Um fim de semana anticorrupção MuCo faz 3 anos
O Museu da Corrupção faz aniversário e leva amanhã para o vão do Masp estátuas (como essa dos dólares na cueca) que representam momentos simbólicos dos malfeitos do País. Pág. 7
Ele só não assinou. Mas apoia a CPI Se assinasse o pedido de CPI contra ele próprio, cometeria "falso heroísmo". Mas Demóstenes Torres a respeita e espera a hora de depor diante dos colegas. Pág. 5
Ed Ferreira/AE
Conclusão: 23h55
Ano 87 - Nº 23.608
www.dcomercio.com.br
Jornal do empreendedor
R$ 1,40
São Paulo, sexta-feira, 20 de abril de 2012
80 manifestações em todo Brasil
AVISO PRÉVIO: QUE CONFUSÃO! Nem especialistas entendem lei da proporcionalidade ao tempo de trabalho. Pág. 13
Vinny Filmes/Divulgação
d
cultura
Odair Leal/A Crítica/AE
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Divulgação/Arquivo DC
Máquina de emoções Aceleramos o novo Porsche Carrera 911S, cujas vendas começam amanhã. E só há 65 unidades. Pág. 25 HOJE
ISSN 1679-2688
9 771679 268008
23608
Parcialmente nublado Máxima 27º C. Mínima 15º C.
AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 26º C. Mínima 16º C.
Coral de índios guaranis toma conta do Parque da Água Branca, domingo. No programa, canções típicas. (Pág. 11, Cidades.) Bob Dylan (acima), sem Blowin´ in the Wind, premia os fãs em dois shows na Capital. Estreia o filme Diário de um Jornalista Bêbado, com Johhny Depp e Amber Heard (alto, dir.). O Cine Olido abre ciclo de clássicos a R$ 1, com Marilyn (acima, dir.) e Kes (no detalhe). Mais: leitura, afrobeat, jazz, concertos, visuais. E Roda do Vinho.
Luciana Muller
Divulgação
Um fim de semana de índio, Dylan e loiras.
Uma viagem, duas Patagônias. Passeio em família, por paisagens belas e geladas da Argentina e do Chile. Pág. 26
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
Todo mundo quis ferir o adversário, sem perceber o risco de também sair ferido na confusão. José Márcio Mendonça
pinião
Quem com CPI fere, com CPI será ferido.
EYMAR MASCARO
HADDAD QUASE MORRE DE SUSTO
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m clima de indisfarçável euforia o Congresso Nacional instalou, finalmente, a chamada Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI, ou mais simplesmente, CPI) para investigar as relações do contraventor ("corretor zoológico", explorador de máquinas de jogos e até possuidor de algumas atividades legais) Carlos Cachoeira com o mundo político. A julgar pela alegria geral de ontem na casa desenhada pelo gênio Oscar Niemeyer e pelo número de (como se diz por lá) apoiamentos, com mais de 420 assinaturas de deputados e senadores, nunca houve uma CPI tão amada e desejada na história deste País. Não é bem assim, embora entre os que assinaram a petição para a convocação da Comissão possa ser encontrada uma maioria de parlamentares interessados de verdade em apurar os fatos contados (apenas parcialmente) nas gravações das conversas entre o dito contraventor e personagens do mundo político, em especial o senador Demóstenes Torres, hoje sem partido, ex-DEM de Goiás. Cachoeira, nascido Carlos Augusto de Almeida Ramos, é personagem cansada de guerra do universo brasiliense e adjacências. Sua entrada nesse território de concubinato entre o público e o privado, de troca de favores e corrupção no setor público, deu-se para os brasileiros habitantes da planície em 2004. Foi quando se revelou um vídeo, gravado pelo próprio Cachoeira, no qual ele aparecia entregando propinas a um certo personagem, ainda pouco conhecido fora dos círculos oficiais, chamado Waldomiro Diniz. Descobriu-se então que o tal Waldomiro não era pouca coisa: dirigira a Loteria do Rio de Janeiro (quando governava o Estado a dupla Anthony Garotinho-Benedita da Silva), época em que se deu o suborno e, por ocasião da revelação, era funcionário graduado da Casa Civil da Presidência da República, então comandada por José Dirceu. Waldomiro era responsável pelas relações do Palácio do Planalto com o Congresso, o que, dependendo do governo
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA e do "relacionado" não é das coisas mais religiosas. O resto desta história já se sabe. Waldomiro perdeu o emprego, mas não caiu em desgraça, continuou nos bastidores de Brasília; em outra ocasião, o chefe dele apareceu envolvido em outro episódio do mesmo ramo delicado das relações governopartidos-Congressopersonagens privados, e ficou sem o ministério. Só Cachoeira continuou livre, leve, solto e multipartidariamente influente, pelas notícias que pipocam dia a dia na mídia.
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o seu embornal aparecem políticos de diversas legendas, da oposição e governo, no plano federal. Como lembrou em entrevista recente ao Estadão o governador Marconi Perillo, ele mesmo citado no caso agora, não há em Goiás político que não tivesse se relacionado com Cachoeira. E no universo menos provinciano de Brasília, também o contraventor era homem de fé. Surgiu ainda, nessa história, o nome de uma
empreiteira, a Delta, cujo crescimento meteórico na área de negócios com o setor público, no plano federal e estadual, é de fazer inveja a qualquer empreendedor em qualquer setor da atividade econômica (tem obras em 23 estados e no Distrito Federal, é a construtora campeã de recursos do PAC nos últimos três anos, e foi escolhida sem licitação para fazer o "puxadinho" do Aeroporto de Cumbica em São Paulo). Segundo revelações dos últimos dias, a Delta investiu pesado, inclusive, no proveitoso ramo dos financiamentos eleitorais, também como Cachoeira, sem respeitar fronteiras partidárias.
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om tanta nitroglicerina pura nas mãos, não era para a CPI ter saído. Até porque não há ainda nenhum movimento organizado da opinião pública em favor das investigações. Ela saiu, em verdade, por descuido ou erro de cálculo. O PT, incentivado por Lula, deu a partida, pensando ferir a oposição, alguns adversários diretos do ex-presidente e, talvez,
Negue-se o quanto quiser, o que se busca após a instalação da CPI do Cachoeira é uma acomodação entre os partidos para deixar o menor número de feridos pelo caminho.
embaralhar o julgamento do mensalão, previsto para este ano, e não mediu as consequências do seu gesto.
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oposição, sem saída, entrou no barco, também vislumbrando a possibilidade de atingir o governo e o PT. O governo, por seu lado, com sua fraca operação política, não viu o que estava acontecendo e quando despertou já era tarde. Experiente, o PMDB fez corpo mole, pois ele também pensou tirar vantagens na CPI. Todo mundo quis ferir o adversário, sem perceber o risco de também sair ferido na confusão. Ao se dar conta, era tarde demais. Diante do inevitável, diante de tanto barulho já feito, não havia outra saída se não "instaurar-se o inquérito" para não ficar com um imenso carão. Feita a cena, porém, registrada ontem por tevês e hoje com fotos nos jornais, começa um novo jogo, de bastidores, para deixar o dito por não dito, conter os espíritos mais afoitos e restringir ao máximo o escopo das investigações. Negue-se o que se negar, o que se busca é uma acomodação para deixar o menor número de feridos pelo caminho. O enredo pode sair fora do script, mas os redatores convocados para a novela do abafa são tão experientes que, no fim, a CPI será uma frustração – se a sociedade não começar a se mexer imediatamente. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É
Haddad sabe que só terá chance de obter êxito na campanha para a Prefeitura de São Paulo se conseguir atrair os votos de Lula, repetindo a façanha de Dilma Rousseff.
a campanha. Como Serra teve 30% de intenção de voto no Datafolha, Lula entende que Haddad precisa chegar a 15% de preferência até julho, polarizando a campanha com o tucano e pavimentando o caminho para chegar ao 2º turno. Na pesquisa, o petista apareceu com apenas 3%. Além do apoio de Lula, Haddad espera contar com a ajuda da senadora Marta Suplicy. Serra não quer perder a vantagem e promete responder ao PT com o engajamento, em sua campanha, do governador Geraldo Alckmin, do prefeito Gilberto Kassab e do vicegovernador Guilherme Afif Domingos. Os tucanos estão de plantão e prometem denunciar os petistas, caso a presidente Dilma Rousseff coloque a máquina administrativa do governo federal, que atua em São Paulo, pedindo votos para Fernando Haddad. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
PORTAL MILITAR
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Confederação Nacional da Família Militar CONFAMIL, reúne cerca de 5,2 milhões de inativos das três FFAA, envolvendo reserva, reformados e pensionistas assistidos pela 28 entidades associativas dispersas pelo território nacional. A abrangência desse contingente torna difícil a divulgação de material de interesse. O portal da CONFAMIL ainda não é muito difundido, o que torna problemático o nosso
esforço de manter nosso pessoal devidamente atualizado sobre matérias de interesse. Gostaríamos de divulgar nosso material para conhecimento da Família Militar e da própria população. Waldemar da Mouta Campello Filho- Capitão-deMar-e- Guerra
Resposta - Fica aqui, para os interessados, o endereço do portal da Confamil: www.confamil.com.br
JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
e preciso for, o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, pode recorrer até a um pai-de-santo, para alcançar uma graça e ajudar Lula a vencer o acesso de tosse provocado pelo tratamento agressivo de um câncer na laringe, à base de sessões de quimioterapia e radioterapia. Haddad sentiu arrepio na espinha quando o expresidente foi obrigado a parar um discurso devido à tosse que o atacou numa solenidade em São Bernardo do Campo. A situação eleitoral do petista continua delicada, por ainda ser um desconhecido dos eleitores. Haddad sabe que só terá chance de obter êxito na campanha se conseguir atrair os votos de Lula, repetindo assim a façanha de Dilma Rousseff. Por ora, ele amarga a lanterninha, perdendo nas pesquisas para todos os prováveis candidatos. A liderança é do tucano José Serra, seguido pelos pré-candidatos Celso Russomano (PRB), Gabriel Chalita (PMDB), Netinho de Paula (PC do B) e Soninha Francine (PPS), pelo Datafolha. Lula ainda não está totalmente liberado pelos médicos para mergulhar na campanha, mas na semana passada subiu num palanque para seu primeiro discurso desde i início do tratamento contra o tumor. Foi impedido de concluir sua fala e prometeu a Haddad que dentro de 20 ou 30 dias a tosse será debelada, e ele volta para
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Ed i to r - Ch e fe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 20 de abril de 2012
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SILENCIOSA, SEM TIROS NEM MORTES, A GUERRA VIRTUAL SE ALASTRA POR TODO O PLANETA.
pinião
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á várias guerras em andamento, cujas notícias estamos vendo pela TV, escutando pelo rádio, lendo nos jornais ou nas telas dos computadores. São combates na Síria, no Iraque, no Afeganistão, nos nossos campos de futebol, nas nossas ruas, na Colômbia, no México... Mas há ainda uma outra guerra acontecendo e ela é de âmbito mundial. Silenciosa, sem tiros nem mortes, é marcada por ataques constantes– não de um exército organizado, mas de pequenos grupos ou indivíduos, cujo objetivo muitas vezes é conseguir dinheiro, mas nem sempre. Seus ataques acontecem por meio da infecção de computadores por vírus e outras malícias digitais, que se instalam nas máquinas quando as pessoas baixam arquivos ou programas da internet, e obtêm cópias deles, ou simplesmente permitem que seus computadores leiam CDs, pen drives, disquetes ou quaisquer outras mídias. Basta isso para a o vírus se instalar. Daí em diante, é como se parte da tripulação de um navio tivesse sido substituída por sabotadores: o comandante continua a dar as ordens e elas continuam a ser obedecidas, mas não se sabe até quando. Ao mesmo tempo, os sabotadores começam a se comunicar com seus comandantes e a enviar informações de dentro do navio. Isso está acontecendo desde que os microcomputadores começaram a se popularizar nos anos 80. Mas nessa época, os programas "maliciosos", ou "malwares", ainda não tinham muito o que fazer. Podiam prejudicar o funcionamento das máquinas, como "castigo" para quem havia supostamente feito cópias ilegais de outros programas, podiam apagar o conteúdo de arquivos, e isso já significava um prejuízo bem grande. Às vezes, meses ou anos de trabalho. Depois que a internet entrou em cena, porém, e especialmente depois que o comércio eletrônico começou a funcionar em grande escala, as senhas, logins e dados sobre cartões de crédito passaram a ser o objetivo de boa parte dos intrusos. A possibilidade de multiplicar-se e de
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Uma nova guerra, digital e mundial.
PAULO BRITO tribuição de energia elétrica. O Brasil e praticamente todos os outros países estudam o assunto, atualmente. Assim, dentro de algum tempo, casas e prédios não serão mais visitados pelos funcionários que fazem a leitura do relógio de luz, porque os dados de consumo serão colhidos e transmitidos pela rede do smart grid.
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contaminar milhões de máquinas, por meio das redes locais e da internet, colocou os vírus em geral na mira de serviços de segurança de governos do mundo inteiro. Isso porque que do mesmo modo que capturam senhas ou números de cartões de crédito, podem capturar qualquer informação presente no computador – esteja ela gravada em disco, na memória ou sendo digitada.
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ara desespero dos especialistas, muitos vírus continuam um mistério: são aqueles que vêm, se instalam e nada acontece – no entanto, não se consegue quebrar seu código e descobrir o que eles fazem ou podem vir a fazer. Um desses, o Conficker, começou a se espalhar em novembro de 2008 e até hoje não se sabe a que veio. Ele é o per-
sonagem central do livro do jornalista Mark Bowde, Worm: the First Digital War (worm, em português, é verme, mas a melhor tradução seria "Vírus: a Primeira Guerra Digital", editora Atlantic Monthly Press, 288 páginas). O Conficker foi notado pelos especialistas pela primeira vez na Califórnia, capturado naquilo que chamam de "honeypot", ou pote de mel, na verdade um computador conectado à internet, com vulnerabilidades muito atraentes para malwares. Dali em diante, o Conficker contaminou em média 250 computadores por dia e em pouco tempo já estava presente em 179 mil, com um total de 83 milhões de outros ao seu alcance. Um mês depois, já tinha contaminado 1,5 milhão de máquinas em 195 paí-
ses. Pegou computadores de bancos, empresas de telecomunicações, redes governamentais (inclusive a do Parlamento Britânico e redes militares da França e da Alemanha). Ao fim de janeiro de 2009, estava em funcionamento em oito milhões de computadores.
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onstruído com engenhosidade brilhante e até utilizando técnicas desenvolvidas no Massachusetts Institute of Technology, o Conficker está na lista dos que não puderam ser decifrados. Embora tenha aparecido inicialmente como originário da Argentina, dá-se hoje como certo que sua origem está no Leste Europeu, provavelmente na Ucrânia. Em 1991, durante a Guerra do Golfo, um boato dizia que
uma impressora contaminada com um vírus desenvolvido pela NSA, a Agência de Segurança Nacional dos EUA, havia sido parcialmente responsável pela derrota da Força Aérea Iraquiana – o vírus teria contaminado os computadores e deixado de joelhos sua capacidade de reação. Um acontecimento desse tipo é justamente o grande temor de todos os especialistas em segurança nacional. E não só em relação aos sistemas que guardam informações militares, como àqueles relacionados ao dia a dia da população. Isso significa os sistemas das empresas de telefonia, água, eletricidade e assim por diante. Um dos exemplos é o "smart grid", a rede de comunicação de dados que vai fazer o monitoramento e ajudar na manutenção das redes de dis-
ão há dúvida de que os computadores e até os medidores de luz digitais envolvidos nessa operação podem ser pontos fracos. Se há bandidos que instalam "chupa cabras" em caixas eletrônicos, por que não poderão instalar coisas do gênero em medidores de luz? Em outras palavras, ao mesmo tempo em que trazem facilidades, os computadores trazem também vulnerabilidade para empresas e pessoas. Muitas delas são progressivamente descobertas e reparadas, mas algumas permanecerão ocultas e sendo aproveitadas durante muito tempo por vírus como o Conficker. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA
Virus misteriosos, um dos assuntos do livro
Renata Vilanova
OPERAÇÃO ABAFA JÁ ME
de crime hediondo. Sair na Coluna de Vazamento do Cachoeira ou do Dadá dá mais prestígio do que sair na Coluna Social ou na de Economia. Eu uso o celular mas nunca fui grampeado; já passei para o Dadá todos os meus telefones – fixo, celulares, e-mails, e nada. Parece que não foram encaminhados ao Chefe, querem que eu seja um fracassado.
ABAFOU
Operação Abafa é para me prejudicar; querem me impedir de aparecer nas listas de grampos, não sei o motivo, não sou da base alugada tentando fugir da confusão. Cachoeira e Dadá não telefonam, não mandam email e nem passam fax – eu que sou um homem fácil, ao alcance de todos os rolos , aceito até aquelas coisas obsoletas, como telegrama e dinheiro cash. Antiguidades como telegrama, dinheiro cash e talvez o telefone preto não deixam rabos presos. Não são grampeados pelos Federais e vazados para a imprensa. O que é vazado, é vazado dentro dos conformes do vazador. Quando me deparo com um vazamento, não sei para qual lado o vazamento está vazando, se o de lá ou o de cá. "Vaza a favor do lado que vazou", você afirmaria, montado no seu "horse sense". Engano. Você nunca sabe se quem vazou quer que você pense que está vazando a favor de um lado, quando pode estar
vazando a favor do outro. Você tem que saber o mal que se esconde nos corações humanos, se o Sombra sabe ou se quem sabe ali na batatolina é o Zé Dirceu. Por falar no Dirceu, desconfio que o Cachoeira é o Dirceu por outros meios, ou que ambos são a mesma face da mesma moeda.
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m lado: O Cara tacou fogo nos rabos do seu partido e da base alugada para sair a CPI do Cachoeira, com a intenção de jogar fumaça no mensalão e sujar os desafetos Demóstenes e o governador Marcondes Perillo/PSDB. Outro lado: a CPI do Cachoeira fedeu porque, ainda nem constituida, respingaram da cachoeira telefonemas grampeados, trocados nas duas mãos de direção, ida e volta, entre o lullopetismo e a base alugada, com o Dadá e o Chefe. O lulo-petismo, que exigia a CPI, passou a exigir sua melação, daí a Operação Abafa. "O Cara pisou feio na bola". Você jura ? Eu não. O Cara é o Garrincha.
Cachoeira: muitos vazamentos e respingos para todo lado. Ameaça sair pela direita, todo mundo sabe que vai sair pela direita e para suprema surpresa geral, sai pela direita; o Garrincha e O Cara são os maiores direitistas do planeta. Celular pode ser grampeado e talvez por isso seja o mais impressionante sucesso de vendas, como nunca antes visto neçepaíz. Dizem que chegamos a
absurdos 250 milhões, resultantes da privataria do FHC. Todo mundo fala no celular porque quer ser grampeado, bombar na imprensa e ganhar seus quinze segundos de glória. Todas as brasileiras e brasileiros com quem você cruza estão falando no celular. Andar sem falar no celular é como andar a pé em Los Angeles: você é suspeito
té o Zero Um, Agnelo Queiroz/PT, governador do Distrito Federal, já teve seu apelido grampeado. Eu só quero uma brechinha, brothers, não vou pedir nada como todo mundo faz; só quero ser grampeado, vazado e sair na imprensa, perto da empreiteira Delta – o boato é que já é a maior do PAC, além de ter florescente plantação de "laranjas". Torço para o Dadá me aparecer com a solucionática para essa minha problemática; garanto 5% para ele, 25% para o Chefe, 20% para o partido, 50% pra mim e veja bem, cumpanhero, essa é a primeira vez que o Chefe é quem recebe e não quem paga. 5%, 25%, 20% e 50% do quê? Sei lá, cara; de qualquer coisa, é a tabela em vigor hoje, amanhã sobe. O Chefe é um democrata, fala com qualquer um, até com o Zero Um e o Demóstenes ele falou. Os jornais dizem (outro vazamento) que os grampos do Chefe revelam um
NEIL sem grampo
Ferreira movimento de 400 Milhões de Reais com a turma de deputados, senadores, governadores, assessores, compradores de influência, empreiteiras – e nada pra mim... Querem me condenar à vida honesta no "país dos mais de 80%". Sabe-se que "mais de 80%" não são somente a parte da população que aprova O Cara; agora essa é a nova taxa da propina. PS: Perguntado quando "liberaria" o processo do Mensalão, o Ministro Lewandowski, do STF, respondeu: "Essa é a pergunta de 1 Milhão de Dólares". Seria o preço do seu voto? E continuou lewandowski a sua vidinha. EI CACHOEIRA AÍ, ME DÁ UM TELEFONEMA AÍ. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
4 -.GERAL
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 20 de abril de 2012
CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 20 de abril de 2012
5 A CAMINHO Instalada no Congresso, CPMI já pode começar a funcionar.
olítica
APROVAÇÃO Demóstenes Torres defende a CPMI e diz que age com coerência.
Dida Sampaio/AE
CPMI do Cachoeira já tem recorde histórico
Maia diz que investigação vai seguir. 'Sem abafas'.
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Sessão de instalação durou três minutos, suficientes para conferir número de assinaturas jamais visto.
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om o apoio de 337 deputados e 72 senadores, o maior número de assinaturas na história do parlamento brasileiro, foi instalada ontem, numa rápida sessão do Congresso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que irá apurar o envolvimento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados. A comissão foi instalada assim que a conferência das assinaturas apurou que havia muito mais do que as 171 necessárias na Câmara e as 27 exigidas pelo Senado. Ou seja, durou apenas três minutos. O plenário apontava a presença de 44 senadores e 342 deputados. A CPMI terá 30 integrantes titulares – 15 deputados e 15 senadores –, com igual número de suplentes. Poderá funcionar por até 180 dias e contará para as suas atividades com recursos que somam R$ 200 mil. Mas,
para funcionar, as lideranças partidárias precisam indicar os seus representantes. A presidente em exercício do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), concedeu prazo até a terça-feira. O PMDB vai indicar Vital do Rego (PMDB-PB) para presidir a CPMI. A expectativa é que os trabalhos da comissão tenham início na quarta-feira. Acesso – O Conselho de Ética do Senado encaminhou ontem pedido ao Supremo Tribunal Federal (SFT) para que possa ter acesso ao inquérito a que responde o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e, assim, instruir o processo de quebra de decoro contra o parlamentar pedido pelo PSol desde a terça-feira da semana passada. A solicitação para o envio dos autos foi aprovada por unanimidade, e um dia depois de uma comitiva de quatro senadores ter se reunido com o ministro Ricardo Lewandows-
José Cruz/ABr
Maia, presidente da Câmara: nem haveria clima para abafar CPMI.
Vapt-vupt: CPMI do Cachoeira foi basicamente anunciada – e já estava implantada no Congresso. ki, relator da investigação no STF. O presidente do conselho, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), afirmou que no encontro com Lewandowski, o ministro não deu certeza de que enviaria os autos, que correm sob segredo de Justiça. Dez dias antes, Lewandowski já havia rejeitado semelhante pedido feito pelo Senado, o que contribuiu para a criação da CPMI do Cachoeira, instalada na manhã de ontem. É que uma comissão de inquérito tem poderes para requisitar os documentos que estão sob sigilo da Justiça. Os senadores lembraram no encontro com Lewandowski, e o ministro reconheceu durante a conversa com os quatro parlamentares, que há precedentes do próprio STF em
Para Demóstenes, seria 'falso heroísmo' assinar investigação
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uspeito de favorecer o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) disse ontem que seria "falso heroísmo" assinar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que vai apurar os envolvimento de Cachoeira com agentes públicos e privados. "Não faço falso heroísmo. A vida toda fui coerente. Assinar, qual seria a razão? Falso heroísmo?" Embora não tenha assina-
do, ele disse que respeita a decisão dos colegas. "Acho que o Congresso tem razão em criar a CPMI. Eu respeito o Congresso", disse Demóstenes, acrescentando que "todos os parlamentares têm o direito de assinar". O ex-líder do DEM reiterou que só vai se manifestar sobre as denúncias que o ligam a Cachoeira depois de apresentar a sua defesa ao Conselho de Ética. Ele afirmou ainda que espera ser convocado pela CPMI para prestar depoimento. "Obviamente",
afirmou o senador. Aos poucos, Demóstenes está tentando retomar a sua rotina de trabalho, mesmo respondendo a processo por quebra de decoro parlamentar no conselho. Ontem, pelo segundo dia consecutivo, registrou no período da tarde a sua presença no plenário, conversou com alguns parlamentares e circulou pelos corredores do Senado para ir ao seu gabinete. "Estou voltando à rotina. É a minha Casa, fui eleito para isso. Tenho de trabalhar". (Agências)
Ed Ferreira/AE
Demóstenes Torres defendeu a criação da CPMI, mas não assinou. "A vida toda fui coerente", diz.
que já ocorreu o compartilha- terça-feira. Segundo o tucano, mento de provas para instruir novos documentos poderiam procedimentos disciplinares. reabrir o prazo da defesa. De acordo com Valadares, Segundo Valadares, as in"fizemos ver a ele a necessida- formações ficarão guardadas de imperiosa da troca de infor- e somente serão utilizadas mações, do compartilhamen- com as devidas cautelas, no to de informações", afirmou o decorrer do processo. A próxipresidente do conselho, que ma reunião do colegiado está esteve no STF acompanhado marcada para o dia 26. "Nós dos senadoteremos caures Humberto tela para usar Costa (PTa s i n f o r m aPE), relator ções no moNós teremos do processo m e n t o a d ecautela para usar as q u a d o e o no colegiado; Vital do Rego c o m p r o m i sinformações no (PMDB-PB), momento adequado so de manucorregedor e o compromisso de t e n ç ã o d a do Senado, e cláusula do manutenção da de Wellington s i g i l o " , g acláusula do sigilo. Dias (PT-PI), rantiu. a u t o r d o r eO conselho ANTONIO CARLOS VALADARES querimento t a m b é m aprovado pea p r o v o u r elo conselho. querimento para pedir acesso O uso do inquérito para ins- ao inquérito da Operação Vetruir o processo do conselho é gas, que precedeu a Monte visto com cautela pelo líder do Carlo. Eles aceitaram ainda PSDB, senador Álvaro Dias sugestão do senador Pedro Si(PR). O receio é de que a con- mon (PMDB-RS), de enviar ofíclusão do caso seja adiada por cio ao ministério da Justiça peDemóstenes, porque o prazo dindo providências de garanpara que ele apresente a sua tir as "condições físicas" de defesa preliminar termina na Cachoeira. (Agências)
presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), classificou como "imaginação" as recentes informações que dão conta de que estaria sendo preparada pelo governo uma blindagem de seus interesses na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que vai apurar as ligações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados. "Essa informação é uma imaginação", garantiu Maia. "A CPMI vai cumprir o papel de investigar as relações de Cachoeira", disse Maia, ao final da sessão do Congresso na qual foi lido o pedido de instalar da comissão. Segundo Maia, vão ser apuradas as conexões de Cachoeira com os três Poderes, com a iniciativa privada e também com alguns setores da imprensa. Ele destacou ainda que as investigações não vão atrapalhar a pauta da Câmara e anunciou que a votação do Código Florestal, marcada para terça-feira, será realizada. "Não há possibilidade de qualquer novo adiamento", disse. O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), segue a mesma linha de raciocínio. Ele disse que não há preocupação do governo nesse sentido. "A CPMI drena os esforços do parlamento e da mídia. Temos de fazer esforço para não prejudicar os projetos importantes para o País. Vamos ter de trabalhar mais", disse Chinaglia. Ele disse também que o governo não tem qualquer tipo de preocupação com as investigações. "A CPMI começa com o foco fora do governo. Qualquer um pode eventualmente aparecer nas investigações e, se aparecer, vai ter de responder, com certeza. Quanto ao governo, podem ficar tranquilos, porque nós estamos tranquilos". Quanto ao PT, Chinaglia disse que o partido dará explicações, "se for necessário". (AE)
p 'Arquivo-vivo', Cachoeira corre risco, alerta Senado. DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
Tem muita gente com medo do senhor Cachoeira. Se deixar ele com outras pessoas, daqui a pouco aparece morto. Senador Pedro Simon (PMDB-RS)
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Wilson Pedrosa/AE
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Conselho de Ética do Senado vai encaminhar ofício ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) para alertar sobre os riscos à segurança do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Como Cachoeira divide a cela com outros presos, o conselho teme que o empresário possa correr risco de vida por ser uma espécie de "arquivo vivo" de denúncias contra autoridades e parlamentares. No ofício, o conselho vai anexar pronunciamento do senador Pedro Simon (PMDBRS) feito na manhã de ontem em sessão do colegiado com o alerta sobre a possibilidade de Cachoeira ser assassinado. "Tem muita gente com medo do senhor Cachoeira. Se deixar ele com outras pessoas, daqui a pouco aparece morto. O Conselho de Ética tem que tomar providências para dar garantias de vida", disse Simon. O presidente do conselho, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), afirmou que o órgão tem interesse em que o empresário "seja mantido com vida" por ser peça fundamental nas investigações contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) – que responde a processo no conselho pela suspeita de beneficiar o empresário. "Vou pegar o pronunciamento do senador Simon e enviar. Não temos autoridade de entrar no aspecto policial, mas todos concordam que isso é importante", afirmou.
Preocupados com as informações que o contraventor tem sobre autoridades e parlamentares apontados no esquema de exploração de jogos e tráfico de influência, senadores que integram o Conselho de Ética pedem ao ministério da Defesa no reforço da proteção a Carlinhos Cachoeira.
Perigo anunciado: faixas no Presídio da Papuda, para onde foi transferido o contraventor Carlinhos Cachoeira, informam sobre a paralisação dos agentes pentenciários. Movimento pode se estender por tempo indeterminado.
Cachoeira foi transferido anteontem da penitenciária de segurança máxima de Mossoró (RN) para Brasília. Ele chegou em voo comercial com escala em Fortaleza, seguindo para o Centro de Detenção Provisória – uma área destinada a presos da Polícia Federal. Cachoeira ficará à disposição da Justiça por tempo indeterminado. No presídio de Mossoró, Cachoeira ficava 22 horas trancado em uma cela
sozinho sem ver ninguém. Tinha direito a apenas duas horas de sol por dia e conversava com as visitas por meio de um interfone sem contato físico. De acordo com familiares, ele emagreceu 16 kg, teve o cabelo raspado e está deprimido. Chegou a passar mal e precisou ser atendido por médicos. Sua defesa alegou que ele não representa risco para ficar detido em uma unidade de segurança máxima.
Investigações da PF, por meio das operações Vegas e Monte Carlo sobre jogos de azar, indicam o envolvimento de agentes públicos e privados com o empresário. Há suspeitas de que empresários e políticos receberam dinheiro suficiente de Cachoeira para promover tráfico de influência a fim de, entre outras ações, aprovar propostas, no Congresso, que beneficiasse o setor.
Paralisação – Para ampliar o temor dos senadores quanto à segurança de Cachoeira, os agentes penitenciários do Distrito Federal (DF) deflagraram ontem uma paralisação de 24 horas, ameaçando estender o movimento por tempo indeterminado. O presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciária (Sindpen), Leandro Alan Vieira, disse que a categoria reivindica melhores
condições de trabalho, realização de concursos públicos para contratação de mais servidores, compra de viaturas, equipamentos de uso profissional e reajuste salarial. Segundo Vieira, o ideal é designar pelo menos três agentes para a escolta de cada preso. Atualmente, apenas um funcionário apenas faz o trabalho. Vieira alerta que essa é uma das reivindicações da categoria. (Agências)
Milton Mansilha/LUZ- 29.05.07
A Delta? É ótima, elogia Pezão. Vice-governador do Rio sai em defesa da empreiteira no mesmo dia em que foi aberta auditoria no estado
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mbora a Casa Civil do Rio de Janeiro ainda não tenha nem iniciado a auditoria em todos os contratos da Delta, como decretou o governador Sérgio Cabral (PMDB), o vice Luiz Fernando Pezão fez ontem elogios à empreiteira e afirmou que não há problemas no contratos da Delta com o governo do Rio, com obras avalidas em R$ 1,49 bilhão. Pezão, que foi a Brasília para debater a renegociação da dívida dos estados, disse que não foi apenas a Delta que recebeu mais recursos do governo do Rio. Ele relatou que o estado aumentou seus investimentos e todas as empreiteiras foram beneficiadas. Para o vice-governador, o crescimento da Delta ocorreu por sua capacidade profissional. Segundo Pezão, "a Delta é uma beneficiada disso. A Delta é uma empresa muito
agressiva, pratica preços me- do aumentou cinco vezes o innores, tem uma estrutura me- vestimento, então não tem nor e, por isso, ela tem mais problema nenhum". contratos". O vice-governaNão é o que sugere Reinaldo dor disse ainda Azevedo em seu que não há problog. Para ele, as blemas nesses declarações de contratos. "Eles Pezão são o sinal A Delta é uma obedeceram a de que está em empresa muito todos os editais. agressiva, pratica curso uma "OpeNa lei de emerração Salva Delpreços menores, gência, a gente ta", que incluiria tem uma estrutura notas "em colucaracterizou muito bem. Era menor e, por isso, nas influentes, uma empresa um dos ramos mais contratos. que tinha muitos que "mais prosLUIZ FERNANDO PEZÃO contratos em peram no Brasil, volta daquela que fazem miliotragédia, contratos com o go- nários", de acordo com Azeveverno federal. Então era a em- do. "Governos, governantes, presa que tinha mais facilida- políticos no geral e estatais esde para acessarmos as máqui- tão entre os seus clientes". nas", afirmou Pezão. "Sobre a No caso da Delta, o propriequantidade, o valor que ela tário Fernando Cavendish, tem de contratos com o Esta- suspeito de envolvimento do, todas as empresas cresce- com Carlos Augusto Ramos, o ram sua participação. O esta- Carlinhos Cachoeira, é amigo
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 063/2012-SMS.G, processo 2011-0.324.409-0, destinado ao registro de preço para o fornecimento de FILME ADERENTE DE PVC, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 29 de maio de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 104/2012-SMS.G, processo 2012-0.085.889-8, destinado ao registro de preço para o fornecimento de SERINGA DESCARTÁVEL, ESTÉRIL, para a para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 16 de maio de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.
pessoal de Cabral. O vice-governador também se disse amigo de Cavendish, mas minimizou a relação pessoal como fator de obtenção de contratos pelo empreiteiro. E disse não temer a CPMI do Cachoeira. "Por ser amigo, eu sou amigo de todos, fui secretário de obras. Então não vejo nenhum problema na CPMI". Em Minas Gerais, o Ministério Público determinou a todos os promotores que inspecionem contratos das prefeituras com a Delta e demais construtoras citadas pela Polícia Federal, como a Mapa, a Brava e a Alberto e Pantoja. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSBD), chamou de "ínfimos" os contratos com a Delta no estado. "Nem sei se tem contratos. Se tem, são ínfimos", afirmou. Tem dois contratos que somam R$ 40,9 milhões. (Agências)
Pezão: com investimentos, as empreiteiras foram beneficiadas.
Presidente Kennedy: Operação Lee Oswald A cidade é uma homenagem ao estadista americano. A operação foi batizada por prender o prefeito.
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Polícia Federal prendeu ontem 28 pessoas acusadas por fraudes em licitações, superfaturamento, desvio de verbas, além de pagamentos indevidos em contratos de serviços e compras de materiais no Espírito Santo. Entre os presos está o prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo dos Santos Quinta (PTB). A operação da PF, que consiste no cumprimento de 79 mandatos judiciais, dos quais 51 de busca e apreensão, além de 13
prisões preventivas e 15 temporárias, foi batizada de Lee Oswald. De acordo com a PF, Reginaldo chefiava a quadrilha formada por sua sobrinha, que acumulava a chefia de três secretarias municipais, além do procurador-geral do município, de integrantes da comissão de licitação, empresários e dois policiais militares, um deles comandante da guarda municipal. Também seria integrante do grupo, um membro da executiva estadual do PTB.
Os recursos municipais, segundo a PF, eram desviados para os membros da quadrilha através das licitações, devidamente montadas a partir de editais que restringiam a concorrência e eram direcionadas para grupos econômicos previamente escolhidos, que simulavam legalidade do processo. Foi identificado, até o momento, o desvio de cerca de R$ 50 milhões. Presidente Kennedy é a campeã de créditos em royalties do Espírito Santo, com quase 20% de todo o
valor recebido pelo estado, o que permite que o PIB per capita alcance padrões superiores aos de países desenvolvidos. No entanto, é o lanterna do ranking educacional e apresenta o quarto pior índice de desenvolvimento humano entre as cidades capixabas. Lee Harvey Oswald foi, segundo três investigações do governo dos Estados Unidos, o assassino do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, em Dallas. Foi baleado e morto dois dias depois por Jack Ruby. (AE)
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
7 Passeata é um modo festivo de desopilar a indignação e a revolta. Luiz Guilherme Kawall, do grupo Bate Bola 15/11
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Reprodução
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manhã será o Dia do Basta à Corrupção. Por todo o País nada menos que 80 eventos estão programados para reunir manifestantes em protestos de passeatas a comícios. A maior parte desses eventos foi convocada por grupos virtuais. Provavelmente, essa vai ser a primeira ação em grande escala de grupos virtuais que até agora agiam e promoviam eventos de contestação de forma isolada. Em São Paulo, o grupo NasRuas marcou a concentração a partir das 14h30, no vão livre do Museu de Arte Moderna, o Masp, com saída prevista para as 16 horas. A caminhada seguirá pela avenida Paulista em direção à rua da Consolação. Os manifestantes pretendem sair com rostos pintados, empunhando cartazes de protesto, apitando e cantando o Hino Nacional. Lá também estará o grupo Anonimous, com suas máscaras brancas como no filme V de Vingança, prometendo aterrorizar os malfeitores públicos. Da programação, contam também um trio elétrico com a música Brasil Mostra a Tua Cara, de Cazuza (1958-1990), entre outras canções de protesto; o tenor Rinaldo Viana cantando o Hino Nacional junto com a multidão; e o MuCo (Museu da Corrupção) apresentando três esculturas inéditas, de mais de dois metros de altura, representando de forma satírica os escândalos "Dólares na Cueca", "Anão do Orçamento", e o "Cofre da Nação". Depois do evento, prometese um passeio público em vários pontos da capital, para finalmente permanecerem abertas à visitação virtual o acervo do museu, através do site www.muco.com.br . "Entre tantos grupos, o nosso reuniu 78 mil membros em
E o povo dá um basta à corrupção Amanhã, manifestações em todo País responderão, pela 1ª vez, à ação conjunta dos grupos virtuais. Armando Serra Negra vários estados. E a manifestação de amanhã deverá atrair perto de 1.5 mil pessoas em Belo Horizonte (MG) e São Luiz (MA), e outras 800 em Porto Alegre", diz Carla Zambelli,
Paulo Pampolim/Hype - 25.01.12
coordenadora do grupo virtual Nas Ruas. A primeira grande manifestação, em 7 de Setembro de 2011, reuniu 17 estados e 34 cidades. O destaque foi Brasília (DF), com 25 mil manifestantes, seguida por Rio de Janeiro e São Paulo. "O nome do clube, Bate Bola 15/11,foi uma grande coincidência com o que almejamos. O povo tem que entender que passeata é um modo festivo de desopilar a indignação e a
revolta, faz bem à saúde e ao espírito. Une-se o útil (protestar) ao agradável (confraternizar)", define Luiz Guilherme Kawall, do grupo paulistano intitulado Bate Bola 15/11. Outros estados – No Rio de Janeiro, o Movimento 31 de Julho agendou o ato de protesto para as 11 horas, no Posto 9, em Ipanema. O grupo que nasceu ao som de violão em um boteco do Leblon, ganhou as ruas. "Chope na mão, papeávamos sobre a acomodação brasilei-
ra diante da corrupção", lembra Marcelo Medeiros, coordenador do 31 de Julho. "Havíamos lido um artigo do jornal espanhol El País, dizen-
do que no Brasil milhares saem às ruas para Paradas Gay ou procissões evangélicas, mas ninguém faz nada contra a corrupção e a roubalheira. Resolvemos agir". Os amigos resolveram fazer uma passeata, que acabou se transformando em um encontro de 150 pessoas todas elas conhecidas. "Um chamou outro, que chamou outro, e assim foi", relata Medeiros. Com essa motivação, o grupo idealizou e lançou uma enquete para os usuários do Facebook escolherem entre 10 políticos indicados, quais emplacariam o prêmio Algemas de Ouro. O evento ganhou espaço na mídia e as algemas foram entregues, simbolicamente, à três personalidades (José Sarney, José Dirceu e Jaqueline Roriz) em um baile com 600 pessoas, no centenário Clube dos Democráticos, na Lapa. Em Curitiba, a manifestação tem concentração prevista para as 10 horas, na Boca Maldita. Os participantes devem seguir em passeata até o Palácio do Iguaçu. Em Brasília, a concentração de amanhã para a III Marcha Contra a Corrupção foi organizada pelo grupo MBCC e está marcada para as 10 horas, em frente ao Museu Nacional de Brasília. Mensalão – Ainda no dia 25 de abril, na próxima terça-feira, o grupo Queremos Ética na Po l ít i c a , apoiado pela Ong Transparência Brasil, levará uma ampulheta para ser presenteada ao ministro do STF, Ricardo Lewandowski. Ele é o responsável pela revisão da Ação Penal nº 470, do Mensalão, que urge ser entregue à Corte para julgamento ainda este ano, correndo risco de ser prescrito se passar do prazo. Tempus fugit,:o tempo voa!
Carla Zambelli do grupo virtual Nas Ruas: 78 mil pessoas. Fotos: Paulo Pampolim/Hype
Cartaz do grupo paulista Bate Bola 15/11
Sob o vão do Masp, jovens dizem 'Não aos privilégios'
Pac-Man satiriza políticos Lançado no Facebook, jogo Roba Roba se propõe a mostrar falcatruas públicas
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ntes de jogar, lê-se: "Você foi eleito graças a algumas manobras eleitoreiras, como pagar churrascos e fazer showmícios nas favelas, onde você prometeu um monte de coisas, que não são nem da sua alçada. Mas… E daí? Você tá de olho é no salário, nos cargos e, principalmente, nos contratos". O aviso surge quando você começa a jogar o Roba Roba, game lançado ontem no Facebook pela PlayerUm. A ideia é mostrar a carreira de um político corrupto. Na primeira fase, você é um vereador. Na segunda, deputado estadual. E assim sucessivamente até à presidência do Senado. Para passar de fase o jogador precisa "desviar" dinheiro e fugir dos "inimigos": impren-
Reprodução
OAB: Congresso é balcão de negócios Presidente da entidade diz que o Parlamento se tornou um "pântano".
E A ideia é mostrar a vida do corrupto: ganha quem mais desvia verba. sa, Justiça, povo e Polícia Federal. Quanto mais dinheiro embolsa, mais antitroféus ganha: menos hospitais, menos escolas etc, porque os recursos são consumidos pela corrupção. Segundo um dos sócios da PlayerUm, Rubens Blajberg, a empresa costuma
aproveitar fatos em evidência para criar games. Agora foi diferente: "Infelizmente, a corrupção está sempre acontecendo. Então foi só montar o jogo. E aí coincidiu com o escândalo do Cachoeira agora, mas poderia ter sido com qualquer outro." (AE)
Manifestante usa máscara gigante como o filme V de Vingança
m discurso durante a posse do novo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Carlos Ayres Britto, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, fez referência ao recente escândalo que envolve o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Diante do recém-empossado e da presidente Dilma Rousseff, entre outros, Ophir Cavalcante afirmou que Congresso Nacional se tornou, "em todos os níveis um pântano, onde muito se discute, mas nada é feito de concreto para melhorar o
Alan Marques/Folhapress - 23.08.11
Cavalcante: "Nada é feito de concreto para melhorar o ambiente". ambiente, que continua sendo o de um pântano". E faz uma ressalva: "Com honrosas exceções, é claro, o Parlamento tem servido de
balcão de negócios para muitos políticos, contribuindo para desgastar ainda mais a imagem das instituições". (Folhapress)
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
Juiz não é traça de processo, não é ácaro de gabinete. Ministro Carlos Ayres Britto, presidente do STF.
