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DC 22/08/2012

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Beleza de tirar o fôlego

Ernesto Rodrigues/AE

Cidade em emergência por causa da baixa umidade (10%, a menor já registrada). Pág. 14

Datafolha: Russomano, 31%; Serra, 27%. Pág. 8

Ano 87 - Nº 23.693

Página 4

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Cartão postal para o próximo prefeito

Reprodução

Carlos Augusto Calil, secretário municipal da Cultura, apresentou na ACSP projetos de intervenções no Vale do Anhangabaú.

L.C.Leite/LUZ

Só o Conservatório Dramático e Musical será entregue à Cidade por Kassab. Demais áreas da Praça das Artes ficam de herança. Pág. 14

Arte de Paulo Zilberman sobre foto de Fabio Possebom/ABr

Hoje: Lewandowski fatiado. O revisor do Mensalão deve dar o seu 1º voto no julgamento que vem tendo o rumo ditado pelo relator, Joaquim Barbosa. Eles já trocaram farpas, mas agora trocam elogios – Lewandowski acha boa a tese de peculato levantada pelo colega. Págs. 5 e 6 Roberto Jayme/Folhapress

Vota ou não vota? Com aposentadoria do ministro Cezar Peluso (ao lado), em 3 de setembro, relator teme um empate no Mensalão. Já Ayres Britto, presidente do STF, disse que Peluso poderá antecipar seu voto. Pág. 5 Andre Dusek/AE

Ela confirma ameaças da máfia de Cachoeira Léa Oliveira (à esq.) e Daniel Salgado, procuradores responsáveis pelos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo, estiveram ontem na CPI e disseram que a organização, que seria comandada por Cachoeira, é mafiosa e está infiltrada no Estado. Pág. 6 ISSN 1679-2688

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Mais importante, em uma perspectiva de médio e longo prazo, é o aprimoramento do sistema educacional. Rogério Amato

pinião

UM PASSO IMPORTANTE Alan Marques/Folhapress

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pacote de concessões de rodovias e ferrovias ao setor privado, anunciado pela presidente Dilma Roussef e pelo Ministro dos Transportes, em montante que poderá chegar a R$ 133 bilhões ao longo dos anos, representa um passo importante para melhorar a competitividade da economia brasileira. Ao eliminar gargalos da infraestrutura, ele poderá contribuir para a redução do chamado "custo Brasil", permitindo ao País explorar melhor suas potencialidades inegáveis. A discussão semântica sobre se as medidas anunciadas representam uma privatização das áreas a serem licitadas, ou se se trata de iniciativa de outra natureza não é relevante. Como disse o visionário líder Deng Xiaoping, mentor da abertura da economia chinesa, quando questionado se isso não implicaria renunciar ao comunismo, "não importa a cor do gato, o importante é que cace os ratos". No caso, o importante é a sinalização que a decisão do governo transmite aos investidores, de que caberá ao setor privado contribuir para a recuperação do longo atraso existente no tocante às malhas rodoviárias e ferroviárias nacionais . Essa sinalização poderá contribuir para que os empresários de outros setores também ampliem os seus investimentos, na expectativa de um crescimento mais acelerado da economia nos próximos anos.

ROGÉRIO AMATO

Governo faz o anúncio do pacote de medidas para rodovias e ferrovias: agora é aguardar os próximos passos. Resta esperar que os passos necessários para que os projetos anunciados sejam efetivamente implementados o mais rápido possível e que as condições estabelecidas nas licitações sejam atrativas para os investidores. Também a agilização da burocracia, especialmente na área ambiental quando for o caso, é relevante, porque o País já perdeu muito tempo para começar a atacar os problemas da infraestrutura, que resultaram em elevados cus-

tos não somente para as atividades empresariais, mas para toda sociedade brasileira. Esperamos que o pacote seja apenas o início de um processo mais amplo de concessões ao investidor privado em setores como portos, aeroportos, hidrovias, e outros – e que estados e municípios sigam a mesma estratégia para incrementar a implementação de projetos nas áreas de saneamento, transporte, reurbanização de áreas degradadas e demais

atividades que podem ser melhor executadas pela livre iniciativa.

M

uito mais precisa ainda ser feito para restabelecer a competitividade da economia brasileira, como a redução do custo da energia, a racionalização da burocracia e a simplificação do sistema tributário, mesmo que, em um primeiro momento, não haja a diminuição da carga tributária, mas que se estabeleça um cronograma

de queda gradativa da participação da tributação no Produto Interno Bruto. Não é possível que a arrecadação fiscal continue a crescer sistematicamente mais do que a economia, como vem ocorrendo nos últimos anos. Mais importante, contudo, em uma perspectiva de médio e longo prazo, é o aprimoramento do sistema educacional brasileiro, especialmente no ensino básico e médio, para que uma formação mais adequada do trabalhador possa

resultar em melhores salários e em ganhos de produtividade para a economia. O Brasil tem ainda um longo caminho pela frente até atingir um estágio de desenvolvimento compatível com sua ampla disponibilidade de recursos naturais e , ainda, com uma população trabalhadora e criativa, o que depende apenas de uma educação de melhor qualidade para se realizar plenamente. Um passo importante foi dado com as concessões. Toda caminhada começa com o primeiro passo. Vamos aguardar os próximos com a certeza de que a caminhada que temos pela frente não será fácil; mas com determinação e a participação de todos, as dificuldades serão superadas e o Brasil se tornará um país desenvolvido econômica e socialmente. ROGÉRIO AMATO É PRESIDENTE ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO (ACSP) E DA FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FACESP)

QUESTÃO DE DISCIPLINA Arquivo/France Presse/AE

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trecho abaixo está no livro Cenário do Caos do jornalista e analista de publicidade norte-americano Bob Garfield. É um estudo a respeito dos desafios para a mídia, a publicidade e o marketing no mundo da internet e da alta tecnologia – que, se a palavra não estivesse tão desgastada, poderíamos classificar como "instigante". Diz o livro: "A bordo do Delta Shuttle perguntei a Kerry (John Kerry, candidato democrata à presidência dos Estados Unidos em 2004, derrotado por George Bush) o que há anos gostaria de perguntar a um candidato a presidente: 'Como você se sente tendo de medir cada palavra, sabendo que qualquer erro de pronúncia ou erro factual, qualquer piada considerada de mau gosto e qualquer rompante de sinceridade aguda poderia se voltar contra você? Não é uma tortura estar de guarda constantemente?' Admito que foi quase uma pergunta injusta, na mesma linha de 'Você ainda bate na sua mulher?'. Se ele fosse me

responder com toda a sinceridade e franqueza ('Bob, é um inferno. Não posso contar piada suja. Nunca. Não posso nem rir de uma. Também nunca posso ter raiva. Se eu martelar o dedo, preciso medir minha reação. Nunca posso me contradizer. Nunca mudar de ideia. É um pacto com o diabo: ganho quatro anos de mandato em troca da minha liberdade de expressão. Deveria haver um alerta obrigatório para os políticos: 'Tudo o que disser poderá ser e efetivamente será usado contra você no tribunal da opinião pública'. Sinceramente, é um saco'), eu, como jornalista, tornaria pública a sua resposta e ele passaria o resto da carreira tentando explicar por que se ressente de sua excelente posição de político eleito e dos eleitores tão trabalhadores que depositaram nele sua confiança, blá, blá, blá. Não é de admirar que Kerry tenha ficado injuriado e evitado responder. 'É uma questão de disciplina', disse." Quem por acaso viu ontem – muitos por pura obrigação

paulistana já espalharam por aí, constatou que o orçamento municipal atual deverá ser multiplicado, em média, por pelo menos dois, para acomodar tudo o que se diz que será feito. E sem nenhuma menção a aumento de impostos, pois quem é louco de admitir tal coisa nas portas das urnas?

É Debate na TV em 2004 entre Kerry e Bush: medindo palavras. profissional, inclusive muitos jornalistas – a abertura da temporada de propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na televisão, no ar pelos próximos 60 dias, não deve ter deixado de notar o que Garfield, nos comentários que se seguem à conversa com John Kerry, chama de "falsidade".

A

propaganda política no Brasil está cada vez mais profissional, cada vez com maior qualidade técnica, com custos cada vez mais elevados. Porém,

cada vez menos dialoga com a realidade em que o eleitor vive. Quem se der ao dever de continuar acompanhando o desenrolar desses programas – e não somente eles, mas também entrevistas, debates e discursos dos candidatos – certamente terá ampliada a sensação de estarmos vivendo numa certa "irrealidade coditiana", um fantástico show da vida particular da política. Há pouco, uma paciente soma das promessas que os candidatos à prefeitura

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

certo que as campanhas eleitorais têm como seu maior desafeto os fatos do mundo real. No Brasil e no mundo. Mas como diz o velho slogan, "o povo não é bobo". Vota, mas depois cobra, nem que seja demonstrando decepção e até desprezo. O que explica por que cada vez mais os governantes, com exceção, perdem cada vez mais cedo seu prestígio. Não é em território brasileiro, mas está aí para todos verem a lição de François Holland, na França: nem bem ele completou três meses de governo, já está sendo contestado por todos os lados, com manifestações públicas bem iradas. Como diz o dito popular: escreveu não leu, o pau comeu. Assim,

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA na política, prometeu não cumpriu, apanhou. Em tempo: a campanha na televisão estreia com os partidos queixando-se de que os caixas estão baixos, os financiadores estão ressabiados. Estão preocupados com o barulho da CPI do Cachoeira e do julgamento do Mensalão, cujos enredos se desenvolvem também em torno do caixa dois. Esta é uma boa noticia. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

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HISTORIADOR DIZ QUE PETRÓLEO ESTÁ NA RAIZ DOS PROBLEMAS ENTRE IRÃ E ESTADOS UNIDOS

pinião

O conflito EUA-Irã Behrouz Mehri/France Presse

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uase todos os dias o Irã está nas páginas dos jornais e são muitas as razões para isso: algumas vezes, pelas questões militares; em outras pelas econômicas, sem falar nas culturais e políticas, em diversas ocasiões, com a ajuda do polêmico presidente do país, o engenheiro civil Mahmoud Ahmadinejad, exprefeito da capital, Teerã. Ainda que nada disso acontecesse, não haveria como ignorar que o Irã tem grande importância em vários aspectos, a começar pelas suas reservas de petróleo – o país está em quarto lugar nas reservas, mas sobe para segundo se a conta não incluir o xisto do Canadá (as maiores reservas de petróleo do mundo são da Arábia Saudita). A enorme quantidade de petróleo do Irã é a origem de grande parte das notícias e está na raiz das disputas entre o Irã e o Ocidente em geral – e os Estados Unidos em particular. David Crist, um historiador especializado em Oriente Médio e que trabalha para o governo norte-americano, acaba de lançar um livro esclarecendo boa parte dos assuntos que têm levado o Irã às manchetes na imprensa: o título da obra é The Twilight War: The Secret History of America's Thirty-Year Conflict with Iran (em português, "A guerra do crepúsculo: a história secreta do conflito de 30 anos da América com o Irã", Editora Penguin Press, 638 páginas). David Crist tem conhecimento e vivência no assunto: ele serviu como fuzileiro em tropas de elite no Afeganistão e no Iraque, e depois de retornar à vida civil estudou história na Universidade da Virginia, tendo feito doutorado em história do Oriente Médio na Florida State University. Sua pesquisa, agora publicada, mostra por que os dois países estão em um conflito

p r at i c am e nte às portas da guerra há tanto tempo. As relações pioraram muito desde que a embaixada americana em Teerã foi invadida e saqueada por um grupo de estudantes e militantes islâmicos, em 1979, logo após a derrub a d a d o e nt ã o i m p e r ador, o xá Reza Pahlevi, durante a revolução que levou de volta ao país (ele estava exilado na França) o seu maior líder religioso, o aiatolá Khomeini. Durante o incidente, 52 n o r t e - a m e r icanos foram mantidos reféns por 444 dias, desde 4 de novembro de 1979 até 20 de janeiro de 1981. Para que se Refinaria iraniana: petróleo está na origem dos problemas com os EUA. possa entender melhor o assunto, no entanto, é preciso secreto britânico) no golpe que rante a qual esteve preso, foi saber o que aconteceu antes em 1953 derrubou o governo torturado, espancado, além desse período – é aí que come- de Mohammad Mossaddegh e de ter sido exilado. ça, na verdade, a "guerra do colocou o xá em seu lugar. Sua grande diferença com crepúsculo". E essa parte da Depois de assumir, Reza a monarquia era o fato de que história, infelizmente, não está Pahlevi trancafiou Mossa- a exploração de petróleo no na obra de Crist, porque seu degh em prisão domiciliar, de país havia sido concedida em ponto de partida é a queda do 1951 a 1967, ano em que ele monopólio à Anglo-Persian xá, em 1979. Com isso, omite- morreu, aos 85 anos. Mosad- Oil Company em 1909 (a emse a participação direta dos Es- degh havia sido eleito primei- presa fez em 1908 a primeira tados Unidos e da Inglaterra ro-ministro em 1951, culmi- descoberta de petróleo no (por meio de agentes america- nando uma carreira política Irã, e primeira do Oriente Ménos da CIA e do MI6, o serviço de combate à monarquia, du- dio; em 1935 passou a cha-

mar-se Anglo-Iranian Oil Company e em 1954 mudou o nome para outro que todos conhecemos bem: British Petroleum. Enquanto foi primeiro-ministro, Mossadegh tentou nacionalizar a exploração de petróleo e desapropriar os bens da Anglo-Iranian Oil Company, com o apoio do parlamento. Mossadegh chegou a fazer uma dramática apresentação no Conselho de segurança da ONU, em 1951, demonstrando que em 1950 os lucros da companhia eram superiores à soma de tudo o que ela havia pago ao governo Iraniano durante os 50 anos anteriores. Graças, naturalmente, ao apoio dos governantes que vieram antes dele. Somente com esse pequeno resumo de história é possível compreender o restante, uma vez que explica por que os interesses do Irã e dos Estados Unidos pouco coincidiram nos últimos trinta anos.

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livro de Crist acaba ficando concentrado nos vários confrontos armados (que por diversas vezes quase levaram os dois países à guerra), nos aspectos diplomáticos das relações entre os EUA e o Irã nos últimos anos e nos erros americanos de avaliação. Um deles: demorou muito para que o governo americano reconhecesse os riscos do novo regime iraniano, porque na época sua grande preocupação ainda era a União Soviética, seu poderio nuclear e o seu poder de intervenção no Leste. Uma das poucas vezes em que os dois países se aliaram foi em 1981, quando tropas de Sadam Hussein invadiram território iraniano. Os Estados Unidos queriam garantir que os seus petroleiros continuariam navegando sem problemas no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, apesar dos esforços iranianos para

PAULO BRITO evitar que os aliados do Iraque (Kwait e Arábia Saudita) também transportassem seu petróleo por ali. Por outro lado, muitas vezes as marinhas americana e iraniana se confrontaram no Golfo, embora sem disparar. Segundo a visão do autor, a guerra Irã/EUA é assimétrica – lanchas rápidas iranianas contra detróieres, cruzadores e porta-aviões; ou homens-bomba contra soldados. Outro tema relevante que percorre o livro é a dificuldade burocrática de negociações, já que, segundo Crist, em muitos casos é difícil ou impossível localizar, no governo iraniano, a pessoa encarregada de certos assuntos. Pode ser ou não verdade, mas é o que o autor concluiu. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

HERANÇA PARA QUEM NÃO NASCEU Reprodução

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s avanços científicos e a tecnologia aplicada à reprodução humana trouxeram incontáveis benefícios. Um deles é a possibilidade do armazenamento do sêmen e do óvulo, para os procedimentos de reprodução assistida. Pesquisa recente mostrou que, no Brasil, boa parte dos homens que recorre ao congelamento do sêmen o faz para garantir a possibilidade de ter filhos após o tratamento de alguma doença grave, como um câncer, por exemplo, cuja sequela frequente é a esterilidade. Isso é maravilhoso e tem garantido a felicidade de casais que ganham novo fôlego após o trauma de uma doença, e planejam a vinda de um novo ser. Agora imagine uma situação sem final feliz. Suponha que a doença seja um câncer e evolua. E que o casal decida, mesmo assim, utilizar o material após a morte do doador e que este, consciente da morte próxima, deseje fazer seu testamento. Esse "pai" ou "mãe" pode legar bens para uma "possibilidade" de filhos? E se não fizer testamento, a criança gerada pelo seu material genético poderá receber herança? Há quase duas décadas, questões envolvendo o mesmo tema intrigaram os franceses. O jovem Alain

Parpalaix descobriu que tinha câncer nos testículos e decidiu, junto com a namorada Corine Richard, congelar seu sêmen para que tivessem filhos após o tratamento. Eles se casaram, mas Alain não resistiu à doença e faleceu. Corine, então, quis o sêmen do marido para tentar a reprodução assistida, mas o banco de sêmen se negou a entregar o material, sob a alegação de que o acordo existente não permitia a entrega para outra pessoa, apenas para o próprio falecido. Na época, não havia legislação específica para agir na hipótese de inseminação artificial com material de doador já falecido.

passíveis de receber herança as pessoas "nascidas ou já concebidas" – o que deixaria de fora os filhos do autor da herança que fossem concebidos no futuro, por meio da inseminação artificial. Recentemente, foram elaboradas as primeiras regras para a utilização de sêmen e de embriões – gerados a partir da fertilização in vitro – de doadores já falecidos. O projeto, de autoria do senador Blairo Maggi, foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e encontra-se, atualmente, em estudo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

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orine conseguiu o direito sobre o material, mas os meandros legais demoraram tanto que os espermatozoides não estavam mais próprios à fecundação. O caso repercutiu na Europa e no mundo, fazendo com que leis fossem elaboradas para dar conta dessas novas situações. Voltando ao Brasil: aqui, o Código Civil de 2002 tentou satisfazer essa necessidade, mas deixou lacunas e contradições que só aos poucos vão sendo equacionadas. Foi só em 2010 que a inseminação com sêmen de cônjuge morto foi autorizada.

IVONE ZEGER Isso se deu a partir do caso de uma professora de 38 anos, cuja reprodução assistida já tinha começado quando foi diagnosticado o câncer no marido. Ele faleceu, e a falta de uma autorização expressa para uso do sêmen após a morte foi motivo para a clínica se recusar a continuar a reprodução assistida, em obediência à lei que vigorava na época. A professora,

porém, obteve uma liminar, terminou o tratamento e teve seu filho. Mas essa não era a única lacuna existente. Embora a Constituição brasileira reconheça como filho a criança concebida por meio de inseminação artificial, ainda que o pai tenha falecido, em outro trecho o mesmo código civil diz que são considerados

O texto do projeto prevê que o material genético só pode ser utilizado pela viúva – companheira ou cônjuge – do doador, e no prazo máximo de 12 meses após o falecimento deste. Obrigatoriamente, o doador deverá assinar autorização para utilização do sêmen ou do embrião fertilizado a partir de seu sêmen após sua morte. Como já explicamos, a lei reconhece todos os direitos de sucessão e a herança de crianças nascidas a partir da reprodução assistida, embora não especificamente a de crianças cujos pais morreram antes da sua concepção. Por

isso, defensores do projeto alegam a situação de vulnerabilidade dessas crianças. Como não são reconhecidas pelo texto da lei como herdeiros necessários, só terão direito a herança se isso for indicado por testamento. Assim, um testamento feito pelo pai, indicando a utilização do material genético e legando bens à futura prole oferece a segurança necessária. Feita a inseminação no prazo determinado pela lei, filhos gerados dessa forma terão a herança garantida. No Brasil, a realização de testamento não é obrigatória, tampouco o brasileiro tem o costume de fazê-lo, por falta de conhecimento da sua eficácia. Porém, muitos problemas podem ser evitados com sua elaboração. Nos episódios em que se recorreu à inseminação artificial e a doença sobreveio, a elaboração do testamento é o procedimento mais seguro para o casal que passa por situação tão limite e ao mesmo tempo tão crucial para o futuro. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO. MEMBRO EFETIVO DA COMISSÃO DE DIREITO DE FAMÍLIA DA OAB/SP É AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" - DA MESCLA EDITORIAL WWW.IVONEZEGER.COM.BR


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GibaUm

3 Ciro Gomes foi ao pro-

grama Tigresas, numa TV de Fortaleza, ser entrevistado por garotas vestidas num estilo felino.

gibaum@gibaum.com.br

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

3 MAIS:

famoso por suas declarações bombásticas e animado com a corte à sua volta, trombeteou: "Estou solteiro, moçada!"

k É de feder a chifre queimado. AGRIPINO MAIA // senador (DEM-RN),, sobre a briga Na moda do bigode do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) com a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT).

Foto: BusinessNews

Documentos oficiais liberados com base na Lei de Acesso à Informação revelam que José Dirceu, então na Casa Civil, recebeu fitas do encontro entre seu subchefe Valdomiro Diniz e Carlinhos Cachoeira das mãos do então sargento da Aeronáutica, Idalberto Matias de Araujo (Dada), que havia passado para a Abin – Agência Brasileira de Inteligência. Na época, Dirceu mantinha arapongas a seu serviço levantando histórias sobre Antonio Palocci e até dinamitando a vida profissional de Graça Foster, hoje presidente da Petrobras e de seu marido, Colin, que prestava serviços à estatal. 333

INSPIRAÇÃO 333 A ministra Miriam Belchior, primeira mulher de Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André e ministra do Planejamento, é a única ministra de Dilma que agravou depoimento para o horário da TV da campanha de João Paulo Cunha (PT) à prefeitura de Osasco. Mais: o relatório sobre as relações entre João Paulo, quando presidente da Câmara e o publicitário Marcos Valério, que bem alimentou parte do voto do ministro Joaquim Barbosa, foi produzido por assessores de Severino Cavalcanti quando ocupava a presidência da Casa. Ele estava debaixo do fogo do mensalinho e queria colocar mais alguém na fogueira.

Questãodecurriculo Circulam pela internet detalhes sobre a vida e o currículo de cada um dos ministros do Supremo Tribunal Federal que estão julgando o mensalão. Joaquim Barbosa, pai padeiro, sete irmãos, fez mestrado na Universidade de Brasília e depois, mestrado e doutorado na Universidade Paris-II. Foi procurador por concurso e oficial de chancelaria, servindo na embaixada do Brasil em Helsinki. Fez estudos de idiomas no Brasil, na Áustria e na Alemanha. Fala fluentemente francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.

333

MAIS UM 333 Ainda nessa festa de currículos de ministros do Supremo que circulam pela internet, outro que chama a atenção é o de José Antonio Dias Toffoli, que teve quase toda sua carreira ligada ao PT e especialmente a José Dirceu (foi assessor jurídico da Casa Civil quando o mensaleiro era ministro). Formado pela USP, não fez pós-graduação, nem mestrado e tampouco doutorado. Foi reprovado em dois concursos para juiz estadual em São Paulo. Tem seu nome ainda envolvido num processo no Amapá e, este ano, teve seu nome citado nas aventuras da advogada Christiane Araujo de Oliveira, em depoimento à Polícia Federal.

333 Ela tem 1m70, fala inglês com grande sotaque hispânico, suas medidas são 94-71-99, é colombiana e, na pele de Gloria da série premiada Modern Family é a nova sex symbol do showbiz americano. “No entiendo: soy una vieja de cuarenta años”. Sofia Vergara, quarentona, a atriz mais bem paga da TV entre 2011 e 2012, é admirada até pelas mais jovens. No último ano, incluindo-se trabalhos de publicidade, faturou US$ 19 milhões e é sempre generosa em exibir suas formas. Agora, é capa e recheio de Vanity Fair, onde aparece mais chique e elegante – e nem por isso, menos sensual – usando Dior, Pucci, Valentino, Christian Louboutin e, de quebra, lingerie Agent Provacateur.

Sex symbol com sotaque

O empresário Jorge Gerdau teve papel importante na decisão da presidente Dilma Rousseff de privatizar projetos de infraestrutura. Ele comanda a Câmara de Gestão, ligada à Presidência, é crítico do volume de impostos, da burocracia e acha que um governo com 33 ministérios não pode funcionar. E essa não foi a primeira vez que atuou no Planalto em questões cruciais para o desenvolvimento do país. É o interlocutor mais influente em Brasília e sempre recusou os convites para ser ministro: não saberia funcionar debaixo da rigidez burocrática. Gerdau tem relações e é respeitado em todos os círculos produtivos do Brasil. Para muita gente, inclusive o pessoal do primeiro escalão do Planalto, ele está sendo para Dilma o que José Alencar representou para Lula. 333

Zé da Dilma

ZOOLÓGICO Cada vez mais, o reality show BigBrotherBrasil ganha semelhança com um zoológico (segundo muitos, a começar por seus participantes): o próximo, além de seis casas de vidro espalhadas por diversas regiões brasileiras, cada uma com quatro ocupantes, terá outra, perto da estréia, instalada numshoppingdoRiodeJaneiro. Lá, ficarão 12 candidatos do programa e desses, apenas quatro serão selecionados. O próximo BBB tem estréia prevista para janeiro. 333

MISTURA FINA O NOVO filme de Fernando Meirelles, 360, foi mal nos Estados Unidos e sua estréia em 120 salas de cinema do Brasil também não foi nenhuma Brastemp: apenas 45.400 expectadores no primeiro fim de semana. 333

QUEM diria: a boneca Barbie vai ganhar uma versão Drag Queen , com vestido curtinho de paetês com capa de cetim, salto altíssimo nos sapatos, maquiagem exagerada e cabelos platinados. Tratase de uma edição especial para colecionadores e custará US$ 125. A Mattel lançará no mercado antes do final do ano e já aceita encomendas através de seu site. As bibas de todo o mundo estão radiantes com a nova boneca. 333

A estilista Cris Barros (esquerda) apresentou sua coleção de verão 2013 para trezentos convidados, no sábado à tarde, no Salão Nobre do Teatro Municipal de São Paulo, além de fazer o lançamento de sua Digital Flagship. Cris começou como a predileta de algumas famosas da TV e hoje, tem lojas em shoppings. No desfile, entre tantos, Sophia Alckmin (centro) e Gloria Maria (direita). Mais: Cris é casada com Toninho Abdalla, um dos donos do maior precatório da história do país (R$ 3 bilhões em valores atualizados).

Moda no Municipal

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Ministra tatuada No último fim de semana, a ministra Ana de Hollanda, da Cultura, participou do Kuarup, principal ritual dos índios do Xingu: durante a cerimônia, os índios leram uma carta de reivindicações, entre elas a ação do governo para proteger as matas nas cabeceiras dos rios que atravessam suas terras. Ana estava trajada no estilo selva: chapéu de palha (aba larga e mole), camiseta prata, chinelo de dedo e shorts. Quem estava lá achou que as pernas da ministra não fazem feio. O que pode destoar um pouco são as tatuagens nos braços que, em Brasília, ela vive tentando esconder. 333

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Pipoca com guaraná.

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Arapongas de Dirceu

Não é o bigode masculino que voltou, com tudo, à moda: as mulheres, especialmente as mais jovens e adolescentes, é que entraram na moda do bigode. Explica-se: vitrines e redes sociais foram invadidas por objetos com bigodões, incluindo-se camisetas, bottoms, tênis e até bichos de pelúcia viraram bigodudos. Imãs em diversos formatos de bigodes estão grudados em gaveteiros e até na porta de geladeiras. Num mundo cada vez mais depilado – quem diria – está em alta o bigodismo. Nos Estados Unidos, Demi Lovato e Justin Bieber empurraram a mania e ele apareceu até com falso bigode pintado no rosto. No Brasil, está virando cool . 333

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333 MANTENDO a tradição, a presidente Dilma Rousseff deverá abrir, pela segunda vez, os trabalhos da Assembléia Geral da ONU, dia 25 de setembro. Dois dias depois, ela recebe em Brasília a visita do primeiro-ministro inglês, David Cameron e dia 28, chega o novo presidente do Egito, Mohamed Mursi.

333 UMA DISCUSSÃO, com direito a xingação e tudo mais, entre o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomano e seu motorista, mais uma assessora, na porta do Juventus, nesses dias, foi gravada por uma figura do clube, via celular e pode virar artilharia de campanha dos rivais.

