.959 8.198.499 % Concentração por Prazo 53,9% 19,3% 21,9% 4,9% 100,0% (*) Inclui depósitos à vista, sem data de vencimento. c) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Em 30 de junho de 2012, os recursos captados no País e no Exterior para repasses a clientes possuíam as seguintes características: a) Depósitos Interfinanceiros, com vencimentos até 22/04/2016 à taxa pré-fixada de 8,36% a.a. e pós-fixada indexado de 98,00% até 117,00% do CDI; b) Depósitos a Prazo, com vencimentos até 18/12/2015 à taxa pré-fixada de 12,00% a.a. até 14,29% a.a., pós-fixada indexado à taxas que variam de 98,00% a 112,00% do CDI, e pós-fixada indexados às taxas que variam de 5,99% a 6,93% a.a. mais 100,00% do IPCA; c) Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares com vencimentos até 22/08/2016 à taxa pré-fixada de 8,36% até 14,02% a.a. e à taxas pós-fixada indexada que variam de 92,00% a 111,00% do CDI, às taxas pré-fixadas que variam de 5,25% a 5,95% a.a. mais 100,00% do IGPM e às taxas pré-fixadas que variam de 3,63% a 7,10% a.a. mais 100,00% do IPCA; d) Operações de BNDES, com vencimentos até 15/06/2021 à taxa pré-fixada de 1,5% até 7,557% a.a. e pós-fixada de 1,80% mais TJLP até 4,00% a.a. mais TJLP; e) Operações de FINAME, com vencimentos até 16/05/2022 à taxa pré-fixada de 1,5% até 8,7294% a.a. e pós-fixada de 2,3% até 4,0% a.a. mais TJLP; f) Recursos captados no mercado internacional (inclui Resolução 2.770), com vencimentos até 14/06/2013 à taxa de 5,50% a.a. (indexado à taxa libor acrescido de spread); g) Box de Opções Flexíveis com vencimentos até 22/11/2013 à taxa pré-fixada de 5,33% até 12,79% a.a.. Os depósitos a prazo e os contratos de Box de Opções Flexíveis foram classificados de acordo com seus vencimentos contratuais e incluem o montante de R$ 372.067 (30/06/2011 R$ 677.286) e de R$ 45.328 (30/06/2011 R$ 104.089) respectivamente, referentes às captações com compromisso de liquidez que podem ser resgatados antecipadamente pelos clientes, todos registrados na Cetip S.A. Balcão Organizado de Ativos e Derivativos. (09) PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS O Banco, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos Tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: Fiscais e Cíveis e Previdenciárias Trabalhistas Movimentação Saldo inicial em 01/01/2012 de contingências e obrigações legais 146.220 9.329 (+) Complemento e Atualização de Provisão 7.667 494 (–) Baixa por Pagamento – (494) (–) Reversão – (1.716) Saldo final em 30/06/2012 de contingências e obrigações legais 153.887 7.613 Prov. para Impostos e Contribuição sobre o Lucro 37 Impostos e Contribuições a Recolher 3.120 Prov. para I. Renda e Contrib. Diferidos 2.411 Total 159.455 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) o alargamento da base de cálculo da COFINS determinado pela Lei nº 9.718/98; (ii) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da cobrança do PIS pela Emenda Constitucional nº 10/96; e, (iii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável e encontram-se registradas no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas” (vide nota explicativa nº 14.b). (c) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando restituição de valores cobrados e/ou indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. Em 2012 houve reversão de R$ 1.485. (d) Passivos contingentes classificados como risco de perda possível: O Banco possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda possível, conforme Deliberação CVM nº 594, de 15/09/2009, com destaque para: • ISS - Prefeitura de São Paulo - R$ 13.025 refere-se à lavratura de autos de infração para cobrança de ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços. • PIS: R$ 22.710 - Refere-se à discussão sobre a aplicabilidade da Lei nº 9.718/1998, no tocante à base de cálculo do PIS, para fazer incidir tal contribuição sobre todas as receitas das instituições financeiras, e não apenas sobre suas receitas de prestação de serviços. Ante a referida norma, a Companhia ingressou com ação e obteve decisão favorável que afasta tal pretensão, por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF), já transitada em julgado. Em que pese este afastamento pelo STF, a Companhia voltou a ter estes valores questionados pela Receita Federal do Brasil e está contestando administrativa e judicialmente estas cobranças. As contingências cíveis classificadas como de perda possível atingiram o montante de R$ 35 na data destas demonstrações financeiras, representadas principalmente por ações indenizatórias ou de cobrança, cujos valores individuais não são relevantes. As ações de natureza trabalhista para as quais foi constituída provisão são consideradas como risco de perda provável e avaliadas individualmente, para fins de contingência. Para determinação do valor de provisão necessário, estas ações são avaliadas individualmente e em seu conjunto, considerando histórico de pagamentos feitos pelo Conglomerado a esse título. (10) PATRIMÔNIO LÍQUIDO (a) Capital Social: Dividido em 53.948.999 ações ordinárias e 36.275.493 ações preferenciais, sem valor nominal. É assegurado às ações preferenciais, que não possuem direito de voto, um dividendo mínimo de 6% a.a. sobre a parte e respectivo valor do capital que essas ações representam. A Assembleia Geral Extraordinária realizada em 26/04/2012, homologada pelo Banco Central do Brasil em 25/05/2012, aprovou o aumento do capital social para R$ 500.000 mediante incorporação de reservas de lucros. (b) Dividendos: O Estatuto Social prevê dividendo obrigatório de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no artigo 202 da Lei das Sociedades por Ações, podendo ser pago sob a forma de juros sobre capital próprio, conforme previsto no artigo 35 do Estatuto Social e artigo 9º da Lei nº 9.249 de 26/12/1995. Demonstrativo 30/06/2012 30/06/2011 Lucro Líquido do Semestre 32.264 30.379 (–) Reserva Legal (1.613) (1.519) Lucro Líquido Ajustado 30.651 28.860 Juros sobre o Capital Próprio - Valor Bruto 9.016 8.489 (–) Imposto de Renda na Fonte - 15% (1.352) (1.273) Juros sobre o Capital Próprio - Valor Líquido 7.664 7.216 % sobre o Lucro Líquido Ajustado 25% 25% (c) Reserva de Capital e Reserva de Lucros: A reserva de capital é representada pelas reservas de incentivos fiscais R$ 29.751 (30/06/2011 R$ 29.751), de atualização de títulos patrimoniais R$ 4.255 (30/06/2011 R$ 4.255), de correção monetária especial da Lei nº 8.200/91 R$ 14.764 (30/06/2011 R$ 14.764) e dividendos não reclamados R$ 11.542 (30/06/2011 R$ 10.481). A reserva de lucros é composta pelas reservas legal R$ 69.681 (30/06/2011 R$ 66.211), estatutárias R$ 452.368 (30/06/2011 R$ 429.835) e lucros a realizar R$ 34.444 (30/06/2011 R$ 34.444). A reserva estatutária é composta pelas reservas para aumento de capital R$ 354.422 (30/06/2011 R$ 336.542) e especial para dividendos R$ 97.946 (30/06/2011 R$ 93.293). A realização da Reserva de Lucros a Realizar ocorre na medida em que as reservas de lucros nas controladas forem efetivamente realizadas ou distribuídas. No semestre não foi realizada a parcela de reserva de lucros a realizar em conformidade com a Lei nº 6.404/76, com alterações introduzidas pela Lei nº 10.303/01, tendo em vista que sua controlada BRI Participações Ltda. não distribuiu efetivamente parcela de seus lucros. (11) TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS (a) Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas controladas e ligadas, conforme demonstramos a seguir: 30/06/2012 30/06/2011 Ativos Receitas Ativos Receitas (Passivos) (Despesas) (Passivos) (Despesas) Operações Disponibilidades 363 – 226 – Operações Compromissadas (1) (2.900) 200 – 176 Depósitos Interfinanceiros (1) 1.459.416 39.501 137.874 4.286 Negoc. e Intermediação de Vlrs. (1) (6) – (116) – Operações SWAP (1) – (9) 11 (4) Juros sobre o Capital Próprio 1.859 1.859 2.402 2.402 Ressarcimento de Custos (2) 792 – 362 – Garantias Prestadas (1) – 2 – 3 Aquisição de Ativos Financeiros 52.258 2.910 94.389 6.075 Prestação de Serviços (3) (807) (4.215) – (3.726) Rescisão de Promessa de Cessão de Direitos (4) – (3.761) (726) – Total 1.510.975 36.487 234.422 9.212 Categoria Subsidiária (819.813) (18.036) (512.832) (19.342) Outras Partes Relacionadas 2.330.788 54.523 747.254 28.554 Total 1.510.975 36.487 234.422 9.212 (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo o Banco e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas pelo mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente, à sub-locação de imóvel com empresas ligadas de acordo com contrato mantido entre as partes. (3) Referem-se basicamente aos serviços contratados junto às empresas Metro Tecnologia e Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 1.862 (1º semestre/2011 R$ 1.621) e consultoria contábil R$ 107 (1º semestre/2011 R$ 38), Metro Sistemas de Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 889 (1º semestre/2011 R$ 811) e auditoria interna R$ 425 (1º semestre/2011 R$ 243), Metro Dados Ltda., sendo: tecnologia R$ 475 (1º semestre/2011 R$ 677) e Metro Táxi Aéreo Ltda., sendo: transporte aéreo R$ 451 (1º semestre/2011 R$ 228). (4) Rescisão de Promessa de Cessão de Direitos: Nesse semestre, o Banco e as suas controladas, Alfa Arrendamento Mercantil S.A. e Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., liquidaram obrigações relacionadas a Promessas de Cessão de Direitos não concretizadas com empresas ligadas e controlada. O impacto negativo no resultado do semestre foi de R$ 3.761, líquido dos efeitos tributários. (b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembleia geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para os membros do Conselho de Administração e Diretoria. Em 2012 foi fixada em média mensal, a remuneração global no montante de até R$ 900 (2011 de até R$ 665), livre do Imposto de Renda na Fonte. (b.1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: No semestre o montante de R$ 5.956 (1º semestre/2011 R$ 4.860) sendo: Remuneração R$ 4.436 (1º semestre/2011 R$ 4.129) e Parcela Anual de Honorários R$ 1.520 (1º semestre/2011 R$ 731), e estão registrados na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Despesa de Pessoal”. O Banco não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. (b.2) Conforme legislação em vigor, o Banco não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, da própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelo Banco empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. (c) Participação acionária: Os membros do Conselho de Administração possuem, em conjunto, a seguinte participação acionária, em 30 de junho de 2012: Ordinárias 3,28%, Preferenciais 23,509% e do total de ações de 11,413%. (12) GERENCIAMENTO DE RISCO O Gerenciamento de Riscos é um instrumento essencial para garantir o uso adequado do capital e a melhor relação risco x retorno para o Banco. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos nas diversas atividades do Banco são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoantes às diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado - O risco de mercado está relacionado à probabilidade de perda decorrente dos impactos de flutuações dos preços e taxas de mercado sobre as posições ativas e passivas da carteira própria do Banco. A política global em termos de exposição a riscos de mercado é conservadora, sendo a estratégia e os limites de VaR (Value at Risk) definidos pelo Comitê de Gestão de Risco de Mercado e seu cumprimento acompanhado diariamente por área independente à gestão das carteiras, através de métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de forma consistente com a realidade de mercado. A metodologia para apuração do VaR é baseada no modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia e as volatilidades são calculadas pela metodologia EWMA com a utilização de fator de decaimento (lâmbda) de 0,94. Além do VaR, são adotados os parâmetros de risco acumulado mensal e cenários de stress em que são elaborados cenários históricos e hipotéticos para as taxas de mercado e verificados os possíveis impactos nas posições. Complementando a estrutura de acompanhamento, controle e gestão de riscos de mercado, são calculados diariamente os valores exigidos de capital para cobertura das exposições ao risco de mercado, em conformidade com a Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.490. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de mercado encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco de Liquidez - O controle e estratégia de liquidez são decididos pelo Comitê de Caixa que se reúne diariamente antes do início das operações, com o objetivo de avaliar o comportamento dos diversos mercados de juros, dólar e bolsas, domésticos e internacionais, bem como, definir as estratégias do dia e avaliar o fluxo de caixa das empresas financeiras. O Comitê de Caixa gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez, cujas posições são monitoradas on-line e casadas cuidadosamente quanto a moedas e prazos. Adicionalmente, os controles do risco de liquidez utilizam-se de fluxo de caixa projetado para atendimento à Resolução do Banco Central do Brasil nº 2.804, adotando-se as premissas de fluxo de vencimento das operações financeiras, fluxo de caixa de despesas, o nível de atraso nas carteiras e antecipação de passivos. Risco de Crédito - é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes, dentre outras, mas principalmente, das seguintes situações: (a) Da inadimplência dos tomadores de crédito (pessoas físicas, empresas, instituições financeiras) na liquidação dos compromissos assumidos sobre posições de empréstimos, ativos financeiros e ou seus respectivos instrumentos derivativos. (b) Da possibilidade de desembolsos financeiros para honrar avais, fianças,
Ouvidoria: 0800-7220140
compromissos de crédito, coobrigações ou operações de natureza semelhante. (c) De possíveis renegociações, em termos mais desfavoráveis, das condições pactuadas na operação original. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito do Conglomerado Financeiro Alfa deve, em conformidade com as disposições do Art. 3º da Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.721, permitir a identificação, mensuração e controle dos riscos associados às operações de crédito, bem como a aplicação de mitigadores a estes riscos. Ressalta-se que este objetivo estende-se a todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de crédito encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco Operacional - A Gestão de Risco Operacional tem por objetivo a identificação, avaliação e monitoramento dos riscos operacionais, conceituados na Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.380, aos quais o Conglomerado está sujeito, e a consequente adoção de medidas preventivas. Tais ações visam resguardar nossa imagem de integridade e correção perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando benefícios resultantes da boa gestão destes riscos. Em conformidade com a política institucional, o gerenciamento do risco operacional é de responsabilidade do departamento de Gestão de Riscos. Este departamento reporta-se diretamente à Controladoria, que além de coordenar diretamente as atividades inerentes ao processo, desempenha também o papel de disseminador da cultura de prevenção ao risco operacional pelo Conglomerado. É sua responsabilidade reportar ao Comitê de Controles de Risco Operacional a identificação e ações para correção de eventuais deficiências de controle e gerenciamento de riscos operacionais. Cabe ressaltar que as medidas tomadas e registradas em atas neste comitê serão acompanhadas diretamente pela Presidência e Conselho de Administração do Conglomerado. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco operacional encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Conforme disposto no parágrafo 2º do Art. 15 da Circular do Banco Central do Brasil n° 3.477, as informações referentes à gestão de riscos, ao Patrimônio de Referência Exigido (PRE), estão disponíveis no site www.alfanet.com.br. (13) INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS Em consequência ao crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados pelo mercado, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administração dos riscos envolvidos, em função das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos. Desta forma, o Banco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos tanto para atender as necessidades de seus clientes como na execução de sua política de gestão de riscos. Tal política baseia-se na utilização de instrumentos financeiros derivativos como forma de minimizar os riscos resultantes das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos contidos nos instrumentos financeiros em operações comerciais e financeiras, podendo-se valer, excepcionalmente, destas operações para a geração de lucro, desde que dentro dos limites de exposição aprovados para o Banco e com a autorização do Diretor de Tesouraria. Para comercializar instrumentos financeiros derivativos com os clientes é necessária a existência de limites de crédito previamente aprovados e tais operações são neutralizadas de forma a eliminar eventuais riscos trazidos para o Banco. Os principais fatores de risco dos instrumentos financeiros derivativos assumidos até 30/06/2012 eram relacionados a taxas pré-fixadas e taxas de câmbio e todas as operações foram efetuadas para neutralizar exposições com outros instrumentos financeiros da carteira. Portanto, na referida data-base não haviam instrumentos financeiros derivativos com outros objetivos que não fossem para proteção patrimonial. Os instrumentos financeiros derivativos são representados por operações de contratos futuros, a termo, opções e de swap, registrados na BM&FBOVESPA S.A. ou na CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), envolvendo taxas préfixadas, mercado interfinanceiro (DI), variação cambial ou índice de preços e correspondiam somente a operações para proteção patrimonial. Esses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Abaixo, composição dessa carteira por tipo de instrumento indexador, demonstrada pelo seu valor de custo, referencial e de mercado. Para apuração dos preços de mercado destes contratos foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço, conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. 30/06/2012 30/06/2011 Contratos Custo Referência Mercado Custo Referência Mercado Pré 45.162 58.811 59.851 90.144 110.180 104.500 Mercado Interfinanceiro 1.041.356 1.102.728 1.102.728 3.993 4.051 4.051 Moeda Estrangeira 15.000 16.624 16.790 4.000 3.747 3.739 Índices 14.243 15.981 16.278 9.642 10.222 10.077 Posição Ativa 1.115.761 1.194.144 1.195.647 107.779 128.200 122.367 Pré 1.026.356 1.089.680 1.089.720 3.993 4.049 4.062 Mercado Interfinanceiro 74.405 94.131 94.131 103.786 131.601 131.601 Moeda Estrangeira 15.000 16.598 16.701 – – – Posição Passiva 1.115.761 1.200.409 1.200.552 107.779 135.650 135.663 Contratos de Swaps Exposição Líquida – (6.265) (4.905) – (7.450) (13.296) Contratos a Termo a Receber Vendas de Ações – – – 32 33 33 Box de Opções Flexíveis Prêmios Recebidos (83.300) (108.180) (109.338) (239.774) (282.944) (277.730) Total (114.243) (290.993) Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo 2.051 57 Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo 765 6 Passivo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo (87.884) (164.679) Passivo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo (29.175) (126.377) Contratos Futuros Compromissos de Venda - DDI (71.362) (3.886) Compromissos de Compra - DI 16.618 745.607 Compromissos de Venda - DI – (232.593) Compromissos de Compra - Dólar 2.025 – Contratos Futuros (52.719) 509.128 O valor total das margens dadas em garantia era de R$ 156.289 (30/06/2011 R$ 112.337) e estava composto por Títulos do Tesouro Nacional. Os seguintes valores a receber (ativo) e a pagar (passivo) foram registrados em contas patrimoniais sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: 30/06/2012 30/06/2011 Ativo - Saldo Passivo - Saldo Ativo - Saldo Passivo - Saldo a Receber a Pagar a Receber a Pagar Operações De Swaps 2.816 7.721 30 13.326 De Vendas a Termo – – 33 – Box de Opções Flexíveis – 109.338 – 277.730 Total 2.816 117.059 63 291.056 Os seguintes resultados foram registrados sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: 1º semestre Operações 2012 2011 De Swaps (1.927) (8.093) De Vendas a Termo – 104 Futuro (4.389) (96) Opções 70 1.202 Box de Opções Flexíveis (9.826) (10.212) Non Deliverable Forward – 18 Total (16.072) (17.077) O total do ajuste, de marcação a mercado, registrado no resultado foi de: 1º semestre Operações 2012 2011 De Swaps 2.342 (5.712) De Vendas a Termo – 1 Opções 21 (26) Box de Opções Flexíveis (663) – Non Deliverable Forward – 1 Total 1.700 (5.736) Os instrumentos financeiros derivativos registrados possuíam os seguintes vencimentos: 30/06/2012 Até de 91 a de 181 a acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap (916) (426) (2.551) (1.012) (4.905) Box de Opções (39.125) (2.351) (40.464) (27.398) (109.338) Total (40.041) (2.777) (43.015) (28.410) (114.243) 30/06/2011 Até de 91 a de 181 a acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap (494) (387) (3.516) (8.899) (13.296) Termo 33 – – – 33 Box de Opções (3.256) (54.686) (102.316) (117.472) (277.730) Total (3.717) (55.073) (105.832) (126.371) (290.993) Contabilidade de “Hedge”: No Banco adota-se a política de proteger operações ativas pré-fixadas em consonância com suas políticas de gestão de risco, levando em consideração as taxas de captação praticadas. Estas operações de “hedge” são realizadas em conformidade com a Circular Bacen nº 3.082 de 30/01/2002, que exige avaliação periódica de efetividade do “hedge” e o registro a mercado tanto do instrumento financeiro derivativo como do item objeto de “hedge”, considerando tratar-se de uma operação de “hedge” de risco de mercado, com exceção dos instrumentos derivativos utilizados como “hedge” de títulos e valores mobiliários classificados na categoria “mantidos até o vencimento”, os quais tal como definido no art. 3º da Circular BACEN 3.129 de 27/06/2002, em sua avaliação não são ajustados a valor de mercado (vide nota 03). Em 30 de junho de 2012 o valor contábil e de mercado dos itens objeto de “hedge” são, respectivamente, R$ 13.474 (30/06/2011 R$ zero) e R$ 14.341 (30/06/2011 R$ zero) e o valor de mercado dos instrumentos derivativos utilizados como hedge, na data-base destas demonstrações financeiras é de R$ 14.498 (30/06/2011 R$ zero) de SWAP ponta ativa e R$ 13.624 (30/06/2011 R$ zero) de SWAP ponta passiva. Para apuração do valor de mercado das parcelas dos ativos de crédito foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexador similar na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A., acrescidas dos custos de captação, de produção e operacionais, passíveis de verificação, necessários para a originação e manutenção até o vencimento dessas operações, de forma a refletir adequadamente os efeitos dessas taxas de juros no resultado. A avaliação dos ativos de crédito objeto de hedge a mercado gerou um ajuste positivo de R$ 868 (30/06/2011 R$ zero), o qual foi registrado na rubrica “Devedores Diversos” do grupo “Outros Créditos Diversos”. O ajuste negativo no semestre foi registrado na rubrica “Outras Despesas Operacionais”, no montante de R$ 97 (1º semestre/2011 R$ zero). Análise de Sensibilidade: Em conformidade com a Instrução CVM nº 475, de 17/12/2008, o Banco realiza análises de sensibilidade de suas operações que possam expô-lo a riscos oriundos da volatilidade de fatores de riscos de mercado, a qual poderá gerar prejuízos materiais para suas operações e/ou fluxos de caixa. O quadro disposto abaixo traz valores das exposições em análise, bem como os testes de sensibilidade das mesmas, considerando-se três cenários de estresse possíveis: a) situação de estresse determinada pelo Banco e aprovado em seu Comitê de Gestão de Riscos de Mercado (CGRM), conforme a metodologia descrita na nota sobre Risco de Mercado; b) situação de estresse considerada pelo Banco com deterioração de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) na variável de risco considerada e; c) situação de estresse considerada pelo Banco com deterioração de, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) na variável de risco considerada. É importante salientar que os cenários “b” e “c” abaixo, estão sendo apresentados por exigência da Instrução CVM nº 475, entretanto, referem-se a cenários que a administração do Banco não acredita que possam ocorrer. 30/06/2012 MTM - Estresse - Deterioração Deterioração Exposição Alfa de 25% de 50% Exposição cenário (a) cenário (b) cenário (c) Pré-Fixado 1.188.303 (10.443) (17.821) (34.320) Índice de Preços 150 (13) (25) (51) Variação Cambial 5.959 (685) (1.490) (2.979) Cupom Cambial 3.331 (386) (786) (1.572) 30/06/2011 MTM - Estresse - Deterioração Deterioração Exposição Alfa de 25% de 50% Exposição cenário (a) cenário (b) cenário (c) Pré-Fixado 1.629.262 (28.779) (53.370) (103.770) Índice de Preços 237.918 (3.789) (5.869) (11.495) Variação Cambial (6.091) (674) (1.523) (3.046) Cupom Cambial (4.781) (543) (1.241) (2.482) Considerou para a análise apresentada acima, a exposição líquida das operações (posições ativas menos posições passivas), ressaltando que estão incluídas todas as posições de derivativos contratadas. (14) OUTRAS INFORMAÇÕES (a) Outros Valores e Bens - Composto por valores recebidos em dação em pagamento e despesas antecipadas. 30/06/2012 30/06/2011 (b) Outras Obrigações - Diversas Composto por: Provisões de Despesas de Pessoal e Administrativa 13.004 10.400 Contingência Trabalhista e Civel (vide nota 09) 7.613 9.452 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros 47.045 56.648 Credores Diversos 6.552 4.165 Total 74.214 80.665 1º semestre (c) Outras Receitas Operacionais Composto por: 2012 2011 Atualização de Tributos a Compensar e Depósitos Judiciais 301 447 Atualização de Incentivos Fiscais 429 – Reversão de Provisões Operacionais 1.716 5.770 Outras 10 76 Total 2.456 6.293 1º semestre (d) Outras Despesas Operacionais Composto por: 2012 2011 Atualização de Tributos e Complemento para Provisão para Contingências Fiscais, Trabalhistas e Civeis 6.815 6.717 Processos Operacionais 673 1.230 Despesas com Créditos Inadimplentes 57 140 Despesas de Intermediação/Equalização de Contratos 2.232 2.269 Perdas na Realização de Outros Créditos 2.928 – Outras 178 75 Total 12.883 10.431 (e) Resultado não Operacional: composto basicamente por renda de aluguel e lucros obtidos na venda de bens e investimentos. (f) O Banco administra e faz a gestão de Fundos de Investimento de Renda Fixa, de Ações e Multimercado, além de Carteiras Administradas de Particulares, cujos patrimônios líquidos na data do balanço totalizavam R$ 5.723.949 (30/06/2011 R$ 4.416.101). (g) O Banco tem como política segurar seus valores e bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. (h) Em atendimento à Deliberação CVM nº 600/09 informamos que o Banco Alfa de Investimento não mantém planos de remuneração em ações (stock options) e outros benefícios de pós-emprego a seus p g empregados. (i) Índice de Solvabilidade: O índice de solvabilidade atingiu 17,56% (30/06/2011 19,47%) ao final do semestre demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 25
continuação
BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - EM R$ MIL Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), tendo em vista que é dessa forma que o Banco Central do Brasil exerce o monitoramento das Instituições Financeiras que integram um Conglomerado. Parcelas 30/06/2012 Parcela PEPR 1.120.673 Parcela PJUR[1] 1.837 Parcela PJUR[2] 23 Parcela PJUR[3] 616 Parcela PACS 677 Parcela POPR 77.166 Parcela RBAN 20.650 Patrimônio de Referência Exigido (PRE) 1.200.991 Patrimônio de Referência (PR) 1.917.569 Patrimônio de Referência para limite de compatibilização 1.917.569 Margem ou Insuficiência 695.928 Índice de Basiléia - em 30/06/2012 17,56% - em 30/06/2011 19,47%
(15) PARTICIPAÇÕES EM CONTROLADAS
• Capital Social • Patrimônio Líquido Ajustado • Lucro do Período • Quantidade de Ações Ordinárias Possuídas • Quantidade de Ações Preferenciais Possuídas • Quantidade de Cotas Possuídas • % de Participação
Alfa Arrendamento Mercantil (a) 178.300 273.705 5.313 10.416.839 985.392 – 55,661
• Resultado da Avaliação
1º semestre/2012 1º semestre/2011 • Valor Contábil do Investimento Em 30/06/2012 Em 30/06/2011
Alfa Corretora BRI de Câmbio Participae Valores ções Ltda. Mobiliários (b) 127.000 26.868 251.083 326.643 9.308 8.999 5.651.072 – 3.998.045 – – 26.744.827 60,307 99,543
1.859 1.583 152.347 149.313
5.429 7.557 151.421 163.728
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DIRETORIA
Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente Fernando Pinto de Moura Humberto Mourão de Carvalho Luiz Alves Paes de Barros Rubens Garcia Nunes
Fábio Alberto Amorosino - Diretor Presidente
8.958 8.863 325.150 306.572
Ouvidoria: 0800-7220140
(a) O Banco Alfa de Investimento S.A. possui participação na Alfa Arrendamento Mercantil S.A. direta de 55,661% e indireta de 44,12% através da empresa BRI Participações Ltda., perfazendo o montante de 99,781%. (b) A Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários em 14/05/2012 deliberou e aprovou o pagamento de dividendos extraordinários aos acionistas nas importâncias de R$ 2.083,33 por lote de 1.000 ações ordinárias e R$ 2.291,67 por lote de 1.000 ações preferenciais, no montante total de R$ 35.000 originários da reserva especial para dividendos e da reserva estatutária. (c) A BRI Participações Ltda. realiza gestão de recursos próprios (cash company), representados por aplicações financeiras. Possui participação de 44,324% na Alfa Arrendamento Mercantil no montante de R$ 121.317 (30/06/2011 R$ 118.901). (16) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 30/06/2012 30/06/2011 No início do período 705.528 313.076 Disponibilidade 6.737 6.666 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 698.791 306.410 No final do período 402.068 316.108 Disponibilidade 6.051 3.053 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 396.017 313.055 Redução de Caixa e equivalente de caixa (303.460) 3.032 (1) Refere-se a operações cujo o vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias.
Total
16.246 18.003 628.918 619.613
CONTADORA
Adilson Herrero
Benedito Carlos de Pádua
Beny Fiterman
Hugo Antônio de Campos Ferreira
Roberto Musto
Rubens Bution
Aucilene Moisés Neves CRC 1SP 197638/O-1
PARECER DO CONSELHO FISCAL Após a análise: (i) do Estudo Técnico de viabilidade de geração de lucros tributáveis que ampara os valores contabilizados sob a rubrica “Créditos Tributários”, (ii) do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras Intercalares encerradas em 30/06/2012, com o correspondente Parecer do Conselho de Administração, e (iii) da Proposta da Diretoria para pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio, os membros do Conselho Fiscal do Banco Alfa de Investimento S.A. concluíram pela aprovação das referidas peças e proposta. São Paulo, 13 de agosto de 2012 Flamarion Josué Nunes Paulo Caio Ferraz de Sampaio Rubens Barletta RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ao Conselho de Administração e Acionistas do Banco Alfa de Investimento S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais do Banco Alfa de Investimento S.A (“Banco”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre, findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.
Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras do Banco e de suas controladas para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco e de suas controladas. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Introdução O Comitê de Auditoria constituído pelo Banco Alfa de Investimento S.A., instituição líder do Conglomerado Financeiro Alfa, exerce as atribuições e responsabilidades previstas em dispositivos legais e em seu regulamento, desenvolvendo suas atividades no referido Banco e nas seguintes empresas: Banco Alfa S.A., Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos, Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. e Alfa Arrendamento Mercantil S.A. Atividades do Comitê O Comitê reuniu-se 12 vezes no período de janeiro a junho de 2012, com os Diretores e os principais responsáveis pelas áreas das empresas do Conglomerado, abordando, em especial, assuntos relacionados com demonstrações financeiras, provisões, controles internos e combate à lavagem de dinheiro, gerenciamento e controle de riscos, ouvidoria e atendimento a clientes, jurídico, soluções tecnológicas, segurança da informação, gestão da continuidade de negócios, recomendações das auditorias interna e externa, evolução dos negócios e conformidade a leis e normas editadas pelo Banco Central do Brasil (BACEN), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e BM&FBOVESPA, discutindo as providências adotadas. Administração de Riscos O Comitê avaliou, em reuniões com a área de Gestão de Riscos, aspectos relativos ao gerenciamento e controle de riscos no Conglomerado, enfatizando-se os riscos de crédito, de liquidez e de mercado, e gerenciamento do risco operacional, com destaque à observância das normas aplicáveis, assim como da Estrutura de Gerenciamento do Capital, na conformidade da legislação vigente, incluindo os prazos nela estabelecidos, e dos trabalhos de revisão e atualização das políticas e procedimentos dos diversos riscos, os quais são submetidos à aprovação anual do Conselho da Administração.
Ouvidoria Foi acompanhada, mediante reuniões e relatórios por ela produzidos e monitoramento de atividades, os quais foram referendados de acordo com as normas da Resolução nº 3.849, de 25/03/2010, do Banco Central do Brasil. Controles Internos O Comitê considerou eficazes as atividades desenvolvidas, entendendo-as adequadas às necessidades das empresas do Conglomerado. Foram examinados pontos de controle, normas e técnicas de acompanhamento existentes e o cumprimento das regras internas e legais vigentes, constatando-se a preocupação com o aprimoramento dos sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro e de pessoas politicamente expostas. O monitoramento, por meio de questionários referentes aos pontos de controle, é objeto de análise pela área responsável, auditoria interna e externa, fazendo com que o Comitê julgue o sistema de controles internos adequado ao porte e complexidade de seus negócios. Auditoria Externa e Interna A KPMG Auditores Independentes é a empresa responsável pela prestação dos serviços de auditoria das Empresas Financeiras e dos Fundos de Investimento administrados pelo Banco Alfa de Investimento S.A. O Comitê de Auditoria discutiu com os responsáveis: a) o planejamento das atividades; b) os resultados dos trabalhos e suas conclusões sobre a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Conglomerado; c) Relatório referente à Circular BACEN nº 3.467, de 14 de setembro de 2009.
Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Alfa de Investimento S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos - Demonstração do valor adicionado Examinamos também a demonstração individual do valor adicionado (DVA) para o semestre findo em 30 de junho de 2012, elaborada sob a responsabilidade da administração do Banco, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 13 de agosto de 2012 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador - CRC 1SP167455/O-0
RESUMO DO RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2012
e
Relativamente à Auditoria Interna, o Comitê de Auditoria acompanhou o andamento dos trabalhos planejados para o semestre, relatórios produzidos, conclusões e cumprimento das recomendações. Ressalta-se, ainda, que durante esse período, o Comitê de Auditoria, em nenhum momento, foi acionado, nem tampouco se deparou com qualquer situação, que viesse a prejudicar ou comprometer a atuação e independência das Auditorias, na condução de suas atividades. Há de se frisar que nenhuma falha relevante foi constatada ou apontada em seus trabalhos, que viessem a prejudicar ou afetar as Demonstrações Financeiras das empresas do Conglomerado, daí se concluindo como satisfatórias as atuações e trabalhos realizados pelas Auditorias. Demonstrações Financeiras Considerando as avaliações satisfatórias das atuações das áreas de Controles Internos, Gestão de Riscos, Auditoria Interna e Externa, bem como os contatos mantidos com a área de Controladoria, responsável pela elaboração das Demonstrações Financeiras e, ainda, as constantes análises e exames procedidos pelo Comitê de Auditoria em relatórios, mapas e posições utilizados pelas mesmas para comprovação e confirmação de seus dados, conclui o Comitê que as Demonstrações Financeiras de 30 de junho de 2012, das empresas integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, atendem aos requisitos de integridade, qualidade, transparência e visibilidade, inclusive quanto à aplicação das práticas contábeis adotadas no Brasil e exigidas pelas normas vigentes. São Paulo, 13 de agosto de 2012 Eduardo de Azevedo Alvarenga Coordenador Cacildo Irondino da Rocha Fernando Luiz Ramos Pompeia
Pesquisa do Target Group Index revela que 41% das pessoas nas principais regiões metropolitanas do País possuem um console de videogame.
conomia
VIDEOGAMERS
O
mercado de videogames cresce em todo o mundo. O Brasil segue a tendência. Pesquisa do Target Group Index, do Ibope Media, revela que 41% das pessoas nas principais regiões metropolitanas do País afirmam possuir um console de videogame. O levantamento analisa um universo de 69,5 milhões de brasileiros. Do total de gamers, 31,5% são mulheres e 68,5%, homens. Com a predominância de jogadores masculinos, não causa surpresa que os jogos preferidos sejam os de ação (66%), esportes (65%) e aventura (62%). Outra preferência do jogador são os aparelhos que se conectam à TV. A pesquisa revela que 82% dos usuários optam por esse tipo de modelo ante 22% que utilizam os aparelhos de mãos. Daniel Petit, que foi do planejamento da DPZ e hoje está no Grupo TV1, diz que a tendência dos videogames é a de se tornarem meios de comunicação comercial, ou seja, veículos de propaganda. "Atualmente, muitas empresas oferecem games como moeda de troca pela visitação a seus endereços eletrônicos. O consumidor quer participar mais, é interativo, e as redes sociais como o Facebook são bom exemplo desse novo cenário, com games patrocinados". Melhor: os gamers se concentram nas classes A/B (49,8%) e C (45,2%), ou seja, as de maior poder de consumo. Não sem motivo, portanto, as previsões da PricewaterhouseCoopers (PwC) apontam que a
indústria de games deve faturar aproximadamente US$ 68 bilhões neste ano. O que motiva Sony, Nintendo e Microsoft – dona do XBOX – a investirem no mercado brasileiro. "O retorno é certo", afirma Petit. O produto que, durante muitos anos, era focado no público infantil, agora, é amplamente consumido pelo público adulto e a qualidade é bem superior. Alguns games chegam a investir fortunas em trilha sonora e imagens, cada vez mais próximas da realidade, em uma espécie de cinema virtual, em que o jogador pode mudar e interferir na realidade que surge na sua tela. Enfim, é proprietário dos personagens e dos resultados, se distanciando do velho ditado de que o computador ganha sempre, nem adianta arriscar. São os games, afirma Petit, que, no comércio, contribuem para a existência das lan houses e cyber cafés que pareciam com os dias contados com o aumento da oferta de internet móvel e sem fio em vários estabelecimentos comerciais. A aposta dos fabricantes para manter essa onda de crescimento está na migração de inúmeros games para aparelhos celulares. As operadoras compram no sentido de oferecer mais aos usuários e alguns fabricantes como a Apple chegam também a ganhar fortunas com as vendas de novos aplicativos. É um mercado dinâmico e crescente. O cassino dos tempos modernos, que passa ao largo da proibição do jogo. Façam suas apostas.
TIM lança campanha para paulistas esquecerem proibição de venda de chips MUSSARELA ou pepperoni
NOVOS PACOTES
A
TIM lança, neste fim de semana, a primeira campanha publicitária criada pela Artplan para a LIVE TIM, oferta de banda larga fixa com fibra óptica de alta tecnologia. Inicialmente, o produto estará disponível para a cidade de São Paulo. A campanha – estrelada pelo Blue Man
Group – tem forte apelo e a operadora tenta, assim, passar a borracha na proibição de comercialização de novos chips enquanto não assegura a todos conexão de qualidade, de acordo com a decisão da Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel).
BISCOITO VIRA PIZZA
A
Kraft Foods Brasil pega carona no Festival de Inverno da Bahia, que começa hoje e vai até domingo, para lançar o Club Social Pizza nos sabores Mussarela e Pepperoni. O produto que faz sucesso no Brasil, em embalagens pequenas que garantem um biscoito crocante, amplia o leque para atender um consumidor que sempre está à procura de novidades na hora de saciar a fome.
SANTANDER patrocina filme de Giorgetti sobre ditadura militar
Fotos: Divulgação
CONCESSIONÁRIA de Viracopos ganha logomarca
CARA OU COROA
O
Santander patrocina o filme Cara ou coroa, nono título de ficção do diretor Ugo Giorgetti, com estreia em setembro. O longa se passa em 1971, em uma São Paulo submetida às pressões do regime militar. Um diretor de teatro, seu jovem irmão e a namorada se dividem entre a vida comum, decisões corriqueiras e as incertezas sobre a resistência contra a ditadura. Ao custo de R$ 4 milhões, o filme foi rodado totalmente em São Paulo, entre os meses de julho e agosto de 2010. Com a obra, o Santander contabiliza o patrocínio e a produção de 120 filmes nacionais. Tudo para não sair de cartaz.
IDENTIDADE RENOVADA
A
Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, nova gestora do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), acaba de definir sua identidade visual corporative. Criada pela Asia Branding, agência do Grupo ABC de Nizan Guanaes, a nova logomarca foi inspirada no movimento de pousos e decolagens. E expressa a dimensão que será alcançada pelo aeroporto ao longo dos 30 anos da concessão. Mas, é claro, para isso terá de melhorar o sistema de transporte do aeroporto a São Paulo por terra.
Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
26 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
FINANCEIRA ALFA S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS C.N.P.J. 17.167.412/0001-13 - CARTA AUTORIZAÇÃO Nº 40 DE 04/03/1955 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à sua apreciação as demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos correspondentes às atividades desenvolvidas no 1° semestre de 2012, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras. 1. CENÁRIO ECONÔMICO A economia global no primeiro semestre de 2012 continua sob efeito de grandes incertezas e elevada aversão ao risco, com perspectivas de baixo crescimento. A situação na Europa se agravou no último trimestre. Persistem os impasses políticos para solucionar a crise de endividamento dos países. A Itália e a Espanha são foco de preocupações quanto à capacidade de se financiarem, considerando-se o volume dos seus endividamentos e de seus déficits orçamentários. Os planos de austeridade a serem implementados reduzem a perspectiva de crescimento para os próximos anos e aumentam a probabilidade de recessão no curto prazo. Os Estados Unidos está em trajetória de recuperação, com crescimento de 2,2% no primeiro trimestre, mas aquém das expectativas do mercado de 2,6%. As maiores economias emergentes, os BRICs (Brasil, Russia, Índia e China), têm apresentado crescimento menor do que o previsto e já não exercem o mesmo fascínio sob os mercados, diante da perda de fôlego destas economias para continuar a crescer no mesmo patamar anterior. A China apresentou redução no seu ritmo de crescimento para 7,6% no segundo trimestre de 2012, e tenta fomentar a participação do consumo interno no total da economia com objetivo de diminuir sua dependência do setor exportador. A crise internacional manifesta seus efeitos sobre a atividade econômica no Brasil, que no primeiro semestre de 2012 apresentou crescimento próximo de zero. Os pacotes de estímulos do governo (medidas macroprudenciais), através de cortes nas taxas de juros, que atingiram o menor índice histórico na primeira semana de Julho/12, em 8% ao ano, desonerações tributárias
setoriais e estímulos ao crédito, ainda não produziram seus efeitos, explicado pelo baixo nível de investimentos, que no Brasil dependem em grande parte de fontes externas hoje bastante retraídas. As autoridades monetárias revisaram suas estimativas de crescimento do PIB brasileiro de 3,5% para 2,5% em 2012, havendo analistas de mercado prevendo o PIB inferior a 2%. A inflação no Brasil encontra-se sob controle com expectativa de que feche o ano convergindo para o centro da meta, de 4,5%, enquanto o desemprego atinge seus menores níveis históricos, em torno de 6%. Para atingir os 2- 2,5% previstos de crescimento do PIB, a economia brasileira deverá apresentar um melhor desempenho neste segundo semestre de 2012, quando a expectativa é de que os efeitos dos pacotes de estímulos do governo serão, finalmente, percebidos. 2. DESEMPENHO DAS ATIVIDADES Resultado do Semestre O lucro líquido da Companhia no semestre atingiu R$ 46,1 milhões, correspondendo à rentabilidade de 7,26% (anualizada de 15,04%) sobre o patrimônio líquido inicial de R$ 635,3 milhões. A cada lote de mil ações do capital social da Companhia correspondeu o lucro líquido de R$ 436,30. Para o semestre findo está sendo proposto o pagamento de juros sobre o capital próprio no montante de R$ 12,8 milhões, correspondendo aos valores brutos de R$ 113,93 e R$ 132,15 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, conforme nota explicativa nº 08 letra “b” das demonstrações financeiras. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido atingiu R$ 669,0 milhões ao final do semestre. O valor patrimonial para cada lote de mil ações alcançou R$ 6.326,17 com crescimento de 5,31% no semestre, índice superior à inflação de 2,32% medida pelo IPCA no mesmo período. O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 17,56% ao final do semestre, demonstrando a boa capacidade de solvência
BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - EM R$ MIL ATIVO
2012 2.615.194 3.499 576.039 576.039
2011 1.743.757 2.658 411.746 411.746
Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 3) 350.967 125.169 Carteira Própria 2.614 3.935 Vinculados a Prestação de Garantias 314.995 82.756 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) 33.358 38.478 Operações de Crédito 1.491.400 1.039.398 Setor Privado (Nota 4) 1.493.768 1.037.068 Operações de Crédito Vinculadas a Cessão (Nota 4) 19.019 27.649 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) - (Nota 4d) (21.387) (25.319) Outros Créditos (Nota 12a) 179.165 157.404 Rendas a Receber 2 – Diversos (nota 12a) 179.386 157.436 (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (223) (32) Outros Valores e Bens 14.124 7.382 Outros Valores e Bens 3.503 2.888 (Provisão para Desvalorização) (770) (584) Despesas Antecipadas (nota 12b) 11.391 5.078 Realizável a Longo Prazo 2.145.426 1.402.992 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez – 585 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros – 585 Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 3) 41.246 48.764 Carteira Própria – 23 Vinculados a Prestação de Garantias – 309 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) 41.246 48.432 Operações de Crédito 1.661.798 1.232.070 Setor Privado (Nota 4) 1.694.749 1.201.953 Operações de Crédito Vinculadas a Cessão (Nota 4) 13.771 69.686 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) - (Nota 4d) (46.722) (39.569) Outros Créditos 424.237 114.943 Diversos (nota 12a) 424.760 115.001 (Provisão p/ Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (523) (58) Outros Valores e Bens 18.145 6.630 Despesas Antecipadas (nota 12b) 18.145 6.630 Permanente 5.689 5.375 Investimentos 2.145 2.145 Investimentos: Outros Investimentos (Nota 12c) 2.145 2.145 Imobilizado de Uso 2.514 2.365 Outras Imobilizações de Uso 6.166 5.735 (Depreciações Acumuladas) (3.652) (3.370) Intangível 403 57 Ativos Intangíveis 501 72 (Amortização Acumulada) (98) (15) Diferido 627 808 Gastos de Organização e Expansão 2.514 2.626 (Amortização Acumulada) (1.887) (1.818) Total Geral do Ativo 4.766.309 3.152.124
PASSIVO Circulante Depósitos Depósitos Interfinanceiros Recursos de Aceites Cambiais Obrigações por Aceites de Títulos Cambiais Obrigações por Repasses do País Instituições Oficiais BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Outras Obrigações Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias (nota 7) Diversas (nota 12d) Exigível a Longo Prazo Depósitos Depósitos Interfinanceiros Recursos de Aceites Cambiais Obrigações por Aceites de Títulos Cambiais Obrigações por Repasses do País Instituições Oficiais BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias (nota 7) Diversas (Nota 7 e nota 12d) Resultados de Exercícios Futuros Resultados de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido Capital: De Domiciliados no País (Nota 8a) De Domiciliados no Exterior (Nota 8a) Reservas de Capital (Nota 8c) Reservas de Lucros (Nota 8c) Total Geral do Passivo
2012 2011 1.693.167 1.082.649 1.281.959 549.937 1.281.959 549.937 162.132 200.522 162.132 200.522 63.310 2.624 60.686 43.647 43.647 142.119
89.468 5.307 84.161 24.909 24.909 217.813
2.134 1.949 15.376 13.747 48.412 99.233 76.197 102.884 2.396.152 1.458.768 1.841.871 726.847 1.841.871 726.847 184.043 422.200 184.043 422.200 64.517 6.915 57.602 155.602 155.602 150.119 113.521 36.598 7.897 7.897 669.093
110.129 3.215 106.914 34.727 34.727 164.865 99.624 65.241 4.923 4.923 605.784
277.399 250.559 19.601 19.441 43.051 42.572 329.042 293.212 4.766.309 3.152.124
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Eventos Saldos em 31/12/2010 Aumento de Capital - AGE 28/04/2011 OUTROS EVENTOS: Juros sobre o Capital Próprio não Reclamados Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 30/06/2011 Mutações do Semestre Saldos em 31/12/2011 Aumento de Capital - AGE 26/04/2012 Outros Eventos: Juros sobre o Capital Próprio não Reclamados Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Propostos Saldos em 30/06/2012 Mutações do Semestre
Capital Realizado 247.000 23.000
Reservas de Capital 42.112 –
Reservas de Lucros 290.362 (23.000)
Lucros Acumulados – –
Total 579.474 –
– –
460 –
– –
– 35.874
460 35.874
– – 270.000 23.000 270.000 27.000
– – 42.572 460 42.572 –
25.850 – 293.212 2.850 322.790 (27.000)
(25.850) (10.024) – – – –
– (10.024) 605.784 26.310 635.362 –
– –
479 –
– –
– 46.146
479 46.146
– – 297.000 27.000
– – 43.051 479
33.252 – 329.042 6.252
(33.252) (12.894) – –
– (12.894) 669.093 33.731
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - EM R$ MIL (01) ATIVIDADE E ESTRUTURA DO GRUPO E APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS: a) Atividade e estrutura do Grupo: A Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos pertence ao Conglomerado Financeiro Alfa, o qual é liderado pelo Banco Alfa de Investimento S.A. que tem suas origens no exercício de 1925, com a fundação do Banco da Lavoura de Minas Gerais. Em 1972, o Banco da Lavoura alterou sua denominação para Banco Real S.A. e, posteriormente, criou as outras empresas financeiras que constituíam o Conglomerado Financeiro Real. Em 1998, o Banco Real S.A. teve seu controle acionário vendido ao ABN Amro Bank. As empresas financeiras não vendidas (então, Banco Real de Investimento, Companhia Real de Investimento - C.F.I., Companhia Real de Arrendamento Mercantil e Corretora Real) formaram o novo Conglomerado Financeiro Alfa, o qual foi completado logo depois com a criação do Banco Alfa S.A. (Banco Comercial). O Conglomerado é composto de 6 entidades legais que atuam através de controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum e pela atuação sob a mesma marca ou nome comercial. As seguintes instituições financeiras compõem o Conglomerado: - Banco Alfa de Investimento S.A. (instituição líder do Conglomerado) e suas controladas: Alfa Arrendamento Mercantil S.A. e Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.; Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos; - Banco Alfa S.A. Com esta sólida história de mais de 85 anos, o Conglomerado Financeiro Alfa vem desenvolvendo sua atuação principalmente nos segmentos de crédito a pessoas jurídicas e físicas, tesouraria e administração de recursos de terceiros. O Conglomerado está sediado em São Paulo, na Alameda Santos nº 466, e mantém filiais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Fortaleza, Recife, Vitória, Goiânia, Florianópolis, São José dos Campos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Londrina e Sorocaba. Todas contando com modernas plataformas tecnológicas, o que permite maior agilidade nas decisões e no desenvolvimento de produtos. O controlador do Conglomerado Financeiro Alfa possui ainda relevantes investimentos em áreas não financeiras: Seguros e Previdência (Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A.); Hotelaria (Rede Transamérica de Hotéis); Materiais de Construção (C&C Casa e Construção); Agropecuária e Agroindústria (Agropalma); Águas Minerais (Águas Prata); Alimentos (Sorvetes La Basque); Cultural (Teatro Alfa) e Comunicações (Rádio Transamérica e TV Transamérica). b) Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, em conformidade com as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) no que não conflitarem com as normas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM. Essas demonstrações financeiras foram concluídas em 10/08/2012 e aprovadas pelo Conselho de Administração em 13/08/2012. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, complementada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional). As alterações aprovadas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa em substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos de reconhecimento, mensuração e divulgações de provisões, passivos e ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; vii) eventos subsequentes e viii) políticas contábeis, mudanças de estimativa e retificação de erro. Na avaliação da administração da Companhia, que considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas os itens “iii”, “iv” e “v” impactaram e, portanto, foram acrescidas às demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos. (02) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita e, a partir do 60º dia deixam de ser apropriadas e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o artigo 9º da Resolução CMN nº 2682/99. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos estabelecidos pelas Circulares Bacen nº 3068 e 3082 (vide notas nº 03 letra “b” e 11). A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure montante suficiente e adequado para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682/99 (vide nota nº 4 letras “c” e “d”). (c) Títulos e Valores Mobiliários: A carteira de títulos e valores mobiliários está demonstrada conforme as categorias estabelecidas pela Circular BACEN nº 3.068 de 08/11/2001: I - Títulos para negociação; II - Títulos disponíveis para venda; III - Títulos mantidos até o vencimento. Na categoria “títulos para negociação” são registrados os títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. Na categoria “títulos mantidos até o vencimento” são registrados os títulos e valores mobiliários, exceto ações não resgatáveis, para os quais existe intenção e capacidade financeira da Instituição de mantê-los em carteira até o vencimento. Na categoria “títulos disponíveis para venda” estão registrados os títulos e valores mobiliários que não se enquadram nas categorias I e III. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias, I e II são reconhecidos pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos
até a data do balanço, calculados “pro rata” dia, e ajustados ao valor de mercado, computando-se o ajuste positivo ou negativo a valor de mercado em contrapartida: i) Da adequada conta de receita ou despesa, líquida dos efeitos tributários, no resultado do período, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos para negociação”; e ii) Da conta destacada do patrimônio líquido, líquida dos efeitos tributários, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos disponíveis para venda”. Estes valores registrados em patrimônio líquido são baixados contra resultado na medida em que são realizados, por venda, os “títulos disponíveis para venda”. Os títulos e valores mobiliários classificados na categoria “mantidos até o vencimento” estão apresentados pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados “pro rata” dia. As perdas de caráter permanente apuradas para títulos e valores mobiliários classificados nas categorias “títulos disponíveis para venda” e “títulos mantidos até o vencimento” são reconhecidos no resultado do período. O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é obtido, na data de balanço, através de coleta de preços divulgadas por entidades independentes no mercado, especializadas na divulgação deste tipo de informação e, quando indisponíveis, este valor é obtido através de modelos internos de avaliação que consideram as curvas de juros aplicáveis publicamente divulgadas que sejam avaliadas como representativas das condições de mercado para o ativo sob avaliação por ocasião do encerramento do balanço. (d) Instrumentos Financeiros Derivativos: Os instrumentos financeiros derivativos são classificados contabilmente, segundo a intenção da administração, na data de sua aquisição, conforme determina a Circular BACEN nº 3.082, de 30/01/2002. Aqueles instrumentos financeiros derivativos realizados sem o objetivo de proteção (hedge), realizados por solicitação de clientes, por conta própria, ou que não satisfaçam os requisitos necessários à contabilidade de proteção (hedge), e aqueles instrumentos utilizados na administração da exposição global de riscos são reconhecidos contabilmente pelo valor de mercado, com os ganhos e perdas decorrentes sendo reconhecidos diretamente na demonstração de resultado. Os instrumentos financeiros derivativos realizados com a intenção de proteção a riscos e que atendam os critérios determinados pela mencionada Circular BACEN nº 3.082, são designados contabilmente, desde a data de sua aquisição, como “para proteção (hedge)”, podendo, estes, serem classificados como “Hedge de Risco de Mercado” ou “Hedge de Fluxo de Caixa”. No “Hedge de Risco de Mercado”, o instrumento financeiro derivativo e o ativo financeiro objeto de hedge são reconhecidos na contabilidade pelo valor de mercado, com os ganhos e perdas respectivos sendo reconhecidos na demonstração de resultado. No “Hedge de Fluxo de Caixa”, o instrumento financeiro derivativo e o ativo financeiro objeto de hedge são reconhecidos na contabilidade pelo valor de mercado, entretanto, com os ganhos e perdas, deduzidos dos impactos tributários, sendo reconhecidos inicialmente no patrimônio líquido, impactando a demonstração de resultado, em momento posterior, conforme for se realizando em ganhos e perdas o ativo objeto de hedge. A efetividade da proteção (hedge), conforme requer a Circular BACEN nº 3.082, é atestada ao longo do prazo do contrato. A Financeira Alfa S.A - Crédito, Financiamento e Investimentos não realizou até o momento, operação com instrumento financeiro derivativo com o objetivo de proteção (hedge) classificado como “Hedge de Fluxo de Caixa”. Os instrumentos financeiros derivativos negociados em bolsa, principalmente contratos de futuros, têm os seus preços de mercado divulgados, os quais são utilizados para fins de avaliação a valor de mercado, enquanto os instrumentos financeiros derivativos negociados em mercado de balcão, swaps e termos, não têm seus preços divulgados, nestes casos, a instituição utiliza modelos internos de avaliação que tomam por base informações públicas, com as quais são desenvolvidas curvas de juros e medidas de volatilidade necessárias a avaliação destes instrumentos. A composição e os detalhes das operações com instrumentos financeiros derivativos estão apresentados na nota explicativa nº 11 destas demonstrações financeiras. (e) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, combinado com os seguintes aspectos: (c.1) Depreciação do Imobilizado de Uso, calculada pelo método linear às seguintes taxas anuais: Veículos, Sistemas de Comunicação e de Processamento de Dados 20% e demais itens 10% e (c.2) Amortização, basicamente, de despesas com benfeitorias em imóveis de terceiros e com programas de processamento de dados, calculada pelo método linear, pelo prazo máximo de 05 anos. A Lei 11.638/07 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (f) Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo: São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo os encargos e as variações monetárias incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (g) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), Pis (0,65%) e Cofins (4%). Também é observada pela Companhia a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, as mesmas alíquotas vigentes utilizadas para a constituição das provisões fiscais (vide nota nº 05 letra “b”). (h) Estimativas contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos por ocasião da elaboração das demonstrações financeiras, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (i) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais: Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são reconhecidos, avaliados e divulgados em conformidade com as determinações da Resolução CMN nº 3.823, de 16/12/2009 e Carta-Circular BACEN nº 3.429 de 11/02/2010. Os ativos e passivos contingentes dizem respeito a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja realização depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas por obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial. i) Ativos Contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais
Ouvidoria: 0800-7220140
das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 26/04/2012, homologada pelo Banco Central do Brasil em 06/06/2012, aprovou o aumento de capital social para R$ 297,0 milhões, mediante incorporação de reserva de lucros. Recursos Captados O volume de recursos captados pela Companhia atingiu R$ 3.629,9 milhões na data do balanço. Esses recursos estavam representados por R$ 3.123,8 milhões em depósitos interfinanceiros, R$ 346,1 milhões em recursos de aceites cambiais, R$ 127,8 milhões em repasses do BNDES e FINAME e R$ 32,2 milhões via cessão de crédito. Ativos e Empréstimos O ativo total alcançou R$ 4.766,3 milhões ao final do semestre. A carteira de títulos e valores mobiliários e derivativos atingiu R$ 392,2 milhões na data do balanço. Conforme descrito na nota explicativa nº 3 letra “b” das demonstrações financeiras, a Companhia classificou 99,88% dos títulos e valores mobiliários na categoria “títulos para negociação”. A carteira de crédito, incluindo fianças prestadas no montante de R$ 0,3 milhão, atingiu R$ 3.370,8 milhões. O volume de créditos vencidos acima de 15 dias totalizou R$ 46,7 milhões, correspondente a 1,4% da carteira total. O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 68,8 milhões, representando 2,0% do total da carteira de crédito, 198,0% acima do mínimo exigido pela Resolução CMN nº 2682 de 21 de dezembro de 1999. 3. OUVIDORIA O componente organizacional de ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua estrutura atende às disposições estabelecidas por meio da Resolução CMN nº 3.849, de 25 de março de 2010. 4. DIVULGAÇÃO SOBRE SERVIÇOS DA AUDITORIA INDEPENDENTE
Em atendimento à Instrução CVM nº 381, de 14/01/2003, informamos que a empresa contratada para auditoria das demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos, ou pessoas a ela ligadas, não prestou no período outros serviços que não sejam de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover o interesse deste. 5. DECLARAÇÃO DOS DIRETORES Conforme Instrução CVM nº 480/2009, a Diretoria declara que em reunião realizada em 13 de agosto de 2012, revisou, discutiu e concordou com as opiniões expressas no Relatório dos Auditores Independentes e com as Demonstrações financeiras relativas ao semestre findo em 30 de junho de 2012. AGRADECIMENTOS É indispensável traduzir o reconhecimento da Financeira Alfa S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos ao trabalho de seus funcionários e ao apoio de seus acionistas e, finalmente, a confiança de seus clientes e das instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho
Descrição Receitas da Intermediação Financeira Operações de Crédito Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Despesas da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos e Repasses Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros (Nota 04e) Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/(Despesas) Operacionais Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas (Nota 12e) Despesas Tributárias Outras Receitas Operacionais (nota 12f) Outras Despesas Operacionais (nota 12g) Resultado Operacional Resultado Não Operacional (Nota 12h) Resultado antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 5a) Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Ativo Fiscal Diferido Participações no Lucro Empregados Lucro Líquido do Período Lucro Líquido por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 8a)
2012 436.528 398.672 32.199
2011 262.347 227.785 28.812
–
3.631
5.657 249.905 142.371 4.476
2.119 125.686 101.282 6.544
4.513
12.801
89.675 8.870 186.623 (113.739) 1.418 22.768 (48.104) (26.354) (8.304) 5.395 (60.558) 72.884 (413) 72.471
– 5.059 136.661 (81.618) 1.013 11.127 (32.866) (20.901) (6.036) 8.747 (42.702) 55.043 (169) 54.874
(24.750) (15.225) (10.416) 891 (1.575) (1.575) 46.146
(17.803) (8.977) (5.831) (2.995) (1.197) (1.197) 35.874
436,30
339,17
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho Descrição 1. Receitas Intermediação Financeira Prestação de Serviços e Rendas de Tarifas Bancárias Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Outras Receitas Operacionais Resultados não Operacionais 2. Despesas da Intermediação Financeira 3. Materiais e Serviços Adquiridos de Terceiros Materiais, Energia e Outros (Materiais de Consumo, Telefone e Água) Serviços de Terceiros 4. Valor Adicionado Bruto (1-2-3 ) 5. Depreciação, Amortização e Exaustão 6. Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5) 7. Valor Adicionado Total a Distribuir 8. Distribuição do Valor Adicionado Pessoal Remuneração Direta Benefícios F.G.T.S. Imposto, Taxas e Constribuições Federais Estaduais Municipais Remuneração de Capitais de Terceiros Aluguéis Outras (Doações Filantrópicas) Remuneração de Capitais Próprios Juros sobre o Capital Próprio Lucros Retidos do Semestre
2012 2011 456.826 278.006 436.528 262.347 24.186 12.140 (8.870) (5.059) 5.395 8.747 (413) (169) 241.035 120.627 82.914 56.343 2.539 2.113 80.375 54.230 132.877 101.036 605 594 132.272 100.442 132.272 100.442 132.272 100.442 42.423 29.618 33.954 22.986 5.813 4.805 2.656 1.827 40.311 32.142 39.038 31.462 6 – 1.267 680 3.347 2.793 3.347 2.793 45 15 46.146 35.874 12.894 10.024 33.252 25.850
recursos. ii) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias e Cíveis e Trabalhistas (nota 07) - decorrem substancialmente de demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade de que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que os seus montantes possam ser estimados com suficiente segurança. (j) Moeda funcional e de apresentação: As demonstrações financeiras estão sendo apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da Financeira Alfa S.A - Crédito, Financiamento e Investimentos. Exceto quando indicado, as informações financeiras expressas em Reais foram arredondadas para o milhar mais próximo. (k) Relatório por Segmento: As atividades da Financeira Alfa S.A - Crédito, Financiamento e Investimentos encontram-se direcionadas substancialmente para o segmento de Varejo. (03) - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos: Composta por: 30/06/2012 30/06/2011 Carteira Própria - Livres: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 2.614 3.958 Vinculados a Prestação de Garantias: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 314.995 83.065 Total - Títulos e Valores Mobiliários 317.609 87.023 Swaps - Diferencial a Receber (nota 11) 74.604 86.910 Total - Instrumentos Financeiros Derivativos 74.604 86.910 Total Geral 392.213 173.933 b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por Categoria e Vencimento: acima de 3 Saldo em Saldo em Até 3 3 meses 1 ano a meses a 1 ano 3 anos anos 30/06/2012 30/06/2011 Títulos Títulos para Negociação Letras Financeiras do Tesouro - LFT (a) 179 76.675 165.995 74.392 317.241 74.349 Títulos Disponíveis para Venda Letras Financeiras do Tesouro - LFT (b) – 368 – – 368 332 Títulos Mantidos até o Vencimento Letras Financeiras do Tesouro - LFT (2) – – – – – 12.342 Títulos e Valores Mobiliários 179 77.043 165.995 74.392 317.609 87.023 % Concentração por Prazo 0,1 24,2 52,3 23,4 100,0 (1) “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço, obtido através de coletas de preços de mercado, quando aplicável, os quais são comparados com os preços fornecidos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA). (a) O ajuste positivo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 452 (30/06/2011 R$ 29 positivo), obtido entre os valores de custo R$ 316.789 (30/06/2011 R$ 74.320) e de mercado R$ 317.241 (30/06/2011 R$ 74.349), foi registrado em conta adequada do resultado. (b) Os valores de custo e mercado dos títulos classificados na categoria Disponíveis para Venda foram de R$ 367 e R$ 368 respectivamente (30/06/2011 R$ 332 para ambos). (2) “Títulos Mantidos até o Vencimento”: classificados em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira da Companhia em mantê-los até o vencimento. A capacidade financeira está comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN. Esses títulos foram mantidos pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos, os quais foram registrados no resultado do período. O valor de mercado destes títulos na data do balanço totalizava R$ zero (30/06/2011 R$ 12.341). Os títulos públicos são custodiados no SELIC. (04) OPERAÇÕES DE CRÉDITO a) Composição da carteira de crédito por setor de atividade: 30/06/2012 30/06/2011 Setores de Atividade Valor % Valor % - Setor Privado - Rural 2.586 0,1 966 – - Indústria 111.126 3,3 161.975 7,0 - Comércio 196.078 5,8 91.601 3,9 - Intermediários Financeiros 316.879 9,4 230.707 9,8 - Outros Serviços 255.348 7,6 169.731 7,2 - Pessoas Físicas 2.488.508 73,8 1.696.527 72,1 Total da Carteira 3.370.525 100,0 2.351.507 100,0 - Empréstimos 1.310.974 38,9 1.090.502 46,4 - Financiamentos 1.910.333 56,7 1.245.854 53,0 - Outros Créditos (nota 12a) 149.218 4,4 15.151 0,6 Total da Carteira 3.370.525 100,0 2.351.507 100,0 - Avais e Fianças Prestadas 331 1.792 Total Global 3.370.856 2.353.299 Avais e Fianças Prestadas estão registrados em contas de compensação.
