PRIMEIRO JORNAL DO MUNDO EM ECOFONT
São Paulo, quinta-feira, 22 de março de 2012
Dida Sampaio/AE
www.dcomercio.com.br
COPA: MAIS UM CHUTE NO TRASEIRO.
Conclusão: 23h50
Ano 87 - Nº 23.588
Jornal do empreendedor
R$ 1,40
A adoção de fonte ecológica, com pequenos furos, repercute na imprensa: veja em dcomercio.com. br
A crise na base aliada impediu, outra vez, a votação da Lei Geral da Copa (a lentidão já custou "um chute no traseiro do Brasil" dado pelo secretário da Fifa). Dilma ainda foi derrotada em três comissões diferentes na Câmara. Págs. 5 e 7
Marcos
Arcove
rde/AE
Menahem Kahana/AFP
Thor depõe: foi fatalidade.
Ed Ferreira/AE
Ciclista atravessou pista, diz. Pág. 9
Com que roupa eu vou? Sindicalistas contra invasão chinesa. Pág. 17
France 2 Television/Reuters
O atirador (cercado pelo cansaço) e sua obra (enterrada)
Car tões, mais devagar. Setor vai crescer 'apenas' 20%. Pág. 11
HOJE
ISSN 1679-2688
23588
Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 32º C. Mínima 18º C.
AMANHÃ 9 771679 268008
Muitas nuvens. Chuva a qualquer hora. Máxima 27º C. Mínima 17º C.
O atirador Mohamed Merah resistia à fadiga, tensão e explosões intimidatórias impostas pela polícia francesa para capturá-lo vivo, 24 horas depois de cercado. Durante o dia, em Jerusalém, suas vítimas – um rabino e dois filhos, e uma terceira criança – foram enterradas. Na França, homenagem a três soldados também assassinados. Pág. 8
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Está na berlinda, no momento, a agora apelidada "guerra dos portos", envolvendo os estados. José Márcio Mendonça
pinião
ARISTÓTELES DRUMMOND KRUGMAN DEFENDE TESES DA ESQUERDA
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Chovem problemas também nos Estados
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ntem, neste espaço, abordamos a questão do federalismo brasileiro (grosso modo, a divisão de recursos e tarefas entre os governos federal, estaduais e municipais) do ponto de vista das prefeituras. É um problemão que parece preocupar apenas os próprios interessados, os prefeitos, e alguns poucos especialistas. Está passando à margem dos debates sobre as eleições municipais e não abala nem de leve o sono de Brasília nem dos palácios estaduais. Já a mesma questão no campo dos Estados está fervilhando e é uma das maiores enxaquecas que a presidente Dilma Roussef terá de enfrentar este ano. São bombas de alto teor explosivo, que dividem os governos estaduais e os contrapõem, ou conjuntamente ou em bloco ao governo federal. Está na berlinda, no momento, a agora apelidada "guerra (aliás, em política agora tudo virou guerra – é fiscal, é cambial...) dos portos". Trata-se da isenção do ICMS que muitos Estados concedem a mercadorias estrangeiras que entram no Brasil por seu território. Além de prejudicar as indústrias instaladas aqui, pois torna a competição desleal e ainda encolhe empregos de brasileiros, a manobra prejudica as finanças dos Estados que não praticam a burla. Há um projeto do Senado para extinguir esta prática, tornando obrigatória a cobrança de uma alíquota única nacional de 4% de ICMS nesses importados. Os Estados que usam o expediente não aceitam as mudanças, ameaçam reunir quórum para vetar o projeto e, se forem derrotados, levar a briga para o que pode ser uma interminável querela no Supremo Tribunal
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA Federal (STF). Por seu lado, os Estados que ainda não adotam a medida ameaçam fazer o mesmo, o que seria um desastre para a já cheia de dificuldades indústria brasileira.
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om uma base política amorfa e constantemente conflagrada, o governo, em assuntos assim, corre assim o risco de levar uma traulitada. Sugere-se, como ponto de conciliação, que ele crie um fundo para compensar os tesouros estaduais daquelas unidades da federação que se dizem prejudicadas com o possível fim da "guerra dos portos". A União vai acabar tendo de abrir o seu cofre – que já não nada lá muito bom de fundos. Outro ponto em que a discussão também já está aberta é o que se refere ao pagamento dos compromissos assumidos pelos Estados com rolagem de suas dívidas – acordos firmados ainda no governo Fernando Henrique. Há muitos os governadores vinham se queixando de que os ônus estavam pesados demais e defendiam uma renegociação do enten-
dimento. Agora que o Banco Central ampliou a queda dos juros básicos da economia, eles ganharam um argumento novo: estão pagando ao governo federal um juro maior do que pagariam aos bancos privados. A conversa gira em torno da troca do indexador da dívida, hoje o IGPM, que passaria para o IPCA. Significaria, na prática, que o governo federal receberia menos dos Estados e teria de fazer um esforço a mais para garantir as metas de superávit fiscal. Ou então reduzir esta meta.
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emos ainda o caso da nova divisão dos royalties do petróleo, uma novela que causa chilique em alguns governadores (e também prefeitos) e que não pode ser adiada por muito mais tempo. Para agradar a todos os lados, o governo em Brasília teria de abrir mão de uma parte dos recursos que reservou para si próprio. O mais pesado, porém, só começou a aflorar e tem data certa para ser definida (31 de dezembro), um tempo curto demais, em ano eleitoral, pa-
No fundo, todas as confusões municipais e estaduais e as posições do governo federal giram em torno do dinheiro: quem fica com mais parcelas da arrecadação tributária.
ra se discutir encrenca de tal tamanho. Refere-se à revisão na forma de distribuir o Fundo de Participação do Estados, parcela a que os governos estaduais fazem juz na arrecadação do IPI e do IR. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal considerou a atual divisão desses recursos inconstitucional e deu prazo ao Congresso, até 2013, para aprovar uma nova lei. Há Estados levando mais do que devem e outros levando menos.
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e parte do governo ainda não se viu nenhum movimento mais organizado para tentar liderar o debate. O Senado só agora começou a se mexer. Mas como quem não sabe bem o que fazer (ou não quer decidir, no melhor estilo "embromation" brasileiro), criou uma Comissão de Alto Nível para estudar o assunto. O presidente da Casa, José Sarney, entregou o comando do grupo ao ex-senador e ex-ministro (no Executivo e no Supremo) Nelson Jobim, o mesmo que um dia confessou que incluiu na Constituição de 1988 um artigo que não havia sido aprovado pelos constituintes. No fundo, todas essas confusões – as municipais e as estaduais – e as posições do governo federal giram mesmo em torno de dinheiro: quem fica com mais parcelas da arrecadação tributária. Apesar de o Brasil ter uma das maiores cargas de impostos do mundo, ela nunca parece suficiente para os agentes públicos e os agentes da política. Assim, é preciso cuidado, pois uma discussão sobre federalismo, pacto federativo, no Brasil, pode mesmo é bater no bolso do contribuinte. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
propaganda política tem uma irresistível atração para esconder perfis de pessoas, pensamentos e tentar vender gato por lebre. Desde que a 2ª Guerra Mundial terminou, a Internacional Comunista optou por usar, em sua propaganda, intelectuais, escritores e jornalistas, servindo-se deles para a defesa aberta ou disfarçada de teses que pudessem enfraquecer o capitalismo e, em especial, prejudicar a imagem dos EUA. Para tal, a seleção de instrumentos em questão sempre incluiu autores norte-americanos, que, supostamente, seriam incapazes de defender posições antiamericanas e anticapitalistas. Era como se os Estados Unidos fossem uma democracia livre de marxistas e seu modelo político e econômico uma unanimidade nacional. O nome do momento é do economista e jornalista do jornal New York Times, Paul Krugman, cuja coluna é publicada noDiário do Comércio e em centenas de veículos de todo o mundo. Krugman, Prêmio Nobel de Economia, é badalado como um economista insuspeito, o que está longe da verdade.
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rugman defende teses da esquerda americana, que, hoje, com o fim a URSS, tornou-se a maior fonte de propaganda do neomarxismo. Na economia, a ordem é se combater o capitalismo por intermédio da desmoralização de suas instituições e de se ignorar o papel social da livre empresa, sua ligação com a liberdade política. Para abater o capitalismo, o dublê de economista e jornalista sabe aproveitar a crise mundial – em especial a europeia e americana – para lançar as teses mais confusas, com vistas a impedir definições pragmáticas pelos governos envolvidos. Na política americana, Krugman está sempre afinado com os liberais do Partido Democrata, eufemismo para denominar a esquerda americana. Certamente o amor ao palco e seus refletores o influenciou na evolução ideológica, uma vez que, no início dos anos 80 participou de grupo de assessoramento econômico ao presidente Reagan. É um caso, talvez, semelhante ao do nosso ministro da Defesa, Celso Amorim, com formação de esquerda
Na política americana, Krugman está sempre afinado com os liberais do Partido Democrata, um eufemismo para denominar a esquerda americana.
desde sempre, mas que aceitou alegremente a presidência da Embrafilme, no governo militar do presidente João Figueiredo. A esquerda, sem dúvida evoluiu. Desistiu de tomar conta do mundo pelas armas e partiu para criar embaraços entre países, defendendo programas que torne o Estado mais forte e influente na economia, além de usar nomes que possam passar por independentes.
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utro novo personagem no cenário é o ex-juiz espanhol Balthazar Garzon, que circula pela América Latina, paparicando os regimes cercados de suspeições de toda ordem, como Equador e Argentina. Krugman foi festejado, no mês passado, em Lisboa, dando palestras e entrevistas em conflito com a política de austeridade que está sendo implantada no país em crise. Quando fala sobre questões que envolvem as ameaças do Irã, sua condição de judeu e americano valoriza suas opiniões em favor dos radicais. Assim também é quando aborda a confusão em que mergulharam os países livres de regimes ditatoriais condenáveis, mas que pelos anos de estabilidade estavam, de certa maneira, como no caso do Egito, servindo como uma rede de segurança para a região, mergulhada em conflitos internos graves. Ocorre que, embora tenha nascido em lar israelita, o professor de Princeton é ateu. Não quero tirar os méritos do economista, e muito menos o seu direito de ter suas próprias opiniões e posições. Mas é importante que o público saiba que ser americano, e do New York Times, não implica não ter um alinhamento à esquerda. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA
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NÃO HÁ NADA DE SURPREENDENTE EM QUE AS COBRAS VENENOSAS PIQUEM.
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e há uma lição que a História ensina, documenta e prova acima de qualquer dúvida razoável, é a seguinte: sempre que os comunistas acusam alguém de alguma coisa, é porque fizeram, estão fazendo ou planejam fazer logo em seguida algo de muito pior. Acobertar crimes sob afetações histriônicas de amor à justiça é, há mais de um século, imutável procedimento padrão do movimento mais assassino e mais mentiroso que já existiu no mundo. Só para dar um exemplo incruento: o Partido dos Trabalhadores ganhou a confiança do eleitorado por sua luta feroz contra os políticos corruptos, ao mesmo tempo que ia preparando, para colocá-lo em ação tão logo chegasse ao poder, o maior esquema de corrupção de todos os tempos, perto do qual a totalidade dos feitos de seus antecessores se reduz às proporções do roubo de um cacho de bananas numa barraca de feira. Mas nem todos os episódios desse tipo são comédias de Terceiro Mundo. Nos anos 30 do século passado, o governo de Moscou promoveu por toda parte uma vasta e emocionante campanha contra as ambições imperialistas de Adolf Hitler, ao mesmo tempo que, por baixo do pano, as fomentava com dinheiro, assistência técnica e ajuda militar, no intuito de usar as tropas alemãs como ponta-de-lança para a ocupação soviética da Europa. Os exemplos poderiam multiplicar-se ilimitadamente. Em todos os casos, a regra é a máxima atribuída a Lênin: "Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz." Se o acusado realmente cometeu crimes, ótimo: desviarão a atenção dos crimes maiores do acusador. Se é inocente, melhor ainda. Durante os célebres Processos de Moscou, onde o amor ao Partido levava os réus a confessar crimes que não haviam cometido, Bertolt Brecht, ídolo literário maior do movimen-
Nenhuma máquina de publicidade, no entanto, se ocupa de explorar em proveito da "direita" as vítimas produzidas pela Conferência Tricontinental de 1966, pela OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade, 1967) ou, hoje, pelo Foro de São Paulo. Numa disputa travada com tão escandalosa desproporção de recursos, a verdade não tem a menor chance.
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OLAVO DE CARVALHO to comunista, proclamou: "Se eram inocentes, tanto mais mereciam ser fuzilados." Não foi mera efusão de servilismo histriônico. A declaração obscena mostra a profunda compreensão que o dramaturgo tinha da premeditação maquiavélica por trás daquela absurdidade judicial. Como o bem e o mal, na perspectiva marxista, não existem objetivamente e se resumem à resistência ou apoio oferecidos às ordens do Partido, a inocência do réu é
tão boa quanto a culpa, caso sirva à propaganda revolucionária – mas às vezes é muito mais rentável. Condenar o culpado dá aos comunistas o ar de justiceiros, mas condenar o inocente é impor a vontade do Partido como um decreto divino, revogando a moral vigente e colocando o povo de joelhos ante uma nova autoridade, misteriosa e incompreensível. O efeito é devastador. Isso não se aplica somente aos Processos de Moscou. Perseguir o general Augusto Pinochet por delitos arquiconhecidos dá algum prestígio moral,
mas condenar o coronel Luís Alfonso Plazas a trinta anos de prisão, por um crime que todo mundo sabe jamais ter acontecido, é uma operação de magia psicológica que destrói, junto com o inimigo, as bases culturais e morais da sua existência. Na presente "Comissão da Verdade", os crimes do acusado são reais, mas menores do que os do acusador. A onda de terrorismo guerrilheiro na América Latina data do início dos anos 60, e já tinha um belo currículo de realizações macabras quando, em reação, os golpes militares começaram a espoucar. Compu-
tado o total das ações violentas que, partindo de Cuba, se alastraram não só por este continente, mas pela África e pela Ásia, a resposta dos militares à agressão cubana foi quase sempre tardia e moderada, sem contar o fato de que, pelo menos no Brasil, veio desacompanhada de qualquer guerra publicitária comparável à dos comunistas. Sob esse aspecto, a vantagem ainda está do lado dos comunistas. Os delitos dos militares chamam a atenção porque uma rede de ONGs bilionárias, secundada pela militância esquerdista que domina as redações, não permite que sejam esquecidos.
a tão propalada ânsia de restaurar os fatos históricos, ninguém se lembra sequer de averiguar a participação de brasileiros nas ações criminosas empreendidas pelo governo de Fidel Castro em três continentes. Encobrindo esse detalhe, fugindo ao cotejo dos números, trocando os efeitos pelas causas e partindo do pressuposto de que os crimes praticados a serviço de Cuba estão acima do julgamento humano, a “Comissão da Verdade” é, de alto a baixo, mais uma farsa publicitária montada segundo o modelo comunista de sempre. Seu objetivo não é o mero “revanchismo”, como ingenuamente o pensam os militares: é habituar o povo a conformar-se com um novo padrão de justiça, no qual, a priori e sem possibilidade de discussão, um lado tem todos os direitos e o outro não tem nenhum. A única coisa estranha, nessa reencenação, é que suas vítimas ainda procedam como se esperassem, dos julgadores, alguma idoneidade e senso de equilíbrio, sentindo-se surpreendidas e chocadas quando a igualdade perante a lei lhes é negada – tanto quanto os cristãos se sentem repentinamente traídos quando o governo Dilma volta atrás no compromisso anti-abortista de campanha. Não há nada de surpreendente em que as cobras venenosas piquem. Surpreendente é que alguém ainda se surpreenda com isso. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
VAREJO ENCONTRA NOVOS CAMINHOS Divulgação
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s barreiras entre os mundos virtual e físico começaram a ruir. Pela primeira vez desde que as vendas online deslancharam, o varejo dá mostras de ter encontrado um novo caminho. Já não se trata de explorar a internet como um canal alternativo de vendas e aumentar os negócios por meio de cliques, deixando o consumidor atrás de um teclado, mas de levar a tecnologia para dentro de lojas físicas. A integração dos mundos virtual e real nunca se mostrou tão evidente quanto na Retail’s Big Show, realizada recentemente em Nova York, o maior evento do varejo no mundo. Nos Estados Unidos, em 2011, as empresas que investiram em tecnologia dentro das lojas aumentaram suas vendas 26% acima do que as que continuaram operando modelos tradicionais. Num país em crise, não é pouca coisa. E, afinal, sabemos que a criatividade dos negócios é desafiada em tempos difíceis e, quase sempre, o avanço se incorpora de tal maneira ao cotidiano que se torna quase impossível imaginar como é que vivemos sem ele durante tanto tempo. A tecnologia que chega ao comércio reproduz as telas multicoloridas dos computadores e o espírito de movimento dos games. Esse universo lúdico, que se espalha em painéis de LED de high definition, se traduz também numa nova organização das lojas. Enquanto nas paredes e
colunas as marcas traduzem seus conceitos em mensagens ou, simplesmente, informações práticas ao consumidor, o ambiente de compras se torna cada vez mais clean, menos poluído com araras, prateleiras e balcões. As lojas extremamente bem iluminadas reforçam o sinal da nova organização. O autosserviço é, agora, uma opção eficiente e ágil de atender o cliente. Nas telas, fica fácil ver o produto e descobrir se ele satisfaz o desejo. As prateleiras colocam as mercadorias facilmente visíveis e organizadas por modelo, tamanho e cor.
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este novo conceito, as filas praticamente desaparecem. Não há mais pontos fixos de caixas. Como nos restaurantes, a maquininha do cartão de débito ou crédito é levada até o cliente e o pagamento é feito ali, sem ninguém atrás ou diante de um balcão. E sem espera. O vendedor que ajuda a tirar as dúvidas sobre a escolha é o mesmo que fecha o pedido e embala o produto. Não é à toa que a Apple virou sinônimo de produtos de fácil manuseio. Sua ampla loja em Nova York deixa todos os produtos à mostra, a serem testados nos balcões. Ao término da escolha, basta acenar para o vendedor e a compra se concretiza; o produto sai dali formatado, em pleno funcionamento. Na loja da Uniq Lo, uma única arara exibe o produto,
Ambiente de compras se torna cada vez mais clean, com menos araras e balcões.
