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DC 22/04/2013

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Ano 87 - Nº 23.856

Conclusão: 23h55

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de abril de 2013

A chamada economia criativa já responde por 2,7% do PIB. Págs. 17 a 19 Luke MacGregor/Reuters

Jorge Adorno/Reuters

Efraín Alegre reconhece: deu Horacio Cartes. Oposicionista eleito presidente paraguaio. Pág. 9

Estreia hoje

Ch i ca na 'c be ort ma ças a raj ' de ás .

Leitores vítimas de violência dão seu testemunho. Pág. 10

Pág. 6

Anderson Barbosa/Foto Arena/Estadão Conteúdo

Por Boston, Londres corre em paz.

"Basta à corrupção" no dia de Brasília e Tiradentes

A Maratona de Londres foi um tributo a Boston: 30 segundos de silêncio e corredores com fitas Em 78 cidades, Brasil afora, o Basta, organizado por redes sociais, foi comemorado com cartazes e marchas. pretas (foto). A 5.310 km da homenagem, nos EUA, A de São Paulo (foto) ocupou uma faixa da Paulista. Pág. 5 o FBI anunciou que os irmãos Tsarnaev tinham planos (e bombas) para novos atentados. E levantou ISSN 1679-2688 23856 a hipótese de que o sobrevivente, Dzhokhar, tenha tentado se matar quando escondido dentro de um barco. Embora seu estado seja muito grave, ele já Página 4 9 771679 268008 responde às perguntas da polícia por escrito. Pág. 8

Sim Chi Yin/The New York Times


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de abril de 2013

As causas da inflação brasileira estão bem determinadas e não são manipuláveis por simples alterações na Selic. Delfim Netto

pinião

O PREÇO DO ALMOÇO

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tribui-se a Milton Fiedman, prêmio Nobel de Economia de 1976, uma frase que sintetiza a essência da sabedoria econômica: a de que "não existe almoço grátis". Significa que se alguém está comendo sem pagar nada, é porque outro paga a conta – ou todos. Isso porque, fora o ar que respiramos, que é de graça (por enquanto...) por ser abundante na natureza, os demais bens são escassos. Se fossem gratuitos, seriam insuficientes para atender à demanda ilimitada da sociedade, uma vez que os recursos são limitados. Assim, tudo tem custo e é preciso que alguém pague pelos bens que ele – ou outra pessoa – consome. Muitas pessoas têm a im-

nefícios? Será que não atinaram que aquilo que uma parcela da população vai deixar de pagar terá de ser rateado pelas demais pessoas que forem aos eventos? Será que muitos dos "jovens" beneficiados não terão melhores condições financeiras do que alguns cidadãos que d e s e j e m a ssistir aos espetáculos culturais, artísticos e esportivos e ter ã o q u e s uportar um preço maior para cobrir o s u b s í d i o g arantido pelo projeto?

pressão de que quando o governo oferece algum serviço sem cobrança direta, isso significa que ninguém paga por ele. É por isso que os cidadãos mais humildes aceitam, de modo geral, os péssimos serviços oferecidos pelo Estado – e a i n d a s e m o stram agradecidos porque acreditam q u e o s m e smos são "de graça."

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Muitos acham que quando governo oferece um serviço sem cobrança direta, ninguém paga por ele.

stas obs e r v aç õ e s acima são motivadas pelo projeto de lei aprovado pelo Senado, e que já havia passado pela Câmara, para onde deverá voltar porque foi alterado, criando o "Estatuto da Juventude" que, entre outras medidas, assegura aos "jovens" – assim definidos aqueles com idade entre 15 e 29 anos – e que, segundo informação apresentada no debate, atinge 52 milhões de brasileiros, o direito à compra com 50% de desconto, de ingresso em eventos culturais, artísticos e esportivos. Além

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Divulgação

disso, o projeto prevê para os jovens com renda familiar inferior a dois salários mínimos, o direito de viajar de graça ou com direito a des-

conto de 50% em trechos rodoviários. Será que os nobres parlamentares se deram conta de quem vai pagar por esses be-

m v e l h o p r ofessor dizia que se alguém quisesse testar um argumento ou uma ideia, deveria levá-la ao extremo e ver o que aconteceria. Dentro desse raciocínio, como já temos o Estatuto da Criança, o Estatuto do Idoso e agora o Estatuto do Adolescente, não seria o caso de se estender o direito de meia entrada para toda população? Por que discriminar a população da

MARCEL DOMINGOS SOLIMEO faixa etária entre os 30 e os 59 anos, justamente aquela que, no geral, arca com maiores encargos familiares? Cabe destacar outra frase de Milton Friedman, segundo a qual " ninguém gasta o dinheiro dos outros como gasta o seu próprio". Acho que é preciso por um fim a essas intervenções na atividade privada, obrigando-a a conceder benefícios para determinados grupos sob os mais diferentes pretextos. Já basta o que o governo toma das empresas e dos cidadãos. MARCEL DOMINGOS SOLIMEO É ECONOMISTA E DIRETOR DO

INSTITUTO DE ECONOMIA GASTÃO VIDIGAL DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO.

INCERTEZAS INTERNAS E EXTERNAS

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om a divulgação, dentro de alguns dias, da ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, realizada na quarta-feira passada, certamente teremos a oportunidade de conhecer mais amplamente os motivos que levaram à decisão de elevar em 0,25% a taxa básica de juros, a Selic, situando-a em 7,5% ao ano. A medida, apoiada nos votos de seis dos oito membros do Copom, foi justificada no sucinto comunicado ao final da reunião no qual o Comitê avalia "que o nível elevado da inflação e a dispersão de aumentos de preços, entre outros fatores, contribuem para que a inflação mostre resistência e ensejam uma resposta da política monetária".

seja administrada com cautela." Não é segredo que se havia formado uma espécie de cabo-deguerra entre o setor financeiro e o governo sobre o momento em que se teria de mudar a política monetária para combater a expectativa de inflação que vinha crescendo ligeiramente. Enquanto a taxa de juros real era de 10%, as pessoas pouco pouco; e ninguém do mercado financeiro reclamava. Hoje, com a taxa de inflação ligeiramente superior, mas com o juro real em 2%, as pessoas tendem

a reclamar muito mais. É evidente que se criou uma expectativa de crescimento da inflação muito prejudicial e é algo empiricamente verificável que a inflação de 2013 depende da inflação de 2012, e é corrigida pelas expectativas de inflação do próprio ano. Se não se

introduz algum mecanismo para reduzir esta expectativa, a inflação vai assumindo uma dinâmica própria, e muito inconveniente.

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inflação brasileira não é produto de excesso de demanda, tanto que o PIB está crescendo aí perto

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comunicado pondera ainda que "incertezas internas e principalmente externas cercam o cenário prospectivo para a inflação e recomendam que a política monetária

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

de 2%, claramente muito abaixo de sua capacidade. E a expansão das expectativas evidentemente não teve origem no problema de oferta que elevou o preço do tomate, embora convenientemente explorado na mídia. A inflação é um aumento continuado de todos os preços. O que acontece no Brasil tem sido um aumento, nesses últimos 15 anos, de 5,8% ou 5,7%, até o ano passado. Agora, está "rodando" em 6,6% e é, sim, uma inflação cuja permanência nesse nível não deve ser aceita. O fato é que desde o Plano Real não conseguimos entregar uma inflação de 2% ou 3%, uma taxa civilizada, e nem voltar a alcançar um crescimento econômico robusto, de pelo menos 5% ao ano. Isso porque, após o sucesso inicial extraordinário de um programa realmente brilhante, os

DELFIM NETTO governos passaram a "surfar" na popularidade do Real e não fizeram o que deviam: o ajuste fiscal.

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s causas da inflação brasileira estão bem determinadas e não são manipuláveis por simples alterações na Selic. Seu controle depende de uma ação coordenada da política monetária e da política fiscal e de mudanças estruturais. Se estimularmos, como se estimulou, com formas inadequadas, aumentos salariais acima da produtividade, inevitavelmente se tem um processo inflacionário. É preciso entender isso, acabar com as indexações e realizar um corte nas despesas do governo – mas isso é muito mais difícil que mexer na taxa de juros. ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSO R EMÉRITO DA

FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMEN TO.

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Alex Ribeiro. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke e Tsuli Narimatsu. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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TENDÊNCIA COMUM É O CIDADÃO ACEITAR A PERDA DE PRIVACIDADE EM TROCA DA SEGURANÇA.

MEDO E CONTROLE

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ssa estupidez inqualificável perpetrada em Boston aviva o receio de um futuro de insegurança, desconfiança e medo para toda a Humanidade. Grande parte dela já enfrenta isso, mas todos podemos esperar um futuro bem diferente do que os que cresceram no século passado imaginavam. Acreditávamos possível uma vida privada, sem partilhar com ninguém nosso comportamento pessoal, práticas, idiossincrasias e mesmo esquisitices que não fossem da conta alheia. Encarávamos como um pesadelo distante e evitável o mundo descrito por George Orwell em 1984, com sua omnipresente teletela sempre ligada e a vida dos governados escrutinada em todos os detalhes. Hoje a tecnologia prevista por Orwell parece saída das velhas séries de Flash Gordon e a aspiração a uma vida privada, ao menos parcialmente livre do controle do Estado e de grandes organizações, não passa agora – e no futuro muito mais – de uma utopia ou lembrança nostálgica. Estamos só começando, mas a tecnologia marcha aceleradamente e as mudanças chegam sem aviso, para só as percebermos quando se torna claro que vieram para ficar.

a conversa. Fulano pode disfarçar a voz e dizer que é Sicrano à vontade, mas o banco de dados não se engana. E, se as chamadas forem cifradas, o governo certamente alegará razões de Estado para exigir dos autores a chave da cifra.

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s atuais momentos íntimos poderão não ser mais tão íntimos. Nada de gravador debaixo da cama, primitivo e arriscado. O amanto ou amanta (eu faço que esqueço, mas não esqueço as novas normas gramaticais da República) poderá até engolir um minúsculo gravador de circuito integrado, com microfone configurado para suprimir frequências sonoras inoportunas, como as de borborigmos e assemelhados, mas de resto capaz de gravar uma bela trilha sonora do embate amoroso, desde os jogos preliminares à hora de vestir a roupa. Também mentir ficará bem difícil, porque os novos detectores de mentiras não mais se fiam numa combinação complexa e enganosa de alterações cardíacas, respiratórias ou nervosas, mas em sensores que medem mudanças inconscientes na voz e na emissão da fala – dizem que estão ficando infalíveis. A tendência comum, talvez normal, é o cidadão aceitar sua perda de privacidade, em troca da segurança individual ou da coletividade, até porque não costumam dar-lhe escolha e o medo é uma força muito grande, mais difícil de vencer que outras emoções. E é reacendido não somente por fatos da magnitude do que aconteceu em Boston e suas previsíveis consequências, como pelo que a gente encontra, por exemplo, na internet.

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uitos de nós entontecemos com essa velocidade, gostaríamos que houvesse mais tempo para assimilar as novidades, cansamos de tanto aprender e desaprender sem cessar. Os recalcitrantes se escondem delas, fazem tudo para ignorá-las e mesmo hostilizá-las, mas sabemos que não adianta. Por exemplo, se um vírus hipotético afetasse repentinamente todos os computadores de um país qualquer, inclusive o Brasil, o caos seria absoluto. Não teríamos comunicações, água, energia elétrica, aviões voando, bancos e comércio funcionando, hospitais, nada mesmo. O vírus resultaria, nesse sentido, muito mais eficaz que um bombardeio pesado. Os programas de sabotagem eletrônica são importante arma de guerra, porque não há como escapar da malha informática. O atentado de Boston aumentará o empenho não só do governo americano, mas de todos os outros, em reforçar e aprimorar mecanismos de segurança. Isso está longe, é claro, de restringirse a revistas em aeroportos, episódicas varreduras em busca de explosivos, contratação de pessoal especializado e assim por diante. O mais importante é o acompanhamento da vida de cada um, porque, nestes tempos loucos, todos são suspeitos. Londres, por exemplo, está cada vez mais coberta de câmeras de segurança e a circulação de um indivíduo talvez já possa, ou

cula às conversas de que participa – e isso inclui os eles e elas cujos cônjuges desconfiem de prevaricação. Aliás, grampear telefone, celular ou não, é coisa do passado. Vocês já devem ter lido que cada voz humana é única, é como as impressões digitais, não há duas idênticas. Em decorrência, mesmo que um ouvido animal não distinga entre vozes muito parecidas, há aparelhos que distinguem e, se lhes fornecem essa assinatura vocal, ela sempre será identificada.

JOÃO UBALDO RIBEIRO em breve poderá, ser acompanhada o dia inteiro. Por onde quer que ele passe ou aonde vá, lá estará a câmera de olho. Penso em filmes policiais de antigamente, com a cena da saída do suspeito em seu carro e o detetive pegando um táxi e dando a ordem de "siga aquele carro" ao motorista. A ordem agora é diferente, é "monitore esse celular". A depender do caso, o sujeito pode ter sua vida completamente espionada, desde os locais por que cir-

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novidade é que o "grampeado" não tem como fugir. Quando ele começa a falar no telefone, seja celular, doméstico ou orelhão, em qualquer lugar onde esteja, uma central especializada compara a voz com as assinaturas em seu poder. Se reconhece a do freguês, grava

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ara citar apenas um caso, lembro os muitos sites que mencionam impressoras 3D, as quais tornam possível que se compre um objeto na rede e a entrega seja feita por um aplicativo que instrui a impressora do comprador a "imprimir", ou seja, reproduzir aquele objeto na casa do comprador, sem necessidade de entregador. As impressoras e os programas já estão em funcionamento, aprimorados diariamente. Não é fantástico? É, sim, pelo menos até vocês fuçarem outros sites e descobrirem empresas desenvolvendo programas, materiais e impressoras 3D para oferecer armas de combate. Qualquer um, do bandido ao psicopata, poderá comprar e "imprimir" quantas quiser, sem numeração ou registro. Dá medo disso, dá medo daquilo – e a gente fica sem saber o que pensar. JOÃO UBALDO RIBEIRO É CRONISTA, ROMANCISTA E PERTENCE À ACADEMIA

BRASILEIRA DE LETRAS.

José Patrício/Estadão Conteúdo

O PAÍS DO "SOU DIMENOR" D

evemos sempre considerar que as pessoas partem de boa fé em seus princípios e valores. Até prova em contrário, mesmo que as evidências de interesses outros sejam fortes, como nos textos legais, até "transitar em julgado", todos têm o direito de ser vistos como portadores de boas intenções. É o caso dos que defendem a manutenção do Estatuto da Criança e do Adolescente no modelo atual. Imbuídos, certamente, da melhor das intenções de proteger os menores de idade, esquecem-se pelo menos de duas coisas.

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rimeira: toda vez que a autoridade pública intervém para defender os interesses de algum segmento, acaba criando situações piores do que as anteriores, porque o gabinete está distante da realidade. A título de proteger antigamente os "meeiros", criaram o Estatuto da Terra e expulsaram do campo quem vivia da produção para se tornar pobre na cidade grande. Incharam de misérias os grandes centros.

PAULO SAAB

Há outros exemplos mais recentes, mas vou ficar só nesse, no momento.

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egunda: o Estatuto, por melhor que tenha sido feito, não faz diferença entre menor carente e menor infrator. Trata a todos indistintamente. Com isso, criou no Brasil dos espertos a figura do "dimenor", infrator, oficializado nessa condição e, como tal, instrumento de quadrilhas que os colocam na linha direta da ação para assumir autoria de crimes cometidos por adultos. E, ainda, estimulou e estimula o menor que já é infrator a seguir nessa senda, porque sabe da impunidade. Vejo com desalento, tristeza até, pessoas importantes, em cargos importantes, iludidos em sua boa fé ou disfarçados de a possuírem, falarem na necessidade de proteção ao menor, de reinserção, de convívio social e seja mais o que argumentem, colocando no mesmo vaso os menores que de fato disso necessitam e os já transformados em bandidos, vestidos de anjos "dimenor", acobertando criminosos, assassinos, que devem merecer punição pelos seus

É preciso diferenciar bem o menor carente do menor criminoso. atos pensados. Pesquisa do Datafolha da semana passada mostrou que 93% dos paulistanos são a favor da maioridade aos 16 anos para alcançar os que se beneficiam da minoridade

para alastrar a violência e o crime no Brasil. Com um discurso social distante da realidade e calcado no protecionismo falacioso – com todo respeito que merecem aqueles que

defendem a manutenção da situação atual, sugerindo a melhoria ampla das condições sociais –, ajudam a proliferar a cultura da violência no território nacional. Muitas dessas pessoas, provavelmente, entendem que o combate à fome por meio do Bolsa Família foi algo maravilhoso do governo, quando se trata na verdade de uma intervenção em situação de emergência, por não haver tempo para esperar o Brasil melhorar antes de muita gente morrer de fome. Contradição. Já que não temos tempo de esperar o Brasil se desenvolver para acabar com a criminalidade dos menores, mantemos uma legislação leniente. É preciso acabar com o

resquício ideológico arraigado entre os políticos profissionais. Ser de esquerda, de direita, de cima, de baixo, seja lá o que for , não pode nem deve estar acima da realidade que o cotidiano constrói. Ainda mais quando o discurso é mais demagógico do que prático.

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s que querem que o País tenha uma legislação que puna culpados, sem proteger quem não merece, a título de "salvá-los" da própria sociedade, devem orar para que criminosos de verdade, acobertados por serem "dimenor", não matem pessoas de familiares dos que os "protegem". Embora, se isso acontecer – o que ninguém deseja, claro – irão sentir na pele o veneno que acobertam. Enquanto isso , vai tudo na base do "sô dimenor". Hoje é dia 22 de abril. Há 513 anos (apenas) Cabral aportou na Bahia e deu início ao que se chama de Brasil. Tão rico e tão pobre. Tão bom e tão tolo. Tanto potencial e tanta mediocridade... PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR


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O SBT acaba de estrear o MAIS: é só para cumprir Jornal da Semana, que vai ao ar domingo às 5h15. Não é nenhum esforço de jornalismo da emissora.

gibaum@gibaum.com.br

2 “Fico impressionado com a arrogância dele, afinal, é um condenado.” ROBERTO GURGEL // procurador-geral da República, diante da movimentação de José Dirceu contra o julgamento do mensalão. Fotos: BusinessNews

Via Sacra na praia Dia 26 de julho, durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio, uma grande Via Sacra deverá ocupar a praia de Copacabana. Do Copacabana Palace ao Leme haverá 14 grandes escadarias no canteiro central da Avenida Atlântica, cada uma representando as estações do sofrimento de Jesus. O Papa Francisco percorrerá a pé o mesmo trajeto, presidindo a Via Sacra que terá ainda a participação de mais de 500 voluntários (e também atores famosos) compondo as cenas. Peregrinos de vários países se revezarão carregando a cruz. Tudo com direção de Ulysses Cruz.

MEGA-BARRACO As colunas de potins de artistas alimentaram, nos últimos dias, um mega-barraco entre Nicole Bahls, de volta ao Pânico e Luana Piovani. De quebra, também no Twitter, Pedro Scooby, resolve comentar o que aconteceu com os seios de sua mulher, Luana, depois da maternidade.

As modelos roliças de todos os cantos estão acusando a americana Crystal Renn, 26 anos, de traidora da causa: ela era uma das plus size favoritas até de Steven Meisel, seu manequim era 54 (destaque), trabalhava com grandes grifes e depois de muitos e muitos meses de regime, chegou ao 38. Perdeu nada menos do que 30 quilos (de quadril, menos 22 cm), está na capa e recheio da Hunger, ganha primeira página no britânico Daily Mail e lança o livro A Young Model’s Story of Appetite, Ambition and the Ultimate Embrace of Curves (será lançado no Brasil no ano que vem).

Traidora da causa

Os poderosos das indústrias de cervejas e refrigerantes querem convencer Guido Mantega, da Fazenda, a ampliar também para esse setor a desoneração tributária já dada a outros produtos. Alegam que as vendas do segmento, de janeiro a março deste ano, caíram 19% em relação a igual período de 2012. Mantega acha complicado bondades para gigantes como a AmBev e a Coca-Cola, justamente numa hora em que campanhas pela redução do consumo de álcool e açúcar mobilizam outros blocos do próprio governo.

Bondade complicada

Terminator chegando Quem chega ao Brasil, no final do mês, é o ator Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia: vai inaugurar no Rio sua feira de fitness chamada Arnold Classic. E quer conversar com Rodrigo Minotauro: tem em planos para ele no cinema. Se algo for realizado nessa área, Anderson Silva, o Spider , poderá sucumbir de inveja: cinema é o grande sonho do aranha.

São mesmo novos os tempos: o canal Sexy Hot estréia esta semana um concurso chamado Garota Penetra . É uma iniciativa do programa Penetra, comandado por Rossana Freire. Quer escolher a mais safada. As candidatas serão sabatinadas em sua intimidade: o que preferem, como, onde, posição, um ou mais parceiros, mocinha com mocinha, fetiches e por aí vai.Poderá,dependendodocaso, haver provas práticas ou orais.

Promessômetro O DEM batizou de promessômetro o balanço feito das promessas feitas por Dilma Rousseff, que não foram realizadas. Na primeira mostra, de 257 compromissos assumidos, só 91 podem ser quantificados. O resto não dá para medir: muitos ficaram só no discurso. A Saúde é o maior ponto fraco: o governo prometeu investir R$ 1 bilhão para entregar 500 unidades de Pronto Atendimento até o ano que vem. Até agora, foram construídas 47, com liberação de apenas R$ 53 milhões.

O PT nacional encomendou nova pesquisa sobre eleições presidenciais e, como os últimos levantamentos, Dilma Rousseff poderia vencer, caso o pleito fosse hoje, no primeiro turno. Marina Silva e Aécio Neves mantém suas intenções de voto e o único que subiu para 8% foi Eduardo Campos. Ele próprio já se deu a data em que anunciará oficialmente sua candidatura: será quando suas intenções de voto – e sem maiores esforços – encostarem em 10%. Mais: Eduardo Campos dá risada quando lhe perguntam se sua suposta candidatura seria “uma armação de Lula” apenas para se falar menos da candidatura de Aécio Neves.

QUARENTONA Para comemorar seu desembarque nos 40 anos, Adriane Galisteu resolveu se dar de presente uma viagem de 10 dias para Miami, com a mãe, o filho – e sem o marido. E quer ficar distante das histórias que rolam nos bastidores do showbiz , segundo as quais a Band não renovará seu contrato, que termina no final deste mês. Aos amigos, está jurando que não foi pedir emprego no SBT e que continua protagonizando campanhas dos cosméticos Jequiti, de Silvio Santos. Lá, tem até um perfume com o seu nome.

MISTURA FINA A NOVA campanha da Duloren para mídia impressa e redes sociais traz a modelo Veridiana Freitas, que já foi atração atrevida do site Paparazzo , usando calcinha e sutiã vermelhos, sapatos também vermelhos de salto altíssimo, cigarrilha numa mão, sentada, pernas abertas e soltando fumaça. O olhar dela corresponde ao titulo: “Não faz doce que eu estou de dieta”. O EX-presidente Lula voltou a bater o pé em torno da candidatura de Alexandre Padilha, ministro da Saúde (é a área pior avaliada do governo Dilma), para o governo de São Paulo, no ano que vem.

JOAQUIM Barbosa, presidente do Supremo, chamado de “ditadorzinho de quinta” processará o ator José de Abreu. Só que não quer alimentar notícias sobre isso. Já Gilmar Mendes, ministro do Supremo, está processando o ator: Abreu disse no Twitter que o expresidente do STF contratou “para evitar grampos contra ele, Jairo Martins, que é parceiro do araponga Dadá”.

A nova desculpa das famosas da TV, nos eventos de lançamento de novelas (como Sangue Bom, nova atração global das sete, na semana passada, em São Paulo) ou grandes festas patrocinadas, é exibir o decote de seus vestidos atrás, o que possibilita a chance de exibir outras áreas insinuantes que a natureza proporcionou a cada uma. Três celebridades em novas posturas: Isabelle Drumond (era uma das empreguetes de Cheias de Charme) à esquerda; Mayana Neiva (centro) e Ellen Roche (direita), que viverá a funkeira MulherMangaba na história de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.

Questão de postura

Cuia de pajé Nos bares mais democráticos de São Paulo e Rio há um novo drinque em ascensão, inspirado na movimentação dos índios: chama-se Cuia de Pajé . É preparado com guaraná, ginseng, catuaba, mirantã, nó de cachorro, cupuaçu, malibu e cachaça artesanal. Os resultados, segundo quem já tomou, seriam mais do que surpreendentes.

/ IN

Estampas de flores.

/

A MAIS SAFADA

Mais dois

Operação-urucum A expressão não poderia ser outra a não ser selvageria: o grupo de índios que invadiu o plenário da Câmara, está semana, sujou com a tinta vermelha do urucum, quadro de Di Cavalcanti, exposto no Salão Verde da Casa. Os indígenas reclamavam contra a mudança nos critérios para demarcação de suas terras. O quadro tem 8,81m por 2,83m e foram diversas manchas em áreas de cerca de 50 centímetros quadrados cada uma. O quadro foi pintado para a inauguração do Congresso e foi restaurado em 2010 para a comemoração dos 50 anos da Câmara Federal em Brasília.

a cota das TVs abertas. E sem investimento: é um resumão da semana. E gravado com antecedência.

OUT

Estampas de bichos.

Não é bem assim Quando comenta a manobra liderada pelo secretário José Aníbal, de Energia, que derrotou a tentativa do vereador Andrea Matarazzo de assumir o diretório municipal do PSDB, em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin faz caras e bocas de quem também teria sido enganado. E diz: “Andrea não é grupo serrista. É grupo meu também”. É uma alusão aos tempos em que Matarazzo foi secretário da Cultura do governo Alckmin e só assumiu o posto por insistência total de José Serra. E mais: a secretária combinada era a do Desenvolvimento, Alckmin não topou e só liberou a Cultura.

DEPOIS de dez anos, o Brasil voltou a comprar petróleo da Venezuela: em janeiro e fevereiro, a Petrobras gastou US$ 126 milhões com óleo venezuelano.

O ITAMARATY resolveu cassar os passaportes diplomáticos de viúvas de embaixadores. E não cassou nenhum passaporte de líderes de igrejas evangélicas mais do que suspeitas, como o de Valdemiro Santiago.

A EX-vereadora Soninha Francine ficou de fora da primeira diretoria da Mobilização Democrática, resultado da fusão entre PPS e PMN.

QUEM diria: o toque de celular do ex-prefeito Gilberto Kassab é a música Sorria, meu bem, com Agnaldo Timóteo.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de abril de 2013


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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OVNIS, UFÓLOGOS... Devido ao grande número de pedidos sobre arquivos envolvendo óvnis com base na Lei de Acesso à Informação, o Ministério da Defesa abriu o primeiro canal de comunicação com ufólogos, em Brasília.

olítica

Em Ouro Preto, luto em vez de festa e bandeiras.

Mariana Topfstedt/Estadão Conteúdo

Os panos pretos nas sacadas da Câmara vieram em protesto contra a falta de público no Dia de Tiradentes

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presidente da Câmara Municipal de Ouro Preto, Leonardo Barbosa, o Léo da Feijoada (PSDB), estendeu panos pretos nas sacadas do prédio do órgão municipal, em plena praça Tiradentes, como protesto pela ausência do público na cerimônia do 21 de Abril. O protesto do vereador Léo – correligionário do governador Antonio Anastasia – durou pouco. Os seis panos pretos foram retirados pelos organizadores da festa e substituídos por bandeiras de Minas. Inconformado, ele mandou retirar as bandeiras de Minas, mas não voltou com os panos. "Sumiram até com nossos panos, assim como fizeram com o corpo de Tiradentes." TIRADENTES, A MEDALHA – A tradicional cerimônia do 21 de Abril celebra a Inconfidência Mineira e os ideais de liberdade do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Historicamente, a data sempre foi palco de reivindicações de servidores públicos, sindicalistas e estudantes. Relator do processo do Mensalão, que condenou dirigentes do PT envolvidos no escândalo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, recebeu ontem, das mãos do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a Medalha da Inconfidência, dada pelo governo de Minas, em Ouro Preto.

Angelo Pettinati/Estadão Conteúdo

Joel Rodrigues/Estadão Conteúdo

Joaquim Barbosa em Ouro Preto: "O Brasil contemporâneo tem progressos recentes na promoção do ideário de igualdade de Tiradentes."

Aécio Neves, potencial candidato tucano à Presidência da República, e o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), fizeram de Joaquim Barbosa a figura central da cerimônia. Aécio negou conotação política no evento. "Estamos homenageando um mineiro que é reconhecido não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Não tenho dúvida de que o recente julgamento do STF é um marco importante para democracia brasileira. Portanto, é uma honra para qualquer um de nós poder tê-lo como conterrâneo", afirmou Aécio.

OUTRO MENSALÃO – Mineiro de Paracatu, Barbosa foi o orador do evento e, em seu discurso, defendeu a importância das ações afirmativas. "No Brasil contemporâneo, há progressos recentes na promoção do ideário de igualdade de Tiradentes, como é o caso do reconhecimento da desigualdade e da exclusão social histórica de que foi vítima um segmento chave da comunhão nacional, os negros, fato que levou o nosso STF a chancelar as políticas de ações afirmativas para grupos sociais hipossuficientes em universidades públicas."

O ministro deixou o local sem falar com a imprensa. Questionado sobre quando o STF pretende começar a julgar o Mensalão mineiro (que envolve políticos do PSDB), ele sorriu e disse: "Está vendo por que eu não falo com vocês?" Barbosa é contra a criação de quatro novos tribunais federais no País – um em MG. A medida aprovada na Câmara depende de votação no Senado. Aécio, que conversou um pouco com Barbosa sobre isso ontem, "acredita" que Barbosa concorde que, "de todos os tribunais aprovados, o mais relevante é o de Minas".

BASTA! M

anifestantes realizaram ontem uma série de protestos como parte do movimento "Dia do Basta à Corrupção". Em Brasília, a data de ontem era também o aniversário de 53 anos da capital federal. O movimento, convocado pelas redes sociais, ocorreu em 78 cidades do País durante esta semana, pedindo o fim do voto secreto, o fim do

foro provilegiado, a caracterização da corrupção como crime hediondo, além da rejeição à PEC 37/2011 que limita o poder de investigação do ministério Público. E alguns lembraram que ainda é tempo de exigir "Fora Renan". Em São Paulo, os manifestantes se reuniram na Avenida Paulista com cartazes pedindo o fim da corrução.


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O transporte solidário serve para nos conhecermos melhor, enquanto economizamos e aumentamos eficiência. Frase de militar chinês de alta patente

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Agora, luxo virou miragem para marajá chinês. Fotos: Sim Chi Yin/The New York Times

Parcimônia induzida e gastança mal vista: em tempos franciscanos, restaurante de luxo não chega a ser o melhor lugar para ser visto. O ideal é entrar na fila dos self-services populares, longe dos olhos do governo.

Para combater a corrupção, o presidente Xi Jinping impôs austeridade. Andrew Jacobs The New York Times

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equim – A vida dos poderosos burocratas do governo chinês agora se resume a transporte solidário, relógios nacionais e restaurantes self-service. Desde que se tornou o líder geral da China, o presidente Xi Jinping impôs uma forma de austeridade para os funcionários públicos, militares de alta patente e chefes do partido nas províncias famosos pelos gastos desmedidos. Avisando a todos que o suborno e a ganância podem levar ao fim do governo comunista, Xi decretou o fim dos banquetes elegantes financiados com o dinheiro dos contribuintes e dos subornos que frequentemente ganham forma de bolsas Louis Vuitton. Enquanto o poder da elite da nação continua inconteste, os símbolos desse poder estão desaparecendo. Já não se veem flores frescas e cerimônias com tapetes vermelhos que eram realizadas para receber dignitários estrangeiros. Em março, autoridades militares que vieram ao Congresso Nacional do Povo foram instruídas a dividirem quartos de hotel e trazerem suas próprias toalhas e roupas de cama. "O transporte solidário é muito bom, porque serve para conversarmos e nos conhecermos melhor, enquanto economizamos dinheiro e aumentamos a eficiência", disse um militar de alta patente ao jornal do Exército Popular de Libertação. Mas nem todos

adotaram as mudanças. Em março, o principal órgão disciplinar do país dispensou seis funcionários, incluindo um líder regional do partido que gastou U$ 63.000 para entreter 80 colegas em um resort à beira mar, e uma autoridade municipal que comemorou a abertura do novo escritório administrativo com uma festa para 290 pessoas. Um ano após o escândalo que derrubou Bo Xilai, membro do Politburo, e inúmeras reportagens sobre corrupção pública, a campanha do presidente Xi parece servir para evitar demonstrações de riqueza dos poderosos. Xi fez muito pouco para enfrentar a concentração de renda e de poder na economia estatizada da China, permitindo a vários membros da elite chinesa acumular grandes fortunas. Dúvidas – Wu Qiang, professor de ciências políticas na Universidade de Tsinghua, Pequim, expressou dúvida quanto acampanha em prol da moderação, afirmando que serve para distrair o público sobre o tipo de reforma política necessária para tornar o governo mais confiável e transparente: "Mais do que restringir os hábitos alimentares das pessoas, precisamos restringir o poder do partido. Caso contrário, isso não passa de uma farsa política." Ainda assim, Xi ganhou elogios pelo código oficial de conduta de oito pontos, divulgado em janeiro. O texto dizia que o governo combateria "tigres e moscas" com medidas anticor-

Bolsas Gucci? As vitrines ofecerem opções que colorem as fotos.

Comerciais de luxo ainda iluminam os shoppings agora vazios. rupção fundamentais para recuperar a confiança pública: "Se não acabarmos com tendências pouco saudáveis e permitirmos que elas se desenvolvam, construiremos um muro entre partido e povo, perderemos nossas raízes, nosso sangue, nossa força." A campanha de Xi tem até um novo slogan baseado em sua visão do comedimento gastronômico: "Quatro pratos e uma sopa". A maior parte das vítimas dessa onda de comedimento é quem possibilita a vida fácil: prestadores de serviços de luxo, vendedores de joias, hotéis cinco estrelas e fabricantes dos cigarros Yellow Pavilion – que custam U$ 300 o maço, cobiçado por burocratas em ascensão.

Queda – Os efeitos foram sentidos em todos os setores da economia: as vendas de passagens de avião de primeira classe caíram 10% nos últimos meses e fornecedores de produtos de luxo falam em quedas de 20% a 30% nas vendas. O fabricante da aguardente Maotai – licor de arroz cuja garrafa custa U$ 600 e é a bebida mais comum dos banquetes oficiais – teve queda de mais de 20% nos últimos tempos. A Associação Gastronômica Chinesa diz que 60% dos restaurantes pesquisados em fevereiro sentiram queda no volume de reservas, com redução de um terço de banquetes oficiais em relação ao mesmo período no ano passado. O porta-voz Shen Danyang, do Ministério do Comércio,

normalmente defende com unhas e dentes o consumo, mas parece apoiar essa queda. Em conferência em fevereiro, anunciou queda de mais de 70% nas vendas de barbatanas de tubarão e de mais de 40% nas vendas de ninhos de andorinha comestíveis – o principal ingrediente da sopa que custa U$ 100 a porção. Para garantir a participação de todos, investigadores do governo analisaram os recibos dos restaurantes em busca de contas altas que sugiram gastos exagerados. "Até mesmo os chefões estão fugindo dos restaurantes chiques e trocando os relógios importados por marcas chinesas até que as coisas se acalmem", afirmou um administrador da província chinesa de Yunnan, ao norte do país. Empresas de cigarros e bebidas dizem que a queda no consumo foi dolorosa. "Não sei quanto tempo vou aguentar", conta Li Liuyuan, dono de uma adega que cederá metade da loja a um quitandeiro. Adesão – Não surpreende que a campanha esteja obtendo o apoio dos que há muito tempo estão desgostosos com gastos exagerados e outros atos arrogantes. "Isso desperta a fé das massas", diz Wang Yukai, professor da Academia Chinesa de Governança. Enquanto isso, a rede de restaurantes Xiang E Qing, que já foi popular entre os funcionários do governo, tenta achar outra forma de sobreviver. Na sede da polícia armada da China, onde duas de suas filiais funcionam em um pátio cheio de Audis com placas governamentais, houve queda

Coma quieto, aceite gentilmente e brinque em segredo – slogan das autoridades.

de 30% nos negócios. A queda nas vendas levou a empresa a fechar temporariamente um dos restaurantes, diminuir preços e oferecer meias porções, para mostrar que acredita no discurso de Xi. Para deixar claro o objetivo, TVs de LED na entrada das 35 salas privativas do restaurante exibem a essa mensagem: "Peça de acordo com suas necessidades". Os garçons, cujo salário depende em parte das gorjetas, afirmaram que os salários caíram em um terço. Contudo, os que permaneceram no local afirmam apoiar a nova onda de contenção. "Prefiro ver o dinheiro do imposto sendo gasto com os pobres, não em banquetes do governo", afirma Cui Fei, 24 anos, em um dos salões. Contrapartida – Os que são obrigados a tirar proveito dos exageros também se mostram aliviadas. Um empresário (anônimo) que jantava quase todas as noites com parceiros de negócios e autoridades do governo diz que os convites caíram pela metade. "As bebedeiras diárias custam caro para o corpo", afirmou ele, expressando arrependimento por aceitar tantos brindes com Maotai. Mas é difícil abandonar velhos hábitos. Durante suas investigações, a Agência de Notícias Xinhua criticou os "agentes duplos que defendem o comedimento mas continuam fazendo grandes banquetes secretos". A Xinhua também descobriu o novo slogan adotado pelas autoridades do governo: "Coma quieto, aceite gentilmente e brinque em segredo."


