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Diário do Comércio - 24/08/2011

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São Paulo, quarta-feira, 24 de agosto de 2011

R$ 1,40

É isso mesmo. Os sem-terra ocuparam o Ministério da Fazenda por 7 horas – até que fosse agendado para hoje encontro com o secretáriogeral da Presidência. Para acompanhar, invadiram sede do Incra no Recife, duas fazendas... Pág. 7

Conclusão: 23h50

Ano 87 - Nº 23.443

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

. T S M o d w o h s o : A Fazenda

Sérgio Lima/Folhapress

E resta ainda a voz de Kadafi

Mahmud Turkia/AFP

A fortaleza de Kadafi caiu, seu busto de bronze, pisado (foto), mas sua voz trovejou na TV: "Vitória ou Morte!" Sob o fantasma do ditador está inacabada a guerra dos rebeldes, mesmo que o povo se vista com a bandeira da nova Líbia e dance nas ruas. O Brasil vai esperar a ONU para reconhecer o novo governo líbio. Páginas 11, 13 e 14

Sergey Ponomarev/AP

Sem limite para os jatinhos Depois de Wagner Rossi e José Sarney, agora é o ministro Paulo Bernardo quem tem de explicar o uso de aviões particulares: "Peguei carona". E não se lembra dos prefixos. Os de campanha, "paguei tudo", defende-se. Página 6 Mandel Ngan/AFP

HOJE Nublado Máxima 19º C. Mínima 13º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 26º C. Mínima 14º C. ISSN 1679-2688

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9 771679 268008

Tremor causa mais fobia que estragos O topo da torre da Catedral de Washington caiu (esq.), esvaziaram-se o Pentágono, a Casa Branca e prédios, silenciaram os celulares, a costa leste dos EUA parou: terremoto de 5.8 revolveu lembranças de 11/9. Pág. 15

Vasp: a sucata é o limite. Luiz Prado/LUZ

Jason Reed/Reuters

Nove aviões da falida companhia, parados há sete anos em Congonhas, começam a ser desmontados. Peças vão a leilão. Pág. 16


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A manobra oficial pode ser tentar esquecer a PEC, com riscos de desagradar até aos seus aliados. José Márcio Mendonça

pinião

NO MUNDO DAS COISAS REAIS Celso Júnior/AE

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stá marcado para as próximas semanas um embate no Congresso que vai agitar a forças governistas e – apesar de todos os afagos do governo a seus aliados – deve levar novas dores de cabeça à presidente Dilma Rousseff, contrapor as forças governistas e até colocar em choque a Câmara e o Senado. Não é pouca confusão para quem ainda nem bem saiu da crise de estripulias nos ministérios dos Transportes, do Turismo, da Agricultura e da Casa Civil. Trata-se da votação, na Câmara, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada pelos senadores na semana passada, e que altera as regras para edição de votação das Medidas Provisórias. O projeto é do senador José Sarney, emendado pelo senador Aécio Neves, e contou com amplo apoio dos senadores, inclusive os governistas. Nem o governo nem a maioria dos deputados querem essas mudanças. Para o governo, a situação atual é mais do que cômoda: ele legisla praticamente sobre qualquer assunto, quando e como quer, fazendo apenas concessões aos parlamentares para que eles não criem problemas. Para os deputados, o quadro atual também é cômodo, porque somente eles negociam com o governo, fazendo o toma lá dá cá. Quando a MP chega ao Senado, já está nos estertores, restando aos senadores apenas chiar e votar. A proposta inicial de Sarney era tão somente dividir mais equanimemente o tempo de 180 dias de tramitação das MPs no Legislativo, para que os senadores pudessem também discutir e negociar as propostas, sem se tornarem apenas carimbadores da vontade do governo e dos acertos na Câmara. Aécio, senador de primeira mão e disposto, por razões óbvias, a marcar presença na cena política – e não apenas como candidato a candidato à Presidência da República – deu um passo adiante. Ele decidiu fazer valer, também, a norma constitucional que diz que o governo somente pode editar Medidas Provisórias em caso de urgência e relevância. Foi fundo – o governo, como diz o samba, pulou

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA de toda a campanha contrária da opinião pública, e só foi derrubada pelos senadores. E a Câmara, como diz indiretamente o seu presidente, Marco Maia, não abre mão do seu "direito" de discutir as MPs por quanto tempo for possível.

miudinho – e então acertou-se um projeto de compromisso. De compromisso com os senadores. Ficou a divisão melhor do tempo entre Câmara e Senado e amenizaram-se os entraves de Aécio: as MPs continuam entrando em vigor imediatamente e terão sua urgência e relevância analisadas nas Comissões de Constituição e Justiça, em dez dias. Aécio queria que elas só valessem a partir da análise de uma comissão especial de deputados e senadores.

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senador mineiro amarrou também os parlamentares e o próprio governo ao proibir o chamado "contrabando" em MPs – a inclusão, no texto, de assuntos completamente alheios ao objetivo principal da proposta. Os congressista apro-

veitavam as propostas, nas quais o governo tem empenho, para passar coisas de seu interesse e que teriam dificuldade em passar em outras circunstâncias. O governo, por seu lado, na fase final de tramitação da MP, também se utilizava do mesmo expediente para empurrar coisas de sua vontade, sem chances de discussão. Enxertos desse tipo já foram apresentados até em plenário, momentos antes da votação final pelos deputados. O governo, discretamente, quer ver se derruba as inovações de Aécio. Não ficaria infeliz também se a proposta de Sarney cair. É mais fácil fazer acertos na Câmara do que no Senado – pois o Senado, por incrível que pareça, é sempre mais crítico. Basta lembrar que a CPMF, por exemplo, passou na Câmara, apesar

UM DIA PARA SE O

merecesse divulgação por parte do governo municipal. O nome do projeto foi inspirado no termo "orgulho gay", um conceito amplamente divulgado por movimentos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais para alavancar a autoestima desses grupos e estimular a mobilização na busca por direitos constitucionais. Um movimento que em maio deste ano obteve vitória expressiva, quando

o Supremo Tribunal Federal reconheceu, por unanimidade, a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Atualmente, existem no Brasil 60 mil casais, de acordo com o Censo de 2010. Entre os direitos adquiridos estão a união estável, equiparação ao regime de comunhão parcial de bens, pensão alimentícia, meação dos bens adquiridos em caso de separação ou morte, inclusão como dependente em planos de saúde e em clubes associativos, e pensão previdenciária.

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prefeito levou mais de dez dias para pensar no assunto e parece ter ouvido a voz do bom senso. Para respaldar sua decisão, teve de explicar o óbvio. Em uma sociedade democrática como a nossa, as chamadas minorias – grupos que historicamente têm menos representatividade social, como os homossexuais, grupos étnicos como os negros e os índios e, embora com grandes avanços nos últimos tempos, as mulheres – lutam por garantir seus direitos. Isso faz parte da evolução da sociedade e as leis acompanham essa evolução. Alguém precisa avisar os vereadores da cidade de São Paulo que os homens heterossexuais fazem parte da

maioria. Isso significa que eles têm todos os seus direitos garantidos desde que o mundo é mundo. Aliás, com relação à sociedade criada a partir dos padrões heterossexuais, cabe perguntar: orgulho do quê?

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m dos argumentos do vereador Carlos Apolinário que constam no texto do projeto é o fato de os gays terem o costume ou a insensatez – pela lógica do vereador – de se beijarem publicamente. Segundo ele, os homossexuais "deveriam ter um comportamento adequado à nossa sociedade e deixar os beijos e afetos para os lugares reservados ou suas casas". Em geral, as pessoas – e me incluo entre elas – não gostam de demonstrações de afeto exageradas em público, seja de que tipo for essa relação e, nisso, o vereador está correto. Mas ao citar o ambiente íntimo e doméstico como lugar destinado ao afeto, o próprio vereador traz à tona o fato de que muitos heterossexuais fazem mais do que carinho e sexo entre quatro paredes. Estão aí os cinco anos da Lei 11340, criada em 5 de agosto de 2006 e batizada de Maria da Penha, para explicar a que tipo de prática me refiro. Para quem não se lembra, essa lei foi criada para tentar coibir a violência sofrida pelas mulheres,

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

IVONE ZEGER

ORGULHAR DE QUÊ? prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou o projeto de lei instituindo o Dia do Orgulho Heterossexual, aprovado recentemente pela Câmara Municipal. De autoria do vereador Carlos Apolinário, a ideia era celebrar a data no terceiro domingo de dezembro, constando, inclusive, do calendário oficial da capital paulista, com todas as garantias para que o evento

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Aécio e Sarney: uma PEC que pode causar incômodo ao governo e à maioria dos deputados.

as o governo pode esbarrar, nessas suas pretensões, em uma certa insatisfação que já se registra no Congresso, até entre os aliados, com o domínio que o Executivo tem sobre o Legislativo, cuja pauta é dominada pelo Palácio do Planalto. Mesmo aqueles deputados que defendem que a Câmara tenha mais tempo para votar já dão sinais de que podem ceder para recuperar um pouco as prerrogativas do Legislativo. A manobra oficial pode ser tentar esquecer a PEC, com riscos de desagradar até aos aliados, a começar com Sarney, no Senado. Brigas partidárias e picuinhas à parte, para a democracia brasileira a proposta da PEC das Medidas Provisórias, se não é a ideal, é um avanço. Não há democracia para valer quando as leis que interferem na vida dos cidadãos não passam, de fato, pelo crivo dos representantes populares.

especialmente em casa e por seus cônjuges – a maioria heterossexuais, pressupõe-se – e tem esse nome como homenagem à farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes. Depois de uma tentativa de homicídio a tiros, feita pelo marido, um professor universitário, Maria da Penha ficou paraplégica. Ele acobertou o crime alegando que os disparos foram cometidos por outra pessoa. De volta ao lar, Maria da Penha foi mantida presa, sofreu mais agressões e outra tentativa de homicídio, desta vez por eletrocução. Com a ajuda da família, conseguiu sair de casa e levar as três filhas. O marido foi condenado a dez anos de prisão, mas cumpriu só dois anos e meio. Diante do absurdo, Maria da Penha obstinou-se a mostrar à sociedade e aos juristas o perigo que muitas mulheres correm dentro de suas próprias casas.

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m abril de 2006, foi criada a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o País por meio do número 180. De lá para cá, foram registrados mais de 2 milhões de atendimentos. Certamente a lei ajudou, mas a vulnerabilidade das mulheres no ambiente doméstico ainda prevalece. O Anuário das Mulheres Brasileiras

2011, realizado pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – aponta que em 2009, na região Sudeste, 40,6% das agressões contra mulheres ocorreram dentro da própria residência. Das agressões sofridas por mulheres, 22,45% foram praticadas por cônjuges ou ex-cônjuges. Isso faz com que o ambiente doméstico, onde afeto e zelo deveriam reinar, seja considerado três vezes mais perigoso para as mulheres do que para os homens. Outro dado, este da Fundação Perseu Abramo: no Brasil, a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas. Ou seja, diariamente 3.600 mulheres sofrem agressão –e a maioria desses episódios acontece no ambiente doméstico. Certamente, todos sairiam ganhando se, em vez de se preocuparem com as demonstrações de afeto dos homossexuais, os vereadores se preocupassem em minorar os efeitos dramáticos dos desafetos dos heterossexuais. Pelo menos, eles teriam mais o que fazer. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E

SUCESSÃO, AUTORA DE"HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" WWW.IVONEZEGER.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

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COMO O GOOGLE CONSEGUE CRESCER UTILIZANDO MÉTODOS HETERODOXOS.

pinião

Livro sobre o Google fornece informações para entender de que modo uma empresa pode chegar ao sucesso sem o rigor e a hierarquia da organização tradicional, aquela recomendada pela ciência da administração

CLÁUDIO SLAVIERO

POVO SEM ESPERANÇA É UM POVO MORTO "Não são os políticos que estão a serviço do povo, e sim o povo é que está a serviço dos políticos" Javier Sádaba, filósofo espanhol

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APOSTA NO NOVO

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mbora pareça ser uma empresa de software que se especializou em buscas na internet (e passou a ganhar dinheiro com anúncios associados a elas), o Google está, há bastante tempo, envolvido com a fabricação de equipamentos. Um deles, o Search Appliance, é um servidor de buscas que pode ser instalado numa empresa qualquer para indexar e localizar documentos na companhia inteira. Mas há muito mais coisas. A gigantesca operação de busca de documentos na internet já obrigou os técnicos do Google a desenvolver uma porção de outros equipamentos para resolver problemas que vão da velocidade de processamento até o aquecimento dos computadores - questões que têm relação direta com o tempo de resposta das buscas e com o consumo de energia elétrica. Por causa disso, não foi exatamente uma surpresa quando, bem no meio de agosto deste ano, Larry Page, presidente da companhia, anunciou que o Conselho de Administração do Google autorizou a compra da divisão de dispositivos móveis da Motorola. Embora tenha sido pioneira em telefonia móvel, a Motorola perdeu bastante espaço no mercado durante os últimos anos e não estava mesmo muito bem. Ainda que domine todo o processo de fabricação e a eletrônica que faz dos celulares dispositivos magníficos, seu marketing (e o de muitos outros fabricantes) não conseguiu acompanhar a ousadia e as inovações da Apple comandada por Steve Jobs. Como o Google já havia investido no desenvolvimento do sistema operacional Android para celulares, ninguém acha muito surpreendente que ele revele a intenção de investir na fabricação desses equipamentos.

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jornalista Douglas Edwards é uma das pessoas que sabia disso muito bem. Ele foi um dos primeiros funcionários da empresa – na verdade, o de número 59 – e é o autor do livro I'm Feeling Lucky: The Confessions of Google Employee

PAULO BRITO Number 59 (em português, "Acho que estou com sorte: confissões do empregado número 59 da Google", editora Houghton Mifflin Harcourt, 432 páginas). A obra de Edwards, primeiro diretor de marketing contratado pela dupla Larry Page e Sergei Brin, tem a intenção de esclarecer de que modo o Google tem chegado a resultados espantosos sem a organização rigorosa da GM, por exemplo, e com executivos cuja idade média mal alcança os 30 anos.

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uitos livros já foram escritos sobre o assunto, mas este é o primeiro escrito por um ex-funcionário, que entrou na companhia em 1999, quando ela contava apenas 58 empregados. Quando Edwards saiu, o Google já tinha dezenas de milhares de funcionários. Os fundadores, Larry Page e Sergey Brin, tinham uma visão clara do que queriam para a em-

presa, mas nem sempre conseguiam comunicá-la a todos os que precisavam saber disso. Ao mesmo tempo, recusavam-se a aceitar decisões baseadas em bom senso. Preferiam sempre experimentar qualquer novidade e descobrir se funcionava ou não.

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oi o que aconteceu com o display que havia no saguão da empresa, mostrando o tempo todo assuntos que estavam sendo buscados no Google. Um dia, Page decidiu que não seria precisomais ter um moderador para verificar com antecedência o que o display iria exibir. Não demorou muito a mudar de idéia: as buscas por temas pornográficos começaram a aparecer com enorme frequência na tela. O que se pode tirar de um livro como esse são informações para entender de que modo uma empresa pode chegar ao sucesso sem o rigor e a hierarquia da or-

Douglas Edwards foi um dos primeiros funcionários do Google, na verdade, o de número 59, e acompanhou a evolução da empresa e seus métodos pouco ortodoxos de administração.

ganização tradicional, aquela recomendada pela ciência da administração. Isso, de fato, era a última coisa que Brin e Page queriam. E a Edwards, encarregado do desenvolvimento da marca, pediram que esquecesse tudo o que sabia sobre marketing e começasse do zero.

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arte do sucesso do Google se deve justamente a essa possibilidade de pesquisar novamente soluções que já eram conhecidas, e tentar sempre chegar a novos resultados, utilizando caminhos diferentes dos habituais. Recentemente, Edwards conversou com um amigo que continua na companhia. Este poderia facilmente se aposentar agora e passar o resto de sua vida viajando pelo mundo num iate, mas não pretende fazer isso por duas razõe: "Uma delas é que ele está interessado em tecnologia e não há nenhuma empresa que tenha as ferramentas e os conjuntos de dados do Google. E a outra razão é que ele tem medo de sair. O Google é o único emprego que teve. Se sair de lá, ele não tem certeza sobre o que irá fazer." Durante o tempo em que permaneceu na empresa, Edward pôde participar da criação dos recursos mais importantes do Google, como o Gmail, e também das discussões em torno de aspectos importantes, como a privacidade dos usuários. Uma das mais difíceis, segundo ele, aconteceu em torno da inserção de anúncios relacionados aos e-mails contidos nas caixas postais de cada um. Todos da equipe de tecnologia– e também os principais executivos do Google – asseguravam que ninguém estava lendo os e-mails para inserir anúncios, o que era a mais pura verdade. Mas Edwards precisou obter a opinião de jornalistas e outros formadores de opinião para provar que, mesmo não lendo a correspondência, o Google daria, sim, essa impressão, caso inserisse anúncios relacionados às palavras contidas nos emails. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

a sociedade brasileira, há uma banalização da impunidade que é extremamente perigosa, paralela à insensibilidade geral para a manifestação popular ou mesmo de entidades, de associações, de sindicatos etc. contra os detentores do poder. O estilo benevolente com que o brasileiro trata a situação atual nos faz desconfiar de que tudo realmente não tem jeito. Seria a formação do caráter nacional, justificativa sempre à mão de sociólogos e outros acadêmicos para explicar nossa extrema boa vontade com a classe política, com o meio jurídico, com o nosso dia a dia? Ou então, onde estão os "caras-pintadas" que expulsaram Collor da Presidência? Estão satisfeitos com os quilos de casos de corrupção denunciados diariamente pela mídia? Onde estão os empresários de federações e entidades, especialmente as de âmbito nacional? Satisfeitos com a quantidade de impostos que seguem às mãos do governo, o qual pouco ou quase nada devolve em termos de infraestrutura portos, aeroportos, rodovias, além de hospitais, casas ou escolas? Onde estão as organizações de classe, os movimentos sociais, sindicalistas, entidades universitárias etc.? Satisfeitos com a política econômica e social do País, além da distribuição de bolsas escola, bolsa esmola etc.? Estamos felizes ou nos contentamos com a situação? O que vemos é a marcha da maconha, a parada gay, a marcha das vadias, o movimento para que o chocolate kit kat volte a ser vendido no país, um outro para que a lambada seja transformada em dança nacional, a marcha dos skatistas e por ai afora. São movimentos que, aliás, merecem respeito. Mas paramos por aqui?

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or um lado, é fácil de se entender o imobilismo de certas entidades, como as ligadas aos universitários (cito a UNE) e aos movimentos sociais (caso das centrais sindicais), entre outras. Sabemos que estão silenciosas porque recebem vultosas somas do governo federal e a ele estão atreladas. O mesmo ocorre com algumas ONG's, que, ao receber e calar, endossam toda a lama de corrupção que assola o País. O brasileiro parece desiludido, insensível, passivo, parado, inerte diante de tanta impunidade – imunidade parlamentar, imoralidade, lentidão e ineficiência jurídica. Afinal, há motivos de sobra para a manifestação diária de contrariedade ao que está ocorrendo e o que vemos são esparsos litígios entre os próprios políticos, que, disputando ou não o poder, protegem seus interesses, não ligando para o fato de que o bem maior é a proteção da população. A presidente da República,

Como explicar o comodismo que se abateu sobre a sociedade brasileira? Desde o início do ano, seis governos na Europa já caíram de joelhos diante das urnas.

Dilma Roussef, faz uma espécie de varredura, tirando quase 20 corruptos de um só ministério, e o que acontece? Do ponto de vista da Justiça, nada! Ninguém, juridicamente, é culpado de cada e nem pagará nada! Do ponto de vista político, o ex-presidente Lula diz que é preciso por "panos-quentes" na corrupção, quando se trata da base aliada. Aliás, Lula, quando presidente, ridicularizou a ética e banalizou a corrupção de tal maneira que hoje todos acham que tudo é normal.

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ue exemplo deu à sociedade o STF, quando liberou o ex-terrorista e criminoso italiano Césare Battisti? Que exemplo dá o Congresso Nacional, aceitando como componentes de seus conselhos de ética políticos como Collor, José Sarney, Renan Calheiros, Gim Argello e Romero Jucá, entre outros? E, entre nós, que exemplo dão os deputados estaduais, empregando dezenas de parentes em seus gabinetes, recebendo diárias sem trabalhar, confeccionando diários secretos, montando dossiês inescrupulosos

contra seus opositores? Como explicar o comodismo que se abateu sobre a sociedade brasileira nos últimos anos? Desde o inicio deste ano, vimos na Europa seis governos caírem de joelhos diante das urnas, numa manifestação de desgosto generalizado e sentimento de desilusão embalada pelos efeitos da crise econômica e corrupção que engole empregos, afunda padrões de vida e obscurece esperanças. A decepção dos eleitores com seus representantes e com o próprio sistema , com cada vez menos diferenças entre as plataformas da direita ou da esquerda parece validar uma postura de que "são todos a mesma porcaria e não nos representam". O brasileiro está desiludido, sem esperanças ou muito mal informado? Qualquer uma dessas hipóteses é mortal. EMPRESÁRIO, EX-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ, AUTOR DO LIVRO "A VERGONHA NOSSA DE CADA DIA"


DIà RIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

24 de agosto

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ĂŁo Bartolomeu nasceu em CanaĂŁ, na Galileia, na pequena aldeia onde, segundo a BĂ­blia, Jesus transformou ĂĄgua em vinho. Um dos 12 apĂłstolos, conviveu com Jesus e mais tarde foi evangelizador na Ă?ndia. Na ArmĂŞnia, teria conseguido SĂŁo Bartolomeu a conversĂŁo do rei PolĂ­mio.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

5 CIVIL Ministro Pedro Novais diz no Senado que a culpa é do passado

olítica

Novais fala que fica. Mas nem o PMDB apoia

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ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB-MA), está com os dias contados no cargo se a sua permanência depender apenas do apoio da bancada do seu partido. Para parte desses integrantes, ele está "politicamente morto". Para piorar, o depoimento que ele prestou ontem, no Senado, foi contraditório e, a exemplo do que já havia ocorrido na Câmara, na seNão pretendo ter mana passada, não informou a vaidade de dizer os motivos que o levaram a manter o então secretárioque tenho a executivo Frederico Silva unanimidade, Costa e outros gestores no ficarei feliz em ministério, mesmo depois de me contentar ser informado pelo Tribunal com a maioria. de Contas da União (TCU) sobre irregularidades no PEDRO NOVAIS convênio com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), organização não-governamental do Amapá que encabeçava o esquema que originou a Operação Voucher da Polícia Federal, na qual 38 pessoas foram presas, inclusive a cúpula mantida pelo ministro Pedro Novais. Bomba – Na avaliação dos deputados do PMDB, o ministro trouxe mais desgaste para o partido ao defender o ex-secretário-executivo. Na Câmara, confirmou que Fred, como era chamado no ministério, foi uma indicação sua. "Ele tirou um problema do colo do PT e pôs no do PMDB", reclamou um dos 15 deputados que participou, ontem à noite, do jantar oferecido pelo partido à presidente Dilma Rousseff no Palácio do Jaburu, residência oficial do vicepresidente Michel Temer. No encontro, parte do partido pediu a saída do ministro do Turismo. No início da noite, Novais voltou a reiterar que não deixará a pasta até porque tem o apoio de seus colegas do PMDB. Sobre os rumores da sua saída, afirmou que tem lido sobre os insatisfeitos na bancada quanto ao seu desempenho, mas garantiu: "Até gostaria, mas não pretendo ter a vaidade de dizer que tenho a unanimidade, por isso fico feliz em me contentar com a maioria". Processos – No Senado, Novais afirmou que os valores de convênios cancelados somam R$ 35,3 milhões, além da devolução aos cofres públicos de R$ 15,8 milhões que haviam sido indevidamente pagos. O ministro disse ainda que está sendo parcelado o pagamento de outros R$ 3,7 milhões. O ministro contou também que, este ano, cerca de 300 pro-