MILTON DALLARI cujos tamanhos e cores diversos estão à mão do cliente em expositores que em nada lembram as prateleiras convencionais, onde pilhas se amontoam. A cada cliente, são reorganizadas pelos vendedores. Ali,a organização e a tecnologia disponível em painéis são japonesas e os preços são chineses. Nenhum produto, de jeans a tricôs ou jaquetas, custa mais do que U$ 99. Até as lojas de brinquedos estão mudando. Você pode pedir sua boneca, com o seu rosto ou o rosto de sua filha, ou escolher entre tantas outras sem muito
trabalho, pois elas estão totalmente expostas, ao alcance do cliente. As propagandas 3D estão dentro do ponto de venda e a tecnologia não é um gasto absurdo, que não se possa fazer. A Ralph Lauren investiu US$ 15 milhões para criar a realidade virtual que coloca seus cavalinhos saindo pela porta da Macy’s aplaudidos pela família real britânica. Não é pouco o efeito que isso faz, seja para a marca, seja para a popularidade da rainha Elizabeth em seus 60 anos de trono. Neste novo modelo de lojas, comprar é quase um entretenimento para o consumidor, que se lança na
experimentação e dificilmente se arrepende depois de passar o cartão. E quem gosta, volta. E conta aos amigos, levando ao ciclo exaustivamente repetido de fidelidade às marcas. E, quem diria, até mesmo a Disney se curva diante das mudanças. Seus executivos buscam agora um novo modelo para o Epcot Center. A bola, que foi sinônimo de futuro, necessita de novo recheio. O futuro, ali, já foi alcançado.
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varejo brasileiro está longe de enfrentar uma crise aos moldes norteamericanos. A leva de consumidores das classes D e E que chegam ao mercado nos dá fôlego por cinco, sete anos, até que as empresas se rendam ao novo modelo de facilitação do consumo embalado pela tecnologia. Nos últimos anos, o aumento de vendas fez até mesmo com que retrocedêssemos neste aspecto. Com muitos clientes, o atendimento pode até mesmo deixar a desejar, pois a venda, de uma forma ou de outra, se concretiza. Neste Natal, as lojas abarrotadas, a falta de produtos e as longas filas para pagamento nos caixas
das mais procuradas mostraram que o sistema tem de se tornar mais inteligente para atender mais gente, com eficiência e agilidade. O consumidor, ávido pelas compras, ainda suporta um período de transição entre o passado e o futuro. Mas o fato é que, tanto aqui como lá fora, esse futuro está cada vez mais perto ou, como nos Estados Unidos, já chegou.
A
s novas tecnologias nem são tão novas assim. Quem já se rendeu aos produtos da Apple sabe bem do que estou falando. Você consegue passar um dia sem abrir seus emails? Manda torpedos para falar com seus filhos ou amigos? Pensou ou está pensando em comprar um tablet? Ok. Faz pouco tempo que começamos a discutir se o modelo de lojas virtuais substituiria o real, se os clientes colocariam o número de seu cartão de crédito, sem receio, para pagar algo pela internet. Essa discussão virou passado. Problemas surgiram e foram resolvidos. Outros estão aí a nos desafiar. O maior dos desafios, porém, é enfrentar a naturalidade como os novos consumidores enxergam tudo isso. Para as novas gerações, guichês e caixas registradoras estão prontos para museus. JOSÉ MILTON DALLARI É CONSELHEIRO DO SEBRAE-SP E SÓCIO DA DECISÃO CONSULTORES. INTEGROU A EQUIPE QUE IMPLANTOU O PLANO REAL
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
GibaUm
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3 Val Marchiori vai estrear 3 MAIS: ensinará à vencedora um quadro no Domingo Legal. Nome: Garota Hello!, mais ou menos no estilo Um Dia de Princesa.
k O Lula não pode querer postes todo o tempo. O estoque acabou.
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gibaum@gibaum.com.br
ROBERTO FREIRE // presidente nacional do PPS, sobre a candidatura de Fernando Haddad a prefeito de São Paulo. Fotos: Sandrine Dulermo / Michael Labica
uma vida de luxo (compras e lugares caros). Ninguém sabe se também ajudará a achar um marido rico.
Olho no crescimento Para analistas econômicos, o Brasil é um país virgem, com vocação natural para o crescimento: no período 19641984, a média foi de 6,29% ano. Depois de 1985, o país amargou sucessivas quedas de crescimento real, na média: 4,39% ao ano (1985-1989), 1,24% ao ano (1990-1994), 2,31% ao ano (1995-2002), 4,06% ao ano (2003-2010) e 2,07% em 2011, gerando uma média medíocre de crescimento econômico real média/ano no período 1985/ 2001 de 2,94% ao ano. Detalhe: no período 1964/1984, o Brasil era governado por militares.
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ARSENAL Estrago de 9% Quem imagina que o PR de São Paulo não esteja programando, para valer, o lançamento da candidatura do deputado federal Tiririca à prefeitura da cidade, não perde por esperar. A manobra dentro do partido está sendo pilotada por Valdemar Costa Neto, ainda inconformado por perder seu feudo no Ministério dos Transportes, nos tempos de Alfredo Nascimento. A idéia de lançar Tiririca é apenas para atrapalhar mais o candidato de Lula, Fernando Haddad. Detalhe: primeiros resultados de pesquisas encomendadas pelo próprio PR dariam 9% de intenções de voto para o ex-palhaço. 333
PAI DO ANO Do alto dos seus US$ 30 bilhões, segundo a Forbes, Eike Batista não se cansa de aparecer na mídia, defendendo seu filho Thor, 20 anos, que atropelou e matou um ajudante de caminhão que conduzia uma bicicleta na Baixada Fluminense, dirigindo um Mercedes McLaren F1 de R$ 2 milhões e com 51 pontos na carteira. Por conta disso, cresce na internet um movimento que pretende eleger o bilionário como o pai do ano. Com seus bilhões e sua cabeça de zeloso pai, Eike está hoje na caravana de empresários junto a Dilma Rousseff, discutindo maiores investimentos no país. 333
A modelo brasileira Alessandra Ambrósio, que espera seu segundo filho, desfilou grávida no show da Victoria’s Secret, depois na SP Fashion Week e continua trabalhando. Agora, é a estrela da revista Plastic Dreams , onde tem seu nome estampado em todas as palmilhas dos novos modelos de Melissa, especialmente o escarpin Incense e a sapatilha Divine . Nas fotos, as roupas são mais largas ou na hora da impressão, o Photoshop faz bem sua parte. Na nova revista, Alessandra aparece em meio a um clima um tanto religioso, com vitrais, imagens de santos, genuflexório e até um confessionário.
Dos santos ao pecado
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O Planalto incentivou o exdelegado e deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) para propor e recolher assinaturas para instalar a CPI do Cahoeira, que investigará relações de políticos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Carlinhos era chegado a Valdomiro Diniz, nos tempos em que ocupava a subchefia da Casa Civil da Presidência, reportando-se a José Dirceu. A CPI teve seu registro acolhido até com simpatia pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), sem que o novo líder Arlindo Chinaglia (PT-SP), que é contra Dirceu no partido se incomodasse. Mais: quando era delegado da PF, Protógenes investigava as relações do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com diversas figuras, inclusive Cachoeira. Agora, avisa que “ninguém pode ser acusado de ser amigo de bandido”.
Amigos do Cachoeira
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333 De um lado, o presidente do PR, Alfredo Nascimento avisa que o partido, em suas futuras inserções na televisão, em maio e junho, não exaltará o governo Dilma; de outro, um bloco do mesmo PR abre nova frente de negociação com o Planalto, desta vez reivindicando o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior para o senador Blairo Maggi (PR-MT). Nessa nova arquitetura, Fernando Pimentel, atual ministro, poderia assumir Comunicações e Paulo Bernardo entraria no lugar de Ideli Salvatti, nas Relações Institucionais.
Thereza Collor é a protagonista da nova revista da Bobstore, clicada pela primeira vez pelo filho Victor Collor de Mello (os dois, à esquerda, no lançamento da publicação, esta semana, na loja da Vila Conceição, em São Paulo, onde ele funcionou como DJ): mistura suas jóias étnicas com looks da marca. Entre muitos que estavam lá, Rosana Jatobá, ex-Globo (centro), que pode ir para o SBT Brasil com Carlos Nascimento ou para o Hoje em Dia (Record) e Patrícia Maldonado (direita), agora insatisfeita por estar no Primeiro Jornal (Band), ao lado do roliço Luciano Faccioli.
Moda em família
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Replay Do jeito que vai, a paraguaia Larissa Riquelme, que ficou famosa na última Copa por carregar o celular no peito, ainda acaba ameaçando o recorde de Viviane Araújo (e anteriormente, de Scheila Carvalho): vai aparecer, de novo, toda nua, nas páginas de Sexy. Larissa, que está sendo fotografada em São Paulo, mantém sua residência em Assunção, com pais e irmãos. E vive recebendo convites de produtores do cinema pornô: pudicamente, declina.
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Estados Unidos.
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PR VS. DILMA
MISTURA FINA 333 DIVORCIADA há mais de quatro anos de Armando Hernandez, Luiza Brunet, que chega aos 50 anos em maio próximo e que vive repetindo que está, há muito tempo, vivendo uma fase de jejum, é a nova adepta – quem diria – do divã. Começou a fazer terapia, uma vez por semana, com a psicóloga Cristina Tolda, no Leblon. E está gostando muito.
HÁ DIAS, depois da reunião de Joseph Blatter com Dilma, no Planalto, Pelé foi cercado por servidores, que levaram fotos e camisas para serem autografados. Uma fã não agüentou: “Você é o autor de mais de mil gols e mais de um milhão de autógrafos”. Aí, Pelé: “Dar autógrafos é fácil; agora, para fazer cada gol, eu levava cada botinada que só vendo!”.
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Grace Jones vem aí 333 A nova edição da festa da amFAR, instituição internacional voltada para a pesquisa e tratamento da Aids, no Brasil, homenageará, em abril, em São Paulo, na casa de Dinho Diniz, o fotógrafo Mário Testino, terá a presença de Sharon Stone e até – surpresa – participação da veterana Grace Jones. Musa da Andy Wharol e ícone do Studio 54 nos anos 70, atriz de cinema em Conan, o Destruidor, ao lado de Arnold Schwarzenegger e depois em 007: a View To a Kill (1985), Grace, hoje com 63 anos, lançou seu último álbum, Hurricane , há mais de três anos. É dona de uma polêmica carreira, que incluiu fotos nua em Playboy ao lado de Dolph Lundgren e uma expulsão de todos os domínios da Disney: mostrou os seios num show na Disneyworld.
Com muito cuidado, assessor do primeiro escalão doPlanalto,quetem olheiros no Congresso, contou à presidente Dilma Rousseff, esta semana que, vira e mexe, o ex-ministro Alfredo Nascimento dispara, em rodas mais chegadas, um festival de palavrões sobre ela, Ideli Salvatti e Paulo Sergio Passo, atual titular dos Transportes. A Chefe do Governo ouviu o relato e não agüentou: “O que ela fala de mim? Isso? (e citou um palavrão) Pois bem: vou falar um dele (e disparou outro, supostamente mais cabeludo)”. Quem estava perto, lembrou que a Chefe do Governo, nessa área, tem um arsenal e tanto.
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OUT
Espanha.
Viúva alegre 333 A ex-modelo brasileira Bethy Lagardère, viúva do super-empresário francês Jean-Luc Lagardère e uma das mulheres mais ricas do mundo, redescobre o amor aos 63 anos, que completará ainda este mês: o eleito é o ator de comerciais (já fez participações em séries e novelas) Waldir Gozzi, 42 anos de idade. Os dois acabam de passar uma temporada na Ilha de Mustique, um dos paraísos da América Central e a própria Bethy tratou de postar no Facebook esta semana, uma foto ao lado do bem-amado. Ela tem passado mais tempo no Brasil do que em Paris e quem os apresentou foi o ator Miguel Falabela.
333 QUEM diria: o ministro Guido Mantega, da Fazenda, um dos pioneiros do implante de cabelos (fez há muitos anos e até hoje cultiva o que sobrou da investida cirúrgica), que completa 63 anos em abril próximo, é o mais novo político a carregar no rosto sinais de botox, especialmente na testa, para aliviar a expressão.
333 ASSIM como já existe a Rádio Sul América/Band, totalmente dedicada ao transito de São Paulo, deverá surgir em breve a Rádio Bradesco Esportes, uma associação do banco com a mesma Band. Será uma emissora totalmente voltada para cobrir todos os esportes, com destaque, claro, para o futebol.
A REDE TV! não terá, no ano que vem, os campeonatos de futebol hoje transmitidos pela emissora de Amilcare Dallevo. O italiano passou para a Fox Sports, a Europa League para o Esporte Interativo e o campeonato inglês a ESPN não quer mais negociar com a Rede TV! Nos últimos tempos, muitos jogos internacionais transmitidos pela emissora são substituídos, em cima da hora, por gravações de jogos anteriores – e sem maiores avisos.
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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 22 de março de 2012
5 MUDANÇA Agora, prerrogativa de demarcar terras indígenas passa a ser do Congresso.
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A EXPLICAR Parlamentares usam subterfúgios e conseguem convocar ministros
Ed Ferreira/AE
O dia D de Dilma. De derrotas na Câmara Legislativo esvazia poder da presidente em demarcar terras indígenas
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Índios chamam deputados de "assassinos" ao retirarem do Executivo a prerrogativa de demarcar terra indígena, quilombos e área ambiental.
Audiência: Mantega e Belchior na fila Os ministros da Fazenda e do Planejamento foram convocados para dar explicações aos parlamentares
A
Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou ontem audiência pública com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em data a ser marcada. Também foi convocada, pela Comissão de Trabalho, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. A convocação de Mantega é para que dê esclarecimentos sobre a política econômica e os reflexos da crise financeira internacional. Mas a oposição pretende discutir o episódio que resultou na demissão de Luiz Felipe Denucci da presidência da Casa da Moeda. Mantega só decidiu pela demissão muito tempo depois de avisado das inúmeras irregularidades cometidas por Denucci, como abertura de contas em paraísos fiscais. "Vamos perguntar sobre tudo", resumiu o deputado Vanderlei
Andre Dusek/AE
Mantega, ao lado do ministro Gilberto Carvalho: crise na sua pasta. Macris (PSDB-SP). Mantega já compareceu ao Senado para dar explicações sobre o caso Denucci, porém a nova convocação foi explicada assim pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Ficamos com ciúmes do Senado", disse. O vice-líder do governo, deputado Odair Cu-
nha (PT-MG), assegurou que o ministro não se furtará a responder nenhuma interpelação. "As perguntas da oposição a gente não controla e também o ministro tem respondido a todas elas". Na mesma sessão, os deputados aprovaram requerimento para audiência pública
com Sepúlvida Pertence, presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, para que ele fale sobre o funcionamento da comissão. Belchior também – A Comissão de Trabalho por 11 votos a 9 aprovou ontem, também sem data marcada, a convocação da ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Os deputados querem explicações sobre as consequências da suspensão de concursos públicos federais determinada há um ano. E a oposição quer falar do Programa de Aceleração do Crescimento. Quem prestou esclarecimentos, ontem na Câmara, sobre possível favorecimento ao Ecad, órgão privado que arrecada e distribui direitos autorais, foi a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Segundo ela, trata-se de uma acusação "leviana". (Folhapress)
presidente Dilma que o presidente da CCJ, RicarRousseff continua do Berzoini (PT-SP), anunciou colecionando derro- o resultado com 38 votos a fatas no Congresso. vor e somente 2 contrários. Ontem, foram três em comisPelo projeto, o Executivo sões diferentes da Câmara. Na não poderá mais demarcar Comissão de Constituição e terras, função que passará paJustiça (CCJ), o PMDB votou ra os parlamentares, por meio maciçamente contra o gover- de projeto de lei aprovado por no e comandou a aprovação maioria simples. Para o deputado Moreira de Proposta de Emenda ConsMendes (PSDtitucional Ro), presiden(PEC) que tira te da Frente poderes do Parla mentar presidente da Na prática não d a A g r o p eRepública pahaverá mais cuária, "a Fura demarcar nai exagerou terras indígedemarcação de nas, áreas de terras indígenas, de n a p r o p o s t a de novas terprese rvação preservação r a s p a r a d eambiental e ambiental nem de marcação", regiões de quilombolas. afirmou. qui lombol as. Segundo o T a m b é m f oALESSANDRO MOLON deputado r a m a p r o v aAlessandro das as convocações dos ministros Guido Molon (PT-RJ), na prática "não Mantega, da Fazenda, e Mi- haverá mais demarcação de riam Belchior, do Planejamen- terras indígenas, de preservação ambiental nem de quilomto. (Leia abaixo). A resistência governista foi bolas. É um retrocesso enorfeita pelos deputados do PT, me", garantiu. Ele argumendo PCdoB, do PSB, do PV e do tou que a PEC fere pontos conPSol. Em número menor, es- sagrados na Constituição, ses partidos tentavam, desde como a prerrogativa do Execua semana passada, impedir a tivo em demarcar as terras e o votação. Os demais partidos reconhecimento das terras da base ficaram divididos e a ocupadas pelos índios como direito original, princípios reaoposição votou contra. Um grupo de índios presen- firmados no Supremo Tribunal te na sala entoou "Comissão Federal. A PEC segue ainda paassassina, assassinos", assim ra votação em plenário. (AE)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quinta-feira, 22 de março de 2012
O PTB e o PSC estão migrando para a oposição, estão em obstrução. Deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ)
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Reprodução/TV Globo
Fraudes: PF começa a ouvir os envolvidos Terminam hoje os depoimentos dos denunciados pela oferta de propina
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titular da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos, Victor Poubel, começou a ouvir ontem, no Rio, 17 pessoas de quatro empresas envolvidas no pagamento de propina para ganhar contratos no Instituto de Pediatria da Universidade Federal do estado (UFRJ), na Ilha do Fundão. A denúncia foi feita domingo pelo Fantástico, da TV Globo. A Polícia Federal instaurou quatro inquéritos envolvendo a Locanty Soluções (coleta de lixo), a Toesa Service (locadora de veículos), a Bella Vista Refeições Industriais e a Rufolo Serviços Técnicos e Construções. Os depoimentos devem terminar hoje. Com a ajuda da direção do hospital, um repórter do programa se passou por gestor de compras da instituição duran-
Mais escândalos devem surgir por aí. Haverá muitos desdobramentos. O que é uma coisa positiva. EDIMILSON MIGOWISKI
te dois meses e simulou uma chamada de licitações em regime emergencial. Nesse período, toda as negociações foram gravadas. Para vencer a licitação, os representantes das empresas sugeriram o pagamento de propina. As empresas envolvidas negaram, por meio de nota, que paguem suborno para garantir vendas ou contratação de serviços em
PTB desfaz bloco com PSB e PCdoB
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m meio à crise com o Palácio do Planalto, o PTB desfez ontem o bloco com o PSB e PCdoB na Câmara. O partido tomou a decisão porque PSB e o PCdoB, normalmente, votam alinhados com o governo Dilma Rousseff, e os petebistas passaram a votar contra o Planalto até que haja uma melhora na relação com os aliados. Depois do rompimento, o PTB passou a formar bloco com o PSC, que aderiu à tese da obstrução dos projetos em votação na Câmara. Obstrução é um mecanismo usado pelos parlamentares para suspender vota-
ções de interesse do governo federal. Um exemplo disso ocorreu ontem, no plenário da Câmara. A maioria dos partidos (incluindo PMDB, PTB e PSC) obstruiu requerimento de votação da Lei Geral da Copa para adiar as discussões para a semana que vem. Segundo o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), os dois partidos não estão migrando para a oposição, "estão em obstrução". Ou seja, continuam na base aliada, mas votando sem compromisso com o governo. PTB e PSC somam 38 deputados: 21 petebistas e 17 socialistas-cristãos. (Folhapress)
processos licitatórios. UFRJ- culpa legislação – Os diretores do Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), unidade em que as quatro empresas prestadoras de serviços foram flagradas tentando fraudar as licitações, afirmaram ontem que a atual legislação de licitações públicas permite a disseminação de irregularidades em processos de compras governamentais. "Tem que rever essa lei. Ela protege, mas ao mesmo tempo permite ações irregulares nas compras. É preciso identificar e corrigir as falhas nessa legislação", disse Bruno Leite Moreira, vice-diretor na instituição, logo após prestar depoimento na Polícia Federal, com o diretor da unidade, Edimilson Migowiski.
