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Diário do Comércio - 19/07/2011

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Ano 87 - Nº 23.417

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

E não é para ficar estressado? As crises na Europa e nos EUA, em Opinião, págs. 2 e 3

Conclusão: 23h50

www.dcomercio.com.br

São Paulo, terça-feira, 19 de julho de 2011

Shannon Stapleton/Reuters

o ã s n e e O impasse nos EUA e a r p A s indefinição no pacote de ajuda a s l Grécia voltam a agitar os bo mercadosàmundiais. s a Ibovespa fechou n em baixa de 1,08%. Dow Jones, - 0,76%; Paris, - 2,04%; Frankfurt, -1,55%. A evolução da crise na pág. 14

Vendas a prazo em alta na quinzena Avançaram 9,3% em comparação a igual período de 2010, mostram dados do SCPC. Os negócios a vista cresceram 4,2%. "Embora as vendas continuem boas, é preciso que o mercado tenha cautela com a alta da inflação, dos juros elevados e da delicada situação financeira internacional", afirma Rogério Amato, presidente da ACSP. Pág. 13

O novo alvo do bullying nas escolas: o professor.

Desde hoje, cheques a partir de R$ 300, de qualquer localidade, serão compensados em 24 horas. Abaixo desse valor, em dois dias. Pág. 11

José Cruz/ABr

Queimar o cabelo, quebrar os óculos ou passar cola em sua cadeira? Estas são algumas opções apresentadas em comunidade virtual de alunos de escola pública de São Bernardo dedicada ao ódio a um professor. Ainda não há números oficiais, mas a Apeoesp informa que essa é uma prática cada vez mais comum. Pág. 8

Um 'árduo' dia de trabalho

Paulo Pampolin/Hype

Nenhum senador na última sessão do semestre. Pág. 7

O tempo passa, a casa fica. Os hábitos, não.

Afif assume Conselho Gestor das PPPs

Celular: a loja que nunca fecha.

Vice-governador e vicepresidente da ACSP vai focar programa nas linhas férreas estaduais e no metrô. Pág. 7

As tecnologias móveis avançam. E o consumidor agradece. Pág. 17 Informática

Mostra usa moradia para retratar mudanças de comportamento das famílias brasileiras entre as décadas de 50 e 90. Pág. 16 Reuters

AFP

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Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 24º C. Mínima 12º C.

ISSN 1679-2688

9 771679 268008

23417

Um caso digno de Sherlock Holmes: quem sabia o quê no escândalo das escutas. A teia de espionagem envolve Murdoch, magnata da comunicação, jornalistas, policiais e até o primeiro-ministro.

Denúncias de que a Scotland Yard sabia das escutas levaram Paul Stephenson 4 , o chefe da polícia, e seu vice, John Yates 5 , a se demitir.

Reuters

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O repórter Sean Hoare 1 , o 1º a dizer que o editor Andy Coulson 2 sabia das escutas telefônicas ilegais do The News of The World, foi encontrado morto em sua casa. Coulson é ex-porta-voz do premiê Cameron 3 , que encurtou viagem para dar explicações. O tablóide de Rupert Murdoch 7 é acusado de ter feito 4 mil grampos desde 2000, quando era dirigido por Rebekah Brooks 6 . Ele e ela, seu ex-braço-direito, deporão hoje no Parlamento.

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Ben Stansall/AFP

AMANHÃ

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AFP Dominic Lipinski/EFE

HOJE Nublado, mas o sol aparece. Pode garoar. Máxima 18º C. Mínima 12º C.

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Mistério em Londres: morre repórter que revelou grampos.

Reuters


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 19 de julho de 2011

O que de fato nos estressa é a renovação da autorização para o Executivo dos Estados Unidos aumentar a dívida. Roberto Fendt

pinião

PAULO SAAB Em resposta ao medo de contágio da crise grega, foram feitos testes de estresse em 90 bancos de 21 países. Felizmente, somente oito instituições foram "reprovadas", cinco das quais estão na Espanha.

BRASÍLIA, CAPITAL SEM ESPERANÇA?

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uando Brasília foi fundada, seu hino oficial, até hoje vigente, dizia , "Brasília, capital da esperança". Foram e são tantos os desatinos políticos e administrativos que ali se cometeram, e se cometem, que vale perguntar se é uma capital sem esperança. Em primeiro lugar, projetada para ter um milhão de habitantes no século 21, ingressou no novo século com mais de dois milhões de habitantes e embora ainda tenha uma razoável qualidade de vida para seus moradores, já é uma cidade congestionada. O Distrito Federal, onde se localiza a capital brasileira, não está congestionado somente de habitantes, de veículos, de movimento. Está congestionado também pela enorme concentração de interesses, a maior parte deles, seguramente, voltados para obter vantagens, desvios, benefícios, sempre escusos, da riqueza que a União recolhe, ou melhor, extorque, da camada produtiva da população, na forma de impostos, taxas, tarifas, impostas para garantir a arrecadação que sustenta quem não produz e quem rouba.