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A maior parte das doações não aparece, constituindo importantes recursos eleitorais não declarados. Trecho do manifesto da OAB

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Entidades sonham com eleições limpas

Estadão Conteúdo Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo

É um movimento natural, assim como surgiu o PSD. Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, dizendo que não está preocupado com a criação dos novos partidos PPS e PMN.

Não respondo às provocações. Resposta do deputado federal José Genoino (PTSP) ao grupo de evangélicos que pede sua saída da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Acredito que tem uma parte dessa história que vocês escutam é um pessimismo especializado, um pessimismo de plantão, um pessimismo que nunca olha o que nós já conquistamos. Presidente Dilma Rousseff (PT). Em Pernambuco também se pode fazer mais e melhor. Não é só no Brasil. Ou Pernambuco não tem problemas? Ex-ministro da era Lula, José Dirceu (PT), alfinetando as recentes críticas que o governador Eduardo Campos (PSB-PE), virtual presidenciável em 2014, tem feito ao governo federal.

Feliciano é louco! Deus não mata ninguém, Deus é amor. O acidente que aconteceu foi uma fatalidade, eles viajavam muito de avião. Hildebrando Alves, pai do vocalista Dinho, integrante do grupo 'Mamonas Assassinas' que o deputado pastor demonizou na semana passada.

Viva a Família, a liberdade religiosa, a liberdade de expressão e por vivermos num país onde não há crime de opinião! Marco Feliciano, o deputado (PSC-SP) pastor, mudando o rumo de suas afirmações.

Chico Peixoto/Estadão Conteúdo

Ele é fundador do partido, uma das grandes lideranças, um dos melhores quadros da política brasileira. Governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), dizendo que José Serra não passa por um período de desgaste interno.

Inibir novos partidos é agressão. Eduardo Campos (PSB). governador de Pernambuco.

JF Diorio/Estadão Conteúdo

CNBB, MCCE, CUT e OAB lançam um movimento em defesa do financiamento democrático de campanha. Helvio Romero/Estadão Conteúdo

O tomate? E a mandioca? Me preocupa mais a mandioca do que o tomate. A farinha de mandioca, que é para o povo, subiu muito. Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Mário Tonocchi

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om a chancela de 50 entidades brasileiras como Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançaram um movimento em defesa do financiamento democrático de campanha. Um documento, entregue ao presidente do Senado, Renan Calheiros, chamado "Eleições limpas: Contra o financiamento privado e em defesa do financiamento democrático de campanhas", defende a reforma política no País, com mudanças profundas no financiamento das campanhas, tornando-o público e excluindo doações de pessoas jurídicas no processo eleitoral. "Entendemos que este é o início de um grande movimento. Nossa ideia é que, se não houver movimento por parte do Senado e da Câmara, já estaremos trabalhando com um projeto de iniciativa popular", disse o vice-presidente da OAB, Cláudio Lamachia. Segundo ele, a OAB, em 2011, entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) para proibir o financiamento de campanha política por pessoa jurídica. A ADI 4.650, ainda sem decisão do Supremo, pede a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 9.504/97, que estabelece as regras das eleições. A OAB estima que, nos últimos 10 anos, mais de R$ 1 bilhão foram repassados por apenas 10 empresas para campanhas políticas. O modelo, segundo a OAB, permite o caixa dois de campanhas e se transformou na "causa fundamental" da corrupção eleitoral. "A verdade é que a maior parte das doações não aparece, constituindo importantes recursos eleitorais não declarados e que se prestam à formação do chamado 'caixa dois', causa principal da corrupção eleitoral. Uma análise deste financiamento, dito privado, evidencia que de privado tem apenas o nome, já que políticos que dele se beneficiam, muitas vezes, retribuem aos seus financiadores com recursos públicos", diz o manifesto da Ordem dos Advogados do Brasil. O juiz de direito e co-fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Márlon Reis, presente ao encontro, explicou que a proposta do manifesto é estabelecer regras que distribuam aos candidatos valores baixos em comparação às "quantias absurdas" gastas hoje nas campanhas. A distribuição também precisa ser feita de forma completamente transparente, com, por exemplo, a publicação de prestação de contas em tempo real na Internet. "Temos hoje um financiamento feito com base em futura retribuição com contratos públicos. Isso precisa acabar. É preciso racionalizar o processo, diminuir drasticamente o custo e não mais responsabilizar as empresas por esse custeio. As empresas não podem ser a base do financiamento das campanhas" afirmou. Andamento – "Eles vieram trazer subsídios para a reforma eleitoral pautada na Câmara. Em seguida, será pautada aqui no Senado Federal. Apresentam um esboço que pode ser levado em conside-

ração para que possamos fazer essa reforma política como querem essas entidades e a sociedade brasileira", disse Renan ao receber o documento. Ele prometeu dar andamento ao processo no Congresso Nacional.

Até o momento, todas as tentativas de apresentar formas de reforma política no Congresso foram arquivadas pelos deputados e senadores. Propostas – O modelo sugerido pela OAB prevê financiamento por recursos públicos,

depositados em "fundo de campanha", com verbas de dotações orçamentárias da União e de multas administrativas e de penalidades eleitorais. Os recursos seriam repassados "exclusivamente" aos partidos.


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SÍRIA Ataques do regime em subúrbio de Damasco deixam 85 mortos

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FBI/Reuters - 18/04/13

O FBI poderia ter evitado a tragédia?

Os irmãos Tsarnaev iam atacar outra vez

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: REABERTURA - PREGÃO ELETRÔNICO 039/2013-SMS.G, processo 2012-0.115.589-0, destinado ao registro de preço para o fornecimento de CLARITROMICINA EM PÓ 50MG/ML, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 10 de maio de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações p da Saúde. da Secretaria Municipal PREGÃO ELETRÔNICO 093/2013-SMS.G, processo 2013-0.004.349-7, destinado ao registro de preço para o fornecimento de ANTICOAGULANTE, para a Coordenação de Atenção Básica/Área Técnica de Assistência Farmacêutica, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 10 de maio de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações p da Saúde. da Secretaria Municipal PREGÃO ELETRÔNICO 105/2013-SMS.G, processo 2012-0.336.372-5, g destinado ao registro de preços para o fornecimento de TIRA REAGENTE PARA DETERMINAÇÃO DE GLICOSE, SANGUE, USO HOSPITALAR E LANCETA, PUNÇÃO DIGITAL, COM CESSÃO EM COMODATO DE EQUIPAMENTO PARA LEITURA DAS TIRAS DE TESTE DE DETERMINAÇÃO DE GLICOSE NO SANGUE, para a Divisão Técnica de Suprimentos, SMS-3/Grupo Técnico de Compras, GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço unitário. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 13 de maio de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

Eddie Keogh/Reuters

Jim Bourg/Reuters

tes e mais de 170 feridos. Interrogatório - Agentes federais começaram na noite de ontem a interrogar Dzhokhar, e, segundo informaram vários meios de imprensa norteamericanos, ele estaria respondendo às perguntas. O jovem está sendo tratado no Hospital Beth Israel por um ferimento de bala na garganta, entre outras lesões, sofrida na noite de quinta-feira, quando escapou da perseguição policial na qual seu irmão Tamerlan foi morto. Segundo a rede CBS, Dzhokhar pode ter tentado se suicidar. A hipótese foi levantada pelos in ve sti ga dores após descobrirem um ferimento na nuca do rapaz. A rede NBC assegurou que, devido às lesões na garganta, ele começou a responder aos inv e st i g a d or e s federais por escrito. Por sua vez, a rede ABC apontou que, inicialmente, as questões do interrogatório se concentraram em se os dois irmãos pertenciam a uma célula terrorista de caráter internacional. A emissora de TV também

Políticos republicanos e democratas questionaram ontem a conduta da polícia federal norte-americana (FBI, na sigla em inglês) por não ter monitorado suficientemente as atividades do suspeito pelas bombas da Maratona de Boston, Tamerlan Tsarnaev, antes do ataque terrorista da última semana, dadas as aparentes crenças extremistas do jovem de 26 anos. O FBI disse ter interrogado Tamerlan em 2011 a pedido do governo russo, mas não encontrou nenhum indicativo suspeito. Na época, também foram monitorados telefonemas e postagens feitas por ele na internet, que agora voltam a ser estudados. O jovem morreu na noite de quinta-feira, depois de troca de tiros com policiais do campus do Massachusetts Institute Technology (MIT). Em entrevistas em programas de televisão, os Com 30 segundos políticos questionaram a de silêncio antes da investigação do FBI sobre largada, em solidariedade às o caso, especialmente vítimas do atentado porque Tamerlan esteve de Boston, cerca de na Rússia por seis meses 36 mil corredores em 2012. Muitos especuparticiparam da lam que o jovem de etnia Maratona de Londres ontem. A chechena poderia ter resegurança foi cebido treinamento de reforçada e não grupos extremistas na rehouve nenhum gião nesse período. incidente de violência. O presidente do Comitê de Segurança Nacional da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano Michael McCaul, assegurou ontem que o irmão mais velho "provavelmente" foi treinado por terroristas islâmicos durante sua viagem à Rússia em 2012. Além disso, McCaul assegurou que o FBI deveria ter seguido mais de perto a viagem do jovem. "Uma das primeiras coisas que ele fez (em seu retorno) foi postar no YouTube um monte de retórica jihadista. É evidente que algo passou nesse período de tempo de seis meses. Em algum momento, ele decidiu radicalizar. Onde e como ocorreu isso?", indagou o republicano. No entanto, o prefeito de Boston, Tom Menino, afirmou à imprensa local que as evidências recopiladas até o momento indicam que os irmãos atuaram sozinhos. Ontem, o comando da guerrilha separatista islâmica da República russa do Daguestão negou sua vinculação com os Tsarnaev, uma informação que já havia sido corroborada pelos serviços de inteligência russos. Direitos - Enquanto o irmão mais novo, Dzhokhar, continua internado, a Justiça e os políticos debatem como abordar o jovem para tentar esclarecer o atentado. Apesar de ser cidadão dos Estados Unidos, Dzhokhar não terá lido pela polícia os seus direitos básicos, conhecidos como "Miranda Rights", um fato que permite aos agentes a possibilidade de lhe submeter a um interrogatório mais profundo, no qual o jovem de 19 anos e de origem chechena não poderia se calar. A rotina repetida pela polícia norte-americana, de que o suspeito pode se manter calado, pode não ser realizada em casos de ameaça contra a segurança nacional. O senador republicano Lindsey Graham sustentou que é cedo demais para descartar a possibilidade de Dzhokhar ser tratado como "inimigo combatente", já que esta designação permitiria que os agentes realizassem um interrogatório muito mais profundo. No entanto, o senador democrata Charles Schumer considerou que os agentes podem obter toda a informação que necessitam do jovem sem designá-lo por esse termo. (Agências)

POR BOSTON

Começa interrogatório de suspeito sobrevivente Investigadores acreditam que os dois irmãos suspeitos dos atentados a bomba da última segunda-feira na Maratona de Boston estariam planejando outros ataques, depois de terem encontrado um esconderijo com armas, disse o comissário da polícia de Boston, Ed Davis, ontem, a um programa de TV. Mesmo gravemente ferido, Dzhokhar Tsarnaev começou a ser interrogado ontem. "Temos motivos para acreditar, com base nas evidências encontradas – as explosões ocorridas, o material bélico explosivo achado e o poder de fogo que possuíam – que ambos planejavam cometer novos atentados", afirmou Davis ao programa Face the Nation, da rede CBS, em relação aos irmãos Dzhokhar e Tamerlan Tsarnaev (acima). Dzhokhar, de 19 anos, foi gravemente ferido durante a perseguição policial que o capturou, na sexta-feira passada, após ele passar o dia escondido em um barco estacionado no quintal de uma casa em Watertown, na região metropolitana de Boston. O seu irmão mais velho, Tamerlan, de 26 anos, foi morto na noite de quinta-feira em um tiroteio com a polícia. Enquanto os moradores de Boston homenageavam as vítimas do atentado (à dir.), as autoridades afirmaram que os dois são os únicos suspeitos apontados pela polícia como possíveis autores das explosões, que causaram três mor-

COREIA DO NORTE Regime posiciona mais lançadores de mísseis na costa leste

assegurou, baseando-se em fontes ligadas ao caso, que o detido sabe que seu irmão mais velho morreu. O Departamento de Justiça tinha rejeitado anunciar as acusações ontem depois que a sedação do rapaz foi retirada, e ao recuperar a consciência comprovaram que seu estado continuava sendo grave, por isso que voltaram a sedá-lo. No entanto, levando em con-

ta as últimas informações sobre seu estado, vários meios de imprensa apontaram que é possível que as acusações sejam apresentadas hoje. Dzhokhar poderia ser acusado de assassinato no Estado de Massachusetts, onde não há pena de morte, mas em nível federal poderia enfrentar acusações de terrorismo, em cujo caso poderia ser condenado à pena capital. (Agências)


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9 Sou uma ferramenta à disposição de todos os paraguaios. Horacio Cartes, presidente eleito do Paraguai.

nternacional

A volta dos colorados no Paraguai Jorge Adorno/Reuters

Yaan TV/Reuters

O conservador Horacio Cortes (acima, de branco, ao lado do vice Juan Afara) comemora vitória, que foi reconhecida pelo candidato liberal Efraín Alegre (abaixo). Reuters

O candidato do Partido Colorado, Horacio Cortes, foi eleito ontem o novo presidente do Paraguai. Com 50% das urnas apuradas, o empresário conservador aparecia com 45,9% dos votos, contra 36,8% do liberal Efraín Alegre, apoiado pelo atual presidente do país, que reconheceu a derrota no início da noite. Não há segundo turno no país. A participação foi de 66,8%, índice um pouco mais alto que na eleição de 2008. Desde as 17h (18h de Brasília), quando pesquisas de boca de urna apontavam uma vantagem de mais de 14 pontos percentuais para Cartes, colorados já tomavam as ruas da capital, Assunção, buzinando e soltando fogos. Em frente à sede do Partido Colorado e ao escritório da campanha de Cartes, simpatizantes, vestidos de vermelho e com bandeiras do partido, já festejavam o retorno ao poder. O partido conservador deixou o comando do país em 2008 depois de 60 anos, quando uma coalizão de centro-esquerda liderada pelo ex-bispo católico Fernando Lugo os derrotou em uma alternância histórica no Paraguai. Lugo deveria deixar a Presidência em 15 de agosto deste ano, mas foi destituído por um impeachment, deixando o governo nas mãos do seu vice, o líder do Partido Liberal Radical Autentico (PLRA), Federico Franco, e o país isolado em termos diplomáticos até a eleição. Alegre, que como senador liberal votou a favor da saída de Lugo, daria continuidade à gestão iniciada por Franco. O próprio Alegre assumiu publicamente que tinha perdido as eleições. "Desta vez não foi possível. O povo se pronunciou e nós respeitamos", afirmou. Logo a seguir, Cartes agradeceu a Deus por sua vitória, em mensagem em sua conta no Twitter. "Obrigado a todos os compatriotas! É um grande compromisso este apoio e esta confiança!", disse o candidato vencedor, felicitando os paraguaios por "este comportamento exemplar além das diferenças". "E, sobretudo, obrigado a Deus por me dar esta oportunidade de fazer algo pelo meu país!", tuitou Cartes, que assumirá o cargo em 15 de agosto. A tranquilidade da eleição só foi quebrada por uma declaração do vice-presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Reuters

Jason Lee/Reuters

A jornalista Chen Ying largou o noivo no altar para cobrir o desastre (acima). Estradas precárias dificultam busca por sobreviventes entre os escombros (à dir.).

BBD Participações S.A. CNPJ no 07.838.611/0001-52 - NIRE 35.300.335.295 Assembleia Geral Ordinária Edital de Convocação

CORRIDA CONTRA O TEMPO Deslizamento de terra e destruição de estradas dificultam resgate de vítimas de terremoto na China; 186 mortos. A destruição de estradas no terremoto que atingiu a região central da China no sábado de manhã dificulta o acesso de equipes de resgate a áreas remotas da província de Sichuan. No segundo dia de buscas, o número de mortos subiu para 186, segundo a mídia estatal. Além disso, o tremor deixou 11,5 mil feridos, quase mil em estado grave, em uma repetição em menor escala da tragédia de cinco anos atrás, na mesma região. O terremoto de magnitude 6,6 atingiu o condado de Lushan, perto da cidade de Yaan, na província de Sichuan, a uma profundidade de 12 quilômetros. Em maio de 2008, cerca de 87 mil pessoas morreram vítimas de um terremoto também na província de Sichuan. Desta vez, o governo chinês agiu rápido, determinado a ser mais eficiente. O premiê chinês, Li Keqiang, foi de helicóptero à região logo após o tremor e passou o dia de ontem vistoriando os trabalhos. Mais de 18 mil pessoas, militares e civis, participam das buscas e do atendimento às vítimas. As equipes de resgate conseguiram encontrar até agora 50 pessoas vivas sob os escombros. Cerca de 1,3 mil réplicas ocorreram após o terremoto, causando deslizamentos e dificultando o resgate. Algumas equipes tiveram que seguir a pé até áreas isoladas. Foi o caso de distritos da cidade de Yaan, epicentro do terre-

Juan Manuel Morales, que "antecipou" a vitória do colorado. Faltando mais de cinco horas para o fechamento das urnas, ele afirmou que os resultados já apontavam um vencedor, e que a tendência era "irreversível". O presidente do TSJE, Alberto Ramírez Zambonini, logo desautorizou as declarações. Pane - O inovador sistema digitalizado, implantado pela primeira vez para esta eleição com promessas de acompanhamento online em tempo real das cédulas apuradas, falhou pouco tempo depois de entrar em funcionamento. O sistema entrou em "colapso", segundo um porta-voz do tribunal, retornando todos os dados a zero, e só voltou a funcionar minutos antes do presidente do TSJE aparecer para confirmar a vitória de Cartes. Novo rumo - O tradicional Partido Colorado, de imagem ligada à ditadura do general Alfredo Stroessner (1912-2006), apostou na promessa de um "novo rumo para o Paraguai". Muitos eleitores justificaram o voto em favor de Cartes pelo desejo de mudança. "Os governos que vieram depois dos colorados acabaram com o país. Precisamos de mudança", disse Rosa Aguada, de 50 anos, funcionária de um supermercado, após votar em Cartes. Mas tanto o Partido Colorado quanto o PLRA são oligárquicos e tradicionais. Bastante dividida, a esquerda não teve chances de chegar ao poder nesta corrida presidencial. Nem mesmo as acusações de ligação com o narcotráfico e lavagem de dinheiro que pairam sobre Cartes afastaram os eleitores. Cartes ainda criou polêmica na corrida presidencial ao comparar homossexuais com macacos. Na última semana de campanha, ele declarou à rádio local que se opõe ao casamento gay devido à sua fé católica, e afirmou que se algum dia seu filho disser que quer se casar com outro homem daria um tiro em suas partes íntimas. Mercosul - A eleição foi colocada pelos países do Mercosul como condição fundamental para atestar o retorno da "vigência democrática" ao país, após o contestado impeachment-relâmpago de Fernando Lugo em junho passado, e permitir sua volta ao bloco. Ontem, Cartes defendeu retomar o diálogo com o Brasil, um "país-irmão". O Brasil está sem embaixador em Assunção desde junho, e deve apresentar as credenciais de um novo representante apenas ao próximo governo. (Agências)

moto. Com 1,5 milhão de habitantes, é conhecida como a cidade dos pandas gigantes e por estar em região de forte atividade sismológica. As autoridades informaram também que o terremoto danificou vários bens que são patrimônio cultural na zona afetada. "O centro do condado de Lushan está voltando ao normal, mas as necessidades ainda são consideráveis em termos de abrigo e materiais", disse Kevin Xia, da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. "Suprimentos têm tido dificuldade em entrar na região por causa dos engarrafamentos. A maioria dos nossos suprimentos ainda está a caminho", afirmou Xia. Chen Yong, vice-diretor do comitê de resposta ao terremoto em Yaan, disse que o número de mortos não deve subir muito. "A maioria das vítimas foi relatada. Mas em algumas áreas montanhosas remotas, é possível que nós não tenhamos avaliado completamente a situação", afirmou ele. Noiva-repórter - O terremoto deixou muitas histórias, e uma das mais comentadas foi a da jornalista Chen Ying, que foi pega de surpresa pelo abalo quando estava se preparando para seu casamento, e que decidiu interromper o enlace para cobrir a notícia e entrevistar os afetados vestida com um vestido de noiva. (Agências)

Convidamos os senhores acionistas desta Sociedade a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em 30 de abril de 2013, às 9h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, a fim de: I) tomar conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2012; II) deliberar sobre proposta de destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2012 e ratificação da distribuição dos Juros sobre o Capital Próprio pagos; III) eleger os membros do Conselho de Administração; IV) fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores. Cidade de Deus, Osasco, SP, 17 de abril de 2013. Lázaro de Mello Brandão - Presidente do Conselho de Administração. 18, 19 e 20.4.2013


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sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de abril de 2013

LIVROS RAROS Acervo do bibliófilo José Mindlin inclui obras referentes ao comércio.

idades

Fotos: Evandro Monteiro/Hype

Até quando seremos cordeiros covardes? Gustavo Caserta Lemos *

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Ao lado, ilustração de Carybé no livro Macunaíma, de Mário de Andrade.

USP abre as páginas do acervo da Brasiliana Biblioteca Guita e José Mindlin já está aberta ao público. Acervo inclui raridades referentes ao comércio. Mariana Missiaggia

de que os visitantes possam conhecer os 17 mil títulos, que somam quase 40 mil vopós anos de espera, lumes, por meio de dezenas a Biblioteca Brasilia- de iPads da própria bibliotena Guita e José Min- ca. Eles também podem ser dlin está de portas consultados gratuitamente abertas na Cidade Universitá- n o s i t e d a B r a s i l i a n a : ria da Universidade de São www.brasiliana.usp.br. Robôs – O laboratório de diPaulo (USP). Com um acervo que atende às mais diversas gitalização conta com três roáreas do conhecimento, como bôs que digitalizam os fascícuhistória, filosofia, folclore, so- los em até 2.400 páginas por ciologia e artes, além de obras hora, de acordo com o estado de referência e periódicos, a de conservação da obra. "São papéis delicados, biblioteca foi doada à universidade pelo empresário e biblió- muitos já em decomposição. filo José Mindlin, que faleceu Por isso, os movimentos devem ser delicados. Os exemem fevereiro de 2010. A Brasiliana guarda em suas plares mais antigos, como os estantes muitas raridades da do século 16, são os mais fáliteratura brasileira. Estão ali ceis de manusear e conserquase todas as primeiras edi- var, porque são feitos de trações dos livros de Machado de po. Já os mais contemporâAssis e as primeiras edições neos, feitos de celulose, são dos dois romances mais lidos mais frágeis", explica Cristino século 19: O Guarani, de José na Antunes, curadora da Brade Alencar, e A Moreninha, de siliana e maior conhecedora J o a q u i m M ado acervo. nuel de MaceGraças aos do. Já o título robôs, o viside mais antigo tante poderá da coleção ver o livro tal pertence ao Iticomo ele é. A nerarium Portuimagem geragalensium, puda do livro oriblicado em ginal vai per1508 por Monmitir ao leitor talboldo. realizar busO acesso ao cas por palaacervo está livras ou frases, mitado a seis iluminar trepessoas (cinchos, copiar e co bibliotecácolar e até imrios e diretor), primir as págique se identinas. Nada seficam em um Livro faz referência ao comércio rá alterado: o sistema de seprocesso de gurança pela leitura da im- decomposição da página será pressão digital, registrando o mantido, assim como rabishorário de entrada e saída. cos, anotações, dedicatórias e Além disso, dezenas de câme- autógrafos dos autores para ras foram espalhadas pelos que o leitor se sinta em contatrês andares do prédio. to com o exemplar original. O local conta com um sisteCristina espera que, até o fima de combate a incêndios. A nal deste ano, quatro mil liiluminação, a oscilação de tem- vros e 30 mil imagens tenham peratura e umidade são contro- sido digitalizadas. Parte do ladas para que o ambiente es- acervo doado tinha pertenciteja sempre fresco, seco e com do ao bibliófilo Rubens Borba iluminação baixa ou indireta. de Moraes e, desde a sua morDiante de tantas rarida- te, estava sob a guarda do cades, torna-se imprescindível sal Guita e Mindlin. que todos os funcionários Comé rcio – Mesmo aberta que lá trabalham possuam há pouco tempo, a Brasiliana habilidades e conhecimen- já recebeu demandas muito tos específicos que as rarida- importantes de pesquisadodes demandam, como, por res, que em breve entrarão exemplo, saber como abrir em contato com essas obras. um livro sem quebrar sua li- Quem se interessar pelo conha de costura e o correto mércio brasileiro, por exemmanuseio de cada folha. plo, terá acesso a um decreto O acesso restrito não impe- que exigia que as mercado-

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Cristina Antunes, curadora da Brasiliana: digitalização das obras em ritmo acelerado. rias nacionais pagassem direitos rígidos, datado de 11 de junho de 1808 e assinado pelo rei D. João VI. Outra raridade é o Almanak Laemmert de 1858, que registrava todos os comerciantes da época. Muitas profissões registradas ali nem existem mais, como o guarda-livros (a pessoa que cuidava da contabilidade de uma empresa, indústria ou comércio). A consulta ao acervo é feita mediante agendamento pelo s i t e ( h t t p : / / w w w . b r a s i l i ana.usp.br/). O horário inicial de atendimento, no entanto, das 13h às 17h, é ainda reduzido por falta de funcionários. Embora com 16 funcionários no momento, a biblioteca deverá chegar a 33. A solicitação da visita deve detalhar a pesquisa e os títulos que interessam. Os pedidos passarão por uma triagem e serão agendados. O contato com o livro é em uma sala para 24

pesquisadores com mesas individuais, onde há câmeras instaladas, seguindo um padrão internacional de segurança. Por ora, todos os exemplares pertencem à coleção de Mindlin e Borba, mas essa coleção pode crescer ainda mais. "Muita gente nos procura com a intenção de doar obras raras. As que analisamos até o momento não nos interessaram, mas queremos continuar recebendo doações, sobretudo dos bibliófilos, de livros raros e importantes", explicou Cristina. Ao todo, são 45 mil volumes e há espaço para outros 45 mil. Independente das doações, a biblioteca também foi autorizada a ter uma verba para novas aquisições. Além do auditório, dos três andares da Biblioteca Mindlin e das duas salas de exposições, o bloco recém-inaugurado tem uma terceira sala para exposições, uma livraria da Edusp e um espaço para a instalação futura de uma cafeteria.

Muita gente nos procura com a intenção de doar obras raras. CRISTINA ANTUNES, CURADORA

ou profissional liberal, trabalho entre 12 e 14 horas por dia, pago muitos impostos e cumpro meus deveres cívicos e sociais. Em troca, recebo insegurança, violência, buracos nas calçadas, desrespeito e más notícias. Fui assaltado na rua por um jovem com um revólver enorme, preto, automático e aterrorizante. Ele levou meu relógio, a tranquilidade e, provavelmente, algum tempo da minha vida devido ao estresse que passei. A pior parte foi o medo que vivi pela possibilidade de terminar ali, com um tiro dado pelo rapazinho drogado, amedrontado, assustado, procurando prazer ou talvez vingança. Liguei para a polícia, relatei a ocorrência e, no final, comentei que havia escutado no rádio que naquele local os assaltos eram muito frequentes. Quando perguntei se eles não sabiam disso e porque não havia policiamento, o atendente bateu o telefone na minha cara. Fui à delegacia fazer a ocorrência. Depois de 1h30 sentado, vendo os funcionários públicos batendo papo, desisti e fui embora. Duas semanas depois começaram os ataques e mortes de policiais em São Paulo. Como será que eles se sentiram, sendo atacados à semelhança do resto da população? Como me senti vendo policiais morrendo de medo, como eu, de ir para casa? Hoje fiquei sabendo de um garoto que foi assaltado na porta do seu prédio. Entregou o celular e, mesmo assim, tomou um tiro na cabeça. Poderia ser o seu filho ou o meu. Várias brasileiras foram estupradas em vans no Rio de Janeiro e ninguém sabia. Quando uma americana foi vítima, o fato saiu nos jornais do mundo inteiro. Os criminosos foram identificados com uma rapidez estonteante. A polícia foi muitíssimo eficiente. Imaginem toda a população dos morros do Rio e tentem encontrar três caras, com a mesma cara de todos, que sejam os criminosos e que, ainda por cima, confessem o crime. As brasileirinhas estupradas apareceram no vácuo da estrangeira. Nós financiamos as justas bolsas-família, bolsa-pobreza, bolsa-fome, bolsa-tudo! Pagamos muitos impostos. Em troca, recebemos muito pouco. Moramos em casas com muros altos, prédios com grades, seguranças armados, alarmes e câmeras. As câmeras são muito úteis, pois podemos aparecer na televisão sendo assaltados e mortos. Com o dinheiro que pago de impostos poderia aumentar o muro de minha casa, blindar meu carro e pagar um policial que, nos horários de folga, livrasse uma graninha me servindo de segurança. Vocês percebem que quem está preso somos nós? Que não podemos andar nas ruas? Gostaria de fazer uma pergunta aos meus dirigentes: o prefeito Haddad, o governador Alckmin e a presidente Dilma: o que devo fazer? Sonegar imposto, virando um criminoso para sustentar minha defesa pessoal e de minha família? Aumentar o muro da casa? Blindar meu carro? Talvez, senhor Haddad, mudar de cidade? Ou de Estado, dr. Alckmin? Quem sabe, Dona Dilma, eu deva fazer como tantos brasileiros e mudar para Miami? O que eu realmente gostaria é de uma bolsasegurança, outra bolsa tapa-buraco, bolsa-saúde, bolsa educação e bolsa-tudo que falta à classe média brasileira que, aliás, não reage, vai dando um jeitinho, se virando, pagando particular, reclamando para os amigos... Mas nunca reagindo. Nós nos portamos como uma manada de zebras atacadas por um leão. Nós corremos, nos protegemos enquanto assistimos a um de nós ser pego, morto, trucidado e devorado. O sangue jorra e nós olhamos de longe e vamos procurar um pasto mais verde, num lugar mais seguro. Até quando? Vamos esperar que a vítima seja um filho, a esposa, o marido? A manada é muito mais forte do que o leão, mas somos comodistas e covardes. Não nos mobilizamos e nos acomodamos. Na época da ditadura não protestávamos porque tínhamos medo da repressão. Agora não o fazemos por preguiça. Eu não sei como e o que fazer. Sempre ouço que, pelo voto, é possível mudar, Tenho vontade de rir. Você vota em alguém que, assim que é eleito, esquece totalmente das bobagens que disse em campanha. Passa a trocar nossos votos por cargos para si ou para amigos, que passam a tirar vantagens e dividendos que, aliás, vão garantir a próxima eleição. Aí, a gente vota de novo. (* MÉDICO UROLOGISTA DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN DE SÃO PAULO)

Robôs são responsáveis pela digitalização do acervo de Mindlin: 2.400 páginas por hora.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

acsp

PREJUÍZO Erilho Joaquim Aragão, dono de estacionamento e loja, já percebeu queda no faturamento de 30%.

distritais

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André de Almeida

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esde o final de março, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) restringiu a circulação de veículos na região do largo 13 de Maio, em Santo Amaro, na zona sul. O tráfego, em determinadas vias e horários, ficou permitido apenas para ônibus, taxis e motocicletas. A iniciativa, segundo a companhia, visa melhorar a fluidez do transporte público coletivo na localidade durante os horários de pico. No entanto, após quase um mês da implantação da medida, o comércio local já começou a contabilizar queda nas vendas e prejuízos financeiros. De acordo com o 1º vice-superintendente da Distrital Santo Amaro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Luiz Augusto Barbosa, conhecido como Guto, o faturamento do comércio nas vias que integram a restrição, de forma geral, caiu de 50% a 80%. "Os estacionamentos foram os mais prejudicados, com queda de 70% no movimento, principalmente em vias como a alameda Santo Amaro, a rua Barão do Rio Branco e a avenida Adolfo Pinheiro", aponta Guto. Restrições - A restrição à circulação de veículos na região funciona de segunda-feira a sábado, das 5h às 10h e das 16h às 20h, dependendo da via. No período da manhã, por exemplo, em determinados trechos das avenidas Adolfo Pinheiro e Padre José Maria, rua Paulo Eiró e Alameda Santo Amaro, é proibido trafegar com veículos. Já no período da tarde, não é permitido circular pela rua Barão do Rio Branco entre as avenidas Mário Lopes Leão e Padre José Maria. Além dessas restrições, a CET também promoveu alterações nos sentidos de circulação em várias ruas e avenidas. "Trata-se de uma medida drástica, desnecessária, tomada sem consultar a população. Apesar da velocidade média dos ônibus ter aumentado um pouco na área restritiva, todo o trânsito congestionado foi deslocado para o seu entorno, causando, da mesma forma, uma série de transtornos", afirma o superintendente da Distrital Santo Amaro, Leonardo Ugolini. O dirigente encaminhou no dia 4 de abril um ofício ao secretário de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, pedindo uma nova análise da medida, já que a mesma, segundo o comunicado, está trazendo consequências negativas para a população, comerciantes, prestadores de serviços, profissionais liberais e os empreendedores em geral. "Co-

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Fotos: Newton Santos/Hype

Medida drástica e desnecessária, tomada sem consultar a população. LEONARDO UGOLINI, SUPERINTENDENTE DISTRITAL SANTO AMARO.

A restrição à circulação de veículos na região funciona de segunda-feira a sábado, das 5h às 10h e das 16h às 20h, dependendo da via.

Mudança no trânsito prejudica comércio

Estacionamentos foram os mais prejudicados, com queda de 70% no movimento. LUIZ AUGUSTO BARBOSA, 1º VICE-SUPERINTENDENTE DA DISTRITAL SANTO AMARO.

Faturamento caiu entre 50% e 80% em alguns empreendimentos, durante a restrição de veículos.

A CET ainda não definiu data para iniciar a cobrança de multas

Só estão liberados ônibus, táxis e motos. O objetivo da medida é priorizar o transporte público. locamos nossa sede à disposição para um encontro entre a administração pública e representantes da sociedade civil. Mas infelizmente, até o momento, não recebemos uma resposta". Problemas - Nas análises de Guto e Ugolini, os problemas não param por aí. Além da diminuição do faturamento dos comerciantes e da falta de discussão das medidas

com a população, a restrição contribuiu para o aumento da insegurança na região e do tempo de percursos por conta dos gargalos no entorno de Santo Amaro. "A medida não seguiu o planejamento e as propostas estabelecidas do Projeto do Binário de Santo Amaro, além de adotar horários de rodízio diferentes dos existentes em toda a cidade", ressalta Guto.

