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Diário do Comércio - 22/12/2010

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Jornal do empreendedor

Ano 86 - Nº 23.273

Conclusão: 23h45

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Dida Sampaio/AE

DESPEDIDA SEM FIM Chegada de Pimentel ao som de denúncias

Nunca antes neste País um presidente fez tantas e reiteradas despedidas. Está sendo suado para Lula cumprir as últimas inaugurações de seu mandato sabendo que faltam apenas nove dias para Dilma assumir seu posto. Na segunda-feira, esteve na UNE. Ontem foi a vez de subir o Morro do Alemão, testando o teleférico que "vai disputar com o Pão de Açúcar o título de cartão postal do Rio". Lula anunciou que ainda vai a Osório (RS), inaugurar um viaduto "complicado" e, depois de deixar a Presidência, voltará à Rocinha para tomar um copo de cerveja. Pág. 6

Se vocês virem um baixinho barrigudo com uma sunga colorida lá em Copacabana, sou eu.

Ministério Público de Minas pede ação penal contra o ex-prefeito de Belo Horizonte e futuro ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Dilma. Fernando Pimentel (PT) é acusado de fraude em licitação pública, desvio de recursos e lavagem de dinheiro. Página 5

Presidente Lula Antonio Scorza/AFP

Silvio Siqueira/Divulgação

Greve pronta para pousar

Nero, o leão, põe fogo no zoo.

Zanone Fraissat/Folhapress

Sem acordo, aeroviários decidem parar a partir de quinta. Se a situação nos aeroportos já está ruim... Pág. 10

Diego Lima/AFP

Patricia Cruz/LUZ

Abrigado no Zoo de Guarulhos, driblou impávido uma primeira vasectomia. E continuou procriando. Mas é hora de brecá-lo, diz sua veterinária, que prepara nova cirurgia em janeiro. Nero, o indomável, pág. 10 HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 30º C. Mínima 22º C.

AMANHÃ Nublado com chuva Máxima 26º C. Mínima 21º C.

ISSN 1679-2688

23273

9 771679 268008

Videla, à espera do juízo final.

A inflação no nosso prato de cada dia

Justiça dirá, hoje, se ex-general argentino é culpado por assassinatos de presos políticos. Página 8

Apesar do recuo dos preços neste mês, os alimentos continuam vilões da economia. Página. 13


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A oficialização de Tombini foi precedida de notícias de que o presidente do BC perderia o status de ministro. José Márcio Mendonça

pinião

BC: embates previsíveis

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repórter Cristiano Romero, do jornal Valor Econômico, com a colaboração dos colegas Alex Ribeiro e Ruy Buron já havia, no fim de 2009, escarafunchado as entranhas das decisões econômicas e do Banco Central, no período mais agudo das complicações financeiras mundiais explodidas no terceiro trimestre de 2008. A reportagem, publicada sob o título Os bastidores da crise, revelou – tendo como fonte principal, mas não única, o diretor de política monetária do BC, Mario Toros – os piores momentos da turbulência financeira no Brasil e mostrou a "corrida bancária com saques estimados em R$ 40 bilhões em apenas uma semana e ataque especulativo de US$ 5 bilhões em dezembro de 2008." Revelou-se ainda que "os contratos das empresas exportadoras com derivativos cambiais somaram US$ 38 bilhões e os prejuízos, divididos com os bancos, foram contabilizados em US$ 10 bilhões" e que o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, por pouco não foi demitido "às vésperas de o país ser arrastado pela turbulência internacional." Com o texto, ficou evidente que a economia brasileira correu muito mais riscos do que as autoridades admitiram na época e continuaram apregoando depois, na teoria de "marolinha" expedida pelo presidente Lula. Por conta da reportagem, uma das finalistas do Prêmio Esso de Jornalismo de 2010, Toros, dias depois, perdeu o emprego no governo. Era o penúltimo dos diretores do BC vindos do mercado – e execrados pelo lado político-desenvolvimentista do governo, inclusive no Ministério da Fazenda. Meses depois, sairia o último deles, Mário Mesquita, restando somente o presidente Henrique Meirelles de fora da área oficial na diretoria do BC, este também de saída quando o novo governo der a partida. Agora, o mesmo Cristiano Romero, também no caderno Eu & fim de semana, em outra excelente ma-

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então, caros leitores, já fizeram seus pedidos ao Papai Noel? Eu preparei minha lista e gostaria de compartilhá-la com vocês. E como meus presentes darão um bocado de trabalho ao bom velhinho e a seus ajudantes - infelizmente, não é nada que eles possam fabricar num passe de mágica em sua oficina na Lapônia -, faço uma concessão. Imagino que esperar que eles fossem entregues, embrulhados com laços de fita e tudo o mais, na noite do dia 24, seria um pouco demais. Contento-me em recebê-los ao longo de 2011. Parece justo, não é mesmo? Minha lista de "presentes" é composta de projetos de lei que eu (e, creio, boa parte da população) gostaria de ver aprovados o quanto antes. Confesso que a primeira versão de minha lista ficou enorme. Para não abusar da paciência do bom velhinho, acabei reduzindo-a a três itens... por enquanto. Vamos então a eles. 1) Exame de DNA gratuito A Câmara aprovou e encaminhou ao Senado o Projeto de Lei 1780/96,

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

Dida Sampaio/AE

locando no lugar Murilo Portugal, recém trazido do FMI para o Brasil. Palocci caiu antes. A sobrevivência de Meirelles e da autonomia do BC, acertada entre ele e Lula, foi dolorida, vê-se. Outro ponto central da reportagem é o desnudamento do código que o Copom, em seus comunicados e atas, usa para dar sinais sobre a taxa de juros. A visão técnica diz que esses sinais são necessários para controlar as expectativas e a ansiedade do dito mercado. Para o mundo político, o BC é submisso às instituições financeiras, tese que faz a explicitação do código, desconhecido fora do universo dos especialistas, ser nitroglicerina.

P Henrique Meirelles: árdua luta para manter a autonomia do Banco Central. A dúvida é se seu sucessor conseguirá tourear as pressões como ele. téria, retoma o desvendar dos bastidores do Banco Central e de suas relações com o Palácio do Planalto e outros departamentos governamentais. Detalha todas as dificuldades de Meirelles para manter a autonomia operacional, não formal, do BC, os ataques políticos à decisões do Copom e a tentativas de influenciar o colegiado. Revela ainda a matéria os momentos em que Meirelles esteve com seu cargo em jogo – e não foi um só. O maior ataque, com foco, segundo a reportagem, ocorreu no início de 2008, portanto antes da eclosão da crise financeira mundial, no Ministério da Fazen-

da. Foi quando se falou que Luiz Gonzaga Beluzzo havia sido convidado para o posto. Meirelles, em entrevista domingo último em O Estado de S. Paulo confirma o fato, porém atenuado. Disse que foi dele a iniciativa de propor sua saída ao presidente Lula. A pressão sobre ele e os diretores "mercadistas" estava insuportável. De acordo com Romero, outro momento tenso deu-se quando Antonio Palocci ainda era o ministro da Fazenda. Palocci chegou a armar um esquema para aliviar Meirelles e o Banco Central, transferindo-o o presidente para o Ministério do Planejamento e co-

or essas revelações, a reportagem, quando mais conhecida – vai levar algum tempo – pois saiu em um caderno de cultura de um jornal econômico, quando o País já está desacelerando para as festas de fim de ano – vai trazer confusão. De um lado, aumentará as dúvidas de muita gente – apesar de todos requisitos técnicos e elogios que ele vem recebendo – sobre as condições do novo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de tourear as pressões políticas como Meirelles toureou. Lembremos que oficialização do nome de Tombini foi precedida de notícias oficiosas de que o presidente do BC perderia o status de ministro, concedido por Lula a Meirelles por meio de Medida Provisória. Sem essa condição, o Banco Central fica explicitamente subordinado à Fazenda. De outro lado, ela alimenta a idiossincrasia do Congresso, dos partidos e dos políticos governistas em particular contra o BC e a sua dita submissão aos interesses do mundo financeiro. Não são embates agradáveis para um governo que se inicia à sombra do presidente mais popular da história do País. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

MINHA LISTA DE PEDIDOS DE NATAL que garante a realização gratuita de exame de DNA em ações de paternidade. Segundo o texto aprovado, nas ações judiciais em que for reconhecido o direito à justiça gratuita, o exame de DNA será preferencialmente realizado na rede credenciada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e custeado pelo órgão da administração pública estadual que tem, entre suas atribuições, a defesa da cidadania. E é, realmente, uma questão de defesa da cidadania. A aprovação desse projeto é mais um passo para que a justiça seja de fato para todos, e não para todos aqueles que podem pagar. 2) Mediação familiar O Projeto de

Lei 4948/2005 trata da mediação interdisciplinar em conflitos de família. O conceito, que é relativamente novo no Brasil, já é adotado com sucesso em outros países. A ideia é simples. A mediação é um processo informal no qual uma terceira parte – o mediador – aceito de comum acordo pelo casal em litígio, ajuda os envolvidos a chegar, voluntariamente, a um acordo mutuamente aceitável com relação às questões em disputa. lém disso, a mediação também pode ajudar a estabelecer relacionamentos de confiança e respeito entre as partes ou encerrar relacionamentos de maneira que minimize os custos e os danos psicológicos. Em caso de divórcio, se o casal chegar a uma conclusão amigável e não tiver filhos menores ou incapazes, o acordo pode ser firmado em cartório. Se não, é necessária a homologação judicial. A grande diferença é que, com a mediação, aumentam as chances de se evitar uma longa, cara e desgastante batalha judicial. Quem não gostaria de um "presente" como esse? 3) Lei "Joana Maranhão" O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, aprovado dia 16 deste mês, traz uma série de propostas legislativas e outras medidas de combate ao abuso de menores no

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Brasil. Um dos destaques é a chamada Lei "Joana Maranhão" (PLS 234/09), que estende de seis meses para 10 anos o prazo, após a maioridade, para que uma pessoa molestada quando criança possa ingressar com ação judicial. Atualmente, por incrível que pareça, a pessoa que sofreu abuso sexual na infância tem prazo de seis meses, após completar 18 anos, para fazer a denúncia. Muitas vezes, esta não é feita antes por vários motivos, como: a criança estava assustada demais para contar à família que, portanto, desconhecia o fato. Ou, pior ainda, membros da própria família foram autores do abuso. magine alguém que completa 18 anos nessa situação. Se em seis meses a denúncia não for apresentada, sabe o que acontece? Nada. O culpado fica impune, porque o prazo prescreveu. Foi isso que ocorreu com a jovem nadadora Joana Maranhão. Ao completar 20 anos, Joana levou a público o abuso sexual cometido por seu treinador quando ela tinha apenas nove anos de idade. Logo a seguir, outras duas nadadoras que alegam ter sido molestadas na infância pela mesma pessoa se sentiram encorajadas a denunciá-la. Ainda assim, o treinador não só ficou a salvo de processos, devido ao infame prazo dos seis meses, como

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IVONE ZEGER está processando Joana e sua família por "danos morais e materiais". Convenhamos: achar que seis meses após a maioridade, a vítima estará automaticamente "pronta" para denunciar seu agressor é outro abuso contra quem já sofreu tanto. Não é só uma brecha para a impunidade, mas uma porta vergonhosamente escancarada, que passa ao pedófilo a seguinte mensagem: se seu crime não for denunciado até 180 dias após sua vítima completar 18 anos, você estará livre. Pensando bem, um absurdo desses é demais até para Papai Noel. Cabe à sociedade exigir que seus parlamentares aprovem o quanto antes a Lei "Joana Maranhão". Assim, quem sabe, no próximo ano, possamos celebrar um Natal com mais justiça e menos impunidade. Será um "presentão". IVONE ZEGER É ADVOGADA, CONSULTORA JURÍDICA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "COMO A LEI RESOLVE QUESTÕES DE FAMÍLIA" - DA MESCLA EDITORIAL WWW.PARASABERDIREITO.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 Presidente Alencar Burti Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto, Antonio Carlos Pela, Arab Chafic Zakka, Carlos Roberto Pinto Monteiro, Claudio Vaz, Edy Luiz Kogut, Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos, João de Almeida Sampaio Filho, João de Favari, José Maria Chapina Alcazar, Lincoln da Cunha Pereira Filho, Luís Eduardo Schoueri, Luiz Roberto Gonçalves, Moacir Roberto Boscolo, Nelson F. Kheirallah, Roberto Macedo, Roberto Mateus Ordine, Rogério Pinto Coelho Amato, Sérgio Antonio Reze

CONSELHO EDITORIAL Alencar Burti, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo, Márcio Aranha e Rogério Amato Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Kleber Gutierrez, Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Tsuli Narimatsu Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Giseli Cabrini e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André Alves, Fátima Lourenço, Fernanda Pressinott, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vanessa Rosal, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Comercial Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações José Gonçalves de Faria Filho (jfilho@acsp.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

o Consumo e consumismo na China CHINA CRESCE, MAS SOFRE CONTAMINAÇÃO EM SUA CULTURA DE VALORES OCIDENTAIS.

pinião

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mpresas de países desenvolvidos do mundo inteiro estão de olho em quatro grandes mercados: os do Brasil, Rússia, Índia e China. A razão é bem simples: nos países em que são sediadas, essas empresas não conseguem concretizar com grandeza a vocação de todo capital, que é lucrar e crescer, sucessiva e infinitamente. Portanto, é preciso buscar mercados onde haja grandes massas de população com renda crescente, capazes de consumir muito, como é o caso destes quatro. De todos, a China é o maior. E o que está acontecendo lá em termos de consumo é paradoxal para quem conheceu o país dos anos 80 para trás. Karl Gerth, professor de História Chinesa Moderna na Universidade de Oxford, Inglaterra, nasceu e criou-se lá e conheceu um país bem diferente. Ele conhece bem o os produtos, as marcas, restaurantes, lojas e até o que é anunciado dentro dos banheiros públicos femininos. Suas observações sobre as tendências de consumo crescente dos chineses estão em As China Goes, So Goes the World: How Chinese Consumers Are Transforming Everything (em português, uma boa tradução seria "A China toca, o mundo dança: como os consumidores chineses estão transformando tudo", editora Hill and Wang, 272 páginas). Desde que Mao Tse Tung fundou a República Popular da China, em 1949, o país foi marcado por uma aversão ao consumismo. No tempo em que Gerth estudava em Pequim, por exemplo, não existiam salões de beleza, todos os automóveis eram de propriedade do estado e os pauzinhos de comer – os talheres orientais – não eram descartáveis. Hoje, são jogados no lixo, só em Pequim, 10 milhões de pares de pauzinhos descartáveis, junto com 10 milhões de embalagens. As bicicletas, então, eram o principal meio de transporte de muita gente. E todas eram iguaizinhas, pretas, com bagageiro atrás e cestinha na frente. Em 1979, o jornalista jundiaiense Jayme Martins, que trabalhava no Departamento de Português Rádio Pequim, comentou que havia uma vaga na rádio e que, se me interessasse, podia indicar-me para ela. O salário não passava do equivalente a uns 150 dólares, enquanto aqui

ganhávamos perto de 3 mil. Eu teria direito a comprar uma daquelas bicicletas e a uma temporada de duas semanas na colônia de férias do sindicato dos radialistas, uma vez por ano. E isso era tudo. Aqui, podíamos ter automóvel e escolher onde passar as férias. Não pude ir, mas as conversas com Jayme mostraram-me um pouco do que era viver na China – e é assim que o professor Karl Gerth a conhecia. O que ele tem visto e previsto, no entanto, constrói um cenário bem desagradável, marcado pelo gradual desaparecimento da frugalidade, que dá lugar a índices de consumo elevadíssimos.

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oje, a China já é o maior produtor mundial de automóveis (13 milhões por ano) e de dezenas de outros bens de consumo; a cada alteração na renda da população chinesa, altera-se o consumo mundial de proteínas de todo tipo (carne, leite, aves). Ou seja: quando a China se mexe, o mundo inteiro se mexe, tal como afirma o título do livro. Mas as mudanças continuam acontecendo: já existem chineses ligados na cultura pop, adorando comprar carros, indo aos salões de beleza. Ao mesmo tempo, a indústria inunda o mundo com imitações de todo o tipo e notícias de operações criminosas feitas por cidadãos chineses já começaram a aparecer. Entre elas, as de prostituição, venda de órgãos e de bebês para adoção. Sem falar na existência de mercados sem legis-

Gerth é professor de História Chinesa Moderna

O HOMEM QUE MORRE A CADA ANO "Cristo carregando a cruz"- El Greco/Reprodução

Hosanas ao nome que está acima de todos os nomes dos homens, dos deuses, dos demônios, dos santos e dos anjos , e que é do Natal o criador: Christos

lação ou regulamentação, como o da madeira e de animais em extinção. A contaminação da cultura chinesa pelos valores ocidentais e a simultânea corrosão dos seus próprios valores está permitindo também o surgimento de fenômenos como pirataria de bens intelectuais, poluição extrema e aquilo que ele chama de ressentimentos sociais – ou seja, manifestações coletivas ou isoladas de pessoas que estão incomodadas com essas mudanças. Afinal, milhões de chineses saíram da pobreza, mas outros milhões continuam nela. Quem não se incomoda mesmo são as indústrias dos outros países, ávidas por vender cada vez mais ao mercado chinês e interessadas em sua expansão – pelas estimativas, o país tem hoje 1,34 bilhão de habitantes e sua economia não dá grandes sinais de desaceleração. Governos do mundo inteiro discutem, entre si e com a própria China, a questão cambial, que permite a ela inundar os mercados com produtos de preço muito baixo. Graças a essa política, no entanto, a China continua mantendo o emprego dos seus cidadãos, permitindo que consumam, poupem e, quem sabe, enriqueçam. Pouco a pouco, está também caminhando na direção de um estilo de vida, se não americano, ao menos ocidentalizado.

PAULO BRITO AFP

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e 30 anos atrás a sociedade chinesa era considerada a mais igualitária (ou comunista) do planeta, hoje é bem diferente: existem nada menos do que 150 milhões de chineses considerados ricos (o número pode subir a 430 milhões, conforme o estudo considerado). É gente que viaja, esquia, compra automóveis caros e roupas de grife, e consome tudo isso pagando com cartões de crédito. Um dos mais fortes sinais de que a mentalidade da população mudou está no território da habitação: antigamente, cada família morava num pequeno apartamento oferecido pela indústria para quem o chefe da família trabalhava. Agora, a maioria dos trabalhadores quer ter casa própria. Sinal dos tempos: o emprego não é mais vitalício e, portanto, a moradia também não pode ser. PAULO BRITO É JORNALISTA, A China de hoje é muito diferente da de algumas décadas atrás. Todos estão de olho no seu enorme mercado, mas mudanças na cultura local não são sempre positivas.

GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

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ntiga profecia, já perdida na noite escura das eras, dizia: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel – Deus conosco". A profecia anunciava o nascimento daquele que "se fez carne e habitou entre nós", dando assim origem ao Primeiro Natal. Hosanas ao nome que está acima de todos os nomes dos homens, dos deuses, dos demônios, dos santos e dos anjos – do Natal o criador: Christos, qui perpetua mundum ratione gubernas ("Christos, que governas o universo segundo uma ordem eterna"). Mais de vinte séculos nos separam do nascimento desse menino que, homem feito, viria a revolucionar o mundo disparando palavras mortíferas contra toda e qualquer forma de injustiça. Não, a data de nascimento desse menino não é "25 de dezembro", até porque, segundo amarelados pergaminhos testificam, a época mais aproximada do nascimento do filho de Maria e José seria provavelmente o mês de abril. O 25 de dezembro é uma convenção. Mas, com poucas exceções, o mundo reverencia a data como um marco de extraordinária importância. Ele dividiu a História humana em duas partes distintas: antes e depois dele. Controverso desde a própria concepção, esse menino possui duas certidões de nascimento registradas pelo Cosmos. A primeira, eminentemente humana, atesta que nasceu um pequenino de carne e osso, que viu a luz deste mundo no espaço exíguo de uma manjedoura; a outra, divinal, lavrada no livro das atas celestiais, documenta o mistério do amalgamento do seu perfil

humano no caráter supremo do Deus-Filho, por volta dos 30 anos de idade. Como filho de Maria e José, o menino recebeu o nome de "Jesus". Na metamorfose mística dentro das águas do rio Jordão, foi batizado pelo primo, João, um profeta apocalíptico e o homem Jesus passou a ser conhecido como Christos (o Messias). Começava ali seu caminhar doloroso rumo ao Calvário, ou ao Gólgota – Monte da Caveira – , onde viria a ser crucificado e morto para que, por meio do cruel sacrifício, "todo aquele que nele crer não pereça, mas obtenha a vida eterna". Esta última expressão está escrita no tempo presente porque, ainda em pleno terceiro milênio, continua sendo um dos esteios rígidos do Cristianismo. aradoxo dos paradoxos, o homem que deu origem a todos os Natais volta a morrer de novo em todos os Natais quando: G Os pais dão presentes caros aos filhos, mas se esquecem de estar presentes diariamente na vida deles; G Sobre a mesa farta dos ricos, que dizem "comemorar o nascimento de Christos", a mensagem do próprio Christos, de "dar pão a quem tem fome", é apagada do coração, durante o Natal e todos os dias depois do Natal; G Motoristas bêbados põem em risco suas vidas e a de terceiros, com emoções e reflexos anestesiados pelo álcool, que deletou de seu cérebro a lição magna de que o corpo humano é o "tabernáculo do Espírito Santo"; G A hipocrisia familiar reina nas ceias de Natal entre parentes que não se suportam o ano inteiro, mas agora fingem que se amam; G C olegas de trabalho que

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passaram o ano inteiro se esfaqueando pela frente e pelas costas, agora, sob os vapores etílicos do deus Baco, o desinibidor, fazem de conta que festejam o Deus-Christos. O fingimento adoece a alma e o corpo das pessoas. Mentiras etílicas, embora soem como verdades, continuam o que sempre foram: mentiras. G Recém-nascidos são abandonados em privadas infectas nas rodoviárias da vida por mães com a "síndrome de Herodes" a envilecer-lhes o espírito, maculando-o diante do Christos que diz: "Deixai vir a mim as criancinhas" ... G Patrões pagam mal e porcamente aos empregados que, ao longo do ano, ajudaram suas empresas a terem altos lucros; G Empregados "caça-níqueis" apenas batem o ponto nas empresa e não empreendem o mínimo esforço para sair do lugar comum e deixar emanar a criatividade que a todos foi outorgada pelo próprio Christos, esquecendo-se de que o local de trabalho é também um altar – pois é ali que se deve ganhar com honradez o "pão nosso de cada dia". G Governantes corruptos desviam verbas públicas para seus bolsos, destruindo o sistema de saúde e assim, como Herodes no passado, matam inúmeras crianças inocentes ... G Empresários gananciosos violam a sacralidade do ambiente e transformam a natureza num lixão a céu aberto; G Comerciantes inescrupulosos aproveitam o "espírito do Natal" para elevar os preços e embutir juros criminosos nas compras a prazo, escravizando seus semelhantes a dívidas impagáveis. Ele também volta a morrer nos Natais em que "Papai Noel" toma o seu lugar no coração de todos –

LUIZ OLIVEIRA RIOS que passam a esperar que o bom Noel saia do Polo Norte e se destrambelhe pelas chaminés da vida, trazendo presentes lindos e fúteis, em vez do presente maior que o autor real do Natal tem preparado para todos nós, desde o início dos tempos: a vida eterna para todos aqueles que vivem, na prática, o Amor Maior – o Ágape de Deus. quem está disposto a deixar renascer no seu íntimo o Christos verdadeiro, não apenas neste Natal, mas a cada dia, todos os dias, pelo resto da vida? Bem-aventurados sejam aqueles que fazem de cada dia, todos os dias, em qualquer lugar ou circunstância, um dia de Natal. "Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me!", declarou de viva voz o Nazareno. É Natal. Que o Galileu renasça nos corações e nas mentes de todos nós, e que Ele nunca mais volte a ser crucificado. Christos vincit, regnat et imperat.

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LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MK E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

Giba Um

3 Os

camarões mais caros do país são servidos à provençal na nova sucursal do famoso La Paillote, nos Jardins, em São Paulo.

gibaum@gibaum.com.br

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MAIS: seis unidades com manteiga, alho e salsinha, custam R$ 180 (mais arroz puxado no molho). Ou seja: R$ 30 cada um.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

22 de Dezembro

rancisca nasceu no norte da Itália em 1850, numa época de grande imigração. Apesar da saúde frágil, nunca desistiu de ser religiosa e, em 1877, fundou a Congregação das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, para dar a Santa Francisc assistência a esses imigrantes. brini

k Pode ser que eu não seja presidente da República em 2014, mas Bach em silêncio o Aécio também não será .

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Fotos: Mario Daloia

Novas compras O Brasil movimenta, anualmente, cerca de R$ 25 bilhões no mercado de produtos para a beleza, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão. Agora, a Hypermarcas, de João Alves de Queiroz Filho, o Junior, depois de comprar a Niasi há dois anos e agora a Mantecorp (Coristina e outros) por R$ 2,5 bilhões, quer aumentar seu portfólio na área de cosméticos e está de olho na Embelleze, empresa de Nova Iguaçu (RJ), que fatura R$ 150 milhões por ano. Em seu verdadeiro festival de marcas, a empresa de Junior já tem, no segmento de beleza, Niasi, Cenoura&Bronze, Monange, Risqué e outros, além de Assolan, Benegrip, Apracur, Gelol, Doril, Lisador, Engov, Jontex, Pompom e Lactopurga, além de outros. 333

JOSÉ SERRA // fazendo prognósticos para o futuro, segundo relato de Índio da Costa (DEM-RJ).

Dez anos depois do Big Brother Brasil, de onde saiu, (trabalhava como vendedora numa loja na Oscar Freire, em São Paulo e na época, confessa que usava brinco de pena comprado em camelô e blusa curta, mostrando a barriga), Sabrina Sato aparece na capa e no recheio de Moda, de Joyce Pascowitch. Agora, passada devidamente a limpo, tem em seu armário modelos de Lanvin, Balenciaga, Chanel e Stella McCartney. “Fui aprendendo e mudando e contei com ajuda profissional, se não seria impossível fazer mudanças sem cair no cafona”. Nas fotos de Moda, uma dose de caveira, inspirada pelo Bope.

Banho de loja

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DINHEIRO DA FÉ Futuro definido Semanas antes da implosão 333

Até promessa Agora, já se sabe que Juca Ferreira fez até promessa para N.S. do Bonfim para permanecer no Ministério da Cultura. Segundo os mais chegados, se não fosse rifado, Juca percorreria de joelhos o corredor central da igreja, em Salvador. Agora, economizando o esforço diante da confirmação de Ana de Holanda, irmã de Chico Buarque, para a Cultura, Juca está mergulhando em profunda depressão. A escolha de Ana de Holanda, antecipada pela coluna, não terá problemas, mais à frente, semelhantes aos de Gilberto Gil que, vira e mexe, se licenciava para fazer shows. Ana tem um calendário de shows totalmente vazio.

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CONTRA ALGUNS 333 Gisele Bündchen, que desfilará na Vila Isabel, vetou a presença de cabeleireiros no seu carro alegórico (o enredo é sobre cabelos, com patrocínio da Pantene, da qual a modelo é contratada) porque queria selecionar quais os profissionais estariam ao seu lado. A Vila Isabel e o patrocinador não toparam, mesmo respeitando as razões de Gisele, que não suporta alguns cabeleireiros e não estava a fim de promovêlos. Sairá sozinha num carro e os cabeleireiros, mesmo em guerra pelas melhores posições, em outro carro.

Antes de bater o martelo no nome de Ana de Holanda, Dilma Rousseff pediu a Antonio Palocci que sondasse o ministro Luiz Dulci para a Cultura, mas ele pulou fora. Prefere ir trabalhar no instituto de Lula, que ainda está sendo formado, onde continuará fazendo exatamente o que fez durante oito anos no Planalto: escrever discursos para o chefe que nunca foram lidos.

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Xavier Ca

SINCERICÍDIO Edir Macedo, da Universal, em seu blog, diz que “Sérgio Cabral quase cometeu um sincericídio”aodefender oaborto e perguntar, de público, “quem não teve uma namoradinha que teve de abortar?” Já seu sobrinho, senador Marcelo Crivella (PDB-RJ) desancou Cabral na tribuna do Senado: “É, delonge,omais desqualificado argumento para defender o aborto.Vejam sóaque situação humilhante se reduz a alma feminina em plena era Dilma”. Ou seja: Crivella queria que a presidente diplomada tivesse investido contra Cabral, na defesa das mulheres. 333

MISTURA FINA JÁ se pode dizer que Lula e Paulo Maluf têm algo em comum: o primeiro, chorou na gravação de sua mensagem de despedida do poder, que será exibida em rede nacional; o segundo, chorou na cerimônia de sua diplomação.

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ESTÃO confirmados as participações do Rock in Rio , no segundo semestre do ano que vem, Rihanna e Elton John.

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AGORA, camelôs de São Paulo estão vendendo óculos de sol Ray-Ban com garantia. Na caixa, marca estampada na lente, custam hoje R$ 35. Se pagar mais R$ 10, leva um cartãozinho de garantia por três meses. Se o produto apresentar defeito, é só levar para o camelô (com a garantia) que ele troca. 333

GERALDO Alckmin até havia pensando que Mauro Ricardo da Costa, atual secretário da Fazenda de São Paulo, poderia permanecer no cargo: afinal, sob sua gestão, a arrecadação no Estado aumentou. Só que foi devidamente degolado (assumirá Andrea Calabi) por pressão dos empresários de São Paulo que o acusaram de ser um ditadorzinho , que vibrava em tentar esmagar os empresários e que sempre se recusou a qualquer diálogo. 333

Kate Perry, 26 anos, uma das bad girls da música pop, está em todas: depois de participar do especial de Natal dos Simpsons e do show da Victoria’s Secret, vestiu farda e tudo mais num programa dedicado às Forças Armadas americanas e, de quebra, aparece na capa de Harper’s Bazaar, com os lábios cobertos por 150 cristais vermelhos Swarovski (destaque). Na Grazia italiana, aparece numa versão natalina, disposta a constituir família com o marido Russell Brand. E mais: Kate Perry é uma das atrações do Rock in Rio, em setembro. 333

A hora de Kate

Reflexologia 333 Em tempos mais estressantes, Lula sempre recorria a sessões de acupultura com Gu Hanghu. Dilma chegou a experimentar as agulhas, só que está preferindo sessões de reflexologia, todos os finais de dia, na Granja do Torto. Uma equipe de seu antigo salão de beleza de Brasília vai para lá, discretamente. Como se sabe, a reflexologia está concentrada em determinadas regiões dos pés do paciente, que são devidamente massageadas.

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do Banco Panamericano, o missionário R. R. Soares, da IgrejaInternacionaldaGraçade Deus,haviaoferecidoR$1bilhão cash pelo SBT e Silvio Santos mandou responder que sua emissora valia R$ 2 bilhões. Agora, Valdemiro Santiago, da IgrejaMundialdoPoder deDeus, mandou oferecer R$ 180 milhões por ano para ocupar toda a madrugada do SBT com seus programas religiosos. Em dez anos, bem aplicados, os R$ 180 milhões anuais chegariam perto deR$ 2bilhões,ou seja,cercade 80% dos R$ 2,5 bilhões devidos ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Silvio Santos recusou.

333 A nova presidente Dilma Rousseff não gosta só de Fernanda Takai (Pato Fu) e de samba-canções tipo dor de cotovelo de Lupiscinio Rodrigues e similares (é o que ela gosta de cantar em reuniões mais intimas): tem coleção de CDs de música clássica. Uma de suas favoritas é Missa em si bemol, de Bach, que gosta de ouvir em casa, em silêncio absoluto. Por outro lado, não é muito chegada ao teatro: acha que, há muitos anos, os espetáculos eram melhor produzidos e os elencos, de primeira. Musical americano também não faz sua cabeça.

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Nunca antes nesse país o governo gastou tanto em publicidade quanto nos oito anos de Lula na Presidência: no período, torrou R$ 9,3 bilhões de dinheiro do contribuinte para manter a sociedade informada de seus atos. É o equivalente a R$ 1,1 bilhão em propaganda por ano, ou ainda R$ 91,6 milhões por mês ou R$ 3 milhões por dia. A média diária de gastos de publicidade equivale a 37.500 Bolsas-Família. A dinheirama refere-se a todos os ministérios, autarquias, fundações, estatais e empresas de economia mista. Nos últimos 10 anos, o maior valor registrado em publicidade foi em 2009, quando se torrou R$ 1,7 bilhão em campanhas, ou seja, R$ 4,6 milhões por dia.

Outro recorde

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Champanhe rosé.

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Champanhe démi-séc.

LULA assinará agora medida provisória aumentando o salário mínimo em R$ 40, a partir de 1º de janeiro. É um presentinho de Natal aos brasileiros. 333

O APRESENTADOR Luciano Huck está conversando com Ricardo Nunes, da rede Ricardo Eletro, que agora opera em parceria com a rede Insinuante: quer investir no segmento, especialmente no comércio eletrônico.

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Mãos dadas Caiu na rede uma série de fotos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na semana passada, passeando, de mãos dadas, no shopping Aventura, em Miami, com a secretária executiva do instituto que leva seu nome, Patrícia Scarlat Gonçalves. FHC está chegando aos 80 anos e Patrícia tem 40 anos. O romance já teve duas interrupções no passado, mas os amigos mais chegados apostam que, desta vez, o affair é mais duradouro. Na mesma semana, foram vistos no shopping Bal Harbour. As fotos teriam sido feitas, via celular, por um brasileiro que, discretamente, tratou de registrar o romântico passeio. 333

333 A CONFIRMAÇÃO de Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde enterra, de vez, a chance de Gonçalo Vecina, médico ligado ao Sírio-Libanês de São Paulo, ganhar a cadeira de José Gomes Temporão. Como prêmio de consolação, contudo, Vecina pode retornar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, cargo que já ocupou.

Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

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Solução


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

5 ACUSAÇÃO Promotores propõem ação penal contra Fernando Pimentel

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INDICAÇÃO Ciro Gomes propõe prefeito de Sobral para Portos e Aeroportos

MP pede ação penal contra Pimentel Ex-prefeito de Belo Horizonte e futuro ministro da Indústria e Comércio está envolvido em fraudes, desvio de verbas e lavagem de dinheiro, acusa o Ministério Público Wilson Dias/ABr - 24.11.06

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Ministério Público ria de Defesa do Patrimônio de Minas Gerais Público na 9ª Vara Criminal do propôs à Justiça Fórum Lafayette, em Belo Hoação penal contra o rizonte. De acordo com os proex-prefeito de Belo Horizonte motores, os crimes resultaram e futuro ministro do Desenvol- em prejuízo ao erário "de mais vimento, Indústria e Comércio de R$ 5 milhões em valores noExterior, Fernando Pimentel minais". O inquérito civil público foi (PT), e outros, por crimes como fraude em licitação pública, instaurado em 2004, motivado por denúncia desvio de rede dispensa cursos públiindevida de licos e lavagem citação na conde dinheiro. Equipamentos tratação da Na denúncia foram Câmara de Dicriminal, o MP rigentes Lojisapontou irresuperfaturados, gularidades com nota fiscal falsa tas (CDL) pela Prefeitura. no processo de e importados "As investigai mp la nt aç ão mediante crime ç õ e s p r o v ado programa tributário. ram que a liciO l h o Vi v o , tação foi disque levou à DENÚNCIA DO MP pensada de instalação de forma irregucâmeras de vigilância nas ruas da capital mi- lar, que os equipamentos foneira, na época em que Pimen- ram adquiridos por preços superfaturados, com nota fiscal tel era prefeito. Figura também entre os acu- falsa e importados mediante sados formalmente o procura- crime tributário e, ainda, com dor-geral do município, Mar- recursos públicos indevidaco Antônio de Rezende Teixei- mente recebidos do município ra. A denúncia foi apresentada de Belo Horizonte", diz o MP. Os promotores alegam que no último dia 14 – um dia antes de Pimentel ser confirmado estão convencidos de que houcomo ministro – pela Promoto- ve prática criminosa por parte

Fogo cruzado: acusação dos promotores foi apresentada um dia antes da indicação de Fernando Pimentel para integrar equipe da presidente eleita, Dilma Rousseff

dos denunciados. Conforme o MP, a Prefeitura declarou o repasse de cerca de R$ 8 milhões pela compra, por parte da CDL, das 83 câmeras do programa. A entidade, no entanto, somente teria comprovado a compra de R$ 3 milhões.

Conforme a Promotoria, as "provas" foram apuradas por meio de perícias não apenas no inquérito civil, mas também em inquéritos da Polícia Civil de Minas e da Polícia Federal. A Justiça ainda irá decidir se recebe ou não a denúncia.

Outro lado – Procurado, Pimentel disse que não comentaria a acusação e indicou o atual procurador-geral do município – que já ocupava o cargo na administração do petista – para falar sobre o caso. Segundo Teixeira, a denúncia "foi feita

apenas para figurar na imprensa". "Juridicamente, [a peça] não tem o menor fundamento. É um disparate total". O procurador-geral nega repasses além dos valores previstos e acusou o MP de parcialidade e perseguição. (AE)

De fora, Ciro só indica ministro de Portos Roosewelt Pinheiro/ABr - 29.07.10

Ciro Gomes: apenas o direito de apresentar nome à equipe

Será o prefeito de Sobral, Leônidas Cristino. E Luiz Sérgio (PT-RJ) ficará com Relações Institucionais. Celso Júnior/AE - 03.04.08

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deputado Ciro Gomes (PSB-CE) não vai integrar o ministério da presidente eleita, Dilma Rousseff, mas ganhou o direito de indicar o nome do partido, e do Ceará, para a pasta dos Portos e Aeroportos. Ciro indicou o prefeito de Sobral, Leônidas Cristino. O município é uma espécie de feudo da família Gomes – o atual governador do Ceará, Cid Gomes, foi prefeito de Sobral antes de assumir o comando do Estado.

Leônidas Cristino foi deputado federal e sempre pertenceu à base de apoio de Ciro Gomes, quando este foi prefeito de Fortaleza e governador do Ceará. No governo Ciro, Cristino foi secretário de Infraestrutura do Estado. A presidente Dilma deve anunciar a decisão final sobre a indicação de Ciro ainda nesta semana. O ministério da Integração Nacional vai ficar com Fernando Bezerra Coelho, ex-prefeito de Petrolina e da base de apoio ao

governador pernambucano Eduardo Campos (PSB). Metalúrgico e com um histórico de atuação no sindicalismo, o futuro ministro das Relações Institucionais, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), tem uma biografia alinhada às bases do Partido dos Trabalhadores. Apesar de sua atuação discreta como parlamentar, ele é presidente do modesto diretório fluminense da legenda e havia sido eleito, em outubro, para seu quarto mandato. (AE)

Luiz Sérgio: histórico sindical


p Lula deixa novo cartão postal para o Rio DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quem aprovou o aumento não é parlamentar. É para lamentar. Dom Manuel Edmilson da Cruz, bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE)

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Presidente recebe as chaves da cidade do Rio de Janeiro e deixa uma nova marca de seu governo para concorrer com o Pão de Açúcar: o teleférico do Alemão Fotos: Antonio Scorza/AFP

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presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve ontem seu último evento de despedida no Estado do Rio antes de deixar o cargo. Ele viajou no teleférico do Complexo do Alemão, na zona norte da cidade, participou de inaugurações de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Rocinha e da duplicação da rodovia BR-101 Sul, por meio de videoconferência. Emocionado, Lula elogiou as administrações do prefeito da capital, Eduardo Paes, e do governador fluminense, Sérgio Cabral. "As pessoas estão com auto-estima tão elevada que, se colocar aquele negócio de batimento cardíaco, nós nem conseguiremos medir", disse o presidente, que aproveitou para lançar mais uma frase de efeito: "Este teleférico passa a disputar com o Pão de Açúcar para servir de cartão postal do Rio. Isso é o pobre sendo bem tratado." Durante a cerimônia no Complexo do Alemão, Eduardo Paes entregou a Lula as chaves da cidade. Ele e Cabral agradeceram o apoio dado pelo governo federal ao Rio. O presidente ficará apenas mais nove dias no cargo. Nesse período, Lula ainda viajará ao Rio Grande do Sul, a São Paulo, Goiás, Pernambuco, ao Ceará e à Bahia. Em 1º de janeiro de 2011, ele entregará a faixa presidencial a Dilma Rousseff. Bicho-papão – Lula disse que a comunidade do Alemão não é mais um "bicho-papão'', por causa das obras do PAC e da operação realizada pela polícia e pelas Forças Armadas desde o fim de novembro. O conjunto de favelas era considerado o quartel-general da principal facção criminosa do Rio até o mês passado, quando foi ocupado pela polícia e pelos militares. "Eu, que assisti à ocupação do morro do Alemão pela televisão, me emocionei. Imagino você [governador Sérgio Cabral] o que sentiu, quando viu, pela pri-

Este teleférico passa a disputar com o Pão de Açúcar para servir de cartão postal do Rio. Isso é o pobre sendo bem tratado. PRESIDENTE LULA

Teleférico na favela: Sérgio Cabral, presidente Lula e Eduardo Paes comemoram a vista panorâmica, construída com financiamento do PAC

meira vez, o povo assistindo à polícia entrar como amiga. O povo viu as Forças Armadas servindo ao brasileiro. Não para atacar ou bater no povo, mas para defendê-lo dos verdadeiros bandidos do país. Um dado concreto é o seguinte: o Complexo do Alemão não é mais bicho-papão'', afirmou Lula. Na solenidade, o governador fluminense informou que a força de paz do Exército passará a ocupar efetivamente os complexos do Alemão e da Penha na próxima quinta-feira, dando início à segunda fase de operações na comunidade. Segundo Cabral, o início dessas operações contará com a presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Em seu discurso, Lula disse ainda que visitará a comunidade da Rocinha sem seguranças, em março do ano que vem, quando já tiver deixado a Presidência da República. A comunidade, na zona sul da cidade, é controlada por grupos criminosos armados e, segundo o governo do Estado, não há planos de pacificar a favela até março. "Eu já fui na Rocinha

outras vezes, sem estar pacificada. É óbvio que eu quero que ela esteja pacificada, que as pessoas estejam com a autoestima lá em cima, que as mulheres possam transitar com suas crianças, com seus maridos. Tenho certeza que, dentro do planejamento do governo do Estado, a pacificação vai acontecer'', disse. Programas sociais – Lula também recomendou às autoridades a implementação de programas sociais que complementem a ocupação pelas forças de segurança. "Não per-

IDEM

Sobrará para Dilma Rousseff fazer uma nova negociação com os Estados

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Janeiro. Pelo marco regulatório aprovado pela Câmara no início deste mês, foi estipulado um novo modelo de produção para áreas estratégicas – o de partilha – e foi criado um novo sistema de distribuição de royalties que beneficia todos os Estados, desagradando os produtores. Na conta dos governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, eles perderiam uma grande arrecadação. "É a compensação que eu acho que os Estados produtores merecem. E vou fazer isso tranquilamente, o Congresso já está comunicado que eu vou fazer isso, os relatores já estão comunicados, a companheira presi-

tos das dificuldades que persistem, como desamparo dos jovens e carência de cursos profissionalizantes, além da precariedade do atendimento nos postos de saúde. O presidente estava bem humorado durante toda a agenda que cumpriu no Complexo do Alemão. No primeiro discurso, lembrou de uma obra que vai visitar na cidade de Osório, no Rio Grande do Sul, e das dificuldades para conclusão de um viaduto por conta do impacto ambiental da obra: "Uma perereca atrapalhou a minha

Se vocês virem um baixinho barrigudo com uma sunga colorida lá [em Copacabana], sou eu.

