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DC 24/02/2012

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Ano 87 - Nº 23.569

Conclusão: 23h50

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 Marcos Bezerra/Futura Press

Campeões do Vexamódromo

FESTAS DE

Quesitos Supressão de documentos, danos ao patrimônio e vandalismo. Pág. 14

ARROMBA

Indicados

DO

Teta, diretor da Camisa Verde, já foi indiciado. Seus colegas da Vai-Vai, Gaviões, Império, Tom Maior e Pérola são candidatos.

GOVERNO O 1º ano de Dilma bateu em 19,5% o último de Lula em gastos com festas. Foram R$ 54,2 milhões.

MÁFIA Essa Máfia está na página de Turismo. É uma ilha na África.

d

cultura

Página 5

Leia antes da festa: faça suas apostas, gastronomia e ensaio: Oscar de Melhor Silêncio.

Página 24

2012 é o ano de ouro do cinema. No domingo, 26, você verá pela TV que a cerimônia do Oscar será uma reverência à capacidade que os grandes filmes têm de fabricar sonhos, magia e emoção. Se fosse possível, o The End da cerimônia não deveria ter perdedores. Acompanhe o show pela Globo (após o BBB) ou pela TNT (a partir das 20h30). No site do DC, especial do Oscar: lista completa dos indicados e a festa em tempo real.

E O OSCAR VAI PARA... O CINEMA

Roadwin 250R, a pequena esportiva da Dafra Página 23 Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Chávez na terra de 'El Comandante', contra o câncer Chega hoje a Cuba para se submeter a uma nova cirurgia. Pág. 8

Checar SPC, direito do empregador.

Divulgação

Acerte os ponteiros para a festa

Consultar serviço antes de contratar é legal. Pág. 21 Emmanuel Dunand/AFP

Atrase o relógio uma hora à 0h deste domingo, encerrando o mais longo horário de verão em 27 anos.

HOJE

ISSN 1679-2688

23569

Sol com pancadas de chuva Máxima 28º C. Mínima 19º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 31º C. Mínima 18º C.

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Na verdade, não havia necessidade de esperar os bárbaros: eles sempre estiveram entre a população. Roberto Fendt

pinião

Reprodução do quadro "A invasão dos Bárbaros", de Ulpiano Checa

Muitos analistas comparam a atual tragédia da Grécia ao que ocorreu nos turbulentos anos 500 a 700 de nossa era que se seguiram à queda do Império Romano do Ocidente.

OS BÁRBAROS ENTRE NÓS

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omo se esperava, o acordo entre o governo grego e seus credores, embora tenha chegado a bom termo – a ponto de criar as condições para o desembolso do pacote de ajuda de 130 bilhões – deixou mais perplexidades do que certezas. A despeito de três anos de queda do PIB, de um desemprego que supera os 20% e da perda de parte expressiva do valor de mercado dos ativos dos credores, não se vislumbra uma redução significativa da dívida grega nos próximos anos. O programa de ajuste certamente implicará novas quedas do PIB no horizonte previsível, o que dificilmente contribuirá para reduzir a relação dívida/PIB – o parâmetro de solvência do devedor que é geralmente acompanhado. Um grande número de analistas bate agora na tecla de que teria sido melhor deixar a Grécia quebrar, há dois anos. As consequências para a zona do euro seriam menores e a solidez do sistema

bancário menos afetada do que por uma possível incapacidade do país em dar prosseguimento ao programa de ajuste após as eleições. Porque ninguém, em sã consciência, acredita que quem se apresentar defendendo o ajuste possa ganhar as eleições. Muitos desses analistas comparam a tragédia da Grécia ao que ocorreu nos turbulentos anos 500 a 700 de nossa era que se seguiram à queda do Império Romano do Ocidente. Hordas de bárbaros chegavam às muralhas das cidades e se impunham aos habitantes, sob a ameaça de saque e matança dos moradores. Ou ao ocorrido a tantas outras guerras ao longo da história, em que a barbárie emergiu entre combatentes, em outras circunstâncias, civilizados. A "troika" – União Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional – e os bancos credores vêm sendo vistos por alguns analistas como os "bárbaros" que sitiam a Grécia. Teriam sido esses bárbaros os responsá-

a todos aborrecem. No entanto, cai a noite e os bárbaros não chegam. A população se inquieta e se preocupa. A ansiedade aumenta, até que as notícias que chegam da fronteira dão conta de que não há mais bárbaros. E assim Kaváfis termina seu poema, em poucas palavras dizendo tudo: "Sem bárbaros, o que será de nós? Ah! Eles eram uma solução".

ROBERTO FENDT veis pela penúria do povo grego e que exigem agora o que ela não tem condições de pagar.

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analogia com os bárbaros sitiando a cidadela não é de todo ruim e dela me utilizei em coluna de 28 de novembro passado nesse mesmo espaço. Particularmente se a analogia com os bárbaros for a interpretada por Konstantínos Kaváfis, poeta nascido em 29 de abril de 1863 na comunidade grega de Alexandria e falecido na mesma cidade em 29 de abril de 1933. Em seu poema mais conhecido, À espera dos bárbaros, Kaváfis

nos fala do povo reunido na praça esperando a chegada dos bárbaros, naquele dia. Os senadores não legislam, porque melhor o farão os bárbaros, tão logo cheguem. O imperador senta-se em seu trono à porta principal da cidade com seus melhores paramentos e coroa, à espera dos bárbaros, pronto a saudar o chefe deles. Os dois cônsules e os pretores portam suas togas de púrpura e seus anéis de brilhantes e esmeraldas, porque os bárbaros vão chegar e a majestade das togas e dos anéis os deslumbrarão. Também já não mais falam os oradores, porque seus discursos

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a verdade, não havia necessidade de esperar os bárbaros: eles sempre estiveram entre a população. Foram esses bárbaros gregos que endividaram o país e prometeram o paraíso na Terra ao povo crédulo. Foram eles que forjaram os números da economia para justificar a continuidade da gastança financiada pelos empréstimos. Os banqueiros não sitiaram a cidade. Não havia necessidade: continuaram encastelados além da fronteira, onde foram procurados pelos bárbaros. E emprestaram os recursos, certos de que, no momen-

to da insolvência, seriam socorridos pelos governos e pelos organismos multilaterais. Cabe a eles a inglória tarefa de impor agora a disciplina que faltou desde o início. É totalmente inútil discutir se teria sido melhor a Grécia quebrar antes ou socorrê-la três vezes, e tantas outras vezes quantas forem necessárias. Uma quebra antes, desorganizada, talvez provocasse um estrago maior ao país. Também é ociosa a discussão se é possível ou não à Grécia ajustar-se dentro de um regime democrático. O país se ajustará, de uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde. O que se deve discutir é o custo das duas alternativas para a população. Finalmente, de nada serve buscar do lado de fora a origem dos problemas criados pela crise grega. Porque os bárbaros não chegarão, pela simples razão de que sempre estiveram dentro e não podem ser invocados como solução. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

HORA DA VERDADE: VENCER OU VENCER C

aso vingue a participação de José Serra nas eleições para a Prefeitura de São Paulo, o PSDB resolve seu problema de momento, que é o de indicar um candidato bom de voto. Em contrapartida, sepulta o sonho de Serra de tentar uma terceira candidatura à Presidência da República em 2014, em homenagem à expressiva votação que alcançou em 2010, contra Dilma Rousseff. Portanto, o destino político de Serra está em jogo. Quem já fez até promessa para que o ex-governador entre na disputa pela sucessão de Gilberto Kassab foi o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Assim, a cúpula do partido fica à vontade para sacramentar a candidatura presidencial de Aécio Neves. A única ameaça para o senador mineiro é ter de disputar a legenda presidencial com Serra. Numa longa entrevista concedida ao

Estadão no fim de semana, Sérgio Guerra defendeu a tese de que a candidatura de Serra à Prefeitura pode frustrar um dos sonhos de Lula: aproveitar uma vitória do seu candidato em São Paulo, colaborando para que o PT se eternize no poder. dirigente tucano condenou a permanência de um único partido no poder por muitos anos, se esquecendo de que o PSDB está no comando político-administrativo no Estado de São Paulo há quase 20 anos. Sejam quais forem os candidatos à Prefeitura da Capital, haverá lavagem de muita roupa suja. Temas como os dos mensalões do PT (Congresso Nacional), do PSDB (em Minas) e do DEM (no Distrito Federal), além de denúncias de corrupção em ministérios de Dilma Rousseff e na privataria tucana, vão servir de

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combustível para os candidatos. O PSDB está prometendo, por exemplo, cobrar do ex-ministro da Educação e candidato do PT, Fernando Haddad, uma resposta às fraudes denunciadas nos exames do Enem. Contraatacando, os petistas desejam explicações sobre as denúncias de que tucanos teriam se locupletados com as privatizações no governo Fernando Henrique, segundo revelações feitas pelo jornalista Amauri Ribeiro no livro A privataria tucana, que continua sendo um dos mais vendidos na Bolsa da revista Veja. Haddad admite que a candidatura de José Serra provoca a polarização da campanha entre PT e PSDB. José Serra lidera

as pesquisas, mas atrai também uma taxa de rejeição perigosa. Haddad, por enquanto, está inferiorizado nas pesquisas também em relação a outros précandidatos, como Gabriel Chalita (PMDB), Netinho de Paula (PC do B), Celso Russomano (PRB) e Soninha Francine (PPS). A esperança do PT é que a candidatura de Fernando Haddad cresça a partir da entrada de Lula na campanha, como ocorreu na caminhada de Dilma Rousseff. Lula, porém, está na dependência de uma liberação dos médicos para se engajar na campanha do partido. Embora diga que é defensor da realização

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

das prévias para a escolha do candidato tucano, o governador Geraldo Alckmin sempre admitiu que conversaria com os pré- candidatos do partido, caso Serra aceitasse a missão de se candidatar à Prefeitura. O governador é o tucano mais interessado em reconquistar a Capital para o PSDB. andidato à reeleição em 2014, Alckmin não pode perder o controle eleitoral da Capital, já que a região concentra 10 milhões do total de 30 milhões de eleitores no estado. Alckmin confia mais na força eleitoral de Serra, não acreditando que possa se repetir uma terceira derrota do ex-governador para um novo candidato-poste, como Fernando Haddad. Em tempo: Serra já perdeu a eleição de prefeito para um

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EYMAR MASCARO candidato carioca e desconhecido dos eleitores, Celso Pitta, e outra para a também desconhecida Dilma Roussef, na disputa presidencial. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

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pinião

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POLÍTICA INDIGENISTA ATUAL EMBUTE VÁRIOS RISCOS PARA A SOBERANIA BRASILEIRA.

INVASÃO SILENCIOSA Divulgação

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Há muitos estrangeiros na região amazônica, até em regiões inacessíveis à maioria dos brasileiros

m amigo enviou-me recenInvasão Silenciosa da Amazônia, de autoria de Luiz José Mendonça, piloto que por 40 anos voou pela região amazônica e que, além de conhecê-la muito bem, se preocupa muito com o seu destino. Ele descreve com detalhes as riquezas existentes na Amazônia, tanto as minerais como as de sua fauna e flora e, especialmente, um recurso precioso que ali existe em grande abundância: a água. Preocupa-se o autor com a significativa atuação de estrangeiros na região – missionários, cientistas, ONGs e outros – especialmente por conta dos contatos com os indígenas, o que ocorre inclusive em áreas a que muitos brasileiros não têm acesso. Mendonça questiona a demarcação contínua da Reserva Raposa Serra do Sol e a absurda decisão do STF, que determinou a saída de brasileiros nascidos na região e que, por não serem índios, foram considerados brasileiros de segunda classe, ou estrangeiros em sua própria terra, da qual foram expulsos. E aponta os riscos decorrentes dessa decisão, tendo em vista a vulnerabilidade dos controles das fronteiras e, mesmo, do próprio território amazônico. Lembra o autor que a soberania brasileira sobre a Amazônia tem sido contestada por líderes estrangeiros, reproduzindo algumas declarações a respeito. O que mais o preocupa, no entanto, é o fato de que o Brasil assinou, em setembro de 2007, a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que assegura a autodeterminação dos grupos indígenas de acordo com o direito internacional – podendo inclusive recorrer contra o Estado (no caso o Brasil), à arbitragem ou, mesmo, a Cortes Internacionais. Passam, ainda, a possuir autonomia sobre o uso de suas terras ou territórios. A declara-

MARCEL DOMINGOS SOLIMEO ção garante a desmilitarização de suas áreas, tornando-se uma verdadeira nação dentro do país em que vivem os indígenas. Embora o fato não seja mencionado por José Luiz Mendonça, cabe lembrar que países que possuem populações indígenas relevantes em seus territórios, como Estados Unidos, Canadá e Australia não são signatários da Declaração. Como o presidente Lula lutava por um lugar no Conselho de Segurança, na época, para se afirmar como um líder mundial confiável cedeu às pressões de ONGs e governos estrangeiros para assinar essa declaração.

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essalte-se que no Exterior não se fala mais de " tribo" yanomâmi ou guarani, mas de " nação" yanomâmi ou guarani, sendo que no caso da primeira, ela se estende até a Venezuela. O livro reproduz declarações do insuspeito indigenista Orlando Villasboas sobre a ameaça à soberania nacional, lembrando que na região se encontram as maiores reservas de urânio do mundo e o risco da criação de uma " nação yanomani" sob a proteção da ONU (essa declaração pode ser vista no YouTube ). Mendonça questiona ainda a atuação da Funai, do Incra do Ibama, bem como do Cimi e da Pastoral da Terra, que tem atuado em parceria com as ONGs internacionais e estrangeiras, procurando ampliar as áreas das reservas indígenas. Talvez para quem não tenha acompanhado a discussão sobre a demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol as preocupações de

José Luiz Mendonça possam parecer fantasiosas. A realidade, porém, é que elas são mais do que justificáveis, como demonstrou o seminário promovido pela Associação Comercial de São Paulo sobre o tema, que contou com a participação do General Lessa, ex comandante Militar da Amazônia, do índio macuxi Jonas Marcolino, do deputado Aldo Rebelo e do professor Denis Rosenfield.

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ambém a palestra realizada na ACSP pelo General Heleno, que foi Comandante da região à época da decisão da declaração reforçou pontos abordados no livro. Tanto a integra do seminário como a palestra foram publicadas pela revista Digesto Econômico, da Associação Comercial de São Paulo (edição virtual da revista em http://issuu.com/diario_do_comercio/docs/digesto_448/1) O mais grave é que essa política dita indigenista continua, e novas reservas em áreas de vital interesse para o Brasil continuam a ser defendidas pelos órgãos governamentais, especialmente no Mato Grosso do Sul – mas não apenas lá, pondo em risco vastas áreas dedicadas à produção agrícola e à pecuária, desrespeitando propriedades legitimamente adquiridas e provocando novos pontos de conflito entre brasileiros índios e não índios. A quem beneficia tudo isso? MARCEL DOMINGOS SOLIMEO É ECONOMISTA E CHEFIA O

INSTITUTO DE ECONOMIA GASTÃO VIDIGAL DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO

O PAU COMEU NA CASA DE NOCA Apu Gomes/Folhapress

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ntre mortos e feridos neste carnaval, salvamo-nos todos. Em Sumpólo, a Gaviões da Fiel, do Córintcha, saiu com um enredo beatificando e santificando São Lula e pegou um vergonhoso 9º lugar. No Rio, a bolivariana Vila Isabel, teúda e manteúda do cumpañero Tchávez, chegou em 3º lugar . Nem por isso o Rio está a salvo, vi fotos do honorável ex-presidiário Belo aos abraços com o prefeito Eduardo Paes, do PMDB; sinto aí cheiro de clorofila. Em Sumpólo, nunca vi uma festa do povo acabar com tanta pancadaria e baixaria. Não sei quem é a Noca em cuja casa o pau comeu, nem quem é o João Sem Braço, costumeiro dador de golpes na praça, cujo golpe nesse caso era melar o resultado. O sucedido sucedeu há 3 dias, uma eternidade para a curta memória nacional. Não me meto a me afogar em águas tão passadas. É exemplar a amnésia do Bloco Unidos dos Urubus, os Onze de Brasília, estilosamente fantasiados com suas capas pretas à conde Drácula. O julgamento dos mensaleiros continua esquecido sob a poeira, nos seus caixões de repouso diurno; dormem o dia inteiro, suspeita-se; são avessos à luz do Sol, afirma-se. O que vi, vi igual ao que você viu, só que diferente. Vi pela tevê um cidadão de camiseta azul discordar da contagem dos votos e democraticamente exercer sua cidadania. Pleno de coragem revolucionária, expropriou os votos ainda não divulgados e os destruiu com as mãos

limpas, à vista de todos, como se nada tivesse a temer (não confundir o verbo "temer" com o marido da Marcela). A tevê mostrou tudo da baixaria, só vou falar uma coisa. A Gaviões da Fiel adentrou o gramado certa de que iria levar o caneco, entrou no vácuo da baderna, tocou fogo em carros alegóricos e invadiu a Marginal, provocando pânico. Estava no vergonhoso 9º lugar, onde ficou. Dito o quê, peço licença para apresentar o meu enredo. "Em Sumpó... tem carná / Tenho um fusca e um viô / Sô Córintcha e jogo no chão uma talagada / pro santo São Lula..." Ops! Ops! é a interjeição "Opa!" em internetês, assim como "blz", que é "beleza". Então, ops, citei um trechinho do "Samba do Petista Doido". Usei essa sintaxe para mostrar que sou mudérrrno e escrevo em jovês. sutaque com que falei "mudérrrno" é canadense. É igual a "mudêlo", significando "modelo", como pronunciado pelo encenador canadense Lindbergh Farias, do PT/RJ, numa discussão com o senador Aloysio Nunes, PSDB/SP, o mais votado do Brasil, ao afirmar que "u mudêlu de privatização petista é melhor do que u mudêlo tucano". "U mudêlu" pode ser melhor, "o modelo" não é. Farias foi o ai Jesus das menininhas assanhadas quando era cara-pintada, nas passeatas que ajudaram a derrubar Collor, de quem é aliado hoje. É necessário compreender o significado de "blz". Manuela d´Avila, aquela fofurinha do PCB/RS, foi a mais jovem e mais

desigualdade / O retrato da realidade / A utopia buscando a dignidade!/ Solta o grito da garganta e vem comemorar / A soberania popular/ Felicidade… / O povo unido venceu / A cidadania resplandeceu /Uma nova era aconteceu!". Foi impedido pela conspiração da junta médica, que o impediu de sair e nos poupou do vexame de ver e escutar. ultuado pelo enredo como um novo São Jorge, embora a Igreja tenha derrubado o santo do cavalo; como um padim Padi Ciço redivivo, que derrotou sózinho a ditadura milical; inventou o Plano Real e estabilizou a economia; acabou com a fome e nunca ameaçou a liberdade de imprensa. Percebo aí as digitais do Duda "Goebbels" Mendonça. Seus acólitos afirmam que são dele as Tábuas da Lei, a.k.a. "Dez Mandamentos", que escreveu ao ser ungido ghostwriter de Jeová. A verdade é o avesso do avesso do avesso, sabe-se. O palanque móvel desfilou na madrugada de domingo, muito tarde para os meus costumes espartanos. Como você notou por este relato pleno de honestidade, nada vi, nada ouvi e não gostei. Daí, este texto que vai como o Samba do Afrodescendente com Deficiência Mental. A Gaviões da Fiel perdeu feio, o que prova que em Sumpólo o Cara é um tremendo pé frio e não ganha nem desfile de escola de samba. Brimo Haddad que se cuide.

C Carros incendiados, pancadaria: pelo menos, escapamos de ver Lula sambando na avenida.

NEIL ziriguidum

O

Ferreira votada deputada federal pelo Rio Grande do Sul. Era vice-presidenta da UNE e precisava de uma campanha jovem e intelectual, para marcar posição. pareceu com um slogan que mataria de inveja Duda "Goebbels" Mendonça, autor confesso da embromação nunca antes vista nesse país, "Lulinha Paz e Amor", pela qual recebeu tax free, gordas quantias de dólares, num paraíso fiscal. As palavras mágicas da Manuela na campanha foram

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"Aê blz !" , propaganda reveladora do que a candidata era e é – que lhe renderam uns 500 mil votos, reveladores do que seus eleitores eram e são. Manu era fofinha sim, ou mais; numa entrevista confessou que dos 15 aos 17 anos jogou ao mar 40 quilos de carga extra, não se sabe à custa de quais sacrifícios, imagine a vida sem chocolate e com Coca Zero. Sendo a mais cobiçada belezinha da Câmara, cedeu aos encantos do deputado federal José Eduardo Cardozo, PT/SP, atual ministro da Justiça, com quem engatou

prolongado namoro, não sei se dura até hoje. Não estou ao par dos assuntos de alcova do Congresso, a não ser aquele da Mônica, do Renan Avacalheiros, que saiu nua em pelo(s) na Playboy, vista por todos que, como eu, compram a revista para alegadamente ler as entrevistas "cabeça" que publica – e não para olhar com olhares lúbricos aquelas fotos cabeludas ou descabeladas que saem no folder central. oltemos à vaca fria, a Gaviões da Fiel, escola de samba do Córintcha e sua derrota de goleada. O enredo deste carnaval foi uma homenagem ao Cara, que queria porque queria sair no carro alegórico, para cantar com a língua presa a preciosidade da qual aqui vai um trechinho: "Viu… No coração do Brasil / Tanta

V

NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 MAIS: "Sou aquela que por

3 Monique Evans quer

escrever um livro sobre sua vida e se candidatar a deputada estadual no Rio, em 2014, pelo PSL.

k Não sou homossexual, mas o Anísio é o homem da minha vida.

causa de centavos corre atrás dos seus direitos e é isso que eu quero ensinar ao eleitor brasileiro".

Candidato de Edir

«

gibaum@gibaum.com.br

NEGUINHO DA BEIJA-FLOR // lamentando a ausência, no desfile deste ano, de Anísio Abraão David, bicheiro e patrono da escola, que está preso. Fotos: Paula Lima

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

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O novo programa do PRB, partido criado sob inspiração de Edir Macedo, dedicou grande parte de seu espaço ao ex-deputado Celso Russomano, pré-candidato à prefeitura de São Paulo. Até o senador Marcelo Crivella, sobrinho de Macedo, apareceu menos do que Russomano, que entrevistou algumas figuras sobre problemas de São Paulo, entre elas, a cantora Sula Miranda. Para ganhar mais exposição, a Record poderá dar uma participação diária a Russomano num de seus telejornais.

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NAUFRÁGIO As ações de marketing da Devassa nesse carnaval acabaram mais do que furadas. A cervejaria não conseguiu um nome de maior impacto, como Paris Hilton e Sandy, optou pelo octagenário Hugh Heffner (R$ 1 milhão), que não veio, protagonizou um comercial sem sentido, mandou o filho e elegeu Juliana Salles, a nova Devassa, que é comportadíssima, bem casada e formada em gastronomia e nutrição. Pagou R$ 150 mil de cachê para Juliana Paes dar o ar da graça no camarote e ela nem estimulou fotógrafos. Fergie veio, cantou e sumiu. Agora, vai pagar por um caderno especial numa revista para mostrar famosos no seu camarote. 333

333 A Rede TV!, inconformada com os rumos dos acontecimentos e a decisão de transferência do Pânico na TV para a Band, movimenta seus advogados e quer reprisar às sextas-feiras e domingos os programas que tem em seus arquivos até que as questões contratuais sejam resolvidas. Antes do carnaval, a área da Rede TV! ocupada pelo Pânico na TV foi esvaziada e os equipamentos levados embora. Agora, Amilcare Dallevo quer contratar Rafinha Bastos para comandar um programa em sua emissora também no domingo à noite. Há meses, Rafinha insultou a mulher de Amilcare, Daniela Albuquerque, no CQC .

NÃO DEU A Estácio de Sá ficou em oitavo lugar no Grupo de Acesso, no Rio e sua fórmula mágica para tentar subir foi um enredo inspirado na vida de Luma de Oliveira, exmulher de Eike Batista e uma das rainhas de bateria mais marcantes na história recente do carnaval do Rio, quando exibia sempre o mais possível. Quase chegando aos 50 anos, Luma, que protagonizou ensaios de nudez em revistas masculinas, desfilou num maiô vermelho comportado e ao lado dos filhos Thor e Olin. Numa das alas, sua irmã Ísis de Oliveira, veterana de guerra (Luma é quem cuida dela) e que, durante anos, manteve relacionamento com a cantora Simone. 333

Cara e coroa 333 A sexagenária Susana Vieira apareceu no camarote de uma cervejaria, no carnaval, com o jovem namorado Sandro Pedroso, o Mandrake da novela Fina Estampa. Deu de cara com Michel Teló e sambou na frente dele. E avisou que está à disposição da Globo para qualquer trabalho, em qualquer horário: “Se eu fosse para Malhação, garanto que daria muito Ibope”. Malhação, como se sabe, tem 90% de seu elenco abaixo de 20 anos de idade. No dia seguinte, outro cara em alta, o jogador Neymar, trocava amassos com a starlet Daniela Carvalho, de Malhação, no mesmo camarote.

MARCHA LENTA Uma ONG ligada ao narrador esportivo Galvão Bueno, que gosta muito de automobilismo, havia obtido autorização do governo para captar R$ 2 milhões para desenvolver projeto de Escola de Formação de Pilotos. Na época, os jornais comentaram a ligação e a ONG desistiu do pedido. Os dois filhos de Galvão, Cacá e Popó, pilotos de corrida, deveriam ser professores da escola. Detalhe: no Registro Nacional de Carteiras de Habilitação Suspensas, constariam os nomes de Paulo Eduardo Ferro Costa Galvão Bueno (Popó) e Carlos Eduardo Santos Galvão Bueno (Cacá).

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333 O calendário de bailes de carnaval patrocinados pela Devassa foi encerrado, nos salões do Jockey Club do Rio de Janeiro, sob o comando de Ricardo Amaral seus novos sócios, com o Grande Baile Gay, onde a comunidade colorida da cidade e visitantes desembarcaram em grande estilo. Héteros estavam misturados aos blocos GLTB e entre tantos, da esquerda para a direita, estavam Isabelita dos Patins e Juju Maravilha, Gigi Chanel, Thraxx Wiz e Ava Simões (MissBrasil Gay).

Biba Ball

Na Quarta-Feira de Cinzas, inicio da Quaresma, era também o início da Campanha da Fraternidade 2012, sob o tema Fraternidade e Saúde Pública . Nas missas do dia, na Oração dos Fiéis, pediam-se preces “pela maior consciência da situação dramática da saúde pública”, “para que o SUS alcance seu pleno funcionamento”, “para que recursos públicos sejam aplicados com transparência na saúde” e por aí vai. Na mesma quarta-feira, na igreja de São José , chamada de igreja dos bacanas, no Jardim Europa, em São Paulo, cercada por mansões, na missa da tarde, uma piedosa senhora passa mal, cai no banco com sinais de AVC. Chama-se o SAMU (192) e o Resgate (193), enquanto se localiza a família. A batalha inicial é com as operadoras que atendem os chamados. Resumo da ópera: o Resgate apareceu depois de 40 minutos e o SAMU não apareceu. 333

Nem com oração

MISTURA FINA 333 NO CAMAROTE da Devassa, nesses dias, Elke Maravilha, 67 anos, garantia: “Sou velha, mas não sou ultrapassada”. De grande peruca vermelha, ela contou que vai viver uma idosa membro da Yakuza no seriado Morando Sozinho, no canal Multishow. Por outro lado, Elke se defende percorrendo o país com o espetáculo Do Sagrado ao Profano .

AGORA, já começam os preparativos para a versão brasileira do famoso musical Fame , cult movie dos anos 80, que começou como filme dirigido por Alan Parker, virou espetáculo da Broadway (em duas versões) e acabou se transformando em premiada série de TV ainda no final dos 80. É a história de um grupo de alunos do High School of Performing Arts, de Nova York, com músicas que conquistaram o mundo. 333

333 A socialite e funkeira Heloisa Faissol, filha do famoso dentista carioca Olympio Faissol, que andava meio desaparecida, está de volta: escreve um livro onde quer provar que essa imagem de que quem é rico é feliz, não existe. Garante ter sido muito infeliz “quando viveu entre o glitter e o glamour”. Quando surgiu, ela era chamada de Helô Quebra-Mansão e lançou, na época, o Funk da Galinha e outros. Tem um cachorro chamado Nietzsche, quer adotar dez filhos e aparece no Facebook com aureola na cabeça.

Funkeira de auréola

Baixaria! Nem o ex-presidente Lula, embora comovido e grato pela homenagem prestada pela Gaviões da Fiel, conseguiu gostar de todas as alas e carros alegóricos da escola. E achou que as perucas e barbas toscas envergadas por todos os componentes da bateria ficou com um jeito meio de caricatura, lembrando até imitações feitas no passado no Casseta & Planeta. Na tarde da apuração das notas das escolas de São Paulo, Lula também viu pela TV e não conseguiu engolir a ação de integrantes da Gaviões da Fiel tentando depredar área onde estavam carros de outras escolas. “Baixaria”, foi a expressão usada por Lula.

UM JATINHO Citation X, avaliado em mais de US$ 20 milhões e que pertenceria à filial argentina da Igreja Universal do Reino de Deus, foi retida, na terça-feira de Carnaval, no aeroporto de Viracopos, em Campinas, pela Receita Federal.

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Banheiras antigas.

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Guerra na TV

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Jacuzzi.

Recordista O ministro Alexandre Padilha, da Saúde, ainda acaba indo parar no Guinness, o livro dos recordes: por sua iniciativa direta, o Ministério da Saúde empenhou nada menos do que R$ 7,2 milhões, no final de janeiro, para compra de 100 milhões de preservativos masculinos. As camisinhas, depois da grande mobilização por conta do carnaval, com direito a variante especial junto às hostes gays nacionais, continuarão a ser usadas na manutenção do programa de prevenção à Aids. Por precaução, a CGC – Controladoria Geral da União, está dando uma espiadinha nos contratos de licitação. 333

333 TRAZIDO pelo médico Edson Bueno, quem estava na Sapucaí vendo de perto o desfile das escolas era o indiano Vioul Patel, considerado o maior especialista do mundo em cirurgia robótica (Florida Hospital). Ele já realizou mais de cinco mil cirurgias de próstata pelo método. A cirurgia robótica é menos invasiva que a laparoscopia.

ANTES, chega Will Smith para promover a estréia do filme Homens de Preto 3; depois, será a vez de Reese Witherspoon, uma das mais populares atrizes do cinema americano. Vem para lançar o filme Guerra é Guerra. O respeitado expert em cinema e habitual participante das festas do Oscar, Rubens Ewald Filho, tem uma divertida definição para Reese: “O queixo dela sempre chega na frente”.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

5 CONFETE Legislativo, Executivo e do Judiciário esbanjam festas.

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CREDENCIAIS Pela segunda vez em seu governo, Dilma recepciona novos diplomatas.

Com o dinheiro público tudo é festa Levantamento feito pelo Contas Abertas revela que os gastos em homenagens só aumentam

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uando o assunto é festa, os três Poderes não brigam. Convergem, com vantagem disparada do governo federal. Cálculos feitos pelo site Contas Abertas apontam que, no ano passado, entre festividades e homenagens, os gastos chegaram a R$ 54,2 milhões, um salto de 19,5% em relação a 2010. Um salto para ninguém botar defeito, exceto o contribuinte, sempre barrado nesta festa. Abaixo, o texto publicado pelo portal. "Apesar de o clima ainda ser de Carnaval, a maior festa popular do Brasil, em 2011, com a redução dos investimentos, a estagnação de programas como o PAC e Minha Casa, Minha Vi-

da, além da crise política que derrubou sete ministros, em tese, o governo não teria muito o que comemorar. Porém, os gastos federais com festividades e homenagens chegaram à cifra de R$ 54,2 milhões em 2011. O montante é 19,5% maior do que foi desembolsado com as atividades em 2010, quando os dispêndios alcançaram o valor de R$ 45,4 milhões. O principal responsável pelo aumento de gastos com festividades e homenagens foi o ministério da Cultura, que saltou de R$ 5,2 milhões, e m 2 0 1 0 , p a r a R $ 11 , 3 m ilhões, em 2011. Quem mais utilizou esses recursos foi a Fundação Nacional de Artes, com pouco mais de R$ 8 mi-

lhões, seguida pela Fundação 2011, o maior responsável peBiblioteca Nacional (R$ 1,5 los gastos nesta rubrica foi o milhão) e Fundação Cultural ministério da Educação (MEC) Palmares (R$ 1,3 milhão). q u e d e s e m b o l s o u De maneira geral, os dispên- R$ 15,4 milhões. Em 2010, a dios com este tipo de despesa pasta já havia sido a campeã v ê m a p re s e ncom dispêndios t a n d o c r e s c ide quase R$ 11 mento ao longo milhões. A O ministério da dos anos. Em maior parte dos Cultura gastou, 2007, os gastos re c u r s o s , no ano passado, estavam na orR$ 2,9 milhões, dem de R$ 17,4 foi utilizada pelo R$ 11,3 milhões. m i l h õ e s , p a sInstituto Federal Foi o campeão sando para de Educação, R$ 24,2 milhões Ciência e Tecno(2008) e R$ 31,8 logia do Maramilhões, em 2009. Outro gran- nhão. Todo o montante foi pade salto aconteceu em 2010 go à Front Propaganda Ltda, (R$ 45,4 milhões), culminando localizada em Brasília. no valor recorde de 2011. A segunda maior unidade Em valores absolutos, em gestora do MEC neste tipo de

Dilma recebe credenciais de 20 novos embaixadores Presidente conversou com cada um deles, mas deu mais atenção para Argentina Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma conversa com o novo embaixador do Peru no Brasil, Jorge Bayona Medina. A cerimônia foi restrita.