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epois de uma avaliação do ministério da Saúde ter apontado a saúde pública da cidade do Rio uma das piores do País e da denúncia de fraudes em licitações em hospitais federais, tanto a presidente Dilma Rousseff quanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, elogiaram ontem a gestão da prefeitura municipal no setor. Segundo a presidente, o Programa Saúde da Família implantado no município, que conta com 57 clínicas da Família, é um exemplo de qualidade no atendimento à população. "O prefeito Eduardo Paes já fez 57 clínicas da Família e vai atender a 2 milhões de pessoas. Mas não é a obra que im-
Dia 26 de março - segunda-feira - 8h30 às 12h Local: Edifício-sede da Associação Comercial de São Paulo - ACSP Rua Boa Vista, 51 - 9º andar - Sala Plenária Centro - São Paulo - SP
Coordenação Dr. Luiz Gonzaga Bertelli - Vice-Presidente da Associação Comercial de São Paulo, Conselheiro e Diretor da FIESP/CIESP e Coordenador do Conselho de Infraestrutura Realização: Associação Comercial de São Paulo - ACSP Apoio Institucional: Diário do Comércio - DC
PROGRAMAÇÃO
9h45 10h15 10h45
11h15 11h45
em média. O Hospital dos Servidores do Estado paga R$ 13,99 para adquirir lote de 6 mil frascos do medicamento: 254% mais que os R$ 3,95 pagos pelo Hospital das Clínicas de Goiás e 149% mais que os R$ 5,69 pagos pelo Hospital Professor Alberto da Universidade Federal de Alagoas. Depoimentos – Além dos diretores do Instituto de Pediatria da UFRJ, também foi ouvido o presidente da empresa Bella Vista Refeições Indus-
triais, Adolfo Carlos Maia, que afirmou que a empresa nunca participou de "atos ilícitos com pagamento de propinas", segundo sua assessoria. Outros cinco funcionários da Bella Vista também foram intimados a depor. Hoje, estão previstos depoimentos de mais sete pessoas da Locanty e da Rufollo, entre elas a gerente Renata Cavas, que apareceu no Fantástico. Ainda serão ouvidos os representantes da Toesa Service.(Agências)
Apontado pelo ministério como um dos piores do País, atendimento público fluminense é elogiado pela presidente
perspectivas para o aproveitamento em nosso País
9h15
"Mais escândalos devem surgir por aí. Haverá muitos desdobramentos. O que é uma coisa positiva", afirmou Migowiski. Para explicar as falhas nos processos de compra, Moreira citou a aquisição de um lote com 200 frascos do antibiótico Cefepima Cloridrato. O Instituto de Pediatria paga R$ 4,02 por unidade. Segundo o Comprasnet, portal de compras do governo federal, outras 15 unidades compram o mesmo produto por R$ 4,41,
Para Dilma, saúde no Rio é exemplar
Seminário sobre energias alternativas (energia solar, eólica e biodiesel)
8h30 9h
Renata Cavas, gerente da Rufolo: uma das próximas denunciadas a prestar esclarecimentos na PF.
Recepção, entrega de material informativo e café da manhã. Abertura Pronunciamento do Dr. Rogério Pinto Coelho Amato Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo - FACESP e da Associação Comercial de São Paulo - ACSP Pronunciamento do Dr. Altino Ventura Filho Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME) Pronunciamento do Engº Daniel Sarmento de Freitas Coordenador dos Projetos de Energia Fotovoltaica do Grupo NEOENERGIA Pronunciamento da Dra. Élbia Mello Presidente Executiva da ABEEólica - Associação Brasileira de Energia Eólica Pronunciamento do Dr. Marcelo Mesquita Gestor do DASOL - Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento - ABRAVA Pronunciamento do Dr. Erasmo Carlos Battistella Diretor Presidente da BSBIOS Energia Renovável Conclusão e encerramento
Confirme sua presença (inscrições gratuitas) Fone: (11) 3244-3310 / Fax: (11) 3244-3932 - E-mail: secretariageral@acsp.com.br Assista ao vivo nos sites: www.acsp.com.br e www.facesp.com.br (clique no banner do evento)
Wilton Junior/AE
Para Dilma, Eduardo Paes é um aliado muito "especial", "cuidadoso" e dono de capacidade de trabalho "fantástica".
porta, é a qualidade dos médicos e do atendimento que essa clínica presta a cada um dos 2 milhões de cariocas que precisam", disse a presidente. Em discurso durante inauguração da Clínica da Família de Parada de Lucas, subúrbio do Rio, Dilma destacou que é preciso garantir saúde de qualidade para crianças, gestantes e pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Ela também lembrou a aliança nas três esferas de governo e fez críticas indiretas ao antecessor na prefeitura César Maia (DEM), cujo filho, deputado Rodrigo Maia (DEM), vai disputar o cargo. "Nesses anos que ele vem dirigindo a prefeitura, está acabando com o abandono. Não tinha como fazermos parcerias com a prefeitura do Rio antes. Era difícil", disse ela.
M o d e l o – Já o ministro Alexandre Padilha ressaltou que o modelo atual do programa no Rio de Janeiro rompe com um passado em que as unidades de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) cariocas não conseguiam atender às expectativas da população. Padilha disse que o governo federal quer contribuir para melhorar a qualidade do programa dobrando os recursos repassados para cada equipe que mostrar um bom desempenho na atenção aos pacientes. Cabral, por sua vez, elogiou a atuação do prefeito não só na área de saúde, divulgando obras em transportes e área social. "Paes não é um prefeito de uma música, uma área só", disse o governador. Sob o forte calor, algumas pessoas desmaiaram durante a cerimônia. (Agências)
SECRETARIA DA SAÚDE COMUNICADO ALTERAÇÃO DE EDITAL PROCESSO Nº 2012-0.047.877-7 - PREGÃO PRESENCIAL Nº 027/2012 Comunicamos aos Srs. Fornecedores interessado em participar do procedimento licitatório - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS E NEUROLÓGICAS - COLUNA - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 22/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93, o seguinte: Tendo em vista a exclusão dos itens 06 e 07 solicitamos a retirada de novo edital no site: http//: e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br. PROCESSO Nº 2012-0.041.099-4 - PREGÃO PRESENCIAL Nº 026/2012 Comunicamos aos Srs. Fornecedores interessado em participar do procedimento licitatório - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS E NEUROLÓGICAS - CRÂNIO - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 22/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93, o seguinte: Tendo em vista a exclusão dos itens 03 e 11 solicitamos a retirada de novo edital no site: http//:e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br. As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas.
Decreto permite nomeações na ANTT
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presidente Dilma Rousseff editou ontem decreto que permite ao ministro do Transporte indicar diretores interinos para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no caso de falta de quorum para deliberações da diretoria. Pelo decreto, o ministro poderá designar servidor do quadro de pessoal efetivo até a posse do novo integrante da diretoria. Assim, as indicações temporárias não precisam passar mais pelo Senado. Com a recusa do Congresso em reconduzir o ex-diretor da agência, Bernardo Figueiredo, a diretoria colegiada ficou desfalcada, com apenas Ivo Borges de Lima e Jorge Luiz Macedo, quando é preciso quorum mínimo de três para as deliberações. Além disso, a presidente Dilma retirou as indicações de Hedeverton Andrade Santos e Mário Rodrigues, que estavam para ser sabatinados pelo Senado. A oposição anunciou que vai entrar com um ação de inconstitucionalidade para questionar na Justiça o decreto presidencial. (Folhapress)
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quinta-feira, 22 de março de 2012
Eu tinha de reiniciar inspeções por São Paulo. Não por revanche nem por denuncismo. Ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ
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Didq Sampaio/AE
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crise na base aliada de bebidas alcoólicas durante da presidente Dilma os jogos. Rousseff impediu a "Acho muito ruim, mas fui votação do projeto enquadrado pelo meu partido, da Lei Geral da Copa, ontem, pela minha bancada e pelo gocomo queria o governo. O prin- verno. Acho muito ruim jogar cipal foco de insatisfação é a isso [a liberação de bebidas] falta de uma data para a vota- de última hora para os estação do novo Código Florestal, dos, faltando um ano para a mas partidos aliados aprovei- Copa das Confederações", taram o clima ruim na Casa pa- disse ele, que é favorável à lira se juntar à oposição e impe- beração de bebidas alcoólicas dir a aprovação do projeto. mesmo após o Mundial. A sessão foi tumultuada. O relator acrescentou que Quase todos os partidos da ba- sua intenção era mudar o texse se posicionaram contra a to de forma a permitir a venda v o t a ç ã o d o p r o j e t o . E l e s de bebidas nos estádios. "Miameaçaram apoiar um reque- nha intenção era liberar não só rimento da oposição que pe- para a Copa, mas alterar o Esdia a retirada de pauta. Por tatuto do Torcedor, uniformifim, decidiram obstruir a ses- zando a legislação dos estasão, impedindo que se alcan- dos tendo em vista o momento çasse o quórum de 257 depu- que vive o Brasil, com a constados para a votação do re- trução das arenas multiuso", querimento. Com isso, o presi- disse. "Vai ser uma solução d e n t e d a parcial e a Fifa Câmara, Marvai ter que disco Maia (PTcutir o assunto RS), encerrou com pelo meMinha intenção era nos sete estaos trabalhos. liberar não só para d o s " , a c r e sA votação da Lei da Copa fia Copa, mas alterar centou. cou para a O que vale – o Estatuto do p r ó x i m a s eDe passagem Torcedor, mana. pela Câmara uniformizando a U m d o s l íp a r a p a r t i c ilegislação. deres a se espar de homaforçar pela gem pelos 90 VICENTE CÂNDIDO (PT-SP) obstrução foi a n o s d o P CHenrique doB, , o minisEduardo Alves (PMDB-RN). tro dos Esportes, Aldo Rebelo, "Se fosse votar o mérito, temo acrescentou mais água à ferque não tivéssemos votos pa- vura. Ele informou ontem que ra aprovar, o que seria uma si- a aprovação da Lei da Copa nalização ruim do País e para a com a liberação da venda de Fifa. Então, precisamos traba- bebidas alcoólicas deverá ser lhar para que essa maioria si- respeitada também nos estalenciosa de hoje se transforme dos. numa maioria estridente a fa"A nossa interpretação é vor na semana que vem". que se a proibição nacional esAlém do Código Florestal, tá suspensa, a proibição regiodiversos deputados critica- nal também está", declarou. ram a condução do governo no Segundo ele, mesmo em se debate sobre a venda de bebi- tratando de matéria de legisdas alcoólicas em estádios du- lação concorrente, a interprerante os eventos da Fifa. tação do governo é a de que a "Enquadrado" – O relator da norma nacional é prevalente Lei Geral da Copa, deputado sobre a estadual. Vicente Cândido (PT-SP), disA opinião de Aldo Rebelo, no se que discorda da decisão to- entanto, diverge daquela de límada anteontem pelos parti- deres governistas na Câmara, dos da base aliada de retornar segundo a qual o texto da Lei ao texto original enviado pelo Geral da Copa a ser votado Executivo quanto à liberação transfere para os 12 estados
Sarney: tema é o mais importante do País
O
presidente do Senado, José Sarney (PMDBAP), disse ontem que o projeto da Lei Geral da Copa terá prioridade de votação na Casa, assim que a matéria passar pela Câmara dos Deputados. Mas não há ainda uma previsão de quando isso ocorrerá. Sarney salientou, de qualquer modo, que dará "grande prioridade" ao tema porque é o "mais importante para o Brasil" no momento. Sobre as recentes mudanças de líderes nas Casas do Congresso, Sarney disse que se trata de “uma coisa normal”. Os novos líderes na Câmara, Arlindo Chinaglia (PTSP), e no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), redobram
os esforços para negociar acordos para votações importantes, como a Lei Geral da Copa e o Código Florestal. "A presidente Dilma escolhe suas lideranças", destacou. A oposição tem condicionado a votação da Lei da Copa à definição da votação do Código. Para o deputado Mendes Thame (PSDB-SP), líder da minoria na Câmara, é fundamental marcar uma data exata para a votação do Código Florestal e assim acelerar as discussões sobre a Lei da Copa. "Houve um entendimento. Vota-se em primeiro lugar a Lei Geral da Copa, que a população toda está esperando. Depois, na data marcada, votase o código". (Agências)
Marin diz que demora não preocupa
O
novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, José Maria Marin, disse que a demora para a votação do projeto da Lei Geral da Copa não o preocupa. O texto, que teve a votação adiada ontem (20), tramita na Câmara dos Deputados. Os parlamentares querem condicionar a análise da matéria à votação do Código Florestal. "Não me preocupo [com a demora]. Sei da preocupação dos deputados em examinar com bastante cuidado e atenção tudo o que diz respeito ao projeto, mas temos condições de realizar a maior Copa do Mundo", ressaltou Marin, durante visita à Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, em Brasília.
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Pedro Ladeira/AFP
Bloco na rua: deputados contrários à liberação da venda de bebidas alcoólicas protestam em plenário.
Crise na base impede votação da Lei da Copa Ao final de uma sessão tumultuada, ficou decidido que o assunto só voltará ao plenário na próxima semana que sediarão os jogos a decisão final sobre a liberação ou veto das bebidas nos estádios. Atualmente, sete deles contam com legislação regional que proíbe o consumo de álcool nas arenas. O ministro também comentou que o único governador que o procurou para tirar dúvidas sobre a obrigação dos estados com a Lei da Copa foi Jaques Wagner (PT), da Bahia, a quem ele informou a interpretação do governo sobre a matéria.
São Paulo – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, voltou a defender ontem uma regra única sobre a venda de cervejas durante os jogos da Copa do Mundo de 2014. "Nós deveremos ter uma harmonia. Você não vai ter jogo em um Estado só", disse. Em acordo fechado anteontem, os líderes haviam aceitado votar o texto original do governo federal sobre a lei. A proposta não deixa clara a liberação da venda das bebidas alcoólicas, deixando espaço
Foco do CNJ são os grandes tribunais, diz corregedora
Marin destacou a necessidade de haver um cronograma específico para o Mundial. "Genericamente abordamos vários temas. Pretendemos organizar uma agenda de trabalho voltada exclusivamente para a Copa e tudo caminha dentro da expectativa".(ABr)
são federal, São Paulo vai uma tomar posição". Já o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, que visitou o gabinete de diversos senadores e também deputados da Comissão de Esportes da Câmara, mostrou-se confiante na aprovação da Lei Geral da Copa, independentemente das discussões no Congresso. "Tenho confiança total. Estou tranquilo. Vamos fazer uma grande Copa do Mundo", resumiu. (Agências)
TCU fiscaliza obras. E já reduz gastos em mais de R$ 500 mi
Inspeções recomeçarão por São Paulo, anunciou ontem Eliana Calmon.
A
corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministra Eliana Calmon, afirmou que a retomada das investigações focará nos "grandes tribunais", a começar pelo TJSP (Tribunal de Justiça) de São Paulo. "Eu tinha de reiniciar inspeções por São Paulo. Não por revanche, não por denuncismo, não porque eu queria ver algo específico. Vou continuar a inspeção de rotina deixando as informações do Coaf para o lado porque estas não estão liberadas pelo STF recomeçando da mesma forma como inspecionei outros tribunais", afirmou a ministra. Segundo ela, o CNJ recebeu críticas de que as inspeções só estavam acontecen-
do em cortes menores. "Em razão do tempo que perdemos, vou mudar um pouco o cronograma, porque tenho de ir aos grandes tribunais. Temos de tratar todos os tribunais igualmente, por isso eu vou me debruçar sobre os grandes tribu-
nais. Isso não significa que eles tenham problemas. Como eu disse, são inspeções de rotina", argumentou. Ela também disse que "não existe" rivalidade entre ela e o presidente do TJSP, Ivan Sartori. "Somos parceiros". (Agências)
Beto Barata/AE
Corregedora com o presidente do TJ-SP: "Somos parceiros".
SECRETARIA DA SAÚDE
Marin: "Temos condições"
para que os estados negociem essa possibilidade. Alckmin afirmou que vai divulgar o posicionamento oficial do governo estadual sobre a questão apenas após a aprovação da lei. Ele ainda classificou a transferência da decisão para os estados como uma omissão federal. De acordo com ele, São Paulo vai ter uma decisão isolada apenas se não houver um acordo entre os governadores. "Tendo em vista essa omis-
COMUNICADO ALTERAÇÃO DE EDITAL PROCESSO Nº 2012-0.041.171-0 - PREGÃO PRESENCIAL Nº 033/2012 Comunicamos aos Srs. Fornecedores interessados em participar do procedimento licitatório - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - TRAUMA 1 - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 26/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 13/03/2012 pág. 90, o seguinte: DO ANEXO I VI - INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES Desconsiderar a exigência contida no item 6.5 Para o item 2 a contratada deverá fornecer em regime de comodato, também o equipamento para a liberação (set vídeo/ótica). DA MINUTA DO TERMO DE CONTRATO 1.2 - INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES Desconsiderar a exigência contida no item 1.2.5 Para o item 2 a contratada deverá fornecer em regime de comodato, também o equipamento para a liberação (set vídeo/ótica). As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas.
