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DC 24/01/2013

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São Paulo, quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Nunca antes na história deste País os brasileiros gastaram tanto no exterior. Os US$ 22,2 bi de 2012 representam uma alta de 4,6% em relação ao ano anterior. Já os 'gringos' gastaram US$ 6,6 bi por aqui. Ou seja: déficit de US$ 15,6 bi. Pág. 13

www.dcomercio.com.br

Déficit externo total: US$ 54,23 bi.

Conclusão: 23h50

Ano 87 - Nº 23.797

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

US$ 22,2 bilhões. Oh! My God!

Mordida federal do Leão : R$ 1,02 trilhão.

Alex Ribeiro/DC

AQUI, UM PRESENTE PARA SAMPA. 30 X São Paulo é a exposição que o Diário do Comércio inaugura amanhã, no Edifício Itália, com retratos da Cidade feitos por seus fotógrafos. Pág. 9

PROGRAMA DA FESTA O Viaduto do Chá vira imenso restaurante. A Paulista, uma galeria de arte. Banda toca no palco da ópera. Samba, seresta, choro, chorões. E muito mais. Pág. 10

Haddad, Jânio e São Paulo. Que coincidência une prefeitos tão distintos com a Cidade que os elegeu? Pág. 7

Flashes do Big Show americano para o varejo do Brasil Lição número um da mais importante feira do setor: as ferramentas tecnológicas de interação do consumidor com as lojas vieram para ficar. Pág. 20 Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Cidade dos sonhos A São Paulo de visionários que ficou no papel. Pág. 8

Dilma anuncia os novos preços da luz A partir de hoje, estão valendo as reduções nas tarifas de energia anunciadas ontem pela presidente. Para os consumidores domésticos, confirmou corte de até 18%. E de até 32% para indústria, agricultura, comércio e serviços. Pág. 19 ISSN 1679-2688

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Aqui também estamos às voltas com um orçamento perdulário e com o crescimento da dívida pública. Roberto Fendt

pinião

Lições da reeleição de Obama Brian Snyder/Reuters

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al tomou posse para seu segundo e último mandato, já se questiona qual será o legado da presidência de Barack Obama para os Estados Unidos . Parece estapafúrdio o questionamento, mas faz sentido: afinal, o presidente terá apenas dois anos até a eleição que renovará a Câmara de Representantes e um terço do Senado para mostrar serviço. Se o segundo mandato corresponder às aspirações dos que elegeram Obama, o Partido Democrata poderá retomar a maioria no Senado e assegurar um final feliz ao governo do presidente. Caso contrário, Obama ficará dois anos na chuva, incapaz de levar adiante as promessas que lhe asseguraram a reeleição. Corresponder integralmente aos seus eleitores significará alienar a metade da sociedade americana, que já não suporta mais o crescimento e a intervenção do governo na economia e no dia a dia dos cidadãos. Nada reflete melhor essa divisão da sociedade do que as dificuldades enfrentadas por Obama em todo o primeiro mandato na aprovação dos orçamentos. Dificuldades essas que continuarão em fevereiro com a discussão do teto da dívida pública do país. O primeiro mandato foi praticamente consumido com o enfrentamento da crise financeira e com a reforma do sistema de saúde pública. Os resultados de ambos os esforços foram e continuam a ser questionados. Por isso, as atenções já se voltam para o legado que Obama poderá deixar ao final dos próximos quatro anos.

ROBERTO FENDT niente que pode resultar dessa alternativa. A presidente Dilma Rousseff está também no meio de seu mandato e enfrenta desafios que lembram seus correspondentes americanos. Aqui também estamos às voltas com um orçamento perdulário e com o crescimento da dívida pública. Só não temos uma oposição que se oponha a isso.

Há três possíveis áreas em que este poderá ser positivo. A independência energética dos EUA, a reforma da legislação de imigração e a redução das desigualdades de renda na sociedade americana.

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as três áreas, somente a primeira não é controversa, mas tem pouco a ver com o que fez Obama. A segunda é desejável em princípio, mas de difícil execução. A terceira é anátema para todos aqueles que consideram que não é função do Estado determinar qual deva ser a distribuição de renda do país. Os EUA estão a caminho de tornar-se autossuficientes de

petróleo e gás produzido a partir de xisto. Tão importante quanto a autossuficiência na produção de petróleo, por volta de 2020 o gás irá gerar a maior parte da energia elétrica no país. Por ser uma fonte de energia limpa, parcela substancial de emissões de poluentes será eliminada. Em seu primeiro mandato o presidente Barack Obama mais entravou esse processo do que contribuiu positivamente para seu resultado. Em vista disso, muitos asseguram que é mais correto dizer que a autossuficiência energética virá a despeito das política energética do presidente. O presidente está correto em

propor reformas na legislação que rege a imigração, embora os críticos apontem que tratase apenas de gesto de agradecimento ao eleitorado hispânico que o ajudou a eleger-se.

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omo o diabo está nos detalhes, o problema com essa intenção é levá-la adiante. Por exemplo: o que fazer com os imigrantes que hoje trabalham ilegalmente nos EUA? Usufruirão dos benefícios da previdência social e dos programas criados por Obama no primeiro mandato, sem nunca terem contribuído para eles? Quanto a mudanças na distribuição de renda, há consen-

so nos dois partidos de que é necessário eliminar as inúmeras imunidades e isenções tributárias desfrutadas por poucos. Mas o consenso acaba aí. Em uma economia de mercado, os preços se formam livremente pelas forças da oferta e da demanda e a remuneração dos fatores que contribuem para a produção é determinada impessoalmente no mercado. A pior alternativa para modificar a resultante distribuição de renda é selecionar um grupo de contribuintes e majorar a alíquota do imposto de renda para esse grupo. O caso do ator Gérard Depardieu serve de modelo para mostrar o inconve-

QUEBRANDO TODAS AS REGRAS

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rimeiro, parabéns e pêsames a John Kerry por ter sido nomeado nosso próximo secretário de Estado. Não há melhor emprego e nem pior emprego para se ter hoje. Não é por acaso que começamos a avaliar nossos secretários de Estado mais pelas milhas viajadas do que pelos sucessos obtidos. Hoje é muito duro fazer uma grande diplomacia. Por quê? Como secretário de Estado você tem de lidar com Vladimir Putin, que nasceu com sorte, mas acha que obtém sucesso por competência. Pois embora a economia da Rússia seja corrupta e nem um pouco inovadora como precisaria ser, Putin está sentado sobre uma gigantesca reserva de petróleo e gás e acha que não precisa ouvir ninguém. Recentemente, ao ser confrontado com o mau comportamento de seu governo, seu primeiro instinto foi proibir casais americanos de adotar órfãos russos, mesmo que muitos deles precisassem desesperadamente de um lar. Se houvesse um anti-

Prêmio Nobel da Paz, Putin ganharia facilmente. Quando Putin não está disponível para nos enganar, a China, a quem devemos um zilhão de dólares, está pronta para substituí-lo. Esses dois são países de verdade, onde há pelo menos alguém para atender o telefone – e desligá-lo na nossa cara. Em outros lugares, o secretário de Estado tem lidar com países quebrados ou que estão quebrando, como Mali, Argélia, Afeganistão e Líbia, cujos governos não conseguem salvar seu povo, deixando a missão para nós.

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e Kerry estiver procurando descanso, poderá sempre recorrer a nosso antigo aliado Egito, cujo presidente, Mohammed Morsi, descobrimos, em 2010, descreveu os judeus como "descendentes de macacos e porcos". Então o que faz um secretário de Estado? Eu sugiro tentar algo radicalmente novo: criar condições para a diplomacia onde não existem agora, desviando dos líderes e indo

diretamente ao povo. E começaria com Irã, Israel e Palestina. Vivemos em uma época de redes sociais, na qual todos os líderes fora da Coreia do Norte são forçados a participar de um diálogo de mão dupla com seus cidadãos. Em todos os lugares as pessoas estão descobrindo suas vozes e os líderes estão assustados. Precisamos usar isso a nosso favor para alavancar nossa força na diplomacia.

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amos quebrar todas as regras. Em vez de negociar com os líderes do Irã em segredo – por que não negociar com o povo iraniano? O presidente Obama deveria pôr na mesa uma oferta simples, em farsi, para todos os iranianos verem: os EUA e seus aliados vão permitir que o Irã mantenha capacidade de enriquecimento nuclear para fins civis, contanto que o país concorde com receber observadores da ONU e com restrições que impediriam Teerã de montar uma bomba nuclear. Além dessa oferta em público, deveríamos

THOMAS L. FRIEDMAN reafirmar ao povo iraniano: "a única razão para que a moeda de vocês esteja sendo esmagada, suas poupanças consumidas pela inflação, muitos estejam desempregados, seu comércio internacional esteja proibido e o risco da guerra esteja pairando sobre suas cabeças, é que seus líderes não aceitam um acordo que permitiria ao Irã desenvolver um usina nuclear para fins civis, mas não uma bomba". O Irã quer que o povo pense que não há nenhum parceiro para um acordo nuclear civil. Os EUA podem provar o contrário. Quanto a Israel e à Palestina, o secretário de Estado deveria oferecer publicamente ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, o seguinte: os EUA reconheceriam a Autoridade Palestina na Cisjordânia como o Estado da Palestina independente, com as fronteiras provisórias de 4 de junho de 1967, apoiariam

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

sua participação plena na ONU e enviariam um embaixador a Ramallah, na condição de que os palestinos aceitassem o princípio de "dois estados para dois povos" – um Estado árabe e um Estado judeu em linha com a Resolução 181 da Assembleia Geral da ONU – e concordassem que fronteiras permanentes, segurança e trocas de território seriam negociadas com Israel.

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status dos refugiados seria negociado entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina, que representa os palestinos dentro e fora da Palestina. Gaza, agora um pequeno Estado de fato, seria reconhecida como parte da Palestina só quando seu governo reconhecesse Israel, renunciasse à violência e voltasse a se unir à Cisjordânia. Por que isso? Porque não haverá progresso na questão Israel-Palestina a não ser que as maiorias

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e há semelhança com o problema, ela acaba aí. Quanto à imigração, sugere-se nos meios acadêmicos estimular a imigração de profissionais qualificados europeus para sanar os gargalos dessa mão de obra no país. A questão é saber o que fazer com eles quando a economia retomar. Por fim, quanto à autossuficiência energética, caminhamos em sentido contrário ao dos EUA. Lá, a ingerência do governo não foi capaz de impedir que o setor privado descobrisse tecnologias que viabilizaram a exploração do xisto e sinalizam a autosuficiência energética. Já aqui . . . ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

silenciosas nos dois lados saibam que têm um parceiro – que os palestinos apoiam dois Estados para dois povos e que os israelenses apoiam o Estado palestino. Nem Netanyahu nem Abbas mostraram um compromisso real em fortalecer essas precondições para a paz, e nossa diplomacia secreta só facilita a vida deles.

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recisamos acabar com essa farsa tentando mostrar publicamente a iranianos, israelenses e palestinos que eles têm opções que seus líderes não querem que eles vejam (a eleição em Israel na terçafeira mostrou que o campo da paz no país ainda está vivo e é significativo). Talvez não funcione. Os líderes podem bloquear essa proposta ou as pessoas talvez não estejam interessadas. Mas precisamos nos comportar como uma superpotência e forçar um momento de verdade. Nossas mãos estão ocupadas e não podemos perder mais quatro anos com aliados (ou inimigos) que podem estar nos enganando. THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

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pinião

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EXAME PARA DETECTAR PROBLEMAS EM BEBÊS EM FORMAÇÃO NÃO DEVE INSPIRAR ABORTO.

MUITA CALMA NESTA HORA O

exame de sangue para gestantes que detecta problemas cromossômicos no bebê que está sendo gerado, a partir da nona semana de gravidez, levanta mais uma vez discussões em torno do que a futura mãe pode fazer ao saber do resultado. Antes, contudo, é necessário ressaltar a impossibilidade de realização do exame pela maior parte da população feminina brasileira: alguns laboratórios estão cobrando R$ 3.500, porque ele vai para os Estados Unidos, onde é feita a análise do material genético. No caso da síndrome de Down, a medida pouco acrescenta: clínicas e laboratórios já oferecem os exames de amniocentese, que pode ser feito com 15 semanas de gravidez, e o de vilo corial, com 12 semanas ou menos. O exame de ultrassom não registra antecipadamente síndrome de Down. No caso do novo exame de sangue (para nós, pois no Estados Unidos existe há algum tempo), como demora mais de duas semanas para ir e voltar, o prazo não fica longe dos outros exames.

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oje, planos de saúde não cobrem amniocentese ou vilo corial, que também não custam pouco. O primeiro é um exame do líquido amniótico e o segundo, uma biópsia de uma amostra da placenta. Custam de R$ 600 a R$ 2000. E esses exames, igualmente, diagnosticam mais síndromes congênitas, como Edwards, Patau, Turner e outras, cuja incidência é menor do que Down. Hoje, a cada 600 nascimentos, um bebê é portador da síndrome de Down e existem nada menos do que duas mil síndromes conhecidas e outro tanto em fase de reconhecimento. Detectar um futuro be-

Luludi/Agência Luz

bê com síndrome de Down pode provocar uma decepção inicial, mas essa reação poderia ser devidamente amenizada com informações sobre a saúde e o universo dos portadores da anomalia genética. Por exemplo: problemas de cardiopatia podem ser resolvidos por cirurgia com pouca idade e alterações tireoidais podem ser acompanhadas por tratamento – se bem cada caso é um caso, como sempre lembra um dos maiores especialistas brasileiros, Thomaz Gollop.

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lém de cuidados de saúde, como mereceriam quaisquer outros bebês, é importante lembrar que, há três décadas, usavase expressões discriminatórias como "mongoloides" para rotular portadores de Down e uma campanha nacional movida pelo Projeto Down - Centro da Informação e Pesquisa da Síndrome de Down, que mereceu reconhecimento (e até prêmios) por parte da opinião pública, introduziu no Brasil a correta expressão "síndrome de Down" (uso determinado por lei em 90% dos estados americanos). Nessa época, juntamente com novas posturas de fisioterapia, fonoterapia, terapia educacional e mesmo educação para valer, que começavam a ser adotadas, a nova expressão que desembarcava na mídia já estabelecia um novo panorama de vida para os portadores de Down. Naquele tempo, já se podia obter resultados: crianças que eram estigmatizadas quando nasciam se transformavam em crianças sociáveis e jovens educáveis, sem maiores problemas. Nos últimos tempos, uma legislação determinou a inclusão deste contingente em escolas normais, mas isso é conversa pa-

GILBERTO DI PIERRO

Atividades pedagógicas para crianças com síndrome de Down: hoje, há um novo panorama de vida para os portadores. No Brasil, a estimativa é de que haja cerca de 300 mil pessoas com a deficiência.

O Supremo já provocou discórdia quando resolveu autorizar aborto em caso de anencefalia, violência sexual ou risco de vida para gestante. Onze homens não podem decidir sobre a vida humana em formação nos dois primeiros casos – e no terceiro também: é uma eventualidade a ser discutida, incluindo a intervenção médica.

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ra muito mais tempo e outros tantos artigos.

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esumo da ópera: portadores de Down foram às ruas, aos shopping centers, viraram personagens de novelas e até se transformaram em atores de filmes premiados aqui e no Exterior. Não significam dores maiores na família, até ao contrário.

Existe, contudo, um problema de largada: o Brasil não tem clínicas de intervenção precoce, básicas para o desenvolvimento inicial do bebê Down. Há clínicas pagas e caras e há instituições que oferecem essas e outras ações, à base de doações, o que inspira missões quase impossíveis junto ao empresariado nacional. E, conve-

nhamos, falar em poder público, no Brasil, beira a galhofa.

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que as notícias sobre esse novo exame de sangue para detectar problemas cromossômicos em bebês em formação não deve inspirar é a possibilidade de aborto, o que nem se consegue na Justiça porque nada tem a ver com a vida humana.

ara quem não tem ideia do assunto, hoje, no planeta, existem 600 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e 80% vivem em países em desenvolvimento, segundo a ONU. No Brasil, são 15% da população, cerca de 29 milhões de pessoas. Desse total, 11% têm deficiência mental pouco mais de três milhões de brasileiros, enquanto 12 milhões são subnutridos, ou seja, passam fome. A população brasileira de portadores da síndrome de Down (o último levantamento do Projeto Down é de 2010) deve beirar hoje 300 mil pessoas – que são apenas um pouco diferente de nós. GILBERTO DI PIERRO É JORNALISTA, COLUNISTA DIÁRIO EM VÁRIOS JORNAIS BRASILEIROS COM PSEUDÔNIMO DE GIBA UM E É FUNDADOR E PRESIDENTE DO

PROJETO DOWN - CENTRO DE INFORMAÇÃO E PESQUISA DA SÍNDROME DE DOWN.

Fotos Neil Ferreira

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screvo com um enorme sorriso de alegria e uma gorda lágrima de emoção. A noiva é a minha bebezinha, a minha pirralhinha, Doutora em Genética pela USP e pelo Wildlife Forensics Laboratory do Governo dos Estados Unidos; Senior TED Fellow; natureba e baladeira – parece oximoro, não é; casa hoje, 5ª feira, no civil. A mãe da Noiva segura todas as barras heroicamente, assim eu não preciso segurar nenhuma. O noivo, o novo filho que ela me trouxe, é formado em Geologia pela USP, que foi onde se conheceram. É um menino doce no trato, trabalhador e com incrível senso de responsabilidade, de uma família que recebe a minha filha de braços abertos e com todo o carinho do mundo. São-paulino, 100% integrado na ideologia da família da Noiva. Ambos convidaram os amigos para um brunch no sábado , também natureba, com os votos a serem feitos pela Monja Coen. Minhas fontes vazaram que há um escondidinho para os bad guys, para farta distribuição de Big Macs e manjares pecaminosos. Basta seguir a fila para entrarmos no bandejão. Você já viu que eu sou o pai daquela menininha que fotografei com o coração, cabelo enroladinho, olhos brilhantes, chupeta na boca e sorriso que a acompanha até quando encrenca comigo, na melhor foto que já tirei dela, ao lado de todas as outras também melhores, que vivia mostrando aos amigos no trabalho, que não

NEIL PAI DA NOIVA

FERREIRA Ju (com Chicão), da maneira como ela é hoje; na outra foto, a maneira como a vejo ainda hoje.

A NOIVA, EU E O CHICÃO. me aguentavam mais. Meu filho mais velho e sua mulher serão padrinhos; a primeira filha deles, a primeira de 3 netinhos que me deram, levará as alianças, feitas com carinho e paciência artesanais pelo pai do noivo.

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uem já foi pai da noiva sabe que ela sempre será a menina que você levava ao colégio; ou eu ficava sem dormir, esperando que ela voltasse das festas. Será também a menina que você levou ao aeroporto, com 17 anos, para estudar em Londres – e enquanto se passavam séculos e ela não voltava eu me perguntava: "Como permiti isso?" Não me acostumei nem quando fazia frequentes e demoradíssimos estágios no exterior. Escapou ilesa, graças à cabecinha invejável que tem. Eu sofria como se estivesse sendo torturado. (Estava).

Com a carta de motorista veio o primeiro carro e o pavor que tenho da Raposo Tavares aumentou. Cartão de crédito, participações em congressos pelo mundo, viagens pelos recantos mais estranhos do Brasil, para coleta de material para sua tese de Doutorado. Viu, chocada e emocionada, a pobreza extrema do Nordeste brasileiro. Me emocionava com a emoção dela. Sua primeira apresentação no TED em perfeito inglês, para uma plateia de figurões internacionais de 850 pessoas, incluindo Al Gore e Bill Gates, para apresentar os dados colhidos para o seu trabalho, está no Youtube. Fez outras. A revista digital Wired escreveu que o TED é a "Davos da inteligência mundial". Era a minha menininha voando alto. Como "minha"? É dela a vida. Agora vai casar, hoje no

Civil, já falei – mas sempre me vem aos olhos ela e o noivo assinando aquele livrão. Ainda existe aquele livrão nesta era de computadores. A minha menininha, quando nasceu, também foi registrada num livrão e quando precisa de certidão de nascimento (precisou para casar) é um papel cheio de carimbos, alguns deles enfeitados com uns brilhinhos.