Presidente confirma que vetará distribuição de royalties do pré-sal

nova fórmula de distribuição de royalties do petróleo da camada pré-sal deve ser sancionada até quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, ele confirmou o que até então vinha sendo comentado nos bastidores: irá vetar o novo marco regulatório. "Eu vou vetar e vou mandar para o Congresso um projeto de lei restituindo o acordo que nós firmamos naquele período para que as pessoas percebam que nós queremos que todos os Estados ganhem com o petróleo, mas que os Estados produtores possam ganhar um pouco mais", disse Lula, após participar de cerimônia no Rio de

mitam, pelo amor de Deus, que haja retrocesso. Veio polícia, veio UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), agora tem de vir escola, emprego. Quando perceberem que o poder público não é algo distante, iremos pacificar todas as favelas e o Brasil será um novo país", discursou o presidente, depois de fazer uma viagem experimental no teleférico que integra as favelas do complexo e que entrará em funcionamento em março do ano que vem. Lula conversou com moradores das favelas e ouviu rela-

vida. Perereca normalmente não atrapalha, mas a perereca do viaduto de Osório atrapalhou a minha vida meses e meses", disse. Em outro discurso, através de videoconferência, prometeu voltar à Rocinha depois de deixar o governo, "para tomar um copinho de cerveja", e prometeu também ir à praia de Copacabana. "Se vocês virem um baixinho barrigudo com uma sunga colorida lá, sou eu", disse. Veto – O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) voltou a criar atrito entre o presidente e seus companheiros de partido. Depois de desautorizar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que falou em redução do ritmo das obras, Lula anunciou que vetará parte do Orçamento de 2011, se for mantido pela relatora, senadora Serys Slhessarenko (PTMT), o corte de R$ 3,3 bilhões nos recursos do PAC. "Vocês sabem que eu tenho poder de veto", avisou. (Agências)

denta Dilma (Rousseff) concorda com isso e isso será feito", afirmou Lula. Com o veto de Lula, a presidente eleita terá que fazer uma nova negociação com os Estados para a criação de um novo sistema de distribuição de royalties. O marco regulatório muda a lógica de concessão dos poços de petróleo. Os campos das águas ultraprofundas serão concedidos para os investidores que oferecerem a maior parte do óleo extraído para a União. Hoje, a União vende os campos para aqueles que fizerem a melhor oferta (em bônus de assinatura) pelo direito de explorá-los, em regime de concessão. (Reuters)

Bispo recusa comenda no Senado em protesto contra aumento de salários "É um atentado, uma afronta ao povo brasileiro ", justificou Dom Manuel

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m protesto contra o reajuste de 62% que os parlamentares concederam aos seus próprios salários, o bispo emérito de Limoeiro do Norte, do Ceará, Dom Manuel Edmilson da Cruz, recusou a comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, que este ano foi conferido pelo Senado, pela primeira vez. Ao falar no plenário, na sessão de entrega da comenda, o religioso lamentou que o Congresso tenha aprovado aumento para seus próprios salários, com efeito cascata nos vencimentos de outras autoridades, enquanto os trabalhadores no transporte coletivo de Fortaleza mal conseguiram 6% de reajuste, em recente reivindicação trabalhista. Segundo o bispo, enquanto o Congresso premia a si próprio, as aposentadorias estão

reduzidas e o salário mínimo cresce "em ritmo de lesma". "Só me resta uma atitude: recusá-la (a comenda). Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, ao contribuinte, para o bem de todos com o suor no seu rosto e a dignidade no seu trabalho", disse. Para Dom Manuel, o deputado e o senador que aprovaram o reajuste "não é parlamentar. É para lamentar". Estudantes – Cerca de 200 estudantes estiveram ontem no Congresso Nacional para protestar contra o aumento no salário dos parlamentares, aprovado por eles próprios. O decreto legislativo fixando o mesmo reajuste para presidente da República, vice-presidente e ministros de Estado foi publicado ontem no Diário Oficial da União (DOU) e passará a vigorar a partir do dia 1.º de janeiro. (AE)

Celso Junior/AE

Sem Orçamento aprovado, obras do PAC 2 podem atrasar

ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu hoje que a presidente eleita, Dilma Rousseff, pode iniciar seu governo sem Orçamento aprovado, com maior probabilidade de atrasos na execução do PAC 2 (segunda etapa Programa de Aceleração do Crescimento). O recado foi dado pelo ministro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião no Palácio da Alvorada. Segundo Bernardo, Lula está "muito preocupado" com eventuais problemas na exe-

cução do PAC caso a lei orçamentária – que enfrenta dificuldades para ser votada no Congresso – não seja aprovada ainda neste ano. Internamente, no entanto, a área econômica avalia que os novos projetos incluídos no PAC vão atrasar naturalmente em 2011, por ainda não estarem prontos para sair do papel –o que será até conveniente diante da necessidade de conter gastos. O ministro afirmou que "ninguém vai morrer" caso o Orçamento de 2011 não seja

votado a tempo. Salário mínimo – No Congresso, o PDT ameaçou barrar a votação da lei orçamentária e conseguiu fechar acordo com o governo para reservar R$ 5,6 bilhões para eventual reajuste maior do salário mínimo no ano que vem. O acordo mantém o valor do mínimo em R$ 540 no Orçamento, mas a reserva poderia garantir uma margem de negociação das centrais sindicais com o governo para ampliar o valor, em 2011, para os R$ 580 pretendidos. (Folhapress)

Estudantes estiveram ontem no Congresso para protestar contra o novo salário dos parlamentares


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 AFP

ITÁLIA Explosivo é encontrado em um vagão do metrô de Roma

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Ditadura passada a limpo

Dinheiro seguro? Só no colchão.

Justiça argentina anuncia hoje sentença contra o ex-general Jorge Rafael Videla, símbolo da repressão exercida pelos militares.

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Diego Lima/AFP

Videla (centro, entre outros ex-oficiais) diz que os militares 'disputaram uma guerra justa' para defender 'o tradicional estilo de vida dos argentinos'.

de 24 de março de 1976 "o Estado havia perdido o monopólio da força e os argentinos viviam em um faroeste". Para ele, os militares "disputaram uma guerra justa". Videla argumentou que a lei na época permitia "aniquilar" os "grupos terroristas". "Me nego a aceitar a expressão 'guerra suja', pois foi uma guerra limpa, defensiva. Como dizia Santo Tomás, há

guerras injustas e justas. E esta foi uma guerra justa". Segundo ele, para defender "o tradicional estilo de vida dos argentinos" foi necessário apelar às Forças Armadas. O ex-general é considerado o "arquiteto" do sistema de repressão aplicado pela ditadura argentina, que torturou e assassinou 30 mil civis, além de sequestrar 500 bebês. Videla, sem citar a censura

que imperava durante seu governo e o exílio ou prisão dos opositores, ressaltou que a ditadura "contou com adesão majoritária da população, por isso não houve vozes contra". Privilégios - Videla está detido numa prisão comum desde 2008, quando um juiz lhe revogou benefício da prisão domiciliar. Depois de passarem por prisões públicas na década de 1980, quando foram julgados e

condenados, todos os chefões da ditadura argentina solicitaram o privilégio da prisão domiciliar, alegando problemas de saúde e idade avançada. De acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (Cels), atualmente 1.576 militares e civis argentinos estão envolvidos em processos sobre crimes da ditadura. No entanto, apenas 89 foram julgados, 81 condenados e oito, absolvidos. (Agências)

Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) da Argentina anunciou ontem que os argentinos possuem um total de US$ 140 bilhões fora do sistema bancário do país. Estes fundos estão em caixas de segurança, em contas bancárias no exterior, dentro dos colchões e demais esconderijos domésticos. Nos primeiros nove meses deste ano, o volume de fundos fora do sistema aumentou em US$ 7 bilhões, já que de acordo com os dados do Indec, no ano passado, a população argentina – tradicionalmente desconfiada dos governos de plantão e do sistema bancário local – possuía US$ 133 bilhões nos colchões e em outros esconderijos. Em 2001, logo antes da maior crise econômica e social da Argentina, o volume de fundos fora do sistema era de US$ 81 bilhões. O volume supera amplamente o total da dívida pública com os credores privados, de US$ 127 bilhões. Além disso, os fundos fora do sistema bancário quase triplicam as reservas do Banco Central argentino, atualmente em US$ 51,1 bilhões. Colchão - Os especialistas consideram que ao redor de US$ 67 bilhões estão "no colchão", isto é, guardados nas casas dos argentinos e em caixas de segurança. Acreditase que o resto do dinheiro fora do sistema estaria em contas bancárias no exterior. (AE)

O premiê indiano, Manmohan Singh, cada vez mais perto de uma cobiçada vaga no Conselho de Segurança da ONU.

B. Mathur/Reuters

Sorrindo à toa

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Rússia ofereceu seu apoio ontem à ambição da Índia por obter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, em um dia em que os dois países assinaram acordos de cooperação nuclear e militar. "A Federação Russa apoia a Índia como candidato merecedor e forte a uma vaga permanente em um Conselho de Se-

gurança da ONU expandido", disse um comunicado conjunto, firmado pelo presidente russo, Dmitry Medvedev, e pelo primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. A Índia pleiteia uma vaga no principal órgão da ONU, refletindo sua importância econômica e demográfica. Outros países emergentes, como o Brasil, também reivindicam sua inclusão como membro

permanente do Conselho, propondo sua ampliação. EUA, França e China também já manifestaram seu apoio à presença da Índia no Conselho de Segurança. O órgão da ONU tem atualmente cinco membros permanentes com poder de veto – Grã-Bretanha, China, França, Rússia e EUA –, além de dez membros rotativos e sem direito a veto. (Agências)

Após nove meses, surge um governo.

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Parlamento iraquiano aprovou por unanimidade, ontem, a formação de um novo governo encabeçado pelo atual primeiro-ministro, o xiita Nuri al-Maliki. A votação encerrou um impasse político de nove meses, após as eleições de março terem terminado sem um vencedor claro. Os legisladores aprovaram a nomeação de 29 ministros, além do nome de Al-Maliki como chefe do novo governo. O restante do gabinete de 42 ministros será integrado por funcionários interinos. O acordo de partilha de poder que encerrou a crise foi apoiado pelos Estados Unidos. Maliki assegurou um segundo mandato no mês pas-

Ali Al-Saadi/AFP

ex-presidente militar da Argentina Jorge Rafael Videla, símbolo da repressão exercida pelas Forças Armadas na década de 1970, justificou as violações dos direitos humanos cometidas por seu governo e assegurou que "os inimigos de ontem cumpriram seu propósito, já que hoje governam o país". Hoje, o exgeneral ouvirá do juiz o veredicto pelo assassinato de 31 presos políticos durante a última ditadura (1976-1983). Será a primeira vez que a Justiça condena o ex-presidente de facto por crimes da ditadura, desde o histórico julgamento da Junta Militar, em 1985. Aos 85 anos, Videla, que também enfrenta dezenas de processos por envolvimento com violações dos direitos humanos, assegurou que assumirá sob protesto a injusta condenação. "Com este julgamento, pretendem ter uma condenação que sirva para homologar uma decisão política adotada por revanche", declarou ele, referindo-se à anulação das leis de anistia, medida defendida pelo governo Kirchner e aprovada pelo Congresso. Vestido como um civil, com terno jaquetão, Videla falou com voz firme durante 45 minutos no Tribunal Oral Federal Número Um da cidade de Córdoba, região central do país. Seu discurso foi transmitido ao vivo pelos principais canais de TV da Argentina. O ex-ditador voltou a dizer que antes do golpe de estado

START Senado dos EUA ratifica texto de tratado nuclear com a Rússia

O Parlamento iraquiano aprova gabinete do premiê Al-Maliki

sado, como parte do acordo para divisão do poder. Com isso, encerrou uma crise de meses entre os políticos locais que ameaçava o frágil estado da segurança do país.

O gabinete terá representantes de todas as forças políticas e facções sectárias do país – árabes sunitas e xiitas, curdos e também as minorias cristã e turcomana. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

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9 PRESÉPIOS Naquele tempo, os presépios tinham mais importância do que a árvore.

idades

Aos 85 anos, todos vividos na bairro de Santa Cecília, em São Paulo, a cantora e folclorista Ignez Magdalena, mais conhecida como Inezita Barroso, recorda os Natais comemorados com festa, presépio, luz do luar e de lampiões de gás. Ela fala de um tempo em que a cidade tinha ares de interior. Talvez venha dessa vivência sua paixão pelas raízes do Brasil.

TRANQUILIDADE Brincar na rua era a maior diversão da criançada. Não havia perigo.

Fotos de Marcos Mendes/Luz

Inezita Barroso em sua residência, em Santa Cecília: destaque para elementos da cultura brasileira

Os Natais de Inezita, à luz do lampião de gás

a encenação do nascimento de Jesus. Presente de Natal naturalmente existia. Ignez Natal daquele sabia que nunca faltaria, pois tempo, do tempo tinha feito por merecê-lo. em que Ignez Ela estudava no Colégio Magdalena tinha sete anos, era "lindo... lindo". Caetano de Campos, na Praça da República. Na rua em que a menina No fim do ano, os alunos morava, em Santa Cecília, a tinham duas notas: uma noite recebia a luz do luar e por aplicação, outra por dos lampiões de gás. Os comportamento. As notas postes da luz elétrica já eram somadas e divididas estavam lá, mas os fios por dois. demoravam a chegar. Odiava bonecas – Os pais O senhor Lima, o pai, assinavam o boletim, gostava muito do Natal. Era contendo o veredicto. Ignez ferroviário; tinha um cargo nunca fez feio. O que uma de diretor na Estrada de Ferro Sorocabana. À hora do menina deseja como presente de Natal? Muitas jantar, estava em casa. vezes a menina ganhou uma boneca. Isso a deixava... furiosa. "Sempre odiei bonecas", diz Inezita. Naquela época, primeiros anos da década de 1930, as bonecas eram de celulóide. Havia bebês grandes desse material figuras cor de rosa, rústicas. Inezita: em suas lembranças, os Natais da infância Eles causavam na menina "um sofrimento, Terminada a refeição, a uma espécie de medo", toalha era trocada por uma do qual Inezita lembra muito mais velha. bem, ainda hoje. As crianças, Ignez e seu Como lembra da irmão, se dedicavam a moer traquinagem que fez com um pedacinhos de espelho. desses bebês. A celulose era Precisavam criar um lago. altamente inflamável. Ela Ou a recortar as franjas de riscou um fósforo e o jogou papéis de bala verdes. Pasto na boca do indesejado. Ele se para vaquinhas. A família incendiou, vupt, "e ficou um trabalhava. Patinhos de cheiro desgraçado". celulose, para o lago. "Chefona" – Acresce, O presépio se completaria ainda, que Ignez não gostava com muitos outros detalhes, de "coisas imóveis". Preferia feitos em casa. As figuras, brincar com bichos, um José e Maria, o Menino, os cachorrinho talvez, e de Reis Magos, bois, camelos, esporte. Não por acaso era a seriam comprados num "chefona" do time de futebol bazar do bairro. E estrelas, dos moleques da rua. A rua muitas e belas. que servia de campo é a "Não fomos acostumados Dona Elisa, uma travessa da com árvore de Natal", diz rua Marta, aquela em que hoje, aos 85 anos, Inezita Ignez morava. Barroso. A família era muito Eis o detalhe delicioso. A religiosa. As tias tinham Dona Elisa era uma rua de amizade com padres e bispos. A tradição, portanto, terra. Carros já eram poucos nas ruas do bairro. Na de não era a árvore para o bom terra, não passavam nunca. velhinho, chegado do Polo Norte, deixar presentes. Mas A pelada podia correr à

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Peru bêbado – Para o Dia vontade. Certa vez, a menina saiu da peleja com um joelho do Natal, preparava-se um peru. Na véspera, como machucado. Em casa, mandava a receita, o bicho enfaixou o joelho e colocou era embebedado. No dia, um vestido comprido, para abatido, ia para o forno. "A disfarçar. O joelho inchou e bebida era para a gente ela acabou no hospital. conseguir pegar, mas À medida em que a também se dizia que menina e seu irmão foram a carne ficava mais macia." crescendo, os presentes Para saboreá-lo, e a outras ficaram mais "móveis". comidas típicas, como as Bicicleta, o grande sonho. rabanadas (tudo feito em Patinete. Onde os usavam? casa), punha-se uma grande Na rua. Não havia perigo? mesa. "Não", responde Inezita. "A Mesa posta – "Eu tenho rua era o nosso mundo." muita saudades daqueles Acendedor – Na rua, até Natais, da família, dos meus certa época, uma figura tios, dos meus primos." A infalível surgia às seis da mesa ficava posta, para as tarde. O acendedor de refeições, até o Dia de Reis, lampiões ia fazendo seu seis de janeiro. trabalho. As crianças, Ignez Hoje, a mesa é a da casa da à frente, iniciavam uma filha de Inezita, ou de um brincadeira. Passavam uma dos três netos, com seus corda numa das hastes do lampião e começavam a girar quatro bisnetos. No apartamento em que ela em torno dele. Crianças mora, em Santa Cecília, os girando sob a luz amável do lampião de gás. Mas às vezes parentes teriam que disputar a corda acabava e elas batiam espaço com peças do folclore brasileiro, que lotam móveis a cabeça no poste. Se doesse, não era nada, logo passaria... e prateleiras. Raíz brasileira – Objetos Os presentes de Natal, dos belos, alguns raros, como um tempos de infância, podiam São Gonçalo de quatro ser pequenos mimos. O séculos. Sobre um móvel, a pai ganhava cestas com presença do Natal: "Um vinhos ou com frutas e presépio de caipira". Tem um alimentos natalinos. O burrico de meio metro, bela conteúdo era consumido em peça artesanal. Uma reuniões da família (os pequena onça do Tocantins, vinhos, dados a amigos, com seu bebê pendurado na porque o senhor Lima não boca. Um boi preto, bebia). Sobravam as cestas, entalhado. De fato, um com um fundo de palha. presépio com raízes Remexendo a palha –Na brasileiras. noite de Natal, a menina e Alguns presentes de Natal seu irmão ficavam muito já estão tempo comprados. A remexendo a bisneta Luana, palha, cada um nove anos, vai em sua cesta, ganhar um... É para achar seu segredo. Mas tem presente. Uma a ver com sua vez foi um carreira artística. broche, que Ignez Aos nove anos, a adorou. Junto, menina toca vinha um violão, compõe e bilhetinho, com a canta. Tal como letra do pai: fazia a bisavó, "Você está embora esta ganhando isto tenha começado para não brincar aos sete. com tal menina". O irmão gêmeo "Ele não queria de Luana seguiu que eu tivesse outra veia da amizade com bisavó (que, uma menina que como se viu, não era muito mal gostava de nada educada", diz imóvel). Inezita. O irmão, Fernando é nessa noite, ganhou uma A viola com sua assinatura skatista, disputou caneta, da qual torneios, ganhou medalhas. também gostou muito. O A agitação de Natal não bilhete dizia: "Para você vir afeta em nada a vida do logo para casa e não segundo morador no ficar na rua". apartamento de Inezita Na véspera de Natal, as Barroso. O cãozinho da raça famílias iam à igreja assistir à Missa do Galo. A de Ignez, não pinscher, com um nome maior que ele: Virgulino tinha o menor problema: quer apenas o carinho bastava atravessar a rua e entrar na Igreja de São Geraldo. da dona. Paulo Pampolin/Hype - 22/09/2010