Um dos comerciantes prejudicados foi Erilho Joaquim Aragão, dono de uma loja e de um estacionamento no Condomínio Shopping Center Santo Amaro, no Largo 13. "Os lojistas e prestadores de serviços do complexo, de maneira geral, percebem uma queda nas vendas da ordem de 30%. Mesmo após às 10h, o número de veículos caiu na área de restrição. Temo que as pes-

Parceria para receitas de sucesso ais de 180 empreendedores do setor de restaurantes, bares e lanchonetes participaram semana passada, do primeiro encontro "Receitas de Sucesso", promovido pelo Sebrae-SP no Tênis Clube Paulista. O encontro, que teve parceria da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), tinha como objetivo levar orientação para melhorar a gestão e competitividade de MPEs. De acordo com o gerente do escritório do Sebrae-SP na região Central, Arthur Achôa, a ideia era mostrar aos empresários a importância de utilizar indicadores de competitividade para avaliar se a empresa está

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trabalhando questões fundamentais. Estes itens vão desde saber fazer o cálculo do tíquete médio e definir a margem de lucro até a necessidade de reduzir a rotatividade de funcionários e os desperdícios de insumos no dia a dia. "O tripé que as empresas do segmento precisam trabalhar é formado por Gestão, Clientes e Pessoas – funcionários e colaboradores", destacou o palestrante Marco Amatti, consultor especializado em Alimentação fora do Lar e diretor da Mapa Assessoria. Para conseguir melhorar os resultados, segundo ele, os empresários precisam cuidar desses fatores e enxergar o negócio, melhorando

constantemente seus controles, definindo estratégias de cardápio e sendo criativos para superar crises e descobrir oportunidades. O segmento reúne mais de 140 mil estabelecimentos de serviços no Estado e cresce a uma taxa de 3,3% ao ano. Comandando, junto com o pai, um restaurante self service na capital, com 12 funcionários e 13 anos de mercado, Homero Rodrigues, tentou tirar dúvidas e aprender a otimizar a administração da empresa. "Precisamos saber mais sobre alguns pontos na área financeira, como a formação de preços, e na gestão de pessoas, para conseguir melhorar nossos resultados", ressaltou.

A série de eventos "Receita de Sucesso" começou no ano passado e trata de assuntos que impactam no aumento do faturamento e na redução de custos dos empreendimentos gastronômicos. São parceiros do Sebrae-SP: Senac Aclimação, Bares SP, Associação Nacional de Restaurantes (ANR), ACSP Tênis Clube Paulista. Para este ano já estão previstos mais três encontros temáticos. Para saber mais, acesse o endereço www.sebraesp.com.br, para fazer inscrição, erccentro@sebraesp.com.br e receitadesucesso@sebraesp.com.br , envie nome, CPF, CNPJ, Razão Social, celular e email. Sandra Manfredini

soas possam se acostumar com a medida e, assim, naturalmente evitar passar pelo Largo 13 de Maio, matando aos poucos o comércio local", afirma Aragão, que também é síndico do shopping center. Propostas - A Distrital Santo Amaro promoveu, dia 11, um encontro com a comunidade para discutir os impactos causados pela restrição. A entidade apresentou propostas pontuais de mudanças de localização de pontos de ônibus, alteração no sentido de circulação em algumas vias e exclusão de determinadas ruas e avenidas que foram incluídas na medida.

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Agendas da Associação e das distritais

Hoje I Jabaquara – Às 10h,

1ª reunião Projeto Empreender – Núcleo de Beleza. Avenida Santa Catarina, 641.

Amanhã I Workshop – José Candido

Senna coordena o workshop Exporta São Paulo com o tema "Adequação de Produtos a Mercados Externos - Caminhos para a Inovação". Às 8h30, rua Boa Vista, 51/11º, salas Tadashi 1, 2 e 3. I Centro – Às 17h30, reunião de trabalho. Rua Galvão Bueno, 83. I Noroeste – Às 19h, reunião Extraordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Luis Braille, 8.

"Antes de entrar em prática, a medida deveria ter sido sido debatida com a comunidade local. Não foram realizados estudos concretos e corretos. Queremos dialogar com a Prefeitura para encontrarmos uma solução satisfatória para a questão", conclui Guto. A CET, por sua vez, ainda não definiu uma data para dar início à aplicação de multas aos motoristas que não respeitarem a restrição de veículos. Quem desobedecer e entrar nas áreas proibidas poderá receber, futuramente, multa de R$ 85,13 e ter quatro pontos anotados na carteira de habilitação.

I Pinheiros – Às 19h,

reunião extraordinária com a palestra "Imposto de Renda Pessoa Física 2013", com Manoel de Oliveira Maia. Rua Simão Álvares, 517. I Jabaquara – Às 19h30, reunião de Trabalho da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Avenida Santa Catarina, 641.

Quarta I Jabaquara – Às 15h30,

reunião Projeto Empreender – Núcleo Gastronomia. Avenida Santa Catarina, 641.

Quinta I Centro – Às 18h30,

"A importância da marca enquanto ativo econômico da empresa", palestra com o advogado Philippe Bhering. Vagas limitadas. Inscrições: 3208-5753, 3207-9366 ou dcentro@acsp.com.br. Rua Galvão Bueno, 83, na Liberdade


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POLÍTICO E POETA José Bonifácio de Andrada e Silva foi político, cientista, poeta e advogado. Atuou como ministro de D. Pedro I e como tutor de D. Pedro II.

regionais

Na onda da Independência Fotos: Divulgação

Santos, no litoral sul, homenageia um de seus filhos mais ilustres: José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, nos 250 anos de seu nascimento.

O prédio da prefeitura santista leva o nome de José Bonifácio, assim como outros locais públicos. Abaixo, estátua em homenagem ao Patriarca.

André de Almeida

E

m Santos, no litoral sul paulista, o paço municipal, a praça em frente ao fórum, um colégio tradicional e outros tantos prédios e equipamentos públicos e privados levam seu nome: José Bonifácio de Andrada e Silva. Além destes, outros locais da cidade fazem referência a um dos filhos mais ilustres da terra, como a praça da Independência, tradicional ponto de comemorações santistas. Neste ano, para festejar os 250 anos de nascimento do Patriarca da Independência, foi criada na cidade a Comissão José Bonifácio, que promoverá uma série de eventos nos próximos meses. O grupo é coordenado pela Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) e é formado por representantes da prefeitura e da também da sociedade civil. O início oficial das comemorações aconteceu em março, no dia 20, com o lançamento, na sede da prefeitura de Santos, de um livro sobre a vida de José Bonifácio, de autoria da historiadora e professora da Universidade de São Pulo (USP) Miriam Dolhnikoff. A obra é o 12º livro da Coleção Perfis Brasileiros, editada pela Companhia das Letras. Outra iniciativa que faz homenagem ao santista ilustre foi o lançamento, no último dia 11, de um carimbo comemorativo à data que será utilizado em selos postais.

Ação - De acordo com o coordenador da Comissão José Bonifácio, José Esteves Evagelidis, a próxima ação será a transferência da capital para Santos, em 13 de junho, data de nascimento do Patriarca. Neste dia, o governador Geraldo Alckmin, acompanhado de secretários, despachará na cidade. A transferência simbólica do governo estadual para Santos está prevista no decreto 50.499 de 26 de janeiro de 2006. Mas até hoje só ocorreu naquele ano.

dência no Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763 1838) foi um importante político, cientista, poeta e advogado. Até 1823, ele era o todopoderoso ministro de D. Pedro I, e, depois da abdicação, se tornou tutor de D. Pedro II. Uma de suas maiores marcas é a idealização de nossas primeiras instituições políticas, incluindo grande parte da Constituição Imperial de 1824. "Todo mundo que ama Santos deve valorizar a figura

referência, importante principalmente para as crianças”, disse Graziela, lembrando do pioneirismo do santista na defesa de questões sociais, como o fim da escravidão e a ecologia. "Ele tinha princípios e valores bastante ousados para a época", afirmou. Para o presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Michael Timm, além da importância no processo da Independência do Brasil, José Bonifácio também teve um

"Pretendemos fazer, até o final do ano, exposições itinerantes com painéis, fotos e ilustrações sobre a vida de José Bonifácio nas universidades e em outros locais de Santos. Em 12 de junho, a Orquestra Sinfônica do Estado fará uma apresentação", disse Evagelidis. Outra iniciativa, ainda sem data definida, será a reedição de um gibi com histórias em quadrinhos sobre o personagem. "Ele merece toda essa programação", afirmou . Apesar de ter ficado conhecido nos livros de história como o Patriarca da Indepen-

de José Bonifácio, que levou o nome de nossa cidade para o mundo afora", disse o prefeito da cidade, Paulo Alexandre Barbosa, durante o lançamento do livro da professora Miriam Dolhnikoff. Reconhecimento - Também esteve no lançamento a economista paulistana e tetraneta de José Bonifácio, Graziela Ribeiro de Andrada, de 46 anos. Ela aprovou o reconhecimento que o município está dando ao seu filho mais famoso. “José Bonifácio tem reconhecimento internacional e o Brasil precisa conhecer esta

papel fundamental no desenvolvimento de Santos. "Naquela época, a cidade prosperava com a exportação do café, e, às vésperas da separação política, o príncipe regente viera à cidade para conhecer a Vila e suas fortificações. Por pouco a Independência não foi proclamada em Santos", afirmou. "Entre tantos santistas que levaram o nome de nossa cidade para outros lugares, não podemos deixar de citá-lo, principalmente, por ter sido nomeado ministro do Reino", concluiu o dirigente.

Selo comemorativo pelos 250 anos de nascimento e José Esteves Evagelidis, coordenador da comissão José Bonifácio.

Derrotado pela história

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livro José Bonifácio - O Patriarca Vencido, da professora e historiadora Miriam Dolhnikoff, traz uma leitura do personagem um pouco distinta da versão comumente difundida nas escolas. "A figura do Bonifácio não é apenas a de herói e Patriarca da Independência. Ele foi, de certa forma, derrotado tanto em vida

quanto historicamente, tendo sido destituído do cargo de ministro e morrido no ostracismo", afirma. Em ordem cronológica, a autora procurou analisar a figura de José Bonifácio dentro do contexto do período histórico em que ele viveu, entre 1763 e 1838. "Trata-se de um homem da elite, que, por também ser cientista, conseguiu se

diferenciar dos seus pares, tendo se tornado um político. No entanto, pelo fato de possuir um projeto mais progressista, foi derrotado como político", conta. "Aprovo a série de homenagens que a cidade de Santos faz a José Bonifácio neste ano. É sempre bom recuperar a memória do Brasil", conclui a historiadora. (AA)

A professora e historiadora Miriam Dolhnikoff autografa o livro José Bonifácio O Patriarca Vencido.


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De fotos a instalação. No Sesc Pompeia.

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cultura

Abre na sexta (26) exposição de 12 obras do artista turco Huseyin Bahri Alptekin (1957-2007). Fotografias, vídeos, colagens, instalações e objetos. Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93. Tel.: 3871-7700. Terça a sábado. 9h às 21h. Domingo e feriados. 9h às 19h. Até 9/7.

NYT

Roubando arte para fazer arte Adam Smith (alto), 34 anos, rouba obras de colegas. E delas faz nascerem novos "conceitos". Expostos orgulhosamente em Nova York.

Melena Ryzik

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roubo das obras de arte começou, como todo saque deve começar, com uma reunião de planejamento em um barzinho. Embora já tivesse cometido mais de 60 roubos desse tipo, o artista nova-iorquino Adam Parker Smith, de 34 anos, estava nervoso. "Menti para todo mundo que admiro e de cujo trabalho eu gosto, e roubei de todos eles", afirmou enquanto bebia uma cerveja. Apesar disso, foi até o Brooklin, onde fica o estúdio de seu colega Aaron Williams. Ele havia apenas agendado uma visita informal. Planejava algo mais: iria roubar obras colega para proveito (artístico) próprio. Já no estúdio de Williams, largou a mochila de couro num canto, com pastas de vários tamanhos para esconder as obras, ao lado da cerveja que levaraoferecer à vítima e "relaxá-la". Após dois minutos, já havia oferecido uma das cervejas a Williams, abrindo a tampa com a fivela do cinto. Enquanto Williams lhe mostrava as telas, os dois reclamavam dos problemas dos artistas contemporâneos. "Como você lida com pessoas que perguntam sobre sua relação com a iconografia pop?", questionou Parker Smith, enquanto observava um grande pôster de James Dean recoberto de listras roxas. Logo em seguida Williams, animado com a conversa, mostrou alguns esboços menores - do tamanho perfeito para serem colocados na mochila. Parker Smith mexia neles e os empilhava como em um jogo do monte-detrês-cartas, a melhor forma de afastar Williams do que quer que estivesse sendo roubado. Muitas cervejas depois, Williams pediu licença para ir ao banheiro e Parker Smith simplesmente colocou uma das obras na mochila. A obra de Williams é uma colagem de paisagens e faz parte de Thanks, uma exposição com o nome de Parker Smith inaugurada recentemente na galeria Lu

Magnus, em Manhattan. A mostra é composta exclusivamente por obras que Parker Smith roubou meticulosamente de 77 artistas: pinturas, esculturas, cadernos de esboços, vídeos, objetos arquitetônicos, ferramentas artísticas. É, ao mesmo tempo, uma exposição coletiva, uma instalação conceitual, uma pegadinha e um questionamento de pressupostos, levantando questões importantes sobre o mundo das artes e o valor de obras não tradicionais e que ganharam novos significados. Além disso, a mostra revela algo sobre como os artistas geram ideias. Para Parker Smith, que tem treinamento em pintura e escultura e mestrado em artes plásticas pela Universidade Temple (Filadélfia, Pensilvânia), seus amigos e colegas - todos do meio artístico nova-iorquino - são essenciais para suas obras conceituais. "O projeto se baseia nessa jogada: ao mesmo tempo em que estou roubando de todo o

mundo, o foco é a comunidade", afirmou. "Apropriação e roubo fazem parte disso. Pode zombar, se preferir. Sinto que muitas de minhas ideias nascem como piadas, para o bem ou para o mal." Lauren Scott Miller, fundadora e diretora da galeria Lu Magnus, foi uma das pessoas contempladas pela roubalheira artística de Parker Smith nos últimos cinco meses. Ela afirmou que "concordou imediatamente" em realizar a exposição, assim que ele a descreveu. Enquanto galeristas, "uma de nossas missões é unir a comunidade criativa", afirmou, "e estamos muito interessados no processo - no caso dessa exposição, nas práticas individuais de cada artista e de como influenciam uns aos outros". Miller vê Parker Smith tanto como curador quanto como artista conceitual: "Ele escolhia muito bem cada uma de suas aquisições". Os artistas roubados foram recentemente notificados do

roubo por e-mail. Assim: "Sua obra está sendo mantida em um ambiente seguro e climatizado", escreve Parker Smith. (As obras foram armazenadas no apartamento dele no Brooklyn, para o qual fez um seguro extra.) Explica ainda (aos roubados): "Escolhi adquirir sua obra de forma não convencional para chamar a atenção da comunidade na qual trabalhamos para os diferentes métodos que utilizamos para compartilhar, nos apropriar e ocasionalmente roubar ideias e materiais. Valorizo sua prática e seu trabalho e creio que você é parte importante do meu mundo criativo". Depois de se justificar por e-mail, Parker Smith ainda ligou para os colegas expressando arrependimento. Isso ajudou, lembra Williams, que não havia notado o desaparecimento da obra Two Mountains III. "Me senti um pouco estúpido", afirmou. "Foi um crime convincente." Sentindo-se mais trapaceado do que ofendido. O mesmo ocorreu com Alfred Steiner, artista e advogado especializado em propriedade intelectual, cuja obra Ring Pop, de

prata e vidro, é uma das mais caras da exposição. "Qualquer dificuldade que eu tivesse com a quebra de confiança foi superada pelo humor do projeto como um todo", afirmou, acrescentando que via o roubo como um simples empréstimo. Todos os 77 artistas deram permissão para que as obras fossem exibidas. Em suas 90 visitas a estúdios, Parker Smith nem sempre saiu com tesouros roubados, mas foi pego apenas uma vez, pela filha de cinco anos de um artista, que o entregou para o papai. A obra do artista não foi exibida na exposição. A exposição Thanks pode ser montada após um período no qual Parker Smith coletou ideias de forma audaciosa. Há cerca de um ano, Smith simplesmente pagou por uma ideia, oferecendo 200 dólares ao artista Brent Birnbaum pela sugestão de fazer um par de óculos de sol iguais aos de Kanye West a partir de venezianas. (Eles estão em exposição na Galeria Ever Gold, em São Francisco, avaliados em cerca de 10.000 dólares.) Ele também espalhou a

notícia de que estava comprando novas ideias. "Um cara me escreveu dizendo: Comprar ideias é coisa de idiota, por que você não sai por aí e simplesmente rouba, como tudo mundo?" Portanto, até mesmo a ideia por trás da exposição Thanks foi apropriada. "Eu lhe dou crédito por criar novas formas de trabalhar", afirmou Birnbaum, um amigo próximo que não se importa com a dinâmica dos dois. "Ele sempre está sem ideias e eu sempre tenho ideias demais." Para Parker Smith, o projeto foi desconcertante e gratificante. "Ideias e criatividade são as coisas mais valiosas que tenho como artista. O que é que vou fazer depois disso?".

Melena Ryzik escreve para The New York Times

MAC EXPÕE ARTE DE DI CAVALCANTI 67 obras: desenhos a guache, lápis e nanquim. Mostra Di Humanista. MAC. Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301. Tel.: 5573-9932. Terça a domingo. 10h às 18h. Grátis.


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Batman x Predador Capacetes são todos iguais? Nem todos: os modelos das imagens são inspirados em sucessos das telonas, mas adaptados à vida real. www.helmetdawg.com

Modelos têm estrutura reforçada. Mas é preciso ter estilo ou ser muito fã para usar.

C ARANDIRU L IVROS

23 condenados a 156 anos de prisão

D

epois de seis dias de julgamento, 23 policiais militares foram condenados na madrugada de ontem por participação no massacre do Carandiru. Três dos 26 réus foram absolvidos a pedido do próprio Ministério Público. Condenação de cada um dos PMs: 156 anos de prisão. Mas eles saíram livres do Fórum da Barra Funda, já que poderão recorrer em liberdade. Os sete jurados aceitaram a tese da Promotoria de que o grupo de policiais da Rota, ar-

Imersa na leitura Marcador de livro feito em argila e madeira: uma personagem qualquer imersa na história .

mados de revólveres e metralhadoras, subiu ao segundo pavimento do Pavilhão 9 e matou a tiros 13 detentos. Segundo os promotores, as mortes foram praticadas por uma ação coletiva, comandada pelo então capitão Ronaldo Ribeiro dos Santos. A advogada Ieda Ribeiro de Souza argumentou aos jurados que não era possível individualizar a conduta de cada um dos réus, já que não foi feita a perícia na arma que eles usavam e o confronto delas com as balas achadas nos corpos.

E avisou que vai recorrer. O advogado Ariel de Castro Alves, integrante do grupo Tortura Nunca Mais, disse que a condenação dos policiais evita a abertura de um "precedente perigoso" na Justiça brasileira que, no caso de uma absolvição, validaria outros tipos de ações reconhecidamente abusivas de policiais. Já o oficial da reserva da PM paulista deputado estadual Olímpio Gomes (PDT) lamentou a decisão do júri popular. Major Olímpio, como é mais

conhecido, defende que a sentença é um "estímulo à criminalidade" e afirma ter "convicção" que ela será revista no TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, assim como ocorreu com a condenação do coronel Ubiratan Guimarães. Comandante da ação no Carandiru, Ubiratan Guimarães foi condenado em 2001 por um júri popular a 632 anos de prisão, mas o resultado, anulado em fevereiro de 2006 pelos desembargadores da segunda instância do Judiciário. (Agências)

Charles Platiau/Reuters

http://etsy.me/17M4lL0

D DIGITAL

PCs e tablets no Brasil O número de PCs e tablets nas mãos de consumidores finais e instalados para uso nas empresas no Brasil chegou a 118 milhões em abril de 2013. A base instalada desses aparelhos representa acesso de 60% da população brasileira. Nos EUA, esse percentual é de 120%. O dados constam da pesquisa anual "Mercado

Brasileiro de TI e Uso nas Empresas", da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 2012, a base instalada de PCs e tablets no País cresceu 20%, totalizando 109 milhões. Desse universo, 5 milhões correspondem a tablets. Segundo o estudo, o volume de PCs e tablets em uso no Brasil em relação à população deve atingir 100% em 2016.

A RTE

L

UM BALÃO VERMELHO EM PARIS - Criado pelo americano Kurt Perschke, que trabalha com escultura, vídeo, colagem e espaço público, o Projeto Red Ball, itinerante, já passou por Chicago, Toronto, Barcelona, Viena. E se instala agora no Canal Saint-Martin, belo ponto turístico parisiense.

D ESIGN

Vintage tecnológico

Pintura com pregos Apenas pregos e martelos. Isso é tudo que o artista indiano Wajid Khan utiliza para "pintar" retratos. O artista chama a técnica de pintura porque a base de sua arte é uma tela branca. É assim que ele consegue um efeito tridimensional em suas obras que, vistas de perto lembram o pontilhismo.

Cykno é uma bicicleta elétrica desenhada em estilo vintage, mas que utiliza a tecnologia e os materiais mais modernos disponíveis. O projeto é de um grupo de designers italianos – Bruno Greppi, Luca Scopel e Gianpietro Vigorelli. Todo o corpo da bicicleta é feito em aço inoxidável, fibra de carbono e alumínio, e o acabamento em couro. A bateria é de lítio.

http://bit.ly/13OI1Bq

http://bit.ly/12s6Z6n

O VNIS

Cogumelos para ver

Canal do governo com ufólogos O Ministério da Defesa acaba de abrir o primeiro canal de comunicação com os ufólogos. Segundo o coronel da Aeronáutica Alexandre Emílio Spengler, responsável pelo Serviço de Informações ao Cidadão do Ministério da Defesa, o tema é, disparado, o mais buscado entre os cidadãos que fazem uso da Lei de Acesso à Informação para pedidos dirigidos à área militar.

O site Twisted Sifter selecionou as 15 espécies de cogumelos consideradas as mais bonitas da natureza. Confira no link. http://bit.ly/17J9qDU

Rhodotus palmatus

Clavaria zollingeri (roxo) e Amanita muscaria (vermelho)


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O seu consultor financeiro

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Cartão pré-pago controle de gastos e comodidade têm preço Pesquisa mostra as diferenças nos valores das tarifas cobradas pelos cartões pré-pagos de compras e de mesada, que são novos no mercado.

REJANE TAMOTO

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onhecidos por guardar dólares, euros e quase todo tipo de moedas, os cartões pré-pagos também oferecem ao consumidor a possibilidade de controlar os gastos, sejam próprios ou de outras pessoas. Assim como os pré-pagos de câmbio, esses plásticos podem ser carregados em reais e podem ter uma senha para compras em estabelecimentos que aceitam determinada bandeira. Oferecidos para quem não tem conta bancária e não quer portar dinheiro em espécie ou para quem vê vantagem em controlar a mesada do filho, a utilização destes cartões também gera despesas com tarifas diversas, como as de adesão, mensalidade, recarga, saque e segunda via. A Proteste Associação de Consumidores fez um teste com seis cartões diferentes que têm a finalidade de compras e mesada (veja quadro). A conclusão é que o usuário do cartão que faz uma recarga mensal pode gastar de R$ 24 a R$ 60 por ano, dependendo do valor cobrado pela empresa emissora do cartão. O valor aumenta quanto mais recargas forem realizadas por mês. Outra tarifa de impacto, segundo o levantamento, é a de saques. Quanto mais retiradas, maior será o custo de manutenção do cartão.

ART

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Alternativa à conta bancária A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, diz que o pré-pago só compensa para quem não tem conta bancária. "Vale mais para quem está em situações muito específicas, que impedem a abertura de uma conta em banco, como o bloqueio judicial. Para essas pessoas, o pré-pago é uma forma de não portar dinheiro vivo", afirma. Maria Inês diz que o pré-pago é parecido com o cartão de débito e, assim, quem tem conta-corrente pode acabar pagando tarifas extras.

Um benefício que as empresas emissoras oferecem neste tipo de cartão é a comodidade de controlar os gastos de outra pessoa. Neste caso, a coordenadora da Proteste recomenda ao consumidor avaliar se os custos com tarifas compensam. Outra dica é pesquisar a política de cada empresa, já que nem todas cobram mensalidade pelo cartão. Por ser novidade no mercado, o pré-pago ainda tende a ter aumento de concorrência, já que hoje nem todos esses plásticos são emitidos por bancos. A Associação Brasilei-

ra de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), que reúne dados sobre a indústria de cartões, ainda não monitora a quantidade de prépagos. Além disso, o governo está preparando uma medida provisória que vai regulamentar este meio de pagamento. O aumento da concorrência entre os cartões pré-pagos deve baixar os preços das tarifas na opinião do consultor e educador financeiro André Massaro. "Este tipo de cartão ainda não é popular. Com pouca concorrência, as empresas costumam cobrar

mais, até para sentir a reação do consumidor. Depois, a tendência é baixar os valores. Acredito que o custo dos pré-pagos tende a cair", afirma o consultor. Além de verificar o valor das tarifas cobradas pelas emissoras, ele também recomenda ao consumidor que faça um pesquisa para verificar se a aceitação do pré-pago é ampla em estabelecimentos comerciais e de serviços. Na opinião de Massaro, o custo com tarifas é a única desvantagem para se manter um pré-pago atualmente.

Controle ou autocontrole Massaro diz que o pré-pago pode ser útil para quem não consegue controlar os gastos com consumo. "Um dos benefícios é a possibilidade de fazer um autocontrole. No pré-pago não é possível entrar no limite do cheque especial ou no rotativo. Para os jovens é uma boa opção. É melhor dar um cartão deste do que um de crédito ou o próprio dinheiro", afirma. O educador financeiro Mauro Calil também vê os pré-pa-

gos úteis no controle do uso do dinheiro da pensão alimentícia. "Para quem tem esta despesa é interessante ver como o dinheiro está sendo usado", afirma. Ele lembra que as vantagens deste tipo de cartão dependem muito do perfil de cada pessoa. Apesar de reconhecer que o pré-pago pode ser um instrumento de educação para o consumo, Calil faz uma ressalva: "É possível ver o extrato na internet, mas não existe uma fatura impressa para ser analisada. E nem todo mundo tem o hábito de checar a conta na internet antes de gastar. Então, há o risco de o usuário carregar e, quando o valor terminar, fazer uma nova recarga sem saber ao certo em que e quanto gastou. É mais ou menos o que acontece com o telefone pré-pago. No cartão de crédito essa relação com os gastos é diferente", afirma. O educador diz que é preciso atenção com os valores cobrados pelas empresas. "Se for carregar R$ 100 e pagar R$ 30 de tarifa é complicado. Até mesmo porque existe cartão de crédito com anuidade zero. Quem for usuário de pré-pago deve pesquisar a melhor condição", afirma. O pré-pago pode servir tanto a pessoas de baixa renda (e sem conta bancária) como também para as de alto poder aquisitivo, que querem controlar o consumo dos filhos e distribuir estes cartões para os empregados. Este segundo grupo é o que mais deve aderir a este meio de pagamento, segundo o vice-presidente de marketing do Grupo Confidence, Paulo Volpe. "Há inúmeras possibilidades para os pré-pagos. Ainda não exploramos 10% delas". Ele conta que o Grupo Confidence não cobra mensalidades nos pré-pagos. Um deles é o corporativo, no qual há a cobrança de 1% do valor da carga. "Para as empresas é interessante porque o cartão permite um controle online do uso", afirma. Outro pré-pago é o personalizado para o jovem na versão internacional (com adesão por R$ 29) e doméstico (de R$ 25 a R$ 35). Volpe explica que algumas tarifas são repassadas, como a de saques. "Os bancos também cobram ao delimitar a quantidade de retiradas mensais nos pacotes de serviços que os clientes pagam. O saque embute custos com segurança, transporte de valores e seguro", conclui.

POUPANÇA: TR CONTINUA ZERO.

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decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), de elevar a taxa básica de juros (Selic) para 7,5% ao ano, na semana passada, terá um impacto pequeno sobre aplicações em renda fixa, de acordo com especialistas. Assim, a nova poupança passa a render 0,4273% ao mês ou 5,25% ao ano. O percentual corresponde a 70% da taxa Selic. A nova

poupança também é corrigida diariamente pela Taxa Referencial (TR), que continua zerada, segundo José Dutra Vieira Sobrinho, professor de matemática financeira do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) e conselheiro do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP). Ele diz que quem tem

recursos na antiga caderneta de poupança (com depósitos realizados até 3 de maio de 2012) não deve mexer, já que a aplicação oferece um rendimento fixo de 6,17% ao ano ou 0,5% ao mês mais TR. "A TR só volta a ser um fator de correção maior que zero se o juro subir para acima de 8%", diz. Segundo Dutra, a caderneta de poupança deve continuar competitiva

– dependendo do valor a ser aplicado – em relação aos fundos referenciados DI (Depósito Interbancário) e ao CDB (Certificado de Depósito Bancário). Dutra explica que os fundos DI que cobram taxa de administração maior que 0,5% ao ano podem perder da poupança, já que além deste custo em si, o investidor também arca com o Imposto de Renda (IR).

A mesma lógica vale para o CDB. "A escolha de uma aplicação também depende do valor e do prazo. Quem tem um valor de R$ 100 mil para aplicar pode tentar conseguir um CDB que pague 100% do CDI, para ter uma rentabilidade superior a da poupança", afirma Dutra. O CDI é uma taxa usada em operações interbancárias que costuma ser próxima, mas levemente inferior à Selic.

Miguel de Oliveira, diretor-executivo de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), diz que o impacto da Selic na cobrança de juros em operações de crédito é indireto. A estimativa dele é que a correção nas prestações seja de, em média, 0,02 ponto percentual. (RT)


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Intervenção do artista plástico brasileiro Pedro Varela na vitrine da tradicional loja de departamentos Le Bon Marché, em Paris: parte de uma ação de promoção da imagem do Brasil no exterior capitaneada pela ApexBrasil. Projetos do órgão ligados à economia criativa envolvem diversos segmentos, entre eles moda, design, audiovisual, artes plásticas e mercado editorial.

A CRIATIVIDADE que gera RIQUEZA

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ocê conseguiria dizer, sem pensar muito, o que têm em comum o apresentador de um prêmio de música, o geólogo que estuda a bacia de petróleo do présal ou o profissional que desenvolve softwares? Ou associar o jornalista que se dedica à cobertura de esportes ao estilista que acompanha as últimas tendências para desenhar uma linha de camisas? A resposta é simples, mas nada óbvia: todos esses profissionais trabalham para a economia criativa. Essa nova estrutura de cadeia produtiva, nas próximas décadas, tende a ameaçar o domínio centenário das indústrias conforme nós as conhecemos ou imaginamos (grandes espaços, com grandes máquinas e produção em série). A criatividade transformada em riqueza deve ser a marca da ec onom ia mundial n e s t e s éPrimeiras culo. iniciativas Hoje já oficiais de apoio existem trilhões de à indústria criativa dólares surgiram no Reino sendo geUnido, em meados rados ao redor do dos anos 1990. mundo todos os dias t e n d o c omo insumo básico ideias no lugar de matériasprimas físicas. Apenas as exportações mundiais de empresas essencialmente "criativas" foram estimadas, em 2008, em US$ 500 bilhões pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). A mudança está acontecendo exatamente agora, e não deve terminar tão cedo. A cultura está, gradualmente, agregando a seu papel fundamental para o desenvolvimento humano a característica de geradora de empregos e renda em larga escala.

Chegou a vez da economia criativa, que produz emprego e renda com base em um insumo renovável e inesgotável: o esforço intelectual, matéria-prima acessível para todos os empreendedores. Rejane Aguiar

Está na origem do insumo o núcleo do conceito da economia criativa. Faz parte dela toda cadeia produtiva que começa a gerar valor partindo de uma ideia ou do esforço intelectual de uma ou mais pessoas (um bom exemplo pode ser uma calça: a cadeia produtiva criativa começa na ideia do estilista e vai até o vendedor no varejo). Esse aspecto abstrato faz os segmentos envolvidos serem tão diversos: artesanato, televisão, cinema, biotecnologia, artes plásticas, moda, música, pesquisa e desenvolvimento de sofwares, entre muitos outros. "Na economia criativa, o valor não está no ativo fixo, como as máquinas ou os insumos estocados de uma indústria tradicional; ele está no intangível, no abstrato, na ideia", afirma Rodrigo Carvalho, coordenador do Núcleo de Economia Criativa da ESPM-RJ, destacando que é essa uma das grandes vantagens dessa nova cadeia: os ativos de maior valor são inesgotáveis e renováveis. Afinal, ideias não acabam como as reservas mundiais de petróleo ou as jazidas de ouro. Conforme explica o professor, a economia criativa sempre existiu, mas começou a ganhar importância e uma abordagem mais organizada em meados dos anos 1990, por incentivo do governo do Reino Unido.

"Eles perceberam um processo forte de migração das indústrias tradicionais para países periféricos, que tinham custos mais baixos, e logo imaginaram, preocupados, o que sobraria para sustentar a economia do país. A globalização deu outra dimensão ao que até então era conhecido como economia da cultura ou do entretenimento. Chegaram, então, à conclusão de que o futuro de sua economia estava na indústria de ativos intangíveis", afirma Carvalho. É bem interessante verificar que a iniciativa tenha partido exatamente do país que foi o berço da Revolução Industrial do século XVIII – processo que mudou completamente a escala da economia mundial e determinou a maneira como até hoje consumimos praticamente todos os bens de que precisamos. Em 1998 foi criada uma secretaria de governo no país (o que equivale a um ministério no Brasil) para cuidar de ações ligadas à economia criativa local, iniciativa depois exportada para muitos países. No Brasil, o processo é bem mais recente e modesto (leia mais na página 18), mas ganha força ano a ano. Em 2011, a indústria criativa gerou o equivalente a R$ 286 bilhões no Reino Unido, ou 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Do PIB brasileiro de 2011, 2,7%

vieram da economia criativa ( R$ 110 bilhões). Os números são de uma pesquisa feita no ano passado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a primeira entidade a mapear esse assunto no Brasil. No Reino Unido, foram escolhidos inicialmente alguns poucos setores básicos para as ações de incentivo à criatividade como geradora de riquezas, entre elas a criação de políticas públicas e o financiamento às empresas das cadeias criativas que precisavam de recursos para produzir. Paralelamente, acadêmicos passaram a se debruçar sobre o tema. Nessas ações oficiais e nos estudos na academia, foram sempre consideradas as empresas essencialmente criativas e também sua relação com outros setores tradicionais. Por exemplo, é interessante observar o valor que o projeto bem elaborado de um a r q u it e t o agrega a um edifício Na economia r e s i d e ncriativa, o valor cial e como das empresas a noção de harmonão está no ativo nia e estéfixo: está no tica de um intangível, estilista chega a no abstrato. uma bolsa exposta na vitrine de uma loja. A economia criativa tem sua base nas ideias e as ideias exigem flexibilidade das empresas. Esse conceito, de acordo com Carvalho, tem favorecido muito o crescimento das empresas de menor porte e aumentado a oferta de trabalho para empreendedores individuais que têm a criatividade como matéria-prima. A economia do século XXI, portanto, deve ter cada vez mais espaço para os ativos puramente intelectuais, sejam eles de grandes, médias, pequenas empresas – ou até mesmo de um único indivíduo.


