Saab, 30 anos de colunismo político no DC.
A nova cara do Pão de Açúcar
Todas as brasileiras em Gisele
Paulo Saab fala da sua trajetória no jornalismo. Pág. 7
Conheça Jean-Charles Naouri, que assume o grupo hoje. Pág. 17
Modelo fez ontem editorial de moda em Porto Alegre. Pág. 12
L.C. Leite/LUZ
Rafael Andrade/Folhapress
Ano 87 - Nº 23.651
Conclusão: 23h40
O 1º jornal ecológico O seu DC é feito com Ecofont, a letra furadinha que utiliza até 25% menos tinta tóxica. www.dcomercio.com.br
Alexandro Auler/AE.
Jornal do empreendedor
www.dcomercio.com.br
R$ 1,40
Lugo corre contra o impeachment Unasul tenta salvar presidente paraguaio. Pág. 8
São Paulo, sexta-feira, 22 de junho de 2012
O viaduto Boa Vista hoje, com a cara de 80 anos. A foto em P&B celebra aniversário de viaduto inaugurado em 24 de junho de 1932, que ligou a Rua Boa Vista ao Pátio do Colégio, no Centrão de São Paulo. Pág. 10
'Abatida', inflação vai ganhar combustível. Ela anda meio devagar – acumulou alta de 2,5% neste ano contra os 4,1% de igual período de 2011 – por causa da baixa atividade econômica e da crise internacional. Mas vai acelerar com o já admitido reajuste da gasolina, que deve ficar ao redor de 10%. Pág. 13 x
Alex Ribeiro/DC
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'Acesso para todos, sobretudo à mulher.' Dilma foi ovacionada ao defender o direito das mulheres à sexualidade e ao planejamento familiar na Rio+20. Abaixo, índios chegam para participar de protesto. Pág. 9
Paulo Zilberman
Marcos Arcoverde/AE
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No teatro a história de amor e ódio entre Camille Claudel e Rodin (esq.). No cinema, Sombras da Noite (esq., abaixo) é a estreiaarrepio. Vitrine de shows: Marisa Monte (acima) e Sérgio Ricardo, 80 anos. Mais: Putin em livro; concertos afinados com a Cidade; Roda do Vinho (O memorável claret de Keats). E a era da biblioteca digital.
Divulgação
cultura
Pequeno Twizy, grande economia. Em meio à Rio+20, testamos o mais que simpático elétrico da Renault. Pág. 21
Oswaldo L. Palermo/Divulgação
Monte Verde, com muita adrenalina. Cidade cravada na Mantiqueira combina românticos programas de inverno com as mais divertidas aventuras. Boa Viagem, pág. 22
Divulgação
Fabiano Silva/Divulgação
ISSN 1679-2688
23651
9 771679 268008
HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 20º C. Mínima 14º C. AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 16º C. Mínima 11º C.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
Enquanto tais vícios não forem sanados, as eleições não serão inteiramente competitivas nem totalmente democráticas. José Márcio Mendonça
pinião
Aperfeiçoando para pior
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA
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alou-se, falou-se muito, discutiu-se, discutiu-se demais sobre aperfeiçoamentos na legislação eleitoral e partidária brasileira, mas vamos para as eleições municipais com os mesmos vícios de todas as eleições no Brasil: sem que nenhum partido possa ser apresentado como exceção, sem que nenhuma legenda tenha apresentado mudanças de postura por conta própria. Se aparecer alguma exceção, deverá ser imediatamente enviada para a Comissão de Canonização do Vaticano. Com direito imediato ao título de Santo. Para não dizer que não há qualquer novidade positiva em relação ao passado recente, temos a vigência da Lei da Ficha Limpa. Mas apesar de esta ter sido aprovada pelo Congresso Nacional, sabemos bem que o foi a contragosto. Teve origem em uma iniciativa popular, com mais de 1,5 milhão de assinaturas, e só saiu a fórceps, depois de muita pressão da opinião pública. Além do mais, somente se manteve em pé porque o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou todas as tentativas, vindas do Legislativo e dos partidos, de contornar suas normas, de torná-la inócua. Fora isso, ao Judiciário também devemos outra novidade positiva no sistema político nacional, com influência também no processo eleitoral e na vida partidária: as normas mais rígidas de fidelidade partidária, do mesmo modo contestadas no universo político e deglutidas
com muito desgosto. O resto é a permissividade de sempre, "aperfeiçoada" para pior.
U
m desses vícios é o tráfico do tempo de propaganda no rádio e na televisão. Dito gratuito, impropriamente – as emissoras de radiodifusão são ressarcidas das horas dedicadas aos partidos por meio de descontos no Imposto de Renda – os minutos de cada um são negociados livremente entre as legendas. As estapafúrdias alianças eleitorais celebradas pelo Brasil afora nas últimas semanas têm como moeda de troca esse “capital” eleitoral. Alguns trocam por cargos, às vezes de pronta entrega, como foi o caso da Secretaria
de Saneamento, no Ministério das Cidades, que Paulo Maluf recebeu para apoiar o petista Fernando Haddad na capital paulista. Ou para entrega posterior, como o que o mesmo Maluf recusou do governador Geraldo Alckmin – a Secretaria Estadual de Habitação – para levar suas forças para o arraial de José Serra. É um vale tudo por esse tempo em que, de fato, vale tudo mesmo, até, como diz a popular canção, "homem com homem, mulher com mulher". Mais grave ainda – e sem solução à vista – continua sendo a forma de financiamento de campanhas, responsável, entre outros "negócios", pelo mensalão federal petista, o mensalão mineiro tucano e o mensalão brasiliense dos de-
mos. E que promete ainda muitos emocionantes capítulos no recorrente mundo da corrupção pública brasileira. Nenhum movimento objetivo foi feito para acabar com o caixa dois, também conhecido como "sobras de campanha" (Fernando Collor) ou "recursos não contabilizados" (Delúbio Soares-Márcio Thomaz Bastos). Eles vão ainda pairar em mais uma campanha que se promete milionária. Sem contar, nesse capítulo, com o derrame de dinheiro oficial na campanha, a correria para abrir canteiros de obras, liberar verbas e o envolvimento de servidores públicos nas campanhas, de ministros, secretários e gente menos votada – horas de trabalho perdidas, dedicadas aos candidatos, com os sa-
lários religiosamente pagos com o dinheiro do erário. E nada é contabilizado nas prestações de contas. Com raríssimas exceções, não há campanha no Brasil que custe menos do que o dobro do que é confessado à Justiça Eleitoral. E esses favores, depois, precisam ser compensados...
M
esmo quando a coisa é feita dentro das normas, há manobras não muito religiosas. Tem crescido, por exemplo, de ano para ano, as doações de campanha feitas diretamente aos partidos e não aos candidatos. Os financiadores – ou investidores, pois muitos pagam de olho em retornos futuros – entregam o dinheiro às legendas, mas normal-
O PSDB, POR ORA, NAVEGA EM ÁGUAS MANSAS. A
melhor notícia que o PSDB recebeu nas últimas horas foi a confirmação de institutos de pesquisas de que a candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo está cada vez mais estabilizada. Se o tucano sustentar o mesmo ritmo de campanha, evitando quedas nos índices de preferência do eleitor, estará assegurando com muita antecedência sua passagem para o 2º turno. Os marqueteiros, porém, sugerem a Serra que passe a se preocupar em derrubar uma taxa considerada alta e perigosa de rejeição. Mesmo assim, ele é o favorito para suceder Gilberto
Kassab, na visão do tucanato. Serra vem mantendo o índice de 30% de aceitação no eleitorado. Quem mais se aproxima dele, neste momento, é o pré-candidato do PRB, Celso Russomano, com 20%. Embora com magros 8% no último Datafolha, o candidato do PT, Fernando Haddad continua sendo apontado como o mais provável adversário de Serra no 2º turno.
H
addad ainda sente o golpe sofrido com a decisão de Luiza Erundina (PSB) de abandonar a candidatura a vice na sua chapa, por discordar da composição do PT com o
PP de Paulo Maluf. O crescimento de 5 pontos de Haddad no Datafolha é atribuído à aparição pública do candidato ao lado de Lula. Haddad sabe que sua única oportunidade de obter êxito na eleição de outubro é herdando um mar de votos de Lula. O ex-presidente, contudo, ainda está recolhido em casa a conselho médico, para economizar a voz e facilitar o tratamento de uma inflamação na garganta, provocada pelo combate agressivo ao câncer de laringe.
Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
EYMAR MASCARO
A previsão no PT é a mesma no PSDB: seus candidatos vão subir ou descer nas pesquisas dependendo do desempenho de ambos na campanha na televisão. Pelos cálculos atuais, Serra e Haddad deverão ocupar a tevê durante oito minutos por dia cada um. Os tucanos, por exemplo, estão prontos para explorar ao máximo, no vídeo, o triunvirato principal que comanda a campanha de Serra, formado pelo governador Geraldo Alckmin, o vice Afif Domingos e o prefeito Gilberto Kassab. O tucanato está ciente de que, além
Presidente Rogério Amato
mente já carimbados para ir direto para tal ou qual candidato. Preferem esse “anonimato” para não identificar seus parceiros e, também, para evitar ficar na berlinda c a s o a l g u é m q u e e l e s t enham financiado apareça envolvido em alguma confusão. A falta de transparência é a norma. Enquanto tais vícios não forem sanados, as eleições no Brasil não serão inteiramente competitivas nem totalmente democráticas. Mudar esse jogo é quase impossível porque quem está ganhando – no poder, se elegendo – não tem interesse em trocar as regras que o beneficiam.
de Lula, Haddad vai estar acompanhado na televisão também da presidente Dilma Rousseff, que desfruta de alto índice de aprovação do seu governo.
A
lckmin considera fundamental para sua candidatura à reeleição, em 2014, ganhar a Prefeitura da Capital com Serra: o governador alcançou expressiva votação nos 645 municípios do interior nas últimas eleições que disputou, mas seu desempenho nas urnas da Capital não foi o mesmo. Alckmin foi candidato a prefeito de São Paulo em 2008, mas foi
derrotado por Kassab. O PT, por outro lado, tem lutado em vão para derrotar o PSDB em São Paulo. Os tucanos comandam o Estado há quase 20 anos. O último prefeito que o PT elegeu na Capital foi Marta Suplicy, que ainda não se engajou na campanha de Fernando Haddad. A senadora tentou ser a candidata do partido, mas Lula entendeu que seria mais vantajoso para o PT disputar a eleição com um candidato novo, como fez com Dilma em 2010. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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JOVENS IRANIANOS QUEREM COSTUMES MAIS PARECIDOS COM OS DOS AMERICANOS.
E Noé mandou Deus mandar o dilúvio
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pau quebrou na casa de Noca / Na casa de Noca o Pau quebrou... Em verdade vos digo, o mais recente casal recolhido à Arca de Noé foi o espécimo malufus maléficus e a espécima erundínica cara nova. O matrimônio fracassou. Foi Noé quem apodou a espécima erundínica de "cara nova" por considerar velha a cara daquela que está fazendo beicinho. Erundínica apodou malufus maléficus de avis rapínicas. Noé, interessado na paz entre seus súditos (não conseguiu), prestou vassalagem ao malufus maléficus, com retrato no jornal. Prometeu cama na 2ª Classe. Pior a emenda que o soneto. O que "o país dos mais de 80%" achará desse retrato ? Erundínica fugiu às carreiras de um conúbio que deveria ser platônico, mas sei lá o que pediram que ela fizesse debaixo do edredon quentinho do BBB13. Mergulhou no mar sem salva-vidas, pela primeira escotilha que viu aberta. Não fará falta; basta olhar para a quadrilha de éticos na política lá acoitada, a começar pelo Pai de Todos, sarneycus imortalis vorazis, em cujo colo Noé já fez xixi e cocô sem fralda, quando neném. Há um beicinho na contramão atrapalhando o tráfego: "Não acordarei de mão dada com o Kassab" por dele suspeitar: "É casado ? Tem filhos?" Mas acordará aos sorrisos com ela (a mão) dada ao espécimo malufus maléficus? Erundínica falou que não e abandonou o barco. Mas uma eleição tem razões que a própria razão desconhece; a do beicinho, como sempre, acaba levando vantagem. Nem todas as "avis raras" entram na Arca. Só está den-
"Le lacher de la colombe", de Gustave Doré
NEIL glub glub
Ferreira
tro qualquer uma com os porta-níqueis tilintando de segundos na tv. Pagou, entrou. Malufus maléficus, do PP, Partido Pobre, deposita um minuto e um tantinho de dote. Erundínica, do PSB, Partido Sem Brio, pobrinha de marrémarré-de-si, traria só um bocadinho de nada em tempo de tv. Não fará falta.
Tais negócios nada têm de "programas" partidários; os programas são os do horário político. Serra, de mãos dadas com as mãos limpas do Boy, mostrou-se "pragmático", à baixura da liça. Noé junta-se à bandidagem; bandido é. Serra junta-se à bandidagem; pragmático é. Você pensa que Deus man-
dou Noé fazer a Arca, para nela acomodar um casal de cada espécie, afim de repovoar a Terra só com mano sangue bom, tipo barbalhicus e a espécie inteira de mensalêricus e aloprádicus. Lenda urbana, que desminto com a sabença d´Ele recebida nos altos do Monte Sinai: as Tábuas da Lei (são de pedra essas tábuas),
esculpidas por Suas sagradas Mãos, que m´as entregaram para serem divulgadas Urbi et Orbi, a todos os olhos e ouvidos, para que suas bocas as repitam em salmos, cânticos, orações, discursos feitos trepados em caixotinhos no Hyde Park, pregações, sabotagens no metrô, invasões da Reitoria da USP, paralisações da Avenida Paulista e em todos os cenáculos e casas do Senhor de todos os cultos, inclusive de Jeovah, Allah e do Edir Macedo, e assim se espalhem por todos os povos da Terra, na pesada missão imposta aos frágeis cangotes dos véios de guerra e guerrilhas no Araguaia e aos trêfegos Jovens Turcos da Ex-querda, novos Lênins brotando, heroicos marchadores da Marcha pela Liberação da Maconha. Magnífico parágrafo proustiano, não no brilho da beleza literária mas no tamanho, 138 palavras, fora estas. Ainda chegarei às mais ou menos 30 páginas ditas “stream of consciousness", de James Joyce, em Ulysses ; esforço maior para ler do que para escrever. Em verdade vos digo: um Lado Negro da Força, ops, um
lado afrodescendente, se alevantou "de jure et de facto" e deu o golpe de Estado que Lúcifer, o Anjo da Luz, tentou sem sucesso, entronizandose a si mesmo, Noé, no trono do Todo-Poderoso. Noé usa o codinome "O Cara" para ficar incógnito. Sentam-se à sua Ex-querda os Anjos e Santos revolucionários lulo-petistas, os lugares de honra reservados aos ex-talinistas. Ninguém é trouxa de sentar-se à Direita; nem por conforto sentam-se os poderosos sindicalistas, barões milionários da Classe Rica Ascendente.
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eus, reduzido a apenas criador do Céu e da Terra – os fautores de tudo mais são Noé e a China – mesmo habitando o lado Luz da Força, não passa de um segundão na hierarquia do Comando Supremo do Universo. De Marechal, foi rebaixado a General 4 estrelas, o que é pouca estrela no Partido da Estrela. Dirceu sozinho tem umas 10. "Chove chuva", Noé ordenou a Deus que, obediente, choveu a chuva mandada e fez mais, deu bolsa-chuva à cumpanherada na seca. Quando as águas baixarem, Noé espera levar o brimo Haddad, voando, ao pudê em Sumpólo. Brimo Haddad já está aprendendo a Novilíngua falada na Arca: cumpanhera agora é "quadro", tendo ele afirmado que a do beicinho "é quadro importanta do partido". A pendurá-la, pois, quadro que é, na mais importante parede do Joquei Clube de São Paulo. Apois, num é "quadra" ? PS: Não pense que escrevi em latim; escrevi em latidos. Lula malufou para Maluf lular (José Nêumanne) NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
JOVENS IRANIANOS QUEREM MESMO É DIVERSÃO Reuters
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m dos equívocos mais perniciosos no Ocidente sobre os iranianos é que eles sejam fanáticos religiosos carrancudos. Cerca de metade dos iranianos está abaixo dos 25 anos e o Irã tem feito um sólido trabalho para aumentar seus níveis de educação. Fiquei impressionado durante minha viagem de 2.700 quilômetros pelo Irã com o grande número de iranianos que compartilham os valores norte-americanos, procurando diversão em vez de fanatismo. Eles parecem menos interessados nas mesquitas e mais nos parques de diversões (que são onipresentes no Irã). "Os jovens realmente não vão às mesquitas", afirmou um rapaz de 23 anos, no Leste do Irã, exagerando alegremente. "Queremos mais formas de nos divertir." Ele diz que bebe – o álcool é ilegal, mas está disponível em todos os lugares – e até há pouco tempo usava drogas. As autoridades iranianas calculam que talvez cerca de 10% da população use drogas ilegais – tradicionalmente ópio e heroína, mas cada vez mais metanfetaminas também . Esse rapaz se uniu aos protestos democráticos de 2009, mas – informou – foi preso e agredido por vários dias, perdendo um dente no período. Isso o afastou do ativismo político e, como muitos outros, ele agora só pensa em ir para o exterior. No Noroeste, essa
NICHOLAS D. KRISTOF sensação de desespero levou alguns jovens iranianos de etnia turca a apoiarem a separação da região e a união com o Azerbaijão. Em jogos de futebol em Tabriz, torcedores alguma vezes provocam as autoridades gritando slogans separatistas.
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ão se imagina que um novaiorquino pudesse corar em Teerã, mas fiquei surpreso com a cena de abordagem nos padrões de encontro de apenas uma noite: rapazes em carros extravagantes passam procurando mulheres; conversam, elas entram no carro e vão embora com eles. Também há prostituição e o ex-chefe da Polícia de Teerã foi preso em 2008 em um bordel com seis prostitutas. Lembrem-se de que o Irã é a terra natal não só dos aiatolás severos, mas também do hedonismo romântico de O Rubayat , de Omar Khayyam – na tradução de Richard Le Gallienne: “Vocês acham que Deus fez crescer as uvas/ E ao mesmo tempo
Metade dos iranianos tem menos de 25 anos, boa educação e usa tecnologia: fermento para mudanças. tornou pecado beber?”. Nos anos 1970, jovens iranianos insatisfeitos se rebelaram contra um regime laico abraçando uma forma ascética do islamismo. Agora eles estão se rebelando contra um regime religioso corrupto abraçando a liberdade individual – em alguns casos, até com sexo, drogas e rock’n’roll. Frequentemente eles também pensam com carinho nos Estados Unidos, o que é muito perturbador. No Paquistão, Afeganistão e Egito, nós – norteamericanos – distribuímos bilhões de dólares em ajuda e frequentemente somos odiados. Eu vim ao Irã e as pessoas me dão presentes! Essa cultura jovem do Irã é alimentada pela internet –
dois terços dos lares iranianos têm computadores – e pela TV por satélite, que é proibida, mas muito difundida. Uma pesquisa feita por telefone pelo BBG/Gallup em março revelou que um terço dos iranianos admitiu ter visto TV por satélite na semana anterior, e o número real pode ser bem maior. "O efeito de TV por satélite é muito grande", disse uma jovem, que afirmou que no começo ficou horrorizada quando viu colegas muçulmanas na Turquia usando biquíni, mas gradualmente decidiu que havia mais de uma forma de viver. A polícia faz operações para confiscar antenas parabólicas e pode multar quem possuí-la em até
US$ 400, mas essas ações não são muito eficientes. "Você vê que é a polícia e simplesmente não abre a porta", disse um comerciante em Gorgan. "Então eles pegam a antena e vão embora sem multar".
M
úsica, vídeo e videogames pirateados são bem difundidos. Atualmente, um jogo popular, embora proibido, é o Battlefield 3, no qual forças militares dos EUA agem em Teerã. Em uma casa em que visitei, os garotos estavam jogando "Grand Theft Auto". Esses jovens são o futuro do Irã e podem ser nossos aliados. Mas não tenho certeza se nós, no Ocidente, temos uma estratégia clara para o Irã. As autoridades
veem o Irã como um país de fanáticos, da mesma forma que viam a China nos anos 1960. Cogitou-se na época uma opção militar contra a China e, se tivéssemos entrado por esse caminho, Pequim ainda seria governado por maoístas – numa versão ampliada da Coreia do Norte. Minha viagem pelo Irã deixou-me convencido de que a mudança também chegará aqui se tivermos simplesmente paciência para não perturbar as forças subterrâneas que estão agindo: um aumento na educação, uma classe média em expansão, frustração econômica crescente, a erosão do monopólio governamental sobre a informação. Meu palpite é que se não houver uma guerra entre o Irã e o Ocidente – pois isso provavelmente fortaleceria o regime –, os linhas-duras vão seguir o caminho de Mao, e o Irã terminará parecendo algo como a Turquia. Penso em um jovem que conheci e que me disse, ansioso: "É normal um rapaz e uma moça desejarem sair juntos. O que há de errado nisso?". Os românticos estão do nosso lado e eles são mais numerosos do que os fanáticos. Deveríamos apostar neles, e não em bombas, como agentes da mudança. NICHOLAS D. KRISTOF É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E ESCREVE ÀS MARGENS DO MAR CÁSPIO, IRÃ. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm
3 Inspirados
pelas empreguetes de Cheias de Charme, o veterano cantor Odair José, 63 anos, volta à cena.
gibaum@gibaum.com.br
k Não podemos ter juizes covardes. Não podemos juizes ameaçados.
ELIANA CALMON // do Conselho Nacional de Justiça, sobre as ameaças ao juiz da operação Monte Carlo
Fotos: Paula Lima (viajou a convite dos promotores)
333 Quando era bem mais gordo, a papada do expresidente Lula (ele tem pescoço curto) aparecia bem menos. Com os quilos que perdeu durante seu tratamento contra o câncer na laringe (e ainda não recuperou e ele também não quer engordar em excesso), o volume da papada aparece muito mais, a ponto da exprimeira-dama Marisa Letícia consultar seu cirurgião plástico, Pedro Albuquerque, em São Paulo, para melhor se informar sobre uma possível redução na área. Hoje, esse tipo de cirurgia é dos mais solicitados e os cortes são feitos na altura das orelhas (Roberto Carlos fez cirurgia semelhante há dois anos). Por enquanto, a preocupação maior do ex-presidente é a garganta inchada. Mais para frente, até é capaz de topar
OUTRA VERSÃO No segundo semestre, a ex-primeira-dama Rosane Collor,quecontinuabrigando na justiça com o ex-marido, lançará sua biografia, escrita com ajuda do jornalista Daniel Brunet, onde entre tantas histórias, contará “outra versão” de todos os fatos que acabaram derrubando o marido da Presidência da República. Há quem garanta que, pela primeira vez, Rosane quebrará um silencio – até mesmo familiar – sobre fatos que envolveram, há mais de duas décadas, o atual senador Fernando Collor e sua excunhada, Tereza Collor, hoje casada com o empresário Gustavo Halbreich e morando em São Paulo
333
Protesto rebolado 333 Na Marcha Global da Cúpula dos Povos, no Rio (cerca de 20 mil pessoas), esta semana, tinha manifestantes de todos os tipos: ecologistas, sem-teto, sem-terra, feministas, evangélicos, enfim, uma legião de pessoas que protestavam contra a economia verde e na defesa dos direitos dos povos. Aí, surgiu grande grupo que resolveu aumentar a nudez dos seios criada pela Female, na Ucrânia: homens e mulheres resolveram protestar totalmente nus e a grande maioria preferiu tapar o rosto com lenços e turbantes. Entre os homens, um bloco e tanto de gays que, aproveitando a hora, protestavam também com rebolados e trejeitos do gênero.
MÃO PESADA Com o braço esquerdo quebrado (foi operado) e na tipóia, , o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já retornou às sessões plenárias doSupremoTribunalFederal. Aos que se preocupavam com a possibilidade de ficar de fora do julgamento do mensalão, Gurgel avisava: “Embora muita gente até esteja torcendo por isso, estarei participando do julgamento, firme e forte. Só com a mão mais pesada”.
333 Todas as celebridades do cinema americano estiveram reunidas em Culver City, na Califórnia, nos estúdios da Sony, para a 40ª versão da AFI Life Achievement Award que, neste ano, homenageou a veterana Shirley MacLaine (primeira foto à esquerda), 78 anos, por sua contribuição a cultura. Entre tantas, estavam lá, da segunda foto à esquerda para a direita, Sally Field e Meryl Streep; Jennifer Aniston; Katherine Heigl e – quem diria –Deborah Secco, única brasileira presente (sem o marido Roger, sem falar inglês e fazendo força para acabar com a suposta imagem de periguete), a convite de Marcello Coutro, vice-presidente da MGM.
Estranha no ninho
Trocando asrendas
Diplomatas brasileiros sempre carregam o rótulo de punhos de renda , devido a elegância da profissão. Agora, Dilma Rousseff quer mudar as rendas de alguns punhos, incluindo os do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, um dos primeiros convidados para integrar seu governo – e com o qual a presidente estaria acumulando decepções. Uma foi a visita dela a Washington, onde não perdoa Patriota, até hoje, por não ter discursado no jardins da Casa Branca ao lado de Barack Obama. Agora, Dilma não ficou satisfeita com a negociação para o documento-base da Rio+20. Achou vago – e fraco. O ministro da Defesa, Celso Amorin, já está assanhado para reassumir o antigo posto, Dilma gosta da idéia de colocar uma mulher no cargo, a embaixadora brasileira na ONU, Marisa Luisa Viotti e correndo por fora, com muita chance, José Maria Bustani, embaixador em Paris. 333
3 Mais: depois de 10 anos, lança novo CD e tentará recuperar o slogan de "rei das empregadas domésticas do Brasil".
Bondades dirigidas Quem diria: documento da CUT, berço do PT, está disparando contra a política industrial do governo Dilma Rousseff e especialmente do exguerrilheiro e ministro do Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel, que privilegia setores isolados e não gera benefícios. De cara, pergunta: “Qual o sentido de desonerar a Telefônica que, em 2011, teve lucro de R$ 5 milhões?” Depois, argumenta que o setor mais beneficiado foi o automobilístico, onde só têm multinacionais. E cita até que, desde 2008, as multinacionais enviaram ao exterior US$ 102 bilhões como lucros e dividendos e US$ 62 milhões como amortizações de empréstimo intercompanhias, além de desinvestimento – retorno à matriz – de US$ 54 bilhões.
333
TEFLON Quem imaginar que Lula tenha ficado preocupado com a saída de Luiza Erundina na chapacomFernandoHaddad, engana-se: ele não está nem aí, como sempre minimizou a importância de Marta Suplicy na campanha. Para ele, importante é somar os tempos do PSB com PP. Lula também acha que sua presença nos palanques e na televisão vai funcionar como uma espécie de teflon, que neutralizará a rejeição do eleitorado tradicional do PT à presença de Paulo Maluf na campanha. José Dirceu achou a aliança arriscada, mas prefere aguardar as próximas pesquisas. 333
MISTURA FINA 333
ESTÃO ROMPIDOS o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra e o secretário de Energia do governo Alckmin, que pretendia se candidatar também, José Aníbal. Motivo principal: o chapão. O que não chega
a ser novidade: Aníbal não se conforma com o lançamento da candidatura Serra, nem com os esforços de Geraldo Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab em aumentar as alianças com outros partidos.
333
Ela tem um programa de culinária na Rede TV! e um site com vídeos de receitas (sua bruschetta é aplaudida sempre) e ainda cozinha por encomenda: filha de pais hippies (um português e uma francesa), Heaven Delhaye (o nome, paraíso em inglês, foi dado por um irmãozinho) está debutando, de calcinha e sutiã, nas páginas de Alfa. Na televisão, quem vê e ouve, fica encantado com o sotaque de Heaven, que mistura o francês com pitadas de inglês – e claro, um certo carioquês porque ela mora no Rio.
Boa de cozinha
Fim de linha 333 Malgrado os esforços da presidente Dilma Rousseff pela reconciliação do casal, há quem aposte que os ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo estejam mesmo em processo de separação. Pelo menos, já não estão usando suas alianças. Em Curitiba, há meses, eles não são vistos juntos. O casamento de Gleisi e Paulo Bernardo inclui uma incontida paixão no passado. Gleisi era casada com o jornalista Neilor Toscano, moravam todos juntos em Brasília num apartamento funcional, até quando os atuais ministros se apaixonaram – e ela se separou.
h IN Chá verde.
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Lula sem papada
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Chá preto.
333
Furacão em Brasília 333 O ex-jogador e deputado federal Romário (PSB-RJ) que usou jovens bonitas da campanha e tem duas delas lotadas em seu gabinete, na Câmara Federal, resolveu reforçar o time. Acaba de conquistar, para atuar no Congresso Nacional junto a imprensa, a curitibana e jornalista Márcia Magalhães, Garota Furacão do Atlético-PR e que ficou em terceiro lugar no concurso nacional do UOL Esporte. Márcia tem 29 anos, já fez diversos ensaios sensuais, chama Romário de patrão e garante que o ex-atacante, autor de 1002 gols na carreira, foi um de seus ídolos na infância.
333 NO ENCONTRO entre Lula e Paulo Maluf, na casa do presidente do diretório estadual do PP em São Paulo, com as presenças de Fernando Haddad, Ruy Falcão, mais vereadores, assessores e seguranças, foram servidos apenas cafezinho e água.
333
NA PELE de Zarolha, uma das moças alegres do Bataclã da novela Gabriela, a atriz
Leona Cavalli apareceu numa rápida cena de nudez no primeiro capítulo. No dia Seguinte, recebeu convite e já assinou contrato para aparecer em grande ensaio, toda nua, nas páginas de Playboy. 333 QUEM ESTÁ em São Paulo e fez palestra num congresso de tecnologia de informação da Febraban é a síria Rahaf Harfoush. Ela comandou um painel chamado ArchiTechs: How to Live, Govern & Learn in a Hyper-connected World. Rahaf integrou a equipe da campanha pela internet de Barack Obama e depois da vitória do democrata, escreveu o livro Yes We Did – na cola do lema Yes We Can.
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EM GABRIELA, Humberto Martins, o turco Nacib, erra no sotaque. O personagem é de família emigrante, deveria falar com o sotaque turco – e carrega no baianês.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 22 de junho de 2012
5 VAI FICAR Justiça do DF não concede liberdade para Carlinhos Cachoeira.
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NEM UM ALÔ Juiz é amigo de Queiroga e de Cachoeira, mas nega vazamento.
Alan Marques/Folhapress
CPI DO CACHOEIRA
Justiça do Distrito Federal mantém bicheiro preso Decisão foi por unanimidade. Para MPF, solto ele retomaria "os ilícitos".
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Justiça do Distrito Federal decidiu ontem, por unanimidade, manter o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso sob a acusação de comandar esquema de jogo ilegal e corrupção de agentes públicos e privados. Andressa Mendonça, mulher do bicheiro, acompanhou ao lado de Sebastião Ramos, o Tião Cachoeira, pai de Carlinhos, a sessão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DF). Cachoeira está detido desde o dia 29 de fevereiro, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Ordem derrubada – A ação policial investigou o contraventor e esbarrou em suas relações políticas, levando a uma série de outros procedimentos, como a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPI do Cachoeira, e o processo no Conselho de Ética contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), cuja decisão poderá levar à cassação do seu mandato.
Restituir a liberdade a Cachoeira significa um estímulo à impunidade, um prêmio ao crime organizado. PROCURADOR ROGÉRIO SCHIETTI A ordem de prisão contra Cachoeira derivada da Operação Monte Carlo foi derrubada pela Justiça Federal na semana passada, em sentença assinada pelo desembargador Tourinho Neto. E ele só não foi solto porque havia outra ordem, gerada pela Operação Saint Michel, que investiga supostas atividades de Cachoeira no Distrito Federal. A decisão de manter Cachoeira preso é consequência da Saint Michel e os magistrados, ao contrário do entendimento de Tourinho Neto, desta vez argumentaram que o contraventor, uma vez solto,
poderia influir nas investigações que correm contra ele e que ainda estão em curso. O relator José Carlos Souza e Ávila votou pela permanência de Cachoeira na cadeia. Para ele, "a influência do grupo denunciado impressiona". Souza e Ávila alertou que "são fatos complexos pelo enorme envolvimento de agentes públicos de diversas cidades" e pediu cautela do Poder Judiciário "a fim de evitar que a soltura precipitada prejudique o processo". Ele afirmou ainda que, com a soltura, haveria "sério risco de os ilícitos serem retomados". Andressa sai – A liberdade a Cachoeira também foi negada pelos desembargadores Roberval Casemiro Belinati e Silvanio Barbosa Santos, que acompanharam o relator. Naquele momento, Andressa deixou a sessão do TJ-DJ. Também estavam no plenário os advogados Márcio Thomaz Bastos e Dora Cavalcanti, defensores de Cachoeira. O habeas corpus analisado ontem foi o primeiro protoco-
Andressa Mendonça acompanhou a sessão do tribunal ao lado de Tião Cachoeira, pai do contraventor. lado pela defesa do bicheiro, logo após a Saint-Michel. Há outros dois pedidos de liberdade em andamento na Justiça do DF, que já tiveram pedido de liminar negada, porém ainda precisam ser analisados no mérito. Antes do início do julgamento, o TJ-DF decidiu retirar o segredo de Justiça do habeas corpus. Dora Cavalcanti argumenta que "todos aqueles
L
Senador Vital do Rêgo, que preside a CPI do Cachoeira, quer agilizar os trabalhos da comissão.
Senado recebe novos áudios da Monte Carlo Pacote com 57 novas gravações vai permitir checagem mais apurada
O
gundo ele, restituir a liberdade a Cachoeira significava um "estímulo à impunidade, um prêmio ao crime organizado e simbólico recado ao paciente e seu grupo criminoso". Os desembargadores também rejeitaram o pedido de considerar que o TJ-DF não tinha competência para julgar Cachoeira pelo fato de ele ser réu na Operação Monte Carlo, na Justiça Federal. (Agências)
Juiz nega ter vazado informações para o contraventor
José Cruz/Ag. Senado - 08.02.12
senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) confirmou ontem que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPI do Cachoeira, vai receber 57 novos áudios gravados com autorização da Justiça e que integram o inquérito da Operação Monte Carlo. Rêgo, que preside a CPI, disse que solicitou ao deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da comissão, que fosse até Goiânia acelerar a liberação desses documentos. De acordo com o senador, o processo enviado à comissão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) "contém inconsistências" quando as informações são comparadas ao da mídia. Ele acrescentou que "há trechos incompletos ou que simplesmente não existem, daí a necessidade da íntegra dos áudios". O presidente determinou que os áudios estejam disponibilizados
presos pela Operação Monte Carlo recuperaram a merecida liberdade e responderão em liberdade a ação penal que se inicia". Ela pediu a revogação do "constrangimento ilegal a que vem sendo submetido o paciente, recolhido há exatamente 121 dias". O procurador de Justiça Rogério Schietti, em nome do Ministério Público Federal, pediu a manutenção da prisão. Se-
Nos áudios enviados à CPI, há trechos incompletos ou que não existem, daí a necessidade da íntegra dos áudios. VITAL DO RÊGO (PMDB-PB) ainda hoje para consulta dos integrantes da comissão. Mais uma vez – O desembargador Tourinho Neto, mais uma vez, julgou a favor de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Agora, ele determinou o desbloqueio das contas bancárias e a liberação dos bens da empresa WCR Produções e Comunicação e de Carlos Antonio Nogueira. Os bens foram bloqueados por suposta sociedade entre Nogueira e Cachoeira na WCR.
