AS QUATRO MORTES DE Fotos: TV líbia/Reuters
KADAFI
EXECUTADO. BOMBARDEADO. ALVEJADO. FERIDO. As versões para a morte de Kadafi têm a violência e a vingança em comum. Veja acima à direita: ele está vivo; e o revólver em 1º plano, engatilhado para a execução. À esquerda, ele sangra, linchado. Foi morrer dentro de uma ambulância. Ou não: tirado de um buraco, resistiu e foi alvejado na cabeça. Jornal do empreendedor R$ 1,40 A última morte veio com os Mirages que atacaram o seu Conclusão: 23h50 www.dcomercio.com.br São Paulo, sexta-feira, 21 de outubro de 2011 comboio que fugia de Sirte. A pistola dourada de Kadafi passou de mão em mão. E uma delas a disparou, à queima-roupa. Então, a "Líbia livre" festejou (abaixo). Págs. 9 e 10 Ano 87 - Nº 23.483
Thaier al-Sudani/Reuters
Ricardo Trida/AE
Suhaib Salem/Reuters
Fifa para Alckmin, passe para Kassab: é cooooopaaa! Anunciada a estreia da Copa em São Paulo, o governador, o prefeito, o Fenômeno, Cafu e operários rolaram a bola no Itaquerão. Pág. 11 Divulgação
Sony BMG Music Entertainment
Vancouver é adrenalina pura Nesta cidade canadense, todas as aventuras marcaram encontro. Boa Viagem, pág. 20 Cintia Shimokomaki/DC
Aberta a jaula do leão chamado RCZ HOJE Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 24º C. Mínima 13º C.
AMANHÃ Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 28º C. Mínima 12º C. ISSN 1679-2688
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9 771679 268008
Peugeot lança esportivo de luxo com design de tirar o fôlego: teto tem dupla ondulação. Pág. 19
A 35ª Mostra Internacional de Cinema começa hoje e vai até 3 de novembro, numa maratona de 250 títulos, como O Garoto da Bicicleta (acima, à esq), em 22 salas. Desta vez, todos os filmes são inéditos no Brasil, explica a diretora do evento, Renata de Almeida, viúva de Leon Cakoff, fundador da mostra, que morreu na semana passada, aos 63 anos, de câncer. A exposição Queremos Miles! chega ao Sesc Pinheiros com instrumentos, fotos, filmes, objetos, documentos e, claro, a música de Miles Davis (à dir.). E ainda tem teatro, cinemão, show, Roda do Vinho...
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cultura
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
As taxas de juros reais das economias avançadas não podem servir de parâmetro para o BC brasileiro. Roberto Fendt
pinião
EYMAR MASCARO
HORA DE FUMAR O CACHIMBO DA PAZ
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eraldo Alckmin e Gilberto Kassab continuam costurando uma aliança envolvendo o PSDB e o PSD para concorrer na eleição de prefeito de São Paulo, no ano que vem. O ponto nevrálgico da aliança é decidir qual dos dois partidos vai indicar o cabeça de chapa, sobrando para o outro a indicação do vice. Prevalecendo o acordo, os dois partidos se comprometem também em estar unidos na eleição de governador em 2014. Se o PSD for cabeça de chapa na eleição municipal, fica comprometido a indicar o vice na chapa de governador. Fala-se muito que, neste caso, o vice seria Kassab e, Alckmin, o candidato à reeleição. O PSD tem um candidato natural à Prefeitura paulistana: o vice-governador Guilherme Afif Domingos, ficando de sobreaviso, na regra-3, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, recém-filiado ao novo partido.
ROBERTO FENDT O BC acredita que o Brasil está em franco processo de desaceleração e que temos uma política fiscal suficientemente restritiva, que permite continuar baixando a taxa de juros.
as na hipótese de ficar decidido que caberá ao PSDB indicar o candidato a prefeito, o PSD se encarregaria de escolher o candidato a vice, hipótese que não agrada Gilberto Kassab. Se, no entanto, PSDB e PSD não chegarem a um acordo na formação da aliança, no ano que vem, Kassab sustentará sua candidatura ao governo do Estado, devendo duelar mais uma vez, nas urnas, com Geraldo Alckmin. Seja qual for o desfecho nos entendimentos entre Alckmin e Kassab, uma coisa está escrita: o principal adversário que enfrentarão nas eleição de prefeito da Capital será o candidato do PT, a ser escolhido em prévias das quais participarão a senadora Marta Suplicy e o ministro Fernando Haddad. Nas suas andanças pelo Brasil e pelo mundo, Lula tem feito declarações advertindo que continua apoiando a candidatura do ministro, mas admitindo que também apoiaria a senadora na hipótese de ser ela a vencedora das prévias petistas. A disputa no PT ficou mais apimentada depois que Marta desmentiu que desistiria de concorrer com Haddad, caso fosse recompensada por Dilma Rousseff com o Ministério da Educação. Não é apenas o PT que deverá realizar prévias para a escolha do candidato à Prefeitura de São Paulo. Também o PSDB consulta o TRE para definir as diretrizes de suas consultas. O partido dispõe de vários pretendentes à legenda. Recentemente,
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UMA DECISÃO ARRISCADA
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esta vez ninguém se surpreendeu com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de baixar novamente a taxa básica de juros em meio ponto percentual, para 11,5% ao ano, sem viés. Para o BC, reduções “moderadas” da Selic não afetarão a convergência da inflação para o centro da meta em 2012. Faz sentido? "O Banco Central do Brasil tem como missão institucional a estabilidade do poder de compra da moeda e a solidez do sistema financeiro", está escrito no topo da página da instituição (ver http://www.bcb.gov.br/?SPBBC). Em lugar nenhum está dito que também é missão do Banco a sustentação da atividade econômica, como fica explícito na missão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Nos regimes de metas de inflação praticados na maioria dos países, o único instrumento disponível aos bancos centrais é a taxa básica de juros. Por dispor de um único instrumento, o BC tem um único objetivo, a estabilidade do poder de compra da moeda. Simples assim, embora nem todos atentem para a missão institucional do BC. O regime de metas de inflação compromete o BC a atuar de forma a assegurar que a taxa de in-
flação convirja para um valor publicamente anunciado. Desde junho de 2005, a meta anual definida para a inflação é de 4,5% com um intervalo de dois pontos percentuais, para cima e para baixo. A mesma meta de 4,5% é válida para 2012 e 2013.
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fixação da taxa de juros básica determina o comp ro m e t i m e n t o d o B C com o grau aceitável de perda anual de poder de compra da moeda nacional. A inflação brasileira, contudo, está girando à velocidade de 7,31% nos últimos 12 meses, quase um ponto percentual acima do limite superior da meta. É difícil entender porque o BC está agora sinalizando que uma redução da taxa Selic de curto prazo ajuda a fazer a inflação convergir para a meta em 2012. Analistas já não divergem, como fizeram após a reunião do Copom de agosto, com relação à direção da política monetária. A divergência centra-se no ritmo das próximas reduções dos juros. Formou-se uma maioria que considera "moderado" o atual ritmo de queda de meio ponto percentual por reunião. Alguns ponderam que o ritmo poderá acentuar-se, caso se materialize uma queda do PIB do terceiro trimestre, como sinalizou o próprio Banco Central. Ou se os problemas
com as dívidas soberanas (e com os seus bancos credores europeus) continuarem sem solução. A manutenção da atual política pressupõe que outros instrumentos, de natureza fiscal, estariam sendo utilizados para minimizar a perda do poder de compra do real. Isso requer que o governo produza um superávit fiscal nominal – isto é, uma diferença positiva entre todas as suas receitas e todas as suas despesas, incluindo as com o pagamento de juros sobre a dívida pública.
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m déficit nominal indica que o governo não está cobrindo com tributos todos os seus gastos, o que vem ocorrendo desde 1991 e que, tudo indica, deverá ocorrer novamente este ano. Para cobri-lo, ou o governo emite moeda ou aumenta a dívida pública. Em nenhum dos dois casos pode-se dizer que a política fiscal é restritiva e contribui para fazer a inflação convergir para o centro da meta. É desejável que as taxas de juros baixem no País. É desejável que baixe tanto a taxa de juros nominal (a taxa de juros propriamente dita) como a taxa de juros "real" (a taxa nominal deduzida a expectativa de inflação para os próximos 12 meses). A taxa de juros real mundial média (dado o peso das economias dos EUA, Europa e Japão no cômputo
dessa média) tornou-se negativa desde o início deste ano. A despeito disso, não se está observando o desejado aquecimento dessas economias, como muitos esperavam. As taxas de juros reais das economias avançadas não podem servir de parâmetro para o BC brasileiro. Não temos aqui o mesmo processo em curso nessas economias, em que as famílias e as empresas estão superendividadas e cuidando apenas de reduzir o seu endividamento. Lá, a ordem do dia é não gastar, mesmo com taxas de juros negativas recordes. Aqui, temos uma incrível memória da inflação e não partilhamos o superendividamento deles.
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BC está fazendo uma aposta de alto risco. Acredita que estamos também nós em franco processo de desaceleração e rumando para uma recessão; e que temos uma política fiscal suficientemente restritiva, que permite continuar baixando a taxa Selic por um prazo indeterminado. O risco da aposta do BC, em persistir em fazer mais do mesmo, é o de descumprir a sua missão institucional, sem a garantia de que retornará a economia ao seu crescimento potencial. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
Seja qual for o desfecho da costura entre Alckmin e Kassab, o principal adversário na eleição para prefeito de São Paulo será o candidato que o PT escolher.
Geraldo Alckmin negou que estivesse trabalhando nos bastidores das prévias para a vitória do secretário do MeioAmbiente, Bruno Covas. etalhe: o neto de Mário Covas estava bem cotado para ganhar a legenda tucana, mas sua pule se desvalorizou depois que se envolveu com o rumoroso caso na Assembleia Legislativa, sobre venda de emendas parlamentares. Faltando um ano para a eleição de prefeito, o PMDB continua sendo paquerado pelo PT. Lula tenta convencer Michel Temer a desistir da ideia de lançar a candidatura do deputado Gabriel Chalita. O ex-presidente sonha em consolidar a chapa Haddad e Chalita, mas o peemedebista reluta em renunciar à précandidatura. Gabriel Chalita não quer ser vice na chapa do PT, convencido de que tem cacife para suceder a Gilberto Kassab na Prefeitura.
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etistas históricos, como José Dirceu, admitem que apesar do peso do apoio de Lula, Fernando Haddad teria muita dificuldade de conquistar a legenda caso as prévias fossem realizadas hoje. A maioria dos diretórios zonais na Capital daria a vitória a Marta Suplicy, sobretudo porque a senadora aparece com 30% da preferência dos eleitores nas pesquisas, enquanto Haddad não ultrapassa a marca dos 2%. Lula, contudo, lembra que também Dilma Rousseff começou a campanha presidencial com traço no Ibope e, no fim, deu no que deu.
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EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repór teres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
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o Quando o verde é arauto do atraso pinião
DE UM INÍCIO JUSTO, O MOVIMENTO VERDE SE TRANSFORMOU EM UMA SEITA ESQUERDISTA.
É
muito dura a vida de quem pretende iniciar ou ampliar um negócio no Brasil. Qualquer um que pretenda erguer um simples condomínio de apartamentos, explorar uma mina em propriedade privada, construir uma pequena usina hidrelétrica ou uma nova fábrica terá que encarar, além da intrincada legislação ambiental, as onipotentes e intransigentes agências reguladoras, com autoridade suficiente para embargar quaisquer novos projetos considerados "nocivos ao meio ambiente". Aqui, qualquer novo investimento, mesmo o público, deve percorrer um labirinto sem fim de controles e processos, além de contar com a má vontade dos barnabés e a oposição de grupos ativistas raivosos e barulhentos. Cada passo nesse labirinto envolve custos absurdos de tempo e dinheiro, sem qualquer garantia de que o projeto seguirá adiante. São inúmeros os empreendimentos embargados ultimamente, pelas autoridades ambientais, em nome da preservação do habitat de espécies "ameaçadas" de peixes, pererecas, corujas, ratos, borboletas, preguiças e sabe-se lá o que mais. Em face desta barafunda regulatória e do ativismo verde, é um milagre que investimentos produtivos ainda aconteçam no Brasil. O mais notável e paradoxal, entretanto, é que a maioria dos brasileiros, que supostamente deseja o progresso do País, aceita e até mesmo aplaude este estado de coisas. A seita ambientalista nunca foi tão popular como agora. O movimento verde nasceu da justíssima indignação de alguns com a poluição do ar, dos rios e dos mares, além da preocupação com os riscos para a saúde humana provenientes da atividade industrial. Com o tempo, entretanto, o movimento foi sendo dominado e transformado por ideólogos esquerdistas, preocupados não com a poluição ambiental ou com a nossa saúde, mas com o desmantelamento do capitalismo. Hoje em dia, as bandeiras "verdes" vão desde a rejeição aos combustíveis fósseis até a construção de usinas hidrelétricas e termonucleares, que ao todo significam 98% da produção de energia do mundo. Até mesmo os aparelhos de ar condicionado, geladeiras e outros eletrodomésticos estão na lista negra desta gente. Alguns mais radicais, sem maiores consi-
JOÃO LUIZ MAUAD vale dizer, o abandono do nosso estado de pobreza natural, requer que modifiquemos a natureza tanto quanto seja necessário para torná-la menos agressiva e, acima de tudo, favorável à nossa sobrevivência. Graças a Deus, as gerações que nos precederam visaram o progresso, não o preservacionismo. Elas tiveram orgulho de construir fábricas, abrir estradas, perfurar poços, escavar a terra à procura de novos recursos.
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derações pelo conforto humano, consideram antiecológica a utilização de qualquer equipamento industrial minimamente poluente ou prejudicial ao famigerado aquecimento global. Em resumo, a essência dessa ideologia está na crença de que a humanidade deve minimizar o seu impacto sobre a natureza, custe o que custar. Vide a gritaria contra a aprovação recente do novo Código
Florestal, um código extremamente preservacionista e restritivo à atividade econômica, sem similar no mundo, mas que, mesmo assim, conseguiu desagradar os xiitas. O problema que os adeptos desse radicalismo se recusam a enxergar é que nós, seres humanos, só sobrevivemos por conta da transformação da natureza, sem o que não há como satisfazer nossas necessidades mínimas.
Nosso bem estar está diretamente ligado à capacidade de geração de riquezas, a fim de tornar o ambiente à nossa volta menos agressivo e mais hospitaleiro. Ao criarmos e utilizarmos riquezas – como casas, estradas, usinas de energia, indústrias, alimentos, automóveis, aviões, móveis, utensílios, eletrodomésticos, etc.– de alguma maneira sempre estaremos impactando a natureza.
A razão fundamental de nosso alto padrão de vida (notadamente quando comparado com os dos nossos ancestrais) está na industrialização. Graças a ela, hoje somos centenas de vezes mais produtivos do que há 200 anos. Já imaginaram como estaríamos vivendo caso os nossos antepassados fossem reféns de seitas ambientalistas como as de hoje? Definitivamente, o progresso,
BOLSA-FIFA, E
Saúde, é só para encher mais a paciência da crasse mérdia reclamona, que nunca está satisfeita com nada neste mundo, implica e faz passeatas até contra os coitadinhos dos corruPTinhos, que só querem ficar no seu cantinho, cozinhando bruxarias nos seus caldeirões, como Gushiken, codinome China, o Monge das Sombras, ninguém sabe o que ele apronta, mas que apronta, apronta. Golbery, o gênio da raça na feliz definição de Glauber Rocha, era um coroinha perto do China. Fifa só não conseguiu ainda recusar o privilégio da meia entrada para estudantes até 29 anos e idosos acima de 60 anos. Ela afirma que que sofreria um prejuízo de 100 Milhões – não sei se de reais, dólares ou euros , mas 100 Milhões são muita coisa em qualquer lingua, até em chinês , pois um yuan chinês vale a fortuna de 0.156986 dólar americano. Mas você não perde por esperar a minha mais recente teoria da conspiração.
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Não quero entrar no mérito se estudantes e idosos têm ou não o direito de pagar meia; mas "there´s no free lunch", não há almoço grátis, como dizem e comprovam os especialistas em números. Quando alguém não paga por um serviço prestado, algum otário que não usou o serviço paga no lugar do espertalhão. E o preço dos ingressos para a turma dos 30 aos 59 anos teria de ser aumentado, para compensar a barretada com o chapéu alheio para estudantes e idosos. Esse é o costume nos cinemas, teatros e circos – inclua aí o maravilhoso Cirque du Soleil, esse sim merece que todo mundo pague inteira, tal a beleza do espetáculo. Acrescento os shows do Eric Clapton, que foi "Deus tocando para seus fiéis", como disse o Estadão, e o do Ringo Starr, o anjo torto tocando para os
velhinhos travessos, seus fãs. Aqui sobram otários que pagam por quem não paga. É dos nossos bolsos, esvaziados pelas maiores taxas de impostos, maiores até do que as taxas do primeiro mundo, e recebem de volta os piores serviços, piores que os do quinto mundo (isso quando recebem algum), que sai a grana dos bolsistasesmoleres. Agora exigem aumentos anuais, 13º, férias de 30 dias, e abono de faltas para frequentar passeatas e bater palmas nas inaugurações de pedras fundamentais e promessas vãs. Além, é claro, da cesta básica, direito adquirido. Houve um boato – não comprovado – de que cada cesta seria enriquecida com uma garrafa de 51, ou similar, pra moiá us gragumilo, mas esqueci o nome do gozador (ou terrorista) que me soprou essa falsidade nos ouvidos. Nada
JOÃO LUIZ MAUAD É EMPRESÁRIO E COLUNISTA DO SITE WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR
NEIL DO MEU BOLSO NÃO, VIOLÃO
MAIS UM GOL CONTRA u não sei quanto vai custar a Copa aos nossos bolsos já esvaziados; ninguém sabe. Nem o eterno presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na mira dos federais; nem o suspeitíssimo ministro Orlando Silva, desmentindo todo o trambique em que está metido (mas duvido de que alguém acredite nele) ; nem Mantega, o suposto dono do cofre; nem o Poste, que afirmam mandar em tudo, ocupado em empunhar uma vassoura invisível, que já teria vassourado Orlando Silva caso vassouradas existissem na vida real e não só na marquetagem chapa-branca. A Fifa arrancou do couro do Brasil quase tudo o que exigiu, até isenção de impostos; podemos abrir mão dos impostos em favor da Fifa pois estamos ricos pra caramba, mas e eu ? Não somos todos iguais perante o Fisco ? Parece que não, há os mais iguais do que os outros. A ameaça de ressurreição da CPMF, agora batizada CSS, Contribuição Social para a
desenvolvimento industrial e o científico são verdadeiras dádivas da modernidade, que nos deram as ferramentas e a tecnologia necessárias para tornar o nosso habitat mais saudável e acolhedor. Pensem por um minuto no que seria do homem sem os modernos sistemas de esgotamento sanitário, a água encanada, as construções mais seguras, resistentes e protegidas das intempéries naturais, a comida fresca e farta e os meios de transporte rápidos e eficientes. É verdade que tudo isso resultou em alguma poluição do ar, do mar e dos rios. No entanto, mesmo esses indesejáveis efeitos negativos têm sido superados com bastante êxito pelas nações capitalistas mais avançadas. E, por incrível que pareça, os mais prejudicados pelo fanatismo das seitas ambientalistas são os mais pobres, privados da única chance de poderem, um dia, usufruir do padrão de vida dos países industrializados. Ao contrário do que dizem os pregadores do apocalipse, precisamos abraçar, de forma inequívoca, o desenvolvimento econômico, o que vale dizer: a transformação da natureza em grande escala, a utilização sem remorsos de energias eficientes e baratas, a produção de bens e serviços com maior produtividade e menor esforço. Só assim viveremos mais e melhor.
FERREIRA entendo de leis, mas farejei aqui e ali que a meia entrada para idosos está na Constituição (corrija-me se falei besteira); para estudantes está nas leis de todos os Estados da federação. Fifa quer, então, ficar acima das leis brasileiras ? Quer, não: exige. E seu argumento é de peso, é o prejuízo das cem milhas de patacas que falei lá atrás; é aqui que entra a minha teoria da conspiração: a Fifa não vai perder nenhum cent, yuan, ou tusta; o otariado vai pagar a conta, como sempre. O cenário já está montado. A Fifa bate o pé e não aceita o preju. Os estudantes e idosos batem os pés e não aceitam pagar inteira. Os esfolados de 30 a 59 anos batem os pés e recusam-se a bancar essa embromação. Você sabe o que acontecerá: o Poste, de olho nos votos dos estudantes e idosos, faz um decreto-lei, ou algo semelhante, inventa o Bolsa-Fifa e o governo banca os cem milhõezinhos
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com a grana dos impostos. São cem milhõezinhos com minúsculas mesmo. Afinal, o que são cem milhõezinhos perto do mais de Um Biliãozão que os governos Federal, Estadual e Municipal de Sumpólo deram de mão beijada para uma entidade privada, o córintcha, fazer o Itaquerão às custas dos otários de sempre? É Bolsa-Fifa, sim. Mas pode chamar de CPMF, Contribuição Provisória Maledeta para a Fifa FELIZ ERA VOCÊ, QUE NO SEU TEMPO ORLANDO SILVA ERA APENAS "O CANTOR DAS MULTIDÕES".
PS: O cartola JJ, tri-presidente do São Paulo, pisou feio na bola ao desrespeitar Rivaldo como pessoa, profissional da bola e trabalhador de seu clube. O são-paulino que habita o meu coração desconfia que algum mano córintchano habite agora a cartolagem do Sumpólo. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIà RIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
GibaUm
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gibaum@gibaum.com.br
A atriz Alinne Moraes, 28 anos, cujos lĂĄbios inspiram legiĂľes de brasileiros, ĂŠ a mais nova turbinada do showbiz.
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3 MAIS: a Lili
de O Astro revelou-se na empreitada, atĂŠ bem modesta: colocou apenas 250 ml de cada lado. Quem viu, louvou.
k Na próxima terça-feira, na semana bat hora, no mesmo bat canal, estare- Meirelles na ponta DULC�DIO AMARAL // senador (PT-MS), no final da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos, revelando sua vocação para homem-morcego.
Fotos: BusinessNews
Com apenas 160 mil filiados, o PCdoB possui uma azeitada mĂĄquina de arrecadação de dinheiro pĂşblico, que o transforma num dos partidos mais ricos do paĂs, embora seja um dos menores. Hoje, o PCdoB tem sete de cada dez convĂŞnios do MinistĂŠrio do Esporte com ONGs dirigidas por militantes e mesmo dirigentes da agremiação. Grande volume dessas ONGs estĂŁo sob suspeita e parte jĂĄ sofre denĂşncias do TCU, mais processos. Para quem nĂŁo sabe: se o PT cobra 20% de dizimo de seus filiados, o PCdoB cobra 30% dos salĂĄrios brutos dos filiados que ocupam cargos pĂşblicos. No MinistĂŠrio do Turismo, as investigaçþes sinalizavam que os repasses das ONGs para o esquema de propina poderiam chegar a 60%: no Esporte, estima-se que sejam de 50%.
DĂzimo comunista
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333 Nicole Bahls e Juju Salimeni foram afastadas, definitivamente, do programa Pânico na TV e uma nova aquisição pode ser LetĂcia C arlos , ex- n amo rad a d o c an tor Rich arl yso n e q u e c o n tou que n u n ca h o u ve relaçþes intimas entre eles. Para quem nĂŁo sabe: o cachĂŞ das panicats ĂŠ de R$ 150 por programa. Se sĂŁo fixas, R$ 600 por mĂŞs. O que vale a pena ĂŠ visibilidade e, dependendo, cachĂŞs para ensaios em revistas masculinas.
Depois de Sabrina Sato, Daniele Suzuki e mais recentemente, Geovanna Tominaga, agora Ê a vez, em meio à onda nissei que assola o showbiz nacional, de Carol Nakamura, bailarina e transformada em assistente de palco do programa Domingão do Faustão . Em novembro, ela serå capa e recheio de Sexy e, como trailler , aparece no Garota Pin-Up , no melhor estilo do gênero dos anos 40. De quebra, Ê a garota-propaganda das novas coleçþes de lingerie da Gaia.
Na onda nissei
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AtĂŠ pĂŁo cor-de-rosa 333 Neste mĂŞs, acontece em todo o mundo o Outubro Rosa, movimento que chama a atenção para a prevenção do câncer de mama, com prĂŠdios pĂşblicos e monumentos iluminados na cor rosa. Agora, entra em cena um pĂŁo cor-de-rosa em SĂŁo Paulo. Começou com uma promoção junto a rede de lanchonete e virou mania entre voluntĂĄrias, artistas e socialites que compram e enviam o pĂŁo cor de rosa para formadores de opiniĂŁo e autoridades. É um pĂŁo Ă base de beterraba, criado pela Galeria dos PĂŁes, a Ăşnica padaria 24 horas do paĂs (cinco mil pessoas por dia), que estĂĄ comemorando seus 12 anos de funcionamento e a marca de 100 milhĂľes de pĂŁes produzidos no perĂodo (vai para o Guinness).
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Vermelho e azul.
DE NO/VO O ministro do Trabalho, CarlosLupi,cujonometambÊm consta do caderninho preto de Dilma Rousseff, foi conversar com Lula e informou que Paulinho Pereira da Silva, da ForçaSindical,seråcandidatodo PDT à prefeitura de São Paulo. Pelas pesquisas, ele tem em mÊdia 6% de intençþes de voto. Lula entendeu as ambiçþes do partido e pediu uma aliança em torno de Fernando Haddad no segundo turno.
EX-ministro de Assuntos EstratĂŠgicos, Mangabeira Unger, filiado ao PRB de Edir Macedo, ĂŠ consultor do governo de RondĂ´nia e entre seus projetos, estĂĄ um que pretende acabar com a alternativa de decorar matĂŠrias nas escolas. Ele quer implantar, nessa ĂĄrea, um “modelo agropecuĂĄrio de resultadosâ€?. 333
333 PARA quem tem memória curta: quando estava no Planalto, nos tempos de Lula, Mangabeira Unger propôs a criação de um aquaduto, ligando Amazônia ao Nordeste.
Roxo e verde.