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presidente Dilma Rousseff recebeu ontem de manhã, em cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília, as credenciais de 20 novos embaixadores estrangeiros no Brasil. Na solenidade, que foi aberta apenas para a captação de imagem, Dilma conversou demoradamente com cada um dos embaixadores. Alguns deles acabaram recebendo cumprimentos mais demorados. Foi o caso do embaixador da Argentina, Luis Maria Kreckler, que recebeu condolências do governo

brasileiro por causa do acidente ferroviário, em Buenos Aires, onde morreram 50 pessoas e 703 ficaram feridas, das quais 200 em estado grave no terceiro pior acidente da história argentina. Dilma também teve uma conversa mais demorada com os novos representantes de Honduras, Ava Rossana Guevara Pinto, e da Guiana, Kellawan Lall, que chegou à cerimônia em cadeira de rodas. Além dos novos embaixadores da Argentina, de Honduras e da Guiana, entregaram

credenciais à presidente os representantes da Hungria, Tunísia, Suécia, Síria, China, Malta, Tailândia, Costa do Marfim, República da Guiné, Nova Zelândia, das Ilhas Fiji, de Israel, de Burkina Faso, do Sri Lanka, do Irã, do Gabão e do Peru. Este foi o principal compromisso oficial da presidente desde que retornou da Base Naval de Aratu, na praia de Inema, em Salvador, onde ela passou os feriados de carnaval com a família – a mãe, Dilma Jane, a filha Paula, o genro Rafael e o neto Gabriel. Dilma retornou à Brasília na quarta-feira de cinzas. (ABr)

gasto foi a Universidade Federal do Ceará (R$ 2,3 milhões), que contratou, por exemplo, as empresas SWOT – Serviço de Festas e Eventos (R$ 1,7 milhão) e a Reciclafor – Reciclagens, Comércios e Serviços Gráficos Ltda (R$ 300 mil). Em terceiro lugar ficou a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que gastou pouco mais de R$ 1 milhão. Do total de recursos desembolsados, R$ 923,3 mil favoreceram a AMBP – Promoções e Eventos Empresariais Ltda. A pasta que ocupou o segundo lugar nos gastos com festividades e homenagens foi a Defesa, com R$ 14,5 milhões em 2011. O valor também é maior do que o de 2010, quan-

do R$ 10,8 milhões foram gastos. As unidades que mais utilizaram recursos foram a Secretaria-Geral do Exército, com R$ 2,7 milhões; o Grupamento de Apoio de Brasília (R$ 1,4 milhão) e a Diretoria de Finanças – Sistema Para o Exterior (R$ 1,3 milhão). Os gastos da União com festividades e homenagens durante 2011 equivalem, por exemplo, a seis vezes o valor desembolsado com o programa "Promoção de Políticas Afirmativas para Igualdade Racial" (R$ 8,9 milhões) ou a quatro vezes os dispêndios na rubrica de "Mobilidade Urbana" (R$ 12,9 milhões), um dos principais gargalos para a realização da Copa de 2014".


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A questão dos precatórios deixou de ser caso de Justiça e se tornou caso de polícia. Ophir Cavalcante, presidente do Conselho Federal da OAB

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Pedro França/Ag. Senado

Geraldo Magela/Ag. Senado

Aloysio Nunes Ferreira (à esquerda) confronta Suplicy que, aos berros, nega interesse eleitoral no caso e diz esperar que o outro tenha "a dignidade de ver" as barbaridades da desocupação de Pinheirinho.

Senadores batem boca por Pinheirinho Suplicy e Aloysio Nunes Ferreira perdem as estribeiras em audiência sobre Pinheirinho, quando tucano acusa petista usar a tragédia movido por interesse eleitoreiro

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xaltados, os senadores Eduardo Suplicy ( P T- S P ) e A l o y s i o Nunes Ferreira (PSDB-SP) trocaram provocações em uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado que discute a desocupação de Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP). A ação ocorreu em janeiro, quando a Polícia Militar retirou as famílias que viviam na área desde 2004 depois de uma decisão judicial. O terreno pertence à massa falida do grupo Selecta, do investidor Naji Nahas. A reintegração desalojou do local 1.600 famílias – um total de 6.000 pessoas. O tucano acusou Suplicy e o presidente da comissão, Paulo Paim (PT-RS) – que não estava presente – de usarem a desocu-

Tinha gente querendo brincar de insurreição, pseudosrevolucionários, prontos para radicalizar. EDUARDO SUPLICY

pação para promover interesses eleitorais do partido. Ferreira disse que era uma "operação política do PT para atacar o governo de São Paulo". Ele questionou o fato de ainda não ter sido marcada uma audiência para discutir desocupações ocorridas em governos do PT, como no Dis-

trito Federal e na Bahia. "É um procedimento unilateral que visa instrumentalizar a comissão por partidos políticos, no caso o PT e outros grupos, como o PSTU". O tucano atacou os líderes comunitários do movimentos, chamando alguns de "parasitas", afirmando que a radicalização foi promovida por eles. Segundo Suplicy, armou-se um "circo" dias antes da reintegração e a Polícia Militar agiu com todo cuidado para "causar o menor trauma possível". "Tinha gente querendo brincar de insurreição, pseudos-revolucionários, prontos para radicalizar", acusou o petista. Ele disse que o governador Geraldo Alckmin não mandou representante para a reunião por considerar que a ideia seria explorar politicamente o deba-

te sobre a desocupação. Interesses – "Enquanto não for vista uma discussão séria, o governo de São Paulo e eu não vamos participar dessa reunião. A audiência pública do jeito que foi montada é instrumento político de interesse do PT, do Suplicy e de outros grupos que se utilizam da miséria alheia para promover seus interesses", disse Ferreira. Suplicy reagiu irritado. Aos berros, negou ter interesse eleitoral. Disse esperar que Ferreira "tivesse dignidade de ver" as cenas das barbaridades na desocupação e que todos as autoridades envolvidas no caso foram chamadas. "Pode gritar a vontade que não me impressiona", retrucou o tucano. Suplicy assegurou que o entendimento da comissão foi o de só discutir a ques-

A audiência pública (...) é de interesse do PT, do Suplicy e de grupos que usam a miséria alheia para promover seus interesses. ALOYSIO NUNES FERREIRA

tão de Pinheirinho, o que incluiu convite a secretários do governo de São Paulo, juízes envolvidos na decisão de desocupação e representante da força policial do estado. "O senador Aloysio Nunes precisa primeiro ouvir o que ele acha que não ocorreu. Estão aqui os exames médicos, os ví-

deos das pessoas e das cenas ocorridas, em que ele diz que não houve violência". Suplicy, citou nomes de pessoas presentes à reunião da CDH, agredidas por policiais na reintegração de posse. Na presidência da reunião, o senador Pedro Simon (PMDBRS) marcou audiência pública, para 1º de março, para discutir as denúncias de violência da Polícia Militar em operações de desocupação no Distrito Federal, Acre e Piauí. Ferreira questionou as denúncias. Disse que, uma semana depois da ação, quando as pessoas foram levadas à delegacia, após apreensão de drogas, não denunciaram os abusos. "Isso foi levado ao plenário pelo senador Suplicy e foi contada por pessoas dos gabinetes deles". (Agências)

Beto Barata/AE - 03.02.2012

Congresso estica feriado de Carnaval

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penas 32 dos 594 congressistas – cerca de 5% do total– compareceram ao Senado e Câmara ontem, após o Carnaval. A sessão na Câmara durou menos de uma hora e meia. Isso é raro, pois geralmente os deputados usam o espaço da TV Câmara para fazer discursos para as suas bases.

Apesar de, segundo a secretaria da Casa, 23 deputados estarem lá até às 16 horas, só 15 fizeram discursos no plenário. Já no Senado, 9 congressistas marcaram presença, entre eles Eduardo Suplicy (PT-SP) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) que chegaram a trocar provocações em uma audiência pública da Comissão

de Direitos Humanos. Em nenhuma das duas Casas houve votações. Esse assunto fica relegado para a próxima terça-feira. Deputados e senadores já haviam "enforcado" metade da semana que antecedeu o Carnaval. Grande parte deles deixou Brasília na última quarta-feira, dia 15. (Folhapress)

Eliana Calmon: agora, a corregedora concentra seus esforços nos devedores e na conciliação.

Calmon promete solução para os precatórios em SP Com o apoio da OAB e do TJ de São Paulo, corregedora quer por fim às dívidas

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corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon, afirmou ontem que a entidade quer solucionar o problema dos precatórios no Estado de São Paulo. A iniciativa tem o apoio da OAB e do Tribunal de Justiça de São Paulo. Precatórios são pagamentos feitos por entes públicos após decisão judicial e devem obedecer ordem cronológica de quitação após sua inclusão no Orçamento. Em São Paulo, segundo estimativa do próprio governador Geraldo Alckmin, a dívida atual do estado está em R$ 17 bilhões. Na tarde de ontem, Calmon reuniu-se com Ophir Cavalcante, presidente do Conselho Federal da OAB, e representantes do TJ-SP para que, segundo ela, "cada um saia com seu dever de casa para solucionarmos o problema". "Os primeiros passos são de ordem burocrática. Vamos saber qual a estrutura adminis-

trativa que temos, cuidar primeiro das contas, da fila dessas contas, separarmos os precatórios de pequeno valor, os preferenciais. Depois vamos para o segundo passo: chamar todos os devedores para alcan-

O estado e os municípios se aproveitam da desorganização e simplesmente não pagam os precatórios. OPHIR CAVALCANTE

çarmos uma conciliação". A ministra disse ainda que os TJs de estados que tenham resolvido seus problemas de precatórios fornecerão funcionários e magistrados ao TJ-SP para ajudar com a logística.

Para Ophir Cavalcante, "a questão dos precatórios deixou de ser caso de Justiça e se tornou caso de polícia". Ele disse que uma comissão constituída por magistrados de diversos tribunais e membros do Ministério Público fará um diagnóstico dos problemas do tribunal. "Hoje, em São Paulo existe uma certa política da conveniência. O estado e os municípios se aproveitam da desorganização e simplesmente não pagam os precatórios. É preciso mudar". O desembargador do TJ-SP José Joaquim dos Santos reconheceu as carências funcionais e estruturais que impedem a organização da fila dos precatórios. "O tribunal só não trabalhou na linha de ação desejada por todos porque de recursos vindos do Executivo". Segundo ele, hoje haverá reunião com o governador Alckmin sobre o repasse ao tribunal, "para tentar diminuir essas carências". (Agências)


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

7 Tenho algumas semelhanças com o Serra, mas também tenho diferenças. Soninha Francine, pré-candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PPS

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Hélvio Romero/AE

Alckmin adota Ficha Limpa no governo estadual Governador anuncia que até o final de março sai o decreto proibindo nomeação de condenados em 2ª instância

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a esteira da Lei da Ficha Limpa, aprovada na semana passada (dia 16) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pretende publicar, até o final de março, um decreto que impedirá a nomeação de servidores públicos indicados para cargos de confiança que tenham sido condenados em segunda instância judicial. Ele informou, na manhã de ontem, que a Procuradoria Geral do Estado aguardava a decisão do Supremo sobre a matéria para formatar o decreto estadual. Segundo ele, a inicia-

Comissão da Câmara vota Lei Geral da Copa na terça-feira

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PPS faz pressão para que deputados aprovem Ficha Limpa também para servidores do Executivo

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o embalo da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que validou a Lei da Ficha Limpa nas eleições, o PPS pressiona para que a Câmara aprove a regra também para servidores do Executivo. Uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada no ano passado proí-

Cândido alterou alguns pontos do texto original encaminhado pelo Executivo, para cumprir os acordos entre o governo e a Fifa sobre a Copa. Mas, mesmo assim, permaneceram divergências em alguns pontos do projeto. Uma das maiores polêmicas do projeto é a discussão sobre a meia-entrada para estudantes e idosos, que acabou virando uma nova categoria de ingressos, ao custo de R$ 50. Esse ingresso especial atenderá também a outros grupos sociais como índios e beneficiários do Bolsa Família, segundo o substitutivo elaborado por Vicente Cândido. Outro ponto que causa divergências é a permissão para a venda de cerveja nos estádios das 12 cidades-sede da Copa de 2014, que o relator incluiu no projeto para atender à Fifa. Há também muita contestação sobre os direitos de marketing exclusivos da Fifa na Copa do Mundo. (ABr)

efetivo. Já os cargos em comissão seriam preenchidos por servidores de carreira. A regra, caso aprovada, vai atingir autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. A proposta ainda precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

São Paulo também já estuda implantar nas administrações estadual e municipal restrição que hoje atinge postulantes a cargos eletivos. A Câmara Municipal analisa a proposta e o governo estadual prepara decreto para barrar nomeações de condenados pela Justiça no Executivo (ver acima). (Folhapress)

Antes de confirmar a candidatura, o tucano quer garantir uma forte aliança. A resposta do PPS surpreendeu

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Arquivo DC

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Vaccarezza confirma a indicação.

Diomício Gomes/AE

Clélio Leme (PT), após a sigla definir que os petistas deixariam a gestão. O deputado confirma a indicação e diz que não pode ser acusado de infração devido a seu posicionamento. "Estão pondo a conversa fora de foco". (Folhapress)

Na ponta dos dedos – Uma multidão tomou conta ontem do Palácio Pedro Ludovido Teixeira, na Praça Cívica de Goiânia, para fazer o recadastramento eleitoral biométrico, que se encerra no dia 1º de março. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) abriu esse posto em parceria com o governo do estado para facilitar ainda mais a mobilidade do eleitor que ainda não atualizou o seu título.

be a nomeação daqueles que tenham sido considerados inelegíveis pela Justiça Eleitoral para os cargos de ministro ou cargo equiparado. Pela proposta, os inelegíveis também ficam impossibilitados de ocupar as funções de confiança, que seriam exercidas exclusivamente por servidores de cargo

Serra sai em busca de apoio eleitoral

Diretório do PT pede expulsão de Vaccarezza PT em Campinas quer que o líder do governo na Câmara dos Deputados, Candido Vaccarezza (PT-SP), seja expulso do partido por ter indicado nome para a atual administração do município, que está interinamente a cargo do PDT. O diretório municipal acusa o deputado de contrariar determinação de não integrar a atual gestão, que assumiu após a cassação do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), e de seu vice, Demétrio Vilagra (PT). Segundo o PT local, Vaccarezza indicou o atual secretário de Habitação do município,

instância judicial que foram cassados ou que tenham renunciado para evitar uma cassação. A lei já é válida para as eleições municipais deste ano. Alckmin visitou ontem pela manhã as obras da futura Escola Técnica Estadual (Etec) de Esportes, que funcionará no bairro de Vila Maria. A unidade vai oferecer o curso técnico de Esportes e Atividade Física, elaborado em conjunto por profissionais do Centro Paula Souza e da Fundação Gol de Letra. A unidade oferecerá cursos a mais de dois mil alunos e deverá estar concluída, segundo o governador, até outubro deste ano. (AE)

Oposição quer regra para ministros

Alckmin: decreto vai valer para todos no Executivo.

discussão e a votação do parecer do relator, d e p u t a d o Vi c e n t e C â n d i d o ( P T- S P ) a o P L 2.330/11 – Projeto de Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 – na comissão especial criada para analisar a proposta do Executivo, estão previstas para a próxima terça-feira, dia 28, às 14h30, após terem sido adiadas no dia 14, a seu pedido. Ajustes finais – O parecer do relator já havia sido entregue à comissão e publicado no portal da Câmara na internet, mas a assessoria de Vicente Cândido informou que ele pediu o adiamento da votação para fazer ajustes no texto, que seriam discutidos com o governo e a Federação Internacional de Futebol (Fifa), a organizadora da Copa de 2014 e da Copa das Confederações em 2013, que também faz parte desse projeto. No substitutivo ao projeto do governo encaminhado ao Congresso Nacional, Vicente

tiva será retroativa – e portanto secretários estaduais e diretoválida para os atuais servido- res de autarquias condenados res públicos, que se tiverem em segunda instância judicial. condenação poderão ser exo- A Câmara Municipal de São nerados a partir Paulo também de sua validapretende, nas de. "Vamos forp r ó x i m a s s e[A lei] Não é só matar o decreto manas, votar para os novos estadual que, proposta que funcionários, mas pronto, vai ser leve em conta a para todos, com divulgado e puLei da Ficha blicado", afirLimpa para noqualquer tempo mou. "Ele não é meações na adde serviço. só para os noministração GERALDO ALCKMIN vos funcionámunicipal, que rios, mas para inclui servidotodos, independentemente do res ou agentes públicos. tempo de serviço". A Lei da Ficha Limpa deterAlém de servidores, o decre- mina a inelegibilidade de políto irá impedir a nomeação de ticos condenados em segunda

tucano José Serra, enquanto ainda tenta reunir pré-requisitos que possam embasar uma nova candidatura para a Prefeitura de São Paulo, começou a consultar antigos aliados para discutir a montagem de uma coligação. Na quarta-feira de Cinzas, procurou o PPS, que esteve ao seu lado na campanha presidencial de 2010. E a resposta que escutou não foi nada animadora. O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, garantiu que a legenda vai manter firme o propósito de lançar Soninha Francine à prefeitura e descartou um alinhamento automático com uma eventual chapa encabeçada pelo tucano. Soninha, que foi coordenadora do site oficial de Serra na campanha de 2010 e atualmente ocupa uma superintendência no governo de São Paulo, confirmou sua pré-candidatura e disse que não tem planos de abandoná-la para apoiar Serra. "Eu quero ser prefeita", afirmou. "Tenho algumas semelhanças com Serra, tanto que defendi a candidatura dele em 2010, mas também temos diferenças", ressaltou. Cédulas – O tucano quer ter certeza de que não vai embarcar em uma coligação inexpressiva antes de definir se será candidato. Ontem, o governador Geraldo Alckmin voltou a reafirmar apoio à consulta prévia para a escolha do candidato, marcada para o dia 4 de março. Cada candidato recebeu do partido R$ 25 mil para a campanha. As cédulas com os nomes dos secretários Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente), José Aníbal (Energia) e do deputado Ricardo Tripoli já foram impressas. Mas o governador, na mesma direção de Serra, ressaltou que o PSDB tem trabalhado por um "forte arco de alianças para vencer as eleições", acrescentando um "seja quem for o candidato". Na mira dos tucanos estão o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o PDT, o DEM e o PTB

Newton Santos/Hype - 28.03.2011

José Serra: assédio em vão ao PPS de Roberto Freire e de Eduardo Campos.

Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), a candidatura de Serra em São Paulo aproxima mais o partido da vitória na eleições de outubro. "Realisticamente, quem nos aproxima mais da vitória é ele", disse, destacando que não estava, com isso, defendendo que ele seja o candidato. "A decisão é pessoal".

Para Dias, a eventual entrada de Serra na disputa não seria rasgar as prévias para escolha de um candidato já em curso. "No momento, há quatro pré-candidatos lançados e eles são competitivos, mas precisamos admitir que q u a n d o a s p ré v i a s f o r a m acertadas, Serra não era um potencial candidato". O líder

tucano acredita que a candidatura de Serra "é muito mais um desejo do partido" do que "do próprio Serra". Dias disse ainda que o PSDB, já neste ano, deveria apresentar o modelo paras as prévias presidenciais de 2014. A escolha do candidato, em sua opinião, poderia ocorrer após as eleições municipais. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

DIÁLOGO Ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan será enviado especial para a Síria

nternacional

MALVINAS Em carta à ONU, Reino Unido nega militarização do Atlântico Sul.

Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Prisão por ajudar o inimigo

'Mais uma vez na batalha'

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suspeito de ser responsável pelo maior vazamento de informações confidenciais da história dos Estados Unidos, o soldado Bradley Manning, foi formalmente acusado ontem, antes de ser enviado para uma corte marcial, onde pode ser condenado à prisão perpétua. Manning foi acusado por 22 crimes, sendo que o mais sério deles é o de "ajudar o inimigo" por supostamente ter enviado mais de 700 mil documentos secretos e imagens das forças armadas para o site WikiLeaks. O soldado, de 24 anos, está detido desde maio de 2010. (AE)

Chávez viaja hoje a Cuba para se submeter a uma nova cirurgia contra o câncer

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presidente da Venezuela, Hugo Chávez, viaja hoje à tarde a Havana para se submeter a uma nova cirurgia contra o câncer que o acomete e que sacode a política local a poucos meses da eleição presidencial no país. "Mais uma vez na batalha!", disse Chávez, de 57 anos, em sua linguagem militar característica em uma reunião transmitida pela TV ontem, após receber autorização da Assembleia Nacional para viajar a Cuba pelo tempo que for necessário. "A intervenção cirúrgica será nos primeiros dias da próxima semana, segunda ou terçafeira... Seguramente estarei em Cuba durante vários dias. Ainda não sabemos exatamente quantos, mas não serão muitos, estou certo", acrescentou. Chávez anunciou nesta semana que precisa extrair uma nova lesão cancerígena de dois centímetros na mesma região em que um tumor pélvico foi retirado no ano passado. Ele negou boatos de que o câncer se espalhou mais agressivamente, mas também afirmou que não sabe se a nova lesão encontrada pelos médicos é maligna. A autorização por tempo indeterminado foi rapidamente aprovada pela Assembleia Na-

cional, onde Chávez tem maioria. "Vou voltar como sempre, com mais energia, mais entusiasmo, mais alegria e determinação para assumir meu lugar na vanguarda", disse o mandatário na carta em que solicitou autorização para passar mais de cinco dias no exterior, conforme prevê a Constituição. Substituto - Oncologistas dizem que a ausência de Chávez poderá ser de semanas se ele tiver que ser submetido a um tratamento de radioterapia. No ano passado, Chávez continuou governando a Venezuela a partir do seu leito hospitalar em Cuba e declarações recentes indicam que o mesmo deve ocorrer agora. Ao anunciar a nova viagem, o líder disse que estará "todos os dias em contato" com o gabinete e que viajará com um "grupo de comando" de aliados. A viagem foi aprovada pela oposição, que ainda solicitou que o vice-presidente assuma as funções durante sua ausência. As regras estipulam que o vice tome o lugar do presidente por ausências de até 90 dias. Esta opção desagradou ao presidente do Parlamento, Diosdado Cabello, aliado de Chávez. Em sua opinião, a viagem não se encontra entre os motivos previstos na Consti-

YouTube/Reuters

Reuters

Portenhos buscam por familiares

Argentinos cobram melhorias Venezuelanos caminham diante de mural de Chávez em Caracas. Viagem agita país perto das eleições.

tuição para determinar a "ausência temporária" do líder. O pedido também foi rejeitado pelo próprio vice-presidente Elías Jaua, para quem Chávez "está com plenas faculdades para estar a cargo do governo". Eleições - O tratamento médico ocorre em período de plena campanha para as eleições presidenciais de outubro, quando Chávez tentará se reeleger para mais um mandato.

Desde que se elegeu pela primeira vez, em 1998, o ex-militar Chávez faz questão de transmitir uma imagem de esportista saudável, e agora se mostra claramente abalado pelos problemas de saúde. Embora a nova operação deva gerar solidariedade, analistas dizem que as preocupações sobre sua condição podem falar mais alto. Já o candidato único da oposição, Henrique Capri-

les, de 39 anos, passa uma imagem de juventude e energia. O jornalista Nelson Bocaranda, ligado à oposição, que foi o primeiro a noticiar a nova doença de Chávez, disse ontem que o presidente está pagando o preço de ter desrespeitado as ordens médicas para descansar. Em um novo artigo, Bocaranda disse que Chávez pode estar sofrendo uma metástase – algo que o líder nega. (Agências)

E

nquanto parentes ainda buscavam por passageiros desaparecidos, governo e oposição trocaram farpas ontem, no dia seguinte ao acidente de trem que matou 50 pessoas e deixou mais de 700 feridos na estação Once, no centro de Buenos Aires. A polícia ainda não chegou a conclusões com relação à causa da tragédia, mas os críticos ao governo de Cristina Kirchner cobraram melhor atuação por parte do Estado. (Agências)

Ako Rasheed/Reuters

Ferida, a jornalista francesa pede um cessar-fogo para sair do país.

Um pedido de socorro vindo da Síria

A

jornalista francesa Edith Bouvier, ferida na quarta-feira em Homs, na Síria, no mesmo ataque que matou a jornalista norte-americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Rémi Ochlik, fez um apelo ontem por um cessar-fogo para que possa ser retirada do país e receba tratamento médico adequado. Em um vídeo divulgado pelo jornal Le Figaro, para o qual trabalha, Edith aparece deitada e explica que tem uma fratura dupla em uma perna e que, embora os médicos a tenham tratado "muito bem na medida de suas possibilidades", não podem realizar operações. Edith diz que precisa "o mais rápido possível de um cessar-fogo e de uma ambulância em bom estado" que a conduza junto com o fotógrafo que a acompanha, William Daniels, ao Líbano para ser tratada "o mais rápido possível".

Nessa gravação de três minutos, na qual é possível ouvir ao fundo explosões de bombas, Daniels também pede a ajuda das autoridades francesas. O fotógrafo não ficou ferido no incidente. O jornalista britânico Paul Conroy, que ficou ferido nos bombardeios, também lançou um vídeo pedindo auxílio. Eles são três dos seis jornalistas ocidentais que ficaram sob ataque na quartafeira, quando forças do regime bombardearam o prédio onde eles estavam escondidos em Baba Amro, um reduto da oposição em Homs, na região central da Síria. Os governos britânico e francês pediram um cessarfogo para retirar as vítimas. O regime de Bashar alAssad ofereceu suas condolências às famílias dos jornalistas mortos, mas disse que não era responsável pelos repórteres que entraram ilegalmente no país. (Agências)

Homem observa vestígio de carro-bomba usado em atentado em Kirkuk, ao norte de Bagdá. Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas na cidade.

ATORMENTADO PELO PASSADO Ataques coordenados em várias regiões do Iraque suscitam temores de volta de tensão sectária

A

taques simultâneos realizados em diferentes regiões do Iraque mataram ao menos 60 pessoas e feriram dezenas ontem, em um dos dias mais violentos desde que as tropas norteamericanas se retiraram do país em meados de dezembro. Os atentados, aparentemente coordenados, e os tiroteios duraram horas tanto na capital Bagdá – onde ocorreu a maioria das mortes – como em outras 11 cidades. Os alvos foram escritórios do governo, áreas

comerciais e restaurantes, mas um deles na cidade de Musayyib, atingiu as proximidades de uma escola primária. Pelo menos 32 pessoas morreram em explosões em Bagdá, onde 10 bombas foram detonadas em bairros de maioria xiita durante a hora do rush. "Estávamos sentados em um restaurante, tomando sopa no café da manhã, quando a bomba explodiu. Perdi a consciência e então vi fumaça e poeira quando acordei. Vi pessoas e pedaços de corpos por

toda parte", disse o policial Ahmed Kadhim à Reuters. Kadhim sofreu ferimentos de estilhaços em sua perna esquerda e nas costas quando um carro-bomba explodiu perto de um restaurante, matando seis pessoas e ferindo 18 no bairro Kadhimiya, no norte da capital iraquiana. Os atentados, que aparentemente tinham de lados opostos insurgentes muçulmanos sunitas ligados à Al-Qaeda contra xiitas, levantaram temores no Iraque de um retorno

da matança sectária disseminada que dividiu o país e custou milhares de vidas entre 2006 e 2007. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques, mas o Ministério do Interior iraquiano responsabilizou insurgentes da Al-Qaeda pela violência. "Estes ataques são parte de tentativas insanas dos grupos terroristas de mostrar que a situação de segurança no Iraque nunca mais será estável", denunciou o ministério em comunicado. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

9

Banco Bradesco BBI S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 06.271.464/0001-19 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO No exercício de 2011, o Bradesco BBI assessorou 183 transações em todos os produtos de Investment Banking, totalizando volume de Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, do Banco Bradesco BBI S.A. aproximadamente R$ 111,805 bilhões. (Bradesco BBI), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. O Lucro Líquido registrado foi de R$ 465,648 milhões, correspondente a R$ 98,50 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de R$ 7,082 bilhões e Banco de Investimento da Organização, o Bradesco BBI é responsável pela originação e execução de fusões e aquisições, e originação, estruturação Ativos Totais de R$ 7,430 bilhões. e distribuição de operações de renda fixa e renda variável. Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. O Bradesco BBI assessora clientes em operações de fusão e aquisição, emissões de ações, estruturação e distribuição de instrumentos de dívidas, incluindo Debêntures, Notas Promissórias, Fundos Imobiliários, Fundos de Investimento em Direitos Creditórios - FIDCs, Certificados de Recebíveis Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. Imobiliários - CRIs e Bonds, no Brasil e Exterior, além de operações estruturadas de financiamentos de empresas e financiamento de projetos na modalidade de Project Finance. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES ..................................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5a) .................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ...... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6b) .......................................................................................... Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a) ....................................................................................................................... Negociação e Intermediação de Valores ....................................................................................................... Diversos (Nota 7b) ....................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... Despesas Antecipadas..................................................................................................................................

2011 5.899.312 2 5.162.989 134.598 5.028.391 607.296 469.553 35.286 102.457 4 4 128.888 14.827 22 114.039 133 2.675 (2.675) 133

2010 5.381.993 2 4.364.947 73.376 4.291.571 891.058 486.940 3.982 400.136 125.958 37.450 88.508 28 2.603 (2.603) 28

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ...... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6b) ........................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7b).........................................................................................................................................

122.546 20.158 20.158 102.388 102.388

170.542 42.555 18 42.537 127.987 127.987

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8a) ........................................................................................................................ Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos (Nota 8b)..................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 9)................................................................................................................... Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 10) ..................................................................................................................................... Ágio de Incorporação .................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 11).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ...............................................................................................................................

1.407.828 1.241.067

1.380.672 1.115.762

1.015.387 225.986 (306) 2.767 991 4.030 (2.254) 163.849 491.548 (327.699) 145 212 (67)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

7.429.686

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6b) ........................................................................ Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

2011 318.185 57.817 57.817 260.368 4.590 190.503 65.275

2010 236.478 19 19 38.002 38.002 198.457 8.374 147.310 42.773

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6b) ........................................................................ Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b)....................................................................................................................................... RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ............................................................................................... Resultados de Exercícios Futuros.................................................................................................................

28.495 25.190 25.190 3.305 3.285 20 847 847

75.351 68.751 68.751 6.600 4.183 2.417 -

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 15) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Capital ...................................................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 15b)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

7.082.159

6.621.378

4.537.929 561.662 1.982.495 73

4.537.929 561.662 1.521.270 517

TOTAL ...........................................................................................................................................................