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PIB criativo de R$ 110 bilhões Essa foi a riqueza criada pelo núcleo criativo brasileiro em 2011, mostra pesquisa da Federação das Indústrias do RJ. E número tende a crescer. Rejane Aguiar

A

s ações voltadas especificamente à economia criativa ainda não completaram dez anos no Brasil, mas as perspectivas são positivas e os resultados já começam a aparecer. Iniciativas isoladas já existiam na academia e em órgãos não governamentais e nos estados havia algum tempo – casos, por exemplo, dos cursos de graduação e pós-graduação da ESPM Rio e de trabalhos do Sebrae-RJ –, mas só no ano passado o governo federal formalizou o apoio à indústria criativa. Em junho de 2012 foi criada a Secretaria de Economia Criativa (SEC), vinculada ao Ministério da Cultura, tendo como missão oficial "conduzir a formulação, a implementação e o monitoramento de políticas públicas para o desenvolvimento local e regional, priorizando o apoio e o fomento aos profissionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos brasileiros". Por enquanto, a SEC atua apenas na formação de políticas públicas – ainda não garantiu oferta de financiamentos às empresas criativas. A Secretaria informou que está articulando com bancos públicos a criação de uma linha de crédito para micro e pequenos empreendedores que se encaixem na indústria criativa nacional. O anúncio da linha de crédito deve ser feito no segundo semestre deste ano. Um trabalho da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro No núcleo da (Firjan), feito inicialmente em indústria criativa 2008 e atualizado em 2012 com dabrasileira estavam dos do ano anterior, oferece um amplo mapeamento da economia criativa bra243 mil empresas sileira. No total, o "Produto Interno Bruto em 2011, que criativo" do País somou R$ 110 bilhões em responderam por 2011, o que correspondeu a 2,7% de toda a riqueza gerada no período (quer dizer, só o 2,7% do PIB. "núcleo criativo", como se vê abaixo). O estudo dividiu a economia criativa em três partes: núcleo criativo, onde estão as ideias como insumo principal; as atividades relacionadas, em que foram considerados os fornecedores de produtos e serviços para o desenvolvimento do núcleo; e apoio, grupo que engloba os fornecedores indiretos. Considerando toda essa cadeia, o trabalho concluiu que o País tinha, em 2011, 2 milhões de empresas ligadas à economia criativa, que produziram R$ 735 bilhões (18% do PIB brasileiro). No núcleo da indústria criativa estavam 243 mil empresas, as que responderam por 2,7% do PIB nacional. Esse núcleo criativo ocupava 810 mil profissionais formalizados, que por sua maior qualificação recebiam por mês mais que a média nacional (R$ 4.693, ante R$ 1.733). Entraram no estudo 14 segmentos criativos, cada um com características bem particulares (veja detalhes no quadro): arquitetura e engenharia; artes; artes cênicas; biotecnologia; design; expressões culturais; filme e vídeo; mercado editorial; moda; música; pesquisa e desenvolvimento; publicidade; software, computação e telecom; televisão e rádio. São segmentos com boas oportunidades para empresas de todos os portes e empreendedores que tenham boas ideias para desenvolver e vender – no Brasil ou no mercado internacional.

Agliberto Lima/DC

Rio e São Paulo concentram ações

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alvez seja o clima mais relaxado, talvez seja uma vocação natural. O fato é que o Rio de Janeiro é hoje o principal polo de discussões e desenvolvimento da indústria criativa brasileira. Lá estão grandes estúdios de produção de TV (como o gigantesco Projac, da Rede Globo) e cinema, a entidade que primeiro se interessou pelo estudo desse assunto (a Federação das Indústrias local-Firjan) e um núcleo de formação profissional da ESPM que oferece cursos de graduação e pós-graduação em administração de negócios da indústria criativa – isso sem falar em toda a cadeia geradora de valor do carnaval. As empresas ligadas a essa nova economia ocupam 2,2% da força de trabalho do estado, o equivalente a 96 mil pessoas ocupadas nas cadeias criativas, segundo estudo da Firjan referente a 2011. A capital fluminense tem até uma secretaria especial apenas para cuidar da economia da criatividade. Nem o Estado de São Paulo nem a capital chegaram a criar órgãos tão específicos, mas ainda assim lideram em termos de tamanho da indústria criativa. Em todo o estado, ela emprega 2,3% da mão de obra, correspondente a 311 mil

Pequenos empreendedores criativos apresentaram produtos na SP Fashion Week

trabalhadores. O tamanho da economia paulista ajuda a explicar esse volume de ocupados: aqui estão as maiores empresas e a maior quantidade de pequenos e médios empreendedores que fazem crescer a indústria criativa, considerando segmentos tão variados quanto arquitetura (fornecedora de ideias para a bilionária indústria da construção civil), desenvolvimento de softwares e games e editoras de livros e revistas. E a maior vitrine da moda brasileira está na capital: duas vezes por ano os estilistas das marcas mais importantes do País apresentam suas coleções na São Paulo Fashion Week – onde também mostram seus produtos quase artesanais pequenos empreendedores reunidos na Pop Up Store. As mais recentes iniciativas de fomento à indústria criativa em São Paulo estão relacionadas à Secretaria Municipal da Cultura, que tem projetos para o segmento audiovisual na cidade. E eles são bem abrangentes: envolvem desde o incentivo ao trabalho de roteiristas até a restauração de cinemas tombados, cujos imóveis devem ser desapropriados na região central (devem ser recuperados o Cine Art Palácio, o Cine Ipiranga e o Cine Marrocos).


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Ajuda para exportar

IDEIAS Rejane Aguiar

A

s empresas da economia criativa brasileira podem também se aventurar no mercado internacional. Nem sempre é fácil começar a vender e manter os clientes, é fato, mas as condições tendem a melhorar à medida que aparecem os resultados das ações de promoção da imagem do Brasil. Esse é o trabalho, por exemplo, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Desde 2003 a ApexBrasil ajuda a desenvolver e administrar projetos para ampliação da presença no exterior de empresas brasileiras com perfil criativo. "Muitas dessas empresas já nascem globais ou com claro potencial para exportações. Nosso trabalho é facilitar os negócios internacionais, reforçando o posicionamento da imagem do Brasil como um país criativo. É o que chamamos de smart power, um poder de influência inteligente, calcado na criatividade", afirma Christiano Braga, coordenador de projetos liga-

dos à economia criativa na ApexBrasil. Segundo Braga, o trabalho do órgão tem horizonte de longo prazo. "Não adianta ir ao exterior hoje com a expectativa de exportar amanhã. É um processo que leva tempo e que não pode ser interrompido." Ele explica que os projetos de promoção comercial de economia criativa são divididos por setores e que todos os programas são montados em parcerias com entidades representativas – nunca com empresas isoladamente. Assim, a ApexBrasil tem em andamento ações conjuntas com associações de empresas de audiovisual, artes plásticas, música, mercado editorial, arquitetura, design, moda, artesanato, games e softwares. Para participar dos projetos, as empresas não precisam necessariamente ser associadas às entidades parceiras da ApexBrasil. Cada um dos projetos tem características próprias, mas de maneira geral o órgão custeia mapeamentos de setores e de seus potenciais de exportação, além das equipes técnicas de acompanhamento dos trabalhos, seja no Brasil ou no exterior. Os planejamentos estratégicos, ressalta Braga, são sempre feitos em conjun-

A tropicalidade nacional em Paris to com a associação de cada setor, com reavaliações periódicas (e cada vez mais frequentes, destaca, dado o dinamismo da indústria criativa). As entidades também arcam com parte das despesas dos projetos. As ações da ApexBrasil para promover a economia criativa do país são bastante diversificadas e variam conforme o setor. No caso do cinema, por exemplo, a agência leva empresas brasileiras para festivais internacionais de renome. "Nossa produção sempre está representada nos festivais de Cannes, Berlim, Guadalajara e Veneza. Desde 2007 sempre há pelo menos um filme brasi-

Fotos: Newton Santos/Hype

Disposição das peças na Uncle K: empresa migrou da fabricação para a concepção de bolsas.

Cores e formas na vitrine

A

grife carioca de bolsas e acessórios Uncle K tem bem o perfil de empresa brasileira criativa do segmento de moda, adaptada a esse novo conceito. Há pouco menos de 20 anos, era apenas uma fabricante de bolsas para diversas marcas, até que a inclinação dos sócios para o design falou mais alto. Hoje a marca terceiriza toda a produção de bolsas, calçados e acessórios diversos para se dedicar à elaboração das peças. O objetivo é sempre aliar design diferenciado e funcionalidade. Os produtos da marca são resultado de um longo trabalho de pesquisa de tendências e de materiais inovadores. A cada coleção são explicadas em detalhes aos franqueados as origens das peças e dos materiais usados na confecção. Na semana passada, por exemplo, os diretores da empresa passaram dias

nessas apresentações por todo o País, mostrando a coleção de primaveraverão 2013/2014. Nesses eventos, os lojistas podem fazer as encomendas das peças que oferecerão aos clientes daqui a alguns meses. Atualmente, a Uncle K tem 50 lojas em vários estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Está também no Nordeste, com lojas no Ceará, no Maranhão e no Piauí.

Cores fortes e marcantes não faltam nas criações da Uncle K – assim como nas lojas, cuja ambientação passa longe dos tons pastel, o que chama a atenção do consumidor. Há variedade também de materiais: lona, nylon, couro, couro sintético, camurça, drylex, presentes em bolsas, mochilas, carteiras, necessaires e sapatos. A marca tem também bijuterias e guarda-chuvas. (RA)

Cores fortes e materiais diversos são as marcas da grife carioca

leiro em cada um desses eventos", informa Braga. "Mas também trabalhamos para promover coproduções, que facilitam a distribuição de filmes nacionais pelo mundo, além de investir no apoio à distribuição em si", diz Braga, lembrando de um caso curioso. "Nossa produção vai tão longe que fiz questão de guardar um cartaz do filme 'Bruna Surfistinha' traduzido para o coreano." No festival de propaganda de Cannes, a ApexBrasil monta um "lounge Brasil" na praia da Riviera Francesa para reforçar a identidade nacional de país tropical. A presença de produtos brasileiros é maciça também em eventos de arte em Miami, Londres e Nova York. No mercado editorial, as ações se concentram na participação em feiras internacionais (Frankfurt, Bolonha, Guadalajara) e em ações voltadas à Festa Literária Internacional de Parati (Flip). De acordo com Braga, a agência investe também no caminho inverso: leva presidentes de grandes empresas multinacionais de propaganda para seu camarote do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, programa visitas de grandes galeristas e formadores de opinião no mercado de artes a espaços marcantes como a galeria a céu aberto de Inhotim, no

Fotos: Divulgação

Agência oficial desenvolve, com associações de vários setores, programas para promover a imagem criativa brasileira no mercado internacional.

interior de Minas Gerais, traz empresários para acompanhar a corrida de fórmula Indy em São Paulo. "A ideia é fomentar encontros de negócios aqui no Brasil. É um complemento às ações no exterior, que exigem um investimento muito alto", afirma o coordenador da ApexBrasil. A campanha "Le Brésil Rive Gauche" é um bom exemplo de ação coordenada pela ApexBrasil para a promoção da imagem (e dos produtos) brasileiros no exterior. Até o próximo dia 22 de junho, produtos de 120 marcas nacionais estarão à venda na tradicional loja de departamentos parisiense Le Bon Marché, fundada em 1852. A loja adquiriu um total

Cinema brasileiro já chega longe: no cartaz, apresentação do filme "Bruna Surfistinha" em coreano.

de US$ 2,25 milhões de empresas brasileiras e espera faturar US$ 3,75 milhões com a campanha. Os produtos ganharam espaços nobres na loja, com "corners" especiais. São itens como roupas, calçados, acessórios, decoração têxtil, cosméticos e utensílios para cozinha e gastronomia.


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e

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de abril de 2013

Helen relatou na The Economist que por três meses passou cerca de 15 horas nas lojas da TIM para tentar transferir a conta para a VIVO.

conomia

Mais rica do Brasil morre

Atribulações de uma britânica D com os celulares brasileiros Na The Economist, jornalista expõe os problemas enfrentados com operadoras do outro lado do Atlântico. Renato Carbonari Ibelli

A

fama, ou má-fama, da telefonia brasileira chegou ao velho continente. A publicação britânica The Economist trouxe em sua edição de 11 de abril embate travado pela jornalista Helen Joyce contra a operadora TIM. Tudo aconteceu no ano passado, quando o celular de Helen parou de funcionar. A jornalista deixou claro que o problema não era do aparelho, mas da rede de telefonia. "As mensagens deixadas no correio de voz só chegavam horas mais tarde. E-mails não chegavam, apenas esporadicamente. Eu mal podia ouvir o interlocutor e quando conseguia completar ligações, elas caiam", relatou. Este foi o início do que conta

ter sido sua "saga pelas telecomunicações brasileira". Logo no início, esta jornalista descobriu que não estava sozinha. Amigos brasileiros seus viviam os mesmos problemas. "Um amigo voltou à loja para reclamar e um alegre atendente disse que como tinham vendido muitos aparelhos, a rede estava sobrecarregada. E que demoraria alguns anos para adequar a infraestrutura aos novos clientes", reproduziu na publicação britânica. Helen não queria esperar anos para ter a situação normalizada, então decidiu transferir os três números que mantinha com a operadora TIM para a VIVO. Seu drama pioraria a partir daí. "Como muitos brasileiros, tive de enfrentar horas de espera para falar com o call center, fazer inúmeras visitas a diferentes lojas e pagar con-

tas por serviços não fornecidos". (leia mais sobre telefonia móvel na coluna Dos 2 lados do balcão na página 26) A jornalista diz que experimentou em primeira mão aquilo que no País costumam chamar de Custo Brasil. "Esta é a combinação de alto custo e baixa qualidade, o que torna fazer negócio no Brasil uma tarefa que dói na alma". A história é longa. Helen relatou na The Economist que ao longo de três meses passou cerca de 15 horas nas lojas da TIM para tentar transferir a conta para a VIVO, recebeu mais de 20 protocolos de atendimento e mesmo depois de a conta ser transferida para a VIVO, a jornalista contou que continuou a receber cobranças da TIM. "Por três meses, mesmo transferindo o número, ambas empresas cobraram

pela linha. Cada uma jogando o problema para outra". Quando achou que o problema estava resolvido, eis que: "cinco meses depois de achar que tinha me libertado da TIM, minha caixa de correios recebeu recados dizendo que a linha ainda estava ativa, que nunca havia sido cancelada e que a TIM nunca havia deixado de cobrar por ela". O problema foi resolvido cinco dias depois, após mais uma maratona de telefonemas. "Veio a confirmação de que não devia nada, mas sem explicação ou desculpas". Ao final do texto, a The Econ o m i s t trouxe que a história pode parecer chocante para estrangeiros, mas que para brasileiros é muito familiar. "A telefonia móvel brasileira é extremamente cara e sua confiabilidade chegou ao fundo do poço", concluiu Helen.

irce Navarro de Camar- 26% da CPFL Energia, de 17% go, viúva do fundador da CCR e detém o controle da do grupo Camargo Cor- Alpargatas, fabricante das Harêa, Sebastião Camargo, mor- vaianas. As receitas totais do reu na noite de sábado, em ca- grupo Camargo Corrêa atingisa, aos 100 anos. ram R$ 17,3 bilhões em 2011, Ela era considerada a mu- sendo 30% oriundos da área lher mais rica do Brasil, com de construção. uma fortuna estimada em De acordo com o índice de US$ 13,8 bilhões. Marlene Bergamo/Folhapress bilionários da BloEla voltou a entrar omberg, que vana lista dos bilioria diariamente nários brasileiros conforme o sobe em agosto do ano e desce do merpassado, após a cado acionário, agência BloomDona Dirce era berg revelar que até sexta-feira a ela era a propriesegunda pessoa tária beneficiária mais rica do Brada maior parte sil, atrás apenas Dirce: US$ 13,8 bilhões. d o e m p r e s á r i o das ações da Morro Vermelho, holJ o r g e P a u l o L eding controladora do grupo. mann (US$ 21,1 bilhões) e à Até então, a informação era f r e n t e d e J o s e p h S a f r a que as três filhas do casal – Re- (US$ 11,8 bilhões). gina, Renata e Rosana – diviLemann é um dos sócios do diam igualmente a totalidade grupo 3G Capital, que detém do controle acionário da Morro parte da AB Inbev – maior cerVermelho. Com a morte da vejaria do mundo e dona da mãe, as ações passam em de- brasileira Ambev – e recentefinitivo para as filhas. mente adquiriu a rede de lanO Grupo Camargo Corrêa chonetes Burger King e a fabritem negócios na área imobi- cante de condimentos Heinz. liária, de construção e cimen- Joseph Safra é dono do banco to. O grupo também é dono de Safra. (Folhapress)


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sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de abril de 2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 038/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 38/13, referente à “Aquisição de vidros automotivos, tipo para-brisa, a serem aplicados nos veículos pertencentes à frota municipal e peças automotivas a serem aplicadas em trator da marca John Deere”, com encerramento dia 03/05/13, às 8h, e abertura às 8h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 19 de abril de 2013. PREGÃO (REGISTRO DE PREÇOS) Nº 039/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nº 39/13, referente à “Contratação de empresa especializada para prestação de serviços de fornecimento e troca de vidros nos prédios da Secretaria de Educação”, com encerramento dia 06/05/13, às 8h, e abertura às 8h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 19 de abril de 2013. PREGÃO Nº 041/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 41/13, referente à “Aquisição de preservativos masculinos para campanhas de DST/AIDS”, com encerramento dia 07/05/13, às 8h, e abertura às 8h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 19 de abril de 2013. PREGÃO Nº 042/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 42/13, referente à “Aquisição de ferramentas e aparelhos de telefone”, com encerramento dia 08/05/13, às 8h, e abertura às 8h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 19 de abril de 2013. PREGÃO (REGISTRO DE PREÇOS) Nº 054/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nº 54/13, referente à “Aquisição de materiais para atender necessidades do Departamento no Projeto Nosso Bairro”, com encerramento dia 03/05/13, às 14h, e abertura às 14h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 19 de abril de 2013.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP

Processo nº 2030/2013 - Pregão nº 009/2013 RESUMO DE EDITAL ARNALDO SHIGUEYUKI ENOMOTO, Prefeito de Pereira Barreto-SP, faz saber que se acha aberto até as 09h:00min do dia 06 de maio de 2013, o Pregão nº 009/2013, do tipo menor preço por item, que tem por objeto a contratação de empresa para prestação de serviços com transporte de estudantes das áreas rurais do município, conforme descrição constante no Anexo I do Edital, observados as especificações e quantitativos estabelecidos. Maiores informações no Dep. de Licitações pelo fone/fax (18) 3704-8505, pelo e-mail licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda o Edital completo no website www.pereirabarreto.sp.gov.br. Pereira Barreto-SP, 19 de abril de 2013. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00271/13/05 OBJETO: REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE ESTUFA DE ESTERILIZAÇÃO E SECAGEM. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Registro de Preços para Aquisição de Estufa de Esterilização e Secagem. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 22/04/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 06/05/2013, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 22/04/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. BARJAS NEGRI Presidente

Richard Saigh Indústria e Comércio S.A. Companhia Fechada - CNPJ nº 61.206.397/0001-67 - NIRE 35.300.042.174 Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária - Edital de Convocação Ficam convocados os senhores acionistas da Richard Saigh Indústria e Comércio S.A. (a “Companhia”) a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária a ser realizada em sua sede social, na cidade de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, na Rua Heloísa Pamplona, nº 842, Bairro Fundação, CEP 09.520-310, no dia 30 de abril de 2013, às 09:30 horas, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do dia: em Assembleia Geral Ordinária: i) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012; ii) deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos; e, em Assembleia Geral Extraordinária: i) fixar a remuneração global dos administradores da Companhia; ii) deliberar acerca da Proposta de Aumento de Capital mediante capitalização de parte da reserva de investimentos; iii) caso seja aprovado o item (ii) da Ordem do Dia, aprovar a alteração do art. 5º e a consolidação do Estatuto Social. Os documentos a que se refere o art. 135, §3º da Lei nº 6.404/76 se encontram à disposição dos acionistas na sede social da Companhia. Edgard Nassif Saigh - Diretor Presidente.

Maturin Participações S.A. CNPJ/MF n.º 14.181.768/0001-13 – NIRE n.º 35300417020 Edital de Convocação - 1.ª Convocação Ficam convocados os acionistas da Cia. p/ a AGOE a se realizar no dia 30/04/2013, 11hs, em 1º convocação, na Av. Sagitário, n.º 138, cj2513A, s/ 3, Alpha Square, Torre I, Barueri - SP, CEP: 06473-073, p/ deliberarem sobre: (i) Em AGO:(i.1) as contas da administração, o balanço patrimonial e demais demonstrações financeiras referentes ao exercício social de 2012, bem como sobre a distribuição de dividendos, e (1.2) a eleição dos membros da diretoria, e (ii) Em AGE:(ii.1) a transferência da sede social, (ii.2) o exercício do direito do voto da Cia. na sociedade investida Café Donuts Franquias S.A., com relação (a) às contas da administração, o balanço patrimonial e demais demonstrações financeiras referentes ao exercício social de 2012 da sociedade investida, bem como sobre a distribuição de dividendos, a(b) a eleição dos membros do conselho de administração; e (c)a transferência da sede social.Flavio Milano Benclowicz e Elena KuflikBenclowicz - Diretores. (20, 23 e 24/04/2013)

ECONOMIA/LEGAIS - 21 CETENCO ENGENHARIA S.A.

CNPJ/MF nº 61.550.497/0001-06 Relatório da Administração Senhores Acionistas: Em atendimento às disposições legais e esta- com aumento substancial do volume da carteira de obras, com inclusão tutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. o Balanço Patrimonial e de três novas obras: Duplicação da Rodovia BR 280/SC DNIT/SC; Eclusa demais Demonstrações Financeiras relativas ao exercício encerrado em da Barragem da Penha/SP- Departamento Hidroviário do Estado de São 31/12/2012, acompanhadas das Notas Explicativas e do Parecer dos Audi- Paulo e Obras do Programa de Mobilidade Urbana-Binário Santo Amarotores Independentes. -SP- SPObras, sendo estas duas últimas em consórcio. As obras em andaI. Em 2012 a expansão do PIB brasileiro foi de 0,9%, bem inferior à expec- mento, durante o exercício de 2012, seguiram seus cronogramas de acordo tativa inicial, estimada em 4%. Essa desaceleração foi motivada essen- com o previamente estabelecido. O faturamento da Companhia alcançou cialmente pelos efeitos da economia mundial, nos seus principais centros, a importância líquida de R$ 241 milhões, representando um acréscimo de como a crise Europeia, menor crescimento da China e a lenta recuperação 75,25% em relação ao exercício de 2011. A partir de 2012, a Companhia da economia Americana. A desaceleração da economia brasileira fez com tem em sua carteira mais de R$ 1,5 bilhão de obras a executar. que o governo adotasse importantes medidas de incentivos, tais como: III. Máquinas e Equipamentos – Os investimentos em Máquinas e Equipaestímulos ao consumo; redução de impostos de importante setores; deso- mentos seguiram a estratégia adotada pela empresa em 2012, com aquisineração da Folha de Pagamento; redução da Taxa Básica de Juros – Selic. ções pontuais e específicas para atender a necessidade interna das obras, II. Contexto Operacional – A estratégia da Companhia para 2012 foi de otimizando a manutenção do seu parque de Máquinas. Novas aquisições ajustes e revisão de processos internos visando maior rentabilidade de estão sendo previstas e programadas para atender a demanda de uso nas seus negócios e geração de caixa e melhor competitividade no seu campo novas obras. IV. Recursos Humanos – A companhia manteve a aplicação de atuação. A conclusão positiva desses processos e sua sustentabilidade de recursos destinados a oferecer uma Política de Benefícios de qualidade visam trazer resultados concretos de crescimento gradativo para os próxi- aos seus colaboradores nas áreas de transporte, alimentação, assistência mos anos. Os reflexos já podem ser sentidos nos primeiros meses de 2013, médica e odontologia, sendo estas extensivas aos seus dependentes. TamBalanços Patrimoniais em 31 dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Notas Notas Ativo Explic. 2012 2011 Passivo Explic. 2012 2011 Circulante Circulante Caixa e Equivalentes de Caixa (11) 88.327.438 26.050.633 Empréstimos e Financiamentos (6) 29.086.508 40.284.489 Contas a Receber 41.625.556 182.817.933 Fornecedores 3.301.162 2.869.669 Outros Ativos Circulantes 19.654.368 11.747.416 Impostos, Taxas e Contribuições 1.911.930 1.582.857 149.607.362 220.615.982 Salários e Encargos a Recolher 1.431.282 1.362.741 Não Circulante IRPJ e CSLL 358.102 – Cauções p/ Garantia de Obras 7.658 7.658 Provisão de Férias e Encargos 2.015.130 1.888.588 Empréstimos a Associadas (4) 9.242.271 5.555.198 38.104.114 47.988.345 Contas a Receber 529.174.311 426.575.171 Não Circulante Depósitos Judiciais 4.236.347 3.548.876 Obrigações Fiscais – REFIS 192.833 483.883 Imobilizado 1.885.240 3.783.428 Parcelamentos 930.834 577.021 Contas a pagar 16.717.170 11.736.563 Intangível 383.757.022 383.731.653 Investimentos (5) 9.661.547 1.978.545 Aluguéis a Pagar 3.456.533 5.880.442 937.964.396 825.180.531 Empréstimos e Financiamentos (6) 67.783.250 45.031.763 IRPJ e CSLL Diferidos 26.015.247 23.218.562 Prov. para Demandas Judiciais (10) 1.914.481 1.789.231 117.010.348 88.717.464 Patrimônio Líquido Capital Realizado (7) 152.000.000 152.000.000 Ajuste de Avaliação Patrimonial 383.397.312 383.397.312 Reserva de Capital 105.463.186 105.463.186 Reserva Legal 23.723.031 22.554.701 Reserva de Lucros 113.432.129 73.429.375 Reserva de Lucros a Realizar 154.441.638 172.246.129 932.457.296 909.090.703 Total do Ativo 1.087.571.758 1.045.796.512 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 1.087.571.758 1.045.796.512 As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Ajustes de Reserva Capital Avaliação Reserva de Reserva de Lucros Reserva de Lucros Realizado Patrimonial Capital Legal a Realizar Lucros Acumulados Total Saldos em 31 de dezembro de 2010 152.000.000 383.397.312 105.463.186 21.382.702 149.978.146 73.429.375 – 885.650.721 Resultado do Exercício – – – – – – 23.439.982 23.439.982 Reserva Legal – – – 1.171.999 – – (1.171.999) – Reserva de Lucros a Realizar – – – – 22.267.983 – (22.267.983) – Saldos em 31 de dezembro de 2011 152.000.000 383.397.312 105.463.186 22.554.701 172.246.129 73.429.375 – 909.090.703 Resultado do Exercício – – – – – – 23.366.593 23.366.593 Reserva Legal – – – 1.168.330 – – (1.168.330) – Reserva de Lucros a Realizar – – – – 22.198.263 – (22.198.263) – Realização de Lucros a Realizar – – – – (40.002.754) 40.002.754 – – Saldos em 31 de dezembro de 2012 152.000.000 383.397.312 105.463.186 23.723.031 154.441.638 113.432.129 – 932.457.296 As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações Notas Explicativas 1. Contexto Operacional – A Cetenco Engenharia S.A. é uma sociedade ção não permitir a dedução para efeitos tributários e por entender que estes anônima de capital fechado com sede em São Paulo, Capital. Sua acionista não são sujeitos á falência (artigo 2º da Lei nº 11.101, de 09/02/2005); 3.5. controladora é a Construtora Centenário S.A. Empreendimentos e Parti- Imobilizado: é demonstrado ao custo de aquisição corrigido monetariacipações, CNPJ/MF: 43.382.027/0001-07. As atividades operacionais da mente até 31 de dezembro de 1995, deduzido da depreciação. A depreciaCompanhia consistem na prestação, no país ou no exterior, de serviços de ção é calculada pelo método linear, com base nas seguintes taxas anuais: engenharia de construção civil, de obras para produção, utilização e distri- edifícios – 4%, equipamentos leves – 10%, equipamentos pesados – 25%, buição de energia elétrica, bem como de obras hidráulicas, eletromecâni- veículos – 20%, ferramentas – 20%, aparelhos de engenharia, móveis e cas e viárias, por empreitada ou administração, construção, incorporação, utensílios – 10%; 3.6. Arrendamento Mercantil: Os contratos de arrendaadministração, compra e venda de imóveis, aluguéis em geral e a parti- mento mercantil financeiro, são registrados no ativo imobilizado em contra cipação em outras sociedades. O desempenho econômico da sociedade partida no passivo como empréstimos e financiamentos; 3.7. Intangíveis: esta atrelado ao investimento por parte dos governos Federal, Estaduais e Refere-se a registro da marca e do seu acervo técnico, com base em laudo fundamentado elaborado por empresa especializada, conforme o pronunMunicipais, em obras de infraestrutura. 2. Base de Preparação e Apresentação das Demonstrações Finan- ciamento contábil CPC 04 – Ativo Intangível; 3.8. Ajustes a Valor Presente ceiras – As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo de Ativos e Passivos: Os ativos e passivos monetários de longo prazo são apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que ajustados pelo seu valor presente, e os de curto prazo, quando o efeito é compreendem os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Con- considerado relevante em relação às demonstrações financeiras tomadas tábeis – CPC. As demonstrações financeiras foram elaboradas utilizando- em conjunto. O ajuste a valor presente é calculado levando em considera-se diversas bases de avaliação para se determinar as estimativas contá- ção os fluxos de caixa contratuais e a taxa de juros explícita, e em certos beis, incluindo fatores objetivos e subjetivos com base no julgamento por casos implícita, dos respectivos ativos e passivos. Dessa forma, os juros parte da Administração. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e embutidos nas receitas, despesas e custos associados a esses ativos e premissas incluem a seleção de vidas úteis do ativo imobilizado e de sua passivos são descontados com o intuito de reconhecê-los em conformidade recuperabilidade nas operações, avaliação dos ativos financeiros pelo valor com o regime de competência. Posteriormente, esses juros são realocajusto e pelo método de ajuste a valor presente, análise do risco de crédito dos nas linhas de despesas e receitas financeiras no resultado por meio para determinação da provisão para créditos de liquidação duvidosa, assim da utilização do método da taxa efetiva de juros em relação aos fluxos de como da análise dos demais riscos para determinação de outras provisões, caixa contratuais. As taxas de juros implícitas aplicadas foram determinainclusive para riscos e discussões judiciais. A liquidação das transações das com base em premissas e são consideradas estimativas contábeis; envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores significativamente 3.9. Demonstrações dos Fluxos de Caixa: As demonstrações dos fluxos divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras devido ao tra- de caixa foram preparadas pelo método indireto e estão apresentadas de tamento probabilístico inerente ao processo de estimativa. A Companhia acordo com o pronunciamento contábil CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa, emitido pelo CPC. revisa suas estimativas e premissas pelo menos anualmente. 3. Práticas Contábeis – 3.1. Apuração do Resultado das operações e 4. Transações com Partes Relacionadas – Os saldos com empresas Ativos e Passivos Circulantes e Não Circulantes: O resultado, apurado associadas referem-se às operações normais de fornecimento de bens e pelo regime de competência de exercícios, inclui os rendimentos, encargos serviços e contratos de mútuo, sujeitos às condições, taxas e prazos usuais e variações monetárias, incidentes sobre ativos e passivos circulantes e a no mercado. 2012 2011 Não Circulantes; 3.2. Contas a Receber (Circulante): São relacionados a Empréstimos a Associadas 5.087.812 3.087.882 contratos de longo prazo com entidades estatais. Os resultados são reco- Centenor Empreendimentos S.A. 9.875 8.017 nhecidos à medida em que os serviços vão sendo executados; 3.3. Contas Marina Porto de Angra Ltda. 63.353 49.480 a Receber (Não Circulante): Refere-se a ações judiciais contra empresas Minérios Centurião S.A. 20.112 9.444 estatais, em que a companhia já obteve decisão favorável, não restando Planoar Participações Ltda. 966.632 1.387.041 nenhuma dúvida quanto ao seu direito ou ao seu recebimento; 3.4. Provi- Unicon-União de Construtoras Ltda. 220.363 986 são para Créditos de Liquidação Duvidosa: A Administração da Compa- Porto São Bento Ltda. 2.874.124 1.012.348 nhia não vem procedendo à constituição da provisão para crédito de liquida- Construtora Centenário S.A. 9.242.271 ção duvidosa sobre créditos contra poderes públicos, devido a atual legisla- Total Geral 5.555.198 5. Investimentos – São avaliadas pelo método de equivalência patrimonial: Coligada/Controlada UNICON-União de Construtoras Ltda (10 quotas de R$ 3,635 cada) CENTENOR Empreend. S.A.