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Sérgio Lima/Folhapress
Despedida: presidente do STF deixa o cargo em cerimônia acompanhada pela presidente Dilma e o vice, Michel Temer.
Peluso deixa STF com avanços e pendências Apesar de conquistas como a aprovação da Lei da Ficha Limpa, ministro não aprovou tudo que queria.
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gestão de Cezar Peluso à frente do Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcada pelo julgamento de casos que repercutiram em todo o país, como a análise e aprovação da Lei da Ficha Limpa e a validação da união estável homossexual. O ministro deixa o
cargo com poucos avanços políticos nas propostas que mais defendeu e sem perspectiva de continuidade por seu sucessor. Uma das principais demandas de Peluso era a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição que permitiria a execução automática de deci-
sões de segunda instância, a chamada PEC dos Recursos. Ele queria que esta fosse o carro-chefe do terceiro Pacto Republicano – uma série de projetos para tornar o Judiciário mais eficaz e ágil, com apoio dos Três Poderes. A ideia era que o pacto fosse lançado em maio do ano passado, mas não
houve acordo político para encaminhar as propostas. Segundo a assessoria de Peluso, o pacto perdeu seu principal articulador no Executivo com a saída do então ministro da Casa Civil Antonio Palocci. O outro ministro envolvido nas tratativas, José Eduardo Cardozo, da Justiça, sinalizou não
ter segurança para abraçar a gramas, mas, como não houve ideia. articulação com o Executivo, o "Vamos verificar se seria projeto foi deixado de lado. apropriado ou não colocarmos Segurança – A passagem de no pacto uma proposta que Peluso pela presidência do Sutem uma dimensão polêmi- premo resultou em uma muca", declarou o ministro, no dança significativa no sistema ano passado. de segurança da Suprema Na avaliação de assessores Corte. Hoje, as cerca de 2 mil do presidente, outro motivo pessoas que circulam diariaque colaborou para o escan- mente por lá precisam passar teamento do pacto foi a polê- por um sistema rigoroso de mica ocorrida com o Executivo identificação, que inclui catrano ano passado, quando o Mi- cas, travas eletrônicas de nistério do Planejamento cor- acesso a salas, câmeras de setou o orçamento proposto pe- gurança e vigilância constanlo STF para 2012. O orçamento te de seguranças, que impeprevia aumento para juízes e dem o trânsito de qualquer um servidores, pleito que tam- que esteja sem crachá. bém não teve Assim que êxito na gesassumiu a tão de Pelup r e s i dê n c i a , so. P e l u s o c o nO encamivocou para a Vamos verificar se nhamento da chefia da seseria apropriado ou gurança o conova Lei Orgânica da Maronel Marley não colocarmos no gistratura ao Pacto uma proposta E l y s i o d o s Congresso Santos, que que tem uma Nacional, t i n h a e x p edimensão polêmica. r i ê n c i a n a prometido por Peluso gestão de seCEZAR PELUSO, EX-PRESIDENTE desde que asgurança do DO SUPREMO. sumiu a presiTribunal de dência do SuJustiça do Rio premo, também acabou não de Janeiro. "Não queremos indo em frente. O texto em vi- proibir o acesso de ninguém, gor é do ano de 1979, anterior apenas controlar", afirmou o à Constituição, e vários pontos coronel, negando exagero nas precisam ser atualizados. O medidas para controle da cirSTF tenta encaminhar a de- culação de pessoas. manda há anos, mas a pressão Desde então, os investicontra o anteprojeto vem da mentos em segurança auprópria magistratura, preocu- mentaram significativamenpada com a possibilidade de te, ficando abaixo apenas do perda de prerrogativas, como orçamento da Comunicação as férias de 60 dias. Social, que atende à TV Justiça Ao assumir a presidência do e da Rádio Nacional. tribunal, em abril de 2010, PeNeste ano, o orçamento da luso dedicou grande parte do área de segurança do STF todiscurso de posse à defesa da taliza R$ 30 milhões, destinacriação da Universidade de dos a gastos fixos, inclusive de Segurança Pública das Na- pessoal, além de contratos já ções Unidas no Brasil. Uma empenhados. Hoje, o tribunal das condições para o projeto é vigiado por 365 câmeras disair do papel era a obtenção de gitais, que armazenam os refundos de agências de desen- gistros por pelo menos 90 volvimento para financiar pro- dias. (ABr)
Sérgio Lima/Folhapress
Ayres: 'É preciso se impor o respeito' Novo presidente da suprema corte diz que magistrados não podem ser prepotentes
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Código Florestal vai à votação
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altando menos de uma semana para votação da reforma do Código Florestal, o relator na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), deu por fracassada a tentativa de negociação com o governo para promover a anistia a desmatadores, como defendem seus colegas ruralistas. O texto irá à votação sem acordo. "Vai ter batalha campal, não teve jeito de evitar. Vamos para o confronto e quem tiver mais voto vence", desafiou. Um pouco antes, em reunião no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff reiterou a posição do governo de exigir a recuperação da vegetação nativa às margens de rios, entre 15 e 100 metros, dependendo da largura do rio. A regra tem atenuantes para pequenas propriedades. A presidente admite corrigir eventuais problemas que surjam no cumprimento da exigência, mas voltou a defender o texto aprovado pelo Senado em dezembro. (AE)
O Poder que evita o desgoverno, o desmando e o descontrole eventual dos outros dois não pode se desgovernar. CARLOS AYRES BRITTO
conta as expectativas da sociedade, ao dizer que "juiz não é traça de processo, não é ácaro de gabinete". "Sem fugir das provas dos autos nem se tornar refém da opinião pública, tem que levar os pertinentes dispositivos jurídicos ao cumprimento de sua mediata ou macro-função de conciliar o Direito com a vida", sentenciou. Ayres Britto terá um mandato curto à frente do STF. Ele se
aposentará em novembro deste ano, quando completará 70 anos. Durante o período, no entanto, existe a expectativa de que julgamentos importantes aconteçam, como o processo do mensalão, por exemplo. O discurso em que inaugurou sua presidência foi repleto de citações poéticas e místicas. Ao lembrar-se dos pais, por exemplo, afirmou que eles são seus "ícones desta minha vida terrena e de outras que ainda terei, porquanto aprendi com eles dois que o nada não pode ser o derradeiro anfitrião do tudo". Ele também afirmou que a consciência do juiz, que segundo ele, é fruto do "casamento entre o pensamento e o sentimento (...) corresponde àquele ponto de equilíbrio que a literatura mística chama de 'terceiro olho'. O único que não é visto, mas o que pode ver tudo". (Folhapress)
Ueslei Marcelino/Reuters
Carlos Ayres Brito: discurso de posse repleto de citações poéticas e místicas.
o assumir a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), ontem, o ministro Carlos Ayres Britto afirmou que os magistrados brasileiros não podem ser prepotentes e que o Judiciário, antes de impor "tem que se impor o respeito". "Quem tem o rei na barriga um dia morre de parto, permito-me a coloquialidade do fraseado, e os juízes não estão imunizados quanto a essa providencial regra de vida em sociedade". Sobre a Justiça, disse: "O Poder que evita o desgoverno, o desmando e o descontrole eventual dos outros dois não pode, ele mesmo, se desgovernar, se descontrolar". Ele também fez referência a recentes críticas, feitas até pelo seu antecessor, Cezar Peluso, sobre a tendência do Supremo de julgar de acordo com a opinião pública. Para ele, a Justiça tem que levar em
A ESPADA É A LEI – Sem tocar em polêmicas, a presidente Dilma Rousseff aproveitou solenidade em comemoração ao Dia do Exército, ontem, para elogiar a atuação da força e sustentar que a nova posição do Brasil no cenário internacional traz desafios para a defesa da soberania. Dilma ainda lembrou o compromisso do Exército com a democracia e destacou a sua ação no país e no mundo.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
9 NORUEGA O ultradireitista Anders Breivik usou videogame para preparar ataques
nternacional
Acordo autoriza atuação de observadores para monitorar o frágil cessar-fogo na Síria. Hoje com apenas oito participantes, equipe pode chegar a 300. Os 'Amigos da Síria', contrários ao regime de Bashar al-Assad, alertam que a trégua é a última chance de paz.
SINAL VERDE PARA A MISSÃO DA ONU
Ali Jarekji/Reuters
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Síria e a Organização das Nações Unidas (ONU) assinaram ontem um acordo sobre a atuação de centenas de observadores estrangeiros que irão monitorar o cessar-fogo no país. Resta agora convencer o Ocidente de que a missão pode ter poder e autoridade para garantir a paz. Um punhado de observadores da ONU já está na Síria monitorando a trégua instaurada há uma semana, mas que por enquanto não parou totalmente com a violência. A proposta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, é ampliar a missão para até 300 monitores em um período de até três meses. O envio de uma força maior ainda precisa ser aprovado no Conselho de Segurança da ONU, que está dividido entre as potências ocidentais que torcem pela derrubada de Bashar al-Assad, contra Rússia e China, aliadas do governo sírio. A Rússia esnobou o convite para uma reunião do grupo de "Amigos da Síria", que ocorreu em Paris e incluiu Estados Unidos, França, Reino Unido e Arábia Saudita, entre outros. Falando no encontro, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que o Conselho deveria impor sanções ao regime de Assad caso ele impeça um monitoramento adequado da trégua. Já o chanceler da França, Alain Juppé, afirmou que o cessar-fogo é a última chance de evitar uma guerra civil. Em seu primeiro relato ao Conselho desde o envio da missão preliminar, Ban disse que a Síria não retirou totalmente soldados e armas dos centros urbanos, conforme previa o plano internacional, e que não está passando um "sinal claro" do seu compromisso com a paz. Após três dias de visitas a campo, o integrante do grupo inicial, o capitão da Marinha brasileira Alexandre Feitosa, disse à Folhapress que não viu grandes violações da trégua. No entanto, o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que forças sírias abriram fogo ontem em Herak, no sul do país, logo depois de a equipe de monitores deixar a área. (Agências)
VENEZUELA Chávez manipula a Justiça, acusa ex-juiz da Suprema Corte do país.
Refugiados sírios e simpatizantes jordanianos fazem manifestação contra o regime de Bashar al-Assad em frente à embaixada da Síria em Amã, na Jordânia. Divulgação/Reuters
Benoit Tessier/Reuters
Chanceleres dos países 'Amigos da Síria' dizem que eventual fracasso do plano da ONU seria 'catastrófico'
NOVA ONDA DE BOMBAS NO IRAQUE Atentados matam pelo menos 37 pessoas e deixam outras 160 feridas. Autoridades culpam a Al-Qaeda.
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ma onda de explosões, ataques com carrosbomba e tiroteios em sete diferentes províncias do Iraque deixou pelo menos 37 mortos e mais de 160 feridos ontem. Trata-se do dia mais violento desde 20 de março, quando ataques assumidos pelo grupo extremista Estado Islâmico do Iraque mataram 50 pessoas e deixaram 255 feridas em todo o país. Os atentados ocorrem em meio ao aumento das tensões políticas entre árabes sunitas e xiitas no Iraque. O bloco parlamentar Iraqiya, apoiado pelos sunitas, denunciou que o governo iraquiano, controlado pelo primeiro-ministro Nouri alMaliki, xiita, não adota medidas suficientes de segurança. No total, 22 civis, 10 policiais, dois soldados e três combatentes de uma milícia que luta contra a Al-Qaeda foram mortos, em 14 ataques separados com carros-bomba, 13 explosões de bombas e três ataques feitos por homensbomba suicidas. Os alvos foram os serviços de segurança em diferentes zonas
Ako Rasheed/Reuters
Um míssil da Índia capaz de atingir Pequim Agentes de segurança observam destroços de carro-bomba na cidade de Kirkuk, ao norte de Bagdá. de Bagdá e no norte do país. Na capital e arredores, a explosão de bombas deixou pelo menos 17 mortos e 63 feridos, informou o Ministério do Interior. Um carro-bomba cujo alvo
era o comboio do ministro da Saúde, Majid Hamed Amin, no coração de Bagdá, matou dois civis e feriu nove pessoas, dentre elas quatro dos seguranças do ministro. Amin escapou.
Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques, mas o portavoz do comando militar de Bagdá, Dhia al-Wakeel, disse que eles têm elementos dos realizados pela Al-Qaeda. (Agências)
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Índia confirmou ontem o sucesso do teste de lançamento do primeiro míssil balístico intercontinental do país com capacidade nuclear e alcance para atingir a China e o Leste Europeu. Ao contrário da Coreia do Norte, que fez teste similar
na semana passada, a Índia parece ter sido aceita pela maior parte do mundo como um país nuclear estável. Oficialmente, Pequim teve uma reação comedida, mas o jornal oficial Diário do Povo alertou: "a Índia precisa ter consciência de que o poderio nuclear chinês é superior e muito mais confiável. Para o futuro próximo, a Índia não teria nenhuma chance de superar a China". (Agências)
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Paulo Pampolin/Hype
MUITA HISTÓRIA Criada por um grupo de carpinteiros e pedreiros em 1891, a Associação das Classes Laboriosas é considerada a mais antiga entidade beneficente e sem fins lucrativos do País. Sua sede recebia espetáculos artísticos de alta qualidade.
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No Centro, um prédio busca seu passado. Trata-se do edifício sede da Classes Laboriosas, na rua Roberto Simonsen. O fogo destruiu seu interior em 2008. A entidade foi pioneira em atividades beneficentes. Mariana Missiaggia
Fotos de Paulo Pampolin/Hype
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lhares saudosos se voltam para o número 22 da rua Roberto Simonsen, no Centro de São Paulo, antiga sede da Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas. Quem passa em frente ao endereço para, observa, recorda e só tem a lamentar. Centenário, o edifício segue fechado e abandonado desde 2008, quando sofreu um incêndio. Resistente ao tempo, a construção aguarda um acordo entre a seguradora e seu proprietário. Conhecido como Salão Celso Garcia, em homenagem ao grande benfeitor das Classes Laboriosas, Afonso Celso Garcia, o prédio foi erguido em 1907 para abrigar os profissionais das Classes Laboriosas, e, por influência dessa entidade, tornou-se ponto de encontro de políticos e de artistas que se apresentavam e frequentavam uma das mais belas construções do século passado. Em 1910, jornais noticiavam os eventos culturais que aconteciam no edifício, destacando a programação artística: Ópera Giordano Bruno, de Moro Mori; "Primeiro de Maio", comédia de Demétrio Alatri; Conferência em Língua Italiana, Coro da Ópera Nabuco, de Verdi; Declamação de Poesia e Baile de Encerramento. Nas décadas de 1940 e 1950, o salão principal, que era palco de peças de teatro, deu lugar a calorosas discussões sobre as greves e revoltas operárias que aconteciam na época, na Capital. Criada por um grupo de carpinteiros e pedreiros, em 1891, a Associação das Classes Laboriosas é considerada a mais antiga entidade beneficente e sem fins lucrativos do País. Já consolidado como um espaço que reunia os aspectos assistencial e cultural, a sede também abrigava outras entidades – como as companhias de teatro Centro Dramático e Recreativo Internacional, o Grêmio Dramático Maria Falcão e o Grêmio Dramático e Recreativo Anita Garibaldi. Esse cenário todo veio abaixo em fevereiro de 2008, quando um incêndio destruiu todo o interior do prédio, restando apenas a fachada art déco e as paredes do luxuoso salão. Um ano depois, em março de 2009, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo (Conpresp) liberou a reforma do imóvel tombado. Em três anos, porém, nenhuma parede foi recuperada. Hoje, o lixo se acumula no interior do edifício. A qualquer hora do dia
Parte da fachada do edifício Classes Laboriosas, cujo interior foi destruído por um incêndio em 2008
No Centro, o edifício segue fechado e abandonado desde 2008, quando sofreu um incêndio
Esperança: na última semana, um perito e um engenheiro realizaram vistorias no prédio incendiado para a elaboração de um novo laudo.
é possível observar a movimentação dos ratos que se multiplicam naquele espaço. Amadeu Mêmolo, 72 anos, presidente da Classes Laboriosas, sonha em rever a efervescência do Salão Celso Garcia. Segundo ele, a seguradora responsável pelo prédio não pagou os R$ 2,5 milhões que deveriam ter sido restituídos após o incêndio. Assim como em outros prédios centenários de centros históricos,
as circunstâncias desses incêndios sempre despertam suspeitas. “Todos nos lembramos do Salão Celso Garcia com muito saudosismo. Realizávamos saraus, bazares, aulas de coral e etc. Uma legião de associados atuava como voluntários e hoje estão em casa, ociosos”, disse. Esperançoso, Mêmolo conta que, esta semana, um perito e um engenheiro realizaram vistorias no prédio incen-
diado para a elaboração de um novo laudo. “Tenho confiança na causa e o processo está muito bem encaminhado. Por isso, não perco a esperança de retornar àquele prédio e instalar castiçais, vitrais, gradis de ferro nas escadas e arandelas para recuperar o máximo possível da originalidade. Essa demora é uma pena”, lamentou Mêmolo, garantindo que os associados também cobram a reforma.
Nas décadas de 1940 e 1950, o salão principal, que era palco de peças de teatro, deu lugar a calorosas discussões sobre as greves e revoltas operárias que aconteciam na época, na Capital.
Mário Ângelo/Sigmapress/AE
Danilo Verpa/Folhapress
DEVOÇÃO – Santo Expedito, para quem os devotos confiam suas causas mais urgentes, foi homenageado ontem, em seu dia. Muitos fiéis comparecerem ontem à sua capela, no bairro do Jaçanã, na zona norte da Capital. Santo Expedito também é patrono da Polícia Militar de São Paulo.
PROTESTO – Integrantes do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira realizaram ontem um ato de protesto contra o aborto e contra o casamento de homossexuais. Com estandartes e cartazes, um grupo concentrou-se na avenida Paulista. Um dos cartazes dizia: "Buzine a favor do casamento verdadeiro - 1 homem e 1 mulher".
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11 São músicas que cantamos à noite, durante a pajelança. Olívio Jekupé
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Domingo será dia de índio no Parque da Água Branca Ivan Ventura
Coral formado por índios guaranis se apresentará a partir das 11h. Serão interpretadas canções típicas, geralmente cantadas à noite na tribo, acompanhadas de instrumentos como o violão de cinco cordas e rebeca. Apresentação faz parte do evento Oca Di Versos, cuja programação vai até o fim do mês.
Giuliano Gomes/Folhapress
Comemoração
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o domingo, um coral com 25 índios guaranis, da tribo Krukutu, a maioria formado por crianças e adolescentes, vai apresentar-se gratuitamente, a partir das 11h, no Parque da Água Branca, na zona oeste. O coral faz parte do Oca Di Versos, que prevê uma série de eventos dedicados aos índios brasileiros até o fim do mês. O coral guarani mistura elementos da cultura indígena e de outros povos. Se por um lado as letras das músicas são cantadas no tupi-guarani, alguns dos instrumentos utilizados pelos integrantes são bem conhecidos da população, como o violão de cinco cordas. Segundo o responsável pelo coral e presidente da associação de indígenas de Parelheiros, Olívio Jekupé, além do violão haverá chocalhos e uma rabeca (instrumento parecido com o violino). "São músicas que cantamos à noite, durante a pajelança. É o caso da Nhanderu, uma das mais conhecidas. Sobre a rabeca, eles pararam de produzir o instrumento na Europa e ele só se manteve vivo graças aos índios guaranis, que o utilizam até hoje nas pajelanças", disse. Uma das organizadoras do Oca Di Versos, a antropóloga e socióloga Débora Goldemberg, explica que a mistura de elementos da cultura guarani e dos "caraíbas" é fruto de um antigo costume guarani: o nomadismo. "Provavelmente, trata-se de um dos povos que melhor aceitaram o contato com os brancos portugueses. Os outros grupos, normalmente guerreiros, morreram em lutas ou fugiram para o interior do Brasil", afirma. Além da música típica guarani, a tribo de Jekupé levará seu artesanato típico para o Parque da Água Branca. Serão exibidos colares e até textos que narram histórias ou folclores indígenas. Goldemberg explica que a o evento Oca Di Versos ocorrerá em todos os finais de semana até o fim de abril. No Brasil, existem cerca de 200 tribos indígenas espalhadas pelo Brasil e que falam mais de 120 diferentes línguas. Em São Paulo, há tribos como os guaranis.
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ntem, 19 de abril, foi comemorado em todo o País o Dia do Índio (fotos). Dados do IBGE mostram que, atualmente, o Brasil possui 817 mil pessoas que se declaram índios - 0,4% dos brasileiros. Eles estão espalhados por mais de 80% dos municípios.
Adriano Ishibashi/Folhapress
Odair Leal/Folhapress
O corretor de imóveis Verany Bicudo e seu primeiro "gol de placa", o Edifício Sete de Abril.
Reprodução
Chico Ferreira/LUZ
DAS INCRÍVEIS PECHINCHAS... omo você reagiria caso lhe fosse oferecido o aluguel de uma loja no Shopping Center Iguatemi por cerca de R$ 200 ao mês? Provavelmente iria recusar ou relutar bastante antes de aceitar, se estivesse em São Paulo nos idos de 1966, ano da sua inauguração. Foi esta, invariavelmente, a resposta recebida pelo corretor de imóveis Verany Bicudo ao procurar os lojistas da Rua Augusta com aquele propósito. É uma loucura completa, disseram-lhe, referindo-se ao local como um galpão no qual jamais as lojas iriam prosperar. Tudo indicava que o construtor Alfredo Mathias, responsável pelo empreendimento, iria amargar um prejuízo colossal. Salvou-o a iniciativa de haver comprado também o terreno atrás do prédio, onde ergueu edifícios residenciais cujas vendas foram bem sucedidas. Hoje, o site da revista Exame informa que o aluguel referido vale US$ 4.330 (cerca de R$ 7.800) o metro quadrado, segundo o rankink da consultoria norteamericana Cushman & Wakefield. Está, planetariamente, na 11ª colocação.
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Certamente Verany tinha essas lembranças frescas na memória quando recebeu anteontem, na Câmara Municipal, a Medalha Anchieta como reconhecimento da Cidade pelo seu trabalho. Também poderia recordar de outra venda significativa que fez: o vasto terreno no qual se instalava a TV Record, na Avenida Miruna, em Moema, que custou dois cruzeiros o metro quadrado – hoje, isso equivale a R$ 8, conforme os mesmos cálculos de atualização aplicados ao Iguatemi. Que pechincha! Naturalmente, a homenagem dos vereadores não se deveu à sua performance profissional. Talvez a sua principal virtude tenha sido a de ser um dos fundadores do CRECI – Conselho Regional dos Corretores de Imóveis – em agosto de 1962, portanto, há 50 anos. A entidade ordenou e regulou uma atividade que enveredava pela concorrência predatória e contribuía para ampliar a então já caótica ocupação do solo na Capital. Aos 83 anos, Verany prossegue em pleno labor. No momento, está metido na implantação de um shopping center na cidade de Bragança Paulista.
...QUE VERANY VENDIA
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erany herdou a profissão de seu pai, que em 1915 já estava negociando imóveis. Mas naquela época era diferente. Os profissionais recebiam o título de "agentes de negócios". Na verdade, eram procuradores de uma ou duas famílias abastadas – e isso incluía as fazendas e chácaras– ou de capitalistas dispostos a investir no setor. De modo que raramente atuavam no varejo. "A confiança mútua era a marca desse relacionamento", diz ele. Em 1948, aos 18 anos, Verany iniciou-se na corretagem. E o fez à moda antiga, assumindo as procurações das famílias Dumont Villares, de Luiz Eduardo Matarazzo e da Fundação Cunha Bueno. Calcula que, naquela época, deveria haver no máximo uns mil colegas na Capital. Paralelamente, continuou estudante direito. Mas quando pôs no dedo o anel com a pedra rubi, guardou o diploma numa gaveta e lá o esqueceu. Sua primeira providência nos negócios imobiliários foi a de aprender a dar o passo de corretor. Parece algo simples, mas não é. Consiste em levar um pé adiante na extensão exata de um metro para avaliar, durante a função, as medidas da área com a qual está lidando, evitando
a trabalhosa operação com uma trena. Era uma habilidade obtida com muito treinamento e golpe de vista. Na década de 50, fez uma venda que pode ser equiparada ao primeiro gol de placa de um craque de futebol. Foi na Rua Sete de Abril, 118 – o endereço pode ser identificado pelo letreiro da loja de sapatos Zapata, no térreo. Tem 10 andares e foi o primeiro condomínio comercial da Cidade. Até então, a legislação não permitia empreendimentos desse tipo. Os prédios pertenciam apenas a um proprietário ou empresa, que eram inteiramente responsáveis por ele; não havia pulverização de donos, o que veio democratizar as ocupações. "Ah! Depois eu vendi o primeiro edifício-garagem de São Paulo. Também está lá até hoje, na Consolação, à esquerda de quem desce, próximo da São Luiz", informa. Como se observa, é boa a memória de Verany. Por falar nisso, o terreno do Shopping Iguatemi e arredores era ocupado por chácaras da Dierberger, empresa pioneira na comercialização de flores e essências, fundada em 1893 e que até hoje mantém uma loja tradicional no Largo de São Francisco.
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ESCASSEZ Urso polar se alimenta da barbatana de uma baleia na baía de Holmiabukta, no Ártico.
Tudo separado Chinelos que mantêm os dedos todos separados, uma criação da empresa Sazzi. A separação garantiria maior mobilidade aos dedos. http://bit.ly/HVl2X7
I TÁLIA
Museu queima obras em protesto Antonio Manfredi, diretor do Museu Casoria de Arte Contemporânea de Nápoles, decidiu protestar contra a a falta de recursos da instituição queimando três obras de arte por semana. Com as medidas italianas para sanear a economia, houve redução drástica de investimentos em cultura. "Trabalhamos sem receber nada. Uso dinheiro do meu bolso, e alguns amigos ajudam", disse. A primeira obra queimada foi o quadro francês La Promenade, estimado em R$ 24 mil.
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Florian Schulz/Reuters
Explodindo o cofre
C ELEBRIDADES
Em tempos de roubos a banco e explosões de caixas eletrônicos, nada de quebrar os bons e velhos porquinhos em busca de um trocado. Este cofre em formato de granada é moderno e combina bem mais com o noticiário. Economize US$ 32 antes de comprar o seu.
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T ECNOLOGIA
O iPad ou o casamento
Relógio Ninja O designer Andy Kurovets se inspirou nas máscaras ninja para criar este relógio. O olho da esquerda indica a hora e o da direita, os minutos. www.techfieber.de/?s=ninja
F UTEBOL
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cassino online RoxyPalace.com fez uma pesquisa com seus usuários e descobriu que 11% dos solteiros preferem comprar a mais recente versão de um tablet da Apple a usar o dinheiro para cortejar um potencial parceiro. Além disso, 3% dos entrevistados que estão em um relacionamento deixariam o Amit Dave/Reuters
parceiro atual se, em troca, recebessem um iPad 3. A pesquisa mostrou ainda que 84% das mulheres prefeririam aturar o parceiro atual a trocá-lo pelo iPad. Mas 4% trocariam o parceiro por qualquer tablet. Apenas 44% dos entrevistados consideraram a hipótese de usar aplicativos para iPad para buscar conselhos que
Obama tem apoio de George Clooney O ator George Clooney será o anfitrião de uma recepção, em maio, em que pretende arrecadar US$ 6 milhões para a campanha do presidente Barack Obama, que estará presente ao encontro. O evento acontecerá na casa de Clooney em Los Angeles, Califórnia. Mais de 150 pessoas participarão da reunião. A entrada custará US$ 40 mil. A RTE
ajudassem a "resolver um problema de relacionamento". "O produto da Apple tem uma grande variedade de funções, mas mesmo a versão mais recente não pode oferecer algumas das coisas que um novo romance oferece", diz o site. E fica a questão: quanta felicidade um usuário de cassinos online obtém de seu relacionamento atual? Gary Cameron/Reuters
Ronaldinho vale cada vez menos
C ASA
Prato de grego A tradição de quebrar pratos dos gregos na versão da Designer Prod. Esses já vêm quebrados. http://bit.ly/HV5O7V
diz a nota da consultoria. Segundo a Pluri, outro fator influenciou na queda foram seus "frequentes problemas fora de campo", que refletiram em faltas frequentes aos treinos do Flamengo. A empresa diz ainda que a atual má fase de Ronaldinho Gaúcho "gera dúvidas a respeito de seu futuro devido a seu elevado custo e à eliminação do Flamengo da Taça Libertadores".
Cultura em cor Para quebrar o aspecto realista de seus retratos de artistas famosos, como o pintor Salvador Dalí (foto), Hyung Koo Kang abusa das cores fortes da cultura pop. http://bit.ly/JbB1TT
L OTERIAS
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O valor de mercado de Ronaldinho Gaúcho caiu 36% em apenas quatro meses, de 7 milhões de euro em dezembro a 4,5 milhões em abril, segundo os cálculos divulgados pela consultoria Pluri, especializada em informações do mercado futebolístico. "Aos 32 anos, o jogador não consegue mostrar no Flamengo o futebol que se esperava dele e acumula no clube carioca uma fase de pouco brilho",
DESIGUALDADE - Mulheres carregam recipientes com água potável em Charnaka, no estado de Gujarat, Índia. Em Virginia, nos EUA, jovens levam na cabeça chapéus com réplicas do ônibus espacial 'aposentado' Discovery.
Tempo de colheita Vista de um campo de aspargos na cidade de Beelitz, Alemanha. A cidade, uma das principais regiões produtoras do mundo, iniciou a colheita do vegetal nesta semana.
Patrick Pleul/AFP
Pratos são de silicone, com encaixes
Concurso 2877 da QUINA 10
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13 FINANCIAMENTO Banco MercedesBenz libera R$ 1 bi em crédito no primeiro trimestre
conomia
MERCADO Seguros de carros devem crescer 15% em quatro anos, prevê o Itaú.
Newton Santos/Hype
Lei do aviso prévio gera confusão entre advogados Legislação em vigor desde o final de 2011 continua dividindo opiniões sobre sua aplicabilidade. Circular recente do MTE aumentou ainda mais a discussão, que deve acabar sendo resolvida nos tribunais. Renato Carbonari Ibelli
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o final do ano passado, ocorreram mudanças importantes nas regras que pautam as rescisões de contratos de trabalho. Elas foram estabelecidas pela Lei n° 12.506, de outubro de 2011, que regulamentou o aviso prévio proporcional ao tempo trabalhado. Mas, mesmo hoje, vários meses depois, a regra continua trazendo mais dúvidas do que esclarecimentos. Para especialistas, ela peca em tentar alterar, com um único artigo vago, todo o capítulo sexto da Consolidação das L e i s T r a b aA Lei 12.506 não lhistas (CLT). alterou em nada o O ponto central da lei aviso trabalhado. é a ampliação PAULO SÉRGIO JOÃO, ADVOGADO dos dias de aviso prévio, que passam a variar de 30 a 90, proporcionalmente ao tempo que o empregado esteve vinculado à empresa. Essa variação se dá com o acréscimo de três dias ao aviso para cada ano de serviço prestado na mesma companhia. O consenso termina aqui. Uma das questões que ficaram em aberto diz respeito ao prazo a partir do qual a soma dos três dias deve ser feita. Na opinião da maioria dos advogados ouvidos pelo Diário do Comércio, ela deve ser feita a partir do primeiro ano completo de trabalho na empresa.
Ou seja, trabalhadores demitidos com menos de um ano têm direito ao aviso prévio mínimo estabelecido, que é de 30 dias. Já o funcionário com um ano e um dia na companhia já ganharia o direito de acrescer três dias ao aviso, que passaria a ser de 33 dias. Completados dois anos e um dia, seriam acrescidos seis dias, totalizando 36 dias de aviso prévio. E assim por diante, respeitando o limite de 90 dias de aviso previstos pela lei. Circular – Porém, uma circular interna do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) passou a orientar os servidores públicos que homologam as rescisões a fazerem uma contagem diferente. De acordo com a circular, "a contagem do acréscimo de tempo deverá ser calculada a partir do segundo ano completo" na empresa. Ou seja, somente após completar dois anos e um dia o empregado demitido ganharia três dias a mais no aviso prévio, que passaria a ser de 33 dias. De acordo com o advogado trabalhista Alessandro Veríssimo dos Santos, a circular do MTE, embora não tenha valor legal, pode ser usada como mecanismo de orientação em decisões judiciais envolvendo rescisões contratuais. "Mas não há garantia quanto a isso, até porque, quando uma lei pode ser interpretada de mais de uma maneira, o juiz tende a
Reforma trabalhista a caminho, afirma José Pastore.
O
economista da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em relações do trabalho, José Pastore, afirmou ontem que a desoneração da folha de pagamento indica que o governo poderá promover a reforma trabalhista em breve. Pastore falou durante a reunião do Conselho de Economia da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), sobre o tema O Brasil está crescendo? Como ficará a economia após o pacote de estímulo do governo?. Na avaliação do economista, com a desoneração, o custo sobre a folha de pagamento de alguns setores caiu de 102% para 79%. Na opinião dele, essa medida deveria ser estendida a todos os segmentos econômicos. Pastore disse que uma reforma trabalhista se faz necessária e urgente, pois o custo do trabalho no Brasil tem crescido acima da produtividade. Como exemplo, o economista citou que, entre 2008 e 2011, o salário médio da indústria de transformação cresceu 25%
acima da inflação e 150% em dólar, enquanto o salário médio de outros setores avançou 12,4% e a produtividade nem chegou a se expandir nesse período. Ainda de acordo com Pastore, ao desonerar a folha de pagamento, o Partido dos Trabalhadores (PT) reconheceu que os elevados encargos sobre a folha são um dos principais entraves à atividade industrial e ao crescimento econômico. "O governo do PT, que sempre resistiu à ideia de que o custo do trabalho é alto, agora reconheceu o que eu sempre defendi", disse. Após anos ouvindo críticas de economistas do partido, atualmente Pastore tem sido chamado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para participar das discussões sobre a desoneração da folha. As medidas de incentivo do governo, disse Pastore, impactaram de forma positiva na indústria de transformação. Para o especialista, se a economia crescer, o País fechará o ano com a taxa de desemprego entre 5,5% e 6% da População Economicamente Ativa (PEA). (AE)
beneficiar a parte mais vulnerável, no caso, o trabalhador demitido", afirma Santos. I ns eg ur ança – Segundo declaração do advogado, as empresas procurarão fazer a conta para o aviso prévio baseadas na previsão aberta pela circular do MTE. No entanto, a tendência é que os juízes decidam em f a v o r d o acréscimo dos três dias após um ano Aviso prévio proporcional, de até 90 dias, inspira entendimentos completamente diferentes. de contrato. De acordo com Santos, caso não venha acordo com o entendimento questão levantada foi a possiuma nova lei mais detalhada, do advogado Paulo Sérgio bilidade de a Lei 12.506 ser revogando a Lei 12.506, o Tri- João, autor do livro Nova Lei do aplicada também em benefíbunal Superior do Trabalho Aviso Prévio, essa possibilida- cio do empregador, caso o em(TST) deverá baixar uma sú- de não se aplica. "A Lei 12.506 pregado é que quebre o conmula orientando os juízes em não alterou em nada o aviso trato antes do tempo. relação à questão. "Por en- trabalhado", declara o advoJoão esclarece que o critério quanto, o momento é de inse- gado. Assim, continua em vi- da proporcionalidade não se gurança jurídica", afirma o ad- gência a redução de duas ho- aplica ao empregador. "A lei vogado. ras diárias, ou a redução de se- regula capítulo da CLT que traOutra dúvida recai sobre a te dias durante todo o aviso ta exclusivamente dos emprepossibilidade de aplicação dos prévio trabalhado, que fica li- gados. Assim, o benefício se critérios da proporcionalidade mitado a 30 dias. aplica somente aos trabalhaao aviso prévio trabalhado. De E m p r e g a d o r – M a i s u m a dores", explica o advogado.
ICMS unificado pode gerar fraudes Fiscais argumentam que devem enfrentar problemas para monitorar produtos desembarcados Sílvia Pimentel
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projeto de Resolução do Senado 72/2010, que unifica em 4% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações com mercadorias importadas entre os estados, vai trazer problemas para a fiscalização e há quem preveja o aumento no número de fraudes. Pela resolução, essa taxação vai abranger produtos com mais de 40% de conteúdo importado. A dificuldade está em monitorar as mercadorias desembarcadas. O assunto veio à tona ontem, durante o Seminário do Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo, que discutiu a queda da arrecadação do imposto recolhido pela indústria paulista. O Coordenador da Administração Tributária da Sefaz-SP, José Clovis Cabrera, reconhece os problemas a serem enfrentados pela fiscalização com a medida, que deverá ser votada no plenário do Senado em breve. "Em termos operacionais, a nova cobrança só para importados vai criar uma dificuldade enorme. Não temos como fa-
zer um teste de DNA para tos, como Santa Catarina e identificar com precisão o Espírito Santo, e colocar o que é ou não importado", projeto para votação, mas afirmou. Outro ponto do tex- reconhece que não é a soluto que preocupa, na opinião ção ideal para acabar com a de Cabrera, é transferir para guerra fiscal. "Esse projeto, o Conselho Nacional de Polí- de qualquer forma, é o pritica Fazendária (Confaz) a meiro passo para negociarr e s p o n s a- Paulo Pampolin/Hype mos a aplibilidade pacação de ra a definiuma alíquoção dos crita de 4% t é r i o s e ntanto para o volvendo a produto naf i s c a l i z acional como ção. p a r a o i mA q u e sportado", tão da fiscaadiantou. lização pósPara tenfixação de tar coibir alíquota 4% possíveis para os imfraudes enportados volvendo também origem do preocupa a produto ou Federação simulação d a s I n d ú s- Giannetti: monitoramento. de importatrias do Esção, Gianettado de São Paulo (Fiesp). ti adiantou que a Fiesp vai "Ganhamos uma batalha, monitorar, via sistema elemas não a guerra", disse o di- trônico de comércio exterior, retor de Relações Internacio- o volume de mercadorias denais e de Comércio Exterior sembarcadas por esses porda Fiesp, Roberto Gianetti da tos. Com a ajuda da SecretaFonseca. Ele comemorou a ria da Fazenda do Estado de disposição do governo fede- São Paulo (Sefaz-SP), será ral em enfrentar os estados possível identificar, por meio que concedem benefícios das notas fiscais, para onde fiscais a empresas que de- estão indo os produtos. sembarquem por seus porDurante o seminário, Gia-
netti reforçou que a guerra fiscal, incluindo a que se promove pelos portos, tem um peso importante para a perda de competitividade da indústria paulista. "Em oito anos, o coeficiente de importação mais do que dobrou", disse. E o setor de máquinas e equipamentos é um dos mais afetados pela entrada maciça de importados. Nesse caso, o coeficiente de importação chegou em 52% em 2011. Segundo a Fiesp, de 33 setores da indústria, só seis apresentaram queda do coeficiente. "Oferecer incentivo fiscal ao produto importado é um crime Lesa Pátria que precisa acabar para devolver parte da competitividade perdida", disse. O mau desempenho do setor industrial se reflete na arrecadação do ICMS. Dados atuais da Sefaz-SP mostram que, no período de abril de 2011 a março de 2012 (últimos 12 meses), o recolhimento do imposto pela indústria nas operações próprias (inclui a substituição tributária) recuou 7,8% na comparação com o período anterior. Já o recolhimento do tributo proveniente das importações, em igual comparação, apresentou crescimento de 3,7%.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
e Destaque internacional aos juros
Com a Selic em 9% ao ano, ficamos no limiar da competitividade. Carlos Takahashi, presidente da BB DTVM
conomia
The Economist analisa reduções nas taxas de bancos brasileiros, em especial as da Caixa, e alerta para riscos para a economia. Paulo Pampolin/Hype
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"esforço" do governo e dos bancos em baixar as taxas de juros nem de longe passou desapercebido pelo mercado mundial, e está em destaque na reportagem Crédito no Brasil: um declínio muito interessante (do inglês, Credit in Brazil: a more interest decline), publicada pela revista britânica The Economist desta semana. "Histórica", "drástica", "imbatível" foram alguns dos adjetivos atribuídos apenas à redução anunciada pela Caixa Econômica Federal. Mas há consenso entre analistas que o pior está por vir: pelo estímulo da demanda, isso durará pouco e, em consequência, a inflação pode voltar a subir neste ano. O texto destaca que, no caso da Caixa, o quarto maior banco da América Latina, "ninguém pode acusá-la de não cortar os juros". Porém, em qualquer lugar fora do Brasil, isso seria considerado usura, já que a taxa do cheque especial, por exemplo, baixou de 157% para 51% – alta para os padrões do resto do mundo. "Mas o banco não está exagerando em relação à ruptura com o passado que suas novas taxas representam: para os brasileiros com memória de hiperinflação, um limite com 51% ao ano é algo inédito", explica-se. Porém, o governo está tentando "forçar o ritmo". A reportagem menciona que o sexto corte dos juros básicos (Selic) pelo Banco Central (BC), para 9% ao ano nesta semana, sustenta a ideia de que, com a demanda global subjugada, existam mais oportunidades de redefinir taxas a um nível inferior, sem risco de retornar a uma inflação mais elevada. Por outro lado, o texto cita a percepção de funcionários do governo, que acreditam que a robustez de mercado dos bancos brasileiros poderá "devorar os benefícios" desse corte drástico, em vez de repassá-los aos consumidores. Até a troca de farpas entre o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi citada, em meio às táticas de "intimidação" do governo para bancos cortarem suas taxas.
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Medidas dos bancos devem refletir no varejo
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Para analistas, o pior está por vir: pelo estímulo da demanda, juros baixos durarão pouco e a inflação pode voltar a subir. De modo geral, a combinação política monetária mais pressão parece estar funcionando – vide a redução do custo ao consumidor anunciada por HSBC, Santander, Bradesco e Itaú, na esteira da Caixa e Banco do Brasil. Mas margens de spread continuam "enormes" pelos padrões internacionais, impeditivas para o Brasil crescer além da média de 4%, ou "muito aquém de economias emergentes, como China e Índia" – apesar da queda recente de 30 pontos percentuais. Como barreiras, citou a The Economist, estão a isenção de impostos, garantida por lei, para remunerar a poupança a 6,17% ao ano. "O governo se esquivou da luta política para mudar as regras". Empréstimos bonificados a empre-
Poupança pode bater renda fixa
redução da taxa básica de juros (Selic) – que anteontem passou para 9% ao ano – em 0,75 ponto percentual pode tornar a caderneta de poupança um rendimento mais interessante do que os fundos de renda fixa. A conclusão é de estudo divulgado ontem pela Associação Nacional de Executivo de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A poupança pode se tornar atraente porque diferentemente dos fundos de renda fixa, a caderneta rende a TR (taxa referencial) mais 6% ao ano, não recolhe Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos e é livre da taxa de administração cobrada pelos bancos. No caso dos fundos, a incidência do IR varia de 22,5% em aplicações de até seis meses e cai para 15% para aplicações acima de 2 anos. Pelos cálculos da associação, quando os fundos de renda fixa ficarem com rentabilidade mensal menor do que 0,54%, a poupança passa a ser melhor para o investidor. Ou seja, para
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competir com a poupança, o dinheiro aplicado deve render pelo menos 0,55% ao mês nos fundos. O poupador ainda deve levar em consideração o prazo do investimento, devido ao cálculo do IR que é reduzido com o passar do tempo.
