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DC 24/05/2012

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São Paulo, quinta-feira, 24 de maio de 2012

R$ 1,40

Conclusão: 23h55

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor Ano 87 - Nº 23.631

4 milhões de reféns. 42 milhões de prejuízo. E o resgate pago: 6,17%. Evelson de Freitas/AE

A greve é uma manifestação política de um grupelho radical que pune cruelmente a população.

É passada a hora de os movimentos que se autodenominam 'sociais' avaliarem o impacto que será causado às demais pessoas.

Geraldo Alckmin, governador de SP

Rogério Amato, presidente da ACSP Paulo Pampolin/Hype

O que nós assistimos foi não a prática do direito de greve. Foi uma anarquia.

Dramas da greve: a loja que abre mais tarde porque o funcionário atrasou. A que não abre. E a loja que fica às moscas.

Almir Pazzianoto, ex-ministro do Trabalho Adriano Lima/AE

Fomos todos, 11 milhões de habitantes de SP, vítimas dos metroviários. No trânsito, com inéditos 249 km de congestionamento. No metrô, com o sequestro do transporte para 4 milhões de usuários. No comércio, com lojas fechadas, empregados ausentes e fregueses imobilizados, R$ 42 milhões perdidos. Mais: a lei foi desrespeitada, impunemente. O TRT havia determinado que 100% dos metroviários trabalhassem nos horários de pico e 85%, nos intervalos. A chantagem venceu. O 'resgate' acabou sendo pago: 6,17% de reajuste salarial à categoria. Págs. 10 e 11 Dida Sampaio/AE

Andressa não é a única musa de Brasília (no caso, da CPI que leva o nome do amado Cachoeira). Tem Marcela Temer, Gleisi Hoffmann, Rita Camata... Pág. 6

Custo do empregado é até 2,8 vezes o salário da carteira

Newton Santos/Hype

Musas brilham na passarela do poder

Pesquisa da FGV mostra o peso da folha: quanto custa contratar, manter ou desligar um funcionário. Pág. 18

HOJE

ISSN 1679-2688

23631

Sol com pancadas de chuva Máxima 23º C. Mínima 14º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 23º C. Mínima 15º C.

9 771679 268008

Navegando na turbulência Escalada do dólar (R$ 2,10) preocupa o Banco Central. Pág. 13


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

É um equívoco fundamental imaginar que estamos diante da mesma situação vivida em 2008-2009. Roberto Fendt

pinião

REPETINDO A DOSE Hudson Pontes/O Globo

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governo resolveu repetir a dose do que havia dado certo na crise de 2008: estimular a economia pela expansão do consumo via aumento do crédito e isenções tributárias. Dará certo? Antes de responder à pergunta é preciso qualificá-la. Se o governo tem apenas em mente desafogar os pátios das montadoras, é possível que colha algum resultado positivo. Porque há um esforço conjunto em andamento: do governo (pela redução dos recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais e isenções fiscais); dos bancos (que devem ter feito uma análise de custo-benefício, sopesando a redução do compulsório com a redução da taxa de juros dos financiamentos e o possível aumento da inadimplência dos novos mutuários); e das montadoras (que estão dispostas a dividir com os compradores o ganho com a redução dos impostos). É claro, contudo, que não se descobriu a pedra filosofal da política econômica: o governo não poderá estimular todos os segmentos do setor industrial, já que teria uma perda de arrecadação que o impediria de cumprir a meta de superávit primário; os bancos não poderiam baixar mais ainda as taxas de juros para estimular o financiamento de todo tipo de bens duráveis; e os próprios consumidores já estão endividados o suficiente para assumir novos encargos financeiros. Como já disse alguém – embora venha sendo esquecido por muitos –, a expansão do crédito tem como contrapartida exata o crescimento do débito do outro lado do balcão: quanto mais os bancos emprestarem, mais endividada ficará a população. O resultado não poderia ser outro: os brasileiros, no mês de abril, comprometeram em

ROBERTO FENDT

As medidas do governo podem ajudar a esvaziar os pátios das montadoras, mas significam pouco no estímulo ao consumo de modo geral.

média 45% da sua renda com os encargos de suas dívidas financeiras. E ninguém deveria se surpreender com o fato de que a inadimplência em abril tenha dado um salto de 4,8% em relação a março.

P

ara completar esse quadro, o saldo negativo do cheque especial – uma linha de crédito com juro anual superior a 100% – já ultrapassa os R$ 20 bilhões. Com essa taxa de juro, é simplesmente impagável. E o que dizer dos mais de R$ 10 bilhões de dívidas com atraso superior a 90 dias no financiamento de veículos? Há um equívoco fundamental em imaginar-se que estamos hoje diante da mesma si-

tuação vivenciada em 20082009. Naquele evento, a quebra do banco Lehman Brothers precipitou um vasto encolhimento da liquidez nos Estados Unidos e nos demais países desenvolvidos. O reflexo imediato desse travamento do crédito acima do Equador foi uma brusca retração das li-

nhas de crédito dos bancos brasileiros e estrangeiros operando em nosso país. A crise de 2008-2009 teve como principal característica um retraimento da oferta de crédito, lá e cá. Não foi por outra razão que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) inundou de liquidez os

Não sofremos uma brusca redução dos empréstimos à produção e aos consumidores. O que falta são famílias e indivíduos dispostos a comprometer uma parcela maior da sua renda para pagar dívidas.

seus bancos e reduziu a zero a taxa de juros cobrada nesse repasses de recursos para os bancos. Não somente preservou-se a liquidez bancária; os empréstimos do Fed aos bancos, a taxas de juros próximas de zero, possibilitou que estes se capitalizassem e promoveu a retomada dos lucros das instituições– o que permitiu ao sistema financeiro dos EUA ser o primeiro a sair da crise.

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qui fizemos ainda melhor. Como as reservas compulsórias dos bancos brasileiros são muito grandes, bastou ao Banco Central reduzi-las para injetar recursos para novos empréstimos nos bancos comerciais – estes passaram a poder emprestar

O CENÁRIO NA EUROPA E AQUI NO BRASIL N

Reprodução

inguém poderia imaginar que a Europa da cultura, do saber, da democracia, do progresso e da tecnologia mergulharia numa crise

das proporçoes atuais. E, ainda por cima, com tanta dificuldade para encontrar a saída.

regionais, a questão dos bancos alavancados, o festival de "bondades" que fogem ao bom senso.

A

A

Grécia parte para novas eleições por falta de consenso. O eleitor vota contra os governos, numa dança preocupante de posições. O nível cultural do eleitor caiu demais, dificultando as soluções mais racionais de uma crise cuja origem é por todos conhecida: irresponsabilidade fiscal, demagogia social, muita corrupção. Pelo menos, na Grécia, Espanha e Portugal. Uma vergonha o déficit das administrações

ausência de lideranças é clara, assim como a de autoridade. Ninguém quer pagar as contas, sejam financeiras ou simplesmente políticas. Os radicais, como sempre, tumultuam o processo. Políticos menores continuam pensando na próxima eleição, esquecidos das próximas gerações. A impunidade entrou na pauta e são muitos os casos de gestores flagrados em fraudes que escapam,

Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

E

stamos assistindo a mais do mesmo. A despeito disso, há uma lição importante a tirar desses eventos: o próprio governo está convicto de que a carga tributária imposta aos cidadãos é absurdamente alta e que a rolagem da sua dívida torna a taxa de juros estratosférica. Não fosse por isso, a redução e isenção de tributos, e toda a luta para reduzir os juros não seriam os principais instrumentos da atual política econômica do governo. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

ARISTÓTELES DRUMMOND

inclusive, pela prescrição. Vivemos um momento muito especial e o Brasil está neste contexto. Denuncismo irresponsável, de um lado; prevaricação repetitiva, por outro. Falta transparência e a sociedade está perplexa. A mocidade, é presa fácil do primeiro aventureiro que levante uma bandeira aparentemente pela Justiça. O exemplo do senador Demóstenes Torres deve estar sempre presente, especialmente nos formadores de opinião, uma vez que fomos todos enganados pelo político tido como paladino da moralidade. Se algo tem de ser feito,

Presidente Rogério Amato

à produção e ao consumo os seus recursos retidos no Banco Central como reservas compulsórias. Além disso, os bancos públicos ampliaram os empréstimos no espaço deixado livre pelos bancos privados. A combinação dos dois efeitos foi a retomada muito rápida dos empréstimos bancários ao setor produtivo e aos consumidores, amenizando um choque que, se nada disso fosse feito, teria tido efeito devastador em nossa economia. A situação hoje é distinta. Não sofremos uma brusca redução dos empréstimos à produção e aos consumidores. O que falta são indivíduos e famílias dispostos a comprometer uma parcela maior de sua renda com os encargos de um endividamento ainda maior.

parece que os primeiros passos são mesmo a preservação da liberdade de imprensa, a valorização da ética, do Judiciário. Este precisa assumir suas responsabilidades face ao clamor nacional pela celeridade, ao menos, dos processos alvos de denúncias públicas.

A

o contrário de outras nações, a lama não atinge o centro do poder de forma contundente. Nossa presidente não foi envolvida em nenhum tipo de suspeição e até vem procurando cortar e afastar elementos suspeitos. Mas é pouco

ainda, diante do suceder de escândalos. A agenda nacional deve ser ocupada pelo saneamento moral e a liberação de obras que permitam o crescimento da economia. Futricaria e revanchismo não podem prejudicar um proçesso histórico democrático e de importância social. A falta de comando sereno e de união pode nos custar muito caro!

ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO

RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Ed i to r - Ch e fe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

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pinião

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FILÓSOFO DISCUTE TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE TRADICIONAL EM UMA SOCIEDADE DE MERCADO.

DEUS MERCADO

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á perguntas que incomodam muita gente. Por exemplo: é certo pagar para que certas pessoas participem dos testes de novos remédios? E premiar as crianças por tirarem boas notas na escola? E contratar mercenários para lutar em guerras? E cobrar taxas de imigrantes que querem ser cidadãos de um país? Questões como essa colocam o bom senso num fio de navalha e desafiam a coerência que pensamos ter e dominar. E são perguntas desse tipo que Michael J. Sandel faz em suas palestras e em seus livros, dando uma espécie de xeque mate na consciência de muita gente. Sua última obra é What Money Can't Buy: The Moral Limits of Markets (em português, "O que o dinheiro não pode comprar: os limites morais dos mercados" editora Farrar, Straus and Giroux, 244 páginas), cujo foco principal está na sociedade. Sandel é filósofo e professor de Governo na Universidade de Harvard. Seu curso mais famoso, chamado "Justiça" (baseado num livro com o mesmo nome) foi o primeiro a ser oferecido gratuitamente por Harvard pela Internet (está em www.JusticeHarvard.org) e também teve uma adptação para a televisão. Suas obras já foram traduzidas em 15 idiomas e transformadas em séries de TV no Reino Unido, EUA, Japão, Coreia do Sul, Suécia e países do Oriente Médio. O que ele agora discute no livro é a transformação da sociedade humana em geral, e da americana em particular, numa sociedade de mercado. Uma sociedade em que absolutamente tudo se compra: lugares em filas, espermatozoides, órgãos, óvulos, embriões, decisões judiciais, cargos, tudo. Do ponto de vista dele, a pia-

PAULO BRITO

da brasileira de que alguém "vende até a mãe" pode deixar em breve o território da anedota. Na mesma linha desse raciocínio, é bom lembrar que aqui mesmo muita gente já comprou filhos: a crônica policial está repleta de casos de pessoas presas como suspeitas de ter vendido ou intermediado a venda de recém-nascidos. Vale lembrar ainda que estamos num país onde se compram vidas e onde se compra também a morte por encomenda, por meio de assassinos de aluguel. Examinando de perto a sociedade americana, Sandel consegue até delimitar a época em que seus patrícios passaram a viver numa sociedade de mercado. Isso se desenvolveu nos últimos 30 anos, durante os quais a fé da sociedade nos mercados foi tanta, que nem as crises conseguiram abalá-la. Como resultado, ele

acha que os americanos perderam sua alma, seu espírito e sua índole de comunidade.

A

ideia de que os mercados são bens públicos, segundo o autor, começou com Ronald Reagan e Margaret Thatcher, nos anos 80, reforçada depois por Bill Clinton e Tony Blair, eleitos a seguir. O povo passou mesmo a acreditar que a força dos mercados é que melhorava suas vidas. O resultado, diz Sandel no livro e em suas palestras, é que os EUA estão se tornando uma sociedade na qual os valores monetários envolvem todos os aspectos da vida em sociedade – incluindo a educação, a saúde e até o serviço militar. Ao discutir a possibilidade de estabelecer valores (e limites) para tudo, Sandel cita exemplos de precificação vindos do mundo inteiro – in-

cluindo o da pele de uma pessoa: uma mulher, conta, recebeu US$ 10 mil para tatuar na testa o nome de uma empresa, porque precisava do dinheiro para pagar a escola do filho. Mas a educação dele não deveria estar coberta pelos impostos que toda a sociedade paga ao governo para dar conta desse assunto? Ou ainda, é certo cambistas terem vendido ingressos que foram distribuídos de graça para a missa do papa Bento 16 no Yankee Stadium em 2008? À medida em que mais e mais coisas são vendidas, observa ele, essas mesmas coisas vão perdendo valor, por causa da própria dinâmica do mercado, em que a lei da oferta e da procura regula os preços. Nós mesmos somos os autores da desvalorização, sempre sob o argumento de que será possível adquirir o

mesmo bem logo adiante – a não ser que nosso interlocutor baixe seu preço.

E

ssa questão é crucial, na opinião de Sandel, porque é aí, segundo ele, que começa a desagregação da sociedade. A possibilidade de comprar tudo já está corroendo os laços entre os cidadãos, que não precisarão mais de relacionamentos, apenas de dinheiro: "Cada vez mais estaremos levando vidas separadas. Isso não é bom para a democracia e não é um jeito bom de se viver", afirma o filósofo. Para ele, só há um caminho para escapar a essa transformação: é superar a "alergia" que cidadãos do mundo inteiro têm de discutir publicamente ética, moralidade e virtude. Mas acredita que não vai ser fácil: "Em nossa sociedade”, diz o filósofo, “os mercados parecem repre-

sentar uma certa ideia de liberdade, embora seja uma ideia bem pobre – liberdade para comprar e trocar mercadorias, uma ideia consumista de liberdade, que ainda assim é agarrada com unhas e dentes pela sociedade". É por isso que, muitas vezes, as pessoas procuram defender os seus direitos em alto e bom som alegando que são clientes ou consumidores, mas raramente alegando que são cidadãs. "Mesmo os estudantes veem minha relação com eles como econômica, porque em essência meus alunos (ou seus pais) pagam a escola e eu recebo um salário para oferecer-lhes uma forma específica de ensino."

PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

UMA POLÍTICA PARA A PALESTINA A Palestina é um dos problemas mais antigos da humanidade. Uma solução parece impossível. E talvez seja. Ninguém mais tem ideia do tempo que se briga pela Terra Santa. Reivindicada por palestinos, muçulmanos em sua maioria, judeus e cristãos ao longo do tempo, sua história pode ser considerada uma epopeia eterna. A continuar dessa forma, pode-se prever que nunca haverá ganhadores, só perdedores. Todos sem a menor ideia do que estão perdendo. Mesmo que um dos contendores, palestinos ou judeus, seja vencido em batalha e colocado de joelhos, pode-se esperar pela reação após um tempo. Nesse momento, a parte mais fraca é a dos palestinos. E a forte, a dos judeus, sempre protegidos e ajudados pelo Império americano. Só os palestinos não percebem essa divisão de forças e quem, no momento, é mais forte política e militarmente. Percebido isso, pode-se mudar a tática e seu modus operandi. Qual seria, no momento, a grande solução para os palestinos? Sem dúvida, a educação. Tivessem iniciado uma ação inteligente em 1948, hoje as coisas seriam diferentes. Uma vez que isso não foi realizado, e os recursos desperdiçados em ações inúteis, deve-se começar agora uma nova ação. Aliada à batalha da

SAMIR KEEDI educação, os palestinos deveriam desistir, ao menos temporariamente, de ter seu próprio país. Com certeza, qualquer pedaço de terra que se lhes dê, nela não estará inclusa Jerusalém, o pivô da épica batalha e do desejo declarado de ambas as partes. Possivelmente, se Jerusalém fosse declarada território internacional, administrado pela ONU, e não pertencesse a judeus ou palestinos, o problema seria menor.

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as isso não é provável. Assim, podemos esperar pela continuação das ações bélicas, que são pouco inteligentes, sem qchance para os palestinos. Qual é então a chance destes, se desistirem de um país? Todas, e maiores que as de hoje, se, claro, agirem com inteligência. O segundo ato inteligente, após cuidar da educação, seria os palestinos, pura e simplesmente, cessarem qualquer ato bélico, aceitando a supremacia dos judeus (escoltados pelos norte-americanos) sobre Jerusalém e a Palestina e conviver lá como simples habitantes. Não conseguimos vislumbrar quão vergonhoso isso possa

ser, e entendemos que não é. No Brasil, por exemplo, se vive tranquilamente com as diferenças – com os mais diferentes povos, nacionalidades, idiomas etc. Todos são brasileiros, ponto final. Uma terra para todos.

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terceiro ato inteligente, caso isso não seja aceito pacificamente, seria admitir a situação temporariamente. Os palestinos poderiam criar um partido político, ou mais. E disputar eleições. Com um partido político, poderiam crescer e ganhar força e, com o tempo, provocar uma alternância no poder – e mudar o necessário para criar condições dignas de boa convivência, permitindo aos palestinos se desenvolverem, sem conflitos, e canalizar as energias e recursos para ações úteis. Paulatinamente, notar-seia que a melhor forma de os palestinos terem a Palestina é por meio da convivência. E não importa que nome tenha a terra, Palestina ou Israel, conquanto vivam nela e ali criem os filhos, estudem, plantem etc. Um nome é importante, mas é apenas um nome. E qual o efeito colateral

desse desenvolvimento dos palestinos? Sem dúvida, ao longo do tempo, a predominância. Os palestinos aumentarão sua população bem mais rapidamente do que os judeus – o que é natural entre países pobres. A natalidade nos países mais desenvolvidos é sempre menor, e a história prova isso.

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ssim, no futuro, a terra poderá ser, em realidade, dos palestinos, ficando os judeus como uma população residual, bem menor, e com menos poder eleitoral. Com o domínio político, quem impediria os palestinos de fazer o que quiserem na sua terra e até procederem a uma mudança de nome? Por isso, palestinos, corramos atrás dos verdadeiros interesses. Explodir tudo e morrer não serve à causa, apenas a Israel, que vê os recursos e as vidas inimigas gastas inutilmente. Vamos à verdadeira batalha, a manutenção do povo vivo, e voltando a nascer palestinos. Pois, hoje, eles são apenas descendentes, já que a Palestina não existe. Não se pode nascer naquilo que não existe. São apenas israelenses, jordanianos, sírios, libaneses etc. Em frente, em busca do sonho, do futuro perdido lá atrás. SAMIR KEEDI É BACHAREL EM ECONOMIA, PROFESSOR DA ADUANEIRAS E AUTOR DE VÁRIOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 Aos 90 anos e com proble- 3 MAIS: aí, brincou: "É que ma de visão, Bibi Ferreira fazia seu espetáculo, no Rio, há dias quando deu um segundo espirro.

gibaum@gibaum.com.br

k Ver o Collor de juiz na CPI me causa a mesma perplexidade que teria ao ver um rabino fritando bisteca de porco.

CACÁ ROSSET // ator e diretor.

