Ano 87 - Nº 23.464
Conclusão: 23h45
Jornal do empreendedor
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R$ 1,40
São Paulo, sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Ahmadinejad fala com as paredes
Desaceleração põe Leão de regime
Presidente do Irã diz que 11/09 foi pretexto para os EUA e diplomatas deixam plenário da ONU. Pág. 9
Arrecadação federal somou R$ 74,6 bi em agosto – queda de 17,6% em relação a julho. Pág. 15
E do banheiro saiu a Comissão da Verdade
OUTONO NOS MERCADOS
Governo, oposição e, por telefone, Dilma, acertam a Comissão da Verdade num banheiro. Página 8
Investidores no mundo correram para o refúgio do dólar e do yen, e os mercados desabaram. A eurozona se prepara à espera do pior. Págs. 13 e 18
Nissan March, o 1º popular de descendência japonesa do Brasil. DCarro. Pág. 19
Dólar bate em R$ 1,90. Ibovespa cai 4,83%. É o quarto dia consecutivo de queda. Página 13
O doce roteiro de Paris Boa Viagem, pág. 20
Londres -4,67%
Frankfurt -4,96%
ISSN 1679-2688
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Ana CarolinaFernandes/Folhapress
AMANHÃ Chuvoso durante o dia e à noite. Máxima 23º C. Mínima 16º C.
9 771679 268008
O democrático grafite, habitual personagem paulistano, ganha vigor e fica mais sugestivo ao abraçar o verde e as tintas quentes da primavera. Bastam algumas paredes... Pág. 22
Dow Jones -3,51%
HOJE
A estação começa hoje e, embora São Paulo tenha se transformado numa 'selva de pedra', com poucas árvores e jardins, há motivos para comemorar: a Cidade ainda tem remanescentes da Mata Atlântica original. Confira na pág. 10
A CIDADE COLORIDA
Paris -5,25%
Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 30º C. Mínima 16º C.
VIVA A PRIMAVERA
Mercado editorial, em clima primaveril, reedita obras de Carlos Drummond de Andrade, e prepara homenagem ao poeta na próxima Flip. Pág. 17
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Um plano para fazer o Brasil maior, mais competitivo, precisa trazer medidas de ataque a longo prazo. Alencar Burti
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COMPETITIVIDADE DE FICÇÃO
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á alguns dias, a presidente da República, Dilma Rousseff, anunciou o plano de incentivo à indústria, conhecido como "Brasil Maior", anunciando o aumento de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros importados ao Brasil de fora do Mercosul. Não sofrerão com este aumento os produtos de montadoras que façam investimento em tecnologia, utilizem 65% de componentes oriundos do Mercosul e cumpram pelo menos seis etapas de produção em território nacional. A medida, como previsto, gerou uma série de discussões, alguns prós, outros contras. Entretanto, acreditamos que o debate deve ser aprofundado para que se toque no verdadeiro cerne da questão: o quão competitivo queremos que o sistema produtivo nacional seja. Somos de opinião que medidas em defesa da indústria nacional são sempre bem-vindas, em especial aquelas que entram
ALENCAR BURTI em vigor para evitar a concorrência desleal. Entretanto, como País democrático que somos, não podem ser tomadas de forma unilateral, sem a discussão ampla e irrestrita com representantes de todos elos que serão impactados com as mudanças, direta ou indiretamente ou, pior ainda, sem dar o tempo adequado para os ajustes necessários.
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vançando um pouco mais, acreditamos que um plano que pretende fazer o Brasil maior, mais competitivo e na vanguarda das Nações desenvolvidas, precisa trazer medidas de ataque a longo prazo, que garantam a tranquilidade e devolvam a segurança aos investidores.
Sabemos que o incremento da competitividade do nosso sistema produtivo está intimamente ligado a políticas de apoio efetivo à educação, à inovação tecnológica e à proteção justa de mercado. Alguns passos importantes foram dados, sinalizando que estamos trilhando o mesmo caminho.
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o caso, por exemplo, do anúncio feito, em dezembro de 2010, pelo Ministério da Educação: o Plano Nacional de Educação 20112020. Entre as metas estão a universalização do ensino fundamental, oferecer ensino integral em 50% das escolas públicas de educação básica, duplicar as matrículas da Educação Profis-
sional Técnica de nível médio, elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, atingindo a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.
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ntretanto, só o anúncio das medidas não basta. É preciso que todos nós – governantes, legisladores, lideranças e sociedade civil organizada – façamos a nossa parte como cidadãos que querem ser reconhecidos como integrantes de um mundo desenvolvido. Como? Acompanhando a implantação de medidas e seus resultados, sugerindo melhorias, colocando-as em discussão aberta, enfim, chegando a um denominador comum, sem privilegiar a pressão de países, corporações ou indivíduos. Este pode não ser o caminho mais fácil nem o mais rápido, mas certamente é o que vai garantir a efetiva implementação de ações e políticas – até mesmo as mais amargas. ALENCAR BURTI É PRESIDENTE DO CONSELHO
DELIBERATIVO DO SEBRAE-SP
MARTA FOI ATROPELADA D epois de assegurar o apoio da corrente majoritária do PT à candidatura do ministro Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, Lula briga agora para impedir que o partido realize prévias, como desejam outros pré-candidatos. Aos poucos, o ex- presidente vai minando a pré-candidatura de Marta Suplicy, embora a senadora conte com 30% de preferência do eleitor contra 2% de Haddad, como registrou recente pesquisa Datafolha. Lula está "inventando" Haddad como "inventou" Dilma Rousseff. O ex-presidente entende que o ministro da Educação pode virar o jogo quando a campanha municipal começar e os candidatos se apresentarem na televisão. O PT luta para voltar à Prefeitura da Capital. A cúpula do partido estava entusiasmada com o índice obtido por Marta na pesquisa, principalmente porque ela foi a última prefeita de São Paulo a ser eleita pelo PT. Mas, a cúpula estaria cedendo à pressão de Lula. Por enquanto, Marta não pensa em desistir de ser candidata e estaria disposta a enfrentar o ex-presidente. Ver para crer. O principal argumento lembrado por Lula para convencer os petistas a apoiar Fernando Haddad é repetir que a senadora detém alto índice de rejeição. O ex-presidente está convencido de que num eventual segundo
turno, a rejeição acabe derrotando Marta. Não é apenas no PT que surge um cacique como Lula para encampar seu candidato preferido: também no PSDB desponta o governador Geraldo Alckmin apoiando a pré-candidatura do secretário Bruno Covas. O governador queria inicialmente que o candidato tucano fosse José Serra ou Aloízio Nunes Ferreira, mas ambos fizeram forfait. Alckmin, então, passou a jogar todas as fichas no neto de Mário Covas. O problema é que outros précandidatos no PSDB forçam pela realização de prévias para a escolha do candidato.
etalhe: para ser candidato, Bruno Covas precisa transferir seu título de eleitor de Santos para a Capital, até 7 de outubro, um ano antes das eleições como determina a legislação. Quem está se metendo num beco de difícil saída é o deputado Gabriel Chalita, que se lançou candidato a prefeito pelo PMDB. Lula, no entanto, tenta convencer o vice - presidente Michel Temer a abortar a pré-candidatura de Chalita. O ex-presidente quer que o PMDB apoie Haddad. Lula tem um forte argumento para convencer Temer, porque o PMDB é o principal parceiro de Dilma Roussef, ocupando diversos m ministérios. A presidente Dilma já entrou na jogada de Lula e está disposta a ceder um ministério a Gabriel
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Chalita, como compensação. Quem corre contra o tempo é Gilberto Kassab. O prefeito dispõe de poucos dias para obter o registro do PSD na justiça eleitoral. Só assim o novo partido poderá disputar as eleições no ano que vem com candidatos próprios.
PSD já tem um bom candidato para concorrer à Prefeitura, que é o vicegovernador Guilherme Afif Domingos. Kassab está convencido de que o registro de seu partido virá no momento certo, embora partidos como o DEM tentem barrar nos tribunais eleitorais o registro da nova sigla. Petistas e tucanos, que vão duelar nas urnas também em 2014, se empenham desde já para eleger o próximo prefeito de São Paulo. Os dois partidos entendem que controlar política e administrativamente a Capital paulista será estratégico nas campanhas de presidente e de governador em 2014. Somente a capital paulista concentra 10
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EYMAR MASCARO milhões de um total de 30 milhões de eleitores existentes no Estado. o tucanato, por exemplo, o mais interessado na vitória de seu candidato à Prefeitura é o governador Geraldo Alckmin, candidatíssimo à reeleição.
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EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
SAMIR KEEDI
O RETORNO DAS CARROÇAS
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alamos recentemente sobre os problemas do Brasil com a competitividade da China. Não conseguimos fazer o que eles fazem e deixamos claro que a culpa não é deles, mas nossa. Fazemos tudo errado e culpamos os outros. No noticiário do dia 16 último, mais um absurdo: o Ministério dos Transportes, após todos os problemas havidos, com 27 afastamentos, inclusive o do titular da Pasta, se autoconcedeu 100% na avaliação de desempenho institucional. Claro está que, se os princípios são errados, se as aplicações são inadequadas, o resultado só pode ser catastrófico. Ninguém ainda aprendeu a plantar laranjas e colher camarões. Só se colhe o que se planta. No Brasil é fácil fazer errado. Avaliar errado. A política é tudo. Os interesses individuais idem. O governo se arvora em dono do brasileiro, e não de seu representante. Aqui, o que mais gostamos de fazer é criticar os demais países pela sua competência. Se não podemos elogiar a nossa, criticamos a alheia. É o caso da China: preferimos criticá-la. em vez de melhorar os nossos procedimentos. E agora, também nos jornais do dia 16, tivemos o desprazer de ler o nosso epitáfio. Sim, nossa inscrição tumular, elogio fúnebre. A nossa sentença de morte econômica. omo se sabe, os carros estrangeiros vêm ganhando mercado no Brasil. As importações estão crescendo. E não é difícil saber por quê: temos o carro mais caro do mundo. Compra-se o mesmo carro nos EUA por menos da metade daqui – e lá a renda per capita é cinco ou seis vezes a nossa. O mesmo corre no Chile e em outros países. A carga tributária brasileira sobre o automóvel é insana, seja sobre o nacional ou estrangeiro. O carro estrangeiro tem a mais alta alíquota de imposto de importação dentre todas as mercadorias: 35%. Afora os demais impostos incidentes como o IPI, ICMS, PIS, Cofins. O automóvel brasileiro tem metade do seu preço realizado em impostos. Não somos competitivos de modo algum. Mesmo com redução de impostos, ou sem nenhum imposto em nosso carro, ainda assim ele seria mais caro do que nos EUA. Nossas colocações parecem mais uma piada de mau gosto do que realidade? Mas é isso mesmo. Nosso país é que é surreal. Parece estar fora do mundo. É autista. E agora o governo, monopolista em fazer bobagens e cometer suicídio, acaba de anunciar uma medida desastrosa: a elevação em 30 pontos percentuais do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis e caminhões importados, que venham de fora do Mercosul ou do México. O melhor de tudo sobre a
notícia, é que isso é para melhorar a competitividade do automóvel brasileiro e "estimular a produção no País" (sic). Vamos aumentar, segundo o governo, em 25 a 30% os preços dos carros estrangeiros, para tornar os nossos mais competitivos. E para a defesa do emprego dos brasileiros. m primeiro lugar, isso é um flagrante desrespeito à OMC - Organização Mundial do Comércio, que proíbe a discriminação entre produtos locais e importados e não permite a exigência de conteúdo nacional. Portanto, a medida pode ser contestada na OMC. Em segundo lugar– pasme – o carro importado representa hoje apenas 6% dos veículos vendidos no País. Um tiro de canhão para matar uma mosca. Veja bem, caro leitor. Para matar um carrapato, mata-se o animal. É bem Brasil. Em vez de redução de impostos, de aumento nos investimentos, de redução dos encargos sobre a mão de obra – medidas econômicas lógicas para tornar o produto nacional competitivo –, aumentamos os impostos sobre os estrangeiros.
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Luiz Prado/LUZ
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abemos que este é o melhor caminho para voltarmos a ter carroças. Aquelas mencionadas pelo então presidente da República, ao abrir a economia, há duas décadas. Não exigimos competência, damos proteção. E as empresas não precisam se aprimorar. É a volta da reserva de mercado. Sabemos que isso tem, sem sombra de dúvida, o claro objetivo de aumento de impostos e da carga tributária. Não se fala em outra coisa há meses, em especial nas últimas semanas. Haja saúde. Assim, nossos gênios econômicos acabam de tirar da cartola mais um aumento de impostos. Aplaudidíssimos pela incompetente indústria nacional de veículos. Que, claro, pode ser transposta a qualquer outra.
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SAMIR KEEDI É ECONOMISTA, PROFESSOR DA ADUANEIRAS , CONSULTOR E AUTOR DE DIVERSOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
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ENTRE RAMOS DE OLIVEIRA E FAÍSCAS, AHMADINEJAD TENTA PASSAR IDEIA DE ACORDO.
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O presidente insistiu que o Irã desistiria com satisfação do processo de enriquecimento de urânio, se conseguisse obter o minério enriquecido para "tratamento contra o câncer".
NEIL amarcord
Ferreira
SÃO DELÚBIO, ROUBAI POR NÓS
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Umas palavrinhas com Ahmadinejad
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ntes das faíscas começarem a serem trocadas entre mim e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ele iniciou a entrevista com um raro ramo de oliveira: "Com sua permissão, quero saudar os seus leitores, bem como os internautas e desejar a todos sucesso e as bênçãos do Todo Poderosos". Ahmadinejad é uma figura complexa, até estranha. Agitador, com tendência de fazer declarações públicas explosivas, ele é um homem pequeno, tranquilo e de fala muito mansa. Mesmo quando eu o pressionei bastante sobre a questão dos abusos dos direitos humanos e as dissimulações nucleares, Ahmadinejad respondeu sempre no mesmo tom, enquanto afirmava que o Irã é visivelmente mais democrático do que os Estados Unidos. Outro ramo de oliveira surgiu horas depois de nossa conversa, com a libertação de dois alpinistas norte-americanos que estavam presos injustamente havia dois anos no Irã. Ahmadinejad sequer tentou sugerir que eles eram espiões – mas se irritou com as minhas perguntas sobre os alpinistas. Alegou que eles haviam entrado no Irã ilegalmente e teriam uma punição merecida em qualquer país. Esta foi a única entrevista de Ahmadinejad a um veículo impresso durante sua visita à Assembleia Geral da ONU, e ele fez um esforço significativo para ser amigável e conciliador. Mais importante: repetiu uma oferta, feita numa entrevista ao jornal Washington Post este mês, de interromper todo o enriquecimento nuclear se o Ocidente fornecesse combustível nuclear enriquecido a 20%.
NICHOLAS D. KRISTOF O presidente do Irã insistiu comigo que o seu país desistiria com satisfação de seu processo de enriquecimento de urânio, se conseguisse obter o urânio enriquecido para "tratamento contra o câncer". "Se estiverem dispostos a nos vender o urânio enriquecido a 20%, preferimos comprálo", declarou Ahmadinejad. "Seria bem menos dispendioso. É como quando você deseja comprar um carro, mas ninguém quer lhe vende; então você tem de montar sua própria linha de produção para fabricar o seu próprio carro."
de sobre o tema. Isso é realmente uma oferta verdadeira para interromper o enriquecimento? Eu não sei, mas creio que vale a pena o Ocidente tentá-la – claro que sem abrandar as sanções enquanto isso. Uma dúvida pertinente é como o Ocidente poderia verificar se o enriquecimento foi interrompido de fato. Perguntei a Ahmadinejad sobre isso e lembrei o histórico de dissimulações do Irã. "Não fizemos nada errado", disse, negando enfaticamente que seu país tenha escondido alguma coisa.
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sso se parece muito com um acordo incipiente, que Ahmadinejad, inicialmente, recebeu bem há dois anos, mas que depois foi frustrado pelo líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. O chefe do programa nuclear iraniano, Fereydoon Abbasi, pareceu reiterar recentemente que tal acordo estava morto. Entretanto, quando eu levantei essas questões, Ahmadinejad insistiu que nunca houve qualquer problema entre ele o líder supremo do Irã sobre a questão nuclear e que, atualmente, Abbasi não estava contra. Quando eu, com ceticismo, indaguei se Ahmadinejad falava por toda a liderança iraniana, houve uma faísca de de indignação com a pergunta. Ele insistiu em dizer que sim, que realmente tinha total autorida-
hmadinejad pediu na ocasião que a Síria, sua aliada, interrompesse a repressão violenta contra os manifestantes, advertindo que "com choques e confrontos os problemas não serão resolvidos. Serão multiplicados". Oh, sim? E qual a diferença entre a severa repressão de Ahmadinejad contra seus próprios dissidentes? "No Irã, as coisas são bem diferentes", garantiu, já um pouco irritado. Muitos dos mortos do Irã eram membros das forças de segurança, alegou, sugerindo que os manifestantes não foram alvejados deliberadamente. Perguntei então a Ahmadinejad no que foi que ele pensou quando viu as famosas fotos de uma jovem, Neda Agha-Soltan, deitada no chão após ter sido
atingida por um tiro no peito. Uma ponta de tristeza percorreu o rosto de Ahmadinejad. Pensei, por um momento, que ele iria pedir desculpas. Em vez disso, o presidente construiu sua própria realidade: Sugeriu que ela foi morta pelos adversários dele, que agiram em conjunto com a BBC, como parte de um bizarro filme snuff. "Devemos procurar aqueles que são os verdadeiros culpados de matar essa jovem", disse.
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entrevista se tornou mais confrontativa, e nós discutimos sobre a repressão do Irã à fé Baha’i e sobre outras questões de direitos humanos. Os guarda-costas de Ahmadinejad estavam dando claras indicações de que a entrevista estavaterminandodo, mas ele parecia estar gostando desse toma lá dá cá e os ignorou. Ahmadinejad também se rendeu a um pouco de triunfalismo. Ele admitiu que as sanções "paralisantes" contra o Irã "funcionaram bem". Entretanto, completou: "Quem enfrenta mais problemas? O Irã ou os Estados Unidos?". Ele se referia ao "colapso" do sistema financeiro norte-americano e sugeriu que a economia iraniana está em melhor estado. Para completar, ele afirmou que o Ocidente será levado por sua fraqueza a "procurar uma reaproximação com o Irã". Foi assim que terminou a entrevista, quando Ahmadinejad passou da grandiloquência à conciliação. Ele sorriu e me disse: "Nós realmente amamos o povo dos Estados Unidos". NICHOLAS D. KRISTOF É COLUNISTA DO JORNAL
THE NEW YORK TIMES TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
olto a este personagem ímpar da nossa história recente porque ele está de volta por cima da carne seca. Parece que seus "erros", como o Cara definiu suas travessuras financeiras, ou "malfeitos", em Novilíngua, estão sendo esquecidos como tudo o mais neste Brasil, que já nem lembra mais quem foi Waldomiro Diniz, flagrado dando o pontapé inicial na trambicagem lullo-dirceupetista, ao achacar do bicheirdo Carlinhos Maracanã uma groja de 1% ; nem do Pedro Motel Novais, "faxinado" de volta para a Câmara Federal pela "faxina" (rsrs) da suposta "faxineira". A suposta "faxineira" trocou um jabuti do Sarney por outro jabuti do Sarney. Do primeiro homem acima de qualquer suspeita até o penúltimo de anteontem (nunca haverá o último), o distinto público num viu nada, num iscuitô nada, num falô nada, num si alembra di nada, sisqueceu di tudo. Dirceu, premiado com a "demissão" da Casa Civil, destituído da braçadeira de "capitão do time" e cassado, com os direitos políticos suspensos por oito anos, viu-se livre para ser mais poderoso fora do governo do que era dentro. Pelo menos dentro do governo fingia que "nunca fez nada que Lula não soubesse", conforme disse muitas vezes. Também afirmava que "o PT não rouba e não deixa roubar" (mais rsrs). Um exemplo: Dirceu chefiou a "caravana" composta pelo Cara e pelo presidente da Odebrecht, num périplo a bordo do jato particular da Odebrecht, para visitas "sociais" aos cumpañeros Fidel e Chávez. Visitas sociais ? Ah, tá. Talvez "sociais" de sócios, o que sei eu? "Só sei que nada sei", disse Sócrates. "Roubai por nós", entendam, não se trata de ofensa ao Santo; como define o Houaiss, é uma "súplica, reza, prece; pedido dirigido a um santo, divindade, a Deus". "São Delúbio" é santo defendido e canonizado pelos Advogados do Diabo. Sua defesa apresenta-o como “um sonhador, que mesmo com décadas na militância política, permanece pobre". Fica estabelecido que as "décadas na militância política" existem para enricar o cidadão petista ou os da base alugada. "Delúbio Soares dedica sua vida a um sonho: lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais", sustentam seus sonhadores data-vênias. Quem não te conhece que te compre, reza a vox populi vox Dei na cidadezinha em que nasci; amém. a vida real, o crime eleitoral de caixa dois, praticado com toda inocência pelo dito cujo, dorme há mais de seis anos o sono dos justos, engavetado pelo ministro Joaquim Barbosa, do STF. Já está prescrito e não implicaria nenhuma sanção ao réu. Réu ? Herói e mártir, isso sim. O seu reconhecimento do crime de caixa dois, "mea culpa mea culpa mea maxima culpa", orou ele (o famigerado "dinheiro não contabilizado"), mesmo que perante a Corte Suprema, pode beneficiar o guardião da arca com as moedas do PT, recebido, como Dirceu, com forte ovação em pé, que "espanou" o brilho do Cara, condenando-o à sombra no congresso lullo-petista de Brasília. Não estranhe se São Delúbio sair candidato a vereador,
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Delúbio é canonizado e apresentado como “um sonhador", que mesmo após décadas na militância política, ainda continua pobre.
deputado estadual, deputado federal, senador ou mesmo governador no Estado de Goiás, docemente constrangido pelo partido a prosseguir até o fim dos tempos na sua sina de se sacrificar pelo povo. Até crucificado dizem que foi, mas ressurgiu dos mortos e subiu ao Céu, onde assentou-se à mão direita de Deus Lulla, criador do milagre do "nunca antes nessepaíz" vação não é uma chuva de ovos nas cabeças dos indigitados. De novo socorro-me do Houaiss, meu pai e de todos os demais burros que, como eu, teimam em não se incluir nos "mais de 80%". Houaiss define ovação como "aclamação pública, aplausos destinados a alguém ou a algo".
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Lula Marques/Folha Imagem
Empresto de Aldyr Blanc e Paulo Cesar Pinheiro algumas palavras que escreveram em Tô voltando, homenagem aos exilados que voltaram para tomar o poder de assalto, mamar gordas indenizações e invejáveis salários mensais perpétuos. Perderam no tapa, ganharam na lábia. "Pode ir armando o coreto / E preparando aquele feijão preto / Eu tô voltando. / Põe meia dúzia de Brahma pra gelar / Muda a roupa de cama / Eu tô voltando” (...) Quero te abraçar / Pode se perfumar / Porque eu tô voltando. (...) Põe pra tocar na vitrola aquele som / Estreia uma camisola /Que eu tô voltando.”" ão Delúbio e Dirceu, alegados multiplicadores de moedas e submetidos ao Santíssimo Ofício da Omertà, "tão" voltando; "tamos" de camisola nova para eles continuarem a nos comer pelas duas pernas. Delúbio e Dirceu logo poderão ser votados; há quem vote neles. "A força de uma família e a de um exército está na lealdade entre os seus membros", escreveu Mario Puzzo, autor de Os Borgias, famiglia de corruptos e assassinos, que teve até um Papa, Rodrigo Borgia (o Papa Alexandre VI). Acredito que deu origem à Máfia. Puzzo também escreveu Godfather (“O Poderoso Chefão”), a saga da famiglia Corleone, a Máfia na plenitude do seu poder. Há algo de semelhante no reino da Terra Brasilis. PS: Depois de Obama batizar o cara de "O Cara", a Newsweek me vem com "Dinamite Dilma", nome típico de pistoleira de banguebangue, como "Calamity Jane". JAMAIS ESQUECER, JAMAIS PERDOAR, JAMAIS ENTREGAR A RAPADURA.
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NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
GibaUm
3 Dilma não se rende às grandes grifes: em Nova York só usou modelitos de sua costureira gaúcha Luisa Stadtlander.
gibaum@gibaum.com.br
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k Não tenho caneta, mas tenho muita saliva.
IDELI SALVATTI // ministra das Relações Institucionais, confessando como consegue negociar com parlamentares.
Fotos: BusinessNews
333 Depois de passar dois anos percorrendo o circuito de 50 festivais (estrangeiros e nacionais), está estreando o filme (em poucas salas) Elvis & Madona . É uma comédia romântica envolvendo uma fotógrafa lésbica (Simone Spoladore) e um travesti (Igor Cotrim), dirigido pelo estreante em longas, Marcelo Latiffe. Nesse tempo todo, ganhou 19 prêmios, aqui e lá fora. O gênero está sendo chamado de Bichanchada, uma alusão às comédias eróticas dos anos 70 da boca do lixo, em São Paulo. Agora, ele prepara outro: Salomé , a história de uma atriz pornô que volta à sua cidade natal no interior.
À BRASILEIRA Sétima economia do mundo, quarto maior em extensão territorial e 163º no ranking que mede a velocidade da internet: é o Brasil, segundo estudo da Pando Netoworks, onde o país aparece atrás de Niger, Haiti, Etiópia e Angola, quando o assunto é rapidez da banda larga. A segunda conexão mais lenta do mundo foi constatada em Itapema, cidade de Santa Catarina (61 KBps). A mais lenta do planeta é Algiers, na Argélia (56 KBps). A media mundial é de 508 KBps. A liderança do ranking está na Coréia do Sul: 2,2 MBps.