São Paulo, 13 de agosto de 2012 A Diretoria Este Relatório da Administração realizado pela diretoria foi examinado e aprovado em reunião do Conselho de Administração de 13 de agosto de 2012 para encaminhamento à Assembléia Geral. Conselho de Administração
Atividades Operacionais Lucro Líquido do Período Ajustes ao Lucro Líquido - Depreciações e Amortizações - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais Títulos e Valores Mobiliários Aplicações Intefinanceiras de Liquidez Operações de Crédito Outros Créditos Outros Valores e Bens Aquisição de Bens não de Uso Próprio Alienação de Bens não de Uso Próprio Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais Depósitos Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Obrigações por Empréstimos e Repasses Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Resultados de Exercícios Futuros Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Aquisição de Imobilizados de Uso Aplicações no Diferido e Intangível Alienação de Imobilizados de Uso Títulos Mantidos Até o Vencimento Caixa Líquido Proveniente de Atividades de Investimento Atividades de Financiamentos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Prescritos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Caixa Líquido Aplicado em Atividades de Financiamento Aumento (Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes Caixa e Equivalentes no Início do Semestre Caixa e Equivalentes no Final do Semestre Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes
2012 2011 46.146 35.874 13.030 2.105 605 593 8.870 5.059 3.555 (3.547) (856.719) (297.045) (121.723) 4.773 (29) (585) (464.913) (292.584) (259.952) (1.111) (9.494) (7.429) (2.473) (2.707) 1.865 2.598 752.240 124.533 838.339 574.995 (160.191) (369.939) (29.367) (33.011) 85.852 (13.799) 23.078 (28.924) 1.591 1.482 (7.062)
(6.271)
(45.303) (134.533) (782) (301) 229 13.055
(393) (21) 19 5.812
12.201
5.417
479 (12.894)
460 (10.024)
(12.415)
(9.564)
(45.517) (138.680) 624.407 553.084 578.890 414.404 (45.517) (138.680)
b) Composição da carteira de crédito por faixas de vencimento: 30/06/2012 Parcelas por Faixas de Vencimento A Vencer Vencidos Total % A vencer - até 180 dias 903.993 10.738 914.731 27,1 - de 181 a 360 dias 653.434 8.075 661.509 19,6 - acima de 360 dias 1.766.305 21.214 1.787.519 53,0 Total Vincendas 3.323.732 40.027 3.363.759 99,7 Vencidas - até 60 dias – 2.607 2.607 0,1 - de 61 a 180 dias – 2.384 2.384 0,1 - acima de 180 dias – 1.775 1.775 0,1 Total Vencidas – 6.766 6.766 0,3 Total da Carteira 3.323.732 46.793 3.370.525 100,0 30/06/2011 Parcelas por Faixas de Vencimento A Vencer Vencidos Total % A vencer - até 180 dias 621.958 5.923 627.881 26,6 - de 181 a 360 dias 449.216 4.283 453.499 19,3 - acima de 360 dias 1.254.063 11.497 1.265.560 53,8 Total Vincendas 2.325.237 21.703 2.346.940 99,7 Vencidas - até 60 dias – 1.523 1.523 0,1 - de 61 a 180 dias – 1.855 1.855 0,1 - acima de 180 dias – 1.189 1.189 0,1 Total Vencidas – 4.567 4.567 0,3 Total da Carteira 2.325.237 26.270 2.351.507 100,0 c) Classificação da carteira de crédito por níveis de risco A Resolução CMN nº 2682 de 21/12/1999 introduziu os critérios para a classificação das operações de crédito e para a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa, os quais são baseados em sistemas de avaliação de risco de clientes/operações. A composição da carteira de crédito e a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na referida Resolução, estão demonstrados a seguir: 30/06/2012 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Mínima Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Exigida Contábil AA 352.684 – 352.684 – 1.763 A 2.756.807 – 2.756.807 13.784 27.568 B 171.220 10.193 181.413 1.814 1.814 C 35.905 10.814 46.719 1.402 8.252 D 4.865 6.611 11.476 1.148 8.032 E 360 3.401 3.761 1.128 3.761 F 382 2.923 3.305 1.653 3.305 G 30 1.660 1.690 1.183 1.690 H 1.479 11.191 12.670 12.670 12.670 Total 3.323.732 46.793 3.370.525 34.782 68.855 30/06/2011 Saldo da Carteira de Crédito
Provisão Mínima Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Exigida Contábil AA 291.952 – 291.952 – 1.458 A 1.827.196 – 1.827.196 9.136 18.272 B 175.487 5.227 180.714 1.807 14.367 C 27.691 5.175 32.866 986 13.146 D 530 2.951 3.481 348 2.437 E 295 1.763 2.058 618 2.058 F 128 2.299 2.427 1.213 2.427 G 112 1.556 1.668 1.167 1.668 H 1.846 7.299 9.145 9.145 9.145 Total 2.325.237 26.270 2.351.507 24.420 64.978 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. d) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: O saldo da provisão atingiu o montante de R$ 68.855 (30/06/2011 R$ 64.978), correspondente a 2,04% (30/06/2011 2,76%) do total da carteira, desconsiderando o montante de fiança. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN 2.682, decorre das análises internas e individuais dos clientes e é considerada adequada para suportar eventuais perdas. No semestre foram amortizados créditos para prejuízo no montante de R$ 8.367 (1° semestre 2011 R$ 7.024), e ocorreram recuperações no montante de R$ 5.110 (1° semestre 2011 R$ 5.199). O saldo das operações renegociadas era de R$ 53.559 (30/06/2011 R$ 27.267) na data do balanço. O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. e) Cessão de Crédito: o semestre não foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação. Em 2008 e 2009 foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação de operações de crédito pessoal consignado. Para registro dessas operações foi observado o critério contábil estabelecido pela Resolução CMN n° 3.533/08. Assim, adotamos a opção prevista na referida resolução de reconhecer o resultado dessas cessões, mensalmente, no prazo das operações. Estas cessões, permaneceram registradas no ativo pelo valor, na data do balanço, de R$ 33.003 (30/06/2011 R$ 98.043) e os recursos correspondentes a essas cessões, foram registrados no passivo, na rubrica “Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros” em Outras Obrigações Diversas, cujo saldo na data do balanço era de R$ 32.210 (30/06/2011 R$ 95.418). As despesas resultantes dessa obrigação no semestre foram de R$ 4.513 (30/06/2011 R$ 12.801), e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações por venda ou transferência de ativos financeiros”. A Financeira Alfa S.A - Crédito, Financiamento e Investimentos realiza operações de captação através de “Aceites e Emissão de Títulos” conforme descrito na nota 6. (05) - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: a) Demonstração do cálculo dos encargos com Imposto de Renda e Contribuição Social: 30/06/2012 30/06/2011 Lucro antes da Tributação, deduzido das Participações no Lucro 70.896 53.677 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (28.358) (21.471) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Juros sobre o capital próprio 5.158 4.010 Créditos Amortizados para Prejuízo (1.045) 287 Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (751) 352 Contingências Fiscais e Trabalhistas (1.967) (1.037) Dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo método de custo 276 346 Prejuízo fiscal de C.S e I.R. 2.466 2.667 Ajuste ao valor de mercado de títulos e derivativos 18.856 8.150 Outras Adições e Exclusões (289) 527 Total dos encargos devidos no período (5.654) (6.169) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social 891 (2.995) Obrigações Fiscais Diferidas (19.987) (8.639) Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (24.750) (17.803) (b) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social: Origem 31/12/2011 Constituição Realização 30/06/2012 Contingências Fiscais, Trabalhistas e Cíveis/ Prejuízo Fiscal 23.770 2.640 (2.867) 23.543 Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa 26.791 751 – 27.542 Outros Créditos Tributários 973 366 – 1.339 Total 51.534 3.757 (2.867) 52.424 % sobre Patrimônio Líquido 8,1% 7,8% continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 27
continuação
FINANCEIRA ALFA S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS C.N.P.J. 17.167.412/0001-13 - CARTA AUTORIZAÇÃO Nº 40 DE 04/03/1955 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO Ouvidoria: 0800-7220140
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - EM R$ MIL A Administração da Companhia, fundamentada em estudo técnico realizado tomando por base os dados contábeis disponíveis em 30/06/2012, estimou que a realização desses créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção 25% no primeiro ano, 34% no segundo ano, 14% no terceiro ano, 12% no quarto ano e 15% no quinto ano. Na data do balanço, o valor presente dos créditos tributários calculados com base na taxa Selic é de R$ 43.233 (30/06/2011 R$ 42.474). Os créditos tributários não ativados totalizavam R$ 18.661 (30/06/2011 R$ 15.211). (06) DEPÓSITOS E CAPTAÇÕES: a) Composição dos Recursos Captados: Composto por 30/06/2012 30/06/2011 Depósitos Interfinanceiros 3.123.830 1.276.784 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 346.175 622.722 Obrigações por Repasses - País 127.827 199.597 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros (nota 12d) 32.210 95.418 Total - Recursos Captados 3.630.042 2.194.521 b) Composição de Recursos Captados por prazos de vencimento: Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Total meses a 1 ano 3 anos 3 anos 30/06/2012 Títulos Depósitos Interfinanceiros (a) 351.597 930.362 1.588.061 253.810 3.123.830 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (b) 4.424 157.708 184.043 – 346.175 Obrigações por Repasses (c) 17.778 45.532 52.995 11.522 127.827 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 6.126 13.196 12.698 190 32.210 Total de Captações 379.925 1.146.798 1.837.797 265.522 3.630.042 Total de Recursos Captados e Administrados 379.925 1.146.798 1.837.797 265.522 3.630.042 % Concentração por Prazo 10,5% 31,6% 50,6% 7,3% 100,0% Até 3 3 meses 1 ano a 3 Acima de Total meses a 1 ano anos 3 anos 30/06/2011 Títulos Depósitos Interfinanceiros (a) 248.133 301.804 522.316 204.531 1.276.784 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (b) 11.840 188.682 422.200 – 622.722 Obrigações por Repasses (c) 24.391 65.077 89.611 20.518 199.597 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 15.068 33.705 39.999 6.646 95.418 Total de Captações 299.432 589.268 1.074.126 231.695 2.194.521 Total de Recursos Captados e Administrados 299.432 589.268 1.074.126 231.695 2.194.521 % Concentração por Prazo 13,6% 26,9% 48,9% 10,6% 100,0% c) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Os recursos captados no País para repasses a clientes possuem as seguintes características: a) Depósitos Interfinanceiros: com vencimentos até 22/08/2016 indexados à taxa pré que variam de 9,03% a 14,30% a.a. e pós-fixada indexado em 100,00% a 117,00% do CDI; b) Aceites Cambiais: Aceites Cambiais com vencimentos até 27/10/2014, indexados às taxas que variam de 98,50% a.a. a 112,00% do CDI; c) Obrigações por Repasses do País - FINAME: com vencimentos até 16/04/2018 à taxa pós-fixada de 4,0% a.a. mais TJLP e pré-fixada de 8,710% a.a., garantidas por contratos. Os aceites cambiais foram classificados de acordo com seus vencimentos contratuais e incluem o montante de R$ 335.716 (30/06/2011 R$ 593.651) referentes às captações com compromisso de liquidez que podem ser resgatados antecipadamente pelos clientes, todos registrados no Balcão Organizado de Ativos e Derivativos (CETIP S.A.). (07) PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: A Companhia, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos Tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: Fiscais e Previdenciárias Cíveis Trabalhistas Movimentação Saldo inicial em 01/01/2012 de contingências e obrigações legais 61.190 2.345 17.778 (+) Complemento e Atualização de Provisão 3.638 1.881 3.069 (–) Baixa por Pagamento – (1.081) (502) (–) Reversão (1.503) (650) (350) Saldo final em 30/06/2012 de contingências e obrigações legais 63.325 2.495 19.995 Impostos e Contribuições a recolher 6.237 Prov. para I.Renda e Contrib. Diferidos 92.371 Total 161.933 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da cobrança do PIS pela Emenda Constitucional nº 10/96; e, (ii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável e encontram-se no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas” (vide nota 12.d). (c) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando restituição de valores cobrados e/ou indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (d) Passivos contingentes classificados como risco de perda possível: A Companhia possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda possível, conforme Deliberação CVM nº 594, de 15/09/2009, com destaque para: Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL) - R$ 5.071 refere-se a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da majoração da alíquota da CSLL para o Sistema Financeiro em 1996; ISS - Prefeitura de São Paulo - R$ 3.710 refere-se à lavratura de autos de infração para cobrança de ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços. PIS: R$ 15.241- Refere-se à discussão sobre a aplicabilidade da Lei nº 9.718/1998, no tocante à base de cálculo do PIS, para fazer incidir tal contribuição sobre todas as receitas das instituições financeiras, e não apenas sobre suas receitas de prestação de serviços. Ante a referida norma, a Companhia ingressou com ação e obteve decisão favorável que afasta tal pretensão, por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF), já transitada em julgado. Em que pese este afastamento pelo STF, a Companhia voltou a ter estes valores questionados pela Receita Federal do Brasil e está contestando administrativa e judicialmente estas cobranças. As contingências cíveis classificadas como de perda possível atingiram o montante de R$ 1.531 na data destas demonstrações financeiras, representado principalmente por ações indenizatórias ou de cobrança, cujos valores individuais não são relevantes. As ações de natureza trabalhista para as quais foi constituída provisão são consideradas como risco de perda provável e avaliadas individualmente, para fins de contingência. Para determinação do valor de provisão necessário, estas ações são avaliadas individualmente e em seu conjunto, considerando histórico de pagamentos feitos pelo Conglomerado a esse título. (08) PATRIMÔNIO LÍQUIDO: a) Capital Social: Está dividido em 59.439.005 de ações ordinárias e 46.326.898 de ações preferenciais sem valor nominal. É assegurado às ações preferenciais, que não possuem direito de voto, um dividendo mínimo de 8% a.a. sobre a parte e respectivo valor do capital que essas ações representam. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 26/04/2012, homologada pelo Banco Central do Brasil em 06/06/2012, aprovou o aumento do capital social para R$ 297.000, mediante incorporação de reservas de lucros. b) Dividendos: O Estatuto Social prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, podendo ser pago sob a forma de juros sobre capital próprio, conforme previsto no artigo 31 do Estatuto Social e artigo 9º da Lei nº 9.249 de 26/12/1995.
Demonstrativo 30/06/2012 30/06/2011 Lucro Líquido do Semestre 46.146 35.874 (–) Reserva Legal (2.307) (1.794) Lucro Líquido Ajustado 43.839 34.080 Juros sobre Capital Próprio - Valor Bruto 12.894 10.024 (–) Imposto de Renda na Fonte - 15% (1.934) (1.504) Juros sobre Capital Próprio - Valor Líquido 10.960 8.520 % sobre o Lucro Líquido Ajustado 25% 25% Está sendo proposto o pagamento de juros sobre o capital próprio no valor bruto de R$ 12.894 no semestre, correspondendo aos valores brutos de R$ 113,93 e R$ 132,15 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos também à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15% quando aplicável. A adoção do pagamento de juros sobre o capital próprio aumentou o resultado da Companhia em R$ 5.158 (30/06/2011 R$ 4.010) face ao benefício fiscal obtido. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. c) Reservas de Capital e Reservas de Lucros: Reservas de Capital: Descrição 30/06/2012 30/06/2011 Reservas de incentivos fiscais 29.777 29.777 Capital de Giro 8.718 8.718 Outras 4.556 4.077 Total 43.051 42.572 Reservas de Lucros: Descrição 30/06/2012 30/06/2011 Reserva legal 47.307 42.948 Reservas estatutárias - aumento de capital 228.779 203.155 Reservas estatutárias - dividendos 52.956 47.109 Total 329.042 293.212 (09) TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: a) Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas controladas e ligadas, conforme demonstramos a seguir: 30/06/2012 30/06/2011 Ativos Receitas Ativos Receitas (Passivos) (Despesas) (Passivos) (Despesas) Operações Disponibilidades 3.145 – 2.223 – Operações Compromissadas (1) – – – (1) Depósitos Interfinanceiros (1) (2.547.792) (65.135) (864.452) (29.548) Letra de Câmbio (1) (117.356) (5.323) (187.809) (9.985) Direitos por Venda de Ativos (4) 149.218 2.372 15.136 2.119 Ressarcimento Custos (2) (1.539) – (468) – Prestação de Serviços (3) (327) (2.851) – (2.358) Garantias Prestadas – (3.444) – (1.051) Aquisição de Ativos Financeiros (5) 163.779 16.467 214.431 15.550 Rescisão de Promessa de Cessão de Direitos (6) – (3.619) (1.248) – Total (2.350.872) (61.533) (822.187) (25.274) Obs.: As transações com partes relacionadas são realizadas com empresas sob controle comum, não se tratando de empresas controladoras, controladas ou coligadas. (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo a Companhia e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referemse basicamente, à agenciamento de operações e sub-locação de imóvel com empresas ligadas de acordo com contrato mantido entre as partes. (3) Referem-se, basicamente aos serviços contratados junto às empresas Metro Tecnologia Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 1.081 (1° semestre 2011 R$ 1.199), consultoria contábil R$ 119 (1° semestre 2011 R$ 53) e segurança R$ 8 (1° semestre 2011 R$ 7), Metro Sistemas de Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 443 (1° semestre 2011 R$ 235), auditoria interna R$ 219 (1° semestre 2011 R$ 203), Metro Dados Ltda., sendo: tecnologia R$ 487 (1° semestre 2011 R$ 347), Metro Táxi Aéreo Ltda., sendo transporte aéreo R$ 244 (1° semestre 2011 R$ 182). Inclui também, despesas à empresa Transamérica Hotéis no valor de R$ 241 (1° semestre 2011 R$ 132) e à Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários R$ 9 (1º semestre/2011 R$ zero) referente serviço de ouvidoria. (4) Refere-se a aquisição de operações de crédito consignado junto à empresa ligada (com coobrigação), realizadas na vigência da Resolução CMN nº 3.533. (5) Refere-se a aquisição de operações de crédito consignado junto à empresa ligada (com coobrigação), realizadas na vigência da Circular BACEN nº 2.568. (6) Rescisão de Promessa de Cessão de Direitos: Nesse semestre, a Financeira liquidou obrigações relacionadas a Promessas de Cessão de Direitos não concretizadas com empresas ligadas. O impacto negativo no resultado do semestre foi R$ 3.619, líquido dos efeitos tributários. b) Remuneração dos Administradores: Em Assembléia Geral Ordinária dos acionistas, é estabelecida a remuneração para os membros do Conselho da Administração e Diretoria. Em 2012, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 480 (1° semestre 2011 R$ 330). b.1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: No semestre findo em 30 de junho de 2012 no montante de R$3.326 (1° semestre 2011 R$ 3.215) sendo: Remuneração R$ 2.406 (1° semestre 2011 R$ 2.165) e Parcela Anual de Honorários R$ 920 (1° semestre 2011 R$ 1.050). A Companhia não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. b.2) Conforme legislação em vigor, a Companhia não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, da própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pela Companhia empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. c) Participação acionária: Os membros do Conselho de Administração possuem em conjunto a seguinte participação acionária em 30 de junho de 2012: Ordinárias 1,792%, Preferenciais 34,473% e do total de ações 16,107%. (10) GERENCIAMENTO DE RISCO: O Gerenciamento de Riscos é um instrumento essencial para garantir o uso adequado do capital e a melhor relação risco x retorno para o Banco. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos nas diversas atividades do Banco são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoantes às diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado - O risco de mercado está relacionado à probabilidade de perda decorrente dos impactos de flutuações dos preços e taxas de mercado sobre as posições ativas e passivas da carteira própria do Banco. A política global em termos de exposição a riscos de mercado é conservadora, sendo a estratégia e os limites de VaR (Value at Risk) definidos pelo Comitê de Gestão de Risco de Mercado e seu cumprimento acompanhado diariamente por área independente à gestão das carteiras, através de métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de forma consistente com a realidade de mercado. A metodologia para apuração do VaR é baseada no modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia e as volatilidades são calculadas pela metodologia EWMA com a utilização de fator de decaimento (lâmbda) de 0,94. Além do VaR, são adotados os parâmetros de risco acumulado mensal e cenários de stress em que são elaborados cenários históricos e hipotéticos para as taxas de mercado e verificados os possíveis impactos nas posições. Complementando a estrutura de acompanhamento, controle e gestão de riscos de mercado, são calculados diariamente os valores exigidos de capital para cobertura das exposições ao risco de mercado, em conformidade com a Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.490. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de mercado encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco de Liquidez - O controle e estratégia de liquidez são decididos pelo Comitê de Caixa que se reúne diariamente antes do início das operações, com o objetivo de avaliar o comportamento dos diversos mercados de juros, dólar e bolsas, domésticos e internacionais, bem como, definir as estratégias do dia e avaliar o fluxo de caixa das empresas financeiras. O Comitê de Caixa gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez, cujas posições são monitoradas on-line e casadas cuidadosamente quanto a moedas e prazos. Adicionalmente, os controles do risco de liquidez utilizam-se de fluxo de caixa projetado para atendimento à Resolução do Banco Central do Brasil nº 2.804, adotando-se as premissas de fluxo de vencimento das operações financeiras, fluxo de caixa de despesas, o nível de atraso nas carteiras e antecipação de passivos. Risco de Crédito - é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes, dentre outras, mas principalmente, das seguintes situações: A. Da inadimplência dos tomadores de crédito (pessoas físicas, empresas, instituições financeiras) na liquidação dos compromissos assumidos sobre posições de empréstimos, ativos financeiros e ou seus respectivos instrumentos derivativos. B. Da possibilidade de desembolsos financeiros para honrar avais, fianças, compromissos de crédito, coobrigações ou operações de natureza semelhante. C. De possíveis renegociações, em termos mais desfavoráveis, das condições pactuadas na operação original. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito do Conglomerado Financeiro Alfa deve, em conformidade com as disposições do Art. 3º da Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.721, permitir a identificação, mensuração e controle dos riscos associados às operações de crédito, bem como a aplicação de mitigadores a estes riscos. Ressalta-se que este objetivo estende-se a todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de crédito encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco Operacional - A Gestão de Risco Operacional tem por objetivo a identificação, avaliação e
monitoramento dos riscos operacionais, conceituados na Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.380, aos quais o Conglomerado está sujeito, e a consequente adoção de medidas preventivas. Tais ações visam resguardar nossa imagem de integridade e correção perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando benefícios resultantes da boa gestão destes riscos. Em conformidade com a política institucional, o gerenciamento do risco operacional é de responsabilidade do departamento de Gestão de Riscos. Este departamento reporta-se diretamente à Controladoria, que além de coordenar diretamente as atividades inerentes ao processo, desempenha também o papel de disseminador da cultura de prevenção ao risco operacional pelo Conglomerado. É sua responsabilidade reportar ao Comitê de Controles de Risco Operacional a identificação e ações para correção de eventuais deficiências de controle e gerenciamento de riscos operacionais. Cabe ressaltar que as medidas tomadas e registradas em atas neste comitê serão acompanhadas diretamente pela Presidência e Conselho de Administração do Conglomerado. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco operacional encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Conforme disposto no parágrafo 2º do Art. 15 da Circular do Banco Central do Brasil n° 3.477, as informações referentes à gestão de riscos, ao Patrimônio de Referência Exigido (PRE), estão disponíveis no site www.alfanet.com.br. (11) - INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: Em consequência ao crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados pelo mercado, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administração dos riscos envolvidos, em função das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos. Desta forma, a Companhia participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos para atender sua política de gestão de riscos. Tal política baseiase na utilização de instrumentos financeiros derivativos como forma de minimizar os riscos resultantes das variações em taxas de juros, preços de ativos contidos nos instrumentos financeiros derivativos em operações comerciais e financeiras, podendo-se valer, excepcionalmente, destas operações para a geração de lucro, desde que dentro dos limites de exposição aprovados para a Companhia e com a autorização do Diretor de Tesouraria. Para comercializar instrumentos financeiros derivativos é necessária a existência de limites de crédito previamente aprovados e tais operações são neutralizadas de forma a eliminar eventuais riscos trazidos para a Companhia. Os principais fatores de risco dos instrumentos financeiros derivativos assumidos até 30/06/2012 eram relacionados a taxas prefixadas e todas as operações foram efetuadas para neutralizar exposições com outros instrumentos financeiros da carteira. Portanto, na referida data-base não haviam instrumentos financeiros derivativos com outros objetivos que não fossem para proteção patrimonial. Os instrumentos financeiros derivativos são representados por operações de contratos futuros e de swap, registrados na BM&FBOVESPA S.A. ou na CETIP S.A. Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), envolvendo taxas prefixadas e mercado interfinanceiro (DI). a) Esses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Abaixo, composição dessa carteira por tipo de instrumento indexador, demonstrada pelo seu valor de custo, referencial e de mercado. Para apuração dos preços de mercado destes contratos foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço, conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. 30/06/2012 Contratos Custo Referência Mercado • Pré 205.651 349.764 373.981 • Mercado Interfinanceiro 2.179.788 2.543.538 2.543.538 Posição Ativa 2.385.439 2.893.302 2.917.519 • Pré 2.179.788 2.610.962 2.742.692 • Mercado Interfinanceiro 205.651 299.472 299.472 Posição Passiva 2.385.439 2.910.434 3.042.164 Contratos de Swaps - Exposição Líquida – (17.132) (124.645) Ativo - Instrumentos Derivativos - Curto Prazo 33.358 Ativo - Instrumentos Derivativos - Longo Prazo 41.246 Passivo - Instrumentos Derivativos - Curto Prazo (43.647) Passivo - Instrumentos Derivativos - Longo Prazo (155.602) 30/06/2011 Contratos Custo Referência Mercado • Pré 412.973 610.073 627.696 • Mercado Interfinanceiro 1.542.803 1.856.987 1.856.987 Posição Ativa 1.955.776 2.467.060 2.484.683 • Pré 1.542.803 1.916.233 1.914.516 • Mercado Interfinanceiro 412.973 542.893 542.893 Posição Passiva 1.955.776 2.459.126 2.457.409 Contratos de Swaps - Exposição Líquida – 7.934 27.274 Ativo - Instrumentos Derivativos - Curto Prazo 38.478 Ativo - Instrumentos Derivativos - Longo Prazo 48.432 Passivo - Instrumentos Derivativos - Curto Prazo (24.909) Passivo - Instrumentos Derivativos - Longo Prazo (34.727) O valor total das margens dadas em garantia era de R$ 314.248 (30/06/2011 R$ 80.563) e estava composto por Títulos do Tesouro Nacional. Os seguintes valores a receber (ativo) e a pagar (passivo) foram registrados em contas patrimoniais sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: 30/06/2012 30/06/2011 Ativo - Passivo - Ativo - Passivo Saldo a Saldo a Saldo a Saldo a Receber Pagar Receber Pagar Operações • de swaps 74.604 199.249 86.910 59.636 Total 74.604 199.249 86.910 59.636 Os seguintes resultados foram registrados sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: Operações 1° semestre 2012 1° semestre 2011 • de swaps (89.675) 3.631 Total (89.675) 3.631 O total do ajuste, de marcação a mercado, registrado no resultado foi de: Operações 30/06/2012 30/06/2011 • de swaps (72.602) (1.322) Total (72.602) (1.322) Os instrumentos financeiros derivativos registrados possuíam os seguintes vencimentos: 30/06/2012 Prazos de Vencimento Até 90 de 91 a de181 a acima de dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swaps 812 (1.002) (10.099) (114.356) (124.645) 30/06/2011 Prazos de Vencimento Até 90 de 91 a de181 a acima de dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swaps 4.106 3.143 6.320 13.705 27.274 b) Contabilidade de “Hedge”: A Companhia adota a política de proteger operações ativas pré-fixadas em consonância com suas políticas de gestão de risco, levando em consideração as taxas de captação praticadas. Estas operações de “hedge” são realizadas em conformidade com a Circular Bacen nº 3.082 de 30/01/2002, que exige avaliação periódica de efetividade do “hedge” e o registro a mercado tanto do instrumento financeiro derivativo como do item objeto de “hedge”, considerando tratar-se de uma operação de “hedge” de risco de mercado. Em 30 de junho de 2012 o valor contábil e de mercado dos itens objeto de “hedge” são, respectivamente, R$ 1.984.442 (30/06/2011 R$ 1.092.111) e R$ 2.309.358 (30/06/2011 R$ 1.203.253) e o valor de mercado dos instrumentos derivativos utilizados como “hedge” são, respectivamente, R$ 2.211.695 (30/06/2011 R$ 1.211.586) de SWAP ponta ativa e R$ 2.366.235 (30/06/2011 R$ 1.228.921) de SWAP ponta passiva. b.1) Para apuração do valor de mercado das parcelas dos ativos de crédito foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexador similar na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A., acrescidas dos custos de captação, de produção e operacionais, passíveis de verificação, necessários para a originação e manutenção até o vencimento dessas operações, de forma a refletir adequadamente os efeitos dessas taxas de juros no resultado. b.2) O saldo acumulado do ajuste de avaliação ao valor justo dos ativos de crédito objeto de “hedge” perfaz o montante de R$ 324.915 (30/06/2011 R$ 111.142), registrado em “Devedores Diversos - Outros Créditos Diversos” (vide nota 12 “a”). O ajuste positivo no semestre foi registrado em adequada conta de resultado de operações de crédito, no montante de R$ 119.314 (1º semestre/2011 ajuste negativo de R$ 129.578). b.3) O saldo acumulado do ajuste de avaliação ao valor justo dos instrumentos financeiros derivativos utilizados como “hedge” perfaz o montante de R$ 74.604 (30/06/2011 R$ 199.249), registrado na conta Instrumentos Financeiro Derivativos. O ajuste negativo no semestre foi registrado na adequada conta de Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos, no montante de R$ 89.675 (1º semestre/2011 ajuste positivo de R$ 3.631). c) Análise de Sensibilidade: Em conformidade com a instrução CVM nº 475, de 17 de dezembro de 2008, a Companhia realiza análises de sensibilidade das operações que possam expô-la a riscos oriundos da volatilidade de fatores de riscos de mercado, a qual poderá gerar prejuízos materiais para suas operações e/ou fluxos de caixa. O quadro disposto abaixo traz valores das exposições em análise, bem como os testes de sensibilidade das mesmas, considerando-se três cenários de estresse possíveis: a) situação de estresse determinada pela Companhia e aprovada em seu Comitê de Gestão de Riscos de Mercado (CGRM), conforme a metodologia descrita na nota sobre Risco de Mercado; b) situação de estresse considerada pela Companhia com deterioração de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) na variável de risco considerada; e c) situação de estresse considerada pela Companhia com deterioração de, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) na variável de risco considerada. É importante salientar que os cenários “b” e “c” abaixo, estão sendo apresentados por exigência da instrução CVM nº 475, entretanto, referem-se a cenários que a administração da Companhia não acredita que possam ocorrer.
30/06/2012 Estresse - Deterioração Deterioração Alfa de 25% de 50% Exposição MTM Exposição cenário ( a ) cenário ( b ) cenário ( c ) Prefixada 1.218.016 (13.905) (23.846) (45.645) 30/06/2011 Estresse - Deterioração Deterioração Alfa de 25% de 50% Exposição MTM Exposição cenário ( a ) cenário ( b ) cenário ( c ) Prefixada 1.202.384 (8.418) (15.706) (30.173) Foi considerada para a análise apresentada acima, a exposição líquida das operações (posições ativas menos posições passivas), ressaltando que estão incluídas todas as posições de derivativos contratadas. (12) OUTRAS INFORMAÇÕES: (a) Outros Créditos - Diversos: Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 Avaliação a valor de mercado de ativos de crédito objeto de Hedge (nota 11b) 324.915 111.142 Operações de cessão de crédito/Devedores por compra de valores e bens (1) e (Nota 4a) 149.218 15.151 Depósitos judiciais 62.003 62.221 Créditos tributários (Nota 5b) 52.424 55.450 Carteira de crédito - recursos em trânsito 9.842 13.899 Outros Créditos 5.744 14.574 Total 604.146 272.437 (1) Refere-se a operações de crédito pessoal consignado adquiridas com cláusula de coobrigação junto a instituições ligadas, no montante de R$ 149.218 (30/06/2011 R$ 15.136). Para registro das operações de crédito adquiridas foi observado o critério contábil estabelecido pela Resolução CMN nº 3.533/08. (b) Despesas Antecipadas: refere-se substancialmente a valores pagos a título de intermediação de negócios às revendas de veículos e às lojas de departamento. Essas despesas, quando não são pagas ou financiadas pelos clientes, são apropriadas ao resultado com base no prazo contratual da operação de crédito. (c) Outros Investimentos: composto basicamente por ações da Cielo, registrados pelo seu valor de custo de aquisição. (d) Outras Obrigações: Fiscais e Previdenciárias: Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 Provisão para Impostos e Contribuições s/Lucros – 324 Impostos e Contribuições a Recolher 6.237 86.557 Provisões para Impostos e Contribuições Diferidos 92.371 55.337 Provisões para Riscos Fiscais (nota 07) 63.325 56.639 Total 161.933 198.857 Diversas Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 Provisões de Pessoal e Administrativa 32.789 38.374 Contingência Trabalhista e Ação Cível (nota 07) 22.490 18.596 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros (nota 4e) 32.210 95.418 Carteira de crédito - valores a processar/liberar 23.925 14.585 Credores Diversos 1.381 1.152 Total 112.795 168.125 (e) Outras Despesas Administrativas: 1º semestre Composto por: 2012 2011 Água, energia e gás (219) (192) Aluguéis (3.347) (2.793) Comunicações (2.038) (1.633) Manutenção e conservação de bens (490) (478) Processamento de dados (7.120) (5.072) Promoções e relações públicas (1.312) (927) Propaganda e publicidade (675) (890) Serviços do sistema financeiro (2.931) (2.202) Serviços de terceiros (2.311) (1.937) Serviços técnicos especializados (2.299) (1.730) Viagem (1.539) (1.038) Outras despesas administrativas (2.073) (2.009) Total (26.354) (20.901) (f) Outras Receitas Operacionais: 1º semestre Composto por: 2012 2011 Atualização de tributos a compensar e depósitos Judiciais 1.621 636 Atualização de incentivos fiscais - FINAM 719 – Dividendos e juros sobre o capital recebidos ou declarados de investimentos avaliados pelo método de custo 691 866 Recuperação de tributos - Ganho da ação IOF Ouro do Plano Collor (valor do principal) 563 – Rendas de atualização de garantias a receber de créditos cedidos 190 990 Reversão de Provisão de Telefonia – 1.231 Reversão de provisões para riscos fiscais 1.410 4.839 Outras rendas operacionais 201 187 Total 5.395 8.749 (g) Outras Despesas Operacionais: 1º semestre Composto por: 2012 2011 Despesas com Intermediação/Equalização de contratos (34.253) (32.275) Atualização e complemento de provisão para riscos fiscais e de tributos a recolher (2.934) (4.083) Perda na realização de outros créditos (6.156) – Comissões (6.949) (1.667) Contingências trabalhistas e cíveis (3.264) (2.686) Garantias tomadas (5.647) (993) Outras despesas operacionais (1.355) (998) Total (60.558) (42.702) (h) Resultado não Operacional: Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 Lucro na Alienação de Valores e Bens 44 23 Prejuízo na Alienação de Valores e Bens (286) (195) Provisão p/Desvalorização de Outros Valores e bens (187) 2 Outras Receitas/Despesas não Operacionais 16 1 Total (413) (169) (i) A Companhia tem como política segurar seus valores e bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. (j) Em atendimento à Deliberação CVM nº 600/09 informamos que a Companhia não mantém planos de remuneração em ações (stock options) e outros benefícios pós-empregos a seus empregados. (k) O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa (comitê único) por intermédio da instituição líder (Banco Alfa de Investimento S.A.), está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A.. (l) Índice de Solvabilidade: O índice de solvabilidade atingiu 17,56% (30/06/2011 19,47%) ao final do semestre demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), tendo em vista que é dessa forma que o Banco Central do Brasil exerce o monitoramento das instituições financeiras que integram seu conglomerado. Parcelas 30/06/2012 Parcela PEPR 1.120.673 Parcela PCAM – Parcela PJUR[1] 1.837 Parcela PJUR[2] 23 Parcela PJUR[3] 616 Parcela PJUR[4] – Parcela PCOM – Parcela PACS 677 Parcela POPR 77.166 Parcela adicional Pre BC – Parcela RBAN 20.650 Patrimônio de Refêrencia Exigido (PRE) 1.200.991 Patrimônio de Refêrencia (PR) 1.917.569 Excesso de recursos aplicados no ativo permanente – Patrimônio de Refêrencia para limite de compatibilização 1.917.569 Margem ou Insuficiência 695.928 Índice de Basiléia - em 30/06/2011 19,47% - em 30/06/2012 17,56% (13) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 30/06/2012 30/06/2011 No início do semestre 624.407 553.084 Disponibilidade 7.381 1.514 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 617.026 551.570 No final do semestre 578.890 414.404 Disponibilidade 3.499 2.658 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 575.391 411.746 Aumento de Caixa e equivalentes de caixa (45.517) (138.680) (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da aplicação for igual ou inferior a 90 dias.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DIRETORIA
CONTADORA
Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente Humberto Mourão de Carvalho Luiz Alves Paes de Barros
Rubens Bution - Diretor Presidente Adilson Herrero Fábio Alberto Amorosino Rubem Clóvis Rocha Cecchini
Regiane Conceição dos Santos CRC 1SP 261.243/O-4
PARECER DO CONSELHO FISCAL Após a análise: (i) do Estudo Técnico de viabilidade de geração de lucros tributáveis que ampara os valores contabilizados sob a rubrica “Créditos Tributários”, (ii) do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras Intercalares encerradas em 30 de junho de 2012, com o correspondente Parecer do Conselho de Administração, e (iii) da Proposta da Diretoria para pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio, os membros do Conselho Fiscal da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos concluíram pela aprovação das referidas peças e proposta. São Paulo, 13 de agosto de 2012 Flamarion Josué Nunes Luiz Gonzaga Ramos Schubert Paulo Caio Ferraz de Sampaio RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ao Conselho de Administração e Acionistas da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos (“Financeira”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Financeira é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com
base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Financeira para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Financeira. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Financeira Alfa S.A. - Crédito,
Financiamento e Investimentos em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos - Demonstração do valor adicionado Examinamos também a demonstração individual do valor adicionado (DVA), para o semestre findo em 30 de junho de 2012, elaborada sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 13 de agosto de 2012
KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
DIÁRIO DO COMÉRCIO
28 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
BANCO ALFA S.A. C.N.P.J. 03.323.840/0001 - 83 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP Ouvidoria: 0800-7220140
RELATÓRIO DA DIRETORIA
Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação, as demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A., correspondentes às atividades desenvolvidas durante os semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras. Agradecimentos: É indispensável traduzir o reconhecimento do Banco Alfa S.A. ao trabalho de seus funcionários, ao apoio de seus acionistas e, finalmente, à confiança de seus clientes e instituições financeiras do mercado, que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. São Paulo, 13 de Agosto de 2012 A Diretoria DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho
BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - EM R$ MIL ATIVO
2012 Circulante 193.359 Disponibilidades 270 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 49.588 Aplicações no Mercado Aberto 2.900 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 46.688 Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 04) 44.042 Carteira Própria 43.768 Vinculados a Prestação de Garantias 274 Instrumentos Financeiros Derivativos – Relações Interfinanceiras 7.661 Pagamentos e Recebimentos a Liquidar 1.066 Depósitos no Banco Central 6.588 Correspondentes 7 Operações de Crédito (Nota 05) 89.154 Operações de Crédito: Setor Privado 44.978 Operações de Crédito Vinculadas a Cessão 44.854 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) (678) Outros Créditos (Nota 06) 2.321 Diversos 2.321 Outros Valores e Bens 323 Despesas Antecipadas (Nota 12b) 323 Realizável a Longo Prazo 117.518 Operações de Crédito (Nota 05) 112.763 Operações de Crédito: Setor Privado 10.265 Operações de Crédito Vinculadas a Cessão 104.062 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) (1.564) Outros Créditos (Nota 06) 4.750 Diversos 4.750 Outros Valores e Bens 5 Despesas Antecipadas (Nota 12b) 5 Permanente 511 Investimentos 354 Outros Investimentos (Nota 12a) 354 Imobilizado de Uso 57 Outras Imobilizações de Uso 250 (Depreciações Acumuladas) (193) Intangíveis 89 Ativos Intangíveis 99 (Amortização Acumulada) (10) Diferido 11 Gastos de Organização e Expansão 32 (Amortização Acumulada) (21) Total Geral do Ativo 311.388
2011 212.721 249 – – – 141.324 140.331 992 1 5.829 2.114 3.659 56 63.186 57.177 7.009 (1.000) 1.620 1.620 513 513 21.899 18.467 10.332 9.160 (1.025) 3.424 3.424 8 8 466 350 350 87 253 (166) 11 17 (6) 18 51 (33) 235.086
PASSIVO Circulante Depósitos
2012
2011
130.841
157.811
66.791
126.913
66.791
36.409
Depósitos Interfinanceiros
-
90.142
Outros Depósitos
-
362
4.913
4.852
4.913
4.852
202
20
Depósitos à Vista
Relações Interfinanceiras Recebimentos e Pagamentos a Liquidar Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos
202
20
–
12
–
12
58.935
26.014
Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados
5.569
4.110
Sociais e Estatutárias
1.045
1.402
Fiscais e Previdenciárias
1.850
1.904
Diversas (Nota 12c)
50.471
18.598
Exigível a Longo Prazo
105.603
9.943
Outras Obrigações
105.603
9.943
Outras Obrigações
Fiscais e Previdenciárias Diversas (Nota 12c)
Patrimônio Líquido
1.002
111
104.601
9.832
74.944
67.332
Descrição Receitas da Intermediação Financeira Operações de Crédito Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos Despesas da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/(Despesas)Operacionais Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas (Nota 12d) Despesas Tributárias Outras Receitas Operacionais (Nota 12f) Outras Despesas Operacionais (Nota 12e) Resultado Operacional Resultado não Operacional (Nota 12g) Resultado antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 08) Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Ativo Fiscal Diferido Participações no Lucro Empregados Lucro Líquido do Período Lucro por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 7a)
De Domiciliados no País ( Nota 07a)
36.000
33.000
420
420
Reservas de Lucros
38.524
33.912
3.370
2.924
35.154
30.988
32.347
27.318
Reserva Legal Reserva Estatutária Reserva para Aumento de Capital Reserva para Dividendos Total Geral do Passivo
2.807
3.670
311.388
235.086
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL
Eventos Saldos em 31/12/2010 Aumento de Capital - AGE 15/04/2011 Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre Capital Próprio Saldos em 30/06/2011 Mutações do Período Saldos em 31/12/2011 Aumento de Capital - AGE 26/04/2012 Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre Capital Próprio Propostos
Capital 30.000 3.000 –
Reservas de Capital 420 – –
Reservas de Lucros 33.025 (2.186) –
Lucros Acumulados – 4.265
Total 63.445 814 4.265
– – 33.000 3.000 33.000 3.000 –
– – 420 – 420 – –
3.073 – 33.912 887 37.526 (1.809) –
(3.073) (1.192) – – – – 3.895
– (1.192) 67.332 3.887 70.946 1.191 3.895
– –
– –
2.807 –
(2.807) (1.088)
– (1.088)
Saldos em 30/06/2012 Mutações do Período
36.000 3.000
420 –
38.524 998
– –
74.944 3.998
2011 20.141 12.403 7.734 4 8.063 5.099 2.254 710 12.078 (5.583) 1.055 298 (1.922) (3.099) (34) 53 (1.934) 6.495 4 6.499 (2.156) (1.419) (803) 66 (78) (78) 4.265 172,45
2012
2011
3.895 1.617 18 789 810 (153.805) (2.001) (29.267) (121.912) (826) 74 127 34.035 4.734 (1.750) (109.888) (8) 144.093 (3.146) (114.258)
4.265 991 26 710 255 (9.952) (13.209) 9.283 (3.474) (723) 224 (2.053) (653) 4.431 (1.568) 6.296 (7.403) 2 (1.247) (1.164) (5.349)
– 117.498 117.498
(36) 5.812 5.776
1.191 (1.088) 103 3.343 14.429 17.772 3.343
814 (1.192) (378) 49 200 249 49
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho
Capital: Reservas de Capital
2012 17.374 12.018 5.347 9 10.037 3.541 5.706 790 7.337 (1.684) 5.756 828 (2.670) (3.173) (82) 127 (2.470) 5.653 8 5.661 (1.637) (1.378) (831) 572 (129) (129) 3.895 154,91
Atividades Operacionais Lucro Líquido do Período Ajustes ao Lucro Líquido - Depreciações e Amortizações - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais Títulos e Valores Mobiliários Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Operações de Crédito Outros Créditos Outros Valores e Bens Relações Interfinanceiras Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais Relações Interfinanceiras Relações Interdependências Depósitos Captações no Mercado Aberto Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Aquisição de Imobilizados de Uso Títulos Mantidos até o Vencimento Caixa Proveniente de Atividades de Investimento Atividades de Financiamentos Aumento de Capital Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Propostos Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Financiamento Aumento (Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes Caixa e Equivalentes no Início do Semestre Caixa e Equivalentes no Final do Semestre Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - EM R$ MIL (01) - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: As demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A. foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, em conformidade com as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Essas demonstrações financeiras foram concluídas em 10/08/2012 e aprovadas pela reunião de Diretoria em 13/08/2012. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, complementada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional). As alterações aprovadas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa em substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos de reconhecimento, mensuração e divulgações de provisões, passivos e ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; vii) eventos subsequentes e viii) políticas contábeis, mudanças de estimativa e retificação de erro. Na avaliação da administração do Banco, que considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas os itens “iii”, “iv” e “v” impactaram e, portanto, foram acrescidas às demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A. (02) - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita, e, a partir do 60º dia, deixa de ser apropriada, e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o art. 9º da Resolução CMN nº 2.682/99. (b) Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários estabelecido pela Circular Bacen nº 3.068 (vide nota nº 04). A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução Bacen nº 2682 (vide nota nº 05). (c) Títulos e Valores Mobiliários: A carteira de títulos e valores mobiliários está demonstrada conforme as categorias estabelecidas pela Circular BACEN nº 3.068 de 08/11/2001: I Títulos para negociação; II - Títulos disponíveis para venda; III - Títulos mantidos até o vencimento. Na categoria “títulos para negociação” são registrados os títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. Na categoria “títulos mantidos até o vencimento” são registrados os títulos e valores mobiliários, exceto ações não resgatáveis, para os quais existe intenção e capacidade financeira da Instituição de mantê-los em carteira até o vencimento. Na categoria “títulos disponíveis para venda” estão registrados os títulos e valores mobiliários que não se enquadram nas categorias I e III. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias, I e II são reconhecidos pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados “pro rata” dia, e ajustados ao valor de mercado, computando-se o ajuste positivo ou negativo a valor de mercado em contrapartida: i) Da adequada conta de receita ou despesa, líquida dos efeitos tributários, no resultado do período, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos para negociação”; e ii) Da conta destacada do patrimônio líquido, líquida dos efeitos tributários, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos disponíveis para venda”. Estes valores registrados em patrimônio líquido são baixados contra resultado na medida em que são realizados, por venda, os “títulos disponíveis para venda”. Os títulos e valores mobiliários classificados na categoria “mantidos até o vencimento” estão apresentados pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados “pro rata” dia. As perdas de caráter permanente apuradas para títulos e valores mobiliários classificados nas categorias “títulos disponíveis para venda” e “títulos mantidos até o vencimento” são reconhecidos no resultado do período. O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é obtido, na data de balanço, através de coleta de preços divulgadas por entidades independentes no mercado especializadas na divulgação deste tipo de informação, e, quando indisponíveis, este valor é obtido através de modelos internos de avaliação que consideram as curvas de juros aplicáveis publicamente divulgadas que sejam avaliadas como representativas das condições de mercado para o ativo sob avaliação por ocasião do encerramento do balanço. (d) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo, combinado com os seguintes aspectos: d.1) Depreciação do Imobilizado de Uso, representado por sistemas de processamento de dados, calculada pelo método linear à taxa anual de 20% e d.2) Amortização, representado basicamente, por gastos com aquisição e desenvolvimento de logiciais, calculada pelo método linear, pelo prazo máximo de 5 anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização para baixa. (e) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (f) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), PIS (0,65%) e COFINS (4%). Também é observada pelo Banco a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, às mesmas alíquotas vigentes utilizadas para a constituição das provisões fiscais (vide nota nº 08). (g) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais: Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são reconhecidos, avaliados e divulgados em conformidade com as determinações da Resolução CMN nº 3.823, de 16/12/2009 e Carta-circular BACEN nº 3.429 de 11/02/2010. Os ativos e passivos contingentes dizem respeito a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja realização depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas por obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial. i) Ativos Contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais recursos. ii) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias e Cíveis e Trabalhistas (nota 9) - decorrem substancialmente de demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que o os seus montantes possam ser estimados com suficiente segurança. (h) Estimativas contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos anualmente, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (03) - MUDANÇAS DE PRÁTICA CONTÁBIL: Em 29 de Julho de 2010, foi emitida a Resolução CMN nº 3.895 estabelecendo 1º de Janeiro de 2012 como data de entrada em vigor da Resolução CMN nº 3.533 de 31 Janeiro de 2008, a qual estabelece procedimentos para classificação, registro contábil e divulgação de operações de venda ou de transferência de ativos financeiros. Em conformidade com as citadas regulamentações e conforme descrito na nota 5.“e”, o Banco Alfa S.A., desde 1º de Janeiro de 2012, nas transações em que cede “operações de crédito com coobrigação” tem feito permanecer em seu ativo na conta “Operações de Crédito - Vinculadas a Cessão” as operações de crédito cedidas, registrando os valores recebidos como um passivo em “Outras Obrigações - Diversas - Obrigações por Operações Vinculadas a Cessão” e reconhecendo o resultado destas cessões de forma diferida ao longo do seu prazo remanescente. Até 31 de Dezembro de 2011 estava em vigor a Circular BACEN nº 2.568 de 04 de maio de 1995, revogada pela Circular BACEN nº 3.571 de 19 de Janeiro de 2012, a qual determinava a baixa integral dos ativos objeto de cessão de crédito, por ocasião da cessão, com reconhecimento de imediato dos resultados apurados na transação. (04) - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Derivativos: Composta por: 30/06/2012 30/06/2011 Carteira Própria - Livres: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 43.768 140.331 Vinculados a Prestação de Garantias: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 274 992 Total - Títulos e Valores Mobiliários 44.042 141.323 Swaps - Diferencial a Receber (nota 11) – 1 Total - Instrumentos Financeiros Derivativos – 1 Total Geral 44.042 141.324 b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por Categoria: 3 meses Acima de Saldo em Saldo em Títulos a 1 ano 3 anos 30/06/2012 30/06/2011 • Títulos do Tesouro Nacional - LFT 33.488 10.554 44.042 30.245 • Títulos para Negociação 33.488 10.554 44.042 30.245 • Títulos do Tesouro Nacional - LFT – – – 111.078 • Títulos Mantidos até o Vencimento – – – 111.078 Títulos e Valores Mobiliários 33.488 10.554 44.042 141.323 % Concentração por Prazo 76,0 24,0 100,0 a) “Títulos para Negociação”: o valor contábil R$ 44.042 (30/06/2011 R$ 30.245) corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço e foi obtido através de coletas de taxas junto ao mercado, quando aplicável, e validado através de comparação com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). b) “Títulos Mantidos até o Vencimento”: Na data-base de 30/06/2012 o Banco não possui títulos registrados nessa categoria, sendo que em 30/06/2011 possuía o montante de R$ 111.078, cujos foram, na ocasião, classificados em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira do Banco em mantê-los até o vencimento.