Pipoca com Coke. A NOVA ferramenta de call centers que trabalham para bancos ou escritórios de cobrança é a utilização de uma mensagem transmitida pelo telefone. A voz é do estilo, um tanto robotizada e tem um conteúdo de alarme, que acaba deixando em pânico o inadimplente menos lúcido. A mensagem dá “três horas” para quem está sendo cobrado para ligar ao número deixado, sob pena de “ações judiciais”. 333

Debutando na TV Até novembro, Dilma Rousseff terá duas vagas para nomear no Supremo. Entre os candidatos, Luis Inácio Adams, advogado-geral da União, Teori Zavascki, do Superior Tribunal de Justiça e Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, no começo do ano, ganhou maior exposição batalhando contra o Conselho Nacional de Justiça. Sartori, a propósito, tem a colaboração de sua mulher, a fisioterapeuta Claudia Sartori, no tribunal: ela chefia o Comitê de Ação Social. E agora, depois de ter entrevistado alguns magistrados, está conversando com Amaury Jr. para ter uma participação efetiva em seu programa. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

5 ESTRELA DO DIA O ministro Cezar Peluso é cortejado para antecipar o seu voto no STF.

olítica

ELOGIOS GERAIS Em clima de cordialidade, até Lewandowski afaga Barbosa.

Relator teme empate no Mensalão Com a aposentadoria de Cezar Peluso, o Mensalão será julgado por dez ministros, com o resultado podendo beneficiar os réus. ce todo o processo e o acompanha desde o início. Questão lateral – "Ele sabe tudo do processo, ele acompanhou tudo durante sete anos. Não é uma situação melhor do que aquela quando o ministro vota sem ter participado desde o início?", disse o relator. O ministro, no entanto, assegurou que não sabe se Peluso irá se antecipar e votar sobre determinados itens antes mesmo de o relator se manifestar. "Eu não sei se ele vai fazer isso", afirmou. Apesar das avaliações, Barbosa disse que essa é uma "questão lateral".

No momento, o que tem que ser discutido é o voto. De acordo com outros integrantes do STF, Peluso não irá antecipar o seu voto, não irá votar sobre itens antes que o relator do processo e o revisor, ministro Ricardo Lewandowski, profiram seus votos. Pelos cálculos de integrantes da Corte, Peluso deveria, nesse ritmo, julgar apenas o primeiro item da acusação, envolvendo o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, e o publicitário Marcos Valério e seus sócios

na atuação junto à Câmara e ao Banco do Brasil. Melhor do que nada – Para Gurgel, também seria melhor que Peluso votasse "em alguma coisa do que em nada" no processo do Mensalão. Ao elogiar a forma de votação fatiada, que segue o modelo adotado na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, Gurgel disse ontem que Peluso "estudou os autos, conhece bem os autos e fará falta, seja em que sentido será o voto".

6.8.12

te, ele terá legitimidade para antecipar o seu voto. "O ministro Peluso participou de tudo nesse processo desde o início. Ele presidiu inúmeras sessões em que foram decididas questões cruciais. Ele está muito habilitado", avaliou Barbosa. O ministro lembrou que integrantes do STF podem, inclusive, proferir voto sem que tenham acompanhado desde o início o julgamento de um processo. Basta, conforme o regimento, que ele se sinta habilitado para proferir o voto sobre o caso. Nesta questão, segundo o relator, Peluso conhe-

Beto Barata/AE -

O

ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do Mensalão, Joaquim Barbosa, afirmou ontem que está preocupado com a possibilidade de um empate no julgamento, com a saída do ministro Cezar Peluso, que irá completar 70 anos no dia 3 de setembro e será obrigado, pela legislação, a se aposentar. Sem Peluso, o Supremo vai julgar o processo com apenas dez integrantes. "Minha única preocupação com essa questão é a possibilidade de dar empate, porque tivemos no passado muito recente empates que geraram impasses", afirmou o ministro. Exemplos nesse sentido foram os julgamentos da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa e a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, que terminaram rigorosamente empatados. Neste caso, ao ser questionado sobre se um possível empate poderia beneficiar os réus do Mensalão, o ministro foi taxatativo: "Sim, um empate poderia favorecê-los". No entanto, ele decidiu não se alongar no tema. "Precisamos esperar o fato se apresentar", completou. Placar – Na prática, Barbosa estaria antecipando o provável resultado do julgamento. Contam-se como votos contrários aos réus os do relator, de Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ayres Britto e Marco Aurélio Mello. Seriam favoráveis, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Carmem Lúcia, Rosa Weber e Luiz Fux. A Peluso caberia o desempate do jogo em favor da acusação. Daí a importância da sua participação, tanto para Barbosa, um exprocurador que se transformou em juiz, como para o atual procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Legitimidade – O relator do Mensalão garantiu que, enquanto Peluso estiver na Cor-

O ministro Peluso participou de tudo desde o início. Ele presidiu inúmeras sessões em que foram decididas questões cruciais. Ele está habilitado.

O ideal seria que o ministro Peluso pudesse votar em tudo. Mas se isso for impossível, é melhor que ele vote em alguma coisa do que não vote em nada.

JOAQUIM BARBOSA, MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

ROBERTO GURGEL, PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

Para Gurgel, "o ideal seria que o ministro Peluso pudesse votar em tudo. Mas se isso for impossível, é melhor que ele vote em alguma coisa do que não vote em nada. "Senão, nós estaríamos desperdiçando o conhecimento que ele tem dos autos", afirmou. Ministros do STF já dão como certo também que Peluso não se manifestará sobre o tópico que acusa o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, de ser o chefe da quadrilha do suposto esquema de compra de apoio político no governo de Luís Inácio Lula da Silva. Dono do tempo – Há também dúvidas jurídicas sobre se Peluso poderia, mesmo com o fatiamento do julgamento, apresentar todo o seu voto antes do relator e do revisor. Em recente entrevista, o ministro afirmou que "não era dono do tempo" para dizer se conseguiria participar do julgamento do Mensalão até o seu final. Peluso também garantiu que não tinha nada de pessoal em relação ao julgamento – "que me faça querer ou não votar". O ministro apenas reforçou que "caso dê tempo", ele está "preparado para dar a sua contribuição". O voto dele seria temido pelos advogados de defesa. Eles apostam que o ministro é a favor da condenação dos réus. Pelo cronograma, até a aposentadoria do ministro, ainda serão realizadas mais cinco sessões do julgamento do processo. (Agências)

Felipe Sampaio/SCO/STF

Tese de Barbosa sobre peculato é elogiada por Lewandowski

O

ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e revisor do Mensalão, Ricardo Lewandowski, afirmou ontem ao G1, em Brasília, que a tese levantada pelo relator da ação penal, ministro Joaquim Barbosa, sobre o crime de peculato, "é interessante" e tem respaldo no meio jurídico. Apesar do elogio, Lewandowski não adiantou se vai seguir o entendimento dado pelo relator. "O ministro Barbosa trouxe uma tese interessante, que é abonada por muitos doutrinadores, segundo a qual, o crime de peculato não exige apropriação de bens públicos", disse o revisor da ação penal.

O crime – Durante a sessão de segunda-feira do julgamento, Barbosa focou nos supostos crimes cometidos no Banco do Brasil e enfatizou que não importava se o recurso desviado era público ou privado, já que o artigo que caracterizava o peculato previa a ocorrência do crime com o desvio por parte de agente público, em proveito próprio ou alheio de "valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo", segundo Barbosa. Para Lewandowski, porém, é preciso ponderar que o crime de peculato precisa representar um dano à administração pública. "Crise de

peculato é um crime contra a administração pública, isso é irrefutável", observou. Pré-requisitos – O revisor também comentou sobre os pré-requisitos legais para a comprovação do crime de lavagem de dinheiro. Segundo o ministro, para ser caracterizada a irregularidade, os recursos têm de ser oriundos de organizações criminosas, de crimes cometidos contra o sistema financeiro ou contra a administração pública. A expectativa no Supremo Tribunal Federal (STF) é de que a sessão de hoje do julgamento do processo do Mensalão será retomada com a leitura do voto do revisor Lewandowski.

Ayres Britto, presidente do STF, ainda não conversou com Cezar Peluso, sobre a antecipação do voto. Tudo vai depender do artigo 135 do estatuto do Supremo.

Presidente do STF libera ministro para votar

Nelson Jr./SCO/STF

Ministro Ricardo Lewandowski, revisor do julgamento do Mensalão, evita polêmica. Expectativa é pela leitura do seu voto.

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ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ontem que "fica a critério" do ministro Cezar Peluso decidir se vai pedir para antecipar o seu voto sobre o Mensalão. Pela ordem de votação, Peluso será o sétimo entre os 11 magistrados a apresentar o seu voto. Mas como ele precisa se aposentar de forma compulsória até o dia 3 de setembro, quando vai completar 70 anos, ele deve participar de no máximo mais cinco sessões. Como os ministros decidiram fazer uma votação fatiada do processo, analisando a

denúncia em blocos e não de uma única vez, ficou inviável a participação de Peluso na análise dos crimes imputados aos principais políticos, entre eles o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. "Eu ainda não conversei com o ministro Peluso. Fica a critério dele a antecipação", garantiu Britto. Questionado sobre a possibilidade de antecipação do teor do voto de Peluso, o presidente do Supremo desconversou. "Não vou responder essa pergunta. Tudo depende da interpretação do artigo 135. Não estou vendo isso agora". Segundo advogados dos réus do Mensalão, a antecipa-

ção do inteiro teor fere o regimento do STF. O artigo 135 do regimento estabelece que "concluído o debate oral, o presidente tomará os votos do relator, do revisor, se houver, e dos outros ministros, na ordem inversa de antiguidade". Mas estabelece que a antecipação de voto pode ser autorizada pelo presidente do STF. O Mensalão será retomado hoje com a leitura do voto do revisor Ricardo Lewandowski. Hoje o tema não será abordado pelos ministros, que se reúnem nas chamadas turmas na Corte Suprema para o julgamento de ações referentes a outros assuntos. (Folhapress)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Estado se torna muito mais vulnerável quando essas organizações se infiltram, principalmente na área de segurança. Daniel Rezende Salgado, procurador da República

olítica

Geraldo Magela/Agência Senado

Contestação virou tiro pela culatra

É

o típico caso, com diz a sabedoria popular, do tiro que pode ter saído pela culatra, o da petição encaminhada por advogados da defesa dos réus do Mensalão ao ministro presidente do STF e rechaçada pelo ministro Ayres Britto com o aval de todos os colegas. A dose parece ter sido forte demais, conforme comentário feito ontem aqui neste espaço. Parece, na verdade, ter servido para unir os ministros da Suprema Corte, quebrando uma série de desentendimentos públicos, ásperos, irônicos, entre alguns deles, divergências de que pareciam pensar em se aproveitar, com todo o direito, os criminalistas mais escolados dessa bancada de causídicos. Quem acompanhou a sessão de julgamento de segunda-feira e havia acompanhado as sessões anteriores, tensas, com troca de farpas, quase no limite da agressão pessoal, especialmente nos entrechoques entre o relator da Ação Penal 470, Joaquim Barbosa, e o revisor da matéria, Ricardo Lewandowski, não deixou de notar como o ambiente foi outro. A impressão que ficou é que, diante das críticas que já se acumulavam pela exposição de divergências entre os ministros em tom pouco civilizado e pela exibição de vaidades e intransigências, mais a pressão dos advogados de defesa com o fito de constranger alguns julgadores, os 11 ministros do Supremo resolveram acertar o passo. O desejo de preservar a instituição parece ter falado mais alto. O sinal mais significativo

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA Daniel Rezende Salgado e Léa Batista de Oliveira: ameaças e código de silêncio revelam organização criminosa extremamente estruturada. da nova postura foi dado pelo ministro Marco Aurélio Mello, que não perde a oportunidade para mostrar seu brilho. Ele fez questão de que ficasse registrado que a recusa da petição dos causídicos encabeçada por ex-ministro Marcio Thomaz Bastos havia sido tomada pelo colegiado e não apenas pelo presidente do Supremo, Ayres Britto. O ministro Joaquim Barbosa deixou muito clara a estratégia que vai adotar. Ele armou um enredo para contar toda a história através do caminho do dinheiro, para então ir amarrando os outros fios até a conclusão. Tanto que vai pular do item três para o item cinco da denúncia. E já apresentou sua contestação à tese do caixa dois, de que o Mensalão foi bancado pelos "recursos não contabilizados". Surpreendemente hábil, Barbosa tomou a dianteira e é ele quem dá os rumos do julgamento. Hoje é o primeiro voto do r e l a t o r R i c a r d o L e w a ndowski. A expectativa é sobre se ele vai pelo mesmo caminho ou vai tentar abrir outra senda.

'Máfia de Cachoeira está infiltrada no Estado' O alerta foi dado pelos procuradores que atuam no caso, durante depoimento na Comissão Parlamentar.

O

s procuradores da República em Goiás, Léa Batista de Oliveira e Daniel Rezende Salgado, responsáveis pelos inquéritos das Operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, reafirmaram ontem, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPI do Cachoeira, que a organização criminosa, que seria chefiada por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tem caráter mafioso e cooptou agentes do Estado para manter as suas atividades ilegais. De acordo com Léa de Oliveira, "o certo é que a operação desvelou uma máfia, uma sociedade bem estruturada, mais lucrativa que uma grande empresa", disse a procuradora. "Um grupo profissionalizado, estável, permanente e habitual, montado para come-

ter crimes de natureza grave", observou Léa de Oliveira. Para a promotora, "a sua existência por mais de uma década foi suficiente para montar uma estrutura estável e entranhada no seio do Estado", descreveu. "Uma organização criminosa armada, complexa e com característica mafiosa", acrescentou. Código do silêncio – Na descrição de Léa de Oliveira, "o principal traço dessa organização é o código do silêncio orquestrado. A postura dessa organização criminosa, decorrente de um código de silêncio, é típico das organizações criminosas com objetivo de escudar a organização e seus membros. O código está bem claro aqui, na CPI do Cachoeira, e na Justiça Federal". Por isso, explicou Salgado, existiram dificuldades nas investigações, porque a própria

Pena máxima pode chegar a 15 anos É o tempo que Carlinhos Cachoeira pode passar na prisão, apesar de ser denunciado em 17 crimes.

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procurador Daniel Rezende Salgado estimou ontem, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPI do Cachoeira, que o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, caso seja condenado no processo que tramita na Justiça Federal, ficaria preso por 15 anos. De acordo com o procurador, o Ministério Público FedeLeonardo Prado/Agência Câmara

ral (MP) pediu a condenação de Cachoeira em 17 dos 22 "eventos criminosos" identificados durante as investigações. O MP vai pedir que as penas se somem, o que irá totalizar uma condenação alta. Mas o procurador lamentou que, na prática, a pena não deverá passar de 15 anos. Em qualquer caso, a pena será reduzida para 30 anos, que é o máximo permitido pela legis-

lação brasileira. Além disso, a legislação permite o indulto (perdão) de quem cumpriu uma pena durante 15 anos ininterruptos, exceto nos casos de tráfico de drogas e crimes hediondos. Denúncias – Cachoeira, que está preso desde o fim de fevereiro, foi denunciado por formação de quadrilha armada e por "eventos criminosos", como corrupção ativa, participação em quebra de sigilo e participação em tráfico de influência. No total, as denúncias somam 17 vezes. Como explicou Salgado, um decreto presidencial editado anualmente dá indulto a quem cumpre pena de forma ininterrupta por 15 anos. "A cada ano que passa, esse decreto fica mais leniente, porque a política é de desafogar o sistema penitenciário. E só é impeditivo da concessão de indulto aquilo que a Constituição estabelece, como tráfico e crimes hediondos. Os demais crimes, inclusive corrupção, não são considerados impeditivos. A nossa dificuldade é executar de forma efetiva a pena que poderia ser aplicada". Movimento de milhões – O esquema comandado pelo biParlamentares da CPI do Cachoeira debatem investigação. E ficam sabendo da fortuna conquistada pelo bicheiro.

cheiro chegava a faturar, mensalmente em Goiás, entre R$ 1 e R$ 3 milhões com a exploração do jogo do bicho e com máquinas caça-níqueis, de acordo com Salgado. Segundo o procurador, cerca de R$ 167 milhões da quadrilha foram sequestrados após as operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. "A movimentação financeira era muito grande. Foram feitos alguns levantamentos em que, durante um determinado período, algumas casas chegavam a amealhar mais de R$ 3 milhões", contou. Prejuízo – De acordo com o procurador, as investigações apontaram também que a quadrilha chegava a ter "prejuízo" de R$ 200 mil por máquina caça-níquel apreendida durante as operações policiais. "Por isso, a quadrilha via a cooptação de agentes de Estado como forma de investimento para evitar as perdas com as apreensões". Rezende afirmou ainda que o grupo "migrava" recursos ilícitos para empresas formalizadas, como forma de lavagem de dinheiro. "Os métodos utilizados para atividade espúria migravam para atividade lícita. Isso provoca, inclusive, a cartelização do mercado lícito. Vimos isso na Itália. Começamos a ver isso, mas não conseguimos muito avanço", disse Salgado. (Agências)

legislação brasileira é defici- da da Justiça é o próprio MP tária no que diz respeito ao en- acelerar as investigações com quadramento de organiza- relação à lavagem de dinheições criminosas complexas. ro. Esta etapa é considerada "Não é uma investigação vol- pelos procuradores como uma tada para o solitário social e o segunda fase investigativa. criminoso individual", disse. "Precisamos desenvolver "Estamos tentando construir de forma mais célere as invesdeterminadas teses para que tigações para que o patrimôpossamos desenvolver o tra- nio possa ser mantido apreenbalho de enfrentamento de or- dido", propõe Salgado. "Teganizações criminosas infil- mos de ver se conseguimos tradas no Estado", afirmou. agilizar, especialmente na Segurança – Ele observou parte da lavagem de dinheiro, que "o Estado e ver se conse torna muiseguimos t o m a i s v u lmanter o sen e r á v e l questro dos O certo é que a quando essas bens". operação desvelou organizações Exterior – O se infiltram, procurador uma máfia, uma p r i n c i p a lt a m b é m f asociedade bem mente quanlou sobre a estruturada, mais do a área é a expansão lucrativa que uma de segurança dos negócios grande empresa. pública". do bicheiro Salgado no exterior, LÉA BATISTA DE OLIVEIRA ponderou e s p e c i a lque o uso de mente a comescutas telefônicas nas ope- pra de portais. "Houve a sinarações ocorreu devido ao fato lização de que haveria a comda organização ter cooptado pra de um determinado site policiais e outros agentes do que estaria hospedado no exEstado. "Com essa cooptação terior, exatamente para que dos agentes do Estado, ficou se evitasse a atuação dos órmais difícil o trabalho de cam- gãos de persecução penal". po, por isso o uso das intercepSegundo Salgado, foi criada tações telefônicas". uma empresa no Uruguai que Além disso, os procuradores era administrada por Lenine enfatizaram que a organiza- Araújo, um dos réus do procesção continua ativa. De acordo so e um dos principais auxiliacom Salgado, já há questiona- res de Carlinhos Cachoeira. "O mentos na Justiça em relação pagamento das empresas que aos bens sequestrados. Se- se encontravam no exterior foi gundo ele, a única forma de o feito a partir de uma agência material que pertencia à qua- de turismo", explicou o procudrilha ser mantido sob a guar- rador. (Agências)

Procuradora se diz ameaçada pelo grupo

A

procuradora da República em Goiás, Léa Batista de Oliveira, responsável pela denúncia contra o grupo comandado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, disse que vem sofrendo ameaças por conta do papel desempenhado na Operação Monte Carlo. Léa diz ter recebido dois emails anônimos afirmando que ela e a família corriam riscos. Segundo a procuradora, os e-mails foram enviados de Anápolis, base de Carlinhos Cachoeira. Léa revelou ainda que recentemente uma mulher tentou entrar em seu prédio às 5h45. Sem êxito. Ela disse que no dia da audiência

de Cachoeira na Justiça o carro de sua equipe de segurança foi abordado por PMs e recebeu "marcação", sobre a qual não deu detalhes. A organização de Cachoeira contava com o apoio de policiais militares e civis. Có digo – A procuradora classificou de "máfia" o grupo comandado por Cachoeira, que consegue ser "mais lucrativo do que uma grande empresa". Segundo ela, a principal característica mafiosa do grupo é a existência de um código de silêncio. "Esse código está bem claro aqui na CPI e na Justiça Federal, quando a cúpula da organização criminosa não fala". (Agências)


p Greve de federais pousa em Congonhas DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

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Esquisito por esquisito, vote no Marquito! Marquito (PTB), assistente de palco do Ratinho.

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Agentes não fazem operação-padrão, mas promovem um apitaço dentro e fora do aeroporto e denunciam insegurança, evasão e sucateamento na Polícia Federal. Clayton de Souza/AE

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m grupo de policiais rem com outras carreiras, cofederais fez um pro- mo de auditores da Receita ou testo na manhã des agentes da Abin. ontem no aeroporto Na segunda-feira, o minisde Congonhas, na zona sul de tro José Eduardo Cardozo (JusSão Paulo. Eles distribuiram tiça) orientou o diretor-geral panfletos e fizeram apitaço no da Polícia Federal, Leandro saguão e ao redor do aeropor- Daiello, a cortar o ponto dos to. Tentaram chamar a aten- agentes da PF que participação para a "insegurança e o su- ram de um protesto chamado cateamento da PF". "operação sem padrão" na Desta vez os policiais não Ponte da Amizade, entre o Brarealizaram operação-padrão – sil e o Paraguai. proibida pelo STJ (Superior TriSegundo a Condsef (Confebunal de Justiça). A operação deração dos Trabalhadores no consiste em uma vistoria de- Serviço Público Federal), mais talhada da bagagem e dos do- de 40 categorias estão em cumentos dos passageiros, e greve. O movimento grevista costuma provocar filas e atra- dos servidores públicos afeta, sos em aeroporto. em potencial, mais de 60% do E l e s r e c l aquadro de tramam dos baibalhadores do xos salários – Poder Executiu m a l t o e s t ívo federal. Conversamos dois mulo para que Ainda que a anos com o m u i t o s p r e sadesão não setem concursos ja total, as cargoverno. Mas o em outras insreiras mais nuacordo não veio, o tituições, elemerosas que que deflagrou a vando o índice participam da greve. Podemos de evasão. paralisação O presidente somam 354 endurecer, sim. do sindicato de mil funcionáALEXANDRE SANTANA São Paulo, Alerios, para um xandre Santatotal de 573 na, afirmou os trabalhadores mil trabalhadores em atividanão descartam um endureci- de na administração direta, mento da greve. "Ficamos autarquias e fundações. conversando dois anos com o Diplomatas – Os servidores governo, demonstrando que a do Ministério das Relações Exgente tinha paciência e estava teriores (Itamaraty) voltam ao disposto a negociar. Mas infe- comando de greve pela selizmente o acordo não veio, o gunda vez em três meses a que deflagrou a greve. Nós po- partir de quarta-feira. A catedemos endurecer, sim". goria havia cruzado os braços Os agentes, escrivães e pa- entre 18 de junho e 2 de julho. piloscopistas estão em greve Diplomatas oficiais e assisdesde o dia 7. Os profissionais tentes de chancelaria são os reivindicam um aumento, em profissionais que integram a 5 anos, chegando até R$ 13 categoria. Segundo o Sindicamil, de modo a se equipara- to Nacional dos Servidores do

Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), o ministério decidiu paralisar novamente os trabalhos depois de o governo federal não ter chamado os funcionários para as negociações realizadas entre 13 e 17 de agosto, período em que o ministério do Planejamento reuniu-se com outras categorias de servidores. Arroz e feijão – Fiscais do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na Bahia, em greve desde o dia 6, distribuíram ontem, em Salvador, quatro toneladas de arroz e quatro de feijão.

ELEIÇÕES 2012

Horário eleitoral: o mesmo de sempre. No rádio ou na TV, apresentação dos candidatos segue o velho e insosso formato. Mário Tonocchi

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andidatos ao cargo de vereador em São Paulo abriram ontem o horário eleitoral gratuito. No formato de sempre, cada um disse o nome e o número. A maioria também chamou a atenção para seu candidato a prefeito. Também não faltaram críticas à administração do atual prefeito Gilberto Kassab (PSD) feitas por candidatos com mais tempo, além de famosos e inusitados. Dos postulantes a prefeito, apareceram apresentando seus candidatos Carlos Giannazi (PSol), Paulo Pereira da Silva (PDT), Levy Fidelix, Eymael (PSDC) e Soninha Francine (PPS). Nas rádios, os partidos repetiram os programas apresentados na televisão. Todos os partidos defenderam mudan-

ças, renovação e melhorias, principalmente no transporte público. Entre os famosos apareceram ontem ex-jogadores Marcelinho Carioca (PSB), Ademir da Guia (PR) e Dinei (PDT), a cantora Ângela Maria e a apresentadora Nani Venâncio (PRB), Kiko do KLB e o ex-BBB Serginho. Campeão no quesito inusitado, o assistente de palco do Ratinho, o humorista Marquito (PTB), apareceu vestido de motoboy com capacete anunciado seu bordão no estilo Tiririca: "Esquisito por esquisito, vote no Marquito!". Dos partidos da coligação petista que tenta eleger Fernando Haddad, apenas o PP de Paulo Maluf não vinculou sua imagem à presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao contrário dos outros partidos coligados, os candidatos do PP

não mencionam ao final de suas falas "vote em Haddad" como nos demais partidos. Na mesma linha, os candidatos da coligação de José Serra apresentaram nome, número e a frase "Com Serra Prefeito". Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB) apareceram apenas como cenário de fundo com candidatos também pedindo votos para eles. O PSTU foi o partido que mais atacou os adversários. Reclamou da formalização da aliança entre Lula, o deputado federal Paulo Maluf (PP) e o candidato Fernando Haddad. Também apontou a corrupção revelada na CPI do Cachoeira e o julgamento do Mensalão pelo Supremo Tribunal federal (STF). Já o PCO declarou que não apresentaria candidatos a vereador e denunciou a eleição como jogo do capital burguês contra os trabalhadores.

Clayton de Souza/AE

Desânimo: lojistas assistem propaganda eleitoral, que não mudou em relação às últimas eleições.

Enquanto colegas ocupavam saguão do aeroporto em São Paulo, agentes faziam passeata no Rio de Janeiro. Foi um protesto contra o Decreto 7777/2012, que prevê a substituição de funcionários federais em greve por estaduais e municipais, e contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, no dia 9, suspendeu a paralisação de setores de fiscalização, como trânsito internacional e inspeção dos produtos de origem animal e vegetal. (Agências)

Luiz Roberto Lima/Futura Press/AE


p Russomanno ultrapassa Serra, aponta Ibope.

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Em 2006, quando saí da prefeitura, fui eleito na capital para governador com votação maior do que para prefeito. José Serra (PSDB), candidato à prefeitura de SP

olítica

Gráfico Datafolha

Ele detém 31% das intenções de voto e Serra, 27%.