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FAVORITA Para sua estréia na ONU e nos demais encontros que manteve em Nova York, Dilma Rousseff não queria dar a impressão de que levava, por contra do contribuinte, o cabeleireiro paulista Celso Kamura, autor de seu corte de cabelos e que até ensinou a chefe doGovernoasemaquiarsozinha. Então,ficoucombinadoassim: ele iria, em avião de carreira, ficariahospedadoemoutrohotel (e não no mesmo The Waldorf Astoria) e cuidaria da beauté da presidente nos momentos estratégicos. E assim foi feito, com Kamura garantindo que pagou do próprio bolso sua passagem porque “não poderia abandonar sua cliente favorita num momento desses”. 333
MISTURA FINA 333 É O BRASIL: dia 28 de outubro, comemora-se o Dia do Servidor Público (quem não é não tem motivo algum para comemorar) e é feriado. Só que cai numa sexta-feira e será transferido para a segunda-feira seguinte, dia 31. Na quarta-feira, 2 de novembro, é Dia de Finados. Aí, vira tudo um feriadaço.
O canal Multishow, da Globo, está anunciando para logo a estréia de uma nova série chamada Oscar Freire 279, que conta a história de uma vendedora da famosa rua que vira garota de programa. É repleta de cenas de sexo, nudez e sexo entre mulheres e por isso, está sendo rotulada de semi-pornô. O roteiro é de uma mulher, Antonia Pellegrino, a direção de outra, Márcia Faria e no elenco, Lívia Bueno, ex-Fábio Assunção e ex-Record (esquerda) e Maria Ribeiro (Tropa de Elite 1 e 2), casada com Caio Blat, protagonizarão momentos mais do que calientes . 333
Série quente
Boa de boca A estada de Dilma Rousseff em Nova York também ganhou momentos dedicados à alta gastronomia: primeiro, ela foi conhecer o Café Boulud, do famoso chef Daniel Boulud, responsável pelos melhores tempos do Le Cirque; depois, foi ao Le Bernardin, de furtos de mar, três estrelas, criado no final dos anos 70 em Manhattan por Gilbert (morto precocemente) e Maguy Le Coze e que mantém até hoje seu padrão. Nos dois endereços, ninguém sai sem deixar, por cabeça, US$ 250. 333
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Novo rótulo
Hoje em dia, quando muitos aventureiros se autorotulam consultores, incluindo figuras do governo, os especialistas Luiz Affonso Romano e Paulo Jacobsen traçam, o real perfil do consultor: 68% são homens, todos com grau universitário; 1% com pósdoutorado; 4% com doutorado; 20% com mestrado; 37% com especialização e 25% com MBA. Só 12% visam o mercado internacional e a maioria presta serviços em âmbito estadual. Para 90% da categoria, os clientes contratam pela experiência e em relação ao faturamento, 89% esperam vêlo crescer no futuro próximo e apenas 2,2% temem ver o bolo esvaziar. Detalhe: consultor não abre portas no governo e não se tem noticia de nenhum médico sanitarista na categoria. 333
h IN
OUT
Grandes utilitários.
Mini-carros.
Não é de Roberto Admiradores de Roberto Carlos, que acompanham sua carreira há anos, estão protestando contra a história contada, em Jerusalém, pelo empresário do cantor, Dody Sirena, segundo o qual a letra de Outra Vez, um de seus sucessos, teria sido inspirada por uma frase dita, há anos, em Los Angeles, por Frank Sinatra. O ídolo americano, falando sobre Ava Gardner, acha que ela havia sido “o melhor dos seus erros e o maior dos enganos”. O protesto é mais do que justo: Outra Vez (160 gravações no planeta) tem letra e música de Isolda Bourdot– e não de RC. Isolda, que mora em São Paulo, sempre foi considerada uma grande compositora, embora sua carreira como cantora nunca tenha deslanchado. Tentou voltar há cinco anos, lançando um CD e sua própria gravadora: não deu certo. 333
333 O CANAL Brasil, comandado por Paulo Mendonça, prepara o lançamento para 2012 de um canal totalmente dedicado à música. Nada a ver com a MTV: só música brasileira.
FOTÓGRAFOS de colunas, sites e revistas de celebridades estão protestando contra os organizadores do Rock in Rio; lá, haverá um camarote especial, só para convidados vips que terão, o tempo todo, um magnífico buffet servido à disposição. O problema é que os fotógrafos que estão credenciados foram avisados: entrar e fotografar, tudo bem. Avançar no buffet, nem pensar.
Solução
S I R I O
333 Sonhar é de graça: Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, foi ao programa da Marilia Gabriela e garantiu que Ronaldo ex-Fenômeno voltará a jogar no time, no ano que vem. “Ele vai emagrecer, fazer regime e jogar na abertura do Itaquerão”. E aproveitou, diante de sua própria aposentadoria em vista, para não descartar uma parceria com o exjogador. “Entro de sócio em qualquer negócio com ele de olhos fechados”. Esqueceu de combinar com Ronaldo: ele não quer jogar mais, nem fazer regime e menos ainda Sanchez de sócio.
Nove entre dez analistas econômicos lúcidos (coisa rara no país) apostam que, por conta das medidas adotadas para impedir a valorização do real desde janeiro (sucessivos aumentos de IOF e limitações sobre a exposição cambial), o governo acabou engessando o mercado, limitando apostas contra o dólar. A moeda, agora, entrou em valorização, com a piora do cenário mundial e entre nós, valoriza muito mais em relação a outras moedas. Para o governo, um tiro no pé, a ponto dos homens da Fazenda já começarem a pensar em revogar algumas medidas tomadas. Hoje, ninguém vende dólar à vista, esperando maior valorização e os investidores não apostam contra a moeda. Resumo da ópera: o Banco Central terá de rebolar para vender cambio no mercado futuro para diminuir ou controlar a situação – e impedir novas altas. 333
Tiro no pé
Perfil de consultor
E L O
NEM PENSAR
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ia até Porto Alegre; agora, a estilista é que vai ao Palácio da Alvorada com discrição, sempre à noite.
I S C A
Petistas e integrantes de demais partidos da base aliada já estão em guerra interna, de olho na possível primeira reforma ministerial, que poderia acontecer no final deste ano ou inicio de 2012. Na atual cena política, eles nem se importam com a oposição, que consideram mais do que fragilizada. As jóias cobiçadas, de cara, são os ministérios dos Transportes, Cidades e Esporte. Por enquanto, tratam de fomentar rebeliões no PP e no PR contra Mário Negromonte (a aposta é que ele não comerá peru no Natal, investido ainda de ministro) e o recémnomeado Paulo Passos. Só que o PMDB está nessa guerra com força maior, pelo volume da bancada e pela ação do vice-presidente Michel Temer.
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O fotografo peruano Mário Testino (na primeira foto à esquerda, com Sienna Miller, usando um branco Dior) foi o primeiro premiado: só que a festa do Moet et Chandon Étoile Awards , à margem da Semana da Moda de Londres, aconteceu mesmo – e virou uma festa de estrelas da moda – nos salões do Park Lane Hotel, em Londres. Da segunda foto á esquerda para a direita, Georgia May, a filha de Mick Jagger; Rosie Huntington-Whiteley, angel da Victoria’s Secret; a poderosa Anna Wintour, da Vogue América; e last but not the least, a super-ícone Kate Moss, a bordo de um casacão de pele.
Fête des étoiles
3 MAIS: antes, a presidente
J P A J A B O R A N D R S I S E P MI NI OD E I R MA A L D C R E E M A O P Q U E S MC C L O U E L A A R I N O C E N T E E T A R E J ART D A MO A D D O I C MO F O AS T
Poder disputado
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
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Por: José Nassif Neto Proj.arquitetônico de plantas ornamentais.
(?) graduação; curso de especialização.
Planta usada em xampu. Suporta.
7ª. nota musical.
Natural do país cuja capital é Damasco.
Repetição Desejar de sons com veena poesia. mência.
Ter existência real.
Época. Menor.
MESMO sabendo que o Fórum Econômico de Davos não é, nem um pouco, o que foi há alguns anos, a presidente Dilma Rousseff se comprometeu, em Nova York, com seu criador, o alemão Klaus Schwab, que estará no próximo encontro, em janeiro. E nem poderia recusar: o tema da próxima edição do fórum será o Brasil.
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O AUTOR da novela Fina Estampa, Aguinaldo Silva, adora se divertir com detalhes dos personagens, incluindo cenas em que o ator Malvino Salvador aparece totalmente nu. Mais: os cachorros da personagem Teresa Cristina (nome de imperatriz brasileira), interpretada por Christiane Torloni, chamam-se Doce e Cabana, uma alusão aos estilistas Domenico Dolce e Stephano Gabbana.
'Os', em francês.
Prato baiano. Expressão usada ao telefone. Centena.
Título concedido às freiras.
Argola de corrente.
Tem fé.
Diz-se da camada de tinta.
'Gata', em inglês.
'Qual coisa?'
Traçado sem curva.
Vagaroso. Ponto principal do interesse.
'O', em espanhol.
Anel; argola.
Atrai peixe.
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Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero
O que não tem culpa. Produzir eco.
A roupa habitual.
Indica aumento.
Variação do pronome tu.
Verbo dar na 1ª pess. do presente. (pl.) 'Estragar'. (espanhol)
Sílaba de mecânica.
Sentimento de pena.
Bolor. Espécie de uma camada social.
(401) 2-dó; el; 3-les; elo; crê; pós; cat; 4-clou; irmã; 5-sírio; demão; 7-moqueca.
Grito de dor.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
5 A ANTIBOMBA Dilma pede pelo fim do arsenal nuclear e cita o exemplo do Brasil.
olítica
A PROCURADA Humalla, Piñera, Santos, Sarkozy e Cameron estiveram com Dilma em NY.
Dilma prega o fim das armas nucleares Para a presidente, o mundo não terá paz com os arsenais de algumas nações privilegiadas e pediu providências ao Conselho de Segurança da ONU
A
o encerrar ontem a sua viagem de cinco dias a Nova York, a presidente Dilma Rousseff cobrou da comunidade internacional mais rigor na fiscalização sobre algumas nações que detêm "privilégios" e armas nucleares para fins não pacíficos. A questão foi abordada em discurso no plenário da Organização das Nações Unidas (ONU), durante a reunião de alto nível sobre segurança nuclear. Na próxima semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, em inglês) se reúne em Viena, na Áustria, para definir metas que visam a intensificar o sistema de segurança em todas as usinas do mundo. Sem citar nomes de países, a presidente advertiu que esses arsenais são uma ameaça ao mundo. Ela sugeriu que cada governo também adote medidas efetivas de segurança, eliminando as armas nucleares do planeta, sem concessões, e Precisamos que adotem esforços conavançar na juntos para segurança nuclear. combater o Redobremos os terrorismo. esforços em prol Dilma ressaltou que o do desarmamento " B r a s i l d e igeral. xou claro que DILMA ROUSSEFF um mundo no qual as armas nucleares sejam aceitas será sempre um mundo inseguro", acrescentando que o Brasil compartilha da "preocupação mundial" com a segurança nuclear. "Precisamos, sim, avançar na segurança nuclear militar. Redobremos nossos esforços em prol do desarmamento geral". Eliminar – As potências nucleares que assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de 1º de janeiro de 1967, e que mantêm arsenais bélicos atômicos são os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e o Reino Unido. Para Dilma, a existência desses arsenais é um risco permanente para a humanidade. Em sua visão, "é imperativo ter no horizonte a eliminação completa e irreversível das armas nucleares e que a ONU deveria se preocupar com isso". Dilma citou estudos que apontam "a deterioração do estado de conservação e de manuseio desse material, sem falar da ameaça permanente que essas armas apresentam para a população mundial", afirmou. A presidente reforçou sua preocupação mencionando que ainda há vários fatores de riscos que devem ser observados pela comunidade internacional. "Cortes orçamentários exacerbados pela crise econômica do passado (referência a de 2008 e 2009), adiamento de programas de
Shannon Stapleton/Reuters
manutenção e modernização de ogivas, além das perdas de pessoal qualificado, que são fatores de alto risco", enumerou. Para ela, é fundamental que cada país desenvolva um programa próprio que preserve e garanta a segurança das usinas nucleares. "Cada Estado deve aplicar também seus programas de segurança em um regime de maior transparência'', disse ela, lembrando que tais ações aumentam a "confiança sobre os fins pacíficos'' do uso
da energia nuclear. A presidente lembrou que no Brasil há um compromisso de uso seguro e para fins pacíficos da energia nuclear. A decisão é referendada na Constituição de 1988. Dilma destacou ainda que, no País, 82% da matriz energética é renovável e que há duas usinas nucleares – Angra 1 e Angra 2 – em funcionamento e uma terceira em construção – Angra 3. Todas no Rio de Janeiro. Segundo ela, para o Brasil "o uso seguro e pa-
'Um balanço positivo da viagem' A avaliação é da presidente Dilma Rousseff ao deixar claro, em seis discursos, a política externa brasileira
D
epois de cumprir uma intensa agenda em Nova York, onde participou da abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), de debater questões de alto nível, como a segurança nuclear e de manter vários encontros bilaterais, a presidente Dilma Rousseff embarcou, ontem à noite, rumo ao Brasil. Ela deveria ter participado de outra reunião de alto nível, sobre diplomacia preventiva, mas designou o chanceler Antonio Patriota para representála. Na sua avaliação, nos seis Emmanuel Dunaud/Photo
cífico é irreversível e está na nossa Constituição"', ressaltou. Dilma disse ainda que os países da América Latina e do Caribe firmaram um acordo que proíbe o uso não pacífico de armas nucleares. "Nós somos uma das maiores áreas do mundo livres de armas nucleares''. A presidente afirmou que o Brasil adota todos os padrões fixados pela IAEA e assinou 13 acordos internacionais de combate ao terrorismo. Ela acrescentou que, depois dos acidentes radiativos na usina de Fukusima Daiichi, no Japão, recomendou estudos específicos de avaliação de riscos no Brasil. Al ert a – Os acidentes nucleares no Japão acenderam uma luz de alerta no mundo, pois os vazamentos e as explosões na usina foram provocados pelo terremoto seguido por um tsunami, em 11 de março deste ano. Em decorrência desses acidentes, cidades inteiras foram esvaziadas e alimentos produzidos na região, proibidos para comercialização e venda. Paralelamente, adultos e crianças que vivem nas cidades perto da usina são monitorados para verificar o nível de contaminação. Até hoje, o Japão tenta retomar a normalidade. Dilma também reafirmou a necessidade de reforma do Conselho de Segurança da ONU que, segundo ela, dá legitimidade ao acúmulo de material atômico pelas grandes potências. O conselho é formado por 15 membros, dos quais apenas cinco são fixos e que tem relação direta com IAEA. "Temos, sim, de avançar na reforma do conselho, que tem sido baluarte da lógica do privilégio nuclear por mais de 65 anos", afirmou. "A posse desses arsenais por apenas algumas nações cria para elas direitos exclusivos, resquício de concepção assimétrica do mundo, formada no pós-guerra, que já deveríamos ter relegado ao passado", completou. Exemplo – A reunião de chefes de Estado sobre segurança nuclear foi o último compromisso oficial da presidente. A sua participação atendeu convite do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon. O Brasil é um exemplo nesta área, pois há mais de 20 anos assinou tratado para garantir apenas o desenvolvimento de tecnologias pacíficas. "É um acordo raro no mundo", ressaltou Dilma. "Que outros dois países dividem a responsabilidade sobre a pesquisa nuclear?" Ela estava se referindo ao acordo com a Argentina para superar temores que havia dos dois lados sobre uma eventual corrida para a preparação de armas atômicas na América do Sul. Para tanto, criaram a Abac – Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares. (Agências) Dilma Rousseff diz que o Brasil é um exemplo raro no mundo, ao dividir acordo de energia nuclear com a Argentina com fins pacíficos.
discursos que fez em Nova York, teve a oportunidade de deixar claro a posição da política externa brasileira. No discurso de abertura da assembleia, Dilma mencionou a proposta defendida pelo secretário-geral da ONU, o sulcoreano Ban Ki-Moon, de utilizar cada vez mais a chamada "diplomacia preventiva", como forma de resolver os conflitos mundiais. A defesa de Dilma se deu em contraposição às intervenções militares feitas em países em conflito, principalmente nos dois últimos anos, na chamada
"Primavera Árabe", um conjunto de manifestações realizadas com objetivo de questionar os regimes autoritários e centralizadores que ocorrem em diversos países do Oriente Médio e no Norte da África, desde 18 de dezembro do ano passado. Dilma também defendeu a participação dos países emergentes na busca de uma saída para a crise mundial e apoiou a entrada da Palestina na ONU, posição contrária à política norte-americana que já anunciou veto ao pleito dos palestinos e apesar da promessa feita
por Barack Obama. Dilma também defendeu a participação dos países emergentes na busca de uma saída para a crise mundial e apoiou a entrada da Palestina na ONU, posição contrária à política norte-americana, que já anunciou veto ao pleito dos palestinos, apesar de Barack Obama ter prometido a criação do estado palestino dentro de um ano, a contar da Assembleia Geral de 2010. Em relação a segurança nuclear, a presidente pediu o fim do que ela chamou de "privilégios" de alguns países de terem bombas atômicas. Dilma classificou de "ultrapassadas" as regras definidas durante a Guerra Fria que permitem que países, como os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e o Reino Unido, tenham arsenal bélico atômico. "É resquício de concepção do mundo formada no pósguerra que já deveria ser relegado ao passado", afirmou. E pediu que a ONU se envolva com o fim dos arsenais. (ABr)
Dilma se despede de Nova York e da plenária da ONU, da qual ficará a lembrança do discurso que fez na abertura.
Uma agenda ampla, de corredor bioceânico aos caças franceses
E
stá acertado para o ano que vem, a inauguração de um corredor bioceânico, que unirá os portos de Santos, no Brasil, aos de Arica e Iquique, no Chile. O acordo já está na agenda dos presidentes dos dois países, Dilma Rousseff e Sebastián Piñera, para quem o projeto permitirá a ampliação da integração entre o Chile, o Brasil e a Bolívia, com efeitos imediatos sobre as economias destes países. As informações repassadas pela Presidência do Chile dão conta que Dilma e Piñera se reuniram num dos intervalos da Assembleia Geral, em Nova York. De acordo com o comunicado chileno, Dilma se comprometeu a visitar Santiago, em janeiro de 2012. Os dois chefes de Estado conversaram também sobre os impactos da crise econômica internacional nos países sul-americanos. Piñera disse que está preocupado com esses efeitos, assim como com as consequências geradas pelo aquecimento global, o aumento de ações terroristas e o tráfico internacional de drogas.
Como a brasileira, o chileno também defendeu a reforma urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de instituições internacionais, entre as quais o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). "Há uma necessidade urgente de modernizar as organizações", assinalou Piñera. Com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ficou acertado um "esforço conjunto" para proteger a economia da América do Sul e do Caribe para evitar os impactos da crise internacional. A presidente também abriu a sua agenda para o presidente do Peru, Ollanta Humalla, com quem acertou aumentar o comércio bilateral. Para tanto, vão articular reduções de barreiras não tarifárias. Dilma também se encontrou com o primeiroministro britânico Davi Cameron. A conversa foi um futuro acordo para a troca de experiência dos Jogos Olímpicos. Com Nicolas Sarkozy, presidente da França, a compra dos caças para o Brasil. Dilma explicou que a licitação foi suspensa por falta de dinheiro. (ABr)
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Lula é o cara, é a cara do País. Letra de samba-enredo
olítica
Olha o Lula (e o PT) aí, gente! 'Estrela-guia' é tema de 10 letras que lutam pela preferência da Gaviões da Fiel
A
homenagem da Gaviões da Fiel ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no carnaval paulistano de 2012 será mais do que o encontro entre samba e política. Será também a oportunidade que o PT terá de se destacar em ano eleitoral. Chamado de "estrela guia", o ex-presidente é retratado nos 10 sambas-enredo que disputam a preferência da escola como o garoto predestinado do sertão nordestino que fez a "faculdade da vida" e se tornou líder da nação. Como a história do ex-presidente se liga intimamente à fundação do PT, o partido terá a chance de pegar carona na popularidade de Lula, transformando o sambódromo do Anhembi em verdadeiro palanque eleitoral. Oficialmente, a escola diz que pretende dissociar a imagem de Lula da "estrela" petista, mas sutilmente o partido ganhou espaço nas letras dos sambas-enredo. "Por justiça e liberdade lutou/Brilhou a estrela do trabalhador", enaltecem os versos de um dos sambas, em clara referência ao símbolo do PT. Segundo a Gaviões da Fiel, o vermelho que representa os partidos de esquerda não vai predominar – só aparecerá nas alegorias relacionadas à vida
Cidadão operário revolucionou/ A liberdade então raiou!/ Defendendo a bandeira do trabalhador. LETRA DE SAMBA-ENREDO
política de Lula. As letras do enredo intitulado Verás que o filho fiel não foge à luta – Lula o retrato de uma nação seguem a linha cronológica da vida do expresidente, de sua saída de Pernambuco no pau de arara à chegada ao Palácio do Planalto. Só foram classificadas as letras que seguiram a ordem imposta pela sinopse da agremiação. "Nasceu para vencer/Do escorpião à luz do poder.... A lição de vida, o exemplo a seguir: Cidadão operário revolucionou/A liberdade então raiou!/Defendendo a bandeira do trabalhador", diz uma das letras, que faz menção ao signo de Lula. "O astro rei.... Brilhando forte sobre as terras do sertão/Ilumina a mente de um menino/Bravo nordestino, guerreiro escorpião", diz outra letra. Diferentemente do desta-
que dado a Dona Lindu no filme Lula, o Filho do Brasil, as letras que homenageiam Lula citam apenas a "mãe coragem" e a "linda flor" que se tornou referência em sua vida. Para os sambistas, Lula é visto como o exemplo de líder criado pela escola da vida. "Na faculdade da vida/Um operário dos sonhos se formou/De mãos dadas com o trabalhador/A estrela de um partido então brilhou/Tanta censura/A bandeira da bravura tremulou", diz um samba em disputa. Com a farta trajetória política de Lula, as superações pessoais do personagem ficaram de lado. "E no ABC da vida um líder solta sua voz", retrata um verso. As viagens de Lula entre 1993 e 1994 pelo interior do País, as chamadas Caravanas da Cidadania, também não foram esquecidas: "Pelas caravanas viajou/Na barca da cidadania/Nos anseios do povo se encontrou", cita uma estrofe "Eu vi brilhar a minha estrela/Na democracia um i d e a l / Vi a j e i p o r t o d o o País/Fazendo o povo mais feliz", descreve outra. O ponto alto das letras é a primeira eleição de Lula em 2002, quando a campanha tucana usou o depoimento da atriz Regina Duarte, que dizia temer a eleição dele. "E assim... A esperança vence o medo/O
povo alcança a vitória/Marcando o meu nome na história", descreve uma das letras. "Feliz, a nossa gente está mais feliz/ Esperança vence o medo do Oiapoque ao Chuí" celebra outro samba. "Companheiro fiel... Por liberdade/Na corrente do bem... Contra a maldade!/Elo forte da democracia/A luz da nossa estrela guia", ressalta outro refrão. Num dos sambas, a virada de quem perdeu três eleições seguidas é comparada ao xadrez. "No jogo da democracia de peão foi rei!/ Deu xequemate com sabedoria/Estrela
guia em que eu me inspirei". A história do garoto analfabeto que "sacudiu o Planalto" ganha nos sambas um final feliz, no qual o protagonista promove a revolução da "fartura, moradia e educação" e sai consagrado "nos braços do povo". "Nunca antes neste País/Eu vi o povo tão feliz", diz uma delas, em menção ao bordão do ex-presidente, que é definido em um dos sambas como "um ser de luz que encanta o mundo inteiro" – entre eles o presidente dos Estados Unidos Barack Obama: "Lula é o cara, é a cara do País".
Foram inscritos 16 sambas, sendo que só três ou quatro devem chegar à final, em 7 de outubro. Terão direito a voto: diretores da bateria, componentes da comissão de harmonia, diretoria da escola, comissão de carnaval e homenageado. Se der empate, o presidente da agremiação dará seu voto. A Gaviões prevê gastos de até R$ 3 milhões. A escola já conta com recursos da Prefeitura de São Paulo, dos direitos de transmissão de TV, da Liga das Escolas de Samba e da venda de fantasias. E declara que procura patrocinadores. (AE)
Tecnobregas e sertanejos dividem o Pará Campanha a favor e contra divisão usa os dois ritmos
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campanha das duas frentes contra a divisão do Pará recorre ao tecnobrega – o ritmo típico do estado – para se contrapor ao jingle sertanejo criado pelo marqueteiro baiano Duda Mendonça na campanha do "sim". Com o lema "não e não", a letra contra a divisão é assinada pelo paraense Edilson Moreno, compositor de músicas gravadas pela banda Calypso. O jingle repete o número 55, para que o eleitor paraense aperte esse número nas urnas em dezembro, se for contrário à criação de mais dois estados dento do atual território – Carajás (atual
sul e sudeste) e Tapajós (que fica na região oeste). Segundo Moreno, o tecnobrega é "a cara do Pará", enquanto o sertanejo adotado por Duda Mendonça é "música lá de fora" – sem identidade com o estado. O plebiscito tem quatro frentes – contra e a favor a cada um dos possíveis novos estados –, que foram autorizadas pela Justiça Eleitoral a começar a campanha nas ruas na semana passada. Na prática, os grupos do "sim" atuam integrados, assim como as frentes do "não". A votação será em 11 de dezembro. Mesmo se o "sim" ganhar, a divisão só ocorrerá se aprovada na Câmara e no Senado. (Folhapress)
Celso Junior/AE 03.08.07
Duda Mendonça criou o ritmo sertanejo acusado de ser 'lá de fora'.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
7 É difícil alguém achar que R$ 32 por mês possam estimular uma pessoa a ter filho. É R$ 1 por dia. Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social.
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DEM quer 10% das receitas na Saúde Legenda argumenta que essa proposta do então senador acreano Tião Viana foi aprovada por unanimidade no Senado e quer resgatar a sugestão do petista Sérgio Lima/Folhapress
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Agripino: "Vamos insistir para que seja retomado o que foi votado no Senado há três ou quatro anos".
Senado debaterá verba do Fundeb
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volta da permissão de usar na Saúde recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) deverá ser um dos principais desafios da base governista, no Senado, durante a apreciação do projeto de lei que regulamenta a Emenda à Constituição 29, aprovada anteontem na Câmara. Pedido – O líder do governo, Romero Jucá (PMDBRR), disse ontem que o tema será debatido com todos os partidos e destacou que exis-
te um pedido do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para que o Fundeb volte a ser incluído como gasto em saúde pública. Jucá acrescentou que esse assunto terá que ser analisado "com atenção'', uma vez que os senadores não poderão acrescentar qualquer texto ao projeto, por ser a Casa revisora. A matéria original, de autoria do então senador Tião Viana (PT-AC) foi aprovada em 2008 no Senado e totalmente alterada na Câmara.