Marcelo Moura/SXC
A queda na Selic tem provocado algumas discussões a respeito da necessidade de o governo alterar o cálculo da caderneta de poupança. Isso porque, com a aplicação mais atrativa, os investidores poderiam migrar dos fundos de renda fixa (que são formados por títulos públicos
utilizados pelo governo na rolagem da dívida) para a poupança. Oficialmente, o governo nega qualquer estudo sobre mudança. A Anefac avalia que, entre as possibilidades que o governo deve avaliar, estão atrelar o rendimento da poupança à variação da taxa básica de juros ou cobrar Imposto de Renda sobre a poupança. O Banco do Brasil é a primeira grande instituição financeira de varejo que reconhece estar analisando uma possível redução na taxa de administração dos fundos de investimento por causa da concorrência com a caderneta de poupança. "Com a Selic em 9% ao ano, ficamos no limiar da competitividade", afirmou o presidente da BB DTVM, braço do banco responsável pela gestão de recursos de terceiros, Carlos Takahashi. Procurados, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC não quiseram comentar o assunto. (Agências)
sas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estimular a demanda são outro obstáculo, já que o BC tem que manter a taxa básica elevada para controlar a inflação. A maior culpada, porém, é a baixa taxa de poupa nç a do Bra sil, que se m anté m e m 16,25% do Produto Interno Bruto (PIB) desde a década de 1990. Até o México, que também tem fama de poupar pouco, tem taxa de 22,6% – o que permitiria reduzir os juros em dois pontos percentuais, estimou Alex Segura-Ubiergo, do Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas não há sinal de que isso aconteça. "O descanso para o consumidor brasileiro pode não durar", finaliza o texto.
presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, disse ontem que em 15 dias as principais redes de varejo já devem começar a reduzir os juros nas vendas feitas a prazo aos seus consumidores. "Esse movimento, iniciado no setor bancário, deve ter reflexo nas próximas duas semanas já nas principais redes do País", afirmou. Segundo executivos de redes consultadas pela reportagem, as empresas apenas aguardam as novas tabelas de bancos e financeiras para iniciar o repasse. Para o professor Claudio Felisoni, do Programa de Administração de Varejo (Provar), a queda não deve ser muito significativa por causa do aumento da inadimplência nos últimos meses. (Folhapress)
BB e Caixa: guerra de centésimos.
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uase como um troco à concorrência privada, bancos públicos voltam a agir na verdadeira briga instalada no mercado de crédito. Na esteira do corte do juro básico da economia decidido pelo Banco Central (BC), ontem o Banco do Brasil (BB) reduziu as taxas pela segunda vez em duas semanas. A Caixa Econômica Federal fará o mesmo hoje. A redução, porém, é bem mais modesta que a anterior e já é tratada como a "guerra do centésimo", pois os ajustes fazem com que o juro volte a ficar menor que nos privados na segunda casa após a vírgula. Com o objetivo declarado de oferecer taxas mais baixas que na concorrência, o BB anunciou ajustes no juro para o consumo duas semanas após a primeira redução. A medida beneficiou especialmente o juro mínimo – pago pelos melhores clientes. Crédito pessoal, cheque especial, cartão de crédito e financiamento de veículos são algumas das linhas que ficarão mais baratas a partir da próxima segunda-feira.
Um exemplo da guerra dos centésimos está no financiamento de veículos. Desde o dia 12, o juro mínimo cobrado pelo BB era de 0,99% ao mês. Quando anunciada, a taxa era a menor do mercado. Mas Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC anunciaram redução semelhante nos dias seguintes. Assim, o mais barato passou a ser o Bradesco, com 0,97% ao mês. Para voltar a ficar bem no ranking, o BB cortou a taxa mínima em 0,04 ponto, para 0,95%. No cheque especial, a situação ficou parecida: a nova taxa mínima do BB é de 1,38%, imediatamente abaixo da cobrada pelo HSBC, que opera a 1,39%. A guerra do centésimo terá novo capítulo hoje, quando a Caixa deve anunciar novo corte dos juros. As taxas estavam sendo fechadas na noite de ontem, mas a intenção é ter os juros mais baixos do mercado. "Três fatores explicam a queda. A Selic menor, a boa reação dos clientes à redução anterior e o fato de que vimos que não tínhamos ficado com
juros abaixo da concorrência. Por isso, cortamos, já que tradicionalmente temos taxas menores que a média do mercado", explicou o vicepresidente de Negócios de Varejo do BB, Alexandre Abreu. Sobre a disputa de taxas, o executivo do BB disse apenas que "o mercado está bastante animado". "Vamos aguardar. Tudo a seu tempo", disse, ao ser questionado se o banco poderia reagir novamente a uma eventual ação dos concorrentes privados. Na Caixa, além de taxas menores, o atendimento será ampliado para que a instituição possa emprestar mais. A partir de segundafeira, e até 11 de maio, todas as agências abrirão uma hora mais cedo. Além disso, no dia 12 de maio, o sábado que antecede o Dia das Mães, o banco abrirá as portas para oferecer financiamentos e empréstimos a clientes e não clientes. O Dia das Mães, vale lembrar, é a segunda data mais importante do comércio brasileiro. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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O trabalho desenvolvido pela SP Chamber na ACSP é vital porque ajuda (as empresas) na busca por conhecimento. Gabriela Otto, professora da ESPM
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GENTE FELIZ
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Grupo Pão de Açúcar decidiu dar sequência à bem sucedida campanha "Lugar de gente feliz" que, nos últimos anos, conseguiu transmitir aos consumidores que, independentemente dos preços, a experiência das compras tem seu valor. As 159 lojas da rede foram repaginadas para transmitir sensações de bem-estar e limpeza, tudo aquilo que se espera de um ambiente que vende comida, bebida e material de higiene e limpeza, além de eletroeletrônicos, cama, mesa, banho e decoração. A partir de agora, a frase "O que faz você feliz?", que deu continuidade à campanha e também se tornou referência na comunicação da marca nos últimos anos, será incorporada à identidade visual. A nova fase será acompanhada por outro slogan: "Um momento feliz é a gente que cria". Tudo com o tempero caseiro da agência da casa, a PA. O presidente do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, precisa mesmo criar momentos felizes. Afinal, a partir do dia 22 de junho, quando o Casino assumir o controle da rede, seu destino é incerto. O grupo francês que o afastou do Conselho de Administração no mês passado, promete ir à forra, descontente com o fato de Diniz ter investido em uma associação com o Carrefour, seu principal concorrente no país de Asterix, para dar uma volta para cima, sem falar na abalada relação com a família Klein, que ensaiou vender as Casas Bahia para o grupo, dono da rede Extra, e voltou atrás em um negócio mais difícil de entender que a constelação de Andrômeda.
Não tem sido nada feliz a experiência do bem sucedido Abílio Diniz nos últimos meses. O homem que enfrentou com extrema serenidade e coragem um sequestro, transformou a loja que o pai fundou, na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, em 1948, em São Paulo, em uma potência do varejo; brigou com os irmãos pelo controle da rede; a profissionalizou e voltou ao comando; se move, nesse momento, no maior desafio da vida. Há quem aposte que o Fotos: Divulgação empresário conseguirá dobrar o apetite dos franceses. Mas, em número maior, estão os que não acreditam nessa virada. Afinal, a França, em crise e com responsabilidade, assim como a Alemanha, de manter a unidade da Zona do Euro, precisa cada vez mais de resultados financeiros positivos, especialmente por parte de suas empresas em outros países. É que as previsões de retomada do consumo na Europa são remotas e, um bom exemplo, são os grupos espanhóis, como o Santander, que registram resultados mais positivos além mar do que em casa. Nesse tango global, a Argentina soa como nota distoante ao tungar dos espanhóis, que por tanto tempo tungaram a América Latina, a YPF. Mas, aí, são outros quinhentos. Sem levar em conta esse momento delicado da Europa e do próprio Abílio Diniz, ou talvez por isso mesmo, o Grupo Pão de Açúcar retoma o condão de gente feliz. Se como aviso do ainda controlador de que "um momento feliz é a gente que cria", o tempo o dirá, e ele urge. A sorte está lançada e a boa campanha da PA está no ar.
LEITERIA PAULISTA
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esponsável pela conta do governo do Estado de São Paulo, a Lua Propaganda assina a campanha "Viva Leite". O comercial, produzido pela Margarida Filmes, destaca os principais benefícios do programa, como quantidade de leite distribuído para crianças e idosos e o alto número de geração de empregos. O comercial é ambientado em uma fazenda, onde uma vaca leiteira aparenta passar as informações da locução em off. O "Viva Leite", segundo o Palácio dos Bandeirantes, é responsável por 25% da produção de leite pasteurizado do Estado de São
CAMPANHA da Volkswagen quer conquistar apaixonados por carrões
AMAROK
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nome é complicado, Amarok, mas é com esse veículo que a Volkswagen, em campanha assinada pela AlmapBBDO, quer conquistar apaixonados por carrões. Ela reforça
o conceito de força e inteligência do carro e vai ser espalhada por toda a mídia neste mês. O endereço eletrônico entra no ar na segundafeira e permitirá ao internauta ter uma experiência com o modelo no www.vw.com.br/amarokautomatica.
A CÉU ABERTO
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LG Electronics é copatrocinadora do Vivo Open Air 2012, que acontece em São Paulo, no Jockey Clube, até o dia 6 de maio. Aproveita o evento que une o maior cinema a céu aberto do mundo, com a exibição de clássicos nacionais e internacionais, com shows diários e festas temáticas, para demonstrar
seus produtos. Entre eles os novos smartphones da Família Optimus (LG Optimus L3, LG Optimus L5, LG Optimus L7 e LG Optimus 3D Max). O público é convidado a conhecer e a interagir com os lançamentos. O LG Optimus L3, ao custo para o consumidor de R$ 429, é uma das apostas da empresa.
MAIS VACA
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WMcCann, que tem Washington Olivetto no comando de criação, assina campanha para Molico TotalCálcio que homenageia as "atletas do dia a dia". A campanha assume um tom levemente irônico, ao sugerir que as mulheres estão sempre "em boa forma", "se exercitando", quando na verdade estão suando para
MOLICO: para as atletas do dia a dia. chegar a tempo em uma reunião ou se esforçando para lidar com os filhos adolescentes.
Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br
VIVA Leite gera mais de 500 mil empregos Paulo e pela geração de mais de 500 mil empregos. Em todo o estado, 760 mil famílias com crianças entre 6 meses e 6 anos e cerca de 85 mil idosos, com idade acima de 60 anos, são beneficiados mensalmente com 15 litros de leite enriquecido com ferro e vitaminas A e D.
MÃE É MÃE
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om o tema "Fórmula do Amor de Mãe", o Walmart lança o endereço eletrônico www.walmart.com.br/maes, que traz opções de presentes por perfil de mãe – descolada, caseira,
esportista, vaidosa ou profissional –, bem como faixa de preço, categoria ou subcategoria por meio de uma "Tabela Periódica". Para a data, o site espera aumentar as vendas em 60% comparado com o ano
passado, sendo que os itens mais procurados são voltados para a tecnologia, informática, telefonia e eletrodomésticos. O site oferece também presentes de beleza e decoração, entre outros.
Dicas de marketing para exportação Workshop vai mostrar que, com meta e prioridade, é possível expandir empreendimentos de todos os portes Paula Cunha
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s pequenos e médios empreendedores brasileiros precisam "visualizar" o intangível em seus negócios para alçar voos mais altos, como ampliar seu campo de atuação e exportar. Essa é a opinião de Gabriela Otto, professora de cursos de graduação, pós e MBA da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Ela diz que é possível, por exemplo, consolidar o mercado interno e conquistar clientes no exterior ao mesmo tempo, com estratégias distintas. Esses são alguns dos pontos que serão discutidos no
workshop Marketing para Exportação, que será ministrado por Gabriela na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na próxima terça-feira. O evento, organizado pela São Paulo Chamber of Commerce, tem como objetivo mostrar que é possível dar esse passo. Gabriela enfatiza que existe o desejo de exportar entre os pequenos e médios empresários, entretanto, para muitos faltam informações para iniciar o processo e, geralmente, quando surge uma oportunidade, enfrentam entraves maiores do que os que estão acostumados a resolver, por isso muitos desistem. Segundo a professora, a so-
lução para ampliar o número de exportadores de pequeno e médio portes é um processo constante de busca de informações. Orientações podem ser encontradas em sites especializados e, principalmente, em instituições como a ACSP, que possui uma estrutura adequada para avaliar a melhor estratégia para cada empreendedor. "O trabalho desenvolvido pela SP Chamber na ACSP é vital porque ajuda na busca por conhecimento", afirma. Gabriela acredita que o futuro do mercado é fazer com que os empreendedores assumam uma atitude pró-ativa e estabeleçam suas metas de expansão claramente. "Muitas em-
presas nasceram a partir de uma oportunidade que o mercado apresentou. Quando conseguirem alcançar esse estágio, esses empresários conseguirão antecipar estratégias, o que se refletirá no seu futuro. Assim, eles compreenderão a importância do intangível no seu negócio", conclui.
S ERVIÇO Workshop Marketing para Exportação Data: 24 de abril Local: ACSP - Rua Boa Vista, 5111º andar – Centro Horário: das 14h às 18h Mais informações e inscrições com Teresa Neuma, pelo telefone (11) 3244-3262 ou e-mail: tneuma@acsp.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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ECONOMIA/LEGAIS - 17
ODEBRECHT REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS S.A. CNPJ Nº 06.206.132/0001-50
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das notas explicativas e do parecer dos Auditores Independentes. Permanecemos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos necessários. São Paulo, 28 de fevereiro de 2012.
Balanços patrimoniais em 31 de dezembro (em milhares de reais)
ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6)................. Títulos e valores mobiliários (Nota 7) .................... Contas a receber (Nota 8) ..................................... Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar (Nota 9).................................................................. Estoque de materiais............................................. Adiantamentos a fornecedores.............................. Dividendos a receber (Nota 10)............................. Tributos a recuperar .............................................. Despesas antecipadas .......................................... Outros ativos ......................................................... Não circulante Realizável a longo prazo ....................................... Títulos e valores mobiliários (Nota 7)................. Sociedades ligadas (Nota 11) ............................ Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar (Nota 9) .............................................................. Adiantamento para futuro aumento de capital (Nota 12) ............................................................ Outros ativos ......................................................
Investimentos (Nota 13) ........................................ Imobilizado (Nota 14) ............................................ Intangível ...............................................................
Controladora 2011 2010
Demonstrações dos resultados – Exercícios findos em 31 de dezembro Consolidado 2011 2010
197.381 44.795 120.978
343.886 39.488 93.527
339.148 44.895 1.293.761
419.587 39.488 734.708
92.321 2.377 1.944 88.402 33.967 1.878 22.729 606.772
76.953 2.397 1.431 8.325 21.113 3.287 52.035 642.442
1.266.729 23.822 9.346
338.978 27.320 9.306
42.283 18.007 12.127 3.050.118
24.963 18.066 20.900 1.633.316
183.161 822.979
334.027 427.661
183.161 663
334.027
135.399
167.178
240.550
610.795
140.052 32.945 1.314.536 526.015 23.046 4.557 1.868.154
11.384 2.561 942.811 337.034 17.152 271 1.297.268
38.462 462.836
6.618 951.440
86.691 4.863 554.390
60.227 557 1.012.224
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Empréstimos e financiamentos (Nota 15) ............. Credores por debêntures (Nota 16)....................... Arrendamentos financeiros.................................... Fornecedores e subempreiteiros .......................... Obrigações por compra de imóveis (Nota 17)....... Adiantamentos recebidos de clientes ................... Dividendos a pagar................................................ Tributos, taxas e salários a pagar ......................... Conta corrente consorciada .................................. Outros passivos..................................................... Não circulante Exigível a longo prazo Empréstimos e financiamentos (Nota 15) .......... Credores por debêntures (Nota 16) ................... Arrendamentos financeiros ................................ Ações preferenciais resgatáveis (Nota 18) ........ Sociedades ligadas (Nota 11) ............................ Obrigações por compra de imóveis (Nota 17) ... Tributos diferidos................................................ Provisão para perdas em investimentos (Nota 13 (ii)) ................................................................. Adiantamento para futuro aumento de capital (Nota 12) ............................................................ Outros passivos ................................................. Patrimônio líquido (Nota 19) Capital social ......................................................... Reservas de lucros................................................ Ajuste de avaliação patrimonial.............................
Controladora 2011 2010 57.675 11.546
4.352 11.430
10.102 3.905 37.185
17.835 4.500 67.532
31.899 7 41.637 193.956
23.443 22.024 151.116
94.638 599.505
111.717 599.054
692.239 453
351.830 25.337 660
17.754
6.504
21.475 1.426.064 618.769 237.517 (1.380) 854.906
7.912 1.103.014 611.335 74.245 685.580
Participação dos não controladores ...................... Total do ativo .......................................................
Total do passivo e patrimônio líquido............... 2.474.926 1.939.710 3.604.508 2.645.540 As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
854.906 2.474.926
685.580 1.939.710
Consolidado 2011 2010 129.976 11.546 6.232 57.653 122.078 388.701 2.022 126.836 21.918 52.661 919.623
71.444 11.430 5.993 71.998 57.836 165.511 2.241 74.675 47.818 28.716 537.662
317.544 599.505 7.379 300.000
201.572 599.054 12.252 150.000
183.512 17.270
144.664 13.149
33.687 22.331 1.481.228
5.208 7.911 1.133.810
618.769 237.517 (1.380) 854.906 348.751 1.203.657 3.604.508
611.335 74.245 685.580 288.488 974.068 2.645.540
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido (em milhares de reais)
Capital social
Atribuível aos acionistas da controladora Reservas de lucros Reserva Ajuste de Reserva Lucros para invesavaliação Total legal timentos patrimonial acumulados
Em 31 de dezembro de 2009.................................................................................................... 296.040 Aumento de capital (Nota 19 (a)) ............................................................................................... 315.295 Lucro líquido do exercício........................................................................................................... Constituição de reservas (Nota 19 (b))....................................................................................... 3.712 70.533 Efeito de não controladores sobre entidades consolidadas ....................................................... Em 31 de dezembro de 2010.................................................................................................... 611.335 3.712 70.533 7.434 Aumento de capital (Nota 19 (a)) ............................................................................................... Perda na alienação de participação societária em controlada (Nota 19 (c)).............................. (1.380) Lucro líquido do exercício........................................................................................................... Constituição de reservas (Nota 19 (b))....................................................................................... 8.164 155.108 Efeito de não controladores sobre entidades consolidadas ....................................................... 11.876 225.641 (1.380) Em 31 de dezembro de 2011.................................................................................................... 618.769 As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
(38.563) 112.808 (74.245)
163.272 (163.272)
257.477 315.295 112.808
685.580 7.434 (1.380) 163.272
854.906
Participação dos não controladores 28.943 39.785 219.760 288.488
48.365 11.898 348.751
Total 286.420 315.295 152.593 219.760 974.068 7.434 (1.380) 211.637 11.898 1.203.657
Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 (em milhares de reais)
1 Informações gerais – A Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. (“OR” ou “Companhia”) foi constituída em 29 de janeiro de 2004 e tem como objeto social: (a) a realização de empreendimentos imobiliários, urbanos e rurais, incluindo-se a elaboração de projetos, as respectivas divulgações publicitárias e as operações de comercialização de unidades residenciais e/ou comerciais; (b) a execução dos necessários serviços e obras de construção civil; (c) a exploração no Brasil, direta ou indireta, de concessões de obras de serviços públicos de infraestrutura, incluindo, mas não se limitando a rodovias, pontes e outras atividades na área de infraestrutura; e (d) a participação no capital social de outras sociedades. A OR incorpora seus empreendimentos imobiliários por meio de participações em Sociedades de Propósitos Específicos (“SPE”), controladas integralmente ou sob controle compartilhado. Em 28 de abril de 2009, foi aprovada a alteração da denominação da Companhia passando de Odebrecht Empreendimentos Imobiliários S.A. para Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. A Companhia é parte integrante da Organização Odebrecht, sendo controlada pela Odebrecht Realizações Imobiliárias Investimentos S.A. (“ORINV”), que por sua vez é controlada pela Odebrecht S.A. (“ODB”). (i) Reestruturação societária – Em linha com as definições estratégicas propostas pela Administração da Companhia, apresentamos a seguir as reestruturações societárias realizadas ao longo dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010: • Em 30 de março de 2010, a ODB aumentou o capital da Companhia em R$ 15.295, passando de R$ 296.040 para R$ 311.335, por meio de crédito entre as partes, o qual foi totalmente utilizado na integralização das 15.295.399 novas ações emitidas. • Em 10 de maio de 2010, foi aprovado, em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento de capital social da Companhia em R$ 300.000, passando de R$ 311.335 para R$ 611.335, com a emissão de 300.000.000 de novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, totalmente subscritas pela ORINV. • Em 29 de abril de 2011, a OR cede 228.750 ações detidas da Iota Empreendimento Imobiliário Ltda. (“IOTA”) para OAS Empreendimentos S.A. (“OAS”) e 152.499 quotas para ZI Participações S.A. (“ZI”), alterando seu percentual de participação de 99,9% para os atuais 37,5%, sendo estabelecido o controle compartilhado da Companhia junto aos demais sócios. • No dia 6 de junho de 2011 os capitais sociais Odebrecht Realizações SP 04 Empreendimento Imobiliário Ltda. (“Correa Lemos”) e Odebrecht Realizações SP 09 Empreendimento Imobiliário Ltda. (“Barra Funda”) foram integralmente tranferidos da OR para Odebrecht Realizações Imobiliárias Participações S.A. (“ORPAR”), configurando novo aporte de R$ 5.267 que elevou o capital social da investida ORPAR de R$ 68.886 a R$ 74.153. O aumento de capital social se deu através de 5.046.415 quotas (R$ 4.985) da Odebrecht Realizações SP 04 Empreendimento Imobiliário Ltda. (“Correa Lemos”) e 285.920 quotas (R$ 282) da Odebrecht Realizações SP 09 Empreendimento Imobiliário Ltda. (“Barra Funda”). Em 17 de junho de 2011, a Reserva do Paiva S.A. foi incorporada pela OR sendo utilizados os ativos e passivos das investidas das empresas investidas Reserva do Paiva PE 03D Empreendimento Imobiliário Ltda., Reserva do Paiva PE 03B Empreendimento Imobiliário Ltda., Reserva do Paiva PE 03A Empreendimento Imobiliário Ltda. e Reserva do Paiva Residence Sul Empreendimento Imobiliário Ltda. para aporte do capital no valor de R$ 7.434. • Em 19 de agosto de 2011, a OR alienou à Promovalor Desenvolvimento Imobiliário Ltda. ações ordinárias, sem valor nominal, representativas de 49% do capital social, conforme segue: 373.066 ações da Reserva do Paiva PE 03A Empreendimento Imobiliário S.A. (“Terraço Laguna”) pelo valor de R$ 6.226; 1.044.691 ações da Reserva do Paiva PE 03B Empreendimento Imobiliário S.A. (“Novo Mundo Empresarial”) pelo valor de R$ 14.246; 155.640 ações da Reserva do Paiva PE 03D Empreendimento Imobiliário S.A. (“Flat CT”) pelo valor de R$ 8.655. Após as transações a OR passou a deter 51% do capital social das três entidades. • Em 19 de dezembro de 2011, foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento do capital social da IOTA em R$ 2.650, através da emissão de 2.650.333 novas ações, totalmente integralizadas pelas acionistas OR, OAS e ZI, pelos valores de R$ 994, R$ 994 e R$ 662, respectivamente. Nesse mesmo momento, foi aprovado um novo aumento do capital social em R$ 1.223, através da emissão de 1.222.625 novas ações, totalmente integralizadas em moeda corrente nacional pela REX Empreendimentos Imobiliários IV Ltda. (“REX”), pelo preço de emissão global de R$ 1.656. Com isso, o percentual de participação da OR na IOTA foi reduzido de 37,5% para 27,27%, permanecendo o controle compartilhado junto aos demais sócios. • Em 28 de dezembro de 2011, foi aprovado, em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento de capital social da Bairro Novo em R$ 51.735, passando de R$ 80.674 para R$ 132.409, com a emissão de 51.734.519 novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas pela OR através de bens integrantes do seu ativo. 2 Resumo das principais políticas contábeis – As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas estão definidas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação – As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pela Diretoria da Companhia em 27 de fevereiro de 2012. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis da Organização. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. (a) Demonstrações financeiras consolidadas – As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”). (b) Demonstrações financeiras individuais – As demonstrações financeiras individuais da con troladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo CPC e são publicadas juntas com as demonstrações financeiras consolidadas. (c) Mudança nas políticas contábeis e divulgações – Não há novos pronunciamentos ou interpretações de CPC vigendo a partir de 2011 que poderiam ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas. 2.2 Consolidação. (a) Demonstrações financeiras consolidadas – As seguintes políticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. (i) Controladas – Controladas são todas as entidades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhada de uma participação de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). A existência e o efeito de possíveis direitos a voto atualmente exercíveis ou conversíveis são considerados quando se avalia se a Companhia controla outra entidade. As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para a Companhia. A consolidação é interrompida a partir da data em que o controle termina. Transações, saldos e ganhos não realizados entre empresas da Companhia são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas quando necessário para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela Companhia. (ii) Transações e participações de não controladores – A Companhia trata as transações com participações de não controladores como transações com proprietários de ativos da Companhia. Para as compras de participações não controladoras, a diferença entre qualquer contraprestação paga e a parcela adquirida do valor contábil dos ativos líquidos da controlada é registrada no patrimônio líquido. (iii) Controladas em conjunto – São aquelas entidades cujas atividades são controladas em conjunto pela Companhia e por um ou mais sócios, mediante acordos de acionistas. Controle conjunto é o compartilhamento do controle, contratualmente estabelecido, sobre uma atividade econômica e que existe somente quando as decisões estratégicas, financeiras e operacionais relativas à atividade exigirem o consentimento unânime das partes que compartilham o controle. A consolidação é feita utilizando-se o método proporcional (Nota 2.2 (v)). (iv) Coligadas – Coligadas são todas as entidades sobre as quais a Companhia tem influência significativa, mas não o controle, geralmente em conjunto com uma participação acionária de 20% a 50% dos direitos de voto. Os investimentos em coligadas são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial e são, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. O investimento da Companhia em coligadas inclui o ágio identificado na aquisição, líquido de qualquer perda por impairment acumulada. A participação da Companhia nos lucros ou prejuízos de suas coligadas pós-aquisição é reconhecida na demonstração do resultado e sua participação na movimentação em reservas pós-aquisição é reconhecida nas reservas. As movimentações cumulativas pós-aquisição são ajustadas contra o valor contábil do investimento. Quando a participação da Companhia nas perdas de uma coligada for igual ou superior a sua participação na coligada, incluindo quaisquer outros recebíveis, a Companhia não reconhece perdas adicionais, a menos que tenha incorrido em obrigações ou efetuado pagamentos em nome da coligada. Os ganhos não realizados das operações entre a Companhia e suas coligadas são eliminados na proporção da participação da Companhia nas coligadas. As perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das coligadas foram alteradas, quando necessário, para assegurar consistência com as políticas adotadas pela Companhia. Se a participação acionária na coligada for reduzida, mas for retida influência significativa, somente uma parte proporcional dos valores anteriormente reconhecidos em outros resultados abrangentes será reclassificada no resultado, quando apropriado. Os ganhos e as perdas de diluição, ocorridos em participações em coligadas, são reconhecidos na demonstração do resultado. (v) Companhias consolidadas – As demonstrações financeiras consolidadas abrangem as da Companhia e de suas controladas, nas quais são mantidas as seguintes participações acionárias, diretas e indiretas em 31 de dezembro de 2011 e de 2010: Participação no capital social (%) 31/12/2011 31/12/2010 Controladas diretas 100,00 Alya Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Alya")........................................... Ancha Empreendimento Imobiliário S.A. ("Ancha")...................................... 87,00 Arrakis Empreendimento imobiliário S.A. ("Arrakis").................................... 75,00 75,00 Askella Empreendimento Imobiliário S.A. ("Askella")................................... Bairro Novo Empreendimentos Imobiliários S.A. ("Bairro Novo") ................ 100,00 100,00
Participação no capital social (%) 31/12/2011 31/12/2010 100,00 100,00 100,00 100,00
Beira Lago Empreendimento Imobiliário S.A. ("Beira Lago") ...................... BMX Realizações Imobiliárias S.A. ("BMX Holding") ................................... Bonnaire Residencial Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Bonnaire Residencial")........................................................................................................ 55,00 55,00 Estoril Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Hangar Empresarial") ........... 100,00 100,00 Galeria Empreendimentos Imobiliário S.A. ("Galeria") ................................. 70,00 70,00 Giedi Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Giedi") ........................................ 99,90 99,90 Ilha Pura Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Ilha Pura") ........................ 50,00 Mesarthin Empreendimento Imobiliário S.A. ("Mesarthin") .......................... 66,00 66,00 Mintaka Empreendimento Imobiliário S.A. ("Mintaka")................................. 80,00 80,00 Mixcamp Empreendimentos Imobiliários S.A. ("Mixcamp").......................... 90,00 90,00 Morada da Península Empreendimento Imobiliário S.A. ("Morada da Península") ........................................................................................................... 100,00 54,54 Murano Empreendimentos Imobiliários S.A. ("Murano") .............................. 90,00 100,00 Odebrecht Realizações Imobiliárias e Participações S.A. ("OR Participações") ........................................................................................................... 99,99 99,99 Odebrecht Realizações Imobiliárias SP 26 – Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Parque Edu Chaves") ....................................................................... 100,00 Odebrecht Realizações SP 02 – Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Henry Dunant") ....................................................................................................... 100,00 Odebrecht Realizações SP 05 – Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Taquaral Campinas")........................................................................................ 100,00 Odebrecht Realizações SP 06 Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Valongo") .......................................................................................................... 99,99 99,99 Odebrecht Realizações SP 07 Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Olímpia Towers") ................................................................................................. 99,99 99,99 Odebrecht Realizações SP 08 Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Águas Claras")......................................................................................................... 100,00 Odebrecht Realizações SP 11 Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Ricardo Jafet") ...................................................................................................... 99,99 99,99 Odebrecht Realizações SP 14 SPE Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Patamares") ............................................................................................... 100,00 Odebrecht Realizações SP 16 – Empreendimento Imobiliário S.A. ("Clube Sírio")............................................................................................................ 80,00 Odebrecht Realizações SP 18 – Empreendimento Imobiliário Ltda. ("OR SP 18") ......................................................................................................... 100,00 Odebrecht Realizações SP 20 – Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Brasal DF") .............................................................................................................. 100,00 Odebrecht Realizações SP 21 – Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Poliedro DF") ........................................................................................................ 100,00 Odebrecht Realizações SP 23 – Empreendimento Imobiliário Ltda. ("OR SP 23") ......................................................................................................... 100,00 Odebrecht Realizações SP 24 – Empreendimento Imobiliário Ltda. ("OR SP 24") ......................................................................................................... 100,00 Odebrecht Realizações SP 25 – Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Olimpíadas") ........................................................................................................ 100,00 Oeiras Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Rio Vermelho") ........................ 100,00 Reserva do Paiva PE 03C Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Novo Mundo Mall") ....................................................................................................... 100,00 Reserva do Paiva Residence Norte S.A. ("Reserva do Paiva") ................... 47,87 Reserva do Paiva Residence Sul Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Residence Sul") ................................................................................................... 100,00 100,00 Rio Office Park 2 S.A. ("ROP2")................................................................... 72,04 74,00 Rio Office Park 3 S.A. ("ROP3")................................................................... 73,00 67,00 Rio Office Park 4 S.A. ("ROP4")................................................................... 100,00 67,00 Rio Office Park H S.A. ("ROPH").................................................................. 62,00 40,00 Santos 1 Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Santos 01")....................... 80,00 80,00 Sintra Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Hangar Hoteleiro")................. 100,00 100,00 Thuban Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Thuban")............................. 99,99 99,99 Controladas indiretas Bairro Novo Campinas 01 Empreendimento Imobiliário S.A. ("BN SPE Campinas I")................................................................................................. 48,12 Bairro Novo Porto Velho Empreendimento Imobiliário S.A. ("BN Porto Velho") 70,00 70,00 BMX-RVD Empreendimentos Imobiliários Ltda. – SCP ("BMX RVD")......... 0,01 0,01 BMX Granadinas Empreendimentos Imobiliários Ltda. – SCP ("BMX Granadinas") ...................................................................................................... 0,01 0,01 Bonnaire Comercial Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Bonnaire Comercial") ...................................................................................................... 100,00 100,00 Bonnaire Mall Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Bonnaire Mall") ........ 100,00 100,00 Construtora Ipês Ltda. ("Construtora Ipês") ................................................. 100,00 100,00 Grumium Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Vistas do Vale") ............... 100,00 Jardins Mangueiral Empreendimentos Imobiliários S.A. ("Mangueiral") ..... 53,00 53,00 Odebrecht Realizações SP 01 – Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Santos 02") ................................................................................................ 100,00 100,00 Odebrecht Realizações SP 04 Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Correa de Lemos") ................................................................................................... 100,00 Odebrecht Realizações SP 07 Empreendimento Imobiliários Ltda. ("SCP Fidêncio Ramos") ......................................................................................... 48,28 Odebrecht Realizações SP 09 Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Barra Funda")......................................................................................................... 100,00 Odebrecht Realizações SP 13 Empreendimento Imobiliário Ltda. ("BN Campinas Campo Grande")................................................................................. 100,00 Odebrecht Realizações SP15 Empreendimento Imobiliário Ltda. ("BN Bairro Novo Santo André") ................................................................................. 100,00 Sagitário Corporate Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Sagitário Corporate") 100,00 100,00 Sagitário Mall Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Sagitário Mall") ............ 100,00 100,00 Sagitário Office Empreendimento imobiliário Ltda. ("Sagitário Office") ....... 100,00 100,00 Sagitário Torres Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Sagitário Torres") ..... 100,00 100,00 Zaniah Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Zaniah") .................................. 100,00 100,00 Zaurak Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Zaurak") ................................. 99,90 99,90 Controladas em conjunto Edificações Itaigara S.A. ("PTUS")............................................................... 49,90 Iota Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Iota") ......................................... 27,27 99,99 Performance Paraty Empreendimentos Imobiliários Ltda. ("Paraty Performance") ........................................................................................................ 50,00 50,00 Reserva do Paiva PE 03A Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Novo Mundo Empresarial")................................................................................................ 51,00 Reserva do Paiva PE 03B Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Terraço Laguna") ........................................................................................................... 51,00 Reserva do Paiva PE 03D Empreendimento Imobiliário Ltda. ("Flat CT") ... 51,00 Coligada Erioteca Empreendimentos S.A. ("Erioteca") ............................................... 50,00 50,00 (b) Demonstrações financeiras individuais – Nas demonstrações financeiras individuais, as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. 2.3 Caixa e equivalentes de caixa – Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez e com risco insignificante de mudança de seu valor de mercado. 2.4 Ativos financeiros. 2.4.1 Classificação – A Companhia classifica seus ativos financeiros sob a categoria de empréstimos e recebíveis e ativos ao valor justo por meio do resultado. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. (a) Ativos ao valor justo por meio de resultado – Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. (b) Empréstimos e recebíveis – Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem “Contas a receber de clientes e adiantamentos recebidos de clientes” e “Aplicações financeiras” (Notas 2.5, 7 e 8). 2.4.2 Reconhecimento e mensuração – As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação – data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. 2.4.3 Impairment de ativos financeiros e não financeiros. (a) Ativos mensurados ao custo amortizado – A Companhia e suas controladas avaliam no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou
(em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Controladora 2011 2010 Operações continuadas Receitas (Nota 20)..................................................... 203.125 341.657 Custos de incorporação e venda de imóveis............. (136.706) (234.329) Lucro bruto .............................................................. 66.419 107.328 Despesas com vendas .............................................. (15.522) (14.521) Honorários da Administração (Nota 11 (ii)) ............... (3.289) (2.785) Gerais e administrativas ............................................ (187.634) (119.491) (7.431) (4.487) Outras despesas líquidas .......................................... Lucro (prejuízo) operacional .................................. (147.457) (33.956) Resultado de participações societárias Equivalências patrimoniais (Nota 13 (ii))................ 259.682 149.061 Provisão para perdas em investimentos (Nota 13 (ii)) .......................................................................... (6.061) (8.739) Ganho (perda) na alienação de participação societária ........................................................................ 28.402 (816) Receitas financeiras (Nota 22) .................................. 97.121 74.294 (68.558) (66.426) Despesas financeiras (Nota 22) ................................ Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social ................................................................. 163.129 113.418 143 (610) Imposto de renda e contribuição social (Nota 3 (a)).. Lucro líquido do exercício...................................... 163.272 112.808 Atribuível a Acionistas da Companhia.......................................... Participação dos não controladores ..........................
Consolidado 2011 2010 1.719.703 (1.199.197) 520.506 (62.959) (4.448) (226.983) (5.575) 220.541
1.368.530 (980.985) 387.545 (61.716) (2.785) (151.440) (7.323) 164.281
28.402 111.438 (104.459)
(816) 84.310 (70.771)
255.922 (44.286) 211.636
177.004 (24.411) 152.593
163.272 48.365 211.637
112.808 39.785 152.593
Lucro por ação das operações continuadas atribuível aos acionistas da Companhia durante o exercício 0,34 0,25 (expresso em R$ por ação) ....................................... As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
Demonstrações dos fluxos de caixa – Exercícios findos em 31 de dezembro (em milhares de reais) Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Ajustes para reconciliação do lucro (prejuízo) do exercício Depreciação e amortização....................................... Resultado de equivalência patrimonial...................... Reversão de provisão para perda de investimentos Ganho (perda) na alienação de participação societária............................................................................... Ajuste de receita e custo pela evolução da obra....... Ajuste a valor presente.............................................. Juros e variações monetárias, líquidas .....................