7.429.686

6.933.207

889.676 226.392 (306) 2.621 991 3.417 (1.787) 262.159 491.548 (229.389) 130 157 (27) 6.933.207

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil 2º Semestre 2011 301.100 1.293 301.265 (1.458) 301.100 49.041 148.570 (61.308) (41.930) (28.716) 73.375 15.024 (55.974) 350.141 9.983 360.124 (117.712) 242.412 4.727.522.077 51,28

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ..................................................................................................................................................................................................................................... Operações de Crédito ................................................................................................................................................................................................................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6c)....................................................................................................................................................................................................... Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6c)................................................................................................................................................................................................................ Resultado das Aplicações Compulsórias ................................................................................................................................................................................................................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ................................................................................................................................................................................................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 12)....................................................................................................................................................................................................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.................................................................................................................................................................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS.............................................................................................................................................................................................................................. Receitas de Prestação de Serviços (Nota 16) ........................................................................................................................................................................................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 17) ................................................................................................................................................................................................................................................................. Outras Despesas Administrativas (Nota 18)............................................................................................................................................................................................................................................... Despesas Tributárias (Nota 19) .................................................................................................................................................................................................................................................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 8a) ......................................................................................................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 20).................................................................................................................................................................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 21).................................................................................................................................................................................................................................................. RESULTADO OPERACIONAL .................................................................................................................................................................................................................................................................. RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 22) ......................................................................................................................................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ................................................................................................................................................................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 25) ................................................................................................................................................................................................................ LUCRO LÍQUIDO....................................................................................................................................................................................................................................................................................... Número de ações (Nota 15a) ..................................................................................................................................................................................................................................................................... Lucro por lote de mil ações em R$.............................................................................................................................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 568.746 434.090 1.462 345 578.210 448.967 (10.926) (17.079) 1.857 (12.772) (12.772) 568.746 421.318 121.197 217.397 306.118 283.074 (103.954) (71.889) (66.096) (16.828) (56.268) (46.282) 127.608 157.356 22.962 17.202 (109.173) (105.236) 689.943 638.715 9.910 83 699.853 638.798 (234.205) (164.325) 465.648 474.473 4.727.522.077 4.727.522.077 98,50 100,36

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

Eventos Saldos em 30.6.2011.......................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial......................................................... Lucro Líquido....................................................................................... Destinações: - Reservas...................................................................... - Dividendos Propostos.................................................. Saldos em 31.12.2011........................................................................ Saldos em 31.12.2009........................................................................ Homologação de Aumento de Capital................................................. Ajustes de Avaliação Patrimonial......................................................... Lucro Líquido....................................................................................... Destinações: - Reservas...................................................................... - Dividendos Propostos.................................................. Saldos em 31.12.2010........................................................................ Ajustes de Avaliação Patrimonial......................................................... Lucro Líquido....................................................................................... Destinações: - Reservas...................................................................... - Dividendos Propostos.................................................. Saldos em 31.12.2011........................................................................

Capital Social Capital Aumento Realizado de Capital 4.537.929 4.537.929 4.449.000 88.929 88.929 (88.929) 4.537.929 4.537.929 -

Reservas de Capital 561.662 561.662 561.662 561.662 561.662

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 94.351 1.648.035 12.121 227.988 106.472 1.876.023 59.465 991.839 23.724 446.242 83.189 1.438.081 23.283 437.942 106.472 1.876.023

Ajustes de Avaliação Patrimonial Próprias Controladas 514 28 (424) (45) 90 (17) (3.485) (47) 4.067 (18) 582 (65) (492) 48 90 (17)

Lucros Acumulados

Totais 6.842.519 (469) 242.412 (2.303) 7.082.159 6.147.363 4.049 474.473 (4.507) 6.621.378 (444) 465.648 (4.423) 7.082.159

242.412 (240.109) (2.303) 474.473 (469.966) (4.507) 465.648 (461.225) (4.423) -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

2º Semestre 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos................................................................... Depreciações e Amortizações............................................................................................... Amortização de Ágio ............................................................................................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas..................................................... Despesas (Reversões) de Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais...................................... Ganho na Alienação de Investimentos .................................................................................. Outros .................................................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.......................................... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos.. (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.............................. (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens....................................... Aumento/(Redução) em Depósitos........................................................................................ Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ......................................................................... Aumento/(Redução) em Resultado de Exercícios Futuros.................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ............................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ...................................................... Alienação de Investimentos ................................................................................................... Alienação de Bens Não de Uso Próprio ................................................................................ Alienação de Imobilizado de Uso .......................................................................................... Aplicação Bens Intangíveis.................................................................................................... Aquisição de Bens Não de Uso Próprio ................................................................................ Aquisição de Investimentos ................................................................................................... Aquisição de Imobilizado de Uso........................................................................................... Dividendos e Juros s/ Capital Próprio Recebidos.................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos......................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos.................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ..................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ......................................

360.124 (34.464) 285 49.521 (73.375) (958) (10.077) 140 325.660 (633.623) 281.342 (4) 11.171 21.413 767 (30.240) (23.514)

699.853 (38.702) 546 99.041 (127.608) (749) (10.077) 145 661.151 (736.819) 282.300 (23) 1.013 22.178 847 (180.375) 50.272

638.798 (57.862) 456 99.041 (157.356) 6 (9) 580.936 (294.536) (57.175) 93 (24.589) (188.406) (9.071) (187.915) (180.663)

688 10.484 1 3 (73) (300) 5.372 16.175

(378) 10.484 1 3 (54) (73) (1) (728) 9.904 19.158

116.345 27.188 10 66 (98) (353) 73.203 216.361

(8.208) (8.208) (15.547)

(8.208) (8.208) 61.222

35.698

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ............................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .................................................................. Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ....................................

150.147 134.600 (15.547)

73.378 134.600 61.222

37.680 73.378 35.698

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Prestação de Serviços.............................. 1.3) Outras ........................................................ 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ..................................................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Materiais, Água, Energia e Gás ......................... Serviços de Terceiros......................................... Comunicação ..................................................... Serviços do Sistema Financeiro ........................ Propaganda, Promoções e Publicidade............. Transporte .......................................................... Processamento de Dados.................................. Manutenção e Conservação de Bens ................ Serviços Técnicos Especializados ..................... Contribuições Filantrópicas................................ Viagens .............................................................. Outras ................................................................ 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3).............. 5 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ............. 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) ............... 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA............................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas..................................................... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7)..... 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 9.1) Pessoal ...................................................... Proventos .................................................... Benefícios ................................................... FGTS .......................................................... Outros Encargos ......................................... 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federais ...................................................... Municipais ................................................... 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros .. Aluguéis ...................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ........ Dividendos .................................................. Lucros Retidos ............................................

2º Semestre 2011 % 468.224 103,4 301.100 66,5 148.570 32,8 18.554 4,1

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 897.604 103,8 728.254 568.746 65,8 434.090 306.118 35,4 283.074 22.740 2,6 11.090

% 96,0 57,2 37,3 1,5

(39.168) (279) (29.838) (1.597) (54) (893) (395) (80) (177) (981) (2.535) (1.960) (379) 429.056 (49.806)

(8,6) (0,1) (6,5) (0,4) (0,2) (0,1) (0,2) (0,6) (0,4) (0,1) 94,8 (11,0)

(61.727) (540) (47.035) (2.501) (97) (1.559) (713) (175) (355) (1.369) (2.870) (3.758) (755) 835.877 (99.587)

(7,0) (0,1) (5,3) (0,3) (0,2) (0,1) (0,2) (0,3) (0,4) (0,1) 96,8 (11,5)

(12.772) (14.107) (209) (239) (1.882) (121) (2.070) (490) (160) (382) (1.903) (3.577) (2.555) (519) 701.375 (99.497)

(1,7) (1,9) (0,2) (0,3) (0,1) (0,1) (0,3) (0,5) (0,3) (0,1) 92,4 (13,1)

379.250

83,8

736.290

85,3

601.878

79,3

73.375

16,2

127.608

14,7

157.356

20,7

73.375 452.625 452.625 55.457 21.671 13.383 1.392 19.011 152.279 144.850 7.429 2.477 2.477 242.412 2.303 240.109

16,2 100,0 100,0 12,3 4,8 3,0 0,3 4,2 33,7 32,1 1,6 0,5 0,5 53,5 0,5 53,0

127.608 863.898 863.898 92.348 43.961 19.163 2.659 26.565 302.079 286.889 15.190 3.823 3.823 465.648 4.423 461.225

14,7 100,0 100,0 10,8 5,1 2,2 0,3 3,2 35,0 33,2 1,8 0,4 0,4 53,8 0,5 53,3

157.356 759.234 759.234 61.992 38.759 11.349 1.517 10.367 220.504 206.894 13.610 2.265 2.265 474.473 4.507 469.966

20,7 100,0 100,0 8,2 5,1 1,5 0,2 1,4 29,0 27,2 1,8 0,3 0,3 62,5 0,6 61,9

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradesco BBI S.A. (BBI) é uma Instituição financeira, que tem por objetivo a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às carteiras autorizadas (comercial, de investimento, de crédito, financiamento e investimento, e de crédito imobiliário), inclusive câmbio e administração de valores mobiliários, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. O BBI é parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As Demonstrações Contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As Demonstrações Contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As Demonstrações Contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço.

c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contra risco (hedge) ou não. As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição, no sentido de administração de suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

...continuação

Banco Bradesco BBI S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 06.271.464/0001-19 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e • Hedge de fluxo de caixa: nos instrumentos financeiros classificados nesta categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquidas dos efeitos tributários, em conta destacada no Patrimônio Líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta de resultado. g) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros créditos Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos Artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. h) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registrados no resultado de acordo com o princípio da competência. i) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. j) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - 4% ao ano e móveis e utensílios e máquinas e equipamentos - 10% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Diferido Contempla ágio de incorporação, líquido da devida amortização fundamentada em rentabilidade futura da carteira de clientes. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do BACEN. l) Intangíveis É composto por softwares, que estão registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. m) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. n) Depósitos e captações no mercado aberto São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data de balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia. Nas operações de captação de recursos mediante emissão de títulos e valores mobiliários, as despesas associadas são apropriadas ao resultado de acordo com o prazo da operação e apresentadas como redutora do passivo correspondente.

o) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 13a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 13b e 13c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas Demonstrações Contábeis (Nota 13b). p) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). q) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 2 2 Total de disponibilidades (caixa) ....................................................................................................... 2 2 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 134.598 73.376 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 134.600 73.378 (1) Refere-se a operações cujo vencimento, na data da efetiva aplicação, foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos 1 a 30 dias

31 a 180 dias

181 a 360 dias

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010

Acima de 360 dias

Aplicações no mercado aberto: Posição bancada ................................................... 134.598 Letras do tesouro nacional ...................................... 134.598 Notas do tesouro nacional....................................... Aplicações em depósitos interfinanceiros ......... 5.028.391 Total em 2011 ......................................................... 134.598 5.028.391 Total em 2010 ......................................................... 73.376 4.291.571 b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários.

-

134.598 134.598 5.028.391 5.162.989

73.376 73.376 4.291.571 4.364.947

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. Total (Nota 6c) ......................................................................................................................................

13.204 13.204 487.357 500.561

11.270 11.270 373.127 384.397

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil 2010

2011 Valor de custo atualizado 618.256 136.526 303.309 132.692 45.729 14 14 618.270

Valor de Valor de 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de mercado/ Marcação mercado/ Marcação Títulos (1) dias dias dias 360 dias contábil (2) a mercado contábil (2) a mercado Títulos para negociação ............................................................................ 307.359 2.885 28.830 288.216 627.290 9.034 932.223 5.855 Letras financeiras do tesouro ....................................................................... 136.538 136.538 12 425.584 5 Cotas de fundos ........................................................................................... 303.309 303.309 301.988 Debêntures ................................................................................................... 207 272 131.520 131.999 (693) 158.132 (1.895) Instrumentos financeiros derivativos ............................................................ 3.843 2.613 28.830 20.158 55.444 9.715 46.519 7.745 Títulos disponíveis para venda ................................................................. 146 18 164 150 1.390 971 Ações (3) ...................................................................................................... 146 146 146 1.372 967 Debêntures ................................................................................................... 18 18 4 18 4 Total em 2011 .............................................................................................. 307.505 2.885 28.848 288.216 627.454 9.184 Total em 2010 .............................................................................................. 303.719 935 306.102 322.857 933.613 6.826 (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento administrados pelo Conglomerado Bradesco, foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Em 2011 não houve perdas não temporárias para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda (2010 - R$ 4 mil). b) Instrumentos financeiros derivativos O BBI participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, registrados em contas patrimoniais e de compensação, que se destinam a atender necessidades próprias para administrar a sua exposição global, no sentido de administrar suas exposições. Essas operações envolvem uma variedade de derivativos, inclusive swaps de taxas de juros, swaps de moeda, futuros e opções. A política de gestão de riscos da Organização é fundamentada na utilização de instrumentos financeiros derivativos com o objetivo, predominantemente, de mitigar os riscos decorrentes das operações efetuadas pelo Bradesco e empresas controladas. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo, geralmente, baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo pode exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. Para instrumentos financeiros derivativos, cotações de preço de mercado são usadas para determinar o valor justo destes instrumentos. O valor justo dos swaps é determinado utilizando técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequados. As informações para construir as curvas de rendimento são obtidas, principalmente, na Bolsa de Mercadorias e Futuros - BM&FBOVESPA (BM&FBOVESPA) e no mercado secundário doméstico e internacional. Estas curvas de rendimento são utilizadas para determinar o valor justo dos swaps de moeda, de taxa de juros e swaps com outros fatores de risco. O valor justo dos contratos a termo e de futuros também é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando-se metodologias similares àquelas descritas para swaps. O valor justo dos instrumentos derivativos de crédito é determinado com base em cotações de preços de mercado ou obtidos junto a entidades especializadas. O valor justo das opções é determinado com base em modelos matemáticos, tais como Black & Scholes, usando curvas de rendimento, volatilidades implícitas e o valor justo do ativo correspondente. Os preços atuais de mercado são usados para precificar as volatilidades. Os instrumentos financeiros derivativos no Brasil referem-se, substancialmente, a operações de swap e futuros, sendo registradas na Câmara de Custódia e Liquidação - CETIP (CETIP) e na BM&FBOVESPA. As operações envolvendo contratos futuros de índices e moedas são efetuadas pela Administração, no sentido de proteção das exposições globais da Instituição. I - Valor dos instrumentos registrados em contas patrimoniais e de compensação Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Valor global Valor líquido Valor global Valor líquido Contratos futuros Compromissos de venda:.............................................................. 178 153 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 178 178 153 153 Contratos de opções Compromissos de compra: ........................................................... 35.180 68.680 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 35.180 68.680 Compromissos de venda:.............................................................. 871.500 1.100.400 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 871.500 836.320 1.100.400 1.031.720 Contratos de swap Posição ativa:.................................................................................. 1.132.315 1.403.415 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 624.493 68.791 760.436 112.505 - Prefixados ...................................................................................... 16.034 148 30.335 453 - Moeda estrangeira ......................................................................... 76.879 186.500 - IGP-M ............................................................................................. 121.286 132.521 - Outros............................................................................................. 293.623 293.623 Posição passiva:............................................................................. 1.159.878 1.463.639 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 555.702 647.931 - Prefixados ...................................................................................... 15.886 29.882 - Moeda estrangeira ......................................................................... 84.529 7.650 270.836 84.336 - IGP-M ............................................................................................. 121.399 113 132.628 107 - Outros............................................................................................. 382.362 88.739 382.362 88.739 Nos derivativos estão incluídas as operações vencíveis em D+1. II - Composição dos instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos), demonstrada pelo seu valor de custo atualizado e valor de mercado

Ajuste a receber - swap ........................................... Prêmios de opções a exercer .................................. Total do Ativo em 2011.......................................... Total do Ativo em 2010.......................................... Ajuste a pagar - swap .............................................. Prêmios de opções lançadas .................................. Total do Passivo em 2011 ..................................... Total do Passivo em 2010 .....................................

Custo atualizado 45.534 195 45.729 (70.460) (5.560) (76.020)

2011 Ajuste a valor de mercado 9.910 (195) 9.715

Valor de mercado 55.444 55.444

(12.547) 5.560 (6.987)

(83.007) (83.007)

Custo atualizado 38.479 295

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Ajuste a valor de Valor de mercado mercado 8.040 46.519 (295) -

38.774 (99.533) (6.756)

7.745 (7.210) 6.746

46.519 (106.743) (10)

(106.289)

(464)

(106.753)

III - Contratos futuros, de opções, de termo e de swap 1 a 90 dias Contratos futuros ..................................................... Contratos de opções ............................................... Contratos de swap................................................... Total em 2011 ......................................................... Total em 2010 .........................................................

91 a 180 dias

906.680 110.910 1.017.590 271.348

181 a 360 dias

25.470 25.470 6.663

565.889 565.889 216.176

Acima de 360 dias 178 374.602 374.780 2.031.942

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010 178 153 906.680 1.169.080 1.076.871 1.356.896 1.983.729 2.526.129

IV - Tipos de margem oferecida em garantia para instrumentos financeiros derivativos, representados basicamente por contratos futuros 2011 Títulos públicos Letras financeiras do tesouro .................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010

33.133 33.133

29.650 29.650

V - Valores das receitas e das despesas líquidas

Contratos de swap................................................................................................................................... Contratos de opções ............................................................................................................................... Contratos futuros ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ VI - Valores globais dos instrumentos financeiros derivativos, separados por local de negociação

CETIP (balcão) ...................................................................................................................................... BM&F (bolsa)........................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ c) Resultado de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos

Receita de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b) ................................................................ Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Títulos de renda variável ......................................................................................................................... Fundos de investimentos......................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Rendas de operações com derivativos.................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 (10.968) (28.499) 49 10.876 (7) 544 (10.926) (17.079) Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 1.076.871 507.676 906.858 2.018.453 1.983.729 2.526.129 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 500.561 384.397 67.048 65.776 3.822 (8.895) 6.779 7.689 578.210 448.967 (10.926) (17.079) 567.284 431.888

7) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a Receber Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 8.312 30.722 6.515 6.728 14.827 37.450

2011 Tarifa sobre prestação de serviços.......................................................................................................... Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos

Créditos tributários (Nota 25c)................................................................................................................. Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Depósitos em garantia de recursos fiscais.............................................................................................. Depósitos em garantia de recursos trabalhistas ..................................................................................... Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Depósitos em garantia de outros recursos.............................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 138.556 151.416 44.617 33.043 12.934 12.884 11.619 10.950 5.946 5.587 2.519 2.232 258 383 216.449 216.495

8) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultados de Participações em Coligadas e Controladas”:

Capital Social 4.650 201.000 105.000 912.000 142.332

Patrimônio Líquido ajustado 16.347 466.721 232.322 1.351.760 296.301

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 4.650 485.275 9.322 25.862 10.465 -

Participação no Capital Social % 99,999 100,000 100,000 0,274 100,000

Lucro Líquido ajustado 10.062 66.759 22.870 97.647 27.650

Empresas BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ................. Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários ................... BRAM Bradesco Asset Management DTVM S.A. ............................... Miramar Holdings S.A. (1).................................................................... STVD Holdings S.A. ............................................................................ Ágora CTVM S.A. ................................................................................ Total .................................................................................................... (1) Empresa alienada em novembro de 2010; e (2) Ajuste decorrente de avaliação: considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultados, quando aplicáveis.

Valor contábil 2011 16.347 466.721 232.322 3.696 296.301 1.015.387

2010 6.381 400.572 209.670 3.431 269.622 889.676

Em 31 de dezembro - R$ mil Ajuste decorrente de avaliação (2) 2011 2010 10.062 (971) 66.759 89.963 22.870 25.802 1.507 267 211 27.650 40.844 127.608 157.356

b) Composição de outros investimentos

13) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. Investimentos em outras companhias ..................................................................................................... b) Provisões e passivos contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos Ações (1) ................................................................................................................................................. anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. Obras de arte .......................................................................................................................................... A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. Subtotal .................................................................................................................................................. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre Provisão para perdas .............................................................................................................................. as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. Total ........................................................................................................................................................ I - Processos cíveis (1) Refere-se, substancialmente, a ações da BM&FBOVESPA. São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem, em curso, processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento 9) IMOBILIZADO DE USO de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. Em 31 de dezembro - R$ mil Valor residual II - Obrigações Legais - Provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados Taxa Custo Depreciação 2011 2010 não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Imóveis de uso: - Edificações ..................................................................................... 4% 961 (712) 249 288 III - Movimentação das Provisões Constituídas - Terrenos.......................................................................................... 30 30 30 R$ mil Instalações, móveis e equipamentos................................................ 10% 2.662 (887) 1.775 1.631 Fiscais e Sistema de processamento de dados, comunicação e segurança .. 20% 1.368 (655) 713 672 Cíveis Previdenciárias (1) Total em 2011 .................................................................................. 5.021 (2.254) 2.767 No início do exercício (Nota 14) ........................................................................................................... 13.079 8.214 Total em 2010 .................................................................................. 4.408 (1.787) 2.621 Atualização Monetária ............................................................................................................................. 50 Constituições líquidas de Reversões....................................................................................................... (799) 10) DIFERIDO (3.015) Representado pelo ágio apurado na aquisição de investimento da Ágora Corretora, correspondentes a rentabilidade futura da carteira de clientes, sendo Pagamentos............................................................................................................................................. No final do exercício (Nota 14) ............................................................................................................. 9.265 8.264 amortizado em até cinco anos. No período foram amortizados ágios no montante de R$ 98.310 mil (2010 - R$ 98.310 mil). (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. 11) INTANGÍVEL c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis Corresponde a Gastos em Desenvolvimento de Software. O valor residual corresponde a R$ 145 mil (2010 - R$ 130 mil) e amortização acumulada R$ 67 A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” mil (2010 - R$ 27 mil). e, amparada na opinião dos assessores jurídicos classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto os processos contingentes 12) DEPÓSITOS Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, o BBI não possuía operações de depósitos. O total das despesas no exercício de 2010, foi de R$ 12.772 mil, registrado avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. na Demonstração do Resultado em Despesas de Captação no Mercado. Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 23 23 401 400 272 272 225.279 225.686 11 11 225.986 226.392 (306) (306) 225.680 226.086

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

11

...continuação

Banco Bradesco BBI S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 06.271.464/0001-19 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 14) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Benefícios de Curto Prazo a Administradores Em 31 de dezembro - R$ mil Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 8.264 8.214 170.944 129.544 3.914 5.299 10.666 8.436 193.788 151.493

2011

2011 Provisão para riscos fiscais (Nota 13b) ................................................................................................. Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 25c).................................................................. Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Proventos................................................................................................................................................. Bônus ...................................................................................................................................................... Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

2010

6.841 13.203 4.510 24.554

4.861 15.776 4.643 25.280

Benefícios pós-emprego Em 31 de dezembro - R$ mil Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Provisão para pagamentos a efetuar (1) ................................................................................................. 55.216 30.402 Provisão para passivos contingentes (Nota 13b) .................................................................................. 9.265 13.079 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 6.530 3.568 Outras...................................................................................................................................................... 814 1.709 Total ........................................................................................................................................................ 6.530 3.568 Total ........................................................................................................................................................ 65.295 45.190 (1) Inclui Participações nos Lucros e Resultados/Bônus de empregados nos montantes de R$ 33.869 mil (2010 - R$ 24.973 mil) e Caixa de Assistência e A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave Aposentadoria dos funcionários do Banco do Estado do Maranhão - CAPOF em 2010 de R$ 1.617 mil. da Administração. 15) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social no montante de R$ 4.537.929 mil, totalmente subscrito e integralizado é dividido em 4.727.522.077 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 1.982.495 1.521.270 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 106.472 83.189 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 1.876.023 1.438.081 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos Aos acionistas está assegurado dividendos mínimos obrigatório em cada exercício de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No exercício, foram provisionados dividendos no montante de R$ 4.423 mil (2010 - R$ 4.507 mil) correspondendo a R$ 0,94 (2010 R$ 0,95) por lote de mil ações. Os dividendos de 2009 e 2010 atribuídos ao acionista Banco Bradesco S.A., foram pagos em 29 de dezembro de 2011.

Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 24) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS O Bradesco BBI (atual denominação do Banco BEM S.A.) patrocina planos de aposentadoria complementar de benefício definido e de contribuição definida, por meio da Caixa de Assistência e Aposentadoria dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão - Capof. Os recursos garantidores dos planos de previdência são investidos de acordo com a legislação pertinente (títulos públicos e privados, ações de companhias abertas e imóveis). 25) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil

16) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Colocação underwriting ........................................................................................................................... Análise técnica underwriting.................................................................................................................... Análise financeira .................................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 199.538 210.818 55.721 29.926 42.280 37.845 8.579 4.485 306.118 283.074

17) DESPESAS DE PESSOAL Proventos................................................................................................................................................. Participação dos empregados nos lucros................................................................................................ Benefícios................................................................................................................................................ Encargos sociais ..................................................................................................................................... Treinamentos ........................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 43.961 38.759 26.210 10.142 19.163 11.349 14.265 11.414 355 225 103.954 71.889

18) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Serviços de terceiros............................................................................................................................... Aluguel..................................................................................................................................................... Viagens.................................................................................................................................................... Contribuições filantrópicas ...................................................................................................................... Comunicações......................................................................................................................................... Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Transportes.............................................................................................................................................. Depreciação e amortização..................................................................................................................... Materiais, energias e outros .................................................................................................................... Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... Processamento de dados........................................................................................................................ Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 47.035 239 3.823 2.265 3.758 2.555 2.870 3.577 2.501 1.882 1.559 2.070 1.369 1.903 713 490 546 456 540 209 355 382 175 160 97 121 755 519 66.096 16.828

19) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 35.159 28.055 15.190 13.610 5.713 4.559 206 58 56.268 46.282

20) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Dividendos/Juros sobre capital próprio recebidos (1) ............................................................................. Variação monetária ativa (2).................................................................................................................... Comissões............................................................................................................................................... Reversão de provisão operacional .......................................................................................................... Atualização monetária sobre depósitos vinculados................................................................................. Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ (1) Refere-se aos dividendos recebidos de ações BM&FBOVESPA e CETIP; e (2) Em 2011 refere-se basicamente à atualização de impostos a compensar.

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 10.469 9.379 6.773 641 3.208 4.216 1.149 1.613 1.095 876 260 472 8 5 22.962 17.202

21) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Amortização de ágio................................................................................................................................ Variações monetárias e cambiais............................................................................................................ Indenizações pagas................................................................................................................................. Provisão para contingências cíveis ......................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 99.041 99.041 2.661 2.511 443 47 193 1.579 6.835 2.058 109.173 105.236

22) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Ganho na venda de Investimentos .......................................................................................................... Rendas de aluguéis................................................................................................................................. Resultado na alienação de valores e bens.............................................................................................. Reversão/(provisão) para desvalorização de bens e investimentos........................................................ Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 10.077 92 69 (187) (45) (72) 59 9.910 83

23) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador, controladas e coligadas, são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 5.028.391 4.291.571 487.357 373.127 Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 134.598 73.376 13.204 11.270 Instrumentos financeiros derivativos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (2.209) (51.292) (49.771) (80.763) Prestação de serviços: Bradesco S.A. CTVM........................................................................ (9) (8) Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (4.351) (8.208) BRAM Bradesco Asset Management DTVM S.A. ............................ 218 244 Bradesco S.A. CTVM........................................................................ 634 855 Miramar Holdings S.A. ..................................................................... 3.052 3.052 Ágora CTVM S.A. ............................................................................ 263 388 BEM DTVM S.A. .............................................................................. 96 STVD Holdings S.A. ......................................................................... 3 2 Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 48 69 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 23.000 mil para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 7.000 mil para custear planos de previdência complementar de contribuição definida.

2011 Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% respectivamente....... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Créditos Tributários de exercícios anteriores constituídos....................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

2010

699.853 (279.941)

638.798 (255.519)

51.043 (7.283) 1.976 (234.205)

62.943 99 26.413 1.739 (164.325)

b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devido........................................................................................ Impostos diferidos Realização, no exercício, sobre adições temporárias ............................................................................. Ativação de Créditos Tributários de exercícios anteriores: CS MP nº 1.807/99.................................................................................................................................. Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

2010

(221.345)

(168.666)

(12.860)

(22.072)

(234.205)

26.413 (164.325)

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos R$ mil Saldo em 31.12.2010 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ Provisão para riscos - cíveis............................................................. Provisão para riscos - fiscais............................................................ Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. Ágio amortizado ............................................................................... Outros............................................................................................... Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... Contribuição social MP nº 2.158-35 de 24.8.2001 ........................... Total dos créditos tributários (Nota 7b) ...................................... Obrigações fiscais diferidas (Nota 14a) .......................................... Crédito tributário liquido das obrigações fiscais diferidas........

Constituição

15.705 5.706 3.458 865 160 90.083 9.026 125.003 26.413 151.416 5.299 146.117

Realização

77 20 29 18.550 18.676 18.676 533 18.143

2.249 7 20.882 8.398 31.536 31.536 1.918 29.618

Saldo em 31.12.2011 15.705 3.534 3.478 894 153 69.201 19.178 112.143 26.413 138.556 3.914 134.642

d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto de renda 2012.............................................................................................................. 2013.............................................................................................................. 2014.............................................................................................................. 2015.............................................................................................................. Total .............................................................................................................

Contribuição social

21.473 20.871 20.635 9.841 72.820

11.259 10.949 10.983 6.132 39.323

Total 32.732 31.820 31.618 15.973 112.143

Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 2012 Valor..........................................................................................................

23.908

2013

Total 2.505

26.413

A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, somaram R$ 130.800 mil (2010 - R$ 142.143 mil) sendo R$ 104.976 mil (2010 - R$ 116.563 mil) de diferenças temporárias e R$ 25.824 mil (2010 - R$ 25.580 mil) de crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35. e) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 3.914 mil (2010 - R$ 5.299 mil) relativas a: ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos - R$ 975 mil (2010 - R$ 2.798 mil); e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 2.939 mil (2010 - R$ 2.501 mil). 26) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O BBI como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas orientações e interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovadas pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1o de janeiro de 2012); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

A DIRETORIA Daniel José Liberati – Contador – CRC 1SP178435/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Bradesco BBI S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bradesco BBI S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bradesco BBI S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstrações do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 14 de fevereiro de 2012. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório José Cláudio Costa Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1 apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

nternacional Morteza Nikoubazl/Reuters

Iranianos não querem saber de eleição Falta de candidatos provoca desinteresse da população

O

s iranianos começaram ontem a campanha política para as eleições parlamentares marcadas para 2 de março. Apesar de as autoridades pedirem um grande comparecimento para conter "as ameaças do inimigos" do regime, pouca propaganda foi vista nas ruas e na grande maioria dos meios de comunicação. Será o primeiro processo eleitoral no país desde a controversa reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2009.

Fotos de candidatos não despertam a atenção dos iranianos em Teerã

Há 3.444 candidatos, buscando 290 cadeiras no Parlamento. Temerosas de que os eleitores evitem o processo por causa da reduzida variedade de candidatos, autoridades multiplicam os pedidos de participação. Esta votação é a mais restrita dos 33 anos da República Islâmica, pois, dentro do próprio regime, são muito poucos os reformistas que se apresentaram, sendo a maioria dos candidatos partidários do aiatolá Ali Khamenei. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 62.375.134/0001-44 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 6º Andar - Bela Vista - São Paulo - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Em 2011, a BRAM possuía sob gestão R$ 228,497 bilhões distribuídos em 573 Fundos de Investimento e 240 Carteiras Administradas, atendendo um total de 3.148.958 investidores. Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, da BRAM - Bradesco Asset No acumulado de 2011, a BRAM registrou Lucro Líquido de R$ 22,997 milhões, correspondente a R$ 2.466,94 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (BRAM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições de R$ 232,322 milhões, proporcionando rentabilidade anualizada de 9,90%. Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, SP, 14 de fevereiro de 2012.

A BRAM, empresa controlada pelo Banco Bradesco BBI S.A., é especializada na gestão de recursos de terceiros de diversos segmentos do mercado, como Varejo, Bradesco Prime, Bradesco Private, Bradesco Empresas, Corporate e Investidores Institucionais, além dos Internacionais.

Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO

2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OUTROS CRÉDITOS (Nota 6)...................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos......................................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS (Nota 6)...................................................................................................................... Diversos......................................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 7) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 8)................................................................................................................... Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 9) ....................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 10).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010

PASSIVO

255.768 30 245.714 245.714 10.024 7.996 2.028 3.615 3.615 3.615 5.302 1.247

226.823 13 214.442 214.442 299 299 12.069 9.723 2.346 3.156 3.156 3.156 6.683 2.704

1.125 334 (212) 2.362 5.959 (3.597) 40 263 (223) 1.653 2.477 (824) 264.685

2.176 740 (212) 1.901 4.957 (3.056) 91 263 (172) 1.987 2.329 (342) 236.662

2011

2010

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 13d) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 12a)............................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................

28.641 28.641 219 15.078 13.344

23.898 23.898 244 14.192 9.462

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 12a)............................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................

3.722 3.722 3.607 115

3.220 3.220 3.079 141

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 13a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 13c).....................................................................................................................

