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Diário do Comércio - 22/08/2011

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Últimas horas da ditadura Kadafi

Bob Strong/Reuters

A mensagem se reproduziu por celulares antes de ganhar o mundo: "Deus é grande! Viva o povo Líbio; Kadafi está no fim! Vamos para as ruas, protegidos, e mantenhamos os prédios públicos seguros. Vida longa à Líbia livre!". A Praça Verde, no centro de Trípoli, rebatizada de Praça dos Mártires, reuniu os primeiros rebeldes festejando o fim de 42 anos da Era Kadafi, aos 6 meses e 5 dias de guerra. O último bastião caiu sem a resistência prometida. Só a voz de Kadafi se ouviu ontem. Ele pedia às suas forças para "purificar as ruas de Trípoli dos ratos". Seus dois filhos presos, dele próprio não se sabia o destino. O filho Mohammed, em entrevista a Al Jazeera, interrompida a tiros, resumiu a tragédia: "Foi falta Jornal do empreendedor de visão". Oferecido anfitrião do R$ 1,40 ditador, o amigo Hugo Chávez, foi à TV, em Caracas, e condenou os bombardeios da Otan. Página 11 Conclusão: 23h40 www.dcomercio.com.br São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011 Ano 87 - Nº 23.441

Mario Ângelo/Sigmapress/AE

O revolucionário Che (esq.); o libertador Simón Bolívar (acima); e o invasor espanhol Hernán Cortés (abaixo).

Fotos: Reprodução

Ernesto Rodrigues/AE

Agora, a história é bem diferente. HOJE Chuvoso durante o dia e a noite. Máxima 14º C. Mínima 9º C.

AMANHÃ Nublado, com chuva a qualquer hora. Máxima 23º C. Mínima 11º C.

ISSN 1679-2688

9 771679 268008

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O Guia Politicamente Incorreto da América Latina desfaz mitos, exageros e enganos sobre os heróis do continente. E o livro O que sei de Lula revela como os erros do ex-presidente o levaram a ser o maior político do País. Pág. 7

Empates clássicos. E o Timão agradece. O Verdão de Marcos e o Tricolor de Ceni empataram (1 a 1). O Fla também (2 a 2 com o Inter). Bom para o Timão, que deve terminar o turno em 1º. Esporte


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sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

Esse sistema de análise de risco é uma das coisas mais desmoralizadas nestes novos tempos. Delfim Netto

pinião

NOVA CRISE VELHA

PAULO SAAB

AJUDE A MELHORAR A NOSSA POLÍTICA

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noticiário dos últimos três meses sobre os novos (velhos) problemas da economia americana, especialmente os sinais de dificuldades na administração da dívida pública, em meio à disputa do poder entre Congresso e Executivo, assumiu às vezes tons de uma grande farsa quando se sabe que os Estados Unidos continuam sendo o último país onde pode acontecer um "default". Chega a ser um espetáculo ridículo, porque nesse período o Tesouro americano colocou no mercado mais de 100 bilhões de dólares de títulos, por semana, desde papéis de 30 dias até de 360 e 720 dias, com taxas de juros declinantes! Ora, pode passar pela cabeça de alguém que se houvesse de fato risco de "default", haveria comprador para esses papéis que vencem em 30 dias, com rendimento próximo de zero? É evidente, então, que a dramaticidade aparente escondia os verdadeiros alvos do cabo-de-guerra: Obama e a sua tentativa de reeleição. O problema é que os lances irresponsáveis dessa disputa entre republicanos e democratas nos EUA se transformaram num grande problema para toda a economia

DELFIM NETTO mundial, aumentando as incertezas e estimulando um aumento da volatilidade, sofregamente explorado pelos operadores financeiros e suas "agências de risco".

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sse sistema de análise de risco é uma das coisas mais desmoralizadas nos novos tempos, mas é utilizado por agências como a Standard & Poor, que aproveitou para rebaixar a nota dos títulos americanos, colocando mais uma lenhazinha para atiçar as chamas da volatilidade. A maioria de tais agências nunca foi capaz de detectar qualquer movimento importante nos

mercados antes deles produzirem seus efeitos. Pelo contrário, muitas empresas que acompanharam seus conselhos simplesmente quebraram.

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simples entender porque as avaliações normalmente conduziam ao desastre: as agências se mancomunavam com os bancos de investimento que estavam colocando seus papéis no mercado, e cujas contas atendiam. Emitiam suas análises, formulavam hipóteses para atrair incautos, se necessário lascavam um AAA (os famosos Triple A) e quando o mundo ainda os levava a sério, encheram as burras , deixando

para trás o rastro de destruição no setor privado e – como no exemplo europeu – a nuvem de enxofre da corrupção nos governos cúmplices. Para onde estão correndo as fortunas nesse momento em que a sensação de risco aumentou? Para os papéis americanos, mesmo com todas as dificuldades dos Estados Unidos. Porque é evidente que eles mantêm as condições essenciais para recuperar a economia. Os EUA precisam ultrapassar os momentos de grave disfuncionalidade política em que vivem e vão reencontrar o rumo do crescimento, como sempre fizeram.

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nfelizmente, Obama deixou passar as oportunidades no começo do governo e foi incapaz de impor sua vontade ao sistema financeiro, que havia se tornado proprietário do Congresso americano. Tinha o apoio do povo, que apenas esperava que ele agisse para salvar os empregos dos trabalhadores que ganhavam a vida honestamente e cobrasse duramente a punição dos promotores da crise. ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-

USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO

ALIENAÇÃO TEM LIMITES P

ortugal já está modificando sua atrasada legislação trabalhista para sair da crise. No Brasil, nada é feito para modernizar a área e o Tribunal Superior do Trabalho emitir súmulas a serem obedecidas pelos tribunais regionais – devolvendo, assim, a paz aos empresários, condição para que aumentem a oferta de empregos. Sim, pois é o empresariado que cria empregos; o governo cria despesas não produtivas e paternalistas. O governo está lento. Vivemos um apagão na mão de obra qualificada e no chamado profissional não-técnico, como pedreiros, pintores, soldadores, eletricistas e outros, dificultando o setor de engenharia. É preciso um trabalho urgente na qualificação profissional por parte dos governos e maior cooperação com o sistema "S"– que funciona, mas não atende à demanda. Nosso ensino superior tem de ser mais pragmático e

é o produtor, quem paga os impostos para as "políticas sociais" é o empreendedor.

ARISTÓTELES T DRUMMOND eficiente, reduzindo a evasão.. s parlamentares perdem uma chance de recuperar prestígio junto à sociedade ao se omitir diante de uma legislação que inibe o gerador de emprego, que leva desesperança à mocidade brasileira, que pune o empreendedor. Como se não bastassem as atuais aberrações, tramitam no Congresso loucuras inacreditáveis nesta área. Faltam, nos postos de mando, políticos com tradição empresarial, que saibam gerenciar, como

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Horácio Lafer, Herbert Levy, Roberto Simonsen, Magalhães Pinto, Ermírio de Morais e outros. Eles deram, no passado, a contribuição de quem sabe o que é a luta do empresário num país como o nosso. O parlamento e os governos viraram laboratórios ideológicos, sindicais ou de puro populismo. O progresso do povo e da nação fica por conta da sociedade. O Brasil só sobreviverá à crise com empresas fortes, com garantia de lucratividade, com custos compatíveis aos dos concorrentes. Quem atrai investimentos é o empresário, quem exporta

emos de salvar a democracia, que anda desacreditada; a economia, comprometida com os gastos públicos; as empresas, asfixiadas pelo câmbio, juros e impostos. Essa gente cultora da irresponsabilidade, praticantes da demagogia descarada, mestre na arte de roubar, não pode dificultar o progresso de um povo e de uma nação. A maioria silenciosa tem de agir, antes que a minoria barulhenta avance na tomada do poder em detrimento da liberdade e do respeito à propriedade, inclusive pela via da gula fiscal. O tema merece meditação. Alienação tem limites! ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

s forças vivas da sociedade brasileira, nas quais devem se incluir os políticos, governantes, dirigentes públicos em geral, não contaminados pela avassaladora onda de corrupção que atingiu a vida nacional, precisam urgentemente definir um plano de ação voltado para retomar um patamar mínimo de moralidade republicana, antes que o País se perca de vez, consolidando-se como uma nação de abrigo da marginalidade no poder. Para que isso aconteça, a retomada de uma mínima ordem de valores no trato da "res publica" (daí o nome República, a "coisa pública") há a necessidade de uma reforma política de abrangência, em que os privilégios de ocupantes de cargos públicos sejam eliminados. Faz-se necessária uma reforma – longe do jargão a respeito – em que se acabe com o foro privilegiado, imponha-se a fidelidade partidária e se eliminem as facilidades para a existência de partidos de aluguel e, mesmo, busquem-se mecanismos para impedir que os grandes partidos virem feudos de alguns, como ocorre com o PT, PMDB e outros.

questão é que esse tipo de reforma, para ser feita, deve ser, pela nossa Constituição, aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo Poder Executivo – exatamente de onde partem as ações que provocam a indignação de uma parcela da população que consegue entender o que se passa no Brasil. A ampliação desse conhecimento, para que ocorra uma reação nacional de insatisfação com a situação vigente, é parte desse plano de ação que a parte sadia da sociedade deveria se encarregar de produzir. A própria Polícia Federal emitiu comunicado no qual assinala que o nível de corrupção atualmente existente no País jamais antes atingiu proporções tão gigantescas. E alerta para que não chegue o momento em que colocar algemas em ladrões do povo seja mais crime do que a própria roubalheira que se

pratica com o desvio de dinheiro público. O escancaramento dos cofres do erário deu-se a partir da criação de foros privilegiados para os detentores de mandato popular e para governantes em cargos de destaque. Caso o Brasil não acabe com isso, isso acabará com o Brasil. É a nossa saúva moderna. A Constituição precisa ser mudada. Precisamos criar mecanismos de rito sumário para apuração e julgamento de delitos praticados por privilegiados, cuja obrigação é preservar os valores morais ou materiais da Nação. ão podemos ser ingênuos e acreditar que os políticos atuais, à exceção de uns poucos ainda não contaminados, sejam capazes de propor e aprovar qualquer mudança que venha a extinguir os privilégios que lhes dão cobertura para práticas lesivas ao povo, enquanto os enriquece. Esta é a razão pela qual a sociedade, outrora tão combativa (por órgãos como OAB e outros), hoje em dia esteja tão silente, bem como parte da mídia pátria, colaborativa com o sistema, deve agir por conta própria.

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xiste a figura da emenda, por meio da iniciativa popular, que exige o recolhimento de mais de um milhão de assinaturas legítimas. Já se fez isso no caso das fichas limpas. Proponho, pois, que seja iniciada uma campanha nacional em favor de uma emenda que modifique a situação de privilégio dos políticos comprovadamente agentes da corrupção, com julgamento sumário para eles e seus corruptores. Sairei o pelo País afora levantando essa bandeira – e não sou candidato a nada – caso houver quem se interesse em participar da campanha. Alguém se habilita? Se sim, escreva para o e-mail abaixo.

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PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR. PSAAB@INSTITUTO CIDADANIA.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

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O M E S M O I M P U L S O Q U E L E VA À S U B M I S S Ã O E M U M PA Í S I N D U Z À R E V O L T A E M O U T R O .

pinião

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m dos trechos mais odiados e vilipendiados da literatura filosófica é aquele parágrafo da Política no qual Aristóteles afirma, sem pestanejar, que alguns homens são escravos por natureza: ainda que você os liberte e os cubra de direitos civis, pouco a pouco voltarão à condição escrava, pois nasceram com espírito servil e nada poderá curá-los. O que já se escreveu contra isso daria para lotar bibliotecas inteiras. Alguns veem na afirmativa um sinal do autoritarismo congênito da tradição aristotélico-escolástica, que em boa hora Bacon e Descartes exorcizaram, abrindo as portas para a era da democracia e da liberdade. José Guilherme Merquior chega a celebrar essa mudança como um fato de dimensões antropológicas, no qual os seres humanos teriam passado de uma existência determinada pelo fatalismo irrecorrível aos bons tempos do "destino livremente escolhido" (comentarei um dia esse argumento, que me parece maluco). Até os admiradores mais devotos de Aristóteles tentam atenuar as culpas do trecho vexaminoso, atribuindo-o a preconceitos de época pelos quais o filósofo não deve ser responsabilizado pessoalmente. No entanto, cada vez mais a asserção de Aristóteles vai me parecendo uma verdade incontestável. Comecei a pensar nisso quando, ao ler o resumo biográfico de Michel Foucault, por Roger Kimb a l l ( h t t p : / / u w ac a d w e b . u w y o . e d u / A s hleywy/foucault.htm), me ocorreu a pergunta fatal: Se ninguém é escravo por natureza, por que raios existem clubes de sadomasoquismo? O sujeito está bem de vida, é respeitado e paparicado, tem sua liberdade e uma boa renda anual asseguradas pelo Estado paternal, mas de vez em quando volta as costas a tudo isso e desembolsa uma quantia considerável para ser chicoteado, esbofeteado e humilhado por garotões musculosos vestidos com tiras de couro semelhantes às dos soldados romanos. Mais que a nostalgie de la boue, é a saudade da escravidão. Estamos tão acostumados à ideia da condição escrava como um des-

OLAVO DE CARVALHO social parcial, suficiente para prover o indispensável mas não para aplacar todas as ambições e todas as invejas – eis a fórmula infalível para a fabricação de uma massa de fracassados odientos. Mas, por definição, é impossível satisfazer a todas as ambições, que mudam de conteúdo conforme o progresso gera novas formas de riqueza e, com elas, novos motivos de frustração e inveja. Por isso, o crescimento da previdência social não produz nunca um ambiente de gratidão e paz: produz ódio, inveja e rancor em doses centuplicadas.

ESCRAVOS POR NATUREZA tino imposto de fora, que interpretamos a afirmativa de Aristóteles às avessas, entendendo-a no sentido moderno de um determinismo exterior, e a rejeitamos precisamente por isso. Mas a natureza de um ente, para o filósofo do Liceu, era o que havia nele de mais íntimo, encontrando sua expressão imediata e espontânea no desejo. Nada mais inevitável, portanto, que, numa sociedade da qual a escravatura desapareceu como instituição e onde todo desejo explícito de submissão é estigmatizado como baixeza indigna, o instinto escravo só subsista como fantasia sexual, provando por meios obs-

cenos a existência daquilo que o senso das conveniências nega. Mas há outra expressão desse instinto, mais visível e por isso mesmo ainda mais necessitada de camuflagem. As hordas de arruaceiros que hoje espalham o caos pelas ruas de Londres, como fizeram em Paris em 1968, em Oslo em 2009 e em dezenas de outras capitais do Ocidente em datas diversas, constituem-se daqueles indivíduos que, invariavelmente, prezam e enaltecem os governos mais tirânicos do mundo. Em Cuba, no Irã, no Zimbábue, no Sudão ou na China, aceitariam docilmente o trabalho escravo e,

nas grandes festividades cívicas, cantariam louvores ao regime. Seriam modelos de conduta disciplinada. Soltos numa democracia moderna, tornam-se rancorosos e anti-sociais, desprezam a ordem constitucional que os protege, e, inflados de arrogância sem fim, saem derrubando e queimando tudo o que encontram em torno. Que é isso? Mentalidade escrava. Inaptos para viver em liberdade, respeitam somente o chicote, que obedecem quando está perto e celebram em prosa e verso quando está longe. Se há um instinto da escravidão, é lógico que ele determina so-

mente condutas gerais e não a busca de uma posição social determinada. As formas da inferioridade variam nas diferentes estruturas sociais, mas um mero instinto não pode escolher as vias específicas pelas quais vai se expressar conforme as circunstâncias variadas de momento e lugar. O mesmo impulso que leva à submissão num país induz à revolta em outro. É por isso que há mais rebeldes nas nações livres e prósperas do que nos países mais miseráveis, governados pelos tiranos mais sangrentos. Miséria e opressão raramente produzem rebeliões. Uma ascensão

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simples fato de receber assistência estatal faz o sujeito espumar de ódio a quem não precise dela. Na mentalidade escrava, essa reação é praticamente incoercível. O indivíduo que, na sua miserável nação de origem, pedia esmolas de cabeça baixa, é o mesmo que, transplantado a um ambiente de liberdade, democracia e assistencialismo estatal, recebe como um chamamento dos céus a convocação dos demagogos para um bom quebra-quebra em nome da "justiça social". Quando ler num filósofo antigo alguma afirmação que choque as convenções modernas que você toma como verdades inabaláveis, refreie a pressa de explicá-la, com um reconfortante sentimento de superioridade, pelos preconceitos de uma época extinta. Verifique se não é você quem está projetando sobre ela uma interpretação anacrônica, colocando na boca do filósofo uma bobagem de sua própria invenção. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

UMA AMEAÇA À LIBERDADE DO CIDADÃO A

proxima-se o momento em que os legisladores brasileiros serão chamados a decidir sobre um assunto de extrema importância para os cidadãos: quanto de seus hábitos diante da televisão será determinado pelo livre arbítrio de cada um, e quanto virá decidido a partir de uma origem duvidosa, em que comissões de "especialistas" autonomeados terão poder sobre os olhos e ouvidos de todos nós. É bom cercar-se de precauções ao ouvir o habitual discurso em defesa da "qualidade na televisão", pois este toma por base três tipos de argumento que não se sustentam por si mesmos. O primeiro tem a ver com o conceito de qualidade em si. Num regime democrático, é das leis o privilégio de determinar o que pode ou não ser feito, expressamente, e todo o resto deve ser deixado para a consciência de cada indivíduo, que decidirá segundo sua conveniência, preferências, sistema de crenças e costumes. As leis garantem, por exemplo, a liberdade de culto, mas não definem qual culto uma pessoa deverá seguir (se é que deverá seguir algum). É nesse território de escolha e arbítrio individuais que se localiza a verdadeira fortaleza de liberdade dos homens, e não segundo a conveniência histórica e decidida entre grupos de poder. Assistir ou não à televisão é uma entre essas variadas escolhas Os defensores da "qualidade" na televisão agridem esse princípio simples ao querer definir, com critérios típicos de seu próprio grupo social e de sua herança cultural comum

PAULO DINIZ ZAMBONI (de inspiração notadamente marxista), o que é "bom" ou não na TV brasileira – para, a partir dessa determinação, imiscuir-se não só no que as pessoas podem ou não veicular nos canais abertos, mas também no que elas podem produzir ou não (liberdade de expressão em cheque) e, finalmente, no que elas têm o direito de "optar por assistir". al pretensão é inaceitável a partir de qualquer ponto de vista. Tais "especialistas" não receberam do restante da sociedade poder para determinar o que pode ou não ser assistido. Além disso, o que eles entendem por qualidade não traz valor em si, estando sujeito ao mesmo julgamento da parte de outros especialistas, com novos estudiosos podendo contradizer os anteriores e assim sucessivamente. É por isso , por ser impossível determinar, objetivamente, o quanto de "qualidade" existe em cada produto cultural, que a opção lógica é a do arbítrio pessoal do cidadão. Não podemos assumir a carapuça da ingenuidade e ignorar ainda que o que pode ser definido por "qualidade" por esses especialistas autonomeados não passa, em boa parte, de propaganda política partidária, ideológica,

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produto do interesse de grupos intimamente relacionados a um projeto de poder da esquerda brasileira. segundo argumento usado para determinar o que os brasileiros podem ou não ver em sua TV parte do texto legal, que determina, através da Constituição Brasileira, o regime de concessão pública para os canais disponíveis nas frequências de transmissão. Essa espécie de legalismo de conveniência esbarra em pelo menos duas contradições. A primeira falha parte de um princípio não observado em situações semelhantes: ao decretar que a "TV é concessão do Estado, segundo a Constituição, e ponto final", ignora-se que outras situações também limitadas pela Carta Magna podem ser relativizadas ou revistas segundo conveniências de grupos de interesse. O exemplo mais próximo foi a modificação da noção de casamento entre "homem e mulher", como expresso no artigo 226 da Constituição. O artigo foi ignorado e modificado por dez canetadas obtidas no STF.

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segunda falha do argumento reside na falsa noção de que a fiscalização os serviços de radiodifusão deveria extrapolar a questões técnicas de sinal,

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transmissão e distribuição, aproximando-se da tentativa ou pretensão de "regulação de conteúdo". Qual o interesse da população brasileira: que o Estado garanta que os meios de comunicação difundam-se da forma mais ampla e generalizada (através do aprimoramento técnico e da garantia de sinal e transmissão de qualidade) ou que o Estado use o texto legal como pretexto para definir, direcionar ou mesmo sancionar escolhas de hábitos de audiência , fruto do exercício da liberdade plena de cada um? O terceiro argumento para tentar controlar o que é exibido na TV e o que o brasileiro pode ou não assistir, lança mão de supostas similaridades com outros países. Mas num país como os EUA, a sociedade jamais permitiria que a suposta circunstância de definição de parâmetros técnicos para o funcionamento da TV e do rádio se sobrepusesse ao dispositivo fundamental da Constituição do país – a Primeira Emenda, que garante o livre exercício da imprensa e da expressão em todas as suas formas. ara descaracterizar de maneira definitiva esse argumento, o simples fato de que determinado costume legal seja aplicado em outro país não serve como justificativa para que o Brasil o imite em forma ou em conteúdo. Do contrário, lembramos que em boa parte dos EUA a aquisição e o porte de armas são livres e facilitados, e a pena de morte é um mecanismo legal. Os mesmos que pedem

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mais "regulação dos meios de comunicação" no Brasil, baseados em outros países, admitiriam a hipótese de importar também esses outros "costumes sociais" possibilitados por leis estrangeiras? s "especialistas" que pedem por mais regulação argumentam que, da forma como as coisas estão – especificamente no caso da TV – o público emburrece e embrutece a si mesmo por não ter opções, mesmo usando o controle remoto. Todos os canais seriam determinados pela busca cega de audiência e comprometidos por uma ideologia semelhante. Nisso, talvez, eles tenham alguma razão. Ao vermos que quase todas as novelas em cartaz são, hoje, influenciadas pela agenda politicamente correta e "progressista" (levando aos lares uma verdadeira revolução nos costumes, idealizando guerrilheiros, polígamos, adúlteros, caramelizando beijos

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gays e invasões de propriedade privada), pautadas pelo discurso do Governo Federal de progresso e desenvolvimento sem problematização, podemos admitir que a TV brasileira está longe do padrão de qualidade, isenção e invenção que gostaríamos de ver. Mas a saída não é entregar as decisões do público e das empresas de TV nas mãos de quem, provavelmente, pouco vê ou produziu TV . A saída é mais concorrência, menos impostos e menos regulação, permitindo e barateando o surgimento de novas empresas, novos canais e novos produtores de TV, aberta ou fechada, independentes das verbas do Estado e do beneplácito de comissões de "especialistas". E sempre mantendo a escolha final, soberana e inalienável de cada um, especialmente no botão ON/OFF do controle remoto. PAULO DINIZ ZAMBONI É MICROEMPRESÁRIO E COLUNISTA DO SITE WWW.MIDIAAMAIS.COM.B


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4 -.GERAL

Giba Um

3 O missionário R.R. Soares 3 MAIS: agora, no ataque,

OUTROS TEMPOS Julio César Fialho, denunciado por negócios suspeitos no Ministério da Agricultura, onde tinha até sala especial para despachos sobre licitações, foi editor do jornal O Rio Branco, no Acre, que pertencia ao deputado Narciso Mendes, no final dos anos 80. Mendes era ligado a fazendeiros e, no assassinato de Chico Mendes, em 1988, ninguém entendeu como Julio César chegou ao local do crime, menos de uma hora depois. Na época, ele tinha um Gol e com ele, teria de percorrer nada menos do que 188 quilômetros de lamaçais entre Rio Branco e Xapuri, onde Chico morreu.

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333 O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi o único a ganhar dois beijos, um de cada lado do rosto, da presidente Dilma Rousseff, sorridente, no encontro de governadores em São Paulo. E foi também a Chefe do Governo que mandou convidá-lo para sentar a seu lado, à direita, na mesa do evento, no Palácio dos Bandeirantes. FHC não discursou, mas Dilma ficou trocando salamaleques com ele durante todo o tempo, até colocando a mão à frente da boca para que ninguém, supostamente, lesse seus lábios à distância e soubesse sobre o que falava com o ex-presidente. Dilma tem, realmente, admiração por FHC, não esconde e, de certa forma, mandou um recado à base aliada, incluindo petistas, que pode estar aberta a novas alianças. Lula viu na televisão FHC e Dilma, lado a lado – e novamente resmungou. Ou mais do que isso.

Útil e agradável

Mudança no BB Não será surpresa se, dentro de pouco tempo, a presidente Dilma Rousseff imprimir mudanças na cúpula do Banco do Brasil. Quer atender indicações para vice-presidente da instituição, feitas pelo PMDB, PT e PTB. No embalo, deverá também substituir o atual presidente Aldemir Bendini pelo vice-presidente Paulo Rogério Cafarelli.