Alan Marqu

es/Folhapr

ess

MILITAR General nomeado para o Dnit defende que a gestão seja pública

Em seu segundo depoimento no Congresso, ministro do Turismo não esclarece questões cruciais, como a nomeação de Frederico Silva Costa, o número 2 preso na Operação Voucher, e acusa as gestões passadas pelas irregularidades. Apesar de alegar que tem apoio para ficar, ninguém aposta mais nele. cessos de tomada de conta especial foram instaurados. Tais processos são usados como instrumento para ressarcimento de eventuais prejuízos causados à administração pública. "Aproximadamente um terço desses processos instaurados é referente a convênios com entidades privadas". Eu fiz – A maior parte de sua exposição foi usada para discorrer sobre o que fez nos primeiros oito meses à Ele tirou um frente do cargo. Novais citou o treinamento de pesproblema do colo soas e a nova classificação do PT e pôs no dos hotéis, além de enumedo PMDB. rar mudanças administrativas. Quando era lembraDE UM DEPUTADO DO PMDB do da Operação Voucher, EXPLICANDO A CONSEQUÊNCIA DE procurava ressaltar as proASSUMIR A NOMEAÇÃO DE vidências tomadas para FRANCISCO SILVA COSTA EM tornar mais rígida a prestaDEPOIMENTO NA CÂMARA ção de contas e citou uma frase atribuída a um dos integrantes do Conselho Nacional de Turismo. "O turismo brasileiro é maior que erros ou equívocos administrativos". Sobre o Ibrasi repetiu o que havia dito na Câmara, na semana passada. Eu nego – Ele negou qualquer conhecimento das investigações. Disse somente que "casos importantes" são levados para o seu conhecimento. De acordo com Novais, documentos do TCU e da PF pedindo informações sobre o caso foram levados diretamente para o órgão de controle interno na pasta e eram referentes a outros processos e não aos que resultaram na ação da PF. Eles erraram – O ministro procurou ainda jogar a responsabilidade pelas irregularidades nas gestões passadas. Antes dele, o ministério foi ocupado por Marta Suplicy e Luiz Barretto Filho, ligados ao PT. Disse também que encontrou a pasta com a sua estrutura desatualizada e que "não correspondia à realidade". O depoimento do ministro durou quase três horas e ele foi pouco questionado pela oposição sobre as denúncias de irregularidades na sua pasta. Apenas o PSol esboçou uma reação, por intermédio do deputado federal Chico Alencar (RJ), que encaminhou pedido ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para que Novais seja processado por crime de responsabilidade. O ministro não respondeu à solicitação sobre os diversos convênios firmados pela pasta. Maia ficou de analisar o pedido. Já a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) defendeu Novais e disse que a permanência dele "está dada". Não disse até quando. (Agências)

General assume Dnit e reconhece irregularidades O novo diretor-geral da autarquia admite que pode haver problemas em potencial, já que há R$ 14 bilhões em contratos assinados neste ano sem critérios

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general Jorge Ernesto nharia. "É preciso elevar o níPinto Fraxe, novo di- vel de maturidade em admiretor-geral do Depar- nistração de projetos", reafirtamento Nacional de Infraes- mou Freitas, auditor indicado trutura de Transportes (Dnit), para o cargo pela Controladoreconheceu ontem que a autar- ria-Geral da União (CGU). quia ainda pode conter irreguAd iti vo s – Embora tenha laridades. defendido o uso de aditivos de "Deve ter muito problema preço, mecanismo que eleva o em potencial. Estamos falando valor de obras e serviços em em R$ 14 bilhões contratados andamento, Freitas reconheem obras com base em que pro- ceu que eles devem ter seu uso jetos? Eu não diminuído. sei", disse, du"O aditivo rante sabatina não pode ser o no Senado, ao demônio. Estamos falando c i t a r o o rç aMas à medida em R$ 14 bilhões mento do Dnit que tivermos previsto para melhores contratados projetos, vaeste ano. em obras, com "Nós precim o s t e r m ebase em que nos necessisamos reavaprojetos? dade de aditiliar a sua orgaEu não sei. nização, danvos". Os senadodo ao Dnit JORGE ERNESTO PINTO FRAXE res que partiuma estrutura compatível ciparam da com a sua missão". audiência reforçaram o pedido Fraxe foi nomeado pela pre- para que a nomeação de supesidente Dilma Rousseff após rintendentes do Dnit e dos deuma série de acusações de cor- mais servidores não ocorra por ru p ç ã o n o m i n i s t é r i o d o s indicação política, mas pela Transportes e nos órgãos liga- qualificação técnica. dos à pasta. Ao todo, 28 serviO debate foi acompanhado dores foram afastados, in- pelo senador Blairo Maggi cluindo o então ministro Alfre- (PR-MT), responsável pela indo Nascimento e o diretor do dicação do afastado Pagot. Dnit, Luiz Antonio Pagot. Exército – Fraxe também deRasteiro – Indicado para a fendeu uma redução da partidiretoria-executiva do Dnit, cipação do Exército em obras Tarcísio Gomes de Freitas afir- no País. "O Exército não é uma mou que a autarquia está "no empreiteira", justificou o milinível mais baixo na gestão de tar. 'Vamos diminuir o seu enprojetos". Também para ele, o volvimento em obras públicas Dnit deve passar por uma rees- a um tamanho mínimo e necestruturação, por uma reenge- sário que assegure o adestra-

Sergio Lima/Folhapress

de confiança" significa que os líderes desta Casa acreditam no seu Exército. Fraxe afirmou ainda que pretende dar mais transparência às decisões colegiadas da autarquia. "Nós não podemos fazer nada escondido, a gestão é pública", afirmou o general. O Dnit tem um rito para aprovar modificações de obras. Tem uma análise técnica, uma outra jurídica e só depois vai para o colegiado. "Todas as decisões serão públicas", reafirmou. Superintendentes – Sobre o perfil dos superintendentes,

Fraxe reconheceu que haverá indicações políticas, porém, acrescentou que também vai cobrar um perfil técnico. Mas o general evitou tratar, neste momento, sobre o assunto, já que muitos deles estão de saída. "Seria leviano falar", argumentou ele. "A negociação política precisa acontecer, afinal nós vivemos num país democrático", disse. "Mas nós temos que buscar conciliar indicação política e o perfil de líder que nós buscamos, e que é desejável como gestor na ponta da linha". (Folhapress)

Procuradoria investiga convênios com a Abetar

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General Fraxe diz que vai reduzir a participação do Exército em obras.

mento que a nação cobra das suas Forças Armadas. Não é missão do Exército, e jamais foi, competir com o mercado". Segundo ele, o Exército participa hoje de cerca de 50 empreendimentos. Na sua visão, os militares devem dar prioridade a obras em áreas mais

afastadas e de longo prazo. Aprovados – Os nomes de Fraxe e de Freitas foram aprovados por unanimidade pela Comissão de Infraestrutura do Senado, com 18 votos favoráveis e nenhum contra. Emocionado com o resultado, Fraxe disse que "esse voto

Ministério Público Federal (MPF) está investigando 15 convênio assinados pelo Ministério do Turismo com a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar), entre 2006 e 2010. De acordo com a Procuradoria, já foram abertos três inquéritos civis e um policial. Os convênios previam a organização de eventos e estudos sobre a aviação regional. As investigações começaram em 2008, quando procuradores de São José dos Campos (SP) começaram a pesquisar seis convênios envolvendo a Abetar, com valores que variavam de R$ 56 mil

a R$ 447 mil. No ano passado, as investigações se concentraram nos convênios relacionados com a Copa de 2014. Segundo o MPF, tudo indica que houve desvios e má utilização de recursos públicos. A Procuradoria assegura que empresas contratadas pela Abetar estavam em nome de pessoas ligados ao seu presidente, Apostole Chryssafidis. Apesar das evidências, os procuradores dizem que precisam investigar mais antes de apresentarem a denúncia. Os convênios são investigados também pela pela Controladoria-Geral da União. (Folhapress)


p Jatinhos? Bernardo não lembra em quantos viajou Q DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A colheita de amanhã depende da capacidade de temperar a terra, semear o grão, regar, cuidar, observar. Mendes Ribeiro, novo ministro da Agricultura.

olítica

Sergio Lima/Folhapress

Ministro diz que não sabe os prefixos dos aviões que usou, mas que pagou pelo serviço durante campanha eleitoral

uestionado pela oposição sobre ter usado um avião da empresa Sanches Tripoloni quando era ministro, Paulo Bernardo (Comunicações) respondeu, ontem, que não se lembra dos prefixos das aeronaves em que viajou.. A declaração foi dada em audiência pública na Câmara para tratar da implantação da rádio digital no País. Bernardo foi cobrado a explicar suas relações com a empreiteira que tem obras com o governo federal no Paraná e que doou recursos para a campanha de sua

mulher dele, a ministra Gleisi Hoffmann, (Casa Civil). Apesar de ter dito que não se lembra do prefixo, Bernardo avisou que seria cuidadoso na resposta, pois daqui a pouco aparece uma foto dele num avião da empresa e vão dizer que mentiu. O ministro só se lembra que "pegou carona" numa aeronave pequena – não disse a quem pertencia. E não se esqueceu que é amigo há anos de um dos donos da empresa. Ontem, em nota, ele já havia informado que usou aeronaves de "várias empresas" em 2010, durante a campanha elei-

Fábio Rodrigues Pozzebom/AE

Ideli Salvatti: "A disputa na bancada do PP é vista com atenção pelo Planalto. Não interferimos. Aguardamos preocupados, esperando que a tensão se resolva".

Ao citar Paulo Bernardo, em toral, "aos fins de semana, ferelação ao uso de aeronave da riados e férias" – e pagou. O petista fez críticas à im- Sanches Tripoloni quando miprensa que publica informa- nistro do Planejamento, seções sem identificar o autor da gundo a revista Ép oca, Ideli denúncia. "Depois eu sou obri- afirmou que ele está "dando as gado a dar explicações sobre respostas devidas". Já Novais, segundo ela, deu uma suposta informação". Ele disse que jornalista não "declaração muito forte": "Ele é ministro enquanto a pode ser "desleixado, preguiçoso" e que tem que apresentar presidente assim o desejar, ele é ministro enquanto tiver o provas sobre o que publica. "A imprensa tem a liberdade apoio, e é ministro enquanto a de expressão, de circular a in- saúde dele o permitir". Para formação, ninguém pode pre- ela, "a permanência do ministender cercear, mas o mínimo tro Novais está dada". Segundo a que se pode ministra, a pedir é que as disputa acirmatérias sejam rada na banapuradas". A imprensa tem a cada do PP é Bernardo liberdade de a co mp an haafirmou ainda da "com basque não tem expressão, mas o procuração mínimo que se pode t a n t e a t e nção" pelo Plapara falar sopedir é que as nalto. "Nós bre a ministra matérias sejam não interferiGleisi, mas apuradas. mos. Aguarque, quando damos preousou o avião PAULO BERNARDO cupados – e d a e m p re s a , esperando ela não era agente pública e não pode ser que a tensão se resolva". Já as conversas com o PR – cobrada por isso. Segundo ele, as aeronaves que eles usaram partido que anunciou que deina campanha de Gleisi ao Se- xava a base para ser indepennado em 2010 foram pagas pe- dente do governo – foram classificadas por Ideli como "baslo partido ou pela campanha. Reaproximação – A minis- tante positivas" – como o entra Ideli Salvatti (Relações Ins- contro de sexta-feira, em que titucionais) defendeu ontem pediu aos líderes que retornem os ministros Paulo Bernardo e à base de apoio. "As minhas conversas com o Pedro Novais (Turismo), alvos de denúncias nos últimos dias. PR tem sido de muita paciênEla falou após a posse do novo cia, de trabalho, de recomposim i n i s t ro d a A g r i c u l t u r a , ção. Acho que tem um tempo. Estamos num tempo de reaMendes Ribeiro.

Bernardo recorda que "pegou carona" numa aeronave pequena.

proximação". Sobre a escolha do novo líder do governo no Congresso, cargo ocupado por Mendes Ribeiro, que assumiu ontem o ministério da Agricultura, Ideli afirmou que "aguarda ansiosamente" a decisão de Dilma, até para que possa encaminhar as votações da semana. Ela ressaltou que a decisão é "inteiramente" da presidente. Convocação – O PPS protolocou, ontem, na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara, um requerimento de convocação de mais um ministro – desta vez o das Cidades, Mário Negromonte. O partido quer esclarecimentos sobre matéria publica-

da pela revista Veja, no final de semana, revelando a existência de um esquema de pagamento de propina no ministério a parlamentares do PP. Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), Negromonte deve explicações. "Essa denúncia de que há um esquema de pagamento de propina, um mensalinho de R$ 30 mil para parlamentares do PP, é muito grave. Precisa ser investigada com rigor. Inicialmente, precisamos ouvir o ministro". Segundo Veja, a briga pelo controle do PP levou Negromonte a oferecer mesada a parlamentares do partido em troca de apoio político. ( A g ê ncias)

Agricultura: tranquila troca de guarda Mendes Ribeiro, que assumiu o ministério da Agricultura ontem, em lugar de Wagner Rossi, diz no discurso de posse que não pretende "mudar o que não precisa"

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novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, afirmou em seu discurso de posse no cargo, ontem, que não pode chegar ao ministério "querendo mudar o que não precisa". "Guardarei as mudanças ao que for necessário, e chegarei ao necessário por orientação da Presidência da República". Mendes Ribeiro comparou seu trabalho na pasta ao "exemplo diário de milhões de agricultores e produtores, que sabem que as vidas e as decisões passam por ciclos. A colheita de amanhã depende da capacidade de temperar a terra, semear o grão, regar, cuidar, observar". O deputado gaúcho do PMDB afirmou conhecer as necessidades dos produtores agrícolas e defendeu a "valorização do servidor" e a "gestão pública com qualidade e eficiência". Segundo ele, gestão e política devem andar juntas. "Só gestão sem política implica em emperramento. E só política sem gestão implica em desperdício sem resultados". Mendes Ribeiro agradeceu ao seu antecessor, que pediu

Pedro França/News Free/AE

demissão do cargo depois de denúncias sobre a pasta: "Quero agradecer ao Wagner Rossi pela gentileza de me colocar todos os elementos que me foram necessários para que eu pudesse avaliar o ministério. E me dizer com aquela sinceridade: 'Mendes, faz o que tu tiver que fazer, eu fiz o que pude fazer pela agricultura do Brasil e tô torcendo por ti'.

Guardarei as mudanças ao que for necessário, e chegarei ao necessário por orientação da Presidência. MENDES RIBEIRO Muito obrigado, Wagner, obrigado mesmo." Salão cheio – No salão Oeste do Planalto, lotado de representantes do setor e de parlamentares, Mendes afirmou que continua a ser o "deputado federal", em uma tentativa de se mostrar acessível.

SECRETARIA DA SAÚDE COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE CENTRO OESTE - CRSCO Abertura de Licitação Encontra-se aberta na Coordenadoria Regional de Saúde Centro Oeste licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL, do tipo menor preço por item. Processo 2011-0.134.626-0, destinado à contratação de empresa especializada em locação de veículos de acordo com as especificações do Anexo I do Edital. A sessão pública de pregão ocorrerá às 14:00 horas do dia 05 de setembro de 2011, na Rua Dr. Renato Paes de Barros nº 77 - 6º andar - Itaim Bibi - São Paulo - CEP 04530-000. Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao Pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão. O edital do pregão poderá ser consultado e/ou obtido pelo site da PMSP, no endereço: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou na Coordenadoria Regional de Saúde Centro - Oeste, local de realização do pregão, na Rua Dr. Renato Paes de Barros nº 77 - Itaim Bibi - São Paulo - CEP 04530-000 - 2º andar Assistência Jurídica São Paulo/SP, mediante a Guia de Recolhimento.

Ele agradeceu à bancada do PMDB e ao vice-presidente da República, Michel Temer, que indicou seu nome – assim como havia indicado o de Rossi. Já Rossi, em seu discurso de despedida, ressaltou seus feitos no ministério e agradeceu o apoio dado por Dilma. Mudança – O novo ministro afirmou que poderá mudar a diretoria da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) a qualquer momento. Além do órgão, não descartou mudanças no ministério: "Se precisar mudar, eu vou mudar. Eu posso vir a mudar qualquer peça do ministério". Mendes disse que vai esperar a investigação da CGU ( C o n t ro l a d o r i a - G e r a l d a União) para tomar alguma decisão e que botou toda a estrutura do Ministério à disposição do órgão de controle. "O trabalho está sendo feito o mais rápido possível. Faremos com que a ação entre a Agricultura e a CGU aconteça. São necessários 30 dias para que eu possa agir". Vanguarda – Para Dilma, Mendes estará "na vanguarda" de "um dos momentos mais significativos" da história da agricultura e da pecuária do Brasil. Ela atribuiu essa situação aos ministros que o antecederam e incluiu o ex-ministro Rossi na lista. Segundo Dilma, Mendes – "uma escolha oportuna e feliz" para o cargo – executará o plano agrícola desenhado por Rossi para 2011 e 2012, com orçamento de R$ 107,5 bilhões, "volume recorde de recursos". Após defender a estratégia de apoiar o agronegócio e a exportação de alimentos, Dilma concluiu: "O desafio "colossal de desenvolver este País e de alimentar todos os seus cidadãos repousam nos ombros de um grande brasileiro, Mendes Ribeiro Filho". (Agências)

Sai Wagner Rossi e entra Mendes Ribeiro: afagos mútuos na cerimônia de posse do deputado gaúcho.

Dilma não quer mais trocas Presidente pretende evitar substituições até a reforma ministerial do ano que vem

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líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), informou ontem aos líderes aliados que a presidente Dilma Rousseff não quer trocar mais ministro algum até a reforma ministerial – que deve aconte-

cer nas eleições municipais do ano que vem. Segundo participantes do almoço da base aliada ao governo, Vaccarezza transmitiu o recado que foi passado por Dilma em reunião de coordenação, na segunda-feira.

Sergio Lima/Folhapress

Reunião da base aliada: aviso geral sobre futuras mudanças

A ideia é que mesmo alguns ministros que não pretendem concorrer nas eleições sejam substituídos. As saídas de Pedro Novais (Turismo) e Mário Negromonte (Cidades) são dadas como certas. Além de as duas pastas estarem envolvidas em suspeitas de corrupção, o trabalho dos dois vem agradando à presidente até o momento. Lideranças do PMDB, partido de Novais, já estão cientes e conformadas com sua provável substituição em um futuro próximo. A ressalva, porém, é a de que as mudanças devem ser antecipadas se alguma suspeita recair diretamente sobre esses ministros. Assim, os ministros que quiserem disputar as eleições, como Fernando Haddad (Educação) em São Paulo, devem deixar seus cargos. (Folhapress)


p MST proclama a tomada da Fazenda DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

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O governo não pode ficar a refém do MST. José Macedo Sobral, secretário de Agricultura de Alagoas.

olítica

Militantes do movimento invadiram e ocuparam por sete horas a entrada do prédio do ministério da Fazenda, em Brasília, na principal ação da Jornada Nacional de Lutas Sérgio Lima/Folhapress

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epois de sete horas de ocupação da entrada do Ministério da Fazenda, militantes do Movimento dos Sem Terra (MST) e da Via Campesina conseguiram ontem ser recebidos, às 17 horas, pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. No encontro, do qual participaram ainda o secretário de Política Econômica, Gilson Bittencourt, foram apresentadas a Carvalho as reivindicações desses movimentos – basicamente a renegociação das dívidas dos agricultores familiares e a agilização dos assentamentos. Durante o dia, cerca de 4 mil trabalhadores rurais haviam ocupado o prédio da Fazenda, atrapalhando a entrada de funcionários. A movimentação é parte da "Jornada Nacional de Lutas". Sem acesso – A invasão começou por volta das 5h30. Os manifestantes invadiram o "hall" de entrada da pasta e passaram a proibir o acesso de funcionários – que puderam, entretanto, entrar pelo prédio anexo. Os sem-terra também ocuparam todo o estacionamento do ministério. De acordo com a Polícia Militar, que fazia a segurança no local, não houve queixa de violência ou vandalismo. O secretário nacional de articulação social, Paulo Maldos, representou o governo na negociação e subiu ao carro de som para falar com os manifestantes. Para o êxito da Jornada Nacional de Lutas, conforme o MST, foram organizados atos semelhantes de invasões e ocupações, numa onda que

Conquista: integrante do MST hasteia bandeira do movimento após ocupação da entrada do ministério da Fazenda. Os sem-terra foram ouvidos pelo governo e deixaram o local.

atingiu 17 estados, ontem, segundo contabilizaram os organizadores (veja mais em reportagem abaixo). Em todos eles, as ações foram parecidas. Em alguns casos, invasão da sede do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra). Em outros, audiências com autoridades da agricultura e protestos diante de prédios públicos – Incra, Banco do Brasil, Caixa Econô-

mica Federal. Perto de grandes assentamentos, bloqueio de rodovias. A reivindicação, com pequenas alterações em cada lugar, também foi parecida. De modo geral, os movimentos pedem pressa no assentamento de 60 mil famílias e reescalonamento das dívidas dos agricultores – que, segundo o governo, andam perto dos R$ 30 bilhões. Outra queixa é a de que os

R$ 530 milhões destinados pelo governo a desapropriações, em 2011, já foram gastos e, para 2011, a previsão encolherá para R$ 465 milhões. Pernambuco – A tomada de prédios e instituições públicas por integrantes do MST não se restringiu ao ministério da Fazenda. Os manifestantes também comemoraram a invasão da superintendência do Incra (Instituto Brasileiro de Coloni-

zação e Reforma Agrária), no Recife (PE). Segundo a Polícia Militar, vão houve confronto durante a invasão. Cautelosos, os funcionários do Instituto preferiram não resistir. Os sem-terra então acamparam no pátio interno do Incra e afirmaram que não têm prazo para deixar o local. O MST estima em 200 o número dos invasores. O Incra, no entanto

avalia que apenas 50 pessoas participam do protesto. Terceira – A invasão foi a terceira ação promovida pelo movimento nesta semana em Pernambuco. Na madrugada de anteontem, duas fazendas consideradas por eles como "símbolos da violência do latifúndio", foram tomadas no estado, sem conflitos. Ambas ainda permanecem ocupadas pelos invasores. (Agências)

Mario Ângelo/Sigmapress/AE

Invasores impedem entrada no laranjal da Cutrale Acampados no local, eles não deixaram que 400 funcionários trabalhassem

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Até usina hidrelétrica de Paulo Afonso foi ocupada Além do pátio da Chesf, militantes invadiram prédio da Eletrobrás, em Maceió

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gricultores ligados à Via Campesina entraram ontem pela manhã no pátio da usina hidrelétrica de Paulo Afonso, da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), localizada na divisa entre Alagoas e Bahia. Outro grupo de trabalhadores rurais invadiu o prédio da Eletrobrás, em Maceió. As duas ações marcam o início, em Alagoas, da Jornada Nacional de Luta pela reforma agrária, organizada pela Via Campesina – que reúne o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CPT (Comissão Pastoral da Terra) e Movimento dos Pequenos Agricultores, entre outros. A coordenação do MST no alto sertão diz que cerca de mil trabalhadores rurais estão no pátio da usina, no município de Paulo Afonso. Além da pauta nacional – que visa pressionar o governo federal a destravar a reforma agrária e aumentar o orçamen-

to do Incra –, os agricultores de Alagoas reivindicam que a Chesf amplie as áreas irrigadas na região da bacia do rio São Francisco e implante programas para a redução dos gastos com energia dos pequenos agricultores – como o uso de energia solar e a redução de tarifas de energia e gás. Água – Os agricultores também pedem que seja resolvido o problema de falta de água potável nos assentamentos do sertão e do agreste. Segundo a coordenadora do movimento Kamila Martins, os agricultores não entraram no prédio administrativo e operacional da usina, que continua funcionando normalmente. Representantes da usina não se manifestaram. Em Maceió, segundo a assessoria de imprensa da Eletrobrás, os agricultores invadiram o andar térreo do prédio, mas não houve conflito. Os funcionários continuavam trabalhando. Os invasores ainda

não apresentaram uma pauta de reivindicação. Bloqueio – Pela terceira vez este ano, cerca de 150 integrantes do MST bloquearam por pouco mais de sete horas – das 6h30 às 13h15 – o quilômetro 46 da BR-101, na altura do município de Aracaju, na região norte de Sergipe. O bloqueio causou um engarrafamento de 54 quilômetros, que é exatamente a distância entre Japaratuba e a capital. O MST exigia a presença do secretário estadual de Agricultura, José Macedo Sobral, no local, mas ele não compareceu alegando que o Movimento não cumpriu a palavra de não fazer o bloqueio da rodovia. "O governo não pode ficar a refém do MST", declarou Sobral. A manifestação acabou porque a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Incra conseguiram convencer o MST e marcar uma reunião para a próxima terça-feira para discutir a questão. (AE)

agrícolas. A Cutrale estimou, à época, um prejuízo de R$ 1,2 milhão. Ainda segundo a PM, funcionários da empresa que moram na fazenda relataram ontem que houve saques por parte dos sem-terra a galpões. Ainda não foi registrada ocorrência porque não há como saber ao certo o que foi levado, segundo a polícia. A reintegração de posse já foi solicitada à Justiça pela empresa, conforme a PM, que diz aguardar a ordem judicial para desocupar a área. A ordem foi dada, ontem à noite, pelo juiz da 2ª Vara Cível de Lençóis Paulista (SP), que determinou que a área seja desocupada dentro de 24 horas e em caso do não cumprimento, a multa diária será de R$ 500 para cada invasor da Cutrale.