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ficha caiu só um dia destes, apesar de testemunhar toda confusão que me cerca: procurar os locais disponíveis, os livres na data certa, decoração, bufê, vestido, convites, aquela coisa toda parecia que não era comigo. Não era; como iria entender que a uma pessoinha tão bebêzinha ainda de colo, seria permitido se casar? (Seria). Comecei a ficar assustado quando fui

forçado a comprar algo novo pra me vestir. Aí, deu frio na barriga, veio a insônia, vem o casamento – hoje, já falei, mas escrevo antes de hoje, com o frio gelado na barriga e mãos trêmulas. "Vai passar", escreveu o letrista francês Chiquê Buarquê du Holandá, mas é difícil acreditar num petista. (Impossível) A única pessoa calma é o Chicão, cão que a Noiva catou na rua e que é uma das pessoas mais pacientes que conheci; paciente com a minha netinha espoleta, de 2 anos e pouco, que quer montar nele (é grandão) e comigo; ele fica à noite ao meu lado, esperando o biscoito de boa noite, antes de ir dormir. Acho que no sábado estarei mais calmo, porque a noiva e o noivo estarão em festa com seus amigos e eu, de roupa nova, já levei a noiva pelo braço e resisti à tentação de

entregar ao noivo o bilhete: "Não aceito devolução". É a piada de casamento mais antiga do mundo, resisti; palmas para mim. À noite, pegarão o avião para a viagem de lua de mel e eu estarei sentado na varanda, o Chicão do meu lado, emburrado, e eu falo bem baixinho a ele: "Ela está feliz, seremos felizes na felicidade dela".

E

le dá um resmungo, eu entendo e dou o biscoito de boa noite dele. Eu dou outro resmungo e vou comer a minha maçã de boa noite. A insônia volta. Enquanto o avião não chegar e ela não telefonar dizendo que chegou bem, não durmo. Quando vou crescer e descobrir que a minha pirralhinha cresceu? Acho que nunca vou crescer se for para descobrir que a minha pirralhinha cresceu. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

3 Certo de que não empla- 3 MAIS: está tentando se caria um novo partido chamado Solidariedade , Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP) já tem novo alvo.

gibaum@gibaum.com.br

k “Na Igreja Pentecostal, eu me sinto segura. Fui criada para acreditar que estou segura nas mãos de Deus.”

insinuar para os lados de Aécio Neves (PSDB-MG), achando que é "o candidato ideal" à vice-presidência.

Balzaqueana Como diria Honoré de Balzac, traduzindo em antiga marchinha de carnaval: “Mulher, só depois dos trinta”. Na próxima segunda-feira, a cantora Sandy completa 30 anos de idade. É a nova balzaqueana do país e protagoniza matéria especial na revista Contigo, uma das bíblias das celebridades do showbiz. Nela, confessa que tem um lado que pouca gente conhece: “Sou uma pessoa que tem pegada melancólica, especialmente quando estou sozinha”. Sandy faz terapia, a propósito, há 11 anos. 333

MEGAN FOX // atriz, 26 anos, ex-drogada e bissexual confessa, que vai animar o camarote da Brahma no carnaval. Fotos: Norman Jean Roy

DANÇARINA Dilma Rousseff não gostou do casaco, usado por Michele Obama na cerimônia de posse do marido Barack: achou que o cinto lhe foi desfavorável porque era alto e dava maior dimensão à parte inferior do corpo. Gostou, contudo, do vestido vermelho usado por Michele para os tradicionais bailes que se seguem à posse em Washington, embora não usaria. A algumas assessoras chegadas do Planalto tratou de emendar: “E não é que eu não dance. Danço e muito bem”.

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333 No passado, vira e mexe, mesmo quando estava na presidência da República, Lula se referia à sua mulher Marisa Letícia, publicamente, como Galega , velho apelido doméstico. Nos últimos dias, um bode chamado Galeguinho, que estava num terreno onde funcionava empresa que recebeu verbas de emendas de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ocupou as páginas dos jornais. Aí, quem cruzava com o candidato a presidência da Câmara, não resistia a gozação: “E aí? Tudo bem com o Galeguinho?” Detalhe: o que pouca gente sabe é que Lula usa o apelido de Galeguinho para o governador Jaques Wagner, da Bahia.

PAI E FILHA Poucas semanas antes da abertura do Festival Internacional de Cinema de Berlim, está chegando às livrarias da Alemanha, o livro Kindermund (boca de criança, em tradução livre), onde Pola Kinski, filha mais velha do conhecido ator de filmes de Werner Herzog, Klaus Kinski, teria abusado sexualmente dela durante anos. No livro, ela descreve a primeira vez: “Tinha dez anos e usava o vestido branco da primeira comunhão”. A outra filha mais famosa, Nastassja Kinski, apóia a irmã e malgrado “abraços que me davam medo”, conseguiu escapar. 333

Estilo sereia E nem poderia se esperar outra coisa: a personagem-título da minissérie O Canto da Sereia, a musa do axé vivida por Isis Valverde, vai inspirar gays e mulheres a se fantasiarem, no estilo, no carnaval de rua. Já estão sendo vendidos kits feitos no Mercado Modelo de Salvador, na 25 de Março, em São Paulo e no Saara, no Rio, a R$ 35 cada. O vestido transparente é complementado por xale com trama de rede de pesca e colares que imitam perolas e cristais. Aí, os lojistas sugerem perucas e microfones dourados.

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LUXO BARATO A expressão luxo mais barato pode ser surpreendente e os brasileiros podem nem mesmo acreditar que as grandes grifes internacionais que desembarcaram no Brasil nos últimos tempos estejam dispostas a rever seus preços: só que algumas delas resolveram mesmo partir para essa solução, devido ao baixo faturamento,incluindoperíodo de festas de final de ano e férias, quando as lojas de marcas famosas andam vazias. A razão é mais do que conhecida: com o verdadeiro festival de brasileiros viajando para o Exterior e comprando produtos pela metade do preço (ou muito menos) do que os apresentados no mercado interno, não existe outra saída.

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333 A italiana Monica Bellucci, 48 anos, duas filhas, casada com o ator francês Vincent Cassel, já saiu na capa e recheio, com direito a replay, em todas as Vanity Fair do planeta: agora, em fevereiro, protagoniza elegante e sensual ensaio na edição espanhola da revista, usando Gucci, Emilio Pucci, Cartier, Christian Louboutin e pele de Helen Yarmak. Na matéria, conta que virou “nômade entre Londres, Paris, Roma e Brasil”. O casal, com as filhas, está em temporada no Rio (apartamento alugado no Arpoador) e Monica está aprendendo até a tocar pandeiro e agogô. E brinca: “Quero ser adotada pelo Brasil”.

Brasileira por adoção

Ninguém acredita que José Maria Marin, presidente da CBF, deixará de pagar R$ 120 mil mensais para Ricardo Teixeira, hoje morando na Florida, só para atender exigência de Juvenal Juvêncio, presidente de São Paulo, em troca de seu apoio na entidade (foi Teixeira que barrou o Morumbi como estádio-sede da Copa 2014). Antes de assumir, Marin fez um acordo com Ricardo, que não pode ser interrompido enquanto ele ocupar a presidência da CBF. Além disso, passou a vigorar este mês, a aposentadoria da Fifa a Teixeira, por serviços prestados ao esporte, de R$ 60 mil anuais até 2030, quando ele completará 82 anos. 333

Acordo sagrado

MISTURA FINA NÃO apenas José Maria Marin, presidente da CBF, era contra a convocação de Julio Cesar pelo técnico Luis Felipe Scolari: também Ricardo Teixeira, quando comandava a entidade, garantia que, por ele, o goleiro jamais voltaria à seleção. No contrato com Felipão, há uma clausula que impede quaisquer dirigentes de opinar na convocação de jogadores, a favor ou contra.

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AMIGOS desta coluna que estão passando férias na Florida, já cruzaram com o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, que aguarda a publicação do acórdão do mensalão, com netos e outros familiares, nas quilométricas filas de brinquedos da Disneyworld.

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SE DEU CERTO na Etiópia a visita de Lula, defendendo os 500 quilômetros de ferrovia para a Andrade Gutierrez, com financiamento do BNDES, até agora não rendeu nada o mesmo esforço feito pelo ex-presidente em Moçambique (ele esteve lá em novembro do ano passado) querendo obras para a empreiteira Camargo Correa.

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“Sou bonita, bem sucedida, família estruturada, vida acadêmica e contatos importantes”. É assim que Pâmela Bório, miss Bahia 2008, mestrado em jornalismo, apresentadora de TV e mulher do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), gosta de se apresentar. Mãe de Henri, de dois anos, comprou roupas de cama, enxoval, lingerie e até bolsa Birkin (Hermés, R$ 35 mil) com dinheiro público, fora super-festa na Granja Santana, sede do governo. Quando explodiu o episódio Rose Noronha, bateu forte em Lula: “Fiquei com nojo dele”. Detalhe: ela mesma posta suas fotos bem produzidas no Instagram e agora, o Ministério Público está na sua cola. 333

Musa do Nordeste

Na cartilha de Chávez Só agora é que se sabe que, no começo de 2010, antes de lançar e começar a campanha de Dilma Rousseff, Lula consultou três governadores de Estado, um deles do PT, com os quais tinha total liberdade, sobre a idéia de patrocinarem uma emenda à Constituição que lhe permitisse disputar o terceiro mandato. Na época, os três preferiram aconselhar o então presidente a não tentar a manobra: seria um prato cheio para a oposição. E recomendaram que ele descansasse e voltasse quatro anos depois.

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Outro Galeguinho

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Barriga de fora.

Pernas de fora.

Recorde de processos São Paulo tem 45 milhões de habitantes e correm na justiça nada menos do que 20 milhões de processos. Descontando-se crianças e se imaginado que cada processo tem ao menos dois litigantes, o resultado é que toda São Paulo estaria litigando. O corregedor-geral do Tribunal de Justiça, José Renato Nalini, expresidente do extinto Tribunal de Justiça Criminal de São Paulo e ex-presidente da Academia Paulista de Letras, faz esse balanço e desconfia que São Paulo vive “um estado de beligerância judicial”. Por conta, reduziu em duas horas a carga diária de atendimento a advogados e demais profissionais em todos os fóruns do Estado. 333

O APRESENTADOR de TV João Kleber, que passou muitos anos em Portugal, deverá retornar este ano à grade da Rede TV!, de onde saiu depois dos programas Eu vi na TV, Tarde Quente e Teste de Fidelidade, apresentado no começo da madrugada. Esse último, especialmente, era de baixíssimo nível, só que tinha uma das maiores audiências da emissora de Amilcare Dallevo. 333

333 SUCESSO há décadas no Brasil, o musical infantil Os Saltimbancos vai virar animação de longa-metragem e Chico Buarque, que faz a versão das letras de Sergio Bardotti e compôs mais algumas musicas adicionais, será o encarregado da adaptação da parte musical para o novo formato.

CENTRAIS sindicais preparam protesto em Brasília, para o dia 6 de março: querem reunir mais de 20 mil trabalhadores na Esplanada dos Ministérios para pedir o fim do fator previdenciário e as 40 horas semanais. Separadas há tempos, CUT e Força Sindical estarão juntas na empreitada.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

5 JUSTIÇA É ISSO MP tentou bloquear bens de Cachoeira pela terceira vez. O bicheiro ganhou.

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SINAL VERMELHO Na troca de 150 carros, deputados queriam privilegiar duas marcas.

Wesley Costa/Folhapress – 11/12/2012

Justiça mantém bens de Cachoeira livres. Outra vez. Desembargadores do TRF-1 decidiram manter bens da Vitapan desbloqueados

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Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) decidiu ontem manter livres de qualquer bloqueio judicial os bens da Vitapan, empresa do ramo farmacêutico controlada por pessoas do grupo do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Assim, essa é a terceira vez que o Ministério Público Federal tenta, sem sucesso, congelar os bens da empresa, liberados desde o dia 15 de novembro do ano passado. Os desembargadores da Segunda Seção do tribunal foram unânimes em acompanhar o voto do relator Tourinho Neto, favorável a deixar os recursos da empresa livres de qualquer restrição imposta pela Justiça. Os magistrados decidiram ainda emitir uma ordem ao juiz de primeira instância Alderico Rocha dos Santos para que mantenha os bens desbloqueados. Em caso de descumprimento da decisão, o próprio tribunal autori-

Vice-prefeito queria tomar posse na prisão

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Justiça Federal determinou ontem a liberdade do vice-prefeito eleito de Nazaré Paulista (SP), Itamar Damião (PSC), preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros desde novembro de 2012, resultado da Operação Durkheim da PF.

Sergio Lima/Folhapress – 25/2/2000

zará a medida. Favorável ao bloqueio da Vitapan, o procurador regional da República Carlos Alberto Vilhena Coelho chegou a sustentar que a empresa pertence "de fato" a Carlinhos Cachoeira e teria sido usada em esquema de lavagem de dinheiro. "Com efeito, a qualquer momento os proprietários, de fato e de direito,

da Vitapan Indústria Farmacêutica Ltda. poderão alienar suas cotas societárias, ocultar valores atualmente mantidos em instituições financeiras ou mesmo modificar lançamentos contábeis para mascarar a atividade supostamente ilícita de branqueamento de capitais, o que esvaziará a medida cautelar de sequestro", alegou o procurador. Por enquanto, o Ministério Público ainda não se pronunciou se recorrerá, mais uma vez, da decisão de ontem. Jogo – A Vitapan teve seus bens bloqueados inicialmente em 29 de fevereiro de 2012, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo. A operação levou Cachoeira e seu grupo ao xadrez. No dia 13 de junho, a defesa conseguiu liberar os bens. Já em 23 de outubro, a Justiça Federal expediu nova ordem de bloqueio, derrubada pelo desembargador Tourinho Neto menos de um mês depois. (EC)

No início do mês, Damião chegou a pedir para tomar posse dentro da cadeia, o que foi negado pela Câmara Municipal, que declarou o cargo de vice-prefeito vago. Os advogados de Damião preparam um pedido para que ele assuma o mandato. Damião é acusado pelo Ministério Público de chefiar uma quadrilha responsável pela violação de sigilos telefônicos e fiscais de juízes, políticos e empresários. Há a

suspeita de que o grupo também tenha montado esquema para ganhar dinheiro com precatórios e licitações. A decisão foi tomada pelo juiz federal Márcio Ferro Catapani. A Justiça entendeu que Damião não poderia continuar preso provisoriamente. Ele só foi denunciado por formação de quadrilha, cuja pena máxima é inferior a 4 anos, o mínimo exigido para que a prisão pudesse ser mantida. (Folhapress)

Tourinho, decisão a favor.

Depois de sair da prisão, o contraventor continua a tocar seus negócios, sem problemas.

Assembleia Legislativa suspende a compra de 150 novos carros Moacyr Lopes Junior/Folhapress – 22/3/2012

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Assembleia Legislativa de São Paulo suspendeu ontem a licitação para a compra de 150 carros oficiais, que estava marcada para hoje. De acordo com O Estado de S. Paulo, o edital restringia a participação de concorrentes. No breve comunicado, a Casa afirma que o adiamento se dará por tempo indeterminado e informa apenas que ocorre para "reavaliação do edital." Há dois dias, o Ministério Público de Contas de São Paulo (MPC) entrou com representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE) pedindo a suspensão imediata da licitação de renovação da frota de veículos da Assembleia. Uma semana antes, o procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, também havia decidido investigar o caso. A representação do MPC, assinada por oito procuradores, faz duras críticas às exigências estabelecidas pelo edital. Com a inclusão de determinadas características, eliminou-se oito de um total de dez veículos sedã que poderiam disputar a licitação. Mesmo assim, o documento do MPC afirma que "é possível" encontrar aos menos dez modelos de veículos "dentro

Márcio Elias Rosa, procurador-geral, também decidiu investigar o caso. de tal categoria de automóveis, sendo todos produzidos por marcas de renome no mercado nacional, concorrentes entre si e dentro de uma mesma faixa de preço". Além disso, destaca que "qualquer um deles teria condições de segu-

rança e conforto aptas a atender satisfatoriamente aos parlamentares". Com a renovação, seriam trocados alguns veículos praticamente sem uso. Um rodou apenas 225 quilômetros e outro, 6.471. (Agências)


p Assentados invadem o Instituto Lula DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Não faz sentido ocupar o Instituto Lula (...) O instituto não vai interferir. Luiz Dulci, presidente do Instituto Lula.

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Ameaçados de despejo, assentados ocupam Instituto para pedir que Lula interceda por eles junto a Dilma. Mas Lula mudou a agenda. Viajou para lugar desconhecido.

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erca de cem pessoas ameaçadas de despejo de um assentamento regularizado há sete anos no interior de São Paulo invadiram ontem, por volta das 6h30, o Instituto Lula, no Ipiranga. Parte do grupo passou a noite na entidade. Já no fim da tarde, segundo os manifestantes, cerca de 50 pessoas continuavam no prédio, e o instituto teria concordado com sua permanência. Com a invasão, o grupo pretende fazer com que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interceda por eles junto à presidente Dilma Rousseff para que ela assine decreto de desapropriação por interesse social, pondo fim às disputas pela propriedade da área. Lula "chateado" – O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, contou aos jornalistas a reação de Lula: "Relatei o movimento e ele ficou chateado porque o pessoal invadiu e ele teve de mudar a agenda, mas faz parte". Segundo ele, Lula viria para ao escritório ontem, mas decidiu viajar para lugar não divulgado. Okamotto ressaltou ainda que "eles têm a solidariedade do presidente Lula para resolver o problema do assentamento e de todos nós. O que eu não posso concordar é com os métodos que eles estão usando. Eu acho que é inadequado, não pediram sequer uma audiência. Nunca pediam apoio". Okamotto afirmou também que tudo o que a entidade poderia fazer pelos invasores, além de oferecer "café e água", já foi feito. "Mais que isso, é dizer que o movimento deles está certo, mas a forma não me parece correta." Ele transmitiu aos sem-terra a disposição da presidência do Incra em recebê-los, desde que deixassem o Instituto Lula e a sede do Incra em São Paulo. "Por enquanto, estão como nossos convidados aí, mas não podem ser convidados eternos, têm de achar uma solução. Okamotto descartou medida judicial para a retirada dos invasores: "A partir de agora é a relação deles com o governo. O nosso papel é só levar os fatos que ocorreram,

Diogo Moreira/Estadão Conteúdo

Beto Barata/Estadão Conteúdo

Michel Temer: "Gestão correta".

Temer defende candidatura de Renan

O No cartaz, manifestantes pedem que Lula interceda junto à Dilma para que ela assine decreto de desapropriação. Mas Lula não foi visto por eles. Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo

Incra promete receber manifestantes, mas só se saírem dos prédios.