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pesquisa Datafolha, divulgada ontem, aponta Celso Russomanno, candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, com 31% das intenções de voto, seguido do tucano José Serra, com 27%. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente. Em terceiro lugar está Fernando Haddad, com 8%, seguido de Gabriel Chalita (PMDB) com 6%, Soninha Francine (PPS) com 5% e Paulinho da Força (PDT), com 4%. No dia em que figurou na liderança das intenções de voto do eleitorado paulistano pela primeira vez, Russomanno, pregou a humildade, dizendo que, mesmo na liderança, apontada pela pesquisa Datafolha, a postura de sua campanha será como "se estivesse em último lugar". Questionado se com o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na tevê, quando terá apenas 2m12s, poderá levar desvantagem em comparação com adversários como José Serra (PSDB) ou Fernando

Hélvio Romero/AE

Haddad (PT), com mais de 7 te na geração de empregos", minutos cada, respondeu: trabalhando em parceria com "Não mudaremos a nossa es- o governador de São Paulo, o tratégia, que é a mesma. An- tucano Geraldo Alckmin, para dar pelas ruas. O que estamos combater a violência. Para fazendo está dando certo". ele, a prioridade de sua evenAo lado da mulher, Lovani, e tual administração será, além do vice, Luiz Flávio Borges da segurança, a saúde. D'Urso, Russomanno rebateu Novo – D'Urso, candidato a com bom humor vice, afirmou que as análises de Russomanno recientistas polítipresenta o que cos de que com o "realmente exisinício da propate de novo" nesNão ganda eleitoral, tas eleições: "O mudaremos a sua candidatura novo chama-se vai desidratar. Russomanno. Esnossa "Eu estou mais se é o novo que estratégia. O magro de tanto traz projetos, que estamos andar nas ruas. que traz ética na fazendo está Essa é a única depolítica". Para dando certo. sidratação que ele, a pesquisa é acredito". "um registro de CELSO RUSSOMANNO Na nova sede satisfação pelo do seu comitê de momento de sicampanha, perto da Avenida nergia e união" dos partidos Paulista – um aglomerado de que integram a coligação. quatro prédios, com aluguel Números – Em relação ao lede R$ 85 mil mensais, segun- vantamento anterior, de 19 e do o presidente do Diretório 20 de julho, Russomanno cresMunicipal do PRB, Aildo Rodri- ceu 5 pontos. No mesmo pegues Ferreira –, Russomanno ríodo, Serra caiu 3. Esta é a úlafirmou que pretende tornar tima pesquisa de intenção de São Paulo "uma cidade pujan- voto para prefeito de São Pau-

Alexandre Moreira/Brazil Photo Press/AE - 20.08.12

Russomanno nega que com a propaganda eleitoral, sua candidatura vá desidratar: "Estou mais magro de tanto andar pelas ruas".

lo antes do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na tevê, que começou ontem. Na pesquisa realizada entre os dias 7 e 9 de dezembro, ele tinha 16%, dois pontos abaixo de Serra. Marcou 17% em janeiro, subiu para 19% em março, passou para 21% no meio de junho, 24% no fim daquele mês e 26% em julho. Espontânea – Russomanno também aparece na liderança da pesquisa espontânea, aquela que indica a consolidação das intenções de votos nos candidatos. Quando o eleitor é convidado a responder em quem pretende votar sem a apresentação de um cartão com os nomes dos candidatos, Russomanno atinge 15%. Nessa simulação, Serra alcança 13%. (Agências)

Lula quer 'erguer a poeira' e eleger Haddad Ex-presidente se diz disposto a ir para as ruas a fim de eleger ex-ministro, desacreditado até por líder petista.

O Serra e a rejeição: 'Normal para quem está há muito tempo na política'

Tucano diz que saiu da prefeitura 'aprovado por voto'

O

candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, negou que haja ligação entre o fato de ter deixado o cargo de prefeito em 2006 para assumir o governo do estado e seu índice de rejeição nas eleições. Segundo ele, na época, a mudança para o Palácio dos Bandeirantes foi "aprovada pelo voto" dos paulistanos: "Em 2006, quando saí da prefeitura, fui eleito na capital para governador com votação maior do que para prefeito. Ou seja, naquela época a população aprovou essa mudança", afirmou ontem, em entrevista ao SP TV, da Rede Globo. "Eu fui aprovado pelo voto, tanto que fui o primeiro governador eleito no primeiro turno".

Serra ainda tentou minimizar o impacto de sua rejeição, que segundo pesquisa Datafolha chegou a 38%. "Eu sou mais conhecido. Teve a eleição presidencial em 2010. O pessoal que em geral prefere o PT ou votou na outra candidata (Marina Silva) tem uma manifestação mais imediata". A rejeição a Serra é a mais alta entre os candidatos a prefeito. O que, para ele, não inviabiliza a candidatura: "Claro que, se você olhar no outro ângulo, 63% não rejeitam e aceitam votar. Isso é normal para quando você está há muito tempo na política". Entre outros planos, prometeu construir creches em estações de metrô e ampliar políticas para deficientes. (Folhapress)

SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL COMUNICADO DE REABERTURA PROCESSO Nº 2012-0.166.929-0 - PREGÃO PRESENCIAL Nº 141/2012 Comunicamos aos Srs. Fornecedores interessados em participar do procedimento licitatório - AQUISIÇÃO DE MESAS CIRÚRGICAS ORTOPÉDICAS PARA USO NAS UNIDADES DA AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL, marcado para o dia 02/08/2012 às 10:00 horas, publicado no DOC em 20/07/2012 na página 116 e suspensão publicada no DOC em 27/07/12, pág. 88, o seguinte: Tendo em vista a revisão do edital, fica redesignada nova data de abertura para o dia 04/09/2012 às 10:00 horas, com retirada de novo edital no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br. As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas.

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou animado com o crescimento de Fernando Haddad na última pesquisa Datafolha e está disposto a ir às ruas e "erguer poeira" para levar o candidato petista ao 2º turno das eleições em São Paulo. Foi o que revelou um amigo dele, logo após se encontrar com o ex-presidente, ontem. A pesquisa mostra que Haddad cresceu 1 ponto em relação à anterior, com 8% das intenções de voto. Segundo a fonte, chamou a atenção de Lula o fato de seu candidato só ser conhecido por 64% dos entrevistados, enquanto 94% disseram conhecer Celso Russomanno, do PRB, e 98% conhecem José Serra, do PSDB. Lula teria vibrado com os números e dado como certa a ida da Haddad ao 2º turno. Na pesquisa divulgada nesta terça o candidato do PRB, Russo-

Nelson Antoine/Fotoarena/AE

manno, com 31%, passou à frente de Serra, com 27%, mas, pela margem de erro, estão tecnicamente empatados. Embora Lula considere São Paulo "prioridade absoluta" pelo que a capital representa para o PT e para sua trajetória pessoal, ele não poderá dedicar-se em tempo integral à campanha paulistana, pois é cobrado pelas candidaturas de outros estados. "Ele tem de dar atenção também aos outros candidatos", reconheceu Haddad, que é reconhecido por poucos. Aliás, integrantes da cúpula do PT no Congresso avaliaram que será preciso Haddad passe a ser conhecido pelos eleitores para tentar chegar ao 2º turno na disputa. Aposta – Ontem começou o programa eleitoral de rádio e tevê dos candidatos às prefeituras de todo o País. As inserções são a principal aposta do

Haddad é conhecido por 64% dos entrevistados. E Lula se anima. partido para tentar reverter o quadro atual mostrado pela pesquisa Datafolha em que Haddad aparece em 3º lugar. "Haddad tem apoio do PT, do Lula, da Dilma. Agora, ele é desconhecido e ninguém vota em desconhecido", afirmou o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto. Ele também não poupou críticas ao principal ad-

versário do partido José Serra (PSDB). "Ele é a bola da vez que não consegue se eleger mais porque a rejeição dele tem aumentado bastante". O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), foi cauteloso. "Cada eleição tem a sua própria história, não podemos menosprezar nenhum candidato". (Folhapress)

Mais mulheres na política da AL

A

participação feminina na política latinoamericana e caribenha vem crescendo consideravelmente na última década, segundo relatório Estado das Cidades da América Latina e Caribe divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). O número de vereadoras já alcança 22%. Em 1999, limitava-se a 14%. As ações afirmativas são citadas como importantes ferramentas para diminuir as desigualdades de gênero. Conforme o relatório, os países que implementaram algum tipo de lei nesse sentido são os que apresentaram avanços na participação feminina na política. O estudo ressalta que o fa-

Vanessa Carvalho/BrazilPhoto Press/AE

Soninha Francine: candidata engrossa fila de novas postulantes. to de países como Argentina, Brasil e Costa Rica terem mulheres como chefes de Estado é um "indício claro e positivo" da participação feminina nos espaços políticos. De acordo com o oficial principal de Assentamentos

Humanos do ONU-Habitat, Erik Vittrup, as diferenças de posicionamento das gestões públicas sobre a questão do gênero são muito marcantes e discrepantes na região. "O Brasil é um dos países na vanguarda desse assun-

to. Chile e Costa Rica também. Na Costa Rica, há uma cota de 30% para mulheres em cargos públicos, mas ainda há países que se recusam a discutir a questão". Em 2009, a Costa Rica era o país da região com a maior porcentagem de vereadoras (43%). Em Trinidad e Tobago, o número chegava a 31%, e no Peru, 30%. Belize, Cuba, Chile, Equador, El Salvador, México, Nicarágua, Paraguai e República Dominicana tinham mais de 20%. O Brasil aparecia com pouco menos de 20%. O Uruguai não tinha vereadora. Nas prefeituras, as mulheres representavam, também em 2009, só 10% do total dos administradores das cidades latino-americanas e caribenhas. (ABr)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

9

Banco Boavista Interatlântico S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 33.485.541/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

No semestre, o Banco Boavista registrou Lucro Líquido de R$ 53,973 milhões, correspondente a R$ 21,01 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2012, do Banco Boavista de R$ 2,266 bilhões e Ativos Totais de R$ 2,417 bilhões. Interatlântico S.A. (Banco Boavista), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo

Osasco, SP, 13 de agosto de 2012.

Banco Central do Brasil.

Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado............................................................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO................................................................................................................................. Móveis e Equipamentos de Uso.................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2012 919.049 3 597.436 840 596.596 29.832 22.113 7.719 142 142 2.207

2011 932.420 2 560.268 1.483 558.785 27.009 19.505 7.504 18 18 3.619

2.454 (247) 289.429 257.711 31.718 88 (88) 450.144 450.144 450.144 1.047.639 1.047.634

3.985 (366) 341.504 256.966 84.538 88 (88) 481.752 481.752 481.752 947.197 947.192

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 12c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

2012 27.707 27.707 2.597 17.992 7.118

2011 34.520 34.520 1.544 28.076 4.900

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

123.526 123.526 116.650 6.876

278.217 278.217 270.862 7.355

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 12a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 12b)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

2.265.599

2.048.632

1.231.000 1.031.836 2.763

1.231.000 817.398 234

2.416.832

2.361.369

1.042.331 941.482 27.106 27.513 (21.803) (21.803) 5 5 5 5 2.416.832 2.361.369 TOTAL ........................................................................................................................................................... As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2012 28.125 220 27.905 77 77 28.202 34.324 (1.599) (1.520) 42.553 5.505 (10.615) 62.526 62.526 (8.553) 53.973 2.569.275.469 21,01

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Reversão de Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f).............................................................................. RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Outras Despesas Administrativas (Nota 13).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 14) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 9a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 15)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 16)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 18) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de ações (Nota 12a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2011 31.540 382 31.158 3.442 3.442 34.982 30.079 (1.424) (5.198) 41.647 149.934 (154.880) 65.061 65.061 (8.244) 56.817 2.569.275.469 22,11

Eventos Saldos em 31.12.2010..................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...... Lucro Líquido.................................... Destinações: - Reservas................... - Dividendos Propostos

Capital Social 1.231.000 -

Saldos em 30.6.2011.......................

1.231.000

53.771

763.627

56

178

Saldos em 31.12.2011..................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...... Lucro Líquido.................................... Destinações: - Reservas................... - Dividendos Propostos

1.231.000 -

61.897 2.698 -

916.479 50.762 -

-

300 2.463 -

1.231.000

64.595

967.241

-

2.763

Saldos em 30.6.2012.......................

Lucros Acumulados 56.817 (56.277) (540) 53.973 (53.460) (513) -

Totais 1.992.177 178 56.817 (540) 2.048.632 2.209.676 2.463 53.973 (513) 2.265.599

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2012 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos: ..................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis e Fiscais................................................................................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Reversão de Créditos de Liquidação Duvidosa ......................................................................................... Lucro Líquido Ajustado ............................................................................................................................ (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................................................. (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.............................................................. (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação ..................................................................................... (Aumento)/Redução em Operações de Crédito......................................................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ........................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações.............................................................................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/Utilizado das Atividades Operacionais ....................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................................................ Aquisição de Bens não de Uso Próprio ....................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Investimentos................................................. Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa.............................................................................................. Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 50.930 710.191 2.841 53.436 -

Ajustes de Avaliação Patrimonial Coligadas e Próprias Controladas 44 12 12 166 -

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

62.526 (40.755) 1.875 (42.553) (77) 21.771 (10) (24.961) (1.360) 789 7.639 (11.792) (7.924)

65.061 100.663 145.752 (41.647) (3.442) 165.724 230 (37.658) 637 1.232 (140.866) 1.635 (12.121) (21.187)

(7.924) 8.767 843 (7.924)

(8) (56) (64) (21.251) 22.736 1.485 (21.251)

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Reversão de Créditos de Liquidação Duvidosa.............. 1.3) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Comunicações ............................................................................ Serviços Técnicos Especializados .............................................. Promoções e Publicidade ........................................................... Transporte ................................................................................... Contribuições Sindicais............................................................... Sistema Financeiro ..................................................................... Outras ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE .................................................................................. 5 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .......... 6 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (4+5).............................. 7 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 7.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federal ................................................................................. 7.2) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2012 23.092 28.125 77 (5.110) (1.599) (16) (1.368) (145) (13) (21) (18) (18) 21.493

%

2011 30.036 31.540 3.442 (4.946) (1.424) (42) (1.131) (166) (15) (56) (14) 28.612

35,9 43,9 0,1 (8,1) (2,3) (2,1) 0,2 33,6

21.493 42.553 42.553 64.046 64.046 10.073 10.073 53.973 513 53.460

33,6 66,4 66,4 100,0 100,0 15,7 15,7 84,3 0,8 83,5

% 42,8 44,9 4,9 (7,0) (2,0) (0,1) (1,6) (0,2) (0,1) 40,8

28.612 41.647 41.647 70.259 70.259 13.442 13.442 56.817 540 56.277

40,8 59,2 59,2 100,0 100,0 19,1 19,1 80,9 0,8 80,1

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Boavista Interatlântico S.A. (Boavista) é uma instituição financeira múltipla, que tem por objetivo efetuar operações bancárias em geral, inclusive câmbio. O Boavista é parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas atividades conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas Demonstrações Contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 13 de agosto de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia e calculadas com base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Operações de crédito, outros créditos e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificados nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso (1) • de 15 a 30 dias................................................................................................................................................................ • de 31 a 60 dias................................................................................................................................................................ • de 61 a 90 dias................................................................................................................................................................ • de 91 a 120 dias.............................................................................................................................................................. • de 121 a 150 dias............................................................................................................................................................ • de 151 a 180 dias............................................................................................................................................................ • superior a 180 dias..........................................................................................................................................................

Classificação do cliente B C D E F G H

(1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos em atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN. A atualização (accrual) das operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando, então, são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. g) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos“, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre atualização monetária de depósitos judiciais é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre Prejuízo Fiscal e Base Negativa serão realizados de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. h) Investimentos Os investimentos em controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais do capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perda/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao

valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil de um ativo exceder o seu valor recuperável apurado pelo (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 10a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 10b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas Demonstrações Contábeis (Nota 10b). k) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro rata” dia) e provisão para perdas, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridas (em base “pro rata” dia). l) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das Demonstrações Contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das Demonstrações Contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das Demonstrações Contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas Demonstrações Contábeis encerradas em 30 de junho de 2012. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2012 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Aplicações interfinanceiros de liquidez (1) .............................................................................................. Total de caixa e equivalentes de caixa ................................................................................................

3 3 840 843

Em 30 de junho - R$ mil 2011 2 2 1.483 1.485

(1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos 1 a 30 dias

Em 30 de junho - R$ mil Total 2012 2011

91 a 180 dias

Aplicação no mercado aberto: Posição bancada ............................................................................ 840 Notas do tesouro nacional................................................................ 840 Aplicações em depósitos interfinanceiros .................................. 596.596 Total em 2012 .................................................................................. 840 596.596 Total em 2011 .................................................................................. 560.268 b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração do resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários.

840 840 596.596 597.436

1.483 1.483 558.785 560.268

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. Total (Nota 6b)........................................................................................................................................

283 283 26.262 26.545

116 116 29.528 29.644

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos

Títulos Títulos para negociação (3): Letras Financeiras do Tesouro ......... Títulos disponíveis para venda: Ações................................................ Total em 2012 .................................. Total em 2011 ..................................

1 a 30 dias 92

Acima de 360 dias 29.832 29.832 29.832 26.917

Valor de mercado/ contábil (1) 29.832 29.832 29.832

2012 Valor de custo atualizado 29.796 29.796 29.796

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de Marcação mercado/ a contábil (1) mercado (2) 26.917 26.917 92 92 92 92

Marcação a mercado (2) 36 36 36

27.009

92

(1) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes; (2) Representado pelos títulos da carteira própria, sendo que o ajuste no patrimônio líquido inclui R$ 2.763 mil (2011 - R$ 178 mil), líquido dos efeitos tributários, referente a controladas e coligadas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) Resultado de títulos e valores mobiliários Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Receita de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. 26.545 29.644 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 1.360 1.514 Total ........................................................................................................................................................ 27.905 31.158 c) O Boavista não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2012 e de 2011.

7) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Composição total das carteiras e prazos Em 30 de junho - R$ mil

Operações de crédito Empréstimos........................................................................................ Total das operações de crédito........................................................ Avais e fianças (1) ............................................................................... Total em 2012 ..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................

1 a 30 dias

31 a 60 dias 208 208 208 222

61 a 90 dias 129 129 129 129

91 a 180 dias 129 129 129 128

537 537 537 728

Curso normal 181 a 360 Acima de dias 360 dias 1.451 1.451 38.705 1.451 38.705 2.778 35.159

Total 2012 2.454 2.454 38.705 41.159

%

2011 6,0 6,0 94,0 100,0

%

3.985 3.985 35.159

10,2 10,2 89,8

39.144

100,0

(1) Contabilizados em contas de compensação. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

...continuação

Banco Boavista Interatlântico S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 33.485.541/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Modalidades e níveis de riscos

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 30 de junho - R$ mil Total 2011 % 3.985 100,0

Total Operações de crédito AA Empréstimos............................................................ Total em 2012 ......................................................... % ............................................................................. Total em 2011 ......................................................... 318 % ............................................................................. 8,0 c) Concentração das operações de crédito e outros créditos

Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... d) Setor de atividade econômica

D

2012 2.454 2.454

2.454 2.454 100,0 3.667 92,0

% 100,0 100,0

3.985 100,0

2012 2.326 2.454

% 94,8 100,0

2012

%

Nível de risco D ....................................................... Subtotal ........................................... Total em 2012 .................................. % ...................................................... Total em 2011 .................................. % ......................................................

% 100,0 100,0 100,0

(1) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadradas no item anterior; e (2) Registradas em receitas de operações de crédito, como previsto nas normas e instruções do BACEN. No período não ocorreram renegociações de operações de crédito.

Em 30 de junho - R$ mil 2011 %

a) Rendas a receber Refere-se a dividendos a receber, no montante de R$ 257.711 mil (2011 - R$ 256.966 mil).

100,0 100,0

Mínimo requerido % 10,0

3.985 100,0

324 (77) 247 247 125

Em 30 de junho - R$ mil 2011 % 3.667 92,0 3.985 100,0

3.985 3.985

8) OUTROS CRÉDITOS

100,0 100,0

Em 30 de junho - R$ mil Saldo da carteira Total da carteira 2.454 2.454 2.454

Saldo inicial............................................................................................................................................ Reversão ................................................................................................................................................. Baixas...................................................................................................................................................... Saldo final .............................................................................................................................................. Provisão genérica (1) .............................................................................................................................. Operações recuperadas no semestre (2)................................................................................................

Em 30 de junho - R$ mil 2011 5.094 (3.442) (1.286) 366 366 370

b) Diversos

Setor privado Indústria............................................................................................ 2.454 Total ................................................................................................. 2.454 e) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa

Curso normal 2.454 2.454 2.454 100,0 3.985 100,0

2012

Provisão requerida Genérica 247 247 247 100,0 366 100,0

Total Geral 2012 2011 247 366 247 366 247 100,0 366 100,0

Tributos antecipados................................................................................................................................ Depósitos para interposição de outros recursos ..................................................................................... Créditos a receber (Nota 19a) (1)............................................................................................................ Depósitos para interposição de recursos fiscais ..................................................................................... Créditos tributários (Nota 18c)................................................................................................................. Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Devedores por compra de valores e bens............................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2012 184.064 108.664 92.001 58.761 38.365 7 481.862

Em 30 de junho - R$ mil 2011 197.882 105.364 105.473 58.007 93.426 5.232 696 210 566.290

(1) Refere-se a Direitos a Receber dos ex-controladores.

9) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 30 de junho - R$ mil

Empresas Tibre Holdings Ltda. ............................................................................ Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi ............................... Embaúba Holdings Ltda. .................................................................... Outros Investimentos........................................................................... Total ....................................................................................................

Capital Social 187.000 1.028.459 551.937

Patrimônio líquido ajustado 368.831 1.692.076 659.976

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 167.500 31.268 460.134

Participação no capital social % 100,000000 7,266302 83,367175

Lucro líquido/ (prejuízo) ajustado 16.056 53.496 26.928

Valor contábil 2012 368.831 122.951 550.203 346 1.042.331

2011 333.994 114.584 492.632 272 941.482

Ajuste decorrente de avaliação (1) 2012 2011 16.056 17.131 3.884 4.158 22.449 20.228 164 130 42.553 41.647

(1) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis. b) Composição de outros investimentos

Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Outros investimentos ............................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas com investimentos por incentivos fiscais.............................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

2012 14.559 42 12.505 27.106 (10.532) (11.271) (21.803) 5.303

Em 30 de junho - R$ mil 2011 14.559 42 12.912 27.513 (10.532) (11.271) (21.803) 5.710

17) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador, empresas controladas e coligadas estão assim representadas: 2012 Ativos (passivos)

2011 Ativos (passivos)

Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 3 2 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 596.596 558.785 26.262 29.528 Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 840 1.483 283 116 Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (2.597) (1.544) Embaúba Holdings Ltda. ................................................................. 106.031 105.524 Tibre Holdings Ltda. ......................................................................... 151.223 150.878 Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi ............................ 276 193 Outras............................................................................................... 100 289 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social. A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus Administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares.

10) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões classificadas como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos Cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. II - Obrigações Legais - provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. III - Movimentação das Provisões Constituídas Em 30 de junho - R$ mil Fiscais e Cíveis Previdenciárias (1) Saldos no início do 1º semestre de 2012 ............................................................................................ 12.180 18.845 Constituições líquidas de reversões e baixas.......................................................................................... 1.758 Atualização monetária ............................................................................................................................. 117 18) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Pagamentos............................................................................................................................................. (244) a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Saldos no fim do 1º semestre de 2012 (Nota 11b).............................................................................. 13.694 18.962 Saldos no fim do 1º semestre de 2011 (Nota 11b).............................................................................. 12.053 162.453 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2012 e de 2011, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 11) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para riscos fiscais (Nota 10b) ................................................................................................... Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para imposto de renda diferido (Nota 18c) ............................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Provisões cíveis (Nota 10b)..................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2012 107.982 18.962 3.484 4.214 134.642

Em 30 de junho - R$ mil 2011 127.357 162.453 5.483 3.645 298.938

2012 13.694 300 13.994

Em 30 de junho - R$ mil 2011 12.053 202 12.255

12) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O Capital social no montante de R$ 1.231.000 mil, totalmente subscrito e integralizado, representado por 2.569.275.469 ações ordinárias, nominativas escriturais sem valor nominal. b) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 1.031.836 817.398 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 64.595 53.771 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 967.241 763.627 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos e Juros sobre o capital próprio Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. O cálculo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho, está demonstrado a seguir: R$ mil 2012 2011 Lucro Líquido........................................................................................................................................... 53.973 56.817 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (2.698) (2.841) Base de cálculo ..................................................................................................................................... 51.275 53.976 Dividendos propostos .............................................................................................................................. 513 540 Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 1,0% 1,0% Valor em Reais por lote de mil ações .................................................................................................. 0,20 0,21 13) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Promoções e publicidade ........................................................................................................................ Comunicação........................................................................................................................................... Transportes.............................................................................................................................................. Contribuição sindical ............................................................................................................................... Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 1.368 1.131 145 166 16 42 13 15 21 56 18 18 14 1.599 1.424

14) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição à COFINS........................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 1.299 4.465 211 726 10 7 1.520 5.198

15) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Créditos fiscais (1)................................................................................................................................... Variações monetárias ativas.................................................................................................................... Atualização monetária sobre depósitos................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 147.417 4.141 1.368 1.162 1.090 202 59 5.505 149.934

(1) Em 2011, refere-se a receitas de impostos a compensar. 16) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Despesas de juros sobre obrigações ...................................................................................................... Indenizações cíveis ................................................................................................................................. Outras (1) ................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 8.643 8.408 1.887 2.709 85 143.763 10.615 154.880

Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligada e controlada.................................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social........................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 62.526 65.061 (25.010) (26.024) 17.021 (899) 335 (8.553)

16.659 (895) 1.539 477 (8.244)

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos ............................................................................... Impostos diferidos: Constituição/realização no semestre, sobre adições temporárias .......................................................... Utilização de saldos iniciais de: Base negativa de contribuição social ...................................................................................................... Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

(6.397) 593 (1.031) (1.718) (2.156) (8.553)

(7.301) 1.469 (416) (1.996) (943) (8.244)

R$ mil Saldo em Saldo em 31.12.2011 Constituição Realização 30.6.2012 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 644 241 272 613 Provisões cíveis................................................................................ 4.873 750 144 5.479 Provisões fiscais............................................................................... 5.041 59 5.100 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. 1.444 1.444 Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 35 35 Outros............................................................................................... 4.175 79 120 4.134 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 16.212 1.129 536 16.805 Prejuízo fiscal e base negativa ......................................................... 24.309 2.749 21.560 Total dos créditos tributários (Nota 8b)........................................ 40.521 1.129 3.285 38.365 Obrigações fiscais diferidas (Nota 11a)............................................ 4.220 126 132 4.214 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas .. 36.301 1.003 3.153 34.151 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízos fiscais e base negativa Em 30 de junho de 2012 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição Prejuízo Base de renda social fiscal negativa Total 2012.................................................................................................. 2.240 1.484 57 3.781 2013.................................................................................................. 3.462 2.114 3.105 1.844 10.525 2014.................................................................................................. 4.244 2.375 2.981 1.840 11.440 2015.................................................................................................. 550 330 3.991 2.395 7.266 2016 (1º semestre) ........................................................................... 4 2 3.341 2.006 5.353 Total ................................................................................................. 10.500 6.305 13.475 8.085 38.365 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, somou R$ 36.055 mil (2011 - R$ 86.287 mil), sendo R$ 16.127 mil (2011 - R$ 62.179 mil) de diferenças temporárias e R$ 19.928 mil (2011 - R$ 24.108 mil) de prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social. e) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 4.214 mil (2011 - R$ 3.645 mil) relativas à: Ajuste a valor de mercado dos títulos (2011 - R$ 37 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 4.214 mil (2011 - R$ 3.608 mil). 19) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Por força do Instrumento Particular de Contrato de Promessa de Integração Empresarial e Outros Pactos, de 7 de julho de 2000, firmado com o Banco Bradesco S.A., os ex-controladores do Banco Boavista, julgaram oportuno o exercício da opção para aderir ao PAES, objetivando o parcelamento de débitos tributários e previdenciários junto à União, por eles garantidos, os quais vinham sendo questionados nas esferas administrativa e judicial, no montante de R$ 165.340 mil, conforme faculdade instituída pela Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003. Conforme a referida legislação, os valores objeto de parcelamento serão quitados no prazo mínimo de 120 meses e máximo de 180 meses, devidamente atualizados pela TJLP. Os valores atualizados relativos às obrigações fiscais de R$ 107.748 mil (2011 - R$ 123.400 mil) e o respectivo direito a receber dos ex-controladores R$ 92.001 mil (2011 - R$ 105.473 mil), por força do citado instrumento estão, respectivamente, registrados em outras obrigações - fiscais e previdenciárias (Nota 11a) e outros créditos - diversos (Nota 8b). b) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O Boavista como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações, foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23). Atualmente, não é possível quantificar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de forma prospectiva ou retrospectiva.

A DIRETORIA Luiz Filipe Lopes Soares – Contador – CRC 1SP208127/O-5

(1) Em 2011, inclui basicamente provisão para riscos fiscais.