Conflito – A nova invasão à fazenda faz parte da Jornada Nacional de Lutas do movimento, que afirma que a fazenda da Cutrale está em área que pertence à União e deve ser destinada à reforma agrária. Na segunda-feira, a Cutrale disse que já demonstrou na Justiça a legalidade na compra das terras. O Incra reivindicou a posse da fazenda, argumentando que ela integra uma gleba comprada pela União para assentamento de estrangeiros no início do século passado. A Justiça chegou a conceder a emissão na posse (início do processo de desapropriação), mas a Cutrale recorreu e conseguiu derrubar a decisão. A União deve propor nova ação para recuperá-la, segundo informou o Incra. (Folhapress)

Via Campesina: agenda do terror

E

m um dia de manifestações de trabalhadores sem-terra pelo País e que começou com a invasão do prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília, representantes do movimento pró-reforma agrária registraram ações em pelo menos 17 estados e no DF, ontem. Após a invasão ao ministério, o governo recebeu os manifestantes. Cerca de 1.000 manifestantes bloquearam a entrada da sede da pasta entre as 5h30 e as 13h de ontem. O protesto em Brasília foi apenas uma das várias ações que marcam a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária. O movimento, liderado pela Via Campesina – que

reúne o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CPT (Comissão Pastoral da Terra) e Movimento dos Pequenos Agricultores, entre outros – reivindica mais

recursos do governo federal para a reforma agrária e a renegociação de dívidas de pequenos agricultores – R$ 30 bilhões, segundo o Ministério da Fazenda.

Uéslei Marcelino/Reuters

Posse à força: manifestantes penduram bandeira do movimento na cerca da fazenda.

ntegrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) que invadiram anteontem, pela segunda vez, uma fazenda da Cutrale em Borebi (a 309 km de São Paulo), assumiram ontem de vez, a posse do local: trancaram os portões da propriedade e impediram os 400 funcionários da empresa de entrarem para trabalhar pela manhã. As informações são da Polícia Militar, que esteve no local para acompanhar de perto a invasão e evitar confrontos. A fazenda Santo Henrique, que foi tomada na madrugada de segunda-feira por cerca de 400 sem-terra, já havia sido alvo de invasão em setembro de 2009, num episódio marcado pela violência. Na ocasião, o MST destruiu 12 mil pés de laranja, tratores e implementos

Jornada: roteiro de invasões e ocupações em todo o País


p OAB: Sarney deve pagar pelo helicóptero DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sarney não é uma pessoa qualquer, é o homem que exerce o mandato, que está dentro do parlamento. Magno Bacelar (PV-MA), deputado estadual.

olítica

Uso de aeronave da Polícia Militar para mera recreação do presidente do Senado exige ressarcimento aos cofres públicos, insistiu ontem o presidente da entidade

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presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, voltou a defender ontem o pagamento aos cofres públicos do Maranhão dos valores gastos com o uso de um helicóptero da Polícia Militar do estado para transportar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) – que viajou de São Luís à Ilha do Curupu, onde tem residência. Segundo Ophir Cavalcante, a reposição desse dinheiro ao Erário cabe à governadora do estado, Roseana Sarney. "O que se quer é que o público não seja confundido com o privado. Um helicóptero do estado do Maranhão não pode servir como um meio de transporte para o presidente do Senado. Isso efetivamente é uma

Alan Marques/Folhapress

Ophir: helicóptero estadual não pode transportar Sarney.

confusão que precisa ser corrigida", afirmou Ophir, que participou ontem de debate na Comissão de Direitos Humanos do Senado sobre ações efetivas contra a corrupção e a impunidade no País. Representação – Na terça-

feira, Sarney justificou que usou o helicóptero do governo do Maranhão quando esteve em viagem particular ao estado. "Eu tenho direito a transporte e segurança em todo o País, de representação. Quando se fala em direito de repre-

sentação, não é em serviço". Ophir destacou a necessidade de a sociedade evoluir no combate aos "maus costumes políticos", uma cultura que, de acordo com ele, ainda prevalece no País, onde o homem público faz, muitas vezes, "da coisa pública uma extensão dos seus interesses privados". Sobre as recentes denúncias de corrupção em alguns ministérios, o presidente da OAB defendeu a criação da frente parlamentar suprapartidária de apoio à "faxina", anunciada pela presidente Dilma Rousseff em sua equipe de trabalho. Ophir disse ainda que a OAB vai entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o financiamento privado de campanha. "Dez por cento de um

empresário é uma coisa e 10% de um trabalhador é outra". Pessoa qualquer – O vicelíder do governo de Roseana Sarney (PMDB) na Assembleia

Queria que o presidente do Senado fosse andar em jumento? Queria o quê? Enfrentar um engarrafamento? MAGNO BARCELAR Legislativa do Maranhão defendeu, em discurso, o uso de um helicóptero estadual pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirman-

do que ele é "não é uma pessoa qualquer". "Sarney não é uma pessoa qualquer, não é um (ex-governador) Zé Reinaldo (Tavares) da vida, é o homem que exerce o mandato, que está dentro do parlamento", esbravejou ontem Magno Bacelar (PV) sobre o uso da aeronave do governo para recreação de Sarney. "Queria que o presidente do Senado fosse andar em jumento? Queria o quê? Enfrentar um engarrafamento? Esse helicóptero, é claro, tem que servir os doentes, mas tem que servir as autoridades, esta é a realidade." Segundo o deputado, a "mídia nacional" está "marcando Sarney". Ele criticou os "grandes jornais sulistas", afirmando que eles "discriminam o Maranhão". (Folhapress) Alessandro Valle/AE

Marina volta a criticar o novo Código Guilherme Calderazzo

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ex-senadora Marina Silva (ex-PV) voltou a criticar ontem, em São Paulo, as mudanças aprovadas no Código Florestal pela Câmara Federal, em evento da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), para debater o assunto. "O que foi aprovado até agora só reflete a visão de um setor da sociedade. Temos de dialogar em torno dos diferentes interesses que cercam o código, para definir propostas de sustentabilidade em grandes e pequenas propriedades e entrar na economia do século 21".

Segundo ela, os senadores podem entrar em sintonia com a população brasileira sobre o código. "Pesquisa do Datafolha revelou que 80% da população são contra as mudanças aprovadas na Câmara. Os deputados inverteram essa lógica, já que 80% votaram a favor das propostas do projeto do deputado Aldo Rebelo. Agora, o Senado poderá se alinhar ao que pede a maioria". Para ela, entre os equívocos aprovados no projeto do novo Código está a possibilidade de cada estado da federação poder criar regras específicas para a sustentabilidade. "Se essa norma for aprovada, prejudicará a norma geral relacionada

ao assunto. Será o vale-tudo florestal, que não favorece o meio ambiente". Segundo Marina, a regra deve possibilitar ações estaduais complementares à norma geral, sempre criadas a partir de debates intensos entre as partes envolvidas no assunto. "Só assim vamos viabilizar a recuperação de áreas degradadas e, dessa forma, conseguir que voltem a serem aproveitadas para a produção". E acrescenta que a meta deve ser o aumento da produtividade nas atuais áreas de produção, e não o crescimento da produção implicando em mais desmatamento. Deb ates – No Senado, o

projeto do Código Florestal é relatado pelo senador Luiz Henrique da Silveira (PMDBSC). No dia 31, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa vota o projeto – avalia se não fere a Constituição, liberando o trâmite da matéria para votação futura em plenário. A expectativa entre parlamentares é a de que o projeto do Código Florestal seja votado até o fim deste ano. "Não devemos esquecer que, durante a campanha presidencial, no ano passado, a então candidata Dilma se comprometeu, caso eleita, a vetar regras do Código Florestal que aumentassem o desmatamento", lembra a ex-senadora.

Marina: "Temos de dialogar em torno dos diferentes interesses que cercam o código, para entrar na economia do século 21".


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

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Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 52.568.821/0001-22 Sede: Cidade de Deus s/nº - Prédio Marrom - Vila Yara - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas, No semestre, a Bradesco Consórcios registrou Lucro Líquido de R$ 159,632 milhões, correspondente a R$ 497,30 por lote de mil cotas, Patrimônio Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da Bradesco Administradora de Líquido de R$ 782,607 milhões e Ativos Totais de R$ 1,055 bilhão. Consórcios Ltda. (Bradesco Consórcios), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Agradecemos aos nossos clientes a confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. Banco Central do Brasil. A Bradesco Consórcios tem a missão de “Administrar grupos de consórcios de Pessoas Físicas e Jurídicas, correntistas ou não do Banco, mantendo Osasco, SP, 26 de julho de 2011. a excelência da qualidade, com boas práticas do sistema, conforme Legislação vigente e Normas instituídas pelo Banco Central do Brasil e norteado pelos princípios da Organização Bradesco”. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS (Nota 7)...................................................................................................................... Créditos Específicos...................................................................................................................................... Diversos......................................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas..................................................................................................................................

30.6.2011 1.016.750 994.338 994.338 22.404 2.343 20.061 8 8

31.12.2010 896.023 873.935 873.935 22.065 2.979 19.086 23 23

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS (Nota 7)...................................................................................................................... Diversos.........................................................................................................................................................

8.871 8.871 8.871

13.236 13.236 13.236

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 9)................................................................................................................... Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ INTANGÍVEL (Nota 10).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ...............................................................................................................................

29.753 201 312 (111) 1.449 3.921 (2.472) 28.103 29.138 (1.035)

28.588 201 312 (111) 1.561 3.896 (2.335) 26.826 27.382 (556)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

1.055.374

937.847

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 12a)............................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................

30.6.2011 261.949 261.949 136.516 55.781 69.652

31.12.2010 303.369 303.369 135.000 82.060 86.309

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................

10.818 10.818 10.818

9.987 9.987 9.987

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 13) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros.......................................................................................................................................

782.607

624.491

321.000 461.607

261.000 363.491

TOTAL ...........................................................................................................................................................

1.055.374

937.847

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 1º Semestre 2011 46.148 46.148 46.148 187.684 264.163 (9.694) (15.109) (28.603) 1.223 (24.296) 233.832 7.514 241.346 (81.714) 159.632 321.000.000 497,30

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 14) .............................................................................................. Despesas de Pessoal (Nota 15) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 18)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 19) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 23) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de cotas (Nota 13a) ......................................................................................................................... Lucro por lote de mil cotas em R$ ................................................................................................................

2º Semestre 2010 44.977 44.977 44.977 154.028 231.386 (9.997) (16.610) (24.960) 618 (26.409) 199.005 7.615 206.620 (69.679) 136.941 261.000.000 524,68

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Saldos em 30.6.2010.......................................................................

261.000

Reservas de Lucros Legal Estatutária 43.432

Lucros Acumulados

183.118

Totais

-

487.550

136.941

136.941

Lucro Líquido....................................................................................

-

-

-

Destinações: - Reservas.................................................................

-

6.847

130.094

Saldos em 31.12.2010.....................................................................

261.000

50.279

313.212

Aumento de Capital com Reservas ..................................................

60.000

-

Lucro Líquido....................................................................................

-

-

-

Destinações: - Reservas.................................................................

-

7.982

150.134

(158.116)

- Dividendos Propostos .............................................

-

-

-

(1.516)

Saldos em 30.6.2011.......................................................................

321.000

58.261

403.346

(136.941)

-

-

(60.000)

624.491

-

-

159.632

159.632 (1.516)

-

782.607

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil 1º Semestre 2011

2º Semestre 2010

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .......................................................

241.346

206.620

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Depreciações e Amortizações..................................................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ............................................................................. (Ganho)/Perda na Venda de Bens do Imobilizado.......................................................................................

854 658 196 -

1.001 594 402 5

Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários para Negociação..................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................................................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................................................

Capital Social Capital Realizado

Eventos

242.200 (120.403) 3.873 (25.806) (98.042)

207.621 (7.730) (9.152) (32) (30.153)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .....................................................

1.822

Atividades de Investimentos: Aquisição de Imobilizado de Uso................................................................................................................. Aplicação no Intangível................................................................................................................................ Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................................................ Redução do Intangível.................................................................................................................................

160.554

(116) (1.948) 50 192

(162) (2.356) 17 1.947

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos…………….............................

(1.822)

(554)

Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................

-

(160.000)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ...........................................

-

(160.000)

Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

-

-

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

-

-

1 - RECEITAS .................................................................................. - Intermediação Financeira ......................................................... - Prestação de Serviços.............................................................. - Outras ....................................................................................... 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Materiais, energia e outros.......................................................... Serviços de terceiros .................................................................. Propaganda, promoções e publicidade....................................... Comunicação .............................................................................. Contribuições filantrópicas .......................................................... Processamento de dados ........................................................... Viagens ....................................................................................... Transporte ................................................................................... Manutenção e conservação de bens .......................................... Outras ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO ..................... 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) ......................................................................... 6 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 6.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ........................... Outros Encargos .................................................................. 6.2) Impostos, Taxa e Contribuição Pessoal ........................... Federal ................................................................................. Municipal.............................................................................. 6.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis ............................................................................... 6.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

1º Semestre 2011 294.752 46.148 264.163 (15.559) (14.302) (328) (4.016) (3.836) (3.645) (968) (559) (398) (80) (472) 280.450 (658) 279.792 279.792 7.481 4.853 1.321 264 1.043 112.530 107.532 4.998 149 149 159.632 1.516 158.116

% 105,3 16,5 94,4 (5,6) (5,1) (0,1) (1,5) (1,4) (1,3) (0,3) (0,2) (0,1) (0,2) 100,2 (0,2) 100,0 100,0 2,7 1,7 0,5 0,1 0,4 40,2 38,4 1,8 0,1 0,1 57,0 0,5 56,5

2º Semestre 2010 258.187 44.977 231.386 (18.176) (15.874) (320) (4.033) (4.291) (3.828) (804) (1.084) (566) (445) (96) (407) 242.313 (594) 241.719 241.719 7.654 4.679 1.239 252 1.484 96.982 92.354 4.628 142 142 136.941 136.941

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS VARIAÇÕES NAS DISPONIBILIDADES DE GRUPOS - Em Reais mil

30.6.2011 6.840.368 3.172.897 290.733 2.882.164 3.667.471 3.664.561 3.621.585 19.444 23.532 2.910 27.566.486 256.202 14.355.392 12.954.892 34.406.854

31.12.2010 6.095.693 2.831.659 248.033 2.583.626 3.264.034 3.262.666 3.227.014 15.231 20.421 1.368 26.020.008 235.292 13.520.590 12.264.126 32.115.701

PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO........................................................................................... Obrigações com Consorciados ..................................................................................................................... Valores a Repassar ....................................................................................................................................... Obrigações por Contemplações a Entregar .................................................................................................. Recursos a Devolver a Consorciados ........................................................................................................... Recursos dos Grupos.................................................................................................................................... COMPENSAÇÃO.......................................................................................................................................... Recursos mensais a receber de consorciados.............................................................................................. Obrigações do grupo por contribuições......................................................................................................... Obrigações por futuras contemplações......................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

6.840.368 2.572.091 30.480 2.882.164 980.506 375.127 27.566.486 256.202 14.355.392 12.954.892 34.406.854

6.095.693 2.301.930 28.279 2.583.626 863.185 318.673 26.020.008 235.292 13.520.590 12.264.126 32.115.701

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO PERÍODO .......................................................................................... Aplicações Financeiras.................................................................................................................................. Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações (Cotas de Fundos de Investimentos e LFT) ............. (+) RECURSOS COLETADOS ..................................................................................................................... Contribuições para aquisição de bens .......................................................................................................... Taxa de Administração .................................................................................................................................. Contribuições ao fundo de reserva................................................................................................................ Rendimentos de aplicações financeiras ........................................................................................................ Multas e juros moratórios .............................................................................................................................. Prêmios de seguro ........................................................................................................................................ Custas Judiciais............................................................................................................................................. Outros............................................................................................................................................................ (-) RECURSOS UTILIZADOS ....................................................................................................................... Aquisição de Bens......................................................................................................................................... Taxa de Administração .................................................................................................................................. Multas e juros moratórios .............................................................................................................................. Prêmios de seguro ........................................................................................................................................ Custas Judiciais............................................................................................................................................. Seguros Contratados - Quebra de Garantia.................................................................................................. Devolução a Consorciados Desligados ......................................................................................................... Outros............................................................................................................................................................ DISPONIBILIDADES NO FINAL DO PERÍODO........................................................................................... Aplicações Financeiras.................................................................................................................................. Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações (Cotas de Fundos de Investimentos e LFT) .............

1º Semestre 2011 2.831.659 248.033 2.583.626 2.308.011 1.816.388 240.709 52.616 100.965 5.937 55.639 1.274 34.483 (1.966.773) (1.562.587) (245.892) (2.969) (56.017) (1.273) (35.882) (49.534) (12.619) 3.172.897 290.733 2.882.164

106,8 18,6 95,7 (7,5) (6,6) (0,1) (1,7) (1,8) (1,6) (0,3) (0,5) (0,2) (0,2) (0,2) 100,2 (0,2) 100,0 100,0 3,1 1,9 0,5 0,1 0,6 40,1 38,2 1,9 0,1 0,1 56,7 56,7

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RECURSOS DE CONSÓRCIO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE E REALIZÁVEL A LONGO PRAZO..................................................................................... APLICAÇÕES FINANCEIRAS - Grupos em Andamento e Formação (Nota 20).......................................... Aplicações Financeiras.................................................................................................................................. Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações .................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Direitos junto a Consorciados Contemplados ............................................................................................... Normais ....................................................................................................................................................... Em Atraso .................................................................................................................................................... Em Cobrança Judicial.................................................................................................................................. Bens Retomados ........................................................................................................................................... COMPENSAÇÃO.......................................................................................................................................... Previsão mensal de recursos a receber de consorciados............................................................................. Contribuições devidas ao grupo .................................................................................................................... Valor dos bens a contemplar ......................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

%

2º Semestre 2010 2.522.226 268.488 2.253.738 2.097.590 1.662.064 223.599 48.218 80.353 5.667 52.269 1.323 24.097 (1.788.157) (1.398.904) (227.131) (2.834) (52.297) (1.323) (31.687) (58.539) (15.442) 2.831.659 248.033 2.583.626

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. (Bradesco Consórcios), é uma instituição que tem por objetivo a organização e administração de consórcios que se destinem à aquisição de bens imóveis e móveis duráveis, novos e usados, de fabricação nacional e estrangeira, a grupos de consorciados próprios ou de terceiros, isto é, de funcionários da Organização Bradesco, de outros grupos empresariais ou de participantes do público em geral. Como parte integrante da Organização Bradesco, utiliza-se, de forma compartilhada, da infraestrutura administrativa e tecnológica de seu Controlador (Banco Bradesco) e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA ADMINISTRADORA E DOS GRUPOS DE CONSÓRCIO As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Procedimentos Contábeis, quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito e de arrendamento mercantil, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões, quando aplicável. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011.

f) Investimentos São avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável (impairment) quando aplicável. g) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens da entidade. Depreciado às taxas que levam em consideração a vida útil dos bens representados por: Instalações e Móveis e Equipamentos de Uso 10% a.a.; Equipamentos de Informática e Direito de Uso de Softwares 20% a.a. e ajustado por redução ao valor recuperável - impairment, quando aplicável. h) Intangíveis Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Administradora de Consórcios ou exercidos com essa finalidade. • Softwares São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% a.a.), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante a vida estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados.

i) Redução ao valor recuperável de ativos (Impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao a) Moeda funcional e de apresentação valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS DA ADMINISTRADORA

As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. A taxa de administração é reconhecida mensalmente em função dos recebimentos das contribuições pagas pelos grupos, e a comissão sobre venda de cotas de consórcio, cujo pagamento se dá em parcela única, quando da inclusão nos grupos.

j) Passivos circulante e exigível a longo prazo Os valores demonstrados incluem, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias (em base “pro-rata” dia) incorridas. A provisão para contingências é constituída considerando a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, o posicionamento dos Tribunais para causas de natureza semelhante e a experiência da Administração. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados nas notas explicativas, quando individualmente relevante, e os classificados como remotos não requerem provisão e nem divulgação. Desta forma julgamos que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas prováveis dos respectivos processos judiciais.

c) Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos k) Impostos e contribuições interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica de valor justo, que são utilizados pela Administradora de Consórcios para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. “Outros Créditos - Diversos”. d) Títulos e Valores Mobiliários - Classificação Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; análises realizadas pela Administração. Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10% e a provisão para contribuição aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados ao valor de mercado em contrapartida ao patrimônio social é calculada sobre o lucro considerando a alíquota de 9%. líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são l) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: As aplicações em cotas de fundos de investimentos são valorizadas com base no valor da cota disponibilizada pelo administrador do fundo, Banco Bradesco • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias S.A. (gestão da BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), para a data-base. reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da e) Ativos circulante e realizável a longo prazo São demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias (em base pro-rata dia).

capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 11a); continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

...continuação

Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 52.568.821/0001-22 Sede: Cidade de Deus s/nº - Prédio Marrom - Vila Yara - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 11b); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 11b). m) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. 4) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS DOS GRUPOS DE CONSÓRCIOS • Aplicações Financeiras São demonstradas pelos valores de aplicação acrescidos dos rendimentos incorridos até a data do balanço. As aplicações em cotas de fundos de investimentos são valorizadas com base no valor da cota disponibilizada pelo administrador do fundo, Banco Bradesco S.A. (gestão da BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), para a data-base. Esses valores representam os recursos disponíveis e não utilizados pelos grupos e são aplicados de acordo com as diretrizes da Circular nº 3.432/09, do BACEN. Os rendimentos dessas aplicações são incorporados ao fundo comum e de reserva de cada grupo diariamente. • Outros Créditos Outros créditos referem-se a direitos junto a consorciados contemplados e representam os valores a receber referentes às parcelas vincendas do fundo comum e fundo de reserva, calculados com base no valor dos bens na data do balanço. • Passivo Circulante I - Obrigações com Consorciados As obrigações com consorciados representam o fundo comum recebido de consorciados não contemplados para aquisição de bens e o fundo comum, a taxa de administração e o seguro recebido de consorciados dos grupos em formação são determinados com base no valor dos bens objeto da operação e no percentual de pagamentos estabelecidos de acordo com o prazo de duração dos grupos. II - Valores a Repassar Os valores a repassar referem-se a valores recebidos de consorciados a serem repassados, referentes à taxa de administração, prêmios de seguros, multas e juros e outros. III - Obrigações por Contemplações a Entregar Correspondem ao valor de bens contemplados nos grupos, a serem entregues após a data das demonstrações contábeis, acrescidos dos rendimentos financeiros entre a data de contemplação e a data do Balanço. IV - Recursos a Devolver a Consorciados Referem-se a valores a serem ressarcidos aos consorciados ativos por ocasião do encerramento do grupo, referentes a pagamentos a maior de parcelas, e a valores a pagar aos consorciados desistentes e excluídos, atualizados pela variação do bem. V - Recursos dos Grupos Referem-se aos recursos a serem rateados aos consorciados ativos quando do encerramento do grupo, pelos valores de fundo de reserva, remunerações de aplicações financeiras, multas e juros moratórios retidos pelo grupo, atualização da variação do preço do bem e valores de prestações não recebidas dos consorciados após esgotados os procedimentos de cobrança. • Contas de Compensação I - Previsão Mensal de recursos a receber de consorciados e recursos mensais a receber de consorciados Demonstram a previsão de contribuições a receber (fundo comum e fundo de reserva) de consorciados para o mês subsequente ao mês base das demonstrações contábeis. O montante foi calculado considerando o valor dos bens objeto das operações de consórcio em 30 de junho de 2011 e 31 de dezembro de 2010. II - Contribuições devidas ao grupo e obrigações do grupo por contribuições Referem-se aos valores totais das contribuições (fundo comum e fundo de reserva) devidas pelos consorciados ativos (grupos em andamento) até o final do grupo, considerando o valor dos bens objeto das operações de consórcio em 30 de junho de 2011 e 31 de dezembro de 2010. III - Valor dos Bens a Contemplar e obrigações por futuras contemplações Correspondem ao valor dos bens a serem contemplados em assembleias futuras, considerando o valor dos bens objeto das operações de consórcio em 30 de junho de 2011 e 31 de dezembro de 2010.

13) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social no montante de R$ 321.000 mil (31.12.2010 - R$ 261.000 mil) totalmente integralizado está dividido em 321.000.000 (31.12.2010 261.000.000) cotas ao valor nominal de R$ 1,00 cada uma. b) Movimentação do capital social Quantidade de Cotas R$ mil Em 31 de dezembro de 2010................................................................................................................. 261.000.000 261.000 Aumento de capital - AC de 27.04.2011 (1) ............................................................................................ 60.000.000 60.000 Em 30 de junho de 2011........................................................................................................................ 321.000.000 321.000 (1) Ata da Alteração do Contrato Social, deliberou aumentar o capital social em R$ 60.000 mil, elevando-o de R$ 261.000 mil para R$ 321.000 mil, mediante a emissão de 60.000.000 cotas, no valor nominal de R$ 1,00 para cada cota, mediante capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros Reserva Estatutária”. Processo homologado em 20.05.2011. c) Reservas de Lucros R$ mil 30.6.2011 31.12.2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 461.607 363.491 Reserva Legal (1) .................................................................................................................................... 58.261 50.279 Reserva Estatutária (2)............................................................................................................................ 403.346 313.212 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser destinado em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias até atingir 80% do capital social integralizado. d) Dividendos Aos cotistas estão assegurados dividendos mínimos obrigatórios, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No 1º semestre de 2011 foram provisionados dividendos no montante de R$ 1.516 mil, correspondendo a R$ 4,72 por lote de mil cotas. A Ata da Reunião dos Sócios-Cotistas da Instituição, realizada em 31 de maio de 2010 deliberou a destinação de dividendos no montante de R$ 135.000 mil, utilizando parte do saldo registrado em “Reservas de Lucro - Estatutária”. O referido pagamento deverá ser feito pelo valor declarado até 31 de dezembro de 2011, conforme Ata da Diretoria. 14) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS As receitas de prestação de serviços, nos respectivos períodos correspondentes aos valores de R$ 264.163 mil (2º semestre de 2010 - R$ 231.386 mil), referem-se basicamente à taxa de administração de grupos de consórcios. 15) DESPESA DE PESSOAL

Proventos................................................................................................................................................. Encargos sociais ..................................................................................................................................... Benefícios................................................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

1º semestre de 2011 4.853 3.493 1.321 27 9.694

R$ mil 2º semestre de 2010 4.679 4.019 1.239 60 9.997

1º semestre de 2011 4.016 3.645 3.836 968 658 559 398 328 149 80 472 15.109

R$ mil 2º semestre de 2010 4.033 3.828 4.291 804 1.084 594 566 445 320 142 96 407 16.610

30.6.2011 2.534 1.006 38.900 321.252 524.984 56.578 386.399 65.147 2,00%

R$ mil 31.12.2010 2.330 895 64.336 282.658 471.620 111.088 342.376 59.718 1,87%

16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Serviços de terceiros............................................................................................................................... Comunicações......................................................................................................................................... Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Contribuições filantrópicas ...................................................................................................................... Processamentos de dados ...................................................................................................................... Depreciação e amortização..................................................................................................................... Viagem .................................................................................................................................................... 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Transporte ............................................................................................................................................... Em 30 de junho de 2011 e 31 de dezembro de 2010, a Instituição não apresentava saldos em disponibilidade e outras contas que seriam consideradas Material.................................................................................................................................................... equivalentes de caixa. Aluguéis................................................................................................................................................... Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Outras...................................................................................................................................................... a) Classificação por categorias e prazos Total ........................................................................................................................................................ R$ mil 17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS 30.6.2011 31.12.2010 R$ mil Valor de Valor de 1º semestre 2º semestre mercado/ Valor Marcação mercado/ Marcação de 2011 de 2010 1 a 30 31 a 180 Acima de contábil de custo a contábil a Títulos (1) dias dias 360 dias (2) atualizado mercado (2) mercado Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... 19.394 16.704 Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. 4.998 4.628 Títulos para negociação (3) Contribuição ao PIS................................................................................................................................. 4.211 3.626 Letras financeiras do tesouro .. 1.227 945.259 946.486 946.486 813.750 Certificados de depósito Outros...................................................................................................................................................... 2 bancário................................. 20.366 874 21.240 21.240 39.930 Total ........................................................................................................................................................ 28.603 24.960 Debêntures .............................. 1.934 24 8.145 10.103 10.103 6.491 18) OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS Letras do tesouro nacional ...... 14.866 14.866 14.866 11.235 As outras receitas/(despesas) operacionais que nos respectivos exercícios comparativos correspondem aos valores de R$ 23.073 mil (2010 - R$ 25.791 mil), Notas do tesouro nacional....... 15 15 15 15 estão representadas principalmente por despesas de comissões e gravames e recursos prescritos de grupos encerrados. Outras...................................... 1.522 88 18 1.628 1.628 2.514 Total em 2011 ......................... 25.049 112 969.177 994.338 994.338 19) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Total em 2010 ......................... 44.648 125 829.162 873.935 R$ mil (1) As aplicações em cotas de fundos exclusivos de investimento administrado pelo Conglomerado Bradesco no montante de R$ 994.338 mil (31 de 1º semestre 2º semestre dezembro de 2010 - R$ 873.935), foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, e no caso de operações compromissadas, de 2011 de 2010 pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na distribuição dos prazos, foram Taxas recuperação despesas.................................................................................................................. 7.338 7.486 considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; Descontos obtidos ................................................................................................................................... 172 134 (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não Outras...................................................................................................................................................... 4 (5) houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos Total ........................................................................................................................................................ 7.514 7.615 de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e 20) APLICAÇÕES FINANCEIRAS - GRUPOS (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. Nos respectivos semestres, aplicações financeiras dos grupos de consórcio (em andamento e em formação) no valor de R$ 3.172.897 mil (31.12.2010 R$ 2.831.659 mil), estão compostas por (31.12.2010 - R$ 128.018 mil) em operações compromissadas com lastro em títulos públicos federais, junto ao b) Resultado de títulos e valores mobiliários Banco Bradesco S.A., e R$ 3.172.897 mil (31.12.2010 - R$ 2.703.641 mil) em cotas de fundos referenciado DI. R$ mil A taxa de administração paga pelos grupos ao administrador de carteiras - Banco Bradesco S.A., no 1º semestre de 2011 foi de R$ 37.276 mil (2º semestre 1º semestre 2º semestre de 2010 - R$ 34.008 mil). de 2011 de 2010 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

46.148 46.148

44.977 44.977

30.6.2011 16.408 8.474 2.343 2.154 1.518 378 31.275

R$ mil 31.12.2010 16.155 12.163 2.979 2.188 1.686 130 35.301

21) RESUMO DAS OPERAÇÕES DE CONSÓRCIOS As operações de consórcios apresentam a seguinte posição em quantidades:

7) OUTROS CRÉDITOS - ESPECÍFICOS E DIVERSOS

Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Cobrança grupos encerrados .................................................................................................................. Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Créditos tributários (Nota 23c)................................................................................................................. Outros adiantamentos ............................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................ 8) INVESTIMENTOS

30.6.2011 - Certificados de investimentos - CI......................................................................................................... - Investimentos audiovisuais.................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. - Provisão para incentivos fiscais ............................................................................................................ Total geral dos investimentos ..............................................................................................................

12 300 312 (111) 201

R$ mil 31.12.2010 12 300 312 (111) 201

9) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear, de acordo com a vida útil-econômica dos bens. R$ mil Valor residual Taxa anual Custo Depreciação 30.6.2011 31.12.2010 Imóveis de uso: Instalações, móveis e equipamentos de uso.................................... 10% 2.337 (1.148) 1.189 1.281 Sistemas de segurança .................................................................... 10% 15 (7) 8 9 Sistemas de processamento de dados ............................................ 20% 1.569 (1.317) 252 271 Total em 2011 .................................................................................. 3.921 (2.472) 1.449 Total em 2010 .................................................................................. 3.896 (2.335) 1.561 10) INTANGÍVEL

Software ........................................................................................... Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 ..................................................................................

Taxa anual 20%

Custo 29.138 29.138 27.382

Amortização (1.035) (1.035) (556)

R$ mil Valor residual 30.6.2011 31.12.2010 28.103 26.826 28.103 26.826

11) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. II - Obrigações Legais - provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. III - Movimentação das Provisões Constituídas R$ mil Fiscais e Cíveis Previdenciárias (1) No início do 1º semestre de 2011......................................................................................................... 1.294 20 Constituição de provisão ......................................................................................................................... 238 23 Reversão de provisão.............................................................................................................................. (65) Pagamentos............................................................................................................................................. (22) No final do 1º semestre de 2011 (Nota 12) .......................................................................................... 1.445 43 No final do 2º semestre de 2010 (Nota 12) .......................................................................................... 1.294 20 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Em 30 de junho de 2011 e 31 de dezembro de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 12) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisão para impostos e contribuições sobre lucros ............................................................................. Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para riscos fiscais (Nota 11b) ................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Valores a ressarcir a consorciados de grupos encerrados...................................................................... Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Processos judiciais em andamento ......................................................................................................... Provisão para passivos contingentes (Nota 11b) .................................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

30.6.2011 50.124 5.614 43 55.781

30.6.2011 61.885 9.556 6.898 1.445 686 80.470

R$ mil 31.12.2010 77.087 4.953 20 82.060 R$ mil 31.12.2010 78.605 9.572 6.204 1.294 621 96.296

Grupos em andamento............................................................................................................................ Grupos encerrados.................................................................................................................................. Bens entregues nos exercícios................................................................................................................ Bens entregues totais.............................................................................................................................. Consorciados ativos ................................................................................................................................ Desistentes e cancelados nos exercícios................................................................................................ Consórcios contemplados ....................................................................................................................... Bens pendentes de entrega .................................................................................................................... Taxa média de inadimplência ..................................................................................................................

22) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e empresas ligadas são efetuadas em taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: R$ mil 30.6.2011 31.12.2010 1º sem/2011 2º sem/2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (136.517) (135.000) Aluguéis: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (124) (118) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 2.500 mil (2010 - R$ 2.000 mil) para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 2.500 mil (2010 - R$ 2.000 mil) para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Benefícios de Curto Prazo a Administradores R$ mil 1º semestre 2º semestre de 2011 de 2010 Proventos................................................................................................................................................. 519 519 Gratificações............................................................................................................................................ 415 103 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 187 124 Total ........................................................................................................................................................ 1.121 746 Benefícios pós-emprego R$ mil 1º semestre 2º semestre de 2011 de 2010 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 728 1.171 Total ........................................................................................................................................................ 728 1.171 A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 23) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - ADMINISTRADORA a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente... Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

1º semestre de 2011 241.346 (82.058) (364) 708 (81.714)

R$ mil 2º semestre de 2010 206.620 (70.250) (1.594) 2.165 (69.679)

1º semestre de 2011

R$ mil 2º semestre de 2010

Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Saldo em 31.12.2010 Provisão para contingências fiscais e trabalhistas ........................... Provisão para contingências cíveis .................................................. Provisão para perda de investimento ............................................... Outros (1) ......................................................................................... Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias (Nota 7)..................................................................... (1) Refere-se essencialmente à provisão para PLR e premiações.

7 440 41 1.198

Constituição 8 81 207

1.686

296

(81.546)

(70.618)

(168) (168) (81.714)

939 939 (69.679)

30 434

R$ mil Saldo em 30.6.2011 15 491 41 971

464

1.518

Realização

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

11

...continuação

Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 52.568.821/0001-22 Sede: Cidade de Deus s/nº - Prédio Marrom - Vila Yara - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS d) Previsão da realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias Em 30 de junho de 2011 - R$ mil Diferenças Temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 2011............................................................................................................................... 123 44 167 2012............................................................................................................................... 171 62 233 2013............................................................................................................................... 174 63 237 2014............................................................................................................................... 217 78 295 2015............................................................................................................................... 207 74 281 2016 (1º Semestre) ....................................................................................................... 224 81 305 Total .............................................................................................................................. 1.116 402 1.518 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação líquida dos efeitos tributários, monta R$ 1.345 mil (31.12.2010 - R$ 1.547 mil). 24) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Os consorciados mantêm seguros de vida e quebra de garantia, junto ao Grupo Bradesco Seguros e Previdência, cujos valores dos prêmios pagos encontram-se demonstrados em prêmios de seguros e seguros contratados - quebra de garantia; b) O Conselho Curador do FGTS editou a Resolução nº 616, de 15.12.2009, publicada no D.O.U de 18.12.2009, e entrou em vigor a partir do dia 18.03.2010, estabelecendo critérios para utilização do saldo da conta vinculada do FGTS para amortização extraordinária, liquidação de saldo devedor e pagamento de parte das prestações no âmbito do Sistema de Consórcio Imobiliário;

c) Em 16 de julho de 2010, o Banco Central do Brasil publicou a Circular nº 3.501/10 que dispõe sobre o funcionamento de componente organizacional de ouvidoria das administradoras de consórcios; e d) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); e • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de forma prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

DIRETORIA Diretor Fernando Antônio Tenório

Diretor Superintendente Nilton Pelegrino Nogueira

Claudia Teixeira de Souza – Contadora – CRC 1SP177829/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS À Diretoria da Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, bem como as demonstrações consolidadas dos recursos de consórcio em 30 de junho de 2011 e das variações consolidadas nas disponibilidades dos grupos de consórcios para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para semestre findo naquela data, bem como a posição patrimonial e financeira consolidada dos grupos de consórcios em 30 de junho de 2011 e as variações consolidadas nas disponibilidades dos grupos de consórcios para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Outros Assuntos A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Demonstração do valor adicionado contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos Responsabilidade dos auditores independentes procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 23 agosto de 2011. nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório Zenko Nakassato avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP160769/O-0

nternacional

Outra vitória dos rebeldes Insurgentes conseguiram entrar no quartel-general de Muamar Kadafi após 5 horas de combates contra forças leais ao ditador líbio

A

pós cinco horas de combates com partidários de Muamar Kadafi, lutados com metralhadoras e morteiros, os rebeldes conseguiram entrar ontem no quartel-general do ditador líbio em Trípoli. Considerado o coração simbólico do regime, o complexo de Bab al-Aziziya foi bombardeado várias vezes por caças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde março. Os rebeldes, no entanto, não encontraram o "irmão líder". Mesmo sem achar Kadafi ou seus filhos, os homens estavam radiantes. À noite, o coronel, em uma mensagem de áudio, jurou "morte ou vitória" aos "agressores". Os insurgentes derrubaram e decapitaram estátuas do ditador e saquearam Bab al-Alziziya, levando armas, veículos e até objetos pessoais, como um quepe de Kadafi. Um carrinho de golfe usado pelo líder líbio também foi retirado do local – a rede Al Jazeera mostrou rebeldes passeando com ele pelas ruas de Trípoli. A famosa estátua de um punho de aço esmagando um caNão foi ele ça americano foi destruída. A estátua era o símbolo do comquem nos plexo e foi feita para lembrar chamou um bombardeio dos EUA na de ratos? década de 1980 que teria mataAgora ele do uma das filhas do ditador. é o rato 'Ratos' – Abdel Aziz Shafiya, um insurgente de 19 anos escondido lá embaixo brandindo um rifle Kalashnikov, disse que Kadafi poderia AZIZ SHAFIYA estar escondido no subterrâneo de Bab al-Aziziya. "Não foi ele quem nos chamou de ratos? Agora ele é o rato escondido lá embaixo". Segundo um combatente, os rebeldes invadiram o complexo por três portões diferentes. Mahmoud Jibril, um dos líderes do Conselho Nacional de Transição, comentou os últimos desdobramentos da revolução durante uma entrevista coletiva no Qatar, classificando a tomada do complexo como uma "importante vitória". Otan – A Otan não quis confirmar as notícias de que a sua força aérea teria bombardeado o local para ajudar os rebeldes. Segundo Noman Benotman, analista sênior do instituto britânico Quilliam e associado do ex-chefe de espionagem de Kadafi, o ditador "está apostando que os rebeldes façam uma confusão em Trípoli e provoquem o caos. Ele aposta que eles vão se comportar mal. Eles querem que zonas rivais de milícias comecem a se desentender. Por isso é essencial que os rebeldes ajam em conjunto." (Agências) Leia mais sobre a Líbia nas páginas 13 e 14

Louafi Larbi/Reuters

Rebeldes comemoram a tomada do complexo de Bab al-Aziziya: o local abriga diversos edifícios, a residência de Kadafi e bunkers, além de túneis subterrâneos. Louafi Larbi/Reuters

Zohra Bensemra/Reuters

Jovem posa com quepe do ditador, achado no quarto de Kadafi.

Insurgentes levam embora carrinho de golfe. O veículo foi filmado rodando por Trípoli.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.163.016/0001-76 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO No 1º semestre, a BMC DTVM registrou Lucro Líquido de R$ 47 mil, correspondendo a R$ 25,27 por lote de mil cotas, Patrimônio Líquido de

Senhores Cotistas,

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da BMC Asset Management - R$ 3,235 milhões e Ativos Totais de R$ 3,578 milhões. São Paulo, SP, 26 de julho de 2011.

Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BMC DTVM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições

Diretoria

autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO

2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Outros Investimentos (Nota 8)....................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010 2.871 371 2.284 2.284 105 105 111 46 65 300 300 300 407 407 407 3.578

654 513 94 94 47 17 30 2.376 2.057 2.057 319 319 407 407 407 3.437

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 11c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b).......................................................................................................................................

2011

2010 109 109 2 13 94

114 114 2 7 105

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a).............................................................................................................

234 234 234

119 119 119

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 11a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 11b).....................................................................................................................

3.235

3.204

1.860 1.375

1.860 1.344

TOTAL ...........................................................................................................................................................

3.578

3.437

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6c).......................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 12).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 13) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 14)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 14)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 16a e b) ........................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de cotas (Nota 11a) ......................................................................................................................... Lucro por lote de mil cotas em R$ ................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010

125 125 125 (55) (104) (8) 66 (9) 70 70 (23) 47 1.860.000 25,27

88 88 88 107 (91) (7) 210 (5) 195 195 (15) 180 1.860.000 96,77

Eventos Saldos em 31.12.2009..................................................................... Lucro Líquido.................................................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos...............................................

Reservas de Lucros

Social

Legal

Estatutárias

1.860 -

78 9 -

1.088 169 -

Saldos em 30.6.2010.......................................................................

1.860

87

1.257

Saldos em 31.12.2010..................................................................... Lucro Líquido.................................................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos...............................................

1.860 -

86 2 -

1.243 44 -

Saldos em 30.6.2011.......................................................................

1.860

88

1.287

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Lucros Acumulados 180 (178) (2) 47 (46) (1)

Totais 3.026 180 (2) 3.204 3.189 47 (1)

-

3.235

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Despesas com Provisões Fiscais .............................................................................................................. Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos .................. (Aumento)/Redução em Outros Créditos .................................................................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .............................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos............................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

Capital

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2010

70 13 13 83 (119) (5) (69) (9) (2) (121) 33 33 (88) 459 371 (88)

Descrição 1 - Receitas...................................................................................... 195 9 9 204 (84) (4) (214) (15) (1) (114) 186 186 72 441 513 72

2011

%

2010

%

182

233,3

293

1.1) Intermediação Financeira..................................................

125

160,2

88

43,6

1.2) Outras .................................................................................

57

73,1

205

101,5

2 - Insumos Adquiridos de Terceiros............................................

(104)

(133,3)

(91)

(45,1)

Publicações.................................................................................

(81)

(103,8)

(66)

(32,7)

Serviços Técnicos Especializados ..............................................

(8)

(10,3)

(15)

(7,4)

Outras .........................................................................................

(15)

(19,2)

(10)

3 - Valor Adicionado Bruto (1-2) ....................................................

78

100,0

202

100,0

4 - Valor Adicionado a Distribuir ...................................................

78

100,0

202

100,0

5 - Distribuição do Valor Adicionado ............................................

78

100,0

202

100,0

5.1) Impostos, Taxas e Contribuições .....................................

31

39,7

22

10,9

Federais ...............................................................................

31

39,7

22

10,9

5.2) Remuneração de Capitais Próprios .................................

47

60,3

180

89,1

Dividendos ...........................................................................

1

1,3

2

1,0

Lucros Retidos .....................................................................

46

59,0

178

88,1

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

145,1

(5,0)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL b) A BMC DTVM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2011 e de 2010. A BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BMC DTVM) é uma instituição financeira que tem por objetivo praticar c) Resultado de títulos e valores mobiliários operações e atividades pertinentes às disposições legais e regulamentares aplicáveis às sociedades da espécie. É parte integrante da Organização Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Bradesco, suas operações são conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se 2011 2010 de seus recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5).................................................................... 119 84 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 6 4 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Total ........................................................................................................................................................ 125 88 os As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis n 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados ao valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre as adições temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social serão realizados de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Investimentos Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Redução ao valor recuperável de ativos (Impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. i) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 9a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 9b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 9b). j) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). k) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA A Instituição possui disponibilidades de R$ 371 mil (2010 - R$ 513 mil), e não possuía outras contas que seriam consideradas equivalentes de caixa.

7) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS 2011 Créditos tributários (Nota 16c e d)........................................................................................................... Devedores por depósitos em garantia - fiscais........................................................................................ Opções por incentivos fiscais .................................................................................................................. Imposto de renda a compensar............................................................................................................... Devedores diversos ................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

246 55 37 19 8 365

Em 30 de junho - R$ mil 2010 247 52 37 10 3 349

8) INVESTIMENTOS O investimento de R$ 407 mil refere-se a ações da CETIP S.A. (2010 - R$ 407 mil). 9) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais de natureza fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Obrigações Legais provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. II - Movimentação das Provisões Constituídas R$ mil Fiscais e Previdenciárias No início do 1º semestre de 2011.................................................................................................................................................. 121 Atualização monetária ...................................................................................................................................................................... 5 Constituições .................................................................................................................................................................................... 8 No final do 1º semestre de 2011 (Nota 10a) ................................................................................................................................. 134 No final do 1º semestre de 2010 (Nota 10a) ................................................................................................................................. 110 c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 10) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

134 90 13 10 247

Em 30 de junho - R$ mil 2010 110 7 9 126

94 94

Em 30 de junho - R$ mil 2010 105 105

2011 Provisão para riscos fiscais (Nota 9b) ..................................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para impostos diferidos (Nota 16c)........................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas 2011 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social O capital social no montante de R$ 1.860 mil está representado por 1.860.000 cotas, subscritas e integralizadas no valor nominal de R$ 1,00 cada. b) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 1.375 1.344 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 88 87 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 1.287 1.257 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Instituição, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos Aos cotistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No semestre, foram provisionados dividendos no montante de R$ 1 mil (2010 - R$ 2 mil), correspondendo a R$ 0,54 (2010 - R$ 1,08) por lote de mil cotas. Os dividendos de 2010 serão pagos até o final de 2011, conforme Ata da Diretoria. 12) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 81 66 8 15 15 10 104 91

13) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 7 6 1 1 8 7

14) OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ 2011 2010 Estão representadas por Aplicações em Depósitos Interfinanceiros no montante de R$ 2.284 mil (2010 - R$ 2.057 mil), realizado com o Banco Bradesco S.A. Dividendos e JSCP.................................................................................................................................. 64 209 e com vencimento em julho de 2011. As receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez, classificadas na demonstração de resultado, como “Resultado de Atualização de depósitos em garantia..................................................................................................... 2 1 operações com títulos e valores mobiliários” foram de R$ 119 mil (2010 - R$ 84 mil) (Nota 6c). Atualização de provisão para riscos fiscais............................................................................................. (9) (3) Serviços de terceiros............................................................................................................................... (2) 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS Total ........................................................................................................................................................ 57 205 a) Classificação por categorias e prazos Em 30 de junho - R$ mil 15) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 2011 2010 a) As transações com controlador e coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas Acima Valor de Valor Marcação Valor de Marcação datas das operações, e estão assim representadas: de 360 mercado/ de custo a mercado/ a Em 30 de junho - R$ mil Títulos dias contábil (1) atualizado mercado contábil (1) mercado 2011 2010 2011 2010 Títulos para negociação: (2) Ativos Ativos Receitas Receitas Letras financeiras do tesouro .................................. 105 105 105 94 (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Total em 2011 ......................................................... 105 105 105 Disponibilidades: Total em 2010 ......................................................... 94 94 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 371 513 (1) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos Aplicações interfinanceiras de liquidez: 2.284 2.057 119 84 de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo Banco Bradesco S.A. ....................................................................... atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e Dividendos: (2) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. Banco Bradesco Financiamentos S.A. ............................................. (2) (2) continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

13

...continuação

BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.163.016/0001-76 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração.

c) Origens dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

Provisão para contingências fiscais ................................................. Outros............................................................................................... Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social ..................... Total dos créditos tributários (Nota 7).......................................... Obrigações fiscais diferidas (Nota 10a)............................................ Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas ..