Valdir Sanches

O acendedor de lampiões: personagem que ainda povoa suas memórias

"Patriotismo, agora, é palavrão"

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a quinta-feira, Inezita Barroso estava muito feliz. Ganhou o Grande Prêmio da Crítica, da Associação Paulista dos Críticos de Arte, A P C A , p e l o co n j u n to d a obra. Em 57 anos de carreira, a cantora e folclorista gravou sucessos inesquecíveis, desde a pioneira Moda da Pinga e de Lampião de Gás. Há trinta anos apresenta o Viola, Minha Viola, programa transmitido pela TV Cultura. Estrelou sete filmes (por Mulher de Verdade, ganhou o prêmio Saci). Durante vinte anos, deu aulas em faculdades, sobre estudos brasileiros, com foco no folclore. É nome de viola, lançada pela fábrica Rozini. Inezita recebeu inúmeros prêmios. Em 2003 foi condecorada com a Medalha do Ipiranga, e ganhou o título de comendadora da música de

raiz, ambos concedidos pelo governo de São Paulo. No entanto, na entrevista ao DC se disse triste. "O presépio sumiu. Você fala nele, e ouve: 'O que é isso?'". As aulas de religião, ressalta, não existem mais na escola. "E patriotismo agora é palavrão." "Foi um grave erro tirarem das crianças, nas escolas, os corais, as aulas de música. Um golpe na nossa música popular, nos hinos. Hoje, quase ninguém sabe cantar o Hino Nacional inteiro, nem jogadores de futebol nem políticos." Entre a produção de Inezita está um auto (peça de um só ato) de Natal, que ela escreveu há alguns anos. O auto foi levado várias vezes, pelo Bando Flor do Mato. Um diálogo contido no libreto: "Cavalo Marinho anda pra "diente"/Faz u'a mesura pra tod'essa gente...". (V.S.)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O dardo injeta o líquido e depois o animal se encarrega de removê-lo com a boca. Claudia Igayara, veterinária, sobre a aplicação de hormônio na leoa Maya.

idades

Nero, o leão mais gato do Zoológico de Guarulhos

Zanone Fraissat/Folhapress

Beneficiado por um capricho da natureza, o leão Nero driblou a vasectomia e continuou a gerar filhotes Fotos: Reprodução

José Maria dos Santos

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abituado a alardear suas qualidades de reprodutor sem ser contestado, o presidente Lula encontrou um concorrente à altura. Chamase Nero. Portanto, de agora em diante, ele precisará pensar melhor antes de disparar frases triunfantes como fez, por exemplo, na cidade de Pelotas (RS) em 17 de junho de 2003. "A galega (Dona Marisa) engravidou logo no primeiro dia, porque pernambucano não deixa por menos". Ou na festa dos 34 anos de casamento, no dia 23 de junho de 2008, em Brasília. "Marisa é feliz porque casou com o garanhão de Garanhuns". Infelizmente, Nero não consegue falar, apenas urrar, pois é um leão, no momento abrigado no Zoológico de Guarulhos. Do contrário, até faria piadas daquelas declarações, considerando sua superioridade sobre os talentos de Lula. Mas a veterinária Claudia Igayara, 42 anos, responsável pela sua saúde, pode falar por ele. A natureza deu a Nero quatro dutos condutores de espermatozóides - os canais deferentes - em vez dos dois que normalmente fazem parte de todo macho. Isto quer dizer que, numa metáfora futebolística própria do gosto presidencial, Nero dá de goleada. E não seriam poucos gols, pois na época do cio da leoa, que ocorre a cada dois ou três meses, Nero, como todo rei dos animais, chega a ter 150 contactos sexuais em dois dias, marca difícil de ser batida por qualquer um dos humanos, inclusive os pernambucanos. A gestação dura cerca de 100 dias. Esta anomalia foi descoberta durante os exames para entender como Nero, que passou por uma vasectomia no ano passado, continuou fazendo leõzinhos. Desfeito o mistério, nova cirurgia foi programada para janeiro. Mas os planos foram atropelados por uma determinação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis Ibama - baixada no início de dezembro, que proibiu a procriação no País de

Em Cumbica, passageiro dorme no chão: muitos voos atrasados

Caos aéreo: no Brasil, um dia sem acordo. Na Europa, a neve. Aeroviários mantêm ameaça de greve. Europeus enfrentam o duro inverno.

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O leão Nero, que sofreu mutilações em um circo, deverá enfrentar uma segunda vasectomia para garantir que não gere mais filhotes

grandes felinos exóticos aqueles que não fazem parte da nossa fauna. Isto dizia respeito particularmente aos leões e tigres. Na impossibilidade de antecipar a operação, a solução mais prática seria a de separar Nero de Maya, sua companheira, pois não há dúvidas de que Nero seria pai de novo. No entanto a medida não era do agrado da veterinária Claudia por ser fator de sofrimento para o casal. Ela optou por ministrar à leoa um anticoncepcional idêntico àqueles usados pelas mulheres. Zarabatana - Antes, porém, de falar da pílula de Maya, é necessário explicar as razões do Ibama. Trata-se de uma decisão justa, pois vem crescendo entre nós o número de animais que, além de sofrer mutilações para serem exibidos em circos, ainda estavam sendo abandonados quando não interessavam mais. Nero é um caso típico de maus tratos: teve as presas serradas e as garras removidas além

das falanges, para não crescerem novamente. Por isso foi resgatado de um circo e levado para Guarulhos desde novembro de 2009. Por outro lado, os leões, cuja ninhada, em média, é composta de dois a quatro filhotes, se reproduzem com facilidade no cativeiro. Estão se tornando entre nós um enorme e dispendioso problema de manutenção. Para se ter uma ideia das despesas, basta lembrar que um animal adulto consome de cinco a seis quilos de carne por dia, sem computar gastos veterinários e outros manejos. Na verdade, Maya, que tem nove anos, a mesma idade do namorado, não tomou pílula e sim uma ampola do medicamento, aplicado através de um dardo lançado por uma zarabatana, o mesmo canudo de madeira que os índios, de todas partes do mundo, empregam para soprar pequenas setas nas suas caçadas ou guerras. A diferença é que a arma utilizada por Claudia era de

metal, com a cômoda vantagem de funcionar por sistema pneumático, que não colocou seu fôlego à prova. O tratamento foi testado e é recomendado pela Organização Mundial de Parques Zoológicos. "A zarabatana tem cerca de um metro. Mas há menores, com 20 cm, que são sopradas como fazem os indígenas", diz ela. "Ao se chocar contra a pele, o dardo injeta o liquido e depois o próprio animal se encarrega de removê-lo com a boca". Seja como for, Maya está protegida pelos próximos dois meses, período de validade dos hormônios e do seu próximo cio. Até lá, espera-se que Nero já tenha resolvido a sua extraordinária fecundidade. Por ironia, notícias da África informam que lá a população de leões vem caindo significativamente. Segundo os registros mais recentes, de 2003, eram apenas 23 mil no continente, contra mais de 200 mil de algumas décadas atrás. Este quadro sugere que, se a vasectomia fosse reversível, Nero, com suas virtudes comprovadas, seria mais útil lá do que aqui. Mas como um macho poderia enfrentar a concorrência e sobreviver na selva sem garras e sem presas? Iria morrer na primeira disputa.

pós mais de três horas de reunião no Ministério Público do Trabalho, aeronautas e aeroviários não chegaram ontem a um acordo com as companhias aéreas para evitar a paralisação do setor marcada para depois de amanhã. Os aeroviários exigem reajuste de 13% e as empresas se mostraram irredutíveis: afirmam que não vão dar um aumento maior que 6,5%. Uma assembleia está marcada para as 5h da manhã de quinta-feira, em São Paulo. No fim de semana houve filas no check-in e um alto índice de atrasos e cancelamentos nos aeroportos de Congonhas e Cumbica. Na tarde de ontem, o aeroporto de Guarulhos registrou 45 voos com atrasos superiores a meia hora até as 17h. O número representa 30% do total de 150 voos programados desde a 0h. No mesmo período, 4 voos foram cancelados. Já o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade, registrou ontem um número menor de atrasos, com 20 voos (12% do total de 167 voos), porém com mais cancelamentos: 28 até as 17h (16,8%). Dos voos internacionais previstos para Guarulhos, 20 tiveram atrasos (32,3% do total de 62 voos) e um foi cancelado (1,6%). Os problemas são agravados pelo fechamento de aeroportos na Europa, provocado por tempestades de neve que devem continuar até o Natal. O mais comprometido é o aeroporto de Heathrow, no Reino Unido, que funciona com capacidade reduzida. Neve – A neve que cai no norte da Europa continua a prejudicar o tráfego aéreo no continente, deixando milhares de passageiros esperando nos aeroportos. O proble-

ma com os voos cancelados e atrasados refletiu nas redes de trens europeias, que registravam um número anormal de usuários. Ontem, o aeroporto de Heathrow, em Londres, o mais movimentado do mundo, operava parcialmente e registrava atrasos e desvios entre seus voos. Com a situação caótica no terminal, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, ofereceu a ajuda das Forças Armadas para ajudar na operação aérea. A administração de Heathrow agradeceu a iniciativa do chefe de governo, mas informou que não precisaria de ajuda, embora tenha admitido que seria impossível restabelecer a normalidade das operações antes da manhã de amanhã. "Temos cerca de 200 funcionários prestando assistência aos passageiros e já estamos nos mobilizando para limpar a neve em torno do aeroporto", disse uma porta-voz. A neve também provocou atrasos e cancelamentos de vo o s e m a e r o p o r t o s d a França, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Holanda e Irlanda. Essa situação refletiuse no Eurostar, trem que liga a Grã-Bretanha à Europa continental. Estações de embarque em Paris registraram superlotação nas composições. Os trens operavam em baixa velocidade. As causas seriam os cuidados tomados pela Eurostar, que quer evitar os problemas enfrentados no fim do ano passado, quando a neve danificou os trens de alta velocidade e deixou o sistema fora de operação por três dias. A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, criticou os aeroportos por não terem um plano de emergência para situações excepcionais. (Agências)

Eliária Andrade/AOG

Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

A UM PASSO DA LIBERDADE – Uma onça parda que em setembro de 2009 foi atropelada na rodovia Anhanguera, em Jundiaí, vai ganhar a liberdade. Tratada há mais de um ano pela ONG Mata Ciliar, nos próximos dias o animal, um macho, será solto primeiramente em um ambiente vigiado para reaprender a caçar. Suas atividades serão monitoradas por uma coleira que emite sinais de rádio e por um chip de identificação.

Sem acordo, aeroviários podem ir à greve depois de amanhã


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

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11 VISÃO 10% dos deficientes visuais, entre 20 e 29 anos, não são alfabetizados.

setor

TRABALHO Entre 26 milhões de trabalhadores ativos, apenas 537 mil são deficientes.

INCLUSÃO NA TELONA

Até dezembro de 2011, o Centro Cultural Banco do Brasil traz o projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito, para deficientes auditivos e visuais Fotos: Divulgação

Deficiente visual ouve o filme durante apresentação no centro cultural. Ele recebe informações, da forma mais completa e clara possível, no mesmo momento em que a cena acontece. Acima, sessão de cinema.

Kelly Ferreira

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cinema nacional está ganhando fãs especiais. Com o objetivo de levar a cultura às pessoas com baixa visão, audição parcial, cegas ou surdas, para que possam compreender uma produção cinematográfica, o Centro Cultural Banco do Brasil prossegue com o projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito, que ficará em cartaz até dezembro de 2011. As exibições mensais marcadas para o decorrer do próximo ano, nas capitais paulista e carioca, prometem momentos de diversão e reflexão, com filmes nacionais de diversos gêneros, como comédia, drama, animação e ação. A sala de exibição é acessível às pessoas portadoras de deficiências, com a a disponibilização de fo-

nes sem fio para que os deficientes visuais possam ouvir a audiodescrição e de legendas para os deficientes auditivos. O projeto, idealizado pela Associação de Reabilitação e Pesquisa Fonoaudiológica (Arpef), em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil, existe desde 2008 em São Paulo e desde 2004 no Rio de Janeiro. A novidade agora é que, pela primeira vez, haverá uma programação mensal por todo o ano. P ro gram aç ão – Contemplada por 14 filmes nacionais, alguns deles sucesso de público e crítica, a programação do Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito vai ao encontro de um dos principais objetivos do Centro Cultural Banco do Brasil: levar cultura, independentemente de sua forma, à população brasileira. A dinâmica proposta para o Cinema Nacional Legendado

e Audiodescrito 2011 terá algumas ações diferenciadas. Uma delas será a disponibilização de transporte, gratuito, para levar membros e convidados de algumas instituições até o Centro Cultural. "Outra ação, e talvez mais interessante, são as atividades que serão realizadas após cada filme, com debate, ou palestra de alguma personalidade ou workshops", disse Marcelo Mendonça, diretor da unidade paulista do Centro Cultural Banco do Brasil. Depois de finalizada as sessões, os espectadores poderão discutir e trocar ideias sobre temas relacionados ao filme assistido. Para assistir aos filmes os sistemas de legendagem (closed caption) e de audiodescrição serão disponibilizados àqueles que, respectivamente, não podem ouvir e enxergar. A legendagem no padrão closed caption consiste, além da descrição das falas, na transcrição de sons não literais importantes para a compreensão do filme. Músicas, risos, aplausos, passos e chuva, por exemplo, são alguns dos sons que podem ajudar na percepção da cena assistida. Já a audiodescrição baseiase em descrever e transmitir, da forma mais completa e clara possível, no mesmo momento em que a cena está acontecendo, toda e qualquer informação relevante e que, por não fazer parte de nenhum diálogo, só seria compreendida visualmente. "O que percebemos é que os cegos vão pouco ao cinema, porque se sentem inibidos por precisarem que um acompanhante descreva oralmente as cenas, atrapalhando os outros espectadores", disse Helena Dale, curadora do Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito. "Por esse motivo, para não incomodar os outros, muitas vezes ele e o acompanhante ficam num local afastado, o que compromete a descrição das imagens. Para esse público é fundamental essa forma de cultura", afirmou. Importânci a - Consumir cultura e ter acesso à educação é um obstáculo a mais para esse público. Em média, 10% das pessoas com deficiência total ou parcial da visão, entre 20 e 29 anos, não são alfabetizadas. Já entre as pessoas surdas ou com dificuldade parcial de audição, esse número chega a 20%. Fato que influencia diretamente no mercado de trabalho para deficientes. De acordo com estudo divulgado pela Fundação Getú-

lio Vargas e Fundação Banco do Brasil, num universo de 26 milhões de trabalhadores ativos, apenas 537 mil são deficientes, ou seja, 2,05% do total de empregados. Segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000, cerca de 24,5 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência, número que representa 14,5% do

total da população. Ainda de acordo com o IBGE, 68% deles apresentam incapacidade ou dificuldade permanente de enxergar e 23% de ouvir. "Estamos possibilitando a essas pessoas que tenham o prazer de assistir a filmes, coisa que, muitas vezes, era impossível. A cultura deve ser um bem acessível a todos, e vamos continuar lutando e desempenhando nosso papel

para que isso aconteça o mais plenamente possível", encerrou Helena.

S ERVIÇO O Centro Cultural Banco do Brasil fica na rua Álvares Penteado, 112, no Centro da capital. Informações pelos telefones 3113-3651/3652 ou acesse www.bb.com.br/cultura e www.twitter.com/ccbb_sp.


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Um eclipse total da Lua foi visto em todo o mundo na madrugada desta terça-feira, inclusive no Brasil.

DEZEMBRO Início do verão

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Jewel Samad/AFP

H OLOCAUSTO A RTE

O dever da lembrança

Alberto Pizzoli/AFP

E NSINO

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Memorial do Holocausto de Israel (Yad Vashem) anunciou ontem ter identificado 4 milhões dos cerca de 6 milhões de judeus mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. A identidade de todos os mortos, porém, talvez nunca seja conhecida. "É um imperativo moral, uma obrigação nossa recuperar informações e relembrar todo indivíduo que desapareceu", dis-

se Avner Shalev, presidente do Museu e Memorial do Holocausto Yad Vashem. "Ao fazer isso, muito material importante aparece em nossa pesquisa para ajudar a combater a negação do Holocausto", afirmou ele, de Jerusalém. Ao anunciar a confirmação da identidade de 4 milhões dos judeus que morreram, Shalev disse duvidar que os nomes de todos os 6 milhões venham a ser conhecidos algum dia.

"Não acredito que chegaremos ao último nome", declarou Shalev, ressaltando a dificuldade de verificar se crianças pequenas morreram ou sobreviveram e de outras vítimas executadas sem registro em campos da morte em toda a Europa durante a guerra. A recuperação dos nomes das vítimas é feita com base em memórias de sobreviventes, listas de arquivos e outras documentações. (Agências)

Javier Soriano/AFP

Uma reconstrução de cera de um dos quadros de Caravaggio, em Roma. A exposição "Caravaggio. La Bottega del Genio" é uma hipótese do estudo de luz feito pelo artista durante os anos em que trabalhou na cidade.

Emesp oferece cursos de música A Tom Jobim - Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp) abriu as inscrições para cursos de formação musical profissionalizante e cursos livres preparatórios. Neste ano, serão oferecidas 700 novas vagas, distribuídas entre as áreas de música erudita e popular, nas unidades da Luz e do Brooklin, na capital paulista. As inscrições são gratuitas e vão até o E M

dia 14 de janeiro de 2011. O processo de seleção contempla provas escritas, realizadas entre os dias 18 e 19 de janeiro (1ª fase, eliminatória), e mais duas provas, uma prática e outra teórica, que serão feitas entre os dias 31 de janeiro e 3 de fevereiro. A avaliação prática da segunda fase será feita por uma banca examinadora. (AE)

W IKILEAKS

Dentro da cabeça de Assange O criador do WikiLeaks, Julian Assange, vendeu suas memórias a duas editoras e deve ter um manuscrito pronto em março, informou o jornal britânico The Guardian, ontem. Segundo o diário, Assange teria vendido suas memórias à editora britânica Canongate e à norte-americana Knopf. O australiano de 39 anos causou a ira do governo dos Estados Unidos ao divulgar documentos confidenciais norte-americanos em seu site na internet e em jornais em todo o mundo para ampliar o impacto das revelações. Ele está sob liberdade condicional e vivendo no interior da Inglaterra em prisão domiciliar enquanto se prepara para lutar contra a extradição para a Suécia, onde autoridades desejam interrogá-lo sobre supostos crimes sexuais. (Reuters) I NTERNET

Apostas só nas casas lotéricas

Inscrições: www.emesp.org.br

C A R T A Z

Érica Bohm

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ESPANHA - A crise econômica não impediu os espanhóis de comemorarem o Natal com estilo. A iluminação das ruas de Madri forma um colorido tapete sobre a cabeça dos motoristas, que lotam as lojas para comprar presentes de último minuto.

D ESIGN

VISUAIS Mostra Galáctica, de Érica Bohm, traz fotografias com paisagens fictícias relacionadas à ciência, literatura, cinema e viagens no tempo. Baró Galeria, Rua Barra Funda, 216. Grátis.