Como de hábito, Tourinho Neto acusou o juiz de não fundamentar devidamente a decisão que bloqueou os bens da empresa. De acordo com a WCR, caso o bloqueio fosse mantido, a empresa iria falir e a família de Nogueira ficaria sem sustento. No dia 13 de junho, Tourinho Neto conseguiu o desbloqueio dos bens da Vitapan, empresa que está em nome de Andréa e Adriano Aprigio dos Santos, ex-mulher e ex-cunhado de Cachoeira. O juiz não havia fundamentado bem a ação. Delta – O Ministério Público entrou com ação de improbidade contra a Delta e três servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) por irregularidades em um contrato de manutenção predial de 2005. Pede o bloqueio de bens dos envolvidos e o ressarcimento de R$ 740 mil, em valores da época. (Agências)
eão Aparecido Alves é juiz titular da 11ª Vara Federal de Goiânia. Um dos seus filhos estuda na mesma sala de aula, há cinco anos, com um dos filhos de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele é amigo "há 19 anos" de José Olímpio Queiroga Neto, considerado braçodireito de Cachoeira no esquema de caça-níqueis. A esposa Maria do Carmo Oliveira Alves é amiga de Queiroga "há mais tempo", segundo Leão. Leão tem confirmado todas essas informações como forma de se defender de uma acusação cada vez mais latente – a de vazamento de dados da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Tanto que ontem ele divulgou uma nota rebatendo o assunto. "É tudo especulação", resumiu. Como titular da 11ª Vara, Leão deveria assumir o caso com a saída do juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que alegou ter sofrido ameaças do crime organizado. Mas por questões "de foro íntimo", por ser próximo de Cachoeira e de Queiroga, se declarou impedido. A operação agora está sob a responsabilidade do juiz Alderico Rocha Santos. A maior prova – De acordo com Leão, a maior prova de que não houve vazamento é que Cachoeira, Queiroga e outros 79 réus presos no dia 29 de fevereiro não fugiram. Mas interceptações da PF datadas de 7 de fevereiro identificar a m u m a c o n v e r s a d e C achoeira, na qual ele faz uma referência ao magistrado. "Dia 14, o Leão assume a Vara e ela ficou de avisar se vai ter prisão ou não". Sobre a referência a seu nome na ligação, Leão diz que não pode se responsabilizar pelo que terceiros atribuem a ele e à sua mulher. "Lamentavelmente, nos dias de hoje, algumas pessoas se satisfazem
apenas com especulações". Leão explica as ligações entre linhas telefônicas de sua família e a de Cachoeira pela proximidade dos filhos, que estudam juntos há cinco anos. Quanto às ligações frequentes com a família de Queiroga,
ele informa que a irmã dele é madrinha do seu filho. Queiroga, segundo a PF, foi quem alertou Cachoeira sobre a operação 27 dias antes de acontecer. Só que ele não acreditou e acabou preso, assim como Queiroga. (ABr)
Fato Relevante Ata da Reunião Extraordinária no 1.918, de 21.6.2012, do Conselho de Administração do Banco Bradesco S.A. CNPJ n o 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795. Aos 21 dias do mês de junho de 2012, às 17h, na sede social, Cidade de Deus, 4o andar do Prédio Vermelho, Vila Yara, Osasco, SP, reuniram-se os membros do Conselho de Administração da Sociedade sob a presidência do senhor Lázaro de Mello Brandão. Durante a reunião, os Conselheiros, de conformidade com o Parágrafo 6 o do Artigo 6o do Estatuto Social, e atendidas as exigências previstas nos Parágrafos 1o e 2o do Artigo 30 da Lei no 6.404/76 e nas Instruções CVM nos 10, 268 e 390, de 14.2.80, 13.11.97 e 8.7.2003, respectivamente, deliberaram: I)
renovar o programa de aquisição de ações de própria emissão para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, mantendo as mesmas quantidades, sem redução do Capital Social;
II) autorizar a Diretoria da Sociedade a adquirir até 15.000.000 de ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 7.500.000 ordinárias e 7.500.000 preferenciais, competindo-lhe definir a oportunidade e a quantidade a ser efetivamente adquirida, dentro dos limites autorizados e do prazo de validade desta deliberação. Para os efeitos do Artigo 8o da Instrução CVM n o 10, de 14.2.80, especifica-se que: a) a presente autorização tem por objetivo a aplicação de recursos existentes em “Reservas de Lucros - Reserva Estatutária”, disponíveis para Investimentos; b) vigorará pelo prazo de 6 (seis) meses, de 25.6 a 25.12.2012; c) segundo a conceituação do Artigo 5o da Instrução CVM n o 10, existem 2.344.226.956 ações do Banco em circulação no mercado, sendo 502.699.242 ordinárias e 1.841.527.714 preferenciais; e d) a operação de aquisição dessas ações será realizada a preço de mercado e intermediada pela Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, com sede na Avenida Paulista, 1.450, 7 o andar, Bela Vista, São Paulo, SP, e Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., com sede na Praia de Botafogo, 300, salas 601 e 301, parte, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ; III) que no caso de cancelamento das ações que vierem a ser adquiridas, caberá ao Conselho de Administração propor à Assembleia Geral a sua aprovação, sem redução do Capital Social; IV) registrar que, relativamente à autorização concedida à Diretoria na Reunião deste Órgão no 1.842, de 21.12.2011, verificou-se, até esta data (21.6.2012), terem sido adquiridas 72.000 ações ordinárias, que somadas às 2.487.000 ordinárias e às 4.466.400 preferenciais já existentes, totalizam 7.025.400 ações que permanecerão em tesouraria, sendo que a decisão sobre a alienação ou cancelamento dessas ações será tomada oportunamente e comunicada ao mercado. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata que os Conselheiros presentes assinam. aa) Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Carlos Alberto Rodrigues Guilherme e Milton Matsumoto.
p Maluf chama D'Urso para vice de Haddad DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Acho o acúmulo de vencimentos muito preocupante, pelo potencial explosivo que tem sobre as contas públicas. Miriam Belchior, ministra do Planejamento.
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Deputado do PP assume as funções de articulador e liga para convidar o pré-candidato do PTB à prefeitura de São Paulo a integrar a chapa encabeçada pelo petista. Luludi/LUZ - 13.05.09
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Luiz Flávio Borges D'Urso: "Não atribuo o assédio a mim, atribuo o assédio ao partido", diz o pré-candidato do PTB.
'A responsabilidade não é só de Lula' Gilberto Carvalho lembra que toda a direção nacional do PT participa da organização da campanha de Haddad. Antonio Cruz/ABr
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ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, disse ontem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser responsabilizado sozinho pela polêmica fotografia em que aparece ao lado de Paulo Maluf (PP). Em entrevista num hotel da Barra da Tijuca, onde participa da conferência Rio+20, Carvalho observou que a candidatura de Fernando Haddad a prefeito de São Paulo é organizada pelas lideranças e dirigentes do PT. "Ele (Lula) está conversando com muita gente. Está se atribuindo ao Lula uma responsabilidade que não é só dele".
Gilberto Carvalho: "Essas coisas acontecem". Na conversa com os jornalistas, o ministro reconheceu que o expresidente ainda se recupera de problema de saúde, mas repetiu que a direção
nacional do PT participa da organização da campanha de Haddad. "Ele (Lula) não está sozinho". O ministro afirmou que, agora, com a desistência de
Luiza Erundina (PSB) em ser vice de Haddad, o PT precisa buscar um novo nome e "tocar a vida para frente". "Essas coisas acontecem. A redução dos danos agora é a própria dinâmica da campanha que vai ditar". Apoio – A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, defendeu ontem o apoio dado por Maluf, do PP, ao candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Ideli lembrou que o PP de Maluf já compõe a base do governo em âmbito federal e que era "muito natural" que essa aliança se repetisse em São Paulo. "Não tem novidade política nisso", declarou. (AE)
Maia apoia acúmulo de vencimentos para servidor Presidente da Câmara é favorável à sobreposição de pagamentos, mesmo que a soma ultrapasse o valor do teto.
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presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), defendeu a possibilidade de acúmulo de vencimentos por servidores públi-
cos, mesmo que a soma exceda o teto constitucional – o salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – que é de R$ 26.723,13.
Sergio Lima/Folhapress
Maia: "É perfeitamente normal e bom usar quem tem experiência".
Segundo ele, não há previsão para votação da proposta de emenda constitucional aprovada nesta quarta em comissão especial que, na prática, acaba com o teto salarial. "Um funcionário público que se aposentou pelo teto e foi requisitado, foi recontratado, precisa receber um tipo de remuneração, se não estaria trabalhando por caridade", disse. Maia argumenta nesse caso o servidor poderá receber acima do teto. "Ele vai receber a mais por estar prestando serviço. É perfeitamente normal e bom para o País poder utilizar-se de experiência acumulada de pessoas que têm conhecimento". Benesses – O projeto aprovado permite ao servidor público acumular pagamentos de várias fontes – aposentadoria, salários, benefícios, decisões judiciais –, mesmo que a soma passe o valor do teto. O texto aprovado retira ainda os limites atuais para o salário dos servidores estaduais e municipais. Eles poderão ter vencimentos acima dos subsídios dos governadores e dos prefeitos, que servem atualmente de barreira salarial. Marco Maia discorda do fim desses limites. Ele argumenta que esse assunto poderia ser tratado pelas Assembleias Legislativas e pelas Câmaras municipais.
Ministra discorda – Miriam Belchior, ministra do Planejamento, criticou a proposta: "Acho essa decisão muito preocupante", disse a ministra, acrescentando que "isto é um problema para o País" pelo potencial explosivo que tem sobre as contas públicas. "Foi uma primeira votação, mas ela é importante e, por isso mesmo, espero que não avance", desabafou a ministra. Ela diz que acredita que "ainda é possível reverter a situação". Para a ministra, vai haver uma grande mobilização na base do governo para evitar que o fim dos tetos salariais nos governos federal, estadual e municipal seja aprovado no Congresso. A proposta ainda precisa ser analisada pelo plenário da Câmara antes de ir ao Senado. A ministra fez questão de ressaltar que esta proposta é preocupante não só para o governo federal, mas também para os estados e municípios, porque pode levar a um estouro no caixa de todos. Sobre a proposta de reajuste para militares e professores, que está em fase mais adiantada nos estudos do governo, a ministra do Planejamento afirmou que "ainda não há nada resolvido". Segundo ela, os pleitos ainda estão sendo avaliados pelo governo federal. (AE)
advogado Luiz Flá- D'Urso sabe que os convites vio Borges D'Urso, não chegam por seu nome. pré-candidato do "Não atribuo o assédio a mim, PTB à Prefeitura de atribuo o assédio ao partido". São Paulo, revelou ontem que Petistas do diretório municifoi procurado pelo deputado pal reprovaram a "proatividaPaulo Maluf, presidente esta- de" de Maluf. "O PT não apoia dual do PP, para compor a cha- essa iniciativa", disse um aliapa com o pré-candidato petis- do. "Se isso foi feito, foi à nossa ta Fernando Haddad. revelia", criticou. Apesar de a coordenação da O presidente do diretório pré-campanha de Haddad municipal e coordenador da afirmar que Maluf não seria pré-campanha de Haddad, veprotagonista na sucessão mu- reador Antonio Donato, afirnicipal, o deputado mostrou- mou que, neste momento, a se um articulador ativo e con- prioridade é fechar o arco de versou, na quarta pela manhã, alianças e aguardar uma posicom D'Urso ção do PCdoB sobre a possipara, em sebilidade do guida, discupetebista se tir o vice de O PT não apoia unir à coligaHaddad. essa iniciativa ção. Segundo "Ele me liDonato, não (do Maluf), essa gou para dih o u v e q u a lproatividade. zer que o PT quer oferta Se isso foi feito, me apoiava oficial da foi à nossa para vice de campanha revelia. Haddad", para atrair contou D'UrD'Urso. "QuePETISTA ANÔNIMO so, referindoro primeiro se a Maluf. No o u v i r o E d idia anterior, o ex-prefeito já nho", ponderou Donato. teria procurado o presidente PCdoB – Como o convite não estadual do PTB, deputado partiu do diretório municipal Campos Machado, assim que do PT, o núcleo da campanha soube da saída da deputada de Haddad prioriza um acordo federal Luiza Erundina (PSB). com o PCdoB. O interlocutor Segundo o advogado, além de de Haddad junto ao PCdoB é o Maluf, Campos Machado tam- ex-ministro do Esporte, Orlanbém foi procurado pelo presi- do Silva, que se reuniu ontem dente estadual do PT, deputa- com o pré-candidato. do estadual Edinho Silva. Caso seja confirmada a deMesmo com a pressão do PT sistência do pré-candidato do e do PSDB para ter os 1m37s PCdoB, vereador Netinho de de tempo de TV do PTB, D'Urso Paula, o partido poderia oferegarantiu que sua candidatura cer para a vaga de vice na chaserá mantida. "Hoje nossa po- pa petista a presidente estasição é absolutamente firme", dual da sigla, Nádia Campeão, disse. Na "guerra" pelo maior ou a deputada estadual Leci tempo de exposição na TV, Brandão. (AE) Waldemir Barreto/Agência Senado
Mozarildo: legalização evitaria casos como o Carlinhos Cachoeira.
Senador defende referendo sobre jogos de azar
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o momento que se discute na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira as atividades ilegais do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) defendeu ontem a realização de um referendo para que os cidadãos decidam sobre a legalização dos jogos de azar. Para Cavalcanti, se a proposta for aprovada, não haveria mais o "senhor Carlinhos Cachoeira". "É lógico que ele não existiria. Ele (Carlos Cachoeira) poderia atuar, mas não com o poder que ele tinha. Como é que ele adquiriu poder? Com dinheiro sujo. E aí o Brasil ficou sem receber um tostão de imposto, organizando uma máfia envolvendo policial, criminosos, políticos", afirmou, lembrando que desde a CPI dos Bingos, que encerrou os trabalhos em 2006, a atuação do contraventor com os jogos ilegais já era conhecida. Mozarildo é autor de um projeto que libera a exploração de jogos em hotéis-fa-
zenda e hotéis de selva na Amazônia e no Pantanal. Em defesa de sua proposta, o parlamentar diz que o País está perdendo muitos empregos para outros países da América Latina onde a exploração do jogo é permitida. Ele destaca que apenas o Brasil e Cuba proíbem a atividade. Em Roraima, exemplificou, brasileiros cruzam a fronteira para irem jogar na Venezuela. Contudo, o parlamentar é favorável a que se submeta a referendo, caso aprovado pelo Congresso, uma proposta mais ampla – a que legalizaria a prática em território nacional. "Há hipocrisia principalmente daqueles que formam a opinião no País em discutir o assunto", afirmou Mozarildo à Agência Estado, após abordar o tema em um discurso no plenário, para uma plateia de apenas três senadores. "A criminalidade existe porque a atividade é crime. Na hora em que for descriminalizada, ela desaparece", acrescentou. (AE)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Eu escrevia em uma máquina de escrever, gravava, fazendo a locução, e ouvia. Era um jornalista autossustentável. Paulo Saab, jornalista.
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L.C.Leite/LUZ
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PAULO SAAB
anos
HOJE
Memória: "Quando meu pai me deu um gravador de presente, daqueles de rolo, a festa ficou completa", lembra Saab.
Há exatamente três décadas o jornalista Paulo Saab estreava sua coluna no Diário do Comércio. Assume, assim, a condição de mais antigo cronista político de jornal em atividade no Brasil. José Maria dos Santos
O
jornalista Paulo Saab tem uma marca que jamais lhe será arrebatada. É o mais antigo cronista político em atividade no Brasil, bem entendido, de jornal, conforme levantamento realizado pelo Diário do Comércio. Soma 30 anos ininterruptos. Atrás dele se coloca Jânio de Freitas, que escreve na Folha de S. Paulo, com apenas um ano a menos. Saab construiu sua trajetória exclusivamente no Diário – aqui estreou, exatamente hoje, no dia 22 de junho de l982. Nesta entrevista ele conta como se apaixonou particularmente pelo rádio-jornalismo, no qual figuras lendárias do setor, que agora são nomes de ruas, lhe serviram de preceptores. Mas sua biografia também mostra que Saab, paralelamente ao jornalismo, estendeu seus talentos para o marketing e turismo, onde se tornou executivo e empresário de respeito. Mas agora, aos 62 anos, provavelmente seu viés mais conhecido do público é o do idealista que criou o Instituto de Cidadania do Brasil em 2000, com a proposta de valorizar e desenvolver conceitos de ética e civilidade.
No telex, você podia escrever on line. A comunicação entre máquinas era feita por um disco semelhante ao telefone. PAULO SAAB Sua história é semelhante ao de muitos rapazes oriundos de famílias de imigrantes, que foram construindo passo a passo seu crescimento. No seu caso, os avôs vieram do Líbano e, como era comum entre seus compatriotas, foram desbravar o interior do Mato
grosso e de São Paulo com suas malas de mascates. A Saab coube melhor sorte de poder estudar e de nascer na Vila Mariana. Diário do Comércio - Para falarmos dos seus 30 anos de colunismo, é necessário retornar às suas origens jornalísticas. Como você começou? Paulo Saab - Comecei na infância, brincando de fazer rádio em casa. Fazia mais rádio do que jogava bola. Eu era ouvinte da Rádio Bandeirantes e sócio do Clube RB. Quando meu pai me deu um gravador de presente, daqueles de rolo, a festa ficou completa. Eu escrevia meu Jornal da Bandeirantes em uma máquina de escrever, gravava, fazendo a locução, e ouvia. Como se vê, era um jornalista autossustentável. A paixão pelo rádio me acompanhou. Por volta dos 19 anos, eu me inscrevi em um teste para redator na Jovem Pan, que já estava no auge naquele início dos anos 70. O início foi um tanto estranho. O Fernando Vieira de Mello me viu e perguntou por que eu estava careca... DC - Você se refere ao Fernando Vieira de Mello (19292001) diretor de jornalismo da Jovem Pan época, que provocou uma verdadeira revolução no rádio-jornalismo do País? Saab - É ele mesmo, hoje nome do túnel da Rebouças. Disse-lhe que estava careca porque era calouro da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Ele me mandou escrever 30 linhas sobre o exame da OAB, que estava sendo implantado e já provocava polêmica. Eu o fiz, dando minha opinião favorável. Em seguida ele me disse: vai lá no telex, pegue uma notícia e cozinhe. DC -Explique para a nova geração o que era telex e a "cozinha".
Quando não gostava do que a gente escrevia, [Fernando Vieira de Melo] amassava a lauda, xingava de filho da puta para cima. Saab - O telex, como o computador, era uma máquina com a qual você podia transmitir e receber textos. Não confundir com o teletipo, que era apenas receptor, a partir de uma central. No telex, você podia escrever on line ou gravar o texto em uma fita e repassar. A comunicação entre máquinas era feita por um disco semelhante ao telefone. Era o máximo em tecnologia na época. Havia alguns códigos de escrita. Se não me falha a memória, o acento agudo era representado pela letra H imediatamente após a vogal que deveria recebê-lo. Tudo era feito via papel. DC - E a "cozinha"? Você já sabia que se tratava de um jargão dos jornalistas? Saab - Eu sabia, de tanto ouvir a Bandeirantes desde menino. Essas coisas de vez em quando escapavam nos comentários. Acho que o Fernando pensou que eu ia perguntar onde estava o fogão. Peguei uma noticia e "cozinhei", isto é, deu nova roupagem no texto. A "cozinha", em geral, tem o objetivo de rejuvenescer uma notícia. Ele leu, chamou o Sangirardi, que era o chefe da redação e disse que me colocasse como editor de "A Hora da Verdade", um dos rádio-jornais da casa. "Você começa agora, garoto". Eu fiquei deslumbrado. DC - E como foi o aprendizado com o Fernando Vieira de Mello? Saab - Ele era uma escola em
si. Quando não gostava do que a gente escrevia, amassava a lauda, xingava de filho da puta para cima. "Vai aprender a escrever". "Não sei como te contratei". Mais tarde ia à redação e afagava a gente. Sua genialidade estava em enxergar o que o ouvinte queria e transformar as aspirações numa forma de comunicação absolutamente moderna, que vinga até hoje. Meu chefe de reportagem era o Reali Junior, outro mestre. Meus cinco anos na Jovem Pan foram os mais importantes da minha trajetória. DC - O que você aprendeu com o Realinho (Elpídio Reali Júnior 1941-1911), além de cavalheirismo e elegância, que, aliás, não lhe faltam? Saab - Seu maior legado, para mim, foi moral. Ensinou-me a dizer a verdade sem exagerar; de relatar sem emitir opinião e ter comportamento ético em todos os sentidos. Um exemplo: nós tínhamos dois teletipos na sala. Certa vez, em um plantão, transmiti uma notícia internacional antecedida da frase: "Diretamente da nossa sala de teletipos". Realinho chamou-me num canto e perguntou-me: Cadê nossa sala especial de teletipos internacionais? E se vier um ouvinte seu aqui e perguntar por ela?
A política é a minha função no jornal. Mas hoje a educação é parte de qualquer caminho que se queira tomar para o nosso País avançar. DC - Vamos esclarecer aos leitores que Reali Júnior foi correspondente da Jovem Pan e do Estadão por quase 40 anos em Paris. Ele criou um bordão célebre: "Nos estúdios da
Jovem Pan, junto à Maison de La Radio, os termômetros marcam..." Você citou outra figura lendária, o Estevam Sangirardi (1923-1994), que também foi seu mestre. Saab - Era um ser humano espetacular, criativo e engraçado. Pai do humor esportivo. Os mais novos não sabem, mas os mais antigos hão de se lembrar do saudoso Show do Rádio, no intervalo dos jogos, em que desfilavam os personagens Didu Morumbi, representando o São Paulo; o Comendador Fumagalli e a noninha, o Palmeiras; Zé das Docas, o Santos; Joca e Pai Jaú, o Corinthians; "seu" Manoel, a Portuguesa. E havia a célebre Rádio Difusora de Camanducaia. Ali nasceu uma penca de humoristas: Serginho Leite, João Kleber, Beto Hora, Nelson Tatá Alexandre, Carlos Escola, Cassiano Ricardo e outros. DC - Depois da Jovem Pan você passou pela TV-Tupi, pela Folha de S. Paulo, voltou à Bandeirantes, foi para a Rádio Capital. Vamos nos ater a TVTupi, que foi a primeira estação do País, inaugurada em 1950. Saab - A estação saiu do ar em l980. Seu fim era irreversível por causa da má administração. Vou contar um episódio nesse sentido: fui escalado pra cobrir a Copa de l978 na Argentina. Deram-me dois paletós, duas calças, um par de sapatos e três mil dólares. Tive problemas de saúde na família, não pude viajar e fui devolver os pertences e o dinheiro a um diretor. Ele me disse para ficar com as roupas e embolsou os três mil dólares. DC - A Tupi funcionava em um prédio no bairro do Sumaré, onde está hoje a MTV. Quando saiu do ar, ainda tinha figuras históricas, como o cinegrafista José Rabelo, apelidado de Sabú. Foi o primeiro da televisão brasileira. Você o conheceu? Saab - Claro. Grande figura. Na
verd ade, os pioneiros como cinegrafistas foram dois: o Sabú e o Paulo Salomão, que mais tarde tornou-se fotógrafo de revista. DC - Finalmente você chegou ao Diário do Comércio em l982. Saab - Fui convidado pelo Guilherme Afif Domingos, que era o presidente, para ajudálo a estruturar a área de marketing da Associação Comercial. Aceitei, deixei a Folha de S. Pau l o, mas disse que queria continuar no jornalismo. Ele conversou com Perseu Abramo, editor do jornal, que meu deu uma coluna política. Aquela foi uma época fértil, pois a abertura política estava começando.
Meu chefe de reportagem era o Reali Junior, outro mestre. Meus cinco anos na Jovem Pan foram os mais importantes da minha trajetória. DC - Como você monta sua coluna? Saab - Durante 24 anos ela foi diária. Agora são duas vezes por semana. Sempre pensei que é necessário haver uma linha de reflexão o mais próximo possível da verdade, para dar parâmetros para as pessoas formarem sua opinião. Procuro falar de fatos, principalmente políticos, dos quais tenha algum conhecimento ou saiba onde recorrer para obter informações para enriquecer o texto. DC - Embora sua coluna seja política, percebe-se a preocupação com a educação. Saab - A política é a minha função no jornal. Mas hoje a educação é parte de qualquer caminho que se queira tomar para o nosso País avançar.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
8 -.INTERNACIONAL
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nternacional
Jorge Adorno/Reuters
E
m uma decisão rápida e inesperada, o Congresso paraguaio abriu ontem processo de impeachment contra o presidente Fernando Lugo, motivado pela morte de 17 pessoas em uma desocupação de terras na semana passada. O afastamento pode ocorrer ainda hoje, em sessão do Senado. O julgamento político do mandatário começou ontem por volta das 18h15 locais (19h15 de Brasília) no Senado, que se constituiu em tribunal. Cinco deputados que atuaram como "promotores" apresentaram as razões pelas quais Lugo deve ser cassado por "mau desempenho" de suas funções. Um dos "promotores", o deputado liberal Jorge Ávalos, teve a incumbência de apresentar a acusação contra Lugo sobre o conflito que envolve os sem-terras, que exigem do Estado a entrega de uma fazenda, propriedade do brasileiro Tranquilo Favero – o maior produtor de soja individual do país. O presidente terá duas horas para apresentar sua defesa, a partir das 13h de hoje. Se as acusações forem aprovadas por 30 dos 45 senadores (dois terços), Lugo será afastado. A sentença está prevista para as 16h30 de hoje (17h30 em Brasília). Na manhã de ontem, a abertura de processo de impeachment foi aprovada na Câmara dos Deputados por 76 parlamentares. Apenas um ficou ao lado de Lugo, evidenciando seu isolamento político. A principal acusação contra Lugo é ser responsável pela morte de 17 pessoas, na última sexta-feira, em um conflito agrário entre policiais e camponeses que ocupavam uma fazenda em Curuguaty, na fronteira com o Brasil. Não vou L u g o interromper aceitou as um processo re nú nci as democrático de seu mie me nistro do Insubmeto ao terior e seu processo. chefe de poFERNANDO LUGO lícia, e garantiu a criação de uma comissão para investigar o derramamento de sangue, mas este compromisso não conseguiu aliviar a pressão. Isolamento - O mandatário paraguaio fragilizou-se ao perder ontem o apoio do seu principal apoiador, o Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA). A legenda aderiu ao processo de impeachment que vinha sendo estudado havia alguns dias pela principal sigla de oposição, o Partido Colorado. Lugo agora tem apenas três deputados em 80 e três senadores em 45. "Lugo distanciou-se de todos, não há nenhuma possibilidade de que continue governando. Essa é uma crise política, da qual o conflito agrário foi apenas um detonador", disse o analista Francisco Capli, da First Analisis y Estudios.
Ali Jarekji/Reuters
Lugo corre risco de perder o cargo hoje Presidente paraguaio enfrenta processo de impeachment sob a acusação de 'mau desempenho' de suas funções pela morte de 17 pessoas em uma operação de reintegração de posse em uma fazenda, perto da fronteira com o Brasil. Ele promete enfrentar o julgamento. Lucas Nunez/Reuters
Simpatizantes fazem manifestação em favor de Hammadeh em Amã
Voo rasante para a Jordânia Piloto sírio deserta com MiG e pede asilo político
U Lugo se defende das acusações do Congresso, enquanto camponeses protestam contra mortes (foto maior). Segundo o analista, a crise vem desde a eleição do presidente, um ex-bispo ligado a movimentos sociais, em 2008. "Ele se aliou ao partido liberal, sendo de esquerda, e passou a querer satisfazer a ultraesquerda. Perdeu todos esses apoios, agora buscou o Partido Colorado. Nunca conseguiu formar uma aliança para governar."
Patriota e Unasul tentam salvar Lugo
S
urpreendida pela articulação do Congresso paraguaio, a presidente Dilma Rousseff enviou ontem o chanceler Antonio Patriota a Assunção para trabalhar pela permanência do presidente paraguaio, Fernando Lugo, no cargo. Patriota integra uma comissão de ministros dos países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que partiu na noite de ontem do Rio de Janeiro, onde ocorre a Rio+20, conferência da ONU sobre desen-
volvimento sustentável. Fontes oficiais disseram à agência Efe que o chanceler brasileiro levará "uma forte mensagem da presidente Dilma Rousseff contra o que está se passando, algo inaceitável para o Brasil", sobretudo por causa da decisão do Senado paraguaio de concluir hoje mesmo o processo. Além de Patriota, as fontes disseram que o grupo é integrado pelos ministros das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman; Colômbia, María Ángela Holguín;
Defesa - Lugo disse ontem que não renunciará ao cargo para o qual foi eleito. "Não interromperei um processo democrático e me submeterei ao processo político, como mandam as leis paraguaias, com todas as suas consequências, como indica a Constituição", disse. Lugo lembrou ainda que a
Uruguai, Luis Almagro; e Venezuela, Nicolás Maduro. Uma vez em Assunção, o grupo de chanceleres manterá reuniões com as autoridades paraguaias para tomar conhecimento sobre o processo de impeachment. Segundo Patriota, em todo esse processo é preciso assegurar o direito de defesa a Lugo. "Essa missão se desloca para Assunção dentro do espírito do tratado constitucional da Unasul sobre compromissos com a democracia", disse o chanceler brasileiro. Rapidez - O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, lembrou que o episódio que deflagrou esse processo de impeachment
vontade popular deveria ser respeitada e que estava sendo "alvo de ataques por parte de setores que sempre foram contra as mudanças." Se confirmada a saída de Lugo, o vice-presidente, Federico Franco, completa o seu mandato. As próximas eleições presidenciais estão marcadas para 2013. (Agências)
contra Lugo – a retirada de trabalhadores sem-terra de uma fazenda – foi em cumprimento a uma ordem judicial. Questionado se considerava um golpe o que estava acontecendo no Paraguai, o assessor disse que não queria especular para que não se crie um elemento perturbador. Ele fez, no entanto, questão de ressaltar que não é um processo normal o que está acontecendo. "A Justiça às vezes é lenta. Mas, quando é rápida demais, assusta", disse. Garcia ainda argumentou que o que considera estranho nesse episódio é que faltam apenas nove meses para as eleições presidenciais no Paraguai. (Agências)
m piloto sírio em missão de treinamento, o coronel Hassan Hammadeh, desertou com seu caça MiG-21 para a Jordânia ontem e pediu asilo político, no primeiro caso do gênero desde o início do levante popular contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, há 15 meses, informaram autoridades locais. A Jordânia decidiu conceder asilo a Hammadeh por "razões humanitárias". O piloto foi chamado de "traidor" pelas autoridades sírias, através da agência de notícias Sana. A Síria já está em contato com a Jordânia para recuperar o avião. Depois de pousar na base aérea Rei Hussein em Mafraq, 70 quilômetros ao norte de Amã, a capital jordaniana, o piloto removeu sua identifica-
ção da Força Aérea síria e se ajoelhou na pista para rezar. Hammadeh, de 44 anos, transferiu sua família à Turquia, antes de fugir à Jordânia. O governo sírio já sofreu deserções no passado, mas grande parte delas é de soldados de baixa patente. Por isso, a deserção do piloto e coronel é uma das mais dramáticas. A deserção ocorreu em um dos dias mais violentos desde que começou a revolta contra Assad, informaram ativistas. Segundo os Comitês de Coordenação Local, 61 pessoas foram mortas ontem. "Foi um dos dias mais sangrentos na Síria desde que a revolta começou em março do ano passado", disse o diretor do Observatório Sírio pelos Direitos Humanos , Rami Abdel Rahman. (Agências)
SUÉCIA SOB ALERTA Bombas encontradas em usina nuclear
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Suécia aumentou a se- não houve perigo de explosão, gurança nas três usinas já que os artefatos não continucleares do país, on- nham dispositivo de detonatem, após explosivos terem si- ção. Segundo investigadores, do encontrados em um cami- o motorista do caminhão não é nhão na usina de Ringhals, Bjorn Rosvall/EFE a 70 quilômetros da segunda maior cidade do país, Gotemburgo. A polícia diz que está investigando uma possível tentativa de sabotagem. Cães farejadores detectaram as bombas durante uma inspeção de rotina na quarta-feira. O Alvo era a usina nuclear de Ringhals caminhão estava na parte industrial da usina, próximo suspeito de envolvimento, à área de segurança máxima. pois não sabia das bombas coEspecialistas afirmaram que locadas no veículo. (AE)
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SENHORA DOS ANÉIS A ONG Avaaz publicou no Financial Times anúncios em que Dilma é chamada de "Senhora dos Anéis". A ideia é buscar atenção para o poder da presidente e alertar que, a poucas horas do fim da Rio+20, ela pode convencer os líderes mundiais a acabar com subsídios a empresas de combustíveis fósseis.
Aplaudida, a mulher Dilma. Brasileira teve seu discurso na Rio+20 ovacionado. Mas não foi unânime, as concessões feitas ao Vaticano repercutiram. Tamara Saré/Futura Press/AE
Dilma e Bachelet: além da roupa, o discurso foi combinado. Ouvidos moucos à insatisfação de parte da ala feminina.
Acho que o Irã é um bom modelo para demonstrar que sem apoio dos colonialistas é possível progredir. MAHMOUD AHMADINEJAD, PRESIDENTE DO IRÃ
Criticada, a presidente Dilma.
Fabio Motta/AE
Marcos de Paula/AE
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presidente Dilma Rousseff foi muito aplaudida ontem ao pregar em discurso, no Fórum de Mulheres Líderes, durante a Rio+20, o direito das mulheres à sexualidade, à reprodução e ao planejamento familiar. Mas fez questão de defender o documento final elaborado pela ONU, que atendeu à pressão do Vaticano e por isso foi durante criticado, por ter excluído a expressão "direito reprodutivo das mulheres". Dilma lembrou que o texto final foi fruto de consenso e que é importante se obter documentos únicos. Por isso mesmo, ela elogiou a líder da ONU Mulheres, a ex-presidente do Chile Michele Bachelet, por ter conseguido criar um documento afinado das mulheres, com consenso de todos os países, respeitando as diversidades e sendo mais específico no detalhamento dos direitos femininos. "Aqui, a palavra-chave é o acesso a todos, mas sobretudo para a mulher. Acesso a recursos naturais, em especial à água; acesso ao alimento, acesso à moradia digna, acesso ao saneamento básico, à energia, à educação", disse Dilma em seu discurso na abertura do seminário de mulheres. "No Brasil, estamos investindo para superar dificuldades de acesso aos serviços de saúde, com pleno exercício dos direitos sexuais reprodutivos", prosseguiu a presidente sob aplausos. Um momento curioso dos discursos foi quando a presidente Dilma Rousseff defendeu a divisão de tarefas em casa com os maridos e foi fortemente aplaudida, com gritos efusivos das presentes. Dilma falou ainda sobre a isonomia salarial com os homens e a autonomia econômica das mulheres para a construção de sua cidadania plena, respeitando-se as culturas e os costumes de cada sociedade. O encontro terminou com uma espécie de grito de guerra entre as presentes :"os direitos das mulheres são universais". No discurso de encerramento da reunião, Bachelet defendeu o "direito sexual e de reprodução para as mulheres". Ela também falou da necessidade de terem direito não só de votar, mas de serem eleitas e pregou ações para que não sofram mais violência. Para Bachelet, "em 20 anos, avançamos muito pouco em relação aos direitos das mulheres", e
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presidente Dilma Rousseff foi criticada abertamente ontem pela ex-primeira-ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland e pelo movimento feminista pelo fato de o texto da Rio+20 ser omisso em relação à questão dos direitos reprodutivos. "Não entendo como a presidente Rousseff menciona os direitos reprodutivos e esse tema não aparece no documento", disse Brundtland. "Se todas as minhas posições não estão lá é porque há que respeitar a diversidade. E a diversidade implica recuar um pouco e avançar outro pouco", disse Dil-
exemplificou ao comentar que, ainda hoje, a cada dois minutos uma delas morre por complicações no parto e 25 milhões de mulheres não têm acesso a métodos contraceptivos. Bachelet concluiu seu discurso dizendo que "o momento é de ação" e que todas têm de trabalhar juntas. Marcha a ré – Depois de discursar na quarta-feira falando que esperava que o documento final da Rio+20 fosse mais ambicioso, o
Temos o projeto de um bairro com 270 mil moradias. Será a Veneza dos trópicos.
