São Paulo, sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
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Diante do Castelo da Cinderela na Disney World, em Orlando, o presidente Barack Obama anunciou que a emissão de vistos para brasileiros e chineses ficará 40% mais rápida. Obs: os EUA já perderam US$ 606 bi e 476 mil empregos com atrasos nos vistos. Pág. 11
Número de vistos para brasileiros deve ir de 820 mil para 1,8 milhão.
1 milhão de chineses com vistos no último ano fiscal. Agora, serão 2,2 mi.
Conclusão: 23h45
Ano 87 - Nº 23.546
Jornal do empreendedor
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PASSAPORTE PARA O SONHO AMERICANO
Visita ao Salão de Detroit. A partir do pôster vencedor.
Impostômetro chega hoje a R$ 100 bi
Estudante do ensino médio atrai visitas para o Salão que recuperou o prestígio. Veja os carrões: pág. 17
O Leão, 10% mais voraz. Pág. 13
Kevin Lamarque/Reuters
Tiago Queiroz/AE
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A britânica Rosie é Animale Atriz, eleita a mulher mais sexy do mundo em 2011, desfilou para a grife no primeiro dia da SPFW. Pág. 16 Mário Tonocchi/DC
Chico Ferreira/LUZ
VIRADO DOS 458 ANOS Além de um presente gastronômico, a Cidade ganha exposições (acima) que ressaltam suas cores e personalidade; shows, documentário sobre Tom Jobim, e a estreia de Tintim, o repórter peralta, obra de Spielberg. No palco, Festim Diabólico. Leitura: Proust. E Roda do Vinho.
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cultura
Siny Pictures/Divulgação
Viagem à imensidão dos cânions do Sul Só em Cambará do Sul (RS), são 68 formações rochosas e algumas cachoeiras deslumbrantes. Boa Viagem, pág. 18 ISSN 1679-2688
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HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 29º C. Mínima 18º C.
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Especial para o DC Pasta de feijão, farinha de milho, toucinho, couve, ovo de codorna. É o novo virado do restaurante Bananeira, preparado pelo chef Ganzarolli para o DC. Pág. 8
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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A percepção do BC da evolução da economia mundial determinará a cadência na redução da Selic. Roberto Fendt
pinião
EYMAR MASCARO
HORA DE DAR O XEQUE-MATE
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Não me peçam coerência . . .
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em surpresas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central baixou a meta da taxa Selic em meio ponto percentual, dando continuidade à política do BC iniciada em agosto último. Se não houve novidade na decisão, duas questões permanecem duvidosas: o que fará o BC com a Selic daqui para a frente? O que o governo fará com o superávit primário? A valer o que diz o comunicado do BC após a reunião do Copom, o governo continuará a baixar a Selic enquanto persistirem as possibilidades de contágio à economia brasileira da crise financeira internacional, cada vez mais europeia. Não se sabe por quanto tempo a crise persistirá. Há quem veja sinais animadores de que se está no caminho certo para, pelo menos, evitar-se um agravamento da situação na zona do euro. Para esses, o melhor argumento foram as expressivas captações, tanto de países "problemáticos" europeus como de emergentes –Brasil e Filipinas entre eles –, a taxas de juros muito abaixo das praticadas recentemente. E há aqueles , por outro lado, que continuam achando que a crise está à volta da esquina, apenas esperando o momento certo para tornarse aguda, mergulhando os países ricos e emergentes em uma recessão semelhante à de 2008-2009. Entre esses está o Banco Mundial. A instituição divulgou na última quarta-feira o seu relatório "Perspectivas Econômicas Globais para 2012". O documento é muito pessimista a respeito da evolução da economia mundial neste ano. O título já diz tudo: "Um ano turbulento
ROBERTO FENDT para a economia mundial". No relatório, o Banco aponta que a economia mundial deve crescer apenas 2,5% em 2012 – num substancial declínio frente à expectativa de crescimento de 4% divulgada no terceiro trimestre de 2011– com crescimento médio para os países em desenvolvimento e emergentes de apenas 5,4% (a segunda menor taxa nos últimos dez anos) e de 1,4% para o crescimento dos países desenvolvidos (nessa média incluída uma queda de 0,3% no crescimento dos países da zona do euro).
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sse quadro tem por pano de fundo os desdobramentos da crise europeia e a generalizada aversão ao risco dos mercados financeiros. Aponta o Banco Mundial que os fluxos de capitais aos países emergentes enfraqueceram substancialmente no segundo semestre de 2011, quando se limitaram a US$ 170 bilhões, comparativamente aos US$ 309 bilhões do primeiro semestre de 2010.
Quem estaria certo? O relatório do Banco Mundial dirige sua atenção olhando para o retrovisor e calcando suas projeções no que ocorreu, principalmente, no segundo semestre de 2011. Observadores mais argutos, como o ministro Delfim Netto, olham para a frente e procuram detectar no comportamento do próprio mercado as indicações do que pode vir a ocorrer.
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percepção do BC a respeito da evolução da economia mundial determinará a cadência a imprimir na redução da meta da taxa Selic. Se ficar com o cenário do Banco Mundial, provavelmente efetuará mais duas reduções de meio ponto percentual cada, nas duas próximas reuniões do Copom. É nesse contexto que se coloca a recente discussão a respeito do que o governo pretende com o saldo primário em 2012. Há uma discussão no governo a respeito de cumprir ou não a meta "cheia" para o superávit das contas públicas. O próprio uso da expressão já
A valer o comunicado do BC após a reunião do Copom, o governo reduzirá a Selic enquanto persistirem as chances de contágio da nossa economia pela crise internacional.
relativiza a meta, a exemplo do que ocorreu em 2011 com a inflação. Há uma corrente dentro do Executivo que considera indispensável atingir a meta de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse percentual é o minimamente aceitável para estabilizar a relação entre a dívida pública e o PIB, evitando o seu crescimento explosivo.
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a contramão desse grupo, outro advoga a redução do saldo primário para que mais recursos estejam disponíveis para investimentos – recordando-se, como se fosse preciso, que 2012 é ano eleitoral. É claro que seria possível liberar mais recursos para investimentos se as despesas correntes pudessem ser cortadas. O problema é que os sucessivos governos foram engessando essas despesas. Exemplos são os gastos com salários e benefícios dos servidores públicos e o pagamento de juros sobre uma dívida pública que não para de crescer. Também servem como exemplo as despesas previdenciárias, engordadas nos últimos anos pelos sucessivos aumentos do salário mínimo acima da inflação passada. Se optar pela expansão dos investimentos sem cortes de despesas correntes, a continuidade da queda dos juros poderá, mais adiante, conflitar com a meta de inflação. Tudo isso me traz a lembrança a frase histórica de Glauber Rocha, ao ser acusado de apoiar a abertura política do presidente Geisel: "Não me peçam coerência porque meu processo é dialético!"
Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
omo a legenda do PSDB é disputada por dois précandidatos, o presidente do partido, Sérgio Guerra, não tem outra opção a não ser garantir a realização de prévias nacionais para a indicação do candidato, que podem ocorrer no fim de 2013 ou início de 2014, ano da eleição presidencial. Para Geraldo Alckmin, se Serra aceitasse a candidatura à Prefeitura, seria mais fácil para o PSDB atrair coligações importantes, sobretudo com o PSD. O partido de Gilberto Kassab só concordaria em não lançar candidatura própria para prefeito no caso do PSDB optar por Serra. Do contrário, o PSD já tem até candidato, que é o vice-governador Guilherme Afif Domingos. Outra hipótese que uniria os dois partidos seria o PSDB indicar o vice na chapa de Afif, que garantiria o apoio do PSD e, principalmente, de
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ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
Presidente Rogério Amato
osé Serra está careca de saber que não terá sossego enquanto seu partido, o PSDB, não decidir quem será o candidato à Prefeitura de São Paulo, nas eleições de outubro. Os tucanos estão dispostos em apertar o cerco até convencer Serra a mudar de ideia, aceitando um novo desafio na sua carreira política. Os últimos tucanos que cutucaram Serra foram o ex -vice-governador Alberto Goldman e o senador Aloísio Nunes Ferreira. Serra voltou a dizer "não", mas sem a mesma convicção. Seu sonho, no entanto, é ser candidato ao Planalto, pela terceira vez, em 2014. A insistência dos tucanos atende ao resultado das pesquisas, indicando que Serra é o melhor candidato do partido para concorrer à Prefeitura, apesar de contar também com alto índice de rejeição. O partido desistiria de realizar as prévias marcadas para março, caso Serra aceite a candidatura. Acreditando que Serra não vai ceder à forte pressão, o partido tem quatro précandidatos disputando a legenda: os secretários estaduais Bruno Covas, José Aníbal e Andréa Matarazzo e o deputado Ricardo Trípoli. A candidatura de Serra à Prefeitura é defendida principalmente por Aécio Neves, que tem lá seus motivos para afastar o paulista da briga pela legenda presidencial tucana. O senador mineiro já está em campanha interna para ser o candidato do partido à sucessão de Dilma Rousseff.
Enquanto PSDB não se define, PT espera que a candidatura de Fernando Haddad venha a crescer, assim que Lula for liberado pelos médicos para se engajar na campanha.
Kassab, à reeleição de Alckmin em 2014. Enquanto o PSDB não se define, o PT está esperançoso que a candidatura de Fernando Haddad venha a crescer, assim que Lula for liberado pelos médicos para se engajar na campanha. A esperança dos petistas é que o ex-presidente consiga transferir para o seu candidato os votos necessários para brigar pela vitória. or enquanto, Haddad está atrás de outros précandidatos nas pesquisas, como Gabriel Chalita (PMDB), Netinho de Paula (PC do B), Celso Russomano (PRB) e Soninha Francine (PPS). Apesar do bom índice de aceitação alcançado nos levantamentos, a candidatura de Celso Russomano está ameaçada, porque seu partido está de namoro com o PT, o mesmo acontecendo com Chalita. O PT deseja acrescentar na sua campanha na televisão os tempos do PRB e, sobretudo, do PMDB. Mas Gabriel Chalita bate o pé e insiste na candidatura. A pressão do PT é feita em cima do presidente licenciado peemedebista, Michel Temer, que até agora tem ignorado que seu partido ocupa diversos ministérios no governo de Dilma Roussef, além de responder por centenas de cargos nos outros escalões da administração petista. Detalhe: foi Michel Temer o primeiro a incentivar Chalita a ingressar no seu partido para concorrer à Prefeitura.
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emer tem dito a amigos que o apelo de Lula chega tarde demais. Mas os petistas que acreditam em São Tomé querem ver para crer se Michel Temer vai mesmo resistir à pressão do ex-presidente.
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EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres:Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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ESTADOS UNIDOS BUSCAM FORMAS DE LIDAR COM OS PARTIDOS ISLÂMICOS NO EGITO.
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Os EUA e o desafio do Egito
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lguns fatos que surgiram na semana passada revelam o desafio que os Estados Unidos enfrentam ao montar uma política para lidar com os partidos islâmicos que estão surgindo como os primeiros beneficiários das revoltas no mundo árabe. O primeiro foi uma notícia sobre o encontro, em 11 de janeiro, entre Bill Burns, vice-secretário de Estado, e Muhammad Morsi, o presidente do partido político da Irmandade Muçulmana, durante o qual Morsi declarou que seu partido "acredita na importância das relações Estados Unidos-Egito", mas disse que elas "têm de ser equilibradas" . Dois dias depois foi divulgado o relatório do Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio, que acompanha a imprensa árabe, sobre textos recentes do site da Irmandade Muçulmana, o Ikhwanonline.com. Diz o relatório que o site "contém temas antissemitas, incluindo a negação do Holocausto e descrições do 'personagem judeu' como avarento, explorador e uma fonte do mal na sociedade humana." Entre esses textos existe um convocando o assassinato de sionistas e elogiando o ataque de 9 de setembro de 2011 à embaixada israelense no Cairo – o que o artigo classifica como "um marco da revolução egípcia". Por fim, chegou a notícia que Naguib Sairés – um magnata egípcio das telecomunicações e cristão copta, que é o fundador do um dos novos partidos seculares liberais do Egito – estava sendo acusado de "desrespeito à religião" por ter repassado via twitter imagens divulgadas em junho , mostrando Mickey Mouse com uma barba comprida e uma tradicional túnica islâmica e Minnie com um véu que só tinha abertura para os olhos. Há duas formas de ler essas notícias. Uma é que a Irmandade e outros islâmicos estão habilmente confundindo os estrangeiros ingênuos, alimentando-os com frases que eles querem escutar. A outra é que os islâmicos nunca previram controlar o novo Parla-
Mohamed/Abd El-Ghany/Reuters
mento do Egito – com mais responsabilidade do que outros partidos em concluir a transição democrática do país – e estão tentando descobrir como reconciliar parte de sua ideologia com todas as suas novas responsabilidades. Minha visão é que ambas as teses podem ser – e são – verdadeiras ao mesmo tempo. Em minha cabeça, todos devemos nos defender contra um otimismo preguiçoso sobre o avanço dos partidos islâmicos no Egito ("Eu me encontrei com eles; todos pareciam razoáveis") e também contra o determinismo preguiçoso ("Bastar ler o que dizem em árabe. Eles claramente têm um plano secreto para dominar o Egito"). No departamento de otimismo, por favor, não me digam que o governo do Partido Islâmico Desenvolvimento e Justiça da Turquia, conhecido como AKP, pode provar queque ninguém tem nada a temer com relação ao fato de os islâmicos assumirem o poder democraticamente.
THOMAS L. FRIEDMAN nada a ser a versão muçulmana dos democratas cristãos. Está ocorrendo uma evolução – este é um momento muito maleável – e a nossa melhor chance de conseguir um bom resultado é deixar claro que nos negociamos, baseados em princípios , com os islâmicos (e também, aliás, com Israel, pois os islâmicos vão prestar atenção em qualquer padrão duplo) e com os militares egípcios.
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á muita coisa que admiro no desempenho do AKP. (a recente sugestão do governador do Texas, Rick Perry, do que o AKP é um partido dos "terroristas islâmicos" é escandalosamente estúpido.) Mas só vou citar o AKP como um exemplo tranquilizador da harmonia entre islamismo e democracia após vêlo ganhar uma eleição e depois deixar o poder. Esse , sim, é o verdadeiro teste. Como a revista The Economist observou sobre o governo do AKP na Turquia, em seu número de 26 de novembro, "cerca de 76 jornalistas estão atualmente atrás das grades na Turquia, mais do que na China, muitos dos quais por supostos crimes de terrorismo. (...) O Ocidente não parece ter percebido a contínua deterioração dos direitos humanos na Turquia; em vez disso, a exalta como modelo para a primavera árabe". A política dos EUA precisa estar baseada na suposição que, como todos os partidos, os partidos islâmicos contêm moderados, centristas e linhas-duras – e, no caso da Irmandade Muçulmana,
Mohamed Mursi, presidente do partido da Irmandade Muçulmana: discurso dúbio muitos pequenos empresários. Qual ala vai dominar quando eles assumirem as responsabilida-
des de governar ainda é uma questão aberta. Os Estados Unidos precisam oferecer aos islâmicos um
É preciso que os EUA se defendam tanto do otimismo preguiçoso com relação ao avanço dos partidos islâmicos no Egito como também do determinismo preguiçoso.
compromisso firme, discreto (pode-se facilmente desencadear um revés nacionalista) e paciente que afirme: "Acreditamos em eleições justas e livres, nos direitos humanos, nos das mulheres e das mulheres, no livre mercado, no controle dos militares pelos civis, na tolerância religiosa e no acordo de paz Egito-Israel, e vamos oferecer ajuda a qualquer um que respeite esses princípios”. O Egito não está destinado a ser o Irã, mas a Irmandade Muçulmana também não está desti-
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THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
NEIL
O CRACK ESTÁ NA SUA PORTA ntra sem bater, só não enxerga quem não quer; vamos enfiar o dedo nessa ferida. O perigo, insidioso, começa quando você se senta com seu filho de uns 12 anos para assistir a um inocente jogo de futebol pela tevê. Sua sala é invadida por estridentes comerciais de cerveja, com pessoas que aparentam invejável saúde e felicidade, divertindo-se a valer. Estrelados publicitários discursam que há horários estipulados para a exibição de propaganda de produtos alcoólicos, impróprios para dimenór; há. Mas existem as "exceções", como o patrocínio de eventos esportivos.
Exército também está tentando descobrir seu papel neste novo Egito. Ele está equilibrando o desejo de proteger seus interesses econômicos, evitar perseguição por qualquer morte de algum manifestante e manter seu status de guardião da tradição nacionalista secular do país. Precisamos que o exército egípcio desempenhe de fato o papel construtivo que o Exército turco já desempenhou – como parteiro e protetor de uma transição democrática gradual – e para não se tornar um exército paquistanês, que se transformou em uma instituição dedicada a uma política externa agressiva para justificar o seu orçamento gigantesco. Em resumo, os dias de negociar com o Egito com um telefonema para um homem só acabaram. Isso vai exigir uma diplomacia realmente, realmente, realmente sofisticada, com múltiplos atores – sete dias por semana.
apavorado
Ferreira Não me atrevo a falar de Brahma, Skol, Schincariol. Entre outras potências econômicas, elas se incluem no G 4 das fábricas de cerveja; cito a "Champions League" a non plus ultra do futebol mundial, patrocinada e recheada de comerciais da Heineken, alguns geniais. Os jogos na Europa são realizados no máximo às 18h00 de Brasília, horário mais que infanto-juvenil. Os nossos comerciais são com meninas e meninos donos de RGs e CPFs dimaiór, mas de idades subjetivas
cada vez mais jovens e plenas de beleza e alegria. Idade subjetiva é aquela que se percebe na aparência e não nos documentos. Nessa gloriosa etapa da vida, você aparenta menos do que realmente tem. ão é o meu caso; a minha idade subjetiva, estabelecida por um especialista de uns 8 anos de idade, é desapontadora: "Quantos anos você tem ?", perguntou-me, cheio de intimidade. "Tenho 68", respondi com sinceridade. "Poxa, não te dava nem 67", sentenciou o de cujus, pleno de sabedoria. Eu não dou nem 16 para os meninos e meninas que cantam, dançam, paqueram, namoram, correm pra lá e pra cá de biquini, nas praias e piscinas dos comerciais de cerveja. Minha mente suja, que reside no lado Negro da Força, percebe apenas os biquinis cada vez mais biquininhos, obra de milagres da nanotecnologia praticados por estilistas que os criam com lentes de aumento ou óculos mais fundo de garrafa do que os meus. O jovem espectador ao seu lado vê mais; vê a aprovação irrestrita do seu mundinho adolescente para a primeira cerveja, rito de passagem para a tribo onde encontra a
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felicidade aqui na Terra. O que descobre com a galera, entre um copo e outro e outro de cerveja ? A propaganda boca a boca das qualidades de sabor, amadurecimento pessoal e atrativos irresistíveis, proporcionados pelos cigarros marca Tal ou marca Qual. São a primeira cerveja e o primeiro cigarro invadindo cada vez mais cedo a vida da meninada. E a sua casa. epois que a cerveja e o cigarro são aceitos como mais um fato da vida, um brôu "mais vivido" sugere outro rito de passagem, um cigarrinho de maconha, um "tapinha no fumito". A primeira "dose" é digrátis. Nada de errado; errados são os caretas que engolem, impotentes, as fumegantes passeatas a favor da diamba e o vídeo que bombou na Internet com o então ministro Minc visivelmente "viajado" – cantando, dançando e discursando sobre as maravilhas da erva. Pelos depoimentos que li de dependentes químicos de álcool e/ou drogas e de renomados terapeutas, esses pobres farrapos que perambulam pedindo esmola fazem o Fundamental e o Segundo Grau com a primeira cerveja e o primeiro cigarro.
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Com a maconha, o "bagulho", passam no vestibular para o Curso Superior, com Mestrado e posterior Doutorado (PhD) em cocaína e heroína. Daí para o Pós-Doc em crack é um pulinho de nada; do crack para a sarjeta basta um escorregão e o pobre diabo e a pobra diaba caem fora da vida.
nosso Pibinho. O padre Lancellotti ocupou o palanque oferecido pelas emissoras de tevê e rádio, para pronunciar suas demagógicas homilias de manutenção do status quo, uma ofensa ao bom senso por fazerem indisfarçável defesa dos traficantes.
uando o governo do Estado, a prefeitura e a PM decidem tomar uma atitude de defesa da sociedade com a prisão de traficantes e a tentativa de oferecer ajuda aos dependentes químicos (ah vai, são viciados mesmo), o mundo cai-lhe sobre as cabeças. A encenadora Martaxa Relaxa e Goza, sob cujo mandato na prefeitura de Sumpólo foi lançada a pedra fundamental da Cracolândia, escreveu um artigo que vou te contar. Parecia gostirraitado (de ghost writer) por algum escriba a serviço das pedras e dos cachimbos, tal a candência com que defendeu o direito de ir e ficar dos inocentes vendedores e consumidores naquelas ruas imundas. Fazem girar as rodas da produção, distribuição, vendas e consumo do crack, criando uma valiosa economia subterrânea, importante para o
s cenas de rua foram filmadas e serão editadas para certamente figurar na campanha do "brimo" Haddad à prefeitura de Sumpólo, o candidato do "quanto pior, melhor", veja-se o que ele fez no Enem e nem teve nota zero. Atribuo, como você viu, enorme perigo aos jogos de futebol pela tevê pela pletora de comerciais de cerveja, que podem abrir sub-repticiamente a porta da sua casa para drogas mais pesadas. Você pode achar que estou exagerando e que isso não faz mal à saúde. Talvez não faça mesmo, mas o Galvão Bueno faz. PS: Este é mais um texto de ficção que me atrevo a escrever sobre este assunto. Qualquer semelhança etc etc etc. DEZ ANOS DO ASSASSINATO DE CELSO DANIEL... E NADA.
Q
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NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
GibaUm
3 Mesmo
com Copa e Olimpíada à vista, o programa Mobilidade Urbana com R$ 650 milhões ficou parado em 2011
gibaum@gibaum.com.br
k Estou mais firme do que as pirâmides. Agora, se estou numa festa e está todo mundo de cara feia para mim, vou embora.
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MARIO NEGROMONTE // que poderá ser substituído no Ministério das Cidades. Fotos: Divulgação
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3 MAIS: só R$ 12,9 milhões (2%) foram desembolsados e 98% para compromissos anteriores. Ou seja: só 0,02% foram gastos para valer.
Novo broche A Câmara Federal acaba de confeccionar novos broches de identificação dos 513 deputados, de uso obrigatório. É maior, mais colorido e de brilho mais intenso, dando para ser identificado à distância, o que certamente inspirará avanços de eleitores carentes, lobistas, pedintes de todos os tipos e até circenses desempregados de países vizinhos que fazem malabarismo também em Brasília.
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TOP NIGHT Mais uma vez, a MercedesBenz promove dia 2 de fevereiro, na Casa Fasano, em São Paulo, sua Top Night 2012 , quando apresentará, em première, o Concept A-Class. E também mais uma vez, o fotógrafo Luis Trípoli estará exibindo uma mostra de 10 fotos, com os bólidos, subordinadas ao tema Água. Foram fotografados Ana Luiza Castro, Daniela Albuquerque, Didi Wagner, Fernanda Paes Leme, Flávio Canto, Luiza Brunet, Maria Clara e Ana Carolina, Maria Helena Viana, Paulo Zulu e Ricardo Almeida. 333
Baiana em alta
Dois na gangorra 333 Com a ida de Aloísio Mercadante para a Educação, os nomes petistas que serão alavancados para disputar o governo paulista em 2014 serão o dele e o de Alexandre Padilha, ministro da saúde. O que lembra José Serra, na época na Saúde e Paulo Renato, na Educação, querendo disputar a Presidência em 2002. Serra levou porque tinha mais tempo de janela política.
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Carnaval no Rio.
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Carnaval em Salvador.
Mania nacional Quem digitar no Google “menos Luiza que está no Canadá”, verá, em segundos, números surpreendentes: 7,8 milhões de citações na internet. A propaganda de um empreendimento imobiliário na Paraíba, virou mania nacional. Só esta semana, mais de 150 mil tweets citavam Luiza Rabello, que existe mesmo, tem 17 anos e acaba de voltar do Canadá, onde estava fazendo intercambio. Já tem três convites para comerciais (dois nacionais) e propostas para ser modelo. De cara, participará do segundo comercial do prédio de João Pessoa. Na internet, proliferam blogs e movimentos bem-humorados. Um deles dizia Volta, Luiza, volta e agora, já se fala até em novela na Globo. 333
EM MEIO às primeiras reuniões setoriais no Planalto, até Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, não resistiu à nova mania nacional e disparou, nesses dias, a uma repórter que insistia em saber quando aconteceria a reforma política. E sapecou: “Reforma política só quando Luiza voltar do Canadá”.
P C R A D O R L E D U R A E L A G AL E E E M MA R U L N ME A G T A A L R
Levantamento feito por analistas do mercado de luxo em São Paulo (o Rio ainda engatinha no segmento) revela que vendas de final de ano não chegaram nem perto do que as grandes grifes localizadas nos shopping centers tinham como meta. Em janeiro, mês de férias, o problema aumenta: no Iguatemi da Faria Lima, estima-se em 20% o percentual de lojistas inadimplentes no aluguel. No Cidade Jardim não é muito diferente e o JK Iguatemi, até agora, só conseguiu se vender menos de 80% de seus espaços disponíveis.