232.322

209.544

105.000 127.322

97.500 112.044

TOTAL ...........................................................................................................................................................

264.685

236.662

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 5b) ......................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Notas 14 e 22)..................................................... Despesas de Pessoal (Nota 15) .................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 7a) ............................ Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 18)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 19) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 21a e b) ........................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 13a) ........................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

2º Semestre 2011 13.335 13.335 13.335 1.751 42.040 (29.274) (7.206) (3.140) (360) 267 (576) 15.086 12.516 27.602 (13.798) 13.804 9.322.059 1.480,79

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 25.320 19.103 25.320 19.103 25.320 19.103 8.299 24.288 83.051 82.762 (54.414) (40.348) (13.275) (10.820) (6.242) (5.946) (1.051) (486) 1.231 804 (1.001) (1.678) 33.619 43.391 12.516 46.135 43.391 (23.138) (17.715) 22.997 25.676 9.322.059 9.322.059 2.466,94 2.754,29

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Fiscais e Trabalhistas ........................................... Depreciações e Amortizações ................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................... (Ganho)/Perda na Alienação de Investimentos.......................................................... Lucro Líquido ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos............................................................................................ (Aumento)/Redução em Outros Créditos................................................................... (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações.............................................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .....................

46.135 (10.186) 198 1.081 1.051 (12.516) 35.949

43.391 1.709 433 790 486 45.100

(23.645) 178 3.333 (8.027) (12.119)

(31.273) 1.670 299 4.123 (22.317) (11.549)

(23.759) (4.384) (299) (1.092) (12.259) 3.307

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Investimentos ....................................................................................... Alienação de Investimentos ....................................................................................... Aplicações no Imobilizado de Uso ............................................................................. Aplicações no Diferido/Intangível............................................................................... Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebido .............................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos...............

12.924 (486) (98) 12.340

12.924 (1.010) (148) 44 11.810

(2.662) (368) (432) 256 (3.206)

Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos ......................................................................................................

(244)

(244)

(164)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ........... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................

(244) (23)

(244) 17

(164) (63)

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do período ........................................................

53

13

76

30

30

13

(23)

17

(63)

Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................

Totais 218.649 13.804 (131) 232.322 184.112 25.676 (244) 209.544 22.997 (219) 232.322

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

27.602 (11.560) 45 551 360 (12.516) 16.042

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do período ...........................................................

Reservas de Lucros Lucros Legal Estatutárias Acumulados 7.125 106.524 13.804 691 12.982 (13.673) (131) 7.816 119.506 5.382 81.230 25.676 1.284 24.148 (25.432) (244) 6.666 105.378 (7.500) 22.997 1.150 21.628 (22.778) (219) 7.816 119.506 -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil 2º Semestre 2011

Eventos Saldos em 30.6.2011............................................................................. Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos..................................................... Saldos em 31.12.2011........................................................................... Saldos em 31.12.2009........................................................................... Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos..................................................... Saldos em 31.12.2010........................................................................... Aumento de Capital com Reservas ........................................................ Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos..................................................... Saldos em 31.12.2011...........................................................................

Capital Social Capital Realizado 105.000 105.000 97.500 97.500 7.500 105.000

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Prestação de Serviços.............................. 1.3) Outras ........................................................ 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Materiais, Energia e Outros ............................... Serviços de Terceiros......................................... Comunicações ................................................... Serviços Técnicos Especializados ..................... Propaganda, Promoções e Publicidade............. Transporte .......................................................... Processamento de Dados.................................. Manutenção e Conservação de Bens ................ Viagens .............................................................. Outras ................................................................ 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) ................. 4 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ............. 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) ............... 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas..................................................... 7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR .............. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 8.1) Pessoal ...................................................... Proventos .................................................... Benefícios ................................................... FGTS .......................................................... Outros Encargos ......................................... 8.2) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federal ........................................................ Municipal..................................................... 8.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ............................................... Aluguéis ...................................................... 8.4) Remuneração de Capitais Próprios ........ Dividendos .................................................. Lucros Retidos ............................................

2º Semestre 2011 % 67.582 111,4 13.335 22,0 42.040 69,3 12.207 20,1 (6.023) (9,9) (324) (0,5) (520) (0,9) (1.497) (2,5) (721) (1,2) (1.000) (1,6) (172) (0,3) (796) (1,3) (198) (0,3) (542) (0,9) (253) (0,4) 61.559 101,5 (551) (0,9) 61.008

100,6

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 121.117 112,3 100.991 25.320 23,5 19.103 83.051 77,0 82.762 12.746 11,8 (874) (11.094) (10,3) (9.169) (463) (0,4) (119) (1.320) (1,2) (927) (2.340) (2,2) (2.105) (1.405) (1,3) (981) (1.693) (1,6) (1.957) (357) (0,3) (263) (1.616) (1,5) (1.348) (316) (0,3) (152) (1.030) (1,0) (1.035) (554) (0,5) (282) 110.023 102,0 91.822 (1.081) (1,0) (790) 108.942

101,0

91.032

% 111,5 21,1 91,4 (1,0) (10,1) (0,1) (1,0) (2,3) (1,1) (2,2) (0,3) (1,5) (0,2) (1,1) (0,3) 101,4 (0,9) 100,5

(360)

(0,6)

(1.051)

(1,0)

(486)

(0,5)

(360) 60.648 60.648 26.264 12.305 6.592 747 6.620 19.948 19.208 740

(0,6) 100,0 100,0 43,3 20,3 10,9 1,2 10,9 32,9 31,7 1,2

(1.051) 107.891 107.891 48.761 22.965 10.606 1.511 13.679 35.033 33.422 1.611

(1,0) 100,0 100,0 45,2 21,3 9,8 1,4 12,7 32,5 31,0 1,5

(486) 90.546 90.546 35.990 17.074 7.218 1.120 10.578 28.019 26.271 1.748

(0,5) 100,0 100,0 39,7 18,8 8,0 1,2 11,7 30,9 29,0 1,9

632 632 13.804 131 13.673

1,0 1,0 22,8 0,2 22,6

1.100 1.100 22.997 219 22.778

1,0 1,0 21,3 0,2 21,1

861 861 25.676 244 25.432

1,0 1,0 28,4 0,3 28,1

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (BRAM) tem como objetivo praticar operações e atividades atinentes às disposições legais e regulamentares aplicáveis às sociedades da espécie, inclusive a administração de carteira de valores mobiliários por intermédio de carteiras de fundos, clubes de investimentos e outros assemelhados, além da execução de outros serviços ou atividades correlacionados à administração de recursos, podendo, para tal fim, celebrar convênios, bem como comprar e vender participações societárias e participar como sócia ou acionista de outras Sociedades. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas, que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMOSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) e alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento; e ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012.

f) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. g) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útileconômica estimada dos bens, sendo: móveis e utensílios e máquinas e equipamentos, sistemas de comunicação e segurança - 10% ao ano, sistemas de processamento de dados 20% ao ano e redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Compostos por softwares, que estão registrados ao custo, deduzidos da amortização pelo método linear durante a vida útil-estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. i) Redução ao valor recuperável de ativos (Impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 11a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 11b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 11b). k) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetária, incorridos (em base “pro-rata” dia). l) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011.

3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança a valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. e) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... diferidos correspondentes.

2011

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 30 13 30 13

5) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos 2011

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010

Valor de Valor de 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de mercado/ Valor de custo Marcação a mercado/ Marcação Títulos (1) dias dias dias 360 dias contábil (2) atualizado mercado contábil (2) a mercado Títulos para negociação (3) .............................................................. 74.236 1.771 25.442 144.265 245.714 245.714 214.442 Letras financeiras do tesouro .............................................................. 72.589 1.060 7.481 119.581 200.711 200.711 139.428 Letras do tesouro nacional .................................................................. 5.207 5.207 5.207 48.713 Notas do tesouro nacional................................................................... 3.393 Certificados de depósito bancário ....................................................... 711 2.455 5.507 8.673 8.673 4.734 Debêntures .......................................................................................... 1.515 1.801 3.316 3.316 3.377 Notas promissórias.............................................................................. 1.546 1.546 1.546 Outros.................................................................................................. 101 13.991 12.169 26.261 26.261 14.797 Total em 2011 ..................................................................................... 74.236 1.771 25.442 144.265 245.714 245.714 Total em 2010 ..................................................................................... 55.001 35.065 9.888 114.488 214.442 (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do período, os fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 245.613 mil (2010 R$ 214.342 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) Valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificações, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

13

...continuação

BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 62.375.134/0001-44 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 6º Andar - Bela Vista - São Paulo - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Resultado de títulos e valores mobiliários

16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Aplicações em fundos de investimento ................................................................................................... 25.320 19.103 Total ........................................................................................................................................................ 25.320 19.103 c) A BRAM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. 6) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber 2011 Dividendos a receber............................................................................................................................... Serviços prestados a receber.................................................................................................................. • Tarifa de serviços .................................................................................................................................. • Taxa de administração de fundos de investimentos .............................................................................. Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos

17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS 2011

Créditos tributários (Nota 21c)................................................................................................................. Depósitos em garantia de recursos fiscais.............................................................................................. Adiantamentos e antecipações salariais ................................................................................................. Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 1 22 7.995 9.701 2.604 3.563 5.391 6.138 7.996 9.723

Comunicação........................................................................................................................................... Processamento de dados........................................................................................................................ Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Aluguéis................................................................................................................................................... Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Viagens.................................................................................................................................................... Serviços de terceiros............................................................................................................................... Transportes.............................................................................................................................................. Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... Despesas de material.............................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2.340 2.105 1.616 1.348 1.693 1.957 1.405 981 1.100 861 1.081 790 1.030 1.035 1.320 927 357 263 316 152 463 119 554 282 13.275 10.820

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 4.759 4.631 498 479 314 175 18 163 54 54 5.643 5.502

7) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 31 de dezembro - R$ mil Quantidade Patrimônio de ações Participação Ajuste decorrente Capital Líquido Prejuízo possuídas no Capital Valor contábil de avaliação (1) Empresa Social Ajustado Ajustado (em milhares) Social% 2011 2010 2011 2010 2B Capital S.A. ..... 6.167 2.251 (2.102) 20.891 50,0 1.125 2.176 (1.051) (486) Total ..................... 1.125 2.176 (1.051) (486) (1) Ajuste decorrente de avaliação, considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis. b) Composição de Outros Investimentos Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Ações e cotas (1)..................................................................................................................................... 407 Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ 218 218 Certificados de investimentos.................................................................................................................. 99 99 Outros investimentos ............................................................................................................................... 17 16 Subtotal .................................................................................................................................................. 334 740 Provisão para perdas em investimentos por incentivos fiscais ....................................................... (212) (212) Total ........................................................................................................................................................ 122 528 (1) Em novembro de 2011, foram alienadas as ações da CETIP S.A. e baixado o valor de custo no montante de R$ 407 mil. 8) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útileconômica dos bens. Em 31 de dezembro - R$ mil Valor residual Taxa Custo Depreciação 2011 2010 Imóveis de uso: - Móveis e equipamentos de uso............................................................ 10% 2.163 (858) 1.305 618 - Sistema de segurança e comunicação ................................................ 10% 934 (450) 484 551 - Sistema de processamento de dados .................................................. 20% 2.862 (2.289) 573 732 Total em 2011 ........................................................................................ 5.959 (3.597) 2.362 Total em 2010 ........................................................................................ 4.957 (3.056) 1.901 9) DIFERIDO Os valores registrados no diferido referem-se a gastos com desenvolvimento de logística em implantação, e seu valor residual corresponde a R$ 40 mil (2010 - R$ 91 mil), tendo como valor amortizado acumulado R$ 223 mil (2010 - R$ 172 mil). Os valores registrados até 8 de dezembro de 2008 foram mantidos neste grupo até a sua amortização, de acordo com a Carta-Circular BACEN nº 3.357/08, e a partir dessa data passou a ser registrado no ativo intangível. 10) INTANGÍVEL Os gastos com desenvolvimento de sistemas e softwares, com valor residual correspondente a R$ 1.653 mil (2010 - R$ 1.987 mil), tendo amortização acumulada R$ 824 mil (2010 - R$ 342 mil). 11) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões e passivos contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição.

Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 3.946 3.577 1.611 1.749 645 581 40 39 6.242 5.946

18) OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS

Dividendos recebidos/JCP ...................................................................................................................... Reversão de outras provisões operacionais............................................................................................ Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... Atualizações monetárias e variações cambiais....................................................................................... Indenizações cíveis ................................................................................................................................. Patrocínio de caráter cultural................................................................................................................... Ressarcimento a clientes ........................................................................................................................ Outras (*) ................................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................ (*) Em 2010, inclui pagamento de R$ 236 mil para CVM.

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 213 247 979 83 20 236 (578) (310) (50) (116) (140) (438) (69) (25) (145) (551) 230 (874)

19) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Refere-se ao lucro apurado na alienação das ações da CETIP S.A. (Nota 7b). 20) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com controlador, coligadas e controlada são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 30 13 Dividendos: Banco Bradesco BBI S.A. ................................................................ (219) (244) Aluguel: Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. ...... (476) (366) Serviços prestados: Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários ................ (9) (8) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 7.500 mil (2010 - R$ 6.000 mil) para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 7.500 mil (2010 - R$ 6.000 mil) para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Benefícios de Curto Prazo a Administradores Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Proventos................................................................................................................................................. 5.861 4.903 Bônus ...................................................................................................................................................... 706 54 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 1.478 1.115 Total ........................................................................................................................................................ 8.045 6.072 Benefícios pós-emprego Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 6.729 3.871 Total ........................................................................................................................................................ 6.729 3.871 A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares.

21) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL II - Obrigações Legais - Provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. III - Movimentação das Provisões

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 46.135 43.391

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente .................................................................................................................................... (18.454) (17.356) Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. (420) (194) No início do exercício............................................................................................................................ Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Atualização monetária ............................................................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... (4.082) (1.809) Constituições líquidas de reversões ........................................................................................................ Benefício fiscal ........................................................................................................................................ 367 374 Saldo no final do exercício de 2011 (Nota 12)..................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... (549) 1.270 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (23.138) (17.715) c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas 2011 2010 análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos Impostos correntes contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (23.266) (15.485) d) Em 31 de dezembro de 2011 não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. Impostos diferidos 12) OUTRAS OBRIGAÇÕES Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... 128 (2.230) Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (23.138) (17.715) a) Fiscais e previdenciárias Em 31 de dezembro - R$ mil c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social R$ mil 2011 2010 Saldo em Saldo em Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... 12.221 11.336 31.12.2010 Constituição Realização 31.12.2011 4.601 4.377 Provisão para riscos fiscais (Nota 11b) ................................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 1.714 1.416 Provisões cíveis...................................................................................... 56 20 30 46 Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 21c).................................................................. 149 142 Provisões fiscais..................................................................................... 1.008 89 1.097 Total ........................................................................................................................................................ 18.685 17.271 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ....................... 89 89 Ágio amortizado ..................................................................................... 1.367 1.367 b) Diversas Provisão para participação nos lucros/gratificações .............................. 2.052 3.392 2.052 3.392 Em 31 de dezembro - R$ mil Outros..................................................................................................... 59 135 59 135 2011 2010 Total dos créditos tributários (Nota 6)................................................ 4.631 3.636 3.508 4.759 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... 13.276 9.404 Obrigações fiscais diferidas (Nota 12a).................................................. 142 7 149 Provisão para passivos contingentes - cíveis (Nota 11b)........................................................................ 115 141 Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas .............. 4.489 3.629 3.508 4.610 Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... 68 58 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social Total ........................................................................................................................................................ 13.459 9.603 Em 31 de dezembro - R$ mil Fiscais e Cíveis Previdenciárias (1) 141 4.377 224 (26) 115 4.601

13) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 105.000 mil (2010 - 97.500 mil) totalmente subscrito e integralizado, é composto por 9.322.059 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Movimentação do capital social Quantidade de ações R$ mil Saldo inicial em 1-1-2011 ...................................................................................................................... 9.322.059 97.500 Aumento de capital com reservas (1) .................................................................................................. 7.500 Saldo final em 31-12-2011..................................................................................................................... 9.322.059 105.000 (1) Em Assembleia Geral Extraordinária de 25 de março de 2011, foi deliberado aumentar o capital social em R$ 7.500 mil, elevando-o de R$ 97.500 mil para R$ 105.000 mil, sem emissão de ações, mediante a capitalização do saldo da conta “Reserva de Lucro - Estatutária”, de acordo com o disposto na Lei das Sociedades por Ações. Processo homologado pelo BACEN em 12 de maio de 2011. c) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 127.322 112.044 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 7.816 6.666 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 119.506 105.378 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. d) Dividendos Aos acionistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No exercício, foram provisionados dividendos no montante de R$ 219 mil (2010 - R$ 244 mil), correspondendo a R$ 23,49 (2010 R$ 26,17) por lote de mil ações. Os dividendos do exercício de 2010 foram pagos em 29 de dezembro de 2011.

Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 2012........................................................................................................... 533 320 853 2013........................................................................................................... 969 581 1.550 2014........................................................................................................... 1.106 663 1.769 2015........................................................................................................... 367 220 587 Total .......................................................................................................... 2.975 1.784 4.759 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, no montante de R$ 4.426 mil (2010 - R$ 4.264 mil) de diferenças temporárias.

22) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. A BRAM como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. b) A BRAM administra fundos de investimentos em Títulos e Valores Mobiliários, cujos patrimônios líquidos em 31 de dezembro de 2011, somaram R$ 228.496.704 mil (2010 - R$ 197.527.332 mil), cuja receita de taxa de administração desses fundos no período foi de R$ 83.051 mil (2010 - R$ 82.762 mil), registrado em receita de prestação de serviços. c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações, foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: 14) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); O valor de R$ 83.051 mil (2010 - R$ 82.762 mil) corresponde às receitas auferidas na gestão de recursos de terceiros, calculado com base em percentual • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); definido em contrato de intermediação de negócios (Nota 22). • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); 15) DESPESAS DE PESSOAL • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e 2011 2010 • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de Proventos................................................................................................................................................. 22.965 17.074 1º de janeiro de 2012). Encargos sociais ..................................................................................................................................... 7.164 5.478 Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será Benefícios................................................................................................................................................ 10.606 7.218 de maneira prospectiva ou retrospectiva. Participação dos empregados nos lucros................................................................................................ 12.880 10.382 Provisão para processos trabalhistas...................................................................................................... 526 A DIRETORIA Treinamento............................................................................................................................................. 273 196 Total ........................................................................................................................................................ 54.414 40.348 Luiz Filipe Lopes Soares – Contador – CRC 1SP 208127/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 14 de fevereiro de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos Cláudio Rogélio Sertório Zenko Nakassato relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP160769/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

DESTRUIÇÃO Além da destruição de votos, os atos de vandalismo no Anhembi se estenderam aos carros alegóricos. Um deles foi incendiado.

idades

Polícia indicia diretor da Camisa

O vexame que coroou o Carnaval de São Paulo teve ontem mais desdobramentos. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Deatur, indiciou o diretor da Camisa Verde e Branco, Alexandre Salomão, o Teta, por envolvimento na confusão durante a apuração dos votos, na última terça-feira.

Fotos de Marcos Bezerra/Futura Press/AE

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1 No fim da tarde de terçafeira, os jurados se preparavam para ler as últimas notas das escolas e tudo parecia bem.

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diretor de Carnaval da escola de samba Camisa Verde e Branco, Alexandre Cabrino Salomão, o Teta, 43, foi o primeiro dirigente de agremiação indiciado pela Polícia Civil por envolvimento no tumulto que interrompeu a apuração dos resultados dos desfiles, na terça-feira. Salomão é acusado de supressão de documentos particulares. Ele aparece em imagens da TV Globo rasgando e chutando papéis que estavam na mesa de apuração. Soltos – Tiago Ciro Tadeu Faria, 29, da Império de Casa Verde, e Cauê Ferreira, 20, da Gaviões da Fiel, presos desde terça sob a acusação de supressão de documentos e danos ao patrimônio público, foram soltos ontem, após pagamento de R$ 12,4 mil de fiança cada um, paga pela mulher de Faria e pela Gaviões. Para o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, Faria "recebeu uma missão e cumpriu" - rasgar as notas ainda não divulgadas. Ele disse estar investigando quem deu a ordem, porque a ação parece ter sido sincronizada. Investigados – O delegado também afirmou que já tem elementos para acusar outros dirigentes de incitação ao crime. Estão sendo investigados integrantes e dirigentes de seis das 14 escolas de samba: Camisa (rebaixada), Vai-Vai, Gaviões, Império, Tom Maior e Pérola Negra. Josélia Alves, da Camisa, também prestou depoimento, mas não foi indiciada. Ela negou que tenha orientado a destruição das notas. A jornalistas, minutos após a invasão, na terça, ela disse: "acabou o Carnaval, hoje encerra o

Hoje tem desfile das escolas campeãs no Sambódromo de SP

A

s cinco primeiras colocadas do Grupo Especial e as duas vencedoras do Acesso do Carnaval de São Paulo participam hoje do desfile das campeãs. A apresentação começa às 22h no Sambódromo do Anhembi, na zona norte. Os ingressos estão à venda pelo site www.ingressofacil.com.br. Do Grupo Especial desfilam: Mocidade Alegre, Rosas de Ouro, Vai-Vai, Mancha Verde e Unidos de Vila Maria. Nenê de Vila Matilde e Acadêmicos do Tatuapé desfilam após conquistar os dois primeiros lugares do Grupo de Acesso. Trânsito – A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai montar uma operação especial nas principais vias de acesso ao Sambódromo das 18h de hoje às 9h de amanhã. A abertura dos portões ao público será às 18h. (AE)

2 De repente, Tiago Ciro Tadeu Faria invadiu a área da apuração, pulou a mesa e pegou um punhado de envelopes com as notas.

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Vandalismo foi um caso isolado, afirma promotor 3 Correndo, ele rasgou vários envelopes, pulou uma cerca de metal e não foi detido por ninguém. Mais tarde, foi preso com Cauê Ferreira.

Carnaval de São Paulo, não tem campeã". Início – A confusão começou porque parte das escolas não concordou com a mudança de última hora de dois dos jurados. Segundo a Liga das Escolas de Samba, eles pediram para não participar e o regulamento prevê a substituição. As escolas dizem que suspeitavam de favorecimento à Mocidade Alegre, que acabou campeã. Porém, a própria Mocidade defendeu que as notas desses dois jurados não fossem computadas.

O advogado Adriano Salles Vanni, que representa a escola Camisa Verde e Branco, disse que os integrantes da agremiação não cometeram crime. "Foi o calor dos acontecimentos que causou tudo isso, pelo menos em relação ao pessoal da Camisa. Ninguém rasga voto nem dilapida patrimônio algum, isso ficará esclarecido", afirmou. Questionado a respeito de imagens feitas pela TV Globo que mostram um dos integrantes da Camisa Verde e Branco jogando para cima e

chutando papéis, o advogado respondeu: "São envelopes vazios. Não havia votos". Dirigentes das demais escolas de samba também negaram participação na confusão de terça-feira. O diretor-executivo da Vai-Vai, Américo Calandriello Júnior, afirmou ontem que o presidente da escola, Darly Silva, o Neguitão, ficou revoltado, mas não incitou nenhuma agressão. (Folhapress) Na página 3, leia o artigo "O pau comeu na casa de Noca", de Neil Ferreira

O

promotor Thales Cezar de Oliveira, um dos participantes do plano de atuação integrada de eventos futebolísticos, que trata sobre a atuação das torcidas organizadas em jogos de futebol, considera que o vandalismo provocado por possíveis integrantes da Gaviões da Fiel, no Anhembi, foi um caso isolado. Torcedores da Gaviões da Fiel foram acusados de, na saída do Sambódromo, incendiar um carro alegórico da Pérola Negra. Além disso, durante a saída, alguns torcedores provocaram confusão e vandalismo na marginal Tietê, no caminho até o barracão da escola, do outro lado da marginal, em frente ao Sambódromo. Segundo o promotor, o tumulto não foi causado pela torcida. Havia uma insatisfação generalizada por parte de várias torcidas, disse. "A Gaviões ficou em evidência pois compareceu em massa", afirmou. "Os atos foram um absurdo e têm de ser apurados e os envolvidos punidos", completou. Para o promotor, mes-

Eloá: advogada quer anular julgamento André Lessa/AE - 13/02/2012

A

Lindemberg Alves: advogada alega que houve cerceamento de defesa

advogada de Lindemberg Alves, Ana Lúcia Assad, afirmou ontem que entrou com recurso pedindo a anulação do julgamento e a redução de pena do condenado à prisão pelo assassinato da ex-namorada, Eloá Pimentel, em outubro de 2008. Segundo ela, a alegação para o pedido de anulação do julgamento, pedido principal do recurso, foi o "cerceamento de defesa". Já o pedido para redução da pena de reclusão de 98 anos e 10 meses de reclusão dada foi devido "ao fato de que a juíza Milena Dias não incluiu no julgamento a reclamação da defesa de que Lindemberg deveria ser julgado baseado no crime continuado", o que acarretou em uma pena tão alta, explica.

No julgamento, Lindemberg confessou apenas os crimes de cárcere privado e homicídio contra a jovem Eloá. Se julgados na forma continuada, a pena aplicada poderia ser menor. A defesa de Lindemberg entrou com recurso na tarde de anteontem, no Fórum de Santo André, no Grande ABC paulista. Segundo o Tribunal de Justiça, foi anexado uma apelação no processo, mas o conteúdo ainda não foi divulgado. O recurso com os dois pedidos será encaminhado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), onde será julgado por desembargadores. De acordo com a advogada, o pedido deve ser analisado e m , n o m í n i m o, u m a n o. (Agências)

mo que a torcida da Gaviões não estivesse no local, o tumulto dentro do espaço reservado para a diretoria das escolas teria ocorrido. "O Carnaval é um espetáculo que é visto durante os desfiles na sexta e no sábado e mesmo com a presença de três agremiações não tivemos nenhum incidente, nem na avenida nem na chegada das escolas", afirmou. Segundo o promotor Oliveira, "as pessoas estão esquecendo de comentar sobre a responsabilidade da Liga das Escolas de Samba, que autorizou os clubes de futebol a formarem os blocos de carnaval, que se transformaram em escolas de samba". O bloco Gaviões Fiel foi fundado em 1975. Já em 1976, conquistava seu primeiro título com o enredo: "Vai Corinthians". Em 13 anos de desfile como bloco, a conquista de 12 títulos chamou a atenção da recém-criada Liga das Escolas de Samba de São Paulo e o Bloco Gaviões da Fiel foi convidado para participar do grupo de acesso das escolas. (AE)

Cai o número de acidentes nas estradas federais

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número de acidentes registrado durante o Carnaval teve uma redução de 22,4% em todo o País em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgado ontem em Contagem (MG), segundo o qual foram registradas 3.345 ocorrências nas rodovias federais brasileiras este ano, contra 4.312 no Carnaval de 2011. Os dados foram comemorados pela PRF, pois, além da redução na quantidade de ocorrências, também foi constatada queda no número de mortes, que passou de 216 no ano passado para 176 no último feriado (redução de 18,5%), e de feridos, que caíram de 2.690 para 2.001 (25,6% a menos). O Estado que apresentou maior redução foi Minas Gerais. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

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15 Por causa da partida dada, o jet ski se projetou para a praia. Maurimar Chiasso, advogado do adolescente

idades

Irineu Jr./AE

Maurício de Souza/AE

O delegado de Bertioga, Maurício Barbosa Jr. (acima) pode pedir a reconstituição do acidente. Ao lado, a mãe da garota atropelada, Cirleide Rodrigues de Lames, que prestou depoimento ontem.

Jet ski: acusado não comparece à polícia Adolescente de 13 anos suspeito de atropelar e matar garota de 3 anos não prestou depoimento ontem em Bertioga. Família nega obstrução às investigações. Irineu Jr/AE

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adolescente suspeito de atropelar e matar com um jet ski a menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, não compareceu para prestar depoimento na tarde de ontem na delegacia de Bertioga, no litoral norte paulista. Ele seria ouvido por volta das 16 horas. O depoimento foi adiado devido ao assédio da imprensa no local e porque os pais do menor ficaram com medo do jovem sofrer alguma agressão física. O delegado Maurício Barbosa Jr., responsável pelo inquérito que investiga o caso, afirmou que o adolescente de 13 anos será ouvido até a próxima segunda-feira. O delegado afirmou que, a princípio, o caso seria de homicídio culposo (sem intenção) e que só o adolescente responderia pelo crime. O dono do jet ski responderia por danos patrimoniais. A defesa da garota vai pedir indiciamento dos envol-

Maurimar Chiasso, advogado do adolescente suspeito de pilotar o jet ski: garoto será apresentado à polícia

vidos por omissão de socorro. Os pais de Grazielly estiveram presentes na delegacia para falar sobre a morte da filha. A mãe da menina disse para a

imprensa que acredita no trabalho da polícia e da Justiça. Ela deixou a delegacia por volta das 14 horas. Segundo o advogado da família de Graziel-

ly, hoje, às 9 horas, uma testemunha irá depor sobre o ocorrido. A pessoa teria gravado um vídeo do momento do acidente, quando a menina foi

atingida na cabeça. O aparelho ainda passará por perícia. De acordo com a polícia, um perito náutico será responsável pela avaliação. A delegacia de polícia de Bertioga não descarta a possibilidade de fazer a reconstituição no local do acidente. Por volta das 17 horas do sábado de Carnaval (dia 18 de fevereiro), Grazielly brincava na areia da praia de Guaratuba quando foi atingida na cabeça pelo jet ski desgovernado. Segundo testemunhas, o adolescente pilotava o aparelho em alta velocidade. Segundo testemunhas, o adolescente fugiu para uma casa em um condomínio de luxo, de onde teria saído de carro pouco tempo depois com parentes. O advogado da família do adolescente, Maurimar Chiasso, negou que o condutor tivesse fugido sem prestar socorro. Segundo ele, o garoto teria "se desesperado". Chiasso disse ainda que seu

'De noite ou de dia, firme no volante...'

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aso você esteja trafegando pelas estradas de Águas da Prata, no nordeste do Estado, é possível que o destino coloque à sua frente um carro antigo, resfolegando a 60 km/h, estranhamente pintado de preto e amarelo, à semelhança dos taxis de Buenos Aires. Mas o veículo, que lembra vagamente uma miniatura do "cadilaque rabo de peixe", tem como diferencial o giroflex na capota e o símbolo do

Vigilante Rodoviário nas portas. Por essas indicações, não é difícil desconfiar que o Coronel Carlos Miranda, 78 anos, está ao volante. O nome certamente trará boas recordações àqueles que já passaram dos 60 anos, pois ali está, na versão em melhor idade, o célebre policial rodoviário, cujas aventuras iam ao ar pela TV Tupi às 20h05, logo após o telejornal Repórter Esso. Foram 38 capítulos. Estamos falando de 50 anos atrás, pois o programa estreou em 3 de janeiro de 1962.

'...pra agir a todo instante, da estrada é o Vigilante.' *

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VIGILANTE André Lessa/AE-13/08/2008

Divulgação

'...vai pela rodovia, bravo Vigilante! Seu olhar amigo...'

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teimosia do Vigilante Rodoviário em sobreviver está registrada na agenda carregada do coronel. Decorrido tanto tempo, ele é convidado a participar, no mínimo, de 12 eventos por mês, geralmente festas de aniversário de cidades. Vai devidamente paramentado, como aparecia na televisão. O automóvel referido acima é um Simca Chambord 1959, idêntico ao que usava na série. A farda segue o modelo da época em que os soldados rodoviários pertenciam ao Departamento de Estradas de

Rodagem, e não à Polícia Militar. Tinham o uniforme de brim cáqui claro, botas marrom de cano alto, elegantes luvas da mesma cor e quepe com óculos de piloto sobre a pala, porque também patrulhavam com uma poderosa motocicleta Harley-Davidson. Nosso herói ficava no posto do km 38 da Anhanguera, na altura da cidade de Vinhedo. Dali estendia suas façanhas à Baixada Santista, Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba ou onde houvesse malfeitores a combater, ao lado do fiel Lobo, seu cão.

cliente não pilotava na hora do acidente. Ele teria apenas dado a ignição na embarcação. "Ele não conhecia a máquina. Por causa da partida dada, o jet ski se projetou para a praia". A menina Grazielly foi enterrada no dia 20, no Cemitério de Artur Nogueira (SP). Guarapiranga - O acidente de Bertioga não foi o único envolvendo jet skis no Carnaval. Na tarde de terça-feira, dia 21, dois jet skis bateram de frente na Represa Guarapiranga, zona sul de São Paulo. Segundo boletim de ocorrência, os condutores não tinham habilitação para dirigir a embarcação. Um dos jovens, de 19 anos, perdeu o controle do jet ski e bateu de frente com o outro, pilotado pelo dono das embarcações, de 27 anos. O rapaz teve ferimentos leves, foi levado a um hospital da região e liberado. As embarcações foram apreendidas e levadas para a Capitania dos Portos. (AE)

'...é um farol que avisa do perigo, audaz e temerário...'