Fotos: Paula Lima

O outro lado A secretária de Direitos humanos, Maria do Rosário, soltou uma nota oficial considerando às confissões de Xuxa no Fantástico “uma atitude de coragem” e depois, mandou espalhar que a Pasta recebeu 220 mil ligações nas primeiras 48 horas, repletas de denúncias. Só que há um outro lado: nas 24 horas seguintes ao depoimento, revelando abusos cometidos há 36 anos, 30 mil tuites comentavam o assunto, ou seja, mais de 20 mensagens por segundo. Na maioria, Xuxa era chamada de maluca, acusada de fazer denúncia para aparecer e objeto de muitas piadas. Nesses dias, a internet abriga agora brigas entre blogs a favor e contra Xuxa. 333

SEM TINTURA Muita gente estranhou os cabelos curtos (e sinais de calvície) e grisalhos exibidos pelo contraventor Carlinhos Cachoeira na CPI, fazendo até comparações com seu depoimento de 2005, na CPI dos Bingos. Para aparecer nas fotos de jornais e noticiosos de televisão, Cachoeira cortou os cabelos na Papuda, onde o barbeiro (não há cabeleireiro lá) mandou ver na tesoura e na maquininha, fazendo aparecer fios brancos nas laterais, que o bicheiro já tem há tempos. Detalhe: não há a menor chance de um preso da Papuda ter acesso a tintura de cabelos, que Cachoeira aplicava, em seus tempos de liberdade. 333

E começa tudo de novo: a Fashion Rio, agora no Jockey Club, lança coleções de verão, com maiôs, biquínis pequenos e a volta da asa-delta, mais generosos decotes e transparências, numa première que antecipa mais sensualidade. Há também referências japonesas e muito dourado. No primeiro dia, da esquerda para a direita, estavam por lá Preta Gil, Isabelle Drumond, a Cida da novela Cheias de Charme, Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará, a veterana (e siliconada) Íris Bruzzi, e Mariana Rios e Giulia Gam, cabelos cortados. 333

Première de verão

333 O senador Roberto Requião quer impor ao PMDB para disputar a prefeitura de Curitiba, Rafael Greca, que foi ministro do Turismo nos tempos de FHC e acusado pelo próprio Requião (discurso feito no Senado em 19 de novembro de 1999) de representar os interesses da máfia da jogatina, dos jogos de azar, caça-níqueis e jogo do bicho. Agora, em tempos de CPI, vem à tona a época em que Requião, quando era governador, recebeu no Palácio Iguaçu, Carlinhos Cachoeira, levado por Maguito Vilela. Nesses dias, Requião sacou uma outra versão: “Eu lhe disse (para Cachoeira): companheiro, você fez muito bem de vir até aqui. Pois eu quero conhecer o canalha que quero por na cadeia. E pus ele para fora do gabinete”.

Avesso do avesso

Um e outro 333 Não é só Cachoeira: quando Delúbio Soares, ex-tesoureiro nacional do PT, foi depor na CPI dos Correios, também não abriu a boca, avocando seu direito de permanecer calado. Fora de lá, chegou a dizer, certa vez, que “o mensalão ainda iria virar piada de salão”.

A modelo americana plus size Candice Huffine, 27 anos, acaba de ganhar capa e recheio da S Moda, revista espanhola, onde é chamada de “mulher real e total”, numa alusão às fartas curvas contidas no roliço manequim. Ela está em alta na Europa, foi capa de Vogue italiana no começo do ano e numa grande matéria na W americana, integrava grupo de modelos sem referencias às suas bem-amadas exuberâncias. 333

Mulher total

Quem diria Comprada pelo grupo Laep, agora presidido por Luiz César Fernandes, a Daslu, que ainda não uniu o bloco masculino ao feminino na nova loja do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo e que inaugurou sua primeira loja no Rio, no Fashion Mall, está agora investindo em seu site, recheado de produtos a preços baixos e – surpresa – até mesmo parcelados em 12 vezes, como outros tantos de gênero na web. Em seus tempos de glória, ainda na Vila Nova Conceição, só dividia em parcelas mínimas de mil reais. 333

h

333 Quem foi à festa de lançamento da novela Gabriela, em Salvador, esta semana, não pode deixar de notar a existência de um clima pouco amistoso entre Juliana Paes, a protagonista e o ator Humberto Martins, que faz o turco Nacib. Ficavam mais próximos apenas na hora das fotografias e evitaram responder perguntas sobre as muitas cenas de sexo entre eles, onde a atriz aparece seminua. Há quem aposte que a origem de um suposto desconforto viria das gravações dessas mesmas cenas; outros, acreditam que o marido de Juliana, Carlos Eduardo Batista, estaria um tanto irritado.

Lampião vs. Eike A banda El Efecto (Tomas Rosati, Eduardo Baker e Bruno Danton) deverão lançar, em junho, um CD chamado Pedras e Sonhos. Nele, o destaque é uma música em estilo cordel, O encontro de Lampião com Eike Batista, cujo clipe no YouTube, atingiu 50 mil acessos em cinco dias. Trecho: “Tu pode comprar São Paulo/ E o Rio de Janeiro/ Foto em capa de revista/ Por causa do teu dinheiro”. Eike, a propósito, depois de comprar 50% do Rock in Rio, prepara duas novas investidas: a venda de 0,8% do grupo EBX e a preparação da abertura do capital da AUX, empresa que detém ativos de ouro na Colômbia. Na nova lista da Forbes, ele aparece em 9º lugar com uma fortuna de US$ 27,1 bilhões. 333

EX-MULHER Quase que historicamente ex-mulheres e ex-amantes de políticos,servidoresdoprimeiro escalão e mesmo empresários, quando convocadas para qualquer CPI, acabam fazendo revelações mais do que surpreendentes. A exsecretária de Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio, na época do mensalão, incendiou a CPI dos Correios. Pensando nisso, requerimento apresentado por Luiz Pitiman na CPI do Cachoeira pede a convocação de Adriana Aprigio, ex-mulher dobicheiro.Falariana condição de testemunha. 333

MISTURA FINA NOVE entre dez juristas acham que a Constituição dá o direito de um preso permanecer calado, como foi o caso de Carlinhos Cachoeira na CPI. Alguns, contudo, acham que ele adotou postura desrespeitosa em muitos momentos. Um desses, seria quando não respondeu qual profissão que considera exercer. Se bem que, para outros, ele não saberia exatamente o que responder. NO ANO passado, o Ministério da Saúde registrou 14.625 notificações de violência doméstica, sexual, física e outras agressões contra menores de 10 anos. A violência sexual em crianças de até 9 anos é o segundo maior tipo de violência mais característico dessa faixa, ficando pouco atrás das notificações de negligência e abandono. A violência sexual contra crianças até os 9 anos representa 35% das notificações.

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CENAS QUENTES

sou alérgica a teatro". A platéia veio abaixo. Filha de Procópio Ferreira, ela quase nasceu no palco.

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Barrado no baile José Maria Marin, presidente da CBF, que aumentou seu próprio salário lá pra R$ 160 mil mensais, não foi convidado pela Fifa para participar do lançamento do Rio do slogan da Copa de 2014 – Juntos num só Ritmo . Jerôme Valcke, secretário da Fifa e Ronaldo Nazário já confirmaram suas presenças. A relação entre a CBF e a Fifa não é nenhuma Brastemp: na recente viagem de Marin a Zurique, com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, para falar do Mundial, ninguém pediu a opinião do presidente da CBF para nada. Joseph Blatter, presidente da Fifa, considera Marin “um homem de Ricardo Teixeira” e quer distância dele.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

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Anéis pequenos.

Anéis colossais.

Cinquentona Separada do segundo marido Armando Fernandez, pai de seus filhos Yasmin e Antonio, Luiza Brunet, que comemora hoje seus 50 anos de idade, acaba de ser fotografada, em São Paulo, pela revista Contigo, saindo do restaurante D.O.M, de Alex Atala, ao lado do empresário Lírio Parisotto, quase sessentão, um dos homens mais ricos do Brasil (está em 24º lugar no ranking com um fortuna de US$ 2,4 bilhões). Ele é dono da Videolar, produtora de CDs e DVDs e conhecido por seus investimentos na Bolsa. Luiza, a propósito, vivia repetindo, em entrevistas, que desde seu rompimento com Armando, estava carente. 333

A MODELO Gisele Bündchen que acaba de estar em São Paulo para lançar nova coleção de lingerie da Hope (e outra, dela mesma), estará de volta em junho: dia 4, no Rio, na condição de embaixadora do Brasil no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, deverá ser a grande atração da Green Nation Fest, na Quinta da Boa Vista e da entrega dos prêmios da ONU Campeões da Terra.

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NO LANÇAMENTO do Jóia Brasil, no Fasano, reaparecia a empresária Lucinha Kaufman Cochrane, que foi modelo em Paris nos anos 70 e depois, participou do júri do programa de Flávio Cavalcanti, antes de se casar (está separada há anos) com o ex-banqueiro Leo Cochrane. Na TV, como sua voz era muito especial, Flávio criou um personagem para ela: uma jurada que não falava e era apelidada de Mudinha. No Jóia Brasil, houve quem a confundisse com a veterana atriz Lady Francisco.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

5 DISTÂNCIA Cachoeira dá o cano em Demóstenes e não depõe no Senado

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CONFIANÇA Kakay, advogado de Demóstenes, dá como certo anular ação no Supremo.

Pedro França/Ag. Senado - 18.04.12

Demóstenes Torres confirmou que vai pessoalmente apresentar a sua defesa no Conselho de Ética do Senado, o que Carlinhos Cachoeira e o advogado Ruy Cruvinel, as suas duas principais testemunhas, se recusaram a fazer. O senador também deverá recorrer ao STF para pedir uma nova perícia nos áudios da PF. Vai alegar foro privilegiado e abrir caminho para escapar das acusações.

Demóstenes, pronto para o Conselho. O senador afirma que "está otimista" de que poderá se defender de todas as acusações que o ligam a Carlinhos Cachoeira. "A gente sempre pensa o melhor, né?"

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senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) confirmou ontem que está preparando o depoimento que dará ao Conselho de Ética do Senado, na terça-feira, dia 29. Demóstenes responde a processo por quebra de decoro parlamentar sob a acusação de que estaria usando o mandato em favor de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso no dia 29 de fevereiro pela Polícia Federal. O senador disse ao G1 que "está otimista" em que poderá se defender de todas as acusações. "A gente sempre pensa no melhor, né?", afirmou. É que o processo poderá resultar na perda do seu mandato. E a situação ficou mais complicada depois que as duas testemunhas arroladas pela defesa não foram ao conselho. Testemunhas somem – Um deles, Carlinhos Cachoeira (leia ao lado), encaminhou ofício alegando que se fosse não iria responder a nenhuma pergunta. "Como não há uma forma de obrigar a testemunha a comparecer, vamos prosseguir os trabalhos", afirmou o presidente do colegiado, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). O advogado Ruy Cruvinel também havia sido convidado pela defesa, mas recusou o convite para depor. Alegou que precisaria "preservar a família". Mesmo assim, Valada-

Eu tenho convicção de que vou ganhar no Supremo Tribunal Federal e anular as provas. ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO SOBRE AS ACUSAÇÕES A DEMÓSTENES TORRES res enfatizou: "Nós cumprimos a nossa parte e se as testemunhas não vieram, não foi culpa do conselho". Perícia – O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, confirmou que nenhuma nova testemunha será indicada e confirmou que o senador vai comparecer ao depoimento no conselho. "Demóstenes quer vir, quer falar com seus pares", afirmou. Kakay também cogita recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir uma perícia nos áudios das operações policiais que envolvem o senador. E adiantou que se a perícia não for autorizada pelo Conselho de Ética, o seu direito de defesa seria "prejudicado". A decisão de recorrer vai depender de uma conversa com Demóstenes. O advogado afirma que houve manipulação nos áudios pela Polícia Federal, com trechos de gravações que fogem ao contexto, o que prejudica-

ria Demóstenes. "Nós ouvimos um perito que aponta irregularidades sérias nas gravações. Queremos que o conselho ouça um perito assistente", sugeriu Kakay. A defesa tenta anular os áudios no STF ao afirmar que Demóstenes, por ter foro privilegiado, não poderia ter sido investigado pela PF sem a autorização da Corte. "Eu tenho convicção de que vou ganhar no Supremo e anular as provas", disse Kakay. Tanto assim que o advogado confirmou que estava "doido para ir ao STF, mas é o senador quem vai decidir", contou Kakay. Ele acrescentou que embora seja uma decisão política, comporta todos os "ditames constitucionais". O pedido de perícia já foi feito pelo relator do processo, senador Humberto Costa (PT-PE), mas ele adiantou que não tem prazo para analisar a questão. "Vou ver, mas vou deixar para a frente. A decisão é política". Na CPMI – Além do colegiado, Demóstenes é esperado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPMI do Cachoeira, que investiga a relação do bicheiro com políticos e empresários. A audiência está marcada para quinta-feira, dia 31, mas Kakay adiantou que o parlamentar também poderá ficar calado, como fez Cachoeira. "Vou esperar para tomar uma decisão mais próximo." (Agências)

Advogados divulgam nota em apoio a Thomaz Bastos

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ssinada pelo presidente Elias Mattar Assad, a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), divulgou ontem nota em defesa do advogado Márcio Thomaz Bastos, por conta das "manifestações midiáticas" e mesmo de "pessoas físicas via blogs" que teriam divulgado "considerações inadequadas ao trabalho profissional do advogado criminalista" na defesa de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. As críticas, segundo a nota, se referem à estratégia

estabelecida pelo criminalista, que teria sugerido a Cachoeira se calar perante deputados e senadores. Thomaz Bastos chegou a afirmar que "qualquer fala de Cachoeira seria perigosa" e que a atitude dele não foi uma "afronta à CPMI", mas um "silêncio respeitoso", argumentou Thomaz Bastos. Na nota, a Abracrim alega que "é intocável direito do advogado constituído, no livre exercício de sua

profissão, debater causas que patrocina, estabelecendo as estratégias legais que entender apropriadas. Isto constituiu um dos pólos formais da inafastável dialética processual penal, sem a qual não há o devido processo legal assegurado na Constituição". Márcio Thomaz Bastos é um dos fundadores da Abracrim e para defender Carlinhos Cachoeira estaria cobrando R$ 15 milhões.

Mais CPMI do Cachoeira nas páginas 7 e 8

Cachoeira bate em retirada Arrolado como testemunha de Demóstenes Torres, bicheiro não foi depor.

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contraventor Carlos Augusto R am o s, o Carlinhos Cachoeira, já havia anunciado que não iria comparecer ontem para depor no Conselho de Ética do Senado. E não foi. Preso pela Polícia Federal, por suspeita de comandar uma rede

criminosa envolvendo políticos e empresários, foi indicado pela defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que enfrenta no colegiado processo por quebra de decoro parlamentar justamente por usar o mandato para beneficiar os

Dida Sampaio/AE

Cachoeira: decisão de ficar na cela em vez de se complicar mais.

negócios do bicheiro. A ausência de Cachoeira era esperada. Um dia antes havia enviado um ofício no qual comunicava a sua decisão. O seu comparecimento não era obrigatório, como foi a sua presença na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a sua CPMI. Lá permaneceu por 2h15 sem responder aos deputados e senadores. O presidente do Conselho, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), disse que a ausência de Cachoeira não altera o processo contra Demóstenes. A previsão de entrega do relatório pelo pelo senador Humberto Costa (PT-PE), para apreciação pelo demais integrantes, está prevista para até o fim de junho, quando será deverá ser votado. (ABr)


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Eu não sou musa e nem me considero bonita. Eu sou uma mulher que se cuida, como tantas outras Gleisi Hoffmann, ministra da Casa Civil.

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Dida Sampaio/AE - 22.05.12

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o país tropical, abençoado por Deus, florescem cachoeiras e escândalos, mas também mulher bonita. A musa do momento chama-se Andressa Mendonça. O marido, Carlinhos Cachoeira, se recusou a falar, na CPI, anteontem. Foi criticado e xingado. Andressa, que o acompanhou, pouco disse, mas ninguém reclamou – especialmente fotógrafos e cinegrafistas. 'A musa da CPI, assim proclamada, surgiu como as outras belas que, de tempos em tempos, arejam o noticiário político do País – e serão mostradas adiante. No caso de Andressa, há também um roteiro de cinema, que é sua própria vida. Até cerca de um ano atrás, era casada com Wilder Pedro de Moraes. Quem é Wilder? É o primeiro-suplente do senador Demóstenes Torres (sem partido/GO), o nome mais visível entre os investigados pela CPI. Se Demóstenes perder o cargo, Wilder assume. De certa forma, seria uma reparação. Wilder, 42 anos, perdeu Andressa, 30, com quem era casado há seis anos, para Carlinhos Cachoeira, 42. Os pombinhos iam ficar noivos em março, mas a prisão de Carlinhos, em 29 de fevereiro, frustrou os planos. Andressa, em todo caso, tem usado a aliança de brilhantes do noivado. Diz que o casal pretende casar assim que Carlinhos deixar o presídio da Papuda, em Brasília. Isso coloca as bodas nas mãos de Márcio Thomaz Bastos, advogado de Cachoeira. Ele fez seu papel. Há três dias, entrou com pedido de habeascorpus. Mas a Justiça negou. Miss do vice – Na posse da presidente Dilma Rousseff, uma formosa mulher, com uma trança caindo sobre o ombro direito, despertou as atenções. Era Marcela, mulher do vice-presidente Michel Temer. Uma ex-miss. Elegeu-

se lançou cedo na política, Manuela D'Ávila (PCdoB/RS) viraria a musa do Congresso. Manuela veio do movimento estudantil. Em 2004, aos 23 anos, elegeu-se a mais jovem vereadora de Porto Alegre. Dois anos depois, chegou à Câmara Federal como a candidata mais votada do estado. Reelegeu-se em 2010, novamente com expressiva votação.

MUSA DA CPMI Andressa Mendonça atrai as atenções na CPMI que investiga as relações perigosas do noivo, Carlinhos Cachoeira.

Quem admite? Ninguém. Todas as "eleitas" como musas em algum momento do cenário político não se consideram belas. Mas quem concorda?

AS MUSAS DO PODER Elas alegram os olhos, provocam suspiros e trazem efervescência a um universo estético de poucas glórias. Valdir Sanches

se Miss Campinas, e pegou o segundo lugar de Miss São Paulo. Sua presença na cerimônia fez tal sucesso que foi o segundo assunto mais comentado no Twitter. E logo eleita a musa da posse. Com seus 27 anos, revelava-se uma sílfide, como poderia ser descrita pela geração do marido, de 70 anos. Marcela e Temer se conheceram em uma convenção do PMDB em Paulínia, na região de Campinas, onde ela mora-

Dorivan Marinho/Fotoarena/AE - 01.01.11

MUSA DA POSSE Marcela Temer eterniza as tranças na posse de Michel.

va e estudava Direito. O deputado e presidente do partido encantou-se pela moça, que queria ser modelo, filha de um microempresário. Em 2003, com ano e meio de namoro, casaram em cerimônia reservada, para doze convidados. Têm um filho de dois anos. O sonho de Marcela, de ser modelo, perdeu-se no passado. Hoje, só se permitem fotos da mulher do vice-presidente ao lado do marido, em aparições oficiais. Outra musa, a do Senado, ficou conhecida do público ao tomar posse como ministra da Casa Civil, em substituição a Antonio Palocci, em junho do ano passado. Gleisi Hoffmann, com seus olhos claros de paranaense, é mulher do ministro das comunicações, Paulo Bernardo, com quem tem dois filhos. Devia se chamar Grace Kelly, como a atriz de Hollywood (o que certamente lhe cairia bem). Mas um erro no cartório mudou o nome. No Senado, aonde chegou em 2006 (pelo PT/PR), Gleisi chamou a atenção pela sua beleza e elegância clássica. O gosto apurado no vestir não inclui grifes famosas. Suas escolhas são feitas em butiques do Paraná. O título de musa do Senado, este sim a desagrada. "Eu não sou musa e nem me considero bonita. Eu sou uma mulher que se cuida, como tantas outras". Desde os tempos do Senado, até hoje, ministra de Dilma Rousseff, Gleisi se destaca por seu conhecimento de matérias técnicas e do orçamento, e pela defesa de suas convicções. Como uma musa, no geral falando com calma. E sempre que pode, sorrindo. Rita Camata, jornalista de

Dida Sampaio/AE - 20.03.11

MUSA DO CONGRESSO Manuela D'Ávila: a exuberância que brota dos Pampas.