O Assentamento dentro do Instituto Lula: a segurança será fortalecida. para ver se as autoridades tomam alguma providência". Okamotto pretende mudar os procedimentos de segurança do Instituto para evitar essas ações: "Algumas rotinas serão alteradas." Os moradores do assentamento foram notificados por um oficial de Justiça para desocupar a área até o dia 30 deste mês. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária foi notificado sobre a medida. MST nega – O Movimento

SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL Torna público que realizará no dia e hora a seguir determinado: Pregão Presencial nº: 013/2013 - Processo nº 2013-0.007.175-0 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM SERVIÇO DE LIMPEZA TÉCNICA HOSPITALAR, DESINSETIZAÇÃO, DESRATIZAÇÃO, DESCUPINIZAÇÃO, JARDINAGEM E CONSERVAÇÃO, COM FORNECIMENTO DE MÃO DE OBRA, MATERIAIS DE CONSUMO, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, NAS ÁREAS INTERNAS E ÁREAS EXTERNAS (PÁTIO DO ESTACIONAMENTO E PÁTIO EXTERNO E ARRUAMENTO), JARDIM (ÁREA VERDE), CAIXAS D’ÁGUA E RESERVATÓRIOS, PARA AS UNIDADES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura: 07/02/2013 - às 09:00 horas. Endereço: Rua Frei Caneca, 1398/1402, 2º andar - Consolação - São Paulo Capital - Custo do Edital: R$11,25. O edital do pregão poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, 1398/1402 - 9º andar Consolação - São Paulo - Capital, das 9:00 às 16:00 horas, aquisição mediante depósito em nome da Autarquia Hospitalar Municipal - Conta Corrente: 5.415-1 Agência: 1.897-X - Banco do Brasil - (Apresentar comprovante do depósito).

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 005/2013-SMS.G, processo 2012-0.305.801-9, destinado ao registro de preços para fornecimento de SILICONE DE CONDENSAÇÃO BAIXA, SILICONE DE CONDENSAÇÃO DENSA, CATALIZADOR, PASTA ZINCOENÓLICA E CIMENTO RESINOSO DUAL, para a Divisão Técnica de Suprimentos, SMS-3/Grupo Técnico de Compras, GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço unitário. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá através do sítio www.comprasnet.gov.br, a partir das 9h30min do dia 7 de fevereiro de 2013, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 009/2013-SMS.G, processo 2012-0.294.376-0, destinado ao registro de preços para fornecimento de HIPNÓTICO, REPOSITOR ELETROLÍTICO E ANTICONVULSIVANTE, para a Divisão Técnica de Suprimentos, SMS-3/Grupo Técnico de Compras, GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço unitário. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá através do sítio www.comprasnet.gov.br, a partir das 9h30min do dia 7 de fevereiro de 2013, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, www.comprasnet.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) negou que seus militantes façam parte da invasão ao Instituto Lula. Segundo o MST, os invasores são membros da Intersindical, central sindical ligada ao PSol, que faz oposição à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em sua página, a Intersindical critica as "consequências drásticas" da "submissão e defesa cega da CUT em relação ao governo" Lula. Apesar disso, parte das famílias do assentamento Milton Santos é filiada ao MST. A área do assentamento era de propriedade do grupo Abdalla e na década de 70 foi tomada para o pagamento de dívidas com a União. A fazenda está registrada em nome do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que, em 2005, cedeu a terra ao Incra para o assentamento. Ação da Justiça reconheceu um excesso na cobrança da União sobre o grupo e determinou devolução de bens confiscados acima do devido. Instituto não interferirá – O ex-ministro de Lula, Luiz Dulci, diretor do Instituto Lula, afirmou ontem que considera justa a causa dos assentados : "Esperamos que o movimento entenda que, se queria dar visibilidade à causa; talvez já tenha conseguido. Mas o instituto não interfere em decisões de governo. Não só nesta área como em nenhuma outra". Dulci relatou que Paulo Okamotto, conversou com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, após a reunião que teve com os manifestantes. Segundo Dulci, o ministério afirmou ter entrado na Justiça com recurso em defesa da permanência dos assentados na área em litígio. Dulci defendeu que a negociação aconteça diretamente entre o movimento e o governo: "Não faz sentido ocupar o Instituto Lula porque não é uma decisão que possa ser tomada. O Instituto não vai interferir, já que a negociação está aberta e os órgãos competentes estão atuando e empenhados em resolver a questão." (Agências)

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) divulgou nota propondo negociar com as famílias do assentamento Milton Santos, desde que eles deixem os prédios que ocuparam. Na nota, o Incra diz que "vem tomando todas as medidas judiciais pertinentes para comprovar que o domínio do imóvel é público, com o objetivo de suspender a reintegração de posse". Além da invasão ao prédio do instituto, os manifestantes também entraram na sede do próprio Incra em São Paulo na semana passada. Também ontem, um grupo de três manifestantes protestaram em frente ao prédio onde fica o escritório da Presidência, na Avenida Paulista,

prometendo greve de fome em solidariedade às famílias do assentamento. Diz a nota do Incra: "Frente às manifestações dos movimentos sociais desencadeadas em defesa do Assentamento Milton Santos, o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Guedes, informam que se trata de assentamento de reforma agrária criado pelo Incra em 2005". Quanto à reintegração de posse impetrada pelos antigos proprietários, "o Governo Federal (...) vem tomando medidas judiciais pertinentes para comprovar que o domínio do imóvel é público, para suspender a reintegração de posse. (Folhapress)

Pedro Ladeira/Estadão Conteúdo

vice-presidente Michel Temer defendeu ontem a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado. Para Temer, o fato de Renan ter deixado a presidência da Casa em 2007 em meio a uma série acusações não o descredencia para voltar ao cargo. "Vai depender muito da gestão que ele vier a fazer. Ele fazendo uma gestão correta, adequada, isso, ao invés de prejudicá-lo, vai enaltecê-lo. Mas é o futuro que vai dizer." Renan não declara oficialmente que é candidato, mas trabalha nos bastidores para ser eleito no dia 1º de fevereiro para mais um mandato de 2 anos na presidência do Casa. Até agora, o único adversário oficial de Renan é o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), mas a oposição e o grupo de "independentes" articula a candidatura de Pedro Taques (PDT-MT) ou outro peemedebista em contraponto a ele. Ideli – A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse ontem que o Palácio do Planalto "não tem preferência" por candidatos na disputa à presidência da Câmara e Senado. "A preferência nossa é que eles escolham e a gente possa continuar tendo essa relação produtiva, benéfica para o País", afirmou. Já sobre as denúncias que envolvem Renan, Ideli disse: "Respeitaremos como sempre a deliberação soberana dos deputados e senadores". (Agências)

STF reage ao pedido de prazo para votar FPE

M Dilma recebe credenciais de 16 embaixadores no Palácio do Itamaraty

Dilma quer parcerias entre União e municípios

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presidente Dilma Rousseff deve anunciar a ampliação de programas do governo durante o encontro com prefeitos marcado para a próxima semana. Segundo a ministra Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República), Dilma não quer evento de prestação de contas e palestras, mas de parcerias entre União e municípios. "A ordem foi muito clara: ser objetivo, direto e concreto", disse Ideli. "Deveremos ter anúncios, provavelmente de ampliação de programas." Segundo a ministra, o evento terá 26 estandes de ministérios e órgãos federais à disposição dos gestores municipais. A estimativa é a de que cerca de 20 mil pessoas participem do evento.

Cada prefeito deve obter diagnóstico dos programas federais e oportunidades de parcerias em sua cidade. Ontem, a presidente recebeu 23 credenciais de 16 embaixadores que representarão seus países no Brasil, em cerimônia no Palácio Itamaraty. Hoje, ela participará da 6ª Cúpula Brasil-União Europeia (UE) com temas como crise financeira internacional, entre outros. No fim de semana, seguirá para Santiago, capital do Chile, onde participa da Cúpula dos Estados Latino-Americanos e Caribe e União Europeia. No dia 28 de fevereiro, Dilma deve encontrar a presidente da Argentina Cristina Kirchner, em El Calafate. Discutirão o fortalecimento de parcerias e farão revisão de acordos vigentes. (Agências)

inistros do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram ontem ao pedido do presidente do Senado, José Sarney (PMDBAP), para que a Corte dê mais tempo para que o Congresso possa votar os novos parâmetros para distribuição de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE). "Falar que três anos (para a aprovação da lei) foi pouco é um escárnio", afirmou um integrante do STF. "A Constituinte foi feita em dois anos." O ministro Marco Aurélio Mello criticou ontem a iniciativa do presidente em exercício da corte, Ricardo Lewandowski, de pedir esclarecimentos ao Congresso Nacional sobre o motivo de não ter aprovado dentro do prazo estipulado pelo tribunal novos critérios do FPE. Para ele, foi descabido. A polêmica será resolvida, segundo os ministros, quando o tribunal julgar ações nas quais governadores pedem a manutenção dos critérios de distribuição do fundo fixados por uma lei de 1989 até que seja aprovada a nova norma. "Temos de tomar uma medida para estimulá-los a decidir", afirmou um dos ministros, referindo-se ao Congresso. (EC)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

7 Meiches, agora vamos abrir o buraco na Praça Clóvis, nem que seja para enterrar você lá dentro. Frase atribuída a Faria Lima para José Meiches, seu secretário de Obras.

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OS PREFEITOS DO DIA Saiba quem sãos os dois que nasceram na data do aniversário da cidade. E o que um deles já fez e o que o outro ainda pode fazer. José Maria dos Santos

25 Gero/Futura Press/Estadão Conteúdo

O atual prefeito Fernando Haddad completa amanhã 50 anos. Um olhar para o passado poderá indicar o caminho a seguir para o futuro de São Paulo e para sua carreira política.

XI de Agôsto Na verdade, a política os chamou ainda nos tempos de faculdade. Ambos se iniciaram em eleições no prestigioso Centro Acadêmico XI de Agôsto, cuja tradição obriga que se conserve o acento circunflexo, eliminado em uma das nossas costumeiras reformas ortográficas. A comparação entre as trajetórias revela que Haddad começou melhor. Foi presidente da entidade em 1984, enquanto Jânio não passou de um diretor obscuro nos anos 40. Mas depois Jânio iria disparar, com muitos corpos à frente. Em 1960, ele era o mais jovem presidente da República, aos 44 anos. Antes, fora prefeito de São Paulo, com 36. Haddad parece ter empacado no primeiro páreo. Somente conquistaria seu primeiro mandato, o atual, em seu jubileu de ouro. Em todo caso, é possível recuperar o tempo perdido. A São Francisco se caracteriza por fornecer presidentes da República. Já deu 12. É de supor que um prefeito de São Paulo queira ser o 13º. Estas comparações entre Jânio e Haddad produzem a natural curiosidade em especular sobre qual dos dois se sairá melhor no cargo, a partir do momento em que a passagem do tempo filtrar suas respectivas gestões. E, neste capítulo, Haddad leva vantagem, pois mal iniciou seu ca-

Oswaldo Luiz Palermo/Estadão Conteúdo

minho. Jânio já esgotou suas possibilidades. Em todo caso, Haddad, antecipadamente, tem grande chance de terminar em primeiro, uma vez que o retrospecto janista não provoca a vontade de bater palmas. A rigor, durante o seu primeiro mandato, entre 1953 e 55, ele dedicou seu tempo a fazer campanha ao governo do estado, para o qual foi eleito em 1954 e a comandar os festejos do IV Centenário da Cidade, cuja programação e obras foram desenvolvidas cerca de três anos antes da posse. Teve, porém, mal assentado na

Rolando de Freitas/Estadão Conteúdo

Reprodução

O ex-prefeito Jânio Quadros em dois momentos: a imagem que marcou sua segunda eleição, em 1986, e o primeiro mandato, em 1955, ao lado do Marechal Rondon, no Aeroporto de Congonhas. Clovis Cranchi Sobrinho/Estadão Conteúdo

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cidade de São Paulo p o d e r i a p e r f e i t amente justificar a criação de uma nova categoria no Livro Guinness dos Recordes, na qual, aliás, iria ocupar um lugar que dificilmente lhe seria tirado. Tem na sua lista de 46 prefeitos – entre eleitos, nomeados, interinos e interventores – dois que nasceram no dia de sua fundação: 25 de janeiro. O primeiro foi Jânio Quadros (1917-1992), que veio ao mundo em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. O segundo, o paulistano Fernando Haddad, completará meio século de vida amanhã, quando São Paulo chegará aos 459 anos de existência. Um terceiro nome, Álvaro Gomes da Rocha Azevedo, que ocupou a cadeira entre 1919/20, bateu na trave. Nasceu no dia 26 de janeiro. Jânio e Haddad mostram mais duas afinidades: formaram-se pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco e abraçaram o magistério. Porém, data vênia, não há notícias de que tenham exercido a advocacia algum dia, salvo uma incursão de Jânio por um tribunal de Copenhague, para tratar de uma demanda relativa ao comércio internacional nos anos 70, atendendo a um amigo. Como professores, tiveram diferenças marcantes. Jânio deu aulas de português no Colégio Dante Alighieri (SP). Deve tê-lo feito bem, a julgar pelo seu conhecido domínio da língua. Ficou famosa e até folclórica sua habilidade em utilizar frases empoladas, a profusão de pronomes oblíquos e de palavras difíceis para desconcertar interlocuto-

res indesejáveis. Era de seu feitio. Mais tarde, já maduro, tentou, sem maior sucesso, ensinar Direito Processual Penal no Instituto Mackenzie. Mas esta atividade lhe foi secundária. Haddad fez da cátedra sua profissão, considerando que é professor de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo. Mesmo assim, seu currículo sugere que, se não tivesse entrado na política, talvez ainda estivesse perseguindo sua vocação. Ali está escrito que fez mestrado em Economia e doutorado em Filosofia, variedade que deve indicar polivalência intelectual.

Divulgação

Faria Lima (ao lado) em quatro anos (1965/69) abriu as marginais Tietê e Pinheiros, a Sumaré, a Radial Leste e a 23 de Maio. Além disso, alargou a Consolação, a Rebouças, a Rio Branco e a Cruzeiro do Sul. E ainda iniciou o Metrô. José Pires do Rio (ao lado abaixo), foi o sexto prefeito (1926/30). Ele planejou o Ibirapuera e retificou o Tietê. Já Antonio da Silva Prado (à esq., abaixo) foi o primeiro prefeito na época republicana. Ele trouxe a luz elétrica para a cidade.

cadeira, a sagacidade de pro- são para além do Anhangabaú. mover ruidosa demissão no Crônicas da época informam funcionalismo municipal para que ele fazia longos passeios a confirmar a bandeira morali- pé com sua esposa, Dona Mazadora que seria a marca de ria Catarina, até se acomodasua rota política. E isso deve rem em um dos bancos do Parter bastado para confirmar que da Luz para dar exemplo e seu prestígio. No seu segundo estimular os paulistanos a desmandato, entre 1986/1989, frutar da cidade. O olhar de Haddad também teve a feliz ideia de implantar corredores de ônibus e dar o precisa se deter em José Pires pontapé inicial no atual siste- do Rio (1926-1930), que plama viário de túneis, além de nejou o Parque do Ibirapuera p r o m o v e r a r e f o r m a d o e encomendou um inédito Anhangabaú. De resto, con- plano urbano para Prestes forme seu estilo, proibiu biquí- Maia, além de retificar o Tietê. ni fio dental nos banhos de sol Talvez seja útil para Haddad no Ibirapuera; fechou oito ci- esmiuçar como o prefeito Fanemas que estavam exibindo ria Lima (1965-1969) encono filme A Última Tentação de trou tempo e recursos para, Cristo, de Martin Scorsese; em apenas quatro anos, abrir multou seu próprio motorista as marginais Tietê e Pinheiros, a Sumaré, a por estacionar Radial Leste, a na calçada, A São Francisco 23 de Maio, a Ruatendendo, bem Berta; alaraliás, a sua orse caracteriza gar a Consoladem, sob o olhar por fornecer ção, Rebouças, de jornalistas, Cruzeiro do Sul e que foram rapipresidentes da Rio Branco; e damente convoRepública. ainda iniciar cados. Foi na Já deu 12. a construção Avenida Juscelido Metrô, em no Kubistchek. 1968. O prefeito havia A propósito, segue um tesparado para autuar um restaurante devido aos sacos de temunho, salvo engano ainda inédito, referente ao conlixo acumulado na calçada. No entanto, caso pretenda trato de construção do Metrô, se colocar entre os melhores em 1967. Bem humorado, Faprefeitos que a cidade já teve, ria Lima apôs sua assinatura Haddad deverá olhar modelos e cochichou a José Meiches, de um passado mais remoto. s e u s e c r e t á r i o d e O b r a s : Os registros históricos reco- "Meiches, agora vamos abrir mendam que deite seu foco o b u r a c o n a P r a ç a C l ó v i s , inicial para Antonio da Silva nem que seja prá enterrar voPrado, que governou São Pau- cê lá dentro". Finalmente se houver a nelo de 1899 a 1911. Foi seu primeiro prefeito do cessidade de buscar um preperíodo republicano, uma vez feito-herói, Fernando Hadque até então a autoridade era nomeada e atendia pelo nome de intendente. O longo mandato de 12 anos não obscurece os méritos de sua eficiência. Deu luz elétrica à cidade, construiu o Theatro Municipal, a Pinacoteca e a Estação da Luz; organizou e implementou a expan-

dad terá Firmiano Moraes Pinto (1920-1926) como referência. Em julho de 1924, tropas insubordinadas contra o presidente Arthur Bernardes ocuparam São Paulo por 23 dias e foram imediatamente atacadas, inclusive com bombardeio aéreo, pelas forças federais. O governador Carlos de Campos transferiu o governo para o interior. Mas o prefeito Firmiano permaneceu aqui. Independentemente do heroísmo, Firmiano fez o Parque Dom Pedro II; canalizou o Tamanduateí; usou pela primeira vez o asfalto, aplicado na Avenida São João até a Barão de Limeira; introduziu os bondes tipo "Camarão", vermelhinhos e fechados; promoveu a Semana de 1922 e colocou 200 carroções puxados a boi para recolher o lixo. Agora empresta seu nome a uma rua do Brás e a um clube municipal no Jardim Arpoador.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

METRÔ DA LIGHT Nos anos 1920, a Light fez uma proposta de metrô para a cidade de São Paulo. Hoje, a cidade poderia ter uma rede mais extensa.

idades Fotos: Reprodução

Prédio projetado pelo ex-prefeito Prestes Maia para abrigar a Assembleia Legislativa, na Praça da República. Edifício seria semelhante ao Capitólio.

A São Paulo que ficou no sonho Muitos projetos para a cidade jamais saíram do papel. Caso tivessem sido colocados em prática, a capital paulista poderia ser bem diferente. Vivi Andreani/Luz

Marcus Lopes

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xtensas galerias transporte rápido comerciais subterrâneo, já que o trânsito envidraçadas no na superfície paulistana interior das ruas do ainda estava longe de ser "Triângulo" (São Bento, congestionado como hoje. Direita e 15 de Novembro), Justificativa semelhante uma rede de metrô invejável havia sido dada pelo poder e a sede do governo do público municipal alguns Estado no Pátio do Colégio. Ali anos antes, em 1914, quando perto, a Assembleia um grupo de capitalistas Legislativa funcionando em paulistas pediu autorização um prédio semelhante ao para a construção e Capitólio (sede do Congresso exploração do metrô. Essa estadunidense) e um Paço empresa, chamada de Municipal que abrigaria no "Metropolitana", chegou a mesmo local a traçar o Prefeitura e a primeiro túnel Câmara do metrô, que Municipal. ligaria a Várzea Esses são do Carmo apenas alguns (atual Parque cenários da D. Pedro II) ao cidade de São largo do Piques Paulo caso (atual região projetos da Praça da grandiosos Bandeira e muitos deles Ladeira da Prestes Maia: planos ousados. necessários Memória). saíssem do O túnel, com papel ao longo dos seus 459 840 metros de extensão, anos de idade. seria totalmente azulejado e Um deles refere-se ao com um elevador no largo da metrô. Em 1927, quase 50 Sé (Praça da Sé), para maior anos antes da inauguração do conforto no embarque e metrô paulistano, a Light & desembarque dos Power, empresa que passageiros. explorava os serviços de "Os bondes elétricos da eletricidade e transporte Light passariam por debaixo coletivo, propôs à Prefeitura da área central e depois, com dar o pontapé inicial no o aumento da população, transporte metroviário seriam substituídos por paulistano, inclusive com trens", explica o arquiteto e trechos subterrâneos na urbanista Nestor Goulart região central da cidade. Reis, professor da Nos primeiros tempos, os Universidade de São Paulo e túneis (abertos na região do um dos maiores especialistas atual Centro Velho) seriam de história do urbanismo percorridos pelos bondes da brasileiro. companhia, sendo Segundo ele, além da falta substituídos posteriormente de visão de futuro por parte por trens, conforme a do poder público, outro demanda por passageiros motivo para o projeto da Light fosse crescendo. não ter saído do papel foi o O projeto acabou embate que já existia entre a engavetado, pois, segundo a empresa e a Prefeitura, que Prefeitura, não havia a menor não autorizava o aumento necessidade de um nas tarifas de bonde.