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ão é fácil ser Vigilante Rodoviário hoje em dia. Miranda entrega a um alfaiate de Poços de Caldas, escolhido a dedo por conta dos minuciosos acabamentos, a tarefa de fazer-lhe duas ou três fardas por ano a fim de atender seus compromissos. Aprendeu que precisa manter quatro fardas completas no seu guarda-roupa. O tecido adequado, com a necessária queda acetinada, é

encontrado em lojas da Rua 25 de Março, onde faz incursões costumeiras. Miranda orgulha-se de informar que o quepe e as insígnias metálicas são originais e que, após cansativas pesquisas, localizou em Andradas (MG) um artesão que lhe costurou o blusão de couro, sempre marrom, religiosamente igual ao do herói que interpretava, por R$ 450.

coronel só põe o Simca na estrada para percorrer no máximo 100 km; na maioria das vezes recorre a um caminhão-guincho. Faz sentido, considerando a idade do carro e a dificuldade de encontrar peças de reposição. Mas, pelo menos para os mais idosos, a prudência pode ter, maliciosamente, outro significado. Nos velhos tempos, o modelo, que sobreviveu até 1967, era tido como um "carro fraco", embora tivesse motor V8. Essa fama lhe deu o apelido de Belo Antonio, alusão a um filme do diretor Mauro Bolognini (1922-2001) que fez extraordinário sucesso na época, estrelado por Marcello Mastroianni (1924-1996). Nele, o ator fazia um rapaz atraente, porém impotente. Como Antonio, dizia o povo, o Simca era bonito, mas não funcionava. Resta dizer que o Coronel Carlos Miranda aplicou o famoso Sistema Stanislavski, de formação de atores, às avessas. Enquanto seu autor, o russo Constantin Stanislavski (1863-1938) recomendava o mergulho absoluto do artista na personalidade do personagem, inclusive praticando sua profissão, para melhor representar, Miranda fez o contrário. Primeiro, foi policial rodoviário diante das câmeras. Depois, entrou para a Polícia Militar. Tanto quanto ator, foi bem sucedido. Chegou à patente mais alta da corporação. * Canção do Vigilante Rodoviário


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16 -.LOGO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

L ITERATURA

J.K. Rowling só para adultos Bloquinho sobre bloquinho Nathan Sawaya é um dos artistas mais renomados em uma modalidade pouco comum. Ele transforma bloquinhos de Lego em esculturas detalhadas em tamanho real. São dele as duas esculturas desta página, de uma figura humana e de Elvis Presley. As peças constam de uma seleção dos melhores artistas do gênero, que inclui ainda Rex, o responsável pelo retrato de Michael Jackson. http://bit.ly/zQH5f0

Logo Logo

Dançarinos da companhia australiana 'Chunky Move' em cena do espetáculo 'Infinity', em cartaz em Melbourne.

William West/AFP

www.dcomercio.com.br

A escritora britânica J.K. Rowling, autora da popular saga Harry Potter, chegou a um acordo com a editora Little, Brown and Company para publicar seu primeiro romance para adultos. "A liberdade de explorar um novo território é um presente proporcionado pelo sucesso de Harry", afirmou Rowling em comunicado. Título e data de lançamento da obra só serão revelados no final deste ano. "Embora tenha desfrutado cada segundo ao escrevê-lo, meu próximo livro será muito diferente da série de Harry Potter", acrescentou. Rowling, que vendeu cerca de 450 milhões de cópias dos sete livros da saga infantil, lançou em junho do ano passado o site Pottermore, no qual compartilha material inédito com os fãs de sua obra. A autora já admitiu a possibilidade de publicar uma enciclopédia de Harry Potter, mas garantiu que não lançará outra aventura do jovem mago.

C ELEBRIDADES G AMES

W

ill Smith e Josh Brolin participaram ontem no Rio de Janeiro de uma coletiva de imprensa para divulgar seu novo longa, MIB – Homens de Preto 3. Durante o evento, um dos jornalistas propôs uma brincadeira para os astros e perguntou: "qual celebridade brasileira poderia ser um E.T.?" Diante da foto do craque da seleção brasileira, Neymar, Josh sugeriu uma comparação com o cantor canadense Justin Bieber, levando os jornalistas às gargalhadas e escapando da pergunta constrangedora. Os dois atores também leram frases em português. A parceria entre Smith e Broslin é a grande novidade do filme. Na trama, o agente J (Smith) viaja no tempo para uma missão ao lado de seu parceiro dos outros filmes da série, K. Broslin interpreta a versão jovem de K, que nos outros filmes é vivido por

Tasso Marcelo/AE

Bons de samba, ruins de futebol

Josh Brolin e Will Smith posam com passistas durante entrevista realizada ontem no Copacabana Palace

Tommy Lee Jones. Jones permanece no elenco do MIB 3 e aparece em cenas que se passam no presente. A nova parceria parece ter dado certo. "Na primeira vez

que estávamos em cena juntos, imediatamente senti uma coisa idêntica ao que senti no primeiro MIB. Conseguimos uma dinâmica idêntica", contou Smith.

Ao fim da entrevista coletiva, os dois parceiros de cena posaram para fotos com passistas de uma escola de samba e Will Smith tentou uma performance no surdo.

Sin Joon-hee/Reuters

Conquiste a internet RISK, o famoso jogo de estratégia, ganhou uma edição não oficial dedicada à internet. Dividida em "ilhas" que representam, as redes sociais, blogs, sites de vídeo e outras "especialidades", a internet se torna um território a ser invadido e dominado. Para jogá-lo, basta baixar o mapa no site e usar as mesmas peças e regras do jogo original. www.ufunk.net

A RQUEOLOGIA

A gravura mais antiga das Américas A revista científica internacional PLos One divulgou ontem que cientistas brasileiros descobriram a gravura rupestre mais antiga do continente americano. A imagem deve ter entre 9,5 mil e 10,5 mil anos. A descoberta foi feita no sítio arqueológico chamado Lapa do Santo, a 60 km de Belo Horizonte (MG). A gravura representa homem fazendo uma gravura na pedra, mede 30 cm de altura e 20 cm de largura e foi a primeira gravura arqueológica encontrada no local. O líder do grupo de pesquisa, arqueólogo do

Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), Walter Neves, revelou que a gravura foi encontrada debaixo de 4 metros de sedimentos durante uma escavação em meados de 2009. Para a datação, foram usados sedimentos de carvão encontrados ao longo do processo de escavação. Com esse material, foi realizada a datação por carbono-14, o método mais tradicional para esse tipo de trabalho.

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L OTERIAS Concurso 2830 da QUINA 22

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RECORDE SOLIDÁRIO - Cerca de 3 mil estudantes sul-coreanos, da Baekseok University, vestidos de vermelho, se posicionaram em um formato de uma enorme gota de sangue em um resort na cidade de Pyeong Chang ontem. A ideia era chamar a atenção do mundo para a importância da doação de sangue e entrar para o Guinness Book. Kaisa Siren/AFP

Fim de inverno O esquiador Gregor Schlierenzauer em salto do campeonato mundial de Ski-Flying, na Noruega; a escultura dos artistas Michael Elmgreen e Ingar Dragset instalada ontem em Londres e o urso Palle-Jooseppi, do zoo de Ranua, na Finlândia, acordando da hibernação.

Stefan Wermuth/Reuters

Leonhard Foeger/Reuters


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

e

17 MOBILIDADE Dobra o uso de terminais móveis de transações com cartões em 2011

conomia

FGV Em fevereiro, custo da construção desacelera, com variação de 0,42%.

Déficit em conta corrente é o maior da história

O saldo negativo de US$ 7,086 bilhões em janeiro, porém, não preocupa o BC.

O

Brasil registrou déficit de US$ 7,086 bilhões em janeiro na conta corrente, uma das mais importantes contas do balanço de pagamentos, informou ontem o Banco Central (BC). O resultado negativo é o maior de toda a série histórica, iniciada em 1947. O déficit ficou dentro da estimativa de analistas, que esperavam resultado negativo entre US$ 6,2 bilhões e US$ 7,8 bilhões. O rombo foi maior do que a mediana das projeções, de déficit de US$ 6,9 bilhões. A balança comercial obteve resultado negativo de US$ 1,292 bilhão no mês. A conta de serviços reg i s t ro u d é f i c i t d e US$ 3,397 bilhões e as remessas de rend a s s o m a r a m US$ 2,575 bilhões. Os gastos com juros somaram US$ 1,627 bilhão em janeiro e contribuíram para o déficit recorde nas transações correntes no mês passado. Pesaram também remessas de lucros e dividendos no valor de US$ 981 milhões. A dívida externa total estimada pelo Banco Central passou de US$ 297,349 bilhões em dezembro para US$ 300,285 bilhões em janeiro. Se for descontado da dívida, o valor das reservas internacionais e de créditos do Brasil, além dos haveres de bancos no exterior, o País continua credor internacional, em um total de US$ 79,282 bilhões. Sem preocupação – O saldo comercial negativo de janeiro, porém, não preocupa o BC. A autoridade monetária mantém a análise de que boa parte da saída de dólares nos últimos meses tem sido motivada pelo sucesso da economia brasileira: empresas e famílias demandam volumes crescentes de produtos e serviços do exterior e, entre as companhias multi-

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nacionais, a economia que cresce gera lucros e motiva a remessa de lucros às sedes. "Um ponto que devemos frisar é que o perfil do déficit em transações correntes atualmente é diferente. Nas décadas de 1980 e 1990, boa parte do resultado negativo era gerado pelo pagamento de juros da dívida externa. Essa conta tinha efeito nocivo porque precisava ser paga independentemente do ciclo econômico. Agora, o déficit é gerado por bens e serviços e remessas de lucros e dividendos, que é um item pró-cíclico", explicou o chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel. Outros carnavais – Maciel argumentou que nos anos 1980 e 1990 as crises geravam desaceleração da economia e, mesmo com a atividade deprimida, o déficit em conta corrente c o n t i n u a v a por cento do PIB é o pois o Brasil precisava pa- déficit em transações gar juros da dícorrentes em 12 vida externa. meses até janeiro Agora, disse, a economia em expansão é o principal motor do déficit. "Quando a economia vai bem, empresas têm lucro maior e remetem volume maior ao exterior. Essa é a diferença fundamental do perfil do déficit ao longo dos últimos anos", disse Maciel. O chefe do departamento econômico do BC ressaltou que, em termos do Produto Interno Bruto (PIB), o déficit em transações correntes de 2,17% do PIB no acumulado em 12 meses até janeiro não é um número tão elevado, já que em maio do ano passado o percentual era maior, de 2,25%. "Em outros carnavais, na década de 1980 e até o fim da década de 1990, os déficits eram superiores a 4% do PIB, às vezes até próximos de 5% do PIB", disse. (AE)

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Eduardo Knapp/Folhapress

IED no Brasil totaliza US$ 5,4 bilhões

O

Banco Central (BC) informou ontem que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) somou US$ 5,433 bilhões em janeiro. O valor é bastante superior ao registrado em igual mês do ano passado, quando US$ 2,953 bilhões ingressaram para investimentos produtivos no País. A cifra registrada no mês passado corresponde a mais de 10% do ingresso previsto pelo BC para todo o ano de 2012, que é de US$ 50 bilhões. No acumulado em 12 meses até janeiro, o Brasil recebeu US$ 69,14 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto, correspondente a 2,78% do PIB. O montante é suficiente para cobrir o déficit em conta corrente no período, que totalizou 2,17% do Produto Interno Bruto (PIB). O investimento estrangeiro em ações brasileiras registrou ingresso líquido de US$ 4,294 bilhões no mês de janeiro. De acordo com o Banco Central, quase a totalidade desse montante foi direcionada a ações negociadas no País, que atraíram US$ 4,291 bilhões no período. Já os recibos de ações brasileiras negociados no

exterior, como os ADRs, registraram ingresso líquido de US$ 3 milhões. Renda fixa – O BC também divulgou que os títulos de renda fixa brasileiros atraíram outros US$ 638 milhões, sendo US$ 555 milhões em papéis negociados no Brasil e US$ 83 milhões em títulos emitidos no exterior. Em janeiro do ano passado, as ações brasileiras haviam atraído US$ 676 milhões e os títulos de renda fixa foram responsáveis pela entrada de US$ 2,654 bilhões no período. A taxa de rolagem dos empréstimos de médio e longo prazo contraídos no exterior ficou em 284% em janeiro. Isso quer dizer que o volume de empréstimos contraídos no exterior por empresas brasileiras foi suficiente para cobrir em quase 300% as dívidas que venceram no mês passado. De acordo com o BC, ao todo, empresas brasileiras captaram US$ 2,459 bilhões em janeiro. Já as dívidas de companhias no exterior que venceram em janeiro somaram US$ 865 milhões. Por segmento, a taxa de rolagem em operações com títulos ficou em 211%, e nos empréstimos diretos a renovação das operações ficou em exatos 300%. (AE)

Férias fizeram as despesas de brasileiros no exterior em janeiro serem as maiores desde julho do ano passado. E os gastos fora do País permanecem altos em fevereiro.

Turistas gastam quase US$ 2 bilhões no exterior

O

s gastos de brasileiros em viagens internacionais chegaram a US$ 1,996 bilhão em janeiro, o maior resultado desde julho do ano passado (US$ 2,23 bilhões). O valor referente ao primeiro mês deste ano superou as despesas registradas em janeiro de 2011, que somaram US$ 1,777 bilhão. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central (BC). As receitas de estrangeiros em viagens no Brasil chegaram a US$ 661 milhões, em janeiro deste ano, ante US$ 600

milhões de igual período de 2011. Com os gastos de brasileiros e as receitas de estrangeiros, a conta de viagens fechou o mês com déficit de US$ 1,335 bilhão. Os dados preliminares deste mês até ontem mostram as despesas de brasileiros em viagem no exterior continuam altas, no valor de US$ 1,156 bilhão. As receitas deixadas por estrangeiros em viagem ao Brasil está em US$ 433 milhões. Com isso, o déficit da conta

de viagens está em US$ 723 milhões. Mesmo com esses números, a expectativa do chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, é que haja "relativa estabilidade" no resultado negativo da conta de viagens internacionais ao longo deste ano. Ele destacou que, em janeiro, o resultado está relacionado às férias de brasileiros, mas essa influência foi atenuada pelo fato de as compras de dólares para as viagens poderem ser feitas anteriormente. (ABr)


18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

e Custo Brasil é dilema para investidores

É preciso ser competitivo não só no preço, mas na qualidade. Otto Nogami, do Insper

conomia

Apesar de o País ser hoje um mercado de alto crescimento para oportunidades de expansão das receitas, o valor elevado dos negócios está na pauta internacional.

Divulgação

A predisposição do brasileiro em pagar cerca de R$ 75 mil por um Toyota Corolla, que nos Estados Unidos custa em torno de R$ 13 mil, ajuda a puxar o custo Brasil para cima. Aqui, o carro sai da fábrica a R$ 35 mil, e o restante é basicamente de tributos.

Consumidor: herói ou vilão?

Karina Lignelli

no. A reportagem começa até fazendo uma brincadeira entre o preço dos serviços de engraxate esquisa da consulto- no centro de São Paulo, R$ 10 ria especializada em (ou US$ 6) e Nova York, US$ 5. O mercados emergen- teste do engraxate, de acordo com tes Frontier Strategy o FT, é "apenas um indicador do Group aponta que a margem custo extremamente elevado líquida média de lucros na dos negócios no Brasil". De acordo com o texto – que América Latina é de 10,5%, quase um terço da margem cita os dados da pesquisa da bruta. No Brasil, esse índice Frontier –, a tal base brasileira cai para 5,4%, ou quase um sé- de alto custo é a primeira coisa timo dessa margem. Se é fato a atingir gestores de multinaque hoje o País é um mercado cionais na economia em expansão. Prinde alto crescicipalmente os mento para que vêm com o p or t u ni d aplanilhas de des de expanOs (empresários) metas de lusão das receique aprenderam – e cros "copiatas, também é das e coladas certo que os aprenderem a dos planos de i n v e s t i d o re s conhecer o negócios de enfrentam mercado brasileiro seus pares na um velho – conseguem Índia e na problema: o sobreviver. China". custo Brasil – Ou seja, s o m a d e i nOTTO NOGAMI, INSPER apesar de o f ra e s tru t ur a País ser "a ruim, alta carga tributária e burocracia chave da estratégia de cresciem excesso, responsável por mento a longo prazo", o granpuxar margens de lucro e ren- de desafio, segundo o gestor tabilidade para baixo. O as- de uma empresa de bens de sunto que está na pauta inter- consumo não identificado pela reportagem, "é que, a cada nacional desta semana. Em The high price of booming ponto percentual adicional Brazil (ou, O alto custo do Brasil de crescimento visto no Braem expansão), publicada pelo jor- sil, nossa queda de rentabilinal inglês Financial Times (FT), dade regional global decliretoma-se um assunto discuti- ne", disse. Paciência – Uma questão ando há décadas internamente, mas que se mantém atual frente tiga e basicamente focada na à sua posição no cenário exter- falta de investimento em in-

P

SECRETARIA DA SAÚDE COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE LESTE PREGÃO PRESENCIAL: 001/2012-CRSL PROCESSO: 2012-0.041.181-8 OBJETO:

CONTRATAÇÃO

DE

EMPRESA

ESPECIALIZADA

PARA

FORNECIMENTO DE KIT LANCHES. Acha-se aberta a licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL, tendo como

objeto: CONTRATAÇÃO

DE

EMPRESA

ESPECIALIZADA

PARA

FORNECIMENTO DE KIT LANCHES. Preço do Edital: Preço por cada folha solicitada. (xerox: R$ 0,15). Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas deverão ser entregues diretamente ao Pregoeiro da Comissão Julgadora de Licitações, no momento da abertura da sessão pública de pregão, que ocorrerá às 09:30 horas do dia 09 de março de 2012, na Coordenadoria Regional de Saúde Leste, na Av. Pires do Rio, 199 - São Miguel Paulista/SP. Fica o edital de pregão poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou na Seção de Compras/Licitação, na sede da Coordenadoria Regional de Saúde Leste, na Av. Pires do Rio, 199 - São Miguel Paulista/SP, no horário das 08:00 às 17:00 h, mediante o pagamento de cópias reprográficas, com o recolhimento junto a instituição bancária oficial.

19

Q

uem impulsiona o custo Brasil? Além de todos os agravantes, o comportamento do consumidor brasileiro, que é bem diferente do consumidor padrão, colabora para isso. Segundo Otto Nogami, do Insper, o mercado global já percebeu que os brasileiros têm desejos maiores que a capacidade de comprar. Essa predisposição em pagar "o" preço, (independente de infraes-

fraestrutura, principalmente logística, ao longo de décadas, que acaba encarecendo produtos e serviços, é o que tem ajudado a manter o custo Brasil, diz o professor de economia e finanças do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Otto Nogami. Como agravantes, dois velhos conhecidos: custo da mão de obra, formada por 50% de impostos, e a evolução da carga tributária, que saiu de uma média de 30% e chegou a 42%, segundo o especialista.

trutura precária, burocracia e impostos em excesso), parcelar e adequar o orçamento em função do sonho puxam esse custo. Como exemplo desse "impulso" ao custo Brasil, ele cita o preço de um automóvel Corolla, da Toyota. Segundo Nogami, no Brasil, ele custa em torno de R$ 75 mil. Nos EUA, cerca de US$ 13 mil. "Além dessa predisposição em pagar, a margem do concessionário é

O investidor direto que atua no setor produtivo, explica Nogami, sempre enxergou essa característica no Brasil. "Alguns se adaptaram, outros sucumbiram ou retornaram à sua atividade em outros lugares 'mais baratos'. Mas frente ao atual cenário, os que aprenderam – e aprenderem a conhecer o mercado brasileiro – conseguem sobreviver", diz. Perspectivas de mudança? De acordo com Nogami, elas existem, mas para que isso

pequena. O carro sai da fábrica a R$ 35 mil, e o restante é basicamente de impostos. Quem aproveita é o governo, claro." A história da diferença de preço dos serviços de engraxate em São Paulo e Nova York do Financial Times, também é emblemática, diz o especialista. Principalmente nas grandes metrópoles, onde as pessoas se dão ao luxo de permitir a execução desses serviços. Mas todo esse consumismo

ocorra de fato, há uma longa distância a percorrer. "Grande parte é culpa do governo, mas o empresário tem que ter predisposição e condição de começar a investir, de melhorar as condições de produção para não perder espaço. É preciso ser competitivo não só no preço, mas na qualidade", afirma. Para o Financial Times, é justo que as barreiras para entradas de empresas no País sejam maiores. No entanto, uma estratégia que minimizaria o

Mais 118 mil vagas em janeiro

O

Brasil criou 118.895 vagas com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O saldo é resultado de 1 . 7 11 . 4 9 0 a d m i s s õ e s e 1.592.595 desligamentos. Este é o pior resultado para o primeiro mês do ano desde 2009, quando foram fechados 101.748 postos de trabalho. Na comparação com janeiro do ano passado, o resultado foi 21,82% menor, quando foram gerados 152.091 empregos. Em dezembro de 2011 houve o fechamento de 408.172 vagas, ante a geração de 42.735 em novembro do ano passado. O setor de serviços foi o que mais criou empregos formais em janeiro, com 61,4 mil postos com carteira assinada. Em segundo lugar está a construção civil, que gerou 42,19 mil vagas. A indústria de transformação abriu 37,4 mil vagas e a agropecuária abriu 12,31 mil

5,8 por cento foi quanto aumentou o número de trabalhadores assalariados com carteira assinada no País, desde janeiro do ano passado. empregos com carteira assinada. Já o comércio, fechou 36,34 mil vagas. O resultado veio em linha com a estimativa de mercado de criação de 100 mil vagas. Desde janeiro do ano passado, registrou-se a criação de 2.085.344 postos de trabalho, um aumento de 5,8 % de assalariados com carteira assinada. Retomada – Embora o total de vagas criadas com carteira assinada no País no primeiro

mês do ano ter ficado inferior ao resultado de janeiro de 2011, o economista Luiz Gustavo Furlani, da Quantitas Asset Management, faz uma avaliação positiva sobre os dados. Ele ressalta que, depois do período de arrefecimento em parte do ano passado, o mercado de trabalho formal brasileiro dá sinais de retomada, ainda que lentamente. "É um bom número. Depois da acomodação em 2011, esse parece ser o primeiro sinal de melhora" Para fevereiro e 2012 como um todo, Furlani disse esperar continuidade na retomada do mercado de trabalho formal no País, diante da expectativa de crescimento econômico maior neste ano em relação a 2011. "Já há sinais de que o fundo do poço em termos de Produto Interno Bruto (PIB) tenha ficado para trás e a economia brasileira deve ficar mais aquecida em 2012 ante 2011. Então, consequentemente, o mercado de trabalho tende a ser um pouco melhor também", estimou. (Agências)

é atraente para investidores externos, acima do famigerado custo Brasil. Nogami diz que há empresas que aproveitam esse momento em que o brasileiro tem dinheiro e continua a consumir de forma desenfreada. "Não é qualquer país que tem a população com essas dimensões. Está aí a grande perspectiva, principalmente para os investidores de países com demanda estagnada." (KL)

custo Brasil seria identificar mercados regionais com melhor infraestrutura. Ou fazer o custo Brasil "trabalhar para elas", ao instalar plantas localmente para desfrutar das mesmas proteções que companhias brasileiras. "O importante, porém, é a matriz entender a equação que, nos primeiros anos, crescimento de primeira linha não significa, necessariamente, expansão equivalente da linha de fundo", ressalta.

Indústria está pouco otimista

A

prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) de fevereiro ficou estável em relação ao resultado final do mês anterior, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com o resultado preliminar, divulgado ontem, ICI permaneceu em 102,3 pontos. Essa pontuação, que mostra o nível de otimismo dos empresários do setor da indústria de transformação, é inferior à média histórica desde 2003, de 103,8 pontos. Em fevereiro do ano passado, o índice havia alcançado 112,5, depois de registrar 112,8 pontos em janeiro de 2010. Segundo a prévia da FGV, o Índice da Situação Atual (ISA) aumentou pelo terceiro mês consecutivo, subindo 0,6% e atingindo 103,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) diminuiu em fevereiro na mesma proporção, para 101,1 pontos. O resultado final do ICI será divulgado na quarta-feira. (ABr)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ao investir em uma nova fábrica de transmissões, a GM reafirma a importância do Brasil no cenário automotivo internacional. Marcos Munhoz, da GM Brasil

conomia

Fotos: Divulgação

CENTENÁRIOS

CHORO William Volcov/AE

A

campanha publicitária do Itaú, em que um bebê dá gargalhadas ao ver seu pai rasgando um extrato bancário, gerou forte reação do setor gráfico brasileiro, que tem se empenhado desde meados de 2010 para informar corretamente à opinião pública sobre a origem do papel usado para impressão produzido no Brasil. A Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) enviou carta ao banco e se encontrou com seus dirigentes, no último dia 8, para expor a insatisfação do setor. A entidade argumenta que o discurso sustentado no comercial, de que a suspensão dos extratos impressos

A

s escolas campeãs dos carnavais do Rio de Janeiro e de São Paulo mostraram a força do centenário de duas lendas da cultura popular: o compositor e músico pernambucano Luiz Gonzaga e o escritor baiano JorABIGRAF descorda do Itaú, que quer acabar com extratos impressos ge Amado, respectivamente, que completariam 100 anos neste ano de 2012. pelos clientes contribuiria para "um Abigraf sustenta que, no Brasil, A herança cultural tanto de mundo mais sustentável", não condiz nenhuma árvore nativa é derrubada Amado como de Gonzaga conscom as características da produção de para a produção de papel, uma vez titui um baú de brasilidade da papel e celulose nacional. Por meio de que 100% desse insumo tem como melhor qualidade, que inspira sua campanha "Imprimir é dar Vida", a origem florestas plantadas. mais que a publicidade diversas manifestações da cultura. Impossível não ter na lembrança músicas como Asa Branca e Asom inscrições abertas até 12 de março, o Young sum Preto, que traduzem a luta Lions Brazil 2012 dá a 35 profissionais de e dura vida no sertão estabelepublicidade – com até 28 anos de idade – a cendo comunicação direta e oportunidade rara de chamar a atenção do mercado clara com todos. A própria hisparticipando do Festival Internacional de Publicidade tória do rei do baião é exemplar de Cannes. A Fischer&Friends sintetiza essa grande do Nordeste. Gonzaga, que naschance dada aos jovens em uma campanha divertida. ceu em Exu, cidade do sertão, Convida jovens para fazerem parte da panela da onde famílias por décadas publicidade mundial em peça aprovada por guerrearam e alimentaram a Emmanuel Publico Dias, que na Escola Superior de cultura de cordel, a dramaturgia Propaganda e Marketing, tem sido crítico das panelas A escola carioca Unidos da Tijuca homenageou Luiz Gonzaga CAMPANHA divertida convida para festival e também a publicidade, gaque não abrem espaço a esses novos talentos. nhou a estrada com sua sanfona e com os acordes conquistou o mundo. francesa Gabrielle Coco Chanel, hoje exemplo Também é impossível falar de culinária e de de luxo e de ser chique, dizia que quanto mais AGE Isobar assina a temperos, deixando de lado Dona Flor e sua simples, melhor, daí o sucesso do seu estilo e campanha Nova Geração SKY, operadora de TV por assinatura via satélite, realiza receita de sensual felicidade. A sensual inge- das obras de Amado e Gonzaga. PwC, programa que recruta a promoção "SKY seu sonho tá na conta", criada pela nuidade de Gabriela, com seu aroma de cravo E mais: é preciso colorir, com sabores, com estudantes para trabalharem agência HUB Brasil. A ideia é sortear, entre os assinantes e e canela, subindo pelos telhados para manter paisagens, com sons de pássaros, com realidacomo trainees a partir do usuários do SKY Livre, prêmios diários no valor de R$ 2 mil, a pipa no ar também povoa sonhos, como os de, a música e a literatura que elas chegam mais 2º ano dos cursos de além de um prêmio de R$ 25 mil e um mega prêmio da grandeza de Tieta e as batalhas de Tereza perto ao coração do povo. Dessa lição, ainda esAdministração, Ciências de R$ 100 mil. Para concorrer, basta que o pagamento da Batista, cansada de tantas guerras. A vida tá a esperança, alimento das canções e da liteContábeis, Economia e mensalidade ou recarga esteja em dia. A participação é baiana que Jorge Amado trouxe para as pági- ratura, Amado, por exemplo, seguiu os passos Ciências Atuariais e a partir automática e o cliente pode consultar no hotsite da nas levou o Brasil para o mundo e apresentou, do "Cavaleiro da Esperança", um de seus belos do 4º ano de Engenharia da promoção www.sky.com. br/seusonho o seu número da de forma simples, em uma literatura saborosa, livros, ao enxergar em Luiz Carlos Prestes, o menComputação, Sistemas de sorte. A promoção vai até o dia 28 de março. os ritmos e a cultura baiana, a grandeza do sageiro de um novo tempo, de fartura e bem Informação e Análise de candomblé e de seus orixás. aventurança, esse sonho não realizado alimenSistemas. Com o tema "Quer A publicidade deve muito a Gonzaga e Ama- tou a veia do escritor. E o levou a expor as contrabalhar em uma grande do, assim como as escolas campeãs os títulos tradições de um coronelismo atroz em forma de empresa? Trabalhe com que ostentam deste carnaval. Ambos foram sublime denúncia. Não há como não entender várias", a AGE Isobar teve como homens que, com rara sensibilidade, deram os livros de Amado, nem as músicas de Gonzaga, missão aproximar a PwC do voz ao brasileiro comum, esse mesmo que hoje justamente quando falam dos sonhos, o Assum público jovem e recrutar GERAÇÃO PwC recruta talentos talentos nas universidades. alimenta o consumo e faz com que as agências Preto mesmo cego canta e nos encanta. Se a pucorram atrás de fórmulas para chegarem ao co- blicidade fosse mais simples, falaria mais ao coração das classes C, D e E. Esses brasileiros que ração e menos ao bolso, realizando aquilo que é Envie informações para essa nasceram há 100 anos dão uma lição a publi- o desejo da indústria e do varejo, ser proprietário coluna para o e-mail: citários de como chegar ao coração do povo: de marcas admiradas, marcas que possam ter no carlosfranco@revistapublicitta. com.br basta ser simples, aliás até a sofisticada cortesã cerne o DNA de Amado e Gonzaga. OPERADORA vai premiar assinantes e usuários

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SEXTA-FEIRA, 24 DE FEVEREIRO DE 2012

EMPRESAQUENÃOPOSSUIEMPREGADOOUQUEPOSSUIMENOSDE 7 EMPREGADOS PODERÁ CONTRATAR MENOR APRENDIZ? Alegislaçãoéomissanestesentido,contudo,nãoorientamosquesejacontratadomenoraprendiznestacondiçãovistoquepoderáofiscalentender ser uma forma que a empresa achou para angariar mão de obra barata.

A

General Motors do Brasil investirá R$ 710 milhões para construir uma fábrica de transmissões de veículos em Joinville (SC), com previsão de faturamento de R$ 200 milhões por ano. A unidade será construída na área onde atualmente estão sendo finalizadas as obras civis da fábrica de motores e vai começar a operar em 2014, com uma capacidade de produção de 150 mil transmissões por ano, na primeira fase. A implantação da nova fábrica vai gerar 350 empregos inicialmente.