A índia do Xingu, Ana Terra, amamenta Atalu Nuala, na Cúpula dos Povos. ma, transparecendo irritação. "Foi por pressão do Vaticano", disse Yuri Orozco, da ONG Católicas pelo Direito de Decidir. "Colocaram conquistas históricas das mulheres e nossos direitos na mesa de negociações, como se fosse um tema menor", disse a sociólo-
secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, convocou a imprensa ontem para dizer que o texto conclusivo já era sim "ambicioso", além de "amplo e prático". Ban Ki-Moon aproveitou para cobrir a presidente Dilma Rousseff e sua equipe diplomática de elogios, em um momento em que as críticas generalizadas ao documento final causam desconforto no governo brasileiro e se espalham pelo mundo.
ga Rosário Quiroga, do Chile. O Vaticano tem status de observador na ONU, mas uma forte interferência em algumas delegações nacionais, como a do Chile, Honduras, Nicarágua, Egito, República Dominicana, Rússia e Costa Rica. (Folhapress)
EIKE BATISTA, EMPRESÁRIO
Quem pede ambição de ação e não põe dinheiro na mesa está sendo incoerente.
"Seria justo para a população brasileira saber qual foi a contribuição que o Brasil teve para o sucesso da Rio+20", disse o secretário-geral, acrescentando que "este é um documento final contendo pacotes amplos, ambiciosos e práticos para o desenvolvimento sustentável, garantindo os três pilares dos nossos objetivos – equidade social, desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental". (AE)
LUIZ ALBERTO FIGUEIREDO, EMBAIXADOR DO BRASIL
Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters
Líder do cofre brasileiro recebeu outras cabeças endinheiradas para discutir os parâmetros da economia verde
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ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a defesa do meio ambiente terá um custo alto no curto prazo, mas que no longo prazo esse gasto será recompensado. A afirmação foi feita durante a abertura de um seminário do qual participaram ministros de Finanças do G20 e de países convidados. O objetivo foi discutir as visões sobre o conceito da economia verde e de como promover sua implementação. Ele destacou os avanços do Brasil, lembrando que a maioria da energia tem base em hidrelétricas e que 95% dos carros novos podem utilizar gasolina ou etanol. Presente no evento, o secretário-geral da OCDE, José Angel Gurría, disse que a emissão de carbono tem que ser atacada com impostos, principalmente aos com-
bustíveis fósseis. "O inimigo é o carbono, temos que atacá-lo com impostos", disse Gurría. "Usamos bilhões com subsídio do combustível fóssil", disse, batendo diretamente no país anfitrião, que subsidia a gasolina e o diesel com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). A tese do imposto à energia fóssil foi reforçada pelo diretor do FMI Min Zhu, afirmando que o mundo gastou US$ 400 bilhões em susbsídios nesse setor em 2010. "Isso incentiva o consumo do velho, não abre espaço para inovação." Já o diretor do Banco Mundial, Mahmoud Moieldin, disse que os países "estão desesperados pelo crescimento, não importa a cor", mas que era preciso ter preocupação para que "esse crescimento seja inclusivo e garanta uma economia verde". (Folhapress)
Marlon Falco/FotoArena/AE
As verdinhas de Mantega e convidados
ODE AO MAR – As pessoas que passaram pela orla de Copacabana ontem foram convidadas a colaborar com a criação de um gigantesco poema dedicado aos oceanos. Com 150 metros de extensão, a expectativa era reunir depoimentos de 4 mil colaboradores. O material foi entregue, no final do dia, à prefeitura do Rio. Uma forma para envolver a população e pressionar os políticos em busca de soluções para os ambientes marinhos.
Como o capitalismo promove o mercantilismo, o capitalismo da biodiversidade a torna em negócio. EVO MORALES, PRESIDENTE DA BOLÍVIA
Se os presidentes não podem pegar esse documento e acrescentar algo forte a ele, quem mais poderá? SEVERN SUZUKI, ATIVISTA
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sexta-feira, 22 de junho de 2012 Alex Ribeiro/DC
ANIVERSÁRIO Viaduto Boa Vista, no Centro Velho, completa 80 anos no domingo. Urbanista explica a importância da obra, que permitiu o desenvolvimento de outras regiões da cidade e a própria Rua Boa Vista.
idades
1932
2012
Arquivo/AE - 15/06/1932
Alex Ribeiro/DC
Ao lado, o Viaduto Boa Vista, no Centro Velho, poucos dias antes da sua inauguração, em 24 de junho de 1932.
O viaduto nos dias atuais. As linhas de bonde cederam lugar aos ônibus e ao trânsito pesado da capital paulista.
Boa Vista: há 80 anos, ir e vir no Centro ficou mais fácil.
Viaduto que liga a Rua Boa Vista ao Pátio do Colégio completa oito décadas no domingo. Ligação foi construída para desafogar o trânsito no Centro Velho, que na época abrigava o Palácio do Governo do Estado, e ligar a região do Pátio do Colégio ao Vale do Anhangabaú.
Reprodução
Marcus Lopes
F
altavam poucos dias para o início da Revolução Constitucionalista. Mas naquela tarde de sexta-feira, 24 de junho de 1932, ninguém pensava em guerra. Pelo contrário, era dia de festa na capital paulista, que ganhava um importante melhoramento urbano: o Viaduto Boa Vista. Inaugurado com toda pompa pelo então prefeito Goffredo Telles, o viaduto, com 23 metros de extensão e 16 de largura, resolvia um velho problema da época: a ligação entre a Rua Boa Vista e o Pátio do Colégio, separados pelo imenso vão da Ladeira General Carneiro, que tinha sido aberta no século 19 para ligar a cidade com a região do mercado, às margens do rio Tamanduateí. Numa época em que os limites da Capital mal ultrapassavam o Centro Velho, a obra de ferro e cimento projetada pelo engenheiro francês B. Gaucherry teve grande impacto urbano, pois permitia a ligação entre duas regiões importantes: o famoso triângulo (ruas São Bento, 15 de Novembro e Direita) com a região do Anhangabaú, que começava a ganhar importância após a reurbanização ocorrida no início do século 20. João Pessoa – Uma curiosidade do período é que o Pátio do Rivaldo Gomes/Folhapress
O Viaduto Boa Vista na década de 1930. Obra serviu como importante via de ligação entre o Pátio do Colégio e o novo vale do Anhangabaú. Colégio, que naquele tempo abrigava o Palácio do Governo do Estado (em um prédio que foi demolido posteriormente), se chamava Praça João Pessoa, em homenagem ao líder político cuja morte desencadeou a Revolução de 30. O projeto inicial do viaduto foi elaborado ainda na primeira década do século 20. A construção, porém, foi adiada principalmente por causa da
Primeira Guerra Mundial. Horta – Outro problema era a instabilidade do terreno pantanoso para acomodação das pilastras. Afinal, muito antes da Porto Geral ser aberta à população, passava ali um pequeno rio que, inclusive, servia para alimentar a horta dos jesuítas cultivada em um dos lados da colina do colégio. Hoje em dia, quem desce a Ladeira em direção à Rua 25 Rivaldo Gomes/Folhapress
de Março tem a oportunidade de contemplar uma cena curiosa e bucólica: várias bananeiras, que formam um cenário interiorano a poucos metros da Praça da Sé. A construção teve algumas peculiaridades. Antes da abertura ao público, foram realizados diversos testes de resistência, com vasta repercussão na imprensa da época. Em um deles, foram colocados
dois tratores, cinco compressores de rua e três caminhões de "gazolina Atlantic", num total de 132 toneladas. Afinal, ali iam passar linhas de bonde, o que exigia cuidados especiais com a sustentação da ponte. "Sem o viaduto, o problema do Centro não se resolveria", explica o arquiteto e urbanista Nestor Goulart Reis, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e um dos
maiores especialistas do País em história do urbanismo, em especial de São Paulo. Ele lembra que, até a construção do Boa Vista, o único meio de ir da Sé ao Anhangabaú era pela congestionada Rua 15 de Novembro. Com a nova ligação viária e de pedestres, o trânsito de carros e bondes ganhou um grande alívio em direção a outras partes do Centro e bairros mais distantes, como a Água Branca e a Lapa. Além disso, explica Nestor Goulart, a Rua Boa Vista, que no começo era sem saída e conhecida como "rua do cotovelo", por causa de uma curva de 90 graus na altura do Largo do Café, começou a ganhar grande importância. "A Boa Vista, que era uma via secundária passa a se tornar uma das mais importantes da cidade", diz Goulart Reis, autor de vários livros sobre a história de São Paulo. O mais recente deles é Dois Séculos de Projetos no Estado de São Paulo (Edusp, 548 páginas, R$ 290), vencedor do Prêmio Jabuti de 2011 na categoria arquitetura e urbanismo. Com o tempo e o progresso, novos prédios foram surgindo, inclusive a sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em uma das pontas do viaduto. Hoje, ao contemplar o placar do Impostômetro do Viaduto Boa Vista, não custa lembrar que está pisando em um pedaço de chão que completa 80 anos de idade.
Rivaldo Gomes/Folhapress
CAMELÔS – Vendedores ambulantes voltaram a ocupar as calçadas da Rua 25 de Março ontem. Liminar concedida pelo Tribunal de Justiça devolve aos camelôs que tiveram as licenças cassadas pela Prefeitura de São Paulo o direito de novamente montar as suas barracas. Governo municipal quer transferir parte deles para as feiras livres da cidade, mas os ambulantes resistem à proposta e querem ficar nos locais de grande movimento.
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c Onda de arrastões chega ao 27º caso M Dois novos arrastões foram confirmados pelo secretário de Segurança Pública.
idades
Dois restaurantes, um localizado no Alto de Pinheiros, zona oeste, e outro em Moema, foram atacados por bandidos na noite de anteontem e madrugada de ontem.
Robson Ventura/Folhapress
O Gattai Sushi, restaurante assaltado na madrugada de ontem, em Moema: bando tinha dez homens.
Comerciante alega assalto, mata dois e é preso na zona sul.
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m comerciante foi preso na noite de anteontem após reagir e matar dois homens que teriam invadido seu estabelecimento na Cidade Dutra, zona sul. Entre os supostos criminosos estava um homem e um adolescente. O crime aconteceu por volta das 18h30, quando os criminosos invadiram a loja de informática e renderam o proprietário, que foi levado até um banheiro. Num momento de distração dos bandidos, porém, ele teria conseguido pegar a arma que tinha na mochila. O comerciante, que tem porte de arma, atirou contra os dois criminosos, que morreram ainda no local. O proprietário foi preso. (Folhapress)
Na Capital, bandidos matam a tiros dois policiais militares.
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ois policiais militares foram mortos e uma base da PM foi atacada na noite de anteontem. A primeira morte aconteceu às 19h: três homens dirigindo um carro roubado anunciaram um assalto a uma loja de roupas na rua Celestino Marinelli, no Parque São Domingos, zona oeste. O soldado Cleiton César Alves Batista foi morto pelos assaltantes. Por volta das 20h30, um PM foi morto a tiros dentro de uma academia de ginástica na avenida Carneiro Ribeiro, no Jardim Vila Formosa, zona leste. Ele era professor de artes marciais. Uma base móvel da PM também sofreu um ataque na avenida Luís Pires de Minas, zona leste. (Folhapress)
Desde o início do ano, Lei Seca flagra 7 mil motoristas bêbados .
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o início do ano até a última segunda-feira, as blitze da Lei Seca flagraram na cidade mais de 7 mil motoristas dirigindo sob efeito de álcool. O número é maior do que o registrado em todo o ano passado, quando 6.531 pessoas foram flagradas dirigindo alcoolizadas. Segundo balanço da Polícia Militar, nos primeiros seis meses de 2012, 108.884 motoristas foram submetidos ao teste do bafômetro. Desses, 7.118 estavam embriagados, o que corresponde a uma média de 41 pessoas flagradas por dia. Além disso, 1.041 foram presas e outras 337 pessoas recusaram o teste. (Folhapress)
ais dois restaurantes foram vítimas de arrastões entre a noite de anteontem e a madrugada de ontem nas zonas sul e oeste de São Paulo. Um dos roubos aconteceu no Gattai Sushi, em Moema, por volta da 0h de ontem. De acordo com o advogado do estabelecimento, Gideão Carvalho, cerca de dez homens chegaram ao local em três carros e renderam o manobrista, que foi levado para o interior do restaurante. O grupo mandou que todos se abaixassem e recolheu pertences pessoais de clientes e funcionários, além de cerca de R$ 200 do caixa. No momento do crime, havia entre sete e dez clientes no local, informou o advogado. Os criminosos fugiram e ninguém ficou ferido. O caso
foi registrado no 27º DP (Campo Belo), mas nenhum suspeito havia sido identificado até a tarde de ontem. O outro arrastão ocorreu na rua Diógenes Ribeiro de Lima, por volta das 23h de anteontem, segundo a PM. O nome do restaurante não foi informado, mas, segundo a corporação, duas pessoas relataram o crime (um cliente e um garçom). Ninguém foi preso. Segundo as vítimas, três criminosos participaram do crime. Eles teriam invadido o estabelecimento durante o jogo da Libertadores da América e anunciado o crime. Do cliente, foram levados a mochila e o celular. Segundo relato do garçom, o trio ainda levou cerca de R$ 600 do caixa. Os dois novos arrastões foram confirmados pelo secretá-
rio de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto. Com os novos casos, chega a 27 o número de arrastões a restaurantes registrados na cidade desde o início do ano. Na madrugada de anteontem, foi a vez do bar The Joy, situado em frente à Universidade Mackenzie e perto de duas bases da PM na Vila Buarque, região central de São Paulo. A ação foi violenta e teve a participação de adolescentes. Ao menos 30 clientes tiveram carteiras, bolsas, cartões bancários, notebooks e telefones celulares roubados. Também foram levados R$ 1.020 do caixa do bar. O rastreador GPS de um celular ajudou a PM a prender um assaltante e a deter um jovem de 16 anos. Outros dois ladrões conseguiram fugir. (Folhpress)
Contra o crime, Alckmin lança "Vizinhança Solidária".
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ntem, dia em que a cidade registrou seu 27º arrastão a bares e restaurantes, o governador Geraldo Alckmin lançou o programa "Vizinhança Solidária", que será implantado a partir de terça-feira no Itaim Bibi (zona oeste). Em entrevista coletiva, Alckmin se limitou a apresentar o programa em linhas gerais. Ele aposta na colaboração da comunidade para combater a criminalidade. Ele disse que a polícia trabalha na identificação das quadrilhas especializadas nos arrastões, que 30 pessoas já
foram presas pelos assaltos e 14 casos foram resolvidos. Segundo o coronel Roberval França, comandante-geral da Polícia Militar e responsável pelo "Vizinhança Solidária", moradores e comerciantes do Itaim Bibi que quiserem aderir deverão participar de reunião em que serão orientados sobre ações de segurança em suas casas e estabelecimentos. Também deverão assinar um termo de adesão e compromisso. O programa pretende formar uma rede de comunicação entre os moradores, que poderão acionar
a polícia caso percebam alguma atitude suspeita na casa ao lado ou mesmo nas ruas da vizinhança. "Hoje, quem é que liga para 190? A própria vítima. Nós mudamos o padrão nesse caso. O vizinho cadastrado também pode notificar a presença de pessoas suspeitas ou a ação contra vizinhos", disse o comandante. Além de formar essa rede de comunicação, policiais irão até os estabelecimentos e condomínios interessados para identificar pontos de vulnerabilidade e sugerir melhorias. (Folhapress)
ADORÁVEL VILÃO
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este fim-desemana, como ocorre desde o século XIV, os céus da cidade de Braga, no norte de Portugal, se encherão de balões para celebrar a festa de São João, que ainda guarda ares medievais. Trata-se, ao lado de Porto, do maior santuário joanino do país. Portugal não tem nada parecido com a nossa Lei nº 9 605/1998, que proíbe a soltura de balões. A justificativa levantada – danos ambientais – parece ter escapado aos portugueses, justamente eles, que nos trouxeram as festas juninas e nos fizeram tomar amor por elas. Porém, a proibição, que nos livrou dos incêndios vindos do céu, não nos deixa esquecer belas peças da arte brasileira que este vilão inspirou, das q u a i s s e g u e m a l g u n s e x e mplos, ao som da Cirandinha nº 6, de Heitor Villa Lobos, intitulada Cai, cai balão. Quando ontem adormeci Na noite de São João Havia alegria e rumor Estrondos de bombas, luzes de Bengala, Vozes, cantigas e risos Ao pé das fogueiras acesas. No meio da noite despertei Não ouvi mais vozes nem risos Apenas balões Passavam, errantes. Silenciosamente Apenas de vez em quando O ruído de um bonde Cortava o silêncio Como um túnel. Onde estavam os que há pouco Dançavam Cantavam E riam Ao pé das fogueiras acesas?
Estavam todos dormindo Estavam todos deitados Dormindo Profundamente. Quando eu tinha seis anos Não pude ver o fim da festa de São João Porque adormeci Hoje não çouço mais as vozes daquele tempo Minha avó Meu avô Totônio Rodrigues Tomásia Rosa Onde estão todos eles? Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente. (Profundamente – Manuel Bandeira )
Reprodução
Chegou a hora da fogueira É noite de São João O céu fica todo iluminado Fica o céu todo estrelado Pintadinho de balão... (Chegou a hora da fogueira – Lamartine Babo) "Alguma coisa acabou ou está acabando. Cansado ou não, dou-me direito à uma alucinação pessoal. Ver o balão que ele (o pai) fazia, rei de todos os outros reis, silencioso e iluminado, passando por cima desses prédios destas pistas largas e fosforescentes". [Quase Memória O compositor (Cia das Lamartine Babo Letras) (acima) e o poeta Carlos Heitor Manuel Bandeira Cony]
Temas juninos em quadros de Guignard (no alto, à esq.), Pennacchi (no alto), Teruzi (acima) e Portinari (à esq.).
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Reproduções
Kieran Doherty/Reuters
Citihenge, feito de carros, é uma uma homenagem ao milenar monumento de Stonehenge
Carro sobre pedra Para celebrar o solstício de verão, a montadora Skoda patrocinou a instalação, em Londres, de um trabalho do escultor Tommy Gun. A obra é uma réplica do famoso sítio de Stonehenge, mas feita com carros velhos. A escultura foi produzida com 18 carros de ferrosvelhos. As estruturas têm mais de 5 metros de altura. Ontem, no verdadeiro monumento de
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Stonehenge, na planície de Salisbury, no condado de Wiltshire, sul da Inglaterra, fieis e curiosos celebraram o solstício de verão – o dia mais longo do ano no hemisfério norte. O monumento é um gigantesco círculo de pedras que, acredita-se, era usado para estudos astronômicos, mágicos ou religiosos cerca de dois mil anos antes de Cristo.
Penas de papel
www.dcomercio.com.br
A colombiana Diana Beltran Herrera usa pequenas tiras de papel colorido para recriar imagens de pássaros e outros animais, sempre seguindo fielmente as características das espécies. Mais obras no site. www.ppiinnee.com
I NTERNET A RTE
G RÃ-BRETANHA
Google, salvando Babel.
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Google anunciou o lançamento de um projeto na internet para apoiar a preservação de idiomas em risco de extinção. Segundo a empresa, há no planeta cerca de 7 mil idiomas em que as pessoas se comunicam, dos quais 3.054 correm sérios riscos de extinção nos próximos 100 anos. Ou seja, 42% das línguas faladas atualmente não estarão em uso por volta de 2100. O projeto é destinado a essas línguas. "A documentação de mais de 3 mil línguas que estão à beira da extinção é um passo importante para preservar a diversidade cultural, honrar a sabedoria de nossos idosos e
dar poder aos jovens", explicou o Google, que pretende transferir a gestão do projeto, dentro de alguns meses, para especialistas de um laboratório universitário do Instituto de Tecnologia e Informação de Línguas da Universidade de Michigan, nos EUA, e para o Conselho Cultural dos Povos Originários. O ponto de partida do projeto é um site denominado "Endangered Languages" ("Idiomas em Risco") no qual os internautas podem consultar vídeos e textos nos idiomas que estão ameaçados. O site tem versão em português. Um exemplo de idioma ameaçado é o Koro, recémdescoberto em cadeias mon-
tanhosas no nordeste da Índia e falado por cerca de mil pessoas. No site é possível encontrar diversas informações sobre a língua, assistir a vídeos em que os membros da comunidade explicam curiosidades sobre plantas locais e compartilhar as informações sobre esse – e todos os outros idiomas – nas redes sociais. "O desaparecimento de um idioma significa a perda de informações culturais e científicas valiosas e pode ser comparado ao desaparecimento de espécies", explica o site. O projeto receberá fundos da divisão filantrópica da empresa, o Google.org, e de instituições parceiras.
Rainha Elizabeth II recebe aumento Apesar da crise europeia, a rainha Elizabeth II receberá um aumento de salário, que passará a 36,1 milhões de libras (44,4 milhões de euros), por causa dos lucros de 4% gerados pelo patrimônio da Coroa britânica, formado por palácios, propriedades e milhares de hectares de terrenos. O valor, que entra em vigor em abril de 2013, é 5 milhões de libras superior a seu salário atual. L OTERIAS Nesta semana não há sorteios da QUINA. Os concursos serão retomandos amanhã.
www.endangeredlanguages.com
Fotos: Alexandro Auler/AE
CIRCLISMO Este é o nome que o artista Ben Heine dá a seu estilo, uma síntese de pop art com pontilhismo. Em geral, Ben faz retratos de celebridades. http://bit.ly/Pv9s8n
C HINA
Weiwei sofre mais um processo A polícia chinesa informou ontem ao artista e dissidente Ai Weiwei que ele está proibido de viajar, porque é réu em um novo processo. Ele é acusado de bigamia e pornografia. A ameaça surge logo depois da suspensão das restrições relacionadas um processo relativo a supostos crimes econômicos. Ontem, Ai teve sua liberdade condicional suspensa. Ele também é acusado de negociação ilegal de divisas. Ai é o mais proeminente crítico do governo chinês e os novos cerceamentos devem causar indignação entre seus apoiadores e na comunidade internacional.
"Modelo" exibe chapéus, sapatos, joias e bolsas de grifes famosas.
Smurfete, mais uma vítima da moda. A revista Harper's Bazaar escolheu Smurfete como "top model" dos acessórios de moda mais quentes da próxima temporada. As imagens, que vestem a personagem com grifes como Dolce & Gabbana e Louis Vuitton, são de Jeffrey Westbrook. http://bit.ly/m2k8jR
Vitrificados Especilista em lidar com um material tão delicado e temperamental quanto o vidro, o escultor Robert Mickelson é capaz de moldar qualquer imagem em peças vazadas e sem nenhuma cor. Nesta série, o artista usou apenas vidro transparente, trabalhado como se fosse pura renda, para recriar imagens de elementos cotidianos ou icônicos. www.mickelsenstudios.com
Gisele Bündchen: em casa. A top model gaúcha Gisele Bündchen foi clicada ontem de manhã gravando um comercial da marca C&A na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre (RS). Há especulações de que Gisele estaria no quarto mês de gestação de seu segundo filho. Ela é mãe de Benjamin, de 2 anos, com o jogador de futebol norte-americano Tom Brady. Antes de gravar o comercial em Porto Alegre, Gisele passou por Rio, Belém e Salvador. A proposta da coleção é revelar os diferentes estilos de se vestir da brasileira, todos representados pela modelo. R EDES SOCIAIS
Facebook registra queda nos EUA O número de usuários norte-americanos do Facebook diminuiu entre os meses de março e maio deste ano, de acordo com a empresa de pesquisas ComScore. Em maio o Facebook atraiu 158,01 milhões de visitantes únicos nos EUA, número menor que os 158,93 milhões de março.
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13 TELEVISORES Governo poderá tolerar a TV análogica depois do prazo de 2016
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SHOPPING JK O centro de compras começará a funcionar hoje, às 15h.
PIB fraco ajuda a domar inflação... A redução nos índices inflacionários chama atenção para outro fenômeno: a desinflação causada pela retração da atividade econômica. Rejane Tamoto
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crise econômica europeia e a baixa atividade no mercado interno fizeram a inflação perder fôlego de mais de 1,5 ponto percentual no primeiro semestre deste ano e no acumulado de 12 meses na comparação com os respectivos períodos de 2011. Dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) – que acumula os dados coletados pelo IPCA-15 (preços medidos no período de 15 de maio a 13 de junho) – mostram que neste semestre a inflação acumulou alta de 2,58%, contra 4,10% em igual intervalo de 2011. No acumulado de 12 meses, o índice passou de 6,55% no ano passado para 5% neste ano. Os números mostram que a inflação deixou de ser uma preocupação, mas ela ainda pode ter um repique caso seja aprovado o reajuste do preço dos combustíveis. Para o professor de economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Heron do Carmo, as ameaças neste ano se concentram em um possível aumento da gasolina e da elevação de tarifas de transportes após as eleições mun icipa is, q u e o c o r r eA inadimplência rão em outuajuda a segurar bro. "O probleo consumo, mas ma é reajuspode ser que o tar a gasolina principal fator em 10%. Isto seja a saturação devia ter sido do mercado. feito de forma gradual, EMILIO ALFIERI, ACSP com aumentos de 3%, há mais tempo. A falta de reajustes no preço da gasolina distorceu o preço do etanol. Por isso, hoje temos uma folga falsa na inflação. Porque o governo segurou o preço da gasolina por muito tempo", explicou o professor. Hoje, as estimativas para o IPCA estão voltadas para um número próximo do centro da
Hoje temos uma folga falsa na inflação. Porque o governo segurou o preço da gasolina por muito tempo. HERON DO CARMO, FEA-USP
meta de inflação, de 4,5% ao ano. A pesquisa Focus, do Banco Central, prevê um IPCA de 5% neste ano. A Consultoria Tendências espera 5,10%. Segundo economistas, o governo tem espaço para baixar mais a taxa básica de juros (Selic) e continuar com outras medidas para estimular o aquecimento da economia, caso da redução de tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e de compulsórios. Tombo – Até agora dois fatores explicam o tombo da inflação. Um deles é o efeito desinflacionário da crise europeia, que se concretizou com a queda nos preços internacionais das commodities no começo deste ano. Segundo o econo-
mista da Consultoria Tendências, Thiago Curado, isto influenciou a redução de preços dos alimentos, por exemplo. O segundo fator desinflacionário do primeiro semestre foi a desaceleração da atividade econômica, tanto na demanda quanto na oferta. "O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) esteve estagnado nos dois últimos trimestres e isso se converteu em redução de demanda, o que gerou pressão menor sobre os preços", disse Curado. A estimativa da Tendências é que o IPCA do primeiro semestre, encerrado em junho , seja de 2,40%. Para o PIB, a estimativa é de crescimento de 1,9%, considerando o aquecimento da atividade no segundo semestre.
Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Emilio Alfieri, no mercado interno, o consumo cresceu de forma moderada no primeiro semestre deste ano, o que ajudou a segurar a inflação. A média de vendas à vista e a prazo do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) foi de 3,1% para o período de janeiro a maio. Alfieri avalia que o nível de comprometimento da renda com dívidas e de aumento de inadimplência não foram determinantes para um esfriamento do consumo. "A inadimplência ajuda a segurar o consumo, mas pode ser que o principal fator seja a saturação do mercado. O consumidor está otimista, mas houve
redução do crédito. Na conta financeira, por exemplo, a redução dos recursos do exterior para empréstimos no mercado interno diminuiu em cerca de US$ 20 bilhões de janeiro a abril deste ano contra igual período do ano passado", justificou o economista. Na opinião de Alfieri, este ano a preocupação do governo deve ser com o ritmo de crescimento da atividade econômica. "Acredito que o governo continue baixando os juros. Mas será preciso segurar o dólar em R$ 2 para que a indústria brasileira volte a crescer. Se for preciso, o governo pode liberar compulsórios e prorrogar a isenção do IPI para veículos e linha branca", afirmou.
... mas gasolina pode acordar o dragão. Reajuste de até 10%, ainda não confirmado, aliviaria caixa da Petrobras, mas pode mudar trajetória da inflação.
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Petrobras ainda está em discussões com o governo a respeito do aumento do preço dos combustíveis, medida necessária para aliviar o caixa da empresa e permitir que ela cumpra seu plano de negócios, disse ontem a presidente da estatal, Maria das Graças Foster. A decisão de conceder o aumento já conta com o aval do Palácio do Planalto. Graça Foster, como é conhecida a presidente da petrolífera, observou que o percentual da alta e data do reajuste
ainda estão em negociação, e que nada está definido. "Nós não temos nenhum percentual de aumento da gasolina e nenhuma data específica para que aconteça qualquer percentual", afirmou ela a jornalistas na Rio+20. O Conselho de Administração aprovou, na semana passada, um aumento pequeno nos investimentos da Petrobras. Ao elaborar o plano, a estatal embutiu nos cálculos reajuste de 15% nos combustíveis. Técnicos não acreditam, porém, que o governo ve-
nha a autorizar um aumento dessa ordem no próximo mês. O percentual tido como mais realista é de 10%, que não deve ser repassado totalmente para os consumidores. Questionada sobre a necessidade da alta dos valores, Graça Foster disse: "Precisamos de um aumento porque evidentemente você vê uma variação do Brent que desceu, mas o câmbio (dólar) está subindo. Então, a paridade de preço está bastante defasada dos preços internacionais". Ontem, o petróleo Brent caiu a
Hélvio Romero/AE - 24/11/2004
Governo argumenta que alta no preço de combustíveis é preciso para que estatal cumpra plano de negócios
uma mínima de 18 meses, com a piora do cenário econômico internacional, mas o dólar no Brasil está firme, o que não muda muito a situação do caixa da estatal brasileira na comparação com a situação verificada quando o preço do petróleo estava em patamares mais altos. A presidente da Petrobras disse, semana passada, que a defasagem de preços atual é a mesma quando o Brent estava a US$ 125 (o barril) e o dólar, a R$ 1,65 e R$ 1,7. As declarações de Graça Foster foram dadas depois de a companhia anunciar o novo plano de negócios com investimentos 5,2% maiores que o plano anterior, porém com a previsão de um corte de 18% na produção de petróleo em 2016, o que poderia comprometer a saúde financeira da companhia. Os preços das ações da Petrobras recuaram pois o mercado avaliou que a estatal não teria aumento de receita que pudesse fazer frente à expansão nos desembolsos. Lobão– Ontem, mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o governo avalia eventual alta
no preço dos combustíveis e seu impacto na inflação, negando que Brasília já tenha tomado uma decisão sobre o assunto. "A gente vai avaliando o cálculo do impacto possível na inflação. Fazemos isso há muito tempo", afirmou. Segundo Lobão, as simulações dos cálculos de reajuste do combustível são feitas pelos Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia e consideram o plano de investimento da Petrobras. O ministro rejeitou a ideia de uso da Contribui-
ção de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) como instrumento para equilibrar o preço do combustível se houver reajuste. "Esgota-se com isso a Cide", afirmou. Novo diretor – A presidente da Petrobras disse que ainda não está definido o nome do novo diretor da área internacional da empresa. Jorge Zelada pediu para deixar o cargo, e a posição foi assumida interinamente por José Carlos Amigo. Segundo Lobão, disse Amigo será efetivado. (Agências)
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 212/2012-SMS.G, processo 2012-0.109.244-9, destinado ao registro de preço para o fornecimento de MEIOS DE TRANSPORTE STUART E CARY BLAIR, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Laboratório, do tipo menor preço. A abertura/ realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 11 de julho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.
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e Desemprego recua para 5,8% em maio
15 O governo faz sua parte, mas o problema é a reação, que ainda não aconteceu. Celso Grisi, professor de economia da FIA e diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal
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Thales Stadler/AE
Pesquisa do IBGE indica a menor taxa desde 2002. Em abril tinha sido 6%.
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taxa de desemprego ficou em 5,8% da população economicamente ativa em maio, abaixo dos 6% de abril e de 6,4% em maio de 2011. As informações foram divulgadas ontem na Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para o mês de maio desde o início da série histórica, em 2002. Já o rendimento médio caiu 0,1% em relação a abril, para R$ 1.725,60. Em comparação com maio de 2011, a renda, porém, cresceu 4,9%. Pelos dados do IBGE, o número de pessoas ocupadas cresceu 1,2% de abril para maio e teve alta de 2,5% ante igual mês de 2011. Em contrapartida, a população desocupada ficou estável em relação a abril e teve queda de 7,1% na comparação com maio de 2011. Diante da estabilidade do desemprego de abril para maio, o total de desocupados ficou em 1,4 milhão de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife e Belo Horizonte). Houve, porém, redução de 107 mil pessoas entre os desempregados ante maio de 2011. Já o total de ocupados nessas regiões somou 23 milhões de pessoas.
Pelos dados da pesquisa, a tendência de formalização do mercado de trabalho dá sinais de esgotamento: de abril para maio, o número de empregados com carteira assinada não variou. Na comparação com maio de 2011, cresceu 3,9%. Segundo o IBGE, a massa real de salários subiu 0,7% em abril e registrou alta de 3,9% ante maio de 2011, somando R$ 39,6 bilhões.
São Paulo é o farol do mercado de trabalho, que sinaliza novas tendências. Na região, o emprego e a renda cresceram. CIMAR AZEREDO PEREIRA, IBGE Apesar da queda do rendimento e da quase estabilidade da taxa de desemprego, o mercado de trabalho apresentou indicadores "bastante favoráveis em maio", conforme Cimar Azeredo Pereira, coordenador da pesquisa do IBGE. São Paulo – Para o técnico, a variação da renda foi muito próxima da estabilidade e, em São Paulo, houve avanço de 0,5% ante abril. Já a taxa de
desemprego, informa, demora ainda a sofrer uma "inflexão" neste ano, mas o mercado de trabalho continua gerando postos e não há sinais de precarização, como redução expressiva do rendimento ou aumento das contratações informais, apesar do ambiente de crise. Para o coordenador do IBGE, o fato de a taxa de desemprego não ter recuado com força não preocupa, ainda que em maio não tenham sido gerados postos de trabalho suficientes para reduzir de modo significativo o desemprego. Segundo Pereira, os bons resultados de São Paulo indicam uma possível melhora do mercado de trabalho em junho e nos meses próximos. "São Paulo é o farol do mercado de trabalho, que sinaliza novas tendências. Na região, o emprego e a renda cresceram", afirma. Retomada – A indústria apontou ligeira recuperação na geração de vagas no mês de maio, de acordo com o levantamento. Foram criadas 21 mil vagas, número equivalente a um aumento de 0,6% em comparação com abril. Em relação a maio de 2011, no entanto, houve redução de 1,4%, percentual que corresponde a menos 51 mil postos de trabalho. (Agências)
A indústria nacional registrou uma leve alta de 0,6% em novas vagas em maio em comparação com abril.
Economia morna impactará vagas Karina Lignelli
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Para o economista Celso Grisi, "um quadro armado de demissões" pode começar em alguns setores se não houver reversão na economia.