Vitória, no Espírito Santo, tinha 25 anos quando foi eleita deputada federal constituinte pelo PMDB, em 1986. Bonita, simpática e ativa foi logo carimbada: musa da Constituinte. Votada e aprovada a nova Constituição brasileira, reelegeu-se por três vezes, até 2003. Em 2006, obteve mais um mandato. O marido de Rita, o então deputado (mais tarde senador) Gérson Camata (PMDB/ES) se elegeu governador do Espírito Divulgação - 02.10.07

MUSA DA SEDUÇÃO Mônica Veloso: dos braços de Renan Calheiros para as páginas da Playboy.

Andre Dusek/AE - 25.10.11

MUSA DO SENADO Olhos paranaense da Gleisi hipnotizam ministérios.

Santo em 1982. Rita ficou sendo a mais jovem primeira dama do País. Em 2002, disputou a vice-presidência da República na chapa do então senador José Serra. Perderam no segundo turno para Lula- José Alencar. Em 2009, depois de 27 anos no PMDB, passou para o PSDB. Foi relatora da Lei de Responsabilidade Fiscal, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Outra jornalista, bonita, que

O título de musa a incomoda. Acha que é dito de forma pejorativa. Considera que o aspecto exterior não tem valor. Já disse que "ninguém vai me convencer de que eu consigo alguma coisa porque sou bonita, ou deixo de conseguir porque sou feia". O destaque dado pelo noticiário à jornalista Mônica Veloso habilitou-a a musa dos escândalos políticos de 2007. Morena, alta e bonita, apresentava o DF-TV, noticiário local da Rede Globo em Brasília. Naquele ano, descobriu-se que Mônica era mãe de uma menina de três anos, que tinha por pai Renan Calheiros (PMDB/AL), então presidente do Senado. Instalou-se então um escândalo. Renan foi acusado de deixar por conta de um lobista da construtora Mendes Júnior a pensão alimentícia R$ 12 mil paga à criança. Da tribuna do Senado, admitiu a paternidade, mas negou que o lobista pagasse a pensão. A musa, mais tarde, posou para a revista Playboy e escreveu um livro, O poder que seduz, relatando como a sua sedução pelo senador alagoano.


p Por escrito, Gurgel apresenta sua defesa.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

7 Não há novidade (nas respostas à CPMI do Cachoeira). Roberto Gurgel, procurador-geral da República.

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Ed Ferreira/AE - 21.05.12

PGR diz que a sua decisão foi "inequívoca" e dela resultou a CPMI

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pr oc ur a do r- ge ra l (PSDB-GO). da República, RoO procurador-geral lemberto Gurgel, afir- brou que o STF é "especialmou, em ofício en- mente rigoroso" para autoricaminhado ontem à noite à zar uma investigação e permiComissão Parlamentar Mista tir diligências que invadam a de Inquérito, a CPMI do Ca- privacidade do cidadão. Gurchoeira, que as informações gel disse que, "apesar de gracolhidas na Operação Monte ves", as informações colhidas Carlo demonstram de forma àquela altura revelavam ape"inequívoca" a decisão de se- nas uma "relação promíscua" gurar, em 2009, uma investi- dos parlamentares com Cagação que apontava para o en- choeira e o grupo dele. Não involvimento de parlamentares dicavam, na avaliação dele, com o contraventor Carlos Au- indícios de crime, mas apenas gusto Ramos, o questões de Carlinhos Cac o m p o r t achoeira. mento ético. Apesar de grave, as Na manifesSegundo o tação de sete chefe do Minisinformações àquela páginas, Gurtério Publico altura revelavam gel disse que Federal, se ele apenas uma relação m a n d a s s e o respondeu à promíscua dos comissão "por caso para o Suparlamentares deferência", premo, iria peprotegeu sua dir o arquivacom Cachoeira. mulher, a submento da apuROBERTO GURGEL procuradora ração e, por taCláudia Sambela, seria paio, e preferiu não alimentar tornado publica a existência a guerra de versões com a Po- da investigação contra o conlícia Federal no episódio. traventor. "Decidi sobrestar o No documento endereçado inquérito no intuito de possibiao presidente da comissão, litar a retomada das intercepsenador Vital do Rêgo (PMDB- tações telefônicas e da invesPB), Gurgel disse que, quando tigação, que, a toda a evidenrecebeu as informações da cia, se afigurava extremaOperação Vegas, constatou mente promissora", afirmou. que "não havia fato penalA decisão, argumentou Gurmente relevante" para pedir gel, tem respaldo na Constituiao Supremo Tribunal Federal ção e na legislação que dispõe (STF) a abertura de inquérito sobre a forma de investigação contra o senador Demóstenes de organizações criminosas. A Torres (sem partido-GO) e os posição do chefe do MP é a deputados Sandes Junior (PP- mesma defendida por sua muGO) e Carlos Alberto Leréia lher, Claudia Sampaio. (AE)

Manifestação: Gurgel, em documento de sete páginas, explicou os motivos que o levaram a "segurar" as denúncias contra Demóstenes Torres.

Contas sujas dos candidatos são aprovadas

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plenário da Câmara dos Deputados aprovou a liberação de candidatura de políticos que tiveram as contas eleitorais rejeitadas – chamadas de "contas-sujas". A proposta – que visa derrubar o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em março deste ano, q u e t o r n ava i n e l e g í ve l quem estivesse nessa situação – segue agora para a análise do Senado. Antes, quem tinha contas eleitorais rejeitadas podia se candidatar pois a Justiça Eleitoral considerava inelegível só quem não apresentasse suas contas. Em março, o TSE baixou resolução ampliando a inelegibilidade. Com isso, 21 mil políticos com contas rejeitadas estariam fora da disputa. O PT entrou com recurso

contra a medida e outros 17 partidos da base aliada e da oposição se uniram para pedir a revogação da resolução do TSE. Como o assunto não evoluiu na Justiça, os líderes partidários na Câmara aprovaram a matéria de forma simbólica em plenário. Autor do projeto, o deputado Roberto Balestra (PPGO) argumenta que a rejeição das contas sempre teve caráter administrativo para a Justiça Eleitoral. "A simples rejeição de contas de campanha eleitoral não pode conduzir à restrição dos direitos políticos, à falta de outros elementos configuradores de conduta reprovável moralmente". A proposta ainda prevê multa para quem tiver contas rejeitadas: o valor da irregularidade mais 10%. (AE)

Ficha Limpa para cargos comissionados

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Comissão de Constituição e Justiça do Senado apro vo u o nte m , po r unanimidade, Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que exige ficha limpa também para cargos em comissão no serviço público. A proposta – que segue para o Senado para duas votações e ainda tem que passar pela Câmara dos Deputados – leva para o funcionalismo, em todas as esferas de poder, as exigências da lei que passou a impedir a eleição de pessoas com condenações judiciais em segunda instância, mesmo que ainda caiba recurso. A PEC, proposta pelo senador Pedro Taques (PDT-MT), é válida para funcionários indicados em cargos comissionados do Executivo, Judiciário e Legislativo, em estados, municípios e na União. Pessoas que foram condenadas em processos judiciais por decisão de órgão colegiado (com

mais de um juiz) não poderão ocupar qualquer tipo de cargo público por indicação – no caso de concursados, já é normalmente exigido um "nada consta" da Justiça. Até mesmo profissionais cassados por conselhos profissionais, como o de medicina, por exemplo, serão barrados nos cargos públicos. Dois de aprovar a ficha limpa para os políticos, arriscando-se a atingir o próprio Congresso, a tendência é a de que os parlamentares não criem problemas para mais essa ficha limpa. O próprio Executivo já teria tomado a iniciativa de fazer um decreto com as mesmas bases. A presidente Dilma Rousseff pediu à equipe jurídica do Planalto que preparasse um decreto presidencial restringindo o acesso de pessoas com condenações aos cargos do Executivo. O alcance, no entanto, seria restrito tão somente à União. (AE)


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quem decide a pauta é o presidente. Pressão eleitoral ou midiática não vai influenciar minha decisão. Deputado estadual Paulo Melo (PMDB), presidente da Alerj.

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DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 152/2012-SMS.G, processo 2012-0.052.477-9, destinado ao registro de preço para o fornecimento de SONDA DE FOLLEY 02 VIAS COM BALÃO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 05 de julho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 153/2012-SMS.G, processo 2012-0.081.158-1, destinado ao registro de preço para o fornecimento de CORTICOSTERÓIDE, ANTIDIABÉTICO E DIGITÁLICO, para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 10 de julho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 158/2012-SMS.G, processo 2012-0.100.206-7, destinado ao registro de preço para o fornecimento de CLONAZEPAM EM COMPRIMIDOS COM 2 MG - CP, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 06 de junho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 159/2012-SMS.G, processo 2011-0.102.826-9, destinado à aquisição de AGULHA DE PUNÇÃO INTRA ÓSSEA ADULTO E INFANTIL, para a Divisão Técnica de Fiscalização, Comunicações e Informações - DTFCI/Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU-192, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14:00 horas do dia 11 de junho de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 160/2012-SMS.G, processo 2011-0.296.195-3, destinado à aquisição de Água Destilada Não Estéril, para a Coordenação da Atenção Básica, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14:00 horas do dia 12 de junho de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

Assembleia nem votou pedido de abertura de CPI investigar contratos entre a Delta e o governo

Homem de ferro: a exemplo do Congresso, Alerj dá proteção à Sérgio Cabral contra análise de proximidade com construtora.

QUEM É QUEM NA CPMI A semelhança entre Carlinhos Cachoeira e Pedro Taques seria estritamente física, dizem no Senado. Roosewelt Pinheiro/ABr - 13.06.05

Márcia Kalume/Ag. Senado - 10.05.12

O BICHEIRO – Carlinhos Cachoeira, sem fazer o menor esforço, poderia dizer que seu nome também é Pedro Taques, senador pelo Mato Grosso, do PDT. Não seria barrado pela Polícia do Legislativo.

O SENADOR – Pedro Taques (PDT-MT), apesar da aparência e da amizade com o colega Demóstenes Torres, foi autor do pedido de investigação contra ex-líder do DEM, agora na Comissão de Ética.

Copa: 40% das obras nem começaram Relatório aponta inúmeros atrasos, mas governo confia que tudo ficará pronto até os jogos.

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alanço do governo federal apresentado ontem mostra que 40% das 101 obras da Copa-2014 sequer começaram. O plano do governo é garantir que até 2013, 85% de todos os projetos do mundial estejam concluídos. Os dados foram apresentados ontem pelos ministros Aldo Rebelo, do Esporte, e Míriam Belchior, do Planejamento. O relatório, com base em dados do mês passado, informa que está mantida a previsão de investimentos em R$ 27,1 bilhões. O governo está otimista com o andamento das obras e nega atrasos: houve crescimento de 76% de obras iniciadas em relação ao balanço de setembro 2011. O levantamento inclui estádios, aeroportos, portos e obras de transporte público. Apesar do otimismo, ainda faltam 15 obras, totalizando R$ 1,8 bilhão, que nem começaram a licitação. "O planejamento já prevê que essa etapa consuma um determinado tempo", disse o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Segundo o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, "a parte de elaboração de projetos não é um atraso, é um ganho para a boa execução da obra". Andamento – As obras de mobilidade urbana, segundo o governo, devem ter 80% das 51 construções fi-

nalizadas até 2013, restan- menos, são estatisticamendo 10 projetos para 2014. te desprezíveis", disse Aldo. Mas até agora 45% das Ainda segundo os dados obras, com gastos estima- do 3º balanço das ações de dos em R$ 4,8 preparação do bilhões, não coBrasil para o meçaram. evento, todos O balanço os 12 estádios mostra ainda que sediarão que estádios do jogos do evenRecife (com to estão dentro por cento das 33% da obra do cronograma 101 obras de concluída) e de estabelecido. Cuiabá (40%) E todas as mobilidade não estão abaixo do arenas que têm foram iniciadas tempo previsto. financiamento "O andamencontratado to das obras com o BNDES já guarda completa sintonia receberam recursos do bancom a data de entrega. As al- co e os desembolsos somam terações, tanto mais ou para mais de R$ 1 bilhão, diz o do-

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cumento, sendo que 19.043 trabalhadores estão empregados nessas atividades. Mobilidade – Sobre os aeroportos, o balanço revela que 13 considerados prioritários para a Copa estão com obras em andamento. Cinco obras já foram entregues – em Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS) e Campinas (SP) e duas em São Paulo (SP). A entrega de 26 dos 31 empreendimentos em aeroportos está prevista para 2013 – quando será realizada a Copa das Confederações, em 6 capitais brasileiras – e os cinco restantes estão programados para o primeiro semestre de 2014. (Agências) Uéslei Marcelino/Reuters

SECRETARIA DE SAÚDE

Cabral também ganha blindagem carioca Fábio Motta/AE

ão é só na CPMI do o poder público, aí sim vamos Cachoeira no Con- investigar. Relação pessoal g r e s s o N a c i o n a l não é motivo para abertura de que o governador investigação no Parlamento". do Rio de Janeiro, Sérgio Ca- Questionado se o ideal seria bral, está sendo "blindado" colocar o projeto de resolução pela base aliada. Na Assem- em votação no plenário para a bleia Legislativa do Rio (Alerj), maioria dos deputados decidir o quadro é o mesmo: o parla- se abre ou não a CPI, Melo foi mento estadual sequer votou enfático: "Quem decide a pauum pedido de abertura de CPI, ta da Assembleia é o presidenprotocolado em 2 de maio pa- te. Pressão eleitoral ou midiára analisar todos os contratos tica não vão influenciar minha celebrados a Delta Constru- decisão". ções e o governo do Estado Cassação – Em Rondônia, a desde 2000. A s s e m b l e i a L eO projeto de regislativa decidiu solução é de autoontem, por 10 voria do deputado tos a 5, cassar o Para não estadual Marcelo mandato do dedizerem que Freixo (PSol), mas putado estadual estamos a presidência da Valter Araújo Casa se recusa a (PTB), suspeito de perseguindo pôr o texto em voliderar esquema esse ou aquele tação em plenáde fraudes em licigoverno, pedi rio. Para que a CPI tações do Estado para investigar e de montar uma seja instalada, são todos os necessários 36 espécie de menvotos a favor. A salão na Casa. contratos Alerj possui 70 deAraújo foi afasaté hoje. putados. "O pritado da presidênMARCELO FREIXO (PSOL) cia da Assembleia meiro contrato da D e l t a c o m o g ono fim do ano pasverno do Rio é de 2000. Para sado, após ser alvo de operanão dizerem que estamos per- ção da Polícia Federal, e está seguindo esse ou aquele go- foragido desde dezembro, verno, pedi para investigar to- quando o STJ (Superior Tribudos os contratos até hoje, que nal de Justiça) determinou sua englobam os mandatos do ca- prisão. sal Garotinho e de Cabral", disNa sessão de ontem, a maiose Freixo, que é pré-candidato ria dos deputados foi favoráà Prefeitura do Rio. vel também à suspensão por Enquanto a Alerj não vota o 30 dias de outros seis deputaprojeto de resolução, o parla- dos suspeitos de receber dimentar iniciou coleta de assi- nheiro para ajudar na sustennaturas pedindo a tação política de a b e r t u r a d a c oAraújo. Todos fomissão. Neste caram responsabiliso, são necessázados por quebra Você pode até rias 24 assinatude decoro. ras, mas até o moA votação foi dizer outras mento apenas 14 secreta. Deputacoisas em deputados aderidos que não mosrelação àquelas ram – nenhum detraram as cédulas fotos de festas les do PT, cuja com o voto foram (em Paris), mas vaiados por quem bancada tem seis parlamentares. assistia à sessão. ilegal não é. "O PT tem dois A r a ú j o f o i d eANDRÉ CECILIANO (PT ) secretários no gonunciado pelo Miverno e precisa nistério Público agir com responsabilidade. A sob acusação de formação de decisão da maioria da banca- quadrilha. Segundo a Promoda foi não assinar a CPI porque toria, ele desviou recursos da até agora não apareceu nada área da saúde e usou parte do de ilegal entre a Delta e o go- dinheiro no pagamento de verno. Você pode até dizer ou- propina a colegas. Os outros tras coisas em relação àque- deputados foram acusados de las fotos de festas e restauran- corrupção passiva. tes (em Paris), mas ilegal não "Dindin" – Entre eles está Ana é. Se aparecer qualquer indí- Dermani de Aguiar (PTdoB), cio de irregularidade, o PT será que, segundo sugerem as ino primeiro a pedir abertura de vestigações cobrou propina CPI", explicou o André Cecilia- por torpedos de celular. no, líder do partido na Alerj. Conforme a Folha de S. Paulo Presidente da Casa, Paulo revelou em 2011, ela cobrou Melo (PMDB) tem a mesma de Araújo o "compromisso" justificativa. "Não existem com o "dindin", passar o núelementos para uma CPI. Se mero de sua conta bancária e surgir alguma suspeita de irre- depois agradecer o pagamengularidade entre a empresa e to. (Agências)

Belchior e Rebelo: "Andamento das obras guarda completa sintonia com a data de entrega'.


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

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nternacional

Um traidor para o Paquistão. Um herói para os EUA.