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ESTA semana, no programa Rede TV! Esporte apareceu uma legenda sobre um jogador que não quis falar com jornalistas. E estava escrito: “Nenhum piu!” 333
A modelo brasileira Adriana Lima, 30 anos, foi o centro das atenções, esta semana, do IWC Schafhausen Top Gun, na Jewellery Fair no Palexpo Exibition Hall, em Genebra, desfilando com mini-vestido, posando (e mandando beijo) para os fotógrafos e exibindo o sutiã que usava (da Victoria’s Secret, claro). Promessas de Ano Novo: aprender a tocar piano, alunas de boxes e tirar carteira de motorista. Detalhe: lá mesmo, realizou velho sonho quando conheceu Paulo Coelho (exibiu a foto no Twitter). Mais: vai estrelar comercial do Optima Limited, da Kia, ao lado do lutador Chuck Liddell. Aparece de biquíni dando a bandeirada e o lançamento será na abertura do Super Bowl, dia 5 próximo, no Estados Unidos. 333
Solução
L E MA A V E
LUXO EM BAIXA
2012 é o ano do centenário do nascimento de Nelson Rodrigues: o polêmico jornalista e dramaturgo será enredo da Viradouro, no Rio e merecerá montagens de suas peças em todo o Brasil. Na Casa das Rosas, em São Paulo, acaba de estrear Valsa nº 6 , monólogo escrito em 1951 e décima peça dele, com Ligia Paula Machado e direção de Dan Rosseto. 333
333 O MINISTRO ameaçado das Cidades, Mário Negromente, criou um novo rótulo para ele, que faz lembrar o famoso episódio do imexivel do então ministro do Trabalho do governo Collor, Antonio Rogério Magri. Negromonte resolveu usar a expressão flex para seu comportamento, embora popularmente já seja usada para caracterizar homossexuais. Se alguém se assusta quando ele diz que é flex , logo explica: “Sou flexível. Não tenho apego ao cargo”.
Cena paulistana 333 Malgrado Fernando Haddad não ache muito propósito na possibilidade do PSD apoiar – e fazer uma aliança com sua candidatura, Lula e grande bloco do PT começam a achar que a dobradinha poderia ser de muita utilidade contra os tucanos. Agora, já se fala até na chance de Henrique Meirelles (PSD-SP) ser o vice. Por outro lado, Sérgio Guerra, presidente do PSDB, o senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin estão recorrendo até a Fernando Henrique Cardoso para convencer José Serra a disputar a Prefeitura. Só que Serra enxerga os três como adversários. O PPS é fiel a Serra e tem uma candidata com 10% nas pesquisas, Soninha Francine, ex-vereadora que já teve cargos na administração de Gilberto Kassab.
MISTURA FINA
M S N A V E G R Ã E P R O V A O A R MA S L O V O A R AI R MA L S O M AL S US
Embora se esforce em tentar manter seu pique habitual, o ex-presidente Lula agora, começou a sentir, para valer, os efeitos da radioterapia, que além de afetar quase totalmente o paladar, cria feridas na região onde o tumor está instalado, o que complica a deglutição. Pela primeira vez nesse doloroso período que enfrenta, Lula vem se mostrando abatido e perdendo peso. A própria ex-primeira-dama Marisa Letícia tem confidenciado essa reação do marido aos amigos muitochegados.
333
333 Esta semana, a presidente Dilma Rousseff exigiu dos ministros do núcleo próximo do Planalto que convocassem todos os titulares de ministérios e secretarias para reuniões setoriais, que já estão acontecendo e quando eles devem mostrar plano de ações principais para 2012. A determinação da Chefe do Governo para a convocação incluía representantes de ministros que estivessem em férias. No dia seguinte, novamente com os integrantes do núcleo, Dilma perguntou a Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, se estavam todos avisados e confirmados. Aí, Gleisi não resistiu: “Menos Luiza que está no Canadá”. E todos deram boas risadas. A própria presidente já conhecia o fenômeno nacional que se transformou um comercial da área imobiliária, veiculado em João Pessoa, na Paraíba, onde o colunista social Gerardo Rabello reunia a família para falar do lançamento de um prédio, garantia que estavam todos lá, “menos Luiza que está no Canadá”.
Menos Luiza
MA T E S R E E L A R
ABATIDO
333 Nem só da inglesinha RosieHuntington-Whiteley, modelo da Victoria’s Secret e atriz de Transformers, vive a 32ª edição da Sp Fashion Week. Dentro da onda andrógina e variantes, quem estará na passarela, agora devidamente turbinada com 240 ml de cada lado, é a transexual mineira Carol Marra, de 24 anos. Já estrelou um ensaio para a revista L’Officiel e garante que, com o reforço do silicone, se sentiu mais poderosa. Medidas: 1,79m de altura, busto 86cm, cintura 62cm e quadril 89cm. Detalhe: na SP Fashion Week, uma equipe da CNN fez uma matéria com ela.
O
333 Há 10 anos, a política nacional era sacudida com o assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel. À sua volta, funcionaria um esquema de arrecadação de dinheiro que, supostamente, ia para os cofres do PT, numa época em que o todo-poderoso do partido era José Dirceu. Os ministros de Dilma, Gilberto Carvalho e Miriam Belchior (foi mulher de Daniel) participavam da administração de Santo André. De lá para cá, nada menos do que oito testemunhas morreram. Agora, o irmão de Celso, Bruno Daniel, figura querida cidade e que havia se exilado no Exterior com medo de morrer, está de volta. E poderá disputar a prefeitura de lá pelo PSOL.
Mais uma atração
L
Data trágica
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NESSES dias, o Jornal da Record com Celso Freitas e Ana Paula Padrão tem insistido com matérias denunciando supostas ações criminosas envolvendo o Santander na Europa e o Vaticano. Telejornais de outras emissoras preferiram não entrar no assunto. A Espanha continua sendo, até hoje, um dos grandes países católicos da Europa e o bispo Edir Macedo vem encontrando dificuldades em expandir suas igrejas por lá.
Por: José Nassif Neto Alcione é também conhecida como...
Igreja episcopal. Fresta; fenda.
Marinheiro hábil no leme da embarcação.
Cobertura de doces; xarope. Doou.
Cair geada; congelar.
A favor; em defesa.
3ª. pes.do singular. Repetir a leitura.
Recipiente usado como floreira.
Lugar distante; confins.
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Porção de um líquido usada para teste.
'O', em espanhol.
Interjeição usada no interior.
Fio para Antigo barestender a co movido a vela e a roupa. remos.
Porém; todavia. Ela está no 'Amor', prolonga- em inglês. mento do Atrair com braço. promessas.
Símbolo da Prata (quím.)
Certo; regular; em ordem.
Ter afeição por alguém.
Norma de comportamento.
Cometer adultério.
Dano, estrago.
Mulher despida.
Assassinar.
Ruído.
O POLÍTICO brasileiro que mais vem se esforçando para Mário Negromonte (PP) ficar no Ministério das Cidades nem é de seu partido: é o governador petista da Bahia, Jaques Wagner. Ele já chegou até a recorrer ao ex-presidente Lula no apartamento de São Bernardo, pedindo sua intervenção.
333
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
Pessoa astuciosa; ladra. (fig.)
O leão urra e o gato...
Estar; existir.
'As', em espanhol.
Bosque; selva; floresta.
Mistura de terra e água; lodo.
Argola de corrente.
Lista; relação.
Sistema Único de Saúde. (abrev.)
Rocha em fusão,expelida por vulcões.
(1018) 2-sé; el; 3-vão; mão; las; 4-love; gale; vaso; lema;7-atrelar; 9-provadura (porção necessária para testar a qualidade do produto).
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
5 DIZ Haddad avisa que, como ministro da Educação, não fala sobre política.
olítica
CONTRADIZ Ainda ministro, opina que aliança com Kassab é pouco provável.
Ed Ferreira/AE
Dilma inicia reuniões setoriais com ministros Presidente reúne auxiliares para avaliação de ações e definição de metas
A
presidente Dilma Rousseff começou ontem uma série de encontros setoriais com os ministros de todas as áreas do governo. A ideia é fazer uma prévia para a primeira reunião ministerial de 2012 marcada para o dia 23, na qual estarão presentes 38 ministros. Nas reuniões de ontem, a temática foi social. Pela manhã, ela tratou do plano Brasil sem Miséria, cujo foco é retirar da extrema pobreza 16 milhões de pessoas. Após essa reunião, a ministra Tereza Campello anunciou à imprensa que a meta para 2012 será incluir 320 mil novas famílias no programa e disse que a presidente está "muito satisfeita" com o resultado de 2011 (leia matéria à direita). Ao longo do dia, além da reunião com Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), a presidente teve conversas com os ministros Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Os ministros Fernando Haddad (Educação), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Alexandre Padilha (Saúde) também compareceram ao Palácio do Planalto. A ministra da Comunicação da Presidência da República, Helena Chagas, afirmou que nas conversas Dilma e os ministros fariam avaliações dos programas e das ações do governo. A expectativa era a de
Wilson Dias/ABr – 13/10/2011
Mercadante ganha Educação
definir metas até dezembro. Pela primeira vez neste ano, a presidente vai reunir os titulares das 38 pastas do governo. Essa será a segunda reunião ministerial da gestão de Dilma. A primeira ocorreu no começo do mandato presidencial, em janeiro de 2011. Aliás, a reunião ministerial do dia 23 deve ser a última com a atual equipe, pois alguns dos atuais titulares pretendem deixar os cargos para concorrer às eleições municipais de outubro. O encontro dos ministros com Dilma faz parte de uma série de reuniões setorizadas que a presidente convocou. Trata-se de uma preparação para a primeira reunião ministerial geral de 2012, marcada para a próxima segunda-feira Na quarta-feira, a Presidência da República confirmou a saída de Haddad que lançará sua candidatura pelo PT para prefeito de São Paulo, capital. No seu lugar, assume o atual
ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Aloizio Mercadante. Em substituição a Mercadante, foi escolhido – pelo próprio e pela presidente – o cientista Marco Antonio Raupp, que preside a Agência Espacial Brasileira (AEB). Um perfil técnico, exatamente como queria a presidente. Há ainda a previsão de a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, também deixar o cargo para concorrer à prefeitura de Vitória, no Espírito Santo. As reuniões setorizadas continuarão até domingo. Entre os temas a serem tratados estão infraestrutura – que engloba PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, com destaque para programa carro-chefe do governo, Minha Casa, Minha Vida), energia e indústria –, economia, crise internacional e Copa do Mundo. A presidente deverá abordar também assuntos relacionados ao Ministério do Meio Ambiente, como a conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Rio + 20, a ser realizada na capital fluminense em junho próximo. Ainda podem ser debatidos assuntos referentes a desastres naturais. Desde o início do ano, o governo vem anunciando diversas medidas de ajuda a municípios do Sudeste, atingidos por fortes chuvas, e à região Sul, que tem sofrido com forte estiagem. (Agências)
Está dada a largada de Haddad
N
o dia em que o ProUni encerrou as inscrições, com mais de 1 milhão de estudantes registrados para disputar bolsa de estudo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, praticamente já se lançou na corrida para as eleições para a prefeitura de São Paulo, com uma entrevista ao programa Bo m Dia, ministro. Na próxima segunda-feira, data da cerimônia em grande estilo do governo para a despedida de Haddad, o Palácio do Planalto prepara um grande evento para exaltar a figura do ministro da Educação, em comemoração ao número de 1 milhão de vagas abertas pelo programa ProUni. Ontem, ainda ministro, ao ser questionado sobre uma possível aliança do PT com o PSD de Gilberto Kassab, Haddad respondeu: "Sobre política de São Paulo, não vou comentar". "Querido, eu dou entrevista sobre política quando não estiver na função de ministro da Educação." Na entrevista, ele defendeu o Enem e atribuiu as críticas a interesses políticos. Alegou que a decisão judicial que determinou o acesso de todos os candidatos à redação do Enem dificulta ainda mais a possibilidade da realização de dois
Lula é avô de mais um neto
O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou na tarde de hoje seu sexto neto. A criança, que recebeu o nome de Ar thur Araujo Lula da Silva, nasceu por volta das 14h, com cerca
André Dusek/AE
Campello: "O governo trabalha em parceria com estados para implantar a marca do federalismo social".
Mais 320 mil famílias vão entrar no Brasil sem Miséria Meta para 2012 foi divulgada pela ministra do Desenvolvimento Social
A
ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, anunciou ontem que a meta do plano Brasil sem Miséria para este ano é incluir mais 320 mil famílias no Bolsa Família – uma das linhas de ação do programa. A ministra divulgou os números após a primeira reunião do ano convocada pela presidente com ministros da área social, da qual participaram o vice-presidente Michel Temer e titulares de pastas do núcleo duro do governo – Miriam Belchior, do Planejamento, e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, representando o Ministério da Fazenda. Trata-se de um encontro preparatório para a primeira reunião ministerial do ano, agendada para a próxima semana. Campello frisou que não foi uma reunião de balanço, mas de definição de linhas de ação e expectativas para este ano. Segundo ela, Dilma mostrouse satisfeita com os resultados do plano em 2011, mas enfatizou que "precisamos e queremos fazer mais". No ano passado, foram cadastradas mais 407 mil famílias que viviam em situação de
A busca ativa, que conseguiu atingir todas as metas de 2011, continua. Nossa perspectiva é ter 320 mil famílias a mais neste ano. TEREZA CAMPELLO extrema pobreza em várias regiões do País, sem receber benefícios assistenciais do governo federal. Atualmente, o Bolsa Família atende a 13,3 milhões de famílias, que recebem um benefício médio de R$ 120. O objetivo do plano Brasil sem Miséria é retirar 16 milhões de famílias em condições de extrema pobreza, com renda inferior a R$ 70 por pessoa. "A busca ativa, que conseguiu atingir todas as metas de 2011, continua. Nossa perspectiva é ter 320 mil famílias a mais neste ano", afirmou a ministra. "O governo trabalha em parceria com estados para implantar a marca do federalismo social", explicou. Nesse sentido, atua em parceria com oito estados (São Paulo, Rio de
Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Amapá e Rondônia) e o Distrito Federal, que garantem uma complementação da renda do Bolsa Família. Ainda segundo Campello, na reunião, Dilma pediu que as ações do Brasil sem Miséria continuem priorizando as crianças. De acordo com a ministra, 1,3 milhão de crianças foram incluídas no Bolsa Família no ano passado. Outra frente é atender às gestantes e às nutrizes – a meta para 2012 é incluir 130 mil no Bolsa Gestante. Outro compromisso para este ano é ampliar em 300 mil o número de vagas no Pronatec (Programa Nacional de Ensino Técnico), a fim de garantir a qualificação profissional dos beneficiários do Bolsa Família. Por fim, a presidente pediu maior integração dos ministérios que estão à frente do Brasil sem Miséria – Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Agrário – com as pastas da Saúde e da Educação. O ministro da Educação, Fernando Haddad, e seu sucessor, Aloizio Mercadante, participaram da reunião, junto ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. (AE)
Mister Shadow/AE – 18/10/2011
Bruno Poletti/AE – 15/9/2011
Alckmin diz que respeitará decisão de Serra, caso seja definitiva.
Kassab tenta se aliar ao PT
Haddad fala no rádio, já de olho na corrida aos votos paulistanos.
exames neste ano, como estava inicialmente previsto. E elogiou seu sucessor na pasta, Aloizio Mercadante, que, segundo ele, será um "grande ministro". "Acho um grande quadro. Mercadante fez um trabalho reconhecido no ministério [da Ciência e Tecnologia], é uma figura preparadíssima, está tendo todos os cuidados para fazer uma transição tranquila e vai ser um grande ministro, com toda a certeza." Haddad afirmou que gostaria de ter avançado mais na educação da população do campo e disse que um projeto para esse público, chamado Pronacampo, está pronto e já foi repassado a seu sucessor. Mercadante, por sua vez, se-
de quatro quilos, na Maternidade São Luiz, na capital paulista. Os pais da criança são Marlene Araujo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Com o nascimento, o petista tem agora cinco netos e uma neta. O ex-presidente visitou o
rá substituído pelo cientista Marco Antonio Raupp, que assume o Ministério da Ciência e da Tecnologia. A cerimônia de transmissão de cargos e posse dos novos ministros será na próxima terça-feira. Apesar de dizer que como ministro da Educação não fala sobre política, em entrevista à Folha de S.Paulo, Haddad opinou que considera improvável uma aliança com o PSD, partido de Kassab. Mas na próxima semana, Haddad deve ter um encontro com Kassab para discutir possível aliança na sucessão municipal. A negociação com Kassab será o principal tema do reunião do Conselho Político de Haddad, marcada para o dia 28. (Agências)
filho e a nora nesta tarde, após ser submetido à décima segunda sessão de quimioterapia no combate a um câncer de laringe. O petista chegou ao Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, por volta das 10h e realizou o tratamento radioterápico por cerca de 20 minutos. (AE)
Alckmin, à espera de Serra.
O
governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que o candidato do PSDB à sucessão da prefeitura de São Paulo só deve ser definido em março e que respeitará a decisão do ex-governador de São Paulo José Serra caso ele não queira disputar a corrida municipal. No último domingo, Serra informou a seu grupo de aliados mais próximos que não será candidato na eleição municipal deste ano. "Eu acho que a decisão é só em março, tem tempo, nós temos ótimos pré-candidatos", disse o governador. "Nós respeitamos a posição do ex-governador. Se essa for uma posição definitiva, evidente que nosso candidato será outro, e
nós temos bons candidatos". Alckmin ressaltou que Serra é um grande quadro do partido e um dos "melhores quadros brasileiros". Serra é considerado o nome mais forte da sigla para a sucessão à prefeitura. Sua entrada na disputa seria, para tucanos, uma forma de viabilizar uma aliança entre PSDB e PSD para a disputa. Namoro com o PT – O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que vislumbrava um acordo entre as duas legendas, vem ensaiando, nas últimas semanas, uma aproximação com o PT, o que preocupa integrantes do PSDB. Ontem mesmo, Kassab afirmou que não vê incoerência alguma em fazer uma aliança
com o PT para a disputa eleitoral deste ano. Segundo ele, o PSD, partido que fundou no ano passado, é de centro e tem "interlocução fácil com partidos mais à esquerda". A aproximação de Kassab com o PT, porém, causa constrangimento à bancada do partido na Câmara. Os petistas são oposição ao prefeito desde 2006 e temem prejuízo eleitoral em caso de aliança. Já Fernando Haddad disse ontem que Kassab prefere fechar acordo com os tucanos para lançar Serra ou o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD). E observou: "Foi um gesto de generosidade elogiar o PT, mas temos que ter clareza de que o projeto que está em curso não é esse". (Agências)
p Ministério Público denuncia Valério
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Nunca fugi de nada, para um filho é melhor um pai preso do que um pai ausente. Talvane Albuquerque Neto
olítica
Lúcio Távora/AE – 2/11/2011
Servidores ameaçam greve e jogo duro com o governo
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O publicitário Marcos Valério é acusado de participar de esquema de grilagem no oeste da Bahia
O
Ministério Público da Bahia denunciou à Justiça o empresário Marcos Valério Fernandes e mais 34 pessoas por participação em um suposto esquema de grilagem de terras no oeste do estado. Segundo os promotores de Justiça, diversas quadrilhas, que nem sempre tinham ligação, atuavam no esquema de criação de matrículas falsas de imóveis que, às vezes, nem existiam. Valério e seus sócios são acusados pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e uso de documentos falsos, entre outros. O empresário, que ficou conhecido durante o escândalo do mensalão, chegou a ser preso no final do ano passado, quando a polícia deflagrou a Operação Terra Nunca, mas foi solto dias depois. Ao todo, 15 pessoas foram presas na Bahia, São Paulo e Minas Gerais. O advogado do empresário, Marcelo Leonardo, afirmou que não pode comentar o assunto porque não teve acesso à denúncia. Segundo ele, o Ministério Público da Bahia en-
tregou a denúncia em dezembro para o juiz e só agora os promotores resolveram divulgá-la com uma nota no site. Golpe – O esquema funcionava desde 2000 no tabelionato de notas de Barreiras e no cartório de registro de imóveis de São Desidério. Segundo a polícia, funcionários dos cartórios emitiam escrituras falsas. Os papéis serviam tanto para legalizar terras griladas na região quanto para empresários usarem os "imóveis" inexistentes como garantias em financiamentos ou processos judiciais. De acordo com o promotor Carlos André Milton Pereira, a operação tenta acabar com uma indústria de fornecimento desses títulos. De posse deles, os usuários do esquema os davam como garantia em dívidas. Durante a investigação do mensalão, descobriu-se que Valério utilizou esse esquema e adquiriu títulos falsos em cartórios do sul da Bahia. Eles eram a garantia para cobrir dívidas que as agências de publicidade DNA e SMPB tinham com o INSS. (AE)
Oslaim Brito/Folhaimagem – 5/10/2006
Marcos Valério chegou preso a Salvador, mas depois de alguns dias foi solto pela Polícia Federal.
Oh, quanta tristeza, mais de 500 "corruptos" no salão... Victória Brotto
O
baile Pega Ladrão, que condecorou por impunidade e corrupção os três principais políticos "honoris causa" da política brasileira, foi realizado ontem num clima altamente suspeito – o presidente do Senado, José Sarney (PDMB-AP), representado por um dos participantes do evento com sua máscara; o petista José Dirceu, por outro mascarado; e a deputada Jaqueline Roriz (PMN), pela foliã Carla Zambelli. Os três subiram ao palco do Clube Democráticos na Lapa, no Rio de Janeiro, por volta da meia-noite para receber os troféus.
A votação foi realizada pela página do concurso Algemas de Ouro no Facebook. Sarney conquistou 59% dos votos, seguido por José Dirceu, com 18,8%, e Roriz, com 8,4%. Estima-se que 500 pessoas foram ao evento organizado pelo Movimento 31 de julho. "As pessoas puderam vir fantasiadas do corrupto que quisessem", anunciou ontem ao Diário do Comércio um dos líderes do movimento, Marcelo Medeiros. No amplo salão, viam-se muitos Josés (Sarney e Dirceu), Carlos (Lupi), Alfredos (Nascimento), Wagneres (Rossi), Jaquelines (Roriz) e Antônios (Palocci) dançando ao som das marchinhas e dos sambas do conjunto Anjos
da Lua. Envolta por pouca decoração carnavalesca, mas muita música e o velho estilo clássico do Clube Democráticos, a entrega dos troféus foi feita por Medeiros, que explicou o que é o Movimento 31 de Ju lh o e a importância de se combater a corrupção e a impunidade política no País. A assessoria de imprensa disse, em nota, que a "alegria e o deboche também são formas de protestar." Para Medeiros, o intuito do baile e do concurso Algemas de Ouro "não é enfraquecer os poderes, mas fortalecer a democracia". O organizador afirmou que existem projetos de mais protestos e eventos contra a corrupção durante o ano de 2012.