O líder do PT, Humberto Costa (PE), disse que os senadores terão o desafio de encontrar as fontes de financiamento para o SUS (Sistema Único de Saúde). Entre as possibilidades, ele admitiu estar a supressão do destaque, incluído pelo DEM, que retirou o Fundeb dos gastos com saúde pelos governos estaduais. Ele defende a criação de um projeto de lei complementar que estabeleça porcentuais de contribuição para o tributo. (Folhapress)
Alan Marques/Folhapress - 23.08.11
Corrupção e má gestão explicam falta de recursos, diz OAB.
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Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) elogiou ontem a decisão da Câmara de rejeitar um novo imposto para a saúde. De acordo com a entidade, o grande problema na área hoje, efetivamente, é a corrupção e a má gestão. "A partir do momento em que tivermos uma gestão profissional e que efetivamente privilegie a cidadania, os princípios constitucionais da moralidade, da eficiência, da economicidade, certamente não teremos problemas", afirmou Ophir Cavalcante, presidente nacional. A OAB defende "uma fiscalização mais rigorosa", além de normas e critérios restritivos para evitar que dinheiro da saúde saia pelo "ralo" da cor-
rupção. "O nível de desvio em termos de destinação às pequenas prefeituras de recursos para saúde, é algo que não tem como aferir", disse Ophir. "Se houver uma fiscalização e punição, isso tende a diminuir ou a acabar", acrescentou. Por isso, Cavalcante considerou positiva a derrubada do projeto que criava novo imposto nos moldes da extinta
CPMF. "A decisão atende o anseio da sociedade, no sentido de que a conta que lhe é imposta há tempos em termos de contribuições, impostos e taxas, é excessiva e mais que suficiente para manter a máquina pública, além de propiciar maior investimento na saúde, segurança, educação, de forma a diminuir as desigualdades sociais." (Folhapress)
Tereza Campello argumenta que valor pago por mais crianças não muda nada
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Elza Fiúza/ABr
O texto aprovado pela Câmara não traz um porcentual de gastos para o governo federal, mantendo a regra atual que leva em conta o aplicado no ano anterior corrigido pela variação do PIB no ano anterior. O projeto cria ainda a Contribuição Social para a Saúde (CSS), tributo nos mesmos moldes da extinta CPMF, mas o destaque que foi aprovado na quarta-feira na Câmara retirou a base de cálculo da CSS, inviabilizando, assim, a sua cobrança. Origem – O projeto de regulamentação da Emenda 29, que define os gastos mínimos com a Saúde nos três níveis de governo, teve origem no Senado. Em seguida, o texto foi encaminhado à Câmara, que em 2008 aprovou um texto-base, com alterações.
A votação foi concluída na quarta-feira com a aprovação de um destaque do DEM que acaba com a base de cálculo da CSS (Contribuição Social para a Saúde). Na prática, o destaque impede a criação do novo imposto para financiar a área. A Emenda 29 foi aprovada em 2000 e determinou que Estados e municípios devem aplicar, respectivamente, 12% e 15% dos seus recursos na saúde. A regra para a União é a de destinar ao setor o valor empenhado no Orçamento anterior, mas acrescido da variação nominal do PIB (Produto Interno Bruto). Originalmente, a matéria previa que a União gastasse 10% de sua receita bruta com investimentos na Saúde. É este o projeto que será defendido pelo DEM. (Agências)
Para o governo, é 'inexequível' Planalto trabalhará na aprovação do texto que passou na Câmara, diz Jucá
O
líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse ontem que o governo vai buscar a aprovação do texto do projeto que regulamenta os gastos na saúde aprovado pela Câmara dos Deputados. Com a votação concluída na Câmara, o projeto de regulamentação da Emenda Constitucional número 29, que define gastos mínimos com a saúde pelos três níveis de governo, será analisado por, pelo menos, três comissões do Senado, antes de ir a plenário: CCJ (Constituição e Justiça), CAE (Assuntos Econômicos) e CAS (Assuntos Sociais). Jucá descarta a possibilidade de o Senado resgatar a proposta original do ex-senador Tião Viana (PT-AC), hoje governador do Acre, que destinava no mínimo 10% da receita bruta da União para os serviços públicos de saúde, ideia defendida pelo DEM.
"A proposta é inexequível. O projeto vincula receita, mas não traz a fonte de recursos. A oposição insiste só para ter o embate político", disse Jucá. O líder do governo no Senado também descartou a tentativa de se criar um novo imposto para financiar a saúde. Isso só seria possível por meio de outro projeto, já que a Câmara
derrubou a base de cálculo para a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde) na regulamentação da emenda 29. "O governo está em outra linha, de desoneração, diminuir a carga tributária, melhorar a gestão. Não vai propor imposto agora, num momento de gerar empregos e manter o crescimento". (Folhapress)
Beto Barata/AE
Jucá: "O projeto vincula receita, mas não traz a fonte de recursos".
Renan será o relator da prorrogação da DRU
Ophir Cavalcanti defende fiscalização e punição mais rigorosas.
Ministra nega estímulo ao aumento no número de filhos ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse ontem que a ampliação de três para cinco crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família não é estímulo para que os casais tenham mais filhos. "Não conheço nenhum especialista ou conhecedor do assunto que acredite que a ampliação de um benefício de R$ 32 vá levar à ampliação da taxa de natalidade", rebateu. "Pelo contrário, há oito anos, o Bolsa Família tem repassado recursos com a parcela variável, atingindo crianças, e o que tivemos foi a redução da taxa de natalidade, inclusive na população pobre e extremamente pobre'', destacou. A ministra lembrou também que, dos 16 milhões de brasileiros que se encontram em situação de extrema pobreza, 40% são menores de 14 anos.
DEM anunciou ontem que vai trabalhar pela retomada do texto original do Senado sobre a regulamentação da emenda 29, aprovada anteontem na Câmara. O texto que será defendido pelo DEM impõe à União a obrigatoriedade de direcionar 10% de suas receitas para a área da Saúde. "Vamos insistir para que seja retomado o que foi votado no Senado há três ou quatro anos. Vamos defender os 10% da União", anunciou José Agripino (RN), presidente da legenda. Ele destacou que a proposta de fixar um porcentual para a União é do atual governador do Acre, o petista Tião Viana, e foi aprovada por unanimidade na Casa e que a oposição vai trabalhar para retomá-la.
Se isso não acontecer até dezembro, ela será extinta. Prejuízo: R$ 14 bi em 2012.
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prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao governo movimentar livremente 20% das receitas da União no Orçamento, está nas mãos do PMDB no Senado. O líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), foi nomeado relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A escolha do relator coube ao presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). Apresentada em 31 de agosto, a proposta de emenda constitucional (PEC) que prorroga a vigência da DRU até 2015 esperou 21 dias até que Eunício designasse o relator. A PEC foi apresentada no Senado pelo lí-
der governista, Romero Jucá (PMDB-RR). A PEC de Jucá tramita, paralelamente, à proposta apresentada pelo Executivo na Câmara no início de agosto. O protocolo de uma segunda "PEC da DRU" no Senado foi uma estratégia encomendada pelo Planalto para acelerar a tramitação da matéria e tentar garantir sua aprovação no Congresso até dezembro. Se a DRU não for prorrogada até lá, será extinta, gerando um prejuízo de R$ 14 bilhões ao governo em 2012. A prorrogação da DRU é considerada prioritária pelo Planalto como ferramenta indispensável ao equilíbrio fiscal. A avaliação no governo é
de que a PEC do Executivo foi enviada pela Casa Civil ao Congresso com muito atraso e pode não haver tempo hábil para aprovação da matéria. Em 2007, a prorrogação da DRU foi enviada ao Congresso em março e aprovada pelo Senado em cima da hora, somente em dezembro. Na Câmara, a PEC da DRU levou quase dois meses até ser aprovada, na última terça-feira. Agora terá de ser analisada por uma comissão especial antes de seguir ao plenário, para apreciação em dois turnos. Para acelerar o trâmite, líderes cobrarão do governo a liberação de recursos orçamentários para obras indicadas pelos parlamentares. (AE)
STJ condena 15 envolvidos por fraude no caso Banestado São dirigentes e assessores da instituição financeira. As penas são de 4 e 5 anos.
O Tereza Campello: "Crianças e adolescentes têm que ser protegidos".
"Crianças e adolescentes não devem trabalhar, não podem trabalhar, devem estar na escola e têm que ser protegidos. Qual a melhor forma de o Estado proteger essas crianças? Garantindo que elas tenham recursos para poder se alimentar bem, ter um bom desempenho nas escolas", ressal-
tou, ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, ministro, produzido pelao governo. "É difícil alguém achar que R$ 32 por mês possam estimular uma pessoa a ter filho", disse. "É R$ 1 por dia, praticamente. Não dá pra sustentar o leite dessa criança". (Folhapress)
Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou condenação criminal, por gestão fraudulenta e evasão de divisas, de 15 envolvidos no caso Banestado – são dirigentes e assessores do antigo Banco Estado do Paraná. A decisão, proferida no dia 13, é da 5ª turma de ministros do STJ, que manteve penas que variam de cinco anos e dez meses a quatro anos e um mês de reclusão – originalmente mais elevadas do que sentença de 2004, do juiz Sérgio Fernando
Moro, da 2ª Vara Criminal Federal, em Curitiba. Moro, especialista em ações sobre crimes financeiros, autorizou toda a investigação que levou à descoberta do rombo no Banestado. A Polícia Federal calcula que US$ 24 bilhões foram enviados para fora do País por meio de contas de residentes no exterior (contas CC5), no período de abril de 1996 e janeiro de 2000. Daquele total, US$ 5,68 bilhões teriam sido remetidos ao exterior através de contas CC5
mantidas no Banestado "por meios fraudulentos". A investigação revelou que R$ 2,44 bilhões foram depositados, entre 1996 e 1997, em contas CC5, com posterior envio ao exterior, através de 91 contas correntes comuns, "abertas em nome de pessoas sem capacidade econômica, os laranjas". A maioria das contas laranjas foi aberta em agências do Banestado em Foz do Iguaçu (PR). Moro concluiu que "a fraude era conhecida por gerentes e diretores". (AE)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Nunca mais a tortura e violência vão fazer parte da política brasileira. Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos.
olítica
Comissão da Verdade é decidida no banheiro Seis homens e uma mulher aprovam iniciativa no recinto mais privado da Casa
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m local inusitado, o banheiro, serviu de cenário para os momentos mais decisivos na negociação que possibilitou a aprovação da Comissão da Verdade no plenário da Câmara na noite de quarta-feira. Com o aumento da tensão entre governo e oposição pondo em risco a tentativa de acordo, os principais interlocutores foram parar no recinto mais privado da Casa. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a ministra dos Direitos Humanos, Maria
Foi uma noite inusitada. Foi a busca por um espaço (o banheiro) para conversar sem que todos ouvissem. Uma busca de privacidade.
do Rosário, recorreram à privacidade do banheiro do gabinete do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) para telefonar para a presidente Dilma Rousseff, em Nova York, e ouvir, como resposta, a desaprovação dos termos negociados por seus representantes, no momento, com a oposição. Como os líderes Antonio Carlos Magalhães Neto (DEMBA) e Duarte Nogueira (PSDBSP) já davam como encerrada a tentativa de acordo, novamente os negociadores recorreram ao reservado do banheiro. Para salvar a votação ainda naquela noite, Marco Maia engrossou a população do local. E não foi sozinho. Levou os dois líderes de oposição para a reunião com os ministros. Na área mínima do toalete – 1,5 m x 2,6 m – apertavam-se Cardozo, Rosário, Maia, José Genoino (assessor do Ministério da Defesa), o líder do governo, Candido Vaccarezza
Wilson Dias/ABr
MARCO MAIA
(PT-SP), e os líderes ACM Neto e Duarte Nogueira. O acordo saiu e o projeto foi aprovado ali mesmo. "Foi uma noite inusitada. Foi a busca por um espaço (o banheiro) para se fazer uma conversa sem que todos ouvissem. Uma busca de privacidade", justificou o presidente da Câmara. Antes, porém, uma reunião preliminar ocorreu em outro banheiro, o do gabinete da liderança do DEM. Os líderes ACM Neto, Duarte Nogueira, e o da minoria, Paulo AbiAckel (PSDB-MG), se reuniram com Marco Maia para apresentar o texto que a oposição concordava em votar. "As duas salas da liderança estavam tomadas por deputados", disse o anfitrião, ACM Neto. O banheiro já foi local de curtos encontros em gabinetes do presidente da Câmara e de líderes partidários, quando se requer uma resposta rápida com privacidade dos interlocutores e as salas estão ocupadas por parlamentares. Para evitar essa situação, na liderança do PMDB há uma salinha, na proporção do banheiro de Marco Maia, para as conversas reservadas do líder. O grande problema discutido, no banheiro, foi a imposição de restrições para a indicação de integrantes da Comissão da Verdade, criada para apurar violações de direitos humanos cometidas entre
1946 e 1988. No final, a oposição conseguiu emplacar no texto a proibição de indicação de quem não tiver "imparcialidade" para analisar o tema. A Comissão será formada por um grupo que investigará e fará a narrativa oficial de violações aos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988. A apuração envolverá mortes e torturas praticadas pelo Estado no regime militar. A comissão funcionará por 2 anos e seus 7 membros serão escolha de Dilma. No final, o grupo vai elaborar um relatório em que detalhará as circunstâncias das violações apuradas. No Senado, onde a relatoria deve ficar com o ex-guerrilheiro da ALN (Ação Libertadora Nacional), o senador Aloysio Nunes (PSDB), as negociações
Entidade diz que está à disposição para ajudar a esclarecer o passado
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CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pretende participar dos trabalhos da Comissão da Verdade se for chamada, informou ontem dom Leonardo Steiner, secretário-geral da entidade. "A CNBB não está reivindicando, mas, se for convocada para elucidar o passado, o fará". Para dom Leonardo, a garantia de um futuro melhor es-
Chefe do GSI apresenta os números dos arquivos oficiais do governo em resposta ao pedido de Collor
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da Comissão de Relações Exteriores, Fernando Collor (PTB-AL), sobre esse tipo de documento. No texto, o general José Elito informou que sua pasta – responsável pelo assessoramento da presidente Dilma Rousseff em assuntos militares e de segurança – produz, em média, "2.850 documentos sigilosos e 1.860 ostensivos" por ano. Na relação apresentada à
Eduardo Martins/A Tarde/AE
General Elito informa que sua pasta produz, em média, "2.850 documentos sigilosos outros 1.860 ostensivos" por ano.
comissão, o GSI aponta que possui apenas dois documentos ultrassecretos (maior grau de sigilo), 4.116 secretos, 56.644 confidenciais e 8.344 reservados. Ou seja, o número total soma 69.106 documentos sigilosos. Pela lei em vigor, esses documentos podem ficar eternamente em sigilo. O Congresso discute um projeto que regulamenta o acesso a essas informações e dispõe de como esses dados serão divulgados no futuro. Pelo projeto já aprovado na Câmara, nenhum documento poderia ser mantido em segredo por mais de 50 anos. A proposta está em discussão no Senado desde maio e tem colocado Collor e parte da base governista, especialmente o PT, em lados opostos. O presidente da Comissão de Relações Exteriores tem reclamado da pressa dos petistas para colocar o texto em votação. Collor já se posicionou contra o fim do sigilo eterno. Na reunião de ontem da comissão, o ex-presidente fez duras críticas ao requerimento encaminhado pelo GSI e chegou a articular a apresentação de um novo pedido de informações ao ministro, o que suspenderia mais uma vez a tramitação da
portante (...) Eu acredito que não se trata de uma questão de pressão, mas de bom diálogo, que já está sendo construído". Processo de investigação – Segundo ela, a intenção do governo é começar os trabalhos da comissão no começo de 2012. "A base de trabalho são os relatórios que estão preparados pela Comissão de Mortos de Desaparecidos, que já funciona desde 2006 na Secretaria de Direitos Humanos. Temos já muitas informações". Maria do Rosário agradeceu o apoio dado por entidades – como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – e artistas que se manifestaram a favor da comissão: "As Forças Armadas são parte do Estado democrático de direito. Elas prezam a Constituição". (Agências)
Se convocada, CNBB participa
Dos 69 mil documentos sigilosos, só dois são ultrassecretos sarquivos do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República guardam mais de 69 mil documentos sigilosos, sendo que dois deles são ultrassecretos. O número foi revelado pelo ministro do GSI José Elito Siqueira ao Senado, em resposta ao requerimento com pedidos de informações apresentado pelo presidente
já estão adiantadas. Vitória – De acordo com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, a aprovação do projeto que cria a Comissão da Verdade pela Câmara dos Deputados é uma "vitória da democracia". "Eu estou comemorando. É uma vitória da democracia brasileira. A compreensão que a Câmara teve, com a aprovação praticamente unânime, mostra um fortalecimento de que nunca mais a tortura e violência vão fazer parte da política brasileira", afirmou a ministra o portal G1. De acordo com Maria do Rosário, o governo se empenha em fortelecer o diálogo no Senado para que o projeto seja aprovado logo: "Temos ainda o Senado, que é uma etapa im-
proposta. Apesar de ter conquistado o apoio de vários senadores para reiterar o pedido de informações durante a reunião, Collor ainda não decidiu se fará. Ele considerou as respostas do GSI insuficientes, mas destacou que o texto é positivo porque o ministro afirma que participou do processo de discussão da proposta original (que permitia o sigilo eterno) e que a proposta traz "dispositivos aptos a salvaguardar os documentos cuja divulgação possa trazer prejuízos o país". Collor disse que o requerimento foi respondido "sem maior interesse de esclarecer ou detalhar o solicitado". Ele afirmou que foi enganado pelo governo que prometeu discutir a proposta sem pressa e, ao mesmo tempo, mobilizou a base para aprovar que o projeto tramitasse em regime de urgência. E completou: "Quer dizer que a Câmara pode discutir por vários anos e o Senado tem que receber esse enlatado e engoli-lo? Não". O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o texto deve ser submetido ao plenário do Senado no prazo de duas semanas. (Folhapress)
tá em "não termos medo ou receio de olhar para o passado". Reunidos esta semana, os bispos do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB aprovaram uma nota em que apoiam o movimento popular que tomou a Esplanada dos Ministérios no 7 de setembro. Paralelamente ao desfile militar, em que estavam a presidente Dilma Rousseff e vários ministros, milhares de pessoas
carregaram faixas para protestar contra a corrupção. Na nota, os bispos manifestam solidariedade aos protestos "contra a corrupção e a impunidade, que corroem as instituições do Estado brasileiro". Dom Leonardo voltou a defender a concretização de uma reforma política de peso como forma de eliminar "essa sensação de corrupção e de impunidade". (Folhapress)
DEM vai ao STF contra alta de taxa para carros importados
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DEM entrou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o decreto da presidente Dilma Rousseff, que aumentou em até 30 pontos percentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado sobre carros importados. O partido pede que o STF dê liminar e suspenda cobrança. O principal argumento é o de que o decreto não respeitou um período de adaptação das empresas. Segundo o presidente do partido, senador José Agripino (RN), deveria ter sido dado prazo de 90 dias antes de a nova alíquota entrar em vigor. Esses noventa dias estão previstos na Constituição para a cobrança de tributos. "É flagrante a agressão à Constituição", disse o presidente do DEM. O partido destaca ainda que a medida vai provocar aumento do custo dos veículos para o consumidor, além de também poder também reduzir a qualidade dos carros no mercado brasileiro. Segundo a medida, entre os requisitos estabelecidos, para se livrar do aumento do imposto, estão o investimento em tecnologia e o uso de 65% de componentes nacionais do Brasil e da Argentina.
Efeitos do decreto – As montadoras também terão de executar pelo menos seis das onze etapas de produção aqui no Brasil. E os veículos fora do Mercosul, automaticamente, passarão a pagar imposto maior. O DEM questiona os efeitos práticos desse decreto. Além de a medida prejudicar a concorrência e provocar um aumento no preço de carros nacionais e importados, há ainda o receio de que uma corrida por peças e componentes nacionais venha a inflacionar os preços dos veículos. "É um protecionismo com efeito colateral inconveniente. Os veículos importados estavam estabelecendo uma concorrência com o produto nacional, segurando e até promovendo a baixa do preço do produto nacional”, completou o presidente do DEM. O partido também irá questionar a possibilidade de que as montadoras estrangeiras entrem com arguição contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa do protecionismo à indústria nacional. A Adin protocolada ontem inclui pedido de medida cautelar para que os efeitos do decreto sejam suspensos imediatamente, até que o mérito do assunto seja efetivamente julgado. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
9 JAPÃO Pelo menos dez pessoas morreram e cinco estão desaparecidas, entre elas a brasileira Erika Inomata, de 34 anos, em decorrência da passagem do tufão Roke pela região central do país.
Divulgação/Reuters
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
nternacional
TRINTA MINUTOS DE FAMA Para os palestinos, a hora chegou.
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Stan Honda/AFP
Emmanuel Dunand/AFP
Em frente à ONU, protesto contra a repressão: o líder sírio, Bashar al-Assad (à esq.); Ahmadinejad (2º e 4º, da esq à dir.) e o aiatolá Ali Khamenei.
iplomatas tentaram ontem um acordo de última hora para evitar um pleito palestino de reconhecimento pleno à criação de um Estado da Palestina, mas as negociações não tiveram efeito. Autoridades palestinas confirmaram que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, vai formalmente apresentar o pedido hoje, às 12h35 (horário de Brasília), quando se reúne com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. O encontro entre Abbas e Ban foi confirmado ontem pelo enviado palestino junto à ONU, Riyad Mansour. Uma vez nas mãos do secretário-geral, o pedido vai ser encaminhado para o Conselho de Segurança (CS) da ONU – onde os EUA já disseram que vetarão a proposta. Mesmo com a promessa norte-americana, os palestinos pretendem levar o projeto adiante como vitória moral, para aumentar as pressões para ter seu Estado reconhecido. Para isso, os palestinos precisam do apoio de nove dos 15 membros do CS e já teriam certos os votos de seis países, entre eles, o Brasil. (Agências)
Um oásis na Líbia repleto de armas químicas Ahmadinejad (à dir.) sinaliza vitória na Assembleia Geral da ONU
Ciclista protesta diante de hotel onde Ahmadinejad está hospedado
Reuters
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or 30 minutos, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, conseguiu desviar as atenções dos diplomatas da ambição palestina de obter reconhecimento como Estado na Organização das Nações Unidas (ONU). Durante seu polêmico discurso na Assembleia Geral do organismo, Ahmadinejad atacou os Estados Unidos e o Ocidente, levando dezenas de delegados indignados a abandonarem o plenário. Ahmadinejad disse que os atentados ocorridos em 11 de setembro de 2001 contra os EUA, que deixaram quase 3 mil mortos, foram uma desculpa para irem à guerra no Oriente Médio, em busca do lucro e do poder. "Quem usou o misterioso incidente de 11 de Setembro como um pretexto para atacar o Iraque e o Afeganistão, matando, ferindo e exilando milhões de pessoas nos dois países, com o objetivo final de reforçar seu domínio sobre o Oriente Médio e suas reservas petrolíferas?", afirmou o mandatário. Ahmadinejad atacou os países europeus ao assinalar que "em alguns deles, e após seis décadas, ainda utilizam o Holocausto como desculpa para pagar aos sionistas". Ele ainda atacou os EUA por conta do histórico com a escravidão, os acusando de usar bombas nucleares contra "inocentes", e de apoiar ditaduras e regimes totalitários na América Latina, Ásia e África. Diplomatas de vários países, liderados por norte-americanos e franceses, se retiraram do plenário quando o presidente iraniano começou a discursar. Os franceses saíram quando Ahmadinejad abordou a questão do Holocausto e do genocídio dos judeus na 2ª Guerra Mundial, enquanto os norte-americanos se retiraram após ele ter falado sobre o 11 de Setembro. A Casa Branca minimizou os ataques verbais de Ahmadinejad e acusou o governo iraniano de oferecer um "tratamento vil" aos seus próprios cidadãos. Protesto - Em frente à sede da ONU, milhares de pessoas protestaram contra Ahmadinejad. A multidão, composta principalmente por iranianoamericanos, gritava "abaixo os ditadores, abaixo Ahmadinejad" e pedia a deposição do presidente, cuja reeleição, em 2009, foi marcada por suspeitas de fraude. (Agências)
Emmanuel Dunand/AFP
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ofusca a questão palestina na ONU ao atacar o Ocidente. Indignados, diplomatas abandonam o plenário.