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Boavista Interatlântico S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Boavista Interatlântico S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui,

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Boavista Interatlântico S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre findo em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstração foi submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Osasco, 13 de agosto de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Zenko Nakassato Contador CRC 1SP160769/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

11

Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.552.142/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

No semestre, a Alvorada Cartões registrou Lucro Líquido de R$ 145,967 milhões, correspondente a R$ 29,14 por lote de mil ações, Patrimônio

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2012, da Alvorada Cartões, Crédito, Líquido de R$ 4,935 bilhões e Ativos Totais de R$ 5,142 bilhões. Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada Cartões), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a

Osasco, SP, 13 de agosto de 2012.

funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Diretoria BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ...................................................................................................................

2012 4.406.301 16 4.268.732 4.268.732 97.858 57.880 39.978 720 720 38.755 18.851 19.904 220 282 (62)

2011 4.286.081 10 4.093.727 4.093.727 106.753 82.850 23.903 26 26 85.423 22.705 62.718 142 328 (186)

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Moeda de Privatização .................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b).........................................................................................................................................

444.746 59.430 59.430 385.316 1.906 383.410

492.633 62.924 62.924 429.709 429.709

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas ..................................................................................................................................

290.838 218.053

253.946 209.062

217.719 3.174 (2.840)

207.779 4.123 (2.840)

IMOBILIZADO DE USO (Nota 9).................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

72.785 119.873 (47.088) 5.141.885

44.884 90.270 (45.386) 5.032.660

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

2012 75.286 75.286 1.387 66.516 7.383

2011 90.208 90.208 3.716 80.438 6.054

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

131.269 131.269 109.372 21.897

301.438 301.438 279.975 21.463

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 12a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 12b)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

4.935.330

4.641.014

3.044.000 1.877.945 13.385

3.044.000 1.587.079 9.935

TOTAL ...........................................................................................................................................................

5.141.885

5.032.660

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2012 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Despesas de Pessoal (Nota 13) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 14).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 15) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 8a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 16)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 17)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 18) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 21) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

197.984 1.089 196.895 197.984 3.575 (28) (2.413) (9.577) 10.358 8.301 (3.066) 201.559 35.261 236.820 (90.853) 145.967

Número de ações (Nota 12a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2011

5.009.948.649 29,14

225.246 682 224.564 225.246 (1.563) (102) (2.124) (14.126) 16.076 151.133 (152.420) 223.683 4.166 227.849 (84.136) 143.713 5.009.948.649 28,69

Reservas de Lucros Capital Social

Eventos

3.044.000

83.050

1.361.681

Ajustes de Avaliação Patrimonial......

-

-

-

Lucro Líquido....................................

-

-

-

Destinações: - Reservas...................

-

7.186

- Dividendos propostos

-

-

Saldos em 30.6.2011.......................

3.044.000

Saldos em 31.12.2011.....................

3.044.000

Ajustes de Avaliação Patrimonial......

-

-

-

Lucro Líquido....................................

-

-

-

Destinações: - Reservas...................

-

7.298

- Dividendos Propostos

-

-

3.044.000

114.779

Saldos em 30.6.2012.......................

10.017

Lucros Acumulados

-

-

-

-

-

-

143.713

135.162

-

-

(142.348)

-

-

-

(1.365)

90.236

1.496.843

9.935

107.481

1.625.884

7.762

(82)

-

Totais 4.498.748 (82) 143.713 (1.365)

-

4.641.014

(1.184)

-

4.783.943

7.083

-

6.807

-

-

145.967

145.967

137.282

-

-

(144.580)

-

-

-

(1.387)

1.763.166

7.486

5.899

(276)

-

(1.387) 4.935.330

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2012

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

236.820 (30.700) 851 (10.358) 8.390 20 (29.603) 206.120 (187.050) 67.371 (703) (63.110) (27.216) (4.588) 1.598 (6) 3.002 4.594 6

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

Estatutárias

Saldos em 31.12.2010.....................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes dos Impostos .......................................................................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Depreciações ............................................................................................................................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ........................................................................... Ganho/Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio................................................................................ Outros ........................................................................................................................................................ Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social....................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.............................................................. (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ...................... Redução/(Aumento) em Relações Interdependências .............................................................................. (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ........................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações.............................................................................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................................................ Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................................................... Alienação de Investimentos ......................................................................................................................... Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .............................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

Legal

Ajustes de Avaliação Patrimonial Coligadas e Próprias Controladas

10 16 6

Descrição

227.849 130.214 851 (16.076) 145.301 122 16 358.063 (135.464) (23.256) (546) (155.307) 6.307 (50.952) (1.155) 1.222 63 (175) 38 1.148 (7) 17 10 (7)

2012

%

2011

%

1 - RECEITAS ..................................................................................

238.480

96,7

228.125

94,2

1.1) Intermediação Financeira..................................................

197.984

80,3

225.246

93,0

1.2) Outras .................................................................................

40.496

16,4

2.879

1,2

2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................

(1.562)

(0,6)

(1.273)

(0,6)

Serviços Técnicos Especializados ..............................................

(1.187)

(0,5)

Serviços de Terceiros..................................................................

(77)

Serviços do Sistema Financeiro .................................................

(126)

Propaganda, Promoções e Publicidade......................................

(123)

Outras .........................................................................................

(49)

3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) ..........................................

(0,3) (0,1)

(242)

(0,1)

-

(145)

(0,1)

-

(37)

(0,1)

236.918

4 - DEPRECIAÇÕES........................................................................

(727) (122)

-

96,1

(851)

-

226.852

(0,3)

93,6

(851)

(0,3)

5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) .........................................................................

236.067

95,8

226.001

93,3

6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ......

10.358

4,2

16.076

6,7

Resultado de Participações em Coligadas e Controladas ..........

10.358

4,2

16.076

6,7

7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (5+6)..............................

246.425

100,0

242.077

100,0

8 - DISTRIBUIR VALOR ADICIONADO...........................................

246.425

100,0

242.077

100,0

8.1) Pessoal ...............................................................................

28

-

102

-

Outros Encargos ..................................................................

28

-

102

-

8.2) Impostos, Taxas e Contribuições .....................................

100.430

40,8

98.262

40,6

Federais ...............................................................................

100.400

40,8

98.262

40,6

Municipais ............................................................................

30

-

-

-

8.3) Remuneração de Capitais Próprios .................................

145.967

59,2

143.713

59,4

Dividendos ...........................................................................

1.387

0,5

1.365

0,6

Lucros Retidos .....................................................................

144.580

58,7

142.348

58,8

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a A Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada Cartões), tem como objetivo as operações de concessão de créditos e complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para financiamentos de bens e serviços, financiamentos de capital de giro e administração de recursos de terceiros, bem como a emissão, a administração a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; de cartões de crédito, próprios e/ou de terceiros, a cobrança de faturas e o financiamento aos clientes, podendo ainda participar no capital social de • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência outras empresas. A Alvorada Cartões é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 10c); e 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS os • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis n 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) s que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, contábeis (Nota 10b). associadas às Normas e Instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem estimativas e premissas, tais como: estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável k) Outros ativos e passivos (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas (em base financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 13 de agosto de 2012. encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro rata” dia). 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia e calculadas com base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Não há títulos classificados nesta categoria. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - edificações - 4% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 10a);

l) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2012. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2012 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

16 16

Em 30 de junho - R$ mil 2011 10 10

5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos

Aplicações em depósitos interfinanceiros ..................................................................... Total em 2012 ............................................................................................................... Total em 2011 ...............................................................................................................

Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 4.268.732 4.093.727 4.268.732 4.093.727

1 a 180 dias 4.268.732 4.268.732 4.093.727

b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 187.788 216.083 187.788 216.083

Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. Total (Nota 6b)........................................................................................................................................ 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos

Títulos (1) Títulos para negociação (3) ........... Letras financeiras do tesouro ........... Certificados de depósito bancário .... Letras do tesouro nacional ............... Debêntures ....................................... Outros............................................... Operações compromissadas............ Títulos disponíveis para venda ..... Ações................................................ Certificados de privatização ............. Total em 2012 .................................. Total em 2011 ..................................

1 a 30 dias 11.929 993 10.936 2 2 11.931 28.774

31 a 180 dias 4.833 2.802 1.085 650 296 4.833 2.275

181 a 360 dias 5.613 5.235 376 2 5.613 3.691

Valor de Acima de mercado/ 360 dias contábil (2) 75.481 97.856 71.759 79.796 2.204 3.665 1.104 2.097 317 317 97 747 11.234 59.430 59.432 2 59.430 59.430 134.911 157.288 134.937

2012 Valor de custo atualizado 97.756 79.696 3.665 2.097 317 747 11.234 46.956 46.956 144.712

Marcação a mercado 100 100 12.476 2 12.474 12.576

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de Marcação mercado/ a contábil (2) mercado 102.483 (1) 71.567 (1) 570 920 582 4.226 24.618 67.194 16.559 4.270 3.109 62.924 13.450 169.677

16.558

(1) As aplicações em cotas de fundos exclusivos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras e no caso de operações compromissadas pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do período, os investimentos em fundos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 47.032 mil (2011 - R$ 67.529 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) Resultado de títulos e valores mobiliários Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários.

Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Fundos de investimento........................................................................................................................... Títulos de renda variável ......................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 187.788 216.083 5.325 5.746 3.782 2.718 17 196.895 224.564

c) A Alvorada Cartões não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2012 e de 2011. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

...continuação

Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.552.142/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 7) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber

15) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Dividendos............................................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos

Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Créditos tributários e impostos e contribuições (Nota 21c) ..................................................................... Depósitos em garantia de recursos fiscais.............................................................................................. Depósitos em garantia - outros ............................................................................................................... Depósitos em garantia de recursos trabalhistas ..................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2012 18.860 1.897 20.757

Em 30 de junho - R$ mil 2011 20.809 1.896 22.705

2012 113.309 64.110 59.354 159.310 3.703 2.087 1.441 403.314

Em 30 de junho - R$ mil 2011 110.971 160.188 145.131 69.596 3.749 1.326 1.466 492.427

8) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 30 de junho - R$ mil Quantidade de ações/ ParticiLucro/ Patrimônio cotas possuídas pação prejuízo Ajuste decorrente Capital líquido (em milhares) no capital líquido Valor contábil de avaliação (3) Empresas social ajustado Ações Cotas social % ajustado 2012 2011 2012 2011 BEC - DTVM Ltda. .................. 20.000 38.552 19.999 99,999 982 38.552 30.330 982 922 Serel Participações S.A. ......... 165.500 1.170.405 1.640 11,357 49.573 129.560 117.429 5.631 6.025 Caboquenas Holdings Ltda. (1) 44.995 8.648 Tapajós Holdings Ltda. (1) ....... 413.433 571.235 24.837 6,007 52.064 34.314 3.127 Caetê Holdings Ltda. .............. 40.158 148.251 304 0,756 79.766 1.121 888 603 476 Marselha Holdings Ltda. ......... 147.000 305.841 80 0,055 27.945 168 133 15 5 Tecnologia Bancária S.A. (2) ... 14.004 14.004 Total Geral .............................. 217.719 207.779 10.358 16.076 (1) Investimento utilizado para aquisição de participação no capital social na Empresa Tapajós Holdings Ltda., em 23 de dezembro de 2011, pelo valor de custo; (2) Investimento na Tecnologia Bancária S.A. - TECBAN - não avaliado pelo método de equivalência patrimonial em decorrência das alterações estabelecidas pela Resolução nº 3.619 do CMN; e (3) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis. b) Composição de outros investimentos Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. 3.120 3.120 Outros investimentos ............................................................................................................................... 45 996 Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. 9 7 Subtotal .................................................................................................................................................. 3.174 4.123 Provisão para perdas em aplicações por incentivos fiscais .................................................................... (2.829) (2.829) Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... (11) (11) Subtotal .................................................................................................................................................. (2.840) (2.840) Total ........................................................................................................................................................ 334 1.283 9) ATIVO IMOBILIZADO

Taxa Imóveis de uso - Terrenos......................................................................................... - Edificações .................................................................................... Total em 2012 .................................................................................. Total em 2011 ..................................................................................

Custo 4%

Depreciação

64.138 55.735 119.873 90.270

(47.088) (47.088) (45.386)

Em 30 de junho - R$ mil Valor residual 2012 2011 64.138 8.647 72.785

34.535 10.349 44.884

10) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões classificadas como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. III - Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. As principais questões são: – COFINS - R$ 33.183 mil (2011 - R$ 30.024 mil): pleiteia calcular e recolher a COFINS, a partir de outubro de 2005, sobre o efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2º da Lei Complementar nº 70/91, afastando-se assim a inconstitucional ampliação da base de cálculo pretendida pelo parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98. – IRPJ - Dedução da CSLL na Base de Cálculo - R$ 34.217 mil (2011 - R$ 24.806 mil): pleiteia deduzir, para formação da base de cálculo do imposto sobre a renda, a despesa relativa ao pagamento da contribuição social sobre o lucro, no período-base de 1998 e subsequentes, afastando, por ilegal e inconstitucional, o art. 1º da Lei nº 9.316/96 que elimina a possibilidade de utilização da referida despesa. IV - Movimentação das Provisões Constituídas Em 30 de junho - R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) Saldos no início do 1º semestre de 2012 .................................................................. 1.665 23.147 87.430 Atualização monetária ................................................................................................... 2.292 Constituições líquidas de reversões .............................................................................. (460) 602 5.956 Saldos no final do 1º semestre de 2012 (Notas 11a e 11b)...................................... 1.205 23.749 95.678 Saldos no final do 1º semestre de 2011 (Notas 11a e 11b)...................................... 974 22.210 227.426 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2012 e de 2011, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 11) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisões fiscais (Nota 10b).................................................................................................................... Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 21c).................................................................. Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Provisões cíveis (Nota 10b)..................................................................................................................... Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Provisões trabalhistas (Nota 10b) ........................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2012 95.678 12.978 65.127 2.105 175.888

Em 30 de junho - R$ mil 2011 227.426 11.955 49.496 71.536 360.413

2012 23.749 3.953 1.205 373 29.280

Em 30 de junho - R$ mil 2011 22.210 4.289 974 44 27.517

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 8.195 12.114 1.332 1.969 50 43 9.577 14.126

Contribuição à COFINS........................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 16) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 835 685 3.218 145.753 4.232 3.668 16 130 897 8.301 151.133

Reversão de provisões operacionais....................................................................................................... Créditos fiscais (1)................................................................................................................................... Atualização de depósitos judiciais........................................................................................................... Juros sobre o capital próprio/dividendos recebidos ................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Totais ...................................................................................................................................................... (1) Em 2011, refere-se a receitas de impostos a compensar. 17) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 2.534 6.071 496 1.108 2.650 36 142.591 3.066 152.420

Variação monetária sobre tributos........................................................................................................... Indenizações cíveis ................................................................................................................................. Doações .................................................................................................................................................. Outras (1) ................................................................................................................................................ Totais ...................................................................................................................................................... (1) No 1º semestre de 2011, inclui basicamente Provisão para Riscos Fiscais. 18) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 (20) (247) 5.678 4.429 29.603 105 (121) 35.261 4.166

Resultado na alienação de valores e bens.............................................................................................. Receitas de aluguéis ............................................................................................................................... Reversão de provisões não operacionais................................................................................................ Provisão para desvalorização de bens e investimentos.......................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 19) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com controlador, empresas coligadas e controladas estão assim representadas: 2012 Ativos (passivos)

2011 Ativos (passivos)

Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 16 10 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 4.268.732 4.093.727 187.788 216.083 Dividendos/Juros sobre o Capital Próprio: Serel Participações S.A. .................................................................. 18.389 18.269 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (1.387) (3.716) Caetê Holdings Ltda. ....................................................................... 267 2.313 Outras controladas e coligadas ........................................................ 204 135 Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 4.126 3.502 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus Administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 20) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS A Alvorada Cartões (incorporadora do Banco BEC S.A.) patrocina plano de benefício definido por meio da Caixa de Previdência Privada do Banco do Estado do Ceará - CABEC. Os recursos garantidores dos planos de previdência são investidos de acordo com a legislação pertinente (títulos públicos e privados, ações de companhias abertas e imóveis). 21) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 236.820 227.849 (94.728) (91.139)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

4.143 (280) 12 (90.853)

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 (79.556) (63.138) (11.297) (20.998) (90.853) (84.136)

Imposto de renda e contribuição social, devidos..................................................................................... Constituição/realização, no semestre, sobre adições temporárias ......................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Saldo em 31.12.2011 2.002 5.412 29.202 2.055 7.484 12.019 9.914 2.563

Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ Provisões cíveis................................................................................ Provisões fiscais............................................................................... Provisões trabalhistas ...................................................................... Provisão para perda de títulos e investimentos................................ Provisão para desvalorização de bens imóveis................................ Ajuste a Valor de Mercado dos títulos para negociação................... Outros............................................................................................... Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias (Nota 7b) ........................................................................................ 70.651 Obrigações fiscais diferidas (Nota 11a)............................................ 11.469 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas .. 59.182 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias

6.430 (629) 1.202 (84.136)

Constituição 1.183 11 1 102 1.297 1.693 (396)

25 195 11.841 365 168

Em R$ mil Saldo em 30.6.2012 2.002 5.412 30.360 1.871 7.484 178 9.550 2.497

12.594 184 12.410

59.354 12.978 46.376

Realização

Em 30 de junho de 2012 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 2012............................................................................................................................... 7.435 4.224 11.659 12) PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2013............................................................................................................................... 16.022 9.364 25.386 a) Capital social 2014............................................................................................................................... 13.755 7.981 21.736 O capital social no montante de R$ 3.044.000 mil, totalmente subscrito e integralizado, é representado por 5.009.948.649 ações ordinárias, nominativas 2015............................................................................................................................... 353 212 565 escriturais, sem valor nominal. 2016 (1º semestre) ........................................................................................................ 5 3 8 b) Reservas de Lucros Total (Nota 7b).............................................................................................................. 37.570 21.784 59.354 Em 30 de junho - R$ mil A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. 2012 2011 e) O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 57.127 mil Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 1.877.945 1.587.079 - Reserva Legal (1) ................................................................................................................................. 114.779 90.236 (2011 - R$ 135.229 mil) de diferenças temporárias. - Reserva Estatutária (2)......................................................................................................................... 1.763.166 1.496.843 f) Obrigações fiscais diferidas (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido A Sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 12.978 mil (2011 - R$ 11.955 mil) relativas à: das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários - R$ 4.990 mil (2011 - R$ 6.624 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 7.988 mil ou para compensar prejuízos; e (2011 - R$ 5.331 mil). (2) Visando a manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% 22) OUTRAS INFORMAÇÕES do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos e Juros sobre o capital próprio a) Gerenciamento de riscos Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. Demonstrativo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho: A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias R$ mil de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. 2012 2011 A Alvorada CCFI, como parte integrante da Organização Bradesco, adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de Lucro Líquido......................................................................................................................................... 145.967 143.713 crédito, de mercado, de liquidez e operacional. (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (7.298) (7.186) b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis, suas interpretações Base de cálculo ..................................................................................................................................... 138.669 136.527 e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando Dividendos propostos .............................................................................................................................. 1.387 1.365 aprovados pelo CMN. Percentual em relação à base de cálculo............................................................................................ 1,0% 1,0% Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: Valor em Reais por lote de mil ações .................................................................................................. 0,28 0,27 • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); 13) DESPESAS DE PESSOAL • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Refere-se a processos trabalhistas no montante de R$ 28 mil (2011 - R$ 102 mil). • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); 14) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); e Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 1.187 727 • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23). Depreciação ............................................................................................................................................ 851 851 Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será Serviços de terceiros............................................................................................................................... 77 122 de maneira prospectiva ou retrospectiva. Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 126 242 Propaganda e publicidade....................................................................................................................... 123 145 A DIRETORIA Outras...................................................................................................................................................... 49 37 Jorge Andrade Costa - Contador - 1SP159543/O-0 Total ........................................................................................................................................................ 2.413 2.124

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Osasco - SP

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Examinamos as demonstrações contábeis da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço Opinião patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis funcionar pelo Banco Central do Brasil. A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Outros assuntos como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Demonstração do valor adicionado Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui,

Examinamos também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre findo em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Osasco, 13 de agosto de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Zenko Nakassato Contador CRC 1SP160769/O-0

José Cláudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Reuters

13

nternacional

VIOLÊNCIA O corpo da jornalista japonesa Mika Yamamoto, morta na segunda-feira em combates em Alepo, chegou ontem à Turquia. Ela é a quarta correspondente a morrer desde o início dos conflitos na Síria, há 17 meses.

Reuters

Reuters

Maxim Shemetov/Reuters

Aliados partem em defesa do regime de Assad

O conflito sírio ultrapassou fronteiras e chegou ontem à cidade libanesa de Trípoli (acima). O vice-premiê sírio (à esq.) Qadri Jamil, admitiu a possibilidade de discutir a saída de Assad.

De um lado, Rússia, China e alauitas libaneses. Do outro, Estados Unidos e sunitas libaneses. Na Síria, autoridades consideram renúncia do líder.

O

s aliados de Bashar al-Assad partiram em defesa do presidente sírio. A Rússia e a China alertaram o Ocidente ontem contra uma ação unilateral na Síria, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter ameaçado com "consequências enormes" se Damasco utilizar armas químicas ou biológicas. A tensão não se limita ao plano diplomático: a onda de violência se espalhou para o Líbano ontem. Choques entre partidários de Assad e opositores causaram pelo menos cinco mortes e deixaram 60 pessoas feridas no

norte do país vizinho. Segundo Moscou, ações unilaterais que violem decisões do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) não serão toleradas por Rússia e China – que já vetaram por três vezes resoluções contra Damasco. "Rússia e China baseiam sua cooperação na necessidade de seguir estritamente as leis internacionais e os princípios contidos na Carta da ONU, e em não permitir suas violações", disse o chanceler russo, Sergei Lavrov. Na segunda-feira, Obama disse que a "linha vermelha"

para seu governo é "começar a ver um monte de armas químicas sendo levadas de lá para cá ou sendo usadas". Segundo ele, já há "planos de contingência" para esses casos. Acredita-se que a Síria tenha vasto arsenal, incluindo os gases mostarda e sarin. Já o governo sírio considerou as ameaças parte de uma "propaganda eleitoral" para o público norte-americano e comparou as suspeitas aventadas por Obama às denúncias sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, que levaram à invasão do país vizinho em 2003.

"O Ocidente está procurando uma oportunidade para uma intervenção militar na Síria, mas uma intervenção assim é impossível", disse o vice-premiê sírio, Qadri Jamil, em coletiva de imprensa em Moscou, onde se encontrou com Lavrov. "Quem considera isso evidentemente quer ver a crise se expandir para além da Síria", completou, numa referência velada ao argumento de que o Irã seria o real alvo de uma intervenção na Síria. Renúncia? - Em declarações reproduzidas por algumas agências de notícias, Jamil teria considerado ainda a possi-

bilidade de negociar a saída de Assad – o que não foi confirmado pelo regime. "Fazer da renúncia uma condição para manter o diálogo significa que nunca se poderá ter tal diálogo. Mas nas negociações se pode tratar de qualquer problema. Estamos dispostos, inclusive, a falar sobre esse ponto." A agência russa RIA Novosti, porém, cita apenas o trecho em que Jamil resiste em colocar a renúncia de Assad como uma pré-condição ao diálogo. Segundo a agência, Jamil teria sugerido algum tipo de consulta popular sobre a saída do líder.

Líbano - O conflito sírio voltou a ultrapassar fronteiras ontem, depois que confrontos na cidade libanesa de Trípoli eclodiram ontem entre moradores dos bairros de Bab el Tebaneh, de maioria sunita, e Yabal Mohsen, dominado por alauitas. Os primeiros são aliados dos rebeldes sírios, enquanto os últimos integram a seita xiita à qual pertence Assad. Autoridades políticas, militares e religiosas do Líbano acusaram o regime sírio de promover a discórdia em Trípoli para desviar a atenção dos crimes que comete contra seu povo. (Agências)

O 'CONQUISTADOR' IRANIANO Novo míssil e base militar são a resposta de Teerã às ameaças de Israel e EUA

O

Os amigos virtuais de Assange

H

ackers atacaram sites do governo britânico, ontem, em protesto contra a forma como vem sendo conduzido o caso do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está abrigado na Embaixada do Equador em Londres. O incidente ocorreu no mesmo dia em que a Suécia garantiu que não extraditaria o ativista para os Estados Unidos se houvesse risco de ele ser punido com a pena de morte. "Nunca entregaremos uma pessoa que estiver ameaçada de pena de morte", afirmou Cecilia Riddselius, vice-diretora de assuntos penais e cooperação internacional do Ministério da Justiça sueca, ao diário alemão Frankfurter Rundschau. Hackers - Em apoio a Assange, o grupo Anonymous assumiu o ataque ao site do Ministério da Justiça britânico. Segundo os hackers, a ameaça ao WikiLeaks também é uma ameaça à "liberdade de ex-

pressão e à saúde de toda a nossa sociedade". O ministério confirmou que seu site sofreu "algumas alterações", mas não responsabilizou ninguém por esses problemas. Apoio - O governo de Rafael Correa concedeu asilo a Assange, com base na hipótese de que corre o risco de ser extraditado da Suécia para os EUA, onde seria punido com a pena de morte por divulgar documentos governamentais secretos. Assange, que seria julgado na Suécia por supostos delitos sexuais, não pode abandonar a embaixada equatoriana a menos que o Reino Unido lhe conceda um salvo-conduto. Correa voltou a alertar sobre uma eventual invasão da embaixada pela polícia para capturar Assange. Segundo ele, a iniciativa representaria um "suicídio diplomático", já que colocaria em risco a segurança de todas as embaixadas britânicas pelo mundo. (Agências)

Irã disse ontem ter aumentado sua capacidade de defesa graças a novos mísseis de fabricação nacional e à construção de uma importante base destinada a repelir ataques aéreos contra o país. O anúncio parece ser a mais recente resposta de Teerã à pressão internacional sobre seu programa nuclear. Autoridades do regime anunciaram os supostos avanços militares durante a celebração do dia da indústria bélica nacional, em uma clara advertência aos arqui-inimigos Israel e Estados Unidos, que podem bombardear o Irã. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e seu ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, participaram em Teerã da cerimônia de apresentação oficial de uma versão atualizada do míssil Fateh-110, testado no mês passado. Segundo militares, o artefato, cujo nome significa "conquistador" em farsi, é mais preciso e eficiente em condições climáticas adversas que versões anteriores. Ao contrário de outros mísseis capazes, em tese, de atingir Israel, o Fateh tem alcance de 300 quilômetros – suficiente para destruir alvos norte-americanos em países vizinhos. Dissuasão - Ahmadinejad assegurou que os avanços militares do Irã são apenas para fins defensivos e não devem ser vistos como uma ameaça, mas disse que iriam dissuadir potências mundiais de impor suas vontades sobre o Irã.

"Os avanços defensivos têm o objetivo de defender a integridade humana, e não têm a intenção de serem ofensivos para com os outros", disse o mandatário, segundo a agência de notícias Mehr. "Eu não tenho dúvida de que nossas capacidades defensivas podem resistir ao assédio moral e pôr fim a seus planos", acrescentou ele. Ahmadinejad e Vahidi também acompanharam a apresentação de um lança-morteiros e de um avião que será usado, entre outras coisas, para testes antirradar e simulação de combate. Defesa - Em outra cerimônia, no sul do Irã, perto da cidade de

Abadeh, autoridades participaram do início da construção de uma base de 200 hectares que será usada como epicentro da defesa antiaérea nacional. O local, a 200 quilômetros da usina nuclear de Isfahan, deverá abrigar 6.000 soldados. "Se o inimigo tem a intenção de atacar este solo, faremos com que o Golfo Pérsico seja sua tumba", disse o governador de Abadeh, Mohamad Javad Askari, durante a cerimônia. As manobras são vistas por analistas como demonstração de autoconfiança do Irã diante do risco de sofrer bombardeios contra seu programa nuclear, que pode ter fins militares, o que Teerã nega.

Nova chance - Autoridades da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) voltarão a se reunir nesta sexta-feira com representantes iranianos para debater "questões em aberto" sobre o programa nuclear iraniano. A reunião pode representar uma última chance para o Irã influenciar no conteúdo do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), caso ofereça concessões ao acesso de inspetores a instalações, funcionários e documentos. Em junho, a AIEA e o Irã não chegaram a um acordo para permitir à agência um acesso mais amplo às instalações nucleares iranianas. (Agências)


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RENOVAÇÃO Um novo Vale do Anhangabaú deverá surgir da conjunção de uma série de projetos, entre eles a Praça das Artes e uma nova área de convivência.

idades

Conservatório reabre suas portas em outubro

No Centro, o Conservatório Dramático e Musical devolverá a São Paulo seu espaço para a música de câmara. O anúncio foi feito ontem pelo secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, em encontro do Conselho de Política Urbana da Associação Comercial de São Paulo.