Assassinos de Ceci Cunha condenados a 476 anos STJ nega ao Grupo OK o parcelamento de dívidas
O
Grupo OK Construções e Incorporações, do ex-senador Luiz Estevão, foi excluído do parcelamento especial de dívidas da União. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, assinou liminar que determina a retirada da empresa do Parcelamento Especial (Paes), programa especial de renegociação de dívidas com a União que entrou em vigor em 2003. Pargendler acolheu pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para suspender sentença do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que havia ordenado a reinclusão da em-
presa no Paes. A decisão permitirá acelerar a cobrança da dívida tributária do Grupo OK, que, de acordo com a PGFN, chega a R$ 700 milhões se consideradas todas as empresas do grupo, dos quais R$ 300 milhões são apenas da empreiteira. Segundo o presidente do STF, o parcelamento eternizaria a dívida tributária. Com a inclusão no Paes, a empresa pagava apenas R$ 200 por mês, o que resultou na amortização de apenas R$ 14.290,15 ao longo de seis anos. A liminar, informou a PGFN, permite a retomada de todas as execuções fiscais em nome da empresa que tinham sido suspensas pelo TRF-1. (ABr)
OEA vai julgar o Brasil
A
Organização dos Estados Americanos (OEA) aceitou uma denúncia de funcionários públicos da prefeitura de Santo André (ABC), apresentada em 2006, contra o governo brasileiro por falta de pagamento de precatórios e vai julgar se a União viola os direitos humanos. Os servidores haviam conseguido na Justiça o direito ao pagamento de complementação salarial autorizada em lei, mas ainda não receberam o be-
nefício atrasado, que, segundo eles, deveria ter sido pago até o final de 1999. Segundo a denúncia, o Judiciário brasileiro não tem meios para executar o pagamento de precatórios, o que foi aceito pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Com isso, a União será julgada por violar pontos da Convenção Americana de Direitos Humanos que tratam das garantias e da proteção judiciais e do direito à propriedade privada. (Agências)
S
Ed Ferreira/AE – 12/11/1999
O empresário Luiz Estevão só pagava R$ 200,00 da dívida por mês
em demonstrar nervosismo, o médico e ex-deputado alagoano Talvane Albuquerque Neto recebeu ontem, "com tranquilidade", a condenação a 103 anos e quatro meses de prisão como mandante do assassinato da deputada federal Ceci Cunha e de três de seus familiares: o marido, Juvenal Cunha da Silva; a sogra, Ítala Neyde Maranhão Pureza; e o cunhado Iran Carlos Pureza. O crime, cometido em 16 de dezembro de 1998, ficou conhecido como a Chacina da Gruta. Os quatro seguranças de Talvane, acusados de serem os executores, também foram condenados. Jadielson Barbosa da Silva e José Alexandre dos Santos, por terem atirado nas vítimas, a 105 anos de prisão cada um; Alécio César Alves Vasco, a 87 anos e três meses; e Mendonça Medeiros da Silva, a 75 anos e sete meses. Somadas, as penas chegam a 476 anos. Brutalidade – O júri, formado por sete homens, acolheu a tese da acusação, de que Talvane, suplente de Ceci na Câmara dos Deputados, planejou o crime para herdar o cargo. A deputada, que havia sido eleita pelo PSDB, foi morta logo após sua diplomação como parlamentar, durante uma comemoração em família na casa de sua sogra. Para o júri, as outras vítimas foram executadas para que não houvesse testemunhas do crime. O juiz federal André Luís Maia Tobias Granja, que presidiu o julgamento, também determinou que os condenados pagassem R$ 100 mil por da-
Talvane: condenado tranquilo.
nos materiais e 500 salários mínimos por danos morais aos descendentes de cada uma das vítimas. Maratona – O magistrado acolheu requerimento da acusação, que pediu prisão preventiva dos acusados, caso fossem considerados culpados. Granja alegou, para a decisão, a "periculosidade" dos condenados e a "brutalidade" do crime. Ainda em plenário, a defesa recorreu das condenações de todos os acusados. O julgamento encerrou maratona de 53 horas, divididas em três sessões. Apenas a última durou 24 horas. Depois de um recesso de sete horas, os jurados preencheram um questionário com 130 perguntas formuladas pelo magistrado antes do veredito. Eu sabia – Talvane afirmou que "sabia que ia sair preso", em razão de toda a repercussão do crime, mas antecipou que "nada está definido" e que o melhor era "deixar os advogados trabalhar e aguardar". O ex-deputado disse que não há
motivos para arrependimentos em suas ações e que "para um filho é melhor um pai preso, do que um pai ausente". De acordo com Talvane, "não tenho do que me arrepender, por que não fiz nada, sou inocente e vou provar". Para seu advogado de defesa, Welton Roberto, o resultado foi "uma surpresa", pois ele esperava pela absolvição do cliente. "Mas havia uma pressão grande pela condenação." Os filhos – Assim que Tobias Granja começou a ler as sentenças, os dois filhos da parlamentar, Adriana e Rodrigo Cunha, deram as mãos. Depois, um abraço discreto, mas emocionado, uniu os irmãos, que viram a espera de 13 anos pelo julgamento dos assassinos de seus pais chegar ao fim. Ao fim da sessão, Rodrigo disse que "muitas pessoas ainda não têm a oportunidade de ver os assassinos de membros de suas famílias sentarem no banco dos réus". Para ele, "é o sentimento de impunidade que gera a violência, mas este caso mostra que o ciclo pode ser mudado", afirmou. "Lugar de bandido é na cadeia". Chorando muito, o filho de Ceci, atual superintendente do Procon em Alagoas, agradeceu à população e à imprensa pelo julgamento. "Vocês nunca deixaram que este caso caísse no esquecimento, como tantos outros", disse. "Eu quero deixar claro que este julgamento não tem nada a ver com vingança, mas com Justiça." Os condenados vão permanecer na Polícia Federal até a próxima semana, quando serão transferidos para presídios. (AE)
epois de um ano de muita negociação com o governo Dilma e nenhum reajuste salarial, o funcionalismo público federal decidiu se unir já no início deste ano e ameaça o governo com uma greve geral, caso as conversas nesse sentido não avancem. Com a perspectiva de que 2012 seja mais um ano de orçamento apertado, sem aumentos para a categoria, os servidores vão aguardar até março para receber alguma sinalização positiva por parte do governo. Caso contrário, o funcionalismo, dessa vez, vai jogar duro. "Desta vez, não vamos esperar o fim do prazo legal para o envio de reajustes ao Congresso, em agosto. Não seremos enrolados de novo", afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), Pedro Delarue, que reuniu ontem, em Brasília, analistas de todo o País para discutir a estratégia de mobilização. Segundo ele, a defasagem salarial da categoria é de 15%. "Se sentirmos que o governo quer protelar a negociação, fingir que ela não aconteceu, vamos entrar em greve. Nosso prazo fatal é fim de abril, começo de maio". Embora ainda seja uma possibilidade, o Sindifisco pretende começar a recolher verba extra já em fevereiro para o fundo de greve. Ontem a reunião foi mais ampla e incluiu representantes dos auditores fiscais do trabalho, delegados da Polícia Federal (PF) e advogados e procuradores da Advocacia-Geral da União (AGU). A intenção é que o movimento inclua também servidores de carreiras típicas do Estado, como do Banco Central (BC), Tesouro Nacional e agências reguladoras. "Os delegados da Polícia Federal estão juntos nesse embate", afirmou o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Estado de São Paulo, Amaury Portugal. De acordo com ele, a defasagem salarial da categoria, até 2011, era de 14,7%, mas se ampliou neste ano e gira em torno de 20% a 22%. Para chamar atenção, os delegados ameaçam realizar greve nos aeroportos e portos do País. Os analistas da Receita se preparam para parar alfândegas em Santos e Manaus. "Faremos tudo o que for necessário", afirmou Portugal. "Mas espero que essa greve não seja necessária", afirmou Delarue. (AE)
Manifestantes interditam Estrada de Ferro Carajás
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m grupo de moradores de cinco comunidades da zona rural de Açailândia, a 500 quilômetros de São Luís (MA), interditou ontem pela manhã a Estrada de Ferro Carajás, que liga a reserva mineral no Pará, explorada pela Vale, ao terminal portuário de Ponta da Madeira, na capital maranhense. A ocupação da ferrovia durou cerca de duas horas e nesse período impediu a circulação de trens carregados de minério de ferro e um de passageiros entre os dois estados. Depois, se retiraram para a estrada vicinal de acesso ao canteiro de obras de duplicação da estrada de ferro. O grupo tem apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o motivo da interdição seria o não cumprimento, pela Vale, de acordos feitos com as comunidades rurais. (AE).
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
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Fotos: Atta Kenare/AFP
Empresa iraniana começa a vender réplicas do drone norte-americano capturado em dezembro
nternacional
Umit Bektas/Reuters
Guerra à vista? Para a França, sim.
O chanceler iraniano adverte países árabes a não tomar partido dos EUA
Autoridades francesas temem um ataque israelense ao Irã no meio do ano. 'Israel não vai esperar a bomba atômica', alertam. Chris Keane/Reuters
A
Perry (ao lado da esposa): 'hora certa' de abandonar campanha.
E sobram apenas quatro na corrida republicana Polêmicas fazem Rick Perry abandonar a disputa. Já Santorum ganha impulso ao vencer em recontagem em Iowa.
A
desistência do governador do Texas, Rick Perry, e a notícia que Rick Santorum superou o atual favorito Mitt Romney na primeira prévia de Iowa, sacudiram ontem a disputa pela candidatura presidencial republicana nos Estados Unidos. Perry afirmou que agora vai voltar ao Texas e se preparar para a próxima disputa, apoiando o pré-candidato e expresidente da Câmara de Representantes, Newt Gingrich. "É preciso saber quando chega a hora de fazer uma retirada estratégica. Não há um caminho viável para mim nessa campanha de 2012", disse Perry. "Por isso estou suspendendo minha campanha e apoiando Newt Gingrich". O governador do Texas esteve por um breve período à frente das pesquisas entre os précandidatos republicanos que buscam a indicação do partido para enfrentar o presidente democrata Barack Obama no dia 6 de novembro. Uma série de gafes, apresentações ruins em debates e declarações polêmicas durante a campanha, porém, prejudicaram sua situação. Gafes - Além de sua manifesta ignorância em vários temas de política externa, na memória de muitos espectadores permanece o momento em que em um dos debates se esqueceu de uma das agências federais que tinha prometido eliminar se fosse presidente. Muito criticados foram também seus comentários contra a
presença de homossexuais nas Forças Armadas e a afirmação, na segunda-feira, que a Turquia é "governada por pessoas que muitos consideram terroristas islâmicos". Com a saída de Perry, restam quatro republicanos disputando a nomeação pelo partido: o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney; o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum; o representante do Texas Ron Paul; e o ex-titular da Câmara de Representantes, Newt Gingrich. Polêmica - O apoio de Perry a Gingrich é anunciado no momento em que sondagens sugerem que Gingrich se aproxima de Romney. Os republicanos farão sua terceira primária no sábado na Carolina do Sul. Mas o ex-titular da Câmara também é criticado por sua vida pessoal. A segunda ex-esposa do republicano, Marianne, disse que o conservador pediu a ela, quando eram casados, que tivessem um "casamento aberto", no qual ele poderia se relacionar tanto com ela quanto com uma amante. Em entrevista à rede ABC, Marianne disse que se recusou a dividir seu então marido com Callista Bisek, que na época era amante e mais tarde virou a terceira e atual esposa dele. Fôle go - Já Santorum, que estava em baixa, ganhou novo impulso depois que foi divulgado ontem que ele acabou vencendo Romney por 34 votos, na recontagem dos votos em Iowa. (Agências)
França está pedindo que as sanções econômicas contra o Irã por seu programa nuclear sejam aplicadas o mais rápido possível porque teme que Israel perca a paciência e realize um ataque militar em meados deste ano, segundo fontes oficiais citadas pelo jornal Le Monde ontem. Embaixadores dos 27 paísesmembros da União Europeia (UE) reunidos ontem chegaram a um princípio de acordo para sancionar o banco central iraniano, mas ainda divergem sobre os detalhes do embargo às importações do petróleo iraniano. As negociações devem continuar na segunda-feira. A França defende a adoção de sanções o mais rápido possível, visando evitar um ataque israelense. "Acreditamos que falta cerca de um ano" para que o Irã tenha a bomba atômica, e "os israelenses não esperarão um teste nuclear iraniano para solucionar o problema", disseram fontes francesas ao Le Monde. Se as autoridades israelenses decidirem bombardear as instalações nucleares iranianas, "o momento de maior risco é o meio do ano", indicaram. Um diplomata francês de alto escalão informou que "se os israelenses quiserem atacar antes de se chegar a um estágio irreversível (no programa nuclear do Irã), o melhor momento será antes das eleições presidenciais dos EUA" em novembro. A razão disso é que, durante a
Cameron amplia presença militar nas Malvinas
O
primeiro-ministro britânico, David Cameron, aprovou um plano de contingência para aumentar a presença militar nas ilhas Malvinas por causa do aumento da tensão entre a Grã-Bretanha e a Argentina pela soberania do arquipélago, informou o jornal britânico The Times ontem. As autoridades argentinas disseram que não responderão às "afrontas militaristas" de Cameron, reforçando que apenas a negociação direta e bilateral permitirá o fim do impasse. "O único caminho que o governo britânico tem para resolver esta questão é a negociação direta", disse o ministro das Relações Exteriores argentino, Héctor Timerman,
campanha, o presidente dos EUA, Barack Obama, "estará submetido a uma pressão política muito forte para não deixar Israel sozinho diante da tentação de atacar militarmente" o Irã, acrescentou o diplomata. Ormuz - O ministro de Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, disse ontem que seu país nunca tentou bloquear o Estreito de Ormuz, mas advertiu os vizinhos árabes a não tomar partido dos EUA. "Nunca em sua história, o Irã tentou impedir (o acesso) ou colocar qualquer obstáculo nesta
importante rota marítima", disse ele em entrevista à rede NTV, em visita à Turquia. "Nós queremos paz e estabilidade na região... mas os norteamericanos.. querem dominar certos países de nossa região", afirmou. "Eu faço um apelo a todos os países da região, por favor, não se deixem arrastar para uma posição perigosa". Já o embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh Yazdi, garantiu que a tensão não se aproxima de um "clima de guerra" como tem "dito o governo dos EUA".
a uma rádio de Buenos Aires. "Não há dúvida de que a Argentina procura uma solução pacífica, negociada e civilizada. Não vamos contestar nenhuma afronta militarista de Cameron", acrescentou. O aumento do tom entre autoridades de Londres e Buenos Aires acontece após o premiê britânico ter chamado a Argentina de "colonialista" por querer o controle das ilhas. A Argentina tenta recuperar a posse das Malvinas desde 1833, quando elas foram ocupadas por tropas britânicas. O chanceler disse que a estratégia diplomática do país para ganhar apoio a sua reivindicação pela soberania do arquipélago está dando resultado e que a Argentina conseguiu a "solidariedade e o compromisso da região e dos organismos internacionais". Timerman atacou Cameron, dizendo que "nem os jornais ingleses o apoiam". "Te-
mos que ler os jornais ingleses. Até o mais conservador The Times não apoia o premiê. Dizem que ele tem uma estratégia errada, que é irreal o que está fazendo." Reforço - Segundo The Times, o governo britânico tem planos de enviar em breve novo efetivo à região através da Ilha da Ascensão, no Oceano Atlântico, que per tence à Grã-Bretanha. "Estamos traçando uma estratégia de contingência. Temos certeza de que a mesma está correta", disse uma fonte de defesa ao jornal. O diário britânico – que dedicou toda sua capa ao conflito com a chamada "Novo alerta nas Malvinas" –, disse que o governo de Cameron considerou que as ilhas estão agora melhor protegidas do que em 1982, quando a Junta militar argentina decidiu ocupá-las em 2 de abril, em uma ação que provocou uma guerra en-
Brasil - O diplomata afirmou ainda que as relações do Brasil com o Irã são excelentes, ressaltando que não houve alterações na política externa com a posse da presidente Dilma Rousseff. Segundo o embaixador, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, não visitou o Brasil na semana passada, quando passou por quatro países da América Latina, devido a problemas de agenda. "No futuro próximo, vocês ouvirão falar e terão notícias da visita do presidente Ahmadinejad ao Brasil", disse. (Agências) tre os dois países. No conflito bélico morreram 255 militares britânicos e 649 argentinos. As ilhas dispõem de quatro aviões Typhoon em Mount Pleasant, base aérea que tem um radar, e sempre há uma fragata ou um destróier patrulhando a região, informou o jornal, que acrescentou que o Ministério de Defesa britânico não revelou onde estão os submarinos nucleares. 'Britânicos' - Os 3.200 habitantes das ilhas têm nacionalidade britânica – e alguns querem que permaneça assim. "A Grã-Bretanha atualmente não é um país colonialista. É um erro falar de eventos de mais de 170 anos atrás", disse Dick Sawle, membro da Assembleia Legislativa das Malvinas, à rádio argentina La Red. Segundo ele, os argentinos "têm bastante território". "Nós somos um território da Grã-Bretanha e assim queremos continuar". (Agências)
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Agliberto Lima/DC
São Paulo
458 anos
Páginas de uma história chamada São Paulo Livros abordam aspectos do cotidiano paulistano ao longo dos 458 anos. Documentos raros e até a construção do Mercado Central podem ser conferidos nas obras. Marcus Lopes
O
aniversário de São Paulo sempre chega acompanhado de bons livros que contam um pouco a história da cidade. Afinal, em 458 anos muita coisa aconteceu por aqui. Na época da fundação da vila, por exemplo, quem mandava não era o prefeito, e sim os vereadores. Nem havia Câmara Municipal. Os parlamentares da época se reuniam na casa de um deles. Pelo menos é o que está registrado no documento paulistano mais antigo guardado nos arquivos municipais. Trata-se de uma ata da Câmara de 1.° de janeiro de 1562. O documento está no livro Arquivo Histórico de São Paulo-História Pública da Cidade, lançado recentemente pela Imprensa Oficial. Organizado pelo pesquisador Eudes Campos, trata-se de de uma rica seleção de fotos, manuscritos, mapas e registros pinçados entre os 4 milhões de itens do Arquivo Histórico de São Paulo. A proposta não foi simplesmente reproduzir, mas contextualizar os papéis. "Consideramos proveitoso buscar contextualizar os documentos de forma abrangente, na tentativa de recuperar o que se esconde por detrás das linhas um tanto mal traçadas dos antigos paulistanos, muitas vezes analfabetos funcionais", explica Campos. Algumas imagens são raras, como a construção do prédio do Mercado Central (Mercadão) e a planta original que daria origem à Praça da República, no Centro Velho. Há também um mapa da cidade em 1905. Perdizes estava na rebarba da cidade e bairros como a Penha e a Lapa ficavam praticamente na roça. Leite – Falando em roça, houve um tempo em que vacas e cabras dividiam as ruas com os bondes, pessoas e os raros automóveis que circulavam na Capital. Não era esculhambação. É que o leite era vendido de porta em porta, tirado diretamente da vaca. As pessoas chegavam com a sua vasilha e levavam o
Para atrair os fazendeiros ricos, comércio estrangeiro colocava anúncios nas revistas Fotos: Reprodução
Carrocinha do Leite Vigor que vendia o produto diretamente ao consumidor: muito antes da caixa longa vida
Propagandas das lojas chiques do Centro Velho foram reunidas por jornalista
A Ford anunciava suas "jardineiras", muito utilizadas no transporte
Ata da Câmara Municipal de 1562: documento mais antigo
leite quentinho para casa. É o que mostra o livro Leite na Paul iceia, de João Castanho Dias. Fartamente ilustrado, o autor mostra um aspecto pouquíssimo explorado da histó-
ria paulistana: o consumo de laticínios. Os mais velhos se lembrarão, por exemplo, da carrocinha e das garrafas de leite Vigor e Paulista, que eram entregues de porta em porta.
Leiterias – As leiterias, hoje praticamente extintas, eram um tipo de loja onde se vendia todo tipo de laticínio. De tão populares, muitas viraram pontos de encontro da sociedade da época e algumas bons restaurantes. Uma das mais famosas era a Leiteria Leco, no Largo do Arouche. Um de seus frequentadores era o escritor Monteiro Lobato. Numa carta enviada da prisão ao amigo Fontoura, em 1941, dizia: "Tenho uma recomendação a fazer: Há numa casa do largo do Arouche, casa Leco, um creme maravilhoso. Experimente. E até logo ou até
Livros contam a história de São Paulo. Cada um deles aborda um aspecto diferente, desde o comércio de leite até os pedestres e grupos que aparecem em antigas fotografias da cidade.
um dia. Saudades aos bons companheiros lácteos", registrou o autor de Urupês. Comércio – Em outro livro, A Imprensa Rural no Brasil (Editora Barleus, 183 páginas), Castanho Dias volta a abordar pedaços da história paulistana com propagandas do comércio estrangeiro que anunciava em publicações destinadas aos prósperos e endinheirados fazendeiros. Já no livro Ô da Rua! (Edusp, 580 páginas), a autora Fraya Frehse não aborda apenas a cidade em si, mas o cotidiano daquele que é o dono da festa do dia 25 de janeiro: o paulistano.
Fotos: Chico Ferreira/Luz
Virado à Paulista ganha roupa nova no aniversário da cidade Ivan Ventura
A
tradição sugere que o Virado à Paulista seja servido apenas às segundas-feiras. Mas no dia 25, uma quarta-feira, o costume será quebrado no restaurante Bananeira, no Morumbi, por um bom motivo. O chefe de cozinha Mauricio Ganzarolli lançará sua versão do prato em homenagem aos 458 anos de São Paulo. Ganzarolli conta que a sua versão do prato tropeiro é "moderna" e "mais leve". Segundo ele, trata-se de seguir tendências culinárias e desejos dos clientes, que pedem pratos menos calóricos.
No entanto, os conservadores não precisam se preocupar. A mudança é sutil. Na receita de Ganzarolli, o ovo de galinha sai de cena e cede o lugar ao de codorna - uma drástica redução na quantidade de proteína. A couve também teve o toque pessoal do chefe. Normalmente refogada, ela será imersa em água gelada e depois levada à frigideira com óleo, resultando em uma couve firme e crocante. "Fiz especialmente em homenagem à cidade. Em suma, dei uma roupagem mais moderna, mais leve para o tradicional prato paulistano. Mas não mudei nada na receita. Mantive o sabor, o tempero e os ingredientes. Ele é mais delicado", disse Ganzarolli, pro-
RECEITA
VIRADO À PAULISTA, de Mauricio Ganzarolli (Receita para quatro pessoas)
Para a bisteca Quatro bistecas suínas, 200 gramas cada (temperada com sal e pimenta branca moída na hora)
Mauricio Ganzarolli (acima): dono do restaurante Bananeira lança no dia 25 de janeiro uma nova versão, mais light, do tradicional Virado à Paulista (no destaque). Mas o sabor dos tropeiros será mantido.
prietário do Bananeira. O Virado é um conhecido sabor da culinária da cidade e está ligado à colonização portuguesa. Ele teria surgido no século XVII com os tropeiros – grupos que promoviam o comércio de animais pelo interior do País. Na época, as vilas eram distantes. Por isso, era necessário um alimento de fácil transpor-
te, alto valor calórico e que não estragasse. Então, o grupo levou um combinado de pasta de feijão, farinha de milho e toucinho. Com o tempo, foram incluídos a banana, o ovo de galinha e a couve. "Alguns podem achar que não, mas considero o Virado o mais paulistano ou paulista dos pratos", disse Ganzarolli.
Para a banana Duas bananas prata, cortadas em diagonal e em pedaços de cinco centímetros ¼ xícara de farinha de trigo peneirada ¼ xícara de farinha de rosca Um ovo ligeiramente batido Um litro de óleo de milho Para a couve crocante ½ maço de couve em finíssima Julienne (em tiras) Óleo de milho Colocar a couve em água gelada por cerca de cinco minutos. Fritar rapidamente no óleo a 160º C. Depois escorrer e reservar Modo de preparo Passar a banana na farinha de trigo, ovo batido e farinha de rosca. Aquecer o óleo a 180º C e fritar as bananas por imersão. Depois, escorra a banana em papel toalha
Para o Tutu 200 gramas de feijão carioca cozido 200 ml de caldo de cozimento do feijão Uma cebola finamente picada Dois dentes de alho amassados Uma colher de sopa de toucinho 100 gramas de mandioca fina crua 100 gramas de torresmo "quebrado" grosseiramente Para acompanhar Ovinhos de codorna estalados com pouca manteiga Modo de preparo Refogar o bacon picado. Juntar a cebola, alho e caldo de feijão. Deixar apurar. Ajustar o sal. Juntar o feijão cozido e, por último, a farinha. Mexer bem. Depois, aqueça uma frigideira ou grelha e dourar as bistecas de cinco a sete minutos cada lado. Arranjar a bisteca no prato ladeada pelo tutu de feijão, bananinha e couve crocante. Servir com pedaços de torresmo sobre o tutu acompanhado de arroz branco.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
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9 Ele fez uma grande coisa. Ele salvou mais de 3 mil vidas. Dominica Cermotan, loira moldava que estaria em companhia do capitão
idades EFE
Capitão não informou que navio bateu em recifes Segundo gravações divulgadas ontem, Francesco Schettino só reportou um apagão de 30 minutos
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ovas gravações de áudio foram divulgadas ontem, e m R o m a , m o strando o primeiro contato entre os oficiais portuários de Livorno e o navio Costa Concordia, que naufragou há uma semana na costa da Toscana. Na conversa, o capitão Francesco Schettino diz que o navio sofreu um apagão de 30 minutos após ter batido num recife. Schettino, que foi detido por ter deixado o navio antes de que todos os ocupantes tivessem sido retirados em segurança, pode ser indiciado por assassinato, pelo naufrágio e por abandono da embarcação. Na gravação, Schettino diz que estava verificando as razões do apagão, mas não diz voluntariamente que a embarcação havia batido num recife. O oficial diz a Schettino que sua agência ouviu de um parente de marinheiro que "durante o jantar tudo caiu sobre suas cabeças". Passageiros que estavam na sala de jantar informaram que pratos e copos caíram por todo o restaurante. "Estamos verificando as condições a bordo", responde Schettino. Perguntado se os passageiros foram avisados para colocarem os coletes salva-vidas, ele respondeu: "correto". Tripulantes e passagei-
ros reclamaram sobre a evacuação tumultuada e a falta da direção do navio. O Costa Concordia, navio de US$ 450 milhões, levava mais de 4.200 passageiros e tripulantes quando bateu contra pedras Mergulhadores retomaram ontem a busca por corpos ou pessoas ainda presas no navio: equipe conseguiu recuperar o sino da embarcação nas proximidades da ilha de Giglio, depois Reuters que Schettino fez um desvio de rota não autorizado. Ontem, os mergulhador e s r e t o m arancesco Schettino, o Uma mulher da Moldávia, ram as buscas "capitão covarde", como de 25 anos, que disse ter estapor desapareé chamado por muitos do com o capitão do Concorcidos, mas a na Itália, chegou anteontem dia após o choque da embarprevisão de escoltado por carabineiros a cação com recifes na Toscana, tempo ruim Meta di Sorrento, seu povoado defendeu as ações de Schettinão garantia natal, onde foi recebido por no na noite do acidente. a continuidamultidões. Lá ele é consideraTripulantes e passageiros disde da operado um herói. "Ele não fugiu, ele seram que Schettino jantou ção e dos pladesceu apenas para avaliar os com uma mulher da Moldávia nos para a redanos. Além disso, evitou uma no restaurante do navio. Meios tirada de tragédia, poderia ter sido de comunicação italianos inforcombu stível pior", disse seu cunhado, Mau- maram que a procuradoria quer do navio. rilio Russo. Até o pároco Don falar com Dominica Cermotan, Mais sete Gennaro, que visitará o capi- que esteve com o capitão. Ela mortos foram tão para expressar sua solida- escreveu no Facebook que estaO capital do Costa Concordia: chamado de covarde, é considerado herói em sua cidade identificados r i e d a d e, c o n s i d e r o u q u e va com Schettino no deck do pelas autoriSchettino foi "massacrado". navio, juntamente com outros dades: os passageiros franceses sageiro italiano Giovanni. Au- indiano, um espanhol e um A juíza de Grosseto, Valeria oficiais e com o diretor do tranJeanne Gannard, Pierre Gre- toridades italianas identifica- húngaro. Ontem tripulantes faMontesarchio, determinou sua satlântico. Ela defendeu Schettigoire, Francis Servil, e Jean- ram outras 32 pessoas que laram sobre caótica desocupaprisão domiciliar, contrariando no, dizendo a uma emissora de Pierre Micheaud; o tripulante podem estar mortas ou estão ção, dizendo que o capitão soou o promotor-chefe da localidade televisão da Moldávia que "ele peruano Thomas Alberto Cos- desaparecidas: 12 alemães, sete o alarme muito tarde e que não italiana, Francesco Verusio, que fez uma grande coisa. Ele salvou tilla Mendoza; o passageiro es- italianos, seis franceses, dois deu instruções sobre como retipediu a prisão preventiva. mais de 3 mil vidas". (Agências) panhol Guillermo Gual e o pas- peruanos, dois americanos, um rar os passageiros. (Agências)
Em seu povoado, Schettino é herói
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Divulgação
Metrópole – O que o levou a escrever o livro "Padres em psicoterapia" (Editora Idéias e Letras)? Ênio Brito Pinto – Eu fazia atendimento psicoterápico para religiosos no Instituto Acolher (*). A demanda era significativa. Decidi aproveitar essa experiência para fazer meu mestrado em Ciência da Religião há 11 anos. O livro é resultado dessa tese. Metrópole – Os religiosos têm muitos conflitos? Ênio – Sim, porque são humanos. O maior pecado deles é o voluntarismo: não têm ou negam tempo para si próprios. Buscam o perfeccionismo. Metrópole – O que significa "não ter tempo para si". A auréola divina que os envolve engessa sua individualidade? Ênio – São vistos com super-homens, como seres que não têm necessidade. E cumprem esse papel, pois espera-se muito deles. É uma carga muito difícil para um ser humano. Não exercem a humanidade. Eles lidam com o que existe de pior no mundo, ficam de posse de segredos terríveis. Por outro lado, precisam orientar as pessoas, aconselhá-las nos seus transes muitas vezes chocantes e isso traz enormes responsabilidades. Tudo isso se soma e eles não têm com quem trocar suas angústias. Podem sentir raiva, medos. Mas guardam tudo para si. Além disso, eles estão no limite do esforço físico, pois ficam à disposição em tempo integral. É por isso que a terapia acaba sendo a sua expressão. Eles são extremamente solitários. Metrópole – Sentem-se muito sós, embora rodeados de gente?