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333 Quem teve a chave do cofre é a ministra Miriam Belchior, do Planejamento – e não Guido Mantega, da Fazenda. E ela vem segurando tudo, por determinação de Dilma: nos primeiros sete meses, o governo gastou R$ 2,5 bilhões a menos do que em igual período no ano passado. Nem as estatais escaparam: seus investimentos foram reduzidos em 17,5%. A presidente não quer novas obras, quer pagar compromissos anteriores assumidos. A propósito: Miriam, morena, está inaugurando novo corte e nova cor nos cabelos. Está debutando no bloco dos cabelos de fogo: é a moda.

Maria Clara Gueiros, a Bibi de Insensato Coração (à esquerda e, no destaque, com Sabrina Korgut e Renata Ricci) e Eduardo Galvão foram aplaudidos em cena aberta na estréia do musical As Bruxas de Eastwick, no Teatro Bradesco, em São Paulo, versão adaptada da montagem original de Cameron Mackintosh. No cinema, o elenco tinha Jack Nicholson, Cher, Michele Feiffer e Susan Sarandon. No palco, as bruxas à paulista, voam presas em cabos de aço. Na platéia, entre tantos, Helô Pinheiro (centro) e Caroline Bittencourt (direita). 333

Bruxas à paulista

Melhor, não O ex-ministro-consultor Antonio Palocci não fará mais parte do grupo de associados do Instituto Lula. O ex-presidente convidou o companheiro por uma questão de solidariedade (e, eventualmente, pensando em futuras colaborações dos clientes da empresa dele), Palocci pediu uns dias para pensar e acaba de informar que melhor funcionará a entidade sem sua participação. 333

h

QUASE RUIVA

ESTILO LULA Assessores do Planalto garantem que a presidente Dilma Rousseff, quando foi informada da Operação Voucher, não resistiu e soltou um palavrão no maior estilo de seu antecessor que, em rodas mais intimas, adorava usar palavreado de baixo calão. Até Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, que estava com Dilma no gabinete, não resistiu ao comentário: “Palavrão desse calibre eu nunca vi ela soltar”.

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MISTURA FINA O VICE-presidente Michel Temer, que convenceu o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a se bandear para o PMDB, começa a dar sinais de arrependimento. Skaf está em plena campanha subterrânea contra a indicação de Gabriel Chalita para disputar a prefeitura de São Paulo e quer tomar o comando do partido das mãos do deputado estadual Baleia Rossi, filho do ex-ministro Wagner Rossi.

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DE DEZEMBRO de 2002 até maio deste ano, os governos petistas incharam o quadro de funcionários da União em nada menos do que 192,8 mil servidores. Eram dois milhões e agora são 2,2 milhões. O volume maior de novos funcionários ficou abrigado no Executivo Civil com mais 122,4 mil servidores. 333

O PRESIDENTE da Federação do Comércio de São Paulo, do Centro do Comércio e dos Conselhos Regionais do Sesc e Senac, Abram Szajman, inaugura dia 27, na cidade, no bairro do Bom Retiro, o novo e moderno Centro Cultural e Desportivo do Sesc, que já tem outros 35 espalhados pelo Estado. O modelo criado por Sjazman e pelo diretor Danilo Miranda é, hoje, considerado de referência nacional e internacional por suas características.

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Nu em benefício 333 A atriz Luciana Vendramini, 40 anos, que posou duas vezes para Playboy (a primeira vez foi em 1986, quando teria 16 anos e causou a maior polêmica), vai posar pela terceira vez. As fotos serão feitas na Isla de Coche, na Venezuela. Motivo: foi lá que fez amor, também nua, há muito tempo, com a grande paixão de sua vida. Detalhe: Luciana vai doar parte do cachê para uma entidade de São Paulo que cuida de vitimas de TOC – Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Durante dois anos, ela sofreu do mal e curada, até teria ajudado Roberto Carlos a se livrar também.

A conversa entre o prefeito Gilberto Kassab, primeiro presidente nacional do novo PSD, com a presidente Dilma Rousseff que, a propósito, não constava da agenda oficial, foi cordial – e com direito a algumas piadas. A Chefe do Governo gosta de humor do prefeito paulistano e enxerga nele uma nova liderança nacional. A reunião teria começado com um certo tom formal, que foi desaparecendo e há quem aposte que, na despedida, ela usou (é um hábito seu) o diminutivo que já usara com ele anteriormente: Kassabinho.

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h IN

OUT

A PRESIDENTE Dilma Rousseff, acompanhava, dia desses, os presidentes Nicolas Sarkozy, da França e Angela Merkel, da Alemanha, anunciando as medidas anticrise. Aos mais chegados, a Chefe do Governo não escondeu sua preocupação, comentando que os dois não haviam conseguido transmitir o mínimo de serenidade que a ocasião exigia: “A cara deles era de pavor”.

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Solução

B S I A G U E U T A L L E U A F E L A N D A M O L B U A O E N SE

A presidente Dilma Rousseff e seu ex-marido, o ex-guerrilheiro Carlos Araújo, são amigos, há anos, do novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. Ela, carinhosamente, sempre chamou o amigo de Mendezinho e a relação só ficou abalada por conta da votação do Código Florestal. Foi por isso que ela demorou quatro meses para aceitar sua indicação para líder do governo no Congresso. Ele vive modestamente em Porto Alegre, num apartamento de 80 metros quadrados. Na declaração de bens ao TSE, seu patrimônio está registrado em R$ 382 mil (perdeu dinheiro na eleição de 2006). Até hoje, quando podem, Dilma, Carlos Araújo e Mendes jantam juntos – e repartem a conta. 333

333 A modelo brasileira Izabel Goulart, 26 anos, paulista da cidade de São Carlos e uma das angels da Victoria’s Secret, não ganhou a capa nova da edição da revista Sport Illustrated Swinsuit 2011, que ficou com a russa Irina Shayk, namorada do jogador Cristiano Ronaldo. Em compensação, ganhou o maior volume de páginas do editorial, onde aparece de biquíni, com e sem a parte superior e – novidade – com o corpo pintado à mão. Ou seja: um colorido biquíni pintado na pele. Nesta edição, apenas mais um brasileira aparece: é a gaúcha Cíntia Dicker, de Campo Bom, 25 anos.

Pintada à mão

Kassabinho

O S U A S T A C A I T R A C I A R S B R E L E A P I Ã U O N R E I C U R I A R C Ã U R A D

Fotos: BusinessNews

A

festa foi instituída pelo Papa Pio XII, em 1955, e invoca a Mãe de Deus como a mais perfeita entre as criaturas por sua santidade e virtudes e, por isso, é coroada sob os títulos de Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos em rg Vi da sta Fe Maria Rainha Confessores e das Virgens.

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DILMA ROUSSEFF // em São Paulo, num rápido comentário feito ao governador Sérgio Cabral.

22 de Agosto

I A N T L E R L E S E S E C OF I T AX A

«

k O presidente Fernando Henrique Cardoso é extremamente sedutor.

exibe outros números e faz uma campanha nada evangélica: "O Ibope é coisa do capeta!"

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não se conforma com o traço de audiência que vem dando na Band com o seu Show da Fé .

gibaum@gibaum.com.br

Velhos amigos

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

Por: José Nassif Neto Objetivo previamente firmado.

Atrever; decidir.

(?)-pererê, personagem folclórico.

Análogo.

O despertar da alma. (teosofia)

'Etiqueta', em inglês.

Rio Branco é a Capital deste Estado.

'E', em francês. (?) Margarita, turismo na Venezuela.

HÁ POUCO mais de um mês no ar, o site Ohhtel, especializado em promover encontros extraconjugais, já conta com 198 mil sócios em todo o país. A maioria é constituída de homens com pouco mais de 40 anos e por conta disso, os controladores do site planejam campanha publicitária entre Rio e São Paulo.

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Cunhada travessa A cunhada do vice-presidente Michel Temer, Fernanda Tedeschi, mais moça do que sua irmã, a vice-primeira-dama Marcela Temer, será a atração de Playboy de outubro. Ela namora um advogado, estuda Direito, foi comissária de bordo da TAM, tentou trabalhar no Caldeirão do Huck e mora em Paulínia, interior de São Paulo. Marcela, para quem tem memória curta, foi Miss Paulínia. O ensaio de Fernanda será menos pirotécnico do que o de Adriane Galisteu: nada de costa italiana. O clima será de luxuria e poder, em estúdio. 333

Colaboração: Paula Rodrigues, Alexandre Favero

Fiel.

Vidro de boa qualidade. Majestade.

Versos que compõem uma canção.

Interjeição de alívio. Cão treinado para a caça de lebre.

Símbolo de ouro. (quím.)

Colocar; apoiar.

'Fim', em inglês.

Vesícula biliar. Mulher infiltrada para roubar segredos.

Coisa suja; porcaria.

Embarcação.

Juntar. Embarcação a vela com dois mastros.

Cupcakes.

Muffins.

Onde os piratas guardavam o tesouro.

Caixa-forte para guarda de valores.

Instrumento musical de sopro. Marisa Letícia, a primeiradama.

Restabeço a saúde.

Médico feiticeiro. Movimento do avião antes de decolar.

Urânio, símbolo químico.

Da família dos canídeos.

Natural de Dourados(MS). (386) 2-et; 3-tab; end; baú; buá; cão; 4-isla; urca; oboé; 5-espiã; 6-lebrel; 9-anastasia.

Nitrogênio, A do outro símbolo mundo é um químico. fantasma.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

5 INDECISÃO Novais tem afirmado que vai seguir o que o partido determinar.

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CERTEZA Presidente da OAB não titubeia: "O ideal seria Novais se afastar do cargo".

OAB pede a cabeça do ministro do Turismo

Lamento profundamente a saída do ministro Wagner Rossi. Agradeço seu empenho, seu trabalho e sua dedicação. Lamento ainda que o ministro não tenha contado com o princípio da presunção da inocência diante de denúncias contra ele desferidas. Presidente Dilma Rousseff. Vamos ver. Sou novato, sou do povo, vou votar pelo bem do povo. Deputado federal Tiririca (PR-SP), ao responder se daria apoio à presidente Dilma mesmo após a decisão do PR de deixar a base aliada. Por tudo de mal que fez à Nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde! Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias, das suas pretensões de efetivamente comandar as Forças Armadas, mesmo que para isso tivesse que usurpar os limites constitucionais. Trecho da carta aberta do General reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa sobre a saída de Nelson Jobim do Ministério da Defesa. Ainda não decidi e pedi um tempo à presidente, pois estou estudando com muito carinho. Luiza Helena Trajano, dona da Magazine Luiza, lisonjeada com o convite para ser ministra à frente da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Fred é um dos funcionários mais conceituados do ministério e eu o promovi a secretário-executivo. Pedro Novais, ministro do Turismo, em depoimento na Câmara, ao defender Frederico Silva Costa, preso na Operação Voucher da PF e que pediu demissão.

Seria ingenuidade minha afirmar que não há irregularidades na pasta. E tanto há que na atuação rotineira, os órgãos de controle reconhecem erros. Ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes), em depoimento na Câmara.

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presidente da OAB, Ophir Cavalcante, pregou o n t e m o a f a s t amento do ministro do Turismo, Pedro Novais, do cargo. Ele comparou as denúncias de corrupção no ministério às que atingiram e derrubaram outros ministros – como dos Transportes e da Agricultura. "Há um comprometimento muito forte do ministro do Turismo com a estrutura do ministério que está contaminado. O ideal seria que ele se afastasse do cargo". Na semana passada, o ministro foi aconselhado por colegas do PMDB a entregar o cargo para evitar desgastes ao partido diante da série de denúncias que atingem a pasta. O grupo avalia que Novais já foi tragado pelos escândalos e que o fato de não contar com apoio do Planalto – ele até hoje não foi recebido pela presidente Dilma em audiência – tornam sua situação irreversível Entre os caciques do partido na Câmara a avaliação é de que o ministro só não pediu exoneração a

Alguém viu a Marta Suplicy por aí?

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íderes do PT paulistano acreditam que a senadora Marta Suplicy vai se retirar da disputa pela candidatura à Prefeitura de São Paulo. Os rumores de sua desistência ganharam força depois do encontro que ela teve com a presidente Dilma Rousseff, na última quinta-feira. Dilma teria dado a entender que, assim como o seu antecessor, Lula, ela também apoiará o ministro Fernando Haddad (Educação) na disputa interna pela candidatura. Marta faltou a duas caravanas organizadas pelo partido para mobilizar militantes em bairros da capital. No PT, a ausência foi interpretada como sinal de que sua candidatura está cambaleando.

pedido do líder do partido, Henrique Alves (RN), um dos fiadores da indicação de Novais. O ministro tem afirmado que vai seguir o que o partido determinar. No Senado – Amanhã é o dia decisivo para o futuro do ministro. Novais será ouvido pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado. Os senadores costumam ser mais duros que os deputados nos seus questionamentos. Dirigentes do PMDB afirmam que ele está inseguro com esse depoimento.

Convocado pelo líder do PSDB na Casa, senador Álvaro Dias (PR), senadores da base aliada do governo transformaram o requerimento em convite, atendendo orientação do Palácio do Planalto. Para mostrar que retomou o controle da pasta, Novais exonerou, na sexta-feira, quatro servidores investigados na operação da Polícia Federal: Antonio dos Santos Junior, Freda Azevedo Dias, Kátia Terezinha Patrícia da Silva e Kérima Silva Carvalho. Inc oerên cias – O Turismo gastou R$ 351,7 milhões nos últimos dois anos em obras que nada têm a ver com o setor: drenagem, esgotos, praças e pontes, segundo a Folha de S.Paulo. A maior parte das cidades que receberam as melhorias têm pouco ou nenhum fluxo de turistas. Dos 841 municípios beneficiados pelos convênios de infraestrutura, somente 105 constam da lista de destinos turísticos. A relação, feita pelo próprio ministério, discrimina 584 locais. (Agências)

PSDB quer Bernardo

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PSDB no Senado vai pedir a convocação do ministro Paulo Bernardo (Comunicações) para que ele explique sua relação com a empreiteira Sanches Tripoloni. Segundo a revista Época, o ministro se recusou a responder se viajou em aeronave em nome da empreiteira, que tem obras com o governo federal. Diz o Código de Conduta da Alta Administração Federal que "nenhuma autoridade pode receber transporte ou qualquer outro favor de fonte privada''. A Sanches Tripoloni tem obras públicas no Paraná e em Mato Grosso. Desde 2004, aumentou em 1.273% seus contratos com o Dnit. Em julho, a Folha de S.Paulo revelou que Teresinha Nerone, amiga de Bernardo e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), atuou para obter apoio do Ministério dos Transportes na construção de anel viário em Maringá (PR), obra da Sanches Tripoloni. Orçada em R$ 142 milhões, a obra subiu para R$ 179 milhões após aditivos. (Folhapress)

26ª TRADE EXPO INDONÉSIA Exibição - Fórum - Apresentação Comercial - Recepção Comercial DC

É evidente que quem pede demissão aceita as denúncias como verdadeiras. Suas respostas não foram suficientes, não convenceram. Senador Álvaro Dias (PR), líder do PSDB, ao entender a demissão de Rossi como confissão de culpa.

Ophir Cavalcante defende saída de Novais, 'comprometido com a estrutura contaminada do ministério'

Dida Sampaio/AE - 21/12/10

Minha esposa e meus filhos me fizeram, carinhosamente, um ultimato para que deixasse essa minha luta estóica, mas inglória, contra forças muito maiores do que eu possa ter. Trecho da carta de demissão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, na qual diz que respondeu a todas as denúncias e que ninguém quis dar atenção a seus argumentos.

19 a 23 de Outubro de 2011 LOCAL: Jakarta International Expo Kemayoran, Jakarta - Indonésia

26 Serving Global Market

Ministério do Comércio da República da Indonésia

T R A D E X P O Indonesia

Monica Alves/AE - 26/06/10

O sumiço de Marta: desistência?

Na bancada de vereadores do PT, três já manifestaram apoio a Haddad e outros quatro pendem para o lado dele. O deputado federal Jilmar Tatto, que figura na disputa interna, tem três apoiadores. Ninguém se manifestou a favor de Marta. Ela tem reunião, hoje, com o ex-presidente Lula, que também vai conversar com Tatto e Carlos Zarattini, ambos précandidatos. Lula deve expor seus argumentos à candidatura de Haddad. Aposta-se que após esse encontro ela assumirá, de fato, sua desistência. (Agências)

Será um grande privilégio contarmos com a participação dos senhores nessa missão comercial. Aproveitamos também esta oportunidade para convidá-los a conhecer um pouco mais das belezas e riquezas naturais da República da Indonésia. Indonesian Trade Promotion Centre (ITPC) - São Paulo Edifício Park Lane - Alameda Santos, 1.787 - Conj. 111 Cerqueira César - São Paulo - SP - CEP 01419-002 Tel.: 55 11 3263-0472 / Fax: 55 11 3253-8126 - www.itpc-sp.org itpc-sp@tpc-sp.org / itpcsp4yok@gmail.com / boris_situmorang@yahoo.com


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

Nos acordos, sempre há consenso em torno de investimentos e ações. Sem isso, não chegamos a lugar algum. Édson Aparecido, secretário de Desenvolvimento Metropolitano.

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Guilherme Calderazzo

tropolitano, as outras regiões da Macrometrópole Paulista estão sendo debatidas entre o iante da necessi- governo estadual, municípios dade de impulsio- e parlamentares estaduais. A nar de maneira in- previsão é de que a instituciotegrada o desen- nalização esteja concluída até volvimento socioeconômico, o início de 2012. De acorco com a Seade (Funcultural e ambiental de São Paulo, a secretaria estadual do dação Sistema Estadual de Desenvolvimento Metropoli- Análise de Dados) e a Emplasa tano já desenvolve ações na (Empresa Paulista de Planejachamada Macrometrópole mento Metropolitano), a rePaulista (MP) tendo como me- gião da MP ocupa 16,33% da ta institucionalizar a região em área paulista, e concentrava, no ano passado, 72,24% da polei até o começo de 2012. Com investimentos previs- pulação total estadual de mais tos em transportes, mobilida- de 41 milhões habitantes. Além disso, responde por de urbana, sustentabilidade, saúde, infraestrutura, habita- mais de 80% do PIB estadual e ção, educação e renda cidadã, por 27% do PIB nacional. "Nosso desafio é garantir dealém do apoio do novo Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, senvolvimento para toda a lançado pelo governo Alck- Macrometrópole Paulista", diz min na semana passada, a ex- Édson Aparecido, secretário pectativa do partido no co- estadual de Desenvolvimento mando de São Paulo, o PSDB, é Metropolitano. "Já organizamos planejade que os impactos positivos mentos intedessas medigrados na redas favoreçam gião, em plena a sigla eleitosintonia com ralmente já Já organizamos o s m u n i c ínas eleições planejamentos pios. Nestes municipais do acordos, sempróximo ano. integrados pre há consenObjeto de na região, so em torno debates e de em plena d o s i n v e s t ienten dimensintonia com mentos e das tos para a foros municípios. ações. Sem ismalização insso, não chegatitucional e inÉDSON APARECIDO mos a lugar alv es ti me nt os gum". entre os goverAlém da parceria com os nos estadual e municipais, a área definida da Macrometró- prefeitos e parlamentares, a sepole Paulista abrange 153 mu- cretaria atua na MP com o nicípios, em vez dos 67 que apoio de outras secretarias escompõem as regiões metropo- taduais e de empresas estatais. litanas (RMs) de São Paulo (39 "Os planejamentos organizacidades), da Baixada Santista dos servem para melhorar a competitividade econômica, a (9) e de Campinas (19). Além dessas três RMs, a MP qualidade de vida, a sustentaconta com quatro Aglomera- bilidade e o combate à pobreções Urbanas (AUs): a de São za", diz Édson Aparecido. As ações e decisões já chegaJosé dos Campos, a de Sorocaba, a de Jundiaí e a de Piracica- ram aos sete municípios do ba. Também tem duas micror- ABC. "Por exemplo, já temos regiões: a de São Roque e a Bra- parcerias e acordos com prefeigantina. Localizada na área su- tos para investir R$ 6,3 bilhões doeste do Estado de São Paulo no ABC. Um dos investimen(veja mapa ao lado), a Macrome- tos será na criação de um motróle Paulista cobre um raio de notrilho", adianta o secretário. Também estão definidas apli200 km em torno da capital. Entre todas as áreas que cações de R$ 5,3 bilhões em compõem a MP, encontram-se transporte, saneamento e meio legalizadas em lei a Região ambiente nos nove municípios Metropolitana de São Paulo e o da Baixada Santista. Plano Plurianual (PPA) – Aglomerado Urbano de Jundiaí, cujo projeto de lei foi Na semana passada, o goveraprovado, na quarta-feira pas- nador Alckmin divulgou o nosada, pela Assembleia Legisla- v o p l a n o p a r a 2 0 1 2 - 2 0 1 5 , tiva. De acordo com a Secreta- quando serão investidos R$ ria de Desenvolvimento Me- 118,6 bilhões no estado de São

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Macrometrópole Paulista: 153 municípios, em vez dos 67 que compõem as regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e de Campinas .

A institucionalização da MACROMETRÓPOLE

Governo estadual estuda, planeja e desenvolve ações numa área metropolitana muito maior, a ser instituída em breve Werther Santana/AE - 17/08/11

Paulo. Serão favorecidos: cultura, saúde, transportes, moradias, saneamento, transportes metropolitanos, drenagem e meio ambiente, entre outros setores. Segundo o governo, a maioria dos investimentos destina-se aos transportes – o valor chega a R$ 60 bilhões. A prioridade número 1 do PPA, segundo o governador, é acabar com a pobreza extrema no estado. Para isso, o governo estadual aliou-se ao federal, por meio do Brasil sem Miséria, na quinta-feira, integrando-o aos dois programas estaduais Renda Cidadã e Ação Jovem.

Governador Geraldo Alckmin em lançamento de obras em São Paulo: ampliação das fronteiras legais da região metropolitana.

E tucanos esperam visibilidade eleitoral Investimentos na Macrópole Paulista, além de promover desenvolvimento urbano, devem render dividendos políticos já nas próximas eleições, acreditam lideranças

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direção do PSDB paulista e líderes do partido em São Paulo armam estratégias especiais para participar das eleições de 2012. Desta forma e com o apoio das decisões em torno de políticas públicas do partido, esperam aumentar o número de eleitos da sigla na disputa do próximo ano, em comparação com as vitórias conquistadas em 2008. Em relação às prefeituras, na disputa passada, há quatro anos, nos 645 municípios paulistas, o PSDB saiu-se vitorioso em

31,8% deles, elegendo 201 prefeitos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Assim conquistou a maioria das prefeituras paulistas, naquele ano, seguido pelo DEM (11,5%), PMDB (11,1%), PT (10,2%) e PTB (9,5%). Outros partidos conquistaram porcentagens de eleitos bem menores. "Esperamos que nossos investimentos e nosso desempenho nos favoreçam nas eleições municipais. Temos serviços prestados. No entanto, os prefeitos e os

partidos adversários também podem capitalizar esses investimentos e, dessa forma, terem vitórias eleitorais", avalia Édson Aparecido. Como exemplo, menciona o desempenho da secretaria do Desenvolvimento Metropolitano na região do ABC. "Ali, temos acordos e parcerias com prefeituras de sete cidades. Entre todas, três são administradas pelo PT, duas, pelo PTB, uma, pelo PV, e uma é nossa, do PSDB. Todos podem se favorecer eleitoralmente",

Paulo Pampolin/Digna Imagem - 18/03/04

Pedro Tobias: obras e investimentos na Macrometrópole Paulista em vários setores poderão ser avaliados de melhor maneira pelos eleitores.

Divulgação - 28/04/11

Temos obras nas áreas de saúde e planos para melhoria de esgoto. Em transporte, com investimentos expressivos, vamos acabar com a miséria no estado. PEDRO TOBIAS. avalia o secretário. Enquanto isso o PSDB já definiu algumas estratégias eleitorais para 2012. Nos municípios em que tiver um candidato natural, forte, bem posicionado junto ao eleitorado, lançará esse nome para disputar a prefeitura local. "Caso tenhamos mais de um candidato a prefeito com potencial de vitória, vamos fazer prévias no partido, para a escolha dessa candidatura", diz o deputado estadual Pedro Tobias, presidente do Diretório do PSDB no Estado de São Paulo. Segundo Tobias, nas próximas eleições, se for necessário, o partido se coligará com outras siglas, podendo disputar a eleição sem ter o cabeça da chapa, ou seja, o nome indicado

Édson Aparecido: adversários também podem capitalizar realizações.

participará na condição de vice-prefeito. Acrescenta que o PSDB poderá apresentar-se como respeitador da ética na política e terá obras e investimentos para serem avaliados pelos eleitores. "Temos obras nas áreas de saúde e planos integrados para melhoria de esgoto entre vários municípios. Em transporte nossos investimentos são bem expressivos e vamos acabar com a miséria no estado", diz Tobias. "Não temos dúvida de que os

impactos dessas ações vão garantir-nos vitórias destacadas em 2012". De acordo com a avaliação de Édson Aparecido, o PSDB se prepara para superar erros eleitorais ocorridos em São Paulo. Por exemplo, mudará a política de divulgação das obras, antes pouco associadas ao partido, renovará candidaturas, abrindo espaço para novos e destacados líderes, com chances de vitórias eleitorais, além de estimular a formação de mais alianças partidárias. (GC)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

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Na tese de conclusão da faculdade de medicina, Allende propôs medidas eugenistas próximas às da Alemanha nazista. Leandro Narloch e Duda Teixeira.