(05) - OPERAÇÕES DE CRÉDITO: a) Composição da carteira de crédito: Composição 30/06/2012 30/06/2011 Empréstimos e Títulos Descontados 48.303 72.756 Financiamentos 6.941 10.922 Outros 148.915 Total da Carteira 204.159 83.678 Provisão Para Devedores Duvidosos (2.242) (2.025) Total das Operações de Crédito - Líquida da Provisão 201.917 81.653 b) Composição da Carteira de Crédito por Faixa de Vencimento: 30/06/2012 Parcelas por Faixas de Vencimento A Vencer Vencidos Total % a vencer até 180 dias 66.726 354 67.080 32,8 a vencer de 181 a 360 dias 23.103 278 23.381 11,4 a vencer acima de 360 dias 112.184 1.122 113.306 55,5 Total Vincendas 202.013 1.754 203.767 99,7 vencidas até 60 dias – 129 129 0,1 vencidas de 61 a 180 dias – 146 146 0,1 vencidas acima de 180 dias – 117 117 0,1 Total Vencidas – 392 392 0,3 Total da Carteira 202.013 2.146 204.159 100,0 30/06/2011 Parcelas por Faixas de Vencimento A Vencer Vencidos Total % a vencer até 180 dias 58.732 182 58.914 70,4 a vencer de 181 a 360 dias 5.454 137 5.591 6,7 a vencer acima de 360 dias 18.185 638 18.823 22,5 Total Vincendas 82.371 957 83.328 99,6 vencidas até 60 dias – 165 165 0,2 vencidas de 61 a 180 dias – 106 106 0,1 vencidas acima de 180 dias – 79 79 0,1 Total Vencidas – 350 350 0,4 Total da Carteira 82.371 1.307 83.678 100,0 c) Composição da Carteira de Crédito por Níveis de Risco: Demonstramos a seguir, o saldo da carteira de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 2.682 de 21/12/1999: 30/06/2012 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Mínima Exigida Contábil AA 34.300 – 34.300 – – A 163.007 – 163.007 815 1.060 B 4.638 57 4.695 47 84 C 43 60 103 3 3 D 14 499 513 51 51 E 2 493 495 149 149 F 8 222 230 115 115 G – 119 119 83 83 H 1 696 697 697 697 Total Carteira 202.013 2.146 204.159 1.960 2.242 30/06/2011 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Mínima Exigida Contábil AA 3.433 – 3.433 – – A 69.213 – 69.213 346 692 B 2.976 31 3.007 30 86 C 6.735 147 6.882 206 413 D 6 102 108 11 11 E – 145 145 44 44 F 6 67 73 37 37 G – 251 251 176 176 H 2 564 566 566 566 Total Carteira 82.371 1.307 83.678 1.416 2.025 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. d) A carteira de crédito estava composta por operações de títulos descontados, crédito pessoal e cheque especial, realizadas junto a pessoas físicas R$ 165.193 (30/06/2011 R$ 33.478) e jurídicas R$ 38.966 (30/06/2011 R$ 50.200). e) Cessão de crédito com coobrigação: Conforme descrito na nota explicativa nº 03 - Mudanças em Práticas Contábeis, durante o semestre foram realizadas, com partes relacionadas, operações de cessão de créditos consignados com coobrigação no montante de R$ 153.547 (30/06/2011 R$ 94.646). Para cessões com coobrigação efetuadas no período de Outubro de 2008 à Outubro de 2009, a Administração do Banco Alfa S.A. tinha à época adotado a faculdade prevista na Resolução CMN nº 3.627 de 30 de outubro de 2010 de aplicação antecipada dos procedimentos definidos na Resolução CMN nº 3.533 de 31 de janeiro de 2008. Na data-base dessas demonstrações, o saldo de operações de crédito cedidas com coobrigação contabilizadas segundo as regras da Resolução CMN nº 3.533, que compreende todas as operações realizadas durante o período de Outubro de 2008 à Outubro de 2009 e as operações realizadas a partir de 1º de Janeiro de 2012, atualizado pelas taxas originais das operações de crédito e considerando as amortizações no período, perfaz o montante de R$ 148.916 (30/06/2011 R$ 16.169), tendo sido reconhecida receita de juros para estas operações o montante de R$ 5.872 (30/06/2011 R$ 2.272) no período, registrado na conta “Operações de Crédito - Receita da Intermediação Financeira” do resultado. O saldo correspondente destas operações, relativo ao valor recebido pelo Banco Alfa S.A. nestas transações, atualizado pela taxa do contrato de cessão, e considerando as amortizações realizadas, está refletido no passivo na rubrica “Outras Obrigações - Diversas - Obrigações por Operações Vinculadas a Cessão”, no montante de R$ 149.555 (30/06/2011 R$ 16.168), tendo sido apropriado no período despesas de juros no montante de R$ 5.706 (30/06/2011 R$ 2.254) registrado na conta “Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros - Despesas da Intermediação Financeira” do resultado. Durante o período de Novembro/2009 à Dezembro/2011 foram realizadas operações de cessão de crédito com coobrigação, as quais foram contabilizadas conforme estabelecido pela Circular BACEN nº 2.568 de 04 de maio de 1995, com baixa dos ativos cedidos e reconhecimento de imediato do resultado apurado nestas transações. O montante de “coobrigações assumidas” nestas transações é de R$ 164.308 na data dessas demonstrações, controlado em contas de compensação. O Banco não adotou a opção prevista na Resolução CMN nº 4.036 de 30 de novembro de 2011 de diferimento do resultado líquido negativo decorrente de renegociação de operação de crédito anteriormente cedida, registrando, desta forma, os resultados destas renegociações no mesmo período contábil em que são realizadas. f) O saldo da provisão, atingiu o montante de R$ 2.242 (30/06/2011 R$ 2.025) correspondente a 1,10% do total da carteira. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN 2.682, decorre das análises internas e individuais dos clientes e é considerada adequada para suportar eventuais perdas. No semestre, os créditos amortizados para prejuízo totalizaram R$ 511 (30/06/2011 R$ 648), sendo recuperados no mesmo período R$ 172 (30/06/2011 R$ 159). O saldo das operações renegociadas era de R$ 8.596 (30/06/2011 R$ 2.363). O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. (06) - OUTROS CRÉDITOS: a) Composição de Outros Créditos Diversos: Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 Tributos Antecipados – 2 Depósitos Judiciais 3.377 2.120 Opções por Incentivos Fiscais 432 345 Créditos Tributários 1.766 1.474 Devedores Diversos 395 824 Antecipação Salarial 52 31 Outros Adiantamentos e Valores a Ressarcir 1.049 248 Total 7.071 5.044 b) A Administração do Banco, fundamentada em estudo técnico, estima que a realização desses créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção: 30% no primeiro ano, 36% no segundo ano, 12% no terceiro ano, 8% no quarto ano e 14% no quinto ano. Na data do balanço, o valor presente desses créditos tributários, calculado com base na taxa Selic correspondia a R$ 1.477 (30/06/2011 R$ 1.182). (07) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO: (a) Capital Social: O capital social é composto por 25.143.463 ações ordinárias, sem valor nominal. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 26/04/2012, homologada pelo Banco Central do Brasil em 29 de maio de 2012, aprovou a elevação do capital social de R$ 33.000 para R$ 36.000; sendo R$ 1.809 mediante a utilização de parte do saldo da conta Reserva para Aumento de Capital e R$ 1.191 mediante emissão de 410.742 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. (b) Dividendos: O Estatuto prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, podendo ser pago sob a forma de juros sobre o capital próprio, conforme previsto no artigo 19 do Estatuto Social e artigo 9º da Lei nº 9.249 de 26/12/1995. Os juros sobre capital próprio referente ao primeiro semestre totalizaram R$ 1.088, correspondente a R$ 43,28 por lote de mil ações ordinárias, sujeito à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. (c) O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 17,56% (30/06/2011 19,47%) ao final do semestre, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil, quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia.
(08) - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: Demonstração dos cálculo dos encargos com Imposto de Renda e Contribuição Social 30/06/2012 30/06/2011 Lucro antes da Tributação, deduzido das Participações no Lucro 5.532 6.421 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (2.213) (2.568) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Créditos Amortizados (16) 53 Juros sobre o capital próprio 435 477 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos 22 (1) Provisão para Devedores Duvidosos (95) (28) Provisões Operacionais (1) (27) Outras Adições e Exclusões (11) (47) Passivos Trabalhistas (310) (81) Total dos encargos devidos no semestre (2.189) (2.222) Obrigações Fiscais Diferidas (20) – Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social 572 66 Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (1.637) (2.156) (09) - PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: O Banco, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: Previdenciárias e Fiscais Cíveis Trabalhistas Movimentação Saldo Inicial em 01/01/2012 de contingências e obrigações legais 178 19 75 (+) Complemento e Atualização de Provisão 824 (7) 91 (–) Baixa por Pagamento – (2) (88) Saldo Final em 30/06/2012 de contingências e obrigações legais 1.002 10 78 Prov. para imposto e contribuição sobre o lucro 1.491 Imposto e Contribuição a recolher 338 Prov. Para I. Renda e Contrib. Diferidos 20 Total 2.851 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial. (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas” (vide nota 12 “c”). (c) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando indenização por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelo Juizado Especial Cível. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (d) Passivos contingentes classificados como risco de perda possível: O Banco possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda possível, conforme Deliberação CVM nº 594, de 15/09/2009, com destaque para: • ISS - Prefeitura de São Paulo - R$ 626 refere-se a lavratura de autos de infração para cobrança de ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços. • PIS/COFINS - R$ 17.300 - Refere-se à discussão sobre a aplicabilidade da Lei nº 9.718/1998, no tocante à base de cálculo do PIS/COFINS, para fazer incidir tal contribuição sobre todas as receitas das instituições financeiras, e não apenas sobre suas receitas de prestação de serviços. Ante a referida norma, o Banco ingressou com ações e obteve decisões favoráveis que afastaram tal pretensão, por decisões definitivas do Supremo Tribunal Federal (STF), já transitadas em julgado. Em que pese este afastamento pelo STF, o Banco voltou a ter estes valores questionados pela Receita Federal do Brasil e está contestando administrativa e judicialmente estas cobranças. As contingências cíveis classificadas como de perda possível atingiram o montante de R$ 53 na data destas demonstrações financeiras, representado principalmente por ações indenizatórias ou de cobrança, cujos valores individuais não são relevantes. As ações de natureza trabalhista para as quais foi constituída provisão são consideradas como risco de perda provável e avaliadas individualmente, para fins de contingência. Para determinação do valor de provisão necessário, estas ações são avaliadas em seu conjunto, considerando histórico de pagamentos feitos pelo Conglomerado a esse título. (10) - TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: (a) Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas controladas e ligadas, conforme demonstramos a seguir: 30/06/2012 30/06/2011 Ativo/ Receita/ Ativo/ Receita/ (Passivo) (Despesa) (Passivo) (Despesa) Operações Depósitos á Vista (5.671) 1 (4.988) – Operações Compromissadas (1) 2.900 (200) – (175) Operações SWAP – 9 (11) 4 Depósitos Interfinanceiros (1) 17.502 (2.148) (90.142) (4.793) Obrigações por Venda de Ativos (3) (149.218) (2.372) (15.136) (2.119) Res. Custos e Prestação de Serviços (2) 1.013 (710) 205 (741) Garantias Prestadas (2) – 3.444 – 1.051 Rescisão de Promessa de Cessões de Direito (4) – (53) (33) – Total (133.474) (2.029) (110.105) (6.773) Categoria Outras partes relacionadas (133.474) (2.029) (110.105) (6.773) Total (133.474) (2.029) (110.105) (6.773) (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo o Banco e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Referem-se, basicamente aos serviços contratados junto às empresasMetro Tecnologia Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 294 (2011 R$ 232), assessoria técnica R$ 136 (2011 R$ 24) e segurança R$ 2 (2011 R$ 1), Metro Sistemas de Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 80 (2011 R$ 37), auditoria interna R$ 135 (2011 R$ 71) e Metro Táxi Aéreo Ltda., sendo transporte aéreo R$ 61 (2011 R$ 4). (3) Refere-se às cessões de operações de crédito consignado junto à empresa ligada (com coobrigação), realizadas na vigência da Resolução CMN nº 3.533, conforme detalhado na nota explicativa 4e. (b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para a Diretoria. Em 2012, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 140 (2011 R$ 112). (b.1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: Em 2012 no montante de R$ 1.001 (2011 R$ 942) sendo: Remuneração R$ 761 (2011 R$ 702) e Parcela Anual de Honorários R$ 240 (2011 R$ 240), e estão registrados na Demonstração de Resultado sob a rubrica “ Despesa de Pessoal”. (b.2) Conforme legislação em vigor, o Banco não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelo Banco empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. (4) Rescisão de Promessa de Cessão de Direitos: Nesse semestre o Banco liquidou obrigações relacionadas a Promessas de Cessão de Direitos não concretizadas com empresas ligadas. O impacto negativo no resultado do semestre foi de R$ 53, líquido dos efeitos tributários. (11) - INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: O Banco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representadas por operações de contratos de troca de moedas ou indexadores - “Swap”, com a finalidade de reduzir a exposição a riscos de taxas de juros. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante as diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado; Risco de Liquidez; Risco de Crédito e Risco Operacional. a) Esses instrumentos financeiros derivativos são registrados na BMF&BOVESPA S.A. e na CETIP S.A., envolvendo taxas pré-fixadas e mercado interfinanceiro (DI). A posição em 30 de junho desses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Para a apuração dos preços de mercado foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço conforme divulgações da BMF&BOVESPA S.A. 30/06/2012 30/06/2011 Contratos Custo Referência Mercado Custo Referência Mercado Mercado Interfinanceiro 36 39 39 3.993 4.051 4.051 Posição Ativa 36 39 39 3.993 4.051 4.051 Pré 36 39 39 3.993 4.049 4.062 Posição Passiva 36 39 39 3.993 4.049 4.062 Contratos de Swaps - Exposição Líquida – – – – 2 (11) continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 29
continuação
BANCO ALFA S.A. C.N.P.J. 03.323.840/0001 - 83 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP
Ouvidoria: 0800-7220140
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - EM R$ MIL Os valores dos diferenciais a receber e a pagar registrados em contas patrimoniais do ativo e do passivo sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos” correspondiam a R$ zero (30/06/2011 R$ 1) e R$ zero (30/06/2011 R$ 12) na data do balanço, respectivamente. Não houve o ajuste negativo de marcação a mercado registrado no resultado do semestre, sendo que em junho de 2011 houve o montante de R$ 3. Os contratos de swaps registrados em contas de compensação possuíam vencimentos:
d) Outras Despesas Administrativas: Composto por: Despesa de aluguel Despesa de comunicações Despesa de processamento de dados Despesa de promoções, propaganda, publicidade, publicações Despesa de propaganda e publicidade Despesas de serviço do sistema financeiro 30/06/2012 30/06/2011 Despesa serviço de terceiros Até de 91 a Até de 91 a de 181 a Despesa vigilância e segurança 90 dias 180 dias Total 90 dias 180 dias 360 dias Total Despesa técnico especializado Swap 39 – 39 3.326 655 70 4.051 Despesa de viagem Outras despesas Administrativas (12) - OUTRAS INFORMAÇÕES: a) Outros Investimentos: representados basicamente por quotas Total da Câmara Interbancária de Pagamentos. b) Despesas Antecipadas: representada basicamente pela equalização de operações de Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência R$ 312 e) Outras Despesas Operacionais: Composto por: (30/06/2011 R$ 512). c) Outras Obrigações - Diversas: Atualização de Tributos a Recolher Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 Provisão para Riscos Fiscais Provisões de Despesas de Pessoal e Administrativa 930 321 Provisão Contingências Trabalhistas e Cíveis Contingência Trabalhista e Cível 88 671 Despesas com Equalização de Contratos Obrigações por Venda de Ativos Financeiros 149.555 16.168 Perda na Realização de Outros Créditos - Incentivos Fiscais Credores Diversos 4.499 11.270 Processos Operacionais Total 155.072 28.430 Total
1º Semestre 2012 2011 (289) (265) (101) 67 (1.203) (1.143) (33) 27 (121) (158) (254) (290) (196) (178) (142) (150) (498) (442) (62) 68 (274) (310) (3.173) (3.099) 1º Semestre 2012 2011 (48) (7) (816) (53) (133) (642) (1.288) (1.219) (134) – (51) (13) (2.470) (1.934)
f) Outras Receitas Operacionais: 1º Semestre Composto por: 2012 2011 Variações monetárias ativas s/ tributos a compensar e depósitos judiciais 13 1 Dividendos e Juros sobre o capital recebidos ou declarados de investimentos avaliados pelo método de custo – 52 Atualizações por Incentivos Fiscais 105 – Outras Rendas Operacionais 9 – Total 127 53 g) O Banco tem como política segurar seus valores e bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. h) O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa (comitê único) por intermédio da instituição líder (Banco Alfa de Investimento S.A.), está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. (13) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 30/06/2012 30/06/2011 No início do semestre 14.429 200 Disponibilidade 243 200 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 14.186 – No final do semestre 17.772 249 Disponibilidade 270 249 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 17.502 – Aumento/(Redução) em caixa e equivalentes de caixa 3.343 49 (1) Refere-se as operações cujo o vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias.
DIRETORIA Rubens Bution Diretor Presidente
Antonio César Santos Costa
CONTADORA Christophe Y. François Cadier
Paula Sanches Lourenti de Araujo CRC 1SP 253015/O-4
Fabio Alberto Amorosino
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS À Diretoria do Banco Alfa S.A. - São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais do Banco Alfa S.A. (“Banco”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras: A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida
e
de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a
avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Alfa S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 13 de agosto de 2012 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
Em julho de 2011, a média do dólar era R$ 1,56. Mês passado ficou em R$ 2,03. Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central
conomia Folhapress
Alta do dólar reduz gastos dos brasileiros
O
s gastos de brasileiros em viagens ao exterior somaram, em julho, US$ 2,01 bilhões, valor 10% menor do que o resultado de igual mês do ano passado (US$ 2,235 bilhões), de acordo com informações divulgadas ontem pelo Banco Central (BC). Apesar de julho ser um período de férias, a recente alta do dólar desestimulou as viagens ao exterior, segundo análise do chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel. “A despesa com viagem ao exterior teve crescimento muito acentuado em 2011. Claro, o câmbio favoreceu este ano, com a mudança desse patamar (do dólar), a gente ver moderação nessas despesas”, afirmou. Maciel lembrou que ainda uma importante diferença: em julho do ano passado a média do dólar era R$ 1,56, enquanto no mês passado ficou em R$ 2,03. Segundo Maciel, a redução das despesas de brasileiros no exterior poderia ser mais acentuada, mas o aumento da renda e do emprego, além dos estímulos de outros países ao turismo, em momento de crise econômica, incentivam as viagens. “(As despesas) não reagiram de foram mais significativa porque temos esses outros fatores envolvidos”, acrescentou. Nos sete meses do ano, os gastos de turistas em viagens internacionais ficaram em US$ 12,712 bilhões, contra US$ 12,476 bilhões de janeiro a julho de 2011. Os dados preliminares deste mês, até o dia 21, mostram que as despesas de brasileiros no exterior chegaram a US$ 1,267 bilhão. Nesse período, os gastos de estrangeiros no Brasil chegaram a apenas US$ 371 milhões. Em julho, as despesas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 546 milhões, ante US$ 476 milhões do mesmo mês do ano. De janeiro a julho, foram registrados US$ 4,017 bilhões, contra US$ 3,749 bilhões nos sete meses do ano passado. (ABr)
Em julho, brasileiros gastaram 10% menos no exterior em comparação com o resultado de igual mês do ano passado. Foram US$ 2,01 bilhões.
Contas externas: déficit de R$ 3,7 bi. Saldo negativo das transações correntes do Brasil no mês de julho fica abaixo do previsto pelo Banco Central, que esperava um rombo de US$ 4,5 bilhões.
O
déficit em transações correntes, saldo negativo das compras e vendas de mercadorias e serviços do País, chegou a US$ 3,766 bilhões, em julho, e acumulou US$ 29,108 bilhões nos sete meses do ano. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Nos mesmos períodos do ano passado, o resultado negativo estava em US$ 3,558 bilhões e US$ 29,592 bilhões, respectivamente. O resultado do mês passa-
do ficou abaixo do esperado pelo BC, que já previa um déficit no valor de US$ 4,5 bilhões. Um dos itens da conta-corrente é a balança de serviços – que leva em conta gastos de brasileiros com viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros e outros itens, realizados no exterior. A balança de serviços foi a que mais contribuiu para o resultado negativo das transações correntes. Registrou déficit de US$ 3,463
bilhões, em julho, e de US$ 23,142 bilhões, nos sete meses do ano. A conta de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) apresentou resultado negativo de US$ 3,442 bilhões, no mês passado, e de US$ 17,62 bilhões de janeiro a julho deste ano. A balança comercial, formada por exportações e importações, por sua vez, contribuiu para compensar o resultado negativo dos outros itens da conta-corrente.
No mês passado, o saldo positivo ficou em US$ 2,877 bilhões. Nos sete meses do ano, o superávit comercial chegou a US$ 9,946 bilhões. As transferências unilaterais correntes (doações e remessas de dólares que o país faz para o exterior ou recebe de outros países, sem contrapartida de serviços ou bens) tiveram ingresso líquido de US$ 263 milhões, em julho, e US$ 1,709 bilhão, nos sete meses de 2012. (ABr)
Elza Fiúza/ABr
País atrai US$ 8,4 bilhões em investimento estrangeiro direto
O Túlio Maciel, do BC: "Esperávamos arrefecimento, mas estamos vendo um ingresso forte".
Brasil continua recebendo fortes fluxos de Investimento Estrangeiro Direto (IED), contribuindo para o equilíbrio das contas externas em um momento de turbulência internacional. E a tendência é esse ritmo permanecer. De acordo com informações do Banco Central (BC), divulgadas ontem, entraram no País US$ 8,421 bilhões em IED, de maneira líquida, financiando com ampla folga o déficit em transações correntes de US$ 3,766 bilhões registrado no período. O valor de investimentos produtivos no mês passado é recorde para julho e o maior desde dezembro de 2010, quando houve superávit de US$ 15,374 bilhões.
O resultado do mês passado foi acima do esperado pelo próprio BC, de US$ 7 bilhões. "Nós esperávamos um arrefecimento (no IED) no segundo semestre tendo em vista o cenário internacional, mas isso não está se efetivando. O que estamos vendo é um ingresso forte", afirmou o chefe do departamento econômico da autoridade monetária, Túlio Maciel. "A projeção para o IED tem um viés claramente para cima", acrescentou ele. Entre janeiro e julho, o resultado do investimento produtivo está em US$ 8,141 bilhões – já respondendo por 76,3% da atual estimativa de US$ 50 bilhões neste ano do BC – e acima da casa dos
US$ 29,108 bilhões de déficit em transações correntes no período. "Estamos caminhando para um ano que o déficit (em conta corrente) seja integralmente financiado pelo IED, que é a melhor forma de financiamento", afirmou Maciel, ressaltando ainda que os dados do déficit em transações correntes estão em linha com a projeção de US$ 56 bilhões para o ano. Em agosto, até o dia 21, o País já registra IED de US$ 2,3 bilhões e, com isso, o BC calcula que fechará o mês em US$ 4 bilhões. No acumulado do ano, os investimentos são de US$ 38,141 bilhões, pouco abaixo do valor de US$ 38,484 bilhões em igual período de 2011. (Reuters)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
30 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ALFA ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A. C.N.P.J. 46.570.800/0001-49 SEDE: ALAMEDA ARAGUAIA, 933 - CONJUNTO 32 - BARUERI - SP Ouvidoria: 0800-7220140
RELATÓRIO DA DIRETORIA
Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação, as demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A., correspondentes às atividades desenvolvidas durante os semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras. É indispensável traduzir o reconhecimento da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. ao trabalho de seus funcionários, ao apoio de seus acionistas e, finalmente, à confiança de seus clientes e instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. Barueri, 13 de agosto de 2012 A DIRETORIA BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - EM R$ MIL ATIVO 2012 2011 PASSIVO Circulante 540.605 959.094 Disponibilidades 2.335 2.741 Circulante Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 450.840 871.402 Depósitos Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 450.840 871.402 Títulos e Valores Mobiliários e Depósitos Interfinanceiros (Nota 06) Instr. Financeiros Derivativos (Nota 03) 61.315 53.990 Carteira Própria 33.578 26.243 Recursos de Aceites Cambiais e Vinculados à Prestação de Garantias 24.232 19.651 Emissão de Títulos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11a) 3.505 8.096 Recursos de Letras de Arrendamento Operações de Arrendamento Mercantil 14.050 12.963 Mercantil (Nota 06) Operações de Arrendamento a Receber: Setor Privado 208.330 302.193 Recursos de Debêntures (Rendas a Apropriar de Arrendamento Instrumentos Financeiros Derivativos Mercantil) (192.384) (286.201) Valores Residuais a Realizar 108.972 203.653 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11a) (Valores Residuais a Balancear) (108.972) (203.653) (Provisão p/Créd. de Arrend. Mercantil Outras Obrigações de Liq. Duvidosa) (1.896) (3.029) Sociais e Estatutárias Outros Créditos 9.841 15.183 Diversos (Nota 12a) 9.841 15.183 Fiscais e Previdenciárias (Nota 12c) Outros Valores e Bens 2.224 2.815 Outros Valores e Bens 1.833 2.134 Diversas (Nota 12c) (Provisões para Desvalorizações) (416) (398) Exigível a Longo Prazo Despesas Antecipadas (Nota 12b) 807 1.079 Realizável a Longo Prazo 592.723 43.415 Depósitos Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 559.273 12.041 Depósitos Interfinanceiros (Nota 06) Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 559.273 12.041 Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Recursos Aceites em Títulos Financeiros Derivativos (Nota 03) – 2.567 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11a) – 2.567 Recursos de Letras de Arrendamento Operações de Arrendamento Mercantil (12.032) (9.807) Mercantil (Nota 06) Operações de Arrendamento a Receber: Instrumentos Financeiros Derivativos Setor Privado 132.523 228.552 (Rendas a Apropriar de Arrendamento Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11a) Mercantil) (140.838) (233.098) Outras Obrigações Valores Residuais a Realizar 74.890 217.908 (Valores Residuais a Balancear) (74.890) (217.908) Fiscais e Previdenciárias (Nota 12c) (Provisão p/Créd. de Arrend. Mercantil de Liq. Duvidosa) Outros Créditos Diversos (Nota 12a) Outros Valores e Bens Despesas Antecipadas (Nota 12b) Permanente Imobilizado de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciações Acumuladas) Imobilizado de Arrendamento (Nota 05) Bens Arrendados (Depreciações Acumuladas) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) Diferido Gastos de Organização e Expansão Amortização Acumulada TOTAL GERAL DO ATIVO
(3.717) (5.261) 45.432 37.865 45.432 37.865 50 749 50 749 486.060 878.741 29 47 128 133 (99) (86) 485.891 878.691 1.068.044 1.635.704 (582.153) (757.013) 138 – 153 – (14) – 1 3 9 9 (8) (6) 1.619.388 1.881.250
2011
655.100
763.292
81.967
198.150
81.967
198.150
450.960
350.852
450.960
348.528
–
2.324
8.143
6.893
8.143
6.893
114.030
207.397
2.421
2.317
2.896
3.915
108.713
201.165
179.904 258.639
Resultado com Títulos e Valores Mobiliários
Despesas da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Arrendamento Mercantil Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/(Despesas) Operacionais
848.379 73.261
Receitas de Prestação de Serviços
15.472
73.261
Rendas de Tarifas Bancárias
601.678
566.695
601.678
566.695
47.936
53.357
152.154 222.072 3.855
–
(159)
316
17.556
18.642
(10.708) (11.246) 1
11
155
367
Despesas de Pessoal
(3.372)
(4.246)
Outras Despesas Administrativas (Nota 12d)
(3.469)
(4.047)
Despesas Tributárias
(1.524)
(1.709)
Outras Receitas Operacionais (Nota 12e)
4.366
3.175
68.952
204.988
Outras Despesas Operacionais (Nota 12f)
(6.865)
(4.797)
6.848
7.396
(1)
23
13.779
11.503
55.173
193.485 1.325 1.325
273.705
268.254
Capital:
Resultado Operacional Resultado não Operacional (Nota 12g) Resultado antes da Tributação s/o Lucro e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 07a)
6.847
7.419
(1.337)
(2.389)
(5.236)
1.433
Provisão para Contribuição Social
(388)
(350)
Ativo Fiscal Diferido
4.287
(3.472)
Provisão para Imposto de Renda 178.300
178.300
95.405
89.954
Reserva Legal
17.766
17.242
Reservas Estatutárias
77.639
72.712
53.785
49.351
23.854
23.361
Reserva Especial para Dividendos
203.786 275.745
3.435
280
Reserva para Aumento de Capital
137
3.435
280
Reservas de Lucros
35.611
–
4.201
Resultados de Exercícios Futuros
De Domiciliados no País
41.438
4.201
1.619.388 1.881.250
Capital 178.300 –
Reservas de Lucros 87.654 –
Lucros Acumulados – 4.817
Total 265.954 4.817
– – 178.300 – 178.300 –
2.300 – 89.954 2.300 92.609 –
(2.300) (2.517) – – – 5.313
– (2.517) 268.254 2.300 270.909 5.313
– – 178.300 –
2.796 – 95.405 2.796
(2.796) (2.517) – –
– (2.517) 273.705 2.796
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - R$ MIL (01) - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: As demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Essas demonstrações financeiras foram concluídas em 10/08/2012 e aprovadas pela Diretoria em 13/08/2012. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, complementada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional). As alterações aprovadas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa em substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos de reconhecimento, mensuração e divulgações de provisões, passivos e ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; vii) eventos subsequentes e viii) políticas contábeis, mudanças de estimativa e retificação de erro. Na avaliação da administração da Companhia, que considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas os itens “iv” e “v” impactaram e, portanto, foram acrescidas às demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A.. (02) - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de arrendamento mercantil vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita, e, a partir do 60º dia, deixa de ser apropriada, e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o art. 9º da Resolução CMN nº 2.682/99. (b) Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários estabelecidos pela Circular BACEN nº 3.068 (nota 03). Os contratos de arrendamento mercantil estão registrados pelo valor contratual, em contrapartida à conta retificadora de rendas a apropriar de arrendamento, corrigidos de acordo com as condições determinadas nos contratos de arrendamento, cujo efeito de correção é nulo no resultado. A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682 (nota 04d). (c) Títulos e Valores Mobiliários: A carteira de títulos e valores mobiliários está demonstrada conforme as categorias estabelecidas pela Circular BACEN nº 3.068 de 08/11/2001: I - Títulos para negociação; II - Títulos disponíveis para venda; III - Títulos mantidos até o vencimento. Na categoria “títulos para negociação” são registrados os títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. Na categoria “títulos mantidos até o vencimento” são registrados os títulos e valores mobiliários, exceto ações não resgatáveis, para os quais existe intenção e capacidade financeira da Instituição de mantê-los em carteira até o vencimento. Na categoria “títulos disponíveis para venda” estão registrados os títulos e valores mobiliários que não se enquadram nas categorias I e III. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias, I e II são reconhecidos pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados “pro rata” dia, e ajustados ao valor de mercado, computando-se o ajuste positivo ou negativo a valor de mercado em contrapartida: Da adequada conta de receita ou despesa, líquida dos efeitos tributários, no resultado do período, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos para negociação”; e Da conta destacada do patrimônio líquido, líquida dos efeitos tributários, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos disponíveis para venda”. Estes valores registrados em patrimônio líquido são baixados contra resultado na medida em que são realizados, por venda, os “títulos disponíveis para venda”. Os títulos e valores mobiliários classificados na categoria “mantidos até o vencimento” estão apresentados pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados “pro rata” dia. As perdas de caráter permanente apuradas para títulos e valores mobiliários classificados nas categorias “títulos disponíveis para venda” e “títulos mantidos até o vencimento” são reconhecidos no resultado do período. O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é obtido, na data de balanço, através de coleta de preços divulgadas por entidades independentes no mercado especializadas na divulgação deste tipo de informação, e, quando indisponíveis, este valor é obtido através de modelos internos de avaliação que consideram as curvas de juros aplicáveis publicamente divulgadas que sejam avaliadas como representativas das condições de mercado para o ativo sob avaliação por ocasião do encerramento do balanço. (d) Instrumentos Financeiros Derivativos: Os instrumentos financeiros derivativos são classificados contabilmente, segundo a intenção da administração, na data de sua aquisição, conforme determina a Circular BACEN nº 3.082, de 30/01/2002. Aqueles instrumentos financeiros derivativos realizados sem o objetivo de proteção (hedge), realizados por solicitação de clientes, por conta própria, ou que não satisfaçam os requisitos necessários à contabilidade de proteção (hedge), e aqueles instrumentos utilizados na administração da exposição global de riscos são reconhecidos contabilmente pelo valor de mercado, com os ganhos e perdas decorrentes sendo reconhecidos diretamente na demonstração de resultado. Os instrumentos financeiros derivativos realizados com a intenção de proteção a riscos e que atendam os critérios determinados pela mencionada Circular BACEN nº 3.082, são designados contabilmente, desde a data de sua aquisição, como “para proteção (hedge)”, podendo, estes, serem classificados como “Hedge de Risco de Mercado” ou “Hedge de Fluxo de Caixa”. No “Hedge de Risco de Mercado”, o instrumento financeiro derivativo e o ativo financeiro objeto de hedge são reconhecidos na contabilidade pelo valor de mercado, com os ganhos e perdas respectivos sendo reconhecidos na demonstração de resultado. No “Hedge de Fluxo de Caixa”, o instrumento financeiro derivativo e o ativo financeiro objeto de hedge são reconhecidos na contabilidade pelo valor de mercado, entretanto, com os ganhos e perdas, deduzidos dos impactos tributários, sendo reconhecidos inicialmente no patrimônio líquido, impactando a demonstração de resultado, em momento posterior, conforme for se realizando em ganhos e perdas o ativo objeto de hedge. A efetividade da proteção (hedge), conforme requer a Circular BACEN nº 3.082, é atestada ao longo do prazo do contrato. A Alfa Arrendamento Mercantil S.A., não realizou até o momento, operação com instrumento financeiro derivativo com o objetivo de proteção (hedge) classificado como “Hedge de Fluxo de Caixa”. Os instrumentos financeiros derivativos negociados em bolsa, principalmente contratos de futuros, têm os seus preços de mercado divulgados, os quais são utilizados para fins de avaliação a valor de mercado, enquanto os instrumentos financeiros derivativos negociados em mercado de balcão, swaps e termos, não têm seus preços divulgados, nestes casos, a instituição utiliza modelos internos de avaliação que tomam por base informações públicas, com as quais são desenvolvidas curvas de juros e medidas de volatilidade necessárias à avaliação destes instrumentos. A composição e os detalhes das operações com instrumentos financeiros derivativos estão apresentados na nota explicativa n°11 destas demonstrações financeiras. (e) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, considerando os seguintes aspectos: (i) Depreciação dos Bens Arrendados, calculada pelo método linear, às taxas permitidas pela Legislação Fiscal com redução de 30% na vida útil do bem e obedecem às Portarias nº 431 de 23/12/1987 e nº 113 de 23/02/1988. As taxas anuais de depreciação, sem consideração da referida dedução, são: máquinas e equipamentos de 10% a 30%, veículos e afins de 20% a 25% e outros bens de 4% a 20%. Quando do exercício da opção de compra, caso a diferença entre o Custo de Aquisição e o valor da Depreciação Acumulada for maior que o valor residual pago pelo arrendatário, tal excesso é transferido para a conta Perdas de Arrendamento a Amortizar, para amortização pelo restante do prazo da vida útil normal do bem; se, entretanto for menor, será reconhecido como receita de acordo com a Portaria nº 564 do Ministério da Fazenda. (ii) Depreciação do Imobilizado de Uso, calculada pelo método
221.342 294.387
Operações de Arrendamento Mercantil
15.472
Resultados de Exercícios Futuros
Patrimônio Líquido
2011
Receitas da Intermediação Financeira
690.303
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Eventos Saldos em 31/12/2010 Lucro Líquido do Semestre Destinação: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Propostos Saldos em 30/06/2011 Mutações do Semestre Saldos em 31/12/2011 Lucro Líquido do Semestre Destinação: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Propostos Saldos em 30/06/2012 Mutações do Semestre
2012 Descrição
Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos
Diversas (Nota 12c)
TOTAL GERAL DO PASSIVO
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho 2012
linear, às seguintes taxas anuais: Veículos e Equipamentos de Processamento de Dados 20% e demais itens 10%. (iii) Amortização do Diferido, basicamente, representado por benfeitorias em imóveis de terceiros e programas de processamento de dados, calculada pelo método linear pelo prazo máximo de 05 anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (f) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias e cambiais incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (g) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda 15% mais adicional de 10%, Contribuição Social 15%, PIS 0,65% e COFINS 4%. Também é observada pela Companhia a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, calculadas às alíquotas 15% mais adicional de 10% e 15%, respectivamente (nota 07b). (h) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais: Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são reconhecidos, avaliados e divulgados em conformidade com as determinações da Resolução CMN nº 3.823, de 16/12/2009 e Carta-circular BACEN nº 3.429 de 11/02/2010. Os ativos e passivos contingentes dizem respeito a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja realização depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas por obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial. i) Ativos Contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais recursos. ii) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias e Cíveis e Trabalhistas (nota 08) decorrem substancialmente de demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são avaliados por assessores legais e levam em consideração a probabilidade que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que os seus montantes possam ser estimados com suficiente segurança. (i) Estimativas Contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos anualmente, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (03) - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Composta por: 30/06/2012 30/06/2011 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 33.578 26.243 Títulos Livres 33.578 26.243 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 24.232 19.651 Títulos Vinculados 24.232 19.651 Total - Títulos e Valores Mobiliários 57.810 45.894 Swaps - Diferencial a Receber (nota 11a) 3.505 10.663 Total - Instrumentos Financeiros Derivativos 3.505 10.663 Total Geral 61.315 56.557 b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por categoria 3 meses 1 ano a Acima de Saldo em Saldo em Títulos a 1 ano 3 anos 3 anos 30/06/2012 30/06/2011 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 21.974 25.282 10.554 57.810 45.894 Títulos para Negociação 21.974 25.282 10.554 57.810 45.894 Títulos e Valores Mobiliários 21.974 25.282 10.554 57.810 45.894 % Concentração por Prazo 38,0 43,7 18,3 100,0 100,0 “Títulos para Negociação”: o valor contábil corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço, obtido através de coletas de taxas junto ao mercado, quando aplicável, e validado principalmente através de comparação com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). a) O ajuste positivo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 90 (30/06/2011 R$ 2 negativo), obtido entre os valores de custo atualizado R$ 57.720 (30/06/2011 R$ 45.896) e de mercado R$ 57.810 (30/06/2011 R$ 45.894), foi registrado em conta adequada do resultado. Os títulos públicos são custodiados no SELIC. (04) - OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL: A carteira está representada pelas operações de leasing pelo método financeiro, demonstradas pelo valor presente dos contratos, cujo saldo totalizava R$ 334.147 (30/06/2011 R$ 503.071) na data do balanço. A Alfa Arrendamento Mercantil S.A., realiza operações de captação através de “Letras de Arrendamento Mercantil”, conforme nota 6b. No semestre não foram realizados operações de captações com garantias. a) Composição das operações apresentada nas diversas contas patrimoniais 30/06/2012 30/06/2011 Arrendamento a receber - setor privado 340.006 530.745 Rendas a apropriar de arrendamento mercantil (332.378) (519.299) Imobilizado de arrendamento líquido de depreciação (1) 484.863 876.346 Credores por antecipação de valor residual (2) (158.344) (384.721) Valor presente dos contratos de arrendamento mercantil 334.147 503.071 (1) Esse saldo não considera imobilizado de leasing operacional R$ 1.032 (30/06/2011 R$ 2.345). (2) Credores por Antecipação de Valor Residual estão classificados no balanço na rubrica “Outras Obrigações - Diversas”. b) Composição da carteira por faixas de vencimento Parcelas por Faixas de 30/06/2012 Vencimento A Vencer Vencidos Total % a vencer até 180 dias 114.021 1.555 115.576 34,6 a vencer de 181 a 360 dias 77.191 795 77.986 23,3 a vencer acima de 360 dias 138.263 640 138.903 41,6 Total Vincendas 329.475 2.990 332.465 99,5 vencidas até 60 dias – 465 465 0,1 vencidas de 61 a 180 dias – 629 629 0,2 vencidas acima de 180 dias – 588 588 0,2 Total Vencidas – 1.682 1.682 0,5 Total da Carteira (*) 329.475 4.672 334.147 100,0 Parcelas por Faixas de 30/06/2011 Vencimento A Vencer Vencidos Total % a vencer até 180 dias 166.118 2.480 168.598 33,5 a vencer de 181 a 360 dias 121.738 1.633 123.371 24,5 a vencer acima de 360 dias 207.090 2.097 209.187 41,6 Total Vincendas 494.946 6.210 501.156 99,6 vencidas até 60 dias – 659 659 0,1 vencidas de 61 a 180 dias – 767 767 0,2 vencidas acima de 180 dias – 489 489 0,1 Total Vencidas – 1.915 1.915 0,4 Total da Carteira (*) 494.946 8.125 503.071 100,0 (*) Esse saldo não considera as operações de leasing operacional R$ 1.027 (30/06/2011 R$ 2.166). c) Composição da carteira por setor de atividade 30/06/2012 30/06/2011 Setores de Atividade Valor % Valor % Indústria 81.781 24,5 79.563 15,8 Comércio 90.260 27,0 103.946 20,7 Intermediários Financeiros 142 – 878 0,2 Outros Serviços 93.526 28,0 119.000 23,7 Pessoas Físicas 67.226 20,1 198.585 39,4 Rural 1.212 0,4 1.099 0,2 Setor Privado 334.147 100,0 503.071 100,0 Total da Carteira (*) 334.147 100,0 503.071 100,0 (*) Esse saldo não considera as operações de leasing operacional R$ 1.027 (30/06/2011 R$ 2.166).