"Era um projeto (de metrô) muito bem feito, mas a taxa de retorno seria muito baixa, desistimulando a companhia de levar o projeto adiante", explica Goulart Reis, titular da Faculdade Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP). Ele lembra que, caso o metrô tivesse sido inaugurado naquela época, nossa rede hoje poderia ser semelhante às das cidades europeias, como Londres e Paris. Galerias – Mas o clima europeu também estaria presente no comércio paulistano. Em 1890, o litógrafo francês Jules Martin apresentou à Intendência Municipal um projeto ousado: a construção de extensas galerias comerciais envidraçadas no interior das ruas do Centro Velho. "À semelhança das existentes, por exemplo, em Milão, Nápoles e Bruxelas, as galerias seriam cobertas de vidro, com catorze metros de altura, em três níveis, com lojas no térreo", explica o arquiteto Benedito Lima de Toledo no álbum Prestes Maia e as Origens do Urbanismo Moderno em São Paulo. No livro, Toledo faz um completo levantamento das obras do ex-prefeito Prestes Maia, autor do famoso Plano de Avenidas que mudou radicalmente os conceitos de urbanismo e impulsionou a capital paulista rumo à modernidade. Porém, ao mesmo tempo

Acima, pórtico que seria construído na entrada no palácio do governo estadual, no Pátio do Colégio. À direita, o mesmo local atualmente. Abaixo, túnel que seria construído sob o Anhangabaú.

Estação de trens perto do Tietê. em que conferiu à cidade grandes e importantes transformações urbanas, o Plano de Avenidas (que resultou na abertura de vias

como a 23 de Maio e 9 de Julho) é criticado por ter privilegiado o transporte rodoviário, em detrimento dos trilhos. Em suas duas passagens

pela chefia do executivo (1938-1945 e 1961-1965), Prestes Maia também deixou muitos projetos interessantes. Caso tivessem saído do papel, tanto o governo do Estado como a Assembleia Legislativa estariam no Centro. O governador Geraldo Alckmin, hoje, estaria despachando no Pátio do Colégio, em vez do Palácio dos Bandeirantes. Já os deputados estaduais bateriam ponto no Palácio do Congresso, que seria construído na Praça da República e muito semelhante ao Capitólio norte-americano. O problema é que o suntuoso edifício seria construído no lugar do prédio Caetano de Campos, que seria demolido. Trens – Em relação ao transporte, Prestes Maia sonhava com uma Estação Geral, que seria construída às margens do Rio Tietê, na região onde hoje se encontra o Terminal Rodoviário do Tietê. A diferença é que a estação não abrigaria ônibus, mas trens - o principal meio de transporte na época. O ex-prefeito imaginava deslocar para essa estação central todo o transporte ferroviário da cidade. "Para esta estação deveriam convergir todas as vias férreas a serem, então, realocadas para as margens do Tietê. As linhas e estações, então em funcionamento, seriam desativadas", explica Benedito Lima de Toledo. Além de não ter tido tempo hábil, muitos dos projetos de Maia ficaram no papel (ou desenhados em aquarelas) por falta de recursos, principalmente no seu primeiro mandato, quando o Brasil sofria os efeitos da Segunda Guerra Mundial. Mesmo assim, ele se recusava a economizar, pelo menos nas ideias: "Não façam planos acanhados. Eles não têm magia para mover os homens e provavelmente nunca serão realizados. Façam planos grandiosos. Almejem o alto na esperança e no trabalho", registrou Maia, na abertura do seu Plano de Avenidas.


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9 Será um belíssimo presente para a cidade. Carlos Praça

idades

A cidade em 30 cliques A partir de amanhã, até o dia 25 de fevereiro, nove repórteres-fotográficos do Diário do Comércio expõem seus olhares sobre a cidade na mostra "30X Sampa", no hall do Edifício Itália, na avenida Ipiranga,344. Trata-se de uma homenagem aos 459 anos da fundação de São Paulo. Agliberto Lima/DC s/Hype

Newton Santo

Ivan Ventura

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Na Praça Ramos de Azevedo, um toque humano na escultura danificada. Alex Ribeiro/DC

ove repórteresfotográficos e 30 diferentes olhares sobre a arquitetura de São Paulo, além de detalhes do cotidiano da cidade e de sua gente. Esse é o enredo da exposição 30X Sampa, uma homenagem de fotógrafos do Diário do Comércio aos 459 anos da cidade. A mostra, que acontece no hall do Edifício Itália, começa amanhã e vai até o dia 25 de fevereiro. A entrada é gratuita e o horário de funcionamento será das 8h às 18h, de segunda à sexta-feira. Aos sábados, a mostra poderá ser vista das 8h ao meio-dia. Segundo Carlos Praça, a administração do Edifício Itália propôs a exposição ao DC por causa do seu relevante trabalho jornalístico sobre a cidade. "Achamos um parceiro forte, que conhece a cidade, especialmente o Centro", afirmou Praça. A mostra exibe trabalhos dos repórteres-fotográficos Alex Ribeiro, Agliberto Lima, Chico Ferreira, L.C. Leite, Luiz Prado, Luludi, Newton Santos, Paulo Pampolin e Vivi Andreani. Nas imagens, o dia-a-dia da metrópole, manobras radicais na Praça Roosevelt e personagens do Beco do Piolim. De acordo com a organização do evento, mais de 8 mil pessoas circularão pelas 30 fotos da mostra. "Será um belíssimo presente para a cidade oferecido pelo Diário do Comércio e pela administração do Edifício Itália. Todos estão convidados", disse Carlos Praça.

No Pátio do Colégio, berço da cidade, festa, civismo e leveza. Balões comemoram a chegada do Ano Novo.

Paulo Pampolin/Hype

O Beco do Piolin: elegância e estilo na passagem localizada no Largo do Paissandu, Centro da cidade. Vivi Andreani/Luz

S ERVIÇO Na São João, um passeio solitário.

Exposição "30 X Sampa" Hall do edifício Itália. Avenida Ipiranga, 344 - Centro. Entrada Gratuita. Informações: 3180-3764. De 25 de janeiro a 25 de fevereiro.

L.C.Leite/Luz

Luludi/Luz

Uma cidade e muitas faces: na Praça Roosevelt (acima), um novo espaço de lazer. À esquerda, o piso geométrico do viaduto Santa Ifigênia. À direita, a Cohab de Guaianases. Abaixo, à esquerda, reflexos na catedral. Abaixo, à direita, uma estátua viva na rua 25 de Março. Chico Ferreira/Luz

Luiz Prado/Luz


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cultura

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Artes, espetáculos, lazer, gastronomia. Um mapa divertido da Cidade neste dia de festa.

Sampa, muito prazer. Mauro Holanda/Divulgação

Matinê ao som da banda

USP leva para giro modernista Para conhecer marcos da arquitetura modernista da Cidade, embarque no Giro Cultural USP. O ônibus passa pelo Museu Paulista (Ipiranga, foto), por edifícios do centro, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Rua Maranhão e MAC do Parque Ibirapuera. Sexta (25), das 10h às 14h. Começa e termina na estação Alto do Ipiranga do metrô. Há 40 vagas. O trajeto é feito ao som de Villa-Lobos. Grátis. Tel.: 3091-1190. Inscrições pelo site www.sinteseeventos. com.br/girocultural

A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo presta homenagem à Cidade com um programa para alegrar a sua manhã. Entre outras peças, interpreta: Commando March (Barber); Pompa e Circunstância (Elgar); Tema de Guerra nas Estrelas (Williams); Semper Fidelis e The Stars and Stripes Forever (John Philip Sousa). Teatro São Pedro. Rua Albuquerque Lins, 207. Tel.: 3667-0499. Sexta (25). 11h. Grátis.

Abra o cardápio no Viaduto do Chá. Parabéns!

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este 459º aniversário de São Paulo, os restaurantes oferecem sobremesas grátis, pratos especialmente criados para a data, além de um festival de comida de rua com sabores normalmente só encontrados em casas sofisticadas da Cidade. O evento Chefs na Rua vai tomar o Viaduto do Chá na sexta (25), a partir das 14h. A madrinha desta edição, Janaína Rueda, do Bar da Dona Onça, prepara estrogonofe de filé com arroz e chips de batata. Raphael Despirite, do Marcel, traz seu hot dog francês; Renato Carioni, do Cosí, serve hambúrguer de pato com maionese trufada. Preços entre R$ 5 e R$ 15. No Atelier del Gusto, até dia 27 quem comprar uma

lasanha média (de R$ 66 a R$ 110 o quilo, conforme o sabor) ou 500 gramas de ravióli de presunto de Parma (R$ 92 o quilo) ganha um pão de ló com creme de limão siciliano ou uma torta de avelã com frutas vermelhas. www.atelierdelgusto.com.br. Na casa de nome francês, o Brie Restô, será servido um dos pratos com mais cara de São Paulo: o picadinho (foto), com arroz, feijão, ovos, banana da terra frita e filé mignon. R$ 35. www.brieresto.com.br E no restaurante com melhor vista da Cidade, o Terraço Itália, a festa tem menu especial de almoço a R$ 95 por pessoa. Escolha entre ravióli, camarões à paulista e picadinho. www.terracoitalia.com.br

Entre o belo e o incoerente O fotógrafo Claudio Edinger registrou diversos ícones contraditórios da cidade e os apresenta a partir desta sexta (25) na exposição São Paulo, Minha Estranha Cidade Linda. Abaixo, imagem da Igreja Nossa Senhora do Brasil.

Fotos: Divulgação

Interação entre arte e ecologia

Madalena Centro de Estudos da Imagem. Rua Faisão, 75, Vila Madalena, tel.: 3473-5410. Grátis.

TV: Demônios da Garoa

Shopping Metrô Boulevard Tatuapé (2º piso). Rua Gonçalves Crespo, 78, Tatuapé, tel.: 2225-7000. Grátis.

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oze passistas, rainhas e ex-rainhas das escolas de samba X-9, Gaviões da Fiel, Vila Matilde, Império da Casa Verde, Camisa Verde e Branco, Rosas de Ouro, Leandro de Itaquera e Acadêmicos do Tucuruvi participam, na sexta (25), da cerimônia da lavagem, com água de cheiro e ervas aromáticas, do monumento (foto) criado por Oscar Niemeyer que representa o mapa da América Latina pintado em vermelho na palma de uma mão, no Memorial da América Latina. O local foi escolhido por ter sido ali o antigo Largo da Banana, ponto de encontro de sambistas. Início às 16h. E carnaval depois da lavagem. Às 19h, os Trovadores Urbanos se apresentam no Auditório Simón Bolívar. Grátis.

lgação

TV Gazeta exibe nesta sexta (25) a edição especial do programa Revista da Cidade, que começa às 10h, com apresentação de Marisy Idalino. Em destaque, os grandes patrimônios culturais da capital paulista, como o edifício Copan, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A equipe mostra as histórias por trás da fachada sinuosa. Em seguida, curiosidades sobre o Teatro Municipal. O número musical do programa fica por conta do samba dos Demônios da Garoa (foto). Já na TV Globo, um vídeo de um minuto, incluído ao longo da programação, presta homenagem aos 459 anos da Cidade, focando principalmente nos imigrantes e comerciantes da metrópole.

inger/Divu

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Cerimônia e samba

Claudio Ed

Mostra Construção Da Madeira ao Aço exibe esculturas feitas com material reciclado como madeira, ferro e aço. No local, obras dos artistas Cássio Lazaro, Luiz Bayón Torres e Paulino Lazur.

ISAÍAS, CHORÕES E QUINTAL BRASILEIRO. NO BELENZINHO. Conjuntos regional e de câmara interpretam Lábios que Beijei; Carinhoso e Odeon. Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076-9700. Sexta (25). 18h. R$ 25.

S A arte da tapeçaria desdobrada na avenida mais paulistana

e a Avenida Paulista faz parte da sua rota cultural neste fim de semana, aproveite para visitar a Galeria de Arte do Sesi. O local é sede da exposição A Arte da Tapeçaria – Tradição e Modernidade. A mostra apresenta 48 tapeçarias de Portalegre criadas por 39 artistas portugueses e estrangeiros, entre eles Joana Vasconcelos, autora de Ave Paraíso (foto), e Nadir Afonso, criadora de Bristol (à esq.). (RA)

Galeria de Arte do SESI-SP. Galeria Ruth Cardoso – sede da FIESP. Av Paulista, 1313, Bela Vista, tel.: 3146-7405. Segunda, das 11h às 20h. Terça a sábado, das 10h às 20h. Domingo, das 10h às 19h. Grátis.

FESTA COMEMORA 80 ANOS DO MERCADÃO Será aberta hoje, às 21h30, pelo prefeito, Fernando Haddad. À meia noite, haverá queima de fogos. E shows de jazz, choro e samba até 18h da sexta (25). Rua da Cantareira, 306. Grátis.


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11 Reuters

NA LINHA DE FRENTE O secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, deve anunciar hoje decisão inédita de permitir que mulheres participem de unidades de combate do Exército. No Senado, a secretária de Estado, Hillary Clinton, assumiu ontem responsabilidade pelos erros no ataque contra o consulado na Líbia, que resultou na morte do embaixador norte-americano.

nternacional

DE DIREITA, ESQUERDA E CENTRO.

Virando o jogo na política israelense

O carismático Lapid decidiu trocar as câmeras de TV pelos holofotes do governo

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O premiê de Israel quer ampliar a coalizão do governo Darren Whiteside/Reuters

mudanças reais", disse. O Yesh Atid e o centro-esquerdista Partido Trabalhista, que elegeu 15 deputados, exploraram o ressentimento da classe média laica contra os benefícios concedidas a judeus ultraortodoxos, como a isenção do serviço militar. Embora o partido de Lapid tenha triunfado com uma campanha em temas domésticos, sua presença no gabinete daria um tom mais moderado em assuntos de segurança, como as relações com os palestinos e o Irã. Em meio às especulações envolvendo a montagem do próximo governo, a mais insistente colocava Lapid como forte candidato a ministro do Exterior. O empate de 60 a 60 entre blocos de direita e esquerda levou políticos de centro a sonhar com um bloco que impedisse a reeleição de Netanyahu. Ontem, porém, Lapid

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Netanyahu: vitória apertada.

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empate entre os blocos de direita e esquerda na eleição israelense ameaça a estabilidade do próximo governo e reduz o espaço de manobra do primeirom i n i s t r o B e n j a m i n N e t anyahu, inclusive para um possível ataque contra o Irã. Com 99,5% das urnas apuradas, a coalizão de Netanyahu, Likud Beitenu, foi o mais votado na eleição de terça-feira, com 31 das 120 cadeiras do Legislativo. Mas a ambição do premiê de montar um governo com ampla base parlamentar é missão quase impossível. Surpresa da eleição, o exapresentador de TV Yair Lapid tornou-se o fiel da balança depois que seu partido, o recémcriado Yesh Atid (Há um Futuro), conquistou 19 cadeiras, a segunda maior bancada. Enfraquecido, Netanyahu sinalizou a intenção de ampliar sua coalizão, incluindo partidos de centro-esquerda. "Eu peço aos líderes políticos que trabalhem junto comigo para formar um governo tão amplo quanto possível, que terá forças moderadas da esquerda e da direita, para que sejamos capazes de provocar

descartou desafiar o premiê. "Não vamos fazer um bloco com Hanim Zoabi", afirmou ele, em referência à controvertida deputada do partido árabe-israelense Balad, cujos três deputados seriam necessários para montar a aliança. Reação - Estados Unidos e União Europeia reagiram de forma parecida à eleição, enfatizando a expectativa de retomada de diálogo com os palestinos, paralisado desde 2008.

Já os palestinos reagiram com cautela por considerar que o resultado dificilmente levará a um governo mais disposto a fazer concessões pela paz, apesar da inclusão de centristas. O jornal palestino Al Quds disse que esses partidos vão oferecer uma "decoração cosmética" a Netanyahu, permitindo que ele engane a opinião pública sem paralisar a ampliação dos assentamentos em territórios ocupados. (Agências)

m carismático ex-apresentador de TV com poucos meses de carreira política foi a grande surpresa da eleição israelense de terça-feira, levando seu recém-criado partido centrista ao segundo lugar na votação. Yair Lapid, de 49 anos, líder do partido Yash Atid (Há um Futuro), baseou a campanha na contestação à influência dos judeus ultraortodoxos na sociedade israelense – tema que já era caro ao seu pai, um falecido ministro. Ele prometeu abolir a dispensa de seminaristas judeus das Forças Armadas, e ampliar a base tributária do país – aliviando a carga sobre a classe média – ao trazer mais judeus ultraortodoxos à força de trabalho. A plataforma do candidato, sua boa aparência e suas promessas de mudança atraíram os eleitores jovens, e dados quase finais da apuração indicam que o Yash Atid terá 19 deputados. Durante seu discurso na noite eleitoral, Lapid se limitou a afirmar que os israelenses "disseram não à política do medo e do ódio, não ao radicalismo e à anti-democracia". Lapid, um entusiasta das artes marciais, terá agora musculatura política suficiente para negociar uma participação no gabinete do premiê Benjamin Netanyahu, que prometeu formar a mais ampla coalizão possível. Mas não está claro como ele conciliará seus aliados ultranacionalistas com a plataforma centrista e laica de Lapid. O ex-apresentador construiu seu partido usando uma incomum mistura de personalidades públicas, incluindo dois rabinos moderados, vários prefeitos, um ex-chefe do Shin Bet (serviço de segurança) e um colega jornalista. Em entrevista à Reuters antes da eleição, Lapid disse que não descartava participar de uma coalizão junto com seus rivais religiosos, mas impôs condições que podem complicar a adesão. "Ficarei mais do que satisfeito se tiver uma parcela" de responsabilidade em reconstruir as políticas sociais, disse ele, que no entanto salientou a razão que o levou a abandonar, um ano atrás, a lucrativa carreira na TV: "Foi uma tentativa de me tornar alguém que vira o jogo." (Agências)

A estratégia do medo na Venezuela David Fernández/EFE

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SAÍDA À BRITÂNICA

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primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu ontem convocar um referendo até 2017 no qual a população do Reino Unido dirá claramente se deseja permanecer na União Europeia (UE) ou sair do bloco, caso seu partido Conservador vença as próximas eleições de 2015. O anúncio provocou fortes reações de líderes europeus. "É hora de o povo britânico falar", disse o premiê, ao afirmar que a desilusão da opinião pública com a UE está "mais alta do que nunca". Segundo Cameron, muitos

desafios ainda precisam ser enfrentados pelo bloco, dentre eles a crise da zona do euro, a falta de competitividade e o apoio público à UE. A Alemanha e a França, as duas maiores economias do continente, afirmaram que Cameron não pode optar por uma participação "à la carte". A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que ele não pode reivindicar privilégios em relação aos demais. "Estamos preparados para conversar sobre as vontades do Reino Unido, mas outros países também têm seus desejos." (Agências)

governo da Venezuela denunciou ontem um plano para assassinar o v ic e- pr es id en te , Nicolás Maduro, e o chefe da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, dois dos homens fortes do presidente Hugo Chávez, que está há mais de um mês em Cuba se recuperando de uma cirurgia contra um câncer. Sem apresentar provas concretas, Maduro disse que criminosos se infiltraram no país para cometer o atentado. "Por isso é que eles disseram que nós estamos brigando, porque a jogada macabra e criminosa é tratar de atentar... contra a vida de qualquer um de nós, e depois tentar jogar a culpa em um ou em outro", disse Maduro a simpatizantes. Aliados de Chávez tomaram as ruas da zona oeste de Caracas, ontem, na jornada que lembrou o 55º aniversário do final da ditadura de Marcos Pérez Jiménez com uma manifesta-

Simpatizantes do presidente Chávez vão às ruas da zona oeste de Caracas em aniversário do fim da ditadura no país, que também virou um ato em apoio ao líder convalescente (à esq.). Do outro lado da cidade, a oposição também lembrou a data e acusou o governo de usar a violência para dividir o país.