O destino nas mãos dos egípcios

O

s egípcios festejaram ontem a oportunidade de escolher seu líder livremente pela primeira vez na história, em uma disputa que contrapõe políticos islâmicos a personalidades laicas, e que seria impensável antes da revolta popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak, 15 meses atrás. No primeiro de dois dias de votação, o Egito celebrou o momento mais esperado da transição com entusiasmo e praticamente sem incidentes. Monitores independentes não relataram abusos graves, mas alguns eleitores se queixaram de campanha irregular na frente das seções eleitorais. Um policial egípcio foi morto a tiros durante uma troca de tiros entre partidários de dois

candidatos à presidência, do lado de fora de uma seção eleitoral no Cairo, informaram fontes da área de segurança. A polícia informou mais tarde que o confronto não teve qualquer relação com o pleito e que o tiroteio ocorreu entre quadrilhas de criminosos rivais. O candidato Ahmed Shafiq, último primeiro-ministro de Mubarak, foi alvo de pedradas e sapatadas quando votava à noite no Cairo. A manifestação levou o chefe da seção a suspender a votação por alguns minutos. "Criminoso", gritaram os ativistas anti-Mubarak. "Abaixo o regime militar". Nas seções de votação a polarização era visível entre eleitores de diferentes tendências. Não há pesquisas confiáveis, mas a incerteza sobre o resultado, em vez de afligir os

Mohamed Abd El-Ghany/Reuters

O que parecia impossível, finalmente se concretizou: 50 milhões de pessoas participam da primeira eleição presidencial livre de sua história.

egípcios, é um alento após eleições meramente protocolares durante os 30 anos do regime de Mubarak. "Precisamos provar que o tempo em que ficávamos em casa e alguém escolhia por nós acabou", disse o treinador de natação Islam Mohamed, de 27 anos, em uma seção eleitoral do Cairo. Governada por três ditadores militares desde sua fundação, em 1953, a república egípcia abre uma página cercada pelo desejo popular por um "pai da nação", capaz de lidar com os imensos desafios do país. Favoritos - Treze pessoas concorrem à presidência, mas a disputa verdadeira está entre quatro candidatos. Os favoritos do campo secular são ex-ministros do governo Mubarak: o ex-premiê Shafiq e o

ex-chanceler Amr Mussa, que também foi secretário-geral da Liga Árabe. Já os dois principais candidatos islamitas são Mohammed Morsi, da Irmandade Muçulmana, e o "pós-islâmico" Abdel-Moneim Abolfotoh, considerado um moderado que conquistou o apoio de alguns liberais, esquerdistas e de pessoas da minoria cristã. A possível vitória de um candidato de orientação religiosa preocupa os liberais, principalmente depois que os islamistas conquistaram 70% do Parlamento nas eleições do início do ano. O pleito continuará hoje e seu resultado será anunciado neste domingo. Se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos, haverá segundo turno em 16 e 17 de junho. (Agências)

Médico que ajudou a CIA na busca por Bin Laden é condenado a 33 anos de prisão

U

m médico paquistanês recrutado pelo serviço secreto dos Estados Unidos para ajudar na busca por Osama Bin Laden, morto no norte do Paquistão em 2011, foi condenado ontem a 33 anos de prisão por traição em uma região tribal paquistanesa, provocando duras críticas de Washington. O cirurgião Shakil Afridi, que foi demitido do governo há dois meses, foi considerado culpado pelo sistema de justiça tribal do distrito de Khyber por ter criado uma falsa campanha de vacinação em Abbottabad, a cidade onde Bin Laden estava escondido com mulheres e filhos. O objetivo do médico era conseguir uma amostra de DNA da família de Bin Laden que pudesse confirmar a presença do líder da Al-Qaeda na cidade. Afridi é a primeira pessoa a ser condenada por ligação com a operação da CIA contra Bin Laden. Ele também terá de pagar uma multa de cerca de US$ 3.500. Caso contrário, ficará mais três anos e meio na cadeia, disse Nasir Khan, uma autoridade do governo

na área tribal de Khyber. Em caso de apelação, a decisão do tribunal tribal será analisada por cortes de direito comum do país. Pressão - A operação envolvendo Afridi enfureceu as autoridades do Paquistão porque elas não foram informadas de antemão sobre a ofensiva. Washington esperava que o Paquistão, beneficiário de bilhões de dólares de ajuda norte-americana, fosse libertar Afridi. As autoridades dos EUA alegaram que o trabalho dele serviu tanto aos interesses paquistaneses quanto norte-americanos. Em janeiro passado, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, disse a uma TV que Afridi e sua equipe foram cruciais na localização de Bin Laden, mas insistiu que o médico não cometeu traição nem prejudicou o Paquistão. A condenação do médico deve enfurecer os EUA em um momento em que os dois países estão envolvidos em uma complicada negociação para a reabertura das rotas de suprimento para as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no vizinho Afeganistão. (Agências)


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quinta-feira, 24 de maio de 2012 Werther Santana/AE

TUMULTO NA ZONA LESTE Na estação Corinthians-Itaquera, usuários do metrô, revoltados com a paralisação da Linha 3 Vermelha, pararam ônibus na Radial Leste, bloqueando o tráfego. Soldados da Polícia Militar dissiparam o grupo com bombas de efeito moral.

idades Hélvio Romero/AE

Os metroviários de São Paulo aceitaram proposta de reajuste de 6,17% feita ontem pela Companhia do Metrô e encerraram a greve iniciada na madrugada: 3,7 milhões de pessoas foram prejudicadas. A paralisação provocou grandes transtornos na cidade, com tumultos e trânsito recorde de 249 km na parte da manhã. Apesar do retorno imediato, o sistema só se normalizou depois de algumas horas, já no início da noite. Ao longo do dia, a operação do metrô foi parcial. A Linha 1-Azul funcionou entre as estações Ana Rosa e Luz, a Linha 2-Verde entre a Ana Rosa e Clínicas, e a Linha 3-Vermelha operou entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília - todas com velocidade reduzida e maior intervalo de espera. As linhas 5-Lilás e 4Amarela (operadas por concessionária privada) funcionaram normalmente durante a manhã, mas também com velocidade reduzida.

Um grupo de usuários do metrô tentou forçar as portas da estação Jabaquara, na zona sul da cidade. Outras pessoas puseram fogo em papelões. Paulo Pampolin/Hype

Acaba a greve do metrô. Cidade teve dia de caos. Edu Saraiva/Frame/AE

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oram 16 horas e meia de greve dos metroviários de São Paulo, tempo suficiente para pintar na cidade um cenário caótico, com confrontos, bombas de feito moral, cenas de violência e um congestionamento sem precedentes, com 249 km de lentidão observados na parte da manhã. O recorde anterior era de 191 km registrados em 4 de novembro de 2004, quando a cidade sofreu os efeitos da chuva e dos alagamentos. Às 9h30, a via com maior trecho de lentidão era a pista expressa da marginal Pinheiros, no sentido Castello Branco, entre a avenida Interlagos e Ponte Cidade Universitária, com 15 km de lentidão. Por volta das 18h, São Paulo tinha 97 km de lentidão, o que equivale a 11,2% dos 868 km monitorados - um índice considerado normal para o horário. A greve começou à zero hora de ontem e somente às 16h30 os metroviários aceitaram proposta de 6,17% de reajuste salarial (inflação mais aumento real), feita pela Companhia do Metrô, encerrando o movimento. Com a greve, o sistema de ônibus também ficou sobrecarregado e os veículos superlotados. Revoltados com a situação, passageiros fecharam a Radial Leste, uma das principais vias da zona leste,

A cidade registrou ontem um congestionamento histórico, com 249 km de lentidão na parta da manhã. entre as estações Itaquera e Artur Alvim da Linha 3-Vermelha, que não abriram. Os pneus de alguns ônibus foram furados para impedir o tráfego na via. Para dispersar o grupo, a Polícia Militar usou bombas de efeito moral. Pelo menos duas pessoas foram detidas e uma mulher ficou ferida. Outro protesto foi feito na frente da estação Jabaquara da Linha 1-Azul, na zona sul, que amanheceu fechada. Passageiros juntaram pilhas de papelão e jornais e colocaram fogo no material. Um grupo tentou

forçar as portas da estação. Negociação - À tarde, depois de audiência no Tribunal Regional do Trabalho e de uma assembleia da categoria, os metroviários aceitaram proposta de reajuste de 6,17%. O Metrô de São Paulo se comprometeu ainda a não descontar do salário dos grevistas as horas não trabalhadas. Inicialmente, o Metrô tinha oferecido reajuste de 4,65%, enquanto o sindicato pedia 20,12%. No encontro de ontem, os metroviários pediram que a Justiça reconsidere a multa de

R$ 100 mil, já que eles descumpriram ordem judicial que os obrigava a manter 100% do atendimento nos horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 85% nos horários intermediários. O caso ainda será julgado (não há data prevista) e, se a Justiça aplicar a multa pelo descumprimento da ordem, o sindicato diz que vai recorrer da decisão. Para o governador Geraldo Alckmin, a greve foi uma manifestação política promovida por "um grupelho radical que pune cruelmente a população".

Valeu de tudo para minimizar os efeitos da greve: patins na zona leste. Em nota assinada pelo seu presidente Rogério Amato, a Associação Comercial de São Paulo afirmou que "os metroviários deveria repensar um movimento deste no cenário atual, pois é de conhecimento público

que a sua média salarial é superior a de outras categorias profissionais também úteis à nossa população" (na página seguinte a íntegra da nota). À noite, o trânsito seguia lento. (Agências) Mais metrô na página seguinte

Felipe Denuzzo/e-SIM - 21/01/2009

"Foi uma anarquia"

sentimento geral de impunidade, de cima para baixo.

A avaliação foi feita ontem pelo ex-ministro do Trabalho, Almir Pazzianoto

DC – A legislação salvaguarda a população contra abusos? Às vezes a impressão é que se dá o contrário? Pazzianoto –A lei existe para ser interpretada criteriosamente e com bom senso. Convencimento em favor de adesão é permitido, mas abusos de piquetes, proibição de entrada, isso já é contra a lei. A juíza determinou 100% de operação no período de pico? Então terá que se aplicar os 100%. Mas aqui não se acata ordem judicial – o que é um risco à democracia – e tudo continua como dantes. Não podemos esquecer que a Constituição, essa mesma que proíbe abusos e arbitrariedades no direito da greve, foi votada democraticamente por representantes do povo. No caso do Metrô, isso impede que a população fique refém de uma situação. O que nós assistimos em São Paulo foi não a prática ao direito de greve. Foi uma anarquia.

José Maria dos Santos

O

ntem pela manhã, o advogado Almir Pazzianoto, 75 anos, demorou exata uma hora e quarenta e cinco minutos para percorrer cinco quilômetros rumo ao seu escritório no bairro do Brooklin, onde dá expediente. Obviamente, o contratempo se deveu à greve do Metrô e de parte da CPTM. Mas este aborrecimento, ao contrário do que se pode supor, não pesou na s u a v e e m e n t e c o n d e n ação ao movimento explicitada na entrevista abaixo, até porque Pazzianoto tem uma longa tradição em defender trabalhadores. A rigor, passou sua vida dedicando-se a tal tarefa. No longínquo ano de 1961, iniciando-se no Direito Trabalhista, do qual se tornaria um

brilhante especialista, já se apresentava como advogado da Federação dos Trabalhadores da Indústria de Fiação e Tecelagem de São Paulo. Em 1978 vamos encontrálo no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, do qual Luiz Inácio Lula da Silva era presidente. Seria desnecessário lembrar que a lendária greve daquele ano o projetaria nacionalmente, numa escalada que terminaria no Palácio do Planalto. Não, por a caso, o governador Franco Montoro o nomeou Secretário do Trabalho em 1983 e o presidente Tancredo Neves o escolheu para ministro da pasta, legitimando sua presença por todo o governo José Sarney. Depois chegou à presidência do Tribunal Superior do Trabalho, posto no qual se aposentou em 2002. Por esse perfil, não é um represen-

tante dos patrões que está falando. DC – Como o senhor analisa essa greve caótica que São Paulo enfrentou, conforme sua experiência no tema? Almir Pazzianoto - Foi a crônica do caos anunciado. É preciso considerar que esse caos tem precedentes. Em primeiro lugar, temos a impunidade. Ninguém paga as multas instituídas pela legislação, ninguém sofre consequências por cometer abusos sérios dentro dos direitos trabalhistas. Ninguém está com o emprego em risco. Daqui um ano teremos novamente outra greve e tudo vai se repetir. O metrô é um serviço absolutamente essencial para a cidade e eles param sem a menor cerimônia. DC – Neste caso o senhor estaria abrindo uma discussão sobre

"A lei existe para ser interpretada criteriosamente e com bom senso" responsabilidades coletivas e cidadania? Pazzianoto –No meu entender, há dois responsáveis por essa greve: os dirigentes sindicais e área competente do governo. Os metroviários ganharam benefícios de graça com o desfecho da greve. Em geral, eles não estão passando necessidades, não estão com salários atrasados, não recebem tratamento indig-

no. Por outro lado, o setor competente não tem medidas preventivas contra greves como essa nem age com o rigor necessário, dentro dos limites da lei. Eu acredito que o governo deva conhecer bem como é o Metrô. Poderia planejar alguma coisa. É sempre apanhado de surpresa. Repito: numa greve, as duas partes têm responsabilidades. O Metrô transmite um


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11 A toda a população de São Paulo, a nossa solidariedade por este caótico 23 de maio de 2012. Nota da Associação Comercial de São Paulo

idades

Reação no Twitter Ao lado, algumas das palavras mais repetidas ontem no Twitter, sobre a greve dos metroviários. Paulo Pampolin/Hype

Greve faz comércio perder R$ 42 milhões Avaliação foi feita pela Fecomercio. Shopping Itaquera teve queda no número de clientes. Eliana Haberli e Ivan Ventura

P

elo menos R$ 42 milhões em vendas que não serão recuperadas (além de prejuízos difíceis de serem medidos dos vendedores que trabalham ganhando comissões sobre o faturamento) são algumas das perdas que o comércio varejista da Grande São Paulo teve ontem, em razão da greve dos metroviários. A avaliação é do assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Altamiro Carvalho. Ele destacou que os maiores prejuízos do movimento de paralisação do metrô e trens da CPTM não são mensuráveis, pois refletem na saúde e no bem-estar da população, principalmente da de baixa renda e da periferia, que teve sua rotina alterada. "O maior prejuízo é social", disse. I m p u l s o - O a c o m p a n h amento diário do movimento do varejo na Grande São Paulo feito pela entidade mostra que se vende em um dia na região R$ 420 milhões. Uma paralisação parcial nos transportes e as filas de congestionamento prejudicam muito o movimento diário. "Nós não temos um indicador seguro para medir esse prejuízo. Mas sabemos que a maior parte

das vendas que deixaram de ser feitas é postergada ou recuperada em outros momentos." Mas não são recuperadas as compras por impulso e as de lanches e alimentos fora de casa, explicou o assessor. Nesse caso, ele estimou que 10% de tudo que se deveria gastar ontem em São Paulo, foi perdido (ou cerca de R$ 42 milhões). Outra perda é a das comissões diárias dos vendedores do varejo, que ontem tiveram um volume pequeno de vendas. De qualquer forma, mesmo no caso de vendas recuperadas posteriormente, essa comissão dos vendedores ficou menor na semana. Em relação ao tipo de comércio, disse Altamiro, a greve dos transportes prejudica mais as lojas de rua do que as de shopping centers. "Os shopping centers possuem estacionamentos com espaço suficiente para abrigar um eventual maior número de veículos que se dirigirem a eles. Já as lojas de ruas sofrem com a falta de estacionamento nos dias em que o trânsito fica mais complicado. Pouca gente vai se aventurar a achar uma vaga em pleno dia de greve para ir à loja." Zona leste - Embora os prejuízos impostos pela greve não estejam distribuídos de

A greve dos metroviários também teve reflexos no comércio do centro de São Paulo. Alguns estabelecimentos abriram suas portas mais tarde. maneira uniforme por todas as áreas da metrópole, Altamiro lembra que duas das regiões mais prejudicadas, a zona leste (com metade da população da cidade) e a zona central (com uma parcela expressiva de estabelecimentos comerciais), sozinhas, já respondem por uma grande parte do prejuízo do varejo ontem. Muitos dos shoppings localizados perto das estações do metrô não registraram prejuízos ou uma diminuição no número de frequentadores. Uma das poucas exceções foi o Shopping Itaquera, localizado a poucos metros da avenida Celso Garcia e que foi palco do confronto entre policiais militares e passageiros do metrô, na manhã de ontem. Segundo a assessoria do shopping, das 200 lojas do centro de compras, pelo menos 15 abriram mais tarde. Curiosamente, a abertura tardia não ocorreu por causa do atraso de funcionários das lojas. Na verdade, de acordo com o shopping, a causa principal foi a interdição das escadas rolantes que dão acesso ao metrô e à entrada principal do Itaquera.

O fechamento das escadas ocorreu por causa da superlotação da estação, afetada pela greve dos metroviários. A interdição provocou confusão entre funcionários e frequentadores do centro de compras, que não sabiam como acessar o shopping. Naquele momento, os dois únicos acessos possíveis ao shopping eram o do estacionamento e o da escada de emergência do Poupatempo existente bem ao lado do estabelecimento comercial. Queda - Para o Shopping Itaquera o resultado foi óbvio: queda nas vendas e menor quantidade de frequentadores. A assessoria do Itaquera confirmou a queda nas vendas, mas não os números desse prejuízo. Sobre o número de frequentadores, o shopping confirmou a queda de seis mil clientes, levando em conta o movimento de ontem e anteontem, entre 10h e 16h. Ontem, o Shopping Itaquera registrou a visita de 26 mil pessoas. Na última terça-feira foram 32 mil pessoas. Para o shopping não há dúvidas sobre o culpado: a greve dos metroviários.

Leia a íntegra da nota da ACSP

A

paralisação dos funcionários do Metrô no dia de hoje (ontem) trouxe grandes prejuízos a toda a sociedade. Além do transtorno físico e psicológico gerado, toda a cadeia econômica da maior cidade do País foi afetada pelas ausências e atrasos ocorridos. Os cidadãos foram penalizados com um clima de agressão e um cenário de violência em muitos bairros. A categoria dos metroviários deveria repensar um movimento deste no cenário atual, pois é de conhecimento público que a sua média salarial é superior à de outras categorias profissionais também úteis à nossa população. O direito de protestar de um, alguns ou uma categoria inteira de trabalhadores não deve, de maneira nenhuma, preju-

dicar de forma tão cruel o dia-a-dia de uma cidade com mais de 11 milhões de pessoas. É sabido que muitos não conseguiram chegar ao trabalho, à escola nem a clínicas, laboratórios ou consultórios médicos. É passada a hora de todos os movimentos que se autodenominam “sociais” avaliarem o impacto que será causado às demais pessoas antes de iniciarem a paralisação de uma rua, um serviço público ou um sistema de transporte. A toda a população de São Paulo, a nossa solidariedade por este caótico 23 de maio de 2012: o dia em que os funcionários do Metrô resolveram cruzar os braços e penalizar mais de 4 milhões de passageiros. Rogério Amato – presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).


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12 -.LOGO

quinta-feira, 24 de maio de 2012

www.dcomercio.com.br

Divas tatuadas O artista australiano Jason Hill se pôs a imaginar como ficariam as eternas divas de Hollywood Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor se elas tivessem a mesma paixão pelas tatuagens que tem a atriz Angelina Jolie. Usando técnicas de manipulação de fotos, muita imaginação e uma paciência infinita, ele conseguiu retocar retratos das duas atrizes cobrindo suas peles com desenhos dos mais variados tipos, ele criou falsas tatuagens para os dois ícones da beleza. Para ver as fotos em maior detalhe, visite a galeria de obras do artista no site DeviantArt. http://jasonrhill.deviantar t.com/ galler y/#/d4c9jcd

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F UTEBOL C IÊNCIA

Fifa tenta combater corrupção

Pernas para quê?

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elhorar a transparência, lutar contra a corrupção e recuperar o prestígio são os grandes objetivos do Congresso anual da Federação Internacional de Futebol (Fifa), que começa hoje em Budapeste, na Hungria. Além disso, o congresso votará a inédita possibilidade de inclusão de uma mulher em seu Comitê Executivo. De acordo com o presidente da entidade, Joseph Blatter, as medidas pretendem garantir "a governabilidade, a transparência e a tolerância zero con-

Fotos: EFE

Apesar das pernas, a locomoção dos primeiros vertebrados da Terra seria semelhante à das atuais focas.

tra a corrupção", devido às acusações de fraudes após a eleição das Copas do Mundo de 2018 e 2022, que terão como sedes Rússia e Catar, respectivamente. A Fifa quer fortalecer sua Comissão de Ética, que passará a ser formada por um órgão de investigação e outro de decisão, dando maior poder à Comissão de Auditoria e Conformidade, cujo cargo deve ser encarregado ao italiano Domenico Scala. Os dois presidentes da Comissão de Ética, que supervisionarão as nomeações dos

futuros membros da Fifa, serão anunciados na próxima sessão do Comitê Executivo, na primeira semana de julho, em Zurique, quando também será aprovado o código ético. Nestas reformas, que serão terminadas em 2013, o destaque fica por conta do professor suíço de direito Mark Pieth, presidente da Comissão Independente de Governabilidade da Fifa, que propôs a nomeação de Scala. Mesmo assim, a ONG de luta contra a corrupção 'Transparência Internacional' criticou a falta de mais reformas e o pou-

co empenho em investigar denúncias anteriores, e em abril o Conselho da Europa ordenou a Fifa para que abrisse uma investigação interna sobre os escândalos em que se viu envolvida os últimos anos. O Congresso convidará Lydia Nsekera, presidente da Associação de Futebol do Burundi, para fazer parte de seu Comitê Executivo. Nsekera ficará durante um ano no Comitê Executivo, e em 2013, com os novos estatutos, poderá ser escolhida representante feminina para mandato de quatro anos. (EFE)

Lee Jae-Won/Reuters

E M

A reconstrução do corpo de um dos primeiros vertebrados terrestres, o Ichthyostega, feita a partir de fósseis datados de cerca de 375 milhões de anos, mostrou que o animal, apesar de possuir membros, não era capaz de andar. Em

C A R T A Z

estudo publicado na revista Nature, cientistas da Universidade de Londres, na Inglaterra, afirmam que os membros e as juntas do Ichthyostega não tinham a estrutura necessária para fazer com que ele caminhasse e ele rastejava.