A Polícia Federal realizou ontem uma operação para investigar sites que exploram loterias oficiais da Caixa Econômica Federal. Foram emitidos 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás. Os sites investigados, segundo a polícia, oferecem apostas em loterias como a Mega-Sena, Lotofácil, Loteca e Timemania. Esse jogos, porém, só podem ser realizados em lotéricas autorizadas pela Caixa. As investigações descobriram que os sites não enviam aos clientes o comprovante de aposta – único documento aceito para a retirada de um eventual prêmio. A polícia solicitou a suspensão dos domínios dos sites e, aos provedores, a suspensão da hospedagem. Se condenados, os responsáveis deverão responder pelo crime de uso indevido de marcas e estelionato. (Folhapress)

S AÚDE L OTERIAS

Não existe milagre para emagrecer

Concurso 926 da DUPLA SENA Primeiro Sorteio

Este porta-ovo em formato de ninho de pássaro saiu direto de uma impressora 3D. O design e a tecnologia da holandesa Shapeways têm um preço acessível: US$ 7,14. www.shapeways.com/model/174314/birdsnest_eggcup.html

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composição não foi analisada pela agência e, por isso, são desconhecidos os efeitos adversos que podem trazer à saúde humana. Vendido como "Caralluma Actives", o fitoterápico é superpopular na internet, onde promete o fim da compulsão alimentar e 11 kg a menos em um mês, entre outras coisas. (Agências)

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu ontem a fabricação, distribuição, manipulação, comércio e o uso da substância Caralluma Fimbriata, usada para emagrecer. A resolução é diretamente dirigida à população, a quem a Anvisa recomenda que abandone o consumo do produto, cuja

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Fórmula 1: o brasileiro Lucas di Grassi não é mais piloto da Virgin Racing. População hispânica nos EUA cresce e avança para novas cidades

Concurso 2478 da QUINA 02

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13 EUA Recuo do estoque de petróleo alcançou 5,59 milhões de barris.

conomia

CELULARES Brasil deve encerrar o ano com mais de 200 milhões de aparelhos.

Fotos: Patrícia Cruz/LUZ

Alimentos pesam mais no prato de cada dia

Feijão e carne estão entre os itens que fizeram a diferença no bolso do brasileiro em 2010 e ajudaram o grupo Alimentos e Bebidas a se firmar como o grande vilão da inflação, que fechará acima da meta. Rejane Tamoto

A

inflação oficial do País, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve mesmo fechar o ano acima do centro da meta do governo, de 4,5%, e próximo do teto permitido (6,5%). A confirmação disso veio ontem, com a divulgação do IPCA Especial (IPCA-E), que fechou 2010 em 5,79%, ante os 4,18% de 2009. E confirmadíssimos como os vilões do ano ficaram mesmo os alimentos. O item Alimentos e Bebidas subiu 10,16% em 2010, ante os 3,08% de 2009, e respondeu, sozinho, por 2,29 pontos percentuais do IPCA-E anual. No IPCA-15, outro recorte do índice oficial que também foi divulgado ontem, Alimentos e Bebidas representa 40% da taxa acumulada em 2010 e 62% da alta mensal, apesar de ter reduzido consideravelmente o ritmo de expansão, de 2 , 11 % e m n o v e m b ro p a r a 1,84% em dezembro. Neste mês, o IPCA teve variação de 0,69%, abaixo do 0,86% registrado em novembro. Os produtos que contribuíram para a menor elevação mensal foram o açúcar cristal, o pão francês, o leite pasteurizado, o feijão carioca, o feijão preto e a batata inglesa. Apenas as carnes mantiveram o ritmo da alta e passaram de 6,1% para 8,32%, com destaque para o frango e a carne seca. Segundo os economistas, os preços dos alimentos devem se estabilizar no primeiro trimestre de 2011, em função das expectativas de arrefecimento da economia. Desestímulo – Uma das medidas do Banco Central (BC) que deve surtir efeito sobre os preços no início do próximo ano é a elevação do depósito compulsório, que aumentou o custo do dinheiro para as instituições financeiras com o objetivo de desestimular o consumo. Na opinião do professor

de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, antes de decidir pelo aumento da taxa básica de juros (Selic), o governo deve avaliar se essas medidas vão de fato conter a inflação. Para o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, o governo só mexerá na Selic se a inflação deste ano romper o limite de 6,5%. "O governo deve esperar o resultado das medidas antes de aumentar a taxa. Se isso ocorrer, será preciso elevar o superávit primário." Para ele, descontados os alimentos, o resultado do IPCA é positivo. Reposição – De modo geral, os economistas esperam que os preços dos alimentos sejam reposicionados e se fixem em patamar parecido com o atual. "Os valores devem se manter, apesar da demanda alta no mundo inteiro, e o reflexo no aumento no preço das commodities agrícolas e minerais", diz Leite. Ao longo deste ano houve altas nos preços sazonais motivadas pelas chuvas, secas e mudanças climáticas. Os alimentos subiram no atacado e tiveram participação de 7,67% no acumulado entre janeiro e dezembro do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), que foi de 10,56%. "Esse aumento foi repassado para o varejo, mas a tendência é de reversão e o índice no atacado deve cair", diz Leite. Se as medidas anticonsumo do BC não surtirem efeito sobre a inflação, a previsão é de elevação da Selic em janeiro, segundo o professor de economia do Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG), Otto Nogami. "A inflação será maior em dezembro, porque sempre há a pressão dos alimentos e dos vestuários, por conta das festas de final de ano. A sensação psicológica de que este será o melhor Natal para o comércio pode aumentar o consumo, pressionar os preços e levar ao aumento da taxa básica de juros", conclui.

O feijão foi um dos vilões em novembro, mas preço recuou neste mês.

Preços salgados do frango e da carne seca fizeram as refeições responderem pela maior parte da inflação acumulada em 2010 Patrícia Cruz/LUZ

Alta da carne é repassada para o cardápio

A

alta dos preços dos alimentos foi repassada para, ao menos, três opções do cardápio do restaurante Consulado Mineiro, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. "Sempre tem produto que está na safra e outro na entressafra. Um compensa o outro e não precisei repassar a alta do preço do feijão para o consumidor. Mas tive que aumentar

o valor dos pratos com picanha e filé mignon em 9%", diz o chef e sócio-proprietário do restaurante, Helvécio Carneiro. Segundo ele, a queda no pedido desses pratos, porém, foi de apenas 5%. "O povo quer gastar", diz. Especializada em comida mineira, a casa consome por mês 220 kg de carne bovina (picanha e filé mignon) e 700 kg de feijão carioca e preto. Esses itens foram os que mais oscilaram no IPCA-15. O feijão carioca subiu 10,83% em novembro e teve queda de 12,72% neste mês. A carne aumentou 8,32% em dezembro. (RT)

Helvécio, do Consulado Mineiro, mexeu no preço dos pratos

IPCA-15 surpreende mercado Analistas esperavam uma elevação de 0,7% para o mês. Mas índice recuou de 0,86% para 0,69%.

U

m dia depois de o Banco Central divulgar, no Boletim Focus, aumento nas expectativas de inflação para este ano e para 2011, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) surpreendeu. Sob a influência da alta menor dos alimentos, a taxa passou de 0,86% para 0,69% de novembro para dezembro, abaixo das previsões de mercado, que aguardava uma elevação de, no mínimo, 0,7% para o mês. O fechamento do IPCA integral será conhecido no dia 7 de

janeiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa menor da última prévia do ano deveu-se principalmente ao recuo de 2,11% para 1,84% na alta dos alimentos. Mas, ao mesmo tempo, o avanço de preços nos gêneros alimentícios foi tão forte ao longo de 2010 – 10,16%, mais que o triplo da alta de 3,08% em 2009 – que o grupo alimentos e bebidas respondeu sozinho por 40% da inflação do ano. Somente as carnes ficaram 30,52% mais caras em 2010, e

representaram um terço do IPCA-15 de dezembro. Para o economista-chefe do banco Schahin, Silvio Campos Neto, as influências geradas pela alta dos preços dos alimentos in natura; pelo avanço no valor médio dos combustíveis e pelo reajuste nas mensalidades escolares, devem gerar novas acelerações de preços. "É razoável esperar alta entre 0,60% e 0,70% para os índices de janeiro e fevereiro", projetou. A inflação em alta no início de 2011 deve contribuir para que o BC volte a elevar a taxa

básica de juros (Selic), na análise do economista da MB Associados, Sergio Vale. Outros itens, não relacionados à alimentação, estão há dois anos em patamar elevado e, na avaliação do especialista, o BC terá trabalho para mudar esses preços de patamar em 2011. "Como se espera que a demanda continue elevada, isso só coloca mais pressão no BC para começar a aumentar a Selic rapidamente. E mesmo assim teremos elevação de 5,3% no IPCA (para 2011) pelas nossas projeções", afirmou. (AE)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

e

15 Ao comprar, a classe C não hesita ao escolher pelo produto de qualidade. Renato Meirelles, diretor do Data Popular

conomia

Pesquisa com integrantes do mercado financeiro feita pela Febraban revela que o financiamento será mais fácil em 2011 para pequenas e médias empresas do que para pessoas físicas. O País crescerá em ritmo menor, a inflação poderá chegar a 5,2%, mas cederá em 2012, e a inadimplência deverá se manter nos atuais patamares.

PMEs terão Ricardo Osman

O

s integrantes do mercado financeiro do País prevêem que as pessoas físicas deverão ter maior dificuldade para obter crédito em 2011 do que tiveram ao longo de 2010. Já as pessoas jurídicas, principalmente as pequenas e médias empresas, deverão ter mais facilidades do que encontraram neste ano. Além disso, para o segmento bancário, o O mercado vai esperar para saber Brasil vai cont i n u a r c r e scomo será a postura cendo, ainda fiscal do governo que em ritmo que toma posse em um pouco menor. Em 2010, janeiro. o crescimento RUBENS SARDENBERG, do Produto InDA FEBRABAN terno Bruto (PIB) deve ser de 7,5% e, em 2011, de 4,5%. Esses são alguns dos resultados

mais crédito 71

da Pesquisa de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado para 2011 e 2012, elaborada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e apresentada ontem pelo economista-chefe da instituição, Rubens Sardenberg. "A pesquisa revela que a expectativa do mercado é de redução do crédito no Brasil", disse Sardenberg. "O recuo ocorre em relação a pessoas físicas, devido a medidas adotadas pelo Banco Central (BC)", completou. Otimismo – Conforme afirmou o economista da Febraban, o mercado financeiro está otimista em relação ao crescimento do País, e estima avanço de 4,5% no PIB no ano que vem. "Porém, o recuo mais significativo no ritmo de crescimento deve ocorrer no setor industrial", declarou o economista. "Justamente o setor que teve recuperação intensa ao longo de 2010", completou. O segmento bancário aposta que a inadimplência ficará inalte-

por cento dos entrevistados pela Febraban declararam que a inadimplência não deverá ser um problema no próximo ano rada no ano que vem, o que é um sinal positivo tanto para o setor quanto para o comércio varejista. "Os entrevistados não estão preocupados com a inadimplência no segmento bancário. Os números podem até elevar-se um pouco, mas o otimismo ficará inalterado, já que 71% dos entrevistados na pesquisa responderam que a inadimplência não será um problema

no ano de 2011", ponderou. Com relação a outro ponto importante, a Febraban revelou que, para os integrantes do mercado financeiro, a inflação em 2011 poderá chegar a 5,2%, mas em 2012 subirá menos, 4,5%. Em resumo, segundo a pesquisa, o ano de 2011 terá menos crescimento econômico, maior inflação do que em 2010 e provavelmente aumento nas taxas de juros, já que o BC quer restringir o crédito. No momento, porém, o mercado financeiro tem mais perguntas para fazer sobre o início do ano do que respostas para apontar, como destacou o economista da Febraban. "Em muitas questões macroeconômicas não é possível antecipar o movimento que será feito pelas autoridades monetárias", declarou Sardenberg. "O mercado vai esperar para saber como será a postura fiscal do governo que toma posse em janeiro." Conforme descreveu o economista-chefe da Febraban, a expec-

ICF: alta na intenção de consumo.

tativa é claramente de que seja adotada uma política fiscal mais restritiva em 2011 do que a de 2010. No entanto, ele acredita que ainda não seja possível fazer uma projeção mais clara nesse momento. "Mas como será de fato a postura em relação ao crédito?", perguntou Sardenberg. A resposta está com a presidente eleita Dilma Rousseff.

4,5 por cento é o crescimento do PIB estimado pelo mercado para 2011, segundo a Febraban. Para este ano, a projeção é de 7,5%.

Rodolfo Buhrer/AE

Indicador da Fecomercio-SP para dezembro atinge maior resultado desde sua criação, em agosto de 2009. Zé Carlos Barretta/Hype

A

Classe média gastou R$ 20 bi em eletrodomésticos este ano

Classe C consome mais em 2010

A Confiança na economia, 13º salário e crédito impulsionaram a intenção de consumo em dezembro.

Crédito subiu 1,2% em dezembro, alcançando 165,4 pontos, o que é o maior patamar no histórico do indicador. Bens duráveis – Com expectativas positivas na área profissional, o estudo mostra que as famílias estão satisfeitas em relação às suas condições financeiras e mais propensas a comprar bens duráveis. O item Momento para Duráveis registrou alta de 3,8% em dezembro em relação ao mês anterior, enquanto o de Perspectiva Profissional subiu 6,5%. Os indicadores Emprego Atual e Perspectivas Profissional subiram 4,1% e 6,5%, respectivamente. Esse otimismo deve refletir no crescimento do consumo e sustentar o aumento estimado

do ano, a recuperação do País diante da crise, o reflexo da crise europeia no ânimo dos consumidores e o aumento acentuado dos preços no segundo trimestre. No entanto, a entidade faz um alerta para 2011: a contínua pressão de preços proveniente do segmento de alimentos, devido aos tradicionais problemas causados por condições climáticas desfavoráveis no início do ano, e a política monetária de aumento do depósito compulsório, que levará ao aumento da taxa de juros para o consumidor, podem afetar esse grau de otimismo. A pesquisa é feita com cerca de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo.(AE) DC

Super Visão

em 8,8% nas vendas do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo, segundo dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da entidade, ultrapassando os R$ 11 bilhões de faturamento real em dezembro. Para 2011, a Perspectiva de Consumo indica a continuidade da satisfação do consumidor, pois registrou alta de 1,7% em relação a novembro (150,1 pontos) e 8,3% em relação ao mesmo período de 2009. Cenário – Em sua análise sobre 2010, a Fecomercio-SP destaca fatores que influenciaram o comportamento dos consumidores, entre eles a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no começo

DC

Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), registrou em dezembro 147,2 pontos – uma alta de 3,6% em relação ao mês passado. O resultado é o maior do indicador, criado em agosto de 2009. Comparado com o mesmo período de 2009, a alta é de 9,2%. Segundo a entidade, o bom momento econômico, aliado ao pagamento do 13º salário, mostra que as famílias paulistanas estão mais propensas a consumir mais neste Natal do que no ano passado. Composto por sete itens, o ICF da Fecomercio-SP avalia o emprego atual, perspectiva profissional, renda atual, acesso ao crédito, nível de consumo, perspectiva de consumo e momento para duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, onde o resultado abaixo de 100 é considerado insatisfação e, acima disso, satisfação. No aspecto Nível de Consumo Atual, o crescimento foi de 8,1% na comparação com novembro. O item fecha o ano com 122 pontos. Na comparação com dezembro de 2009, houve alta de 18,3%. O indicador aponta que as famílias estão com mais recursos financeiros e maior facilidade na aquisição de crédito em relação ao mesmo período de 2009. Assim, o item Renda Atual encerra o ano de 2010 com alta de 1,7%, ao atingir 158,6 pontos. Já o item Acesso a

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classe C consumiu 41,35% do total de bens e serviços nas áreas urbanas em 2010, de acordo com pesquisa do Data Popular. As classes A e B, juntas, consumiram 42,9%. No total, todas as classes consumiram um montante de R$ 2,1 trilhões este ano. O estudo mostra crescimento no consumo da chamada nova classe média que, em 2002, era responsável por 25,8% do total de compras de bens e serviços. Já as classes A e B, em 2002, participavam com 58,1% do mercado consumidor. Segundo o diretor do Data Popular, Renato Meirelles, a evolução se deve ao aumento da população emergente e ao critério de escolha popular, baseado no custo-benefício dos produtos.

"Com o orçamento restrito, este consumidor não se permite errar. Portanto, na hora da compra, ele não hesita ao escolher pelo produto de qualidade reconhecida, mesmo que este não seja o mais barato", explicou. Os dados indicam ainda que a nova classe média gastou este ano cinco vezes mais do que gastava em 2002 com móveis e itens domésticos – o equivalente a R$ 17,95 bilhões. Com a aquisição de eletrodomésticos, foram dispendidos R$ 20 bilhões. Das 3,2 milhões de casas que têm microcomputador, 52% pertencem à classe C. Com relação ao consumo de geladeiras e televisores coloridos, a classe C está atualmente no mesmo patamar das classes A e B. (ABr)


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e Ministro defende acordo direto a disputa na OMC

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O ano que vem será difícil, em razão da competição internacional acirrada. Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do MDIC

conomia

Eduardo Nicolau/AE

Para Wagner Rossi, competitividade do Brasil gera reações dos concorrentes.

O

ministro da Agricultura, Wagner Rossi, defendeu ontem que os setores agrícolas que se sentem em desvantagem na competição mundial tentem um acordo direto com os concorrentes, dado que a Organização Mundial do Comércio (OMC) tende a levar anos para chegar a uma decisão final. Ele fez a afirmação após a OMC ter decidido, em caráter preliminar, pela condenação às barreiras ao suco de laranja nacional tomadas pelos Estados Unidos. "Vejo com muita alegria que conseguimos uma primeira sinalização positiva", comemorou o ministro. "O problema do Brasil é que ele é altamente competitivo e, com isso, acaba tendo reação dos nossos concorrentes que, tendo dificuldade de competir conosco, criam outras barreiras que não são adequadas e nem seriam aceitáveis do ponto de vista da ordem econômica", continuou. Rossi salientou que não são raras as vezes em que o País sofre com subsídios inadequados fornecidos por governos estrangeiros a seus produtores em várias cadeias. Ele citou também fechamentos de mercados para o produto brasilei-

ro sem explicações mais contundentes, como, por exemplo, no caso da carne suína. "Alguns dos nossos concorrentes disseminam mentiras sobre a produção brasileira. Isso faz com que o nosso produtor, sobretudo dos setores mais organizados, tenda a encontrar caminhos para enfrentar esse tipo de atitude. E assim temos ido à OMC." Para o ministro, a melhor saída é a tentativa de um acordo negociado entre as partes. "Isso é melhor do que uma disputa na OMC", comparou. Ele lembrou que o Brasil teve uma vitória importante na área do algodão, mas que, até a decisão final do foro internacional, passaram-se anos. "As disputas são longas e, em geral, não atendem de imediato o setor afetado. Ele não se beneficia, na verdade", considerou. Algodão – No caso do algodão, o Brasil recebeu o direito de praticar retaliações cruzadas em outras áreas do comércio bilateral com os EUA. Posteriormente, também fez parte de um acordo a criação de um fundo para pesquisa no setor totalmente financiado com recursos norte-americanos. "No caso da laranja, foi uma decisão provisória, que pode

ainda se alongar até uma decisão que tenha efetividade." Rossi deixou claro que o gov e r n o e s t a r á p ro n t o p a r a apoiar os produtores domésticos sempre que necessário. No entanto, ele novamente defendeu o pragmatismo de um acordo entre as partes. "Isso acaba tendo eficácia imediata, é melhor." Á lc o ol – O ministro citou também que o Brasil sofre uma "discriminação claríssima" no caso do álcool. Os EUA subsidiam seus produtores de milho, matéria-prima para o etanol, e taxam as importações do álcool brasileiro. "Tínhamos a expectativa de que, com a mudança na lei, houvesse avanços", disse. "Ficamos profundamente frustrados porque toda a sinalização era essa e, no entanto, circunstâncias políticas do poder norte-americano entre o presidente Barack Obama e o Congresso acabaram se sobrepondo. Isso foi muito ruim, muito frustrante." Para Rossi, não há dúvidas de que, se o Brasil competir no agronegócio internacional sem benefícios concorrenciais concedidos a outros produtores, o País terá condições de ganhar nove em cada dez disputas comerciais. (AE)

A OMC deu ganho à reclamação brasileira sobre subsídios dos EUA para o suco de laranja nacional.