IRÃ EM ALERTA
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nquanto o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusava o Ocidente na Assembleia Geral da ONU, um desfile militar em Teerã marcava ontem o 31º aniversário do início da guerra Irã-Iraque. Foram exibidos bombas e mísseis de longo alcance, capazes de alcançar Israel e outros países aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. Autoridades iranianas aproveitaram a ocasião para criticar a adesão da Turquia ao sistema de antimísseis da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o qual tem o objetivo declarado de conter uma possível agressão balística do Irã. Teerã alertou Ancara que a instalação dos radares aumentaria as tensões regionais. A previsão dos EUA é que o escudo esteja Bombas e mísseis são exibidos sob cartazes dos aiatolás durante parada militar funcionando até o final do ano. (Agências)
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orças rebeldes da Líbia anunciaram ontem ter encontrado estoques de armas químicas em um terreno militar situado em uma região desértica ao sul do país. A descoberta ocorreu perto de Sabha, um dos últimos redutos pró-regime capturado pelos rebeldes. Segundo relato dos insurgentes, que não pôde ser verificado, foram encontrados barris e sacolas com uma marca onde estava escrito "radioativo". Prisão - A Tunísia prendeu ontem o ex-primeiro-ministro da Líbia Al-Baghdadi al-Mahmoudi. Ele teria sido detido quando cruzava a fronteira com a Argélia. (Agências)
Eric Feferberg/AFP
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presidente da França, Nicolas Sarkozy (a cenando, à esq.), e o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, celebraram ontem o 120º aniversário de um dos maiores símbolos dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, monumento que representa a relação histórica entre os dois países. "Os franceses cruzaram o Oceano Atlântico para ajudar na Revolução Americana e na construção de um país livre", disse o líder francês durante cerimônia realizada no principal cartão-postal de Nova York. A estátua foi um presente oferecido pela França aos Estados Unidos, em 1886. Apesar da inauguração da estátua ter ocorrido no dia 28 de outubro, Bloomberg deci-
diu antecipar o evento para aproveitar a presença de Sarkozy nos EUA para a Assembleia Geral da ONU. "A estátua não é só um monumento, ela significa a primazia da liberdade sobre a ditadura. Os terroristas de 11 de Setembro atacaram Nova York, pois a cidade representa essa liberdade. A França sente como seus os quase 3 mil mortos no atentado", afirmou o presidente da França. Já o prefeito de Nova York afirmou que a estátua celebra a histórica e a duradoura amizade entre os dois países. "A França foi nossa aliada antes mesmo de sermos os EUA. O monumento foi forjado pelas revoluções francesa e norte-americana e serviu de inspiração para muitas outras." (EFE)
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meiras multas contra mulheres por vestir em público o niqab, um véu muçulmano que cobre toda a face, deixando aparecer somente os olhos. As mulheres disseram que pretendem apelar para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Hind Ahmas, mãe de três crianças, terá de pagar uma multa de 120 euros (US$ 164), enquanto Najate Nait Ali deverá pagar 80 euros (US$ 110). O tribunal, localizado na cidade de Meaux, no nordeste de Paris, não ordenou que elas fizessem um curso de cidadania, como havia solicitado o procurador. Essa foi a primeira sentença dada por uma corte por infração à proibição de uso do véu muçulmano integral desde que a lei entrou em vigor, em abril. "(Isso) viola as leis europeias. Para nós, a questão não é o valor da multa, mas o princípio. Não podemos aceitar que as mulheres sejam condenadas porque estão expressando livremente suas crenças religiosas", disse Ahmas (à dir.) a
mentos necessários para trazer essa questão ao Tribunal Europeu e obter o cancelamento dessa lei, que é de qualquer forma uma lei ilegal", afirmou Ahmas. As duas mulheres foram à prefeitura de Meaux em maio, vestidas com o niqab, para oferecer um bolo de aniversário ao prefeito Jean-François Cope, chefe do partido conservador UMP, do presidente Nicolas Sarkozy, e que ajudou a aprovar a proibição ao véu integral no Parlamento. A lei foi criticada por muçulmanos no exterior por infringir as liberdades religiosas, mas foi pouco confrontada na França, um país estritamente secular onde menos de 2 mil mulheres, de uma comunidade de 5 milhões de muçulmanos, usam o véu integral. Sarkozy foi acusado de estigmatizar o Islã para ganhar votos nas eleições do ano que vem. (Agências)
Charles Platiau/Reuters
Senhora Liberdade Contra a intolerância m tribunal da França jornalistas fora do tribunal. celebra 120 anos "Enviaremos os requeriimpôs ontem as pri-
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MATA ATLÂNTICA A cidade de São Paulo preserva várias árvores nativas da Mata Atlântica, que no passado cobria toda a região onde hoje está a metrópole.
idades
A primavera começa oficialmente hoje. Apesar da carência de árvores e jardins para a população, a Capital ainda preserva algumas espécies históricas nas ruas e parques.
Fotos: Paulo Pampolin/Hype
Árvores da Mata Atlântica resistem na selva de pedra
Marcos Gomes
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mbora tenha menos árvores do que deveria e uma longa história de destruição de espécies nativas e introdução das exóticas, São Paulo ainda tem motivos de comemoração na primavera, que começa hoje. Espalhadas pela Capital existem ainda muitos exemplares remanescentes da Mata Atlântica original que têm sobrevivido heroicamente e até viraram marcos da cidade. Nesse sentido, o ambientalista Ricardo Cardim, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e que mantém o site w w w. a r v o r e s d e s a o p a ulo.com.br, vai nos guiar por uma visita ao Centro, em busca de árvores centenárias que evocam outros tempos da Capital. A primeira parada é no Largo do Arouche, onde se ergue um magnífico exemplar de chichá (Sterculia chicha) com 30 metros de altura, sólido e elegante, apesar dos 130 anos de idade. "Este chichá é uma árvore imponente, que pode chegar a 30 metros de altura, com raízes em forma de tábua, as chamadas sapopembas, que deram nome até a um bairro da cidade", informa o botânico Cardim. "Os índios batiam nelas para obter sons parecidos com os tambores e os usavam para se comunicar." No entanto, quem quiser sentir, mesmo que vagamente, a sensação de caminhar por um bosque da Mata Atlântica, deve procurar o agrupamento de árvores que se ergue atrás da Biblioteca Mário de Andrade, na Praça Dom José Gaspar. O personagem que deu o nome ao local foi o arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar de Afonseca e Silva (1901-1943). Não estranhem sua curta existência, pois ele morreu em um desastre aéreo no Rio de Janeiro, o mesmo que levou o jornalista Cásper Líbero. As árvores dali são tidas equivocadamente como reminiscência do "jardim da chácara do bispo". Na verdade, deram sombra à propriedade do Barão de Souza Queiroz - Francisco Antonio de Souza Queiroz (1806-1891) - que foi presidente da província de São Paulo. Flechas – Cardim esclarece que, além do registro histórico, o pequeno bosque é uma expressiva coleção botânica. "Lá é possível encontrar árvores muito antigas, como o araribá, cuja madeira os índios usavam para fazer flechas", lembra. Próximo dali, junto à Rua da Consolação com a Avenida São
Ao lado, exemplares da espécie chichá plantadas no Largo do Arouche, no Centro da cidade. Árvore centenária pode chegar a 30 metros de altura.
Árvores plantadas pelo escritor Mário de Andrade em frente à Biblioteca Municipal: valorização da natureza
Figueira nativa da Mata Atlântica na Ladeira da Memória: árvore foi acorrentada para evitar que caísse
Luis, há outro grupo de árvores que merece ser homenageado pela história que tem atrás de si, embora mais recente. São igualmente da Mata Atlântica e foram plantadas pelo escritor Mário de Andrade (1893-1945), então secretário da Cultura. Como tudo em sua vida, o plantio também foi um ato de preservar nossa cultura, algo previsível em quem saiu pelo interior do País, então bem mais largado do que hoje, andando até em lombo de burro para gravar manifestações folclóricas com aqueles imensos equipamentos desajeitados. Moderna – "O plantio foi a antecipação de uma visão moderna. Já nos anos 1930 ele (Mário de Andrade) se preocupava com a restauração das matas originais na cidade", explica o botânico. Essas árvores estão à esquerda de quem olha a biblioteca de
frente. Cardim chama a atenção para outra árvore impressionante que se ergue na mesma esquina. É uma paineira que ele calcula ter mais de 100 anos. "Aparece nas fotografias dos anos 1940," diz. O Largo da Memória ou Largo do Piques, como foi batizado antigamente, também merece uma visita, pois abriga uma portentosa figueira nativa da Mata Atlântica (Ficus organensis Miguel). Correntes – Recentemente, ela provocou polêmica nos jornais pois estava literalmente acorrentada à balaustrada do lugar - uma providência equivocada para prevenir possível queda. Ricardo Cardim adverte que a figueira, nativa em nosso País, não deve ser confundida com árvores importadas que podem ser vistas, por exemplo, na Avenida Sumaré. Cardim, sempre que é possí-
vel, gosta de celebrar a importância da Mata Atlântica para nós. E não apenas do ponto de vista ambiental. Destaca que as árvores remanescentes referidas pertenciam a uma floresta que cobria a Capital e lhe deu a madeira para construí-la e depois para alimentar as fornalhas – inclusive das locomotivas – que impulsionaram o progresso paulistano. A ignorância da época não permitiu que fosse reposta e, mesmo quando houve iniciativa nesse sentido, foram buscadas árvores lá fora. Há um curioso registro de 1910 no qual um viajante francês elogiava os plátanos canadenses, os carvalhos europeus e os lilases japoneses introduzidos na cidade. Ipês – Ainda hoje são vistas como espécies nativas como ocorre, aliás, com as tipuanas da Bolívia, os jacarandás-mimosos da Argentina e as patas-de-va-
Raízes de seringueira na esquina da avenida São Luis com a Rua da Consolação: espécies nativas da Mata Atlântica resistem em meio à poluição.
cas trazidas do Oriente. Só nos tempos atuais é que as produções de mudas para a arborização urbana estão sendo diversificadas, incluindo espécies nativas da região, como os ipês. Portanto, nem tudo está perdido. O consultor e engenheiro florestal Luiz Rodolfo Keller, que trabalha na Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, alinhava sinais positivos de
conscientização como a preservação da extraordinária figueira do Restaurante Rubayat, nos Jardins; dos paus-ferro e sapucaias protegidas no Parque Trianon e o jequitibá que, antes de ser posto abaixo, alterou o traçado da Nova Faria Lima. "Por falar em jequitibás, são os gigantes da Mata Atlântica. Podem viver vários séculos e atingem alturas incríveis".
No dia sem carros, congestionamento recorde
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Werther Santana/AE
ão Paulo teve ontem mu i t o e n g a r ra famento e desrespeito às iniciativas propostas pelo poder público, quando foi comemorado o Dia Mundial Sem Carros. Às 19h, havia 123 quilômetros de lentidão na cidade, número que chega na média máxima no ranking de engarrafamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Com sinalização tímida e sem orientação dos marronzinhos, as faixas exclusivas para a carona solidária em nove Kassab vai trabalhar de metrô pela primeira vez na vida: novidade
avenidas movimentadas da cidade não foram respeitadas. "Juro que nem tinha visto", disse o empresário Ananias Gonçalves, 55 anos, à tarde, sozinho em seu carro na faixa exclusiva na ponte da avenida Luiz Dumont Villares. A ciclofaixa entre a estação Butantã do metrô e a Cidade Universitária foi inaugurada ontem, mas não recebeu quase nenhum ciclista e já apresentava buracos. Johnny Araújo, 25, usuário do espaço, acredita que os estudantes e funcionários da USP têm mais
motivos para adotar a bicicleta. "É o começo. Isso aqui sempre foi um reivindicação e a galera vai acabar abraçando. Junto com o metrô, foi a melhor coisa que aconteceu para a USP ultimamente", afirmou Araújo. Já a ampliação da faixa exclusiva de ônibus na Radial Leste estreou com desrespeito por parte de motoristas, motociclistas e até ciclistas em alguns trechos, durante o horário de pico. Logo no início, próximo à avenida Aricanduva, na zona leste, houve 20 invasões à faixa em cerca de
dez minutos, por volta das 7h. A faixa seguia até a rua da Figueira, na região central, com exceções nos viadutos Pires do Rio e Alcântara Machado, em ambos os sentidos. Kassab – Ontem, pela primeira vez, o prefeito Gilberto Kassab dispensou carro e helicóptero e foi trabalhar de metrô, levando apenas 20 minutos nesse trajeto. "É a primeira vez na minha vida, eu que nasci em São Paulo e sempre morei em Pinheiros, que vou trabalhar de metrô", disse o prefeito. (Folhapress)
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Só sabemos, por enquanto, que não gostava da professora. Mas isso não é motivo para levar uma arma para escola e atirar em alguém. Moacir Rodrigues, secretário de Segurança de São Caetano
idades
Criança de 10 anos atira em professora e se mata na escola
o dia tan é e g a Tra o C Sã m e
Na escola pública mais conceituada de São Caetano do Sul, aluno atirou na professora com a arma do pai, um guarda civil. Depois, com dois tiros, se suicidou.
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Colégio foi campeão no Enem 2010
Fotos de Adriano Lima/Fotoarena/Folhapress
m menino de 10 anos, estudioso, c a l m o , s e m n enhum registro de violência ou bullying, estudante de uma escola pública modelo do ABC paulista, levou ontem a arma do pai - um agente da Guarda Civil, com 14 anos de corporação - para a escola e, no meio da tarde, levantou-se da carteira e atirou na professora pelas costas. Na sequência, saiu da sala e se suicidou com dois tiros na cabeça. Os motivos que levaram ao crime ainda estão sendo investigados. Os disparos da arma foram ouvidos na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, logo após um dos intervalos do turno da tarde, às 16h50. Os estudantes de algumas turmas ainda se dirigiam para as salas quando David Mota Nogueira, de 10 anos, aluno do 4.º ano C, se levantou, sem nenhum aviso, e apontou a arma para a professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, que estava de costas naquela hora. Em seguida, atirou. Para desespero dos 24 colegas de sala, saiu na sequência e deu dois tiros na cabeça. A professora levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, na altura do quadril, e sofreu uma fratura na patela direita. Levada ao Hospital das Clínicas, na zona oeste da Capital, seu estado de saúde era moderado e ela passaria ontem por uma tomografia para verificar se havia necessidade de retirar a bala. O menino foi levado para o Hospital Albert Sabin, onde morreu após sofrer duas paradas cardiorrespiratórias.
A A professora Rosileide Queiros de Oliveira levou um tiro na sala de aula
Depois dos disparos, os alunos deixaram a escola, muitos em pânico Ernesto Rodrigues/AE
Aluno de 10 anos era filho de um agente da Guarda Civil da cidade
Durante a correria para fugir da escola municipal, a maior parte dos alunas chorava e gritava bastante, enquanto alguns dos meninos ajudavam a tirar as colegas com rapidez do local. Uma outra aluna, de 12 anos, do 7º ano do ensino fundamental, disse que conhece a família de David. Ela afirmou que todos são pessoas tranquilas, motivo pelo qual ainda "não entendeu" direito o que aconteceu. Sem respostas – De acordo com colegas e funcionários da
escola, David era estudioso, inteligente e calmo. Não havia nenhuma queixa contra ele na secretaria - nem por parte de seus colegas ou pais. "Só sabemos, por enquanto, que não gostava da professora. Mas isso não é motivo para levar uma arma para escola e atirar em alguém", afirmou o secretário de Segurança de São Caetano, Moacir Rodrigues. Rosileide já havia comentado sobre o garoto com o namorado. "Ela dizia que o menino fazia brincadeiras violentas com os
Na fim da tarde de ontem uma faixa indicava a suspensão das aulas
colegas, respondia de forma malcriada. E falou isso para a direção da escola. Acreditava que o menino não devia estudar ali, mas em uma escola especial", afirmou o funcionário público da Receita Federal Luís Hayakawo, de 37 anos. Preocupado com as constantes reclamações de Rosileide sobre o ambiente na escola, Hayakawo vinha tentando convencê-la a mudar de emprego. "Mas professor só dá aula por amor mesmo e ela ama dar aula." O secretário municipal de
Segurança, porém, negou que essa desavença existisse. Outros alunos também fizeram relatos diferentes. Da mesma maneira, não havia nenhuma informação de que o menino sofresse bullying ou tivesse feito ameaças à professora, a funcionários ou a colegas. Segundo o delegado Francisco José Alves Cardoso, o pai de David poderá ser indiciado por homicídio culposo (não intencional) por negligência ou imprudência na guarda do revólver. (Agências)
escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, de São Caetano do Sul, foi apontada como a melhor escola pública nãotécnica do Estado de São Paulo, segundo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. A nota da escola foi de 618,27 pontos e cresceu em relação ao ano anterior, quando os alunos conquistaram nota 589,89 - a nota média entre as escolas do País com participação superior a 75% dos alunos no Exame Nacional foi de 599 pontos. A cidade de São Caetano do Sul também lidera o ranking do melhor ensino público entre todas as cidades do Estado. Em 2007, a cidade recebeu o Selo de Município Livre do Analfabetismo, honraria conferida pelo Ministério da Educação a apenas três cidades no Estado de São Paulo. Em 2009, a Fundação Seade apontou mais uma vez São Caetano como cidade líder em escolaridade entre os municípios paulistas. Em nota, o sindicato dos professores do Estado afirma que a violência na escola cresceu nos últimos anos. Segundo a entidade, as agressões verbais evoluíram para agressões físicas, inclusive com o uso de armas. (I.V.)
Paulo Pampolin/Hype-20.07.2007
QUERIDOS RINOCERONTES
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s esculturas de rinocerontes distribuídas pela Cidade fazem lembrar dois espécimes que estão entronizados na nossa imaginação. O primeiro é Quindim, criado por Monteiro Lobato (1882-1948) no livro Caçadas de Pedrinho (1933) no qual o escritor faz ácidas críticas à burocracia brasileira. O segundo chama-se Cacareco. Pertencia ao Zoo da Cidade e se transformou no símbolo da insatisfação popular contra políticos incompetentes. Em 1959, foi o 'candidato' a vereador mais votado, com cerca de 100 mil votos, batendo 450 concorrentes. Cacareco, de 900 quilos, na verdade era uma fêmea, cuja mãe atendia pelo nome de Terezinha.
Yasuyoshi Chiba/AFP
Rinoceronte de fibra de vidro colocado no vão do Masp, Quindim (à dir.) e Cacareco, o 'candidato' a vereador mais votado de São Paulo em 1959
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s eliminatórias do samba-enredo da Gaviões da Fiel – que tem o ex-presidente Lula como tema – não estão, ao contrário das expectativas, lotando a quadra da escola no Bom Retiro. Entendidos no assunto dizem que nesta fase é assim mesmo. Geralmente a plateia é formada pelos compositores e respectivas equipes, suas claques, grupos de panfletagem e, é claro, a turma dos rivais, até de fora. A má qualidade generalizada de som das quadras é o primeiro item a afugentar os leigos. Não por acaso, o
concorrente, em primeiro lugar, canta seu enredo à capela para o júri ter noção clara da letra. A entrada da bateria traz o caos, ninguém consegue distinguir as palavras. A dificuldade de equalização do violão e do cavaco também ganha ares de desastre. Por isso, para reduzir o efeito da balbúrdia, menos da metade da bateria – em geral composta por 80 músicos – é utilizada. A comunidade do samba considera que a única agremiação com som razoável é a Vai-Vai porque faz o concurso na rua.
...SAINDO DO FORNO
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próxima etapa, com 12 dos 18 sambas iniciais, ocorrerá no próximo dia 7. O vencedor será conhecido até o final de outubro. Nessa época, em função dos concursos, a Cidade assiste a um vai e vem de puxadores cariocas contratados para defender as músicas. É que, pelo regulamento, os puxadores da escola devem ficar neutros nas seletivas para prevenir suspeitas de
tapetão. Evidentemente, esses cantores não são estrelas do tipo Neguinho da Beijar Flor, mas é possível esbarrar em uma quadra com Dominguinhos do Estácio ou o Vantuir da Portela. O cachê não comoveria Roberto Carlos ou Ivete Sangalo, mas também não é de jogar fora, levando-se em conta que o dinheiro sai limpo de qualquer despesa: R$ 800 a R$ 1.300 por uma noite.
NINGUÉM QUER TRABALHAR?
O Reprodução
Metrópole – O senhor, além dos inúmeros serviços prestados ao País como cientista e cidadão, sempre foi um observador competente do Brasil. Nesse sentido, como está vendo a realização da Copa do Mundo? Aziz Nacib Ab Saber – Eu sempre entendi que não era hora de fazer Copa do Mundo em nosso País. Agora, surgem essas discussões em torno de obras atrasadas. E há toda essa corrupção tendo Brasília como epicentro. Enfim, é um cenário que traz indignação. Eu tenho simpatias pela presidente Dilma. Mas, nesse terreno, ela pouco pode fazer. Herdou uma situação difícil. (Aziz Ab Nacib Saber, 87 anos, geógrafo e professor emérito da Universidade de São Paulo)
Arquivo/AE-14.02.1958
HORA IMPRÓPRIA
O SAMBA-ENREDO ESTÁ...
dia, na segunda-feira passada, não foi exatamente proveitoso no posto de atendimento móvel do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) instalado na Praça da Sé. A intenção era atrair para o trabalho os muitos moradores de rua que vivem por ali. No entanto, sequer um deles se apresentou, de modo
que os atendentes dedicaram boa parte do expediente a dar informações aos transeuntes que pouco conhecem o Centro e a orientar turistas. O desinteresse é explicado pelas características da clientela almejada: portadores de doenças variadas, problemas mentais, dependência de crack e do alcoolismo.
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12 -.LOGO
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Logo Logo
Projeto no Tumblr chamado "Replace face" transforma celebridades em generais.
www.dcomercio.com.br
http://bit.ly/gAncAg
I NTERNET A RTE
C RIATIVIDADE
O novo Facebook Justin Sullivan/AFP
Cadeira antiestresse A ideia vai parecer absurda, mas o designer polonês Bashko Trybek acredita que montar sua própria cadeira quando você chega em casa exausto e estressado pode ajudar a relaxar ainda mais. Ele criou um modelo feito com uma base metálica na qual você pode encaixar as famosas bolas antiestresse. Além de poder criar o visual de sua preferência, com as cores que combinam com sua casa ou escritório, você ainda aproveita para pressionar as bolinhas e relaxar ainda mais. http://bit.ly/qclI5R
Retratos de neurônios O estudante de neurociências e pintor Greg Dunn conseguiu juntar suas duas paixões em obras de arte inusitadas. Ele retrata imagens de diferentes neurônios. Outras obras você vê no site. www.gregadunn.com
M ARKETING
Logo mania
O logotipo do cantor Ashley e outras 44 ideias...
... a inspiradora criação para a 'Bird' e o símbolo...
...de marcas, como a da Shark Tours...
Zuckerberg: mudanças são um "próximo passo importante" para ajudá-lo a contar a história de sua vida
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rede social Facebook apresentou ontem, em sua conferência para desenvolvedores F8, em São Francisco, EUA, uma nova forma de integrar aplicativos que reproduzem conteúdos sem sair do site. Na conferência transmitida pela internet, o presidente da empresa, Mark Zuckerberg destacou o Spotify, uma plataforma de reprodução de música em nuvem, ou seja, sem a necessidade de baixar os arquivos no computador. Com as novas funções, os usuários de Facebook poderão ouvir música diretamente na rede social. Com o novo aplicativo, a rede
DIA DE CÃO - As estilistas Karen Reichardt e Mariela Schiavo levaram ontem a um desfile realizado em Buenos Aires, Argentina, mais do que modelos exibindo suas criações. As estilistas cederam espaço a cães de diversas raças. Da ideia à execução, alguns tropeços e momentos de tensão entre os pets, ainda destreinados para o glamour da passarela.
...estilizado da 'Fish' estão no site abaixo.
C IÊNCIA
Sua memória, escaneada de se comunicar diretamente com o cérebro. A técnica, que ainda será aprimorada, combina imagens por ressonância magnética (IRM) e padrões informáticos. Até o momento, só foi possível reconstruir trechos dos filmes assistidos pelos voluntários da pesquisa. Entretanto, os cientistas acreditam que, no futuro, conseguirão reproduzir imagens da memória e dos sonhos das pessoas. "É um passo importante para a reconstrução de imagens no cérebro", disse o professor Jack Gallant, neurologista da universidade e um dos autores do estudo.
D ESIGN
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http://bit.ly/qZ1k7B
A TÉ LOGO
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O estúdio parisiense de design Piscina emprestou uma ideia da própria natureza e criou essa mesa minimalista: um tronco de árvore serrado e bem polido. Voilà!
dos audiovisuais, também será integrado ao Facebook permitindo que os usuários acessem instantaneamente o conteúdo que seus amigos estejam assistindo. Os EUA são o único mercado, dos 45 pontos nos quais a empresa opera, onde o aplicativo não estará disponível. Outra novidade é um recurso que permite aos usuários modificar seus perfis na rede social, criando páginas com diversas fotos, semelhantes a revistas. Chamado "Timeline" (linha do tempo), o recurso permite que usuários filtrem fotos, mantenham um diário de atividades e tenham "completo controle" das configurações de privacidade.
Enrique Marcarian/Reuters
http://bit.ly/o07kuJ
Cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, conseguiram decodificar e reconstruir imagens de um filme assistido previamente por três indivíduos utilizando um scanner e um computador. A experiência, revelada em um artigo publicado na edição de ontem da revista norteamericana Current Biology, poderá, por exemplo, permitir uma melhor compreensão do que se passa na mente das vítimas de ataques cerebrais, de pessoas em coma ou de vítimas de doenças neurodegenerativas incapazes de se comunicar. Também poderá facilitar a criação de uma máquina capaz
social será capaz de interpretar padrões de atividade, permitindo que os usuários descubram as músicas, gêneros e artistas favoritos de seus amigos. Além disso, será possível saber a faixa que seus contatos estão escutando no momento preciso, podendo compartilhá-la. Zuckerberg disse que compartilhar música sem bloquear os acessos a ela é fundamental para que o aplicativo dê certo. Para o representante chefe da Spotify, Daniel Ek, tornar a música social é uma maneira de combater a pirataria. Seguindo a mesma lógica do compartilhamento musical, o Netflix, plataforma de conteú-
E SPAÇO
Satélite da Nasa cairá hoje na Terra O satélite norte-americano Upper Atmosphere Research Satellite (Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera, UARS, na sigla em inglês) deve cair hoje na Terra. Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa russo Alexei Zolotujin, o UARS provavelmente se perderá no fundo do mar. "De acordo com dados que reunimos, a área de queda se encontra cerca de 90 km a noroeste de Port Moresby", no mar de Papua Nova Guiné, disse. Zolotujin estima que o horário da queda será 17h05 (horário de Brasília). O satélite da Nasa pesa quase seis toneladas e foi colocado em órbita em 1991 pelo ônibus espacial Discovery. P OLÊMICA abalaga/AFP
Facundo Arriz
Assange critica biografia Julian Assange, fundador do Wikileaks, protestou ontem contra a publicação de um livro que traria trechos de 50 horas de entrevistas concedidas por ele. Atualmente em prisão domiciliar em uma mansão inglesa, Assange tentou romper o contrato com a editora após ler a primeira versão do livro, considerada por ele como "memórias prostituídas". Julian Assange: uma biografia não autorizada chegou às livrarias inglesas ontem. "Ao publicar este projeto contra a minha vontade, Canongate (...) traiu minha confiança", disse o australiano em um comunicado. "Isso é oportunismo antigo: enrolar as pessoas para fazer dinheiro". L OTERIAS Concurso 672 da LOTOFÁCIL 01
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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
CBF ajusta tabela do Brasileirão após convocação de Mano Menezes Amazônia: Imazon detecta aumento do desmatamento em agosto
Concurso 2703 da QUINA 12
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13 GREVE Bancários aprovam paralisação nacional a partir de terça-feira
conomia Vanderlei Almeida/AFP Photo
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dólar comercial foi negociado por R$ 1,89 ontem, em alta de 1,6%. Somente neste mês, o valor da divisa norte-americana acumula um aumento de 18,96%. Trata-se da maior cotação de fechamento desde fevereiro de 2010, mas não foi o "pico" do dia. A taxa de câmbio bateu R$ 1,963 por volta das 9h30. Pouco depois das 10h, o Banco Central (BC) anunciou uma operação inédita desde 2009: uma venda de dólar no mercado futuro de moeda (via um leilão de "swap" cambial). Dos 112.290 contratos oferecidos pelo BC, os agentes de m e rc a d o t o m a r a m p o u c o mais de 55 mil, em uma operação calculada em US$ 2,7 bilhões. A autoridade monetária informou que "poderá voltar a atuar, a qualquer momento, de modo a assegurar condições apropriadas de liquidez nos mercados de câmbio". "Temos que lembrar que o BC não entra somente para comprar, ele pode vender também. Quando o dólar bateu R$ 1,95, tocou em um preço além do tolerável", disse Fernando Bergallo, gerente de câmbio da TOV Corretora. "Creio que o mercado interpretou a alta como um movimento pontual. Os fundamentos econômicos não mudaram e acho qualquer comparação com (a crise de) 2008 descabida", acrescentou. "Somente agora estamos menos valorizados, o que certamente traz benefício à produção industrial brasileira, aos exportadores", afirmou ontem em Washington o ministro da
4,83 foi a queda do Ibovespa, que fechou ao 53.280 pontos. As ações preferenciais sofreram as principais baixas, com recuo de 8,47%.