Monalisa Lins/e-SIM
m tempos de desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação, o mercado de trabalho continua "apertado" e a renda mantém trajetória de crescimento, apontou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de maio divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, caso a economia não decole nos próximos meses, poderá acontecer o mesmo com emprego e renda, sinalizam especialistas. Os indicadores positivos dos primeiros meses do ano, assim como a leve recuperação do emprego na indústria, refletem a situação de crescimento da economia em 2010, que levou ao aumento dos postos de trabalho em setores que dependiam de mão de obra, disse o professor de economia da Fundação Instituto de Administração (FIA) e diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, Celso Grisi. "Os empresários esperam melhora acreditando nas medidas do governo para o mercado interno, na recuperação do dólar e no reinício de expansão das exportações. Isso
Novos postos formais diminuem 44,5%
fez a indústria voltar a ocupar a capacidade ociosa e a manter os empregos estáveis". A situação é "intrigante", porém, para o consultor Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central (BC) e ex-economista do Santander. "O PIB anda de lado há três trimestres, e o emprego continua acelerando." Uma das possíveis justificativas, segundo ele, seria a queda da produtividade a parte do setor industrial, não detectada por ele. Outra seria a discrepância entre indicadores que medem atividade de serviços, que po-
dem "não estar funcionando". Em relação à renda, apesar dos reflexos da base anterior e o aumento de 14% no salário mínimo em 2012 refletirem a expansão, a expectativa é moderada. Mesmo com os acordos salariais robustos fechados até maio, não houve ainda reação na economia em função das medidas do governo, o que deve acontecer nos próximos meses, diz o coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), José Prado de Oliveira. "A expecta-
tiva é que, nas negociações com aumento real, o ganho médio mantenha o nível de 2011, de 1,7%." Já Grisi alerta que há "um quadro armado de demissões" em alguns setores, que podem começar a curto prazo se não houver reversão do cenário. Como o setor financeiro, impactado pelas medidas de corte de juros e alta da inadimplência, e o de mineração e siderurgia, pela queda na demanda externa. "O governo faz sua parte, mas o problema é a reação, que ainda não aconteceu", diz.
Brasil criou 139.679 vagas formais em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A quantidade de novas vagas neste mês representa uma queda de 44,5% em relação a igual mês do ano passado, quando foram criadas 252.067 vagas – nos dados sem ajustes. O resultado de maio deste ano só não é pior do que o registrado em 2009. Naquele ano, foram criadas 131.557 vagas no mês. O número representa o saldo entre admissões e desligamentos no mês. Foram 1.785.075 admissões e 1.645.396 desligamentos, ambos os segundos maiores para o período. Na relação com o mês anterior, a geração de vagas teve baixa de 35,6%. Em abril, foram criadas 216.974 vagas. No acumulado do ano, foram abertas 877.909 vagas formais, uma queda de 25% em relação a janeiro a maio
de 2011. Esse também é o pior resultado para o período desde 2009, quando foram abertas 180 mil. Setores – Segundo o relatório do Ministério, em maio, sete dos oito setores da economia apresentaram crescimento. O setor que liderou em número de contratações, com 46.2261 postos a mais (2,94%) foi a agricultura. Em seguida está o setor de serviços com aumento de 44.587 postos (0,28%), a indústria de transformação com 20.299 postos a mais (0,25%), a construção civil com 14.886 postos (0,49%) e o comércio com 9.749 postos (0,11%). Os dados do Caged também indicam que sete estados viram seus mercados de trabalho formal encolherem no mês de maio. O estado que mais sentiu a retração foi o Rio Grande do Sul, que demitiu 3.332 pessoas a mais do que contratou em maio. Em Alagoas, foram d i s p e n s a d a s 2 . 1 0 7 p e ssoas. Nos dois casos, o resultado foi influenciado pelo setor agrícola. (Agências)
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O número de Leões já conquistados pelo Brasil na mais importante competição global do mercado publicitário ultrapassou o recorde de 2011
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Fotos: Divulgação
SAFRA DE LEÕES
BEIJO PREMIADO
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presidente norteamericano Barack Obama dando um beijo no venezuelano Hugo Chavez, o papa em um líder muçulmano, a primeira-ministra VITORIOSA campanha da Benetton alemã, Angela Merkel, no agora ex-presidente francês Nicolas Sarkozy (seria mais divertido se o beijo fosse no presidente grego) rodaram o mundo. Fizeram sucesso e polêmica e renderam à Fabrica, agência italiana da própria Benetton, dona da campanha, o Grand Prix de impresso. Faz sentido.
ANJOS E DEMÔNIOS
NA CAMPANHA, mulheres "anjo" são atraídas por homens que usam Axe.
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Festival Internacional de Publicidade de Cannes, na França, termina amanhã, mas o Brasil já está comemorando o melhor resultado de todos os tempos. É que, com os prêmios oficiais de 11 das 15 categorias do Cannes Lions 2012, o País soma 68 Leões e tem condições de levar mais algum nas cinco categorias cujos vencedores serão revelados no encerramento do festival, como as esperadas categorias de filmes publicitários e também a Titanium, para campanhas integradas de comunicação comercial. A decisão das agências brasileiras de levar um caminhão de peças publicitárias face ao recuo de competidores importantes como Alemanha, Reino Unido e a própria anfitriã França, em decorrência da crise na zona do euro, parece ter dado resultado. O País foi o que conquistou o maior número de Leões na categoria peças impressas, domando 18 estatuetas entre as de bronze, prata e ouro, contra os segundos colocados – Singapura e África do Sul – com seis estatuetas cada
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BBH de Londres conquistou o Grand Prix com uma campanha ousada para Axe, o desodorante. Anjos despencam do céu e atraídos pelos homens que usam Axe. Também fez sucesso no mercado brasileiro. Ousadia e beleza na medida certa.
Brasil sai do Festival de Publicidade de Cannes com 68 Leões um, enquanto Reino Unido, Alemanha e França ficaram com apenas cinco Leões cada país. Os Estados Unidos só conquistaram três leões na categoria. Com isso, o número de Leões já conquistados pelo Brasil na mais importante competição global do mercado publicitário já ultrapassa o recorde anterior, do ano passado, quando 62 deles haviam sido domados, mas dois foram caçados pela organização do festival. Criados pela Moma para Kia, as duas peças impressas foram acusadas de estimular a pedofilia
e renegadas pelo próprio cliente, que disse não ter autorizado a veiculação em comunicado à organização do festival. As peças, que promoviam o ar-condicionado "dual zone" nos carros, recorriam a imagens sensuais por meio de fábulas infantis para falar da versatilidade do modelo. A imprensa norte-americana considerou as peças vulgares, o que fez a polêmica ganhar espaço na mídia, levando o festival a se posicionar sobre o conteúdo das duas peças. Neste ano, os 68 Leões do Bra-
SIMPLICIDADE É TUDO
Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br
O RUGIDO DO 100º
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A
Ogilvy Shangai ganhou o Grand Prix de Outdoor em Cannes com uma peça publicitária que impacta pela simplicidade. Duas mãos, uma Coca-Cola que as une e convite para se viver o lado bom da vida. Bonito, simples, direto, sem invencionices.
RECADO simples e direto da Coca-Cola
sil foram conquistados nas categorias Promo & Activation (8), Direct Lions (5), Media Lions (4), Radio Lions (5), Outdoor Lions (16), Press Lions (18), Design Lions (6), Cyber Lions (3) e Mobile Lions (3). O Brasil não conquistou prêmios em PR Lions e Creative Effectiveness Lions neste ano. Entre as peças premiadas, imagens de impacto e bem mais contidas para evitar novas polêmicas. Em um festival marcado pelo lugar comum, a simplicidade é que aflora em Cannes, como no Grand Prix conquistado por uma campanha da Coca-Cola (que ilustra esta página). Ogilvy, DM9DDB, AlmapBBDO comemoram a posição de destaque na conquista de Leões. Oxalá esses Leões sirvam de estímulo para as agências caçarem os consumidores e fazerem a sua parte para girar a engrenagem do consumo, do varejo e da indústria.
TOK&STOK: bem em qualquer ambiente.
DM9BDDB, comandada por Sergio Valente e ativo reluzente do grupo de Nizan Guanaes, comemorou seu 100º Leão. Foi conquistado na categoria impresso, com peça criada para a rede de móveis e decoração Tok&Stok. Mostra uma cadeira, que dá várias voltas no ambiente, mas onde fica, fica bem pois tem design. Funcionou.
Seminário discute as oportunidades para a Copa Itaú Unibanco, responsável pela iniciativa, vai levar as discussões às 12 cidades que terão jogos Márcio Fernandes/AE
Fátima Lourenço
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Itaú Unibanco promoveu ontem, na capital paulista, um seminário que será levado, até o final do ano, às 12 cidades brasileiras que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014, para indicar as oportunidades de negócio geradas pelo evento. Na prática, o tempo para investimentos diretos para a competição já está prejudicado, dada a sua proximidade. Mas os participantes do seminário destacaram que pequenas e médias empresas integradas nas cadeias produtivas envolvidas nos projetos (como traslados, sinalização de ambientes, cardápios bilíngues) poderão se beneficiar indiretamente. O evento terá duração de seis semanas, com 64 jogos, um número muito inferior às centenas de partidas da fase eliminatória. "Por isso, o legado da Copa é muito importante", comentou o diretor de marketing da Fifa no Brasil, Jay Neuhaus. Sobre o ritmo das obras, ele disse que a entidade "está muito tranquila". A Fifa sabe, de acordo com o executivo, que alguns projetos serão concluídos no limite máximo do tempo, "mas os 12 estádios estarão prontos e os outros projetos de infraestrutura também estão em um caminho bom".
Itaquerão, em São Paulo: construção deve impulsionar expansão da região leste da capital. Para obras de infraestrutura, serão R$ 458 milhões.
Na palestra de abertura do seminário, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn traçou um cenário comparativo do Brasil que sediou a Copa de 1950, com seis cidades-sedes e cerca de 70% dos jogos realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, e o País de hoje, se preparando para receber competições em 12 municípios, "muito mais diversificado". A instituição estima que os preparativos para os jogos resultarão em um acréscimo de 1,5 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) do País, o equivalente a 250 mil
novos postos de trabalho, além do efeito marca, com reforço da imagem do País no exterior. "Na África do Sul, a receita do turismo cresceu 25% depois da Copa", lembrou. O secretário especial de articulação para a Copa do Mundo da Fifa 2014 (Secopa) e também coordenador do Comitê Municipal da Copa (COMCopa, de São Paulo), Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, destacou os impactos positivos do evento para a zona leste da capital paulista. Ele lembrou que, além da construção do Itaquerão, haverá melhoria da infraestrutura do entorno,
com obras previstas para começar entre julho e agosto, ao custo de R$ 458 milhões. Questionado sobre a aplicação de recursos públicos para a construção do estádio, o secretário argumentou que não se pode comparar o empreendimento com outros (como o do Palmeiras, mencionado no questionamento) porque a zona terá outras obras, incluindo uma rodoviária semelhante à existente no bairro do Jabaquara, além de empreendimentos como Faculdade de Tecnologia (Fatec), Escola Técnica Estadual (Etec), escola do Senai e uma incubadora tecnológica. "Isso promoverá o desenvolvimento da região e a qualificação da mão de obra local, para que ela ocupe as vagas que serão geradas", afirmou Alves, referindo-se à zona leste. Ele argumentou, com base em um estudo da Accenture, que os investimentos para o empreendimento resultarão, nos próximos dez anos, em incremento de 30,1% no PIB (PIB) da cidade de São Paulo, de R$ 400 bilhões. O seminário do Itaú Unibanco, mediado pelo economista Ricardo Amorim, também teve como expositores Ricardo Azevedo, autor do livro "O Brasil e a Copa do Mundo", Marcos Massukado, diretor comercial do Itaú Empresas e Heloisa Prass, diretora de marketing da revista Panrotas.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 22 de junho de 2012
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ECONOMIA/LEGAIS - 17 A batalha brasileira é apaixonada, titânica, extraordinária. Jean-Charles Naouri, presidente do grupo francês Casino
conomia
Naouri assume hoje o Pão de Açúcar Presidente do grupo francês Casino, Jean-Charles Naouri, passa a ocupar a cadeira do empresário Abilio Diniz no comando da rede de varejo do País.
U
m intelectual que chegou ao varejo relativamente tarde em sua carreira deve se tornar hoje o novo chefão do setor no Brasil, um dos maiores e de mais rápido crescimento entre os mercados do mundo. Jean-Charles Naouri, o presidente do grupo francês Casino, vai assumir nesta sexta-feira o controle da maior rede de varejo do Brasil, o Grupo Pão de Açúcar, até então comandado pelo empresário brasileiro Abilio Diniz. Para o executivo de 63 anos, a chegada ao comando do Pão de Açúcar virá com um gosto de revanche sobre o parceiro Abilio Diniz, atual presidente do conselho do grupo brasileiro, que no ano passado tentou romper um acordo com o Casino ao propor uma fusão da companhia brasileira com o arquirrival do grupo francês, o Carrefour. "A batalha brasileira é apaixonada, titânica, extraordinária", disse Naouri, segundo reportagem do The Wall Street Journal. A vitória de Naouri na ferrenha disputa que se seguiu é emblemática sobre a forma como ele construiu um império de varejo que fatura 34 bilhões de euros por ano e que se espalha por dez territórios.
Rafael Andrade/Folhapress
Filipe Araújo/AE
Jean-Charles Naouri, do Casino (à eq.), venceu disputa com o empresário Abilio Diniz pela direção do Grupo Pão de Açúcar. O executivo assumiu participações minoritárias em companhias com problemas e então passou a aumentar a influência do Casino quando a recuperação estava garantida. "Ele não inicia disputas. Elas surgem porque os empresários não aceitam vender suas companhias quando chega a hora", disse o estrategista de negócios Alain Minc, que assessora Naouri. Hoje, Naouri, nascido na Ar-
gélia, vai se tornar presidente do conselho da holding controladora do grupo Pão de Açúcar, conforme descrito em um acordo acertado em 2005 com Diniz. Apesar de o empresário brasileiro reter o título de presidente do conselho do Pão de Açúcar, seu peso na tomada de decisões será bastante reduzido. O Casino investiu pela primeira vez no Pão de Açúcar em 1999, quando resgatou o grupo de dificuldades.
Atualmente, o Brasil é o segundo maior mercado para o Casino no mundo depois da França e é um pilar importante na expansão do grupo francês em mercados emergentes em um momento de fraqueza na Europa. Depois que o Casino assumir o controle, o Brasil vai representar 44% das vendas estimadas do grupo, de quase 54 bilhões de euros, e 53% do lucro operacional estimado em
2,6 bilhões de euros para 2013, segundo analistas. Origem – Filho de um médico e de uma professora de inglês, Naouri se graduou na Ecole Normale Superieure e na Ecole Normale d'Administration (ENA), berços das elites política e de negócios da França. Mas estudou durante dois anos na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Ele iniciou sua carreira em ministérios do governo fran-
cês, incluindo o de Finanças, onde foi chefe de equipe do ministro socialista Pierre Beregovoy, na década de 1980, antes de ir para o setor privado e ingressar no Banque Rothschild em 1987. "Ele é quatro vezes mais rápido que as pessoas mais espertas que eu conheço", disse Serge Weinberg, diretor da Weinberg Capital Partners e seu amigo da faculdade. "Ele é muito intenso, um erudita que é interessado em questões fundamentais", acrescentou. Um fã de ópera, que leu os clássicos em grego e latim. Naouri migrou para o varejo por meio do Rallye, um grupo de investimento que hoje controla 49,9% do capital do Casino. Em poucos anos, ele enfrentou sua primeira batalha, ajudando o Casino a se defender, em 1997, de uma oferta do grupo francês Promodes, que mais tarde foi adquirido pelo Carrefour. O novo comandante do Pão de Açúcar é pai de três filhos, o mais velho, Gabriel, dirige os hipermercados do grupo Casino em Paris. Com as relações azedadas entre Naouri e Diniz, os grupos têm discutido alternativas que possam permitir que sigam caminhos diferentes. Mas será difícil. (Agências)
Fischer S.A. - Comércio, Indústria e Agricultura CNPJ/MF 033.010.786/0001-87 Relatório da Administração - Exercícios Findos em 31 de Dezembro (Em Milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) Senhores acionistas: Em cumprimento às determinações legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e do fluxo de caixa das atividades operacionais do exercício findo em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas Notas Explicativas de forma resumida, ficando a disposição para os esclarecimentos necessários, inclusive para apresentação das Demonstrações Financeiras e notas explicativas na íntegra, bem como o parecer dos auditores independentes. Balanços Patrimoniais Demonstrações do Resultado Demonstração dos Fluxos de Caixa 2010 2009 2010 2009 Fluxos de caixa das atividades operacionais 2010 2009 Passivo e patrimônio líquido Ativo 2010 2009 Rec. líquida de vendas e serviços prestados 1.161.376 1.234.115 828.185 817.931 Circulante Circulante 990.778 984.145 Lucro (prej.) antes do IR e da CS (175.173) 16.204 Venda de produtos 1.159.328 1.229.324 Ajustes Fornecedores e outras contas a pagar 93.606 84.645 Caixa e equivalentes de caixa 105.369 52.872 Serviços prestados 2.048 4.791 Depreciação e amortização 71.357 78.279 Financiamentos 695.227 705.606 CR de clientes e demais contas a receber 34.483 40.302 (1.188.064) (1.198.222) Valor residual de ativo imobilizado baixado 49.016 19.699 Tributos a recolher 4.940 5.970 Custos das vendas e dos serviços prestados Estoques 659.908 642.399 Custos dos produtos vendidos (1.185.961) (1.193.373) Equivalência patrimonial (41.898) (27.227) Instrumentos financeiros derivativos 2.833 – Tributos a recuperar 8.273 18.974 Custos dos serviços prestados (2.103) (4.849) Constit. (reversão) de prov. p/créd. de liqu. duvid. (38) 90 31.579 21.710 Partes relacionadas Partes relacionadas 144.864 209.397 (26.688) 35.893 Const. (reversão) de prov. para contingências 9.378 (5.271) 1.111.839 819.473 Lucro (prejuízo) bruto Instrumentos financeiros derivativos 37.881 20.201 Não circulante Despesas com vendas (25.202) (25.560) Juros e variações apropriados 58.323 45.726 Financiamentos 1.033.463 769.063 Não circulante: Realizável a longo prazo 683.174 581.316 Despesas gerais e administrativas (92.088) (108.837) Variações nos ativos e passivos Tributos diferidos 34.144 23.508 Tributos diferidos 167.851 186.830 Outras perdas, líquidas (42.873) 9.372 Ctas. a rec. de clientes e demais ctas. a rec. 4.083 (13.238) Provisão para contingências 17.398 26.902 Prejuízo operacional Tributos a recuperar 284.624 222.187 (186.851) (89.132) Tributos a recuperar (62.124) (88.294) Partes relacionadas 26.834 – Partes relacionadas 187.959 146.904 Receitas financeiras 27.871 34.391 Estoques (45.026) 139.884 834.783 1.073.274 Depósitos judiciais 13.112 12.770 Patrimônio líquido Despesas financeiras (78.526) (92.538) Partes relacionadas 66.319 (197.415) Capital social 1.531.416 1.531.416 Instrumentos financeiros derivativos 24.544 6.156 Variação cambial, líquida 22.517 201.046 Depósitos judiciais (892) (1.212) Reservas de capital 75 75 Outros ativos 5.084 6.469 Resultado de operações de hedge (2.082) (64.791) Outros ativos 1.106 (2.429) (30.220) 78.109 Reservas de lucros 14.276 14.276 Receitas (despesas) financeiras, líquidas Investimentos 391.890 251.611 Fornecedores e outras contas a pagar 12.607 (20.201) Participação no lucro de controladas e coligada 41.898 27.227 Ajustes acumulados de conversão (493.434) (423.088) Imobilizado 655.912 838.757 Tributos a recolher (773) 395 (175.173) 16.204 Caixa aplicado nas operações Ajustes de avaliação patrimonial 40.780 16.629 Lucro (prejuízo) antes do IR e da CS Intangível 53.053 54.849 (53.735) (55.010) (17.123) (82.238) Imposto de renda e contr. social: Diferidos (108.767) (80.743) Juros pagos (258.330) (66.034) Prejuízos acumulados 1.784.029 1.726.533 (192.296) (66.034) Cxa. líq. aplicado nas atividades operacionais (162.502) (135.753) 2.774.807 2.710.678 Prejuízo do exercício Total do ativo 2.774.807 2.710.678 Total do passivo e patrimônio líquido Prej. por lote de mil ações do CS no fim Fluxos de cxa. das ativ. de investimentos Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido do exerc. - R$ (0,25) (0,08) Recebimento por vendas de ativo imobilizado 39.633 8.564 Reserva Reservas (165.884) (113.418) Compras de imobilizado e software 2.7. Estoques: Os estoques são demonstrados ao custo médio das com- Cxa. líq. aplic. nas atividades de invest. de capital de lucros Resultados Abrangentes (126.251) (104.854) pras ou de produção, inferior aos custos de reposição ou aos valores de reSubvenção Lucros Ajustes acu- Ajustes de Total de Prejuízo Flx. de caixa das atividades de financ. alização. O custo é determinado usando-se o método de custo médio. O para a mulados de avaliação resultados acumuCapital Ingresso de financiamentos 1.433.508 1.087.600 Total custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreende lados social investimentos Legal realizar conversão patrimonial abrangentes Pagamentos de financiamentos (1.075.557) (933.420) 1.531.416 75 714 13.562 (92.517) (61.951) (154.468) – 1.391.299 matérias-primas, mão de obra direta, outros custos diretos e despesas geEm 1o/01/2009 Liberação de recursos à partes relacionadas (384.919) (368.015) rais de produção relacionadas, que incluem os gastos com transporte dos Ajustes acum. de conv. – – – – (330.571) – (330.571) – (330.571) 386.901 304.470 Ingresso de recursos de partes relacionadas Valor justo de oper. de hedge de fluxo de cx. – – – – – 78.580 78.580 – 78.580 produtos acabados até o local de armazenagem, bem como os gastos com Cxa. líq. gerado pelas ativ. de financiamentos 359.933 90.635 a armazenagem desses produtos. Os custos incorridos com a manutenção Aumento líq. (red.) de caixa e equiv. de caixa 71.180 (149.972) – – – – – – – (66.034) (66.034) Prejuízo do exercício das lavouras de laranja e maçã (tratos culturais) e manutenção das instala- Efeitos de conversão p/moeda de apres. (18.684) (51.297) Em 31/12/2009 1.531.416 75 714 13.562 (423.088) 16.629 (406.459) (66.034)1.073.274 ções industriais e agrícolas são lançados aos estoques e apropriados ao 52.873 254.141 Ajustes acum. de conv. – – – – (70.346) – (70.346) – (70.346) custo da produção do suco de laranja e de maçã por ocasião da colheita e Caixa e equiv. de caixa no início do exercício 105.369 52.872 Valor justo de oper. de hedge de fluxo de cx. – – – – – 24.151 24.151 – 24.151 da produção de suco de laranja e de maçã. Os adiantamentos a fornecedo- Caixa e equiv. de caixa no final do exercício – – – – – – – (192.296) (192.296) res de matéria-prima são demonstrados ao custo. 2.8. Imposto de renda e intangíveis e são amortizados usando-se o método linear ao longo de suas Prejuízo do exercício 1.531.416 75 714 13.562 (493.434) 40.780 (452.654) (258.330) 834.783 contribuição social diferido: As despesas de imposto de renda e contribui- vidas úteis. Outros ativos intangíveis - Os custos com a aquisição de paEm 31/12/2010 ção social do período compreendem os impostos corrente e diferido. Os tentes, marcas comerciais e licenças são capitalizados pelos valores origiNotas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras 1. Informações gerais: A Companhia é uma sociedade anônima de capital são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimen- impostos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, nais. Os ativos intangíveis não são reavaliados. 2.14. Arrendamento merfechado, tem sua sede em Matão, SP e tem como atividade preponderante tos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconheci- cantil: Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e a formação e exploração de lavouras de laranja e de maçã, produção de que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os dos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, o imposto também é benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como suco concentrado de laranja e de maçã e não concentrado de laranja, bem benefícios da propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo reconhecido no patrimônio líquido. O encargo de imposto de renda e contri- arrendamentos operacionais. Os pagamentos efetuados para arrendamencomo seus subprodutos e também a participação em outras sociedades. As através do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor jus- buição social corrente é calculado com base nas leis tributárias promulga- tos operacionais (líquidos de quaisquer incentivos recebidos do arrendador) operações da Companhia são realizadas no contexto do Grupo Fischer, na to. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, das, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço da Companhia qual parte substancial de seus produtos acabados é armazenada nos “tank usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decor- e geram lucro tributável. O imposto de renda diferido é calculado sobre os são reconhecidos na demonstração do resultado pelo método linear, duranfarms” da investida Citrosuco Serviços Portuários S.A., e as vendas são rentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa de contribuição social te o período do arrendamento. A Companhia arrenda determinados bens do substancialmente destinadas ao mercado externo e realizadas por intermé- justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imobilizado. Os arrendamentos do imobilizado, nos quais a Companhia dedio da empresa ligada Citrosuco Trading N.V. A emissão destas demonstra- em “Outros ganhos (perdas), líquidos” no período em que ocorrem. Os valo- imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações tém, substancialmente, todos os riscos e benefícios da propriedade, são financeiras da Companhia. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na ções financeiras foi autorizada pela diretoria da Companhia em 14 de abril res justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível classificados como arrendamentos financeiros. Estes são capitalizados no de 2011. 2. Resumo das principais práticas contábeis: As principais prá- atuais de compra. Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação para ser usado na compensação dos prejuízos fiscais e bases negativas da início do arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do bem arrendaticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras pública, a Companhia estabelece o valor justo através de técnicas de avalia- contribuição social, bem como, das diferenças temporárias, com base em do e o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento. Cada estão definidas abaixo. Essas práticas vêm sendo aplicadas de modo con- ção. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas parcela paga do arrendamento é alocada, parte ao passivo e parte aos ensistente em todos os exercícios apresentados. 2.1. Base de preparação: As terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente simi- internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer aldemonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas lares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precifica- terações. Portanto, quando requerido, a Companhia efetua a provisão para cargos financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A preparação das ção de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo impairment da parcela estimada não realizável dos créditos diferidos, com sobre o saldo da dívida em aberto. As obrigações correspondentes são indemonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis crí- mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela admi- base nas referidas projeções. 2.9. Depósitos judiciais: Existem situações cluídas em financiamentos. Os juros das despesas financeiras são reconheticas e também exercício de julgamento por parte da administração da Com- nistração da própria Companhia. 2.4.3. Impairment de ativos financeiros: em que a Companhia questiona a legitimidade de determinados passivos ou cidos na demonstração do resultado durante o período do arrendamento, panhia no processo de aplicação das práticas contábeis do Grupo. (a) Ativos mensurados ao custo amortizado - A Companhia avalia no final ações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por ordem ju- para produzir uma taxa periódica constante de juros sobre o saldo remanes(a) Demonstrações financeiras consolidadas - A administração da Com- de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financei- dicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão cente do passivo para cada período. O imobilizado adquirido por meio de panhia optou pela não apresentação das demonstrações financeiras conso- ro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquida- arrendamentos financeiros é depreciado durante a vida útil do ativo. lidadas da Fischer S.A. – Comércio, Indústria e Agricultura, em decorrência ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorri- ção do passivo. 2.10. Investimentos em controladas e coligada: Os inves- 2.15. Redução ao valor recuperável de ativos: O imobilizado e outros da exceção contida no parágrafo 10 do pronunciamento técnico CPC 36. dos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um timentos em sociedades controladas e coligada são registrados e avaliados ativos não circulantes, inclusive o ágio e os ativos intangíveis, são revistos (b) Demonstrações financeiras individuais - As demonstrações financei- ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do exerras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas con- “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto cício como despesa (ou receita) operacional. No caso de variação cambial anualmente para se identificar evidências de perdas não recuperáveis, tábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contá- nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos de investimentos em controladas e coligada que utilizam moeda funcional ou ainda, sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem beis (CPCs) aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade e com base financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. A Companhia ava- diferente da moeda funcional da Companhia, as variações no valor do inves- que o valor contábil pode não ser recuperável. Quando este for o caso, o nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações. A aplicação das lia em primeiro lugar se existe evidência objetiva de impairment, tais como: timento decorrentes exclusivamente de variação cambial são registradas na valor recuperável é calculado para verificar se há perda. Quando houver normas e procedimentos contábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamen- dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; uma quebra de con- conta “Ajuste de avaliação patrimonial”, no patrimônio líquido da Compa- perda, ela é reconhecida pelo montante em que o valor contábil do ativo tos Contábeis (CPC) vigentes a partir do exercício de 2010 não resultaram trato, inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; torna-se nhia, e somente são registradas ao resultado do exercício quando o investi- ultrapassa seu valor recuperável, que é o maior entre o preço líquido de em impactos nos saldos de balanço e resultado das operações de 1º de ja- provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; mento for vendido ou baixado para perda. Quando necessário, as práticas venda e o valor em uso de um ativo. Para fins de avaliação, os ativos são neiro de 2009, as quais foram emitidas de acordo com as práticas contábeis e outros. O montante do prejuízo é mensurado como a diferença entre o contábeis das controladas são alteradas para garantir consistência com as agrupados no menor grupo de ativos para o qual existem fluxos de caixa vigentes à época (BRGAAP antigo). A apresentação dos valores e informa- valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros esti- práticas adotadas pela Companhia. 2.11. Imobilizado: Os bens do ativo ções relativas às demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de mados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) imobilizado são avaliados ao valor justo de aquisição, formação ou constru- identificáveis separadamente. Os demais ativos são apresentados ao valor dezembro de 2009, foi adequada tendo por base os pronunciamentos técni- descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor ção. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos, as cos vigentes, relativos à apresentação das demonstrações financeiras, com contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demons- dos itens e também pode incluir transferências do patrimônio de quaisquer variações monetárias auferidos e provisões para perdas na realização desvistas a propiciar a adequada comparabilidade entre as datas-base apre- tração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o ven- ganhos/perdas de hedge de fluxo de caixa qualificados como referentes à ses ativos que são constituídas com base na análise das expectativas de sentadas nestas demonstrações financeiras. 2.2. Conversão em moeda cimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma compra de imobilizado em moeda estrangeira. O custo histórico também sua efetiva realização. 2.16. Contas a pagar aos fornecedores: As contas estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda de apresentação - Os itens perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que incluídos nas demonstrações financeiras da Companhia são mensurados com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar qualificadores. A depreciação é calculada pelo método linear durante a vida foram adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um pre- útil estimada, como segue: passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. (“a moeda funcional”). A Companhia utiliza o dólar como moeda funcional, ço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda Anos Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não ciruma vez que é a moeda que melhor reflete o ambiente econômico que in- por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente Edificações 25 culante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequenfluencia suas operações e como é de fato administrada. Na determinação da com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma Equipamentos e instalações 10 temente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa moeda funcional da Companhia foram considerados os seguintes principais melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por Pomares de laranja e maçã 16 - 20 itens: A receita de vendas da Companhia é substancialmente denominada e impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração Hardware 5 efetiva de juros. Face à característica de curto prazo dos vencimentos, as liquidada em dólares, uma vez que referem-se a venda de suco de laranja, do resultado. 2.5. Instrumentos derivativos e atividades de hedge: Veículos 5 contas a pagar são reconhecidas pelo valor da fatura correspondente. cujos preços de venda são substancialmente definidos pelas condições do Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em As referidas vidas úteis são revisadas anualmente ou sempre que forem 2.17. Provisões: As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem mercado Norte Americano de suco de laranja. Apesar da produção de suco que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, re- identificadas circunstâncias que possam alterá-las. Ganhos e perdas em uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos pasde laranja ser desenvolvida no Brasil, o preço da principal matéria-prima mensurados ao seu valor justo. O método para reconhecer o ganho ou a alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação sados; é provável que uma saída de recursos seja necessária para (laranja) é substancialmente definida e negociada em dólares, onde o paga- perda resultante depende do fato do derivativo ser designado ou não como com o valor contábil e são incluídos no resultado na rubrica Outros ganhos liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor possa ser feita. mento é efetuado em R$ pela taxa de câmbio disponível na data de paga- um instrumento de hedge. Sendo este o caso, o método depende da nature- (perdas), líquidas. Reparos e manutenção são apropriados ao resultado dumento. Despesas com mão de obra e outros custos, exceto depreciação e za do item que está sendo protegido por hedge. A Companhia designa cer- rante o período em que são incorridos. O custo das principais renovações é 2.18. Financiamentos: Os financiamentos tomados são reconhecidos inialuguel de extratoras de suco de laranja, que representam normalmente tos derivativos como hedge de um risco específico associado a um ativo ou incluído no valor contábil do ativo no momento em que for provável que os cialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. menos de 20% dos custos totais de fabricação, são denominados e negocia- passivo reconhecido ou uma operação prevista altamente provável (hedge benefícios econômicos futuros que ultrapassarem o padrão de desempenho Em seguida, os financiamentos tomados são apresentados pelo custo dos em reais. Os financiamentos obtidos pela Companhia são normalmente de fluxo de caixa). A Companhia documenta, no início da operação, a rela- inicialmente avaliado para o ativo existente fluirão para a Companhia, sendo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período negociados em dólares. Moeda de apresentação das demonstrações fi- ção entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim que as renovações são depreciadas ao longo da vida útil restante do ativo incorrido (“pro rata temporis”). Os financiamentos são classificados como nanceiras: as demonstrações financeiras estão sendo apresentadas em como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de relacionado. 2.12. Ativos biológicos: O pronunciamento contábil CPC 29, passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional reais, cujos critérios de conversão adotados são os seguintes: • Os ativos e várias operações de hedge. A Companhia também documenta sua avalia- em consonância com a norma internacional de contabilidade em seu pro- de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do passivos apresentados no balanço patrimonial são convertidos pela taxa de ção, tanto no início do hedge como de forma contínua, de que os derivativos nunciamento técnico IAS 41, prescreve o tratamento contábil para o registro balanço. 2.19. Capital social e reserva de capital: As ações ordinárias e as fechamento da data do balanço. • As receitas e despesas da demonstração usados nas operações de hedge são altamente eficazes na compensação e a apresentação nas demonstrações financeiras dos Ativos biológicos e ações preferenciais não resgatáveis são classificadas como patrimônio do resultado são convertidas pelas taxas de câmbio médias (a menos que de variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por produtos agrícolas. Seguindo as definições de ativos qualificáveis contidos essa média não seja uma aproximação razoável do efeito cumulativo das hedge. O valor justo total de um derivativo de hedge é classificado como nos referidos pronunciamentos, a Companhia qualificou como tais ativos líquido. A reserva legal é calculada na base de 5% do lucro líquido do taxas vigentes nas datas das operações, e, nesse caso, as receitas e des- ativo ou passivo não circulante, quando o vencimento remanescente do item detidos essencialmente, pomares de laranja e maçã, os quais devem ser exercício da Companhia, conforme determinação da Lei nº 6.404/76. pesas são convertidas pela taxa das datas das operações). • As diferenças protegido por hedge for superior a 12 meses, e como ativo ou passivo circu- mensurados pelo valor justo menos custos estimados no ponto de venda. A 2.20. Dividendos: A distribuição de dividendos para os acionistas da de câmbio resultantes são reconhecidas como um componente separado no lante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for administração acredita que as estimativas para determinação do valor justo Companhia são reconhecidos como um passivo nas demonstrações patrimônio líquido. 2.3. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalen- inferior a 12 meses. Hedge de fluxo de caixa - A parcela efetiva das varia- com base na documentação preparada ao longo dos anos demonstrou não financeiras da Companhia ao final do exercício. De acordo com o estatuto tes de caixa incluem dinheiro em caixa, depósitos bancários e investimentos ções no valor justo de derivativos designados e qualificados como “hedge” ser confiável, principalmente devido à alta volatilidade dos preços das frutas, social os acionistas têm direito a receber dividendo mínimo obrigatório de de curto prazo de alta liquidez e com risco insignificante de mudança de de fluxo de caixa é reconhecida no patrimônio. O ganho ou perda relaciona- ao mercado cujo produto agrícola se destina, que é determinante para a 25% do lucro líquido do exercício. Qualquer valor acima do mínimo valor. 2.4. Ativos financeiros: 2.4.1. Classificação e mensuração: A Com- do com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecido na demonstra- identificação de preços, e combinado com a subjetividade na determinação obrigatório somente é provisionado na data em que são formalmente apropanhia classifica seus ativos financeiros sob as categorias de mensurados ção do resultado como “Outros ganhos (perdas), líquidos ou Resultado de da vida econômica real dos pés de laranja e maçã. Além disso, a administraao valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. A classifi- operações de hedge”, dependendo da origem do item protegido. Os valores ção acredita que um mercado ativo, conforme definido pelo pronunciamento, vados pelos acionistas. 2.21. Reconhecimento de receita: A receita comcação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adqui- acumulados no patrimônio são realizados na demonstração do resultado não existe atualmente para os ativos biológicos nas condições e localiza- preende o valor faturado pela venda de mercadorias e serviços. A receita ridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros nos períodos em que o item protegido por “hedge” afetar o resultado (por ções atuais. Considerando esse contexto, a administração entende não ser pela venda de mercadorias é reconhecida quando os riscos significativos e no reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor exemplo, quando ocorrer o dispêndio de gastos fixos que é protegido por possível estimar o valor justo dos ativos biológicos de forma razoável e, por os benefícios de propriedade das mercadorias são transferidos para o justo por meio do resultado - Os ativos financeiros mensurados ao valor “hedge”). O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é reco- esse motivo, a Companhia decidiu por mensurar esses ativos pelo custo de comprador. A Companhia adota como política de reconhecimento de receita, justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negocia- nhecido na demonstração do resultado em “Outros ganhos (perdas), líqui- formação, menos depreciação acumulada e provisões para perdas na reali- portanto, a data em que o produto é entregue ao comprador. A receita pela ção. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, prin- dos ou Resultado de operações de hedge”, dependendo da origem do item zação. Os ativos biológicos são classificados no grupo de ativo imobilizado. prestação de serviços é reconhecida quando são efetivamente prestados. cipalmente, para fins de venda no curto prazo. Os derivativos também são protegido. Entretanto, quando a operação protegida por “hedge” prevista re- A Companhia continuará a buscar futuras indicações de que existem condi- A receita de juros é reconhecida em base proporcional ao tempo, categorizados como mantidos para negociação e, dessa forma, são classifi- sultar no reconhecimento de um ativo não-financeiro (por exemplo, estoques ções para estimar o valor justo dos ativos biológicos e alterará a sua atual levando em consideração o principal em aberto e a taxa efetiva ao longo do cados nesta categoria, a menos que tenham sido designados como instru- ou ativos fixos), os ganhos e as perdas previamente diferidos no patrimônio prática contábil se concluir que os referidos valores podem ser estimados de mentos de hedge (proteção). Os ativos dessa categoria são classificados líquido são transferidos do patrimônio e incluídos na mensuração inicial do forma confiável. 2.13. Ativos intangíveis: Ágio - O ágio ou deságio determi- período até o vencimento, quando se determina que essa receita será custo do ativo. Quando um instrumento de “hedge” não atende mais aos como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis - Incluem-se nessa nado na aquisição de um investimento é calculado como a diferença entre o apropriada na Companhia. categoria os empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos finan- critérios de contabilização de “hedge”, todo ganho ou toda perda cumulativa valor de compra e o valor contábil do patrimônio líquido da empresa adquiriConselho de Administração - Membros ceiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados existente no patrimônio líquido naquele momento permanece no patrimônio da. O ágio está fundamentado em rentabilidade futura, representada pela Maria do Rosário Fischer - Presidenta em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles e é reconhecido quando a operação prevista é finalmente reconhecida na diferença entre o valor justo dos ativos e passivos e o valor de compra dos com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (es- demonstração do resultado. Quando não se espera mais que uma operação investimentos. Os saldos de ágio foram apurados em períodos anteriores à Bianca Helena Fischer de Moraes - Conselheira tes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e rece- prevista ocorra, o ganho ou a perda cumulativa que havia sido apresentado vigência dos novos pronunciamentos contábeis (CPCs) e a administração Ana Luisa Fischer Macondes Ferraz - Conselheira bíveis da Companhia compreendem empréstimos, contas a receber de no patrimônio é imediatamente transferido para a demonstração do resulta- adotou a isenção opcional de não reprocessar as combinações de negócios Alessandra Fischer de Souza Santos - Conselheira clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa, exceto os do em “Outros ganhos (perdas), líquidos ou Resultado de operações de anteriores, mantendo os valores apurados de acordo com as práticas contáRenata Fischer Fernandes - Conselheira investimentos de curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são contabiliza- hedge”, dependendo da origem do item protegido. 2.6. Contas a receber de beis vigentes até 31 de dezembro de 2007. Na data de cada balanço, a dos pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. clientes: As contas a receber de clientes são avaliadas pelo montante Companhia avalia se há indícios de perda permanente (“impairment”). t Se 2.4.2. Reconhecimento e mensuração: As compras e as vendas regulares original da venda deduzida a provisão para créditos de liquidação duvidosa existirem tais indícios, uma análise é realizada para avaliar se o valor contáTales Lemos Cubero - Diretor Presidente de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação, data na qual dessas contas a receber. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é bil do ágio pode ser totalmente recuperado. Se o valor contábil ultrapassar o Guilherme de Souza Santos - Diretor a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não valor recuperável, o montante é reduzido. Programas de computador José Lopes Celidônio - Diretor são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da será capaz de cobrar todos os valores devidos de acordo com os prazos (softwares) - Os gastos associados a manutenção de softwares são recotransação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor originais das contas a receber. O valor da provisão é a diferença entre o nhecidos como despesas na medida em que são incorridos. Os gastos direRonaldo Marfori Sampaio - Diretor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de valor contábil e o valor recuperável. As contas a receber são classificadas no tamente associados a softwares identificáveis e únicos, controlados resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da ativo circulante quando o prazo de vencimento for equivalente a um ano pela Companhia e que, provavelmente, gerarão benefícios econômicos João Aparecido de Lucca - CRC nº 1SP191043/O-1 transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros ou menos. Caso contrário, são apresentadas como ativo não circulante. maiores que os custos por mais de um ano, são reconhecidos como ativos
DIà RIO DO COMÉRCIO
18
sexta-feira, 22 de junho de 2012
e Contrail investe em via fĂŠrrea santista NinguĂŠm vai desapropriar a cidade de Santos para fazer uma estrada. Sergio Avelleda, presidente da EDLP, controladora da Contrail
conomia
Empresa planeja a ampliação da capacidade das composiçþes de carga que vão ao Porto de Santos e a implantação de depósitos de contêineres ao longo das linhas Lalo de Almeida/ Folha Imagem
Renato Carbonari Ibelli
A
operadora de logĂstica Contrail acredita que pode ampliar a participação dos contĂŞineres que chegam ao Porto de Santos pelo modal ferroviĂĄrio dos atuais 3% para 25% atĂŠ 2017. Hoje, quase a totalidade das cargas de contĂŞineres desce ao porto pelas rodovias – saturadas em praticamente todos os horĂĄrios. Para atrair essa demanda para os trens, a empresa promete ampliar em 15 vezes a capacidade das composiçþes com a implantação de vagĂľes double stack e reduzir em 20 horas as operaçþes dos trens com sistemas inteligentes. A Contrail foi constituĂda ao final de 2010 e tem emplacado uma sĂŠrie de projetos ferroviĂĄrios em conjunto com a concessionĂĄria MRS, que opera a malha sudeste do PaĂs. Pr ojet os – Ontem, Sergio Avelleda, presidente da EDLP, que ĂŠ controladora da Contrail, detalhou os projetos em reuniĂŁo do ComitĂŞ de UsuĂĄrios dos Portos e Aeroportos do Estado de SĂŁo Paulo (Comus), da Associação Comercial de SĂŁo Paulo (ACSP).