Ivan Ventura

O

Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, centenária escola de formação de músicos eruditos e que já teve como professor o escritor Mário de Andrade, reabrirá suas portas em outubro, depois de uma ampla reforma interna iniciada em 2009. A informação é do secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, o convidado de ontem da reunião do Conselho de Política Urbana (CPU) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo Calil, o conservatório será usado por músicos do Theatro Municipal, durante os concertos de câmara. "O conservatório reabrirá em outubro, com seis salas. Trata-se da única sala de câmara na cidade. Lá serão apresentados concertos intimistas, tais como quartetos, octetos, cantora e piano e outras exibições do gênero. Por ser uma sala pequena, é perfeita para esse tipo de apresentação", disse Calil. Degradação - Durante o encontro de ontem na ACSP, o secretário de Cultura lembrou fatos importantes que marcaram os 106 anos de história do conservatório. Um deles, segundo Calil, foi que a tradicional escola de música clássica foi o centro do debate em favor da construção do Theatro Municipal. Mesmo assim, o conservatório passou por um intenso processo de degradação e perdeu alunos. O mesmo quase ocorreu com suas câmaras de concerto, salas onde eram ministradas as aulas, que estavam em estágio avançado de deterioração. Praça das Artes - Nos arredores do conservatório há outro projeto da secretaria de Cultura: a Praça das Artes, uma nova área verde e de convivência no Centro. De acordo com Calil, metade das obras da praça ficará pronta até o fim do ano. O restante será uma missão para o próximo prefeito de São Paulo. "Acredito que será necessário mais um ano até a conclusão da Praça das Artes", afirmou o secretário. Calil preferiu guardar segredo sobre o aspecto da parte interior da praça, mas revelou

O croqui mostra como ficará a Praça das Artes, na região do Anhangabaú, com uma ressalva: o prédio alto em primeiro plano terá a metade da altura simulada no desenho.

Repro

dução

L.C.Leite/Luz

No vale, quiosques e lojas pretendem transformar a área em um ponto de lazer e de convivência. um detalhe: a mudança de lugar do monumento em homenagem ao compositor italiano Giuseppe Verdi, feita pelo artista Amadeo Zani na década de 20. Atualmente no Anhangabaú, ela vai se mudar para a Praça das Artes. Anhangabaú - O secretário de Cultura falou ainda dos planos para o Vale do Anhangabaú. Uma das ideias é atrair quiosques e outros estabelecimentos comerciais para o vale, de modo a obter-se uma solução semelhante ao que existe na praça central de Lyon, na França. "O Largo do Café, a Praça Antonio Prado e os bares situa-

dos no início da avenida São João vivem lotados e indicam que há uma demanda reprimida de negócios no Centro. O Anhangabaú pode supri-la. Hoje o vale é um local fundamentalmente de passagem e um ponto de encontro de skatistas", disse. Diante desse cenário, a ideia é atrair quiosques, promover mudanças urbanísticas e transformar essa área do Centro em um ponto de convivência. Para tanto, o prédio do antigo banheiro público deve ser demolido. Existe ainda a possibilidade da ampliação da área hoje ocupada pelo vale.

Não muito longe do Anhangabaú, há projetos para a construção da Cinelândia paulistana e para a revitalização dos antigos cinemas do Centro, além da criação de uma escola para palhaços no Largo do Paissandu. O vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e coordenador do Conselho de Política Urbana (CPU), Antonio Carlos Pela, fez uma análise positiva dos projetos apresentados por Calil. "Há uma premissa importante nesses projetos. Eles são humanos, pois resgatam a vida no Centro de São Paulo", afirmou.

O secretário Carlos Augusto Calil, durante sua palestra na CPU.

Nasce o núcleo de estudos urbanos

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oi anunciada ontem a criação do Núcleo de Estudos Urbanos da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), um grupo formado por especialistas de diferentes áreas do conhecimento humano e que será parte integrante do Conselho de Política Urbana (CPU) da entidade. O coordenador do Núcleo será José Barat, ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O objetivo do grupo é analisar e propor questões ligadas à educação, saúde, transporte e outros temas de interesse não apenas da Associação Comercial de São Paulo, mas da cidade como um todo. A primeira reunião deve ocorrer em 15 dias e terá como primeiro desafio a revisão do Plano Diretor, muito provavelmente uma das prioridades dos candidatos à prefeito de São Paulo. (I.V.)

Luis Moura/AE

Bando ateia fogo em ônibus na zona leste Cobrador salva passageira deficiente física. Ação seria represália de bandidos da região contra a PM.

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rês pessoas ficaram feridas, na segunda-feira à noite, por causa de um ataque incendiário contra um ônibus da Viação Itaim Paulista (VIP), no Jardim Lajeado, zona leste de São Paulo. A ação criminosa ocorreu na altura do número 5.930 da Avenida Nordestina, segundos após o veículo, que fazia a linha 2059 (São Miguel Paulista - Guaianazes), parar em um ponto. O inspetor Josué Bentson, da empresa VIP, informou que, segundo testemunhas, o coletivo havia parado, atendendo a uma solicitação de supostos passageiros, quando um grupo de cerca de 10 adolescentes invadiu o ônibus e ordenou que todos os quase 50 ocupantes descessem. Em seguida, jogaram um produto químico e atearam fogo. "O motorista nosso, in-

Mario Angelo/AE

Ônibus incendiado na zona leste: motorista está em estado grave felizmente, ficou preso ao cinto de segurança. Uma usuária, com deficiência física na perna, teve dificuldade de se locomover. O cobrador pulou a catraca, tentou ajudá-la e os três sofreram ferimentos. Infelizmente, o motorista e a deficiente física estão em estado que inspira cui-

dados", relatou o inspetor. Cinco equipes dos bombeiros apagaram as chamas, mas o ônibus ficou completamente destruído. Os feridos foram levados pelos resgates para os prontos-socorros de São Mateus e do Tatuapé. O motorista, Jefferson Alves da Silva, de 31 anos, teve

queimaduras de segundo grau no rosto, braços e pernas, e o estado dele era grave ontem à noite. André Sales, o cobrador, sofreu ferimentos nas pernas, foi medicado e liberado para prestar depoimento. Já a passageira Luziane Cristina Filger, que se locomove com auxílio de muletas, ficou ferida em um dos braços, nas pernas e em parte do tronco. A Polícia Militar chegou rapidamente ao local, mas ninguém foi preso. O inspetor da VIP informou que foi o oitavo ônibus da empresa incendiado na mesma região. Ele também teria ouvido das pessoas que moram na região que o atentado pode ser uma represália à ação da PM contra bandidos locais. A ocorrência foi registrada no plantão do 50.º Distrito Policial (Itaim Paulista). (Agências)

Camada de poluição encobre a cidade: massa de ar seco vai continuar.

Emergência: tempo seco bate recorde na Capital.

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Defesa Civil colocou toda a cidade de São Paulo em estado de emergência, ontem, devido à baixa umidade relativa do ar – situação que ocorre quando ela fica abaixo de 12%. Por volta das 15 horas, a estação do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) no mirante de Santana, na zona norte, registrou 10%, índice que, empatado com o dia 14 de

agosto de 2009, é o menor desde que a medição do instituto começou, em 1963. O baixo índice é semelhante ao do deserto do Saara, onde a umidade varia entre 10% e 15%. A capital paulista não tem registro de chuvas significativas há 34 dias. A previsão aponta que, nos próximos dias, a massa de ar seco e quente vai continuar em todo o Estado. (Folhapress)


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º

GERENTE O projeto social RestauranteEscola São Paulo é gerenciado pela Fundação Jovem Profissional.

setor

Eles tem que vir para o curso com vontade É essencial que gostem do que estão fazendo. NARA LOPES, COORDENADORA PEDAGÓGICA DO PROJETO

Preparando e servindo a comida: participantes do projeto aprendem de tudo um pouco e a maioria sai de lá empregada.

Quando a culinária vira paixão

Me identifico com pratos quentes e panificação. Em casa ponho em prática o que aprendo.

Jovens que participam de projeto social em restaurante da Câmara Municipal vão além de aprender: descobrem novos talentos e o amor pela cozinha.

GRAZIELE MORAES DOS SANTOS, DE 20 ANOS, ALUNA

Kelly Ferreira

G

raziele Moraes dos Santos, de 20 anos, sempre gostou de cozinhar. Depois de concluir o curso técnico em nutrição, a jovem decidiu experimentar a área de gastronomia e diz que se apaixonou. O amor pela cozinha também pegou de jeito Rode Ganciar, de 20 anos, que pretende se especializar em confeitaria e panificação. As duas até já planejam se tornar sócias em uma doceria. Graziele, Rode e tantos outros jovens estão tento a oportunidade de conhecer os bastidores da gastronomia no restaurante da Câmara Municipal de São Paulo, graças ao projeto Restaurante-Escola da Pre-

Quero ser nutricionista e o curso está me dando uma boa noção do universo da gastronomia. JONATHAN PEREIRA PEIXE, DE 19 ANOS, ALUNO

Fotos: Newton Santos/Hype

feitura. "Me identifico muito com a produção dos pratos quentes e com a panificação. Em casa ponho em prática tudo o que aprendo no curso", disse Graziele. "Além de gostar de cozinhar, me descobri uma excelente garçonete", completou Rode. Jonathan Pereira Peixe, de 19 anos, também aposta que o seu futuro está na área da alimentação. "Quero ser nutricionista e o curso está me dando uma boa noção do universo da gastronomia. Estou aprendendo bastante, inclusive sobre vinhos", disse. Futuro - OprojetoRestaurante-Escola, que tem como objetivo capacitar e inserir jovens no mercado de trabalho, tem mostrado resultados positivos: cerca de 80% dos alunos saem do projeto empregados. Em seis meses de aulas teóricas e práticas com professores de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, meninos e meninas entre 17 e 21 anos, que terminaram ou estão cursando o ensino médio, saem preparados para trabalhar em bares e restaurantes, seja cozinhando, servindo ou atendendo os clientes.

"Com a conclusão do curso só não trabalha quem não quer ou quem não se encaixa de jeito nenhum no perfil das empresas. Os restaurantes já conhecem o curso e nos procuram sempre. Ultimamente temos mais vagas do que alunos", disse a coordenadora do Restaurante-Escola, Tereza Suplicy. As aulas acontecem no restaurante da Câmara Municipal de São Paulo em período integral de segunda a sexta-feira. No currículo, os alunos saem com noções cidadania, de como carregar bandejas, servir as mesas, preparar pratos e bebidas, técnicas de higiene e estocagem de alimentos, entre outros ensinamentos. Os alunos com frequência mínima de 80% nas aulas recebem bolsa-auxílio de R$ 715,30. Escala – A coordenadora pedagógica Nara Lopes explicou que enquanto 30 alunos estão em sala assistindo aul a s t e ó r i c a s d e c o m p o r t amento, higiene pessoal, matemática, português ou armazenamento de alimentos, os outros 30 alunos da turma participam da aula prática. "Existe uma escala. A cada semana eles mudam de setor, passando pelos de padaria, salada, massa, cozinha, salão e bar. Todos os dias, dois são escalados para preparar o café da manhã, almoço, café da tarde e a limpeza, inclusive dos banheiros que eles utilizam. Todos tem uma hora livre de almoço". Nara contou que não é fácil trabalhar com adolescentes, o que explica o jeito enérgico de lidar com eles. "Sou bastante enérgica e fico de olho em tudo. Eles tem que vir para o curso com vontade, não

McDia Feliz será sábado

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Além de gostar de cozinhar, me descobri uma excelente garçonete. RODE GANCIAR, DE 20 ANOS, ALUNA

porque a mãe manda ou por causa da bolsa. É essencial que gostem do que estão fazendo, só assim irão fazer direito", afirmou. Segundo ela, os alunos têm que ter muita disposição. "As meninas não podem usar maquiagem, brincos ou colares e unhas grandes se forem ficar na cozinha. Já os meninos tem de estar barbeados, com unhas e cabelos cortados. Atendemos uma média de 150 pessoas por dia", finalizou. Para ajudar na higiene, o projeto ainda distribui um kit com xampu, condicionador, creme dental, escova de dente, sabonete, lâmina de barbear, desodorante e prendedor de cabelos.

Início - O projeto social Restaurante-Escola São Paulo começou em 2004 na Câmara Municipal. Criado pela Prefeitura, organizado, gerenciado e operacionalizado pela Fundação Jovem Profissional, o projeto tem como parceiros as secretarias municipais de Assistência e Desenvolvimento Social e de Trabalho, o projeto Nós do Centro, União Europeia e a Universidade Anhembi Morumbi. "É um projeto que tem rendido excelentes resultados, tanto em colocação desses garotos no mercado de trabalho, quanto na mudança do comportamento deles. A preparação para o futuro é completa", disse o gestor do projeto RestauranteEscola, Carlos Sartori.

S ERVIÇO O Restaurante-Escola é aberto ao público e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 15h. Os interessados no curso podem se inscrever na sede da Fundação Jovem Profissional, na avenida Nove de Julho, 399, no Centro.

Graacc e a Casa Ronald McDonald São Paulo esperam arrecadar mais de R$ 5 milhões na 24ª edição do McDia Feliz, que acontece sábado. O valor inclui a venda antecipada dos tíquetes de sanduíches Big Mac, a R$ 10,50 cada, e de produtos promocionais da campanha. Os tíquetes antecipados podem ser adquiridos no Graacc pelo telefone 5908-9100) ou no e-mail mcdiafeliz@graacc.org.br e devem ser trocados por sanduíches nos restaurantes da rede participantes da campanha. Os recursos arrecadados com a venda de Big Mac – descontados os impostos, em parte da capital paulista e nas cidades de Barueri, Osasco e Taboão da Serra – serão investidos na manutenção do Hospital do Graacc, em recursos humanos, medicamentos, materiais de consumo, manutenção do centro cirúrgico, UTI pediátrica, internação e Centro de Transplante de Medula Óssea. Parte desses recursos também será destinada ao Instituto Ronald e à manutenção da Casa Ronald SP – instituição que oferece hospedagem, alimentação, transporte e suporte psicossocial às crianças e aos adolescentes, que estão longe de suas cidades.


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Primeiro mergulho Tartaruga caminha para o mar no Myrtle Beach State Park, no estado da Carolina do Sul, EUA. Durante os meses de procriação, voluntários trabalham na costa da Carolina do Sul para ajudar os animais recémnascidos à chegarem ao mar, num projeto voltado para a preservação de espécies ameaçadas de extinção.

Randall Hill/Reuters

www.dcomercio.com.br

Cinderela Sapatos desenhados por Christian Louboutin para o lançamento do filme Cinderela, da Disney, em bluray, na Espanha. EFE

C OPA 2014

Fifa procura voluntários

A

C A R T A Z

ORQUESTRA

E M

Fifa lançou ontem, em Salvador, o Programa de Voluntários para a Copa do Mundo de 2014. Serão selecionadas 15 mil pessoas para trabalhar na Copa do Mundo e outras 7 mil para a Copa das Confederações, que será realizada em 2013. As inscrições podem ser feitas pelo site da organização. Os voluntários trabalharão nos estádios, em serviços médicos, no atendimento aos turistas, alimentação, transporte, credenciamento, opera-

ções de mídia e no setor de tecnologia da informação. O cadastro no site começou ontem e, nos próximos 15 dias, os organizadores farão um acompanhamento da adesão. Haverá uma campanha para recrutar pessoas dentro e fora do Brasil. Para a Copa das Confederações, um primeiro ciclo de treinamento online acontecerá em dezembro deste ano. Participaram do lançamento do programa os ex-jogadores Bebeto e Ronaldo Nazário. Ambos fazem parte do Comitê

Organizador Local. Bebeto lembrou que esteve em três Copas e disse ser fundamental a ação de voluntários em eventos desse porte. Para a Olimpíada de Londres, cerca de 250 mil pessoas se inscreveram. Havia 70 mil vagas para voluntários. Segundo a Fifa, não há prérequisitos técnicos exigidos para os voluntários. Pede-se inicialmente que os candidatos tenham tempo disponível para dedicação às fases de treinamentos. (Folhapress)

F UTEBOL

Adriano assina com Flamengo O Flamengo anunciou nesta ontem que contratou Adriano. O atacante defenderá as cores do clube até o final deste ano, naquela que será sua terceira passagem pelo rubro-negro carioca. O jogador, que se recuperou de uma cirurgia no tendão de Aquiles e não disputa uma partida desde março, já jogou 94 partidas pelo clube, com o qual conquistou o Campeonato Brasileiro em 2009.

www.fifa.com

Duran Macgfee/AE

Maestro Zubin Mehta rege a Sinfônica Heliópolis em concerto que terá como solista convidado o violinista lituano Julian Rachlin. No programa: Mozart, Beethoven e Berlioz. Teatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo, s/n, tel.: 3397-0300, 21h. R$ 300.

P USSY RIOT

Hackers atacam site de tribunal russo Hackers atacaram ontem o site do tribunal russo que condenou a dois anos de prisão as três integrantes do grupo Pussy Riot por uma "oração punk" contra o presidente Vladimir Putin. No site do tribunal era possível assistir um vídeo provocante do cantor gay búlgaro Azis,

imagens que fazem piada do sistema judicial russo, assim como uma nova canção do grupo Pussy Riot, Putin lights up the fires. Nadejda Tolokonikova, Yekaterina Samutsevich e Maria Alekhina foram condenadas por "vandalismo" e "incitação ao ódio religioso".

M ODA

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PARA VER CARAVAGGIO - Público fez fila na manhã de ontem no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP) para conferir a exposição “Caravaggio e Seus Seguidores”. A exposição fica em cartaz até o dia 30 de setembro.

José Jácome/EFE

Em atividade Habitantes da sáreas mais próximas ao vulcão equatoriano Tungurahua estão em estado de alerta desde ontem. O Tungurahua, de 5.016 metros de altura, fica a 80 quilômetros de Quito, entrou em atividade em 1999. Na última sexta-feira, passou a expelir gases, cinzas e lava.

Músculos instantâneos Jaqueta da Free-Extras simula tórax em forma. http://bit.ly/Nwrplx

Livros pelo mundo

R EDES SOCIAIS

Facebook acusado de plágio na China

A TÉ LOGO

era de espalhar pelo menos 2510 pequenas bibliotecas mundo afora. Nesta semana, Amy Seidenwurm, o marido Russell Bates e o amigo Wesley Smith (ambos aparecem na foto ao lado, tirada por Amy) instalaram a caixa de número 2646 nos arredores de Los Angeles. para saber como criar a sua e registrá-la no projeto, acesse o site.

Sensor do jipe Curiosity quebrou A Nasa admitiu ontem seu primeiro fracasso desde a chegada do Curiosity a Marte: a perda de um dos dois sensores para medir a velocidade do vento. O dano foi causado durante ou após o pouso. A cerca de duas semanas de sua chegada a Marte e após uma intensa série de testes, a sonda começará a dar suas primeiras voltas no planeta hoje. L OTERIAS Concurso 1100 da DUPLA SENA Primeiro sorteio 10

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www.littlefreelibrar y.org

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Segundo sorteio

Nadadora Diana Nyad desiste durante travessia entre Cuba e EUA

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Marin garante Mano "no momento" e pede confiança na seleção

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A empresa chinesa de tecnologia Cubic Network abriu um processo contra o Facebook, alegando que a rede social copiou sua linha do tempo de um recurso lançado em 2008 que exibia os posts dos usuários em ordem cronológica. A Cubic Network opera uma rede social na China. A linha do tempo do Facebook foi lançada no ano passado. O Facebook ainda não comentou o caso.

Little Free Libarary é um projeto que ganhou força nos EUA cuja proposta é espalhar caixas com livros pelo mundo. Qualquer um que passa pela "biblioteca" pode emprestar ou deixar um livro, e não é necessário devolvê-lo. Os criadores do projeto pedem apenas que, se você pegou um livro, passe-o adiante, para amigos, parentes, colegas de trabalho. A meta dos organizadores

M ARTE

Ator Michael J. Fox será pai com Parkinson em comédia na TV

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Concurso 2975 da QUINA 15

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17 INDÚSTRIA Setor de plásticos terá que poluir menos, diz ministro Pimentel.

conomia

SOJA Cargill iniciou, ontem, a produção de biodiesel na unidade do MS.

Brasil, o país da prestação de serviços. O setor de serviços respondeu por 53,5% dos empregos formais gerados ao longo de 2012, até julho.

Renato Carbonari Ibelli

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ados de emprego divulgados pela Confederação Nacional de Serviços (CNS) apontam o avanço da terceirização no País. Números coletados pela confederação, baseados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que o setor de "serviços prestados às empresas" foi o que mais contribuiu para a expansão do emprego formal na economia brasileira entre janeiro e julho. Esse setor respondeu por 18,8% dos 1,32 milhão de postos de trabalho criados em 2012. De acordo com Luigi Nese, presidente da CNS, o avanço dos serviços prestados é uma tendência mundial que expri-

Expansão do emprego terciário

Salários Médios

Participação nos 1,32 milhão de postos de trabalho criados até julho de 2012

Julho 2012

Serviços Comércio Construção civil Indústria de transformação Indústria extrativa mineral Agropecuária Total Fonte: CNS/Caged

me a nova realidade do processo produtivo. O setor de serviços respondeu por 53,5% dos empregos formais gerados ao longo de 2012, até julho. O comércio aparece em segundo lugar, com 24,8% de participação, seguida pela construção civil (14,8%), indústria de transformação (5,9%), indústria extrativa mineral (1,5%) e agro-

53,5% 24,8% 14,8% 5,9% 1,5% -0,5% 100%

Serviço prestado às empresas Educação, saúde e assistência Serviços de transportes Serviço prestado às famílias Outros não financeiros Serviços de informação Serviços financeiros Administração pública

pecuária (que no ano registrou queda de 0,5% dos postos de trabalho). "Antigamente as empresas se baseavam em um modelo verticalizado, onde todos os processos eram feitos internamente. Hoje a empresa se concentra em sua atividade principal, deixando os processos acessórios para as contratadas especializadas", afir-

Sobem as permissões de trabalho a estrangeiros

18,8% 11,1% 8,7% 4,3% 4% 3,2% 2,4% 1%

Indústria extrativa mineral Serviços Serviços privados não financeiros Indústria de transformação Construção civil Comércio Agropecuária

R$ 5.465 R$ 2.238 R$ 1.825 R$ 1.670 R$ 1.521 R$ 1.171 R$ 1.051

Fonte: CNS/Caged

mou Nese. Esse movimento, segundo ele, ajuda a explicar a "migração" dos postos de trabalho da indústria para os serviços que vem sendo observada nos últimos anos. Migração – Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, entre 2003 e 2011, enquanto o emprego no setor de serviços prestados às empresas cres-

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ceu 45,2%, na indústria de transformação e extrativa esse crescimento foi de 13,4%. "É um emprego que a indústria não vai mais recuperar. O marketing, a logística, entre outras atividades, passaram a ser delegadas a outras empresas", justificou Nese. Salários mais altos – O levantamento também constatou evolução dos salários pagos

isto como o mais resistente a impactos da crise internacional e com gargalos de mão de obra, o Brasil vem sendo um polo de atração para profissionais de outros países. O volume de autorizações de trabalho de estrangeiros no Brasil subiu 24% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2011, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De acordo com o levantamento, 32.913 profissionais obtiveram permissão para atuar no País, das quais 29.065 são temporárias e 3.848 permanentes. De janeiro a junho de 2011, o total foi de 26.545 concessões, conforme a Coordenação Geral de Imigração (Cgig) do Ministério. O coordenador-geral de Imigração do MTE, Paulo Sérgio de Almeida, explicou que, das autorizações permanentes, 2.608 foram dadas em caráter humanitário, sendo 2.154 a haitianos. O trabalho a bordo de embarcação ou plataforma estrangeira continua absorvendo a maioria dos estrangeiros temporários, conforme o Ministério. Foram 8.257 na primeira metade do ano. Outras 6.713 autorizações estão ligadas à assistência técnica por prazo até 90 dias (sem vínculo empregatício); 5.696 à artista ou desportista; 3.471 referem-se

no setor de serviços. Pelo estudo, esse setor pagou salário médio de R$ 2.238 em julho, valor que fica abaixo apenas dos salários pagos pelo setor extrativo mineral, cuja média é de R$ 5.465. Mesmo excluindo os serviços do setor financeiro, que elevam a média salarial de serviços, a segunda posição no ranking ainda é mantida, com salário médio de R$ 1.825. Como comparativo, o terceiro posto ficou com a indústria de transformação, que em julho pagou salário médio de R$ 1.670. Desde 2006 o setor de serviços – excetuando os serviços financeiros – acumula aumento de salário de 9,2% acima da inflação oficial, medida pelo IPCA. É o equivalente a uma taxa média anual de crescimento de 1,8% acima da inflação.

à assistência técnica, cooperação técnica e transferência de tecnologia (sem vínculo empregatício); 2.597 especialistas com vínculo empregatício; e 1.724 marítimos empregados a bordo de embarcações de turismo estrangeiras que estão em águas brasileiras. Americanos – Os trabalhadores dos Estados Unidos respondem pelo maior volume de autorizações concedidas de janeiro a junho, um total de 4.539 autorizações. Em seguida, o Brasil concedeu mais vistos para trabalhadores das Filipinas (2.299) e do Reino Unido (2.036). "A vinda de trabalhadores dos Estados Unidos está relacionada aos investimentos feitos pelas empresas e também porque a maior parte de artistas que vem ao Brasil é daquele país", comentou Almeida. Investimentos – Os 490 investidores pessoa física que conseguiram autorização trouxeram R$ 107,8 milhões. Esses profissionais são considerados pequenos empresários e precisam obedecer à exigência do governo de trazer recursos próprios para abertura de negócio e estabelecimento no País. Os italianos foram os que mais direcionaram recursos (R$ 25,5 milhões), seguidos por portugueses (R$ 25,3 milhões) e chineses (R$ 11,4 milhões). (AE)

ONU alerta para desigualdade social Erick Vittrup/EFE

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redução da desigualdade é o principal desafio das cidades na América Latina. A declaração foi feita ontem pelo representante do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Erik Vittrup. O relatório "Estado das cidades da América Latina e do Caribe – 2012" mostra que a região tem 111 milhões de pessoas vivendo em favelas, ou um quarto da população. No período de 20 anos (1990-2010), aumentou em 5 milhões o número de habitantes dos chamados assentamentos precários. Apesar da melhora na distribuição de renda nos últimos anos, o Brasil é o quarto país mais desigual, de acordo com o documento, atrás da Guatemala, de Honduras e da Colômbia. "Para as Nações Unidas, o principal desafio é desenvolver estratégias para combater a desigualdade. Sabemos que as cidades têm riqueza suficiente para reduzir essa situação", disse Vittrup. O dinamarquês elogiou iniciativas de cidades brasileiras como o sistema de transporte público de Curitiba, o projeto Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Social em favelas do Rio, o orçamento participativo em Porto Alegre e a política pública de atenção às mudanças climáticas em São Paulo. Esgoto – Menos de 20% do esgoto são tratados na América Latina e no Caribe. Nas cidades, 16% da população (74 milhões de pessoas) carecem de saneamento adequado. O estudo

Cidades geram 2/3 do PIB da América Latina

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O Brasil é o quarto país mais desigual, segundo a ONU. Favela da Rocinha, no Rio, é um bom exemplo, ao lado de casas milionárias. também traz notícia positiva que a região já alcançou o Objetivos do Milênio em relação ao abastecimento de água. Atualmente, 92% da população urbana têm acesso à água encanada. No entanto, o desperdício de água tratada é grande. Cerca de 40% da água desperdiçada ocorrem devido infraestrutura precária de abastecimento e uso inadequado. As tarifas cobradas pelo fornecimento não costumam cobrir os custos de operação e penalizam os mais pobres, segundo as Nações Unidas.