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MISTURA FINA
Contra homofobia 333 Um abraço com direito a beijo no rosto entre os lutadores Anderson Silva e Minotauro serå usado na campanha contra homofobia promovida pela Secretaria Especial de Diversidade Sexual do governo. Terå filme na TV, cartazes estampados em vårias cidades e eventualmente, atÊ påginas de jornais. Enquanto isso, a revista Trip, que não economiza em mulheres nuas, acaba de lançar sua nova edição que mostra, na capa, dois surfistas se beijando na boca na praia. Muitas meninas ex- BBB estão preocupadas: a concorrência estå aumentando e daqui a pouco, ninguÊm vai comprar Playboy ou Sexy.
333 O SBT acaba de comprar os direitos de Sing if you can , formato que envolve um concurso musical pela Zodiak e que Ê sucesso em todo o mundo. Nele, dois grupos de três cantores não podem desafinar, mesmo dentro de uma banheira cheia de gelo ou enquanto alguÊm lhe depila com cera ou qualquer outra situação complicada, preferivelmente debaixo de dor.
O GRUPO português Ongoing estå quase acertando a compra da CNT, rede paranaense sem nenhuma penetração em São Paulo, mas com alguma penetração no Paranå e no Rio de Janeiro. O intermediårio na negociação seria o ex-ministro e consultor JosÊ Dirceu que, hå tempos, tem entre seus clientes o bloco lusitano.
Solução
333 As investigaçþes da PolĂcia Federal que apuram os subterrâneos do socorro dado ao Panamericano, que correm debaixo de sigilo absoluto, sinalizam a possibilidade de um super-escândalo que envolve polĂticos do PT (e igualmente do PSDB e do PMDB), com doaçþes para campanhas e conivĂŞncia entre ex-diretores da instituição e atĂŠ mesmo ex-diretores da Caixa EconĂ´mica Federal. A presidente da Caixa na ĂŠpoca em que a instituição desembolsou R$ 739 milhĂľes por 49% do Panamericano (bichado em R$ 4,3 bilhĂľes), Maria Fernanda Coelho, indicação de Dilma, foi afastada em março deste ano. O ex-presidente do Panamericano, Rafael Paladino e outros exintegrantes da cĂşpula do banco, atĂŠ hoje nĂŁo foram processados por Silvio Santos, o que, para setores da PF, evidencia a possibilidade do apresentador sempre ter estado a par de tudo.
Nesses dias, no Exterior, experimentando derrotas na novela dos royalties do petrĂłleo e diante do tsunami queenvolve oministrodoEsporte,Orlando Silva, a presidente Dilma Rousseff permaneceu, o tempo todo, Ă beira de um ataque de nervos, disparando telefonemas – e palavrĂľes – para todos seus principais homens e mulheres. NĂŁo sobrou ninguĂŠm. Com Cândido Vaccarezza, lĂder do governo na Câmara, ela se recusa a falar. 333
Super-escândalo
ATÉ PALAVRÕES
VIDA DURA
333
Enquanto a OAB nacional pede a cabeça de Orlando Silva e o procurador-geral da RepĂşblica, Roberto Gurgel, decide pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquĂŠrito para apurar denĂşncias contra o ministro do Esporte, o ex-presidente Lula liga para ele e nĂŁo deixa por menos: “Resista, Orlando!â€? Para o ex-chefe do governo, que insistiu pela permanĂŞncia de Orlando Silva no ministĂŠrio, ter mais um nome que deixou como herança para Dilma Rousseff ser devidamente defenestrado, ĂŠ alimentar a oposição. E respinga mais em sua imagem. Antes de Silva, foram ejetados de suas cadeiras os ex-ministros Antonio Palocci Alfredo Nascimento e Wagner Rossi (Pedro Novais ele considera “um problema do Sarneyâ€?).
333
Com uma grande festa no GinĂĄsio do Ibirapuera, em SĂŁo Paulo, a Globosat (GNT, SporTV, Multishow e Canal Brasil) acaba de comemorar seus 20 anos no ar. O espaço estava decorado com um tĂşnel com TVs de LED e no interior, haviam projeçþes dos programas e numa parede, painĂŠis e fotografias. Entre tantos lĂĄ, da esquerda para a direita, Sara Oliveira (Viva Voz), PatrĂcia Travassos, atriz e escritora, MĂ´nica Waldvogel, do Saia Justa, a expert em moda LĂlian Pacce e MĂ´nica Martelli, agora no DiĂĄrio de Irene.
Festa de 20 anos
Resista, Orlando!
Ex-presidente do Banco Central e ainda presidente do Conselho OlĂmpico PĂşblico, que pouco significa, Henrique Meirelles, novo filiado do PSD, partido liberado por Gilberto Kassab, ĂŠ o nome mais cotado para substituir Orlando Silva no MinistĂŠrio do Esporte. O partido conta com 55 deputados federais e dois senadores, vai ganhar mais espaço fĂsico e participação nas comissĂľes da Câmara Federal, nĂŁo reivindicou nenhum naco do governo Dilma Rousseff e o nome de Meirelles sĂł acrescentaria a um ministĂŠrio desgastado por denĂşncias. Mais: o PSD estĂĄ entrando no TSE com pedido de horĂĄrio polĂtico, proporcional Ă sua bancada. 333
ÂŤ
mos aqui.
333
AUTOR de 23 livros, Ricardo Viveiros, dublê de escritor e assessor de imprensa, estå lançando seu primeiro livro para crianças e adolescentes. Chamase O Poeta e o Passarinho. 333
PELA primeira vez, a televisĂŁo brasileira apresentou uma mĂŠnage Ă trois, com momentos de sexo explicito: foi no segundo capĂtulo da sĂŠrie Oscar Freire 279, exibido pelo canal Multishow. LĂvia Bueno, Maria (Tropa de Elite ) Ribeiro e Julio Andrade fizeram tudo a que tinham direito. Maria Ribeiro, a propĂłsito, ĂŠ casada com o ator Caio Blat, que aprovou sua performance. 333
Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
5 OPOSTOS Na tevê, Orlando se defende. No Planalto, Dilma só escuta.
olítica
FORA DE FOCO Já caíram cinco ministros, mas líder do governo não vê nenhuma crise.
Sergio Lima/Folhapress - 18.10.11
A
presidente Dilma Rousseff não esperou pelo dia de hoje para se reunir com os ministros do núcleo político do seu governo para avaliar a situação do ministro de Esporte, Orlando Silva. Depois de passar a semana na África, a presidente chegou de helicóptero, ontem às 21h, no Palácio do Alvorada. Era aguardada por Gleisi Hoffmann (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral). Na reunião, que não tinha hora para acabar, a presidente foi atualizada da situação do ministro e do ambiente político para uma eventual saída. Ainda em Luanda, em Angola, Dilma condenou o que classificou como "apedrejamento moral" do ministro, alvo de denúncia em um suposto esquema de desvio de verbas no ministério, que ele nega. "Nós temos de apurar os fatos, nós temos de investigar", afirmou a presidente na África. "Se apurada a culpa das pessoas, puni-las", acrescentou. "Agora, isso não significa demonizar quem quer que seja, muito menos partidos que lutaram no Brasil pela democracia", afirmou Dilma. Ela definiu como "tolice" as especulações de que o governo estaria enfrentando dificuldades com o partido aliado, por conta desse episódio. "Isso é uma tolice. Dizer que o governo está fazendo julgamento de um partido é uma tolice. O meu governo respeita o Partido Comunista do Brasil e acha que o partido tem quadros absolutamente importantes para o País. Nós não vamos entrar nesse processo que é absoluta-
Eu não falei com ninguém e vazam aspas minhas. A gente tem que ter um processo sistemático de investigação. DILMA ROUSSEFF
Orlando Silva: expectativa com o regresso da presidente, que poderá definir seu futuro ainda hoje.
Contagem regressiva para Orlando. Ela chegou Presidente Dilma reunirá núcleo político, ouvirá e tomará uma decisão "com toda tranquilidade" mente irracional". Também se queixou de notícias publicadas na imprensa sobre observações de que ela teria feito sobre a situação do ministro. "Eu li com muita preocupação as notícias do Brasil. Primeiro, pelo grau de
imprecisão nas observações a respeito do governo. O governo não fez, não fará nenhuma avaliação e julgamento precipitado de quem quer que seja", afirmou. "Eu não falei com ninguém e vazam aspas minhas. A gente tem que ter um proces-
so sistemático de investigação e apuração de todos os malfeitos", disse a presidente, ressalvando que "é preciso sempre se supor a presunção da inocência das pessoas". Em Brasília, ontem e antes do retorno e da reunião com a
presidente, Carvalho afirmava que não havia intenção do governo de tirar o ministério do Esporte do PCdoB, partido do ministro Orlando. "Nós temos uma relação histórica com o PCdoB que não é de hoje, e não é uma crise como essa que
vai abalar essa relação", garantiu Carvalho. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência disse ainda que as declarações do policial militar João Dias Ferreira têm se mostrado "desqualificadas" e que as acusações se revelam "inconsistentes". Mesmo assim, Carvalho destacou que qualquer decisão caberá exclusivamente a Dilma. "A decisão sobre o ministro compete única e exclusivamente à presidente. É ela que, em posse dos dados, tomará a decisão". É bom lembrar que antes de embarcar, Dilma disse que ao chegar iria "olhar tudo com tranquilidade" para depois tomar as posições necessárias "para preservar não só o governo, mas os interesses do Brasil. Defesa – O PCdoB saiu em defesa do ministro no programa partidário veiculado ontem à noite. O próprio ministro ressalta na pela partidária, em cadeia nacional, que tem sido "vítima de denúncias mentirosas" em uma "tentativa atrapalhada" de atingir a sua história. "A importância que o ministério do Esporte conquistou através do trabalho do PCdoB incomoda muita gente". Resta saber só uma coisa: o que pensa e quer a Dilma. (Agências)
Beto Barata/AE
'Demissão de ministro não é crise' Esse é o entendimento do deputado Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara Federal.
O
líder do governo na Câmara, deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), declarou ontem que não há crise no governo Dilma Rousseff. "Nenhuma", disse, apesar das demissões de quatro ministros por suspeitas de corrupção. Desde o início da atual gestão, caíram Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transporte), Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais (Turismo). Nelson Jobim deixou o ministério da Defesa após desavenças com a presidente e por ter declarado que havia votado em José Serra (PSDB) na eleição presidencial. Além disso, houve uma troca: Luiz Sérgio foi para o ministério da Pesca e a sua titular Ideli Salvatti assumiu a pasta de Relações Institucionais. E nem este cenário fez com que Vaccarezza mudasse de ideia. Para ele, as quedas não foram o resultado de crises anunciadas. "Não teve nenhu-
ma crise", repetiu Vaccarezza. "Não vamos confundir demissão de ministro com crise de governo". Em sua avaliação, "o governo não perdeu nenhuma votação importante e a Dilma e o governo estão bem avaliados nas pesquisas de opinião". Corda bamba – As declarações do líder do governo ocorrem no momento em que mais um ministro está na corda bamba, após denúncias divulgadas pela mídia. Desta vez quem está na berlinda é Orlando Silva (Esporte). Ele é acusado pelo policial militar João Dias Ferreira de receber dinheiro de propina relacionado a suposto esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, coordenado pelo ministério do Esporte. Presença – Por isso, o líder do governo procurou minimizar o fato de a oposição ter conseguido convidar o policial e o motorista Célio Soares Pereira, um ex-faz tudo da pasta, para audiência na Câmara, marca-
da para terça-feira, dia 25. Os dois são os autores das denúncias contra Orlando. De acordo com Vaccarezza, "permitir" o convite foi "de propósito", porque o governo queria evitar dar um palanque para a oposição. "Vocês acham que a gente daria um cochilo se quisesse evitar isso?". Para o líder do governo, "a oposição queria um palanque e se a gente fosse lá evitar, eles teriam conseguido". Palanque – Esse discurso é bem diferente de outro feito pelo próprio Vaccarezza, na terça-feira, dia 18, quando Orlando foi ouvido em duas comissões da Câmara. Na ocasião, o líder garantiu que o assunto estava encerrado e que não se poderia convocar o policial militar "para dar um palanque a ele". Como não evitou, Vaccarezza vem afirmando que, como João Dias, "já falou à imprensa e à Polícia Federal não há problema em que ele venha também à Câ-
mara". Segundo o líder do governo, "a vida não acontece só na Câmara e se o João Dias tivesse provas, teria falado antes, teria apresentado". Embora o líder do governo tenha minimizado a convocação do policial militar dizendo não ter importância, o PSDB encaminhou ontem pedido ao ministério da Justiça solicitando cópia do depoimento prestado pelo policial militar à Polícia Federal. Na reunião que participou anteontem com lideranças da oposição no Congresso, João Dias havia afirmado que "em breve" novos documentos seriam mostrados para comprovar os desvios. O delator disse ainda que, pelos seus cálculos, "há mais de 300 caixas pretas" que comprovariam as irregularidades. Entre elas as que colocariam Orlando participando diretamente das fraudes em sua pasta, quando teria recebido parte do dinheiro desviado na garagem do ministério. (Agências).
Vaccarezza: "Não perdemos votação importante".
Wilson Dias/ABr - 06.10.11
Cardozo diz que a PF vai investigar 'com todo o rigor' Ministro da Justiça promete apurar todas as denúncias de corrupção no Esporte
O
Cardozo: "Podemos aproveitar os inquéritos para uma apuração imediata dos casos denunciados".
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou ontem que a Polícia Federal vai apurar "com todo o rigor" as denúncias de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, do ministério do Esporte. Na quarta-feira, o policial militar João Dias Ferreira, delator do esquema, prestou depoimento na Superintendência da PF, em Brasília (leia mais na página 6), por 7h30. "A partir do depoimento, a PF vai apreciar os fatos que foram colocados e vai, dentro do rigor da lei, fazer as investigações
necessárias", afirmou Cardozo. Ele lembrou ainda que já existem investigações em relação a convênios do ministério do Esporte. Para o ministro da Justiça, "esses novos fatos" podem exigir a abertura de um novo inquérito policial, na medida em que envolve uma outra autoridade, inclusive com foro privilegiado. "Mas também podemos aproveitar os inquéritos em curso para fazer uma apuração imediata dos casos denunciados até agora", afirmou Cardozo reiterando que a PF "será criteriosa e rigorosa". Assim
que as denúncias do policial militar se tornaram públicas, o ministro protocolou ofício na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a apuração do Ministério Público e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos. Cardozo reforçou que a disposição do ministro em abrir seus sigilos telefônico e bancário mostra o desejo de que as investigações sejam feitas de forma séria. Cardozo afirmou que os sigilos somente serão quebrados pela PF se o inquérito policial apontar essa necessidade. (Agências)
p 'A próxima gravação será um nocaute' DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
A gravidade dos fatos é tamanha que impõe a abertura de inquérito. Roberto Gurgel, progurador-geral da República.
olítica
O alerta é do PM João Dias, que tem passado mais tempo prometendo do que apresentando as provas. Agora, a grande revelação ficou para o próximo depoimento.
Valter Campanato/ABr
C
ada dia que passa, o gundo Tempo e, depois, oferecia policial militar João serviços de assessoria, consulDias Ferreira repas- toria e advocacia de Júlio Visa para o dia seguin- nha que, para "arredondar o te a apresentação das provas projeto", cobrava entre 10% e que diz que tem para compro- 20% de comissão das ONGs var as suas denúncias, de que beneficiadas. Lene, que atualhá um esquema de corrupção mente chefia a Gerência de Reno ministério do Esporte. gularização de Condomínios Depois de prestar depoi- (Grupar), vinculada ao gabimento por 7h30 na Polícia Fe- nete do governador Agnelo deral, na quarta-feira, agen- Queiroz, disse que as denúndou para a próxima segunda- cias são infundadas. feira entregar Por isso, talos áudios de vez, tenha dauma conversa do uma resposno ministério. ta evasiva ao Não descarto a "Essa gravaser questionação será um do se haveria participação de nocaute". Para en volv imen to ninguém. Nem do o dia seguinte, do governador Agnelo ou qualquer do Distrito Poconfirmou que pessoa que passou licial, Agnelo vai participar no ministério nos de audiência Queiroz, que na Comissão foi ministro do últimos oito anos. de Fiscalização Esporte, entre JOÃO DIAS FERREIRA e Controle da 2003 e 2006. "Se Câmara. tivesse conheNo primeiro depoimento à cimento, eu já teria me pronunPF, João Dias disse que entre- ciado", afirmou, para emendar gou apenas transcrições de que não descarta a participaconversas envolvendo a cúpu- ção de ninguém que tenha ocula do ministério do Esporte, so- pado cargos na direção do mibre desvios no programa Se- nistério nos últimos anos. gundo Tempo, além de docu- "Nem do Agnelo ou qualquer mentos que comprovariam as pessoa que passou no ministéfraudes. Ele não confirmou se rio nos últimos oito anos". O policial militar também o ministro Orlando Silva é mencionado nas transcrições. negou irregularidades nas enO policial militar listou ain- tidades que dirige e que foram da cerca de 15 nomes de servi- alvo de operação da Polícia Cidores e ex-servidores do mi- vil do Distrito Federal no ano passado quannistério e dodo ficou cinco nos de organidias preso. zações nãoEmbora João gov erna menD ias tenha tais conveniaEle não pediu c o nfirmado das ao Segundo e, inclusive, pedido de proTempo para que dispensou proteção teção policial, a sejam ouvidos policial, após o PF informou pela PF. Ele cique "ele não tou ainda três seu depoimento. pediu e incluempresas e POLICIA FEDERAL DESMENTINDO sive dispensou chegou a dizer JOÃO DIAS FERREIRA SOBRE proteção após que na lista haPEDIDO DE PROTEÇÃO POLICIAL o s e u d e p o iveria políticos, mento". Com afirmação de que logo recuou. De acordo ou sem proteção, ele já avisou com João Dias, o depoimento que vai denunciar, no seu redesse pessoal todo pode com- torno à PF, supostas irregularidades do deputado federal provar os desvios. Ele não confirmou se na lista Paulo Tadeu (PT-DF). Só não que teria fornecido à PF consta adiantou o teor das acusações, o nome da ex-funcionária Ral- mas em seu blog João Dias incilene Santiago, a Lene, como é sinuou que o parlamentar esconhecida. Segundo entrevis- taria "de olho" no processo de ta em O Globo, o policial afir- troca da iluminação pública de mou que ela captava as ONGs Brasília, no valor de R$ 1,3 bique receberiam recursos do Se- lhão. (Agências)
O PM João Dias, ao sair da Polícia Federal, já falava em novas revelações, mas quando voltasse. Agora, prepara sua passagem pela Câmara.
Delator é rico, poderoso e influente. O soldado João Dias Ferreira tem mansão, academias, carros de luxo e não provoca qualquer suspeita Decio Viotto*
O
rendimento mensal de um policial militar, em Brasília, pode chegar, com muito esforço, até R$ 4,5 mil. João Dias Ferreira é soldado da Polícia Militar, mas a sua residência é uma mansão em condomínio fechado e na garagem cabem os importados Camaro, Volvo e BMW. Só que o poder deste João não pode ser medido apenas pelas suas economias. De acordo com o site G1, em agosto deste ano ele indicou e emplacou Manoel Tavares na BRB Seguros, a corretora do Banco Regional de Brasília e
Uma visita ao STF, um pedido a Gurgel. É a defesa de Orlando
um dos cargos mais cobiçados no governo do Distrito Federal. Antes, Tavares passou alguns meses como diretor da Companhia de Planejamento do Distrito Federal, outro dos cargos cobiçado, também por indicação do soldado. Esses poderes econômicos e políticos não eram visíveis há menos de dez anos. Para participar de campeonatos de Kung-Fu precisava passar o quepe para arrecadar dinheiro com amigos. O seu talento só foi reconhecido depois que se aliou a um grupo de militantes do PCdoB, então liderado pelo atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz,
eleito em 2008 pelo PT. Depois de virar comunista, o camarada João passou a comandar a Federação Brasiliense de Kung-Fu e a Associação João Dias de Kung-Fu. Fez convênios com o ministério do Esporte, durante a gestão Agnelo, montou duas academias de ginástica e ganhou do Ministério Público Federal duas ações na Justiça Federal para que o soldado ou o camarada João devolva cerca de R$ 4 milhões. A cifra corresponde ao que as duas entidades teriam desviado dos cofres públicos. Nada disso, porém, abala João. Ele continua falando grosso, batendo no peito e é
considerado um dos policiais "mais temidos" de Brasília. Dizem que tem um arquivo pessoal no qual constariam vídeos, áudios e papeis de conteúdo explosivo. É o que justificaria o fato de bater de frente com superiores, escapar de investigações, indicar apadrinhados e ainda se reunir com lideranças de grandes partidos, como o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEMBA), sem ser incomodado. Quem transforma R$ 4,5 mil em mansão e carros de luxo e ser livre para "administrar" recursos do Segundo Tempo? Impunemente, só tem um João. (Com Agências)
Valter Campanato/ABr - 31.08.11
Tudo para evitar que seja feito o pedido de abertura de inquérito contra o ministro
A
visita feita ontem pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, foi rápida. Como advogado do ministro do Esporte, Orlando Silva, foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a abertura de inquérito que deve investigar o envolvimento do ministro em um suposto esquema de desvio de verbas públicas. De acordo com o G1, a defesa também pediu ao procuradorgeral da República, Roberto Gurgel, que Orlando seja ouvido antes do envio do pedido de abertura de inquérito ao STF. "O que queremos é a oportunidade de ser ouvido, de poder fazer explicação prévia que impeça, do nosso ponto de vista, a abertura do inquérito". Gurgel disse que pretende pedir ao STF ainda hoje a abertura de inquérito. "A gravidade dos fatos é tamanha que impõe a necessidade de abertura de um inquérito", disse. A preocupação da defesa do ministro, segundo o advogado, é com o desgaste da imagem de Orlando ao responder a inquérito na mais alta Corte do País. De acordo com Kakay, o procurador ainda não deu resposta ao seu pedido.
Queixa-crime – A Advocacia Geral da União (AGU) informou que prepara, a pedido do ministro, ação contra o policial militar. De acordo com a AGU, o ministro fez um pedido para que fosse protocolada queixa-crime. Queixa-crime é um tipo de denúncia feita à Justiça pela parte ofendida para que seja iniciado um proces-
O que queremos é a oportunidade de ser ouvido, de fazer explicação prévia que impeça abertura do inquérito. ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA so contra a outra parte. A AGU confirmou que a peça está sendo elaborada pelos advogados, mas que não havia confirmação sobre o tipo de ação que será impetrada nem quando isso será feito. Inquérito – Enquanto isso, a Procuradoria da República em Campinas instaurou ontem inquérito civil público para apurar supostos atos de im-
probidade administrativa durante a execução do convênio do Segundo Tempo, firmado entre o ministério e a ONG Pra Frente Brasil, dirigida pela exjogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues. Para o Ministério Público, atos de improbidade podem representar enriquecimento ilícito, prejuízos ao erário e atentado contra os princípios da administração pública. O convênio foi firmado para a implantação de 180 núcleos de Esporte Educacional no Estado de São Paulo, cujo objetivo era atender 18 mil crianças, adolescentes e jovens, por meio da oferta de práticas esportivas educacionais. De acordo com o Ministério Público, apurações indicam que pode ter havido direcionamento de procedimentos licitatórios para beneficiar empresas cujos titulares manteriam ligações de parentesco ou de trabalho com diretores da ONG ou com a ex-jogadora. A Procuradoria requisitou à Controladoria-Geral da União (CGU) cópias dos relatórios de fiscalizações eventualmente realizadas pelo órgão sobre a execução de convênios federais pela ONG nos últimos cinco anos. (Agências)
Agnelo Queiroz: propina de R$ 256 mil foi, de fato, sacada de conta indicada pelo acusador.
Propina a Agnelo, da conta indicada Investigação da PF revela que R$ 256 mil saiu da conta de um dos acusados
I
nvestigação da Polícia Civil, incluída no inquérito aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ), revela que a propina de R$ 256 mil que teria sido entregue a Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal e ex-ministro do Esporte, foi de fato sacada de uma das contas indicadas pelo autor das acusações, Geraldo Nascimento de Andrade. Esses dados, os depoimentos, somados às conversas tele-
fônicas grampeadas com autorização judicial, levaram a polícia a suspeitar do envolvimento direto de Agnelo no esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo e levaram o caso para o STJ. Ao Ministério Público Federal, o delegado Giancarlo Zuliani Junior sugeriu quebra de sigilo do telefone de Agnelo. Assim, seria possível confirmar se Agnelo falou com integrantes do esquema quando o dinhei-
ro teria sido entregue. Em uma das gravações encaminhadas ao STJ, Ana Paula O. de Faria, mulher de João Dias, telefona para Agnelo, avisa que o marido está sendo preso e a secretária responde que pedirá a Agnelo ligar de volta. A Secretaria de Comunicação do DF diz que a existência da investigação não é suficiente para "firmar premissa" de que Agnelo "praticou ato reprovável legal e eticamente". (AE)
p Dilma volta a pedir reformas na ONU
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
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Brasil e Angola mantêm o crescimento por terem privilegiado combate à pobreza e políticas de desenvolvimento. Presidente Dilma Rousseff
olítica
Roberto Stuckert Filho/Presidência
Em Angola, ela criticou mais uma vez a concentração de poder pelos países desenvolvidos
N
o último dia da viagem à África, o n t e m , a p re s idente Dilma Rousseff disse que a concentração de poder dos países desenvolvidos nos órgãos multilaterais está ultrapassada, neste momento em que o cenário internacional atravessa uma fase de transformação. "Isso representa uma ordem internacional que não mais existe. Ela não reflete a realidade e força emergente dos países em desenvolvimento, não reflete continentes inteiros como é o caso da América Latina e da África'', ressaltou ela, ao discursar na Assembleia Nacional de Angola. O Brasil vem trabalhando pela reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para Dilma, Brasil e Angola mantêm o crescimento – apesar da crise econômica mundial – "por terem adotado políticas equilibradas e por terem privilegiado ações sociais de combate à pobreza e políticas de desenvolvimento", en-
quanto parte do mundo desenvolvido "continua a trilhar o caminho da insensatez''. "Nossos países fugiram do receituário conservador que também conhecemos na América Latina por mais de 20 anos. Esse momento exige políticas macroeconômicas sadias e socialmente inclusivas para proteger nossas nações do contágio e do desemprego''. Ela disse que o aprofundamento das relações com o continente africano permanecerá como uma das prioridades da política externa brasileira durante sua gestão. Nos oito anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a aproximação com a África se intensificou com o aumento do comércio com o continente. Na sessão solene da Assembleia Nacional, em Luanda, capital angolana, Dilma destacou como positiva a participação das mulheres angolanas no Parlamento, onde representam 39% da Casa, e também no Executivo. Ela lembrou que, desde 2000, centenas de estudantes angolanos foram admitidos em cursos de graduação e
Em viagem oficial de um dia em Angola, presidente Dilma dispõe uma coroa de flores no monumento de Antonio Agostinho Neto, em Luanda.
pós-graduação no Brasil. Companhias brasileiras estão estabelecidas em Angola, e Dilma disse que elas devem seguir princípios como privilegiar parcerias com empresas angolanas e contratar trabalhadores e dirigentes do país. "Porque é isso que gostamos que façam no nosso País''. De 2002 a 2008, o comércio bilateral cresceu mais de 20 vezes – atingiu US$ 4,21 bilhões e, em 2010, US$ 1,441 bilhão. Dilma ainda participou de homenagem Agostinho Neto (1975-1979), primeiro presidente de Angola e também se reuniu com o atual presidente, José Eduardo Santos. A presidente encerrou ontem sua visita a três países africanos – África do Sul, Moçambique e Angola.(Folhapress)
Quem integrará a Comissão da Verdade?