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s fiscalizações feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas obras da Copa de 2014 já resultaram em uma redução superior a R$ 500 milhões. A informação foi dada pelo ministro Valmir Campelo, ontem, durante audiência pública na Câmara dos Deputados. Campelo foi convidado para falar sobre os resultados das fiscalizações feitas pelo tribunal, principalmente nas obras que tiveram financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa. "Nosso trabalho já reduziu em mais de meio bilhão de reais os gastos (previstos para a União)", disse o ministro. "Só no aeroporto do Galeão (no Rio de Janeiro), a redução foi superior a R$ 30 milhões. E no Maracanã os custos caíram em R$ 97 milhões". . (ABr)
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO PRESENCIAL 031/2012-SMS.G, processo 2012-0.039.839-0, destinado ao registro de preços para aquisição de CAIXAS PARA MICROTUBOS E LAMÍNULAS 24 X 60 MM, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Laboratório, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 09 de abril de 2012, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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nternacional
quinta-feira, 22 de março de 2012
Pascal Parrot/Reuters
FRANÇA EM ALERTA Em Paris, uma bomba explodiu em frente à embaixada da Indonésia, no elegante 16º distrito da capital francesa, na manhã de ontem. O artefato danificou janelas e carros, sem deixar feridos.
Fim da linha para atirador de Toulouse
Policiais isolaram a rua do atirador suspeito em um subúrbio residencial de Toulouse
TV France 2/Reuters
Philippe Wojazer/Reuters
Polícia cerca casa de suspeito de aterrorizar a França com ataques que mataram sete pessoas nas últimas duas semanas. Cortes de energia, tiros e explosões. Vale tudo para capturá-lo vivo.
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entenas de policiais cercaram ontem um prédio em Toulouse, no sul da França, na tentativa de prender o francês de ascendência argelina Mohamed Merah, de 24 anos, acusado de ser o atirador que matou sete pessoas, incluindo três crianças judias, em nome da Al-Qaeda. Até a noite de ontem, o cerco já durava quase 24 horas; por volta das 20h (horário de Brasília), ouviram-se três explosões e tiros no prédio, que seriam "manobras de intimidação e desgaste", segundo o governo. A ordem do presidente francês, Nicholas Sarkozy, era de capturar vivo o suposto terrorista para apresentá-lo à Justiça. A ação policial começou na madrugada de ontem, quando três agentes foram feridos a bala na tentativa de invadir o apartamento onde Merah estava, em um subúrbio de Toulouse. A polícia, então, cercou o prédio e retirou todos os outros moradores. Logo depois, a energia foi cortada. O ministro do Interior, Claude Guéant, contou que Merah tinha jogado uma pistola Colt 45, do tipo utilizado em todos os tiroteios, para fora de uma janela do bloco de apartamentos em troca de um celular, mas ainda estava armado. Durante o dia, Merah anunciou diversas vezes sua rendição às forças de segurança. No entanto, nenhuma tentativa foi concretizada. Prisões - A mãe do suspeito, seu irmão e a companheira deste foram detidos ontem como parte da investigação dos três ataques, informaram fontes judiciais. Segundo os primeiros indícios, o irmão também é comprometido com a ideologia extremista salafista e explosivos teriam sido encontrados em seu carro. As detenções para investigação, que segundo a lei francesa podem durar até quatro dias em casos de terrorismo, aconteceram "por precaução", informou o ministro do Interior francês. O presidente Sarkozy revelou a representantes da comunidade judaica em Toulouse
ontem que o suspeito planejava voltar a matar quando foi isolado por policiais em sua casa. Os próximos alvos eram outro militar e dois policiais da cidade, aos quais já havia identificado, segundo o promotor François Molins. Após sair do encontro com a comunidade judaica, Sarkozy foi à cidade vizinha de Montauban, onde liderou homenagem aos três paraquedistas supostamente mortos por Merah, em 11 e 15 de março. "O terrorismo não será capaz de dividir nossa comunidade nacional", disse Sarkozy, em plena campanha para reeleição. "Nós devemos ficar juntos. Não devemos ceder à discriminação ou vingança." Eleição - A um mês da eleição presidencial, o assunto provocou troca de acusações entre os partidos dos candidatos Nicolas Sarkozy e o socialista François Hollande – tecnicamente empatados nas últimas pesquisas, divulgadas no dia do atentado à escola. A UMP, sigla de Sarkozy, de centro-direita, afirmou que o Partido Socialista, de Hollande, tentava instrumentalizar o caso; os socialistas repudiaram a acusação. E a ultradireitista Marine Le Pen, terceira nas pesquisas, acusou o governo de "subestimar" o "perigo fundamentalista". Funeral - As quatro vítimas do atentado ao colégio judaico na França foram sepultadas ontem em Jerusalém em clima de preocupação com a vulnerabilidade das comunidades judaicas na Europa. Após uma longa e emotiva cerimônia, foram enterrados os corpos do rabino Jonathan Sandler, de 30 anos, professor da escola; seus filhos Arie, de 6 anos, e Gabriel, de 3 anos; e Miriam Monsonego, de 8 anos, filha do diretor. O professor era cidadão francês, e as três crianças tinham dupla cidadania francoisraelense. Presente no enterro, o chanceler francês, Alain Juppé, prometeu segurança reforçada em escolas e sinagogas. "Seu luto, sua dor, também são nossas. Toda a França está em choque", disse. (Agências)
O presidente Sarkozy (acima) homenageou as vítimas do atirador, identificado como Mohamed Merah (à esq.).
Nir Elias/Reuters
De ladrão a terrorista da Al-Qaeda
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ohamed Merah queria "deixar a F r a n ç a d e j o elhos". E por alguns dias, ele conseguiu. Francês de origem argelina, o jovem de 24 anos era conhecido pela polícia de Toulouse por causa de seus antecedentes criminais de delitos comuns, como assaltos. Após duas viagens ao Afeganistão, ele se tornou um extremista ligado à rede terrorista Al-Qaed a , q u e t e r i a l h e e n c omendado atentados na França. Seu único arrependimento foi não ter tido tempo para cometer mais assassinatos. O promotor François Molins disse que Merah expressou satisfação ao matar quatro judeus, um rabino de 30 anos de uma escola judaica de Toulouse e três crianças de 3, 6 e 8 anos na segunda-feira. Ele ainda é suspeito de matar em dois ataques distintos três soldados, de origem árabe e muçulmanos, nos
dias 11 e 15 de março, em Toulouse e Montauban. Segundo ele, o massacre no colégio foi um ato de vingança pelo sofrimento das crianças palestinas e os assassinatos dos militares foram atos de vingança à presença do Exército francês no Afeganistão. Para realizar os ataques, M e r a h r e c e b e u t r e i n amento no Waziristão, área do Afeganistão que concentra militantes do Taliban e da Al Qaeda. Autoridades da província afegã de Kandahar teriam até confirmado que Mehar foi preso em 2007 por plantar bombas na região. Mas esta alegação foi rechaçada pelo governador da província. Tecnologia - As autoridades francesas rastrearam Merah graças ao endereço IP do computador de seu irmão, utilizado para responder a um anúncio do paraquedista Imad Ibn Ziaten, a primeira vítima. Ibn Ziaten, que tentava vender a moto, foi morto no dia 11, após marcar encontro com um possível comprador. Para a polícia, Merah o matou e usou a moto para cometer os outros crimes. (Agências)
Menahem Kahana/AFP
Dor e comoção no enterro em Jerusalém das vítimas da escola judaica
Reuters
UNIDOS CONTRA ASSAD
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HOMENAGEM – A realeza belga e holandesa e os primeiros-ministros se juntaram a mais de 5 mil pessoas ontem em homenagem às 15 crianças e dois funcionários de uma escola belga mortos em um acidente de ônibus na Suíça na semana passada. A cerimônia aconteceu na arena esportiva da cidade belga de Lommel. Outra homenagem ocorrerá hoje para sete crianças de outra escola na cidade de Heverlee. O ônibus belga bateu na parede de um túnel na Suíça quando voltava de uma excursão de esqui. (Reuters)
pós meses de impasse no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), os 15 países-membros – inclusive Rússia e China – aprovaram ontem um documento em que apoiam o plano do enviado da entidade e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, para o fim da violência no conflito sírio. No mesmo dia em que a proposta de paz foi aprovada, pelo menos 52 pessoas morreram na cidade de Homs, que voltou a sofrer bombardeios das tropas leais ao regime de Bashar al-Assad. Na declaração presidencial – que não tem a força vinculativa de uma resolução –, o Conselho abordou os pontos defendidos por Annan: primeiro, um cessar-fogo unilateral do governo sírio; uma trégua diá-
ria de duas horas para retirar feridos das áreas de combate; e a abertura do diálogo político com a oposição síria. A ONU estima que mais de 8 mil pessoas morreram desde
o início da revolta há um ano. Ontem, a cidade de Homs voltou a ser bombardeada pelo regime. Ao menos 52 pessoas, entre elas dez crianças, morreram. (Agências)
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9 ACIDENTE E MORTE O ciclista Wanderson Pereira da Silva morreu no sábado, após ser atropelado pelo filho do empresário Eike Batista, Thor Batista. Thor prestou depoimento ontem em Xerém, no Rio de Janeiro.
Fotos: Marcos Arcoverde/AE
idades
Filho do empresário Eike Batista prestou depoimento ontem sobre o acidente ocorrido no sábado passado. Na ocasião, Thor Batista atropelou um ciclista na BR-040, que morreu no local. A defesa do empresário, que teria acumulado 51 pontos na carteira de habilitação, afirma que houve uma "fatalidade" e um acidente inevitável.
Thor Batista (acima e ao lado), após prestar depoimento em Xerém, ontem, a respeito do atropelamento ocorrido no sábado, em que um ciclista morreu após ser atingido pelo carro do empresário.
Em depoimento, Thor reafirma inocência
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empresário Thor Batista prestou depoimento ontem na 61ª Delegacia de Polícia (Xerém, Rio de Janeiro) para dar explicações a respeito do atropelamento e morte do ciclista Wanderson Pereira da Silva, no sábado passado. Ele começou a depor por volta das 12h30 e terminou às 14 horas. Ao sair da delegacia, fez uma breve declaração à imprensa. "Lamento profundamente a perda do Wanderson e respeito a dor da família. Mesmo convicto da minha inocência, confirmo que vou prestar toda a assistência à família", afirmou. O advogado de Thor, Celso Vilardi, reafirmou que não há relação entre a quantidade de pontos na habilitação do jovem (51 pontos) e o acidente. "A habilitação era válida. Existem
Nicson Olivier/Folhapress - 19/03/2012
Defesa de Thor afirma que o ciclista atravessava a pista no momento da tragédia. Família da vítima nega.
elementos seguros para afirmar que o atropelamento aconteceu no meio da pista. Foi um acidente inevitável", disse o advogado. A defesa de Thor informou que está fazendo um levantamento destes pontos, alegando que o jovem trocou de carro várias vezes e, em muitas ocasiões, sai com motorista e segurança. Portanto, as multas poderiam não ser dele. A perícia vai confirmar a velocidade, mas o empresário reafirmou que estava dentro da velocidade permitida. Foi feita uma segunda perícia terça-feira pela manhã na casa do pai de Thor, o empresário Eike Batista, mas é possível que seja feita uma terceira perícia para determinar com exatidão a velocidade em que o veículo estava. Além de Thor, outras cinco
pessoas já prestaram depoimento sobre o caso: os dois policiais rodoviários que chegaram ao local do acidente, dois condutores de outros veículos que passavam pela estrada e Vinícius Racca, amigo de Thor, que viajava com ele. O delegado Mário Arruda não quis comentar mais detalhes sobre o depoimento de Thor. "Pelo que estou apurando até agora, a princípio a vítima estava atravessando a rua", afirmou o delegado. Thor saiu às 18 horas de um restaurante em Itaipava, e o acidente ocorreu por volta das 19h30, no km 101 da BR-040. Caso seja comprovado que ele estava acima da velocidade, Thor poderá ser indiciado por homicídio culposo, cuja pena varia de dois a quatro anos de prisão. (AE)
Nelson Antoine/AE
Shirley e sua van voltam ao batente Paulo Pampolin/Hype
Mariana Missiaggia
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GÁS VAZA – Uma equipe da Prefeitura que realizava obras na calçada da rua Amaral Gurgel, no Centro, rompeu um cano da Comgás, ontem de madrugada, assustando os moradores da região. Leo Pinheiro/Folhapress
ENTRE LOIRAS – Foi preso ontem Wagner de Oliveira Gonçalves, de 36 anos, apontado pela polícia como integrante da "gangue das loiras", que assaltava e sequestrava vítimas em estacionamentos de shoppings. O bando é formado por seis pessoas. Anteontem foi presa Carina Geremias Vendramini.
penas na manhã de ontem, a vida da motorista de van escolar Shirley de Souza, de 30 anos, voltou ao normal. Há dez dias, Shirley, sua monitora e as 13 crianças que ela transportava foram vítimas de um sequestro por Adriano dos Santos Aguiar, de 33 anos, que fugia da polícia. Ontem, às 4h30, Shirley retomou suas atividades e às 5h15 já estava com a primeira aluna dentro de seu veículo. A motorista arcou sozinha com o prejuízo avaliado em torno de R$ 5 mil e conta para o DC o que pretende fazer a respeito. Diário do Comércio - Como foi retomar suas atividades depois do ocorrido? Shirley de Souza - Nem sei explicar direito. Peguei meu carro na terça-feira e fiquei até tarde da noite lavando e limpando porque já não havia nenhum lava-rápido aberto. Esses dias têm sido bem agitados. Eu estou cansada, mas tenho que voltar, né? Eu preciso trabalhar. Saio de casa às 5h e volto às 20h. Tenho medo e por isso estou ainda mais atenta do que antes. Meu filho mais velho (de dez anos) me pergunta todos os dias se eu irei trabalhar. Digo que sim e ele fica nitidamente preocupado. Essa situação gerou uma insegurança grande para ele. Cabeça de criança é uma coisa complicada. Ele deve imaginar mil coisas. DC – Você arcou com todas as despesas do seu veículo. Você pretende fazer alguma
Shirley foi sequestrada junto com uma monitora e 13 crianças. Sua van escolar foi danificada e ela arcou sozinha com os R$ 5 mil do conserto, fora o aluguel de uma van provisória. coisa para resgatar esse dinheiro investido? Shirley – Para falar a verdade, eu ainda não sei bem o que eu posso fazer, a quem posso recorrer e se é possível conseguir alguma coisa. Quando tudo aconteceu, entrei em contato com minha seguradora e eles disseram que meu carro ficaria parado por pelo menos vinte dias. Isso seria impossível para mim. Não dá para ficar pagando aluguel de um outro carro ou ficar parada e deixar os pais de alunos sem o meu trabalho. Então, acabei optando por um serviço particular e gastei R$ 5 mil com funilaria, R$ 300 para adesivar a van novamente, e ainda gastei R$ 600 com o aluguel de uma van porque trabalhei três dias com um veículo alugado. O gasto foi alto e agora que consegui organizar as coisas – e tenho todas as notas fiscais, o boletim de ocorrência e os documentos da perícia em mãos – vou procurar minha seguradora e descobrir o que é possível ser feito, porém não acredito que receberei alguma ajuda. Acho mesmo é que vai ficar tudo nas minhas costas.
Duas possibilidades
R
ecorrer ao Estado e pedir indenização ao seguro são duas saídas para Shirley de Souza reaver seu prejuízo. Segundo o advogado cível Alexandre Castanha, 40 anos, ela deve buscar seus direitos e reaver o dinheiro gasto com a recuperação de sua van. Diário do Comércio – O que é possível ser feito em casos como o da Shirley? Alexandre Castanha - Ela tem dois caminhos. O primeiro e mais seguro é abrir uma ação de regresso contra a seguradora. Ou seja, a Shirley teve um prejuízo e, a princípio, cabe a ela suportar esse ônus por ser proprietária do automóvel. No entanto, esse custo é resultante de uma situação causada por um terceiro, que não responderá pelo fato. Apesar de, num primeiro
momento, ela ter arcado com as despesas de tal fato, a lei lhe dá o direito de receber uma indenização do verdadeiro culpado ou de sua seguradora. A proprietária não tem o dever de reparar um estrago que ela não causou, mas é claro que, como única prejudicada, o interesse no conserto é somente dela. Além disso, a atitude dela em optar pelo particular minimizou o prejuízo da seguradora. Outra alternativa é recorrer ao Estado e o raciocínio seria o seguinte: quem causa o dano é o responsável, no caso o fugitivo, que obviamente não fará o ressarcimento. A partir disso, o Estado torna-se responsável pela segurança pública, porém, ele não pode ser considerado onipresente. Por essa razão, não acredito que seja o Estado quem deve indenizá-la. (M.M.)
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PARAFUSADO
Andrew Myers cria retratos em 3D usando apenas parafusos. Cores e profundidades das peças dão um efeito único nas obras. http://bit.ly/GDHYvz
www.dcomercio.com.br
F ACEBOOK G ADGET DU JOUR
Quando menos é mais
S ÃO PAULO Luiz Guarnieri/AE
E Atropelado na 23 de Maio
studo realizado na Universidade de Western Illinois, nos EUA, e divulgado ontem aponta que quanto mais amigos você tem no Facebook maior é sua tendência ao narcisismo, isto é, ao culto de si mesmo. A pesquisa foi feita por meio da avaliação dos hábitos de 294 pessoas dos EUA que têm contas na rede social. Os participantes tinham idades entre entre 18 e 65 anos. Usando questionários, os
estudiosos avaliaram as atitudes expansivas, exibicionismo, a vaidade e a sensação de superioridade manifestadas pelos participantes. As pessoas com maior tendência a comportamentos narcisistas foram as que têm mais amigos, atualizam mais vezes seus murais e são mais propícios a aceitarem pedidos de amizade de estranhos. Essas pessoas têm sua autoestima ligada ao desempenho na rede social. Essas pessoas estariam,
também, na contramão de outra tendência identificada por outro estudo divulgado nesta semana pela University of Southern California, segundo o qual a ideia de ter menos amigos no Facebook é cada vez mais popular. O percentual de pessoas que desfizeram amizades na rede social aumentou de 56% em 2009 para 63% em 2011. Em números, o crescimento foi de 158 milhões de amizades "desfeitas" em 2009 para 500 milhões em 2011.