Fotos: Paulo Pampolin/Hype
ORAÇÃO A FREUD
Livro do psicólogo Ênio Brito Pinto nasceu de seu mestrado
Ênio – Sim, em função da sua condição de pastor. Mas nesse tópico há uma situação concreta: o padre secular, aquele que não é de ordem e que mora sozinho, sente a solidão fisicamente. Os religiosos de ordem, isto é, aqueles que moram em conventos, sofrem problema inverso:
têm pouquíssima privacidade. Metrópole – E a sexualidade? Essa questão aflora na terapia? Ênio – As questões sobre o celibato aparecem com evidência e permeiam a vida dos sacerdotes. Também é uma fonte de dúvidas e de angústia profundas. Isso é agravado por uma circunstância que talvez as chamadas pessoas leigas não sabem: os padres são muito assediados sexualmente. Metrópole – A terapia os ajuda? Ênio – É isso que mais me toca. Cada sacerdote que melhore, replica em milhares de pessoas. Eles têm um papel vital, pois todos nós somos intuitivamente religiosos. Metrópole – O senhor tem alguma religião? Ênio – Sou católico, do jeito que a maioria dos brasileiros é. Ênio Brito Pinto, 55 anos, psicólogo, morador no Jardim da Saúde (*) O instituto, instalado na Saúde, zona sul da cidade, é especializado no atendimento a religiosos.
ENTRE SOCOS E POESIAS s vigorosas comemorações dos 70 anos do pugilista Cassius Clay, aliás, Muhammad Ali, no fim de semana passado, são oportunas para revelar um pequeno segredo da sua passagem por São Paulo em maio de 1971. Ele veio fazer lutas de exibição no Ginásio do Ibirapuera e ficou hospedado por dois dias no sétimo andar do Hotel San Raphael, na esquina da Duque de Caxias com São João. Imaginem um homem vistoso, exibindo seus musculosos 1,91 m pela cidade, com trajes tipo safári nas cores verde ou azul água e avaliem o furor que produzia pelas ruas da cidade. Mas o episódio do segredo se deu na mesa do café da manhã no hotel. Além de ser, talvez, o mais hábil pugilista de todos os tempos, também foi o mais carismático pela sua militância política – cassaramlhe o título de campeão mundial dos pesos-pesados por se recusar a lutar no Vietnã, procedimento que feria seus princípios – e também pelo costume de
A
fazer poesias. Enquanto o café era servido, estenderam-lhe um papel à sua frente, deram-lhe uma caneta e pediram-lhe alguns versos. Ele escreveu: O mais longe que posso ver/ é lutar para ser livre/Antes que eu morra de um infarto/ de um tumor maligno/ de uma dose excessiva de drogas eu peço/ Deixem-me morrer por ser negro. (As três causas referidas eram, na época, os fatores mais comuns de morte nos Estados Unidos. Clay nasceu em Louisville, Kentucky). Reuters-Arquivo
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
www.dcomercio.com.br
10 -.LOGO
Estética oriental A artista Esther Horchner se inspirou na estética das pinturas tradicionais japonesas para criar um conjunto de chá de porcelana todo ilustrado com imagens de nudez. Mas a proposta nada tem de apelativa: sua ideia foi criar uma bem humorada e delicada "história" em que a personagem deixa suas roupas e calçados no pires e nas colheres para "mergulhar" nas xícaras e chaleiras. Veja o conjunto completo e outras obras da artista no site. www.estherhorchner.nl
P OLÍTICA M ODA
Não foi por causa da Luiza
Um esboço de Leonardo Da Vinci inspirou a casa de moda italiana Gherardini a criar a bolsa "Pretiosa". A peça é feita em couro de bezerro, o que certamente não deixa a marca numa posição muito simpática diante dos consumidores mais preocupados com os animais, e deve chegar às lojas italianas em março deste ano. A apresentação do modelo foi feita ontem pela atriz Maria Grazia Cucinotta durante o evento de moda Pitti W em Florença.
Warley Leite/AE
Leonardo Da Vinci, o estilista
Daniel Teixeira/AE
Q
uem acessa as redes sociais e não ouviu falar da Luiza, que estava no Canadá, mas voltou ontem, certamente perdeu um dos memes (frase ou ideia que se espalha muito rapidamente) mais populares dos últimos tempos. E também o que teve a consequência mais inusitada: a demissão de um funcionário do setor de imprensa da Presidência da República. A história começou com uma propaganda lançada em 3 de janeiro em que o colunista social Gerardo Rabello anuncia um empreendimento imobiliário em João Pessoa. Rabello afirma que fez questão de reunir toda a família para apresentar as vantagens do lançamento. Todos, "menos a Luiza, que está no Canadá". Como a família é conhecida na cidade, o diretor do comercial achou importante explicar a ausência da filha do colunista. A frase "menos a Luiza, que
Luiza Rabello foi gancho para...
...notícia falsa sobre José Serra
está no Canadá" virou febre nas redes sociais e a paraibana de 17 anos se tornou celebridade. E antecipou seu retorno ao Brasil. Ontem, a seção de humor do site da revista Piauí postou no Twitter: "Com a volta da Luiza, quem tá indo para o Canadá é o Serra..." O tuíte continha um link com uma piada insinuan-
do que José Serra teria decidido viajar para o país depois de desistir de disputar a Prefeitura de São Paulo. O grande problema foi que a falsa notícia foi retuitada pelo perfil do setor de imprensa da Presidência da República no Twitter (@imprensaPR). Além de apontar para uma notícia falsa, a menção do nome de
Serra, que não é exatamente o maior aliado do governo federal, no perfil da Presidência causou mal-estar. O retuíte foi apagado logo em seguida e a Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto publicou outra mensagem apontando o engano. "Pedimos desculpas a todos pela publicação não autorizada, hoje, neste perfil, do retuíte indevido de um site humorístico". O funcionário responsável pela gafe disse que pensou que estava em seu perfil pessoal no Twitter e, por isso, reproduziu a brincadeira. Ele pediu demissão e foi prontamente atendido. Já Luiza Rabello, apesar de ter se assustado com a fama instantânea no início, teve mais sorte. De volta ao Brasil, ela se tornou a estrela de um novo comercial d o e mp re en dimento.
Shannon Stapleton/Reuters
L ONDRES 2012 T ECNOLOGIA
Metade dos atletas fará antidoping
Megaupload fora do ar com o projeto de lei antipirataria promovido pelo Congresso dos EUA e que provocou o "blecaute" ontem de várias páginas em sinal de protesto. A retirada do site do ar provocou a revolta dos internautas que utilizam o serviço principalmente para baixar filmes, músicas e textos gratuitamente. Em retaliação à ação do FBI, poucos minutos após o Megaupload sair do ar, hackers do grupo Anonymous divulgaram pelo Twitter um ataque aos sites da Universal Music, uma das companhias que acusam o Megaupload de pirataria, e ao site do Departamento de Justiça dos EUA. Os dois sites ficaram inacessíveis.
M ICHAEL JACKSON
P OLÊMICA
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O FBI (polícia federal americana) retirou do ar ontem o site de downloads de conteúdo gratuito Megaupload após uma investigação de dois anos que resultou na prisão de quatro pessoas na Nova Zelândia pelo suposto crime de pirataria virtual. Através do Megaupload e outras páginas associadas, os acusados teriam obtido um lucro de U$S 175 milhões. As autoridades acusam o site de fazer parte de "uma organização criminosa responsável por uma enorme rede de pirataria na informática mundial" que causou mais de US$ 500 milhões em danos aos donos de direitos autorais. O FBI afirmou que a operação não tem conexão
NOVIDADE DA APPLE - A Apple anunciou ontem um novo serviço digital chamado iBooks 2. O serviço permite que autores e editoras criem, de forma fácil, livros eletrônicos para o iPad. A ideia é revitalizar a venda dos tablets da companhia.
Família desiste de indenização
Nudez castigada A atriz iraniana Golshifteh Farahani não pode mais voltar a seu país. Tudo porque posou nua para a revista francesa "Le Figaro Madame". A atriz, que mora em Paris e deixou o Irã há cerca de um ano, decidiu fazer as fotos como uma espécie de protesto à violação de direitos das mulheres no Irã. Sua intenção política foi imediatamente percebida pelo governo iraniano. "Um comunicado do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica me disse que o Irã não precisa de atores ou artistas e que eu poderia oferecer meus serviços em outro lugar", disse Farahani. O comunicado dizia ainda para ela não voltar a seu país natal. Farhadi é mais conhecida por seu papel no filme "Rede de Mentiras", em que contracena com Leonardo Di Caprio e interpreta uma enfermeira muçulmana.
D ESIGN
Chazinho na mira A chaleira da foto foi eleita por diversos sites especializados em design como uma das ideias mais criativas de 2011. Pode ser adquirida no site abaixo. http://bit.ly/zxd5xy
L OTERIAS Concurso 706 da LOTOFÁCIL
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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
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Cientistas dos EUA estudam algas como possível fonte para biocombustível
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Temperatura média global em 2011 foi a nona mais alta registrada, diz Nasa
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A família de Michael Jackson decidiu retirar um milionário pedido de indenização contra o médico Conrad Murray, condenado a quatro anos de prisão pelo homicídio involuntário do músico. Após várias consultas com os pais de Jackson e com os responsáveis pelo fundo fiduciário do artista, os advogados da família decidiram retirar o processo na quarta-feira durante uma audiência judicial, segundo o site de notícias KTLA. A decisão acontece dias antes que o juiz Michael Pastor se pronunciasse sobre a quantia econômica que Murray devia pagar à família de Jackson. "Informamos ao juiz Pastor que a família Jackson não buscará a indenização solicitada e que, portanto, elimine esse assunto da agenda", detalhou Jane Robinson, porta-voz da Promotoria, ao portal E! News, que detalha que o processo alcançava os US$ 100 milhões. Os beneficiados seriam os filhos do músico, mas a família decidiu retirar o pedido já que Murray, segundo seus advogados, não pode pagar essa quantia. Murray foi condenado em novembro pela morte do astro.
Um de cada dois atletas que disputarão os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres 2012, incluindo todos os medalhistas, irão se submeter a um exame antidoping, anunciou ontem o Comitê Organizador de Londres 2012 (Locog). O Locog apresentou os locais onde serão analisadas as 6.250 amostras recolhidas durante os 29 dias de competição, a maior quantidade na história dos Jogos. Os laboratórios funcionarão em Harlow (nordeste de Londres) 24 horas durante os sete dias da semana, e contarão com uma equipe de mais de 150 cientistas liderados pelo professor David Cowan, do Centro de Controle de Drogas do King's College de Londres. O dispositivo antidoping de Londres 2012 servirá como exemplo para as futuras competições.
Príncipe Harry da Inglaterra visitará Rio de Janeiro e São Paulo em março
Concurso 2802 da QUINA 12
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EUA abre as portas para brasileiros e chineses Liberação de vistos para esses turistas levará 40% menos tempo, anunciou Barack Obama. Atrasos já custaram US$ 606 bi à economia americana, diz Associação de Viagem dos EUA.
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presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu um lugar ímpar - o Castelo da Cinderela na Walt Disney World, em Orlando - para dar uma boa notícia para brasileiros e chineses: de agora em diante, a emissão de vistos para turistas desses países levará em média 40% menos tempo até o fim deste ano. O presidente também apresentou medidas para facilitar o processo, como a possibilidade de isenção de entrevista em alguns casos, por exemplo. Entre as novidades divulgadas pela Casa Branca para agilizar a concessão de vistos para brasileiros, está a possibilidade de abolir a entrevista pessoal no consulado. Quem precisa apenas renovar visto vencido ou é integrante de grupos que não apresentam "riscos" se encaixa na nova regra. Devido às exigências de segurança do governo americano, porém, indivíduos identificados como de "alto risco" ainda estarão sujeitos a passa-
rem por entrevista pessoal. "Queremos mostrar ao mundo, especialmente às pessoas destes dois países com uma classe média em expansão, que a América está pronta para os negócios", discursou Obama. No caso da China, o governo americano estima que a isenção de entrevista para renovação abrirá mais de 100 mil vagas para turistas que tentam o visto pela primeira vez. Nos EUA, a expectativa é que, com esse incremento, sejam gerados 1,5 mil novos empregos. No ano fiscal encerrado em outubro, foram concedidos 820 mil vistos a turistas brasileiros. O salto foi de 44% sobre 2010. Para a China, foi de 1 milhão, uma alta de 33%. A meta anunciada para 2013 é mais do que duplicar esse total, chegando a 1,8 milhão no Brasil, e a 2,2 milhões na China. Economia — A Associação de Viagem dos EUA estima que atrasos no visto já custaram US$ 606 bilhões à economia americana, e mais 467 mil empregos na última década.
Presidente dos Estados Unidos escolheu local atípico para anunciar a medida: o Castelo da Cinderela, na Disney. Entre as mudanças, será possível, em alguns casos, isentar da entrevista interessados em visitar o país
Pelos seus cálculos, a cada 35 turistas que visitam o país, é criada uma vaga de trabalho. O site de notícias ABCNews afirmou que a Casa Branca espera criar 1,2 milhão de empregos com as novas medidas, para acrescentar US$ 859 bilhões à economia dos EUA até 2020. Isso apenas com incentivos dados pelos gastos anuais, gerados por cerca de US$ 140 bi-
lhões de turistas estrangeiros. No caso dos turistas dos países que integram o grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o gasto médio é de US$ 6 mil por pessoa em viagem aos EUA, segundo o site americano. Lobbies de turismo, negócios e varejo dos dois países pedem ao Congresso dos EUA e ao Departamento de Estado —
que investe para reduzir a fila nos consulados — que relaxem a lei da dispensa do visto, e incluam o Brasil nesse pacote. Hoje, duas leis tramitam pelo Senado dos EUA com objetivo de acelerar o processo para os brasileiros tirarem visto, e os grupos de pressão veem aí chance de derrubar a exigência do documento. O motivo está no bolso: em 2010, o total de vi-
Na China, saber a cultura significa bons negócios. Renato Carbonari Ibelli
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este final de semana começam as comemorações do ano novo chinês, uma mostra da enorme distância cultural que se soma à geográfica entre Brasil e China. Diferença que pode significar também sucesso ou fracasso nos negócios com o país asiático que é hoje nosso principal parceiro mundial. Conhecer os hábitos dos chineses ganha relevância a cada ano e os motivos não são poucos. O país é sedento por capital estrangeiro. Foi graças ao imenso volume dele que o gigante deixou de ser expectador da globalização para, em 30 anos, transformar-se em segunda potência mundial. Mesmo nesse patamar, para se sustentar, o país continua a ansiar por investidores. O que não quer dizer que seja simples entrar lá. As barreiras culturais continuam um grande entrave para estrangeiros que querem ir na esteira do crescimento chinês.
Um empresário brasileiro que pretenda fechar contrato com potenciais sócios ou fornecedores chineses, se encontrará em uma realidade bastante distinta do mundo com o qual está habituado. Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), lembra que, para os chineses, o que há de mais valioso é a rede de relacionamentos pessoais —que por aqui preferimos chamar de networking —, por lá chamado de guanxi. "O networking é mais importante do que os valores e benefícios envolvidos em um contrato", afirma. Nesse contexto, ter um interlocutor comum ajuda na aproximação. Mas dificilmente o potencial parceiro chinês falará de negócio em um primeiro encontro. Antes — mais uma vez tendo o guanxi em mente —, ele buscará se tornar mais íntimo. Os encontros de negócio na China costumam ser regados a muito Mou Tai, uma espécie de cachaça chinesa, com 54% de teor alcoólico. "Não é o
caso de embebedar o interlocutor para obter vantagens", garante Tang. Segundo ele, a ideia é "criar uma atmosfera mais relaxante e íntima". Não se fecha negócio na China de maneira impessoal. Esse é um erro comum do empresário brasileiro que busca parceiros chineses. Segundo o presidente da CCIBC, muitos vão a feiras, trocam cartão e, meses depois, enviam um e-mail se mostrando interesse. "O email nunca será respondido." Convite —Os chineses investem muito tempo e dinheiro para receber e conhecer bem seus interlocutores, tanto no primeiro encontro de negócio como no 11º. Neles, como é prática na Ásia, a troca de lembranças é valorizada. Além disso, também valoriza ter na comitiva alguém que fale mandarim. Michela Chin Silva, sócia da P r ic e w at e rho u s eC o o pe r s (PwC), que intermedia relações comerciais bilaterais, explica que são poucos os executivos chineses que falam inglês. No último encontro, se-
Legislação é complexa, mas onera menos.
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ara se fazer presente na China, uma empresa estrangeira têm três maneiras: abrir um escritório de representação, formar uma joint venture ou constituir companhia com 100% de capital externo. A primeira alternativa não encontra similaridade na jurisprudência brasileira. Segundo Michela Chin Silva, da PricewaterhouseCoopers (PwC), o escritório de representação não pode realizar venda, firmar contratos ou gerar qual-
quer tipo de receita em seu nome. Mas é a melhor opção para quem quer prospectar mercado. "Ele pode analisar produtos, antes da empresa instalada no Brasil comprá-los", destaca. A legislação chinesa tem complexidades, e o ideal é ter suporte de contabilistas e advogados familiarizados com as leis do país. O sistema tributário, também complexo, onera menos que o brasileiro. Segundo Michela, até 2008 o Imposto de Renda chinês abocanhava
só 3% das empresas estrangeiras. Mas, após uma reforma tributária, subiu para 25%. O que não quer dizer que a China tenha perdido o interesse em estimular a entrada de empresas estrangeiras, por meio de benefícios fiscais, em especial para empresas que compartilhem tecnologia, diz a sócia da PwC. Entre eles, subsídio para instalação da planta da empresa, energia elétrica e redução de impostos, para empresas e para diretores. (RCI)
gundo Michela, dos 24 chineses presentes, só quatro dominavam a língua inglesa. "A China é cada vez mais internacionalizada, mas é difícil encontrar chineses que tenham fluência no inglês", diz. Michela recomenda que, além de um tradutor, os cartões de visita e materiais impressos tenham um lado em mandarim. Na troca desses materiais, os costumes são diferentes também. No caso do cartão, é recomendado entregá-lo após receber o do anfitrião. Também é educado recebê-lo e entregá-lo com as duas
mãos, os braços estendidos. É de um sinal de respeito. Em meio às nuances culturais dos encontros de negócio, talvez seja difícil saber as chances de que a relação com o parceiro chinês resulte em algo. Mas existem indicativos: normalmente, ao fim do encontro, o anfitrião discursa. Caso ele aborde temas sobre a prosperidade das empresas presentes, é sinal de que a negociação foi positiva. Caso contrário, talvez seja preciso um próximo encontro para discutir a questão. Mas é preciso ficar atento: agora ele esperará ser convidado.
sitantes brasileiros nos EUA saltou 34%. Já os seus gastos médios cresceram 30%. Porém, a questão da isenção, que hoje beneficia 36 países, vai muito além. O próprio Itamaraty, conforme apurado em dezembro, tem preocupação com possíveis reveses decorrentes da dispensa, como o aumento de brasileiros barrados em aeroportos. (Folhapress)
Ano do Dragão gera lucros na Liberdade Paula Cunha
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atas festivas representam oportunidade de puxar ainda mais as vendas no comércio. Mas, para obter bons resultados, no caso de comemorações menos conhecidas, é preciso construir um bom plano de divulgação das atividades programadas antes, destacam especialistas. Exemplo disso é o Ano Novo Chinês, celebrado no bairro da Liberdade a partir deste fim de semana até 9 de fevereiro. A sétima edição da festa, que comemora o quinto ano de um ciclo de 12 no zodíaco chinês, terá barracas, dança, música, desfile do dragão — animal que simboliza o novo ano — e desfile de modelos em trajes típicos. Comerciantes da Liberdade estimam aumento de 10% a 20% nos lucros nas comemorações. Cheung Hoi Wai, nomeado presidente da festa, está otimista: o grande número de visitantes ao bairro deve beneficiar o comércio. Para que isso aconteça, a comemoração conta com colaboração dos comerciantes locais e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), através da Distrital Centro, também localizada no bairro.
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No ano que vem, ele (o reajuste do mínimo paulista) será a partir de 1 de fevereiro e, depois, chegaremos a 1 de janeiro. Geraldo Alckmin, governador de SP
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Alckmin reajusta piso paulista O governador de SP anunciou ontem o aumento das três faixas do salário mínimo estadual, 14,13% acima da elevação do governo federal. Milene Cardoso/Folhapress
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governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou ontem o aumento das três faixas do salário mínimo estadual. Os reajustes foram superiores ao concedido neste ano pelo governo federal, de 14,13%. A primeira faixa, que inclui os trabalhadores domésticos, agropecuários, pescadores, contínuos e os de serviços de limpeza, teve aumento de 15%, passando de R$ 600 para R$ 690. A segunda faixa, onde estão operadores de máquinas, tintureiros, manicures e cabeleireiros, foi reajustada em 14,75%, passando de R$ 610 para R$ 700. A terceira faixa, por sua vez, teve elevação de 14,52%, de R$ 620 para R$ 710, e inclui os setores de higiene e saúde, vendas e segurança privada. A estimativa é de que as novas faixas do salário mínimo paulista beneficiem cerca de 7,8 milhões de trabalhadores. O governo paulista planeja
Geraldo Alckmin: a economia de São Paulo é mais dinâmica e essa é a lógica do piso estadual.
enviar o projeto de lei que estabelece o aumento à Assembleia Legislativa nos próximos dias. O reajuste das três faixas é válido a partir de 1 de março. Alckmin informou ainda que pretende antecipar o reajuste das três faixas do piso salarial paulista para janeiro, o que deve acontecer, segundo
Protesto de títulos cresce 5,6% Luiz Prado/LUZ
Calife: crédito deve aumentar neste ano.
ele, em 2014, ano de eleições para sucessão ao Palácio dos Bandeirantes. A expectativa do governo é de que, em 2013, o reajuste seja antecipado para fevereiro. "No ano que vem, ele será a partir de 1 de fevereiro e, depois, chegaremos a 1 de janeiro", disse Alckmin, em cerimônia na Capital paulista.
Rejane Tamoto
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quantidade de títulos protestados, de consumidores e empresas, cresceu 5,6% no ano passado, em relação a 2010, segundo dados da Boa Vista Serviços (BVS), administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Em 2010, ano em que a economia estava aquecida e o consumo em alta, a média de títulos protestados caiu 13,6% na comparação com 2009. No ano passado, houve expressivo crescimento de títulos protestados de empresas, uma alta de 11,8%, na comparação com 2010. Foi o segundo maior aumento dos últimos quatro anos, apenas superior aos 12,8% registrados em 2008 – ano do ápice da crise nos Estados Unidos (EUA) e, consequentemente, de
Em entrevista coletiva, Alckmin atribuiu o reajuste do mínimo estadual acima do aumento dado pelo governo "à dinâmica da economia paulista". "O reajuste é superior, mas ele não é tão diferente", disse. "A economia de São Paulo é mais dinâmica e essa é a lógica do piso estadual. Há um piso
desaquecimento da economia mundial. No ano passado, a crise da dívida dos EUA e dos países da Europa também influenciou negativamente o crescimento da economia e o aumento dos títulos protestados. "Foi um ano que teve desde o aperto monetário (aumento da taxa básica de juros no começo do ano), medidas de restrição ao crédito até a diminuição da atividade econômica. Estes fatores influenciaram a inadimplência em diversas modalidades", afirmou o economista da BVS, Flávio Calife. Segundo ele, o cenário externo adverso tornou o crédito mais difícil para as empresas e afetou a capacidade delas de pagar as
para todo o Brasil, mas as unidades da federação com economias mais fortes podem avançar mais." Servidores – O governador anunciou ainda um reajuste de 14,28% no piso salarial concedido a servidores públicos do Estado, ativos e inativos, que passou de R$ 630 para R$ 720. O aumento beneficia mais de 33 mil funcionários públicos e representa um impacto adicional de aproximadamente R$ 37 milhões por ano aos cofres públicos. Alckmin informou também que o governo e as centrais sindicais irão discutir, neste ano, a possibilidade de haver modificações nas atuais faixas do piso salarial paulista. "Há alguns que acham que deveria diminuir, ter apenas duas faixas", afirmou. "Há outros, no entanto, que acham que três faixas são o ideal, mas há também quem ache que a gente deveria ter um piso também para as áreas técnicas", acrescentou. (AE)
contas em dia. O valor médio dos títulos de empresas protestados foi de R$ 2.455. "A expectativa é que neste ano isso se modifique, com a redução da taxa básica de juros e um posterior aumento do crédito. Essa recuperação será influenciada pelo movimento ex terno", disse o economista. Os títulos protestados de consumidores caíram 3,5% no ano passado na comparação com 2010. O valor médio, no ano passado, foi de R$ 1.789. "Esta queda mostra que houve diminuição deste tipo de instrumento de cobrança para pessoas físicas, no qual são usados mais registros do que protestos. Além disso, a
utilização do cheque vem caindo", afirmou Calife. De fato, os protestos de títulos de pessoas físicas estão em queda desde 2009. Nos últimos quatro anos, apenas em 2008 houve crescimento de 14,9% nos títulos protestados de consumidores. Segundo dados da BVS, a região do País onde os protestos de títulos mais aumentaram, em 2011, foi o Nordeste, com alta de 18,7%. A segunda região que teve mais títulos protestados foi o Centro-Oeste, com 17%. A região Sudeste registrou alta de 10,9% e o Norte, de 10,2%. O valor médio dos títulos protestados na região Sudeste, em dezembro, foi de R$ 2.896, acima da média nacional de R$ 2.455. Ainda assim, o Sudeste ajudou a puxar o índice para baixo. Entre dezembro e novembro, na comparação mês a mês, os protestos na região caíram 7,3%.