A
presidente Dilma Rousseff insiste com seus assessores para que não alimentem especulações sobre os integrantes da Comissão da Verdade. Mas, nos bastidores, já circulam listas com possíveis nomes. A comissão terá sete integrantes, designados pelo presidente da República – brasileiros de reconhecida idoneidade e conduta ética. Um dos nomes mais falados é o do diplomata Paulo Sérgio Pinheiro – assessor da ONU, indicado para integrar a comissão que investigará
violações de direitos humanos na Síria. Tem fácil trânsito entre tucanos e petistas. O outro é o do tucano José Gregori, atual secretário de Direitos Humanos de São Paulo. Jurista, presidiu a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de S.P. no regime militar. No governo de Fernando Henrique Cardoso, atuou à frente do Secretaria de Direitos Humanos e do Ministério da Justiça. Além de experiência, ambos não enfrentam resistências entre parentes de mortos e desaparecidos políticos. Pesa contra o fato de integrarem o
círculo de consultores próximos de Lula. Se indicados, a comissão teria mais identificação com o governo passado que com o atual. Seguem-se: José Paulo Sepúlveda Pertence, expresidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente da Comissão de Ética; Sigmaringa Seixas, defensor de presos políticos; Márcio Thomaz Bastos, exministro da Justiça; José Carlos Dias, Antonio Modesto da Silveira, Sylvia Steiner, Eny Raimundo Pereira e Flávia Piovesan. (AE)
Beto Barata/AE
Código Florestal pode criar modelo de incentivos Relator da proposta diz que a saída para quem desmatou é a regularização
O
projeto do novo Código Florestal a ser votado pelo Senado representará uma mudança do atual modelo de comando e controle, com base na fiscalização e na punição, para um modelo
No lugar da política policialesca, virá a de incentivos econômicos, privilegiando os agricultores familiares. LUIZ HENRIQUE (PMDBB-SC)
de incentivos à preservação ambiental. Foi o que disse o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), relator da proposta (PLC 30/2011) nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA). Com o novo modelo, ele acredita em amplo consenso em torno da matéria. "Vamos operar uma substituição da política policialesca pela de incentivos econômicos e creditícios, de privilégios para agricultores familiares e de reconhecimento de situações históricas e consolidadas". O relator apresentará seu substitutivo em reunião conjunta da CCT e CRA na próxima terça-feira (25) e prevê a vo-
Lia de Paula/Agência Senado - 31.08.11
Luiz Henrique: "Anistia, não. Mas suspensão do processo punitivo"
tação do texto no dia 8. Depois, o projeto segue para a Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde é relatado pelo senador Jorge Viana (PT-AC), seguindo então para votação final em plenário. Devido às modificações dos senadores, a proposta voltará para a Câmara. Luiz Henrique adiantou que, em seu relatório, normas transitórias e permanentes estarão separadas. No primeiro conjunto, explicou ele, estarão definidas as regras que permitirão a regularização de situações "do passado", ou seja, daqueles que desmataram áreas protegidas de forma irregular. "Não anistiando, mas suspendendo o processo punitivo para os que aderirem ao programa de regularização". Em outro conjunto, informou o relator, estarão as "regras para o futuro", para as normas para proteção dos recursos naturais hoje existentes no país. O projeto será votado de forma consensual. "Ao invés de uma votação cheia de paixões, cheia de discussões ásperas, acredito que aqui no Senado teremos uma decisão mais madura, mais serena, mais cheia de bom senso". Debate – Os aspectos da legislação florestal mais criticados pelos parlamentares no Senado, ontem, foram a padronização de normas ambientais para todo o País e as obrigações para os estados da região Amazônica. O presidente da Unale, (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), deputado estadual José Luis Tchê (AC), afirmou que o projeto de reforma do Código que tramita no Senado conferirá segurança jurídica para o avanço da agricultura brasileira. A posição foi apoiada por todos os deputados da Amazônia. (Agências)
Vital do Rêgo e Arlindo Chinaglia: ideia é atingir 4.953 municípios que somam 65 milhões de habitantes.
Relator propõe R$ 2,2 bi para pequenos municípios Ideia é beneficiar municípios com até 50 mil habitantes, diz Arlindo Chinaglia (PT-SP)
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rlindo Chinaglia (PTSP), relator geral do Orçamento de 2012, apresentou ontem o relatório preliminar na Comissão Mista de Orçamento (CMO) propondo novo tipo de emenda para beneficiar municípios com até 50 mil habitantes. Os recursos de R$ 2,2 bilhões serão destinados justamente no ano em que os eleitores vão as urnas para escolher os prefeitos e vereadores. A ideia ainda precisa ser aprovada pela comissão, o que pode acontecer na próxima semana. O presidente do colegiado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), já manifestou seu apoio. A proposta de Chinaglia é que a destinação dos recursos seja decidida por meio de assembleias em cada cidade, com coordenação das prefeituras e das câmaras municipais. Caso contrário, e se o comunicado à comissão não chegar até 23 de novembro, o dinheiro da-
quela cidade irá para a saúde. Os recursos serão divididos segundo o número de habitantes. Cidades com até 5 mil moradores receberão R$ 300 mil; as com até 10 mil habitantes, R$ 400 mil; as de até 20 mil, R$ 500 mil; e as cidades de até 50 mil habitantes, R$ 600 mil. Segundo Chinaglia, serão 4.953 os municípios beneficiados – juntos, eles somam uma população de 65 milhões de habitantes. DRU – Sem acordo entre governo e oposição, uma comissão especial da Câmara se reuniu ontem para votar a proposta de Desvinculação das Receitas da União (DRU) – o mecanismo que permite à presidente Dilma Rousseff reservar 20% dos recursos orçamentários para gastar em áreas sem destinação obrigatória. Os deputados de oposição valeram-se de mecanismos regimentais para obstruir a reunião e impedir a votação da
proposta, como deseja o governo. Os aliados estavam em peso na reunião. O governo queria aprovar o projeto ontem, para levar a proposta ao plenário, em primeiro turno, na próxima semana. O relator da proposta, deputado Odair Cunha (PT-MG), manteve, em seu parecer, o texto original do governo. Ele não aceitou nenhuma das cinco emendas apresentadas à proposta, prevendo prazos menores de prorrogação e redução gradual do porcentual de desvinculação. Para Odair Cunha, a prorrogação da DRU permitirá a desvinculação de recursos da ordem de R$ 62,4 bilhões, contribuindo para viabilizar de modo mais equilibrado o superávit primário de R$ 71,4 bilhões, fixado como meta do governo para o próximo ano. A proposta do governo prorroga a DRU por mais quatro anos, até 31 de dezembro de 2015. (AE)
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A minha reflexão é uma só: a de que a paixão pela vida pública é mais forte do que a paixão da vida. José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.
olítica
Beto Barata/AE
ROYALTIES
Votação do veto é adiada pela 4ª vez Aprovação de projeto de redistribuição de rendas pelo Senado levou à postergação
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om a aprovação pelo Senado de um projeto que trata da distribuição das rendas da exploração de petróleo, o Congresso adiou a votação do veto do ex-presidente Lula à chamada emenda Ibsen. Essa emenda trata de uma divisão mais igualitária das receitas geradas pelo pré-sal entre todos os Estados. A votação do veto, que prejudica os Estados produtores, estava prevista para a próxima quarta-feira. Esse é o quarto adiamento. O projeto aprovado pelo Senado reduz a fatia apropriada pelo governo federal e pelos Estados produtores, transferindo mais recursos para Estados e municípios que não têm petróleo em seus territórios. A avaliação dos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia (PT-SP), é a de que a votação de anteontem do projeto pelos senadores representou um bom sinal: o de que há vontade política de deputados e senadores para definir a questão. A decisão do adiamento foi tomada em reunião de Sarney e Maia. O presidente da Câmara vai reunir os líderes da Câmara e do Senado para definir a tramitação na Câmara do projeto e também a nova data para a análise do veto do ex-
presidente Lula. O petista disse que a expectativa é que a Câmara vote o projeto entre os dias 1º e 14 de novembro. Perdas e ganhos – Segundo o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), as perdas para os produtores chegam a R$ 3,6 bilhões no ano que vem. Os estados não produtores vão receber R$ 8 bilhões.
A proposta aprovada pelo Senado é boa para todos os estados. O pior dos mundos é a derrubada dos vetos. MARCO MAIA Maia disse que considera bom o projeto do Senado, mas que a análise do veto seria "o pior dos mundos". "A preocupação maior deve ser de não permitir que haja perdas maiores", argumenta. "A proposta aprovada pelo Senado é boa proposta. Ela melhora a arrecadação dos não produtores e permite boa arrecadação para os produtores. O pior dos mundos é a derrubada dos vetos". O relator da matéria no Senado, Vital do Rêgo (PMDBPB), disse que julga longo de-
mais o prazo de 30 dias que tem sido sugerido pelo líder do governo na Câmara. Ao mesmo tempo, Vital do Rêgo pretende conversar com o presidente da Câmara, Marco Maia, para que ele estabeleça esse prazo a fim de que o projeto de lei não "fique eternamente" na Casa. Vital alertou ainda que qualquer mudança promovida pela Câmara no texto aprovado pelos senadores "será para pior". Pelo entendimento anterior dos líderes, se o projeto com o novo modelo de receitas fosse aprovado nas duas Casas até dia 26, o veto do ex-presidente Lula seria mantido. Sarney disse que não é possível adiar mais uma definição sobre o novo sistema de distribuição das receitas do petróleo. "Não podemos alimentar mais a luta entre os estados. Não podemos tirar direitos adquiridos do Rio, mas não podemos evitar que os outros Estados desejem ter participação nas riquezas nacionais". Recado – Para o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), com essa declaração Sarney mandou um "recado aos deputados" para manterem o texto aprovado pelo Senado. Ferraço teme que, na Câmara, os deputados "tentem ressuscitar" o Artigo 500, que alterava os limites marítimos entre o estados. (Agências)
Marco Maia: preocupação dos estados produtores deve ser evitar perdas maiores.
Cabral diz que confia em Dilma Mas se o projeto passar na Câmara e ela não vetar, ele diz que irá ao Supremo
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governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, aconselhou a presidente Dilma Rousseff a vetar o projeto aprovado ontem pelo Senado, que diminui as parcelas dos royalties aos estados produtores de petróleo. "Basta ela se inspirar no presidente Lula", disse ele, em referência ao veto do antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva à emenda que, no ano passado, tentou retirar parte dos royalties dos produtores. Cabral reafirmou que, caso a presidente não vete o projeto do senador V ital do Rêgo (PMDB-PB), o governo do estado do Rio de Janeiro irá ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Tenho certeza de que a presidente não vai sancionar isso.
Ela é uma democrata", afirmou Cabral durante visita a uma estação de tratamento de água em São Gonçalo Cabral lembrou que Dilma teve 70% dos votos no estado no ano passado, mas que deveria vetar a proposta mesmo se só tivesse recebido 10%. "Hoje estão tirando do Rio e do Espírito Santo, amanhã vai ser outro Estado. A presidenta Dilma é uma democrata e eu tenho absoluta confiança que ela vetará essa proposta." 'Aberração' –Cabral classificou de "aberração" a decisão do Senado de aprovar o textobase do projeto que realinha a divisão dos recursos dos royalties do petróleo. "O Congresso não pode violar um ato jurídico perfeito", argumentou.
O governador apelou mais uma vez aos Deputados para que revejam a decisão do Senado e devolvam maior participação aos estados produtores, que perdem com o novo texto já aprovado. Como último recurso, se a presidente decidir manter o projeto, ele pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal, já que, segundo diz, não há como planejar o orçamento do estado sem os recursos dos royalties do petróleo. "Só com aposentados e pensionistas do estado são gastos R$ 10 bilhões", destacou Cabral, lembrando que metade desse valor viria dos recursos dos royalties, que beneficiam 87 dos 92 municípios fluminenses. (Agências)
Fábio Motta/AE
Andre Dusek/AE
Sarney reflete sobre sua 'paixão pela vida pública'
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Sarney: constatação de que cumpre o dever por puro amor.
SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS SUBPREFEITURA DE M’BOI MIRIM COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÕES/PREGÕES AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO SPMB/COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO Acha-se aberta na Subprefeitura de M’Boi Mirim, sito a Avenida Guarapiranga, nº 1265 - Parque Alves de Lima - CEP 04902-903 - São Paulo - SP - sala de Licitações - 1º andar, para a seguinte licitação: Tomada de Preços nº 07/SPMB/2011 Processo nº: 2011-0.042.615-5 Objeto: Contratação de empresa para execução de obra de contenção de talude em área de risco na Rua Halifax - Jardim Souza Encerramento: dia 08/11/2011 às 09h30min Abertura: dia 08/11/2011 às 10h00min O edital de licitação e seus anexos poderão ser obtidos gratuitamente por “download” na pág. http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou na Sede desta Subprefeitura na Supervisão de Administração e Suprimentos, mediante o recolhimento através da DAMSP - Documento de Arrecadação do Município de São Paulo aos cofres públicos na importância de R$ 0,15 (quinze centavos) por folhas em conformidade com o Decreto Municipal nº 52.040/10, ou ainda mediante a entrega de (um) CD-ROM, no horário das 09h00min às 12h00min e das 13h00min ás 16h00min, até 24 (vinte quatro) horas da data fixada para a abertura do presente certame. Todas as empresas interessadas em participar deste Certame deverão efetuar vistoria no local de execução dos serviços, com a finalidade de verificar as condições físicas para a execução dos serviços. A saída para a realização da vistoria será da Sede desta Subprefeitura endereço constante no preâmbulo deste edital, onde as licitantes receberão a “declaração de vistoria”, que será assinado por responsável técnico da Coordenadoria de Infraestrutura Urbana e Obras. As empresas interessadas na presente licitação deverão entrar em contato com a Coordenadoria de Obras pelos telefones (11) 3396-8430/8431 das 09h00min às 17h00min, marcando presença para realização da visita ao local de execução dos serviços.
m um momento de reflexão sobre sua atuação política, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), 81 anos, comentou ontem, na tribuna da Casa, que a "a paixão pela vida pública é mais forte que a paixão da vida". O presidente do Senado disse ter visto que, mesmo diante de "tensões e emoções", estava cumprindo seu dever. A reflexão, disse Sarney, ocorreu após a votação da nova distribuição das receitas de petróleo, que durou mais de cinco horas. "Senadores, ontem à noite, umas 11 horas (da noite), quando eu presidia a sessão, eu perguntei a mim mesmo por que, na minha idade, depois de tanto tempo, eu ali estava debaixo de tensões, emoções, mas procurando cumprir com o meu dever. Então, a minha reflexão foi uma só: a de que a paixão pela vida pública é mais forte do que a paixão da vida". A fala do senador foi a introdução de um discurso para defender a revisão do Código Penal e questionar a violência e a impunidade no País. Esta semana, ele instalou uma comissão de notáveis para analisar propostas que vão discutir a legislação penal do País. O trabalho deve ser concluído em 180 dias. Dizendo que se sentia falando como um jovem deputado, Sarney afirmou que a violência é uma preocupação para todos os brasileiros e que o Código Penal é de 1940, sendo necessário atualizá-lo. O discurso de Sarney mobilizou o plenário por quase uma hora. Vários senadores o parabenizaram. Sarney, na política há mais de 50 anos, já admitiu que não concorrerá mais a cargos eletivos após o fim do seu mandato, em 2014. É o que ele promete. (Folhapress)
Articulação: Cabral conversa com o vice-presidente Michel Temer sobre o projeto.
Espírito Santo se mobiliza para atenuar prejuízos
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acudido pela aprovação no Senado do texto-base do projeto que redefine a divisão dos recursos provenientes da exploração do petróleo, que segue agora para a Câmara dos Deputados, o Espírito Santo decidiu se articular para evitar prejuízos. "Vamos tentar até o último instante fazer alterações no projeto", avisou o governador, Renato Casagrande. "Se não conseguirmos, vamos para a Câmara. A estratégia é reduzir o dano ao máximo. Se a redução não for suficiente, vamos ao Supremo", avisa.
Segundo ele, esse trabalho se dará gradativamente, por etapas, em cada fórum de decisão. Casagrande afirma que os senadores do Espírito Santo e os do Rio de Janeiro tentam, juntos, obter alguma melhoria da situação nas emendas dos deputados. "Mas, primeiro, Vamos entrar com pedido para vetar a matéria", antecipou. Tentaremos todas as possibilidades, em cada fase. Só depois vamos de fato ao Supremo Tribunal Federal, se necessário", disse. Pela maneira como foi aprovado, o projeto produzirá uma
José Cruz/ABr
Casagrande: "Tentaremos todas as possibilidades, em cada fase".
perda de R$ 500 milhões para o Espírito Santo, em 2012. Destes, R$ 200 milhões são referentes à parcela que cabe ao Governo e R$ 300 milhões aos municípios. "A perda é gradativa, já que as alíquotas vão se reduzindo a cada ano", reclama Casagrande. O que muda – O relatório aprovado, de autoria do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e s t i p u l a u m a re d u ç ã o d e 26,25% para 20% na fatia dos royalties destinada aos estados produtores. Royalties são valores que a União, estados e municípios recebem das empresas como compensação pela exploração do petróleo. Os repasses variam de acordo com a quantidade explorada. De acordo com Casagrande, a participação especial destinada aos estados produtores recua, segundo o relatório, de 40% para 20%. O relatório também determina a redução de 50% para 42% da parcela da União na chamada participação especial, tributo pago pelas empresas pela exploração de grandes campos de petróleo, principalmente os recém-descobertos na camada pré-sal. (Agências)
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
9 FESTA Espero que ele esteja no inferno com Hitler, diz parente de vítima de Lockerbie.
nternacional
LUTO Chávez: Kadafi foi um 'mártir' e sua morte foi uma 'afronta'.
ni/Reuters
Thaier al-Suda
Al Jazeera TV/Reuters
Até em sua morte Kadafi é cercado de polêmica. O ex-ditador líbio foi capturado, mas no final aparece sem vida.
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O trágico fim do 'rei dos reis' Thaier al-Sudani/Reuters
Thaier al-Sudani/Reuters
Comboio de veículos que levava Kadafi foi alvo de ataque aéreo da Otan
Rebelde mostra duto onde Kadafi se refugiou após ataque da aliança ocidental
AFP
Fotos mostram poses e caretas do ex-ditador líbio ao longo dos 42 anos de seu regime (à esq.) e seu último dia, ao ser capturado pelos rebeldes (abaixo).
O excêntrico e controverso 'cachorro louco'
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paixão de Muamar Kadafi por uniformes extravagantes, guarda-costas exóticas e tendas beduínas forneceram o fundo teatral para 42 anos de repressão sangrenta que, no final, não conseguiu conter um levante apoiado pelo poder aéreo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A imagem excêntrica e de rebelde bufão (para os adversários) foi cultivada pelo coronel líbio durante muitos anos. Nascido em 1942 e criado em uma família de pastores de camelos, Kadafi conseguiu estudar na Academia Militar, onde
aprendeu sobre doutrinas de liderança. Ele assumiu o poder na Líbia após um golpe de Estado em 1969, quando derrubou o rei Idris I, no poder desde a independência do país, em 1951. Kadafi adotou uma imagem puritana. Proibiu o álcool, o haxixe e a dança do ventre. Diplomatas contavam que na intimidade ele era inseguro, sofria de depressão e dirigia seu carro conversível nas noites insones pelas avenidas de Trípoli. Sua paixão por gestos grandiosos era visível durante a visita ao exterior, quando dormia em uma tenda beduína guardada por dezenas de seguranças mulheres. Kadafi também confiava bastante em suas quatro enfermeiras ucranianas. Polêmica - Além de sua excentricidade, Kadafi tinha um carisma que inicialmente lhe
rendeu apoio entre os líbios. Nos anos 1970, ele formulou sua "Terceira Teoria Universal", mistura de comunismo e capitalismo descrita em seu "Livro Verde". Nas décadas de 1970 e 1980, Kadafi patrocinou ataques terroristas, tentou desestabilizar países vizinhos. A Líbia, embora jamais tenha admitido ter ordenado a explosão de um Boeing, em 1988, sobre Lockerbie (na Escócia) – ataque que matou 270 pessoas – concordou em entregar à Justiça britânica os dois suspeitos, que eram líbios, e em indenizar as famílias das vítimas. Kadafi também foi um dos primeiros líderes a condenar a rede Al-Qaeda, logo após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA. Mas sua relação com
Washington era tensa. O ex-presidente Ronald Reagan o chamava de "cachorro louco" e enviou caças para bombardear seu complexo em 1986, depois da explosão de uma casa noturna em Berlim atribuída a agentes líbios. No entanto, Kadafi melhorou sensivelmente o padrão da vida do povo líbio, que era um dos mais pobres do mundo até 1970. A crise econômica mundial de 2008, somada à alta nos preços dos alimentos, contudo, minou a qualidade de vida dos líbios – muitos dos quais ainda vivem em uma sociedade onde o controle tribal é forte. (Agências) Reuters
uamar Kadafi, de 69 anos, ditador da Líbia por mais de 42 anos, foi morto ontem durante o cerco das forças insurgentes a Sirte, sua terra natal e último bastião das forças leais ao seu regime. O governo interino deverá fazer hoje uma declaração de libertação e final da luta, uma vez que ainda existem milhares de partidários de Kadafi na Líbia. As circunstâncias sobre a morte de Kadafi, que aparentemente foi capturado vivo por combatentes do governo interino da Líbia, ainda não estão claras. Desaparecido desde 23 de agosto – quando os insurgentes tomaram a capital Trípoli, em um conflito que se arrastava desde fevereiro –, Kadafi era o mais longevo dos ditadores no poder em todo o mundo. Ele se autoproclamava o "rei dos reis" na África. Sua morte é mais um dos marcos da Primavera Árabe, série de revoltas que, desde janeiro deste ano, derrubou os ditadores da Tunísia e do Egito e provocou turbulências em outros países, como a Síria. Relatos não confirmados dão conta de que um dos filhos de Kadafi, Mutassim, também teria sido morto e outro, Seif al Islam, estaria preso. "Todo o mal foi banido do nosso amado país", disse Esperamos Mahmoud Jibril, premiê do um longo Conselho Natempo por cional de Traneste sição (CNT). momento. A morte de Kadafi foi cerMuamar Kadafi foi cada de controvérsia. morto. A primeira MAHMOUD JIBRIL, informação a circular era PREMIÊ DO CNT que ele havia sido morto durante ataque aéreo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a um comboio que tentava tirá-lo de Sirte. Conforme relatos posteriores de rebeldes, Kadafi e alguns homens sobreviveram ao ataque e procuraram se esconder em dutos de concreto usados para drenagem, onde houve confronto. Kadafi teria gritado "não disparem" aos seus captores e sua arma dourada foi confiscada. Um vídeo divulgado pela rede árabe Al Jazeeramostra Kadafi ferido, mas ainda vivo e sendo conduzido em um jipe por rebeldes – o que aparentemente aconteceu depois da ação da Otan e da fuga para os dutos. Nesse vídeo, Kadafi é retirado do veículo e arrastado pelos cabelos. Segundo a Reuters, ouvem-se gritos de "mantenhamno vivo!" e som de tiros – logo depois, a câmera desvia o foco. Imagens posteriores mostram o corpo do ditador com o que parece ser um ferimento à bala na cabeça, reforçando a hipótese de que houve execução. Oficialmente, o CNT afirma que Kadafi foi ferido na cabeça durante um tiroteio nos dutos e capturado vivo, mas morreu dentro de uma ambulância a caminho do hospital. A Anistia Internacional pediu ao governo interino da Líbia que torne públicos os detalhes sobre a morte do ex-líder. Segundo o grupo, é essencial que seja conduzida uma "investigação completa e imparcial para estabelecer as circunstâncias da morte". O corpo foi levado a uma mesquita em Misurata e deve ser enterrado hoje, afirmou a Reuters. Antes disso será feito exame de DNA para confirmar a identidade. (Agências)
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Aqueles que tentam se perpetuar no poder não terão êxito. Barack Obama nternacional Esam Al-Fetori/Reuters
Insurgentes comemoram queda de Kadafi, mas eles terão novos desafios para estabilizar o país.
O renascimento da Líbia ni/Reuters
Marco Longari/AFP
Esam Al-Fetori/R
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Thaier al-Suda
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disputa pelo poder entre os setores bem armados da nova liderança líbia pode se intensificar após a morte do líder deposto Muamar Kadafi, tornando o momento atual inquietante e, para muitos, alegre, em um país sedento por estabilidade e impaciente em trocar projéteis por cédulas eleitorais. O governo interino estará determinado a garantir que as forças pró-Kadafi ainda remanescentes sejam impedidas de lançar qualquer insurgência. O teste mais importante do Conselho Nacional de Transição (CNT) será administrar as enormes expectativas dos 6 milhões de habitantes da Líbia, agora libertados definitivamente do receio de que Kadafi poderia algum dia voltar a impor seu domínio. "Há uma expectativa enorme no ar. Até agora eles (o CNT) tinham a desculpa de que estavam em guerra. Agora, não têm mais essa desculpa", disse o especialista John Hamilton, da Cross Border Information. A morte de Kadafi significa que o CNT precisa iniciar a tarefa de forjar um novo sistema democrático, o que começaria a ser feito com a queda de Sirte, cidade natal de Kadafi que funcionava como vitrine do regime. Alguns temem que a instabilidade se prolongue, o que pode atrapalhar esse processo. "Kadafi agora virou um mártir e, com isso, existe a possibilidade de virar foco de violência tribal – talvez não no futuro imediato, mas em médio e longo prazo", disse George Joffe, especialista sobre o norte da África da Universidade Cambridge. Competição - Mas as autoridades interinas do CNT também têm pela frente uma tarefa que talvez seja mais crítica: controlar um grupo de milícias armadas anti-Kadafi que vêm competindo – até agora, pacificamente – por participações nas verbas e na representação política na Líbia pós-Kadafi. "Estes grupos precisam ou ser desfeitos cuidadosamente ou integrados às Forças Armadas. Restam perguntas sobre a quem essas milícias se reportam, como administram suas relações umas com as outras e quais são suas reivindicações", disse o especialista Alex Warren, da assessoria Frontier MEA. Pelas regras traçadas pelo CNT, a queda de Sirte vai levar a uma declaração oficial de que a Líbia está libertada, o que desencadeará um processo em direção a eleições. (Reuters)
Rebelde celebra tomada de Sirte, último bastião pró-regime.