Controladora 2011 2010
Consolidado 2011 2010
163.129
113.418
255.922
177.004
8.320 (253.621)
3.665 (149.061) 8.739
15.565
5.936
(28.402) (24.462) 1.393 63.170 (70.473)
816 (78.075) 1.250 29.686 (69.562)
(28.402) (650.580) 7.192 65.291 (335.012)
816 (326.327) 7.175 31.339 (104.057)
Variação nos ativos e passivos Aplicações financeiras............................................... 145.560 156.705 Contas a receber de clientes..................................... 129.020 189.081 940.769 427.184 Imóveis a comercializar, terrenos a incorporar e outros estoques ............................................................. (103.520) (220.782) (1.370.938) (968.493) Adiantamento a fornecedores, subempreiteiros e outros......................................................................... (513) 3.482 (45) (38) Despesas pagas antecipadamente ........................... 1.409 56 Conta corrente consorciada ...................................... 1.848 52.310 Tributos a recuperar .................................................. (6.260) (17.960) (3.490) (27.550) Outros ativos ............................................................. 5.201 (18.618) (14.828) 59.181 Fornecedores ............................................................ (7.733) (7.710) (6.039) (3.785) Salários, encargos e contribuições sociais................ 6.558 13.365 Impostos, taxas e contribuições ................................ (4.737) 5.697 (13.708) 30.118 Adiantamentos recebidos de clientes........................ (30.347) 222.543 53.306 Obrigações por compra de imóveis........................... (25.931) (40.420) 62.553 (49.824) 38.364 2.478 190.130 6.853 Outros passivos......................................................... Caixa líquido proveniente das operações............. 78.446 (174.314) (105.629) (577.105) (72.134) (61.990) (96.400) (71.857) Juros pagos ............................................................... 6.312 (236.304) (202.029) (648.962) Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimento Aquisições de investimentos ..................................... (49.056) (5.786) (49.705) (5.786) Ágio pago na aquisição de investimentos ................. (3.885) (3.767) Aquisições de bens do ativo imobilizado................... (7.022) (5.533) (34.976) (18.781) Adiantamento para futuro aumento de capital........... (128.668) 22.817 31.143 923 Adições ao intangível ................................................ (4.388) (4.408) (46) Dividendos recebidos ................................................ 45.303 45.303 10.050 10.050 Ganho na alienação de participação societária......... Caixa líquido aplicado nas atividades de investi11.498 (6.360) (23.690) mento........................................................................ (137.666) Fluxo de caixa das atividades de financiamento Ingressos de empréstimos, financiamentos e debêntures........................................................................... 69.070 378.264 341.555 497.347 Amortizações de empréstimos, financiamentos e debêntures..................................................................... (36.747) (77.325) (178.453) (77.325) Sociedades ligadas ................................................... (54.909) (157.478) (77.894) 26.685 Dividendos pagos ...................................................... (57.028) Captação de recursos com não controladores.......... 203.000 7.435 300.000 98.727 300.630 Aumento de capital social.......................................... Caixa líquido proveniente das atividades de fi(15.151) 443.461 126.907 950.337 nanciamento ............................................................ Caixa e equivalentes de caixa de controladas cindidas e/ou incorporadas na consolidação, líquido ....... 1.043 (1.122) Aumento líquido (redução) de caixa e equivalentes de caixa .............................................................. (146.505) 218.655 (80.439) 276.563 125.231 419.587 143.024 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 343.886 343.886 339.148 419.587 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 197.381 As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Para os ativos não financeiros que estão sujeitos à amortização, é feita uma revisão periódica pela Administração sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida quando o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. A Companhia e suas controladas avaliam em primeiro lugar se existe evidência objetiva de impairment. Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, não foram identificadas pela Companhia e suas controladas evidências objetivas que pudessem justificar o registro de perdas de impairment tanto para ativos financeiros, quanto para os não financeiros. 2.5 Contas a receber de clientes e adiantamentos recebidos de clientes – As contas a receber de clientes são avaliadas no momento inicial pelo valor presente (Nota 2.17) e acrescidas de atualização monetária até a data do balanço. As parcelas em aberto são atualizadas com base no Índice Nacional da Construção Civil (“INCC”) para a fase de construção do projeto, e pelo Índice Geral de Preços de Mercado (“IGP-M”), após a data de entrega das chaves das unidades concluídas. Tendo em vista os critérios utilizados para reconhecimento de receitas e correspondentes custos de unidades não concluídas, descritos na Nota 2.18 (b), o saldo das contas a receber não contempla o valor integral referente às unidades vendidas e não concluídas. Pagamentos realizados por clientes e referentes a essas operações são registrados como adiantamentos recebidos de clientes. 2.6 Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar – Incluem os custos para a aquisição de terreno e dos imóveis não vendidos. O registro do terreno é efetuado no momento da assinatura do contrato ou da lavratura da escritura do imóvel. A Companhia e suas controladas adquirem parte dos terrenos através de operações de permutas, nas quais, em troca dos terrenos adquiridos, compromete-se a entregar unidades imobiliárias de empreendimentos em construção. Os imóveis são demonstrados ao custo de aquisição, que não excede ao seu valor líquido realizável. No caso de imóveis em construção, correspondem ao custo incorrido das unidades ainda não comercializadas, e compreendem os custos de incorporação, de construção (mãodeobra, materiais e outros relacionados), o terreno e os encargos financeiros incorridos para os financiamentos à produção aplicados no empreendimento durante a fase de construção. 2.7 Arrendamentos – Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como arrendamentos financeiros. Os pagamentos efetuados para arrendamentos financeiros (líquidos de quaisquer incentivos recebidos do arrendador) são reconhecidos na demonstração do resultado pelo método linear, durante o período do arrendamento. A Bairro Novo arrenda formas para construção de imóveis residenciais. Os arrendamentos, nos quais detém, substancialmente, todos os riscos e benefícios da propriedade, são classificados como arrendamentos financeiros. Estes são capitalizados no início do arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do bem arrendado e o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento. Cada parcela paga do arrendamento é alocada, parte ao passivo e parte aos encargos financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante sobre o saldo da dívida em aberto. As obrigações correspondentes, líquidas dos encargos financeiros, são incluídas em arrendamentos financeiros não circulantes. Os juros das despesas financeiras são reconhecidos na demonstração do resultado durante o período do arrendamento, para produzir uma taxa periódica constante de juros sobre o saldo remanescente do passivo para cada período. O imobilizado adquirido por meio de arrendamentos financeiros é depreciado durante a vida útil do ativo. 2.8 Adiantamento a fornecedores – Os adiantamentos a fornecedores representam valores concedidos a fornecedores, em virtude de cumprimento de cláusulas contratuais. 2.9 Demais ativos – Os demais ativos são apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas ou, no caso de despesas do exercício seguinte, ao custo. 2.10 Imobilizado – Compreende as edificações e benfeitorias, equipamentos e instalações, móveis e utensílios, equipamentos de informática e estandes de vendas. O imobilizado é mensurado pelo seu custo histórico deduzido depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens e também inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificados. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. A parcela de depreciação diretamente associada à construção dos empreendimentos é capitalizada no ativo circulante como “imóveis a comercializar e terrenos a incorporar”. A depreciação é calculada usando o método linear para alocar seus custos aos seus valores residuais durante a vida útil estimada. Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado. Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o valor contábil e são reconhecidos em “Outros ganhos/(perdas), líquidos” na demonstração do resultado. 2.11 Intangível – As licenças de software adquiridas são capitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para ser utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável no prazo de até 10 anos. 2.12 Contas a pagar aos fornecedores e subempreiteiros – As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.13 Empréstimos e financiamentos – Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo são reconhecidas como custos da transação do empréstimo, uma vez que seja provável que uma parte ou todo o empréstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa é diferida até que o saque ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do empréstimo, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do empréstimo ao qual se relaciona. Os empréstimos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 2.14 Obrigações por compra de imóveis e adiantamentos de clientes por permuta – As obrigações por aquisições de imóveis e terrenos são reconhecidas pelos valores correspondentes às obrigações contratuais assumidas. Em seguida, são apresentadas pelo custo amortizado, acrescidas, quando aplicável, de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”) e ajustado a valor presente. As obrigações relacionadas com as operações de permutas de terrenos por unidades
DIÁRIO DO COMÉRCIO
18 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 20 de abril de 2012
ODEBRECHT REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS S.A. CNPJ Nº 06.206.132/0001-50
imobiliárias estão demonstradas ao seu valor justo, como adiantamentos de clientes. 2.15 Provisões – As provisões são reconhecidas quando: a Companhia tem uma obrigação presente e é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. 2.16 Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido – O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido são calculados observando-se suas alíquotas nominais de 25% e 9%, respectivamente. O imposto de renda diferido é calculado sobre todas as diferenças temporárias, inclusive aquelas decorrentes das mudanças das práticas contábeis. Conforme facultado pela legislação tributária, certas controladas e coligadas, optaram pelo regime de lucro presumido. Para essas sociedades, a base de cálculo do imposto de renda é calculada à razão de 8% (contribuição social sobre o lucro líquido à razão de 12%) sobre as receitas brutas, sobre as quais se aplicam as alíquotas regulares do respectivo imposto e contribuição. 2.17 Ajustes a valor presente (“AVP”) – Os elementos integrantes do ativo e do passivo, decorrentes de operações de longo prazo ou de curto prazo quando houver efeito relevante, são ajustados a valor presente. Entidades de Incorporação Imobiliária, nas vendas a prazo de unidades não concluídas, apresentam recebíveis com atualização monetária, inclusive a parcela das chaves, sem juros, e devem ser descontados a valor presente, uma vez que os índices de atualização monetária contratados não incluem o componente de juros. A reversão do ajuste a valor presente, considerando-se que parte importante do contexto operacional da Companhia é a de financiar os seus clientes, foi realizada, tendo como contrapartida o próprio grupo de receitas de incorporação imobiliária, de forma consistente com os juros incorridos sobre a parcela do saldo de contas a receber referentes ao período “póschaves”. Os encargos financeiros de recursos utilizados na construção dos empreendimentos imobiliários, e os relativos ao financiamento da construção dos empreendimentos imobiliários, devem ser capitalizados. Portanto, entende-se que a reversão do ajuste a valor presente de uma obrigação vinculada a esses itens deve ser apropriada ao custo dos imóveis vendidos ou estoques de imóveis a comercializar, conforme o caso, até o momento em que a construção do empreendimento estiver concluída. Desse modo, determinados elementos integrantes do ativo e do passivo são ajustados a valor presente, com base em taxas de desconto, as quais visam refletir as melhores avaliações atuais do mercado, quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo. O cálculo do ajuste a valor presente foi efetuado considerando-se uma taxa anual de juros de 3,81% (2010 – 3,79%) e tem como fundamento e premissa a taxa média dos empréstimos e financiamentos obtidos pela Companhia (Nota 15), líquidas do efeito inflacionário de correção do IPCA. As rubricas impactadas pelo AVP no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 foram: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Ativo circulante Contas a receber ............................................. (1.570) 1.518 (17.499) (2.393) 2.045 (2.095) 6.103 Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar (1.570) 3.563 (19.594) 3.710 Passivo não circulante 2.045 (2.095) 6.103 Obrigações por compra de imóveis................. Resultado do exercício Receita de incorporação e venda.................... (1.393) (1.251) (11.386) (9.137) 1.773 2.769 3.719 6.744 Receitas financeiras ........................................ 380 1.518 (7.667) (2.393) 2.18 Reconhecimento de receita – A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de unidades imobiliárias e de serviços no curso normal das atividades da Companhia e de suas controladas. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos. A Companhia e suas controladas reconhecem a receita quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia e suas controladas. A Companhia e suas controladas baseiam suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. (a) Apuração do resultado de incorporações e venda de imóveis – Nas vendas a prazo de unidades concluídas, o resultado é apropriado no momento em que a venda é efetivada e a unidade entregue, independentemente do prazo de recebimento do valor contratual, e as seguintes premissas são atendidas: (a) o seu valor pode ser estimado, ou seja, o recebimento do preço de venda é conhecido ou o valor que não será recebido pode ser razoavelmente estimado e (b) o processo de reconhecimento de receita de venda encontra-se substancialmente concluído, ou seja, a Companhia está desobrigada a cumprir com parte significativa de atividades que venham a gerar gastos futuros relacionados com a venda da unidade concluída. Nas vendas de unidades não concluídas, foram observados os procedimentos e normas estabelecidas pelas Resolução nº 1.266/09 (Interpretação Técnica ICPC 02) e Resolução 1.317/10 (Orientação OCPC 04) do Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”), os quais determinam que, avaliando-se o ambiente econômico brasileiro e a essência econômica dos contratos e/ou promessas de compra e venda de unidades a serem entregues no futuro, as receitas e custos relativos a tais unidades são reconhecidos à medida da evolução da construção do empreendimento, uma vez a transferência de riscos e benefícios ao adquirente ocorre do forma contínua. Dessa forma, os procedimentos adotados são: • O custo incorrido das unidades vendidas, incluindo o terreno, projetos e custos de construção é apropriado integralmente ao resultado. • Apurase o percentual do custo incorrido das unidades vendidas, em relação ao seu custo total orçado, sendo esse percentual aplicado sobre a receita das unidades vendidas ajustada segundo as condições dos contratos de venda, sendo assim determinado o montante das receitas de vendas a serem reconhecidas. • Os recebimentos referentes à venda das unidades, que sejam superiores ao valor da receita de vendas a ser apropriada no período em questão, calculado conforme mencionado acima, devem ser registrados no passivo circulante ou não circulante, como adiantamento de clientes. • Caso o valor da receita de vendas a ser apropriada no período em questão seja superior ao valor efetivamente recebido pela venda das unidades, deve ser registrado em uma conta de clientes de incorporação do ativo circulante ou não circulante. • Os encargos financeiros das operações de crédito imobiliário e de financiamentos diretamente atribuídos ao projeto imobiliário, incorridos durante o período de construção, são apropriados aos custos das unidades sendo apropriados ao resultado por ocasião da venda. No resultado do exercício, estão contempladas as variações decorrentes da adequação entre os custos incorridos e previstos até o término dos empreendimentos. Tais variações são reconhecidas no exercício corrente, com ajustes na margem dos empreendimentos em relação à receita das unidades vendidas e o custo orçado. (b) Receita de contratos de construção – A receita de contratos de construção é reconhecida levandose em conta o estágio de execução de cada contrato na data base das demonstrações financeiras consolidadas. O método utilizado para determinar o estágio de execução considera a proporção entre os custos incorridos com os serviços até então executados e o total dos custos orçados de cada contrato. Caso determinados contratos não possam ter sua receita avaliada de maneira confiável em relação ao trabalho executado de acordo com esse método, a Companhia e suas controladas levam em consideração medições do trabalho executado com a finalidade de apurar a receita contábil. A receita de construção superior as receitas apropriadas são registradas na rubrica “Adiantamentos de clientes”, no passivo circulante e não circulante, de acordo com o prazo de execução da obra. 2.19 Despesas comerciais – Despesas comerciais, incluindo propaganda e publicidade, são apropriadas ao resultado quando incorridas, de acordo com o regime de competência. A Companhia registra no imobilizado os gastos incorridos e diretamente relacionados com a construção de estande de vendas e do apartamento-modelo, e estes itens são depreciados de acordo com o respectivo prazo de vida útil estimado, bem como aqueles para aquisição das mobílias e da decoração de cada empreendimento imobiliário. Quando a vida útil estimada é inferior a 12 meses, os gastos são reconhecidos diretamente no resultado como despesa de vendas. 2.20 Distribuição de dividendos – A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras ao final do exercício, com base no estatuto social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral. 2.21 Regime Tributário de Transição – O Regime Tributário de Transição (“RTT”) terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária Da alteração societária brasileira, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pela MP nº 449/08, convertidas na Lei nº 11.941/09 de 27 de maio de 2009. O regime foi optativo nos anos-calendário de 2008 e de 2009 e, a partir do ano-calendário de 2010, obrigatório para as pessoas jurídicas optantes pelo lucro real. Assim, considerando que nenhuma legislação disciplinando os efeitos fiscais no contexto dos novos métodos contábeis foi editada, a Companhia e suas controladas permanecem adotando os preceitos do RTT, quais sejam, de eliminar, para fins fiscais, os efeitos decorrentes dos novos regramentos contábeis, utilizando-se, para tanto, as regras contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. 3 Estimativas e julgamentos contábeis críticos – As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na expectativa histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. Com base em premissas, a Companhia e suas controladas fazem estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas abaixo: (a) Imposto de renda, contribuição social e outros impostos – A Companhia e suas controladas estão sujeitas ao imposto de renda. É necessário um julgamento significativo para determinar a provisão para impostos sobre a renda. Em muitas operações, a determinação final do imposto é incerta. A Companhia e suas controladas também reconhecem provisões por conta de situações em que é provável que valores adicionais de impostos forem devidos. Quando o resultado final dessas questões é diferente dos valores inicialmente estimados e serão registrados, essas diferenças afetam os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no período em que o valor definitivo é determinado. (b) Valor justo de derivativo usado para hedge – A Companhia contratou instrumento derivativo para hedge de fluxo de caixa, vinculado exclusivamente à proteção contra riscos cambiais associados à operação de compra de alumínio composto (Nota 4.1 (c)). 4 Gestão de risco financeiro. 4.1 Fatores de risco financeiro – A Companhia e suas controladas restringem sua exposição a riscos de créditos associados a bancos e a aplicações financeiras, efetuando seus investimentos em instituições financeiras de primeira linha e com remuneração em títulos de curto prazo. Com relação às contas a receber, a Companhia e suas controladas restringem a sua exposição a riscos de créditos por meio de vendas para uma base ampla de clientes e de análises de créditos contínuas. Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não havia concentração de risco de crédito relevante associado a clientes. Os principais instrumentos financeiros mantidos pela Companhia e suas controladas são as contas a receber de clientes, aplicações financeiras, fornecedores e financiamentos. (a) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros – Considerando que a Companhia e suas controladas não tem ativos significativos em que incidam juros, o resultado e os fluxos de caixa operacionais da Companhia e suas controladas são, substancialmente, independentes das mudanças nas taxas de juros do mercado. O risco de taxa de juros da Companhia e suas controladas decorrem de empréstimos de longo prazo. Os empréstimos emitidos às taxas variáveis expõem a Companhia e suas controladas ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Os empréstimos emitidos às taxas fixas expõem a Companhia e suas controladas ao risco de valor justo associado à taxa de juros. A Companhia e suas controladas analisam sua exposição à taxa de juros de forma dinâmica. São simulados diversos cenários levando em consideração refinanciamento, renovação de posições existentes e opções alternativas de financiamentos. Com base nesses cenários, a Companhia e suas controladas definem uma mudança razoável na taxa de juros e calcula o impacto sobre o resultado. Os cenários são elaborados somente para os passivos que representam as principais posições com juros. (b) Risco de liquidez – É o risco de a Companhia e suas controladas não disporem de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. A Companhia e suas controladas possuem e seguem políticas financeiras que definem as diretrizes para o gerenciamento de riscos. Nos termos dessas políticas, a natureza e a posição geral dos riscos financeiros é regularmente monitorada e gerenciada a fim de avaliar os resultados e o impacto financeiro no fluxo de caixa e na liquidez de suas operações. (c) Derivativos – A Companhia contratou instrumentos de derivativos a Termo (Non-Deliverable Forward – NDF), com o objetivo de proteção contra riscos cambiais. Foram firmados junto ao Banco BTG Pactual EUR 523 de nocional, para aquisição de alumínio composto da Alemanha, no empreendimento “Boulevard”. As operações de derivativos foram liquidadas ao longo do exercício, com despesas financeiras de R$ 17. 4.2 Gestão de capital – Consolidado – Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da Companhia para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Condizente com outras empresas do setor, a Companhia monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado, com a dívida líquida. 2011 2010 Total dos empréstimos (Nota 15) ................................................................. 447.520 273.016 (339.148) (419.587) Menos: caixa e equivalentes de caixa (Nota 6)............................................ 108.372 (146.571) Dívida líquida (sobra de caixa) ..................................................................... 1.203.656 974.068 Total do patrimônio líquido ........................................................................... 5 Instrumentos financeiros por categoria – Consolidado Empréstimos e recebíveis 2011 2010 Ativos, conforme o balanço patrimonial Caixa e equivalentes de caixa .................................................................. 339.148 419.587 Títulos e valores mobiliários...................................................................... 44.895 39.488 1.293.761 734.708 Contas a receber de clientes .................................................................... 1.677.804 1.193.783 Outros passivos financeiros 2011 2010 Passivo, conforme o balanço patrimonial Empréstimos e financiamentos ................................................................. 447.520 273.016 Credores por debêntures .......................................................................... 611.051 610.484 Fornecedores e subempreiteiros .............................................................. 57.653 71.998 Obrigações por compra de imóveis .......................................................... 305.590 202.500 Dividendos a pagar ................................................................................... 2.022 2.241 74.993 36.627 Outros passivos ........................................................................................ 1.498.829 1.196.866
CONTINUAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 6 Caixa e equivalentes de caixa
Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 42 54 136 129 4.986 15.109 32.862 31.271 192.353 328.723 306.150 388.187 197.381 343.886 339.148 419.587 As aplicações financeiras de liquidez imediata são mantidas para negociação diária e frequente, sendo substancialmente certificados de depósito bancário (“CDB”) e aplicações em debêntures com remuneração entre 90% e 104% do certificado de depósito interbancário (“CDI”). Controladora Consolidado 7 Títulos e valores mobiliários 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Títulos e valores mobiliários ............................ 227.956 373.515 228.056 373.515 (183.161) (334.027) (183.161) (334.027) Menos: Ativo não circulante ............................ Ativo circulante ................................................ 44.795 39.488 44.895 39.488 Os recursos aplicados estão atrelados às debêntures emitidas em outubro de 2009 e sua liberação ocorre através da aprovação por parte de seu agente fiduciário. Os rendimentos estão registrados no curto prazo no montante de R$ 44.895 (R$ 39.488 – 31 de dezembro de 2010) e são passíveis de liquidação com as obrigações de juros a pagar semestralmente aos debenturistas, portanto, não resgatáveis para outras finalidades. 8 Contas a receber de clientes – Os valores de contas a receber de clientes totalizam os montantes a seguir demonstrados e estão apresentados em vista dos critérios utilizados para reconhecimento de receitas descritas na Nota 2.18 (a) não contemplando o valor integral referente às unidades vendidas e não concluídas. A carteira total de recebíveis de clientes, incluindo o valor das unidades vendidas e não concluídas totaliza em 31 de dezembro de 2011, R$ 148.476 (2010 – R$ 214.678) na Controladora e R$ 2.915.288 (2010 – R$ 2.252.185) no Consolidado. Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Contas a receber de clientes........................... 120.978 93.527 1.293.761 734.708 (1.572) (1.518) (17.499) (2.393) Ajuste a valor presente (i)................................ (i) O cálculo do ajuste a valor presente foi efetuado considerando-se uma taxa anual de juros de 3,81% (2010 – 3,79%) e tem como fundamento e premissa a taxa média dos empréstimos e financiamentos obtidos pela Companhia (Nota 15), líquidas do efeito inflacionário de correção do IPCA. 9 Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Terrenos a incorporar ...................................... 121.255 131.840 945.038 681.926 Ajuste a valor presente (i)................................ 2.045 (2.095) 6.103 Imóveis em construção.................................... 32.904 23.971 490.775 175.469 73.561 86.275 73.561 86.275 Unidades concluídas ....................................... 227.720 244.131 1.507.279 949.773 (135.399) (167.178) (240.550) (610.795) Menos: Ativo não circulante ............................ Ativo circulante ................................................ 92.321 76.953 1.266.729 338.978 (i) O cálculo do ajuste a valor presente foi efetuado considerando-se uma taxa anual de juros de 3,81% (2010 – 3,79%) e tem como fundamento e premissa a taxa média dos empréstimos e financiamentos obtidos pela Companhia (Nota 15), líquidas do efeito inflacionário de correção do IPCA. 31/12/2011 31/12/2010 10 Dividendos a receber – Controladora Ativo circulante Águas Claras ................................................................................................. 2.995 Beira Lago ..................................................................................................... 13.272 BMX Holding.................................................................................................. 2.956 Bonnaire Residencial..................................................................................... 61 Clube Sírio..................................................................................................... 2.191 Giedi .............................................................................................................. 24 Hangar Empresarial....................................................................................... 8.764 Hangar Hoteleiro ........................................................................................... 792 Henry Dunant ................................................................................................ 31 Mesarthin....................................................................................................... 1.061 341 Mintaka .......................................................................................................... 638 132 Mixcamp ........................................................................................................ 2 Murano .......................................................................................................... 4.214 OR Participações........................................................................................... 34.500 OR SP 18 ...................................................................................................... 2.618 Patamares ..................................................................................................... 4.294 PTUS ............................................................................................................. 1.923 Residence Sul ............................................................................................... 9.026 ROP2............................................................................................................. 2.480 ROP3............................................................................................................. 1.438 827 ROP4............................................................................................................. 1.050 768 329 Santos 01 ...................................................................................................... 88.402 8.325 11 Sociedades ligadas. (i) Saldos Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Ativo não circulante Águas Claras ................................................... 11.194 Alya.................................................................. 1.099 Bairro Novo...................................................... 47.796 32.525 Barra Funda..................................................... 3.011 BMX Holding.................................................... 68.952 BN Campinas I ................................................ 1 BN Campinas Campo Grande......................... 10.906 BN Porto Velho................................................ 78.023 26.889 BN Santo André............................................... 1.150 Bonnaire Comercial ......................................... 17.188 Correa Lemos.................................................. 7.937 Mangueiral (a) ................................................. 326.384 159.215 Morada da Península ...................................... 43.187 Novo Mundo Empresarial ................................ 1.082 533 OR Investimentos ............................................ 130 130 Poliedro DF...................................................... 19 Ricardo Jafet ................................................... 2.785 Rio Vermelho................................................... 129 Sagitário Torres ............................................... 135.855 87.250 Santos 02 ........................................................ 20.494 14.872 SCP BMX ........................................................ 66.447 Valongo ........................................................... 75 Vistas do Vale.................................................. 2.405 Zaniah.............................................................. 38.345 22.596 Zaurak ............................................................. 4.832 4.832 13.035 Outros.............................................................. 822.979 427.661 663 Passivo não circulante Beira Lago ....................................................... 39.727 9.863 Bonnaire Mall................................................... 3.253 Giedi ................................................................ 26.904 36.472 Hangar Empresarial......................................... 26.736 25.690 Hangar Hoteleiro ............................................. 20.830 12.452 Morada da Península ...................................... 1.257 Olímpia Towers ............................................... 12.271 OR Participações............................................. 268.299 150.001 Patamares ....................................................... 31.435 PTUS ............................................................... 12.759 Residence Sul ................................................. 30.943 29.307 ROP4............................................................... 53.490 Sagitário Corporate ......................................... 69.010 32.653 Sagitário Mall................................................... 26.884 8.184 Sagitário Office ................................................ 69.688 43.860 10 2.091 Outros.............................................................. 692.239 351.830 130.740 75.831 663 Saldo líquido .................................................. Os principais saldos mantidos com as sociedades ligadas referem-se a operações de repasses de recursos, cessões de créditos e assunções de obrigações. (a) Contrato de mútuo celebrado junto à controlada Jardim Mangueiral em 18 de janeiro de 2010, com vencimento em duas parcelas em 8 de abril de 2013 e 8 de abril de 2014, respectivamente. O contrato prevê atualização monetária de TR mais 8,16% a.a. (ii) Remuneração do pessoal chave da Administração – O pessoal-chave da Administração contempla os conselheiros e diretores da Companhia. A remuneração referente ao pessoal-chave da Administração, por serviços de empregados, no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 monta em R$ 3.289 (2010 – R$ 2.785) na controladora e R$ 4.448 (2010 – R$ 2.785) no consolidado. 12 Adiantamentos para futuro aumento de capital – AFAC Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Ativo não circulante Águas Claras ................................................... 2.020 Ancha .............................................................. 995 Arrakis ............................................................. 547 Askella ............................................................. 801 Bonnaire Residencial....................................... 1.077 1.298 Clube Sírio....................................................... 4.323 Galeria ............................................................. 459 843 Henry Dunant .................................................. 93.690 Mesarthin......................................................... 9.453 2.445 Mintaka ............................................................ 55 1.795 Mixcamp .......................................................... 245 344 Paraty Performance......................................... 50 Poliedro ........................................................... 20.503 ROP2............................................................... 6 ROP3............................................................... 227 ROP4............................................................... 465 ROPH .............................................................. 36 5.834 3.925 Santos I ........................................................... 140.052 11.384 Passivo não circulante AVM Participações (i) ...................................... 5.509 790 Bolsa Imobiliária Brasileira (i) .......................... 23 Ecopar Holding (i)............................................ 4.655 Exto Incorporações e Empreendimentos (i) .... 791 818 Franz Comércio e Construtora (i) .................... 1.466 1.453 Fundação Zerrenner (i).................................... 10.545 GM Engenharia (i) ........................................... 11 Mar Incorporações (i) ...................................... 90 Performance Office Park Participações (i) ...... 143 Performance Investimento Imobiliário (i) ......... 598 55 Realize Investimento Imobiliário (i).................. 219 394 Serra do Curral Participações (i) ..................... 27 Sig Empreendimentos Imobiliários (i).............. 56 Solibem Participações (i)................................. 5.055 Zabo Engenharia (i)......................................... 4.847 1.274 2 74 Outros.............................................................. 33.687 5.208 140.052 11.384 (33.687) (5.208) Saldo líquido .................................................. (i) Acionista de SPE sem ligação societária com a OR. Os saldos se referem a recursos enviados aos empreendimentos com finalidade exclusiva de aumento de capital. Os AFACs são registrados ao valor do custo e não são acrescidos de encargos e juros. 13 Investimentos – Controladora Patrimônio líquido Lucro líquido Participação direta (%) (passivo a descoberto) (prejuízo) do exercício 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Investimentos avaliados por equivalência patrimonial Controladas Águas Claras ............ 100,00 8.987 11.981 Alya........................... 100,00 1 Ancha (t) ................... 87,00 4.856 Arrakis (q) ................. 75,00 9.331 Askella (p)................. 75,00 3.420 (1) Bairro Novo (a) ......... 100,00 100,00 70.026 38.745 (20.918) 690 Barra Funda.............. 99,99 1 Beira Lago (i) ............ 100,00 100,00 45.022 7.869 50.425 3.531 BMX Holding............. 100,00 100,00 8.868 (150) 11.974 (150) Bonnaire Residencial (c) ............................. 55,00 55,00 29.388 21.473 3.150 7.960 Brasal DF.................. 100,00 1 Clube Sírio (r) ........... 80,00 19.029 11.534 Galeria (k)................. 70,00 70,00 8.904 6.986 (47) (128) Giedi ......................... 99,90 99,90 75 99 98 Caixa ............................................................... Bancos conta movimento ................................ Aplicações de liquidez imediata ......................
Participação direta (%) 31/12/2011 31/12/2010 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 50,00 66,00 66,00 80,00 80,00 90,00 90,00 100,00 54,54 90,00 100,00 100,00 99,99 99,99 100,00
Patrimônio líquido Lucro líquido (passivo a descoberto) (prejuízo) do exercício 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 8.765 5.013 12.515 5.012 794 1.563 22 1.562 93 123 1 57.990 32.857 22.315 10.865 31.279 13.922 13.482 3.487 2.108 1.429 (14) 9 (16.851) (11.399) (5.452) (15.498) 54.103 55.655 19.110 17.745 1 (96) 1 (97) 1
Hangar Empresarial.. Hangar Hoteleiro ...... Henry Dunant ........... Ilha Pura ................... Mesarthin (l).............. Mintaka (j)................. Mixcamp (m)............. Morada da Península Murano (g) ................ Novo Mundo Mall...... Olímpia Towers ........ Olimpíadas ............... OR Participações (c) (d) (e) (n) .................. 99,99 99,99 112.285 81.449 54.671 17.960 OR SP 18 ................. 100,00 7.854 10.471 OR SP 23 ................. 100,00 1 OR SP 24 ................. 100,00 1 Parque Edu Chaves . 100,00 1 Patamares ................ 100,00 4.295 8.588 Poliedro DF............... 100,00 1 Reserva do Paiva (b) 47,87 13.314 (6.744) Residence Sul (b) ..... 100,00 9.722 17.847 Ricardo Jafet ............ 99,99 99,99 (104) 1 (105) Rio Vermelho............ 100,00 1 ROP2 (f) ................... 72,04 74,00 29.155 28.592 24.182 18.080 ROP3 (f) ................... 73,00 67,00 14.546 11.569 8.303 5.595 ROP4 (f) ................... 100,00 67,00 9.032 2.741 4.834 (251) ROPH (f)................... 62,00 40,00 7.046 4.188 (522) (311) Santos 01 (n) ............ 80,00 80,00 28.558 12.226 11.973 8.670 Taquaral Campinas .. 100,00 1 Thuban ..................... 99,99 1 Valongo .................... 99,99 1 Vistas do Vale........... 100,00 (48) (49) Zaurak (u) ................. 99,90 32.571 33.744 Controladas em conjunto Flat CT (b) (s) ........... 51,00 318 Iota (o) ...................... 27,27 99,99 1.344 (88) (3.483) (89) Novo Mundo Empresarial (b) (s) .............. 51,00 (734) (2.866) Paraty Performance (h) ............................. 50,00 50,00 6.532 2.393 (10) PTUS (v)................... 49,90 3.974 7.728 Terraço Laguna (b) (s) 51,00 (155) (916) Coligada Erioteca .................... 50,00 50,00 1 1 (i) Informações sobre as principais investidas (a) Bairro Novo: constituída em 26 de março de 2007 com o objetivo de incorporar empreendimentos imobiliários voltados ao público de baixa renda. Em 21 de março de 2011 a OR cedeu à Bairro Novo 1.000 (mil) ações da BN SPE Campinas I, de forma que a Bairro Novo detivesse 100% do capital dessa entidade. Ainda o capital social da BN SPE Campinas I foi elevado de R$ 3.000 para R$ 11.500 através da emissão de 8.500.000 novas ações no montante de R$ 8.500, sendo 5.050.000 ações subscritas pela Bairro Novo e 3.450.000 ações subscritas pela Norplan Salles Assessoria e Empreendimentos S/C Ltda. (“Norplan”), desta forma a Bairro Novo passou a deter 70% do capital social da BN SPE Campinas I. Até 30 de junho de 2011 a Norplan aportou a totalidade de seu capital social subscrito através de fração ideal de imóvel e a Bairro Novo R$ 3.506, restando R$ 4.544 a serem integralizados até 21 de março de 2015. Em 28 de dezembro de 2011, foi aprovado, em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento de capital social da Bairro Novo em R$ 51.735, passando de R$ 80.674 para R$ 132.409, com a emissão de 51.734.519 novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas pela OR através de bens integrantes do seu ativo. (b) Reserva do Paiva: em 17 de junho de 2011, a Reserva do Paiva S.A. foi incorporada pela OR sendo usados os ativos e passivos das empresas Flat CT, Terraço Laguna, Novo Mundo Empresarial e Residence Sul para aporte do capital. Foram vertidos os seguintes ativos e passivos demonstrados de forma sintética: Ativo circulante ..................................................................................................................... 5.195 16.044 Ativo não circulante .............................................................................................................. 21.239 Passivo circulante................................................................................................................. (24) (6.953) Passivo não circulante.......................................................................................................... (6.977) Acervo líquido incorporado................................................................................................... 14.262 52,13% Participação da Companhia na investida ............................................................................. Saldo incorporado no saldo de investimento da Reserva do Paiva ..................................... 7.434 (c) Bonnaire Comercial e Bonnaire Residencial: em 13 de agosto de 2010, a empresa Bonnaire Residencial alterou seu tipo jurídico de sociedade de limitada para sociedade por ações passando a ser denominada Bonnaire Residencial Empreendimentos Imobiliários S.A., bem como a OR aumentou seu capital em R$ 11.693, representado por 11.693.386 novas quotas, mediante a capitalização de créditos detidos contra a sociedade. No mesmo ato, a sócia OR cede e transfere 10.025.595 quotas no valor de R$ 9.808 à Exto Incorporações e Empreendimentos Imobiliários Ltda. (“Exto”). Em 30 de novembro de 2010, por meio de Assembleia Geral Extraordinária, a OR utilizou integralmente o investimento realizado na empresa Bonnaire Comercial Empreendimentos Imobiliários Ltda. para aumentar o capital da empresa Odebrecht Realizações Imobiliárias e Participações S.A. sendo a operação realizada pelo número de quotas conferidas de 5.032.722 no montante de R$ 6.633. Em 29 de abril de 2011 a Bonnaire Residencial teve seu capital aumentado em R$ 4.876, de R$ 22.279 para R$ 27.155, por meio da emissão de 4.876.241 ações ordinárias integralizados por meio de adiantamento para futuro aumento de capital, sendo 55% pela OR e 45% pela Exto. (d) Sagitário Torres, Sagitário Corporate, Sagitário Mall, e Sagitário Office: em 30 de novembro de 2010, por meio de Assembleia Geral Extraordinária, a OR utilizou integralmente os realizados nas sociedades Sagitário Torres, Sagitário Corporate, Sagitário Mall e Sagitário Office para aumentar o capital da Odebrecht Realizações Imobiliárias e Participações S.A. sendo a operação realizada pelos números de quotas conferidas de 10.103.041, 4.696.292, 2.010.738 e 5.795.174, respectivamente, nos montantes de R$ 1.303, R$ 21.012, R$ 14.021 e R$ 19.914. (e) OR Participações: constituída em 18 de junho de 2010 pela OR e ORINV tendo como objetivo social a participação , na qualidade de sócia ou acionistas, em sociedades autantes no mercado imobiliário e responsáveis por incorporação imobiliária. Em 30 de novembro de 2010, por meio de Assembleia Geral Extraordinária, foi aprovado o aumento de capital na investida no valor de R$ 63.488, mediante o aporte das participações societárias nas empresas Sagitário Torres, Sagitário Corporate, Sagitário Mall e Sagitário Office, Bonnaire Comercial e OR SP01, nos valores de R$ 1.303, R$ 21.012, R$ 14.021, R$ 19.914, R$ 6.633 e R$ 605, respectivamente, todas avaliadas pelo valor contábil de investimento mantido na empresa OR em 31 de outubro de 2010. Após Assembleia Geral Extraordinária realizada em 4 de fevereiro de 2011, a OR aumenta o capital da ORPAR de R$ 63.488 para R$ 68.886 face a aporte de R$ 5.397 através de transferência de 5.447.043 quotas da Vistas do Vale para OR Participações. No dia 6 de junho de 2011 os capitais sociais das SPEs Correa Lemos e Barra Funda foram integralmente transferidos da OR para OR Participações, configurando novo aporte de R$ 5.267 que elevou o capital social de R$ 68.886 a R$ 74.153. O aumento de capital social se deu através de 5.046.415 quotas (R$ 4.985) da Correa Lemos e 285.920 quotas (R$ 282) da Barra Funda. (f) ROP2, ROP3, ROP4 e ROPH: em 28 de abril de 2010, foram aprovados os aumentos de capital nas investidas ROP2, ROP3, ROP4 e ROPH, nos montantes de R$ 5.955, R$ 163, R$ 142 e R$ 239, respectivamente, sendo integralizados pela Companhia os totais de R$ 3.990, R$ 110, R$ 95 e R$ 96, mediante a capitalização dos adiantamentos para futuro aumento de capital. Por meio de instrumento particular de compra e venda de ações celebrado em 28 de outubro de 2010, a Companhia adquiriu 1.248.380 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal da empresa ROP2, pertencentes a antiga sócia Serra do Curral Participações S.A., passando dessa forma a Companhia a deter 74% de participação. No dia 29 de abril de 2011 as sociedades ROP3, ROP4 e ROPH sofreram subscrições de capital social de R$ 340, R$ 2.492 e R$ 4.499, respectivamente. Nas ROP3 e ROPH, a OR foi responsável pela capitalização de R$ 340 e R$ 1.800, respectivamente, mantendo seus percentuais de participação acionária de 67% e 40%, respectivamente. Já, para ROP4 em 9 de maio de 2011 a OR adquiriu as ações dos demais acionistas, detendo 100% do capital social desta SPE. Em 2 de dezembro de 2011, a OR adquiriu da sócia Performance Office Park Participações S.A. (“POP”) 476.784 ações respresentativas do capital da ROP3 correspondentes a 6% do capital social total da entidade pelo valor de R$ 1.421, passando a deter 73% de sua participação societária. Na mesma data, a OR adquiriu da sócia POP 2.037.420 ações respresentativas do capital da ROPH correspondentes a 22% do capital social total da entidade pelo valor de R$ 2.742, passando a deter 62% de sua participação societária. (g) Murano: em 25 de março de 2010 a denominação da SPE Icaraí Praia Clube Empreendimento Imobiliário S.A. foi alterada para Murano Empreendimento Imobiliário S.A. Em 30 de abril de 2010, foi aprovado o aumento do capital social da Murano em R$ 42.123, mediante a emissão de 42.123.648 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, pela conferência do terreno destinado ao desenvolvimento do empreendimento imobiliário localizado em Niterói, Rio de Janeiro. Em 25 de abril de 2011, a Companhia alienou 10% de sua participação na Murano, representativos de 4.212.465 ações ordinárias nominativas, à empresa Performance Icaraí Empreendimentos Imobiliários Ltda., mediante pagamento do valor de R$ 4.655. (h) Paraty Performance: em 23 de agosto de 2010, a OR adquiriu 500 ações ordinárias da Paraty Performance pelo valor de R$ 1 e sobre o mesmo período foram emitidas 6.500.000 novas ações ordinárias, aumentando o capital social da investida em R$ 6.500, dos quais a OR detém participação de 50%. Em 29 de abril de 2011, foi aprovado o aumento de capital social da Paraty Performance em R$ 42, passando de R$ 6.500 para R$ 6.542, com a emissão de 42.000 de novas ações ordinárias, totalmente subscritas e integralizadas pelas acionistas, na proporção de suas participações, mediante a capitalização do saldo de adiantamento para futuro aumento de capital (“AFAC”). (i) Beira Lago: em 30 de abril de 2010, foi realizada a integralização de capital no valor de R$ 2.000, onde a Companhia participou em R$ 1.300, mediante a capitalização de AFAC. Em 30 de julho de 2010, foi aprovado em Assembleia Extraordinária, o aumento do capital social de R$ 2.339, mediante a emissão de 2.338.644 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, sendo integralizado pela Companhia o montante de R$ 1.520, mediante a capitalização de AFAC. Em 31 de agosto de 2010, a Companhia adquiriu da antiga sócia, Orion Participações S.A., o total de 1.518.602 ações nominativas no valor de R$ 9.815, sendo integralizados ao capital o montante de R$ 1.519 e R$ 8.296 de ágio. (j) Mintaka: em 30 de abril de 2010, o capital da investida foi aumentado em R$ 1.483 , dos quais a OR integralizou R$ 1.186 mediante a capitalização de AFAC. Os acionistas aprovaram em 30 de abril de 2011 o aumento de capital de R$ 10.605 para R$ 15.278 através da emissão de 4.673.292 novas ações ordinárias nominais, destas 3.737.062 ações foram subscritas e integralizadas pela OR mediante a capitalização de dividendos declarados de R$ 132 e R$ 3.605 com recursos de adiantamento para futuro aumento de capital, mantendo sua participação de 80% do capital social. (k) Galeria: Em 29 de abril de 2010, foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento de capital na investida em R$ 2.011, dos quais a OR integralizou R$ 1.943 mediante a capitalização de AFAC, passando a deter 70% de participação na investida. No dia 29 de abril de 2011 houve aumento de capital social de R$ 1.947, o qual passou de R$ 10.488 para R$ 12.435. A integralização da parcela detida pela OR ocorreu em sua totalidade, restando à sócia Realize Empreendimentos Imobiliários Ltda. (“Realize”) integralizar R$ 156. (l) Mesarthin: em 30 de abril de 2010, foi aprovado em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, o aumento do capital social de R$ 1.060 sendo integralizados pela Companhia o montante de R$ 700, dos quais R$ 1 a título de pagamento de dividendos e R$ 699 mediante a capitalização de AFAC. No dia 30 de abril de 2011, em Assembleia Geral Extraordinária, foi definido o aumento de capital social de R$ 2.851 para R$ 7.266, por meio da emissão de 4.414.365 novas ações ordinárias nominativas no valor de R$ 4.414, dos quais a OR subscreveu 2.913.481 quotas com R$ 341 em dividendos declarados e R$ 2.573 em AFAC. (m) Mixcamp: em 26 de abril de 2010, foi aprovado em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, o aumento do capital social de R$ 149, sendo integralizado pela Companhia o montante de R$ 134, mediante a capitalização de AFAC. Foi aprovado pelos acionistas, em 30 de abril de 2011, o aumento de capital de R$ 662 através da emissão de 693.880 novas ações ordinárias, passando o capital social da empresa de R$ 1.422 para R$ 2.085. A OR foi responsável pela subscrição de 624.493 ações, integralizadas mediante a capitalização de dividendos de R$ 2 e AFAC de R$ 622. (n) Santos 01, Santos 02 e Santos 03: em 17 de setembro de 2010, foram aprovados os aumentos de capital social das investidas nos valores de R$ 3.275, R$ 604 e R$ 693, integralizados mediante a capitalização dos créditos detidos contra as sociedades. No mesmo ato a Franz Comercial e Construtora Ltda. adquiriu da Companhia 655.082 quotas da Santos 01 e 138.540 quotas da Santos 03, no valor de R$ 824 e R$ 177, respectivamente, correspondente a 20% das investidas, avaliadas pelos valores de R$ 655 e R$ 138, gerando um ganho na venda dos investimentos de R$ 169 e R$ 39. Em 18 de junho de 2010, a Companhia decidiu alterar a razão social da empresa Santos 02 passando a ser denominada Odebrecht Realizações SP 01 – Empreendimentos Imobiliários Ltda. (“OR SP 01”). Em 3 de novembro de 2010, a investida Santos 03 foi incorporada pela Santos 01, sendo que a parcela de patrimônio líquido vertida, contemplando os ativos e passivos, montava R$ 554. Em 30 de novembro de 2010, por meio de Assembleia Geral Extraordinária, a OR utilizou integralmente o investimento realizado na empresa OR SP 01 para aumentar o capital da empresa Odebrecht Realizações Imobiliárias e Participações S.A. sendo a operação realizada pelo número de quotas conferidas de 499 no valor de R$ 605. Em 30 de abril de 2011, foi aprovado o aumento de capital social da Santos 01 em R$ 5.318, passando de R$ 6.457 para R$ 11.775, com a emissão de 5.318.078 de novas ações ordinárias, totalmente subscritas e integralizadas pelas acionistas OR, no valor de R$ 4.254, e Franz Santos 1 Empreendimentos Imobiliários Ltda., no valor de R$ 1.063, mediante a totalidade da capitalização do saldo de AFAC e dos créditos relativos a dividendos declarados nesta data. (o) IOTA: no dia 18 de abril de 2011 a OR aumentou seu capital social na IOTA capitalizando R$ 609 oriundos da emissão de 609.000 novas ações. O aporte foi realizado parte, R$ 539, com ativos de longo prazo da OR com Iota e parte, R$ 70, por meio de AFAC. Em 29 de abril de 2011, a OR cede 228.750 ações para OAS Empreendimentos S.A. (“OAS”) e 152.499 quotas para ZI Participações S.A. (“ZI”), alterando seu percentual de participação de 99,9% para 37,5%. Em 19 de dezembro de 2011, foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento do capital social da IOTA em R$ 2.650,
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 20 de abril de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 19
ODEBRECHT REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS S.A. CNPJ Nº 06.206.132/0001-50 CONTINUAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 através da emissão de 2.650.333 novas ações, totalmente integralizadas pelas acionistas OR, OAS e ZI, pelos valores de R$ 994, R$ 994 e R$ 662, respectivamente. Nesse mesmo momento, foi aprovado um novo aumento do capital social em R$ 1.223, através da emissão de 1.222.625 novas ações, totalmente integralizadas em moeda corrente nacional pela REX Empreendimentos Imobiliários IV Ltda. (“REX”), pelo preço de emissão global de R$ 1.656. Com isso, o percentual de participação da OR na IOTA foi reduzido de 37,5% para 27,27%, permanecendo o controle compartilhado junto aos demais sócios. (p) Askella: em 26 de abril de 2011 ocorreu a 5ª alteração do contrato social da Askella aumentando o capital da entidade de R$ 1 para R$ 3.000, mediante emissão de 2.999.000 de novas quotas no valor unitário de R$ 1, cuja integralização deverá ocorrer em momento oportuno. No dia 2 de setembro de 2011, através da 6ª alteração do contrato social da Askella a OR integraliza o montante de R$ 2.999, totalmente subscrito por ela em decorrência do aumento de capital aprovado na 5ª Alteração Contratual, através da conferência ao capital social da SPE de créditos decorrentes de adiantamentos de despesas detidos pela OR contra a SPE. Nesse mesmo ato, foi aprovado o aumento de capital social da SPE em R$ 421, passando de R$ 3.000 para R$ 3.421, com a emissão de 421.000 de novas quotas, totalmente subscritas e integralizadas pela OR através de créditos decorrentes de adiantamentos de despesas detidos pela OR contra a SPE. Ainda em 2 de setembro de 2011, resolve a sócia OR aprovar a cessão de transferência de 855.250 quotas de ações por ela detidas, no valor de R$ 855, representando 25% do capital social da Askella, para a Performance Porto Real Empreendimentos Imobiliários Ltda. (“PPR”). Com isso a participação da OR passa a ser de 75%. (q) Arrakis: na data de 2 de setembro de 2011, a OR, por consequência da 5ª alteração do contrato social da Arrakis Empreendimento Imobiliário S.A., aprova o aumento de capital social desta sociedade em R$ 9.330 com a emissão de 9.329.726 novas quotas de ações, assim aumentando o capital social de R$ 1 para R$ 9.331 e 9.330.736 ações. Tal aumento foi totalmente subscrito em 7.252.177 ações (R$ 7.252) pela OR e 2.077.559 ações (R$ 2.078) pela Performance Porto Real Empreendimentos Imobiliários Ltda. (“PPR”), totalmente integralizados com créditos decorrentes de adiantamentos de despesas detidos pelas subscritoras contra a SPE. No mesma data a OR cedeu à PPR 255.125 ações correspondentes a R$ 255, alterando os percentuais de participação da OR para 75% e da PPR para 25% representados por 6.998.052 ações (R$ 6.998) e 2.332.684 ações (R$ 2.333) respectivamente. (r) Clube Sírio: em AGE realizada em 14 de outubro de 2011 a OR aprovou o aumento de capital da sociedade Odebrecht Realizações SP 16 – Empreendimento Imobiliário S.A. (“Clube Sírio”) de R$ 1 para R$ 10.234 através da subscrição de 10.232.979 novas ações, valorizadas em R$ 10.233 e totalmente subscritas e integralizadas com créditos e adiantamentos para futuro aumento de capital mantidos junto à SPE. Na mesma data, a OR alienou 20% de sua participação na OR SP 16, representativas de 2.046.796 ações, à empresa Franz Santos ‘3’ Empreendimentos Imobiliários Ltda. (“Franz Santos ‘3’”), no valor de R$ 2.047. (s) Terraço Laguna, Novo Mundo Empresarial e Flat CT: em 6 de julho de 2011 foram aprovados em AGE aumentos dos capitais sociais de Terraço Laguna e Novo Mundo Empresarial em 461.681 (R$ 462) e 1.570.269 (R$ 1.570) novas ações ordinárias, respectivamente. Desta forma, o capital social de Terraço Laguna foi ampliado de R$ 300 para R$ 761 e o capital social de Novo Mundo Empresarial passa de R$ 562 para R$ 2.132. No dia 19 de agosto de 2011, a OR alienou à Promovalor Desenvolvimento Imobiliário Ltda. ações ordinárias, sem valor nominal, representativas de 49% do capital social, conforme segue: 373.066 ações do Terraço Laguna pelo valor de R$ 6.226; 1.044.691 ações do Novo Mundo Empresarial pelo valor de R$ 14.246; 155.640 ações do Flat CT pelo valor de R$ 8.655. Após as transações a OR passou a deter 51% do capital social das três entidades. (t) Ancha: em 21 de novembro de 2011 houve o aumento de capital social de R$ 1 para R$ 4.855 com a emissão de 4.854.512 novas quotas, sendo subscritas 4.445.857 pela sócia OR e 408.655 pela sócia Performance Botafogo Empreendimentos e Participações Ltda. (“Performance Botafogo”). Na mesma data, a OR vende à sócia Performance Botafogo 222.562 ações ordinárias nominativas da SPE pelo valor de R$ 223, modificando as participações societárias para 87% da OR e 13% da Performance Botafogo. (u) Zaurak: em 28 de dezembro de 2011, a Zaurak Empreendimento Imobiliário S.A. (“Zaurak”) foi incorporada pela Bairro Novo sendo utilizados ativos da OR perante a Zaurak para aporte do capital no valor de R$ 43.699, tendo a Bairro Novo emitido novas 43.699.212 ações ordinárias nominativas. (v) PTUS: no dia 4 de novembro de 2011 a OR adquiriu 499 ações do capital social da Edificações Itaigara S.A. (“PTUS”) pelo valor de R$ 50 equivalente a uma participação de 49,9% na entidade. (ii) Movimentação dos investimentos em sociedades controladas Equivalência Saldo Saldo patrimonial Incor- no final no iní(provisão para AdiDiviporacio do do perda em ções Baixas dendos investimentos) ções período período Investimentos Águas Claras ............. 1 (2.995) 11.981 8.987 Alya............................ 1 1 Ancha ........................ 1 4.446 (223) 4.224 Arrakis ....................... 1 7.252 (255) 6.998 Askella ....................... 3.421 (855) 2.566 Bairro Novo................ 38.745 51.735 (20.788) 69.692 Beira Lago ................. 7.869 (13.272) 50.425 45.022 BMX Holding.............. (148) (2.956) 11.974 8.870 Bonnaire Residencial 11.810 2.682 (61) 1.733 16.164 Brasal DF................... 1 1 Clube Sírio................. 1 10.233 (2.090) (2.191) 9.271 15.224 Erioteca ..................... 1 1 Flat CT....................... (156) 318 162 Galeria ....................... 4.890 1.375 (33) 6.232 Giedi .......................... 99 (24) 75 Hangar Empresarial... 5.013 (8.764) 12.515 8.764 Hangar Hoteleiro ....... 1.563 (792) 22 793 Henry Dunant ............ 1 (31) 123 93 Ilha Pura .................... 1 1 Iota............................. (89) 2.044 (1.590) 365 Mesarthin................... 21.694 2.913 (1.061) 14.728 38.274 Mintaka ...................... 11.137 3.737 (638) 10.787 25.023 Mixcamp .................... 1.275 653 (30) 1.898 Murano ...................... 55.655 (17.176) (7.218) 17.430 48.691 Novo Mundo Mall....... 1 1 Olimpíadas ................ 1 1 OR Participações....... 81.448 10.665 (34.500) 54.671 112.284 OR SP 18 .................. 1 (2.618) 10.471 7.854 OR SP 23 .................. 1 1 OR SP 24 .................. 1 1 Paraty Performance... 1.196 2.070 3.266 Parque Edu Chaves .. 1 1 Patamares ................. 1 (4.294) 8.588 4.295 Poliedro ..................... 1 1 PTUS ......................... 50 (1.923) 3.856 1.983 Reserva do Paiva ...... 6.373 454 (6.827) Residence Sul ........... (9.026) 15.128 3.620 9.722 Rio Vermelho............. 1 1 ROP 2........................ 21.157 (341) (17.396) 17.582 21.002 ROP 3........................ 7.751 1.183 (3.920) 5.599 10.613 ROP 4........................ 1.837 4.068 (1.050) 4.177 9.032 ROP H ....................... 1.675 3.126 (98) 4.703 Santos 01 .................. 9.781 3.925 (439) 9.578 22.845 Taquaral .................... 1 1 Thuban ...................... 1 1 Valongo ..................... 1 1 Zaurak ....................... 32.571 11.128 (43.699) 2 1 3 Outros........................ 323.309 115.595 (21.096) (115.169) 259.682 (46.588) 515.733 Ágio Beira Lago ................. 7.506 (3.571) 3.935 Erioteca ..................... 2.000 2.000 Mesarthin................... 3.981 (1.897) 2.084 3.885 (1.622) 2.263 ROP 4........................ 13.487 3.885 (7.090) 10.282 Provisão para perdas em investimentos ..... Morada da Península (6.218) (3.681) (6.952) (16.851) Novo Mundo Empresarial .......................... 1.570 (1.045) (1.591) 562 (504) Olímpia Towers ......... 1 (97) (96) Ricardo Jafet ............. (104) (104) Terraço Laguna ......... 462 (373) (588) 300 (199) (49) 49 Vistas do Vale............ (6.266) 2.032 (1.369) (6.061) (6.090) (17.754) Total em 31 de 253.621 (52.678) 508.261 dezembro de 2011 ... 330.530 121.512 (29.555) (115.169) Total em 31 de 140.322 330.530 dezembro de 2010 ... 92.487 183.621 (77.575) (8.325) Controladora Consolidado 14 Imobilizado DepreciaDepreciaLíquição acução acu- LíquiCusto Custo % (*) do do mulada mulada Edificações e instalações..... 18.361 Equipamentos de informática 1.433 Máquinas e equipamentos... 1.724 Móveis e utensílios............... 1.810 Obras em andamento .......... 459 Estandes de vendas ............ 3.696 Veículos................................ 272 119 Outros................................... Em 31 de dezembro de 2011 27.874 Em 31 de dezembro de 2010 20.852 (*) Taxas anuais de depreciação.