PÃO DE AÇÚCAR Grupo lança empreendimento imobiliário com a Cyrella
Dólar dispara e fecha com valorização de 1,6% A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou todo o mundo e fechou o dia em queda pela frustração com o plano de US$ 400 bilhões para o Federal Reserve comprar Treasuries. A decisão pode ter pressionado a cotação do dólar no Brasil que disparou novamente. Nos Estados Unidos, Dilma pediu uma decisão política para a questão da Grécia e ironizou que o país não poderia vender as suas ilhas para sanar as dívidas.
União Europeia é o epicentro da crise hoje
BM&FBovespa encerra pelo quarto dia em declínio
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B o l s a d e Va l o r e s d e S ã o P a u l o (BM&FBovespa) emendou o seu quarto dia consecutivo de perdas, quando o índice Ibovespa teve queda de 4,83%, batendo os 53.280 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,05 bilhões, bem acima da média, em um sinal claro do nervosismo que tomou conta dos investidores neste pregão. A frustração com o plano de US$ 400 bilhões do banco central dos EUA (Fed, na sigla em inglês) em comprar títulos públicos anunciado quarta-feira afetou os mercados mundiais, a começar pelas bolsas asiáticas, alastrando-se depois pelas bolsas europeias e americanas.
Yasuyoshi Chiba/AFP Photo
O vaivém da taxa de câmbio foi outro sinal do quadro atual de incertezas. Para analistas, com a forte queda das bolsas no exterior, grandes investidores optaram por vender ações em economias emergentes, como o Brasil, para cobrir perdas lá fora, o que pode ter pressionado a taxa de câmbio doméstica. Algumas das principais ações brasileiras registraram desvalorizações na casa dos 4% e 5%, a exemplo dos papéis da Vale (baixa de 4,3%) e Petrobras (recuo de 5,33%), somente levando em conta as preferenciais. No setor siderúrgico, que reúne os papéis preferidos pelos investidores, empresas como CSN, Usiminas e Gerdau viram suas ações recuarem 6,82%, 3,99% e 3,92%, respectivamente. Outros segmentos tiveram perdas ainda piores: as ações preferenciais da TAM desabaram 8,47% (leia mais na página 16), enquanto os ativos da companhia Gol tiveram baixa de 8,36%. Gilberto Coelho, analista gráfico da TOV Corretora, observa que a bolsa pode recuar até a faixa de 52 mil pontos, caso continue a oscilar abaixo dos 54 mil pontos, um suporte essencial para o mercado de ações brasileiro. A análise busca identificar níveis de preços que indiquem uma mudança de tendência consistente para o mercado de ações. Em agosto, por exemplo, o patamar dos 48 mil pontos foi visto como um suporte para a bolsa, que bateu nesse valor e subiu pelas semanas seguintes até a faixa entre 55 mil e 57 mil pontos. (Folhapress)
Fazenda Guido Mantega. A disparada da cotação da moeda já é comparada por alguns analistas à volatilidade de 2008, quando a moeda norte-americana oscilou em torno de R$ 2,40. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,07 (alta de 5,6%) e comprado por R$ 1,87. E na BM&FBovespa, o contrato futuro de dólar para dezembro apontou uma taxa de R$ 1,91. Motivos – Entre os fatores apontados para explicar a disparada dos preços estão o medo de um calote da Grécia (e os efeitos para o sistema bancário europeu); a perspectiva de juros mais baixos nos próximos meses, e finalmente, movimentos especulativos, executados no mercado futuro de moeda, mas que afetam os preços no segmento à vista. Por outro lado, economistas destacam vários motivos que podem levar a taxa cambial a mudar de rota no curto ou no médio prazos: as reservas internacionais robustas do País, e o controle dos gastos públicos, o que reforça a credibilidade do Brasil como alternativa viável para o capital externo; além do fato de que os juros brasileiros, apesar do "viés de baixa" percebido pelo mercado, ainda seguirem como os mais altos do planeta. Por enquanto, a volatidade deve mandar nos mercados: conforme as autoridades europeias já indicaram, uma solução para o imbróglio grego não deve aparecer antes de outubro. Por isso, a taxa cambial deve continuar sofrendo pressão. (Agências)
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expectativa gerada pelo governo brasileiro de ajuda dos emergentes Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) à Europa foi esvaziada quando os ministros de Finanças desse fórum se reuniram ontem em Washington, em paralelo ao encontro de outono do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ao final da discussão, os ministros apresentaram à imprensa um comunicado vazio de sugestões. Em vez da oferta de socorro financeiro, mesmo em caráter simbólico, demandaram da União Europeia uma "solução rápida, ousada e em conjunto" para a sua crise da dívida soberana e bancária. "O epicentro da crise está na Europa. Mas os países europeus estão demorando para encontrar uma solução", afirmou o
ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Os europeus têm de ser rápidos, ousados e cooperativos. A cada dia que passa, a crise se torna mais ampla e mais difícil de ser resolvida." Abertos – Os Brics mostraram-se somente "abertos a considerar, se necessário," seu apoio financeiro por meio do FMI ou de outra instituição internacional. Ainda assim, ressalvaram que essa eventual ajuda dependerá das "circunstâncias individuais dos países" membros. O ministro não chegou a negar os rumores sobre uma potencial compra de títulos dos países europeus mais vulneráveis pelos Brics. Até o último dia 21, defendia abertamente a ajuda financeira à Europa via aportes ao FMI. (AE) Leia mais sobre a crise na Europa na página 18.
Dilma pede calma ao mercado
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presidente Dilma Rousseff disse ontem que, neste momento de maior volatilidade e nervosismo dos mercados, a atitude do governo é de calma e tranquilidade e de "estabilizar todo o processo". "Tanto o ministro Tombini (p re s i d en t e do Banco Central, Alexandre Tom bini) quanto o ministro Mantega (da Fazenda, Guido M an te ga ) estão tomando as providências cabíveis", disse a presidente em Nova York. Segundo ela, as medidas são as de sempre: "swaps, eventualmente comprando ou vendendo dólares em quantidade quando tem problema no mercado e acreditando que as coi-
sas vão se ajustar". Dilma avaliou que o que tem acontecido nos últimos dias é uma percepção pelo mercado de que é necessário que se resolva a questão da Grécia. "Não se pode mais protelar o problema. Isso é importante não só pela Grécia, mas para evitar o contágio", disse. A presidente defendeu uma decisão política para resolver a crise na Grécia. "Decisão política. Há que se decidir o que se faz em relação à Grécia. Ninguém acredita que um pacote de 8 bilhões (de euros) resolva o problema da Grécia. Então, você tem de buscar soluções que sejam politicamente consistentes". Dilma disse que não
Assim sendo, você aumenta a dívida, aumenta o déficit e exige mais recessão. DILMA ROUSSEFF acredita em uma saída que obrigue a Grécia a sistematicamente fazer cortes de 20%. "Cortar todo o seu funcionalismo, vender o Parthenon, além de vender o Parthenon, o que mais? As ilhas gregas?". A presidente destacou que o governo brasileiro não acha que vai solucionar o problema europeu simplesmente
colocando o dinheiro de nossas reservas no fundo de estabilização europeu. "Porque não é esse o problema. Nós não achamos que a questão é falta de dinheiro, mas falta de recursos políticos." E alertou mais uma vez que não se pode sair da crise produzindo recessão. "Quando você reduz o crescimento, você reduz a capacidade da economia pagar suas dúvidas. Assim sendo, você aumenta o déficit. Assim sendo, você exige mais restrição. Assim sendo, você aumenta a dívida, aumenta o déficit e exige mais recessão. Essa é a típica espiral recessiva em que está imersa a Grécia", exemplificou.
CONVITE Seminário sobre a viabilidade do trem-bala Inscrições gratuitas e informações: Telefone: (11) 3244-3310 / 3244-3405 e-mail: secretariageral@acsp.com.br
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
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15 O aviso prévio não é uma verba indenizatória Nota da Fiesp
conomia
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aberá ao Judiciário dar a palavra final sobre o alcance da lei aprovada na quarta-feira pela Câmara, que aumenta o prazo de concessão do aviso prévio nas demissões sem justa causa. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ontem que a Corte poderá aplicar a regra a casos anteriores à decisão do Congresso. Antes de o assunto ser votado no Legislativo, o STF julgou ações de trabalhadores demitidos que pediam ao tribunal a regulamentação do pagamento do aviso prévio proporcional. Falando apenas em tese, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, disse que a lei não pode retroagir. "Não pode prejudicar situações jurídicas consolidadas, como a cessação do contrato de trabalho." Dalazen afirmou que a nova lei vale para a frente, para quem for despedido a partir da sanção pela presidente Dilma Rousseff. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) destacou, em nota, que o aviso prévio "não é uma verba indenizatória" e alertou para as consequências da medida. A Fiesp acredita que a extensão do aviso pode prejudicar trabalhadores que querem mudar de emprego – quem deseja trocar de empresa pode ser obrigado a cumprir um aviso prévio muito longo. (AE)
primeiros oito meses do ano de R$ 2,896 bilhões. Segundo a Receita Federal, esse aumento do IOF está relacionado, além das alterações das alíquotas, principalmente ao crescimento de 18,78% no volume de operações de
Atividade está em baixa
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queda real de 17,63% na arrecadação de impostos e contribuições federais registrada em agosto ante julho confirma a tendência de desaceleração esperada para este ano, afirma o economista da Tendências Consultoria Integrada Felipe Salto. "As taxas estão voltando para níveis próximos aos observados em abril e maio",
crédito no período. O IOF incidente sobre o crédito da pessoa física teve expansão de 36,31%, mesmo em um cenário de alta da taxação, decisão tomada pelo governo no início do ano para frear o aumento do consumo e contribuir
para o controle da inflação. Os dados da Receita, no entanto, indicam que o ritmo do crédito às pessoas físicas continua vigoroso. De janeiro a agosto, o governo arrecadou R$ 6,693 bilhões de IOF incidente sobre operações de cré-
dito da pessoa física, ante R$ 4,910 bilhões arrecadados em igual período de 2010. O IOF sobre as operações de crédito das pessoas jurídicas já não teve o mesmo desempenho no período, com R$ 550 milhões (elevação de 9,36%).
governo terá de equacionar aproximadamente R$ 33 bilhões em 2012", disse. Superávit – Na opinião do economista da Tendências, esse ajuste deverá ser feito via redução do superávit primário. "Se olharmos a proposta da Lei Orçamentária, o primário é de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), podendo ser descontado 0,6% do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Já o primário para cumprir a meta é de 2,5% do PIB e a nossa projeção é de 2,2%", detalhou. O economista acredita que a meta de superávit primário de 2,5% do PIB dificilmente será atingida em 2012. "A taxa
de 2,2% será possível, pois considera todos os gastos adicionais mais a renúncia com o Programa Brasil Maior", disse. Para obter um superávit primário maior, a alternativa do governo, segundo ele, seria elevar a carga tributária. "Conter aumento de gastos com pessoal e deixar de dar aumento salarial e de fazer contratações públicas também ajudariam", afirmou. Salto, no entanto, observa que o governo sinaliza que não está disposto a elevar a carga tributária no País, lembrando que na quartafeira a Câmara dos Deputados derrubou a criação da Contribuição Social para a
afirmou. "A desaceleração reflete a atividade industrial mais baixa, o que deve levar a uma redução da taxa média de crescimento real – que hoje está entre 14% e 15% – para 10% neste ano." Para o próximo ano, Salto estima que a arrecadação de impostos e contribuições vai continuar apresentando crescimento menor, o que será um desafio para o governo. Segundo cálculos feitos pelo economista, as despesas federais em 2012 vão crescer R$ 108,4 bilhões (contando as renúncias fiscais), enquanto a receita líquida, incluindo a cobrança do IPI-Fumo, vai subir R$ 75 bilhões. "O
O IOF sobre as operações de câmbio com saída de moeda teve incremento de apenas R$ 92 milhões (8,26% de alta) e as operações de câmbio na entrada de moeda registraram uma alta de R$ 18 milhões (0,53%). (Agências) Saúde (CSS) – um tributo nos moldes da antiga CMPF. "O Banco Central tem sido contundente em afirmar que o governo vai cumprir a meta do primário de 3,1% do PIB. Como irá cumprir, se tem tanta despesa e pouca receita?", questionou. "Só com mais imposto ou contenção de gastos. Mas onde o governo faria contenção? Aplicar um novo contingenciamento de mais de R$ 40 bilhões em 2012 é fazer uma estratégia fiscal semelhante à realizada neste ano, contida", afirmou. Para ele, em 2010, o governo conteve gastos, mas faltou programar-se para o próximo ano. (AE)
Contribuinte de olho na discussão Lucas Lacaz Ruiz/ Folhapress
Renato Carbonari Ibelli
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Movimento Hora de Agir mostra que o brasileiro está de olho nos passos dos políticos. Ao longo dos últimos dias, mensagens postadas no portal www.horadeagir.com.br revelaram contribuintes críticos quanto à necessidade de criação de um novo imposto para financiar a saúde, possibilidade que, embora não tenha se concretizado na Câmara do Deputados, ainda dependerá da negativa do Senado para ser totalmente descartada. Para Rogério Amato, idealizador do movimento e presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), não há sentido em falar em novo imposto em um momento em que a arrecadação só cresce. O governo federal arrecadou em impostos – do início do ano até agosto – valor 8,1% maior do que o obtido ao longo de igual período de 2010, segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal. "O comportamento da arrecadação do governo federal mostra que não há necessidade de criar um novo tributo sob qualquer pretexto. Direcionar recursos para a área da saúde é, especialmente, uma questão de definição das prioridades" comenta Amato. O montante divulgado pela RFB refere-se apenas ao recolhido por uma das esferas de governo. Se for computada a arrecadação dos estados e municípios, a estimativa, feita pelo Impostômetro, é de R$ 1,038 trilhão em tributos nos cofres públicos até agora. O Impostômetro é o painel
eletrônico que estima diariamente a arrecadação geral dos governos, instalado na fachada da ACSP, no Centro da cidade. Amato lembra que o brasileiro não deve ser um mero expectador do crescimento tributário, mas, sim, cobrar das autoridades o correto uso dos crescentes recursos públicos. "Não basta a sociedade ser contra a criação de mais impostos, é preciso que ela se mobilize para evitar qualquer aumento real na carga tributária do Brasil", comenta. Um canal de mobilização é justamente o movimento Hora de Agir, criado com o intuito de dar voz à população em questões relativas à arrecadação tributária. A interação pode ser feita por meio das redes sociais. O portal já recebeu milhares de acessos. É possível, no endereço, enviar mensagens para os deputados federais pedindo a apro-
Para Rogério Amato, da ACSP, não há sentido em falar em novo imposto quando, em termos nominais, a arrecadação aumenta.
vação da Lei 1.472, de 2007, que determina que as notas fiscais mostrem o percentual de impostos embutidos no preço de cada produto e serviço. Indústria – A indústria registrou elevação na atividade entre julho e agosto, embora a arrecadação federal do perío-
CONFORTO - BELEZA PRATICIDADE - DIRETO DA FÁBRICA PARCELAMOS EM 10X NO CARTÃO
do tenha caído. Pelos dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador de crescimento da produção, subiu de 50,4 para 54,9 pontos entre os dois meses. Segundo Emílio Alfieri, economista da ACSP, apesar de estar produzindo
mais, a indústria está estocando, por isso o crescimento da atividade do setor não se reflete na arrecadação. "Se a indústria não vende a produção, o governo não recolhe imposto e a arrecadação não cresce", diz. (Leia mais sobre o desempenho da indústria na pag. 17) DC
Justiça terá de opinar em aviso prévio
Houve queda de 17,6% das receitas federais em agosto, em relação ao mês anterior.
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em a contribuição do pagamento de tributos extraordinários, como ocorreu nos meses anteriores, a arrecadação de tributos federais somou R$ 74,6 bilhões em agosto, um aumento de 8,1% em relação a igual período do ano passado, já considerada a inflação. Em relação ao mês de julho, porém, houve uma queda real de 17,6%. Com isso, o ritmo de crescimento da arrecadação no ano teve uma pequena desaceleração. Até agosto, o governo federal já recolheu R$ 639 bilhões em impostos, valor 13,26% maior do que nos oito primeiros meses de 2010. De janeiro a julho, a taxa de crescimento da arrecadação era de 14%. Tributos relacionados ao lucro das empresas – como o Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) – apresentaram queda em relação a agosto de 2010. O IRPJ recuou 13%, chegando a R$ 6,08 bilhões e a CSLL, 5,81%, com R$ 3,3 bilhões. IOF – O governo conseguiu uma arrecadação adicional de quase R$ 3 bilhões neste ano com o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente nas operações de crédito da pessoa física e operações de câmbio. Dados divulgados mais cedo ontem pela Receita Federal mostram que a arrecadação do IOF, de janeiro a agosto deste ano, teve uma alta real (com correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) de 16,14% em relação a igual período do ano passado. As receitas com o imposto saltaram, nesse período, de R$ 17,944 bilhões para R$ 20,839 bilhões, com alta nos
Arrecadação sobe 8,1% mas dá sinal de freada
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Sou de Santos! Uma homenagem ao passado, um presente para o futuro. Slogan de exposição da Odebrecht Realizações Imobiliárias
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FORA DO AR
MESMO com expansão do Metrô, São Paulo continua colocando cada vez mais carros nas ruas. Força da publicidade.
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Caixa Econômica Federal tirou do ar campanha publicitária em que mostra o escritor Machado de Assis branco. O patrono da Academia Brasileira de Letras, como se sabe, era mulato. Os movimentos negros protestaram, professores de História fizeram piada nas redes sociais e a Secretaria de Políticas de Promoção e Igualdade Racial, do próprio governo federal, enviou ofício à instituição pedindo a retirada do ar da peça publicitária. A Caixa pediu desculpas assim como a agência Borghierh/Lowe, que assina a polêmica. O comercial de um minuto, narrado pela atriz Glória Pires, lembrava que o escritor foi um dos correntistas da Caixa na época do Brasil Império. Alguns publicitários, é claro, precisam urgentemente voltar aos bancos escolares.
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MACHADO br
anco: protesto
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PAIXÃO SANTISTA cidade de Santos será homenageada pela Odebrecht Realizações Imobiliárias na exposição "Sou de Santos! Uma homenagem ao passado, um presente para o futuro", que será aberta em outubro. A construtora e incorporadora, de olho no futuro do pré-sal, começa a anunciar também novos empreendimentos imobiliários na cidade, mas optou por uma publicidade participativa. Os interessados em verem suas fotos, vídeos e declarações de amor à cidade na mostra devem postar tudo no Facebook, no endereço www.facebook.com/OR até o dia 14 de outubro.
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VIDA CONGESTIONADA o governo fede
ral.
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BELEZA NATURAL agência AlmapBBDO assina nova campanha das famosas sandálias Havaianas centrada na sustentabilidade por meio de parceria com o Instituto Ipê, de conservação da natureza. As peças publicitárias, assim como as sandálias que serão comercializadas
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para arrecadar fundos, são lindas. Bom gosto, aliás, é marca registrada da Havaianas, que conquistou o mundo em ações da agência pilotada por Marcello Serpa. O Grupo Camargo Correa, proprietário da Havaianas, vai ficando assim cada vez mais poderoso.
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BOM gosto na campanha publicitária das sandálias Havaianas, ressaltando o conceito de atuação sustentável.
FARO DA COLOMBO tradicional camisaria Colombo completa 94 anos com campanha publicitária em que o apresentador Rodrigo Faro, da TV Record, é o garotopropaganda. Tudo a ver com o público das classes C, D e E que compram ternos e camisas na rede para obter boa apresentação. Fora, é claro, a turma do andar de cima, das classes A e B que, discretamente, compram os mesmos produtos a preços bem menores que os das grifes internacionais como Armani, reconhecida mundialmente pelo corte e caimento perfeitos.
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NOS PÉS DE GISELE W/Mccann, a agência que tem Washington Olivetto no comando de criação, estreia nova campanha protagonizada pela modelo Gisele Bündchen para lançar a nova coleção de sandálias Grendene GB 2011. Tudo inspirado na primavera e tudo bonito de se ver.
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LOJA para a classe C. E para o resto do alfabeto.
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PRIMAVERA la
do a lado com
a modelo
s montadoras, indiferentes à crise econômica global capitaneada por países europeus como Grécia e Itália, continuam a investir pesado em publicidade visando a venda de carros novos no mercado brasileiro. As campanhas sempre recorrem ao conforto e à liberdade que os veículos oferecem. E, é claro, o status relacionado aos carros, alguns enormes, outros 4x4, ideais para estrada de terra e regiões montanhosas, mas que ganham as ruas planas e asfaltadas nas cidades. Na contramão desse mercado em ascensão, pesquisa Ibope/Inteligência mostra que o trânsito na cidade de São Paulo está cada vez mais caótico. E, como toda pesquisa, é recheada de contradições. Seis em cada dez moradores da cidade de São Paulo não a trocariam por outra, segundo sugere o Ibope/Inteligência e acham ótimo/bom morar na capital bandeirante. As facilidades e o acesso a bens de consumo e serviços, sobretudo o lazer, são apontados como fatores desse amor à cidade. Só que os mesmos entrevistados indicam que o trânsito é péssimo e apontam que os governos federal, estadual e municipal deveriam investir mais em transporte público de qualidade. A inauguração de parte do trajeto da Linha Amarela do Metrô é um sinal de vitalidade, mas os que têm mais informação fazem sempre a comparação com o sistema metroviário de grandes capitais como Nova York, Paris, Londres e Tó-
quio – mais completos e eficientes. Só que, por conforto e liberdade, temas preferidos da publicidade automotiva, o paulistano está usando mais o carro. A pesquisa indica que o número de pessoas com carro por domicílio passou de 15% em 2007 para 23% em 2011 – os dados foram coletados no mês passado. Mais: o percentual dos que usam o veículo "de vez em quando" saltou de 27% em 2007 para 36% neste ano. Muitos alegam que usariam mais o transporte coletivo – 60% dos entrevistados – se esse for eficiente, mas o problema é que a maioria ainda precisa usar dois meios de transporte para chegar ao trabalho ou ao lazer. "A pesquisa indica que há predisposição da população para utilizar o transporte público desde que ele seja de qualidade", diz a presidente do Ibope/Inteligência, Márcia Cavallari. E as montadoras, enfrentando crises no seus mercados de origem, investem pesado em publicidade para vender mais carros no Brasil, em particular na cidade de São Paulo. As classes C, D e E seguem um ritmo vertiginoso de consumo. Depois de comprar a casa, a mobília e os eletroeletrônicos, é a vez dos carros. A cidade, com a propaganda, fica cada vez mais congestionada. Com problemas gigantescos. Conforto e liberdade têm o seu preço. Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br
TAM-LAN: nova empresa em 2012. Segundo o presidente da companhia aérea chilena, com a aprovação da Justiça chilena a Latam deverá passar a operar no primeiro trimestre do próximo ano.
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SEXTA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2011
QUANDO O FUNCIONÁRIO TEM REGISTRO EM DUAS EMPRESAS, O CORRETO É DESCONTAR A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL NOS DOIS REGISTROS OU APENAS EM UM? QUAL PREVALECE? Informamos que o empregado que exerce atividade profissional, em mais de uma empresa, está sujeito ao recolhimento da contribuição sindical em cada uma delas. Deverá ter descontado, de cada um dos salários que percebe, o valor de um dia de trabalho, como contribuição sindical,a ser recolhido ao respectivo sindicato da categoria profissional a que pertencer. FUNCIONÁRIO ESTÁ SENDO CONTRATADO COM SALÁRIO FIXO + COMISSÃO, É NECESSÁRIO ANOTAR NO CONTRATO DE TRABALHO E NA CTPS A PORCENTAGEM DA COMISSÃO? Informamos que não há previsão expressa em lei, porém preventivamente,orientamos que a percentagem da comissão esteja expressa em contrato de trabalho e no campo de anotações gerais da CTPS. ENCERRAMENTO DE ATIVIDADES Fazenda irá encerrar suas atividades, porém, ainda tem colaboradores afastados por auxílio doença sem previsão de retorno,a fazenda poderá mandar embora esses colaboradores afastados. E se a fazenda for arrendada por um produtor rural pessoa física existe previsão legal para esse produtor ter que assumir esses colaboradores ou não? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. BOLSA DE ESTUDOS E BÔNUS TRIMESTRAL NO LUGAR DE COMISSÃO Empresagostariadedarumaajudadecustoparaoempregadoqueestá cursando pós ou fazendo faculdade,qual seria o evento a utilizar para não ter encargos trabalhistas e nem incidir salário in-natura? Pagamos comissão aos empregados,queria tirar este evento,e colocar um bônus trimestral, vai ter incidência de FGTS e INSS e IR? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. SUBSTITUIÇÃO DE FUNCIONÁRIO Empresa admite funcionário com salário maior para substituir funcionário demissionário.Ele vai exercer a mesma função.Teremos problemas? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. ATIVIDADE PERIGOSA E INSALUBRE O empregado que trabalha em atividade perigosa e insalubre poderá receber simultaneamente os dois adicionais? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao].