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Mitos e heróis passados a limpo No Guia politicamente incorreto da América Latina, os autores desconstroem personagens emblemáticos a partir de suas verdadeiras histórias Victória Brotto

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esfazer mitos, exageros, mentiras e revelar enganos históricos sobre revoluções e personagens emblemáticos e considerados heróis da América Latina. É o que pretende o livro Guia politicamente incorreto da América Latina, de Leandro Narloch, em parceria com o jornalista da revista Veja Duda Teixeira. No prefácio, um aviso: "Tudo neste livro é contra essas regras tão batidas para se contar a história da América Latina. Não nos sentimos representados por guerrilheiros ou por indignados líderes andinos e suas roupas coloridas." Narloch e Teixeira desconstroem os perfis de personagens como Che Guevara, Evita Perón, Simón Bolívar, Juán Perón, Pancho Villa e Salvador Allende. Nem os rebeldes negros da revolução haitiana de 1791, ou mesmo os incas, astecas, maias e o seu invasor espanhol Hernán Cortés fogem das

Dois alvos das bem humoradas reavaliações: o invasor Hernán Cortés (acima), e o herói revolucionário Simón Bolívar.

Queremos mostrar que, se esses líderes realmente tivessem obtido sucesso em seus países, tragédias teriam acontecido. LEANDRO NARLOCH

bem humoradas reavaliações. Todas baseadas em artigos de historiadores que apontam novas interpretações e hipóteses da versão oficial. "Nós não utilizamos fontes primárias, só recontamos os fatos a partir de novos pontos de vista de alguns especialistas", conta Narloch. "O guia é parcial. Queremos mostrar que, se esses líderes realmente tivessem obtido sucesso em seus países, tragédias teriam acontecido. Cuba é um exemplo disso", confessa. O livro traz cinco requisitos que constroem o "bom herói latino-americano": culto a heróis perversos; obsessão pela lamentação; condenação do capitalismo; união da comunidade nativa contra a dominação estrangeira; e culpar os invasores por todos os problemas. Para Narloch, o admirável herói latino-americano só nascerá da autoconsciência. "Talvez tenhamos que parar de reclamar do jardim alheio e começar a olhar para o nosso". O guia– O guia é dividido em sete capítulos tratando separadamente de cada personagem. O primeiro é dedicado a Ernesto Che Guevara, principal líder da revolução cu-

bana de 1959, que derrubou a ditadura adepta do governo norte-americano de Fulgêncio Batista e implantou o sistema socialista na ilha. O guerrilheiro, para Leandro e Duda Teixeira, contrariando os ideais ligados a sua imagem, como paz entre os povos e fim da exploração capitalista, queria mesmo era "começar uma guerra nuclear". "O próprio Che Guevara pregava a necessidade das execuções, dava detalhes sobre elas em seu diário e admitia mortes em público sem o menor pudor". A ut o ri t ár i o – Simón Bolívar, um dos responsáveis pela independência das colônias espanholas na América Latina, é apresentado como membro da elite branca que temia a ascensão de negros e mestiços ao poder. "Tinha fortes tendências autoritárias e não queria negros e mestiços na política latinoamericana", diz um trecho do capítulo dedicado ao militar. Nazismo – O capítulo mais polêmico talvez seja o dedicado ao ex-presidente chileno, Salvador Allende. Para os autores, o chefe de Estado era o antônimo do político democrático. "O seu governo intimidava a oposição e atropelava as instituições democráticas". Segundo os autores, Allende, além de autoritário, era também um defensor das teorias de superioridade racial: "Na sua tese de conclusão da faculdade de medicina, propôs medidas eugenistas, muito próximas daquelas implementadas pela Alemanha durante o nazismo".

Os argentinos Che Guevara e Evita: o líder da revolução cubana "queria mesmo era começar uma guerra nuclear", afirmam os autores Leandro Narloch e Duda Teixeira.

Fotos: Reprodução Divulgação

Duda Teixeira e Leandro Narloch: "Só recontamos os fatos a partir de novos pontos de vista."

Newto

n Santo

Lula, genial segundo Nêumane

s/Hype

Jornalista chega a essa conclusão em O que sei de Lula, depois der acompanhar a trajetória do ex-presidente Mário Tonocchi

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ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva é o maior político que o Brasil já teve. É ainda um dos mais importantes políticos do mundo atual, pois age como um ator político perfeito: consegue chegar ao coração do mais simples dos eleitores por sua genialidade na comunicação e tem a extrema capacidade de conseguir conciliar o mundo da política. A análise não é de nenhum grande afeto de Lula. Pelo contrário, é do jornalista, comentarista de rádio e TV, escritor, poeta e editorialista do jornal O Estado de S. Paulo, José Nêumanne Pinto. A conclusão do jornalista – um dos mais ácidos críticos das atitudes e também da falta

de ações do ex-presidente em momentos de crise – transparece claramente no livro O que sei de Lula (Topbooks, 522 págs; R$ 69,00). O lançamento está previsto para amanhã, a partir das 19h, na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915, na Vila Madalena). Por meio de consultas de biografias, entrevistas e de sua própria experiência com o expresidente – Nêumanne teve relacionamento profissional estreito com Lula entre 1975 quando o conheceu até a criação do Partido dos Trabalhadores (PT), nos anos 90 – o jornalista diz que conseguiu chegar ao homem Luiz Inácio que no início só queria se dar bem na vida revelando em suas mazelas, equívocos e erros na política como conseguiu passar por dois mandatos pelo posto máximo da República com fabulosa aceitação popular.

Erros certeiros – Em sua peregrinação política, lembra Nêumanne, o ex-presidente Lula resistiu em participar de sindicatos e da campanha nacional pelas Diretas-Já nas eleições para presidente; tentou boicotar a Constituinte de 1988; foi um feroz crítico do Plano Real e considerou "herança maldita" os avanços sociais do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. E é justamente no avanço do processo de Fernando Henrique Cardoso que Lula obteve o maior reconhecimento da população brasileira. "Lula cometeu muitos erros e equívocos em análises do processo em sua carreira política. Mas justamente esses erros o levaram a todas as vitórias que teve na República", diz Nêumanne. "E ele foi um homem de muita sorte, sempre. A começar quando vinha para São Paulo

quando ele desceu do pau de arara e foi esquecido, mas o caminhão voltou para pegá-lo. Algo incompreensível naquela situação. Era apenas mais um menino que estaria perdido no sertão", conclui o autor. Pedras – A versão de Nêumanne sobre Lula tem impressões políticas, mas está baseada na tentativa de realizar o trabalho de forma isenta. O jornalista revela que o elogio ao ex-presidente lhe valeu severas críticas. "E estou sendo apedrejado por isso principalmente pela direita". O jornalista também diz que as próprias histórias de vida dele e de Lula lhe dão arcabouço para realizar a tarefa de contar o que é Lula. "Como ele, eu sou sertanejo. E, como ele, fui retirante em busca de uma vida melhor."

Nêumanne: Lula cometeu muitos erros, mas que justamente o levaram às vitórias.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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A intenção é responsabilizar, ao menos moralmente, os partidos por atos de seus filiados. Juiz Marlon Jacinto Reis.

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Um ranking para os fichas sujas Mário Tonocchi

O

Movimento de C o m b a t e à C o rrupção Eleitoral (MCCE), coordenador do processo de implantação da lei Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010), vai preparar um ranking dos partidos que mais abrigam políticos condenados em segundo grau por crimes contra a fé pública e a administração, improbidade e corrupção. A intenção, de acordo com o juiz maranhense Marlon Jacinto Reis, membro do Movimento, é a de responsabilizar, ao menos moralmente, os partidos por atos de seus filiados: "Já está mais do que na hora de os partidos selecionarem e fiscalizarem atentamente seus representantes". Para preparar a lista partidária, o MCCE precisa das informações dos candidatos para organizá-las e publicá-las provavelmente em um site próprio do Movimento. Para divulgar as informações dos filiados e também dos próprios políticos envolvidos em corrupção, no início deste mês, o Movimento enviou um ofício ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a entidade que fiscaliza o processo eleitoral em todo o País para facilitar e tornar mais ágil o acesso à relação de candidatos fichas sujas com suas respectivas informações cadastrais. A solicitação não tem prazo para ser atendida, mas o MCCE espera poder dispor das informações já para as eleições do ano que vem. Mesmo em relações aos da-

dos de um mesmo estado, as instâncias forenses trabalham isoladas umas das outras. O modelo dificulta o controle dos dados de políticos que já sofreram sanções de colegiados judiciais ou que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por quaisquer irregularidades. Com isso, mesmo os procuradores eleitorais, que podem impugnar candidaturas ou requerer cassação, encontram dificuldades no acompanhamento das informações. A transparência do CNJ facilitaria o trabalho de todos. Página própria – À espera das informações do CNJ, o MCCE e a Articulação Brasileira contra a Corrupção e a Impunidade (Abracci) lançaram um site que divulga uma listagem dos parlamentares considerados "ficha limpa" com base nos critérios da nova lei. Lançada em meados de julho deste ano, a página fichal im p a ja . org . br divulga os nomes dos candidatos aptos a concorrer nas próximas eleições e os documentos que comprovam suas elegibilidades. O eleitor, de acordo com Betina Sarue, da Abracci, poderá fazer pesquisas no site por estado, cargo ou partido político. A página também oferece espaço para denúncias. Até às 17h da última sexta-feira havia 77 nomes de políticos listados na página como fichas limpas. TSE – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, acredita que a Lei Complementar 135/2010 seja aplicada com o máximo de rigor nas eleições de outubro de 2012.

Reprodução

Site divulgará lista dos candidatos envolvidos em escândalos e dos partidos que os acolhem. Informações devem ser disponibilizadas já nas eleições do ano que vem

Divulgação

Segundo o presidente, a Lei da Ficha Limpa moralizou o sistema político no País e surtiu efeito enquanto vigorou, até o momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que ela não se aplicaria às eleições de 2010. Lewandowski espera que, nos próximos recursos, o Supremo entenda que a lei deve valer para as eleições de 2012. Para não aplicar a anterioridade, o STF baseou-se no artigo 16 da Constituição Federal. O dispositivo diz que "a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência".

Juiz Marlon Jacinto Reis: a intenção é a de responsabilizar, ao menos moralmente, os partidos por atos de seus filiados. "Está na hora de os partidos selecionarem e fiscalizarem atentamente seus representantes".


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

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Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.552.142/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Novíssimo - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO No semestre, a Alvorada Cartões, registrou Lucro Líquido de R$ 143,713 milhões, correspondente a R$ 28,69 por lote de mil ações, Patrimônio Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da Alvorada Cartões, Crédito, Líquido de R$ 4,641 bilhões e Ativos Totais de R$ 5,033 bilhões. Osasco, SP, 26 de julho de 2011. Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada Cartões), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a Diretoria funcionar pelo Banco Central do Brasil. Senhores Acionistas,

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ...................................................................................................................

2011 4.286.081 10 4.093.727 4.093.727 106.753 82.850 23.903 26 26 85.423 22.705 62.718 142 328 (186)

2010 3.925.867 15 3.761.272 3.761.272 97.265 55.445 41.820 67.254 22.049 45.205 61 73 (12)

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Moeda de Privatização .................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)...........................................................................................................................................

492.633 62.924 62.924 429.709 429.709

423.891 66.265 66.265 357.626 431 357.195

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas ..................................................................................................................................

253.946 209.062

227.619 181.033

207.779 4.123 (2.840)

179.694 4.179 (2.840)

IMOBILIZADO DE USO (Nota 9).................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

44.884 90.270 (45.386) 5.032.660

46.586 90.270 (43.684) 4.577.377

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

2011 90.208 90.208 3.716 80.438 6.054

2010 53.176 864 864 52.312 3.512 43.339 5.461

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

301.438 301.438 279.975 21.463

163.234 163.234 140.729 22.505

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 12a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 12b)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda ..............................................................

4.641.014

4.360.967

3.044.000 1.587.079 9.935

3.044.000 1.306.330 10.637

TOTAL ...........................................................................................................................................................

5.032.660

4.577.377

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 225.246 682 224.564 225.246 (1.563) (102) (2.124) (14.126) 16.076 151.133 (152.420)

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 13) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 14).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 15) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 8a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 16)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 17).....................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010 163.910 626 163.284 163.910 (7.794) (1.006) (2.952) (7.834) 7.478 3.404 (6.884)

Capital Social Capital Realizado

Eventos Saldos em 31.12.2009............................................

Reservas de Lucros Legal Estatutárias

Ajustes de Avaliação Patrimonial Próprias

Lucros Acumulados

3.044.000

70.680

1.129.009

10.385

-

Totais 4.254.074

Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda .........................................

-

-

-

252

-

252

Lucro Líquido...........................................................

-

-

-

-

107.664

107.664

Destinações: - Reservas..........................................

-

5.383

101.258

-

(106.641)

- Dividendos Propostos......................

-

-

-

-

(1.023)

(1.023)

RESULTADO OPERACIONAL .....................................................................................................................

223.683

156.116

Saldos em 30.6.2010..............................................

3.044.000

76.063

1.230.267

10.637

-

4.360.967

RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 18) ............................................................................................

4.166

4.154

Saldos em 31.12.2010............................................

3.044.000

83.050

1.361.681

10.017

-

4.498.748

Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

227.849

160.270

Disponíveis para Venda .........................................

-

-

-

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 21) ...................................................................

(84.136)

(52.606)

Lucro Líquido...........................................................

-

-

-

-

143.713

LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

143.713

107.664

Destinações: - Reservas..........................................

-

7.186

135.162

-

(142.348)

- Dividendos Propostos......................

-

-

-

-

(1.365)

Saldos em 30.6.2011..............................................

3.044.000

90.236

1.496.843

9.935

Número de ações (Nota 12a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$ ...............................................................................................................

5.009.948.649 28,69

5.009.948.649 21,49

(82)

-

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Depreciações ............................................................................................................................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ........................................................................... (Ganho)/Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio ............................................................................. Outros ........................................................................................................................................................ Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ................................................................ (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos......................... (Aumento)/Redução em Relações Interdependências ................................................................................ (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................................................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................................................ Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................................................... Aquisição de Bens não de Uso Próprio ....................................................................................................... Dividendos Recebidos ................................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos………………………….……… Redução Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa................................................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................. As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2010

Descrição

227.849 130.214 851 (16.076) 145.301 122 16 358.063 (135.464) (23.256) (546) (155.307) 6.307 (50.952) (1.155)

160.270 (7.815) 851 (7.478) (822) 105 (471) 152.455 (75.955) (3.454) (8) (11.613) 10.650 (73.445) (1.370)

1.222 63 (175) 38 1.148 (7) 17 10 (7)

1.246 26 (128) 188 1.332 (38) 53 15 (38)

2011

1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Serviços de Terceiros.................................................................. Serviços do sistema financeiro ................................................... Propaganda, promoções e publicidade....................................... Serviços técnicos especializados ............................................... Outras ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - DEPRECIAÇÕES........................................................................ 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) ......................................................................... 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .......... 7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (5+6).............................. 8 - DISTRIBUIR VALOR ADICIONADO........................................... 8.1) Pessoal ............................................................................... Outros Encargos .................................................................. 8.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... 8.3) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

228.125 225.246 2.879 (1.273) (122) (242) (145) (727) (37) 226.852 (851) 226.001 16.076 16.076 242.077 242.077 102 102 98.262 98.262 143.713 1.365 142.348

%

2010 94,2 93,0 1,2 (0,6) (0,1) (0,1) (0,1) (0,3) 93,6 (0,3) 93,3 6,7 6,7 100,0 100,0 40,6 40,6 59,4 0,6 58,8

164.584 163.910 674 (2.101) (130) (33) (142) (1.777) (19) 162.483 (851) 161.632 7.478 7.478 169.110 169.110 1.006 1.006 60.440 60.440 107.664 1.023 106.641

(82) 143.713 (1.365) 4.641.014

% 97,3 96,9 0,4 (1,2) (0,1) (0,1) (1,0) 96,1 (0,5) 95,6 4,4 4,4 100,0 100,0 0,6 0,6 35,7 35,7 63,7 0,6 63,1

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente A Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada Cartões), tem como objetivo as operações de concessão de créditos e será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os financiamentos de bens e serviços, financiamentos de capital de giro e administração de recursos de terceiros, bem como a emissão, administração passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em de cartões de crédito, próprios e/ou de terceiros, a cobrança de faturas e o financiamento aos clientes, podendo ainda participar no capital social de notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 10b e c); e outras empresas. A Alvorada Cartões é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 10b). 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) k) Outros ativos e passivos e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base associadas às Normas e Instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito, encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de l) Eventos subsequentes títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. São compostos por: As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA a) Moeda funcional e de apresentação Em 30 de junho - R$ mil As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. 2011 2010 b) Apuração do resultado 10 15 O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 10 15 As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base a) Vencimentos Em 30 de junho - R$ mil no método linear. de 91 a As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. 180 dias 2011 2010 c) Caixa e equivalente de caixa 4.093.727 4.093.727 3.761.272 Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado Aplicações em depósitos interfinanceiros ..................................................................... 4.093.727 4.093.727 aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem Total em 2011 ............................................................................................................... Total em 2010 ............................................................................................................... 3.761.272 3.761.272 risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao Classificadas na demonstração de resultado como “Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários”. custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil e) Títulos e valores mobiliários - Classificação 2011 2010 Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. 216.083 155.998 rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Total (Nota 6b)........................................................................................................................................ 216.083 155.998 Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e a) Classificação por categorias e prazos Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados Em 30 de junho - R$ mil pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. 2011 2010 Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são Valor de Valor Valor de demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de mercado/ de custo Marcação mercado/ Marcação preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são dias dias dias 360 dias contábil (2) atualizado a mercado contábil (2) a mercado baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação Títulos (1) Títulos para negociação (3) ........... 24.504 2.275 3.691 72.013 102.483 102.484 (1) 92.827 (3) do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. Letras financeiras do tesouro ........... 1.606 3.691 66.270 71.567 71.568 (1) 91.413 (3) f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) 570 570 570 523 Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica Certificados de depósito bancário .... 555 365 920 920 195 “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada Letras do tesouro nacional ............... Debêntures ....................................... 582 582 582 696 na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Outros............................................... 4.226 4.226 4.226 Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram 23.949 669 24.618 24.618 constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e Operações compromissadas............ Títulos disponíveis para venda ..... 4.270 62.924 67.194 50.635 16.559 70.703 17.727 análises realizadas pela Administração. Ações................................................ 4.270 4.270 1.161 3.109 4.438 3.277 A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. Moedas de privatização.................... 62.924 62.924 49.474 13.450 66.265 14.450 A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Total em 2011 .................................. 28.774 2.275 3.691 134.937 169.677 153.119 16.558 Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. 9.728 3.833 12.332 137.637 163.530 17.724 De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido Total em 2010 .................................. do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo (1) As aplicações em cotas de fundos exclusivos de investimento administrados pelo Conglomerado Bradesco, no montante de R$ 67.529 mil (2010 R$ 16.873 mil) foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras e no caso de operações compromissadas pelos respectivos ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na distribuição dos prazos, foram considerados os adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; g) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante são avaliados pelo (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos método de equivalência patrimonial. de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (impairment), quando aplicável. (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. h) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os b) Resultado de títulos e valores mobiliários Semestres findos em 30 de junho - R$ mil decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a Instituição. 2011 2010 É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - edificações - 4% ao ano e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. 216.083 155.998 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 4.939 6.776 i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) 824 510 Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, Títulos de renda variável ......................................................................................................................... 2.718 exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao Fundos de investimentos......................................................................................................................... Totais ...................................................................................................................................................... 224.564 163.284 valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso c) A Alvorada Cartões não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2011 e de 2010. calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. 7) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Em 30 de junho - R$ mil j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias 2011 2010 O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de Créditos tributários e impostos e contribuições (Nota 21c) ..................................................................... 145.131 206.721 acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: 110.971 108.645 • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... 69.596 59.233 reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da Depósitos em garantia de recursos fiscais.............................................................................................. 160.188 22.243 capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Depósitos em garantia outros ............................................................................................................... 3.749 2.705 são divulgados nas notas explicativas (Nota 10a); 1.326 1.374 • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a Depósitos em garantia de recursos trabalhistas ..................................................................................... 1.466 1.479 complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 492.427 402.400 liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

...continuação

Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.552.142/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Novíssimo - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 8) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 30 de junho - R$ mil Quantidade Particide ações/cotas pação Lucro/ Ajuste Patrimônio possuídas no capital prejuízo decorrente de Capital líquido (em milhares) social líquido Valor contábil avaliação (2) Empresas social ajustado Ações Cotas % ajustado 2011 2010 2011 2010 BEC - DTVM Ltda. .......... 16.500 30.330 16.499 99, 999 922 30.330 28.581 922 741 Serel Participações S.A. .. 111.000 1.063.645 1.640 11, 357 53.044 117.429 105.940 6.025 4.789 Caboquenas Holdings Ltda. 66.277 96.518 30.897 46, 618 18.551 44.995 30.661 8.648 1.520 Caetê Holdings Ltda. ....... 40.158 117.476 304 0, 756 63.047 888 387 476 446 Marselha Holdings Ltda. .... 135.000 243.715 3 0, 055 9.188 133 121 5 (18) Tecnologia Bancária S.A. (1) 8, 962 14.004 14.004 Total geral....................... 207.779 179.694 16.076 7.478 (1) Investimento na Tecnologia Bancária S.A. - TECBAN - não avaliado pelo método de equivalência patrimonial em decorrência das alterações estabelecidas pela Resolução nº 3.619 do CMN; e (2) Ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, bem como os ajustes por equalização de práticas contábeis, quando aplicáveis. b) Composição de outros investimentos Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. 3.120 3.120 Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. 7 63 Outros investimentos ............................................................................................................................... 996 996 Subtotal .................................................................................................................................................. 4.123 4.179 Provisão para perdas em aplicações por incentivos fiscais .................................................................... (2.829) (2.829) Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... (11) (11) Subtotal .................................................................................................................................................. (2.840) (2.840) Total ........................................................................................................................................................ 1.283 1.339 9) ATIVO IMOBILIZADO

Taxa Imóveis de uso - Terrenos.......................................................................................... - Edificações ..................................................................................... Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 ..................................................................................

Custo 4%

Depreciação

34.535 55.735 90.270 90.270

(45.386) (45.386) (43.684)

Em 30 de junho - R$ mil Valor residual 2011 2010 34.535 10.349 44.884

34.535 12.051 46.586

10) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes, porém, durante o 1º semestre de 2011, seguindo o trâmite normal dos processos ativos em andamento, a empresa habilitou créditos fiscais no valor de R$ 145.753 mil (Nota 16), os quais foram registrados na rubrica “impostos a compensar”, sem contudo produzirem efeitos no resultado do período e no patrimônio líquido, uma vez que foram integralmente provisionados na rubrica “provisão para contingências fiscais” (Nota 11a) até que sejam formalizadas e endereçadas todas as ações que permitam a Administração concluir sua avaliação quanto à evolução de sua compensação. b) Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. III - Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. As principais questões são: COFINS - R$ 30.024 mil: pleiteia calcular e recolher a COFINS, a partir de outubro de 2005, sobre o efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2º da Lei Complementar nº 70/91, afastando-se assim a inconstitucional ampliação da base de cálculo pretendida pelo parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98. IRPJ - Dedução da CSLL na Base de Cálculo - R$ 24.806 mil: pleiteia deduzir, para formação da base de cálculo do imposto sobre a renda, a despesa relativa ao pagamento da contribuição social sobre o lucro, no período-base de 1998 e subsequentes, afastando, por ilegal e inconstitucional, o art. 1º da Lei nº 9.316/96 que elimina a possibilidade de utilização da referida despesa. IV - Movimentação das Provisões Constituídas R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) No início do 1º semestre de 2011............................................................................... 999 20.975 83.462 Atualização monetária................................................................................................... 2.223 Constituições líquidas de reversões .............................................................................. 228 1.109 142.398 Baixas/Transferências.................................................................................................... (253) 126 (657) No final do 1º semestre de 2011 (Notas 11a e 11b) .................................................. 974 22.210 227.426 No final do 1º semestre de 2010 (Notas 11a e 11b) .................................................. 2.342 20.983 140.190 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 11) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisão para riscos fiscais (Nota 10b) ................................................................................................... Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 21c).................................................................. Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para impostos e contribuições sobre lucros ............................................................................. Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Provisão para contingências cíveis (Nota 10b) ....................................................................................... Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Provisão para contingências trabalhistas (Nota 10b) .............................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2011 227.426 11.955 71.536 49.496 360.413

Em 30 de junho - R$ mil 2010 140.190 10.842 3.539 29.497 184.068

2011 22.210 4.289 974 44 27.517

Em 30 de junho - R$ mil 2010 20.983 4.612 2.342 29 27.966

12) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social no montante de R$ 3.044.000 mil (2010 - R$ 3.044.000 mil), totalmente subscrito e integralizado, é representado por 5.009.948.649 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 1.587.079 1.306.330 Reserva Legal (1) .................................................................................................................................... 90.236 76.063 Reserva Estatutária (2)............................................................................................................................ 1.496.843 1.230.267 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos obrigatórios, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No semestre, foram provisionados dividendos no montante de R$ 1.365 mil (2010 - R$ 1.023 mil), correspondendo a R$ 0,27 (2010 - R$ 0,20) por lote de mil ações. Os pagamentos dos dividendos do exercício de 2010 serão realizados até o final do exercício de 2011 conforme Ata da Diretoria. 13) DESPESAS DE PESSOAL Refere-se a processos trabalhistas no montante de R$ 102 mil (2010 - R$ 1.006 mil). 14) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Depreciação ............................................................................................................................................ Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Serviços de terceiros............................................................................................................................... Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Totais ......................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 727 1.777 851 851 145 142 122 130 242 33 37 19 2.124 2.952

15) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Totais ......................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 12.114 6.705 1.969 1.090 43 39 14.126 7.834

16) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Reversão de provisões operacionais....................................................................................................... Atualização de depósitos judiciais........................................................................................................... JCP/Dividendos recebidos ...................................................................................................................... Créditos fiscais (Nota 10a) ...................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Totais ......................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 685 487 3.668 2.694 130 223 145.753 897 151.133 3.404

17) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Variação monetária sobre tributos........................................................................................................... Indenizações Cíveis ................................................................................................................................ Doações .................................................................................................................................................. Outras (1) ................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ (1) No 1º semestre de 2011, inclui basicamente Provisões para Riscos Fiscais (Nota 10a).