(1.371) 16.990 (979) 454 (1.129) 595 (607) 1.203 459 (578) 3.118 (164) 108 119 (4.828) 23.046 (3.700) 17.152
19.745 2.895 42.449 3.858 12.937 18.915 942 295 102.036 66.818
(1.491) 18.254 (1.719) 1.176 (7.700) 34.749 (887) 2.971 12.937 (3.102) 15.813 (385) 557 (61) 234 (15.345) 86.691 (6.591) 60.227
4 20 10 10
20 5 a 20
e
(i) Movimentação do imobilizado Controladora Consolidado Em 31 de dezembro de 2009.............................................................. 11.722 25.321 (+) Aquisições....................................................................................... 12.093 59.623 (-) Baixas .............................................................................................. (6.560) (22.465) (103) (2.252) (-) Depreciação..................................................................................... Em 31 de dezembro de 2010.............................................................. 17.152 60.227 (+) Aquisições....................................................................................... 17.613 52.337 (-) Baixas .............................................................................................. (10.590) (17.118) (1.129) (8.755) (-) Depreciação..................................................................................... Em 31 de dezembro de 2011.............................................................. 23.046 86.691 15 Empréstimos e financiamentos Encargos Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 financeiros anuais Financiamentos à produção Banco Itaú S.A. ............. 9,50 a 10,30% + TR 68.621 65.129 HSBC Bank Brasil S.A.. 9,80 a 11,00% + TR 21.498 19.351 21.498 80.133 Banco do Brasil S.A. ..... 9,50 a 10,50% + TR 32.907 126.401 Banco ABN Amro Real S.A................................. 107% do CDI 6.310 Banco Santander (Brasil) S.A. .......................... 9,50 a 10,50% + TR 115.063 24.726 Banco Bradesco S.A..... 10,00% + TR 18.029 Certificado de recebíveis imobiliários Beta Securitizadora S.A. 8,50% + IPCA 1.769 1.769 Domus Cia. de Crédito Imobiliário S.A. .............. 9,38% + IPCA 45.246 42.470 45.246 42.470 Capital de giro 52.662 52.479 52.662 52.479 Banco do Brasil S.A. ..... 127% do CDI 152.313 116.069 447.520 273.016 Menos: Passivo não cir(94.638) (111.717) (317.544) (201.572) culante........................... Passivo circulante ......... 57.675 4.352 129.976 71.444 O montante a longo prazo tem a seguinte composição, por ano de vencimento: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 2012................................................................. 67.738 157.593 2013................................................................. 69.097 43.979 179.365 43.979 2014................................................................. 15.069 117.797 2015................................................................. 9.968 19.878 504 504 2016................................................................. 94.638 111.717 317.544 201.572 (i) Principais informações sobre os empréstimos e financiamentos: (a) Financiamento à produção – A Companhia e suas controladas possuem linhas de financiamento junto às principais instituições financeiras para captação de recursos necessários aos empreendimentos. Durante o exercício de 2011 foram disponibilizados mais R$ 425.014 em linhas de financiamentos para viabilizar as realizações dos empreendimentos Verde Morumbi (Bonnaire Residencial), Seletto (ROP3), Park One (Santos 2), The Blue (Santos 1), Legend (Clube Sírio) e Boulevard Residencial. As principais garantias das captações são as hipotecas dos terrenos, imóveis em construção, penhor dos recebíveis dos empreendimentos citados anteriormente e fiança por parte da OR. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possui um montante de R$ 1.229.262 em linhas de financiamentos à produção contratadas para os empreendimentos, a citar: Alpha Square Corporate, Alpha Square Office, Alpha Square Garden, Bonnaire Comercial, Alpha Park, Vila Grimm, The Garden, Murano, Vila dos Corais, Boulevard, Brisas do Lago, Dimension, Verde Morumbi, Seletto, Park One, The Blue e Legend. No mês de outubro de 2011, a OR liquidou sua operação de financiamento à produção do empreendimento Morada da Península não restando débitos por parte da OR. (b) Certificado de recebíveis imobiliários – Em junho de 2011 a OR liquidou a operação de securitização da carteira de recebíveis (Cédulas de Créditos Imobiliários “CCIs”) do empreendimento Condomínio Mundo Plaza não restando débitos por parte da OR. Os recebíveis relativos à operação tiveram seus direitos retornados à OR, assim não possuindo mais qualquer vínculo com a Cessionária da operação. Aos 21 de dezembro de 2009, houve outra operação de “CRI” relacionada ao empreendimento Icaraí Praia Clube, no valor de R$ 40.000 distribuídos pela Domus e RB Capital Securitizadora S.A. (“RB Capital” ou “Cessionária”). Nesta operação não existem carteiras de recebíveis atrelados ao contrato de CRI, vez que esta operação está vinculada ao pagamento do contrato de financiamento para aquisição do terreno onde será realizado o empreendimento Icaraí Praia Clube. A Companhia efetuou pagamentos de juros à Cessionária do CRI no valor de R$ 4.086 durante o exercício de 2011 e R$ 3.833 em 2010. 16 Debêntures – Consolidado – Em 8 de outubro de 2009, a OR emitiu 600 debêntures não conversíveis em ações, tendo como debenturista e agente fiduciário a Pavarini Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Pavarini ou Agente Fiduciário”), e como interveniente garantidora a ODB. O objetivo desta emissão foi obter recursos que serão utilizados para financiar os empreendimentos imobiliários, no montante de até 90% do custo de produção das unidades habitacionais limitado a 80% do VGV, cujo valor de comercialização seja menor ou igual ao valor máximo permitido para financiamento de unidades habitacionais pelo Sistema de Financiamento Habitacional (“SFH”). Emissão Valor unitário Vencimento Remuneração Valor total 1ª ................... R$ 1.000 8/10/2014 Atual. TR + juros de 8,16% a.a. (i) R$ 600.000 (i) A remuneração é de 10,25% ao ano para a parcela dos recursos da emissão que for utilizada para financiar unidades habitacionais que apresentem valor de venda médio superiores ao estabelecido na Resolução do Conselho Curador do FGTS nº 460/04, porém menor ou igual ao valor máximo permitido para unidades habitacionais dentro do SFH. As amortizações de principal serão realizadas em 4 parcelas semestrais e sucessivas, a partir de abril de 2013. Do total emitido, R$ 421.599 já foram disponibilizados entre a data da emissão até 31 de dezembro de 2011 e o montante restante encontra-se aplicado em um fundo de investimento de aporte restrito (vide Nota 7), sendo que as liberações de recursos serão realizadas de acordo com o cronograma físico financeiro dos empreendimentos, e condicionadas a aprovação do agente fiduciário. As garantias reais encontramse constituídas pela alienação fiduciária das ações da Bairro Novo, hipoteca do terreno da Fazenda do Sauípe, cessão fiduciária dos recebíveis dos empreendimentos financiados, alienação fiduciária das ações/quotas das SPEs e hipoteca de ativos de empreendimentos desenvolvidos sem intermédio de SPEs. Vencimentos 31/12/2011 31/12/2010 Juros.............................................................. Parcelas semestrais, iniciando em abril de 2010 11.997 11.847 Principal......................................................... Parcelas semestrais, iniciando em abril de 2013 600.000 600.000 (946) (1.363) (-) Custo de captação das debêntures .......... 611.051 610.484 (599.505) (599.054) Menos: Passivo não circulante...................... 11.546 11.430 Passivo circulante.......................................... O montante a longo prazo tem a seguinte composição, por ano de vencimento: 31/12/2011 31/12/2010 2013............................................................................................................... 299.505 299.054 300.000 300.000 2014............................................................................................................... 599.505 599.054 17 Obrigações por compra de imóveis – As obrigações por aquisições de imóveis e terrenos são reconhecidas pelos valores correspondentes às obrigações contratuais assumidas. Em seguida, são apresentadas pelo custo amortizado, acrescidas, quando aplicável, de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”) e ajustado a valor presente. Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Obrigações por compra de imóveis................. 3.905 29.837 305.590 202.500 (25.337) (183.512) (144.664) Menos: Passivo não circulante........................ 3.905 4.500 122.078 57.836 Passivo circulante............................................ 2.045 (2.095) 6.103 Ajuste a valor presente (i)................................ (i) O cálculo do ajuste a valor presente foi efetuado considerando-se uma taxa anual de juros de 3,81% (2010 – 3,79%) e tem como fundamento e premissa a taxa média dos empréstimos e financiamentos obtidos pela Companhia (Nota 15), líquidas do efeito inflacionário de correção do IPCA. 18 Ações preferenciais resgatáveis – Atendendo a estratégia de crescimento, bem como a manutenção de sua higidez financeira, a Companhia por meio de sua controlada, OR Participações, emitiu em 17 de dezembro de 2010, 40.586.999 ações preferenciais, resgatáveis e divididas em duas classes, sendo: i) Classe A: 20.293.500 ações, com resgate para 17 de dezembro de 2015; e ii) Classe B: 20.293.499 ações, com resgate para 17 de dezembro de 2016. Através da referida emissão a OR Participações captou R$ 150.000, dos quais R$ 148.500 foram destinados à reserva de capital e o restante, R$ 1.500, destinados ao capital social. Em 28 de junho de 2011, foi realizada nova emissão de 30.095.737 de novas ações preferenciais resgatáveis e divididas em duas classes, sendo: i) Classe C: 15.047.869 ações, com resgate para 28 de junho de 2016; e ii) Classe D: 15.047.868 ações, com resgate para 28 de junho de 2017. Através da referida emissão a OR Participações captou R$ 150.000, dos quais R$ 148.500 foram destinados à reserva de capital e o restante, R$ 1.500, destinados ao capital social. Os acionistas preferencialistas farão jus a dividendos fixos cumulativos a serem pagos semestralmente equivalentes a variação do CDI acrescido de 1,15% ao ano. O estatuto social da OR Participações prevê submeter a aprovação determinadas matérias como o direito dessas ações, aumento ou redução de capital, criação de reservas de lucro e alienação de investimentos. Em virtude dos direitos conferidos às ações preferenciais, como pagamento de dividendos fixos e resgates, em 31 de dezembro de 2011, a operação encontrase registrada no passivo não circulante e os dividendos fixos cumulativos provisionados no resultado como despesas financeiras. 19 Patrimônio líquido. (a) Capital social – Em 30 de março de 2010, a ORINV aumentou o capital da Companhia em R$ 15.295, passando de R$ 296.040 para R$ 311.335, por meio de crédito detido em operações financeiras entre as partes, o qual foi totalmente utilizado na integralização das 15.295.399 novas ações emitidas. Em 10 de maio de 2010, foi aprovado, em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento de capital social da Companhia em R$ 300.000, passando de R$ 311.335 para R$ 611.335, com a emissão de 300.000.000 de novas ações ordinárias nominativas, sem valores nominais, totalmente
subscritas pela ORINV. Em 17 de junho de 2011, a Reserva do Paiva foi incorporada pela OR sendo utilizados os ativos e passivos das investidas Reserva do Paiva PE 03D, Terraço Laguna, Novo Mundo Empresarial e Residence Sul para aporte do capital no valor de R$ 7.434. Em 31 de dezembro de 2011, o capital social da Companhia é de R$ 618.769 (31 de dezembro de 2010 – R$ 611.335), subscrito e integralizado pela ORINV, sendo representado por 618.770.106 ações ordinárias, todas sem valor nominal. (b) Apropriação do resultado – De acordo com o estatuto social, as importâncias apropriadas às reservas de lucros são determinadas como descrito abaixo, sendo que o saldo remanescente após essas apropriações e a distribuição de dividendos terá a aplicação que decidir a Assembleia Geral dos Acionistas. (i) Reserva legal – A reserva legal é constituída anualmente como destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder a 20% do capital social ou até que o saldo dessa reserva, acrescido do montante de reserva de capital, exceda 30% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízo e aumentar o capital. (ii) Reserva para investimentos – A Administração da Companhia deliberou pela não distribuição do dividendo mínimo obrigatório, e consequentemente a retenção de todo o saldo de lucros em conta de reserva para investimentos em consonância com a manifestação expressa da totalidade de seus acionistas, demonstradas em correspondências formais encaminhadas à Administração, a qual será ratificada quando da Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada até 30 de abril de 2012. Esta retenção visa atender ao projeto de crescimento dos negócios estabelecido em seu plano de investimentos, conforme orçamento de capital proposto pelos administradores da Companhia, a ser deliberado na referida Assembleia. (c) Ajuste de avaliação patrimonial – Criada pela Lei nº 11.638/07, com o objetivo de registrar os valores que, já pertencentes ao patrimônio líquido, não transitaram pelo resultado do exercício. Os impactos desses valores no resultado do período ocorrerão quando da sua efetiva realização. O valor apresentado nesta conta é decorrente principalmente de alienações de participações societárias das controladas Ancha, Arrakis e Askella. Controladora Consolidado 20 Receitas 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Incorporação e venda de imóveis.................... 168.583 317.029 1.500.526 1.142.159 Receitas de serviços ....................................... 43.404 41.796 291.192 281.143 Ajuste a valor presente (i)................................ (1.393) (1.251) (11.386) (9.137) (7.469) (15.917) (60.629) (45.635) Tributos sobre vendas ..................................... 203.125 341.657 1.719.703 1.368.530 (i) O cálculo do ajuste a valor presente foi efetuado considerando-se uma taxa anual de juros de 3,81% (2010 – 3,79%) e tem como fundamento e premissa a taxa média dos empréstimos e financiamentos obtidos pela Companhia (Nota 15), líquidas do efeito inflacionário de correção do IPCA. 21 Resultado a apropriar – O saldo de receitas e custos a serem apropriados decorrentes de unidades vendidas e não concluídas que não estão refletidos nas demonstrações contábeis são demonstrados a seguir: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Receita de venda a apropriar .......................... 300.772 154.088 2.508.230 1.640.850 (199.526) (115.187) (1.552.950) (1.027.727) Custo de venda a apropriar ............................. 101.246 38.901 955.280 613.123 Resultado de venda a apropriar ...................... Controladora Consolidado 22 Resultado financeiro 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Receitas financeiras Receitas com juros .......................................... 92.388 69.351 99.992 73.273 Rendimentos de títulos e valores mobiliários .. 221 2.342 249 Descontos obtidos ........................................... 77 295 997 513 Ajuste a valor presente (i)................................ 1.773 2.769 3.719 4.550 2.662 1.879 4.388 5.725 Outros.............................................................. 97.121 74.294 111.438 84.310 Despesas financeiras Comissões bancárias ...................................... (3.572) (2.914) (8.204) (6.638) Descontos concedidos .................................... (320) (785) (1.451) (561) Despesas com juros ........................................ (63.437) (61.929) (65.016) (61.939) Dividendos ações preferenciais (Nota 17)....... (28.320) (671) Tributos sobre operações financeiras ............. (1.179) (29) (1.291) (201) (50) (769) (177) (761) Outros.............................................................. (68.558) (66.426) (104.459) (70.771) 28.563 7.868 6.979 13.539 (i) O cálculo do ajuste a valor presente foi efetuado considerando-se uma taxa anual de juros de 3,81% (2010 – 3,79%) e tem como fundamento e premissa a taxa média dos empréstimos e financiamentos obtidos pela Companhia (Nota 15), líquidas do efeito inflacionário de correção do IPCA. 23 Cobertura de seguros – A uniformidade no tratamento de riscos na Organização Odebrecht é assegurada através da sua Política de Seguros e Garantias (“Política”), que define os conceitos básicos, diretrizes gerais e competências para a contratação e administração dos mesmos e para o relacionamento com o mercado segurador. A Política, que inclui seguros e garantias contratados junto as seguradoras é: (i) observada pela ODB e suas controladas de capital fechado; (ii) serve de orientação à elaboração da Política das empresas de capital aberto controladas pela ODB; e (iii) como referência para voto dos seus representantes na aprovação de políticas semelhantes nas empresas com empresariamento ou controle compartilhado. A Odebrecht Corretora de Seguros Ltda., subsidiária integral da ODB com experiência internacional e atuação global, em alinhamento com a ODB, é responsável pela aplicação da Política e pelo apoio ao empresariamento do risco no âmbito da Organização Odebrecht, assegurando a contratação a preço certo das coberturas adequadas a cada contrato ou empreendimento do segmento de engenharia e construção. No exercício findo em 31 de dezembro de 2011 a Política foi cumprida em toda sua extensão, não havendo notícia de qualquer risco sob o amparo da Política que não tenha sido devidamente analisado e mitigado, ou de ocorrência de sinistro sem cobertura adequada. A OR e suas controladas mantêm seguros de risco de engenharia, responsabilidade civil, garantia de permuta, garantia de término de obra e propriedades para estandes de vendas e escritórios. A cobertura contratada é considerada suficiente pela Administração para cobrir eventuais riscos sobre seus ativos e/ou responsabilidades. DIRETORIA Paul Elie Altit – Diretor Presidente Ciro Barbosa de Pereira Cardoso – Diretor Marcelo Britto Sinay Neves – Diretor Rodrigo José de Pontes Seabra Monteiro Salles – Diretor Sergio Kertész – Diretor Nelson Tadashi Tsunoda – Diretor Sergio Bernardi Benini – Contador CRC 1SP 172182/O-2
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Administradores e Acionistas Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. (“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as demonstrações financeiras consolidadas da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. e suas controladas (“Consolidado”) que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras – A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes – Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião – Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. e da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa, bem como o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Salvador, 28 de fevereiro de 2012.
PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5
Felipe Edmond Ayoub Contador CRC 1SP187402/O-4
Não interessa a ninguém que os estados não tenham capacidade de investimento. Raimundo Colombo governador de Santa Catarina
conomia
Dívidas estaduais pagas com obras Em audiência na Câmara, representantes dos estados cogitam honrar parte da dívida com a União em investimentos em infraestrutura. Proposta vai ser analisada.
E
m audiência pública na Câmara dos Deputados, governadores e representantes de 11 estados reivindicaram ontem a mudança do indexador de suas dívidas com a União e a possibilidade de reverter parte do pagamento da dívida em obras de infraestrutura. No encontro, os governadores alertaram que, mantida da forma como está, a dívida com a União pode se tornar "impagável". O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, reivindicou que os estados
possam usar parte do pagamento da dívida em obras de infraestrutura. Segundo ele, isso seria uma "revolução". Mas Colombo não detalhou como, na prática, o cálculo do pagamento seria feito. "É indispensável a mudança do indexador e a diminuição do valor dos estoques, além do pagamento mensal. Assim, faríam o s u m a r e v o l u ç ã o n a i nfraestrutura. Não interessa a ninguém que os estados não tenham capacidade de investimento. Podemos mudar a história do país e melhorar a vida das pessoas", disse.
"A dívida riam uma do Rio Granproposta a de do Sul está ser levada ao sendo paga, ministro da m a s o e s t oFazenda, GuiEsse debate une que sempre do Mantega. todos os estados e cresce e, Um dos ponquando chetos defenditornou-se, de fato, gar ao fim do dos pelos gomuito importante, pa ga me nt o, vernadores é pois sensibiliza a o estoque setrocar o indesociedade. r á i m p a g áxador das dível", afirmou vidas, hoje ANTONIO ANASTASIA, o governador corrigidas peGOVERNADOR DE MINAS GERAIS Tarso Genro. lo Índice GeAo final do ral de Preços – encontro, ficou acertado que Disponibilidade Interna (IGPos governadores formaliza- DI), mais 6% ou 7,5% de juros,
pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais 2%, tendo como teto a taxa básica de juros, a Selic. Ou seja, quando a Selic for menor, seria a taxa usada para atualizar os contratos. O debate foi promovido pelo grupo de trabalho que analisa soluções para as dívidas estaduais. O grupo esteve reunido na última quarta-feira, mas decidiu adiar a decisão sobre o texto final da proposta, chamada de Carta de Brasília. "Esse é um debate que une todos os estados e tornou-se, de fato, muito importante,
pois sensibiliza a sociedade. Na verdade, quando as dívidas foram contraídas, na década de 1990, foram feitas por meio de concessão do governo federal, que agiu positivamente", disse o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. "Todavia, em razão das mudanças econômicas, tivemos um grave acréscimo dos juros e a realidade de praticamente todos os estados é que a dívida contraída já foi paga em mais de uma vez e meia e o estoque é quatro, cinco vezes aquilo que era originalmente pactuado." (ABr)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
20 -.ECONOMIA/LEGAIS
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As pessoas estão com dívidas altas. Marianne Hanson, economista da CNC
conomia
Famílias mais endividadas Percentual de famílias com dívidas ou conta em atraso ficou em 23% no mês de abril. Em fevereiro, foi de 21,8%, de acordo com o levantamento da CNC.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O
percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso ficou em 23% em abril, o maior patamar desde setembro do ano passado (24,3%). Em fevereiro, tinha sido 21,8%. Já na comparação com o mesmo período de 2011, houve leve queda. Os dados integram pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). "As famílias com dívidas em atraso vem
crescendo apesar de haver um queda no total de endividados, o que mostra que as pessoas estão com dívidas altas", afirma a economista da CNC Marianne Hanson. A pesquisa confirma que isso vem ocorrendo. A parcela de famílias que relatou possuir dívidas (não necessariamente em atraso) recuou em abril, alcançando 56,8%, ante 57,8% em março e 62,6% no mesmo mês do ano anterior. O levantamento considera débitos de cheque pré-datado, cartão de
crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros. O percentual de famílias que declarou não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso apresentou ligeiro aumento entre os meses de abril e março. Neste mês, 6,9% das famílias declarou não ter condições de pagar seus débitos, ante 6,7% em março e 7,8% em abril de 2011. Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o
tempo médio de atraso foi de 59,6 dias em abril, superior aos 58,8 dias do mesmo mês do ano passado. O cartão de crédito – rotativo ou compra parcelada – foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 73,7% das famílias endividadas, seguido por carnês, para 19,1% e, em terceiro, o crédito pessoal, para 12,4%. A pesquisa foi realizada em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com 18 mil consumidores. (Folhapress)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 20 de abril de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 21
e BNDES: redução no total de desembolso. Estamos em um processo de superação das expectativas menos otimistas em relação à economia brasileira. Luciano Coutinho, presidente do BNDES
conomia
No primeiro trimestre deste ano, o banco liberou R$ 24,5 bilhões, montante 1% inferior ao registrado em igual período do ano passado.
O
s desembolsos do mecânica. Em igual base de Banco Nacional de comparação, os Desenvolvimento enquadramentos também Econômico e Social subiram. Atingiram R$ 48,3 (BNDES) patinaram no bilhões, alta de 28%. primeiro trimestre de 2012. Segundo Coutinho, a De janeiro a março, o banco recuperação desses liberou R$ 24,5 bilhões, indicadores foi impulsionada montante 1% inferior ao em grande parte pelos registrado em igual período incentivos dados pela quarta do ano passado, quando fase do Programa de houve o primeiro recuo em Sustentação do Investimento liberações desde 2006 nessa (PSI), que oferece base de comparação. empréstimos subsidiados às Embora o resultado reflita o empresas. O executivo avalia fraco desempenho da que a segunda etapa do Plano economia a Brasil Maior, partir do lançada no segundo começo do mês semestre de para dar mais 2011, o banco competitividade prevê uma à fragilizada por cento dos retomada dos indústria investimentos nacional, deve financiamentos ao longo deste reforçar a foram destinados ano. "Estamos tendência de em um retomada dos ao comércio. processo de planos de O setor da indústria superação das investimento ficou com expectativas no futuro. menos O setor de mais, 26%. otimistas em infraestrutura relação à respondeu por economia brasileira, 41% dos desembolsos no infletindo o pensamento primeiro trimestre. A empresarial numa direção de indústria, que vem tendo retomada do investimento", desempenho tímido, recebeu disse o presidente do BNDES, 26% dos financiamentos, Luciano Coutinho. quase o mesmo que comércio A avaliação leva em conta o e serviços (24%). Apesar aumento de 37% nos pedidos disso, Coutinho diz que o de financiamento (consultas) investimento industrial feitos ao BNDES de janeiro a "começa a demonstrar março deste ano ante os vitalidade". mesmos meses de 2011, O BNDES projeta totalizando R$ 55,7 bilhões. investimentos de R$ 597 O indicador é um bilhões para a indústria no termômetro da intenção de período 2012-2015. O estudo investir das empresas. inclui os setores de petróleo e Comércio – Coutinho gás, extrativa mineral, têxtil e destacou a retomada em confecção, papel e celulose, comércio e serviços e nas química, siderurgia, indústrias petroquímica e eletroeletrônica, automotivo,
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Brasileiros comandam oferta à Avon, diz corretora.
A
corretora Sanford Bernstein apontou que o fundo 3G Capital, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, seria um dos financiadores da oferta que a Coty apresentou pela Avon, sua concorrente de maior porte. Segundo a agência Dow Jones, os rumores têm como base ligações entre executivos. Peter Harf, expresidente do conselho da AB InBev e atual integrante do conselho do Burger King, é investidor e sócio da 3G Capital. Ele também ocupa a presidência da Joh. A. Benckiser, que financia a oferta da Coty, e, até recentemente, Harf foi presidente do conselho da Coty. Além disso, a 3G tem dinheiro novo em caixa, proveniente, por exemplo, da venda de uma fatia de 29% no Burger King. "Para nós, isso significa que é possível – ainda que não necessariamente provável – que seja apresentada uma oferta maior, o que aumentaria as chances de ela ser considerada", informou a Bernstein, em comunicado. Na segunda-feira, a Coty anunciou ter conseguido mais de US$ 5 bilhões de investidores e um financiamento do J.P. Morgan Chase, para apoiar sua oferta de US$ 10 bilhões pela Avon. Entre seus apoiadores estão a Berkshire Partners e o Rhone Group.
A Coty tenta convencer os investidores de que sua oferta não solicitada é viável. "A oferta não reflete o valor fundamental da empresa e sua linha global de beleza e estrutura de vendas diretas", disse uma porta-voz da Avon. Cartas – A proposta tornouse pública neste mês, depois de a Avon deixar sem resposta três cartas solicitando negociações formais. A Avon sinalizou ter fortalecido sua posição contrária à venda ao nomear, na semana passada, Sherilyn McCoy, ex-vice-presidente do conselho da Johnson & Johnson, como sua nova presidente, em substituição a Andrea Jung. Ela assumirá o posto na segunda-feira. Em sua carta mais recente, a Coty informou que a BDT Capital Partners – uma butique de investimento comandada pelo banqueiro Byron Trott, ex-Goldman Sachs – conseguiu garantir investimentos que, combinados com recursos da Joh. A. Benckiser, controladora da Coty, somam mais de US$ 5 bilhões. Além disso, a Coty informou que o J.P. Morgan ofereceu uma carta dizendo que o banco está "altamente confiante" de que consegue levantar o financiamento necessário para completar a aquisição. A proposta também foi apresentada a um grupo que, segundo Bart Becht, presidente do conselho da Coty, incluiu mais de 200 acionistas da Avon. (AE)
aeronáutico e Complexo Industrial e Saúde (CIS). O volume previsto é 29,5% superior ao investimento estimado pelo BNDES no período 2007-2010, de R$ 461 bilhões. O Pré-sal deve garantir ao setor de petróleo e gás
aportes de R$ 354 bilhões. A maior parte disso virá da Petrobras, cujo plano de negócios nos próximos quatro anos é de US$ 128 bilhões. Apesar das quedas que levaram a taxa básica de juros (Selic) para 9%, o
A Q UA A POLO M B I E N T A L
BNDES não pretende reduzir a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que rege a maior parte dos empréstimos da instituição, fixada em 6% desde julho de 2009. "Considero saudável a convergência das taxas", disse Coutinho. De acordo
com o executivo, o BNDES só voltará a repensar uma redução da TJLP quando a inflação cair abaixo de 4% ao ano. A TJLP é calculada levando-se em conta um cenário de inflação projetado para o longo prazo e o risco Brasil. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
22 -.ECONOMIA/LEGAIS
e
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O leilão afastou o temor de falta de liquidez nos bancos espanhóis, que compraram boa parte dos títulos vendidos pelo governo neste ano.
conomia
Andrea Comas/Reuters
Títulos espanhóis: leilão acalma mercado. A capacidade de financiamento da dívida do país preocupa, porém, analistas.
O
s resultados do leilão de títulos públicos promovido ontem pela Espanha foram bem recebidos pelo mercado e por analistas, mas ainda há sinais de preocupação quanto à capacidade de financiamento da dívida do país. Com a grande procura dos investidores, a Espanha conseguiu captar um pouco mais do que os 2,5 bilhões de euros que planejava, em papéis com vencimento em dois ou dez anos. Apesar disso, os juros subiram para 5,74% nos títulos de dez anos; no leilão de janeiro, estavam em 5,4%.
Cenário de crise: loja localizada em Madri anuncia liquidação total por fechar suas portas.