Obama adverte outros ditadores Líder saúda morte; Dilma rejeita celebração.
Mulheres juntam-se à multidão que foi comemorar a morte de Kadafi nas ruas de Trípoli
Petróleo volta a jorrar no país
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morte de Muamar Kadafi tira do cenário uma importante incerteza em torno do setor petrolífero da Líbia e aumenta a esperança para que o país retorne rapidamente aos níveis de produção anteriores à guerra, depois de meses de interrupção, afirmam analistas e executivos do setor de petróleo. Temia-se que – com Kadafi à solta, mesmo fora do poder – seus seguidores promovessem uma campanha de insurgência tendo como alvo a infraestrutura petrolífera, o que teria potencial para retardar o retorno à normalidade, disse Mike Wittner, analista do Société Générale. "A esperança é que os seguidores de Kadafi agora de-
ponham as armas, a situação da segurança melhore e os campos de petróleo logo voltem a produzir", manifestou. David Fyfe, administrador de mercado de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE), ponderou que a restauração mais rápida da produção de petróleo da Líbia depende de a morte de Kadafi conduzir a um ambiente político mais estável e uma situação mais segura. "Ainda existem diversos obstáculos logísticos, operacionais e relacionados à segurança. Por esses motivos, não alteraremos por enquanto nossas avaliações sobre a recuperação da produção líbia", disse Fyfe. A AIE projeta que a produção líbia encerrará o ano em 600.000 barris por dia e chegue a 1,4 milhão de barris por dia no fim de 2012. A eclosão da guerra no início deste ano reduziu drasticamente a produção de petróleo da Líbia e levou à paralisa-
ção total das exportações. Antes da campanha rebelde e dos bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Líbia produzia 1,6 milhão de barris por dia. A guerra levou o barril do petróleo a atingir US$ 127 em abril. As refinarias europeias, bastante dependentes do petróleo líbio, foram especialmente afetadas pela situação. Os Estados Unidos e a Europa recorreram a suas reservas estratégicas para tentar reequilibrar o mercado e a Arábia Saudita aumentou consideravelmente suas exportações para fazer frente à escassez. Diversas companhias estrangeiras de petróleo que operavam na Líbia antes da guerra mostravam-se relutantes em retomar as operações enquanto a guerra não terminasse. Com a captura de Sirte, bastião de Kadafi, e a morte do líder líbio deposto, é provável que elas não demorem a retomar suas operações. (AE)
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presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou a morte do líder líbio deposto Muamar Kadafi como um aviso a líderes autoritários de todo o Oriente Médio, mostrando que os governos com mão de ferro "inevitavelmente chegam ao fim". "Aqueles que tentam se perpetuar no poder não terão êxito", advertiu. Washington está fazendo pressão por mais sanções contra o presidente da Síria, Bashar al-Assad, devido à repressão brutal dos protestos pró-democracia nesse país. Obama juntou-se a políticos e cidadãos norte-americanos, saudando a morte de Kadafi. "Isso marca o fim de um capítulo longo e doloroso para o povo da Líbia, que agora tem a oportunidade de determinar seu próprio destino em uma Líbia nova e democrática", disse Obama a repórteres no jardim da Casa Branca. "Não vamos nos enganar: o caminho da Líbia rumo à democracia será longo", reconheceu o líder, que pediu aos líbios que respeitem os direitos humanos e mantenham bem guardadas as armas pesadas no país.
Ele ressaltou o papel central da Força Aérea dos EUA na operação. "Nossa liderança na Otan ajudou a guiar nossa coalizão. Sem colocar um único militar norte-americano em solo, conquistamos nossos objetivos, e logo nossa missão estará encerrada." Analistas avaliam que, sem os EUA, a "zona de exclusão aérea" – com bombardeios às forças de Kadafi – não teria sido tão efetiva. Brasil - Já a presidente Dilma Rousseff, em visita a Angola, afirmou que não se pode comemorar "a morte de qualquer líder". Dilma evitou falar sobre o assunto, pois a morte ainda não havia sido confirmada independentemente. A presidente, porém, comentou sobre a Líbia e a transição pela qual o país deve passar. E foi a partir do exemplo da guerra civil pela qual a Angola passou que Dilma traçou um paralelo e ressaltou que as consequências da guerra vão além da destruição de infraestrutura, mas também representa a perda de oportunidades. "O Brasil vem dizendo que a grande questão é justamente a reconstrução." (Agências)
Ed Ferreira/AE
Bandeira do CNT já tremula em Brasília Cônsul líbio diz que acordos serão mantidos
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Crianças brincam de roda durante festa na embaixada em Brasília (atrás, mulher segura bandeira do CNT).
comunidade líbia comemorou, em Brasília, o anúncio da morte de Muamar Kadafi. Entre 20 e 25 pessoas se reuniram ontem na embaixada do país para confraternizarem. Estiveram presentes diplomatas, líbios que moram no Brasil e outros estrangeiros que se solidarizaram com a causa. Os líbios celebraram a ocasião queimando fotografias de Kadafi e exemplares do "Livro Verde" – obra da autoria do ex-líder, publicada em 1975, em que defende suas posições políticas. No mastro da embaixada, está erguida a bandeira original da independência da Líbia (de 1951) – hoje, identificada como a bandeira do Conselho
Nacional de Transição (CNT). Segundo Abdalla Al Hamdy, líbio que mora em Brasília, espera-se que, dentro de dois meses, seja indicado um novo embaixador ao posto na cidade. Salem El Zubeidy, ex-embaixador pró-Kadafi, deixou o cargo em setembro, devido à ascensão do CNT e por não ter o apoio dos outros diplomatas na embaixada. Por sua vez, o cônsul da embaixada em Brasília, Mohamed Nfati, disse que o novo governo do país manterá os acordos feitos com o Brasil. "Vamos respeitar todos os contratos fechados com o Brasil e outros países, e acreditamos que o Brasil continuará considerando negociar com a Líbia", disse. (Folhapress)
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
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11 Nilton Fukuda/AE
FIM DA NOVELA A Fifa anunciou ontem que o Itaquerão, futuro estádio do Corinthians, vai abrigar a abertura da Copa do Mundo de 2014. A Seleção Brasileira só jogará no Maracanã se for para a final do Mundial.
idades
Filipe Araújo/ AE
Ricardo Trida/AE
Operários jogam bola no local onde será o estádio do Corinthians, em Itaquera, na zona leste: futura arena alvinegra sediará a abertura da Copa
Copa de 2014: a bola vai começar a rolar em Itaquera Fifa anunciou ontem que a abertura do Mundial no Brasil será em São Paulo, no futuro estádio do Corinthians
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Fifa finalmente acabou com as especulações e anunciou ontem que São Paulo será mesmo a sede da abertura da Copa de 2014. Ao divulgar o calendário oficial das partidas do Mundial, em evento realizado em Zurique, na Suíça, a entidade confirmou que o novo estádio do Corinthians, o Itaquerão, receberá o jogo inaugural. E, como já era previsto, o Maracanã, no Rio, foi escolhido como palco da final do campeonato, assim como aconteceu em 1950. Desde que o Brasil foi definido como a sede da Copa de 2014, há cerca quatro anos, começou uma disputa nos bastidores pelo direito de receber a abertura – a final esteve sempre reservada ao Rio. Essa batalha ganhou força quando São Paulo, a escolha natural para o jogo inaugural, passou a enfrentar problemas com seu estádio. Belo Horizonte, Brasília e Salvador também se candidataram, sonhando com o privilégio de abrir o Mundial. São Paulo, no entanto, conseguiu resolver a questão do estádio, descartando o Morumbi (São Paulo Futebol Clube) e escolhendo o Itaquerão, que já começou a ser construído pelo Corinthians na zona leste da cidade. Assim, a Fifa acabou definindo a capital paulista como palco da abertura, o que foi confirmado oficialmente apenas ontem, quando foi divulgado o calendário completo da Copa de 2014, com a definição das sedes e das datas de todos os jogos da competição. Horários – Além da abertura, marcada para o dia 12 de junho, às 17h (horário de Brasília), São Paulo receberá mais cinco jogos do Mundial, incluindo uma semifinal – Belo Horizonte terá a outra. Assim, fica atrás apenas do Rio e de Brasília, que terão sete partidas cada. A Fifa também definiu todos os horários dos jogos da Copa. Na primeira fase, serão quatro horários diferentes: 13 horas, 16 horas, 19 horas e 22 horas (sempre no horário de Brasília). Nas oitavas e nas quartas de final, serão às 13 horas e às 17 horas. Nas semifinais e na disputa do terceiro lugar, às 17 horas. E a grande final, no dia 13 de julho, acontecerá às 16 horas. Ao todo, foram elaboradas 57 versões da tabela dos jogos da Copa para chegar ao desenho definitivo. E, pela programação divulgada pela Fifa, a seleção brasileira irá atuar em São Paulo, Fortaleza e Brasília na primeira fase da competição. Depois, se for confirmando o favoritismo, o Brasil jogaria em Belo Horizonte, nas oi-
Rodrigo Dionísio
Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab jogam bola no canteiro de obras
Filipe Araújo/AE
Ao lado, operários que trabalham no canteiro de obras do Itaquerão: bom ritmo da construção influenciou na escolha da arena
Louis Genot/AFP
Com toda infraestrutura, com todas as condições e com enorme confiança de que São Paulo dará muita sorte para o Brasil. GERALDO ALCKMIN
Autoridades e operários comemoram o anúncio feito pela Fifa
Maquete do novo Maracanã, no Rio: estádio vai abrigar a final da Copa
Fifa expõe despreparo do País
O
tavas de final; em Fortaleza, nas quartas de final; novamente em Belo Horizonte, na semifinal; e no Rio, na final. Passado mais um importante estágio na organização do Mundial de 2014, as 12 cidades-sede trabalham agora para que os estádios fiquem prontos dentro do prazo prometido e as obras de infraestrutura sejam realizadas. Lei – Enquanto isso, a Fifa se concentra nas negociações com o governo brasileiro para acertar os detalhes da Lei Geral da
Copa, que já foi enviada ao Congresso Nacional e tem provocado um certo atrito entre a entidade e o Palácio do Planalto. "Com toda infraestrutura, com todas as condições e com enorme confiança de que São Paulo dará muita sorte para o Brasil", disse o governador Geraldo Alckmin, logo após o anúncio. O governador e outras autoridades assistiram o anúncio no canteiro de obras do estádio do Corinthians. (AE) Mais sobre a Copa de 2014 em www.dcomercio.com.br.
evento de ontem, na Fifa, que deveria ser a apresentação ao mundo da Copa que o Brasil vai sediar em 2014, acabou por escancarar o despreparo do País na organização do torneio. Isso desmoraliza o governo federal, que havia prometido nove estádios prontos já para 2012. A entidade anunciou o calendário final da Copa do Mundo de 2014 e tinha também a meta de oficializar o programa para a Copa das Confederações de 2013. Mas, sem saber ainda quais estádios estarão prontos dentro do prazo, optou por uma saída que demonstra a desconfiança em relação ao País: divulgou um calendário incompleto do evento teste para o Mundial. Para participar da Copa das Confederações de 2013, os estádios deveriam estar prontos no final do ano que vem. Os engenheiros da Fifa avaliaram que apenas Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília cumprirão essa meta. Nem mesmo o Maracanã respeitará esse prazo. Mas, por ser no Rio, acabou sendo aceito. Diante da falta de estádios, a Fifa não teve alternativa senão a de adiar em quase um ano a divulgação do calendário definitivo. "Esse evento é um teste para a infraestrutura do País", disse Jo-
seph Blatter, presidente da Fifa. Nos bastidores, os cartolas da entidade e engenheiros alertam que o Brasil terá de mudar de forma radical seu comportamento para garantir que o prometido em relação aos 12 estádios da Copa em 2014 seja cumprido. Quatro anos depois de receber o direito de sediar o Mundial, o País sequer tem orçamento definido para o evento e as obras, principalmente as de infraestrutura, penam para ganhar ritmo. A decisão de ontem da Fifa ainda é um golpe no governo de Dilma Rousseff. O Palácio do Planalto havia alardeado que nove estádios estariam prontos para a Copa das Confederações. A entidade deixou claro só confiar na entrega de menos da metade da meta prometida pelas autoridades brasileiras São Paulo não cumprirá o prazo de 2012, mas isso já se sabia. Porto Alegre e Curitiba também acabaram ficando de fora por questão de cronograma de obras. A solução foi a de anunciar que, por enquanto, quatro cidades receberão o torneio e outras duas - Salvador e Recife ficam condicionadas a inspeções nos próximos meses. A CBF recebeu dos governa-
dores desses Estados cartas que prometem que as obras estarão concluídas dentro do prazo, pedindo para que não sejam excluídas. A entidade decidiu dar uma chance. "O objetivo é levar a Copa das Confederações para seis cidades. Mas apenas quatro estão definidas. Duas são potenciais sedes, desde que confirmem a conclusão das obras", afirmou Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa. "Sem as sedes definidas, não podemos ter um calendário", completou. Ricardo Trade, diretor executivo de Operações do Comitê Organizador, chegou a menosprezar o trabalho de preparação para o evento. "Qualquer escola organiza um torneio com oito times", disse. Segundo ele, a decisão será tomada em junho de 2012. O presidente da CBF chegou a declarar que a Arena Fonte Nova e a Arena Pernambuco terão de ser entregues justamente até junho do próximo ano. No torneio jogarão Brasil, Uruguai, Espanha, México, Japão e mais três seleções a serem definidas (campeões da Europa, da Oceania e da África). Brasília abrirá a competição. As semifinais ocorrerão em Belo Horizonte e Fortaleza e a final, no Rio de Janeiro. (AE)
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A salvação pela tecnologia? Especialistas afirmam que as redes sociais fortalecem a economia e podem permitir a saída da crise
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s participantes do 2º Congresso Mentes Brilhantes, que termina hoje em Madri, asseguraram ontem que a era Google e Facebook proporciona uma oportunidade histórica que permitirá a saída da crise. "A internet já não é uma plataforma de vínculos entre páginas. É uma plataforma de vínculos entre pessoas", disse Bernardo Hernández, responsável de estratégia mundial de mercado do Google. Um total de 21 cientistas, filósofos e pensadores expõem neste congresso seus pontos de
A série de fotos produzida por Janol Apin, Metropolisson – trocadilho com as palavras francesas "Metropolitain" e "Polisson", patife –, transforma em imagens clichês os nomes das estações de Paris. http://bit.ly/c7zZFc
vista durante não mais de 21 minutos, o tempo máximo durante o qual, acredita-se, a mente humana seria capaz de manter plena atenção. "A tecnologia está mudando muito e nosso entendimento dessa tecnologia deveria ser cada vez mais veloz", disse Hernández, lembrando que a informação digital é atualmente 20 mil vezes maior que todos os livros escritos em todas as línguas do mundo. Para ele, as redes sociais "já não são mais um canal de comunicação, mas a coluna vertebral dos desenvolvimentos tecnológicos". Este processo,
diz, se reflete no progresso econômico, pois "as interconexões dão lugar a produtos e serviços de grande valor agregado". "Acho que estamos vendo uma mudança profunda em nossa sociedade, simplesmente pelo fato de que ela está 'hiperconectada'", disse Alberto Calero, atual diretor CEO Office da France Telecom España. Randi Zuckerberg, responsável pelo marketing do Facebook, afirmou que o sucesso dos negócios em redes sociais reside em uma premissa: as pessoas que as utilizam "vivem em público". "Os usuários
destas redes sabem que tudo é melhor quando se é social, quando se está conectado". Para a representante do Facebook, rede que tem 800 milhões de usuários, "as gerações jovens estão cada vez mais informadas e pessoas que antes não tinham voz, agora têm". "Estamos na era Google e Facebook", concluiu Calero, descartando que as redes sociais possam se transformar em um instrumento de ditadores, pois elas são a melhor demonstração do que é um coletivo social e que juntas, "as pessoas não são tão facilmente controláveis". (EFE)
Jorge Silva/Reuters
OURO Cesar Cielo aguardava a disputa da eliminatória dos 50m livre ontem quando viu Brett Fraser bater o recorde panamericano com tempo de 21s42. Mas foi uma falha no cronômetro. Na final, Cielo marcou 21s58 e bateu o próprio recorde. Bruno Fratus levou a prata.
Opéra, estação do teatro Opéra Garnier, projetado por Charles Garnier
Estação Champ de Mars, referência ao jardim da escola militar. A estação está fechada desde 1939.
Estação Gare du Nord vira referência ao Polo Norte
Estação Jourdain, referência a São João Batista
G @DGET DU JOUR
A NIMAIS
Câmera revolucionária
Novatos da polícia inglesa Pastores alemães da polícia de Coventry, na Inglaterra, são os pais da ninhada na foto acima. Os filhotes já têm futuro assegurado no quadro de agentes da polícia local. Quando completarem 15 meses, iniciarão o treinamento em ações de combate ao crime.
L OTERIAS Concurso 680 da LOTOFÁCIL
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De volta à Venezuela após exames em Cuba, Hugo Chávez afirma estar curado Uefa anuncia que proibirá fumo nos estádios da Eurocopa já a partir de 2012 Unidade da News Corp, de Rupert Murdoch, corta vagas em 2 jornais britânicos
Concurso 2726 da QUINA 09
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Novo estudo – o maior já feito sobre o tema, acompanhando 350 mil usuários de celulares – não encontrou vínculos entre o uso prolongado dos aparelhos e o risco de desenvolver tumores cerebrais. Publicado na edição de hoje do British Medical Journal, o estudo foi feito por pesquisadores da Sociedade Dinamarquesa de Câncer ao longo de 18 anos. Pesquisas anteriores sobre a relação entre celulares e câncer foram inconclusivas, parcialmente devido à falta de dados de longo prazo. A Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer da Organização Mundial da Saúde classificou a radiofrequência dos celulares como "possivelmente carcinogênica para humanos". I NTERNACIONAL
ETA anuncia fim da luta armada A organização separatista basca ETA anunciou ontem "o fim definitivo de suas atividades armadas", depois de mais de 40 anos de luta pela independência do País Basco. Três militantes da organização, com capuzes brancos e boinas, fizeram o anúncio em um vídeo exibido na página do jornal basco Gara na internet. "A ETA faz um apelo aos governos de Espanha e França para abrir um processo de diálogo direto que tenha por objetivo a resolução das consequências do conflito e, assim, a superação do confronto armado", disseram.
ESA descobre água em estrela
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Estudo: celular não causa câncer
E SPAÇO
Assim é chamada a Lytro. O aparelho digital permite acertar o foco da foto depois – sim, depois – de capturada a imagem.
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C IÊNCIA
O telescópio Herschel da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) encontrou evidências de vapor de água proveniente de gelo em grãos de poeira ao redor da estrela TW Hydrae, que possui entre 5 e 10 milhões de anos e está a apenas 176 anos-luz de distância. O vapor detectado no disco em torno da TW Hydrae poderia ser uma rica fonte de água para quaisquer planetas que se formam perto desta estrela jovem. A descoberta abre novas hipóteses sobre a origem da água da Terra.
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13 NO TOPO País lidera ranking dos 250 maiores bancos da América Latina com o Banco do Brasil em primeiro lugar
conomia
LÍQUIDO E CERTO Lucro da Microsoft no primeiro trimestre fiscal deste ano foi de US$ 5,74 bilhões
Luiz Prado/LUZ
Micro e pequenas empresas vivem mais Estudo do Sebrae aponta que índice de sobrevivência após os dois primeiros anos da abertura alcança 73,1% Rafael Nardini
A
taxa de sobrevivência de micro e pequenas empresas após os dois primeiros anos de existência chegou a 73,1%, de acordo com estudo divulgado ontem pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (Sebrae). Isso significa que a cada 100 MPEs abertas no País, 73 permaneceram em atividade após o período considerado mais crítico. O levantamento se refere às empresas que iniciaram suas atividades em 2006 e demonstra avanço frente à pesquisa anterior, quando o índice de sobrevivência era de 71,9%. Segundo o presidente nacional do Sebrae, Luiz Barretto, o avanço da sobrevivência das micro e pequenas empresas no Brasil é resultado do avanço da legislação. "O ambiente legal está muito mais favorável desde a criação do regime tributário do Supersimples, que abriga mais de
Luiz Barreto: resultado é avanço da legislação, que está muito mais favorável desde a criação do regime tributário do Supersimples.
5,6 milhões de empreendedores individuais, micro e pequenas empresas". Outro fator determinante para a sobrevivência das empresas tem sido o forte mercado consumidor brasileiro, que tem se sustentado apesar de turbulências externas. O segmento industrial foi o que registrou maior sucesso, com sobrevivência de 75 a ca-
O
(68,3%) e Norte (66%). Estados avançam – Das 27 unidades da Federação, 18 aumentaram o índice de sobrevivência de um ano para outro. Entre eles, dez Estados ainda apresentaram taxas de sobrevivência acima da média nacional no período analisado. Na liderança do ranking aparecem Roraima, Paraíba e Ceará, ambos com índices de 79%. Outros destaques ficaram por conta do desempenho de Minas Gerais (78%), São Paulo (77%), Distrito Federal (75%), Piauí (75%), Alagoas (74%), Rondônia (74%) e Espírito Santo (73,1%). Neste ano, o levantamento passou a ser feito com base nos dados registrados pelas empresas na Receita Federal, e
não mais por meio de pesquisas. Segundo a entidade, isso permitirá o acompanhamento anual dos índices de sobrevivência, numa espécie de censo. Foram considerados os da-
dos da Receita até 2009, identificando a quantidade de empresas constituídas formalmente em 2006 e o número das que encerraram suas atividades posteriormente.
Brasil cai seis posições em ranking mundial de negócios
Investimentos resistem à crise presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem que a crise econômica internacional não afetou os planos de investimentos do País. "Não temos indicações de uma desaceleração preocupante de planos de investimento", disse Coutinho após participar do seminário "As Oportunidades da Indústria de Defesa e Segurança para o Brasil e a região do ABC", realizado pela Prefeitura de São Bernardo do Campo. De acordo com ele, o governo está atento para manter o ciclo sustentado de investimentos no País. No ano passado os investimentos cresceram 21% e, neste ano, estão avançando numa taxa de 6% a 7%, que é sustentável e suficiente para manter o ciclo. "O Brasil tem muitas alavancas para ultrapassar a crise", avaliou e citou como exemplo o volume de investimento na infraestrutura, "muito bem amadurecidos em termos de projetos e capacidade de oferecer isso ao setor privado ou em parceria com o setor público". Volume que assegura uma ascensão dos investimentos em infraestrutura nos próximos anos. Perguntado se não acha arriscada a política de afrouxamento monetário do Banco Central (BC) em um momento em que a inflação no acumulado em 12 meses ainda estoura o teto da meta, Coutinho disse que confia plenamente na competência do BC. "E acredito que ele (BC) tem uma avaliação prospectiva do ritmo de crescimento e do que está acontecendo com a economia internacional", afirmou. Ele ressaltou ainda que há no governo, especialmente da parte da presidente Dilma Rousseff, a compreensão de que a inflação não pode ser tolerada. "O regime de metas de inflação não foi e nem será abandonado. Temos de entender que a conjuntura internacional é desafiadora, mas o Brasil tem toda condição para atravessá-la sem ingressar num período de recessão", disse. Coutinho afirmou também que a equipe econômica tem que calibrar a política com sabedoria e cautela neste momento de desafio. (AE)
da 100 MPEs abertas. Logo em seguida vem o comércio, com 74,1% de continuidade das empresas após os dois anos iniciais. Já os setores de serviços e construção civil registram médias inferiores à nacional (73,1%): 71,7% e 66,2%, respectivamente. As empresas localizadas na região Sudeste apresentaram os melhores índices de permanência no mercado (76,4%). De acordo com Barretto, isso é explicado pelo maior grau de escolaridade dos empreended o re s d a re g i ã o . " Q u a n t o maior o conhecimento e a formação, maiores as chances de sobrevivência da empresa", disse. Na sequência, ficaram as regiões Sul (71,7%), Nordeste (69,1%) e Centro-Oeste
O
Brasil perdeu seis posições em um ranking sobre a facilidade de fazer negócios realizado em 183 países, divulgado anualmente pelo Banco Mundial. O relatório Doing Business 2012 (Fazendo Negócios 2012), lançado anteontem em Washington, mostra que o Brasil caiu do 120º para o 126º lugar na lista que analisa os regulamentos que afetam as empresas nacionais nesses países. O novo estudo engloba o período de junho de 2010 a maio de 2011 e aborda todo o ciclo de vida das empresas, desde a sua constituição até a resolução do processo de insolvência. As avaliações levam em conta dez indicadores específicos e se concentram especialmente no ambiente para pequenas e médias empresas. Apesar da queda no ranking geral, o Banco Mundial destaca a melhora na área de obtenção
de crédito no Brasil, na qual o País ocupa a 98ª posição. "O Brasil melhorou o sistema de informação de crédito, permitindo que agências privadas possam coletar e compartilhar informações positivas", diz o relatório, referindo-se ao Cadastro Positivo, que vai reunir dados sobre os pagamentos em dia dos consumidores. Os primeiros, pela ordem apresentada no relatório, são Cingapura, Hong Kong, Nova Zelândia, Estados Unidos, Dinamarca, Noruega, o Reino Unido, a Coreia do Sul, Islândia e Irlanda. A coordenadora da
equipe que elaborou o estudo, Sylvia Solf, disse que é possível observar avanços no Brasil nos últimos seis anos. "O Brasil está na direção correta. É uma questão de tempo." Solf citou o indicador sobre obtenção de eletricidade – incluído neste ano nas dez áreas específicas analisadas no relatório –, no qual o Brasil tem desempenho destacado, ocupando a 51ª posição. Nos rankings por área específica, a segunda melhor colocação do País é relativa à proteção a investidores, com a 79ª posição. O pior desempenho
brasileiro é relativo ao pagamento de impostos, área na qual o País aparece em 150º lugar. Pela classificação do Brics (bloco que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul), a África do Sul aparece em 35º, a China em 91º, a Rússia em 120º, o Brasil em 126º e a Índia em 132º. O Brasil também fica atrás de várias economias latinoamericanas. O melhor colocado entre os países da região é o Chile, que ocupa a 39ª posição e é citado, ao lado do Peru (41º), da Colômbia (42º) e do México (53º), como destaque na implementação de melhorias regulamentares. (ABr)
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e Copa do Mundo vai impulsionar crédito As instituições precisarão educar seus clientes para reduzir a inadimplência. Marcus Manduca, Pricewaterhouse Coopers
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Especialista afirma que torneio internacional e Olimpíada devem compensar desaceleração da economia e garantir procura por linhas de financiamento no País. Eduardo Martins/AE
Rejane Tamoto
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esmo com a desaceleração da economia e as incertezas sobre os rumos da crise fiscal na Europa, o crédito deve seguir crescendo nos próximos anos no Brasil, período em que o País precisará de muitos investimentos para receber a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada em 2016. Além disso, o acordo de Basileia 3 – que aumentará a qualidade de capital para as instituições – deve forçar os bancos a ampliarem a escala de clientes pessoa física e de pequenas e médias empresas. "Nesse cenário, as instituições precisarão educar financeiramente seus clientes para reduzir a inadimplência, que cresceu por causa do descontrole de gastos", afirmou o sócio da Pricewaterhouse Coopers (pwc), Marcus Manduca. Ele afirmou ser necessário cada vez mais que os bancos compartilhem os dados de clientes com os lojistas, para que haja redução dos riscos na concessão do crédito. Ontem, Manduca ministrou uma palestra sobre as perspectivas para o crédito no Congresso Internacional de Gestão de Riscos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo ele, em uma trajetória de baixa de juros, as
Obras no estádio Arena Fonte Nova, em Salvador: investimentos altos em infraestrutura vão movimentar o mercado de crédito.