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 (6.071) (848) (1.108) (148) (2.650) (3.620) (142.591) (2.268) (152.420) (6.884)

18) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Resultado na alienação de valores e bens.............................................................................................. Receitas de aluguéis ............................................................................................................................... Reversão de provisões não operacionais................................................................................................ Provisão para desvalorização de bens e investimentos.......................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 (247) (105) 4.429 3.788 105 471 (121) 4.166 4.154

19) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador, empresas coligadas e controladas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas de operações, e estão assim representadas: Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 10 15 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 4.093.727 3.761.272 216.083 155.998 Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (3.716) (3.324) Serel Participações S.A. .................................................................. 18.269 18.171 Caetê Holdings Ltda. ....................................................................... 2.313 2.203 Marselha Holdings Ltda. .................................................................. 111 111 Outras coligadas e controladas ........................................................ 15 99 Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 3.502 2.906 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição; e A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus Administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 20) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS A Alvorada Cartões patrocina plano de benefício definido por meio da Caixa de Previdência Privada do Banco do Estado do Ceará - CABEC. Os recursos garantidores dos planos de previdência são investidos de acordo com a legislação pertinente (títulos públicos e privados, ações de companhias abertas e imóveis). 21) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 227.849 160.270 (91.139) (64.108)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. 6.430 2.991 Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (2) ..................................................................... 9.416 Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... (629) (1.657) Outros valores ......................................................................................................................................... 1.202 752 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (84.136) (52.606) (1) A alíquota da contribuição social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08. (Nota 3f); e (2) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da Contribuição Social em relação à alíquota (40%) demonstrada. b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social, devidos..................................................................................... (63.138) (39.330) Impostos diferidos Constituição/realização, no semestre, sobre adições temporárias ......................................................... (20.998) (13.276) Utilização de saldos iniciais de: Total dos impostos diferidos................................................................................................................ (20.998) (13.276) Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (84.136) (52.606) c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Em R$ mil Saldo em Saldo em 31.12.2010 Constituição Realização 30.6.2011 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 1.926 76 2.002 Provisão para contingências cíveis .................................................. 7.761 2.349 5.412 Provisão para contingências fiscais ................................................. 24.940 3.234 308 27.866 Provisão para contingências trabalhistas ......................................... 1.928 45 50 1.923 Provisão para perda de títulos e investimentos................................ 7.199 285 7.484 Provisão para desvalorização de bens imóveis................................ 11.630 481 42 12.069 Ajuste a Valor de Mercado dos títulos para negociação................... 10.247 319 323 10.243 Ágio amortizado ............................................................................... 46.933 26.131 20.802 Outros............................................................................................... 53.565 3.850 85 57.330 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias (Nota 7)..................................................................... 166.129 8.290 29.288 145.131 Obrigações fiscais diferidas (Nota 11a)............................................ 11.157 852 54 11.955 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas.. 154.972 7.438 29.234 133.176 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social. Em 30 de junho de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 2011............................................................................................................................... 22.171 13.306 35.477 2012............................................................................................................................... 30.623 18.013 48.636 2013............................................................................................................................... 20.215 11.746 31.961 2014............................................................................................................................... 7.423 4.435 11.858 2015............................................................................................................................... 7.166 4.300 11.466 2016............................................................................................................................... 3.583 2.150 5.733 Total .............................................................................................................................. 91.181 53.950 145.131 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. e) O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 135.229 mil (2010 - R$ 191.431 mil) de diferenças temporárias. f) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 11.955 mil (2010 - R$ 10.842 mil) relativas à: ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos - R$ 6.624 mil (2010 - R$ 7.091 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 5.331 mil (2010 - R$ 3.751 mil). 22) OUTRAS INFORMAÇÕES Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovados pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); e • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

A DIRETORIA Oswaldo Tadeu Fernandes – Contador – CRC 1SP271968/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Outros assuntos A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Demonstração do valor adicionado contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos Responsabilidade dos auditores independentes procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 19 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório José Cláudio Costa CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

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Rebeldes entram em Trípoli Bob Strong/Reuters

nternacional

Rebeldes passam pela cidade de Maia comemorando o avanço relativamente fácil em direção à Tripoli. Não houve nenhum sinal de grande resistência por parte das forças de segurança leais ao regime. Efe

Efe

E

Alex: repórter na hora e locais certos Reprodução

xatamente seis meses e cinco dias após o começo da revolução, em 17 de fevereiro, rebeldes líbios entraram em Trípoli, sendo recebidos com celebrações em várias partes da cidade, inclusive no ponto zero da capital, a Praça Verde, que deve ser chamada de Praça dos Mártires a partir de agora. Segundo representantes do Conselho Nacional de Transição (CNT), o filho mais novo do ditador Muamar Kadafi, Seif al-Islam, foi preso pelos rebeldes. Já o filho mais velho, Mohammed, se entregou às forças de oposição. Até o final da noite, o paradeiro de Kadafi era desconhecido. O procurador do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno-Ocampo, confirmou a prisão de Seif, que tem contra si um mandado de prisão por crimes cometidos contra a Humanidade na Líbia. "Recebi informações confidenciais segundo as quais ele foi preso", declarou MorenoOcampo à agência France Presse. A transferência de Seif para Haia, na Holanda, será discutida hoje pelo Tribunal. De acordo com os rebeldes, citados pela rede Al Jazeera, eles já controlam toda a capital, com exceção do complexo de Kadafi, em Bab al Aziziyah. Imagens da rede de TV britânica Sky News mostraram uma multi- Gianluigi Guercia/AFP dão reunida na praça, comemorando a chegada dos rebeldes (leia mais nesta página). Pouca resistência – O avanço em direção à capital foi rápido e não houve nenhum sinal de grande resistência por parte das forças de segurança leais ao regime. Nos arredores da capital, os rebeldes assumiram o controle de um quartel pertencente à brigada de Khamis, uma unidade de segurança de elite, comandada por um dos mais temidos filhos do ditador. Segundo Moussa Ibrahim, porta-voz do regime, os confrontos entre forças leais e rebeldes teriam matado mais de mil pessoas. O tiroteio começou na noite de sábado, em uma revolta coordenada que os opositores vinham preparando secretamente há meses. Momentos depois, clérigos muçulmanos, usando os altofalantes das mesquitas chamaram o povo para as ruas. "Ratos" – A TV estatal divulgou 3 curtas mensagens de áudio do ditador em menos de 24 horas. Na última fala, Kadafi faz um apelo para que partidários saiam às ruas para combater os rebeldes. Ele também chamou os opositores de "ratos". Se o líder líbio for forçado a sair do poder, haverá dúvidas quanto à capacidade da oposição de restabelecer a estabilidade nesse país exportador de petróleo. O comando das forças rebeldes tem sido abalado por disputas e rivalidades. O representante do CNT, Aref Ali Neyad, disse em entrevista coletiva em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que os rebeldes apresentaram uma solicitação oficial à Otan para usar, se necessário, os helicópteros tipo Apache nos confrontos com as forças de Kadafi. O Conselho de Segurança da ONU aprovou em março uma zona de exclusão aérea na Líbia para proteger civis e áreas povoadas por civis sob ameaça de ataque pelas forças leais ao líder líbio. (Agências)

A heroína dos rebeldes é a repórter britânica Alex Crawford, que acompanhou a entrada da "Brigada de Trípoli" na capital e transmitiu ao vivo a comemoração dos moradores, que saíram às ruas para abraçar os opositores. O ápice foi a chegada à Praça Verde, até então um dos símbolos do regime. Em alguns momentos, mal dava para escutar a voz da correspondente da rede de TV Sky News em meio a rajadas de tiros para o alto. Alex chegou a ficar entre os assuntos mais comentados do mundo no Twitter.

Acima e abaixo, comemoração em Benghazi.

"O jogo acabou", celebra manifestante na Tunísia

Casa Branca diz que Kadafi tem os dias contados O Departamento de Estado americano disse que o Muamar Kadafi deve deixar o poder se "realmente estiver preocupado com o bem-estar de seu povo". A porta-voz Victoria Nuland acrescentou que Washington está "monitorando a situação na Líbia e que autoridades dos EUA estão em estreita colaboração com os rebeldes". O governo britânico mandou um apelo ao ditador pedindo que ele renuncie e proteja o povo de mais violência. "Está claro, pelas cenas que vimos em Trípoli, que o fim de Kadafi está próximo", disse o comunicado oficial do governo. A Otan disse que irá continuar a cumprir seu mandato da ONU para proteger civis. "A transição precisa acontecer de maneira pacífica", disse o secretário-geral Anders Fogh Rasmussen. Efe

Seif al-Islam, filho e herdeiro político de Kadafi: prisão. AFP

Assad alerta contra intervenção internacional O ditador sírio Bashar Assad rejeitou as pressões internacionais para que deixe o poder e disse que os pedidos ocidentais "não têm valor", em entrevista ontem à TV estatal do país. Na última quinta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, exigiu a renúncia de Assad. O americano foi acompanhado por um comunicado conjunto de França, Alemanha e Reino Unido. A ex-aliada Turquia também declarou, na tarde de sábado, que a situação na Síria é insustentável.

Na entrevista, Bashar Assad alertou contra intervenções militares estrangeiras, afirmando que haverá "consequências" para qualquer país que interferir nos assuntos internos da Síria. As ofensivas contra os opositores continuam. No sábado, um bairro de Homs foi intensamente alvejado por metralhadoras das forças sírias. Grupos de direitos humanos e testemunhas acusam as tropas leais ao ditador de terem matado mais de 2.000 pessoas desde o início dos protestos no país. (Folhapress)


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CONCRETO ARMADO Edifício Guinle, na rua Direita, foi o primeiro a ser construído em concreto armado no País, o que o torna uma referência no Centro Histórico. Recentemente, ele passou por uma nova restauração.

idades

Nos primeiros anos do século 20, imigrantes armênios chegaram a São Paulo fugindo da perseguição turca. Aqui, se viraram como podiam para ganhar a vida e logo entraram no ramo de calçados. Em todos estes anos, as famílias se dedicaram à produção artesanal, à industrialização e ao comércio de calçados na Capital e diversas partes do Estado de São Paulo.

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Paulo Pampolin/Hype

Newton Santos/Hype

Sérgio Semerdjian: família conseguiu uma patente para a fabricação de máquinas para calçados nos EUA

História dos armênios e dos calçados caminham juntas

Edifício Guinle: prédio na rua Direita foi o primeiro construído em concreto armado em São Paulo. Hoje abriga a Mundial Calçados. Abaixo, operários dão os últimos retoques na restauração do prédio, no Centro.

Paulo Pampolin/Hype

Valdir Sanches

Reprodução

O

primeiro prédio de concreto armado de São Paulo (e do País) ainda causava admiração para quem o via, com seus sete andares, na Rua D i re i t a , n o C e n t ro Ve l h o , quando Choucri Kachvartanian chegou à cidade. Choucri era um dos imigrantes armênios que haviam escapado do massacre praticado pela Turquia, entre 1915 e 1917. O Edifício Guinle, como é batizado, foi construído nessa mesma época, de 1913 a 1916. Choucri chegou em 1928, como outros tantos de seus conterrâneos. Tratou de ganhar a vida como pudesse. A colônia acabou se dedicando à indústria de calçados. Mais tarde, passou à comercialização dos produtos. Hoje, os armênios são donos de grandes redes de lojas de calçados. Entre elas, a Mundial, Clóvis, Besni, Bigkalan, Zapata e Econômica. Dois netos de Chouri, Ricardo e Eduardo Kachvartanian, são donos de quinze lojas Mundial Calçados na Grande São Paulo e São Vicente, na Baixada Santista. A mais central fica no número 49 da Rua Direita. Exatamente no Edifício Guinle, o pioneiro em concreto armado. O prédio todo pertence aos irmãos. Eles o compraram para instalar a loja. "Gostamos dele, por ser um prédio histórico e bonito", diz Ricardo. Por estes dias, a beleza original da construção voltou à cena. O Guinle, no coração do Centro Velho, acaba de ser restaurado. Char rete – Choucri Kachvartanian acabou montando, com seu filho, Ohannes, uma pequena fábrica de calçados na Vila Guilherme. A produção era posta em uma charrete, e lá iam eles para bairros vizinhos, até mesmo à Penha, oferecer seu produto. Outro dos imigrantes armênios que tratava de ganhar o pão era Ohannes (João) Semerdjian. Descera do cargueiro francês Valdívia, em Santos, em dezembro de 1928. Naqueles primeiros tempos, vendia amendoim torrado e suco de limão pelas ruas da São Paulo. Ocorre que o imigrante era filho de um respeitável seleiro, fabricante de selas de couro para burros. Tanto que Semerdjian quer dizer filho do (ian) seleiro (semerdj). Um ano depois de sua chegada, no cômodo em que morava, começou a fabricar chinelos de lã para casa. Ele costurava e montava as peças; sua mulher, Haiganuck, costurava. Uma dúzia por dia.

calçados em SP ros no ramo de ei on pi n, ia dj Família Semer Newton Santos/Hype

Interior da loja Semer, no Brás, zona leste da Capital: história armênia

Logo, Ohannes alugou um sobrado na Rua Pajé, na região do Mercado Central. Nascia aí a Chinelos Sarkis. Em quinze anos, construía a sede própria de sua fábrica, no Brás. Sarkis era o nome de seu filho mais novo, que seguiu a vocação familiar. Em 1948, o velho imigrante aposentou-se. Sarkis, com 25 anos, assumiu com o irmão Armando a fábrica de calçados, então chamada Irmãos Semerdjian. O outro imigrante do qual falávamos, Choucri, também logo abandonou a charrete. Os negócios se expandiram, e seus três filhos montaram uma fábrica de calçados. Depois, um deles, Ohannes, comprou a parte dos irmãos. Em 1969, Ohannes abriu sua loja, no Jardim São Paulo, zona norte da Capital. Mundial – O filho Ricardo Kachvartanian, com treze anos, cuidava da loja. Era, afinal, filho (ian) de um forte

(kach) deus heróico (vartan). Uma década depois, Ricardo, em sociedade com o irmão Eduardo, comprava a Mundial, uma tradicional loja de calçados de São Miguel Paulista, na zona leste. "Naquela época não era fácil vir à cidade", diz Ricardo. "As pessoas compravam no bairro, e havia pouca concorrência no nosso ramo." De São Miguel, saíram para abrir as outras quatorze lojas e comprar o Edifício Guinle. Voltemos a família de Ohannes Semerdjian, que começou fabricando pares de chinelos. Os filhos Sarkis e Armando obtiveram, de um meio irmão de Boston, nos Estados Unidos, uma patente para a fabricação de máquinas para calçados. É isso o que conta Sérgio Semerdjian, filho de Sarkis. "Meu pai e meu tio montaram a Indústria de Máquinas Paulista para Calçados", recorda-se. "Foi a primeira do

gênero na América Latina. Ficava no Largo do Pari e funcionou durante trinta anos, de 1948 a 1978." E xp or ta ç ão – Nesse meio tempo (julho de 1968), os irm ã o s c o n s e g u i r a m o u t ro marco. Inauguraram a exportação de calçados do Brasil para os Estados Unidos. "Foram vinte mil pares de sandálias femininas, de salto baixo, com tiras coloridas." No mesmo ano, a Samello, indústria de Franca, no interior de São Paulo, exportou um milhão de calçados de couro (com o forro também desse material). E logo veio a terceira exportação, feita pela paulistana Makerli. Outro exportador foi a Arcoflex, fabricante de botas militares. Por que, afinal, os armênios deixaram a produção e passaram para o comércio? Sérgio, que se preocupa em estudar a história dos armênios calçadistas, resume os fatos. A crise de 1973 aumentou em 400% o preço do petróleo, com sérios reflexos para a economia mundial e as exportações brasileiras. Isso coincidiu com o fim do "milagre brasileiro", do regime militar, que alcançara altos índices de crescimento durante anos. Os fabricantes armênios começaram a fazer diversas parcerias com produtores do interior paulista. Os de Jaú era especializados em calçados femininos. Os de Birigui, em modelos infantis. Sérgio conta que a empresa paulistana Calçados Levon iniciou a parceria com a cidade de Jaú. "Eles indicavam modelo, fôrma, salto e pediam mil, dez mil pares." Sérgio tem uma fábrica, a Semer Indústria e Comércio de Calçados, no Brás. Nos dias de inverno, em respeito à tradição do avô, faz uma pequena produção do pioneiro chinelo de lã Sarkis, para casa.

Paulo Pampolin/Hype

Operários trabalham na restauração do Edifício Guinle

Edifício Guinle passa pela segunda restauração

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Edifício Guinle recebeu um primeiro restauro em 1997, quando os irmãos Ricardo e Eduardo Kachvartanian o compraram. Agora, diz Ricardo, foi feita uma reforma "mais pesada". O resultado está visível, desde que os andaimes foram retirados, há poucos dias. Os arquitetos Ana Lúcia Pimenta e Paulo Danilo Machado, da Companhia de Restauro, responsáveis pelo trabalho, encontraram uma situação exótica. Os elementos (como adornos) da fachada estavam pintados com esmalte sintético bege escuro. O restante, em bege claro. A fachada foi jateada com água, sob pressão adequada para não estragar os elementos. Dessa forma, retirou-se a tinta. Em seu lugar não foi aplicada outra tinta, mas um tipo de massa "que deixa respirar", como diz Ana Lúcia. Ela retém menos umidade, o que favorece a conservação. Por último, passou-se uma velatura. "Uma massa

mais líquida, para igualar as cores." O resultado é que agora a fachada é lavável. Com uso de jatos, ou pela própria chuva. Isso impede a criação de fungos. Nos gradis, adiante das portas-balcão, faltavam pequenos pedaços. Peças de ferro correspondentes foram fundidas e colocadas no lugar das que faltavam. A cor também voltou a ser a original, cinza. A loja da Mundial Calçados ocupa o térreo. O primeiro e o segundo andares são usados para estoque e o terceiro para cursos destinados a vendedores. Os quatro andares restantes estão vazios. Museu – Com suas janelas, inúmeras e altas, que proporcionam bela iluminação, esses andares formam espaços agradáveis. Mas continuarão vazios. Ricardo Kachvartanian diz que tentou criar ali um museu do calçado, mas teve muita dificuldade em construir um acervo. Mas infelizmente desistiu: "Não quero mais." (V.S.)


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13 Com esse dinheiro eu formei meu filho engenheiro na Bolívia. Carmen Cuellary, comerciante boliviana da rua Coimbra

idades

Uma rua onde boliviano não é escravo Em meio a denúncias de trabalho escravo exercido por bolivianos para confecções famosas, a rua Coimbra, no Brás, mostra uma outra realidade desses imigrantes Fotos de Paulo Pampolin/Hype

Ivan Ventura

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as últimas semanas, jornais e TVs mostraram, mais uma vez, as tristes condições de trabalho impostas a bolivianos que se submetem a uma condição de semiescravidão em confecções situadas no Brás, na região central de São Paulo. Mas nem toda a força de trabalho boliviana na cidade está atrás de uma máquina de costura. No mesmo bairro, a Rua Coimbra se transformou num movimentado centro de compras que oferece produtos e serviços exclusivos a bolivianos - inclusive o chá de coca, um produto proibido no Brasil. São mais de 20 estabelecimentos dos mais variados segmentos e que crescem na mesma proporção de bolivianos na Capital. Segundo dados da Polícia Federal divulgados no início do ano, a maior corrente migratória na América do Sul é de bolivianos com destino ao Brasil. Além disso, de acordo com dados recentes divulgados pelo consulado da Bolívia em São Paulo, existem no Brasil quase Letreiros em espanhol identificam um restaurante boliviano no Brás 350 mil bolivianos. Deste total, 75% estão em São Paulo. Uma parcela generosa desses bolivianos segue para os bairros do Pari e do Brás, onde fica a rua Coimbra. Por ali, centenas circulam, compram e utilizam os serviços oferecidos por bolivianos p a r a b o l i v i anos. Os lojistas são tímidos e têm uma postura diferente da dos brasileiros. Na rua, os coCarmen Cuellary e sua "peluqueria": renda custeia estudos dos filhos na Bolívia merciantes não sabem dizer quem foi o primeiro a se esta- via no centro de São Paulo bairro. O interior do seu estabelecer nesse endereço. No en- apresenta características pecu- belecimento não é muito difetanto, acreditam que as pri- liares que conferem um certo rente dos salões brasileiros. meiras lojas surgiram há cerca charme à região. Mas há algumas diferenças. de três anos. De lá para cá, o núNum primeiro momento, o A música é a latina, especialmero de lojas saltou de três pa- que chama a atenção nas lojas mente de artistas argentinos e ra mais de 20. Há um pouco de distribuídas por dois quartei- bolivianos. Há também um petudo: mercearia, acessórios rões da rua Coimbra é o uso queno cabeleireiro de apenas para oficinas de costura, res- corrente da língua espanhola 15 anos - uma prática proibida taurantes, peluquerias (cabelei- – principalmente nos carta- pela legislação brasileira. "Ele reiros) e até agências de via- zes. O português é um idioma é filho de uma amiga. Na Bolígem para a Bolívia. Claro, tam- secundário, restrito a poucos via, o trabalho nessa idade é bém há camelôs. seguranças e aos filhos de bo- comum", disse Carmen. Cidade Limpa -A estrutura livianos nascidos no Brasil, Estudos – Cada corte custa de alguns comércios bolivia- que estudam em escolas de R$ 8. No fim de um mês ela fanos é precária, seja no interior São Paulo. tura cerca de R$ 1.800. As ou na fachada do estabeleciPeluqueria -Um comércio crianças adoram copiar o corte mento. Há problemas com a que chama a atenção dos brasi- de cabelo do craque argentino instalação elétrica e infiltra- leiros são as peluquer ias. São Lionel Messi. "Tem dias que ções de água, entre outros. três ao todo na rua Coimbra, trabalho na Feirinha (da MaDo lado de fora, algumas lo- sendo que uma delas pertence drugada), para reforçar o meu jas colocam grandes anúncios a Carmen Cuellary, de 45 anos, orçamento. Tenho ainda alque evidenciam o desrespeito que mora no mesmo endereço guns doces e produtos boliviaa Lei Cidade Limpa. No mais, – uma realidade comum entre nos que vendo aqui e que ajuesse pequeno pedaço da Bolí- os comerciantes bolivianos do dam no orçamento. Com esse

Barbeiro de 15 anos é especialista em corte de cabelos ao estilo do jogador argentino Lionel Messi, ídolo dos pequenos bolivianos

Chá de coca: proibido no Brasil

'Chuño' e 'papas lisas': batatas

O vendedor do pão 'sarnita'

Discretos fregueses bolivianos

Loja de acessórios para costura: negócio que progrise rapidamente

dinheiro eu formei meu filho engenheiro na Bolívia e estou pagando a faculdade de medicina de minha filha, também na Bolívia", disse Carmen. Chá de coca – Ainda na peluqueria de Carmen, um produto que chama a atenção é o chá de coca. Três sachês por R$ 1. Na Bolívia, mascar as folhas ou beber o chá de coca é uma prática cultural e permitida. O mesmo

não acontece no Brasil, que proíbe sua venda. Em alguns casos, a posse do produto pode resultar na prisão por tráfico de droga. Carmen sabe disso. "Mas é algo da nossa cultura", disse ela. Carmen também vende outros produtos tipicamente bolivianos, estes legais. E não apenas ela. Na verdade, há mercearias especializadas nes-

ses produtos. Entre as crianças (e os adultos também), o preferido é o biscoito de macarrão. A matéria-prima é o macarrão tipo "pene". Ele é levado a um forno e vai para uma outra máquina, onde é transformado no biscoito tão apreciado. Culinária – Outros produtos bem bolivianos são os alimentos desidratados. O mais vendido nas mercearias da rua Coimbra é o chuño ou batata desidratada. Há outras variedades de batata, como é o caso da papa lisa. Nos quatro restaurantes da região, a papa lisa e o chuño servem de base para os mais famosos pratos da culinária boliviana. Nesses estabelecimentos, todos oferecem o c h i c h a rró n . No prato, há a carne de porco (muito parecida com o torresmo feito na hora), milho desidratado, batata e llajoa (uma espécie de pimenta). Para beber há o suco de quinúa (uma semente), que dizem ser rico em cálcio, ou ainda o refresco macochinchi, feito de pêssego desidratado, canela, açúcar e cravo-da-índia. Pães - Na rua, um dos ambulantes que despertam a curiosidade é o vendedor de pão de rua. Um deles é Ronald Valentim Flores, de 24 anos. Na cesta feita pelo pai, Flores vende a marraqueta (uma espécie de pão francês), a sarnita (pão sovado) e o pão calca (a torrada boliviana). Por cinco pães, ele cobra R$ 1. "É feito de trigo, igual ao pão brasileiro. A diferença é o formato", compara Flores. Linhas – Filho de pais bolivianos, o estudante de engenharia elétrica Jorge Mendonza, de 20 anos, é gerente da loja de linhas do pai. O segmento é um dos mais rentáveis na região, especialmente por fornecer a matéria-prima para as discutíveis oficinas de costura. Jovem, ele afirma que a rua não para de crescer e cita como exemplo o próprio comércio. "Inauguramos a loja em setembro. Na época, não tínhamos nem a metade das mercadorias que temos hoje. Em menos de um ano, dobramos a exp o s i ç ã o d e p ro d u t o s e d e clientes", disse Mendonza.