FUNCIONÁRIO QUE FICOU AFASTADO POR ACIDENTE DO TRABALHO POR UM PERÍODO DE DOIS ANOS,NO RETORNO,HÁ A NECESSIDADE DE ATUALIZAR A CTPS DELE COM OS DISSÍDIOS ANO-ANO? Informamos que ao empregado afastado do emprego,são asseguradas, por ocasião de sua volta, todas as vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa.Sendo assim, a alteração salarial do empregado afastado por auxílio-doença ou acidente do trabalho se dará quando do seu retorno às atividades devendo ser feita a atualização em CTPS.Base Legal – Art.471 da CLT. PROMOÇÃO PARA O CARGO DE CONFIANÇA Oscargosdegerentesestãosujeitosàhoraextra?Qualamaneiracorreta de promover um funcionário para um cargo de confiança ou gerencia? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. ÉDEVIDOODSR-DESCANSOSEMANALREMUNERADODECORRENTE DE REFLEXO DAS HORAS EXTRAS TRABALHADAS NO MÊS PELA EMPREGADA DOMÉSTICA? Informamos que inexiste previsão legal de jornada de trabalho para a categoria de empregados domésticos, contudo, se ajustado entre empregado e empregador uma jornada de trabalho e estabelecido que o mesmo faz jus ao recebimento de horas extras consequentemente haverá o reflexo do DSR sobre estas horas extras. PAGAMENTO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA Há incidência de INSS sobre o pagamento de previdência privada para sócios e diretores? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. FUNCIONÁRIOS NÃO ESTÃO UTILIZANDO MATERIAL DE SEGURANÇA Empresa fornece o material de segurança, mas os funcionários não estão utilizando? Como proceder? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao].

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"Ao investir em uma nova fábrica de transmissões, a GM reafirma a importância do Brasil no cenário automotivo internacional, como centro produtor determinado a superar desafios estruturais para ser competitivo", afirmou o vice-presidente da GM do Brasil, Marcos Munhoz, que assinou o protocolo de intenções com autoridades catarinenses. Metade da produção da nova fábrica terá como destino o mercado local e substituirá as importações, e a outra metade será exportada à Europa. (Reuters)

PRÊMIOS

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Tribunal de Xangai rejeita suspender venda de iPad

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m tribunal de Xangai, na China, rejeitou a suspensão temporária nas vendas do tablet da Apple, o iPad, solicitada pela companhia chinesa Proview Technology, que afirma ter direitos sobre o nome do produto. Ma Dongxiao, advogado que representa a Proview, disse que a companhia não tinha uma resposta imediata para a decisão do tribunal. A porta-voz da Apple, Carolyn Wu, reiterou a posição de que a companhia norte-americana comprou o direito de usar o nome iPad da Proview em 2009 e que a empresa chinesa está se recusando "a honrar o compromisso". O tribunal de Xangai também acatou um pedido da Apple para suspender os procedimentos relacionados a esse processo até um tribunal da província de Cantão julgar um recurso que também tem a ver com a disputa sobre o uso do nome iPad. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

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ECONOMIA/LEGAIS - 21 A Receita minimizou o risco de congestionamento no sistema neste ano. Cláudia Maria de Andrade, coordenadora de Tecnologia da Informação da Receita

conomia

Receita orienta a fazer a declaração

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partir de hoje estará disponível no site da Receita Federal um tutorial – espécie de linha do tempo – com a trajetória que o contribuinte precisa seguir para fazer a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A linha está dividida em quatro etapas, começando com o download do programa até a fase final de restituição do Imposto de Renda. O programa também poderá ser baixado pelo contribuinte a partir das 8 horas no site do órgão, mas o envio do documento só será permitido a partir de 1º de março. A secretária adjunta da Receita, Zayda Manatta, informou que o tutorial teve 26,361 milhões de acessos no ano passado. "Foi um sucesso. Os contribuintes aprovaram", afirmou. Segundo ela, 80 mil pessoas responderam em 2011 ao questionário de satisfação. Do total, 89% informaram ter encontrado o que procuravam e 95% disseram que as respostas são de fácil compreensão. A coordenadora-geral de Atendimento e Educação Fiscal da Receita, Maria Helena Cotta Cardozo, destacou que, pelo tutorial, além de ter uma visão completa do processo, o contribuinte pode ter acesso a diversos serviços, como retirar o extrato da declaração do IRPF e emitir as guias de DARF para pagamento do imposto devido. Capacidade – A coordenadora-geral de Tecnologia da

Informação da Receita Federal, Cláudia Maria de Andrade, informou ontem que o site do Fisco tem uma capacidade para um milhão de downloads por dia do programa para o preenchimento da declaração do IRPF 2012 (base 2011). A Receita está preparada para receber, em média, 3,5 milhões de declarações por dia. Segundo a coordenadora, a capacidade foi ampliada em 20% com base na média de envio de documentos no ano passado. Ela explicou que, nos primeiros dias, a Receita recebe entre 150 mil a 200 mil declarações por dia, atingindo 3,5 milhões de envios nos últimos dias do prazo. "A Receita minimizou o risco de congestionamento neste ano. Temos servidores diferentes para recebimento das declarações e outro para download do programa", afirmou. O prazo de entrega das declarações de IRPF começa no dia 1º de março e termina em 30 de abril. Ela lembrou que o sistema fica fora do ar todas as madrugadas, entre a 1 hora e as 5 horas da manhã. Cláudia informou também que o programa de IR não poderá ser baixado em tablets ou smartphones. Segundo ela, está em estudo na Receita a possibilidade de se criar um aplicativo para tablets. (O site da Receita Federal é www.receita.fazenda.gov.br) (AE)

No site da Receita Federal o contribuinte encontra, a partir de hoje, um passo a passo para preencher a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPJ). Já está disponível também o download do programa. O envio do documento, porém, deve ser feito de 1º de março a 30 de abril.

ATA DA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO BANCO MERCANTIL DO BRASIL S. A. CNPJ Nº 17.184.037/0001-10 - COMPANHIA ABERTA - NIRE 31300036162. 1 - Local, Data e Hora: Sede social, na Rua Rio de Janeiro, 654/680 - 5º andar, em Belo Horizonte, Minas Gerais, 19 de dezembro de 2011, 15:10 (quinze horas e dez minutos). 2 - Presenças: Maioria dos membros do Conselho de Administração. 3 - Deliberações: I - Preenchendo as condições previstas no Art. 147 da Lei 6404/76 e na Resolução nº 3.041, de 28 de novembro de 2002, do Conselho Monetário Nacional, foram eleitos, por unanimidade, abstendo-se de votar os legalmente impedidos, com mandato coincidente com o dos demais Diretores, ou seja, até a primeira reunião do Conselho de Administração após a Assembléia Geral Ordinária de 2014, para membros da Diretoria, os senhores a seguir relacionados e qualificados: Aluízio Francisco Paiva, brasileiro, casado, bancário, residente e domiciliado em Belo Horizonte - MG, na Rua Piauí, 1.848/802, Bairro Funcionários, CEP 30150-321, C.I. nº MG-19.230.954 - SSPMG e CPF nº 034.695.918-73, Humberto Pereira de Almeida, brasileiro, casado, bancário, residente e domiciliado em Belo Horizonte - MG, na Rua Cesário Alvim, 483/302, Bairro Padre Eustáquio, CEP 30720-270, C.I. nº M-1.192.234 - SSPMG e CPF nº 242.615.566-34, João Rufino da Silva, brasileiro, casado, bancário, residente e domiciliado em Belo Horizonte - MG, na Rua Piauí, 741/1302, Bairro Santa Efigênia, CEP 30150-320, C.I. nº MG-889.786 - SSPMG e CPF nº 231.399.866-53, José Maurício Carvalho de Barros, brasileiro, casado, bancário, residente e domiciliado em Belo Horizonte - MG, na Rua Raul Pompéia, 264/201, Bairro São Pedro, CEP 30330-080, C.I. nº MG-1.503.788 - SSPMG e CPF nº 381.389.136-49, Roberto Godoy Assumpção, brasileiro, separado judicialmente, administrador de empresas, residente e domiciliado em Belo Horizonte - MG, na Rua Juvenal de Melo Senra, 409/902, Bairro Belvedere, CEP 30320-660, C. I. nº M-1.245.492 - SSPMG e CPF nº 496.061.746-20 e Valfredo Monteiro Filho, brasileiro, casado, bancário, residente e domiciliado em Salvador - BA, na Rua Barão de Loreto, 33/502, Bairro Graça, CEP 40150-270, C.I. nº 01367558 36 - SSPBA e CPF nº 049.096.665-91. II - Os Diretores eleitos serão assim designados: Diretor Executivo: Roberto Godoy Assumpção. Diretores: Aluízio Francisco Paiva, Humberto Pereira de Almeida, João Rufino da Silva, José Maurício Carvalho de Barros e Valfredo Monteiro Filho. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião, da qual, para constar, lavrou-se a presente ata que, após lida e aprovada, vai por todos os Conselheiros presentes assinada. Belo Horizonte, 19 de dezembro de 2011. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO. Milton de Araújo; José Ribeiro Vianna Neto; Mauricio de Faria Araujo; José Carneiro de Araújo; Daniela de Araújo Coelho; Glaydson Ferreira Cardoso; Luiz Henrique Andrade de Araújo; Leonardo de Mello Simão. CONFERE COM O ORIGINAL LAVRADO NO LIVRO PRÓPRIO. BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. Athaíde Vieira dos Santos - Diretor Executivo; André Luiz Figueiredo Brasil - Vice-Presidente Executivo. Atestamos que este documento foi submetido a exame do Banco Central do Brasil em processo regular e a manifestação a respeito dos atos praticados consta de carta emitida à parte. Departamento de Organização do Sistema Financeiro. Gerência Técnica em Belo Horizonte. Marcelo Bicalho Viturino de Araújo - Analista. Junta Comercial do Estado de Minas Gerais. Certifico o registro sob o nro: 4771208 em 13/02/2012. Banco Mercantil do Brasil Sociedade Anônima. Protocolo: 12/147.975-7. Marinely de Paula Bomfim - Secretária Geral.

Empregador pode consultar proteção ao crédito, diz TST.

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do Ministério Público fazem ma decisão do exigências em relação à Tribunal Superior conduta de candidato a do Trabalho (TST) postos de trabalho. reconheceu o direito de Os magistrados do TRT uma empresa consultar os concluíram que não serviços de proteção ao ocorreu a discriminação crédito antes de contratar proibida pela Constituição, seus funcionários. O TST que está relacionada a rejeitou um recurso do condições pessoais, como Ministério Público do sexo e etnia. Trabalho em Sergipe, que Conduta – No TST, o tinha o objetivo de impedir relator do recurso, ministro as pesquisas pela Renato de Lacerda Paiva, G.Barbosa Comercial afirmou que os cadastros Ltda., de Aracaju. Para o consultados pela empresa Ministério Público, a são públicos e de acesso conduta da empresa era irrestrito. Segundo ele, o discriminatória e havia um empregador tem todo o dano moral coletivo. direito de apurar a conduta A origem da disputa do candidato à vaga judicial foi uma denúncia oferecida na empresa. anônima feita em 2002, "Se a segundo a administração qual a pública, em empresa teria praticamente praticado todos os discriminação Não há como processos ao não vedar ao seletivos contratar empregador o que realiza, pessoas com exige dos pendências acesso a candidatos, nos serviços cadastros além do de proteção públicos. conhecimento ao crédito. RENATO DE LACERDA PAIVA, técnico de Um inquérito MINISTRO DO TST cada área, foi aberto. Na inúmeros audiência, a comprovantes empresa de boa recusou-se a conduta e reputação, não assinar um termo de há como vedar ao compromisso de que não empregador o acesso a faria mais a pesquisa. cadastros públicos como Diante desse fato, o mais um mecanismo de Ministério Público melhor selecionar protocolou uma ação no candidatos às suas vagas Judiciário. de emprego", disse. Multa – Na Justiça de 1ª A decisão dos ministros Instância foi determinado à que compõem a 2ª Turma empresa que deixasse de do TST vale apenas para o fazer as consultas sob pena de multa de R$ 10 mil caso específico da G.Barbosa. Mas abre para cada pesquisa precedente para outros realizada e o pagamento processos semelhantes de indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo. que envolvam a consulta A G.Barbosa recorreu ao por empregadores a entidades como o SCPC TRT argumentando que (Serviço Central de não havia discriminação. Proteção ao Crédito), o Ao julgar o recurso, o Serasa e órgãos policiais e tribunal ressaltou que a do Poder Judiciário antes administração pública e o da contratação. (AE) próprio processo seletivo

DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS - DIEESE

DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS - DIEESE

CNPJ nº 60.964.996/0001-87 EXTRATO DE CONTRATO - PREGÃO ELETRÔNICO DIE 002/2012 Espécie: Contrato de prestação de serviços firmado entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos-DIEESE,CNPJ 60.964.996/0001-87,e EcosTurismo Ltda.,CNPJ 06.157.430/0001-06.Objeto: Contratação de empresa especializada na prestação de serviços de emissão, cotação de preços e reservas de passagens aéreas, considerando os objetivos do Convênio MTE/SPPE/CODEFAT 092/2007, 8º termo aditivo. Modalidade: Pregão Eletrônico DIE 002/2012. Valor estimado: R$ 114.000,00. Fonte de recursos: Convênio MTE/SPPE/CODEFAT 092/2007, 8º termo aditivo. Data da assinatura: 16/02/2012. Vigência: 16/02/2012 a 30/11/2012. Assinam: Pelo DIEESE, Clemente Ganz Lúcio, DiretorTécnico e pela EcosTurismo Ltda., Ana Flavia Campanema Merheb, Diretora. São Paulo, 16 de fevereiro de 2012 Câmara de Comércio, Indústria e Turismo - Brasil-Jamaica - Edital de Convocação - Inscrita no CNPJ/MF Nº 09.814.261/0001-10, Representada por seu Diretor-Presidente, Convoca Todos os Membros de sua Diretoria, Conselhos Fiscal, e Demais Interessados, a Participarem de Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária, Que Fará RealizarSe no Dia 15/03/2012, Às 17:00 e Às 17:30 Horas, no Endereço Sito na Rua 24 de Maio, 77 – 12º Andar – Cj. 1202 – Centro – SP. Donovan Mark Mcfarlane – Diretor-Presidente

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 23 de fevereiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Metal Mol Indústria e Comércio de Molas Ltda. Requerido: Metalúrgica Perfec Ltda. EPP. Rua Aparecida de São Manuel, 676 – Vila Nova York - 1ª Vara de Falências. Requerente: Banco Industrial e Comercial S/A. Requerido: Trimix Assessoria e Produtos Financeiros Ltda. Rua Assupa, 153 – Vila Prudente - 2ª Vara de Falências. Requerente: Abesp Assistência Médica Ltda. – Autofalência. Requerido: Abesp Assistência Médica Ltda. – Autofalência - Avenida Liberdade, 91 – 1° Andar – Liberdade - 2ª Vara de Falências.

CNPJ nº 60.964.996/0001-87 EXTRATO DE CONTRATO - PREGÃO ELETRÔNICO DIE001/2012 Espécie: Contrato de prestação de serviços firmado entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos-DIEESE,CNPJ 60.964.996/0001-87,e EcosTurismo Ltda.,CNPJ 06.157.430/0001-06.Objeto: Contratação de empresa especializada na prestação de serviços de emissão, cotação de preços e reservas de hotelaria (incluindo despesas de alimentação, traslados, locação de salas e equipamentos), considerando os objetivos do Convênio MTE/SPPE/CODEFAT 092/2007, 8º termo aditivo. Modalidade: Pregão Eletrônico DIE 001/2012. Valor total estimado: R$ 70.600,00. Fonte de recursos: Convênio MTE/SPPE/CODEFAT 092/2007, 8º termo aditivo. Data da assinatura: 17/02/2012. Vigência: 17/02/2012 a 30/11/2012. Assinam: Pelo DIEESE, Clemente Ganz Lúcio, Diretor Técnico e pela Ecos Turismo Ltda., Ana Flavia Campanema Merheb, Diretora. São Paulo, 17 de fevereiro de 2012


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Muitos países estão dispostos a ajudar, mas ninguém quer passar um cheque em branco. João Augusto de Castro Neves, cientista político do Eurasia Group

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John Kolesidis/Reuters

G-20 vai discutir crise do euro e reforço ao FMI Neste fim de semana, ocorre no México o encontro dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais das 20 maiores economias do mundo. O Brasil faz parte do grupo.

Bandeira da UE diante do Partenon, em Atenas: apoio dos mais ricos.

em abril, em Washington, quando houver sinais mais claros sobre a situação da Grécia e do programa fiscal para a zona do euro. Nem os emergentes nem as economias avançadas, como Estados Unidos e Japão, querem que seja tomada alguma decisão em relação ao aumento de aporte do Fundo sem antes ver o esforço da própria Europa em aumentar sua contrapartida para ajuda à região. "Muitos países estão dispostos a ajudar, mas ninguém quer passar um cheque em branco", disse o cientista político João Augusto de Castro Neves, do

Eurasia Group, em Washington. Para ele, os emergentes adotarão postura mais de "observação" no encontro. Brasil – O FMI quer fortalecer seu caixa para empréstimos em cerca de US$ 600 bilhões, para quase US$ 1 bilhão, e para isso espera poder contar também com a boa vontade das potências emergentes, especialmente China e Brasil. Esses, por sua vez, gostariam de ter papel mais relevante no FMI, com cotas maiores, e devem resistir a um envolvimento mais definitivo e duradouro antes de conseguir o reconhecimento desejado.

Recessão no bloco neste ano

A

economia da zona do euro está caminhando para sua segunda recessão em apenas três anos, enquanto a União Europeia (UE) ficará estagnada, afirmou o escritório da UE ontem, alertando que a região precisa quebrar o ciclo vicioso de dívida. A produção econômica

das 17 nações que compartilham o euro irá contrair 0,3% neste ano, afirmou a Comissão Europeia em relatório, revertendo a previsão anterior que mostrava crescimento na economia de 0,5% em 2012. A União Europeia, composta pelas 27 nações que geram um quinto da

produção global, não registrará crescimento neste ano, segundo expectativa da Comissão. PIB estagnado – "A União Europeia está pronta para enfrentar um PIB (Produto Interno Bruto) estagnado neste ano, e a zona do euro irá sofrer uma pequena recessão", afirmou a Comissão em relatório. "Retornos negativos se enrolam entre os fracos devedores soberanos, frágeis mercados financeiros, e uma desaceleração da economia real ainda não parece ter sido quebrada", relatou o documento. A zona do euro esteve em recessão pela última vez em 2009 em decorrência da crise global, com a economia se contraindo em 4,3%, na maior retração mundial desde os anos 1930. (Reuters)

Nos EUA, emprego dá bom sinal.

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s novos pedidos de a ux íl io -d es em preg o nos Estados Unidos ficaram estáveis na semana passada, permanecendo no menor nível desde o início da recessão de 2007 a 2009 e dando mais um sinal de que o mercado de trabalho norte-americano está se recuperando. Os trabalhadores solicitaram 351 mil novos pedidos de auxílio do governo, informou o Departamento do Trabalho ontem. Economistas consultados previam que os pedidos iniciais subiriam para 354 mil. Os dados da semana anterior foram revisados para 351 mil, ante 348 mil inicialmente reportados. As leituras das duas últimas semanas registraram os menores níveis desde março de 2008. Economistas afirmam que os empregadores devem estar no final de longo ciclo de grandes reduções de vagas. (Reuters)

"Informalmente os emergentes estão vinculando essa ajuda à reforma do Fundo. Claro que ninguém fala isso abertamente, mas é fato que eles não querem perder o poder de barganha antes que haja comprometimento com essas reformas", avaliou Neves. Ou seja, haverá pressão para que as economias avançadas cedam um pouco da sua fatia no Fundo em favor das economias emergentes. O ministro das Finanças do Japão, Jun Azumi, disse nesta semana não acreditar que o G20 chegue a um consenso sobre aumento do capital do FMI pa-

ra resgates financeiros. "Da maneira como eu vejo, os países do G-20 ainda não estão numa situação na qual estariam se movendo na mesma direção e prestes a decidir sobre quantias específicas", afirmou. Em junho, os chefes de Estado do G-20 se encontrarão em Los Cabos, também no México, uma vez que o país tem este ano a presidência rotativa do grupo. Na pauta oficial, a presidência do G-20 afirma que suas prioridades neste ano serão discutir reformas estruturais e de estabilização econômica para geração de empregos e de crescimento; fortale-

cer o sistema financeiro; melhorar a arquitetura financeira internacional; discutir volatilidade dos preços das commodities e promover o desenvolvimento sustentável. O G-20 é formado pelas economias que, combinadas, representam ao redor de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) de todo o mundo: Brasil, Argentina, Austrália, África do Sul, Arábia Saudita, Canadá, China, Coreia do Sul, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Estados Unidos, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e a União Europeia, como um bloco. (AE)

Jean-Christophe Verhaegen/AFP Photo

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crise na zona do euro e o aumento do poder de fogo do Fundo Monetário Internacional (FMI) deverão concentrar as atenções no encontro dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais das 20 maiores economias do mundo (G-20), que ocorre neste final de semana, na Cidade do México. Não se espera, entretanto, que alguma decisão concreta nesse sentido seja tomada nesses dois dias. O mais provável é que essas discussões do G-20 sejam retomadas no encontro de primavera do FMI, que será

BARRICADAS FRANCESAS – Sindicalistas e trabalhadores protestaram ontem, na cidade de Florange, na França, contra o fechamento de uma unidade fabril da ArcelorMittal, que segundo eles irá encerrar 5 mil vagas de trabalho na cidade. Os manifestantes fecharam com barricadas avenidas de acesso à unidade da ArcelorMittal, e colocaram fogo em pneus. A França é um dos poucos países da Europa, assim como a Alemanha, cuja economia não está em recessão, embora apresente um fraco desempenho neste ano.

Aprovada redução da dívida

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Parlamento da Grécia aprovou ontem por maioria absoluta a legislação necessária para viabilizar o perdão de parte da dívida pública do país, avaliado em 107 bilhões de euros, ou 53,5% do valor dos bônus em posse dos grandes bancos e fundos de investimento privados. A votação do plano ocorreu antes do previsto devido ao encurtamento do debate, que finalmente durou cerca de sete horas, em vez das 12 inicialmente previstas. Os dois partidos que fazem parte do governo votaram a favor do projeto de lei – o social-democrata Pasok e a conservadora Nova Democracia (ND) –, que juntos somam 193 das 300 cadeiras do Parlamento, além de vários deputados independentes. Na madrugada de terçafeira, o Eurogrupo – fórum de ministros de Economia da zona do euro – havia aprovado o plano de reestruturação da dívida

107 bilhões de euros é o que representa o perdão de parte da dívida pública aprovado ontem pelo Parlamento grego grega, que contempla o novo crédito de 130 bilhões de euros, além do perdão de 107 bilhões de euros de dívida. Títulos – Os bônus gregos serão substituídos por novos títulos por um valor de 30,5% dos atuais mais outros com um valor de 15% emitidos pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira. O projeto de lei sobre o perdão inclui um mecanismo chamado Cláusulas de Ação Coletiva (CAC) que permitirá ao Estado grego obrigar todos

os credores da dívida do país a concederem o perdão, caso a maioria deles apoie a reestruturação. O projeto legislativo para dar sinal verde à troca de bônus tramitou com caráter de máxima urgência, algo que foi criticado especialmente pelas legendas que se opõem ao governo de coalizão socialdemocrata-conservador liderado pelo ex-banqueiro Lucas Papademos. "Não entendo sua insistência em negar a urgência. Aqueles que não aceitam o procedimento de urgência não entendem a situação em que o país se encontra", respondeu o ministro das Finanças grego, o social-democrata Evangelos Venizelos. Mas a oposição se manteve insatisfeita. "Pare de enganar o povo. É mentira que os 130 bilhões de euros sejam para nos salvar. O que os trabalhadores ganharão com isso? Só os bancos e os monopólios se beneficiam", disse deputado comunista Zanassi Pafilis. (EFE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 Nº 406

DCARR

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A partir de abril, Issao Mizoguchi será o primeiro brasileiro a assumir a presidência da Moto Honda da Amazônia (HDA). Ele também ocupará o cargo de vice-presidente sênior da Honda South America (HSA). Atualmente, é vice-presidente comercial da HSA e vice-presidente da HDA e da Honda Automóveis do Brasil (HAB).

LANÇAMENTO

Esportiva pequena e acessível Para quem está começando a trilhar o caminho da esportividade em duas rodas, a Roadwin 250R é opção. MÁRIO TONOCCHI

C

om o lançamento da Roadwin 250R no início deste ano, a montadora Dafra entrou de vez na disputa pelos consumidores das pequenas esportivas 250cc. Apresentado no último Salão Duas Rodas de São Paulo, o modelo tem um cilindro, potência máxima de 24 cv a 9.000 rpm e preço sugerido de R$ 12.490. Vem completa – inclusive com faixas laterais nas rodas e para-lama na roda traseira – e não há acessórios opcionais. O tanque tem 15 litros (dois de reserva). Faz, segundo a montadora, 35 quilômetros com um litro de gasolina. A Dafra aposta no preço cerca de 20% mais baixo apesar da menor potência diante das concorrentes para reservar pelo menos 30% do mercado das esportivinhas neste ano. A Roadwin é modelo 11/12 e c o m p e t e d i re t a m e n t e c o m a

Kawasaki Ninja 250, equipada com motor de dois cilindros paralelos e 33 cv de potência. Hoje, a "Ninjinha" é vendida de R$ 15.540 a R$ 16.100, dependendo da versão. Outra concorrente frontal é a Kasinski Comet GT250 R. Com motor V2, gera 32 cavalos a 10.500 rpm. A Kasinski está com promoção (R$ 13.990) para a linha 11/11. Para os modelos 2012, o preço parte de R$ 14.990. A briga pelo mercado das pequenas esportivas ganha novos contornos em março deste ano quando deve ser lançada a Honda CBR 250R. O modelo, também apresentado no Salão Duas Rodas, tem 26,4 cavalos de potência máxima a 8.500 rpm. O preço, especula-se, deve girar ao redor dos R$ 14 mil. O Diário do Comércio avaliou o lançamento da Dafra em um pequeno autódromo construído na

Divulgação

Produzida no Brasil, a Roadwin 250R custa R$ 12.490. A miniesportiva da Dafra oferece 24 cv de potência e é comercializada nas cores branca ou vermelha.

Fazenda Capuava, do Grupo Pão de Açúcar, em Indaiatuba (SP). A moto responde bem às acelerações, mas não apresenta comportamento esportivo. É muito bem montada, com encaixes perfeitos. A rabeta é bonita e o painel bem simples. Em rodas de liga leve de 17 polegadas, um destaque é o pneu Pirelli SportDemon – 110/70 na dianteira e 130/70 na traseira – que faz toda a diferença na condução. Bonita, marca presença e chama a atenção. Test-drive – A Dafra, segundo seu presidente, Creso Franco,

A Roadwin é um produto da gigante coreana de motocicletas Daelim. Para trazer o modelo para o Brasil, as empresas redesenharam a moto e tropicalizaram a versão.

IMPRESSÕES

STATION WAGON

MARCH: FOGUETINHO JAPONÊS.

RS4 AVANT: NERVOSA PERUA. Audi apresenta terceira geração do modelo

Divulgação

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marca alemã mantém a tradição de veículos apimentados, mesmo os modelos station wagon que tradicionalmente são mais utilizados como "carro da família". A RS4 Avant pode até ser o carro preferido do papai e da mamãe ao levar a garotada para a escola, mas por baixo do seu capô fica guardado um potente motor V8 4.2 que produz 450 cv de potência e que vai garantir a esportividade e jovialidade dos papais na hora do lazer. Apresentada este mês, a RS4 Avant será vendida na Europa somente a partir do segundo semestre e a previsão é de que no início do ano que vem o modelo chegue ao Brasil. Equipada com o câmbio S Tronic de sete velocidades, dupla embreagem e tração permanente integral quattro, ela acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,7 segundos, contra 4,9 s da segunda geração. A velocidade máxima é limitada em 250 km/hora, mas pode chegar a 280 km/h se requisitado. Segundo a Audi, o consumo médio da RS4 Avant é de aproximadamente 9 km/l. A esportividade, porém, não fica só na mecânica. Suas linhas dão o toque de agressividade necessária para abrigar tanta potência.

também investe em uma ação de marketing para transmitir uma nova imagem de que seus produtos são fortes e confiáveis. Para isso lançou o "Teste Dafra", desafiando o consumidor a experimentar os modelos da fáfrica. Com a Roadwin, Franco pretende alcançar pelo menos 30% das vendas (mil por mês neste ano) na categoria 250 cc esportiva.

Station wagon da Audi ficou ainda mais potente, com 450 cv.

Na frente, a grade hexagonal, lembrando "favos" de mel, acompanhada de faróis de xenon com luzes diurnas em LED dão maior elegância e jovialidade. Saias laterais e exclusivas rodas de 19 polegadas, além de, na traseira, saídas de escape grandes e ovais, mantêm o ar "marrudo" da RS4 em todos os ângulos. O interior é totalmente revestido em preto com detalhes cromados destacando-se no painel. De série, a perua traz bancos dianteiros aquecidos e recobertos em couro e Alcântara ou opcionalmente ainda mais esportivos, em forma de concha, climatizados e ventilados. O volante multifuncional, também em couro, tem shift paddles com acabamento em

alumínio para trocas de marchas manuais. O porta-malas com capacidade para 445 litros pode chegar a 1.430 litros de bagagens com o rebatimento dos bancos. Lembrando – A história da Audi RS4 começou em 1994 quando, ainda com o nome de RS2, utilizava um motor 2.2 litros turbo preparado pela Porsche e oferecia 315 cavalos de potência. No Brasil, a station wagon só apareceu oficialmente em 2001, com motor V6 biturbo de 380 cv e já rebatizada como RS4 Avant. A segunda geração da perua foi lançada em 2007, com um propulsor V8 de 420 cv, novo conjunto de suspensão e já com tração permanente nas quatro rodas.

Com motores flex 1.0 e 1.6, o Nissan custa a partir de R$ 27.900.

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Nissan foi a pioneira e não decepcionou. O perar o conforto de modelos de classes superiopequeno March é o primeiro "popular" ja- res. Mesmo assim, o March tem em sua suspenponês a aportar por aqui e faz a compra valer a são um ótimo acerto, que deixa o veículo sensípena pelo custo/ benefício da versão 1.0, que vel às imperfeições do piso, transmitindo altem seu preço iniciando em R$ 27.790, ou, ain- gum incômodo aos passageiros, mas que da, pelo bom desempenho do hatch equipado garante elogios sobre sua dirigibilidade. Além com a motorização 1.6. Além de um bom con- de ágil e preciso em curvas, sobra fôlego ao Marjunto, o pequenino de origem oriental é fabrica- ch 1.6 – talvez não precisasse tanto para carredo no México, ficando livre dos impostos de im- gar apenas seus 980 kg (na versão mais equipada ) –, mas não vamos reclamar disso, melhor portação. Com um conjunto interessante e bons preços, assim. Já seu câmbio, apenas manual, se não o carro vem apresentando bons resultados nas provoca grandes sustos também não é dos mais vendas e, somente em 2011, teve 6.944 unidades suaves. Segundo a marca, enquanto o modelo emplacadas. Vale lembrar que a versão 1.0 co- 1.0 vai de 0 a 100 km/h em 14,48 segundos com meçou a ser comercializada no mês de outubro gasolina e 13,7 segundos com etanol, o 1.6 leva e a 1.6, apenas em novembro. Mas a montadora apenas 9,88 segundos e 9,49 segundos. Resumo da obra: um carro divertidíssimo de espera ampliar as vendas do modelo. O March 1.0 oferece air bag duplo e compu- dirigir, com pouco espaço para bagagens, mas tador de bordo já em sua versão de entrada, e é com um custo/benefício tão interessante quancomercializado apenas com quatro portas. to na versão 1.0. Seu preço começa em R$ 35.890, Com este propulsor o modelo tem garantidos podendo chegar a R$ 39.990 na versão 1.6 SR até 74 cv de potência a 5.850 rpm e 10 kgfm de que recebe CD Player com MP3 e entrada auxiliar, kit aerodinâmico (saias laterais, spoiler torque na mesma rotação. Mas é com o 1.6, 16V, que o modelo impres- dianteiro e aerofólio traseiro), ponteira de escasiona, tanto que o mix de vendas entre as duas pe cromada, retrovisores externos personalizamotorizações é surpreendentemente igual, dos, adesivos e rodas aro 15 na cor titanium. 50% cada. Anderson Cavalcante Gerando 111 cavalos e tor- Divulgação que de 15,1 kgfm, cv, a versão básica do 1.6 já vem com air bag duplo, direção elétrica progressiva, ar-condicionado, ajuste de altura do banco do motorista, acionamento elétrico dos vidros e computador de bordo. Por dentro, mesmo utilizando materiais não tão sofisticados, a Nissan caprichou no acabamento, deixando um visual equilibrado no habitáculo. O porta-malas não é dos melhores, levando 265 litros de bagagens. Apesar da ótima gama de equipamentos, não dá para es- March 1.0 oferece 74 cavalos de potência; já o 1.6 chega a 111 cv.