Tributos chegam hoje aos R$ 100 bilhões
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s brasileiros já pagaram nos primeiros 20 dias deste ano R$ 100 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais. Esse é o montante que será alcançado hoje, por volta das 21h45, pelo Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mostra quanto o
País, os estados e os municípios arrecadam em impostos. Em 2011 o Impostômetro chegou aos R$ 100 bilhões no dia 26 de janeiro. Este ano, na comparação com o ano passado, essa marca está sendo alcançada seis dias antes. Isso significa que a arrecadação tributária cresceu cerca de 10% do dia 1
até hoje, na comparação com igual período de 2011. Em todo o ano passado o painel alcançou a marca de R$ 1,51 trilhão. Para o presidente da (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, é importante que os brasileiros saibam a im-
portância dos impostos e qual o valor dessa arrecadação, para desenvolver a consciência de cidadania no País. O presidente da ACSP lembra que em 2011 foi criado o movimento Hora de Agir, que possibilita a todo cidadão expressar sua opinião sobre os impostos cobrados no Brasil.
País vai receber US$ 15 bilhões em investimentos no trimestre
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mpresas multinacionais planejam investir cerca de US$ 15 bilhões no Brasil apenas nos três primeiros meses de 2012. A previsão é da Agência de Promoção das Exportações (Apex-Brasil), com base nas informações de projetos que entrarão em vigor até março. Grande parte dos investimentos está sendo direcionada para permitir que empresas possam aproveitar a expansão do consumo brasileiro, além de garantir melhor acesso a matérias-primas. Os números, segundo o governo, revelariam que o País continua sendo atra-
tivo, mesmo com a perspectiva de uma revisão da taxa de crescimento da economia mundial. Até novembro de 2011, o volume de investimentos chegou a US$ 60 bilhões e, mesmo a volta de uma recessão na Europa não deve mudar o cenário para 2012 no caso do Brasil. Na Organização das Nações Unidas (ONU), dados que serão apresentados na próxima semana mostrarão também que a elevação de investimentos em países emergentes deve compensar a queda que voltará a ser vista nos países ricos. No ano passado, a entidade havia pre-
visto que os investimentos diretos variariam entre US$ 1,4 trilhão e US$ 1,6 trilhão em 2011 em todo o mundo, uma leve alta em relação a 2010. Mesmo com a retração em várias economias no fim do ano, a ONU ainda prevê que os valores serão próximos à estimativa inicial. O que ameaça mudar é a expansão para 2012. Há seis meses, a previsão era de que o volume poderia chegar a US$ 1,7 trilhão. Diante da volta da turbulência na Europa, a projeção pode ser revista para baixo. Mesmo assim, os economistas na ONU estimam que o fluxo de recursos aos
emergentes deve em parte compensar e o ano terminaria com volume superior ao de 2011. Um fator decisivo será o comportamento da China. Em 2011, o país recebeu um volume recorde de investimentos, cerca de US$ 116 bilhões, 9,7% acima de 2010. Mas dezembro viu uma queda acentuada, com uma retração de 12,7% em comparação ao mesmo período de 2010. Novembro já havia também registrado queda, o que faz crescer o temor de que a crise internacional estaria já afetando planos de empresas de investir na China. (AE)
"O nosso movimento Hora de Agir não tem a intenção de criticar o governo ou ser contra o pagamento de impostos. Queremos apenas que o cidadão seja informado de quanto paga e para onde o dinheiro dele vai. Assim ele poderá exigir melhores serviços públicos", diz Amato.
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VIVA SAMPA cidade de São Paulo ganha no mês de janeiro uma homenagem da VR, marca de vales-refeição e alimentação, que participa do dia a dia das pessoas há mais de 30 anos. A promoção São Paulo 458, criada pela agência Ghirotti & Cia., envolve oferta de produtos e serviços a preços surpreendentes, de R$ 4,58, R$ 45,80 e R$ 458. A rede contará com 150 ofertas em 250 estabelecimentos, durante 15 dias. Quem usa esse cartão, fique atento. Comerciais e site na internet dão dicas.
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BBBaixaria!
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o fim da década de 1990, diversos meios de comunicação compraram pesquisas para saber o que o público queria ler e ver. As pesquisas apontaram que o respeitável público queria se ver mais e participar mais do mundo da comunicação, e, por isso, a internet ameaçava os meios de comunicação. Há um desejo incontido em muitos de ser mídia, de participar do processo histórico não como coadjuvante, mas como personagem central. Em diferentes países, os meios impressos, eletrônicos e digitais iniciaram uma corrida desenfreada para colocar a cara do homem comum em evidência. O sisudo New York Times passou a publicar em sua primeira página histórias de pessoas simples à margem da história, ainda que integrante da mesma, como vítima ou como ator do processo. Os repórteres ficaram ouriçados. Um deles, Jayson Blair, passou a inventar personagens e foi demitido. O jornal passou a exigir mais rigor nas apurações, mas o modelo se espalhou e passou a ser obrigatória a figura do personagem. Agora, vamos aos fatos. A necessidade de colocar o rosto da multidão na mídia funciona e bem. Mas existem os desgastes inevitáveis tanto para as empresas de comunicação como para as marcas que as patrocinam. O caso do BBB12 é típico. Um estupro em rede nacional do merchandising. Claro que não basta tomar Fusion Energy Drink para sair estuprando ou não – há dúvidas a esse respeito. Ladrões de colarinho bran-
co roubam usando ternos Armani e nem por isso todos que usam o modelito são ladrões. Mas a verdade é que as marcas sofrem alguns arranhões, especialmente quando a piada ganha corpo e ganha visibilidade justamente nas redes sociais onde todos expressam sua opinião para temor das empresas e especialmente dos veículos tradicionais, que buscam cada vez mais proximidade com a blogosfera. O problema não é do edredon, do drink ou das madeixas pintadas sob o patrocínio de Nielly Gold na festa em que supostamente rolou mais que afagos entre dois participantes, o problema está no nível dos reality shows. Show de realidade? Tanto o global BBB como A Fazenda da emissora do "bispo" são um festival d e b a i x a r i a s, mas como marcas e agências ainda não sabem qual a melhor ponte para chegar às emergentes classes C, D e E, acabam aderindo à fórmula em busca de contato com o respeitável público. O risco de virar piada em alguns casos é eminente, mas tem a eterna regra do falem mal mas falem de mim que justifica muita coisa. A única coisa que não justifica é o moralismo que ronda a história. Já há até quem sugira que a Disney expulse o príncipe por ele ter beijado a Bela Adormecida quando esta dormia candidamente, o que caracteriza assédio, só que a história em questão está mais para Boa Noite, Cinderela. E não deu outra: terminou ao contrário de Greta Garbo, o travesti, não no bairro suburbano e carioca do Irajá, mas na delegacia.
HOMENAGEM da VR, marca de vales-refeição e alimentação, aos 458 anos da cidade.
ÁGUAS VÃO ROLAR Boticário aproveita a estação mais quente do ano, apesar das chuvas abusivas em algumas regiões do País, para apresentar cinco novas fragrâncias da linha Acqua em campanha que estreia domingo e é assinada pela FRAGRÂNCIAS inspiradas no verão AlmapBBDO. Uma música chama a atenção de consumidores e atendentes em uma loja de roupas feminina. "Chove chuva, chove sem parar", trecho de um dos grandes sucessos do músico Jorge Ben Jor. Quem canta está feliz, de bem com a vida, experimentando um vestido. Em outro momento, o cenário é um escritório com funcionários trabalhando, todos concentrados até ouvirem uma voz vinda de uma das mesas. Sorridente e inspirada, outra bela moça canta alegremente sem se preocupar com tudo ao redor. Em ambos os filmes, o locutor fala: "Você nem vai perceber que já saiu do banho. Linha Acqua de O Boticário. Tão refrescante como uma chuva de verão. O Boticário. A vida é bonita, mas pode ser linda."
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BONECOS de Luan Santana e Zezé Di Camargo
MINIATURAS o empobrecimento total da cultura brasileira, em que agências e anunciantes mergulharam na tentativa de chegar ao coração das classes C, D e E, não poderia faltar as miniaturas – apropriadas, diga-se – dos miniastros. É a Fischer&Friends quem assina a campanha Promoção Miniastros Friboi em torno de Luan Santana, Zezé Di Camargo e Luciano (o primeiro pelo menos é excelente letrista) e Victor e Leo. Na promoção, a cada compra de produtos da marca Friboi, o consumidor recebe um selo e a cada cinco selos mais R$ 5 os troca pelos bonequinhos de 8,5 centímetros e leva junto uma revista da Editora Escala com a trajetória dos ídolos. Será que vai faltar bonequinhos como faltaram os mamíferos da Parmalat? A ver.
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Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br
NO COMPUTADOR
EPISÓDIO inédito na rede
Kodak pede concordata nos Estados Unidos
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Eastman Kodak pediu concordata na manhã de ontem depois que a pioneira dos processos fotográficos não conseguiu levantar capital para financiar uma recuperação de longo prazo, segundo reportagem do The Wall Street Journal. Em comunicado, a Kodak informou que a companhia e suas subsidiárias nos Estados Unidos estão entrando com pedido voluntário de 'proteção' ao Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. Impressoras – A empresa de 131 anos luta há décadas para lidar com a concorrência emergente no segmento fotográfico, o que se acentuou com o surgimento da tecnologia digital. Porém, sua cartada final – uma tentativa de se transformar em uma empresa que vende impressoras – revelou-se algo demasiadamente caro
stá no ar, na internet, mais um episódio da série "Meu mundo, meu computador", criada pela agência Wunderman para a Microsoft. Com exibição exclusiva nos endereços www.windows7.com.br e www.youtube.com/Windows7Brasil, os vídeos mostram como um computador com o sistema operacional Windows 7 e conexão com a internet é capaz de mudar a vida das pessoas. No novo episódio, o ator Felipe Neto conta como a tecnologia o ajudou a conquistar o sonho de trabalhar em uma emissora de televisão. Os episódios anteriores exibiram Marimoon, VJ da MTV, e o jogador de futebol Rafhael Domingues, convocado para jogar na Áustria após o técnico da seleção local assistir aos gols do atacante pela internet.
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em meio às vendas em declínio do filme fotográfico e às caras obrigações pagas aos funcionários aposentados. O pedido de concordata é um revés para o presidente executivo, o espanhol Antonio Perez, que assumiu o cargo de executivo-chefe da Kodak em 2005. Ele havia trabalhado por 25 anos na Hewlett-Packard Co., ajudando a contabilizar mais de US$ 7 bilhões em valor de mercado para a HP. Na Kodak, contudo, não conseguiu repetir o feito. Incertezas sobre a estratégia utilizada por Perez para tentar levantar o setor de impressoras da empresa levanta questões sobre o destino dos cerca de 19 mil funcionários da companhia. A operação representa riscos para os aposentados da Kodak, dando margens à possibilidade de a empresa tentar fugir de suas obrigações. (AE)
Reclamações: Itaú Unibanco lidera ranking.
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Itaú Unibanco liderou o ranking mensal de reclamações das instituições financeiras em dezembro, segundo informações divulgadas ontem pelo Banco Central (BC). A lista considera os bancos com maior número de reclamações em relação ao de clientes. A instituição mais reclamada teve um índice de 0,98. Em seguida, na lista dos bancos com mais de 1 milhão de clientes, estão Santander (0,65), Banco do Brasil (0,65), Bradesco (0,58) e HSBC (0,37). Se forem considerados os números absolutos de demandas dos clientes, o Santander (com 1.471 reclamações procedentes) fica à frente do Itaú Unibanco (1.281 reclamações), e a Caixa Econômica Federal assume a quinta posição, com 812 demandas. Entre as instituições com menos de 1 milhão de
clientes, o ranking traz os bancos Bonsucesso, Original, BMG, Daycoval e Votorantim no topo de lista. Débitos – As maiores reclamações no período foram de débitos não autorizados, cobrança irregular de tarifas e serviços não contratados e esclarecimentos incorretos ou incompletos sobre registro de denúncias, reclamações e pedidos de informações. O BC também divulgou o ranking das cinco administradoras de consórcio com mais reclamações e seus índices: Santander (13,88), Fancar (1,21), Sorobens (1,11), Convef (0,24) e Panamericano (0,21). Para calcular esse índice, o BC divide o número de reclamações pelo de clientes com operações protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e multiplica por 100 mil. (AE)
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ECONOMIA/LEGAIS - 15
A demanda doméstica deverá, em breve, ter um papel proeminente em combater problemas externos. Maurício Rosal, economista
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Brasil 'ofusca' México e Argentina Vizinhos latinos não têm mesmo potencial no mercado doméstico local, diz pesquisa da Reuters. Cortes na Selic também vão compensar recessão na zona do euro
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crescimento do Brasil deve ganhar força neste ano, com os recentes cortes na taxa básica de juros que irão compensar a recessão na zona do euro, mostrou pesquisa da Reuters divulgada ontem. Com isso, o País deve ir no caminho oposto ao de México e Argentina, cujas economias devem desacelerar. Grande exportadora de minério de ferro e produtos agrícolas, a economia brasileira ganhará força com a expansão da demanda doméstica, crescendo 3,3% em 2012 e 4,5% em 2013, segundo a mediana das estimativas de 35 analistas. A expectativa é que a economia
tenha crescido apenas 3% em 2011, reflexo do aperto fiscal e monetário do primeiro semestre para combater a inflação. Isso marca forte desaceleração na comparação com o crescimento de 2010, de 7,5%, que frustrou as estimativas oficiais de 5% de crescimento, nos primeiros meses da administração de Dilma Rousseff. Outros membros do G20, como México e Argentina, sem o mesmo potencial oferecido pelo mercado doméstico brasileiro de cerca de 200 milhões de pessoas, terão mais dificuldades para sustentar suas taxas de crescimento. A Argentina sofrerá impacto maior pelas saídas de capital e expansão
Ação de governo em empresas recebe críticas
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reportagem de capa da última edição da revista norte-americana "The Economist", lançada ontem, comenta a ação do governo brasileiro em empresas e o crescimento das corporações nas chamadas economias de "capitalismo de Estado". Sob a manchete "O crescimento do capitalismo de Estado", a revista informa que o País passou por uma "abrangente privatização nos anos 1990" e agora está interferindo em decisões da Vale e da Petrobras, "convencendo empresas menores a formar grupos campeões nacionais". A revista assinala que, na mesma década, acreditava-se que as estatais, pouco competitivas, seriam fechadas ou privatizadas. Porém, elas foram responsáveis por um terço dos investimentos estrangeiros diretos nos países emergentes entre 2003 e 2010. A publicação também revela que a África do Sul "flerta" com o modelo brasileiro.
De acordo com a reportagem, Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul, "não estão promovendo apenas mudanças duras de infraestrutura, mas também na infraestrutura de corporações nacionais". Segundo a revista, os sustentadores do "capitalismo de Estado" argumentam que é possível prover estabilidade e crescimento sob o comando de governos competentes. A reportagem revela que a relação com a cultura mandarim ajuda os países asiáticos a desenvolver a boa administração do Estado, mas não é vista no Brasil e na África do Sul, que também estão incluídos no grupo dos emergentes. Países que aplicam esse modelo, especialmente a China, "não veem problemas em manter a mistura entre o Estado e as empresas", diz a revista, que também questiona o sucesso do modelo e as perspectivas para os mercados emergentes. (Folhapress)
FMI reduz previsão de PIB mundial para 3,3%
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Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu suas previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2012 e 2013, devido aos efeitos da crise da dívida da zona do euro. A previsão é que o PIB mundial subirá 3,3% em 2012, ante projeção anterior de alta de 4%, e aumentará 4% em 2013, abaixo da previsão preliminar de 4,5%, informou ontem a agência de notícias italiana Ansa. A expectativa do FMI também é que a economia da zona do euro contraiase em 0,5% este ano, e alerta que as crescentes tensões vindas da crise da dívida do bloco ameaçam o crescimento global, disse a Ansa, citando um esboço do relatório Perspectiva Econômica Mundial. O dado está 1,6 ponto percentual menor do que o da previsão de setembro. A agência afirmou ainda que o FMI prevê alta de apenas 0,3% na Alemanha este ano, mas que deve acelerar para 1,5% no ano que vem. De forma semelhante, espera que a
França cresça em 0,2% este ano e 1% no próximo. A Itália e a Espanha, de acordo com o documento, registrariam dois anos seguidos de recessão. A economia italiana deverá encolher 2,2% este ano, e a espanhola, em 1,7%. Já a contração do PIB deve desacelerar para 0,6% este ano na Itália e para 0,3% na Espanha, disse a Ansa. Bônus — A Espanha vendeu 6,609 bilhões de euros em um leilão de bônus, bem acima do teto da faixa pretendida, que ia de 3,5 bilhões de euros a 4,5 bilhões de euros. A demanda pelos papéis foi forte, de 15,341 bilhões de euros. Foram vendidos 1,3 bilhão de euros em bônus que vencem em outubro de 2016, com yield (retorno ao investidor) máximo de 4,050%. De acordo com informações da Dow Jones, os que vencem em julho de 2019 foram vendidos em 2,3 bilhões euros, com yield máximo de 4,643%. Os que vencem em janeiro de 2022 foram vendidos a 3,009 bilhões de euros, com máximo de 5,466%. (Agências)
menor da política fiscal. país e seus credores correm pa"A demanda doméstica de- ra evitar calote desordenado verá, em breve, ter um papel na zona do euro e não desorgaproeminente em nizar o sistema c o m b a t e r p rofinanceiro globlemas externos. bal, drama comP o u c a s e c o n op a r a d o a o d emias de proporfault de US$ 100 ções parecidas bilhões da Arpossuem hoje a gentina em 2002. milhões de mesma quantiConsumo – O brasileiros locais dade de reservas Brasil iniciou o (como o Brasil) corte de sua taxa vão ajudar a para incorporar básica de juros sustentar o tal recuperação", (Selic) em agosto crescimento d i s s e o e c o n ode 2011. Com ismista-chefe da so, analistas escorretora Rayperam que o BC mond James, Maurício Rosal. reduza um dos maiores juros Entre os problemas exter- do mundo a 9,5%, em abril. nos, está a crise da Grécia. O Além da expansão do crédi-
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to projetada em 15% pelo BC em 2012, a economia brasileira crescerá impulsionada pelo aumento de 14% no salário mínimo. Incentivos fiscais, como o corte de impostos em bens duráveis, também estimulom, pela análise do Itaú Unibanco. Apesar do rápido crescimento, a economia brasileira ficará atrás dos grandes emergentes China e Índia, que vêm se expandindo lentamente desde 2009. O PIB da China deve crescer 8,4% em 2012. A economia do México, dependente das exportações para os Estados Unidos, deve ser a mais atingida pela desaceleração mundial. A segunda maior economia da América
Latina deve crescer 3,2% em 2012, abaixo dos 4% projetados em 2011 pela Reuters. Novos dados da economia norteamericana, porém podem ser um alívio para o banco central do México, que tem visto sua capacidade de cortar juros diminuir, após o peso mexicano cair cerca de 15% desde julho. Já o governo da Argentina encara um desafio mais difícil, com crescimento previsto de 3,5% em 2012 e em 2013, após previsão de 8% em 2011, com exportações de grãos, gastos do consumidor e produção industrial. Isso porque, segundo economistas, o governo superestima o crescimento e subestima a inflação. (Reuters)
SINDICATO DO COMÉRCIO ATACADISTA DE LOUÇAS, TINTAS E FERRAGENS NO ESTADO DE SÃO PAULO O Sindicato do Comércio Atacadista de Louças, Tintas e Ferragens no Estado de São Paulo, com base no Estado de São Paulo, informa a todas as empresas integrantes da categoria econômica do comércio atacadista de louças, tintas e ferragens (1º grupo - comércio atacadista) que o vencimento da contribuição sindical patronal relativa ao exercício de 2012, de acordo com a tabela progressiva por faixa de capital social, conforme obrigatoriedade estabelecida pelos arts. 578/591 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, será no dia 31 de janeiro de 2012. Informações sobre valores da tabela e guias de recolhimento poderão ser obtidas através dos telefones (11) 3313.2190/tel. Fax.: (11) 3311.7663, ou, ainda, pelo e-mail: sincaf@terra.com.br. São Paulo, 17 de janeiro de 2012. Renaldo Pizzimenti - Presidente.
FOZ DO BRASIL S.A. NIRE 35300358775 – CNPJ/MF Nº 09.437.097/0001-79
Ata de Reunião do Conselho de Administração
Dia, hora e local: Em 07 de dezembro de 2011, às 09:00 horas, na sede da Companhia, na Avenida Rebouças, nº 3.970, 31º andar, parte, São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 05402-920. Presenças: Presentes os seguintes membros do Conselho de Administração: Marcelo Bahia Odebrecht; André Amaro da Silveira; Newton Sergio de Souza; Paulo Oliveira Lacerda de Melo (suplente); Marcos Wilson Spyer Rezende; Luciano Nitrini Guidolin; Joaquim Lima de Oliveira; Paulo Eduardo Cabral Furtado. Mesa: Marcelo Bahia Odebrecht, Presidente; Rodrigo de Carvalho Pinto Bueno, Secretário. Ordem do dia: I) Matérias para deliberação: 1) Aprovado, por unanimidade dos presentes, o Programa de Ação do Diretor Presidente da Companhia para o triênio 2012-2014; 2) Os Conselheiros aprovaram, ainda, na forma da lei e do Estatuto Social da Companhia a PD.CA-FOZ 10/11 – Definição de Limites de Delegação à Diretoria da Companhia; 3) Aprovado, por fim, por unanimidade dos presentes, o calendário de reuniões do Conselho de Administração da Companhia para o exercício de 2012. II) Matérias para conhecimento: Nada a registrar. III) Matérias de interesse da Companhia: Nada a registrar. IV) Encerramento da ata: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, a qual lida, discutida e achada conforme, vai assinada por todos os Conselheiros presentes, pelo Presidente e pelo Secretário da Reunião. São Paulo, 07 de dezembro de 2011. Conselheiros: Marcelo Bahia Odebrecht – Presidente; André Amaro da Silveira; Newton Sergio de Souza; Paulo Oliveira Lacerda de Melo (suplente); Marcos Wilson Spyer Rezende; Luciano Nitrini Guidolin; Joaquim Lima de Oliveira; Paulo Eduardo Cabral Furtado. Certifico e dou fé que esta ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Rodrigo de Carvalho Pinto Bueno, Secretário. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 36.499/12-2, em 17.01.2012. Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.
ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF Seleção de Fornecedores – Modalidade Coleta de Preços nº 005/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a seleção de fornecedores Objetivando a Contratação de Empresa para Prestação de Serviços de Execução de Obras Civis para reforma e adequação do Imóvel sito à Rua Catão, nº 988 - Lapa – São Paulo/SP, incluindo o fornecimento de insumos materiais, mão de obra e equipamentos. Informações e Edital: Sítio:www.saudedafamilia.org e Associação Saúde da Família – Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Esclarecimentos: endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org e achinem@saudedafamilia.org. Entrega de documentos e abertura de envelopes dia 02/02/2012, às 10h. Local da Sessão: Praça Marechal Cordeiro de Farias – 65 – Higienópolis – São Paulo/SP.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 011/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2793/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 011/2012, tendo como objeto a aquisição de pneus para serem utilizados pela frota da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, conforme características, especificações e nas quantidades constantes no Anexo II e IV. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 02 de fevereiro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 10 horas do dia 02 de fevereiro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 19 de janeiro de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 012/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2029/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 012/2012, tendo como objeto a aquisição de 01 (um) veículo adaptado para ambulância – tipo B, para ser utilizado pela Divisão de Atenção Pré-Hospitalar-S.A.M.U., da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, conforme especificado pelo Anexo II. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 02 de fevereiro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 10 horas e 30 minutos do dia 02 de fevereiro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 19 de janeiro de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 008/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3537/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 008/2012, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos para uso em pacientes atendidos nas unidades de saúde do município, constantes da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME), conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas darse-ão até às 8 horas do dia 01 de fevereiro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 01 de fevereiro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 19 de janeiro de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 19 de janeiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Henrimar Automóveis Ltda. Avenida do Cursino, 2.446 - Saúde - 2ª Vara de Falências.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 013/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3027/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 013/2012, tendo como objeto a contratação de empresa especializada em serviços gráficos - impressos - para serem utilizados pelas Unidades da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, conforme especificado e nas quantidades constantes no Anexo II. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 02 de fevereiro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 11 horas do dia 02 de fevereiro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 19 de janeiro de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 015/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3824/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 015/2012, tendo como objeto o registro de preços de material para atendimento a pacientes estomizados, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 03 de fevereiro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas e 30 minutos do dia 03 de fevereiro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 19 de janeiro de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
O SIMPA- Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região, com base nos municípios de São Paulo, Cajamar, Santana do Parnaíba, Barueri, Carapicuíba, Osasco, Cotia, Taboão da Serra, Embu, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Caieiras, Mairiporã, Arujá e Rio Grande da Serra, informa a todas as empresas integrantes da categoria econômica do comércio varejista de papelaria, material de escritório e suprimentos de informática que o vencimento da contribuição sindical patronal relativa ao exercício de 2012, de acordo com a tabela progressiva por faixa de capital social, conforme obrigatoriedade estabelecida pelos atrs. 578/591 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, será no dia 31 de janeiro de 2012. Informações sobre valores da tabela e guias de recolhimento poderão ser obtidas através do tel. 113255-3587, fax: 113255-5243 ou ainda pelo e-mail simpasp@ig.com.br. São Paulo, 18 de janeiro de 2012. Antonio Martins Nogueira - Presidente
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Não desistir nunca. Eu nunca desisto. Rosie Huntington-Whiteley, modelo britânica
conomia
SPFW estreia com polêmica Desfile de modelo e atriz britânica Rosie Huntington-Whiteley, inspirado no frio de Moscou, divide opiniões na abertura do São Paulo Fashion Week.