Daniel Teixeira/AE

FRIO E CHUVA

IVETE NO PALANQUE

A Ó RBITA

BENTO XVI NO RIO EM 2013

"E

stou feliz de anunciar que o próximo Dia Mundial da Juventude será realizado em 2013, no Rio de Janeiro''. O anúncio foi feito anteontem pelo papa Bento XVI no encerramento da 26ª Jornada Mundial da Juventude, em Madri (Espanha), em missa vista por 1,5 milhão de pessoas. ''Desde já, peçamos ao senhor que ajude àqueles que organizarão o evento e que facilite a viagem de jovens em todo o mundo, para que eles possam se juntar a mim naquela bela cidade do Brasil.''

A 27ª jornada, no Rio, um festival voltado para a juventude católica que atrai gente de todo o mundo, deve levar cerca de quatro milhões de fiéis à cidade. O governador do estado, Sérgio Cabral Filho, disse ontem que o Rio terá condições de receber e acomodar os peregrinos. "Nós temos, e teremos ainda mais em 2013 uma ampla capacidade hoteleira, sem falar na hospedagem solidária em igrejas e colégios." (Agências)

empresa organizadora do show da cantora Ivete Sangalo, a Atrás do Trio, informou ontem que o camarote que cedeu durante show na noite de sábado, na Arena Anhembi, havia sido vistoriado e tinha alvará para funcionamento. Parte da estrutura desabou e, das 3 mil pessoas que estavam no local, 35 ficaram feridas. A cantora publicou mensagem no Twitter: "Quero deixar o meu beijo e as minhas orações àqueles estavam em meio ao que aconteceu no camarote. Meu respeito e carinho". As apresentações no Anhembi tiveram início na tarde de sábado com show do Exaltasamba, seguido pelo grupo Inimigos da HP. A apresentação de Ivete Sangalo era a última do evento. (AE)

S

ão Paulo deve registrar baixas temperaturas e chuva até a próxima 3ª-feira, de acordo com previsão da Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais . As condições de ontem (chuva leve e 11ºC) devem se estender pelos primeiros dias desta semana, com temperaturas entre 9 e 18ºC. O sol volta a aparecer só na 4ª-feira, mas há previsão de chuvas isoladas. O dia fica mais quente, com mínima de 13º e máxima de 25º, situação que se repete gradativamente nos dias seguintes. Ontem, a sensação térmica na Capital foi de 5ºC. À esq., mulher experimente chapéu na Feira da Vila Madalena (AE)


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acsp

MILHÕES A obra, que teve início em outubro de 2007, custou R$ 113,3 milhões.

distritais

FINALIZAÇÃO O trabalho agora é na finalização da iluminação e na sinalização de solo.

Novo cartão postal do Tatuapé GIr Complexo Viário Padre Adelino, que promete desafogar o trânsito em importantes vias do bairro, começa a funcionar no domingo Fotos: Leandro Moraes/Luz

Agendas da Associação e das distritais Amanhã

I Vila Maria – Às 8h30, 8ª reunião

Viaduto estaiado: bonita de se ver, a principal obra do complexo tem 122 metros e eliminou semáforo

ordinária da Diretoria Executiva, Conselho Diretor. Rua do Imperador, 1660. I Butantã – Das 14h30 às 17h, Um dia de beleza e bem estar Natura. Rua Alvarenga, 591. I Comus – O conselheiro da ACSP José Candido Senna coordena a reunião do Comus, com lançamento do site zarpar.com. Às 17h, rua Boa Vista, 51/11º andar. I Noroeste – Às 17h, reunião do Comitê Técnico de Política Urbana. Às 19h, 6ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. R. Luis Braille, 8.

I Pinheiros – Às 19h, Programa Comércio Varejista do Estado, com Sebrae. Rua Simão Álvares, 517. I Jabaquara –Às 19h30, 7ª reunião

ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor e palestra Empreendedorismo, com Salvador Serrato, consultor do Sebrae. Av. Sta Catarina, 641. I Penha – Às 19h30, 2ª reunião extraordinária com a Associação Viva Penha e Conselho Tutelar. Tema: O papel do Conselho Tutelar e a Importância do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Av. Gabriela Mistral, 199.

Quarta

I Butantã – Às 19h30, reunião

ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Alvarenga, 591 - Butantã. I Ipiranga –Às 19h30, 9ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor, com a palestra A Segurança do cidadão por meio da prevenção primária, com o coronel PM Marcelo Afonso Prado, comandante do Policiamento de Área M-2. Rua Benjamin Jafet, 95. I Lapa – Às 19h30, 6ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Pio XI, 418. I Mooca – Às 19h30, reunião do Empreender/Núcleo Óptica. Rua Madre de Deus, 222.

André de Almeida

A

pós quase quatro anos do início das obras, será inaugurado, no próximo domingo, dia 28, o Complexo Viário Padre Adelino, intervenção urbana que promete ser o novo cartão postal do Tatuapé, na zona leste da capital paulista. A construção vai interligar os bairros do Tatuapé e da Mooca e suas alças de acesso permitirão a ligação com as avenidas Salim Farah Maluf e Radial Leste, ajudando a desafogar o tráfego intenso registrado diariamente nas duas vias. As obras do complexo viário começaram em 1º de outubro de 2007 e deveriam ter sido concluídas em março deste ano. Com valor total de R$ 113,3 milhões, incluindo as correções monetárias previstas em lei, o projeto sofreu diversas alterações ao longo do tempo. Um dos motivos para o atraso foi que a Prefeitura ainda não havia conseguido desapropriar um terreno vizinho, de três mil metros quadrados, onde foi construída uma das alças do complexo. Configuração - A principal obra do complexo foi a construção do viaduto estaiado Padre Adelino. A rua de mesmo nome é atualmente cortada pela avenida Salim Farah Maluf. Com o viaduto, de 122 metros, o semáforo no cruzamento entre as vias será eliminado, facilitando a travessia e, consequentemente, melhorando a fluidez na Salim. O complexo também abriga o novo viaduto Catinguá/Balém e viaduto Pi-

As alças de acesso ligarão as avenidas Salim Maluf e Radial Leste

res do Rio (na Radial Leste), além das alças de acesso à própria Radial e à Salim Maluf. As pistas do viaduto Pires do Rio, próximo ao Metrô Tatuapé, ganharam nove metros de largura e houve acréscimo de duas faixas de rolamento. Além disso, as estruturas do viaduto foram restauradas e readequadas para suportar um tráfego mais intenso. A opção pela construção estaiada no Padre Adelino é porque este tipo de obra interferiu menos no trânsito da Salim Maluf.

Fluidez – Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), informou que a eliminação de três semáforos trifásicos na avenida Salim Maluf, aliada às alças direcionais, fará com que a esta avenida funcione como uma via expressa, aumentando significativamente a fluidez e a segurança do tráfego na região. Ainda não há estimativas de quantos veículos utilizarão os viadutos do complexo diariamente. Nos últimos dias

antes da inauguração, a Prefeitura trabalha na finalização da iluminação e na sinalização de solo dos viadutos. Apoio - O empreendimento, apesar dos transtornos que causou na área, teve o apoio da maioria dos moradores e comerciantes da região. Para o superintendente da Distrital Tatuapé da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Antônio Sampaio Teixeira, o complexo viário, além de ser um novo marco na história do bairro da zona leste, trará benefícios para o comércio. "A obra proporcionará maior facilidade de acesso e menor tempo de percurso para o bairro, atraindo inclusive consumidores de outras regiões da cidade, que passarão a comprar mais e virão para conhecer o comércio do Tatuapé", afirma. Além do comércio de rua, o dirigente acredita que os bares e restaurantes da região, principalmente à noite, terão a sua frequência aumentada, uma vez que os constantes congestionamentos serão amenizados. Outro entusiasta do complexo viário é o coordenador de Infraestrutura do Sesc Belenzinho, Josué Cardoso. Esta unidade do Sesc, na rua Padre Adelino, será diretamente beneficiada com o viaduto estaiado. "Temos muitos sócios que moram no Tatuapé e em outros bairros da zona leste. Com o complexo, chegarão mais rápido. A possibilidade de um fácil acesso, sem congestionamentos, estimula as pessoas para a prática de atividades esportivas e culturais", conclui.

À espera de mudanças

A

Distrital Tatuapé da ACSP defende a criação da Operação Urbana Padre Adelino (Oupa) e de uma Área de Intervenção Urbana (AIU). A Oupa, segundo o engenheiro urbanista Vagner Landi, do Comitê Técnico de Política Urbana (CTPU) da distrital, seria muito importante p a ra co m p l e m e n t a r o Complexo Viário Padre Adelino com novas obras, no eixo da avenida Salim Farah Maluf até a ligação com a marginal do Tietê. Assim, a Salim Maluf se tornaria expressa desde a avenida Luis Inácio de Anhaia Melo até a marginal, com viadutos desde a Água Rasa até a avenida Celso Garcia. "Além de tornar a avenida uma via expressa, a Oupa valorizaria o seu entorno com novos atrativos imobiliários, reurbanizando-o", afirma. A AIU, um instrumento de política urbana previsto no Estatuto da Cidade, traria benefícios, segundo o engenheiro, como a requalificação da malha viária de transportes; direcionamento do trânsito e sinalização do solo; revitalização de ruas e praças; padronização de calçadas (com acessibilidade para portadores de necessidades especiais e idosos), além da reforma do mobiliário urbano. (AA)

Quinta

I Exportar – O vice-presidente da

ACSP Luiz Roberto Gonçalves participa da abertura do seminário Exportar para crescer – Novos caminhos para o mercado externo. Às 9h, Espaço Hakka, rua São Joaquim, 460, Liberdade. I Penha – Às 9h30, curso de coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. O curso acontece também amanhã, às 14h30. Av. Gabriela Mistral, 199. I Pinheiros – Às 11h30, reunião do Comitê Técnico de Política Urbana. Rua Simão Álvares, 517. I Mooca – Às 12h, almoço pelo aniversário do bairro. Buffet Millenium, rua Curupacê, 192, adesão R$ 30. I Centro – Às 18h30 , palestra Administração do Tempo, com Luiz Roberto Fava. Rua Galvão Bueno, 83. I China – O vice-presidente da ACSP Luiz Roberto Gonçalves participa do seminário do Hong Kong Trade Development Council, sobre missão que a ACSP realizará à China e Hong Kong em outubro. Às 19h, Hotel Renaissance, alameda Santos, 2233.

Sexta

I Mooca – Às 16h, aniversário do

bairro, Jogo Master Juventus X Seleção da Mooca. No Clube Juventus, rua Juventus, 690.

Sábado

I Mooca – Às 20h, festa de 87 anos

do Clube Atlético Parque da Mooca, em comemoração ao aniversário do bairro. No clube, rua Padre Raposo, 837, adesão: R$ 70 (2605-0025)

Domingo

I Mooca – Comemorações pelo

aniversário do bairro. Às 8h, VI Corrida Juventus Viva a Mooca. Largada e chegada no Juventus (rua Juventus, 690). Das 8h às 17h, encontro de veículos antigos, motocicletas e triciclos Eugênio Luciano Junior, com arrecadação de alimentos para doação. Das 10h às 12h, Cãominhada. Às 10h, Festa das Nações, com parte da renda doada para a AACD. Às 12h, homenagem do Conselho Comunitário de Segurança à Guarda Civil Metropolitana pelo 25° Aniversário de sua criação. Os eventos acontecem no Clube Escola Mooca, rua Taquari, 549. I Pinheiros – 10h, abertura da Semana da Pátria com Hasteamento da Bandeira e Desfile Cívico Militar. Praça Panamericana.


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facesp regionais

Cidade Limpa em São Bernardo Paulo Pampolin/Hype/Arquivo/DC

Empreendedores do município do ABC paulista querem adequações na Lei de Anúncios que é elaborada pela prefeitura Geriane Oliveira

S

São Bernardo, que integra a Região Metropolitana, está perto de ganhar uma lei para regulamentar a publicidade

Milton Mansilha/Luz/Arquivo/DC

Milton Mansilha/Luz/Arquivo/DC

ção e fiscalização", disse. Limpeza – Segundo o vicepresidente da Acisbec, é necessário limpar a publicidade excessiva concentrada nas regiões do chamado microcentro da cidade, eixo formado pelas avenidas Brigadeiro Faria Lima, Lucas Nogueira Garcez e Lauro Gomes, além das ruas Jurubatuba e Marechal Deodoro. "Não há problema em manter a divulgação externa legal em algumas esquinas dessas vias", observou. O tamanho da publicidade para as fachadas indicativas de imóveis também foi con-

senso: 1,5 metro quadrado para testadas com até 5 metros quadrados. Já para imóveis com até 10 metros quadrados e mais de um ponto comercial em atividade, o anúncio deverá ser equacionado pelo número de inscrições imobiliárias. Os impactos econômicos ocasionados pela futura lei também são uma preocupação do empresariado de São Bernardo discutida pelo GT. "A ideia é tomar medidas para minimizar os prejuízos e problemas, como o desemprego, já que os empregos estão em jogo". Uma das solu-

ções encontradas a contrapartida por parte do poder público. "Pode haver incentivos fiscais em benefício às adaptações da lei". Com estas definições, o grupo da Acisbec encaminhará a pauta de sugestões para a a Secretaria de Planejamento Urbano e Ação Regional de São Bernardo. A expectativa da entidade é que as solicitações sejam atendidas pela Prefeitura, que deve enviar o projeto de lei para a aprovação na Câmara Municipal ainda esta semana. "A conciliação é o melhor caminho e o diálogo é o papel da Acisbec". Entre as

Divulgação/Arquivo/DC

Empresários conheceram o projeto, formaram um grupo de trabalho e levaram suas propostas para adequação da publicidade externa. Comerciantes querem a regulamentação, mas não uma cópia da Cidade Limpa. Milton Mansilha/Luz/Arquivo/DC

ão Bernardo do Campo, no ABC paulista, já se prepara para implantar um projeto de lei semelhante à Lei Cidade Limpa, em vigor na capital paulista desde 2007 e que tinha como objetivo ordenar a publicidade externa. Na cidade, um dos sete municípios que integram a Região Metropolitana de São Paulo, os comerciantes e empresários se articulam para propor alterações à nova legislação, ainda em formulação pela Prefeitura Municipal, de maneira a atender as necessidades do comércio local. A proposta da nova legislação, já chamada pelos moradores de São Bernardo de Lei de Anúncios, foi apresentada pela Prefeitura, em julho, a aproximadamente 100 empresários da região durante encontro promovido pela Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo (Acisbec). No evento, surgiram muitas dúvidas e sugestões por parte dos comerciantes e empresários do setor de comunicação em relação à futura lei, por isso, a entidade criou um Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar sua elaboração. A lei - De acordo com informações da Acisbec, a Prefeitura de SBC propõe a proibição da prática de anúncios nos prédios da cidade, a distribuição de panfletos, jornais e similares e regulamenta a propaganda ou publicidade sonora e divulgação volante nas vias e logradouros públicos. "De modo geral é praticamente trazer a Lei Cidade Limpa para São Bernardo, que tem outra realidade", disse o vice-presidente da entidade, Valter Moura Jr., integrante do GT. Apesar de questões contrários, Moura Jr., explicou que os empreendedores da cidade, em geral, admitem a necessidade de regulamentação da publicidade no município. "Temos um problema de poluição visual, comum das grandes cidades, e, por isso, a lei de anúncios será muito bem-vinda. Mas defendemos sua adaptação à nossa realidade", afirmou. Decisões - Formado por 18 representantes dos cerca de dois mil comerciantes e empresários associados à Acisbec, o GT já se reuniu para discutir os principais pontos do texto da lei apresentado. Segundo Moura Jr., a ideia é prop o r u m a o rg a n i z a ç ã o d o s anúncios nos negócios sem radicalismo, uma vez que SBC é um grande polo comercial e industrial do ABC Paulista e do Estado de São Paulo. De acordo com a entidade, a região abrange perto de quatro polos de empresas: automotivo, moveleiro, gastronômico e de motéis, além da forte atividade imobiliária. "Hoje são mais de 35 mil estabelecimentos comerciais e empresariais de vários ramos na cidade e temos algo em torno de 1100 outdoors espalhados em diversos pontos", informou. Do total, Moura Jr. estima ele estima que mais de 30% são ilegais. "Foi consenso do grupo que devemos manter os outdoors, mas de forma regulamentada e em pontos estratégicos". Outro ponto definido pelo GT foi a manutenção dos anúncios nas fachadas dos imóveis comerciais e a panfletagem nas ruas, em contraponto à proposta da Prefeitura. "A mudança será a sua regulamenta-

Para o diretorcidadesdoABC Paulista, São executivo da entidade, JoCaetano é a A lei de anúncios sé Roberto única que implantou lei seFogaça, a será bem-vinda. nova lei é melhanteatéo Mas adaptada à mmuito pomomento. nossa realidade. Sepex – O sitiva e não VALTER MOURA JR., VICESindicato deve prejud i c a r n edas Empresas PRESIDENTE DA ACISBEC nhum setor na de Publicidade Exterior do Estaregião. "Ao contrário, a gente espera do de São Paulo (Sepex-SP), que também faz par- que a lei atenda às necessidate do grupo de trabalho da des de regulamentação exigiAcisbec, informou que exis- das pelo segmento na cidade, tem 25 empresas exibidoras gerando mais investimentos e de outdoors em São Bernardo. empregos", afirmou.


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A memória do artista O fotógrafo Peter Ross teve uma rara oportunidade: foi o primeiro a entrar no bunker do escritor William S. Burroughs (1914-1997, foto), em Nova York. Fechado desde sua morte, o bunker mantinha intocada a memória do autor, que virou álbum de fotos. http://heypeterross.com/photography/burroughs/

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Morre ex-presidente do BNDES

O

economista Antônio Barros de Castro, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), morreu ontem no Rio aos 73 anos quando a laje de sua casa, no Humaitá, na zona sul da cidade, desabou. Segundo Ana Clara Barros, filha do economista, o pai estava trabalhando no escritório à tarde. A esposa, Ana Célia, ouviu um barulho, mas não deu importância ao fato até procurar o marido e o encontrar morto. "Ele morreu trabalhando" disse Ana Clara, emocionada. Professor emérito do Instituto de Economia da Universidade

Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Barros de Castro deixou quatro filhos, Isabel, Antônia, Lavínia, Nando, e uma neta, Joana, de 4 anos. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. Ontem, a Polícia e a Defesa Civil passaram o dia na casa da rua Icatú para averiguações. Até o fechamento desta edição, as informações sobre o enterro ainda não haviam sido divulgadas pela família. O velório deve ser realizado hoje, na capela do campus da UFRJ, na Ilha do Fundão. Doutor em economia pela Unicamp, com a tese "Engenhos de Açúcar no Brasil Colonial" em 1977, Barros de Castro

Eny Miranda/Cia. da Foto-28.04.2008

Barros de Castro morreu aos 73

também foi professor e pesquisador da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), das Nações Unidas, entre 1962 e 1973.

Presidente do BNDES durante a gestão de Itamar Franco na Presidência da República, em 2007 foi convidado pelo atual presidente do banco Luciano Coutinho para assumir o cargo de assessor-sênior do BNDES para formulação de estratégias para o banco e para o governo brasileiro. Em suas linhas de pesquisa, Castro tinha especial interesse no estudo das oportunidades produtivas do País. No caso do pré-sal, defendeu que o Brasil poderia aproveitar a descoberta para impulsionar outras áreas promissoras, como aços especiais, automação, software e projetos de engenharia. (AE)

Ernesto Rodrigues/AE

HIV vira 'arma' antifurto que, como se trata de um condomínio e que ela estava fazendo no muro dela, haveria dificuldade, porque não há caracterização de um crime. A Vigilância Sanitária disse que o condomínio deveria ser notificado”, falou a síndica do condomínio, Vera Barbieri, ao G1. O Conselho Regional de Medicina não recebeu denúncia do caso, mas condenou a atitude da médica. "Qualquer atitude que uma pessoa ou médico tome para tentar ferir um paciente, ou tentar agredir um paciente, deve ser condenada", afirmou o primeirosecretário Farid Buitrago. Ele acrescentou que há risco de contaminação mesmo que as não contenham sangue com HIV. “Há o risco de infecções bacterianas, por exemplo. Por esse motivo, todo material cirúrgico deve descartado em recipientes adequados”. (Agencias)

L

Farta de ser roubada, uma médica, moradora do condomínio RK, em Sobradinho, a 22 quilômetros de Brasília, resolveu protestar. E chocou os vizinhos. Ela amarrou seringas nas grades de sua casa e pôs um cartaz (foto) no portão – "Muro com sangue HIV (o vírus da aids) positivo – não pule". Localizada pelo G1 (www.g1.globo.com), ela não quis se identificar. "A primeira vez foi um cortador de grama, secador de cabelos e máquina fotográfica. A última foi a televisão, uma tela plana", disse. A médica afirmou que pegou o material no Hospital Regional do Paranoá, onde trabalha como ortopedista. "Eu sou médica e consegui isso no hospital. Estão contaminadas." O condomínio notificou a moradora no sábado e, ontem, as seringas tinham sido retiradas. A polícia e a Vigilância Sanitária também foram procuradas, mas teriam informado que nada poderiam fazer. "A polícia explicou

IOGA NO PARQUE - Com presença da banda Prem Joshua, a líder mundial Mother Maya conduziu a meditação na sexta edição do Ioga Pela Paz, realizada ontem no Parque do Ibirapuera. O projeto, que ocorre em dez cidades, pretende reunir o maior número de pessoas possível em meditação coletiva pela paz mundial.

C IÊNCIA W EB

O DNA DA MACONHA A empresa holandesa Medicinal Genomic sequenciou o genoma da Cannabis sativa, a maconha. O objetivo é descobrir mais sobre o uso medicinal da planta.

A RTE

www.medicinalgenomics.com

E M

Da gaveta da cozinha A artista Laura Ann Jacobs transformou os garfos da gaveta de sua cozinha em esculturas provocadoras. Lady Gaga virou fã. www.laurasaura.com

C A R T A Z

VISUAIS Exposição wall-eyed traz pintura, fotografia, instalação e vídeo criados por Melanie Smith. Galeria Nara Roesler. Av. Europa, 655, tel.: 3063-2344. Grátis.

Cego é acusado de baixar pornô na net O estúdio californiano Imperial Enterprises decidiu processar 3.500 voyeurs que baixaram ilegalmente algumas de suas produções pornô. Um dos acusados, porém, clamou inocência - e apresentou um argumento inquebrantável: cego, para quê piratearia filmes que não poderia ver? O cego vive com a mulher e duas filhas de 4 e 6 anos. O que aconteceu, como se descobriu com uma rápida investigação, é que o WiFi que o cego usa para se plugar na net não tinha senha, aberto a todos. E alguém se aproveitou da porta aberta. Para a Imperial Enterprises, porém, a explicação não alterou os planos de manter o processo. O "id" do pirata é o do computador do cego, que será cobrado por todos os vídeos baixados. E aí surge mais um problema: ele não tem dinheiro.


e CAIXA 1

AGENDA

conomia

O seu consultor financeiro

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Quinta-feira

Quinta-feira

Sexta-feira

A FGV divulga as sondagens do consumidor do mês de agosto

Sai a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE de julho

O BC e o Tesouro anunciam as contas do governo central de julho

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Preços lá embaixo. Como escolher o que comprar? Recente queda da bolsa deixou muito baixos os preços de ações de empresas sólidas. Veja como as corretoras identificam as pechinchas da vez.