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A 32 km do continente africano, este paraíso verdejante, dedicado à preservação, conquista cada vez mais viajantes, atraídos por seus encantos simples e atmosfera tranquila (por enquanto).

urismo

Máfia: uma ilha serena na costa da Tanzânia. Brendan Spiegel/ The New York Times

Brendan Spiegel/The New York Times

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uando vista durante a chegada pelo ar, a Ilha de Máfia não parece ser muito mais do que um pedaço de terra verde em formato de lua crescente ao largo da costa oriental da África. Pouco menor que a cidade de Nova York, a ilha verdejante, a 32 quilômetros da Tanzânia continental, é densamente coberta por coqueiros, com nada além de flora verde visível no interior e alguns trechos de areia branca intermitentes rasgando a costa. A apenas meia hora de Dar es Salaam, a maior cidade do país, nosso avião sacolejante de 12 lugares se aproximou da pista de terra e cascalho. Enquanto aterrissávamos, alguns relances de civilização passavam pelos nossos olhos: um barco solitário patrulhava a linha costeira, um trio de crianças alegres apontava para o avião da beira do mangue, duas mulheres enroladas em cangas coloridas, o tradicional vestuário africano, e com véus, caminhavam equilibrando grandes potes na cabeça. Com apenas alguns milhares de visitantes por ano, a Ilha de Máfia não é um destino turístico requisitado e tem poucos dos acessórios sofisticados que atraem hordas de casais em lua-de-mel a outras ilhas do Índico, como Seychelles, Maurício e Zanzibar. Ao longo da última década, no entanto, ela conquistou um grupo

pequeno e apaixonado de viajantes atraídos por seus encantos simples e atmosfera serena. Serena em terra. Debaixo d’água, uma reserva marinha protegida oferece alguns dos pontos de mergulho mais magníficos da região, quiçá do mundo. Tartarugas marinhas, arraias e tubarões-de-pontas-brancasde-recife circulam por essas águas quase o ano inteiro. História – Embora poucos viajantes modernos conheçam seu nome, Máfia atrai viajantes desde o século XI, quando serviu como base comercial para os marinheiros "shirazis" que controlavam a região. Mais tarde, virou centro

ÁFRICA

A melhor forma de voar à Tanzânia (Dar es Salaam) a partir de São Paulo é pela South African Airways (www.flysaa.com), via Johannesburgo. De lá, voo de meia hora para Máfia pela Tropical Air (tropicalair.co.tz/). Mafia Island Lodge: www.mafialodge.com/. Ras Mbisi Lodge: www.mafiaislandtz.com/.

para o comércio de escravos do Oriente Médio, depois base militar para colonos alemães e, por fim, britânicos. Apesar de abrigar um número elevado de imigrantes italianos, seu nome nada tem a ver com o crime organizado. Provavelmente ele vem de uma antiga palavra árabe para arquipélago. No último século, Máfia e seus 40 mil habitantes foram praticamente ignorados pelo mundo, alcançados apenas pelas balsas lentas da Tanzânia. Isso começou a mudar em 1995, quando o World Wildlife Fund (WWF) e outros ativistas ambientais convenceram o governo tanzaniano a proteger a metade sul da ilha e suas águas com a criação do Parque Marinho da Ilha de Máfia. A reserva de 1.320 km² abriga 400 espécies de peixe e 48 tipos de corais, além de gigantes tartarugas verdes e o "dugongo", espécie quase extinta da família do peixe-boi. Os preciosos recifes logo começaram a atrair a atenção de mergulhadores. Depois que pescadores descobriram que o amigável tubarão-baleia gostava das águas ricas em plâncton de lá, barcos levando grupos para nadar com as criaturas com manchas brilhantes deram um motivo para esses turistas ficarem mais tempo. Voos regulares de Dar es Salaam, principal ponto de entrada da Tanzânia, foram criados em 2006. O número de pousadas cresceu para quase duas dúzias. Em 2010, a cifra de visitantes internacionais foi 300 % maior que quatro anos antes, embora o modesto total ainda tenha sido de 4.100 pessoas. Eco p a ra í s o – Durante uma viagem recente com minha namorada, nossa primeira parada foi em Zanzibar. Apesar de não ter reclamações das praias de areia branca, redes grandes e coquetéis tropicais, eu não curti o litoral cheio de construções e vendedores ambulantes. E sempre que abria meu guia turístico, meus olhos se voltavam para a pequena ilha ao sul, da qual pouco conhecia.

Partimos para Máfia, onde passamos o fim de semana no Mafia Island Lodge, dentro do parque marinho. A faixa de areia semicircular era o antídoto perfeito para a movimentada Zanzibar. Só um punhado de turistas descansava nas balançantes espreguiçadeiras de madeira, e quando quatro de nós zarparam num pequeno barco para mergulhar de snorkel entre cardumes de peixes-zebra e corais de vermelho vivo, ficamos com um trecho maravilhoso de recife só para nós. Consciência ambiental – Os corais são parcialmente preservados por uma taxa de US$ 20 por pessoa por pernoite, pagos pelos turistas na entrada do parque (dólares americanos são aceitos na ilha inteira). "A maioria das pessoas que se dá ao trabalho de vir até Máfia tem determinada mentalidade", disse Mi-

chelle Vickers, que foi criada na Tanzânia e morou na Grã-Bretanha antes de voltar, há quatro anos, com o marido, John, para abrir o Ras Mbisi Lodge, um resort com consciência ecológica no lado oeste da ilha. Depois de dois dias de snorkel no parque marinho, rumei por conta própria para o Ras Mbisi. Em um dos táxis 4x4 que transitam pelas estradas de terra, cheguei ao complexo após 40 minutos. Ali, luxuosas cabanas são construídas com a madeira sustentável dos coqueiros, iluminadas por eletricidade gerada com biogás e água aquecida por energia solar. O resort se mistura harmoniosamente com o coqueiral e os oito quilômetros de praia em frente. Durante uma caminhada noturna, dividi o local com poucos: um pescador amarrando a piro-

ga, duas mulheres procurando mariscos na maré baixa e dezenas de siris que saíam de seus buracos na direção do mar. Embora o resort prepare excursões, preferi matar meu tempo lendo na praia. Eu ficava feliz em ser apenas incomodado na hora das refeições, centradas na pesca do dia: lula na cerveja temperada com cúrcuma, por exemplo. Nem tudo funcionou direitinho, mas nada que justificasse reclamação. O gerador parou certa noite, mas consegui ler com a lanterna movida a manivela fornecida aos quartos. A água aquecida com energia solar funcionou bem na primeira manhã, mas na seguinte, banho frio. O Ras Mbisi não é o único hotel ecológico, outros trabalham ainda mais para proteger o ambiente. Manzie Omar Mangochie, administrador regional de Máfia, afirmou haver um esforço consciente do governo para desenvolver o turismo sem sobrecarregar a ilha e seus moradores. "Nós queremos mais desenvolvimento e mais turismo aqui, mas não queremos que vire outro Zanzibar. " A ênfase em manter limites não é só conversa. Não existe uma grande rede hoteleira internacional na ilha e a maioria das pousadas só contrata moradores locais. Em 2010, um festival de música que ocorreu na Grécia começou a ser planejado lá, mas as autoridades cancelaram o projeto. Uma pista para aviões maiores está sendo construída, bem como um quebra-mar para receber mais turistas vindos de balsa do continente. "Mais voos significam que necessitaremos de mais quartos, mas nossa meta aqui é encontrar um equilíbrio entre receber visitantes e proteger o que temos", disse Mangochie.

Embora tenha muitos imigrantes italianos, seu nome nada tem a ver com o crime organizado. Em Máfia, só calmaria. No topo, Mafia Island Lodge; no meio, pescador local; ao lado, crianças na praia; e à esq., Ras Mbisi Lodge.


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Fotos: Paris Filmes e Sony Pictures/Divulgação

É o dia da festa. As fichas estão na mesa.

No domingo, acontece a cerimônia do cinema em Los Angeles. Quem ganha?

FAÇA SUAS APOSTAS Lúcia Helena de Camargo

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expressão sem o uso de palavras se sobressai como o principal ponto em comum entre os longa-metragens que concorrem este ano ao Oscar de Melhor Filme. Se no ano passado o grande vencedor foi O Discurso do Rei, sobre um monarca que se debate contra a gagueira para conseguir fazer seus pronunciamentos, este ano um dos favoritos é O Artista (concorre a 10 prêmios), sobre um ator de cinema mudo que reluta a entrar na era dos filmes com diálogos. Um deseja desesperadamente falar. O outro insiste em calar. Aquele que concorre ao maior número de estatuetas (11), A Invenção de Hugo Cabret, foi concebido como uma homenagem a um dos grandes cineastas do passado, o francês Georges Méliès (1861-1938), que dirigiu centenas de filmes, evidentemente – à época – mudos. Pioneiro, ele estava presente na plateia que assistiu, em 28 de

O Artista? E será que a canção de Rio, de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, trará o primeiro Oscar para o Brasil? Reúna a torcida e prepare a pipoca. A cerimônia do cinema de Hollywood, transmitida para 225 países, se-

dezembro de 1895, os irmãos Lumière fazerem a primeira projeção de um filme na história. Antes de se tornar diretor, foi mágico. E imprimiu nos fotogramas muitos dos truques aprendidos com o ilusionismo, por esse motivo sendo considerado o pai dos efeitos especiais. Até uma das estreias desta sexta (24), Tão Forte Tão Perto, traz um personagem insólito, que não pronuncia uma só palavra ao longo de todo o filme, e dessa maneira está perfeito em cena, tanto que concorre ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante: Max Von Sydow, no papel do avô que ajuda o pequeno e obstinado garoto nas buscas pelo legado do pai. Em O Homem que Mudou o Jogo, Jonah Hill, também no páreo pelo Oscar de Coadjuvante, entra mudo e sai calado das reuniões. Seu negócio são os números. A Árvore da Vida é basicamente um balé visual. Em Cavalo de Guerra o protagonista é

um animal que faz tudo, menos falar. Em Meia-Noite em Paris, a estrela é uma cidade. No longa Os Descendentes, a ação gira em torno de uma mulher em estado de coma 100% do tempo. E Histórias Cruzadas é composto mais de olhares matadores do que de debates acalorados. Ao contrário de anos anteriores, quando dez produções figuravam na lista principal, agora são nove. Nos anos seguintes, o número poderá ficar entre cinco e dez. Passaram a ser indicados apenas os mais votados. De todo modo, os prêmios que serão conferidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood no próximo domingo (26), no Teatro Kodak, em Los Angeles, podem apontar para escolha da originalidade em vez da verborragia, principalmente se O Artista levar a maioria das dez estatuetas às quais concorre. Entre as atrizes, a vitória de Meryl

rá na noite de domingo. No canal pago TNT, o pré-show tem início às 20h30. Já na TV Globo, a exibição está anunciada para acontecer depois do programa B ig Brother Brasil. Na internet, sites fornecem notícias em tempo real.

Streep como Margaret Thatcher em A Dama de Ferro é dada como certa pelas bancas de apostas. Indicada ao número recorde de 17 vezes, ela ganhou em duas ocasiões: em 1979, por Kramer vs. Kramer e em 1982, por A Escolha de Sofia. A única com alguma chance de estragar a festa para ela é Viola Davis, de Histórias Cruzadas. Só que Streep já ganhou, entre outros, o Globo de Ouro e o inglês Bafta – curiosamente, entregue por Colin Firth. Se a atriz receber o Oscar, será o mesmo Firth que entregará a estatueta, já que ele foi o vencedor do Oscar na categoria Ator no ano passado. George Clooney poderá subir ao palco para receber seu segundo Oscar (o primeiro foi de Coadjuvante, em 2005, por Syriana), pela atuação em Os Descendentes. O filme trata de assuntos universais como família, fidelidade e a inescrutabilidade da morte. Ele está fantástico no papel do pai e marido que de repente

precisa lidar com isso tudo, além de resolver a partilha de uma complicada herança. Porém, Jean Dujardin, de O Artista (vencedor do Globo de Ouro, Bafta, entre outros), o ameaça. Brad Pitt, de O Homem que Mudou o Jogo, não chega perto. Nem Gary Oldman, de O Espião Que Sabia Demais. Muito menos Demián Bichir, de A Better Life, filme ainda sem título oficial em português. Faça suas apostas. E prepare-se para os discursos dos premiados. Bem, se Jean Dujardin ganhar, em vez de falação, espere o silêncio. Em todas as cerimônias nas quais ele saiu-se vencedor, o ator fez questão de encerrar os agradecimentos assumindo a personalidade de George Valentin, seu personagem no filme O Ar tista. Ele fala e gesticula, mas nenhum som sai de sua boca. Coerente com a arte. E com o caráter mais introspectivo dos atuais concorrentes ao Oscar.

O pai dos efeitos especiais

Fotos: Divulgação

Meryl Streep na pele de Margaret Thatcher em A Dama de Ferro ou Viola Davis em Histórias Cruzadas? George Clooney como o marido desolado em Os Descendentes ou Jean Dujardin, no filme mudo, rodado em preto e branco,

Alguns filmes de Méliès eram colorizados à mão, como Voyage Dan La Luna (Viagem à Lua), no qual o satélite sofre um ataque no olho. Considerado pai dos efeitos especiais, ele levou para as telas sua experiência com ilusionismo de palco.

No site www.dcomercio.com.br links para filmes de Méliès, a lista dos indicados aos prêmios e, ao final da cerimônia, todos os resultados. Na página seguinte, mais sobre Oscar.


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O comediante Billy Crystal volta à função de apresentador do Oscar, para conferir humor e leveza à cerimônia. Carlinhos Brown fala à TV Globo sobre a expectativa em relação ao prêmio. Veja filmes premiados que serão exibidos no final de semana. E conheça nossa lista de injustiçados.

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Chegam à Cidade mais duas estreias de longas que concorrem a prêmios da Academia: Tão Forte Tão Perto, sobre um garoto cujo pai morre no ataque de 11 de Setembro ao World Trade Center. E a atriz Glenn Close em Albert Nobbs, no qual se veste de homem para trabalhar e sobreviver.

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cultura

PAIXÃO, CARINHO E MEMÓRIA. Lúcia Helena de Camargo Foxfilm/Divulgação

Paris Filmes/Divulgação

Questão de identidade

Brasileiros na torcida pela canção de Rio. 50% de chance! O filme Tropa de Elite 2, de José Padilha, era o eleito para tentar entrar na lista de concorrentes ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Mas não chegou a ser indicado. De todo modo, teria pouquíssimas chances contra o sucesso iraniano A Separação, que é dado como vitória certa tanto por críticos quanto por pesquisas de público. Os demais concorrentes vêm da Bélgica (Bullhead); Israel (Footnote); Polônia (In Darkness) e Canadá (Monsieur Lazhar). Assim, com Tropa fora do páreo, a torcida nacional terá de se contentar em cruzar os dedos por Real in Rio, música da animação Rio (acima), dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha, que concorre ao prêmio de Melhor Canção Original. Composta por Sergio Mendes e Carlinhos Brown, tem letra de Siedah Garret. E tem como única oponente na disputa a canção Man or Muppet, do filme Os Muppets, cuja música e letra foram compostas por Bret McKenzie. Será que o Brasil, agora com potenciais 50% de chances, trará o primeiro Oscar para a casa? O baiano Carlinhos Brown já preparou seu melhor smooking e confirmou que vai à festa em Los Angeles, embora tenha dado nos últimos tempos declarações na linha "Trocaria o Oscar por paz na Bahia", pois a indicação ao prêmio ocorreu na mesma época da greve de policiais, que levou tumulto e pânico ao estado, além de ter ocasionado o cancelamento de diversos eventos relacionados ao tradicional Carnaval da Bahia.

Pixar concorre apenas com curta de animação

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mbora com chances de ter a canção premiada, o filme R io não concorre ao Oscar na categoria animação. O favorito este ano é Rango, sobre um lagarto que vira heroi por acaso. Disputam o prêmio A Cat in Paris; Chico e Rita, Kung Fu Panda 2 e Gato de Botas. Outro que ficou de fora, mas por motivos técnicos, já que não é exatamente uma animação, e também não chega a ser um filme, é As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne, de Steven Spielberg. Embora tenha ganhado o Globo de Ouro (que

nomeia a categoria como Melhor longa animado) e batido seus concorrentes Operação Presente, Carros 2, Gato de Botas e Rango. A Pixar, que todo ano abocanha todos os prêmios do gênero, desta vez aparece na lista apenas na categoria de Curtametragem de Animação, com La Luna, sobre um menino que descobre uma maneira peculiar de viajar para a Lua. Seus concorrentes são os curtas Dimanche; The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore; A Morning Stroll e Wild Life.

M. Garrett/Murray Garrett/Getty images

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E o Oscar vai para... outra pessoa.

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ão tem fim a lista de injustiçados do Oscar. Entre algumas das mas conhecidas personalidades jamais premiadas está Greta Garbo, que amealhou quatro indicações a Melhor Atriz, mas ganhou apenas um Oscar honorário, em 1955. No mesmo ano, Kim Novak ganhou o Globo de Ouro e em 1957, levou o Bafta. Mas Oscar, nenhum. Outra grande que saiu da festa de mãos abanando: Ava Gardner. Ficou apenas com a

indicação, em 1953. Cary Grant foi duas vezes indicado a Melhor Ator na década de 1940. Porém, acabou somente com o Oscar honorário, em 1970. E a bela Marilyn Monroe (foto) chegou a ganhar o Globo de Ouro por Quanto Mais Quente Melhor. Mas nunca levou o Oscar. Nem foi indicada. Ironicamente, Michelle Williams, que vive a diva na cinebiografia Sete Dias com Marilyn, figura entre as indicadas este ano a Melhor Atriz.

Billy Crystal faz graça no palco. Steve Spielberg torce na plateia.

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s shows que acontecem entre as entregas dos prêmios são entendiantes para muitos. Mas a Academia se esforça. Uma das atrações nesta edição será o Cirque du Soleil, que apresentará uma montagem criada exclusivamente para a festa. O grupo canadense terá no palco o maior elenco já reunido em único ato. A música ficará a cargo do compositor Danny Elfman. É a segunda vez que o Cirque du Soleil se apresenta no Oscar. A primeira aparição da trupe foi na 74ª cerimônia de premiação da Academia.

au/Divulgaçã

premiação do Oscar este ano contará com a apresentação do ator Billy Crystal, que já ocupou a função em outras oito oportunidades. Depois de muitas críticas no ano passado, quando Anne Hathaway e James Franco fizeram as vezes de mestres de cerimônia, sem conseguir levantar o ânimo dos espectadores, a Academia concluiu que nada melhor do que um comediante para fazer as apresentações. Embora exista um roteiro a ser seguido e tempo a ser respeitado para que a cerimônia não se alongue demais, em determinados momentos é preciso improvisar e fazer graça. Crystal já provou que tem o jogo de cintura necessário.

Eric Charbonne

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teven Spielberg (foto) já tem estatuetas na estante. Ganhou em 1986 pela direção de A Lista de Schindler, também premiado como Melhor Filme (recebido pelos produtores). Em 1986 recebeu o prêmio especial Irving Thalberg. E seria considerado o Melhor Diretor por Hollywood de novo em 1998, por O Resgate do Soldado Ryan. Este ano, seu Cavalo de Guerra concorre a Melhor Filme, Direção de Arte, Fotografia e Edição de Som. E As Aventuras de Tintim disputa Trilha sonora original, para o veterano John Williams.

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oody Allen, de 76 anos, é o diretor mais velho entre os concorrentes. Com Meia-Noite em Paris, quase certamente levará o Oscar de Melhor Roteiro Original, também escrito por ele. O longa concorre ainda na categoria de Melhor Filme e Direção de Arte. Mas será que Allen aparece na cerimônia? Ele jamais recebeu o prêmio sob os olhares de seus pares. Quando ganhou, em 1977, por direção e roteiro de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, não foi. Ganhou outra vez em 1986, pelo roteiro de Hanna e suas Irmãs. Não apareceu. Só foi à festa, em 2002, ano seguinte à tragédia do World Trade Center, para homenagear Nova York, sua cidade querida.

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tradicional Oscar Honorário já foi entregue ao ator e dublador James Earl Jones, que apareceu em mais de 50 filmes durante toda a carreira. Também recebeu a honraria Dick Smith, maquiador de filmes como O Poderoso Chefão e O Exorcista. O Prêmio Humanitário Jean Hersholt foi para a apresentadora Oprah Winfrey. A premiação aconteceu em novembro do ano passado. E na festa de domingo será entregue o Oscar a Douglas Trumbull, responsável pelos efeitos visuais de clássicos como 2001: Uma Odisseia no Espaço; Blade Runner e A Árvore da Vida, que disputa nas categorias de Melhor Filme, Diretor (Terrence Malick) e Fotografia.

TV

Na TNT, transmissão começa às 20h30. Na Globo, só depois do BBB. A Rede Globo detém os direitos de transmissão da cerimônia do Oscar para televisões abertas no Brasil. Assim, nenhuma outra T V pode mostrar a festa. A Globo vai exibir a cerimônia apenas depois de terminado o programa Big Brother Brasil, que está na 12ª edição. Na prática, a transmissão da festa do cinema, que acontece em Los Angeles, vai começar somente depois das 23h, quando já terá começado e alguns dos prêmios terão sido entregues. Talvez até mesmo o único que interessa à torcida brasileira: de Canção Original para Real in Rio, de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, que possui grandes chances de ganhar.

A apresentação do Oscar na Globo será feita pela jornalista Maria Beltrão, com comentários do ator José Wilker e tradução de Anna Vianna. A correspondente Giuliana Morrone entrará com flashes ao vivo, direto de Hollywood, durante o Fantástico, para mostrar o início da da cerimônia e a chegada dos famosos ao tapete vermelho. Na Globo News, a dupla da transmissão do Oscar estará junta no Estúdio I nesta sexta (24), para analisar os indicados. E no sábado (25), o programa Almanaque exibe entrevista da repórter Monica Sanches com o músico Carlinhos Brown, gravada em Salvador, na Bahia.

Para entrar no clima da festa, os fãs de bons filmes podem aproveitar o final de semana para ver ou rever algumas das produções que ganharam os prêmios da Academia em anos anteriores. Nesta sexta (24), às 22h o canal HBO exibe o ganhador do ano passado, O Discurso do Rei. No domingo, às 14h, a Warner passa O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, eleito Melhor Filme em 2003. No mesmo dia e horário, o canal TCM exibe Como Era Verde o Meu Vale, que deu prêmio de Melhor Diretor a John Ford em 1941. E do diretor premiado em 2002, Roman Polanski, chega com O Pianista, exibido no canal MGM no sábado (25), às 19h15.

Quer ver Meryl Streep em um dos seus grandes momentos? Assista Kramer vs Kramer, filme pelo qual ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1979. No canal TCM, sábado, 0h25. E no domingo (26), às 16h05 o mesmo canal exibe Hanna e Suas Irmãs, Melhor Roteiro Original em 1986. Na TV aberta, o Metrópolis, da TV Cultura, reúne nesta sexta (24), às 21h40, material sobre Oscar. Já quem prefere conferir pela internet, os sites UOL e Terra prometem fornecer notícias em tempo real sobre as premiações em Los Angeles. E há ainda o site oficial do Oscar, que vai disponibilizar informações em www.oscars.org.

O canal pago TNT começa a transmissão do Oscar ao vivo do teatro Kodak, em Los Angeles, no domingo (26), às 20h30. Esse préshow vai exibir a chegada dos artistas ao tapete vermelho e pequenas entrevistas com os indicados. Sabrina Parlatore (foto) e Cássio Reis foram escalados para apresentar a festa ao público brasileiro. Às 22h, quando começa a cerimônia propriamente dita no teatro Kodak , entra no ar o crítico Rubens Ewald Filho, que fará os comentários específicos sobre cinema. Segundo a TNT, seu sinal chega a mais de oito milhões de assinantes no Brasil.

m um ano no qual há Meryl Streep na disputa, Gleen Close (foto) não tem chances de ganhar o prêmio de Melhor Atriz, ao qual disputa por Albert Nobbs, filme que estreia no Brasil nesta sexta (24). Caracterizada de maneira precisa, ela vive uma mulher que se faz passar por homem para conseguir trabalhar e sobreviver em Dublin, capital da Irlanda, do século XIX. Depois de três décadas vestindo roupas masculinas e se comportando como a personalidade que criou, já não sabe discernir quem ela própria é. O filme concorre ainda na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante para Janet McTeer e Melhor Maquiagem, neste caso com chances reais de vencer. O excelente trabalho de Matthew Mungle transformou a atriz em um autêntico homem da era vitoriana. Antes das filmagens, o maquiador dotava Gleen Close de peruca, nariz e lóbulos de orelhas maiores e, entre outros apetrechos, de um alargador de boca, para seu maxilar parecer mais masculino. Warner Bros/Divulgação

Busca pelo legado

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m garoto com inteligência acima da média, mas com sérios problemas de comunicação com o mundo, perde o pai na tragédia do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Ele encontra uma chave deixada pelo pai com a anotação "Black". Então sai por Nova York à procura de pessoas cujo sobrenome seja Black, na tentativa de descobrir qual fechadura, cadeado ou cofre é aberto pela misteriosa chave. A saga do garoto Oskar Schell, de 11 anos de idade, é levada à tela em Tão Forte Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close, 2011, EUA, 121 minutos), estreia desta sexta (24). A interpretação magnífica do ator-mirim Thomas Horn deixa claro que ele, assim como menino do filme, também possui qualificações incomuns. O pai, que aparece nas cenas de lembranças, é vivido por Tom Hanks. E a mãe, por Sandra Bullock. O problema de Oskar é que há milhares de pessoas com sobrenome Black na cidade. Ele então inventa um sistema de fichas, baseado em códigos de endereçamento postal, para conseguir visitar o maior número possível de pessoas em um único sábado. Dirigido por Stephen Daldry, o longa concorre ao Oscar nas categorias de filme e ator coadjuvante, para Max von Sydow, também ótimo no papel.

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Poeta da rebelião, Allen Ginsberg era bom filho. Renato Pompeu

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ez anos depois de sua publicação original nos Estados Unidos, sai no Brasil, pela Peixoto Neto, um livro com parte da correspondência entre o famoso “poeta do urro”, o rebelde iconoclasta Allen Ginsberg (19261997 - foto) ícone da poesia americana e ícone da rebeldia dos anos 1960, e seu pai, o poeta lírico Louis Ginsberg (1895-1976), trocadas entre eles de 1944 até a morte do pai – ou seja, entre os 18 e 50 anos do poeta, que só estrearia em 1956, aos 26 anos, com o famoso Howl, e entre os 49 anos do pai e sua morte aos 81. Trata-se da obra Negócio de Família – Cartas Selecionadas de Pai e Filho – Allen e Louis Ginsberg – Editadas e prefaciadas por Michael Schumacher. Não, o editor não é o famoso piloto alemão de Fórmula 1. E sim um seu homônimo, escritor americano, autor de biografias do músico inglês Eric Clapton e do

cineasta também americano Francis Ford Coppola, além de uma biografia do próprio Allen Ginsberg. De um lado, o filho foi um grande herói, em poesia, dos famosos Beatniks, autores críticos do convencionalismo e das hipocrisias do chamado “modo de vida americano”, e um herói também da luta contra a guerra do Vietnã. De outro lado, seu pai, Louis, judeu de origem russa, era professor, socialista e poeta com livros publicados; sua mãe, Naomi, era comunista e sofria crises mentais que assombraram a infância de Allen – ela tentou o suicídio quando o menino tinha 11 anos e começava a escrever no jornalzinho escolar. Além do mais, o jovem logo descobriu sua própria homossexualidade, mas a ocultou dos colegas e dos pais até quando tinha mais de 20 anos. Enquanto o pai era um tranquilo e morigerado professor, Allen passou a vida adulta viajando sem parar, lendo suas poesias em voz

bem alta para auditórios, em geral universitários, inflamados de jovens entusiásticos, tomando todo tipo de droga, tendo ruidosos e tumultuados casos amorosos com diferentes homens. Entretanto, nas cartas ao pai, se revela um filho afetivo e atencioso, sempre respeitando o pai, embora discutissem acaloradamente sobre temas políticos e literários, duas temáticas em que o filho tinha posturas radicais e o pai era bem mais moderado, e até sobre temas sexuais. O filho era um crítico feroz de qualquer tipo de repressão ou de qualquer forma de autoritarismo, fosse na sociedade americana, fosse na sociedade soviética. O pai procurava ser compreensivo e afetuoso. O pai costumava chamar o filho de “Querido Allen” nas cartas; o

filho, sempre anticonvencional, chamava o pai de “Caro Louis”. Por exemplo, em agosto de 1947, quando Louis tinha 52 anos e Allen 21, os dois discutiram as teses dos psicanalistas austríacos radicados nos Estados Unidos como fugitivos do nazismo, Otto Rank, anatematizado por Freud, pelo fato de Rank ter defendido que o “trauma do nascimento” era mais importante do que o “complexo de Édipo”, e Wilhelm Reich, que se afastou de Freud por defender que a grande origem da neurose residia em dificuldades em obter o orgasmo. Reich também defendia que o capitalismo e o fascismo impunham a repressão sexual e que praticar a liberdade sexual era uma ação “revolucionária”. Desenvolveu a noção de “carapaça

pélvica”, uma rigidez muscular do baixo ventre, típica, segundo Reich do moderno homem civilizado, equivalente à chamada “cintura dura”, conhecidíssima dos brasileiros, e que implicaria a autorrepressão sexual em troca do controle dos esfíncteres necessário, sempre segundo Reich, para o capitalismo (ou seja, para trabalhar horas seguidas, a pessoa tinha de se controlar para não ir ao banheiro, e esse controle prejudicava a sua sexualidade). Escreveu o pai: “Com relação ao seu uso um tanto vago da palavra ‘burguês’, no tocante à citação de Rank, digo-lhe que usei as palavras do próprio autor. Conhecer os limites e respeitar alguns deles é isso que Rank quer dizer. Você mutila o significado da afirmação com o seu estranho emprego da palavra ‘burguês’. “Chega de criticar. Agora sobre o Reich. Analisarei mais a fundo a sua tal couraça muscular (ou seja, a ‘carapaça pélvica’ – RP). Acho que

tem muito disso. Pegarei, qualquer hora, A Revolução Sexual, de Reich, embora acredite que tenha visto essa tese de passagem em A Função do Orgasmo”, também de Reich. Em sua resposta, o filho, numa referência bastante velada à sua sexualidade, diz que sua “raiva” está relacionada a “uma psicologização explosiva” e a “afirmações sobre degenerações da psique, as quais (como numa carta de algum romance francês) eu já ‘insinuei’ e explicitei mais de uma vez a você. Digo-lhe seriamente, Louis, que se você quer ver em mim um filho completamente viril, respeitável, de bem, é melhor você perceber essa meia palavra para o bom entendedor & aceitar, se quiser”. Talvez valha a pena lembrar que, menos de uma década depois, Elvis Presley se tornou o primeiro branco, nos Estados Unidos, a romper a “carapaça pélvica” ou “couraça muscular”. E a ter “cintura” no sentido brasileiro do termo.

Fotos: Mônica Bento

Depois do tombo, a felicidade.