instituições financeiras tenderão a mudar a lógica de seus lucros: não tanto pelas taxas, mas pela base de clientes. Na avaliação de Manduca, os bancos têm segurado o crédito por causa do temor de
uma falta de liquidez internacional – a suspensão de linhas do exterior que pode vir a ocorrer se a crise se agravar na Europa. A tendência é que concentrem esforços na ampliação do número de clientes
no Brasil, que segue com um mercado interno forte, com baixa taxa de desemprego e aumento do número de trabalhadores formalizados. Nesse cenário de maior seletividade na concessão do
Ação bem-sucedida em Paraisópolis A campanha Acertando suas Contas realizou 6 mil atendimentos na comunidade da zona sul de São Paulo
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m total de 6 mil pessoas foram atendidas na campanha Acertando suas Contas realizada nos dias 14, 15 e 16 deste mês pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pela Boa Vista Serviços (BVS), em parceria com a Cantarino Brasileiro Comunicação, no Centro Educacional Unificado (CEU) da comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. O número de pessoas atendidas, divulgado ontem, confirma o sucesso do projeto, segundo seus organizadores. A empresa BVS administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e pertence à ACSP, entidade que publica este Diário do Comércio. No último fim de semana, uma megaestrutura foi montada em Paraisópolis, com estandes de empresas do segmento varejista, financeiro e de servi-
ços de água e energia elétrica, para atender a comunidade. Mais de mil consumidores foram encaminhados para renegociação de suas dívidas, em condições especiais e diretamente com empresas. Esta foi a primeira vez que a campanha esteve em Paraisópolis. O público assistiu palestras sobre orientação financeira e consumo consciente para o crédito. Por meio do programa Consumidor Positivo, a Boa Vista Serviços distribuiu mais de 5 mil exemplares da cartilha do orçamento doméstico, que dá dicas sobre planejamento financeiro e como manter as finanças pessoais em ordem. Ainda foram oferecidas atividades de recreação infantil para celebrar o Dia da Criança, oficinas de empreendedorismo e orientações para a formalização do microempreendedor individual (MEI). Para o presidente da Boa Vis-
ta Serviços, Dorival Dourado, estar em Paraisópolis é dever da empresa que administra o SCPC. "Paraisópolis é um espelho da nova economia brasileira. As classes D e E estão no mercado de consumo e de crédito. Nossos clientes fazem negócios aqui", disse ele. A ação teve como principal objetivo a reabilitação do crédito do consumidor, trazendo benefícios diretos para a atividade econômica e social da região. "Queremos sensibilizar a população sobre a importância do planejamento financeiro e a prática do consumo responsável."
A p o i o – O evento teve o apoio da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), do Sebrae-SP, da Secretaria Municipal do Microempreendedor Individual, do São Paulo Confia e da União dos Moradores de Paraisópolis. A próxima campanha Acertando suas Contas está prevista para o fim de novembro e início de dezembro no Centro da Capital. "Trata-se de oportunidade importante para que consumidores e empresas possam resolver pendências financeiras", disse Dourado.
cia de Bens Imóveis (ITBI) e custos de cartório. O ITBI é o encargo cobrado pelas prefeituras das cidades após a assinatura do contrato, a ser registrado no
Cartório de Registro de Imóveis, exigido em todas as aquisições imobiliárias. O valor total do imposto, segundo o HSBC, agora pode ser incorporado ao valor total
financiado para a compra do imóvel. O montante a ser financiado é limitado a 3% do imóvel e poderá chegar no máximo a R$ 10 mil, acrescenta o banco. (AE)
Ele trará como tema central Your Ticket to the Future Pontencialização das Competências Secretariais.
os de e inte Requ
Dentre os palestrantes, estão confirmadas as participações de Miriam Leitão e Sérgio Abranches (cientista político), falando sobre Economia e Sustentabilidade. Serão abordadas também as diferenças de atuação do Secretariado e Assistentes/Assessores no Painel Internacional, como a presença de: Marina Higdon (EUA), Lee Chapman (África do Sul), Maria da Graça Gomes (Portugal) e Isabel Baptista (Brasil), com tradução simultânea.
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nha com a alta da moeda americana, a alta da divisa no mês passado por conta da crise internacional favoreceu as contas do BC. Em setembro, o dólar chegou a bater a marca de R$ 1,90 e fechou o mês cotado a R$ 1,88, com alta de 17,94%, a maior variação mensal desde setembro de 2002. O mês de setembro também ajuda a explicar o que acontece em outubro. Por conta das turbulências internacionais, a liquidez do mercado secou. Nesse contexto, o BC desistiu de fazer a rolagem dos vencimentos de swap reverso (de 1º de outubro) e depois entrou no mercado vendendo os swaps cambiais convencionais, no qual a autoridade monetária perde com a alta do dólar (ou seja, com a desvalorização do real). As ofertas desses instrumentos tiveram início em setembro. (AE)
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epois de registrar prejuízo superior a R$ 1,5 bilhão com suas operações de swap cambial reverso ao longo do primeiro semestre, o Banco Central (BC) agora vive uma nova situação e registra desde setembro ganho com operações no mercado de derivativos. Dados da própria autoridade monetária mostram que o mercado pagou ao BC no mês passado um total de R$ 2,213 bilhões em ajustes. O volume foi suficiente para compensar com folga de R$ 481 milhões o prejuízo líquido de todos os meses anteriores. Em outubro, com dados até o dia 14, o BC acumula ganhos bem mais modestos: um total de R$ 16 milhões. Dólar – Os ganhos do BC em setembro decorreram basicamente da disparada do dólar. Como no swap cambial reverso a autoridade monetária ga-
CONGRESSO INTERNACIONAL DE SECRETARIADO
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HSBC colocou à disposição de seus clientes que estão adquir indo um imóvel a partir desta semana uma linha para financiamento do Imposto de Transferên-
BC registra ganhos no mercado de derivativos
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HSBC financia o imposto dos imóveis O
crédito, as pequenas e médias empresas tendem a sofrer mais por oferecerem maiores riscos de inadimplência do que as de grande porte. "Por isso, elas devem aperfeiçoar o gerenciamento de produção,
os mecanismos de governança corporativa e a gestão de risco para que sejam bem vistas pelos bancos na hora da concessão de crédito", disse. Para Manduca, é de interesse das instituições angariar mais clientes pessoa jurídica, de pequeno e médio portes. Captação – As mesmas diretrizes, segundo o sócio da pwc, devem ser seguidas pelos bancos pequenos e médios, que também têm tido dificuldades para captar recursos – usados na concessão de empréstimos no mercado. Segundo Manduca, os bancos pequenos e médios detêm 25% do mercado financeiro e, atualmente, concorrem mais com as instituições maiores para conquistar pequenos e médios empresários. Além disso, eles não podem captar recursos à vista, por uma questão regulatória, e não têm obtido receita com a venda de carteiras – uma das fontes de problemas para o banco PanAmericano no ano passado. "Com isso, os bancos menores estão se unindo para captar recursos pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDB) para a pessoa física. Como vantagens essas instituições oferecem agilidade e credibilidade. Mas quanto mais elas aperfeiçoarem seus controles, maior será a confiança do consumidor para investir nelas", afirmou Manduca.
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O fato de reconhecerem o Conar como instância de decisão é positivo. Gilberto Leifert, presidente do Conar
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LIBERDADE, LIBERDADE.
OS PÔNEIS malditos em cena do anúncio para a Renault-Nissan
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isele, de lingeries Hope, foi parar no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Não deu em nada. Os pôneis malditos seguiram a mesma estrada, mas estão livres, leves e soltos espalhando a maldição dos concorrentes de Nissan. Marisa Orth engrossou a voz e assumiu o movimento das mulheres que, com Bombril, cuidam de limpeza pesada. Uma leva de reclamações infestou o órgão que, desde 1972, em nome de anunciantes, veículos de comunicação e sociedade tomou para si a defesa da ética na propaganda. Os reclamantes perderam a causa e engrossaram a força da piada. O Machado de Assis branco da Caixa Econômica Federal, em campanha assinada pela BorghiEr/Lowe, foi substituído por um negro. O brilhante escritor, o "bruxo do Cosme Velho", todos sabem ou deveriam saber, era negro. O novo comercial, porém, exagerou na dose: deixou a voz em off de Gloria Pires, que apresenta as peças publicitárias, e colocou outro negro para apresentar o comercial e um Machado mais próximo da realidade. Não precisa exagerar tanto para corrigir o erro, ainda que tenha sido grosseiro. Com essa movimentação toda em torno da propaganda, há quem aposte que as reclamações estão em alta. E estão mesmo. O presidente do Conar, Gilberto Leifert, reconhece que aumentaram, mas vê um fato positivo especialmente das que partem do governo, como da Secretaria de Políticas de Mulheres da Presidência, que queria Gisele fora do ar. "O fato de reco-
nhecerem o Conar como instância de decisão é positivo". Luiz Lara, da Lew/Lara TBWA, que fez a montadora Renault-Nissan dar um salto de venda com os pôneis, segue o mesmo caminho. Para Lara, o setor se fortalece quando as polêmicas são arbitradas pelo Conar e sai perdendo quando reclamantes buscam outras canais ou tentam envolver a Justiça. Liberdade de expressão, diz Lara, é valor constitucional de grande importância e toda vez que é afrontada, todos saem perdendo. Pena que a mesma compreensão desse importante capítulo constitucional não seja respeitada até por aqueles que juram obediência à Constituição ao serem empossados. É o caso do deputado paulista Feliciano Filho (PV) que, por desconhecimento ou falta de fé, quer proibir o sacrifício de animais em rituais, uma das práticas ancestrais da humanidade, presente tanto no monoteísmo como no politeísmo. A comida judaica segue rituais, assim como a islâmica, a africana e todas que deram origem a todas as religiões num claro desrespeito à liberdade de expressão. Em nome da inteligência, em se querer regular o que outro deve ou não fazer, o mundo vai ficando burro, medíocre, cerceado. Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós! Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br
AROMAS das estrelas de Hollywood
LACROIX NO AR
APOIO ao surfe brasileiro: mulheres e homens dão duro nos treinos sobre as ondas.
Avon lança no Brasil, no próximo mês, novas flagrâncias de Cristian Lacroix. Com embalagens sofisticadas, convidam aos aromas da noite. Lacroix é o queridinho das estrelas de Hollywood e tem emprestado ar de modernidade aos perfumes da maior rede de venda direta de produtos de beleza e cosméticos do mundo.
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TRABALHADORES DO MAR F/Nazca assina campanha da Petrobras em que a estatal ressalta o seu patrocínio ao surfe brasileiro. Mostra que os atletas têm que trabalhar duro para conquistar bons resultados. Ele sai de terno do mar e ela de roupa de trabalho. Sem treino, a emoção do surfe não dá resultados.
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FREEMONT Fiat lança o seu mais novo modelo, o Freemont, em campanha assinada pela agência Fiat, que reúne a Leo, Burnett Taylor Made e a AgenciaClick Isobar, destacando o espaço do veículo e suas linhas modernas. Com o mote, "Chegou Freemont. E chegou em boa hora", a montadora entra na briga de mercado por esses carros enormes, que ganham as ruas já congestionadas das grandes cidades brasileiras.
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NOVO modelo no mercado
CAMPANHA bem-humorada
SÓ PARA ADULTOS chweppes lança campanha bem-humorada neste fim de ano para reforçar sua tradição de 275 anos. "Separando meninos de homens" é o manifesto de lançamento e invade redes sociais para ensinar meninos a se tornarem homens por meios de quizz, dizendo que o produto só pode ser vendido a adultos. Pura brincadeira para mostrar que o refrigerante, que integra a carteira da CocaCola, acompanha seus consumidores por gerações.
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PINCELADAS Talent lança nova campanha para o Santander sobre a gestão do dinheiro. O alvo agora são "Investimentos Van Gogh", que procuram ensinar clientes a investir o dinheiro e ter bons resultados. Como toda a linha de comunicação do banco, prima por mostrar preocupação com sustentabilidade dos negócios, do planeta e um compromisso com a seriedade no trato do dinheiro. Uma comunicação que está fazendo escola.
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AULAS de investimento para clientes
Operadora reduz tarifas do pré-pago
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operadora de telefonia Claro anunciou ontem a redução de R$ 0,25 para R$ 0,21 das tarifas de prépago por cada ligação para chamadas locais e para outras regiões do País, por meio do DDD. Segundo o diretor de marketing da Claro, Erik Fernandes, mais de 15 milhões de clientes pré-pago serão migrados automaticamente para as novas tarifas. Em teleconferência com jornalistas, ele evitou dar projeções de ganhos de fatia de mercado com essa promoção, mas destacou que a companhia já se prepara para as vendas de Natal com a campanha, que começa a ser veiculada a partir deste sábado. Nas chamadas a longa distância do pré-pago, os clientes têm que usar o código 21.
EMPRESA ESTÁ LOCANDO UMA CHÁCARA PARA REALIZAR A FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO NO FINAL DO ANO. A LOCAÇÃO SERÁ DE UMA PESSOA FÍSICA. NESTE CASO TERIA RETENÇÃO DO INSS? Informamos que a retenção previdenciária é aplicada nas prestações de serviços (cessão de mão de obra) entre pessoas jurídicas. Desta forma,no caso,não se trata de uma prestação de serviço e não é entre pessoas jurídicas. Base Legal - IN RFB nº971/09, art.112. PARA CONTRATAR EMPREGADA DOMÉSTICA É OBRIGADO A FAZER CONTRATO DE EXPERIÊNCIA? Informamos que o empregado doméstico não tem direito ao contrato de experiência, pois a ele não se aplicam as disposições contidas na CLT, conforme determina o artigo 2º do Decreto nº 71.885/73.Assim, se as partes desejarem fixar algumas condições por escrito poderá fazê-lo, porém sem determinação de prazo. CESTA BÁSICA PARA FUNCIONÁRIO EM LICENÇA MÉDICA Funcionário afastado pelo INSS, a empresa precisa continuar dando a cesta básica ao funcionário? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. EMPRESA ESTÁ COM FUNCIONÁRIO SEM REGISTRO,POIS O MESMO SE RECUSA À APRESENTAR OS DOCUMENTOS, QUAL O PROCEDIMENTO QUE DEVE ADOTAR? Informamos que o empregador não deverá deixar o empregado iniciar suasatividadessemqueantesapresenteadocumentaçãonecessária,pois deverá a admissão coincidir com o início das atividades do empregado. CONTRATAÇÃO DE COOPERATIVA NA ÁREA DE SAÚDE Quando da contratação de cooperativa na área de saúde, como deve ser feito o recolhimento da contribuição previdenciária? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. CONTRATAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS Quais os benefícios de se contratar funcionários numa empresa do Simples Nacional ao invés de ser numa empresa de Lucro Presumido? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. DISTRIBUIÇÃO DE CESTAS DE NATAL Qual é o procedimento que deve ser adotado na distribuição de cestas de Natal aos empregados da empresa? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. AGENDA FISCAL® OUTUBRO/ 11 Informação com orientação sobre os vencimentos do mês de Outubro. Acesse a íntegra no site:[www.agenda-fiscal.com.br]. 3292 9300 www.contabil.com.br
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Aos clientes pós-pagos, a empresa aposta nos pacotes de chamadas DDD ilimitadas a partir de R$ 29,90. Qualidade – A operadora Claro pretende ganhar mercado em todo o País, mas sem abrir mão da qualidade dos serviços de rede. Foi o que assegurou o d i r e t o r F e rn a n d e s a o c omentar a redução das tarifas a n u n c i a d a s o ntem. "Ganhar mercado é importante, porém mais do que a fatia de mercado nos interessa a qualidade dos serviços", afirmou o diretor da Claro, durante a teleconferência com os jornalistas a partir de São Paulo. Segundo Fernandes, a Claro
e o grupo controlador mexicano América Móvil estão no Brasil com uma visão de longo prazo. "Buscamos a competitividade, mas isso tem que estar atrelado à qualidade", disse. "Não vamos sacrificar a rede só para obter resultados de curto prazo", completou. Segundo os últimos dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em setembro último a Claro manteve a terceira posição de mercado, com uma participação de 25,3%, atrás de Vivo (29,4%) e TIM (26,4%). Recarga – Fernandes acrescentou que a perda de receita com a redução das taxas será compensada com o aumento
da frequência de recarga dos aparelhos pré-pagos e pelo aumento da base de clientes. Porém, ele não deu projeções para o crescimento. Essa promoção terá validade de seis meses, podendo ser renovada automaticamente após esse período. O diretor da Claro salientou que a empresa realizou uma análise da rede para ter segurança de que não ocorrerão problemas com a qualidade dos serviços a partir do lançamento da campanha, que visa o Natal. "Estamos nos antecipando à concorrência com essa promoção", afirmou ele. As empresas do grupo América Móvil (Claro, Embratel e NET) investirão R$ 10 bilhões em 2011 e 2012 na ampliação de rede e na conquista de novos mercados no País. (AE)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
ECONOMIA/LEGAIS - 17
e Supremo contraria governo e adia IPI O decano do STF, Celso de Melo, afirmou que a cobrança imediata do aumento do IPI era de uma "patente inconstitucionalidade".
conomia
Cobrança imediata do imposto para carros importados só vai vigorar a partir do dia 15 de dezembro; suspensão será retroativa à publicação do decreto.
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Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu ontem, por unanimidade, a cobrança imediata do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados, instituído pelo Decreto Presidencial 7567, de 15 de setembro de 2011. Todos os ministros entenderam que o governo deveria ter determinado que a alta só valeria após 90 dias da publicação do decreto, ou seja, só deveria vigorar em 15 de dezembro. Também decidiram efeito retroativo à suspensão, desde a publicação do decreto. Segundo eles, esse é um direito fundamental dos contribuintes de não serem surpreendidos. "Em matéria tributária no Brasil, o princípio do não susto já seria bem-vindo", disse a ministra Carmen Lúcia. O decano do STF, Celso de Melo, afirmou que a cobrança imediata do aumento do IPI era de uma "patente inconstitucionalidade". A medida para aumentar o IPI dos carros importados foi adotada pelo governo sob o argumento de "preservar
Leandro Moraes/LUZ
os empregos no Brasil" e "fortalecer a indústria nacional". Pelo decreto, as montadoras que não tiverem 65% de conteúdo nacional em seus produtos, entre outras exigências, estão sujeitas a pagar o IPI maior. A Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a cobrança imediata da alta de 30 pontos percentuais do IPI para carros importados foi ajuizada no STF pelo partido Democratas. G o v e r no – Os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) resolveram não comentar a decisão do STF em suspender a cobrança do IPI para carros importados até 15 de dezembro. O aumento da alíquota do IPI estava em vigor desde 16 de setembro, mas a cobrança ainda não foi iniciada. Isso porque o governo fixou um prazo de 45 dias para que o MDIC defina as empresas que serão oneradas com a medida. O recolhimento do imposto com alíquota maior, em 30 pontos percentuais, seria iniciado em 1° de novembro de forma retroativa. (AE)
Carros importados: aumento de tributos só pode vigorar 90 dias da publicação de decreto ou lei, para não pegar contribuinte de surpresa. Ueslei Marcelino/Reuters
Folhapress/Image Source
Categoria exige dez anos de estabilidade após aeroportos serem entregues à iniciativa privada Queda de preço das hortaliças foi grande: tomate, de 1,66% para 6,27%.
Inflação perde ritmo; alimentação lidera queda.
A
inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) perdeu ritmo e subiu 0,42% neste mês, desacelerando ante alta de 0,53% no mês passado. O IPCA-15 é a prévia da inflação oficial, o IPCA, e foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o acumulado no ano ficou em 5,48%, acima de igual período de 2010 (4,17%). No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 varia 7,12%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (7,33%). Em outubro do ano passado, a taxa havia sido de 0,62%. A desaceleração do indicador ocorreu, principalmente, devido à contribuição dos grupos alimentação e bebidas (que passou de 0,72% em setembro para 0,52% em outubro) e vestuário (de 1% para 0,38%). As principais altas nos alimentos perderam ritmo de crescimento de preços, mas isso não impediu que influen-
ciassem no grupo, como os preços do leite pasteurizado (de 2,64% em setembro para 1,43% em outubro), do frango (de 2,51% para 0,86%), das frutas (de 3,7% para 0,84%) e carnes (de 1,79% para 0,55%). Alguns produtos como hortaliças (de -1,23% para -3,11%), tomate (de -1,66% para -6,27%) e alho (de -17,18% para 11,19%) tiveram quedas acentuadas no mês. O IPCA-15 teve os preços coletados de 14 de setembro a 13 deste mês e comparados com aqueles vigentes entre 13 de agosto e 13 de setembro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços. (Agências)
IGP-M desacelera
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índice de preços mensurado pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, variou 0,5% na segunda prévia do mês de outubro, ante alta de 0,52% em igual período de setembro. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é de 6,92%, enquanto é de 4,67% no ano. O acumulado dos últimos 12 meses já chegou a 8,65%, em 29 de junho. Os dados foram
divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). As prévias do IGPM são apuradas em decêndios (períodos de dez dias). O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,66%, ante 0,59% em igual período de setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,23%, ante 0,52%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,12% no mês, comparado a 0,09% de igual período em setembro. (Folhapress)
Aeroportuários recusam acordo
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Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) recusou o acordo para estabilidade de 12 meses oferecido ontem pela Infraero aos trabalhadores dos aeroportos de Brasília, São Paulo e Campinas. Com isso, o tom ameno dos grevistas, que permaneceu durante todo o dia, mudou no início da noite. "Há muitos aeroportuários que querem adotar uma postura mais firme com o governo e paralisar todos os três aeroportos. Estamos segurando. Esse movimento não afetou a vida dos usuários e o governo não está
reconhecendo isso", disse Francisco Lemos, presidente do Sina. A razão para abreviar o movimento é uma eventual oferta de participação da categoria na discussão do edital que será lançado para a concessão dos três terminais. A categoria quer negociar estabilidade de pelo menos dez anos, após a concessão dos aeroportos, e também quer entrar na discussão de temas operacionais dos três complexos aeroportuários. Os aeroportuários não aceitam negociar temas pela via da consulta pública já aberta. Querem fazer parte
Moinho Água Branca S.A. CNPJ/MF 61.157.723/0001-93 – NIRE 35300041330 Convocaçâo Ficam convidados os senhores acionistas da Moinho Água Branca S.A. para participarem da Assembléia Geral Extraordinária que se realizará no dia 28 de outubro de 2011, às 11:00 horas, na sede da Companhia localizada na Av. Miguel Frias e Vasconcelos, nº 833, sala A, nesta Capital do Estado de São Paulo, a fim de deliberarem sobre as seguintes matérias da Ordem do Dia: (a) Cancelamento do aumento do capital social em R$ 5.200.000,00, e da correspondente emissão e subscrição de 3.250.000.000 de ações nominativas sem valor nominal, sendo 1.202.500.000 ordinárias e 2.047.500.000 preferenciais; (b) Adequação da redação do artigo 5º (capital) do Estatuto Social; (c) Alteração do objeto social e nova redação do artigo 3º do Estatuto Social; (c) Consolidação do Estatuto Social. São Paulo, 19 de outubro de 2011. Ivan Soldan Salema - Diretor. 20,21,22/10/2011
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 76/11 - PREGÃO 34/11 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 76/11, na modalidade de Pregão 34/11, na forma presencial, para aquisição de móveis escolares e de escritório, para atender às necessidades da Creche CEI “Criança Feliz”. Data: 07 de novembro de 2011, às 14 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com.
do grupo que confecciona a modelagem que estará no edital. No início da tarde, o sindicato disse que havia tido indicações de que receberia alguma proposta para anunciar aos trabalhadores parados. A situação mudou no final do dia. "Estão nos oferecendo uma reunião na próxima quarta-feira, mas sem qualquer garantia de que vamos ter uma proposta que atenda às nossas reivindicações. Não quero ir lá novamente só para tomar café e beber água", disse. Ele informou que há estimativa de que 500 funcionários parem em Brasília. (Folhapress)
HOSPITAL E MATERNIDADE SÃO LUIZ S.A. CNPJ/MF nº 06.047.087/0001-39 - NIRE 35.300.318.099 EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Ficam os senhores acionistas do Hospital e Maternidade São Luiz S.A. (“Companhia”) convocados para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 31 de outubro de 2011, às 14h, na sede social da Companhia, localizada na Cidade e Estado de São Paulo, na Rua Francisco Marengo nº 1.312, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1. Deliberar sobre a retificação da consolidação do Estatuto Social da Companhia, em decorrência de ter constado erroneamente a nova quantidade de ações após o aumento de capital da Companhia, deliberado na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 31 de dezembro de 2010 e a ratificação de todas as demais deliberações tomadas na referida assembleia. 2. Deliberar sobre a mudança da denominação social da Companhia. 3. Deliberar sobre a mudança da sede social da Companhia. 4. Deliberar sobre o Protocolo e Justificação de Incorporação pela Companhia das sociedades controladas (a) Hospital Realcordis S.A.; (b) Hospital de Clínicas de Bangu Ltda.; (c) Hospital Geral de Bangu Ltda.; (d) Casa de Saúde e Maternidade Rio de Janeiro S.A.; e (e) Casa de Saúde e Maternidade Joari S.A. (“Sociedades”). 5. Ratificar a indicação das empresas especializadas para proceder à avaliação dos patrimônios líquidos das Sociedades a serem incorporados pela Companhia e aprovar os laudos de avaliação elaborados para as incorporações das Sociedades; e 6. Deliberar sobre as incorporações das Sociedades pela Companhia, autorizando os administradores da Companhia a praticarem todos os atos necessários à sua implementação e formalização, com a consequente extinção das Sociedades e a sucessão, pela Companhia, a título universal, em todos os seus direitos e obrigações. São Paulo, 21 de outubro de 2011. Presidente do Conselho de Administração.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 085/2011 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2706/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 085/ 2011, tendo como objeto a contratação de empresa especializada para prestação de serviços de vigilância/ segurança patrimonial, nos termos constantes nos Anexos do presente edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 07 de novembro de 2011, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 07 de novembro de 2011. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 20 de outubro de 2011. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 20 de outubro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: ITQ Solutions do Brasil Comércio de Informática Ltda. Avenida Jabaquara, 2.819 - 2ª Vara Falências. Requerente: Malharia Brasilev Ltda. Requerido: Felissima Confecções LTDA. Rua Professor Cesare Lombroso, 68 - 1ª Vara Falências.