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Apesar de aprovada, fusão entre as duas companhias aéreas deverá trazer prejuízos a seus clientes, que hoje desfrutam de planos de milhagem válidos para os voos das alianças globais Oneworld e Star Alliance.
No Chile, a aprovação da operação passou por uma série de impedimentos. A companhia aérea local PAL e organizações de consumidores apresentaram vários recursos tentando evitar o negócio. No entanto, após a resolução emitida na quarta-feira pelo TDLC, só pode agora ser evitada pela Corte Suprema de Justiça. "A preocupação que nós tínhamos (com relação aos efeitos negativos da fusão entre LAN e TAM) é em quanto a livre concorrência seria afetada, e também o quanto os consumidores seriam afetados", afirmou o presidente da Corporação Nacional de Consumidores e Usuários do Chile (Conadecus), Hernán Calderón. (11) 2215-5422 / 5244 / 5499
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Parcerias – A situação dos passageiros das duas companhias, que hoje desfrutam da aliança internacional da LAN com o grupo de companhias aéreas Oneworld, e da TAM com a Star Alliance, ainda é incerta, devido à exigência da Justiça chilena de que apenas uma associação desse tipo deverá ser efetuada pela Latam. Para o jornal britânico F inancial Times, a aliança que ficar de fora irá perder uma posição de destaque no mercado aéreo latino-americano. A Oneworld deixaria de operar em algumas das maiores rotas de turismo, como a Ilha de Páscoa, as Cataratas do Iguaçú, Cuzo (ponto de partida para Machu Picchu), as Ilhas
Galápagos e o porto colombiano de Cartagena. No caso da Star Alliance, ela perderia importantes destinos no Brasil, como Florianópolis, Manaus e Brasília. Ainda conforme o Financial Ti m e s , há a possibilidade de que a companhia resultante da fusão opte por uma terceira aliança – a Skyteam, que vem buscando se fortalecer na região por meio de parcerias com a Aeromexico e a Aerolineas Argentinas. Seja qual for a decisão, parte dos clientes das duas companhias será prejudicada, uma vez que milhões de pontos de milhagem deverão se tornar inúteis para viagens na América Latina. (Agências) DC
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Joel Silva/Folhapress
presidente da companhia aérea chilena LAN, Ignacio Cueto, afirmou ontem que o processo de fusão da empresa com a brasileira TAM terá a duração de quatro a cinco meses, após ter sido aprovada na quarta-feira pelo Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC) do Chile. De acordo com Cueto, ainda ficaram pendentes vários trâmites administrativos, conforme disse durante um seminário empresarial realizado em Santiago, no Chile. Ele afirmou que a fusão, que dará origem à maior companhia aérea da região, deve se concretizar no primeiro trimestre de 2012. Conforme cálculos do mercado, a empresa, cuja denominação final deverá ser Latam, nascerá com um valor de US$ 12,14 bilhões nos mercados acionários. O TDLC impôs 11 restrições à fusão, como forma de garantir a livre concorrência em diversas rotas aéreas, principalmente entre Santiago e São Paulo e entre Santiago e Lima. Entre outras medidas, a nova companhia aérea deverá ceder algumas frequências dessas rotas a outras companhias interessadas, assim como estender os benefícios de seus programas de passageiros a clientes de outras empresas.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
DIÁRIO DO COMÉRCIO
e Nível de atividade da indústria abaixo da média
ECONOMIA/LEGAIS - 17
No atual cenário, a meta de inflação é um objetivo cada vez mais distante. Flávio Combat, economista da Concórdia Corretora
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Indicador da CNI mostrou que foram atingidos 54,9 pontos em agosto, ante 50,4 pontos em julho. A pesquisa da entidade constatou ainda que o setor industrial operou, em média, com 76% da capacidade instalada em agosto, ante os 75% de julho.
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Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou ontem a Sondagem Industrial de agosto. Segundo o estudo, o nível de atividade industrial marcou 54,9 pontos em agosto, ante 50,4 pontos em julho. Para a CNI, mesmo com crescimento em relação a julho, esse indicador está abaixo do normal para o período. A Sondagem Industrial considera uma escala entre zero e 100, na qual valores acima de 50 pontos significam evolução positiva, estoque acima do planejado ou Utilização da Capacidade Instalada (UCI) acima do usual. Em julho do ano passado, o nível de atividade marcava 55,1 pontos. Já o indicador de UCI aponta que a indústria operou, em média, com 76% da capacidade instalada em agosto, ante 75%, em julho. Houve uma alta dos 45,1 pontos de julho para os 47,5 pontos de agosto – mas o indicador permaneceu na faixa "negativa". O economista Marcelo Azevedo, da CNI, explicou que há uma expectativa de demanda menor do que o comum para este final de ano. Além disso, a indústria acumula estoques indesejados desde janeiro, e isso se acentuou nos últimos três meses, quando os indicadores de acúmulo de estoques superaram os 52 pontos. "Não faz sentido a produção crescer muito se ainda é preciso queimar estoques", afirmou. O indicador de evolução do número de empregados registrou 51,3 pontos (ante 50,1 pontos, em julho), ainda próximo da linha divisória dos 50 pontos, segundo a CNI. A entidade ponderou que o crescimento moderado da atividade industrial vem reduzindo o otimismo dos empresários para os próximos seis meses. As expectativas sobre demanda, compras de matéria-prima e número de empregados recuaram, conforme informou a pesquisa. A Sondagem Industrial foi realizada de 1º a 19 de setembro. Foram consultadas 1.875 empresas, sendo 1.001 de pequeno porte, 602 médias e 272 grandes. (AE)
IBGE: taxa de desemprego estável em 6%. FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
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e acordo com dados divulgados ontem pelo Instutito Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou estável em 6% em agosto, no mesmo nível registrado em julho. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados foi de R$ 1.629,40 em agosto – alta de 0,5% em comparação a julho. Na comparação com agosto do ano passado, o poder de compra dos ocupados cresceu 3,2% Os indicadores do IBGE mostram um cenário que pode trazer consequências à inflação. A opinião é do economista da Concórdia Corretora, Flávio Combat. Ele destacou que uma tendência de maior inflação interna e um eventual efeito externo de alta nos preços, também impulsionado por avanços recentes do dólar em relação real, colocam em risco a interpretação que levou o Banco Central (BC) a reduzir a taxa básica de juros. "Nesse cenário, a meta de inflação é um objetivo cada vez mais distante, com indicativos de que o BC está mais tolerante à inflação não apenas no curto, mas também no médio prazo" opinou Combat. (AE)
Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 22 de setembro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Wor th Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Maxiform Indústrias Gráficas Ltda. Rua Anhanguera, 146 Piratininga - 2ª Vara de Falências. Requerente: Sistemas de Serviços R B Quality Comércio de Embalagens.Requerido: Convida Alimentação Ltda. Avenida Ibirapuera, 2.332 - Prédio 15 - 1ª Vara de Falências.
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Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro Tomada de Preços 17/2011 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 17/2011, que objetiva a contratação de empresa para execução de obras e serviços de reforma do Balneário Municipal, localizado à Avenida Carlos Mauro, s/nº, Centro, por empreitada e preço global, com fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos necessários. O edital e anexos poderão ser retirados diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira, mediante o recolhimento da taxa de R$ 100,00. Será exigido cadastramento prévio, visita técnica e caução de participação. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 9:30 horas do dia 25/10/2011, sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 10:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 22/09/2011. Paulo César Borges – Prefeito Municipal.
SILKATEC CONFECÇÕES LTDA. - EPP torna público que requereu na CETESB, de forma concomitante, a Licença Prévia e a Licença de Instalação para confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida, sito à Rua Coração Maternal N° 67, Vila Souza, CEP 02880-040, São Paulo, SP.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto de São José do Rio Preto – SeMAE ABERTURA DE LICITAÇÃO – CONCORRÊNCIA 07/2011 – PROC. 116/2011 Entrega dos envelopes: até 27.10.2011 às 8h45. Abertura da licitação: 27.10.2011 a partir das 9h00. Objeto: Contratação de empresa especializada para aquisição de conjunto de macro-aferição remota para os subsistemas produtivos de água potável e grandes usuários do Serviço Municipal de Água e Esgoto – SeMAE, no Município de São José do Rio Preto/SP, incluindo os Distritos de Talhados e de Engenheiro Schmidt, com fornecimento de equipamentos, softwares de gestão e comunicação e outros serviços necessários à execução desses. Custo global estimado: R$2.834.454,00 - Prazo de execução: 05 meses. Demais informações e retirada do edital com a C.L., na Rua Antônio de Godoy, 2.181, Jd. Seixas, S. J. do Rio Preto/SP, das 7h30 às 12h00 e 13h30 às 17h00, de segunda a sexta, fone/ fax: (17) 3211-8105, e página do SeMAE na internet: www.semae.riopreto.sp.gov.br. São José do Rio Preto, 22.09.2011 - Sonia Maria Franco da Silva Gomes - Presidente da C.L.
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Europa, Japão e EUA devem enfrentar problemas antes que se tornem mundiais. Robert Zoellick, presidente do Bird
conomia Yoshikazu Tsuno/AFP
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s principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em queda ontem, após dados mostrarem contração na atividade das indústrias da China e do setor privado europeu e também em meio a receios com o fato de o Federal Reserve (Fed, banco central norteamericano) ter anunciado na quarta-feira que vê riscos significativos de enfraquecimento da economia. O Dow Jones caiu 3,51%, o Nasdaq perdeu 3,25%, e o S&P 500 teve declínio de 3,19%. "Estão vendendo literalmente tudo", disse Alan Valdes, diretor de negócios da DME Securities. "É a percepção de que as coisas não estão melhorando que deixou os operadores preocupados. Eles estão vendendo ouro, cobre, tudo", acrescentou. Na quarta-feira à noite, o HSBC divulgou que seu índice sobre a atividade industrial da China recuou para 49,4 na leitura preliminar de setembro, de 49,9 em agosto. Além disso, ontem um indicador semelhante que mede a atividade do setor privado da zona do euro caiu para 49,2 em setembro, de 50,7 em agosto (leia mais abaixo). Nos dois casos, leituras abaixo de 50 sugerem contração da atividade. Outro fator que contribuiu para o comportamento dos mercados foi o fato de que, nos EUA, o número de norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu, mas ficou em 423 mil – nível considerado muito alto para sinalizar uma melhora do mercado de trabalho no país. Europa – Os principais índices do mercado de ações europeus fecharam em forte queda, puxados por bancos, mineradoras e petrolíferas, em um cenário de desapontamento com declarações pessimistas do Fed . O índice pan-
Incertezas deixam bolsas no vermelho Assim como no Brasil, os mercados externos foram duramente afetados por dúvidas quanto à economia mundial. As declarações do Fed sobre os EUA, o pessimismo expresso no relatório do FMI, a falta de uma solução para a crise grega e os fracos indicadores da Europa, EUA e China levaram o nervosismo aos pregões.
europeu Stoxx 600 recuou 4,63%, enquanto que, em Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 4,67%. Na Alemanha, o índice Dax 30 da Bolsa de Frankfurt caiu 4,96%. Além do Fed, pesaram a crise em andamento na Grécia e o recuo de um índice de atividade industrial da China. O economista-chefe da Intermoney, José Carlos Díez, afirmou que a medida anunciada pelo Fed "decepcionou os mercados", que esperavam mais, isso depois da pouca concretização do último Conselho de Ministros de Finanças da União Europeia (Ecofin). Desta reunião era esperado um plano concreto que evitasse a quebra da Grécia. Ele também citou as atuações das agências de classificação de risco que, em sua opinião, "voltaram a ser elemento desestabilizador" – lembrando o rebaixamento de três bancos norte-americanos pela Moody's – e o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) alertando sobre as necessidades de capital dos bancos europeus. "Se o FMI adverte sobre o risco de recessão global, sua postura deveria ser de um bombeiro prudente e não de um incendiário", sentenciou Díez. Ásia – As bolsas de valores asiáticas também desabaram ontem, influenciadas pelas declarações do Fed e pelas evidências de maior desaceleração na China. O índice MSCI da região Ásia-Pacífico (com exceção do Japão) caiu 5,62%. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 2,07%. O índice de Seul encerrou em baixa de 2,9%, ao passo que, em Hong Kong, houve um recuo de 4,85%. A onda de vendas foi acelerada depois que dados mostraram o índice do setor manufatureiro da China caindo pelo terceiro mês seguido em setembro, indicando desaceleração na segunda maior economia do mundo. (Agências)
Yuri Gripas/Reuters
Setor de serviços cai na Europa
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setor privado da zona do euro encolheu em setembro pela primeira vez em dois anos, com a crise de dívida crescente e as turbulências nos mercados globais pressionando a economia, segundo dados divulgados ontem. O índice Markit preliminar do setor de serviços da zona do euro desabou de 51,5 pontos em agosto para 49,1 pontos em setembro, bem abaixo das previsões de 51. É a pr imeira vez desde agosto de 2009 que o índice fica inferior a 50, o que sugere retração no setor. "A recuperação terminou, nós estamos encolhendo agora. Os indica-
dores antecedentes suge- e garantiu que a União Eurorem que as coisas vão piorar peia (UE) fará tudo o que for mais nos próximos meses", necessário para proteger a disse Chr is estabilidade Williamson, d a zo n a d o economistaeuro. "A Euchefe do gruropa assume Os indicadores po Markit. suas responsugerem que Euro – O s ab i l id a de s presidente as coisas vão piorar no mundo e do Conselho também em mais nos próximos Europeu, casa", disse. meses. Herman van Van RomR o m p u y, p u y e n fa t iCHRIS WILLIAMSON, destacou onzou ainda ECONOMISTA-CHEFE t e m a r e sque, nas próDO GRUPO MARKIT p o n s a b i l i d aximas semade do continas e meses, nente em relação às econo- fará todo o necessário para m i a s m a i s f r á g e i s d a proteger a estabilidade finaneurozona e de todo o mundo, ceira da região, trabalhando
mais a governança, a estabilidade financeira e a integração fiscal da zona do euro. I r l an d a – O crescimento da economia irlandesa superou em muito as expectativas no segundo trimestre, saltando para 1,6% e proporcionando uma rara esperança para a conturbada economia do continente, com o investimento melhorando e as exportações compensando a demanda fraca do consumidor interno. O déficit em conta-corrente da Irlanda atingiu 488 milhões de euros, ante déficit de 504 milhões de euros em igual período do ano passado. (Reuters)
Dia marcado por greves na Grécia
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tráfego aéreo, o transporte público em Atenas e o serviço ferroviário em toda a Grécia foram seriamente afetados ontem pela greve de 24 horas e os protestos convocados pelos sindicatos contra a política de austeridade e cortes aplicados pelo governo para diminuir a dívida pública. Ao todo, 152 voos com partidas e chegadas no aeroporto internacional de Atenas tiveram que ser cancelados ou alterados, devido à participação dos controladores aéreos na paralisação convocada pela Confederação de Funcionários Públicos (Adedy) contra os cortes de salários e as demissões no setor público. De acordo com um porta-voz do aeroporto, 98 voos foram alterados e outros 54 cancelados devido à greve dos trabalhadores. Na capital grega, nenhum meio de transporte operou, com exceção de uma linha especial paga pelo Ministério
Yannis Behrakis/Reuters
Manifestações em Atenas continuaram ontem, acompanhadas de uma paralisação de 24 horas de diversos serviços.
dos Transportes, que sai da Praça Sintagma com destino ao aeroporto. Os funcionários do metrô e do bonde continuarão a greve hoje , que prosseguirá na próxima segunda com uma parada de cinco horas dos ônibus. Os taxistas também deixaram estacionados seus carros em todo o país, e continuarão a
paralisação na terça e na quarta-feira da próxima semana, para protestar contra a liberalização da profissão. Em torno de 5 mil funcionários públicos, estudantes, policiais e funcionários do serviço de guarda-costeira também fizeram várias manifestações contra o Parlamento. Os estudantes e professo-
res são contra as reformas no sistema de ensino e os universitários mantêm ocupadas 169 faculdades em todo o país há um mês. A Adedy e a Confederação de Trabalhadores da Grécia (GSEE) convocaram greves gerais para 5 e 19 de outubro, com o fim de protestar contra os novos cortes. (EFE)
Zoellick e Lagarde avaliaram que situação atual apresenta riscos
Bird e FMI alertam para fragilidade da economia
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economia mundial se encontra atualmente em uma "zona de perigo", e a crise da dívida nos países desenvolvidos poderá contaminar os emergentes. O alerta foi feito ontem pelo presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick. "Ainda acho improvável um segundo mergulho recessivo das maiores economias do mundo, mas minha confiança nisso está sendo erodida diariamente pelas notícias econômicas", disse durante o encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Bird realizado ontem em Washington. "Uma crise feita no mundo
desenvolvido poderia se tornar uma crise para países emergentes. Europa, Japão e Estados Unidos têm de agir para enfrentar seus grandes problemas econômicos antes que eles se tornem problemas maiores para o resto do mundo." Para ele, os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) devem se concentrar em medidas internas e evitar medidas protecionistas. Christine Lagarde, diretoragerente do FMI, afirmou que a situação econômica global está em uma posição "perigosa" e que o caminho rumo à recuperação é "mais estreito do que três anos atrás". (Agências)
The Economist aponta 'novo protecionismo'
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aumento na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos é mais um movimento do "novo protecionismo" adotado pelo governo brasileiro. A avaliação foi feita pela revista britânica The Economist. De acordo com o texto, outras iniciativas do gênero incluem a desoneração
tributária para fabricantes nacionais de tablets, as restrições às empresas internacionais na exploração do pré-sal, e os limites na compra de terras por estrangeiros. Para a revista, essa postura pode levar à queda no volume de investimentos no País. Leia mais sobre o protecionismo brasileiro em Opinião, na pág. 2.
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Nº 384
DCARR LANÇAMENTO
Um popular japonês para o Brasil
Divulgação
Por ser importado do México, que possui acordo bilateral com o Brasil, o Nissan March não sofrerá acréscimo na alíquota do IPI e custará a partir de R$ 27.790
O March começa a ser comercializado neste final de semana na rede Nissan. Com preço de R$ 27.790 na versão de entrada 1.0 litro e a partir de R$ 35.890 na 1.6 litro que chega em novembro.
ANTÔNIO FRAGA
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esde sua chegada ao Brasil, onde conquistou mercado com veículos médios, minivan e picapes competentes, mas com design questionável, a marca japonesa Nissan, aliada da francesa Renault, que a adquiriu em 1999 e nomeou um brasileiro como presidente, Carlos Gohn, hoje CEO da Renault mundial, vem tendo uma participação agradável, mas discreta, no mercado nacional. Agora, pretende um voo mais ousado e acesso a um segmento de maior volume e de grande importância para quem quer crescer no País. A estratégia é ousada, já que é o primeiro carro popular de descendência japonesa no mercado brasileiro. O Nissan March será importado do México e, com isso, não sofrerá acréscimo na taxação de IPI como os importados vindos de outros países de fora do Mercosul. Ele chega com a missão, de ampliar a participação nas vendas, sem perder o conceito de confiabilidade e credibilidade conquistadas pela marca. O modelo chega com amplo pacote de itens de série e muitos extras, dentre os quais, está o air bag duplo, computador de bordo, ar quente e ajuste de altura do banco do motorista, entre outros. Equipado com duas motorizações, 1.0 (74 cv) e 1.6 litro (111
cv), o Nissan March terá duas versões de acabamento: "básica" e "S". A versão equipada com motor 1.6 litro só chegará ao mercado em novembro. Posteriormente, haverá mais duas versões: a 1.6 SV e a 1.6 SR, com visual mais esportivo e itens exclusivos. Design interessante - O design passa uma sensação de agilidade. A dianteira tem aparência elegante. A camada dupla da grade, integrada ao para-choque com grande abertura inferior, deixa uma aparência agressiva e diferenciada. Outro detalhe importante no design são as linhas arqueadas das janelas, item marcante da identidade dos March anteriores, que fo-
ram atualizadas. Vale lembrar que o March é novidade no Brasil, pois o modelo já existe há muitos anos em outros mercados e foi sendo desenvolvido ao logo de diversas gerações. As laterais com para-lamas proeminentes dão a impressão de os amortecedores estarem no seu interior. Além da sensação de robustez, esta solução permitiu à engenharia posicionar as caixas das rodas nos extremos da carroceria com o objetivo de ampliar o espaço interno, aumentando a estabilidade e melhorando a dirigibilidade. A extremidade traseira do teto foi levemente elevada para ajustar o fluxo de ar para os lados, melhorando a performance aerodinâmica.
Por dentro, bom espaço para quatro ocupantes e design agradável
Dentro, o espaço é muito bom. Apesar de compacto, o March é espaçoso para quatro passageiros. O painel de instrumentos com design agradável tem boa leitura do velocímetro e do conta-giros, além do computador de bordo. O volante com tendência esportiva é de três raios com ajuste de altura (a partir da 1.0 S) e com comandos do aquecimento, ar-condicionado, ventilação, áudio e outros, colocados em posição ergonômica, e fáceis de operar.
Já na versão 1.6 litro, o motor também tem 16 válvulas, só que desenvolve agradáveis 111 cavalos a 5.600 rpm e tem torque de 15,1 kgfm a 4.000 rpm. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 9,88 segundos (gasolina) e 9,49 segundos (etanol). Outra vez, números muito bons. A suspensão frontal é independente, a já batida e tradicional tipo McPherson, e a traseira tem eixo de torção, solução adotada pela Nissan em vários modelos de sua linha.
Engenharia - O motor bicombustível de 1 litro possui quatro cilindros em linha e 16 válvulas e proporciona ao condutor 74 cavalos a 5.850 rpm e 10 kgfm de torque a 4.350 rpm, tanto com etanol como com gasolina. O compacto acelera de 0 a 100 km/h em 14,48 segundos com gasolina, e em 13,79 segundos com etanol. São números muito competitivos em relação à concorrência.
Equipamentos - Além do air bag duplo de série, desde o modelo de entrada, outro destaque do March é a direção elétrica progressiva, também disponível em todas as versões (opcional na 1.0). O Nissan March ainda conta com itens de conforto geralmente só encontrados em carros maiores, como a abertura do reservatório de gasolina e do porta-malas, por dentro. O
abastecimento do reservatório de gasolina, para a partida a frio, é feito sem a abertura do capô, bastando abrir a tampa na base do para-brisa, girar o botão e destravar bocal com a chave - a Nissan também adota esta solução na linha Livina e Tiida. Apesar da ótima gama de itens de série, pelo menos no início a marca não oferecerá sistema ABS nem mesmo como opcional, item que por muitos é visto como mais importante que o air bag, já que pode até prevenir acidentes em que seriam necessárias as "bolsas de ar" para proteger os ocupantes. O Nissan March chega ao Brasil com preço de R$ 27.790, em sua versão de entrada 1.0 e vai até R$ 39.990, na top de linha 1.6 SR. A marca anunciou também a venda, a partir de novembro, do Nissan Versa, seu mais novo sedan global, no mercado brasileiro, com preço abaixo de R$ 36 mil.
de 18 anos. Dirce tinha um VW Gol e dores nas pernas e coluna. Foi quando seu filho tirou a CNH pela primeira vez e começou, com o inigualável ímpeto jovem, a usar o carro para ir ali e acolá. Até compras no supermercado ele fazia. Só para dirigir o carro, claro! E daí ele reclamou: mãe, a embreagem do seu carro é muito dura. Dito e feito, levou no mecânico e lá estava o problema na embreagem. Conser-
tou, a dor passou. Hoje ela tem um Honda Fit automático e alguns clientes que apresentam sintomas de dores provenientes de automóveis com problemas. Além de dores musculares, existem outras questões verificadas por Antonio Cesar, como aquela relacionada com "a falta de manutenção do arcondicionado, causando rinites alérgicas e até crises de stress, devido a carros que es-
tão com defeito na injeção eletrônica e o motorista precisa ficar acelerando o tempo todo para o veículo não 'morrer' no meio do trânsito, por exemplo". Então, se você não quer ficar doente junto com o seu carro, cuide bem dele. A sua saúde e o seu bolso ficarão bem com as revisões regulares da máquina. Mas, lembre-se, que a sua máquina também requer revisões periódicas, não é?
SEU CARRO ESTÁ "DOENTE"
Cuidado, ele pode transmitir o mal a você Consultores e fisioterapeutas afirmam: dores no corpo e dificuldades respiratórias podem ser causadas por problemas no automóvel CHICOLELIS
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á faz alguns dias uma dor estranha apareceu no seu tornozelo, subiu para o joelho esquerdo? Esta dor agora já está no quadril? Quer resolver este problema? Peça que alguém dirija o seu carro. O "testador" com certeza vai dizer que a embreagem dele está muito dura. Seu carro ficou "doente" da embreagem e está passando o problema para você. Outra "doença" do carro, a que ele transmite para você, é do freio trepidante. Mas a culpa é sua, que não leva o possante para uma boa revisão e os problemas de saúde aparecem, como dores na lombar, cervical, dorsal. E, dependendo do problema, as dores aparecem também nos ombros quando, por exemplo, a direção está puxando para um lado fortemente.