Saldo em 31.12.2010 33 56 89 165 254 9 245

Constituição 3 37 40 40 1 39

Realização 40 40 8 48 48

R$ mil Saldo em 30.6.2011 36 53 89 157 246 10 236

Outras informações d) Previsão da realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; Em 30 de junho de 2011 - R$ mil b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e Prejuízo fiscal Diferenças temporárias e base negativa c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria Imposto Contribuição Imposto Contribuição Instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. de renda social de renda social Total Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração 2011.................................................................................................. 7 4 11 ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 2012.................................................................................................. 12 8 48 29 97 2013.................................................................................................. 18 11 49 31 109 16) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 2014.................................................................................................. 15 9 24 a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social 2015.................................................................................................. 3 2 5 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Total (Nota 7)................................................................................... 55 34 97 60 246 2011 2010 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 70 195 Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1) ............................................................................................................................... (28) (78) Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... 60 Outros valores ......................................................................................................................................... 5 3 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (23) (15) (1) A alíquota da contribuição social para as empresas dos segmentos financeiros foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3f). b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ Constituição/(realização) no semestre, sobre prejuízo fiscal e base negativa ........................................ Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................

2010 (15)

(9)

(8) (8) (23)

(2) (4) (6) (15)

O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 228 mil (2010 - R$ 229 mil), sendo R$ 83 mil (2010 - R$ 76 mil) de diferenças temporárias e R$ 145 mil (2010 - R$ 153 mil) de prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social. 17) OUTRAS INFORMAÇÕES Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • • • • • •

Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); e Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10).

Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

A DIRETORIA Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da BMC Asset Management – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da BMC Asset Management – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BMC Asset Management – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Outros assuntos A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstração do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA) para o semestre findo em 30 de junho de 2011. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, Responsabilidade dos auditores independentes em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 23 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório André Dala Pola avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP214007/O-2

Hugo Chávez diz que a Venezuela continua a apoiar Muamar Kadafi e que vai se recusar a reconhecer o governo interino dos rebeldes na Líbia. nternacional Louafi Larbi/Reuters

Pergunta de US$ 1 milhão: onde está Kadafi?

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pergunta de um milhão de dólares hoje é onde está Muamar Kadafi. No Twitter, pelo Facebook, nas redes de TV do mundo todo, governos de lá e cá, todos querem saber qual o paradeiro do ditador líbio. Ontem à noite, ele disse a uma rádio local de Trípoli que abandonou sua fortaleza na capital como parte de uma retirada tática e jurou "morte ou vitória" contra os rebeldes. As declarações foram retransmitidas por uma emissora de TV da Síria, a Al Orouba TV. Há rumores de que o coronel pode buscar (ou já teria buscado) refúgio na Venezuela. O presidente Hugo Chávez e Kadafi têm uma relação de longa data, que inclui convênios comerciais e diversas visitas entre ambos os presidentes. Mui amigo – O venezuelano chegou a afirmar ontem que "só reconhecerá um governo líbio que seja dirigido" por seu amigo e aliado. Chávez voltou a acusar os EUA e seus aliados de desencadearem a guerra para apoderar-se das riquezas petrolíferas da nação no norte da África. Armas químicas – Em Washington, um porta-voz do Pentágono disse acreditar que Kadafi ainda está na Líbia. Ele também afirmou que os EUA estão monitorando locais de armas químicas na Líbia, em meio às preocupações de que grupos hostis aos interesses ocidentais possam tentar obter os estoques mantidos por Kadafi. O presidente da Federação Mundial de Xadrez, o russo Kirsan Ilyumzhinov, disse que falou ontem com o líder líbio e que ele permanece em Trípoli e quer "defender seu país". Ilyumzhinov conhece Kadafi há anos. Sua visita a Trípoli em 12 de junho foi a última vez que o líder líbio foi visto em público depois do início dos ataques da Otan. Os dois foram filmados jogando xadrez juntos. O russo, um rico empresário, é conhecido por seu comportamento excêntrico e já disse que foi abduzido por alienígenas.

Céu de Trípoli encoberto por fumaça – resultado de intenso bombardeio e troca de tiros entre rebeldes e forças leais ao ditador líbio que lutavam pelo complexo de Bab al-Aziziya.

Brasil espera ONU se definir

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Brasil vai aguardar manifestação da Organização das Nações Unidas sobre qual liderança líbia será considerada legítima e só então se posicionará – o que deve acontecer em setembro. A informação foi dada ontem pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. A decisão da ONU deverá ocorrer durante o Comitê de Credenciais, em 21 de setem-

bro, em Nova York, antes da reunião da Assembleia Geral. Patriota afirmou que há a preocupação de que a nova liderança da Líbia seja legítima e representativa. "O governo deverá ser de coalizão, sobre todo o território e com legitimidade. Deve ser feita uma transição democrática. A Líbia deve percorrer um longo percurso em termos de avanços institucionais." De acordo com Patriota, as

opiniões contrárias do Brasil sobre as missões enviadas à Líbia foram em relação ao uso da força contra civis. "Existe um elo perigoso entre a manutenção da paz e o uso da força. O nosso apoio é ao povo. Houve derramamento de sangue condenável e além do aceitável." Relações comerciais – Sobre as empresas brasileiras com negócios na Líbia, Patriota disse que não há preocupação. De acordo com ele, o embaixador

do Brasil no Egito, Cesário Melantonio, tem mantido contato com os insurgentes. "Os rebeldes manifestaram agradecimento em relação à contribuição do Brasil para o desenvolvimento da Líbia e garantiram que os contratos serão honrados. Não temos com o que nos preocupar." O chanceler afirmou que o governo brasileiro está acompanhando os acontecimentos em contatos com os principais

parceiros do País. Ele confirmou ter conversado com o secretário da Liga Árabe, Nabil Al Araby, e com o presidente sul-africano, Jacob Zuma. A União Africana se reunirá amanhã, em Adis Abeba (Etiópia). Patriota afirmou que os países africanos deverão entrar em consenso sobre a necessidade de um governo de coalizão na Líbia e reafirmar a preocupação com a militarização das missões na região. (Folhapress)

Líbia, um negócio das árabias

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um negócio das arábias e isso talvez explique por que o Brasil, ao contrário de dezenas de nações, está demorando para reconhecer o Conselho Nacional de Transição. Desde a suspensão das sanções internacionais à Líbia, o Brasil tem construído laços diplomáticos e econômicos com o país do norte da África. O ápice desse processo aconteceu em 2009, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Líbia e

levou com ele 90 representantes de áreas comerciais. O 'passeio' valeu a pena: entre 2003 e 2009, as exportações para a Líbia aumentaram em 289%, enquanto as importações da Líbia cresceram 3.111%. Em 2010, o Brasil exportou quase US$ 460 milhões. Metade desse valor veio do comércio de minério de ferro. Produtos agropecuários somaram 26%; aviões, 12%. Máquinas e outros produtos industrializados, 10% das vendas .


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O povo turco e o governo da Turquia superaram a burocracia e transferiram os fundos que prometeram ao povo da Líbia em dinheiro e diretamente Mustafá Abdel-Jalil, do CNT nternacional

Turquia: US$ 200 mi a rebeldes Ancara está financiando os insurgentes líbios há pelo menos um mês; Mais de 30 países já reconheceram Conselho Nacional de Transição Thaier Sudani/Reuters

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governo da Turquia deu US$ 200 milhões aos insurgentes líbios, revelou ontem o ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, que visitou Benghazi e deu uma coletiva de imprensa ao lado de dirigentes do Conselho Nacional de Transição da Líbia. Davutoglu disse que além dos US$ 200 milhões, a Turquia já investe US$ 100 milhões em projetos humanitários no leste do país. Davutoglu disse que a Turquia deu US$ 100 milhões em dinheiro vivo aos rebeldes e outros US$ 100 milhões como um "presente". O chanceler turco revelou que Ancara está financiando os insurgentes líbios há pelo menos um mês e prometeu ajuda incondicional aos rebeldes. A Turquia tinha laços próximos com o agora cambaleante regime de Muamar Kadafi e empresas turcas controlam uma fatia expressiva do lucrativo setor de infraestrutura da Líbia. Quando a rebelião contra Kadafi estourou em fevereiro, o governo turco relutava em apoiar os insurgentes, assim como foi cauteloso em março em apoiar a ação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra Kadafi. Segundo ele, não fosse pelo dinheiro turco, os rebeldes não conseguiriam pagar salários e prover necessidades básicas no leste da Líbia, incluídos alimentos, no mês de agosto. Davutoglu disse que os países da Otan farão nos próximos dias uma reunião em Istambul, na qual poderá ser decidida a liberação de bilhões de dólares, atualmente retidos no exterior, de ativos que pertenciam ao regime de Kadafi, mas

Manifestantes em Misrata carregam a bandeira do Reino da Líbia, que voltou a ser usada pelos rebeldes desde fevereiro, quando começou a revolução no país.

que foram congelados após as sanções das Nações Unidas a Trípoli no começo deste ano Reconhecimento – At é agora mais de 30 países reconheceram o CNT como o representante legítimo da Líbia. Os últimos a reconheceram o conselho foram Iraque, Marrocos, Bahrain, Grécia e Nigéria – unindo-se aos Estados Unidos e aos principais países da União Europeia. Das principais potências, a

Reuters

Rússia disse que não vai reconhecer o CNT como o único representante legítimo da Líbia, mas como parte envolvida nas negociações, disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov. A Rússia afirmou que Kadafi deve partir, mas acusou a Otan de exceder seu mandado da ONU com a campanha de bombardeio na Líbia e pediu negociações entre os rebeldes e o governo.

Lavrov sugeriu que reconhecer o conselho rebelde como o único governo legítimo da Líbia não ajudaria. O outro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, a China, também não usou seu poder de veto em março para bloquear uma resolução autorizando a campanha da Otan, mas condenou os ataques aéreos e pediu um compromisso entre o governo e os rebeldes.

Depois disso, no entanto, Pequim vem cortejando os rebeldes líbios, aceitando se encontrar com seus líderes e enviando representantes para as negociações. Na segunda-feira o Ministério das Relações Exteriores chinês informou que o país vai respeitar a vontade do povo líbio e espera que a estabilidade volte à Líbia. O presidente palestino Mahmoud Abbas disse na segun-

da-feira que seu governo reconhecia o CNT. O mesmo fez a Liga Árabe. Relações diplomáticas – A Turquia foi o primeiro país a reconhecer o conselho como representante legítimo do povo líbio, em junho, mas autoridades turcas disseram que isso não significa que seja o único representante do povo líbio, embora também tenha cortado as relações diplomáticas com o governo de Kadafi. (Agências)

Johannes Eisele/AFP

Ahmadinejad e seu novo míssil: arma de longa distância feita no Irã.

Irã admite receber inspetor nuclear

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Irã permitiu que um inspetor nuclear da Organização das Nações Unidas tivesse acesso a um local onde estão sendo desenvolvidas centrífugas avançadas que podem ser usadas para fabricar combustível e ogivas nucleares, informaram ontem diplomatas à Associated Press. Os diplomatas, que falaram em condição de anonimato, disseram que o inspetorchefe da Agência Internacional de Energia Atômica

(AIEA), Herman Nackaerts, também recebeu pela primeira vez permissão para visitar o reator de água pesada do Irã. O Irã está sob de sanções do Conselho de Segurança da ONU por sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio e seu programa de reator de água pesada. Porém, qualquer sinal de que o país está pronto para abrir uma janela maior deve atenuar os esforços dos EUA de aumentar a pressão sobre o Irã. (AE)

Afeganistão: a vida entre explosões

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oldados dos Estados Unidos se protegem enquanto helicóptero decola levando três colegas feridos – o veículo em que estavam explodiu ao passar sobre uma mina perto de Kandahar, no Afeganistão.

Todo efetivo internacional deve deixar o país até o fim de 2014. Anteontem, 12 homens armados pararam um comboio de 18 caminhões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que levava com-

bustível para suas forças e os puseram em chamas nas proximidades de Quetta. Dois dias antes, na mesma região, um outro comboio de cinco caminhões da Otan também foi atacado e incendiado. (Agências)

Mladen Antonov/AFP

Strauss-Kahn: livre para voar Stephen Chernim/AFP

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Manifestantes protestam contra a decisão judicial de ontem

processo criminal contra Dominique Strauss-Kahn está arquivado. A decisão foi tomada ontem por juiz de Nova York, atendendo à solicitação de promotores que questionaram a credibilidade da mulher que acusava Strauss-Kahn de violência sexual. Agora, o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional pode tentar reconstruir sua carreira políti-

ca na França. no FMI dias e Straussabandonou a Kahn, que era pré-candidatuapontado como ra pelo Partido favorito na eleiSocialista. ção presidenOntem, ele cial de 2012, foi deixou o tribuDominique Strauss-Khan detido em 14 de nal sorridente, maio no avião ao lado da esque o levaria de Nova York a posa, Anne Sinclair, mas disse Paris, após ser acusado de es- que sua vida havia se transfortupro pela camareira Nafissa- mado em um pesadelo. "Estou tou Diallo. Ele deixou o cargo ansioso para voltar ao meu

país, mas antes tenho alguns assuntinhos a tratar." O juiz Michael Obus, da Suprema Corte do Estado de Nova York, inicialmente encaminhou o caso a um recurso de emergência. Em apenas duas horas, o tribunal de apelações arquivou definitivamente o pedido da acusação para nomear um promotor especial no caso. Strauss-Kahn está livre para regressar à França. (Reuters)


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Brendan Mc Dermid/Reuters

MEDO DO TERROR Edifícios privados e públicos foram evacuados em Nova York e Washington após o terremoto que ocorreu ontem à tarde. Muitas pessoas pensaram que se tratava de um ataque terrorista.

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Timothy Clary/AFP

Tremor de terra atingiu 5.8 graus na escala Richter e ocorreu às 13h51 no horário local – 14h51 em Brasília. Não houve registro de fortes danos ou vítimas, mas o incidente foi o suficiente para assustar a população da costa leste. Em Washington, o Capitólio e a Casa Branca foram esvaziados. A Catedral, em estilo gótico, sofreu danos nas suas torres. Timothy Clary/AFP

Noiva corre assustada na cidade de Nova York após o terremoto ocorrido ontem à tarde nos Estados Unidos: medo de novos ataques terroristas

Terremoto sacode os EUA e assusta a costa leste Nicholas Kamm/AFP

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m dos mais fortes terremotos a atingirem a costa leste dos Estados Unidos sacudiu prédios, provocou pânico em centros como Washington e Nova York, causou o desligamento de dois reatores nucleares e levou ao esvaziamento da Casa Branca, do Congresso e do Pentágono, ontem. O sismo foi sentido até no Canadá. Não há informações imediatas sobre mortos ou feridos em estado grave, mas o Corpo de Bombeiros de Washington informou que algumas pessoas sofreram escoriações superficiais durante o tremor de terra. De acordo com o Instituto de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos (USGS, nas iniciais em inglês), o abalo sísmico alcançou 5,8 graus e ocorreu às 13h51 locais (14h51 em Brasília). A magnitude chegou a ser revisada para 5,9 graus, mas depois voltou para 5,8. O epicentro do tremor foi uma área situada 64 quilômetros a noroeste de Richmond, no estado norte-americano de Virgínia. A profundidade foi de apenas 100 metros – quanto menor a profundidade, maior a chance dos efeitos serem sentidos. De acordo com as autoridades, não há risco de ocorrerem tsunamis. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, interrompeu brevemente suas férias em Martha's Vineyard, litoral de Massachusetts, para se inteirar da situação. Obama jogava golfe no momento do terremoto. Não se sabe se ele percebeu alguma coisa na hora, mas jornalistas que acompanham as férias do presidente disseram ter sentido a terra tremer. O presidente chegou à ilha com a família na quinta-feira para férias de dez dias. Ele deve retornar à Casa Branca no sábado. Te r r o r i s m o – O tremor de terra ocorre a menos de três semanas do décimo aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos e por alguns instantes levou muita gente em Washington e Nova York a imaginar se tratar de algo mais sinistro que um terremoto. "Pensei que tivéssemos sido atingidos por um avião", disse Marty Weisner, que trabalha no Empire State Building, em Nova York. O porta-voz dos bombeiros de Washington, Pete Piringer, disse que "várias" pessoas ficaram feridas por conta do terremoto, mas até ontem à noite não

havia relatos de feridos com gravidade ou pessoas mortas. Piringer disse que o tremor causou danos a diversos edifícios da capital norte-americana. Segundo ele, milhares de pessoas se dirigiram para o centro da cidade em busca de um lugar aberto. Piringer disse que, se um prédio não apresenta danos estruturais, a coisa mais segura a se fazer é permanecer no local. A estação ferroviária Union Station também foi esvaziada e alguns funcionários disseram às pessoas que estavam do lado de fora que parte do teto havia caído no interior da estação. Aeroportos – Os voos com partida e chegada em Nova York foram retomados após sofrer atraso. Voos do aeroporto internacional John F. Kennedy e Newark estavam suspensos devido ao tremor, segundo o porta-voz da Autoridade Aeroportuária de Nova York e Nova Jersey. Autoridades suspenderam temporariamente os voos para inspecionar as condições das pistas e as torres de controle. O terremoto de ontem foi um dos mais fortes já registrados na costa leste dos EUA. O mais forte, ocorrido em 1897 em Giles County, também em Virgínia, alcançou 5,9 graus. Os terremotos na costa leste não são tão comuns quanto na costa oeste dos Estados Unidos, mas tendem a ser sentido em áreas bastante amplas. Mais de 12 milhões de pessoas vivem perto o bastante do epicentro para terem sentido a terra tremer, de acordo com o USGS. (Agências)

Em Nova York, muitas pessoas deixaram suas casas (no alto, à direita). Diversos prédios comerciais e de escritórios em Manhattan foram evacuados preventivamente (acima). Jason Reed/Reuters

Hyungwon Kang/Reuters

Em Washington, terremoto assustou pessoas e esvaziou prédios públicos

Na capital norte-americana, algumas pessoas sofreram escoriações leves

Catedral de Washington e embaixada sofrem danos

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Catedral Nacional de Washington, o edifício mais alto da cidade, sofreu danos pelo terremoto, com a ruptura de três pináculos na torre central do templo, afirmou um porta-voz da igreja. Richard Weinberg, diretor de comunicações do episcopado da Catedral, comentou que um quarto pináculo estava inclinado e que também poderia estar danificado. A torre central do edifício em estilo gótico, que é equivalente ao tamanho de um prédio de 30 andares,

também sofreu danos estruturais menores. Ela foi fechada ao público para uma inspeção detalhada. A embaixada do Equador foi atingida e danificada pelo tremor, segundo um recado gravado pelos bombeiros e agentes de emergência da capital norte-americana. O Serviço de Parques nacionais de Washington disse que todos os monumentos foram esvaziados, inclusive o recém-inaugurado Memorial Martin Luther King Jr, mas que não houve registro de danos. (Agências)

Por precaução, usina nuclear é desligada

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ma usina nuclear na região central de Virgínia ficou sem energia logo depois do terremoto ter sacudido a região, informaram autoridades locais na tarde desta quarta-feira. A usina elétrica de North Anna, que abriga dois reatores nucleares, acionou quatro geradores movidos a óleo diesel para manter as operações de resfriamento do núcleo. A usina parou de funcionar automaticamente logo depois do abalo sísmico. "Até onde sabemos, a situação é segura", afirmou David McIntyre, porta-voz da Comissão Regulatória Nuclear dos EUA. Além do desligamento dos reatores da usina de North Anna,

mais sete usinas atômicas em operação declararam "eventos atípicos", ponto mais baixo da escala de emergência nuclear no país, disse a comissão. As usinas estão localizadas em Virgínia, Maryland, Pensilvânia e New Jersey. Medo – O brasileiro Rubens Inaba estava trabalhando em Manhattan quando o prédio onde estava começou a balançar. "Quando tocou a sirene, o pessoal começou a ficar desesperado, temendo ser um ataque terrorista", relatou o brasileiro. Segundo ele, mesmo após a segurança do prédio ter tentando acalmar as pessoas dizendo se tratar de um terremoto, ninguém quis voltar ao trabalho. (Agências)


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Se a cidade tiver mais um dia (de coleta), a população produzirá mais lixo. Carlos Silva Filho, diretor da Abrelp

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Lixo: Prefeitura quer coleta dominical Medida depende ainda de um estudo de viabilidade econômica que está sendo elaborado pela Fipe. Concessionárias, porém, estão preparadas. Ivan Ventura

Newton Santos/Hype

Ale Vianna/AE - 14/12/2010

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Prefeitura de São Paulo aguarda apenas a conclusão de um estudo econômico em execução pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para decidir se adota a coleta de lixo domiciliar aos domingos. Ontem, mesmo sabendo da indefinição na Prefeitura, a Loga (concessionária responsável pelo recolhimento do lixo nas regiões norte, oeste e na Praça da Sé) informou que já preparou a estratégia para o trabalho nos fins de semana. A proposta de recolhimento foi defendida em maio pelo prefeito Gilberto Kassab. Ontem o diretor-presidente da Loga, Luiz Gonzaga Alves Pereira, retomou a discussão durante encontro do Conselho de Política Urbana (CPU), da Associação Comercial de São Paulo. Segundo Gonzaga, o recolhimento de lixo aos domingos obedeceria a uma logística bem diferente do serviço prestado nos demais dias da semana. Em vez do recolhimento feito de porta em porta, as equipes da Loga e da Ecourbis (responsável pelo recolhimento na região sudeste) percorreriam apenas os grades corredores ou as grandes avenidas da cidade. "Seria recolhido o lixo em avenidas como a Nove de Julho ou a 23 de Maio, apenas para citar alguns exemplos", disse Alves Pereira. A coleta dominical de resíduos também seria estendida aos parques e outros lugares de grande concentração pública na cidade. "A ideia não é recolher nas ruas, como ocorre durante a semana. É uma proposta diferente", disse. A intenção de recolher lixo aos domingos depende do estudo em curso na Fipe, que deverá mostrar quanto o serviço custará para o município. Há ainda um outro problema que poderá inviabilizar a coleta dominical. Até o fim do ano, a Prefeitura deverá promover o reequilíbrio financeiro previsto em contrato com as duas concessionárias da cidade. Na prática, isso significa um aumento do

Grandes avenidas, como a Anhaia Mello, na Vila Prudente, seria uma das beneficiadas pela coleta dominical Itaci Batista/AE - 09/03/2010

Seriam usadas duas caçambas. Uma aterrada, a ser içada por alavancas e levada pelo caminhão. A outra seria de superfície. IDEM

Alves Pereira fala em encontro na ACSP. Ao lado, Antonio Carlos Pela.