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om atraso de 40 minutos e polêmica em torno da atriz e modelo britânica Rosie Huntington-Whiteley, teve início ontem às 17h40 a temporada de inverno da São Paulo Fashion Week, realizada na Bienal do Ibirapuera. A modelo britânica Rosie Huntington-Whiteley desfilou para a marca Animale, em figurinos da estilista Priscila Daroult inspirados na moda das ruas de Moscou e São Petersburgo. Mas a modelo conhecida também por ter substituído Megan Fox na série cinematográfica "Transformers" foi ora chamada de uma das mais sexy do mundo, e ora como dona de uma sexualidade "infantilóide-gélida". Alguns críticos não gostaram do que viram na abertura dos desfiles. Estampas com bordados em formato de cruz, paetês e pedrarias e peças com aplicações em veludo causaram polêmica. A coleção da Animale distribuiu seu latifúndio entre várias tendências da temporada: luxo ornamental (dos czares russos), veludo molhado, um certo ar gótico, tweeds e artesanal de luxo. Ideias – O resultado foram peças desejáveis, um mix de vestidos, pijamas e terninhos dignos de qualquer catálogo com enormes chances de virar sucesso de vendas. Ponto para Priscilla. Por outro lado, a edição do desfile deixou a desejar, porque faltou fôlego e conceito para amarrar todas as ideias da temporada. A coleção, aos olhos mais atentos, parecia mais um menu-degustação: um pouquinho de cada coisa em qualquer ordem. "Fora isso, foi uma perda tremenda trocar a poderosa Raquel Zimmermann pela sem sal Rosie Huntington", disse um crítico. Ana Beatriz Barros e Izabel Goulart também desfilaram para a marca Animale. Tricô – O segundo desfile da temporada inverno foi de Tufi Duek. Inspirado na NASA, agência espacial dos Estados Unidos, o estilista Eduardo Pombal brincou com relevos arredondados e gargantilhas. Astronautas foram a referência da marca, que usou tule branco costurado com elástico bem fino. Para dar brilho, os paetês foram aplicados em cima de cada relevo. A Cori, terceira na passarela, ousou também ao trabalhar com as texturas de tricô artesanal. Mas a marca não usou o fio de lã das vovós. Foram fios de couro metalizado recortado a laser para fazer o tradicional tricô. As estilistas Gisele Nasser e Andrea Ribeiro buscaram portanto uma reinterpretação das tendências do invernto. No último desfile da noite de ontem, o estilista Oskar Metsavaht, criador da Osklen, fez uma apresentação de estilos e materiais que, segundo ele, remetem à reflexão sobre o impacto da moda sobre o meio ambiente. (Agências)
A trajetória dos novos talentos
Nacho Doce/Reuters
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A gaúcha Marcele Dal Cortivo, té os 16 anos, a britânica de 18 anos, foi uma das Rosie HuntingtonWhiteley morava em uma escolhidas da Way. Há apenas três meses em São Paulo, ela cidade rural da Inglaterra, em Tavistock, quando foi descoberta estreia nesta temporada. Até o ano passado, pretendia prestar por um agente de modelos. vestibular para Engenharia e Hoje, nove anos depois, ela veio ao Brasil abrir a semana de moda continuar morando com os pais em Passo Fundo. "Todo mundo paulistana pela Animale com sempre disse que eu devia ser status de celebridade. No ano modelo." Marcele não tinha passado, estreou em Hollywood e foi eleita a mulher mais sexy do certeza se de fato queria seguir a carreira de modelo. "Quando mundo por uma revista inglesa. cheguei a São Paulo e percebi o Todos os dias, a Ford, uma das tipo de vida que agências de modelos poderia ter, resolvi de São Paulo, recebe que modelar seria a pelo menos 50 minha opção de jovens que sonham futuro." Ela estreou com a trajetória de "Algumas na passarela no Rosie. São garotas meninas Fashion Rio, onde fez vindas de todas as 18 desfiles. regiões do País, com chegam à Com pele clara, tipo físico e padrão agência cabelos castanhos, social bem variados. quase 1,78 metro de altura, "Para conseguir a prontas. 50 quilos e visual oportunidade de um exótico, Ellen Pinaff, teste elas precisam LAURA VIEIRA, de 18 anos, resolveu ter no mínimo 1,77 DA FORD participar, há um ano, metro de altura, de uma convenção quadril com no de modelos em Presidente máximo 90 cm de largura e Prudente, sua cidade natal, no ombros estreitos", explica Laura interior paulista. Lá, foi Vieira, agente da Ford. descoberta por Alex Fourier, da Mas, para chegar ao menos à 55 Management. Dois meses São Paulo Fashion Week, todos depois, constava na relação de os envolvidos no processo de new faces do site models.com, a escolha – o agente da agência, o maior referência da moda diretor de imagem da marca e o quando o assunto é passarela. estilista – concordam que é A sexy Rosie, que está nas preciso ter algo mais além da beleza e das medidas de modelo. passarelas e no cinema, diz que o fundamental é ter um "algo Algo mais para Laura quer dizer atitude. "Algumas meninas mais". Mesmo sendo magra para os padrões brasileiros, transpira chegam à agência quase sensualidade. Rosie dá um prontas. Têm uma elegância conselho às new faces: "Não natural, leveza no andar, sabem desistir nunca. Eu nunca desisto", conversar e, por isso, acabam afirmou ela. (AE) atraindo a atenção do cliente."
Julien Pereira/AE
Thiago Bernardes/AE
A modelo Rosie HuntingtonWhiteley na passarela (acima), pela Animale: beleza infatilóide e gélida, como disseram alguns críticos, ou a mulher mais sensual do mundo, segundo outros?
Yasuyoshi Chiba/AFP Photo
Acima, Tufi Duek apresentou figurinos inspirados nos astronautas. Ao lado, o latifúndio da Animale em várias téndências.
O desfile da marca Cori trouxe à passarela o tradicional tricô, mas feito com fios de couro metalizados.
Vestuário: média de gasto será de R$ 670 em 2012.
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brasileiro deve gastar, em média, R$ 670 com vestuário neste ano, valor superior aos R$ 583 que haviam sido estimados para o ano passado, aponta pesquisa do Ibope Inteligência, divulgada ontem. O maior potencial de consumo no varejo de moda está na classe B (42,5%), o que representa R$ 46,46 bilhões em vendas. Somado ao potencial mostrado pela classe C na pesquisa (38,40%, ou R$ 41,98 bilhões), as duas
classes totalizam R$ 88 bilhões, de um total de R$ 109 bilhões estimados para o ano – resultado 15,7% superior aos R$ 76 bilhões projetados para as duas classes na sondagem anterior. As classes D e E fazem parte do menor grupo de consumo de vestuário. O potencial nessa faixa é de R$ 7,15 bilhões, o que corresponde, percentualmente, a 6,54% do volume de vendas. A classe A, por sua vez, tem potencial de consumo de R$ 13,72
bilhões e 12,56% do volume em 2012. A Região Sul é a que mostra a maior expectativa de consumo per capita, de R$ 791. Em seguida, aparecem o Centro-Oeste (R$ 740,29), Sudeste (R$ 729,15), Norte (R$ 590,71) e Nordeste (R$ 487,29). Mas em termos de potencial de consumo, o Sudeste lidera a lista (50,36%), seguido por Nordeste (17,54%), Sul (16,99%), Centro-Oeste (8,64%) e Norte (6,46%). (AE)
42,5 por cento do total é o potencial de consumo da classe B no varejo de moda brasileiro. Tem o maior peso e representa R$ 46,46 bilhões em vendas.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Nº 401
DCARR
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Paulistão Chevrolet. Este será o nome do campeonato paulista de futebol deste ano, que terá o patrocínio da montadora. Ela já patrocina as seleções brasileiras de Futsal e Beach Soccer.
DETROIT
O Salão que voltou a ser grande Depois de edições sofríveis, Detroit, a capital mundial do automóvel, tem novamente um salão do automóvel de verdade.
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Salão Internacional de Detroit, EUA, durante décadas foi o mais importante do mundo, inclusive por ser o salão da capital mundial do automóvel. Com a crise que assolou a indústria automotiva no final da década passada, a cidade entrou em crise, a pior da história. Com isso, o Naias – Salão Internacional da América do Norte – ficou irreconhecível. Porém a recuperação do mercado norte-americano deu novos ares ao evento. Foram 12,5 milhões de unidades comercializadas no ano passado, número que, embora esteja bem abaixo do recorde de 17,3 milhões de veículos alcançado na virada do século, levou a gigante General Motors a sair da crise, mostrar índices positivos e voltar a ser a número um do mundo. Especialistas acreditam que o mercado norte-americano chegue em 2012 a 14,5 milhões de unidades. Com novos rumos e direções, as gigantes automotivas americanas estão voltando a crescer e a gerar empregos. Ao contrario dos últimos anos, o Naias esteve repleto de novidades e a recuperação não era a preocupação dos mais de 750 mil visitantes (público recorde). Mais uma vez, o foco recaiu sobre carros pequenos, os combustíveis alternativos e os "estrangeiros". Um modelo pequeno que chamou a atenção foi o Chevrolet Sonic, que deve desembarcar ainda este ano por aqui. Outros destaques: Smart For-Us Pick-up, que remete às picapinhas que fazem tanto sucesso por aqui, o Ford Fusion, Hyundai Elantra, eleito o carro do ano na exposição, e o belíssimo MercedesBenz SL, que também chega em breve ao Brasil. Ao todo, mais de trinta novos modelos estão expostos no Naias. Os destaques – O Chevrolet Tru 140 S, conceito, foi desenvolvido sobre a plataforma do Cruze – o mesmo que é vendido no Brasil – tem motor 1.4 Turbo Ecotec, que gera 150 cavalos de potência. Ele leva até quatro passageiros. Tem 4,5 metros de comprimento. O Porsche 911 Carrera Cabriolet foi a novidade da alemã em Detroit. Ele tem motor 3.4 de 350 cv de potência e co-
Fotos: Divulgação
meça a ser vendido em março na Europa. Ainda não tem data para o Brasil, mas não demora. O nosso mercado é bom consumidor da marca. O Honda CR-V, embora não seja novidade, também atraiu olhares em Detroit. O modelo foi totalmente repaginado, teve a mecânica aprimorada, além de trazer mais conforto e equipamentos. Chegará em breve ao Brasil. Um Audi Vail Concept foi outro alemão que chamou a atenção. Ele é a edição especial do Q3, que tem como grande atrativo o motor 2.5 que gera 314 cv de potência, igual ao que alimenta o superesportivo RS3. O conceito usa a mesma base do Tiguan, Golf VI e A3. O Veloster foi o destaque da Hyundai no Salão, equipado com novo motor turbo de 201 cavalos. Outra atração da marca foi a versão reestilizada do Genesis Coupe de 274 cv com tração traseira. O novo
Audi Vail Concept
Chevrolet Sonic
Porsche 911 Carrera Cabriolet A gracinha do Multipla
motor 1.6 litro turbo-alimentado com injeção direta de gasolina (T-GDI) do Veloster, permite regulagem e sonoridade esportiva e trabalha em conjunto com dois tipos de transmissão desenvolvida pela Hyundai, automática e manual com seis marchas. A maior atração – O Mercedes-Benz SL foi a maior atração do Salão de Detroit 2012. O modelo ganhou visual mais moderno, aperfeiçoamentos mecânicos e está 140 kg mais leve que o anterior. Opcionalmente, o teto pode vir equipado com 'Magic Sky Control', com vidro cuja transparência pode ser controlada por botão no painel. O Ford Fusion foi outra deliciosa atração que deixou visitantes e jornalistas encan-
tados. O modelo impressiona pela beleza e diversidade de tecnologias disponíveis: tem uma gama completa com motores a gasolina, híbrido e híbrido plug-in. Na versão a gasolina, o sedan, que chega ao Brasil no segundo semestre, dispõe de dois novos motores EcoBoost. Enquanto isso, a Volkswagen apresentou os E-Bugster, o Beetle elétrico e o Jetta Híbrido. O primeiro tem apenas dois lugares e motor com 115 cv de potência acelerando de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos. E faz isso sem emissão de poluentes. O módulo elétrico do carro pesa 80 quilos e a energia para tocar o motor é armazenada em bateria de íons lítio, que fica atrás dos bancos. A
capacidade da bateria é de 29,3 kWh e dá uma autonomia de pelo menos 180 quilômetros na cidade. Segundo a empresa, essa autonomia é suficiente para a pessoa ir de casa ao trabalho e voltar para casa sem precisar recarregar a bateria. A bateria pode ser recarregada em 35 minutos em estações públicas ou em casa, em tomadas domésticas. Para que não haja problema na hora da recarga, a indústria está padronizando os plugues de conexão, que serão disponibilizados a todos os fabricantes. Além disso, está se padronizando, também, o Sistema de Carga Combinado, o controlador de carga e a arquitetura elétrica, que precisam ter capacidade de se adaptar a
todos os tipos de recarga. O VW Jetta Híbrido é movido por motor a gasolina de alta tecnologia (TSI com 110 kW / 150 cv) e também um elétrico emissão/zero (20 kW). A associação oferece um desempenho marcante (0-100 km/h em menos de 9 segundos). A venda do sedan começa em novembro nos EUA. Aqui no Brasil ele segue na sua versão normal, a gasolina.
Off-Detroit – Ele não foi ao Salão de Detroit. A Fiat só apresentou modelos Chrysler, e o Cinquecento, com vendas de vento em popa nos EUA. Mas merece este espaço "off-Detroit" aqui. É o Fiat 600 Multipla "Vorto", um conceito baseado no modelo do mesmo nome, produzido pela italiana nos anos 50. A gracinha ainda não tem data para ser produzida em série, mas virá muito breve com certeza. Inclusive para cá.
CHUVAS ANUAIS
CUIDADO COM O 'CARRO DE ENCHENTE' Confira dicas de especialista para você saber evitar um deles e não naufragar na hora da compra
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omo acontece anualmente, nossas autoridades se esforçam para explicar – sem nunca convencer ninguém, principalmente as vítimas – o porque dos desastres provocados pelas chuvas de verão. "É que ontem choveu tudo o que deveria chover nos próximos 10 anos", justificam, sai ano e entra ano. As chuvas inundam cidades inteiras, derrubam morros, casas, pontes, matam famílias
inteiras e a justificativa não muda. Poderiam, pelo menos, ser mais criativos, já que não têm competência para resolver os problemas. Um problema decorrente das chuvas é o do carro atingido pelas enchentes, que fica total ou parcialmente submerso e tem componentes comprometidos pela corrosão. É preciso tomar muito cuidado para não comprar um "carro de enchente".
E como saber se ele foi recuperado sem ter de recorrer à ajuda (e aos custos) de um mecânico de confiança? O engenheiro mecânico Denis Marum, diretor da Chevy Auto Center, conta quais são os pontos do
automóvel que merecem sua atenção na hora de adquirir um carro, não somente nestas épocas pós-enchentes, mas o ano inteiro, para evitar comprar um "carro de enchente", que pode aparecer numa feira ou leilão de carros.
As dicas – Atenção para isto: peça para ver o manual do proprietário. Se o papel estiver enrugado, o carro é de enchente. Se não estiver enrugado, verifique se o manual possui o mesmo número do chassi do veículo (compare com o número
gravado nos vidros). Se forem diferentes, não é do carro. Desconfie. Outra verificação vai ficar por conta do seu olfato. Se o carro estiver cheirando a mofo ou com algum perfume forte, atenção. Isto pode ser sinal de tapeçaria que molhou. Outra dica do especialista: veja se o macaco está enferrujado. Se estiver... Os trilhos dos bancos dianteiros também denunciam a ferrugem causada pela inundação do carro. Eles também ficam enferrujados. Lembre-se de que todas as luzes do painel devem estar funcionando. Abra a caixa de fusíveis e relês e, com muita atenção, veja se há algum sinal de ferrugem. Se o óleo do motor e do câmbio estiverem com a cor esbranquiçada, siga a recomendação do engenheiro Marum: procure outro carro.
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urismo
Fotos: Mario Tonocchi
Cambará, base para a aventura
A 170 quilômetros de Porto Alegre, a região dos Aparados da Serra impressiona por suas formações rochosas gigantescas e cachoeiras
Pousada da Fazenda (acima) e Restaurante Cantina O Casarão, cujo anfitrião é Ademir (abaixo).
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NOS GRANDES CÂNIONS DO SUL Mário Tonocchi
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iante da imensidão, cada indivíduo tem uma reação diferente. Uns oram enquanto apontam "a obra" de Deus na natureza, outros buscam o transe para absorver completamente as energias do lugar. Muitos, maravilhados, não sabem se riem ou se choram. Nos cânions de Cambará do Sul, localizados a mais de mil quilômetros de São Paulo e 170 km de Porto Alegre, todos esses sentimentos afloram e não raro se misturam. Exclusiva para o turismo de aventura, a região oferece uma compacta mas honesta e acolhedora infra-estrutura. Trilhas, esporte radical e os topos dos gigantescos vales, com temperaturas amenas no verão e frio rigoroso no inverno, são as grandes atrações. Ao todo, são 68 cânions em Cambará do Sul. O conjunto divide os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ao Rio Grande pertence a planície e um metro abaixo da borda. Todos os cânions estão dentro de parques federais da região denominada Aparados da Serra. Nos Aparados – nome dado porque as bordas parecem "bem aparadas" – estão delimitados o Parque de Aparados da Serra e o Parque Nacional da Serra Geral. O DC visitou algumas das atrações mais famosas: os cânions Itaimbezinho e Fortaleza e a Cachoeira dos Venâncios, que nesta época tem baixa vazão pela falta de chuvas. Itaimbezinho – Com 5,7 mil metros de extensão, até dois quilômetros de largura e 720 m de profundidade em seu ponto mais alto, o lugar é coberto pela Mata Atlântica e a Mata de Araucária na parte superior. Atualmente, os guias estão autorizados a levar os visitantes por apenas três trilhas: duas nas bordas (uma com 1,5 km e outra de 6,3 km) e uma última por dentro do vale, subindo o Rio do Boi por quatro quilômetros. As distâncias são só a medida da ida. Este último passeio tem de ser acompanhado por guias. Chuvas podem elevar o nível da água do rio em até um metro a cada cinco minutos. Uma característica do destino é a mudança brusca de temperatura, já que os vales permitem o encontro de frentes
Caminhada de mais de meia hora leva ao ponto mais alto do Cânion Fortaleza (foto no topo). Lá, não perca o passeio até a queda do Tigre Preto (acima). Itaimbezinho (no pé) é outra visita imperdível, assim como o aglomerado de quedas da Cachoeira dos Venâncios (abaixo).
frias com ar quente. Isso forma intensos e densos nevoeiros que encobrem totalmente os cânions quase que imediatamente. Os guias locais dizem que tem muita sorte o turista que consegue ver o lugar com o céu aberto e fechado pelas nuvens pouco depois. O Itaimbezinho sedia uma base de pesquisas e de preservação ambiental federal. Tem locais para piquenique próximo da base, lanchonete, sanitários, loja de artesanato e ambulatório. O ingresso custa R$ 6 por pessoa e o estacionamento R$ 5 para carros pequenos. Fortaleza – No Parque Nacional da Serra Geral, o Cânion Fortaleza ainda não cobra ingresso, mas não tem infra-estrutura. A estrada de terra para chegar lá está sendo asfaltada. Mesmo inacabada é melhor que a via que segue para Itaimbezinho, que tem muita pedra. Em Fortaleza uma caminhada de mais de meia hora leva ao ponto mais alto, um pico com 1.117 m. É lá que os visitantes entram no êxtase descrito no início deste texto, ao observar os sete quilômetros de extensão e largura de até dois quilômetros. A característica aqui é a ventania. No dia da nossa visita, os guias calcularam a velocidade do vento entre 70 e 80 km por hora. Lembra um salto de pára-quedas. As rajadas, segundo eles, podem chegar a 120 km/h. Com essa condição já não é possível permanecer no lugar com segurança, pois visitantes desavisados ficam à beira do paredão. Águas – Fortaleza tem ainda uma cachoeira que pode ser visitada com uma caminhada de 30 minutos depois de se voltar ao mesmo ponto de partida para o pico. A queda do Tigre Preto tem cerca de 600 m de altura e impressiona. Outra queda d’água da região é a Cachoeira dos Venâncios (entrada a R$ 5 por pessoa), um aglomerado de quatro quedas formadas pelo Rio Camisas e que está dentro de uma propriedade particular na divisa de Cambará do Sul com Jaquirana.Ela faz parte do projeto "Quintais de Cambará" (leia mais ao lado). O rio, segundo os moradores locais, tem índice zero de poluição. Viagem a convite prefeitura de Cambará do Sul, com o apoio da Fiat
om quase 7 mil habitantes Cambará do Sul é um lugar pacato, focado em aventura. A programação estritamente diurna exige se acordar às 6h. Na hotelaria, lista 22 pousadas e na gastronomia, nove restaurantes, pizzarias e bares. O Restaurante Cantina O Casarão, no centro, é uma atração pela simpatia e história do dono, Ademir Troian, que abandonou a batina para se casar com Elaine, tentar a eleição para vereador em 2008 e agora comandar o restaurante. Com preços entre R$ 30 e R$ 40 por pessoa, sem bebidas, oferece mesa completa de saladas orgâ- Divulgação nicas, massas e capeletti in brodo. Além disso, dois tipos de rodízio: um de variadas coberturas para filés de truta e o outro serve bisteca de boi (carne de gado, como eles dizem lá) e o galeto primo canto. Este é abatido no p r i m e i r o p i o. Com isso, a carne da ave é extremamente macia. Pode-se também pedir o “completão” com o serviço de todas as carnes. Pousadas – As diárias das pousadas variam entre R$ 100 e R$ 400. A Pousada Fazenda Pindorama (www.pousadapindorama.com.br/) é limpa e organizada. Serve um delicioso café da manhã rústico e praticamente tudo é produzido na própria fazenda. De acordo com o proprietário, a pousada representa hoje 70% da renda da propriedade. “A pousada revigorou a fazenda," diz.
A maioria dos visitantes de Cambará do Sul, de acordo com o vice-prefeito Schamberlaen José Silvestre, é do Estado de São Paulo. Dentro desse grupo, a maior parte chega à cidade em seu próprio veículo. Pode não ser a melhor opção para quem é extremamente cuidadoso com o carro ou a moto. O desafio para o DC, no entanto, foi simples: testar cinco carros da linha adventure da Fiat nos caminhos que levam para os cânions e cachoeiras. Como ir – Agências de Porto Alegre levam o turista, com taxa de R$ 200 por pessoa para percorrer os 170 km até Cambará do Sul. Na média, um passeio de quatro dias na cidade com pousada e café custa R$ 1,2 mil. Já para visitar os cânions e outras cinco localidades, o custo pode chegar a R$ 2.795 por pessoa (mais informações pelo s i t e c a m b araonline.com.br). Também há a opção do visitante instalado na cidade comprar pacotes de passeios em agências locais de turismo de aventura. Na agência Cânion T u r i s m o ( c a n i o n t u r i smo.com.br), uma caminhada pela parte superior do cânion Itaimbezinho com guia, seguro, ingresso e água custa R$ 87 para duas pessoas. Há, ainda, passeios nas cachoeiras, de bicicleta, de bote ou a cavalo e visitas a produtores de mel e fazendas locais. (MT)
PROJETO QUINTAIS
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ambará do Sul é pioneira na implantação de um projeto do Ministério do Turismo e Sebrae que une a produção agrícola ao turismo rural. O projeto “Quintais”, de acordo com a presidente da Associação dos Empreendedores Turísticos de Cambará do Sul, Beatriz Trindade, proprietária da Pousada Corucacas, engloba cinco "quintais" que trabalham com a venda de geléias, queijo serrano e artesanato em lã. Cambará Centro de Lazer e Turismo Ltda, Eco Hotel, Rancho Cabotiá, Pampa Rural - Pesca e Lazer, Pousada Corucacas e Fazenda Cachoeira dos Venâncios oferecem, ainda, pesca esportiva, churrasco na vala estilo serrano e a sapecada de pinhão. (MT)
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QUEM SEGURA ESSE REPÓRTER?