Entre os projetos estĂĄ a construção de um terminal intermodal na cidade de CubatĂŁo, que servirĂĄ de hub – que permite que as cargas sejam transferidas de um modal para outro ou de uma via fĂŠrrea para outra – para as operaçþes de importação e exportação. Esse terminal, previsto para entrar em operação em 2013, terĂĄ capacidade para movimentar 1 milhĂŁo de TEUs (um TEU ĂŠ um contĂŞiner de 20 pĂŠs) por ano. “Nesse momento estamos obtendo a licença de instalação para o terminalâ€?, disse Avelleda. O terminal de CubatĂŁo serĂĄ responsĂĄvel por receber e redistribuir os contĂŞineres que chegam do interior e do Vale do ParaĂba. A Contrail tambĂŠm planeja implantar depĂłsitos de contĂŞineres vazios ao longo das linhas fĂŠrreas operadas pela MRS. Eles estarĂŁo em Campinas, na regiĂŁo do Grande ABC, em Santana do ParnaĂba e na cidade de SĂŁo Paulo, no bairro da Mooca. “Estamos encontrando as ĂĄreas mais adequadas. AtĂŠ 2015 todos estarĂŁo operandoâ€?, disse. Na logĂstica da Contrail, os contĂŞineres originados nesses depĂłsitos seguem atĂŠ CubatĂŁo, onde serĂŁo reagrupa-
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A aposta da Contrail ĂŠ a saturação das rodovias e a transferĂŞncia do transporte de cargas para as ferrovias, em especial para o Porto de Santos. dos e seguirĂŁo cronogramas especĂficos de envio para as margens esquerda e direita do Porto de Santos. Segundo JosĂŠ Candido Senna, coordenador do Comus, o projeto da Contrail estĂĄ alinhado com o do Porto 24 Horas. “AlĂŠm de os terminais de vazios desafogarem os termi-
nais de Santos, a dinâmica da distribuição ininterrupta e coordenada das cargas tambÊm vai exigir coordenação no porto�, explicou Senna. Os vagþes double stack permitem empilhar contêineres. A MRS estå testando dois protótipos e as adaptaçþes na malha ferroviåria estão prati-
2ÂŞ VARA CĂ?VEL DO FORO REGIONAL X – IPIRANGA COMARCA DE SĂƒO PAULO EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO, COM PRAZO DE 20 DIAS. Processo nÂş. 0000575-32.2010.8.26.0010 – c/ 86/10. A DOUTORA Caren Cristina Fernandes de Oliveira, MM. JUĂ?ZA DE DIREITO DA 2ÂŞ Vara CĂvel, DO ESTADO DE SĂƒO PAULO, NA FORMA DA LEI, FAZ SABER a Nada Igual Industria e Comercio de Produtos Metalurgicos Ltda., CNPJ 04.130.731/0001-02, e JosĂŠ Roberto Bragarabello, CPF nÂş 174.175.158-60 o Banco Bradesco S/A, CNPJ 60.746.948/0001-12, lhes ajuizou uma ação MONITĂ“RIA, objetivando a cobrança da quantia de R$ 29.346,41,referente ao nĂŁo pagamento das duplicatas nÂşs 1056B, 1046B, 1055B, 1058B, 1056C, 1058C, 1055C, 1056D, 1046C, 1058D, 1055 D, com vencimentos de 30/10/2008 Ă 03/12/2008. Encontrando-se o mesmo em lugar ignorado, foi deferida a intimação por edital, para que em quinze dias, a fluir apĂłs o prazo de vinte dias contados a partir da publicação deste edital, ofereça embargos monitĂłrios ou pague a importância supra e de que na hipĂłtese de nĂŁo oferecimento de embargos, serĂĄ iniciada a execução, conforme previsto no Livro II, TĂtulo II, capĂtulos II e IV. O prazo do edital começarĂĄ a correr a partir de sua primeira publicação e, findo tal prazo, começarĂĄ a fluir automaticamente o prazo de quinze dias. O presente serĂĄ afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 06 de junho de 2012.
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camente prontas. A concessionĂĄria tambĂŠm estĂĄ implementando obras da chamada “segregação lesteâ€?, que vĂŁo separar a movimentação dos trens de cargas dos de passageiros. AlĂŠm disso, atĂŠ março a MRS adquire sete modernos sistemas de cremalheira, para subidas e descidas Ăngremes.
AtĂŠ 2026 estima-se que a movimentação de contĂŞineres no Porto de Santos saia dos atuais 3 milhĂľes de TEUs para 10,4 milhĂľes de TEUs ao ano. “As rodovias podem melhorar um pouco aqui e ali, mas ninguĂŠm vai desapropriar a cidade de Santos para fazer uma estradaâ€?, disse Avelleda.
Turquia pode ser parceira no trem-bala do Brasil
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Turquia poderĂĄ ser parceira do Brasil na construção do trembala que ligarĂĄ o Rio de Janeiro a SĂŁo Paulo, informou ontem o ministro de Relaçþes Exteriores, AntĂ´nio Patriota, apĂłs cafĂŠ da manhĂŁ realizado entre Dilma Rousseff e o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan. Segundo Patriota, os dois paĂses pretendem elevar o comĂŠrcio bilateral dos US$ 3 bilhĂľes atuais para US$ 10 bilhĂľes. O ministro nĂŁo detalhou, contudo, qual seria o prazo para atingir tal meta. Um dos setores que deve contribuir para esse crescimento ĂŠ o de transportes, onde se incluem trens de alta velocidade, segmento no qual a Turquia tem experiĂŞncia. "A ideia ĂŠ fortalecer a relação entre o Brasil e a Turquia", afirmou Patriota. Os dois paĂses ainda se comprometeram a cooperar no setor de construção de moradias populares. A Turquia tem uma experiĂŞncia semelhante ao projeto brasileiro batizado de "Minha Casa Minha Vida". TambĂŠm foram abordados investimentos na ĂĄrea de petrĂłleo e gĂĄs, alĂŠm de propostas de cooperação na ĂĄrea de defesa. Patriota fez questĂŁo de ressaltar que a reuniĂŁo com Dilma nĂŁo discutiu assuntos polĂticos. "De maneira geral, o documento fala em cooperação em infraestrutura, onde se incluem portos e aeroportos", afirmou o ministro. Etav – Na sexta-feira passada, o governo criou, via decreto publicado no DiĂĄrio
Oficial da UniĂŁo, a Empresa de Transporte FerroviĂĄrio de Alta Velocidade S.A (Etav), estatal que vai administrar o trem-bala. A empresa foi constituĂda sob a forma de sociedade anĂ´nima de capital fechado, vinculada ao MinistĂŠrio dos Transportes. O capital social inicial serĂĄ de R$ 50 milhĂľes. O custo total do projeto ĂŠ avaliado em R$ 33 bilhĂľes. A lei que criou a Etav, aprovada pelo Congresso em novembro do ano passado, estabelece que a empresa serĂĄ responsĂĄvel por "planejar e promover o desenvolvimento do transporte ferroviĂĄrio de alta velocidade de forma integrada com as demais modalidades de transporte, por meio de estudos, pesquisas, administração e gestĂŁo de patrimĂ´nio, desenvolvimento tecnolĂłgico e atividades destinadas Ă absorção e transferĂŞncia de tecnologias." ConcessĂŁo – HaverĂĄ dois leilĂľes de concessĂŁo, ainda sem data definida ainda, de acordo com o governo. O modelo definido pela AgĂŞncia Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) prevĂŞ duas concessĂľes nesse sistema de transporte: uma para a operação do veĂculo e outra para a construção da infraestrutura (trilhos, estaçþes etc). A primeira concessionĂĄria terĂĄ que pagar ao governo, durante os 30 anos de concessĂŁo, uma espĂŠcie de aluguel para custear a construção da infraestrutura. Se a receita obtida nĂŁo for suficiente para bancar o aluguel, o governo cobre a diferença. (AgĂŞncias)
Aleksey Nikolosky/ Ria Novosti/Reuters
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Primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, se reuniu ontem com Dilma.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
DIÁRIO DO COMÉRCIO
ECONOMIA/LEGAIS - 19
AVNET TECHNOLOGY SOLUTIONS BRASIL S.A. CNPJ/MF 06.135.938/0001-03 Relatório da Administração
REDE D’OR SÃO LUIZ S.A. CNPJ nº 06.047.087/0001-39 - NIRE 35.300.318.099 EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Ficam os senhores acionistas da Rede D’Or São Luiz S.A. (“Companhia”) convocados para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 02 de julho de 2012, às 17h, na sede social da Companhia, localizada na Cidade e Estado de São Paulo, Rua Francisco Marengo, nº 1.312, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (i) Deliberar sobre o Protocolo e Justificação de Incorporação, pela Companhia, de ações da MedGrupo Participações S.A., e incorporação das seguintes sociedades: (a) Santa Luzia Participações S.A.; (b) Hospital Santa Luzia S.A.; (c) Hospital do Coração do Brasil S.A.; (d) MedGrupo Participações S.A.; (e) Hospital Santa Lúcia S.A.; (f) Hospital Santa Helena S.A.; (g) Hospital Prontonorte S.A.; (h) Hospital Maria Auxiliadora S.A.; e (i) Hospital Renascer S.A. (“Sociedades”); (ii) Ratificar a indicação das empresas especializadas contratadas para proceder à avaliação das ações da MedGrupo Participações S.A., dos patrimônios líquidos contábeis das Sociedades, bem como dos patrimônios líquidos da Companhia e do Hospital Santa Luzia S.A., Hospital do Coração do Brasil S.A., Hospital Santa Lúcia S.A., Hospital Santa Helena S.A. e Hospital Prontonorte S.A., a preços de mercado, na forma do art. 264 da Lei 6.404/76; (iii) Deliberar sobre o laudo de avaliação das ações da MedGrupo Participações S.A., os laudos de avaliação dos patrimônios líquidos contábeis das Sociedades e os laudos dos patrimônios líquidos da Companhia e do Hospital Santa Luzia S.A., Hospital do Coração do Brasil S.A., Hospital Santa Lúcia S.A., Hospital Santa Helena S.A. e Hospital Prontonorte S.A., a preços de mercado, na forma da Lei nº 6.404/76; (iv) Deliberar sobre a incorporação de ações da MedGrupo Participações S.A. pela Companhia e as incorporações das Sociedades pela Companhia, autorizando os administradores da Companhia a praticarem todos os atos necessários a sua implementação e formalização, com a consequente extinção das Sociedades e a sucessão, pela Companhia, a título universal, em todos os seus direitos e obrigações; (v) Deliberar sobre o aumento de capital social da Companhia, com a emissão de ações ordinárias e criação de ações preferenciais, a ser implementado em razão da incorporação de ações da MedGrupo Participações S.A. e das incorporações das Sociedades; e (vi) Deliberar sobre a ampla reforma e nova redação do Estatuto Social da Companhia. Informações Gerais: Encontram-se à disposição dos senhores acionistas, na sede social da Companhia, cópias dos documentos referentes à ordem do dia. O acionista poderá ser representado na Assembléia Geral por procurador constituído há menos de 1 (um) ano, que seja acionista, administrador da Companhia ou advogado. São Paulo, 22 de junho de 2012. PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO.
ESAG HOLDINGS PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF Nº 03.042.288/0001-55 - NIRE 35300170873 ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA, REALIZADA EM 30 DE ABRIL DE 2012 1. HORÁRIO E LOCAL - às 08h30min, na sede social nesta Capital, na Rua Amauri, nº 255, 11º andar, conj. “D”. 2. CONVOCAÇÃO - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro “Presença de Acionistas”. 4. MESA DIRIGENTE – Alexandre Silva D’Ambrosio, Presidente; João Carvalho de Miranda, Secretário. 5. PUBLICAÇÕES – a) os presentes consideraram sanada a falta da publicação dos núncios de “Aviso aos Acionistas”, conforme o disposto no § 4º do art. 133 da Lei nº 6.404/76; b) o presidente declarou regular a Assembleia, tendo em vista o disposto no § 4º do art. 124 da Lei 6.404/76; c) o Relatório de Administração, o Balanço Patrimonial, as demonstrações Financeiras, relativo ao exercício social encerrado em 31/12/2011, foram publicados no Diário Oficial p de São Paulo e Diário do Comércio no dia 28/04/2012. 6. DELIBERAÇÕES - a) Foram aprovadas as Demonstrações Financeiras e o Relatório da Diretoria referentes ao exercício encerrado em 31.12.2011. b) Aprovar que os Diretores possam receber remuneração pelos cargos de administração ocupados, conforme deliberação a ser tomada oportunamente, incluídos os benefícios disponíveis e as verbas de representação. c) Foram reeleitos para compor a Diretoria da Sociedade, com mandato de 01.05.2012 até 30.04.2013, mas permanecendo em seus cargos até a próxima eleição, os Srs.: RAUL CALFAT, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Cédula de Identidade RG nº 5.216.686-7 SSP/SP e do CPF/MF nº 635.261.408-63; ALEXANDRE SILVA D’AMBROSIO, brasileiro, casado, advogado, portador da Cédula de Identidade RG nº 7.124.595-SSP/SP e do CPF/ MF nº 042.170.338-50 e JOÃO CARVALHO DE MIRANDA, brasileiro, casado, economista, portador da Cédula de Identidade RG nº 52238193 IFP/RJ e inscrito no CPF/MF sob o nº 772.120.887-49, todos domiciliados nesta Capital, na Rua Amauri, nº 255, 13º andar, como Diretores. d) Os diretores declaram, sob as penas da lei, de que não estão impedidos de exercer a administração da Sociedade, por lei especial ou em virtude de condenação criminal ou por se encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública ou a propriedade. 7. ENCERRAMENTO – nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. São Paulo 30 de abril de 2012. Votorantim Industrial S.A. - Alexandre Silva D’Ambrosio - João Carvalho de Miranda - Cylonca Holdings N.V. - Alexandre Silva D’Ambrosio - Raul Calfat. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certidão - Certifico o Registro sob o nº 251.977/12-2 em 14.06.12 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral. KIVA PARTICIPAÇÕES S.A CNPJ nº11.581.848/0001-78 Demonstrações Financeiras Balanços Patrimoniais - Janeiro a Dezembro de 2011 Ativo 2.992.061,46 Passivo 2.992.061,46 Circulante 435.034,68 Patrimônio Líquido 2.992.061,46 Disponível 435.034,68 Capital Social 3.000.000,00 Bancos c/ Movimento 2.061,46 Integralizado 3.000.000,00 Adiantamentos 432.973,22 Lucros ou Prejuízos Acumulados -7.938,54 Prejuízos Acumulados -7.938,54 Não Circulante 2.557.026,78 Total do Passivo 2.992.061,46 Demonstrativo de Resultado do Exercício Realizável - Longo Prazo 2.557.026,78 7.938,54 Investimentos 2.557.026,78 = Prejuízo Operacional 7.938,54 Total do Ativo 2.992.061,46 = Prejuízo Líquido do Período Reconhecemos a exatidão do presente Balanço Patrimonial, cujos valores do Ativo e Passivo mais Patrimônio Líquido importam em R$ 2.992.061,46 (dois milhões, novecentos e noventa e dois mil, sessenta e um reais e quarenta e seis centavos). São Paulo, 31/12/2011. Juliana Serrano Almeida - Contadora Sergio Tufik - Diretor-Presidente CT CRC: SP2652063/0-9 CPF: 664.725.478-15
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 21 de junho de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Tucci Advogados Associados. Requerido: Lpap Comércio e Representações de Veículos Automotivos Ltda. Avenida Juscelino Kubitschek, 535 – Itaim Bibi - 1ª Vara de Falência.
Desempenho no período: A Avnet Technology Solutions Brasil S/A continua como distribuidor de valor agregado VAD de marcas globais como IBM, Apple, Avaya, Extreme, Novell, NetApp, Polycom, Huawei, EMC e Oracle. A receita bruta total da Avnet foi de R$ 262 milhões em 2011, apresentando um crescimento de 44,7% em relação ao ano de 2010. Agradecimentos: Agradecemos aos nossos funcionários pelo comprometimento e dedicação e aos clientes e fornecedores pela confiança. São Paulo 21 de Junho 2012. A Administração Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2011 - Lei 6.404/76 - Lei 11.638/07 (Valores Expressos em Milhares de Reais) Demonstração de Resultado Balanço Patrimonial 2011 2010 Passivo 2011 2010 Ativo 2011 2010 Receita Líquida de Vendas e Serviços 210.665 149.157 54.214 60.580 Circulante 93.556 85.792 Circulante Custo dos Produtos e Serviços Vendidos (190.999) (129.409) 2.522 8.896 Caixa e Equivalência de Caixa (Nota 3) 3.423 3.383 Empréstimos e Financiamentos 19.666 19.748 40.417 42.529 Lucro Bruto Clientes (Nota 4) 59.910 48.654 Fornecedores Despesas com Vendas (5.164) (16.903) 1.516 1.537 Estoques (Nota 5) 10.346 15.161 Obrigações com Pessoal Despesas Gerais e Administrativas (27.572) (229) 3.187 2.013 Tributos a Recuperar e Diferidos (Nota 6) 16.597 13.098 Impostos a Recolher Outros Resultados Operacionais 5.523 5.605 Valores a Receber Partes relacionadas 755 4.102 Provisão e Contas a Pagar (Nota 9) Equivalência Patrimonial (Nota 7) 1.464 (78) 1.050 Outras contas a receber 2.526 - Partes relacionadas 40.931 - Lucro Operacional Antes do Resultado Ativo Não Circulante 20.719 8.570 Passivo Não Circulante Financeiro (11.607) 2.538 40.931 8.684 Realizável a Longo Prazo 4.726 2.860 Exigível a Longo Prazo Receitas Financeiras 2.342 2.737 18.749 Tributos Diferidos e a Recuperar (Nota 6) 4.598 4.220 Empréstimos e financiamentos Despesas Financeiras (12.034) (4.058) 22.182 8.684 Depósitos Judiciais e Outros Créditos 128 34 Empréstimos Partes relacionadas (Nota 11) (21.299) 1.217 19.130 33.782 Lucro Operacional Permanente 15.992 5.710 Patrimônio Líquido 41.216 35.049 Lucro Antes do Imposto de Renda e Investimentos (Nota 7) 11.096 3.323 Capital Social Contribuição Social (21.299) 1.217 3 3 Imobilizado (Nota 8) 3.900 1.709 Reservas de Capital 337 346 (1.825) (1.968) Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 12) Intangível (Nota 8) 996 678 Ajuste de Avaliação Patrimonial Participações Lucro/Prejuízo Acumulado (20.264) 698 (20.962) 1.563 114.275 94.362 Lucro Líquido do Exercício Total do Ativo 114.275 94.362 Total do Passivo Números de Açoes - em milhares 20.599.040 17.419.356 Demonstraçao das Mutações do Patrimônio Líquido Lucro / (Prejuízo) por Ação em R$ 0,000 0,001 Capital Social Reserva de Capital Prejuizo Acumulado Total Valor Patrimonial por Ação em R$ 0,001 0,001 Saldos em 31 de Dezembro de 2006 6.460 3 (4.419) 2.044 Demonstrações de Fluxo de Caixa Aumento de Capital Autorizado na AGO/E de 26/04/07 2.959 2.959 2011 2010 Absorção Parcial de Prejuízo AGO/E de 26/04/07 (4.419) 4.419 - Atividades Operacionais: Lucro Líquido do Exercício (20.962) 1.563 Prejuízo do Exercício (2.013) (2.013) Itens que não afetam o caixa: Saldos em 31 de Dezembro de 2007 5.000 3 (2.013) 2.990 Depreciação, amortização e Exaustão 998 326 Prejuízo do Exercício (1.838) (1.838) Provisões, baixas de Ativos Saldos em 31 de Dezembro de 2008 5.000 3 (3.851) 1.152 Equivalência Patrimonial (1.464) 78 Aumento de Capital Autorizado na AGO/E de 30/04/09 5.500 5.500 Encargos de Dívida e Atualizações Monetárias Outras Reservas - Ajuste Acumulado de 30/04/09 (1.478) (1.478) e Cambiais 5.941 Lucro do Exercício 2.986 2.986 Perda (Ganho) na Baixa de não circulante 193 (41) Saldos em 31 de Dezembro de 2009 10.500 (1.475) (865) 8.160 Imposto de renda diferido Aumento de Capital Autorizado na AGO/E de 30/04/10 24.549 24.549 Investimentos em Capital de Giro: (Aumento) Redução em Ativos Outras Reservas - Ajuste Acumulado (490) (490) Clientes (11.112) (3.755) Lucro do Exercício 1.563 1.563 Estoques 4.815 (10.187) Saldos em 31 de Dezembro de 2010 35.049 (1.965) 698 33.782 Tributos a Recuperar/Desp.Antecipadas (3.499) (9.122) Aumento de Capital Autorizado na AGO/E de 21/03/11 6.167 6.167 Demais Ativos 583 (3.785) Outras Reservas - Ajuste Acumulado 143 143 (Aumento) Redução em Passivos Prejuízo do Exercício -20.962 (20.962) Fornecedores 7.622 8.660 Saldos em 31 de Dezembro de 2011 41.216 (1.822) (20.264) 19.130 Obrigações c/ pessoal (21) 399 Contas a pagar - (1.515) Notas explicativas em 31 de dezembro de 2011 (em milhares de reais) 834 (2.377) Nota 1 - Contexto Operacional: Com sede em São Paulo - SP, a Avnet Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo Impostos e Contribuições (8.684) Technology Solutions Brasil S.A., com filiais nas cidades de São Paulo- amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período Partes relacionadas 52 13.084 SP, Jundiai-SP, Vitória-ES e sucursal na Argentina (Nota 7). A Companhia incorrido (“pro rata temporis”). Imposto de renda e contribuição social Demais Passivos (24.745) (6.631) atua como integradora de sistemas em infra-estrutura de TI elaborando - O imposto de renda e a contribuição social estão calculados de acordo Caixa Gerado Pelas Atividades Operacionais e implementando projetos com tecnologia IBM que incluem servidores com a legislação vigente, às alíquotas de 15%, acrescidas do adicional Atividades de Investimentos: (10.006) (1.283) de médio porte, soluções de armazenamento e toda família de produtos de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240.000 para imposto Investimentos em Ativo imobilizado/Investimento de Software IBM, além de serviços especializados. A Avnet Technology de renda e 9% respectivamente. A Avnet registra imposto de renda e Caixa Gerado (Utilizado) nas Atividades de Invest. (10.006) (1.283) Atividades de Financiamentos Solutions Brasil S.A. atua como Distribuidor de Valor Agregado - VAD, contribuição social diferidos calculados sobre as diferenças temporárias de 18.425 8.896 pela distribuição de produtos IBM, Apple, Avaya, Extreme, Novell, NetApp, curto prazo, entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos Ingressos de Financiamentos 6.167 Polycom, Huawei, EMC e Oracle. e os valores contábeis das demonstrações financeiras. A companhia e Aumento de Capital Social 19.087 Nota 2 - Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demons- sua controlada direta optaram pelo Regime Tributário de Transição (RTT) Operações de Mútuo - Avnet, Inc. trações financeiras da Companhia foram elaboradas e estão apresentadas conforme a Lei nº 11.941/2009 manifestada na Declaração de Informações Amortização Princial de Empréstimos e (8.888) em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com a Lei Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica de 2010. Participação nos lucros Financiamentos 8.896 das Sociedades por Ações e Normas da Comissão de Valores Mobiliários. - A Companhia remunera seus colaboradores mediante participação nos Caixa Gerado (Utilizado) nas atividades de Financ. 34.791 Aumento (Redução) do caixa no exercício 40 982 Na elaboração das demonstrações financeiras, foram utilizadas quando resultados, de acordo com a performance desempenhada no período. necessárias, estimativas contábeis determinadas pela administração, Saldo Inicial 3.383 2.401 Apuração do Resultado - O resultado das operações é apurado em em função de fatores objetivos para a seleção das vidas úteis do ativo Saldo Final 3.423 3.383 conformidade com o regime de competência. Normas e interpretações de imobilizado, provisões necessárias para contingências passivas e para Conforme previsto na Interpretação Técnica CPC10 do Comitê de créditos de liquidação duvidosa e outras similares. Principais Práticas normas que ainda não estão em vigor - Diversas normas, emendas às Pronunciamentos Contábeis, aprovado pela deliberação CVM nº 619/09, Contábeis: Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de normas e interpretações IFRS emitidas pelo IASB que ainda não entraram a Companhia está concluindo a primeira das análises periódicas, com caixa incluem dinheiro em caixa, depósitos bancários, investimentos de em vigor para o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, são as o objetivo de revisar a vida útil econômica estimada para o cálculo da curto prazo de alta liquidez e com risco insignificante de mudança de seguintes: • IAS 1 Financial Statement Presentation • IAS 12 - Income Taxes depreciação. • IAS 19 Employee Benefits • IAS 27 Consolidated and Separate Financial valor. Instrumentos financeiros - A Companhia classifica seus ativos Nota 9 - Provisões e Contas a Pagar: 2011 2010 financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por Statements • IAS 28 - Investments in Associates • IFRS 7 - Financial Royalties a pagar Instruments: Disclosures • IFRS 9 Financial Instruments • IFRS 10 meio do resultado, empréstimos e recebíveis, mantidos até o vencimento 5.337 3.392 e disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para Consolidated Financial Statements • IFRS 11 Joint Arrangements • IFRS 12 Comissões a Pagar Outras Provisões e Contas a Pagar 184 2.208 Disclosure of Interests in Other Entities • IFRS 13 Fair Value Measurement. a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração classifica 5.523 5.605 seus ativos financeiros no momento da aquisição. Em 31 de dezembro O CPC ainda não emitiu pronunciamentos equivalentes aos IFRSs acima Total de 2011 a Companhia não possui ativos classificados como mantidos citados, sendo que a adoção antecipada dos pronunciamentos do IFRS Nota 10 - Capital Social: Ocorreu um aumento de capital, no valor de até o vencimento. Ativos financeiros mensurados ao valor justo por está condicionada à aprovação prévia em ato normativo da Comissão de R$ 6.167, integralizado em 21 de Março de 2011, passando a totalizar meio do resultado. - Os ativos financeiros mensurados ao valor justo Valores Mobiliários. A Companhia está analisando o impacto destas novas R$ 41.216, representado por 20.599.040 ações ordinárias, sem valor nominal. por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação normas em suas demonstrações financeiras. ativa e freqüente. Os ativos dessa categoria são classificados como ativo Nota 3 - Caixa e equivalentes de caixa: 2011 2010 Nota 11 - Partes Relacionadas: As transações com partes relacionadas circulante. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo Bancos c/movimento 846 3.364 foram realizadas em condições usuais de mercado conforme abaixo: 2011 2010 de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são Fundos de Investimento 2.575 19 22.182 8.684 apresentados na demonstração do resultado em “resultado financeiro” Caixa Fundo Fixo 1 1 Avnet Inc. 22.182 8.684 no período em que ocorrem, a menos que o instrumento tenha sido Total 3.423 3.383 Total contratado em conexão com outra operação. Nesse caso, as variações são O saldo dos fundos de investimentos não são exclusivos e tem remuneração Nota 12 - Imposto de Renda e Contribuição Social: O Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido apropriados no resultado do reconhecidas na mesma linha do resultado afetada pela referida operação. atrelada a variação do CDI. A companhia não operou com instrumentos financeiros derivativos no Nota 4 - Clientes: 2011 2010 exercício, podem ser demonstrados como segue: 2010 período. Empréstimos e recebíveis - Incluem-se nessa categoria os Clientes no País 67.546 49.030 empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos financeiros não Clientes no Exterior 354 Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social 1.217 I.Renda e C. Social sobre o Resultado às alíquotas derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um Prov.p/Crédito de Liquidação Duvidosa (7.636) (730) de 25% e 9% respectivamente (A) (413) mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com Total 59.910 48.654 prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes Nota 5 - Estoques 2011 2010 Ajustes Fiscais: são classificados como ativo não circulantes). Os empréstimos e recebíveis Estoques Mercadoria para Revenda Exclusões Temporárias (1.407) 11.786 16.324 da Companhia compreendem as contas a receber de clientes, demais (1.192) (-) Prov. Desvalorização de Estoque (1.140) (1.163) (Adições) Permanentes contas a receber e caixa e equivalentes de caixa, exceto os investimentos (78) Total 10.346 15.161 Resultado de Equivalência Patrimonial de curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo Prejuízo Fiscal Apurado 413 Nota 6 - Tributos a Recuperar e Diferidos: amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. Valor justo - Para Total dos Ajustes Fiscais (B) (2.264) Curto Prazo 2011 2010 os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia Total de I.R. e C.S. a Pagar (C) = (A + B) (2.677) 429 423 estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas IRRF s/Aplicação Constituição (reversão) de Tributos Diferidos (D) 3.022 IRRF 782 588 incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência Imposto de Renda e Contribuição Social no Resultado 726 752 a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de PCC retido a compensar do Exercício (C+D) 345 7 11 fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções ICMS a recuperar O imposto de renda e contribuição social diferidos no ativo circulante foram 892 176 que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e ICMS CAT 17/99 calculados sobre as diferenças temporárias de curto prazo apuradas no 297 968 contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da IPI a recuperar cômputo do resultado tributável. Os respectivos créditos tributários estão 1.285 1.312 própria entidade. A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência PIS a recuperar registrados em função da expectativa de sua utilização no futuro. O imposto 68 193 objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros COFINS a recuperar de renda e contribuição social diferidos no ativo não circulante foram 5.051 3.353 está registrado por valor acima de seu valor recuperável (“impairment”). ICMS Substituição Trib. a recuperar calculados sobre os prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social 7.060 5.322 Se houver alguma evidência para os ativos financeiros disponíveis para ICMS da Operação ST a recuperar e foram constituídos com base na expectativa de realização dos mesmos 16.597 13.098 para os próximos exercícios sociais. venda, a perda cumulativa - mensurada como a diferença entre o custo Total 2011 2010 Nota 14 - Instrumentos Financeiros: A Companhia esta exposta a de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer perda por “impairment” Longo Prazo 4.598 4.220 riscos de mercado relacionados a flutuação das taxas de juros, de desse ativo financeiro previamente reconhecida no resultado é retirada Imp. Renda e Contr.Soc.Diferidos do patrimônio e reconhecida na demonstração do resultado. Clientes - Total 4.598 4.220 variações cambiais e de crédito. A Companhia dispõe de procedimentos As contas a receber de clientes são registradas pelo valor nominal dos títulos O ICMS Substituição Tributária a recuperar refere-se a crédito do imposto, para administrar essas situações e pode utilizar instrumentos de proteção representativos desses créditos, o que não difere de forma relevante do oriundo na nova legislação em vigor, para produtos a serem comercializados para diminuir os impactos destes riscos. Tais procedimentos incluem o valor presente dos títulos. A provisão para créditos de liquidação duvidosa para fora do Estado de São Paulo. monitoramento dos níveis de exposição a cada risco de mercado, além foi constituída em montante considerado suficiente para fazer face às Nota 7 - Investimento: O investimento, sujeito ao método de equivade estabelecer limites para a respectiva tomada de decisão. Todas as eventuais perdas na realização da conta clientes, o que envolveu análises lência patrimonial, apresenta os seguintes números: operações de instrumentos de proteção efetuadas pela Companhia têm individuais de clientes, nas situações aplicáveis. Estoques - Os estoques Dados Avnet Argentina como propósito a proteção de suas dívidas e investimentos, sendo que são demonstrados ao custo médio das compras ou da produção, inferior Participação (%) 74,31% não realiza ou realizou nenhuma operação com derivativos financeiros aos custos de reposição ou aos valores de realização e, quando aplicável, Patrimônio Líquido 11.096 alavancados que afetaram negativamente o resultado de suas empresas. reduzido por provisão de obsolescência. As importações em andamento são Capital Social 17.365 a) Identificação e valorização dos instrumentos financeiros. demonstradas ao custo acumulado de cada importação. Demais Ativos Resultado do Exercício antes dos Impostos 28.157 Companhia opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque - Os demais ativos são apresentados ao valor de custo de realização, Em 31 de dezembro de 2010 3.323 para aplicações financeiras, duplicatas a receber de clientes, contas a incluindo, quando aplicável, os rendimentos, as variações nas taxas de Aumento de Capital 4.614 pagar a fornecedores e financiamentos. b) Risco de liquidez. É o risco câmbio e as variações monetárias auferidas. Permanente: Investimentos Equivalência Patrimonial 7.801 de a Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar - O investimento em sociedade controlada é registrado e avaliados pelo Variação cambial sobre investimento no exterior - CTA 2.708 seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do exercício Outros Movimentos (7.351) prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. como receita (ou despesa) operacional. Nos termos da Deliberação CVM Em 31 de Dezembro de 2011 11.096 Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são nº 534 de 29 de janeiro de 2008, que aprovou o CPC nº 02, as variações Nota 8 - Imobilizado: estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo de taxas de cambio sobre investimentos mantidos no exterior, com moeda 2011 2010 monitoradas diariamente pela área de Financeira. c) Riscos de crédito. funcional diferente da moeda funcional da empresa controladora, são Taxas DepreA política de vendas da Companhia está diretamente associada ao nível de reconhecidos diretamente no patrimônio líquido numa conta específica Anuais de ciação risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. chamada “Ajustes acumulados de conversão”, A demonstração financeira DepreValor AcumuValor Valor A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus da controlada sediada no exterior foi convertida para Reais por meio dos ciação Histórico lada residual residual clientes, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamentos seguintes procedimentos: a) Ativos e passivos, convertidos utilizando a 10% 583 (62) 521 49 de vendas e limites individuais de posição, são procedimentos adotados taxa de câmbio no encerramento do exercício; b) Receitas e despesas, Móveis e Utensílios a fim de minimizar inadimplências ou perdas na realização das Contas convertidas pela taxa média de câmbio de cada mês. Imobilizado - Máquinas e Equipamentos 20% 904 (142) 761 270 a Receber. No que diz respeito as aplicações financeiras e aos demais O imobilizado está registrado ao custo de aquisição, formação ou Benfeitorias e Imóveis investimentos, a Companhia tem como política trabalhar com instituições construção. As depreciações são calculadas pelo método linear de acordo Terceiros 10% 147 (98) 48 3 de primeira linha e não ter investimentos concentrados em um único grupo com as taxas descritas na Nota 6. Passivos Circulantes e Não Circulantes: Veículos 20% 193 (115) 78 117 econômico. d) Risco de taxas de juros. O risco de taxas de juros é o risco Provisões - As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma 10% 2.719 (627) 2.092 522 obrigação presente, legal ou não formalizada, como resultado de eventos Móveis e Utensílios de a Companhia sofrer perdas econômicas devido a alterações adversas 20% 1.413 (1.111) 302 274 passados e é provável que uma saída de recursos seja necessária para Hardware nessas taxas. Esse risco é acompanhado na contratação das operações. 20% 1.277 (280) 996 679 liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor possa ser feita. Software Nota 15 - Seguros: Os valores segurados são determinados e contratados Empréstimos - Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor Bens em construção 0% 630 (12) 618 524 em bases técnicas que se estimam suficientes para cobertura de eventuais justo, no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Total 7.282 (2.386) 4.896 2.388 perdas decorrentes de sinistros com bens do ativo imobilizado e do estoque. Diretoria Contador