Seria recolhido o lixo em avenidas como a Nove de Julho ou a 23 de Maio, apenas para citar alguns exemplos. LUIZ GONZAGA ALVES PEREIRA valor pago atualmente às duas empresas, de cerca de R$ 40 milhões mensais. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Serviços, o contrato é revisto a cada cinco anos. Assim, somente após o reequilíbrio e o estudo da Fipe é que a Prefeitura decidirá se cria a coleta aos domingos. A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) não aprovou a

proposta de um recolhimento dominical. Presente no evento da ACSP, o diretor executivo da entidade, Carlos Silva Filho, disse que a medida abre um precedente perigoso na cidade, especialmente quanto ao costume do paulistano em relação ao lixo. "Temos de diminuir a quantidade de lixo, diminuir a massa de resíduos. Se a cidade tiver mais um dia, a população produzirá mais lixo e a situação não mudará", disse. Contêineres - No encontro da ACSP, o presidente da Loga defendeu o uso de contêineres espalhados pelas ruas da cidade como forma de reduzir os custos da coleta de lixo. A população levaria o lixo até essas caçambas que, em tese, seriam instaladas próximas às casas. Não haveria grandes deslocamentos até a caçamba. "Seriam usadas duas caçambas. Uma aterrada, que

Nos locais de pouco movimento a coleta seria feita nos dias de semana

seria içada para a superfície por meio de alavancas e levada pelo caminho de resíduos. A outra seria de superfície mesmo", disse. Pela proposta de Pereira, as caçambas aterradas seriam instaladas, inicialmente, na periferia. Por enquanto, não há previsão

para a instalação desses equipamentos na cidade. Educação - Outro tema que dominou o encontro na ACSP foi a necessidade de uma campanha de educação para a reciclagem do lixo e uma redução no volume de lixo produzido nos domicílios

paulistanos. "A Prefeitura reduziu o valor pago às concessionárias e, para isso, diminui o valor destinado às campanhas de educação sobre a destinação do lixo. O valor caiu de 5% para 0,1% do valor bruto enviado todo mês às concessionárias", disse o presidente da Loga. Para o vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo e coordenador do Conselho de Política Urbana da entidade, Antonio Carlos Pela, uma educação para a limpeza poderia se espelhar no exemplo da campanha que prioriza o pedestre na cidade, lançado este ano. "O comportamento no trânsito já começa a mudar. A Prefeitura poderia adotar a mesma disposição com o lixo", sugeriu Pela. Representando a ACSP, além de Carlos Pela, participaram do encontro os seguintes integrantes do CPU: Farid Murad, Paulo de Andrade Costa e Paulo Antonio Maluf.

Começa desmanche dos aviões da Vasp Aeronaves estão estacionadas no Aeroporto de Congonhas. Ação integra plano que abrirá espaço nos aeroportos do País, visando a Copa. Mariana Missiaggia

Fotos de Luiz Prado/Luz

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eis das nove aeronaves que pertenciam à falida companhia aérea Vasp e estavam abandonadas há mais de sete anos no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, começaram a ser sucateadas na tarde de ontem. A ação faz parte do Programa Espaço Livre, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e permitirá que outros aeroportos brasileiros desmontem seus aviões estacionados e sem condições de voo para que tenham mais espaço livre para a Copa de 2014. Demorou sete anos para que a primeira aeronave começasse a ser desmontada, mas a expectativa é de que nos próximos 25 dias outras cinco passem pelo mesmo procedimento. Em Congonhas estão sete Boeings 737-200 e dois Airbus A-300 sem peças, sem

Tesoura acoplada a uma escavadeira picota asa de um avião da Vasp. Aeronaves estão livres de resíduos químicos.

turbinas e até sem trens de pouso. De acordo com relatórios e vistorias de aeronavegabilidade da Anac, esses aviões encontram-se em completo estado de deterioração e jamais poderiam voltar a voar, sendo oficialmente considerados sucata. Avaliados em R$ 35 mil cada um, os restos dos aviões serão leiloados e o montante arrecadado será destinado aos credores da Vasp habilitados no processo

judicial de falência da empresa. Segundo Gustavo do Vale, presidente da Infraero, o Programa Espaço Livre possibilitará que todas as aeronaves abandonadas em aeroportos brasileiros sejam desmanchadas em até dois anos. "O Aeroporto de Congonhas é o ponto mais caro e está completamente saturado em seu espaço físico. Usaremos esse alívio para manobras e estacionamento de outras

aeronaves", disse Vale. Com essa medida, serão liberados 130 mil metros quadrados dos 170 mil metros quadrados ocupados pela Vasp, em Congonhas, devolvendo 10% do espaço total do terreno ao aeroporto. Vale ainda estimou que o custo mensal para cada aeronave abandonada no pátio gire em torno de R$ 100 mil, pois o aeroporto deixa de receber com aluguéis e taxas. A Infraero estima que

existam mais 117 aviões em todo o País na mesma condição e que 27 destes pertençam à Vasp. Concluídos os desmanches das aeronaves em Congonhas, o próximo aeroporto a receber o programa será o do Galeão, no Rio de Janeiro. Em seguida, o de Brasília. Em São Paulo, existem nove aviõessucata em Congonhas, seis em Cumbica, em Guarulhos, e dois em Viracopos, em Campinas.

Scher Soares, 36 anos, diretor geral da Renco, empresa escolhida para executar o desmanche do primeiro lote dos aviões sucateados, afirmou que as aeronaves estão liberadas de resíduos químicos e explicou a técnica que está sendo utilizada no processo. "O corte vai acontecer de uma maneira gradual para que não haja risco de desequilíbrio do avião. Quando as duas asas estiverem totalmente consumidas, tombaremos a parte da frente da aeronave para ela que ela seja literalmente picotada, inclusive os pneus", e acrescentou dizendo que todo o procedimento será realizado por uma tesoura de corte e sucateamento acoplada a uma escavadeira de esteira para 22 toneladas. De acordo com Soares, os resíduos encontrados em abundância são ferro e plástico, além de materiais nobres como alumínio e cobre, que aparecem em menor quantidade.


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PARCEIRO O Agora, sistema de ensino da Editora Saraiva, é parceiro do projeto.

setor

TÁBUAS Circuito Estradafora, da ONG Teatro de Tábuas, participa da caravana.

FANTASIA SOBRE RODAS Carreta que se transforma em palco leva cinema e teatro para seis cidades brasileiras. É a Caravana Planeta Agora, direcionada para escolas públicas e que pretende distribuir 2,5 mil ingressos.

Fotos: Divulgação/Agora Sistema de Ensino

O que parece ser uma carreta, vira um grande teatro coberto, com ar condicionado e capacidade para 150 pessoas. No palco, filme ou peças teatrais.

Kelly Ferreira

F

antasia, mistério, ação e comédia. Estes são alguns dos ingredientes levados aos moradores de seis cidades brasileiras a bordo de uma carreta que se transforma em auditório, possibilitando a apresentação de filmes ou peças teatrais para 150 pessoas. Trata-se da Caravana Planeta Agora, fruto de uma parceria entre o Circuito Estradafora – projeto cultural itinerante criado pela ONG Teatro de Tábuas, que já foi apresentado a mais de 300 mil crianças e jovens em mais de 200 cidades do País – e o Agora, o sistema de ensino da Editora Saraiva desenvolvido para as escolas públicas. A primeira cidade a receber a Caravana Planeta Agora foi Guariba, no Interior de São Paulo. Além dos caminhos paulistas, o projeto passará também por cidades do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Dias – Direcionado às esc o l a s d a re d e pública, a iniciativa leva a cada cidade quatro dias de atividades, com oito sessões de teatro infantil, oito de cinema, com apresentação do filme Toy Story 3,

Plantio de mudas perto das escolas integra o projeto

Agora - Desenvolvido no ano passado, o Agora tem por objetivo contribuir com a educação pública brasileira por meio de uma ação educativa eficaz. "O material visa atender à identidade da instituição pública de ensino, no que se refere à gestão escolar, à relação família-escola e à orientação afinada com as propostas curriculares do MEC (Ministério de Educação e Cultura)", disse Francisca Paris, diretora pedagógica da divisão de sistemas de ensino da Editora Saraiva. Segundo ela, a escola do futuro se faz com a escola do presente, "e o presente é Agora".

ALFER

e duas oficinas para 40 educadores – 20 por vez –, uma de música e reciclagem e outra de jogos teatrais. No total, serão distribuídos 2, 5 mil ingressos para as 16 apresentações a serem realizadas em uma carreta desenvolvida especialmente para o projeto. O teatro móvel tem inclusive ar condicionado. A expectativa é atingir um público estimado em mil pessoas, entre alunos e professores. "Quando há boa vontade, é possível levar cultura para aquelas pessoas que não têm condições de ter acesso a ela. As cidades visitadas param para ver os espetáculos", disse Fernando Cotrim, coordenador pedagógico do Agora Sis-

tema de Ensino, da Editora Saraiva. Segundo ele, o projeto leva as pessoas a descobrirem o teatro. "Eles aprendem, por exemplo, a refletir sobre valores da vida e a preservação do meio ambiente", afirmou. Entre as ações desenvolvidas pela Caravana Planeta Agora, um dos destaques é o Abraço Verde nas Escolas, que prevê o plantio de mudas de árvores frondosas ao redor das escolas. Além disso, desenvolve também um trabalho de literatura, com a temática meio ambiente e faz distribuição de sementes. Trilhos – O espetáculo infantil Trilhos, escrito por Fernado Cotrim, apresentado na car-

reta, conta história de três amigos inseparáveis – representados por Chen Liang, Olavo Pinheiro e Caroline – que se encontram na plataforma da estação principal da cidade todos os dias só para ver o mesmo trem passar. Até que um deles tem a ideia de entrar no trem e sair viajando pelo mundo, com o cachorro Pipoca. Destinada a crianças entre 4 e 12 anos, a peça tem duração de 50 minutos e apresenta uma viagem pelas estações do ano. O espetáculo leva crianças e adolescentes a descobrirem as possibilidades que a natureza oferece e também refletir sobre valores como a amizade e a preservação do meio ambiente.

Fernando Cotrim é coordenador pedagógico do Agora

Arquivo/DC

Fundações fazem encontro

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6º Encontro Paulista de Fundações, promovido pela Associação Paulista de Fundações (APF), que acontece amanhã em São Paulo, terá como tema central as Formas de Fomento do Terceiro Setor na Europa e Brasil – Parcerias Públicas e Privadas. O evento, que deve reunir cerca de 250 pessoas, irá discutir como poder público, bancos e as próprias fundações e associações privadas podem ser potenciais financiadores dos projetos sociais desenvolvidos pelas entidades do Terceiro Setor. De acordo com a presidente da APF, Dora Silvia Cunha Bueno, o objetivo do encontro é oferecer contribuição para o desenvolvimento das políticas públicas e do trabalho privado realizado, sem fins lucrativos, em prol do bem comum e na consolida-

ção de um país mais próspero, justo e feliz. A sustentabilidade dos programas mantidos e/ou financiados pelas fundações e instituições do Terceiro Setor precisa ser garantida pela consolidação de um fluxo permanente de financiamento, nas áreas pública e privada “A ideia é estabelecer maior sinergia e somar recursos e esforços de governos, fundações, institutos e empresas privadas, criando-se condições viáveis para se erradicar a miséria no País”, enfatiza Dora. Europa - Com o apoio da Confederação Brasileira de Fundações (Cebraf ), o evento terá palestra sobre as fundações na Europa, especialmente sobre as formas de financiamentos, feita pela representante do Centro Português de Fundações e exMinistra da Educação de Portu-

gal, Maria de Lurdes Rodrigues. Nesse painel, a moderadora será a diretora do Instituto MC Educação Social, Maria Cecilia Medeiros de Farias Kother, e haverá participação de Denise Dora, que apresentará o Case da Fundação Ford no Brasil, no contexto das perspectivas de fomento das organizações do Terceiro Setor, nacionais e internacionais. A discussão sobre os investimentos sociais internacionais será tema do segundo painel, com a presença dos representantes do BID, Fernando CarrilloFlórez e do Banco Mundial, Mauro Lopez Mendes de Azeredo. A terceira rodada contará com a participação da representante da Unidade de Parceria PúblicoPrivada do Ministério do Planejamento, Vanialúcia Lins e Souto, e do Secretário Executivo da Unidade de PPP da Secretaria da Fa-

Evento discutirá, entre outros temas, o financiamento de projetos

Dora Silvia Cunha Bueno preside a Associação Paulista de Fundações

zenda do Estado da Bahia, Rogério de Faria Princhak. O moderador será Rubens Naves, da Rubens Naves, Santos Jr. e Hesketh Escritórios de Advocacia Associados. O tema será Investimentos Sociais Governamentais e Parcerias Público-Privada. A administradora executiva da Fundação Abrinq, Heloisa Helena Oliveira, e o diretor de ética da ABCR e da Kidpower

Brasil, Ricardo Falcão, irão participar do penúltimo painel, com moderação de Flávia Regina de Souza Oliveira, advogada e coordenadora do Curso de Direito para o Terceiro Setor da Fundação Getúlio Vargas. O tema será os financiamentos e os seus caminhos. Para finalizar o ciclo de palestras, sob o tema Rumos do Terceiro Setor, o deputado federal

Antonio Brito (PDT-BA) apresentará informações sobre o Projeto de Lei do Senado, hoje em tramitação na Câmara dos Deputados, que discute a finalidade das fundações e a remuneração de seus dirigentes. “Com a vinda da representante do Centro Português de Fundações, teremos a oportunidade de compartilhar experiências nacionais e europeias a fim de refletirmos sobre práticas que deram certo fora do Brasil e que podem ser aplicadas em nossas instituições", disse Dora Silvia. (KF)

S ERVIÇO O 6º Encontro Paulista de Fundações é amanhã no Novotel São Paulo Jaraguá Convention, rua Martins Fontes, 71, Centro. Informações: www.apf.org.br/encontro2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Logo Logo

Em luta pela cidadania

www.dcomercio.com.br

Na foto, pescadores do grupo étnico Rohingya empurram um barco nas proximidades do campo de refugiados de Teknaf, em Mianmar. Uma lei aprovada recentemente impede os Rohingya de obter cidadania plena no país. Atualmente, cerca de 800 mil pessoas dessa etnia vivem em Mianmar e outras 300 mil em Bangladesh. Amanhã, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) inicia uma campanha global pela conscientização dos direitos de cerca de 15 milhões de pessoas em todo o mundo que não têm cidadania reconhecida em nenhum país.

Carro-robô A japonesa ZMP anunciou o lançamento do RoboCar MEV-C. Para uma pessoa, o carro-robô é elétrico, tem sensor de movimento, GPS, WiFi, Bluetooth e 3G. Seu principal objetivo é servir como ferramenta de pesquisa e não dominar as ruas.

Se a pasta de dentes causa brigas em casa, talvez valha a pena investir US$ 300 neste espremedor de tubos. http://gi.lt/oPMb4o

Andrew Biraj/Reuters

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M ÚSICA G @DGET DU JOUR

E SPAÇO

Amy, livre das drogas

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Concha de privacidade Para as situações em que você deseja um pouco de privacidade, nem que seja só por alguns minutos, essa concha portátil é a solução. Veja as várias versões no site. http://bit.ly/pCaF5Y

B IODIVERSIDADE 1

cantora britânica Amy Winehouse não tinha resquícios de substâncias ilegais em seu corpo no momento de sua morte, confirmou sua família ontem, após receber os resultados da autópsia. O corpo de Amy foi encontrado em sua residência em Londres no dia 23 de julho e, até o momento, não se sabia a causa da morte. As provas toxicológicas descartaram as possibilidades de overdose. Com base no histórico de problemas com drogas e álcool da cantora, a mídia levantou a hipótese de overdose por entorpecentes. Durante o funeral, o pai de Amy disse que nas semanas anteriores sua filha parecia mais feliz do que nunca e que tinha conseguido superar sua dependência de drogas, mas ainda enfrentava seus problemas com o álcool. (EFE)

Andrea de Silva/Reuters

Amy Winehouse durante show em St. Lucia em maio de 2009. A cantora enfrentava problemas de dependência de drogas.

As estrelas mais frias do universo A sonda espacial Wise descobriu as estrelas mais frias já encontradas no universo, com uma temperatura similar à do corpo humano, informou ontem a agência espacial norteamericana, a Nasa. Após uma década de tentativas por parte da agência espacial para achar estes corpos estelares, a sonda conseguiu detectar seis delas, que se encontram a uma distância relativamente próxima, cerca de 40 anos-luz do sol. Chamadas de anãs marrons, as estrelas frias não possuem massa suficiente para fundir átomos em seus núcleos e, portanto, não queimam com o fogo, como o sol. E M

C A R T A Z

B IODIVERSIDADE 2

Retornando para casa

Estudo divulgado ontem na revista especializada PLoS Biology aponta que o planeta Terra tem 8,7 milhões de espécies diferentes. O levantamento, considerado o mais preciso já realizado, aponta ainda que, desse total, apenas 1,25 milhão de espécies já foram descobertas e catalogadas pelos cientistas. Estimativas anteriores a esta são tão discrepantes que apontam a existência de algo entre 3 e 100 milhões de especies diferentes na Terra. A cifra de 8,7 milhões é uma projeção que tomou como base uma análise matemática das espécies conhecidas. O estudo foi realizado por cientistas da Universidade de Dalhousie, no Canadá, e da Universidade do Havaí.

A equipe do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) devolveu ontem à natureza 46 pinguins, um lobo-marinho e duas tartarugas-marinhas. Os animais chegaram ao litoral gaúcho entre junho e julho deste ano, sujos de óleo, desidratados e desnutridos. No centro de recuperação, foram banhados, alimentados e receberam cuidados veterinários. Outros pinguins, lobosmarinhos e aves oceânicas permanecem em tratamento no centro, que foi criado em 1974 e é responsável pelo resgate e tratamento de cerca de 600 animais marinhos por ano. www.museu.furg.br/cram.html Reprodução

IPad no comando

C ELEBRIDADES

Liz Taylor, a mais fotogênica

A TÉ LOGO

Exposição 'Meu Centro é o Skate' . Galeria Olido. Avenida São João, 473, tel.: 33318399. Grátis.

R EDES SOCIAIS

Jovens trocam livros pela web Os jovens britânicos estão abandonando os textos clássicos, como os de Shakespeare, pela web. Uma pesquisa realizada pela National Literacy Trust com 18.141 crianças e jovens de oito a 17 anos mostra que um em cada seis deles passa um mês sem ler livro algum. Menos de metade dos entrevistados optam por ler livros não obrigatórios para a escola e a exposição do grupo à palavra escrita acontece principalmente por e-mails e acesso a Facebook e Twitter. L OTERIAS Concurso 996 da DUPLA-SENA Primeiro sorteio 14

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Internacional e Independiente fazem hoje a final da Recopa Sul-Americana Atacante Adriano ainda precisa perder mais peso para jogar pelo Corinthians

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Segundo sorteio 09

Seleção sub-20, campeã mundial, vai representar o Brasil no Pan-Americano

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www.mymemor y.com

A United Continental deve adotar o iPad, tablet da Apple, como ferramenta de trabalho para seus 11 mil pilotos. O motivo: com o tablet, os pilotos poderão substituir as cerca de 17 quilos de documentos usados em cada voo pelas 700g do aparelho, que atualiza informações online. Bom para o meio ambiente, já que a companhia economizará 16 milhões de folhas de papel e 1,2 milhão de litros de combustível por ano.

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ficam mais bonitos na frente das câmeras é o jogador inglês David Beckham, estrela de diversas propagandas, incluindo uma de roupa íntima. Duas grandes estrelas de Hollywood, Audrey Hepburn e Marilyn Monroe, tiveram lugar de destaque na classificação, ocupando a quinta e a oitava posições, respectivamente. A atriz italiana Sophia Loren ficou com o nono lugar. Entre as celebridades contemporâneas, a atriz Megan Fox também entrou no ranking, ficando com o posto de quarta pessoa mais fotogênica de todos os tempos.

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A atriz norte-americana Elizabeth Taylor foi nomeada a celebridade mais fotogênica de todos os tempos, segundo uma pesquisa divulgada ontem na qual também aparecem em destaque Jennifer Aniston e David Beckham. Conhecida por sua beleza e pelos deslumbrantes olhos violeta, a protagonista de Cleópatra foi considerada a mais bela em uma pesquisa realizada entre 1,5 mil pessoas pelo site de fotografia britânico MyMemory. Em segundo lugar apareceu Jennifer Aniston, conhecida pelo seriado Friends. O terceiro lugar na classificação dos rostos que

SKATE

Há 8,7 milhões de espécies na Terra

Rafael Divério/Ag. RBS/Folhapress

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Concurso 2678 da QUINA 09

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19 FGTS O Fundo arrecadou R$ 34,9 bilhões no 1º semestre, 18% mais que em 2010.

conomia

JAPÃO Moody's rebaixa rating do país de Aa2 para Aa3, com perspectiva estável.

Wilson Dias/ABr

Brasil está preparado para enfrentar crise

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a situação do País e dos demais emergentes está mais confortável hoje do que na turbulência de 2008, e o governo pode garantir a solidez da economia.

Vamos tomar medidas assim que elas se tornem necessárias, como temos feito com o câmbio. GUIDO MANTEGA, MINISTRO DA

FAZENDA

O

governo está pronto para tomar novas m e d i d a s q u e a t enuem os efeitos da crise econômica mundial, que atinge também países emergentes como o Brasil. A afirmação foi feita ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Segundo ele, é importante garantir a solidez econômica do País neste momento de crise e gerar muitos empregos. "Vamos tomar medidas assim que elas se tornem necessárias, como temos feito com o câmbio. São medidas que têm permitido uma certa estabilidade", disse. O ministro voltou a dizer que os emergentes estão em melhor situação diante das turbulências atuais – que têm derrubado bolsas de valores no mundo e desestabilizado as moedas dos países considerados desenvolvidos. Ele também destacou que o Brasil está mais bem preparado para enfrentar a crise do que em 2008. Mantega afirmou ainda que a política tem atrapalhado algumas decisões, como nos Estados Unidos, onde o governo só no último instante conseguiu elevar o teto de sua dívida. Ele voltou a mostrar apreensão diante da crise mundial, que, conforme ava-

4 por cento deverá ser o crescimento máximo do PIB brasileiro neste ano, de acordo com a estimativa feita pelo ministro Mantega.

liou, passou dos bancos para os governos. "Aqui no Brasil isso não acontece porque o conflito político, embora faça parte da democracia, não tem sido levado a ponto de prejudicar os interesses maiores do País. Quando há problemas, todos colaboram e conseguem soluções. Do ponto de vista político, estamos mais maduros do que os EUA", avaliou o ministro da Fazenda. Apelo – Ele pediu aos senadores que evitem criar novos gastos para 2011 e 2012. Para Mantega, evitar despesas adicionais pode ajudar na redução de juros e no aumento dos investimentos de forma mais adequada. "Faço um apelo para que os senadores ajudem a cumprir a solidez das contas e não criem novos

gastos, como a aprovação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), porque isso ameaça a situação do governo." Ele disse ainda que a consolidação fiscal não significa derrubar investimentos, mas sim abrir espaço para que eles ocorram com queda nos juros, em condições adequadas e no momento corretos, com a inflação controlada. Mantega voltou a dizer que o controle dos gastos públicos permitirá alterações no chamado mix que compõe a política fiscal e monetária. Com isso, disse, será possível ajustar melhor as medidas para reduzir os juros e as para diminuir impostos, como forma de enfrentar a crise. Expansão – Mantega admitiu que a economia brasileira poderá crescer menos do que o previsto. A estimativa que vinha sendo divulgada pela equipe econômica era um crescimento de 4,5% em 2011. "Não acredito que vá além de 4%. Que não é um PIB mau para o ano de transição e para o histórico do Brasil. Então, conseguir ficar em torno de 4% do PIB é suficiente para continuar gerando arrecadação, bancar os custos e fazer o superávit primário necessário para o País", disse. Aos parlamentares, o ministro lembrou que as despesas de pessoal e de custeio e capital

A

do comércio mundial. "Devemos lutar nos organismos internacionais contra o protecionismo e as práticas comerciais danosas ao Brasil", disse. A presidente agradeceu a gestão do ex-ministro Wagner Rossi, que deixou o governo na semana passada após uma série de denúncias de irregularidades na pasta, que chegaram a atingi-lo pessoalmente. "O ex-ministro Wagner Rossi deixa também uma herança de êxitos e bons resultados, expresso no plano

Precisamos fazer frente ao caráter volátil e muitas vezes especulativo dos preços das commodities. PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF

agrícola e pecuário de 2011 e 2012 que irá aplicar um montante de 107,5 bilhões na agropecuária brasileira na atual safra, volume recorde de recursos", afirmou a presidente. Ontem o índice de commodities ReutersJefferies CRB, referência global para o setor de matérias-primas, apresentava alta de 0,8%. Durante a posse, o novo ministro da Agricultura afirmou que terá como seu principal desafio à frente da pasta a captação de mais verbas destinadas ao agronegócio. "Vou lutar, em parceria com a Frente Parlamentar da Agropecuária, por mais dinheiro para a agricultura. É preciso garantir a renda do produtor", destacou Ribeiro. Entre suas prioridades, enumerou a busca por mais recursos para o preço mínimo, para o seguro agrícola e para a defesa sanitária. (Agências)

ção ao ano anterior e a despesa crescendo 10,8% em valores nominais. Portanto, a receita está crescendo muito mais do que a despesa". Ele afirmou ainda que, se não houvesse uma conta significativa de juros, o Brasil estaria muito confortável do ponto de vista fiscal. (ABr)