XP Investimentos Geral I Vale ON

Fundo do poço

S

Limites para perdas

Para o assessor sênior da BB Investimentos Hamilton Moreira Alves, cada um tem – e deve respeitar – seu limite de perdas na renda variável. "Os investidores devem considerar os fundamentos das empresas, o prazo do investimento e os limites de ganhos e perdas para escolher os papéis. Neste momento, recomendamos os de maior liquidez e peso no Ibovespa, de empresas sólidas, que estão sendo negociados abaixo do seu valor patrimonial. Outro ponto importante é variar a carteira, com papéis arrojados e conservadores", afirma Alves. Ainda assim surge a dúvida: que papéis têm potencial de recuperação e em quanto tempo? Apesar do cenário nebuloso, as corretoras já recomendam carteiras aos clientes, mas quem quer escolher a própria

pechincha na bolsa pode lançar mão de cálculos como o P/L (preço da ação dividido pelo lucro líquido da ação) e do P/VPA (preço da ação dividido pelo valor do patrimônio líquido da empresa e pelo número total de ações). Segundo Alves, P/VPA é a fórmula mais usada para se avaliar quanto o preço de uma ação está abaixo de seu valor patrimonial (indicador rela-

cionado à qualidade operacional de uma empresa) – em outras palavras, para saber se é uma pechincha. "Desse cálculo se obtém um índice que mostra como o mercado está julgando a companhia e se está refletindo um preço justo ou não", explica o gestor da mesa de operações da MBK Vermont Investimentos Ricardo Medici. "Se o resultado para uma empresa sadia ficar abaixo de 1, o mer-

Estratégias para evitar prejuízos

O

funcionár io público Rafael Car valho Santana, de 28 anos, investe na bolsa de valores há quatro anos, tempo suficiente para ter aprendido como agir no vaivém dos índices. Na formação da carteira, Santana leva em consideração os fundamentos das empresas, seus níveis de governança, suas dívidas sobre o patrimônio, lucros, porcentagem de dividendos e preço atrativo. Quando o mercado cai, ele não mexe na carteira de ações e espera a calmaria voltar. Mas diz ganhar com operações no mercado futuro de derivativos de commodities, como o café e o boi. "Nessa operação eu entrei vendido para comprar a um preço menor e consegui. É especular o

preço futuro a que o boi e o café podem chegar", diz. Santana conta que nesse tipo de operação é preciso ter margem financeira para operar e tempo para acompanhar o mercado o tempo todo. A estratégia do investidor no mercado de ações à vista é apostar no aluguel. "Se tenho ações da Vale, não importa que seu preço caia 10% ou 15%. Eu posso alugar o papel e receber um valor fixo por mês", afirma. Em outra situação, o servidor diz que faz um tipo diferente de operação com ações líquidas como as da Vale e Petrobrás, na qual ele aluga por R$ 1 mil e devolve por R$ 1 mil. Nesse período, ele vende as ações ao mercado por R$ 24 e compra por R$ 20. "Há um risco de não conseguir comprar por menos, porque ela pode subir", afirma. (RT)

Para Alves, da BB Investimentos, o olhar de um investidor considerado arrojado iria além. "Ele compraria os papéis que mais caíram na crise, a partir de um determinado período, para ver o quanto valiam e qual foi o 'fundo do poço'. Essa é uma forma mais mercadológica e sem fundamento de se escolher. E acontece com papéis da construção civil, que caem e sobem muito rapidamente por estarem nas mãos de muitos estrangeiros", observa. Outra conta que pode ser feita para se descobrir se uma ação é uma pechincha, diz o gerente comercial da Ágora Corretora de Valores, Hélio Pio, é a de P/L. Existem duas formas para o cálculo. Na primeira, divide-se o preço da ação pelo lucro líquido do papel. Outra maneira, que chega ao mesmo resultado, é multiplicar o preço da ação pela quantidade total delas no mercado e dividir pelo lucro líquido da empresa. Quanto menor o resultado mais atrativa será a empresa. O resultado do P/L permite ao investidor ter uma noção de quanto tempo levará para ter retorno. Um P/L de 5,8 significa que demorará 5,8 anos para que o papel dê retorno, por exemplo. O ideal é que esse número seja menor do que oito. Segundo Medici, alguns dos grandes bancos apresentam P/L positivo, motivo pelo qual suas ações têm sido recomendadas pelas corretoras. "Mas o cálculo do P/L de uma ação não diz nada. É preciso compará-la com as de outras empresas do mesmo setor", diz.

avalia, lembrando que fatores macroeconômicos locais também devem ser considerados. De acordo com o analista da XP, é preciso ter clareza para ver o que tem fundamento na economia brasileira. É preciso entrar no detalhe, no aprofundamento da informação e contar com a ajuda de um especialista da corretora para detectar os setores que podem se recuperar rapidamente. "Por mais que exista cenário de crise internacional, achamos que os setores de mineração e de açúcar e álcool oferecem oportunidades, principalmente nos papéis de Vale, MMX, Cosan e Gerdau. Gostamos muito do mercado interno, de papéis de empresas de varejo e consumo", comenta. Além disso, a corretora recomenda a carteira de dividendos, que é mais defensiva, com empresas do setor de energia e telefonia.

I Itaúsa PN I Ambev PN I Ultrapar ON I Randon

Participações PN

Dividendos I AES Tietê S/A PN I Eternit ON I Grendene ON I Transmissão Paulista PN I Eletropaulo PN

Ágora Geral I Anhanguera Educacional ON I Banco do Brasil ON I Cemig PN I Cetip S/A ON I Cielo ON

Dividendos I Tractebel Energia ON I Light ON I Cemig PN I Telesp PN

Médio e longo prazos

I AES Tietê S/A PN

Pio, gerente comercial da Ágora Corretora de Valores, diz que é preciso estudar bem o cenário econômico nacional ou internacional no qual as empresas e respectivos setores estão inseridos. "Para saber se a ação terá preço atrativo no futuro é preciso olhar esse cenário e os fundamentos da empresa a médio e longo prazos. Uma forma é olhar o preço-alvo da ação", diz Pio. Segundo os analistas, é praticamente impossível saber qual é o fundo do poço de um papel, ou seja, se aquela ação já chegou à sua queda máxima ou se pode cair mais em razão do cenário incerto da eco-

*cinco ações selecionadas em cada carteira recomendada Fonte: Bovespa e corretoras

nomia mundial, com as crises nos EUA e na Europa. Por isso, a recomendação para quem entra agora é ter um horizonte de tempo de longo prazo – acima de um ano, no mínimo. Além disso, deve-se fazer as compras aos poucos, s e m p re e m d i a s d e b a i x a . "Quem tem R$ 50 mil pode comprar R$ 15 mil em ações em um dia de baixa e esperar para fazer novas aquisições no outro mês, quando baixar de novo", recomenda Oltramari, da XP.

SECRETARIA DA SAÚDE COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE SUL EXTRATO DE EDITAL REPUBLICAÇÃO DE EDITAL DE PREGÃO nº 020/2011-CRS/SUL PROCESSO ADMINISTRATIVO nº 2011-0.105.250-0 MODALIDADE: PREGÃO PRESENCIAL OBJETO: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE AUXILIAR DE ALMOXARIFADO, nos Setores de Almoxarifado da Regional de Saúde Sul e Almoxarifado da Reprografia da Regional de Saúde Sul. TIPO: MENOR PREÇO GLOBAL MENSAL ENTREGA DAS PROPOSTAS: 02/09/2011, às 14:00 horas ABERTURA DOS ENVELOPES: 02/09/2011, às 14:30 horas LOCAL: Rua Fernandes Moreira, nº 1.470 - térreo - auditório - Chácara Santo Antonio - São Paulo - SP.

DC

cado está operando com um preço não justo", acrescenta. A tendência dos papéis com índice abaixo de 1 é de recuperação do preço de acordo com seu valor patrimonial, no médio e longo prazos. Medici diz que bons exemplos de pechinchas, hoje (o cenário sempre pode mudar), segundo esse cálculo, seriam os papéis preferenciais da Brasil Telecom, com P/VPA de 0,5.

REJANE TAMOTO

e a bolsa caiu em um determinado dia, este é o momento adequado para comprar ações, certo? Nem sempre. A recomendação é uma das mais comuns entre os especialistas em finanças, mas aceitá-la exige sangue-frio do investidor, que se expõe muito à possibilidade de perdas. Para saber se o dia é de ir às compras, o aplicador deve saber fazer contas e avaliar as condições de um cenário bem complexo, que envolve o comportamento das bolsas de Nova York e da Europa, além da situação das empresas cujas ações são negociadas na BM&FBovespa. Dá trabalho, mas com algum cuidado e atenção, é possível lucrar nesses tempos difíceis. As recentes incertezas geradas no mercado pelas crises nos EUA e em países da Europa devem continuar. Na semana passada, por exemplo, a bolsa teve pregões marcados por altas e baixas e fechou o período com queda de 1,92%.

Carteiras recomendadas para agosto*

os de e inte Requ

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Análise em contexto Na opinião do analista-chefe da XP Investimentos, Rossano Oltramari, o cálculo do P/L não deve ser feito de forma isolada porque pode causar distorções. "O P/L da ação ordinária da BM&FBovespa está próximo ao da época da crise de 2008, mas desta vez a bolsa, que é uma empresa, está em uma situação diferente. Naquele período, o Ibovespa chegou a recuar para 30 mil pontos e, agora, está perto de 50 mil. Quero dizer que a análise dos múltiplos é importante, mas não pode ser determinante",

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18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011


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conomia

CAIXA 1 O seu consultor financeiro

Você é ANALÓGICO

Lápis, caderno, calculadoras planilhas, softwares... quanto se trata de controlar o orçamento, importante é escolher a ferramenta mais eficaz.

Para não me perder, anoto todos os gastos em um bloquinho que sempre carrego na bolsa. ELIS REGINA FERREIRA, ADVOGADA

NEIDE MARTINGO

M

uitos ainda se atrapalham na administração do orçamento doméstico, mas não há dúvidas sobre a necessidade de se saber exatamente quais são as receitas e despesas todos os meses. E não faltam ferramentas para esse trabalho. Escolher a melhor forma de controlar o dinheiro pode parecer uma questão secundária quando se está com a conta no vermelho ou é preciso economizar para comprar um carro, por exemplo. Entretanto, isso ajuda as pessoas a alcançarem seus objetivos financeiros. Alguns recorrem à tecnologia, usando planilhas de Excel ou softwares criados para gestão de finanças pessoais; outros, mais tradicionais, não abrem mão do lápis e do papel (às vezes também não dispensam uma calculadora simples) – sem eles, estariam perdidos. Quando o webdesigner e universitário Ítalo Mariano de Jesus Santa Rita, de 26 anos, diz que resolve tudo com o computador não está exagerando. As agendas de telefones e de compromissos e o controle das despesas e receitas dele estão sempre ao alcance de um clique. "A programação de pagamentos futuros, as parcelas a vencer de uma compra no cartão de crédito, os dias em que vou receber dinheiro... está tudo registrado no computador", afirma. Na tela, ele tem até o acompanhamento do trabalho voluntário que faz nos fins de semana.

Fotos: Leandro Moraes/LUZ

ou DIGITAL?

Programação de pagamentos futuros, os dias em que vou receber... está tudo registrado no computador.

E-mails e backup

E Santa Rita também usa outros artifícios tecnológicos na administração de sua vida financeira. "Quando estou no trabalho, costumo mandar mensagens para mim mesmo por e-mail quando não quero correr o risco de esquecer alguma coisa importante que tenho para resolver mais tarde", afirma. "Acho que é uma boa estratégia. Quando chego em casa, coloco tudo em ordem, na planilha do meu computador. Mas não descarto os e-mails – eles servem de backup", ressalta o webdesigner. Santa Rita aprendeu cedo a se acostumar com a tecnologia – ganhou o primeiro computador há dez anos, ainda adolescente. Agora ele tem o hábito de escrever diretamente no laptop o conteúdo das aulas que tem na faculdade. "Assim é bem mais fácil. Mando os textos para o meu e-mail e depois organizo o conteúdo. Tenho tudo dividido em tópicos, tabelas e planilhas. E, claro, sempre faço backup", diz. "Dinossauro virtual"

Há quem faça exatamente o oposto de Santa Rita quando o assunto é planejar o orçamento. É o caso da advogada Elis Regina Ferreira, que se intitula, com orgulho, de "dinossauro virtual". Ela mal usa o netbook, normalmente só para trabalhar com os processos dos clientes e para checar as mensagens, duas vezes por dia. Elis

ÍTALO SANTA RITA, WEBDESIGNER

é adepta da antiga dupla lápiscaderneta. "Para não me perder, anoto todos os gastos em um bloquinho que sempre carrego na bolsa – até mesmo o que pago pelo cafezinho." Quando chega em casa, ela costuma passar tudo a limpo numa agenda do ano, separada especialmente para os registros as entradas e saídas. "Acho que as pessoas não se deram conta de que a tecnologia pode atrofiar o cérebro, mesmo no caso de quem usa pouco. Antigamente era fácil fazer contas de cabeça e eu tinha vários números de telefone na memória. Hoje preciso do celular para fazer ambas as coisas", diz a advogada. "Não gosto de tecnologia e não pretendo aprender – nem para controlar meu orçamento." O melhor para cada um Santa Rita e Elis representam dois extremos, mas cada um, à sua maneira, procura deixar a quantidade de gastos

sempre abaixo do total de receitas mensais. Ou seja, a noção de controle existe, não importa que ferramenta seja usada. De acordo com especialistas em finanças pessoais, não existem formas certas ou erradas – há sim as melhores saídas para cada estilo. A coordenadora da Fundação Instituto de Administração (FIA), Ana Cristina Limongi-França, diz que a tecnologia ajuda. Afinal, antigamente, as famílias tinham que pagar perto de cinco contas por mês – compromissos que se multiplicaram nas últimas décadas. Mas nada deve ser obrigatório. "Cada pessoa precisa encontrar a sua maneira de colocar a casa em ordem e descobrir se é digital ou analógica. Ao desenvolver a própria estratégia, cada consumidor gastará menos tempo registrando os gastos e as receitas. O processo ganha praticidade com a identificação", destaca Ana Cristina. Quem não consegue usar as facilidades tecnológicas para

organizar as finanças não tem motivo para ficar chateado. O importante é que o método escolhido seja eficaz. Porém, o professor do programa de gestão e administração do tempo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) José Eduardo Amato Balian faz uma observação: a maneira de contabilizar receitas e despe-

sas deve ser respeitada. De qualquer forma, ele afirma que os recursos tecnológicos disponíveis ajudam as pessoas a fazer análises sobre os hábitos que precisam ser modificados ou reforçados. "Com o Excel ou softwares específicos, é possível acompanhar mais facilmente a evolução dos números. Se alguém pas-

sou a gastar muito com alimentação fora de casa em um período de três meses, por exemplo, fica fácil perceber e decidir tomar providências", afirma Balian. São recursos que colaboram, sem dúvida. Mas quem ainda prefere o lápis pode contar com sua intuição para perceber se há algo errado. Cada um à sua maneira.


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Depois que comecei a trabalhar, tornei-me mais comunicativo e interessado. Pedro Henrique Aguiar Silva, aprendiz

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Aprendizes da vida profissional Emprego de jovens estagiários tem vantagens legais para a empresa e proporciona mais disposição à equipe. Contratação cresceu 43% no CIEE. Neide Martingo

os aspirantes a uma vaga e as empresas. A contratação de aprendizes por meio do pros e m p r e s a s q u e grama do CIEE cresceu 43% no contratam apren- primeiro semestre de 2011, em dizes – estudantes relação a igual período do ano d e n í v e l m é d i o , passado, passando de 19.060 técnico ou superior entre 14 e para 27.307. E a expectativa é 24 anos – podem usufruir de de que até o final do ano o núvárias vantagens, garantidas mero chegue a 35 mil. Ocupações – As opções ofepela legislação. Entre elas, alíquota menor de fundo de ga- recidas aos candidatos são rantia desses funcionários – práticas bancárias, auxiliar de produção (indústria), coque diminui de 8% para 2%. As empresas que são registra- mércio e varejo, logística, ocudas no Simples não têm acrésci- pações administrativas, gestão pública, mo na contriturismo e aubuição previxiliar de alidenciária, são mentos. Até o d is pe ns ad as Há um maior final do ano, do aviso préentendimento do haverá uma vio remuneranovidade: do e da multa programa. É conser vação, rescisória. possível moldar limpeza e susAlém disso, teesses jovens à te ntab ilid ade rão na equipe cultura da ambiental. O pessoas que companhia. conteúdo peconseguiram a dagógico é oportunidade SYLVANA ROCHA, DO CIEE desenvolvido d o p r i m e i ro p e l a F u n d aemprego e estarão prontas a trabalhar com ção Roberto Marinho. As empresas parceiras do CIEE paralegria e disposição. "Há um maior entendimen- ticipam com o investimento to por parte dos empresários financeiro. "Os jovens gasobre o propósito do progra- nham um salário-mínimo por ma. É possível moldar esses jo- mês e têm direito a benefícios, vens à cultura da companhia", como vale transporte", afirma afirma a gerente nacional do Sylvana. A lei obriga as emPrograma Aprendiz Legal do presas de médio e grande porCentro de Integração Empre- tes a contratar aprendizes em sa-Escola (CIEE), Sylvana Ro- cotas que correspondem encha. O CIEE, que foi fundado tre 5% e 15% do quadro de emem 1964, é uma das mais tradi- pregados qualificados. "O formato das aulas no cionais entidades brasileiras CIEE é diferente das escolas que atuam nesse área. Os números comprovam tradicionais. No início, os joque o projeto faz sucesso entre vens estranham. Mas depois,

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A instrutora Tatiane de Oliveira Moura e alunos do CIEE. As aulas são diferentes das de uma escola e exigem mais participação.

se soltam", disse a instrutora de aprendizagem Tatiane de Oliveira Moura. "O conteúdo é diversificado. Os alunos são

convidados a debater e explicar o que leram e ouviram. Isso faz com que eles fiquem mais confiantes e interessados."

Vocação descoberta na prática funcional sorriso da aprendiz Vanessa Silva Cortez, na de 19 anos, se destaca A sala de aula do CIEE. estudante é bem comunicativa e procura levar isso em conta na . hora de definir a carreira no i "Já trabalhe atendimento do balcão de um supermercado. Mas há cinco meses, quando me inscrevi no de CIEE e consegui a vaga na a tiv tra auxiliar adminis a AMA, descobri que minh na r lha ba vocação é tra área de administração com o público", disse Vanessa. As aulas no CIEE e o dia em a dia na AMA dão à jov de ida aprendiz a oportun r de se desenvolve profissionalmente, de segundo relatou, além

O

"ser um preparatório para o mercado de , trabalho". No momento um a nh Vanessa ga s, salário-mínimo por mê les va s ao o eit dir e tem refeição, transporte e alimentação. (NM)

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O

desemprego levou o jovem aprendiz Pedro Henrique Aguiar Silva, de 19 anos, a procurar uma vaga no CIEE. Ele trabalhou como auxiliar de manutenção na Eletropaulo e chegou a pensar em estudar engenharia elétrica. Mas a vaga que conseguiu, por meio do CIEE, de auxiliar administrativo na Assistência Médica Ambulatorial (AMA) da Prefeitura de São Paulo, em fevereiro deste ano, mudou a sua vida. "Descobri, ao trabalhar, que estava na área errada. Apesar de ter o curso técnico de eletricista, irei me empenhar para seguir a carreira administrativa. No futuro, quero me dedicar à área de Recursos Humanos", disse. Um dia por semana o garoto participa das aulas no CIEE, no Centro de São

OBRIGAÇÃO DA RETIRADA DO PRÓ-LABORE Existe alguma lei que obriga o empresário possuir retirada pró-labore? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. FORNECIMENTO DE MERCADORIAS PARA ÓRGÃO PÚBLICO Fornecimento de mercadorias para órgão público estadual por empresa do Simples Nacional? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. REACONDICIONAMENTO DE PRODUTO Empresa que adquire mercadorias no atacado e coloca outra embalagem de cunho comercial é considerada contribuinte do IPI? Como emitir a Nota Fiscal? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. REAJUSTAMENTODEPREÇO–PROCEDIMENTOEALÍQUOTAAPLICÁVEL Ocorrendo o reajuste de preço da mercadoria fornecida por estabelecimento industrial,há incidência do IPI? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. GIA – PROCEDIMENTO PARA RETIFICAÇÃO Qual o procedimento a ser adotado para apresentação de GIA retificadora? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. ORIENTADOR GERENCIAL® AcolunaAgendadoEmpresário®éleituraobrigatóriadoAdministrador, Advogado, Contador e RH, para a orientação do dia a dia empresarial. Acesse a íntegra das informações:[www.agenda-empresario.com.br].

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Trabalho revela paixão por Recursos Humanos

EXISTE LIMITE DE FUNCIONÁRIOS PARA EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL? QUAL A BASE LEGAL? Inexiste previsão legal de limite para contratação de empregados nas empresas optantes do simples Nacional. Dessa forma, como não existe regulamentação entendemos que a empresa poderá contratar sem limites.

A

Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também oferece oportunidades aos jovens que querem ingressar no mercado de trabalho. O projeto Degrau, criado pela ACSP, nasceu em março de 2002. Ele possibilita que adolescentes com idades entre 14 e 24 anos consigam a oportunidade do primeiro emprego, com todas as garantias trabalhistas. Todo ano, aproximadamente 40 pessoas participam do projeto. A escolha dos candidatos é feita por intermédio do Centro Paula Souza, que reúne as escolas técnicas públicas de São Paulo. "O tempo do contrato é de dois anos. Depois disso, os aprendizes podem ou não ser contratados. Se o estudante sair da escola, o acordo é cancelado", diz a chefe do departamento de responsabilidade social da ACSP, Regina Santana. "É um estímulo ao aluno, que ganha um salário-mínimo por mês". Segundo ela, o diferencial é que os aprendizes passam por testes vocacionais, recebem informações sobre doenças sexualmente transmissíveis e conhecem a rotina de uma empresa. "A possibilidade de se desenvolver profissionalmente é muito importante para os jovens que participam do Degrau", afirma Regina. (NM)

Vanessa: novos rumos.

SEGUNDA-FEIRA, 22 DE AGOSTO DE 2011

FUNCIONÁRIO ESTÁ FORÇANDO A DEMISSÃO,NÃO BATE O CARTÃO DEPONTO,CHEGAATRASADOTODOSOSDIAS.EMPRESADESEJADAR ADVERTÊNCIA, QUAL O ARTIGO DA CLT QUE PODE ENQUADRÁ-LO? Informamos que poderá a empresa caracterizar a desídia no desempenho das respectivas funções ou ato de indisciplina ou insubordinação. Base Legal – Art.482,“e”e“h”da CLT.

O Degrau, da ACSP, atende 40 jovens.

Novas oportunidades

A

lguns jovens aprendizes são contratados no final da experiência. A ascensão da assistente financeira Nathalie Corrêa, de 24 anos, foi rápida na Trust Consultores e Comercial. Nathalie chegou na empresa por intermédio do projeto jovem aprendiz do CIEE. Começou a trabalhar como auxiliar administrativa, com contrato de dois anos. Mas a Trust decidiu efetivar Nathalie. O salário dela passou de R$ 540 para os atuais R$ 709. "Eu esperei dois anos para ser chamada, mas valeu a pena". (NM)

Patrícia Cruz/LUZ

Nathalie: contratada na firma.

Patrícia Cruz/LUZ

Escolha certa

Q Pedro Henrique: mudança.

Paulo. É a ocasião em que ele e os colegas trocam dúvidas e ideias. "Depois que comecei a trabalhar na AMA, eu mudei para melhor. Tornei-me mais comunicativo e interessado. Até minha família notou a diferença", afirmou o jovem aprendiz. (NM)

uando a estudante Daiane Fernanda Nascimento de Macedo, de 20 anos, começou na Trust Consultores e Comercial tinha vergonha até de falar ao telefone. "Eu era muito inexperiente", afirmou. Entre as funções de Daiane hoje, está a de recepcionista. "A experiência prática e teórica foi determinante para a escolha da profissão. Estou cursando faculdade de Fotografia." Apesar de serem áreas diferentes, Daiane disse que o dia a dia na Trust ajudou no seu desenvolvimento. "As atividades me fizeram gostar

Daiane: teoria e prática.

mais de leitura e ver novas opções. Fico tão entusiasmada que, em casa, atendo as chamadas falando o nome da empresa." (NM)


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ECONOMIA/LEGAIS - 21 O modelo brasileiro é desenhado para desenvolver um ambiente propício ao germe da corrupção Paulo Resende, professor da Fundação Dom Cabral

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Danilo Verpa/Folhapress

Aditivos nos contratos alimentam a corrupção

O

Em Goianinha (RN), exército trabalha em parceria com Dnit para resolver problemas na BR 101, uma das mais perigosas rodovias brasileiras.