Fischer S.A. - Comércio, Indústria e Agricultura CNPJ nº 33.010.786/0001-87 - NIRE nº 35.300.040.724 Ata da Reunião do Conselho de Administração Realizada em 26/08/2011 Dia, Hora e Local: 26/08/2011, às 10:00 hs, na sede social, na R: João Pessoa, 305, na cidade de Matão (SP). Presença: Presente a totalidade dos membros deste Conselho de Administração. Mesa Dirigente: Maria do Rosário Fischer - Presidenta e Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário. Deliberações Tomadas, por Unanimidade dos Votos dos Conselheiros e sem Reservas: Nos termos do art. 14 do Estatuto Social desta Sociedade (i) autorizar a constituição de penhor de 20.000 toneladas de suco de laranja concentrado de propriedade desta Sociedade em favor do Banco Itaú BBA S.A., inscrito no CNPJ sob nº 17.298.092/0001-30 correspondente a uma Cédula Rural Pignoratícia a ser firmada por esta Sociedade; e (ii) em conseqüência, ficam os membros da diretoria autorizados a promoverem todos os atos necessários para a efetivação da deliberação ora aprovada. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como nenhum dos membros do Conselho de Administração houvesse desejado fazer qualquer pronunciamento, foi lavrada a presente Ata, que lida e achada conforme, vai assinada por todos os presentes: (aa) Maria do Rosário Fischer - Presidenta; Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário; Maria do Rosário Fischer; Bianca Helena Fischer de Moraes; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz; Alessandra Fischer de Souza Santos; e Renata Fischer Fernandes. Certificamos que a presente Ata é cópia fiel da original lavrada no livro competente. Matão (SP), 26/08/2011. Maria do Rosário Fischer - Presidenta; Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário. JUCESP nº 404.561/11-1. Data do Registro: 06/10/2011. Secretária Geral: Kátia Regina Bueno de Godoy.
DCF COMÉRCIO DE ALIMENTOS E BEBIDAS S.A. CNPJ: 01.718.068/0001-73 Assembleia Geral Extraordinaria - Edital de Convocação Ficam convocados os Srs. acionistas p/ reunião em A.G.E. a realizar-se no dia 31/10/11, às 15 h., na sede social da Cia., com a seguinte ordem do dia: a) Homologação do pedido de renúncia da Diretora sem designação específica ; b) Eleição da Diretoria para o novo mandato; c) Alteração do endereço da sede social da Companhia; d) Análise e discussão das demonstrações financeiras dos exercícios de 2006 a 2010; e) outros assuntos de interesse social. SP, 21 /10 / 11. A Diretoria.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
e Grécia aprova pacote em meio ao caos Nós estamos em uma luta agonizante, mas necessária, para evitar o ponto final e mais duro da crise. Evangelos Venizelos, ministro de Finanças da Grécia
conomia
Panagiotis Tzamaros/AFP
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A greve geral, articulada ontem para coibir a aprovação de medidas de austeridade para o país, não inibiu a votação pelo Parlamento. Um manifestante morreu e vários ficaram feridos. Aris Messinis/AFP
Yiorgos Karahalis/Reuters
Segundo dia de greve na Grécia foi marcado por confrontos diretos e violentos entre policiais e manifestantes
zante, mas necessária, para evitar o ponto final e mais duro da crise", afirmou Venizelos a deputados antes da votação. Ele disse esperar uma solução substancial e definitiva para a crise depois da cúpula da União Europeia no domingo. "A partir de agora e até domingo, nós estamos lutando a maior batalha de todas." Premiê – Anteontem, o primeiro-ministro grego afirmou que esta semana é a mais crucial para a Grécia e para a zona do euro, uma vez que no próximo domingo os presidentes da região devem anunciar um plano de combate à crise da dívida. Na semana passada, o primeiro-ministro – que tem desempenho ruim nas pesquisas de opinião – desafiou os protestos, prometendo aprovar o profundamente impopular pacote que inclui auDC
m meio a violentos protestos e greves gerais, o Parlamento da Grécia aprovou ontem os novos cortes e medidas de austeridade exigidos pela União Europeia (UE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE). O primeiro-ministro grego, George Papandreou, liberou a votação em uma carta, lida pelo presidente do Parlamento. As medidas são exigidas pelos credores do país como condição para o prosseguimento da ajuda financeira e a entrega das próximas parcelas do pacote. Entre os polêmicos ajustes estão mais aumentos de impostos, cortes adicionais em salários e aposentadorias e suspensão de benefícios contratuais e bônus salariais para funcionários públicos e trabalhadores. Na véspera, com 295 presentes no Parlamento, os 154 deputados do Pasok, partido socialista no poder, deram a primeira aprovação ao projeto de lei. Aperto fiscal – Os manifestantes protestam contra o projeto de lei – que contempla novas medidas de austeridade para reduzir a colossal dívida da Grécia – imposto por seus principais credores internacionais. O aperto fiscal tem sido a resposta do governo grego para atender às exigências do trio de credores conhecido como "troika" (UE, FMI e BCE). Os dois principais sindicatos do país, GSEE, do setor privado, e Adedy, do funcionalismo público, convocaram a greve geral e protestos em Atenas e Salônica, cidade do norte do país, para coincidir com a votação do no pacote de medidas de austeridade. Sindicatos, oposição e alguns economistas afirmam que as medidas só irão conduzir a Grécia a uma maior recessão. Muitos pediram a queda do governo socialista de Papandreou. Pedido de apoio – O ministro de Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, pediu apoio, enquanto os parlamentares se preparam para votar uma nova e dura rodada de medidas de austeridade. "Nós estamos em uma luta agoni-
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gundo plano de ajuda ao país. A Europa afirmou aos seus parceiros do G20 no sábado que a zona do euro apresentará um plano integral para resolver a crise da dívida na próxima semana, no encontro dos líderes da UE em Bruxelas. Um homem ligado a um sindicato da Grécia teria morrido ontem em Atenas após confronto ocorrido em protestos contra as medidas de austeridade. Segundo a imprensa local, Dimitris Kotsaridis, de 53 anos, fazia parte do sindicato da construção civil. (Folhapress)
Mapa astral da economia
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nalistas e economistas de correntes diversas são unânimes em prever que a crise global está longe de acabar. E não são apenas as estatísticas e as projeções econômicas que apontam nessa direção. No céu, mais especificamente no trânsito dos planetas, objeto de estudo da astrologia, também pode ser encontrada a resposta que corrobora as previsões menos otimistas. "O mesmo céu que regeu o período da grande depressão econômica advinda do crash da Bolsa de Nova York (em 1929) está regendo o céu na atualidade, desde a quebra do Lehman Brothers (em 2008)", diz o astrólogo Ivan Freitas. E quem aposta em dias ainda mais voláteis e de fortes emoções para o mercado financeiro pode encontrar um aliado na astrologia. Segundo Freitas, a mesma quadratura que estava no céu no dia da quebra da Bolsa de Nova York, em 29 de outubro de
China ameaça rever acordos comerciais com Taiwan
A 1929, conhecida como "Black Tuesday", volta a se repetir, 83 anos depois: "No céu daquela terça-feira de 1929, o planeta Urano, que é responsável pelas mudanças drásticas e repentinas e move as situações críticas, estava a 08º22' do signo de Áries, num forte aspecto astrológico negativo (quadratura) com o planeta Plutão, que transforma as estruturas de poder (neste caso, o poderio econômico)".
E exatamente no dia 23 de junho do ano que vem Urano estará na mesmo posição. Ivan Freitas, que é especialista em Astrologia Mundial, disciplina que estuda a influência do trânsito dos planetas nos eventos históricos que marcam gerações e nações, destaca que esse aspecto astrológico (de Urano e Plutão) poderá ser ativado um pouco antes ou depois de 23 de junho de 2012. (AE)
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mentos de impostos, cortes de salário e aposentadoria, demissões e mudanças em acordos salariais coletivos. O premiê fez um apelo pelo apoio dos gregos, antes da votação do plano que inclui aumentos de impostos, cortes salariais e demissões, exigido pelos credores internacionais que têm pressionado Atenas para medidas mais duras. Segundo ele, o país trabalha com base nas decisões de 21 de julho, data em que os dirigentes europeus decidiram envolver o setor privado num se-
Yannis Behrakis/Reuters
utoridades chinesas fizeram ontem um alerta velado de que os acordos comerciais instituídos nos últimos anos com Taiwan podem ser revogados se a oposição ao governo local insistir em declarar a independência da ilha. A China não esconde sua insatisfação com o Partido Democrático Progressista (PDD) de Taiwan, embora a sua candidata nas eleições presidenciais de janeiro, Tsai Ing-wen, assuma uma postura mais moderada com relação à declaração de independência. Taiwan serviu de refúgio para os nacionalistas chineses derrotados pelos comunistas em 1949, e até hoje Pequim considera a ilha como uma província rebelde, a ser recuperada mesmo que pela força. Taiwan também nunca declarou oficialmente a sua independência. (Reuters)
Karen Bleier/AFP
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íderes europeus discutirão a fundo uma solução global para a crise na zona do euro num encontro no domingo, mas nenhuma decisão será adotada antes de uma segunda reunião, que deve ocorrer no mais tardar na quarta-feira, disseram França e Alemanha em comunicado conjunto. O documento, emitido após o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, conversarem ontem por telefone, relatou que Berlim e Paris querem que as negociações com o setor privado comecem imediatamente, visando um acordo sobre a sustentabilidade da dívida grega.
Ontem, também, o comissário de Mercados Internos da União Europeia, Michel Barnier, afirmou que uma reforma na regulação financeira do bloco é necessária para restringir a negociação de derivativos e aumentar a fiscalização sobre estratégias de alta frequência. Entre as mudanças propostas estão a exigência de que corretoras (exceto as de câmbio) cumpram as mesmas exigências das grandes bolsas de valores, divulgando informações integrais sobre as operações feitas por meio das "dark pools" – plataformas eletrônicas onde é possível trocar ações sem divulgar detalhes. (AE)
MÁSCARA E BANDEIRA As manifestações do movimento Ocupe Wall Street estão cada vez mais criativas. Ontem, uma estátua em tamanho real do ex-comandante da guerra civil, James McPherson, localizada em um centro criado em Washington para homenageá-lo, amanheceu decorada com uma máscara e uma placa de ocupado.
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Nº 388
DCARR
No início de novembro três montadoras mostram novos produtos: Toyota, Hylux e SW4 2012; Chevrolet, o Cobalt e a Fiat o novo Palio.
Peugeot RCZ
Um leão está solto nas ruas Francesa mostra seu esportivo de luxo com desenho atraente e preço também: R$ 139.900. O menor do segmento.
Fotos: Divulgação
Na cor rubi, lanternas traseiras são cortadas por faixas de cristais em LED. CHICOLELIS
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omo cantou Roberto Carlos no seu long play (lembra o que é isto?). É Proibido Fumar, "Um leão está solto nas ruas, foi descuido do seu domador...", só que neste caso não foi desatenção, mas sim uma ação planejada pela Peugeot para lançar o seu pequeno leão (símbolo da marca), o RCZ, no mercado brasileiro, um esportivo com 165 cv, Turbo High Pressure, capaz de ultrapassar os 210 km/h. E no LP do Rei, gravado em 1964, também aparecem "Brôto do Jacaré" (assim mesmo, com circunflexo), música para marca de camisa e também um de seus maiores sucessos, "O Calhambeque", que nada tem a ver com o modelo francês, que possui um CX (coeficiente de arrasto aerodinâmico) de apenas 0,32. No seu desenho destacam-se o teto com du-
pla ondulação e o aerofólio traseiro que se eleva em dois tempos: a 19º quando o carro ultrapassar os 80 km/h e a 34º, depois dos 155 km/h. Mas há um dispositivo no console que permite ao motorista acioná-lo tão logo ligue o motor, que tem injeção direta de combustível. Mostrando um aspecto robusto, grandes para-lamas cobrem as rodas 18 polegadas. As lanternas traseiras na cor rubi são cortadas por faixas de cristais em LED. O acabamento interno é em couro, com bancos esportivos envolventes, tem quatro air bags, dois dianteiros e dois laterais. No portamalas, 321 litros para a bagagem. O sistema de áudio oferece todas as modernidades, como Bluetooth, MP3 e as várias possibilidades de conexão. Do lado de fora, sensores de estacionamento, chuva, escurecer e faróis auto-reguláveis. Ele oferece também controle de tração inteli-
gente (ASR), com ESP, freios ABS e Hill Assist (ajuda para saídas em subidas), ar-condicionado digital Bi-Zone e no painel, um charmoso relógio digital com mostrador analógico. Très chic! Crescer - Guillaume Couzy, presidente da Peugeot no Brasil, acredita que, mesmo com venda de cerca de 450 unidades/ano, o RCZ vai ajudar a marca a crescer no mercado brasileiro, onde ela detém uma participação abaixo dos 5%. "Este é um carro de imagem, que mostra o potencial da nossa empresa, e já temos muitas encomendas - acima da previsão nos nossos 165 concessionários". Couzy explica que não teremos aqui o modelo com 220 cavalos de potência, já que o mercado brasileiro para este segmento de esportivo de luxo pe-
SLK 200 E 350, E CLASSE C COUPÉ
de câmbio automático e a versão mais potente só oferece transmissão mecânica de 6 marchas, o mesmo número da automática. A garantia do novo modelo é de 3 anos, sem limite de quilometragem, e as revisões têm preços fixos, que variam de R$ 318, nas três primeiras, e R$ 444, a partir da 4ª. Frederico Batalha, o novo diretor de Marketing da Peugeot, diz que o segmento de luxo deverá vender cerca de 14.500 veículos neste ano, o que representa 0,5% do mercado global interno de passeio, previsto em 3 milhões.
TRANSPORTE
FENATRAN COMEÇA SEGUNDA Anhembi recebe segmento de transportes
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NOVAS ATRAÇÕES MERCEDES MB mostra três modelos que custam R$ 202,9 mil, R$ 252,9 e R$ 126,5 mil. Escolha o seu.
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ecém-apresentadas no mercado, as novas versões do SLK Roadster 200, de quatro cilindros, o 350, de seis cilindros, e o Classe C Coupé, são trunfos da Mercedes-Benz para manter sua posição de destaque entre os importadores de modelo de luxo, nestes tempos de IPI mais caro. Os preços dos três são válidos até o final deste mês. Findo este prazo, a fábrica vai estudar a questão relacionada ao imposto de importação. Para atrair o comprador, a
marca alemã colocou novos itens de segurança no conversível, como o Attention Assist, capaz de detectar sinais de sonolência do motorista e acionar um alarme visual e sonoro. Os modelos têm também o inédito Air Guide, duas peças de acrílico colocadas atrás dos apoios de cabeça que diminuem a turbulência vinda do atrito do ar no interior do conversível, quando a capota está rebaixada. Com o Sun-Reflective Leather ("couro de reflexo solar") o carro pode ficar para-
do sob o sol forte que os bancos não esquentarão. Os motores CGI de 4 cilindros turbo, 184 cv e 6 cilindros, 306 cv, ambos com injeção direta de combustível, oferecem maior torque, melhorando o desempenho do automóvel. O 0 a 100 km/h deles é feito, respectivamente, em 7,6s e 5,0s. Os dois têm o câmbio 7G-Tronic Plus, de sete marchas. C 180 Turbo Coupé - Este é o primeiro coupé da família Classe C. Ele recebeu motor de 156 cv com injeção direta de gasolina, câmbio 7G-TRONIC PLUS. A Mercedes-Benz buscou aliar as formas esportivas com as linhas clássicas de um coupé, com uma frente agressiva, linhas laterais mais suaves e traseira esportiva. Destaque para o teto solar elétrico panorâmico. As rodas em liga leve de 17" acrescentam esportividade e requinte. Dentro do carro é preciso parar um pouco para tomar o co-
mando dos 12 botões instalados no volante. Você pode cuidar do som, do display colorido (integrado de 11,4 cm de alta definição) do computador de bordo, do piloto automático e de todos os demais itens encontrados nos controles de veículos atuais. Os bancos, ao mesmo tempo em que oferecem geometria esportiva, com apoio lateral, são extremamente confortáveis. Na frente, com o banco todo para trás (ele não possui controle elétrico para fazer correr o banco, apenas para inclinação do encosto e para fazer o assento descer ou subir), mesmo passageiros com mais de 1,85 m de altura não conseguem encostar os pés na parede que separa o habitáculo do motor. E nem dirigir. É praticamente impossível usar os pedais. Ele faz de 0 a 100 km/h em 8,9s e máxima de 223 km/h. No porta-malas, 450 litros e no tanque, 67 litros de gasolina (CL).
maior feira da América Latina no setor de transporte de carga e logística, a Fenatran, chega a sua décima oitava edição com 365 expositores de 15 países e expectativa de receber mais de 55 mil visitantes e abre as portas ao público na próxima segunda-feira, das 10h às 19h. A mostra é exclusiva para convidados. Não há venda de ingressos. Organizado e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, o Salão Internacional do Transporte acontecerá de 24 a 28 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, e apresentará as novidades e lançamentos nos setores de caminhões; implementos e equipamentos; motores e pneus; combustíveis, derivados e componentes; transportadores de carga; equipamentos de informática e segurança, além de demais modais do setor. O Pavilhão de Exposições do Anhembi fica na Av. Olavo Fontoura, 1.209, na zona Norte de São Paulo. Haverá ônibus circular, ida e volta, saindo do terminal rodoviário da estação Tietê do Metrô (Linha Norte-Sul), com início uma hora antes da abertura até uma hora após o fechamento do evento.
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urismo
CANADÁ VERDE Esta é a terceira reportagem de uma série sobre atrações ligadas à natureza do país
Vancouver nas alturas Cintia Shimokomaki
Atenção: a cidade da costa sudoeste canadense não é para os fracos do coração. Oferece diversas atividades ao ar livre que são um teste de adrenalina até para os mais corajosos. Tirolesa, pontes suspensas, teleféricos, penhascos... escolha a sua aventura, respire fundo e boa diversão!
MAX.
Ponte suspensa
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cada passo, o balanço aumenta. O rio lá embaixo parece um córrego. Tentar chegar mais rápido ao outro lado só aumenta a vibração. O jeito é segurar o corrimão, dar um sorriso nervoso e seguir adiante. Com 137 metros de comprimento e 70 metros de altura, a ponte suspensa de Capilano é emoção garantida.
Fotos: Cintia Shimokomaki
Tirolesa
Trilhas no penhasco
O
vento no rosto até seria bom, se você não estivesse a 80 km/h! Descer de tirolesa na Montanha Grouse não é para qualquer um. Apenas um cabo te segura de uma queda de 70 metros de altura. Mas o circuito de cinco tirolesas oferece uma paisagem espetacular da floresta, do mar e da cidade. Não deixe de visitar outra atração da montanha conhecida como The Eye of the Wind, o ponto mais alto de Vancouver. A uma altura de 20 andares, o observatório da turbina eólica (à esq.) oferece uma vista panorâmica de 360º da região.
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obreviveu à ponte? Tente as trilhas no penhasco, localizadas no mesmo parque Capilano. Não há o balanço da ponte suspensa, mas as passarelas e escadarias ao longo do cânion são um desafio ao bom senso. No ponto mais alto, você estará a 91 metros de altura, equivalente a 30 andares. Quando pensa que está salvo, olhe para baixo: a única coisa entre você e o Rio Capilano é uma plataforma de vidro.
Terra e mar
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leita várias vezes a melhor cidade do mundo para viver, à beira do Oceano Pacífico, Vancouver reúne diversas atrações em terra firme. Para relaxar, nada melhor do que ir à praia. Uma das favoritas é a de Kitsilano, ou Kits Beach. Esta é a praia para ver e ser visto: o desfile de corpos em forma garante o sucesso. E a praia ainda possui a Kits Pool. No verão, crianças e adultos se divertem nas águas salgadas e aquecidas da piscina mais longa do país.
RAIO X COMO CHEGAR De São Paulo, a Air Canada (www.aircanada.com.br) oferece voos para Vancouver, com escala em Toronto. Passagem aérea custa a partir de R$ 2.210, ida-e-volta. ONDE DORMIR The Fairmont Hotel Vancouver: 900 West Georgia Street, www.fairmont.com/hotelvancouver. Luxuoso hotel de estilo clássico. Diárias custam a partir de R$ 344, com café da manhã.
O QUE FAZER Montanha Grouse: tirolesa, paragliding, passeios de teleférico e de helicóptero e vistas do observatório do The Eye of the Wind (www.grousemountain.com) Ponte de Capilano: além da ponte suspensa, o parque oferece caminhadas no penhasco e arvorismo (www.capbridge.com). Praia de Kitsilano: piscina aberta somente durante o verão (vancouver.ca/parks/rec/beaches/kitsb.htm) Viagem a convite da Comissão Canadense de Turismo (CTC)
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Uma visita ao museu antes de sair de casa Kety Shapazian
Quem já foi a Paris sabe cultura muito bem que um passeio pelo Louvre pode virar um programa de índio, já que o museu fica entupido de milhares de turistas, todos querendo ver a Monalisa ou a Vênus de Milo. Chegar perto dessas obras é quase um trabalho hercúleo. E achar um banheiro na imensidão do Metropolitan (NY) ou do Museu Britânico, em Londres? Pois bem, a próxima vez que for visitar um museu, faça a si mesmo um favor: baixe um aplicativo que lhe permitirá percorrer os corredores da maioria dessas instituições antes mesmo de sair de casa. Do Museu Van Gogh (Amsterdã, Holanda) ao Museu do Holocausto de Los Angeles (EUA), todos contam com dispositivos para os sistemas operacionais da Apple. Smartphones que u s a m A ndroid, do Google, contam com menos opções.
Fotos Vivi Andreani/LUZ
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Estátua do atleta grego Milo de Crotona, feita em 1682 pelo francês Pierre Puget, exposta no Louvre.
Um dos mais novos aplicativos foi desenvolvido pelo Museu Andy Warhol, em Pittsburgh (EUA). Funciona no iPhone, iPod Touch, iPad e nos smartphones com sistema operacional Android. Começou a ser vendido esta semana por US$ 2,99 para smartphones e US$ 3,99 para tablets. Styracosaurus, dinossauro de cinco metros de altura cujo esqueleto está no quarto andar do Museu de História Natural (NY).
Detalhe do aplicativo do Museu de Arte Moderna de Nova York, mais conhecido como MoMA.
A mostra Nova York Expressionista Abstrata, do MoMA, ganhou um aplicativo só para ela.
Leia mais sobre essas ferramentas na página 26. Saiba quais aplicativos são gratuitos e quanto custam outros dispositivos.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011 Fotos: Divulgação
Courtesy of SonyEMG Music Entertainment
d Miles – Jazz cultura
Homenagem ao músico em show e exposição no Sesc Pinheiros.