% de Participação 2012 2011 20,00% 20,00% 84,84%

84,36%

Patrimônio Líquido 2012 2011 (14.561.099) (13.824.267) 8.657.747 (5.903.352)

1.326.629 (12.497.637)

Investimentos 2012 2011 555.540 769.535 9.106.007 9.661.547

1.209.010 1.978.545

Resultado das Participações 2012 2011 (213.995) (21.354) 5.879.832 5.665.837

848.799 827.445

objeto dos arrendamentos pelo seu valor de mercado na época da aqui6. Empréstimos e Financiamentos – São representados por: 2012 2011 sição e efetua depreciação considerando a vida útil estimada, em conformiCirculante Circulante dade com as taxas praticadas no mercado, reconhece o passivo existente Capital de Giro 28.491.492 38.924.142 líquido dos juros antecipados, lançando como despesas apenas os juros Arrendamento Mercantil (a) 44.069 145.789 pagos no exercício. b) Referem-se a financiamentos captados por meio de Finame (b) 539.131 1.202.742 FINAME, de máquinas e equipamentos utilizados na execução das ativiCrédito Direto Consumidor – CDC (c) 11.816 11.816 dades da Companhia e registrados no ativo imobilizado. c) Referem-se a 29.086.508 40.284.489 veículos adquiridos por meio de crédito direto ao consumidor. 7. Capital Social – O Capital Social, totalmente nacional e integralizado, é Não Circulante Não Circulante representado por 204.024 ações sem valor nominal, sendo 186.367 ações Capital de Giro 67.515.622 44.143.394 ordinárias e 17.657 ações preferenciais. Arrendamento Mercantil (a) 3.893 44.068 8. Reserva de Lucros a Realizar – Evidencia a parcela de lucros ainda não Finame (b) 263.735 844.301 realizada financeiramente. 67.783.250 45.031.763 9. Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos – Refere-se ao a) A Companhia registra como ativo imobilizado integralmente os bens imposto de renda apurado sobre receitas diferidas no exercício. Conselho de Administração e Diretoria Luiz Carlos Magalhães – Técnico Contábil – CRC 1SP 063.429/O-0 Relatório dos Auditores Independentes Ilmos Srs. Administradores e Acionistas da financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do Cetenco Engenharia S.A. auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonsSão Paulo – SP trações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos as demonstrações financeiras da Cetenco Engenharia S.A., Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos releque compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e vantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio financeira da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explica- opinião sobre a eficácia desses controles internos da Cetenco Engenharia tivas. S.A. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas Responsábilidade da Administração sobre as Demonstrações Finan- contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela ceiras: A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoas práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela ria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstra- ressalva. ções financeiras livres de distorção relevante, independentemente se cau- Base para Opinião com Ressalva: Não examinamos, nem foram examisada por fraude ou erro. nadas por outros auditores independentes, as demonstrações financeiras Responsabilidade dos Auditores Independentes: Nossa responsabili- da empresa UNICON – União de Construtoras Ltda., correspondente ao dade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras exercício findo em 31 de dezembro de 2012. Como consequência, não nos com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasi- foi possível formar uma opinião quanto à adequação dos valores repreleiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento sentativos de tal investimento naquela data e do correspondente resultado de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e exe- registrado no exercício de 2012, com base no valor de patrimônio líquido cutada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstra- daquela empresa, como mencionado na nota explicativa nº 5 às demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve ções financeiras. A Companhia não está divulgando demonstrações finana execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência ceiras consolidadas em conjunto ou separadamente às demonstrações a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações individuais, incluindo sua controlada Centenor Empreendimentos S.A., con-

bém foram destinados recursos em treinamentos e capacitação em cursos de especialização. V.Gestão de Qualidade – Na Cetenco, após a obtenção das certificações das normas ISO 9001:2008, ISO 14001:2004, BS OHSAS 18001:2007 e no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat-PBQP-h, foi implantado o seu Sistema de Gestão Integrado em todas as suas obras, sistema este aprovado pelas inspeções apresentadas pelas nossas Auditorias Internas bem como pelas Auditorias de Manutenção realizadas pela empresa Certificadora, atestando a melhoria continua do mesmo. VI. Expectativas Futuras – Diferentemente do cenário apresentado em 2012, quando os esperados investimentos nos diversos projetos Federais em infraestrutura não corresponderam às expectativas, para o ano de 2013 é esperado um reaquecimento do mercado interno, com um crescimento do PIB acima de 3%. Nesse sentido, aguarda-se a implementação dos diversos pacotes de estímulos direcionados para as áreas de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, saneamento básico, energia e saúde. Com esse esperado incremento de investimentos, a Companhia, além daqueles novos projetos já adicionados e preparada para esses novos desafios, espera se beneficiar com a incorporação de novas obras em sua carteira. A Diretoria Demonstrações do Resultado para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Nota 2012 2011 Receita Operacional Líquida 240.660.181 137.887.469 Custo Operacional (173.439.388) (81.504.526) Lucro Bruto 67.220.793 56.382.943 Receitas (Despesas) Operacionais Despesas com Pessoal (9.134.448) (10.559.575) Despesas Administrativas (4.092.293) (3.004.142) Servs. Terceiros P. Jurídica (8.773.999) (2.361.535) Impostos e Taxas (371.323) (313.334) Outras Receitas (Desp.) Operacionais 6.080.743 2.209.975 Depreciação e Amortização (170.451) (170.499) Resultado de Equival. Patrimonial (5) 5.665.837 827.445 (10.795.936) (13.371.665) Resultado Financeiro (17.205.542) (16.742.825) Lucro antes do IRPJ e Contrib. Social 39.219.315 26.268.453 Corrente (7.514.211) – Diferido (9) (8.338.510) (2.828.471) 23.439.982 Lucro Líquido do Exercício 23.366.593 Lucro por Ação 114,53 114,89 As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Fluxos de Caixa Originados de: Atividades Operacionais 2012 2011 Lucro Líq. antes do IRPJ e Contrib. Social 39.219.315 26.268.453 Ajustes de Reconciliação (+) Depreciação e Amortização 2.050.401 2.139.071 (-) Valor Residual na Baixa de Ativo Imobiliz. 25.235 (1.700) (+) Resultado de Equivalência Patrimonial (5.665.837) (827.445) (-/+) Aumento/Red. nas Contas a Receber 30.686.285 (46.694.785) (-) Aumento/Redução nos Fornecedores 2.988.192 (1.175.712) (+/-) Aumento/Red. dos Salários a Pagar 68.541 253.241 (+/-) Aum./Red. de Outros Imp. a Recolher 687.174 (509.266) (-) Red. de Impostos a Recolher – Lei 11.941 (291.049) – (+/-) Aum./Red.nas Contas a Pagar e Prov. (5.541.824) 13.223.254 (=) Caixa Líq. Aplic. nas Ativid. Oper. 64.226.432 (7.324.888) Fluxos de Caixa Originados de: Atividades de Financiamentos (-) Empréstimos Pagos/Efetuados (94.957.359) (58.046.436) (+) Empréstimos e Financiam. Tomados 91.720.000 88.709.399 (=) Caixa Líq. Usado nas Ativid. de Financ. (3.237.359) 30.662.963 Fluxos de Caixa Originados de: Atividades de Investimentos (-) Aquisições de Ativo Imobilizado (202.816) (563.124) (-) Investimento em coligada (2.017.165) – (+) Recebimento de Processos 3.507.714 – (+) Recebim. por Venda Ativo Imobilizado – 1.700 (+) Levantamento/Depósitos Judiciais – 1.840.697 (=) Caixa Líq. Usado nas Ativ. de Invest. 1.287.733 1.279.272 Aumento no Caixa e Equival. de Caixa 62.276.805 24.617.347 Caixa e Equival. de Caixa (Início do Exerc.) 26.050.633 1.433.286 Caixa e Equival. de Caixa (Final do Exerc.) 88.327.438 26.050.633 Aumento no Caixa e Equival. de Caixa 62.276.805 24.617.347 As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações Demonstrações do Valor Adicionado para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Receitas 2012 2011 Vendas de Serviços 245.905.153 141.381.686 Outras Receitas Operacionais 548.143 3.348.744 246.453.296 144.730.430 Custo dos Serviços Prestados (122.570.930) (58.973.506) Materiais, energia, serviços terceiros e outros (48.818.057) (20.391.949) (171.388.987) (79.365.455) Valor Adicionado Bruto 75.064.309 65.364.975 Retenções Depreciação e Amortização (2.050.401) (2.139.071) Valor Adicionado Líq. Produzido Pela Cia.: 73.013.908 63.225.904 Valor Adicionado Recebido em Transferência Resultado da Equivalência Patrimonial 5.665.837 827.445 Receitas Financeiras 4.279.100 1.529.904 9.944.936 2.357.349 Valor Adicionado Total a Distribuir 82.958.845 65.583.253 Distribuição do Valor Adicionado Pessoal e Encargos (32.643.267) (25.410.869) Impostos, Taxas e Contribuições (14.784.820) (11.354.924) Juros e Aluguéis (12.164.165) (5.377.478) Lucros Retidos (23.366.593) (23.439.982) (82.958.845) (65.583.253) As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações 10. Provisão para Demandas Judicias – A Companhia possui as seguintes contingências: a) Processos trabalhistas – Referem-se à processos movidos contra a Companhia por ex-empregados, cuja constituíção da provisão de valores e os eventuais riscos levam em consideração o estágio atual dos processos. Foram estimados os montantes de R$ 1.914.481 em 31/12/2012 e de R$ 1.789.231 em 31/12/2011. b) Tributos e Contribuições Sociais – Em 30/06/2000, a Companhia aderiu ao REFIS, e para amortizar juros e multas, utilizou Prejuízos Fiscais e Base Negativa da Contribuição Social. Os impostos abrangidos pelo REFIS, estão registrados pelo valor atualizado, diminuídos dos Prejuízos e Base Negativa da Contribuição Social e não estão ajustados para o valor presente. Em 23/11/2009, a Companhia entrou com pedido de parcelamento da Lei nº 11.941 de 27/05/2009 junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil referente aos saldos remanescentes de impostos e contribuições dos programas Refis e das dívidas não parceladas anteriormente. 11. Caixa e Equivalentes de Caixa – Caixa e equivalentes de caixa consistem em numerário disponível, saldos de caixa e em poder de bancos. Caixa e equivalentes de caixa incluídos na demonstração dos fluxos de caixa compreendem: 2012 2011 Caixa e saldos em bancos 2.824.173 377.023 Aplicações Financeiras 85.503.264 25.673.610 Caixa e equivalentes de caixa 88.327.438 26.050.633 12. Seguros – A Companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo da auditoria das demonstraçõpes financeiras, consequentemente, não foram auditadas pelos nossos auditores independentes. forme requerido pelo Pronunciamento Técnico CPC 36 (R2) – Demonstrações Consolidadas. Se a Companhia tivesse apresentado demonstrações financeiras consolidadas, alguns elementos nas demonstrações financeiras teriam sido afetados de forma relevante. Os efeitos da não apresentação de demonstrações financeiras consolidadas não foram determinados. Opinião com Ressalva: Em nossa opinião, exceto quanto aos possíveis efeitos dos assuntos comentados no parágrafo Base para Opinião com Ressalva, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cetenco Engenharia S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil Outros Assuntos Demonstração do Valor Adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 14 de março de 2013. Padrão Auditoria S/S Sérgio Noboru Outaka CRC-2SP 016.650/O-7 Contador CRC-1SP 129.531/O-9

Garden Empreendimentos e Participações S.A. – CNPJ/MF nº 09.943.815/0001-89 Demonstrações Financeiras aos exercícios sociais encerrados – Período 01 de janeiro de 2012 a 31 de dezembro de 2012 (Valores expressos em Milhares de Reais) Balanço Patrimonial Demonstração do Resultado do Exercício 2012 Ativo 2012 Passivo 2012 Receitas: Receitas Operacionais 1.350.653,76 C 9.111,94 D Ativo Circulante: Disponível 113.874,08 D Passivo Circulante 39.277,38 C PIS 42.054,57 D Bancos Conta Movimento 101,00 D Obrigações a Pagar 4.926,05 C COFINS 1.401.820,27 C Banco Bradesco S/A 1,00 D I.N.S.S. 578,46 C Proventos de Aluguéis 2.784,23 C Banco do Brasil S/A 100,00 D COFINS 3.553,09 C Rendimentos s/Aplic. Financeiras 769,84 C Receitas não operacionais 2.784,23 C Aplicações Financeiras: Banco Bradesco S/A Investimentos 113.773,08 D PIS 24,66 C Total de Contas de Resultado 1.353.437,99 C Ativo Não Circulante 4.936.028,04 D I.R.R. Fonte 32.690,59 C (=) Receita Líquida Operacional Imobilizado: Imobilizado Técnico 4.940.444,70 D Impostos a Pagar 1.353.437,99 C 22.431,86 C (=) Lucro Bruto Terrenos 2.094.240,00 D I.R.P. Jurídica 1.353.437,99 C 10.258,73 C Despesas 65.699,80 D Edifícios 2.572.004,70 D Contrib. Social s/Lucro 1.660,74 C Despesas Operacionais Equipamentos e Instalações 274.200,00 D Outras Obrigações: Salários a Pagar 5.010.624,74 C Despesas Gerais 37.881,40 D Deprec. e Amortizações: Deprec. de Equip. e Instalações 4.416,66 C Patrimônio Líquido 4.698.876,99 C Viagens e Estadias 450,00 D Total do Ativo 5.049.902,12 D Capital: Capital Social Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas 311.747,75 C Jornais, Livros e Revistas 1.978,97 D Cap. Real. Atualiz. Res. de Lucros Reserva Legal 58.000,00 C Despesas Legais 473,50 D Títulos Cap. Subscrito Lucros Acumul. Total Reservas de Lucros 1.391.947,75 C Despesas Gerais 8.433,72 D Saldo em Lucros/Dividendos Distribuídos 1.138.200,00 D Serviços de Terceiros – P. Jurídicas 19.801,07 D 31/12/2011 4.698.876,99 291.373,32 – 4.990.250,31 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 5.049.902,12 C Manutenção Geral 6.415,00 D Luc. Líq. do Exerc. – – 1.158.574,43 1.158.574,43 Multas Dedutíveis 329,14 D Demonstração do Fluxo de Caixa – Método Direto Dest. de Luc. Líq. 26.870,40 D Das atividades operacionais 31/12/2012 31/12/2011 Despesas com Pessoal Reservas – 20.374,43 (20.374,43) – Recebimentos de clientes 22.392,00 D 1.404.604,50 1.324.847,01 Pro-Labore Dividendos – – (1.138.200,00) (1.138.200,00) (+) Proventos de Aluguéis 4.478,40 D 1.401.820,27 1.332.208,09 I.N.S.S. Saldo em 948,00 D (+) Receitas Diversas 2.784,23 2.638,92 Despesas Financeiras: Despesas Bancárias 31/12/2012 4.698.876,99 311.747,75 – 5.010.624,74 Pagamentos diversos 1.287.738,19 C (1.383.118,69) (1.308.456,32) (=) Lucro Operacional Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados Pagamento de IRPJ/CSLL (ano anterior) (127.917,12) (117.371,88) Outras Receitas/Despesas: 1.287.738,19 C (51.024,78) (44.079,39) (=) Lucro antes dos Impostos, Particip. e Contrib. Descrição 31/12/2012 31/12/2011 Impostos sobre as Vendas 88.620,41 D (65.028,79) (64.891,14) Provisão de Impostos: I.R.P. Jurídica (+) Saldo de Lucros Acumulados 291.373,32 C 285.068,66 C Desps. Administrativas, Vendas e Gerais Contribuição Social s/Lucro 40.543,35 D (948,00) (913,91) (+/-) Lucro Líquido do Período 1.158.574,43 C 1.087.504,66 C Despesas Financeiras Particip. e Contrib.: (=) Total do Lucro do Período: 1.158.574,43 C (=) Total 1.449.947,75 C 1.372.573,32 C Pagamento de Dividendos (1.138.200,00) (1.081.200,00) Diretoria Total das atividades operacionais 21.485,81 16.390,69 Destinações Aumento líq. de caixa e equival. de caixa 21.485,81 16.390,69 (-) Dividendos ou Lucros Distribuídos Murilo Adelson Alves Terra – Diretor Presidente 92.388,27 75.997,58 Pagos ou Creditados 1.138.200,00 D 1.081.200,00 D Caixa e equival. de caixa no início do ano Silvano Giovanni Silvestro – Diretor 21.485,81 16.390,69 (=) Total 1.138.200,00 D 1.081.200,00 D Variação ocorrida no período Adilson Casadei Manequini – Diretor 113.874,08 92.388,27 (=) Lucros ou Prej. Acumulados 311.747,75 C 291.373,32 C Caixa e equival. de caixa no final do ano José Paulino de Salles Barros – TC/CRC 1SP 071.587/O-3 Fazenda Palmeiras do Ricardo S/A CNPJ nº 61.206.314/0001-30 - NIRE nº 35.300.036.531 Edital de Convocação de Assembleia Geral Ordinária Ficam convocados os Senhores Acionistas da Companhia a comparecerem à Assembleia Geral Ordinária, a se realizar em 30 de Abril de 2013, às 11:00 h na sede social, à Alameda Campinas nº 463, 8º andar - São Paulo/SP, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (a) Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial e Demonstrações Financeiras do exercício social encerrado em 31/12/2012; (b) Destinação do Resultado; (c) Proposta para distribuição de dividendos; (d) Outros assuntos. Os documentos relativos às matérias em pauta estão à disposição dos Acionistas para consulta, na sede Social, em atenção ao dispoto no art. 133 da Lei nº 6.404/76. São Paulo, 18 de Abril de 2013 Raul Raphael Saigh - Diretor Superintendente

Café Donuts Franquias S.A. CNPJ/MF n.º 08.807.484/0001-97 – NIRE n.º 35300346483 Edital de Convocação - 1.ª Convocação Ficam convocados os acionistas da Cia. p/ a AGOE, dia 30/4/13, 12hs, em 1ª convocação, Av. Sagitário, 138, cj2513A, s/2, Alpha Square, Torre I, Barueri/SP, p/ deliberarem sobre: (i) Em AGO:(i.1) as contas da administração, balanço patrimonial e demonstrações financeiras referentes ao exercício social de 2012, bem como s/ a distribuição de dividendos(1.2) eleição dos membros do conselho de administração; e(ii) Em AGE:(ii.1) transferência da sede social. Sérgio MilanoBenclowicz(20, 23 e 24/04/2013) -Pres.do Cons. Adm.


22 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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ECONOMIA/LEGAIS - 23

ODEBRECHT UTILITIES S.A. CNPJ/MF Nº 17.382.530/0001-44

RELATÓRIO DOS ADMINISTRADORES Senhores Acionistas: Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012. Permanecemos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos necessários. São Paulo, SP, 28 de março de 2013. A Administração.

Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2012 (em milhares de reais) ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa................ Contas a receber .................................... Adiantamentos a fornecedores............... Tributos a recuperar ............................... Estoques................................................. Dividendos e juros sobre capital próprio a receber ................................................ Despesas antecipadas ........................... Outros ativos ..........................................

Nota explicativa

Controladora

5 7

79.502 70.167 396 38.566 1.163

8

9 (c)

12.875

12.875 Não circulante Realizável a longo prazo Contas a receber ................................ Fundos restritos.................................. Tributos diferidos ................................ Tributos a recuperar ........................... Despesas antecipadas ....................... Investimentos ......................................... Imobilizado ............................................. Intangível ................................................

7 6 12.1 8

9 (b) 10

646 32 190.472

517.695 9.276 4.956 10.789 37 542.753 158.374

158.374

Total do ativo ........................................

Consolidado

171.249

182.674 17 725.444

915.916

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Fornecedores ......................................... Empréstimos e financiamentos .............. Debêntures ............................................. Salários e encargos sociais.................... Adiantamentos de clientes ..................... Tributos a pagar ..................................... Tributos diferidos .................................... Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar ................................................... Outros passivos......................................

Nota explicativa

Controladora

Consolidado 2.704 40.713 15.917 1.790 11.488 426 5.755

11.1 11.2 14 12.1

2.362 95 81.250

Não circulante Empréstimos e financiamentos .............. Debêntures ............................................. Partes relacionadas................................ Tributos diferidos .................................... Provisões para contingências.................

11.1 11.2 13 12.1 2.8

Patrimônio líquido Capital social .......................................... Prejuízos acumulados ............................ Patrimônio líquido dos acionistas da controladora ................................................. Participação dos não controladores .......

264.756 238.152 32.244 99.047 200 639.399

15 177.819 177.819 (6.570) (6.570) 171.249 171.249 171.249

Total do passivo e tarimônio líquido ..

171.249 29.018 200.267 915.916

As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido (em milhares de reais) Atribuível aos acionistas da controladora Lucros Capital (prejuízos) Total social acumulados

Participação dos acionistas não controladores

Em 6 de novembro de 2012 (data da constituição) .................................... Constituição do capital social (Nota 15 (a))..................................................... 177.819 177.819 Prejuízo do período ......................................................................................... (6.570) (6.570) Efeito dos não controladores sobre entidades consolidadas .......................... 177.819 (6.570) 171.249 Em 31 de dezembro de 2012......................................................................... As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

815 28.203 29.018

Total do patrimônio líquido 177.819 (5.755) 28.203 200.267

Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2012 (em milhares de reais, exceto quanto indicado de outra forma) 1 Informações gerais – Odebrecht Utilities S.A. (“Companhia”) foi constituída em 6 de novembro de 2012, por meio do aporte da totalidade da participação societária detida pela Foz do Brasil S.A. (“Foz”) nas investidas Jeceaba Engenharia Ambiental S.A. (“Jeceaba”) e Aquapolo Ambiental S.A. (“Aquapolo”) e tem como objetivo investir e operar projetos ambientais e prestar serviços com foco em Operações Industriais – terceirização de centrais de utilidades e fornecimento de água de reúso. A Companhia e suas controladas são parte integrante da Organização Odebrecht e controladas pela Foz. A Companhia e suas controladas são parceiras em projetos que unem a iniciativa pública com a privada: • Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, na Aquapolo, maior projeto de água de reúso da América Latina; • Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa, na central de utili­ dades da Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (“VSB”), em Jeceaba, MG. A Companhia possui contratos de longo prazo para terceirização de centrais de utilidades para as indústrias do petróleo, petroquímica, siderurgia e papel e celulose, tendo como principais clientes Braskem e Vallourec & Sumitomo. As atividades são realizadas com base em contratos de serviços de longo prazo, representados preponderantemente pelo fornecimento de águas de reúso e pelas prestações de serviços de construção e operação de sistema de tratamento de água, efluentes, resíduos e energia elétrica, a seguir apresentados: Ano inicial-final Clientes Controladas Objeto do contrato Vallourec & Jeceaba ....... Projeto, construção e opera- 2009-2026 Sumitomo Tubos ção das plantas para tratado Brasil Ltda. mento de água, efluentes, (VSB) resíduos e energia elétrica 2009-2053 Braskem Qpar Aquapolo ..... Fornecimento de água S.A. e Braskem industrial ao Pólo PetroquíPetroquímica mico do ABC, SP, com a S.A. construção e operação das instalações necessárias 2 Resumo das principais políticas contábeis – As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão descritas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação – A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração no processo de aplicação das políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. A Companhia e suas controladas não possuíam outros resultados abrangentes em 2012. Dessa forma, a demonstração de resultados abrangentes nessas datas não está sendo apresentada. (a) Demonstrações financeiras consolidadas – As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pela Diretoria da Companhia em 28 de março de 2013. 2.2 Consolidação. (a) Demonstrações financeiras consolidadas – As seguintes políticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. (i) Controladas – Controladas são todas as entidades (incluindo as entidades de propósito específico) nas quais a Companhia tem o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhada de uma participação de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para a Companhia. A consolidação é interrompida a partir da data em que o controle termina. A Companhia reconhece a participação não controladora na adquirida, tanto pelo seu valor justo como pela parcela proporcional da participação não controlada no valor justo de ativos líquidos da adquirida. A mensuração da participação não controladora a ser reconhecida é determinada em cada aquisição realizada. Transações entre entidades, saldos e ganhos não realizados em transações entre empresas são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas quando necessário para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela Companhia e suas controladas. (ii) Controle compartilhado ((joint ventures) – A Companhia mantém participação em joint venture, na qual os empreendedores mantêm acordo contratual que estabelece o controle conjunto de várias atividades da Companhia. A Companhia reconhece sua participação na joint venture utilizando a consolidação proporcional. A Companhia combina sua participação nos ativos, passivos, receitas e despesas da joint venture, linha por linha, nas suas demonstrações financeiras consolidadas. As demonstrações financeiras da joint venture são preparadas para o mesmo período de divulgação. Os ajustes são efetuados, quando necessário, para alinhar as políticas contábeis com as adotadas pela Companhia e suas controladas. Ajustes são efetuados nas demonstrações consolidadas da Companhia e suas controladas com o objetivo de eliminar a participação da Companhia e suas controladas nos saldos intracompanhia, receitas e despesas e ganhos e perdas não realizados sobre transações entre a Companhia e suas controladas e sua joint venture. Perdas em transações são reconhecidas imediatamente se a perda fornece evidências de redução do valor realizável de ativos. A joint venture é proporcionalmente consolidada até a data em que a Companhia deixe de exercer controle conjunto. Quando ocorrer perda de controle conjunto, e contanto que esta investida não se torne controlada ou coligada, a Companhia e suas controladas passam a mensurar esse investimento a valor justo a partir de então. No momento da perda de controle conjunto, será reconhecida na demonstração do resultado qualquer diferença entre o valor contábil da antiga joint venture e o valor justo do investimento, bem como eventuais resultados da venda da joint venture. Quando o investimento remanescente mantiver influência significativa, será contabilizado como investimento em uma coligada, conforme descrito anteriormente. (iii) Companhias consolidadas – As demonstrações financeiras abrangem as demonstrações financeiras da Companhia, nas quais são mantidas as seguintes participações acionárias diretas. Quantidade Participação de ações no capital possuídas social (%) País Direta Jeceaba ........................................... Brasil 118.815.449 84,50 Controle compartilhado Aquapolo ......................................... Brasil 21.633.713 51,00 As principais contas de ativo, passivo e resultado da controlada em conjunto (Aquapolo) que possuem controle compartilhado, foram incluídas proporcionalmente nas demonstrações contábeis consolidadas, conforme segue: Aquapolo 51% Balanço patrimonial Demonstração do 2012 resultado condensada 2012 condensado Ativo circulante ............ 15.870 Resultado operacional bruto...... (59) Ativo não circulante ..... 207.183 Despesa operacional................. (5.457) Passivo circulante........ 15.032 Resultado financeiro, líquido ..... (5.251) Passivo não circulante 199.133 IRPJ e CSLL corrente e diferido 3.645 Patrimônio líquido........ 8.887 Prejuízo do exercício ................. (7.122) Na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas, foram utilizadas demonstrações financeiras das controladas na mesma data­base, elaboradas segundo as práticas contábeis da Companhia, e foram eliminados os investimentos na proporção da participação da investidora nos patrimônios líquidos e nos resultados das controladas, os saldos ativos e passivos, as receitas e despesas e os resultados não realizados, líquidos de imposto de renda e contribuição social, decorrentes de operações entre as empresas. Conforme nota 2.11, de acordo com as novas normas, alterações e interpretações contábeis, a partir de 1º de janeiro de 2013, não será mais permitida a consolidação proporcional. (iv) Transações e participações não controladoras – A Companhia e suas controladas tratam as transações com participações não controladoras como transações com proprietários de ativos da Companhia e suas controladas. Para as compras de participações não controladoras, a diferença entre qualquer contraprestação paga e a parcela adquirida do valor contábil dos ativos líquidos da controlada é registrada no patrimônio líquido. Os ganhos ou perdas sobre alienações para participações não controladoras também são registrados no patrimônio líquido. (b) Demonstrações financeiras individuais – Nas demonstrações financeiras individuais, as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais, quanto nas demonstrações financeiras consolidadas, para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. 2.3 Caixa e equivalentes de caixa – Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses ou menos e com risco insignificante de mudança de valor. 2.4 Ativos financeiros. 2.4.1 Classificação e mensuração – A Companhia e suas controladas classificam seus ativos financeiros no reconhecimento inicial, sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo através do resultado e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. (a) Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado – Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. (b) Empréstimos e recebíveis – Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes

são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia e suas controladas compreendem “Caixa e equivalentes de caixa” e “Contas a receber de clientes” (Notas 5 e 7). 2.4.2 Reconhecimento e mensuração – Ativos financeiros são classificados como ativos financeiros a valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis, investimentos mantidos até o vencimento, ativos financeiros disponíveis para venda, ou derivativos classificados como instrumentos de hedge eficazes, conforme a situação. A Companhia e suas controladas determinam a classificação dos seus ativos financeiros no momento do seu reconhecimento inicial, quando ele se torna parte das disposições contratuais do instrumento. Ativos financeiros são reconhecidos inicialmente ao valor justo, acrescidos, no caso de investimentos não designados a valor justo por meio do resultado, dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à aquisição do ativo financeiro. Vendas e compras de ativos financeiros que requerem a entrega de bens dentro de um cronograma estabelecido por regulamento ou convenção no mercado (compras regulares) são reconhecidas na data da operação, ou seja, a data em que a Companhia e suas controladas se comprometem a comprar ou vender o bem. Os ativos financeiros da Companhia e suas controladas incluem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes e outras contas a receber de clientes, fundos restritos. 2.4.3 Impairment de ativos financeiros e não financeiros. (a) Ativos mensurados ao custo amortizado – A Companhia e suas controladas avaliam na data da emissão do balanço se existe evidência objetiva de impairment. Não foram identificadas evidências objetivas que pudessem justificar o registro de perdas de impairment tanto para ativos financeiros, quanto para os não financeiros, em 31 de dezembro de 2012. 2.5 Contas a receber – As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber pela prestação de serviços no decurso normal das atividades da Companhia e suas controladas. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. Os direitos a faturar de clientes são assim classificados: Arrendamentos financeiros – São representados pelos direitos a faturar decorrentes dos contratos de longo prazo de construção, locação e operacionalização de ativos, qualificados como contratos de arrendamentos financeiros, com base na Interpretação Técnica ICPC 03 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis “Aspectos complementares de arrendamento mercantil” (ICPC 03) e no Pronunciamento Técnico CPC 06 (R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis “Operações de arrendamento mercantil” (CPC 06 (R1)). 2.6 Imobilizado – O imobilizado é mensurado pelo seu custo histórico, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens. O custo histórico também inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificáveis. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. A depreciação é calculada usando o método linear para alocar seus custos aos seus valores residuais durante a vida útil estimada. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado (Nota 2.4.3). Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o valor contábil e são reconhecidos em “Outras despesas líquidas” na demonstração do resultado. 2.7 Empréstimos, financiamentos, debêntures e arrendamento mercantil – São reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os financiamentos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. A caracterização de um contrato como arrendamento mercantil está baseada em aspectos substantivos relativos ao uso de um ativo ou ativos específicos ou, ainda, ao direito de uso de um determinado ativo, na data do início da sua execução. 2.8 Provisões – As provisões para ações judiciais (trabalhistas, cíveis e tributárias) são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada como resultado de eventos passados; é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. Em 31 de dezembro de 2012, a controlada Jeceaba provisionou R$ 200 para fazer face aos processos de natureza trabalhista com probabilidade de perda provável, consubstanciada pela opinião de seus assessores jurídicos. 2.9 Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos – As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem os tributos correntes e diferidos. O imposto de renda e contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, base negativa de contribuição social e adições temporárias. As alíquotas desses tributos, definidas atualmente para determinação desses créditos diferidos, são de 25% de imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Os tributos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação dos prejuízos fiscais e base negativa, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. Os tributos diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral quando relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. Dessa forma, tributos diferidos ativos e passivos em diferentes entidades em geral são apresentados em separado, e não pelo líquido. 2.10 Reconhecimento da receita – A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela prestação de serviços no curso normal das atividades da Companhia e suas controladas. A receita é apresentada líquida dos impostos, dos abatimentos e dos descontos, bem como das eliminações dos serviços prestados entre as empresas da Companhia e suas controladas. A Companhia e suas controladas reconhecem as receitas quando os valores podem ser mensurados com segurança, é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para as entidades e quando critérios específicos tiverem sidos atendidos para cada uma das atividades da Companhia e suas controladas, conforme descrição a seguir. A Companhia e suas controladas baseiam suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada prestação de serviço. (a) Receita de serviços – A receita compreende o valor presente pela prestação dos serviços e é reconhecida à medida que o serviço é prestado e medido. (b) Receita de vendas de mercadorias – A receita de vendas compreende o valor presente pela venda de água de reúso, na medida em que as vendas são faturadas. (c) Receita de construção – A receita de construção foi estimada considerando os gastos incorridos na formação da infraestrutura e a respectiva margem de lucro, determinada com base nos correspondentes custos de envolvimento da controlada Jeceaba na formação do seu ativo financeiro, presente no contrato de arrendamento mercantil (CPC 06 (R1) e ICPC 03), uma vez que a controlada Jeceaba adota como prática a terceirização dos serviços de construção, com riscos de construção assegurados no contrato de prestação de serviços e por seguros específicos de construção. A receita de construção é determinada e reconhecida de acordo com o Pronunciamento, segundo o método de porcentagem de conclusão, mediante incorporação da margem de lucro aos respectivos custos incorridos no mês de competência. A receita é reconhecida pela margem de 7,69% sobre os custos incorridos atribuíveis ao arrendamento mercantil apurado pela combinação dos custos de supervisão, risco do negócio e gerenciamento dos subcontratados. (d) Receita de ativo financeiro – A receita do ativo financeiro é decorrente da atualização dos direitos a faturar constituídos pela receita de construção do ativo financeiro, correspondente aos contratos de arrendamentos mercantis e, dada a sua natureza, está sendo apresentada como receitas das operações da controlada Jeceaba. Essa atualização é calculada com base na taxa de desconto específica do contrato, a qual foi determinada considerando os respectivos riscos e premissas dos serviços prestados. A controlada Jeceaba iniciou a atualização dos direitos a faturar a partir do início das suas operações. (e) Mapa das receitas e custos sobre contratos de longo prazo – A receita e o custo de construção estão relacionados aos contratos de longo prazo e assim apresentado: Receita Custo Receita Natureza do de cons- de cons- Margem do ativo Controlada contrato trução trução de lucro financeiro 188 (153) 35 6.209 Jeceaba ..... Privado (f) Receita financeira – A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um contas a receber, a Companhia e suas controladas reduzem o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida em que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contas a receber. 2.11 Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio – A distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio para os acionistas da Companhia é reconhecida nas demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas ao final do exercício, com base no esta-

Demonstrações do resultado Período de 6 de novembro a 31 de dezembro de 2012 (em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Controladora Operações continuadas Receita líquida de serviços e vendas (Nota 16 (a))....... Custos dos serviços prestados e vendas (Nota 16 (b)) Lucro bruto .................................................................. Despesas operacionais Gerais e administrativas (Nota 16 (c))........................ Outras despesas, líquidas .......................................... Lucro operacional antes das participações societárias e do resultado financeiro Resultado de participações societárias (Nota 9 (b)) Equivalência patrimonial............................................. 2.141 Outras equivalências patrimoniais.............................. (8.711) Resultado financeiro (Nota 16 (d)) Receitas financeiras ................................................... Despesas financeiras ................................................. Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social ..................................................................... (6.570) Imposto de renda e contribuição social correntes ......... Imposto de renda e contribuição social diferidos .......... Prejuízo do período ..................................................... (6.570) Atribuível a Acionistas da Companhia.............................................. Participação dos não controladores .............................. Prejuízo por ação básico e diluído de operações continuadas atribuível aos acionistas da Companhia durante o período (expresso em R$ por ação) (Nota 15 (b)) ............................................................................ As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações dos fluxos de caixa Período de 6 de novembro a 31 de dezembro de 2012 (em milhares de reais) Controladora

Consolidado 25.462 (9.074) 16.388 (4.075) (18) 12.295

(8.711) 1.005 (9.197) (4.608) (945) (202) (5.755) (6.570) 815 (5.755)

(0,0324)

tuto social de cada Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que é aprovado pelos acionistas, em Assembleia Geral e Conselho de Administração. O benefício fiscal dos juros sobre capital próprio é reconhecido na demonstração de resultado. 2.12 Novas normas, alterações e interpretações de normas que ainda não estão em vigor – As seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo IASB, mas não estão em vigor para o exercício de 2012. A adoção antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, não foi permitida no Brasil, pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). • IFRS 9 – “Instrumentos financeiros” aborda a classificação, a mensuração e o reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados à classificação e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificação dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinação é feita no reconhecimento inicial. A base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém a maioria das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a porção de mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria entidade é registrada em outros resultados abrangentes e não na demonstração dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contábil. A Companhia e suas controladas estão avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2015. • IFRS 10 – “Demonstrações financeiras consolidadas”, incluída como alteração ao texto do CPC 36(R3) – “Demonstrações consolidadas”. Apoia-se em princípios já existentes, identificando o conceito de controle como fator preponderante para determinar se uma entidade deve ou não ser incluída nas demonstrações financeiras consolidadas da Controladora. A norma fornece orientações adicionais para a determinação do controle. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. A Companhia avaliou que sua adoção não trará impacto às suas demonstrações financeiras, com exceção as alterações decorrentes do IFRS 11 citadas abaixo. • IFRS 11 – “Acordos em conjunto”, emitida em maio de 2011, e incluída como alteração ao texto do CPC 19 (R2) – “Negócios em conjunto”. A norma provê uma abordagem mais realista para acordos em conjunto ao focar nos direitos e obrigações do acordo em vez de sua forma jurídica. Há dois tipos de acordos em conjunto: (i) operações em conjunto – que ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos e obrigações contratuais e como consequência contabilizará sua parcela nos ativos, passivos, receitas e despesas; e (ii) controle compartilhado – ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos líquidos do contrato e contabiliza o investimento pelo método de equivalência patrimonial. O método de consolidação proporcional não será mais permitido com controle em conjunto. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. A aplicação desta nova norma terá impacto sobre a posição patrimonial e financeira da Companhia e suas controladas, eliminando a consolidação proporcional das joints ventures. Com a aplicação da nova norma, os investimentos serão contabilizados com base no método da equivalência patrimonial. Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia e suas controladas. 3 Estimativas e julgamentos contábeis críticos – As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. 3.1 Estimativas e premissas contábeis críticas – Com base em premissas, a Companhia e suas controladas fazem estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas a seguir. (a) Imposto de renda, contribuição social e outros impostos – A Companhia e suas controladas reconhecem provisões por conta de situações em que é provável que valores adicionais de impostos forem devidos. Quando o resultado final dessas questões é diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenças afetam os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no período em que o valor definitivo é determinado. (b) Reconhecimento de receita – A controlada Jeceaba usa o método de porcentagem de conclusão para contabilizar seu contrato de construção. O uso deste método requer que a Jeceaba estime o estágio de execução de cada contrato até a data base do balanço como uma proporção entre os custos incorridos com os serviços até então executados e o total dos custos orçados de cada contrato (Nota 2.10 (c)). 4 Gestão de risco financeiro. 4.1 Fatores de risco financeiro. Considerações gerais – A Companhia e suas controladas participam em operações envolvendo instrumentos financeiros, incluindo caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes, contas a pagar a fornecedores, financiamentos e debêntures. Os instrumentos financeiros operados pela Companhia e suas controladas têm como objetivo administrar a disponibilidade financeira de suas operações. A administração dos riscos envolvidos nessas operações é feita através de mecanismos do mercado financeiro que buscam minimizar a exposição dos ativos e passivos das empresas, protegendo a rentabilidade dos contratos e o patrimônio da Companhia e suas controladas. Os valores registrados no ativo e no passivo circulante têm liquidez imediata ou vencimento, em sua maioria, em prazos inferiores a três meses. Considerando o prazo e as características desses instrumentos financeiros, que são sistematicamente renegociados, os valores contábeis se aproximam dos valores justos. Adicionalmente, a Companhia e suas controladas não participaram de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos (especulativos e não especulativos) no período findo em 31 de dezembro de 2012. (a) Risco de crédito – A política do Grupo considera o nível de risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. (b) Risco de liquidez – É o risco de a Companhia e suas controladas não disporem de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas diariamente pela área de tesouraria. Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia e suas controladas mantêm caixa e equivalentes de caixa de R$ 79.502. 4.2 Gestão de capital – Os objetivos da Companhia e suas controladas ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de sua continuidade para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma adequada estrutura de capital para reduzir o respectivo custo. Para alcance desses objetivos, exerce uma gestão financeira e de capital centralizada. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia e suas controladas podem rever a política de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento. Condizente com outras companhias do setor, a Companhia e suas controladas monitoram o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de financiamentos e debêntures (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa e fundos restritos. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2012 podem ser assim sumariados: Consolidado Total de empréstimos, financiamentos e debêntures (Nota 11) 559.538 (-) Caixa e equivalentes de caixa (Nota 5) ............................. (79.502) (9.276) (-) Fundos restritos (Nota 6) ................................................... Dívida líquida.......................................................................... 470.760 200.267 Total do patrimônio líquido ..................................................... 671.027 Total do capital ....................................................................... 70% Índice de alavancagem financeira – % ............................... 4.3 Instrumentos financeiros por categoria – Os instrumentos financeiros da Companhia e suas controladas são classificados da seguinte forma: Consolidado Ao valor justo por meio do resultado 9.276 Fundos restritos...................................................................... 9.276 Empréstimos e recebíveis Caixa e equivalentes de caixa................................................ 79.502 587.862 Contas a receber .................................................................... 667.364 Outros passivos financeiros Fornecedores ......................................................................... (2.704) Empréstimos e financiamentos .............................................. (305.469) (254.069) Debêntures ............................................................................. (562.242) Consolidado 5 Caixa e equivalentes de caixa Fundo fixo............................................................................... 5 Banco conta movimento ......................................................... 1.897 77.600 Aplicações financeiras (i)........................................................ 79.502 (i) Composição das aplicações financeiras Taxa média de ConsoLiquidez remuneração lidado Certificado de depósito bancário Imediata 102% do CDI 24.070 (“CDB”) .......................................... 53.530 Compromissada ............................ Imediata 103% do CDI 77.600 Conso6 Fundos restritos lidado 9.276 Jeceaba ........................................................................................... Refere-se ao saldo mantido com a controlada Jeceaba, de depósitos bancários, com rendimento de cerca de 102,5% do CDI, tendo sua utilização vinculada ao cumprimento de obrigações contratuais de financiamentos e debêntures, sendo que os valores são retidos até os vencimentos dos mesmos, previstos para 22 de setembro de 2021.