ção em "solidariedade" ao governante, que se recupera em Cuba de uma operação de um câncer desde 11 de dezembro. Já a oposição venezuelana optou por um ato em um recinto fechado no leste da capital, no qual acusou o governo de usar a violência para dividir o país. O líder opositor Henrique Capriles aproveitou para criticar Chávez, e disse que se o líder pode brincar durante reunião com o chanceler Elías Jaua, ele também pode fazer um telefonema. "Se uma pessoa pode fazer brincadeiras, por que não pode pegar um telefone e transmitir tranquilidade aos venezuelanos?", questionou. (Agências)


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Pau pra toda letra O estúdio HandMade Font, na Estônia, cria fontes diferentes, tentando sair do comum. A dupla Vladimir Loginov e Maksim Loginov é responsável por estes tipos, feitos com lascas de madeira. http://www.handmadefont.com/

Contos em papel A artista Sarah Trumbauer retrata no papel cenas de contos de fada. Não desenhando, mas cortando a superfície minuciosamente. Mais no site.

Brincadeira na cozinha Saleiro e pimenteiro em formato de bonecos de Lego. Para brincar na cozinha.

www.mymodernmet.com/profiles/

http://designyoutrust.com/2013/01/

blogs/sarah-trumbauer-papercuts

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Logo Logo

E M

C A R T A Z

FOTO

www.dcomercio.com.br

Mostra Harcourt, Escultor de Luz traz fotografias de personalidades clicadas no mítico Estúdio Harcourt. Museu Brasileiro da Escultura (MuBE). Av. Europa, 218. Grátis.

P ROJETO P ARIS

Nova Luz se apaga

Benoit Tessier

O

projeto Nova Luz, que prevê a revitalização da cracolândia, no centro de São Paulo, foi abandonado pelo prefeito Fernando Haddad (PT). O projeto é considerado inviável economicamente pela nova gestão municipal. O custo era estimado em R$ 4 bilhões, entre desapropriações e obras de prédios e áreas públicas. A prefeitura bancaria entre R$ 355 milhões e R$ 2 bilhões para viabilizar o projeto, segundo cálculos que constam do projeto. Para desenvolver o plano, a prefeitura gastou, no governo anterior, de Gilberto Kassab (PSD), R$ 14,6 milhões. Haddad agora aposta em projetos de PPP (parcerias público-privadas) para revitalizar a região, mas em escala

menor que os 45 quarteirões previstos até então. O modelo a ser adotado é o que está em planejamento pelo governo do Estado: empresas privadas apresentam propostas de construção de edifícios de uso misto, com comércio nos andares mais baixos e moradias populares nos demais pavimentos. Nesse modelo, Estado e prefeitura entram com R$ 20 mil cada um por apartamento, o programa Minha Casa, Minha Vida (do governo federal) financia a construção e a empresa compra o terreno, constrói e explora as áreas comerciais. O Estado lança em fevereiro as licitações para a construção das primeiras 16 mil unidades nesse modelo. Nenhum projeto, no entanto, fica na re-

gião da cracolândia. A expectativa da prefeitura é que, com o fim da ideia de concessão urbanística da região, construtoras se interessem em construir por conta própria na área, dentro do modelo proposto pelo governo. O assunto foi discutido nesta semana por Haddad, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, e representantes do consórcio que elaborou o projeto Nova Luz. Kassab – A ideia de Kassab era fazer no local uma concessão urbanística, ou seja, transferir para a empresa que vencesse a licitação o direito de desapropriar as áreas, construir os imóveis e revendê-los com lucro. Em troca, a empresa teria de fazer obras públicas.

David Moir/Reuters

S ÃO PAULO

Confusões na Cracolândia

S ERVIÇO

L OTERIAS

L

TRADIÇÃO - Cães da raça Husky Siberiano correm com as línguas de fora em Aviemore, na Escócia, durante um treinamento para uma corrida de trenós puxados por cachorros, tradicional evento que ocorre neste fim de semana.

Ao lado, como Sigmund Freud, Fidel Castro e Abraham Lincoln se apresentavam.

Cartão do artista Andy Warhol (acima). E de Walt Disney.

Após 58 dias detida em um abrigo para adolescentes em Miami (EUA), V.L.S., de 16 anos, foi autorizada ontem a voltar para o Brasil. A chegada da estudante no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, é aguardada para hoje. V. saiu da capital paulista na noite de 26 de novembro. Ela pretendia visitar uma parente, que vive em Miami há dez anos, e ir à Disney. A garota tinha passaporte e visto para turista em ordem, mas se esqueceu de alguns documentos. Além disso, a estudante não tinha como comprovar como manteria os custos da viagem.

A Telefônica Vivo informou que deve restaurar o DisqueDenúncia até as 14h de hoje. O sistema, que recebe cerca de 4.500 ligações por dia, está fora do ar desde as 5h de terçafeira. O serviço recebe informações anônimas sobre os mais diversos crimes pelo número 181 e funciona 24 horas por dia. Mário Vendrell, do Instituto São Paulo Contra a Violência, responsável pelo Disque-Denúncia, afirmou que essa é a primeira vez que há uma interrupção por um período tão logo.

Marrocos foi o tema do estilista Jean Paul Gaultier para sua coleção alta-costura de primavera-verão 2013, apresentada ontem em Paris. No final do desfile, uma surpresa: quatro crianças saem de baixo da saia da noiva.

quando há indicação médica, o paciente recusa e o caso é decido por um juiz. Do lado de fora do Cratod, enquanto um grupo se manifestava contra as internações compulsórias, um usuário de drogas, de 18 anos, agrediu um cinegrafista da TV Globo e precisou ser contido. A PM foi chamada, mas não houve registro.

Volta de Miami, sem Disney.

Disque-Denúncia deve voltar hoje

Contrabando na saia

O segundo dia do plantão judicial no Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), no Bom Retiro, região central, foi marcado por confusões. Pessoas levadas na segundafeira ao local só foram internadas na terça – como o homem de 62 anos que precisou ser dopado pela filha. O objetivo do plantão é agilizar internações compulsórias –

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Concurso 1317 da LOTOMANIA 15

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Concurso 859 da LOTOFÁCIL

Meu nome é Freud Em tempos de relações virtuais, o site Flavorwire compilou cartões de visita de 20 celebridades e personagens históricos – de Einstein a Lady Gaga. www.flavor wire.com/364847/ the-fascinating-business-cards-of-20-famous-people

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RECESSÃO Economia da Espanha teve queda de 1,2% no ano passado

O mundo é uma festa

Gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 22,2 bilhões em 2012, um recorde na série do BC. Conta de viagens inclui de turismo a despesas com cartões.

O

s gastos de brasileiros no exterior bateram novo recorde em 2012, embora a alta tenha desacelerado: essas despesas somaram US$ 22,2 bilhões, o que corresponde a um avanço de 4,6% em relação a 2011. Nos dois anos anteriores, o crescimento havia sido de 51% (de 2009 para 2010) e de 30% (de 2010 para 2011). Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Na avaliação do chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o aumento da renda da população facilitou o acesso a viagens internacionais e mais que compensou a alta do dólar nos últimos meses. O saldo ficou negativo em US$ 15,58 bilhões no ano, considerando as receitas com os estrangeiros que vieram ao Brasil, de US$ 6,64 bilhões. Também sob influência do aumento dos gastos dos brasileiros em viagens internacionais, o resultado negativo do Brasil nas transações de bens

e serviços com o exterior bateu novo recorde no final do ano passado e começou 2013 em níveis superiores aos do início de 2012. Segundo o BC, o déficit externo do País atingiu US$ 54,2 bilhões, maior patamar da série. O aumento ocorreu principalmente por causa da queda no saldo registrado na balança comercial no período (exportações menos importações).

No sentido contrário, a redução nas remessas de lucros de empresas para suas matrizes no exterior e o crescimento menor dos gastos com serviços ajudaram a segurar a saída de dinheiro do País. Apenas em dezembro, mês de fortes remessas de lucros e viagens ao exterior, o déficit atingiu o maior patamar da série: US$ 8,4 bilhões. Para janeiro, o BC prevê resultado ne-

gativo de US$ 8,3 bilhões, segundo pior valor mensal das estatísticas oficiais. Desta vez, pesam o fraco resultado da balança comercial e também as viagens de férias para fora do País. Poupança externa – M a c ie l disse que a piora recente no déficit mensal é "moderada". Ele afirmou ainda que resultados negativos nessa conta são normais em países em desen-

volvimento, pois significam migração de poupança externa para o País. Na comparação com o tamanho da economia brasileira, o déficit ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), maior valor desde 2001, quando estava em 4,2%. O BC destacou também que, no ano passado, o Brasil conseguiu financiar com folga o déficit externo com Investimentos Estrangeiros Diretos

Déficit é tradicional em viagens

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notícia se repete a cada fechamento de ano: os brasileiros gastaram mais no exterior do que os estrangeiros no Brasil. Em 2012, o déficit nessa linha do balanço de pagamentos chegou a US$ 15,58 bilhões, 5,97% mais que o registrado um ano antes e o montante mais alto desde o início da série histórica, em 1947. E,

para 2013, o Banco Central (BC) estima um saldo negativo ainda maior para esse indicador, de US$ 16,3 bilhões. É tradicional essa discrepância entre entradas e saídas de recursos em viagens. Desde 1947, em apenas três anos o País teve superávits – e todos pequenos: em 1989 (US$ 475 milhões), 2003

(US$ 218 milhões) e 2004 (US$ 351 milhões). Nos últimos anos, o que explica o déficit crescente é o crescimento muito mais acelerado das despesas dos brasileiros no exterior do que o dos gastos dos estrangeiros. Em 2012 na comparação com 2011, por exemplo, as receitas dos estrangeiros aumentaram 1,37%, menos que a

expansão de 4,55% nos gastos dos brasileiros. Na linha de viagens da conta de transações correntes do balanço de pagamentos o BC apura receitas e despesas para viagens de funcionários do governo, de negócios, por motivos de saúde, de turismo, compras com cartões de crédito e para fins educacionais, culturais ou esportivos. (RA)

(IED) em empresas, que somaram US$ 65,3 bilhões, queda de 2% em relação a 2011. Para 2013, segundo previsão divulgada em dezembro pela instituição, déficit e investimentos diretos devem ficar no mesmo valor: US$ 65 bilhões. Se os números se confirmarem, será a primeira vez desde 2001 que o IED não supera o déficit externo. Para janeiro, o BC prevê US$ 4,5 bilhões, queda de 17% em relação a igual mês de 2012. A manutenção do IED abaixo do recorde de 2011, de US$ 66,7 bilhões, esperada para 2013 pelo BC, reflete a tendência mundial de retração nesse fluxo, segundo a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet). "A economia brasileira continuará atrativa para investimentos de empresas transnacionais", observou a entidade. "Há evidente tendência de redução dos movimentos de IED, e o Brasil não será exceção." (EC)

André Borges/Folhapress

Arrecadação passa de R$ 1 trilhão

A

arrecadação federal de impostos e contribuições ultrapassou no ano passado, pela primeira vez, a marca de R$ 1 trilhão. Apesar desse volume recorde, o crescimento da receita tributária foi de apenas 0,7%, descontada a inflação, na comparação com 2011. O desempenho foi fortemente influenciado pelo fraco ritmo da economia brasileira, que avançou no período apenas cerca de 1%, de acordo com estimativas do mercado e do Banco Central (BC). Além de enfrentar o modesto resultado econômico, a Receita Federal sofreu as consequências da ampla desoneração tributária, a principal arma usada pelo governo para tentar aquecer o Produto Interno Bruto (PIB). Os cofres públicos deixaram de receber cerca de R$ 46,4

bilhões em recursos tributários por conta das renúncias anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega nos últimos meses. Ao zerar e reduzir tributos sobre a indústria automobilística e o setor de petróleo, o governo federal viu no ano passado despencar a arrecadação de impostos importantes para as contas. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), por exemplo, recolhido pela indústria automobilística despencou 43,72% entre 2011 e 2012, resultado de sete meses consecutivos (entre maio e dezembro) de IPI reduzido para o segmento. A Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (Cide), zerada pelo governo em junho do ano passado, "entregou" 70,6% menos aos cofres públicos em 2012. Sozinha, a

desoneração da folha de pagamentos derrubou a arrecadação do ano passado em R$ 3,9 bilhões, conforme o balanço divulgado ontem. Impactos – A secretáriaadjunta da Receita, Zayda Manatta, afirmou que o impacto das desonerações de impostos em 2013 será de aproximadamente R$ 53 bilhões. Apesar dessa forte perda esperada para o ano, Zayda evitou traçar um quadro para o comportamento da arrecadação ao longo dos próximos meses. As boas notícias tributárias de 2012 foram referentes, ainda, ao desempenho do ano anterior. A declaração de ajuste do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) – documento em que as empresas pagam, no primeiro trimestre, o devido no ano anterior – teve um

desempenho "fortíssimo" no ano passado, segundo Zayda. A declaração de ajuste rendeu aos cofres públicos R$ 3,5 bilhões a mais em 2012 do que rendera no ano anterior. "Mas a declaração de ajuste refere-se, sempre, ao desempenho das empresas no ano anterior", disse Zayda. Sem previsão – Diferentemente do ano passado, quando, já em janeiro, os técnicos da Receita Federal anunciaram estimativa de 4% a 4,5% para o avanço da arrecadação no ano,

desta vez, não há previsão oficial. Ao comentar o resultado, Zayda afirmou que as projeções só poderão ser feitas após a aprovação, pelo Congresso Nacional, do Orçamento deste ano. Os técnicos da Receita demonstraram otimismo, no entanto, com as perspectivas para o desempenho da arrecadação durante 2013. De acordo com Zayda, o resultado de R$ 103,2 bilhões registrado em dezembro sinaliza que "o momento mais difícil realmente ficou para trás". (Estadão Conteúdo)

A secretáriaadjunta da Receita, Zayda Manatta, afirmou que o impacto das desonerações em 2013 será de cerca de R$ 53 bilhões.


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

e

15 O financiamento para empresas construírem imóveis caiu 20%, enquanto para consumidores adquirirem a casa própria subiu 22%, segundo a Abecip.

conomia Paulo Pampolin/Hype

Janeiro, mês de inadimplência alta nos condomínios. Valor da taxa tem subido acima da inflação, por altas nos custos da mão de obra. Eliana Haberli

J

aneiro é o mês que tradicionalmente registra atraso maior nos pagamentos dos condomínios residenciais de São Paulo, dizem os administradores condominiais, como o Grupo Hubert . "Os síndicos devem ficar atentos com as cobranças, pois o risco de inadimplência sobe com as despesas que as famílias assumiram em dezembro e com os pagamentos típicos do começo do ano", diz Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP. Dois fatos contribuem para agravar a preocupação com as contas em aberto dos estimados 20 mil condomínios da cidade. A primeira é que no ano passado as ações judiciais contra inadimplência em pagamentos de condomínios residenciais no município de São Paulo subiram 5,82%. O levantamento é do Grupo Hubert, em acompanhamento mensal junto ao Fórum de São Paulo. "Começa a ser preocupante", qualifica Gebara. A outra é que o valor médio do condomínio na cidade paulista vem subindo acima da inflação. Em 2012, avançou 7,74% dentro do Índice de Preços Amplos ao Consumidor (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA fechou com alta de 5,84% no ano passado. O dado acentua a percepção que a despesa é considerável para os orçamentos domésticos. Com total de 10.526 registros em 2012, as ações contra inadimplência em condomínios subiram em relação a 2011, que teve 9.947 processos desse tipo no município. Os números de 2012 quebraram a tendência de queda nas ações de inadimplência verifi-

cada em 2011. Em dezembro de 2012 (693 registros), houve queda de 22,48% em relação ao mês anterior (894 ações). Mas o recuo não alterou o recente ciclo de alta. Em relação a dezembro de 2011 (579 ações), o índice do último mês de 2012 subiu 19,6%. Para Angélica Arbex, vicepresidente de administração imobiliária e condomínio da Lello Imóveis, o aumento no atraso de pagamentos em janeiro é sazonal. "A inadimplência nos condomínios administrados por nós fica entre 3,5% e 4% durante o ano. Consideramos os atrasos para boletos abertos após 30 dias do prazo bancário, que é quando as medidas cabíveis começam a ser tomadas. Em janeiro, o número sobe um pouco." Funcionários – As despesas dos condomínios residenciais são puxadas pelo pagamento de funcionários e mão de obra em geral. Gebara explica que esse item representa de 40% a 50% do custo total. No ano passado, ele calcula que o custo de mão de obra no setor subiu de 8% a 10% em São Paulo. Zeladores, porteiros, vigias, cabineiros, faxineiros e folguistas tiveram em outubro alta de 8% em seus salários, percentual acima da inflação. O dissídio estabeleceu também que neste mês de janeiro os funcionários passam a receber um benefício novo, o vale-refeição diário, no valor de R$ 5. Depois do pessoal, os custos de água e energia entram como segunda despesa principal nos condomínios. "Se a conta de luz realmente baixar, em função do programa de barateamento de custo de energia do governo federal, é uma boa notícia" afirma Gebara. "Energia representa de 10% a 12% do custo final. Mas como podemos prever?"

A previsão das despesas é um item cada vez mais importante para a administração dos custos, explica o especialista. Para isso é preciso que os condôminos tenham bem claro que tipo de serviço eles precisam e o que podem pagar. "O condomínio tem que decidir se quer empregados com uniforme, o que representa custo, se querem fiscalizar melhor a conta de água, que pode trazer economias, e assim por diante..." exemplifica o vicepresidente do Secovi-SP. Também é nesta época que os condomínios aprovam a prestação de contas do ano anterior e votam o orçamento do exercício seguinte. "É muito importante que os moradores compareçam à assembleia de início de ano, pois as principais decisões relativas a obras e melhorias são discutidas nesta oportunidade", diz Marcia Romão, gerente da Divisão de Atendimento ao Cliente da Lello Condomínios. A Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), que calcula o Índice Periódico de Variação de Custo Condominiais (Ipevecon), espera alta acima da média para o acompanhamento das despesas dos condomínios a partir de novembro passado. O último Ipevecon, de outubro de 2012, registrou avanço de 0,7% no mês. Para a entidade, os valores médios dos condomínios na cidade de São Paulo vão de R$ 345 a R$ 1.600. O primeiro valor é a média para apartamento de um dormitório e o último para unidades de quatro dormitórios. O valor médio do condomínio do apartamento de dois dormitórios é R$ 465 e o de três dormitórios, R$ 953. Na média ponderada, o valor do condomínio em São Paulo é de R$ 801.