Andy Buchanan/AFP
Um porco foi atropelado ontem na avenida 23 de Maio, zona sul de São Paulo. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o animal caiu de um veículo em movimento. O dono fugiu.
A Puma lançou uma mochila que vem com capuz acoplado. O design é do diretor de criatividade da empresa, Hussein Chalayan. A novidade promete proteger os pertences e a cabeleira de quem precisa andar sob a chuva. Ainda sem data para comercialização online.
T WITTER
Protesto tibetano sabotado buscas por hashtags como #Tibet e #freeTibet, impedindo que mensagens reais sobre o tema fiquem à vista dos usuários da rede social. Muitas mensagens com as mesmas hashtags em pouco tempo indicam que as contas não são operadas por humanos. Cerca de 30 tibetanos já cometeram atos de imolação contra a lei chinesa que reprime o budismo tibetano.
S TREET ART
E M
C A R T A Z
VISUAIS L
Em vez de censura, o Twitter pode estar usando a tecnologia para evitar tuítes indesejados. A denúncia é de ativistas tibetanos que protestam na rede social contra a repressão do governo chinês. Os tuítes de protesto seriam sabotados por robôs que postam muitas mensagens em pouco tempo. Os spams, postados até cem vezes por minuto, inundam a timeline e as
Mochila com capuz
SOLTA! - Pinguim-gentoo bica a manga de um funcionário do zoo de Edimburgo, na Escócia, ao ser carregado por um tratador. Os animais foram transferidos para outra área enquanto aquela em que vivem é reformada.
T ECNOLOGIA O site Shockblast fez uma seleção das imagens mais bonitas de pontos turísticos de todo o mundo registradas por satélites e exibidas pelo Google Earth. Ao lado, você vê a Torre Eiffel, em Paris. Para outras imagens, visite o site. http://bit.ly/x4pA4T
Facada assassina A artista espanhola Maria Lujan atrai a atenção de pessoas nas ruas com uma performance em que é "atacada" por uma faca gigante de papelão e cai ensanguentada.
Exposição de obras do artista plástico Marco Maggi. Instituto Tomie Ohtake Av. Faria Lima, 201, tel.: 2245-1900. Grátis.
L OTERIAS Concurso 729 da LOTOFÁCIL 01
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Concurso 1229 da LOTOMANIA
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Internet ficará mais lenta em Londres A velocidade das conexões de internet em Londres durante os Jogos Olímpicos será afetada devido à grande demanda de transmissão de dados. Os organizadores dos jogos avisaram as empresas locais para se prepararem para um serviço com falhas durante os jogos.
Cheia de segredos A Kai Table, da designer Naoki Hirakoso, é formada por vários compartimentos secretos. Ideal para guardar as miudezas e bagunças quando chegam as visitas. http://bit.ly/GDV38I
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11 TRABALHO Arrecadação do FGTS tem aumento de 17% em 2011 e bate recorde
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CRÉDITO BNDES aumenta limite de financiamento para pequena empresa
Richard Lewisohn/Folhapress
Cartões avançarão "só" 20% em 2012
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indústria brasileira de cartões deve desacelerar em 2012, anunciou ontem a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Credito e Serviços (Abecs). "No varejo, a coisa não está bem", disse o presidente da entidade, Claudio Yamaguti, explicando que as recentes medidas do governo para estimular a economia ainda não se refletiram integralmente no consumo. Em 2011, o faturamento do setor de cartões no Brasil somou R$ 670 bilhões, uma expansão de 24% sobre o ano anterior. Para este ano, a previsão é de aumento de 20%. Apesar da atividade econômica moderada, em meio aos efeitos da crise internacional e de medidas do governo brasileiro para conter a inflação, o setor de cartões continuou no ano passado se beneficiando da gradual migração dos meios de pagamento, de cheque e dinheiro, para plásticos de débito e de crédito. Só no ano passado, a participação desses meios eletrônicos nos pagamentos do consumo privado subiu de 24,3% para 26,8% do total. A expectativa da entidade é que esse percentual chegue a 36% em 2015. O número total de plásticos em circulação chegou a 687 milhões de unidades, um avanço anual de 9%. Segundo a Abecs, o aumento dos gastos de brasileiros no exterior pagos com cartões (19% em 2011, para R$ 21,2 bilhões), em meio à valorização do real ante o dólar, também contribuiu para a expansão do setor. Com o recente ciclo de cortes na taxa básica de juro (Selic) e medidas de incentivo ao consumo, a Abecs avalia que alguma melhora possa acontecer ao longo do ano, o que
Apesar da expansão bem acima da maioria dos setores econômicos, representantes dos plásticos denunciam desaceleração.
Endividamento tem leve expansão.
poderia levar a uma revisão das projeções. Débito – O número de transações com cartões de débito deve se consolidar neste ano acima das operações com cartões de crédito, segundo o presidente da Abecs. O maior uso do cartão de débito pelos consumidores, de acordo com Yamaguti, foi observado nas transações de valores menores, nas quais o parcelamento é mais raro. "A origem do cartão de débito foi para sacar dinheiro nos caixas dos bancos, mas o comércio vem aumentando sua participação nas transações. Essa é uma tendência que vai seguir, já que cada vez mais os estabelecimentos comerciais estão aceitando o cartão de débito, para não perder vendas", disse Yamaguti. Segundo o executivo, apenas 18% das transações com débito no País são utilizadas no comércio, percentual que deve avançar. O restante das transações é realizado em terminais de autoatendimento de bancos. Nos Estados Unidos, por exemplo, 75% das compras são feitas com o uso desse tipo de plástico. A maior participação das classes sociais C, D e E no consumo brasileiro também é apontada pelo executivo como um dos fatores que deverão impulsionar o volume de transações. "Esses novos usuários já entram no mercado com um cartão de débito, que é vinculado a uma conta bancária", destacou. Em 2011, dos 8,3 bilhões de transações com cartões no País, houve uma igualdade na distribuição entre o débito e crédito – cada um respondeu por 3,4 bilhões das operações. Já as transações de cartões de lojas somaram 1,4 bilhão em 2011. (Agências)
Fidelidade também na estrada Agliberto Lima/DC
O
percentual de famílias período. Em igual período endividadas cresceu de 2011, o percentual foi de 57,4% para 57,8% entre de 23,4%. os meses de fevereiro e Já a fatia das famílias que março. Os dados fazem declarou não ter condições parte da Pesquisa Nacional de pagar suas contas ou de Endividamento e dívidas recuou de 7,3% em Inadimplência do fevereiro para 6,7% em Consumidor, divulgada março, menor patamar da ontem pela Confederação série histórica do Nacional do Comércio de levantamento, elaborado Bens, Serviços e Turismo desde janeiro de 2010. (CNC). Esse patamar, no A alta do endividamento entanto, é inferior aos deu-se integralmente na 64,8% apurados em março faixa de renda inferior a do ano passado. dez salários-mínimos, Para a Confederação, a interrompendo uma expansão do sequência de endividamento quatro meses entre em queda. fevereiro e Para essa março é faixa de pouco renda, o expressiva e percentual de per cento é o indica que, famílias com nível de apesar da dívidas reversão da alcançou endividamento política 58,6% em das famílias no monetária, da março de retirada de 2012, ante mês de março. parte das 58,4% em medidas fevereiro de macroprudenciais de 2012 e 66,5% em março de contenção ao crédito e dos 2011. estímulos fiscais para o Para as famílias com consumo de bens duráveis, renda acima de dez persiste uma maior cautela salários-mínimos, o das famílias em relação ao percentual de famílias seu endividamento. endividadas passou de A parcela das famílias 50,6% em fevereiro para que possuem contas ou 50,2% em março. Em dívidas em atraso cresceu março de 2011, o em março em relação a percentual de famílias com fevereiro, passando de dívidas nesse grupo de 20,5% para 21,8% no renda era 55%. (AE)
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Quem viaja de ônibus da Cometa (acima), Viação 1001 e a Viação Catarinense pode ir de graça. Basta usar o cartão de crédito da empresa.
Paula Cunha
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idelizar clientes e conquistar tanto a classe D, que começa a viajar nos períodos de férias e feriados prolongados em razão do aumento do seu poder aquisitivo, quanto os executivos que têm medo de avião. Esse é o objetivo da Viação Cometa, que lançou ontem em São Paulo um cartão de crédito com sua marca. Ele oferece também o Programa Contagiro de Fidelidade. A empresa investiu R$ 1 milhão na iniciativa e pretende vender 50 mil car-
tões no seu primeiro ano. Marcelo Antunes, diretorcomercial do Grupo JCA, que congrega as Viações Cometa (em São Paulo), Auto Aviação 1001 (no Rio de Janeiro) e a Auto Aviação Catarinense (em Santa Catarina), explica que o cartão foi criado inicialmente para a Cometa e agora será oferecido também pelas demais companhias do conglomerado. O produto surgiu de uma pesquisa realizada entre os usuários nas praças desses estados. "Temos uma massa de 300 mil clientes que se encaixam no perfil que desejaria
um cartão desse tipo. E a pontuação no Programa Contagiro possibilita o resgate dos pontos na forma de passagens para qualquer destino escolhido pelo beneficiário", acrescentou Antunes. As três empresas e mais a Expresso Sul, a Macaense e a Rápido Ribeirão, que também integram o empreendimento, transportam mais de 90 milhões de passageiros por ano. Renda mínima – De acordo com o executivo, o novo cartão terá as versões nacional e internacional. A exigência de renda mínima é de R$ 200 para a primeira, e de R$ 1,5 mil
para a segunda. Não haverá cobrança de taxa de manutenção. Além disso, as anuidades, de R$ 72 para o nacional e de R$ 105 para o internacional, poderão ser parceladas em até nove vezes e com 50% de desconto no primeiro ano de uso. Com o objetivo de divulgar o programa, a Viação Cometa já enviou aproximadamente 1,3 milhão de e-mails para a sua base de clientes que já adquiriram passagens pelo seu site. Além disso, uma campanha especial foi criada para divulgação em redes sociais, como o Facebook e o Twitter.
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Se a economia acelerar e tiver um ajuste para cima, é razoável esperar uma pressão adicional no IPCA. Rubens Sardenberg, da Febraban
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Estoque de crédito aumenta Recolhimento de compulsório atingiu R$ 448,5 bilhões em dezembro. Reserva serve para eventual escassez de liquidez no sistema bancário. Ueslei Marcelino/Reuters
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Relatório de Estabilidade Financeira referente ao segundo semestre de 2011, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), informa que o estoque de recolhimento de compulsório atingiu R$ 448,5 bilhões em dezembro de 2011. De acordo com o documento, o montante pode ser utilizado "como instrumento de resposta rápida a eventual escassez de liquidez no sistema bancário, caso seja necessário". Em outro trecho do documento, ao abordar o crédito no País, o BC informou que "o estoque de operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$ 2 trilhões em dezembro de 2011, o que representa uma expansão de 10,6% em relação ao semestre anterior e de 19% em 12 meses, correspondendo a 49% do Produto Interno Bruto (PIB)". De acordo com o BC, o crescimento anual do estoque de crédito foi inferior ao registrado em 2010, quando houve expansão de 20,6%, "comportamento consistente com as ações de política monetária e com as medidas macroprudenciais adotadas pela instituição no fim de 2010 e parcialmente alteradas em novembro de 2011". Esta bilida de – O sistema bancário brasileiro demonstra
O Em um teste de estresse mais rigoroso, não há quebra de nenhuma instituição financeira. ANTHERO MEIRELLES, DO BC
capitalização suficiente para enfrentar riscos econômicos e financeiros e o índice de Basileia das instituições financeiras permanece "significativamente" acima da exigência de 11%, fechando dezembro passado em 16,3%. As informações estão no Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central divulgado na tarde de ontem e com
base em eventos ocorridos no segundo semestre de 2011. De acordo com o documento, a capacidade de solvência do sistema bancário no âmbito doméstico continua "robusta". O BC realizou testes de estresse, levando também em consideração cenários de extrema deterioração econômica, e o resultado mostrou que o capital das instituições permanece
acima do exigido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). "Testes mostram sistema financeiro resiliente. Em um teste de estresse mais rigoroso, não há quebra de nenhuma instituição financeira", afirmou o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles. O BC informou ainda que a "disponibilidade de recursos nos mercados doméstico e ex-
terno permitiu aos bancos financiar o crescimento da carteira de crédito e aumentar o montante de ativos líquidos". Com isso, mesmo com a maior volatilidade nas taxas de câmbio e de juros, os bancos no país demonstraram "plena capacidade para fazer frente a eventuais restrições de recursos, mesmo em situações de estresse". (Agências)
Leandro Moraes/LUZ
Sardenberg: "os bancos e as famílias tomadoras de crédito continuam com uma certa cautela."
Selic deve voltar a subir em 2013 Rejane Tamoto
P
ara os analistas de instituições financeiras, a taxa básica de juros (Selic) deve chegar a 9% ao ano em 2012, mas pode voltar a subir para 9,75% ao ano em 2013. Isso por causa da expectativa de que a inflação vai voltar a subir, segundo pesquisa de projeções macroeconômicas e expectativas de mercado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo o economistachefe da entidade, Rubens Sardenberg, o mercado espera que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses recue até o mês de setembro e encerre o ano em 5,3%. "Há uma expectativa de crescimento moderado da atividade econômica a partir do segundo semestre mas, se a economia acelerar e tiver um ajuste para cima, é razoável esperar uma pressão adicional no IPCA", disse. Segundo a pesquisa, a expectativa é que o índice feche em 5,5% em 2013. Diante da possibilidade da Caixa Econômica Federal e do
Câmbio: 'equilíbrio delicado'
Banco do Brasil reduzirem os juros ao consumidor em operações como o cheque especial, por exemplo, Sardenberg preferiu não comentar a estratégia das instituições associadas. Mas disse que o spread (a diferença entre a taxa de captação e de aplicação) tem um custo alto no Brasil, por uma série de ineficiências. "A tributação na intermediação financeira é uma delas, com impostos como Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Programa de Integração Social (PIS) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além disso, o nível de compulsório é muito alto e temos índices de inadimplência superiores a de outros países. O custo para recuperar o crédito judicialmente também entra na conta", explicou Sardenberg. A perspectiva dos analistas ouvidos pela pesquisa da entidade é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 3,3% neste ano e 4,2% em 2013. O crescimento deve ser
moderado neste ano por causa da expectativa de uma redução no aumento do PIB industrial. Em janeiro, a elevação esperada pelos analistas dos bancos para este ano era de 4,1% e agora, é de 2,6%. No setor externo, a pesquisa aponta uma expectativa menor para o resultado da balança comercial neste ano, que passou de
US$ 20,4 bilhões (janeiro) para US$ 19,2 bilhões. No entanto, a projeção para o resultado primário e para a dívida líquida do setor público melhoraram. Para o superávit, a expectativa é de 3% do PIB ante previsão anterior de 2,8%. Para a dívida líquida do setor público, a projeção aponta para 36,1% do PIB, contra
36,9% estimados em janeiro. "Esses indicadores podem mudar se houver piora do cenário internacional", disse. A pesquisa mostra um cenário internacional de crescimento fraco na China, leve recuperação dos Estados Unidos e recessão na Europa. No entanto, os analistas não acreditam que essa melhora afaste o risco de ruptura na zona do euro e, por isso, a perspectiva negativa para a economia mundial no curto e médio prazo foi mantida. Crédito – Essa conjunção de fatores também levou a uma expectativa de crescimento moderado do crédito. Para as operações da carteira total, a expectativa é de expansão de 16,6%. As operações com recursos livres, segundo a pesquisa, devem crescer 15,6%, o mesmo previsto para o aumento do crédito a pessoas físicas. Para as empresas, a estimativa é de elevação de 15,4%. "Tivemos fatores positivos como a retirada de medidas macroprudenciais, redução dos juros e melhora do cenário externo. Mas outros continuam freando o crédito, como o crescimento baixo da economia. Os bancos e as famílias tomadoras de crédito continuam com uma certa cautela", afirmou.
ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse a deputados ontem que o governo trabalha com três prioridades: defesa do mercado interno, desvalorização do dólar e recuperação da competitividade e produtividade da indústria. Um dos objetivos é encontrar um "equilíbrio delicado" para o câmbio, defendeu Pimentel durante café da manhã realizado na sede do Ministério, com deputados da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC). O encontro foi de cortesia, segundo o Ministério, para que os novos integrantes da comissão conhecessem o ministro e trocassem impressões sobre medidas legislativas que precisam sair do papel. Uma das ideias apoiadas por congressistas e pelo ministro foi a realização de um seminário para debater os problemas que o setor de manufatura enfrenta atualmente. "Ele apoiou um fórum na Câmara, para discussão de vários temas. Precisamos interagir mais", afirmou Jânio Natal (PRP-BA). Os deputados defenderam a inclusão de micro e pequenas empresas e do setor de turismo no projeto de desoneração da contribuição patronal sobre a folha de pagamento. Pimentel, segundo relato dos participantes, não se comprometeu com a proposta e sugeriu que os setores apresentassem estudos específicos para análise da equipe econômica. O ministro discorreu sobre a conjuntura econômica e defendeu a proteção do mercado doméstico, sem medidas protecionistas, porque o Brasil seria um dos quatro grandes mercados consumidores do mundo atualmente, ao lado da China, Estados Unidos e União Europeia. Sobre o câmbio, o ministro afirmou que o governo busca um "equilíbrio delicado" para a cotação do dólar, que permita, ao mesmo tempo, combater a inflação, com a entrada de insumos baratos, e garantir que os produtos manufaturados do País não fiquem excessivamente caros no mercado internacional. O ministro afirmou ainda que o País precisa recuperar a produtividade do trabalho, mas sem perda de direitos trabalhistas dos empregados, e sim por meio de melhorias de gestão, inovação e modernização produtiva. Ele citou como exemplos de melhoria da produtividade a indústria automobilística. No Brasil, as fábricas investem na compra de máquinas e novos processos industriais. Nos EUA, demitem. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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e Trabalhador quer curtir tempo livre conomia
quinta-feira, 22 de março de 2012
O trabalho provoca cansaço e estresse, segundo a opinião de 13,8% dos entrevistados.