Participações no Lucro Empregados Resultado do Período Resultado por Lote de Mil Ações R$ (Nota 09a)
(197)
(213)
(197)
(213)
5.313
4.817
259,38
235,15
d) Classificação da carteira por níveis de risco: A composição da carteira e a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 2.682 de 21/12/1999, estão demonstrados a seguir: 30/06/2012 Saldo da Carteira de Crédito Provisão (*) A (**) Mínima (**) Vencer Vencidos Exigida Contábil Níveis de Risco Total AA 20.833 – 20.833 – – A 221.938 – 221.938 1.115 1.115 B 76.992 874 77.866 779 973 C 8.464 716 9.180 275 459 D 712 345 1.057 105 161 E 25 275 300 90 120 F 38 322 360 180 216 G 94 123 217 152 173 H 379 2.017 2.396 2.396 2.396 Total 329.475 4.672 334.147 5.092 5.613 30/06/2011 Saldo da Carteira de Crédito Provisão (*) A (**) Mínima (**) Vencer Vencidos Exigida Contábil Níveis de Risco Total AA 51.546 – 51.546 – – A 357.653 – 357.653 1.793 3.085 B 76.001 1.707 77.708 779 779 C 8.719 1.674 10.393 312 311 D 154 642 796 80 80 E 26 560 586 176 176 F 61 749 810 405 405 G 139 279 418 293 293 H 647 2.514 3.161 3.161 3.161 Total 494.946 8.125 503.071 6.999 8.290 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. (**) Inclui saldo de provisão para perdas em arrendamento operacional de R$ 5 (30/06/2011 R$ 11). e) Cessão de Crédito: No semestre não foi realizada qualquer operação de cessão de crédito. f) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: O saldo da provisão para crédito de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa atingiu o valor de R$ 5.613 (30/06/2011 - R$ 8.290), correspondente a 1,68% (30/06/2011 1,65%) do total da carteira. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN nº 2.682, decorre de análises internas e individuais dos clientes e é considerada adequada para suportar eventuais perdas. No semestre, os créditos amortizados para prejuízo totalizaram R$ 1.271 (1º semestre/2011 R$ 4.618), sendo recuperados no mesmo período R$ 928 (1º semestre/2011 R$ 920). Em 30 de junho de 2012, o saldo das operações renegociadas era de R$ 6.445 (30/06/2011 R$ 10.218). O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. (05) - IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO 30/06/2012 30/06/2011 Máquinas e Equipamentos 298.835 297.499 Máquinas e Equipamentos - Leasing Operacional – 4.043 Veículos e Afins 698.710 1.246.300 Veículos e Afins - Leasing Operacional 1.387 1.522 Aeronaves 24.827 20.191 Outros Bens Arrendados 1.987 7.470 Perdas em Arrendamentos a Amortizar 81.653 117.971 Perdas em Arrend. a Amortizar Leasing Operacional 657 2.037 Amortização Acumulada (39.476) (59.933) Amortização Acumulada - Leasing Operacional (535) (1.396) Total Bens Arrendados 1.068.045 1.635.704 Depreciações Acumuladas (549.950) (744.719) Depreciações Acumuladas - Leasing Operacional (480) (3.905) Superveniência/(Insuficiência) de Depreciações (31.723) (8.389) Total Depreciação Acumulada (582.153) (757.013) Total Geral 485.892 878.691 Em atendimento às diretrizes contábeis estabelecidas pela Circular BACEN nº 1.429/89, e objetivando compatibilizar práticas contábeis específicas (nota 02) com o valor presente dos fluxos futuros das carteiras de arrendamento, foi calculado o valor atual dos Arrendamentos a Receber utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato. O valor assim apurado foi comparado com o valor residual contábil dos bens arrendados, registrando-se a diferença em Insuficiência ou Superveniência de Depreciação, em contrapartida do resultado. Em consequência, a Companhia registrou um ajuste negativo no semestre de R$ 18.206 ( semestre/2011 R$ $ 10.130 positivo). p (1º (06) DEPÓSITOS E CAPTAÇÕES a) Composição dos Recursos Captados Composto por 30/06/2012 30/06/2011 Depósitos Interfinanceiros 97.439 271.411 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 1.052.638 917.547 Total - Recursos Captados 1.150.077 1.188.958 b) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo Em 30 de junho de 2012 os recursos captados no país para repasses a clientes, possuem as seguintes características: a) Depósitos Interfinanceiros com vencimentos até 15/05/2014 pós-fixada indexada as taxas que variam de 106,98% a 112,42% do CDI; b) Letras de Arrendamento Mercantil com vencimentos até 26/08/2016 à taxa pré-fixada que variam de 9,87% a 13,79% a.a. e pós-fixada indexada que variam de 95,00% a 110,00% do CDI. (07) - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do Cálculo dos Encargos com Imposto de Renda e Contribuição Social 30/06/2012 30/06/2011 Demonstração do Cálculo dos Encargos Lucro antes da Tributação, Deduzido das Participações no Lucro 6.650 7.206 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (2.660) (2.882) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Juros sobre o capital próprio 1.007 1.007 Créditos baixados para prejuízo 11 (643) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 514 1.646 Ajuste ao valor de mercado de títulos e derivativos (691) (2.293) Superveniência/Insuficiência de depreciação (4.551) 2.273 Contingências Fiscais e Trabalhistas (284) (781) Outras Adições e Exclusões 291 303 Total dos Encargos Devidos no Semestre (6.363) (1.370) Obrigações Fiscais Diferidas 739 2.453 Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social 4.287 (3.472) Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (1.337) (2.389) b) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social Saldos Consti- Reali31/12/2011 tuição zação 30/06/2012 Origem Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 2.759 1.027 (1.541) 2.245 Créditos baixados para prejuizo 1.392 139 (150) 1.381 Insuficiência de depreciação 3.379 4.551 – 7.930 Contingências Fiscais, Cíveis e Trabalhistas 2.502 881 (357) 3.026 Outros Créditos Tributários 1.234 321 (584) 971 Subtotal 11.266 6.919 (2.632) 15.553 Contribuição Social a Compensar – 47 – 47 Total 11.266 6.966 (2.632) 15.600 % sobre Patrimônio Líquido 4,2% 5,7% A Administração da Companhia, fundamentada em estudo técnico realizado tomando por base os dados contábeis disponíveis em 30/06/2012, estimou que a realização desses créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção: 32% no primeiro ano, 19% no segundo ano, 16% no terceiro ano, 14% no quarto ano e 19% no quinto ano. Na data-base de 30/06/2012, o valor presente dos créditos tributários, calculados com base na taxa Selic é de R$ 12.719. (08) - PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: A Companhia, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos Tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir:
Atividades Operacionais Lucro Líquido do Período Ajustes ao Lucro Líquido - Depreciações e Amortizações - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes - Superveniência (Insuficiência) de Depreciação (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Operações de Arrendamento Mercantil Outros Créditos Outros Valores e Bens Aquisição de Bens não de Uso Próprio Aquisição de Imobilizados de Arrendamento Aquisição de Diferido Alienação de Bens não de Uso Próprio Alienação de Imobilizados de Arrendamento Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais Depósitos Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Resultados de Exercícios Futuros Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social Caixa Líquido Proveniente (Aplicado em) de Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Aquisição de Imobilizados de Uso Caixa Líquido (Aplicado em) de Atividades de Investimento Atividades de Financiamentos Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Propostos Caixa Líquido Proveniente de Atividades de Financiamento Aumento (Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes Caixa e Equivalentes no Início do Semestre Caixa e Equivalentes no Final do Semestre Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes
2012
2011
5.313 141.189 122.391
4.817 194.171 204.563
(159) 751 18.206
316 (578) (10.130)
(382.812)
30.153
1.340 3.471 (399.912) 2.949 124 1.873 (4.744) 6.818 385 492 (470) (739) (57.048) (119.752) (14.910) (34.531) 753 808 91.670 168.764 (195.673) (68.112) (116.890) 68.768 179 (5.227) (73.296) (126.203) (301) (1.858) (5.365)
(3.592)
(431.983)
146.479
–
(9)
–
(9)
105.423
400.539
(2.517)
(2.517)
102.906
398.022
(329.077)
559.042
720.735
314.688
391.658
873.730
(329.077)
559.042
Fiscais e TrabaPreviden- lhistas Cíveis ciárias (a) (b) (c) Movimentação Saldo inicial em 01/01/2012 de contingências e obrigações legais 12.010 633 1.917 (+) Complemento e Atualização de Provisão 1.769 370 316 (–) Baixa por Pagamento – (367) (316) (–) Reversão – (150) (718) Saldo final em 30/06/2012 de contingências e obrigações legais 13.779 486 1.199 Impostos e Contribuições a Recolher 1.772 Provisão para imposto de renda e contrib. diferidos 1.124 Total 16.675 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 10/96 e 17/97; e, (ii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável e encontram-se registradas no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações Diversas” (nota 12c). (c) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando restituição de valores cobrados e/ou indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (d) Passivos contingentes classificados como risco de perda possível: A Companhia possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda possível, conforme Deliberação CVM nº 594, de 15/09/2009, com destaque para: (i) ISS - R$ 64.919 refere-se à lavratura de autos de infração por diversos Municípios para a cobrança do ISS sobre as operações de leasing sob alegação de que o imposto é devido onde o bem é adquirido, ao passo que o tributo é recolhido para o Município onde se encontra a sede da Companhia, nos termos do artigo 12 “a” do Decreto-Lei nº 406/68 e artigo 3º da Lei Complementar nº. 116/03; e, (ii) Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL) - R$ 2.553 referente a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da majoração da alíquota para o Sistema Financeiro em 1996. As contingências cíveis classificadas como de perda possível atingiram o montante de R$ 374 na data destas demonstrações financeiras, representadas principalmente por ações indenizatórias ou de cobrança, cujos valores individuais não são relevantes. As ações de natureza trabalhista para as quais foi constituída provisão são consideradas como risco de perda provável e avaliadas individualmente, para fins de contingência. Para determinação do valor de provisão necessário, estas ações são avaliadas individualmente e em seu conjunto, considerando histórico de pagamentos feitos pelo Conglomerado a esse título. (09) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO: (a) Capital Social: Está dividido em 20.485.056 de ações nominativas, sendo 12.291.033 de ações ordinárias e 8.194.023 de ações preferenciais, sem valor nominal. (b) Dividendos: O Estatuto prevê dividendos mínimos de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, cabendo às ações preferenciais, prioridade na percepção de um dividendo anual de 6% a.a. sobre o valor nominal do capital correspondente a essas ações. O pagamento desses dividendos está vinculado à deliberação da Assembléia Geral. Para o 1º semestre de 2012, está sendo proposto o pagamento de juros sobre o capital próprio no valor bruto de R$ 2.517 apenas para ações preferenciais que corresponde ao valor bruto de R$ 307,20 por lote de mil ações, sujeitos à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, quando aplicável. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. (10) - TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: a) Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas ligadas, conforme demonstramos a seguir: 30/06/2012 30/06/2011 Ativo Receita Ativo Receita (Passivo) (Despesa) (Passivo) (Despesa) Operações Disponibilidades 2.098 – 2.477 – Depósitos Interfinanceiros (1) 912.665 21.721 612.033 19.377 Operações Compromissadas (1) – (1) – – Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (2.517) (2.517) (2.517) (2.517) Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (1) (125.981) (4.137) (28.464) (1.736) Ressarcimento Custos (2) (229) – (61) (3) Prestação de Serviços (3) (42) (481) (55) (598) Rescisão de Promessa de Cessão de Direitos (4) – (2.292) (997) – Total 785.994 12.293 582.416 14.523 Categoria Controlador 617.528 10.542 391.886 13.792 Outras partes relacionadas 168.466 1.751 190.530 731 Total 785.994 12.293 582.416 14.523 (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo a Companhia e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente à agenciamento de operações e sublocação de imóvel com empresas ligadas de acordo com contrato mantido entre as partes. (3) Referem-se a serviços contratados de tecnologia e informática, auditoria interna, divulgação da marca, transporte aéreo e consultoria contábil. (4) Rescisão de Promessa de Cessão de Direitos: Nesse semestre a Companhia liquidou obrigações relacionadas a Promessas de Cessão de Direitos não concretizadas com empresas ligadas. O impacto negativo no resultado do semestre foi de R$ 2.292, líquido dos efeitos tributários. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para a Diretoria. Em 2012, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 100 (2011 R$ 62). (b.1) Benefícios - Diretoria: No semestre findo em 30 de junho de 2012 no montante de R$ 760 (1º semestre/2011 R$ 383) sendo: Remuneração R$ 459 (1º semestre/2011 R$ 383) e Parcela Anual de Honorários R$ 301 (1º semestre/2011 R$ zero) estão registrados na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Despesa de Pessoal”. A Companhia não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. (b.2) Conforme legislação em vigor, a Companhia não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, da própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; Dessa forma, não são efetuados pela Companhia empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. (11) - INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: A Companhia participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representadas por contratos de troca de moedas ou indexadores - “Swap”, com a finalidade de reduzir a exposição a riscos de taxas de juros. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante às diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado; Risco de Liquidez; Risco de Crédito e Risco Operacional. a) Esses instrumentos financeiros derivativos são registrados na BM&FBOVESPA S.A. e na CETIP S.A., envolvendo taxas pré-fixadas e mercado interfinanceiro (DI). A posição em 30 de junho desses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Para a apuração dos preços de mercado foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 31
continuação
ALFA ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A. C.N.P.J. 46.570.800/0001-49 SEDE: ALAMEDA ARAGUAIA, 933 - CONJUNTO 32 - BARUERI - SP Ouvidoria: 0800-7220140
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - R$ MIL Contratos Pré Mercado Interfinanceiro Posição Ativa Pré Mercado Interfinanceiro Posição Passiva Contratos de Swaps Exposição Líquida
Custo 12.261 156.823 169.084 156.823 12.261 169.084 –
30/06/2012 Referência Mercado 20.825 21.258 191.298 191.299 212.123 212.557 198.338 203.643 17.754 17.754 216.092 221.397 (3.969) (8.840) 30/06/2011 Referência Mercado 84.988 86.297 299.584 299.584 384.887 386.192 310.312 309.905 75.952 75.952 386.264 385.857
Contratos Custo Pré 57.795 Mercado Interfinanceiro 248.800 Posição Ativa 306.895 Pré 248.800 Mercado Interfinanceiro 58.095 Posição Passiva 306.895 Contratos de Swaps Exposição Líquida – (1.377) 335 Os valores dos diferenciais a receber e a pagar registrados em contas patrimoniais do ativo e do passivo sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos” correspondiam a R$ 3.505 (30/06/2011 R$ 10.663) e R$ 12.344 (30/06/2011 R$ 10.328) na data do balanço, respectivamente. O total do ajuste negativo de marcação a mercado registrado no resultado do semestre foi de R$ 1.782 (1º semestre/2011 R$ 310 negativo). Os contratos de swaps e de futuro registrados em contas de compensação possuíam vencimentos: 30/06/2012 Até de 91 a de 181 a Acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap (1.312) (1.035) (2.292) (4.201) (8.840) 30/06/2011 Até de 91 a de 181 a Acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap 200 279 723 (867) 335 b) Contabilidade de “Hedge”: A Companhia adota a política de proteger operações ativas pré-fixadas em consonância com suas políticas de gestão de risco, levando em consideração as taxas de captação praticadas. Estas operações de “hedge” são realizadas em conformidade com a Circular
BACEN nº 3.082 de 30/01/2002, que exige avaliação periódica de efetividade do “hedge” e o registro a mercado tanto do instrumento financeiro derivativo como do item objeto de “hedge”, considerando tratarse de uma operação de “hedge” de risco de mercado. Em 30 de junho de 2012 o valor contábil e de mercado dos itens objeto de “hedge” são, respectivamente, R$ 145.017 (30/06/2011 R$ 187.485) e R$ 152.425 (30/06/2011 R$ 196.256). O valor de mercado dos instrumentos derivativos utilizados como hedge, na data-base destas demonstrações financeiras é de R$ 145.650 (30/06/2011 R$ 195.606) de SWAP ponta ativa e R$ 153.945 (30/06/2011 R$ 198.291) de SWAP ponta passiva. b.1) Para apuração do valor de mercado das parcelas dos ativos de crédito foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexador similar na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A., acrescidas dos custos de captação, de produção e operacionais, passíveis de verificação, necessários para a originação e manutenção até o vencimento dessas operações, de forma a refletir adequadamente os efeitos dessas taxas de juros no resultado. b.2) A avaliação dos ativos de crédito objeto de “hedge” a mercado gerou um ajuste positivo de R$ 7.407 (30/06/2011 R$ 8.771), o qual foi registrado na rubrica “Devedores Diversos” do grupo “Outros Créditos Diversos”. O ajuste negativo no semestre foi registrado em adequada conta de resultado de operações de arrendamento mercantil, no montante de R$ 33 (1º semestre/2011 R$ 5.423 negativo). (12) - OUTRAS INFORMAÇÕES: a) Outros Créditos - Diversos Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 Depósitos Judiciais 27.050 26.172 Créditos Tributários (nota 7b) 15.600 12.106 Avaliação ao valor de mercado de ativos de crédito objeto de “hedge” (nota 11b) 7.407 8.771 Opções por Incentivos Fiscais 1.974 979 Devedores Diversos 1.675 2.739 Tributos Antecipados 1.471 2.153 Antecipação Salarial 96 128 Total 55.273 53.048 b) Despesas Antecipadas: referem-se substancialmente a valores pagos a título de intermediação de negócios às revendas de veículos. Essas despesas, quando não são pagas ou financiadas pelos clientes, são apropriadas ao resultado com base no prazo contratual da operação de leasing.
c) Outras Obrigações - Composto por Fiscais e Previdenciárias Provisões para Riscos Fiscais Impostos e Contribuições a Recolher Provisões para Impostos e Contribuições Diferidos Total Diversas Credores por Antecipação de Valor Residual (Nota 4a) Provisões de Despesas de Pessoal e Administrativa Contingência Trabalhista (Nota 8b) Contingência Cível (Nota 8c) Credores Diversos Total d) Outras Despesas Administrativas
f) Outras Despesas Operacionais 30/06/2012 13.779 1.772
30/06/2011 9.295 1.638
1.124 16.675 30/06/2012
4.485 15.418 30/06/2011
158.344
384.721
2.840 486 1.199 1.017 163.886
3.791 604 3.600 1.934 394.650
Composto por: Despesa de serviço de terceiros Despesas de serviço do sistema financeiro Despesa de processamento de dados Despesa de aluguel Despesa de comunicações Outras despesas administrativas Total e) Outras Receitas Operacionais Composto por: Variação Monetária do Depósito Judicial levantado s/ ILL Reversão Provisão - Ação Cível e Trabalhista Reversão Provisão Alocação Custo Contratos Cedidos Atualização de Incentivos Fiscais Atualização de Tributos a Compensar e Recuperação de Encargos Reversão de Processos Fiscais Total
1º Semestre 2012 2011 (1.130) (1.227) (850) (1.233) (732) (656) (401) (418) (86) (64) (270) (449) (3.469) (4.047) 1º Semestre 2012 2011 2.595 868
– –
408 230
647 –
265 – 4.366
21 2.507 3.175
1º Semestre Composto por: 2012 2011 Perda na Realização de Outros Créditos - Incetivos Fiscais (4.029) – Provisão para Contingências Fiscais, Trabalhistas e Cíveis (1.619) (3.735) Processos Operacionais (571) (465) Despesa de Intermediação, Comissão e Equalização de Contrato (420) (258) Despesas decorrentes de Créditos Inadimplentes (199) (284) Atualização de Tributos (27) (55) Total (6.865) (4.797) g) Resultado não Operacional: representado basicamente por prejuízo na alienação de bens não de uso. h) A Companhia tem como política segurar seus bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. i) O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa (comitê único) por intermédio da instituição líder (Banco Alfa de Investimento S.A.), está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. j) Índice de Solvabilidade: O índice de solvabilidade atingiu 17,56% (30/06/2011 19,47%) ao final do semestre demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), tendo em vista que é dessa forma que o Banco Central do Brasil exerce o monitoramento das instituições financeiras que integram seu Conglomerado. (13) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 30/06/2012 30/06/2011 No início do semestre 720.735 314.688 Disponibilidade 2.769 2.172 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 717.966 312.516 No final do Semestre 391.658 873.730 Disponibilidade 2.335 2.741 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 389.323 870.989 Aumento de caixa e equivalente de caixa (329.077) 559.042 (1) Refere-se as operações cujo vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias.
DIRETORIA Rubens Bution - Diretor Presidente
Fábio Alberto Amorosino - Diretor
À Diretoria da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. (“Sociedade”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Sociedade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Sociedade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Sociedade.
CONTADORA Rubem Clóvis Rocha Cecchini - Diretor
Danielle Silva Moreira - CRC 1SP 282.811/P-0
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
e Trem-bala: leilão está marcado para 2013.
Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras A Sociedade registra as suas operações e elabora as suas demonstrações financeiras com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o ajuste a valor presente da carteira de arrendamento mercantil como provisão para superveniência ou insuficiência de depreciação, classificada no ativo permanente, conforme mencionado na nota explicativa às demonstrações financeiras nº 5. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com as disposições da Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante e realizável a longo prazo, e rendas e despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado do semestre e do patrimônio líquido findo em 30 de junho de 2012,
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto pelos efeitos do assunto descrito no parágrafo “Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras”, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 13 de agosto de 2012
KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
O investimento total do trem-bala é estimado em R$ 33,6 bilhões.
conomia
Yana Paskova/NYT
Novas exigências para os interessados na licitação do projeto que ligará Campinas ao Rio de Janeiro.
O
leilão do operador do trem-bala que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro foi agendado para 29 de maio de 2013 e a taxa interna de retorno do projeto deve ser de 6,32% ao ano durante o prazo de 40 anos da concessão. As informações constam na minuta do edital da licitação para escolha da tecnologia e do operador do trem-bala divulgada ontem pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O documento foi colocado em audiência pública até 24 de setembro para receber contribuições. A minuta do edital estabelece ainda tarifa-teto de R$ 0,49 por quilômetro percorrido, a ser cobrada na classe econômica no trajeto de 412 quilômetros entre as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. O critério para escolha do vencedor do leilão será o da
melhor relação entre o valor de outorga oferecido pelo investidor e o menor custo de investimento que esse operador exigir para a construção da infraestrutura da ferrovia. Dessa relação será calculada uma nota. Quem tiver a maior nota vencerá a disputa. Túneis – Segundo o superintendente-executivo da ANTT, Hélio Mauro França, a estimativa de investimentos apresentada no leilão deverá contemplar principalmente grandes intervenções como pontes, viadutos e túneis. A construção dessa infraestrutura mais pesada caberá ao segundo concessionário, que será definido em um outro leilão, ainda sem data marcada. O pagamento da outorga do operador ao governo será trimestral, conforme o uso, e começa com o início da operação comercial do serviço. A outorga mínima a ser paga
Ferroanel de SP ficou para o ano que vem
O
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse ontem que as obras do Ferroanel de São Paulo deverão ter início no primeiro semestre do ano que vem. O Ferroanel faz parte do pacote lançado na semana passada pelo governo federal – o Programa de Investimentos em Logística –, que prevê a construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, através de Parcerias
Público Privadas (PPP). Paulo Passos deu entrevista na manhã de ontem ao programa "Bom Dia, Ministro", produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Segundo o ministro, o Ferroanel de São Paulo vai desafogar o transporte de passageiros pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). (ABr)
Trem de alta velocidade do Japão inspira o projeto brasileiro: o sócio-operador do consórcio terá de comprovar experiência de 10 anos no ramo. pelo futuro concessionário será de R$ 66,12 por quilômetro percorrido comercialmente por um trem padrão (de 200 metros de extensão). Se o trem for maior, pagará mais proporcionalmente. Copa – Os sócios vencedores do leilão colocarão 30% de capital próprio no projeto. Um deles será a estatal Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que terá 10% de participação no projeto. De acordo com França, o trem-bala deverá estar "100 por cento operacional" em 2020. As estimativas iniciais eram de que ficas-
se pronto a tempo da Copa do Mundo de 2014 ou das Olimpíadas do Rio em 2016. O superintendente da ANTT disse que a taxa de retorno do capital próprio investido (ou seja, dos 30% que não serão financiados) será de 12,9%, mais do que o dobro da taxa de retorno geral do projeto de 6,32%, que inclui o financiamento. Segundo França, a proposta de edital inclui algumas exigências de qualidade para os interessados em operar o trem-bala brasileiro. Segundo ele, o sócio-operador do consórcio tem de ter ex-
periência de pelo menos 10 anos operando algum trem de alta velocidade no mundo. Além disso, esse operador não pode ter sido responsabilizado por nenhum acidente fatal em suas linhas de alta velocidade nos últimos 10 anos. A presidente Dilma Rousseff é entusiasta do projeto, que é considerado prioridade dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Serão 500 quilômetros de extensão ligando os aeroportos de Viracopos (Campinas), Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), com investimento total esti-
mado em R$ 33,6 bilhões. Originalmente, o leilão do trem-bala deveria ter ocorrido em dezembro de 2010. A licitação foi então adiada para abril de 2011, com empresas pedindo mais tempo para analisar o projeto, e depois para julho daquele ano. Nenhuma empresa ou consórcio entregou proposta naquela ocasião. O governo, então, mudou o modelo da licitação, dividindo o projeto em duas concessões: um grupo será responsável pela tecnologia e operação do serviço e outro pela infraestrutura. (Reuters)
BNDES aprova recursos para Vale Banco vai destinar R$ 3,9 bilhões para a mineradora investir na área de logística no Maranhão e no Pará
O
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 3,9 bilhões para a mineradora Vale realizar investimentos em logística nos estados do Maranhão e Pará, informou ontem a instituição de fomento. Os recursos serão destinados à implantação do projeto de Capacitação Logística Norte (CLN), criado para ampliar a capacidade de transporte e embarque de minério de ferro do Sistema Logístico da Vale, que abrange a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e os terminais
ferroviário e marítimo. Em um primeiro momento, a capacidade da EFC aumentará das atuais 130 milhões de toneladas por ano para 150 milhões de toneladas, chegando a 230 milhões no futuro breve. Serra Sul – Os investimentos em logística integram os planos da mineradora de ampliar a capacidade de produção na região de Carajás, no Pará, com atividades em Serra Sul, o maior projeto da Vale, que terá capacidade nominal de 90 milhões de toneladas. A Vale, porém, teve que entrar em uma disputa na Justiça
do Maranhão para liberar o projeto, uma vez que uma decisão judicial suspendeu a continuidade da duplicação da ferrovia, bem como o processo de licenciamento ambiental do projeto. O BNDES financiará 52,3% do projeto, que terá investimentos de R$ 8 bilhões e contempla a duplicação de 115 quilômetros da EFC; a aquisição de locomotivas e vagões; a construção de berço de atracação e a ampliação da retroárea do terminal marítimo de Ponta da Madeira. Segundo nota da Vale divulgada ao
mercado, o início das operações está previsto para o primeiro semestre de 2014. A expansão logística aumentará a competitividade da empresa no setor, destacou o BNDES em nota. "O Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro do mundo, e os corredores de ferrovias e portos são um diferencial importante na redução de custos do minério, já que as minas de Carajás estão geograficamente distantes dos grandes consumidores asiáticos, sobretudo China e Japão", diz a nota da Vale. (Reuters)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
32 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ALFA CORRETORA DE CÂMBIO E VALORES MOBILIÁRIOS S.A. C.N.P.J. 62.178.421/0001-64 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP RELATÓRIO DA DIRETORIA Ouvidoria: 0800-7220140 Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação, as demonstrações financeiras da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., correspondentes às atividades desenvolvidas durante os semestres findos em 30 de Junho de 2012 e 2011, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras. É indispensável traduzir o reconhecimento da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. ao trabalho de seus funcionários, ao apoio de seus acionistas e, finalmente, à confiança de seus clientes e instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. São Paulo, 13 de agosto de 2012 A Diretoria BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - EM R$ MIL ATIVO
2012 277.238 65 158.209 158.209 113.726 72.928 40.798 5.216 – 5.203 13 22 22
2011 280.523 63 178.943 178.943 92.965 49.900 43.065 8.535 432 8.026 77 17 17
Realizável a Longo Prazo Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Outros Créditos Diversos (Nota 04)
7.302 – – 7.302 7.302
33.022 25.746 25.746 7.276 7.276
Permanente Investimentos Participações em Controladas: No País Outros Investimentos (Nota 9b) Imobilizado de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciação Acumulada) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) Total do Ativo
6.820 6.647
9.525 9.414
– 6.647 33 91 (58) 139 171 (32) 1 3 (2) 291.360
2.767 6.647 46 93 (47) 64 77 (13) 1 3 (2) 323.070
Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários (Nota 03) Carteira Própria Vinculados a Prestação de Garantias Outros Créditos Rendas a Receber Negociação e Intermediação de Valores (Nota 9a) Diversos (Nota 04) Outros Valores e Bens Despesas Antecipadas
PASSIVO Circulante Outras Obrigações
2012 12.447
2011 23.814
12.447
23.814
Sociais e Estatutárias
2.211
3.483
Fiscais e Previdenciárias (Nota 08)
2.663
10.206
Negociação e Intermediação de Valores (Nota 9a)
6.462
8.596
Diversas (Nota 9d)
1.111
1.529
Exigível a Longo Prazo
27.830
27.764
Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias (Nota 8) Diversas (Nota 9d) Patrimônio Líquido
27.830
27.764
27.659
27.608
171
156
251.083
271.492
127.000
120.000
Capital: De Domiciliados no País Reservas de Capital
34.176
34.176
Reservas de Lucros
89.907
117.316
Reserva Legal
13.279
12.267
Reservas Estatutárias
76.628
105.049
Reserva para Aumento de Capital
76.628
101.453
Reserva Especial para Dividendos
–
3.596
291.360
323.070
Total do Passivo
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Eventos Saldo em 31/12/2010 Aumento de Capital - AGE 28/04/2011 Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 30/06/2011 Mutações do Período Saldos em 31/12/2011 Aumento de Capital - AGE 26/04/2012 Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Dividendos - AGE 14/05/2012 Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 30/06/2012 Mutações do Período
Capital 112.000 8.000 –
Reservas de Capital 34.176 – –
Reservas de Lucros 116.266 (8.000) –
Lucros Acumulados – – 12.559
Total 262.442 – 12.559
– – 120.000 8.000 120.000 7.000 –
– – 34.176 – 34.176 – –
9.050 – 117.316 1.050 125.200 (7.000) –
(9.050) (3.509) – – – – 9.308
– (3.509) 271.492 9.050 279.376 – 9.308
– – – 127.000 7.000
– – – 34.176 –
6.707 (35.000) – 89.907 (35.293)
(6.707) – (2.601) – –
– (35.000) (2.601) 251.083 (28.293)
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho Descrição Receitas da Intermediação Financeira Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/(Despesas) Operacionais Receitas de Prestação de Serviços Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas (Nota 9e) Despesas Tributárias Resultado de Participações em Controladas Outras Receitas Operacionais (Nota 9f) Outras Despesas Operacionais (Nota 9g) Resultado Operacional Resultado não Operacional Resultado antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 05) Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Ativo Fiscal Diferido Lucro Líquido do Período Lucro por lote de Mil Ações - R$ (Nota 06a)
2012 13.866 13.866 13.866 (639) 1.277 (593) (1.285) (674) 65 3.385 (2.814) 13.227 – 13.227 (3.919) (1.975) (1.199) (745) 9.308 581,75
2011 15.657 15.657 15.657 433 1.497 (778) (1.735) (785) 102 3.127 (995) 16.090 243 16.333 (3.774) (2.783) (1.680) 689 12.559 784,93
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Semestres Findos em 30 de Junho Atividades Operacionais Lucro Líquido do Período Ajustes ao Lucro Líquido - Depreciações e Amortizações - Resultado da Avaliação de Invest. pelo método de Equiv. Patrimonial - Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais Títulos e Valores Mobiliários Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Outros créditos Outros valores e bens Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais Outras obrigações Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social Caixa Líquido (Aplicado em)/Proveniente de Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Aplicações no diferido Alienação de bens e investimentos Caixa Líquido (Aplicado em)/Proveniente de Atividades de Investimento Atividades de Financiamentos Dividendos e juros sobre o capital próprio Caixa Líquido Aplicado em Atividades de Financiamento Aumento Líquido/(Redução) de Caixa e Equivalentes Caixa e Equivalentes no Início do Período Caixa e Equivalentes no Final do Período Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes
2012
2011
9.308 (1.962) 16 (65) (1.912) (8.718) (5.499) (952) (2.257) (10) (594) 5.733 (6.327) (1.966)
12.559 (1.055) 13 (102) (966) 22.881 3.628 25.232 (5.967) (12) 6.090 8.875 (2.785) 40.475
– 2.946 2.946
(44) – (44)
(37.601) (37.601) (36.621) 173.451 136.830 (36.621)
(3.509) (3.509) 36.922 142.084 179.006 36.922
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 - EM R$ MIL (01) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: As demonstrações financeiras da b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por categoria e prazos de vencimento Fiscais e (*) Até 3 meses 1 ano a Acima de Saldo em Saldo em Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. foram elaboradas com base na legislação Previdenciárias Trabalhistas Movimentação Títulos 3 meses a 1 ano 3 anos 3 anos 30/06/2012 30/06/2011 Saldo Inicial em 01/01/2012 societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas do 28.707 163 1.708 899 16.313 41.264 60.184 44.740 (–) Baixa por Reversão Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN), concluídas em • Títulos do Tesouro Nacional - LFT (2.000) – • Títulos para Negociação 1.708 899 16.313 41.264 60.184 44.740 10/08/2012 e aprovadas pela reunião de Diretoria em 13/08/2012. As operações são conduzidas no (+) Complemento e Atualização 952 8 – – – 53.542 48.225 Saldo Final em 30/06/2012 27.659 171 contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas • Cotas de Fundos de Investimento 53.542 53.542 – – – 53.542 48.225 Provisão p/IR e Contr. Social s/Lucro 2.054 operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema • Títulos Disponíveis para Venda 55.250 899 16.313 41.264 113.726 92.965 Imposto e Contribuição a Recolher 549 financeiro, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores Títulos e Valores Mobiliários 48,6 0,8 14,3 36,3 100,0 Provisão para I. de Renda e Contrib. Diferidos 60 mobiliários. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura % Concentração por Prazo (*) Inclui Cotas de Fundos de Investimento, sem data de vencimento. 30.322 operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao Total em conjunto ou individualmente. Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, valor de mercado desses títulos na data do balanço, obtido através de coletas de taxas junto ao (a) As obrigações legais e as contingências fiscais referem-se principalmente a obrigações tributárias complementada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às mercado, quando aplicável, e validado principalmente através de comparação com informações cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). com destaque para: (i) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da cobrança do PIS pela alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário a) O ajuste Positivo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 140 (30/06/2011 R$ 3), obtido Emenda Constitucional nº 10/96; e, (ii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. Nacional). As alterações aprovadas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; entre os valores de custo atualizado R$ 60.044 (30/06/2011 R$ 44.743) e de mercado R$ 60.184 As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais ii) os procedimentos de mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa (30/06/2011 R$ 44.740) foi registrado em conta adequada do resultado. b) Os valores de custo e consideradas como de perda provável e encontram-se registradas no exigível a longo prazo na em substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas mercado, obtidos através do Extrato do Fundo, dos títulos classificados na categoria Disponíveis para rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. explicativas às demonstrações contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os Venda correspondiam a R$ 53.542 (30/06/2011 R$ 48.225) relativo à aplicação do Fundo de (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam procedimentos de reconhecimento, mensuração e divulgações de provisões, passivos e ativos Investimento Alfa Estratégia FI Multimercado IQ e Alfa Performance Fundo de Investimento obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se Multimercado IQ. Os títulos privados são custodiados na CETIP e os títulos públicos no Selic. contingentes; vi) pagamento baseado em ações; vii) eventos subsequentes e viii) políticas contábeis, (04) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas” mudanças de estimativa e retificação de erro. Na avaliação da administração da Companhia, que Composto por: 30/06/2012 30/06/2011 (Vide nota 9.c). (c) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas os itens “iii”, “iv” e “v” impactaram e, Tributos antecipados 3 69 por terceiros, pleiteando restituição de valores cobrados e/ou indenizações por danos materiais e portanto, foram acrescidas às demonstrações financeiras da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Depósitos judiciais 4.649 4.291 morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume Mobiliários S.A. Créditos tributários 2.142 2.888 adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises (02) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas são Opções por incentivos fiscais 511 97 individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as apropriadas pelo regime de competência. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: Devedores diversos 10 8 demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos Total 7.315 7.353 base em um histórico de perdas. (d) Passivos contingentes classificados como risco de perda possível: até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, a) A Administração da Companhia, fundamentada em estudo técnico, estima que a realização desses A Companhia possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil da carteira de títulos e valores créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção: 20% ao ano até o 5º ano. Na data do balanço, o nossos assessores legais como de risco de perda possível, conforme Deliberação CVM nº 594, de mobiliários estabelecido pela Circular BACEN nº 3.068 (vide nota nº 03). (c) Títulos e Valores valor presente dos créditos tributários, calculado com base na taxa Selic, é de R$ 1.714 (30/06/2011 15/09/2009, com destaque para: (i) Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL) - R$ 1.013 refere-se Mobiliários: A carteira de títulos e valores mobiliários está demonstrada conforme as categorias R$ 2.888). Os créditos tributários não ativados totalizavam R$ 538 (30/06/2011 R$ 713). à não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da majoração da estabelecidas pela Circular BACEN nº 3.068 de 08/11/2001: I - Títulos para negociação; II - Títulos (05) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL alíquota da CSLL para o Sistema Financeiro em 1996. (ii) Autos de Infração - R$ 91.663 autos Demonstração do cálculo dos encargos 30/06/2012 30/06/2011 disponíveis para venda; III - Títulos mantidos até o vencimento. Na categoria “títulos para negociação” lavrados pela Receita Federal do Brasil sob alegação de não pagamento de tributos nas operações de Lucro antes da Tributação, Deduzido das Participações no Lucro 13.227 16.333 são registrados os títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem ativa e desmutualização e venda de ações da BM&FBOVESPA bem como da incorporação das ações da IR e CS às Alíquotas de 25% e 15%, Respectivamente (5.291) (6.533) Bovespa Holding pela Nova Bolsa. (iii) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) frequentemente negociados. Na categoria “títulos mantidos até o vencimento” são registrados os Efeito das Adições e Exclusões no Cálculo dos Tributos: R$ 10.125 refere-se a cobranças da CSLL efetuadas pela Receita Federal do Brasil relativas ao títulos e valores mobiliários, exceto ações não resgatáveis, para os quais existe intenção e capacidade • Juros sobre o Capital Próprio 1.040 1.404 período de janeiro/92 à junho/94 para a qual existe decisão favorável transitada em julgado em 1991 financeira da Instituição de mantê-los em carteira até o vencimento. Na categoria “títulos disponíveis • Contingências Fiscais e Trabalhistas 529 18 exonerando-a do pagamento dessa contribuição no mencionado período, aguardando agora somente para venda” estão registrados os títulos e valores mobiliários que não se enquadram nas categorias I • Dividendos Recebidos em Investimentos pelo Método de Custo 531 537 a confirmação, pelo STJ, do acórdão favorável à Instituição. (iv) PIS: R$ 2.197- Refere-se à discussão e III. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias, I e II são reconhecidos pelo valor de • Outras Adições e Exclusões 73 111 sobre a aplicabilidade da Lei nº 9.718/1998, no tocante à base de cálculo do PIS, para fazer incidir tal aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados “pro rata” dia, Total dos Encargos Devidos no Semestre (3.117) (4.463) contribuição sobre todas as receitas das instituições financeiras, e não apenas sobre suas receitas de e ajustados ao valor de mercado, computando-se o ajuste positivo ou negativo a valor de mercado em Obrigações Fiscais Diferidas (57) – prestação de serviços. Ante a referida norma, a Companhia ingressou com ação e obteve decisão contrapartida: Da adequada conta de receita ou despesa, líquida dos efeitos tributários, no resultado Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social (745) 689 favorável que afasta tal pretensão, por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF), (3.919) (3.774) já transitada em julgado. Em que pese este afastamento pelo STF, a Companhia voltou a ter estes do período, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos para Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social negociação”; e Da conta destacada do patrimônio líquido, líquida dos efeitos tributários, quando (06) PATRIMÔNIO LÍQUIDO: (a) Capital Social: Está dividido em 16.000.000 de ações nominativas, valores questionados pela Receita Federal do Brasil e está contestando administrativa e judicialmente relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos disponíveis para venda”. sendo 8.000.000 de ações ordinárias e 8.000.000 de ações preferenciais, sem valor nominal. estas cobranças. As contingências cíveis classificadas como de perda possível atingiram o montante Estes valores registrados em patrimônio líquido são baixados contra resultado na medida em que são A Assembleia Geral Extraordinária realizada em 26/04/2012, homologada pelo Banco Central do de R$ 2 na data destas demonstrações financeiras, representadas principalmente por ações realizados, por venda, os “títulos disponíveis para venda”. Os títulos e valores mobiliários classificados Brasil em 17/05/2012, aprovou o aumento do capital social para R$ 127.000 mediante incorporação de indenizatórias ou de cobrança, cujos valores individuais não são relevantes. As ações de natureza reservas de lucros. (b) Dividendos: O Estatuto prevê dividendos mínimos de 25% do lucro líquido na categoria “mantidos até o vencimento” estão apresentados pelo valor de aquisição acrescido dos anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações. O pagamento trabalhista para as quais foi constituída provisão são consideradas como risco de perda provável e rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados “pro rata” dia. As perdas de caráter desses dividendos está vinculado à deliberação da Assembleia Geral. Os juros sobre capital próprio avaliadas individualmente, para fins de contingência. Para determinação do valor de provisão permanente apuradas para títulos e valores mobiliários classificados nas categorias “títulos disponíveis totalizaram R$ 2.601 no semestre, correspondendo aos valores brutos de R$ 154,81 e R$ 170,30 por necessário, estas ações são avaliadas individualmente em seu conjunto, considerando histórico de p g p g feitos pelo Conglomerado a esse título. para venda” e “títulos mantidos até o vencimento” são reconhecidos no resultado do período. O valor lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos à incidência de imposto de pagamentos de mercado dos títulos e valores mobiliários é obtido, na data de balanço, através de coleta de preços renda na fonte à alíquota de 15%, quando aplicável. Os juros foram contabilizados em conformidade (09) OUTRAS INFORMAÇÕES: (a) Negociação e Intermediação de Valores: os saldos são divulgadas por entidades independentes no mercado especializadas na divulgação deste tipo de com a Circular Bacen nº 2739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições compostos por operações com valores mobiliários por conta de clientes a liquidar, a saber: Ativo informação, e, quando indisponíveis, este valor é obtido através de modelos internos de avaliação que fiscais. A Assembleia Geral Extraordinária realizada em 14/05/2012 deliberou e aprovou o pagamento Caixa de registro e liquidação R$ zero (30/06/2011 R$ 6.484), Devedores por conta de liquidações pendentes R$ 5.203 (30/06/2011 R$ 1.542) e Passivo - Caixas de registro e liquidação R$ 4.063 consideram as curvas de juros aplicáveis publicamente divulgadas que sejam avaliadas como de dividendos extraordinários aos acionistas nas importâncias de R$ 2.083,33 por lote de 1.000 ações (30/06/2011 R$ 7), Credores por conta de liquidações pendentes R$ 1.610 (30/06/2011 R$ 8.148) e representativas das condições de mercado para o ativo sob avaliação por ocasião do encerramento do ordinárias e R$ 2.291,67 por lote de 1.000 ações preferenciais, no montante total de R$ 35.000 Operações com Ativos Financeiros e Mercadorias a Liquidar R$ 789 (30/06/2011 R$ 441). balanço. (d) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro originários da reserva especial para dividendos (R$ 4.330) e da reserva estatutária (R$ 30.670). (b) Participações em Controladas no País: Em 31/12/2011 a Companhia possuía 35.856.794 ações (c) O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do de 1995, considerando os seguintes aspectos: d.1) Participações em Controladas no País: avaliadas Brasil atingiu 17,56% (30/06/2011 19,47%) ao final do semestre, demonstrando a boa capacidade de ON, 721.399 ações PNA, 7.509.480 ações PNB e 4.293.186 ações PNC, as quais representavam pelo método de equivalência patrimonial; d.2) Outros Investimentos: representadas basicamente, solvência das instituições financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com 71,26% do capital social da Uvale - Uvas do Vale do Gorutuba Ltda. Em 10/05/2012 a Companhia pelas ações da BM&FBOVESPA S.A.; d.3) Depreciação dos bens do Ativo Imobilizado é calculada o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil, quanto com o de 8% recomendado pelo alienou o investimento pelo montante de R$ 2.946. (c) Outros Investimentos: representados por pelo método linear, às seguintes taxas anuais: Processamento de Dados e Veículos 20%, Móveis e Comitê da Basiléia. ações da empresa BM&FBOVESPA S.A. R$ 6.647 (30/06/2011 R$ 6.647). (d) Outras Obrigações Utensílios e Instalações 10%; e d.4) Amortização de gastos com benfeitorias em imóveis de terceiros (07) TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: a) Sempre em concordância com os Diversas: composta basicamente por provisões para pagamento de despesas administrativas, e com programas de processamento de dados, calculada pelo método linear pelo prazo máximo de dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas de pessoal e para contingência trabalhista. (e) Outras Despesas Administrativas 1º Semestre cinco anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou operações com empresas controladas e ligadas, conforme demonstramos a seguir: Composto por: 2012 2011 30/06/2012 30/06/2011 as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa Aluguéis (211) (220) Ativo Receita Ativo Receita amortização ou baixa. (e) Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por valores Comunicações (118) (82) Operações (Passivo) (Despesa) (Passivo) (Despesa) conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias (361) (447) 61 – 56 – Processamento de Dados incorridos. (f) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação Disponibilidades Propaganda e Publicidade (52) (171) Depósitos Interfinanceiros (1) 158.209 6.061 204.688 10.677 pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: (152) (197) 6 – 116 – Serviços Sistema Financeiro Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), Pis (0,65%) e Cofins Negociação e Intermediação de Valores (156) (408) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (1.556) (1.556) (2.099) (2.099) Serviço Técnico Especializado (4%). Também é observada pela Companhia a prática contábil de constituição de créditos tributários (54) (44) Resssarcimento Custos (2) (37) – (39) – Serviço de Vigilância e Segurança de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, calculadas às alíquotas (61) (53) Prestação de Serviços (3) (24) (242) – (182) Serviços de Terceiros 15% mais adicional de 10% e 15%, respectivamente (vide nota nº 05). (g) Ativos e Passivos Rescisão de Promessa de Cessão de Direitos (4) Outras Despesas Administrativas (120) (113) – (1.186) (410) – Contingentes e Obrigações Legais: Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são (1) As aplicações referem-se às operações envolvendo a Companhia e empresas ligadas, efetuadas a Total (1.285) (1.735) reconhecidos, avaliados e divulgados em conformidade com as determinações da Resolução taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (f) Outras Receitas Operacionais 1º Semestre CMN nº 3823, de 16/12/2009 e Carta-Circular BACEN nº 3429 de 11/02/2010. Os ativos e passivos (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente, à cobertura de despesas relativas ao Composto por: 2012 2011 contingentes dizem respeito a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e agenciamento de operações com empresas ligadas, cobradas de acordo com contrato mantido entre Dividendos e Juros s/Capital Próprio 1.327 1.781 cuja realização depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas por obrigações as partes. (3) Referem-se a serviços contratados de tecnologia e informática, auditoria interna, Reversão de Provisões Operacionais/Fiscais 2.004 1.346 tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial. i) Ativos divulgação da marca, transporte aéreo entre outros serviços. Realizado por empresas sob controle Outras 54 – 3.385 3.127 Contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que propiciem a comum, não controladas e coligadas. (4) Rescisão de Promessa de Cessão de Direitos: Nesse Total semestre a Companhia liquidou obrigações relacionadas a Promessas de Cessão de Direitos não (g) Outras Despesas Operacionais 1º Semestre garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais recursos. ii) Passivos Contingentes e Composto por: 2012 2011 Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias (nota 08), Cíveis (nota 08d) e Trabalhistas (nota 08c) - concretizadas com empresas ligadas. O impacto negativo no resultado do semestre foi de R$ 1.186, líquido dos efeitos tributários. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia decorrem substancialmente de demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para a Diretoria. Em 2012, foi determinado Atualização e Complemento de Provisão para Riscos Fiscais e Tributos a Recolher (770) (987) negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas e de o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 4 (2011 R$ 4). (b.1) Benefícios (2.030) – natureza fiscal e previdenciária. Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são avaliadas Diretoria: No semestre findo em 30/06/2012 no montante de R$ 15 (30/06/2011 R$ 214) sendo: Perda na Realização de Outros Créditos (14) (8) por assessores legais e levam em consideração a probabilidade que recursos financeiros sejam Remuneração R$ 15 (30/06/2011 R$ 14) e Parcela Anual de Honorários R$ zero (30/06/2011 R$ 200). Outras Total (2.814) (995) exigidos para liquidar as obrigações e que o os seus montantes possam ser estimados com suficiente A Corretora não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios (h) A Companhia tem como política segurar seus bens a valores considerados adequados para segurança. (h) Estimativas Contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho. (b.2) Conforme legislação em vigor, a companhia coberturas de eventuais perdas. (i) O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos único instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa (comitê único) por intermédio da instituição líder baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes (Banco Alfa de Investimento S.A.), está sendo publicado em conjunto com as demonstrações até 2º grau; -Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; -Pessoas eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. anualmente, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de jurídicas que participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou (10) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; q ç dos ativos ou p liquidação passivos considerados. Dessa forma, não são efetuados pela companhia empréstimos ou adiantamentos a qualquer CMN nº 3604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: (03) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. 30/06/2012 30/06/2011 Instrumentos Financeiros Derivativos 173.451 142.084 (08) PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: No início do semestre 116 217 Composta por: 30/06/2012 30/06/2011 A Companhia, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, Disponibilidade 173.335 141.867 • Títulos do Tesouro Nacional - LFT 19.386 1.675 previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 136.830 179.006 • Cotas de Fundos de Investimento 53.542 48.225 legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, No final do semestre 65 63 Títulos Livres 72.928 49.900 o posicionamento dos Tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa Disponibilidade 136.765 178.943 • Títulos do Tesouro Nacional - LFT 40.798 43.065 da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) (36.621) 36.922 Títulos Vinculados 40.798 43.065 destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. Aumento/(Redução) de Caixa e equivalente de caixa (1) Refere-se a operações cujo o vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias. Total - Títulos e Valores Mobiliários 113.726 92.965 As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: DIRETORIA Antônio Cesar Santos Costa
CONTADOR Fabiano Bezerra de Lima CRC 1SP 262865/O-9
José Elanir de Lima RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
À Diretoria da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. (“Corretora”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Corretora é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Corretora para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Corretora. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela
administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 13 de agosto de 2012 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
e
DIÁRIO DO COMÉRCIO
ECONOMIA/LEGAIS - 33
conomia
Uruguai livre de taxas e impostos Ao se instalar na zona franca, investidor só paga imposto trabalhista. Renato Carbonari Ibelli
O
Uruguai está entre as economias que mais avança dentro da América do Sul. Ao longo dos últimos cinco anos – período permeado por retrações nos mercados globais – o país registrou um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 6,5%. Especificamente, em 2011, sua economia avançou 5,7%. Esses números têm despertado o interesse de investidores estrangeiros, que puderam conhecer um pouco mais sobre as oportunidades uruguaias em evento da São Paulo Chamber of Commerce (SP Chamber), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Há no Uruguai uma série de incentivos, na forma de desonerações fiscais e tributárias, aos investidores estrangeiros. Ao se instalar na zona franca uruguaia, por exemplo, a empresa fica isenta dos tributos nacionais, com exceção das contribuições trabalhistas. A isenção é estendida ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). O sistema tributário uruguaio é baseado em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) nacional que, sozinho, responde por 53% da arrecadação do País. O IRPJ responde por outros 25%. O país também tem um sistema de “portos e aeroportos livres”. As mercadorias que permanecem nas áreas aduaneiras são isentas de qualquer imposto e sobre elas não recai nenhuma sobretaxa. Além disso, as mercadorias podem ter os destinos alterados livremente, sem a necessidade de autorizações prévias ou nova documentação e fiscalização. "Esses estímulos fazem parte de um programa de promoção de investimentos, implantado em 1998, que permite aos investidores estrangeiros o mesmo tratamento dado aos nacionais”, disse Juan Sanchez, diretor da Uruguay XXI, entidade dedicada à promoção de exportações e captação de investimentos. Sanchez destacou ainda que o investidor pode encontrar duas frentes de ação no Uruguai, “uma é o mercado interno, com consumo crescente, a outra é ter o país como plataforma estratégica para entrada no Mercosul e outros parceiros econômicos”. O PIB per capita uruguaio em 2011 foi equivalente a US$ 13.861, superando o brasileiro (US$ 12.788). Esse indicador mede a qualidade de vida, o que inclui a renda disponível para consumo. Já para quem vê o Uruguai como porta de entrada para outras economias, Sanchez disse que seu país possui acordos de livre comércio com todos os países da América latina, além de Israel e que, atualmente, está em negociação um acordo semelhante com a China. As condições para se fazer negócio no Uruguai são consideradas boas pelos organismos internacionais. O Índice de Percepção de Corrupção de 2011, compilado pela ONG Transparência Internacional, mostra que o nível de corrupção no país é o segundo menor dentro da América do Sul e o 25° entre 182 nações pesquisadas. Ode liberdade econômica também é o segundo melhor na América do Sul e o 33° no mundo.