Alexandre dos Santos Barbosa - Presidente
Milton Carvalho Comin - Diretor de Tesouraria
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Processo nº 3233/2012 - Tomada de Preço nº 009/2012 RESUMO DO EDITAL ARNALDO SHIGUEYUKI ENOMOTO, Prefeito de Pereira Barreto-SP, faz saber que se acha aberta nesta Prefeitura, até às 14h do dia 10 de julho de 2012, a TOMADA DE PREÇOS nº 009/2012, objetivando a seleção para obtenção da proposta mais vantajosa para Administração Pública Municipal, pelo critério de julgamento de menor preço por item, para a contratação de empresa qualificada, para a execução da Obra de reforma das Creches: Edith Barbosa Vasconcelos, Margaret e Sossego da Mamãe, incluindo material e mão de obra. O Edital completo será fornecido aos interessados na Avenida Jonas Alves de Mello, 1.947, na cidade de Pereira Barreto, mediante o recolhimento da taxa de expediente, no valor de R$ 10,00. Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone (18) 3704-8505 pelo e-mail licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br ou ainda o Edital no site www.pereirabarreto.sp.gov.br Pereira Barreto, 21 de julho de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Processo nº 2904/2012 – Tomada de Preço nº 008/2012 CLASSIFICAÇÃO A Prefeitura de Pereira Barreto leva ao conhecimento de quem possa interessar, que, em decisão exarada na ata de sessão pública, realizada às 14h30min, do dia 21/06/2012, a CPL decidiu por classificar em primeiro lugar a empresa CBR - CONSTRUTORA BRASILEIRA LTDA. Pereira Barreto, 21 de junho de 2012. Comissão de Licitações CPM BRAXIS S.A. CNPJ/MF 65.559.953/0001-63 – NIRE 35.300.178.815 Edital de Convocação de Assembleia Geral Extraordinária São convocados os Srs. acionistas da Cia. a se reunirem em uma Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada aos 28/06/2012, às 9:30hs, na sede da Cia., situada na Cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Araguaia, nº 1.930, CEP 06455-000, para examinar, discutir e decidir acerca da seguinte. Ordem Do Dia: (a) a eleição de membros efetivos e suplentes do conselho de administração da Companhia; (b) a conversão de 12.505.486 ações preferências classe A e 1.702.510 ações preferências classe B em 14.207.996 ações ordinárias da Companhia, todas nominativas e sem valor nominal; (c) a aprovação do aumento do capital social da Companhia em R$121.402.592,25 mediante a emissão de 24.038.200 novas ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal; (d) a alteração e consolidação do Estatuto Social da Companhia; e (e) outros assuntos de interesse dos acionistas. São Paulo 20 de junho de 2012. Navin Goel: Presidente do Conselho de Administração. 20,21,22/06/2012
União Brasileira de Vidros S.A.
CNPJ/MF n°: 60.837.689/0001-35 - NIRE: 35.300.033.205 Assembléia Geral Extraordinária - Edital de Convocação Ficam convocados os senhores acionistas desta companhia a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 28 de junho de 2012, às 10:00 horas, na sede social da companhia, localizada na Avenida Senador Teotônio Vilela, S/N, Km 30, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) aprovação da venda do terreno situado no município de Santa Isabel. São Paulo, 20 de junho de 2012. Sérgio Minerbo - Diretor Presidente. (20,21,22)
SILKATEC CONFECÇÕES LTDA.-EPP torna público que recebeu da CETESB a Licença de Operação n° 29005717, válida até 06/06/2015, para ACABAMENTOS EM FIOS, TECIDOS E ARTIGOS TÊXTEIS à RUA CORAÇÃO MATERNAL, 67, VILA SOUZA, SÃO PAULO, SP.
Milene Amaral Asato - CRC 207.165/O-1
BOA VISTA SERVIÇOS S.A. CNPJ/MF 11.725.176/0001-27 - NIRE 35.300.377.605 Convocação - Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Ficam os senhores acionistas da BOA VISTA SERVIÇOS S.A., convocados para se reunir em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, a qual será realizada na sede social da Companhia, na Rua Boa Vista, n° 51, 5° andar, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com início às 10:00 horas do dia 29 de junho de 2012, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: (i) análise e aprovação do Relatório da Administração da Companhia referente ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; (ii) análise e aprovação das contas da Diretoria, Demonstrações Financeiras e Parecer dos Auditores Independentes da Companhia relativos ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; (iii) análise e aprovação do orçamento de capital da Companhia para o exercício fiscal de 2012 (“Orçamento de Capital”) e da destinação do resultado do exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; (iv) análise e aprovação da proposta de remuneração global anual dos administradores para o ano de 2012; (v) eleição dos membros do Conselho de Administração, para um mandato de 3 (três) anos; e (vi) eleição dos membros do Conselho Fiscal, para um mandato de 1 (um) ano. Em Assembleia Geral Extraordinária: (i) eleição dos membros do Comitê Executivo, para um mandato de 3 (três) anos; e (ii) análise e aprovação da alteração de determinadas disposições do Estatuto Social da Companhia, a saber (a) § Único do Artigo 2°, para alteração do órgão competente para a abertura, transferência e encerramento de filiais da Companhia (do Conselho de Administração para o Comitê Executivo), (b) Artigo 3°, para inclusão de novas atividades de “cessão, desenvolvimento, licença, sublicença e distribuição de direito de uso de software, elaboração de programas de computador, suporte técnico em informática, incluindo a instalação, configuração e manutenção de programas de computação e banco de dados, processamento de dados, assessoria e consultoria em informática” no objeto social da Companhia; (c) § 1º do Artigo 10º, para adequação quanto às deliberações da Assembleia Geral nos termos do Primeiro Aditamento ao Acordo de Acionista da Companhia, (d) Artigo 12, para adequação de sua redação à Cláusula 2.3 do Primeiro Aditamento ao Acordo de Acionistas da Companhia, (e) Artigo 23, para adequação de sua redação à Cláusula 3.8 do Primeiro Aditamento ao Acordo de Acionistas da Companhia, e (f) § 1º do Artigo 33, para alteração da forma de representação da Companhia na outorga de procurações. Os acionistas deverão apresentar seus respectivos documentos de identidade ou representação antes do início da assembleia, sendo certo que todas as deliberações constantes da Ordem do Dia serão tomadas pelo menos por maioria de votos dos acionistas presentes, respeitado o disposto no Estatuto Social da Companhia e no Primeiro Aditamento ao Acordo de Acionistas da Companhia. São Paulo, 21 de junho de 2012. BOA VISTA SERVIÇOS S.A. Rogério Pinto Coelho Amato - Presidente do Conselho de Administração.
VOTORANTIM INVESTIMENTOS LATINO-AMERICANOS S.A. CNPJ/MF Nº 06.276.938/0001-15 - NIRE 353003209-56 ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 30 DE ABRIL DE 2012 1. HORÁRIO E LOCAL - às 10h45min, na sede social situada nesta Capital, na Rua Amauri, nº 255, 13º andar, conj. “B”. 2. PRESENÇA – A totalidade dos membros do Conselho de Administração. 3. MESA DIRIGENTE – João Carvalho de Miranda, Presidente; Alexandre Silva D’ Ambrosio, Secretário. 4. DELIBERAÇÕES – a) Foram reeleitos para compor a Diretoria da Sociedade, como Diretores, com mandato de 01.05.2012 até 30.04.2013, mas permanecendo em seus cargos até a próxima eleição, os Srs.: RAUL CALFAT, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Cédula de Identidade RG nº 5.216.686-7 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 635.261.408-63; ALEXANDRE SILVA D’AMBROSIO, brasileiro, casado, advogado, portador da Cédula de Identidade RG nº 7.124.595 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 042.170.338-50 e JOÃO CARVALHO DE MIRANDA, brasileiro, casado, economista, portador da Cédula de Identidade RG nº 52.238.193 IFP/RJ e do CPF/MF nº 772.120.887-49, todos domiciliados nesta Capital, na Rua Amauri, nº 255, 13º andar. b) Os Diretores ora reeleitos declaram, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração da sociedade, por lei especial ou em virtude de condenação criminal ou por se encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade, conforme documento arquivado na sede da companhia. c) Aprovar que os Diretores possam receber remuneração pelos cargos de administração ocupados, conforme deliberação a ser tomada oportunamente, incluídos os benefícios disponíveis e as verbas de representação. 5. ENCERRAMENTO - Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, que lida e achada conforme, foi por todos assinada. (aa) João Bosco da Silva, presidente e João Carvalho de Miranda, secretário. João Bosco Silva, Presidente do Conselho de Administração; João Carvalho de Miranda, Vice-Presidente do Conselho de Administração e Alexandre Silva D’Ambrosio, Conselheiro. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 30 de abril de 2012. JOÃO CARVALHO DE MIRANDA - Presidente ALEXANDRE SILVA D’AMBRÓSIO - Secretário. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certidão - Certifico o Registro sob o nº 251.978/12-6 em 14.06.12 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral. FUNDAÇÃO SABESP DE SEGURIDADE SOCIAL Aviso de Licitação Objeto: Serviços de Impressão Gráfica, CONCORRÊNCIA Nº 009/12, tipo menor preço. Os envelopes deverão ser entregues no dia 23/07/12, às 10h. Edital completo através do site www.sabesprev.com.br/compras.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
e França aceita rever acordo com a Grécia O novo governo da Grécia nomeou gabinete de 38 ministros, para mandato de quatro anos.
conomia
Ao contrário da Alemanha, governo francês avisa que concorda com a renegociação do pacote de ajuda aos gregos com os credores, a União Europeia e o FMI.
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França é favorável a uma certa "flexibilidade" no programa de resgate grego, respeitando os desejos do povo do país, afirmou ontem o ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, após uma reunião de ministros das Finanças e autoridades da zona do euro em Luxemburgo. A declaração vai contra as afirmações da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que não quer alterar as regras do acordo dos credores com a Grécia. Ontem, o novo primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, disse que o governo de coalizão pretende revisar os termos do segundo pacote de socorro do país sem colocar em risco sua presença da zona do euro. Samaras deu a declaração logo após nomear o gabinete de 38 ministros, na posse de um governo que terá quatro anos de mandato. A coalizão liderada por Samaras, a quarta a governar a Grécia em oito meses, também prometeu não demitir 150 mil funcionários públicos, uma das medidas de austeridade exigidas para que o país recebesse em março o pacote de 130 bilhões de euros concedido por União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). Em um comunicado divul-
Thomas Peter/Reuters
Alkis Konstantinidis/EFE
Um homem utiliza um guarda-chuva em Berlim com as cores e estrelas da bandeira da União Europeia. Acima, o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, líder do partido Nova Democracia, que venceu a eleição do último domingo. Samaras quer revisar os termos do pacote de socorro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) com o país e, ontem, pela primeira vez, recebeu sinal verde do governo francês para isso. gado logo após o novo gabinete do país ser nomeado, Samaras afirmou que o governo de coalizão formado por três partidos vai respeitar os compromissos que a Grécia assumiu com seus credores internacionais em troca do acordo de empréstimo, enquanto ele trabalha no sentido de conduzir o país para fora da crise. "O objetivo é lidar com a crise, abrir o caminho para o crescimento e rever o memorando (de empréstimo) sem colocar em risco o curso europeu do país ou a sua presença na
zona do euro", disse Samaras, que lidera o partido conservador Nova Democracia. "E, claro, tudo isso sem duvidar das metas de eliminação do déficit orçamentário, controle da dívida e implementação de mudanças estruturais que o país precisa." Samaras afirmou que os ministros aceitaram corte de 30% nos próprios salários. Ele disse que limitará o uso de carros oficiais por políticos e funcionários públicos. Alguns eleitores têm um discurso confiante. "Eu espero que o partido Nova Democra-
cia mantenha a palavra e faça o que disse que fará", disse Leônidas Tiniakos, morador de Atenas de 58 anos "Samaras e os outros partidos que apoiam o governo disseram que algumas partes do acordo precisam ser mudadas. Mas são as ações que importam e não as palavras", afirmou. A Grécia está no quinto ano seguido de recessão e o desemprego atinge 22% da força de trabalho. O acordo para formar uma coalizão ocorre após as eleições do dia 17 de junho na Grécia.
Setor público – Desde o início da crise, o setor público da Grécia já sofreu uma redução de 700 mil funcionários, ou 10% do total anterior. A declaração do governo grego foi feita em um momento em que os ministros das Finanças dos países da zona do euro estão reunidos em Luxemburgo para discutir, entre outros assuntos, o programa de reformas econômicas da Grécia. Um dos temas discutidos é um pedido de prorrogação por dois anos dos prazos previstos nos acordos.
Bancos – A agência de classificação de risco Moody's anunciou ontem cortes nas notas de 15 dos maiores bancos e instituições financeiras mundiais. O corte inclui cinco dos principais bancos dos Estados Unidos – o Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, JPMorgan e Morgan Stanley –, devido à sua elevada exposição à instabilidade dos mercados. O rebaixamento, de um a dois degraus, afetou nove bancos europeus, entre eles o alemão Deutsche Bank e o suíço Credit Suisse. (Agências)
Diego Crespo/EFE
Ibovespa cai 2,91% e bolsas têm perdas em todo o mundo
D Premiê da Espanha (no centro da mesa) ao lado de Skaf e Kassab.
Rajoy: ajuda é suficiente.
O
primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou ontem na Capital paulista, durante evento com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que a auditoria realizada por duas consultorias internacionais no sistema bancário do país mostrou que a ajuda oferecida pela União Europeia (UE) é mais que suficiente para atender as necessidades de capital das instituições. A UE ofereceu à Espanha até 100 bilhões de euros em assistência para os bancos, mas a necessidade de capital anunciada pelas duas auditorias ficou abaixo disso. Se-
gundo a consultoria norteamericana Oliver Wyman, os bancos espanhóis precisariam de 51 bilhões de euros a 62 bilhões de euros em um cenário econômico adverso, enquanto a alemã Roland Berger calculou necessidade de 51,8 bilhões de euros. Rajoy afirmou que as duas avaliações mostram que a necessidade de capital dos bancos é manejável e comprovam que as ações adotadas até agora por seu governo para sanear o sistema bancário espanhol eram necessárias. Na Fiesp, ele foi recebido pelo presidente Paulo Skaf e pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. (Folhapress)
Solví Participações S.A. - CNPJ/MF nº 02.886.838/0001-50 - NIRE 35.300.158.903 Ata da Assembléia Geral Ordinária Realizada em 27/04/2012 I- Data, Hora e Local: Às 17hs, do dia 27.04.2012, na R. Bela Cintra, nº 967, conjuntos 101 e 102, na Capital do Estado de São Paulo, CEP 01415-000. II- Convocação e Presença: Dispensada a publicação de edital de convocação, foi verificado e constatado o comparecimento de acionistas representando a totalidade do capital social, na forma do art. 124, § 4º da Lei 6.404/76. III- Mesa Diretora: Presidente: Carlos Leal Villa; Secretário: Celso Pedroso. IV- Ordem do Dia: (a) Discutir e aprovar as Demonstrações Contábeis da Cia. referente ao exercício encerrado em 31.12.2011; tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; (b) Deliberar sobre a destinação do resultado líquido do exercício e a distribuição de dividendos; (c) Deliberar sobre a instalação do Conselho Fiscal; e (d) Ratificar pela alteração do jornal de grande circulação para publicação dos atos societários e balanços da Cia.. V- Deliberações: Iniciados os trabalhos, foi aprovada a lavratura da presente ata na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º da Lei 6.404/76, e considerada regular a Assembléia, na forma do art. 124 § 4º, da mesma lei. Passou-se, então, à análise da ordem do dia, tendo sido verificadas as seguintes deliberações, todas tomadas por unanimidade de votos, abstendo-se de votar os legalmente impedidos, nos termos do art. 134, § 1º, da Lei 6.404/76: (a) Foi aprovado, na íntegra, o relatório da diretoria, que já havia sido anteriormente distribuído aos acionistas compreendendo as seguintes Demonstrações Contábeis relativas ao exercício encerrado em 31.12.2011: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e Demonstração do Fluxo de Caixa, publicadas nos jornais “Diário do Comércio” e no “DOESP”, ambos de edição desta data de 27.04.2012. (b) Foi deliberado que do lucro do exercício no montante de R$ 69.071.000,00, 25%, correspondente a R$ 16.404.000,00, depois de deduzida a reserva legal de 5%, serão distribuídos a título de dividendos mínimos estatutários. O saldo remanescente, equivalente a R$ 49.213.000,00, será destinado à conta de reserva de retenção de lucros no patrimônio líquido. (c) Deliberou-se pela não instalação do Conselho Fiscal, conforme facultado pela Lei das Sociedades por Ações. (d) Deliberou-se, por fim, pela ratificação da alteração do jornal de grande circulação em que serão publicados os atos societários e balanços da Companhia, sendo que além da publicação obrigatória no DOESP, as publicações em jornal de grande circulação passem a ocorrer no “Diário do Comércio”. VI- Encerramento: O Sr. Presidente determinou a suspensão da Assembléia pelo tempo necessário à lavratura da presente ata. Reabertos os trabalhos, foi a presente lida aos acionistas, que a aprovaram e assinam o livro respectivo, tendo sido autenticados todos os documentos apresentados, que ficarão arquivados na sede da Cia. para os fins de direito. VII- Aprovação e Assinatura da Ata: Lavrada e lida, foi a presente ata aprovada por unanimidade e assinada pelos membros da mesa e pelos acionistas presentes, como segue. Mesa: Presidente - Carlos Leal Villa; Secretário - Celso Pedroso. Acionistas presentes: (aa) Solvi Environnement, representada por Carlos Leal Villa; (aa) Carlos Leal Villa. Certidão: A presente ata confere com o original lavrado em livro próprio. São Paulo, 27/04/2012.Acionistas: Solvi Environnement p.p. Carlos Leal Villa, Carlos Leal Villa - Acionista e Presidente da Mesa, Celso Pedroso - Secretário da Mesa. JUCESP nº 223.625/12-7 em 28/05/2012. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.
Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro Concorrência 03/2012 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Concorrência 03/2012, que objetiva a contratação de empresa para executar serviços de coleta seletiva de lixo inorgânico, lixo seco e materiais recicláveis. O edital e anexos poderão ser retirados diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 9:30 horas do dia 31/07/2012, sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia, às 10:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 21/06/2012. Paulo César Borges – Prefeito Municipal.
Auto Posto F 360 Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação , 30007737, válida até 20/06/2017 para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Avenida Presidente Wilson, 2594 - Pq. da Mooca - São Paulo-SP
ados fracos na economia dos Estados Unidos, da China e na Europa despertaram um novo temor sobre a recuperação da economia global e provocaram queda nos mercados mundiais. Após as altas registradas no início da semana, ontem o Ibovespa, principal índice da bolsa no Brasil, permaneceu no negativo praticamente durante todo o dia, influenciado pelo aumento das preocupações com o cenário internacional. A BM&FBoves-
pa encerrou o pregão na mínima, em queda de 2,91%, aos 55.505,17 pontos. Na máxima, o Ibovespa chegou a subir apenas 0,09%, aos 57.218 pontos. No mês, o índice acumula ganho de 1,86%, mas, no ano, voltou a registrar perda, de 2,2%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones fechou em queda de 1,96%, o S&P registrou perda de 2,23% e o Nasdaq recuou 2,44%. Na Europa, o índice STOXX Europe 600, de recursos básicos, teve retração de
2,9%, o indicador automobilístico recuando 1,8%, e o de tecnologia perdendo 0,9%. Em Londres, o índice Financial Times caiu 0,99%. Em Frankfurt, o índice DAX perdeu 0,77%. Em Paris, o índice CAC-40 caiu 0,39%, e em Madri, o índice Ibex-35 teve baixa de 0,33%. Contaminação – Segundo o analista do mercado de ações Keith Bowman, da Hargreaves Lansdown, os investidores internacionais estão preocupados com uma pos-
sível disseminação da crise de dívida europeia a outros mercados. O cenário negativo é atenuado, segundo ele, pelas esperanças de que os bancos centrais lancem novas medidas de estímulo. "Há expectativas muito grandes de que o Banco da Inglaterra relance seu programa de afrouxamento monetário no começo de julho e o Banco Central Europeu corte as taxas de juros", acrescentou Bowman. (Agências)
Carlos Barria/Reuters
Brasil e China reforçam parceria
O Movimento de cargas no porto chinês de Ningbo Vanguarda Agro S.A. - Cia. Aberta - CNPJ/MF nº 05.799.312/0001-20 - NIRE 35.300.380.657 Edital de Convocação - Assembleia Geral Extraordinária Ficam os Srs. Acionistas da Vanguarda Agro S.A. sociedade anônima de capital aberto, com sede na Cidade de São Paulo/SP, na Av. Pres. Juscelino Kubitschek nº 1.726 - cj. 113, Vila Nova Conceição, CEP 04543-000 convidados para a Assembleia Geral Extraordinária da Cia., que se realizará em 1ª Convocação no dia 06/07/2012, às 10h no Auditório localizado no Mezanino da Cidade de São Paulo/SP, na Av. Pres. Juscelino Kubistchek nº 1726 da Cia., a fim de deliberarem sobre os seguintes assuntos: (a) reforma do Estatuto Social da Cia. especialmente nas disposições contidas g 16 no (a) Artigo 11;(b) Artigo 12;(c) Artigo 13 caput, § Único e incisos;(d) Artigo 14, § 4º;(e) Artigo 15 caput e § 2º;(f)) Artigo caput, § 1º;(g) Artigo 17 §§ 1º e 3º;(h) Artigo 18, incisos e § 1º, além de inclusão dos §§ 3º e 4º;(i) Artigo 19 caput e § Único; (j) Exclusão dos §§ 1º, 2º, 3º e 4º do Artigo 20;(k) incisos (iii) e (iv) do Artigo 21; (l) Artigo 23 caput, §§ 1º, 2º, 3º e 4º, além da exclusão do § 5º; (m) Artigo 24, caput e exclusão do § 1º; (n) Artigo 27, caput e § 2º; (o) Artigo 32, inciso (iii); e (p) Artigo 36, caput e § 1º. Disposições Gerais: (i) Os acionistas da Cia. deverão depositar, com 72hs de antecedência, na sede da Cia., os seguintes documentos: (a) documento de identidade, (b) comprovante da respectiva posição acionária, expedido pela instituição depositária, e (c) na hipótese de representação do acionista, o respectivo instrumento de procuração formalizado nos termos da lei; (ii) A Proposta da Administração, incluindo versão marcada do Estatuto Social com as possíveis alterações está disponível no site da Cia. (www.v-agro.com.br/ri), bem como no site da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br); e (iii) A representação do acionista mencionada no item (ii) (c) acima, deverá ser precedida de depósito do respectivo instrumento de procuração (cuja minuta encontra-se no Manual de Assembleia, disponível no website da Cia., www.v-agro.com.br/ri), podendo, ainda, ser enviada por e-mail para ri@v-agro.com.br. Os originais dos documentos referidos, ou suas cópias, dispensada a autenticação e o reconhecimento de firma, deverão ser exibidos à Cia.até o momento da abertura dos trabalhos da respectiva Assembleia Geral Extraordinária. São Paulo, 20/06/2012 Salo Davi Seibel - Presidente do Conselho de Administração
Fischer S.A. - Agroindústria CNPJ nº 52.311.529/0001-20 - NIRE nº 35.300.021.703 Dia, Hora e Local: 23/04/2012, às 09:00 horas, na sede social, na R: João Pessoa, 305, na cidade de Matão-SP. Presença: Presente a totalidade dos membros deste Conselho de Administração. Mesa Dirigente: Maria do Rosário Fischer - Presidenta e Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário. DeliberaçõesTomadas, por unanimidade dos votos dos Conselheiros e sem reservas: (i) Nos termos do Estatuto Social desta Sociedade autorizar a realização de permuta de uma área de 2.750m² (dois mil, setecentos e cinquenta metros quadrados) a ser destacada da Fazenda Boa Vista de propriedade desta Sociedade, objeto da matrícula 5.466 do Cartório de Registro de Imóveis de Fraiburgo/ SC, cuja permuta será firmada com a Prefeitura do Município de Monte Carlo/SC em troca das benfeitorias de uma Escola Municipal desativada, existente no interior da Fazenda Monte Carlo também de propriedade desta Sociedade, objeto da matrícula 2.913 do Cartório de Registro de Tangará/SC; e (ii) Autorizar a Diretoria a praticar todos os atos necessários a fim de que sejam efetivadas as deliberações acima aprovadas. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como nenhum dos membros do Conselho de Administração houvesse desejado fazer qualquer pronunciamento, foi lavrada a presente Ata, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. (aa) Maria do Rosário Fischer Presidenta e Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário; Maria do Rosário Fischer; Bianca Helena Fischer de Moraes; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz; Alessandra Fischer de Souza Santos; e Renata Fischer Fernandes.Certificamos que a presente Ata é cópia fiel da original lavrada no livro competente. Matão-SP, 23 de abril de 2012. Maria do Rosário Fischer - Presidenta. Sérgio Adriano Gomes Machado Secretário.JUCESP nº 239.062/12-7 em 04/06/2012.Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF SELEÇÃO DE FORNECEDORES - MODALIDADE COLETA DE PREÇO Nº 026/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a Seleção de Fornecedores modalidade Coleta de Preço nº 026/2012 para CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA EM SISTEMAS CENTRALIZADOS DE GASOTERAPIA A SER REALIZADO NAS UNIDADES DE SAÚDE. Informações e Edital: Associação Saúde da Família, Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 (11) 31547050 site: www.saudedafamilia.org endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org. Sessão Pública (Entrega de documentos e abertura de envelopes): 29/06/2012, às 09h30. Local da sessão: Associação Saúde da Família, Praça Marechal Cordeiro de Faria, 65 - Higienópolis - São Paulo.
Auto Posto Ferracini e Souza Ltda, torna público que requereu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação , para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Via Anchieta, 1954 - Vila Moinho Velho - São Paulo-SP
ministro da Fazenda, A China hoje representa Guido Mantega, 17% do comércio brasileiro anunciou ontem, (US$ 77 bilhões) e é o durante sua partipação na principal parceiro comercial Rio+20, a assinatura de do Brasil. "Queremos uma protocolos e acordos com a expansão em investimentos China. O plano decenal de recíprocos: de empresas cooperação vai implicar em chinesas no Brasil e um conjunto de iniciativas brasileiras na China. E que garantirá a diversificação da pauta aproximação dos dois comercial", disse Mantega. países nos campos A economia da China comercial, permanecerá tecnológico, lenta por cultural e mais algum agrícola. Ele tempo e anunciou a começará a criação de se recuperar um fundo de a partir de bilhões de reais é o reserva com agosto, valor do fundo de a China de como R$ 60 reflexo do reserva criado entre bilhões. desaperto Brasil e China, "A China monetário já segundo divulgou poderá sacar em curso no US$ 30 país. Ainda ontem o ministro bilhões do assim, o Guido Mantega. Banco banco Central do central Brasil e vice chinês deve versa. Isso reforça a situação voltar a reduzir os juros ao financeira dos dois países. É longo do ano. A China uma reserva adicional de voltou a disparar recursos quando a economia preocupações ontem, internacional está depois de mais uma estressada", explicou o decepção com o índice de ministro. O acordo bilateral atividade industrial (PMI) antecipa um fundo financeiro medido pelo HSBC. O que deve ser criado pelos número caiu para 48,1 em países do Brics (Brasil, junho, de 48,4 em maio. Foi Rússia, Índia, China e África o oitavo mês consecutivo do Sul) no início de 2013. de contração. (Agências)
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Use os corredores - Até 30 de setembro está autorizada a circulação de veículos de passeio em vários corredores de ônibus nos fins de semana (das 15h de sábado às 4h de segunda-feira), feriados (da 0h às 4h do dia seguinte) e diariamente durante as madrugadas (das 23h às 4h). Os corredores liberados você encontra no site www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transpor te
Nº 422
DCARR RENAULT TWIZY ELÉTRICO Fotos: Divulgação
Parece mais um brinquedinho Marca francesa apresentou seus puros elétricos na Rio +20 (o pequeno Twizy, para dois, e o ZOE), além do Fluence (acima) e do Kangoo adaptados.