Pesquisa revela que, se jornada for reduzida, atenção recairá na família e no lazer
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e a jornada de trabalho fosse reduzida no Brasil, mais de 60% dos trabalhadores dedicariam o tempo livre a outras atividades. Essa é uma das principais constatações de um estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre o trabalho e o tempo livre dos brasileiros. Para 39,5% dos entrevistados, o tempo dedicado ao trabalho compromete a qualidade de vida. Para esse grupo, o trabalho provoca cansaço e estresse (afirmaram 13,8% dos entrevistados); compromete as relações amorosas e a atenção à família (9,8%); prejudica estudo, lazer e práticas esportivas (7,2%) e afeta as relações de amizade (na opinião de 5,8%).
Na realização do levantamento, o Ipea entrevistou 3.796 pessoas que moram em áreas urbanas das cinco regiões do País, todas com mais de 18 anos e que exerciam alguma atividade remunerada na semana de referência da pesquisa. Legislação – O estudo mostra que 63,8% dos trabalhadores usariam o tempo livre com a redução da jornada para atividades não ligadas ao trabalho, enquanto 36,2% não sentiriam diferença porque cumprem jornada de trabalho superior às 44 horas semanais previstas na legislação. Entre os que usariam o tempo livre para outras atividades, 24,9% se dedicariam à família e às tarefas de casa; 12,3% dariam prioridade aos estudos; 12,3% usariam o
tempo livre para descansar e 5,7% aproveitariam esse tempo para se divertir ou praticar esportes. Jornada longa – O estudo do Ipea mostra ainda que 45,4% dos entrevistados têm dificuldade para se desligar totalmente do trabalho ao fim da jornada diária. Os entrevistados argumentam que precisam ficar de prontidão para fazer alguma atividade extraordinária (segundo 26%); planejar ou desenvolver alguma atividade de trabalho usando a internet ou o telefone celular (8%); ou que precisam aprender mais sobre o próprio trabalho (conforme afirmaram 7,2%). Há ainda, no levantamento, quem informa ter outros trabalhos remunerados (4,2% do total). (ABr)
Ganhos reais nos salários da indústria O
coordenador de Relações Sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre, afirmou ontem que, apesar das dificuldades enfrentadas pela indústria nacional, o setor deverá continuar concedendo neste ano ganhos reais de salários nas negociações com os sindicatos de trabalhadores em um nível semelhante ao 1,54% obtido por 90,4% dos acordos assinados com os
trabalhadores em 2011. Segundo Silvestre, uma inflação menor que os 6,5% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 e o impulso da atividade econômica prevista para este ano criam cenário favorável aos trabalhadores na negociação. "Apesar da crise internacional e do processo de desindustrialização no País, que serão argumentos usados pelas empresas, não tem nada que indique um recuo em termos de
ganho real nas negociações salariais", disse, durante a apresentação do Balanço das Negociações dos Reajustes Salariais em 2011. "Os trabalhadores têm ciência do problema, mas eles vão lutar por aumentos reais." Entre os aspectos a favor dos trabalhadores, Silvestre cita a política de recomposição do poder de compra do salário mínimo, o mercado interno forte e os juros em queda. Para o coordenador, o
aumento real de 7,5% deste ano do salário mínimo vai influenciar positivamente nas negociações, sobretudo das categorias com pisos próximos ao mínimo. "Categorias tomarão o reajuste real do mínimo como base para negociar", afirmou. O setor de serviços apresentou em 2011 uma queda em relação a 2010 no total de acordos salariais negociados com ganho real. A proporção baixou de 82,2% para 76,3%, a primeira desde 2008. (AE)
7,5 por cento foi o aumento real do salário mínimo, que deve servir de base nas negociações de trabalhadores e patrões
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quinta-feira, 22 de março de 2012
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e MP: Chevron cometeu crime ambiental. A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, entregou à Chevron um relatório sobre o acidente de novembro apontando 25 autuações.
conomia
Ministério Público Federal acusa as empresas Chevron e Transocean pelo vazamento de petróleo ocorrido na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
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Ministério Público Federal (MPF) denunciou ontem a Chevron, a Transocean e 16 pessoas ligadas às empresas sob acusação de crime ambiental e dano ao patrimônio público pelos acidentes registrados em 7 de novembro de 2011 e 13 de março no Campo de Frade, na Bacia de Campos, norte fluminense. O procurador da República Eduardo Santos também pediu à Justiça que determine o sequestro de todos os bens dos denunciados e o pagamento de fiança no valor de R$ 1 milhão por pessoa e de R$ 10 milhões por empresa. O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, e mais três funcionários da petroleira americana responderão ainda a acusações de falsidade ideológica, por terem alterado documentos apresentados a autoridades públicas, segundo a denúncia, e por dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público, se omitir em cumprir obrigação de interesse ambiental e apresentar um plano de emergência considerado enganoso. "Existe uma sinalização a ser dada. O recado é que, no Brasil, não se vai praticar crime ambiental impunemente. Até porque a impunidade é um dos problemas deste País, que o MPF combate", disse o procurador. A declaração de Santos foi em resposta a pergunta de um jornalista sobre queixas em relação a eventual exagero na atuação do MPF no caso, se comparado com outros vazamentos em que os danos foram maiores. "Se chamam de exagero acusar criminalmente uma empresa que se mostrou irresponsável e o ato de Christophe Simon/AFP Photo
Não se vai praticar crime ambiental impunemente no Brasil. Um dos nossos problemas é a impunidade. EDUARDO SANTOS, PROCURADOR DA REPÚBLICA fazer cumprir a legislação brasileira, então não me incomodo", acrescentou Santos. Segundo ele, em caso de condenação, as penas podem variar de 5 a 31 anos de prisão. De acordo com a denúncia, baseada no inquérito da Polícia Federal e apresentada na 1ª Vara Federal de Campos, o derramamento de óleo afetou "todo o ecossistema marítimo, podendo levar à extinção de espécies", e causou impactos às atividades econômicas da região, além de danos ao patrimônio da União – neste caso, o argumento é que se trata de uma concessão. Fraturas – O uso de pressão acima da suportada ocasionou fraturas nas paredes do poço, provocando vazamento mesmo após o seu fechamento, escreveu Santos, que acusa as empresas de terem provocado uma "bomba de contaminação de efeito prolongado". O procurador também é
autor de ação cível que pede indenização de R$ 20 bilhões pelo acidente de novembro. Quinze dos denunciados já foram impedidos de deixar o País sem autorização judicial. Santos rebateu declarações de advogados da Chevron. Sobre o questionamento da atribuição de um procurador de Campos atuar no caso, por se tratar de área extraterritorial, ele disse que a declaração "causa estranheza e não se sustenta". "Isso só serve para tirar o foco da questão central, que é o acidente. Trata-se de uma zona econômica exclusiva da plataforma continental brasileira, tanto é que é operada por meio de concessão." Sobre a tentativa dos advogados de desqualificar a investigação, o procurador afirmou que o MPF "não age levianamente". "Para a abertura de processo criminal, e o doutor Nilo Batista sabe disso, basta que haja indícios veementes de autoria, e houve no caso. Aqui a gente aplica o princípio de que, na dúvida, agimos em prol da sociedade. Temos convicção. É brincadeira dizer que não houve poluição." Passaportes – Santos disse ainda que "nesse momento" não há necessidade de pedir a prisão preventiva de envolvidos e que outras medidas foram tomadas para evitar isso, como o recolhimento dos passaportes e o pagamento de fiança – até a noite de ontem 12 passaportes tinham sido entregues. Para o procurador, os acidentes no campo de Frade são uma oportunidade para a revisão de ações, marcos regulatórios e de segurança. "Pode ser que o vazamento ocorra até que não haja mais óleo para sair e que o poço não possa mais ser utilizado. Não vejo condições para que a empresa opere no B r a s i l l i v r emente". P a r a o p r ocurador, os crim e s n ã o p odem ser imputados à Petrobras, que tem uma participação societária no campo de Frade. Entre os d e n u n ci a d o s está também uma analista ambiental da empresa Contecom, presa em flagrante pela PF em novembro pelo armazenamento e processamento inadequado de produtos tóxicos provenientes da perfuração da Chevron. Foi constatado que o material transbordava no tanque, misturando-se a outros produtos tóxicos e escorrendo até galerias pluviais. A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, informou ter entregue à Chevron um relatório sobre o acidente de novembro apontando 25 autuações. A companhia terá 15 dias para apresentar sua defesa, antes que sejam calculadas possíveis penalidades e multas. Em cerca de um mês será possível apresentar eventuais punições, disse ela. ANP e Chevron fizeram relatórios sobre o acidente de novembro, quando vazaram 2,4 mil barris de óleo, mas chegaram a conclusões diferentes em alguns pontos. O documento detalhado da Chevron está na mesa da nova diretora-geral da ANP. Magda apresentou sua versão dos fatos, pedindo à companhia para aprofundar investigações em itens específicos. Auditoria da ANP evidenciou a presença de apenas uma embarcação destinada a dispersão mecânica da mancha após o acidente de novembro. (AE)
Divulgação
Imagem divulgada pela companhia norteamericana Chevron mostra equipamento contendo vazamento em águas profundas do campo de Frade, no norte fluminense. A imagem teria sido feita na segunda-feira, dia 19 de março, segundo comunicado da empresa.
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quinta-feira, 22 de março de 2012
e Moda de cama e mesa para os homens O País passa por fase de crescimento, mas enfrenta dificuldades para contratar mão de obra especializada. Claudio Felizoni de Ângelo, presidente do Conselho Consultivo do Provar
conomia
Edson Pelene/Divulgação
O público masculino já representa 18% do total de consumidores das coleções do setor têxtil-home, segundo pequisa do Instituto de Estudos e Marketing Industrial. Por isso, os fabricantes estão lançando coleções específicas para este segmento, que misturam cores, listras e estampas em vários estilos, todos destinados a conquistar cada vez mais os novos clientes.
Darlene Delelo
H
á seis anos os homens representavam apenas 6% do total de compradores do setor têxtil-home. Hoje, devido ao aumento de homens que se separam ou solteiros que resolveram morar sozinhos, e os casais homossexuais, o público masculino já soma 18% do universo de consumidores desses artigos. Os dados são do estudo de "Comportamento de Compra do Consumidor de Cama, Mesa e Banho", realizado pelo Núcleo de Inteligência de Mercado do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi). Apesar do estudo mostrar que 89% dos homens ainda não decidem sozinhos pela escolha dos produtos, e que as mulheres lideram o mercado consumidor, o novo nicho já se tornou tendência. Na Texfair Home 2012, realizada neste mês, a inspiração masculina ficou evidente nas padronagens e cores das novas coleções de fabricantes como Altenburg, Karsten, Artex, Santista, Guerreiro, Camesa, entre outros. A Coleção Blend da Altenburg, por exemplo, que mistura malha e plush em microfibra, foi criada para os homens. De acordo com o gerente de desenvolvimento de produto da empresa, Rafael Locks, a coleção foi criada para os homens, mas agradou a ambos os sexos. Por isso, nas estampas predominam texturas e listras, com cores sóbrias. "Focamos o público masculino, que está se preocupando mais com a casa, busca um estilo mais neutro e de bom-gosto, e não é bem atendido na indústria brasileira", disse. Com apelo sustentável, outra coleção da Altenburg, a Bionatural – confeccionada em ecopercal, tecido que preserva, segundo o fabricante, os recursos hídricos – tem características semelhantes nos padrões e nas cores.
Extravagante, romântico, casual, contemporâneo, clean, clássico. Independentemente de qual seja o estilo da pessoa, o importante é que ela se identifique com o espaço onde mora. Para atender esse consumidor cada vez mais versátil e exigente, o setor têxtil-home recorreu a pesquisa e tecnologia e criou possibilidades de ambientes que casam com a personalidade de cada um. Cada estilo, uma tendência. Life style – Grande parte das coleções lançadas na Texfair foram inspiradas no life style e na maioria delas é possível notar a tendência masculina. Entre elas está a Home Life Style Artex, que apostou em quatro estilos de vida: atual, para pessoas conectadas com o moderno e o tecnológico, com desenhos unissex e cores discretas; relax, para descontraídos e despojados, lembra a vida no campo com xadrezes e florais; tendência, pessoas
criativas e ousadas, tem conceito vintage em cores neutras e vibrantes; e elegance, para os mais clássicos, tem listras, poás, florais e arabescos, inspirados no neoclássico. A Karsten apresentou três coleções. A Coleção Karsten, com três temas: Craft Paper, que tem estampa que remete aos anos 1960, estilo masculino e formas estruturadas; Back to Classic, que é inspirada na estética escandinava dos anos 50, com desenhos em repetições gráficas incorporadas a listras, xadrezes, além de opções florais também em formas geométricas; Hidden Treasure, que é inspirada no romantismo, barroco e étnicos, com visual delicado com mini formas geométricas em composição com florais tradicionais, listras e orientais. Durante a Texfair, a Karsten fez o pré-lançamento do Art Wall tecido decorado autoadesivo para revestimento de paredes e móveis.
Coleção da Coteminas Santista (acima) tem cores e listras de inspiração urbana, destinadas a atrair o consumidor masculino. Tom semelhante é apresentado na coleção da Artex, que exibe, porém, os detalhes das almofadas vermelhas (abaixo).
Listras e florais
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s fabricantes do segmento de cama, mesa, banho e decoração mostram que tudo é possível para atender ao life style. No caso das roupas de cama, percebe-se, além dos tons urbanos, muitas listras que intercalam cores escuras e vibrantes. Os florais aparecem mais discretos, em coleções clássicas, ou combinados com listras, xadrezes e geométricos, em contemporâneas. Edredons com dupla face voltam como mais uma opção para o visual do quarto. No banho, a sobriedade dos tons claros e escuros podem vir separados ou em composições. As coleções trazem detalhes com listras
e tom sobre tom, mas florais e formas geométricas também aparecem. As cortinas ganham papel de destaque na decoração e uma infinidade de acessórios, como metais, deixam peças mais ousadas. Também chama a atenção a combinação dos tecidos, entre eles os amadeirados em formatos futuristas. Florais e desenhos são usados para criar linhas impactantes, mas os tons sóbrios e lisos também têm espaço, em composição com tecidos como o voal. Os tapetes com fios mais altos ganham cores neutras. As peças feitas em couro dão um ar mais nobre aos ambientes. (DD)
Excelência no atendimento, meta do varejo do País. Paula Cunha
O
processo de conquista e fidelização de clientes precisa utilizar novos diferenciais, pois os consumidores contam com um enorme arsenal de dados para definir o que e como comprar. Vantagens como preço e descontos já não são essenciais para o sucesso nas vendas. O atendimento com excelência, portanto, está no centro dos debates do varejo. Por isso, há redes varejistas que apostam no atendimento especializado com base na formação técnica e também cultural de seus funcionários. Um exemplo desse atendimento diferenciado é a Livraria Cultura, onde os funcionários são selecionados por meio de testes de conhecimentos e destacados para os setores nos quais possam oferecer mais informações aos clientes, para colaborar com a escolha acertada do produto. Além disso, os colaboradores são incentivados a frequentar cursos financiados pelo empreendimento. Para Claudio Felizoni de Ângelo, presidente do Conselho Consultivo do Programa de Administração do Varejo (Provar) e do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), a estratégia é acertada, pois investir na qualificação de atendimento
específico, como vendedores especializados em literatura brasileira, por exemplo, em uma livraria, é uma iniciativa percebida pelos clientes. Ângelo ressalta que a empresa deve adotar um método misto de qualificação: contratar especialistas que ofereçam palestras ou cursos rápidos e, ao mesmo tempo, criar programas permanentes voltados para as suas necessidades específicas. "Este é o momento para o varejo adotar estas estratégias, pois o País passa por uma fase de crescimento acelerado, mas ainda enfrenta dificuldades para contratar mão de obra especializada", disse. O coordenador do Centro de Excelência e Varejo da Escola de Administração de Empresas (EAESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Jacques Gelman, explicou que novas técnicas de atendimento estão sendo elaboradas pelo varejo em todo o mundo, pois o setor está consciente da sua importância. Ele dá o exemplo dos profissionais brasileiros que foram enviados por diversas empresas à última edição do Retail's Big Show, realizada em Nova York. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) oferece cursos com técnicas de atendimento presencial, telefônico e digital. Mais informações pelo telefone (11) 3244-3737 ou no e-mail eventos@acsp.com.br.
DIà RIO DO COMÉRCIO
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ECONOMIA/LEGAIS - 17
NĂŁo ĂŠ apenas a indĂşstria brasileira que sofre com os produtos chineses. O que eles fazem ĂŠ um ataque predatĂłrio. Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit
conomia
Pedido de combate aos chineses Petição de salvaguarda para o setor de confecção em elaboração pela Abit deverĂĄ ser enviada ao governo federal no inĂcio de abril.
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Centrais ameaçam
M
SĂŠrgio Lima/Folhapress
rometido para meados deste mĂŞs, o pedido de salvaguarda para o setor de confecçþes deve chegar ao governo na primeira semana de abril. A informação foi dada ontem pelo presidente da Associação Brasileira da IndĂşstria TĂŞxtil (Abit), Aguinaldo Diniz Filho. Sofrendo com o crescimento das importaçþes de produtos estrangeiros, o setor prepara uma petição, que deve ser protocolada no MinistĂŠrio do Desenvolvimento, IndĂşstria e ComĂŠrcio Exterior (MDIC). O pedido de salvaguarda serĂĄ para todos os produtos de confecção importados, independentemente do paĂs de origem, mas o presidente da Abit disse que 99,99% dos problemas do setor de confecçþes vem da China. "NĂŁo ĂŠ apenas a indĂşstria brasileira que sofre com os produtos chineses. O que eles fazem ĂŠ um ataque predatĂłrio", comentou. A demora na entrega da petição ao governo se dĂĄ, de acordo com Diniz Filho, porque o documento precisa apresentar a maior quantidade de nĂşmeros e informaçþes sobre o setor e a competição internacional, que, na opiniĂŁo dele, ĂŠ predatĂłria. AtĂŠ porque, se receber o aval do governo, o pedido seguirĂĄ para a Organização Mundial de ComĂŠrcio (OMC).