Conclusões sobre a transmissão de "doenças" do carro para o motorista foram constatadas por um leigo, Antonio Cesar Costa, consultor técnico da Oficina Brasil, que começou a prestar atenção nas queixas dos problemas do carro, associando-os às dores de seus proprietários. “Começamos a relacionar as queixas de dores dos clientes com os problemas do automóvel e, mesmo não tendo um parecer médico, acreditamos que os esforços musculares repetitivos podem estar ligados à falta de manutenção de certas peças do automóvel”, explica o consultor. É isto mesmo - A fisioterapeuta Dirce Santos, formada pela USP, endossa a tese de Antonio Cesar. Ao longo de algum tempo, diz ela, os problemas mecânicos vão causando
danos ao corpo. Por isso ela recomenda que uma outra pessoa dirija seu carro - não precisa ser um especialista - e ouça o que tem a dizer sobre pedal da embreagem, direção, freios trepidando e outros com os quais você vai se acostumando e não associa às dores que começa a sentir, depois de três semanas ou um mês de uso do carro com defeito. Ela mesmo, revela, teve um problema deste tipo, há cerca
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urismo
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DOCE PARIS
Mesmo quem não tem uma quedinha por doces acaba se encantando com as iguarias nas vitrines de Paris. Não há como escapar. Durante qualquer caminhada damos de cara com uma pâtisserie (doceria) atrás da outra. Até nas onipresentes padarias (as boulangeries), é possível comprar deliciosas éclairs (no Brasil, conhecidas como bombas) ou tortinhas (as tartelettes). E há também quem chegue à capital francesa decidido a provar todos os 'macarons' que encontrar até eleger o melhor. O DC visitou endereços tradicionais e obrigatórios, de dar água na boca. Kety Shapazian
Reprodução
Fauchon
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Ladurée
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squeça a loja da Champs Elysées – a não ser que queira visitar o fantástico bar (sim, bar) inaugurado em 2008. Quem deseja apenas provar os coloridos macarons, o maravilhoso mil-folhas ou qualquer uma das tortas vai enfrentar uma fila enorme que se esparrama pela calçada da mais famosa avenida de Paris. A saída é visitar a loja na Rua Royale, número 16, pertinho da igreja La Madeleine. Há filas também, mas a espera é muito menor. Outros pontos de venda estão na loja de departamento Printemps (Boulevard Haussmann, 62) e no bairro de Saint German (Rua Bonaparte, 21).
Fotos: José Guilherme R. Ferreira
undada em 1886 por Auguste Fauchon, a loja é um verdadeiro ícone francês, atraindo uma multidão, conquistada pela alta qualidade de seus produtos. E não são só os doces que encantam (experimente as éclairs e as madeleines, aqueles bolinhos amanteigados). A Fauchon é também praticamente imbatível quando o assunto são chás, temperos, mostardas... São mais de 4,5 mil itens. Quem estiver por lá no fim do ano, não pode deixar de comprar o marrom glacê, produzido somente em dezembro e janeiro. Após 125 anos, continua f u n c i on a n d o no mesmo endereço: na elegante Place de la Madeleine, 24-26. Fecha aos domingos.
Fotos: Kety Shapazian
Stohrer
Pierre Hermé
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ma das mais antigas casas de doces em Paris, a Stohrer pode não ser a mais famosa, mas em matéria de história ganha de longe dos seus pares. Nicolas Stohrer era o chef de pâtisserie da família real polonesa e acompanhou até a França a princesa Marie Leszczynska, que estava de casamento marcado com Louis XV em 1725. Na viagem, Stohrer acidentalmente derrubou um brioche polonês no rum. O rei Stanislaw comeu o bolinho encharcado mesmo assim, batizando-o de Ali Baba (ele estava lendo Mil e Uma Noites). Esse doce deu origem a outro: o famoso baba ao rum, criado por Stohrer. Uma visita à loja, aberta em 1730 na Rua Montorgueil, 51, é imperdível. Os d o c e s m a i s c onhecidos estão lá, expostos no balcão. Serve café da manhã e vende iguarias salgadas também.
Dalloyau
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ua história é ligada à realeza francesa. Em 1682, Charles Dalloyau era o responsável pelos pães e doces produzidos na corte de Versalhes. A Revolução Francesa acabou com reis e rainhas e, em 1802, o descendente Jean-Baptiste Dalloyau viu que o futuro da família estaria perdido se não abrisse um negócio próprio. Hoje, quando os parisienses querem receber os amigos com elegância, sem passar horas na cozinha, encomendam os produtos da Dalloyau, da entrada à sobremesa. O bolo Opéra é um dos doces mais famosos e irresistíveis da casa. Onde comprar? Na Faubourg Saint-Honoré, 101, e há outros três endereços na cidade.
erdeiro de quatro gerações de padeiros e doceiros alsacianos, Hermé começou sua carreira aos 14 anos como aprendiz do mestre Gaston Lenôtre. Aos 24, já era chef de pâtisserie da Fauchon. Em 1997, participou do plano de expansão pelo qual passou a Ladurée. No ano seguinte, começou sua própria linha de doces, abrindo dois endereços no Japão – por motivos contratuais, ele não podia operar em Paris. Só em 2002, inaugurou a primeira loja na capital francesa. Os macarons são o carro-chefe, mas não deixe de provar o bolo de chocolate Chuao, considerado pelo Observer "uma das 50 melhores coisas para se comer no mundo". Há seis endereços em Paris, entre eles Rua Bonaparte, 72, e Rua de Vaugirard, 185.
Hediard
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e por um lado a Fauchon recebe mais turistas, os parisienses parecem preferir a Hediard. Para tirar a dúvida, visite os dois endereços, ambos na Place de la Madeleine. Os amantes de chocolate vão enlouquecer com a éclair feita com 75% de concentração de cacau de origem do Equador. Há frutas glaceadas, que parecem de mentira de tanto que brilham, e frutas naturais, que também não parecem ser de verdade, de tão perfeitas. A oferta de vinhos, cafés (a Hediard vende os m e l h o re s g r ã o s d o mundo), geleias e chás é impressionante. A loja principal da marca continua sendo a da Place de la Madeleine, 21, aberta pelo fundador, Ferdinand Hediard, em 1870.
Templos dos sorvetes
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ão tem para mais ninguém. Sorvete em Paris ou é Amorino ou é Berthillon. As duas marcas são francesas, não usam corantes, adoçantes ou qualquer outro ingrediente artificial e os 'gelatos' são produzidos artesanalmente. Espere encontrar filas nos 20 endereços da Amorino em Paris (a lista com-
pleta pode ser conferid a n o w w w. a m o r ino .com /en/ shop s/ shops-list) e na Berthillon da Ile Saint-Louis (onde a marca nasceu, em 1954). Uma curiosidade: a Berthillon fecha durante algumas semanas do verão europeu, mas há mais de 100 pontos-de-venda espalhados pela capital francesa.
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Fotos: Reprodução
O gosto do livro despertou em mim o apetite de traduzi-lo. Nunca fui amante de traduções: por falta de habilitação e de paciência. Carlos Drummond de Andrade
Confissões de tradutor Marcus Lopes
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os poucos, aumenta o burburinho em torno de Carlos Drummond de Andrade. O movimento ainda é discreto, como foi o próprio poeta durante a vida, mas as novidades pipocam aqui e ali. Primeiro foi a notícia de que o mineiro de Itabira do Mato Dentro será o próximo homenageado da Feira Literária de Paraty (Flip), em 2012, quando o evento completará dez anos. Agora, chega às livrarias Poesia Traduzida, coletânea de poesias de grandes autores universais traduzidas por Drummond ao longo de sua vida (Editora Cosac Naify, 431 páginas, R$ 78). Já o Instituto Moreira Salles (IMS) garimpou pequenas preciosidades em anotações do autor que foram reunidas em Versos de Circunstâncias – poemas e dedicatórias escritas por Drummond a amigos e parentes, em formato de singelos poemas. Em uma edição caprichada, marca registrada da Cosac Naify, o leitor de Poesia Traduzida vai conhecer outra face do autor de "José": o de tradutor. No livro, foram reunidos 64 poemas traduzidos por Drummond e publicados em revistas e jornais, a partir
do inglês, francês e espanhol. Por sua caneta passaram nomes como Guillaume Apollinaire ("O Miliciano Desconhecido"); José Antonio Balbontín ("Pioneira"); Fernando de Córdoba y Bocanegra ("Divino Nome"), Bertolt Brecht ("Que foi que Recebeu a Mulher do Soldado"); Frederico García Lorca ("A Casada Infiel") e Edwin Markham ("Amor"), entre outros. Na obra que acaba de sair do forno, todas as traduções são acompanhadas do texto na língua original. Os originais foram garimpados pelos organizadores a partir de indicações do acer vo de Drummond guardado na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio. Conforme explica o organizador Júlio Castañon de Guimarães, durante muito tempo o mestre itabirano ensaiou reunir seus manuscritos traduzidos. Poesia Errante – Havia até um nome para a futura obra: "Poesia Errante" que, em 1951, chegou a ser anunciado "no prelo". Anos depois, em 1955, a Editora José Olympio informou, através do jornal carioca Tribuna da Imprensa, a possibilidade de editar "Poesia Errante", o que, infelizmente, nunca aconteceu.
Um dos pontos altos de Poesia Trad uzida é quando o próprio Drummond discorre sobre o trabalho que, apesar das dificuldades e da monotonia, era justificado pela oportunidade de degustar um grande clássico. "O gosto do livro despertou em mim o apetite de traduzi-lo. Nunca fui amante de traduções: por falta de habilitação e de paciência", afirmou Drummond em artigo publicado na Revista Acadêmica, em 1946, sobre o livro As Relações Perigosas, de Choderlos de Laclos, que ele passou para o português. Mesmo com todas as amarguras, o tradutor não deixa de confessar o gosto pelo ofício. "Traduzi com grandes pausas, como se deve beber cachaça, e se não estou satisfeito com o meu trabalho, confesso que dele tirei prazer. (...) Estas linhas apenas documentam o seguinte: um grande livro paga a amolação de traduzi-lo." Poesia Traduzida é a primeira obra de Carlos Drummond de Andrade na Cosac Naify. Até o fim de outubro, a editora deve colocar na praça Confissões de Minas e Passeios na Ilha, ambos de ensaios e crônicas. Coletâneas – Trata-se de uma boa notícia para os amantes da
obra do escritor mineiro, que têm tido grandes dificuldades para encontrar as coletâneas de Drummond disponíveis no mercado. As mais conhecidas são as obras completas (poesia e prosa), da Editora Nova Aguilar, lançadas durante as comemorações do centenário de nascimento do poeta, em 2002. O Diário do Comércio percorreu várias livrarias da Capital e sites de compras na internet à procura dos volumes editados pela Nova Aguilar. O resultado foi que deparamos com uma pedra no meio do caminho. Separados – Apenas na Martins Fontes, na Avenida Paulista, o produto estava disponível. Na Livraria Cultura, na Avenida Paulista, a alternativa oferecida pelos vendedores da loja era a aquisição dos títulos do autor separadamente, até formar a coleção completa. Procurada, a editora Nova Aguilar informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que Carlos Drummond de Andrade: Poesia Completa realmente está esgotado e não há previsão para uma nova edição.
Amizade declarada em forma de poemas Livros de Carlos Drummond de Andrade estão sendo reeditados em belas e caprichadas edições pela Editora Cosac Naify e o Instituto Moreira Salles (IMS). Poeta será homenageado no próximo ano na Feira Literária de Paraty (Flip).
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ocê já imaginou receber um cartão de Natal de Carlos Drummond de Andrade com um poema do próprio especialmente para você? Amigos do poeta, como Ana Maria Mota, Ariano Suassuna e Aldemir Martins, tiveram esse privilégio. Em vez do tradicional e insosso "Feliz Natal e próspero ano-novo", o mestre de Itabira enviava textos carregados de amizade, tais como: "Peço ao Destino: tome nota/do que um velho poeta
lhe diz - a Ana Maria Dantas Mota/leve um ano muito feliz." A Aldemir Martins mandou os seguintes votos de felicidade para 1957: "Ao Aldemir Martins, de traço/fino, imaginoso e criador,/envio meu melhor abraço/ e que em 57 a cor/dos dias e das nuvens seja/para ele sempre benfazeja." Joias como essas foram descobertas em três caderninhos simples, desses de papelaria, tipo brochura, que Drummond tinha em casa e que agora estão
guardados na Fundação Casa de Rui Barbosa. Na capa de cada um deles, escreveu com sua letra miúda: "Versos de Circunstância". Lá dentro, dezenas e dezenas de dedicatórias de livros, homenagens, recados e votos de boas-festas. Todos escritos em formato de poemas. O material foi reunido pelo Instituto Moreira Salles (IMS) em Versos de Circunstância, que chega às livrarias. Com uma edição em capa dura, à altura do escri-
tor, a obra é composta por 295 poemas, dos quais 229 são inéditos. Todos são acompanhados por uma imagem fac-símile do original escrito à mão. Assim como a Cosac Naify, o IMS também se dedica a resgatar a obra do autor em edições de luxo (já chegaram Uma Pedra no Meio do Caminho e Alguma Poesia), brindando com antecedência os 110 anos de nascimento do escritor, que também serão comemorados em 2012. (ML)
Um grande livro paga a amolação de traduzi-lo.
Drummond
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Elenize Dezgeniski/Divulgação
A história real de amor que parece um sonho
d
cultura
Aliás é esse o qualificativo que mais bem se aplica ao texto de Carmo Chagas neste livro em particular: nobre, digno, elevado. Trata-se dos últimos poucos anos, menos de quatro, da vida do casal: em 2007, Léa foi internada num hospital para trocar a válvula cardíaca que tinha implantado dezesseis anos antes. Sofre, porém, problemas cardíacos, e ela e Carmo, mais a família, recebem a notícia de que ela terá de amputar os dois pés para sobreviver. E de fato: ela perde os dois pés. Tem de reaprender a andar com próteses e bengala. Mas está protegida pelo amor mútuo entre ela. Carmo, e a família, composta das filhas Carolina e Juliana, genros e netos. Toda família tem seus dramas. Mas esse da família Chagas, muito mais do que doloroso e triste, é heróico e belo. Co-
Sérgio Roveri
E
sta é a mais linda história de amor que conheci, o amor entre o jornalista Carmo Chagas e sua mulher Léa, a mais linda para mim, entre todas as histórias de amor que conheci, reais ou fictícias, principalmente depois de eu ter lido o livro dele sobre ela, "Feliz de outro jeito Uma história de superação, há pouco lançado pela Textual. Com efeito, as mais belas histórias de amor, a de Romeu e Julieta, a de Paulo e Virgínia, a de Tristão e Isolda, sempre se dão entre jovens viçosos, na plenitude da mocidade, e são curtas, breves, instantâneas, com o casal morrendo por amor no auge da juventude e da beleza, pouco depois de se ter conhecido. Carmo e Léa estão perto dos 70 anos, estão juntos há quase meio século -
Discussão sobre a vida
Renato Pompeu
Os atores Patricia Kamis e Rodrigo Bolzan, da peça Oxigênio, do dramaturgo russo Ivan Viripaev. e dá para ver, dá para sentir a aura de amor, mesmo de paixão, que emana dos dois quando estão juntos, tornando-os tão belos, no outono de suas vidas, quanto eram quando se conheceram. O leitor vai sentir, a partir do livro, a emanação desse amor que não conhece limites. Mas nem só de felicidade vive esse livro. O casal passa por uma tragédia pungente, mas a viveu como quem vive um episódio mais de enlevo do que de melancolia, embora não falte esse último sentimento, milenarmente, desde Aristóteles, chamado de nobre.
mo diz o título, a provação serviu para Léa, Carmo e família se darem conta de que, até ali, tinham sido felizes de um jeito. A partir de então, passaram a ser felizes de outro jeito. Tudo isso lembra a canção em inglês "O amor é uma coisa muito esplendorosa, é a rosa de abril que só nasce no começo da primavera, é o modo de a natureza dar uma razão para estar vivo, a coroa dourada que faz de um homem um rei". Só que, no caso de Carmo e Léa, essa rosa que nasceu no começo da primavera atravessou incólume as outras estações desta vida.
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epois do êxito da peça Vida , que recebeu o Prêmio Bravo! de melhor espetáculo teatral do ano passado, a Companhia Brasileira de Teatro, com sede em Curitiba, volta a São Paulo com um espetáculo inédito. O xigênio, texto do dramaturgo russo Ivan Viripaev, nascido na Sibéria em 1974 e nunca antes encenado no Brasil, recorre a uma explosiva combinação de texto, riffs de guitarra e solos de bateria para, a partir do fato isolado de um assassinato, promover uma gigantesca discussão so-
bre a vida, violência, terrorismo, arte e a função do oxigênio – em sentido real ou metafórico – em nossa existência. Interpretado por dois atores (Rodrigo Bolzan e Patricia Kamis), que se fazem acompanhar em cena por dois músicos (Gabriel Schwartz e Miro Dottori) Oxigênio oferece, segundo o diretor Márcio Abreu, alguns ingredientes que interessam à pesquisa realizada pela Companhia Brasileira de Teatro, como a musicalidade da palavra e a finalidade do espetáculo aos olhos do público. A narrativa fragmentada da pe-
ça se constrói a partir de grandes blocos de monólogos, seguidos de diálogos ríspidos e trechos musicais – alguns executados pelos próprios atores. O estopim da história é um crime passional. Um homem mata a esposa e, algum tempo depois, é julgado e condenado à morte – mesmo fim destinado a sua amante e cúmplice. Oxigênio. Teatro Sesc Anchieta, Rua Doutor Vila Nova, 245, tel.: 3234-3000. Sexta e sábado às 21h e domingo às 19h. R$ 32.
O clássico abraça o moderno Rita Alves
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m grupo de bailarinos e músicos ocupará o palco do Teatro Abril ao mesmo tempo. E o encontro promete ser impecável. Quer conferir? Reserve um espaço na agenda: quarta-feira (28). É nesse dia que os dançarinos da companhia norte-americana Parsons Dance vão se unir ao grupo East Village Opera Company (EVOC) para apresentar uma clássica história de amor, representada na coreografia Remember Me. O espetáculo, apresentado pela primeira vez em 2009 no prestigiado The Joyce Theater, em Nova York, chega à Cidade mesclando dança aérea, projeções de vídeo e efeitos visuais. É considerada a produção mais ambiciosa do grupo, que tem no comando o coreógrafo e diretor David Parsons, fundador da companhia. Quem estiver na plateia terá a chance de acompanhar a trilha sonora ao vivo, executada pelo grupo de rock East Village Opera Company, formado por 11 integrantes: dois vocalistas, um quarteto de cordas, teclado, duas guitarras, baixo e bateria. As músicas executadas foram idealizadas pelo coreógrafo David Parsons e os vocalistas Tyley Ross (também criador do EVOC) e Ann Marie Milazzo. São combinações das famosas árias de ópera revisitadas pelo EVOC com o trabalho criativo de David Parsons. Um dos objetivos da Parsons Dance é atrair e formar novas plateias para espetáculos de dança contemporânea. E pelo
Divulgação
jeito o plano deles tem dado certo. A agenda de apresentações internacionais do grupo já está lotada pelos próximos três anos. Os teatros mais importantes do mundo já receberam os bailarinos: La Fenice (Veneza), Maison de la Danse (Lyon), Teatro Municipal do Rio de Janeiro e o Kennedy Center for the Performing Arts (Washington, D.C.). A última vez que a companhia Parsons Dance veio ao Brasil, em 2008, passou por seis cidades. Na ocasião, duas peças foram musicadas pelo cantor e compositor Milton Nascimento. Mas o grupo já foi embalado por muitos outros compositores e músicos como Dave Matthews e Michel Gordon. A Parson Dance é formada por 10 bailarinos fixos e mantém um repertório de cerca de 70 obras. O espetáculo Remember Me é considerada a produção mais ambiciosa do grupo, hoje com 22 anos de carreira. Teatro Abril. Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista. Quarta (28), 21h. Vendas: Disque Dell`Arte: 4002-0019. Bilheteria Teatro: Teatro Abril. Segunda a sábado, 12h às 20h; Domingo, 14h às 20h; www.ticketsforfun.com.br. R$ 50 a R$ 150. 20% desconto: Flyer eletrônico/impresso promocional Dell´Arte. Funcionários Braun. * descontos não cumulativos
Remember Me: bailarinos da Parsons Dance dançam ao som do grupo East Village Opera Company (EVOC).
Drama, aventura e um pouco de suspense: em cinema. Dança e histórias de labradores. E cores alegres da primavera, em grafites da Cidade.
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CONVERSAS PELO CIBERESPAÇO: UMA HISTÓRIA SOBRE CONFIANÇA. Drama com doses calculadas de suspense, Confiar questiona: sobre o que e com quem falam adolescentes em salas de chats? Lúcia Helena de Camargo
Fotos: Imagem Filmes/Divulgação
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té que ponto você confia naquilo que vê na internet? O bom senso manda desconfiar de promoções boas demais, informações fornecidas sem que a fonte seja informada e relatos de pessoas em salas de batepapo. Alguém com codinome sabrina15 pode ser um barbudo extravasando fantasias inconfessáveis em um chat. Mas uma adolescente que, como quase todas, se acha mais esperta do que o resto da humanidade, arrisca-se a embarcar sem medo ou precauções em uma história armada por um pervertido. Nessa linha segue Confiar, que estreia nesta sexta (23) nos cinemas brasileiros. A jovem atriz Liana Liberato vive Annie, que, ao completar 14 anos de idade, ganha de presente de aniversário dos pais Will e Lynn Cameron (Clive Owen e Catherine Keener) um computador. E passa a falar intensamente com alguém chamado Charlie, em uma sala de conversas virtuais sobre voleibol. Logo a menina vai descobrir que Charlie não é bem aquilo que diz ser. Mas ainda assim segue com o contato e chega a encontrá-lo, quando
os pais estão ocupados acompanhando seu irmão mais velho, Peter (Spencer Curnutt), no primeiro dia de faculdade, em Michigan. Morando em uma casa confortável no subúrbio da fria cidade de Chicago, a família nada sabe sobre essa vida paralela da garota. Aparentemente bem resolvidos e abertos a todo tipo de diálogo, pai e mãe – quando se revelam algumas facetas da estranha história – custam a entender as razões do comportamento da filha. O título – Confiar – se mostra como o questionamento que perpassa todo o longa-metragem. Pode a família apostar que a adolescente terá sempre atitudes sensatas, pois assim a ensinaram em casa? E a menina será capaz de confiar nos pais para relatar tudo que lhe acontece, esperando compreensão e apoio ou poderá ser julgada por qualquer comportamento fora do padrão? Em maior ou menor grau, todos passarão por testes que colocarão em dúvida seu nível de confiabilidade. Talvez a única que permaneça incólume é a psicóloga, Gail Fried-
man, personificada por Viola Davis. Com olhares precisos e perguntas certeiras, vai destrinchando o problema sem quebrar o pacto de segredo entre médico e paciente. O elenco de Confiar é dos grandes trunfos do filme. Owen vive o pai desesperado com o mesmo realismo que encarnava o marido traído de Julia Roberts em Closer. Keener (Capote), a mãe, é sempre competente. E a iniciante Liana Liberato, que de fato tinha 14 anos durante as filmagens, exibe talento acima da média, na pele da protagonista. Ao final da projeção, sobra um gosto amargo na boca, tamanha a intensidade com que a trama é conduzida. Com boas doses de suspense, trata-se de um drama urbano, dos tempos atuais, que pode acontecer com qualquer família na qual haja uma adolescente e um computador ligado à internet. Confiar (Trust, Estados Unidos, 2011, 93 minutos). Direção: David Schwimmer. Com Liana Liberato, Clive Owen, Catherine Keener, Spencer Curnut.
Warner Bros/Divulgação
Os pais Will (Clive Owen) e Lynn Cameron (Catherine Keener), na foto acima relutam em dar à filha Annie (Liana Liberato, à direita) um computador de presente no seu aniversário de 14 anos. Confiar mistura drama e suspense para contar uma história atual sobre os perigos da era da Internet.
Uma noiva, a morte. E borboletas.
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Paris Filmes/Divulgação
hega aos cinemas brasileiros Premonição 5 (Final Destination 5, EUA, 2011, 92 minutos, foto acima), terror/suspense desta vez dirigido por Steven Quale, com roteiro de Eric Heisserer e Gary Dauberman. É pesado (a censura é para menores de 16 anos), mas vem recebendo elogios dos fãs do gênero. Nesta quinta sequência, a morte inicia seu ataque após a premonição de um homem cujos colegas de trabalho podem sofrer um terrível acidente em uma ponte suspensa. Ele
os salva. Porém, os planos da morte foram desfeitos e ela não vai perdoar docilmente tamanho acinte. E na sessão-pipoca chega a comédia Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, EUA, 2011, 98 minutos, foto abaixo). Dirigido por Paul Feig, traz no elenco Kristen Wiig, Terry Crews, Jessica St. Clair, Maya Rudolph, Tom Yi, Elaine Kao e Michael Hitchcock. Escolhida como dama de honra de sua melhor amiga, Annie (Kristen Wiig) tentará dar a despedida de solteira mais cara e bi-
O lobisomem, agora perseguido e injustiçado.
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aylor Lautner (foto), o lobisomem Jacob da série Crepúsculo, que disputa a mocinha com o vampiro Edward Cullen, estrela Sem Saída (Abduction, EUA, 2011, 91 minutos). Ele vive Nathan Harper, rapaz que que acaba, mesmo contra a vontade, no mundo da espionagem e vai enfrentar os perigos e con-
sequências que isso acarreta. Para começar, ele tem uma desconfortável sensação de que está vivendo a vida de outra pessoa. Ao encontrar, em um site de pessoas desaparecidas na internet, uma imagem de si próprio quando pequeno, Nathan fica confuso. Descobre, dessa maneira, que seus pais não são
seus verdadeiros progenitores e que sua vida é uma mentira, fabricada cuidadosamente para esconder algo misterioso e bizarro. Montar o quebra-cabeças de sua vida pregressa e entender como funcionará a vida futura é o desafio do thriller. A ação é garantida pelas seguidas tentativas de matar Na-
than, perpetradas por um grupo de assassinos treinados. O moço foge praticamente durante todo o longa-metragem. Para não cansar o espectador, é preciso haver um pouco de romance. Assim, aparece a vizinha Karen (Lily Collins), única pessoa em quem Nathan pode confiar. Ambos vão se embre-
nhar em ruelas, quebrar muitos vidros, sobreviver a explosões avassaladoras, fugir, fugir, fugir. É preciso ver o filme para descobrir se o título anuncia que ele jamais conseguirá escapar, num infeliz final. Ou não. A direção é de John Singleton. Com Alfred Molina e Maria Bello no elenco. (LHC)
zarra para seu grupo de amigas. Estreia ainda Borboletas Negras (Black Butterflies, Holanda / Alemanha / África do Sul, 2011, 100 minutos). A direção é de Paula van der Oest. O filme conta a vida da poetiza Ingrid Jonker, que escreveu o poema The Dead Child of Nyanga após presenciar um ato de violência contra crianças sul-africanas. Mais tarde, o poema foi lido por Nelson Mandela em seu discurso de inauguração do primeiro parlamento democrata da África do Sul, em 1994. Divulgação
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No tempo das diligências
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Ricardo Riberi /Divulgação
José Guilherme R. Ferreira
a festa.