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Fotos: Sony Pictures/Divulgação
cultura
Criação do cartunista belga Hergè, o jornalista Tintim é a estrela da animação As Aventuras de Tintim, que estreia nesta sexta (20) nos cinemas brasileiros.
udo o que Steven Spielberg toca vira ouro. O cineasta americano sabe dar cor e vida a imagens em movimento. Acostumado a dirigir atores, estreia no comando de uma animação com As Aventuras de Tintim, cujo roteiro é baseado nos quadrinhos criados pelo belga Hergè. E faz um filme com ritmo, mas sem apelações, explosões monumentais desnecessárias ou perseguições automobilísticas. É evidente o esmerado cuidado com a luz e a composição das cenas, e a manutenção do ar quase ingênuo das histórias originais. A ação se dá pela técnica de captura de movimentos: os atores atuam com sensores no corpo e tudo o que fazem é depois aplicado nos personagens dentro da animação. A aventura começa quando Tintim compra uma réplica do navio Licorne em uma feira de rua. Outros interessados no barco oferecem muito dinheiro para que ele o venda. Diante da recusa, sofre ameaças. O repórter, intrigado, começa a investigar qual seria o segredo da embarcação, que tanto interesse despertou. Tudo o que sabe é que possui 50 canhões, dois convezes e três mastros. Sempre acompanhado de seu esperto e leal cão Milú, o arrojado repórter Tintim – que empunha armas e não hesita em atirar nos bandidos – segue as pistas para descobrir mais sobre a trajetória do navio. E chega a Ivan Ivanovitch Sakharin, o vilão. Ficamos sabendo que um dos segredos pode ser o tesouro escondido em algum lugar dos mares do planeta, que teria naufragado com o Licorne, do qual foram feitas três réplicas praticamente idênticas. A única diferença entre elas é um detalhe que contém a mensagem capaz de decifrar o segredo.
O beberrão capitão François Haddock vai acompanhar a saga, já que ele próprio está diretamente envolvido com a origem do mistério. E somos apresentados a um velho pirata, daquele modelo tradicional, que possui olho de vidro e cara de mau, chamado Rackham, o Terrível. Em paralelo trabalham os atrapalhados agentes da Interp o l D u p o n d & D upont (Simon Pegg e Nick Frost), usando seus chapéus coco pretos e bengalas. Eles pifiamente tentam capturar um batedor de car teiras, além de dar uma mão com os piratas. A busca pelo galeão afundado leva Tintim, Milú e Haddock ao alto mar, a diversas cidades pelo globo e até aos desertos africanos, local em que assistem a um peculiar espetáculo de ópera. Seja aonde for, Tintim é o herói, afinal de contas, não é qualquer repórter que consegue pilotar um avião apenas por ter certa vez entrevistado um piloto... Embora o personagem seja belga e seu idioma, o francês, o filme foi rodado em inglês, com Jamie Bell como Tintim; Daniel Craig (o atual agente 007) no papel de Sakharine e Andy Serkis (César, em O Planeta dos Macacos) como o capitão Haddock. Nas cópias em português que entram agora em cartaz serão ouvidas as vozes de dubladores profissionais. A empresa é do Rio de Janeiro, mas felizmente o dublador de Tintim teve o bom senso de minimizar o sotaque, para não criar ruídos.
Em cartaz nos EUA desde 21 de dezembro, o longa saiu-se vencedor do Globo de Ouro como Melhor Filme de Animação, pode concorrer ao Oscar na mesma categoria e também na de Melhor Efeitos Visuais, que este ano teve aumentado de três para cinco o número de concorrentes. O roteiro, escrito por Joe
Cornish, juntamente com o próprio Hergé, tem base nas histórias O Caranguejo das Pinças de Ouro; O Segredo do Licorne e O Tesouro de Rackham, o Terrível. Peter Jackson (da trilogia Senhor dos Anéis) encarregou-se da produção e já está escalado para dirigir a segunda animação da série, cujo mote é dado no final desta primeira aventura. A sequência terá roteiro de Anthony Horowitz e será baseada em dois álbuns: O Templo do Sol e As Sete Bolas de Cristal. James Cameron é cotado para comandar o terceiro filme. As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin, Estados Unidos, Bélgica e Nova Zelândia, 2011, 107 minutos). Direção: Steven Spielberg. Com Jamie Bell, Simon Pegg, Andy Serkis, Nick Frost, Mackenzie Crook, Daniel Craig.
SPIELBERG MAGO DA AVENTURA
Além de repórter, Tintim é o herói que salva o dia por onde passa. Empunha armas, não hesita em atirar nos bandidos e é capaz de pilotar um pequeno avião apenas por ter certa vez entrevistado um piloto.
Filmado com a técnica de captura de movimentos, longa traz cor, ritmo e ação na medida certa. O diretor, alquimista dos fotogramas, conta história do mistério do galeão afundado Licorne, levando Tintim e seu esperto cachorro Milú da Europa até desertos no norte da África.
Eric Charbonneau/DreamWorks/Divulgação
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Lúcia Helena de Camargo
Divulgação
REFLEXÃO SOBRE A VIDA PAULISTANA ATUAL. EM FILME DE 1965. O aniversário de 458 anos da Cidade pode ser uma boa oportunidade para ver ou rever São Paulo Sociedade Anônima, filme brasileiro de 1965, dirigido por Luiz Sérgio Person. Traz Walmor Chagas como o protagonista Carlos, que namora Luciana (Eva Wilma), enquanto mantém um caso com Ana (Darlene Glória). Ele consegue um bom emprego em uma fábrica de autopeças, no momento da efervescência da indústria automobilística brasileira, no final dos anos de 1950. Carlos segue a vida de trabalho, casamento, filhos e finais de semana na praia. Até o cotidiano da cidade grande produzir um grande estrago na alma desse homem, que se vê encurralado entre os deveres, os desejos e a falta de sentido de tudo ao redor. Atual e útil para uma reflexão sobre a vida paulistana. O DVD do filme pode ser encontrado para a compra em livrarias online por R$ 50, em média. Algumas locadoras ainda possuem cópias.
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Guga Melgar/Divulgação
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Proust. Pensador, homem de letras. E psicólogo? Renato Pompeu
Botton e Proust (acima): auto-ajuda em pauta.
como bem-humorada autoajuda. Em que Proust pode nos ajudar, se nunca trabalhou nem nunca viveu um grande amor? Botton, o que é um tanto insólito para um livro de autoajuda, parece achar que o máximo a que um ser humano pode aspirar de felicidade plena é aprender a lidar com a sua própria infelicidade. Quanto a Proust, os sentimentos psíquicos de infelicidade da qual procurava escapar produzindo grande arte eram particularmente agravados pelas suas frequentes e intensas crises de asma, que lhe proporcionavam momentos agudos de alto sofrimento físico que acabou se tornando crônico. Botton ensina, por meio das atitudes de Proust, a como cada um pode encontrar termos de boa convivência com o próprio sofrimento. Mais do que isso, Proust, por meio de Botton, ensina como encontrar grande beleza e plenitude na contemplação, ou na fruição sensorial, de uma cozinha, ou, se pode dizer, até de um vaso noturno. Afinal, todas as lembranças que Proust pretendeu resgatar partem, em sua obra, e possivelmente partiram também em sua vida, do gosto, da visão e do cheiro de uma pequena bolacha ou doce, a chamada madalena. Já na maturidade, o autorpersonagem, degustando uma madalena, se lembra afetivamente de outras situações, desde a infância, em que fruiu dessa bolacha ou doce. Se dedicarmos a cada momento de nossas vidas tanto empenho emocional quanto Proust dedicou à fruição da madalena, veremos que a nossa vida é muito mais bela, muito mais colorida, muito mais rica e mesmo muito mais feliz do que a imaginamos quando ficamos perdidos, sem reflexão, na vivência das aperturas do cotidiano. Afinal de contas, Botton, em seu pastiche da autoajuda, não promete "melhorar" a vida, e sim "mudar" a vida, como diz o seu título. Pois se deve lembrar que a obra de Proust gerava, numa de suas leitoras mais assíduas, a também grande escritora Virginia Woolf, ímpetos de suicidar-se, o que, em primeiro lugar, é uma mudança radical na vida, e, em segundo lugar, muitos anos depois ela concretizou. Não é à toa que Botton começa seu livro dizendo: "Há poucas coisas a que os seres humanos se dedicam mais do que a infelicidade". E o encerra com a frase: "Até mesmo os melhores livros merecem ser abandonados". Viver é melhor do que ler ou escrever, eis a grande lição.
Camila Morgado, Antonio Petrin, Vera Holtz: Iraque sombrio.
Tortura na guerra Sérgio Roveri
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m 2005, a soldado americana Lynndie England foi condenada, pela Corte Marcial dos Estados Unidos, a três anos de detenção por abusos cometidos contra prisioneiros iraquianos da penitenciária Abu Ghraid durante a invasão americana no Iraque. Meses antes, imagens de Lynndie, uma jovem franzina nascida no estado do Kentucky, torturando um grupo de prisioneiros haviam chocado o mundo. Uma das fotos exibia a militar arrastando um preso por uma coleira amarrada em seu pescoço; em outra, vários iraquianos nus eram obrigados a formar uma pirâmide humana enquanto ela sorria abraçada a um companheiro de farda. Impressionada com a força das imagens e principalmente com a onda de protestos gerados por elas, a dramaturga canadense Judith Thompson escreveu um
pequeno monólogo, não por acaso chamado de Minhas Pirâmides, que chegou a ser encenado no Canadá. Convicta de que este texto solitário estava longe de dar conta das brutalidades da guerra, a dramaturga se interessou por mais dois personagens - um inspetor de armas britânicos que afirmou não haver armas de destruição em massa no Iraque e uma líder comunista barbaramente torturada naquele país. Para o primeiro caso dedicou o monólogo Colinas de Horrowdown e, para o segundo, escreveu Instrumentos de Angústia. A junção destes três monólogos compõe agora o espetáculo Palácio do Fim, que entra em cartaz nesta sexta, 20, no Teatro do Sesc Consolação. A direção é de José Wilker, que decidiu trazer o texto para o Brasil logo após assistir a uma montagem na Broadway, há três anos. A atriz Camila Morgado interpreta a soldado Lynndie no
primeiro monólogo, Minhas Pirâmides. Em tom irônico e marcadamente autobiográfico, ela se recorda de como abandonou o emprego de balconista em uma lanchonete para se alistar no exército americano. "Eu não fazia nada pelo meu país, fora engordar a sua população. Nem do inferno eu voltaria para trabalhar naquela fábrica de obesos. Eu me alistei naquele mesmo dia..." A melancolia dá o tom ao segundo texto, Colinas de Horrowdown. O ator Antonio Petrin vive um inspetor britânico de armas, o microbiólogo Dr. David Kelly. Após declarar em uma entrevista à Rádio BBC que não havia armas de destruição em massa no Iraque, ele passou a ser sistematicamente hostilizado pelo governo do primeiroministro Tony Blair. O monólogo capta o cientista em seus últimos momentos de vida, quando ele
decide escrever uma espécie de testamento-redenção em que deixa claros os motivos que o levaram, no início, a apoiar a Guerra do Iraque. Cabe à atriz Vera Holtz se encarregar do texto mais pungente da peça, Instrumentos de Angústia. Trata-se do relato feito por Nehrjas Al Saffarh, uma ativista do partido comunista do Iraque que foi morta em 1993 durante um bombardeio na Guerra do Golfo. Ela recorda a rotina de torturas (inclusive em crianças) praticadas no Palácio do Fim, nome dado ao prédio em Bagdá para onde eram levados os inimigos do regime de Saddam Hussein. Palácio do Fim, estreia nesta sexta, 20. Teatro do Sesc Anchieta. Rua Dr. Vila Nova, 245. Tel.: 3234-3000. Sexta, sábado: 21h. Domingo. 18h. R$ 32.
Fotos: Rinaldo Martinucci/Divulgação
Hitch à vontade no palco. 80 minutos de suspense e pavor
Alexandre Barros, André Fusko: nervos à flor da pele.
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Divulgação
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s intelectuais costumam torcer o nariz para os livros de autoajuda, mas como reagirão se um grande intelectual publicar um livro de autoajuda baseado na vida e obra de um dos maiores escritores de todos os tempos? O primeiro livro de alta cultura de autoajuda, afinal, já foi lançado quinze anos atrás na Inglaterra, Como Proust Pode Mudar Sua Vida, do suíço radicado na GrãBretanha Alain de Botton, 43 anos (tinha 28 quando publicou o trabalho), agora lançado no Brasil pela Intrínseca. Botton teve, na Suíça e na Inglaterra, uma educação requintada, como o único filho homem (tem uma irmã) de um grande banqueiro que foi sócio das duas mais famosas famílias banqueiras do mundo, os Rothschilds e os Weinberg. Mestre em Filosofia pela Faculdade do Rei em Londres em 1992, o jovem Alain abandonou no ano seguinte as pesquisas para o doutorado pela Universidade de Londres para começar a publicar livros, primeiro de ficção com um forte conteúdo ensaístico baseado em sua vasta bagagem de erudição filosófica. Foi assim um dos pioneiros do romance-ensaio, típico produto do chamado pósmodernismo, em que os autores costumam demonstrar uma grande riqueza na técnica da escrita e nas alusões à alta cultura, combinada com uma bem menos rica capacidade de fabulação, em geral baseada na própria experiência de vida do autor ou em pesquisas sobre a vida de outras pessoas. Como Proust Pode Mudar Sua Vida é seu primeiro livro de nãoficção, mas na verdade não demonstra uma grande mudança em seu tipo de trabalho. Essa obra pode ser vista quase como mais um romance-ensaio erudito e muito bem redigido, desta vez com base em pesquisas sobre a vida e obra de Proust, um dos maiores escritores de todos os tempos. O francês Marcel Proust (1871-1922), rebento igualmente de uma família muito bem situada, o qual nunca precisou trabalhar para sobreviver, se deslumbrou desde a infância com a vida requintada das grandes famílias francesas, sobre que escreveu primeiro como cronista social, depois como ensaísta e finalmente como grande escritor criador. Acometido de asma, passou, a partir de 1897, aos 26 anos de idade, a viver recluso, lendo e escrevendo e se empenhando na defesa do célebre capitão do Exército francês Alfred Dreyfus, falsamente acusado de espionagem pró-Alemanha em meio à primeira grande onda de antissemitismo da era contemporânea no Ocidente. A partir da morte de sua mãe, em 1905, quando ele tinha 34 anos, viveu ainda mais recluso, praticamente confinado a uma sala em que foi escrevendo a sua obraprima, o romance em seis volumes Em Busca do Tempo Perdido. O livro de Botton é uma espécie de pastiche divertido de Proust, mas a obra funciona também
estim Diabólico, de 1948, pode ser visto como um dos filmes mais teatrais do diretor inglês Alfred Hitchcock. Concentrados em um único cenário, um amplo apartamento em Manhattan, os 80 minutos desta trama asfixiante foram editados de tal maneira que o espectador sente-se diante de um longa-metragem sem cortes - um suspense psicológico de tamanha magnitude que não teria concedido respiro nem mesmo às câmeras. Este clássico de Hitchcock, indicado ao Oscar de melhor filme, foi adaptado de uma peça teatral, The Rope (A Corda), escrita pelo dramaturgo inglês Patrick Hamilton em 1929. E é este texto de Hamilton, com pontuais atualizações que pretendem mostrar que a violência do século XX foi capaz de conferir um ar de ingenuidade à obra original, que entra em cartaz nesta
sexta, 20, no Teatro Nair Bello, com o mesmo nome que o filme teve no Brasil: Festim Diabólico. Em sua primeira montagem no País, a peça também marca a estreia na direção teatral do cineasta Carlos Porto. O enredo de Festim Diabólico é baseado em fatos reais: em 1924, dois brilhantes estudantes da Universidade de Chicago, Nathan Freudenthal Leopold, Jr. e Richard Albert Loeb, mataram um jovem de 14 anos, Bobby Frank, imbuídos da certeza de que estavam cometendo o crime per feito. O corpo do jovem, sobre o qual os algozes despejaram ácido para dificultar a identificação, foi abandonado às margens de uma rodovia em Chicago. Na ficção, a história tomou outro rumo: para testar sua impunidade, os assassinos convidam alguns amigos e a família do jovem para um jantar - e a comida é servida sobre um baú que esconde o corpo da vítima. "O ponto de partida para a nossa montagem foi a peça teatral", diz o ator André Fusko, que interpreta um dos estudantes assassinos ao lado do ator Alexandre Barros, produtor e idealizador do projeto. "O filme todos já conhecem, por isso centramos nosso foco na peça. A leitura que fizemos foi
através do que o texto trouxe e do que queríamos dizer com ele". Segundo o ator, outra fonte importante de inspiração, até para a caracterização dos personagens e de suas relações, foi a história real que deu origem à peça de Patrick Hamilton. "Embora tenha ocorrido no início do século passado, este crime reúne alguns detalhes que serviriam de fonte para muitas outras obras de arte". Leopold e Loeb eram dois jovens superdotados. Na época do crime, Leopold, com 19 a n o s , e L o e b, com 18, já cursavam a segunda faculdade e dominavam vários idiomas. Filhos de famílias abastadas, eles alegaram que cometeram o assassinato para comprovar o conceito de super-homem defendido pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsch, segundo o qual alguns indivíduos, em função de seu intelecto superior, não estariam sujeitos às penalidades das leis. "Tivemos a preocupação de
atualizar o comportamento dos personagens, principalmente porque a crueldade hoje é menos impactante do que quando a peça e o filme foram lançados", revela o ator. "Extrapolamos as atitudes porque algo que há um século seria bizarro, hoje infelizmente é mais aceito. Acredito que vamos levantar algumas discussões com esta montagem".
Festim Diabólico Sexta, 20 Teatro Nair Bello. Shopping Frei Caneca. Rua Frei Caneca, 569, 3º andar, tel. 3472-2414. Sexta, 21h30. Sábado, 21h. Domingo, 18h. R$ 10 a 40.
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Grupo de artistas plásticos direciona o olhar para a metrópole e cria a cidade dos sonhos retratada em desenhos, fotografias, pinturas, cartazes...
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Inspiração coletiva
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randes avenidas, monumentos, museus, pontos históricos, cenas urbanas. A aniversariante de 458 anos não economiza quando o assunto é inspiração, especialmente se quem a observa possui olhos atentos e sensíveis. Esta semana a homenageada do mês retribui, exibindo diversas obras de arte criadas por seus admiradores. A artista plástica Carla Caffé expressou seu deleite pela cidade no Complexo Cultural Funarte São Paulo, dentro da Galeria Flávio de Carvalho (Alameda Nothmann, 1058, Centro, tel.: 3662-5177, diariamente, das 14h às 22h. Grátis). O lugar abriga a partir do próximo dia 24 a exposição A(e)rea Paulista. A mostra reúne 20 cartazes que juntos retratam o espigão da Avenida Paulista, desde o Vale do Anhangabaú. A obra oferece uma visão panorâmica da área e tem mais de 11 metros de extensão por 1,4 m de altura. Carla conta que levou cerca de seis meses para conceber a imagem, inspirada em mapas de níveis de São Paulo. A obra não foi criada por meio de observação e sim através de cálculos poéticomentais sobre a topografia do espigão da Avenida Paulista. Uma característica comum em todas os cartazes, e consequentemente no painel, é a faixa colorida presente em toda a dimensão da avenida, criada em alusão à Parada Gay. "Foi intencional", diz a artista. "São Paulo tem a vantagem de conseguir abraçar tudo: todas as etnias, opções sexuais. Não é uma cidade provinciana em termos de comportamento. Não é à toa que
há pessoas de várias etnias tentando a vida aqui." Quer ver mais cartazes? Então visite a Biblioteca Mário de Andrade (Rua da Consolação, 94. Segunda a sexta, das 8h30 às 20h30. Sábado, das 10h às 17h. Grátis). Trata-se da 5ª edição da mostra Um Cartaz Para São Paulo, com curadoria do designer e educador do Senac São Paulo, Alécio Rossi, e do designer gráfico Paulo Moretto. A edição deste ano propôs o tema O Futuro da Metrópole e traz obras de artistas como Marcelo Cipis, Didiana Prata e Ricardo Coelho. "Esse projeto é interessante porque a cada ano traz uma reflexão diferente sobre a cidade. Pessoas que trabalham com comunicação e arte têm influência sobre o pensamento comum e neste ano falaremos sobre o futuro da cidade, que é um tema muito importante para todos", diz Rossi. E se a previsão da meteorologia não for das melhores, inspire-se e vá contemplar o trabalho do fotógrafo Miguel de Frias. Ele lançou um olhar poético sobre os dias cinzentos de Sampa para criar a mostra Poesis - Série São Paulo, em cartaz no Shopping Metrô Boulevard Tatuapé (Rua Gonçalves Crespo, 78, Tatuapé, tel.: 22257000. Segunda a sábado, das 10h às 22h. Grátis). No local, o público encontra fotografias de paisagens cinzentas, transformadas por meio da arte digital em imagens multicoloridas. As cores também fazem parte do trabalho da artista plástica Carmen Fonseca e aparecem sutilmente em leves pinceladas de branco, preto e vermelho na
paisagem da cidade. A exposição Sampa Nova Visão abre a partir do dia 26 no Club Athlético Paulistano (Rua Honduras, 1400, Jardim América, tel.: 3065-2000. Segunda a domingo, das 11h às 21h. Grátis). Composta de 23 obras a óleo, gravura e giclées, exibe o amor da artista pela cidade. "Eu amo São Paulo e o Brasil. Tenho uma ótima energia que quero passar para a cidade e para as pessoas. É minha contribuição para São Paulo, a minha homenagem de alma", declara Carmen. Outras demonstrações de amor aparecem congeladas dentro da estação Tiradentes do metrô. As fotografias fazem parte da exposição Olhar São Paulo e retratam tanto paisagens desconhecidas quanto cartões postais da metrópole. Organizada pela Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (ARFOC-SP), a mostra reúne 40 imagens, clicadas por 35 repórteres fotográficos. Entre os artistas, nomes como Alf Ribeiro, JF Diorio, Paulo Whitaker, Thiago Bernardes e Valéria Gonçalvez. "Eleger as melhores fotos é sempre um trabalho difícil. Não há como se bitolar em regrinhas. A arte e a genialidade vão além disso tudo. Elas estão na intenção, nos momentos de ruptura e na técnica adotada para captar tais elementos", explica Paulo Whitaker, repórter fotográfico da Agência Reuters de Notícias e presidente da ARFOC-SP. E se for difícil optar por uma das mostras, preste sua própria homenagem visitando várias, afinal, como diz a canção, é sempre lindo andar na cidade de São Paulo.
Fotos: Divulgação
Rita Alves
A(e)rea Paulista: exposição de Carla Caffé abrange temas como geopoesia e memória urbana.
Um Cartaz Para São Paulo
Poesis - Série São Paulo
Exposição propõe um olhar sobre o futuro da cidade em uma série de cartazes criados por 25 artistas plásticos e designers gráficos. Em cartaz a partir do dia 25 na Biblioteca Mário de Andrade.
O fotógrafo Miguel de Frias lançou um olhar poético sobre os dias cinzentos da terra da garoa e criou uma série fotográfica em cartaz até o dia 29 de fevereiro no Shopping Metrô Boulevard Tatuapé.
Um dia depois do aniversário de 458 anos da cidade a artista plástica Carmen Fonseca inaugura sua mostra Sampa Nova Visão no Club Athlético Paulistano.
A obra Beijo no Anhangabaú, do artista Moacyr Lopes Jr, é uma das apresentadas na exposição Olhar São Paulo, em cartaz na estação Tiradentes do metrô. A mostra exibe 40 imagens clicadas por 35 repórteres fotográficos.
Mostra Carros de Boi, Caminhos de Piratininga, de Nato Lombello, exibe lado histórico da cidade pouco conhecido. Tendal da Lapa, tel.: 3862-1837.
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Moska, de Moschofilero
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cultura
José Guilherme R. Ferreira
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s americanos gostam de simplificar o nome das uvas e de seus vinhos. O Cabernet Sauvignon virou Cab. O Zinfandel ganhou o carinhoso apelido de Zin. Pois agora o celebrado escritor Mark Oldman resolveu publicar no seu mais novo livro (Oldman's Brave New World of Wine/WWW Norton/2010) uma espécie de carta aberta aos vinicultores gregos para que simplifiquem o nome de seu apreciado Moschofilero para Moska, a fim de facilitar a vida do consumidor americano e garantir sua popularidade no país. Mark Oldman lembra que a austríaca GrünerVeltiner, difícil de pronunciar, é muitas vezes nas lojas abreviada para Grüner, assim como a Gewürztraminer é condensada em Gewürz. Não bastasse isso, o escritor sugere que ao lado de Moska, apareça a inscrição "resin free", para indicar que esse vinho não tem nada a ver com a retsina ou os vinhos feitos na época de Homero! Coisa de americano. A Moschofilero que ganhou o gosto dos apreciadores de vinho no mundo todo – é comparada à uva Pinot Grigio, mas ainda mais aromática – é plantada no Peloponeso, sul da Grécia, mais exatamente nas colinas de Mantinia. A vinícola Boutari, há 130 anos em operação, é responsável pela reabilitação do vinho grego na última década, incluindo a inclusão da Moschofilero – ou Moska, como quer Oldman – no mercado internacional. Resta saber o que o autor americano pretende para a uva do vinho "The Unpronounceable Grape", da moderna vinícola húngara Hilltop Nesmély. A cepa, cruzamento
Receitas da Toscana Lúcia Helena de Camargo caprese, feita de tomate, mussarela de búfala e manjericão, custa R$ 20 e R$ 12, mesmo preço da Ceasar (alface americana com frango e croutons) e a de rúcula, servida com carpaccio e parmesão. Massas Entre as massas, espaguete, linguini, pappardelle, penne, tagliarini e polenta, com molhos variados. Custam entre R$ 16 (tomate e manjericão) e R$ 37 (frutos do mar), a depender do molho escolhido. São bastante pedidos os molhos de ragu de rabada (R$ 30); limão siciliano (R$ 21), funghi (R$ 18) e triplo burro (R$ 21), entre outros. Se preferir uma carne, a seção Da Grelha oferece galeto ao alecrim (R$ 27); chuleta (R$ 29); peixe do dia (R$ 30); filé mignon ao molho (R$ 42), entre outros. E são opções Do Forno: bife ou frango à pamegiana (R$ 25); pernil de porco (R$ 31) e cordeiro à portuguesa
da local Irsai Olivér com a Gewürztraminer, foi batizada de Cserszegi Füszeres !