Atraente com as portas ou sem elas
CHICOLELIS
D
á vontade de sair correndo do teste e adquirir um. O impulso de consumo por um Twizy é muito grande, pena que tenhamos que ir à França – onde só custa 6.900 euros (com impostos) – porque ele não virá para o Brasil. Ele esteve aqui de passagem, aproveitando a onda
ecológica da discutida Rio +20. Junto veio o elegante sedã Fluence Z.E. (20.900 euros, também com impostos), conhecido entre nós com seu motor a gasolina, mas 13 cm maior para abrigar as baterias que lhe dão cerca de 160 km de autonomia. Veio também a versão elétrica do Kangoo. A autonomia do "brinquedo", um veículo tipicamente urbano, que pode ser usado
sem portas ou com elas, fica em torno de 200 km, graças ao sistema de reaproveitamento da energia de frenagem. A Renault aposta tanto nos seus modelos elétricos, que criou cursos para que os compradores aproveitem o máximo da bateria, criando hábitos para dirigir de forma ecologicamente correta, o Driving Eco². É possível aumentar em até 35 km a autonomia.
Silêncio, a marca – Não há ruído algum no carro - tanto no Fluence, com o qual rodamos cerca de 80 km pelas ruas cariocas, quanto no Twizy, que dirigimos algumas centenas de metros, num circuito fechado, junto ao Rio Centro, onde se realizou a Rio +20. Liga-se a ignição, comprime-se o acelerador e lá se vai. Ainda que andando pouco, o pequeno Renault mostrou
grande capacidade de arranque. Sua velocidade final é de 80 km/h e, apesar de apresentar o entre-eixos minúsculo, enfrenta bem as curvas. O único problema fica para o passageiro, sentado atrás do motorista. Se este for muito alto, acima dos 1.85m, por exemplo, vai se sentir muito desconfortável, mesmo que a ausência de portas deixe o ar entrar em abundância. A Renault não revelou
detalhes técnicos do modelo. O Fluence Z.E. tem motor elétrico sincrono com rotor bobinado, de 95 cv, com torque de 226 Nm CEE (m.kg), com máxima de 135 km/h e acele ração de 0 a 100/km, em 13s. Aluguel de baterias – Todos os modelos elétricos da marca francesa, incluindo aí o ZOE, permitem que o seu proprietário adquira um pacote para locação das baterias, pagando um valor anual que lhe garanta 15 mil km de autonomia. Assim, ao invés de recarregar a bateria do seu carro, ele a troca nos postos autorizados da marca, como acontece aqui, com os botijões de gás. Mas a recarga pode ser feita na tomada doméstica, em um tempo que varia em torno de 6 horas. Há um sistema mais rápido, de 30 minutos, mas requer equipamento especial.
KAWASAKI
NOVIDADES PARA O MERCADO
Versys 1000
Japonesa trouxe a primeira maxtrail quatro cilindros
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Kawasaki coloca à venda no Brasil, até o final deste mês, a primeira maxtrail mil cilindradas com quatro cilindros paralelos e refrigeração líquida no nosso mercado. A Versys 1000, com motor derivado Ninja 650
da Z 1000, foi apresentada esta semana ao lado da nova versão 2013 da Ninja 650. Esta é a mesma lançada no final de 2011 como 2012, na Europa e EUA. Os dois modelos oferecem muito conforto: a 650 no uso urbano e a mil ci-
lindradas nas estradas com boa pavimentação. "Acreditamos que 99% dos usuários deste tipo de moto não anda na terra. As rodas da Versys são menores que as da BMW R 1200 GS e Yamaha Super Ténéré. Depois, a Touring – A Versys 1000 chega com preço sugerido a partir de R$ 49.990. Em 90 dias chegará o modelo Touring da estradeira. Nessa versão, por enquanto só na cor branca e ainda sem preço definido, ela sai de fábrica com protetor de motor, dois alforjes laterais e top case, manoplas aquecidas e saída para
carga de 12 Volts. Os itens tecnológicos são controle de tração com três modos de potência (mas pode ser desligado), freios ABS e dois modos de potência: "full power" para motor pleno e "low power", com 75% da força do motor. O propulsor gera 118 cavalos de potência máxima a 9.000 rpm e 10,4 mkgf a 7.700. O tanque tem capacidade para de 21 litros de gasolina e a carga máxima pode chegar a 220 kg. O peso da moto é de 239 quilos em ordem de marcha.
Divulgação
Divulgação
AMG, 45 anos de força –
O Honda que voa – A Honda Aircraft Company obterá em breve a certificação da FAA, entidade responsável pela aviação civil mundial, para o seu primeiro avião, o HondaJet. Ele está em testes desde 18 de novembro, quando aconteceu o voo inaugural. A Honda fará as primeiras entregas em 2013. O HondaJet atinge a máxima de 787 km/h a 30 mil pés de altitude (9,1 km). Finalmente, depois de décadas, o símbolo da marca japonesa, as asas, tão respeitado em todo o mundo, se torna realidade. Antônio Fraga
Média cilindrada – A Ninja 650 tem uma série de mudanças e ficou cerca de R$ 1 mil mais cara que a anterior. O 2013 custa R$ 27.990 sem ABS e R$ 29.990 com ele, mas ela está 10% mais econômica no gasto de combustível – o sistema informa com a sigla ECO, no painel, se a condução está proporcionando menos gasto. O motor é o mesmo bicilíndrico de
A divisão esportiva da Mercedes-Benz, a AMG, está comemorando 45 anos. Foi fundada em 1967 por dois engenheiros, ex-funcionários da própria Mercedes, Hans Werner Aufrecht e Erhard Melcher, com a finalidade de preparar carros da marca alemã para competições. O sucesso fez com que a Mercedes-Benz fizesse uma parceria e, em 1990, começasse a vender os carros com a grife AMG. O primeiro foi o C63 AMG. Em 2005 a Daimler adquiriu a empresa, que tem 800 funcionários. Para comemorar a data, a Mercedes AMG prepara um hot hacth, que será apresentado oficialmente no salão de Genebra em 2013. Será um Classe A, denominado de 45 AMG, em desenvolvimento desde 2009. O motor 2.0 turbo tem mais de 300 cavalos de potência e uma nova caixa de transmissão automática, a 7G-DCT, de sete marchas, e tração nas quatro rodas. (AF)
649 cm³, DOHC de oito válvulas, alcança 6,5 kgfm (64 Nm) de torque a 7.000 rpm e 72,1 cv de potência a 8.500 rpm. O modelo também vem com novo chassi do tipo "backbone" de formato perimetral com duplo tubo de aço, mais leve e que proporciona melhor dirigibilidade. O para-brisa tem três níveis de regulagem. Mário Tonocchi
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FESTIVAL DO AMOR Até o fim do mês, Monte Verde é palco do 1º Festival de Romance, durante o qual atores vivem os personagens Romeu e Julieta e Eros e circulam pelas ruas recitando poesias e distribuindo rosas.
urismo
Fotos: Divulgação/AHPMV
ALÉM DO ROMANTISMO EM
MONTE VERDE A 1.600 m de altitude, a estância revela esportes radicais e boas degustações de cerveja e cachaça.
Divulgação
Consagrada como a Vila do Romance, esta cidade da Mantiqueira tem tudo para conquistar outros tipos de viajantes – de famílias a aventureiros. Renata Ribeiro
L Passeio de quadricíclo, Shopping Celeiro e patinação no gelo estão na programação. No ritual do "Cadeado da União" ( foto no pé), cada casal fecha um cadeado numa corrente que fica no marco da cidade.
ocalizada a 1.600 metros de altitude e cercada pelas montanhas da Serra da Mantiqueira, Monte Verde (MG) é conhecida por suas baixas temperaturas, pelo ar puro e o clima romântico que envolve seus visitantes. O vilarejo ganhou até o status de "Vila do Romance", já que oferece chalés, lareiras e boa gastronomia para acolher os casais apaixonados. É nesta atmosfera que ocorre durante todo o mês de junho o 1º Festival de Romance - uma iniciativa da Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde (AHPMV). Faz parte do evento o ritual do "Cadeado da União", no qual cada casal deve fechar um cadeado em uma corrente amarrada no marco da cidade, representado por um carvalho. O ritual é para selar o amor eterno entre os "pombinhos", e se baseia em um costume do norte de Roma, na Ponte Milvio. Ainda no festival, será possível interagir com Romeu e Julieta e Eros, personificados por artistas e que irão circular pelas ruas, recitando poesias e distribuindo rosas. Mas nem só de romantismo vive Monte Verde. O distrito de Camanducaia tem muitas atrações para visitantes de todos os tipos. Um exemplo? As fortes, mas rápidas, emoções da Mega Tirolesa, um circuito que totaliza 925 metros de extensão e garante mais ou menos 50 segundos de pura adrenalina. Para quem gosta de caminhada, há muitas opções de trilhas, como as do Chapéu do Bispo e da Pedra Partida. A mais procurada é a que leva à Pedra Redonda, a 1.900 metros de altitude. Dependendo do preparo físico, é preciso fazer algumas paradas para retomar o fôlego. A vista recompensa. Na avenida principal, empresas oferecem passeios de quadriciclo, com instrutores aptos a ensinar a pilotar e acompanhar o turista (uma hora a R$ 100 para duas pessoas). Tanto as crianças como os adultos também podem se divertir na pista de patinação, onde há instrutores, e nos pas-
seios a cavalo. O ponto de locação fica logo na entrada da cidade, vizinho do posto de gasolina. Cervejas e cachaças – Depois da parte "aventureira" de Monte Verde, vale visitar a Cervejaria do Fritz, pois até quem não é tão apreciador da bebida pode gostar. Antes de degustá-la, o turista vai conhecer toda a matéria-prima necessária para a fabricação (malte, lúpulo, cevada) e o maquinário para a sua preparação. São fabricadas cinco tipos de cerveja: Natur, Weisen, Köelsch, Dunkel e o tradicional chope Klar. Aproveite para provar também a culinária alemã no restaurante que leva o mesmo nome, instalado ao lado da cervejaria. Outra parada certa, o Shopping Celeiro abriga a loja do "Homem do Tempo", codinome de Nelson Tavares Junior, o responsável por registrar diariamente a temperatura da cidade. Junior espalhou seis termômetros pela Vila e o resultado é tão confiável que até as emissoras de rádio e TV usam as informações. Além do hobby, ele cuida dos esquilos que por ali aparecem, evitando que os turistas os alimentem. Ainda no shopping, a Cachaçaria das Gerais, do simpático proprietário Josadaque, é um ótimo local para experimentar a aguardente. As cachaças têm os mais diversos sabores, mas a Poema de Minas (maçã, pera e canela), em tonel de umburana, é a que mais faz sucesso. Passeando pela cidade não deixe de visitar, ainda, a Fábrica de Chocolate, e a Casa da Tia Nata, que faz geleias maravilhosas. Jantar no restaurante do Hotel Cabeça de Boi é uma boa dica para sábado, pois todos os pratos são incluídos no preço, até fondue. Depois, vale passar no recém-inaugurado Di Freddo Pub, a casa que serve petiscos, chopes, cervejas nacionais e importadas, para relaxar ao som de um bom blues. Viagem a convite do Hotel Saint Michel com o apoio da Associação de Hoteis e Pousadas de Monte Verde AHPMV
Saint Michel
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ara quem pensava que Monte Verde só tinha pousadinhas românticas, aí vai a dica. Cercado por montanhas e pinheiros, em uma área de natureza privilegiada, o Saint Michel Hotel recebe hóspedes diversificados, de casais em lua-de-mel a famílias com crianças. Sáo só 27 suítes – algumas com hidro, todas acomodam até quatro pessoas e possuem lareira para esquentar das frias noites. A ampla área de lazer, com monitores treinados, impressiona. O hotel tem piscina externa e interna (aquecida), sauna e sala de massagem, salão de jogos, sala de leitura, TV e karaokê. Outro diferencial está no café da manhã, servido até o meio-dia e em estilo colonial. No menu do restaurante, vale experimentar o risoto de pêra e o strudel com sorvete. Novidade do inverno é a quadra de tênis, que deve sediar campeonatos com mais hotéis locais. O proprietário Ricardo Gomes Lourenço acrescenta que pretende realizar um projeto social com crianças das escolas da região. "Vamos ensinar as crianças a jogarem tênis", disse. Saint Michel Hotel: Av. Sol Nascente, 365, tel. (35) 3438-2390, www.saintmichel.com.br. Diárias a partir de R$ 265 por casal, com café da manhã.
RAIO X COMO CHEGAR A partir de São Paulo, são 170 km até Monte Verde. Pegue a Rodovia Fernão Dias até chegar a Camanducaia. Entre na cidade e siga as placas até a estrada para Monte Verde. De Camanducaia a Monte Verde são cerca de 30 km. A subida leva de 45 minutos a uma hora. ONDE COMER E BEBER Hotel Cabeça de Boi: Rua da Mantiqueira, 1237, tel. (35) 3438-1311, www.hcboi.com.br. Choperia Fritz: Rua Rolinha, 40, tel. (35) 3438-2414, www.choppdofritz.com.br. Di Freddo Pub: Av. Monte Verde, 1160. AONDE IR Cacharia das Gerais: Shopping Celeiro, tel. (35) 3438-1560, www.cachacariadasgerais.com.br. Casa da Tia Nata: Rua Bem Te Vi, 84, tel. (35) 3438-1641. Fabrica de Chocolate: Av. Monte Verde, 2174,, tel. (35)
3438-2041. Mega Tirolesa Fazenda Radical: Estrada de Camanducaia a Monte Verde, km 24 (35) 8848-2055, www.fazendaradical.com.br. Mont'Art Artesanato: Shopping Celeiro, Nelson Jr. "Homem do Tempo". Patinação no Gelo: Avenida Monte Verde, s/nº, tel. (35) 34381440. Trilha Verde - Quadriciclos: www.passeiostrilhaverde.com.br, tel. (35) 3438-1426. Associação de Hoteis e Pousadas de Monte Verde: tel. (35) 34381839, www.ahpmv.com.br. Renata Ribeiro
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Fotos: Arquivo DC
SÉRGIO RICARDO
Passagem memorável da história da música brasileira: Sérgio Ricardo quebra violão e o atira na plateia durante o III Festival de MPB da TV Record, em 1967.
Símbolo inconformista da geração 60 No trem da bossa-nova, viajou para outras aventuras. Uma delas o Cinema novo. Inteiro aos 80 anos, dá show em SP. André Domingues s 80 anos que Sérgio Ricardo comemora neste sábado (23), com show no Sesc Belenzinho, parecem uma soma contraditória de tempo. Por um lado, não se imagina que já tenha oito décadas de idade o eterno garoto que quebrou o violão e jogou na plateia, no III Festival de MPB da TV Record, em 1967. Por outro, não se imagina que alguém possa ter vivido numa vida só tantos fatos inesquecíveis da história cultural brasileira, como o festival citado, o nascimento da bossa-nova, a eclosão da música de protesto, o lendário show no Carnegie Hall, a efervescência do teatro engajado e o auge do Cinema Novo. Dá a impressão de ser alguém atemporal. Talvez por isso, fique como um símbolo tão marcante da sua geração. Natural de Marília, interior de São Paulo, filho de um libanês que tocava alaúde, João Mansur Lufti (Sérgio Ricardo é apenas seu nome artístico) estudou piano desde os oito anos e aos 18 se tornou profissional da noite. Um dos seus pri-
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meiros trabalhos, aliás, foi o de substituir Tom Jobim na boate carioca Posto Cinco. Antes disso, porém, já tinha mostrado sua vocação para atuar em diversas linguagens ao mesmo tempo, trabalhando como locutor, programador e discotecário na rádio de um tio, em Santos. Isso seria uma constante em sua vida. No final dos anos de 1950, por exemplo, enquanto frequentava as reuniões dos pioneiros da bossa-nova e Maysa já fazia sucesso com um samba-canção seu, Buquê de Isabel, Sérgio se dividia entre as funções de músico e ator de telenovela. Nos anos de 1960, então, aderindo à ideologia política da arte engajada, abraçou a ideia de que o artista deveria explorar todos os canais de comunicação disponíveis. Foi quando compôs grandes canções como Zelão, Esse Mundo É Meu e Folha de Papel, fez shows no Teatro de Arena com direção de Augusto Boal, dirigiu filmes como Esse Mundo É Meu e Juliana do Amor Perdido, criou as trilhas sonoras
dos clássicos Deus e o Diabo na Tercultura ra do Sol e Terra em Transe, de Glauber Rocha e se aventurou pelas artes plásticas. E – pasmem – fez tudo isso com qualidade. Hoje em dia, Sérgio Ricardo se mantém ativo em diversas áreas. Nesta semana de seu aniversário, por exemplo, divide-se entre shows dedicados a lembrar as canções mais importantes e a peça Bandeira de Retalhos, que está fazendo sucesso na comunidade do Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, e logo vai para o Planetário, na Gávea. No alto dos seus 80 anos de idade, ainda encarna como muito poucos a figura moderna do artista multimídia. A obra - Conhecer a obra de Sérgio Ricardo é um convite trilhar os caminhos inusitados de sua trajetória. Na música, vale a pena ir atrás, especialmente, do álbum Um SR Talento, lançado originalmente pela gravadora Elenco, em que estão preciosidades como Folha de Papel e Esse Mundo É Meu. No teatro é mais
raro ter acesso às peças, mas ao menos a atual, Bandeira de Retalhos, deve ser encenada em breve nos palcos paulistanos. Nos seus trabalhos para cinema, a situação fica complicada nos filmes que dirigiu. Quem quiser conhecer Esse Mundo É Meu, Juliana do Amor Perdido ou A Noite do Espantalho precisa recorrer a acervos especializados, como o da Cinemateca Brasileira. Já as suas principais colaborações com Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe, são fáceis de encontrar em DVD. Nos livros, é tranquilo encontrar sua bem acabada biografia Sérgio Ricardo – Canto Vadio, escrita por Eliana Pace para a série Aplauso, da Imprensa Oficial. Já o interessante Quem Quebrou Meu Violão, em que reflete sobre sua carreira e o panorama cultural brasileiro, demanda certa garimpagem pelos sebos. O Show. Teatro Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076-9700. Sexta (22). 21h. R$ 24.
REVISÃO EM BOM-TOM O teatro engajado - Assim como na música, acho que esse caminho no teatro tinha de continuar. Existe uma fonte inesgotável de formas e assuntos e regiões pra gente poder dissecar esse Brasil. Nessa peça que está em cartaz (Bandeira de Retalhos), baseada numa ação real de despejo em que eu tomei parte e em que vencemos no final dos anos 70, teve uma declaração de um poeta paulista que resume tudo: "Tenho vontade de entrar por dentro da peça e lutar junto com os caras!" O Cinema Novo - O Cinema Novo era exatamente a tentativa de dizer ao brasileiro como são as coisas. Entrava por dentro da mata, da cabeça do Brasil, e estava pouco ligando pra estética. Não era a finalização certinha do filme que ia resolver coisa nenhuma, entende? A gente não ligava pra isso, mas também tinha de ter beleza, sentimento e não só mostrar didaticamente a realidade. É que a arte, para transformar as pessoas, precisa ser muito bonita, sincera, criativa. Violão quebrado - Eu já contei tantas vezes isso que nem sei mais como foi, direito. Já me cansou. Esse documentário recente (Uma Noite em 1967, de Renato Terra e Ricardo Calil) foi muito claro e dá para entender por que perdi a paciência. Só não mostra o meu desabafo final, dizendo coisas como "Isso é um país subdesenvolvido"; "Vocês são subdesenvolvidos". Foi cortador. Para mim, aquilo teve algo de ótimo: pelo menos meu nome ficou na boca do povo. Artista multimídia - Me atrapalhou, de certa maneira, o fato de fazer tanta coisa, mudar de uma para outra e não me preocupar de fazer nenhuma virar sucesso. Claro que, aqui e ali, alguma acaba pegando. O João Gilberto fez uma coisa linda e fica naquilo a vida inteira, deixando bem marcado, mas para a minha inquietação isso é muito pouco. Tenho pendores pra tudo que faço e não sei mais o que eu sou, se sou do cinema, da música, do teatro, das artes plásticas. Eu sou aquilo que eu gosto de ser na hora em que eu fazendo. É isso! (AD)
Mais do que as paixões individuais, a gente precisava descobrir paixões coletivas. Isso falta muito nos dias de hoje. Sérgio Ricardo Sérgio Ricardo começa a trabalhar quando a maioria dorme. Desde jovem é assim. Por isso, o pedido dele para voltarmos a ligar-lhe às 23h30. Era o contato para a entrevista com ele feita na última terça-feira (19). Fomos até um pouco além da meia-noite, num papo, aliás, muito agradável. Pedimos que aproveitasse os 80 anos para rever os principais acontecimentos da carreira e ele, solícito e apaixonado, reviu páginas que também são fundamentais à cultura brasileira. A bossa-nova - A gente vivia um momento em que o sistema de comunicação estava focado em coisas estrangeiras e o samba, a música brasileira ficava de fora. A intenção daquilo que o João Gilberto e o Tom Jobim estavam trazendo, e que eu acompanhei desde o início, era voltar aos nossos ritmos, às nossas realidades. Foi uma luta muito grande, quase quixotesca, e que se sustenta até hoje. A canção de protesto - Não gosto do termo canção de protesto, soa negativo, prefiro canção participativa. Isso é a arte de cantar as realidades. O povo sempre fez, mas, na classe média, nasceu com a minha música Zelão, que surgiu naturalmente, pela compaixão que senti ao ver um barraco caindo. Aí foi que me desviei – não rompi, desviei – da bossa-nova. Eu e outros, então, passamos a usar os parâmetros musicais da bossa-nova para falar das nossas verdades, e não da ficção, da coisinha do amor, do sorriso e da flor, que era importante, mas não suficiente naquele momento. Mais do que as paixões individuais, a gente precisava descobrir paixões coletivas. Isso falta muito nos dias de hoje.
Nesta edição: Marisa Monte e outros shows. Concertos grandiosos; biblioteca digital; história de Camille Claudel e Rodin no teatro; feijoada completa. E o vampiro Johnny Depp no cinema.
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França cria novo modelo para os livros digitais
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Roberto Taddei
notícia passou despercebida nas duas última semanas, enquanto o mercado editorial brasileiro seguia disputando terreno com a Amazon e a Apple – as duas empresas querem instalar livrarias digitais no País ainda em 2012, exigindo condições pouco confortáveis das editoras nacionais. Mas enquanto editoras e empresas de tecnologia brigam pelo controle do novo mercado digital, esquece-se um detalhe: por dia, pouco menos de 90 novos títulos entram no mercado editorial brasileiro. Desses, apenas 27% são de obras gerais, ou seja, obras não religiosas, científicas, ou didáticas. Nesse ritmo, para alcançarmos um inventário que gere faturamento e justifique investimento em desenvolvimento tecnológico e atendimento, levaremos décadas. Não por acaso os programas e aparelhos leitores digitais nacionais ainda são incipientes. É para esse problema que o Google olha. Pelo menos desde 2004, quando anunciou o projeto de digitalização de livros de bibliotecas como Harvard, Stanford e a biblioteca pública de Nova York. Assim, em vez de negociar os direitos dos novos lançamentos com as editoras, o Google ataca o acervo produzido por elas ao longo dos últimos dois séculos. Nesses acervos, o Google encontra três tipos de obras: obras em domínio público, livros com direitos protegidos e autores reconhecidos, e as chamadas obras órfãs – os títulos sob proteção de leis de direito autoral mas cujos detentores legais dos direitos não podem ser encontrados. Se tivesse que negociar os direitos para digitalização, reprodução e comercialização de cada uma das obras que entra para o
acervo do Google Books, seria necessário um batalhão de advogados, inviabilizando a iniciativa. Assim, o Google lançou em 2008 uma proposta pública que ficou conhecida como Acordo Google. A empresa oferecia U$ 125 milhões para a associação de autores e editoras norteamericanas em troca do direito de digitalização de todos os títulos encontrados em bibliotecas do país. Criava também um mecanismo para que autores ou descendentes pedissem o reconhecimento de obras órfãs e propunha um acordo de remuneração para cada livro vendido em sua loja virtual. No geral, por cada obra comercializada os autores, editoras e descendentes receberiam alguns trocados. Depois de muita gritaria, em março de 2011, o juiz Denny Chin, de Nova York, declarou ilegal o acordo e o sonho da biblioteca universal do Google esmoreceu. Em outros países, como a França, o Google também enfrentava questionamentos semelhantes. No Brasil, a operação do Google é mantida em segredo, evitando assim os processos judiciais. A legislação brasileira atual de direitos de propriedade intelectual proíbe tanto a fotocópia nas bancas universitárias como a digitalização de obras sem a devida autorização. Não se sabe ao certo quais os acervos nacionais já digitalizados pelo Google, embora haja acordo entre a empresa e a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e algumas editoras. O Google afirma prestar um serviço à humanidade com o
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Google Books. De fato, poucos órgãos ou empresas têm capacidade de investimento e tecnologia para processar tamanha quantidade de dados. Mas associações de editoras e autores nos EUA e na França protestaram contra o poder que o Google se atribuía: uma vez nos servidores da empresa, as obras digitalizadas passavam a ser propriedade do Google. Aos autores e editores restava apenas negociar a participação nas vendas e lucros associados à utilização do livro. O que para o Google era prestação de serviços, para alguns era apropriação de obra alheia. Mesmo com os impasses, a empresa seguiu com o projeto e em 2012 alcançou a marca de 20 milhões de livros digitalizados – como comparação, a biblioteca de Harvard, considerada a maior biblioteca privada do mundo, tem
16 milhões de livros, e a biblioteca do Congresso Americano, a maior do mundo, tem 22 milhões. A notícia da semana passada, porém, sugere um novo modelo como possível solução para o impasse. O governo da França aprovou, em março desse ano, a lei "sur les livres indisponibles du XXème siècle". A lei prevê regras específicas para tornar acessível livros publicados no século XX e que estejam fora de catálogo, ou seja, os livros que ainda não caíram em domínio público mas
que já não estão mais disponíveis nas livrarias do país. O exministro da Cultura francês, Frédéric Mitterrand, disse à época que a lei faria com que "um continente submerso" reaparecesse. Pela lei, todas as obras publicadas em território
francês no século XX passarão a compor um acervo digital gerenciado pela biblioteca nacional francesa. Dois meses após a aprovação dessa lei, o Google anunciou um acordo com mais de 600 editores e o sindicato dos autores para a comercialização de livros digitais. Em troca, o Google promete custear um programa para estimular jovens a ler. Mitterrand já tinha anunciado que a França seria uma cabeçade-praia para o Google na Europa, em referência à invasão da Normandia pelas forças aliadas que determinou o fim da segunda Guerra Mundial. A declaração é significativa. Para o Brasil, é mais fácil olhar para os desdobramentos do mercado de livros digitais na França do que nos EUA. Lá como aqui há problemas semelhantes como o ainda baixo número de obras disponíveis, a qualidade e acessibilidade dos leitores digitais, e o preço dos livros digitais. Problemas inexistentes nos EUA. A solução para a situação brasileira, portanto, pode ser um modelo parecido com o francês, que alie alteração na legislação, um pacto entre editoras e autores e a associação com empresas privadas.
Fotos: Arquivo DC
TORMENTOS SINFÔNICOS DE TCHAIKOVSKY E BRAHMS U
Tchaikovsky (alto, esq.), Brahms (alto, centro), Eschenbach (alto, dir.). Acima, Ashkenazy; abaixo, à dir., Saint-Saëns.
ma trajetória de tormentos íntimos pontuou a história do compositor russo Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1895). A família o obrigou a estudar ciências jurídicas. Um desespero. Embora jamais se imaginasse numa banca de advogados, foi-lhe difícil vencer o temor de enfrentar o pai para confessar-lhe que seu sonho era ser músico. No Conservatório de Moscou, onde estudou, nem sempre foi compreendido pela sua pluralidade. Como Mozart, queria (e conseguiu) escrever concertos, sinfonias, poemas sinfônicos, balés, óperas, música de câmara e peças vocais. Seus mestres tentaram frear-lhe os impulsos criativos. Mas dessa pressão ele se livrou com louvor. Ainda no conservatório, já professor, "tentou" apaixonar-se por uma aluna, Antonina Miliukova. Casou-se com ela em 1877; o casamento durou dois meses. Um ano depois, conheceu a baronesa Nadezhda von Meck, com a qual se corresponderia anos a fio. Von Meck era mecenas conhecida. Foi uma ligação espiritual - e prática - para o compositor, que pode viver só da
música com as verbas que ela lhe garantia. No pensamento musical de Tchaikovsky, sublinha o biógrafo Robert Greenberg (Great Masters), a força do destino é tema recorrente, que permeia, ao menos, as três últimas de suas seis sinfonias. A Quinta, orquestrada com intenso colorido, será ouvida aqui em São Paulo, na segunda (25), com a Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, sob a regência do alemão Christoph Eschenbach. Brahms – Atormentado desde jovem foi, também, o alemão Johannes Brahms (1833-1897). Considerado o ápice da história da música no século XIX, sofreu a vida inteira na tentativa inglória de livrar-se da sombra de Beethoven, seu ídolo e "algoz". Grande pensador da música, Brahms era perfeccionista ao extremo. Sua obra reflete um "sonoro" não à gratuidade, ao efeito enganoso. Esse talento funcionou como elo de amizade entre ele e os artistas compatriotas Robert Schumann (1810-1867), compositor, e Clara Schumann (1819-1896), pianista
virtuose, mulher de Robert. Brahms, admirador fiel da obra de Robert, viveu um sofrido idílio platônico por Clara e carregou o pesado fardo de ser chamado de herdeiro legítimo de Beethoven. Nesta semana, a Osesp, sob a regência do holandês Thomas Dausgaard, interpretará a Sinfonia Nº 3 em Fá Maior Op. 90 e a Sinfonia Nº 4 em Mi Menor Op. 98, ambas de Brahms. Pede-se audição atenta dessa música contida e deslumbrante. Clássicos – A TV Cultura continua, nesta semana, a transmissão da Série Clássicos, programa que combina belos documentários (como o da semana passada, sobre o violinista Jasha Heifetz) e gravações de concertos realizados na Cidade com orquestras internacionais. Desta vez, a Cultura programou a Sinfônica Alemã de Berlim, sob a regência do russo Vladimir Ashkenazy. Espetáculo promovido pelo Mozarteum, no dia 15 de maio. Destaque para a Sinfonia Nº 5 do austríaco Gustav Mahler (1860-1911). (Marino Maradei Jr.)
Sinfônica Nacional de Washington Chistoph Eischenbach, regente. Claudio Bohórquez, violoncelo. Programa: Berlioz - Carnaval Romano, Abertura. Lalo - Concerto para Violoncelo. Tchaikovsky - Sinfonia Nº 5. Teatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo. Tel.: 3397-0327. Segunda (25), terça (26). 21h. R$ 110 a R$ 300. Osesp. Thomas Dausgaard, regente. Programa: Brahms Sinfonias Nºs 3 e 4. Sexta (22), 21h. Sábado (23). 16h30. R$ 26 a R$ 149. Série Clássicos. TV Cultura. Sinfônica Alemã de Berlim. Vladimir Ashkenazy. Programa em destaque: Mahler - Sinfonia Nº 5. Sábado (23). 16h.
SINFÔNICA DE HELIÓPOLIS NA SALA SÃO PAULO Isaac Karabtchevsky rege obras de Mozart, Haydn e Saint-Saëns (acima, dir.). Praça Júlio Prestes. Tel.: 3223-3966. Sábado (23). 21h. R$ 30.
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Trágica escultura do amor
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cultura
Vida explosiva do casal Camille Claudel e Auguste Rodin na peça de Elias Andreato.
Rodin na Pinacoteca do Estado Ana Barella
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Sérgio Roveri
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uguste Rodin (18401917) e Camille Claudel (1864-1943) foram, juntos ou separadamente, dois escultores superlativos. Também foram – e, levando-se em conta a vida pessoal e a produção artística de cada um, o que vem a seguir não é irrelevante – mestre e discípulo, amantes, rivais e concorrentes atados por uma matéria tão duradoura quanto o mármore em que trabalhavam. A química entre Rodin e Claudel foi tão explosiva na vida a dois e tão determinante no resultado artístico de suas obras que, por diversas vezes, mesmo especialistas tinham dificuldade em apontar quem tinha esculpido o quê. Não haveria, portanto, um espaço mais adequado para abrigar a complexidade deste casal do que as dependências de um museu. Camille e Rodin, peça escrita pelo dramaturgo Franz Keppler, entra em cartaz nesta
sexta (22), inaugurando um novo espaço teatral da Cidade, o Grande Auditório do Masp. Interpretada pelos atores Melissa Vettore e Leopoldo Pacheco, Camille e Rodin mostra o empenho do dramaturgo em, a partir de uma extensa pesquisa histórica, humanizar o casal e explorar a tragédia amorosa que os uniu – para depois separá-los definitivamente. A direção é de Elias Andreato. A seguir, os principais trechos da entrevista que o dramaturgo concedeu ao DC: Qual foi sua maior preocupação na hora de escrever esse texto? FK - Quando comecei a pesquisa, encontrei vários textos que afirmavam que Rodin foi o grande responsável por toda a tragédia que se abateu sobre Camille. O irmão dela, o escritor Paul Claudel, afirmou em um artigo que Camille havia
entregue tudo a Rodin e perdido tudo com ele. Minha grande preocupação foi a de não tecer julgamentos. Eu conto a história do ponto de vista de cada um. Você se prendeu mais aos dados biográficos dos dois artistas ou permitiu rechear a história com momentos ficcionais? Eu me detive mais aos dados biográficos, porém, me permiti inserir nos diálogos alguns trechos de entrevistas, críticas e cartas trocadas entre eles. Como você passou a ver Camille e Rodin depois de concluir a peça? Camille foi uma mulher corajosa, rompeu com a moral do seu tempo, lutou pelo seu amor, pela sua arte, foi em busca do que acreditava. Ao mesmo tempo, foi uma mulher inquieta, obsessiva e obstinada. Rodin, por sua vez, era um menino chucro, ia mal na escola, era zombado pelos colegas. Mas soube
transformar as rejeições que sofreu em estímulo para aprender mais. E, em algum momento da vida, estas duas personalidades tão diferentes se encontram e deste encontro nasce uma paixão avassaladora que transformou artisticamente a vida de ambos. De que maneira as esculturas dos dois funcionaram como um estímulo para a sua criatividade? Elas me estimularam completamente. É impossível contar a história deles sem pensar na obra que deixaram. Duas delas foram muito importantes na minha decisão de como contar essa história. A primeira delas é de Rodin, a Porta do Inferno. A outra é Clotho, de Camille, que me deu a estrutura da narrativa. Até que ponto o relacionamento dos dois influiu na produção artística de cada um?
A influência do relacionamento é indiscutível. Há, entre eles, uma enorme identidade artística no período em que viveram juntos, a ponto de eles "conversarem" por meio de suas obras. Camille ajudou Rodin, estimulou-o como homem e como artista. O processo artístico de Camille também sofreu uma forte influência de Rodin, mas esta influência acabou sendo prejudicial para ela, em alguns momentos, pois uma parte da crítica a reconhecia como uma mera discípula.