ETELBRAS ELETRÔNICA NICA E TELECOMUNICAÇÕES S/A CNPJ nº 22 22.289.169/0001-46 289 169/0001 46 Senhores acionistas: Em cumprimento as disposições legais e estatutárias, temos a satisfação de submeter à apreciação de V.sas. O Balanço Patrimonial levantado em 31/12/2011, acompanhado das demonstrações dos resultados, Fluxos de Caixa, das mutações do Patrimônio Liquido, bem como as notas explicativas. São Paulo, 18 de Abril de 2012. Balanço Patrimonial Encerrado em 31 de Dezembro de 2011/2010 - Valores em R$ Demonstração dos Resultados Exercícios em 31 de Dezembro ee 2011/2010 - Valores em R$ Ativo 2011 2010 Passivo e Patrimônio Líquido 2011 2010 Circulante 620.117 3.008.027 Circulante 9.459.132 7.909.167 Receita Operacional Bruta 2011 2010 Disponibilidades 95.152 18.277 Fornecedores 1.957.350 2.032.158 Venda de produtos e serviços 2.052.427 16.225.704 Clientes 369.916 1.739.840 Empréstimos e financiamentos 2.271.928 2.909.606 Deduções da Receita Operacional Bruta Estoques 102.307 786.253 Contribuições e impostos a pagar 5.154.854 2.493.950 Impostos e contribuições sobre vendas (609.507) (4.572.692) Impostos a recuperar 647 232 Provisões e encargos de férias 383.488 Receita Operacional Líquida 1.442.920 11.653.012 Outros créditos 52.095 463.425 Dividendos 75.000 75.000 Custo dos produtos vendidos (2.276.995) (15.483.756) Outras Contas a Pagar 14.965 Resultado Bruto (834.075) (3.830.744) Não Circulante 3.418.699 2.489.038 Receitas (Despesas) Operacionais (4.536.176) (3.434.044) Não Circulante 10.117.316 10.617.373 Empréstimo e Financiamentos 522.026 1.389.516 Administrativas e gerais (1.274.097) (2.118.484) Outras Contas a Receber 124.175 693.449 Contribuições e impostos a pagar 1.099.522 Despesas tributárias (5.186) (152.901) Encargos Financeiros 342.276 Provisão p/Contigências Trabalhista 2.896.673 Financeiras líquidas (1.633.953) (1.296.257) Depósitos judiciais 165.550 7.458 Patrimônio Líquido (2.140.397) 3.227.195 Outras (1.622.940) 133.598 Capital social 9.800.000 9.800.000 Resultado Operacional Investimentos 4.536 4.536 (5.370.251) (7.264.788) Reserva de lucros 133.754 133.754 (Prej.) Lucro Antes do Imposto de Renda Imobilizado 9.475.546 9.861.932 (5.370.251) (7.264.788) Ações em Tesouraria (21.000) (21.000) Intagivel 5.233 49.998 e Contribuição Social Ajuste de Avaliação Patrimonial 7.292.924 7.292.924 (Prejuízo) Lucro Líquido do Exercício (5.370.251) (7.264.788) Prejuízos acumulados (19.346.075) (13.978.483) (Prej.) Lucro por Ações do Cap. Social - R$ (5,48) (7,41) 10.737.433 13.625.400 TOTAL 10.737.433 13.625.400 TOTAL Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Valores em R$ Demonstração das Mutações do Patrimonio Líquido - Valores em R$ 2011 2010 Capital Reserva Prejuízos Ações em Ajuste de Aval. Ajuste de Saldo Inicial das Disponibilidades 18.277 (39.606) Descrição Social de Lucros Acumulados Tesouraria Patrimonial Exerc. Anterior Total Fluxos das Operações: Saldos em 01 de Janeiro de 2010 9.800.000 133.754 (5.473.644) (20.000) 4.440.110 Recebimento Vendas 4.839.630 15.482.372 Ajuste de Avaliação Patrimonial 7.292.924 7.292.924 Pagamento de Compras (1.975.056) (10.731.006) Prejuízo do Exercicio (7.264.788) - (7.264.788) Pagamento de Despesas Opercionais (1.647.752) (3.434.043) Ajuste de Exercicio Anterior (1.240.051) (1.240.051) Variação no Ativo não Circulante (411.182) 294.807 Ações em Tesouraria (1.000) (1.000) Outros Pagamentos (743.496) (3.368.631) Saldos em 31 de dezembro de 2010 9.800.000 133.754 (12.738.432) (21.000) 7.292.924 (1.240.051) 3.227.195 Caixa Gerado pelas Operações 62.144 (1.756.501) Prejuízo do Exercicio (5.370.251) - (5.370.251) Fluxos dos Financamentos Ajuste de Exercicio Anterior 2.659 2.659 Caixa Gerado pelos Financiamentos 0 1.766.490 Saldos em 31 de dezembro de 2011 9.800.000 133.754 (18.108.683) (21.000) 7.292.924 (1.237.392) (2.140.397) Fluxos dos Investimentos Imobilizado 14.731 47.894 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011/2010 - Valores em R$ Caixa Gerado pelos Investimentos 14.731 47.894 1 - Contexto Operacional - A Etelbras Eletrônica e Telecomunicações S.A. créditos de Iss. f. Investimentos Os investimentos estão contabilizados ao 76.875 57.883 é uma sociedade por ações de capital fechado e tem por objetivo social valor de custo, corrigidos monetariamente até 31 de dezembro de 1995. Variação Total das Disponibilidades Saldo Final das Disponibilidades 95.152 18.277 o desenvolvimento de pesquisas, elaboração de projetos, produção indus- g. Imobilizado - É demonstrado ao valor de custo de aquisição, corrigido Taxa de Deprec. e trial, comercialização e montagens de equipamentos eletrônicos inclusi- monetariamente até 31 de dezembro de 1995, deduzindo-se a depreciação 6 - Imobilizado Amort. Anual % 2011 2010 ve importação e exportação. 2 - Base de Preparação e Apresentação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base 10% 1.911.052 5.904.815 das Demonstrações Contábeis - As demonstrações contábeis são de no tempo estimado de vida útil dos bens. h. Provisão de férias e Conti- Máquinas e Equipamentos 10% 152.726 479.829 responsabilidade da administração e foram elaboradas com observância gências Trabalhista - As provisões para férias e respectivos encargos são Moveis e Utensílios 20% 152.195 das disposições contidas na Lei das Sociedades por ações e disposições efetuadas proporcionalmente ao período aquisitivo e as contigências traba- Veículos 10% 96.662 tributárias vigentes. 3 - Resumo das Principais Práticas Contábeis - a. lhistas por valores estimados de acordo com os processos em andamento. Instrumentos Imóveis 4% 10.603.000 10.603.000 Apuração do resultado - As receitas e despesas são registradas pelo regi- i. Contribuições, impostos a pagar e contas a pagar São demonstrados 5.233 49.998 2011 2010 Intangiveis me de competência mensal. b. Títulos e valores mobiliários - Registrados por valores conhecidos ou calculáveis. 4 - Estoques (3.191.232) (7.374.569) 58.232 436.302 Depreciação e Amortização ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. c. Matéria-Prima 9.480.779 9.911.930 4.422 29.396 Duplicatas a receber - Representados por duplicatas a receber de clientes Materiais Auxiliares 28.926 163.032 7 - Patrimônio Líquido - a - Capital Social - O capital social está represennacionais. d. Estoques - Foram avaliados pelo custo médio de compra ou Materiais Intermediários 47.341 tado por 980.000 ações ordinárias nominativas, no valor de R$ 10,00 cada produção, sendo inferiores ao valor de mercado. As matérias-primas foram Produtos em elaboração 59.176 uma. A cada ação nominativa corresponderá sempre um voto nas deliberaavaliadas pelas últimas entradas e os produtos em elaboração e acabados Produtos acabados 568 1.732 ções das assembléias gerais de acionistas. b - Dividendos - Os acionistas foram avaliados de acordo com a Legislação do Imposto de Renda (artigo Ferramentas Diversas 10.159 49.274 têm direito a um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, 283, do Decreto nº 1.041/94), ou seja, os produtos em processamento, por Materiais de embalagens diversos 102.307 786.253 ajustado conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações. c - Ações uma vez e meia o maior custo das matérias-primas adquiridas no perio2011 2010 em Tesouraria - Corresponde a parcela do capital social pertencente ao do base, ou 56% do valor dos produtos acabados, e os produtos acaba- 5 - Contas a Receber de Empresa e Pessoa Ligada 124.175 124.200 acionista que requereu o direito de vendas de suas ações, nos termos predos, em 70% do maior preço de venda no período-base, estando abaixo Paulo Heslander Couto 124.175 124.200 vistos na legislação em vigor, pagas pela empresa. do valor de mercado. e. Impostos a recuperar - Encontram-se registrados Diretoria: Paulo Heslander Couto - Diretor Presidente - Ricardo Fonseca Couto - Diretor de Operações - Sebastião Lopes de Freitas - Contador - CRC 1SP167812/0-5
Brassinter S/A Indústria e Comércio CNPJ nº: 56.994.460/0001-37 Relatório da Diretoria Senhores acionistas: Em cumprimento as disposições legais e estaturárias, submetemos à apreciação de V.Sas, as demonstrações contábeis referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011. São Paulo, 20/4/2012. Demonstração dos fluxos de caixa dos exercícios Balanços patrimoniais em 31 de dezembro (Em reais) findos em 31 de dezembro 2011 (em Reais). Ativo 2011 2010 Passivo 2011 2010 Circulante 15.246.490 17.282.870 Circulante 5.212.691 5.932.994 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais 2011 2010 Caixa e equivalmentes de caixa 1.638.996 3.338.720 Salários, Contrib.Sociais e Férias 2.306.217 2.242.681 Lucro Líquido do exercício 688.414 1.074.844 Contas a receber 4.936.949 5.065.352 Impostos a pagar 494.639 758.782 Ajustes oriundos de transações que Estoques 7.765.881 7.916.215 Impostos parcelados 270.142 270.142 não afetam o caixa: Tributos a recuperar 683.077 647.008 Financiamentos 253.000 528.574 Ajustes P.L.R (306.876) Outras contas a receber 176.358 184.084 Fornecedores 1.083.645 1.938.867 Depreciação 4.283.568 3.710.866 Despesas do exercício seguinte 45.230 131.491 Contas a pagar 805.048 193.947 4.665.107 4.785.710 Não Circulante 118.669 1.764.084 Contas a receber de clientes 128.403 (411.922) Não Circulante 27.968.444 29.666.299 Financiamentos – 1.293.763 150.333 (923.788) Realizável a longo prazo Impostos parcelados 95.669 440.154 Estoques Impostos a recuperar (36.069) (88.254) Depósitos para recurso 179.556 179.556 Contas a pagar – 7.167 81.002 (125.455) Empréstimo compulsório e outros 187.290 174.304 Prov.p/ riscos fiscais e trabalhistas 23.000 23.000 Outras contas a receber Fornecedores (855.222) 733.604 Investimentos 90.088 90.088 Patrimônio Líquido 37.883.574 39.252.091 (264.143) 414.750 Imobilizado 27.511.510 29.222.350 Capital Social 26.000.000 26.000.000 Impostos a recolher 603.934 (6.627) Reserva legal 2.041.268 2.003.047 Outras contas a pagar Reservas de lucros 9.842.306 11.249.044 Salários a pagar 63.535 560.598 43.214.934 46.949.169 43.214.934 46.949.169 Caixa líquido provenientes das atividades operacionas 4.536.880 4.938.616 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 (Em Reais) Capital Social Reserva legal Reserva de Lucros Avaliação Patrimonial Total Fluxo de Caixa das Atividades Saldo em 31 de Dezembro de 2009 26.000.000 1.943.334 11.983.969 – 39.927.303 de Investimentos (1.150.056) (1.750.056) Ajustes Lei 11.638/07 e MP 449/08 - Dividendos creditado e pago em 2011 Lucro do exercício 1.074.844 1.074.844 Dividendos creditado 2011 e pago em 2012 (600.000) Ajuste de avaliação patrimonial – - Aquisição de ativo imobilizado (2.572.728) (7.722.091) Destinações propostas: - Caixa líquido provenientes das atividades Dividendos (1.750.056) (1.750.056) de investimentos (4.322.783) (9.472.147) Reserva legal 59.713 (59.713) - Fluxo de Caixa das Atividades Saldo em 31 de Dezembro de 2010 26.000.000 2.003.047 11.249.044 – 39.252.091 de Financiamentos Ajustes PLR ano anteriores (306.876) (306.876) Empréstimos e financiamentos (1.569.337) (928.986) Lucro do exercício 688.414 688.414 Parcelamento de impostos (344.485) (284.559) Ajuste de avaliação patrimonial Caixa líquido provenientes das Destinações propostas: atividades de financiamentos (1.913.822) (1.213.545) Dividendos (1.750.056) (1.750.056) Reserva legal 38.221 (38.221) - Geração (aplicação) de caixa e equivalentes de caixa (1.699.725) (5.747.076) Saldo em 31 de Dezembro de 2011 26.000.000 2.041.268 9.842.306 37.883.574 Caixa e equivalentes de caixa no Demonstração do Resultado dos exercícios findos em 31 de Dezembro 2011 e 2010(em reais) início do período 3.338.721 9.085.796 2011 2010 Resultado Financeiro Receita Líquida 50.534.350 49.934.417 Receitas financeiras 413.756 974.602 Caixa e equivalentes de caixa no 1.638.996 3.338.720 Custos dos produtos vendidos (37.812.574) (36.811.324) Despesas financeiras – (108.432) final do período Lucro bruto operacional 12.721.776 13.123.093 Variações cambiais líquidas – (153.728) As Notas Explicativas e o parecer dos Auditores estão Receitas (Despesas) operacionais Lucro (Prejuízo) Operacional 1.547.937 2.117.074 arquivadas na Companhia e a disposição dos Acionistas Comerciais (2.863.574) (2.995.546) Lucro Antes do IR e da Contribuição Social 1.547.937 2.117.074 A Diretoria Gerais e administrativas (8.898.430) (8.669.898) Imposto de Renda e Contribuição Social Brassinter S/A Indústria e Comércio Outras Receitas e (despesas), líquidas 174.408 (53.016) Correntes (859.522) (1.042.230) José Henrique Bonin Lucro líquido operacional antes Lucro Líquido do exercício 688.414 1.074.844 do resultado financeiro 1.134.180 1.404.633 Lucro por lote de mil ações R$ 0,41 R$ 0,64 Contador CRC SP 1SP 207678
CASA DE SAÚDE SANTA RITA S/A –
CNPJ/MF nº 60.882.289/0001-41
Relatório da Diretoria Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, apresentamos a V.Sas., as demonstrações financeiras relativas ao exercíDemonstração dos Resultados em 31 de dezembro de 2011 cio social encerrado em 31 de Dezembro de 2.011 e que serão submetidas à Assembléia Geral. Permanecemos à disposição de V.Sas. para eventuais 2011 2010 esclarecimentos que se fizerem necessários. São Paulo, 15 de Março de 2012 A Diretoria Receitas Operacional 67.515 60.140 Prestação de serviços 67.515 60.140 Balanço Patrimonial encerrado em 31 de dezembro de 2011 (em milhares de reais) (972) (875) Ativo 2011 2010 Passivo 2011 2010 (-) Serviços cancelados (3.805) (3.397) Ativo Circulante 25.147 29.289 Passivo Circulante 11.440 9.344 (-) Impostos (-) Custos dos Serv. Prestados (49.808) (43.990) Disponível 7.430 5.938 Obrigações com Terceiros 11.440 9.344 12.930 11.878 Bancos - aplicações financeiras 7.430 5.938 Fornecedores 2.565 1.390 Lucro Operacional Bruto (11.309) (9.848) Créditos 17.717 23.351 Obrigações Trab. e Tributárias 4.712 3.385 (-) Despesas Operacionais Duplicatas a receber 11.268 18.296 Empréstimos bancários 4.163 4.337 Despesas Administrativas (10.500) (9.369) (-) Prov.p/dev.duvidosos (552) (306) Contas a pagar – 232 Impostos, taxas e Contrib. (809) (479) Estoques 2.326 2.303 Exigível a Longo Prazo 2.517 283 Lucro Liquido Operacional 1.621 2.030 Impostos a Recuperar 3.769 2.267 Refis e INSS a pagar 2.517 283 Receitas (-)despesas Financeiras 568 894 Adto.p/aumento cap. Imedi 358 358 Receitas Financeiras 477 429 Outros créditos 548 433 Equivalencia Patrimonial – – Ativo não Circulante 21.721 13.948 Patrimônio Líquido 32.911 33.610 Receitas Diveras 404 733 Realizável a Longo Prazo 10.127 2.129 Capital Social 5.970 4.970 (-) despesas financeiras (313) (268) Clientes-cobrança judicial 2.000 2.000 Reserva de lucros 5.115 4.822 Resultado antes dos Impostos 2.189 2.924 Duplicatas a receber 7.998 – Lucros acumulados 20.357 21.865 (-) IRPJ s/ lucro (523) (707) Depósito judiciais 129 129 Resultado do exercicio 1.469 1.953 (-) Contrib.Social (197) (264) Investimentos 1.152 1.152 Resultado Líquido do Exercicio 1.469 1.953 Imobilizado 10.442 10.667 Lucro liquido por ação 0,0184 0,0252 Imobilizado 21.631 21.120 (-) Depreciação Acumulada Total do Ativo
Histórico Saldo em 31/12/2010 Integralização capital INSS - parcelamento Transferencia p/ reserva Lucro do exercicio/2011 Saldo em 31/12/2011
(11.189) (10.453) 43.237 Total do Passivo 46.868 Demonstrações das Mutações do Patrimônio Liquido em 31 de dezembro de 2011 Capital Reservas Reserva Lucros Social de Lucros Legal Acumulados 4.970.800,00 3.237.307,69 1.583.887,74 23.817.642,44 1.000.000,00 – – – – – – (3.167.207,49) – 195.387,09 97.693,55 (293.080,64) – – – 1.469.173,42 3.432.694,78 1.681.581,29 21.826.527,73 5.970.800,00
46.868
43.237
Total 33.609.637,87 1.000.000,00 (3.167.207,49) – 1.469.173,42 32.911.603,80
Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011 1. Práticas Contábeis – O resultado é apurado pelo regime de com- mento na Coligada – Com a participação de 50% da empresa Santa petência de exercício. 2. Ativo Circulante – Demonstrado pelos Rita Imedi Medicina Diagnostica Ltda. 6. Realizavel a longo prazo e valores de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, ren- exigivel a longo prazo, valores a receber e a pagar a longo prazo. 7. dimentos auferidos até a data do balanço. 3. Ativo Imobilizado – INSS parcelamento do débito de exercícios anteriores, junto à PreDemonstrado ao custo, corrigido monetariamente até 31 de dezembro vidência Social, parcelamento da lei 11.941. 8. Capital Social – É de 1.995 - conf. lei. 4. Estoques – Os estoques são demonstrados de R$ 5.970.800,00 representado em 80.020.000 ações ordinárias ao custo médio das compras ou dos custos incorridos. 5. Investi- nominativas, sem valor nominal. A Diretoria
Massao Hashimoto – Contador – CRC SP 081.013/O-6
Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os Exercicios findos em 31 de dezembro – Metodo Indireto (em milhares de reais) Atividades operacionais 2011 2010 Lucro Líquido do exercício 1.469,00 1.953,00 Desp. (receitas) que não afetam as disponibilidades 735,00 1.013,00 Depreciação 735,00 1.013,00 Resultado de participação em coligadas e controladas – – Variação de Ativos e Obrigações (1.201,00) (3.563,00) Diminuição (aumento) das demais contas do ativo (5.634,00) (2.768,00) Aumento (diminuição) das obrigações do passivo 4.433,00 (795,00) Caixa liquido gerado nas atividades operacionais 1.003,00 (597,00) Atividades de investimentos 511,00 768,00 Aumento (diminuição) do ativo permanente 511,00 768,00 Atividades de financiamentos 1.000,00 (290,00) Dividendos pagos – (290,00) Integralização de capital 1.000,00 – Aumento (Redução) das disponibilidades 1.492,00 (1.655,00) Modificação na posição financeira Início do exercício 5.938,00 7.593,00 Final do exercício 7.430,00 5.938,00 Aumento (Redução) das disponibilidades 1.492,00 (1.655,00)
Analistas consideraram positivo o fato de terem ficado em 5,86%, abaixo da casa dos 6%, também no mercado secundário – se mais elevados, teme-se que a Espanha não tenha como financiar sua dívida e precise de resgate. Outro temor também foi afastado: o de falta de liquidez nos bancos espanhóis, que compraram boa parte dos títulos vendidos pelo governo neste ano, após participarem do programa de empréstimos a baixos juros do Banco Central Europeu (BCE). Apesar disso, especialistas avaliam que o volume de títu-
los com vencimento em dez anos foi muito pequeno – 1,43 bilhão de euros – para espantar de vez os temores da comunidade internacional sobre o risco de um eventual resgate internacional à Espanha, que assim se equipararia à Grécia, a Portugal e à Irlanda. Medidas de austeridade orçamentária estão sendo implementadas pelo governo do premiê Mariano Rajoy para evitar que isso aconteça. Rajoy garantiu que as reformas de seu governo, embora impopulares, auxiliarão a manter e melhorar os serviços públicos do país. (Folhapress)
Senado dos EUA deve frear novo subsídio ao algodão
O
Itamaraty encontrou no Senado dos Estados Unidos um inusitado apoio para abortar a proposta de criação de novo subsídio ao produtor de algodão, a ser incluído na Lei Agrícola para o período de 2013 a 2018. O mecanismo teria potencial para provocar quatro vezes mais distorções nos preços internacionais do que as subvenções vigentes correntes. A ideia foi apresentada pelo Conselho Nacional de Algodão (NCC, na sigla em inglês), o principal lobby do setor norte-americano, como uma pretensa forma de reduzir o desembolso do governo dos EUA com as subvenções ao setor. Os senadores não estão convencidos dessa vantagem orçamentária. O embaixador do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, foi convidado ontem por Max Baucus, presidente do Comitê de Finanças do Senado norteamericano, a discorrer sobre o tema. O lobby algodoeiro norteamericano propôs ao
Congresso a eliminação dos pagamentos contracíclicos e dos pagamentos diretos ao produtor. Tratam-se de subsídios com mínimos efeitos de distorção nos preços do produto, com custo orçamentário de US$ 600 milhões ao ano. Mas, em contrapartida, o CCN sugeriu a adoção de uma política de seguro de renda ao setor algodoeiro similar à destinada pelo governo dos EUA aos produtores de grãos. Direito – Esse mecanismo, chamado Stax, envolveria um desembolso anual supostamente menor, de US$ 450 milhões, segundo o lobby. Em entrevista, Azevêdo afirmou que o novo subsídio não estaria coberto pelo resultado da controvérsia na OMC. Ou seja, se vier a ser aplicada tal qual sugerida pelo CCN, o Brasil se veria impelido a abrir nova queixa à OMC e a iniciar um novo processo. O País conta com o direito de retaliar o comércio e os direitos de propriedade industrial norte-americanos com base nos subsídios vigentes nos anos 2000. (AE)
Fed: sai prazo para bancos se adequarem à regra Volcker.
O
Federal Reserve (Fed, banco central norteamericano) disse ontem que os bancos terão dois anos completos, até 21 de julho de 2014, para colocar suas atividades em linha com a chamada regra Volcker, antes de ela começar a ser fiscalizada pelos reguladores. O comunicado formal do Fed teve por objetivo acalmar os bancos que temiam serem forçados a agir antes do prazo final em julho. "Durante estes dois anos completos, os bancos devem se esforçar para garantir que estarão em linha com as restrições até a data prevista", informou o Federal Reserve. A regra proíbe que as instituições bancárias beneficiadas diretamente pelos seguros federais sobre os depósitos, ou aquelas que têm acesso às janelas de redesconto do Fed conduzam operações de tesouraria com suas posições proprietárias. A preocupação legal com o assunto aumentou pois é improvável que os reguladores consigam
finalizar a implementação da regulamentação da regra até julho, conforme decisão da lei financeira Dodd-Frank, em 2010. A regra deve entrar em vigor em 21 de julho, mesmo se ela não tiver sido detalhada pelos reguladores. Os bancos ficaram mais preocupados porque eles podem precisar fazer mudanças nas suas atividades antes que a regra entre em vigor de forma a não violar a lei. O Fed esclareceu que os bancos terão dois anos completos a partir de 21 de julho antes de os reguladores começarem a fiscalizar qualquer aspecto da regra. Pela legislação, o banco central norte-americana pode decidir ampliar o período para três anos. O comunicado do Fed seguiu as garantias do presidente da instituição, Ben Bernanke, em sua audiência no Congresso, quando alguns advogados disseram que precisavam de uma direção formal do Fed sobre o assunto. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 20 de abril de 2012
ASSOCIAÇÃO METODISTA LIVRE - AGENTE – CNPJ 00.000.000/0001-00
Assembleia Geral Ordinária - Convocação O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo - SindusCon-SP, com base no art. 22, inciso VII, do estatuto social, convoca as empresas associadas no gozo de seus direitos estatutários, para uma Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se na sede da Entidade, na Rua Dona Veridiana, 55, São Paulo, Capital, dia 26 de abril de 2012, às 15h30 em primeira convocação e, não havendo número legal às 16h00 em segunda e última convocação. Ordem do dia: 1) leitura e aprovação da Ata da Assembleia Geral anterior; 2) Apresentação e aprovação do relatório anual de atividades e do balanço anual de 2011, firmado por contador habilitado, com parecer de auditor externo independente e parecer do Conselho Fiscal da entidade. As empresas deverão ser representadas pelos seus diretores ou prepostos devidamente habilitados através de procuração específica para participar da Assembleia e exercer o direito de voto. São Paulo, 19 de abril de 2012. Sergio Tiaki Watanabe - presidente
Moinho Água Branca S.A. CNPJ/MF 61.157.723/0001-93-NIRE 35300041330 Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada dia 28/10/2011 Aos 28/10/11, às 11hs, na sede social da Cia., localizada na Av. Miguel Frias e Vasconcelos, 833, s/ A, em SP/SP, reuniram-se em primeira convocação acionistas que representavam mais de 2/3 do capital social com direito de voto, conforme se verificou de suas assinaturas a fls. do “Livro de Presença”, onde também foram lançadas as declarações exigidas no Art.127 da Lei n° 6404/76. De acordo com a lei e o estatuto social, a Assembléia escolheu para Presidente o Dr. Jose Hlavnicka, representante da acionista Litex Trading Sociedad Anonima e a mim, Ivan Soldan Salema, Diretor da Cia., para servir de Secretário. Constituída, assim, a Mesa, o Presidente declarou instalada a AGE e determinou-me que procedesse à leitura do edital de convocação da presente assembléia, publicado no DOESP e no D. do Comércio ambos dos dias 20, 21 e 22/10/11, cujo teor é o seguinte: “Ficam convidados os Srs acionistas da Moinho Água Branca S.A. para participarem da AGE que se realizará no dia 28/10/11, às 11hs, na sede da Cia. localizada na Av. Miguel Frias e Vasconcelos, na 833, s/ A, em SP/ SP, a fim de deliberarem sobre as seguintes matérias da Ordem do Dia: (a) Cancelamento do aumento do capital social em R$ 5.200.000,00, e da correspondente emissão e subscrição de 3.250.000.000 de ações nominativas sem valor nominal, sendo 1.202.500.000 ordinárias e 2.047.500.000 preferenciais; (b) Adequação da redação do Art.5° (capital) do Estatuto Social; (c) Alteração do objeto social e nova redação do Art.3° do Estatuto Social; (d) Consolidação do Estatuto Social. SP, 19/10/11. Ivan Soldan Salema Diretor.” Terminada a leitura dessa peça o Presidente passou a abordar o primeiro item da ordem do dia esclarecendo que em razão de equívoco na interpretação das instruções transmitidas ao representante da acionista LitexTrading Sociedad Anonima, CNPJ/MF n° 05.596.449/0001-88, quanto ao valor e prazo para serem emitidas e integralizadas aquelas novas ações, fazia-se necessária a correção do que fora deliberado naquela Assembléia a fim de ser cancelada a referência à integralização naquele ato de R$ 5.200.000,00, correspondentes a 3.250.000.000 ações nominativas, sem valor nominal, sendo 1.202.500.000 ordinárias e 2.047.500.000 preferenciais. Disse, ainda, o Presidente que tal integralização seria feita em época a ser oportunamente informada aos acionistas a fim de que possam eles, então, exercer o seu direito de preferência. Face às explicações dadas pelo Presidente, pelo voto da acionista representando mais de 97% do capital social com direito de voto, foi aprovada a postergação, sine die, do prazo para aumento do capital social da Cia., tendo também sido deliberada a retificação da Ata da AGE realizada em 31/08/11, e também aprovado pelo mesmo “quorum” a suspensão da emissão e de subscrição das 3.250.000.000 de ações nominativas, sem valor nominal, sendo 1.202.500.000 ordinárias e 2.047.500.000 preferenciais, cuja integralização, embora tenha constado da ata da aludida Assembléia como tendo sido efetivada no ato de sua subscrição, de fato não se verificou Passando ao item b da agenda, esclareceu o Presidente que havia necessidade de ser mantida a redação do Art.5° do estatuto social em vigor anteriormente à AGE realizada em 31/08/11, e que é a seguinte: “Cláusula 5ª-O capital social da Cia., totalmente integralizado é de R$ 30.391.880,00, representados por 34.074.626.039 ações nominativas, sem valor nominal, sendo 11.358.208.682 ordinárias e 22.716.417.357 preferenciais.” Continuando, o Presidente passou à discussão do item “c” da Ordem do Dia informando que a Cia. estava expandindo suas atividades para prestar serviços de locação de bens e de direitos próprios, motivo pelo qual se fazia necessária a alteração do Art.3° do estatuto social para contemplar aquela ampliação, e sugeriu a seguinte redação para o aludido art.: “Art.3°-A Cia. tem por objeto, a compra e moagem de trigo e outros cereais, importação de arts. de seu comércio e necessários à sua indústria e exportação, importação e distribuição de farinha de trigo e distribuição de produtos de sua fabricação e importados, bem como quaisquer outras atividades correlatas, além da prestação de serviços e locação de bens e direitos próprios”. Procedendo-se à votação, pelos votos da acionista representando mais de 96% do capital social com direito de voto, foi aprovada a alteração do objeto social e a nova redação do Art.3°, que passou a ser a acima transcrita. Finalmente, Assembléia decidiu consolidar as alterações do Estatuto Social (alínea “d” do edital de convocação), conforme se verificou dos votos da acionista representando mais de 96% do capital social com direito de voto, e que passa a vigorar com a redação constante do Anexo I desta Ata. Encerrada a discussão dos itens da ordem do dia, o Presidente suspendeu a sessão pelo tempo necessário à lavratura desta ata no livro próprio; reaberta a sessão a ata foi lida e aprovada e vai assinada por acionistas presentes que perfazem o “quorum” legal e pelos membros da Mesa, a saber, o Presidente e eu próprio Secretário, que dela tirarei cópias fiéis para os efeitos legais, e da qual depois de arquivada pelo órgão de registro de comércio competente (JUCESP), será publicado o seu extrato conforme permite o §3° do Art.130 da Lei 6404/76. SP, 28/10/11. Os membros da Mesa. aa) Sr. Jose Hlavnicka, Presidente; Ivan Soldan Salema. Secretário. Os acionistas presentes: aa. Litex Trading Sociedad Anonima, pp/ Sr. Jose Hlavnicka. Certifico que a presente é cópia fiel da ata da AGE da Moinho Água Branca S.A. realizada no dia 28/10/11, lavrada em livro próprio. Ivan Soldan Salema-Secretário. Jucesp 483.048/11-2 em 02/12/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.
NOVA GASÔMETRO S/A CNPJnº 45.356.466/0001-62 Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Os Senhores Acionistas da Nova Gasômetro S/A. são convidados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que será realizada em 30.04.2012, às 15:00 horas, na sede social, localizada na Rua Chico Pontes, nº 1.500, em São Paulo (SP), a fim de: EM PAUTA ORDINÁRIA: 1. Examinar Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes e examinar, discutir e deliberar sobre as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31.12.2011; EM PAUTA EXTRAORDINÁRIA: Examinar a proposta do Conselho de Administração sobre: I - Aumento de Capital Social por subscrição em dinheiro - Elevação do atual capital social com a emissão de novas ações. II - Alterações Estatutárias - Alteração e consolidação do Estatuto Social para: (i) registrar a nova composição do capital social decorrente do item precedente; (ii) alterar a estrutura da administração incluindo o Conselho de Administração e Diretoria e aprimorar disposições relativas às atribuições, poderes e substituição dos diretores. Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas em sua sede social. Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade. Os Acionistas podem ser representados na Assembléia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade; a) Pessoas Jurídicas: cópia autenticada do contrato/estatuto social da pessoa jurídica representada, comprovante de eleição dos administradores e a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório; b) Pessoas Físicas: a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório. São Paulo (SP), 19 de abril de 2012. Gilda Antonietta Orlando Cury - Presidente do Conselho de Administração. BV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF Nº 08.959.996/0001-79 - NIRE 35.300.386.329 - (Companhia Fechada) ATA DA REUNIÃO DA DIRETORIA REALIZADA EM 19 DE ABRIL DE 2012 1. Data, Hora e Local: Realizada aos 19 dias do mês de abril de 2012, às 12:00 horas, na sede social da BV Empreendimentos e Participações S.A. (“Companhia”), na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 6º andar, Conjunto 604, Sala A, Vila Gertrudes, CEP 04794-000, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. 2. Presença, Quorum e Convocação: Presença de todos os membros da Diretoria, independentemente de convocação. 3. Mesa: Presidida pelo Sr. Marcos Lima Monteiro, e secretariada pelo Sr. Mário Antonio Thomazi. 4. Ordem do Dia: Deliberar sobre (a) o preço de R$ 9,00 (nove reais) por ação ordinária (“Preço por Ação”) de emissão da Companhia de Locação das Américas e de titularidade da Companhia no âmbito da oferta pública de distribuição primária e secundária de ações ordinárias, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames (“Ações”), a ser realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, nos termos da Instrução da CVM nº 400, de 29 de dezembro de 2003, conforme alterada (“Instrução CVM 400”), e com esforços de colocação das Ações no exterior (“Oferta”); e (b) a aprovação do inteiro teor dos documentos relacionados à Oferta. 5. Deliberações: Os membros da Diretoria, por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições aprovaram: 5.1 o Preço por Ação no âmbito da Oferta a ser realizada pela Companhia de Locação das Américas nos termos da Instrução CVM 400. O preço de R$ 9,00 (nove reais) por Ação foi fixado de acordo com o artigo 170, parágrafo 1º, inciso III, da Lei das Sociedades por Ações, com base no resultado do procedimento de coleta de intenções de investimento, conduzido pelos Coordenadores da Oferta no Brasil (“Procedimento de Bookbuilding”), em conformidade com o artigo 23, parágrafo 1º, e o artigo 44, ambos da Instrução CVM 400. 5.3 o inteiro teor de todos os contratos e documentos necessários à realização da Oferta, incluindo, mas não se limitando ao Prospecto Definitivo da Oferta, ao Final Offering Memorandum, ao Contrato de Coordenação, Colocação e Garantia Firme de Liquidação de Ações Ordinárias de emissão da Companhia de Locação das Américas, a ser celebrado entre a Companhia, a Companhia de Locação das Américas, os Coordenadores da Oferta e, como interveniente anuente, a BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, e o Placement Facilitation Agreement a ser celebrado entre a Companhia, a Companhia de Locação das Américas e os Agentes de Colocação Internacional. 6. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, e inexistindo qualquer outra manifestação, foi encerrada a presente reunião, da qual se lavrou a presente ata que, lida e aprovada, foi assinada por todos. São Paulo, 19 de abril de 2012. Marcos Lima Monteiro - Presidente; Mário Antonio Thomazi – Secretário. Diretores: Marcos Lima Monteiro, Mário Antonio Thomazi, Robert John Van Dijk e Silvia da Costa Gomes Benvenuti. Confere com o documento original lavrado no Livro de Registro de Atas de Reuniões da Diretoria arquivado na sede da Companhia. Mário Antonio Thomazi - Secretário.
BBD Participações S.A.
CNPJ no 07.838.611/0001-52 - NIRE 35.300.335.295 Assembleia Geral Ordinária Edital de Convocação Convidamos os senhores acionistas desta Sociedade a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em 30 de abril de 2012, às 9h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, a fim de: I) tomar conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011; II) deliberar sobre proposta de destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2011 e ratificação da distribuição dos Juros sobre o Capital Próprio pagos; III) eleger os membros do Conselho de Administração; IV) fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores. Cidade de Deus, Osasco, SP, 18 de abril de 2012. Lázaro de Mello Brandão - Presidente do Conselho de Administração. 19, 20 e 21.4.12
SULEIBRA ADMINISTRADORA E COMERCIAL S/A CNPJ/MF nº 60.105.145/0001-89 - NIRE 35.300.178.131 Edital de Convocação de Assembleia Geral Ordinária Ficam convocados os Srs. Acionistas para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se às 10:00 horas do dia 27/04/2012, na Sala Brooklin, do Hotel InterCity, sito à Rua Alcides Lourenço da Rocha, nº 136, Brooklin Novo, CEP 04571-110, na Cidade de São Paulo/SP, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: (a) exame, discussão e votação do Relatório da Diretoria, do Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2011, publicados nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo” e “Diário do Comércio” do dia 29/03/2012; (b) exame, discussão e votação da proposta da Diretoria para a destinação do lucro do referido exercício e (c) outros assuntos de interesse da Companhia. Os Srs. Acionistas poderão ser representados na Assembleia por procuradores constituídos na forma do artigo 126, parágrafos 1º e 2º da Lei das Sociedades Anônimas. São Paulo, 16 de abril de 2012. Abdo Carim Suleiman Júnior - Diretor-Presidente.
ECONOMIA/LEGAIS - 23
Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em reais) Ativos Ativo circulante Disponibilidades Caixa Saldos bancários Contas correntes Fundos de poupança e de renda fixa Renda fixa - livre Poupança - vinculado ao convênio da PMSP Contas a receber - vendas de agendas Adiantamento de salários
2011
2010
549
593
51.364
52.579
44.995 41.529 34.362 16.565 131.271 111.266 – 4.693 – 2.104 131.271 118.063
Passivo Passivo circulante Contas a pagar -calendários Salários e impostos sobre a folha Patrimônio Líquido Superávit de exercícios anteriores (Déficit)/superavit do exercício Superavit acumulado no final do exercício
2011
2010
1.350 40.738 42.088
10.023 10.023
326.581 279.005 (23.438) 47.576 303.143 326.581
Receitas Doações recebidas Contribuições de pessoas físicas no Brasil na Noruega (através da Missão Aliança) IMEL Saúde Do Convênio com a PMSP Outras receitas Receitas financeiras
Permanente Centro educacional de São Remo
213.960 218.541 345.231 336.604 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Notas explicativas às demonstrações financeiras - Anos findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
1 Objetivos sociais e atividades: A Associação Metodista Livre – Agente (a “AGENTE”) é uma associação fundada em 2002, na cidade de São Paulo, Brasil, sem fins lucrativos. A AGENTE tem por finalidade promover a inclusão social de pessoas desfavorecidas e/ou em situação de risco pessoal ou social. A AGENTE buscará a efetivação das suas finalidades por meio de ações de assistência social, orientação educacional, capacitação profissional e outros esforços, em parceria com a comunidade, organizando e empreendendo projetos e programas sociais, criando unidades de prestação de serviços, firmando convênios e organizando eventos. A AGENTE mantém uma unidade operacional na comunidade de São Remo no bairro de Rio Pequeno, no município de São Paulo, que fornece educação pré-escolar gratuito para crianças da comunidade. Em 31 de março de 2008 a AGENTE assinou um convênio com a Secretaria de Educação do município de São Paulo visando obter uma subvenção regular da Prefeitura em troca do compromisso assumido de fornecer educação em tempo integral para 70 crianças de idade pré-escolar. Em 2011 uma media de 68 crianças foram atendidas pelo convênio. 2 Apresentação das demonstrações financeiras: As demonstrações financeiras foram elaboradas com base nas práticas contábeis geralmente aceitas no Brasil, aplicáveis a entidades sem fins lucrativos. Descrição das principais práticas contábeis: a. Apuração do (déficit)/superávit do exercício - As receitas financeiras e os custos e despesas são reconhecidas pelo regime de competência. As receitas de contribuições são reconhecidas quando recebidas. b. Aplicações em fundos de renda fixa - Registradas ao custo, acrescido dos rendimentos incorridos até a data do balanço, que não supera o valor de mercado. c. Imobilizado: Registrado ao custo de aquisi-
Demonstrações do superávit Anos findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em reais)
345.231 336.604
ção, formação ou construção. A depreciação e amortização são calculadas pelo método linear a taxas que levam em conta o tempo de vida útil dos bens. d. Patrimônio social: Representa o patrimônio inicial, acrescido ou deduzido do superávit ou déficit apurado anualmente. 3 Imobilizado: 2011 2010 AmortCusto ização Líquido Líquido Benfeitorias no terreno da igreja 258.012 64.402 193.610 200.870 Equipamentos, móveis e utensílios 34.405 14.055 20.350 17.671 292.417 78.457 213.960 218.541 O centro educacional de São Remo está construído num terreno pertencente à IMEL Saúde. A igreja concedeu à AGENTE o direito de uso do terreno por um período de 50 anos. Os custos incorridos pela AGENTE na construção do centro educacional estão sendo amortizados ao longo de 25 anos, o tempo estimado da vida útil do prédio. Os equipamentos, móveis e utensílios estão sendo amortizados em 10 anos. 4 Patrimônio líquido: Os eventuais superávits da AGENTE são empregados integralmente no País na consecução dos seus objetivos sociais. É vedada a distribuição de lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, doadores, conselheiros ou sócios. Extinta a Sociedade, seu patrimônio líquido reverterá em benefício de uma obra de promoção social congênere, no território nacional. Pr. Elbio Miyahira Presidente
Derek T. Barnes 1º Tesoureiro
Parecer do Conselho Fiscal Ilmo. Srs. associados da exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2011 e 2010, e tomanAssociação Metodista Livre – Agente do como base os esclarecimentos apresentados por membros da Diretoria O Conselho Fiscal da Associação Metodista Livre – Agente, no exercício da Associação, é da opinião que os citados documentos encontram-se em de suas atribuições legais e estatutárias, tendo examinado o Relatório da condições de serem aprovadas pela Assembléia Geral da Associação. Administração, os Balanços Patrimoniais, as Demonstrações do (déficit)/suSão Paulo, 22 de março de 2012 perávit e dos fluxos de caixa e as respectivas Notas Explicativas, relativos aos Alberto Hasegawa Renata Luciana de Araujo Marques
2011
2010
66.040 72.660 40.000 38.663 12.000 24.019 343.821 340.690 45.761 44.348 507.622 520.380 5.013 2.941 512.635 523.321
Custos e despesas Despesas com pessoal Salários Impostos sobre a folha Benefícios Material didática Alimentação Despesas com o predio Despesas administrativas Impostos Despesas bancárias Outras
276.783 241.192 102.313 90.075 20.029 18.682 10.302 7.426 17.410 17.980 50.787 53.853 34.217 31.630 2.256 1.099 1.317 902 7.251 72 522.665 462.911 Depreciação e amortização 13.409 12.834 536.073 475.745 (Déficit)/superavit do exercício (23.438) 47.576 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Demonstrações dos fluxos de caixa Anos findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em reais) Atividades operacionais 2011 2010 (Deficit)/Superavit do exercício (23.438) 47.576 Ajustes necessários para reconciliar o superavit com a caixa gerada pelas operações: Depreciação e amortização 13.409 12.834 Receita diferida (5.000) Variações nos ativos e passivos operacionais Contas a receber - venda de agendas 4.693 (4.693) Adiantamentos de salários 2.104 (2.104) Contas a pagar 1.350 (12.019) Salários e impostos sobre a folha 30.715 (1.582) Caixa gerada nas atividades operacionais 28.833 35.012 Investimentos Adições ao imobilizado (8.828) (4.492) Caixa utilisada nos investimentos (8.828) (4.492) Movimentos nas contas de caixa e bancos Aumento nos saldos de caixa e bancos durante o exercício 20.005 30.520 Saldos no início do exercício 111.266 80.746 Saldos no fim do exercício 131.271 111.266 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Processo n º 1552/2012 - Tomada de Preço nº 002/2012 Objeto: Constitui objeto da presente licitação a seleção de proposta mais vantajosa, para o Município de Pereira Barreto, para contratação de empresa de engenharia, objetivando a execução de obras de recapeamento asfáltico, com utilização de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e sinalização viária, em diversas ruas da cidade, nos termos do convênio 0346988-56/2010, firmado entre o município e o Ministério das cidades. O sr. Arnaldo Shigueyuki Enomoto, prefeito Municipal da Estância Turística de Pereira Barreto, Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e de conformidade com o entendimento da Comissão de Licitação, constituída pelo Decreto nº 3.403/2012, RESOLVE: Após vistoriar e analisar o presente processo de Licitação verifica-se que a Lei Federal nº 8666/93 foi aplicada, ficando o procedimento de acordo com os requisitos legais. Por esta razão, HOMOLOGA e ADJUDICA a favor da empresa vencedora: CBR – CONSTRUTORA BRASILEIRA LTDA. Pelo resultado da Licitação e para que surta os efeitos normais, determino que seja expedido o Contrato Administrativo. Pereira Barreto, 16 de abril de 2012. Arnaldo Shigueyuli Enomoto - Prefeito Municipal
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP EXTRATO CONTRATO Nº 4865/2012 Contratante: Prefeitura da Estância Turística de Pereira Barreto Contratada: CBR – CONSTRUTORA BRASILEIRA LTDA. Objeto: A contratada abriga-se a execução de obras de recapeamento asfáltico, com utilização de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e sinalização viária, em diversas ruas da cidade deste município, conforme projeto básico, memorial descritivo, planilhas de orçamento e cronograma físico financeiro que compõem os anexos do edital, e nos termos do Convênio de nº 0346988-56/2010 firmado entre o município de Pereira Barreto e o Ministério das Cidades, representado pela Caixa Econômica Federal. Valor: R$ 257.478,31 Pereira Barreto, 16 de abril de 2012. Arnaldo Shigueyuli Enomoto - Prefeito Municipal CIA. ULTRAGAZ S.A. - CNPJ Nº 61.602.199/0001-12 - NIRE 35.300.030.401 Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária - Pela presente, ficam os Srs. Acionistas convidados a comparecer à Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da Cia. Ultragaz S.A. (“Companhia”), que se realizará no dia 27.04.2012, às 10h (“Assembleia”), na sede social da Companhia, localizada na Av. Brigadeiro Luís Antônio, nº 1.343, 9º andar, na Cidade e Estado de São Paulo, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: Em Assembleia Geral Ordinária: 1) Exame e aprovação do relatório e das contas da administração e demonstrações financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31.12.2011, acompanhados do parecer dos auditores independentes; 2) Aprovação do orçamento de capital proposto pela administração para o exercício social de 2012; 3) Exame e aprovação da destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2011; 4) Eleição dos membros do Conselho de Administração; e 5) Fixação da remuneração anual global da administração. Em Assembleia Geral Extraordinária: 1) Aprovação do aumento do capital social da Companhia no valor total de R$ 630.003.342,21 (seiscentos e trinta milhões, três mil, trezentos e quarenta e dois reais e quarenta de dois centavos), passando de R$ 381.462.916,22 (trezentos e oitenta e um milhões, quatrocentos e sessenta e dois mil, novecentos e dezesseis reais e vinte e dois centavos) para R$ 1.011.466.258,43 (um bilhão, onze milhões, quatrocentos e sessenta e seis mil, duzentos e cinquenta e oito reais e quarenta e três centavos) mediante capitalização de créditos detidos pela acionista Ipiranga Produtos de Petróleo S.A. contra a Companhia, na forma de Adiantamento para Futuro Aumento de Capital realizado 26.03.2012, observado o direito de preferência dos atuais acionistas, com a consequente emissão de novas ações; e 2) Alteração do artigo 5º do Estatuto Social da Companhia, em decorrência do aumento de capital. Participação na Assembleia: Os acionistas, para participar da presente Assembleia Geral, devem apresentar declaração emitida pela instituição prestadora dos serviços de ações escriturais ou da instituição custodiante, com a quantidade de ações de que constavam como titulares até, no máximo, 03 (três) dias úteis antes da Assembleia. Poderão participar da Assembleia Geral acionistas titulares de ações ordinárias e preferenciais da Companhia, por si, seus representantes legais ou procurador constituído há menos de 01 (um) ano, que seja acionista, administrador da Companhia, advogado, instituição financeira ou administrador de fundos de investimentos, que represente condôminos. Será necessária a apresentação do respectivo instrumento de mandato, com reconhecimento de firma do outorgante, o qual deverá ser depositado na sede social da Companhia, até às 17h30min do dia 26.04.2012, sob pena do procurador não poder exercer o mandato. São Paulo, 19 de abril de 2012.Pedro Wongtschowski - Presidente do Conselho de Administração. (19-20-21)
BANCO MERCANTIL DO BRASIL S. A. CNPJ Nº 17.184.037/0001-10 – COMPANHIA ABERTA AVISO AOS ACIONISTAS SUBSCRIÇÃO DE SOBRAS DE AÇÕES – SEGUNDO PRAZO O Banco Mercantil do Brasil S.A. (“Companhia”) comunica aos seus acionistas que, no dia 16 de abril de 2012, encerrou-se o Primeiro Prazo para Subscrição de Sobras, decorrentes da subscrição privada das ações da Companhia em razão do aumento de capital aprovado pela Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 27 de fevereiro de 2012. Comunica, ainda, que, nesse Primeiro Prazo para Subscrição de Sobras foram subscritas 1.181.077 novas ações preferenciais escriturais, ao preço de R$ 12,00 cada uma, totalizando R$ 14.172.924,00. Comunica, também, que, nesse Primeiro Período de Subscrição de Sobras, o Grupo de Controle, representado pelos acionistas signatários do Acordo de Acionistas celebrado em 09/06/2010, subscreveram 425.427 novas ações preferenciais nominativas. SOBRAS DE AÇÕES - SEGUNDO PRAZO: As ações não subscritas durante o Primeiro Prazo para Subscrição de Sobras, no total de 1.872.131 ações preferenciais escriturais, correspondentes a R$ 22.465.572,00, poderão ser subscritas somente pelos acionistas que manifestaram seu interesse na subscrição de sobras nos Boletins de Subscrição do Primeiro Prazo para Subscrição de Sobras, observados os seguintes parâmetros do Segundo Prazo para Subscrição de Sobras: (a) Preço de Subscrição: R$ 12,00 por ação preferencial; (b) Proporção do Direito: 158,7942% das ações subscritas durante o Primeiro Prazo de Subscrição de Sobras; (c) Prazo para subscrição de sobras: dias 23, 24 e 25 de abril de 2012; (d) Forma de Integralização: à vista, em moeda corrente nacional, no ato da subscrição, em qualquer Agência do Banco Mercantil do Brasil S.A.; caso o acionista resida em localidade onde o Banco Mercantil do Brasil S.A. não possua agência, a integralização poderá ser feita, via DOC ou TED, através da instituição financeira de preferência do acionista para a conta de titularidade do Banco Mercantil do Brasil S.A, cujos dados serão informados quando do envio do Boletim de Subscrição de Sobras;. (e) Boletim de Subscrição de Sobras: A subscrição e a integralização das sobras de ações serão feitas mediante o preenchimento do Boletim de Subscrição de Sobras, o qual poderá ser obtido em qualquer agência do Banco Mercantil do Brasil S.A. ou através de pedido encaminhado pelo acionista, no prazo para subscrição de sobras (Letra “c”), para o endereço eletrônico relacoescominvestidores@mercantil.com.br; bem como através de solicitação de encaminhamento por fax do Boletim de Subscrição de Sobras, feita pelo acionista à Gerência de Relações com Acionistas nos telefones (31) 3057-6234 ou (31) 3057-6196 e fax 90(XX)31-3057-6859; (f) Os acionistas que tiverem suas ações custodiadas junto a BM&F BOVESPA - Central Depositária - deverão subscrever as sobras por meio de seus agentes de custódia; (g) Findo o Segundo Prazo para Subscrição de Sobras e havendo ainda ações não subscritas, será aberto novo prazo para subscrição dessas ações (Terceiro Prazo para Subscrição de Sobras) pelos acionistas que tenham participado da subscrição de sobras de ações durante o Segundo Prazo para Subscrição de Sobras e que tenham marcado a opção de participar de novo rateio de sobras no respectivo boletim de subscrição de sobras. BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. Athaide Vieira dos Santos - Diretor de Relações com Investidores.