“Há muitos cidadãos mais pobres que pagam caro pelo serviço, às vezes, o dobro que os mais ricos por um serviço pior”, comentou Erik Vittrup. Cada habitante já produz o equivalente a 1 quilo de resíduos e a quantidade não para de crescer. De acordo com a pesquisa, os serviços de reciclagem, reutilização e aproveitamento dos resíduos sólidos ainda são incipientes em todos os países da região. “Há um grande número de cidades que estão contaminando rios e mares e deixando lixo a céu aberto”, lamentou. (AE)

s cidades latino-americanas não concentram apenas a maioria da população: dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) da região provêem de áreas urbanas. As 40 maiores cidades produzem um PIB anual de US$ 842 bilhões, mas há uma tendência de desconcentração da geração de riqueza para cidades menores, de acordo com o relatório "Estado das Cidades da América Latina e Caribe2012", da ONU. Megacidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Cidade de México perdem terreno na economia da região e têm registrado menor dinamismo do que outros centros urbanos de porte menor. Cidades do interior também mostram um desempenho melhor, em muitos casos. O peso da América Latina na economia global, porém, pouco avançou: em 1970, sua contribuição era de 6,5%; atualmente, situa-se em 7%, abaixo da participação de 8,5%

da população da região no mundo. Dentro da região, a distribuição também é desigual. A repartição do PIB é a seguinte: 32% da geração de riqueza corresponde ao Brasil, 25% ao México, 21% aos países do Cone Sul, 16% aos do arco andino-equatorial, 5% à América Central e 1% ao Caribe. A participação do Brasil é proporcional ao peso demográfico; México e Cone Sul aportam mais à produção que sua cota na população. De 1970 para cá, o Brasil ganhou espaço no PIB da América Latina (8 pontos percentuais). Em 20 anos, a produtividade na América Latina cresceu 1,4% ao ano, em média. Na China, o incremento foi de 8,4%. Segundo o relatório, 70% da população urbana ocupada da América Latina trabalha no setor de serviços, 24% na indústria e só 6% na agropecuária (concentrados nas cidades com menos de 20 mil pessoas). (Folhapress)


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e Número de empresas 'zumbis' cresce 50%

Para 2012, a Abramat estima um aumento de 3,4% das vendas de material de construção. O número é menor que a projeção inicial do ano, de alta de 4,5%.

conomia

Cenário mundial negativo e crise de confiança são alguns dos fatores que elevaram de 2011 para 2012 a quantidade de companhias que são solventes mas estão distantes da viabilidade.

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quantidade de em- zona do euro, insolvência de presas em situação alguns países e crise generade dificuldade finan- lizada de confiança. ceira cresceu 50% Para os bancos internacioneste ano em relação a 2011, nais que operam no Brasil, consegundo pesquisa da KPMG. O forme a KPMG, os problemas estudo, feito no Brasil com as muitas vezes acontecem por principais instituições finan- decisões da matriz de repatriar ceiras, verificou os casos de recursos para cobrir necessicompanhias que passaram a dades de capital nos países de ser acompanhadas pela área origem, o que resulta em med e r e c u p e r anos capital disção de crédito. ponível para Isso acontece empréstimos quando há locais. As empresas atrasos nos paO l e v a n t aem situação gamentos de mento detecpatrimonial emp résti mos tou que o prazo aos bancos. de transferênmenos favorável A pesquisa cia dessas empodem ficar de indica que espresas para a fora do mercado s a s " e m p r eárea de recufinanceiro sas zumbis", peração de c o m o s ã o c ocrédito varia, tradicional. nhecidas, não entre os entreANDRÉ SCHWARTZMAN, geram caixa vistados, de DA KPMG suficiente padez a 30 dias ra pagar a díviapós o vencida nos seus balanços e se tor- mento. De acordo com André nam foco de novos ciclos de Schwartzman, sócio da área crise. Segundo o estudo, isso de Reestruturação da KPMG v e m o c o r r e n d o d e v i d o a no Brasil e responsável pelo maior dificuldade que os ban- serviço de Cash Management, cos brasileiros vêm encon- para as empresas, com raras trando para captar recursos exceções, a crise materializano exterior. Esse é um efeito se na dificuldade de renovar lido cenário macroeconômico mites de crédito existentes e negativo, com recessão na no aumento do custo financei-

ro. "As empresas em situação patrimonial menos favorável podem ficar de fora do mercado financeiro tradicional, tendo que recorrer às operações de desconto de duplicatas a custos i n s u s t e n t áveis", explica. Para Salvatore Milanese, sócio responsável pela prática de r e e s t r ut u r a ç ã o da organização, no caso brasileiro, as "empresas zumbis" são muitas vezes aquelas que passaram por uma recuperação judicial há algum tempo, somente postergando o vencimento de suas dívidas, sem implementar ações efetivas de reestruturação. "Muitas vezes, as corporações que passam por recuperação judicial no Brasil não endereçam as reais causas de seus problemas. Os credores, pressionados a resolverem seus problemas de crédito rapidamente,

Venda de material de construção sobe 0,3% em julho Marcelo Justo/Folhapress

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sando de ajuda financeira contínua de credores e investidores para continuar suas operações. Geralmente, elas não demonstram prejuízos, e têm baixa lucratividade. Embora gerem receitas para pagar suas despesas operacionais, elas não conseguem pagar suas dívidas. Isto traz preocupações para os credores. Alternativas – O futuro para muitas dessas empresas pode

Tirar sacola: erro absurdo. Para Pão de Açúcar, consumidor precisa se conscientizar sobre o uso das embalagens.

A receita do setor registrou crescimento de 1% em relação a junho deste ano, e 3,9% ante os últimos 12 meses.

s vendas de materiais de construção no País ficaram praticamente estáveis em julho, com uma leve variação de 0,3% ante igual mês do ano passado. Na comparação com junho deste ano, o avanço foi de 1%, e nos últimos 12 meses houve expansão de 3,9%. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e se referem ao faturamento total deflacionado das vendas do setor. A Abramat informou que as vendas de julho ficaram abaixo da expectativa. O nível de emprego na indústria de materiais de construção em julho cresceu 1,7% em relação a julho do ano passado. Na comparação com junho

acabam aprovando planos que não são sustentáveis no longo prazo", diz. Assim como os zumbis das histórias estão mortos, mas ainda andam, os equivalentes corporativos das empresas ficam vagando em uma zona logo acima da insolvência, porém distantes de uma viabilidade. Uma "empresa zumbi" tipicamente está na "Unidade de Terapia Intensiva", preci-

ser sombrio. Segundo Schwartzman, em algumas delas, é necessária uma reestruturação profunda da empresa e de seu modelo de negócios. "Sem um diagnóstico preciso, o futuro dessas empresas fica muito com prom etido. Conforme o r e f i n a n c i amento fica cada vez mais difícil de ser obtido, empresas q u e d e p e ndem do influxo de crédito pod e r ã o s e e ncontrar diante de um cenário de recuperação judicial ou, pelo menos, uma reestruturação radical de suas operações", diz. Em casos menos dramáticos, empresas incapazes de gerar recursos para repagar suas dívidas e manter níveis competitivos de investimento estarão em condições menos favoráveis para aproveitar as oportunidades que aparecerão durante o ciclo de recuperação econômica. (AE)

deste ano, ficou praticamente estável, com expansão de apenas 0,4%. Para 2012, a Abramat estima um aumento de 3,4% da vendas. O número é menor que a projeção inicial do ano, de expansão de 4,5%. A associação informou que, para atingir as expectativas de vendas neste ano, o setor depende de aquecimento do mercado nos próximos meses e de novas medidas de estímulo ao setor, como a desoneração completa do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos materiais, e melhorias nas linhas de crédito no varejo, que vêm sendo pleiteadas, além de mais velocidade nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Minha Casa, Minha Vida. (AE)

Cristina Gallo/AE

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vice-presidente de Relações Corporativas do Pão de Açúcar, Hugo Bethlem, classificou como "um erro absurdo" a decisão dos supermercados paulistas de parar de fornecer sacolas plásticas nos caixas. Na avaliação do executivo, a ideia de chamar a atenção do consumidor para o descarte adequado das sacolinhas é importante, entretanto, deveria ter sido melhor estruturada para promover uma mudança de hábito da população. "Quando você quer mudar hábitos de consumo, todos os agentes da sociedade precisam sentar e discutir metas de longo prazo", disse ontem, durante o Encontro de Sustentabilidade promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo. Hugo Bethlem acredita que a forma como a Associação Paulista de Supermercados (Apas) conduziu o tema foi errada, pois acabou gerando uma agenda negativa para o setor. "Queremos sair dessa agenda negativa, colocando o consumidor a favor do meio ambiente", afirmou. No mesmo sentido, o presiden-

A distribuição de sacolas plásticas foi retomada em São Paulo no fim de junho te do Lide, o empresário João Dória Jr, lamentou a execução da proposta do fim das sacolas plásticas. "Às vezes uma boa intenção que não é completa representa um passo atrás", avaliou. A distribuição de sacolas plásticas gratuitamente voltou a ocorrer em São Paulo no fim de junho, quando a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da Capital paulista, determinou a

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medida, válida a partir do dia 28 de junho e em vigor desde então. Segundo o executivo do Pão de Açúcar, o grupo está fazendo sacolas sem o nome das redes de supermercados e com mensagens de conscientização do consumo, chamando atenção para o descarte adequado. "As pessoas precisam entender a importância do fim da sacolinha. Vamos oferecer alternativas para isso. (AE)


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e Produção industrial mostra recuperação A competitividade da indústria aumentou ajudada por uma série de estímulos do governo, como a desoneração de tributos e impostos. Rudinei Toneto, economista da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP

conomia

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela avanço do setor em julho, embora os níveis dos estoques também tenham aumentado.

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produção industrial cresceu no mês de julho, segundo a p e s q u i s a S o n d agem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador de evolução da produção ficou em 51,1 pontos no mês em questão ante 45,5 pontos registrados em junho. O resultado foi melhor até do que o de julho do ano passado, quando o indicador marcou 50,1 pontos. Essa pesquisa considera valores entre zero e 100 pontos, em uma escala na qual números abaixo de 50 indicam contração e acima disso são positivos. A avaliação da CNI é a de que, "mesmo com aumento da atividade industrial em julho frente a junho, o setor repetiu no início do segundo semestre o baixo desempenho dos primeiros seis meses do ano e continuou acumulando estoques". O indicador de estoques efetivos em relação ao planejado atingiu 52,2 pontos em julho, frente 52,5 pontos em junho. O nível de utilização da capacidade instalada (UCI) ficou em 73% em julho ante 72% em junho. Ficou, portanto, no mesmo patamar de julho de 2011. Segundo a CNI, a "utilização da capacidade instalada continua abaixo do usual para o período, os estoques cresceram pelo terceiro mês seguido e o processo de escoamento de estoques indesejados segue de maneira lenta". Outro indicador que é o índice de utilização da capacidade instalada em relação ao usual para o mês registrou 43,4 pontos em julho (41,8 pontos em junho). Segundo a CNI, esse indicador continua abaixo da linha dos 50 pontos desde dezembro de 2010, o que denota que a utilização da capacidade instalada está abaixo do usual. De acordo com a CNI, o baixo crescimento da produção não estimula o aumento do

Epitácio Pessoa/AE

emprego. O indicador relativo ao número de empregados do setor ficou em 48,5 pontos em julho ante 47,2 pontos em junho, ainda abaixo da linha dos 50 pontos. Otimismos – Segundo a CNI, apesar do cenário desfavorável, as expectativas dos empresários industriais seguem otimistas. Em relação a agosto, o indicador de expectativa para o aumento da demanda ficou em 58,5 pontos (58,4 pontos em julho). As expectativas quanto à exportação do setor ficaram em 52,4 pontos em agosto ante 53,9 pontos em julho, uma pequena queda, mas o indicador ainda é superior aos 50 pontos, o que demonstra otimismo. Com relação à compra de matéria-prima, o indicador marcou 55,2 pontos em agosto ante 55,9 pontos em julho. Para o número de empregados, o nível de expectativa ficou em 51,2 pontos em agosto ante 51,4 pontos em julho. Economistas – A leve redução nos níveis de estoques na indústria entre junho e julho, apontada pela Sondagem Industrial, preocupa economistas em relação à efetiva retomada no nível de produção do setor. "Os dados mostram que os estoques ainda estão altos e a utilização da capacidade instalada continua muito baixa (73% em julho ante 72% em junho)", disse Rudinei Toneto, economista e livre docente do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEARP/USP). Para Toneto, no entanto, o indicador da produção industrial em julho apontado pela CNI mostra que no segundo semestre a indústria irá se recuperar. "Por conta da mudança da taxa de câmbio para um novo nível, a competitividade da indústria aumenta, ajudada por uma série de estímulos

Máquinas ligadas: dados indicam, segundo especialista, melhor ritmo da economia brasileira no segundo semestre deste ano.

do governo, como a desoneração de tributos e impostos", disse Toneto. No entanto, os resultados da CNI ainda provocam dúvidas entre os economistas pela divergência em relação ao le-

vantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Enquanto o indicador da CNI de estoques variou de 52,5 pontos em junho para 52,2 pontos em julho, os dados de julho da FGV no nível de estoques con-

siderados excessivos apontaram uma forte baixa entre os períodos de 9,3% para 6,6%. "A indústria vinha bastante estocada desde a metade do ano passado e a sondagem da FGV indicou que ela está cami-

nhando para o equacionamento do problema no setor, ao contrário dos dados da CNI, que ainda não refletiram uma queda nos estoques", afirmou Rodrigo Nishida, economista da LCA Consultores. (AE)

Bens de capital desonerados

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alíquota do Imposto de Importação (II) de 530 bens de capital (máquinas e equipamentos industriais) e bens de informática e telecomunicações que não são produzidos no Brasil caiu para 2% até 31 de dezembro de 2013, informou ontem a Câmara de Comércio Exterior (Camex). As alíquotas originais desses produtos variavam entre 14% e 16%. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), 249 desses produtos já estavam com alí-

quota de 2% e tiveram o benefício renovado até o final do ano que vem. O montante gasto pelas indústrias para importar esses bens será de US$ 1,63 bilhão, e os produtos serão usados em projetos que totalizam US$ 8,56 bilhões em investimentos. Esse tipo de redução temporária de alíquotas de Impostos de Importação de produtos que não são fabricados no Brasil é um mecanismo batizado como ex-tarifário, e tem como objetivo permitir investimentos pro-

dutivos no País – os cortes no tributo são vinculados a investimentos informados previamente por empresas à Camex. Os principais setores contemplados pelos investimentos previstos são: mineração (24,89%), geração de energia (12,61%), ferroviário (11,12%), químico (11,12%), automotivo (7,58%), vidros (6,87%) e metalúrgico (5,86%). A m a i o r i a d o s e m p r e e n d imentos relacionados aos recursos estão nas regiões Nordeste e Norte do País.

Os produtos que terão suas alíquotas de Impostos de Importação reduzidas são provenientes dos Estados Unidos (33,3%); Alemanha (11,2%); França (10,4%); Finlândia (9,6%) e Bélgica (7,4%). Sardinha – Com o objetivo de evitar o desabastecimento no mercado interno, a Camex resolveu reduzir a alíquota de Imposto de Importação de sardinhas congeladas de 10% para 2%. A ação é limitada a uma cota de 50 mil toneladas pelo período de 180 dias. (Folhapress)

Programa move fábricas de ônibus O PAC Equipamentos, do governo federal, prevê a aquisição de 8.570 ônibus para transporte escolar. Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress

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Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos, do governo federal, deve salvar a produção de ônibus em 2012. Anunciado no dia 27 de junho, o plano previu investimentos de R$ 8,4 bilhões para a aquisição governamental de veículos e equipamentos, entre eles 8.570 ônibus destinados ao transporte escolar. Essa quantidade representa mais da metade de tudo o que as empresas fabricantes produziram no primeiro semestre do ano, 16.236 unidades, conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus). O presidente da Fabus e membro do Conselho de Administração da Marcopolo, José Antonio Fernandes Martins, disse que o PAC Equipamentos será responsável por quase um quarto do volume produzido ao final de 2012. "Se não houvesse o PAC Equipamentos fecharíamos o ano com perda de 25%", afirmou. Os veículos já estão sendo produzidos. Apenas a Marcopolo, empresa que tem 12 mil empregados no Brasil, será responsável por quase metade deles. Os 8.570 ônibus do PAC

Linha de montagem: produção de ônibus vai aquecer em 2013 já por conta da demanda da Copa do Mundo. Equipamentos serão utilizados na renovação da frota de veículos escolares do programa Caminho da Escola, destinado a estudantes matriculados na educação básica da zona rural das redes estaduais e municipais. O pacote retomou a produção de ônibus no País que havia caído neste ano. A legislação de emissão de poluentes obrigou o segmento a se adaptar à tecnologia Euro-5, que utiliza um diesel menos poluente (S-50) no motor. Isso

provocou uma antecipação das compras de veículos por parte das empresas frotistas e levou o ano de 2011 ao recorde de 35,8 mil unidades produzidas, sendo 4 mil voltadas à exportação. Além disso, a desaceleração da economia em 2012 derrubou a demanda por ônibus rodoviários e turísticos. "As pessoas temem por seus empregos e reduzem as viagens das famílias", explicou Martins. "O ônibus é um termômetro muito característico da

EDITAL DE PRA A e de intimação da executada JOS FEITOSA DE LIMA (CPF/MF 738.626.658'87) e sua esposa MARIA NA,AR DE LIMA (CPF/MF 628.185.628'72): O Doutor, MM. Juiz de Direito João Batista Silvério da Silva, da 2ª Vara Cível da Comarca de São José dos Campos'SP, na forma da lei, FA, SABER, aos que o presente Edital virem ou dele conhecimento tiverem e interessar possa, que, por este Juízo, processam'se os autos da ação ajuizada por ISABEL ROS CASANOVA contra JOS FEITOSA DE LIMA processo nº. 0243287'45.2003.8.26.0577 que foi designada a venda do bem descrito abaixo, de acordo com as regras expostas a seguir: Da praça – A 1ª praça terá início no dia 29 de agosto de 2012 às 15h00. Não havendo lance igual ou superior à importância da avaliação nos 3 (três) dias subseqüentes ao início da 1ª praça; a 2ª praça seguir'se'á sem interrupção, iniciando'se no dia 31 de agosto de 2012 às 15h00 e se encerrará no dia 21 de setembro de 2012 às 15h00. Do Condutor da Praça – A praça será realizada por MEIO ELETRJNICO, através do Portal www.canaljudicial.com.br/lut e será conduzida pela Gestora Judicial LUT ' Intermediação de Ativos e Gestão Judicial, inscrito no CNPJ/MF sob o nº. 08.399.676/0001'01 e pelo Leiloeiro Oficial Sr. Andre Cencin, matriculado na Junta Comercial do Estado de São Paulo – JUCESP, sob 679. Do Valor Mínimo de Venda do Bem – Na 1ª praça, o valor mínimo para a venda do bem apregoado será o valor da avaliação judicial que é de R$ 93.745,41 (noventa e três mil, setecentos e quarenta e cinco reais e quarenta e um centavos), atualizados pela Tabela Prática do TJSP até 07/2012. Na 2ª praça, o valor mínimo para a venda corresponderá a 60% (sessenta por cento) do valor da avaliação judicial. Dos lances – Os lances deverão ser ofertados pela rede Internet, através do Portal www.canaljudicial.com.br/lut. Dos débitos – Eventuais ônus sobre o bem correrão por conta do arrematante. Do acordo – A partir da publicação do Edital, caso seja celebrado acordo entre as partes com suspensão da praça, fica o executado obrigado a pagar o valor da comissão devida à Gestora Judicial LUT, de 5% (cinco por cento) do valor do acordo. Todas as regras e condições aplicáveis estão disponíveis no Portal www.canaljudicial.com.br/lut. A alienação obedecerá ao disposto na legislação aplicável, no Provimento CSM nº 1.625/09 do TJSP e o caput do artigo 335, do Código Penal. A publicação deste edital supre eventual insucesso nas notificações pessoais e dos respectivos patronos. RELA SO DOS BENS ' Bem: Um terreno, sem benfeitorias, com área de 138,00 m2, constituído por parte do lote 09 (nove), da quadra H, situado com frente para a Rua Oswaldo Ricci, do loteamento denominado Parque do Martin Cererê, desta cidade, medindo 5,75 metros na frente, igual medida nos fundos, por 24,00 metros da frente aos fundos, em ambos os lados, divisando na frente com a rua de sua situação; nos fundos com o Jardim da Granja; pelo lado esquerdo com o remanescente do lote 09 (nove), objeto da matrícula nº 90.495, do 1º Cartório de Registro de Imóveis de São José dos Campos – SP. Avaliação: R$ 93.745,41 (noventa e três mil, setecentos e quarenta e cinco reais e quarenta e um centavos), atualizados pela Tabela Prática do TJSP até 07/2012. Débitos da ação: R$ 15.572,00 (quinze mil, quinhentos e setenta e dois reais), em 03/2003.♦

economia do País." Copa do Mundo – O presidente da Volvo Bus Latin America, Luis Carlos Pimenta, colocou na lista mais um fator de retração do segmento: o calendário eleitoral brasileiro. "Normalmente as frotas urbanas são renovadas antes e não no ano da eleição", afirmou. O transporte público urbano representa cerca de 50% das vendas de ônibus no País. Pimenta disse esperar retomada significativa da produção de motores e chassis de ônibus no segundo semestre deste ano. Para 2013, a expectativa é de aumento do mercado, impulsionado pela demanda de veículos do tipo articulado já por conta da Copa do Mundo de 2014. Várias cidades vão utilizar esse tipo de veículo. "Creio que 2013 será um ano bastante bom", afirmou Pimenta. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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21 O que limita a redução das taxas é o arcabouço regulatório e o tributário. Osvaldo Nascimento, diretor-executivo de Previdência do Itaú Unibanco

conomia

Previdência privada avança 32% Aumento foi registrado no 1º semestre e reflete a nova realidade brasileira, com taxa de juro real abaixo de 3%, e a procura por aplicações de longo prazo. Pablo de Souza/LUZ - 18.11.05

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Osvaldo Nascimento, do Itaú Unibanco: crescem os investidores que maximizam patrimônio por meio da previdência complementar. Seguros – Já a indústria de seguros de pessoas fechou o primeiro semestre com R$ 10,5 bilhões em prêmios emitidos, um crescimento de 13,77% ante igual semestre de 2011. As contratações de seguros contra perda de renda e prestamista – que garante o pagamento de dívidas do segurado em compras de bens – lideraram o aumento. O

volume de contratos de seguros contra perda de renda cresceu 174% no primeiro semestre, para R$ 64,4 milhões, sendo a categoria com maior arrecadação no período, evidenciando a cautela entre os consumidores brasileiros. Projeção para 2012 – A carteira de investimentos deve crescer 25% em 2012 sobre 2011, alcançando R$ 330 bi-

lhões, disse o vice-presidente da FenaPrevi e diretor-executivo de Investimento e Previdência do Itaú Unibanco, Osvaldo Nascimento. Até junho, a carteira, representada pelos ativos captados somados a seus rendimentos e excluídos os saques, estava em R$ 302 bilhões. Nascimento aposta que a carteira de investimentos deLeo Rodrigues/ e-SIM

indústria de previdência privada registrou um crescimento de 32% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado, com arrecadação de R$ 33 bilhões, segundo balanço divulgado ontem pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), durante o VI Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada. Os poupadores individuais lideraram os investimentos no período, com aportes de R$ 28,6 bilhões, uma alta de 36,33% em relação ao primeiro semestre de 2011. Os planos de previdência VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre) tiveram a maior expansão nos recolhimentos no período, de 38,24%, com uma arrecadação de R$ 28 bilhões. Esse tipo de plano é direcionado ao investidor que não declara Imposto de Renda pelo modelo completo. Os planos PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre), adequados aos contribuintes que fazem a declaração do Imposto de Renda pelo modelo completo, totalizaram contribuições de R$ 3,2 bilhões no primeiro semestre, um aumento de 8,50% frente a igual período de 2011. Os planos tradicionais tiveram arrecadação de R$ 1,6 bilhão nos primeiros seis meses do ano, alta de 2,11% em relação a igual período de 2011.

Antes de definir o plano de previdência privada para se aposentar tranquilamente, é preciso observar as taxas de administração, carregamento e tributos.

Tributos travam queda de taxas de administração

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carga tributária e outros encargos dificultam uma queda maior das taxas de administração dos planos de previdência privada, que, de qualquer forma, estão muito próximas das de mercados desenvolvidos, afirmou ontem o vice-presidente da FenaPrevi e diretor executivo de Investimento e Previdência do Itaú Unibanco, Osvaldo Nascimento. Segundo ele, atualmente as taxas de administração, que remuneram o gestor dos ativos do plano, estão variando de 0,7% a 3%. "O que limita a redução das taxas é o arcabouço regulatório e o tributário", disse ele em entrevista à imprensa realizada durante do VI Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada. Ele citou como exemplo as taxas de fiscalização cobradas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep ) e sobre a criação de produtos de previdência cobradas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Caminhamos positivamente em termos de taxas de juro da economia, mas

3 por cento é o valor máximo de variação das taxas de administração dos fundos de previdência complementar atualmente

ainda estamos sobrecarregados com uma série de custos que deixam o País menos eficiente do que outras economias", ponderou o executivo. Sobre as taxas de carregamento, que cobrem as despesas da instituição financeira com corretagem e venda do plano, Nascimento destacou que houve queda dos últimos oito anos, de cerca de 10% para a média de 1% a zero, em alguns casos. Mesmo diante dos custos para a criação de

mais produtos aos investidores da previdência privada, Nascimento afirmou que o contexto econômico de juro mais baixo tem favorecido a diversificação dos perfis dos planos, mesmo que ainda timidamente. "Nos planos do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre) vemos perfis voltados à renda fixa, a índices de preços e letras financeiras", disse. Ele atribuiu parte dessa baixa diversificação ao fato de o mercado de capitais brasileiro ser pouco desenvolvido. Taxas de administração – Estudo da consultoria NetQuant, especializada em previdência, já mostrou que a taxa de administração média dos fundos de previdência de varejo que investem apenas em renda fixa é de 2,85% ao ano. Essa taxa é mais alta do que a média praticada entre os fundos de renda fixa comuns, que, no varejo, é 2,39% ao ano. Fundos de previdência balanceados – que têm algum percentual em renda variável – têm taxa de administração média de 2,76% ao ano no varejo. (Agências)

verá alcançar R$ 1 trilhão em até cinco anos, lembrando que, em 1992, estava em R$ 3 bilhões. "A nova realidade brasileira, de taxa de juro real abaixo de 3%, está aumentando o ingresso de investidores que pensam no longo prazo e percebem que é possível maximizar seu patrimônio por meio da previdência complementar", disse ele.