André Domingues

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oa estranho dizer que uma pequena mostra de música independente, como o projeto paulistano Catarse, tenha algo a ver com aqueles megaeventos que marcaram gerações inteiras (Festivais de MPB da TV Record, Woodstock e por aí afora). Guardadas as proporções, porém, a comparação não é de todo descabida. Acontece que o Catarse, que comemora seus dez anos neste final de semana, com a edição Zona de Oxigênio, reflete de maneira tão íntima um certo cenário cultural da Cidade, o da arte feita fora da grande mídia, que merece ser visto com muita atenção. Se não tem a penetração e o impacto de um Rock in Rio pouco importa, pois seu assunto, seu espaço e seu público são, justamente, o avesso dos fenômenos de massa. Os artistas que se apresentam desta sexta a domingo na Casa das Caldeiras, como Fepa, Guilherme Kastrup, Meno Del Picchia, Alzira E., Orquídeas do Brasil e o idealizador Luiz Gayotto, são, enfim, partes de uma pequena história que, ao seu modo, simboliza o importante movimento contemporâneo dos independentes. O Catarse nasceu “num tempo de desencanto”, conforme conta Gayotto. As oportunidades de trabalho eram poucas, a indústria fonográfica agonizava e os veículos de divulgação acabavam de sofrer uma perda significativa, com o fim da rádio Musical FM. “Eu estava de saco cheio daquela dificuldade toda e, em vez de fazer dois shows

que tinha programado no antigo teatro do hotel Crowne Plaza, resolvi chamar um monte de amigos para fazer uma coisa completamente livre, uma catarse coletiva”, relembra. Logo na primeira edição, o Catarse mostrou sua vocação para agregar gente diversa e de qualidade, trazendo Chico Saraiva, Paulo Padilha, Kleber Albuquerque e os Barbatuques, entre outros. Todos faziam parte do que Gayotto chama de “artistas que ainda não conquistaram o mercado”. Nas edições seguintes, realizadas no Sesc Pompeia, vieram outros nomes da mesma condição, como Rubi, Mona Gadelha, Carlos Careqa, Ceumar, Cris Aflalo, Danilo Moraes, Cérebro Eletrônico, Fred Martins e Maurício Pereira. Uma rara exceção a esse perfil foi Chico César, mas que entrou em 2009 sabendo que não teria qualquer privilégio por sua fama. Coube a ele a mesma fração da verba disponível e os mesmos 13 minutos de palco concedidos aos demais (o tempo curto é necessário para o evento não ficar cansativo, já que são também 13 os participantes de cada noite).

A combinação de alta qualidade e variedade artística com condições modestas de realização é um traço muito típico do meio independente. Por conta disso, aliás, o Catarse completa 10 anos com apenas 7 edições promovidas. Outra característica importante, tanto do Catarse, quanto do meio independente, em geral, é o diálogo intenso com outras artes. No caso do projeto, o intercâmbio se fortaleceu desde que o artista multimídia Xarlô passou a dividir a curadoria com Gayotto, ampliando o leque de atrações para além da música. Os atores Gero Camilo e Pascoal da Conceição, por exemplo, viraram habitués. O ambiente espontâneo do Catarse tornou-o especialmente fértil para experimentações. Não são poucos os artistas a preparar performances especiais para o projeto. Essa liberdade é, enfim, o bem mais prezado por Gayotto, que só se ofende quando vira motivo de dispersão. “Aqui não tem essa coisa de vou vender meu peixe e ir embora. A gente espera que os convidados mostrem seu trabalho e depois fiquem para curtir os outros”, explica. A preocupação é compreensível,

pois foi justamente em função do apelo coletivo que o Catarse se tornou tão representativo do universo independente. De outro modo, dificilmente manteria tanta gente boa em sua órbita. E nem chegaria a esses bem-vindos 10 anos. Catarse – Zona de Oxigênio. Dias 24 (sexta) e 25, (sábado) às 21h, e 26 (domingo), às 19h. Casa das Caldeiras. Av. Francisco Matarazzo, 2000. Tel.: 91577212). Grátis. Programação Sexta - Concerto de Rua, Makumbacyber, Stênio Mendes, Aline Reis, Linhas Aéreas, Pabx, João Pinheiro, Minueto de Spray Para Baixo, Sons e Furyas, Georgette Fadel, Guilherme Kastrup, Cia. Pessoal do Faroeste - Cine Camaleão e Arícia Mess (ao final, discotecagem com DJ K7) Sábado - Makumbacyber, Fepa, Visco, Bandolim Elétrico, Pascoal da Conceição, Sinamantes, Cia. Novadança 4, Juliano Juba, Luís Capucho, Sergio Molina & Miriam Maria, Solas do Vento, Dona Joana e El Cartel Cumbia (ao final, discotecagem com DJ Evelyn Cristina) Domingo - Makumbacyber, Banda Mirim Rádio Show, Mariandoro, Orquídeas do Brasil, Paula Cohen, Pig Soul, Vidança, Meno Del Picchia, Falou Bicho (Zimbher e Paulo César de Carvalho), Alzira E, Mafalda Pequeno e Beth Bell, Cérebro Eletrônico, Shup Up And Dance, Gero Camilo, Luiz Gayotto e Ilú Obá de Min

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astou um tombo ao lado da cerca do jardim, que deixou como saldo um galo em sua cabeça, para que Susan, uma dona de casa inglesa de classe média, moradora do subúrbio de Londres, tivesse toda sua vida passada a limpo. Antes da queda, Susan era uma mulher de meia-idade com o leme de seu destino apontado para a infelicidade, casada com um pároco pouco interessado nela e obrigada a dividir o teto com uma cunhada ranzinha e com propensões à mediunidade. Após o tombo, Susan, agora vítima de alucinações, passa a ser visitada por uma família ideal - um irmão lindo e atlético, uma filha amorosa e um marido apaixonado. O problema é que apenas Susan consegue ver e ouvir os membros desta família literalmente dos sonhos. Ou melhor, Susan e o público que comparecer, a partir desta sexta (24) ao teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil, onde entra em cartaz a comédia Isso é o Que Ela Pensa. A peça, que permanecia inédita no Brasil, foi escrita em 1985 pelo inglês Alan Ayckbourn, 73 anos, um dos dramaturgos mais encenados no mundo - incluíndo aí a cidade de São Paulo, que assistiu a diversas montagens de seus textos nos últimos anos. Para dotar de profundidade psicológica os personagens inegavelmente cômicos desta peça, Ayckbourn se

Ligia Jardim/Divulgação

OS INDEPENDENTES FERVILHAM NO CALDEIRÃO

Ligia Jardim/Divulgação

Sérgio Roveri

inspirou em um dos mais famosos estudos do neurologista inglês Oliver Sacks, The Man Who Mistook His Wife for a Hat (O Homem Que Confundiu sua Mulher com um Chapéu, em tradução livre), de 1985. A montagem, dirigida por Alexandre Tenório, confirma a exímia carpintaria teatral de Ayckbourn, que obriga a protagonista Susan (papel da atriz Denise Weinberg) a administrar os personagens de sua vida real e os da família idealizada - com o adendo de que o público é testemunha das alucinações da personagem. A tal ponto que, no último terço da peça, realidade e fantasia se misturam em sequências vertiginosas. "Esta peça representa um divisor de águas na carreira de Alan Ayckbourn", diz o ator José Roberto Jardim, que interpreta Tony, o jovem irmão imaginário de Susan. "Antes deste texto, ele era visto como um ótimo comediógrafo, mas depois passou a ser encarado como um respeitado dramaturgo. Tanto que, alguns anos após a estreia de Isso é o Que Ela Pensa, ele foi condecorado pelo Império Britânico com o título de Sir". Isso é o Que Ela Pensa. Sexta (24). Centro Cultural do Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3651. Sexta e sábado. 20h. Domingo. R$ 6.


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Gladstone Campos/Divulgação

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cultura

O Éden de Popelouchum José Guilherme R. Ferreira

Hambúrguer do Rothko leva queijo Serra da Canastra, folhas de mostarda e bacon.

Oscar também no prato

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Fotos: Divulgação

Lúcia Helena de Camargo

Cordeiro do Freddy: homenagem a filme de Allen.

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o baile que acontece depois da premiação do Teatro Kodak, em Los Angeles, no domingo à noite, quem vai preparar a comida é o chef de cozinha austríaco Wolfgang Puck. No menu do jantar para 1.500 convidados haverá tacos de lagosta com molho de tomate e cebolinha, salada de beterraba com manteiga de pistache e torta de frango com trufas. Por aqui, quem gosta de Oscar e verá a cerimônia pela TV poderá aproveitar e jantar em algum dos restaurantes paulistanos que servem pratos inspirados nos nove filmes que concorrem ao prêmio máximo da Academia de Cinema de Hollywood, na categoria Melhor Filme. O alemão Konstanz escolheu o longa dirigido por Steven Spielberg, Cavalo de Guerra. Antes que alguém imagine coisas, não, nada de carne de cavalo. O prato é magret (peito) de pato ao molho de laranja e alecrim. Custa R$ 43. Anna Meireles, chef e proprietária do restaurante justifica assim sua escolha: "A carne de caça é apreciada na cultura alemã e Europa em geral. Resolvemos introduzir este corte de pato ao cardápio inspirados no filme que se passa na Europa, durante a Primeira Guerra," Av. Aratãs, 713, Moema. Tel.: 5543-4813. No italiano Quattrino, o homenageado é o filme mudo O Artista, com a massa penne Falabella, que leva catupiry, alhoporó, tomate seco e frango

Magret de pato ao molho de laranja, do Konstanz.

(R$ 39,80). Rua Oscar Freire, 506. Jardim Paulista. Tel: 3068-0319. Comida de estádio Já O Homem que Mudou o Jogo inspirou a cervejaria Devassa Bela Cintra, que serve o combo de cheeseburger de picanha, cheddar derretido, cebolas fritas com pimenta caiena, páprica doce e picante, e molho barbecue. No almoço, vem acompanhado de milkshake de 300 ml, de baunilha ou chocolate. No jantar, de uma caneca de chope Loura de 455 ml. Custa R$ 31,90. Flavio Guimarães, gerente de Operações do Grupo Schincariol, diz que a criação do menu partiu da paixão americana por beisebol, retratada no filme. "Fizemos comidas típicas de estádios: hambúrguer, milk shake, chope e fritas." Rua Bela Cintra, 1579. Jardins. Tel.: 3081-6081. Os Descendentes, cuja história acontece à beira-mar, é a opção do Sallvattore no linguado em cama de tomate rústico com espinafre (R$ 48,50). Rua Salvador Cardoso, 131. Itaim-Bibi. Tel.: 3078-8686. A Àrvore da Vida está no prato do Così: supreme de frango empanada com especiarias com feijões vermelhos e salsas de avocado (R$ 49). Rua Barão de Tatuí, 302, Santa Cecília. Tel.: 38265088. E Rua Jacques Felix, 381. Vila Nova Conceição. Tel.: 3672-0089. Meia- Noite em Paris, de Woody Allen, entra no cardápio do francês

Freddy pela referência óbvia à capital francesa. O prato é steak de cordeiro com pimenta verde, com batata gratinada. Custa R$ 119. Rua Pedroso Alvarenga, 1170. ItaimBibi. Tel.: 3167-0977. O Rothko presta homenagem a Tão Forte, Tão Perto com o Burger do Rothko, hambúrguer que leva queijo Serra da Canastra, folhas de mostarda e bacon. Acompanha fritas e relish de tomates. Com 200 gramas, custa R$ 28. Na versão "de moça", com 120 gramas, R$ 24. A referência: Oskar, o menino do filme para sempre para comer um hambúrguer. Rua Wisard, 88, Vila Madalena. Tel.: 3032-4295. No Spadaccino, Histórias Cruzadas é homenageado na pasta ao molho de camarão creole (R$ 50). De acordo com Paula Lazzarini, chef e proprietária do restaurante, "O prato é inspirado na cozinha do Mississipi, região onde a história é ambientada. Trata-se de uma culinária rica em frutos do mar.". Rua Mourato Coelho, 1267, Vila Madalena. Tel.: 3032-8605. E o campeão de indicações ao Oscar, A Invenção de Hugo Cabret ganha a cozinha do Trinità Gastronomia com o bolo-mousse de chocolate e fondant de chocolate cobertura (R$ 12,90). Quem viu o filme de Scorsese sabe que Hugo não perde a chance de comer um bolinho... Avenida Juscelino Kubitschek, 1.444. ItaimBibi. Tel.: 3074-9898. O cardápio especial será servido até domingo (26).

Linguado light em cama de tomate rústico, servido no Salvattore. Inspiração em Os . Descendentes

andall Grahm começou outra "jornada espiritual". O dono de uma das vinícolas mais cultuadas da Califórnia, a Bonny Doon, que ganhou o mundo com seus rótulos Big House e Cardinal Zin (vendidos há alguns anos a preço de ouro), está plantando agora um vinhedo perto de San Juan Bautista, cidade originada de antiga missão jesuítica, fundada em 1797, a 15ª das 21 implantadas na Califórnia, num arco de fé e de vinhos. Quando Grahm fala em jornada espiritual, é porque espera que o novo vinhedo (ele prefere tratá-lo como um grande jardim, um Éden onde crescem algumas uvas) o reconecte com a Natureza e com sua própria simplicidade. Grahm é um vitivinicultor holístico, que segue os mandamentos da cultura biodinâmica e os ensinamentos do educador Rudolf Steiner. Suas teorias, poesias, ensaios sobre terroir foram registrados em Been Doon So Long - a Randall Grahm Vinthology, livro editado com capricho pela Universidade da Califórnia. Os textos sobre a jornada espiritual, encontrados em seu blog, mostram toda a verve pela qual tornou-se

celebridade. A ideia em San Juan é estudar detidamente qual a variedade ou conjunto de cepas capazes de expressar as qualidades únicas daquele terreno. Para isso não poupará hibridizações e experiências genéticas, colocando a mão em sementes, pisando na terra, parando de "andar nas nuvens", como ele mesmo diz. A propriedade em San Juan foi batizada de Popelouchum, palavra indígena da tribo dos Mutsun que alude a paraíso. Grahm tem seguido os conselhos dos índios, como o jejum de contemplação e interação com o território dos vinhedos. E não despreza os devas, guias da natureza capazes de indicar as melhores ações de equilíbrio, harmonia e ordem para um perfeito jardim. Enquanto os novos frutos não aparecem, os fãs da Boony Doon degustam o cult Le Cigare Volant, uma mistura de Mourvèdre e Carignane dos vinhedos de Contra Costa.

José Guilherme R. Ferreira é autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas(Terceiro Nome)

http://www.beendoonsolong.com/

Lembrando Gonzaguinha Aquiles Rique Reis

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uando ele nasceu o São Carlos tremeu. Imbalançou. Veio em frenético galope. O arvoredo, em desalinho, desenhou a figura do menino no topo da copa mais alta. Bem lá em cima o vento uivou um gemido. A mãe na labuta, né, mãe? Lavar louça é preciso, né, mãe? Navegar não é preciso, tá, mãe? Pega minha mão. Solta não. Tenho medo das manhãs de abril. Meus olhos não deixam ninguém furar, tá, mãe? Não nasci pra ser Assum Preto. Galopar é preciso. Imbalança, mãe. Ao som do vento que canta ao sol me vou. Eu quero ser feliz, mãe. Vou pro mundo. Correndo desesperadamente atrás da bola de fogo. Mas não vou só. Teu menino nunca estará só, mãe. Tenho companheiros para enfrentar os furacões, traçar os caminhos, escolher os descaminhos. Dar bom-dia à tempestade. Chorar a saudade de ti, mãe. Vem comigo. Teu menino é forte. Mas ele tem medo. Carrego comigo o cantar da minha gente. Ela precisa de mim, mãe. Vou pra vida a galope. Me dá um cheiro, mãe. Vou descer o São Carlos. Vou voar. A música é meu ofício. Vou subir o São Francisco. Vou pras terras do meu mundo. Grito. Alerto. Do chão levanto a poeira que há de cegar o carrasco. Canto noite e dia. Beijo bocas. Dou prazeres que não consigo ter. Sinto dores que não suporto sentir. Tenho medo do céu de abril. A florada da mata inunda meus olhos. Uivo à lua cheia meu sonho de liberdade. Tudo é chama. Clamo por justiça, mãe. Germinei a terra fértil. Meu coração bate em outros peitos. Gerei pequenos frutos. Viver é preciso. Imbalança, mãe. Quando ele cresceu o Brasil muito que apren-

deu. Vertigem no galope desenfreado. A floresta recebeu e abrigou seu moleque. Lá do alto da mais alta de todas as copas veio um vento gemido. Sou das estradas. Fiz meu ninho lá no alto daquele coqueiro. Meu coração quer sair do corpo a galope. Não tá dando pra segurar. Imbalança. Minhas lembranças querem se apagar na beira daquele mar. Imbalança, imbalançá. Vim a galope, a galope vou voltar. Preciso das Minas. Ar pra respirar. Sinto o peito sufocar. Tenho meu canto. Vou galopar. Imbalança. Meu pai dizia: "Minha vida é andar por esse país". Eu vou atrás, mãe. É meu destino. Por ele choro, canto. Saudade, mãe. Tua benção, pai. Manhã de abril. Não consigo ver a beleza das matas. Galopo. Não tô enxergando, mãe. Me pega, pai. Me aperta, mãe. Não vai dar. Imbalança. Não dá pra descansar. Eu quero essa vida mudar. Eia minha gente, imbalança! Vou a galope. Pra onde, pai? No que eu posso ainda acreditar, mãe? Só sei que minhas crianças, em sua infinita pureza, me ensinaram a beleza. Muito aprendi por aí, com elas. Estou voltando ao começo, pai. Tenho medo. É manhã de um abril qualquer. Não tá dando pra segurar. Meu coração vai explodir, mãe... Vem, meu moleque, imbalança, imbalançá! Gonzaguinha morreu num acidente de carro. Era uma manhã de abril de 1991. PS. Este texto foi inspirado em algumas das canções compostas e cantadas por Luiz Gonzaga do Nascimento Jr. A ele, minha amizade. Saudade. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.


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cultura

Lisboa Zero Grau Carlos Celso Orcesi da Costa

todas as cidades do mundo Q uase ficam tristes aos domingos (pensem Nova York), porque perdem o encanto cosmopolita da circulação dos carros e pessoas, até certa alegria de compararmos a pressa deles com a nossa folga. O avião pousou às 5 da manhã do último domingo, e o primeiro termômetro à entrada da cidade indicava zero grau. Às 6;15 estava no Hotel Vincci, na Rua do Comércio, aonde nos hospedou a ViniPortugal, a associaçãomãe de todas as entidades ligadas à agricultura, produção, comércio e exportação de vinhos. O convite para participar do júri da maior feira nacional, a Essência do Vinho (no Porto, de 15 a 18 de fevereiro) incluía dois dias de excursão pelo Alentejo e Setúbal. Dormir? Estava pronto para iniciar a jornada, a par do que jamais na vida teria outra oportunidade de assistir a alvorada sobre Lisboa. Subi de luva e cachecol ao Miradouro de Santa Luzia e quando surgiu o sol de inverno tomei posse da cidade. Iluminaram-se o Mar de Palha (foz do Tejo) e os telhados da Alfama e Santa Justa (foto). Voltei à Baixa Pombalina para o café da manhã e das 10 à frente fui ao Rossio, Restauradores e início da Av. Liberdade. Voltei e subi ao Bairro Alto, o centro de Lisboa reconstruído por Pombal após o terramoto de 1855. Senhor editor, não corrija terramoto por terremoto; é bem mais exato dizer movimento ou moto de

Alvorada em Lisboa e Restaurante Le Chat

terra do que... terre. As pessoas afluíram justamente ao Terreiro Real (hoje Praça do Comércio), o Tejo refluiu deixando ver o casco de navios afundados, até que voltou o tsunami com ondas de 8 metros, terminando de matar por água o que o fogo começara: 10 mil mortos. A técnica de construção do século XVIII grudava uma casa à outra: Paris, Londres, Amsterdam etc. Lisboa não foge à regra, com a bela diferença dos azulejos na fachada e janelões com

sacadas de ferro. Basta pensar: as portas-janelas são grandes para circulação do ar de cumprido, porque não há janelas laterais. Por sua vez as sacadas não são para ficar, tão somente para as pessoas não caírem quando os janelões estiverem abertos. Os jardins das casas maiores, quando os há, são internos. É curioso pensar: o sistema construtivo de casas reciprocamente escoradas (pouco higiênico), apesar do clima tropical, migrou ao Brasil, como

são exemplos as construções de Ouro Preto, Sabará e tantas outras cidades que conservam a raiz histórica. No Chiado sigo pela elegante Garret, esbarro em Fernando Pessoa n'a Brasileirinha e subo pela Rua da Misericórdia. O Tavares estava fechado. Lá em cima na Praça do Príncipe escolho a esmo a Rua da Palmeira. Subo e desço sem rumo pelas Amoreiras e Lapa até bater no imponente prédio da Assembléia, tomando a Av. Dom Carlos I

em busca da Rua das Janelas Verdes. Abaixo do Museu de Arte Antiga, descubro o Le Chat envidraçado com terraço sobre o Tejo (foto), pessoas bonitas almoçando, bebericando ou lendo sob o sol das cinco com termômetro por volta dos dez graus. Dou-me ao direito de vinho a copo, Muralhas de Melgaço (Vinho Verde) com predominância de Alvarinho, tão refrescante quanto chopps. Voltei em linha reta na direção da Praça do

Comércio, encontrando ainda aberta a loja AC na Rua dos Fanqueiros. Comprei Quinta do Vallado Touriga Nacional 2009 a E$ 16,50 ou R$ 40. Este ícone da maior casta de Portugal, generoso e puro, taninos ainda sutilmente novos a informar potencial de vinte anos de adega, acabou de receber 95 pontos da Wine Spectator, vinhaço que no Brasil dos impostos custa quatro vezes mais. Fechado às seis da tarde o novo Belcanto de José Avillez, levei a garrafa ao centenário João do Grão (Rua dos Correeiros), mas o porteiro me barrou. "Isso de cobrar rolha não pega em Lisboa", falou como se faltasse livre arbítrio ao ser humano. Sebastianismo e fado. Argumentei com calma, pedi para falar com o dono, domingo não estava, consegui convencer o gerente de que seria "somente desta vez" porque iria viajar e não havia lugar na mala. Mentira: meu tour por Portugal estava começando. Não pedi o famoso bacalhau ao grão de bico (eis o nome do restaurante), preferindo ao forno com alho, batatas e cebolas. O garçom me garantiu: "vendemos 50% de cada". Após deliciosa entrada de almeijoas a Bulhão Pato (pequeno marisco com alho, cebola, azeite, coentro e vinho branco no fim) chegou-me o bacalhau no ponto exato da salga, regado a azeite de primeiríssima qualidade. Deixo à imaginação dos leitores a sequência do jantar.

O CINEMA EM CARTAZES Mostra Posterlab apresenta pôsteres em releituras criadas por designers

É possível manter o clima cinematográfico que precede à cerimônia do Oscar na programação do fim de semana. A proeza acontece dentro do Museu Belas Artes. É lá que está em cartaz a exposição Posterlab – O Experimental no Design de Pôsteres, com releituras e projetos gráficos no formato de pôsteres, especialmente de filmes. A mostra exibe 38 cartazes criados pelo trio Rafael Muller, Renan Nuche e Sérgio Marcon, designers formados pelo Centro Universitário Belas Artes. Há também obras feitas por convidados especiais, como os artistas Nate Wragg, Daniele Yumi, Rodrigo Estravini, Fernanda Montoni e Helder Mendonça. A ideia do projeto nasceu depois de um trabalho em vídeo feito na época da faculdade sobre os irmãos Coen. "A partir daí comecei a me interessar pelo trabalho deles e criei um pôster para Onde Os Fracos Não Têm Vez. O Renan, que já trabalhava comigo em outros projetos, sugeriu criar um blog com essa proposta. Eu então trouxe o nome Posterlab, pensando no conceito de experimentação, um verdadeiro laboratório de pôsteres", conta Rafael. "Convidamos o Sérgio, que também participava conosco nos trabalhos da faculdade, e assim teve início o blog (www.posterlab.blogspot.com), com uma série minha em homenagem aos irmãos Coen." No museu, o visitante encontra

Rita Alves

Fotos: Divulgaç

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Exposição apresenta 38 pôsteres criados pelos artistas Rafael Muller, Renan Nuche e Sérgio Marcon, além de convidados especiais.

releituras de filmes como As Virgens Suicidas, de Sofia Coppola, Sangue Negro, do diretor Paul Thomas Anderson e Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci. Para o designer Sérgio, os principais motivos para escolher um longa e recriar seu pôster são o gosto pelo filme e a viabilidade. "Às vezes, por mais que se goste de um filme ou de qualquer outra plataforma, criar uma releitura disso pode ser desnecessário e até mesmo não se adequar ao tipo de produção que gosto de fazer", explica. Rafael também tem critérios semelhantes no momento de criar. Já Renan procura aliar a diversão ao trabalho. "É uma questão não só de admiração pelo filme, mas de prazer pelo próprio processo de ilustrar." A paixão pelo cinema seduz os três designers, especialmente Renan. Mas Sérgio afirma ser fanático mesmo por séries de televisão. "O Sérgio realmente é a pessoa mais indicada quando o assunto são séries, tanto que nossas primeiras incursões nessa área são assinadas por ele", conta Rafael. Se a preferência é por séries ou filmes não importa. Em época de premiação, a dica é visitar o Museu Belas Artes e eleger seus pôsteres prediletos da mostra Posterlab. Museu Belas Artes de São Paulo. Sede Núcleo de Design. Rua José Antônio Coelho, 879, Vila Mariana. Segunda a sexta, das 10h às 20h. Sábado das 10h às 16h. Grátis.

Uma cachaçaria de fino trato Armando Conceição da Serra Negra

Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Se você pensa que cachaça é água... O carnaval acabou, mas a branquinha mais amada dos brasileiros, orgulho nacional, jamais. Até FHC interferiu para a nacionalização do nome, para que nenhum gringo lhe passasse a mão (Decreto-Lei número 4.062). Houve quem tentasse... Homem discreto é Ramiro Gouvea, 67 anos de idade, surpreso pela ideia de submeter os 1,3 mil rótulos oferecidos em seu bar Cachaçaria do Rancho ao crivo do Guinness Book of Records. "Amealhei o que há de melhor em 42 anos de profissão, sem essa intenção." Explica: "Destiladas em pequenos alambiques, uma baixa produção de excelentes pingas nordestinas não chega até aqui, o que seria arremate perfeito à coleção". Mas quem precisa de mais do que quase 50% das marcas fabricadas – não chegam a três mil – para locupletar-se de montão? Contudo, provoca animado: "Um baiano comentou de sua cachaça predileta (Abira, R$ 9) difícil de encontrar no Recôncavo; fui ao estoque e coloquei uma em cima da mesa", sorri. Fugindo ao determinismo, tal-

À sombra de belas árvores, na Praça Dom José Gaspar, aprecie o sabor dos 1,3 mil rótulos da Cachaçaria do Rancho. vez a Cachaçaria do Rancho seja o "boteco de portuga" (filho de cozinheiro, imigrou da Ilha da Madeira aos seis anos de idade) mais pitoresco e aprazível de São Paulo. A começar pela própria esquina em que finca raiz, esparramando-se à sombra das frondosas árvores da

Praça Dom José Gaspar, com o trecho arborizado da Avenida São Luis. "Nos idos de 1967, quando ainda era garçom no Ferros's Bar (pré-GLS) e a gorjeta fora boa, parava aqui mesmo para uma cervejinha depois do expediente: era o Café Cremerie, que comprei há oi-

to anos", revive a trajetória. Possui outro estabelecimento em Santana, e uma lanchonete na Rua Sete de Abril. "Naquela época havia 57 inferninhos na Galeria Metrópole; hoje não há mais nenhum". Copo meio cheio, copo meio vazio, há quem castigue a revitalização do

Centro, há quem brinde: "Não saio daqui nem a pau!" Gouvea contabiliza uma média de 300 clientes diários. Amplo toldo vermelho protege das intempéries, lindeiro à cerca viva que ronda o terraço, samba e sertanejo, ao vivo, alternam de segun-

da e sábado, das 19h às 23h. Fecha aos domingos e feriados. São montadas 40 mesinhas na praça a partir das 17h, de longe a melhor pedida para flanar entre paulistas: Três Coronéis, Três Leões, Catedral (R$ 10); fluminenses: Coqueiro, Nega Fulô, Paraty (R$ 10); mineiras: Seleta, Boazinha, Salinas (R$ 7), e especiais: Havana, Anísio Santiago, Germana etc. (R$ 60). E muitas outras: "Da Paraíba, Ceará e Santa Catarina chegam pingas muito boas, embora as melhores sejam destiladas em Minas Gerais, que responde por 80% da produção nacional". Imperdível feijoada (R$ 20) às quartas e sábados, iguaria obrigatória de qualquer boteco, como cigarros, isqueiros, chicletes e guloseimas vendidos no caixa. Cafezinho (R$ 3). Sobre o balcão/refrigerador pendem salames (R$ 26), copa (R$ 30) e provolone (R$ 22), servidos em generosas porções. Sem ostentação, é a única decoração além da curiosa e convidativa prateleira de cachaças. Deixe uma para o santo, ora pois! Cachaçaria do Rancho. Praça Dom José Gaspar, 86. Centro. Tel.: 3259-7959.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Oscar de Melhor Silêncio para um mundo em convulsão

d

cultura

Roberto Taddei

ENSAIO

O

s indicados a melhor filme para o Oscar 2012 podem ser divididos em dois grupos: aqueles parecidos com todos os outros a que você já assistiu na vida, e aqueles que tratam a vida de forma contemporânea e estão no limite entre a arte e o puro entretenimento. A questão que se sobressai entre os filmes desta última categoria - e que deve marcar o Oscar 2012 - é o silêncio. Um dos trabalhos com maior número de indicações ao prêmio é um filme mudo: O Artista. Além de mudo, é em preto e branco. Ainda assim, consegue ser um filme barulhento, com poucos momentos silenciosos. Os mais significativos ocorrem quando o personagem principal sonha. O sonho é silêncio, a realidade é confusão. Mesmo sem ouvirmos as palavras, elas estão lá, esforçandose para nos dar significados em um filme que não consegue escapar das pantomimas e peripécias do entretenimento. O Artista opera mesmo nesse limite e faz a ponte entre os filmes de sempre e os silenciosos de verdade. A Árvore da Vida, de

Terrence Malick, é o mais requintado deles. Sem precisar de palavras, o diretor levou às telas a história da humanidade com fortes conotações bíblicas: desde a gênese até o juízo final passando pela construção do pai como o Deus irascível do Pentateuco e pelo sofrimento terreno inspirado nos males de Jó. Se o Deus é exigente e a vida é difícil, a mãe de Malik é acolhedora e faz duplo com a ideia da própria "mãe" natureza. Junto aos sorrisos, olhares e gestos da mãe estão os sons da chuva, do vento, dos vulcões e dos muitos passarinhos. São esses sons e gestos que parecem querer se transformar em palavras, em entendimentos. Os passarinhos também aparecem em Os Descendentes, de Alexander Payne, em uma cena onde personagens e trilha sonora emudecem, sugerindo a conexão com a natureza. Ambientado no Havaí, com muito uquelele, camisas floridas e chinelos de dedo, é em Os Descendentes que a falência da palavra aparece mais bem equacionada para o gosto geral. Com delicadeza, diretor e roteiristas nos mostram que o entendimento

humano não só pode estar além da articulação linguística como depende intrinsecamente do silêncio. Os três filmes contam histórias de aceitação de falências inerentes à vida. Falências morais ou econômicas, falências do entendimento entre as pessoas, da compreensão, e do sentido da vida: questões fundamentais para a organização das sociedades. A saída, os filmes nos dizem, não está mais apenas na frase mais articulada, ou na pós-produção mais dispendiosa, nem nos efeitos digitais mais elaborados. Quando o ruído é muito alto, precisamos do silêncio para distinguir entre som e barulho. No grito, o que se ganha é uma conquista frágil, e conturbada. Conturbada como a história de A Separação, de Asghar Farhadi, que concorre ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Marido e mulher tentam se acertar em uma sociedade onde a moral e a justiça são oficialmente determinadas pela crença religiosa e pela política. Os últimos minutos do filme são preenchidos por um

silêncio revelador. Iraniano, o trabalho é sucesso de público em todo o mundo e mostra como é universal a história ambientada em Teerã. É também um assombro para aqueles que imaginam que a alienação nacional da classe média no Irã é muito diferente daquela que se encontra no Brasil, na Venezuela ou nos EUA. O que a seleção de filmes do Oscar 2012 nos mostra é que o século XXI chegou e encontrou a humanidade rastejando entre barulhos e opções, incapaz de construir seus próprios sentidos. Não tivemos uma 3ª Guerra Mundial, é verdade. Mas os efeitos dos ataques ao World Trade Center, as guerras no Iraque e Afeganistão, as revoltas na Líbia, Tunísia, Síria e Egito, além das crises nos EUA e Europa, são motivos para uma ressaca moral comparável às da 1ª e 2ª guerras mundiais. Como nos dois pósguerras do século XX, antes de decidirmos por onde queremos caminhar e onde queremos chegar neste século XXI, é mister ouvirmos um pouco desse silêncio. Nem que seja começando pelos filmes indicados ao Oscar.


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DC 24/02/2012 by Diário do Comércio - Issuu