BRICKELL S.A. CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO CNPJ 12.865.507/0001-97 RELATÓRIO DA DIRETORIA Submetemos a apreciação de V.Sas. em cumprimento às determinações legais e estatutárias, as demonstrações financeiras da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, referente ao período findo em 30 de junho de 2012. A Brickell C.F.I., agradece aos acionistas, clientes e colaboradores pela confiança e apoio recebidos, que possibilitaram o desenvolvimento e fortalecimento dos nossos produtos e serviços. São Paulo, 20 de Agosto de 2012 A Diretoria BALANÇOS PATRIMONIAIS Levantados em 30 de Junho de 2012 e de 2011 (Em MR$) Notas 2012 2011 Passivo Ativo Notas 242.305 140.652 Circulante Circulante 234 79 Disponibilidades Depósitos 24.588 14.511 Aplicações interfinanceiras de liquidez 5 Depósitos à vista 10. a) Aplicações no mercado aberto 24.588 14.511 Depósitos a prazo 10. b) 5.335 – Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos 6 Carteira própria 5.335 – Captações no mercado aberto 4.345 2.873 Relações interfinanceiras Carteira de terceiros Créditos vinculados - Depósitos no Banco Central 4.345 2.873 Recursos de aceites e emissão de títulos 11 204.920 122.089 Operações de crédito Setor privado 7 206.616 123.419 Recursos de aceites cambiais (Provisão para créditos de liquidação duvidosa) 8 (1.696) (1.330) Recursos de letras imobiliárias, hipotecárias, de crédito e similares 1.939 1.026 Outros créditos 9 Outras obrigações Diversos 1.939 1.026 Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados 944 74 Outros valores e bens Outros valores e bens 806 – Fiscais e previdenciárias 12. a) Despesas antecipadas 138 74 Diversas 12. b) 29.685 16.909 Realizável a Longo Prazo – 3.750 Exigível a Longo Prazo Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos 6 Carteira própria – 3.750 Depósitos 28.829 13.159 Operações de crédito Depósitos a prazo 10. b) Operações de crédito - setor privado 7 29.062 13.251 Recursos de aceites e emissão de títulos 11 (Provisão para créditos de liquidação duvidosa) 8 (233) (92) Recursos de aceites cambiais 810 – Outros créditos 9 Diversos 810 – Recursos de letras imobiliárias, hipotecárias, de crédito e similares 46 – Outros valores e bens Outras obrigações Despesas antecipadas 46 – Fiscais e previdenciárias 12. a) 1.353 1.145 Permanente 35 14 Investimentos Dívidas subordinadas 12. c) Participações em coligadas e controladas - No País 21 – Resultado de Exercícios Futuros Outros investimentos 14 14 Resultado de exercícios futuros 950 780 Imobilizado de uso 15 Outras imobilizações de uso 1.580 1.200 Patrimônio Líquido (Depreciação acumulada) (630) (420) Capital social 368 351 Intangível De domiciliados no país Ativos intangíveis 643 520 Reserva de lucros (275) (169) (Amortização acumulada) Total do Ativo 273.343 158.706 Total do Passivo As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
2012 144.599 13.486 7.735 5.751 13.497 13.497 110.698 61.220 49.478 6.918 353 1.091 5.474 108.233 40.786 40.786 56.303 55.922 381 11.144 703 10.441 – – 20.511
2011 27.305 11.259 11.259 – – – 12.996 12.996 – 3.050 165 1.476 1.409 110.349 5.120 5.120 105.229 105.229 – – – – 48 48 21.004
20.295 20.295 216 709 273.343 158.706
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para os Semestres Findos em 30 de Junho de 2012 e de 2011 (Em MR$) Reserva Reserva de lucros Lucros/Prejuízos Capital Legal Estatutária Outras de capital acumulados Saldos em 31 de Dezembro de 2010 20.000 295 701 – – (556) Aumento de capital confome AGE de 08/04/2011 (veja nota explicativa nº 15) 295 (295) – – – – Absorção de prejuízo conforme AGE de 29/04/2011 (veja nota explicativa nº 15) – – (549) – – 549 Lucro líquido do semestre – – – – – 564 Destinação: Reserva legal – – 28 – – (28) Cancelamento de constituição de reserva legal – – (7) – – 7 Dividendos propostos - R$ 0,0089 por ação em circulação – – – – 134 (134) – – – 402 – (402) Constituição de reserva para integridade do patrimônio líquido 20.295 – 173 402 134 – Saldos em 30 de Junho de 2011 Saldos em 31 de Dezembro de 2011 20.295 – 145 2 1 – Lucro líquido do semestre – – – – – 68 Destinação: Reserva legal – – 3 – – (3) Dividendos propostos - R$ 0,0011 por ação em circulação – – – – 16 (16) – – – 49 – (49) Constituição de reserva para integridade do patrimônio líquido 20.295 – 148 51 17 – Saldos em 30 de Junho de 2012 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Total 20.440 – – 564 – – – – 21.004 20.443 68 – – – 20.511
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para os Semestres Findos em 30 de Junho de 2012 e de 2011 (Em MR$) 1 - Contexto Operacional: A Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, o qual neste b) Em 30 de junho de 2012 e de 2011, a composição por vencimentos e por classificação, está relatório quando necessário será denominado de (“Instituição”), iniciou as suas atividades assim demonstrada: Custo Sem Até 3 De 3 a 12 Acima de Valor de operacionais a partir do dia 22/06/2010 (mudança do controle societário). O principal foco de atualizado vencimento meses meses 12 meses Total mercado negócios da Instituição é a concessão de crédito. Através do domínio de produtos e da expertise de seus profissionais, a empresa tem proporcionado aos clientes operações com estrutura Títulos para Negociação: adequada às necessidades de cada um. A Instituição fundamenta e ampara os seus negócios Letras Financeiras em análise de crédito conservadora, e minimiza os riscos através de diversas garantias. do Tesouro - LFT 5.334 – 5.334 – – 5.334 5.334 2 - Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações financeiras foram Letras de Crédito do elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Agronegócio - LCA 1 – 1 – – 1 1 Brasil, as quais levam em consideração as disposições contidas na Lei das Sociedades por Total 5.335 – 5.335 – – 5.335 5.335 Ações, além das normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil Custo Sem Até 3 De 3 a 12 Acima de Valor de (BACEN). Foram adotados para fins de divulgação os pronunciamentos, as orientações e as atualizado vencimento meses meses 12 meses Total mercado interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) homologados pelos Títulos para Negociação: órgãos reguladores relacionados ao processo de convergência contábil internacional que não conflitam com a regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e Banco Central do Letras Financeiras do Tesouro - LFT 3.750 – – – 3.750 3.750 3.750 Brasil (BACEN) e estão substanciados no Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro 3.750 – – – 3.750 3.750 3.750 - COSIF. 3 - Descrição das Principais Práticas Contábeis Adotadas: a) Apuração de Total Resultado: As receitas e despesas são apropriadas pelo regime de competência, observando- 7 - Operações de Crédito: As informações sobre a carteira de operações de crédito, em 30 de junho de 2012 e de 2011 estão assim apresentadas: se o critério pro rata dia para aquelas de natureza financeira. As operações com taxas préa) Por tipo de operação: fixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas correspondentes 2012 2011 ao período futuro são registradas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. Capital de Giro 197.829 117.986 As operações com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço através dos índices Cédula de Crédito de Exportação - CCE 19.929 1.688 pactuados. b) Caixa e Equivalentes de Caixa: Caixa e equivalentes de caixa, conforme Aquisição de Crédito 14.942 9.948 Resolução CMN nº 3.604/08 inclui dinheiro em caixa, depósitos bancários, investimentos de Conta Garantida 2.978 7.048 curto prazo de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valor e limites, com prazo de Total 235.678 136.670 vencimento igual ou inferior a 90 dias na data da aplicação. c) Aplicações Interfinanceiras de b) Por prazo de vencimento: 2012 2011 Liquidez: As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas ao custo, acrescido dos 100.044 64.572 rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para desvalorização, A vencer até 90 dias De 91 a 180 dias 51.979 34.369 quando aplicável. d) Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos: 54.593 24.478 Os títulos e valores mobiliários estão contabilizados pelo custo de aquisição, acrescido dos De 181 a 360 dias 29.062 13.251 rendimentos auferidos até a data do balanço e classificados de acordo com os critérios Acima de 360 dias Total 235.678 136.670 estabelecidos na Circular BACEN nº 3.068/01. Os títulos públicos federais estão custodiados no Circulante 206.616 123.419 Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC). O valor de mercado dos títulos públicos Longo prazo 29.062 13.251 representa o fluxo de caixa futuro descontado ao valor presente pelas taxas divulgadas pela c) Por nível de risco: Anbima. Os títulos e valores mobiliários são avaliados e classificados da seguinte forma: • Títulos Provisão 2012 2011 para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados, são Nível requerida % Total Provisão Total Provisão – 21.153 – – – ajustados ao valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis AA 0,5 90.322 (452) 49.359 (247) para venda - que não se enquadrem como negociação e nem como mantidos até o vencimento, A 1,0 112.447 (1.124) 75.807 (758) são ajustados pelo valor de mercado em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido B 3,0 11.756 (353) 10.470 (314) deduzido dos efeitos tributários; • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção C 10,0 – – 1.034 (103) e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento, são avaliados pelos D Total 235.678 (1.929) 136.670 (1.422) custos de aquisição, acrescidos dos rendimentos em contrapartida ao resultado do período. d) Por atividade econômica: e) Operações de Crédito: As operações de crédito, nas suas diversas modalidades, estão 2012 2011 registradas a valor presente, incorporando os rendimentos auferidos até a data do balanço, Indústria 113.073 65.703 quando pós-fixados, e líquido das rendas a apropriar, em razão da fluência dos prazos das Comércio 44.236 17.852 operações prefixadas. As rendas das operações de crédito vencidas até o 60º dia é contabilizada Rural 5.306 – em receita de operações de crédito, e a partir do 61º dia, em rendas a apropriar. As operações Intermediação financeira 4.112 3.159 em atraso classificadas como nível H permanecem nessa classificação por seis meses, quando Outros serviços 68.951 49.956 235.678 136.670 então são baixadas contra a provisão existente e controladas por até cinco anos em contas de Total compensação, não mais figurando no balanço patrimonial. As operações renegociadas são e) Por concentração da carteira: 2012 2011 mantidas no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações de operações Valor % Valor % de crédito, que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas 10 maiores devedores 72.008 30,55 45.690 33,43 de compensação, são classificadas como nível H, e os eventuais ganhos provenientes de 50 maiores devedores 144.292 61,22 90.917 66,52 renegociação somente são reconhecidos quando efetivamente recebidos. A provisão para 100 maiores devedores 19.378 8,23 63 0,05 créditos de liquidação duvidosa é fundamentada na análise das operações efetuada pela Total 235.678 100,00 136.670 100,00 administração, caso a caso, para concluir quanto ao valor necessário para créditos de liquidação f) Por garantias das operações: duvidosa, e leva em conta a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos 2012 e globais das carteiras, bem como as diretrizes estabelecidas pela Resolução CMN nº 2.682/99, Total das Total das e de acordo com determinação contida na Circular BACEN nº 2.974/00, do Banco Central do operações Aval Bens CDB Duplicatas garantias 232.700 276.736 88.660 250 140.098 505.744 Brasil. As classificações de risco de clientes (ratings) são atribuídas pela área de crédito com Operações crédito 2.978 2.000 – – 2.000 4.000 base em um modelo de (credit score). f) Investimentos: Os investimentos são registrados Conta garantida 235.678 278.736 88.660 250 142.098 509.744 pelo custo de aquisição, deduzidas da provisão para perdas, quando aplicável. g) Imobilizado: Total Percentual 118,27 37,62 0,11 60,29 216,29 O imobilizado é demonstrado pelo custo de aquisição ou formação, deduzidas das respectivas 2011 depreciações ou amortizações acumuladas, calculadas até a data de encerramento do balanço. Total das Total das As depreciações e amortizações são calculadas pelo método linear, de acordo com taxas anuais operações Aval Bens CDB Duplicatas garantias que contemplam o prazo de vida útil-econômica estimada dos bens. h) Intangível: Conforme Operações crédito 129.622 165.039 32.720 740 90.389 288.888 disposto na Resolução CMN nº 3.642/08, os ativos intangíveis devem corresponder aos direitos Conta garantida 7.048 7.800 – – 6.000 13.800 adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade da Total 136.670 172.839 32.720 740 96.389 302.688 Instituição ou exercidos com esta finalidade. i) Redução do Valor Recuperável de Ativos Não Percentual 126,46 23,94 0,54 70,53 221,47 Financeiros - (Impairment): O registro contábil de um ativo deve evidenciar eventos ou g) Operações Ativas Vinculadas: Apresentamos abaixo informações relativas a operações mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar ativas vinculadas, realizadas na forma prevista na Resolução CMN nº 2.921/02. 2012 deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são identificadas e o Até 3 Receitas valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída uma provisão, ajustando-se ao meses (Despesas) valor contábil líquido. Essas provisões são reconhecidas no resultado do período, conforme Operações Ativas Vinculadas: previsto na Resolução CMN nº 3.566/08. Os valores dos ativos não financeiros são revistos Operações de crédito 14.405 405 anualmente. j) Depósitos, Captações no Mercado Aberto, Recursos de Aceites e Emissões Obrigações por Operações Ativas Vinculadas: de Títulos: São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram os encargos Títulos cambiais - LC 15.223 (223) exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base pro rata dia. As captações no mercado Resultado líquido das operações vinculadas 182 aberto são classificadas no passivo circulante em função de seus prazos de vencimento, 8 - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: A provisão para operações de crédito independentemente dos prazos de vencimentos dos papéis que lastreiam as operações. de liquidação duvidosa foi movimentada pelos seguintes eventos nos semestres findos em k) Imposto de Renda e Contribuição Social: A provisão para imposto de renda é calculada à 30 de junho de 2012 e de 2011: 2012 2011 alíquota de 15% com um adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente a R$ 120 para o 1.332 1.081 semestre, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação. A contribuição social Saldo no início do semestre 597 341 apurada sobre o lucro ajustado na forma da legislação em vigor é calculada à alíquota de 15%. Provisão constituída 1.929 1.422 l) Ativos e Passivos Contingentes: O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos Saldo no fim do semestre e passivos contingentes, e obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos No semestre findo 30 de junho de 2012, foram realizadas operações de cessões de crédito sem coobrigação de operações em curso normal no montante de R$32.381 (R$125.505 em 2011) e na Resolução CMN nº 3.823/09 e Pronunciamento Técnico CPC 25, emitido pelo Comitê de de créditos de curso anormal no montante de R$167 para empresas do grupo. Pronunciamentos Contábeis (CPC), obedecendo aos seguintes critérios: Contingências ativas - 9 - Outros Créditos - Diversos: não são reconhecidas nas demonstrações financeiras, exceto quando da existência de 2012 2011 evidências que propiciem a garantia de sua realização, sobre as quais não cabem mais recursos. Impostos e contribuições a compensar 1.398 4 Contingências passivas - são reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, baseado na Devedores por depósitos em garantia (1) 1.022 768 Adiantamento e antecipações salariais 268 194 opinião de assessores jurídicos e da administração, for considerado provável o risco de perda de 3 33 uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação Pagamentos a ressarcir 58 27 das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Outros Total 2.749 1.026 Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis pelos assessores jurídicos são 1.939 1.026 apenas divulgados em notas explicativas, quando aquelas classificadas como remota não Circulante 810 – requerem provisão e divulgação. Obrigações legais - fiscais e previdenciárias - referem-se as Longo prazo (1) Refere-se a depósitos judiciais do imposto sobre serviços e receitas de corretagem de demandas judiciais onde estão sendo contestadas a legalidade e a constitucionalidade de operações realizadas na BM&F no período em que a Instituição exercia a atividade de Corretora alguns tributos (ou impostos e contribuições). O montante discutido é qualificado, registrado e de Títulos e Valores Mobiliários, objeto de discussão judicial sobre a constitucionalidade. atualizado mensalmente. No exercício encerrado em 31/12/2007, optou-se em aderir ao Programa de Parcelamento 4 - Caixa e Equivalentes de Caixa: Os saldos de caixa e equivalentes de caixa utilizados na Incentivo da Prefeitura de São Paulo. Atualmente a Instituição aguarda o levantamento do depósito judicial efetuado durante o processo judicial. elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa são assim compostos: 2012 2011 10 - Depósitos: Disponibilidades 234 79 a) Depósitos à vista - Vinculados: Refere-se a valores oriundos de títulos recebidos em 24.588 14.511 garantia de operações. Aplicações interfinanceiras de liquidez 2012 2011 24.822 14.590 Total Sem Vencimento Sem Vencimento 5 - Aplicações Interfinanceiras de Liquidez: Depósitos vinculados 7.735 11.259 a) Aplicações no mercado aberto: b) Depósitos a prazo: Seus vencimentos estão assim distribuídos: 2012 2011 2012 Posição Bancada: Até 3 De 3 a Acima de Notas do Tesouro Nacional 11.100 – meses 12 meses 12 meses Total Letras do Tesouro Nacional – 14.511 Depósito a prazo - DPGE – 5.751 40.786 46.537 Posição Financiada: 2011 13.488 – Debêntures Até 3 De 3 a Acima de 24.588 14.511 Total meses 12 meses 12 meses Total 6 - Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos: Depósito a prazo - DPGE – – 5.120 5.120 a) A carteira de títulos e valores mobiliários em 30 de junho de 2012 e de 2011, por tipo de 11 - Recursos de Aceites e Emissão de Títulos: 2012 papel, possui a seguinte composição: Até 3 De 3 a De 1 a De 3 a 2012 2011 Total meses 12 meses 3 anos 5 anos Carteira Própria: 32.911 28.309 40.328 15.594 117.142 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 5.334 3.750 Títulos cambiais - LC 17.996 381 – 49.859 1 – Letras de crédito do agronegócio - LCA 31.482 Letras de Crédito do Agronegócio - LCA 64.393 46.305 40.709 15.594 167.001 5.335 3.750 Total Total
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO para os Semestres Findos em 30 de Junho de 2012 e de 2011 (Em MR$, exceto lucro líquido por ação) Notas 2012 2011 21.041 14.676 Receitas da Intermediação Financeira Rendas de operações de crédito 16 18.745 13.459 Resultado de operações com títulos e valores mobiliários 2.225 937 Operação de venda ou transferência de ativos financeiros 71 280 Despesas da Intermediação Financeira (11.424) (7.073) Operações de captação no mercado 17 (10.711) (6.732) Provisão para créditos de liquidação duvidosa 8 (597) (341) Operação de venda ou transferência de ativos financeiros (50) – Despesas com instrumento financeiro derivativo (66) – 9.617 7.603 Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas (Despesas) Operacionais (9.123) (6.418) Receitas de prestação de serviços 3 2 Rendas de tarifas bancárias 1.452 1.354 Despesas de pessoal (6.706) (4.714) Outras despesas administrativas 18 (3.366) (2.639) Despesas tributárias (627) (517) Outras receitas operacionais 19 121 112 Outras despesas operacionais 19 – (16) 494 1.185 Resultado Operacional Resultado não Operacional 5 (20) Resultado antes da Tributação sobre o Lucro 499 1.165 Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social 13 (431) (601) Provisão para imposto de renda (265) (371) Provisão para contribuição social (166) (230) Lucro Líquido do Semestre 68 564 0,0045 0,0375 Lucro Líquido por Ação em Circulação - Em R$ (Representado por 15.026.148 ações em 2012 e em 2011) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA para os Semestres Findos em 30 de Junho de 2012 e de 2011 (Em MR$) 2012 2011 Atividades Operacionais 68 564 Lucro Líquido do Semestre Ajustes ao lucro líquido antes dos impostos Depreciação e amortizações 172 138 597 341 Provisão para créditos de liquidação duvidosa Lucro Líquido Ajustado do Semestre 837 1.043 Variação de Ativos e Passivos (Aumento) redução em títulos e valores mobiliários 2.327 (3.305) (Aumento) em relações interfinanceiras (1.229) (836) (Aumento) em operações de crédito (59.851) (27.199) Redução em outros créditos 145 340 (Aumento) em outros valores e bens (5) (73) Aumento (redução) em depósitos (3.173) 7.306 Aumento em captações no mercado aberto 13.497 – Aumento em recursos de aceites e emissão de títulos 62.252 25.288 (Redução) em outras obrigações (17.702) (117) – (59) (Redução) em resultados de exercícios futuros Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades Operacionais (2.902) 2.388 Atividades de Investimento Alienação de imobilizado de uso – 78 Aquisição de investimentos (14) – Aquisição de imobilizado de uso (273) (35) (64) (39) Aplicações no intangível Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Investimento (351) 4 Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa (3.253) 2.392 Caixa e equivalentes no início do semestre 28.075 12.198 24.822 14.590 Caixa e equivalentes no final do semestre (vide nota explicativa nº 4) (3.253) 2.392 Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Títulos cambiais - LC Total 12 - Outras Obrigações: a) Fiscais e previdenciárias:
Até 3 meses 10.386 10.386
De 3 a 12 meses 2.610 2.610
2011 De 1 a 3 anos 87.471 87.471
Impostos e contribuições a recolher Impostos e contribuições sobre o lucro Provisão para riscos fiscais - Cofins Total Circulante Longo prazo b) Diversas: Valores a liquidar Provisão para pagamentos a efetuar Credores diversos Total
De 3 a 5 anos 17.758 17.758
Total 118.225 118.225
2012 1.168 553 73 1.794 1.091 703
2011 963 144 369 1.476 1.476 –
2012 3.417 2.027 30 5.474
2011 114 1.295 – 1.409
c) Dívidas subordinadas: Estão representadas por títulos emitidos de acordo com as Normas do Bacen, os quais são utilizadas como Patrimônio de Referência - Nível II, para apuração dos limites operacionais. Emissão Vencimento Valor Taxa de juros 2012 Letras Financeiras - LFS 08/11/2011 09/01/2017 R$2.100 130,0% CDI 2.272 Letras Financeiras - LFS 11/01/2012 11/01/2018 R$2.000 130,0% CDI 2.111 Letras Financeiras - LFS 29/03/2012 29/03/2022 R$5.900 125,0% CDI 6.058 10.441 13 - Imposto de Renda e Contribuição Social: 2012 2011 Resultado do período antes da tributação sobre o lucro 499 1.165 Adições: Provisão para créditos de liquidação duvidosa 597 353 Demais adições 11 14 608 367 Total das adições Base do imposto de renda e contribuição social 1.107 1.532 Encargos as alíquotas de 15% de Imposto de Renda (166) (230) Adicional de 10% de Imposto de Renda (99) (141) (166) (230) Encargos de 15% de Contribuição Social Total de despesas de Imposto de Renda e Contribuição Social (431) (601) 14 - Partes Relacionadas: Ativo (Passivo) Receita (Despesa) 2012 2011 2012 2011 Letra de câmbio (1) (1.120) (2.789) (83) (866) Cessão de crédito (2) 167 – (50) – (1) As captações de recursos referem-se às operações envolvendo a Instituição e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Refere-se a créditos cedidos sem coobrigação, junto à empresa ligada, registradas em contas de compensação. 15 - Patrimônio Líquido: a) Capital Social: O capital social é de R$20.295, dividido em 15.026.148 ações ordinárias nominativas sem valor nominal. Em 12 de maio de 2011 o Banco Central do Brasil homologou o aumento de Capital Social no valor de R$ 295, sendo por meio de capitalização de reservas de capital, relativo à Assembleia Geral Extraordinária realizada em 08 de abril de 2011. Em 29 de abril de 2011 através da Ata da Assembleia Geral Extraordinária foi aprovada a absorção do prejuízo apurado no exercício findo em 2010, no montante de R$549, por meio de capitalização das reservas de lucro. O capital é remunerado por meio da distribuição de dividendo mínimo obrigatório, previsto nos estatutos, de 25% sobre o lucro líquido ajustado do exercício. A distribuição de dividendos está sujeita à proposta da Diretoria à Assembleia Geral de Acionistas, a qual poderá deliberar sobre a retenção total ou parcial dos lucros. Em junho de 2012 houve a provisão de dividendos no valor de R$16 (R$134 em 2011), os quais estão registrados em “Outras Reservas de Lucros”. b) Reserva de Lucros: A Instituição deve destinar 5% do lucro líquido de cada exercício social para a reserva legal, que não poderá exceder a 20% do capital integralizado. c) Lucros Acumulados: No semestre de 2012, a Instituição apurou um lucro contábil de R$ 68 (R$564 em 2011). Adicionalmente, não existem lucros acumulados que devessem ser destinados, com base no estabelecido pela Resolução CMN 3.605/08. 16 - Rendas de Operações de Crédito: 2012 2011 Capital de giro 15.825 11.587 Aquisição de crédito 1.605 581 Cédula de crédito à exportação 1.106 83 209 1.208 Conta garantida 18.745 13.459 Total 17 - Despesas de Operações de Captação no Mercado: 2012 2011 Aceites cambiais 5.907 6.514 Depósitos a prazo - DPGE 2.321 120 Letras de crédito do agronegócio - LCA 1.521 – Letras financeiras 399 – Contribuições ao fundo garantidor de crédito - FGC 316 98 Operações compromissadas 213 – 34 – Depósitos interfinanceiros 10.711 6.732 Total 18 - Outras Despesas Administrativas: 2012 2011 Processamentos de dados 630 382 Sistema financeiro 611 337 Aluguéis 575 448 Técnicos especializados 430 442 Viagens 238 103 Comunicações 190 196 Depreciação e amortização 172 138 Manutenção e conservação de bens 157 200 Serviços de terceiros 66 83 Propaganda e publicidade 63 49 Transporte 52 34 Emolumentos judiciais e cartorários 51 93 Material 11 12 Outras 120 122 Total 3.366 2.639 19 - Risco Operacional: No contexto das disposições estabelecidas pela Resolução CMN nº 3.380/06, a Instituição, definiu e implementou a estrutura organizacional, bem como a política institucional dos processos, dos procedimentos e dos mecanismos necessários à sua efetiva gestão. Estamos efetuando trabalho de revisão no mapeamento para maior abrangência e eficiência na identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação dos riscos operacionais pertinentes nas diversas rotinas e processos de negócios. Deste modo, o gerenciamento do risco operacional é considerado pela Instituição um fator estratégico, de forma a evitar ou minimizar o impacto sobre o capital econômico de possíveis perdas. A Instituição adota a Abordagem do Indicador Básico, conforme disposto no inciso I do artigo 1º da Circular BACEN nº 3.383/08. 20 - Risco de Tesouraria (Mercado e Liquidez): Com os adventos das Resoluções CMN nº 3.464/07 e 2.804/00 que dispõe sobre o risco de mercado e do risco de liquidez, respectivamente, a Área de Gestão de Risco Corporativo, responde pela aplicabilidade da política de gerenciamento dos riscos de tesouraria. A Administração é responsável pela definição da política institucional, estabelecendo as estratégias e diretrizes a serem observadas pela área de Tesouraria, bem como os limites a serem praticados em consonância com os normativos do Banco Central do Brasil. 21 - Risco de Crédito: Em atendimento à Resolução CMN nº 3.721/09, é importante destacarmos que o Diretor responsável e o conjunto de diretrizes que regem a gestão do risco de crédito da Instituição foram devidamente informados ao Banco Central do Brasil, de acordo com os prazos por ele estabelecido. Ademais, as políticas, os processos, os sistemas e os procedimentos que envolvem toda a estrutura de gerenciamento de risco de crédito da Instituição, conforme as diretrizes adotadas e informadas ao regulador foram cumpridas conforme estabelece o normativo do Banco Central do Brasil. 22 - Limites Operacionais: A Instituição encontra-se enquadrada nos Limites Mínimos de Capital Realizado e Patrimônio Líquido requerido pela Resolução CMN nº 2.099/94 que versa sobre o Acordo de Basileia e atualizada com o Novo Acordo de Capital (Basileia II) cuja apuração do Patrimônio Líquido de Referência e do Patrimônio de Referência Exigido foi alterada pelas Resoluções CMN nºs 3.444/07 e 3.490/07. Em 30 de junho de 2012 o Índice de Basileia da Instituição correspondia a 12,63% (14,94% em 2011). 23 - Autorização para Conclusão das Demonstrações Financeiras: A diretoria da Instituição autorizou a conclusão das presentes demonstrações financeiras em 06 de agosto de 2012, as quais consideram os eventos subsequentes ocorridos até esta data, que pudessem ter efeito sobre estas demonstrações fianceiras. CONTADORA
A DIRETORIA
Joyce M. G. da Silva - CRC 1SP213564/O-4
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Ilmos. Senhores - Diretores e Acionistas da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Investimento - São Paulo SP. Examinamos as demonstrações contábeis da BRICKELL S.A. - cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas acima apresentam Crédito, Financiamento e Investimento, (“Brickell”) que compreendem o balanço patrimonial com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento em 30 de junho de 2012, patrimônio líquido e dos fluxos de caixa correspondentes ao semestre findo naquela data, obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa correspondente semestre findo assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações Contábeis: A Administração avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. da “Brickell” é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles Contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações São Paulo, 20 de agosto de 2012 autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN e pelos controles internos que contábeis da para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. “Brickell”. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis Responsabilidade dos Auditores Independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a Veneziani Auditores Independentes Alcindo Takachi Itikawa Contador CRC 1SP088652/O-9 uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos CRC 2SP13744/O-1
34 -.ECONOMIA/LEGAIS
e MP denuncia O 17 por fraudes no Banco Panamericano
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Em 2010, o Banco Central detectou uma fraude contábil de R$ 4,3 bilhões, que levou o banco a ser comprado pelo BTG Pactual.
conomia
Ministério Público Federal (MPF) denunciou 14 ex-diretores e três ex-funcionários do Banco Panamericano por crimes contra o sistema financeiro. Entre eles estão o ex-presidente do Conselho de Administração do banco, Luiz Sebastião Sandoval, e o ex-diretor superintendente, Rafael Palladino, acusados de fraudar a contabilidade do Panamericano de 2007 a 2010, melhorando o resultado dos balanços em pelo menos R$ 3,8 bilhões. Segundo o MPF, nesse mesmo período, os investigados receberam do banco, em bônus e outros pagamentos irre-
'FKVCN FG G 2TCnC FQU &+4'+615 FG $GO +OxXGN G RCTC KPVKOCnlQ FQ GZGEWVCFQ 0CGH #DFCNNCJ *WUKP 1YGKU %2( DGO EQOQ UWC OWNJGT UG ECUCFQ HQT Q RTQRTKGVhTKQ )KN 9CNFKEG %2( Q ETGFQT JKRQVGEhTKQ $CPEQ $TCFGUEQ 5 # G FGOCKU KPVGTGUUCFQU GZVTCsFC FQU CWVQU FC #nlQ FG 'ZGEWnlQ FG 6sVWNQ 'ZVTCLWFKEKCN 2TQE TGSWGTKFC RQT ,QUo 4QDGTVQ 2CRCEsFGTQ %2( P 1 &T %CTNQU 'FWCTFQ 2TCVCXKGTC ,WK\ FG &KTGKVQ FC 8CTC %sXGN (QTQ 4GIKQPCN ++ 5CPVQ #OCTQ 52 PC HQTOC FC NGK GVE (#< 5#$'4 SWG EQO HWNETQ PQ CTVKIQ # FQ %2% G TGIWNCOGPVCFQ RGNQ 2TQX %5/ FQ 6, 52 CVTCXoU FC <7-'4/#0 .'+.'5 YYY \WMGTOCP EQO DT RQTVCN FG NGKN|GU QP NKPG NGXCTh C R}DNKEQ RTGIlQ FG XGPFC G CTTGOCVCnlQ PC 2TCnC EQO KPsEKQ PQ FKC FG PQXGODTQ FG CU JQTCU G EQO VGTOKPQ PQ FKC FG PQXGODTQ FG CU JQTCU GPVTGICPFQ Q C SWGO OCKU FGT XCNQT KIWCN QW UWRGTKQT CQ FC CXCNKCnlQ HKECPFQ FGUFG Lh FGUKIPCFQ RCTC C 2TCnC EQO KPsEKQ PQ FKC FG PQXGODTQ FG CU JQTCU G EQO VGTOKPQ PQ FKC FG PQXGODTQ FG CU ECUQ PlQ JCLC NKEKVCPVGU PC QECUKlQ GO SWG QU &KTGKVQU UQDTG Q DGO UGTlQ GPVTGIWGU C SWGO OCKU FGT PlQ UGPFQ CEGKVQ NCPEG KPHGTKQT C FQ XCNQT FG CXCNKCnlQ #TV FQ %2% G CTV FQ 2TQX %5/ P FQU &KTGKVQU UQDTG Q KOxXGN CDCKZQ FGUETKVQ EQPHQTOG EQPFKn|GU FG XGPFC EQPUVCPVGU FQ RTGUGPVG GFKVCN +/Ï8'. &+4'+615 FGEQTTGPVGU FG KPUVTWOGPVQ RCTVKEWNCT FG XGPFC G EQORTC UQDTG Q RToFKQ UKVWCFQ PC #XGPKFC 2CTCPxRQNKU P G UGW TGURGEVKXQ VGTTGPQ EQPUVKVWsFQ FQU NQVGU G FC SWCFTC $ PQ DCKTTQ FG +PVGTNCIQU PQ 5WDFKUVTKVQ %CRGNC FQ 5QEQTTQ EWLQ XoTVKEG KPKEKCN 5 ' FQ VGTTGPQ GPEQPVTC UG PQ CNKPJCOGPVQ NCVGTCN FC #XGPKFC 2CTCPxRQNKU FGUVG RQPVQ C FKXKUC UGIWG GO NKPJC TGVC FG O CEQORCPJCFQ C EKVCFC #XGPKFC CVo Q 2 % FQU CTTGFQPFCOGPVQU NCVGTCKU FC 4WC G #XGPKFC 2CTCPxRQNKU QPFG C FKXKUC UGIWG GO EWTXC RCTC C FKTGKVC GO O CEQORCPJCPFQ Q CNKPJCOGPVQ FQ TGHGTKFQ CTTGFQPFCOGPVQ CVo Q 2 6 FQ OGUOQ QU FCFQU FGUVC EWTXC UlQ # % 4CKQ FG O FGUVG RQPVQ C FKXKUC UGIWG GO RTQNQPICOGPVQ FC VCPIGPVG FC EWTXC CPVGTKQT RQT WOC TGVC FG O CEQORCPJCPFQ Q CNKPJCOGPVQ NCVGTCN FC 4WC CVo Q XoTVKEG FQ VGTTGPQ QPFG C FKXKUC FGHNGVG i FKTGKVC GO UGIWG GO NKPJC TGVC FG O EQPHTQPVCPFQ EQO Q NQVG G EQO RTQRTKGFCFG FG 5 # #WVQ 'UVTCFCU CVo Q XoTVKEG FGPQOKPCFQ 01 FGUVG XoTVKEG FGHNGVG i GUSWGTFC G UGIWG GO NKPJC TGVC OGFKPFQ EQPHTQPVCPFQ EQO RTQRTKGFCFG FG 5 # #WVQ 'UVTCFCU CVo GPEQPVTCT Q XoTVKEG 0' QPFG FGHNGVG i FKTGKVC HQTOCPFQ WO jPIWNQ FG µ ³ G UGIWG GO NKPJC TGVC O FKXKFKPFQ EQO VGTTGPQ FC 5 # #WVQ 'UVTCFCU CVo GPEQPVTCT Q CNKPJCOGPVQ FC #XGPKFC 2CTCPxRQNKU Q XoTVKEG KPKEKCN 5' HQTOCPFQ WO jPIWNQ FG GPEGTTCPFQ WOC hTGC VQVCN FG Oï %QPVTKDWKPVG OCVTsEWNC FQ %4+ FC %CRKVCN 1$5 %QPHQTOG #X TGHGTKFQ KOxXGN RQUUWK Oï FG hTGC EQPUVTWsFC #8#.+#c1 4 CDTKN SWG UGTh CVWCNK\CFC PC FCVC FQ GHGVKXQ NGKNlQ Ð075 %QPUVC FC TGHGTKFC OCVTsEWNC EQPHQTOG 4 *+216'%# GO HCXQT FQ $CPEQ $TCFGUEQ 5 # %10&+c®'5 &' 8'0&# &KURQPsXGKU PQ UKVG YYY \WMGTOCP EQO DT .'+.1'+41 1 NGKNlQ UGTh TGCNK\CFQ RGNQU NGKNQGKTQU (CDKQ <WMGTOCP ,7%'52 P &QTC 2NCV ,7%'52 P G ,JQPPK $CNDKPQ FC 5KNXC ,7%'52 P CEQORCPJCFQU RGNQ IGUVQT G NGKNQGKTQ /CWTQ <WMGTOCP ,7%'52 P 2#)#/'061 G 4'%+$1 &' #44'/#6#c1 1U RTGnQU FQU DGPU CTTGOCVCFQU FGXGTlQ UGT FGRQUKVCFQU CVTCXoU FG IWKC FG FGRxUKVQ LWFKEKCN FQ $CPEQ FQ $TCUKN 5 # QDVKFC GO UWCU CIqPEKCU QW CVTCXoU FQ UKVG YYY DD EQO DT PQ RTC\Q FG JQTCU FC TGCNK\CnlQ FQ NGKNlQ DGO EQOQ FGXGTh UGT FGRQUKVCFC C EQOKUUlQ FQ .GKNQGKTQ CVTCXoU FG RCICOGPVQ GO FKPJGKTQ PC TGFG DCPEhTKC &1% QW 6'& ° 6TCPUHGTqPEKC 'NGVTzPKEC &KURQPsXGN PQ RTC\Q FG CVo
WO FKC }VKN C EQPVCT FQ GPEGTTCOGPVQ FQ NGKNlQ PC EQPVC FQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN /CWTQ <WMGTOCP ° %2( $CPEQ +VC} #IqPEKC % % 'O CVo JQTCU CRxU Q GPEGTTCOGPVQ FQ .GKNlQ ECFC CTTGOCVCPVG TGEGDGTh WO GOCKN EQO KPUVTWn|GU RCTC FGRxUKVQ ° TGEQOGPFCOQU GURGTCT Q TGEGDKOGPVQ FGUVG GOCKN CPVGU FG GHGVWCT Q FGRxUKVQ &GEQTTKFQU Q RTC\Q UGO SWG CTTGOCVCPVG VGPJC TGCNK\CFQ Q FGRxUKVQ VCN KPHQTOCnlQ UGTh GPECOKPJCFC CQ // ,Ws\Q EQORGVGPVG RCTC C CRNKECnlQ FCU OGFKFCU NGICKU ECDsXGKU # CTTGOCVCnlQ UGTh HGKVC OGFKCPVG RCICOGPVQ KOGFKCVQ FQ RTGnQ RGNQ CTTGOCVCPVG EQPHQTOG EQPFKn|GU FG RCICOGPVQ CEKOC KPFKECFCU #NVGTPCVKXCOGPVG UGTh CKPFC CFOKVKFQ RCICOGPVQ PQ RTC\Q FG FKCU OGFKCPVG ECWnlQ FG FQ XCNQT FG CTTGOCVCnlQ CTV FQ %2% &Ò8+ ' '5%.#4'%+/'0615 RGUUQCNOGPVG RGTCPVG Q 1HKEKQ QPFG GUVKXGT QEQTTGPFQ i CnlQ QW PQ GUETKVxTKQ FQU NGKNQGKTQU QHKEKCKU NQECNK\CFQ PC #XGPKFC #PIoNKEC P CPFCT *KIKGPxRQNKU %CRKVCN ° 52 QW CKPFC RGNQ VGNGHQPG G GOCKN EQPVCVQ"\WMGTOCP EQO DT (KEC Q GZGEWVCFQ 0CGH #DFCNNCJ *WUKP 1YGKU DGO EQOQ UWC OWNJGT UG ECUCFQ HQT Q RTQRTKGVhTKQ )KN 9CNFKEG G Q ETGFQT JKRQVGEhTKQ $CPEQ $TCFGUEQ 5 # +06+/#&15 FCU FGUKIPCn|GU UWRTC ECUQ PlQ UGLCO NQECNK\CFQU RCTC C KPVKOCnlQ RGUUQCN 0lQ EQPUVC FQU CWVQU JCXGT TGEWTUQ QW ECWUC RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ ²'XGPVWCKU zPWU UQDTG Q KOxXGN EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG³ GZEGVQ GXGPVWCKU FoDKVQU FG +267 +64 G FGOCKU VCZCU G KORQUVQU SWG UGTlQ UWD TQICFQU PQ XCNQT FC CTTGOCVCnlQ PQU VGTOQU FQ CTV ²ECRWV³ G RCThITCHQ }PKEQ FQ %60 OGFKCPVG CRTGUGPVCnlQ FG GZVTCVQ RGNQ CTTGOCVCPVG 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ FG CIQUVQ FG $
26ª VARA CÍVEL - 26º OFÍCIO CÍVEL CITAÇÃO E INTIMAÇÃO. PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO Nº 583.00.2002.207266-2 (Nº DE ORDEM 3224/2002). O Dr. Carlos Eduardo Borges Fantacini, Juiz de Direito da 26ª Vara Cível, FAZ SABER a ELIZABETH OLIVEIRA DE BARROS, CPF/MF 183.120.207-72, que BANCO SAFRA S/A lhe ajuizou, bem como a LUIS OLIVEIRA DE BARROS e outros, AÇÃO DE EXECUÇÃO, para cobrança da quantia de R$ 2.887.851,57 (nov/2002), dívida esta oriunda da Cédula de Crédito Comercial nº 540.537-3, emitida em 25/10/2001. Ajuizada a ação e, encontrando-se a executada em lugar ignorado, foi determinada a citação e intimação por edital, para que no prazo de 03 dias, a fluir após o prazo de 20 dias supra, pague o débito atualizado. Em caso de pagamento dentro do tríduo, a verba honorária será reduzida pela metade. No prazo para Embargos, reconhecendo o crédito do exeqüente e depositando 30% do valor em execução incluindo custas e honorários advocatícios, poderá a executada requerer seja admitido pagar o restante em 06 parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês (Lei nº 11.382/2006). No caso de não pagamento, o arresto procedido sobre os bens a seguir descrito, será convertido em penhora, passando a fluir, automaticamente, o prazo de 15 dias para oferecimento de embargos à execução. Arresto procedido sobre: 1- o aptº. nº 1002, do edifício na Rua Pompeu Loureiro nº 32, com direito a uma vaga na garagem, objeto da matrícula nº 64.746 do 5º Ofício de Registro de Imóveis da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro; 2- a sala 406 do Edifício na Avenida Almirante Barroso nº 22, na freguesia de São José, com direito a uma vaga de garagem, objeto da matrícula nº 31.959 do 7º Ofício de Registro de Imóveis da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro. Fica ainda pelo presente edital, a executada Elizabeth Oliveira de Barros intimada da penhora procedida sobre o aptº. nº 1302, no 13º andar do Condomínio Edifício Cauaxi Plaza, à Alameda Cauaxi nº 119, objeto da matrícula nº 94.275 do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Barueri/São Paulo, ficando outrossim referida executada intimada da desistência da ação com relação à executada Stella Barros Turismo Ltda. (Massa Falida), homologada à fls. 90 dos autos. Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. (GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR Q 2 $ 'RXWRU D )iELR 5RJpULR %RMR 3HOOHJULQR 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO 9,,, 7DWXDSp GD &RPDUFD GH 6mR 3DXOR GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D R 7RZ HU 6HUYLFH 3UHVWDomR GH 6HUYLoRV *HUDLV H 7HFQRORJLD / WGD 5 (PLOLR 0DOOHW 9LOD *RPHV &DUGLP &(3 6mR 3DXOR 63 &13- ,]DEHO &KLRVVL 5 6HUUD 'H -XUHD $372 &LGDGH 0DH 'R &HX &(3 6mR 3DXOR 63 &3) 5* TXH OKH IRL SURSRVWD XP D DomR GH 0RQLWyULD SRU SDUWH GH +6%& %$1. %5$6,/ 6 $ %$1&2 08/ 7,3/ 2 DOHJDQGR HP VtQWHVH ³$ ,QVWLWXLomR )LQDQFHLUD RUD UHTXHUHQWH ILUPRX FRP D HPSUHVD UHTXHULGD HP GH DEULO GH D 3URSRVWD GH $EHUWXUD GH &RQWD H 7HUPR GH 2SomR 3HVVRD -XUtGLFD 60( SDUD PRYLPHQWDomR GD FRQWD Q QD PHVPD GDWD DV SDUWHV DVVLQDUDP D SURSRVWD H WHUPR GH DGHVmR JLUR IiFLO FRQWD HPSUHVDULDO JLUR IiFLO SHVVRD MXUtGLFD ILUPDQGR DEHUWXUD GH OLPLWH GH FUpGLWR HP FRQWD FRUUHQWH QR YDORU GH 5 YLQWH P LO UHDLV FRP SUD]R GH YHQFLPHQWR SUHHVWDEHOHFLGR SURUURJiYHLV SHOR PHVPR SHUtRGR HP IDYRU GD UHTXHULGD SDUD VHX OLYUH XVR H JR]R FRQIRUPH GHQRWD VH GRV LQFOXVRV H[WUDWRV EDQFiULRV´ $ Up GHL[RX GH SDJDU DV SDUFHODV LQFRUUHQGR HP LQDGLPSOrQFLD UHVWDQGR HP DEHUWR D TXDQWLD FREUDGD H QmR SDJD TXH DFUHVFLGD DRV MXURV H HQFDUJRV SDFWXDGRV VRPDP DWp 1RYHP EUR GH D TXDQWLD GH 5 VHWH P LO RLWRFHQWRV H RLWHQWD UHDLV H RLWHQWD H XP FHQWDYRV (QFRQWUDQGRVH R UpX HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO 3DUD TXH FKHJXH DR FRQKHFLPHQWR GH WRGRV H QLQJXpP SRVVD DOHJDU LJQRUkQFLD H HP HVSHFLDO 7RZ HU 6HUYLFH 3UHVWDomR GH 6HUYLoRV *HUDLV H 7HFQRORJLD /WGD &13- ,]DEHO &KLRVVL &3) IRL GHWHUPLQDGD D FLWDomR SRU HGLWDO SDUD RV DWRV H WHUPRV GD DomR SURSRVWD H SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV TXH IOXLUi DSyV R GHFXUVR GR SUD]R GR SUHVHQWH HGLWDO DSUHVHQWH UHVSRVWD 1mR VHQGR FRQWHVWDGD D DomR SUHVXPLU VH mR DFHLWRV SHORV UpXV FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DUWLFXODGRV SHOR DXWRU 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ 9DUD &tYHO GR )URUR 5HJ LRQDO GD 3HQK D GH )UDQoD 63 (GLWDO GH &LWDomR 3UD]R GH GLDV 3URFHVVR Q 2 'RXWRU$QGHUVRQ $QWRQXFFL 00 -XL] GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO 9, 3HQKD GH )UDQoD GD &RPDUFD GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )$= 6$%(5 D ,QGXVWULD GH &DOoDGRV 5RQHIOH[ /WGD 0 H TXH OKH IRL SURSRVWD XPD DomR GHFODUDWyULD SRU SDUWH GH 7Z W &RPHUFLR GH 5RXSDV /WGD MXQWDPHQWH HP IDFH GH %DQFR$EQ$PUR 5HDO 6 $ REMHWLYDQGR D SURFHGrQFLD GD DomR SDUD R ILP GH TXH VHMD GHFODUDGD D QXOLGDGH GDV GXSOLFDWDV PHUFDQWLV GH Q~PHURV H DPEDV QR YDORU GH 5 HPLWLGDV HP FRP YHQFLPHQWRV HP H VDFDGDV FRQWUD D UHTXHUHQWH EHP FRPR D LQH[LVWrQFLD GD GtYLGD UHSUHVHQWDGD SHODV PHVPDV (QFRQ WUDQGR VH D FRUUp ,QGXVWULD GH &DOoDGRV 5RQHIOH[ /WGD 0H FRP VHGH HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD &,7$d 2 SRU (',7$/ SDUD RV DWRV H WHUPRV GD DomR SURSRVWD H SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV TXH IOXLUi DSyV R GHFXUVR GR SUD]R GR SUHVHQWH HGLWDO DSUHVHQWH UHVSRVWD 1mR VHQGR FRQWHVWDGD D DomR SUHVXPLUVH mR DFHLWRV SHOD Up FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DUWLFXODGRV SHOR DXWRU 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL VHQGR HVWH )yUXP ORFDOL]DGR QD 5XD -RmR 5LEHLUR DQGDU 6DOD 3HQKD GH )UDQoD &(3 )RQH U 6mR 3DXOR 63 6mR 3DXOR GH DJRVWR GH (X 5RJpULR %DWLVWD 9HQGUDPLQL (VFUHYHQWH 7pFQLFR -XGLFLiULR GLJLWHL H HX /tGLD $SDUHFLGD GD 3HQKD 7HL[HLUD 'LUHWRUD GH 'LYLVmR VXEV FUHYL 'U $QGHUVRQ $QWRQXFFL -XL] GH 'LUHLWR 18ª Vara Cível da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. nº 583.00.2010.176260-3 (1641/2010). O Dr. Sidney da Silva Braga, Juiz de Direito da 18ª Vara Cível da Capital. Faz Saber a Gustavo Vizentim de Moraes, CPF. 185.167.258-39, que Banco Citicard S/A lhe ajuizou uma ação de rito Ordinário, objetivando a cobrança de R$ 72.626,24 (09.12.2009), acrescida de correção monetária, juros de mora (1%) ao mês, além das custas processuais e honorários advocatícios, referente ao contrato de prestação de serviços, ao qual o réu aderiu ao cartão de crédito nº 5448.2901.0259.8410, sendo que ao aderir ao contrato, o réu adquiriu o direito de utilizar-se de diversos serviços. Ocorre que o réu realizou diversas despesas, deixando, no entanto, de efetuar o devido e respectivo pagamento à autora. Estando o réu em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 07 de agosto de 2012.
gulares, cerca de R$ 100 milhões. Os bônus foram considerados ilegais porque não foram comunicados. A ação não trata da possível fraude na venda de parte do Panamericano para a Caixa Econômica Federal, operação que está sendo investigada pelo MP do Distrito Federal. Mas, segundo o procurador da República Rodrigo Fraga Leandro de Figueiredo, autor da denúncia, há indícios fortes de que os vendedores ocultaram fraudulentamente os problemas do Panamericano durante a negociação. Além dos crimes apontados no relatório da Polícia Federal, o MPF identificou outras possí-
os acusados também fraudaram a provisão para devedores duvidosos do banco, deixando de lançar pelo menos R$ 500 milhões nessa conta, o que aumentou artificalmente o resultado positivo. Segundo o MPF, a fraude era realizada de duas formas: as dívidas em inadimplência eram transferidas à Panamericano Administradora de Cartões, não fiscalizada pelo BC, ou as dívidas eram simplesmente extintas e substituídas por uma nova operação de crédito simulada. Em 2010, o BC detectou uma fraude contábil de R$ 4,3 bilhões, que levou o banco a ser comprado pelo BTG Pactual. (Reuters)
'&+6#. FG 24#c# Ñ0+%# FG $'/ +/Î8'. G RCTC KPVKOCnlQ FQU GZGEWVCFQU /CTKQ 5GTIKQ #TKCU 4) 552 52 %2( G /CTKC +PqU ,QCSWKO 6GKZGKTC #TKCU 4) 552 52 G %2( GZRGFKFQ PQU CWVQU FC CnlQ FG ':'%7c¬1 *+216'%Ç4+# .GK OQXKFC RQT $CPEQ %QOGTEKCN G FG +PXGUVKOGPVQ 5WFCOGTKU 5 # %02, 2TQE P P FG 1TFGO # &TC %CTQNKPC %QPVK 4GGF ,Ws\C FG &KTGKVQ FC 8CTC %sXGN FC %QOCTEC FG 6CDQlQ FC 5GTTC 52 PC HQTOC FC NGK GVE (#< 5#$'4 SWG EQO HWNETQ PC .GK G TGIWNCOGPVCFQ RGNQ 2TQXKOGPVQ %5/ P FQ 6, 52 CVTCXoU FG <7-'4/#0 .'+.'5 YYY \WMGTOCP EQO DT RQTVCN FG NGKN|GU QP NKPG NGXCTh C R}DNKEQ RTGIlQ FG XGPFC G CTTGOCVCnlQ GO 2TCnC ÑPKEC EQO KPsEKQ PQ FKC iU JQTCU G VoTOKPQ PQ FKC iU JQTCU UGPFQ GPVTGIWG RQT RTGnQ PlQ KPHGTKQT CQ 8CNQT FG #XCNKCnlQ SWG GO #DTKN FG VQVCNK\CXC C OQPVC FG 4 Q SWCN FGXGTh UGT CVWCNK\CFQ CVo C FCVC FC 2TCnC Q KOxXGN CDCKZQ FGUETKVQ EQPHQTOG EQPFKn|GU FG XGPFC EQPUVCPVGU FQ RTGUGPVG GFKVCN +/Ï8'. 7O RToFKQ G UGW TGURGEVKXQ VGTTGPQ UKVWCFQ i 4WC )TCEG %CUUGD P EQPUVKVWsFQ FG RCTVG FQ NQVG FC SWCFTC ,CTFKO -WCDCTC GO \QPC WTDCPC FKUVTKVQ G OWPKEsRKQ FG 6CDQlQ FC 5GTTC %QOCTEC FG +VCRGEGTKEC FC 5GTTC OGFKPFQ Q VGTTGPQ O FG HTGPVG RCTC C EKVCFC TWC RQT O FC HTGPVG CQU HWPFQU FG CODQU QU NCFQU VGPFQ PQU HWPFQU C NCTIWTC FG O GPEGTTCPFQ C hTGC FG Oï EQPHTQPVCPFQ RGNQ NCFQ FKTGKVQ FG SWGO FC TWC QNJC RCTC Q KOxXGN EQO Q RToFKQ P RGNQ NCFQ GUSWGTFQ EQO Q RToFKQ P CODQU FG RTQRTKGFCFG FG ,QUo 4QDGTVQ .GKVG G PQU HWPFQU EQO RTQRTKGFCFG FG .KXKQ 2C\KPK 1DLGVQ FC /CVTsEWNC P FQ %4+ FG +VCRGEGTKEC FC 5GTTC 52 ECFCUVTQ P #8#.+#c1 4 EGPVQ G QKVGPVC G VTGU OKN PQXGEGPVQU G XKPVG TGCKU G QKVGPVC G EKPFQ EGPVCXQU CVWCNK\CFQU CVo CDTKN SWG FGXGTlQ UGT CVWCNK\CFQU CVo FCVC RTCnC Ð075 %QPUVC FC TGHGTKFC OCVTsEWNC EQPHQTOG 4 CXGTDCFC GO FG PQXGODTQ FG JKRQVGEC GO HCXQT FQ CWVQT %ToFKVQ *KRQVGEhTKQ FG 4 %10&+c®'5 &' 8'0&# FKURQPsXGKU PQ UKVG YYY \WMGTOCP EQO DT .'+.1'+41 1 NGKNlQ UGTh TGCNK\CFQ RGNQU NGKNQGKTQU (CDKQ <WMGTOCP ,7%'52 P &QTC 2NCV ,7%'52 P G ,JQPPK $CNDKPQ FC 5KNXC ,7%'52 P CEQORCPJCFQU RGNQ IGUVQT G NGKNQGKTQ /CWTQ <WMGTOCP ,7%'52 P 2#)#/'061 G 4'%+$1 &' #44'/#6#c1 1 RTGnQ FQ DGO CTTGOCVCFQ FGXGTh UGT FGRQUKVCFQ CVTCXoU FG IWKC FG FGRxUKVQ LWFKEKCN FQ $CPEQ FQ $TCUKN 5 # QDVKFC GO UWCU CIqPEKCU QW CVTCXoU FQ UKVG YYY DD EQO DT PQ RTC\Q FG JQTCU FC TGCNK\CnlQ FQ NGKNlQ DGO EQOQ FGXGTh UGT FGRQUKVCFC C EQOKUUlQ FQ .GKNQGKTQ CVTCXoU FG RCICOGPVQ GO FKPJGKTQ PC TGFG DCPEhTKC &1% QW 6'& 6TCPUHGTqPEKC 'NGVTzPKEC &KURQPsXGN PQ RTC\Q FG CVo WO FKC }VKN C EQPVCT FQ GPEGTTCOGPVQ FQ NGKNlQ PC EQPVC FQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN /CWTQ <WMGTOCP %2( $CPEQ +VC} #IqPEKC % % 'O CVo JQTCU CRxU Q GPEGTTCOGPVQ FQ .GKNlQ ECFC CTTGOCVCPVG TGEGDGTh WO GOCKN EQO KPUVTWn|GU RCTC FGRxUKVQ TGEQOGPFCOQU GURGTCT Q TGEGDKOGPVQ FGUVG GOCKN CPVGU FG GHGVWCT Q FGRxUKVQ &GEQTTKFQU Q RTC\Q UGO SWG CTTGOCVCPVG VGPJC TGCNK\CFQ Q FGRxUKVQ VCN KPHQTOCnlQ UGTh GPECOKPJCFC CQ // ,Ws\Q EQORGVGPVG RCTC C CRNKECnlQ FCU OGFKFCU NGICKU ECDsXGKU # EQOKUUlQ FGXKFC CQ IGUVQT UGTh FG UQDTG Q XCNQT FC CTTGOCVCnlQ PlQ UG KPENWKPFQ PQ XCNQT FQ NCPnQ # CTTGOCVCnlQ UGTh HGKVC OGFKCPVG RCICOGPVQ KOGFKCVQ FQ RTGnQ RGNQ CTTGOCVCPVG EQPHQTOG EQPFKn|GU FG RCICOGPVQ CEKOC KPFKECFCU #NVGTPCVKXCOGPVG UGTh CKPFC CFOKVKFQ RCICOGPVQ PQ RTC\Q FG FKCU OGFKCPVG ECWnlQ FG UQDTG Q XCNQT FG CTTGOCVCnlQ CTV FQ %2% 4'/+c1 &# ':'%7c1 5G QU GZGEWVCFQU CRxU C RWDNKECnlQ FQ GFKVCN GO GRsITCHG RCICTGO C FsXKFC CPVGU FG CFLWFKECFQ QW CNKGPCFQ Q DGO PC HQTOC FQ CTVKIQ FQ %xFKIQ FG 2TQEGUUQ %KXKN E E #TV FC .GK FGXGTlQ CRTGUGPVCT CVo C FCVC G JQTC FGUKIPCFCU RCTC Q NGKNlQ C IWKC EQORTQDCVxTKC FQ TGHGTKFQ RCICOGPVQ CEQORCPJCFC FG RGVKnlQ HC\GPFQ OGPnlQ GZRTGUUC SWCPVQ i TGOKnlQ FC GZGEWnlQ UGPFQ XGFCFQ RCTC VCN HKPCNKFCFG Q WUQ FQ RTQVQEQNQ KPVGITCFQ 0GUVG ECUQ FGXGTlQ QU GZGEWVCFQU RCICT C KORQTVjPEKC CVWCNK\CFC FC FsXKFC OCKU LWTQU EWUVCU JQPQThTKQU CFXQECVsEKQU G C EQOKUUlQ FGXKFC CQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN FG EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT RCIQ FsXKFC GZGSWGPFC #&,7&+%#c1 *KRxVGUG PC SWCN C EQOKUUlQ FQ IGUVQT UGTh FG VTqU RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT FG CFLWFKECnlQ C UGT RCIQ RQT CSWGNG SWG CFLWFKECT #%14&1 5GPFQ HKTOCFQ CEQTFQ GPVTG CU RCTVGU FGXGTh Q C GZGEWVCFQ C CTECT EQO CU FGURGUCU FG FKXWNICnlQ CUUWOKFCU RGNQ NGKNQGKTQ EQTTGURQPFGPVGU i
EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT CEQTFCFQ &Ò8+ ' '5%.#4'%+/'0615 2GUUQCNOGPVG RGTCPVG GUVG ,Ws\Q QW PQ GUETKVxTKQ FQ NGKNQGKTQ QHKEKCN 5T /CWTQ <WMGTOCP NQECNK\CFQ PC #XGPKFC #PIoNKEC P CPFCT *KIKGPxRQNKU %CRKVCN 52 QW CKPFC RGNQ VGNGHQPG G G OCKN EQPVCVQ"\WMGTOCP EQO DT (KECO QU GZGEWVCFQU +06+/#&15 FCU FGUKIPCn|GU UWRTC ECUQ PlQ UGLCO NQECNK\CFQU RCTC CU KPVKOCn|GU RGUUQCKU 0lQ EQPUVC FQU CWVQU JCXGT TGEWTUQ QW ECWUC RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ 'XGPVWCKU zPWU UQDTG Q KOxXGN EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG # XGPFC UGTh GHGVWCFC GO ECThVGT ²CF EQTRWU³ G PQ GUVCFQ FG EQPUGTXCnlQ GO SWG UG GPEQPVTC 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK +VCRGEGTKEC FC 5GTTC $ G
JUÍZO DE DIREITO DA 13ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA JUIZ(A) DE DIREITO KENICHI KOYAMA ESCRIVÃ(O) JUDICIAL NILZA TOSHIKO YOSHITOME EDITAL DE INTIMAÇÃO DE ADVOGADOS RELAÇÃO Nº 0557/2012. Processo 004278617.2011.8.26.0053 - Desapropriação - Desapropriação por Interesse Social Comum / L 4.132/ 1962 - São Paulo Obras - SPObras - Wanda Amaral Salomone. EDITAL PARA CONHECIMENTO DE TERCEIROS INTERESSADOS, COM PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS, expedido nos autos do PROC. Nº 0042786-17.2011.8.26.0053. O(A) Doutor(a) Luis Manuel Fonseca Pires, MM. Juiz(a) de Direito da 13ª Vara de Fazenda Pública, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER A TERCEIROS INTERESSADOS NA LIDE que o(a) SÃO PAULO OBRAS - SPOBRAS move uma Desapropriação Desapropriação por Interesse Social Comum / L 4.132/1962 de Desapropriação contra WANDA AMARAL SALOMONE, objetivando a área de 1.473,00m2, concernente a totalidade do imóvel situado na Rua Cidade de Bagdá, 449, Vila Mira, contribuinte municipal nº 091.200.0019-7, matrícula nº 4702 do 8º CRI, declarado de utilidade pública conforme Decreto nº 51.025, datado de 17.11.09. Contestada a ação e recusada a oferta, para levantamento dos valores depositados e/ou a depositar nos autos, foi determinada a expedição do presente edital, com o prazo de 10 (dez) dias, contados da publicação no DJE, nos termos e para os fins do art.34 do Dec. Lei nº 3365/41, após o que sem impugnação, referidas quantias serão levantadas. Será o edital por extrato, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 14 de agosto de 2012.