Fluxos de caixa das atividades operacionais Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social .................................................................... Ajustes Depreciação e amortização.......................................... Valor residual do ativo imobilizado e intangível baixados Resultado de equivalência patrimonial......................... Outras equivalências patrimoniais................................ Margem de lucro de construção ................................... Juros e variações monetárias, líquidas ........................

(6.570)

Consolidado

(4.608) 1.474 18

(2.141) 8.711

Variações nos ativos e passivos Contas a receber....................................................... Adiantamentos a fornecedores ................................. Tributos a recuperar.................................................. Estoques ................................................................... Outros ativos ............................................................. Despesas antecipadas.............................................. Fornecedores ............................................................ Salários e encargos sociais ...................................... Tributos a pagar ........................................................ Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar...... Provisões para contingências ................................... Tributos diferidos....................................................... Outros passivos ........................................................ Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Fundos restritos............................................................ Adições ao imobilizado................................................. Caixa líquido proveniente das atividades de investimentos....................................................................... Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Amortizações de empréstimos e financiamentos ......... Juros pagos de empréstimos e financiamentos ........... Partes relacionadas...................................................... Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos......................................................................... Caixa e equivalentes a caixa de controladas incluídas na consolidação, líquido ............................................... Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do período Caixa e equivalentes de caixa no final do período.. As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

8.711 (35) 8.412 13.972 (1.310) 7 (12.818) (60) 67 78 (4.665) (308) (1.506) (1.411) 200 (277) (14) (8.045) (3.703) 17.311 13.608 (6.641) (3.868) 2.746 (7.763) 81.702 79.502 79.502

Consolidado 7 Contas a receber Contas a receber de clientes Clientes privados......................................................................... 3.211 Direitos a faturar Clientes privados......................................................................... 584.651 Total das contas a receber ............................................................. 587.862 (-) Circulante................................................................................... (70.167) Não circulante................................................................................. 517.695 (i) Composição dos direitos a faturar – Os direitos a faturar do contrato qualificado como operações de arrendamento mercantil financeiro podem ser assim apresentados: ConsoControlada Direito da controlada Cliente lidado Jeceaba ................... Ativo financeiro (arrendamento) VSB 584.651 (66.956) (-) Circulante............ 517.695 Não circulante.......... Conso8 Tributos a recuperar lidado INSS retido sobre serviços ............................................................. 1.400 ISS sobre serviços.......................................................................... 904 Imposto de renda............................................................................ 2.295 Contribuição social ......................................................................... 140 PIS e COFINS (*) ........................................................................... 39.627 4.989 ICMS (**) ........................................................................................ 49.355 (-) Circulante................................................................................... (38.566) 10.789 Não circulante................................................................................. (*) As controladas Jeceaba e Aquapolo adotaram a opção de utilizar o desconto dos créditos da contribuição para o PIS e da COFINS no prazo de 12 meses, para as aquisições de máquinas e equipamentos destinados às suas operações, conforme art. 1º da Lei nº 11.774/08. Adicionalmente, as investidas optaram pelo desconto, no prazo de 24 meses, dos créditos da contribuição para o PIS e da COFINS nas incorporações de edificações ao ativo imobilizado para utilização nas suas operações, conforme disposto no art. 6º da Lei nº 11.488/07. (**) O saldo de ICMS a recuperar refere-se a crédito tributário constituído pela Aquapolo na aquisição de materiais utilizados na construção da infraestrutura. Os créditos estão sendo apropriados desde o início das atividades em outubro de 2012, à razão de 1/48 avos, em conformidade com o § 10º do artigo 61 do RICMS/00-SP e disciplinado pela Portaria CAT nº 25/01. 9 Investimentos. (a) Investimentos em empresas controladas diretas % de Patrimônio Lucro líquido particilíquido (prejuízo) Ativo Passivo pação (*) ajustado do período Aquapolo .. 51,00 437.357 419.933 17.424 (13.966) Jeceaba .... 84,50 701.575 514.360 187.215 32.580 (*) Participações societárias na data-base de 31 de dezembro de 2012. (b) Movimentação dos investimentos em empresas controladas diretas Saldo Dividendos Equiva- Outras Saldo no iníe juros lência equivano cio do Adições sobre capipatri- lências final do (*) tal próprio monial período (**) período Aquapolo.. 11.188 (2.302) (8.711) 175 166.631 (12.875) 4.443 158.199 Jeceaba ... Em 31 de dezembro 177.819 (12.875) 2.141 (8.711) 158.374 de 2012 ... (*) As adições são referentes à movimentação societária (Nota 1). (**) Outras equivalências são referentes a lucros não realizados na Aquapolo. (c) Dividendos e juros sobre capital próprio a receber Saldo no Saldo no início do final do período período Adições Jeceaba Dividendos mínimos obrigatórios ........... 6.538 6.538 6.337 6.337 Dividendos adicionais............................. 12.875 12.875 O saldo refere-se ao saldo de dividendos mínimos obrigatórios sobre o lucro líquido de 2012. Adicionalmente os montantes serão recebidos no decorrer do exercício de 2013. 10 Imobilizado. (a) Composição Consolidado Taxas méDepreciadias anuais ção acude depreCusto mulada Líquido ciação (%) Terrenos ........................... Equipamentos de informática .................................... 42 (7) 35 20 Máquinas e equipamentos 10.312 (269) 10.043 10 Edificações e benfeitorias 173.712 (1.213) 172.499 2 a 40 Móveis e utensílios ........... 91 (9) 82 10 43 (28) 15 20 Veículos............................ 184.200 (1.526) 182.674 O saldo de imobilizado refere-se aos ativos da infraestrutura da investida Aquapolo. Conso(b) Movimentação lidado Saldo no início do período .......................................................... (+/-) Movimentações societárias em 6 de novembro ..................... 184.148 (1.474) (-) Depreciação (*) .......................................................................... Saldo no final do período ............................................................ 182.674 (*) A depreciação refere-se ao período de 06 de novembro a 31 de dezembro de 2012. 11 Empréstimos, financiamentos e debêntures Conso11.1 Empréstimos e financiamentos lidado Circulante Financiamentos .............................................................................. 40.565 148 Obrigações de arrendamento financeiro ....................................... 40.713 Não circulante Financiamentos .............................................................................. 267.085 Obrigações de arrendamento financeiro ....................................... 231 (2.560) (-) Custo de transação.................................................................... 264.756 305.469 (a) Prazo de vencimento – O montante classificado como não circulante tem a seguinte composição por vencimento: Consolidado 2014 ............................................................................................... 39.859 2015 ............................................................................................... 39.813 2016 ............................................................................................... 39.721 2017 ............................................................................................... 39.721 2018 ............................................................................................... 39.721 2019 ............................................................................................... 39.721 2020 ............................................................................................... 26.639 2021 ............................................................................................... 2.121 (-) Custo de transação.................................................................... (2.560) 264.756 Consolidado (b) Movimentação Saldo no início do período (+) Adição de juros ......................................................................... 3.733 (+) Movimentação societária .......................................................... 312.190 (-) Amortização principal................................................................. (6.641) (-) Amortização juros ...................................................................... (3.868) (+ / -) Custo de transação............................................................... 55 Saldo no final do período ............................................................ 305.469 (c) Detalhamento dos empréstimos e financiamentos Instituição Encargos financei- VenciConsofinanceira ros anuais mentos lidado Modalidade Project finance Jeceaba ............... BNDES TJLP + 2,74% + 1% jan/2021 103.213 Jeceaba ............... BNDES TJLP + 2,74% jan/2021 103.177 Jeceaba ............... BNDES 4,50% jan/2020 101.260 Arrendamento mercantil Jeceaba ............... Santander Juros de 9,7% ago/2015 379 (-) Custo de transação............. (2.560) 305.469 (d) Garantias e outras informações relevantes – Para a execução das obras do contrato com a VSB, a controlada Jeceaba tomou junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (“BNDES”), o financiamento no valor R$ 361.526. As garantias do contrato de financiamento são a cessão fiduciária junto ao BNDES da receita cedida, dos recursos depositados na conta reserva até a final liquidação de todas as obrigações assumidas no referido contrato e demais direitos, tais como: (i) penhor de todas as máquinas e equi-


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de abril de 2013

Continuação das demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2012 da Odebrecht Utilities S.A. pamentos instalados na central de utilidades; (ii) penhor dos direitos creditórios provenientes do contrato de prestação de serviços celebrado entre a controlada e a VSB; (iii) penhor dos direitos creditórios decorrentes da conta vinculada de titularidade da controlada (a “Conta Centralizadora”); (iv) cessão fiduciária dos direitos creditórios decorrentes da conta reserva do BNDES; (v) penhor dos direitos creditórios decorrentes da conta do serviço da dívida variável da Infrabrasil Fundo de Investimentos em Participações (“INFRABRASIL”); (vi) cessão, em favor do BNDES, de todos os direitos e obrigações decorrentes do Contrato Design, Build, Operate and Transfer (“DBOT”), com exceção dos direitos creditórios mencionados, cuja eficácia ficará condicionada à declaração de vencimento antecipado deste contrato. 11.2 Debêntures. (a) Composição Série Emissão Consolidado Jeceaba ............................................ A e B 16/03/2010 70.682 186.312 Aquapolo .......................................... Única 18/08/2011 256.994 (-) Custo de transação...................... (2.925) (15.917) (-) Circulante..................................... 238.152 Não circulante................................... Jeceaba – Em 16 de março de 2010, a Jeceaba emitiu 62 debêntures no valor nominal total de R$ 62.000, sendo 31 da Série A e 31 da Série B, não conversíveis em ações, nominativas, da espécie com garantia real, em duas séries, em favor da INFRABRASIL, com vencimento final em 22 de setembro de 2021, e remuneração pela atualização do IGP-M e juros de 12,5% a.a. As debêntures possuem carência para pagamento de 18 meses para as da Série A e 24 meses para as da Série B a partir da data de sua emissão, tendo como garantias reais os ativos da controlada, compreendendo depósitos bancários e direitos a receber, entre outros, conforme condições definidas nos contratos de cessão fiduciária de direitos creditórios, contas bancárias, penhor de ações e outras avenças. Aquapolo – Em 18 de agosto de 2011, a investida Aquapolo emitiu 326.732 debêntures no valor nominal total de R$ 326.732 não conversíveis em ações, em série única, da espécie com garantia real, representada pela cessão fiduciária de direitos creditórios e alienação fiduciária de ações da Aquapolo, em favor da Caixa Econômica Federal (“CEF”), tendo sua carência que se encerra em 30 de novembro de 2013, e liquidações a partir de 1º de dezembro de 2013, em 196 parcelas mensais e sucessivas, com vencimento até 1º de maio de 2029. A remuneração é pela atualização da Taxa Referencial (“TR”) e juros de 8,75% a.a. O montante captado refere-se ao total da dívida, sendo a participação da Companhia na consolidação proporcional de 51% (Nota 2.2 (a)) (ii). Consolidado (b) Movimentação Saldo no início do período (+) Encargos financeiros ........................................................ 4.596 (+) Movimentação societária .................................................. 249.438 (+/-) Custo de transação......................................................... 35 Saldo no final do período .................................................... 254.069 (c) Prazo de vencimento – O montante classificado como não circulante tem a seguinte composição por vencimento: Consolidado 2013 ....................................................................................... 2014 ....................................................................................... 18.852 2015 ....................................................................................... 19.560 2016 ....................................................................................... 21.686 2017 ....................................................................................... 21.686 2018 ....................................................................................... 21.686 2019 ....................................................................................... 19.579 2020 ....................................................................................... 12.834 2021 ....................................................................................... 14.987 2022 em diante....................................................................... 90.207 (-) Custo de transação............................................................ (2.925) 238.152 11.3 Cláusulas contratuais restritivas – Covenants – As controladas possuem em seus contratos de empréstimos e debêntures cláusulas restritivas que obrigam o cumprimento de garantias especiais. A penalidade para o não cumprimento desses compromissos é a possibilidade de antecipação do vencimento da dívida. Em 31 de dezembro 2012, as controladas da Companhia permanecem cumprindo as cláusulas restritivas relativas aos referidos empréstimos e debêntures existentes nas investidas diretas e indiretas da Companhia. Consolidado 12 Tributos diferidos – 12.1 Composição Ativo de imposto de renda e contribuição social diferidos...... 4.956 4.956 Passivo de tributos diferidos Imposto de renda e contribuição social diferidos ............... (37.066) PIS e COFINS diferidos...................................................... (58.281) ISS diferido sobre as receitas............................................. (9.455) Passivo de tributos diferidos................................................... (104.802) (-) Circulante........................................................................... 5.755 (99.047) Não circulante.........................................................................

Consolidado Ativo fiscal Passivo fiscal diferido diferido Aquapolo ..................................................... 4.956 5.341 (42.407) Jeceaba ....................................................... 10.297 (42.407) 12.2 Imposto de renda e contribuição social diferidos – Natureza e expectativa de realização de IRPJ e CSLL diferidos Consolidado Ativo (passivo) fiscal diferido Prejuízo fiscal e base negativa da CSLL............................... 9.854 Provisões indedutíveis........................................................... 68 Receita de construção/ICPC 03 ............................................ (191.990) Custo de construção/ICPC 03 ............................................... 185.498 Amortização do intangível e depreciação do imobilizado/ ICPC 03 (909) Capitalização de juros (financiamento de ativos em formação) – CPC 20 (R1) ............................................................... (7.116) Receita de ativo financeiro/ICPC 03...................................... (27.508) (7) Outras diferenças temporárias .............................................. (32.110) Composição no balanço patrimonial (não circulante) Ativo diferido.......................................................................... 10.297 (42.407) Passivo diferido ..................................................................... (32.110) Conforme as projeções de resultado preparadas pela Administração, os lucros tributáveis futuros da Companhia e suas controladas permitem a realização do ativo fiscal diferido existente em 2012, apurado com base nos saldos de prejuízos fiscais, base negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (“CSLL”) e diferenças temporárias conforme estimativa a seguir: Consolidado Ativo Expectativa de realização diferido Em 2013 ............................................................................... (5.353) Em 2014 ............................................................................... (80) Em 2015 ............................................................................... (80) Em 2016 ............................................................................... (80) Em 2017 ............................................................................... (80) (4.624) De 2018 até 2022 ................................................................. (10.297) Caso haja fatores relevantes que venham a modificar as projeções, essas serão revisadas durante os respectivos exercícios. Os referidos créditos são passíveis de compensações com lucros tributáveis futuros da Companhia, sem prazo de prescrição. 13 Transações com partes relacionadas – As seguintes transações foram conduzidas com partes relacionadas no período findo em 31 de dezembro de 2012: Passivo Custos dos Gerais e não serviços pres- adminis- Resultado circulante tados e vendas trativas financeiro Sabesp (*)........... 13.711 (330) Odebrecht S.A. ... 690 17.843 (345) (1.819) (394) Foz (**) .............. 32.244 (345) (1.819) (724) (*) O saldo refere-se a dois contratos de mútuos da controlada Aquapolo, atualizados pelos juros do CDI acrescido de 1,22% a.a. e 1,24% a.a., com vencimentos em 30 de abril de 2015 e 30 de abril de 2016, respectivamente. (**) O saldo refere-se substancialmente ao mútuo da controlada Aquapolo com a controladora indireta Foz no montante de R$ 3.375, atualizado pelos juros do CDI acrescido de 1,24% a.a., com vencimento em 30 de abril de 2016, e o rateio de despesas da Jeceaba com a Foz no montante de R$ 14.439, sem incidência de encargos financeiros e com vencimento indeterminado. 14 Adiantamentos de clientes – Refere-se ao saldo adiantado pela Braskem Petroquímica S.A. à controlada Aquapolo no decorrer do exercício de 2012. Adicionalmente, os valores adiantados serão amortizados em 12 parcelas de R$ 957. 15 Patrimônio líquido. (a) Capital social – A Companhia foi constituída em 6 de novembro de 2012, mediante o aporte da totalidade da participação societária detida pela controladora Foz nas investidas Jeceaba e Aquapolo no valor de R$ 177.819, que corresponde a 177.819.402 ações ordinárias sem valor nominal. (b) Prejuízo por ação do período – O prejuízo básico e diluído por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o exercício. Adicionalmente, a Companhia não mantém ações em tesouraria. Controladora Prejuízo atribuível aos acionistas da Companhia.................. (6.570) Quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas 177.819 (milhares)............................................................................... (0,0369) Prejuízo básico por ação .......................................................

A Companhia não possui ações ordinárias em circulação que possam causar diluição ou dívida conversível em ações ordinárias. Assim, o prejuízo básico e o diluído por ação são iguais. 16 Resultado do período. (a) Receita – As reconciliações das receitas auferidas no período de 6 de novembro a 31 de dezembro são conforme segue: Consolidado Operações Receita de serviços ............................................................... 19.271 Receita de vendas................................................................. 3.395 Receita de construção (Nota 2.10 (e)) .................................. 188 Receita de ativo financeiro (Nota 2.10 (e))............................ 6.209 Impostos e contribuições sobre serviços............................... (3.588) Outras deduções ................................................................... (13) 25.462 (b) Custos dos serviços prestados e vendas Consolidado Custo de construção (Nota 2.10 (e)) ..................................... (153) Pessoal.................................................................................. (3.019) Materiais ................................................................................ (1.010) Serviços Aluguéis e condomínios pessoa jurídica ............................ (86) Serviços pessoa jurídica..................................................... (2.258) Energia elétrica................................................................... (162) Outros................................................................................. (529) Partes relacionadas (Nota 13)............................................... (345) Seguros ................................................................................. (138) Depreciação e amortização................................................... (1.465) (+) Crédito PIS/COFINS dos custos operacionais ................ 335 Outros custos ........................................................................ (244) (9.074) (c) Despesas gerais e administrativas Consolidado Comercial .............................................................................. (1) Pessoal.................................................................................. (636) Materiais ................................................................................ (495) Serviços Manutenções ...................................................................... (28) Auditorias, consultorias e assessorias ............................... (103) Serviços pessoa jurídica..................................................... (567) Aluguéis, comunicação e energia elétrica .......................... (173) Viagens.................................................................................. (34) Partes relacionadas (Nota 13)............................................... (1.819) Depreciação e amortização................................................... (9) Outras despesas ................................................................... (210) (4.075)

Ata de Reunião do Conselho de Administração Dia, hora e local: Em 19 de março de 2013, às 9:30 horas, na sede da Companhia, localizada na Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, sala 08, Alto de Pinheiros, São Paulo/SP, CEP 05477000. Presença: A maioria dos membros do Conselho de Administração, presentes os Srs.: Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Presidente; Adriano Chaves Jucá Rolim; Felipe Montoro Jens; Édilo Ricardo Valadares e Flavio Eduardo Arakaki. Mesa: Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Presidente; Adriano Sá de Seixas Maia, Secretário. Ordem do dia: I) Matérias para Deliberação: Após a devida análise das Propostas de Deliberação (“PD’s”), cujas cópias e documentação conexa foram encaminhadas previamente para conhecimento dos conselheiros e permanecerão arquivadas na sede da Companhia, foram aprovadas, por unanimidade, nos termos e condições das PD’s, as seguintes deliberações: 1) PD.CA10/13 – Ratificação e prorrogação das datas de vencimento dos contratos de mútuo firmados entre a Companhia e a Montgomery Participações S.A.; 2) PD.CA-11/13 – Concessão de garantias pela Companhia para o financiamento de longo prazo e celebração de contrato de mútuo entre a Companhia e a Concessionária Rota do Atlântico S.A.; e 3) PD.CA-12/13 – Alteração da Diretoria da Companhia. Aprovada a eleição do Sr. Rodrigo de Almeida Carnaúba, brasileiro, casado, engenheiro de produção mecânica, inscrito no CPF/MF sob o nº 925.596.384-87, portador da carteira de identidade RG nº 26.807.505-0 SSP/AL, residente e domiciliado na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, com endereço comercial na Praia de Botafogo, nº 300, 8º andar, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ, ao cargo de Diretor sem designação específica, com mandato a se findar na mesma data em que terminará o mandato dos membros do Conselho de Administração da Companhia, conforme preceituam os artigos 24 e 26 do Estatuto Social da Companhia, ou seja, até a Assembleia Geral Ordinária que aprovar as contas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013. O Diretor ora eleito será investido em seu cargo mediante a lavratura e assinatura de termo de posse no Livro de Registro de Atas de Reunião de Diretoria da Companhia. Atendendo ao disposto no art. 147 da Lei nº 6.404/76, o Diretor ora eleito declara, sob as penas da lei, não estar impedido de exercer a administração da Companhia, por lei especial, ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos, ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa de concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade. Diante do disposto acima, a composição da Diretoria passa a ser a seguinte: (i) Diretor Presidente – Paulo Henyan Yue Cesena, brasileiro, convivente em união estável, industriário, inscrito no CPF/MF sob o nº 173.429.088-94, portador da carteira de identidade RG nº 19.951.448-3 SSP/SP, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP; (ii) Diretor sem designação específica – Adriano Sá de Seixas Maia, brasileiro, casado, advogado, inscrito no CPF/MF sob o nº 900.602.025-72, portador da carteira de identidade RG nº 06.632.857-80 SSP/BA, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP; (iii) Diretor sem designação específica – Marcelo Felberg, brasileiro, casado, economista, inscrito no CPF/MF sob o nº 708.271.337-15, portador da carteira de identidade RG nº 004.492.881-0 IFP/RJ, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP; (iv) Diretora sem designação específica – Juliana Sá Vieira Baiardi Sinay Neves, brasileira, casada, industriária, inscrita no CPF/MF sob o nº 930.530.705-10, portadora da carteira de identidade RG nº 05.650.159-58 SSP/BA, residente e domiciliada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP; (v) Diretor sem designação específica – Renato Ferreira de Mello Júnior, brasileiro, casado, industriário, inscrito no CPF/MF sob o nº 307.458.379-72, portador da carteira de identidade RG nº 934.125-0 SSP/PR, residente e domiciliado na Cidade de Recife, Estado de Pernambuco, com endereço comercial na Rua Antônio Lumack do Monte, nº 128, Edifício Empresarial Center III, 16º andar, sala 1603, Boa Viagem, Recife, PE; (vi) Diretor sem designação específica – Irineu Berardi Meireles, brasileiro, casado, administrador de empresas, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.272.218-91, portador da carteira de identidade RG nº 4.194.000 SSP/SP, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP; (vii) Diretor sem designação específica – Carlos Alberto do Prado, brasileiro, casado, engenheiro civil, inscrito no CPF/MF sob o nº 345.208.647-04, portador da carteira de identidade nº 32218D CREA/RJ, residente e domiciliado na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, com endereço comercial na Praia de Botafogo, nº 300, 8º andar, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ; (viii) Diretor sem designação específica – Michael Machado, brasileiro, casado, industriário, inscrito no CPF/MF sob o nº 080.313.395-20, portador da carteira de identidade RG nº 36.196.600-3 SSP/ SP, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP; e (ix) Diretor sem designação específica – Rodrigo de Almeida Carnaúba, brasileiro, casado, engenheiro de produção mecânica, inscrito no CPF/MF sob o nº 925.596.384-87, portador da carteira de identidade RG nº 26.807.505-0 SSP/AL, residente e domiciliado na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, com endereço comercial na Praia de Botafogo, nº 300, 8º andar, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ. Os Conselheiros ratificam que o mandato da atual Diretoria da Companhia terminará na mesma data em que se findar o mandato dos membros do Conselho de Administração da Companhia, de acordo com o disposto no artigo 24 do Estatuto Social da Companhia, ou seja, até a Assembleia Geral Ordinária que aprovar as contas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013. II) Matérias para Conhecimento: 1) Acompanhamento do PA 2013 do DE-OTP; 2) Novas concessões de Rodovias Federais; 3) Novas concessões de Mobilidade Urbana; 4) Atualização da evolução do projeto LiquiPort; e 5) Entrada em operação da Embraport. III) Matérias de Interesse da Companhia: Nada a registrar. Quorum das deliberações: Todas as deliberações foram aprovadas por unanimidade, sem reservas ou restrições. Encerramento, lavratura, aprovação e assinatura da ata: Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a reunião e lavrada a presente ata, lida, aprovada e por todos assinada. Mesa: Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Presidente; Adriano Sá de Seixas Maia, Secretário. Conselheiros: Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Presidente; Adriano Chaves Jucá Rolim; Felipe Montoro Jens; Édilo Ricardo Valadares e Flavio Eduardo Arakaki. Certifico e dou fé que essa ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo/SP, 19 de março de 2013. Adriano Sá de Seixas Maia, Secretário. n Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 143.948/13-1, em 15.04.13. Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.

Aos Administradores e Acionistas Odebrecht Utilities S.A. Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Odebrecht Utilities S.A. (“Companhia” ou “Controladora”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de 6 de novembro a 31 de dezembro de 2012, bem como as demonstrações financeiras consolidadas da Odebrecht Utilities S.A. e suas controladas (“Consolidado”) que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de 6 de novembro a 31 de dezembro de 2012, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financei­ ras – A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes – Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os

1. Data, Hora e Local: Realizada no dia 04.04.2013, às 15 hs, na sede social da Cia, localizada em SP/SP, na Av. Angélica, nº 2.330/2.346/2.364, 7º and., sl. 720, Consolação, CEP 01228-200. 2. Convocação e Presença: Dispensada a publicação de editais de convocação, na forma do disposto no §4o do art. 124, da Lei 6.404/76 (“LSA”), por estarem presentes à assembleia acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença dos Acionistas. 3. Mesa: Assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. Cesar de Araújo Mata Pires e convidou o Sr. José Adelmário Pinheiro Filho para secretariá-lo. 4. Ordem do Dia: Deliberar sobre (i) o encerramento de 2 filiais da Cia, localizadas em Goiânia/GO e Campo Grande/MS; (ii) a abertura de nova filial da Cia em SP/SP; e (iii) a alteração do §1º do Art. 2º do Estatuto Social da Cia. 5. Deliberações: Após a discussão das matérias, as acionistas presentes, por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições, deliberaram o quanto segue: 5.1. Aprovar o encerramento das filiais da Cia localizadas nos seguintes endereços: (i) em Goiânia/GO, na R. 104, nº 454, Qdr. F18, Lote 39E, sl. 506, Setor Sul, CEP 74083-300, CNPJ/MF nº 14.310.577/0017-71 e registrada na JUCEG sob NIRE 52.9.0020683-0; (ii) em Campo Grande/MS, na R. Delegado Carlos Roberto Bastos de Oliveira, s/n, Jd. Veraneio, CEP 79037-102, CNPJ/MF nº 14.310.577/0047-97 e registrada na JUCEMS sob NIRE 54.9.0023999-3. 5.2. Aprovar a abertura de filial da Cia em SP/SP, com endereço na Av. Inajar de Souza, 5.180, Vila Rica, CEP 02861-190, com importância destacada do capital social de R$ 1,00. 5.3. Autorizar, ainda, a Administração da Cia a praticar todos os atos necessários à implementação das deliberações ora aprovadas. 5.4. Em razão das deliberações acima, aprovar a alteração do §1º do Art. 2º do Estatuto Social da Cia, que passará a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 2º - A Cia tem sua sede e foro na Av. Angélica, nº 2.330/2.346/2.364, 7º and., sl. 720, Consolação, CEP 01.228-200, SP/SP, local onde funcionará o seu escritório administrativo, podendo abrir filiais, sucursais, escritórios e representações em qualquer localidade do país ou do exterior, mediante deliberação da Diretoria. §1º: A Cia mantém filiais/sucursais nas seguintes localidades: 1. Filiais na Unidade da Federação da Sede 1.1 Em SP/SP, na Av. Angélica, n° 2.330/2.346/2.364, 7° and., sl. 719, Consolação, CEP 01228-200. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 35.9.0076150-3 e CNPJ 14.310.577/0012-67; 1.2 Em SP/SP, na Av. Angélica, n° 2.330/2.346/2.364, 7° and., sl. 718, Consolação, CEP 01228-200. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 35.9.0144083-2 e CNPJ 14.310.577/0030-49; 1.3 Em SP/SP, na Av. Angélica, n° 2.330/2.346/2.364, 7° and., sl. 717, Consolação, CEP 01228-200. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 35.9.0149538-6 e CNPJ 14.310.577/0033-91; 1.4 Em SP/SP, com endereço na Av. Angélica, n° 2.330/2.346/2.364, 7° and., sl. 716, Consolação, CEP 01228-200. Importância destacada do capital social: R$ 1,00 (um real). NIRE 35.9.0239344-7 e CNPJ 14.310.577/0040-10; 1.5 Em SP/SP, na Av. Inajar de Souza, 5.180, Vila Rica, CEP 02861-190. Importância destacada do capital social: R$ 1,00; 1.6 Em Guarulhos/SP, na Rod. Ayrton Senna da Silva, n° 2.013, Sítio Pinheiro, CEP 07033-005, com importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 35.9.0268873-1 e CNPJ 14.310.577/0046-06. 2. Filiais em Outras Unidades da Federação 2.1 Em Recife/PE, naAv.Antônio de Góes, 742, 15º and., Brasília Teimosa, CEP 51010-000. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 26.9.0001087-0 e CNPJ 14.310.577/0003-76; 2.2 No RJ/RJ, na Praia de Botafogo, 440, 5° and., sl. 501, 17º and., sl. 1701, 18º and., sl. 1801 e 19º andar, sl. 1901, Botafogo, CEP 22250-040. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 33.9.9906105-1 e CNPJ 14.310.577/0004-57; 2.3 Em Aracaju/SE, na R. Pacatuba, 254, 1° and., sl. 116, Centro, CEP 49010-900. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 28.9.9900207-8 e CNPJ 14.310.577/0006-19; 2.4 Em Maceió/AL, na R. Dr. Antônio Gomes de Barros, 625, sls. 916e917, Jatiúca, CEP57036-000. Importância destacadadocapitalsocial: R$1,00. NIRE 27.9.9900203-4 eCNPJ 14.310.577/000708; 2.5 Em Brasília/DF, no Setor Hoteleiro Sul, Qdr. 06, cj. A, Bl. A, salas 905 e 906, Asa Sul, CEP 70316-102. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 53.9.0011797-8 e CNPJ 14.310.577/0009-61; 2.6 Em Natal/RN, na Av. Prudente de Moraes, 744, sl. 701, Tirol, CEP 59020-510. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 24.9.0006745-4 e CNPJ 14.310.577/0016-90; 2.7 Em BH/MG, na Av. Brasil, 1.438, 15° and., slas 1.503 e 1.504, Funcionários, CEP 30140-003. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 31.9.9906345-1 e CNPJ 14.310.577/0018-52; 2.8 Em Fortaleza/CE, na Av. Des. Moreira, 2.120, sl. 804, Aldeota, CEP 60170002. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 23.9.0015503-4 e CNPJ/MF 14.310.577/0019-33; 2.9 Em Salvador/BA, na R. Humberto de Campos, 251, Graça, CEP 40150-130. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 29.9.9901909-5 e CNPJ 14.310.577/0044-44; 2.10 Em Porto Alegre/RS, na Av. Padre Leopoldo Brentano, nº 700, sl. 1, Humaitá, CEP 90250-590. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 43.9.0100777-9 e CNPJ 14.310.577/0045-25; 2.11 Em Belém/PA, na R. Domingos Marreiros, 49,sl.1.109,Umarizal,CEP66055-210.Importânciadestacadadocapitalsocial:R$1,00.NIRE15.9.0031388-1eCNPJ14.310.577/004878; 2.12 Em Porto Velho/RO, R. Dom Pedro II, 2.674, N.S. Graças, CEP 76804-138. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 11.9.0013347-2 e CNPJ 14.310.577/0049-59; 2.13 Em PortoAlegre/RS,Av. Padre Leopoldo Brentano, 700, Humaitá, CEP 90.250590. Importância destacada do capital social: R$ 1,00. NIRE 43.9.0152405-6 e CNPJ 14.310.577/0052-54. 3. Sucursais em Outros Países 3.1 Em Potosí/Bolívia, na Carretera Uyuni, s/nº, Zona Cantumarca, Dependencia Potosi, Alcaldia Potosi. Importância destacada do capital social: R$ 34.214.245,00. NIRE 35.9.0321311-6; 3.2 Em Montividéo/Uruguai, na Lavalleja, Av. Del Libertador BR, 1532, ap. 601. Importância destacada do capital social: R$ 5.953.756,00. NIRE 35.9.0321312-4; 3.3 Em Buenos Aires/Argentina, na Av. Córdoba, 1351, Piso 8. Importância destacada do capital social: R$ 9.230.024,00. NIRE n° 35.9.0354460-1; 3.4 Em Santiago/Chile, com endereço na R. Isidora Goyenechea, 3477, Piso 6, Las Condes. Importância destacada do capital social: R$ 36.543.281,00. NIRE 35.9.0354461-9; 3.5 Em Quito/Equador, na Av. Amazonas, s/nº, Ed. Amazonas Plaza, 8º Piso, Jose Arizaga. Importância destacada do capital social: R$ 765.900,00. NIRE 35.9.0354462-7; 3.6 Em Lima/Peru, na Av. Jorge Basadre 310, Piso 8, Oficina 802, San Isidro. Importância destacada do capital social: R$ 1.849.311,00. NIRE 35.9.0354463-5; 3.7 Em Port-au-Prince/Haiti, na 3 Rue Jean Gilles, Rte de L’ aeroport. Importância destacada do capital social: R$ 18.590,00 NIRE 35.9.0363495-2; 3.8 Em Bogotá/Colômbia, na Calle 67, nº 07 35, Oficina 404. Importância destacada do capital social: R$ 560.715,00. NIRE 35.9.0369374-6; 3.9 Em San José/Costa Rica, no Edif. Meridiano, 3º Piso, Costado Suroeste de Multiplaza, Escazú. Importância destacada do capital social: R$ 1.640.299,50. NIRE 35.9.0369375-4; 3.10 Em Santo Domingo/República Dominicana, na Calle Pedro Henriquez Ureña, 138, Edif. Torre Reyna II, Suite 402, La Esperilla. Importância destacada do capital social: R$ 1.236.149,00. NIRE 35.9.0415310-9; 3.11 Em Caracas/Venezuela, na Av. San Felipe 2 da 3ª transversal, Edif. Centro Coinasa, Piso 8, Oficina 84, Urb la Castellana, Zona Postal 1060. Importância destacada do capital social: R$ 1.003.105,25. NIRE 35.9.0415311-7; 3.12 No Panamá/Panamá, na Bella Vista, Urbanización Bella Vista, Calle Obarrio, P. H. Plaza 2000, P-16. Importância destacada do capital social: R$ 86.322,10. NIRE 35.9.0415312-5; 3.13 Em Port of Spain/Trinidad e Tobago, na First Floor, Briar Place, 10 Sweet Briar Road, St. Clair. Importância destacada do capital social: R$ 505.495,70. NIRE 35.9.0415313-3.” 6. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a assembleia, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi assinada por todos. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires - Presidente; José Adelmário Pinheiro Filho - Secretário. Acionistas Presentes: OAS S.A. e OAS Engenharia S.A. A presente ata, redigida na forma de sumário, nos termos do art. 130, §1º, da LSA, é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. SP, 04.04.2013 Cesar de Araújo Mata Pires Presidente da Mesa José Adelmário Pinheiro Filho Secretário. JUCESP NIRE nº 3590460137-3 e JUCESP nº 145.388/13-0 em 17.04.2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ODESSA AVISO DE EDITAL DE LICITAÇÃO BENJAMIM VIEIRA DE SOUZA, Prefeito do Município de Nova Odessa, torna público que se acha aberto Pregão Presencial nº. 36/PP/2013 que será realizada na sala de reuniões da Prefeitura Municipal de Nova Odessa, situada a Avenida João Pessoa, 777, Centro, Nova Odessa/SP, CEP: 13460-000, iniciando-se a sessão no dia 08/05/2013, às 9h15min, e tem por objeto o registro de preços para futuras e eventuais aquisições de equipamentos de informática para todas as Secretaria desta Prefeitura. Informações poderão ser obtidas das 8h00min às 16h30min, no endereço acima mencionado ou através do telefone (19) 3476.8602. O edital estará disponível para download no seguinte link de acesso: http://www.novaodessa.sp.gov.br/Licitacoes. aspx. Nova Odessa, 19 de Abril de 2013. Setor de Suprimentos e Licitações

Trisul S.A.