C INEMA Genin-Guignebourg/AE

VISUAIS L

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Kirsten Dunst, Sam Riley, Kristen Stewart, o diretor brasileiro Walter Salles e Garrett Hedlund ontem durante a divulgação do filme Na Estradano 65º Festival de Cannes, na França.

L OTERIAS Concurso 1247 da LOTOMANIA

Concurso 756 da LOTOFÁCIL

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Concurso 2904 da QUINA

Concurso 1391 da MEGA-SENA 07

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CORPO E ESPÍRITO - Meninos que estão sendo educados para se tornarem monges budistas jogavam futebol ontem durante a celebração do aniversário de Buda, em um templo de Seul, na Coreia do Sul.

Mostra individual reúne trabalhos da artista plástica Ana Prata no Instituto Tomie Ohtake. Av. Brig. Faria Lima, 201, tel.: 2245-1900. Grátis.

Fotos: Baz Ratner/Reuters

Belém Bíblica Arqueólogos israelenses acharam em Jerusalém um selo de argila com a inscrição "Bat Lechem", que supõe a primeira evidência arqueológica da existência de Belém durante o período em que aparece descrito na Bíblia, informou ontem a Autoridade de Antiguidades de Israel. Trata-se de uma espécie de esfera de argila que se usava para carimbar documentos e objetos, datada entre os séculos VII e VIII a.C. A peça é meio milênio posterior às Cartas de Amarna, uma correspondência diplomática em língua acádia sobre tabuletas de argila entre a Administração do Egito faraônico e os grandes reinos da época. (EFE)

Peça foi encontrada no povoado palestino de Silwán, em Jerusalém Oriental


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

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13 JUSTIÇA DECIDE Google não violou as patentes de tecnologia Java, da Oracle, em 2010.

conomia Fábio Motta/AE

Ibovespa: mais um dia de queda.

A

Cotação recorde: casa de câmbio no Centro do Rio de Janeiro chegou a exibir em uma placa, ontem, o valor de venda do dólar comercial a R$ 2,20.

Dólar bate em R$ 2,10 e alerta BC Banco Central fez leilões de venda da moeda norte-americana em dia de alta valorização em relação ao real. O fechamento foi em queda.

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escalada de valorização do dólar, que vem atingindo cotações recordes nos últimos dias, está preocupando o Banco Central (BC), segundo afirmou ontem o diretor de política econômica da instituição, Carlos Hamilton Araújo. A moeda norte-americana alcançou na manhã de ontem o valor de R$ 2,10, mas fechou o dia em R$ 2,031 (queda de 1,99% em relação à cotação do dia anterior, 22 de maio). Na tentativa de segurar a alta do dólar, o BC anunciou dois leilões de swap cambial (que equivale à venda de dólares no mercado) em um total de US$ 2,18 bilhões. Segundo Araújo, a ação foi motivada pela "volatilidade excessiva" da moeda. "Houve um entendimento de que os mercados não estavam funcionando adequadamente e que, portanto, era pertinente uma ação do Banco Central", explicou. O diretor ressaltou, porém, que o BC "não tem compromisso com a taxa de câmbio" – ou seja, que não é de sua responsabilidade estabelecer um patamar ideal para a cotação do dólar. Para Araújo, a variação da moeda "faz parte" do atual sistema econômico. "O câmbio

Ed Ferreira/AE

flutuante é a primeira linha de defesa do País em caso de choques", afirmou. "O câmbio está repercutindo essencialmente uma piora no sentimento de risco internacional." O que inclui uma avaliação pessimista dos acontecimentos no exterior, sobretudo na Grécia, país que pode deixar a zona do euro. Perguntado se a mudança do patamar do dólar ante o real –de R$ 1,75 em 6 de março deste ano, até ontem, quando chegou a bater R$ 2,10 – traz algum alerta, Carlos Hamilton mostrou-se tranquilo. "Há momentos em que o câmbio sobe e depois desce", disse. Inflação – O diretor endossou a fala nesta semana do presidente do BC, Alexandre Tom-

bini, de que o repasse do dólar alto para a inflação tem diminuído, observando "que varia de acordo com as condições da economia". Tombini havia informado que esse repasse está ao redor de 3% no curto prazo e de 8% no horizonte mais longo. Ontem, durante a divulgação do Boletim Regional Trimestral de abril, Araújo disse que a inflação está convergindo para o centro da meta para este ano, de 4,5%, e que isso deve continuar ao longo de 2012. Segundo ele, um dos fatores que vão contribuir para esse desempenho favorável do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, são os preços das commodities. "Há dinâmica relativa-

Em ascensão Confira a evolução do dólar no último mês 2,10

23/05/2012 Hora: 11h39 Cotação do dólar: R$ 2,1025 +1,66

2,08 2,06

+1,37

2,04

+0,61

2,02 2,00 1,80

+0,01 24/04

+1,73

0,00

14/05

16/05

-1,99

18/05

21/05

22/05

23/05

Fonte: Reuters

Boletim aponta recuperação do País

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LITRÃO LIBERADO Foi arquivado o processo movido pela Kaiser contra a Ambev.

Banco Central (BC) espera recuperação da atividade econômica ao longo deste ano, segundo o Boletim Regional Trimestral, divulgado ontem. "Após registrar certa estabilidade no segundo semestre de 2011, a atividade econômica mostrou relativa recuperação no início de 2012, ressaltando-se o dinamismo da atividade varejista, consistente com a evolução dos mercados de crédito e de trabalho", diz o documento que foi apresentado pelo diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, em Curitiba. De acordo com o boletim, "as perspectivas para os próximos semestres indicam continuidade desse processo de recuperação, amparado essencialmente pela robustez da demanda interna". Mercado de trabalho – Na avaliação do BC, "as perspectivas apontam intensificação do ritmo de atividade ao longo de 2012". "Para tanto, devem contribuir as condições favoráveis no mercado de trabalho, a confiança de consumidores e empresários em patamares elevados e a expansão moderada do mercado de crédito". O documento analisa um conjunto de

informações sobre as diversas regiões do País e, desta vez, dá ênfase às economias paranaense e do Sul. Segundo o texto, na região, a recuperação do setor industrial favoreceu a trajetória da economia nos primeiros meses de 2012, assim como "o dinamismo do comércio varejista e do mercado de crédito". De acordo com o BC, embora tenham ocorrido quebras de safras, com redução da renda agrícola, o Índice de Atividade Econômica Regional Sul (IBCR-S) cresceu 1,4% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando havia aumentado 0,5%, na mesma base de comparação, de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período). Na variação acumulada em 12 meses, o indicador cresceu 4,2% em fevereiro, mesmo patamar observado em novembro de 2011. Pelos dados do Boletim Regional Trimestral, o indicador registrou aumentos nas regiões Sudeste (0,7%), Sul (1,4%) e Centro-Oeste (1,6%), enquanto houve retração no Norte (queda de 0,8) e no Nordeste (0,5), no trimestre encerrado em fevereiro, na comparação com o período anterior. (Folhapress)

Diretor do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo: "volatilidade". mente benigna nos preços das commodities." Empresas – Entretanto, segundo especialistas, a disparada de quase 10% na cotação do dólar nos últimos 30 dias pode trazer um viés de alta para a inflação devido ao impacto da moeda nos custos de empresas. A dúvida entre executivos e analistas é quanto da alta do dólar será repassado aos preços dos produtos e quando o consumidor sentirá esse aumento. Setores altamente dependentes de produtos importados, como os de companhias ligadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), avaliam que o apeti-

te do consumidor age para segurar o repasse. "O ideal seria repassar imediatamente para os preços finais, mas o mercado é balizado por parâmetros, e um deles é a concorrência; o consumidor não é alienado do mercado", disse Ricardo Strunz, diretor financeiro da entidade. Na avaliação de Francisco Pessoa, da LCA Consultores, a valorização cambial pode ser compensada pela demanda em queda, com a desaceleração econômica mundial e o recuo nos preços de commodities como petróleo e produtos químicos. "A subida do dólar faz com que o viés seja de alta para as projeções de inflação", afirmou Pessoa. (Agências)

Fluxo cambial negativo em US$ 872 milhões

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saída de moeda estrangeira no País superou a entrada na terceira semana do mês de maio, com o fluxo cambial voltando a ficar negativo em US$ 872 milhões no período, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Na semana anterior, o fluxo ainda havia ficado positivo em US$ 121 milhões. No acumulado de maio, até o dia 18, o fluxo registrava déficit de US$ 1,511 bilhão, enquanto no ano ainda está positivo em US$ 23,805 bilhões. O fluxo negativo na semana passada ocorreu basicamente pela conta financeira – por onde passam os investimentos estrangeiros produtivos e em portfólio, entre outros –, que teve saldo negativo de US$ 2,794 bilhões. No mês, até o dia 18, o déficit era de US$ 5,196 bilhões. Já a conta comercial apresentou saldo positivo de US$ 1,922 bilhão entre os dias 14 e 18 passados,

acumulando no mês superávit de US$ 3,686 bilhões. Positivo – O saldo positivo no acumulado do ano é sustentado praticamente apenas pela conta comercial, que no período é superavitária em US$ 21,145 bilhões, de acordo com dados da autoridade monetária. Já a conta financeira contribui com apenas US$ 2,660 bilhões. Para se ter ideia comparativa, no mês de janeiro, quando houve uma série de captações de empresas brasileiras no exterior e uma captação do próprio governo, esse segmento respondeu por US$ 6,902 bilhões do fluxo cambial positivo de US$ 7,283 bilhões registrado naquele mês. Os números do BC mostram uma reversão do comportamento registrado em igual período do ano passado, quando as operações financeiras sustentaram o fluxo positivo de dólares. (Reuters)

BM&FBovespa reduziu as perdas no fim do pregão de ontem, acompanhando as bolsas em Wall Street, em outro dia de aversão a risco em meio a temores dos efeitos da possível saída da Grécia da zona do euro. O Ibovespa fechou em queda de 0,76%, a 54.619 pontos. Na mínima intradia, o índice recuou a 3,65%. Em maio, o Ibovespa acumula queda de 11,65%, que já seria o pior desempenho mensal desde outubro de 2008, ápice da crise mundial, quando o principal índice da bolsa perdeu 24,8%. "O mercado estava apostando todas as fichas na reunião dos líderes europeus (encontro da União Europeia, realizado ontem em Brux el as ), mas a percepção de que eles não terão medidas concretas para apresentar trouxe ainda mais preocupação", afirmou Pedro Amaro, analista da PAX Corretora. Também contribuiu para o aumento da aversão ao risco a notícia de que as autoridades da União Europeia avisaram os membros do bloco para prepararem planos de contingência caso a Grécia deixe o euro (leia mais sobre a crise internacional na pág. 17). Em Wall Street, o Dow Jones encerrou com variação negativa de 0,05% e o Nasdaq em alta de 0,39%. Um dos principais índice europeus, o FT SE 100, fechou em baixa de 2,53%. "Além do cenário externo muito ruim, a situação brasileira contribui para que a bolsa caia muito mais que nos Estados Unidos", disse Amaro. "Tivemos uma temporada de balanços abaixo do esperado, além das perspectivas ruins para o crescimento da economia", acrescentou. Petrobras pesou no Ibovespa, com a ação preferencial recuando 2,44%. A queda do Ibovespa só não foi maior pelas altas da OGX e da preferencial da Vale. Estrangeiros – Os investidores estrangeiros já retiraram R$ 3,085 bilhões da Bovespa no mês de maio, até o dia 21. O valor mensal até o momento só é inferior ao registrado em outubro de 2008, em plena crise financeira internacional, quando os saques somaram R$ 4,685 bilhões. "É um número expressivo e um sinal claro de que o investidor internacional não quer manter uma posição de risco em um momento de incertezas", disse o analista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, lembrando que outubro de 2008 foi o auge da crise financeira mundial, após a quebra do Lehman Brothers, um mês antes. Em sua opinião, além dos problemas atuais na Europa, as dúvidas em relação ao desempenho das economias nos Estados Unidos e na China, e mesmo no Brasil, trazem mais cautela ao mercado. "As ações intervencionistas do governo brasileiro forçando a queda dos juros, o que prejudicou o desempenho das ações dos bancos, também acabam afastando os investidores", diz Campos Neto. Diante da atual conjuntura mundial não há perspectiva de alteração neste fluxo de capital externo, na avaliação de Campos. "São fatores que não tendem a se dissipar tão cedo", afirma. Além da piora no cenário internacional, nas últimas semanas alguns bancos estrangeiros fizeram críticas ao modelo de crescimento da economia brasileira, questionando se seria sustentável no curto prazo, como lembra o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger. (Agências)


14 -.ECONOMIA

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quinta-feira, 24 de maio de 2012


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

e

15 É inevitável a previsão de um nível enfraquecido de atividade econômica. Sergio Vale, economista chefe da MB Associados

conomia

Leonardo Rodrigues/ Digna Imagem - 30.11.05

Analistas fazem apostas para o PIB Governo fala em crescimento de 4%, mas especialistas esperam entre 2,5% e 3%. Sílvia Pimentel

O

tamanho do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) neste ano é uma grande incógnita. O governo, que previa inicialmente um crescimento de 4,5% da economia, reviu para baixo a sua projeção, agora em 4%, fato que influenciou o anúncio de medidas de estímulo à economia via redução de tributos. Nesta semana, a confirmação da desaceleração da arrecadação de impostos no mês de março veio sinalizar que a expansão de fato não será tão robusta como espera o Planalto. O mercado projeta expansão de 3,09%, um pouco inferior à prevista pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 3,2%. E cada novo acontecimento econômico, seja interno ou externo, produz uma nova aposta. Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emílio Alfieri, o crescimento da economia depende dos desdobramentos da crise na Europa, que se agravou com a maior possibilidade de saída da Grécia da zona do euro. "O cenário traçado pelo governo é o desejável, mas dificilmente vai se confirmar", diz. Segundo ele, fatores internos e externos devem ser levados em conta, como por exemplo a queda de 3% da produção industrial no Brasil no primeiro trimestre, somada ao ritmo "morno" das ven-

das do comércio. "A pressão pela queda dos juros pode estimular um pouco o consumo e os investimentos, mas não deve ser suficiente para alcançar uma expansão de 4% até o final do ano", analisa. Cenário externo – Na opinião de Alfieri, um sinal externo a influenciar a dinâmica da economia brasileira é a desaceleração da China, que é o principal parceiro comercial do Brasil. O lado bom é que esse cenário, analisado de forma

O Brasil caminha bem no cenário internacional e atrai investimentos estrangeiros. Poderá crescer em marcha lenta. EMÍLIO ALFIERI isolada, vai contribuir com a queda de preços das commodities, o que deve resultar em uma menor pressão sob os preços dos alimentos e das matérias primas. De acordo com Alfieri, o IBC, o índice que mede o preço das comodities agrícolas e minerais dos últimos 12 meses terminados em abril, apresentou uma queda de 5,21%. E continua caindo em maio pelos dados preliminares. Considerando apenas as commodities

Monalisa Lins e-SIM - 30.07.09

agrícolas, o recuo foi de 5,96%. Na conjuntura atual e levando em conta todos esses fatores que devem impactar o PIB, o economista da ACSP considera "sustentável" uma expansão de 3,2%, o que representa um resultado melhor do que os 2,7% de 2011. "O Brasil caminha bem no cenário internacional e atrai investimentos estrangeiros. Poderá crescer em marcha lenta, esse resultado será o suficiente para absorver a mão de obra que procura o mercado de trabalho atualmente". Para atingir o resultado desejado pelo governo, serão necessárias novas medidas, como as que foram anunciadas nesta semana para reaquecer a economia e também novos cortes da taxa básica de juros (Selic). "A alta recente do dólar também deve ajudar na recuperação da produção industrial, com o encarecimento das importações ao logo do ano". Para o economista chefe da MB Associados, Sergio Vale, com o cenário de deterioração contínua da Europa, é inevitável a previsão de um nível enfraquecido de atividade econômica neste ano. Ele aposta em 2,5%. O esforço do Banco Central (BC) para reativar a economia não será suficiente, na sua visão, para um crescimento maior porque o peso da conjuntura externa deverá ser bem expressivo. Ele lembra que o comportamento atual da economia se parece com o que se viu no segundo semestre de 2011, quando a crise apresentou novos sinais de piora, com os Estados Unidos e a Europa entrando em nova fase de deterio-

Para Amir Khair, especialista em finanças públicas, o governo está no rumo certo.

Dívida Pública atinge R$ 1,880 trilhão em abril

A

Dívida Pública Federal (DPF) atingiu R$ 1,880 trilhão em abril, segundo dados divulgados ontem pelo Tesouro Nacional, o que representa 1,32% de crescimento em relação a março. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) atingiu R$ 1,794 trilhão, o que equivale a uma alta de 1,06% em abril em relação ao mês anterior. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) somou R$ 85,733 bilhões, com um aumento de 7,12% sobre março. O impacto dos juros na DPF foi de R$ 17,540 bilhões, sendo que R$ 14,369 bilhões foram juros da DPMFi. E o res-

tante do valor equivale aos juros da dívida externa. A participação dos investidores estrangeiros na DPMFi subiu de 12,12% em março para 12,28% em abril. Essa participação representa um valor de R$ 220,37 bilhões nas mãos de investidores estrangeiros. De acordo com o Tesouro, esse tipo de investidor tem 80,9% de sua carteira em títulos pré-fixados. As instituições financeiras detêm 29,51% do estoque da DPMFi, enquanto a parcela dos fundos de investimentos é de 27,58%. O percentual do estoque nas mãos dos fundos de previdência é 13,95%.

A parcela de papéis prefixados na DFP caiu de 37,77% em março para 37,59% em abril. Também caiu a fatia de papéis atrelados à Selic, de 26,34% para 26,12%. Por outro lado, a parcela de títulos remunerados pela inflação no estoque da DPF subiu de 31,68% em março para 31,99% em abril. Já os papéis cambiais representaram 4,30% do estoque em abril, ante 4,22% em março. Os títulos remunerados com base na variação da Selic tiveram a participação reduzida no estoque de 27,52% para 27,37%. Os papéis cambiais se mantiveram, equivalendo a 0,56% do estoque. (AE)

Facebook é processado nos EUA

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Facebook, seu presidente-executivo, Mark Zuckerberg, e diversos bancos, incluindo o Morgan Stanley, foram processados nos Estados Unidos por acionistas, que dizem que os réus esconderam previsões rebaixadas de crescimento da rede social antes da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de US$ 16 bilhões. Eles foram acusados de ocultar dos inves-

tidores, durante o processo de IPO, “uma severa” redução nas previsões de crescimento da receita do Facebook, como resultado do aumento de acessos à rede social através de dispositivos móveis. O processo foi aberto na quarta-feira em uma corte distrital de Manhattan, segundo um advogado dos queixosos. Um dia antes, um processo similar aberto por um investidor

diferente, foi apresentado em um tribunal do estado da Califórnia. Representantes do Facebook e do Morgan Stanley não se pronunciaram. As ações do Facebook caíram 18,4% – em relação ao seu preço sugerido para o IPO no valor de US$ 38 – nos primeiros três dias de negociações, reduzindo o valor das ações vendidas em mais de US$ 2,9 bilhões. (Reuters)

O economista da ACSP, Emílio Alfieri, avalia que a pressão pela queda dos juros pode estimular um pouco o consumo e os investimentos, mas não deve ser suficiente para alcançar uma expansão de 4% no PIB até o final do ano. ração. "O resultado foi uma queda acentuada tanto da confiança quanto dos indicadores da indústria e comércio ao longo dos meses seguintes. Esse cenário de piora de expectativa deve trazer quedas adicionais da indústria neste e no próximo mês", avalia. Mais otimista, o economista Amir Khair, especialista em finanças públicas, diz que todas as previsões para o crescimento econômico vão depender das ações do governo que, na sua opinião, está no cami-

nho certo quando toma medidas de estímulos ao consumo, o fio condutor para o crescimento do PIB. Para Khair, não há oposição entre inflação e crescimento da economia, comumente vista no boletim Focus. "A inflação decorre fundamentalmente de fatores externos e, nesse contexto de crise internacional, os preços estão cadentes", analisa. Para o economista, se o governo obtiver sucesso na sua empreitada de forçar os bancos a reduzirem a taxa de ju-

ros, a economia vai de fato ganhar um estímulo adicional, via aumento do consumo, o que resultará em melhores condições de crédito para pessoas físicas e jurídicas. "O crescimento projetado pelo governo será alcançado se houver firmeza nessa pressão pela queda dos juros", completa. Segundo ele, a redução da Selic levará à redução dos lucros dos bancos que serão "forçados" a aumentar as operações de empréstimos para compensar essa perda.