É
difícil saber o que homenagear em se tratando de Miles Davis. O informativo da interessante exposição Queremos Miles!, aberta na quarta (19), no Sesc Pinheiros, cita logo três motivos: os 50 anos da gravação dos clássicos Kind of Blue (de 1959) e Sketches of Spain (de 1960), além dos 40 anos do lançamento do também importantíssimo álbum Bitches Brew (de 1969). Talvez ficasse melhor, aí, evocar a marca de 20 anos do falecimento do jazzista, completos no último dia 28 de setembro, mas, enfim, a data é apenas uma boa desculpa. E não só para a exposição, como também para os shows Dear Miles, protagonizados neste final de semana pelo sensacional contrabaixista Ron Carter, parceiro do homenageado nos anos de 1960. Em se considerando os motivos originais da exposição, é preciso notar a defasagem de dois anos entre a presente abertura e as efemérides citadas. A explicação é simples: desde a sua criação, Queremos Miles! já passou por Paris,
– Davis. Inesquecível. André Domingues
Montreal e Rio de Janeiro, levando seus montes de instrumentos, fotos, filmes, objetos pessoais, documentos e instalações de som de alta fidelidade por temporadas generosas. Daí o descompasso. O vasto material selecionado pelo curador Vincent Bessières, crítico de jazz francês, foi disposto em 600 metros quadrados do Sesc Pinheiros, divido em blocos temáticos interligados cronologicamente. Nas suas palavras, o objetivo da mostra é "seguir o caminho de um homem que, em poucas décadas, explorou tantas direções e produziu tanto que foi celebrado como um dos artistas mais criativos e transformadores da música do século XX". É uma visão muito justa. Afinal, o irrequieto Miles tinha tanta profundidade e qualidade na sua música, que fez preocupações e curiosidades pessoais logo passarem a pautar a agenda do universo jazzista, em geral. Após um início de carreira não muito à vontade no bebop, boa parte dos movimentos subseqüentes do jazz ficou sensivelmente marcada por sua influência, tais como o cool jazz, o jazz modal e o fusion. Até mesmo
alguns elementos laterais, como seus interesses por música espanhola ou eletrônica, acabaram ecoando bastante no meio musical. Isso dá uma dimensão mais precisa do seu enorme poder de repercussão. A disposição que Miles tinha para descobrir novos caminhos musicais repercutia, também, na sua busca por instrumentistas de talento. A lista de músicos excepcionais que tiveram momentos memoráveis junto ao seu trompete é assustadoramente vasta, trazendo John Coltrane, Thelonious Monk, Cannonball Aderley, Gil Evans, Charles Mingus, Bill Evans, Wayne Shorter, Herbie Hancock, Chick Korea, John McLauglin, Marcus Miller, Airto Moreira e Hermeto Paschoal, entre muitos outros nomes de peso. A exposição, aliás, traz instrumentos de alguns desses artistas, como Coltrane e Miller. Do próprio Miles, há, ainda, uma bela coleção de 7 trompetes. A mostra Queremos Miles! fica aberta até dia 25 de janeiro do ano que vem. É tempo suficiente para se mergulhar na obra e na
Queremos Miles! já passou por Paris, Montreal e Rio de Janeiro.
personalidade de Miles Davis. Complexo e encantador, o jazzista é, certamente, um dos que ainda vão deixar longos rastros nas trilhas da música mundial. ENTREVISTA O exímio contrabaixista Ron Carter é um dos privilegiados que puderam trabalhar diretamente com Miles Davis. Entre 1963 e 1968, ele integrou o quinteto do trompetista, junto aos também brilhantes Herbie Hancock, no piano, Tony Wiliams, na bateria, e George Coleman no saxofone tenor (depois substituído por ninguém menos do que Wayne Shorter). Esse período de contato tão próximo fez dele um dos artistas mais perfeitos para prestar um tributo a Miles. É o caso do ótimo Dear Miles, que apresenta de hoje a domingo no Teatro Paulo Autran - Sesc Pinheiros, com ingressos já esgotados. De Nova Iorque, por telefone, ele comentou a presente homenagem. O que o sr. pensa, hoje, da música de Miles Davis? Ron Carter: Ele é atemporal,
muito importante pra geração antiga e para as novas. Ele era, mesmo, uma pessoa especial, um dos maiores músicos do planeta. O sr. tem uma extensa lista de grandes artistas com quem já trabalhou. Miles foi o preferido? Eu gosto de tocar com qualquer um que faça música boa: Miles, J. J. Johnson, George Benson, B. B. King, Aretha Franklin... tanto faz. Tocar com pessoas boas sempre foi bom para mim. Eu tento decifrar o jeito como cada um deles toca e ajudar a fazer boa música. O trabalho com Miles mudou a sua forma de tocar? Nem tanto. Quer dizer... talvez, sim. Como músico, posso dizer que sim, ele me influenciou, eu aprendi muito com ele. Aquela foi uma oportunidade maravilhosa de tocar com um músico maravilhoso. Mas eu tenho a minha própria vida, tenho a minha própria música. E, por
Ron Carter: parceiro do homenageado.
outro lado, além de mim, ele também teve o Herbie, o Waine, o Tony, o George dando suporte, e é por isso que ele era o que era. O que mais chamava a atenção de Miles na sua música, quando se conheceram? Isso eu não consigo responder, teria de perguntar para ele... Ron Carter - Dear Miles (show). Teatro Paulo Autran. Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095.9400. Hoje, sexta (21) e amanhã, sábado (22), 21h. Domingo (23), 18h. R$ 40 (ingressos esgotados). Queremos Miles! (exposição). Em cartaz até 25 de janeiro de 2012. Local: 2° andar da unidade. Grátis.
Identidade musical da capital federal Cris Biertenbach/Folha Imagem
Rock Brasília - Era de Ouro, de Vladimir de Carvalho, que estreia neste final de semana. É um filme sem revelações bombásticas ou materiais absolutamente inusitados, mas com uma reportagem muito bem feita. E mais: se distingue na atual onda de documentários musicais por sua filmagem caprichada e elegantemente discreta. Vladimir, sem dúvida, era o nome mais indicado para encarar essa empreitada. Além de uma grande referência do cinema brasiliense, ele foi
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ocê já imaginou a atuação de Deus nesta era digital? Se Deus entrasse, neste momento, em seu computador, o que ele descobriria ao seu respeito? Haveria perdão para a sua máquina?" Com estas questões, que de alguma maneira combinam conceitos existenciais com tecnologia, o ator Ivam Cabral procura se aproximar do tema do mais recente espetáculo do grupo Os Satyros, do qual ele é um dos fundadores. Cabaret Stravaganza, que entra em cartaz nesta sexta (21), é uma tentativa de descortinar o ser humano a partir do instante em que a tecnologia se transformou praticamente em uma extensão dos nossos corpos. "Não podemos dizer que o homem de hoje seja o mesmo de dez anos. Nossas apreensões são completamente outras", diz o ator. "Eu, por exemplo, tenho uma identidade expandida digitalmente. E se formos pensar nas redes sociais, chegaremos a expansões incríveis. Porque estabelecemos nelas várias identidades. Eu sou um no Facebook, outro no Twitter, diferente daquele que sou no blog. Somos muitos, reais, não virtuais, expandidos em mídias que se
Conceitos existenciais com toques multimídias Sérgio Roveri convertem em identidades". Cabaret Stravaganza, que tem dramaturgia assinada por Maria Shu, não nasceu a partir de uma história pronta. "O texto foi todo construído a partir de provocações do elenco", explica o ator, para quem o trabalho mais penoso coube mesmo ao diretor Rodolfo García Vázquez. "Ele ia jogando as questões que a peça suscitava e nós, o elenco, respondíamos com outras. Quase sempre sem chegar a uma conclusão muito objetiva". Durante a pesquisa para a costura final do texto, Maria Shu estudou as revoluções digitais da última década e também os trabalhos mais recentes dos neurocientistas Antonio Damásio e Miguel Nicolelis. Shu
testemunha ocular de boa parte dessa história. Acontece que o ponto de reunião dos rapazes era justamente a o conjuntinho habitacional da Colina, habitado por professores e funcionários mais graduados da Universidade de Brasília, onde Vladimir lecionava. O documentário Rock Brasília elege um personagem principal para a movimentação musical retratada: Renato Russo. O criativo ex-líder do Legião Urbana foi um dos primeiros a incorporar a es-
reforçou o texto com relatos pessoais feitos pelos atores. "Nosso objetivo é discutir a relação do homem com a revolução tecnológica e suas implicações sobre a vida contemporânea", diz Maria Shu. " Não se trata de fazer uma crítica ao conceito de transumanidade, tampouco uma constatação. Buscamos compreender por que somos o que somos, seres de próteses cibernéticas (de celulares a operações cirúrgicas ) e experienciar estas novas humanidades". A ambição do projeto não se traduz em cena apenas por meio de palavras. A força de Cabaret Stravaganza está justamente no emprego da tecnologia que a peça pretende discutir: o palco é ocupado por uma infinidade de recursos de multimídia, internet e telefonia. A frieza que poderia se esperar deste meio é espantada por um recurso que os Satyros sempre souberam empregar muito bem: uma encenação encorpada, com raízes no burlesco, na pantomima, nos shows de variedades e no teatro de revista. Como se o clima dos cabarés de Berlim do início do século passado fizesse um rasante pela Praça Roosevelt. "Para mim, como intérprete, esta peça é diferente de tudo o que eu sabia sobre teatro", diz Cabral. "Para começar, não temos personagens. A questão aqui é a performance. Então, no máximo, criamos figuras. É sempre o ator por trás das inquietações.". Rodrigo Meneghello/Divulgação
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ista à distância, do outro lado do lago Paranoá, Brasília bem poderia ser Londres ou Nova Iorque. Pelo menos, na cabeça dos jovens roqueiros que acampavam lá, entre o final dos anos de 1970 e início dos 80, e que logo estariam no centro de um furacão na música brasileira. Entre eles, estavam os futuros integrantes de Plebe Rude, Legião Urbana, Capital Inicial (Paralamas do Sucesso, talvez) e outras bandas que definiram uma identidade para a então musicalmente pouco expressiva capital do país. Esse enredo, transcorrido num cenário cultural de truculência policial e idealismo juvenil, é o centro do interessante documentário
Cabaret Stravaganza. Espaço dos Satyros Um. Praça Roosevelt, 214. Tel.: 3258-6345. Quinta a sábado às 21h. R$ 20.
tética punk inglesa em Brasília e se tornou uma espécie de guru para os demais. Além disso, ele tinha, desde o início, uma verdadeira sede por repetir em si o destino trágico e heróico dos mitos do rock. Tentava suicídio, quebrava guitarra no palco, afundava-se em bebedeiras, enfim, seguia da melhor maneira o script de artista rebelde. "O Renato era uma esponja de biografias do rock!", resume bem o guitarrista Dado Villa-Lobos, ex-companheiro de Legião e um dos principais depoentes do documentário, ao lado do baterista Fê Lemos, do Capital Inicial. Ainda sobre Renato, um depoimento curioso é o de Caetano Veloso, que conta ter se maravilhado
com a desconjuntada movimentação do vocalista em cena - um misto de golpes de luta marcial, trejeitos de dança hare krishina e trimiliques diversos -, quando convidou a banda para aparecer no especial Chico & Caetano, exibido pela TV Globo em 1985. Caetano também lança luz sobre a novidade da música de Renato ao contar que não conseguia entender, até ali, a popularidade do Legião Urbana, com suas "canções longas, de melodias erráticas". A parte musical, aliás, é um ponto que merece reflexão em Rock Brasília. Por um lado, o filme não se aprofunda muito nas canções-chave e nem se ocupa de decifrar a maneira de compor, cantar ou tocar dos roqueiros
brasilienses. Por outro, tem o mérito de trazer um repertório interessante e, muitas vezes, já desconhecido do grande público. Haverá, aqui e ali, algum espectador que lembre e até cante junto Que País É Esse?, Geração Coca-Cola ou Até Quando Esperar?, do Legião Urbana. Outras tantas, porém, serão quase novidades, como as combativas Proteção e Voto em Branco, do Plebe Rude. A habilidade que Vladimir mostra na parte musical, ao mesclar fatos manjados e informações surpreendentes, é uma tônica de todo o filme. Uma vitória, vale dizer. Afinal, deixa Rock Brasília definitivamente a salvo do maior risco desse tipo de empreitada: ser mero consumo de fãs. (AD)
Em busca de respostas Regina Ricca
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e onde viemos? Existe vida depois da morte? A tecnologia poderá nos ajudar a viver para sempre? Como será o fim do mundo? Sobreviveríamos a um ataque alienígena, caso ele ocorra? Quem já não se flagrou com alguma dessas perguntas na cabeça? Possíveis respostas a elas vão aparecer nos episódios de uma série apresentada por celebridades como Morgan Freeman, Samuel L. Jackson, Maggie Gyllenhaal, Martin Sheen, Robin Williams (foto), entre outros, que o Discovery Channel começa a exibir a partir deste domingo, dia 23, às 21h. Curiosidade (Curiosity) é uma superprodução em 60 episódios que trata de ciência, tecnologia e de questões que intrigam a humanidade, e foi idealizada por ninguém menos do que John Hendricks, fundador e chairman da Discovery Communications. No primeiro episódio, veremos o físico Stephen Hawking questionando a participação de Deus na criação do universo. Na semana seguinte, a atriz Maggie Gyllenhaal, estrela de Batman - O Cavaleiro das Trevas, conduzirá um episódio que analisa a anatomia do orgasmo e sua ação sobre a fisiologia humana. O ator Morgan Freeman, entusiasta do conhecimento científico, estará à frente do episódio que indaga a existência de um universo paralelo, e o ator Martin Sheen, no episódio que vai ao ar dia 13 de novembro, 21h, procura respostas para “O que existe embaixo de nós”? Foi através de lava derretida, da colisão de placas tectônicas, de inundações, do impacto de asteroides, de explosões vulcânicas e de outros eventos naturais que o solo em que habitamos se constituiu.
Achamos que a terra firme que temos sob os nossos pés é coisa garantida – mas a história geológica mostra que esse é os quebra-cabeças mais dinâmico e incrível. "Nós todos nos indagamos. A curiosidade é a força motriz em cada descoberta que faz progredir a civilização. Conhecer desde os detalhes até as maiores questões configura o nosso desejo inato de perguntar a razão das coisas, e é que faz de nós humanos. A cada semana, a série Curiosi dad e expressará sentido fundamental de nossa condição em busca de respostas para algumas destas questões", afirma John Hendricks. Em Camden Town com The Wh o – A casa de shows Roundhouse, no agitadíssimo bairro de Camden Town, no centronorte de Londres, foi berço de muitos nomes do rock e da música pop da música mundial. É exatamente ali que a rádio BBC 2 e a BBC 2 (TV) gravaram um programa quase histórico, o Electric Proms, que teve como missão registrar o que há de melhor na música pop para a posteridade. A primeira edição do Electric foi realizada em 2006 e marcou a estreia da diva Amy Winehouse, Paul Weller, Damon Albarn, Paul Simonon, da lenda do funk James Brown e da banda The Who. O canal A&E exibe neste domingo (23), às 23h, essa edição inaugural, e já histórica, do Electric
Proms da qual participou os remanescentes de The Who – prato saboroso aos fãs da banda – uma das maiores dos últimos 40 anos. Liderado pelo guitarrista Pete Townshend, o show apresenta mais de 20 músicas do grupo e reforça o vigor e excelência dos músicos, que mandaram ver em clássicos da banda, como Can´t Explain, My Generation, Pinball Wizard e Wire & Glass. Larry King tira Johnny Depp da toca – Astro de primeira grandeza do jornalismo americano, Larry King, que se aposentou em junho do ano passado de seu tal show da CNN, volta ao canal neste sábado (às 11 e às 18h) extraordinariamente apenas para entrevistar outro astro de primeira grandeza, esse da telona – o galã Johnny Depp. Avesso a entrevistas, Depp conversou por uma hora com King, que teve o mérito de conseguir tirar o galã de casa para bater papo sobre sua vida e carreira. Na conversa, Depp fala sobre sua relação com o escritor Hunter S. Thompson – mestre do chamado jornalismo literário e criador de um novo gênero, o “jornalismo gonzo”. Uma relação tão próxima que o leva a viver pela segunda vez (depois de Medo e Delírio em Las Vegas) um dos alter-egos criados por Thompson, no filme ainda inédito The Rum Diary – Diário de um Jornalista Bêbado, adaptação do livro homônimo, que ainda não estreou nos EUA.
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De luto, evento vai exibir 250 filmes. Fotos: Divulgação
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James Dean em Vidas Amargas. Elia Kazan e sua polêmica biografia no filme de Scorsese.
Lúcia Helena de Camargo
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esta sexta (21) começa a 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que segue até 3 de novembro. A morte por câncer de seu fundador, Leon Cakoff, aos 63 anos, na semana passada, trouxe luto aos envolvidos no evento, que tiveram chance de conviver com a sempre simpática figura. Sua mulher por 22 anos, Renata de Almeida, que co-comandava a Mostra desde 1989, segue como diretora. Na programação entraram 250 títulos, que serão exibidos em 22 salas
de cinemas, museus e centros culturais paulistanos. O número de filmes caiu. No ano passado, foram 400 os selecionados. De acordo com Renata, isso ocorreu em razão das críticas recebidas pelo gigantismo do evento e também do novo parâmetro adotado: o ineditismo. Dessa forma, a 35ª Mostra vai exibir somente filmes inéditos no Brasil. O Garoto de Bicicleta (foto), dos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, foi o escolhido para abrir a Mostra, ontem, quinta (20) à noite, no Auditório do Ibirapuera, em ceri-
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mônia que contou com homenagens de Renata e convidados a Cakoff. Vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes, o longa belga marca uma guinada de otimismo no tom naturalista da dupla de diretores, responsáveis, entre outros, pelo sombrio O Silêncio de Lorna. Entre os brasileiros, destaque para Malditos Cartunistas, cuja primeira sessão será na quarta (26), na Faap, com ingresso gratuito, e Girimunho, que passa na quinta (27), no Cine Livraria Cultura. www.mostra.org
Dakota Goyo, o garoto que assume a função de protagonista junto com Hugh Jackman em Gigantes de Aço, é uma encarnação masculina de sua xará Dakota Fanning. Atua como gente grande. Aliás, melhor do que muitos adultos. Encarnando na história o menino Max, filho de Charlie, fala japonês, é um gênio com eletrônicos e, claro, joga muito videogame.
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ntre os homenageados desta edição da Mostra está o diretor norte-americano Elia Kazan (1909-2003). A retrospectiva de sua obra abrange dez filmes. Entre eles, clássicos como Sindicato dos Ladrões (On the Waterfront, 1954), no qual Marlon Brando vive Terry Mallo, ex-boxeador usado para atrair à morte um jovem trabalhador do cais do porto, que ousou desafiar o chefão do sindicato; Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951), com Vivien Leigh. Haverá ainda Clamor do Sexo (Splendor in the Grass, 1961), com Natalie Wood e Warren Beatty, que vive o casal de estudantes do Kansas, no final da década de 1920. Apaixonados, sofrem com a repressão sexual da sociedadeconservadora. E tudo ainda piora com a a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. O maravilhoso Vidas Amargas (East of Eden, 1955), estrelado por James Dean e Julie Harris, é am-
bientado durante a Primeira Guerra Mundial, em Monterey, na Califórnia. O jovem Cal Trask (Dean) luta desesperadamente com seu irmão Aaron pelo afeto do pai. A fazenda da família está ameaçada de ir à falência. Carl então toma um empréstimo com Kate, sua mãe prostituta, que abandonara a família quando os filhos eram pequenos e montara um bordel. Muito sofrimento, culpas e amores mal resolvidos dançam na tela, apoiados em atuações fenomenais. Elia Kazan segue homenageado com a exibição do documentário Uma Carta para Elia, no qual Martin Scorsese confessa a influência do cineasta em sua carreira. Traz belas imagens e explica, passo a passo, os diversos pontos de intersecção entre eles, começando no bairro de Little Italy, em Nova York, onde ambos viveram e absorveram elementos da cultura americana, principalmente o cinema e o jazz. Scorsese toca até no ponto mais
polêmico da trajetória de Kazan, sua colaboração com o macarthismo, que o marcou para o resto da vida. Ele chegou a ganhar um Oscar pelo conjunto da carreira (entregue pelo próprio Scorsese), mas a mancha na biografia jamais foi apagada. Além de dirigir, Scorsese escreveu o roteiro (com Kent Jones) e produziu. A primeira exibição do documentário acontece hoje, sexta (21), às 15h50, no CineSesc. No dia 31, às 19h, a sessão será grátis, na Faap. E para entender melhor a obra do próprio Martin Scorsese, talvez valha apostar em Conversas com Scorsese, livro de entrevistas conduzidas por Richard Schickel, convidado para vir ao Brasil para o lançamento.
Emoção e bom entretenimento. Com boxe entre robôs. Fotos: Dream Works/Divulgação
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m filme sobre robôs lutando boxe talvez pareça algo que só interesse a adolescentes n e rd s aficcionados por videogames. Embora essa seja a base da trama de Gigantes de Aço (Real Steel, EUA, 2011, 127 minutos), que estreia nesta sexta (21), o filme vai além. Emociona, convence e pode ser apreciado por adultos e crianças que buscam bom entretenimento. A história é ambientada em algum ano depois de 2016, quando o boxe se transformou em um esporte mais parecido com a fórmula um, que depende mais de máquinas do
Hugh Jackman, lutador de boxe aposentado, vive de comandar robôs. Sem sangue na tela. Apenas óleo escorre quando a cabeça de um deles é atingido.
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Teatro da Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim está em puro clima de cabaré. Os responsáveis pela cena são os artistas Wellington Nogueira e Christianne Neves, protagonistas do espetáculo Broadway Babies 2.0. Dirigida por Luis Ludmer, a montagem mostra ao público histórias sobre os testes, os desafios e a alegria do mundo dos musicais. Com pitadas de humor, o espetáculo tem na trilha canções de compositores como Stephen Sondheim (Send in The Clowns), Cole Porter (Ridin High), George e Ira Gershwin (medley com I´ll Build a Stairway to Paradise e Someone to Watch Over me, entre outras), Richard Rogers & Oscar Hammerstein II (My Favorite Things) e Jerome Kern (All The Things You Are). E se o público quiser participar da escolha das canções antes do espetáculo, pode fazê-lo por meio do Twitter e do Facebook. Wellington Nogueira conta que
Rita Alves
N
Goyo), de 11 anos, que vai bagunçar o estado de coisas. Inteligente e talvez um tanto esperto demais para sua idade, o menino é dotado de perseverança inabalável e espantosa engenhosidade com apetrechos eletrônicos. Além disso, fala japonês fluentemente e tem atitudes mais maduras do que todos os demais personagens. O fenômeno é explicado, dentro do contexto, por ser ele um exemplar típico da nova geração que cresceu entre jogos de computador. OK. Trata-se de uma produção da Disney. Assim, um herói infantil e o final feliz são obrigatórios. (LHC)
Desafios sonoros
Brasil na tela enhum filme foi exibido no 11º andar da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na última terça-feira (18), mas o clima cinematográfico pairou no local, graças a Máximo Barro, professor e pesquisador de história do cinema brasileiro. O especialista ministrou a palestra intitulada Cinema Brasileiro e Suas Aproximações Populares, promovida pelo Conselho Cívico da ACSP. Filmes americanos e europeus, as primeiras projeções e nomes importantes dentro da história do cinema foram alguns dos temas abordados no evento. O pesquisador também contou sobre a primeira projeção em São Paulo, ocorrida em 8 de agosto de 1896, na mesma rua que sedia a ACSP, a Boa Vista. A estreia aconteceu no local onde hoje funciona a sede do Jockey Club, na esquina da Ladeira Porto Geral. Quando o assunto é a atual fase do cinema brasileiro, Máximo afirma que o momento é de entressafra. "Há momentos de euforia em que se pratica um alto número de filmes ao lado, quase sempre, aparecem os filmes considerados importantes, os tais que ficam. De seis anos para cá, o número de produções aumentou, principalmente os documentários", diz. "Em toda a década de 50, a média era a de um documentário por ano. Hoje é mais de um por semana." A tecnologia, peça fundamental para a grande produção cinematográfica, também possibilitou o aumento na produção de
que de homens. Os lutadores são robôs; os humanos controlam seus movimentos remotamente. O carismático (e bonitão) Hugh Jackman está no papel de Charlie Kenton, lutador de boxe aposentado que agora vive de lutas de robôs. Ele compra seus lutadores e os leva para o ringue, fazendo altas e arriscadas apostas. Às vezes ganhando muito e quase sempre perdendo tudo. Evangeline Lilly é a moça que arruma os robôs que chegam à sua oficina destruídos e, de passagem, tenta resistir aos encantos de Charlie. Mas eis que aparece Max (Dakota
Bruno Poletti/LUZ
a qualidade de cada interpretação sempre toca o público. "Todas estas canções foram compostas para mostrar coisas que alguém está dizendo para outro alguém. Os compositores pensaram em cada nota, em cada palavra. É um trabalho muito rico, bonito e intenso, que valoriza não só a voz, mas principalmente a interpretação." O ator Wellington Nogueira e a pianista Christianne Neves já haviam trabalhado no espetáculo Broadway Babies em 1993. Agora, na versão 2.0, a dupla fica em cartaz até o dia 27 de novembro. (RA) Teatro da Livraria da Vila. Shopping Cidade Jardim. Av. Magalhães de Castro, 12.000 (Pista local da Marginal Pinheiros entre as pontes Cidade Jardim e Morumbi). Sábados, às 20h e domingos, às 18h. Bilheteria: www.ingressorapido.com.br ou 4003-1212. R$ 40. Até 27 de novembro.
Máximo Barro, professor e pesquisador de história do cinema brasileiro, em palestra na ACSP. animações. "A tecnologia facilitou muito. Hoje estamos fazendo um número considerável de animações. Naquele tempo, era feita uma animação por década, não mais do que isso, porque era muito caro. Hoje a garotada faz isso na sala de visita." Já nas salas de cinema, os filmes que mais tem atraído o público são os que tratam da vida na favela e sobre o espiritismo, segundo o professor. Máximo relembra outros gêneros que também tiveram o seu ciclo, como a chanchada, o cangaço e a Boca do Lixo. "Hoje to-
do mundo odeia a favela, não sei o porquê. A favela é um espelho e não adianta dar martelada no espelho. Tem que se fazer com que o reflexo desse espelho seja melhorado", afirma. "Nós também temos os desprotegidos, o marginal, o policial e o corrupto, que todo mundo odeia, mas ele está aí. Não é o cinema que está inventando isso, ele apenas está espelhando a realidade." Máximo conta que costuma frequentar as salas de cinema uma vez por semana, rotina diferente da época de quando era jo-
vem. "O cinema ficou muito caro. Quando eu era jovem, mecânico, eu ia toda noite ao cinema e não me faltava dinheiro. Hoje, eu vou uma vez por semana e não dá para ir mais, apesar de viver melhor do que antigamente." E mesmo assistindo a um filme por semana, a ida dele ao escurinho do cinema é sempre rápida." Eu assisto ao filme e volto. Não vou lá comer pipoca. Não tolero aquele cheiro e aquele barulho do meu lado", afirma. "Isso é outra coisa trágica. A casa cinematográfica virou um circo."
Wellington Nogueira e Christianne Neves em Broadway Babies 2.0.
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Fotos: Divulgação
Lágrimas sobre o Vesúvio José Guilherme R. Ferreira
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literatura foi sempre uma requintada aliada dos bons vinhos. Na pena de escritores como Alexandre Dumas (1802-1870), que era um gastrônomo de mão cheia, alguns desses vinhos tornavam-se objetos de desejo, ficaram conhecidos no mundo todo. O Chambertain e outros franceses exaltados em Os Três Mosqueteiros são alguns deles. O italianíssimo Lacryma Christi é outro, apreciado com determinação em O Conde de Monte Cristo. Franz e Albert, enquanto conversavam sobre as peripécias de um implacável bandido, degustavam pacientemente, em pequenos goles, um Lacryma Christi. Em livro hoje raro, Les Vins de Gala, o surrealista Salvador Dalí listou o
A vista atrai. A comida conquista. Lúcia Helena de Camargo Paulo Pampolin/Digna Imagem
Olhe pela janela do 41º andar. O centro de São Paulo corre lá embaixo.