CNPJ/MF nº 08.811.643/0001-27 – NIRE 35.300.341.627 – Companhia Aberta Ata de Reunião do Conselho Fiscal realizada em 20 de março de 2013 Data, hora e local: Aos 20/03/2013, às 9h30min, na sede social da Trisul S.A. (“Companhia”), situada na Av. Paulista, nº 37, 15º andar, São Paulo-SP. Convocação e Presenças: Dispensada a convocação em razão da presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração em exercício, nos termos do Art. 36, § 1º do Estatuto Social da Cia.. Presentes, ainda, o Sr. Fernando Salomão – Diretor Financeiro; o Sr. Edivaldo Cardoso – Controller; e a Sra. Maria Aparecida Regina Cozero Abdo, representante da BDO RCS Auditores Independentes. Mesa: Sr. Márcio Álvaro Moreira Caruso – Presidente; e Sr. Peter Edward Cortes Marsden Wilson – Secretário. Ordem do Dia: Deliberar sobre (i) apreciação do relatório da administração, contas dos administradores, demonstrações financeiras, parecer dos auditores independentes, relativos ao exercício de 2012; e (ii) manifestação sobre a proposta de distribuição de dividendos do exercício social de 2012. Deliberações: Após análise dos itens da Ordem do Dia, os membros integrantes do Conselho Fiscal da Cia. deliberaram, por unanimidade e sem quaisquer restrições: (i) aprovar o relatório da administração, contas dos administradores e as demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31/12/2012, devidamente auditadas pela BDO RCS Auditores Independentes, os quais ficarão arquivados na sede social da Cia., e serão oportunamente publicados em conformidade com a legislação aplicável; e (ii) opinaram favoravelmente à proposta da administração, a ser submetida à Assembleia Geral, sobre a destinação do resultado do exercício social, encerrado em 31/12/2012, a distribuição do dividendo mínimo obrigatório, conforme estabelecido no Estatuto Social da Cia.. Esclarecimentos: Foi autorizada a lavratura da presente ata na forma de sumário, nos termos do Art. 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião, lavrando-se a presente ata, a qual foi lida, achada conforme, aprovada e por todos os presentes assinada. Esta ata é cópia fiel da lavrada em livro próprio. São Paulo, 20/03/2013. (ass.) Peter Edward Cortes Marsden Wilson – Secretário. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 132.555/13-0 em 08/04/2013. Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 21/13 - PREGÃO Nº 13/13 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 21/13, na modalidade de Pregão 13/13, na forma presencial, para a aquisição de caçambas estacionárias e poli guincho simples. Data: 07 de maio de 2013, às 09 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 37419000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacoescastilho@starsnet.com.br. A Debitar dia 20.04.13

Consolidado 989 12 4 1.005

Despesas financeiras Comissões bancárias ........................................................ Despesas com juros .......................................................... Garantias e avais com partes relacionadas (Nota 13) ...... Tributos sobre operações financeiras ...............................

(68) (8.354) (724) (51) (9.197) Resultado financeiro, líquido ................................................ (8.192) 17 Seguros – A identificação, mitigação, gerenciamento de riscos e contratação de seguros são tratados na Companhia e suas controladas obedecendo a parâmetros estabelecidos em política específica da Organização Odebrecht e contando com o apoio da OCS – Odebrecht Administradora e Corretora de Seguros Ltda., seus consultores, corretores e seguradoras parceiras nacionais e internacionais de primeira linha, para assegurar a contratação, a preço certo, das coberturas adequadas a cada contrato ou empreendimento, em montantes suficientes para fazer face à indenização de eventuais sinistros. Em 2012, o montante de cobertura de seguros da Companhia e suas controladas é considerado suficiente pela Administração, para fazer face a eventuais sinistros. Em 2012, a Companhia e suas controladas possuíam seguros contratados, substancialmente para a cobertura de prédios e instalações, garantias dos contratos assinados referente a prestação de serviços aos clientes, além de cobertura de responsabilidade civil para riscos de operações e ambientais, resumidos como segue: Consolidado Importâncias seguradas Tipo de cobertura Responsabilidade civil ........................................................... 75.000 Risco de engenharia.............................................................. 384.319 Riscos operacionais .............................................................. 613.061 Veículos................................................................................. 2.000 18 Eventos subsequentes – Em 31 de janeiro de 2013, em continuidade ao processo de reorganização societária, a controladora Foz aumentou o capital da Companhia, no montante de R$ 146.546, a valor contábil de ativos detidos pela Foz, sendo eles a totalidade das ações na Nova Ecoaqua Soluções S.A., o ágio a esse investimento relacionado e a créditos de mútuos. DIRETORIA Ticiana Vaz Sampaio Marianetti Rodrigo de Carvalho Pinto Bueno Contador: Edgar Mendes Ferreira – CRC 1SP249087/O-7

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras

ODEBRECHT TRANSPORT S.A. NIRE 3530038154-8 – CNPJ/MF Nº 12.251.483/0001-86

(d) Resultado financeiro Receitas financeiras Juros com rendimentos de aplicações financeiras............ Variações monetárias........................................................ Outros................................................................................

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 19/13 - PREGÃO Nº 12/13 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 19/13, na modalidade de Pregão 12/13, na forma presencial, para a aquisição de 04 (quatro) veículos automotores, tipo automóvel. Data: 06 de maio de 2013, às 09 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 37419000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacoescastilho@starsnet.com.br. A Debitar dia 20.04.13

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 23/13 - PREGÃO 15/13 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 23/13, na modalidade de Pregão 15/13, na forma presencial, para a aquisição de materiais, suprimentos e papelaria de uso escolar/escritório. Data: 03 de maio de 2013, às 09 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacoescastilho@starsnet.com.br. A Debitar dia 20.04.13 Baluarte S/A Corretora de Câmbio CNPJ/MF: 61.688.131/0001-06 – NIRE: 353.000.434.72 Edital de convocação-Assembleia Geral Ordinária Ficam convocados os Srs. Acionistas a se reunirem em AGO a ser realizada em 30/04/2013, às 11hs, na sede social R. Dr. Miguel Couto, nº 53, 6 andar,SP/SP, para apreciar e deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1) Exame, discussão e votação das Demonstrações Financeiras, do Relatório da Administração e Parecer dos Auditores Independentes, do exercício findo em 31/12/2012; 2) Eleição dos membros da Diretoria 3) Outros assuntos de interesse social. A Diretoria. (20, 23 e 24/04/2013)

procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião – Em nossa opinião, as demonstrações financeiras anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Odebrecht Utilities S.A. e da Odebrecht Utilities S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa, bem como o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o período de 6 de novembro a 31 de dezembro de 2012, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Salvador, 28 de março de 2013

PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 “F” RJ

Felipe Edmond Ayoub Contador CRC 1SP187402/O-4 “S” RJ

PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ODESSA AVISO DE EDITAL DE LICITAÇÃO BENJAMIM VIEIRA DE SOUZA, Prefeito do Município de Nova Odessa, torna público que se acha aberto Pregão Eletrônico nº. 05/PE/2013, que será realizado no dia 03/05/2013 através da Bolsa Brasileira de Mercadorias, www.bbmnet.com.br, acesso ao sistema licitação pública, e tem por objeto o registro de preços para futuras e eventuais aquisições de enxoval hospitalar para o Hospital Municipal. Informações poderão ser obtidas através do telefone (19) 3476.8602. O edital estará disponível para download no site da Bolsa Brasileira de Mercadorias, www.bbmnet.com.br e no site da prefeitura no seguinte link de acesso: http://www.novaodessa.sp.gov.br/Licitacoes.aspx. RECEBIMENTO DAS PROPOSTAS A PARTIR DO DIA: 22/04/2013 às 09h:00min. ABERTURA DAS PROPOSTAS: 03/05/2013, às 08h30min. INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: 03/05/2013, às 9h40min BENJAMIM VIEIRA DE SOUZA, Prefeito do Município de Nova Odessa, torna público que se acha aberto Pregão Eletrônico nº. 06/PE/2013, que será realizado no dia 02/05/2013 através da Bolsa Brasileira de Mercadorias, www.bbmnet.com.br, acesso ao sistema licitação pública, e tem por objeto o registro de preços para futuras e eventuais aquisições de medicamentos para a Farmácia Central. Informações poderão ser obtidas através do telefone (19) 3476.8602. O edital estará disponível para download no site da Bolsa Brasileira de Mercadorias, www.bbmnet.com.br e no site da prefeitura no seguinte link de acesso: http://www.novaodessa.sp.gov.br/Licitacoes.aspx. RECEBIMENTO DAS PROPOSTAS A PARTIR DO DIA: 22/04/2013 às 09h:00min. ABERTURA DAS PROPOSTAS: 02/05/2013, às 13h30min. INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: 02/05/2013, às 14h30min Nova Odessa, 19 de abril de 2013. Setor de Suprimentos e Licitações Trisul S.A.

CNPJ/MF nº 08.811.643/0001-27 – NIRE 35.300.341.627 – Companhia Aberta Ata de Reunião do Conselho de Administração realizada em 20 de março de 2013 Data, hora e local: Aos 20/03/2013, às 14h30min, na sede social da Trisul S.A. (“Companhia”), situada na Av. Paulista, nº 37, 15º andar, São Paulo-SP. Convocação e Presenças: Dispensada a convocação em razão da presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração em exercício, nos termos do Art. 14, § 2º do Estatuto Social da Cia.. Mesa: Sr. Michel Esper Saad Junior, Presidente; e Sr. Jorge Cury Neto, Secretário. Ordem do dia: Deliberar sobre: (i) aprovação dos resultados das operações da Cia., devidamente auditados pelos auditores independentes, referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2012; (ii) aprovação da proposta de destinação do lucro líquido do exercício social findo em 31/12/2012 e distribuição de dividendos; (iii) aprovação da proposta do limite da remuneração global anual dos administradores para o exercício de 2013; (iv) aprovação da proposta de reforma do estatuto social da Cia., para (a) alterar o endereço da sede social da Cia., (b) reduzir a quantidade máxima de membros do Conselho de Administração, e (c) alterar disposição sobre vacância ao cargo de membro do Conselho de Administração; (v) aprovar a convocação dos Acionistas para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da Cia.; e (vi) aprovação de obtenção de financiamentos e prestação de garantia. Deliberações: Após análise dos itens constantes da Ordem do Dia, os membros presentes do conselho de Administração da Cia. deliberaram, por unanimidade e sem quaisquer restrições: (i) aprovar integralmente o Relatório Anual da Administração relativo aos negócios sociais da Cia. em 2012, bem como sobre as contas da Diretoria, as Demonstrações Financeiras, e o Parecer dos auditores independentes da Cia., relativos ao exercício social findo em 31/12/2012, os quais deverão ser submetidos a aprovação dos acionistas da Cia.; (ii) aprovar a proposta de destinação dos resultados apurados com base no Balanço Patrimonial de 31/12/2012, e distribuição do dividendo mínimo obrigatório, conforme previsto no Estatuto Social da Cia., a ser pago em 30/10/2013, a qual deverá ser submetida a aprovação dos acionistas da Cia.; (iii) aprovar a proposta de limite de valor da remuneração global anual dos administradores da Cia. para o exercício social de 2013 em R$ 2.800.000,00; (iv) aprovar a proposta de reforma do estatuto social da Cia., para (a) alterar o endereço da sede social da Cia., atualmente localizada na Av. Paulista, nº 37, 15º andar, São Paulo-SP, para Av. Paulista, nº 37, 18º andar, São Paulo-SP; (b) reduzir a composição do Conselho de Administração para 6 membros e inclusão de atribuição de voto qualificado ao presidente do Conselho de Administração em caso de empate nas deliberações; e (c) alterar disposição sobre substituição de membro do Conselho de Administração, em caso de vacância ao cargo, cujo substituto será nomeado pelos conselheiros remanescentes e servirá até a primeira Assembleia Geral·subsequente, quando deverá ser eleito novo membro para completar o mandato do substituído, ressalvada a hipótese em que os membros do Conselho de Administração tiverem sido eleitos pelo procedimento de voto múltiplo; (v) aprovar a convocação dos Acionistas para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da Cia., a ser realizada no dia 22/04/2013, na qual será deliberada, além das matéria previstas no Art. 132 da na Lei nº 6.404/76 (“Lei das S.A.”), as seguintes matérias: (a) ratificação da substituição do Jornal da Tarde, em função da descontinuidade da sua circulação, cujas publicações legais da Cia. passaram a ser realizadas no Diário do Comércio, conforme deliberação tomada em Reunião do Conselho de Administração da Cia., realizada em 12/11/2012 e exclusão da correspondente disposição do Estatuto Social da Cia.; e (b) reforma do estatuto social da Cia. para refletir a deliberação constante nos itens acima; e (vi) aprovar a contratação de financiamento com outorga de garantia pela Cia., em favor de Abruzo Empreendimentos Imobiliários Ltda., inscrita no CNPJ/MF sob o nº 09.241.287/0001-16, consistente em aval na Cédula de Crédito Bancário, a ser celebrada perante o Banco Safra S/A no valor de R$ 20.000.000,00, nos termos do Art. 17, inciso XXIV, do Estatuto Social da Cia.. A Diretoria da Cia. fica autorizada a praticar todos os demais atos necessários a formalização de referida garantia. Esclarecimentos: Foi autorizada a lavratura da presente ata na forma de sumário, nos termos do Art. 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião, lavrando-se a presente ata, a qual foi lida, achada conforme, aprovada e por todos os presentes assinada. Presenças: Mesa: Michel Esper Saad Junior – Presidente; Jorge Cury Neto – Secretário. Conselheiros: Michel Esper Saad Junior, Jorge Cury Neto, Jose Roberto Cury, Raul Carlos Pereira Barreto e Ronaldo José Sayeg. Certifico que a presente é cópia fiel de ata lavrada em livro próprio. São Paulo, 20/03/2013. (ass.) Jorge Cury Neto – Secretário. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 125.295/13-3 em 28/03/2013. Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPÃO BONITO-SP ABERTURA DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 45/2013 – Aquisição de gêneros alimentícios, produtos de limpeza e higiene pessoal, para uso na casa transitória, pertencente á Secretaria Municipal de Assistência Social, deste Município, conforme especificações constantes do anexo I – Termo de Referência, do presente instrumento convocatório. O encerramento (credenciamento e entrega dos envelopes) dar-se-á na data de 08 de maio de 2013, às 09:00 horas. Edital e melhores informações mediante o recolhimento da taxa de R$ 10,00 (dez reais), de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 11:30hs e das 13:00 às 17:00hs, no Setor de Licitações, sita o Paço Municipal localizado à Rua Nove de Julho, nº690, Centro, ou pelo Tel: (15) 3543-9900 – ramal 9936. Capão Bonito-SP, 17 de abril de 2013. ABERTURA DE LICITAÇÃO TOMADA DE PREÇOS Nº 11/2013 – Contratação de empresa para obras e serviços de pavimentação CBUQ e confecção de guias e sarjetas extrusadas nas ruas: Eugênio Bento Chaves e Rua 25, na Vila Nova Capão Bonito, para a Secretaria Municipal de Planejamento, deste Município, conforme especificações constantes dos Anexos pertencentes ao presente instrumento convocatório. O encerramento (protocolização dos envelopes nº 01 e 02) darse-á na data de 08 de maio de 2013, até às 14:00 horas. Edital e melhores informações mediante o recolhimento da taxa de R$ 10,00 (dez reais), de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 11:30hs e das 13:00 às 17:00hs, no Setor de Licitações, sita o Paço Municipal localizado à Rua Nove de Julho, nº690, Centro, ou pelo Tel: (15) 3543-9900 – ramal 9936. Capão Bonito - SP, 18 de abril de 2013. Dr. JULIO FERNANDO GALVÃO DIAS - Prefeito Municipal –

Richard Saigh Indústria e Comércio S.A. Companhia Fechada - CNPJ nº 61.206.397/0001-67 - NIRE 35.300.042.174 Ficam os senhores acionistas da Richard Saigh Indústria e Comércio S.A. (a “Companhia”), pelo presente Edital, devidamente informados acerca do cancelamento da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da Companhia, marcada para o próximo dia 25.04.2013 (quinta-feira), às 09:30 horas. A Companhia informará oportunamente aos acionistas a nova data e horário para realização do referido conclave. Atenciosamente. Edgard Nassif Saigh - Diretor Presidente.


DIà RIO DO COMÉRCIO

sĂĄbado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de abril de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 25

COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO AGRĂ?COLA DE SĂƒO PAULO – CODASP CNPJ NÂş 61.585.220/0001-19 ASSEMBLEIAS GERAIS ORDINĂ RIA E EXTRAORDINĂ RIA Ficam convocados, na forma da lei, os Srs.Acionistas da Companhia de Desenvolvimento AgrĂ­cola de SĂŁo Paulo-CODASP para as Assembleias Gerais OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria a serem realizadas no dia 29 de abril de 2013, Ă s 15 horas, na Av. Miguel EstĂŠfano, 3.900-Ă gua Funda, Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte “Ordem do Diaâ€?: Assembleia Geral OrdinĂĄria: a) Exame, discussĂŁo e votação do Balanço Patrimonial e demais Demonstraçþes ContĂĄbeis, acompanhadas das Notas Explicativas e dos pareceres dos Auditores Independentes, Conselho Fiscal, Conselho de Administração, relativo ao exercĂ­cio social encerrado em 31.12.2012; b) Eleição de membros do Conselho Fiscal, e fixação dos respectivos honorĂĄrios; c) Eleição de Presidente e membros do Conselho de Administração, e fixação dos respectivos honorĂĄrios. Assembleia Geral ExtraordinĂĄria: a) Ratificação de eleição de membro do Conselho de Administração; b) Ratificação do Parecer CODEC nÂş 003/2013 de 11.01.2013, relativo Ă remuneração da Diretoria, e dos Conselhos de Administração e Fiscal,; c) Aumento do capital social e alteração do art. 3Âş do Estatuto Social; d) Outros assuntos de interesse da Sociedade. SĂŁo Paulo, 17 de abril de 2013. MĂ´nika Carneiro Meira Bergamaschi - Presidente do Conselho de Administração. COMPANHIA ULTRAGAZ S.A. - CNPJ NÂş 61.602.199/0001-12 - NIRE 35.300.030.401 Edital de Convocação - Assembleia Geral OrdinĂĄria Pela presente, ficam os Srs. Acionistas convidados a comparecer Ă Assembleia Geral OrdinĂĄria da Cia. Ultragaz S.A. (“Companhia”), que se realizarĂĄ no dia 30.04.2013, Ă s 09h (“Assembleia”), na sede social da Companhia, localizada na Av. Brigadeiro LuĂ­s AntĂ´nio, nÂş 1.343, 9Âş andar, na Cidade e Estado de SĂŁo Paulo, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: 1) Exame e aprovação do relatĂłrio e das contas da administração e demonstraçþes financeiras e balanço patrimonial referentes ao exercĂ­cio social encerrado em 31.12.2012, acompanhados do parecer dos auditores independentes; 2) Aprovação do orçamento de capital proposto pela administração para o exercĂ­cio social de 2013; 3) Destinação do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio encerrado em 31.12.2012; 4) Eleição dos membros do conselho de administração; e 5) Fixação da remuneração anual global da administração. Participação na Assembleia: Os acionistas, para participar da presente Assembleia Geral, devem apresentar declaração emitida pela instituição prestadora dos serviços de açþes escriturais ou da instituição custodiante, com a quantidade de açþes de que constavam como titulares atĂŠ, no mĂĄximo, 02 (dois) dias Ăşteis antes da Assembleia. PoderĂŁo participar da Assembleia Geral acionistas titulares de açþes ordinĂĄrias e preferenciais da Companhia, por si, seus representantes legais ou procurador constituĂ­do hĂĄ menos de 01 (um) ano, que seja acionista, administrador da Companhia, advogado, instituição financeira ou administrador de fundos de investimentos que represente condĂ´minos. SerĂĄ necessĂĄria a apresentação do respectivo instrumento de mandato com reconhecimento de firma do outorgante, o qual deverĂĄ ser depositado na sede social da Companhia atĂŠ Ă s 17h30min do dia 26.04.2013, sob pena do procurador nĂŁo poder exercer o mandato. SĂŁo Paulo, 18 de abril de 2013. Thilo Mannhardt - Presidente do Conselho de Administração. (18-19-22)

CPM Braxis S.A. CNPJ/MF 65.559.953/0001-63 – NIRE 35.300.178.815 - (“Companhiaâ€?) Edital de Convocação de Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria SĂŁo convocados os Srs. acionistas da Cia. a se reunirem em uma Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria a ser realizada aos 29 dias do mĂŞs de abril de 2013, Ă s 9:00 horas, na sede da Companhia, situada na Cidade de Barueri, Estado de SĂŁo Paulo, na Alameda Araguaia, nÂş 1.930, CEP 06455-000, para examinar, discutir e decidir acerca da seguinte Ordem do Dia: em Assembleia Geral OrdinĂĄria: (a) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstraçþes financeiras; (b) deliberar sobre a destinação do lucro lĂ­quido e a distribuição de dividendos; (c) eleger os membros do Conselho de Administração da Companhia; e (d) aprovar a prĂĄtica de todo e qualquer ato necessĂĄrio Ă implementação integral das operaçþes descritas nos itens (a) a (c) acima; e, em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria: (e) o aumento de capital da Companhia e a emissĂŁo de novas açþes ordinĂĄrias nominativas, sem valor nominal, a serem subscritas pela Caixa Participaçþes S.A., inscrita no CNPJ/MF sob o nÂş 10.744.073/0001-41; (f) a alteração e consolidação do Estatuto Social da Companhia, refletindo o referido aumento de capital; e (g) a prĂĄtica de todo e qualquer ato necessĂĄrio Ă implementação integral do aumento de capital e subscrição das novas açþes, conforme descrito nos itens (e) e (f) acima. SĂŁo Paulo, 19 de abril de 2013. Navin Goel: Presidente do Conselho de Administração. Navin Goel: Presidente do Conselho de Administração. (19, 20 e 23/04/2013)

SULEIBRA ADMINISTRADORA E COMERCIAL S/A CNPJ/MF sob o nÂş 60.105.145/0001-89 - NIRE 35.300.178.131 Assembleia Geral OrdinĂĄria de 26/04/2013 - Edital de Convocação Ficam convocados os Srs. Acionistas para se reunirem em Assembleia Geral OrdinĂĄria, a realizar-se Ă s 10:00 horas do dia 26/04/2013, na sala Brooklin do Hotel InterCity Premium Berrini, na rua Alcides Lourenço da Rocha, nÂş 136, Brooklin, CEP 04571-110, na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: (a) exame, discussĂŁo e votação do RelatĂłrio da Diretoria, do Balanço Patrimonial e demais Demonstraçþes Financeiras referentes ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2012, publicados nos jornais “DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Pauloâ€? e “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€? no dia 21/03/2013, (b) da proposta da Diretoria para a destinação do lucro do referido exercĂ­cio, e (c) outros assuntos. Os Srs. Acionistas poderĂŁo ser representados na Assembleia por procuradores constituĂ­dos na forma do artigo 126, parĂĄgrafos 1Âş e 2Âş da Lei das Sociedades AnĂ´nimas. SĂŁo Paulo, 20 de abril de 2010. Abdo Carim Suleiman Junior - Diretor Presidente.

Unotel Telecom S.A.

CNPJ nÂş 08.356.224/0001-42 EDITAL DE CONVOCAĂ‡ĂƒO Comunicamos aos Srs. Acionistas para se reunirem em AGO/E, a realizar-se nos dias 27/04/2013 Ă s 10hs. Local: AABB (Associação AtlĂŠtica Banco do Brasil) Estrada de Itapecerica, 1.935, Santo Amaro, SĂŁo Paulo/SP. Ordem do dia: AGO: a) Tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstraçþes financeiras relativas ao exercĂ­cio social encerrado em 31/12/2012; b) Destinação dos resultados do exercĂ­cio; c) Eleição do conselho de administração; e d) Outros assuntos de interesse da Cia. Ordem do dia: AGE: a) Deliberar acerca da proposta de alteração dos artigos 6.1, 7.1, 7.2 e 7.3 do Acordo de Acionistas da Cia.; b) Deliberar acerca da proposta de alteração dos artigos 2Âş, 3Âş, 5Âş, 11Âş, 12Âş, 13Âş e 14Âş do Estatuto da Cia.; e c) Outros assuntos de interesse da Cia. MARCIO AURÉLIO GARIBALDI CAVALINI (18,19,20) Diretor Presidente

Cia. Siderúrgica Vale do Paraopeba CNPJ: 16.696.999/0001-95 – Cia Fechada. Edital de Convocação Convocamos senhores acionistas da Cia. Siderúrgica Vale do Paraopeba, para participarem da AGO, a realizar-se em sua sede social, situada na Rua Lídice nº. 22, sala 04, Parque Novo Mundo, SP/SP, no dia 30 de abril de 2.013, às 14 hs, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1) Eleição dos membros da diretoria e fixação dos honorårios mensais; 2) Deliberarem sobre quaisquer outros assuntos de interesse da sociedade, SP., 10/04/2013 - JosÊ Della Volpe - Diretor Presidente, CPF 010.334.418-72.

Isoldi Participaçþes S.A. CNPJ/MF nº 62.051.263/0001-87 Edital de Convocação – AssemblÊia Geral Ordinåria e Extraordinåria Convidamos os Srs. Acionistas a se reunirem em AGOE, dia 29/4/13,10hs, na sede R. São Bento, 365-13º SP-SP, p/ deliberarem, sobre a Ordem do Dia: a) aprovação do relatório da diretoria, balanços e demais demonstraçþes financeiras, referentes ao exercício de 2012; b) ratificação do pagamento de juros sobre o capital próprio e dividendos referentes ao exercício de 2012; c) fixação dos honorårios da diretoria p/ o presente exercício; e d) outros assuntos de interesse social. SP, 17/4/13. A Diretoria. (18,19 e 20/4/2013)

Companhia Copale de Administração, ComÊrcio e Indústria CNPJ/MF nº 61.146.502/0001-10 Edital de Convocação – AssemblÊia Geral Ordinåria Convocamos os acionistas para Assembleia Geral Ordinåria em 27/4/2013, 10:30 hs., na sede social, p/ deliberarem: a) Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial e Demonstraçþes Financeiras do exercício de 2012; b) Destinação do lucro do exercício. SP, 18/4/2013. Antonio Carlos Couto de Barros Filho – Diretor Presidente. (19, 20 e 23/04/2013)

Cia. Lilla de Måquinas q Indústria e ComÊrcio CNPJ (MF) nº 61.139.622/0001-90 Edital de Convocação – Assembleia Geral Ordinåria Convocamos os Acionistas p/ AGO de 30/4/13, 11:30hs, na sede social, p/ deliberar: A) Relatório da administração, e demonstraçþes financeiras; B) Destinação lucro líquido do exercício e distribuição dividendos; C) Remuneração da Diretoria; D) Deliberar publicaçþes referentes Art. 289 da Lei das S.A. SP, 16/4/13. Ciro de Campos Lilla - Diretor Presidente. (18, 19, 20/4/13)

# GORTGUC #.. /1&#5 '&+614# UKVWCFC i 4WC #OCODCK PÂ? 5CNC $CKTTQ 8KNC /CTKC +PUETKnlQ /WPKEKRCN P Â? G %02, P Â? EQOWPKEC Q GZVTCXKQ FQ NKXTQ FG TGIKUVTQ FG TGEGDKOGPVQ FG KORTGUU|GU HKUECKU OQFGNQ FC 2TGHGKVWTC FG 5lQ 2CWNQ

BALUARTE S.A. CORRETORA DE CÂMBIO CNPJ/MF nº 61.688.131/0001-06 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - (Em milhares de Reais)

Ativo 2012 Circulante 482 Disponibilidades 30 Outros crÊditos 452 Rendas a receber 78 Diversos 374 Negociação e intermediação de valores 20 Provisão para crÊdito de liquidação duvidosa (20) Imposto de renda a compensar 249 Pagamentos a ressarcir 125 Outros valores e bens Despesas antecipadas Não Circulante 6.641 Outros crÊditos 6.641 Títulos e crÊditos a receber 6.587 Devedores por depósitos em garantia 54 Investimento 1.886 Participaçþes em coligada e controlada 1.865 Outros investimentos 21 Imobilizado 91 Imobilizado de uso 100 Outras imobilizaçþes de uso 493 (-) Depreciaçþes acumuladas (502) Total do ativo 9.100 Saldos em 1º/07/2012 Prejuízo do semestre Saldos em 31/12/2012 Mutaçþes do período Saldos em 1º/01/2012 Prejuízo do exercício Saldos em 31/12/2012 Mutaçþes do exercício Saldos em 1º/01/2011 Prejuízo do exercício Saldos em 31/12/2011 Mutaçþes do exercício

2011 463 25 427 71 356 20 (20) 231 125 11 11 6.730 6.730 6.676 54 1.886 1.865 21 94 100 490 (496) 9.173

Capital Social 9.902 9.902 9.902 9.902 9.902 9.902 -

Passivo Circulante Outras obrigaçþes Fiscais e previdenciårias Diversos Provisão para pagamentos a efetuar

2012 2.079 2.079 1.999 80 80

2011 1.958 1.958 1.888 70 70

Não Circulante Outras obrigaçþes Diversos Provisão para passivos contingentes

37 37

37 37

Patrimônio líquido Capital De domiciliados no país Prejuízos acumulados (-) Açþes em tesouraria Total do passivo e patrimônio líquido

PrejuĂ­zos acumulados (2.824) (77) (2.901) (77) (2.707) (194) (2.901) (194) (2.510) (197) (2.707) (197)

1. Contexto operacional-A Sociedade tem por objeto exclusivo a intermediação em operaçþes de câmbio e prĂĄtica de operaçþes no mercado de câmbio de taxas flutuantes. 2. Apresentação das demonstraçþes contĂĄbeis-As demonstraçþes contĂĄbeis foram preparadas de acordo com as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societĂĄria, os pronunciamentos, as orientaçþes e interpretaçþes emitidas pelo ComitĂŞ de Pronunciamentos ContĂĄbeis (CPC), e apresentadas com as diretrizes estabelecidas, pelo Banco Central do Brasil, por meio do Plano ContĂĄbil das Instituiçþes do Sistema Financeiro Nacional (COSIF).Na elaboração das demonstraçþes contĂĄbeis ĂŠ necessĂĄrio utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transaçþes. As demonstraçþes contĂĄbeis incluem, portanto, estimativas referentes Ă seleção das vidas Ăşteis do ativo imobilizado, provisĂľes necessĂĄrias para passivos contingentes, determinaçþes de provisĂľes para Imposto de Renda e outras similares. Os resultados reais podem apresentar variaçþes em relação Ă s estimativas. 3. Resumo das principais prĂĄticas contĂĄbeis: a. Permanente-O imobilizado de uso estĂĄ contabilizado ao custo de aquisição e a depreciação foi calculada pelo mĂŠtodo linear, com base em parâmetros e taxas estabelecidos pelo Banco Central do Brasil, sendo de 20% a.a. “Direitos de Uso-Softwareâ€? 10% a.a. para “Sistema de Processamento de Dadosâ€?, “Equipamentos e Sistema de Comunicaçãoâ€?, “Sistema de Telefonia e Leasingâ€? e 4% a.a. para “ImĂłveisâ€? e 10% a.a. para “Instalaçþesâ€?. b. Apuração de resultado-As receitas e despesas sĂŁo reconhecidas pelo regime de competĂŞncia. Os rendimentos e as despesas de natureza financeira sĂŁo calculados com base no mĂŠtodo exponencial, observando-se o critĂŠrio “pro rata diaâ€?. c. Ativo e passivo

37

37

6.984

7.178

9.902 9.902 (2.901) (2.707) (17) (17) 9.100 9.173

Açþes em tesouraria (17) (17) (17) (17) (17) (17) -

Total 7.061 (77) 6.984 (77) 7.178 (194) 6.984 (194) 7.375 (197) 7.178 (197)

circulantes e não circulantes-Os ativos são reconhecidos pelos valores de realização, incluindo os rendimentos, as variaçþes monetårias auferidas e os passivos demonstrados por valores conhecidos ou calculåveis, incluindo, quando aplicåvel, os encargos e as variaçþes monetårias incorridas. d. Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social-O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre o lucro líquido foram calculados com base no lucro tributåvel, ajustados nos termos da legislação pertinente. Objeto de parcelamento em REFIS-Programa de Recuperação Fiscal.4.Outros crÊditos-Outras rendas a receber - Não circulantes 2012 2011 Processo nº 1910/74 3.630 3.630 Processo nº 2012/053.02.032520-0 275 356 Processo nº 694/91 3.116 3.116 (-) Compensação INSS-Empresa (439) (432) INSS a compensar 5 5 Total 6.587 6.675 5. Investimentos-Os investimentos na controlada são avaliados pelo mÊtodo de equivalência patrimonial, sendo os principais dados os seguintes: Nome da controlada: Baluarte Commodities Corretora de Mercadorias Ltda. 2012 2011 Capital: 1.850 1.850 Lucro líquido do período: Patrimônio líquido: 1.865 1.865 Resultado da equivalência: Percentual de participação: 99,90% 99,90% Os administradores da controlada decidiram pela paralisação das atividades operacionais por tempo indeterminado. 6. Capital social-

Aos Administradores e Acionistas da Baluarte S.A. Corretora de Câmbio - São Paulo-SP - Examinamos as demonstraçþes contåbeis da Baluarte S.A. Corretora de Câmbio, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012, e as respectivas demonstraçþes do resultado, das mutaçþes do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais pråticas contåbeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstraçþes contåbeis-A Administração da Instituição Ê responsåvel pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstraçþes contåbeis de acordo com as pråticas contåbeis adotadas no Brasil aplicåveis às Instituiçþes autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessårios para permitir a elaboração de demonstraçþes contåbeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes-Nossa responsabilidade Ê a de expressar uma opinião sobre essas demonstraçþes contåbeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.Essas normas requerem o cumprimento de exigências Êticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoåvel de que as demonstraçþes contåbeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgaçþes apresentados nas demonstraçþes contåbeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstraçþes contåbeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstraçþes contåbeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficåcia dos controles