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e Dia dos Namorados conquista espaço no mercado virtual

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Com a iniciativa, o MercadoLivre e o MercadoPago ampliam as opções de crédito na internet para que sejam realizados sonhos de maneira consciente. Marcelo Coelho, diretor do MercadoPago no Brasil

conomia

Bev Lloyd-Roberts/Sxc

Em 2011, data garantiu R$ 680 milhões, ou seja, 3,6% do faturamento do comércio eletrônico. Fátima Lourenço

dessa lista, com receita de R$ 2,6 bilhões em 2011, seguido pelos dias das Mães, Crianperfil do varejo vir- ças, Namorados e Pais (confira tual brasileiro mu- os respectivos faturamentos no dou muito nos últi- quadro ao lado). Ainda que o ranking das damos anos, mas as vendas motivadas pelo Dia tas mais significativas não tedos Namorados, comemora- nha sofrido alterações, há mudo em 12 de junho, mantêm a danças na relação dos itens data como a quarta melhor po- mais procurados. "Eu não me sição no ranking das comemo- surpreenderia se moda (segrações que proporcionam os mento que comporta itens como maiores faturamentos ao se- roupas, calçados e acessórios) tor. Em 2011, as compras de aparecesse entre os mais proo c a s i ã o m o v i m e n t a r a m curados no Dia dos Namorados", comenR $ 6 8 0 m ita Cris. l h õ e s , e q u iNo ano pasvalentes a sado, justifi3 , 6 % d a r eNo ano passado, ca a diretora ceita das lodos 9 milhões da e-bit, o jas com endesegmento de reço na interde novos net, apurou a moda esteve e-consumidores, e-bit, empreentre os "top 61% pertenciam sa especiali5" do e-comà classe C. z a d a e m i nmerce nacioformações n a l , s ó p e rCRIS ROTHER, sobre comérdendo para E-BIT cio eletrônios eletrodoco. A projeção mésticos, inda e-bit é de que o faturamen- formática, eletrônicos e o grut o d o s e g m e n t o s e j a 2 5 % po formado pelos artigos cosmaior em 2012. méticos, de perfumaria e cuiO montante superou em dados pessoais. R$ 5 milhões a receita do vareOportunidades – Para o prójo virtual obtida com o Dia dos ximo Dia dos Namorados, se Pais daquele ano – ocasião de prevalecer o comportamento maior volume de pedidos, em- histórico das compras eletrôbora com tíquete médio me- nicas monitoradas pela e-bit, nor, explica a diretora executi- o ranking, em volume de pediva da e-bit, Cris Rother. dos – "se fosse por faturamenTradição – De acordo com a to, a liderança sempre seria executiva, as datas tradicio- dos eletrodomésticos, por nais se mantêm como as mais causa do tíquete médio mais expressivas para o comércio alto" – deverá ser liderado pelo eletrônico brasileiro. O Natal segmento de saúde, beleza e figura imbatível na liderança medicamentos; informática;

O

eletrodomésticos e telefonia celular. O lojista virtual deve ficar atento às mudanças do perfil de compras do e-consumidor e às oportunidades geradas por elas. No último Dia das Mães, exemplifica Cris, cresceu o volume de pedidos de itens do segmento de moda (na comparação com outros anos). Os cosméticos e artigos de saúde e beleza também foram destaque, acrescenta a executiva, para explicar que esse perfil sinaliza que o e-consumidor ficou mais heavy user, designação para quem realiza pelo menos seis compras virtuais no sementre. "Quanto mais aumenta o volume de pedidos por pessoa, o ticket médio fica menor. Ele vem caindo de um ano para outro", afirma Cris. Em 2010, ele foi de R$ 378; no ano seguinte, caiu para R$ 350; e a expectativa da e-bit é que ele

Quanto mais aumenta o volume de pedidos por pessoa no comércio digital, o ticket médio fica menor. chegue a R$ 340 em 2012. A lógica é a mesma também observada no varejo tradicional. Os novos consumidores, advindos da mobilidade so-

Novas datas agregam vendas pela internet

O

s lojistas do ecommerce devem observar, além das datas tradicionais e das mudanças no perfil das compras, os novos eventos incorporados pelo varejo e consumidores brasileiros. A companhia e-bit já monitora algumas dessas novidades, explica a diretora executiva

da empresa, Cris Rother. O acompanhamento sistemático acontece, segundo ela, a partir do momento em que o evento gera volumes significativos de venda. É o caso da Black Friday, nome dado à grande liquidação pós feriado de Ação de Graças, nos EUA. No

cial, consomem, em um primeiro momento, produtos como geladeiras e de informática, com tíquete médio alto. No momento seguinte, passam a

e-commerce brasileiro, explica Cris, o evento passou a ter maior apelo há dois anos. De 2010 para 2011, as vendas associadas ao Black Friday virtual (efetuadas na última sextafeira de novembro) cresceram de R$ 53 milhões para R$ 100 milhões. "Foram 237 mil pedidos em 24 horas", ratifica Cris. Entre as datas importadas (Halloween e Valentine's Day ainda não se destacam), a e-bit também

consumidor artigos de menor custo. "Em 2011, dos 9 milhões de novos e-consumidores, 61% eram da classe C", justifica Cris.

acompanha de perto o movimento de compras da Boxing Day, liquidação realizada em 26 de dezembro, ou no primeiro dia útil após o Natal. A data gerou 170 mil pedidos no ano passado. Há mais oportunidades à vista. A diretora da e-bit conta que a empresa também já presta mais atenção às tradicionais queimas de estoque feitas pelo varejo brasileiro no início de cada ano. (FL)

MercadoLivre terá cartão de crédito Meio de pagamento lançado com a Mastercard e Cetelem BGN poderá parcelar compras em até 24 vezes Paula Cunha

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MercadoLivre, site de comércio eletrônico, e sua subsidiária MercadoPago lançaram ontem, em parceria com a instituição financeira Cetelem BGN, o seu cartão de crédito próprio, batizado como MercadoLivre MasterCard. O objetivo é oferecer aos clientes a possibilidade de parcelar em até 24 vezes as compras no MercadoLivre e de utilizá-lo também nos empreendimentos que aceitam o MercadoPago como meio de pagamento. Além disso, o novo plástico poderá ser usado em aquisições em mais de 1,8

milhão de empresas cadastradas na rede MasterCard tanto na web quanto fora dela. Marcelo Coelho, diretor do MercadoPago no Brasil, lembrou que 40% da população brasileira não tem conta-corrente, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o que dificulta a obtenção de cartões de crédito por parte desse segmento. Segundo ele, essa parceria com a Cetelem BGN será uma alternativa para esses consumidores. Desenvolvido em 18 meses, o novo meio de pagamento não tem um estudo que determine sua parcela de participação no mercado. A expectativa dos dois parceiros é conquistar os inter-

nautas que já realizaram compras ou venderam produtos no site do MercadoLivre. Marcos Etchegoyen, diretor presidente da Cetelem BGN, lembrou durante a entrevista coletiva que a proporção de internautas que adquiriram bens com o uso dessa modalidade de cartão passou de 73% em 2011 para 81% neste ano, de acordo com a pesquisa O Observador Brasil 2012. O executivo preferiu não divulgar qual será o limite de crédito disponibilizado aos clientes, pois ele será condicionado às cifras transacionadas e ao relacionamento com esses novos usuários. Para alcançar esse objetivo, as duas empresas adotaram como estratégia negociar diretamente com as redes varejistas líderes no comércio online tanto em nível nacional quanto regional, o que facilitará o atendimento aos atuais 69,5 milhões de usuários cadastrados no MercadoLivre. Não existe previsão de faturamento ou total de itens comercializados neste ano, nem expectativa de crescimento com esse novo cartão. Entre-

tanto, os representantes do portal lembraram, durante a entrevista coletiva, que todo esse público foi responsável pela comercialização de 52,8 milhões de itens, o que equivale a uma receita estimada em US$ 4,8 bilhões. Coelho lembrou, também, que a fixação do pagamento em até 24 parcelas possibilitará um planejamento melhor do orçamento por parte dos consumidores. "Com a iniciativa, o MercadoLivre e o MercadoPago ampliam as opções de crédito na internet para que sejam realizados sonhos de maneira consciente, pois as parcelas fixas caberão no seu bolso", explicou. Como funciona – O consumidor interessado pode solicitar seu cartão diretamente no site w w w . c a r t a o m e r c a d o l ivre.com.br. O MercadoLivre atua na Argentina, Brasil, México, Colômbia, Uruguai, Venezuela, Chile, Equador, Peru, Costa Rica, República Dominicana, Panamá e Portugal. O MercadoPago está presente no mercado de países como Brasil, Colômbia, México e Chile.


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 17

e Hollande e Merkel divergem sobre bônus Precisamos de um plano decisivo para a Grécia e precisamos de planos decisivos para ajudar a economia europeia a se mover David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido

conomia

O presidente da França, François Hollande, defendeu a emissão dos chamados eurobônus, mas a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, se opôs à ideia.

O

s líderes da União Europeia (UE) se reuniram ontem em Bruxelas em meio à crescente pressão para discutir soluções para a crise financeira que atinge a região. Enquanto o presidente da França, François Hollande, defendeu a emissão dos chamados eurobônus, que seriam títulos conjuntos da dívida, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, se opôs à ideia. Merkel afirmou que o tratado da UE proíbe a emissão de dívida conjunta. Hollande recebeu o apoio do primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, e do primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy. O premiê espanhol negou, em reunião com Hollande, que o sistema bancário espanhol precise ser resgatado pela UE. As deci-

sões só deverão ser tomadas entre os dias 28 e 29 de junho, afirmou Merkel, em reunião do Conselho Europeu. "O que nós precisamos é de um plano decisivo para a Grécia e precisamos de planos decisivos para ajudar a economia europeia a se mover", disse o primeiro-ministro da GrãBretanha, David Cameron. Além da incerteza política na Grécia, a cúpula da UE debateu os crescentes custos de financiamento dos governos da Itália e da Espanha, o que poderá forçar os dois países a precisarem de pacotes de socorro no futuro. Na terça-feira, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi a última entidade a alertar que a zona do euro se arrisca a cair em uma "recessão severa" e su-

HEJOASSU ADMINISTRAÇÃO S.A. CNPJ/MF Nº 61.194.148/0001-07 - NIRE Nº 35 3 0019255 9 ATA DE REUNIÃO DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, REALIZADA EM 26 DE ABRIL DE 2012 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 26 de abril de 2010, às 11,00h h., na sede social, Rua Amauri nº 255, 10º andar, cj. A, Capital de São Paulo. 2. PRESENÇA - Totalidade dos Membros do Conselho de Administração. 3. MESA DIRIGENTE – José Ermírio de Moraes Neto, Presidente; Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário. 4. DELIBERAÇÕES - Nos termos do Artigo 15, do Estatuto Social, foram reeleitos para compor a Diretoria da sociedade, com mandato até 25.04.2014, os Srs.: JOSÉ ERMÍRIO DE MORAES NETO, brasileiro, casado, industrial, domiciliado nesta Capital na Rua Amauri nº 255 – 16º andar, portador da Cédula de Identidade RG nº 4.432.222-SSP/SP, CPF/MF nº 817.568.288-49, MARCUS OLYNTHO DE CAMARGO ARRUDA, brasileiro, casado, advogado, domiciliado nesta Capital, na Rua Amauri nº 255 – 10º andar, portador da cédula de identidade RG nº 3.341.630-SSP/SP e do CPF/MF nº 067.020.158-87 e NELSON KOICHI SHIMADA, brasileiro, casado, engenheiro, domiciliado nesta Capital, na Av. José César de Oliveira nº 111, 8º andar, portador da cédula de identidade RG nº 5.763.570-SSP/SP e CPF/MF nº 001.231.868-03. Os Diretores ora reeleitos declaram sob as penas da lei que, não estão impedidos de exercer a administração da sociedade, por lei especial, ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos, ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade, conforme documento arquivado na sede da companhia. 5. OBSERVAÇÕES FINAIS - Nada mais havendo a se tratar, foi lavrada a presente ata, que lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais Conselheiros presentes. (a.a.) Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário; José Ermírio de Moraes Neto, Presidente do Conselho de Administração; Clóvis Ermírio de Moraes Scripilliti, Vice Presidente do Conselho de Administração, Antonio Ermírio de Moraes Filho, Carlos Eduardo Moraes Scripilliti, Fabio Ermírio de Moraes, José Roberto Ermírio de Moraes, Luís Ermírio de Moraes e Ricardo Ermírio de Moraes, Conselheiros. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 26 de abril de 2012. SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 200.662/12-0 em 17.05.2012 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.

ERMAN PARTICIPAÇÕES S/A CNPJ/MF Nº 05.062.376/0001-44 - NIRE Nº 35 3 0019100 5 ATA DE REUNIÃO DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, REALIZADA EM 25 DE ABRIL DE 2012 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 25 de abril de 2012, às 10 h., na sede social, Rua Amauri nº 255 – 15º andar, Capital de São Paulo. 2. PRESENÇA - Totalidade dos Membros do Conselho de Administração. 3. MESA DIRIGENTE – Ermírio Pereira de Moraes, Presidente; Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário. 4. DELIBERAÇÕES - Conforme disposto no Artigo 16 do Estatuto Social, foram reeleitos para compor a Diretoria da sociedade, com mandato de 03 (três) anos, os Srs.: RICARDO ERMÍRIO DE MORAES, brasileiro, casado, engenheiro químico, domiciliado nesta Capital, na Rua Amauri nº 255 – 15º andar, portador da cédula de identidade RG nº 8.471.255-SSP/SP e do CPF/MF nº 042.879.868-30 e CLÁUDIO ERMÍRIO DE MORAES, brasileiro, solteiro, industrial, domiciliado nesta Capital, na Rua Amauri nº 255, 15º andar, portador da cédula de identidade RG nº 15.340.437-1-SSP/SP e do CPF/MF sob nº 116.005.728-12, Diretores. 5. OBSERVAÇÕES FINAIS Nada mais havendo a se tratar, foi lavrada a presente ata, que lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente e demais Conselheiros presentes. (a.a.) Ermírio Pereira de Moraes, Presidente; Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário; Ermírio Pereira de Moraes, Presidente; Fabio Ermírio de Moraes, Vice Presidente; Anna Maria de Oliveira Moraes, Cláudio Ermírio de Moraes, Marcos Ermírio de Moraes, Ricardo Ermírio de Moraes, Ana Paula Oliveira de Moraes e Luciana Moraes de Ulhoa Rodrigues, Conselheiros. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 25 de abril de 2012. SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 200.661/12-7 em 17.05.2012 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.