2ª Vara Cível do Foro Regional I – Santana – SP Edital de Citação. Prazo 20 dias. Proc. nº 0117454-86.2009.8.26.0001. A Dra. Maria Pires de Melo, Juíza de Direito da 2ª Vara Cível do Foro Regional I Santana. Faz Saber a BZ 01 Serviços e Marketing Ltda., na pessoa de seu representante legal, que Externato Santa Terezinha lhe ajuizou uma ação Monitória, para cobrança de R$ 22.919,14 (30.04.2012), representada pelos cheques nºs AA-000023, AA-000024, AA-000025, nos valores de R$ 3.856,65, R$ 3.856,65 e R$ 4.671,5, respectivamente, do Banco Itaú S/A, devolvidos pela instituição bancária, pelo motivo das alíneas “11”, “12” e “21”. Estando a ré em local ignorado foi deferida sua citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, pague o “quantum” reclamado ou ofereça Embargos, ficando ainda intimada de que, nos termos do artigo 1102, do Código de Processo Civil, haverá isenção das custas e honorários advocatícios, para a hipótese de pagamento sem embargos. Se os embargos não forem opostos, no prazo supra citado, constituir-se-á, de pelo direito, em título executivo judicial, convertendo-se o mandado inicial em mandado executivo e prosseguindo-se na forma prevista no Livro I, Título VIII, Capítulo X do Código de Processo Civil. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 31 de julho de 2012. (',7$/ '( &,7$d2 35$=2 '( ',$6 H[SHGLGR QRV DXWRV GD $omR GH 8VXFDSLmR 352&(662 1 2 $ 'RXWRU D 5HQDWD 0RWD 0DFLHO 0DGHLUD 'H]HP 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD 9DUD GH 5HJLVWURV 3~EOLFRV GR )RUR &HQWUDO &tYHO GD &RPDUFD GH 62 3$8/2 GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )$= 6$%(5 D 6]DEROFV %DFNV\ )HOD *RWWLHE 5DSSDSRUW 0DULVHWH &kPDUD %DWLVWD 3DXOR &HVDU GH 6DQWD 0 3LTXHW 3KLOLSSH $ %HNPHVVLDQD )HOLSH 0HGHLURV .UXHJHU UpXV DXVHQWHV LQFHUWRV GHVFRQKHFLGRV HYHQWXDLV LQWHUHVVDGRV EHP FRPR HYHQWXDLV F{QMXJHV HVSyOLRV H RX VXFHVVRUHV TXH $OH[DQGUH 1XFFL DMXL]RX UDP DomR GH 868&$3,2 WHQGR SRU REMHWR R LPyYHO ORFDOL]DGR QD 5XD 3HGURVR $OYDUHQJD Q DSDUWDPHQWR Q ORFDOL]DGR QR DQGDU GR (GLILFLR 5H\QROGV 6XEGLVWULWR -DUGLP 3DXOLVWD FRP iUHD SULYDWLYD GH P iUHD FRPXP GH P iUHD WRWDO GH P H D IUDomR LGHDO GH WHUUHQR GH FRQWULEXLQWH Q QHVWD &DSLWDO (VWDQGR HP WHUPRV H[SHGH VH R SUHVHQWH HGLWDO SDUD FLWDomR GRV VXSUDPHQFLRQDGRV SDUD TXH QR SUD]R GH TXLQ]H GLDV D IOXLU DSyV R GHFXUVR GR SUD]R GR HGLWDO GLDV FRQWHVWHP R IHLWR 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL % H 5ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara Citação. Prazo 20 dias. Proc. 0006313-22.2010.8.26.0003. A Dra. ELAINE FARIA EVARISTO, Juíza de Direito da 5ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara. Faz Saber a Irmãos Palmieri Comércio e Serviços Ltda., CNPJ. 06.259.614/0001-79, na pessoa de seu representante legal e a Vinícius Palmieri, RG. 27.722.578 e CPF. 336.247.098-01, que Banco Bradesco S/A lhes ajuizou uma ação de rito Ordinário, objetivando a cobrança de R$ 23.969,34 (12/03/2010), nele incluída a multa de 2%, devidamente atualizado e acrescido de juros moratórios de 1% ao mês, inclusive custas, despesas processuais e honorários advocatícios, em virtude do avençado no Instrumento Particular de Contrato de Financiamento (Capital de Giro) – Taxa Prefixada, nº 385/1.748.499, firmado em 10.11.2006, na qual os requeridos não honraram as obrigações assumidas contratualmente. Estando os réus em local ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, contestem o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 26 de março de 2012.
(GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR Q 2 $ 'RXWRU D (GXDUGR 7RELDV GH $JXLDU 0RHOOHU 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO ;, 3LQKHLURV GD &RPDUFD GH 6mR 3DXOR GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D R - XDQ 5DP RQ 6DQFKLV $OEHULFK &3) 5* TXH OKH IRL SURSRVWD XPD DomR GH 3URFHGLP HQWR 2UGLQiULR SRU SDUWH GH 62&,('$'( %(1(),&(17( ,65$(/ ,7$ %5$6,/ (,5$ +263,7$/ $/ %(57 (,167(,1 DOHJDQGR HP VtQWHVH TXH R UpX DVVLQRX WHUPR GH FRQGLo}HV JHUDLV DVVXPLQGR D UHVSRQVDELOLGDGH SRU VXD LQWHUQDomR H WUDWDPHQWR QDV GHSHQGrQFLDV KRVSLWDODUHV GD DXWRUD 2 YDORU WRWDO GDV GHVSHVDV QmR TXLWDGDV SHOR UpX p GH 5 TXH DWXDOL]DGR DWp D GDWD GD SURSRVLWXUD GD DomR FRUUHVSRQGH D 5 (QFRQWUDQGR VH R UpX HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD RV DWRV H WHUPRV GD DomR SURSRVWD H SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV TXH IOXLUi DSyV R GHFXUVR GR SUD]R GR SUHVHQWH HGLWDO DSUHVHQWH UHVSRVWD 1mR VHQGR FRQWHVWDGD D DomR SUHVXPLU VH mR DFHLWRV SHOR D V Up X V FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DUWLFXODGRV SHOR D V DXWRU D HV 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ &LWDomR 3UD]R GLDV 3URF 2 'U 5pJLV 5RGULJXHV %RQYLFLQR -XL] GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO 5HJLRQDO GH 3LQKHLURV )D] 6DEHU D )HUQDQGD 5RGULJR GH &DUYDOKR SRUWDGRUD GR 5* Q H GR &3) Q TXH ,167,7872 0(72',67$ '( (16,12 683(5,25 HQWLGDGH HGXFDFLRQDO GH HQVLQR HVWDEHOHFLGD j 5XD GR 6DFUDPHQWR Q 5XGJH 5DPRV PXQLFtSLR GH 6mR %HUQDUGR GR &DPSR 63 LQVFULWR QR &13- Q OKH DMXL]RX XPD DomR 0RQLWyULD YLVDQGR R UHFHELPHQWR GH 5 MXOKR UHSUHVHQWDGR SHOR FRQWUDWR GH SUHVWDomR GH VHUYLoRV HGXFDFLRQDLV ILUPDGR HQWUH DV SDUWHV QmR SDJDV (VWDQGR D Up HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV DIOXLU DSyV R SUD]R GR HGLWDO VXSUD LVHQWD GH FXVWDV H KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV SDJXH D TXDQWLD UHFODPDGD RX RIHUHoD HPEDUJRV VRE SHQD GH FRQYHUVmR GD DomR 0RQLWyULD HP ([HFXomR FRQIRUPH DUW GR &3& 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ
veis irregularidades, como pagamento de propina a servidores públicos, doações a partidos políticos com ocultação do real doador, pagamento a escritório de advocacia em valores incompatíveis com os serviços prestados e fornecimento de informações falsas ao Banco Central (BC). De acordo com a denúncia, o valor que deveria ser indevidamente contabilizado era estabelecido em reuniões mensais, com a participação de vários dos denunciados. E fraudes na contabilização das carteiras cedidas eram feitas para cobrir rombos anteriores nas liquidações antecipadas e vice-versa. A denúncia diz que
9DUD &LYHO GD &RPDUFD GD &DSLWDO 63 (GLWDO GH LQWLPDomR 3UD]R GH GLDV 3URFHVVR Q Q GH RUGHP $ 'UD &OiXGLD /RQJREDUGL &DPSDQD -Xt]D GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO GD &RPDUFD GD &DSLWDO 63 QD IRUPD GD OHL HWF )D] 6DEHU D ,XUL *HUPDQR /XFHQD GD +RUD &3) 0) Q H VXD HVSRVD $QD 3DXOD GR 9DO *RQ]DOH] GD +RUD TXH &RQGRPtQLR (GLItFLR 5R\DO ,ELUDSXHUD 3DUN OKH PRYH XPD $omR GH &REUDQoD SHOR SURFHGLPHQWR 6XPiULR RUD HP IDVH GH H[HFXomR TXH SHORV WHUPRV GR SUHVHQWH HGLWDO ILFDP RV PHVPRV LQWLPDGRV GD SHQKRUD TXH UHFDLX VREUH R DSDUWDPHQWR Q QR DQGDU GR (GLItFLR &HQWUDO 3DUN EORFR $GR (GLItFLR DXWRU VLWR j 5XD -RLQYLOOH HVTXLQD FRP D 5XD /LYUDPHQWR QR VXEGLVWULWR 9LOD 0DULDQD &RUUHVSRQGHQGR OKH D XPD YDJD LQGHWHUPLQDGD QD JDUDJHP &RQWULEXLQWH Q 0DWULFXODGR VRE Q GR & 5 , GD &DSLWDO 63 (VWDQGR RV UpXV HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D LQWLPDomR SRU HGLWDO SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD RIHUHoD LPSXJQDomR QD DXVrQFLD GRV TXDLV SURVVHJXLUi R IHLWR HP VHXV XOWHULRUHV WHUPRV 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL
!"#$%"&$'#!(#%)* + , - . / - 012* . 3 / * * 4 2 54 6 * $ "# $" $ 77'$" %" (71"""""8(""" 9 : %%%1 77')* ;
<- = >9- <20 9? ?$ 9 > $ @ A + * B > % C 4 2 . 10 * D * $ 2= 02 @ ; * D A '!7(2
A $ 0E ' &1 ""7 5 10 * =-F @E2? < <G 0 HHH$B I $ $. ) J ( * , K. A
L 4 "7 . " #M"" + * % . " #M"" + * A ( ; A * D 6, A 4 % . " #M" + * "& B . " #M""* + 6 * ; . A ; * D &"N 2 $ '7 $ # $ 0E $ ' &1 ""7) . * D J $ EOC 0M ) -
. : ; : !!* @ P *
? Q ; * , # *"" R* * * 4 2 . * 0 S *"" D * A A D * '*"" D D * * D D P S ; +
* D : #S ; "&* "% "#* D "'S ; * '*"" 2 $ . : $ $""$"&$"""%$""7 $""$""$"7$ E : #&$8#8 T @ 2 . $ 2 M @U '"$"""*"" 6 + 1 " ") ) -
. : # ; : !!* P *
? Q ; * , # *"" R* * * 4 2 . * 0 S *"" D * A A D * '*"" D D * * D D P S ; +
* D : %S ; * D "8S ; * #!*"" 2 $ . :
$ $""$"&$"""%$""87$""$""$" $ E : #&$8#! T @ 2 . $ 2 M @U '"$"""*"" 6 + 1 " ") 2C2< 2VG9 5952< >90 EOC 0M @U "$"""*"" ) 6 + 1 " "* ; , B D $ W?-0M D : #&$8#8 : #&$8#!* D @$"&* "&1"81 77&)* P 95 2 D - . T - 012S D 2 $ "7* 1"%1 " )* ?P9@2 &"N) D 3 T * * """$' $"8$""&7&'( C 2 . S D 2 $ "* 71"'1 " )* ?P9@2 X Y- ?>2$ 9?> VZ 0 > C ?>2M 4 HHH$B I $ $. $ < <9 @9M 9 , B * . = I * - 0 : 8 7* > * - 0 : 8%% + . 0 * - 0 : 87&* + A E = I * - 0 : # !$ 2 2E ?59 @ 9 > 2@@ E252VG9 ( 9 .
* A 6 0$2$ . A[ ) HHH$..$ $. B % + B * . , < A + . , * >9 5 > T 5 D [ 3 > 4 * B " ) K
< 9D M E = I T !#8$# $"&!(&#* K* 2A[ #8&'* 1 8' !(!$ & +
< *
. , J T . D $ >
B ;
+ B * D , + EE$ 4B A .4 $ 2 A , &N .
* $ 2
, D A
D J A $ 2 * , A B & * #"N
$ '7" )$ @ E VG9 >2 X -VG9M 0 ) ) ) )* . 4A D * A 4 6 ) ) ) . )* D A '& * A * , + A * A . D A + D B ; \ * D A $ ? * , ) ) A ] B 4 * 6 * * + , 4 < 9D &N ) .
A 4 ;^ )$ 2 9@>9M 0 D * , ) ) A
&N ) . $ >_C >20 0 <2@ E ?590M 9D
\ * D * B 2 2 A * : $77'* ': * P A * T 0 * * D ) !%("7"" M `B I $ $. * . + , - . T - 012 3 T * ?5 E2>90 A J * 6 B $ ? + 6 A $ a 3 . *
a* . 5-1 5@ ; .( A
$ #"* b c ,A D K * 5?*
$ 2 , D , b c ; $ 0 , * * D . D $ d
4ª Vara Cível da Comarca de Suzano/SP Citação Prazo 20 dias. Proc. 606.01.2010.010419-4. Ordem 1407/2010. A Doutora, Luciene Pontirolli Branco, Juíza de Direito da 4ª Vara Cível da Comarca de Suzano/ SP, na forma da lei. Faz saber a Mary S Modas Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios Ltda. CNPJ 09.246.581/0001-10, que RH Jeans Industria e Comércio Ltda, lhe ajuizou Ação de Execução de Titulo Extrajudicial para o pagamento do Débito no valor de R$ 579,75 (ag/2010), referente ao cheque nº 000313, Banco HSBC, devolvido e não pago, que será devidamente corrigido até o pagamento do mesmo no prazo de 03 dias. Estando a ré em lugar ignorado, foi deferida citação por edital, para que no prazo de 15 dias a fluir após o prazo supra, pague o débito atualizado e acrescido das cominações legais, ou apresente embargos. Reconhecendo o credito do exeqüente e comprovado o deposito de 30% do valor da execução inclusive custas e honorários advocatícios, requer seja admitido a pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais acrescidas de correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês. Será o edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. Suzano-SP, Agosto de 2012.
Anuncie!
Fone:
11
3180 3175
&LWDomR H LQWLP DomR 3UD]R GLDV 3URF 2GHP 2 'U 2J &ULVWLDQ 0DQWXDQ -XL] GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO GR )RUR &HQWUDO GD &DSLWDO )D] 6DEHU D / DWLFtQLRV / HWLFLD / WGD &13- QD SHVVRD GH VHX UHSUHVHQWDQWH OHJDO ,QrV $QXQFLDWR &3) 1LOWRQ 1DP L &3) / i]DUR - RVp &DUQHLUR &3) H VXD PXOKHU 6LOYLD 9LDQQD GH 0HOOR &DUQHLUR &3) TXH %$1&2 3,1( 6 $ OKHV DMXL]RX XPD DomR GH ([HFXomR GH 7LWXOR ([WUDMXGLFLDO SDUD FREUDQoD GH 5 MXQKR UHSUHVHQWDGR SHOD FpGXOD GH FUpGLWR EDQFiULR HPLWLGD HP FRP YHQFLPHQWR SDUD QR YDORU GH 5 QmR SDJD (VWDQGR RV H[HFXWDGRV HP OXJDU LJQRUDGRV IRL GHIHULGD D FLWDomR H LQWLPDomR SRU HGLWDO SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD SDJXHP R GpELWR DWXDOL]DGR RX RIHUHoDP EHQV i SHQKRUD VRE SHQD GH VHUHP FRQYHUWLGRV HP SHQKRUD RV DUUHVWRV HIHWXDGRV VREUH $ SDUWH LGHDO GH GH XP SUpGLR H VHX UHVSHFWLYR WHUUHQR VLWXDGR j 5XD GDV 2ODULDV Q 3DUL 6mR 3DXOR 63 PDWULFXOD Q GR GR &5,GH 6mR 3DXOR 63 % XP WHUUHQR XUEDQR VLWXDGR QD 5XD ,PELDUD Q QR 'LVWULWR ,QGXVWULDO GH $ UD[i QHVWD FLGDGH GH $ UD[i 0* PDWULFXODV Q V H WRGDV GR &5,GH $ UD[i 0* & XP WHUUHQR XUEDQR VLWXDGR j 5XD &DOLPpULR * XLPDUmHV Q $ UD[i 0* PDWULFXOD Q GR &5,GH $ UD[i 0* ' 8QLGDGH DXW{QRPD $SWR ± (GLI $JHQRU /HPRV VLWR D 5XD &DOLPpULR * XLPDUmHV ± &HQWUR ± $ UD[D 0* PDWULFXOD Q GR &5, GH $UD[D 0* ( 3DUWH LGHDO GH GD 8QLGDGH DXW{QRPD $SWR ± (GLI $ JHQRU /HPRV VLWR D 5XD &DOLPpULR * XLPDUmHV ± &HQWUR ± $ UD[D 0* PDWULFXOD Q GR &5,GH $ UD[D 0* GR DSWR Q PDWULFXOD Q ) 3DUWH LGHDO GH GD 8QLGDGH DXW{QRPD $ SWR ± (GLI $JHQRU /HPRV VLWR D 5XD &DOLPpULR * XLPDUmHV ± &HQWUR ± $UD[D 0* PDWULFXOD Q GR &5,GH $UD[D 0* GR DSWR Q PDWULFXOD Q * XPD SDUWH GH WHUUDV GH FXOWXUD H FDPSRV V Q ORFDOL]DGR QD )D]HQGD 0RXUmR 5DFKDGR QHVWH 0XQLFtSLR H &RPDUFD GH $ UD[i 0* PDWULFXOD Q GR &5,GH $ UD[i 0* WRGRV RV LPyYHLV DFLPD GHVFULWRV VmR GH SURSULHGDGHV GRV H[HFXWDGRV /D]DUR H V P 6LOYLD SDVVDQGR D IOXLU LQGHSHQGHQWHPHQWH GH TXDOTXHU RXWUD LQWLPDomR R SUD]R GH GLDV SDUD HPEDUJDUHP D H[HFXomR H QD DXVrQFLD GRV PHVPRV SURVVHJXLUi D DomR DWp ILQDO 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ ( B " ) : &!#$""$ " $ "8 87(' 1""""""(""" 9 : 8 1 " 9 > $ 9A E * EE$ B ) > 5 ! $ C 4 4 E K 0 * 0 * D $$$ B 0 . 0 A & !$'' $ "7( 8!)* Y- 2? 9 >2Q 9C2< 012* + 6 B 5 6 * . e E 012* . @U !7 $8 8* #* B . 1 " ) D$ D $ ' 1 '% *
D : &''!!1 "* D A $ A A * D D * ; B "# * D " * A . B D . , + * . +
D . M 2)
##*##N A .
* * , D 78&$' 8*8& R* ] + + * < A 10 * : &$7 : @ < A 10 S ) "# [ ) A : &* ' #"* B A 4 @ 5
BB > * @ . :
* ; @ ? @ * @ A ) * * < A 10 * : &$%8&( : &S &$%8'( : ' &$%!"( : #"* : @ < A 10 * D ; ; * B & . A * [ A , D $ 0 , D . D $ d
'&+6#. &' %+6#c¬1 ' +06+/#c¬1 24#<1 8+06' &+#5 %KVCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE P P FG 1TFGO 1 &T /CTEGNQ 6UWPQ ,WK\ FG &KTGKVQ FC 8CTC %sXGN FC %QOCTEC FG )WCTWNJQU 52 PC HQTOC FC .GK GVE (C\ 5CDGT C 0GXGU %QORCP[ 5GTXKnQU %02, PC RGUUQC FG UGW TGRTGUGPVCPVG NGICN SWG +PVGTNKO %QOGTEKCN .VFC 'RR CLWK\QW WOC #nlQ FG 'ZGEWnlQ RCTC EQDTCPnC FG 4 TGHGTGPVG CU &WRNKECVCU P 8CNQT 4 XGPEKOGPVQ GP XCNQT4 XGPEKOGPVQ 'UVCPFQQGZGEWVCFQGONWICTKIPQTCFQ HQK FGHGTKFC C EKVCnlQ RQT GFKVCN RCTC SWG GO FKCU RCIWG Q FoDKVQ CVWCNK\CFQ QW GO FKCU GODCTIWG QW TGEQPJGnC Q EToFKVQ FQ GZGS GPVG EQORTQXCPFQ Q FGRxUKVQ FG FQ XCNQT FC GZGEWnlQ KPENWUKXG EWUVCU G JQPQThTKQU RQFGPFQTGSWGTGTSWGQRCICOGPVQTGUVCPVGUGLCHGKVQGO RCTEGNCUOGPUCKU CVWCNK\CFCU RTC\QU GUVGU SWG EQOGnCTlQ C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC UQD RGPC FG RGPJQTC RTGUWOKPFQ UG CEGKVQU QU HCVQU CNGICFQU 5GTh Q GFKVCN CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK $ G ( B " $ : "' 7! ( '$ ""!$!$ '$""" 9 > * EE$ B > & C 4 * @ A ( 0 * 0 * 0 * D < * $ B 0 . @ J < * ? "!$% 8$#%&1""" (&8*
A * ; + D 9 , <- = -05 ?9 >2 0 <C2* . 2 2 0 <5>2* A 4 ; @U #$ ''*"' . 1 ""!)* D ; $ ( A . * D * * ; * B & * ; D , B * $ ? * ( ( * ) ) ) )* * D ) ) ) )$ 0 , * * D . D $ d &LWDomR 3UD]R GLDV 3URF $ 'UD 9DQHVVD 9DLWHN XQDV =DSDWHU -Xt]D GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO 5HJLRQDO GH 6DQWR $PDUR )D] 6DEHU D / XL] +HQULTXH 9HUURQH )HGHULFR &3) TXH 62&,('$'( %(1(),&(17( ,65$(/ ,7$ %5$6,/ (,5$ +263,7$/ $/ %(57 (,167(,1 OKH DMXL]RX XPD DomR GH ULWR 2UGLQiULR YLVDQGR D VXD FRQGHQDomR DR SDJDPHQWR GH 5 VHWHPEUR UHSUHVHQWDGR SHODV QRWDV ILVFDLV GH VHUYLoRV Q V H HPLWLGDV H QmR SDJDV GHFRUUHQWH GRV VHUYLoRV KRVSLWDODUHV SUHVWDGRV (VWDQGR R UpX HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD FRQWHVWH R IHLWR VRE SHQD GH SUHVXPLUHP VH FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DOHJDGRV 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ
9DUD &tYHO )yUXP GD &RPDUFD GH 6mR %HUQDUGR GR &DPSR 63 (GLWDO GH ,QWLPDomR 3UD]R GLDV 3URF FRQWUROH 2'U &DUOR 0D]]D %ULWWR 0HOIL -XL] GH 'LUHLWR GD 9DUD GD &RPDUFD GH 6mR %HUQDUGR GR &DPSR 63 QD IRUPD GD OHL HWF )D] 6DEHU DR (VSy OLR GH &OHLGH $QJ HOLQD 0 DJ QDQL 6RDUHV WDPEpP FRQKHFLGD FRPR &OHLGH$QJ HOLQD 0 DJ QDQL R TXDO p UHSUHVHQWDGD SRU VHX LQYHQWDULDQWH 0 DXULFLR 0 DJ QDQL 6RDUHV H[SHGLGR QRV DXWRV GD DomR GH &REUDQoD SURFHGLPHQWR 6XPiULR FREUDQoD GH FRQGRPtQLR PRYLGD SRU &RQGRPtQLR (GLItFLR 9LOODJ H TXH SHORV WHUPRV GR SUHVHQWH HGLWDO ILFD R PHVPR LQWLPDGR GD SHQKRUD TXH UHFDLX VREUH R DSDUWDPHQWR Q ORFDOL]DGR QR DQGDU GR (GLItFLR DXWRU VLWXDGR j 5XD ,PSHUDWUL] Q %DLUUR 1RYD 3HWUySROLV 0DWULFXODGR VREUH Q GR & 5 , GH 6%&DPSR 63 (VWDQGR R UpX HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D LQWLPDomR SRU HGLWDO SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD RIHUHoD LPSXJQDomR QRV WHUPRV GR DUWLJR - GR &3& QD DXVrQFLD GRV TXDLV SURVVHJXLUi R IHLWR HP VHXV XOWHULRUHV WHUPRV 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
e Esforço para manter a Grécia
Eu quero que a Grécia permaneça na zona do euro. François Hollande, presidente da França
conomia
Angela Merkel e François Hollande prometem encorajar e fazer o possível para a Grécia permanecer na zona do euro
A
ECONOMIA/LEGAIS - 35
Samaras tem hoje reunião decisiva
Thomas Peter/Reuters
chanceler da Alemanha, Angela Merkel, se encontrou ontem com o presidente da França, François Hollande, em uma tentativa de harmonizar o discurso das duas maiores economias da zona do euro sobre a situação da Grécia e também sobre a implementação de uma possível união bancária no bloco. Em um breve comunicado conjunto na sede da chancelaria alemã, Merkel disse que vai "encorajar a Grécia a permanecer no caminho das reformas" quando se encontrar com o líder grego, Antonis Samaras, hoje. Já o presidente francês destacou seu desejo de que "a Grécia permaneça na zona do euro". "Para mim, é importante que todos mantenhamos nossos compromissos", disse. "Eu vou encorajar a Grécia a continuar no seu caminho de reformas", acrescentou Merkel. Euro – "Eu quero que a Grécia permaneça na zona do euro. É um desejo que temos expressado desde o começo da crise. Depende do povo grego realizar os esforços necessários para atingir esse objeti-
E
vo", comentou Hollande. Ontem, Merkel já tinha dito que nenhuma decisão sobre a situação da Grécia será tomada no encontro de sábado. Samaras tem dito que vai pedir a seus colegas da União Europeia uma extensão de dois
INTERNET GROUP DO BRASIL S.A.
CNPJ/MF nº 03.368.522/0001-39 - NIRE nº 3530034346-8 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA REALIZADA NO DIA 30 DE ABRIL DE 2012. (Lavrada na forma de sumário conforme faculta o art. 130, § 1º da Lei nº 6.404/76). 1. LOCAL, DATA E HORA: Em 30 de abril de 2012, às 9h30, na sede social da Internet Group do Brasil S.A. (“Companhia”), localizada na Rua Amauri 299 - Jardim Europa, São Paulo-SP. 2. ORDEM DO DIA: (i) Tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011; (ii) Examinar, discutir e votar a Proposta da Administração para a destinação do resultado do exercício social encerrado em 31.12.2011; e (iii) fixar a remuneração global anual dos Administradores da Companhia. 3. CONVOCAÇÃO: Dispensada, nos termos do §4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76, face à presença de acionistas representantes da totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. 4. PRESENÇAS: Acionistas da Companhia representando 100% do capital social com direito a voto, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. 5. MESA: Presidente da Mesa o Sr. Pedro Santos Ripper, e Secretária, a Sra. Luciana de Assis Serra Alves. 6. DELIBERAÇÕES: Por acionistas representando 100% do capital social votante da Companhia presentes à Assembleia, foram tomadas as seguintes deliberações, por unanimidade dos acionistas presentes: 6.1. Com relação ao item (i) da Ordem do Dia, aprovar o Relatório da Administração, o Balanço Patrimonial e as demais Demonstrações Financeiras, acompanhados do parecer dos Auditores Independentes, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011. 6.2. Passando ao item (ii) da Ordem do Dia, em conformidade com a proposta da Administração constante das Demonstrações Financeiras de 2011, aprovar a destinação do Prejuízo do exercício correspondente a R$2.089.422,33 (dois milhões, oitenta e nove mil, quatrocentos e vinte e dois reais e trinta e três centavos), para registro na conta de prejuízos acumulados. 6.3. Em referência ao item (iii) da Ordem do Dia, aprovar o valor da verba global anual para a Diretoria da Companhia, no valor de até R$300.000,00 (trezentos mil reais). 7. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a ser tratado, a presente ata foi lavrada, e depois lida, aprovada e assinada por acionistas representando a totalidade dos presentes à Assembleia, autorizada a publicação da ata sem as assinaturas dos acionistas presentes, na forma do art. 130, §2º da Lei nº 6.404/76. ASSINATURAS: Pedro Santos Ripper (Presidente da Mesa); Luciana de Assis Serra Alves (Secretária); IG Participações S.A., neste ato representada por Pedro Santos Ripper e Carlos Henrique Santana Severo; BrT Serviços de Internet S.A., neste ato representada por Eduardo Aspesi e Pedro Santos Ripper; e Oi S.A., neste ato representada por Francisco Tosta Valim Filho e Alex Waldemar Zornig. A presente ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo, 30 de abril de 2012. Luciana de Assis Serra Alves - Secretária. JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - JUCESP. Certifico o registro sob o nº 320.543/12-2 e data de 23/07/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
Companhia Melhoramentos Norte do Brasil CNPJ nº 14.920.540/0001-06 - NIRE - SP - 35.300.108.019 Assembleia Geral Extraordinária - Convocação São convocados os Senhores Acionistas para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária da Companhia, no próximo dia 31/08/2012, às 11:00 horas, no prédio da sede social, na Capital do Estado de São Paulo, na Rua São Bento, n° 329, no 12º andar, para tratar da seguinte ordem do dia: Assembleia Geral Extraordinária: a) grupamento das ações representativas do capital social da Companhia, nos termos do art. 12 da Lei nº 6.404/76, na proporção de 3.000 (três mil) ações para 1 (uma) ação; b) subscrição de valores pelos acionistas detentores de frações de ações para perfazer uma ação por inteiro; c) alteração do artigo 5º do Estatuto Social, para registrar a nova quantidade de ações representativas do capital social da Companhia; e d) alteração do endereço da sede da Companhia, com a consequente alteração do art. 2º do Estatuto Social da Companhia. São Paulo, 21 de agosto de 2012 Diretoria (22, 23 e 24)
Melhoramentos Sul do Pará S.A. CNPJ nº 49.333.800/0001-13 - NIRE 35.300.190.335 São convocados os Senhores Acionistas para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária da Companhia, no próximo dia 31/08/2012, às 10:30 horas, no prédio da sede social, na Capital do Estado de São Paulo, na Rua São Bento, n° 329, no 12º andar, para tratar da seguinte ordem do dia: Assembleia Geral Extraordinária: a) proposta de aumento do capital social da Companhia; b) discussão e deliberação acerca da conversão da totalidade das ações preferenciais (Classes “A” e “B”) da Companhia em ações ordinárias, na proporção de uma ação ordinária para cada ação preferencial do capital social da Companhia; e c) alteração do endereço da sede da Companhia, com a consequente alteração do art. 2º do Estatuto Social da Companhia. São Paulo, 21 de agosto de 2012 (22, 23 e 24) Diretoria
Companhia Melhoramentos Norte do Paraná CNPJ n° 61.082.962/0001-21 - NIRE-SP n° 35.300.026.438 São convocados os Senhores Acionistas para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária da Companhia, no próximo dia 31/08/2012, às 11:30 horas, no prédio da sede social, na Capital do Estado de São Paulo, na Rua São Bento, n° 329, no 12º andar, para tratar da seguinte ordem do dia: Assembleia Geral Extraordinária: a) alteração do endereço da sede da Companhia, com a consequente alteração do art. 2º do Estatuto Social da Companhia. São Paulo, 21 de agosto de 2012 (22, 23 e 24) Diretoria
Arotec S/A Indústria e Comércio CNPJ 43.547.702/0001-00 - NIRE 35.3.0004396.1 Ata de Assembléia Geral Ordinária realizada em 20 de Abril de 2012 Data e Horário: 20/4/2012 às 09:30hs. Local: Av. São Camilo, 29 Conjunto 1 - CEP 06709-150 Cotia - São Paulo. Presença: Totalidade. Convocação: Dispensada.Composição da Mesa:Presidente-Silas de Macedo Grigoletto e Secretário-Fábio Raimondo Passarella. Deliberacões Tomadas na AGO: A) Foram aprovados, por unanimidade, com as abstenções legais, o Relatório dos Administradores, os Balanços Patrimoniais e demais Demonstrações Financeiras, referente ao exercício social encerrado em 31/12/2011; passa a arquiva-los juntamente com esta ata na Junta Comercial, juntando para tal, 3 vias de igual teor e forma. B) Foram reeleitos para a diretoria da empresa para novo mandato com duração de 01 ano iniciando em 01/05/2012 e terminando em 30/04/2013, os senhores: Silas de Macedo Grigoletto, RG n° 9.473.826 e ClC n° 085.487.208-67; Evandro Figueiredo de Abreu, RG n° 3.794.887-4 e CIC n° 504.476.887-15; Fábio Raimondo Passarella, RG n° 16.370.171-4 e CIC nº 134.897.598-93; Ederaldo Gonçalves de Souza, RG n° 4.642.001 e CIC nº 059.812.208-72. C) Foi decidido por unanimidade pela não criação do Conselho Fiscal.Encerramento:Nada mais.Cotia, 20/4/2012.(aa) Silas de Macedo Grigoletto, Fábio Raimondo Passarella, Ederaldo Gonçalves de Souza, Evandro Figueiredo de Abreu e Arotec Indústria e Comércio Ltda.. Cotia, 20/4/2012. (a) Presidente-Silas de Macedo Grigoletto, (b) Secretário-Fábio Raimondo Passarella, Silas de Macedo Grigoletto-Diretor, Fábio Raimondo Passarella-Diretor, Ederaldo Gonçalves de Souza-Diretor, Evandro Figueiredo de Abreu-Diretor, Arotec Indústria e Comércio Ltda-Silas de Macedo Grigoletto, Arotec Indústria e Comércio Ltda-Fábio Raimondo Passarella, Arotec Indústria e Comércio Ltda-Ederaldo Gonçalves de Souza e Arotec Indústria e Comércio Ltda-Evandro Figueiredo de Abreu. Jucesp nº 188.348/12-8 em 04/05/2012. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.
AROTEC S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO CNPJ 43.547.702/0001-00 Termo de Renúncia Pelo presente Termo de Renúncia, o Sr. Ederaldo Gonçalves de Souza, RG n° 4.642.001 e CPF nº 059.812.208-72, Renuncia de Forma Expressa, Irretratavel e Irrevogavel ao cargo de Diretor, exercido junto à Arotec S.A. Indústria e Comércio (“Sociedade”), S.A. fechada, Av.São Camilo, 29-fundos- Cotia/SP, CNPJ/MF 43.547.70210001-00, Declarando a Sociedade, para todos os fins. ter o Renunciante exercido o dito cargo dentro de todos os ditames legais, em cumprimento à legislação especifica e às boas normas de conduta, conferindo a ele a mais ampla, geral e irrestrita quitação, para nada mais reclamar nesse sentido, judicial e/ou extrajudicialmente. E, por ser essa a expressão da verdade, assina este Termo de Renúncia em duas vias, com a anuência da Sociedade. para que produza seus regulares efeitos de direito legais em qualquer tempo. Cotia/SP,26/7/12.Ederaldo Gonçalves de Souza,Arotec S.A. Indústria e Comércio.
DECLARAÇÃO À PRAÇA
ERM ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A, com CNPJ nº 02.780.619/0001-91 e CCM nº 2.749.888-3, sita à Rua Júpiter, nº 321, apto 131, Aclimação/SP, comunica a perda/extravio do Livro mod. 51 nº 01 e mod. 57 nº 01 registrado na Prefeitura sob nº 2163144.
anos no prazo para a Grécia cumprir suas metas fiscais, além do adiamento do pagamento do primeiro pacote de resgate recebido pelo país. Em relação à união bancária na zona do euro, o francês e a chanceler alemã concorda-
ram que é preciso avançar rapidamente com esse projeto. "Somos favoráveis a acelerar e aprofundar os planos para estabelecer um supervisor bancário europeu, juntamente com o Banco Central Europeu", disse Hollande. (AE)
OTP TRANSPORT S.A.
NIRE 35300381548 – CNPJ/MF Nº 12.251.483/0001-86
Ata de Assembleia Geral Ordinária
Data, hora e local: Realizada no dia 30 de abril de 2012, às 11:00 horas, na sede da Companhia, localizada na Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, sala 8, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05477-000. Publicações: Relatório da Administração, Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, foram previamente remetidos aos Srs. Acionistas e publicados no (i) “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, seção Empresarial, página 06, e no (ii) “Diário do Comércio”, caderno de Economia/Legais, página 16, ambas na edição de 03 de abril de 2012. Convocação: Dispensada a publicação de Edital de Convocação, conforme disposto no artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das S.A.s”), tendo em vista a presença da totalidade das Acionistas. Mesa: Paulo Henyan Yue Cesena, Presidente; Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária. Presenças: Acionista representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. Presentes ainda, para os fins do disposto na Lei das S.A.s em seu artigo 134, § 1º, o Sr. Marcelo Felberg, representante da Companhia, e o Sr. Felipe Edmond Ayoub, inscrito no CRC sob o nº 1SP187402/O-4 “S” BA, representante da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. Deliberações: A Acionista presente tomou as seguintes deliberações: 1) Autorizar a lavratura da presente Ata na forma de sumário dos fatos ocorridos, conforme faculta o artigo 130, § 1º, da Lei das S.A.s; 2) Aprovar o Relatório da Administração, o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, bem como parecer a respeito emitido pelos auditores PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, sendo dispensada, pelos acionistas, a leitura de tais documentos por serem de conhecimento geral; e 3) Aprovar a destinação do lucro líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, no valor de R$ 202.813.535,90 (duzentos e dois milhões, oitocentos e treze mil, quinhentos e trinta e cinco reais e noventa centavos), que será destinado da seguinte forma: a) R$ 6.551.131,17 (seis milhões, quinhentos e cinquenta e um mil, cento e trinta e um reais e dezessete centavos) para a Reserva Legal; b) R$ 26.204.524,39 (vinte e seis milhões, duzentos e quatro mil, quinhentos e vinte e quatro reais e trinta e nove centavos) para a Reserva para Realização de Investimentos; e c) R$ 170.057.880,34 (cento e setenta milhões, cinquenta e sete mil, oitocentos e oitenta reais e trinta e quatro centavos) para a Reserva de Lucros a Realizar, nos termos do artigo 197, § 1º, incisos I e II, da Lei das S.A.s. Quorum das deliberações: Todas as deliberações foram aprovadas por unanimidade, sem reservas ou restrições. Encerramento, lavratura, aprovação e assinatura da ata: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, lavrando-se a presente Ata que, após lida e aprovada, foi assinada pela Acionista, pelo Presidente e pela Secretária da Mesa. São Paulo/SP, 30 de abril de 2012. Mesa: Paulo Henyan Yue Cesena – Presidente; Heloisa Gonçalves Folha Polesel – Secretária. Acionista: Odebrecht S.A. Documentos arquivados: Os documentos mencionados nesta Ata foram arquivados na sede da Companhia. Certifico e dou fé que essa Ata é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio. São Paulo/SP, 30 de abril de 2012. Heloisa Gonçalves Folha Polesel – Secretária. n Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 245.908/12-2, em 11.06.12. Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 096/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 814/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 096/2012, tendo como objeto a contratação de empresa especializada em prestação de serviços de fornecimento de refeições, sucos, sobremesas, leite, frutas e lanches para as Unidades de Pronto Atendimento Vila Prado e Aracy e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) (reedição do pregão eletrônico FMS nº 074/2012, por ter resultado fracassado naquela oportunidade), conforme quantidade e especificação constante nos Anexos II e V que acompanham o edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas darse-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 05 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 10 horas e 30 minutos do dia 05 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 22 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 093/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2133/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 093/2012, tendo como objeto o registro dos preços de fitas adesivas, esparadrapos e abaixadores de língua, conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V do edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 08 horas e 30 minutos do dia 06 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 09 horas e 30 minutos do dia 06 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 23 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 23 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: José Marchiori. Requerido: Molla Arquitetura e Construções Ltda. Rua dos Três Irmãos, 794 – Vila Progredior - 1ª Vara de Falências.
AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 086/2012. A Prefeitura do Município de Jaguariúna, através de sua Pregoeira, torna público e para conhecimento dos interessados que se encontra aberto nesta Prefeitura, PREGÃO Nº 086/2012, cujo objeto é a aquisição de equipamentos de informática (microcomputadores completos, impressoras monocromáticas à laser e impressoras multifuncionais à laser – coloridas), conforme quantitativos e especificações descritas no Edital. A data para o credenciamento e o recebimento dos envelopes se dará no dia 06 de Setembro de 2012 às 14:00 horas. O Edital completo poderá ser consultado e adquirido no Departamento de Gestão de Suprimentos e Qualidade – Divisão de Licitações e Contratos, sito à Rua Alfredo Bueno, 1235 – Centro – Jaguariúna/SP, no horário das 08:00 às 16:00 horas, pelo valor de R$ 13,00 (Treze Reais), ou obtido gratuitamente através do site www.jaguariuna.sp.gov.br, link Serviços a Empresas - Licitações. Maiores informações poderão ser obtidas pelos telefones: (19) 3867-9780, com a Senhora Antônia Brasilino, (19) 3867-9801, com Lílian, (19) 38679825, com Aline; (19) 3867-9707, com Fernanda; (19) 3867-9786, com Elvis ou fone/fax (19) 3867-9779. Jaguariúna, 24 de Agosto de 2012. Antonia M. S. X. Brasilino Pregoeira AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 087/2012. A Prefeitura do Município de Jaguariúna, através de sua Pregoeira, torna público e para conhecimento dos interessados que se encontra aberto nesta Prefeitura, PREGÃO Nº 087/2012, cujo objeto é a aquisição de móveis (estação de trabalho, cadeira giratória, cadeira fixa, longarina de três lugares, estante de aço, armário alto, roupeiro de aço, suporte para CPU; armário em aço, mesa reta, gaveteiro volante, armário porta baixo e mesa para impressora), conforme quantitativos e especificações descritas no Edital. A data para o credenciamento e o recebimento dos envelopes se dará no dia 06 de Setembro de 2012 às 11:00 horas. O Edital completo poderá ser consultado e adquirido no Departamento de Gestão de Suprimentos e Qualidade – Divisão de Licitações e Contratos, sito à Rua Alfredo Bueno, 1235 – Centro – Jaguariúna/SP, no horário das 08:00 às 16:00 horas, pelo valor de R$ 13,00 (Treze Reais), ou obtido gratuitamente através do site www.jaguariuna.sp.gov.br, link Serviços a Empresas - Licitações. Maiores informações poderão ser obtidas pelos telefones:
(19) 3867-9780, com a Senhora Antônia Brasilino, (19) 3867-9801, com Lílian, (19) 3867-9825, com Aline; (19) 3867-9707, com Fernanda; (19) 3867-9786, com Elvis ou fone/fax (19) 3867-9779. Jaguariúna, 24 de Agosto de 2012. Antonia M. S. X. Brasilino Pregoeira AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 088/2012. A Prefeitura do Município de Jaguariúna, através de sua Pregoeira, torna público e para conhecimento dos interessados que se encontra aberto nesta Prefeitura, PREGÃO Nº 088/2012, cujo objeto é a aquisição de equipamentos e mobiliário de uso médico e de enfermagem (balança infantil mecânica; aparelhos de pressão, estetoscópios, otoscópios, lanterna clínica, negatoscópio, mesa de exame clínico, escada, régua antropométrica, suporte de soro, braçadeira para injeção, kit laringoscópio, ambu, biombo, cadeira de rodas, cadeira para coleta de sangue, carro maca, mesa mayo, mesa auxiliar, mocho, detector fetal portátil, aspirador clínico, carro de emergência, cilindro de oxigênio, suporte para coletor de material perfuro cortante, prancha para imobilização, imobilizador de cabeça, hamper com 3 rodizios, cama fawler, carro curativo, foco cirúrgico, poltrona estofada, comadre e papagaio em plástico, mesa para refeição, carro para transporte de alimentos, berço hospitalar, cadeira de rodas para banho, conjunto de micronebulizador para inalação, balança antropométrica adulto, colar cervical, cuba rim, pinça anatômica dissecção com serrilha, pinça pean Murphy; cuba redonda, pinçs crile hemostática e estojo inox liso para esterilização), conforme quantitativos e especificações descritas no Edital. A data para o credenciamento e o recebimento dos envelopes se dará no dia 06 de Setembro de 2012 às 08:00 horas. O Edital completo poderá ser consultado e adquirido no Departamento de Gestão de Suprimentos e Qualidade – Divisão de Licitações e Contratos, sito à Rua Alfredo Bueno, 1235 – Centro – Jaguariúna/SP, no horário das 08:00 às 16:00 horas, pelo valor de R$ 15,00 (Quinze Reais), ou obtido gratuitamente através do site www.jaguariuna.sp.gov.br, link Serviços a Empresas - Licitações. Maiores informações poderão ser obtidas pelos telefones: (19) 3867-9780, com a Senhora Antônia Brasilino, (19) 3867-9801, com Lílian, (19) 3867-9825, com Aline; (19) 3867-9707, com Fernanda; (19) 3867-9786, com Elvis ou fone/fax (19) 3867-9779. Jaguariúna, 24 de Agosto de 2012. Antonia M. S. X. Brasilino Pregoeira
PREFEITURA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE MONGAGUÁ/SP AVISO DE EDITAL PREGÃO PRESENCIAL REGISTRO DE PREÇO Nº 046/2012 Acha-se aberto, na Prefeitura da Estância Balneária de Mongaguá, o Pregão Presencial Registro de Preço nº 046/2012. Objeto: Aquisição parcelada de tubos de concreto simples e armado. O início da sessão de lances dar-se às 09h30min, do dia 06 de setembro de 2012. O edital na íntegra encontra-se à disposição dos interessados, no endereço eletrônico www.mongagua.sp.gov.br, através do aplicativo Licitações Pregão Presencial Registro de Preço. Para qualquer esclarecimento, entrar em contato pelos telefones (13) 3445-3067 – 3445-3082, e e-mail licitacao@mongagua.sp.gov.br – Salim Issa Salomão – Autoridade Competente.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 094/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2215/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 094/2012, tendo como objeto o registro de preços de material para atendimento a pacientes estomizados, conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V do edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 13 horas e 30 minutos do dia 06 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 14 horas e 30 minutos do dia 06 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 23 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
Declaração de Propósito João Paulo CaramTucci, portador do documento de identidade n° 18.922.510-5 SSP/SP e CPF n° 267.248.468-62, Jorge Henrique Peixoto da Silva, portador do documento de identidade n° 25.765.622-4 SSP/SP e CPF n° 253.559.508-76, Sérgio Carbone, portador do documento de identidade n° 9.764.619-2 SSP/SP e CPF n° 022.604.388-65, Declaram sua intenção de exercer cargos de administração na BR Partners Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (CNPJ nº 16.695.922/0001-09) e que preenchem as condições estabelecidas no art. 2º da Resolução 3.041, de 28 de novembro de 2002. Esclarecem que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da data da publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. Banco Central do Brasil - Departamento de Organização do Sistema Financeiro - DEORF - Gerência Técnica em São Paulo - Avenida Paulista, 1.804, 5º andar - 01310-922 – São Paulo - SP 24,25/08/2012
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS
Interfile Participações S.A.
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 095/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 1553/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 095/2012, tendo como objeto o registro de preços de Próteses Auditivas, para fornecimento aos pacientes cadastrados em fila de espera, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II, V e VI do edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 08 horas e 30 minutos do dia 05 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 09 horas e 30 minutos do dia 05 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 23 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
NIRE n° 35.300.318.927 – CNPJ n° 07.227.893/0001-51 Extrato da Ata das Assembleias Geral Ordinária e Extraordinária de 27/04/2012 Data/Hora/Local: 27/04/2012, às 10:00 horas, na Sede da Cia; Presença: Totalidade do Capital Social. Mesa: Presidente – Ricardo Stern, Secretário - Carlos Lopes Craide. Deliberações: AGO – “Aprovado por Unanimidade” – (i) contas dos administradores e demonstrações financeiras; (ii) manutenção dos saldos dos lucros apurados no exercício de 2011, não distribuídos, na conta de lucros acumulados da Cia. AGE – (I) aprovação de alteração de artigos que tratam da administração da Cia e consequente aprovação de novo Estatuto Social da Cia. Acionistas: Mainsail Caital Sociedad Anónima, Carlos Lopes Craide, Álvaro Antonio Cardoso de Souza e Ricardo Stern. Taboão da Serra, 27/04/2012. Jucesp n° 244-251/12-5 em 06.06.2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 092/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2045/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 092/2012, tendo como objeto o registro dos preços de ataduras de crepe, algodão e compressas de gaze, conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V do edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 08 horas e 30 minutos do dia 06 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 09 horas e 30 minutos do dia 06 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 23 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
Interfile Participações S.A.
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Angela Merkel, chanceler alemã, se encontra com François Hollande, presidente da França.
m entrevista a jornais alemães antes da reunião de hoje com a chanceler Angela Merkel e com o presidente francês, François Hollande, no sábado, o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, voltou a pedir mais tempo para fazer cortes no Orçamento e implementar reformas econômicas. Ele prometeu empenho no avanço da privatização de indústrias de propriedade do Estado e no pagamento de todo o capital que a Grécia tomou emprestado de seus credores internacionais. Samaras também jurou cumprir com todas as obrigações acordadas com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional em troca dos 173 bilhões de euros de resgate, desmentindo alegações na Alemanha de que a Grécia nunca vai pagar seus empréstimos. "Os alemães terão seu dinheiro de volta", afirmou Samaras. A decisão pendente sobre se o resgate da Grécia – se a próxima parcela de ajuda será desembolsada nas próximas semanas – está sendo vista como uma virada nos esforços para conter a crise de dívida da zona do euro. Sem essa ajuda, é quase certo que a Grécia se tornará insolvente e possivelmente será forçada a deixar o euro, acreditam economistas. Mas na Alemanha, maior contribuinte do resgate da zona do euro, cresce a tendência de deixar a Grécia decretar default e deixar o euro. (AE)
NIRE n° 35.300.318.927 – CNPJ n° 07.227.893/0001-51 Extrato da Ata RCA Realizada em 27/04/2012 Data/Hora/Local: 27/04/2012, às 11:00 horas, na Sede da Cia; Presença: Totalidade dos Membros do Conselho. Mesa: Presidente – Ricardo Stern, Secretário - Carlos Lopes Craide. Deliberações: (i) eleito para assumir o cargo de Diretor Geral da Cia, o Sr. William Kern, ratificada a destituição do Sr. Luis Gustavo Dias da Silva do cargo de Diretor Financeiro Administrativo da Cia, e consequente formalização da eleição do Sr. Dorivaldo Mikio Yoshikawa em substituição ao Diretor Administrativo Financeiro destituído; (ii) aprovada por unanimidade a outorga pela Cia da procuração de limites aplicáveis da Cia, nos termos do artigo 15, item (iii), do Estatuto Social da Cia; (iii) ratificados os atos praticados pelos Diretores e procuradores da Cia durante o período. Conselheiros: Rubens Antonio Tiburski, Carlos Lopes Craide, Álvaro Antonio Cardoso de Souza e Ricardo Stern.Taboão da Serra, 27/04/2012. Jucesp n° 244-252/12-9 em 06.06.2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 78/12 - PREGÃO 34/12 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 78/12, na modalidade de Pregão 34/12, na forma presencial, para contratação de horas trabalhadas de pá carregadeira e caminhões. Data: 06 de setembro de 2012, às 14 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034, e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com. A Debitar (24.08.12) DIRETORIA DE ENSINO - REGIÃO DE JABOTICABAL Pregão Eletrônico nº 002/2012, 080313000012012OC00041 Encontra-se aberto, na Diretoria de Ensino - Região de Jaboticabal, PREGÃO ELETRÔNICO Nº 002/2012, 080313000012012OC00041, objetivando a Prestação de Serviço de Limpeza em ambiente escolar, com fornecimento pela contratada de: mão de obra, saneantes domissanitários, materiais e equipamentos, tipo MENOR PREÇO, a realização da sessão pública será na data de 06/09/2012, às 09:30 horas, no endereço eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br, opção “Pregão Eletrônico”. A vistoria do serviço será realizada no período de 27/08/2012 a 05/09/2012. As propostas poderão ser lançadas no sistema a partir de 27/08/2012. O Edital na integra encontra-se no site do Diário Oficial do Estado e nos sítios eletrônicos www.imesp.com.br, opção “enegociospublicos” e www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br.
ABANDONO DE EMPREGO Sandra R. Cruz, CPF: 161.126.488-06, solicitamos seu comparecimento na Coflex Promotora, no dia 29/08/2012, às 09 horas, sob pena de desligamento por justa causa – abandono de emprego.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
36
e
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Há queda da desocupação em quase todas as regiões, que não se reverteu em ocupação. Cimar Azeredo, gerente do IBGE
conomia
Mercado de trabalho estável em SP O IBGE não conseguiu divulgar os dados completos do emprego por causa da greve dos servidores públicos. Faltaram as taxas de Rio de Janeiro e Salvador.
O
quadro geral do mercado de trabalho no mês de julho em quatro regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de estabilidade, segundo o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento, Cimar Azeredo. Ele avalia que o reflexo de uma retomada do setor produtivo só poderá ser percebido nas próximas pesquisas, principalmente de agosto e setembro. Por enquanto, prevalece um quadro de variação da ocupação pouco significativa na comparação com o mês anterior: de 0,1% em São Paulo; -2,8% em Porto Alegre; -1,3%
em Recife; e 0% em Belo Horizonte, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada ontem. "O mercado se mostra estável, principalmente na região metropolitana de São Paulo. Nas próximas edições da PME teremos um clareamento do mercado. A resposta final, em julho, é que há queda da desocupação em quase todas as regiões, que não se reverteu em ocupação. Só nos próximos meses, principalmente agosto e setembro, teremos uma visão mais clara do que está acontecendo", disse. De junho para julho, o rendimento médio real da população ocupada caiu em três regiões pesquisadas. A queda
foi de 1,1% em São Paulo; de 1,8% em Belo Horizonte; e de 3,5% em Recife. Em Porto Alegre, o índice manteve-se estável. Puxaram a diminuição do rendimento os setores de serviços e militares ou funcionários públicos estatutários. O emprego com carteira de trabalho continua estável na comparação com o mês anterior, em três das quatro regiões pesquisadas. Em São Paulo, avançou 0,9% e em Belo Horizonte, 0,8%. Em Recife, caiu 0,4%, enquanto em Porto Alegre caiu 2,9%. Na região metropolitana de Porto Alegre, a ocupação na indústria também apresentou resultado negativo, de queda de 4,5% ante junho.