Novo Siscomex entra no ar no mês que vem

Governo projeta superávit de US$ 16 bi na balança comercial

A

O

s empresas de comércio exterior têm até o início de janeiro para aderir ao novo Siscomex, que passará a ser denominado Novoex. O Siscomex é um sistema informatizado responsável por integrar as atividades de registro, acompanhamento e controle da saída e do ingresso de mercadorias no País. O sistema permite ainda que o exportador ou o importador troquem informações com os órgãos responsáveis pela autorização e fiscalização. Para ter acesso ao novo sistema, agora em plataforma web, o interessado deve entra no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) (www.mdic.gov.br), clicar em Comércio Exterior e depois em Siscomex. O antigo sistema foi feito no início da década de 1990 para rodar em DOS (sigla em inglês para Sistema Operacional em Disco), uma antiga plataforma com tela preta e comandos nada intuitivos, que precisam ser digitados. "Funcionava bem, mas tinha um série de limitadores. Você não podia colocar mais campos [nos formulários], não havia diálogo com outros sistemas mais modernos e outros sistemas do governo não falavam com esse sistema antigo", explicou Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do MDIC. De meados de novembro, quando foi lançado, até agora, houve 22,5 mil operações por meio do novo sistema. "Vamos manter o sistema antigo até a virada do ano. É da natureza humana ter resistências a programas novos", disse. O Novoex também evitará que um exportador tenha que fornecer as mesmas informações para vários órgãos. (ABr)

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) estima que o ano fechará com um incremento de 43,9% nas importações, ante crescimento de 30,7% nas exportações. O saldo comercial previsto para 2010 é de US$ 16 bilhões, inferior ao montante de US$ 25,3 bilhões de 2009. Segundo Welber Barral, secretário de Comércio Exterior, as exportações brasileiras devem crescer apenas 12% no ano que vem. Para ele, após a recuperação em relação a 2009, ano bastante afetado pela crise, o ritmo de crescimento do comércio mundial deve diminuir – mas ainda assim as vendas brasileiras continuarão crescendo mais do que as do resto do mundo. "A ideia, o desafio é crescer 12%, enquanto as exportações mundiais devem aumentar 9%", disse. Se concretizada a perspectiva, os embarques brasileiros somarão em torno de US$ 220 bilhões no próximo ano, supe-

rando o recorde de US$ 198 bilhões de 2008, que deve ser igualado este ano. Faltando duas semanas para fechar 2010, as exportações totalizam US$ 192,5 bilhões. C e n ár i o – De acordo com Barral, como as exportações mundiais devem se expandir 19% este ano, a participação brasileira deve crescer dos atuais 1,26% para 1,3% em 2010. "Ainda assim 2011 será um ano difícil. Com a competição acirrada, temos o desafio de avançar no acesso a mercados", disse o secretário. Barral afirmou esperar que o próximo governo avance em negociações de acordos importantes em andamento, com o México e a União Europeia. Ele ressaltou, contudo, que às vezes um acordo sanitário pode trazer mais resultado do que um tratado comercial propriamente dito. O secretário também destacou o crescimento do comércio com a Argentina, que poderá ultrapassar os Estados Unidos

como segundo maior parceiro comercial brasileiro, ficando atrás apenas da China. Drawback – Uma das medidas anunciadas pelo governo no fim de maio para incentivar as exportações finalmente começou a ser posta em prática desde ontem, com publicação de uma portaria pela Receita Federal no Diário Oficial da União. Trata-se da extensão do regime especial de tributação chamado Drawback Integrado Isenção para os insumos produzidos no País. Até então, a indústria nacional só podia utilizar esse mecanismo de compensação tributária na compra de insumos importados, o que, na prática, prejudicava a fabricação nacional desses produtos e encarecia as exportações de pequenas e médias empresas. Além de aumentar a competitividade dos produtos industrializados brasileiros no exterior, a medida também deve ter impacto nas importações de insumos. (Agências)

Clayton de Souza/AE

DUMPING NO AÇO – O governo brasileiro investigará indícios de dumping nas remessas de tubos de aço carbono da China para o País. Será apurada a prática nos produtos com diâmetros de até cinco polegadas. O Brasil já aplica o direito antidumping sobre as importações de aço da Romênia. (AE)


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

e Ações para exportar ainda mais conomia

Reunião na ACSP estabelece propostas para que pequenos se aventurem no mercado externo

O

Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex) realizou, na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o seminário Exportações indiretas das micro e pequenas empresas via empresas comerciais exportadoras – Possibilidades de ampliação dos negócios. Nele, representantes do setor apresentaram a integrantes do governo federal propostas para a regulamentação do setor. Para Roberto Ticoulat, coordenador do Ceciex, o encontro foi praticamente o marco regulatório do segmento. Ele ressaltou a importância do estímulo às micro e pequenas empresas (MPEs) do País, pois elas são responsáveis pela criação de 80% dos postos de trabalho e podem ampliar seu campo de atuação se firmarem parcerias com as comerciais exportadoras e importadoras – que realizam 22% de todas as exportações brasileiras. Esse incentivo também permitirá aumentar a base de exportações do País, segundo afirmou Mauricio Manfre, gestor de projetos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Para ele, as empresas comerciais exportadoras podem estabelecer parcerias com as MPEs. A Apex criou diversos mecanismos de aproximação entre os dois lados. Segundo Manfre, o governo realizou um estudo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), pois não havia estatística a respeito da atuação das comerciais exportadoras. A entidade reuniu, então, representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB) e Câmara de Comércio Exterior (Camex). Orientação – Para discutir as dificuldades enfrentadas pelas duas partes, José Cândido Senna, CN Trader e consultor da ACSP, lembrou que a entidade criou o programa Exporta, São Paulo – e, posteriormente, a iniciativa Exportar Para Crescer. Ambos orientam

os micro, pequenos e médios empreendedores que enfrentam a falta de informação e de apoio oficial. Entretanto, ele traça um perfil positivo do segmento, pois identificou empresários que utilizam a participação em feiras e viagens internacionais para melhorar seus produtos ou seus canais de exportação. Ele propôs que as empresas comerciais exportadoras e importadoras atuem em parcerias com Arranjos Produtivos Locais (APLs). Para o representante da Magplast International Trade, Marcelo Rolemberg da Silva Brito, falta cultura exportadora às MPEs, além de ausência de planejamento produtivo e desconhecimento sobre relações internacionais, entre outras coisas. Ele explicou que fatores históricos importantes contribuíram para esse quadro, entre os quais o forte estímulo à industrialização e a ausência de medidas para o comércio exterior. Outro grande problema enfrentado pelo segmento é a altíssima carga tributária. Segundo o auditor da Data Metro Contabilidade, Cleber Coelho da Silva, o setor é obrigado a repassar a alíquota do Simples Nacional para os preços dos itens exportados. P ri or id ad es – No final do encontro, foram listadas as principais necessidades das empresas comerciais exportadoras. Entre elas estão a necessidade de um marco regulador e a mudança de sua imagem junto às pequenas empresas, que as vêem como atravessadoras – e a atualização urgente da legislação. Outras medidas também foram apresentadas, como a certificação e treinamentos especiais para ensinar pequenos e médios empreendedores a realizar exportações. Ticoulat lembrou a importâncias das parcerias com o Banco do Brasil (BB) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e disse que há perspectivas positivas por parte do governo federal. Paula Cunha

ADYBRASS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA - ME torna público que recebeu da CETESB a Licença de Operação n° 15005008, válida até 09/12/2012, para fundição de metais não ferrosos, sita à Rua José Antônio de Oliveira, 148, Granja Eliana, Guarulhos.

Comunicado de Extravio de Documento A Bentel Empreendimentos Hoteleiros Ltda., CNPJ n° 68.893.478/0001-21, informa que foram extraviadas as seguintes Notas Fiscais: em branco numeração 38.281 á 40.000. 21,22,23/12/2010

1/2 0*+ /'6 .Ò4)+ 24 & CNPJ nº 56.993.900/0001-31 CONVOCAÇÃO Convocamos os Senhores Acionistas da Companhia Metalúrgica Prada (“Companhia”) a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, que deverá se realizar às 10:00 horas do dia 30 de dezembro de 2010, na sede social, à Rua Engenheiro Francisco Pita Brito, 138, a fim de deliberar sobre o aumento do capital social. São Paulo, 22 de dezembro de 2010. A Diretoria (22, 23, 24)

PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI-MIRIM ALTERAÇÃO DO EDITAL E REABERTURA DOS PRAZOS DO PRESENCIAL Nº 124/2010 O Pregoeiro comunica a alteração e reabertura do Pregão Presencial nº 124/2010 cujo Objeto é a Aquisição de equipamentos de processamento de dados. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 04/01/2011 às 09:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1052/1059/1060. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 06/01/2011. Pregoeiro. EXTRATO DO EDITAL DO PRESENCIAL Nº 140/2010 Objeto: Fornecimento de materiais de segurança e EPI. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 11/01/2011 às 09:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1052/1059/1060. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 10/01/2011. Pregoeira.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 21 de dezembro de 2010, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: AUTO-FALÊNCIA Requerente: Imbra S/A - Requerida: Imbra S/A - Avenida Maria Coelho Aguiar nº 215 - bloco C - 4° andar - 2ª Vara de Falências RECUPERAÇÃO JUDICIAL Requerente: Indústria e Comércio de Calçados Estrela do Mar Ltda. - Requerida: Indústria e Comércio de Calçados Estrela do Mar Ltda. - Rua Boa Ventura da Silva nº 939 - Ponte Rasa - 1ª Vara de Falências Requerente: Ponto Comercial de Ferro Ltda.-ME - Requerido: Ponto Comercial de Ferro Ltda.-ME - Rua Zezé Leone nº 80 - Vila Celeste - 2ª Vara de Falências

DIÁRIO DO COMÉRCIO Trielo Indústria Com.Importação e Exportação de Produtos para Informática Ltda,torna público que requereu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação para “equip. eletrônicos p/ escritório não espec. ou não cla”, Av.Dr.Guilherme Dumont Villares,1210 Jd.Londrina - SP York Indústria e Comércio de Produtos Plásticos S.A. CNPJ n.º11.520.001/0001-83 – NIRE 35.3.00376013 Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 30 de novembro de 2010 1. Data, Hora e Local: 30 de novembro de 2010, às 11:00 horas, na sede social, localizada na Rua Marechal Deodoro, n.º 450, no Município de Salto, Estado de São Paulo.2. Presença: Acionistas representando 93,421% do capital votante e total da Companhia, conforme assinaturas apostas no Livro de Presença dos Acionistas.3.Publicações: Edital de Convocação publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo dos dias 20, 23 e 24 de novembro de 2010 e no “JornalTaperá”dos dias 20, 24 e 27 de novembro de 2010, em conformidade com o art. 124, da Lei 6.404/76. Cópias de tais publicações encontram-se sobre a mesa diretora dos trabalhos, à disposição dos acionistas.4.Composição da Mesa: Flávio Elias Jabra - Presidente da Mesa.Paulo de Lorenzo Messina - Secretário. 5.Ordem do Dia: (i) criação de mais um cargo de Diretor sem designação específica da Companhia e inclusão de idade máxima para os Diretores da Companhia, com a conseqüente alteração do Artigo 14, do Estatuto Social; (ii) aprovação da alteração da forma de representação da Companhia em atos de administração extraordinária e aumento do limite dos valores envolvidos para R$250.000,00, com a conseqüente alteração do Parágrafo 5º, do Artigo 26, do Estatuto Social; (iii) aceitação da renúncia do Diretor Presidente e de um Diretor sem designação específica da Companhia, e eleição do Diretor Presidente e dos demais cargos vagos na Diretoria; (iv) alteração da remuneração global mensal da Diretoria; (v) consolidação do Estatuto Social da Companhia.6.Deliberações:A Assembléia Geral, por unanimidade dos presentes: 6.1 aprovou a criação de mais um cargo de Diretor sem designação específica, de forma que a Diretoria da Companhia passa a ser composta por, no mínimo, 2 (dois) e, no máximo, 6 (seis) membros, acionistas ou não, residentes no país, sendo 1 (um) Diretor Presidente, 1 (um) Diretor Vice-Presidente e os demais Diretores sem designação específica, todos eleitos pela Assembléia Geral, bem como aprovou inclusão de idade máxima de 70 anos para os Diretores da Companhia; 6.2 face ao disposto em 6.1, supra, aprovou a alteração do Artigo 14º do Estatuto Social da Companhia, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 14 A Sociedade será administrada por uma Diretoria composta por, no mínimo, 2 (dois) e, no máximo, 6 (seis) membros, acionistas ou não, residentes no país, sendo 1 (um) Diretor Presidente, 1 (um) Diretor Vice-Presidente e os demais Diretores sem designação específica, todos eleitos pela Assembléia Geral.Parágrafo único:O limite de idade para o exercício de qualquer cargo de Diretoria na Sociedade será de 70 (setenta) anos, não podendo ser eleitas ou reconduzidas pessoas com idade superior.”. 6.3 aprovou a alteração da forma de representação da Companhia em atos de administração extraordinária para que a Companhia seja representada pelo Diretor Presidente em conjunto com qualquer outro Diretor, bem como aprovou o aumento do limite dos valores envolvidos para os referidos atos de administração extraordinária para R$250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais); 6.4 em razão da deliberação aprovada em 6.3, supra, aprovou a alteração do Parágrafo 5º, do Artigo 26, do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte redação:“Parágrafo 5º A Sociedade será necessariamente representada pelo Diretor Presidente em conjunto com qualquer outro Diretor nos seguintes atos:(a) a aquisição ou alienação de bens móveis e imóveis de valor individual superior a R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais); (b) a celebração de contratos pela Sociedade com seus acionistas, com pessoas físicas ligadas aos acionistas ou com sociedades que mantenham com os acionistas vínculos de controle, coligação ou interligação, cujo montante global e anual exceda a R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais); (c) a contratação de empréstimos ou financiamentos e a assunção de dívidas, quando o valor total do passivo representado por tais exigíveis ultrapassar R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais); (d) a constituição de ônus reais sobre bens do ativo permanente e sobre a prestação de garantias a terceiros, quando o valor global das garantias prestadas pela Sociedade ultrapassar R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais).”. 6.5 aceitou os pedidos de renúncia apresentados pelo Diretor Presidente da Companhia, Dr.Ernesto Assad Abdalla, e do Diretor sem designação específica da Companhia, Dr.Luiz Fernando Grespan Renzo, conforme cartas de renúncia que ficam arquivadas na sede social; 6.6 em razão da renúncia dos Diretores acima referida, a Companhia outorga aos Diretores reunciantes a mais ampla, rasa, integral e irretratável quitação, para nada mais ter a reclamar, a qualquer tempo, a qualquer título; 6.7 tendo em vista a aceitação dos pedidos de renúncia, conforme indicado no item 6.5, supra, e da criação de mais um cargo de Diretor, conforme mencionado em 6.1, supra, aprovou a eleição, para cumprirem o restante do mandato ora em curso, a encerrar-se na Assembléia Geral Ordinária que apreciar as demonstrações financeiras do exercício social findo em 31.12.2011: (i) do atual Vice-Presidente da Companhia, Sr. Flávio Elias Jabra, brasileiro, casado,

SEAC-SP - Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo

Av. República do Líbano, 1.204 - Jd. Paulista - CEP 04502-001 - SP CNPJ (MF) nº 62.812.524/0001-34 - Cód. da Entidade nº 002.531.86250-6 Arrecadação da Contribuição Sindical - Exercício 2011 Srs. Contribuintes: Dispõe o artigo 579 da Consolidação das Leis do Trabalho “A Contribuição Sindical é devida por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do Sindicato representativo da mesma categoria ou profissão, ou, inexistindo este, na conformidade do disposto no Art. 591”. (Parágrafo com redação determinada pelo Decreto-Lei nº 229, de 28/02/67). Assim, pelo presente edital, ficam Notificadas todas as empresas, cuja atividade econômica seja representada pelo SEAC-SP - Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo, entidade sindical reconhecida pelo Ministério do Trabalho, para recolherem a Contribuição Sindical de 2011, de conformidade com o que dispõe a legislação em vigor. Comunicamos que este Sindicato abrange todo o Estado de São Paulo, com exceção da REGIÃO DO GRANDE ABC (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires, Diadema e Rio Grande da Serra) e de RIBEIRÃO PRETO (Ribeirão Preto, Altinópolis, Barrinha, Batatais, Brodósqui, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Cravinhos, Dumont, Guará, Ipuã, Jardinópolis, Luis Antonio, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Pontal, Serrana, Serra Azul, Sertãozinho, São Joaquim da Barra, São Simão, Sales de Oliveira e Santa Rosa do Viterbo). Para o fiel cumprimento das obrigações legais, dá-se ciência aos senhores contribuintes que o recolhimento em pauta deverá ser efetuado nas agências da Caixa Econômica Federal ou nas Casas Lotéricas através das guias obtidas junto a este Sindicato. O pagamento da Contribuição Sindical fora do prazo legal sujeitará o infrator às cominações previstas no art. 600 da Consolidação das Leis do Trabalho e demais legislações aplicáveis à espécie. Para os devidos fins, alerta-se que as repartições federais, estaduais ou municipais não concederão registro ou licenças para funcionamento ou renovação das atividades dos estabelecimentos de empregadores, nem alvarás de licença ou localização, sem que sejam exibidas as provas da Contribuição Sindical. Do mesmo modo, é considerado como documento essencial ao comparecimento às concorrências públicas ou administrativas, para o fornecimento às repartições paraestatais ou autárquicas, a prova da aludida quitação da contribuição. São Paulo, 22 de dezembro de 2010. Rui Monteiro Marques - Presidente.

Band Cabo S.A. CNPJ/MF n° 02.286.625/0001-97 - NIRE n° 35.300.152.824 Ata da Assembléia Geral Ordinária, Realizada em 30/04/2010. Data e Local: 30/04/2010; Local: sede social; Presença: Acionistas representando a totalidade do capital social com direito a voto; Mesa Diretora: Paulo Saad Jafet - Presidente; e Silvia Saad Jafet - Secretária; Convocação: Dispensada pela presença da totalidade dos acionistas, nos termos do § 4º, do Artigo 124, da Lei 6404/76 e suas alterações. Ordem do Dia: (a) Leitura, discussão, votação e aprovação dos documentos previstos no Artigo 133, da Lei 6404/76, como segue: Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras relativos ao exercício social encerrado em 31/12/09; (b) Destinação do Lucro/Prejuízo do exercício; (c) Distribuição de Dividendos; (d) Eleição da Diretoria e fixação de honorários; e (e) Assuntos de interesse geral. Deliberações Aprovadas por Unanimidade: (i) Aprovados o Relatório da Diretoria, o Balanço Patrimonial e as demais Demonstrações Financeiras referentes ao Exercício Social encerrado em 31/12/09, que se encontravam sobre a mesa à disposição dos Srs. Acionistas, documentos esses, publicados nos jornais, Diário Oficial do Estado de São Paulo, edição do dia 27/11/10, pág. 06, e Diário do Comércio, edição do dia 27, 28 e 29/11/10, pág. 19, cujos exemplares, igualmente, se encontravam sobre a mesa, publicação obrigatória, porquanto, embora tratar-se de Companhia Fechada com menos de 20 acionistas, o seu Patrimônio Líquido no exercício a que se refere esta Assembléia, superou o limite previsto no Artigo 294 e seu inciso II, da Lei 6.404/76; (ii) Sobre o item “b” da Ordem do Dia, não haverá distribuição de lucros, vez que os lucros obtidos no resultado do exercício serão integralmente absorvidos pelo saldo dos Prejuízos Acumulados, como consignado na Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido; (iii) No tocante a Dividendos, não haverá também a sua distribuição, vez que os lucros apurados no exercício serão absorvidos pelos prejuízos acumulados, conforme demonstrado na mutação do patrimônio líquido; (iv) Reeleitos os Senhores Paulo Saad Jafet e Silvia Saad Jafet, para ocuparem respectivamente os cargos de Diretor-Presidente e de Diretora sem designação específica, para um mandato que se estenderá até a Assembléia que vier a deliberar sobre as contas do exercício social a se encerrar em 31/12/2012, continuando então, os atuais membros a comporem o quadro de Diretores da Cia, assim identificados e qualificados: Paulo Saad Jafet, brasileiro, casado, publicitário, portador da Carteira de Identidade RG nº 3.476.521-SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 610.322.55820, domiciliado em São Paulo - SP; e Silvia Saad Jafet, brasileira, solteira, maior, jornalista, portadora da Cédula de Identidade RG nº 2.161.611-SSP/SP e inscrita no CPF/MF sob o nº 644.226.158-15ª, domiciliada em São Paulo - SP, tendo sido fixado seus honorários globais para o triênio, em até R$ 560.000,00; Os Diretores declaram, neste ato, para todos os fins de direito, que não estão impedidos de exercerem a administração de sociedades, por lei especial, em virtude de condenação criminal, acesso a cargos públicos, ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato ou contra normas de defesa de concorrência, contra relações de consumo, fé pública ou a propriedade; (v) Ratificados todos os atos da Diretoria praticados durante todo o período do exercício social de 2.009, bem como eventuais inobservâncias de dispositivos da Lei 6404/76 e suas alterações, quanto a descumprimento de prazos, notadamente a publicação de documentos elencados no Artigo 133, da Lei 6404/76, usando de prerrogativa prevista no § 4° desse mesmo artigo, e/ou formalidades aplicáveis às Sociedades por Ações, para prevenir possíveis exigências que poderão ser formuladas pela Jucesp; (vi) Autorizada a lavratura da presente Ata na forma de sumário, conforme faculta o § 1º do Artigo 130 da Lei 6404/76. Encerramento: Franqueada a palavra para quem quisesse dela fazer uso, não houve manifestação de nenhum Acionista. E, como não havia mais nada a ser deliberado, o Sr.Presidente declarou encerrados os trabalhos às 14 hs, quando foi concluída a lavratura da presente ata, que lida e em tudo considerada conforme, foi assinada pelo Sr.Presidente, por mim, Secretária, e pelos demais Acionistas presentes. São Paulo, 30/04/10. A presente, em 3 vias, foi extraída, no seu fiel e inteiro teor, do Livro n° 01, de Registro de Atas de Assembléias Gerais, onde se encontra lavrada. Paulo Saad Jafet - Presidente, Silvia Saad Jafet - Secretária. Acionistas Presentes: Paulo Saad Jafet, Silvia Saad Jafet, p/ Newco Programadora e Produtora de Comunicação Ltda. João Carlos Saad e Maria Leonor de Barros Saad. Secretaria da Fazenda - JUCESP - certifico o registro em 16/12/2010 sob n° 446.352/10-0. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