IOF para exportador será revisto

O

ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem no Senado que o governo irá corrigir a medida que instituiu a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre derivativos. O objetivo é que os exportadores não tenham que arcar com o pagamento do tributo. No fim de julho, o governo anunciou a cobrança de 1% sobre operações feitas no mercado futuro de dólar. A medida atingiu também aos exportadores que efetuam essas operações como um seguro (o chamado hedge cambial) para se proteger da variação nas cotações das moedas no período que vai até o pagamento de suas vendas ao exterior. "Não queremos penalizar o setor produtor que faz o hedge legítimo. O exportador já está no lucro [porque a medida evitou uma queda maior no dólar], mas não queremos

que ele pague o 1%, e vamos corrigir", afirmou Mantega durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. De acordo com o ministro, também no caso de a alíquota ser aumentada o exportador será compensado. Ele disse que poderá ser feito algum tipo de ajuste, por exemplo, para que a cobrança incida apenas sobre investidores estrangeiros. Em 27 de julho, o governo publicou medida provisória estabelecendo a taxação em até 25% de operações de derivativos feitas por investidores. Além disso, foi instituída a cob ra n ç a n o I O F p a ra o p e ra ç õ e s superiores a US$ 10 milhões. Os derivativos, que estiveram na mira dessas medidas, são instrumentos financeiros que usam um ativo de referência, como o dólar, para fixar um ganho. (Com Folhapress)

Bancos reduzem especulação com dólar em agosto

Dilma não quer que volatilidade externa atinja a agricultura presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que é necessário fortalecer a agricultura brasileira, com a finalidade de proteger o setor das inseguranças e prejuízos trazidos pela volatilidade dos preços das commodities nos mercados internacionais. "Precisamos fortalecer nossa agricultura para fazer frente ao caráter volátil e muitas vezes especulativo dos preços das commodities, fazer face às intempéries, enfim, proteger a nossa agricultura e incentivá-la a ser cada vez mais forte", afirmou a presidente durante a cerimônia de posse do novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. Dilma aproveitou a cerimônia para defender o combate ao protecionismo. Ela também insistiu na utilização de organismos internacionais para proteger os produtos brasileiros de ações prejudiciais no âmbito

têm crescido menos que o PIB. Ele acrescentou que essas despesas têm avançado menos também do que a arrecadação de impostos e contribuições. Para ele, isso mostra que a situação está sob controle no Brasil. "A receita está crescendo neste ano algo como 19,3% em rela-

A

s apostas das instituições financeiras na queda do dólar em relação à moeda brasileira despencaram no mês de agosto. De acordo com dados fornecidos pelo Banco Central (BC) na última sexta-feira, os bancos estavam "vendidos" em dólar em US$ 1,99 bilhão – valor que é considerado uma aposta contra a moeda norte-americana. A especulação com a divisa é dos principais fatores que influenciam as cotações – e se tornou alvo do governo na tentativa de frear a desvalorização do dólar. No final de junho, esse valor estava em US$ 14,7 bilhões. No início de julho, o BC obrigou as instituições a reduzir essa posição para um montante em torno de US$ 10 bilhões. Ao término do mês, no entanto, o valor já estava em US$ 6,3 bilhões – o que mostra que o efeito da medida do governo foi maior que o esperado. O BC não comentou se o dado reflete uma maior apreensão das instituições com a possibilidade de que a crise provoque uma alta da moeda ou se isso se deve aos efeitos dessa e outras medidas anunciadas pelo governo

para conter a queda do dólar. Fluxo – Até a semana passada, a entrada de dólares no País em agosto superava a saída em US$ 7,8 bilhões, o que representou o quarto maior resultado do ano. As operações financeiras, alvo das medidas do governo, responderam por uma entrada líquida de US$ 1,1 bilhão no mês, bilhão de dólares é o no que foi o segundo total que os bancos menor resultado registrado no ano. converteram na divisa A maior parte desnor te-americana. ses recursos, portanto, entrou no País por No final de junho, meio de operações de esse valor era de comércio exterior. FoUS$ 14,7 bilhões. ram US$ 6,7 bilhões – o maior resultado do ano –, com exportadores aproveitando a alta recente do dólar para trazer recursos ao Brasil. Ao longo do ano, o País já recebeu um montante de US$ 63,4 bilhões, o que representa 160% a mais do que o registrado em 2010. (Folhapress)

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e Turistas brasileiros gastam US$ 2,2 bi

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O cartão de crédito é responsável pelas principais dívidas das famílias.

conomia

Banco Central revela que gastos de viajantes do País bateram recorde em julho. Os investimentos diretos no Brasil também são incomparáveis, US$ 5,97 bilhões. AFP Photo

O

s gastos dos turistas brasileiros no exterior durante julho último superaram, pela primeira vez, a marca de US$ 2 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). As despesas dos viajantes somaram US$ 2,2 bilhões no mês. No ano, os gastos dos brasileiros lá fora somam US$ 12,4 bilhões, valor recorde para o período. Os turistas estrangeiros, por outro lado, trouxeram em igual período US$ 3,9 bilhões para o País. A diferença entre os dois números representa um déficit de US$ 8,5 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos em empresas brasileiras registraram o maior resultado para meses de julho da série, iniciada em 1947 pelo BC. Foram US$ 5,97 bilhões, de acordo com a instituição. Quase a metade deste valor entrou no País por conta da venda da empresa Schincariol para a companhia japonesa Kirin por cerca de US$ 2,5 bilhões. O déficit em transações correntes em julho somou, porém, US$ 3,497 bilhões, segundo dados do BC. O valor é inferior ao registrado em igual mês no ano passado, quando o déficit das contas externas somou US$ 4,589 bilhões. Segundo o BC, o déficit registrado em julho foi liderado pela conta de serviços, que teve saldo negativo de US$ 3,485 bilhões, e pela conta de renda, responsável pela saída de

maram US$ 49,46 bilhões. Conta-corrente – O chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, projetou ontem que o déficit em conta-corrente deve fechar agosto em US$ 3,2 bilhões. Ele informou que o saldo negativo de US$ 3,497 bilhões nessa conta em julho foi o segundo mais alto para o mês na série, perdendo apenas para o resultado do ano passado, quando somou US$ 4,589 bilhões. No acumulado do ano, o déficit externo foi o mais alto para o período na série do BC. Estrangeiro – Maciel destacou que o Brasil tem tido boas condições de financiamento do seu déficit em conta-corrente, por meio do Investimento Estrangeiro Direto (IED). Ele informou que o saldo de US$ 5,971 bilhões em IED registrado em julho foi o mais alto para o mês na série. O acumulado do ano e o resultado em 12 meses também foram recordes. O chefe do Departamento Econômico informou que em agosto, até ontem, o saldo de IED é de US$ 3,6 bilhões e deve fechar o mês em US$ 4,2 bilhões. Maciel explicou que o déficit de transações correntes de julho é resultado do ritmo de crescimento da economia, o que aumenta a demanda por bens e serviços do exterior. "Em consumo, isso é possível observar em viagens internacionais. Em investimento, vimos isso nas máquinas e equipamentos", disse. (Agências)

Neste ano, os brasileiros já gastaram no exterior US$ 12,4 bilhões, segundo a autoridade monetária, valor recorde para o período.

US$ 3,367 bilhões. Houve ingresso de US$ 3,135 bilhões pela balança comercial e a entrada de US$ 220 milhões pelas transferências unilaterais. Viagens – No ano, o déficit soma US$ 28,9 bilhões, menos da metade da previsão do BC para 2011. Já os investimentos

diretos de US$ 38,5 bilhões já representam 70% do esperado para o ano. Entre os motivos do deficit está o aumento de 26%, no acumulado do ano, no resultado negativo da conta de serviços, na qual são computados os gastos com viagens internacionais, transportes e alu-

guel de equipamentos. As transferências de renda se mantêm praticamente estáveis no ano, apesar do aumento nas remessas de lucros e dividendos para o exterior, conforme os dados do BC. Dívida externa – A dívida externa somou US$ 297,09 bi-

lhões em julho. O valor é maior que o registrado em junho, quando a estimativa apontava para US$ 286,82 bilhões. Segundo o relatório mensal das contas externas, a dívida de longo prazo de julho somou US$ 247,63 bilhões e os compromissos de curto prazo so-

Novo cartão aceita diversas moedas Rejane Tamoto

selho de administração do banco Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Indio da Costa, o cartão é como um traveller check moderno, no qual o cliente arca apenas com o custo da compra da moeda, com carregamento mínimo de US$ 100, e tarifas de saques, que são de US$ 2,50 se a moeda for dólar ou

de 2,5 euros respectivamente. "O diferencial é a flexibilidade. É o primeiro no País que muda de moeda de acordo com o fluxo da viagem. Basta fazer a conversão na internet", disse Indio da Costa. Segundo ele, o carregamento funciona como a compra da moeda física, na

O

apontado como um dos principais tipos de dívida por 72,8% das famílias endividadas; seguido por carnês, para 25,6% e, em terceiro, o financiamento de carro, para 10,1%. Para as famílias de renda até 10 salários-mínimos, o cartão de crédito, por 72,6%; o carnê, por 26,6%, e o crédito pessoal, por 8,9%, são os principais tipos de dívida apontados. Já para famílias de renda acima de 10 salários-mínimos, os principais tipos de dívidas apontados em agosto foram: cartão de crédito, para 74,2% das famílias; financiamento de carro, para 21,4%, e carnês, para 17,5%. Ainda de acordo com o le-

nos Estados Unidos não aceitam. "Mas tem senha e é seguro", afirmou. O sistema, segundo ele, passou por testes em diferentes países por 18 meses. A expectativa do Cruzeiro do Sul, segundo Indio da Costa, é emitir 100 mil plásticos no primeiro ano de operação, e 400 mil em três anos. O presidente do conselho de administração afirmou que a perspectiva é de que a receita com os cartões pré-pagos aumente ao longo do tempo e reduza a dependência do resultado da instituição pela renda dos cartões de crédito consignados. "Hoje, 95% das operações do banco vêm do crédito consignado. O objetivo é que essa participação passe a 60% com as rendas adicionais", contou. Segundo ele, o cartão Star Cash será vendido pelas instituições parceiras no exterior, onde poderá ser carregado em real. O Cruzeiro do Sul exporta reais para instituições de países da Europa e para os EUA. "A proposta é atender também ao turista estrangeiro que vem ao Brasil", declarou.

O plástico Star Cash, um pré-pago do banco Cruzeiro do Sul, pode ser carregado com 11 diferentes moedas.

Recua número de famílias endividadas número de famílias que declararam estar endividadas apresentou queda pelo terceiro mês consecutivo, embora permaneça em patamar superior ao do ano passado. O percentual de famílias endividadas recuou em agosto atingindo 62,5% ante 63,5% em julho, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em agosto do ano passado, o percentual das famílias que se declararam endividadas era de 59,1%. O cartão de crédito foi

qual incide IOF de 0,38%. O diretor-geral da Visa no Brasil, Rubén Osta, disse que a empresa desenvolveu uma plataforma específica para o cartão do banco. Osta afirmou que, por enquanto, os cartões não têm chip porque a maioria das máquinas de transações

vantamento, 24,4% das famílias fechariam o mês de agosto com contas ou dívidas em atraso, ante 23,7% em julho e 24,7% em agosto de 2010. Porém, destas, 8,2% declararam que não teriam condições de quitar seus débitos – um percentual estável em relação aos 8,1% apurados no mês passado e uma queda considerável em relação aos 8,8% de agosto de 2010. Renda – O tempo médio de atraso no pagamento das dívidas é de 57,5 dias – inferior aos 59,9 apurados em agosto do ano passado. Já o tempo médio de comprometimento é de 6,9 meses e a parcela média da renda comprometida é de 30%.

Segundo a Peic, a melhora da percepção em relação à capacidade de pagamento confirma que, embora o número de famílias inadimplentes tenha apresentado elevações nos últimos dois meses, a deterioração ocorre em ritmo moderado, compatível com a desaceleração gradual da economia brasileira. O estudo diz que a tendência de alta da inadimplência deve permanecer, influenciada por fatores como condições menos favoráveis para o crédito, menor dinamismo do mercado de trabalho em relação ao ano passado e o patamar de endividamento bastante elevado. (AE)

DC

ria de pagar uma taxa de conversão – que varia de moeda para moeda –, mas pode chegar a até 6% do valor da compra. Neste caso, o cliente só saberia depois de ter feito a transação. Mudança – Segundo o banco Cruzeiro do Sul, o cliente que quiser fazer a partir de agora a conversão de moedas, terá acesso ao valor cobrado por ela antes de aceitar, no próprio site da empresa. O cartão aceita carregamento em euro, dólar (americano, canadense, australiano e neozelandês), iene, libra esterlina, peso argentino, chileno e boliviano e real (neste último caso, apenas para estrangeiros). Com a bandeira Visa, o cartão Star Cash é aceito em 200 países e em 1,8 milhão de caixas eletrônicos para saques na rede Plus. Inicialmente, o cartão será oferecido ao consumidor em 30 corretoras de câmbio e agências de turismo no País, número que o banco pretende dobrar até o final do ano. A relação dos locais de venda estão no site da Star Cash. Segundo o presidente do con-

Divulgação

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e olho no crescente aumento de gastos dos brasileiros em viagens no exterior, o banco Cruzeiro do Sul, em parceria com a VISA, lançou ontem um cartão pré-pago que aceita carregamento em 11 diferentes moedas. Segundo dados do Banco Central (BC), as despesas de brasileiros com viagens internacionais totalizaram o recorde de US$ 2,2 bilhões em julho, um aumento de 42,9% nos gastos em relação a igual período do ano passado. Mesmo com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para 6,38% nas compras feitas no cartão de crédito no exterior, o brasileiro não reduziu suas despesas fora do País. Os pré-pagos de viagem se expandiram, mas até o lançamento do Star Cash, plástico do banco Cruzeiro do Sul, os cartões só podiam ser carregados em um tipo de moeda por unidade. Caso o consumidor quisesse utilizar um cartão carregado com dólar no Chile, por exemplo, te-

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Não somos empresa de leilão. Vamos oferecer o caminho da negociação individual. Tadeusz Polakiewicz, do Zarpar.com

conomia

Em dezembro, muitas empresas deixarão de recolher sua parte no INSS e passar a ter tributo sobre o faturamento. Ainda não está decidido se a mudança é opcional. A vantagem dependerá das condições dos contratos de emprego.

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onsultores, tributaristas e contadores ainda estão debruçados sobre o texto da MP 540, que trata do programa Brasil Maior, nome dado à nova política industrial do governo, e aguardam mais detalhes normativos. Um dos pontos mais importantes e que há muito tempo vem sendo defendido pelo empresariado é a desoneração da folha de salários. Por ora, ela vai ocorrer nas indústrias dos ramos têxtil, de móveis, calçadista e de TI. A partir de dezembro deste ano, essas empresas deixam de recolher a c o n t r i b u i ç ã o p a t ro n a l a o INSS, alíquota de 20%, em troca de uma tributação que incidirá sobre o faturamento. Os setores calçadistas, de móveis e têxteis vão pagar alíquota de 1,5% e o de TI, 2,5%. Para o coordenador do departamento tributário da Macro Auditoria e Consultoria, Thiago Santana, a troca da tributação da folha pelo faturamento tanto pode reduzir como aumentar o custo para as empresas. Para saber o resultado dessa equação, é preciso fazer uma minuciosa análise gerencial de custo. "Para as companhias que usam mão de obra terceirizada, a substituição pode não ser vantajosa e elas terão aumento do custo, no final das con-

Sílvia Pimentel

tas", analisa. Nesse caso, por outro lado, o governo será o grande beneficiado. "Isso porque vai receber algo que antes não era tributado, no caso o faturamento", explica. A consultoria ainda não analisou os dados de seus clientes porque aguarda respostas a muitos questionamentos gerados pela medida emergencial do governo. Uma das dúvidas é se a nova tributação (pelo faturamento) será opcional ou não. Outra questão é saber se haverá benefícios para as empresas que tenham aumento de custo com a substituição. Vantagem – A Abicalçados, no entanto, avalia como positiva a medida do governo. Pelos cálculos da entidade, a desoneração deverá representar para os fabricantes uma economia de até 40% no que se refere à contribuição patronal ao INSS. O percentual exato vai depender de peculiaridades de cada empresa, como o peso da mão de obra e quantidade de itens exportados. Na prática, quanto maior a representatividade da folha sobre o faturamento, maior será a vantagem em recolher a contribui-

ção com base no faturamento. Outra variável importante a ser analisada é o nível de exportação. Pelo texto da medida provisória, deve ser excluída do faturamento sobre o qual a empresa vai calcular 1,5% de contribuição previdenciária a receita de exportação. Dessa forma, quanto maior o volume

APOIO:

AUSÊNCIA NO TRABALHO POR GREVE DO TRANSPORTE COLETIVO Os atrasos e ausências dos colaboradores nos dias de greve de ônibus; a empresa é obrigada a abonar,ou,ela tem a opção de descontar o dia não trabalhado? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. QUAL O VALOR DA TAXA PARA A SUBSTITUIÇÃO DA GIA? O valor daTaxa de Fiscalização de Serviços Diversos devida em razão da solicitaçãodesubstituiçãodeGIA-ICMSnoanoemcursoédeR$57,59,e deve ser recolhida mediante uso da guia GARE-DR,sob código 167-3. Fundamento legal:Com CAT 38,DOE SP de 21.12.2010. EMPRESAPOSSUIEMPREGADOSTERCEIRIZADOSPORUMAAGÊNCIAE RESOLVE CONTRATÁ-LOS,ELES TERÃO QUE CUMPRIR EXPERIÊNCIA? Informamos que o contrato de experiência não é obrigatório ficando este a critério do empregador. LICENÇA SEM REMUNERAÇÃO Empresa do ramo de atividade fast-food vai ficar fechada para obras por dois meses.A empresa pode colocar os funcionários de licença sem remuneração? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. VIAGEM A SERVIÇO DA EMPRESA Quais os pagamentos, na forma da lei, que devem ser feitos a um funcionário que viaja a serviço da empresa.As horas de descanso na viajem é considerada trabalhada? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. BENEFÍCIO DO SEGURO DESEMPREGO Existe algum impedimento legal do trabalhador receber o benefício do seguro-desemprego, oriundo de uma dispensa sem justa causa de empregador,aindaquevenha,imediatamenteapósoseudesligamento como empregado,a constituir uma empresa e nela figurar como sócio administrador, mas sem direito à retirada pró-labore? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. COMPROVANTE DE CARTÃO DE PONTO Gera algum passivo trabalhista para a empresa que colocar uma lixeira ao lado do relógio Ponto? Tendo em vista que os funcionários deixam pelo chão seus comprovantes? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. ORIENTADOR GERENCIAL® AcolunaAgendadoEmpresário®éleituraobrigatóriadoAdministrador, Advogado, Contador e RH, para a orientação do dia a dia empresarial. Acesse a íntegra das informações:[www.agenda-empresario.com.br].

CONTABILIDADE E ASSESSORIA

• GESTÃO FISCAL • ADMINISTRAÇÃO DO RH • CONTABILIDADE • LEGALIZAÇÃO • MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM

transportadores e seguradores cujos serviços podem ser acessados por empresas de exportação e importação. Assim, um exportador cadastrado no portal pode, por exemplo, calcular a cotação de seguros com as empresas seguradoras listadas pelo site, e assim encontrar a melhor proposta. No portal, os prestadores de serviços terão acesso às solicitações dos contratantes e poderão se comunicar com eles por meio de e-mail ou de chat. A empresa contratante do serviço pode selecionar os prestadores dos quais gostaria de receber as propostas, ou receber de todos os agregados no portal. Quando as propostas são apresentadas, um email será enviado à empresa contratante. Essa mensagem

INSS: fraude de R$ 8 mi.

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AGENDA

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QUARTA-FEIRA, 24 DE AGOSTO DE 2011

Para os que usam mão de obra terceirizada, a substituição pode não ser vantajosa. THIAGO SANTANA, CONSULTOR

O diretor Tadeusz Polakiewicz afirmou que o portal poderá gerar 11 mil cotações online de fretes marítimos por mês

A

CENOFISCO Apoio: Cenofisco

mento seja opcional. A entidade estima que o valor da folha de pagamento nas indústrias do setor representa, em média, 20% do faturamento, o que tornaria atrativa a troca. Algumas empresas, entretanto, terceirizam a sua produção, com a contratação de serviços de costura, por exemplo.

Nova ferramenta nos mares

s empresas que trabalham com comércio exterior ganharam um serviço que se propõe a auxiliar as operações envolvendo transporte marítimo. Tratase do Za rpar.co m, um portal que permite localizar a programação de navios, fazer cotação de frete e seguro, entre outros serviços. O portal, que é uma ferramenta do tradicional Guia Marítimo, foi lançado oficialmente ontem, durante encontro do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O Zarpar.com reúne um banco de dados com armadores,

2010

ANO XXV ANO XXV

das vendas externas, menor será a base de cálculo. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) também recebeu com entusiasmo a medida. Mas pede mudanças, como a redução na alíquota, fixada em 1,5% pelo governo, e a possibilidade para que o recolhimento sobre o fatura-

Vivi Andreani/LUZ

Renato Carbonari Ibelli

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Divulgação

Desoneração da folha ainda indefinida

m parceria com o Ministério Público Federal e com o Ministério da Previdência Social, a Polícia Federal em Curitiba, com o objetivo de obter provas contra uma quadrilha especializada em fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), anunciou ontem que cumpriria sete mandados de busca e apreensão nas residências e nos escritórios de intermediários – quatro em Pontal do Paraná e três em Curitiba. As ações fazem parte da operação que recebeu o nome de "Avatar". De acordo com a Polícia Federal, o prejuízo causado até agora é de R$ 8 milhões. Foram detectados 80 benefícios previdenciários fraudados pela quadrilha. A operação teve a participação de 33 policiais

federais e nove servidores do Ministério da Previdência Social. A investigação teve início em outubro de 2010. Inteligência – O ponto de partida foi a apuração de denúncias pela inteligência do Ministério da Previdência Social, que apontava para a existência de concessões indevidas de benefícios de pensão por morte e aposentadorias por tempo de contribuição. Ainda segundo as informações da Polícia Federal, houve a identificação de uma quadrilha formada por contadores e técnicos de contabilidade que agia na falsificação de documentos de vínculos empregatícios, e conseguiu inserir esse material nos sistemas informatizados da Previdência. (Folhapress)

trará um link que remeterá ao gerenciador de propostas do Zarpar.com, por meio do qual será possível comparar as ofertas de preços e outras particularidades oferecidas pelos diferentes prestadores. Tadeusz Polakiewicz, diretor do Zarpar.com, disse que o acesso às informações será exclusivo das empresas que as solicitarem – sendo que um prestador de serviço não saberá qual foi a proposta do outro. "Não somos uma ferramenta de leilão. Não iremos interferir nas negociações. Nós oferecemos o caminho da negociação, mas essa é individual entre quem oferece e quem toma o serviço", comentou. Martin Von Simson, também diretor do portal, reforçou esse ponto. "Um transporta-

dor não vai conhecer a oferta do outro, mas vai saber que perdeu. Isso pode fazer com que ele reveja seus fretes nas propostas futuras, podendo levar a mudanças nas políticas de preços", disse Simson. Os executivos estimam que a ferramenta poderá gerar 11 mil cotações online de fretes por mês. A utilização do site é gratuita, sendo que o serviço que possibilita a consulta de escalas dos navios não exige nem ao menos cadastramento. Porém, para os demais serviços será preciso preencher um cadastro. A ferramenta também pode ser utilizada por comerciais exportadoras, despachantes ou qualquer outro profissional que atue em nome de uma empresa, exportadora ou importadora.

Governo intervém no fundo de pensão das Companhias Docas

A

Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), do Ministério da Previdência Social, publicou ontem portaria no Diário Oficial da União decretando intervenção no Fundo de Pensão Portuária (Portus) dos trabalhadores das Companhias Docas. A medida tem a finalidade de fazer uma auditoria nas contas do Portus para detectar os motivos que levaram o fundo a contrair uma dívida estimada em mais de R$ 1 bilhão – e, ao mesmo tempo, traçar rumos para resgatar o mecanismo de pensão, para que os seus associados não tenham prejuízos. A intervenção deve durar, inicialmente, seis meses, mas pode ser prorrogada por igual período.