Ebpark Empresarial SPE S/A C.N.P.J 10.336.227/0001-66 Relatório da Diretoria Senhores Acionistas - Em cumprimento aos preceitos legais e estatutários, submetemos à apreciação de Vs.Ss., nossas demonstrações financeiras correspondentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011. Esta Diretoria coloca-se à disposição dos Senhores Acionistas para quaisquer esclarecimentos e informações que julgarem necessárias. Balanço Patrimonial Encerrado em 31 de dezembro de 2011 Ativo 2011 2010 Passivo 2011 2010 5.053.438,18 565.588,44 Circulante 2.058.455,78 17.783,30 Circulante Fornecedores 4.063.815,99 93.178,62 Disponível 65,33 1.854,34 Impostos e Contribuições e Recolher 979.528,43 466.289,39 Caixa/Bco Movimento 65,33 1.854,34 Adto.de clientes 7.996,42 – Valores a Receber a Curto Prazo 2.058.390,45 15.928,96 Ordenados a pagar 2.097,34 6.120,43 Aplicações Financeiras 268.674,90 – Não Circulante 29.572.060,00 – Contas corrente – 15.928,96 Exigível a Longo Prazo Financiamentos 29.572.060,00 – Adiantamento a fornecedores 1.789.715,55 – Patrimonio Líquido 68.404.100,68 64.395.123,46 Não Circulante Capital Social 64.379.000,00 64.379.000,00 Realizável a L.Prazo – – Reservas de Lucros 4.025.100,68 16.123,46 Permanente 100.971.143,08 64.942.928,60 Total do Passivo 103.029.598,86 64.960.711,90 Imobilizado 100.971.143,08 64.942.928,60 Demonstração de Resultado do Exercício Imobilizações Técnicas 100.971.143,08 64.942.928,60 2011 2010 Total do Ativo 103.029.598,86 64.960.711,90 Receita Bruta de Locação 22.562.454,16 12.055.237,95 (–) Impostos s/ receita 823.529,58 440.016,16 Demonstração das Mutações do Patrimonio Liquido Receita Líquida de Locação 21.738.924,58 11.615.221,79 Capital Social Lucros Acum. Res.Lucros Patrim. Liq. Lucro Bruto 21.738.924,58 11.615.221,79 (–) Despesas C/ Pessoal 147.279,50 137.348,06 Em 53.267,62 50.496,67 31/12/10 64.379.000,00 16.123,46 0,00 64.395.123,46 (–) Encargos Sociais (–) Outras Despesas 2.538.238,28 618.521,47 Lucros Lucro Operacional 19.000.139,18 10.808.855,59 acum. – (4.025.100,68) 4.025.100,68 0,00 Outras Receitas / Despesas 3.060.257,45 357.142,54 Lucros (–) Despesas Financeiras 3.188.795,45 9.951,67 distrib. – (10.149.908,20) – (10.149.908,20) (+ ) Receitas Financeiras 778.336,66 – Lucro do (–) Contribuição Social 649.798,66 347.190,87 Exercício – 14.158.885,42 – 14.158.885,42 Lucro Antes do Imposto de Renda 15.939.881,73 10.451.713,05 Em Provisão para Imposto de Renda 1.780.996,31 940.419,03 14.158.885,42 9.511.294,02 31/12/11 64.379.000,00 0,00 4.025.100,68 68.404.100,68 Resultado do Período
EBPARK EMPRESARIAL SPE S/A CNPJ/MF Nº 10.336.227/0001-66-NIRE 35.300.393.261 Ata de Rerratificação da Ata de Transformação de Sociedade Limitada em Sociedade Anomima Data,hora e local: 16/06/11,9hs,na sede.Convocação: Dispensada.Presença:Totalidade: Espaço Negócios Imobiliários Ltda.,CNPJ/ MFn°05.317.767/0001-62,nesteatorepresentadaporseusadministradores:(i)HelioSeibel,RG5.296.474-SSP/SP,CPF/MFn°533.792.84815;e(ii)SidneySaadAngulo,RG7.107.215-SSP/SP,CPF/MF808.280.868-34;HSInvestimentosLtda.,CNPJ/MF04.114.908/0001-87,neste atorepresentadaporseusadministradores:(i)HelioSeibel,RGn°5.296.474-SSP/SP,CPF/MFn°533.792.848-15;e(ii)AlexLasernaSeibel,RG 35.457.347-0-SSP/SP,CPF/MF n° 356.849.588-00;e Ang Administração de Bens Próprios Ltda.,CNPJ/MF 02.378.122/0001-41,neste ato representada por seus administradores:(i)Sidney Saad Angulo,RG 7.107.215-SSP/SP,CPF/MF 808.280.868-34;e(ii)Mirla Zalcberg Angulo,RG 5.182.483-8-SSP/SP,CPF/MF 083.571.728-30;Mesa: Presidente-Helio Seibel;Secretário-Sidney Saad Angulo.Ordem do dia: a)Re-ratificar a Ata de Transformação de Sociedade Ltda em S.A.registrada na JUCESP nº 153.901/11-1 em 26/04/11;b)Consolidar a Ata de Transformação e Anexo I.Deliberações: Por unanimidade,os sócios re-ratificam as seguintes cláusulas: a)Por equivoco no ato daimpressãodosdocumentosparaassinatura,aAtadeTransformaçãofoiimpressasemalgunsdadosdesumaimportância,especificamente quando da qualificação da sócia HS Investimentos Ltda,na qual não constou o endereço do representante legal Helio Seibel,bem como deixou de constar o nome do segundo representante Alex Laserna Seibel,sendo impressa apenas sua qualificação,razão pela qual deliberam os sócios rerratificar a qualificação da sócia HS Investimentos Ltda,(páginas 01 e 02)da respectiva ata,passando a viger nos seguintes termos: “HS Investimentos Ltda.,R.Bartolomeu Paes,136,s/6,em SP/SP,CNPJ/MF 04.114.908/0001-87,com seu Contrato SocialdevidamenteregistradoperanteaJUCESPNIRE35.216.588.242,nesteatorepresentadaporseusadministradores:(i)HelioSeibel,RG 5.296.474-SSP/SP,CPF/MF 533.792.848-15;e(ii)Alex Laserna Seibel,brasileiro,RG 35.457.347-0-SSP/SP,CPF/MF 356.849.588-00;e” b) Ainda pelos mesmos motivos,quando da qualificação da sóciaAng Administração de Bens Próprios Ltda,no endereço do representante legal Sidney Saad Angulo,constou como sendo na R.Bahia,1135,apto.31,em SP/SP,quando o correto seria na R.Haddock Lobo,1725Apto 231-em SP/SP.Assim a qualificação da sócia supra passará a viger com a seguinte redação:“Ang Administração de Bens Próprios Ltda.,sociedade com sede na R.Cardeal Arcoverde,1641,14°,SP/SP,CNPJ/MF 02.378.122/0001-41,com seu Contrato Social devidamente registrado perante o 3º Oficial de Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica desta Capital,nº 305.060,neste ato representada por seus administradores: (i)Sidney Saad Angulo,RG 7.107.215-SSP/SP,CPF/MF 808.280.868-34 e(ii)Mirla Zalcberg Angulo,RG 5.182.483-8-SSP/SP,CPF/MF 083.571.728-30.” c)Rerratificam ainda o número de ações ordinárias recebidas pelos acionistas,posto que equivocadamente se fez constar da seguinte forma: “a)deliberaram transformar,como efetivamente transformam,o tipo jurídico da sociedade,de sociedade empresária limitada para sociedade anônima,a ser regida por um estatuto social,pelos dispositivos da Lei 6.404/76 e demais disposições legais aplicáveis às sociedades anônimas sob a denominação de “Ebpark Empresarial SPE S/A”,permanecendo inalteradas as atuais participações percentuais dos sócios no capital social da Sociedade;os sócios passam à condição de acionistas,cada qual recebendo 1 ação ordinária,nominativa e sem valor nominal,em substituição a cada 1 quota de sua propriedade,mantendo-se inalterado o capital social,que é de R$64.379.000,00,e que,conseqüentemente,estará representado por 64.379.000 ações ordinárias,nominativas,sem valor nominal,sendo desnecessária a assinatura de boletim de subscrição,passando a propriedade das ações a ser transcrita diretamente em livro próprio.A Sociedade continuará a operar sem solução de continuidade,mantendo a mesma escrituração,atendidas as exigências legais de natureza fiscal e contábil,sendo integralmente garantidos os direitos de eventuais credores,situação essa que os acionistas,em sua totalidade,reconhecem e aprovam,sem quaisquer restrições;” quando o correto seria a substituição de 01 quota de propriedade de cada sócio por 02 ações ordinárias da nova sociedade.Assim o item “a” passará a vigorar com a seguinte redação: a)“deliberaram transformar,como efetivamente transformam,o tipo jurídico da sociedade,de sociedade empresária limitada para sociedade anônima,a ser regida por um estatuto social,pelos dispositivos da Lei 6.404/76 e demais disposições legais aplicáveis às sociedades anônimas,sob a denominação de “Ebpark Empresarial SPE S/A”,permanecendo inalteradas as atuais participações dos sócios no capital social da Sociedade;os sócios passam à condição de acionistas,cada qual recebendo 2 ações ordinárias,nominativas e sem valornominal,emsubstituiçãoa cada 1 quota de sua propriedade,mantendo-seinalterado o capitalsocial,queé de R$64.379.000,00,e que,conseqüentemente,estará representado por 128.758.000 ações ordinárias,nominativas,sem valor nominal,sendo desnecessária a assinatura de boletim de subscrição,passando a propriedade das ações a ser transcrita diretamente em livro próprio.A Sociedade continuará a operar sem solução de continuidade,mantendo a mesma escrituração,atendidas as exigências legais de natureza fiscal e contábil,sendo integralmente garantidos os direitos de eventuais credores,situação essa que os acionistas,em sua totalidade,reconhecem e aprovam,sem quaisquer restrições;” d)Resolvem ainda rerratificar o endereço da sede,posto que constou como sendo na R.Werner Siemens,111-prédio 33-A,SP/SP,quando o correto seria na R.Werner Von Siemens,111-prédio 33-a,SP/SP.e)Por fim resolvem ratificar a Transformação de Sociedade Ltda em S.A..Encerramento: Nada mais.Helio Seibel-Presidente-Sidney Saad Angulo-Secretário-Acionistas: Espaço Negócios Imobiliários Ltda.-(Helio Seibel)-(Sidney Saad Angulo)-HS Investimentos Ltda.-(Helio Seibel)-(Alex Laserna Seibel)-ANG Administração de Bens Próprios Ltda.-(Sidney Saad Angulo)-(Mirla Zalcberg Angulo)-Marcos Antonio Rodrigues dos Santos-OAB/SP 196.317.Estatuto Social-Cláusula 1ª-Da Denominação Social-1.1.A EBPARK EMPRESARIAL SPE S/A(“Cia.”)é uma sociedade anônima que se rege pelo presente Estatuto Social e pela legislação aplicável.Cláusula 2ª-Da Sede,Foro e Filiais-2.1.A Cia. tem sua sede e foro na R.Werner Von Siemens,111,prédio 33-A,SP/SP,podendo,por deliberação dos acionistas,abrir e fechar filiais,escri tórios,estabelecimentos,ou outras dependências em todo território nacional e no exterior.Cláusula 3ª-Do Objeto-3.1.A Cia.tem por objeto social a realização e administração do empreendimento imobiliário denominado E-business Park,localizado na R.Werner Von Siemens,111,SP/SP.Cláusula 4ª-Do Prazo-4.1.O prazo de duração da Cia.é indeterminado.Cláusula 5ª-Do Capital Social-5.1.O capital
INTERNET GROUP DO BRASIL S.A. CNPJ/MF nº. 03.368.522/0001-39 - NIRE nº 3530034346-8 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA realizada no dia 25 de abril de 2012 (Lavrada na forma de sumário conforme faculta o art. 130, § 1º da Lei nº 6.404/76) 1. LOCAL, DATA E HORA: Em 25 de abril de 2012, às 15h, na sede social da Internet Group do Brasil S.A. (“Companhia”), localizada na Rua Amauri 299 – Jardim Europa, São Paulo-SP. 2. ORDEM DO DIA: (i) Deliberar sobre a extinção do Conselho de Administração da Companhia; (ii) deliberar sobre a proposta de reforma do Estatuto Social da Companhia, com vistas a alterar, dentre outros pontos, aqueles relativos à existência do Conselho de Administração e à composição, funcionamento e competências da Assembleia Geral e da Diretoria da Companhia; e (iii) substituição e eleição de membros da Diretoria da Companhia. 3. CONVOCAÇÃO: Dispensada, nos termos do §4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76, face à presença de acionistas representantes da totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. 4. PRESENÇAS: Acionistas da Companhia representando 100% do capital social com direito a voto, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. 5. MESA: Presidente da Mesa o Sr. Pedro Santos Ripper, e Secretária, a Sra. Daniella Geszikter Ventura. 6. DELIBERAÇÕES: Por acionistas representando 100% do capital social votante da Companhia presentes à Assembleia, foram tomadas as seguintes deliberações, por unanimidade dos acionistas presentes: 6.1 Com relação ao item (i) da Ordem do Dia, aprovar a extinção do Conselho de Administração da Companhia, com o remanejamento de suas atribuições à Assembleia Geral ou à Diretoria, quando for o caso, no que não divergir das alçadas da Oi S.A.. 6.2 Passando ao item (ii) da Ordem do Dia, aprovar a proposta de reforma do Estatuto Social da Companhia, tendo em vista a extinção do Conselho de Administração da Companhia e alterar a composição, funcionamento e competências da Assembleia Geral e da Diretoria, com a exclusão dos Artigos 6º, 12, 13, 14, 15 e 16; e alteração dos Artigos 8º, 9º, 10, 11, 17, 18, 19 e 21, passando o Estatuto Social a vigorar com a redação constante do ANEXO I à ata a que se refere esta Assembleia Geral. 6.3 Em referência ao item (iii) da Ordem do Dia e considerando as deliberações dos itens anteriores, aprovar a substituição, a partir de 06 de junho de 2012, do Sr. ANDRÉ PINHEIRO VELOSO pelo Sr. ALEX WALDEMAR ZORNIG, que passará, naquela data, a ocupar o cargo de diretor de Finanças, e a eleição, em complementação de mandato, de 06 de junho de 2012 até 18 de fevereiro de 2013, dos Srs. FRANCISCO TOSTA VALIM FILHO, ALEX WALDEMAR ZORNIG, FRANCIS JAMES LEAHY MEANEY, JULIO CESAR FONSECA, EURICO DE JESUS TELES NETO, JOÃO DE DEUS PINHEIRO MACEDO, BAYARD DE PAOLI GONTIJO e TARSO REBELLO DIAS, abaixo qualificados. Considerando as alterações na composição da Diretoria a partir de 06 de junho de 2012, os acionistas decidiram fazer o registro da consolidação da composição da Diretoria Estatutária da Companhia, que fica integrada pelos seguintes membros a partir de 06 de junho de 2012: (1) como Diretor Presidente o Sr. FRANCISCO TOSTA VALIM FILHO, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de Identidade nº 1006855272, expedida pelo SSP/RS, inscrito no CPF/MF sob o nº 355.827.150-53, com endereço profissional à Rua Humberto de Campos, 425, 8º andar, Leblon, Rio de Janeiro/RJ; (2) como Diretor sem designação específica e Diretor de Finanças, o Sr. ALEX WALDEMAR ZORNIG, brasileiro, casado, contador, portador da carteira de identidade nº 9415053, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 919.584.158-04, com endereço na Rua Humberto de Campos n.º 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (3) como Diretor sem designação específica, o Sr. FRANCIS JAMES LEAHY MEANEY, irlandês, solteiro, economista, portador da carteira de identidade RNE nº V218988-N, expedida pela CIMCRE/CGPMAF, inscrito no CPF/MF sob o nº 054.404.117-80, com endereço na Rua Humberto de Campos n.º 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (4) como Diretor sem designação específica, o Sr. PEDRO SANTOS RIPPER, brasileiro, casado, engenheiro, portador da Carteira de Identidade nº. 084979806, inscrito no CPF/MF sob o nº. 012.277.917-71, com endereço na Rua Humberto de Campos n.º 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (5) como Diretor sem designação específica, o Sr. JULIO CESAR FONSECA, brasileiro, separado judicialmente, psicólogo, portador da carteira de identidade nº M-1.367.001, expedida pela SSP/MG, inscrito no CPF/MF sob o nº 318.103.906/30, com endereço na Rua Humberto de Campos n.º 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (6) como Diretor sem designação específica, o Sr. EURICO DE JESUS TELES NETO, brasileiro, casado, advogado, portador da Carteira de Identidade nº. 0002709809 SSP-BA, inscrito no CPF sob o nº. 131.562.505-97, com endereço na Rua Humberto de Campos n.º 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (7) como Diretor sem designação específica, o Sr. JOÃO DE DEUS PINHEIRO DE MACÊDO, brasileiro, casado, engenheiro, portador da carteira de identidade nº 0056006420, SSP/BA, inscrito no CPF sob o nº 060.055.275-68, com endereço na Rua Humberto de Campos n.º 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (8) como Diretor sem designação específica, o Sr. BAYARD DE PAOLI GONTIJO, brasileiro, casado, Administrador de empresas, portador da Carteira de Identidade n° 08.484.929-1 IFP/RJ, inscrito no CPF/MF sob o n° 023.693.697-28, com endereço na Rua Humberto de Campos n.º 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; e (9) como Diretor sem designação específica, o Sr. TARSO REBELLO DIAS, brasileiro, casado, economista, portador da carteira de identidade nº 08.401.392-9, expedida pelo IFP/RJ, inscrito no CPF sob o nº 021.455.577-17; com endereço na Rua Humberto de Campos n.º 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ, todos com mandato até 18 de fevereiro de 2013. 7. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a ser tratado, a presente ata foi lavrada, e depois lida, aprovada e assinada por acionistas representando a totalidade dos presentes à Assembleia, autorizada a publicação da ata sem as assinaturas dos acionistas presentes, na forma do art. 130, §2º da Lei nº 6.404/76. ASSINATURAS: Pedro Santos Ripper (Presidente da Mesa); Daniela Geszikter Ventura (Secretária); IG Participações S.A., neste ato representada por Pedro Santos Ripper e Carlos Henrique Santana Severo; BrT Serviços de Internet S.A., neste ato representada por Eduardo Aspesi e Pedro Santos Ripper; e Oi S.A., neste ato representada por Francisco Tosta Valim Filho e Alex Walemar Zornig. A presente ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo, 25 de abril de 2012. Daniella Geszikter Ventura Secretária. JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - JUCESP. Certifico o registro sob o nº 244.652/12-0 e data de 06/06/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. ANEXO I - ESTATUTO SOCIAL. CAPÍTULO I - DAS CARACTERÍSTICAS DA COMPANHIA: Artigo 1º - A Internet Group do Brasil S.A. (“Companhia”) é uma sociedade por ações, com fins lucrativos, que se rege pelo presente estatuto e pela legislação em vigor que lhe for aplicável. Artigo 2º - A Companhia tem sede e foro na Cidade e Estado de São
Greve – Por causa da greve dos funcionários públicos, o IBGE não divulgou as taxas do Rio de Janeiro e de Salvador, comprometendo, dessa forma, a divulgação do índice completo. A principal dificuldade é conseguir reunir informações de qualidade que possibilitem a análise dos dados de emprego nas duas regiões metropolitanas, mais do que a realização de entrevistas para a composição da PME, segundo a diretora de Pesquisas do IBGE, Marcia Quintslr. A pesquisa divulgada ontem traz um retrato incompleto do mercado de trabalho, sem os dados das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Salvador, o que impediu o
Demonstrativo de Fluxo de Caixa Fluxo de Caixa da Atividade Operac. 2011 2010 (+)Recebimentos de Clientes 22.562.454,16 12.055.237,95 (+)Descontos obtidos 18.292,38 0,00 (-)Pagam. a Fornecedores e empregados 6.513.316,39 10.804.038,66 (-)Juros Pagos 3.188.795,45 9.940,00 (-)Pagamentos de Impostos e Contr. 4.365.878,78 1.607.878,60 (-)Pagamentos de Despesas Antecipadas 1.789.715,55 15.928,96 (=)Caixa Gerado (+) Consumido (-) na Atividade Operacional 6.723.040,37 -382.548,27 Fluxo de Caixa das Ativ. de Financiam. (+)Rec. de Empr. de Curto e Longo Prazo 29.572.060,00 0,00 (=)Caixa Gerado (+) ou Consumido (-) na Atividade de Financiamento 29.572.060,00 0,00 Fluxo de Caixa das Ativ. de Investim. (-)Pag. por Aquisição de Ativos Imob. 36.028.214,48 565.603,40 (=)Caixa Gerado (+) ou Consumido (-) na Atividade de Investimento -36.028.214,48 -565.603,40 Caixa Gerado ou Consumido (=)Variação no Disponível 266.885,89 -948.151,67 Saldo do Disp. no Início do Exercício 1.854,34 950.006,01 Saldo do Disp. no Final do Exercício 268.740,23 1.854,34 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31/12/2011 Nota 1–Apresentação das Demonstrações Contábeis - As demonstrações contábeis foram preparadas em consonância com as práticas contábeis emanadas da legislação societária e em conformidade com Lei 11638/2007 e posteriormente alterada pela MP 449/2008. Nota 2–Principais Práticas Contábeis - a) Imobilizado - Os Imóveis estão demonstrados ao custo de aquisição. B) Patrimônio Líquido - O Capital Social em 31/12/2011 è de R$ 64.379.000,00 totalmente subscrito e integralizado, composto por 64.379.000 ações ordinárias e nominativas.
cálculo de uma taxa média para o País em julho. No Rio de Janeiro, o IBGE chegou a realizar 56% das entrevistas e, em Salvador, 60%. Em junho, a pesquisa já havia sido prejudicada pela greve, que impediu a realização completa das entrevistas no Rio de Janeiro. Foram realizadas apenas 40% das entrevistas até a divulgação da PME de junho. Posteriormente, o percentual avançou para 64%,
segundo o IBGE. Ainda assim, o instituto considera o volume de entrevistas realizadas insuficiente para garantir uma análise de qualidade dos dados. Para as pesquisas que utilizam as estatísticas de emprego em sua composição, como o Produto Interno Bruto (PIB), o IBGE irá utilizar outras fontes de informação complementares, que irão garantir a qualidade da divulgação, de acordo com Marcia.
Cai o nível de emprego na construção Paulo Liebert/AE - 01.09.11
Diretoria Sidney Saad Angulo - Diretor Helio Seibel - Diretor Edvaldo Valentim de Farias - TC CRC 1SP104413/0-5
social,totalmente subscrito e integralizado,é de R$ 64.379.000,00,dividido em 128.758.000 ações ordinárias,nominativas e sem valor nominal.5.2.A propriedade das ações da Cia.presumir-se-á pela inscrição do nome do acionista no livro “Registro de Ações Nominativas”,e a Cia.somente emitirá certificados de ações a requerimento dos acionistas,dos quais poderão ser cobrados os respectivos custos,sendo sempre assinados por um Diretor.5.3.Na hipótese de aumento do capital social,os acionistas deverão aportar os respectivos valores de acordo com os prazos e condições ajustadas pela Cia.,de modo que: a)o descumprimento ou inadimplemento de qualquer das obrigações e condições previstas no item 5.3 acima sujeitará o acionista remisso à execução judicial da dívida contra ele proveniente da não integralização das ações subscritas,acrescendo-se ao valor do débito,que deverá ser devidamente atualizado pela variação do IGP-M(FGV),multa no montante de 20% incidentes sobre o próprio débito,além de juros moratórios de 1% ao mês,ou fração,mais as custas judiciais decorrentes;ou b)caso haja interesse da Cia.,mediante deliberação de maioria simples dos acionistas,o acionista faltoso poderá permanecer na Cia.,situação na qual terá sua participação societária estancada até o montante já integralizado,procedendo-se à oferta,primeiramente entre os acionistas,e após a terceiros,das ações que lhe correspondam pelo aumento de capital não integralizado.5.4.No caso do acionista remisso exercer a administração da Cia.,ele será imediatamente destituído de suas funções de administração,devendo ser convocada reunião para indicação do seu substituto.Cláusula 6ª-Da Assembleia Geral-6.1.A Assembléia Geral realizar-se-á,ordinariamente,dentro de 4 meses seguintes ao término do exercício social e,extraordinariamente,sempre que convocada,com observância dos preceitos legais.6.2.A convocação será feita por qualquer dos diretores ou por aqueles a quem a lei atribuir essa competência.6.3.A Assembléia será instalada e presidida por um dos diretores da Cia.,que convidará um dos presentes para secretariar os trabalhos.6.4.Na ausência de diretores,a Assembléia Geral será instalada por qualquer dos acionistas presentes e presidida por aquele que,dentre eles e por eles,for escolhido.6.5.O acionista poderá ser representado na Assembléia Geral por procurador,nos termos do § 1º do art.126 da Lei 6.404,de 15.12.1976,desde que o instrumento de procuração tenha sido depositado na sede social até 24 hs antes da hora para a qual estiver convocada a Assembléia.6.6.Somente poderão tomar parte da Assembléia Geral os acionistas cujas ações estejam registradas em seu nome,no livro próprio,até 3 dias antes da data da Assembléia Geral.6.7.A Assembléia Geral tem poderes para decidir todos os negócios relativos ao objeto da Cia.e tomar as resoluções que julgar convenientes à sua defesa e desenvolvimento.6.8.Salvo quando a lei ou este Est.Social exigir quórum qualificado,as deliberações da Assembléia Geral serão tomadas por maioria absoluta de votos,não computados os votos em branco.6.9.Para a sua válida aprovação,os atos abaixo descritos dependerão de aprovação unânime em Assembléia Geral:a)Alteração do Est.Social,para todo e qualquer fim;b)Remuneraçãodos administradores;c)Destinaçãodo lucro,formação de reservas,distribuição de dividendos e juros s/o capital;d)Aquisição e participação societária em outras empresas;e) Fusão,incorporação,cisão ou dissolução da Cia.,ou qualquer outro tipo de reorganização societária;f)Abertura e/ou encerramento de filial;g) Autofalência ou pedido de Recuperação Judicial;h)Aumento de capital da sociedade.Cláusula 7ª-Da Administração da Cia.-7.1.A Cia. será administrada por uma Diretoria,composta de dois diretores,de acordo com as atribuições e poderes conferidos pela legislação aplicável e pelo presente Est.Social.7.2.Os Diretores,pessoas naturais,residentes no país,acionistas ou não,serão eleitos pela Assembléia Geral e por ela destituíveis a qualquer tempo,com mandato de 2 anos,podendo ser reeleitos.7.3.O prazo de gestão estender-se-á até a investidura dos novos diretores eleitos,respeitados os limites legais.7.4.A representação da Cia.,em juízo ou fora dele,será exercida isoladamente por qualquer um dos Diretores,podendo,nos termos deste Estatuto,nomear procuradores para agir em nome da Cia.,cujo mandato deverá ter prazo limitado,nunca superior a 1 ano,salvo no caso de procuração outorgada a advogados,para fins judiciais ou para processos administrativos,hipóteses em que o prazo poderá ser indeterminado.7.5.Não obstante o disposto no item 7.4 acima,os atos abaixo descritos,para terem validade perante a Cia.e terceiros,somente poderão ser praticados mediante a assinatura conjunta de ambos os diretores: a)Representar a Cia.em juízo ou fora dele,perante as autoridades governamentais e terceiros em geral.Assinando todos e quaisquer documentos públicos ou particulares e instrumentos de crédito,inclusive empréstimos e financiamentos acima do limite de R$5.000.000,00;e b)Representar a Cia.em todos os atos relativos à aquisição,alienação ou oneração de bens imóveis,independentemente dos valores envolvidos;e c)Empenhar ou gravar bens móveis ou imóveis do ativo imobilizado da Cia.ou outorgar qualquer outra garantia em nome da Cia..7.6.A Diretoria terá a remuneração que for fixada pela Assembléia Geral.Cláusula 8ª-Do Cons.Fiscal-8.1.A Cia.terá um Cons.Fiscal,com as atribuições da lei,composto de 3 membros e igual número de suplentes,todos residentes no país,acionistas ou não.8.2.O Cons.Fiscal não funcionará permanentemente e somente será instalado a pedido dos acionistas,nos termos da lei.8.3.Quando em exercício,o Cons.Fiscal será remunerado de acordo com o que for determinado pela Assembléia que o eleger,observado o limite estabelecido no § 3º do art.162 da Lei nº 6.404/76.Cláusula 9ª-Do Exercício Social,Demonstrações Financeiras e Destinação do Lucro-9.1.O exercício social terminará em 31/12 de cada ano,findo o qual a Diretoria fará as demonstrações financeiras do exercício,as quais serão submetidas à AGO.9.2.As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros do exercício,observado o seguinte: a)5% para a formação do fundo de reserva legal,até atingir 20% do capital social subscrito;b)pagamento do dividendo obrigatório,fixado nos termos deste Est.Social;e c)o lucro remanescente terá a destinação deliberada pela Assembléia Geral.9.3.A Cia.distribuirá como dividendo obrigatório,em cada exercício social,valor correspondente a 5% do lucro líquido do exercício.9.4.Por deliberação da Diretoria e à conta de lucros acumulados ou reservas de capital,o dividendo obrigatório poderá ser pago antecipadamente,no curso do exercício e até a AGO que determinar o respectivo montante;esses pagamentos serão compensados com o valor do dividendo obrigatório do exercício.9.5.A Cia.poderá,por deliberação da Diretoria,levantar balanços intermediários,intercalares e/ou extraordinários para fins contábeis ou para distribuição de lucros.Cláusula 10ª-Da Liquidação-10.1.A Cia.entrará em liquidação nos casos previstos em lei ou por deliberação da Assembléia Geral,que nomeará o liquidante e fixará sua remuneração.Cláusula 11ª-Do Foro-11.1.Para dirimir qualquer questãodecorrentedesteEst.Socialouaelerelativa,ficaeleitooforodaComarcadeSP/SP.HelioSeibel-Dir.,SidneySaadAngulo-Dir.,Marcos Antonio Rodrigues dos Santos-OAB/SP 196.317. Jucesp n° 0648.377/11-8 em 15/7/11. Kátia R.B.de Godoy-Secr.Geral
Paulo, na Rua Amauri nº 299, podendo, por deliberação da Diretoria, abrir, manter e encerrar filiais, escritórios, agências de representação ou depósitos em qualquer parte do território nacional. Artigo 3º - A Companhia tem por objeto: (a) prestação de serviços de computação, provimento de informação digital, entretenimento na forma de dados e audiovisual, para distribuição através de redes interligadas de computadores e serviços correlatos; (b) administração de banco de dados, de sua propriedade e de terceiros; (c) pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias relativas ao tratamento de informação digital; (d) aquisição, desenvolvimento e produção de programas de informação digital concernentes à formação de novos bancos de dados; (e) comércio e transmissão de propagandas, intermediação de comércio de produtos e comércio de assinaturas através dos meios eletrônicos; (f) todos e quaisquer relacionamentos com o usuário final e derivado das atividades da sociedade; (g) participar do capital social de outras sociedades; (h) produção de programas destinados à veiculação em televisão e rádio; (i) provimento de acesso à rede mundial de computadores; (j) realização de pesquisas de opinião; (k) prestação de serviços de consultoria, desenvolvimento e gerenciamento de sites para terceiros; (l) Comercialização e locação de produtos, bens e serviços próprios ou de terceiros através da internet; e (m) prestação de serviços de telecomunicações. Artigo 4º - A Companhia tem prazo de duração indeterminado. CAPÍTULO II - DO CAPITAL SOCIAL E DAS AÇÕES: Artigo 5º - O capital social da Companhia é de R$ 396.477.270,28 (trezentos e noventa e seis milhões, quatrocentos e setenta e sete mil, duzentos e setenta reais e vinte e oito centavos), divididos em 821.159.137 (oitocentos e vinte e um milhões, cento e cinqüenta e nove mil, cento e trinta e sete) ações ordinárias nominativas sem valor nominal. CAPÍTULO III DA ASSEMBLÉIA GERAL: Artigo 6º - A Assembléia Geral, nos termos da lei, reunir-se-á: (a) Ordinariamente, nos quatro primeiros meses subseqüentes ao término do exercício social, para: I - tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; II - deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício, se houver, e a distribuição de dividendos, quando for o caso; e III - eleger os administradores da Companhia e os membros do Conselho Fiscal, quando for o caso. (b) Extraordinariamente sempre que os interesses sociais assim o exigirem. Artigo 7º - Além das atribuições previstas em lei, compete privativamente à Assembleia Geral: (i) aprovar o orçamento anual da Companhia, o plano de metas e de estratégia de negócios previsto para o período de vigência do orçamento; (ii) deliberar sobre o aumento do capital social, fixando as condições de emissão e de colocação das ações; (iii) autorizar a emissão de debêntures; (iv) aprovar a participação ou alienação da participação da Companhia no capital de outras sociedades,em montante superior à alçada da Diretoria; (v) aprovar a realização de investimentos e desinvestimentos no capital de outras sociedades, em montante superior à alçada da Diretoria; (vi) deliberar o aumento de participação em sociedades controladas ou coligadas no país ou no exterior, a constituição de subsidiárias integrais da Companhia, a participação da Companhia no capital de outras empresas, no País e no exterior, e a alienação, total ou parcial, dessa participação, em montante superior à alçada da Diretoria; (vii) autorizar a emissão de notas promissórias comerciais; (viii) aprovar e definir termos e condições de quaisquer emissões de ações, bônus de subscrição, debêntures ou quaisquer outros títulos mobiliários, de colocação pública ou privada; (ix) aprovar e definir termos e condições de quaisquer emissão de títulos de crédito em montante superior à alçada de Diretoria; (x) autorizar a aquisição, alienação ou oneração de bens integrantes do ativo permanente da Companhia que envolva valor superior à alçada da Diretoria; (xi) autorizar a celebração de contratos que envolva valor individual superior à alçada de Diretoria, para aquisição de bens ou serviços; (xii) aprovar a contratação de empréstimos, financiamentos, arrendamento mercantil e emissão de notas promissórias não previstas no orçamento da Companhia, e cujo valor individual superior à alçada de Diretoria; (xiii) aprovar a prestação de garantias reais ou fidejussórias pela Companhia em favor de terceiros; (xiv) autorizar a prática de atos gratuitos, em benefício dos empregados ou da comunidade, tendo em vista as responsabilidades sociais da Companhia, sendo que a prestação de fianças para empregados no caso de transferências e/ou remanejamentos interestaduais e/ou intermunicipais não configura matéria que dependa de prévia aprovação da Assembleia Geral; (xv) autorizar a criação de subsidiárias cujas atividades sejam distintas do objeto social definido neste estatuto, ou investimentos em novos negócios; (xvi) aprovar a política de previdência complementar da Companhia e os acordos coletivos; (xvii) aprovar a proposta da Diretoria com relação ao Regimento Interno da Companhia com a respectiva estrutura organizacional, inclusive a competência e as atribuições específicas dos Diretores Estatutários da Companhia, respeitado o disposto neste Estatuto; (xviii) eleger e destituir, a qualquer tempo, os Diretores Estatutários da Companhia, fixando-lhes as atribuições, observadas as disposições pertinentes deste estatuto; (xix) autorizar a Companhia a celebrar, alterar ou rescindir acordos de acionistas; (xx) fixar e ratear o montante global da remuneração dos Diretores da Companhia e dos membros do Conselho Fiscal, quando em funcionamento, atribuindo-lhes a remuneração individual; e (xxi) desempenhar quaisquer outras funções ou deliberar sobre quaisquer outros assuntos que não sejam da competência da Diretoria, tal como definido no presente Estatuto e expressamente na lei. Parágrafo Único - Em cada exercício social a Assembleia Geral Extraordinária deverá discutir e revisar as alçadas da Diretoria, segundo as atribuições previstas neste artigo. Artigo 8º - A Assembleia Geral será instalada e dirigida por um Presidente escolhido pelos acionistas. O secretário da mesa será de livre escolha do Presidente da Assembleia. CAPÍTULO IV - DA ADMINISTRAÇÃO DA COMPANHIA: Seção I: Normas Gerais Artigo 9º - A administração da Companhia será exercida pela Diretoria. Parágrafo 1º - A Diretoria é o órgão de representação executivo da administração da Companhia, atuando cada um de seus membros, segundo a respectiva competência. Artigo 10 - Os administradores tomarão posse mediante termos lavrados no Livro de Atas das Reuniões da Diretoria. Artigo 11 - Será de 3 (três) anos o mandato da Diretoria, permitida a reeleição. Parágrafo Único – Os mandatos dos administradores reputam-se prorrogados até a posse de seus sucessores. Seção II: Da Diretoria Artigo 12 - A Diretoria será composta por, no mínimo, 2 (dois) e, no máximo, 10 (dez) membros, acionistas ou não, todos residentes no País, eleitos pela Assembleia Geral assim titulados e com as seguintes atribuições: (a) Diretor Presidente, ao qual compete a execução da política, das diretrizes e das atividades relacionadas ao objeto social da Companhia, conforme especificado pela Assembleia Geral; (b) Diretor de Finanças; e (c) Diretores sem designação específica, ao quais compete auxiliar o Diretor Presidente em suas atribuições, conforme especificado pela Assembleia Geral. Artigo 13 - A Companhia será representada ativa e passivamente, em quaisquer atos que criem obrigações ou desonerem terceiros de obrigações para com a Companhia: (i) através da assinatura conjunta de 2 (dois) Diretores; (ii)
É o 3º mês consecutivo de queda do emprego na construção civil
O
nível de atividade da construção civil recuou em julho, registrando 45,5 pontos. É o terceiro mês consecutivo que as empresas operam abaixo do usual, como aponta a Sondagem Indústria da Construção, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o levantamento, o indicador foi 47,7 pontos no mês passado e 48,9 pontos, em maio. O levantamento é feito com base em uma escala de 0 a 100 pontos. Os valores acima de 50 apontam para produção aquecida e menores, indicam desaquecimento. Em comparação com junho, o indicador sobre
empregados no setor também caiu, ficando em 48,2 pontos. O setor apresentou 69% da utilização da capacidade de operação, o mesmo percentual de junho. Apesar dos resultados de queda na construção civil, as empresas do setor mantêm otimismo diante do próximo semestre. Conforme a CNI, as expectativas sobre o setor e novos empreendimentos apresentaram 56,3 pontos; compra de matéria-prima e insumo, 56,2 pontos; e empregados, 55,7 pontos. A sondagem pesquisou 464 empresas entre os dias 1º e 13 de agosto, sendo 168 de pequeno porte, 182 médias e 114 grandes. (ABr)
através da assinatura de 1 (um) Diretor em conjunto com um procurador, ou (iii) através da assinatura de 2 (dois) procuradores em conjunto, investidos de poderes específicos. Parágrafo 1º - As procurações outorgadas pela Companhia deverão ser assinadas por 2 (dois) Diretores em conjunto. Parágrafo 2º - Os instrumentos de procuração definirão, de forma precisa e completa, os poderes outorgados e o prazo de mandato, que, à exceção das procurações outorgadas a advogados para representar a Companhia em processos administrativos ou judiciais, não poderá ultrapassar 1 (um) ano. Artigo 14 - A Diretoria reunir-se-á sempre que necessário e as suas reuniões serão presididas pelo Diretor Presidente ou, em sua ausência, pelo Diretor designado na forma dos Parágrafos 4º e 5º deste artigo. Parágrafo 1º - As reuniões serão sempre convocadas pelo Diretor Presidente, de ofício ou a pedido de dois ou mais Diretores. Parágrafo 2º - Para que a Diretoria possa se reunir e validamente deliberar, será necessária a presença da maioria dos diretores que na ocasião estiverem no exercício de seus cargos, ou de 2 (dois) diretores, se só houver 2 (dois) diretores em exercício. Parágrafo 3º - As deliberações da Diretoria constarão de atas lavradas em livro próprio e serão tomadas por maioria de votos. Parágrafo 4º - Nas ausências e impedimentos temporários do Presidente, este será substituído por qualquer Diretor por ele designado. Parágrafo 5º - Nos casos de faltas e impedimentos temporários do Presidente e do Diretor por ele designado, a Presidência será exercida por outro Diretor designado pelo Diretor ausente ou impedido que estiver, na forma do Parágrafo 4º deste artigo, exercendo as referidas funções. Parágrafo 6º - Os demais membros da Diretoria serão substituídos, nas suas ausências e impedimentos temporários, por um outro Diretor indicado pela Diretoria. Parágrafo 7º - Na vacância de Diretor Presidente ou de Diretor de Finanças, e até que a Assembleia Geral delibere a respeito, as funções relativas ao respectivo cargo serão cumuladas por Diretor designado pela Diretoria. Artigo 15 – A Diretoria, como órgão colegiado, exercerá as seguintes atribuições: I - cumprir e fazer cumprir a orientação geral dos negócios da Companhia estabelecida pela Assembleia Geral; II. elaborar e propor à Assembleia Geral as políticas gerais de recursos humanos da Companhia, e executar as políticas aprovadas; III - deliberar sobre a estrutura organizacional da Companhia; IV - elaborar e propor, anualmente, à Assembleia Geral as diretrizes estratégicas e o plano estratégico da Companhia, e executar o plano estratégico aprovado; V - elaborar e propor à Assembleia Geral os orçamentos anual e plurianual da sociedade, e executar os orçamentos aprovados;VI - elaborar e propor à Assembleia Geral as políticas financeiras da Companhia, e executar as políticas aprovadas; VII elaborar, em cada exercício, o Relatório Anual de Administração, as Demonstrações Financeiras, a proposta de destinação do lucro líquido do exercício e a de distribuição de dividendos, a serem submetidas à Assembleia Geral; VIII - autorizar a celebração de acordos, contratos e convênios que constituam ônus, obrigações ou compromissos para a Companhia, podendo estabelecer normas e delegar poderes, conforme as alçadas da Diretoria estabelecidas pela Assembleia Geral; IX - gerir as participações societárias em sociedades controladas e coligadas, observadas as diretrizes fixadas pela Assembleia Geral; X - estabelecer, a partir dos limites de alçada fixados pela Assembleia Geral, os limites de alçada ao longo da linha hierárquica da organização administrativa da sociedade; XI - criar e extinguir filiais e escritórios em qualquer ponto da área de atuação da Companhia. CAPÍTULO V - CONSELHO FISCAL: Artigo 16 – A Companhia terá um Conselho Fiscal, não permanente, composto de 3 (três) membros efetivos e igual número de suplentes. Parágrafo 1º - Os membros do Conselho Fiscal, pessoas naturais, residentes no país e legalmente qualificados, serão eleitos pela Assembléia Geral que deliberar pela instalação do órgão e terão mandato até a primeira Assembléia Geral Ordinária que se realizar após a eleição. Parágrafo 2º - Os membros do Conselho Fiscal somente farão jus à remuneração que lhes for fixada pela Assembléia Geral, durante o período em que o órgão funcionar e enquanto estiverem no efetivo exercício de suas funções, observado o disposto no Parágrafo 3º do Artigo 162 da Lei 6.404/76, com redação dada pela Lei 9.457/97. Parágrafo 3º - O Conselho Fiscal, quando instalado, terá as atribuições previstas em lei, sendo indelegáveis as funções de seus membros. CAPÍTULO VI - DO EXERCÍCIO SOCIAL: Artigo 17 - O exercício social terá início em 1º de janeiro e término em 31 de dezembro. Artigo 18 - Ao final de cada exercício social, a Diretoria elaborará o Balanço Patrimonial e as demais demonstrações financeiras exigidas em lei. Artigo 19 - Do resultado do exercício, serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o imposto de renda. Artigo 20 - Ao fim de cada exercício social, a Assembléia Geral aprovará proposta sobre a destinação total do lucro líquido do exercício, observando as seguintes deduções ou acréscimos, realizadas decrescentemente e nessa ordem: (a) 5% (cinco por cento) do lucro líquido do exercício será aplicado na constituição de Reserva Legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. A constituição de Reserva Legal poderá ser dispensada no exercício em que o saldo dela, acrescido do montante das reservas de capital, exceder 30% (trinta por cento) do capital social; (b) A Assembléia Geral determinará a importância a ser destinada à formação de Reservas para Contingências e reversão daquelas constituídas em exercícios anteriores, observando o Parágrafo 1º do Artigo 195 da Lei 6.404/76; e (c) A Assembléia Geral determinará o montante a ser destinado à constituição de Reserva de Lucros a Realizar. Parágrafo 1º - os acionistas da Companhia receberão, como dividendo obrigatório, em cada exercício, o valor equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro ajustado na forma prevista neste estatuto. Parágrafo 2º - As demonstrações financeiras demonstrarão a destinação da totalidade do lucro líquido, no pressuposto de sua aprovação pela Assembléia Geral Ordinária. Artigo 21 - A Companhia poderá levantar balanços semestrais e declarar, por deliberação da Diretoria, dividendos à conta do lucro apurado nesses balanços. Parágrafo Primeiro - Ainda por deliberação da Assembléia, poderão ser declarados dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral. Parágrafo Segundo - A Companhia pode, por deliberação da Assembleia Geral, pagar ou creditar, à titulo de dividendos, juros sobre o capital próprio, os quais serão compensados com o valor do dividendo anual mínimo obrigatório devido aos acionistas. CAPÍTULO VII - DA LIQUIDAÇÃO, DISSOLUÇÃO E EXTINÇÃO: Artigo 22 - A Companhia entrará em liquidação nos casos previstos em lei. Parágrafo Único - A Assembléia Geral nomeará o liquidante, determinará o modo de liquidação e elegerá o Conselho Fiscal, que deverá funcionar durante o período de liquidação.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
37
Nº 431
DCARR
É difícil, mas nestes tempos secos (10% de umidade do ar na terça-feira), evite usar o ar-condicionado do seu carro (em casa e no escritório também). É que, com ele, tudo fica ainda mais seco.
RENAULT
Fotos: Divulgação
O Logan, o Sandero e seu novo motor. Francesa lança hoje a linha 2013, tendo como atrativo maior a motorização.
A
A Renault está lançando hoje os novos Logan e Sandero. Com poucas modificações estéticas, a linha 2013 tem como novidade principal a motorização e mais itens de conforto. A partir desta nova geração, o então série especial Sandero GT Line passa a ser de produção normal. O novo motor 1.6 litro de oito válvulas, flexível, ficou mais ao apetite do brasileiro, que gosta de torque em baixas rotações. Desenvolvido pela engenharia brasileira, o Hi-Power chega para todas as versões do Logan e do Sandero, incluindo Stepway e GT Line. Com curva de torque mais linear, o novo motor ficou mais eficiente, segundo a fabricante, e obtém aproximadamente 85% do torque máximo ao atingir 1.500 rpm, o que significa para o consumidor uma redução no consumo de combustível de até 10% na cidade, além de arrancadas e retomadas mais rápidas. Isso gera agilidade no trânsito e ultrapassagens mais
Logan
tranquilas nas estradas. A potência também recebeu um acréscimo de aproximadamente 10%, quando utilizado álcool, e de 2,5% com gasolina. O Hi-Power oferece ao motorista 106 cv, com álcool e 98 cv com gasolina, ambos a 5.250 rpm. O torque também cresceu: com álcool gera 15,5 kgfm e 14,5 com gasolina a 2.850 rpm. Essas melhorias podem ser conferidas pelos números de aceleração e velocidade máxima do Sandero: 179 km/h com álcool e 177 km/h com gasolina. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 11,1 s e em 11,5 s, respectivamente. Estratégia de vendas - A linha 2013 de Logan e Sandero ganha mais conteúdo de série. O Logan Authentique 1.0 16V Hi-Flex, por exemplo, vem com calotas integrais, desembaçador traseiro, manopla de câmbio com acabamento em alumínio, puxador ergonômico na porta e logo Renault cromado no centro do volante. Itens que até a versão 12/12 vinham no "Pack Plus". Além disso, os componentes que integravam o Pack Conforto (ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, faróis de neblina e computador de bordo) agora são de série na versão Expression (1.0 e 1.6). Situação semelhante ocorreu com o Sandero. Os itens do Pack Plus passam a ser de série, mesmo na Authentique. Já o Expression
AUDI A5
(1.0 e 1.6) recebe ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, computador de bordo, faróis de neblina e alarme. A versão 1.6 passa a contar com rodas de liga leve com novo desenho. Com as alterações introduzidas nas linhas 2013 de Logan e Sandero, o motor 1.6 16V Hi-Flex continua disponível nas versões automáticas. Linha GT - O sucesso de vendas do modelo especial GT Line levou a Renault a colocá-lo em sua linha de produção normal. No Brasil, os modelos ditos esportivos derivados de carros normais de produção, como o Uno e o Palio Sporting, geram grande atração e reforçam a imagem do produto. Lançado no final de 2012, o GT Line agradou ao consumidor. Externamente, onde a agressividade e esportividade mais aparecem, se destacam os faróis com máscara negra, os de neblina com moldura preta e a grade com o logo "GT Line". O novo parachoque frontal, desenvolvido exclusivamente para a versão GT Line, busca realçar a esportividade, graças à sua ampla entrada de ar para o radiador, pintada na cor preta instalada na parte central. Nas laterais, além dos adesivos, os retrovisores são na cor preto brilhante e as rodas pretas de 15 polegadas, em liga leve, também na cor preta. O aerofólio, em preto brilhante, combinando com os retrovisores externos, as lanternas traseiras escurecidas e um extrator de ar, que não passa de mero enfeite, dão "velocidade" à aparência da traseira.
Por dentro, seguindo a tendência adotada nos demais modelos "esportivos" de outras marcas, os cintos de segurança são vermelhos e as costuras do banco também. Os encostos de cabeça dos bancos dianteiros possuem a inscrição "GT Line". Volante e manopla de câmbio são em couro. Os mostradores do quadro de instrumentos, onde está o conta-giros, se destacam do restante do conjunto com seu fundo branco e contrasta com o ponteiro na cor vermelha. O GT Line sai completo de fábrica, com arcondicionado, direção hidráulica com regulagem de altura, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, farol de neblina, computador de bordo, rodas de liga leve de 15 polegadas na cor preta, rádio com CD e MP3 (do tipo doublé DIN) e comando satélite na coluna de direção. Completam a lista de segurança: freios com sistema ABS e air bags para motorista e passageiro. O preço sugerido é de R$ 38.470.
Sandero
SALÃO DO AUTOMÓVEL 2012
CABELOS AO VENTO NO CABRIOLET
SEU SONHO POR R$ 1.200
Alemã traz a sofisticação do conversível por R$ 229.700
Test drive de super máquinas em outubro
O
Audi A5 já é um carro atraente, chamando a atenção por onde quer que passe, mas, no modelo Cabriolet, é irresistível. Completando a família A5 – já temos aqui o Sportback e o Cupê – ele chega ao mercado brasileiro na versão Ambition, com motor 2.0 Turbo FSI e capacidade para quatro pessoas. Como acontece com os demais conversíveis da marca alemã, o A5 Cabriolet tem capota totalmente automática, que pode ser aberta, ou fechada, com o carro andando a até 50 km/h, em apenas 15 segundos. O porta-malas tem capacidade para 380 litros, reduzidos para 320 quando a capota se recolhe no interior. Mas, com os encostos dos bancos traseiros dobrados, ela sobe para 750 litros. Apesar do apelo de "cabelos ao vento", no A5 isto não se torna um problema, especial-
S mente para as mulheres. Um defletor integrado no para-brisa faz o vento passar como uma brisa, fazendo pouco ruído. A segurança fica por conta dos equipamentos mais modernos de frenagem, controles de tração, air bags laterais e chapas de alumínio, que protegem os ocupantes em acidente ou capotamento. O motor 2.0 TFSI, de quatro cilindros e 1.984 cm3 de cilindrada, gera 211 cv de potência, com tração "quattro" e transmissão S-tronic. A máxima, 238 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/hora, em 7,3 segundos.
e você sonha dirigir uma supermáquina e não dispõe de algo ao redor de R$ 1 milhão, mas tem R$ 1.200, esta é a sua chance. O "Salão do Automóvel Experience" vai proporcionar a realização do sonho. Os modelos MercedesBenz C63 Black Series e SLS já estão garantidos e a organização do evento está em busca de mais atrações. E saiba que o test drive VIP será realizado, numa pista muito especial, na Fazenda Capuava, em Indaiatuba, a cerca de 90 km da capital. Mas não espere um traslado normal, em ônibus ou vans.
Não! Você vai de helicóptero, em apenas 20 minutos. Um luxo! O Salão do Automóvel abrirá suas portas de 24 de outubro a 4 de novembro e, para participar deste salão VIP, você deve entrar no hotsite www.ingressorapido.com.br/salaodoau-
tomovel. O test drive será realizado no dia 27 de outubro, com agendamento de horário. Só maiores de 18 anos com CNH poderão participar. Para quem não pode ou não quer pagar os R$ 1.200, o ingresso para o Salão normal custará R$ 40 para o primeiro dia, R$ 50 para os dias de semana. No feriado de 2 de novembro e finais de semana são R$ 70. Há meia entrada e pacotes promocionais disponíveis pelo hotsite. Por ser um pacote de serviços, e não apenas um ingresso de acesso, não há meia entrada para o "Experience".
DIÁRIO DO COMÉRCIO
38
t
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
urismo
CARIBE PANAMENHO Guarde este nome: Bocas Del Toro, arquipélago paradisíaco a meia hora de voo da Cidade do Panamá, começa a ser descoberto como destino turístico.
Fotos: Mariana Missiaggia
Acima e à esq., a bela Praia da Estrela; ao lado, Punta Caracol AquaLodge; e abaixo, o sapinho que dá nome à praia Red Frog e o artesanato em tecido chamado de 'molas'.