REDE D’OR SÃO LUIZ S.A.
CNPJ nº 06.047.087/0001-39 - NIRE 35.300.318.099 Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária. Ficam os senhores acionistas da Rede D’Or São Luiz S.A. (“Companhia”) convocados para reunirem-se em Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 30 de abril de 2012, às 11h, na sede social da Companhia, localizada na Cidade e Estado de São Paulo, na Rua Francisco Marengo nº 1.312, para, em conformidade com o artigo 132 da Lei nº 6.404/1976, deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1. Deliberação sobre as contas dos administradores e as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas do parecer dos auditores independentes; 2. Aprovação da proposta para destinação do resultado do exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; 3. Eleição dos membros do Conselho de Administração da Companhia. 4. Desinstalação do Conselho Fiscal; 5. Alteração do Jornal de Grande Circulação onde hoje são publicados os atos societários da Companhia; e 6. Outros assuntos de interesse da Companhia. São Paulo, 18 de abril de 2012. Presidente do Conselho de Administração.
CNPJ MF/62.876.768/0001-80 ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO Pelo presente edital, fica convocado o Conselho da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo para a Assembleia Geral Ordinária, que será realizada no dia 27 de abril de 2012, sexta-feira, às 14h, na sede da Associação Comercial de São Paulo, Rua Boa Vista, 51 - 9º andar, nesta Capital, em primeira convocação, e em segunda e última convocação, no dia 03 de maio de 2012, quinta-feira, no mesmo local e horário, com qualquer número de associados presentes, a fim de dar cumprimento ao disposto no artigo 60, parágrafo 1º, inciso III do ESTATUTO SOCIAL, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1) Exame e aprovação das Contas referentes ao Exercício de 2011. São Paulo, 18 de abril de 2012. ROGÉRIO PINTO COELHO AMATO - Presidente
Fischer S.A. - Agroindústria
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 34/12 - PREGÃO Nº 17/12 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 34/12, na modalidade de Pregão 17/12, na forma presencial, para contratação de horas trabalhadas de pá carregadeira e caminhões. Data: 11 de maio de 2012, às 14 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com. A Debitar (20.04.12)
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 32/12 - PREGÃO Nº 15/12 Objeto: aquisição de combustível (etanol, gasolina e óleo diesel). Edital de Rerratificação. 1 - Fica alterada a data constante no preâmbulo do edital, prevista para a realização do certame supra, para 02 de maio de 2012, às 14 horas. As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. Castilho, SP, 19 de abril de 2012. Antonio Carlos Ribeiro – Prefeito. A Debitar (20.04.12)
UNOTEL TELECOM S.A.
CNPJ/MF nº 08.356.224/0001-42 - NIRE 35.300.381.343 EDITAL DE CONVOCAÇÃO - AGO/E Ficam os Acionistas convocados para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, dia 27/04/2012 às 09h30 no Hotel Matsubara, à Rua Cel. Oscar Porto, 836, Paraíso, São Paulo/SP, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) Deliberação sobre as demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 31/12/11; b) Encerramento do mandato, eleição ou reeleição dos membros do Conselho Fiscal; c) Eleição de membro(s) do Conselho deAdministração; d) Alterações do Estatuto Social; e) Alterações doAcordo deAcionistas; e f) Demais assuntos de interesse social. Conforme deliberação aprovada por unanimidade na RCA de 23/03/2012. São Paulo, 19 de abril de 2012 CESAR SALES BORGES Presidente do Conselho daAdministração (19,20,21)
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 33/12 - PREGÃO Nº 16/12 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 33/12, na modalidade de Pregão 16/12, na forma presencial, para aquisição de materiais escolares, pedagógicos, lúdicos e esportivos, com objetivo de atender as necessidades do Departamento de Educação. Data: 09 de maio de 2012, às 14 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com. A Debitar (20.04.12)
CNPJ nº 52.311.529/0001-20 - NIRE nº 35.300.021.703 Ata da Reunião do Conselho de Administração Realizada em 22 de Março de 2012 Dia, Hora e Local: 22 de março de 2012, às 10:00 horas, na sede social, na Rua João Pessoa, 305, na cidade de Matão - SP. Presença: Presente a totalidade dos membros deste Conselho de Administração. Mesa Dirigente: Maria do Rosário Fischer - Presidenta e Julio Alvarez Boada - Secretário. Deliberações Tomadas, por Unanimidade dosVotos dos Conselheiros e sem Reservas: (i) Aprovar a abertura de uma filial no seguinte endereço: Av. Pasteur, 110, 10º andar - parte B, bairro Botafogo, Rio de Janeiro - RJ, CEP: 22290-240, com a Atividade de Escritório Administrativo; (ii) Atribuir, para efeitos legais, o Capital de R$ 1.000,00 (um mil reais) para a filial ora aberta; e (iii) Autorizar a Diretoria a praticar todos os atos necessários a fim de que sejam efetivadas as deliberações acima aprovadas. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como nenhum dos membros do Conselho de Administração houvesse desejado fazer qualquer pronunciamento, foi lavrada a presente Ata, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. (aa) Maria do Rosário Fischer - Presidenta e Julio Alvarez Boada - Secretário; Maria do Rosário Fischer; Bianca Helena Fischer de Moraes; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz; Alessandra Fischer de Souza Santos; e Renata Fischer Fernandes. Certificamos que a presente Ata é cópia fiel da original lavrada no livro competente.Matão - SP, 22 de março de 2012.Maria do Rosário Fischer - Presidenta;Julio Alvarez Boada - Secretário.JUCESP nº 149.109/12-0 em 09/04/2012.Gisela SImiema Ceschin - Secretária Geral.
ACCIONA FORWARDING DO BRASIL LOGÍSTICA E TRANSPORTE MULTIMODAL, S.A. CNPJ/MF nº 04.151.029/0001-25 - NIRE 35300328515 Edital de Convocação - Reunião do Conselho de Administração O Conselho de Administração da ACCIONA FORWARDING DO BRASIL LOGÍSTICA E TRANSPORTE MULTIMODAL, S.A. (“Companhia”), por seu Presidente, o Sr. Juan Manuel Lopez Hernandez, tem a honra de convidar os Senhores Membros do Conselho de Administração da Companhia para se reunirem, em Reunião prévia à Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada às 10:00hs, do dia 30 de abril de 2012, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Nove de Julho, 5671, 10º andar, CEP 01407-000, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Manifestarem-se, previamente, sobre o relatório da administração, as contas da Diretoria e as demonstrações financeiras do Exercício; b) Outros assuntos que, por lei ou pelo Estatuto Social, sejam pertinentes ao Conselho de Administração. São Paulo, 13 de abril de 2012. Juan Manuel Lopez Hernandez - Presidente do Conselho de Administração. (20, 21 e 24/04/12)
ACCIONA FORWARDING DO BRASIL LOGÍSTICA E TRANSPORTE MULTIMODAL, S.A. CNPJ/MF nº 04.151.029/0001-25 - NIRE 35300328515 Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária O Conselho de Administração da ACCIONA FORWARDING DO BRASIL LOGÍSTICA E TRANSPORTE MULTIMODAL, S.A. (“Companhia”), por seu Presidente, o Sr. Juan Manuel Lopez Hernandez, tem a honra de convidar os Senhores Acionistas da Companhia para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada às 14:00hs, do dia 30 de abril de 2012, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Nove de Julho, 5671, 10º andar, CEP 01407-000, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011. b) Outros assuntos que sejam pertinentes à Assembleia Geral Ordinária. Continuam à disposição dos Srs. Acionistas os documentos a que se refere a letra “a” da ordem do dia acima. São Paulo, 13 de abril de 2012. Juan Manuel Lopez Hernandez - Presidente do Conselho de Administração. (20, 21 e 24/04/12)
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 051/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 353/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 051/2012, tendo como objeto o registro de preços de material para escritório/expediente, conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 07 de maio de 2012 e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas e 30 minutos do dia 07 de maio de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 19 de abril de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira.
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 19 de abril de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Refinaria de Petróleos de Manguinhos S/A. Requerido: Univen Refinadora de Petróleo Ltda. Alameda Vicente Pinzon, 173 - 8° andar - Vila Olímpia - 1ª Vara de Falência. Requerente: Vestel Saneamento Ltda. Requerido: H. Guedes Engenharia Ltda. Rua Gomes de Carvalho, 1.510 - conjunto 51 – Vila Olímpia - 1ª Vara de Falência. Recuperação Judicial Requerente: Filizola S.A. Pesagem e Automação. Requerido: Filizola S.A. Pesagem e Automação. Rua João Ventura Batista, 450 – Vila Guilherme - 1ª Vara de Falência.
Etelbras Eletrônica e Telecomunicações S/A -
CNPJ 22.289.169/0001-46 Convocação - Assembléia Geral Ordinária Convidamos os senhores acionistas desta sociedade, para se reunirem em AGO, no dia 30 de Abril de 2012, às 10:00 horas, na Rua Vergueiro, 1.759 - Terreo - Sala Tutóia- Vila Mariana - São Paulo – SP, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Assembléia Geral Ordinária, a) Leitura, discussão e votação do Relatório da Diretoria, do Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultados, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011; b) Deliberar sobre o resultado do exercício; c) Eleição da Diretoria; d) Fixar os honorários da Diretoria; e) Outros assuntos de interesse social. São Paulo, 19 de Abril de 2012/ Paulo Heslander Couto - Diretor Presidente
HOLCIM (BRASIL) S.A. CNPJ/MF nº 60.869.336/0001-17 EDITAL DE CONVOCAÇÃO. Ficam convocados os Acionistas de Holcim (Brasil) S/A a se reunirem em AGO/E a ser realizada no dia 27/04/12, às 10h, na R. Verbo Divino, 1.488/5º and., Bl D, Chácara Santo Antônio, SP/SP, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: AGO: a) Exame e deliberação do Relatório da Administração, do Balanço Patrimonial e das demonstrações nanceiras relativas ao exercício social encerrado em 31/12/11; b) Deliberação sobre os resultados do exercício de 2011; c) Eleição dos membros da Presidência, Diretoria e do Conselho Consultivo e xação do montante global da remuneração dos Administradores. AGE: a) Consolidação do Estatuto Social. SP, 19/04/11. Otmar Hübscher - Diretor Presidente.
BROOKLYN EMPREENDIMENTOS S.A. CNPJ/MF nº 61.364.022/0001-25 Assembleia Geral Ordinária - CONVOCAÇÃO Ficam os senhores acionistas desta sociedade convidados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária a realizar-se às 10:30 horas do dia 30/04/2012, na sede social à Rua Joaquim Floriano, 101 - 9º andar - cj. 906, nesta Capital, para deliberarem sobre: I) Contas dos administradores: exame, discussão e votação das demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2011; II) Outros Assuntos de interesse da Sociedade. São Paulo, 18/04/2012. A Diretoria (18, 19 e 20/04/2012)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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e
sexta-feira, 20 de abril de 2012
A Standard & Poor's rebaixou ontem o rating corporativo de longo prazo da petrolífera Repsol-YPF de BBB para BBB-.
conomia
Yuri Gripes/Reuters
Governo argentino expropria também a YPF Gás Uma segunda empresa do grupo espanhol Repsol é nacionalizada pela presidente Cristina Kirchner. Reação da Europa, EUA e Bird é imediata na reprovação da medida.
A
O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, não poupou críticas à Argentina: "foi um erro".
Lobão: "plena normalidade".
A
Petrobras poderá elevar seus investimentos na Argentina, uma vez que as relações com o governo do país vizinho estão em "plena normalidade", disse ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Hoje, o ministro Lobão tem reunião em Brasília com o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido. O encontro oficial ocorre após a província argentina de Neuquén, maior produtora de gás natural da Argentina, ter suspendido no início do mês a concessão da Petrobras na área argumentando que a estatal brasileira não fez investimentos suficientes para aumentar a produção. "Isso é possível", disse Lobão a jornalistas ontem ao ser questionado sobre o aumento de investimentos da Petrobras na Argentina.
"O ministro (Julio de Vido) está vindo ao Brasil. Nós temos tido esses encontros frequentes e é provável que ele aborde essa questão", disse. A cassação da licença da Petrobras ocorreu em meio a um movimento das autoridades argentinas em busca de um maior investimento das empresas petrolíferas que operam no país, cujo declínio da produção nos últimos anos obrigou o governo a fazer milhões de dólares em importações, que acabaram por minar a sua balança comercial. Lobão disse que não há necessidade de pedir ao país vizinho garantias de segurança jurídica a empresas brasileiras. "Não vamos pedir, pelo simples fato de que não estamos visualizando nenhum problema com a Argentina", disse. (AE)
presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ampliou à empresa YPF Gás, distribuidora de gás butano e propano, a expropriação de 51% das ações da petroleira YPF, ambas controladas pela espanhola Repsol, de acordo com um decreto publicado ontem no Boletim Oficial. "A declaração de utilidade pública da maioria acionária da YPF implica em idêntica medida com relação à Repsol YPF Gás S.A. a fim de manter uma produção complementar entre tais empresas, que permitirá garantir os objetivos perseguidos pelo Estado nacional no setor de hidrocarbonetos", diz o decreto, segundo o site do governo. A nacionalização de 51% da petrolífera YPF e da YPF Gas terá um efeito cascata de expropriação de todas as participações da Repsol em empresas instaladas no país e abre questões sobre o futuro das ações dos sócios nestas companhias: Mega, Metrogas, Profertil e Dock Sud. O caso da Mega interessa diretamente à Petrobras Argentina, já que a subsidiária da estatal brasileira possui 34% da companhia que produz derivados de gás natural usados como matéria-prima na indústria petroquímica. A YPF é dona de 38% da Mega e a Dow Chemical tem 28%. A Standard & Poor's rebaixou ontem o rating corporativo de longo prazo da petrolífera Repsol-YPF de BBB para
A ação pode afetar de forma adversa o clima de investimento para os negócios norte-americanos. MARK TONER, DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA
BBB-. A perspectiva da nota é negativa. O rating corporativo de curto prazo da empresa também foi reduzido, de A-2 para A-3. A nacionalização da YPF vai prejudicar significativamente as métricas de crédito da Repsol, afirmou a agência de classificação de risco. Erro – A decisão da Argentina de expropriar 51% das ações da espanhola Repsol na petrolífera argentina YPF "foi um erro", afirmou ontem o presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, na abertura da assembleia anual do Bird e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. Este, segundo ele, "é um sintoma de que vamos ter de vigiar se, sob pressão econômica, os países optarão por políticas autárquicas ou mais nacionalistas e protecionistas". O ministro espanhol de Relações Exteriores, José Manuel García-Margallo, voltou a criticar a decisão argentina. "Estou convencido de que a decisão do governo argentino pode servir para dissimular suas
carências no inverno austral, mas em breve se provará que uma política de isolamento do mundo é a pior política que se pode ter no século 21", afirmou García-Margallo. EUA – O governo dos Estados Unidos se manifestou ontem sobre a polêmica. Entrou em contato com o governo da Argentina para expressar sua preocupação sobre a decisão de expropriar 51% do capital da companhia petrolífera YPF. O contato aconteceu por meio da embaixada americana em Buenos Aires, disse o portavoz adjunto do Departamento de Estado, Mark Toner. "Este tipo de ação pode afetar de forma adversa o clima de investimento para os negócios norte-americanos, para outros negócios, e para as companhias de outros países", ressaltou o porta-voz. Ontem, o ministro José Manuel García-Margallo conversou em Bruxelas sobre o assunto com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que lhe expressou a oposição de Washington à medida do governo da Argentina. Em declarações à imprensa após o encontro, García-Margallo afirmou que Hillary Clinton lhe ofereceu apoio para colaborar conjuntamente em nível internacional com o objetivo de convencer o governo argentino para retificar sua decisão. Segundo o ministro espanhol, Clinton classificou a nacionalização da YPF como uma violação do Direito Internacional. (Agências)
Lagarde manda recado a emergentes A
diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, mandou um recado ontem para os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul): é preciso que os emergentes se acostumem a ter moeda forte. A valorização das moedas nacionais frente ao dólar tem sido apontada pelo governo brasileiro como um problema em termos de competitividade das exportações, e Brasília culpa os Estados Unidos e os países europeus por inundarem de recursos seus mercados. Por outro lado, Washington critica Pequim por permitir apenas uma valorização muito lenta e gradual de sua moeda. "Os países emergentes devem cuidar dos fluxos de capital (que têm recebido) com as ferramentas macroprudenciais (políticas econômicas de prevenção) necessárias. Mas devem aceitar a evolução de suas moedas", afirmou ela. O FMI afirmou mais cedo que levantou US$ 320 bilhões até agora em uma tentativa de impulsionar seu poder de fogo para lidar com a crise da dívida da zona do euro, com a Polônia e a Suíça juntando-se aos esforços. Lagarde disse que recebeu compromissos de US$ 34 bilhões ontem, incluindo US$ 8 bilhões da Polônia e uma "quantia substancial" da Suíça. "Garantir que o Fundo tenha recursos suficientes para lidar com as crises e promover a estabilidade econômica global é do interesse de todos os membros", disse ela. Lagarde espera garantir pelo
Larry Downing/Reuters
menos US$ 400 bilhões em compromissos de autoridades financeiras de todo o mundo, que se reúnem nesta semana em Washington em uma cúpula do G20 (grupo formado pelas principais economias do mundo). Reação – A reação do governo brasileiro foi imediata. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu a afirmação da diretoragerente do FMI de que os emergentes devem ajustar suas moedas, se necessário, ou aceitar a evolução do câmbio. "Acho um equívoco. O Brasil é dos países que mais sofrem com a valorização da moeda. Não estou falando apenas de fatos recentes, mas estou falando dos últimos anos. Nossa indústria tem perdido competitividade, em grande parte, por causa da desvalorização das moedas dos outros países", criticou ontem Mantega, em entrevista após reunião com os demais países do Brics, no encontro em Washington. Mantega disse que o Brasil está provando na prática a eficácia das intervenções no câmbio, uma vez que outros países estão usando a estratégia de desvalorização de suas moedas. "Com intervenções, podemos diminuir essa desvantagem que nossa indústria tem tido a partir do real valorizado." De acordo com o ministro, o Brasil sempre esclareceu sua posição em relação à desvalorização das moedas de alguns países, que gera forte fluxo de entrada de capital em países emergentes como o Brasil. "A cada reunião que nós fazemos há uma
tentativa de cercear esses movimentos de intervenção no câmbio, mas a maioria sempre acaba decidindo que está correta", afirmou. "No nosso caso, a intervenção no câmbio é absolutamente necessária e nós vamos continuar fazendo", acrescentou. Por fim, Mantega criticou a postura de algumas nações de
pedir ajuda financeira aos emergentes, mas se mostrarem resistentes à reforma de cotas do FMI. "Alguns países não têm muito entusiasmo para fazer a reforma. Têm mais entusiasmo para pedir dinheiro para países emergentes do que para levar adiante reforma de cotas", disse o ministro Mantega. (Agências)
Os países emergentes devem cuidar dos fluxos de capital. Mas devem aceitar a evolução de suas moedas. CHRISTINE LAGARDE, DIRETORA-GERENTE DO FMI
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
25 Entre no endereço https://www.facebook.com/chevroletbrasil para conhecer o Chevrolet Sonic (e concorrer a um carro), que chegará ao mercado em maio, nas versões sedã e hatch.
Nº 413
DCARR
CARRERA 911S Divulgação/Vinicius Nunes
E seja rápido. Neste ano, serão apenas 50 unidades do modelo cupê e 15 do cabrio, que custam R$ 639 mil e R$ 699 mil, respectivamente. Ambos com belos 400 cv.
Corra...
CHICOLELIS
G
...as vendas do Porsche começam...
Cupê ou cabrio, o 911S é uma máquina de emoções
...amanhã.
rande ator, o Carrera 911S. Quando você aciona o sistema superesporte (existem três sistemas de força, o normal, o esportivo e este), ele "adivinha" que você quer dirigir com mais emoção e permite alguma liberdade na pilotagem. Então, o 911 finge que derrapa um pouco fazendo com que você se sinta o máximo. Mas se ele "perceber" que as coisas não vão b e m , s i m p l e smente retoma o controle e a curva é vencida sem grandes riscos. Uma delícia! E tudo isso se repete na versão cabrio (conversível), que chega com o cupê ao Brasil. Fora esta ação, usar este módulo superesportivo para pilotar nos faz ouvir um ronco ainda mais forte do motor e, ao pisar forte com o pé direito, gruda-se o corpo ao encosto do banco. Uma sensação indescritível. E como faz curvas o 911S nesta sua nova geração. Ele ganhou entre-eixos um pouco maior, bitolas mais largas na dianteira e na traseira, sendo que a primeira é levemente mais larga que a segunda. Tudo para garantir que você vai se dar bem na pilotagem desta máquina de prazer, que tem freios à altura da sua força motriz, com todos os elementos que garantem a frenagem. O motor que leva a máquina aos 302 km/h e faz 0 a 100 km/h em apenas 4,3s, é um 3.80, com 400 cv, que consome só gasolina Super Plus. A tração é traseira e o câmbio, automático PDK, de sete marchas, com controle eletrônico do diferencial traseiro e PTV Plus (o superesportivo). O Brasil não receberá o mode-
lo com transmissão manual, a não ser que seja feita encomenda específica para esta versão, segundo o presidente da importadora oficial da marca por aqui, a Stuttgart Sportcar, Marcel Visconde. Sobre o IPI – Para o presidente da importadora, a questão do IPI diferenciado para veículos importados por quem não fabrica no Brasil tem dois aspectos distintos. "Primeiro
que ninguém gosta de enfrentar um aumento de preços, tendo ou não posses. Depois – acrescenta – o começo foi um pouco conturbado, com informações confusas". E isto derrubou, e vai manter em baixa, as vendas da Porsche no Brasil neste ano, em torno de 30% na comparação com o recorde de vendas de 2011, quando o nosso mercado absorveu 1.134 modelos da marca. "Mas – acrescenta Marcel – o preço do carro não será o fator principal para que o nosso tipo de cliente compre ou não o seu brinquedo. Ele vai olhar para o seu negócio. Se as perspectivas forem boas, ele compra, caso contrário aguarda mais um pouco."
HONDA CRV
NÃO É MAIS UM SUV Honda acredita que o CR-V agora é um crossover
DCARRO POR AÍ
CITROËN NA OSCAR FREIRE
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ultural, gastronômico, festivo... A Citroën inaugurou, ontem, espaço numa das esquinas mais badaladas da Cidade: Oscar Freire com Consolação. Erguido em três pisos, ele mostrará, com antecipação, os produtos que a marca trará para o Brasil ou carros-conceito. Nesta primeira exibição, o DS3,
modelo esportivo que chegará ao nosso mercado em junho para concorrer com A1 e Mini, na faixa dos R$ 90 mil. O espaço da francesa, que conta com um pequeno restaurante de pratos rápidos e uma livraria com livros raros e exclusivos, também abrigará exposições e será palco de festas promovidas por parceiros.
APRENDENDO SOBRE VEÍCULOS
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edicado a profissionais e leigos do setor automobilístico, o livro Veículos Automotores aborda, entre outros assuntos, temas como recall, inspeção veicular e identificação de componentes do veículo. O autor é engenheiro mecânico, diretor do IBAPE/SP, Hélio Cardoso. Custa R$ 62 em qualquer
livraria no Brasil. Profissionais do setor terão métodos para avaliação, além de explorar casos reais de perícias. Leigos aprenderão a identificar peças dos veículos, com detalhes de cada modelo. Editora LEUD, em parceria com o IBAPE/SP, responde pela publicação .
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om espaço de um utilitário, versatilidade de minivan e dirigibilidade de sedã, o Honda CR-V chega à sua quarta geração com design renovado e ainda mais tecnologia incorporada. Com toda sua renovação, a Honda acredita que o modelo deva passar a ser considerado um crossover e não mais um SUV. Ele recebeu também um novo pacote tecnológico, o mesmo utilizado no recém-apresentado Honda Civic. Importado do México, o crossover renovado chega ao Brasil custando a partir de R$ 84.700 na versão LX 4x2, com transmissão manual de seis marchas. Esta versão de entrada traz, de série, ar-condicionado, freios ABS com EBD, sistema de som com entrada USB, piloto automático, rodas aro 17”, acendimento automático dos faróis, air bag duplo e sistema Econ (que programa parâmetros do carro para que ele se comporte de maneira mais econômica). A versão LX 4x2 também oferece a opção com câmbio automático de cinco velocidades, custando R$ 87.900. Há ainda o Honda CR-V EXL 4x4 que oferece
câmbio automático, ar-condicionado de duas zonas; farol de neblina, central multimídia com navegador e Bluetooth, bancos de couro, air bag duplo, lateral e de cortina, teto solar, sistema de auxílio de partida em ladeiras, controle de estabilidade e de tração. Seu preço: R$ 103.200. O CR-V ficou mais potente. O motor 2.0 litros, que desenvolvia até 150 cavalos na geração anterior, agora passa a entregar até 155 cv de potência a 6.500 rpm e torque de 19,4 kgfm a 4.300 rpm. Além do novo visual e da maior potência, o crossover agora oferece ainda mais espaço para bagagens. O portamalas, com os bancos na posição normal, passou de 556 litros para 589 litros. Rebatidos são 1.146 litros de capacidade. Andando, o CR-V não decepciona. Apesar do tamanho, o grandalhão mantém-se estável mesmo em curvas fechadas. Facilmente se encontra a melhor posição de dirigir e a visibilidade é muito boa. Anderson Cavalcante
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
urismo
Parque Nacional da Terra do Fogo, Argentina: paisagem feita de lagos, florestas e montanhas.
Parque Nacional de Torres del Paine, Chile: a visão dos maçicos da Cordilheira Paine é onipresente.
Fotos: Luciana Muller
DUAS PATAGÔNIAS
Argentina e Chile em uma única viagem. A jornada pela cobiçada região que compreende os dois países começa em Ushuaia, a cidade mais austral do planeta. Boa ideia para a família.
Luciana Muller
A
terrissar em Ushuaia é uma experiência interessante. Pela janela do avião você se vê em meio a imensas montanhas. O piloto faz manobras de um lado para o outro e quando você pensa que vai cair, está deslizando pela pista do aeroporto. É exatamente aqui, na capital da Terra do Fogo, na Argentina, que iniciamos nossa jornada em família por um dos lados mais belos da Patagônia. Detalhe: esta é uma viagem para crianças a partir de 10 anos de idade. Por muitos anos relegada ao “fim do mundo”, por conta de sua localização, a pouco mais de mil quilômetros da Península Antártica, Ushuaia atrai turistas em busca de história e aventura. Caminhar pela orla do porto, com vista para o lendário Canal de Beagle e perambular pela Calle San Martin, entre lojas, cafés, chocolaterias e restaurantes, são as formas de explorar o lado “urbano“. Na visita ao Presídio e ao Museu Marítimo, há o contato com o passado, mas a viagem no tempo só estará completa a bordo do Trem do Fim do Mundo. Enquanto cruzam cenários bucólicos, os passageiros aprendem sobre a história dos nativos e dos prisioneiros que abriram a estrada de ferro. As paisagens do Parque Nacional da Terra do Fogo chegam a tirar o fôlego, com seus lagos, florestas e montanhas. A 11 km
Trem do Fim do Mundo (acima) é uma viagem ao passado, assim como o Museu Marítimo e Presídio (ao lado). Ushuaia (abaixo) reúne lojas, cafés e restaurantes.
do centro, a dica é alugar um carro e passar o dia lá. Na portaria, pegue o mapa com informações sobre trilhas e atrações. Passeios marítimos – Outro programa imperdível é a excursão marítima pelo Canal de Beagle, com paradas na Ilha dos Lobos, no Farol do Fim do Mundo, o último do lado argentino antes do continente Antártico, e, por fim, na Ilha dos Pássaros, habitada por corrmoranes (ave parecida com o pinguim). O tour para a Pinguinera Martillo também é concorrido e inclui a visita à Estância Harberton, a mais antiga da Terra do Fogo. E não pode faltar um passeio em off-road pelos lagos. Um dos roteiros passa pelos lagos Escondido e Fagnano. A aventura termina com uma curta caminhada até um rancho onde é servido o churrasco portenho. Quando chega o inverno, a
temporada de esqui em Cerro Castor, em Ushuaia, é uma das mais longas da América do Sul – chega a se estender até outubro. O centro possui uma das melhores neves esquiáveis deste lado do continente americano. A pequena estação do Glaciar Martial fecha antes, mas lá o principal atrativo é subir de teleférico e admirar a vista da cidade e do Canal de Beagle. Rumo a Punta Arenas – Navegar pelos fiordes patagônicos era um desejo antigo. Com o navio Via Australis, tornou-se realidade por três noites de Ushuaia a Punta Arenas, no Chile. A bordo, participamos de palestras, filmes, documentários e exposições de fotos que nos contaram sobre a cultura, a história, fauna e flora patagônicas. O roteiro
inclui desembarque no Cabo Horn, o ponto mais meridional da América do Sul, onde se encontram os oceanos Atlântico e Pacífico; e na Baía Wulaia, por onde passou Charles Darwin em sua viagem no HMS Beagle. Nos surpreendemos com a imponência das geleiras, chegando bem próximos dos glaciares Piloto e Nena, e na parada mais esperada, na Ilha Magdalena, ficamos pertinho dos pinguins. Às margens do Estreito de Magalhães, Punta Arenas foi o mais importante porto de navegação entre o Atlântico e o Pacífico até a abertura do Canal do Panamá. A arquitetura do centro histórico reflete a influência europeia e se concentra ao redor da Plaza de Armas. Caminhar pela orla é um passeio gostoso. Os piers ficam repletos de aves e exibem belas visões com os navios ao fundo. Vale a pena, ainda, visitar o Museu Salesiano, um dos mais importantes de toda a Patagônia. Torres del Paine – Mas a estrela-maior da face chilena é o Parque Nacional de Torres del Paine e o único hotel lá dentro, Explora Salto Chico, que organiza os passeios a pé e a cavalo. São muitas as opç õ e s p a r a e xp l o r a r o p a rque, que tem 250 quilômetros de trilhas demarcadas. E por onde quer que você ande, há a visão dos maciços da Cordilheira Paine. Uma das grandes atrações dali é o Glaciar Grey. Há várias maneiras de avistá-lo: em uma caminhada de 12 km, que leva até bem perto do glaciar, pois pega-se um barco até a base. Ou, para os menos dispostos, travessia de barco e caminhada curta até a praia,
A bordo do Via Australis, há palestras, filmes e exposições sobre a Patagônia. Na Ilha Magdalena, é possível ficar pertinho dos pinguins.
É só escolher: cavalgada pelos caminhos de Torres del Paine (acima) ou trekking leve até o Lago Nordenskjold, também no parque.
de onde se avistam icebergs e de longe, o glaciar. Há, ainda, a caminhada até a base, mas é preciso um razoável preparo físico para encarar os 18 km. Para quem está acompanhado de crianças, as caminhadas até o Lago Nordenskjold e o Lago Sarmiento (6 km e 4 km, respectivamente) são perfeitas. A água verde esmeralda do Nordenskjold estende-se abaixo do maciço, um cenário espetacular! O Sarmiento, maior lago do parque, tem suas águas num tom azul intenso, margeadas por trombolitos, uma formação de carbonato cálcio que confere ao
local uma beleza especial. No último dia no Hotel Explora Salto Chico, participamos de um churrasco com mais hóspedes no Quincho (uma espécie de rancho), de frente para as torres. Ouvimos falar que a comida une os povos. Ali se juntaram cristãos, árabes, judeus, ateus, e gente dos cinco continentes, trocando gentilezas e experiências, e claro, aproveitando as delícias da culinária patagônica. Cena de um mundo ideal. Luciana Muller viaja sempre com o marido e o filho. Confira no www.familiamuller.com.br
RAIO X COMO CHEGAR De São Paulo, voo para Ushuaia, via Buenos Aires, pela LAN (www.lan.com) ou a Aerolineas Argentinas (www.aerolineas.com). A partir de US$ 850 ida-e-volta. Travessia Ushuaia-Punta Arenas pela Cruceros Australis (www.australis. com). De lá para Torres del Paine, são quase 400 km, que podem ser feitos com o transfer do Hotel Explora Salto Chico. ONDE DORMIR Ushuaia Cilene del Faro Suites & Spa: Calle Yaganes, 74, www.cilenedelfaro.com/. Bem localizado e excelente opção para a família. Apartamentos com dois quartos, varanda, cozinha e sala. Diárias sob consulta. Hosteria Rosa de os Vientos: Calle Roca, 533, www. hrosadelosvientos.com.ar. Charmosa hosteria familiar de onde se tem bela vista para as montanhas e o porto. Diárias a partir de US$ 136. Bed & Breakfast La Casa de Tere: Rivadavia, 620, www.lacasadetere.com.ar. Só cinco quartos e a simpatia de dona Tere. Diárias sob consulta. Punta Arenas Hotel Plaza: José Nogueira,
1116, www.hotelplaza.cl. De frente para a Plaza de Armas e quartos confortáveis. Diárias a partir de US$ 120. Torres del Paine Explora Salto Chico: reservas no Brasil pelo tel. (11) 38053726, www.explora.com. Quatro noites a partir de US$ 3.760, com refeições e passeios e traslados. ONDE COMER Ushuaia Restaurante Tia Elvira: Av. Maipú 349, www.tiaelvira. com. O proprietário recebe os clientes e a experiência gastronômica é ótima! Gustino: Av. Maipú 505, www.gustino.com.ar. Sabores regionais com sofisticação. Maria Lola Resto: Gbor. Deloqui, 1048, www.marialolaresto.com.ar. A vista é para a cidade e o Canal de Beagle é um dos atrativos. PASSEIOS Ushuaia Tolkeyen Patagonia: www.tolkeyenpatagonia.com. Navegação às Ilhas dos Pássaros e dos Lobos e Farol do Fim do Mundo. Pira Tour: www.piratour. com.ar. A única empresa com autorização para desembarcar turistas na Pinguinera Martillo. Canal Fun: tel. (54-2901) 437-395. Off-road pelos lagos. Trem do Fim do Mundo: www. trendelfindelmundo.com.ar.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
Afrobeat com a Banda Antibalas, de Nova York.
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Jason Gardner/Divulgação
Inspirado no estilo do saxofonista e tecladista nigeriano Fela Kuti (inventor do afrobeat), o grupo novaiorquino Antibalas solta a verve em músicas como Si, Se Puede. Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Avenida Emílio Carlos, 3641. Tel.: 3984-2466. Sábado (21). 18h. Grátis.
PARA TURBINAR O OUTONO
SHOW PALCO, PISTAS, ALTA TENSÃO.
d
cultura
BOB DYLAN
De volta a São Paulo. Blowin´ in the Wind já era. André Domingues Fotos: Arquivo DC
Expressão do astro introspectivo (acima). Ao lado, passeio em ruas cariocas, no começo da semana.
Nana Tucci/AE
C
ada vinda de Bob Dylan ao Brasil, a exemplo da atual turnê, que o traz a São Paulo neste fim de semana, revive um paradoxo chocante. De um lado, tem todo o auê que acompanha as apresentações das estrelas internacionais, indo desde as descrições voluptuosas dos iogurtes de morango e champanhes Perrier-Jouët, pedidos para o seu camarim, e até as fotos de colunáveis que conseguiram um bom lugar para verem ou serem vistos na plateia. De outro, tem o tipo arredio de Dylan, calado e esquivo, tentando cortar a qualquer custo os fanáticos, os paparazzi ou os oportunistas de plantão. O personagem que Bob Dylan encarna é realmente diferente da maior parte dos pop-stars internacionais que têm aportado por aqui. Para começar, ele sobe ao palco discretamente e não arrisca um "Boa noite, São Paulo!" em mau português. Também não costuma agradecer aos aplausos entre as músicas e nem se preocupa em dar bis. Fica clara a mensagem: "Não estou aqui para fazer média". A recusa ao oba-oba se reforça, ainda, pela rigorosa proibição de fotos e gravações particulares (para isso, contudo, há uma outra explicação: circulam no mercado negro mais de vinte discos piratas de Dylan, feitos a partir de gravações clandestinas).
Até mesmo o repertório de Bob Dylan parece ser feito mais para si mesmo do que para quem assiste. O grande clássico Blowin´ in the Wind, por exemplo, não deve aparecer - para a tristeza do senador Eduardo Suplicy -, assim como Lay, Lady, Lay e muitos outros standards do seu repertório. Isso não chega a ser surpresa, pois seus fãs já sabem que nada é mais distante de Dylan do que fazer um show do tipo Greatest Hits. Vale notar, inclusive, que o roteiro deste fim de semana até está generoso, trazendo um certo número das mais manjadas, como LeopardSkin Pill-Box Hat, Knocking On Heaven's Door, Highway 61 Revisi-
ted, All Along the Watchtower e Like a Rolling Stone. Mesmo com essa lista familiar, porém, o público não deve esperar a facilidade conciliadora de sair cantando junto com o ídolo ao longo do show. Afinal, em seu modo imprevisível de interpretar, Dylan costuma transformar as canções ao ponto de derrubar do compasso qualquer um que se guie pela memória das suas an-
tigas gravações. Afora as particularidades do estilo e as idiossincrasias de Dylan no palco, há mais um elemento que o torna absolutamente único entre os astros internacionais que têm vindo ao País: a sua profunda influência na cultura brasileira. Afinal, a combinação explosiva que criou entre o rural e o urbano, que atualizava a cultura interiorana por intermédio de um tipo beatnik, despojado e revolucionário, causou grande impacto por aqui. Sua tradução foi numa instigante espécie de cantador eletrificado e deu muitos frutos nos anos de 1970 e 80, nos trabalhos de Raul Seixas, Fagner, Belchior, Alceu Valença, Sá e Guarabyra, Zé Ramalho e Oswaldo Montenegro, entre muitos outros. Assim, falando de personalidades misteriosas do campo, de vagabundos nômades ou de deslocados das metrópoles americanas, Bob Dylan conseguiu o feito de também dizer muito sobre nós, brasileiros. Essa rara influência transnacional o põe, enfim, num patamar especialíssimo, em que estiveram nomes como Frank Sinatra, James Brown ou Bob Marley e que, hoje, talvez, só comporte Paul McCartney.
Bob Dylan. Credicard Hall. Avenida das Nações Unidas, 17981. Tel.: 4003.5588. Sábado (21). 22h. Domingo (22). 20h. R$ 150 a R$ 900.
O que há de enigmático no Exu das 7 Encruzilhadas
D
o fundo do baú tropicalista, entre buzinas do Chacrinha, parangolés e cascas de banana, acabam de sair dois filmes curta-metragem e um CD do enigmático José Agrippino de Paula (1937-2007, foto), acomodados no box Exu das 7 Enc ru zi lh ad as do Selo Sesc. Escritor, dramaturgo, cineasta, intelectual, Agrippino foi um daqueles artistas que "se apropriava indiscriminadamente dos meios à disposição para veicular suas ideias", conforme anota o diretor regional do Sesc-São Paulo, Danilo Miranda, no encarte de apresentação. Na contramão desse irrefreável desejo de expressão, contudo, ele foi também um homem re-
cluso, avesso à exposição midiática. O material de Agrippino agora revelado consiste num disco de experimentação sonora em cima de bases de candomblé e dois documentários sobre rituais religiosos de tribos do Togo e do Daomé (atual Benin). Neles, o autor do ousado romance PanAmérica se embrenhou numa busca panafricanista, à procura dos arquétipos do inconsciente coletivo afrobrasileiro. Dos três produtos, o CD é o de menor interesse. Somam-se nele a precariedade técnica da gravação com a gratuidade do experimentalismo desenvolvido, basicamente reduzido ao uso de gritos, vocalises desafinados,
ruídos e efeitos. O próprio Caetano Veloso, fã de carteirinha de Agrippino, declara, ao final, que diria ao amigo: "Zé, eu não gostei muito, não tá muito bem feito..." A iniciativa, de toda forma, foi corajosa e teve méritos em momentos como as faixas 5 e 6 (sem nome). Os filmes, por outro lado, são bonitos e de valor inquestionável. Neles, Agrippino coordenou o uso da câmera para que não refletisse o olhar do documentarista comum, mas de um participante real dos ritos. Criou, assim, uma boa experiência de imersão para o expectador, apenas ocasionalmente rompida com cenas externas destinadas a fundir o ritual e o
cotidiano dessas comunidades. A revelação do novo material não permite decifrar José Agrippino de Paula, é verdade, mas colabora bastante para se conhecer a amplitude das suas ideias e realizações. A tarefa de entendê-lo cabe mais aos outros dois vídeos-documentários do volume do DVD e ao libreto encartado, que traz duas dezenas de depoimentos, dados por gente de peso como Arnaldo Antunes, Jorge Bodansky, Mário Prata, Tom Zé, Stênio Garcia e a própria curadora do projeto, Lucilla Meirelles. Seja por um lado, seja por outro, sua obscura memória vai retornando merecidamente à luz. (AD)
Ska, com sons da Jamaica.