Massa recheada de castanhas e alcachofras: menu normal.
Q
ue tal jantar a mais de 150 metros de altura, tendo uma vista panorâmica de São Paulo à janela? No restaurante Terraço Itália, além de apreciar o panorama, é possível comer muito bem. Superado apenas pelo edifício Mirante do Vale (170 metros de altura), o Edifício Itália é o segundo prédio mais alto do Brasil. E para comemorar os 44 anos de sua inauguração, a casa começou a servir um menu degustação especial, criado pelo chef Samuele Oliva, com três opções de estilos: terra, mar ou ar. O Terazzo Alla Terra tem, para entrada, carpaccio Rossini, que consite em finas fatias de filé mignon ao molho. No prato principal, Risotto al tartufo bianco – arroz Italiano com trufas brancas. Oliva garante que cada porção é servida com quatro gramas de trufa. Não espere o forte gosto característico, porém. O aroma de trufa é levíssimo. "A trufa branca têm sabor mais suave do que a trufa negra", justifica ele. O segundo prato principal é carrê de cordeiro ao molho de zimbro e para a sobremesa chega massa folhada com creme de torrone italiano. Esse menu da terra custa R$ 154 por pessoa. O Terazzo Al Mare (R$ 172) inclui lagostin marinado servido com folhas de radicchio na entrada; fettuccine com rúcula e caranguejo gigante do Alasca; merluza negra ao forno sobre caponata de legumes no prato principal e a mesma massa folhada para sobremesa. E se optar pelo Terazzo Al Aire (R$ 165), poderá degustar foie gras (fígado de ganso) e queijo de cabra; risoto de carne de pato e alcachofra; faisão assado ao próprio molho e a mesma sobremesa dos demais. Entre os itens do cardápio
normal estão salada de folhas com palmito pupunha (R$ 32), fundo de alcachofra grelhada com queijo de cabra e bresaola (R$ 36), presunto de parma com figo fresco (R$ 38), entre os antepastos.Alguns risotos: de cogumelos porcini (R$ 88); com trufas negras (R$ 98) e alcachofra romana (R$ 82). Algumas massas: penne ao molho de abóbora com camarão (R$ 82) e espaguete com vôngole (R$ 76). E na seção de peixes há tainha vermelha servida com nhoque de ricota (R$ 86), salmão grelhado com molho de alcaparrrones e risoto de manjericão (R$ 86), entre outros. Na seção de carnes, coelho ao forno recheado de funghi porcini com nhoque de abóbora (R$ 86) e filé mignon ao molho de funghi e risoto de alcachofra (R$ 104), entre outros pratos. O menu é vasto. O comensal pode se deleitar com a vista de vários ambientes. Você desembarca do elevador no 41º andar e escolhe. Para jantar, a mais animada é a Sala Panorama (couvert artístico de R$ 40), que conta com música ao vivo nas noites de terça a sábado, a partir das 21h. Para apenas petiscar e tomar uns drinques, como o Cosmopolitan (foto), fique no piano bar (couvert artístico de R$ 30), aberto de segunda a sexta a partir das 15h; e aos sábados, domingos e feriados a partir das 12h. E na Sala Nobre (couvert de R$ 22) há almoço de segunda a domingo, a partir das 12h, com recreação infantil aos domingos, além de jantar ao som de piano de segunda a domingo, a partir das 19h. Existe ainda a Sala São Paulo, reservada para eventos sociais e corporativos.
Lacryma entre os melhores já provados por ele e sua mulher. E ficou para a história – e para a Wikipedia – o bastidor da gravação da canção The Blood, da banda The Cure. Na ocasião, o cantor Robert Smith tinha ultrapassado qualquer limite razoável de taças de Lacryma Christi. Esse embalo também pode ter ajudado a inspirar vários poetas que o celebraram. O Lacryma Christi é um vinho produzido com uvas nascidas nos arredores do Monte Vesúvio, perto de Nápoles, na Campânia, sul da Itália. O destaque fica para as garrafas preparadas na tradicional vinícola Mastroberardino (foto acima). Na receita dos tintos, as autóctones Palombina, Sciascianoso, com 20% de Aglianico. A tradição liga o nome do vinho, literalmente Lágrimas de Cristo, à obra Paraíso Perdido, de John Milton, com Lúcifer e os anjos caídos (aqui, na gravura de Gustave Doré). Lúcifer, ao ser banido do céu, trouxe consigo um naco do paraíso que conseguiu arrancar na confusão – pedaço que, na queda, formou justamente a baía de Nápoles. Jesus, vendo o estrago, chorou. Suas lágrimas fertilizaram o solo ao redor do Vesúvio, de onde sai o Lacryma Christi.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)
Milagreiros, graças a Deus. Aquiles Rique Reis
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legbá veio, sou eu, elegbá, laroê/ Com Zumbi que veio de elegbá/ Pode tu, Zumbi Bará, pode ir/ Pode ir lá/ Que teu povo veio chamar", versos de Zumbi Bará (Rafael Altério e Paulo César Pinheiro). Assim canta Rafael Altério, abrindo seu CD Santo de Casa (independente, com patrocínios). Aceitando o chamamento, levou consigo sua brasilidade e seus santos de casa: amigos de fé, músicos de boa cepa, todos integrados no papel de solidificar a mistura da sonoridade harmônica com o fervor rítmico, resultando em música de brasileira qualidade. Para tanto, contribuem os arranjos – a maioria de Rafael Altério (a direção artística é dele e de Celso Viáfora) – e as percussões, principalmente quando estão nas mãos de Kleber Benigno (Paturi), Márcio Jardim e Nazaco Gomes, os meninos paraenses do Trio Manari. Aos tambores amazônicos se juntam as teclas dos pianos (Paulo Calazans, Breno Ruiz e Rafael Altério), o acordeom (Breno Ruiz), a bateria (Gabriel Altério), a flauta (Teco Cardoso), as cordas dos violões (Luiz Ribeiro, Dani Black, Pedro Altério, Dani Altman e Rafael Altério), o baixo (Marcelo Mariano), a guitarra (Léo Amuedo e Dani Black) e o cello (Mariza Silveira). Toda essa gama infinita de sons vigorosos dá a Rafael o direito de impor com dignidade o seu vozeirão - sua voz tem o seu tamanho. Cercado de amigos, desde os instrumentistas até o coro feminino, ele não poderia deixar de também trazer para perto de si os parceiros letristas, Paulo César Pinheiro, Celso Viáfora, Joãozinho Gomes, Breno Ruiz e Rita (esposa) e Pedro Altério (filho). Todos santos da casa dos Altério, milagreiros, graças a Deus.
Terraço Itália Restaurante. Av. Ipiranga, 344. 41º andar. Centro. Tel.: 2189-2929. www.terracoitalia.com.br
Ao ouvir as onze faixas do CD, entende-se perfeitamente o que Rafael quer com a música e o que ele ambiciona alcançar com ela: para Altério, música é missão cultural. Sabedor de tamanha exigência para consigo próprio e para com sua obra, trata de criá-la como quem concebe um filho. A pegada da pele dos tambores está presente em quase todas as faixas. Com o balanço comendo solto, impossível aquietar o esqueleto. E segue o som, até que chega um momento de calmaria: André Mehmari tocando ora piano acústico, ora acordeom, e Rafael cantando, dele e Rita, Flor de Rio. Logo a seguir, Quando o Galo Cantar, também dos dois. Os tambores do Manari e a flauta pontuam o início do canto. O pandeiro (Douglas Alonso) tem vez e segue até que o violão de aço, a bateria e o baixo, este com uma puxada de intensa pujança, juntem seu som à voz. A caixa da bateria conduz agora. O coro feminino reforça. O violão e a flauta fazem breve intermezzo. A melodia volta com Rafael e o coro... Meu Deus! É a hora do sincretismo musical/religioso/afetuoso de Altério se despedir. E ele canta a letra de Joãozinho Gomes para Camarada de Ogã: "Vou pela manhã, tô indo agora/ O dia raiou fora de hora/ Vai junto de mim/ São Sebastião crivado/ São Bartolomeu irá ao meu lado". A casa dos santos de Rafael Altério está aberta. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
Prato de frutos do mar e casal no restaurante.
Paulo Pampolin/Digna Imagem
CACHAÇA De hoje, sexta (21) até 6 de novembro, acontece o Festival Fogão & Alambique, no Lá na Venda (Tel.: 3037-7702). A base das receitas (maminha desfiada, risoto) é a cachaça Cambraia. No copo, caipirinha. R$ 65, com duas bebidas. R$ 50 só o menu.
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A Regra dos Cinco Anos Carlos Celso Orcesi
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att Kramer da Wine Spectator escreveu: "considerem o seguinte paradoxo: vinhos modestos agora melhoram com descanso em adega, enquanto grandes vinhos não precisam mais do que uma década de descanso". O paradoxo evidente é que, segundo Kramer, tanto vinhos modestos como os melhores Bordeaux estão empatando no quesito envelhecimento, de modo que a idade ideal de beber uns e outros se aproxima dos dez anos (W. Spectator, Set. 30, 2011 - The 10-Year Rule). A "regra" não significa que todos esses vinhos declinarão de repente após o decênio, principalmente os grandes, mas sim que também os grandes, que antes demoravam mais tempo para atingir o auge (p. ex. Barolo, Brunello, Bordeaux e Hermitage) estarão no auge alguns anos antes. E em relação aos vinhos modestos, até 1990 se imaginava que eles deviam ser consumidos imediatamente (ou até 1 ano após a compra). A "regra dos dez anos"
efetivamente "reduz" a idade necessária para o consumo dos grandes, e "aumenta" (it lengthens) o tempo ideal para os vinhos simples. Qual a razão? Kramer toca no ponto: tecnologia dos grandes vinhos. Citando o Prof. Émile Peynaud, consultor de grandes chateaux nos anos 70, o que tornava os Bordeaux tânicos eram os "taninos verdes" produto de uvas não inteiramente maduras que faziam parte do blend. Ora, a técnica de podar os cachos na parreira (poda verde) e selecionar as uvas na esteira eliminou as piores bagas. Embora os vinhos tenham crescido em teor alcoólico (mais maturidade é igual a mais açúcar e portanto mais álcool) seus taninos estavam mais domados, o que levou à redução do tempo de envelhecimento. Faltou ao editor adjunto da WS
concluir melhor a respeito da causa. Kramer não diz, mas pode-se argumentar que no seu editorial esteja implícita a conclusão. Qual? A regra que justifica tudo é igual: a tecnologia que suaviza os
grandes vinhos é a mesma que potencializa os vinhos modestos. A maceração prévia à fermentação, a prensagem mínima, a fermentação malolática, toda a técnica que reduz a adstringência de vinhos
densos, pode ser utilizada - ou melhor: "não ser utilizada" para encorpar vinhos mais simples. É simples, se o enólogo não extrair os taninos verdes, o vinho simples apresentará a mesma tendência dos grandes castelos antes de 1970: a adstringência. Se controlar a temperatura da fermentação (técnica comum a vinhos prêmios e comuns) obterá mais fruta e mais álcool, ou não! A conclusão é de que a tecnologia auxilia a melhorar o vinho medíocre. Quem nunca comprou um Malbec argentino ou Carmenére chileno e o achou meio rude? Quem nunca pensou que poderiam melhorar? Outro dia abri um Colomé Estate Malbec 2007 (vinho de faixa média-alta) e concluí: ainda pesado, deixei quietas as outras quatro garrafas para abrir a próxima em 2013.
Pode-se questionar que a maioria das pessoas não tem adega. Ou são geladeiras que cabem 50 garrafas e não é possível estocar todas as compras. Ainda assim algumas dicas são válidas. Se v. tiver pela frente vinhos das safras 2007 a 2009, prefira sempre a safra mais antiga! A segunda regra é a seguinte: se v. comprar um vinho melhor (p. ex. Douro Reserva ou Saint-Emilion), mesmo que não tenha adega nem a principal condição da guarda (temperatura fria e constante), vale a pena deixar o vinho numa prateleira de armário ou debaixo da cama entre seis e oito meses. Mesmo em local não adequado, ele estará melhor do que quando v. comprou de pé no supermercado. Antes da "grande noite" deixe-o dois ou três dias na porta da geladeira, retire a rolha uma hora antes de servir, e voilà aproveite o vinho desestressado. Vinhos médios entre R$ 40 e R$ 100 melhorarão com cinco – ou para não contrariar o autor da ideia – dez anos de adega.
Às margens do Mississipi paulistano
Um policial brasileiro, para ler na praia. Renato Pompeu
Armando Serra Negra Fotos: Newton Santos/Hype
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á está chegando o verão – afinal, o horário de verão começou na semana passada – e uma bastante boa opção para ler na praia é o romance policial Réquiem para um assassino, do estreante Paulo Levy, ex-publicitário que se tornou editor, lançado pela sua própria editora, a Bússola. Com experiência de dez anos como editor, Levy demonstra no livro que em momento nenhum pretendeu elaborar uma complexa obra de grande arte da literatura, simplesmente visou proporcionar um honesto, agradável e bem executado entretenimento a seus leitores. Demonstra também que domina bem adequadamente o artesanato do texto, sabe todos os segredos da redação. Um dos encantos do livro é o personagem central, o delegado Dornelas, que atua na cidade fluminense de Palmyra, vagamente inspirada em Paraty. O comportamento de Dornelas, nas suas investigações e na sua vida particular, é narrado com tanta maestria que o leitor como que se sente na pele do delegado. Este tem alguns hábitos singulares, que o humanizam e o tornam próximo ao leitor, como o de comer mingau, o de tomar banho várias vezes por dia, o de comer chocolate escondido e aos bocadinhos. Neste primeiro romance do que
Levy anuncia como uma série de obras tendo Dornelas como personagem central, o autor demonstra grande perícia ao assegurar plena unidade de ação, ao mesmo tempo em que garante um suspense ininterrupto, pelo recurso de narrar toda a história sempre através de cenas em que o delegado participa, com o leitor ficando sabendo de tudo que o delegado vai descobrindo e não sabendo nada além disso, concorrendo assim o leitor em pé de igualdade com o delegado na possibilidade de desvendar o crime, um dos principais encantos da boa literatura policial. Em todas as mais de duzentas páginas do livro, apenas umas quatro ou cinco linhas descrevem uma cena não observada pelo delegado, e sim testemunhada por um seu subordinado, mas mesmo assim este a narra a Dornelas logo em seguida. O enredo intricado também é de grande interesse para os apreciadores do gênero, particularmente para os apreciadores brasileiros. O cadáver de um homem é achado à beiramar e a partir daí se desenvolve uma trama nebulosa, que envolve tráfico de drogas, corrupção em obras públicas, e prostituição. O fundamental é que Levy realizou um trabalho castigado, em seu livro de estreia, digno de um escritor veterano e,
principalmente, dotado de alto grau de profissionalismo. Até mesmo se pode formular a hipótese de que o autor domina tecnicamente todo o arsenal da literatura, e até mesmo se aprofundou no estudo da semiótica, a esotérica ciência da comunicação. Pois 99 por cento de seu texto é constituído de narrações de situações que, se podem surpreender às vezes, são plenamente familiares para todo tipo de leitor. Trata-se de banhos, refeições, passeios a pé, viagens de carro, paradas em bares e padarias, visões de mulheres atraentes, saudades dos filhos distantes, lembranças de um casamento fracassado, em suma, cenas do cotidiano de todo mundo, entremeadas de instigantes revelações de pistas que podem ou não dar em nada ou em alguma coisa, de dados sobre suspeitas que se sucedem ou são desmentidas. Do ponto-de-vista de documentação social, o livro também proporciona uma crítica aguda e contundente dos males nacionais mais notórios, além da violência nas ruas e nas casas: a onipresente corrupção dos políticos e dos governantes e, acima de tudo, a invencível burocracia que impede ou retarda no Brasil o uso dos meios modernos de investigação tão
alardeados pelas séries policiais americanas para a TV, como os bancos de dados oniscientes, a quebra imediata dos sigilos telefônicos, os resultados imediatos de exames de DNA sempre cobertos por polpudas verbas. Nada disso está à disposição do delegado Dornelas, que tem de se conformar com os trabalhos de rua e com as suas capacidades de raciocínio. Só um ingrediente do cotidiano policial brasileiro está ausente do livro de Levy: o uso da violência nos interrogatórios dos chamados pés-de-chinelo. Mas, como em casa de ferreiro o espeto sempre é de pau, o bemsucedido já na sua estreia escritor de “Réquiem para um assassino” deixou de tomar certos cuidados na função de ser seu próprio editor. Assim, os livros tem pequenas falhas como usar “há” onde deveria usar a preposição “à”, “supor de que” no lugar de “supor que”, e também mencionar várias vezes que não há registros policiais ou públicos em geral da existência de uma determinada pessoa, que nunca tirou documentos de identidade, para, numa frase que escapou, dizer que a Polícia tem fotos dessa pessoa, embora de má qualidade. Essas pequenas falhas de edição, entretanto, não comprometem uma leitura altamente satisfatória.
FEIRA INCLUSIVA Música, dança e teatro na Feira Cultural Inclusiva, no Parque da Independência. Domingo (23), das 10h às 16h. Os espetáculos contarão com tradução em libras.
ão é necessário ir às margens do Mississipi para navegar no melhor jazz. Pois no The Orleans Restaurante e Bar – que está para completar um ano de sucesso – o ritmo deságua aos borbotões a partir das 22h30. Quando o público já está animado pelos pads maneiros da DJ Ana John (Diário do Comércio , 23/06/2011), sacando da mochila um mix de mil CDs ao gosto da galera. Atracando entre o micro All Jazz e o macro Bourbon Street, as duas melhores casas de jazz de São Paulo, o The Orleans aportou tranquilo com sua nova proposta. "Temos um espaço de médio porte, mas grande o suficiente para trazer músicos de renome internacional", diz Ricardo Santini, um dos proprietários. Shirley King, neta do legendário B.B. King já deu sua nota, e o bis quem dá é Tia Carroll, estrela do Festival de Jazz de Paraty, em 2010, ainda este mês (confira a programação). Priorizando a vista do palco – há pouquíssimas "zonas escuras" para a lotação de 250 clientes sentados – o projeto arquitetônico, de tendência clean, imprimiu elegância e arrojo ao estabelecimento. Logo à entrada, um pôster de guitarras exóticas e variadas indica a vocação musical do The Orleans. Um salão em L, à esquerda o balcão do bar, ao fundo o palco, com boa elevação, a parede de pé direito triplo de tijolinho serve de tela para projeções de vídeo. O nome da casa centrado, como no bumbo de uma bateria. De um mezanino intermediário, vendo-se o palco de lado, uma Harley Davidson aponta a via para o fumódromo: portas-estanque de vidro dão para um pequeno terraço com ombrelones. Mais um mezanino, bem maior, vê-se o palco de frente. O verde esmaecido das paredes, quase musgo, é pano de fundo para grandes fotos dos mestres do jazz, blues e soul, pop stars, e de outras guitarras criativamente emolduradas por
frisos clássicos de madeira dourada entalhada, uma exclamação surpreendente do antigo e moderno. Bateria completa afixada ao alto, sobre fundo bordô, para quebrar o tom, marca compasso sobre a platéia. Aposta certeira foi a jovem chef de cuisine Ariana Costa (já passou pelo grupo Fasano, Bistrô São Paulo e Fidel) totalmente dedicada ao métier: frango à Louisiana (tiras empanadas em farofa crocante com molho picante R$ 32), coxinha à la créme (com catupiry R$ 26, com seis unidades), enroladinhos de cogumelos (shimegi e Paris, em fatias finas de beringela e abobrinha, R$ 24). "Os espetinhos de filé (R$ 32) e a porção de pastéis (R$ 24) são demais!", sugere a diretora artística da casa, Ana Paula Freitas. Cardápio completo e variado, convida a um bom jantar: "Reunimos a alta gastronomia com a boa música, a preços acessíveis", acerta em cheio Santini. Clube do Uísque (garrafa): Red Label R$ 120, Black Label (R$ 180), Bucchanan's (R$ 180). Cerveja Norteña (R$ 18), Quilmes e Bohemia (R$ 6), sucos (R$ 7). Coquetéis corretos. Nomes conhecidos do gênero, como Tony Gordon (filho de Denise Duran e Dave Gordon), Derico Sciotti (assessor para assuntos aleatórios do Jô Soares) e a banda Oito do Bem (mescla
jazz com Bee Gees, James Brown, e etc. com excência) vira e mexe dão as caras (couvert artístico R$ 15). Mas agora vamos ficar quietos: o mestre Celso Pixinga – tido por muitos como o melhor baixista brasileiro – vai botar para quebrar! The Orleans Restaurante e Bar. Rua Girassol, 398. Vila Madalena. Tel: 3031-1780. www.theorleans.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Mapa interativo do MoMA (abaixo) mostra onde alguns dos maiores expressionistas abstratos america-
nos, como Mark Rothko, moravam, trabalhavam e se reuniam nas décadas de 1930 a 1970. Ao lado do
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
mapa, vídeo do aplicativo do Louvre mostra a Monalisa. Entre as sete tours virtuais – com áudios em in-
glês, francês, alemão e japonês – o usuário conhece detalhes até dos apartamentos de Napoleão III.
d
cultura
A
estação de metrô mais perto do museu, horários de abertura e fechamento, disponibilidade de cadeira de rodas ou carrinho de bebê... Todas as informações na ponta do dedo.
SENSÍVEIS AO TOQUE Kety Shapazian virtual pelo museu; Artworks – mostra com detalhes algumas das obras de arte mais famosas; The Palace – com fotos e informações acerca dos principais ambientes e Visitor information – detalha dados importantes para visitantes, como horários de visitação etc. Em cada menu, o usuário encontra diversas informações, como descrição e histórico das obras e ambientes. Além disso, o aplicativo ainda traz filmes (disponíveis em quatro idiomas), mapas e um sistema de favoritos para que seja mais simples encontrar qualquer coisa sem precisar procurar pelos menus. Dinossauros – O aplicativo American Museum of Natural History Explorer usa mais de 300 hotspots Wi-Fi para triangular a posição do usuário dentro do museu – um tipo de GPS interno que o museu de NY afirma ser o pioneiro. Quem não tem um aparelho móvel da Apple pode inclusive alugar um iPod Touch no próprio AMNH.
Há uma caça ao tesouro de fósseis interativa para as crianças, integração com redes sociais para atualizar o Twitter e o Facebook e avisar os amigos sobre o passeio. Segundo os funcionários do museu, 'onde é o banheiro' é a pergunta mais feita pelos visitantes. Com o aplicativo, é possível visualizar as rotas instantâneas para o restroom mais próximo. O aplicativo foi criado pela Spotlight Mobile, financiado pela Bloomberg e funciona por meio de uma rede Wi-Fi implementada pela Cisco e pela Accenture. Boom – As empresas por trás dessas pequenas engenhocas estão vivendo um verdadeiro boom. Segundo, Nancy Proctor, chefe de Estratégias e Iniciativas Móveis do Instituto Smithsonian, responsável por alguns dos maiores museus de Washington (EUA), o momento é de "descoberta do Velho Oeste". "Estamos vivendo nossa mini bolha de empresas pontocom."
ESCASSEZ DE CONTEÚDO Infelizmente, usuários da Apple continuam enfrentando escassez de conteúdo aqui no País. Muitos dos filmes, seriados, games e aplicativos – gratuitos ou não – não estão disponíveis na App Store Brasil. Para quem não tem endereço no exterior, só fazendo uma bela gambiarra. Dá um certo trabalho, mas vale a pena. Há vários tutoriais na internet explicando o passo a passo. Resumindo, é preciso criar um endereço americano no site www.myus.com. Entre os três planos oferecidos, o que interessa ao leitor é a standard subscription (assinatura básica), que custa U$ 10. Depois, é só adquirir um GiftCard, que funciona como um cartão de celular pré-pago: compra-se um valor, que fica disponível para
uso no iTunes, a loja online da Apple. Há vários sites que vendem o cartão, como www.zhljerry.com. Segundo o o diretor de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça, Davi Pires, a própria Apple chegou a mandar representantes para o governo na tentativa de regularizar a situação dos games, mas acabou desistindo diante dos entraves legais envolvidos. Especialistas dizem que nos EUA é mais fácil negociar o licenciamento das obras. Lá, a empresa que vende pela internet negocia com uma única entidade, que representa grande parte dos titulares de direito autoral em determinado segmento.
Fotos: Vivi Andreani/LUZ
O
s amantes da arte e da tecnologia móvel estão em polvorosa. Quem entra na loja virtual da Apple e digita museum vai encontrar 337 aplicativos de museus para iPads e 1005 para iPhones – muitos funcionam nos dois aparelhos, é só procurar pelo sinal de 'mais'. Alguns aplicativos são ferramentas interativas refinadas, outros ainda têm muito espaço para crescer e melhorar. O aplicativo de um dos museus mais famosos de Nova York, o MoMA, pertence ao primeiro grupo. Disponível tanto para iPad quanto para iPhone e Android, ele agrada desde turistas que estão organizando uma visita até estudantes de arte interessados em alguma das cerca de 32 mil obras de arte de sua coleção. Entre os diversos aplicativos disponíveis do Museu de Arte Moderna de NY, destaque também para o MoMA AB EX NY. O usuário vai poder conhecer os destaques da mostra Nova York Expressionista Abstrata, que reúne os maiores nomes desse movimento artístico especificamente americano a atingir influência mundial, colocando NY no centro do mundo artístico. É de encher os olhos ver as maiores obras dos pintores mais conhecidos do expressionismo abstrato: Arshile Gorky, Jackson Pollock, William Baziotes, Willem de Kooning, Sam Francis, Hans Hofmann, entre outros. Os dois aplicativos são gratuitos. Louvre – O Musée du Louvre é essencial para quem está com uma viagem marcada para Paris ou para aqueles que querem passear pelo museu sem todo aquele empurraempurra. O app, também gratuito, funciona no sistema coverflow, padrão da Apple para visualização de capas de discos no iOS. Pelo menu inicial é possível navegar pelas principais áreas do aplicativo, cujo conteúdo foi dividido em quatro partes: A tour of the Louvre – passeio
Acima, aplicativo do Museu de História Natural (NY), só sobre dinossauros.
O Templo e a Cripta de Osíris, no Louvre. Os visitantes são recebidos na sala por esculturas de faraós.
Óleo em canv
as do artista am
ericano Willia
m Baziotes, ex
posto no MoM
A. A Grande Odalisca, de Dominique Ingres, foi adquirida pelo Louvre em 1899.