geriu que as medidas de aus- as expectativas com o enconteridade sejam abrandadas tro. "Nada será decidido hoje, em alguns países. haverá apenas uma troca de Segundo Merkel, os trata- visões e depois uma agenda dos da UE proíbem para decisões até "a tomada de paso fim de junho, sivos conjuntos" q u a n d o n ó s v ade dívida, e "de mos nos enconCada país acordo com a nost r a r p a r a a r e usa opinião, isso nião oficial do precisa ser também inclui os C o n s e l h o E u r oresponsável eurobônus". peu", explicou. pela própria "Além disso, eu A reunião do dívida. acredito que eles C o n s e l h o E u r onão contribuem peu ocorrerá nos JYRKI KATAINEN, para o crescimendias 28 e 29 de juPRIMEIRO-MINISTRO to na zona do euro, nho. Antes disso, DA FINLÂNDIA porque as taxas a Grécia terá eleide juros muito seções gerais em 17 melhantes que nós tivemos de junho. Muitos veem essas por muitos anos levaram a de- eleições como um teste para o senvolvimentos errôneos povo grego decidir se deseja muito graves", disse a chance- continuar na zona do euro ou ler da Alemanha. deixar a moeda única. Merkel também minimizou Apesar da rejeição de MerBV FINANCEIRA S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO CNPJ/MF Nº 01.149.953/0001-89 - NIRE Nº 35.300.145.399 Ata Da Assembleia Geral Extraordinária, Realizada Em 01 De Setembro De 2011 1. Data, Hora e Local: Dia 01 de setembro de 2011, às 10:00 horas, na sede social, localizada na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 8º andar, Conjunto 82, na Capital do Estado de São Paulo. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, em virtude da presença dos Acionistas representando a totalidade do capital social. 3. Mesa Dirigente: Milton Roberto Pereira, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária. 4. Deliberações: Por unanimidade de votos, foram aprovados: (i) aceitar o pedido de renúncia do Sr.Wilson Masao Kuzuhara, brasileiro, casado, engenheiro, portador da Cédula de Identidade RG nº 4.626.032-8 SSP/SP e do CPF/MF nº 662.210.308-97, domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, com endereço na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 18º andar, ao cargo de Diretor Executivo da Sociedade, nos termos da correspondente carta de renúncia arquivada em sua sede social.Permanecerá vago 1 (um) cargo de Diretor Executivo.(ii) alterar o Estatuto Social da Sociedade para fazer constar que a Diretoria será composta por 2 (dois) a 18 (dezoito) membros, sendo 1 (um) a 5 (cinco) Diretores Executivos, 1 (um) a 6 (seis) Diretores Gerentes e até 7 (sete) Diretores sem designação especial; (iii) em virtude do disposto em (ii) acima, fica alterado o caput do Artigo 6º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte e nova redação: “Artigo 6º - A sociedade será administrada por uma Diretoria composta por 2 (dois) a 18 (dezoito) membros, sendo 1 (um) a 5 (cinco) Diretores Executivos, 1 (um) a 6 (seis) Diretores Gerentes e até 7 (sete) Diretores sem designação especial, acionistas ou não, residentes no País, eleitos pela Assembléia Geral Ordinária, para um mandato de 2 (dois) anos, admitida a reeleição.” (iv) excluir o artigo 9º do Estatuto Social da Sociedade; e (v) em virtude das deliberações acima, aprovar a consolidação do Estatuto Social da Sociedade, com seus artigos devidamente renumerados, que passa a ter a redação constante no Anexo I a esta ata. 5. Encerramento: O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, oportunidade em que foi elogiada, com um voto de agradecimento, a atuação do Sr.Wilson Masao Kuzuhara no desempenho de suas funções.Não havendo outras manifestações, os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretária e demais acionistas presentes.(aa) Milton Roberto Pereira, Presidente;Marta Cibella Knecht, Secretária; p. Banco Votorantim S.A., Milton Roberto Pereira e Walter Guilherme Piacsek Junior. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio.São Paulo, 01 de setembro de 2011.Marta Cibella Knecht - Secretária.Arquivado na JUCESP em 30.11.11, sob nº 480.981/115. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral. ANEXO I - BV Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento - Estatuto Social Capítulo I - Da Denominação, Sede, Objeto e Prazo - Artigo 1º - BV Financeira S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, é uma sociedade anônima que se rege por este Estatuto e pelas disposições legais e regulamentares aplicáveis. Artigo 2º - A Sociedade tem sede e foro jurídico na Capital do Estado de São Paulo, podendo, por deliberação da Diretoria e satisfeitos os requisitos legais e regulamentares, abrir, transferir e/ou encerrar agências ou escritórios de representações e nomear correspondentes em qualquer parte do território nacional ou no exterior. Artigo 3º - A sociedade terá por objeto social, a prática de todas as operações permitidas nas disposições legais e regulamentares às sociedades da espécie. Parágrafo Único - A sociedade poderá participar de outras sociedades, como sócia ou acionista, participação essa condicionada às limitações estabelecidas pela legislação em vigor. Artigo 4º - O prazo de duração da sociedade é indeterminado.Capítulo II - Do Capital Social e Ações - Artigo 5º - O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 845.718.780,86 (oitocentos e quarenta e cinco milhões, setecentos e dezoito mil, setecentos e oitenta reais e oitenta e seis centavos), dividido em 126.361 (cento e vinte e seis mil, trezentas e sessenta e uma) ações ordinárias, sem valor nominal, obrigatoriamente nominativas. Parágrafo Único - Cada ação ordinária dará direito a um voto nas deliberações das Assembléias Gerais. Capítulo III - Da Administração - Artigo 6º - A sociedade será administrada por uma Diretoria composta por 2 (dois) a 18 (dezoito) membros, sendo 1 (um) a 5 (cinco) Diretores Executivos, 1 (um) a 6 (seis) Diretores Gerentes e até 7 (sete) Diretores sem designação especial, acionistas ou não, residentes no País, eleitos pela Assembléia Geral Ordinária, para um mandato de 2 (dois) anos, admitida a reeleição. Parágrafo Primeiro - Os Diretores serão investidos em seus cargos, independentemente de caução, mediante termo lavrado e assinado no livro próprio, após seus nomes terem sido aprovados pelas autoridades competentes. Parágrafo Segundo - O prazo de gestão estender-se-á até a investidura dos novos administradores. Parágrafo Terceiro - A remuneração dos diretores será fixada pela Assembléia Geral.Artigo 7º - Compete à Diretoria, a administração e a gestão dos negócios sociais, a prática de todos os atos e a realização de todas as operações que se relacionem com os objetivos da sociedade. Parágrafo Primeiro - A Diretoria se reunirá sempre que necessário, com a presença de, no mínimo, metade de seus membros empossados. Parágrafo Segundo - As deliberações da Diretoria serão tomadas por maioria de votos dos presentes. Artigo 8º - Nos casos de impedimentos e ausências temporárias, um dos Diretores Executivos designará qualquer outro membro para exercer as funções do impedido ou ausente.Artigo 9º - Todos os atos que impliquem em assunção de responsabilidade pela Sociedade, inclusive a prestação de fianças, avais ou outras garantias em favor de terceiros, serão sempre praticados: a) por dois Diretores, em conjunto; b) por um Diretor conjuntamente com um procurador; c) por dois procuradores, em conjunto, nomeados na forma do disposto no artigo 10; d) por um único procurador, em casos especiais, investido de poderes específicos para a prática do ato para o qual foi constituído. Artigo 10 - A Sociedade poderá, por dois de seus Diretores, sendo um deles, necessariamente um Diretor Executivo, nomear procuradores, fixando-lhes os poderes e o tempo de duração conferidos nos respectivos mandatos, ressalvados quanto ao prazo as procurações “Ad Judicia”. Artigo 11 - A Sociedade somente poderá adquirir, alienar ou onerar bens imóveis e participações societárias classificadas no ativo permanente, mediante deliberação tomada em Reunião da Diretoria, realizada na conformidade do disposto no artigo 7º. Artigo 12 - São expressamente proibidos e serão nulos de pleno direito quaisquer atos praticados por Diretores, procuradores ou empregados da Sociedade que sejam estranhos ao objeto social e aos negócios da Sociedade.Capítulo IV - Do Conselho Fiscal - Artigo 13 - A Sociedade terá um Conselho Fiscal, que funcionará em caráter não permanente, composto de 03 (três) membros efetivos e 03 (três) suplentes. Parágrafo Primeiro - Os membros do Conselho Fiscal devem ser pessoas naturais residentes no País, que preencham os requisitos legais e serão eleitos pela Assembléia Geral, a qual lhes fixará a remuneração. Parágrafo Segundo - O Conselho Fiscal será instalado em qualquer Assembléia Geral, a pedido de acionistas, funcionando até a primeira Assembléia Geral Ordinária que se realizar após a sua eleição.CapítuloV - Da Assembléia Geral - Artigo 14 - A Assembléia Geral Ordinária reunir-se-á, ordinariamente, nos quatro meses que se seguirem ao término do exercício social e, extraordinariamente, sempre que o interesse social o exigir. Artigo 15 - A Assembléia Geral será convocada, instalada e presidida por um dos Diretores Executivos, sendo secretariada por acionista, ou não, escolhido pelos presentes. Parágrafo Único - Dos trabalhos e deliberações da Assembléia Geral, será lavrada, em livro próprio, ata a ser assinada pelos membros da mesa e pelos acionistas presentes. Capítulo VI - Do Exercício Social, Lucros e Distribuição - Artigo 16 - O exercício social coincidirá com o ano civil, encerrando-se em 31 de dezembro de cada ano, ocasião em que se procederá a elaboração das Demonstrações Financeiras, de acordo com os preceitos legais e regulamentares, as quais serão submetidas à aprovação da Assembléia Geral. Parágrafo único - A Sociedade levantará balanço semestral no dia 30 de junho de cada ano. Artigo 17 - Do lucro líquido obtido, diminuído ou acrescido dos valores previstos no artigo 202 da Lei 6.404/76, 25% (vinte e cinco por cento) serão declarados e pagos como dividendo mínimo obrigatório aos acionistas, permanecendo o saldo à disposição da Assembléia. Parágrafo Único - O montante do lucro não destinado ao pagamento de dividendos será retido em Reserva de Expansão constituída com a finalidade de fazer frente aos investimentos para expansão dos negócios da sociedade, até o limite do Capital Social, observado o disposto no artigo 199 da Lei 6.404/76, vigente quando de sua destinação. Artigo 18 - A Diretoria poderá declarar dividendos à conta de lucros apurados nos balanços semestrais e levantar balanço e distribuir dividendos em períodos menores, observadas as disposições legais, bem como declarar dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral. Poderá a Diretoria, ainda, autorizar a distribuição de lucros aos acionistas a títulos de juros sobre o capital próprio, previstos no Artigo 9º da Lei 9.249, de 26.12.95, alterado pelo Artigo 78 da Lei 9.430 de 27.12.96 e na respectiva regulamentação.Artigo 19 - À Assembléia Geral é lícito atribuir aos Diretores da Sociedade participação nos lucros apurados, desde que pago o dividendo obrigatório a que alude o artigo 17. CapítuloVII - Da Dissolução e Liquidação - Artigo 20 - A Sociedade será dissolvida e entrará em liquidação nos casos previstos em Lei, competindo à Assembléia Geral determinar o modo pelo qual deva ser processada, inclusive nomeando o liquidante e o Conselho Fiscal que a conduzirão durante o período de liquidação.

Bicicletas Monark S.A. CNPJ/MF 56.992.423/0001-90 - NIRE 35.300.021.93-2 Data e Local: 30/04/2012, às 13 horas, na sede social. Deliberações: Por unanimidade dos votos, foi deliberado: 1) Aprovar, sem restrições, o Relatório da Administração, as Demonstrações Contábeis e o Parecer dos Auditores Independentes referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; 2) Aprovar a distribuição de dividendos no valor de R$ 51,26 por ação; e 3) Como membros do Conselho de Administração foram reeleitos Sylvio Marzagão, Paulo Marzagão Sobrinho e Eduardo Boccuzzi. Para o Conselho Fiscal foram eleitos Jorge Michel Lepeltier, Liliana Faccio Novaretti e Augusto Aparecido Tiezzi, como membros efetivos e Tábata Lopes, Miguel Augusto Coelho e João Ademiro Gumiero, como seus respectivos suplentes. Foi também fixada a verba anual para remuneração dos membros do Conselho de Administração, Diretores e membros do Conselho Fiscal; 4) Foi alterado o artigo 13º - ítem f dos Estatutos Sociais que passou a ter a seguinte redação: “Autorizar débitos ou transferência de contas por carta e por meio eletrônico, emitir e endossar letras de câmbio e notas promissórias, assinar propostas e contratos de abertura de contas bancárias”. Logo após, não havendo mais a discutir, o Sr. Presidente agradeceu a presença dos Senhores Acionistas e suspendeu a sessão pelo tempo necessário à lavratura desta Ata. Reaberta a sessão, depois de lavrada em livro próprio, foi ela lida em voz alta aos Senhores Acionistas, que a aprovaram por unanimidade e a assinaram, no final, para constar e produzir os efeitos legais e de direito. Nada mais. JUCESP nº 199.008/12-7 em 16/05/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

AEM PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF Nº 05.062.403/0001-89 - NIRE Nº 35 3 0019101 3 ATA DE REUNIÃO DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, REALIZADA EM 25 DE ABRIL DE 2012 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 25 de abril de 2012, às 11 hs., na sede social, Rua Amauri nº 255 – 16º andar, sala B, Capital de São Paulo. 2. PRESENÇA - Totalidade dos Membros do Conselho de Administração. 3. MESA DIRIGENTE – Antonio Ermírio de Moraes Filho, Presidente; Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário. 4. DELIBERAÇÕES – a) Foram reeleitos para compor a Diretoria da sociedade, com mandato até 30.04.2014, os Srs. LUÍS ERMÍRIO DE MORAES, brasileiro, casado, engenheiro, domiciliado nesta Capital na Rua Amauri nº 255, 14º andar, portador da Cédula de Identidade RG nº 11.347.232-SSP/SP, CPF/MF nº 051.558.168-23 e ADEMAR MARRA, brasileiro, casado, contador, domiciliado nesta capital na Praça Ramos de Azevedo, nº 254 – 7º andar, portador da Cédula de Identidade RG nº 3.509.716-SSP/SP e do CPF/MF nº 019.005.288-00. 5. OBSERVAÇÕES FINAIS - Nada mais havendo a se tratar, foi lavrada a presente ata, que lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente e demais Conselheiros presentes. (a.a.) Antonio Ermírio de Moraes Filho, Presidente e Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário; Antonio Ermírio de Moraes Filho, Presidente; Luís Ermírio de Moraes, Vice Presidente; Rubens Ermírio de Moraes e André Ermírio de Moraes Macedo, Conselheiros. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 25 de abril de 2012. SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 200.660/12-3 em 17.05.2012 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral. 41ª Vara Cível da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. nº 583.00.2007.137523-6 (538/2007). A Dra. Tânia Mara Ahualli, Juíza de Direito da 41ª Vara Cível da Capital. Faz Saber a Alessandra Durante Cardoso da Costa-ME, C. Yijan Presente Ltda., Comercial Suzhu Ltda., Feng Xue Yan-ME, Hong JixingME, Je Bolsas e Acessórios Ltda.-ME, Jin Guiren-ME, Liu Yuzhai ME, Nilin Com. de Presentes Ltda., Sandro Rufino Ramos ME, Shiyan Su-ME, Sun Xiangling Com. Eletrônicos-ME, Tata Com. de Presentes Ltda., Vestuários Lin Lin Ltda., ME, Xinchun Liu ME, Xiong Yinhong Presentes ME, Wu Jind ME, Wu Junhua ME, Wu Lingyng ME, Wu Yiujun ME, Yang Shubo ME, Yao Dinling ME, Ye Qiao, Ye Yong Fen ME, Yinzu Xiong ME, Zhou Gen Wei ME, Zhou Yuzhen Presentes ME, na pessoa de seus representantes legais que, Nike do Brasil Comércio e Participações Ltda. e Outra lhes ajuizaram uma ação de Rito Sumário, bem como em face de P&K Artigos para Presentes Ltda., e Outros, objetivando que os réus abstenham-se de usar as marcas de propriedade das autoras, NIKE ou CBF ou NIKE/CBF, a qualquer título, sob qualquer motivo, alegação ou pretexto, na modalidade contrafeita, sob pena de pagamento da multa cominatória diária de R$ 1.000,00, sejam as requeridas condenadas ao pagamento dos prejuízos não patrimoniais em valor a ser fixado pelo MM. Juízo, seja determinado que as requeridas junto com as suas contestações tragam aos autos cópia de suas Notas Fiscais e do Livro de Registro de Entrada e Saída de Mercadorias, condenando-os ao pagamento das custas processuais, honorários advocatícios e demais cominações legais. Estando os réus em local ignorado, foi deferida a citação por edital, para que no prazo de 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, contestem o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 23 de fevereiro de 2012.

29ª Vara Cível da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. 583.00.2002.174066-4 (2691/2002). A Dra. Valéria Longobardi Maldonado, Juíza de Direito da 29ª Vara Cível da Capital. Faz Saber a José Paulo de Oliveira Conceição, CPF. 022652.568-62, que Banco Econômico S/A – Em Liquidação Extrajudicial lhe ajuizou uma ação Monitória, para cobrança de R$ 341.628,51 (agosto/2009), representada pelos documentos anexos aos autos. Estando o réu em local ignorado, foi expedido o presente edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, pague o "quantum" reclamado ou ofereça Embargos, sob pena de não o fazendo, constituirse em título executivo judicial a inicial pretendida e prosseguindo-se na forma prevista no Livro I, Título VIII, Capítulo X do CPC. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 11 de abril de 2012.

EXTRAVIO Touch Comércio de Alimentos Ltda-EPP, CNPJ 06.968.337/0001-73, I.E 116.898.917.115, comunica o EXTRAVIO da N.F série D-1 mod. 2 do nº 2944 e 2945. Auto Posto Recanto da Vitoria Com. e Serv. Comb.Lubrif. Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Operação,45005115, valida até 22/05/2017 para com. de comb.p/veic. automot.(p.rev.) , sito à Av.João J. Saad, 887 -V. Progredior - SãoPauloAuto Posto Independencia do Cambuci Ltda, torna público que requereu da Cetesb a Renovação Licença de Operação, para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Rua Independencia , 907 - Cambuci - S.Paulo-SP

kel, que foi apoiada por líderes da Finlândia e da Holanda, o premiê italiano Mario Monti acredita que a emissão dos eurobônus pode ser uma alternativa. Monti afirmou que o crescimento é "agora uma prioridade" para a Itália e seus parceiros europeus e que, embora a disciplina fiscal continue importante, "mais crescimento é necessário para alcançar a estabilidade fiscal no longo prazo", afirmou. O primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen, rechaçou a emissão dos eurobônus. "Cada país precisa ser responsável pela própria dívida", afirmou em Bruxelas. "Nossas posições convergiram sobre duas prioridades: a primeira é injetar liquidez no sistema financeiro europeu e ter certeza de que todos os

bancos europeus possam ser fortalecidos", disse Hollande, sobre a reunião com Rajoy. Contingência – Autoridades da zona do euro avisaram membros do bloco da moeda única para prepararem planos de contingência na eventualidade de a Grécia deixar o bloco, uma possibilidade que o banco central da Alemanha disse que seria "controlável". Três autoridades afirmaram que a instrução foi acordada na segunda-feira durante teleconferência da Equipe de Trabalho do Eurogrupo – especialistas que trabalham para os ministros das Finanças do bloco. O Ministério das Finanças grego negou em comunicado que tenha havido um acordo para a preparação de planos de contingência. (Agências)