Crédito imobiliário crescerá 15%

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volume de contratações de crédito imobiliário deve subir 15% em 2013, chegando a R$ 95,2 bilhões ante R$ 82,7 bilhões em 2012, provenientes de recursos da poupança, prevê a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A Abecip avalia, por meio de nota publicada ontem, que as perspectivas são promissoras. A Associação cita a confiança do consumidor como um dos fatores que deverão impulsionar esse crescimento, confiança assegurada pelos níveis estáveis de emprego e renda. Também deverão pesar nessa expansão a perspectibva de alta de 5% nas vendas e de 10% nos lançamentos de imóveis em São Paulo, conforme projeções do Sindicato da Habitação (SecoviSP); a normalização dos processos de licenciamento pelas prefeituras; e a disponibilidade de recursos bancários para garantir a oferta de crédito imobiliário. Ainda nos números da Abecip, a inadimplência superior a três prestações no crédito imobiliário estava na marca de 1,8% no fim de 2012, um nível comparado baixo, segundo a associação. O valor médio de financiamentos cresceu de R$ 162 mil em 2011 para R$ 183 mil em

95,2 bilhões de reais pode ser o total contratado com recursos da poupança 2012. A relação entre o valor financiado e o valor total do imóvel passou de 63% para 63,8% no período. Ano passado – O volume de crédito imobiliário com recursos da caderneta de poupança contratado em 2012, de R$ 82,7 bilhões, representa alta de 3,6% em relação aos R$ 79,9 bilhões do ano anterior. O montante correspondeu ao financiamento de 453,2 mil unidades em 2012, queda de 8,1% ante as 492,9 mil unidades financiadas em 2011. A expansão das concessões de crédito imobiliário em 2012 ficou 20,4% abaixo das projeções da Abecip, que esperava um aumento de 30%, para R$ 103,9 bilhões. O avanço de 3,6% nos financiamentos foi o menor desde 2009, quando teve alta de 13,3%. Em 2010 e em 2011, o volume de empréstimos subiu 65,2% e 42,2%, respectivamente. Em dezembro, o volume

de contratações atingiu R$ 8,8 bilhões, alta de 7,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O número de unidades financiadas em dezembro foi de 42,6 mil, resultado 14% menor. Construtoras – A desaceleração no crescimento do crédito imobiliário em 2012 foi puxada pela queda nos empréstimos destinados às construtoras e incorporadoras, que lançaram menos empreendimentos no ano passado. Com isso, o financiamento para empresas construírem imóveis caiu 20%, enquanto para consumidores adquirirem a casa própria subiu 22%, de acordo com dados da Abecip. "As empresas passaram por um freio de arrumação", afirmou Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip, referindo-se à queda nas operações das incorporadoras após enfrentarem problemas como atrasos de obras, estouros de orçamentos e cancelamentos de vendas ao longo dos anos 2011 e 2012. Em relação ao crédito para o consumidor, Lazari avaliou que os empréstimos para a compra da casa própria devem continuar crescendo, sustentados pela manutenção dos bons níveis de emprego e renda da população. (Estadão Conteúdo)

As ações contra inadimplência em pagamentos de condomínios residenciais subiram no ano passado


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Em 2012, o ICMS na compra por internet cresceu quase 30% e isso ficou praticamente só em São Paulo. Ideli Salvatti, ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais

conomia

Passageiro Vip

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Turismo segmentado Reprodução

riência e o network em negócio. Com a filha, fundou, então, uma agência especializada em viagens técnicas. As primeiras oportunidades surgiram quando empresas solicitaram um acompanhamento qualificado em viagens especializadas. Desde então, Afonso criou roteiros para excursões no Brasil e exterior, dirigidos a grupos com interesses técnicos, educacionais ou de negócios

associados à agropecuária. "Trabalho com agroturismo técnico, uma ramificação das viagens de negócios", explica Afonso. Em geral, a clientela da MVM é formada por agrônomos, veterinários, fazendeiros, empresários rurais e empresas do setor. "São pessoas com alta escolaridade, ansiosas por conhecimentos, e que gostam de aprender viajando. Também enviamos brasileiros

ao exterior e recebemos estrangeiros, geralmente alemães, austríacos e checos", revela Afonso. A atividade da agência inclui pacotes nacionais e internacionais que cobrem o universo tradicional de viagens, como hotéis, seguros, cruzeiros, locações de veículos, passagens e excursões. Com parceiros em 50 países, há roteiros que vão desde países europeus para estudar temas como Capital Social, Associativismo e Desenvolvimento, ou ainda horticultura e plantas medicinais (que em breve incluirá a China), até visitas ao Chile e Argentina para conhecer o ciclo de frutas. O carro-chefe da MVM é o pacote Viagem Técnica no Agronegócio, que leva à Áustria, Itália, Alemanha. Apesar da reduzida concorrência, Afonso se ressente de agências não especializadas que formatam viagens com conteúdo técnico pobre, o que prejudica o mercado e afasta clientes potenciais. Isto não significa que as viagens tenham que ser estritamente técnicas. O lazer é necessário também. "O segredo está no equilíbrio", conclui Afonso.

Divulgação

odo mundo sabe que as pessoas têm gostos e interesses diferenciados. Mas, na hora de criar pacotes turísticos, a maioria das operadoras e agências parece não lembrar disso, e padroniza suas ofertas. Uma pena, pois a segmentação multiplica a oportunidade de realizar bons negócios ao explorar nichos e se distanciar da concorrência. Fora a possibilidade de prestar ao cliente um serviço relevante e customizado. Empresas líderes como a CVC dão o exemplo com programas dirigidos a públicos específicos, como o Vai Corinthians, com viagens para torcedores a locais onde o time irá disputar. Ou a Nascimento Turismo, que criou um departamento para grupos interessados em pesca, golfe, rugby ou maratonas. Na trilha da segmentação, um bom caso é o da agência curitibana MVM Turismo, que se especializou em agroturismo. O fundador, o engenheiro agrônomo Afonso Martins, tem mais de 30 anos de experiência profissional na área rural. Após um mestrado nos Estados Unidos, atuou como consultor de empresas, geralmente em agronegócio. Afonso adora viajar – já visitou 42 países, domina o inglês e espanhol, e acumulou vasta rede de relacionamentos no meio agrícola, acadêmico e empresarial rural, no Brasil e exterior. Por conta disso, há dez anos teve a ideia de transformar a sua expe-

Rafael Maia

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á um momento em que muitos profissionais bem sucedidos buscam uma atividade complementar fora da sua área direta de atuação que combine realização e renda pessoal. É o caso do paulista Rafael Maia, formado em administração. Depois de 30 anos no mercado financeiro e outros seis na área de cosméticos, e atualmente consultor em empresas, em 2004 resolveu administrar a Pousada Ilha Splendor em uma propriedade que possui em Ilhabela. Para isso, ele se apoiou em três fatores. O conhecimento adquirido ao observar o

tratamento dado aos hóspedes em suas viagens a trabalho ou como turista em inúmeras localidades no Brasil e exterior. A experiência em satisfazer e encantar clientes da L'Occitane, onde trabalhou. A contínua atualização sobre as necessidades dos hóspedes. "A proposta é oferecer uma hospedagem de qualidade, exclusiva, junto a Mata Atlântica, com um atendimento diferenciado", explica Rafael, feliz com as ótimas avaliações de hóspedes sobre a sua pousada no site Trip Advisor: (www.tripadvisor.com.br).

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

ICMS do comércio digital é prioridade Ministra Ideli Salvatti quer ver outras medidas tributárias aprovadas neste ano para reduzir os custos da produção no País e aumentar a competitividade.

U

ma das prioridades de aprovação no Congresso neste ano para o Planalto é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da divisão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do ecommerce entre Estados e municípios. O texto já foi votado no Senado e o Planalto espera que seja aprovado ainda neste semestre na Câmara. Atualmente, a cobrança desse ICMS está reunida basicamente em um único Estado, São Paulo, que concentra a venda de mercadorias pela internet para o resto do País. O governo federal, os demais Estados e os municípios estão de olho na divisão dessa arrecadação. "Somente no ano passado, este ICMS eletrônico na compra por internet cresceu quase 30% e isso fica praticamente em um só Estado, São Paulo", disse a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, durante café da manhã com a imprensa, ao defender a distribuição dos recursos. "Um quarto do ICMS é dos prefeitos e seria adequado que os prefeitos acompanhassem, pois também são parte interessada na evolução dessa discussão", disse. Idelli considera o assunto pacífico e

sugere que os prefeitos, que estarão reunidos em Brasília na próxima semana, se mobilizem pela divisão do bolo. Ideli listou também como prioridade de votação em 2013 novas medidas tributárias, como simplificação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Segundo ela, o governo vai continuar enviando medidas

O ICMS têm alíquotas bastante elevadas. É um imposto que tem uma dificuldade operacional grande. IDELI SALVATTI, SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ao Congresso para reduzir os custos da produção no País e aumentar a competitividade. "A determinação da presidenta é reduzir o custo Brasil", declarou Ideli, ao classificar como prioritária "a aprovação de um conjunto de questões que tem a ver com tributo e federação". Ideli citou como fundamental a aprovação do novo indexador

da dívida dos Estados e municípios. Segundo a ministra, o governo quer, ainda neste ano, a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE). Ao defender a unificação da alíquota do ICMS no País, com o objetivo de acabar com a guerra fiscal, a ministra Ideli lembrou que o governo "está trabalhando bastante" para que isso aconteça. E explicou: "até porque o ICMS é um dos impostos que têm alíquotas bastante elevadas, é um imposto que tem uma dificuldade operacional grande, já que são 27 legislações, quase 50 alíquotas, e aí você tem situações por exemplo de empresas que atuam em vários Estados e tem de ter uma equipe imensa só para poder administrar essa questão da legislação". A ministra está confiante na aprovação da unificação da alíquota. "Acredito que nós sejamos bem-sucedidos por alguns motivos. Primeiro, não se estará fazendo uma mudança brusca, uma mudança na qual a unificação da alíquota vai ocorrer nos próximos anos. A outra questão é que não há desculpa para não fazer, pois as perdas, sejam no ICMS Estado por Estado, têm um fundo de compensação que irá cobrir a diferença", disse. (Estadão Conteúdo)

Brasil tem 65 milhões de usuários do Facebook

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om quase 30 milhões de novos usuários ativos mensais, o Brasil foi o país que mais cresceu no Facebook em 2012, de acordo com dados divulgados pela empresa de estatísticas de mídias sociais Socialbakers ontem. Desde março do ano passado, o Brasil é o país com o segundo maior número de usuários (65 milhões) na rede social, atrás apenas dos Estados Unidos (167 milhões), ainda de acordo com a Socialbakers. As duas marcas mais populares por número de fãs no Brasil continuam sendo

Guaraná Antarctica (10 milhões) e Skol (9,2 milhões), de acordo com a empresa de estatísticas. Os países que mais cresceram no Facebook no ano passado, depois do Brasil, foram Índia (21,3 milhões), Japão (10,9 milhões), Indonésia (9,7 milhões) e México (9,2 milhões). Em 2012, a Ásia passou a ser o continente com mais usuários no Facebook, ultrapassando a América do Norte e a Europa, também de acordo com a Socialbakers. (Folhapress)

Tim e Oi, juntas em rede para a tecnologia 4G.

O

vice-presidente de assuntos regulatórios da TIM, Mário Girasole, disse ontem "estar trabalhando" para montar com a concorrente Oi uma rede única para tecnologia de quarta geração de serviços móveis (4G) no País. É a primeira vez que duas operadoras de telefonia concorrentes se unem no mercado brasileiro para operar um modelo que vai além do compartilhamento de infraestrutura. Estima-se que a rede única vai permitir uma economia de até 60%

para as duas empresas implementarem a tecnologia. Girasole foi questionado se o modelo inédito era factível no País. "É factível estamos trabalhando para isso", disse ele, após se reunir com o vicepresidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. Girasole afirmou ter ouvido de Temer que o Brasil vai crescer, mesmo diante de um cenário de crise internacional. "Foi uma mensagem que o presidente deixou de grande otimismo para o desenvolvimento do país", afirmou. (Folhapress)

Blockbuster fecha 300 lojas nos Estados Unidos

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Dish Network planeja fechar mais 300 lojas Blockbuster nos Estados Unidos nas próximas semanas, deixando a cadeia de vídeo com menos de um terço das lojas adquiridas pela empresa de televisão via satélite em 2011. Esse fechamento resultará na demissão de 3 mil funcionários ou aproximadamente 40% da força de trabalho da Blockbuster, de 7,3 mil empregados, de acordo com informações de um porta-voz da Dish. (Estadão Conteúdo)


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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

e Governo recalcula meta de superávit

17 O problema com a redução da meta primária é que isso iria gerar pressões inflacionárias. Alessandro del Drago, economista-chefe da Kinea de São Paulo

conomia

Fontes afirmam que Mantega não quer reduzir a meta de superávit primário

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ministro da Fazenda, Guido Mantega, não quer reduzir a meta de superávit primário do governo este ano, disseram duas fontes governamentais à R eut er s, destacando o dilema do País sobre como relaxar as estritas regras fiscais sem provocar pressões de gastos. O governo Dilma Rousseff sinalizou que está disposto a afrouxar as restrições orçamentárias para sustentar a sexta maior economia do mundo, que parece não reagir à mais de um ano de medidas de estímulo sem interrupção. Uma opção que as autoridades estão discutindo, e que não é a preferida de Mantega, é um corte direto da meta de superávit primário, de R$ 155,9 bilhões, ou cerca de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), considerada extremamente alta para uma grande economia. Qualquer mudança na meta, porém, deve levantar preocupações de que Dilma esteja mexendo em políticas que têm sido a base da estabilidade financeira do Brasil desde 1994. Investidores acompanham o superávit primário de perto, já que o veem como uma medida de disciplina fiscal do Brasil. O superávit primário – economia feita pelo setor público para pagamento de juros – é uma medida da capacidade de um país de pagar suas obrigações. Uma meta mais relaxada permite ao governo cortar

mais impostos para as indústrias, em uma tentativa de aumentar o investimento. Mantega, um poderoso membro da equipe econômica, prefere manter a meta e excluir os investimentos públicos e as deduções fiscais do superávit primário do Brasil. Dominó – "O ministro está mais inclinado a favor do aumento da quantidade de investimentos que seriam deduzidos da meta primária", disse um funcionário do governo com conhecimento das negociações. "Reduzir o superávit primário aumenta as pressões de gastos de funcionários públicos e legisladores que querem aumentar os gastos correntes. Nós não queremos isso." O governo já informou que pode excluir cerca de R$ 25 bilhões, de um total de R$ 44 bilhões, em investimentos projetados e deduções fiscais para cumprir a meta. Para ser transparente, o governo poderia anunciar publicamente uma dedução maior, mais perto do teto de investimentos previstos. A redução da meta primária pode desencadear pedidos por salários mais altos por parte dos funcionários públicos, bem como demandas por legisladores para aumentar as despesas em seus Estados de origem, segundo a fonte. Outro funcionário disse que reduzir a meta fiscal seria difícil porque o governo teria de introduzir uma legislação para

fazer a mudança e revisar outras projeções. Qualquer que seja a decisão do governo, ela não deve perturbar os mercados, que veem as finanças gerais do Brasil como sólidas em um momento em que a Europa e os Estados Unidos estão lutando para cortar suas dívidas. Por comparação, o Brasil quase cortou pela metade sua dívida pública, para recorde de baixa de 35% do PIB na última década. O governo ficou longe da meta de superávit primário de 2012, fixada em R$ 139,8 bilhões, após uma desaceleração das receitas fiscais. No último minuto, as autoridades acessaram o fundo soberano e anteciparam pagamentos de dividendos de empresas estatais para cumprir a meta. Inflação – O secretário do Tesouro, Arno Augustin, disse em 9 de janeiro que um superávit primário menor não ameaçava a redução em andamento da carga da dívida do País. A maioria dos economistas privados concorda, mas alerta que uma política fiscal mais relaxada poderia elevar a inflação já alta em um país marcado por crises de hiperinflação há algumas décadas. "O problema com a redução da meta primária é que isso iria gerar pressões inflacionárias, que devem colocar o Banco Central em uma posição difícil porque as perspectivas não parecem boas", disse Alessandro del Drago, economista-chefe da Kinea. (Reuters)

GM e sindicato prorrogam negociações para sábado

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s negociações entre a General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) tiveram ligeiro avanço ontem com apresentações de propostas para se evitar possíveis cortes de empregos na fábrica da montadora no interior paulista. Ambos os lados decidiram adiar para o sábado uma decisão sobre o futuro de 1.598 funcionários da fábrica de automóveis do complexo, considerada pela GM como a mais cara da empresa no Brasil. Os metalúrgicos estão em regime de suspensão de contrato de trabalho (lay-off)

há quase cinco meses e o regime não pode ser prorrogado. A GM renovou recentemente sua linha de produtos no Brasil e veículos antes produzidos na fábrica de automóveis do complexo foram substituídos por outros modelos montados em outras unidades da empresa no País, como São Caetano do Sul (SP). "Estamos discutindo hoje o futuro de 1.500 empregados, mas lembro que temos outros 6 mil no complexo e, por isso, é fundamental um acordo agora para garantir a preservação do complexo e novos investimentos no

futuro", disse o diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan. Na reunião de ontem, o sindicato aceitou negociar jornada estendida na unidade, mas não banco de horas, ponto que a GM considera necessário para melhorar a competitividade da fábrica. Os representantes também concordaram em renovar acordo que prevê trabalho eventual aos domingos com concessão de folga semanal, segundo informou a montadora. De acordo com o sindicato, "pela primeira vez a GM admitiu a possibilidade de não demitir". (Reuters)


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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

e FMI prevê crescimento de 3,5% no mundo Empregos foram perdidos e agora precisamos pensar em como transformar. Axel Weber, presidente do banco suíço UBS

conomia

Taxas saudĂĄveis de crescimento global de mais de 4% foram vistas pela Ăşltima vez em 2010. Fundo MonetĂĄrio Internacional espera este resultado em 2014.