O
rquestra Brasileira de Música Jamaicana mistura abertura da ópera O Guarani, de Carlos Gomes (foto), com clássicos da MPB como Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu) e Carinhoso (Pixinguinha). Estúdio Emme. Avenida Pedroso de Morais, 1036. Tel.: 3031-3290. Sábado (21). 23h. R$ 40.
Jazz Sinfônica no Parque
S
ob a batuta de João Maurício Galindo, com solos do trombonista e clarinetista Nailor Azevedo (Proveta), presta homenagem a Pixinguinha (foto). No programa, clássicos como Um a Zero e Urubu Malandro. Auditório do Parque do Ibirapuera. Portão 2. Tel.: 3629-1975. Sexta (20). Sábado (21). 21h. R$ 20.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Conexões coreográficas no palco do Sesc Espetáculo Kikar, do coreógrafo Nir de Volff, reúne no Sesc Pinheiros bailarinos brasileiros e alemães. Rua Paes Leme, 195, tel.: 3095-9400. Sexta (20) e sábado (21). R$ 8 a R$ 32.
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Divulgação
cultura
A saga dos cangaceiros, em livro e DVD. Marcus Lopes Fotos: Reprodução
O
Em sentido horário: Lampião em um momento de leitura; o cangaceiro Corisco; o grupo de policiais que matou o bando de Lampião; cartão de visitas de Virgulino Ferreira; grupo de volantes (policiais) e cangaceiros em posição de ataque.
Domingo com música de câmara e sinfonias
A
Orquestra de Câmara da Osesp leva aos ouvintes obras do brasileiro Egberto Gismonti e dos americanos Andrew Cadima e John Adams (foto), sob a regência de Wagner Polistchuk, que é, também, primeiro trombonista da Sinfônica do Estado. Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes. Tel.: 3223-3966, Domingo (22). 17h. R$ 54 a R$ 62.
Ainda na Sala São Paulo, no domingo (22), às 11h, o violinista lituano Julian Rachlin dirige a Sinfônica Heliópolis. Programa triplo: Concerto para Violino de Orquestra Nº 5 em Lá Maior K. 219, de Mozart (solo de Rachlin); Sinfonia Nº 35 em Ré Maior K, 385 - Haffner, t ambém de Mozart; e Sinfonia Nº 4 em Lá Maior Op. 90 - Italiana, de Mendelssohn.
bando de Lampião está fazendo barulho de novo. Desta vez, em dezenas de fotos que formam um dos mais completos álbuns iconográficos do movimento de bandoleiros que agitou o sertão nordestino nas primeiras décadas do século 20. Recém-chegado ao mercado, Iconografia do Cangaço (Editora Terceiro Nome, 216 páginas, R$ 120) mostra como funcionava o movimento que apavorou a população nordestina e tirou o sono dos governantes da época. Além das imagens, a edição inclui um DVD com um filme de imagens raras de Virgulino Ferreira da Silva e seu bando, feito pelo fotógrafo libanês Benjamin Abrahão, que também é o autor de várias das fotografias feitas na caatinga. Organizado por Ricardo Albuquerque, um dos grandes méritos do livro é explicar como, apesar dos muitos líderes que despontaram no movimento (Antonio Silvino, por exemplo), Lampião foi o único que construiu um mito em torno da própria imagem, conquistando tanto o pavor da população como o respeito dos coronéis nordestinos, passando pela ira dos governantes e policiais que não conseguiam capturá-lo. Sua cabeça chegou a valer 50 contos de réis, um dinheirão para a época, mas nem por isso ele evitava expor sua imagem. Pelo contrário. Adorava se autopromover tirando fotos com seu bando por onde passava e concedia várias entrevistas para os jornais. O mito também era alimentado pela vasta literatura de cordel dedicada ao tema e ao personagem famoso. Resumindo, Lampião era um belo marqueteiro da própria imagem. Ele era tão bom nisso que suas mazelas correram o mundo e saíram até no prestigiado jornal
The New York Times. Vaidade ou estratégia? As duas coisas, conforme explica o jornalista, escritor e pesquisador de cangaço Moacir Assunção, que assina dois textos do livro. "Quando ele viveu, os meios de comunicação já existiam em abundância e ele era muito vaidoso", explica Moacir Assunção, em entrevista ao Diário do Comércio. "Além disso, percebeu e importância da imprensa e da fotografia para divulgar sua imagem e manter-se em segurança, demonstrando poder e força. Os cangaceiros anteriores não tinham muita noção disso e, além do mais, viveram em uma época diferente, sem aparato de comunicação", completa o pesquisador. Apesar do foco em Lampião, o organizador da obra não descuidou em mostrar que o movimento teve outras passagens e líderes importantes, como Corisco, Zé Sereno, Luiz Padre e Sinhô Pereira, este último considerado por Lampião o cangaceiro mais valente de todos os tempos. Os autores também explicam os fatores políticos e sociais que levaram à decadência do cangaço. Um deles foi o desgaste natural e a resistência aos tempos modernos. "A própria modernidade conspirava contra. Lampião detestava estradas e chegou a matar vários trabalhadores que as construíam. Tinha a noção de que pelas estradas passariam os volantes (policiais). Jamais conseguiu obter metralhadoras, o seu grande sonho, e acabou morto por duas delas", explica Assunção, citando o cerco mortal na Grota de Angico, em Sergipe, em 29 de julho de 1938, data em que o bandoleiro foi morto em uma emboscada pela polícia e entrou definitivamente para o imaginário popular.
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Orquestra Experimental de Repertório, celeiro de bons músicos, faz mais um espetáculo da série Cinema em Concerto. Sob a regência de Jamil Maluf (foto), apresenta trilhas dos filmes O Desprezo, do francês Jean-Luc Godard, e Tess, do polonês Roman Polanski. Os compositores são George DeLerue (Godard) e Philippe Sarde (Polanski). Narração do ator Tarcísio Filho. Teatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo. Tel.: 3397-0327. Sábado (21). 20h. Domingo (22). 17h. R$ 20 a R$ 60.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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cultura
O SÉCULO DO SANTOS FC Em livro precioso para torcedores fanáticos, extensivo a todos os interessados em futebol. Renato Pompeu
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o completar um século de vida, o Santos FC ganha um presente precioso, extensivo aos torcedores santistas e a todos os interessados em conhecer mais o futebol brasileiro: o livro Santos 100 anos - 100 jogos, 100 ídolos, um belo álbum de luxo, com profusas ilustrações cuidadosamente escolhidas tanto por seu conteúdo informativo como por seu valor estético. O texto é de autoria de dois consagrados jornalistas esportivos, Celso Unzelte, também professor na Faculdade Cásper Líbero, que publicou livros sobre o Corinthians, Palmeiras e Flamengo, comentarista da ESPN e colaborador do DC, e Odir Cunha, que ganhou duas vezes o Prêmio Esso de Informação Esportiva, em 1978 e 1979, escritor de vários livros sobre o Santos. É um lançamento da Editora Gutenberg, oficializado pelo Santos FC. Os cem anos do Santos são narrados no livro em blocos de dez em dez anos, na descrição de cem dos mais importantes jogos do Santos, com destaques para cem dos maiores craques que atuaram nessas partidas. Deve-se ressaltar que Pelé não está incluído entre esses cem ídolos, pois recebeu um espaço inteiramente dedicado a ele, como hors concours. Na obra se conta que o Santos, antes de ser fundado a 14 de abril de 1912, já tivera um antecessor, também chamado Santos FC, que atuou em 1909 e 1910, mas não foi para a frente, ao contrário de seu glorioso xará. Quando o Santos definitivo foi fundado, o Brasil tinha 24,5 milhões de habitantes, o estado de São Paulo pouco mais de 3,5 milhões e, a cidade de Santos, 75 mil. No mesmo dia, um domingo, naufragava o Titanic, nas águas do Atlântico Norte. Em poucos dias, começariam em Estocolmo, na Suécia, os Jogos da 5ª Olimpíada, em 1912, que consolidaram definitivamente o esporte no
Na galeria de taças: Copa Intercontinental, anos de 1962 e 1963.
imaginário popular da h u m a ni d a d e c on t em p or ânea. Convocada por três jovens estudantes e comerciários, a reunião daquele domingo contou com a presença de 39 pessoas, na maioria também jovens estudantes e comerciários, e levou mais de oito horas para, entre sugestões como África FC e Concórdia FC, finalmente escolher o nome de Santos FC, exatamente às 22h33. Passariam mais de dois meses antes do primeiro jogo, a 26 de junho de 1912, o primeiro dos cem jogos registrados no livro, em que o Santos venceu por 2 a 1 um Combinado Santista selecionado especial-
mente para a ocasião. No entanto, esse foi um jogo-treino; o primeiro jogo oficial do Santos ocorreu contra o Santos Athletic C l u b , a 1 5 d e s etembro de 1912, com vitória também do Santos FC por 3 a 2. Iniciava-se ali a história oficial de mais de 12 mil gols do Santos, o clube que mais marcou gols em toda a história do futebol mundial. O primeiro ídolo do Santos foi o ponta-direita Millon, Adolpho Millon Junior, que em 111 jogos, de 1912 a 1922, marcou 46 gols. Na lista escolhida por Celso Unzelte e Odir Cunha, o segundo grande jogo do Santos inauguraria a sua rivalidade mais famosa, contra o Corinthians, no Campeonato Pau-
lista de 1913: nesse primeiro jogo, o Santos, atuando no Parque Antártica, derrotou o Corinthians por 6 a 3. Também a rivalidade contra o Palmeiras começaria com uma goleada do Santos: 7 a 0 contra o Palestra Itália, em 1915, no Velódromo Paulistano. O livro é assim cheio de histórias interessantes, além de fotos deslumbrantes. Quem foi Urbano Caldeira, que deu o nome ao estádio do clube? Era um catarinense que chegou a Santos, como funcionário da Alfândega, oito meses depois da fundação do clube, foi seu jogador, técnico famoso por ter lançado o chamado Ataque dos Cem Gols (que marcou cem gols em dezesseis jogos no Campeonato Paulista de 1927, com os célebres jogadores Feitiço e Araken Patusca), e dirigente - chegou a vice-presidente - que comandou a construção do estádio, na passagem dos anos 1920 para os anos 1930. A partir daí, se narra a história de glórias do clube brasileiro mais conhecido internacionalmente, cujos pontos altos são a conquista do Campeonato Paulista de 1935, e a fase áurea iniciada ainda antes de Pelé, pois este só começaria a jogar em 1957 e o Santos foi bicampeão paulista em 1955-56 com Formiga, Tite, Zito, Del Vecchio, Pepe, Vasconcelos, todos craques ao nível de Seleção Brasileira. Depois deles e de Pelé vieram Nilton Batata, Juary, Pita, João Paulo, Sérgio Chulapa, Diego, Robinho, Ganso e Neymar, para mencionar só alguns entre dezenas e dezenas de grandes craques. O Santos foi duas vezes campeão mundial de clubes, três vezes campeão da Copa Libertadores, oito vezes campeão brasileiro, cinco vezes campeão do Torneio Rio-São Paulo, dezenove vezes campeão paulista. E o álbum de Cunha e Onzelte está à altura desse histórico de glórias.
O diabo, cansado de ser diabo. Sérgio Roveri
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m um dos diálogos finais da peça Fogo -Fátuo, escrita pelo dramaturgo Samir Yazbek em parceria com o ator Hélio Cícero, o personagem Mefisto, uma das representações do demônio na cultura ocidental, despe-se por alguns momentos do seu arsenal de maldade para confessar que sente inveja do ser humano. Não exatamente das grandes conquistas da civilização, e sim da adorável banalidade que confere algum prazer ao nosso cotidiano - como tomar um café, sentir o frio arder no rosto e depois esperar pelo verão. Isso porque, nas palavras do próprio Mefisto, só o efêmero é digno de ser amado. No espetáculo, que entra em cartaz neste sábado (21) no Teatro do Sesc Santana, as frases confessionais de Mefisto são dirigidas à figura de um escritor em crise, que recorreu ao auxílio do demônio como última tentativa de fazer com que sua obra ganhe relevância aos olhos da sociedade. A parceria entre Cícero e Yazbek extrapolou a tela do computador e chegou ao palco: enquanto que o primeiro dá vida a Mefisto, Yazbek, abandonando um jejum de vários anos, escolheu o personagem do escritor para voltar a atuar. Assina a direção o professor Antonio Januzelli. Fogo -Fátuo é uma leitura modernizada do mito de Fausto, personagem que já apareceu, com diferentes tratamentos, na obra de autores tão distintos como o inglês Ch-
ristopher Marlowe, o alemão Goethe (que precisou de quase 60 anos para concluir a sua versão, editada em dois volumes) e o português Fernando Pessoa. Basicamente, em todas as obras, Fausto é apresentado como um homem que, em troca de conhecimento, aceita vender sua alma ao diabo. O diferencial, neste texto, é que o demônio também se encontra em crise, depois de constatar que a maldade do ser humano atingiu um grau de sofisticação tão elevado que sua figura milenar já não faz mais sentido. O pacto, então, teria de ser assinado a partir de outros termos: mais do que a alma do escritor, Mefisto exige que este reescreva sua história, adaptando-a à perversidade do mundo contemporâneo. A grosso modo, um demônio pós-nazismo e 11 de Setembro. Não por acaso o encontro entre o escritor e Mefisto tem como endereço o palco de um teatro. Fora a presença da plateia, que exerce um papel importante na condução do embate entre os dois personagens, foi num teatro, anos atrás, que Mefisto tomou conhecimento da existência do escritor - numa época em que este ainda não havia sido visitado pela crise criativa e pessoal.
Fogo-Fátuo. Estreia neste sábado (21). Teatro do Sesc Santana. Avenida Luís Dumont Villares, 579. Tel.: 2971-8700. Sexta e sábado. 21h. Domingo. 18h. R$ 20.
Fenômenos da Vila Pelé e Coutinho fizeram da tabelinha um espetáculo à parte. Essa é uma das muitas histórias que Celso Unzelte gosta de contar. Rita Alves
Fotos: Reprodu
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om Santos 100 Anos, 100 Jogos, 100 Ídolos os jornalistas Odir Cunha e Celso Unzelte entram juntos em campo pela segunda vez. A primeira foi no livro O Grande Jogo, título sobre a história dos clássicos entre o Corinthians e o Santos. Dessa vez, Celso Unzelte, autor também de Timão: 100 Anos, 100 Jogos, 100 Ídolos, lançado na época do centenário do Corinthians, escolheu produzir a obra com o colega santista Odir Cunha. "Quando veio o centenário do Santos e a Editora Autêntica resolveu repetir a fórmula dos 100 jogos e 100 ídolos para o Santos, logo pensei no Odir, que é santista e tem vários livros publicados sobre o clube, como parceiro", diz. "Eu escrevi os capítulos até o final da década de 1950 mais o capítulo especial do Pelé. Ele fez de 1960 para cá." Além de Pelé integrar o capítulo tratado por Unzelte, o atleta ainda participa da fase histórica do Santos preferida por ele. "A melhor fase é sem dúvida a da Era Pelé, que vai de 1957 ao início dos anos 70. Nesse período, o Santos alcançou, por duas vezes, tudo que é possível a um time de futebol alcançar, da hegemonia estadual e nacional ao bicampeonato da América do Sul (Libertadores) e do mundial interclubes."
Outro êxito conhecido, visto com desconfiança por alguns torcedores, diz respeito ao fato de o Santos ter alcançado o posto de time brasileiro mais famoso no exterior, posição mantida até hoje, segundo Unzelte. "O Santos é, sim, o time brasileiro mais conhecido no exterior, até porque, já nos anos 60, jogava em tudo que era lugar. Chegou até a parar uma guerra civil na Nigéria, em
1969. Nem mesmo o Barcelona atualmente, com toda essa globalização, conseguiu ainda ser tão universal quanto o Santos foi." Sorte de quem é fã de futebol e pôde ver, dentro desse time universal, dois craques que, na opinião do jornalista, são "simplesmente o maior fenômeno de simbiose dentro de campo em toda a história do futebol mundial". Embora fora
dos gramados os dois jamais tenham se dado bem, esclarece o jornalista". A dupla em questão é formada por Pelé e Coutinho. "Futebolisticamente, os dois se entendiam à perfeição, em infernais trocas de passes que entraram para a posteridade com o nome de 'tabelinhas'. Um parecia adivinhar o que o outro ia fazer." Não é à toa que um deles é conhecido até hoje como rei do futebol. Mas além de Pelé, outros atletas de ouro passaram pelo Santos. Com Pelé fora de campo, Unzelte elege alguns fenômenos. "Antes dele foi Feitiço, o artilheiro do ataque que em 1927 marcou 100 gols mas não conseguiu ser campeão paulista – pelo Santos, Feitiço conseguiu ter mais gols marcados (216) do que jogos disputados (151)", destaca. "Durante a Era Pelé, o grande jogador foi o ponta-esquerda Pepe. Ele mesmo se considera o maior artilheiro do Santos, com 405, porque Pelé não vale. 'Ele é de Saturno, é de outro planeta', diz Pepe. E acho que já dá para dizer que, depois de Pelé, não apareceu ninguém melhor do que Neymar, o menino que conseguiu reconquistar a Libertadores para o Santos." Leia mais em www.dcomercio.com.br
Entre o real e o fictício
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peça vai começar. Mas não será preciso procurar seu lugar na plateia. No espetáculo Uma História Radicalmente Condensada da Vida PósIndustrial o ritual é diferente. A montagem, idealizada por Amanda Lyra e Roberto Taddei (colaborador do DC), une teatro, imagem, áudio e intervenção urbana em um bar da Galeria Metrópole. No local 25 espectadores são orientados, por meio de fones de ouvido, a seguir rumo ao bar Feijão do Norte. A partir de então começa a interação entre público e atores (munidos de microfones de lapela), independente do conhecimento dos frequentadores do bar, criando uma espécie de realidade isolada. O áudio que orienta a movimentação do público foi criado a partir de trechos do livro Breves Entrevistas com Homens Hediondos, do escritor americano David Foster Wallace. Roberto Taddei conheceu a
obra do escritor em 2008, época em que fazia mestrado nos EUA, mas a ideia do espetáculo surgiu somente quando ele mostrou o livro para Amanda Lyra. "Convidamos a Carolina Mendonça para dirigir o projeto e, no início do ano, ganhamos uma bolsa do CCJ da Prefeitura de São Paulo para montar o texto. Daí começamos a trabalhar, pesquisar e criar sobre o texto, o que nos levou para a montagem em um espaço público utilizando microfones para os atores e fones de ouvido para os espectadores", conta. "Não só a locação é ideal, com as linhas modernistas da galeria projetada nos anos 60, como o bar escolhido, o Feijão do Norte, nos recebeu e nos abrigou com muita receptividade." (RA)
Galeria Metrópole. Praça Dom José Gaspar, 106. Bar do Feijão do Norte, 2º andar. Terça (24), quarta (25), segunda (30) e quarta (2). 20h30. Reservas: troca.producoes@gmail.com.
PANORAMAS Exposição Panoramas: a Paisagem Brasileira no Acervo do Instituto Moreira Salles exibe 280 obras, como gravuras, desenhos e litografias, produzidas entre os anos de 1820 e 1920. Museu de Arte Brasileira (MABFAAP). Rua Alagoas, 903, Higienópolis, tel.: 36627198. Terça a sexta, das 10h às 20h. Sábado, domingo e feriados, das 13h às 17h. Grátis.
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Nicolas, depuis 1822 José Guilherme R. Ferreira
uem flanar por Paris à procura de ... Paris, vai certamente encontrar uma dessas lojas com fachada cor de vinho e um letreiro em amarelo: Nicolas. E não à toa. A casa de negócios de vinho, estabelecida no centro de Paris desde 1822, "um ano após a morte de Napoleão", está hoje em mais de 500 pontos na cidade e redondezas, sem contar as mais de 80 lojas que atravessaram o Canal da Mancha a partir de 1989, para conforto dos ingleses. Hoje, a cadeia pertence ao Grupo Castel, iniciado com negociantes e engarrafadores de Bordeaux, no final dos anos 40, e atualmente um dos maiores produtores de vinho do mundo. O jornalista e escritor Frank J. Prial, colunista de vinhos do N Y T i m e s durante 25 anos, escreveu um texto nostálgico em Remembrances of Things – Paris – Sisty Years od writing from Gourmet (Modern Library Food/2005) em que lembra que, até os anos 60, os pequenos triciclos motorizados da Nicolas cruzavam a cidade de cima a baixo entregando vinho, da mesma maneira como o leite era entregue no Brasil, por exemplo. Mas já muito diferente da Paris de Emile Zola (18401902). Comportamento dos tempos do autor de O Ventre de Paris (romance protagonizado por um mercado, Les Halles), ainda nos anos 70 uma lojinha na Rue San Paul, anunciada com o cartaz Vins Du Sud-Ouest, vendia seu vinho em bombas como as de um antigo posto de gasolina. Os números em cada bomba (11, 11,5 e 12) indicavam a dosagem alcoólica de cada vinho. Prial chegou a comprar um pouco de vinho branco para preparar em casa moules marinière. A Nicolas na verdade, foi a primeira casa a vender o vinho não por volume,
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Tomas Rangel/Divulgação
Fotos: Tadeu Brunelli/Divulgação
cultura
Leveza, saúde. Azeite! Lúcia Helena de Camargo creme de gorgonzola e maçã verde – R$ 47,50 na Vila Nova e R$ 41 em Santa Cecília. www.restaurantecosi.com.br
tostada de tartar de salmão com sour cream (R$ 29). O chef Julio Morillo usa azeite das marcas Galo ou Andorinha. www.pedemanga.com.br
O Empório Central, no segundo piso do shopping Cidade Jardim, acaba de incorporar ao cardápio a mousse de chocolate com fio de azeite Quinta de São Vicente. A sobremesa custa R$ 15.
A boutique gourmet Marie Madeleine faz o pão de azeitonas (R$ 45 o quilo) com azeite espanhol extra virgem Ybarra. www.marie-madeleine.com.br
www.emporiocentralsp.com.br
No português Bela Cintra, um destaque entre os pratos com azeite é o arroz de pato (R$ 85). "O azeite dá mais mais leveza, cheiro e sabor nos pratos. Não sei cozinhar sem esse ingrediente. Prefiro o extra virgem nos preparos. Já os demais (puro, virgem e refinado), uso em saladas e vinagrete", diz a chef portuguesa Ilda Vinagre.
Na Prima Bruschetteria, o azeite vai na bruschetta com ovo caipira mexido, farofinha de parma e azeite de trufas (R$ 9,80). O mesmo azeite é usado no risoto de cogumelos, a R$ 24 o pequeno e R$ 38, o grande.
Aquiles Rique Reis
http://primab.com.br
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ineiro de Uberaba, radicado em Brasília, o cantor Leonel Laterza lança o CD Guardados (independente), que tem concepção, produção e projeto gráfico dele. No encarte, logo acima da foto de um molho de chaves envelhecidas pelo uso, ele faz uma oferta para que o ouvinte abra as portas que revelarão os guardados e as emoções que brotarão do seu canto.
www.abelasintra.com.br
No Pé de Manga, o azeite é essencial da
Ainda no encarte, fotos de antigas portas coloniais descoloridas, com ferragens e cadeados encardidos, oferecem-se para serem violadas e revelar a alma de Leonel, que se desvenda através do seu canto atado às memórias fugidias. Para um eficaz resultado do que tinha em mente, ele escolheu um repertório de uma dúzia de belas canções. Como se colocadas atrás de portas imaginárias, elas equivalem a doze guardados a serem revelados. Como se cada uma das músicas correspondesse a doze rosas dos ventos. Cada porta contém um tempo revelador. Cada cenário desnudado é um fragmento de imagem interna. Cada palavra interpreta um instante de vivência. Cada eco reflete o som que desabrocha em revelações. Cada frase musical é um pano de fundo do dia a dia. E a cada canção materializa-se o desejo de abrir-se ao mundo. Nos arranjos, o gesto afirmativo de falar de dores amargas e de alegrias compartilhadas. Nos acordes, um brilho de ingênuo olhar. No ritmo, a busca de um passado que arde em brasa para ser presente. Assim Leonel Laterza fez de sua voz uma lança para atingir pontos futuros. Lança tão
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No alto, capellini ao vinho tinto e salada de tomate e abacate com camarões do Così. E bruschetta com ovos mexidos da Prima Bruschetteria.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)
O retrato da alma certeira que atinge o centro do alvo: os ouvidos de quem é cravado por sua ponta embebida de doces venenos. A afinação, somada à vida a ser narrada pelo cantor, é igual ao mapa que indica caminhos, revelando, pelo encantamento da música, a mais profunda delicadeza carimbada em sutis emoções. E assim Leonel Laterza traça seu rumo diante do vivido. Lançando mão de músicas de gêneros tão vários quanto marcantes, ele foi buscar inspiração em Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho (Alvorada); Ivan Lins e Vitor Martins (Amor); Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins (Se Acaso Você Chegasse), com as brilhantes participações de Rosa Passos e do violonista Lula Galvão; Fátima Guedes (Dor Medonha); Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro (Coração do Mato), na qual Leonel divide o canto com Sérgio Santos; Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro (Estrela da Terra); Tom Jobim (Outra Vez) e mais outras cinco "portas" de igual preciosidade e significado. Inspirado por Rosa Passos, Sérgio Santos e José Luiz Mazziotti (três grandes cantores!), Leonel Laterza se mostra um intérprete de excelentes recursos. Suas divisões são ricas em suingue, sua voz tem entusiasmo criador, tem vigor - ela que sai sem pressa da garganta, certa de que tem o que dizer e, por isso, tudo o que diz cantando vem seguro, vem suave. Assim, de porta em porta aberta, Laterza se deixa saber. Sua interpretação assim o permite, pois ele canta consciente de que deve à música o retrato de sua alma.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
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AO MEIO-DIA Acima, tostada de tartar de salmão com sour cream do Pé de Manga. E pão de azeitonas preparado com azeite espanhol, da Marie Madeleine.
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enos manteiga e creme de leite, mais azeite, peixes e legumes ao vapor: é a tendência em boa parte dos restaurantes paulistanos, que investem na culinária saudável. Os azeites sofisticados ganham terreno também na cozinha caseira. Dados do Grupo Pão de Açúcar apontam crescimento de 33% nas vendas de azeites gourmets no ano passado. Na última semana mais uma marca entrou no mercado brasileiro: o português Quinta de São Vicente. Em garrafas de 250 ml, custará entre R$ 21 e R$ 50. Também acabam de chegar à importadora All Food os azeites espanhóis da Rafael Salgado, vendidos desde garrafas de 500 ml (R$ 12) até embalagem de cinco litros (R$ 128). E o Pão de Açúcar, que já oferece 205 rótulos de azeites premium, agora tem o Cardeal (R$ 20,19) e o Portucale Gourmet (R$ 15,90), ambos em garrafa de 500 ml. A seguir, dicas de alguns pratos e até sobremesas com azeites. No Così, entre os pratos preparados ou finalizados com azeite italiano Costa D'ouro está a salada de tomate e abacate com camarões salteados e pesto de alcaparras, a R$ 31,50 em Santa Cecília e R$ 36,50 na filial da Vila Nova Conceição. E o capellini ao vinho tinto com
mas em garrafas. A casa também tem no currículo o lançamento do Beaujolais Nouveau em Paris e – o mais importante – sempre deu espaço na sua lista de vinhos aos Vin de Pays, selecionados entre os pequenos produtores que trabalham com qualidade e boas uvas. As ações comerciais da Nicolas ao longo de sua trajetória quase bicentenária envolveram inúmeros artistas e cartazistas. Algumas das peças que lembram um pouco da sua história foram reunidas no livro Nectar as Nicolas (Editions Herscher). Num dos cartazes aparece o emblemático triciclo: "Livraisons rapides à domicile". No site da casa é possível encontrar os catálogos dos vinhos comercializados desde 1928.
Roberto That Jazz na Hebraica O espetáculo RobertoThat Jazz será a atração do Hebraica Meio-Dia deste fim de semana. No programa, canções de sucesso de Roberto Carlos, com arranjos jazzísticos. Regência de Mario Tirolli e interpretações de Jerônimo Feitosa, ambos idealizadores do projeto. Domingo (22). Teatro Arthur Rubinstein. Clube Hebraica. Rua Hungria, 1000. Tel.: 3818-8888/8889. Grátis.
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Sobre a Mesa a Sobremesa (2 de 2) Carlos Celso Orcesi da Costa
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partir da etimologia, no artigo anterior concluímos que, nos séculos XVIII e XIX as travessas da refeição principal seriam postas fora da mesa, enquanto o prato final, doces e frutas, então sim, seriam servidos sobre a mesa principal da refeição. Consta ter sido Catarina de Médici, da famosa dinastia de Florença, em 1533, que ao casarse com o futuro rei Henrique II introduziu na França o açúcar e as receitas sofisticadas de sobremesa. Como ensina J. A. Dias Lopes no livro histórico das grandes receitas A Canja do Imperador (ed. Cia. Ed. Nacional, p. 165), naquele tempo "a fama das sobremesas italianas corria a Europa, enquanto a doçaria francesa continuava estagnada na era do mel". A Itália vivia o auge da renascença, tanto que Francisco I (pai de Henrique II) contratou Leonardo da Vinci, Andrea di Sarto e Cellini, famoso artesão de joias e metais. Francisco I niciou a construção do imenso Louvre em Paris e terminou dois grandes castelos do Loire, Fontainebleau e Chambord, este o maior de todos que contém a engenhosa escadaria em dupla hélice (duas escadas em uma, não há turista
Chambord de Da Vinci, o maior. que a desconheça!) projetada por Da Vinci. Francisco I adotou como símbolo a salamandra, que abrindo parênteses cultural aparece na imperdível Sarlat-laCaneda na Dordonha (centro sul da França), a cidade europeia com maior número de edifícios tombados por km². Henrique II teve dez filhos com Catarina, mas devotou seu amor a Diane de Poitiers. Basta dizer que Henrique assinava HenriDiane os documentos oficiais, presenteandoa (ei-nos de volta aos castelos) com o mais bonito de todos, Chenonceau, sobre o rio Cher.
Voltando à rainha gourmet, Dias Lopes conta que Catarina introduziu o hábito do garfo, das verduras como entrada e do serviço dos pratos uns depois dos outros (na Idade Média tudo ficava à disposição dos comensais ao mesmo tempo). O que não significa, como certa vez li, que se comia doce misturado a salgado, indo e vindo. Comer salgado antes do doce é natural e ancestral, pela razão de que o doce satisfaz, contém concentração alta de energia que inibe a fome. Renata Padovani, nutricionista da Unicamp, explica
Chenonceau de Diane de Poitiers, o mais bonito. que o doce disfarça a fome, mas como não contém os nutrientes de que precisamos (que estão na refeição salgada), leva o organismo a procurar comida mais cedo. Daí que o doceiro está sempre querendo "fazer um lanchinho"! Fabio Lerário e o someliê do Bela Sintra propuseram Champagne Pol Roger Blanc des Blancs Vintage 2000 com queijo português Serra da Estrela. Duas raridades da gastronomia que, juntas, não somam três. O Serra da Estrela do leite de ovelha está entre os melhores queijos do
mundo, mas como me dizia Rui Falcão recentemente no Porto, "vocês brasileiros cometem a heresia de comer apenas o recheio, quando em verdade ele deve ser fatiado e comido junto com a casca". A casca (que vem protegida na embalagem, para não sujar) complementa a pasta semimole de sabor amanteigado. Por sua vez o champagne vintage (não blend) e principalmente branco de brancas (apenas chardonnay) ficou aquém do queijo. Não há como fugir do aspecto de que, após as lulas grelhadas na
cataplana, camarão a Bela Sintra e o belíssimo bacalhau à gosto da Mia, o paladar não aceita mais o champagne, cuja característica é salivar a boca, abrir o palato e preparar a refeição por vir. É como voltar duas estações naqueles joguinhos de criança. Por sua vez qualquer queijo servido como sobremesa, para nem falarmos de bolos e doces, fecha o paladar, encerra a sinfonia da refeição. Pelo que a harmonia teria sido adequada com Porto (a harmonização clássica em Portugal) ou, ainda melhor, com Moscatel de Setubal. Notem bem: o Serra tem como característica o perfeito equilíbrio entre acidez e textura amanteigada, não é forte demais como os azuis e nem excessivamente leve como os camembert e brie franceses. Por sua vez o Moscatel de Setubal tem mais perfume que o Porto, acidez viva e doçura equilibrada, mais alegre do que seu austero parente famoso do Rio Douro. Numa imagem, talvez o Moscatel seja feminino e o Porto masculino. A florentina Catarina concordaria comigo que o Serra não combina bem com champagne, assim como ela com Diane de Poitiers.
Fotos: Reprodução
O renascimento
de Giorgio Vasari Virgem das Rochas (Da Vinci), à esq.; A Transfiguração (Rafael), abaixo; A Família Sagrada (Michellangelo), foto em forma de círculo; Criação de Adão (Michellangelo), foto maior.
Felipe Carrilho
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lguns estudos são modernidade europeia e que considerados procurava retomar os padrões fundamentais porque estéticos da antiguidade estabelecem uma nova greco-romana. forma de olhar para o O termo "Renascimento", conhecimento. O que seria, por popularizado com a difusão da exemplo, da cultura clássica sem obra de Vasari, enfatiza o esforço as contribuições de Sócrates, dos artistas do seu tempo no Platão e Aristóteles, os paissentido de resgatarem o passado fundadores da Filosofia? clássico, atravessando, para isso, De modo semelhante, o livro séculos da tradição teocêntrica Vidas dos Artistas, de Giorgio medieval, que os mesmos Vasari, é tido como o marco procuravam superar em suas inaugural das análises sobre pretensões estéticas. história da arte. Publicada É curioso notar, entretanto, a originalmente em 1550, a obra persistência de elementos chega ao mercado brasileiro, em tipicamente medievais tanto nas ótima tradução, lançada pela obras dos artistas analisados por Editora WMF Martins Fontes. Vasari, quanto na própria Nascido em Arezzo no ano de estrutura narrativa do seu 1511, Vasari foi um pintor e estudo. Assim, ao mesmo tempo arquiteto de valor. Seus afrescos em que o leitor é apresentado ao até hoje encantam os visitantes comprometimento de Leonardo de Florença. Notável também é a da Vinci, Rafael, Michelangelo e reforma que realizou tantos outros com a no Palazzo della temática cristã - como, Carovana, em Pisa, por exemplo, no caso que conferiu um dos famosos afrescos aspecto renascentista da Capela Sistina -, à antiga construção Vasari também invoca medieval. a providência divina, Mas foi por meio da os "influxos celestes" palavra escrita que o para explicar a artista italiano ganhou genialidade desses Vasari, pintor, maior notabilidade. Ao personagens arquiteto, autor de históricos. registrar a história dos biografias sobre maiores gênios da sua Vidas dos artistas, artistas italianos. desse modo, pode ser época, com especial destaque para lido em pelo menos Michelangelo, Vasari inscreveudois níveis. Serve, por um lado, se no rol dos grandes como um excelente manual tanto temperamentos do século XVI. para o público amplo, que Esta edição de Vidas dos procura dar os primeiros passos Artistas reproduz integralmente no assunto, como para o texto original, conta com o especialistas em história da arte, prefácio do renomado estudioso que por acaso ainda não se Giovanni Previtali e apresenta detiveram nas pesquisas mais cuidadosas notas de rodapé, que remotas. Por outro lado, o livro permitem ao leitor familiarizar-se pode se tornar um documento com o contexto político e social histórico que permite análises do período abordado. mais abrangentes, que Trata-se de uma espécie de considerem as avaliações de ensaio enciclopédico a respeito Vasari sobre os artistas que da trajetória dos principais retratou não apenas como um artistas que marcaram o juízo individual do autor, mas Renascimento, movimento como fragmentos da cultural que atravessou a mentalidade de uma época.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
ESTREIA Diário de um Jornalista Bêbado, com Johnny Depp. Romance de Hunter S. Thompson. NOSTALGIA Cantando na Chuva, com Gene Kelly, e o primeiro Scarface: no festival do Olido.
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cultura
Vinny Filmes/Divulgação
A
postando na difundida ideia de que jornalistas são pessoas que consomem muito álcool (não de todo infundada), mais um filme foi feito tomando essa tese como parte importante da trama. Diário de um Jornalista Bêbado traz Johnny Depp na pele do repórter americano Paul Kemp que, com a carreira em decadência, vai trabalhar no jornal The San Juan Star, em Porto Rico, nos anos de 1950. Baseado no romance de mesmo título escrito por Hunter S. Thompson (1937-2005), o filme mostra com esmero as belezas naturais de Porto Rico, país que desde 1898 pertence aos EUA (antes, era posse da Espanha), e na época da ambientação do filme funcionava como uma espécie de playground americano – assim como Cuba até 1959 (ano em que Fidel Castro assumiu o poder). Embora consumindo rum em quantidade (ele toma 161 garrafinhas do frigobar do hotel em apenas dois dias) e fumando sem parar, o jornalista – com ambições a escritor – começa a notar nos arredores fatos que não condizem com o retrato de paraíso tropical. Há, por exemplo, crianças morando dentro de carros abandonados em uma espécie de lixão. Quer
Johnny Depp vive o decadente repórter Paul Kemp: trabalho misturado com muito álcool e cigarros. Em Porto Rico, nos anos de 1950.
Alucinações de uma mente turva de álcool Lúcia Helena de Camargo escrever a respeito disso no jornal. Mas o diretor, Lotterman (Richard Jenkins), se recusa a publicar histórias tristes de pessoas pobres, porque, alega ele, os anunciantes preferem suas propagandas junto a notícias leves. O jornal é dirigido a americanos em férias, que o folheam esperando ler amenidades, como o vencedor
do campeonato de boliche. Paul vai morar com dois colegas mais beberrões do que ele. Na casa caindo aos pedaços, suja de doer, por algum motivo eles mantêm na sala uma bandeirola com a suástica, além de discos com músicas da Alemanha nazista. Um deles mantémi galos em gaiolas, pois ganha um dinheirinho extra
organizando brigas de galos. O outro toma doses colossais de um destilado caseiro e sai desferindo verdades absolutas a quem estiver por perto. Uma mulher bonita sempre esquenta a trama. Assim, Paul encontra Chenault (Amber Heard), que a princípio imagina ser uma alucinação de sua mente turva pelo álcool. Pensa que se
trata de uma sereia, já que ela surge do mar. Paul começa a se apaixonar por Chenault e descobre que ela é noiva de Sanderson (Aaron Eckhart), empresário respeitado da cidade. O figurão se interessa pelas habilidades literárias do repórter, chamando-o para uma empreitada não exatamente dentro da lei. A partir daí prepare-
se para dilemas morais, promessas cumpridas ou não de sexo, uma inusitada perseguição de carros velhíssimos e, claro, mais sequências de ressacas. Em uma dessas o jornalista toma água do aquário. Com os peixes ainda dentro dele. Este é o segundo filme baseado na obra de Thompson no qual Depp atua. O outro foi Medo e Delírio (1998). Que Johnny Depp é um ator consistente e maduro não há dúvida. Sua primeira especialidade é interpretar à perfeição os tipos bizarros criados por Tim Burton, como Edward Mãos de Tesoura; o chapeleiro maluco de Alice no País das Maravilhas, o alucinado dono da fábrica em A Fantástica Fábrica de Chocolate. E a segunda coisa que faz bem é viver na tela homens parecidos consigo mesmo. Paul Kemp parece ser uma versão mais pobre e exagerada de Depp, que também é conhecido por fumar bastante e beber em certa quantidade. A comédia tem altos e baixos, mas graças ao ator, é entretenimento razoável para o fim de semana.
Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary, 2011, Estados Unidos, 120 minutos). Direção: Bruce Robinson. Com Johnny Depp, Amber Heard, Aaron Eckhart.
CLÁSSICOS A R$ 1 Longas e curtas eternos para ver ou rever. No Centro da Cidade. Fotos: Arquivo DC
Scarface, de 1932, com direção Howard Hawks.
Os Homens Preferem as Loiras: Marilyn e Jane Russell.
Cantando na Chuva: clássico com Gene Kelly, sobre a transição do cinema mudo para o falado.
Kes: David Bradley é menino que treina um falcão.
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omeça nesta sexta (20), no Cine Olido, a mostra Clássicos Reencontrados, que vai exibir filmes restaurados, no formato 35 mm. Segue até o dia 29, com ingressos a R$ 1. Entre os destaques da programação está Viagem à Lua (Le Voyage dans la Lune, França, 1902), dirigido por Georges Meliès (1861-1938), precursor dos efeitos especiais no cinema. Homenageado em A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, o filme, que retrata uma fantástica expedição ao satélite da Terra, buscou inspiração nos romances Da Terra à Lua, de Julio Verne, e Os Primeiros Homens na Lua, de George Wells. O curta, de 14 minutos. será seguido nas sessões por Cantando na Chuva (Singin'in the Rain, EUA, 1952), com Gene Kelly e Debbie Reynolds. O mote da trama é a transição do cinema mudo para o
O Portal do Paraíso: amor e disputas no velho oeste.
falado. A atriz tem uma voz medonha, então é preciso um plano para resolver o problema. Exibições no domingo (22), às 15h e quinta (26), às 19h30. Também no domingo (22), às 17h, passa O Portal do Paraíso, (Heaven's Gate, EUA, 1980), dirigido por Michael Cimino. O faroeste traz o pistoleiro (Christopher Walken), o xerife (Kris Kristofferson), fazendeiros e a moça apaixonada (Isabelle Huppert). No elenco, John Hurt, Jeff Bridges e Mickey Rourke. A dica para sábado (21), às 17h, é Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes, EUA, 1953). Howard Hawks dirige a comédia na qual Marilyn Monroe e Jane Russell são coristas e melhores amigas, que são seguidas por detetive em uma viagem de navio. Kes (Reino Unido, 1969), de Ken Loach, traz David Bradley no
papel do menino de bairro pobre, que sofre maus tratos em casa e é ridicularizado na escola. Para escapar dessa realidade, ele treina um falcão. Sábado (21), às 19h30. E dia 29, às 17h. Serão exibidos ainda Uma Aventura na África (African Queen, EUA, 1951), de John Huston. Com Humphrey Bogart e Katharine Hepburn. Quarta (25), às 19h30 e domingo (29), às 15h. E Scarface, EUA, 1932), filme de gângsteres dirigido por Howard Hawks, refilmado em 1983, com Al Pacino como protagonista. Sexta (20) e sexta (27), às 19h30. O evento do Olido presta homenagem ao festival italiano Cinema Ritrovato, que acontece há 26 anos em Bolonha, reunindo pesquisadores, restauradores e cinéfilos na principal praça da cidade, a Piazza Maggiore. (LHC) Programação completa em www.prefeitura.sp.gov.br/cultura
Viagem à Lua, de Georges Meliès: fantástica expedição ao satélite da Terra inspirada em Julio Verne.