Brasil, um campeão em alterar projetos e custos.

crescimento indiscriminado do número de aditivos em obras públicas pode criar um ambiente adequado à disseminação da corrupção. São tantas mudanças que fica difícil controlar tudo. Até porque as equipes de fiscalização são reduzidas e, na maioria das vezes, dão prioridade a grandes contratos. Pequenas obras nem sempre recebem a atenção necessária. O presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), Luciano Amadio Filho, conta que há empresas que se valem dos aditivos para dar lances ousados numa licitação. "Lá na frente, eles sabem que poderão recuperar os valores argumentando que o tipo de solo exigirá uma fundação diferente (e mais

cara) daquela prevista no projeto, ou outra justificativa." É nesse momento que o País precisa dispor de uma fiscalização técnica eficiente para detectar se os argumentos procedem ou não, afirma Amadio. Na prática, a fiscalização não tem sido suficiente para coibir ações dessa natureza, afirmam especialistas. "Hoje, o modelo brasileiro é desenhado para desenvolver um ambiente propício ao germe da corrupção", observa o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. Para ele, esse aumento de aditivos cria um círculo de justificativas técnicas em que qualquer coisa dá certo. "Você pode colocar a culpa no rio, no solo, no material importado, na montanha etc."

Em dois anos, Dnit realizou 3 mil modificações em 2,2 mil projetos. Com isso, a sociedade sofre e paga. de Transportes (Dnit) publi- contratos encerrados. cou quase 3 mil aditivos para Apesar de a média ficar na modificar condições de servi- casa de uma mudança por ços e obras contratadas. Na contrato, há alguns que têm 11 média, todos os contratos pas- aditivos. Até obras corriqueisaram por algum tipo de mu- ras, como a manutenção de dança duranuma estrada te a vigência ou a constru( 1 , 4 a l t e r ação de uma ção). Em 2008, passarela, que f o i 1 , 8 1 m udeveriam ser dança; em tarefa simples 2009, 1,48; e para o Dnit, por cento é o índice em 2010, 0,67. passam por permitido por lei para A redução uma série de do número de mudanças no a elevação de valores aditivos nos decorrer do dos contratos já dois últimos contrato. Na anos deve-se BR-282, em licitados para a ao fato de a Santa Catarirealização de obras maioria das na, por exemestruturais no País obras e serviplo, a recupeços ainda estar ração da pista em execução. exigiu seis Até o fim do contrato, a média aditivos, que prorrogaram o tende a alcançar (e ultrapas- prazo em um ano e elevaram o sar) nível semelhante ao de valor dos serviços em 72%. 2008, que tem boa parte dos Um outro caso é a amplia-

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ção de uma ponte na BR-101, no Espírito Santo. O prazo da obra foi alterado quatro vezes, atrasando em mais de um ano a conclusão. O valor do projeto subiu 24,5% – de acordo com a lei, os preços podem ser aumentados em até 25% por meio de aditivos. Os exemplos de alterações em projetos podem ser conferidos no Diário Oficial da União. Também podem ser verificados na análise dos empreendimentos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Quase toda a extensão da BR-101, no Nordeste, uma das principais obras do programa, foi submetida a mudanças. Na Paraíba, o cronograma previa o término das obras em 2009, mas até agora ainda há trechos em construção. O Tribunal de Contas da União (TCU) levantou uma série de práticas com indícios de irregularidades. (AE)

Deficiência e paralisação U m dos efeitos colaterais da deficiência de planejamento do Estado é a paralisação das obras pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com o secretário André Mendes, da Secretaria de Fiscalização de Obras e Patrimônio da União (Secob-1), os aditivos nos contratos, na maioria, são feitos por causa da má qualidade dos projetos, que dá margens a operações duvidosas. Na hora da execução da obra, o construtor se depara com uma série de problemas que poderiam ser previstos anteriormente, diz Mendes. "Às vezes, argumentam que nem os 25% de aumento permitidos por lei são suficientes para concluir o projeto." Na BR-101, na Paraíba, o TCU levantou uma série de práticas com indícios de irregularidades. Uma delas era a diferença de preços entre a proposta da licitação e o que estava sendo cobrado. De acordo com o relatório do PAC, o preço da obra subiu 42% desde o início da construção. Pelas contas do Dnit, o aumento foi de 14%. Hoje, o último trecho está sob responsabilidade do Batalhão do Exército, que

OAS Engenharia g e Participações p ç S.A.

CNPJ/MF nº 14.811.848/0001-05 - NIRE nº 35.3.0038001-1 Sociedade Anônima de Capital p Fechado Ata de Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas com Reforma e Consolidação do Estatuto Social 1. Data, Hora e Local: aos 25 dias do mês de maio de 2011, às 10:00 horas, na sede social da OAS Engenharia e Participações S.A., sociedade anônima de capital fechado com Sede na Avenida Angélica, nºs 2.330/2.346/2.364, 9º andar, sala 904, Consolação, CEP 01228-200, na Cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo, que é seu Foro, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo - JUCESP, sob o NIRE nº 35.3.0038001-1, por despacho de 31 de maio de 2010, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 14.811.848/0001-05 (“Companhia”). 2. Presença: acionistas representando 100% (cem por cento) do capital votante da Companhia, conforme se verifica pelas assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. 3. Convocação: dispensada na forma do artigo 124, parágrafo 4º, da Lei nº 6.404/76 (“LSA”). 4. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente) e José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário). 5. Ordem do Dia: (i) abertura de filial no Estado de Alagoas; (ii) abertura de filial no Estado do Rio Grande do Sul; e (iii) reforma e consolidação do Estatuto Social da Companhia, em virtude da abertura das filiais. 6. Deliberações: instalada a Assembleia, foram tomadas as seguintes deliberações, aprovadas pelos acionistas detentores de 100% (cem por cento) do capital social da Companhia sem quaisquer ressalvas: (i) Abertura de Filial no Estado de Alagoas - Abrir uma filial na Cidade de Maceió, Estado de Alagoas, com endereço na Avenida Doutor Antônio Gouveia, nº 61, sala 704, Edifício Ocean Tower, Bairro Pajuçara, CEP: 57030-170. (ii) Abertura de Filial no Estado do Rio Grande do Sul - Abrir uma filial na Cidade de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, com endereço na Avenida Rocco Aloise, nº 8, pavimento 6, sala 702, Bairro Sarandi, CEP: 91110-390. (iii) Reforma e Consolidação do Estatuto Social - Reformar e consolidar o Estatuto Social da Companhia, o qual encontra-se na arquivado JUCESP e na sede da Companhia, de forma a refletir a deliberação tomada no item acima. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a sessão foi suspensa para lavratura da presente ata, que foi lida, aprovada e assinada por todos, dela se tirando cópias autênticas para os fins legais. Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente); José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário); Acionistas: CMP Participações Ltda., p/Cesar de Araújo Mata Pires; e LP Participações e Engenharia Ltda., p/José Adelmário Pinheiro Filho. A presente ata, redigida sob a forma de sumário, nos termos do artigo 130, parágrafo 1º, da LSA, é cópia fiel daquela constante do livro de atas de Assembleias Gerais da Companhia, ficando autorizado pela unanimidade de acionistas seu registro e publicação. São Paulo (SP), 25 de maio de 2011. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires - Presidente da Mesa; José Adelmário Pinheiro Filho - Secretário. Acionistas Presentes: CMP Participações Ltda. - Cesar de Araújo Mata Pires; LP Participações e Engenharia Ltda. - José Adelmário Pinheiro Filho. JUCESP nº 201.848/11-9 em 30/05/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

Juca Varella/Folhapress

Q

uase todas as obras públicas executadas no Brasil não terminam como planejadas. No meio do caminho, os prazos são estendidos, as tecnologias alteradas, os materiais de construção trocados e os preços, elevados. Em alguns casos, até as empreiteiras são substituídas. Um efeito claro da falta de planejamento do País para tirar projetos importantes do papel e que recai sobre a sociedade. Cada mudança feita representa não só o encarecimento da obra como também uma privação da população, que não pode usufruir dos serviços. O setor de transportes é um dos campeões em alterar características básicas de projetos licitados. Levantamento feito em 2,2 mil contratos mostra que, entre 2008 e 2010, o Departamento Nacional de Infraestrutura

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO Referente ao Pregão (Eletrônico) de Registro de Preços nº 57/00031/11/05 - Contratação de Serviços de Infraestrutura incluindo manutenção corretiva, manutenção preventiva, instalações, desinstalações e remanejamentos em redes de telefonia, lógica e elétrica, em unidades escolares da Rede Pública Estadual de São Paulo e demais órgãos vinculados. Tendo em vista a legalidade do presente certame ter sido comprometida por vícios no item 5.1.4 do Edital, comunicamos sua anulação.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO Referente à Tomada de Preços n.º 46/00319/11/02 - Execução de Serviços de Engenharia de Sondagem de Simples Reconhecimento a Percussão de Acordo com a NBR 6484/2001 - ABNT em diversas escolas. Em razão da necessidade de revisão do Edital, comunicamos a suspensão do processamento da Tomada de Preços em referência.

FATO RELEVANTE REBAIXAMENTO DA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO Prezado (a) Cotista, A Petra - Personal Trader Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., na qualidade de administradora do SP Recebíveis Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Multissetorial LP (“Fundo”), inscrito no CNPJ/MF nº 07.738.319/ 0001-68, comunica o rebaixamento da classificação de risco das Cotas Seniores atribuída pela Austin Rating de “A” para “BBB+”. Dúvidas ou mais informações, entrar em contato com a Administradora - (55 41) 3074.0932. Curitiba, 19 de agosto de 2011

No Espírito Santo, placa tenta resolver o que a reforma não consegue: fazer segura a BR 101.

foi obrigado a buscar novas tecnologias para contornar um problema de afundamento de pista, facilmente detectado se o governo tivesse feito um projeto mais elaborado. Da mesma forma, várias obras incluídas no empreendimento poderiam ter sido decididas com antecedência. No meio do caminho, foram incorporados viadutos, travessias urbanas e passarelas para pedestres. Ou seja, os trabalhos foram iniciados com planejamento deficiente e sem a inclusão de obras

essenciais, diz o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. "O projeto é iniciado em cima de uma referência fraca, oca, que precisa de enchimento ao longo do tempo." Esse é o retrato de um Brasil que sofre com a síndrome do improviso e da gambiarra. Ao atropelar as fases do processo, o resultado é exatamente o oposto do que se almeja. O governo gasta mais tempo – e energia para resolver pendências originadas de decisões equivocadas com base em projetos ruins – do que se ti-

vesse esperado a conclusão de um estudo aprofundado. Para o presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), Luciano Amadio Filho, o ideal seria entrar em um negócio com previsibilidade. "Para a empresa, quanto mais rápida a construção, melhor. Cada vez que o canteiro de obras é desmontado, toda a equipe é demitida ou realocada. Quando a obra reinicia, temos de selecionar e recontratar todos os profissionais de novo. Isso custa tempo e dinheiro."

FORT QUÍMICA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. torna público que recebeu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação n° 15005450, válida até 17/08/2013, p/ especialidades químicas industriais, fabricação de, à Rua Macedônia, 357, Cumbica, Guarulhos.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 19 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: USIPLAST COMÉRCIO DE PEÇAS DE PLÁSTICOS LTDA. Reqdo: INCOVE VEDAÇÕES LTDA. Rua: Barão de Campinas, 452 - 2ª V. de Falências. Reqte: SCHEINER SOLUTIONS COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. Reqdo: SCHEINER SOLUTIONS COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. Avenida Santo Amaro,1.817 sala 20 - 2ª V. de Falências. Recuperação Judicial Reqte: BASTIEN INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA. Reqdo: BASTIEN INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA. R. do Seminário, 199 conj. 11 – Centro - 2ª V. de Falências.


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sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

Caíram os índices referentes às razões para não comprar online. Luiz Goes, coordenador da segunda edição do Estudo Global Neoconsumidor

conomia

Consumidor ainda fiel à loja física É o que mostra recente pesquisa, que avaliou o comportamento de compra dos internautas no Brasil.

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O grande desafio das lojas virtuais é substituir a experiência de ver, tocar e experimentar o produto. LUIZ GOES, COORDENADOR

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Divulgação

brasileiro abraçou o c o m é r c i o v i rtual, mas isso não significa uma ameaça às lojas físicas. É isso que demonstra a segunda edição do Estudo Global Neoconsumidor, parceria da GS&MD, empresa de consultoria e serviços voltados a varejo, marketing e distribuição, e a Ebeltoft Group, consórcio global de empresas de consultoria especializadas em varejo. Cada vez mais o consumidor utiliza a rede mundial para realizar pesquisas e buscar informações. Mas, na hora de efetuar a compra, 84% dos entrevistados brasileiros se dirigem a uma loja física – no estudo anterior, realizado em 2009, a percentagem era de 49%. "A loja física permanece como elemento importante no ato da compra e reforça o conceito multicanal do neoconsumidor", explicou Luiz Goes, coordenador do estudo. "O grande desafio das lojas virtuais ainda é como substituir a experiência de ver, tocar e experimentar o produto antes da efetivação da venda", acrescentou. Em 2009, segundo a GS&MD, 66% dos entrevistados informaram que não

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realizavam compras online por não terem contato físico com o que desejavam adquirir. Agora, o índice caiu para 63%. Con fianç a – Mas é fato, e isso também mostra a pesquisa, que os internautas estão mais confiantes e dispostos a aderir ao comércio eletrôni-

co. Em 2009, 64% consideravam a internet um ótimo ambiente de compras. Neste ano, o número chegou a 71%. "Aos poucos, os consumidores virtuais mais céticos estão vencendo as barreiras e preconceitos e experimentando o consumo online", disse Luiz

Goes. Segundo ele, dos que não experimentaram a compra na rede, no Brasil, 48% receiam fornecer informações bancárias, 37% valorizam o contato pessoal com o vendedor, 41% evitam passar informações pessoais, e 41% têm medo de não receber o produto.

"Caíram significativamente os índices referentes às razões para não comprar online. Mas o medo de não receber o produto cresceu em relação à pesquisa anterior (em 2009, 33%). Foram detectados problemas com entregas de algumas lojas no início do ano."

Outro dado da pesquisa trata sobre a assertividade no processo de compra online, que cresceu na comparação com 2009. Um total de 29% sabiam o que e onde comprar (em 2009, eram 23%). "Nesse tópico, a maior incidência é nas classes emergentes. A leitura que podemos fazer é que essas pessoas não podem errar na compra – repetindo o que ocorre, por exemplo, com a compra de sabão em pó. Se mantêm na mesma marca porque sabem que dá resultado. Experimentar outra pode significar perda e não há dinheiro para uma nova compra", ressaltou Goes. Uma prova de que as classes com menor poder aquisitivo estão aderindo à compra online são os números divulgados, também na semana passada, pela e-bit e camara-e.net. Entre os meses de janeiro e junho, 61% dos novos consumidores virtuais possuíam renda familiar de até R$ 3 mil. Esse dado pode explicar a queda do tíquete médio, que foi de R$ 355 neste ano ante R$ 370 em igual período do ano passado. O levantamento consultou 10,5 mil internautas em 15 países – 700 pessoas foram entrevistadas em cada um.

Lojas virtuais devem seguir regras do CDC

O

comércio eletrônico não está apenas na agenda de consumidores e especialistas que estudam e acompanham esse fenômeno de vendas. As entidades públicas de defesa do consumidor mantêm vigilância constante sobre o setor, fiscalizando e oferecendo canais eletrônicos para denúncias e reclamações. O Procon-SP, por exemplo, desde outubro do ano passado aceita reclamações

eletrônicas em sua página na web contra lojas virtuais. E está prestes a divulgar nova lista de lojas eletrônicas que não entregam os produtos vendidos mesmo após terem sido pagos. Em maio, o órgão publicou o nome de 20 sites que estavam lesando o consumidor. Os comerciantes virtuais precisam ter bem claro que é direito do e-consumidor devolver o produto em até sete dias da data do

recebimento, mesmo que o item não tenha nenhum defeito. Essa garantia é dada pelo artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) que, embora não trate diretamente sobre lojas virtuais (quando a lei consumerista entrou em vigor não existia comércio eletrônico, razão pela qual o CDC está passando por revisão), disciplina todas as vendas realizadas fora do estabelecimento físico.

prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências. Artigo 31 A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Artigo 49 O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do

produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados. Artigo 51 São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.

Fugindo à regra – Ainda sobre o direito à devolução, o que determina o artigo 49 não é regra geral. Em algumas situações a loja pode recusar a devolução – especificamente quando o consumidor compra com freqüência um determinado produto ou ele danifica o item recebido, lembrando que o ônus da prova cabe à empresa (artigos 6 e 51). Sobre a compra frequente de um mesmo item, os

especialistas do Procon-SP por diversas vezes já explicaram que se a empresa puder provar – e isso não é difícil, porque ela tem registrados os pedidos de cada cliente e o que ele adquire – que o consumidor conhecia o produto por já tê-lo comprado outras vezes, ele terá de ficar com o item, e seu ato de tentar fazer a devolução e até reclamar nos órgãos oficiais de proteção ao consumidor poderão configurar má-fé.

Financeira é condenada a indenizar casal

O QUE DIZ O CDC Artigo 6 São direitos básicos do consumidor: III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da

Os artigos 6 e 31 do CDC também devem ser observados. Eles tratam sobre o direito à informação, que não pode se restringir à foto do produto, a preços e condições de pagamento, mas também à origem, características, material com o qual é produzido, data de validade, autonomia (no caso de baterias), ou seja, todos os detalhes que podem influenciar na escolha do consumidor.

E

xpor o consumidor a situação vexatória pode resultar em pagamento de indenização. É o que entendeu o desembargador Tarcísio Martins Costa, da nona Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), relator do recurso impetrado por um casal de consumidor de Minas Gerais. O magistrado determinou que uma financeira arcasse com R$ 6 mil por danos morais pela negativa de autorização de pagamento com cartão de crédito apesar de o casal possuir limite de crédito suficiente. A história teve início em 2009. O casal

tentou pagar uma compra no valor de R$ 165 em um supermercado, mas a financeira não autorizou o uso do cartão de crédito, cujo limite era de R$ 180. Em primeira instância, o pedido de indenização por danos morais foi negado. No Tribunal de Justiça, o desembargador julgou procedente o pedido. Segundo o ele, "a conduta adotada pela financeira se traduz em flagrante abuso de direito, por ter promovido, de forma arbitrária, o bloqueio do car-

tão de crédito dos apelantes, a demonstrar a desorganização de seus serviços administrativos". Quanto ao dano moral, "em casos como o dos autos, basta o bloqueio indevido para que seja reconhecido, mormente por expor o usuário a situação vexatória, além de frustrar as legítimas expectativas criadas quando da contratação dos serviços oferecidos pela administradora", concluiu o relator.

Fique por dentro

Tempo na fila não pode passar de 15 minutos

A

espera do consumidor para pagar as compras em qualquer tipo de loja não poderá ultrapassar aos 15 minutos. Essa é a proposta do projeto de lei 683/2011, do deputado federal Weliton Prado (PT-MG), que está sendo analisado pela Câmara dos Deputados. No texto há também a obrigatoriedade de os estabelecimentos comerciais de venda direta ao consumidor divulgarem, em local de fácil aces-

so e em suas páginas na internet, a relação de todos os bens disponíveis para venda – com informações atualizadas sobre marca, preço e peso do produto. Essas normas não serão aplicadas a micro e pequenas empresas. Se aprovada a proposta, os varejistas que descumprirem a nova ordem serão punidos com multas cujo valor varia entre R$ 2 mil e R$ 20 mil, atualizadas pela taxa Selic na data do pagamento.

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) já garante o direito à informação adequada e clara sobre os produtos e serviços, com a especificação correta de quantidade, características, composição, qualidades, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados. Mas, para o parlamentar, é necessário estabelecer "métodos mais eficientes para a devida informação do consumidor".

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

23 SANTOS Primeira vitória fora tira a equipe da zona de rebaixamento. Pág. 24

sporte

VÔLEI FEMININO Brasil disputará fase final do Grand Prix em Macau. Pág. 25

BASTA O EMPATE

erminar o primeiro turno do Brasileiro em primeiro lugar pode ter um significado que vai além da mera injeção de ânimo. Afinal, de 2003 para cá, desde que o campeonato passou a ser disputado no atual sistema de pontos corridos, apenas duas vezes o melhor time da primeira metade do campeonato acabou não sendo o campeão: em 2008, quando o Grêmio virou o turno na frente mas no fim deu São Paulo, e em 2009, quando no final da disputa o Inter cedeu seu posto ao Flamengo (confira no quadro abaixo). No próximo fim de semana, quando a competição concluir sua 19ª rodada, chegando, portanto, à sua metade, quatro participantes lutarão por essa primazia: Corinthians, Flamengo, São Paulo e Vasco. Líder com 37 pontos e aproveitamento de 69% — apesar da derrota em casa, no último sábado, para o Figueirense, por 2 a 0 —, bastará ao Corinthians empatar em Presidente Prudente com o rival Palmeiras para virar o turno na frente. Seu mais direto perseguidor, o Flamengo, voltou de Porto Alegre com um empate por 2 a 2 diante do Inter. Tem 35 pontos e, agora, precisará vencer o Vasco, além de torcer pela derrota corintiana. Ao São Paulo e ao Vasco, que têm 34 pontos cada um e no domingo empataram seus clássicos por 1 a 1 diante de Palmeiras e Fluminense, respectivamente, resta vencer seus jogos e torcer pela derrota do Corinthians. O Vasco tem o confronto direto com o Flamengo, enquanto o São Paulo enfrentará o Santos, na Vila Belmiro, torcendo também pela derrota rubro-negra. Enquanto no meio de semana Flamengo, São Paulo e Vasco estarão em campo pela Copa Sul-Americana, fazendo os jogos de volta da segunda fase contra Atlético-PR, Ceará e Palmeiras, o Corinthians só voltará a jogar no domingo. Terá, portanto, a semana inteira para se preparar para o clássico com o Palmeiras. Depois de um início arrasador, com 28 pontos conquistados em 30 possíveis, a equipe cambaleou nas últimas rodadas, nas quais somou apenas 9 dos 24 pontos em disputa. “Vamos ter de criar uma forma alternativa, sim”, não esconde o técnico Tite. “A conclusão caiu, o time se perdeu. Estamos com vontade excessiva, mas sem ter coordenação. Isso passa por treinamento e agora teremos uma semana para treinar. Quando o time constrói e tem volume, o último detalhe é importante”, enfatizou. Tite deve dedicar o tempo para resgatar a força defensiva, também. Foram seis gols sofridos em três jogos, 12

Rodrigo Coca/Folhapress

Rodrigo Coca/AE

Apesar da derrota de sábado para o Figueirense, por 2 a 0, no Pacaembu, Corinthians de Liedson só precisa empatar com o Palmeiras para terminar o primeiro turno do Brasileiro em primeiro lugar. São Paulo de Dagoberto empatou com o Palmeiras (1 a 1), e agora terá de vencer o Santos, além de torcer contra Flamengo e Corinthians.

em oito, e a melhor defesa não existe mais. “Está faltando equilíbrio entre ação defensiva e ofensiva.” O empate por 1 a 1 no clássico de domingo, diante do Palmeiras (gols de Dagoberto, abrindo a contagem para o Tricolor, e Henrique, empatando para o Alviverde), não foi considerado um resultado ruim pelos são-paulinos. O que os tricolores lamentaram foram os outros pontos perdidos pela equipe no Morumbi, principalmente para times que estão

brigando para não cair neste Brasileiro. “Temos de melhorar, parar de perder pontos. Mas um empate no clássico é normal. A gente lamenta outros pontos desperdiçados”, disse o técnico Adílson Batista, que ficou satisfeito apenas com o primeiro tempo. “Nós jogamos melhor no primeiro, criamos situações e, no segundo, o Palmeiras, com uma mudança, melhorou. Nós ficamos muito atrás e levamos um gol em uma jogada que treinamos bastante”, lamentou. “Não

gostei do segundo tempo e vamos trabalhar para corrigir.” O técnico vislumbra um horizonte positivo para o time daqui para a frente. A partir do próximo jogo, Adílson Batista terá Bruno Uvini, Casemiro e Willian José, campeões mundiais pela seleção brasileira sub-20, à disposição, além de estar ansioso para contar com Luis Fabiano. “Estão chegando mais atletas aí, o que vai facilitar o trabalho, e o histórico do São Paulo no segundo turno é melhor”, observou Adíl-

son, que disse contar com o atacante Henrique, que anda insatisfeito. “É um jogador que pedi quando ainda estava no Atlético Paranaense. Eu sei do potencial desse jogador e conto com ele.” O atacante Dagoberto reforçou o discurso do treinador em relação aos pontos perdidos em casa, apesar de reconhecer que empatar o clássico é normal. “Estamos perdendo chances de encostar na ponta há algum tempo, mas fizemos um bom jogo.” Autor de um golaço no primeiro tem-

po, quando deu um lindo toque para encobrir o goleiro Marcos depois de receber enfiada de bola de Rivaldo, o atacante criticou o comportamento da equipe na etapa final. “Temos de agredir mais o adversário. Fizemos o gol e esperamos. O Palmeiras agrediu e demos o que eles queriam, que eram as faltas. Nós temos que ser um pouco mais inteligentes”, comentou, referindo-se à cobrança de falta de Marcos Assunção que resultou no gol de empate palmeirense.