2º sem. Exercício 2012 2012 2011 Outras receitas desp. operac. (77) (194) (197) Receitas de prestação de serviços 587 1.161 996 Despesas de pessoal (291) (599) (568) Outras despesas administrativas (293) (621) (520) Despesas tributårias (1) (4) (2) Outras receitas operacionais 17 11 Outras despesas operacionais (79) (148) (114) Resultado operacional (77) (194) (197) Result. antes da tribut. s/os lucros e participaçþes (77) (194) (197) Prejuízo do período (77) (194) (197) Número de ação 26.750.000 26.750.000 26.750.000 Prej. p/ ação do capital social-R$ (0,0029) (0,0073) (0,0074) -O capital social estå representado por 26.750.000 açþes, sendo 13.375.000 ordinårias nominativas e 13.375.000 preferenciais nominativas, todas sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas, na data do balanço, por acionistas domiciliados no país.O estatuto determina a distribuição de dividendos mínimos de 25% sobre o lucro líquido, depois de deduzida a reserva legal.7. Contingências-a. As declaraçþes de renda dos últimos cinco exercícios estão sujeitas à revisão e aprovação pelas autoridades fiscais.Outros impostos e contribuiçþes permanecem sujeitos à revisão e aprovação pelos órgãos competentes por períodos variåveis de tempo;b. A 1ª Turma do Tribunal Regional da 3ª Região deu provimento ao Recurso de Apelação, interposto pela Corretora, contra a sentença que afastou a incidência da Contribuição Previdenciåria, incidente sobre a remuneração de trabalhadores avulsos, autônomos e administradores e autorizou a compensação dos valores indevidamente recolhidos desde setembro de 1989 a abril de 1994, devidamente corrigidos com os índices constantes da mencionada decisão e sem qualquer limitação por período. A Corretora, amparada pela medida liminar Processo nº 1999.961.003.229-66, efetua compensação de 100% da contribuição previdenciåria incidente sobre folha de salårios; c. Em 29 de agosto de 2006, fez adesão ao Programa de Parcelamento Incentivado (PPI) da Prefeitura do Município de São Paulo para pagamentos de Imposto Sobre Serviços (ISS) em 120 meses; d. Em novembro de 2009, fez adesão ao parcelamento da Lei nº 11.941/09, referente aos tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. A Empresa incluiu no parcelamento as dívidas do REFIS, cuja adesão ocorreu em 2006; e. Em junho de 2011, cumprida a etapa final com a formalização da consolidação do parcelamento Lei nº 11.941/2009, REFIS IV, e a prestação de informaçþes e indicação do prejuízo fiscal e base negativa da Contribuição Social, aguarda-se a revisão tributåria detalhada para a então contabilização da consolidação dos dÊbitos parcelados, e indicação do prejuízo fiscal e das bases negativas da Contribuição Social. Nas datas das demonstraçþes contåbeis, a Corretora apresentava os seguintes passivos, e correspondentes depósitos judiciais, relacionados às contingências: Dep. judiciais Prov. p/contingências 2012 2011 2012 2011 Contingências tributårias 54 54 37 37 54 54 37 37 A movimentação da provisão no exercício de 2012 estå demonstrada a seguir: 2012 Saldo em 31 de dezembro de 2011 37 Adiçþes Baixas -

internos da Instituição. Uma auditoria inclui tambĂŠm a avaliação da adequação das prĂĄticas contĂĄbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contĂĄbeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstraçþes contĂĄbeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidĂŞncia de auditoria obtida ĂŠ suficiente e apropriada para fundamentar nossa opiniĂŁo. Base para opiniĂŁo com ressalva-A rubrica “Outros crĂŠditosâ€?, no ativo nĂŁo circulante, conforme descrito na Nota Explicativa nÂş 4, possui em sua composição o valor de R$ 6.587 mil, referente aos precatĂłrios transitados em julgado da decisĂŁo que condenou a Prefeitura do MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, conforme processo EP nÂş 01404/83 (Ação ordinĂĄria-Processo 1910/74-Ant. 152/74), da 10ÂŞ Vara da Fazenda PĂşblica de SĂŁo Paulo, processo nÂş 694/91 EP, processo nÂş 06922/95 (nÂş ordem 29/97), da 3a Vara da Fazenda PĂşblica de SĂŁo Paulo, e processo nÂş 2012/053.02.032520-0, da 11ÂŞ Vara da Fazenda PĂşblica de SĂŁo Paulo. A Emenda Constitucional nÂş 30, promulgada pelas mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em 13 de setembro de 2000, regulamentou o assunto que trata de pagamento de precatĂłrios judiciĂĄrios. Dessa forma, a realização dos crĂŠditos recebĂ­veis depende das decisĂľes desses poderes legislativos em longo prazo. Em exercĂ­cios anteriores, atĂŠ 2004, foram recebidos os valores lĂ­quidos de R$ 435 mil, referente a trĂŞs parcelas de um total de 10 parcelas a receber do processo atual nÂş 694/91, antigo processo nÂş 06922/95 (nÂş ordem 29/97), liberada pela Prefeitura do MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo no mĂŞs de março de 2004, nĂŁo havendo outros recebimentos posteriores.Para recebimento do quarto e quinto dĂŠcimos vencidos, a Baluarte S.A. Corretora de Câmbio, impetrou Ação de Mandado de Sequestro de Rendas nos autos do Processo nÂş 133.183.0/0-0 e, conforme decisĂŁo transitada em julgado, pela expedição do mandado de sequestro de rendas contra a Prefeitura do MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, no valor de R$ 742 mil, cumprido conforme o Auto de Sequestro, em 12 de setembro de 2007. Desde entĂŁo, aguarda-se autorização do Exmo. Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de SĂŁo Paulo para

Fluxos de caixa das ativid. operac. Lucro líquido ajustado Prejuízo do semestre/ exercício Ajustes Depreciação (Aum.)/Dimin. nos subgr. do ativos operac. Outros crÊditos Outros valores e bens Aum./(Dimin.) nos subgr. do passivo operac. Outras obrigaçþes Caixa líq. proveniente das ativid. operacionais Compra de ativo imobilizado Caixa líq. usado nas ativid. de investimento Aum. do caixa e equival. a caixa Modific. na posição financeira Disponibilidades No início do período No final do período Aum. do caixa e equival. a caixa

2Âş sem. ExercĂ­cio 2012 2012 2011 (74) (188) (190) (77) (194) (197) 3

6

7

96 96 -

75 64 11

131 141 (10)

(10) (10)

121 121

66 66

12 (3)

8 (3)

7 -

(3) 9

(3) 5

7

21 30 9

25 30 5

38 45 7

Atualizaçþes monetĂĄrias Saldo em 31 de dezembro de 2012 37 8. Risco operacional-A Corretora tem aperfeiçoado continuamente seus sistemas tecnolĂłgicos voltados ao controle e prevenção de riscos, visando reduzir possĂ­veis perdas por meio do acompanhamento constante de suas operaçþes. Os riscos Ă atividade sĂŁo analisados e administrados diretamente pela Diretoria, acompanhando o controle dos fatores de exposição a riscos de mercado, crĂŠdito e institucionais. Em 26 de junho de 2004 foi publicado o novo Acordo da Basileia (II), contendo a exigĂŞncia de alocação de capital para o Risco Operacional. No Brasil, a Resolução nÂş 3380, emitida pelo BACEN, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho MonetĂĄrio Nacional em 29 de junho de 2006, teve como definição:“A possibilidade de ocorrĂŞncia de perdas resultantes de falha, deficiĂŞncia ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos.â€? O gerenciamento de risco operacional deve prever: identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação do risco operacional;documentação e armazenamento de informaçþes referentes Ă s perdas associadas ao risco operacional; elaboração, com periodicidade mĂ­nima anual, de relatĂłrios que permitam a identificação e correção tempestiva das deficiĂŞncias de controle e de gerenciamento do risco operacional; realização, com periodicidade mĂ­nima anual, de testes de avaliação dos sistemas de controle de riscos operacionais implementados; elaboração e disseminação da polĂ­tica de gerenciamento de risco operacional ao pessoal da Instituição, em seus diversos nĂ­veis, estabelecendo papĂŠis e responsabilidades, bem como as dos prestadores de serviços terceirizados; existĂŞncia de plano de contingĂŞncia contendo as estratĂŠgias a serem adotadas para assegurar condiçþes de continuidade das atividades e para limitar graves perdas decorrentes de risco operacional; implementação, manutenção e divulgação de processo estruturado de comunicação e informação. A Baluarte S.A. Corretora de Câmbio, estĂĄ atendendo plenamente ao quanto requerido pelas normas em vigor, atendendo a alocação de capital com remessa mensal da informação, pertinente ao Banco Central do Brasil.Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a Corretora nĂŁo mantinha nenhum contrato em aberto envolvendo instrumentos financeiros derivativos. 9. Partes relacionadas-9.1. Operaçþes com partes relacionadas-Nos exercĂ­cios findos em 2012 e 2011, a Corretora nĂŁo gerou resultados ou saldos com partes relacionadas. 9.2. Remuneração da Administração-A remuneração paga aos administradores da Corretora, como honorĂĄrios, foi de R$ 11 (R$ 10 em 2011). Fernando Luiz Nabuco de Abreu - Diretor-Presidente Fernando Luiz Nabuco de Abreu Filho - Diretor Walter Mesquita de AraĂşjo CT CRC1SP103398/O-6 - CPF 991.273.508-00

levantamento da importância depositada judicialmente.NĂŁo examinamos, tampouco foram examinadas por outros auditores independentes, as demonstraçþes contĂĄbeis da Baluarte Commodities Corretora de Mercadorias Ltda., correspondente ao exercĂ­cio findo em 31 de dezembro de 2012. Como consequĂŞncia, nĂŁo nos foi possĂ­vel formar uma opiniĂŁo quanto Ă adequação dos valores representativos de tais investimentos naquela data e do correspondente resultado registrado, com base no valor do patrimĂ´nio lĂ­quido daquela empresa, como mencionado na Nota 5 Ă s demonstraçþes contĂĄbeis. Conforme Nota Explicativa nÂş 7 (d), (e) e (f), a Baluarte formalizou o pedido de parcelamento especial na forma da Lei nÂş 11.941/2009 (REFIS IV). Os valores correspondentes aos dĂŠbitos parcelados foram homologados pelas autoridades competentes, entretanto os tributos nĂŁo sofreram qualquer ajuste de consolidação e estĂŁo contabilizados pelos valores originais sem a correção de multa e juros.OpiniĂŁo com ressalva-Em nossa opiniĂŁo, exceto pelos possĂ­veis efeitos dos assuntos descritos nos parĂĄgrafos ‘Base para opiniĂŁo com ressalva’, as demonstraçþes contĂĄbeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Baluarte S.A. Corretora de Câmbio em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operaçþes e os seus fluxos de caixa para o exercĂ­cio e semestre findos naquela data, de acordo com as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil, aplicĂĄveis Ă s Instituiçþes autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. ĂŠnfase-Os administradores da controlada, Baluarte Commodities Corretora de Mercadorias Ltda., conforme descrito na Nota Explicativa nÂş 5, decidiram pela paralisação das atividades por tempo indeterminado. SĂŁo Paulo, 20 de março de 2013. BDO RCS Auditores Independentes SS - CRC 2 SP 013846/O-1 Paulo SĂŠrgio Tufani - Contador CRC 1 SP 124504/O-9 Robinson Meira - Contador CRC 1SP 244496/O-5

SERVIÇO AUTÔNOMO DE à GUA E ESGOTO DE SOROCABA

Priority Serviços Contåbeis Ltda.

O Serviço Autônomo de à gua e Esgoto de Sorocaba comunica que se acha publicado o Pregão

CNPJ/MF No. 06.335.937/0001-02 ATA DE REUNIĂƒO DOS SĂ“CIOS QUOTISTAS Dia, Local e Hora: Aos 03/12/2012, na sede social Ă na Rua Arandu, no 281, cj 02 (parte), TĂŠrreo, Brooklin Paulista, SĂŁo Paulo - SP. Presença: SĂłcios representando a totalidade do capital social da sociedade; Ordem do Dia: Aprovar a redução do capital social; Deliberaçþes: a) Aprovada por unanimidade dos quotistas a redução do capital da sociedade de R$ 60.000,00 para R$ 1.200,00, por ter se tornado excessivo em relação ao objeto da sociedade, e assim restituir aos sĂłcios, em moeda corrente nacional, neste ato, R$ 19.300,00 Ă David Dias de Sousa, e R$ 39.300,00 Ă Marina Celia de Oliveira Rodrigues dos Santos. b) Face a alteração acima, a ClĂĄusula 5ÂŞ do CapĂ­tulo IV, do Contrato Social ĂŠ alterada e as participaçþes societĂĄrias passam a ser as seguintes: David Dias de Sousa: 600 quotas, R$ 600,00 e Marina Celia de Oliveira Rodrigues dos Santos: 600 quotas, R$ 600,00. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, declarou-se encerrada esta reuniĂŁo de quotistas da sociedade, ficando o administrador autorizado a praticar qualquer ato que se faça necessĂĄrio a fim de formalizar a deliberação acima. David Dias de Sousa e Marina Celia de Oliveira Rodrigues dos Santos.

Presencial para Registro de Preços nÂş 23/2013 - Processo nÂş 3.063/2013, destinado Ă aquisição de concreto asfĂĄltico usinado a quente para aplicação a frio. SESSĂƒO PĂšBLICA dia 06/05/2013,

FALĂŠNCIA, RECUPERAĂ‡ĂƒO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ‡ĂƒO JUDICIAL

Ă s 10:00 horas. O edital completo serĂĄ disponibilizado no site www.saaesorocaba.com.br,

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 19 de abril de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Lima e Amorim Equipamentos Industriais Ltda. ME. Requerido: Ventiladores Bernauer S/A. Rua Professor Aprigio Gonzaga, 78 – São Judas - 2ª Vara de Falências.

5822/5823/5824/5825 e 5826 ou pessoalmente na Avenida Pereira da Silva, nÂş 1.285, no Setor de

informaçþes pelos telefones: (15) 3224-5810/5811/5812/5813/5814/5815/5816/5817/5818/5819/5821/ Licitação e Contratos. Sorocaba, 19 de abril de 2013. Ema Rosane Lied Garcia Maia - Pregoeira.

# GORTGUC +/2#4 64'+0#/'061 ' )'56­1 '/24'5#4+#. .6&# UKVWCFC i 4WC $CTlQ FG /GNICEQ P� #RV $CKTTQ 4GCN 2CTSWG 5lQ 2CWNQ 52 +PUETKnlQ /WPKEKRCN P � G %02, P � EQOWPKEC Q GZVTCXKQ FQ NKXTQ FG TGIKUVTQ FG TGEGDKOGPVQ FG KORTGUU|GU HKUECKU OQFGNQ FC 2TGHGKVWTC FG 5lQ 2CWNQ


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26 -.ECONOMIA

e

sábado, domingo e segunda-feira, 20, 21 e 22 de abril de 2013

Campeões de reclamações em 2012

conomia

Os aparelhos de telefonia são os campeões, seguidos por computadores, móveis e produtos da linha branca.

Produtos mais reclamados em 2012

A

Fundação Procon-SP publicou, dias atrás, o ranking dos produtos que mais geraram reclamações no ano passado e quais foram os principais problemas. Com 7.204 denúncias (18% do total da área de

produtos), aparelhos de telefones lideram a lista, seguidos por computadores, 5.582 (14%); móveis, 4.192 (10%); produtos da linha branca – geladeira, fogão, micro-ondas, máquina de lavar –, 3.997 (10%) e aparelhos de TV, 2.689 (7%). O obje-

Ambev Brasil Bebidas S.A. Companhia Fechada CNPJ nº 73.082.158/0001-21- NIRE 35.300.391.713 Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária - Edital de Convocação Ficam convidados os acionistas da Ambev Brasil Bebidas S.A. (“Companhia”) para se reunirem no dia 30 de abril de 2013, às 09 horas, na sede social da Companhia, localizada na cidade de Jaguariúna, Estado de São Paulo, na Avenida Antarctica, nº 1891 (parte), Fazenda Santa Úrsula, em Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) em Assembleia Geral Ordinária (i) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012; (ii) deliberar sobre a destinação do resultado do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012, bem como ratificar as distribuições de dividendos intermediários realizadas, deduzidos dos resultados auferidos no ano de 2012; (iii) ratificar os valores pagos à conta da remuneração global atribuída aos administradores da Companhia para o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012 e fixar a remuneração global dos administradores para o exercício de 2013; e (iv) eleger os membros da Diretoria da Companhia;b) em Assembleia Geral Extraordinária (i) em virtude do aumento de capital aprovado em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30 de abril de 2012, e homologado em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 25 de Junho de 2012, dar nova redação ao artigo 5º do Estatuto Social da Companhia e proceder à consolidação do Estatuto Social. Informações Gerais: - O acionista ou seu representante legal deverá comparecer às Assembleias munido de: a) documento que comprove sua identidade; b) o respectivo comprovante de ações escriturais, expedido pela instituição financeira depositária;e c) se for o caso, instrumentos de mandato para representação do acionista por procurador, outorgado nos termos do Artigo 126, §1º, da Lei nº 6.404/76, conforme alterada. - Solicita-se que os instrumentos de mandato com poderes especiais para representação nas Assembleias Gerais a que se refere o presente edital sejam depositados, na sede da Companhia, no Departamento Jurídico, com antecedência de até 3 (três) dias úteis da data marcada para a realização das assembleias. Jaguariúna, 22 de Abril de 2013. João Maurício Giffoni de Castro Neves - Diretor.

tivo ao apresentar esses números, conforme o levantamento do Procon, foi "mostrar as dificuldades que o consumidor ainda enfrenta no pós venda". A maioria das queixas contra aparelhos de telefone, principalmente os celulares, foi referente a defeito de funcionamento (42%). Muitos consumidores também se queixaram da durabilidade deles, muito aquém do esperado. Na linha branca e nos eletroeletrônicos, as queixas se concentraram também na qualidade dos itens adquiridos pelos consumidores. Não faltaram denúncias relacionadas à não entrega, à entrega de item diferente ao comprado ou à entrega faltando parte do material. Os móveis lideram quanto à entrega incompleta e à falta ou problemas que aparecem na montagem. No balanço realizado pelo Procon-SP, há destaque para o

e-commerce, "que além de não realizar a entrega, se negam ou dificultam o exercício do direito de arrependimento previsto no artigo 49 Código de Defesa do Consumidor (CDC)." Ao divulgar a lista, o Procon-SP ressalta um aspecto positivo no comportamento das empresas alvos das reclamações. "Vemos que as empresas estão preocupadas em corrigir falhas e dar maior agilidade e efetividade na solução das reclamações do consumidores, e isso se deve às intervenções da Fundação", diz Paulo Arthur Góes, diretor executivo. Segundo ele, muitas empresas estão mudando de atitude e buscando modificar processos internos e interagir com o órgão de defesa do consumidor. "A internalização do tratamento das demandas já reflete na redução do número de reclamações e melhora nos índices de

Nicsa S/A Indústria e Comércio de Válvulas CNPJ MF nº 01.081.567/0001-00 Relatório da Diretoria Senhores Acionistas: Atendendo disposições legais e estatutárias, temos o prazer de submeter à apreciação de V. Sas., o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Contábeis, referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012. Permanecemos à disposição dos Senhores Acionistas para quaisquer esclarecimentos. São Paulo, 15 de Abril de 2013 Ativo Ativo Circulante Caixa e Equivalente de Caixa Clientes Estoques Impostos a Recuperar Outros Créditos Despesas do Exercício seguinte Ativo Não Circulante Créditos Diversos Mútuo com Acionista Empréstimo Nicsa Sul Participação Em Coligadas Imobilizado Intangível

Total do Ativo

Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (R$ em MIL) 31/12/12 31/12/11 Passivo 19.201.261 13.907.065 Passivo Circulante 54.016 964.579 Financiamento de Veículos 5.371.254 4.043.739 Empréstimo 12.734.580 8.202.506 Fornecedores 218.529 350.259 Obrigações Trabalhistas 817.164 333.836 Obrigações Tributárias 5.718 12.146 Adiantamento de clientes Outras Obrigações 1.700.809 743.096 Parcelamentos 51.217 – Passivo Não Circulante 400.000 400.000 Empréstimo 243.099 – Parcelamentos 99.276 – Outra Obrigações 899.025 332.428 Patrimônio Líquido 8.192 10.668 Capital Social Reservas Legais (-) Ações/Quotas em Tesouraria Lucro Acumulado Lucros a Distribuir Reservas por Contingências Lucro Líquido do Exercício 20.902.070 14.650.161 Total do Passivo

31/12/2012 9.159.299 12.143 1.997.014 4.906.005 666.749 381.937 465.511 37.702 692.238 2.000.000 2.000.000 – – 9.742.771 5.000.000 1.300.000 60.699 2.067.397 568.524 600.000 267.549 20.902.070

31/12/2011 4.451.473 41.287 – 1.930.942 763.304 326.888 463.008 151.027 775.018 723.467 – 704.133 19.334 9.475.221 5.000.000 1.300.000 60.699 1.433.625 568.524 600.000 633.771 14.650.161

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (R$ Em Mil) Capital Reserva Reserva de Lucro/Prej. Lucros Ações em Ajustes do Fatos Social Legal Contingência Acumulados a Distribuir Tesouraria Exerc. Anter. Total Saldos em 31/12/2010 5.000.000 1.300.000 600.000 3.080.109 532.866 (60.699) (1.067.826) 9.384.450 Lucro Líquido do Exercício – – – 633.771 – – – 633.771 Dividendos Distribuídos – – – (402.457) – – – (402.457) Lucros à Distribuir – – – – 35.658 – – 35.658 Ajustes do Exerc. Anterior – – – – – – (176.201) (176.200,52) Saldo em 31/12/2011 5.000.000 1.300.000 600.000 3.311.424 568.524 (60.699) (1.244.027) 9.475.222 Lucro Líquido do Exercício – – – 267.549 – – – 267.549 Ajustes do Exerc. Anterior – – – (1.244.027) – – 1.244.027 – Saldo em 31/12/2012 5.000.000 1.300.000 600.000 2.334.946 568.524 (60.699) – 9.742.771 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (R$ Em Mil) 1. Contexto Operacional – A empresa tem como atividade principal a co- de caixa – Representam os saldos dos caixas, depósitos bancários à vista. mercialização de válvulas, conexões, instrumentos, tubulações, material Imobilizado e intangível – Registrados pelo custo de aquisição, formação de vedação e isolação, lubrificadores, purgadores e acessórios industriais. ou construção, inclusive juros e demais encargos financeiros capitalizados; 2 – Apresentação das demonstrações Financeiras: a) Declaração de líquidos de depreciação e amortização acumulada e/ou perdas acumuladas Conformidade: As demonstrações Contábeis foram elaboradas em obser- por redução ao valor recuperável , se aplicável. A Entidade utiliza o método vância às práticas adotadas no Brasil e atendendo às Resoluções do Con- da vida útil-econômica de cada ativo ou componente de um ativo. O valor selho Federal de Contabilidade – CFC nº 1121/2008, que estabelece crité- residual, a vida útil dos ativos e o método de depreciação/amortização são rios e procedimentos específicos de avaliação, registro dos componentes revisados no encerramento de cada exercício e ajustados de forma prose variações patrimoniais, de estruturação das demonstrações contábeis; e pectiva, se necessário. alterações societárias introduzidas pela Lei 11638/07 e MP. 449/08 visando 2012 2011 a hamonização das práticas contábeis adotadas no Brasil às práticas contá- Imobilizado Liquido 899.025 332.428 beis internacionais (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standard Intangível Líquido 8.192 10.668 Board. Na Elaboração das demonstrações financeiras é necessário utilizar Total 907.217 343.096 estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. No passivo circulante e não circulante estão demonstrados pelos valores Para efetuar essas estimativas , a Administração utilizou as melhores infor- conhecidos ou calculáveis, acrescidos quando aplicável, dos correspondenmações disponíveis na data da preparação dessas demonstrações finan- tes encargos e variações monetárias, cambiais incorridas até a data do ceiras, bem como a experiência de eventos passados, considerando ainda Balanço Patrimonial. As variações monetárias e cambiais são reconhecipressupostos relativos a eventos futuros. As estimativas e premissas cor- das na demonstração de resultado pelo regime de competência. Provisão respondentes são revisadas continuamente. As revisões feitas às estimati- para créditos de liquidação duvidosa não foram constituídas, e as perdas de vas contábeis são reconhecidas no período em que a estimativa é revisada. créditos efetivas no valor de R$ 68.165,64. Provisão para salários e encarAs demonstrações financeiras incluem, portanto, estimativas referentes à gos sociais: Constituída com base na remuneração dos empregados e nos determinação da vida útil do ativo imobilizado e intangível, e estimativa do direitos adquiridos até as datas de encerramento dos exercícios, incluindo valor de recuperação de ativos, dentre outros. O resultado real das transa- o abono de férias e os respectivos encargos. O resultado é apurado pelo ções, quando da efetiva realização, pode divergir das estimativas. b) Prin- princípio de competência de exercício reconhecimento das receitas, custos cipais Práticas Contábeis Adotadas:: Ativos e passivos – Os valores rea- e despesas do exercício. O lucro líquido do exercício, apurado já deduzido o lizáveis e exigíveis no curso do exercício social subsequente estão classifi- IRPJ e a CSLL nas alíquotas vigentes, permaneceu na rúbrica lucro líquido cados no ativo e passivo circulantes, respectivamente. Caixa e equivalentes do exercício, o qual será destinado pelos seus acionistas. Heinz Bauer – CPF 004.410.408-10 – Diretor Presidente

Sílvia Regina Schwarz – Contadora CRC 1SP 172.399/O-0

Demonstração do Resultado (R$ Em Mil) 31/12/2012 31/12/2011 Receita Operacional Bruta 48.526.246 52.131.120 Deduções de Vendas (10.562.385) (11.480.401) Receita Operacional Líquida 37.963.861 40.650.719 Custo das Mercadorias Vendidas (21.657.189) (23.327.487) Lucro Bruto 16.306.672 17.323.232 Despesas de Vendas (14.947.679) (15.055.206) Despesas Tributárias (126.824) (75.024) Outras Despesas Operacionais (377.682) (252.210) Outras Receitas Operacionais 129.431 173.627 Lucro Antes das Rec. e Desp. Financ. 983.918 2.114.419 Despesas Financeiras (763.509) (1.482.028) Receitas Financeiras 299.214 352.412 Resultado Antes dos Tributos s/ o Lucro 519.623 984.803 Provisão de IRPJ e CSLL (252.074) 351.032 Lucro Líquido das Operações Continuadas 267.549 633.771 Demonstração do Fluxo de Caixa – Método Indireto (R$ Em Mil) 31/12/2012 31/12/2011 1. Das atividades operacionais: 267.549 633.771 Lucro/(Prejuízo) do Exercício Ajuste p/ conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: (+) Depreciação e amortização 97.092 69.460 (-) Ajuste exercício anterior – (176.201) (-) Lucros a Distribuir – (366.799) (+) Equivalência Patrimonial 200.724 – Variações no Ativos e Passivos (Aumento) Redução de Créditos (1.327.515) 303.199 (Aumento) Redução em Estoques (4.532.075) (401.987) (Aumento) Redução de Outros (357.316) (7.176) (Aumento) Redução Real Longo Prazo (51.217) (269.666) Aumento (Redução) em Fornecedores 2.975.063 (257.394) Aumento (Redução) de Obrigações Trabalhistas (96.555) 117.300 Aumento (Redução) de Obrigações Tributárias 55.050 (19.805) Aumento (Redução) Outras Obrigações (193.602) 179.673 Aumento (Redução) Exigível Longo Prazo 1.055.825 309.677 Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicações nas) atividades operacionais (1.906.977) 114.052 2. Das atividades de Investimentos: (-) Aquisição de ativo imobilizado (661.212) (117.549) Baixa/Venda de Ativo Imobilizado – 44.757 (-)Aquisições de Investimentos (99.276) – (-)Empréstimo Concedido (243.098) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicações nas) atividades de investimento (1.003.586) (72.792) 3. Das atividades de financiamentos: (-) Pagamento de Empréstimo/Financiamento – 41.288 (+) Recebimento Empréstimos 2.000.000 – Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicações nas) atividades de financiamento 2.000.000 41.288 = Aumento (redução) nas disponibilidades (910.563) 82.548 Dem. do aumento (redução) nas disponibilidades No início do exercício 964.579 882.031 No fim do exercício 54.016 964.579 = Aumento (redução) nas disponibilidades (910.563) 82.548 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (R$ em MIL) Recursos 31/12/2012 31/12/2011 Saldo Anterior de Lucros Acumulados 2.067.397 2.012.283 Lucro Líquido do Exercício 267.549 633.772 Ajustes Devedores de Exercícios Anteriores – (176.201) Total dos Recursos 2.334.946 2.469.854 Aplicações Dividendos de lucros Distribuídos – (402.457) Total das Aplicações – (402.457) Lucros ou Prejuízos Acumulados 2.334.946 2.067.397

Foz Exxi S.A. CNPJ/MF nº 17.317.153/0001-60 Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Valores expressos em Milhares de Reais) Demonstração do Resultado – Exercício findo em 31 de dezembro Balanço Patrimonial em 31 de dezembro – Em milhares de reais Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Ativo Nota explicativa 2012 Passivo e patrimônio líquido Nota explicativa 2012 2012 Circulante Patrimônio líquido 3 Caixa e equivalentes de caixa 1 Capital social 4.172 Operações continuadas Receita líquida de serviços 3.979 Contas a receber 2.4 3.979 Prejuízo do exercício (192) Lucro bruto 3.979 3.980 Despesas operacionais 3.980 3.980 Gerais e administrativas Total do ativo 3.980 Total do passivo e patrimônio líquido (4.171) Prejuízo do período (192) Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de 2012 – Em milhares de reais 1. Informações gerais – A Foz EXXI S.A. (“Companhia”) foi constituída em 16 de novembro de 2012 e tem como objeto social a prestação de serviços de assistência técnica na concepção e implantação de sistemas de tratamento de água e efluentes industriais. A Companhia é parte integrante da Organização Odebrecht (“Organização”), sendo controlada pela Foz do Brasil (“Foz”). 2. Resumo das principais políticas contábeis – As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão apresentadas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente em todos os períodos apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1. Base de preparação: A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis. A Companhia não possuía outros resultados abrangentes em 2012. Dessa forma, a demonstração de resultados abrangentes nessa data não está sendo apresentada. As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pela diretoria da Companhia em 12 de abril de 2013. 2.2. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos e com risco insignificante de mudança de valor. 2.3. Contas a receber: Correspondem aos valores a receber pela prestação de serviços no decurso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber Diretoria: Mauricio Prado

Marcos Rabello

são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. As contas a receber são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo menos os créditos de realização duvidosa, calculados com base na análise dos créditos e registrado no montante considerado pela Administração como suficiente para cobrir perdas nas contas a receber. 2.4. Reconhecimento de receita: A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela prestação de serviços no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, dos abatimentos e dos descontos. A Companhia reconhece a receita quando o valor pode ser mensurado com segurança, é provável que benefícios econômicos futuros sejam apurados para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades, conforme descrição a seguir: (a) Receita de serviços: A receita compreende o valor presente pela prestação dos serviços no exterior, e é reconhecida à medida em que o serviço é prestado e medido. 3. Patrimônio líquido – (a) Capital social: Em 16 de novembro de 2012, foi constituído o capital social da Companhia, em R$ 1, através da emissão de 1.000 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal em moeda corrente nacional. Em 31 de dezembro de 2012, em Assembleia, foi aprovado o aumento de capital social no montante de R$ 4.171, mediante a emissão de 4.171 ações ordinárias nominativas sem valor nominal, sendo totalmente integralizadas pelos acionistas da Companhia. Em 2012, o capital social subscrito da Companhia é de R$ 4.172, representado por 4.172 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal. Contador: Edgar Mendes Ferreira – CRC 1SP 249.087/O-7

Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido Em milhares de reais Nota Capital Social Prejuízos explicativa Subscrito acumulados Total Em 16/11/2012 (data da constituição) Constituição de capital 1 1 Aumento de capital 3 4.171 4.171 Prejuízo do período (192) (192) Em 31/12/2012 3 4.172 (192) 3.980 Demonstração do Fluxo de Caixa Período de 16 de novembro a 31 de dezembro – Em milhares de reais 2012 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social (192) Variações nos ativos e passivos Contas a receber (3.979) Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais (4.171) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Aumento de capital social 4.172 Caixa líquido proveniente de atividades de financiamento 4.172 Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa 1 Caixa e equivalentes de caixa no início do período – Caixa e equivalentes de caixa no final do período 1

Produtos Posição Categoria Reclamações 1º Aparelho de telefone 7.204 2º Microcomputador/ 5.582 produtos de informática 3º Móveis 4.192 4º Produtos da linha branca 3.997 Geladeira e freezer 1.697 Fogão e microondas 1.217 Máquina de lavar 1.083 roupa/louça e secadora 5º Televisão/videocassete/ 2.689 filmadora/videolaser 6º Vestuário (calçado/roupa) 1.726 7º Carro usado 1.393 8º Artigo de leitura 1.150 (jornal, revista, folheto, livros, etc) 9º Artigo de cozinha 818 (coifa, exaustor, panela, talher, filtro de café, porta-filtro, louças, etc) 10º Colchão 817 Problemas Posição Problema Reclamações 1º Vícios de qualidade 17.064 2º Não entrega/ 15.903 atraso na entrega 3º Contrato descumprimento/ 5.507 cancelamento 4º Oferta / publicidade enganosa 1.267 5º Compra de veiculo 526 (multa, transferência, alienação, não entrega de documentação)

atendimento aos consumidores no Procon." Nesse sentido, afirma Selma do Amaral, diretora de atendimento ao consumidor do órgão paulista de defesa do consumidor, o Procon vem percebendo queda no número de reclamações de produtos. A explicação é que algumas empresas estão fazendo um movimento contrário em seus serviços de atendimento, ou seja, voltando a ter SACs próprios, expurgando a terceirização. Isso

Participação 18% 14% 10% 10%

7% 4% 3% 3% 2%

2% Participação 42% 39% 13% 3% 1%

também é percebido com os serviços de advocacia. "As reclamações batiam nos escritórios de advocacia e eram eles que representavam as empresas nos Procons, mas sabemos que a postura era de litígio. Algumas empresas colocaram essa interlocução nos departamentos jurídicos ou de relacionamentos internos e os resultados têm sido positivos, pois passaram a conhecer as causas dos problemas", afirma Selma do Amaral.

Fabricantes e lojas devem resolver os problemas dos clientes

O

s consumidores que procuram o Procon-SP para apresentar queixa contra produtos defeituosos não denunciam tão somente os fabricantes. Em alguns casos, ainda minoria, reclamam também do atendimento prestado pela loja revendedora. O próprio Código de Defesa do Consumidor (CDC) é claro quando diz que a responsabilidade é solidária por todos os entes que compõem a cadeia de fornecimento. O parágrafo único do artigo 7º diz que "tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo". Sobre o tema, há ainda menção nos artigos 13, 18, 19 e 25. "Percebemos mudanças de postura também no varejo quando o assunto é vício em produto. Algumas lojas têm estabelecido prazos para que o consumidor retorne para pedir providências. Mas é bom que fique claro que o consumidor pode insistir com o varejis-

ta caso ele não tome providências para sanar a questão e até denunciá-lo ao Procon", diz Selma do Amaral, diretora de atendimento da Fundação Procon-SP. Essa mudança de comportamento por parte do varejo, explica Selma do Amaral, também é fruto de muita conversa e as lojas estão sendo chamadas para sair da posição de conforto de mandar o consumidor reclamar diretamente com o fabricante. "O Procon procura o canal de solução mais rápida para o consumidor. Por isso recomendamos que as lojas têm de ter, no mínimo, ponto de coletas em localidades onde não há assistência técnica." Quanto à alegação de mau uso por parte do consumidor, as empresas devem ficar atentas para o artigo 38 do CDC, o qual imputa ao fornecedor o ato de provar que o defeito no produto apareceu por inabilidade do consumidor. Os custos dessa prova são também do fornecedor.

O QUE DIZ O CDC Artigo 12º O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I - sua apresentação; II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; III - a época em que foi colocado em circulação. § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.

§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I - que não colocou o produto no mercado; II - que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito inexiste; III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Artigo 13 O comerciante é igualmente responsável, nos termos do artigo anterior, quando: I - o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser identificados; II - o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador; III - não conservar adequadamente os produtos perecíveis. Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis, segundo sua participação na causação do evento danoso.


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