Ç BOMBEIRO PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF: 12.682.780/0001-86 - NIRE: 35.300.183.037 Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 29 de março de 2012 Ata lavrada em forma de sumário, nos termos do § 1º, do artigo 130, da Lei nº 6.404/76, conforme alterada. 1. Data, Hora e Local: 29/3/2012, 16hs, na sede, em SP/SP, R.Libero Badaró, 293, 27º, cjto 27D, s/24. 2. Convocação e Presença: Presençadatotalidade,sendodispensadaconvocação.3.Mesa:OstrabalhosforampresididospeloSr.RodrigodeCarvalhoPintoBueno e secretariados pela Sra. Paula Godinho da Silva Lacava. 4. Ordem do Dia: (i) alteração da denominação social da Cia.; (ii) alteração do endereço da sede da Cia.; (iii) alteração do objeto social da Cia.; (iv) renúncia dos atuais Diretores; (v) eleição dos novos Diretores; (vi) alteração dos Art.s Quarto a Nono do Estatuto Social da Cia.e inclusão dos Art.s Décimo a Vigésimo Terceiro ao Estatuto Social da Cia. e (vii) consolidação do Estatuto Social da Cia.. 5. DeliberaçõesTomadas por Unanimidade dosVotos: Os acionistas presentes dispensaram a leitura do edital de convocação e autorizaram a lavratura da presente ata na forma sumária, aprovando por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições as seguintes deliberações:5.1.Alteração da Denominação Social da Cia.-Alterar a denominação social da Cia. de “Bombeiros Participações S.A.” para “FDB Participações S.A.” e, assim, o Art. Primeiro do Estatuto Social, que passará a viger com a seguinte nova redação:“I.Denominação e Prazo de Duração-Art.1º-FDB Participações S.A.é uma sociedade anônima, com prazo de duração por tempo indeterminado, regida pelo disposto no presente Estatuto e pelas disposições legais aplicáveis, em especial a Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e suas alterações posteriores (“Lei das S.A.”) (“Cia.”).5.2.Transferência da Sede da Cia.-TransferirasededaCia.,atualmentelocalizadaemSP/SP,R.LiberoBadaró,293,27º,cjto27D,s/24,CEP01009-000,paraa“Cidade de SP/SP, Av. Rebouças, 3.970, 31º, parte, 05402-920” e, assim, alterar o Art. 2º do Estatuto Social que passará a viger com a seguinte nova redação: “II. Sede e Dependências-Art. 2º-A Cia. tem sua sede e foro em SP/SP, Av. Rebouças, 3.970, 31º, parte, 05402-920, podendo, onde e quando convier, abrir ou encerrar filiais, sucursais, agências, escritórios, representações e dependências similares em qualquer parte do território nacional ou no exterior, mediante deliberação da Diretoria.” 5.3. Alteração do Objeto Social da Cia.-Alterar o objeto social da Cia. para “a participação em outras sociedades atuantes no setor de saneamento básico e engenharia ambiental, na qualidade de sócia, acionista ou quotista” e, assim, o Art.Terceiro do Estatuto Social, que passará a viger com a seguinte nova redação: “III. Objeto Social-Art. 3º-A Cia. tem por objeto a participação em outras sociedades atuantes no setor de saneamento básico e engenharia ambiental, na qualidade de sócia, acionista ou quotista.”5.4. Renúncia dos Atuais Diretores-5.4.1. Consignar a renúncia dos seguintes Diretores, com efeito a partir desta data:-(i) Sr. Roberto Figueiredo Mello, RG nº 3.922.596 SSP/SP e CPF/MF nº 532.755.358-20; e (ii) Sr. Ricardo Campos Caiuby Ariani, RG nº 3.794.210 SSP/SP e CPF/MF nº 036.918.108-53. 5.4.2. Os Diretores renunciantes mencionados acima dão à Cia.e aos seus acionistas plena, geral e rasa quitação com relação a todos e quaisquer direitos e haveres porventura existentes e a eles devidos pela Cia., até esta data, a qualquer título, incluindo pró-labore ou qualquer outra forma de remuneração, benefício ou participação nos resultados da Cia., para nada mais reclamarem a qualquer tempo e sob qualquer pretexto em juízo ou fora dele.5.5. Eleição dos Novos Diretores-5.5.1. Nomear os seguintes Diretores, para um mandato de 2 (dois) anos: (i) Sr.Renato Amaury de Medeiros, RG nº 0.519.817-93 SSP/RJ e CPF/MF nº 788.718.407-04;e(ii) Sra.TicianaVaz Sampaio Marianetti, RG nº 4.835.223 SSP/BA e CPF/MF nº 544.408.075-34.5.5.2. Os Diretores ora nomeados declaram nos termos do art.147, §1º, da Lei 6.404/76, conforme alterada, que não estão impedidos, por lei especial, de exercer a administração da Cia.; ou condenados por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, contra a economia popular, a fé pública ou a propriedade, ou a pena criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos.5.5.3. Os Diretores ora nomeados ficam investidos em seus cargos neste ato, mediante a assinatura da presente ata, servindo a mesma como termo de posse.5.6. Alteração e Consolidação do Estatuto Social-Alterar os Art.s Quarto a Nono, bem como incluir os Art.s Décimo aVigésimoTerceiro, conforme o texto consolidado do EstatutoSocialdaCia.,oqualseguecomoAnexoIàpresente.Encerramento:Nadamaishavendoasertratado,foiencerradaapresente Assembléia, da qual se lavrou a presente Ata, que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. São Paulo,29/3/2012. Rodrigo de Carvalho Pinto Bueno-Presidente e Paula Godinho da Silva Lacava-Secretária. Diretores Renunciantes: Roberto Figueiredo Mello e Ricardo Campos Caiuby Ariani. Diretores Eleitos: Renato Amaury de Medeiros e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti. Acionista: Foz do Brasil S.A.. Anexo I-“Estatuto Social da FDB Participações S.A.-I. Denominação e Prazo de Duração-Art. 1º-FDB Participações S.A. é uma sociedade anônima, com prazo de duração por tempo indeterminado, regida pelo disposto no presente Estatuto e pelas disposições legais aplicáveis, em especial a Lei 6.404, de 15/12/1976, e suas alterações posteriores (“Lei das S.A.”) (“Cia.”). II. Sede e Dependências-Art.2º-A Cia.tem sua sede e foro na Cidade de São Paulo/SP, Av.Rebouças, nº 3.970, 31º, Parte, Pinheiros, São Paulo/ SP, CEP 05402-920, podendo, onde e quando convier, abrir ou encerrar filiais, sucursais, agências, escritórios, representações e dependências similares em qualquer parte do território nacional ou no exterior, mediante deliberação da Diretoria.III. Objeto Social-Art. 3º-A Cia. tem por objeto a participação em outras sociedades atuantes no setor de saneamento básico e engenharia ambiental, na qualidade de sócia, acionista ou quotista. IV. Capital Social e Ações-Art. 4º-O capital social é de R$ 300,00, dividido em 300 ações nominativas, sendo 100 ações ordinárias e 200 ações preferenciais, todas sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas em moeda corrente nacional.Art. 5º-Cada ação ordinária, indivisível em relação à Cia., confere ao seu titular o direito a 01 voto nas Assembléias Gerais, cujas deliberações serão tomadas na forma da legislação aplicável. As ações preferenciais emitidas pela Cia. não terão direito de voto nas Assembléias Gerais, salvo nos casos previstos em lei, mas gozarão de prioridade no reembolso do capital em caso de liquidação da Cia.. § 1º-A propriedade das ações presumir-se-á pela inscrição do nome do acionista no livro de “Registro de Ações Nominativas”. A Cia. poderá, a pedido do acionista, emitir certificados de ações. Os certificados de ações, ou títulos múltiplos que as representem, serão assinados por 02 Diretores. § 2º-As despesas de desdobramento, grupamento ou substituição de certificados de ações, quando solicitado pelo acionista, correrão por sua conta, por preço não superior ao custo. § 3º-É vedado à Cia. a emissão de partes beneficiárias. Art. 6º-Os acionistas têm preferência para a subscrição de novas ações, na proporção das ações já anteriormente possuídas. Caso algum acionista desista, por escrito, do seu direito de preferência, ou não se manifeste dentro de 30 dias contados da data da Assembléia Geral que aprovar o aumento do Capital Social, caberá aos demais acionistas, na proporção de suas ações, o direito à subscrição das novas ações.V. Administração da Cia. Art. 7º-A Cia.é administrada por uma Diretoria, com poderes conferidos pela lei aplicável e de acordo com o presente Estatuto Social, observadas, ainda, as disposições aplicáveis dos acordos de acionistas da Cia. devidamente arquivados em sua sede. Art. 8º-A remuneração global dos diretores será anualmente fixada pela Assembléia Geral. Art. 9º-Os membros da Diretoria tomarão posse mediante a assinatura do respectivo termo no livro de Atas da Diretoria. Art. 10-A Diretoria da Cia. será constituída de, no mínimo, 02 e, no máximo, 05 Diretores, residentes e domiciliados no País, acionistas ou não, eleitos e destituíveis a qualquer tempo em Assembléia Geral, com prazo de gestão de 02 anos, podendo ser reeleitos, com atribuições fixadas de conformidade com as disposições legais e deste Estatuto, ficando dispensados de caução de gestão.§1º-Os Diretores permanecerão em seus cargos, no exercício pleno de seus poderes, até a posse de seus substitutos.Art. 11-Em caso de impedimento ou de ausência de qualquer dos membros da Diretoria, o Diretor ausente deverá indicar seu substituto, conforme o caso, dentre os demais Diretores.§ Único-Ocorrendo a hipótese prevista neste Art., o substituto terá direito ao seu voto e ao do substituído nas reuniões da Diretoria. Art. 12-Em caso de vacância na Diretoria, deve ser convocada, no prazo de 10 dias a contar da vacância, Assembléia Geral para deliberar sobre a substituição.Art.13-Compete aos Diretores a representação da Cia., nos termos do Art.16 do presente Estatuto, e a prática dos atos regulares de gestão que lhes são atribuídos por lei e por este Estatuto.Art. 14-A Diretoria funcionará de forma colegiada, devendo reunir-se sempre que seja convocada por qualquer Diretor, com 05 dias de antecedência, no mínimo, salvo quando de caráter urgente, realizando-se, normalmente, na sede da Cia. e, excepcionalmente, em qualquer outro local previamente estabelecido, devendo constar da convocação a data, horário e os assuntos que constarão da ordem do dia. O presidente da reunião será nomeado pela maioria dos demais Diretores presentes e o secretário, por sua vez, será indicado pelo presidente nomeado, sendo certo que as atas correspondentes serão lavradas no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria. § Único-As reuniões da Diretoria realizar-se-ão com a presença da maioriadeseusmembros,sendoasdeliberaçõestomadaspormaioriadevotosdosDiretorespresentes,considerando-secomopresente aquele que estiver, na ocasião, representado por outro Diretor. Art. 15 - Os atos de qualquer Diretor, empregado ou procurador que envolvam a Cia. em qualquer obrigação relativa a negócios ou operações fora do escopo previsto no objeto social são expressamente proibidos e serão considerados nulos, sem efeitos e inválidos com relação à Cia.. Art. 16 - A representação da Cia., em juízo ou fora dele, seja ativa ou passivamente, perante terceiros e repartições públicas federais, estaduais ou municipais, autarquias, sociedades de economia mista e entidades paraestatais, bem como a prática de todos os atos necessários ou convenientes à administração dos negócios sociais, inclusive a celebração e rescisão de contratos, concessão avais, fianças ou outras garantias, respeitados os limites previstos em lei e no presente Estatuto Social, competirão sempre: (a) a 2 Diretores em conjunto; ou (b) a 1 Diretor em conjunto com 1 procurador; ou (c) a 2 procuradores em conjunto, ou ainda; (d) a 1 procurador com poderes especiais e específicos, devidamente outorgados na forma do § único deste Art., abaixo. § único- As procurações outorgadas em nome da Cia. o serão sempre por dois Diretoresemconjunto,devendopreverpoderesespecíficos,aimpossibilidadedesubstabelecereseroutorgadasporumperíodomáximo de validade de 1 ano, com exceção das procurações para representação em processos judiciais ou administrativos, as quais poderão ser por prazo indeterminado e permitirão o substabelecimento.VI. Assembléias Gerais-Art. 17-A Assembléia Geral reunir-se-á ordinariamente uma vez por ano, dentro dos 4 primeiros meses após o término de cada exercício social, competindo-lhe tomar as deliberações previstas em lei. Art. 18-A Assembléia Geral reunir-se-á extraordinariamente sempre que os interesses sociais, este Estatuto ou a legislação em vigor exigir o pronunciamento dos acionistas. Art. 19-A Assembléia Geral, ordinária ou extraordinária, será instalada e presidida por pessoa indicada pelos acionistas presentes que, por sua vez, deverá designar, dentre os presentes, o secretário. Art. 20-Somente poderão tomar parte na Assembléia Geral os acionistas titulares de ações que estiverem registradas em seu nome, no livro próprio, até 48 horas antes da data marcada para a realização da Assembléia. Art. 21-Compete à Assembléia Geral, além das competências previstas na Lei nº 6.404, de 15/12/76, conforme alterada (“Lei das S.A.”), deliberar sobre: a) início ou término de dissolução, falência, liquidação, recuperação judicial ou extrajudicial; b) alteração do Estatuto Social; c) abertura do capital da Cia. e/ou IPO da Cia.; d) avaliação e aprovação prévia de programas de outorga de opção de compra ou subscrição de ações aos administradores e/ou funcionários da Cia., ou ainda, aos administradores e/ou funcionários de outras sociedades das quais a Cia. seja controladora direta ou indireta; e) destinação do lucro do exercício e a distribuição de resultados; e utilização das reservas de capital; f) redução de capital da Cia.;g) fusão, transformação, cisão ou incorporação da Cia.;h) aprovação de contas da Cia.e do relatório da administração;e i) resgate de ações.VII.Exercício Social-Art.22-O exercício social terá início em 1º de janeiro e término em 31 de dezembro de cada ano, quando será levantado o balanço patrimonial e demais demonstrações financeiras. § 1º-Do resultado do exercício, após as deduções de prejuízos acumulados e da provisão para o Imposto de Renda, serão deduzidas as participações dos administradores da Cia., se e quando deliberado pela Assembléia Geral, nos limites e formas previstos em lei. § 2º-Apurado o lucro líquido do exercício, dele deduzir-se-ão inicialmente 5% para constituição da reserva legal, até esta alcançar 20% do capital social ou até que a soma desta e de outras reservas do capital exceda a 30% do mesmo capital. § 3º-Do lucro líquido ajustado, nos termos do Art. 202, inciso I, alínea “a” da Lei das S.A., destinar-se-ão 25%, no mínimo, ao pagamento de dividendo anual obrigatório e o restante terá a destinação deliberada pelos Acionistas na Assembléia Geral Ordinária correspondente. § 4º-A Cia. poderá levantar balanços intermediários, a qualquer tempo, para atender exigências legais ou conveniências sociais, inclusive para distribuição de dividendos intermediários ou intercalares que, caso distribuídos, poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório, referido no §3º deste Art..VIII.Liquidação-Art.23-A Cia.entrará em liquidação nos casos previstos em lei, competindo à Assembléia Geral estabelecer o modo de liquidação, eleger o liquidante e o Conselho Fiscal para tal finalidade. Jucesp nº 182.552/12-3 em 27/4/2012.Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP TERMO DE HOMOLOGAÇÃO PROCESSO LICITATÓRIO 41/12 - PREGÃO 19/12 Objeto: Aquisição de ferramentas, materiais de construção e pavimentação, destinados a atender o Departamento de Obras e Serviços Públicos. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessão pública de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela Portaria nº 02, de 03/01/ 2012; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na Lei Federal nº 10520, de 17 de julho de 2002, Homologar, os lotes do objeto licitado, às empresas abaixo delineadas e determinar que sejam tomadas as providências ulteriores. R A Ferreira Obras de Urbanização - ME. Rua José Ribeiro, 509 Centro. Castilho - SP. CNPJ (MF): 13.454.276/0001-91. Lotes: 01, 02, 04, 05 e 06. Valor: R$ 50.740,00 (cinquenta mil, setecentos e quarenta reais). Empresa de Mineração Castilho Ltda - EPP. Rua Taro Morimoto, 3.663 - Bairro Beira Rio. Castilho - SP. CNPJ (MF): 46.925.871/0001-17. Lote: 03. Valor: R$ 16.278,00 (Dezesseis mil, duzentos e setenta e oito reais). Alves & Yoshiy Comercial e Distribuidora Ltda – EPP. Rua João Marques, 328 - Jardim Guanabara. Araçatuba – SP. CNPJ (MF): 13.480.775/0001-53. Lote: 07. Valor: R$ 10.450,00 (Dez mil, quatrocentos e cinquenta reais). Concresp Concretagem e Serviços Ltda. Rua Luiz Óbice, 55 - Distrito Industrial. Andradina - SP. CNPJ (MF): 01.945.696/000191. Lote: 08. Valor: R$ 52.700,00 (cinquenta e dois mil e setecentos reais). Castilho/SP, 22 de maio de 2012. Antônio Carlos Ribeiro - Prefeito. A Debitar (24.05.12) São Eutiquiano Participações S.A. CNPJ nº 12.125.536/0001-12 – NIRE nº 35.300.417.577 Assembléia Geral Extraordinária Edital de Convocação Ficam os Srs acionistas da Cia, devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da AGE que se realizará no dia 31/05/12, 11hs, no prédio da sede da Cia., localizada em SP/SP, na R. Leopoldo Couto de Magalhães, n° 110, Cond Ed JK Tower, cjs 21 e 22, parte, Jd\ Paulista, a fim de deliberarem sobre (a) ratificação da elaboração do laudo de avaliação da parcela a ser cindida no patrimônio líquido da Cia. pelo valor contábil para fins de determinação na redução do capital social da Cia.; (b) exame, discussão e aprovação do Laudo de Avaliação referido no item “a” acima; (c) exame, discussão e aprovação do Protocolo e Justificação de Cisão Parcial da Cia., firmado em 15/05/12, elaborado nos termos da legislação vigente, contendo, portanto, todos os termos, condições e informações necessárias à compreensão da Proposta de Cisão Parcial da Cia.; (d) Aprovação da Cisão Parcial da Cia., nos termos do Protocolo e Justificação de Cisão Parcial e demais documentos colocados à disposição dos acionistas; (e) aprovação da redução do capital social da Cia. em decorrência da Cisão Parcial, com o cancelamento de ações e a respectiva alteração do Estatuto Social da Cia. de forma a refletir a tal redução; e (f) ratificação dos atos já praticados pela Adm. da Cia. em relação à Cisão Parcial e autorização para que os administradores da Cia. possam praticar todos os atos necessários à implementação e formalização da Cisão Parcial da Cia.. Informações Gerais. Em conformidade com o art. 135, § 3°, da Lei n° 6404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Cia., todos os documentos e informações necessários à deliberação das matérias previstas na ordem do dia. SP, 21/05/12. A Diretoria 24,25,26/05/2012

Companhia de Desenvolvimento Econômico de Marília – CODEMAR

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL NOS TERMOS DO PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE NO DIA 23/05/2012 NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.

CNPJ nº 44.477.354/0001-05 AVISO DE LICITAÇÃO Processo nº 006/12 - Pregão Presencial nº 004/12 Objeto: Fornec. parcelado de 15.000 (quinze mil) litros de Gasolina Comum. Data da realização: 06/06/12, às 09 horas. Edital e informações poderão ser obtidos no Setor de Licitação - Codemar, Av. Castro Alves, 632 - Marília/SP, Tel: 0xx14-3433-8188 e Fax:0xx-14-3454-5663 – email: licitaco@terra.com.br - Sônia M.M. Scaramuci - Pregoeira


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e Empregado custa à empresa até 2,8 vezes o salário conomia

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Computamos um gasto enorme com administração de pessoal que, por ser tão complexa, exige alto investimento. Vladimir P. Ponczek, economista da FGV Newton Santos/Hype

Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre gastos com funcionários mostra que, quanto mais longo o vínculo trabalhista, menores são os encargos. Karina Lignelli

Q

uanto custa hoje manter, contratar ou desligar um funcionário e quais os fatores que mais influenciam esses custos? Estudo do Centro de Microeconomia Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV-EESP), realizado a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ajuda a responder a essas questões. O trabalho mostra que o custo do empregado pode representar 2,83 vezes o salário registrado em carteira – ou 183% mais que o salário bruto, no caso de um vínculo de emprego de 12 meses. Ou seja: se um trabalhador ganha R$ 730 por mês em termos brutos, o custo para a empresa será de R$ 2.067,44. A pesquisa, que utilizou como parâmetro duas empresas do setor têxtil de São Paulo e Santa Catarina, revela ainda que o trabalhador da amostra recebe só 60% do valor total que é gasto com sua contratação. E não só encargos sociais que aumentam esse montante, mas um conjunto de obrigações acessórias, benefícios negociados, burocracia e administração de pessoal.

"Computamos um gasto enorme com administração de pessoal, que por ser tão complexa exige um investimento grande das empresas", disse o coautor do estudo da FGV Vla-

dimir P. Ponczek. Benefícios – De modo geral, o custo do empregado pode ser dividido em grupos, segundo o coordenador da pesquisa, André Portela. Além do salário, o trabalhador tem uma "valora-

ção", que exclui a maioria dos encargos. Assim, o salário-base para a pesquisa, de R$ 730, pode chegar a R$ 1.158,12. "Isso porque o funcionário recebe benefícios, como 13º sa-

lário, adicional de férias, vale transporte e o próprio tempo de treinamento", afirmou. Por último, há o custo de contratação, já que o novo empregado leva até três meses para atingir 100% de produti-

Quando existe maior rotatividade de mão de obra aumentam os gastos das empresas com treinamento

vidade. "Tudo isso reflete diretamente nos gastos da empresa", acrescentou Portela. Por outro lado, quanto mais o vínculo dura, mais esse custo diminui: o estudo verificou que, se a demissão ocorre

após 60 meses, o gasto com o empregado representa 2,55 vezes o salário bruto (o equivalente a um aumento de 155%), ou R$ 1.858,89, principalmente por causa da diluição ao longo de tempo de custos como aviso prévio indenizado e treinamento. A baixa produtividade média do trabalhador e a complexidade da legislação são "venenosos" para a competitividade, segundo Portela. "Mas a alta rotatividade – que implica recontratar e treinar novamente – tem um peso relevante nesse custo. Ou seja, quanto maior o vínculo, menor o seu custo", avaliou. Trabalhadores ou empresas interessados em calcular os custos conforme o estudo da FGV podem acessar o site www.eesp.fgv.br/ noticias/coletiva- de -imprensaeespfgv-revela-o-custo-do -trabalhador-no-brasil . Debate – A diferença entre o custo total para a empresa e o valor do contrato de trabalho é o que foi definido pelo estudo como "custo da legislação tra-

balhista". O trabalho mostrou que esse custo representa algo entre 17% e 48% do gasto total para uma empresa. O debate sobre o custo do trabalho é antigo no Brasil e, em geral, concentra-se no impacto da legislação. O estudo da FGV cita especialistas como José Pastore, para quem os encargos sobre o trabalho no Brasil estão "entre os mais altos do mundo". Pelos seus cálculos, o impacto é de 102% – pois, para ele, salário é o valor calculado sobre o total de horas trabalhadas. "Já o 13º, por exemplo, seria mais um encargo", explicou Eduardo Zylberstajn, que também é coautor do estudo. Por outro lado, para o economista Marcio Pochmann, hoje presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os encargos representam 25% da remuneração. "Segundo ele, tudo o que o trabalhador recebe é considerado verba salarial. Encargo seria apenas o desconto da Previdência, por exemplo."


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DC 24/05/2012 by Diário do Comércio - Issuu