Camille e Rodin. Grande Auditório do Masp. Avenida Paulista, 1578. Tel.: 3171-3267. Sexta e sábado. 21h. Domingo. 19h30. R$ 20 a R$ 30.
s interessados em apreciar de perto as obras de Auguste Rodin não precisam viajar a outros continentes, esperar ansiosamente por uma exposição do artista no Brasil ou mesmo se limitar a conhecer o seu trabalho apenas por fotos. É só dar um pulo na Pinacoteca do Estado de São Paulo. O museu tem em seu acervo dez obras do artista. Todas as esculturas são trabalhadas em bronze, com destaque para as obras Bacchanale (Bacanal), 1885, adquirida em 1995; L' Eclésiaste (A sacerdotisa), 1995; e L'Homme qui Marche sur Colonne (Homem que Caminha sobre Coluna), 1877, adquiridas em 2005.
Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2. Tel.: 3324-1000. Terça a domingo, das 10h às 17h30. R$ 4 e R$ 2 (meia entrada). Grátis aos sábados.
O AVESSO DO AVESSO DA VIDA
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amille Claudel (1988), filme dirigido por Bruno Nuytten, reúne dois astros do cinema francês: Isabelle Adjani (Camille Claudel) e Gérard Depardieu (Auguste Rodin) – ótimos. Ao reproduzir o cenário artístico e intelectual parisiense do século XIX, desfia uma história que começa em 1885, quando a jovem escultora Camille Claudel entra em conflito com a família ao tornar-se discípula e amante de Rodin (já casado). A vida dela virou do avesso, frente à hipocrisia da sociedade. Mas Camille sustentou tortuoso relacionamento, arrastado por quinze anos. Abalada pelo rompimento, enfrentou uma depressão, até à loucura. Enquanto vivia com Rodin, Camille participou da roda de amigos vanguardistas; o compositor Claude Debussy (1862-1918) foi um deles. Entre outros desempenhos
Arquivo DC
competentes no filme, estão Maxime Leroux (Debussy) e Laurent Grévill (Paul Claudel, irmão de Camille, que a internou, em 1912, no sanatório de Montdevergues, sul da França). Camille Claudel foi editado em DVD e pode ser encontrado nas locadoras. Vale a pena assisti-lo. (MMJ)
Depardieu, Adjani. À esq., escultura criada por Camille, a emblemática Clotho Calva, gesso de 1893: tesouro do Museu Rodin (Paris).
Vitrine plural (e sedutora)
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lém da comemoração dos 80 anos de Sérgio Ricardo, o final de semana traz uma série de shows que fazem parte do rol daquelas ocasiões que dificilmente vão se repetir. São eles os destaques numa programação de peso que ainda inclui Vanessa da Matta, Jorge Ben Jor, Arnaldo Antunes e Zélia Duncan. Um exemplo desses acontecimentos especiais é a bissexta aparição de Marisa Monte, que vem à cidade para apresentar seu último disco, Tudo o que você quer saber de verdade. Outro é o revival preparado por Arrigo Barnabé para o antológico disco Tubarões Voadores, de 1984. Já
Alex Silva/AE
o guitarrista Lanny Gordin dá sua contribuição ao incomum deste final de semana ao receber Pepeu Gomes e Luiz Carlini num encontro que resume boa parte da história da guitarra nos anos 70. A cantora Fabiana Cozza, por sua vez, surpreende ao mergulhar no repertório de Elizeth Cardoso. Mais raro do que todos, porém, promete ser o show do niteroiense Fred Martins, um dos maiores compositores surgidos nos últimos anos. Morando na Espanha e vindo pouco ao Brasil, ele faz show com a galega Ugia Perera e dá uma amostra do efervescente universo que encontrou do lado de lá do Atlântico.
Arnaldo Antunes. Comedoria Sesc-Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076-9700. Sexta (22). Sábado (23). 21h30. R$ 40.
Fred Martins e Ugia Pedreira. Sesc-Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076-9700. Domingo (24). 18h. R$ 24.
Marisa Monte. HSBC Brasil. Rua Bragança Paulista, 1281. Tel.: 4003-1212. Sexta (22). Sábado (23). 22h. Domingo (24). 20h. R$ 120 a R$ 320.
Arrigo Barnabé. Auditório Ibirapuera. Parque do Ibirapuera. Portão 2. Tel.: 3629-1075. Sábado (23). 21h. Domingo (24). 19h. R$ 20.
Jorge Ben Jor. Credicard Hall. Av. das Nações Unidas, 17955. Tel.: 4003-5588. Sábado (23). 22h. R$ 80 a R$ 180.
Vanessa da Mata . Teatro Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095-9400. Sexta (22). Sábado (23). 21h. Domingo (24). 19h. R$ 32.
Fabiana Cozza. Teatro Sesc-Santo Amaro. Rua Amador Bueno, 505. Tel.: 5041-4000. Sexta (22). Sábado (23). 20h. R$ 20.
Lanny Gordin. Com Pepeu Gomes e Luiz Carlini. Choperia Sesc Pompéia. Rua Clélia, 93. Tel.: 3871-7700. Sexta (22). Sábado (23). 21h30. R$ 20.
Zélia Duncan. Tom Jazz. Av. Angélica, 2331. Tel.: 3255-0084. Sexta (22) e Sábado (23). 22h. Domingo (24). 21h. R$ 100.
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O memorável claret de Keats José Guilherme R. Ferreira
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Pé de Manga: feijoada para degustar sob árvores. E carta de caipirinhas. Mauro Holanda/Divulgação
Patrícia Cruz/LUZ
Consulado Mineiro: R$ 63, para até três pessoas.
Milk and Mellow: salada e sobremesa incluídas.
Feijão preto no prato Lúcia Helena de Camargo
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tempo frio pede uma comida suculenta, quentinha. Que tal programar uma feijoada para o almoço de sábado? Aqui, algumas opções. No Pé de Manga a brasileiríssima receita é servida aos sábados, das 12h às 17h, debaixo de árvores, em clima descontraído. No centro do restaurante ficam as três grandes mangueiras que dão nome à casa. O bufê de feijoada, a R$ 41,90 por pessoa, dispõe o feijão e as carnes separadamente, além de batidinha de limão ou abacaxi incluídas. Quem aprecia caipirinhas pode escolher um sabor na carta especializada. Ou vários. Pode ser de limão siciliano, mexerica, amora, jabuticaba, uva, lichia, entre outras frutas. Custa de R$ 20 (com cachaça) até R$ 30 (com vodca Ciroc). Nas mesas grandes, vale pedir o pacote com dez caipirinhas, que sai por R$ 160. Rua Arapiraca, 172. Vila Madalena. Tel.: 3032-6068. www.pedemanga.com.br
conto de 10% sobre o valor da conta final. Rua Joaquim Távora, 1217, Vila Mariana. Tel.: 5083-4040. Na Devassa Bela Cintra, o bufê de feijoada (R$ 24,90 por pessoa) é servido aos sábados das 12h às 16h30. Inclui, além de lombo, paio, calabresa etc, as sobremesas e uma caipirinha de limão. Com música ao vivo (voz e violão), sem cobrança de couvert artístico. Rua Bela Cintra, 1579. Cerqueira César. Tel.: 3081-6081. www.devassa.com.br Até o português A bela Sintra aos sábados se rende à tradição do sabor brasileiro. A feijoada, servida das 12h às 17h, custa R$ 78 por pessoa. Cada um dos pertences é servido separadamente. Rua Bela Cintra, 2325.
Música ao vivo Para quem aprecia ouvir chorinho enquanto come a feijoada, a sugestão é o Genuíno. Servida das 12h as 16h30 em sistema de bufê, inclui três tipos de batida. Adultos pagam R$ 54,80; crianças de oito a 12 anos, R$ 27,40. O couvert artístico custa R$ 6. Em caso de reserva antecipada, é dado des-
Cerqueira César. Tel.: 3891-0740. www.abelasintra.com.br Até 19h No restaurante Dona Felicidade a feijoada (foto abaixo) começa a ser servida às 11h30 do sábado e segue até 19h. Completa (com arroz, couve, costelinha, torresmo e outros acompanhamentos), é levada à mesa. Custa R$ 78, para duas pessoas. Rua Tito, 21. Vila Romana. Tel.: 3864-3866. www.donafelicidade.com.br Na lanchonete Milk & Mellow – unidades no Itaim Bibi e Granja Viana – ao lado dos hambúrgueres é servido aos sábados o bufê de feijoada, a R$ 45,60 por pessoa, com direito a salada e sobremesa. Av. Cidade Jardim, 1085. Itaim Bibi. Tel.: 3168-4516. Rod. Raposo Tavares, Km 22. Shopping The Square Open Mall, Alameda Central. Tel.: 4617-3335. www.milkmellow.com.br No Consulado Mineiro a feijoada é uma das especialidades da casa. Custa R$ 63, com tod o s o s a c o m p a n h amentos, e serve até três pessoas. Praça Benedito Calixto, 74. Pinheiros. Tel.: 3064-3882. Rua Professor Artur Ramos, 187. Cidade Jardim. Tel: 3034-3249. www.consuladomineiro.com.br
Eduardo Knapp/Folha Imagem
Tortas, bolos e sorvetes americanos. Foi inaugurada este mês na Cidade a Brou’ne. Especializada em brownies, vende também cookies, cupcakes, cheese cakes, sorvetes e outros itens de receita americana. A expectativa é atender 10 mil clientes por mês. A marca, original de Campinas (interior do Estado) pretende abrir 40 lojas na Capital nos próximos três anos. Shopping Market Place. Térreo. Loja 138. Av. Dr. Chucri Zaidan, 902. Santo Amaro.
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lareteamos e champanhamos até as duas. Assim ousou o poeta Byron ao descrever uma noitada em Londres, dando poder de verbo ao claret e ao champagne que, com o Porto, formavam uma espécie de tríade de vinhos apreciados pelos ingleses. É certo que alguns desses românticos do início do século XIX não foram grandes gourmands – Lord Byron vivia de biscoitos, Wordsworth dizia se alimentar com paisagens e contemplações, "talvez eu coma para me persuadir que sou alguém", escreveu Keats – , mas quando se tratava de vinhos... Sabiam, entretanto, como o paladar (a relação deste sentido com a vida das pessoas) podia servir de lição para julgamentos estéticos de outras naturezas, analisou Denise Gigante, da Universidade de Stanford, em Taste – a Literary History . Keats caiu de amores pelo claret e, sempre que podia, tinha o "sensual", "refrescante", "que não briga com seu fígado", o "pacificador" claret em sua taça. Numa das cartas que escreveu para seu irmão George, o poeta compara: alguns vinhos pesados transformam o homem em Silenus, o claret o faz um Hermes. O pintor Benjamin Haydon deixou registrado em seu diário um "pecado" do jovem poeta. Keats cobriu sua língua com pimenta-caiena para alcançar "o frescor do claret em toda a sua glória". Longe de ser um mero anglicanismo, como diz o crítico inglês Hugh Johnson, o uso da palavra claret é uma instituição inglesa que perdura. Vinho tinto de Bordeaux, com predonimância da uva Merlot, o claret nunca tem mais de 12,5% de álcool, é seco, levemente tânico, muito refrescante. Como claret, esse vinho aparece nos mais antigos registros da Berry Brod & Rudd, que há mais de 3 séculos está em operação na Saint James's Street, 3. Mas pode ser hoje encontrado em marcas próprias de supermercados, com o subtítulo Red Bordeaux, escreve Johnson. Trata-se do mesmo cla-
O poeta John Keats (esq.) e o pintor Haydon em desenhos de época: microcosmo da intelectualidade inglesa pós-Waterloo. ret que foi servido em 28 de dezembro de 1817 no jantar promovido por Haydon para receber Wordsworth, Keats, o ensaísta Charles Lamb (ele é autor do célebre ensaio "Dissertation on Roast Pig") e o explorador Joseph Ritchie. O que se comeu, bebeu e discutiu nesse encontro foi registrado nos diários de Haydon e serviu de base para um romance-histórico apaixonado de Penelope Hughes-Hallet, The Immortal Dinner - A Famous Evening of Genius and Laughter in Literary London, 1817 . Na mesa das discussões – a derrota de Napoleão, a nova poesia, as pinturas de Haydon, o mecenato, os frisos do Parthenon, Shakespeare –, um microcosmo da vida intelectual londrina pouco mais de dois anos após Waterloo.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas(Terceiro Nome)
Feitos um para o outro Aquiles Rique Reis
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bandolinista Afonso Machado convidou a cantora Clarisse Grova para gravar um disco. Do convite nasceu Que tal? (Rob Digital). A receita musical estava dada. A dupla somou talento e se fez parceira. A música agradeceu e, reverente, mostrou sua face mais espontânea, mais sincera, e, num instante de requintada e densa força, deu-se à luz em forma de melodias, letras, arranjos e interpretações plenos de inventiva musicalidade. Tudo começou quando de repente o bandolinista se fez letrista. Foi como se, num acaso, as palavras gritassem pedindo passagem. Precisavam mostrar a cara, evocar momentos fugidios. Coisas que pareciam ter sumido na voragem do tempo agora careciam de vir à tona, ainda que dilaceradas, doídas, alegres, saudosas ou amalucadas. E o mundo da poesia migrou para o estúdio. O repertório selecionado para o CD respirou ares da liberdade acionada pela criatividade. Afonso criou arranjos e deuos à competência dos músicos instrumentistas. Estes, por sua vez, engajaram-se na busca pelo aperfeiçoamento do melhor acorde, da melhor levada, da melhor divisão rítmica. Quando essa química se dá, não há força que esmoreça o ímpeto da música de qualidade. Clarisse canta como se estivesse ao ar livre, numa manhã ensolarada de domingo - foi assim que me vi ao ouvi-la: como se estivesse um dia solar, céu azul, nuvens ariscas. Ela se entrega às notas de maneira firme, afinada, despudoradamente intensa. Tudo o que lhe sai da garganta tem a serenidade integrada à capacidade de ser uma grande intérprete.
As letras de Afonso Machado têm a musicalidade do bandolim que ele toca tão bem - e através desta melodia e versos se encaixam à perfeição. Novato na arte de juntar palavras, ele se sai bem ao buscá-las e descobrir que elas se abrem para que ele lhes dê o que possui de melhor. E Afonso não se fez de tímido, ajuntou-as em meio a ideias e incertezas que lhe assanhavam a cabeça. Que tal?, um samba de Luiz Moura com versos de Afonso, abre o disco. As rimas dos versos dão balanço à levada. Trombone (Marlon Sette) e sax alto (Dirceu Leite) formam um naipe de forte sonoridade logo na introdução (eles voltam a brilhar no intermezzo). Cavaco (Tiago Machado), violão (Luiz Moura), baixo (Afonso Marins), bateria (Diego Zangado) e percussão (Paulino Dias) dão o molho. Clarisse brilha. Nem toda faixa tem letra de Afonso. O chorocanção Boêmio tem versos de Paulo César Pinheiro sobre melodia criada por Afonso e Luiz Moura. O acordeom tem destaque no arranjo, onde bateria, cavaco, violão, baixo e percussão também arrasam. Um dos momentos mais emocionantes do CD é quando Clarisse canta Desacalanto (Elton Medeiros e Afonso Machado). O cello prepara a entrada do canto, e no intermezzo sola belezas junto ao bandolim. Encantamento real. Assim como é difícil o acerto de um compositor ao escolher sua intérprete, feliz foi a escolha de Afonso: Clarisse agrega qualidade à sua música, tornando-a ainda mais bela.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
ALICE RI Alice no País das Maravilhas, clássico do inglês Lewis Carroll, ganha comédia bem bolada pela Cia. Le Plat du Jour. As crianças se divertem, os adultos, também. Alice, no papel de Helena Cerello, rouba a cena. Teatro Folha. Shopping Pátio Higienópolis. Tel.: 3823-2323. Aos sábados e domingos. 16h. R$ 15 e R$ 30.
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Vinhos Combinam com Presunto? Carlos Celso Orcesi da Costa
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o controlar o fogo a humanidade deu seu maior salto, começando a se impor sobre a natureza, a ponto de hoje em dia degradá-la à base de gases e motosserras. O fogo possibilitou intercalar refeições, ao contrário dos outros animais que comem o tempo inteiro, todos em torno da fogueira à espera de seu pedaço. Como no inverno a caça rareava, era preciso guardar alimentos. Os cucas neandertais deixaram pernas de porco peru boi faisão em cavernas, provavelmente para esconder de outros animais. Com o tempo constataram que - além de não estragar - os pedaços ficavam mais gostosos. A técnica básica até hoje se chama cura porque basta olhar, cuidar (daí cuidador ou curador), deixar o alimento envelhecer em boas condições de umidade, temperatura constante e ventilação (hoje em câmaras frigoríficas) que a natureza desidrata sozinha. Mais tarde o homem adicionou sal. A salga ou charque (charcuterie em francês, salumeria em italiano, ou seja 'sal' e 'umeria' de humidificação) fez a fama do proscuitto di Parma e do jamon ibérico, sendo o Pata Negra seu mais famoso exemplar. A salga foi utilizada para manter a
Cave Natural de Culatello em Zibello durabilidade de todos os alimentos. Daí à massagem com ingredientes e ervas aromáticas foi um passo. Mais tarde terá surgido nas cavernas, acidentalmente, pela observação do resultado do fogo, a técnica da defumação, que apressa a desidratação através da fumaça (p. ex. salmão e truta). E por fim, mais à frente no tempo, quando o homem ainda era nômade e tinha a mesma necessidade de portar os alimentos, a interessante
invenção dos embutidos, que melhor deveríamos chamar de enchidos, carnes cruas, sobras, gordura, ervas e especiarias, tudo cortado em pequenos pedaços e misturado, envolvidas nas tripas ou intestinos de animais. Linguiça, mortadela, salame, salsicha, tudo aquilo que preferimos nem saber como foi feito. Há inumeráveis receitas, como a alheira portuguesa, que leva frango, vitela, coelho ou peru (e não porco), além de alho, pão, azeite e banha, que teria
sido criada pelos judeus (cristãos novos) para driblar a exigência católica e não comer porco. Nenhum presunto supera o culatello di Zibello, que provei na casa da família Giusti, na zona leste perto do Parque do Carmo. Fantástico, bate o Parma, o San Daniele e até o Pata Negra. Zibello é uma cidadezinha de 2.500 habitantes na província de Parma, na Emilia-Romagna, região recentemente atingida por pesados terramotos (sr. editor, não corrija: é movimento
ou moto de terra e não terremoto). Apenas 12 produtores são certificados produzindo um total de 7 mil peças/ano, contra p. ex. 8 milhões do prosciutto di Parma. O pernil ou perna de porco das raças Large White, Landrance e Duroc deve pesar perto de 5 quilos, reduzindo-se com a desidratação para 3 ou 4 quilos. Às margens do Rio Pó (o maior da Itália) sobe uma neblina densa e persistente no outono e inverno, tida como o principal fator do processo de maturação. A elaboração começa com a retirada da pele e da gordura aparente, salga-se por dez dias, depois o pernil recebe massagem com vinho e alho (para o tempero penetrar), tudo com parcimônia para não alterar o sabor da carne. Ensaca-se em bexiga e amarrase com barbante para fixar o formato de pêra. A maturação demora 11 meses, devendo ser comido até o ano seguinte que vem a mercado. O culatello não envelhece bem. Já o nome, para quem não domina a língua, é justamente o que diz. Todos já ouviram o xingamento italiano va' fa' un culo ou nosso "vá tomar no". Pois bem, culatello é justamente a parte da perna que está... ao lado do... canal de saída! Pensando bem, se todos
o temos e é um órgão bem útil (alguns o utilizam para dupla função), não vejo porque tanto melindre: cuzinho di Zibello. A questão é que o presunto, do latim perexsuctum (suco morto ou perecido) ou sem suco, não combina com vinho. O "ao lado do de Zibello", por exemplo, admite um pão ou torrada neutros, no máximo manteiga ou azeite. Há quem admita lascas de parmesão (da mesma região de Parma), mas outras especiarias como pimenta, alcaparra ou limão são banidas. E vinhos? Há quem escreva que brancos secos, tintos leves e espumantes... caem bem. Se tudo pode, nada de fato é perfeito. Brancos ficam aquém, tintos em geral além, porque o bom presunto tem gosto bem sutil e algum sal. Em verdade o culatello ou pata negra são presuntos tão raros e caros que devem ser comidos sozinhos. Como em geral o presunto é comido como aperitivo ("tapas" na Espanha, para 'tapear' a fome), se tiver mesmo que beber algo vá de espumante bruto, que é neutro e abre o paladar. Ou então um tinto bem leve (Beaujolais ou Valdepeñas), igualmente neutro, sem fruta ou madeira, algo que não rivalize com as finas fatias da iguaria. Fotos: Armando Serra Negra
Putin, como homem sem rosto e sem nenhuma qualidade. Renato Pompeu
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Fotos: Arquivo DC
final, o p r e s idente da Rússia, Vladimir Putin (foto ao lado), é um homem sem rosto ou um homem que tem uma face oculta? A dúvida está no próprio título de sua mais recente biografia ocidental, lançada este ano nos Estados Unidos pela jornalista Masha Gessen, 45 anos, nascida na Rússia e que aos 14 anos foi para os EUA, de onde voltou para seu país natal no emblemático ano de 1991 (em que a União Soviética deixou de existir), aos 24 anos, como colaboradora da imprensa russa e correspondente de publicações americanas. O livro acaba de ser publicado no Brasil, com o título de Putin: a face oculta do novo czar. Mas o título original, traduzido literalmente, seria O homem sem rosto: a improvável ascensão de Vladimir Putin. Repetindo: Putin tem uma face oculta ou não tem rosto? De qualquer modo, sobre a estrutura política e intelectual de Putin, Masha Gessen não tem dúvida: trata-se de uma nulidade, um quadro sem maior importância dos escalões inferiores da KGB, a polícia política soviética, um homem de mentalidade estreita. Mas, ao mesmo tempo, um homem perigoso, que não só pôs um freio ao progresso que teria havido no campo das liberdades públicas e individuais na Rússia durante um curto período após o fim do comunismo, como também representa, na visão da autora, uma ameaça para o mundo e para o seu próprio povo. Putin, além disso, diz Masha Gessen é corrupto e isso não vem de agora. Quando, em
1991, ainda antes do fim da União Soviética, foi funcionário da Prefeitura de Leningrado (que depois voltou a seu nome tradicional de São Petersburgo), ele assinou, segundo o testemunho de sua então chefe, Marina Salye, um contrato irregular de exportação e importação, no valor de 1 bilhão de dólares, do qual só prestou contas de 92 milhões de dólares. O processo instaurado contra Putin por Marina Salye não deu em nada e ela, dizendose ameaçada, refugiou-se em 1997 no interior remoto do grande país, onde recebeu a biógrafa de Putin. Masha Gessen reproduz as acusações a Putin, que ela fez como repórter da revista russa Snob, de que ele é dono de firmas suíças criadas com verbas públicas que teria desviado. Além de corrupto - antecipando-se a José Maria Marin na entrega dos prêmios do Campeonato Paulista, Putin teria embolsado um anel de diamantes de 124 quilates que o time Patriots de Nova York ganhou no torneio Super Bowl de futebol americano - seria também violento desde a infância. Foi um garoto brigão, treinado em artes marciais, e, segundo Masha Gessen, estaria, como presidente e primeiro-ministro, ligado aos assassínios, por envenenamento e a tiros, de jornalistas e políticos que não seguiam a sua linha. Esses assassínios seriam
apenas a ponta mais visível, no Ocidente, ao lado da repressão a ma nif esta çõe s, de uma ofensiva geral, comandada por Putin, contra as liberdades, em especial a de imprensa. Mais do que uma obra de historiadora, a biografia de Putin p o r M a s h a Geshen é a obra de uma jornalista. Grande parte de seu trabalho advém de entrevistas com pessoas que conheceram Putin em algum momento da vida dele, como Marina Salye, e que, como esta, são militantes pró-democracia e anti-Putin. A própria Masha Geshen, casada com uma russa e que tem um filho adotado e uma filha natural, foi apontada como sendo uma das líderes dos movimentos gays na Rússia, reprimidos com tanto com arbitrariedade pelas autoridades como com violência por desordeiros. O retrato de Putin por sua biógrafa difere radicalmente do retrato pintado na Rússia pelos simpatizantes do presidente. Lá ele é apresentado como o líder incorruptível que reprimiu os abusos de empresários gananciosos e que impôs alguma ordem ao caos pós-soviético da economia e das instituições. É ainda saudado como o comandante da pacificação da Chechênia. De qualquer modo, mesmo Putin não sendo um democrata e a Rússia não sendo uma democracia, têm prosseguido as manifestações contra ele nas maiores cidades do país.
LEITURA DE
15/6
Resenha sobr e Ficção Completa de Br uno Schulz, editada sob o título "Um realismo mág ico que vem da kafkiana Euro pa Ocidental", deveria ser pu blicada com o título "Um re alismo mágico que ve m da kafkiana Europa Orien tal".
Músicos embalam noite paulista no bar e balada Sr. Pitanga.
Sr. Pitanga: um senhor agito. Armando Serra Negra
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rincipal característica da frutinha pequenina, bonitinha, amarelinha e vermelhinha, gostosinha e amarguinha, abundante nas pracinhas, é passar despercebida ao olhar adulto, guardando seu sabor à jovem guarda. Assim é o bar Sr. Pitanga, parada da galera (pós) universitária curtir música de gente grande. Feita por jovens. Moçada ligada nas músicas eletrônicas dos anos de 1970, "emprestando" dos pais CDs flashback, remasterizados dos antigos LPs, discotecas que marcaram época, retribuem à velha guarda novidades e musicais geniais, da mais alta qualidade. Livrando-os de qualquer bronca. Ponte de gerações, sublime e erudita audição, é na pista de dança que a música realiza seu maior encontro e expressão. Quem entende da partitura é a espevitada DJ Ana John, saltitando no Sr. Pitanga o novo Projeto DJazz às terças-feiras (couvert R$ 30), a partir das 21h. Coleção ambulante de mil CDs, a agitação veterana das danceterias abre alas para profissionais de ideias mirabolantes, pura arte e diversão. "Bandas de jazz e DJs em diferentes bulas a cada apresentação", diz a musicóloga. É o caso da surpreendente Groof BooGaloo, mimetizando em SP o ritmo solto de NY: "O som é uma bajulação (groof) do Boogaloo, semente do Drum'nbass & Funk, na pegada de James Brown (1933-
2006)", explica o saxofonista Tico verde, suco de limão – R$ 19) a cerD'Godoy, feliz pelo Ministério da teza de sucesso no vestibular da Educação (Minc) ter conferido no Fundação Getúlio Vargas (FGV). O último dia 13 ao Zimbo Trio, o 23º resultado sai na semana que vem. Prêmio da Música Brasileira, na Petiscam bolinhos de camarão na categoria Instrumental: teclas do moranga (R$ 20). "Adoramos o lopiano dedilhadas magistralmen- cal; mix de bar e balada, público sete por seu pai, Amilton Godoy, lecionado, a música estimula dandesde 1964. Compõe çar sem atrapalhar a conversa", c h a p é u s o b a t e r a sintetiza Marcela. Receita um reFred Barley e o baixo constituinte na madrugada do My eletroacústico Edu Temaki, ao lado. "O de salmão, kani, Sattagh, rasgando o ovas de massagô e gergelin (R$ jazz inédito, dançan- 16,40) é uma delícia!". Participando fast ou cheek to do do bate papo, Pinguim saca dois cheek (próxima apre- vales do bolso, oferece às meninas sentação em 17 de ju- e sorri: "O restaurante é meu; o prólho). "Na próxima ter- ximo temaki fica por conta da caça-feira (26) assumo sa". Pitangas escondidas, isto é São a mesa, nos interva- Paulo! los do Sergio Carvalho Jazz Band", acena Ana John. Sr. Pitanga. Canteiro de murtas na fachada, Rua Tabapuã, 1446. Itaim Bibi. equipe de seguranças e valetes Tel.: 3073-1208. (R$ 20), a algumas mesas ao ar livre www.srpitanga.com.br abre-se o janelão do bar. Balcão My Temaki. bem iluminado, acima o terraço Rua Tabapuã, 1402. Itaim Bibi. ajardinado areja o mezanino em Tel.: 2574-9612. meia luz. A simpatia do gerente Pinguim, garçons e bartenders mesclam-se ao colorido das bebidas. Belas estudantes, Marcela Boffelli e Luisa C a r l u c c i , b r i ndam Cosmopolitan (vodka, Cointreau, gradine, suco de limão – R$ 20) e Apple Martini (vodka, Drinques: Cosmopolitan e Apple Martini. xarope de maçã
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Como o morto-vivo Barnabas Collins, Johnny Depp atua pela 8ª vez em filme de Tim Burton. Lúcia Helena de Camargo
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de vampirinhos adoráveis como na série Crepúsculo. O diretor já ousou mais no passado, diga-se. Em Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, por exemplo, ele não faz concessões na estética nem na moral. Os personagens são duros e sujos. A força está nas interpretações e nos mistérios intrincados do roteiro. Neste Sombras da Noite, lança mão um pouco exageradamente de recursos como explosões, fogo e magia para alcançar seus objetivos. Não que isso comprometa o resultado de maneira significativa, é verdade. Ele continua arrancando excelentes atuações até das crianças. Chloë Moretz esbanja talento como a adolescente entediada. O produto final é uma história macabra, frenética e divertida. Entretenimento de qualidade para fãs e (talvez aí o porquê da maior intensidade de ação nas cenas) também para não fãs do seu estilo. É o que se espera de uma sessão de cinema, afinal. Nas palavras do próprio Burton, vale a pena pagar o ingresso para assistir Sombras da Noite. "É mais barato que ir ao West End Theatre, mais barato que muitos eventos esportivos, mais barato que drogas, mais barato que álcool", disse ele na estreia inglesa do longa, no início do mês, ao site Bang ShowBiz.
Simbiose em cena Tim Burton (foto) e Johnny Depp trabalham juntos pela oitava vez neste Sombras da Noite. Antes, fizeram A Fantástica Fábrica de Chocolate; Noiva Cadáver; Ed Wood; Edward - Mãos de Tesoura; A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça; Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet e Alice no País das Maravilhas. A parceira funciona porque o jeitão amalucado de Burton encontra tradução perfeita na irreverência de Depp. E eles seguem fazendo filmes cujos personagens possuem visual e comportamento fora do padrão. Seja como o cineasta Ed Wood ou Willy Wonka, em A Fantástica Fábrica de Chocolate, Depp encarna tão profundamente esses tipos bizarros que fica difícil entender até onde vai a direção de um e começa a atuação do outro, tamanha é a simbiose. Burton parece ter se encantado peIssei Kato/Reuters
arnabas Collins, vampiro, permanece 200 anos acorrentado e enterrado. Até ser libertado por um grupo de operários que escava a área para uma construção. Ele volta à "vida" nos agitados anos de 1970. E aí está a grande sacada de Sombras da Noite (Dark Shadows, 2012, EUA, 113 minutos), dirigido por Tim Burton, e protagonizado por Johnny Depp. O vampiro é esperto e empreendedor. Tenta resgatar o negócio quase falido da família, a pesca na cidade de Collinsport, no estado americano de Maine. O problema é que os pescadores locais e todo o aparato que possibilita a comercialização do pescado na região está nas mãos da exuberante e poderosa bruxa Angelique (Eva Green), antiga namorada de Barnabas. Ela fará seu jogo para tentar mantê-lo longe dos lucros e bem perto dela. Muito mais perto do que ele julga adequado. As roupas exóticas do vampiro, última moda nos anos de 1700, não provocam alvoroço, já que é a época na qual hippies pregam "Faça amor, não faça a guerra" vestidos com túnicas e bandanas psicodélicas. Nem a declaração de que ele ficou morto por dois séculos leva a espanto. Barnabas faz esse relato quando junto ao grupo de tranquilos jovens que se reúnem para compartilhar cigarrinhos de ervas. Todos apenas aquiescem, complacentes. "Eu também me sinto assim em relação ao mundo atual, cara", diz um deles. Michelle Pfeiffer vive a matriarca Elizabeth Collins Stoddard. Destemida e empenhada em não deixar o império ruir, ela aceita até a ajuda de um ser ressurgido dos mortos. Afinal, precisa manter a casa funcionando e ajudar na educação de David (Gulliver McGrath) e Carolyn (Chloë Moretz). Helena Bonham Carter, mulher de Tim Burton, está no papel da Dra Julia Hoffman, psiquiatra nada ortodoxa e uma espécie de agregada residente do clã. A professora particular de David, Josette, é encarnada por Bella Heathcote. O ator e músico Alice Cooper faz participação especial. Conhecido por usar guilhotinas, bonecas de voodoo e até cobras vivas em seus shows, foi a escolha perfeita para cantar na mansão dos Collins. Dentro dessa enorme e decadente casa vivem fantasmas, bruxas, vampiros, maldições, luxúria, lobisomens e gente com parafusos a menos. Burton mistura tudo de maneira a dar ritmo a uma trama tresloucada, mas sem pontas soltas ou passagens que fujam da lógica interna. E nada
lo tema vampiresco. Encarregou- se da produção de Abraham Lincoln Caçador de Vampiros (Abraham Lincoln - Vampire Hu nt er ), dirigido por Timur Bekmambetov. Ainda sem data prevista para estrear, o filme retrata o presidente americano como o maior caçador da história dos mortos-vivos. Os fãs esperam há tempos também o lançamento de Frankenweenie, refilmagem de um curta de 1984, agora feita por Burton em stop motion – técnica que usa bonecos movimentados manualmente. Traz a história de Victor Frankenstein, garoto cujo cão, Sparky, morre num acidente de carro. Ele lê Frankenstein e imita o processo, para trazer o cachorro de volta à vida. Como na criação de Mary Shelley, brincar de Deus traz consequências. Nas mãos de Burton, consequências macabras, embora engraçadas.
Fotos: Divulgação
Warner Bros Divulgação
Perturbados e bizarros encarnados por Depp
Tesouras
Chocolate
Cadáver
Maravilhas
Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, 1990) traz a história do rapaz sensível (Johnny Depp), dotado de boa índole, mas impossibilitado de praticar atividades cotidianas, porque, no lugar as mãos, ele tem tesouras. Peg Boggs (Dianne Wiest) descobre o jovem, que mora sozinho em um castelo. Como em A Bela e a Fera, Kim (Winona Ryder) é a moça que vai entender os dramas de Edward e se apaixonar por ele.
Em A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory, 2005), o ator vive Willy Wonka, o dono da fábrica que conduz os garotos pelo tour através das suspeitas dependências de sua propriedade. Rios de chocolate, chicletes com mil truques, caramelos encantados vão mostrando as reais intenções de cada um, até a revelação final sobre a personalidade de Wonka e a real sorte de Charlie Bucket (Freddie Highmore).
Na animação A Noiva Cadáver (Corpse Bride, 2004), Johnny Depp faz a voz do noivo, Victor Van Dorst, que está prestes a se casar com Victoria Everglot (Emily Watson). Porém, acidentalmente Victor se casa com a NoivaCadáver (Helena Bonham Carter), que o leva para conhecer a Terra dos Mortos. Desejando desfazer o ocorrido para poder enfim se casar com Victoria, aos poucos Victor percebe que a Terra dos Mortos é mais animada do que o vilarejo no qual ele nasceu e cresceu.
Baseado na criação de Lewis Carrol, Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010) traz Depp como o Chapeleiro Maluco. Bem maluco. Alice (Mia Wasikowska) é a jovem que segue o coelho branco e vai parar no País das Maravilhas. Quem comanda o serviço de chá é o Chapeleiro. Há a poderosa e má Rainha de Copas (Helena Bonham Carter) e a Rainha Branca (Anne Hathaway).