Para preparar a festa do Ano Novo Judaico Lúcia Helena de Camargo Fotos: Divulgação
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ma vinícola no sudeste da Austrália, na região agrícola de Padthaway, celebra no rótulo de seus vinhos o velho tempo das diligências e seus personagens, que habitavam um século XIX ainda de muita poeira. Aliás, a própria propriedade, criada em 1992, foi batizada de Henry's Drive Vignerons em homenagem ao concessionário de um desses meios de transporte. Henry John Hill operava uma diligência mista, de transporte de passageiros e também de correspondências, que tinha justamente essa propriedade agrícola como um de seus pontos de parada. Rotas eram chamadas de "drives", daí o complemento do nome da vinícola. A Henry's Drive Vignerons é tocada hoje pela simpática neozelandeza Kim Longbottom e pelas enólogas Renae Hirsch e Kim Jackson. O rótulo de seus vinhos põe na prateleira personagens como o dono do serviço de diligência (Henry's Drive Shiraz), o pastor que sempre aparecia por Padthaway para apaziguar seu rebanho (Parson's Flat Shiraz Cabernet) e até mesmo John Montford, uma bandido que, em 1863, usando no rosto um lenço marrom, assaltou a diligência levando um malote de cheques. O vinho foi batizado de The Trial of John Montford. O assaltante que assustou a população local foi condenado.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Terceiro Nome) http://www.henr ysdrive.com/
O poder de uma cantora Aquiles Rique Reis Panelinha com brigadeiro do Super K: alegria da criançada no Rosh Hashaná.
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ara comemorar a entrada em 5772, algumas casas na Cidade oferecem pratos e doces para compor uma mesa saborosa na festa do Ano Novo Judaico. 500 quilos de vareniques A comemoração começa no pôrdo-sol da quarta (28) e segue até sexta (30). O bufê Doris Gastronomia e Eventos aceita encomendas para a festa até amanhã, sábado (24). Com preços convidativos, prepara especialidades judaicas como os vareniques (R$ 17 na embalagem com 20, pesando meio quilo), deliciosa massa recheada de batata e cebolas, que pode vir na variação com recheio de queijo (R$ 20). Doris vende 500 quilos de vareniques nesta época. Há o guefilt fish, peixe com cenoura; os kniches de batata (o mais gostoso); de queijo, palmito e cogumelos. Todos custam R$ 17 na embalagem com 20 unidades. Também faz pato na laranja (R$ 110 a unidade), salmão defumado (R$ 120 o quilo), e bolo de laranja (R$ 25 o quilo); torta de ricota (R$ 40 o quilo); Strudel de maçã (R$ 30 o quilo), entre outros. Rua Airosa Galvão, 189. Água Branca. Tel.: 3871-0299. O Super K - Market & Deli, supermercado especializado em produtos kasher, tem 700 metros
quadrados de área, nos quais estão à venda cerca de 7500 itens. Segundo Maurício Majtlis, judeu ortodoxo e sócio do estabelecimento, o movimento nesta época cresce em 40%, com clientes que vão desde judeus ortodoxos e liberais a muitos não judeus que procuram por presentes para amigos da comunidade judaica. Eclético, o Super K inclui rotisseria, restaurante japonês, hamburgueria e café, frequentado por moradores da região do Pacaembu e Higienópolis. É procurado ainda por pessoas que têm rejeição à lactose, por oferecer produtos sem leite em sua composição. Brigadeiro Entre os itens para o Rosh Hashaná estão a panelinha com brigadeiro (R$ 25), que pode fazer a alegria da criançada, também vendida na caixinha de potinhos com brigadeiros – a R$ 45, com cinco potes e R$ 20 com dois; e a bandeja com açucareiro e colher com saches de mel (R$ 39,90). Se quer um presente caprichado, uma sugestão é a caixa azul com jarro de mel e set de cinco livros de reza (de 88 páginas cada), decorado com cristais Swarovsky. Os livros contêm rezas das festas de Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucót e
Torta de ricota com calda de frutas vermelhas, do bufê Doris, que vende 500 quilos de vareniques nesta época do ano.
Shemini Hatzeret. Custa R$ 120. E para servir à mesa, entradas, pratos e sobremesas criados pelo chef Arnon Arnon Grunkraut, como a língua fatiada ao molho rotti (R$ 79, com 800 gramas); salada de beterraba e gengibre ao molho de romã (R$ 17,50, com 600 gramas); guetilte fish (bolinhos de peixe), a R$ 29,50 com seis unidades; kleplach de carne (espécie de ravióli), a R$ 22 o pacote com 500 gramas, entre outros. Rua Traipu, 66. Pacaembu. Tel.: 3663-3030. Doce vida E como o mel é um dos principais ingredientes na comemoração do Ano Novo Judaico, não pode faltar à mesa. No Empório do Mel pode-se encontrar o mel silvestre; o composto com eucalipto, cipó-uva, jataí, entre outros. O mel Florada Laranjeira custa R$ 12,60 (vidro com 300 gramas) e R$ 17,90 com 500 gramas. Shopping Villa Lobos. Tel.: 3024-3828 e Av. Eliseu de Almeida, 1077. Butantã. Tel.: 3722-5144. No copo, para acompanhar, talvez vinhos judaicos. Entre as sugestões da Vinhos de Israel (www.vinhosdeisrael.com.br) estão o Tishbi Vineyards Shiraz 2008 (R$ 64) e o Jonathan Reserva Cabernet Sauvignon (R$ 280), entre outros. Tel.: 3494-3607.
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epois de lançar dois discos, a cantora e compositora mineira Patrícia Ahmaral volta à cena com Superpoder (gravado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com o patrocínio da Vivo). Produzido pelo contrabaixista Fernando Nunes, também arranjador das treze músicas do álbum (em duas delas dividindo o trabalho com outros três arranjadores), contando com participações especiais de Lucinha Turnbull (em Trilha de Luz, da própria Lucinha) e de Chico César (em “Sorry, Baby”, uma das três músicas de Patrícia presentes no disco), tendo no repertório desde Alceu Valença, Lula Queiroga (autor da faixatítulo) e Belchior até Zeca Baleiro, Caetano Veloso e Torquato Neto, passando por Totonho, Vander Lee (presente com duas músicas – uma delas, Revoada, em parceria com Ahmaral), Paulo César Barros, Getúlio Cortes, Carlos Tê e Hélder Gonçalves, Superpoder justifica o título: Patrícia é poderosa. Seu poder maior advém da força do seu cantar. Levando as interpretações às últimas consequências, sem medo de se fazer intensa ou demasiada, as palavras lhe saem como petardos que miram o entusiasmo do ouvinte, trazendo-o pelo ouvido para a roda de fogo. A chama de seu canto acende o prazer de vê-la afinada, sem deslizes que pudessem comprometer o seu desempenho. Sua poética é forte, como mostram os versos da sua Do Querer e de Sorry, Baby, uma parceria com Chico César – que com ela divide o canto: Pelas mazelas/Pelo medo/ Pelo soco na cara/ Pelo tapa na veia/ A navalha/ Pela noite escura/
Pela bala/ Pela infância bandida/ Pela fumaça (...) Os arranjos, tanto de uma quanto da outra, têm zabumba, triângulo, coquinho, caxixi, block, pandeiro árabe e ganzá nas mãos de Bruno Santos. Têm ainda, a bateria de Luís Patrício e o pandeiro e a cuíca de Guilherme Kastrup, tudo ajuntado ao acordeon (Tatá Sympa), ao violão de náilon (Fernando Nunes), ao violino (Júnior Gaiatto), ao violão e ao banjo (Tuco Marcondes). A mistura confere à pisada riqueza surgida no calor e na fortaleza da cultura musical do Nordeste, com tempero das Gerais, coisa que o ouvinte num instantinho sacará, ainda que jamais tenha posto os pés naquelas terras nem os seus ouvidos nunca tenham sentido a sua plenitude. Para melhor avaliar uma cantora a quem nunca ouvimos antes, nada melhor do que ver como ela se sai numa música cuja gravação marcou época. E Patrícia Ahmaral brilha em Mamãe Coragem (Caetano e Torquato), com direito à citação de outra canção deles, Deus Vos Salve Esta Casa Santa e à levada pop de rico poder de arrebatamento... Caetano adorará ouvir. Com arranjo calcado em guitarras, violões e bateria, tendo o baixo a segurar as pontas e os teclados soando detalhes precisos, De Romance (Zeca Baleiro) realça a modernidade do cantar de Patrícia, quando a fortaleza volta a dar as caras e vigora a cantora poderosa que salta no escuro sem rede de proteção, voando pelo mundo que abre os braços e a acolhe. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
ACOMPANHAMENTO
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partir deste sábado (24) quem passar pelo vão livre do Masp poderá ver, tocar e percorrer a instalação Acampamento Ersilia, criada pela norte-americana Swoon. No dia da inauguração, o público poderá participar de visitas guiadas pela própria artista, realizadas às 13h, 14h e 15h. A instalação de cerca de 150m², inspirada no livro Cidades Invisíveis, clássico de Ítalo Calvino, tem como proposta estimular
ideias e soluções para a vida urbana. No local, o visitante encontrará uma pequena casa de madeira, além de outras construções criadas com diversos materiais reciclados, recortados, desenhados e folheados pelas gravuras da artista. No domingo (25), às 18h, a proposta é convidar o público a participar de um jantar coletivo, com alimentos trazidos por cada um dos participantes. Av. Paulista, 1578.
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El Bife Perfecto Carlos Celso Orcesi
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s nutricionistas inventaram que carne faz mal à saúde. Modismos como já houve com o ovo, o porco, o miolo do tomate, açúcar e sal, sem contar (nesse caso certo) as gorduras e saturados. A teoria despreza o fato de que a raça humana se estruturou em torno da carne, desde quando nossos ancestrais pisaram o solo africano e abandonaram o vegetarianismo. As proteínas duplicaram o tamanho do cérebro em 2 milhões de anos. A carne foi o meio da civilização humana dominar o pequeno grão de areia deste universo (as modernas especulações científicas falam de "multiversos"). Melhor falarmos apenas de vinho. Em nenhum país do mundo a carne bovina alcançou a dimensão da Argentina. Há dezenas de explicações econômicas e sociais, a começar pela geografia e o clima. Nos pampas estendidos a raça criolla foi cruzada com européias (Shorton, Lincoln, Hereford), originando o gado forte que no Brasil ficava raquítico em razão das doenças. Como se sabe a solução para o gado nacional foi a importação, por pioneiros de Uberaba, do zebu indiano adaptado às condições tropicais. O gado pampeiro caminha grandes
distâncias, se exercita, mas sem forçar a musculatura como nas serras mineiras ou mesmo nos pântanos matogrossenses. Ganha consistência exata, nem muito mole como a do gado confinado (aliás uma vergonha da civilização, costume vindo do Japão, com longa tradição de desrespeito aos animais), nem tão dura como a do gado montanhês. No clima frio nada de aftosas e anabolizantes, hormônios e agrotóxicos, apenas a pastagem infinita e algum reforço quando o gado é retido nas 'invernadas' perto da estância. Pouca tecnologia e muita natureza!
Nos bilhões de anos de avanço da civilização o homem comeu todas as carnes, de aves a mamíferos, e com o auxílio do fogo até mesmo de alguns répteis. Porém o padrão
é mesmo a vaca, pelo aproveitamento do conjunto de cortes e sabor. E carne combina com qualquer tinto: Malbec argentino, Carmenere chileno, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e Grenache francês, Nebbiolo e Sangiovese italianos, Tempranillo Aragonez ou Tinto Fino espanhol, Trincadeira, Touriga e Alicante Bouchet português, ou Shiraz australiano. Para nem falar na Cabernet Sauvignon com a força dos taninos, aquele gosto adstringente que se amolda ao bife alto e um pouco sangrante. Quando v. mastiga um bife ancho ou ojo de bife
pampeiro fica clara a diferença de textura, a fibra na medida exata. A grelha merece ser limpa com azeite de oliva. Mantenha fogo moderado a forte, que não lhe permitirá manter a mão por mais de 3 segundos acima da grelha. Cozida na chapa ou de preferência na grelha, apenas com sal grosso, deixe o bife alto por 5 minutos, rodando-o por mais 4 minutos. Em seguida ponha o bife de cabeça para baixo, deixando cozinhar mais 5 ou 7 minutos. O objetivo é conseguir uma capa ou crostra crocante, que potencializará o elemento amargo da grelha, braseada sem queimar e muito menos endurecer a carne. Eis aí o bife perfecto preparado pelos Escoffier e Mallman da tribo. Agora chegou o momento: todos podem tomar assento em torno do fogo, de preferência evitando sentar de cócoras (faz mal à coluna), discutir a paz ou a guerra, ouvir os conselhos do pajé e a decisão do cacique, fazer parte do "contrato social" e então merecer grandes nacos de carne. E até quem sabe provar aquele fermentado vermelho de uvas que, num certo dia mágico, as moças neandertais viram borbulhar dentro dum vaso esquecido.
O carinhoso e divertido labrador Ricardo Osman
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Fotos: Reprodução
m mergulho na luz -- escritores de todos os estilos já contaram inúmeras histórias sobre a amizade dos cães com os seres humanos - uma relação que os cientistas estimam ter começado há 12 mil anos e que parece ser vantajosa para ambos. Eles nos fazem companhia, nos ajudam na guarda das residências e no pastoreio dos rebanhos. Mas o livro Minha Vida com Boris, de Thays Martinez, consegue acrescentar novo capítulo à longa e saudável convivência. Thays e o labrador Boris têm uma história especial: se uniram por necessidade da autora e logo se tornaram amigos inseparáveis. Thays perdeu a visão ainda na infância e na juventude, vivendo em São Paulo, decidiu conquistar a independência com a ajuda de um cãoguia. Foi buscar Boris nos Estados Unidos, onde havia treinamento especializado para cães-guias. De volta, iniciaram uma experiência pioneira. Logo de cara, enfrentaram a 'Batalha do Metrô'. Formada em direito, Thays queria ir para o trabalho na sede do Ministério Público, no Centro, contando apenas com a ajuda de Boris para driblar obstáculos. Mas os funcionários da estação não saíram da frente do cão. Disseram que o animal não poderia entrar no Metrô. O caso foi parar na delegacia e nos tribunais. A dupla ficou conhecida na época, por conta da cobertura da imprensa. A jovem e seu cão saíram vitoriosos da disputa, amparados na lei. Boris virou um embaixador da cidadania e da inclusão, como diz a autora, que
fundou depois o Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Íris). Ao lado destas conquistas, o livro apresenta a evolução do relacionamento de dois seres inseparáveis. Um labrador, destinado por seu DNA a mergulhar em mares gelados, trabalha obediente em uma das maiores cidades do mundo, com a lealdade e o desprendimento peculiar dos cães. Foi treinado para executar tarefa de responsabilidade: "emprestar" seus olhos a Thays. Com o tempo, formam um só corpo, tamanha a confiança da jovem em seu amigo canino. E isso permite a Thays percorrer São Paulo e o País, ter o seu próprio apartamento, trabalhar, estudar e criar.Aqueles que amam, verdadeiramente, os animais vão ver no livro outro mérito: o modo com que Thays trata o labrador. Para ela, Boris não é apenas um cão-guia, um instrumento capaz de ajudá-la em casa e nas ruas, uma bengala. Não, Boris é um amigo. O labrador é respeitado em sua natureza, em suas limitações e necessidades. É amado em sua aposentadoria. Portanto, não só de olhos, mas de corações, trata o livro. "Boris era como meu sol, minha luz, em vários sentidos. Primeiro porque me fazia enxergar o mundo de outra forma, pelos olhos de um cão, que tem um olhar mais simples e claro sobre as pessoas, os lugares e as situações. Também porque ele iluminava a minha vida", escreve a autora. Vale conhecer esta história. Personalidade - Eles adoram mergulhar nos mares, em lagos
e, na ausência destes, na piscina de casa. Os cães da raça labrador são originários de uma ilha do Canadá, a província de Terra Nova, que fica perto da península de Labrador. No século XIX, os primeiros animais desta raça ajudavam os pescadores a retirar os peixes, que vinham nas redes, das águas geladas. Depois, a raça foi desenvolvida na Inglaterra, onde foi batizada em 1903 pelo English Kennel Club. Ninguém imaginaria que, século depois, o labrador seria um cão indicado, por seu temperamento dócil e lealdade, a guiar os deficientes visuais e ajudar bombeiros e policiais no resgate de vítimas de desmoronamentos e enchentes, como ocorre na cidade de São Paulo. Eles são conhecidos também pela obediência, na fase adulta, diga-se de passagem. Na juventude, têm enorme energia e explosão de correria, o que cria transtornos quando criados em apartamentos. Muitos donos ignoram as razões pelas quais eles gostam de brincar com água. O mar está
em seu DNA. O livro - Minha Vida com BorisThays Martinez/ Editora Globo/ 139 págs. RS 24,90 . Labra dores, na literatura - Marley&Eu/ Prestígio Editorial/ Autor: John Grogan/ 268 págs. Marley é, sem dúvida, o mais famoso cão dos lançamentos modernos. O livro de Grogan tornou-se best seller nos Estados Unidos e no Brasil. O autor conta, de maneira divertida, como foi a convivência de sua família com esse labrador desastrado e brincalhão. Bom Menino. Larousse/ Anna Quindlen/ 86O págs. Relata os principais momentos da vida do labrador Beau ao lado da autora. Anna tem um estilo apurado e apresenta reflexões sobre a vida durante a narrativa. A história tornou-se best seller na lista do jornal New York Times. Meu Chapa Geração Editorial / Fábio Lamacha/ 218O págs. Paulistano Lamacha deixa tudo para trás na cidade grande e vai viajar pelo nordeste brasileiro, onde encontra o seu labrador, o Meu Chapa. O texto descreve as aventuras destes amigos na estrada.
O poder do cinema nacional Regina Ricca
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ropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010), filme mais visto da história do cinema brasileiro, com 11 milhões de espectadores -marca que superou o então campeão de bilheteria nacional, Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), com 10,73 milhões de ingressos vendidos -- estreia finalmente na tela da TV neste sábado (24),, às 22h, a do Telecine Premium. O capitão Nascimento (Wagner Moura) está de volta nesta sequência do filme do diretor José Padilha, mas a ação avançou 13 anos na vida do personagem, que reaparece mais maduro, mais estratégico e ainda mais solitário. Nascimento dá ao Bope estrutura e força afastando o tráfico de muitas favelas, mas descobre que na segurança pública do Rio de Janeiro nada é o que parece, e que o problema a ser enfrentado não se restringe ao tráfico, pois a ação das milícias está avançando cada vez mais. Na vida pessoal, o capitão tem de lidar tam-
bém com os problemas do filho adolescente, que começa a questionar suas posições. Um bom motivo para permanecer no sofá da sala na noite de sábado. Também neste sábado (24), um pouco antes, às 19h, um registro histórico de uma era de ouro na música popular brasileira pode ser visto no documentário A Revolução Tropicalista, que entra no ar pela TV Cultura. A produção franco-brasileira dos diretores Yves Billon e Dominique Dreyfus, realizada em 2001, mostra o contexto histórico - no qual nasceu o Tropicalismo, movimento que no espaço de um ano (novembro de 1967 até dezembro de 1968) sacudiu a cena mundial brasileira. O filme traz imagens históricas que retratam a década de 60, mostra depoimentos exclusivos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé e Carlos Lyra, e situa o espectador no ano de 1968, quando o ocidente sucumbiu à agitação de uma juventude que decidiu impor o seu poder contra o
poder dos pais, das tradições, da moral que predominavam e comandavam a sociedade. Família na berlinda Na tela da Globo, a segunda-feira (26) traz história nova no horário das 6 – no lugar da novela Cordel EncanAlexandre Lima/Divulgação
tado, um dos melhores e mais elogiados folhetins realizados nos últimos anos em qualquer horário global. Portanto, em A Vida da Gente a novelista Lícia Manzo terá a dura missão de conseguir manter a qualidade da antecessora no horário. Lícia foi buscar na família e nos confli-
tos que nela vivemos a inspiração para a sua trama. “Quis trazer para o centro da ficção o que estamos vivendo e experimentando hoje, em novos desenhos das relações familiares e humanas”, diz a autora. “É uma novela com muita emoção, simples e que traz à tona situações e experiências que podem acontecer com qualquer um”, completa o diretor Jayme Monjardim. Em A Vida da Gente a ação gira em torno de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Rodrigo (Rafael Cardoso), nascidos e crescidos em Porto Alegre. Ambos conviveram como irmãos postiços durante boa parte da infância e adolescência, desde que Eva (Ana Beatriz Nogueira), mãe dela, e Jonas (Paulo Betti), pai dele, se casaram. Na juventude, Ana e Rodrigo se apaixonam e ao mesmo tempo vêem os pais iniciarem um violento e litigioso processo de separação. Como uma espécie de Romeu e Julieta da era moderna, Ana e Rodrigo são obrigados a terminar o relacionamento
por causa da guerra suja travada pelos pais. Mas o destino, claro, deixou sua marca. Um mês depois, Ana, tenista promissora, descobre estar grávida do ex-enteado da mãe. Eva, mulher dominadora, vê o neto como ameaça do sustento de toda a família, já que Ana é contratada por uma poderosa empresa de artigos esportivos para representar a imagem publicitária de juventude, disciplina e saúde. Assim, convence Ana a viajar -período suficiente para a gestação e o nascimento do bebê. Ana dá luz uma menina, que será apresentada como filha de um caso fortuito de Eva no exterior. “Embora aborde novas configurações em família, a novela segue uma estrutura tradicional, clássica, sem nenhuma pretensão de inovar coisa alguma. Ao contrário. Nela pago um tributo a tudo o que me formou e a que assisti a vida inteira. A Vida da Gente é um melodrama tradicional”, avisa Lícia Manzo..
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A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. Cecília Meireles
O grafite, uma das mais democráticas expressões artísticas, dá um colorido especial à cidade e corrobora a frase de Cecília Meireles: Não é preciso um jardim para receber a primavera. Um pedaço de parede já basta.
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Fotos: Newton Santos/Hype
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MUROS DÃO A DICA: CURTA SP NA PRIMAVERA. Kety Shapazian
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ocê sabia que há mais de 50 pontos de observação de aves na capital? A atividade, batizada em inglês de birdwatching, ganha cada vez mais adeptos. Munidos de binóculos, os praticantes de todas as idades esperam pacientemente pela oportunidade de gravar e fotografar cada espécie – somente no Parque do Ibirapuera são mais de 120. Mas não é preciso se deslocar até o Ibirapuera para observar aves. Há di-
versos oásis verdes em todas as regiões da cidade. O Parque da Independência (no Ipiranga), a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (no Morumbi) e a Praça Buenos Aires (em Higienópolis) são três bons endereços para o birdwatching, assim como o Instituto Butantan e o Parque da Água Branca, ambos na zona oeste. Se o jardim do seu vizinho lhe parece sempre mais bonito, está na hora de fazer algo a respeito. Visitar o Mercado de Flores do Ceasa é sem-
pre um ótimo passeio não importa a estação. O único senão é ter de acordar cedo, mas os bons preços compensam qualquer sacrifício. Funciona apenas às terças e sextas, das 5h às 10h – chegar após as 8h não é um bom negócio. Quem quiser aprender um pouco mais sobre orquídeas não pode perder a Oficina de Cultivo de Orquídeas do Parque Villa-Lobos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelos telefones 3023-0316 ou
3023-2229 ou pelo e-mail pvl@ambiente.sp.gov.br. Nas duas aulas (das 10h às 13h), os participantes ganham cada um uma muda, aprendem a fazer 'transplante' de vaso e como lavar e podar a planta. A oficina de setembro acontece sábado (24) e domingo (25), mas a turma, de apenas 40 alunos, já está completa. As próximas aulas são nos dias 29 e 30 de outubro. Nem só de flores e pássaros é feita a primavera. Quem passa pela es-
quina das ruas Purpurina e Fradique Coutinho (Vila Madalena) vê vários desenhos do artista Eduardo Kobra. Todos remetem ao circo e não tem como não lembrar da trupe mais famosa do mundo, que começou sua quarta temporada em São Paulo na semana passada. Apresentando o espetáculo Varekai, o Cirque du Soleil fica na cidade até o começo de dezembro, quando ruma para o Rio de Janeiro. A primavera sempre foi a estação
que mais inspirou poetas e pintores. O grafite, antes marginal, ganhou espaço e reconhecimento, tornando-se a arte do século 21. Hoje, há cursos que ensinam o be-a-bá do grafite, como Graffiti: Intervenções Urbanas, no Senac. Até o Masp entrou na onda. Neste mês o Museu de Arte de São Paulo deu início ao Arte Urbana, que irá abordar em oito aulas de duas horas cada as relações entre o grafite, a pintura e o muralismo, entre outros assuntos.
ROTEIRO
Q
uem quiser conferir alguns dos grafites desta página deve seguir para Vila Madalena. A primeira imagem (fundo preto) está na esquina da Travessa Alonso com o Beco do Batman. O beco (rua Gonçalo Afonso) é uma galeria a céu aberto e ganhou fama internacional – a rede britânica BBC descreveu o local como "cheio de energia criativa". A estreita viela é cenário para campanhas publicitárias e faz parte de roteiros de algumas agências de turismo. A foto do pássaro, das flores e do vaso foram feitas nas ruas Natingui e na Avenida das Corujas, em frente à praça Dolores Ibarruri. A esquina das ruas Purpurina e Fradique Coutinho abriga os desenhos que homenageiam a vida circense, feitos por Eduardo Kobra no tapume de uma obra.