Nascimento citou ainda a queda na taxa de desemprego e o consequente aumento na renda como fatores que têm impacto no crescimento das arrecadações da previdência. Boa parte desse aumento na carteira atual e previsto está relacionada à elevação nos aportes mensais de planos já existentes. Nos novos ingressos o destaque são os chamados planos para menores, onde a arrecadação subiu 19,21% no primeiro semestre deste ano, para R$ 960 milhões. De acordo com o balanço semestral divulgado pela FenaPrevi, os planos menores registraram o segundo maior crescimento no primeiro semestre por categoria de plano contratado. A liderança ficou com os planos individuais, que tiveram expansão de 36,33% no primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2011, para R$ 28,6 bilhões. Nascimento observou ainda que os benefícios fiscais associados aos planos VGBL e PGBL representam uma enorme poupança; portanto, um adicional em relação a outros tipos de investimento de longo prazo. Nos fundos de renda fixa ou multimercado a cobrança do Imposto de Renda é semestral. Já nos planos VGBL e PGBL o imposto só é pago no momento do resgate dos recursos, aumentando a proporção de recursos sobre os quais há rendimento. (AE)

MP suspende dez bancos em Minas

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or intermédio do Procon, o Ministério Público (MP) do Estado de Minas Gerais suspendeu, em decisão cautelar, todos os serviços de concessão de crédito de dez instituições financeiras que atuam no Estado. Segundo o MP, o processo administrativo foi instaurado após grande número de reclamações recebidas pelo Procon estadual. Os consumidores se queixavam de dificuldades para receber dos bancos "informações cadastrais e financeiras imprescindíveis à portabilidade de dívidas, bem como necessárias para liquidação antecipada de débito, total ou parcialmente". Lista – As instituições financeiras que tiveram as operações de concessão de créditos suspensas em Minas Gerais foram: BMG, Bonsucesso, Cacique, Cruzeiro do Sul, GE Capital, Intermedium, Mercantil do Brasil, Rural e Santander, além da BV Financeira. "A quitação antecipada de débitos, conforme a decisão, é um direito do consumidor previsto no artigo 52, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor. A negativa pelas instituições bancárias de fornecer informações ou documentos indispensáveis para quitação antecipada infringe tal dispositivo, além de agredir frontalmente os incisos 3 e 4 do artigo 6º, que, respectivamente, obriga o fornecedor a informar corretamente o con-

sumidor e proíbe métodos desleais ou coercitivos", justifica o MP. Além disso, explica, "a portabilidade de dívidas está assegurada por determinações do Banco Central, principalmente a Resolução n.º 3.401/2006, que dispõe sobre a quitação antecipada de operações de crédito e de arrendamento mercantil por meio de recursos transferidos de outra instituição financeira. Permite-se, então, ao consumidor, quando constatar juros e encargos menores sendo praticados por um banco, portar seu débito para esta instituição". De acordo com o MP, a decisão, inédita no Brasil, vai vigorar a partir do momento em que as instituições financeiras forem notificadas para indicar os eventuais procedimentos adotados quanto à paralisação das infrações citadas. A decisão estabelece multa diária de R$ 1 mil para a instituição bancária que descumprir a determinação. O dinheiro arrecado com a multa será destinado ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor. Para o MP, há ainda "a possibilidade de aplicação das sanções penais cabíveis". A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou em nota que "não comenta questões envolvendo seus associados individualmente, incluindo suas políticas de negócios". (ABr)

Aeroportos regionais

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Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) registrou aumento de 12,7% na movimentação dos aeroportos regionais entre janeiro e julho de 2012 ante igual período do ano passado. Os 31 aeroportos administrados pelo Daesp receberam nos primeiros sete meses do ano 1,661 milhão de passageiros, ante 1,475 milhão entre janeiro e julho de 2011. Segundo o Daesp, cresceu o tráfego de passageiros em 18

dos 31 aeroportos sob sua administração. O que registrou maior avanço foi o aeroporto de Marília (Frank Miloye Milenkowichi), que teve um incremento de 156,7% na movimentação – foram 55.486 passageiros nos primeiros sete meses deste ano, ante 21.613 passageiros em igual período de 2011. Outro aeroporto que opera voos regulares que se destacou foi o de Bauru/Arealva, com alta de 82% no tráfego, com 103.510 passageiros, ante a 56.840 de 2011. (AE)


22 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de agosto de 2012 1º OFÍCIO CÍVEL DO FORUM REGIONAL II - SANTO AMARO-SP FORO REGIONAL II - SANTO AMARO - COMARCA DE SÃO PAULO CITAÇÃO. PRAZO 20 DIAS. PROC. 0259546-84.2009 (4581). A Dra. VANESSA VAITEKUNAS ZAPATER, Juíza de Direito da 1ª Vara Cível Regional de Santo Amaro, na forma da lei, etc. FAZ SABER a LM MONTAGENS, MANUTENÇÃO E COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA. ME (com nome fantasia de Manutenção LM), CNPJ/MF 00.646.433/0001-19 e a LAERCIO RODRIGUES, RG 8.188.834, CPF/MF 879.437.008-72, que BANCO BRADESCO S/A. lhes ajuizou ação Monitória, para cobrança da quantia de R$ 120.259,.89, dívida esta oriunda dos Contratos de Desconto de Direitos Creditórios Oriundos de Títulos de Crédito, firmados em 07/11/08, 16/12/08 e 13/02/09, sob nºs 3.120.001, 3.510.001 e 440.001. Vencida a dívida e não tendo sido possível o recebimento amigável do crédito, ajuizou o autor a presente ação e, encontrando-se os réus em lugar incerto e não sabido, foi determinada a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após o decurso do prazo de 20 dias supra, paguem o débito livre de custas e honorários, ou ofereçam embargos, sob pena de não o fazendo, constituir-se de pleno direito o título executivo judicial, presumindo-se aceitos como verdadeiros os fatos alegados. Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 20/08/2012. (GLWDO GH &LWDomR GR UpX /8,= +(15,48( *+,==( FRP SUD]R GH WULQWD GLDV QRV DXWRV GD $omR 0RQLWyULD PRYLGD SRU '(&,2 0(5/,12 3URFHVVR Q Q GH 2UGHP 2 'U )OiYLR 3LQHOOD +HODHKLO -XL] GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO GD &RPDUFD GH 6DQWR $QGUp 63 )D] 6DEHU DR UHTXHULGR /XL] +HQULTXH *KL]]H 5* 63 H &3) TXH 'HFLR 0HUOLQR DMXL]RX OKH $omR 0RQLWyULD REMHWLYDQGR R UHFHELPHQWR GH 5 DFUHVFLGRV GH MXURV H FRUUHomR PRQHWiULD (VWDQGR R UHTXHULGR HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH SDJXH R YDORU VXSUD GHYLGDPHQWH FRUULJLGR GHQWUR GR SUD]R OHJDO TXH R LVHQWDUi GDV FXVWDV H KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV RX HPEDUJXH VRE SHQD GH FRQYHUVmR GR PDQGDGR GH FLWDomR HP H[HFXomR $'9(57Ç1&,$ )LFD FRQVLJQDGR TXH p GH TXLQ]H GLDV R SUD]R SDUD HIHWXDU R SDJDPHQWR GR GpELWR UHFODPDGR D IOXLU DSyV RV WULQWD GLDV VXSUD LQGHSHQGHQWHPHQWH GR SDJDPHQWR GH FXVWDV H KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV QRV WHUPRV GRV DUWLJRV % H & GR &3& 2XWURVVLP SRGHUi QR SUD]R VXSUDPHQFLRQDGR LQWHUSRU HPEDUJRV TXH VXVSHQGHUmR D HILFiFLD GR PDQGDGR LQLFLDO H WHUi VHX SURVVHJXLPHQWR SHOR ULWR RUGLQiULR DUW GR &3& (P FDVR GH QmR SDJDPHQWR H GD QmR RSRVLomR GRV HPEDUJRV RX DLQGD D UHMHLomR GHOHV FRQVWLWXLU VH i SOHQR GLUHLWR R WtWXOR H[HFXWLYR MXGLFLDO H[HFXWDQGR R QD IRUPD SUHYLVWD QR /LYUR ,, 7tWXOR ,, &DStWXORV ,, H ,9 GR &3& 1$'$ 0$,6 ( SDUD TXH FKHJXH DR FRQKHFLPHQWR GH WRGRV H QLQJXpP QR IXWXUR VH MXVWLILTXH DOHJDQGR LJQRUkQFLD H[SHGLX VH R SUHVHQWH TXH VHUi SXEOLFDGR H DIL[DGR QD IRUPD GD OHL 6DQWR $QGUp GH DJRVWR GH % H (GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR Q 2 $ 'RXWRU D &ULVWLDQH 6DPSDLR $OYHV 0DVFDUL %RQLOKD 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO ,; 9LOD 3UXGHQWH GD &RPDUFD GH 6­2 3$8/2 GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D R 6LJHDU $U &RQGLFLRQDGR H &RPpUFLR /WGD QD SHVVRD V UHSU /HJDO &13 TXH OKH IRL SURSRVWD XPD DomR GH 3URFHGLPHQWR 2UGLQiULR SRU SDUWH GH 0&&$11 (5,&.621 38%/,&,'$'( /7'$ DOHJDQGR HP VtQWHVH (P DV SDUWHV FHOHEUDUDP &RQWUDWR GH 3UHVWDomR GH $VVLVWrQFLD 7pFQLFD H 0DQXWHQomR 3UHYHQWLYD GRV $SDUHOKRV GH $U &RQGLFLRQDGR VHQGR TXH HP D DXWRUD QRWLILFRX D Up GD 5HVFLVmR GR UHIHULGR FRQWUDWR $SyV D UHVFLVmR D DXWRUD FRQWUDWRX RV VHUYLoRV GD Up SDUD UHDOL]DU XP FRQVHUWR GH XP GHWHUPLQDGR FRPSUHVVRU R TXH QmR RFRUUHX H IRL VXUSUHHQGLGD FRP D FREUDQoD GH 5 1RWD )LVFDO Q UHIHUHQWH DR VHUYLoR QmR SUHVWDGR +RXYH SURWHVWR GR WtWXOR 5HTXHU GHFODUDU D LQH[LJLELOLGDGH GD 'XSOLFDWD 0HUFDQWLO Q 5 R FDQFHODPHQWR GHILQLWLYR GR SURWHVWR H FRQGHQomR GD Up QR SDJDPHQWR GD UHSHWLomR GR GpELWR QR YDORU GH 5 LQGHQL]DomR SRU GDQRV PRUDLV FXVWDV H GHVSHVDV SURFHVVXDLV 9DORU GD FDXVD 5 (QFRQWUDQGR VH R UpX HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD RV DWRV H WHUPRV GD DomR SURSRVWD H SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV TXH IOXLUi DSyV R GHFXUVR GR SUD]R GR SUHVHQWH HGLWDO DSUHVHQWH UHVSRVWD 1mR VHQGR FRQWHVWDGD D DomR SUHVXPLU VH mR DFHLWRV SHOR D V Up X V FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DUWLFXODGRV SHOR D V DXWRU D HV 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ

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19ª VARA CÍVEL CITAÇÃO. PRAZO 20 DIAS. PROC. 583.00.2010.157391-4 (C. 2021/2010). A Drª. Fernanda Gomes Camacho, Juíza de Direito da 19ª Vara Cível, FAZ SABER a TATIANA SANTANNA RODRIGUES, RG 30.759.917-6, CPF/MF 286.652.158-75, que INSTITUTO EDUCACIONAL SEMINÁRIO PAULOPOLITANO, lhe ajuizou AÇÃO ORDINÁRIA, para cobrança de R$ 3.684,74, oriunda de prestação de serviços educacionais, devidas de fevereiro a junho de 2008. Estando a ré em lugar ignorado, pelo presente edital, fica citada para que no prazo de 15 dias, após os 20 dias supra, conteste a ação, sob pena de revelia, presumindo-se verdadeiros os fatos alegados. &LWDomR 3UD]R GLDV 3URF ² RUGHP Q $ 'UD &DUPHQ /XFLD GD 6LOYD -Xt]D GH 'LUHLWR GD 9DUD &tYHO GD &DSLWDO 63 )D] 6DEHU D 'HOWD 6HUYLoRV &DUWRUiULRV 6 6 /WGD &13- QD SHVVRD GH VHX UHSUHVHQWDQWH OHJDO H (GVRQ $SDUHFLGR GD 6LOYD ² &3) TXH %$1&2 %5$'(6&2 6 $ DMXL]RX XPD DomR SHOR SURFHGLPHQWR 2UGLQiULR SDUD FREUDQoD GH 5 DJRVWR RULXQGR GR FRQWUDWR GH DEHUWXUD GH OLPLWH GH FUpGLWR ILUPDGR HP (VWDQGR D UHTXHULGD HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHWHUPLQDGD D FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD FRQWHVWH R IHLWR VRE SHQD GH SUHVXPLUHP VH YHUGDGHLURV RV IDWRV DOHJDGRV H D FRQGHQDomR QDV FRPLQDo}HV SHGLGDV Ƈ

3ª Vara Cível da Capital - SP Edital de 1ª e 2ª Praça de bem imóvel e de intimação dos executados LUIZ ANTONIO DE SOUZA e SERGIO LUIZ DA SILVA, bem como de sua esposa, se casado for, e demais interessados, expedido nos autos da ação de Execução, Processo nº 583.00.2000.566103-6 (1232/2000), requerida por NELSON FERREIRA. A Dra. Andréa Galhardo Palma, Juíza de Direito da 3ª Vara Cível da Capital, na forma da lei etc. FAZ SABER que, com fulcro no artigo 689-A do CPC e regulamentado pelo Prov. CSM 1625/2009 do TJ/SP, através da HIPERLANCE (www.hiperlance.com.br) portal de leilões online, não sendo aceito qualquer forma de lances que não seja através da internet diretamente no site, levará a público pregão de venda e arrematação na 1ª Praça com início no dia 16/10/2012, às 14:00h, e com término no dia 19/10/2012, às 14:00h, entregando-o a quem mais der valor igual ou superior ao da avaliação, ficando desde já designado para a 2ª Praça com início no dia 19/10/2012, às 14:00h, e com término no dia 08/10/2012, às 14:00h, caso não haja licitantes na 1ª, ocasião em que o bem será entregue a quem mais der, não sendo aceito lance inferior a 60% do valor de avaliação (Art. 692 do CPC e art. 13 do Prov. CSM 1625/2009) o imóvel abaixo descrito, conforme condições de venda constantes do presente edital. BEM: Apartamento Duplex nº 121, no 12º andar do Edifício Morada Nobre, situado à Avenida João XXIII, nº 550, no 46º Subdistrito Vila Formosa, com a área útil ou privativa de 333,460m², área comum de 348,425m², encerrando a área total de 681,885m², correspondendo-lhe no terreno e demais coisas de uso comum a fração ideal de 7,6701%, estando incluído nos cálculos o direito ao uso da garagem, para guarda de 04 veículos de passeio mais um depósito, localizados no subsolo do edifício; adquirido conforme R.01/matr. nº 131.406 do 9º CRI da Capital/SP; Contribuinte nº 303.004.0084-2. AVALIAÇÃO DO IMÓVEL: R$ 590.000,00 (outubro/2003), que será atualizada na data do efetivo leilão. ÔNUS: Conforme R.02/matr. nº 131.406, consta penhora sobre o referido imóvel perante a 1ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, nos autos da ação de Execução nº 1750/98, movida por Pedro Aurélio Giraldes; Conforme R.04/matr. nº 131.406, consta penhora sobre o referido imóvel perante a 12ª Vara Cível da Capital/SP, nos autos da ação Monitória nº 000.98.031228-0, movida por Silvio Simões; Conforme R.05/matr. nº 131.406, consta penhora sobre o referido imóvel perante a 35ª Vara Cível da Capital/SP, nos autos da ação de Execução nº 35/98, movida por João Alberto de Souza; Conforme R.06/matr. nº 131.406, consta penhora sobre o referido imóvel perante a 4ª Vara Cível da Capital/SP, nos autos da ação de Execução nº 98.025860-0, movida por João Alberto de Souza; Conforme R.07/matr. nº 131.406, consta penhora sobre o referido imóvel perante a 24ª Vara Cível da Capital/SP, nos autos da ação de Execução nº 625.496-9/00, movida por Miguel Gimenez; Conforme R.08/matr. nº 131.406, consta penhora sobre o referido imóvel perante a 3ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, nos autos da ação de Execução nº 571/98, movida por Francisco Paulo Falsetta. DO ACORDO: A partir da publicação do edital, caso seja celebrado acordo entre as partes com suspensão da praça, ficam os executados obrigados a pagar o valor da comissão devida à Gestora HIPERLANCE, de 5% do valor do acordo. A alienação obedecerá ao disposto na legislação aplicável (Prov. CSM 1625/2009 do TJSP “caput” art. 335 do C. P.). DOS DÉBITOS: Eventuais taxas e/ou impostos, débitos condominiais e demais ônus sobre o bem acima correrão por conta do arrematante, com exceção do previsto no art. 130, parágrafo único do CTN. DO PAGAMENTO/DA COMISSÃO: A arrematação far-se-á mediante o pagamento imediato do preço pelo arrematante, no prazo de 24 horas após o termino do leilão, salvo disposição judicial diversa (art. 19, do provimento 1625/09), sob pena de se desfazer a arrematação. O comprador pagará a título de arrematação 5% de comissão ao leiloeiro de acordo com a Lei, e não será devolvida ao arrematante em nenhuma hipótese, salvo se a arrematação for desfeita por determinação judicial ou por razões alheias à vontade do arrematante e deduzidas as despesas incorridas. DÚVIDAS E ESCLARECIMENTOS: Pessoalmente perante o Oficio onde estiver ocorrendo à ação, ou no escritório da Gestora Hiperlance, localizado na Avenida Roque Petrônio Junior, nº 1.089, 3º andar, conjunto 316, Morumbi, Capital – SP, ou ainda, pelo telefone (11) 3033-1000, ou ainda, por e-mail daniela@hiperlance.com.br ou leilão@hiperlance.com.br. Ficam os executados, INTIMADOS das designações supra, caso não sejam localizados para a intimação pessoal. Não consta dos autos haver recurso ou causa pendente de julgamento. Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 14 de agosto de 2012. / @ @< , &'8$'"N$N#'(&"+. 6 - 33 Y , %*8$!N8$&*%("8+, -. $ / 1 -

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

e China perto da 'zona de perigo'

Os desembarques de soja brasileira na China em julho somaram 3,8 milhões de toneladas, alta de 10,5% ante igual período de 2011.

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Executivo do Banco do Japão alerta para o risco de crise financeira devido a bolha no mercado imobiliário chinês

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ECONOMIA/LEGAIS - 23

Reuters

combinação de uma bolha de preços imobiliários, mudanças demográficas e um crescimento rápido de empréstimos aumenta a chance de um país enfrentar uma crise financeira, afirmou ontem um vice-presidente do Banco do Japão, o banco central do país, alertando que a China está entrando agora em uma "zona de perigo" no que se refere a isso. Kiyohiko Nishimura, um dos dois vice-presidentes do BC japonês e um ex-professor universitário especializado em análise de dados, notou que há similaridades entre a bolha de ativos do Japão da década de 1990 e a bolha do mercado imobiliário dos Estados Unidos dos anos 2000. Em ambos os casos, quando a taxa de pessoas economicamente ativas atinge um pico em um período de altos preços de imóveis e aumento rápido de empréstimos, essas condições levam a bolhas "malignas" que geram uma crise financeira, disse ele. Conferência – "A China ainda não chegou ao pico no que se refere à taxa da população economicamente ativa, mas está perto", enquanto os empréstimos estão subindo e os preços de imóveis mos-

Construção: aumento rápido de empréstimos e mudanças demográficas apontam para reedição de problema dos EUA. traram um claro aumento durante 2010, afirmou Nishimura em conferência em Sydney, na Austrália, organizada pelo banco central do país e pelo Banco para Acordos Internacionais.

"Está claro que nem todo episódio de estouro de bolha leva a uma crise financeira. No entanto, se coincidem a mudança demográfica, uma bolha dos preços imobiliários e um forte aumento dos em-

préstimos, então uma crise financeira parece mais provável. E a China está entrando agora na zona de perigo", afirmou ele, de acordo com texto de sua apresentação publicado no site do BC. (Reuters)

Embarque para a Ásia

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China importou 17,08 milhões de toneladas de soja do Brasil entre janeiro e julho, e o país sulamericano passou a liderar a lista de fornecedores da oleaginosa para o maior importador global do produto, de acordo com dados da alfândega chinesa divulgados ontem. Os desembarques de soja brasileira na China no mês de julho totalizaram 3,8 milhões de toneladas, crescimento de 10,5% na comparação com igual período de 2011. E, dessa forma, o Brasil superou momentaneamente os Estados Unidos como o maior fornecedor da oleaginosa ao país asiático. No acumulado do ano até julho, as importações chinesas de soja do Brasil acumulam alta de 57,8%. Neste ano, os chineses aceleraram as compras de soja do Brasil para garantir a oferta após uma seca em lavouras do Sul brasileiro e também na Argentina. Minério de ferro – Já o volume de minério de ferro do Brasil desembarcado na China teve aumento de 12,16% de janeiro a julho deste ano, para 89,43 milhões de toneladas. Apesar do crescimento do volume, os preços do produto registraram queda acentuada na comparação com o mesmo período do ano passado, com o agravamento da crise internacional e seus efeitos no país asiático. O preço médio do produto desembarcado na China foi de US$ 134,8 por tonelada em julho, baixa de 22,2% ante o mesmo mês do ano passado. (Reuters)

YOKI ALIMENTOS S.A.

VOTORANTIM PARTICIPAÇÕES S/A CNPJ/MF Nº 61.082.582/0001-97 - NIRE 35300023714 ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 12 DE JULHO DE 2012 (RE-RATIFICAÇÃO) 1. Data, Horário e Local - Dia 12 de julho de 2012, às 10:00 horas, na sede social, na Rua Amauri, nº 255, 10º andar, nesta Capital. 2. Convocação: Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. Presença: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro “Presença de Acionistas”. 4. Mesa Dirigente: José Roberto Ermírio de Moraes, Presidente e Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário. 5. Ordem do Dia: I – reratificação da AGE realizada em 01/12/2000, que deliberou pela cisão parcial da Sociedade “S.A. Indústrias Votorantim”, atualmente denominada “Votorantim Participações S.A.” 6. Deliberações Unânimes: I - aprovada a re-ratificação da ata de Assembléia Geral Extraordinária, que deliberou pela cisão parcial da Sociedade “S.A. Indústrias Votorantim”, atualmente denominada “Votorantim Participações S.A.” realizada em 01/12/2000 e registrada na JUCESP sob o nº 237857/00-5, em 20/12/2000, a fim de fazer constar em seu “Anexo 2” (“relação de bens e imóveis”) os imóveis que, por equivoco, deixaram de constar da referida lista: (1) Terreno em Itapevi (Próximo à Fábrica - Vila dos Engenheiros) - Uma área de terras, sendo parte de uma gleba de terra maior, que principia em uma porteira junto a estrada de Ferro Sorocabana (atual FEPASA), no lugar denominado “Parada Km 40” situada a quinhentos e vinte oito metros além do atual km 38 da Ferrovia, no sentido São PauloSorocaba, tendo suas metragens e confrontações descritas e caracterizadas na aludida transcrição imobiliária sob n° 2.828, do cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Cotia - SP. (2) Terreno no Km 40 da Estrada de Ferro Sorocabana, atual Fepasa - Um terreno localizado no Distrito de Itapevi Comarca de Cotia, no bairro do Kilômetro 40, da estrada de Ferro Sorocabana, atual FEPASA, adquirido mediante Mandado de Matrícula e Registro, expedido em 02 de julho de 1979 nos autos da Ação de Usucapião, processo n° 1.444/78 da 1ª Vara Cível do Município de Cotia – SP. Devidamente matriculado no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Cotia – SP, sob o nº 11.521. (3) Terreno em Itapevi (próximo à Fábrica) - Sítio do Moinho – Uma área de terras, situada na Projetada Rua Santa Lucia, no Sitio do Moinho, Bairro de São João, Município de Itapevi, Estado de São Paulo, tem suas metragens e confrontações descritas e caracterizadas na aludida transcrição imobiliária sob o n° 142.414 do 11º Ofício de Registro de Imóveis da Comarca de São Paulo. (4) Terreno em Itapevi (Fábrica) – Um parte de terras de cultura, situada na zona rural e agrícola na Estrada de Ferro Sorocabana, km 40, no bairro de São João, Distrito de Itapevi, Estado de São Paulo, medindo mais ou menos um alqueire, ou seja, 2,42 hectares, que confronta de um lado com Francisco Rocha ou sucessores; pela frente, do outro lado e nos fundos com Sebastião da Cunha ou sucessores. Sítio esse que fica do lado esquerdo de quem vai de São Paulo para o mesmo, fazendo a aludida estrada divisa com a propriedade e distando 2 km da estação de Itapevi. Matriculado em 15 de dezembro de 1971, sob o nº 1.833 no Cartório de Registro de Imóveis do Município do Cotia/ SP. (5) Terreno Fábrica Itapevi (Moinho) – Uma gleba de terras sem denominação especial, no Bairro São João no distrito de Itapevi, de formato irregular, sem benfeitorias, com suas metragens e confrontações descritas e caracterizadas na aludida transcrição imobiliária nº 2.839, no cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Cotia – SP; importando todos os imóveis num valor contábil global de R$ 1.500.000,00 (hum milhão e quinhentos mil reais); II - manter inalteradas as demais deliberações adotadas na referida Assembléia Geral Extraordinária realizada em 22/11/2000; III autorizar a Diretoria da Sociedade a assinar toda e qualquer documentação que se fizer necessária à efetivação do acima deliberado. 7. Observações Finais: a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; b) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas presentes. (a.a.) José Roberto Ermírio de Moraes, Presidente; Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário; p. Hejoassu Administração S/A, Marcus Olyntho de Camargo Arruda e Nelson Koichi Shimada, diretores; Esp. Carlos Ermírio de Moraes, José Ermírio de Moraes Neto, José Roberto Ermírio de Moraes, Carlos Eduardo Moraes Scripilliti, Cláudio Ermírio de Moraes, Clóvis Ermírio de Moraes Scripilliti, Fabio Ermírio de Moraes e Luís Ermírio de Moraes, acionistas. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 12 de julho de 2012. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia – Junta Comercial do Estado de São Paulo – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 353.618/12-3 em 13.08.2012 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.

YOKI ALIMENTOS S.A.