A auditoria será acompanhada por uma comissão composta por trabalhadores da Companhia Docas e por servidores da Secretaria de Portos e da Secretaria-Geral da Presidência da República. O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, disse que a intervenção não traz prejuízos aos beneficiários, que continuam recebendo as complementações previdenciárias normalmente, assim como os trabalhadores ativos continuam a arrecadar para o Portus e poderão requerer os benefícios no tempo adequado. Segundo a Secretaria de Portos, o aumento de compromissos com os aposentados não condiz com a constante descapitalização da receita dos contribuintes ativos. (ABr)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

e

23 As companhias abertas brasileiras recolheram R$ 70,7 bilhões em impostos em 2010.

conomia

Shopping centers vão faturar R$ 109 bilhões Pesquisa do Ibope Inteligência mostra crescimento de 22% no ano e interiorização do segmento

O

faturamento dos shopping centers deve crescer 22% em 2011, alcançando R$ 109,1 bilhões, de acordo com os cálculos do Ibope Inteligência, divulgados ontem. O montante equivale a 15,4% de todo o faturamento previsto para o varejo brasileiro neste ano. No ano passado, essa fatia era de 14% do total. Em nota, o diretor de geonegócios do Ibope Inteligência, Antônio Carlos Ruótolo, destacou que a maior entrada de capital externo e o crescimento significativo do poder de compra dos consumidores brasileiros trouxe ao mercado de shopping um dinamismo que não se esperava. Até o ano passado, 381 shopping centers estavam em operação no País. Com a inauguração de 38 centros neste ano, em dezembro o total de centros de compras em operação chegará a 419. Para 2012, a expectativa é de que mais 47 shopping centers abram as portas. Interiorização – Do ponto de vista geográfico, o movimento de interiorização dos shopping centers se confirma

Newton Santos/ Hype

A localização dos centros comerciais ainda é predominante na região Sudeste. Mas a interiorização avança.

como tendência. De acordo com a pesquisa, com os lançamentos dos próximos dois anos, 27 cidades com população abaixo dos 600 mil habitantes passarão a ter o seu primeiro shopping center. "O movimento é claro no sentido de atingir novos mercados fora dos grandes centros urba-

nos", disse Ruótolo. Em termos regionais, no entanto, a região Sudeste ainda predomina como centro dos novos empreendimentos. Os números do Ibope Inteligência mostram também que a conquista de mais mercados prosseguirá nos próximos três anos. Nesse período, a região

Norte é a que terá maior crescimento no setor, com ampliação de 72% da base instalada. A região Sudeste terá crescimento de 29% e a Nordeste, expansão de 20%. Com avanço menos expressivo, o segmento deve apresentar expansão de 16% na região Centro-oeste e de 15% na Sul. (AE)

CNI: indústria em baixa.

O

nível de atividade da indústria brasileira em julho atingiu 50,4 pontos, ante 48,1 pontos em junho, conforme dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no estudo S ondagem Industrial. Apesar de ressaltar que a houve estabilidade na produção industrial, a CNI avalia o cenário atual com um pouco de pessimismo, e cita que "há indicações de que a atividade industrial segue abaixo do usual e em desaceleração".

U

Roubo de cargas em queda

D

iminuiOs roubos de carga no Brasil apresentaram uma pequena diminuição em número de ocorrências e prejuízos entre 2009 e 2010. Foram registrados 12,85 mil roubos em rodovias, 5% a menos do que no ano anterior, que teve 13,5 mil ocorrências. Os prejuízos diminuíram: R$ 880 milhões, ante R$ 900 milhões em 2009. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

A região Sudeste foi a que apresentou maior índice de roubos: quase 80% do total. Apesar disso, houve queda de 6,2% nas ocorrências. A Norte e a CentroOeste apresentaram a menor taxa desse tipo de crime, com 2,03% e 2,19%, respectivamente. A Nordeste representa 7,21% das ocorrências, e a Sul, 8,63%. DiminuiSegundo o assessor de segurança da entidade, é preciso combater os receptadores, que são os principais responsáveis pelo problema. (AE)

China compra mais PCs

D

iminuiAChina superou os Estados Unidos e se tornou o maior mercado mundial de computadores pessoais no segundo trimestre, segundo informou ontem a consultoria International Data Computer (IDC). Os embarques totalizaram 18,5 milhões de unidades, ante 17,7 milhões nos EUA. Os números incluem computadores fabricados nos próprios países e unidades importadas embarcadas para os distribuidores.

DiminuiEntretanto, a IDC acredita que os embarques de computadores nos EUA no acumulado do ano serão maiores do que na China, já que as vendas no mercado norteamericano geralmente sobem no período de festas de fim de ano. A consultoria prevê que os embarques nos EUA totalizem 73,4 milhões de unidades em 2011, apenas 1 milhão a mais do que na China, onde os embarques devem somar 72,4 milhões de unidades. (AE)

sas companhias atingiu, na média, R$ 2,5 trilhões em 2010, alta de cerca de 10% na comparação com os R$ 2,3 trilhões de 2009. I m p o s t o s – A s c o m p anhias abertas brasileiras recolheram, no ano passado, R$ 70,7 bilhões em impostos, um aumento de 16,21% em relação aos R$ 60,9 bilhões pagos no ano anterior, segundo dados do Anuário Estatístico de 2011. O levantamento mostra que a participação das companhias abertas na arrecadação total do governo ficou em 12,3%. As empresas contribuíram também com 17,53% na formação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado. Além disso, as companhias abertas contribuíram, em 2010, com a geração de mais de 7 milhões de empregos diretos e indiretos no País, crescimento de 14,4% ante 2009. O anuário será lançado em São Paulo durante evento que terá a presença de Henrique Meirelles, presidente do Conselho Público Olímpico e ex-presidente do Banco Central. (AE)

Edital de Pregão Eletrônico para Registro de Preços Objetivando a Compra de Caçarola de 17 litros, Caçarola de 20 litros e Caçarola de 41 litros. Edital de Pregão Eletrônico n° 090/2011. Processo n° 6443/5900/2011. Oferta de Compra n° 080105000012011OC00106. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Data do Início do Prazo para Envio da Proposta Eletrônica: 22/08/2011. Data e Hora da Abertura da Sessão Pública: 02/09/2011, 10:00 horas. Edital de Pregão Eletrônico para Registro de Preços Objetivando a Compra de Colher de Caldeirão Grande, Colher de Caldeirão Pequeno e Pá de Caldeirão Pequena. Edital de Pregão Eletrônico n° 091/ 2011. Processo n° 6446/5900/2011. Oferta de Compra n° 080105000012011OC00107. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Data do Início do Prazo para Envio da Proposta Eletrônica: 22/08/2011. Data e Hora da Abertura da Sessão Pública: 02/09/2011, 10:00 horas. Edital de Pregão Eletrônico para Registro de Preços Objetivando a Compra de Caldeirão de 18 litros e Caldeirão de 38 litros. Edital de Pregão Eletrônico n° 092/2011. Processo n° 6445/5900/2011. Oferta de Compra n° 080105000012011OC00108. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Data do Início do Prazo para Envio da Proposta Eletrônica: 22/08/2011. Data e Hora da Abertura da Sessão Pública: 05/09/2011, 10:00 horas. Edital de Pregão Eletrônico para Registro de Preços Objetivando a Compra de Frigideira 4 litros e Canecão Fervedor. Edital de Pregão Eletrônico n° 093/2011. Processo n° 6447/5900/2011. Oferta de Compra n° 080105000012011OC00109. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Data do Início do Prazo para Envio da Proposta Eletrônica: 23/08/2011. Data e Hora da Abertura da Sessão Pública: 05/09/2011, 10:00 horas. Edital de Pregão Eletrônico para Registro de Preços Objetivando a Compra de Concha Grande com Cabo e Concha Pequena com Cabo. Edital de Pregão Eletrônico n° 094/2011. Processo n° 6763/ 5900/2011. Oferta de Compra n° 080105000012011OC00110. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Data do Início do Prazo para Envio da Proposta Eletrônica: 23/08/ 2011. Data e Hora da Abertura da Sessão Pública: 06/09/2011, 10:00 horas. Edital de Pregão Eletrônico para Registro de Preços Objetivando a Compra de Pá para Lixo com Cabo e Lixeira ou Cesta para Lixo com Tampa. Edital de Pregão Eletrônico n° 095/2011. Processo n° 6444/5900/2011. Oferta de Compra n° 080105000012011OC00112. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Data do Início do Prazo para Envio da Proposta Eletrônica: 23/08/2011. Data e Hora da Abertura da Sessão Pública: 06/09/2011, 10:00 horas. Edital de Pregão Eletrônico para Registro de Preços Objetivando a Compra de Escumadeira Grande e Escumadeira Pequena. Edital de Pregão Eletrônico n° 096/2011. Processo n° 6764/5900/ 2011. Oferta de Compra n° 080105000012011OC00111. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Data do Início do Prazo para Envio da Proposta Eletrônica: 23/08/2011. Data e Hora da Abertura da Sessão Pública: 08/09/2011, 10:00 horas. Edital de Pregão Eletrônico para Registro de Preços Objetivando a Compra de Feijão Cozido e Temperado. Edital de Pregão Eletrônico n° 097/2011. Processo n° 8248/5900/2011. Oferta de Aquisição n° 080105000012011OC00114. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Data do Início do Prazo para Envio da Proposta Eletrônica: 23/08/2011. Data e Hora da Abertura da Sessão Pública: 09/09/2011, 10:00 horas. Edital de Pregão Eletrônico para Registro de Preços Objetivando a Aquisição de Carne de Frango em Tiras ao Molho Rosado Cozida e Congelada. Edital de Pregão Eletrônico n° 098/2011. Processo n° 8249/5900/2011. Oferta de Compra n° 80105000012011OC00115. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Data do Início do Prazo para Envio da Proposta Eletrônica: 23/08/2011. Data e Hora da Abertura da Sessão Pública: 09/09/2011, 10:00 horas. Informações: Fones: (11) 3866-1615/1616, de 2ª a 6ª feira, no horário das 8h às 17h. Endereço Eletrônico: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br.

Já o indicador de Utilização de Capacidade Instalada (UCI) atingiu 75% em julho, ante 74%, em junho. A UCI efetiva, que segue o critério de pontos, ficou em 45,1 pontos em julho em relação aos 44,7 pontos em junho. A CNI destaca que o estoque na indústria ficou muito acima do planejado no mês passado, com 53,9 pontos, em comparação com 53 pontos em junho. De acordo com a CNI, os empresários continuam confiantes na demanda interna. (AE)

linho Metanol, disse que existe uma "avalanche de acusações absurdas referentes à minha pessoa, minha empresa e meu patrimônio", e por essa razão decidiu informar que nunca esteve foragido, nem se furtou a esclarecer dúvidas referentes aos seus negócios. Ele negou ligação societária ou pessoal com empresas sonegadoras, offshore ou não, e afirmou que suas empresas são 100% auditadas e prezam pela transparência. (AE)

A

s companhias abertas brasileiras conseguiram se recuperar da crise financeira internacional de 2008, retornando o desempenho a níveis superiores ao período pré-crise. É o que mostra o Anuário Estatístico das Companhias Abertas - 2011, que será lançado hoje pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca). Conforme o levantamento, o total de lucros líquidos acumulados pelas 369 companhias listadas na BM&FBovespa analisadas atingiu no final do ano passado R$ 228,3 bilhões, valor 18,48% superior ao de 2009, quando foram avaliadas 366 empresas. As receitas líquidas somaram R$ 1,45 trilhão em 2010, com alta de 16,39% em relação ao ano anterior. O ativo total subiu 17,33% na mesma base de comparação, para R$ 5,86 trilhões, e o patrimônio líquido consolidado ficou em R$ 1,54 trilhão, aumento de 21,42% Os dados estatísticos do Anuário, elaborado pela GRC Visão, revelam ainda que o valor de mercado des-

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Empresário nega acusações m dia após se entregar à Polícia Federal, ao desembarcar no Aeroporto de Salvador, o dono da Sasil Comercial e Industrial de Petroquímicos e da Varient Distribuidora de Resinas, Paulo Sergio Cavalcanti, divulgou carta negando as acusações que resultaram na sua prisão, e de outras 23 pessoas, na Operação Alquimia da PF, na última quarta-feira. Na mensagem, Cavalcanti, também conhecido como Pau-

Anuário mostra recuperação da empresa aberta

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE SUPRIMENTO ESCOLAR

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00622/11/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE FOGÃO INDUSTRIAL 04 BOCAS – FO-03 E 06 BOCAS – FO-04 A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Aquisição de Fogão Industrial 04 Bocas – FO-03 e 06 Bocas – FO-04. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 24/08/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 06/09/2011, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 24/08/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Moinho Água Branca S.A. CNPJ/MF 61.157.723/0001-93 – NIRE 35300041330 Edital de Convocação Ficam convidados os senhores acionistas da Moinho Água Branca S.A., para participarem da Assembléia Geral Extraordinária que se realizará no dia 31 de agosto de 2011, às 10:00 (dez) horas, na sede da Companhia localizada na Av. Miguel Frias e Vasconcelos, nº 833, sala A, nesta Capital do Estado de São Paulo, a fim de deliberarem sobre as seguintes matérias da Ordem do Dia: (a) Aumento do capital social em R$ 5.200.000,00 (cinco milhões e duzentos mil reais), mediante a emissão e subscrição de 3.250.000.000 (três bilhões, duzentas e cinqüenta milhões) de ações nominativas sem valor nominal, sendo 1.202.500.000 (um bilhão duzentos e dois milhões e quinhentas mil) ordinárias e 2.047.500.000 (dois bilhões quarenta e sete milhões e quinhentas mil) preferenciais, a ser integralizado em dinheiro no ato da subscrição das novas ações; (b) Nova redação ao artigo 5º do Estatuto Social (capital e ações), face ao aumento do capital social (item “a” supra); (c) Fixação da alçada de cada um dos Diretores em R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para a prática isolada de atos e operações societárias e conseqüente alteração da redação do parágrafo primeiro do artigo 11 do Estatuto Social; (d) Nova redação do parágrafo segundo do artigo 11 do Estatuto Social, que trata da constituição de mandatários da Companhia; (e) Eleger os Diretores para o biênio de outubro de 2011 a outubro de 2013; e, (f) Consolidação do Estatuto Social; São Paulo, 22 de agosto de 2011. Ivan Soldan Salema - Diretor. 24,25,26/08/2011

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00541/11/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE RELÓGIO DE PAREDE – RP-01 A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Aquisição de Relógio de Parede – RP-01. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 24/08/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 08/09/2011, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 24/08/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

ARP PARTICIPAÇÕES E ADMINISTRAÇÃO DE BENS LTDA. CNPJ nº 10.354.626/0001-50 - NIRE 35.222.667.906 Ata da Reunião dos Sócios Quotistas realizada em 29/07/2011 Data: 29/07/2011. Local: na sede social, localizada em São Paulo/SP, na Av. Ibirapuera, 2.332, Torre 2, cj. 142, CEP 04028-002. Presença: totalidade dos sócios quotistas. Ordem do Dia: 1) Deliberação sobre a redução de capital social por considerar excessivo em relação ao objeto da sociedade, na forma de reembolso do valor do mesmo aos sócios quotistas. 2) Outros assuntos de interesse social. Deliberações por unanimidade: 1) Aprovada a redução do capital social, de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), para o valor de R$ 1.580.000,00 (um milhão, quinhentos e oitenta mil reais), por meio de cancelamento e reembolso de quotas no valor de R$ 420.000,00 (quatrocentos e vinte mil reais). 2) Aprovado o pagamento do reembolso aos sócios Alexandre Reyes Pires e Priscila Stoppa da Rocha que seja realizado proporcionalmente à participação detida no capital da Sociedade, mediante a entrega de bens, direitos e recursos financeiros do ativo da Sociedade, avaliados conforme seu valor contábil, conforme disposto no art. 22 da Lei nº 9.249/95. Os sócios quotistas promoverão a alteração do contrato social consignando o novo valor do capital social. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião, sendo a presente ata lavrada e assinada pelos sócios quotistas presentes, a qual será publicada na forma do § 1º do art. 1.084 do Código Civil, para que se produzam os devidos efeitos legais. São Paulo, 29/07/ 2011. Cópia Fiel do Livro Próprio. Alexandre Reyes Pires; Priscila Stoppa da Rocha.

Yoki Alimentos S.A., torna público que requereu na CETESB de forma concomitante a Licença Prévia e a Licença de Instalação para a ampliação de horário de funcionamento e novos equipamentos para a Fabricação de Produtos Alimentícios diversos, à Av. Miro Vetorazzo, 1661/1681, Bairro Demarchi, Município de São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, CEP: 09820-135.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 23 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: D&P Prime Tecnologia em Serviços Ltda. Requerido: Trends Engenharia e Infraestrutura Ltda. Rua Brigadeiro Galvão, 288 – Barra Funda -1ª Vara de Falências. Requerente: J. Tozzi Cordeiro Artefatos de Metal ME. Requerido: Grandegesso Comércio e Serviços Ltda. Rua Vicente Leite, 227 – Jardim Itacolomi - 1ª Vara de Falências.

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O Jornal do Empreendedor


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O euro está em colapso, e sua queda cria dificuldades no sistema bancário. Alan Greenspan, ex-presidente do Fed

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Mundo espera por reação dos EUA Possível reedição do pacote de estímulos à economia norte-americana poderá prejudicar o combate à inflação nos países emergentes, segundo analistas.

D

e São Paulo a Xangai, os investidores de países emergentes aguardam com ansiedade as declarações que o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, fará na próxima sexta-feira, durante o encontro realizado em Jackson Hole. Isso porque, em razão da situação da economia norte-americana e dos riscos de crise na zona do euro, a autoridade monetária poderá finalmente anunciar um terceiro pacote de estímulos – o chamado QE3 (sigla de quantitative easing, mecanismo por meio do qual se aumenta a liquidez do sistema econômico). De acordo com reportagem publicada ontem no site da revista norte-americana Forbes, o impacto de um eventual pacote de estímulos poderá se fazer sentir de forma direta nas economias emergentes – podendo até prejudicar o combate às taxas crescentes de inflação observadas nesses países. "Apenas Ben Bernanke sabe o que dirá na sexta-feira. Em minha opinião, estamos pelo menos em uma situação que não é pior do que no ano passado, e não considero que estímulos adicionais são necessários", afirmou o economista-chefe da administradora de fundos Oppenheimer, Jerry Webman. No entanto, os analistas do mercado esperam algum tipo de QE3 – se não agora, talvez no final do ano. O QE2 foi anunciado no ano passado em novembro, três meses após o simpósio do Fed em Jackson Hole. Na época, a autoridade monetária decidiu pela inje-

ção de US$ 600 bilhões na economia dos EUA – o que aumentou o nível de liquidez nos mercados, levou o preço das commodities a subir e desvalorizou o dólar. As empresas aumentaram seus investimentos diretos nos países emergentes, e se elevou a compra de títulos dos quatro países que formam o grupo Bric – Brasil, Rússia, Índia e China. Excesso de liquidez – A reportagem da Forbes citou as declarações dadas ontem no Senado pelo ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega (leia mais na página 19), quando ele argumentou que o excesso de liquidez conduz à especulação nos mercados emergentes. Segundo Mantega, o QE2 foi uma das principais razões que levaram a inflação do País a crescer em 2011. A escalada inflacionária tem sido um fator limitador para a expansão das economias dos Brics. No entanto, segundo a Forbes, o QE2 não foi a única razão para isso: colaborou também o aumento do consumo nesses países – que se beneficiou da valorização das moedas locais. O texto argumentou ainda que a situação atual é diferente daquela do final de 2010. "Os preços das commodities estão menores, e as economias avançadas estão anêmicas", avaliou a reportagem. Mas um novo plano de estímulo nos EUA não deixará de ter seus efeitos nos mercados emergentes. "Poderá a China, por exemplo, continuar a desenvolver sua soft landing?", indagou, fazendo referência à expressão que denota a execução de um

Brendan Smialowski/NYT

Os investidores esperam com ansiedade as declarações de Bernanke na próxima sextafeira. Na ocasião, o presidente do Fed poderá ou não anunciar novo pacote para aumentar liquidez.

programa após um período de demanda excessiva e inflação, sem provocar uma recessão. "Eu acho que sim, mas um novo programa de estímulos prejudicará o combate à inflação. Quanto mais dinheiro os EUA injetarem no sistema econômico, mais difícil isso será para os mercados emergentes", completou Webman. Já o chief investment officer da Atlantic Trust (braço privado de administração de fortunas da Invesco), Dave Donabedian, disse à Forbes que a inflação nos países emergentes – causada tanto pelo QE2 quanto por fatores internos – já dá sinais de ter sido controlada. "Se tivermos um QE3, não é provável que estimule a inflação nesses mercados", avaliou.

Espanha quer limitar déficit Governo propõe mudança constitucional para fixar teto de endividamento

O

chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, apresentou ontem a proposta de modificar rapidamente a Constituição do país para que coloque limite ao déficit público, em uma sessão na qual obteve o aval do Parlamento às últimas medidas de ajuste fiscal aprovadas pelo Executivo. A ideia é estabelecer uma regra para garantir a estabilidade orçamentária no médio e no longo prazos, na relação do déficit estrutural com a dívida, que deve vincular todas as administrações públicas. Zapatero justificou a iniciativa – que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, havia proposto na reunião de 16 de agosto com o presidente francês, Nicolas Sarkozy – em que a limitação constitucional do déficit e do endividamento do Estado "reforçará" o compromisso da Espanha com as "medidas de consolidação". Além disso, afirmou, contribuirá para "fortalecer a confiança internacional no médio e no longo prazos".

China não irá 'salvar EUA e a Europa'

A

China está "definitivamente" preocupada com os títulos do Tesouro dos Estados Unidos que possui, segundo afirmou Xia Bin, consultor do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país). Xia observou que o dólar está sob pressão de desvalorização de longo prazo. A depreciação do dólar impõe um risco para o valor das grandes reservas internacionais da China, alertou Xia. O consultor disse também que o mundo não pode depender de a China salvar os EUA e a Europa de seus atuais problemas de dívida. Ele declarou que a China ainda enfrenta pressões inflacionárias, o que torna difícil cumprir a meta do governo de inflação de 4% neste ano. Sobre o yuan, Xia disse que, embora a valorização da moeda chinesa possa reduzir a inflação, "não é uma solução final". Moeda – O PBOC informou ontem que o governo vai estender para todo o país um programa que permite o uso do yuan para o fechamento de acordos comerciais internacionais. Segundo o banco, a demanda pelo uso do yuan tem crescido continuamente. (AE)

Pedro Armestre/AFP

Zapatero disse que iniciativa ajudará a fortalecer confiança

França – O governo francês deve anunciar hoje novas economias no orçamento de cerca de 4 bilhões de euros para este ano e 10 bilhões de euros para 2012, afirmou Jean-François Roubaud, presidente do sindicato patronal CGPME, após reunião com o primeiro-ministro François Fillon. A ideia seria cumprir as metas de déficit e se preparar para um crescimento mais fraco. A França, que tem rating AAA sobre sua dívida e, por isso, pode tomar empréstimos menos onerosos, parece ser atualmente o mais fraco entre

os países bem classificados da zona do euro. Contribuição – Ontem foi divulgado na França um manifesto de 16 grandes empresários – que estão entre as maiores fortunas do país – pedindo a "instauração de uma 'contribuição excepcional' que afetaria os contribuintes franceses mais favorecidos" para reduzir o déficit orçamentário. A iniciativa está alinhada com a recente sugestão feita nos Estados Unidos pelo milionário Warren Buffett, que pediu mais impostos para os ricos. (Agências)

Greenspan culpa Europa por crise

O

principal fator que está detendo a economia dos Estados Unidos é a incerteza criada pela atual crise de dívida europeia, que impede que os consumidores gastem e que as empresas contratem. A avaliação partiu ontem do ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Alan Greenspan. "A razão pela qual estamos tão fracos é o nível de incerteza", disse Greenspan em um fórum em Washington. Segundo ele, a crise da zona do euro tem importância porque a economia mundial é extremamente integrada e cerca de 20% das exportações dos EUA

vão para a Europa. Ele afirmou também que, embora as chances de uma nova recessão nos EUA tenham aumentado, ele não espera que isso aconteça, pelo menos por enquanto. "O euro está em colapso, e a sua queda está criando dificuldades consideráveis no sistema bancário europeu", afirmou. Ele sublinhou que o problema maior são as diferentes visões entre os 17 países que o adotaram, bem como as suas respectivas políticas. Greenspan também alertou para o futuro da moeda única europeia. Segundo o ex-presidente do Fed, o fim do euro seria "obviamente" uma possibilidade. (Agências)

Chip Somodevilla/AFP

Para ex-presidente do Fed, fim do euro é uma possibilidade.


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