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG)
Fotos: Edgard Léda/Divulgação
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estes 458 anos de São Paulo, um dos sabores mais presentes é o italiano, que influenciou profundamente o modo de ser paulistano, do gosto pelas massas à gesticulação e o sotaque. O ápice da imigração italiana foi o período entre 1880 e 1930. Em 1913 se instalaram na Cidade os Lorenzi, co-proprietários do Zeffiro Restaurante & Rotisseria. O clã morou desde então no casarão da rua Frei Caneca, cujo prédio foi erguido um pouco antes, em 1893. Em junho de 2010 foi restaurado e transformado no restaurante. O nome é uma homenagem ao patriarca da família. Arejado, dotado de grandes janelas e paredes internas com tijolos à vista, abre de segunda a segunda, para almoço e jantar. Durante a semana, é frequentado principalmente pelo pessoal dos escritórios dos arredores. Aos sábados, domingos e feriados são as famílias que ocupam as mesas. O cardápio oferece boa variedade. Os pratos buscam inspiração na culinária italiana tradicional, especialmente da região da Toscana. As receitas são também herança de família. Cenas paulistanas Até 6 de fevereiro, o Zeffiro mantém em suas paredes uma homenagem ao aniversário da Cidade, com a exposição fotográfica Fulgazcidade, que exibe imagens clicadas pelos fotógrafos Keiny Andrade e Daniel Pera. São 28 fotografias coloridas de pessoas, carros, prédios, reflexos, chuva, sempre com a sensação de movimento. Algumas sofreram interferências digitais para ganhar esse efeito. Outras trazem apenas cenas urbanas que traduzem interpretações dos artistas sobre a vida na metrópole, com captação lenta da luz noturna, gerando traços inusitados. As fotografias estão à venda, com preço médio de R$ 700. Todas possuem certificado de autenticidade – e garantia de máximo cinco reproduções. O couvert (R$ 12) chega à mesa com pães quentes, manteiga, azeitonas e uma pasta do dia. As porções de bruschettas (torradas no pão italino), podem ser: tomate (R$ 7); pesto com ricota (R$ 8); legumes grelhados e lascas de parmesão (R$ 8); tomate e mussarela (R$ 14). Ou ainda carpaccio (R$ 18) e mista (R$ 28), com quatro unidades. Para os dias quentes, vai bem uma salada. A verde clássica sai por R$ 12 (inteira) ou R$ 7,20 (meia). A
(R$ 39). E Do Fogão saem bife ou frango à milanesa (R$ 23); músculo bovino ao molho de vinho (R$ 24) e lula à provençal (R$ 29). Combinações As carnes podem ser combinadas com uma série de acompanhamentos, já inclusos no preço. Entre eles, batata, polenta ou mandioca frita; Brasilianni (arroz, feijão e farofa); legumes grelhados ou salteados; arroz de vários tipos, massas e polentas moles. Quando pedido um acompanhamento adicional, pagase entre R$ 8 e R$ 10. Para finalizar, as sobremesas como pudim de leite e sorvetes, a R$ 6. E merengue de frutas (R$ 7); mouse de chocolate (R$ 9) e petit gateau (R$ 12), entre outras. No copo, aperitivos (Campari, a R$ 10), coquetéis (capirinha, R$ 12),
destilados, cervejas (R$ 4,50 a Bohemia), além de refrigerante, águas e, claro, vinhos. Exemplos: o Chianti italiano Vernaiolo Sangiovese Rocca delle Macie sai por R$ 64; o espumante brasileiro Ponto Nero Brut (Dommo), na garrafa suficiente para uma taça (187 ml) custa R$ 24. No almoço de segunda a domingo é possível pedir a fórmula de R$ 34,90 (no jantar, R$ 43,90), composta de entrada, prato principal e sobremesa. Nos dois casos, o menu muda toda semana. E há ainda o prato executivo, também com salada, prato e sobremesa, a R$ 22. No almoço desta sexta (20) será servido nhoque de mandioquinha ao pesto de rúcula. Bom apetite e aproveite para ver as belas fotos! Zeffiro. Rua Frei Caneca, 669. Consolação. Tel.: 3259-0932.
No alto, filé mignon com batata sautê e imagem da mostra. Ao lado, rondelli com tomates. Abaixo, casarão centenário da Rua Frei Caneca, que serviu de moradia à família no início do século XX.
Se Nara estivesse viva... Aquiles Rique Reis
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az tempo que perdemos Nara Leão (19421989). Você, leitor, lembra-se mais da Nara musa da bossa nova ou da Nara cantora de protesto? Será que sua memória carrega a imagem da Nara Leão que lançou novos e grandes valores como Sidnei Miller, Chico Buarque e tantos outros? Ou será, ainda, que a Nara lembra-lhe a primeira cantora consagrada a engajar-se no movimento tropicalista, gravando Lindonéia, de Caetano Veloso, em 1967? Ou você prefere a Nara que trouxe Zé Keti, João do Vale e Nelson Cavaquinho para as plateias de todo o Brasil, em 1964? Faz muito tempo que perdemos a Nara. Quando ela nos deixou, foi como se eu tivesse perdido alguém da família, alguém que, mesmo distante, nunca se ausentou. Uma irmã mais velha? Sim, e por que não? Uma mulher tímida, porém extremamente forte e criativa, tornou-se parte da família que elegi como minha nos momentos de solidão e até melancolia pelos quais passei no início da carreira, em 1965. Nunca consegui dizer para Nara que ela havia ganhado um irmão adolescente de dezessete anos, porque, no fundo, eu sabia que se nasce numa família e não se alista nela. Essa "família" de uma "irmã" e quatro "irmãos" (sim, porque irmãos eu também os tinha, e eram o Magro, o Miltinho, o Ruy e o Chico Buarque, claro), porque sozinho eu não haveria de ficar, já que tão longe de Niterói estava... E dos meus pais. Mas, como eu ia dizendo, essa família de cinco "irmãos" fazia programas na TV Record, saía para jantar, conversava e viajava no trem de São Paulo para o Rio de Janeiro (como, de resto, assim faziam diversos
colegas). Percebi, então, que havia me alistado numa família. E como me senti bem... E protegido. Mas o que eu gostava mesmo era do vagão restaurante do trem noturno que saía pontualmente às vinte e três horas da Estação da Luz, em São Paulo, para a Central do Brasil, no Rio de Janeiro. A "família" sentava-se em torno de uma garrafa de vinho e toma de falar besteira. Os "meninos" dizendo as maiores sandices, absurdos homéricos, e a "menina" ouvindo, meio entediada. Um verdadeiro concurso de abobrinhas. E o trem correndo. Pouquíssimas vezes consegui fazer com que a Nara risse, sequer sorrisse de alguma besteira que eu tivesse dito (para ser sincero, só uma vez, no máximo duas). Seja lá como for, conseguir fazer minha "irmã" sorrir dava-me a certeza de que eu era bem-vindo à "família". Faz tempo que perdemos a Nara. Nós, que choramos sua falta, haveremos de lembrá-la com ternura, retribuir-lhe alegremente o tanto que ela nos deu, com um sorriso de saudade e uma prece de carinho. Hoje as famílias poderão sair para passear, tomar sorvete ou comer pipoca. Todos poderão ir ao circo, pelo menos ao circo do Sidney Miller que Nara cantou tão bonito. Menos ela. Faz muito tempo que o Brasil perdeu Nara Leão. Sem que ninguém jamais tenha percebido, sequer cogitado, faz tempo que eu perdi minha única "irmã". E ela nunca soube disso. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
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cultura
Da Costa de Portugal Carlos Celso Orcesi da Costa
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o começar esta coluna em substituição ao médico Sergio Paula Santos, pioneiro colunista de vinhos e profundo conhecedor da riesling, recomendou-me o editor abreviar meu nome. Ninguém quer Rui Barbosa de Oliveira ou Joaquim Maria Machado de Assis, para não falar do nome de reis Pedro de Alcântara Francisco António Maria... Bourbon e Bragança, apenas Pedro I. Suprimi Costa pela simples razão de que em todos os ambientes coletivos de minha vida, do Tribunal de Impostos e Taxas à Fundação Getúlio Vargas, sempre me chamaram de Orcesi, menos comum do que Costa. Mas sempre me incomodou a censura de minha metade lusa. Apesar de comum, Costa evoca a essência da aventura portuguesa, dos pescadores cada vez navegando mais longe, que já no século XIV se atreviam ao Mar do Norte atrás do bacalhau, quatro meses pescando à linha nas águas geladas, à noite salgando o peixe com apenas 5
horas de sono, forjando a têmpera que cem anos depois impeliu o pequeno Portugal "pelos mares nunca dantes navegados" (Camões). Intrépidos navegantes que partiam sem saber aonde chegar e menos ainda se voltariam. Os astronautas à Lua poderiam fracassar, mas tinham programado o horário de cada manobra da Apolo 11. Imaginem a coragem e a emoção de Bartolomeu Dias ao dobrar o Cabo das Tormentas, ainda mais debaixo de terrível tempestade (daí o nome que mais tarde el rei Manuel I por superstição mandou trocar por Boa Esperança), ou de Vasco da Gama à proa da São Gabriel (com 27 metros), quando partindo de Melinde (atual Quênia) n'África, avistou Calecute na ponta sul da Índia. Vasco que tivera que "sair ao mar atlântico" (seguindo o portolano de Bartolomeu) para colher
SP
kasher
ventos de oeste que o trouxessem de volta à costa d'África, três malucos meses a navegar 6 mil kilómetros pelo desconhecido. E se o vento não soprasse naquela segunda vez?
Assim como os Silva e Silvestres que vinham das florestas (silva em latim é selva) os Campos e Prados do interior agrícola, os Sousa ou Souza que advém de Saza (mineradores), os Pereira,
À direita, Alon Berlovich, 21, prepara um hambúrguer na lanchonete Pinati. No endereço, aberto em 2011, é possivel se deliciar com homus temperado com páprica picante, vursht (salame tradicional judaico), meshuga (carne louca) ou os bons e velhos cachorroquente e batata fritas. Tudo kasher.
Kety Shapazian
S
ritual de escolher um vinho (depois dois... três) entre os Mateus Calamares Grandjós Corvos Paternina Valpolicella e Bordeaux para as grandes ocasiões. Que riscava as garrafas conforme deslizavam nos buracos revestidos de cerâmica da adega na Aclimação. Com meu nome completo essa parcela de mim retorna, como os capitães na difícil "volta da Mina" (África), a navegar a bolina (45º) em ziguezague, pegando o vento de lado e usando uma das velas na perpendicular, como quase sempre voltavam os bacalhoeiros do Ártico e as caravelas dos oceanos, suprindo com o gadus morhua em razão da salga e os Madeira e Porto em razão do álcool fortificado, os dois principais alimentos das longas viagens oceânicas. Mais do que coragem, a partir dos exemplos dos antepassados, da Costa faz pensar em determinismo, justamente o lema da Escola de Sagres: "navegar é preciso, viver não é preciso".
Seguidas por parte da comunidade judaica, as normas kasher têm atraído quem não é da religião. Converter um estabelecimento ou oferecer opções no cardápio é um ótimo negócio.
As delícias e segredos desta cozinha
ão Paulo, terra de japoneses, chineses, italianos, portugueses, libaneses e tantos outros que escolheram essa cidade para chamar de sua. Em meio a tantas comunidades, uma se destaca pelos seus hábitos religiosos, seu vestuário e sua deliciosa comida. É uma cena comum aos sábados, faça sol ou chuva: homens de barba longa, usando capote preto e com chapéu ou quipá na cabeça, acompanhados por mulheres de saia comprida, cabelos cobertos por lenço ou peruca, circulando com os filhos pelas ruas de Higienópolis, dos Jardins ou do Bom Retiro. São os judeus ortodoxos. Embora eles formem apenas 15% da comunidade judaica da cidade, estimada em cerca de 100 mil pessoas, os ortodoxos estão influenciando outras 'tribos' com seus hábitos alimentícios. Cada vez mais, vegetarianos, veganos ou até mesmo carnívoros preocupados com a limpeza e origem daquilo que ingerem têm procurado estabelecimentos ka s he r (do hebraico, permitido), para fazerem suas refeições. De acordo com a lei judaica, a dieta kasher, entre suas regras, proíbe o consumo de carne de porco e frutos do mar e a mistura de laticínios com qualquer tipo de carne. Mamíferos e aves devem ser abatidos de forma especial e para ganhar o selo kasher a comida deve ser preparada sob a supervisão de um rabino ou de um mashguiach, um "verificador", explica Berta
Macieira e Oliveira que ficaram com os nomes das árvores que plantavam, Santos que era dado a quem nascesse em 1º de novembro e virou toponímico de família, os Costa eram justamente aqueles que, morando no litoral, tiveram confiança de sair ao mar. Então meu avô José Joaquim da Costa, que chegou a Capitão do Corpo de Bombeiros, e meu pai Philomeno Joaquim da Costa laureado professor emérito da Faculdade de Direito, não poderiam ficar ausentes. O primeiro porque não conheci; o segundo porque nos abria (a mim e a meus três irmãos) o exemplo de praticar esporte quando não era moda, que nos levava ao Pacaembu torcer pelo Corinthians e nos fazia trabalhar de office-boy no escritório a troco de um bauru, e nos finais de semana seguia o
Berlovich, que, ao lado do marido, Bentzi, e do filho, Alon, está à frente da lanchonete Pinati, na Alameda Barros, em Higienópolis. "O público kasher não tem muita opção de escolha em São Paulo", afirma Berta. Sim, a oferta no Brasil ainda é mínima se comparada a dos EUA, principalmente Nova York, onde está a maior comunidade judaica fora de Israel. Mas pouco a pouco, esse cenário está mudando. E se o leitor jamais experimentou a comida kasher, mas adora um hambúrguer com batatas fritas, um homus ou falafel, deve correr para a Pinati. A família Berlovich prepara a melhor pasta de grão-de-bico que a repórter já comeu em São Paulo (homus). O falafel, um bolinho frito também feito de grão-de-bico, é de tirar o chapéu. O hambúrguer, que mistura carne bovina e de cordeiro, agrada em cheio os fãs de fast food. Por falar em grão-de-bico, os 2 mashguiach da lanchonete verificam cada grão, assim como checam cada folha de alface ou fatia de tomate. Nada escapa aos olhos deles. Quem quiser descobrir novos sabores, não deve deixar de provar o sabich, um sanduíche criado por judeus iraquianos e que leva beringela grelhada, ovo cozido, salada e um molho chamado amba, à base de manga, importado de Israel. O segredo da Pinati (minha esquina, em hebraico)? "Tudo aqui é gostoso porque só faço o que como na minha casa", diz o marido, Bentzi.
ALÉM DA PINATI, VEJA OUTROS ENDEREÇOS KASHER EM SP.
Pinati: Alameda Barros, 782, Higienópolis. (11) 3668-5424 Pastelaria Via Babush: Rua Barão de Tatuí, 115, Santa Cecília. (11) 3494-0000 Sushi Papaia: Praça Vilaboim, 31, Higienópolis. (11) 3824-0400
Fotos: Newton Santos/Hype
Nur: Rua Tupi, 792, Santa Cecília. (11) 3666-4992 Burgguer's K: Rua Goiás, 108, Higienópolis. (11) 3662-5121 Supermercado Super K: Rua Traipu, 66, Pacaembu. (11) 3663-3030 Pricake: Avenida Higienópolis, 467. (11) 2506-8225 O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo: Shopping Cidade Jardim e outros endereços Fifi Doces: Rua Fonseca Teixeira, 112, Morumbi. (11) 3031-5273
CENTRO DA CULTURA JUDAICA O espaço e o estrangeiro na cidade de São Paulo, com fotos e painéis que analisam a participação e a importância da ocupação da capital. Rua Oscar Freire, 2500, . Tel.: 3065-4333. Terça a sábado, 12h às 20h. Domingo e feriados, 11h às 19h. Até 12/2. Grátis.
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Não faltam opções para o espectador em busca de diversão. Vanzolini puxa a alegria, com humor, crítica e poesia.
dos sons
No laço da alegria, no embalo do ritmo. André Domingues
O
Rodrigues ironizava: “Em São Paulo é mais fácil encontrar uma girafa do que um paulista”. O maior símbolo musical dessa nascente metrópole talvez fosse o italiano Roque Ricciardi (18941976), que ficou famoso cantando modinha – gênero de notória ascendência portuguesa – com o apelido indígena de Paraguaçu. A vocação plural de São Paulo consolidou-se com o passar dos anos. Não por acaso, boa parte das maiores novidades da MPB tiveram aqui seu nascimento ou seu principal campo de repercussão, tais como a bossanova, a jovem guarda e o tropicalismo. Esse ecletismo também foi determinante para a formação do rico painel musical contemporâneo, capaz de abrigar tendências diferentes como a onda de renovação do samba comunitário, o desenvolvimento de um badalado circuito brasileiro de musicais teatrais e o processo de revalorização e aprimoramento da música erudita. Algo que tem sido fundamental para manter a efervescência da música paulistana é a grande quantidade de bons lugares para se ouvir música na Cidade. Só em 2011, foram abertos mais quatro espaços de peso: as unidades de Santo Amaro e Bom Retiro da rede SESC, herdeiras da comprovada qualidade da instituição; a Casa do Núcleo, especializada em música instrumental; e o moderníssimo Cine Joia, que apresenta hoje duas boas revelações do cenário paulistano, Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz. É preciso enfatizar, ainda, o papel desempenhado pelas numerosas iniciativas de ensino e
pesquisa musical da cidade. Não é à toa que estão se formando, ano após ano, brilhantes levas de instrumentistas e cantores. Afinal, além de a cidade contar com diversos cursos de graduação em Música, suas universidades mais tradicionais têm visto a matéria musical se alastrar pelos departamentos de letras, ciências humanas e comunicação. Em 2012, vale a pena prestar atenção ao ineditismo da Faculdade Santa Marcelina, que acaba de abrir uma pós-graduação em Canção Popular, e à reabertura do centenário Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, cuja reforma está prevista para terminar em julho. Há, porém, uma situação incômoda no ensino musical paulistano: o período turbulento por que passa a maior escola de música da América latina, a EMESP (antiga ULM e CEM-Tom Jobim). A instituição tem sofrido duras críticas desde que iniciou uma drástica reformulação, em 2009. Nesse tempo, mudou critérios de ingresso de novos alunos, reformulou o currículo, demitiu ou perdeu professores importantes e sofreu seguidos protestos. Para piorar, a escola voltou a ser alvo de duros questionamentos no final do ano passado, ao decidir pelo fechamento definitivo das portas da sua unidade no Brooklin. Mesmo com percalços como esse, a música paulistana segue um caminho muito promissor. A velha capital do trabalho, enfim, faz desabrochar cada vez mais seu talento musical. Corrigindo La Fontaine, São Paulo vem mostrando que uma grande história a ser contada, hoje em dia, é a das formigas cantantes e das cigarras trabalhadeiras. (AD)
Fotos: Arquivo DC
desavisado que percorre a lista de shows da semana de aniversário de São Paulo não demora a concluir: essa cidade não tem uma cara. Como reduzir à unidade, no caso do samba, o tradicional Paulo Vanzolini, com seu repertório já clássico, o sofisticado Eduardo Gudin, autor do ótimo DVD Notícias dum Brasil, e os jovens Rodrigo Campos, Rômulo Froes e Kiko Dinucci, destaques da instigante nova geração? Ou como fundir a explosiva periferia dos rappers Criolo e Emicida e o bucólico arrabalde do violeiro Passoca, descrito em sua Suíte Paulistana? Ou como decidir o que é mais representativo: a luminosidade afro-caribenhabrazuca da big band Bixiga 70 ou o ambiente escuro do rock das bandas oitentistas 365 e Inocentes? Não há solução possível a essas perguntas, quando tudo parece atípico na identidade paulistana. A diversidade, porém, não deve ser vista como desagregação. Afinal, São Paulo se reconhece e deleita em cada um desses sons. Ao contrário das cidades que buscam manifestações típicas em que se escorar, a capital paulista faz uma opção pelo múltiplo. E está aí sua maior e preciosa originalidade. A cultura de São Paulo é marcada pela mescla desde os longínquos tempos das bandeiras, quando recebia gente de todo tipo, indo ou vindo do interior desconhecido do país. Essa vocação se potencializou enormemente com os fluxos migratórios iniciados no final do século XIX e estendidos até meados do XX. Vieram estrangeiros e brasileiros em tal quantidade, que o carioca Nelson
Eduardo Gudin: ótimo DVD.
Rômulo Froes: destaque da nova geração.
Paulo Vanzolini: repertório clássico.
Fabiana Cozza: participação no show de Gudin.
Sabor da festa. Programe-se. Bixiga 70. Participação especial de Marcelo Pretto. Teatro Sesc-Vila Mariana. Rua Pelotas, 141. Tel.: 5080-3000. Domingo (29), 18h. R$ 24. Criolo. Participações especiais de Lurdez da Luz e Mauricio Takara. Teatro SescVila Mariana. Rua Pelotas, 141. Tel.: 5080-3000. Quarta (25), 18h. Ingressos esgotados.
Eduardo Gudin. Participações especiais de Renato Braz, Márcia Lopes, Luís Bastos, Fabiana Cozza, Maria Martha, Luciana Alves, Edson Montenegro, Marilise Rossato e Zé Renato. Choperia Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93. Tel.: 3871-7700. Quarta (25), 19h; e quinta (26), 21h. R$ 16.
Emicida . Participações especiais de Curumin, Rael da Rima e Guizado. Teatro SescVila Mariana. Rua Pelotas, 141. Tel.: 5080-3000. Quinta (26), 21h. R$ 24. Inocentes. Comedoria do Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076.9700. Sexta (27), 21h30. R$ 24.
JOBIM
Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz. Cine Joia. Praça Carlos Gomes, 82. Tel.: 3231-3710. Sexta (20), 22h. R$ 20 a R$ 40. Passoca . Teatro do Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076-9700. Quarta (25), 18h; R$ 24.
Paulo Vanzolini. Choperia Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93. Tel.: 3871.7700. Sexta (27), 21h30. R$ 16. 365. Comedoria do Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076-9700. Sábado (28), 21h30. R$ 24.
Romulo Fróes, Kiko Dinucci e Rodrigo Campos. Participação especial de Iara Rennó. Teatro SescVila Mariana. Rua Pelotas, 141. Tel.: 508-3000. Sábado (28), 21h. R$ 24. (AD)
Compositor refinado (e de poucas notas), é a síntese do pensador que deixou uma obra copiada por por arranjadores. Agora, um documentário reforça essa imagem.
Agliberto Lima/AE
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ois gigantes se encontram no documentário A Música Segundo Tom Jobim: um, o bossa-novista Jobim (19271994), como homenageado; outro, o nonagenário cinemanovista Nelson Pereira dos Santos (detalhe), como co-diretor (ao lado de Dora Jobim). Em comum, além da admiração mútua, os dois tiveram o pioneirismo e m m ov i m e n to s fundamentais da cultura brasileira de seu tempo. “Nós fomos de uma geração que tinha de refazer o Brasil, inventar uma nova etapa depois de toda aquela hecatombe, aquela guerra terrí- Gustavo Otero/Divulgação vel (2ª Guerra Mundial)...”, conta Nelson. A Música Segundo Tom Jobim é, basicamente, um belo arranjo feito sobre uma riquíssima coleção de imagens brasileiras e internacionais de execuções da música de Jobim. São cenas protagonizadas apenas por ele, divididas com grandes parceiros, a exemplo de Frank Sinatra e Elis Regina, ou conduzidas por nomes tão diver-
sos quanto Nara Leão, Sylvia Telles, Maysa, Adriana Calcanhotto, Fernanda Takai, Oscar Peterson, Ella Fitzgerald, Judy Garland e Dianna Krall. É uma constelação que, além de encher os olhos, serve como termômetro fiel da penetração da arte do maestro no Brasil e no mundo. Com todo o esforço da busca de imagens, restaram, apenas, umas poucas lacunas relevantes. A mais sentida delas – e primeira a ser notada nos comentários – é a de João Gilberto, companheiro de Jobim na formação da bossa-nova. Trata-se de uma ausência inevitável, pois, segundo Nelson, todas as imagens de João já estão prometidas para um outro documentário, a ser filmado em sua homenagem. Outras faltas, porém, são menos desculpáveis, como as de Dick Farney e Dorival Caymmi, que, além de importantes na vida de Jobim, deixaram gravadas boas imagens a respeito da sua música.
A ousada linguagem cinematográfica escolhida por Nelson para o documentário merece atenção especial. Nele, apenas a música aparece, sem qualquer depoimento ou explicação. A única e significativa legenda é uma frase de Jobim citada ao final: “A linguagem musical basta”. Comentando a opção, Nelson alega a intenção de não repetir os padrões do noticiário televisivo. Sai-se, até, com uma comparação inusitada: “Um filme longametragem tem que escrever embaixo o nome do ator quando ele entra em cena? Isso não existe... Então, um pouco mais de respeito!”. Na prática, essa proposta traz um espantoso ganho de fluência e mergulha para valer o espectador na música. Há, porém, algumas perdas evidentes para os que não conhecem quem ou o que está na tela. Um bom exemplo é forte emoção envolvida na redenção da antes vaiada “Sabiá”, ocorrida na etapa final do Festival Internacional da Canção, em 1968. Se o maior prejuízo, contudo, é ouvir uma música como “Sabiá” sem entender bem o contexto, a inovação do filme não é problema. Jobim, provavelmente, assinaria embaixo. (AD)