Mariana Missiaggia
P
ela janela do avião, antes mesmo de colocar os pés na areia, já é possível se encantar com Bocas Del Toro, no Panamá. Avistar do alto as casinhas na mata, as ilhas recortadas por árvores enormes e o azul do mar iluminado pelo sol, sinaliza ao turista que os dias vividos neste arquipélago panamenho serão uma experiência única. Sem dúvida, um lugar que merece ser lembrado por suas belas paisagens e um povo simples, simpático e acolhedor. A 35 minutos de avião da Cidade do Panamá, bem perto da fronteira com a Costa Rica, Bocas Del Toro está no Mar do Caribe e é formado por nove ilhas principais e outra centena de ilhotas desabitadas e paradisíacas, onde m u i t o s m ochileiros e surfistas chegaram a passeio e lá ficaram para levar a tão sonhada vida de sombra e água fresca. Ainda assim, boa parte da população de 10 mil habitantes descende de imigrantes jamaicanos, que foram levados para lá para trabalhar nas abundantes plantações de banana. Dizem seus habitantes que o curioso nome do arquipélago foi uma homenagem a um cacique chamado Bokatoro, que vivia na região. O desembarque em Isla Colón, a principal, pode ser chuvoso e, ainda assim, caloroso. Mesmo que o tempo não esteja dos melhores, em alguns pontos a água se mostra clarinha e confirma que aquela paisagem será deslumbrante quando o sol aparecer. E ele aparece. Aí é só calçar os chinelos e traçar o roteiro, feito em lanchas, ou táxis aquáticos, como dizem lá. Praias – A praia mais popular de Bocas Del Toro, Red Frog, é também a favorita dos surfistas por ter ondas de até quatro metros de altura. Lá é possível ter aulas de surfe, alugar bugues e ainda caçar as pequenas rãs que dão nome ao lugar. Venenosas e de cor avermelhada, as rãs habitam a floresta tropical, que rodeia a praia. A 20 minutos da Red Frog,
RAIO X
um convite a um mergulho. Em Cayo Coral é possível nadar em mar raso e alugar snorkel para ver uma infinidade de peixes. A Baía dos Golfinhos é a atração mais aguardada pela criançada. Mas chegando lá, é bom começar a rezar para que os mamíferos se animem em dar um show, já que eles costumam nos dar uma canseira até aparecer. Uma tarde na praia mais famosa de Bocas Del Toro é obrigatório a qualquer turista. A exuberante Praia da Estrela é praticamente uma piscina natural, onde você nada, cami-
nha, aprecia as estrelas do mar e se esquece da vida. Pertinho dali está Boca Del Drago. Sem muito movimento turístico, o mar azul piscina fica quase que exclusivo a seus pés, e é quentinho. Uma dica em Bocas Del Drago é eleger um restaurante para provar os quitutes panamenhos. O prato local mais saboreado no arquipélago é o 'patacone'. Famoso bolinho saboroso preparado com bananas verdes esmagadas, fritas e salpicadas com sal, é tradicionalmente servido como acompanhamento ou recheado com lagosta ou caranguejo.
Se você faz questão de voltar para casa com uma peça de artesanato, é bom estar atento. As chamadas 'molas' são trabalhos em algodão que ganham camadas de recortes de tecido bem colorido e formam desenhos como animais, deusas, plantas, tudo o que representa o cotidiano dos 'kunas', índios que vivem na Ilha San Blas, outro destino do Panamá. A calmaria que reina durante o dia desaparece quando o sol se põe e Bocas Del Toro se revela um destino badalado. Tochas e velas se acendem ao som de calypso por todo o centro de Isla Colón. Lá, há pequenos restaurantes simples como a maioria dos hotéis e pousadas, feitos de madeira e folhas de palmeira, erguidos sobre palafitas. A ausência de complexos hoteleiros passa a sensação de um Caribe mais autêntico. O sistema "tudo incluído", famoso nos resorts caribenhos, ainda não chegou ao destino, que dá seus primeiros passos no turismo. Bocas Del Toro é para poucos, pelo menos por enquanto.
COMO CHEGAR Para ir a Bocas Del Toro é necessário fazer conexão na Cidade do Panamá. A Copa Airlines (www.copaair.com) opera voos de São Paulo para lá. Ida-e-volta a partir de US$ 626. A Air Panamá (www.flyair panama.com) faz o trecho Panamá/Bocas Del Toro/. A partir de US$ 100 (ida-e-volta). A Copa Vacations (www.copavacations.com.br/). tem pacotes completos, com parte aérea, três noites em Bocas Del Toro (com café e tour pela ilha principal) e três noites na Cidade do Panamá (com café, city tour e visita ao Canal) e traslados. A partir de US$ 1.749 por pessoa (duplo). ONDE DORMIR Playa Tortuga Hotel & Beach Resort: Vía Espanha, edif. Sucasa, www.hotelplaya tortuga.com. O principal hotel da Isla Colón. São três andares, duas piscinas e dois restaurantes. Diárias a partir de US$ 130. Punta Caracol Aqua-Lodge: www.puntacaracol.com.pa. Recém-casados podem ficar em uma das nove cabanas sobre a água. A meia hora da Isla Colón, é acessível só por barco. A partir de US$ 344. ONDE COMER Bocas Bambu Beach: Calle 1, Isla Cólon. As mesas sob pequenas tendas criam um clima intimista, com música ao
Playa Tortuga Hotel & Beach Resort: o principal da Isla Colón.
ONDE BEBER E DANÇAR As opções estão a cada esquina. A seguir duas dicas. Barco Hundido: Calle 1, Isla Colón. O bar fica à beira-mar e a festa rola a noite toda ao som de DJs estrangeiros. Aqua Lounge: Ilha Carenero, . www.bocasaqualounge.info. Chegar lá é uma diversão. Por um dólar, um pequeno barco te leva em apenas cinco minutos. Lá, trampolins e balanços que te jogam no mar. FAÇA AS MALAS Fuso: duas horas a menos em relação a Brasília. Moeda: dólar americano. Visto: não é necessário para turistas brasileiros. Vacina: febre amarela (recomenda-se tomar dez dias antes de viajar). Tempo: prefira viajar entre dezembro e maio para evitar a temporada de chuvas.
Nicarágua Mar do Caribe Costa Rica Panamá Oceano Pacífico
Viagem a convite da Copa Airlines e do Órgão Oficial de Turismo do Panamá
vivo e show de malabares. Serve lanches e frutos do mar. Restaurante Alfonso: Cayo Coral. Dentro do mar, oferece comida simples e local. O típico arroz com coco acompanha salada e 'patacón', e pode vir ainda com lagosta ou camarão. Restaurante Yarisnori: Boca Del Drago. Um dos melhores para provar o verdadeiro 'patacón' de lagosta. Mesas na areia. Punta Lava Grill: Red Frog. Um 'fast food' à beira-mar. Lanches, patacón e tacos.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
d
cultura
39
O personagem Carlitos é a grande atração do novo canal infantil Gloob.
Dedinhos no controle remoto Ana Barella
O
O clássico Popeye, exibido pelo Gloob todos os dias às 22h. Fotos: Divulgação
controle-remoto é dos pequenos. É o que indicam os altos números de audiência dos canais infantis e investimentos das redes televisivas em programação para o segmento. Hoje, existem 14 canais destinados às crianças, e dentre esses, estão alguns dos mais assistidos em toda a televisão por assinatura. Em pesquisa feita pelo Ibope em 2011 o canal Discovery Kids foi o mais visto da televisão paga. Seu carro-chefe é o desenho baseado no livro O Pequeno Príncipe, clássico escrito por Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944). O Cartoon Network vem em segundo lugar na audiência geral, o Disney Channel em quarto e a Nic k e l od e o n em sétimo. Ou seja, entre os dez canais mais vistos da TV paga, quatro são infantis.
A Globosat aproveitou esse cenário, e o fim do programa TV Globinho, (substituído na programação pelo Encontro com Fátima Be rn ard es ) e lançou recentemente o canal infantil Gloob. Destinado a crianças que estão saindo da pré-escola, entre cinco e oito anos, o Gloob mira na faixa etária que ainda não é explorada pelos outros canais do segmento. "Identificamos que essas crianças acabam assistindo a programas que ou são para um grupo mais novo ou para pré-adolescentes. São elas que queremos cativar”, diz Paulo Marinho, diretor do Gloob. O canal aposta em uma programação com conteúdo sem violência, como o desenho C h a p li n , que tem o personagem principal inspirado em Charles Chaplin, e na animação Fish & Chips, sobre uma dupla de amigos (um peixinho e um gato). De acordo com Marinho, o número de assinantes da televisão paga mais do que dobrou nos últimos três anos, chegando a 14 milhões de espectadores. Isso explica o empenho em investir nos programas infantis produzidos no Brasil. Os valores, porém, não são divulgados. O Cartoon Network lançou o programa Plantão do Tas, que está com novos episódios neste mês. Ele consiste em dr ops de notícias fictícias apresentadas pelo jornalista Marcelo Tas e dois atores mirins. O Gloob estreou com duas produções nacionais, além das reprises do Sítio do Picapau Amarelo. O programa Detetives do Prédio Azul conta a história de três crianças que vivem no mesmo prédio.
Kiko Cabral/Divulgação
Novo canal
Acima, o desenho Os Smurfs, transmitido pelo Tooncast; à esquerda, os Detetives do Prédio Azul, do Gloob. Na foto maior, cena da animação O Pequeno Príncipe, do Discovery Kids.
Canal de criança, público nostálgico. D esenho não é só coisa de criança. Alguns canais infantis da televisão paga estão investindo em programas clássicos, como Os Jetsons, A Feiticeira e Pernalonga e Patolino, para cativar a audiência
A cada episódio elas solucionam um mistério diferente e fogem da Dona Leocádia, a síndica malvada. A outra produção brasileira é a animação Caco e Dado, que tem como pano de fundo a
dos adultos nostálgicos. Aproveitando o horário em que os pequenos estão dormindo, eles transmitem essa programação "retrô" e apostam em um público que normalmente não assiste a canais infantis. Das 22h até às 6h a Nickelode on exibe séries clássicas na maratona Nick at Night, como a Família Monstro, Jeannie é um Gênio e o Agente 86. O Gloob, que acabou de chegar, também investiu na tendência e transmite os desenhos Heman, She -ra e P opeye, das 22h até às 23h. Mas para quem não gosta de dormir tarde, vale conferir o canal To oncast, que transmite 24 horas de desenhos antigos. Os clássicos da Hanna-Bar-
diversidade da fauna brasileira. O S B T foi na contra mão das emissoras abertas e investiu no remake da novela mexicana para crianças Carrossel, que fez grande sucesso nos anos de 1980. A
bera como Os Jetsons, Os Flintstons e o Zé Colméia fazem parte da programação. Uma dica para quem não tem acesso ao Tooncast: durante a madrugada o Cartoon Network transmite a maratona Tooncast All Stars, com alguns desenhos que fazem parte da programação do canal. Mas não são apenas os canais pagos q u e t ê m p r ogramação retrô. O SBT transmite todos os dias o seriado clássico Chaves, que já chegou a bater 11 pontos de audiência para o canal no mês passado. A audiência é tanta que o Cartoon Network também começou a exibir a série, assim como um desenho animado com os mesmos personagens.
novelinha chegou a picos de 17 pontos de audiência no horário das 19h, roubando público de outro remake mexicano, o Rebeldes, da Rede Record, mais direcionado a pré-adolescentes.
Cartoon Network. Tooncast All Stars. Da 1h às 7h. Nickelodeon. Nick at Night. Das 22h até 6h. Gloob. He-man, She-ra e Popeye. Das 22h até 23h. SBT. Chaves. Às 18h.
Discovery Kids. O Pequeno Príncipe. Sexta. 20h. Gloob. Chaplin. Todos os dias. 13h30. Detetives do Prédio Azul. Todos os dias. 12h. Fish & Chips. Todos os dias. 10h45.
Nesta edição: Para ler: um conto de fadas destinado a adultos. Para ver: fotopinturas que revelam a alma da fotografia. Para comer: um bistrô nascido como loja de vinhos. Para beber: vigno do Maule. Para ouvir: novo CD de Amelia Rabelo. E Ciça Marinho, diva do fado brasileiro. E para assistir no cinema: estreia de Rock of Ages.
SBT. Carrossel. Segunda a Sexta. 19h50. Cartoon Network. Plantão do Taz. Todos os dias. Exibido nos intervalos da programação.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
40
Y
d
cultura
Sigarev: emoção crua. Ellen Barry, The New York Times
Olga Kravets/The New York Times
Vassily Sigarev, 35 anos e vários prêmios.
Sigarev é um contador de histórias desconcertante: com uma beleza de estrela de cinema, mas avesso a sorrisos ou contato visual, e com uma fala tão mansa que chega a ser quase inaudível. Ninguém sabe o quanto seus roteiros refletem sua vida familiar, se é que refletem. Seu ex-professor de redação avisou, com uma nota de admiração inconfundível, que "ele sabe contar histórias, e acreditamos nele". Eis a história do que ele fez com o traficante de drogas do irmão: "Eu não toquei nele. Cortei meu dedo e esfreguei um monte de sangue no cara. Ele ficou muito assustado". Questionado sobre como se tornou um escritor, Sigarev disse que fez isso sozinho, "como uma erva daninha". Seu pai era eletricista e sua mãe trabalhava em uma granja. Quando adolescente, impressionado com os romances de terror de Stephen King, mostrou para a mãe uma história que tinha escrito sobre uma de suas amigas que cometia um assassinato e notou, com satisfação, que aquilo a fez chorar. Aos 21 anos, quando era estudante de magistério, viu um cartaz que procurava por interessados em um curso de dramaturgia em Yekaterinburgo, a capital regional. Nikolai V. Kolyada, dramaturgo e professor cujo teatro transformou esta região em um centro industrial do drama moderno, lembra-se do aluno como vigilante e silencioso, sentado no fundo da sala com os braços cruzados. "Ele era calmo – 'Não, sim, não, sim'", lembrou Kolyada. "Perguntei a ele: 'Você veio de Nizhny Tagil de trem interurbano, certo? O que você leu no caminho?'. E ele deu o nome de um autor do qual eu nunca tinha ouvido falar e eu disse: 'OK, você foi aceito no curso'." O que aconteceu, então, foi como o estouro de uma represa. Na época, Sigarev trabalhava por US$ 100 por mês como segurança em uma fábrica de produção de coque, passando turnos de 24 horas em um pequeno trailer quando não estava servindo de motorista para prostitutas. No trailer, escreveu 15 peças – "As pessoas roubavam tudo o que queriam, eu não me importava", lembrou ele, sorrindo. Um dia, Kolyada recebeu uma história infernal sobre um garoto que é expulso da escola, atacado por bandidos de rua e atraído para um apartamento onde ele e os amigos eram violados por bêbados de meia idade. A peça é às vezes muito engraçada e, com sua linguagem enxuta, quase impossível de esquecer. Kolyada fez exatamente uma edição, substituindo o título original de Sigarev, A queda da inocência, pelo nome de Plasticina. "Eu disse: 'Vasya, você pode relaxar, porque você escreveu a principal peça da sua vida'", lembrou Kolyada. "Ele disse: 'Eu vou viver um pouco mais, Nikolai Vladimirovich'." P l as t i ci n a ganhou prêmios em Moscou e seguiu adiante, estreando no Royal Court Theatre em Londres em 2002. Sigarev ganhou o prêmio anual de dramaturgo mais promissor do The Evening Standard de Londres, e sua segunda peça principal, Black Milk, foi produzida na Inglaterra, atraindo um frenesi equivalente. Após a explosão da fama, ele manteve uma certa distância de seus contemporâneos. Um repórter do The Guardian, enviado para Yekaterinburgo para traçar um perfil dessa jovem sensação, chegou a achar que Sigarev estava no meio de uma farra alcóolica de cinco dias. "Existe uma inveja profissional", disse Sasha Dugdale, que traduziu muitas das peças de Sigarev para o inglês. "Há também uma sensação de que ele estava escrevendo coisas que não deveriam ter sido escritas." Ela entende o que elas significam. Traduzir a violência brutal infligida ao jovem herói de "Plasticina", disse ela, a fez sentir-se mal fisicamente. Mas ela vê a obra como idealista, uma peça que foca em personagens jovens e vulneráveis que enfrentam um mundo que pode ser implacável. "O idealismo é quase negativo", disse ela. "Não se espera que terminemos de assistir a essas peças pensando: 'Eu tenho que ser durão, tenho que me defender'. O que se espera é que devemos chorar."
Paulo Zilberman
ekaterinburgo, Rússia – Antes de começar a aparecer em festivais de cinema e a colecionar prêmios literários, quando era apenas mais um malandro engenhoso das zonas operárias da Rússia, Vassily Sigarev tinha como trabalho levar prostitutas aos seus clientes nos blocos de concreto do conjunto habitacional de Nizhny Tagil. Ele estacionava na rua desta cidade industrial nos Urais e esperava pelas mulheres e seus clientes. As mulheres retornavam, com a maquiagem borrada, sonolentas ou ensimesmadas, e sentavam-se ao lado de um motorista que pouco falava e carecia de expressão, com a mão sulcada por cicatrizes, como um personagem de um filme de Martin Scorsese. Elas teriam ficado surpresas com o fato de que estavam sendo conduzidas pelo futuro Bardo dos Urais – um escritor autodidata que viria a ganhar prêmios literários de Moscou a Londres e apresentar o submundo das províncias russas ao público da Grã-Bretanha, Washington e Nova York. Em julho, quando sua peça Black Milk ("Leite Negro") estreou em Nova York, a maior parte dos críticos ficou esgotada com os 100 minutos do mundo do Sigarev, o que não é de admirar. Seus roteiros são cheios de abusos, embriaguez e crueldade – não do tipo de Shakespeare, enraizado no caráter, mas com a crueldade de uma sociedade degradada, na qual os pais deixaram de cuidar dos filhos e os jovens cometem qualquer sacrilégio por dinheiro. Sigarev, de 35 anos, é um dos mais controversos dramaturgos e diretores de cinema que trabalham na Rússia, fato que foi sublinhado no primeiro semestre, quando seu segundo filme, Vivendo, dividiu o júri em um festival de cinema alemão. O presidente do júri, o diretor romeno Cristi Puiu, defendeu apaixonadamente e com sucesso o filme por sua honestidade emocional, dizendo que seu olhar impiedoso sobre a dor do luto era um "ato de coragem". Os detratores foram tão veementes que dois deles quase se retiraram da votação. Essas discussões têm acompanhado Sigarev há anos, particularmente na Rússia, onde os cineastas acusam-no de bajular o Ocidente por retratar o país em cores tão escuras. Mas Sigarev manteve a produção de uma história angustiante após a outra – de uma mãe que prostitui a filha, um filho que rouba a pensão da mãe para comprar bebida, de toxicodependentes que recolhem lápides para vender como sucata e dos golpes devastadores que aguardam os mais jovens. Ele explica essa crueza, em parte, como uma questão de geografia. "Em Moscou, o drama é mais feito com a cabeça", disse ele em uma entrevista recente. "Aqui existe uma forma mais crua de emoção. E de um modo geral, nós somos diferentes. Somos mais duros. O melodrama não é o nosso gênero." Sigarev documentou um momento histórico, quando as cidades industriais da Rússia foram sacudidas pela chegada do capitalismo. Sua própria narrativa começa com o colapso da União Soviética, que aconteceu no ano em que completou 14 anos. Para um menino que cresceu no centro de mineração de titânio de Verkhnaya Salda, aquilo foi como um chamado que desencadeou nele uma luta de uma década por dinheiro – saltando de um trem rumo a Moscou e carregando de volta videocassetes do mercado negro ou vendendo ladrilhos, mas especialmente por meio da escavação em busca de titânio, uma atividade que poderia render US$ 100 por dia a um adolescente empreendedor. O irmão mais novo de Sigarev, Yura, era especialmente bom naquilo. Mas quando os traficantes de heroína se estabeleceram em Verkhnaya Salda, a metade dos amigos de Sigarev se viciou, e Yura foi um deles. Sigarev conta que bateu no irmão com um cinto quando descobriu. Também o levou quando enfrentou o traficante de drogas. "Eu fui até lá e resolvemos a situação ao estilo russo", lembra ele. "Bem, sangue foi derramado. Eles pararam de vender drogas naquele lugar."
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Um conto de fadas para adultos Renato Pompeu sem o uso de redes protetoras, e há ainda uma espécie de nuvem verticalizada em que os espectadores primeiro se perdem, mas depois ficam flutuando até o picadeiro. Mas não só de belezas inefáveis vive a trama. Há um jovem mágico e uma jovem mágica que, sem saber direito do que se trata, entram numa disputa mortal um contra o outro, manipulados que são por dirigentes rivais do circo. As coisas se complicam quando os jovens se apaixonam, embora o que estejam fazendo a cada vez que se apresentam no circo contribaa sempre mais para derrotar o outro. O livro, logo que apareceu, ficou sete semanas na lista dos mais vendidos de ficção capa dura do jornal The New York Times, e chegou a ocupar o segundo lugar dessa lista. No entanto, antes de ser
publicado, em setembro de 2011, tinha sido recusado por nada menos de 30 agentes literários. Acontece que, se as cenas nos diferentes ambientes do circo, que conta com dezenas deles, mais as cenas das chegadas e partidas tão misteriosas do circo, que chega a cada cidade sem avisar e sem ser anunciado, e ainda as cenas entre os espectadores, entre os quais se forma uma espécie de seita de fãs, são fascinantes e encantadoras, empolgantes e cheias de emoção e beleza, a trama do livro não é tão bem elaborada quanto suas descrições tão envolventes. Erin Morgenstern nasceu e sempre morou no Estado do Massachusetts, onde se formou, em Divulgação
U
m a n o a p ó s s e u l a n ç amento no original em inglês, chega às livrarias brasileiras o romance O circo da n o it e , da americana Erin Morgenstern, 34 anos, que também é pintora, lançado pela Intrínseca. Trata-se de um conto de fadas mais aproveitável por adultos do que por crianças. A história é a de um circo que tem atrações maravilhosas e fantásticas, que chega a cada cidade sem alarde e só funciona depois do pôr-do-sol e antes da aurora. Aparentemente a trama se passa, centralmente, numa Londres parecida com a Londres da era vitoriana, isto é, ao longo do século XIX. Entre as atrações etéreas e fantasmagóricas do circo há um jardim florido todo feito de gelo, há acrobatas que se arriscam
2000, aos 22 anos, em Artes Dramáticas e Artes Plásticas. Entre as suas pinturas mais famosas está o baralho de tarô Phantomwise. Na verdade, ela tem uma imaginação bastante desenvolta e fantástica, uma fantasia riquíssima e há uma certa semelhança entre as cenas que pintou para o baralho de tarô e as cenas lindíssimas que transpôs para o seu primeiro e, até agora, único livro. A bem dizer, talvez mais importante do que o romance seja a tentativa de explicar a sua transformação instantânea em bestseller. Como mostram os mais recentes êxitos literários, seja do tipo Harry Potter, seja do tipo Crônicas de Nárnia , seja do tipo O Código Da
Vinci, o atual público globalizado sente a falta do encanto e da magia, e muitas vezes da religiosidade, ao enfrentar a vida no mundo rico de conforto material e pobre de conforto espiritual que as tecnologias avançadas parecem ter criado. Some-se a isso a crise econômica tão grave que os países desenvolvidos estão sofrendo e que já ameaça chegar ao Brasil, e se nota um desejo coletivo maciço de escapar da realidade por meio de sensações espetaculares. Situação semelhante ocorreu nos anos 1930, como mostra por exemplo o êxito não só dos desenhos animados de longa metragem de Walt Disney como de filmes como O Mágico de Oz. Uma das grandes diferenças é que as obras dos anos 1930 incluíam também produções realistas,
como os filmes de Charles Chaplin e de Stan Laurel e Oliver Hardy (em ordem inversa, o Gordo e o Magro), não ausentes hoje, mas de muito menor repercussão, como os filmes e os romances sobre a ganância dos financistas de Wall Street. A diferença maior, em relação aos anos 1930, é que grande parte das obras de então são até hoje consideradas obras de grande arte, enquanto as obras de hoje parecem mais fugazes e mais efêmeras. Enquanto as obras da Grande Depressão nos surgem hoje como estrelas de um céu perene, que todos os dias e todos os anos se recicla, as obras atuais parecem mais cometas, meteoros e estrelas cadentes, que brilham intensamente por um momento e depois desaparecem na noite dos tempos.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
41
Fotos: Divulgação
d
cultura
Ao lado, obra da mostra Interior Profundo Mestre Júlio Santos Fotopinturas. E, abaixo, à esq., fotopintura tradicional e, à dir., o restauro da fotopintura em Photoshop.
Memória afetiva Pinacoteca exibe fotopinturas criadas por Júlio Santos Rita Alves
N
os anos 50, era comum encontrá-la nos álbuns de família. Hoje, mais rara, a fotopintura ocupa um lugar especial: a Pinacoteca do Estado. É lá que o público pode contemplar até o dia 21 de outubro a exposição Interior Profundo Mestre Júlio Santos - Fotopinturas. Com curadoria e pesquisa de Diógenes Moura (curador de fotografia da Pinacoteca) e Rosely Nakagawa, a mostra apresenta 120 imagens coloridas, criadas a partir de 1960 por Júlio Santos (Fortaleza, Ceará, 1944). Estão lá uma série de originais do acervo do artista, da gu er reó ti po s, fotos restauradas e as fotopinturas mais recentes. O espaço também exibe documentos e itens usados durante o processo artístico, como amostragens de modelos de roupas (em acetato), pigmentos minerais, pincéis, espátulas e tubos de tinta à óleo colorido. O universo da fotopintura entrou na vida de Júlio Santos aos 12 anos, influenciado pelo pai, integrante da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Depois, já
adulto, formou sua própria equi- quivo digital. O processo é o mespe. "Júlio Santos trabalhava com mo. As tintas são virtuais." um grupo de funcionários formaDiante das obras, expostas no do por meninos carentes", conta o andar térreo da Pinacoteca, a sencurador. "Hoje, a equipe dele é for- sação é a de que o artista tomou a mada pela esposa e pelos filhos, decisão certa ao seguir em frente, além do computador." munido de tintas virtuais. Além dos O contato inevitável do artista restauros de fotopinturas de anônicom a tecnologia digital aconte- mos em Photoshop, o visitante ceu em 1999, época em que Júlio também vai encontrar imagens de Santos teve de se renovar. "Foi um algumas personalidades, retrataperíodo muito difícil", diz Moura. das em fotopinturas trabalhadas Com o fim do papel e o apareci- com Photoshop, criadas na oficina mento da fotografia digital, o mes- do artista, o Áureo Studio. Exemtre tinha somente plos? Thomaz Fard u a s o p ç õ e s : e nkas, Nair Benedicto, cerrar seu trabalho A alma da fotografia é G e r m a n L o r c a e ou enfrentar o desa- mais viva que a nossa. Cristiano Mascaro, fio de encarar o todos agrupados Ela carrega um computador. em uma mesma pamomento único. Nós r e d e . T a m b é m é "Quando percebeu somos capazes de que teria de se reinpossível topar com ventar, teve pânico. envelhecer, a alma da uma fotopintura dos Mas decidiu que iria fotografia não, ela está jornalistas Lilian para a frente de um Pacce e Leão Serva e num santuário. computador e que outra do casal MaJúlio Santos riana Pabst e Baixo seria o melhor. Jamais imaginou que Ribeiro, feitas em teria de aperfeiçoar sua técnica 2011 e 2012, respectivamente. por conta da falta de materiais", De acordo com Diógenes Mouesclarece. "Se antes, num estúdio ra, o número de encomendas de como o de seu pai, havia cerca de fotopinturas recebidas por Júlio 40 profissionais trabalhando, en- Santos ainda é grande nos dias de tre eles ampliadores, contornado- hoje. Para o curador, a relevância res, reprodutores, coloridores, re- de um trabalho como o da fotopintocadores, convexadores, cola- tura se dá não somente pelo resdores, afinadores, roupeiros e re- gate do fator visual, mas especialpassadores – o ponto final do mente pela relação com o tempo, processo criativo sobre o papel –, com a história pessoal impressa hoje o papel foi substituído pelo ar- em cada imagem.
Sorridentes, Júlio Santos e sua família também aparecem na mostra, retratados em uma bela fotopintura: garantia de alma preservada, como acredita o mestre. "A alma da fotografia é mais viva que a nossa alma. Ela carrega um momento único. Nós somos capazes de envelhecer, a alma da fotografia não, ela está num santuário. É essa a posição. É por isso que sempre voltamos a reverenciar a fotografia de alguém a quem queremos bem", afirma o artista. "Uma fotografia não é um espelho. Diante de um espelho sempre queremos parecer jovens, matéria de consumo, cometemos os m e s m o s e n g anos. Diante de um espelho você não se perdoa, quer ser bonito, adorado, encantador, quando na verdade o tempo já lhe tirou essa possibilidade. Uma fotopintura é o avesso de tudo isso."
Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, Luz, tel.: 3324-1000. Terça a domingo, das 10h às 18h. R$ 6. Grátis aos sábados e quintas-feiras. Até 21 de outubro.
Mix de arte O
público da Cidade tem até o próximo domingo (26) para visitar o Salão de Arte de São Paulo. Em sua 19ª edição, o evento reúne e mais de 60 expositores, incluindo profissionais de diversas partes do País e outros dois estrangeiros. Com obras modernas e contemporâneas, o público vai encontrar gravuras, peças e livros raros, galerias, joalherias, antiquários, fotografias e decoradores. Entre os detaques estão Mulher Deitada (à esq.), 1966, de Flávio de Carvalho, e Anjo, 1995, de Manabu Mabe. "Mas o grande destaque desta edição é a obra A Negra, de Tarsila do Amaral", conta Vera Lucia Chaccur Chadad, organizadora e diretora do Salão de Arte. Uma das novidades do evento é a decoração do salão. "O ambiente sempre foi muito clássico, mas este ano resolvemos adotar um ar mais moderno", diz. (RA)
A Hebraica. Salão Marc Chagall. Rua Dr. Alberto Cardoso de Melo Neto, 115. Sexta (24), das 15h às 22h. Sábado (25) e domingo (26), das 13h às 21h. R$ 30 (entrada integralmente revertida à Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração. Grátis para grupo com mais de 10 pessoas, com agendamento pelo telefone 3088-2286/ 3088-7454.
EM ALFA: GILBERTO GIL, FILHO, CORDAS E MÁQUINAS. Gil e o guitarrista Bem Gil em concerto de cordas e máquinas de ritmo. Teatro Alfa. Tel.: 5693-4000. Nesta sexta (24), 21h30; sábado (25), 21h. R$ 100 a R$ 250.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
42
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Fotos: Tadeu Brunelli/Divulgação
Vigno do Maule José Guilherme R. Ferreira
d
cultura
Mesas entre prateleiras no bistrô: vinhos a preço de importadora. E curso em setembro, para iniciantes.
A loja de vinhos que virou bistrô Lúcia Helena de Camargo
A
casa surgiu como opções diferentes, uma importadora incluindo um prato de de vinhos, carne e outro de peixe. passou a servir Um dia você come comidinhas, para cuscuz marroquino com acompanhar a salada verde na degustação das garrafas entrada, escalope de abertas ali. O nome era filé mignon com purê de Le Tire-Bouchon. Este mandioquinha e creme ano, tudo mudou. Agora brulê de sobremesa. No se chama La Régalade outro, Saint Pierre para Bistrô e Empório e principal e abacaxi. Cassoulet: feijão branco, pato, cordeiro, costelinha. serve almoço e jantar No salão com 80 de altíssima qualidade lugares, as mesas são a preços justos. civilizadamente O responsável pela distantes umas das cozinha é Lindomar outras, para preservar Bezerra, que iniciou a a privacidade dos carreira como ajudante comensais. Há Wi-fi no La Cocagne, gratuito. E o clima é de passando depois pelo bistrô francês, tanto que Cantaloup e Le Poème permite, como na Bistrô. O cardápio França, a entrada de mistura receitas das cães e gatos. E nada de culinárias francesa, fumaça na comida, italiana e brasileira. pois não possui área Cuscuz marroquino com camarões Para começar, escolha para fumantes. a entrada: quiche de alho-poró com salada Vinhos verde (R$ 19); polvo grelhado servido com A cultura do vinho é panzanella (pão, tomate preciosa ali, já que a e anchova) e feijão proprietária, Nina branco (R$ 34); e, Bastos, há 30 anos se entre outras, gateau de dedica ao assunto. As abobrinha (R$ 22) – garrafas são vendidas, lâminas de abobrinha para consumo à mesa, com queijo brie, azeite pelo preço da loja, igual de ervas e salada verde. ao da importadora. Você No prato principal, pode pedir opinião aos Petit gateau de limão siciliano pode ir bem confit de someliês ou escolher na canard (R$ 58), na prateleira. Até o fim sobrecoxa de pato cozido na sua deste mês, pais e filhos que expresso Santa Mônica e três gordura, com ragu de feijão jantarem juntos no La Régalade mini sobremesas. branco, linguiça curada e ervilha ganham 50% de desconto na Todos os sábados é servido o torta, ou guisado de coelho (R$ garrafa de 750 ml. Se você cassoulet, a feijoada francesa, 42), no qual o coelho é marinado preferir levar seu próprio vinho, a que leva feijão branco, pato, ao vinho branco por 24h depois rolha sai por R$ 30. cordeiro, costelinha defumada, guisado nos legumes, servido Em setembro a casa sedia um acompanhada de salada verde e com purê de batata. curso sobre vinhos em três arroz. Custa R$ 58 por pessoa. No menu infantil há cubos de módulos, ministrado aos frango grelhado com spaghetti sábados. Custará R$ 380. Executivo a R$ 34 alho e óleo (R$ 25) e estrogonofe "É destinado a quem quer (R$ 32), entre outros. aprender melhor como degustar Quem mora ou trabalha na Para sobremesa, as crianças um bom vinho, da importância região de Santa Cecília pode (os adultos também) vão adorar da geografia às boas aproveitar o menu executivo, o brigadeiro de colher (R$ 9). Há harmonizações", explica Nina. servido na hora do almoço (das ainda creme brulê de doce de 12h às 15h) de terça a sexta. leite (R$ 19); petit gateau de La Régalade. Rua Barão de Custa R$ 34 por pessoa e inclui limão siciliano (R$ 22); sorvetes Tatuí, 285. Santa Cecília. entrada, prato principal e La Basque de 140 ml (R$ 7) e café sobremesa. Todos os dias, ao Tel.: 3660-4510. gourmet (R$ 24), com café longo de cinco semanas, há www.laregalade.com.br
Novos bolinhos
T
rês sabores novos de bolinhos acabam de sair do forno da Wondercakes. O de Ovomaltine é feito com massa de baunilha e recebe recheio e cobertura de brigadeiro de Ovomaltine. É decorado com raspas de chocolate belga. O cupcake de pistache tem base de chocolate com recheio e cobertura de brigadeiro de pistache. Quem prefere sabores frutados pode ficar com o cupcake de amora: bolinho de baunilha com recheio de geleia de amora e cobertura de brigadeiro branco e amora fresca. Cada um sai por R$ 7,50. E os sabores marshmallow e brigadeiro de morango foram repaginados. O primeiro ganha cobertura rosa e com glíter. O segundo agora vem com raspas de chocolate callebaut. www.wondercakes.com.br
U
m grupo de abnegados vitivinicultores chilenos da região do Maule foi à luta para colocar seus vinhos da uva Carignan no mercado mundial. Para isso, criaram a Vigno (Vignadores de Carignan), que cuida da preservação e da qualidade de uma cepa intrinsecamente ligada à gente da terra e que garante sua promoção internacional. Reunidos em Nova York em junho, selecionados críticos e sommeliers degustaram algumas dezenas de rótulos. A avaliação geral é a de que a maioria desses produtores de vinhos varietais de Carignan está no caminho certo, produzindo bebidas de muito boa qualidade. Foram ouvidos elogios à equilibrada acidez e críticas ao excesso de madeira em algumas garrafas. A história da uva Carignan no Maule começa para valer em 1939, após o devastador terremoto no Chile, tremor que afetou principalmente a região de Chillán (uma área que hoje combina cenários agrícolas e pastoris com estações de esqui de muito charme). Depois da tragédia, que arrasou as plantações, viticultores locais, a conselho dos órgãos de agricultura, trataram de plantar a Carignan como tentativa de reerguer a viticultura da região. Tanto a Carignan que aportou no Chile no século XIX (era elegante ter cepas francesas em seu mapa) como a uva que "renasceu" após o terremoto nunca tinham aparecido nos rótulos chilenos como estrela. Isso acontece agora, 70 anos depois, com a Vigno. Doze viticultores (Bravado Wines, De Martino, Garage
Wine Co., Gillmorwe, Lomas de Cauquenes, Meli, Miguel Torres, Morandé, Odjfel, Undurraga, Valdivieso e Viña Roja) participam do projeto, que tem regras e delimitações bem definidas. Os vinhos da Vigno precisam ter 65% de Carignan, de videiras de mais de 30 anos, uvas colhidas na sua totalidade da área "secano", sem irrigação, mesmo aqueles 35% que comporão o blend. Os vinhos precisam ainda ter dois anos de guarda em barricas novas antes da sua comercialização.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)
www.vignadoresdecarignan.com/
Lindo e profundo Aquiles Rique Reis
A
voz de Amelia Rabello não tem similar. Seu timbre, tão sutil, é raro de encontrar; densamente afinados, seus graves e agudos encantam; divisões rítmicas límpidas, suingadas, brotam-lhe naturalmente; emoções fluem caudalosas, sem, entretanto, tolher a interpretação de quem as transluz. Mas outro predicado em especial faz de Amelia uma cantora diferenciada: o repertório! E é com uma seleção primorosa que ela nos chega com o CD A Delicadeza que Vem desses Sons (Acari Records). Para tocar os arranjos de Cristovão Bastos, Afonso Machado (bandolim), Ana Rabello Pinheiro (cavaquinho), Aquiles Moraes (flugel horn), Celsinho Silva (ritmo), Cristovão Bastos (piano e teclado), Glauber Seixas (violão), João Lyra, Julião Rabello Pinheiro (violão de sete cordas), Luciana Rabello (cavaquinho), Magno Júlio (ritmo), Marcelo Bernardes (clarinete, flauta), Everson Moraes (trombone), Marcus Thadeu dos Santos (ritmo) e Pedro Aune (contrabaixo). Santa Voz (Baden e Paulinho Pinheiro). Amelia e o violão iniciam. A delicadeza emoldura a beleza. Lindo início, prenúncio do que virá. Seu Ataulfo (Radamés e P. Pinheiro). Piano e tamborim iniciam o samba. Violão, cavaquinho balançam. Um belo solo de piano relembra mestre Radamés. Tempo Perdido (Ataulfo Alves). Samba em tom menor. A sessão rítmica se junta aos violões e a malemolência à melancolia. Pela Noite (Depois dos Arcos III) (Luiz Moura, Afonso Machado e P. Pinheiro). Choro-canção que relata as andanças de um boêmio solitário na Lapa antiga. Descuido (Julião Pinheiro e Paulinho Pinheiro). Letra com a marca do poeta. Valsa com a marca do filho do poeta, e só o seu sete cordas e a voz de Amelia... Tanta Despedida (Moacyr Luz). Violão, piano, baixo e cavaquinho desfilam a harmonia do belo samba composto em
homenagem a Amelia. O clarinete dá o molho. Chave da Porta (Luiz Moura e P. Pinheiro). Samba lento. O piano e o violão iniciam. O baixo marca. O intermezzo e o final cabem ao flugel. Só delicadezas. Velho Ninho (Cristovão Bastos e P. Pinheiro). O piano soa. O violão vem com ele. Chega o tamborim. A cuíca surge, também o surdo. O samba se forma. Estigma (Luciana Rabello e P. Pinheiro). Só piano e a voz de Amelia. A música é presente. A beleza é futuro. O passado é hoje... Versos, melodia, voz. Lindo! Velhos Chorões (Luciana Rabello e P. Pinheiro). Da letra saiu o verso que dá título ao CD. Como se numa varanda, choram cavaquinho, piano e violões...
Alma Vazia (Roque Ferreira). A introdução indica o belo samba que virá. Amelia canta com sobriedade. Os instrumentos acarinham a visão musical de Roque.Gota de Mágoa (Ana Rabello e P. Pinheiro). Pai e filha se juntaram para criar um samba pleno de carinho e cantado com recato. O trombone resume tudo. Com as Mãos Vazias (Pedro Amorim). É fecho com chave de ouro. Lindo, profundo, assim como tudo cantado por Amelia nesse seu formidável A Delicadeza que Vem desses Sons . PS: Foi-se Altamiro Carrilho... Meu Deus!
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
d
43
cultura
Aprendendo a comprar vinhos: internet? Carlos Celso Orcesi da Costa
J
á comparei nesta coluna as vantagens e desvantagens de comprar vinhos em supermercado ou loja especializada. Supermercados têm grande poder de compra: imaginem um Pão de Açúcar, Mufatto no Paraná ou Angeloni em Santa Catarina. Porém, se o mundo do vinho é oceano, a oferta dos supermercados médios é lagoa. Em geral concentram 50 rótulos básicos, dos portugueses de marca às santas argentinas e santos chilenos, sem esquecer o quinhãozinho do Diabo na casinha. Acontece que os supermercados sabem quais são os rótulos mais vendidos e agregam uma razoável mais valia em cima dos "vinhos que todos compram" (Chianti, Periquita, Dão, Malbec e qualquer coisa com Cabernet Sauvignon). Apenas quem tem dinheiro sobrando compra vinho em supermercado. Ou então fica atento a alguma liquidação depois que "ninguém comprou" a novidade. Afora o preço alto, o supermercado é emburrecedor. O consumidor não tem qualquer orientação, e então se acovarda na hora da escolha, repete o vinho que já provou, algum merlot nacional ou malbec argentino com a semelhança de
Garrafas virtuais na nova Loja Mistral JK que começam com "m". Embora existam milhares de rótulos e uvas a conhecer, o cidadão repete chardoné com peixe, merlô com frango e cabernê com carne. Aliás, sai de férias sempre para o mesmo lugar, Gramado ou Porto de Galinhas com medo de sair da concha.
Nada contra quem se sente bem no mesmo lugar, mas a vida é tão curta e com certeza há lugares e vinhos maravilhosos a descobrir. Tenha consciência de sua vida nos mínimos detalhes; conduza não seja conduzido! Por sua vez, a compra em loja especializada oferece
vantagens e riscos. Nelas o consumidor pode contar com a orientação do vendedor, mas o risco é ser influenciado. A recomendação básica é não ultrapassar a faixa de preço que pretende gastar. Deixe claro o seu limite e desconsidere a tentação daquele "francês em
oferta". Mais ou menos como no restaurante sob a influência do someliê, fique esperto para não gastar mais do que o previsto. Atenção para a inversão dos papéis: não seja você consumidor a querer agradar o vendedor! Receba orientação mas não se deixe intimidar. Use-o; não seja usado. Saiba que ele é mais ágil do que você em termos de "negociação". Uma boa dica é fixar desde logo a zona de barganha; se você pretende gastar na faixa de R$ 40 diga logo que procura algo em torno de R$ 30, para no máximo aceitar R$ 50 em caso de alguma "oferta imperdível". E por fim a sugestão: utilize a ferramenta da internet. Hoje, todas as boas importadoras – em ordem alfabética Cellar, Decanter, Expand, Grand Cru, Mistral, World Wine, Vinci, Vinea, Ville Du Vin, Zahil – têm páginas com direcionamento de países, regiões e faixas de preço, de modo que fica fácil pesquisar na
rede alguma novidade ou até ofertas do dia, algo que fique confortável em seu bolso, até porque – convenhamos – Abílio Diniz já é suficientemente rico. A enorme vantagem da web reside na possibilidade de pensar com calma. Na web você tem "informação" e "tempo". Ninguém estará te pressionando para comprar. Ressalvados alguns sites que não revelam o preço (p. ex. Adega Alentejana) e por isso afastam o interesse do consumidor, na internet é possível comparar preços e escolher com base nas informações que trazem, por exemplo país, região, tipo de uva, graduação alcoólica, estágio ou não em barrica, seleção de uvas, harmonização com comida, eventual pontuação de revistas especializadas etc. Há também lojas não importadoras que oferecem bons preços, algumas vezes inferiores aos do atacado, por exemplo o Rei do Whisky. O que você está esperando? Acesse a rede, selecione desta ou daquela página o que lhe parece melhor, compare com outros sites, sem a desvantagem de fechar negócio sob pressão. Navegue na web sem derrapar na maionese das máquinas de espremer consumidores como os Walmart e Carrefour da vida.
Tiago Mendes/Divulgação
Fadista brasileira, com certeza. Ciça Marinho lança CD na Casa de Portugal André Domingues
Com Ciça, a dureza da pronúncia portuguesa vem amolecida pela doçura tropical. O repertório incorpora ecos brasileiros do tradicional sentimentalismo lusitano.
Casa de Portugal/Divulgação
D
izer que, apesar de ter se enraizado e desenvolvido em Portugal, o fado nasceu no Brasil em fins do século XVIII não explica a formação de uma boa fadista brasileira em nossos dias. É raro o caso da paulistana Ciça Marinho, que lança neste domingo seu terceiro disco, Além Mar, Além de Mim, na Casa de Portugal. Sua opção artística é inesperada, em se considerando pouca presença neste lado do Atlântico da mais forte expressão musical portuguesa. Mesmo sabendo que Ciça vem de uma família portuguesa, vale frisar que não passou a vida subindo e descendo as vielas de Coimbra nem ouvindo fados nas casas do Bairro Alto lisboeta. Suas escolas principais foram a cantoria da família – onde "tudo terminava em música e comida", segundo ela – e os discos, sobretudo os da monumental Amália Rodrigues. O que há de mais interessante no trabalho de Ciça Marinho é a sólida ponte transatlântica que constrói. A dureza da pronúncia portuguesa vem amolecida pela doçura tropical, abrindo em vogais claras, sonoras, a sonoridade contida e truncada de lá. O repertório, por sua vez, persegue e incorpora ecos brasileiros do tradicional sentimentalismo lusitano. Não por acaso, Chico Buarque, um dos artistas brasileiros que mais se preocupou em estreitar laços com Portugal, é o autor que mais aparece, com Fado Tropical e Tanto Mar. Os maiores destaques, porém, ficam com as versões arrebatadas de Porto Solidão, antigo sucesso de Jessé, e Barco Fantasma, co-assinado por Ivan Lins e Victor Martins. Tirando um ou outro radical que diminui o seu estilo "abrasileirado" de cantar, Ciça Marinho vem tendo ótimos resultados em Portugal. "Como brasileira, é claro que não cheguei me intitulando uma fadista, mas fui chamada de. Isso é bom, né?", conta. Atestando essa receptividade, Ciça recebe na apresentação de domingo duas participações especiais de primeira grandeza: o respeitado Jorge Fernando, que
Participações especialíssimas: Fábia Rebordão, herdeira da estirpe nobre de Amália Rodrigues (de quem é prima-neta) e o respeitado Jorge Fernando, que ofereceu seu fado Manipulação para o CD de Ciça Marinho.
ofereceu seu fado Manipulação para o disco, também colaborando com voz e violão, e a cantora Fábia Rebordão, herdeira da estirpe nobre de Amália Rodrigues (de quem é prima-neta). A maior interrogação no caminho escolhido por Ciça é saber se morando no Brasil pode alçar grandes voos. Enquanto Portugal vem se renovando, na esteira do reconhecimento do fado como patrimônio imaterial da humanidade pela Unesco, o gênero, por aqui, continua praticamente restrito aos restaurantes típicos. Ela, contudo, vê melhoras significativas nos últimos tempos. "Quando eu comecei a cantar, tinha, ao todo, três casas com fado em São Paulo. Hoje, só eu canto em sete, entre outros lugares, e não tenho nenhum final de semana livre até fevereiro do ano que vem!", comemora. Ano de Portugal – Uma boa oportunidade para se reverter de vez essa história pode ser o Ano de Portugal no Brasil, organizado pelo governo português, que se inicia em 7 de setembro próximo e vai até o final de junho de 2013. A abrangência das ações, porém, ainda está envolta em mistério. Já foram anunciados eventos em Recife, Rio de Janeiro e Brasília, mas nada oficial em São Paulo. Fica, somente, a esperança de que o atual show de Ciça Marinho, oferecido pela Casa de Portugal como um aperitivo das festividades, não seja também a sobremesa.
Ciça Marinho Casa de Portugal – Biblioteca (Av. Liberdade, 602 – tel.: 32089338) Dia 26, às 16:30h Ingressos: grátis
ARTE, ARQUITETURA E URBANISMO NO DESIGN WEEKEND Até domingo (26), festival apresenta eventos por toda a cidade. Entre as atrações, exposição 7 artistas + 7 cadeiras e bate-papo com Gal Oppido. www.designweekend.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
44
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Fotos: Warner Bros/Divulgação
d
cultura
AO GLAM ROCK, COM HUMOR. Lúcia Helena de Camargo
T
om Cruise se joga no palco sem A moça segue o caminho que se apresenta camisa, guitarra em punho diante dos como possível: aceita um emprego de fãs enlouquecidos. O ator vive o astro dançarina num clube de striptease comandado do rock Stacee Jaxx, na superprodução Rock of por Justice (Mary J. Blidge). Muitas canções Ages - O Filme (Estados Unidos, 2012, 122 depois, talvez venha um final mais ou menos minutos), que estreia no Brasil nesta sexta (24). feliz, já que a mensagem que se quer passar é Talvez não tenha sido uma tarefa tão incomum sobre o amor ser capaz de vencer qualquer para quem fez a série de filmes Missão barreira e tornar tudo imensamente melhor. Impossível, na qual saltava de carros em Adaptado do musical de sucesso da movimento, escapava de explosões Broadway, Rock of Ages - O Filme é embalado fenomenais no último instante e chegou a por canções e clássicos do glam rock de Def escalar andares do prédio mais alto do mundo, Leppard, Poison, Whitesnake, Bon Jovi, em Dubai, na última sequência, Protocolo Foreigner, Joan Jett, REO Speedwagon, Night Fantasma. O ator, de 50 anos, divide as cenas Ranger, Pat Benatar, Twisted Sister e Journey, com Alec Baldwin, Julianne Hough, Diego que recentemente voltou à moda depois de Boneta e Catherine fartamente utilizado na Zeta-Jones, que série televisiva Glee. encarna a exuberante Sem coincidência, Patricia Whitmore. portanto: o diretor do O mote para tudo filme, Adam Shankman acabar em música e (que é também dança neste filme que coreográfo), já dirigiu se assemelha a uma alguns episódios de homenagem ao rock é Glee, em 2010 e 2011. contar a história de Ele fez outro musical Sherrie (Julianne no mesmo estilo, que Hough), jovem do combina boa música O casal romântico de Hollywood interior que chega a com humor, Hairspray Los Angeles sem nada saber sobre as Em Busca da Fama (2007), no qual John Travolta ameaças da cidade grande, inocente encarna a balofa e engraçada Edna Turnblad, diante das trapaças praticadas diariamente mãe da protagonista, Tracy Turnblad (Nikki em Hollywood. Ela se depara com um Blonsky). O diretor de fotografia, Bojan Bazell, cenário musical em ebulição, com muitas também atuou em Hairspray, assim como a bandas de rock. Fica ora maravilhada ora figurinista (indicada ao Oscar) Rita Ryack. assustada com os excessos da vida dos Com orçamento divulgado de US$ 75 grandes músicos. Em meio a tudo isso milhões (cerca de R$ 156 milhões), Rock conhece Drew (Diego Boneta, que faz sua of Ages - o Filme, que estreou nos Estados estreia no cinema), um talentoso aspirante Unidos em 15 de junho, arrecadou até a roqueiro. Mas nesse meio há o super seguro agora apenas US$ 38 milhões na bilheteria de si rock star Stacce Jaxx, que doméstica. Para salvar a produção do não está ali para facilitar a vida de ninguém, prejuízo, os distribuidores estão apostando muito menos de gente que tenta se colocar na venda de ingressos nos demais países entre ele e as luzes dos holofotes. nos quais estreia neste final de semana.
Animação: gato judeu na Argélia. E
xibido este mês no Festival de Cinema Judaico, agora estreia no circuito a animação O Gato do Rabino (Le Chat du Rabin, 2010, França, 90 minutos). Sutil, interessante, engraçado e entretenimento para crianças e adultos, o filme traz a história do gato que, depois de comer o papagaio da família, começa a falar. Ambientado na Argélia, o felino acompanha um grupo de viajantes, o rabino da história entre eles, em uma curiosa viagem, na qual aparecem tipos locais diversos, há oportunidade de ironizar velhos costumes de árabes e judeus. E lá pelo meio do caminho chegam a passar pelo belga TinTim, juntamente com seu cachorro Milú.
O diretor Joann Sfar baseou o roteiro na história em quadrinhos criada por ele. Com cinco livros publicados, as aventuras do gato já foram traduzidas para 15 idiomas e venderam mais de 900 mil exemplares. Sfar afirma que produções como Indiana Jones, Casablanca, Sin City e Persépolis serviram de inspiração para o desenho. Profissionais japoneses, europeus, norte americanos ajudaram Sfar a dar à animação o tom étnico. O Gato do Rabino é o segundo trabalho de Joann Sfar como diretor. Com seu primeiro trabalho, Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres, sobre Serge Gainsbourg, ele recebeu o prêmio César de diretor estreante no ano passado. (LHC)
Imovision/Divulgação
O tri do Tricolor chega às telas
Imagem Filmes/Divulgação
S
Martha (Elizabeth Olsen): reforma macabra na casa de praia.
Medo e agonia. Em uma só tomada. P ara quem gosta do gênero terror, o filme A Casa Silenciosa (Silent House, EUA, 2012, 88 minutos) irá agradar. Agora, para os medrosos de plantão, é melhor ir se preparando para agonizar em tempo real junto à personagem Martha (Elizabeth Olsen), seu pai (Adam Trese) e seu tio (Eric Sheffer Stevens). Refilmagem hollywoodiana do uruguaio A Casa (La casa Muda, 2010) de Gustavo Hernan-
O Gato do Rabino: até o belga TinTim é encontrado na viagem.
No alto, Tom Cruise: astro do rock. Catherine Zeta-Jones, líder do grupo de dança: conflitos resolvidos com canto e dança.
ão-paulinos podem reservar seu ingresso. Chega aos cinemas o documentário Soberano 2 – A Heroica Conquista do Mundial de 2005, sobre a campanha do São Paulo Futebol Clube rumo ao terceiro mundial conquistado no Japão. A equipe voltou para a casa com o título do Campeonato Mundial Interclubes FIFA 2005. O filme exibe a trajetória do Tricolor mostrando imagens das partidas e entrevistas com membros da equipe que participaram da conquista, além de torcedores do São Paulo e do Liverpool, vencido na final pelo Tricolor por 1 a 0, com gol de Mineiro. Os depoimentos de torcedores são emocionados. Foram
coletados através de um primeiro contato via internet. Antes de rodar o documentário, a produção manteve um convit e , n o s i t e w w w . s o b e r an o 2 .c o m . b r , para que fossem deixados depoimentos. Os torcedores que contaram as melhores histórias foram chamados para gravar os depoimentos inseridos no filme. De acordo com Júlio Casares, vice-presidente de comunicação e marketing do São Paulo, o documentário surgiu em razão de um desejo do clube de registrar seu tricampeonato mundial. Com direção e roteiro de Carlos Nader e Maurício Arruda, o filme tem trilha sonora do cantor e compositor Nando Reis. (LHC)
Divulgação
dez, é exibida como se fosse uma única tomada de 88 minutos, sem edição ou cortes. Conta com a direção de Chris Kentis e Laura Lau, da produção Mar Aberto (Open Water, 2003). Na história, uma família resolve fazer uma reforma em sua casa de praia – abandonada há tempos. Daí para frente podese garantir angústia e muito medo. Mas piora: o filme é baseado em fatos reais. (AB)
O goleiro Rogério Ceni: um dos protagonistas.
ÓPERA CREPÚSCULO DOS DEUSES: ÚLTIMA APRESENTAÇÃO. Obra de Richard Wagner encerra temporada no Teatro Municipal. Sábado (25). 16h. Praça Ramos de Azevedo, s/nº. Centro. Tel.: 3397-0327. R$ 40 a R$ 100.