BOA VISTA SERVIÇOS S.A. NIRE 35.300.377.605 - CNPJ n° 11.725.176/0001-27 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 01 de outubro de 2010 Data, Hora e Local: Ao primeiro dia do mês de outubro de 2010, às 11:00 horas, na sede social da Companhia, na Rua Boa Vista, n° 51, 5° andar, CEP 01014-911, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo (“Companhia”). Convocação: Dispensada a publicação de Edital de Convocação, nos termos do §4º do Artigo 124 da Lei nº. 6.404/76 (“Lei das S.A.”), tendo em vista a presença de acionistas representando a totalidade do capital social. Presenças: Acionistas representando a totalidade do capital social da Boa Vista Serviços S.A., conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. Constituição da Mesa: Presidente: Sr. Luiz Marcio Domingues Aranha; Secretário: Sr. Victorio Ferraz. Ordem do dia: (i) deliberação acerca do aumento de capital social da Companhia; (ii) ratificação da nomeação da Apsis Consultoria Empresarial Ltda., empresa com sede na Rua da Assembléia, nº 35 – 12º andar, na Cidade e Estado do Rio de Janeiro, inscrita no CNPJ sob o nº 27.281.922/0001-70 (“Empresa Avaliadora”), como sociedade especializada contratada para a avaliação dos ativos a serem conferidos ao capital social da Companhia no âmbito do seu aumento de capital (item “i” acima), bem como para a elaboração do respectivo laudo de avaliação (“Laudo de Avaliação”). Deliberações: Foram aprovadas, por unanimidade de votos, as seguintes deliberações: (i) O aumento de capital social da Companhia em R$ 120.807.408,03 (cento e vinte milhões, oitocentos e sete mil, quatrocentos e oito reais e três centavos) fixado de acordo com os parâmetros do Artigo 170 da Lei das S.A., mediante a emissão de 99.500 (noventa e nove mil e quinhentas) ações ordinárias, sem valor nominal, passando o capital social da Companhia de R$ 500,00 (quinhentos reais) para R$ 120.807.908,03 (cento e vinte milhões, oitocentos e sete mil, novecentos e oito reais e três centavos), dividido em 100.000 (cem mil) ações ordinárias, sem valor nominal. O aumento de capital ora deliberado, conforme descrito no Boletim de Subscrição que integra a presente como Anexo I foi totalmente subscrito pela acionista Associação Comercial de São Paulo e será integralmente destinado à conta de capital e integralizado até 01 de novembro de 2010 (a) mediante a conferência de ativos e bens de propriedade da Associação Comercial de São Paulo avaliados de acordo e nos termos do Laudo de Avaliação preparado pela Empresa Avaliadora, o qual integra a presente ata como Anexo II, no valor de R$ 105.807.408,03 (cento e cinco milhões, oitocentos e sete mil, quatrocentos e oito reais e três centavos); e (b) mediante o aporte de R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais) em moeda corrente nacional. Em decorrência da alteração acima deliberada, o Artigo 5° do Estatuto Social da Companhia passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 5° - O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 120.807.908,03 (cento e vinte milhões, oitocentos e sete mil, novecentos e oito reais e três centavos), dividido em 100.000 (cem mil) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.” (ii) Ratificação da nomeação e contratação da Empresa Avaliadora como sociedade especializada contratada para a avaliação da totalidade dos ativos conferidos ao capital social da Companhia, nos termos do item (i) acima, avaliação esta determinada com base em balanço de 31 de agosto de 2010, bem como para a elaboração do Laudo de Avaliação. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a Assembléia, da qual se lavrou a presente ata na forma sumária, nos termos do §1º do Artigo 130 da Lei das S.A. que, lida e achada conforme, foi assinada por todos. Assinaturas: Mesa: Sr. Luiz Marcio Domingues Aranha – Presidente; Sr. Victorio Ferraz – Secretário. Acionista: Associação Comercial de São Paulo, p. Alencar Burti e Alfredo Cotait Neto. A presente é cópia fiel da via lavrada em livro próprio. São Paulo, 01 de outubro de 2010. Mesa: Luiz Marcio Domingues Aranha - Presidente, (a) Victorio Ferraz - Secretário. Anexo I: BOLETIM DE SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES REPRESENTATIVAS DO CAPITAL SOCIAL DA BOA VISTA SERVIÇOS S.A. (conforme Assembleia Geral Extraordinária realizada em 01 de outubro de 2010 às 11:00 horas). Conforme deliberação tomada na Assembléia Geral Extraordinária da Boa Vista Serviços S.A. realizada nesta data, o capital social da Companhia, no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais), foi aumentado em R$ 120.807.408,03 (cento e vinte milhões, oitocentos e sete mil, quatrocentos e oito reais e três centavos), integralmente destinados à conta de capital, passando para R$ 120.807.908,03 (cento e vinte milhões, oitocentos e sete mil, novecentos e oito reais e três centavos), mediante a emissão de 99.500 (noventa e nove mil e quinhentas) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, todas subscritas e integralizadas pela acionista Associação Comercial de São Paulo, conforme descrito abaixo: Nome/Qualificação da Subscritora; N° de Ações ON Subscritas; Valor da Subscrição; Forma de Integralização. Associação Comercial de São Paulo, associação com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Boa Vista, n° 51, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 60.524.550/0001-31, neste ato representada na forma do Estatuto Social; 99.500; R$ 120.807.408,03; Ativos discriminados no Laudo de Avaliação, no valor total de R$ 105.807.408,03 (cento e cinco milhões, oitocentos e sete mil, quatrocentos e oito reais e três centavos); e R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais) em moeda corrente nacional. São Paulo, 01 de outubro de 2010. Associação Comercial de São Paulo (subscritora): (a) Por: Alencar Burti - Cargo: Presidente, (a) Por: Alfredo Cotait Neto - Cargo: Vice-Presidente. Mesa: (a) Luiz Marcio Domingues Aranha - Presidente, (a) Victorio Ferraz - Secretário. Anexo II. Laudo de Avaliação. (conforme Assembleia Geral Extraordinária realizada em 01 de outubro de 2010 às 11:00 horas). Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 379.362/10-7, em 22/10/2010. Katia Regina Bueno de Godoy Secretária Geral.

ECONOMIA/LEGAIS - 17 DECLARAÇÃO À PRAÇA SIMILI & LOPES - BAZAR PARA AVIAMENTOS LTDA., CNPJ nº 05.617.479/0001-23- I.E. 116.579.788.117, COMUNICA O EXTRAVIO DOS TALÕES DE N.F. USADOS SÉRIE D-1 - DO Nº 001 AO 1250. industrial, portador da Cédula de Identidade RG n.º 1.433.381 SSP/SP, inscrito no CPMF/MF sob n.º 042.054.568-91, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Praça Cedro do Líbano, n.º 412, para o cargo de Diretor Presidente da Companhia; (ii) do Sr.IsaoYamamoto, brasileiro, casado, advogado, portador da Cédula de Identidade RG n.º 2.924.774 SSP/SP, inscrito no CPF/ MF sob n.º 037.964.938-15, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Avenida Clara Manteli, n.º 103, para o cargo vago de Diretor Vice-Presidente da Companhia, em substituição ao Sr.Flávio Elias Jabra, supra qualificado; (iii) dos Srs.Alessandro Jabra, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da Cédula de Identidade R.G. nº. 22.219.267-7 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob nº. 183.108.448-16, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Gironda, n.º 164, apto. 61, Carlos Eduardo Jabra, brasileiro, casado, economista, portador da Cédula de Identidade RG n.º 18.384.079 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob n.º 128.718.808-75, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Avenida Juriti, n.º 165, apto. 31, Rodrigo Jabra, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Cédula de Identidade RG n.º 22.219.268-9 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob n.º 183.108.418-09, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Rua MadreTeodora, n.º 441, e do Sr.Joaquim Cândido de Sousa Filho, brasileiro, casado, administrador, portador da Cédula de Identidade RG n.º 8.437.966 SSP-SP, inscrito no CPF/MF sob n.º 697.232.738-53, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Duarte de Carvalho, n.º 221, apto. 142, para os cargos de Diretores sem designação específica; 6.11 aprovou o aumento do valor da remuneração dos membros da Diretoria para o montante global mensal de até 400 (quatrocentos) salários mínimos, equivalentes, na presente data, a R$ 204.000,00 (duzentos e quatro mil reais). A divisão da remuneração da Diretoria será realizada, na forma do Estatuto Social, pelos respectivos membros, por meio de reunião convocada para tanto; 6.8 por fim, aprovou a consolidação do Estatuto Social da Companhia, nos termos do documento Anexo I à presente ata e que fica arquivado na sede social. 7. Documentos arquivados na Sede Social: Publicações. Procurações. Cartas de renúncia. Estatuto Social Consolidado. 8. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e suspensa a assembléia para lavratura desta ata em livro próprio, em forma de sumário, nos termos do art. 130, § 1°, da Lei 6.404/76, a qual, após ter sido reaberta a sessão, foi lida, achada conforme, aprovada e assinada pelos acionistas presentes. Salto, 30 de novembro de 2010.Presidente da Mesa:Flávio Elias Jabra.Secretário: Paulo de Lorenzo Messina.Acionistas Presentes:Flávio Elias Jabra.Marina Dabus Jabra (p.p.Paulo de Lorenzo Messina).Laís Jabra Daud (p.p.Mirella Mie Abe).Espólio de Willian Salem (p.p.Paulo de Lorenzo Messina).A presente é cópia fiel da lavrada no Livro de Atas de Assembléias.Flávio Elias Jabra - Presidente da Mesa - Paulo de Lorenzo Messina - Secretário.JUCESP 09.12.10.Secretaria da Fazenda.Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o Registro sob o número 438.277/10-7. a) Kátia Regina Bueno de Godoy – Secretária Geral. Cartas de Renúncia:Salto, 30 de novembro de 2010.À York Indústria e Comércio de Produtos Plásticos S.A - Rua Marechal Deodoro, 450, Salto. SP.Ref.:Renúncia ao cargo de Diretor Presidente. Prezados Senhores, Sirvo-me da presente para, nos termos do art.151 da Lei n.º 6.404/76, renunciar ao cargo de Diretor Presidente daYork Indústria e Comércio de Produtos Plásticos S.A., sociedade por ações, com sede no Município de Salto, Estado de São Paulo, na Rua Marechal Deodoro, 450, inscrita no CNPJ n.º 11.520.001/000183, com seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial do Estado de São Paulo sob NIRE 35.3.00376013 (a “Companhia”).Em decorrência da renúncia supra referida, outorgo à Companhia a mais ampla, plena, rasa, geral e irrevogável quitação, para nada mais reclamar em relação ao período em que ocupei o cargo de Diretor Presidente da Companhia, a qualquer tempo e a qualquer título. Sendo o que tinha para o momento, subscrevo-me.Atenciosamente, Ernesto Assad Abdalla - Recebido em:York Indústria e Comércio de Produtos Plásticos S.A., p. Flávio Elias Jabra. Salto, 30 de novembro de 2010. À York Indústria e Comércio de Produtos Plásticos S.A - Rua Marechal Deodoro, 450, Salto. SP.Ref.:Renúncia ao cargo de Diretor.Prezados Senhores, Sirvo-me da presente para, nos termos do art.151 da Lei n.º 6.404/76, renunciar ao cargo de Diretor daYork Indústria e Comércio de Produtos Plásticos S.A., sociedade por ações, com sede no Município de Salto, Estado de São Paulo, na Rua Marechal Deodoro,450, inscrita no CNPJ n.º 11.520.001/0001-83, com seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial do Estado de São Paulo sob NIRE 35.3.00376013 (a “Companhia”). Em decorrência da renúncia supra referida, outorgo à Companhia a mais ampla, plena, rasa, geral e irrevogável quitação, para nada mais reclamar em relação ao período em que ocupei o cargo de Diretor da Companhia, a qualquer tempo e a qualquer título.Sendo o que tinha para o momento, subscrevo-me.Atenciosamente, Luiz Fernando Grespan Renzo. Recebido em: York Indústria e Comércio de Produtos Plásticos S.A., p. Flávio Elias Jabra.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SERVIÇO MUNICIPAL AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO - SeMAE AVISO ÀS LICITANTES. EXTRATO DE RETIFICAÇÃO DO EDITAL - PREGÃO PRESENCIAL 17/2010 – PROC. 140/2010 Objeto: Contratação de empresa especializada para prestação de serviços diversos, elencados na Tabela 01 do Memorial Descritivo, para atendimento das necessidades do SeMAE, estimados em 29.965 horas mensais, com fornecimento de materiais, equipamentos e veículos. Ficam alterados: o item 3.1 do capitulo VI do Edital e o item 5.1.1 do Anexo I, Memorial descritivo. O Edital e anexo com as alterações foram encaminhados às licitantes interessadas, por e-mail. S. J. Rio Preto 21.12.2010 – Alan Sinibaldi Cornachoni – Pregoeiro.

C.W.M.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A.

C.N.P.J./M.F. 12.112.243/0001-09- N.I.R.E. 35.300.380.401- Ata da Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 26.11.2010 Instalação: 26/11/2010, às 10h, na Cidade de S. Paulo/SP, R. Iguatemi, 448, 9º and., cj. 901, Itaim-Bibi. Convocação: Dispensada na forma do art. 124, §4º, Lei 6.404/76. Quorum de Instalação e Presença: Acionistas representando a totalidade do Cap. Social, conf. assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas da Cia. Mesa: Pres.: Aurélio de Almeida Prado Cidade; Secr.: Luis Roberto Souto Vidigal. Ordem do Dia: (i) Alteração do endereço da sede social da Cia., c/a consequente modificação do Art. 2º do Estatuto Social da Cia., e (ii) consignação da renúncia apresentada pela Srª. Sueli de Fátima Ferreti e pelo Sr. Cleber Faria Fernandes aos cargos de diretores da Cia. e eleição dos novos membros p/compor a Diretoria. Deliberações: Após apreciação dos itens constantes da Ordem do Dia, os acionistas aprovaram, por unanimidade de votos, sem qualquer ressalva: (i) Alterar o endereço da sede social da Cia., atualmente localizada na “R. Pamplona, 818, 9º And. cj. 92, Jd. Paulista, na Cidade de S.Paulo/SP”, p/ a “R. Iguatemi, 448, 9º and., cj. 901, Itaim-Bibi,” c/a consequente alteração do Art. 2º do Estatuto Social da Cia., o qual passa a vigorar c/ a seguinte nova redação: “Art. 2º - A Cia. tem sede e foro na Cidade de S.Paulo/SP, na “R. Iguatemi, 448, 9º and., cj. 901, Itaim-Bibi,”, podendo abrir filiais, agências ou escritórios por deliberação da diretoria.” e (ii) Tendo em vista a renúncia apresentada pela Sra. Sueli de Fátima Ferreti e pelo Sr. Cleber Faria Fernandes aos cargos de Diretores da Cia., p/os quais foram eleitos pelos acionistas da Cia., na Assembleia Geral de Constituição realizada em 26/05/2010, foi aprovada a eleição, p/os cargos de Diretores da Cia., dos Srs. Odenir Antonio Valério, bras., casado, contador e administr. de empresas, RG 5.366.679 SSP/SP, CPF 589.881.818-91, residente e domiciliado na Cidade de S. Paulo/SP e Edson Luiz Stadler, bras., casado, administr. de empresas, RG11.945.850SSP/SP, CPF931.374.358-20, residente e domiciliado na Cidade de S.Paulo/SP. O mandato dos Diretores ora eleitos encerrar-se-á na AGO da Cia. a ser realizada no ano de 2011. Os Diretores ora eleitos tomarão posse em seus cargos assinando os respectivos termos de posse no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria, ocasião em que declararão não estarem incursos em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeça de exercer a atividade mercantil, estando cientes do disposto no art. 147, da Lei 6.404/76. Encerramento: Os acionistas aprovaram a lavratura da presente ata na forma prevista no §1º do art. 130 da Lei 6.404/76 e, nada mais havendo a tratar, foi a presente ata lavrada, lida, aprovada e assinada pelos membros da Mesa e pelos acionistas presentes. S.Paulo, 26/11/2010. (aa) Aurélio de Almeida Prado Cidade-Pres. da Mesa; Luis Roberto Souto Vidigal-Secr.; Acionistas: Ligia Souto Vidigal; Regina Vidigal Guarita e Gastão Augusto Souto de Bueno Vidigal. Certidão: A presente é cópia fiel da ata lavrada em livro próprio. S.Paulo, 26/11/2010. C.W.M.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. Aurélio de Almeida Prado Cidade-Pres.. JUCESP 446.330/10-3 em 16/12/2010.