Sindicalistas se manifestam durante a audiĂŞncia pĂşblica sobre a alĂquota de ICMS interestadual dos produtos importados. O presidente da Abit esteve em BrasĂlia ontem para participar da audiĂŞncia pĂşblica, no Senado Federal, que debateu a Resolução 72, que pretende acabar com a "guerra dos portos". A resolução busca unificar a alĂquota de Imposto sobre a Circulação de Mercado-
rias e Serviços (ICMS) interestadual dos produtos importados. "Temos que votar a medida. Se não houver apoio, vamos apoiar a indústria da China", disse. Durante a audiência, um grupo de sindicalistas vestidos de chineses protestou para instruir o proje-
to da resolução. Em nome dos trabalhadores do setor, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, afirmou que o governo precisa impedir que o setor industrial brasileiro quebre de uma vez. (Agências)
ITOCHU Brasil S.A. – CNPJ/MF nÂş 61.274.155/0001-00 RelatĂłrio da Diretoria Prezados senhores: Em cumprimento Ă s disposiçþes legais e estatutĂĄrias, submetemos a apreciação de V.Sas. as Demonstraçþes Financeiras, relativas ao exercĂcio encerrado em 31 de dezembro de 2011, permanecendo Ă disposição dos Senhores Acionistas para esclarecimentos. SĂŁo Paulo, 24 de fevereiro de 2012 Diretoria Balanço Patrimonial encerrado em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Reais) Ativo 2011 2010 Passivo Circulante Circulante Caixa e Bancos 563.290 484.649 Contas a Pagar TĂtulos Vinc. no Mercado Aberto 11.282.073 14.119.827 SalĂĄrios e FĂŠrias a pagar Duplicatas a Receber 615.655 361.153 Obrigaçþes Fiscais e Sociais Notas a Receber 6.381.953 4.301.993 Recebimentos Antecipados Adiantamentos Diversos 47.866 124.324 Receitas diferidas Mercadorias Estoques 870.780 715.715 Imposto de Renda e Contribuição Contas a Receber 244.735 317.268 Social a pagar Cauçþes e depĂłsitos 5.419 5.419 Despesas Antecipadas 131.352 81.193 I. Renda e Contribuiçþes a Compensar 375.924 2.016.267 Impostos a Recuperar – 115.250 Imposto de Renda e Contribuição PatrimĂ´nio LĂquido Social diferidos – 98.872 Capital 20.519.047 22.741.930 Reserva Legal RealizĂĄvel a Longo Prazo Retenção de Lucros EmprĂŠstimos 2.207.727 2.067.771 Cauçþes e DepĂłsitos – 159.105 2.226.876 2.207.727 Permanente Investimento 11.774.574 12.506.414 Imobilizado 2.021.335 1.428.008 Diferido 199.616 69.161 13.995.525 14.003.583 Total do Ativo 36.722.299 38.972.389 Total do Passivo
2011
2010
1.622.141 408.517 780.474 265.178 308.426
1.545.233 727.282 724.358 119.426 –
– 3.384.736
2.023.864 5.140.163
18.193.834 1.737.663 13.406.066 33.337.563
18.193.834 1.605.846 14.032.546 33.832.226
36.722.299
38.972.389
Demonstraçþes das Mutaçþes do PatrimĂ´nio LĂquido – ExercĂcios ďŹ ndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Reais) Reserva Lucros Lucros/Prej Capital Reserva Legal Retenção de Lucros Acumulados Total Saldo em 31/12/2009 18.193.834 1.404.652 11.469.863 – 31.068.349 Distribuição de Dividendos – – (1.260.000) – (1.260.000) Resultado 31/12/2010 – – – 4.023.877 4.023.877 Reserva Legal – 201.194 – (201.194) – Destinação dos lucros acumulados – – 3.822.683 (3.822.683) – Saldo em 31/12/2010 18.193.834 1.605.846 14.032.546 – 33.832.226 Distribuição de Dividendos – – (3.131.000) – (3.131.000) Resultado 31/12/2011 – – – 2.636.337 2.636.337 Reserva Legal – 131.817 – (131.817) – Destinação dos lucros acumulados – – 2.504.520 (2.504.520) – Saldo em 31/12/2011 18.193.834 1.737.663 13.406.066 (–) 33.337.563 Notas Explicativas Ă s Demonstraçþes Financeiras - ExercĂcios ďŹ ndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Reais) 1. Contexto Operacional – A empresa tem por objetivo a representação, 2011 2010 (2.148.559) (2.395.719) importação, exportação, industrialização e comĂŠrcio em geral. 2. Apresen- (-) Depreciaçþes 2.021.335 1.428.008 tação das demonstraçþes financeiras – Descrição das principais prĂĄticas LĂquido contĂĄbeis. a. Aplicaçþes financeiras: Resgistradas ao custo, acrescido 4. Investimentos – A empresa tem participação nas seguintes empresas: dos rendimentos incorridos atĂŠ a data do balanço, que nĂŁo supera o valor a) 25,34% na empresa Daido Industria e Comercio Ltda. e 17,39% na de mercado. b. Imobilizado: Resgistrado ao custo de aquisição, formação empresa Daido Industria de Corrente da Amazonia Ltda, ambas dedicaou construção. A depreciação ĂŠ calculada pelo mĂŠtodo linear a taxas que das Ă atividade de produção e comercialização de equipamentos de translevam em conta o tempo de vida Ăştil dos bens. c. Direitos e obrigaçþes: missĂŁo para fins industriais e correntes de transmissĂŁo; b) 99% na empresa Atualizados Ă taxa de câmbio e encargos financeiros, nos termos dos con- Cosmos Importação, Exportação e ComĂŠrcio Ltda, dedicada Ă atividade tratos vigentes, de modo que reflitam os valores incorridos atĂŠ a data do de Importação em nome prĂłprio e/ou por conta e ordem de terceiros. 5. balanço. d. Imposto de renda e contribuição social: O imposto do perĂodo Capital – O Capital Social de R$.18.193.834,27 estĂĄ dividido em 6.879.841 ĂŠ o imposto a pagar calculado sobre o lucro tributĂĄvel do ano, usando as açþes ordinĂĄrias nominativas e 789.223 açþes preferenciais nominativas. taxas de impostos em vigor na data do balanço, e qualquer ajuste de impos- Capital Nacional 736,61 tos a pagar relativo a anos anteriores. Capital Estrangeiro 18.193.097,66 3. Imobilizado 2011 2010 18.193.834,27 EdifĂcios 1.360.969 1.360.969 Masaki Hayashi – CPF 234.879.308-38 Instalaçþes 138.081 46.095 Diretor Presidente MĂłveis e UtensĂlios 550.065 302.125 Equip. de Proc. Eletr. de Dados 579.830 655.462 Yasushi Nagai – CPF 233.011.368-42 Sistemas Aplicativos Softwares 143.295 129.246 Diretor Gerente VeĂculos 1.375.775 1.307.951 Planaudi Consultoria e Assessoria Contabil Ltda. Outras Imobilizaçþes 21.879 21.879 CNPJ 62.751.441/0001-82 4.169.894 3.823.727 Roberto Toshio Tanno – TC-CRC 1SP075584/O-0
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BRASMOTOR S.A. CNPJ/MF nÂş 61.084.984/0001-20 – Companhia Aberta Aviso aos Acionistas Comunicamos que se encontram Ă disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede social da Companhia, na Cidade de SĂŁo Paulo, Av. das Naçþes Unidas, 12.995, 32Âş andar, bem como no site da ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios – CVM, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei no 6.404, de 15/12/1976, relativos ao exercĂcio social encerrado em 31/12/2011. SĂŁo Paulo, 20 de março de 2012 Carlos Henrique Pinto Haddad – Diretor de Relaçþes com Investidores (20, 21 e 22/03/2012)
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FALĂŠNCIA, RECUPERAĂ‡ĂƒO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ‡ĂƒO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂvel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 21 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:
Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Coconut Republic Indústria e ComÊrcio de Roupas Ltda. Rua Miller, 535 – 1° Andar – Brås - 1ª Vara de Falências. Recuperação Judicial Requerente: Decora ComÊrcio de Tapetes e Carpetes Ltda. Requerido: Decora ComÊrcio de Tapetes e Carpetes Ltda. Rua Guaipa, 1.483 - 1ª Vara de Falências.
Demonstraçþes de Resultados ExercĂcios ďŹ ndos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Reais) 2011 2010 Receita Operacional Bruta Exportação de Mercadorias 5.903.795 2.459.995 Vendas de Mercadorias 7.637.285 4.409.583 Serviços Prestados 20.297.181 20.043.794 Impostos (3.494.084) (2.388.815) Receita Operacional LĂquida 30.344.177 24.524.557 Custo das Mercadorias Vendidas (8.801.613) (4.058.901) LUCRO BRUTO 21.542.564 20.465.656 (Despesas)/Outras Receitas Operacionais Despesas Administrativas (20.373.888) (18.215.500) Despesas com Vendas e Serviços (433.903) (192.921) Resultado Financeiro 1.585.025 1.346.830 Outras Receitas Operacionais 1.610.401 1.937.335 Lucro/(Prejuizo) Operacional 3.930.199 5.341.400 Receita NĂŁo Operacional 492.251 607.468 Despesa NĂŁo Operacional – – Lucro/(Prejuizo) antes do IRPJ e CSLL 4.422.450 5.948.868 Contribuição Social s/Lucro (453.792) (542.806) ProvisĂŁo p/Imposto de Renda (1.233.449) (1.481.057) Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos (98.872) 98.872 Lucro/(Prejuizo) LĂquido do ExercĂcio 2.636.337 4.023.877 Lucro /(Perda) por Açþes 0,14 0,22 Demonstração de Fluxo de caixa - Metodo Indireto ExercĂcio ďŹ ndo em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Reais) Atividades operacionais 2011 2010 Lucro liquido 2.636.337 4.023.877 mais: Depreciação/Amortização 413.795 316.063 menos: Lucro na venda de Imobilizado (492.251) (607.468) menos: Resultado de equiv. Patrimonial 1.222.386 (374.158) Notas a Receber (2.079.960) 665.090 Duplicatas a Receber (254.503) 31.483 Contas a Receber 72.533 91.434 Adiantamentos Diversos 76.458 (113.648) Mercadorias em Estoques (155.065) (609.760) Impostos a Recuperar 141.289 (141.289) I. Renda e Contribuiçþes a Compensar 1.713.175 (1.061.768) Cauçþes e depĂłsitos – 982.085 Despesas Antecipadas (50.160) (15.946) Garantia de Aluguel 159.105 (7.759) Contas a Pagar 221.752 816.524 SalĂĄrios e FĂŠrias a pagar (269.744) 45.436 Receitas Diferidas 308.425,59 – Obrigaçþes Fiscais e Sociais (1.967.748) 639.879 Recebimentos Antecipados 145.752 (1.542.548) ProvisĂľes (193.864) 265.450 Caixa lĂquido gerado/(consumido) nas Ativ. Operacionais 1.647.714 3.402.977 Atividades de Investimentos Ganho na Alienação de Permanentes 2.682 846.403 Compra de Ativo Imobilizado (1.138.553) (262.859) ConcessĂŁo/Liquid de emprest.e juros recebidos (139.956) 81.261 Caixa liquido gerado/(Consumido) nas Ativ. de Investimentos (1.275.827) 664.806 Atividades de Financiamento Distribuição de dividendos (3.131.000) (1.260.000) Caixa liquido gerado/(Consumido) nas Ativ. de Financiamento (3.131.000) (1.260.000) Aumento/(Diminuição) liquido nas Disponibilidades (2.759.113) 2.807.783 Saldo de Caixa Inicial 14.604.476 11.796.693 Saldo de Caixa Final 11.845.363 14.604.476
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ‡ĂƒO
GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO
FDE AVISA: PREGĂƒO ELETRĂ”NICO DE REGISTRO DE PREÇOS NÂş 36/00079/12/05 OBJETO: AQUISIĂ‡ĂƒO DE LUMINĂ RIAS A FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de LuminĂĄrias. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital a partir de 22/03/2012, no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂs, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, ou verificar o edital na Ăntegra, atravĂŠs da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessĂŁo pĂşblica de processamento do PregĂŁo EletrĂ´nico serĂĄ realizada no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br, no dia 10/04/2012, Ă s 09:30 horas, e serĂĄ conduzida pelo pregoeiro com o auxĂlio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epĂgrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serĂŁo encaminhadas, por meio eletrĂ´nico, apĂłs o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do inĂcio do prazo para envio da proposta eletrĂ´nica serĂĄ de 22/03/2012, atĂŠ o momento anterior ao inĂcio da sessĂŁo pĂşblica. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
Organização MĂŠdica Cruzeiro do Sul S/A C.N.P.J. nÂş. 61.613.287/0001-10 AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria - Convocação Ficam convocados os Senhores Acionistas desta sociedade para se reunirem em AGO, a realizar-se no dia 24 de Abril de 2012 Ă s 08:00 horas, em sua sede social, na Av. dos Autonomistas, 2502 na cidade de Osasco, Estado de SĂŁo Paulo, a fim de tomarem conhecimento e deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: AGO a) Exame, discussĂŁo e votação das contas da diretoria, do balanço geral e das demais demonstraçþes financeiras relativas ao exercĂcio social encerrado em 31/12/2011; b) Fixação da Remuneração dos Administradores; c) Destinação do Resultado Liquido do ExercĂcio; d) Outros assuntos de interesse social. AGE: a) alteração do estatuto social em virtude da extinção da filial da Eloy Candido Lopes,189. Aviso: Acham-se Ă disposição dos Senhores Acionistas na sede da sociedade os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6.404/76, relativos ao exercĂcio social encerrado em 31/12/2011. Osasco, 15 de março de 2012. Dr. Ronaldo Jorge Azze - Presidente do Conselho de Administração. (20/21/22)
unidos de uma sĂŠrie de reivindicaçþes, representantes de cinco centrais sindicais estiveram reunidos ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas saĂram de lĂĄ sem respostas para suas demandas. Na lista de pedidos das centrais estĂĄ a isenção do pagamento de Imposto de Renda sobre Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e em abonos. Os sindicalistas disseram que o ministro ficou de estudar a proposta, mas informou que o impacto de uma medida desse tipo custaria R$ 5 bilhĂľes aos cofres pĂşblicos. Pelas contas das centrais, o impacto seria menor, de R$ 1,8 bilhĂŁo. Sobre esse assunto, Mantega teria ficado de se pronunciar em 15 dias. As centrais querem ser ouvidas sobre a nova polĂtica automotiva do governo e reivindicaram que o percentual de conteĂşdo nacional de partes e peças de carros produzidos no PaĂs suba de 8% para 21%. TambĂŠm pediram mais investimentos e garantia de empregos no setor. Uma resposta deverĂĄ ser dada pelo governo na prĂłxima semana. "O governo estĂĄ muito lento; nĂŁo avança nas negociaçþes. Por isso vamos colocar os trabalhadores nas ruas", disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). (AgĂŞncias)
Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participaçþes CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 19.3.2012 Data, Hora, Local: Aos 19 dias do mĂŞs de março de 2012, Ă s 11h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, SalĂŁo Nobre do 5o andar, PrĂŠdio Vermelho. Presenças: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença, acionistas da Sociedade representando mais de dois terços do capital social com direito a voto. Constituição da Mesa: Presidente: LĂĄzaro de Mello BrandĂŁo; SecretĂĄrio: AntĂ´nio Bornia. Ordem do Dia: a) homologar o aumento do Capital Social deliberado na Assembleia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 9.1.2012, no valor de R$430.000.000,00, elevando-o de R$8.293.000.000,00 para R$8.723.000.000,00, mediante a subscrição de 161.654.135 novas açþes ordinĂĄrias, nominativas-escriturais, sem valor nominal; b) alterar o “caputâ€? do Artigo 5o do Estatuto Social em decorrĂŞncia do aumento do Capital Social. Publicação PrĂŠvia: O Edital de Convocação foi publicado em 6, 7 e 8 de março de 2012, nos jornais “DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Pauloâ€?, respectivamente, pĂĄginas 19, 62 e 108; “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€?, pĂĄginas 19, 21 e 17; e “DiĂĄrio da RegiĂŁoâ€?, pĂĄginas 2. Leitura de Documento: O Edital de Convocação foi lido, colocado sobre a mesa e entregue Ă apreciação dos acionistas. Deliberaçþes: as matĂŠrias constantes da ordem do dia foram colocadas em discussĂŁo e votação, tendo sido tomadas as seguintes deliberaçþes: a) homologado o aumento do Capital Social deliberado na Assembleia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 9.1.2012, a qual encontra-se transcrita no livro prĂłprio e foi publicada em 11.1.2012 nos jornais “DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Pauloâ€?, pĂĄgina 15; “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€?, pĂĄgina 15; e “DiĂĄrio da RegiĂŁoâ€?, pĂĄgina 2. Tendo sido homologado o referido aumento do Capital Social, o senhor Presidente comunicou aos presentes o seguinte: 1) ter sido totalmente subscrito o aumento do Capital Social, no valor de R$430.000.000,00, que serĂĄ integralmente incorporado ao Capital Social, consistente de 161.654.135 novas açþes ordinĂĄrias, nominativas-escriturais, sem valor nominal; 2) que o prazo para o exercĂcio do direito de preferĂŞncia na subscrição pelos acionistas, na proporção de suas participaçþes no Capital Social, foi fixado de 11.1 a 13.2.2012, tendo sido subscritas 100% das açþes emitidas; 3) que os acionistas subscritores da totalidade das açþes emitidas integralizaram o aumento do capital social, em 8.3.2012, no valor total de R$430.000.000,00; 4) que as açþes subscritas e integralizadas no referido aumento terĂŁo direito a dividendos e/ou juros sobre o capital prĂłprio que vierem a ser declarados a partir desta data (19.3.2012), fazendo jus tambĂŠm, de forma integral, a eventuais vantagens atribuĂdas Ă s demais açþes a partir da citada data; b) alterado o “caputâ€? do Artigo 5 o do Estatuto Social em decorrĂŞncia do aumento do Capital Social, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 5o) O Capital Social ĂŠ de R$8.723.000.000,00 (oito bilhĂľes, setecentos e vinte e trĂŞs milhĂľes de reais), dividido em 6.808.118.921 (seis bilhĂľes, oitocentos e oito milhĂľes, cento e dezoito mil, novecentas e vinte e uma) açþes ordinĂĄrias, nominativasescriturais, sem valor nominal.â€?. Na sequĂŞncia dos trabalhos, esclareceu o senhor Presidente que, para as deliberaçþes tomadas, o Conselho Fiscal da Companhia nĂŁo foi ouvido por nĂŁo se encontrar instalado no perĂodo, e que todas as matĂŠrias ora aprovadas somente entrarĂŁo em vigor e se tornarĂŁo efetivas depois de estarem atendidas todas as exigĂŞncias legais de arquivamento na Junta Comercial e publicação. Quorum das Deliberaçþes: unanimidade de votos dos acionistas presentes. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que vai assinada pelo senhor Presidente, por mim SecretĂĄrio e pelos acionistas presentes. aa) Presidente: LĂĄzaro de Mello BrandĂŁo; SecretĂĄrio: AntĂ´nio Bornia; Acionistas: LĂĄzaro de Mello BrandĂŁo, AntĂ´nio Bornia, MĂĄrio da Silveira Teixeira JĂşnior, JoĂŁo Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Carlos Alberto Rodrigues Guilherme, Milton Matsumoto, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Domingos Figueiredo de Abreu, Fundação Bradesco e Nova Cidade de Deus Participaçþes S.A., por seu Diretor-Presidente, senhor LĂĄzaro de Mello BrandĂŁo. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente ĂŠ cĂłpia fiel da ata lavrada no livro prĂłprio e que sĂŁo autĂŞnticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participaçþes. aa) LĂĄzaro de Mello BrandĂŁo e AntĂ´nio Bornia.