U

ma teimosa recessão inesperada na zona do euro e a fraqueza no Japão vão pesar sobre o crescimento da economia global neste ano, antes de uma recuperação em 2014 que deve mostrar a expansão mais råpida desde 2010, afirmou ontem a diretora-gerente do Fundo Monetårio Internacional (FMI), Christine Lagarde. O FMI cortou sua estimativa para o crescimento global em 2013 para 3,5%, ante 3,6% projetados em outubro, mas declarou que vê uma expansão de 4,1% em 2014 se houver uma firme recuperação na zona do euro. O órgão disse que a economia mundial cresceu 3,2% no ano passado. Taxas saudåveis de crescimento global de mais de 4% foram vistas pela última vez em 2010, quando a produção expandiu 5,1% com a melhora da crise financeira global. O FMI avaliou que a atividade em economias avançadas

Pascal Lauener/ Reuters

deve permanecer fraca neste ano, com crescimento de apenas 1,4%, antes de acelerar para 2,2% em 2014. Em outubro, a entidade projetou que as economias desenvolvidas teriam expansão de 1,5% em 2013. "Açþes políticas reduziram os riscos acentuados na zona do euro e nos Estados Unidos", afirmou o FMI em seu relatório "Perspectiva Econômica Mundial". "Entretanto, os riscos permanecem significativos, incluindo renovados contratempos na zona do euro e ameaça de consolidação fiscal excessiva no curto prazo nos Estados Unidos", alertou. Efeito EUA – O Tesouro dos Estados Unidos precisa da autorização do Congresso para elevar o atual teto da dívida, de US$ 16,4 trilhþes, em algum momento entre meados de fevereiro e o início de março. Os republicanos sinalizaram disposição de aprovar uma extensão de quase quatro meses do limite da dívida, afastando temores imediatos

Christine Lagarde, do FMI: Brasil deve crescer entre 3,5% e 4% em 2013. de um default da dívida norteamericana, mas mantendo viva a ameaça no longo prazo. O FMI afirmou que a economia dos EUA deve expandir 2% neste ano, com o crescimento acelerando ainda mais no segundo semestre deste ano e alcançando 3% em 2014. "A prioridade Ê evitar uma consolidação fiscal ex-

cessiva no curto prazo, aumentando o teto da dívida, e concordar com um plano de consolidação fiscal no mÊdio prazo, focado em reforma tributåria e de benefícios", disse o FMI. Japão e China – O órgão afirmou que a economia do Japão deve ter um crescimento de 1,2% neste ano, em meio a es-

tímulos fiscais, afrouxamento da política monetåria e iene mais fraco. Mas alertou que o crescimento deve desacelerar para 0,7% em 2014. O FMI pediu que Tóquio adote um afrouxamento mais ambicioso da política monetåria e um plano de mÊdio prazo "digno de crÊdito" para seu orçamento. Por sua vez, projetou que o crescimento em economias emergentes e em desenvolvimento deve se fortalecer para 5,5% neste ano e 5,9% em 2014. O FMI acrescentou ainda que políticas de suporte ajudaram a melhorar a expansão, embora a demanda fraca de parceiros comerciais continue sendo um problema. O ritmo de crescimento na China deve subir para 8,2% neste ano e 8,5% em 2014, acima de 2012, mas ainda abaixo da taxa de crescimento de 10% de 2010. Emergentes e Brasil – Para o Brasil, a estimativa Ê de que a economia tenha crescido 1%

em 2012, mas que acelere para 3,5% e 4%, respectivamente, em 2013 e 2014. Lagarde declarou que os emergentes não representam, por ora, sua maior preocupação. "Mercados emergentes me preocupam menos porque o crescimento os protege das dificuldades", disse ela em sua apresentação no Fórum Econômico Mundial. Bancos – A diretora-gerente do FMI fez uma dura crítica ao segmento financeiro que, segundo ela, "não presta contas" de forma adequada aos acionistas, governos e sociedade. "Eles não estão à altura nessa prestação de contas e todos sabemos que a crise atual foi resultado de må gestão que se originou no setor privado que priorizou o lucro de curto prazo", disse. Diante desse quadro, afirmou que "concluir a reforma do setor financeiro deve ser prioridade e a regulamentação ao setor bancårio que estå na sombra". (Agências)

Itima/ EFE

Davos discute emprego e inclusĂŁo

C

om a esperança de que o pior da crise econômica jå tenha passado, líderes mundiais tentam traçar bases para uma recuperação global forte e sustentåvel. Esse Ê a principal proposta do debate no Fórum Econômico Mundial que começou ontem em Davos, na Suíça. Com o tema "Dinamismo resiliente", a intenção do evento Ê tentar traçar os desafios na saída da crise. Entre os temas que chamam atenção no primeiro dia do evento, estão a necessidade de aumento do emprego, a inclusão social e as mudanças climåticas. "Empregos foram perdidos e agora precisamos pensar como transformar o crescimento em empregos nos países, especialmente na Europa", defendeu o presidente do banco suíço UBS, Axel Weber. No continente europeu, países como a Espanha e GrÊcia amargam níveis recordes de desemprego, especialmente entre os mais jovens. O excesso de mão-de-obra disponível tem reduzido salårios nesses mercados e feito com que milhares de desempregados procurem empregos em outros países. Para o presidente da CocaCola, Muhtar Kent, o atual cenårio representa "uma grande oportunidade, mas tambÊm um grande desafio". Para o executivo, Ê preciso que sociedade, empresas e governos se unam no esforço da re-

tomada do crescimento. "O crescimento vem da melhora da atividade, mas tambÊm do otimismo que gera investimento", disse. Inclusão de mulheres – Outro desafio à frente Ê a inclusão de setores menos favorecidos. Kent chama atenção para um dado que mostra que as mulheres jå representam 66% da força de trabalho mundial, mas recebem apenas 10% dos rendimentos. A inclusão tambÊm deve atingir os mais jovens que têm sido duramente afetados pelo desemprego, especialmente na Europa, defende a presidente da ONG Transparência Internacional, Huguette Labelle. Hå, ainda, a preocupação com o clima. O presidente global da Dow Química, Andrew Liveris, disse que os Estados Unidos podem aproveitar o cenårio de recuperação para abraçar a agenda do combate às mudanças climåticas. Nesse quadro, ele chamou atenção para a descoberta recente dos grandes campos de gås de xisto nos Estados Unidos. "Essas descobertas vão mudar o jogo energÊtico mundial e serå uma coisa boa para o mundo", afirmou. Apesar da polêmica em torno de seu impacto ecológico, os campos descobertos em solo norte-americano jå têm uma consequência: os preços internacionais do gås caíram expressivamente após a descoberta. (Reuters)

EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO - PRAZO 20 (VINTE) DIAS. Processo nÂş 114.01.2007.056728-6/000000-000. Ordem nÂş 2439/2007.O(A) Doutor(a) FABIO HENRIQUE PRADO DE TOLEDO, MM. Juiz(a) de Direito da 2ÂŞ Vara CĂ­vel da Comarca de Campinas, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da lei, etc. FAZ SABER a DANILO ALVES MANOEL, RG 391383437, CPF 363323078-54, que lhe foi proposta uma ação DeclaratĂłria de InexistĂŞncia de DĂŠbito cumulada com Indenização por Danos Morais cumulada com Pedido Liminar de ExclusĂŁo do Nome dos Sistemas de Proteção ao CrĂŠdito requerida por JAIR PEDROSO, tudo referente ao contrato de compra e venda do estabelecimento alimentĂ­cio localizado na Av. Nossa Senhora de FĂĄtima, 309, Jardim Dom Bosco, Campinas/SP. Encontrando-se o rĂŠu em lugar incerto e nĂŁo sabido foi determinada a sua CITAĂ‡ĂƒO, para que no prazo de. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado no local de costume e publicado pela imprensa na forma da lei. NADA MAIS. Dado e passado neta cidade e comarca de Campinas em 20 de agosto de 2012.

'FKVCN PQU VGTOQU FQ RCThITCHQ }PKEQ FQ CTVKIQ � FC .GK P� #nlQ FG 'ZGEWnlQ *KRQVGEhTKC EQO RTC\Q FG FG\ FKCU GZRGFKFQ PQU CWVQU FC #nlQ *KRQVGEhTKC OQXKFC RQT $CPEQ 5CPVCPFGT 5 # GO HCEG FG 8CNFQOKTQ )QPUCNXGU FG #IWKCT G 6JGTG\KPJC ,GUWU FG #IWKCT RTQEGUUQ P� QTFGO P� 1 &QWVQT 2CWNQ 4QIoTKQ $QPKPK // ,WK\ C FG &KTGKVQ FC œ 8CTC %sXGN FC %QOCTEC FG )WCTWNJQU FQ 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ PC HQTOC FC NGK GVE (C\ 5CDGT SWG PQ FKC FG OCTnQ FG iU J PQ NQECN RTxRTKQ FQ GFKHsEKQ FQ (xTWO UKVWCFQ PC 4WC ,QUo /CWTsEKQ P� %GPVTQ )WCTWNJQU 52 UGTh NGXCFQ C R}DNKEQ RTGIlQ FG XGPFC G CTTGOCVCnlQ GO RTCnC RQT RTGnQ PlQ KPHGTKQT CQ UCNFQ FGXGFQT PQ XCNQT FG 4 EhNEWNQ FG XCNQT FC ECWUC Q SWCN FGXGTh UGT EQTTKIKFQ CVo C FCVC FC RTCnC 1 KOxXGN HQK CXCNK\CFQ GO 4 CVWCNK\CFQ CVo OCTnQ FG G UGIWG FGUETKVQ 7O CRCTVCOGPVQ UQD P� NQECNK\CFQ PQ � CPFCT QW � RCXKOGPVQ FQ 'FKHsEKQ 8KTIsPKC RCTVGU KPVGITCPVGU FQ %QPLWPVQ 4GUKFGPEKCN #OoTKEC + PC #NCOGFC 6WVxKC DCKTTQ )QRQ}XC RGTsOGVTQ WTDCPQ FGUVG FKUVTKVQ OWPKEsRKQ G %QOCTEC FG )WCTWNJQU RQUUWKPFQ Q FKVQ CRCTVCOGPVQ hTGC RTKXCVKXC FG OGVTQU SWCFTCFQU C hTGC EQOWO FG OGVTQU SWCFTCFQU VQVCNK\CPFQ C hTGC EQPUVTWsFC FG OGVTQU SWCFTCFQU G QEWRCPFQ WOC HTCnlQ KFGCN FG PQ VGTTGPQ G EQKUCU EQOWPU FG RTQRTKGFCFG G WUQ EQOWO KPUETKVQU UQD P� G TGURGEVKXCOGPVG LWPVQ CQ � %CTVxTKQ FG 4GIKUVTQ FG +OxXGKU FG )WCTWNJQU 52 HKECPFQ RQT GUVG GFKVCN +PVKOCFQU QU GZGEWVCFQU G QU RQTXGPVWTC KPVGTGUUCFQU FCU FGUKIPCn|GU UWRTC 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 0CFC OCKU &CFQ G RCUUCFQ PGUVC %KFCFG G %QOCTEC FG )WCTWNJQU 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ CQ FG FG\GODTQ FG $ G

Quadro inspirado em Andy Warhol e exposto em Davos, intitulado "Igualdade de GĂŞnero", traz as 18 mulheres mais importantes do mundo e quatro homens.

Banqueiros rejeitam maior regulação

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regulação dominou o debate sobre o setor financeiro na primeira manhã de discussþes no Fórum Econômico Mundial. Grandes instituiçþes rejeitam regras mais rígidas sobre o segmento como reação à crise de 2008. Contrårio à opinião dos banqueiros, o representante do Fundo Monetårio Internacional (FMI) acusou institui-

çþes financeiras de continuarem "grandes demais" e defendeu mudanças do setor para que haja condiçþes de um crescimento sustentåvel da economia. "Nós devemos ter uma regulação melhor e não uma regulação maior", reagiu o presidente do JP Morgan Chase, James Dimon. O executivo concordou que ajustes sejam necessårios, mas

defendeu que as mudanças não sejam tão grandes a ponto de comprometer a atividade båsica dos bancos que Ê emprestar. Banqueiros lembraram que o setor financeiro terå importância crescente a partir de agora no esforço das economias que trabalham para sair råpido da crise. O presidente do russo VTB Bank, Andrey Kostin, defen-

deu que seria mais adequado se fossem adotados padrþes globais de regulação. Como muitos bancos têm atuação internacional e isso pode alastrar o risco sistêmico entre vårias economias, ele sugeriu que a regulação tivesse uma estratÊgia "diferente". "Precisamos de padrþes globais. Representa um aumento da complexidade da regulação." (EC)

Brasil ĂŠ o 4Âş em investimentos

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Brasil superou os países europeus e o Japão e se transformou no quarto maior destino de investimentos do mundo em 2012, um ano que entrarå para a história como o primeiro a ver as economias emergentes receberem mais investimentos do que os países ricos. Os dados foram publicados pela Organização das Naçþes Unidas (ONU) e revelam uma queda brusca de 18% no fluxo de investimentos no mundo, puxada pela retração nos países ricos. Para 2013, a ONU estima que haverå um crescimento dos investimentos de 7% a 8%, para US$ 1,4 trilhão. Em 2014, a alta mundial serå de 17%, sempre na condição de que a crise

seja resolvida. Sentados sobre US$ 6 trilhþes, as multinacionais fecharam suas torneiras em 2012, esperando uma definição política da crise do euro e aguardando dias melhores para a economia. Com a hesitação das grandes empresas, países ricos registraram uma queda de 37% nos investimentos. Apenas Estados Unidos, China e Hong Kong receberam mais investimentos do que o Brasil em 2012. O fluxo de capital externo tambÊm caiu na comparação a 2011 (apenas 2% e bem inferior à mÊdia mundial). No total, o País recebeu US$ 65,3 bilhþes neste ano, ante US$ 66 bilhþes em 2011. "O Brasil resistiu bem", disse James Zhan, do Departamento de Investimentos da ONU. (Estadão Conteúdo)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 19

e A partir de hoje, preço menor da energia. Discurso de Dilma assumiu tom de campanha eleitoral quando ela criticou os que "se precipitaram com previsões sem fundamento" sobre falta de energia.

conomia

Presidente Dilma Rousseff anuncia redução de 18% na tarifa para consumidores domésticos e de até 32% para a indústria, agricultura, comércio e serviços. Ueslei Marcelino/Reuters

A

partir de hoje es- quando foi anunciada a protão valendo as re- posta de renovação anteciduções nas tarifas pada das concessões do sede energia elétri- tor elétrico com redução no ca anunciadas ontem à noite valor da tarifa cobrada pelas pela presidente Dilma Rous- empresas. Para as indússeff, em pronunciamento trias, o corte inicialmente em rede nacional de rádio e projetado era de 28%. de televisão. Dilma confirA presidente também deimou "forte" corte de 18% na xou claro que a redução da tarifa de energia para consu- conta de luz será aplicada midores domésticos e de até em todas a regiões, mesmo 32% para a indústria, agri- nos estados onde as concescultura, comércio e serviços. sionárias não aceitaram reN o p r o n u n c i anovar suas conmento em rede cessões seguinnacional, Dilma do as regras imEstamos dando p o s t a s p e l o afirmou que o um índice de Brasil não corre Planalto. risco de raciona"Aproveito paredução maior mento de enerr a esclarecer do que o gia e que a situaque os cidadãos previsto e já ção do setor eléatendidos pelas anunciado. trico é segura. concessionárias "Além de estarq u e n ã o a d e r iDILMA ROUSSEFF, mos antecipanram ao nosso esPRESIDENTE do a entrada em forço terão ainda vigor das novas assim sua conta tarifas, estamos dando um de luz reduzida como todos índice de redução maior do os brasileiros", afirmou a que o previsto e já anuncia- presidente, em um claro redo", disse a presidente. Ela cado aos governos tucanos acrescentou que a produção de Minas Gerais, São Paulo e de energia e a capacidade Paraná. "Espero que, em instalada no País irá dobrar breve, até mesmo aqueles nos próximos 15 anos. que foram contrários à reduPara os consumidores re- ção da tarifa venham a considenciais, o corte previsto cordar com o que estou diera de 16,2%, estimados em zendo", prosseguiu. setembro do ano passado, Dilma destacou que o País

"vive uma situação privile- de alardear "previsões alargiada no mundo" ao reduzir mistas" de que o País vivia as tarifas ao mesmo tempo risco de racionamento. em que aumenta em 7% a Irritada com as críticas feioferta de energia. "O Brasil tas por analistas e integrantem e terá energia mais que tes da oposição, a presidensuficiente para o presente, te fez questão de responder para o futuro, sem nenhum às críticas no mesmo tom. risco de racionamento ou de "Surpreende que, desde o qualquer tipo de estrangula- mês passado, algumas pesmento no curto, no médio ou soas, por precipitação, deno longo prazo", afirmou. sinformação ou algum outro Em seguida, Dilma passou a motivo, tenham feito previlistar números para provar s õ e s s e m f u n d a m e n t o , que o País tem quando os níveis "toda a energia d o s r e s e r v a t óque precisa" para rios baixaram e "crescer e bem" as térmicas foneste e nos próxiram normalmenmos anos. te acionadas. CoSegundo a preanos é o prazo mo era de se essidente, os invesperar, as previpara dobrar a timentos feitos sões feitas produção de "vão nos permitir fracassaram", dobrar, em 15 energia elétrica afirmou. "Estaanos, nossa camos vendo como no País pacidade instalaerraram os que da de energia diziam meses elétrica, que hoje é de 121 atrás que não iríamos consemil megawatts". guir baixar os juros nem o Ca mpan ha – Em seu dis- custo da energia e que tentacurso, em tom de campanha vam amedrontar o nosso poeleitoral, Dilma criticou, du- vo, entre outras coisas, com ramente, "aqueles que são a queda do emprego e a persempre do contra" e respon- da do poder de compra do deu aos que "se precipita- salário", acrescentou. Esperam com previsões sem fun- cialistas afirmaram que o damento" de que não seria uso das termoelétricas afepossível cumprir a promessa taria a redução de custos da de redução da tarifa, além energia. (Agências)

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Presidente garante que Brasil não corre risco de racionamento de energia

Vidigal Prado Participações S.A. CNPJ/MF nº 58.134.040/0001-06 - NIRE 35.30006309-1 Ata de Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 23 de Janeiro de 2013 Data,HoraeLocal:Aos23diasdomêsdejaneirode2013,às10:00horas,nasedesocialdaVidigalPradoParticipaçõesS.A.(“Companhia”), na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Coronel Xavier de Toledo, nº 114, 10º andar. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, nos termos do artigo 124, § 4º da Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), em decorrência da presença dos acionistas representando a totalidade do capital p social da Companhia, p , conforme assinaturas apostas p no Livro de Presença de Acionistas. Composição da Mesa: Francisco Caiuby Vidigal - Presidente; e Álvaro Augusto Vidigal - Secretário. Ordem do Dia: Deliberar acerca da redução do capital social da Companhia, com a consequente alteração do Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia. Deliberações: Após análise do item constante da ordem do dia, os acionistas deliberaram, por unanimidade dos votos e sem ressalvas, aprovar,nostermosdoartigo173eseguintesdaLeidasSociedadesporAções,areduçãodocapitalsocialdaCompanhia,deR$50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) para R$ 1.020.720,00 (um milhão, vinte mil, setecentos e vinte reais), uma redução, portanto, no valor de R$ 48.979.280,00 (quarenta e oito milhões, novecentos e setenta e nove mil, duzentos e oitenta reais), sem o cancelamento de ações de emissão da Companhia, com base no balanço patrimonial da Companhia levantado em 31 de dezembro de 2012, tendo em vista o capital social ser excessivo em relação às atividades desenvolvidas pela Companhia. A redução ora aprovada será efetuada com a consequente restituição aos acionistas do montante reduzido do capital social, na proporção de suas respectivas participações no capital social da Companhia, mediante a transferência de titularidade de 4.696.000 (quatro milhões, seiscentas e noventa e seis mil) ações de emissão da Marítima Seguros S.A., sociedade devidamente constituída sob as leis da República Federativa do Brasil, com sede social na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Coronel Xavier de Toledo, nº 114, 9º andar, inscrita no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ/MF) sob o nº 61.383.493/0001-00 (“Marítima”) detidas pela Companhia, sendo 3.662.880 (três milhões, seiscentas e sessenta e duas mil, oitocentas e oitenta) ações ordinárias e 1.033.120 (um milhão, trinta e três mil, cento e vinte) ações preferenciais, todas nominativas, sem valor nominal, de forma que (i) 1.220.960 (um milhão, duzentas e vinte mil, novecentas e sessenta) ações ordinárias e 344.374 (trezentas e quarenta e quatro mil, trezentas e setenta e quatro) ações preferenciais, totalizando 1.565.334 (um milhão, quinhentas e sessenta e cinco mil, trezentas e trinta e quatro) ações de emissão da Marítima, serão entregues para o acionista Francisco Caiuby Vidigal, brasileiro, casado, segurador, portador da Cédula de Identidade RG nº 3.675.774, inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas (“CPF/MF”) sob o nº 049.520.308-49, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Coronel Xavier de Toledo, nº 114, 10º andar; (ii) 1.220.960 (um milhão, duzentas e vinte mil, novecentas e sessenta) ações ordinárias e 344.373 (trezentas e quarenta e quatro mil, trezentas e setenta e três) ações preferenciais, totalizando 1.565.333 (um milhão, quinhentas e sessenta e cinco mil, trezentas e trinta e três) ações de emissão da Marítima, serão entregues para o acionista Álvaro Augusto Vidigal, brasileiro, divorciado, empresário, portador da Cédula de Identidade RG nº 3.605.386-7, inscrito no CPF/MF sob o nº 039.214.338-00, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Massaca, nº 231, Apto. Lyon 11; e (iii) 1.220.960 (um milhão, duzentas e vinte mil, novecentas e sessenta) ações ordinárias e 344.373 (trezentas e quarenta e quatro mil, trezentas e setenta e três) ações preferenciais, totalizando 1.565.333 (um milhão, quinhentas e sessenta e cinco mil, trezentas e trinta e três) ações de emissão da Marítima, serão entregues para o acionista Roberto Caiuby Vidigal, brasileiro, casado, empresário, portador da Cédula de Identidade RG nº 2.979.475-4, inscrito no CPF/MF sob o nº 007.768.518-34, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Tabapuã, nº 41, 14º andar, Itaim Bibi. Tendo em vista a redução de capital ora aprovada, o Artigo 5º do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinte redação:“Art. 5º - O capital social, totalmente integralizado em moeda corrente nacional, é de R$ 1.020.720,00 (um milhão, vinte mil, setecentos e vinte reais), divididos em 48.473.464 (quarenta e oito milhões, quatrocentas e setenta e três mil, quatrocentas e sessenta e quatro) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, as quais poderão pertencer às pessoas não impedidas por lei’’. A redução do capital social em questão somente se tornará efetiva perante terceiros após o decurso do prazo de 60 (sessenta) dias para a oposição de credores, contados da data da publicação do extrato da presente ata nos jornais competentes, de acordo com o artigo 174, § 1º da Lei das Sociedades por Ações. Transcorrido referido prazo, os acionistas tomarão todas as providências necessárias para o arquivamento dessa ata de assembleia geral extraordinária na Junta Comercial do Estado de São Paulo, nos termos do artigo 174, §2º da Lei das Sociedades por Ações. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, e como nenhum dos presentes quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados os trabalhos e suspensa a Assembleia, lavrando-se a presente ata, a qual foi lida, achada conforme, aprovada e por todos os presentes assinada. Foi autorizada a lavratura da presente ata na forma sumária, nos termos do artigo 130, § 1º da Lei das Sociedades por Ações. São Paulo, 23 de janeiro de 2013. Mesa: Francisco CaiubyVidigal - Presidente; Álvaro Augusto Vidigal - Secretário. Acionistas: Francisco Caiuby Vidigal; Álvaro Augusto Vidigal; Roberto Caiuby Vidigal.