C.N.P.J./M.F. Nº 61.586.558/0013-29 - NIRE Nº 35300100743 Ata de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 24 de Julho de 2012 Data, Hora e Local: Aos 24 (vinte e quatro) dias do mês de julho do ano de 2.012 (dois mil e doze), às 10:00 horas, reuniram-se em primeira convocação para Assembléia Geral Extraordinária de Acionistas da Yoki Alimentos S.A., na sede da empresa em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, na Avenida Miro Vetorazzo, 1661/1681, Bairro Demarchi, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 61.586.558/0013-29, com seus atos constitutivos arquivados na Junta Comercial de São Paulo sob o NIRE nº 35300100743. Convocação e Quorum: Dispensada a convocação pela presença dos sócios, nos termos dos artigos 124 e 135 da Lei nº 6.404/76. Composição da Mesa: Assumiu a presidência da Assembléia o Senhor Mitsuo Matsunaga, convidou a mim, Zilo Matsunaga, para secretário e, em seguida, declarou instalados os trabalhos. Ordem do Dia: 1) Alteração do artigo 5º do Estatuto Social com a capitalização das reservas apuradas em balanço especial encerrado em 30 de junho de 2012, 2) outros assuntos de interesse da empresa. Deliberações: 1. Com referência ao item 1 da ordem do dia, que diz respeito à alteração do artigo 5ª do Estatuto Social com a capitalização dos resultados apurados neste exercício de 2012, disse o Sr Presidente que conforme comunicação feita aos acionistas, a empresa pretende aumentar o capital, por força dos resultados auferidos neste exercício de 2012 até o dia 30 do mês de junho de 2012. Assim, a empresa procede ao aumento do capital social, de R$254.402.356,23 (duzentos e cinqüenta e quatro milhões, quatrocentos e dois mil, trezentos e cinqüenta e seis reais e vinte e três centavos) para R$ 304.448.721,39 (trezentos e quatro milhões, quatrocentos e quarenta e oito mil, setecentos e vinte e um reais e trinta e nove centavos) com a capitalização dos resultados apurados no ano de 2012 até o dia 30 do mês de junho de 2012, no valor de R$ 50.046.365,16 (cinqüenta milhões, quarenta e seis mil, trezentos e sessenta e cinco reais e dezesseis centavos). 2. Seja alterado o valor nominal de cada ação de R$1,83 (um real e oitenta e três centavos) para R$ 2,19 (dois reais e dezenove centavos). 3. Seja mantido o número de ações ordinárias de 139.017.681 (cento e trinta e nove milhões, dezessete mil, seiscentos e oitenta e uma). 4. Com essas alterações, passa o Estatuto Social a vigorar com a nova redação do seu Artigo 5º nos seguintes termos: “Artigo 5º - O capital social totalmente integralizado é de R$ 304.448.721,39 (trezentos e quatro milhões, quatrocentos e quarenta e oito mil, setecentos e vinte e um reais e trinta e nove centavos), dividido em 139.017.681 (cento e trinta e nove milhões, dezessete mil, seiscentos e oitenta e uma) ações ordinárias, do valor nominal unitário de R$ 2,19 (dois reais e dezenove centavos) cada ação. Parágrafo Único - A sociedade poderá emitir ações preferenciais sem direito a voto, até o limite legal de metade (50%) do capital social.”. Submetida a exame, foi a proposta aprovada por unanimidade de votos. Quanto ao item “b) outros assuntos de interesse da sociedade” da Ordem do Dia, o Sr. Presidente franqueou a palavra a quem dela quisesse fazer uso, e como ninguém se manifestou, suspendeu a sessão pelo tempo necessário à lavratura da presente ata. Encerramento e Assinaturas: Assim, nada mais havendo a tratar foi encerrada a reunião da qual foi lavrada a presente ata, que lida e achada conforme foi aprovada e vai devidamente assinada pelo Sr. Presidente da Mesa, por mim, Secretário que a redigi e por todos os acionistas presentes Mitsuo Matsunaga; Gabriel João Cherubini, Zilo Matsunaga; Misako Matsunaga, Yeda Kitano Cherubini, Mauro Kitano Matsunaga, Maria Luiza Matunaga, Espólio de Carlos Alberto Wanderley Inventariante Vera Maria Wanderley, Yaeko Ito. A Presente ata é cópia fiel da transcrita no livro próprio. São Bernardo do Campo/SP, 24 de julho de 2012. Zilo Matsunaga - Secretário da Mesa. Jucesp nº 339.456/12-7 em 01/08/ 12. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

CNPJ/MF nº 61.586.558/0013-29 - NIRE 35.300.100.743 Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 1 de Agosto de 2012 1. Data, Hora e Local: Em 1 de agosto de 2012, às 9:00 horas, na sede da companhia, em São Bernardo do Campo-SP, na Avenida Miro Vetorazzo, 1661/1681, Bairro Demarchi, CEP 09820-135. 2. Composição da Mesa: Presidente: Sean Nathan Walker. Secretária: Melissa Carvalho Kanô. 3. Presença: Acionista representando a totalidade do capital social, conforme assinatura aposta no Livro de Presença de Acionistas. 4. Ordem do Dia: Deliberar sobre (a) a alteração da forma de administração da companhia; (b) a alteração do Capítulo III do Estatuto Social da companhia; (c) a renúncia dos atuais Diretores da companhia; e (d) a indicação e eleição dos novos Diretores da companhia. 5. Resumo das Deliberações: A Assembleia Geral, por deliberação unânime: 5.1 Aprovou a alteração da forma de administração da companhia, que passará a ser exercida por até 5 (cinco) Diretores, designados Diretor Presidente, Diretor Financeiro, Diretor de Recursos Humanos, Diretor de Marketing e Diretor de Logística, com um prazo de mandato de 3 (três) anos permitida a reeleição. 5.2. Em decorrência da deliberação acima, o Capítulo III do Estatuto Social da companhia passa a vigorar com a seguinte redação: “Capítulo III - Da Administração. Artigo 8º - A companhia será administrada por uma Diretoria composta por até 5 (cinco) Diretores, designados Diretor Presidente, Diretor Financeiro, Diretor de Recursos Humanos, Diretor de Marketing e Diretor de Logística. Artigo 9º - Os Diretores serão eleitos pela Assembleia Geral e por ela destituíveis a qualquer tempo, com um mandato de 1 (um) ano, sendo permitida a reeleição. Parágrafo 1º - Os Diretores permanecerão no exercício de seus cargos até a investidura de seus sucessores, que se dará por termo lavrado no livro de posse da Diretoria. Parágrafo 2º - A investidura no cargo de Diretor far-se-á por termo lavrado e assinado no livro de Atas de Reuniões da Diretoria, independentemente de caução. Parágrafo 3º - A remuneração dos Diretores será fixada pela Assembleia Geral. Artigo 10 - No caso de ausência ou impedimento temporário de qualquer Diretor, ele poderá ser substituído pelo outro Diretor que acumulará interinamente as funções do Diretor ausente ou impedido. Artigo 11 - No caso de vacância de um Diretor, deverá ser imediatamente convocada uma Assembleia Geral para provimento do cargo vago. Parágrafo Único: Além dos casos de falecimento ou renúncia, considerar-se-á vago o cargo do Diretor que, sem justa causa, deixar de exercer suas funções por 30 (trinta) dias consecutivos. Artigo 12 - As reuniões da Diretoria serão realizadas sempre que exigido pelo interesse social. Parágrafo Único: A reunião da Diretoria será convocada por escrito, por qualquer Diretor, mediante comunicação escrita encaminhada aos outros Diretores com, pelo menos, 5 (cinco) dias de antecedência, em primeira convocação e com, pelo menos, 3 (três) dias de antecedência, em segunda convocação, informando a data, a hora e o local da reunião e a respectiva ordem do dia. A convocação para a reunião da Diretoria torna-se dispensável quando todos os Diretores estiverem presentes. Artigo 13 - A companhia será representada e obrigar-se-á: (a) pela assinatura isolada do Diretor Presidente; (b) pela assinatura conjunta de quaisquer 2 (dois) Diretores; (c) pela assinatura conjunta de um Diretor e de um procurador constituído para representar a companhia, este último desde que assim previsto no respectivo instrumento de mandato e de acordo com a extensão dos poderes nele contidos; (d) pela assinatura conjunta de 2 (dois) procuradores constituídos para representar a companhia, desde que assim previsto nos respectivos instrumentos de mandato e de acordo com a extensão dos poderes neles contidos; ou (e) pela assinatura isolada de qualquer Diretor ou de um procurador constituído para representar a companhia, este último desde que assim previsto no respectivo instrumento de mandato e de acordo com a extensão dos poderes nele contidos; ressalvado, entretanto, que a representação individual da companhia de acordo com este item “(e)” está limitada à prática dos seguintes atos: (i) atos de rotina perante repartições públicas, inclusive a Secretaria da Receita Federal, seus postos, inspetorias e agências; (ii) representação em juízo ou como preposto; (iii) assinatura de recibos por pagamentos feitos à companhia; e (iv) emissão de duplicatas e endosso de cheques para depósito em conta bancária da companhia. Artigo 14 - As procurações “ad negotia” outorgadas pela companhia serão assinadas isoladamente pelo Diretor Presidente, ou, ainda, por quaisquer 2 (dois) Diretores em conjunto, terão prazo de validade determinado, não superior a 1 (um) ano, e vedarão o substabelecimento sob pena de nulidade. As procurações outorgadas a advogados, para representação da companhia em processos administrativos ou judiciais, poderão ser assinadas individualmente por qualquer um dos Diretores, ter prazo de validade indeterminado e permitir o substabelecimento. Artigo 15 - Quaisquer atos praticados pelos Diretores, por procuradores ou por funcionários que sejam estranhos aos negócios da companhia e ao objeto social, tais como, sem limitação, a outorga de avais ou de quaisquer garantias, são expressamente proibidos e serão nulos e sem efeito, a menos que tais atos tenham sido prévia e expressamente aprovados pelos acionistas.”. 5.3. Aceitou a renúncia dos Srs.: (i) Mitsuo Matsunaga, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Carteira de Identidade RG nº 2.921.405-1 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 006.960.058-91, residente e domiciliado em São Paulo-SP, na Rua Alberto Faria, 1.557, Alto de Pinheiros, CEP 05459-001, ao cargo de Diretor Presidente da companhia, (ii) Gabriel João Cherubini, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Carteira de Identidade RG nº 8.273.244-9 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 754.497.738-20, residente e domiciliado em São Paulo-SP, na Avenida José Galante, 589, apto. 151, Vila Suzana, CEP 05642-001, ao cargo de Diretor Vice-Presidente da companhia, (iii) Zilo Matsunaga, brasileiro, casado, contador, portador da Carteira de Identidade RG nº 2.644.586-4 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 035.052.198-00, residente e domiciliado em São Bernardo do Campo-SP, na Rua João Ferreira de Almeida, 625, Parque Espacial, CEP 09812-300, ao cargo de Diretor da companhia, (iv) Misako Matsunaga, brasileira, casada, comerciante, portadora da Carteira de Identidade RG nº 3.017.225-1 SSP/SP e inscrita no CPF/MF sob o nº 111.376.958-03, residente e domiciliada em São Paulo-SP, na Rua Alberto Faria, 1.557, Alto de Pinheiros, CEP 05459-001, ao cargo de Diretora da companhia, e (v) Yeda Kitano Cherubini, brasileira, casada, socióloga, portadora da Carteira de Identidade RG nº 5.464.955-9 SSP/SP e inscrita no CPF/MF sob o nº 766.149.218-00, residente e domiciliada em São Paulo-SP, na Avenida José Galante, 589, apto. 151, Vila Suzana, CEP 05642-001, ao cargo de Diretora da companhia. 5.4. Aprovou a eleição dos Srs. (i) Waldemar Thiago Junior, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Carteira de Identidade RG nº 23.385.146 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 200.309.738-48, residente e domiciliado em São Paulo-SP, na Rua Artur Sabóia, 205, apto. 2001, Paraíso, CEP 04104-060, para o cargo de Diretor da companhia, e (ii) Cristiane Mari Yamamoto, brasileira, solteira, administradora de empresas, portadora da Carteira de Identidade RG nº 11.621.396-6 SSP/SP e inscrita no CPF/MF sob o nº 248.312.158-64, residente e domiciliada em São Paulo-SP, na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 780, apto. 123, Vila Mariana, CEP 04014-002, para o cargo de Diretora da companhia, para um mandato de 3 (três) anos a partir da presente data, permanecendo vago o cargo de Diretor Financeiro para posterior deliberação da Assembleia Geral. 5.5. Indicou os Srs. Sean Nathan Walker, jamaicano, casado, empresário, portador do Passaporte Americano nº 077528561 e inscrito no CPF/MF sob o nº 235.572.418-07, residente e domiciliado em São Paulo-SP, na Rua Escobar Ortiz, 499, apto. 121, Vila Nova Conceição, CEP 04512-051, e Nestor Fabian Moyano, argentino, casado, engenheiro, portador do Passaporte Argentino nº 16381239N, residente e domiciliado na Rua Missiones, 78, Bella Vista, Buenos Aires, Argentina, como Diretores da companhia, os quais assumirão os cargos de Diretor Presidente e Diretor, respectivamente, tão logo sejam concluídos seus processos de concomitância no Brasil. 6. Declaração de Desimpedimento: Presentes, os Diretores eleitos declaram, sob as penas da lei, não estarem impedidos, por lei especial, e nem condenados ou se encontrarem sob efeitos da condenação, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. 7. Documentos Arquivados na companhia: Termos de Renúncia e Posse dos Diretores da companhia. 8. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e lavrada esta ata que, lida e achada conforme, foi aprovada pelos presentes que a subscrevem. São Bernardo do Campo, 1 de agosto de 2012. Sean Nathan Walker - Presidente, Melissa Carvalho Kanô - Secretária, Acionista: General Mills Brasil One Ltda. p.p. Sean Nathan Walker, Diretores Eleitos: Waldemar Thiago Júnior e Cristiane Mari Yamamoto. JUCESP - Certifico o Registro sob o nº 353.564/12-6 em 13/08/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

CNPJ nº 14.920.540/0001-06 - NIRE - SP - 35.300.108.019

Glock do Brasil S.A.

Assembleia Geral Extraordinária - Convocação São convocados os Senhores Acionistas para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária da Companhia, no próximo dia 31/08/2012, às 11:00 horas, no prédio da sede social, na Capital do Estado de São Paulo, na Rua São Bento, n° 329, no 12º andar, para tratar da seguinte ordem do dia: Assembleia Geral Extraordinária: a) grupamento das ações representativas do capital social da Companhia, nos termos do art. 12 da Lei nº 6.404/76, na proporção de 3.000 (três mil) ações para 1 (uma) ação; b) subscrição de valores pelos acionistas detentores de frações de ações para perfazer uma ação por inteiro; c) alteração do artigo 5º do Estatuto Social, para registrar a nova quantidade de ações representativas do capital social da Companhia; e d) alteração do endereço da sede da Companhia, com a consequente alteração do art. 2º do Estatuto Social da Companhia. São Paulo, 21 de agosto de 2012 Diretoria (22, 23 e 24)

ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Dia, hora e local: No dia 16 de julho de 2012, às 09:30 horas, na sede da Odebrecht TransPort Participações S.A. (“Companhia” ou “OTP”), localizada na Avenida das Nações Unidas, 4.777, 5º andar, ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo/SP. Presença: Presentes os seguintes membros do Conselho de Administração: André Amaro da Silveira; Geraldo Villin Prado; Adriano Chaves Jucá Rolim; Felipe Montoro Jens; Flávio Eduardo Arakaki; e Édilo Ricardo Valadares. Ausente o Conselheiro Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o qual foi substituído por seu respectivo suplente, João Borba Filho. Mesa: João Borba Filho, Presidente; Juliane Pfeiffer Marinho, Secretária. Ordem do dia: I) Matérias para Deliberação: Após a devida análise das Propostas de Deliberação (“PD’s”), cujas cópias e documentação conexa foram encaminhadas previamente para conhecimento dos Conselheiros e permanecerão arquivadas na sede da Companhia, foram aprovadas, por unanimidade, nos termos e condições das respectivas PD’s, as seguintes deliberações: 1) PD.CA-OTP 09/12 – Eleição de novos membros, incluindo o coordenador, do Comitê Financeiro e de Investimento da Companhia; e 2) PD.CA-OTP 14/12 – Rerratificação da PD.CA OTP-10/10, que deliberou sobre a definição de limites de delegação da Diretoria, cuja redação é substituída pela seguinte constante da PD.CA-OTP 14/12: “I. Fica aprovada pelo Conselho de Administração da OTP a definição dos seguintes limites de delegação para a Diretoria da OTP, sendo certo que, independentemente das delegações de limites ora aprovadas, deverão ser obedecidos os termos e condições do Acordo de Acionistas e Acordo de Investimento firmado em 27 de setembro de 2010 entre os acionistas da OTP, observado que não podem ser delegadas à Diretoria da OTP matérias sobre as quais os Conselheiros indicados pelo FI-FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FI-FGTS) tenham poder de veto: (a) Artigo 20, alínea “xi” – Concessão de garantias (aval ou fiança) da OTP às suas controladas e coligadas, limitada ao respectivo percentual de participação acionária da OTP: limite por operação de R$ 100 milhões, não podendo, dentro do período de um ano, o valor agregado das operações contratadas ultrapassar o limite de R$ 200 milhões. (b) Artigo 20, alínea “xiii” – Contratação de empréstimos e financiamentos: limite por operação de R$ 100 milhões, não podendo, dentro do período de um ano, o valor agregado das operações contratadas ultrapassar o limite de R$ 200 milhões. (c) Artigo 20, alínea “xviii” – Investimentos: limite por operação de R$ 100 milhões, não podendo, dentro do período de um ano, o valor agregado das operações contratadas ultrapassar o limite de R$ 200 milhões. Fica definido que os gastos classificados como “investimentos” referem-se aos gastos realizados dentro do curso normal das operações da OTP e de suas subsidiárias. Conforme artigo 20, alínea “viii”, do Estatuto Social, ficam excluídas deste limite, e devem ter aprovação específica do Conselho de Administração, independentemente do montante, a aquisição de participações em outras sociedades e quaisquer investimentos que demandem aporte de capital (equity) dos acionistas da OTP. (d) Artigo 20, alínea “xix” – Alienação de ativos: limite por operação de até R$ 50 milhões, não podendo, dentro do período de um ano, o valor agregado das operações contratadas ultrapassar o limite de R$ 100 milhões. Conforme artigo 20, alínea “xix”, do Estatuto Social, ficam excluídas deste limite, e devem ter aprovação específica do Conselho de Administração, independentemente do montante, as alienações de participações em outras sociedades. (e) Contratação de operações de hedge (moeda e juros): limite por operação de até R$ 100 milhões, não podendo, dentro do período de um ano, o valor agregado das operações contratadas ultrapassar o limite de R$ 200 milhões e, desde que as operações tenham única e exclusivamente natureza protetiva. II. Definir que trimestralmente, após o fechamento contábil, o DE-OTP deverá informar ao Conselho de Administração da OTP a posição completa e detalhada do seu endividamento (montantes, prazos de vencimento, custos/condições e garantias), posição dos hedges contratados e vigentes, bem como a relação de todas as garantias concedidas pela OTP às suas controladas e coligadas. Adicionalmente, no acompanhamento trimestral do PA do DE-OTP, deverá ser incluída uma análise do endividamento da OTP.”; II) Matérias para Conhecimento: 1) Acompanhamento do PA 2012 DE-OTP; 2) Atualização dos projetos visualizados em Mobilidade Urbana; e 3) Renegociação das condições das debêntures da Concessionária Rota das Bandeiras S.A. (“CRB”), deliberada pela Assembleia Geral de Debenturistas da CRB realizada no dia 10.07.2012; III) Matérias de Interesse da Companhia: Nada a registrar; e IV) Encerramento da Ata: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, a qual lida, discutida e achada conforme, vai assinada por todos os presentes, pelo Presidente e pela Secretária da reunião. São Paulo, 16 de julho de 2012. Mesa: João Borba Filho – Presidente; Juliane Pfeiffer Marinho – Secretária. Conselheiros: João Borba Filho; André Amaro da Silveira; Geraldo Villin Prado; Adriano Chaves Jucá Rolim; Felipe Montoro Jens; Flávio Eduardo Arakaki; Édilo Ricardo Valadares. Certifico e dou fé que esta ata é cópia fiel da lavrada no livro próprio. São Paulo, 16 de julho de 2012. Juliane Pfeiffer Marinho – Secretária.  Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 352.807/12-0, em 10.08.12. Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.

Companhia Melhoramentos Norte do Paraná CNPJ n° 61.082.962/0001-21 - NIRE-SP n° 35.300.026.438 São convocados os Senhores Acionistas para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária da Companhia, no próximo dia 31/08/2012, às 11:30 horas, no prédio da sede social, na Capital do Estado de São Paulo, na Rua São Bento, n° 329, no 12º andar, para tratar da seguinte ordem do dia: Assembleia Geral Extraordinária: a) alteração do endereço da sede da Companhia, com a consequente alteração do art. 2º do Estatuto Social da Companhia. São Paulo, 21 de agosto de 2012 (22, 23 e 24) Diretoria

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF SELEÇÃO DE FORNECEDORES MODALIDADE COLETA DE PREÇOS Nº 030/2012 – PROCESSO ASF Nº 088/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a Seleção de Fornecedores modalidade coleta de preços nº 030/2012 QUE TEM POR OBJETO AQUISIÇÃO DE APARELHO DE RAIO-X (INCLUINDO MONTAGEM E INSTALAÇÃO) - CRITÉRIO MENOR PREÇO UNITÁRIO. O edital na íntegra poderá ser consultado no sítio ASF: www.saudedafamilia.org e ou retirado na sede da Associação, sita à Praça Mal Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Informações no endereço eletrônico: nmarussi@saudedafamilia.org. Data da Sessão Pública: 03/09/2012, às 09h30. Local da Sessão: Associação Saúde da Família, Praça Marechal Cordeiro de Faria, 65 - Higienópolis - São Paulo/SP.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO REF.: Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 36/00239/12/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE KIT DE VIDRARIA PARA LABORATÓRIO - LOTE 1. A pedido da área técnica, comunicamos a suspensão da sessão pública do pregão eletrônico nº 36/00239/12/05 que ocorreria em 06/09/2012, às 09:30h.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 21 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: João Alves da Silva. Requerido: Infratec Instalações Elétricas e Hidráulicas Ltda. Rua Rola Cabocla, 325 – Vila Cosmopolita - 2ª Vara de Falências. Requerente: Probanco Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Cravo & Cravina Comércio de Confecções e Acessórios Ltda. Avenida de Pinedo, 534 - Socorro 2ª Vara de Falências.

NIRE 3530035809-1 – CNPJ/MF Nº 10.143.462/0001-11

HEJOASSU ADMINISTRAÇÃO S/A CNPJ/MF Nº 61.194.148/0001-07 - NIRE Nº 35 3 0019255 9 ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 11 DE JULHO DE 2012 1. Data, Horário e Local - Dia 11 de julho de 2012, às 10:00 h., na sede social, Rua Amauri nº 255, 10º andar, cj. A, Capital de São Paulo. 2. Convocação - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. Presença - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro “Presença de Acionistas”. 4. Mesa Dirigente – José Ermírio de Moraes Neto, Presidente; Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário. 5. Ordem do Dia Aprovar a distribuição de dividendos complementar, no valor de R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais). 6. Deliberações – a) Foi aprovada a distribuição de dividendos aos Srs. acionistas, no valor de R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais), relativos a lucros apurados de exercícios anteriores, a serem pagos até 31 de dezembro de 2012. b) Fica a Diretoria, na forma do Estatuto Social, autorizada a assinar todos os documentos e tomar as providências necessárias ao cumprimento da presente deliberação. 7. Observações Finais - a) - Em todas as deliberações deixaram de votar os legalmente impedidos; b) - O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; c) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas presentes. (a.a.) José Ermírio de Moraes Neto, Presidente; Marcus Olyntho de Camargo Arruda, Secretário; JEMF Participações S/A, AEM Participações S/A; ERMAN Participações S/A e MRC Participações S/A, Acionistas. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 11 de julho de 2012. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia – Junta Comercial do Estado de São Paulo – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 353.719/12-2 em 13.08.2012 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.

Companhia Melhoramentos Norte do Brasil

CNPJ/MF nº 06.275.981/0001-66 – NIRE 35.300.321.022 Assembléia Geral Extraordinária Edital de Convocação Ficam convocados os Acionistas da Cia. a se reunirem em AGE, em 31/08/12, 10h, na sede, Av. Cidade Jd, 400, s/ 23, 7°, Edifício Dacon, em SP, Capital, p/ deliberarem acerca da seguinte ordem do dia: (i) alteração do art. 2º do Estatuto Social (mudança do endereço da sede social da Cia.); (ii) ratificação de todas as deliberações tomadas na AGE realizada em 06/09/11; (iii) outros assuntos de interesse. SP, 21/08/12. Cons. de Adm. - Luiz Antonio Martins de Freitas Horta 21,22,23/08/2012

Odebrecht TransPort Participações S.A.

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: Retificação Na publicação do Diário do Comércio de 21/08/2012, página 23, em “SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO - FDE AVISA:”, na Tomada de Preços 73/00137/12/02, onde se lê “ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 10:30 - 04/09/2012”, leia-se corretamente, “ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 10:30 - 06/09/2012”.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Argentina exigirá a instalação de um painel de especialistas que analisará as práticas protecionistas denunciadas. Nota do Ministério argentino das Relações Exteriores

conomia L.C.Leite/LUZ

Grupo de empresários da província argentina visitou a ACSP em busca de oportunidades de negócios, em especial na Capital paulista.

Luiz Roberto Gonçalves (à dir.), vicepresidente da ACSP, recebe o governador de Córdoba, José Manuel da la Sota (primeiro à esq.).

Sílvia Pimentel

Córdoba quer negociar mais com SP

O

vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Luiz Roberto Gonçalves recebeu ontem a visita do governador de Córdoba, segunda província mais importante da Argentina, José Manuel da la Sota, acompanhado de 20 empresários da região, além do presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo (CAMARBRA), Alberto Alzueta. O governador da província está na cidade de São Paulo para participar da inauguração do Centro de Negócios de Córdoba, escritório que vai funcionar nas instalações da CAMARBRA.

A província argentina de Córdoba, com 3,5 milhões de habitantes e dez universidades, se destaca no setor de alimentos, autopeças, informática e na fabricação de máquinas agrícolas. De acordo com informações do governador, a região responde por 70% de toda a produção de máquinas da Argentina. "Sabemos que São Paulo é a locomotiva do progresso e queremos embarcar nesse trem", brincou o governador, depois de convidar os empresários brasileiros, por meio da Associação Comercial, a conhecerem os produtos exportáveis da região. A província, que no ano passado recebeu 5 milhões de tu-

ristas, também vem se tornando uma referência na área tecnológica. Mais de 150 companhias atuam nesse setor e o governo investe fortemente na capacitação de profissionais. A empresa norte-americana de aparelhos celulares Motorola foi a primeira a chegar na província, há 12 anos. Em seguida, a também norteamericana Intel, de tecnologia, se instalou na região. De acordo com José Manuel de la Sota, os estudantes que ingressam na universidade ganham uma bolsa equivalente a R$ 600. "O maior capital da indústria de software é a inteligência. Por isso investimos na capacitação de profissio-

nais", declarou o governador de Córdoba. O vice-presidente da Associação Comercial, Luiz Roberto Gonçalves, agradeceu a visita e informou que o departamento de comércio exterior da ACSP vai providenciar a elaboração de uma lista de pro-

dutos fabricados no Brasil e que podem despertar o interesse de empresários da região. O mesmo trabalho será feito do lado da província argentina. "É preciso buscar oportunidades dos dois lados para estreitar as relações comerciais com nossos vizi-

nhos", afirmou Gonçalves. Hoje, os empresários cordobenses participam de um seminário com diretores da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na Capital paulista, também para buscar oportunidades de negócios.

Leo La Valle/EFE

O governo da presidente Cristina Kirchner reclama principalmente dos Estados Unidos

Japão e EUA enfrentam a Argentina na OMC

O

Japão e os Estados Unidos protocolaram ontem uma queixa contra a Argentina na Organização Mundial do Comércio (OMC) por Buenos Aires ter imposto restrições a uma série de importações, informou a agência de notícias Kyodo News. Desde que a Argentina começou a exigir licenças para permitir a entrada de produtos comprados de outros países, uma série de montadoras japonesas e outras empresas de vários setores foram forçadas a adiar embarques. As exportações anuais do Japão à Argentina, principalmente compostas por veículos, autopeças e aparelhos elétricos, somam aproximadamente 100 bilhões de ienes (US$ 1,26 bilhão). No sentido contrário, os argentinos vendem 85 bilhões de ienes (US$ 1,07 bilhão) por ano aos japoneses. O governo da Argentina decidiu também ontem que vai apresentar à OMC uma denúncia contra os Estados Unidos por impedir a importação de carnes e cítricos argentinos, segundo confirmou nota do Ministério de Relações Exteriores. "Com a apresentação da denúncia, será iniciado um período de 60 dias para consultas, no qual os EUA deverão responder ao questionamento argentino e, se as respostas não forem satisfatórias, a Argentina exigirá a instalação de um painel de

especialistas que analisará as práticas protecionistas denunciadas", diz o comunicado distribuído ontem à imprensa. A chancelaria acusou o governo norte-americano de violar as normas da OMC e argumentou que, embora a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheça a região da Patagônia Sul como livre de aftosa sem vacinação desde 2003, o governo dos EUA "fez eco de

1,07 bilhão de dólares é o valor total das exportações dos argentinos aos japoneses por ano. lobbies protecionistas e dilatou o processo de reconhecimento desta situação". Carne – O comunicado diz que Washington também "demora injustamente a dar autorização para a importação de carne bovina in natura, resfriada ou congelada proveniente da zona livre de aftosa com vacinação que a OIE reconheceu ao resto do território nacional desde 2007". O governo de Cristina Kirchner destacou que a Argentina exporta a proteína animal para diferentes países

que exigem "altíssimos padrões sanitários", como Alemanha, Israel e Países Baixos. Na nota, o ministério afirmou que "o fechamento injustificado do mercado norte-americano de carnes tem provocado perdas diretas em termos de oportunidades comerciais de várias centenas de milhões de dólares". Além disso, continuou, a medida tem gerado efeito indireto negativo em outros mercados, como é o caso do Canadá, que vê o mercado dos EUA como uma referência importante. Em 2000, ambos os países representavam 13% do mercado de exportação de carne bovina argentina, observa o comunicado. Se não houvesse barreiras, conforme cálculos da Chancelaria, as exportações da proteína a esses dois mercados representariam em torno de US$ 150 milhões anuais. Limões – O governo da presidente Cristina Kirchner também acusou os EUA de manter seu mercado fechado aos limões argentinos desde 2001. "Embora as autoridades sanitárias norte-americanas tenham aprovado a entrada de limões em 2000, quando foram exportadas 20 mil toneladas de cítricos, um juiz daquele país decidiu manter a proibição, atendendo ao pedido de lobbies protecionistas e desautorizando as autoridades sanitárias," diz a nota do governo argentino. (AE)


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DC 22/08/2012 by Diário do Comércio - Issuu