YORK S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO - CNPJ nº 43.992.908/0001-31 - NIRE 35.300.046.510 - Ata de Assembleia Geral Extraordinária - 1. Data, Hora e Local: 11.11.2010, às 11h, na sede da Cia., SP-SP, na Rua São Felipe, 787, Pq. São Jorge, 03085-900. 2. Presença: Acionistas representando 77,491% do capital votante e total da Cia., conforme assinaturas apostas no Livro de Presença dos Acionistas. 3. Convocação: Edital de Convocação publicado no DOESP e no jornal “Diário do Comércio” dos dias 29 e 30/10/2010 e do dia 02/11/2010. 4. Composição da Mesa: Ricardo Ferreira de Macedo - Pres. da Mesa. Paulo de Lorenzo Messina - Secretário. 5. Ordem do Dia: (i) a formalização da renúncia dos atuais membros da Diretoria, com a consequente eleição dos novos membros da Diretoria da Cia.; (ii) a alteração das denominações dos Diretores e da forma de representação da Cia., com a consequente alteração do Capítulo IV (Arts. 14 a 27) do Estatuto Social, que dispõe sobre a Administração da Cia.; e (iii) a reforma do Estatuto Social da Cia., com a sua consequente consolidação. 6. Deliberações: A Assem. Geral, por unanimidade dos presentes: 6.1. aceitou o pedido de renúncia dos Srs. Giovanni Battista Argentini (Dir. Pres.), Isao Yamamoto (Dir. Vice-Pres.), Luiz Fernando Grespan Renzo e Rodrigo Jabra (Diretores sem designação específica) dos cargos de Diretores da Cia., conforme cartas de renúncia que ficam arquivadas na sede social; 6.2. em razão da renúncia dos Diretores acima referida, a Cia. outorga-lhes a mais ampla, rasa, integral e irretratável quitação com relação aos atos de gestão por eles praticados, p/nada mais ter a reclamar a esse título, a qualquer tempo; 6.3. aprovou a alteração das denominações dos Diretores, que passarão a ser designados “Dir. Pres.”, “Dir. de Oper.”, “Dir. Adm. Fin.” e “Diretores sem designação específica”, com a consequente alteração do Art. 14 do Estatuto Social; 6.4. ademais, aprovou a alteração da forma de representação da Cia., que, dentre outros, deverá ser representada por 2 (dois) Diretores p/a (a) aquisição, alienação ou oneração de bens ou direitos da Cia.; (b) aquisição, alienação ou oneração de bens ou direitos do ativo permanente da Cia. ou essenciais à condução das atividades da Cia.; (c) a assunção de obrigação, incluindo a apresentação de propostas, a celebração e/ou rescisão de contratos, bem como de suas alterações; (d) a negociação, a desistência ou a renúncia de direitos; e (e) contratação de financiamentos bancários ou qualquer outra operação financeira e de crédito, e ainda a celebração de contratos e outros compromissos, bem como a contratação de obrigações com instituições de direito público ou privado, desde que relativas à condução das atividades da Cia., outorgando as garantias reais e fidejussórias que se fizerem necessárias. Além disso, dependerá de prévia autorização da acionista Hypermarcas S.A. a prática dos seguintes atos: (a) aquisição, alienação ou oneração de bens ou direitos da Cia. de valor individual superior a R$ 1.000.000,00; (b) aquisição, alienação ou oneração de bens ou direitos do ativo permanente da Cia. ou essenciais à condução das atividades da Cia. de valor individual superior a R$ 1.000.000,00; (c) a assunção de obrigação, incluindo a apresentação de propostas, a celebração e/ou rescisão de contratos, bem como de suas alterações de valor individual superior a R$ 1.000.000,00; (d) a negociação, a desistência ou a renúncia de direitos envolvendo valores superiores R$ 1.000.000,00; (e) a contratação de empréstimos ou financiamentos e a assunção de dívidas, quando o valor total do passivo representado por tais exigíveis cujo valor seja superior a R$ 1.000.000,00; e (f) a constituição de ônus reais sobre bens do ativo permanente e sobre a prestação de garantias a terceiros, quando o valor global das garantias prestadas pela Cia. for superior a R$ 1.000.000,00. Por fim, a representação da Cia. isoladamente por um Dir. ou um procurador será limitada aos seguintes atos: (a) de emissão de duplicatas e notas de débito; (b) compra de matérias-primas, independentemente do valor envolvido; (c) venda de produtos comercializados pela Cia.; (d) de endosso de cheques p/depósito em contas bancárias da Cia.; (e) de emissão e endosso de duplicatas ou respectivos “borderaux” p/desconto, cobrança ou caução; (f) a realização de transferências bancárias entre contas-correntes de titularidade da Cia., mesmo que detidas em bancos distintos; (g) de endosso de conhecimentos de embarque e transporte ou títulos assemelhados; (h) de representação perante a Justiça do Trabalho e Sindicatos, inclusive p/matéria de admissão, suspensão ou demissão de empregados e/ou acordos trabalhistas; e (i) de representação perante quaisquer repartições públicas federais, estaduais e municipais. 6.5. aprovou, ainda, a supressão do Art. 25 a respeito das formalidades envolvidas na realização das reuniões de Diretoria; 6.6. em razão das deliberações referidas em 6.3, 6.4 e 6.5, supra, aprovou a alteração do Capítulo IV (Arts 14 a 27) do Estatuto Social, com sua consequente renumeração, que passa a vigorar com a seguinte redação: d - Art. 14 - A Sociedade será administrada por uma Diretoria composta “Capítulo IV - Administração da Sociedade por, no mínimo, 2 e, no máximo, 5 membros, acionistas ou não, residentes no país, sendo 1 Dir. Pres., 1 Dir. de Oper., 1 Dir. Adm. Fin. e os demais Diretores sem designação específica, todos eleitos pela Assem. Geral. Art. 15 O prazo de mandato dos membros da Diretoria é de 2 anos, mas, qualquer que seja a data da eleição, os respectivos mandatos terminarão na data da realização da Assem. Geral que examinar as contas relativas ao último exercício de suas gestões; outrossim, mesmo quando vencidos os respectivos mandatos, os membros da Diretoria continuarão no exercício de seus cargos até a posse dos novos titulares. Os membros da Diretoria poderão ser reeleitos. Art. 16 - A investidura dos membros da Diretoria em seus cargos dar-se-á mediante assinatura de Termo de Posse no livro de atas da Diretoria, conforme o caso, independentemente de caução. Art. 17 - A Assem. Geral fixará os honorários da Diretoria, em montante global e mensal, competindo à própria Diretoria a divisão da remuneração entre os seus membros. Art. 188 - Nos impedimentos ou ausências temporárias de qualquer Diretor, este será substituído por outro Diretor, que acumulará, interinamente, as funções do Dir. impedido ou ausente. Art. 19 Ocorrendo vaga na Diretoria, deverá ser imediatamente convocada uma Assem. Geral p/provimento do cargo vago, servindo o substituto então eleito até o término do mandato do substituído. § único o - Além dos casos de morte ou renúncia, considerar-se-á vago o cargo do Dir. que, sem justa causa, deixar de exercer suas funções por 30 dias consecutivos. Art. 20 - Além dos que forem necessários à realização dos fins sociais e ao regular funcionamento da Sociedade, a Diretoria fica investida de poderes p/representar a Sociedade ativa ou passivamente, em juízo ou fora dele, transigir, renunciar, desistir, firmar compromissos, contrair obrigações, confessar dívidas e fazer acordos, adquirir, alienar e onerar bens móveis e imóveis, nas condições previstas neste Estatuto Social. Art. 21 - Compete especialmente à Diretoria: (a) apresentar o relatório da Administração, as DFs e a proposta de destinação dos resultados do exercício, previstas em lei, p/apresentação à Assem. Geral, depois de submetidas ao Cons. Fiscal, se em funcionamento; (b) representar a Sociedade ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente, respeitadas as condições previstas no Art. 23, infra. Art. 22 - As reuniões da Diretoria serão convocadas por qualquer dos Diretores, sempre que o interesse social assim exigir, sendo as deliberações tomadas por maioria de votos dos presentes. Art. 233 - A Sociedade considerar-se-á obrigada quando representada: (a) conjuntamente por 2 Diretores, ou por um Dir. e um procurador, ou por 2 procuradores, de acordo com os poderes conferidos no respectivo instrumento de mandato, observado o disposto nos §§ 1º a 5º, abaixo; (b) isoladamente por um Dir. ou um procurador, de acordo com os poderes conferidos no respectivo instrumento de mandato, observado o disposto no § 3º, abaixo. § 1º - A prática dos atos abaixo indicados depende, p/sua validade perante a Sociedade, da assinatura conjunta de 2 Diretores: (a) aquisição, alienação ou oneração de bens ou direitos da Sociedade; (b) aquisição, alienação ou oneração de bens ou direitos do ativo permanente da Sociedade ou essenciais à condução das atividades da Sociedade; (c) a assunção de obrigação, incluindo a apresentação de propostas, a celebração e/ou rescisão de contratos, bem como de suas alterações; (d) a negociação, a desistência ou a renúncia de direitos; (e) contratação de financiamentos bancários ou qualquer outra operação financeira e de crédito, e ainda a celebração de contratos e outros compromissos, bem como a contratação de obrigações com instituições de direito público ou privado, desde que relativas à condução das atividades da Sociedade, outorgando as garantias reais e fidejussórias que se fizerem necessárias. § 2º - Dependerá de prévia autorização da sócia Hypermarcas S.A. a prática dos seguintes atos: (a) aquisição, alienação ou oneração de bens ou direitos da Sociedade de valor individual superior a R$ 1.000.000,00; (b) aquisição, alienação ou oneração de bens ou direitos do ativo permanente da Sociedade ou essenciais à condução das atividades da Sociedade de valor individual superior a R$ 1.000.000,00; (c) a assunção de obrigação, incluindo a apresentação de propostas, a celebração e/ou rescisão de contratos, bem como de suas alterações de valor individual superior a R$ 1.000.000,00; (d) a negociação, a desistência ou a renúncia de direitos envolvendo valores superiores R$ 1.000.000,00; (e) a contratação de empréstimos ou financiamentos e a assunção de dívidas, quando o valor total do passivo representado por tais exigíveis cujo valor seja superior a R$ 1.000.000,00; (f) a constituição de ônus reais sobre bens do ativo permanente e sobre a prestação de garantias a terceiros, quando o valor global das garantias prestadas pela Sociedade for superior a R$ 1.000.000,00. § 3º - A representação da Sociedade isoladamente por um Dir. ou um procurador está limitada aos seguintes atos: (a) de emissão de duplicatas e notas de débito; (b) compra de matérias-primas, independentemente do valor envolvido; (c) venda de produtos comercializados pela Sociedade; (d) de endosso de cheques p/depósito em contas bancárias da Sociedade; (e) de emissão e endosso de duplicatas ou respectivos “borderaux” p/desconto, cobrança ou caução; (f) a realização de transferências bancárias entre contas correntes de titularidade da Sociedade, mesmo que detidas em bancos distintos; (g) de endosso de conhecimentos de embarque e transporte ou títulos assemelhados; (h) de representação perante a Justiça do Trabalho e Sindicatos, inclusive p/matéria de admissão, suspensão ou demissão de empregados e/ou acordos trabalhistas; (i) de representação perante quaisquer repartições públicas federais, estaduais e municipais. § 4º - As procurações outorgadas pela Sociedade serão outorgadas por 2 Diretores em conjunto e, deverão mencionar expressamente os poderes a serem conferidos. § 5º - Os mandatos outorgados pela Sociedade deverão especificar os poderes outorgados e, salvo quando p/fins judiciais, terão prazo de vigência determinado, não superior a 1 ano. Art. 244 - Em operações estranhas aos negócios e interesses da Sociedade, é vedado aos Diretores, em nome da Sociedade, concederem fianças e avais, ou contraírem obrigações de qualquer natureza. § Único - Os atos praticados com infringência deste Art. não serão válidos nem obrigarão a Sociedade, respondendo o Dir. recalcitrante pessoalmente pelos efeitos e consequências de tais atos.” 6.6. face ao acima exposto, aprovou a completa reformulação do Estatuto Social da Cia., p/que reflita todas as deliberações aqui aprovadas, com a consequente renumeração e consolidação de seus Arts, nos termos do documento Anexo I à presente ata e que fica arquivado na sede social; e 6.7. aprovou a eleição da Diretoria, p/cumprir o restante do mandato ora em curso, que se encerrará na AGO que apreciar as DFs do exercício social a findar-se em 31.12.2011, p/o cargo de Dir. Pres., o g Henrique q Oliveira Luz, brasileiro, casado, economista, RG 28.708.815-7-SSP/SP, CPF/MF 140.728.768Sr. Diego p , o Sr. Antonio Paulino da Silva, brasileiro,, casado,, advogado, g RG 9.979.646-6-SSP/ 01, p/o cargo de Dir. de Oper. SP, CPF/MF nº 990.052.718-68, p/o cargo de Dir. Adm. Fin., o Sr. Juarez Ênio Dahmer, brasileiro, solteiro, auditor, RG 502.390.3403-SSP/RS, CPF/MF 411.004.840-00, todos residentes na Cidade de São Paulo-SP, com escritório na Av. Juscelino Kubitschek, 1.217, Casa 07, Vila Nova Conceição, 04543-090, na Cidade de São Paulo-SP. 6.8. consignou que os membros da Diretoria ora eleitos serão empossados em seus cargos mediante assinatura dos respectivos termos de posse lavrados em livro próprio; 7. Declaração de Desimpedimento: Os Diretores eleitos declaram, p/os devidos fins, especialmente p/os fins do disposto no art. 147, §1º, da Lei nº 6.404/76, não estarem impedidos por lei especial, tampouco estarem condenados a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. 8. Documentos Arquivados na Sede Social: Cartas de Renúncia apresentadas pelos Srs. Giovanni Battista Argentini, Isao Yamamoto, Luiz Fernando Grespan Renzo e Rodrigo Jabra. Estatuto Social Consolidado. 9. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e suspensa a assembléia p/lavratura desta ata em livro próprio, em forma de sumário, nos termos do art. 130, §1º, da Lei 6.404/76, a qual, após ter sido reaberta a sessão, foi lida, achada conforme, aprovada e assinada pelos acionistas presentes. São Paulo, 11/11/2010. Pres. da Mesa: Ricardo Ferreira de Macedo. Secretário: Paulo p Ernesto Assad Abdalla (p.p. Ricardo Ferreira de Macedo). Flávio Elias de Lorenzo Messina. Acionistas presentes: Jabra (p (p.p. p Paulo de Lorenzo Messina)) Diretores ppresentes; Diego g Henrique q Oliveira Luz - Dir. Pres.,, Antônio Paulino da Silva - Dir. de Oper. e Juarez Ênio Dahmer - Dir. Adm. Fin. A presente é cópia fiel da lavrada no Livro de Atas de Assembleias Gerais. Ricardo Ferreira de Macedo - Pres. da Mesa, Paulo de Lorenzo Messina - Secretário. Acionistas Presentes: Ernesto Assad Abdalla - pp. Ricardo Ferreira de Macedo, Flávio Elias Jabra - pp. Paulo de Lorenzo Messina. Diretores Presentes: Diego Henrique Oliveira Luz - Dir. Pres., Antônio Paulino da Silva - Dir. de Oper., Juarez Ênio Dahmer - Dir. Adm. Fin. JUCESP nº 414.915/10-0 em 22/11/2010 - Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária-Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Investimento estrangeiro direto pode superar os US$ 38 bilhões em 2010. Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC

conomia Eduardo Knapp/Folhapress

Déficit corrente já supera US$ 43 bilhões Em 2010, o saldo negativo nas contas do País já é mais que o dobro do ano passado. Em novembro, déficit de US$ 4,6 bilhões foi recorde histórico para o período.

A

conta de transações correntes do balanço de pagamentos teve, em n o v e m b ro , u m d é f i c i t d e US$ 4,696 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). Foi o maior rombo mensal da série histórica para os meses de novembro, superando o recorde anterior registrado em 2009, quando o déficit somou US$ 3,273 bilhões para o mês. No acumulado de janeiro a novembro, o saldo negativo em conta corrente soma US$ 43,459 bilhões, equivalente a 2,34% do Produto Interno Bruto (PIB). Em igual período do ano passado, o déficit foi de US$ 18,352 bilhões, menos da metade do verificado agora. O BC estima ainda que o déficit fechará o ano de 2010 em US$ 49 bilhões. Após esses últimos resultados, o BC elevou em US$ 4 bilhões a projeção para o rombo nas contas estimado para 2011, que passou de US$ 60 bilhões para US$ 64 bilhões. Em porcentagem do PIB, a estimativa de déficit passou de 2,77% para 2,85%. Por outro lado, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) de novembro somou US$ 3,732 bilhões, o segundo maior patamar para o mês apontado pela série iniciada em 1947. Esse resultado ficou atrás apenas do atingido em novembro de 2000 (US$ 5,722 bilhões). Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC, observou que o número é positivo porque mostra disseminação em setores e de valores nos investimentos produtivos. Em novembro do ano passado, o IED somou US$ 1,604 bilhão. No acumulado de 2010 até novembro, o ingresso de capital externo produtivo no País totaliza US$ 33,136 bilhões, o equivalente a 1,78% do PIB. Em igual período de 2009, o IED somava US$ 20,839 bilhões, ou 1,46% do PIB. Força – Para o fechamento do ano, o BC projeta IED de

Choi Bu-Seok/Reuters

Investimentos estrangeiros somaram US$ 3,732 bi em novembro

2,34

64

por cento do PIB é ao que corresponde o déficit em conta corrente acumulado entre janeiro e novembro

bilhões de dólares é o valor projetado pelo Banco Central para o déficit em conta corrente em 2011, o equivalente a 2,85% do PIB

US$ 38 bilhões, o equivalente a 1,87% do PIB. Ao comentar que o IED mostrou força no segundo semestre, Lopes afirmou que é possível que o resultado do ano de 2010 – projetado em US$ 38 bilhões – possa ser maior que o esperado. "Estamos observando elevação do ritmo e podemos chegar a um pouco mais", disse.

O chefe do Departamento Econômico do BC observou que, após o primeiro semestre mais fraco que o esperado no ingresso de investimento produtivo, o ritmo tem retornado a uma velocidade mais forte. "No primeiro semestre, tivemos alguns anúncios frustrados e revisamos para baixo a estimativa. Agora, com a ma-

terialização no segundo semestre de muitos investimentos esperados para o primeiro semestre, retomamos a expectativa de ingresso de US$ 38 bilhões. Mas ouso dizer que o número pode ser superado", disse Lopes. Para ele, o maior ingresso de investimentos nos últimos meses sinaliza que é factível esperar a entrada de US$ 45 bilhões em IED no próximo ano. "A expectativa é que, em 2011, vamos retomar o patamar de investimento direto alcançado em 2008", comentou. Projeção – Para a conta de serviços e rendas, o déficit previsto pelo BC em 2011 passou de US$ 75 bilhões para US$ 78 bilhões. A estimativa para a despesa com juros subiu de US$ 9,5 bilhões para US$ 10,6 bilhões e a projeção para remessa de lucros e dividendos recuou de US$ 36 bilhões para US$ 33 bilhões. Já a estimativa para o déficit em viagens internacionais subiu de US$ 11,5 bilhões para US$ 12 bilhões. Os demais itens da conta de serviços e rendas tiveram projeção de déficit elevada de US$ 18 bilhões para US$ 22,4 bilhões. O BC manteve em US$ 45 bilhões a estimativa para o ingresso de investimentos estrangeiros diretos (IED) em 2011, mas elevou de US$ 36 bilhões para US$ 40 bilhões a expectativa de entrada de investimentos em papéis domésticos e ações. Dividendos – A remessa de lucros e dividendos feita por empresas multinacionais instaladas no Brasil somou em novembro US$ 1,949 bilhão. Com o resultado, as transferências no acumulado do ano alcançaram US$ 25,031 bilhões. Em igual período de 2009, as transferências tinham somado US$ 19,892 bilhões. O pagamento de juros no mês passado somou US$ 558 milhões, acumulando até novembro US$ 8,214 bilhões. Viagens internacionais registraram déficit de US$ 955 milhões em novembro e US$ 9,357 bilhões no acumulado. (AE)

Nunca se gastou tanto lá fora

O

s gastos de turistas brasileiros no exterior somaram US$ 1,5 bilhão em novembro, recorde para o mês. Para o acumulado ao longo dos 11 meses do ano o montante deixado em outros países por brasileiros atingiu US$ 14,67 bilhões, o que configurou forte crescimento de 51% ante o mesmo período de 2009 (US$ 9,68 bilhões). Os números foram informados pelo Banco Central (BC). O valor de gastos do acumulado de janeiro a novembro deste ano também já representa recorde da série histórica do BC, que começou em 1947. O montante ainda supera com folga o total acumulado no ano passado, quando o volume de gastos de turistas brasileiros somou US$ 10,89 bilhões. A previsão do BC é de

que o volume de dinheiro que deixaremos lá fora em dezembro vai somar US$ 16,5 bilhões no acumulado de 2010. A elevação dos gastos de turistas brasileiros no exterior é favorecida pelo crescimento do emprego e da renda no Brasil e, também, pelo dólar desvalorizado ante o real – fator que barateia as passagens e hotéis cotados na moeda norte-americana. O aumento de gastos de turistas brasileiros fora do País também contribui para aumentar o rombo das contas externas. O BC informou ainda que os gastos de estrangeiros no Brasil somaram US$ 560 milhões em novembro e US$ 5,31 bilhões nos 11 primeiros meses deste ano, o que representa crescimento de 11% sobre igual período do ano passado (US$ 4,78 bilhões). O montante também foi superior ao valor registrado ao longo de todo o ano passado, de US$ 5,3 bilhões. (Agências)

Estrangeiros compram mais ações brasileiras Ações de estrangeiros tiveram saldo de US$ 1,975 bi em novembro

O

s investidores estrangeiros aumentaram a posição em ações brasileiras em US$ 1,973 bilhão em novembro, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). A integralidade desses recursos foi destinada à compra de ações negociadas no Brasil, cujo saldo do mês passado registrou entrada líquida de US$ 1,975 bilhão. Já os recibos de ações brasileiras negociados no exterior, como os ADRs – papéis emitidos e negociados no mercado de capitais dos Estados Unidos –, amargaram saída líquida de US$ 2 milhões em novembro.

No acumulado de 2010 até o mês passado, o investimento estrangeiro em ação registra ingresso líquido que somam US$ 35,655 bilhões. A posição estrangeira em títulos de renda fixa diminuiu em US$ 269 milhões em novembro. Essa saída ocorreu nos papéis negociados no exterior, que fecharam o mês passado com resultado negativo de US$ 261 milhões. Os papéis negociados no Brasil acumularam saída menor, de US$ 8 milhões. De janeiro a novembro, porém, o investimento estrangeiro acumula saldo positivo de US$ 26,045 bilhões. (AE)


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Diário do Comércio - 22/12/2010 by Diário do Comércio - Issuu