Blau Farmacêutica S.A. CNPJ/MF nº 58.430.828/0001-60 Edital de Convocação - Assembleia Geral Extraordinária Ficam os Senhores Acionistas da Blau Farmacêutica S.A. (“Companhia”), convidados a participar da Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada às 15:00 horas do dia 30 de janeiro de 2013 (“AGE”), na sede social da Companhia, localizada no Município de Cotia, Estado de São Paulo, na Rodovia Raposo Tavares, Km 30,5, nº 2.833, Unidade I, Prédio 100, Bairro Barro Branco, CEP 06705-030, a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (i) examinar, discutir e aprovar o Protocolo e Justificação de Incorporação da Ariston Indústrias Químicas e Farmacêuticas Ltda. (“Ariston”) pela Companhia, celebrado pelos Diretores das sociedades envolvidas; (ii) examinar e ratificar a nomeação e contratação da Assitec Organização Contábil Ltda. - EPP como empresa especializada responsável pela elaboração do Laudo de Avaliação do acervo patrimonial líquido da Ariston; (iii) examinar e aprovar o respectivo Laudo de Avaliação do acervo patrimonial líquido da Ariston; (iv) aprovar a incorporação da Ariston pela Companhia; e (v) aprovar o aumento de capital social da Companhia decorrente da incorporação da Ariston pela Companhia. Informações Gerais: (a) Cópia dos documentos a serem discutidos na AGE ora convocada já se encontra à disposição dos senhores acionistas na sede social da Companhia. (b) O acionista que desejar ser representado por procurador deverá apresentar o respectivo instrumento de mandato, com poderes especiais para tanto e firmas devidamente reconhecidas, à Companhia até o dia 28 de janeiro de 2013. Cotia, 22 de janeiro de 2013. Marcelo Rodolfo Hahn - Presidente do Conselho de Administração

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 23 de janeiro de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Polyenka Ltda. Requerido: F.M. Ferreira Linhas EPP. Avenida Montemagno, 971 – Térreo Vila Formosa - 2ª Vara de Falências. Requerente: Ecocred Tecnologia de Ativos e Fomento Mercantil Ltda. Requerido: SMV Válvulas Industriais Ltda. Rua do Acre, 281 – Moóca - 2ª Vara de Falências.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA PAULISTA AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 15/2013

OBJETO: REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE INSUMOS PARA PACIENTES DIABÉTICOS. DATA DE ABERTURA: 07/02/2013, às 09h30. Consulta edital/site www.braganca.sp.gov.br ou no Setor de Licitações da Prefeitura de Bragança Paulista, sito à Av. Antonio Pires Pimentel, nº 2.015 Centro, em dias úteis, nos horários 09h00min às 16h00min. INFORMAÇÕES: (11) 4034-7056. Brag. Pta., 22/01/13. Darwin C. Gonçalves. SM Administração. Notificação - Pregão Presencial n° 004/2013 - Objeto: Registro de preços para aquisição de tênis escolares. Processo licitatório SUSPENSO “SINE DIE”. Brag. Pta., 22/01/13. Darwin C. Gonçalves. SM Administração.

PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARATÁ AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 02/2013 - PROCESSO Nº 123/2013 Objeto: Registro de preços para futura Aquisição de Pão francês. O Município de Igaratá-SP torna público, para conhecimento dos interessados, que realizará no dia 06/02/2013, às 14h00, no endereço Av. Benedito Rodrigues de Freitas, nº 330, centro de Igaratá/SP, o credenciamento de interessados e a abertura das propostas, conforme especificado nos autos supra. O Edital encontra-se disponível na Prefeitura Municipal de Igaratá a um custo de R$ 15,00 ou mediante apresentação de CD, Pendrive ou Disquete e ainda pode ser solicitado gratuitamente através do e-mail:licitacaoigarata@gmail.com Igaratá, 22 de janeiro de 2013. FÁTIMA M. A. PRIANTI - Pregoeira

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP PROCESSO Nº 059/2013 - INEXIGIBILIDADE Nº 001/2013 TERMO DE RATIFICAÇÃO Objeto: Contratação da empresa PROMONIGHT PRODUÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA LTDA., inscrita no CNPJ sob nº 60.256.690/0001-76, com sede na Avenida Antonio e Helena Zerrener nº 1.275 - na cidade de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, para apresentação da atração artística BANDA CRUZEIRO DO SUL, pelo valor de R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais), para animar os Festejos Carnavalescos no período de 08 a 12 de fevereiro, do corrente ano, nas dependências da Praia Municipal Pôr-do-Sol. Base legal: art. 25, inc. III, da Lei Federal 8666/93. Pereira Barreto - SP, 15 de janeiro de 2013. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito EXTRATO DE CONTRATO: 5147/2013 PROCESSO: 059/2013 - INEXIGIBILIDADE Nº 001/2013 Objeto: O presente contrato tem por objeto a prestação de serviços artísticos da BANDA CRUZEIRO DO SUL, para animar os Festejos Carnavalescos no período de 08 a 12 de fevereiro, do corrente ano, nas dependências da Praia Municipal Pôr-do-Sol. Valor: R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais) Vigência: 15/01/2013 a 13/02/2013 Pereira Barreto, 15 de janeiro de 2013 Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito

ILP PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF 08.482.554/0001-84 - NIRE 35.300.336.917 ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Data e Hora: Aos 19 (dezenove) dias do mês de junho de dois mil e doze, às dezesseis horas. Local: Na sede da ILP Participações S.A. (“Companhia”), na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Major Sylvio de Magalhães Padilha n° 5.200, Condomínio America Business Park, Edifício Philadelphia, 4° pavimento (parte), CEP: 05693000. Presença: presentes a totalidade dos sócios, detentores de 100% (cern por cento) do Capital Social. Convocação: Dispensada a convocação, considerando a presença da totalidade dos Sócios. Mesa: Jonas Hipolito de Assis - Presidente, Elem Cristina Ferrari Artico Hipolito de Assis Secretária.Ordem do Dia: Deliberar sobre: (i) Substituição da Diretoria da Companhia; (ii) Eleição dos membros da Diretoria da Companhia; (iii) Ratificação da composição da Diretoria da Companhia; e (iv) Autorizar a administração da Companhia a praticar todos os atos necessários à implementação das presentes deliberações. ILP PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF: 08.482.554/0001-84 - NIRE: 35.300.336.917 ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Data e Hora: Aos 20 (vinte) dias do mês de junho de dois mil e doze, as dezesseis horas. Local: Na sede da ILP Participações S.A. ("Companhia"), na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Major Sylvio de Magalhães Padilha n° 5.200, Condomínio America Business Park, Edifício Philadelphia, 4° pavimento (parte), CEP: 05693-000. Presença: presentes a totalidade dos sócios, detentores de 100% (cem por cento) do Capital Social. Convocação: Dispensada a convocação, considerando a presença da totalidade dos Sócios. Mesa: Jonas Hipólito de Assis Presidente, Elem Cristina Ferrari Ártico Hipólito de Assis - Secretária. Ordem do Dia: Deliberar sobre: (i) Alteração do endereço da sede da Companhia; (ii) Aprovar a alteração e consolidação do Estatuto Social; e (iii) Autorizar a administração da Companhia a praticar todos os atos necessários a implementação das presentes deliberações.

17º OFICIAL DE REGISTRO DE IMÓVEIS DE SÃO PAULO - CAPITAL EDITAL DE NOTIFICAÇÃO DE FIRMA CIOCI & CIA O 17º Oficial de Registro de Imóveis da Capital de São Paulo faz saber a Firma Cioci & Cia, com sede nesta Capital, na Rua da Gávea 103, que, com fundamento no art. 213, II, da Lei de Registros Públicos, foi requerida por Içara II Empreendimentos Imobiliários Ltda, a retificação do registro dos seguintes imóveis: transcrição nº 18.939 do 3º Oficial de Registro de Imóveis (lote 50 da qd 02 do Jardim Japão - área de 1.150,65 m² – cadastro municipal 064.165.0089-2); transcrição nº 107.063 12º Oficial de Registro de Imóveis (parte dos fundos do lote 52 – qd 02 - área e 20,40 m² ); matrícula nº 56.115, (lote 46A – qd 02 do Jardim Japão - área de 963,08 m² - cadastro municipal 064.165.0079-5 ), e matrícula nº 57.748 (parte do lote 51 – qd 02 - área de 2,76m² - cadastro municipal 064.165.0089-2), os quais encerram a área total de 2.136,89 metros quadrados, localizada na Rua Mussumés e Rua José Nobre s/n, Vila Maria – SP. E constando que o notificado é confrontante desse imóvel, expede-se este edital, para que, querendo, impugne o requerimento no prazo de quinze dias, contados da primeira publicação. A planta e o memorial descritivo dos imóveis estão à disposição, para consulta, em cartório, na Rua Japurá, nº 43, 1º subsolo, bairro Bela Vista, das 9:00 às 16:00h, nos dias úteis, mesmo local em que eventual impugnação deverá ser apresentada. O não oferecimento da impugnação estabelecerá a presunção de que o notificado está de acordo com o pedido. São Paulo, 23 de janeiro de 2013. A escrevente autorizada, (Maria Cristina Claudio).

G BRASIL PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ 03.746.270/0001-34 - NIRE: 35.300.326.504 ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINARIA Data e Hora: Aos 10 (dez) dias do mês de outubro de 2012, às 16 horas. Local: Na sede social da G Brasil Participações S.A. (também denominada "Companhia"), na Cidadede São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Major Sylvio de Magalhães Padilha nº 5.200, Empreendimento America Business Park, 4° andar (Parte) do Edifício Philadelphia, Bloco B, Conjunto nº 01, Jardim Morumbi, CEP: 05693000. Presença: Presente a totalidade dos Acionistas, detentores de 100% (cem por cento) do capital social. Convocação: Dispensada a convocação tendo em vista a totalidade dos Acionistas presentes. Mesa: Jonas Hipolito de Assis - Presidente; Luiz Carlos Bonatto - Secretário. Ordens do Dia: os Acionistas, segundo previsto no Estatuto Social e obedecendo aos termos da Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, com posteriores alterações ("LSA"), deliberam sobre as seguintes ordens do dia: (i) Alterar o endereço da sede social da Companhia; (ii) Extinguir o Conselho de Administração da Companhia; (iii) Tomar ciência e aceitar as renúncias apresentadas pelos membros da Diretoria da Companhia; (iv) Eleger os novos membros da Diretoria da Companhia; (v) Promover uma ampla reforma e consolidar o Estatuto Social da Companhia; e (vi) Autorizar a administração da Companhia a praticar todos os atos necessários à implementação das presentes deliberações.


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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ACSP e a Facesp levaram comitiva de empresários ao evento.

conomia

A ERA DO SMARTPHONE

Lições valiosas que vêm de NY Divulgação

A 102ª Convenção anual da NRF, nos Estados Unidos, mostra um consumidor antenado. Renato Carbonari Ibelli

O

varejo não pode ignorar mais as ferramentas tecnológicas e de informação, pois elas é que vão ditar os rumos das vendas em um futuro bastante próximo. O smartphone, por exemplo, que se faz presente nas mãos de um universo cada vez maior de pessoas, já está se transformando em uma espécie de personal shopper (consultor de compras) do consumidor. Com ele é possível comparar preços e produtos. Isso, dentro da loja, em questão de segundo. Saber lidar com esse consumidor é o grande desafio do varejo segundo Nelson Kheirallah, coordenador da Conselho de Varejo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ele esteve nos Estados Unidos participando da Convenção anual da N a t i o n a l R e t a i l Fe d e r a t i o n (NRF), o mais importante evento mundial do varejo, onde capturou algumas das tendências que, cedo ou tarde, terão de ser assimiladas pelos lojistas brasileiros. A seguir a entrevista concedida: Diário do Comércio – O que o sr. destaca da NRF deste ano? Nelson Kheirallah – Os congressos deste ano enfatizaram a integração dos vários canais de venda, o chamado varejo multicanal. Essa é a tendência: o varejista precisa aprender a vender pela internet, para o formato mobile, nas redes sociais, além da loja física. Além disso, também se discutiu muito a necessidade de os lojistas fortalecerem a parceria com os consumidores e com a equipe de vendas. É algo bastante pertinente, em especial para o Brasil, onde temos um problema recorrente de mão de obra. Uma forma de melhorar essa situação é trazer o funcionário para o contexto da loja, fazer com que ele conheça melhor o negócio, se sinta integrado com o dono, para que passe a gostar do que faz. DC – O mobile realmente vai ser uma realidade no cotidiano das lojas? Kheirallah – Na NRF ficou claro o avanço do chamado work shopper, aquele cliente que entra em uma loja com o smartphone e fotografa os QR Code dos produtos para, com aplicativos, comparar os preços com os oferecidos por vários outros varejistas. Um tempo atrás se discutia se era interessante ou não oferecer rede

A mais importante feira do varejo mundial, a Retail's Big Show, antecipa para o empresário brasileiro as tendências do setor.

Newton Santos/Hype

Wi-Fi para este cliente. Agora a conclusão é de que sim, é interessante oferecer. O workshopper vai comparar os preços e, caso encontre oferta melhor, vai chamar o vendedor para ver se este pode reduzir o valor do produto. Agora, se a loja não disponibiliza o sinal de internet, esse cliente acaba buscando outro estabelecimento que ofereça.

Recorde de público: 25,5 mil pessoas.

O varejista precisa aprender a vender pela internet, para o formato mobile, nas redes sociais, além da loja física.

A

NELSON KHEIRALLAH, COORDENADOR DA COMITIVA

DC – E para o varejista, quais as novas tecnologias apresentadas ? K he i r al l ah – Em especial aquelas que permitam a interação do consumidor com a loja. A tecnologia to u ch ga nh a espaço no varejo. Os painéis sensíveis ao toque vão mostrar detalhes de produtos, ofertas, dar dicas. Há uma série de novidades em equipamentos. Experimentei uma máquina de café que libera o aroma do café, do chocolate, antes da bebida sair. É uma forma de chamar o cliente. Faz parte da tendência das lojas sensoriais, que trazem música adequada ao ambiente, que permitam ao cliente circular livremente e experimentar produtos. DC – Essas novidades vão demorar a chegar no Brasil? Kheirallah – Há um problema de demanda ainda. Se ela é pequena, os preços dessas tecnologias acabam elevados. Mas não dá para precisar um prazo para que elas cheguem ao País. No caso dos smartphones o avanço é mais rápido. Já temos tecnologia para usar o telefone para fazer compras, movimentar conta bancária, pagar conta. A pre-

sença do smartphone, eu diria, já é uma realidade diante da qual o varejo precisa se preparar. DC – Nos bastidores da feira se falava em grandes redes interessadas no Brasil? K he i r al l ah – O varejo mundial se interessa pelo potencial da economia brasileira, mas aquilo que se destacou foram as dificuldades para as empresas atuarem no País. O presidente (Isak Andic) da Mango, uma das maiores va-

rejistas da Espanha, falou para um público de 3 mil pessoas de todo o mundo que não investe no Brasil por causa da burocracia e dos impostos – a Mango fechou sua última loja no Brasil neste mês. DC – Como varejista brasileiro, qual foi sua reação? Kheirallah – O que posso dizer é que os varejistas no Brasil são uns heróis. O varejo é um setor de ponta, é o segmento que tem segurado a economia, mas tem que lidar

Divulgação

Congresso reuniu comitivas de vários países e falou de tecnologias

com essa carga tributária elevada e com todo um ambiente juridicamente inseguro. Mas o fato é que esse ambiente assusta o investidor estrangeiro e impede que grandes redes abram o mercado do País, trazendo dinheiro, tecnologias e experiências novas para o mercado nacional. DC – A delegação levada à NRF pela ACSP e pela Facesp foi compatível com as pretensões da entidade? K h e i r al l a h – Levamos 120 pessoas, o que ficou dentro do esperado. Gostaria de destacar o suporte técnico que tivemos de representante da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com quem fizemos uma parceria. As reuniões técnicas pós-congressos foram muito produtivas. Resumidamente, a conclusão a que cheguei é que o varejista realmente precisa 'sair da toca' para aprimorar seu negócio. Muita gente diz que a NRF é igual todos os anos. Não sei se isso é real. A verdade é que uma única ideia que se capture na convenção acaba trazendo benefícios.

102ª Convenção realizada pela National Retail Federation (NRF), conhecida como Retail’s Big Show, aconteceu entre os dias 13 e 16 deste mês em Nova York, nos EUA. Considerado o maior evento do varejo mundial, é o local onde lojistas entram em contato com novas tecnologias que agregam valor ao ponto-de-venda, com as novidades do mercado global, modelos de administração, de gestão financeira, entre outras tendências, que são apresentadas por especialistas em congressos e por expositores em uma feira. A Big Show deste ano reuniu em um espaço de 60 mil metros quadrados, do centro de convenções Jacob Javits, 25,5 mil pessoas, sendo que 1,4 mil eram representantes de delegações brasileiras. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) levaram 120 pessoas ao evento. (RCI)


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DC 24/01/2013 by Diário do Comércio - Issuu