PREFEITURA DO MUNICĂ?PIO DE BRAGANÇA PAULISTA AVISO DE ABERTURA DE LICITAĂ‡ĂƒO Acham-se abertos, na Prefeitura do MunicĂpio de Bragança Paulista, os seguintes certames licitatĂłrios: TOMADA DE PREÇOS 002/2012 OBJETO: CONTRATAĂ‡ĂƒO DE EMPRESA ESPECIALIZADA NA EXECUĂ‡ĂƒO DA REVITALIZAĂ‡ĂƒO DAS CALÇADAS DA RUA CORONEL TEĂ“FILO LEME (RUA DO MERCADO) – 2ÂŞ ETAPA DATA DE ABERTURA: 09.04.2012 Ă€S 10 HORAS GARANTIA PARA LICITAR R$ 3.600,00 ATÉ: 04.04.2012 Ă€S 16H VISITA ATÉ: 04.04.2012 O presente edital ĂŠ publicado em resumo no DiĂĄrio Oficial do Estado (DOE), no DiĂĄrio do ComĂŠrcio, Jornal Local e afixado no quadro de avisos da Prefeitura Municipal. As informaçþes poderĂŁo ser obtidas na DivisĂŁo de Licitação, Compras e Almoxarifado da Prefeitura Municipal, sita Ă Avenida Antonio Pires Pimentel, nÂş 2.015, Centro, ou pelo telefone (11) 4034-7056 / 59, em dias Ăşteis, das 09:00 Ă s 16:00 horas. Bragança Paulista, 21 de março de 2012. JOSÉ PEREIRA DE GODOI CHEFE DA DIVISĂƒO DE LICITAĂ‡ĂƒO, COMPRAS E ALMOXARIFADO
JosĂŠ Kalil S/A Participaçþes e Empreendimentos CNPJ/MF N° 60.937.653/0001-23 Convocação de AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria Ficam convocados os Senhores Acionistas da JosĂŠ Kalil S/A Participaçþes e Empreendimentos a se reunirem em AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria, a ser realizada no dia 25 (vinte e cinco) de abril de 2.012, Ă s 11 (onze) horas, na sede social, na Rua Professor Cesare Lombroso n° 259, Bairro do Bom Retiro, nesta Capital, para deliberação sobre a seguinte Ordem do Dia: a) Exame, discussĂŁo e votação do RelatĂłrio da Diretoria, Balanço Patrimonial e Demonstraçþes Financeiras relativos ao exercĂcio findo em 31 de dezembro de 2.011; b) Deliberação sobre a destinação do lucro lĂquido do exercĂcio e a distribuição de dividendos; c) Eleição da Diretoria e fixação dos respectivos honorĂĄrios e deliberação quanto ao Conselho Fiscal; e d) Outros assuntos de interesse social. JoĂŁo Carlos Piccelli - Diretor Presidente 21,22,23/03/2012
EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS – EMPRO AVISO DE REABERTURA DE LICITAĂ‡ĂƒO PREGĂƒO PRESENCIAL NÂş 001/2012 A Empresa Municipal de Processamento de Dados – EMPRO, de SĂŁo JosĂŠ do Rio Preto/SP, pelo seu pregoeiro, COMUNICA a reabertura do PregĂŁo Presencial n° 001/2012, marcada para o dia 10 de abril de 2012 (terça-feira), Ă s 09h30. Os interessados deverĂŁo observar as alteraçþes feitas no Anexo I, publicadas no portal da EMPRO (www.empro.com.br) na data de hoje. SĂŁo JosĂŠ do Rio Preto/SP, 21 de março de 2012. Fernando Geromel Prette – Pregoeiro.
COMPANHIA AGRĂ?COLA USINA DE JACAREZINHO ASSOCIAĂ‡ĂƒO SAĂšDE DA FAMĂ?LIA - ASF Seleção de Fornecedores – Modalidade Coleta de Preços nÂş 009/2012 A Associação SaĂşde da FamĂlia – ASF comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta a Seleção de Fornecedores PARA CONTRATAĂ‡ĂƒO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA AQUISIĂ‡ĂƒO E IMPLANTAĂ‡ĂƒO DE SISTEMA PACS. Informaçþes e Edital: SĂtio: www.saudedafamilia.org e Associação SaĂşde da FamĂlia – Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Esclarecimentos: endereço eletrĂ´nico nmarussi@saudedafamilia.org . Entrega de documentos, material e abertura de envelopes dia 29/03/2012 Ă s 09h00. Local da SessĂŁo: Praça Marechal Cordeiro de Farias – 65 – HigienĂłpolis – SĂŁo Paulo/SP.
SĂŁo Eutiquiano Participaçþes S.A. CNPJ/MF n. 12.125.536/0001-12 – NIRE 35.300.417.577 Aviso aos Acionistas Em conformidade com o artigo 133 da Lei nÂş 6.404/76, encontram-se Ă disposição dos acionistas, na sede social da Companhia na Rua Leopoldo Couto de MagalhĂŁes, n° 110, CondomĂnio EdifĂcio JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, todos os documentos e informaçþes necessĂĄrios Ă realização da assembleia geral ordinĂĄria. SĂŁo Paulo, 19 de março de 2012 - A Diretoria 20,21,22/03/2012
Shopping Center Ibirapuera S.A. - CNPJ/MF nÂş 58.579.467/0001-18 Aviso aos Acionistas Acham-se Ă disposição dos Srs. Acionistas, na sede social, os documentos a que se refere o artigo 133 da Lei nÂş 6.404, de 15/12/1976, relativos ao exercĂcio social encerrado em 31/12/2011. SĂŁo Paulo, 21/03/2012. Armando de Angelis Filho - Presidente do Conselho de Administração.
CNPJ/MF n. 61.231.478/0001-17 - NIRE 35.3.0001135-0 Aviso aos Acionistas Em conformidade com o artigo 133 da Lei nÂş 6.404/76, encontram-se Ă disposição dos acionistas, na sede social da Companhia na Rua Leopoldo Couto de MagalhĂŁes, n° 110, CondomĂnio EdifĂcio JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, todos os documentos e informaçþes necessĂĄrios Ă realização da assembleia geral ordinĂĄria.SĂŁo Paulo, 19 de março de 2012. A DIRETORIA. (20,21 e 22/3/2012)
COMPANHIA CANAVIEIRA DE JACAREZINHO CNPJ/MF n. 49.648.587/0001-39 - NIRE 35.300.09093-4 Aviso aos Acionistas Em conformidade com o artigo 133 da Lei nÂş 6.404/76, encontram-se Ă disposição dos acionistas, na sede social da Companhia na Rua Leopoldo Couto de MagalhĂŁes, n° 110, CondomĂnio EdifĂcio JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, todos os documentos e informaçþes necessĂĄrios Ă realização da assembleia geral ordinĂĄria. SĂŁo Paulo, 19 de março de 2012. A DIRETORIA (20,21 e 22/3/2012)
Maringå S.A. Cimento e Ferro-Liga CNPJ/MF n. 61.082.988/0001-70 - NIRE 35.3.0001745-5 Aviso Aos Acionistas Em conformidade com o artigo 133 da Lei nº 6.404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Companhia localizada nesta Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Paulista, n° 1842, Torre Norte, 12° andar conjunto 125, Cerqueira Cesar, todos os documentos e informaçþes necessårios à realização da assembleia geral ordinåria. São Paulo, 19 de março de 2012 - A Diretoria 20,21,22/03/2012
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quinta-feira, 22 de março de 2012
Você não pode sentar em cima do legado, senão alguém vem e toma o seu espaço. Marco Gomes, da boo-box
conomia Zé Carlos Barretta/Hype
Inovação e ousadia nacionais
Modelos de negócio Gomes: "nossa missão é fazer com que, em cinco anos, a internet seja, no Brasil e na América Latina, o principal meio de informação e comunicação para a sociedade."
Revista norte-americana divulga ranking mundial das 50 empresas mais inovadoras e das dez brasileiras. A boo-box está nas duas listas. Fátima Lourenço
A
busca por inovação nem sempre é vislumbrada como possibilidade concreta entre empreendedores de pequeno porte, mas há exemplos locais notáveis de empresas que nasceram minúsculas e se destacaram trilhando esse caminho. Algumas delas figuram no último ranking anual da revista norte-americana Fa s t Company. A publicação divulga as Top 50 mais inovadoras do mundo e, neste ano, também classificou as dez mais do Brasil e da China. A brasileira boo-box, de tecnologia para publicidade em mídias sociais, aparece nas duas listas. Marco Gomes tinha 20 anos quando fundou a empresa em 2007, com mais um sócio. Para estruturá-la em São Paulo, ele deixou "um bom emprego" como programador em agência de publicidade, além da faculdade de computação na Universidade de Brasília. A visibilidade inicial no mercado veio de um artigo de Michael Arrington, do blog techcrunch, para quem enviara o projeto. O reconhecimento pela inovação lhe rendeu investimento de US$ 300 mil da Monashees Capital. Ele conta que, em 2010, já lucrativa e com 30 funcionários, a empresa ganhou novos recursos, dessa vez da Intel Capital. Em 2011, o negócio foi estruturado como holding e incorporou a argentina Popego, de inteligência artificial – hoje, o braço do negócio voltado 24 horas para a inovação, com suas pesquisas e desenvolvimentos, expli-
Kleber Gutierrez
ca Gomes. "A cada trimestre fazemos um lançamento". Atualmente, a boo-box tem 75 funcionários, seis sócios e dois fundos de investimento. D if er e nc ia l – O empresário explica que o aspecto inovador do negócio nem foi a tecnologia em si, mas a escala que a ferramenta ofereceu. "Uma rede de 310 mil sites usa a nossa tecnologia para ganhar dinheiro. É uma audiência de 80 milhões de pessoas por mês", detalha. Os clientes são as agências de publicidade e anunciantes. "Nossa missão é fazer com que, em cinco anos, a internet seja, no Brasil e na América Latina, o principal meio de informação e comunicação para a sociedade", planeja Gomes. O segredo para se manter inovador, analisa, é observar, saber ouvir, não descansar, e agregar novas mentes ao negócio, para não ficar viciado. "Você não pode sentar em cima do legado, senão alguém vem e toma o seu espaço". O principal segredo, no entanto, foi ousar. "Inovação e ousadia estão muito juntas". Sinergias – A Stefanini, em-
presa de Tecnologia da Informação (TI), é outra das top locais no ranking da Fast Company. "O círculo virtuoso da inovação se alimenta do conhecimento profundo do cliente e o mercado em que ele atua", sintetiza o gerente de marketing, responsável pelo comitê de inovação da empresa, Eliezer Silveira. Na prática, a Stefanini observa as necessidades e, internamente, espe-
cialistas dos respectivos mercados propõem e desenvolvem soluções – como a premiada compensação de cheques por meio de imagem. A empresa cresceu atendendo os bancos, mas atualmente, acrescenta Silveira, há negócios diversos, como os de varejo, seguros, mineração, siderurgia, e saúde. A Stefanini, com 25 anos de mercado, cresceu como evolu-
ção de uma pequena consultoria em manutenção e desenvolvimento de sistemas de informática, criada por Marco Stefanini. Atualmente, consagrada como multinacional provedora de soluções para o mercado de tecnologia – em 28 países – ela opera com 19 centros próprios de desenvolvimento, "centros de excelência em algumas tecnologias", detalha o gerente de marketing.
Criar não é privilégio dos grandes
A
percepção de empreendedores de pequeno porte sobre inovação, geralmente é a de que só grandes corporações ousam e que a empreitada requer criações radicais, muita tecnologia e altos investimentos. "Definitivamente, não é assim", diz a consultora de desenvolvimento e inovação
do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), Evelin Cristina Astolpho. A Inovação, acrescenta, pressupõe fazer algo novo e que gere retorno econômico e financeiro para o negócio. Muitas vezes, comenta, a pequena empresa já faz algo assim, mas não o identifica como inovação, como uma
mudança de layout ou de um fluxo de produção. No portal do Sebrae-SP (http://inova.sebraesp.com. br/questionarios/estagio), o empresário pode fazer um diagnóstico e verificar se pratica algum grau de inovação. Abertura – A abertura para o novo é fundamental. "Se o dono permite sugestões, a
inovação acontece. Quem não mudar, ficará para trás. A inovação, a partir do momento em que começa, tem que contaminar a empresa e ter continuidade", observa Evelin. Premiar as boas ideias, não necessariamente com dinheiro, é uma das formas de alimentar o processo, acrescenta. (FL)
P
ara atender ao dinamismo que os processos de inovação demandam, as empresas têm substituído os planos de negócio pelos chamados modelos. "Eu compartilho da opinião de que o plano de negócio (mais elaborado e mais estático) não sobrevive ao primeiro contato com o cliente", comenta o professor Renato Velloso Nobre, do curso de modelos de negócios inovadores, do Centro de Inovação e Criatividade da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). O modelo de negócio, explica, supre a rapidez que a inovação demanda, "ajuda o novo empreendedor a vender uma ideia". Uma startup, comenta, ao contrário de uma corporação já estabelecida, adota esse formato para se lançar – seria quase como testar o produto/serviço antes de montar a empresa. O processo de inovação, sintetiza Nobre, seja para uma startup ou um negócio estabelecido, é semelhante e resulta da capacidade de identificar novas oportunidades, dar forma à solução encontrada, e construir o modelo de negócio para o seu lançamento. "Pode ser com um produto ou um serviço ou processo. Na 24 X 7 (venda automática de livro no Metrô), o produto (livro) já é conhecido. Ela inovou no modelo de negócio, com oferta para um novo segmento de mercado", exemplifica. (FL)
Fotos: Divulgação
O
ranking de inovação da revista norte-americana Fast Company mostrou que os brasileiros ainda têm muito a aprender sobre o próprio mercado e seus potenciais. À frente de empresas gigantes, a pequena Bug Agentes Biológicos, de Piracicaba, no interior paulista, consagrou o combate às pragas das lavouras como o empreendimento mais inovador entre os brasileiros. Os insetos produzidos no município colocaram a Bug como a 33ª empresa mais avançada do planeta. "Foi uma surpresa", revela o sócio Diogo Carvalho. Ele esclarece que o combate biológico de pragas não é a novidade, sendo utilizado nas culturas de cana desde os anos 1980, mas que a forma como a Bug executa a empreitada sim. E é daí que surge seu reconhecimento na inovação. Até que ela se lançasse ao mercado, essa luta era travada apenas depois que as lagartas ou brocas tivessem nascido e se instalado nos vegetais, o que sempre representou alguma perda de produtividade. Já as milimétricas vespas (1 mm de tamanho) de Carvalho, da espécie Trichogramma, foram programadas geneticamente para fazer o combate aos ovos. Ou seja, não permitem que a praga sequer nasça nas plantações. Isso graças à transposição tecnológica que permitiu sua concepção em escala industrial. Para os produtores, não só de
Controle biológico: vespas da Bug não permitem que a praga nasça nas plantações.
Uma ferroada nos gigantes Empresa paulista de controle biológico de pragas é a mais inovadora do Brasil
cana, mas de outras importantes culturas da pauta de exportações, principalmente a soja, a utilização dos insetos da Bug representa uma economia em torno de 30% a 40% sobre o uso de pesticidas químicos. Além, é claro, do fato de que o controle biológico seja nada degradante ao meio ambiente. É preciso levar em conta que o Brasil toca o maior projeto de controle biológico de pragas do mundo, pois em 40% de toda nossa gigantesca safra de cana são utilizados agentes vivos como parceiros na produção.
Outra possibilidade de inserção de seus insetos parasitoides e ácaros, esclarece Carvalho, existe em plantações cujas pragas ficaram resistentes aos químicos, mas não sobrevivem aos predadores naturais. Produto com asas – ABugproduz, atualmente, o bastante para tratar 3 mil hectares de lavoura ao dia, com a dispersão de, basicamente, quatro das mais de 3 mil espécies catalogadas da Trichogramma brasileira. Seus laboratórios têm capacidade para gerar entre sete e oito quilos de ovos ao dia. Para
se ter uma ideia do quanto isso representa em número de indivíduos, é preciso calcular que cada grama possui algo em torno de 37 mil ovos, o que daria 296 milhões de operários alados a serviço de lavouras livres de pragas diariamente. Os ovos seguem em cartelas preparadas para dispersão por hectare, contendo até 50 mil deles para o caso das lavouras de cana. E de até 100 mil para outras culturas. Cada cartela custa entre R$ 12 e R$ 20, dependendo da lavoura. As vespas têm ciclo reprodutivo de
cinco a sete dias, e, segundo Carvalho, não representam risco ao ambiente, pois sua evolução acompanha a das pragas. Incubadora – A Bug nasceu há dez anos nos celeiros da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a EsalqUSP. Para começar suas pesquisas, recebeu R$ 75 mil do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Atualmente, o maior cliente da empresa trata 11 mil hecta-
res de cana exclusivamente com as vespas. Mas o empresário garante que seu empreendimento tem ainda muito para avançar, "uma vez que apenas 1% de toda a área plantada do País usa predadores naturais no combate". Carvalho afirma que a boa colocação no ranking também despertou o interesse de investidores. Ele explica que a empresa tem projeto de crescer dez vezes nos próximos cinco anos. E que a repercussão foi "muito positiva" para o negócio.