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sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

O Ganso precisa finalizar um pouco mais, jogar mais perto do gol.” Muricy Ramalho

sporte

Wesley Santos/Folhapress

SÉRIE B

Náutico e Paraná trocam de posição no G-4

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Gol de Alan Kardec garantiu a saída da zona de rebaixamento e o primeiro triunfo santista longe de São Paulo: 2 a 1 no Bahia, em Salvador

ENFIM, VITÓRIA FORA DE CASA A

vitória do Santos sobre o Bahia por 2 a 1, domingo, no Estádio de Pituaçu, em Salvador, serviu para tirar o time paulista da zona de rebaixamento. Além disso, foi também o primeiro triunfo santista jogando fora de casa neste Brasileiro. Com o resultado, o Santos chegou aos 18 pontos e agora está acima de Grêmio, Atlético-PR, AtléticoMG, Avaí e América-MG na classificação. Com as duas equipes na parte de baixo da tabela e precisando da vitória, o primeiro tempo em Salvador foi eletrizante. O Santos abriu o placar logo aos três minutos, de pênalti, com Neymar, mas parou de jogar a partir dali. O goleiro Rafael fez pelo menos quatro grandes defesas até se machucar e ser substituído no intervalo. Ainda assim, não conseguiu impedir o gol de empate do Bahia, marcado por Júnior. O ritmo do jogo, no entanto, caiu na etapa final. E em um de seus poucos ataques o Santos castigou o adversário com um gol de Alan Kardec. Os dois times entraram em campo com alguns desfalques. Sem contar com Pará, suspenso, o técnico Muricy Ramalho improvisou o volante Adriano

na lateral direita. Também suspenso, Edu Dracena foi substituído por Bruno Rodrigo. O Bahia, por sua vez, não tinha Jobson, cortado da partida após chegar atrasado na concentração. Assim, Jones ganhou uma chance. Mesmo jogando fora de casa, o Santos iniciou imprimindo um ritmo alucinante - e permitindo também que o Bahia atacasse com perigo. A fanática torcida baiana ainda cantava com entusiasmo quando Borges, logo aos dois minutos, deu bom passe e Paulo Henrique Ganso foi derrubado por Marcone dentro da área. Neymar bateu o pênalti rasteiro no canto e abriu o placar. A resposta do Bahia foi imediata: no minuto seguinte, Junior recebeu na intermediária e bateu firme, para grande defesa de Rafael. O Bahia ampliou o domínio e colecionou chances desperdiçadas. Até que o massacre baiano, enfim, resultou no gol de empate, aos 28 minutos. Depois de outra boa intervenção de Rafael em chute de Marcos, Júnior ficou com o rebote em posição duvidosa e balançou as redes. Na volta do intervalo, Rafael não se recuperou e foi substituído por Vladmir. Sem o seu herói do primeiro tempo, o

Santos começou melhor e quase fez o segundo aos sete minutos, quando Paulo Henrique Ganso acertou chute na trave. O ritmo do jogo caiu consideravelmente a partir dos dez minutos. O Bahia dominava a posse de bola, embora não chegasse com o mesmo perigo. Ainda reclamou de dois pênaltis, sobre Jones e Ávine, não marcados pela arbitragem. Aos 28, Gabriel desperdiçou grande oportunidade ao receber sozinho na área e driblar Vladmir. Na conclusão, a bola desviou na zaga e saiu para escanteio. Reinaldo também teve boa chance aos 33, ao invadir a área e bater para fora. Depois de tantas chances desperdiçadas, o Bahia foi castigado. Alan Kardec, que havia acabado de entrar no lugar de Borges, aproveitou sobra de escanteio e marcou o gol da vitória do Santos, para desespero dos mais de 32 mil torcedores presentes em Pituaçu. O técnico Muricy Ramalho mostrou-se satisfeito com a atuação do time no domingo. Apesar da pressão exercida pelo time baiano, os santistas deixaram Salvador com um triunfo que põe fim à crise que parecia querer se instalar na Vila Belmiro. “O jogo foi muito bom pra quem gosta de fute-

bol, teve oportunidade dos dois lados. Para quem veio (ao estádio) foi excelente”, comentou o treinador santista. Muricy também lamentou a saída do goleiro Rafael, que deixou o campo no intervalo por conta de um corte profundo no supercílio. “(Com) o corte dava pra jogar, porque hoje os jogadores jogam com os pontos. Mas ele teve tontura muito grande, não tinha a mínima condição de atuar”, explicou o treinador, que emendou elogios a Vladmir, que substituiu Rafael. “Esse menino que entrou é uma surpresa muito agradável. Estamos preparando para o futuro esse goleiro.” Muricy ainda falou da atuação de Paulo Henrique Ganso, que buscou encostar mais na dupla de ataque formada por Borges e Neymar. “Os 'números 10' hoje fazem muito gol, no mundo todo. E se a gente olhar, são decisivos porque vêm de trás. Ele tem que melhorar nesse sentido. Hoje (domingo) ele armou muito bem”, elogiou. Na última rodada do primeiro turno, o Santos recebe o São Paulo no próximo domingo, na Vila Belmiro. Mas antes, na próxima quarta-feira, recebe o Fluminense em jogo adiado da oitava rodada.

áutico em terceiro, Paraná em quarto. Essa troca de posições foi a única novidade no G4 da Série B após a 18ª rodada. Apesar da queda de rendimento (perdeu para o Vila Nova por 1 a 0, em casa, na terça, e apenas empatou por 0 a 0 com o Duque de Caxias, fora, na sexta-feira), a Portuguesa continua na liderança. Em seguida, vem a Ponte Preta, que empatou duas vezes por 1 a 1 jogando fora de casa, com o Boa, na terça, e com o ABC, sexta. Após duas vitórias em casa (2 a 1 no São Caetano, na terçafeira, e 3 a 1 no Boa, na sexta), o Náutico tomou o terceiro lugar do Paraná Clube, que empatou com o Guarani, em Campinas (1 a 1, na terça-feira), e perdeu do Sport, jogando em casa, no sábado (2 a 1). Demais resultados da rodada: na sexta - Icasa 4 x 2 Goiás. No sábado - ASA 2 x 1 Bragantino, São Caetano 2 x 2 Vitória, Guarani 1 x 2 Salgueiro, Grêmio Barueri 0 x 0 Criciúma e Vila Nova 1 x 3 Americana. PELO BRASIL

Pela Série C, o Santo André

Ainda pela Série C, o

continua cumprindo

Marília folgou na rodada.

uma péssima campanha.

O Brasiliense fez

Dessa vez, apenas

2 a 0 no Ipatinga e o

empatou em casa, por 1 a

Madureira derrotou o

1, com o Joinville,

Macaé (1 a 0). O Brasiliense

resultado que mantém a

é o líder do Grupo C, com

equipe paulista na zona

12 pontos, seguido por

de rebaixamento para a

Ipatinga (9) e Marília (7).

Série D, em último lugar no Grupo D. Por conta

Na Série D, o Santa Cruz-

desse mau resultado,

PE folgou na rodada e foi

alguns torcedores

ultrapassado por Santa

invadiram e depredaram

Cruz-RN (fez 2 a 0 no

o vestiário, para tirar

Alecrim-RN, jogando fora)

satisfações com os

e Guarani-CE (2 a 0 no

jogadores.

Porto-PE, em casa).


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

e

25 O Brasil está jogando muito bem em todos os fundamentos.” José Roberto Guimarães

sporte

SOBROU O LEBRON A

visita do astro do basquete LeBron James a Barcelona se transformou no principal evento esportivo do fim de semana espanhol. Sem partidas de futebol para assistir, por causa da greve decretada pelos jogadores, restou aos torcedores mirins se contentar com fotos ao lado do craque do Miami Heat, que estava no país em uma ação promocional da Nike. Os jogadores não aceitaram a proposta da LFP (Liga de Futebol Profissional) e decidiram manter a greve, que deixará o Campeonato Espanhol sem jogos até o dia 10 de setembro, quando seria realizada a terceira rodada. A Liga informou que se reunirá novamente com o sindicato dos jogadores nesta segunda-feira com o objetivo de “manter o diálogo aberto para tentar desbloquear a situação de greve”. Se houver acordo, a competição começa no próximo sábado, data da segunda rodada.

Josep Lago/AFP

O sindicato que representa os jogadores dos 42 clubes das duas primeiras divisões exige da Liga garantias salariais e o pagamento de 50 milhões de euros (R$ 115 milhões, aproximadamente) em salários atrasados a 200 jogadores. Craques da seleção espanhola, como o goleiro Casillas e o zagueiro Puyol, respaldam a greve. Mas os jogadores não deixaram de trabalhar: os principais clubes treinaram no fim de semana e o Barcelona recebe hoje o Napoli, no amistoso de pré-temporada que vale a taça Joan Gamper. O Villarreal joga pela fase preliminar da Liga dos Campeões, e Athletic Bilbao, Atlético de Madri e Sevilla disputam a Liga Europa. Não deixa de ser irônico que a atração LeBron viva uma situação parecida. A NBA pode ficar sem temporada por falta de acordo salarial entre clubes e jogadores - neste caso, são os donos das equipes que já declararam greve, pedindo uma renegociação do teto salarial.

PELO MUNDO

GRAND PRIX

Manchester City vence e já lidera na Inglaterra

O

Manchester City venceu o Bolton, fora de casa, por 3 a 2, pela segunda rodada do Campeonato Inglês, e assumiu a liderança, com seis pontos. Junto com o Wolverhampton, o time tem 100% de aproveitamento, mas leva vantagem no saldo de gols (5 a 3). O Manchester United, que joga hoje contra o Tottenham, também pode chegar a seis pontos. O argentino Tevez começou o jogo na reserva. Ele entrou aos 13 do segundo tempo, no lugar do também argentino Sergio Agüero. Demais resultados: no sábado - Arsenal 0 x 2 Liverpool, Sunderland 0 x 1 Newcastle, Aston Villa 3 x 1 Blackburn, Everton 0 x 1 Queen Park Rangers, Swansea 0 x 0 Wigan, Chelsea 2 x 1 West Bromwich. Domingo - Norwich City 1 x 1 Stoke City e Wolverhampton 2 x 0 Fulham.

Bayern de Munique arrasa o Hamburgo

A

segunda vitória do Bayern de Munique no Campeonato Alemão não poderia ser mais simbólica: o time atropelou o Hamburgo com uma goleada por 5 a 0, com gols de Van Buyten, Ribéry, Robben, Gomez e Olic. O time já ocupa a terceira posição na competição, que não tem mais ninguém com 100% de aproveitamento, após três rodadas. O Hannover, que tinha seis pontos, só empatou neste domingo com o Hertha Berlim, por 1 a 1, e já foi alcançado pelo Borussia Moenchengladbach, que goleou o Wolfsburg por 4 a 1. Quem também se reabilitou do mau começo é o Schalke 04, que venceu o Mainz - outro time que havia vencido as duas primeiras por 4 a 2 e já ocupa a quarta posição.

Astro do basquete visitou Barcelona e foi a grande atração esportiva do dia na Espanha, sem jogos de futebol por causa da greve dos atletas

OUTROS CAMPOS

Prontas para a decisão FIVB

I

tália, Japão e Estados Unidos, nesta ordem, serão as próximas pedras no caminho do Brasil em busca do título do Grand Prix. As quatro seleções formam o Grupo B da fase final. O Brasil pega as italianas, a quem já bateu na fase classificatória, e os jogos, em Macau, na China, serão sempre às 2h30 (de Brasília), de quarta até sexta-feira. No Grupo A estão Rússia, Tailândia, China e Sérvia. As duas primeiras colocadas de cada grupo vão para as semifinais - a final será no domingo de manhã, no horário brasileiro. O Brasil fechou em primeiro a fase de classificação, e como a única seleção invicta, com nove vitórias em nove jogos. A última, neste domingo, foi contra a Tailândia, por 3 sets a 0, parciais de 25/16, 25/12 e 25/18. Apesar do placar folgado, o Brasil não teve tanta facilidade para superar as tailandesas, que começaram o jogo na frente, mas não resistiram ao bom aproveitamento do bloqueio brasileiro. O segundo set foi mais tranquilo e o Brasil venceu com folga graças aos muitos erros das rivais, que despertaram e voltaram a sair na frente na terceira par-

cial. Novamente, o Brasil mostrou eficiência nos fundamentos para reverter o placar e fechar a partida. A principal pontuadora da equipe foi a central Thaisa, com 13 acertos. Sheilla também foi bem, com 11 pontos. Outro destaque foi Fernanda Garay, que entrou no lugar de Mari no terceiro set e deu novo fôlego ao Brasil nos minutos finais de jogo. Depois da partida, o técnico José Roberto Guimarães elogiou a atuação da seleção. “O time foi bem em todos os fundamentos. O nosso saque funcionou bem mesmo em um jogo que sempre é difícil, pois a Tailândia tem muitas combinações de jogadas e defende muito bem”, analisou. Uma das principais jogadoras do Brasil na partida, Thaisa ficou satisfeita com o entrosamento. “Erramos um pouco no início, mas depois o time foi se acertando. Jogamos como um time, como um grupo, e acredito que, por isso, vencemos.” A capitã Fabiana está animada para a fase decisiva. “Treinamos muito nos últimos dois meses, merecemos a classificação e espero que tudo corra bem nas finais.”

om um gol do atacante brasileiro Nenê, o Paris SaintGermain venceu pela primeira vez no Campeonato Francês, 2 a 1 sobre o Valenciennes. Na classificação, porém, o time treinado pelo brasileiro Leonardo é apenas o nono colocado, com 4 pontos, campanha idêntica à do Lille. O único time com 100% de aproveitamento após a terceira rodada é o Montpellier, que goleou o Rennes por 4 a 0. Toulouse e Saint-Étienne, que haviam vencido as duas primeiras partidas, só empataram - 1 a 1 com o Nice e 0 a 0 com o Olympique de Marselha, respectivamente, e dividem a vice-liderança, enquanto o Caen perdeu por 2 a 1 para o Lille e está em quarto lugar, com 6 pontos. O Lyon empatou por 1 a 1 com o Brest e, ainda invicto, está em quinto, com 5 pontos.

Brasil fechou a fase de classificação na liderança, com nove vitórias

Murray e o cansaço pararam Djokovic

A

Britânico levou o título em Cincinnati graças ao abandono do sérvio

armador Leandrinho, que pediu dispensa da seleção brasileira que disputa em setembro o Pré-Olímpico da Argentina, acertou contrato para defender o Flamengo enquanto a NBA estiver em situação de locaute (greve declarada pelos donos dos clubes). O jogador do Toronto Raptors, que é corintiano declarado, vai vestir a camisa 28 rubro-negra, em referência a sua idade, e começa a treinar nesta semana. “Essa oportunidade que o Flamengo me deu foi ótima. Estou muito feliz em poder voltar ao Brasil depois de tanto tempo e eu estou aqui para ajudar, aprender e me divertir. Morar fora é muito bom, mas estar aqui não tem preço”, disse Leandrinho, que não joga no Brasil desde 2003, quando trocou o time de Bauru pela liga norte-americana.

A

TÊNIS

C

O

Alison e Emanuel são campeões do Circuito

Matthew Stockman/AFP

PSG finalmente vence a primeira

Leandrinho reforça o basquete do Flamengo

ndy Murray sorriu amarelo ao receber a taça pelo título do Masters 1000 de Cincinnati. O tenista britânico, quarto colocado no ranking mundial, parecia não acreditar que havia vencido o todo-poderoso do tênis em 2011, Novak Djokovic, mas era verdade - com o auxílio, é verdade, do próprio corpo do sérvio, que não resistiu à maratona de jogos. Djokovic abandonou a final deste domingo na metade do segundo set, quando perdia por 6/4 e 3/0. Com fortes dores no ombro, não aguentou e entregou o jogo ao rival, sofrendo apenas sua segunda derrota no ano em incríveis 59 jogos - a primeira fora nas semifinais de Roland Garros, diante de Roger Federer. Djokovic, sempre afeito ao espetáculo, dessa vez foi mais calculista e pensou longe, no US Open, último Grand Slam do ano, que começa na segunda-feira que vem. “Não há derrota positiva, mas o bom é que

falta uma semana para o começo do US Open. Acredito que poderei me recuperar e estar pronto para o grande torneio. Gostaria muito de ter podido jogar mais games. Mas para quê? Não posso vencer um jogador como o Murray com só um golpe”, explicou-se. Murray, por sua vez, voltou a mostrar força no circuito, depois de ser eliminado na estreia no Masters 1000 de Montreal - quando Djokovic levoua melhor. Foi apenas seu segundo título no ano, em que ainda não havia disputado nenhuma final de Masters 1000. “É ótimo, mas claro que eu preferia ter jogado até o fim.” Entre as mulheres, o título ficou com a russa Maria Sharapova, que bateu a sérvia Jelena Jankovic por 2 a 1, parciais de 4/6, 7/6 (7/3) e 6/3, em quase três horas de partida. Foi o segundo título da musa neste ano e o 24º na carreira. Com a vitória, ela deve retomar o quarto lugar no ranking, sua melhor posição no ano.

lison e Emanuel conquistaram neste domingo, com duas etapas de antecipação, o título do Circuito Mundial de vôlei de praia. O terceiro lugar conquistado na etapa de Aland, na Finlândia, foi suficiente para dar o troféu à dupla brasileira, que foi beneficiada pelo vice-campeonato dos norteamericanos Rogers e Dalhausser, que abandonaram a final por causa de uma lesão no joelho de Rogers. O título da etapa ficou com os brasileiros Márcio e Benjamin. É o décimo título da carreira de Emanuel, com cinco parceiros diferentes. Ele foi campeão com Zé Marco em 1996 e 1997, com Loyola em 1999, com Tande em 2001 e com Ricardo, seu parceiro no ouro olímpico de Atenas-2004, em 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007.

UFC Brasil tem ingressos esgotados

M

ais de 14 mil pessoas devem lotar a Arena Multiuso, no Rio, para mais uma edição do UFC, o principal evento de MMA (artes marciais mistas) do mundo, que acontece no próximo sábado. Os ingressos, que custaram de R$ 275 a R$ 1.600, se esgotaram em menos de uma hora quando a venda começou, em junho - na quinta-feira passada, um lote extra acabou em 18 minutos. A grande estrela da noite será Anderson Silva, que defenderá o título dos médios pela primeira vez desde a “luta do século”, em fevereiro, quando nocauteou Vitor Belfort com um chute no rosto, ainda no primeiro round. Seu rival agora é o japonês Yushin Okami. “Estou feliz e motivado. Pressão? Não sinto. Treino há muito tempo, e com os melhores do mundo”, diz o “Spider” (“aranha”), como é conhecido.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26 -.ESPORTE

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de agosto de 2011

FIM DE JOGO

L

Zé Elias quer publicar o diário escrito nos 30 dias que passou na cadeia

L

Jornal russo diz que Eto'o assinará hoje com o Anzhi, time de Roberto Carlos

L

Segundo site da revista People, Arsenal e Corinthians disputam Kaká

L

Vídeo em destaque - Tiros paralisam jogo no México - www.dcomercio.com.br

www.dcomercio.com.br/esporte/

MUNDIAL SUB-20 BOAS NOTÍCIAS DO DOUTOR

Pilar Olivares/Reuters

Evelson de Freitas/AE

Internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein,

após sofrer uma hemorragia digestiva, o ex-jogador Sócrates é visitado por amigos, como Casagrande, reage bem ao tratamento e, nas últimas 24 horas, já não respira mais por aparelhos. "O quadro clínico de Sócrates apresenta-se estável e ele reiniciará dieta por via oral neste domingo", anunciou boletim do hospital. Sexta-feira, 19, a domingo, 21

FORA

Técnico brasileiro fala em deixar a Líbia Divulgação

O

treinador Marcos Paquetá informa, pelo Twitter, que pode deixar o comando da seleção líbia: "Cada vez está mais difícil darmos continuidade ao trabalho. Creio que nesta semana teremos um conclusão.'' Fora do país desde que a revolta contra o ditador Muamar Kadafi se espalhou pelas principais cidades, Paquetá tem contrato de quatro anos com os líbios, mas treina o time na Tunísia. A Líbia disputa as eliminatórias da Copa das Nações Africanas de 2013 e as da Copa do Mundo de 2014. Na Copa da África do Sul, Paquetá comandou a Arábia Saudita. Em 2003, ele levou a seleção sub-20 do Brasil ao tetra mundial.

FESTA BRASILEIRA Vanderlei Almeida/AFP

Pilar Olivares/Reuters

Domingo, 21

A PRÓXIMA NOVELA Divulgação

Veja só quem vai contracenar com ela Rubens Flores/AE

P

rotagonista da próxima novela das 18h da TV Globo, chamada "A vida da gente", a atriz Fernanda Vasconcellos vai interpretar uma tenista que contracenará com um nome ilustre do esporte - Gustavo Kuerten. Curiosamente, o tricampeão de Roland Garros chegou a começar um curso universitário de teatro, mas logo trancou matrícula. A novela será exibida a partir de setembro.

TRISTEZA SÃO-PAULINA

A

o elogiar o desempenho da seleção brasileira nos 3 a 2 sobre Portugal na decisão do Mundial Sub-20, o técnico Ney Franco discordou da avaliação dos organizadores sobre dois jogadores feitos nas categorias de base do São Paulo: "Estou muito feliz que o Henrique tenha conquistado o prêmio de melhor jogador do campeonato, mas surpreso que o Oscar não tenha sido o eleito".

Domingo, 21

Oscar, que ganhou na Justiça o direito de abandonar o São Paulo e hoje é jogador do Internacional, foi a estrela da decisão do Mundial, sábado à noite, em Bogotá, na Colômbia. Logo aos 5 minutos, fez 1 a 0, o primeiro gol sofrido por Portugal após seis partidas na competição. Os portugueses empataram aos 9 e viraram o placar aos 14 do segundo tempo. Oscar empatou aos 33 e, aos 6 minutos do segundo tempo da prorrogação, fechou a

conta: 3 a 2 para o Brasil. Henrique foi um dos artilheiros do Mundial, com cinco gols, o que lhe valeu a Chuteira de Ouro, além da Bola de Ouro dada ao melhor jogador da competição. Para infelicidade dos são-paulinos, no entanto, também ameaça deixar o clube. "Estou sem contrato há 45 dias; para mim, o São Paulo já é passado" - disse, em meio à festa pela conquista do pentacampeonato mundial sub-20. O São Paulo

garante que o contrato de Henrique só vence em 20 de julho de 2013. Com os prêmios na mão, o garoto sonha: "Entendo que esta minha trajetória na seleção possa me ajudar a conseguir coisas melhores para mim". A festa brasileira em campos colombianos, que poderia ser comemorada pelos são-paulinos como a consagração de duas de suas principais promessas, virou apenas tristeza e preocupação no Morumbi.

Reprodução/Arquivo Celso Unzelte

almanaque Celso Unzelte

Mundial Sub-20: nosso outro penta

C

omo nos profissionais, o Brasil chegou ao pentacampeonato mundial também na categoria Sub-20, ao derrotar Portugal por 3 a 2, sábado à noite, na Colômbia. O primeiro desses cinco títulos foi conquistado no México, em 1983, com vitória (1 a 0) sobre a Argentina na final. O gol, de pênalti, foi de Geovani, que nesta foto aparece erguendo os troféus de melhor jogador (Bola de Ouro) e artilheiro (Chuteira de Ouro).

Vou ser titular para sempre. Sou o melhor, sou o melhor!” Geovani, craque do Brasil campeão mundial sub-20 pela primeira vez, em 1983. Ele, no entanto, jamais teve a mesma sorte na seleção principal

G

eovani foi o destaque de 1983, mas quem vingou, mesmo, na seleção principal foram seus companheiros Dunga (volante), Jorginho (lateral-direito) e Bebeto (atacante). Em 1985, jogando na União Soviética, o Brasil chegou ao bi. Tinha o goleiro Taffarel (na época, chamado de Cláudio), o meia Silas e o atacante Müller. No ano do tri, 1993, na Austrália, os principais jogadores eram o meia Adriano Gerlim e o atacante são-paulino Catê, mas quem acabou vingando foi o goleiro Dida. Finalmente, no ano do tetra, 2003, nos Emirados Árabes, destacaram-se o lateral Daniel Alves e os atacantes Nilmar e Kléber, atualmente no Palmeiras.

3

vice-campeonatos mundiais sub-20 alcançou o Brasil, além dos cinco títulos, nas s 18 edições já disputada desde 1977. Perdeu as decisões de 1991, em s Portugal, para os dono r, da casa; 1995, no Qata , para a Argentina; e 2009 no Egito, para Gana.

CURTAS

Há 33 anos, no dia 20 de

agosto de 1978, em um empate por 1 a 1 diante do Santos, Sócrates fazia o primeiro de seus 298 jogos pelo Corinthians. Nesta segunda, 22 de

agosto, completa 81 anos Gilmar dos Santos Neves, ex-goleiro de Corinthians, Santos e Seleção nas Copas de 1958, 1962 e 1966.


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Diário do Comércio - 22/08/2011 by Diário do Comércio - Issuu