Estressados estamos nós

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a última sexta-feira foram divulgados os resultados do chamado teste de estresse de 90 bancos em 21 países, cobrindo 65% do sistema bancário europeu. Felizmente, somente oito instituições foram "reprovadas" nos testes, cinco das quais na Espanha, duas na Grécia, e uma na Áustria. Autoridades regulatórias do sistema bancário europeu afirmaram que esses oito bancos precisariam aumentar o seu capital em 2,5 bilhões de euros para adequar-se aos padrões do teste. Para alívio de muitos, os três bancos irlandeses que fizeram o teste foram aprovados. Da mesma forma, os maiores bancos da Espanha e Itália também passaram no teste, aliviando, pelo menos temporariamente, a pressão que já começava a se formar sobre esses países. No caso da Espanha, 20 de seus bancos passaram no teste, a despeito de cinco deles não o terem feito. De forma simplificada, o teste de estresse avalia o solidez dos bancos europeus diante de diferentes cenários adversos que possam afetar os balanços das instituições. Em última análise, trata-se de avaliar as consequências de uma nova crise financeira que poderia vir a surgir, caso os piores cenários se materializassem. Para as instituições que não passaram no teste, a recomendação da Autoridade Bancária Euro-

gresso dos Estados Unidos, da autorização para o Executivo aumentar a dívida americana.

ROBERTO FENDT peia foi no sentido de que os bancos aumentem o seu capital. Não se trata de procedimento pacífico. Tanto a Alemanha como a Espanha apresentaram protestos formais contra os resultados, por alegarem que ele não contemplou certas provisões aceitas pelas autoridades reguladoras dos sistemas bancários desses países.

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teste veio em resposta ao medo do contágio da crise grega. Alguns chegaram a comparar a crise dos bancos gregos com a crise do banco Lehman Brothers, na época o quarto maior banco de investimentos dos EUA, e pivô da crise de 2007. A comparação não é adequada, quer pelas somas envolvidas, quer pela natureza dos problemas que o Lehman Brothers provocou e a Grécia pode provocar. O receio é de que a quebra do governo grego pode contagiar os bancos europeus mais frágeis. Contudo, a dívida do governo grego é da ordem de 300 bilhões de

euros, enquanto o passivo do Lehman, na época de sua quebra, era de US$ 613 bilhões. Além disso, o Lehman era parte de uma teia de milhares de transações, a maior parte delas ocultas dos acionistas, reguladores e do público em geral.

O

pânico resultante de sua quebra veio justamente do fato de o mercado ignorar quem havia ficado com o mico preto do banco de investimentos americano. O caso da Grécia é diferente, porque o número de credores é incomparavelmente menor, estimando-se que somente 30 instituições sejam credoras de dois terços do passivo grego. Portanto, pesados todos os aspectos relevantes, há muito pouco espaço para prever-se uma nova crise de "contágio", especialmente agora que se comprovou a solidez dos bancos irlandeses e espanhóis. O que de fato nos estressa não são os bancos europeus e seus credores, mas o prazo que vai se esgotando para a renovação, pelo Con-

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sse tema precisa ser resolvido já, porque o tempo está se esgotando para que uma solução seja encontrada. Embora o prazo fatal seja 2 de agosto, a prudência não recomenda que a intransigência de parte a parte leve a solução para os derradeiros momentos. Não é desejável que o resultado desse embate seja relegado aos pênaltes, como acabamos de ver no caso de nossa seleção. Porque a falta de solução poderá, já no início da próxima semana, trazer convulsão aos mercados financeiros, não somente nos EUA, mas por sua importância, em todo o mundo. Países como a China, o maior detentor de títulos do governo dos EUA, terão perdas monstruosas com seus ativos. Nós também perderemos, porque boa parte de nossas reservas internacionais, superiores a US$ 300 bilhões, está aplicada em títulos americanos. Jamais tivemos uma guerra nuclear, pela devastação que ela causaria a todos os envolvidos e todos os demais. Pelas mesmas consequências devastadoras, é de esperar-se uma solução para a pendência do endividamento americano. Mas será melhor se ela vier logo. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

laro que entre aqueles que residem na capital federal e os que em torno dela orbitam, há gente séria, honesta, trabalhadora, comprometida. A questão é que o volume dos que lá gravitam atraídos apenas pelo interesse pessoal ou de grupos, com certeza na maior parte das vezes, repito, escusos, agigantou-se de tal forma que atualmente a imagem que se tem é de que são maioria. Mesmo que não sejam, tamanho é o rombo que causam ao erário e às entranhas que ocuparam do poder público, para sugar a nação brasileira. Menciono estas circunstâncias pelo simples fato de que por ser período de férias escolares e recesso

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do poder público, Brasília está com ares de cidade normal. Nem parece que dali se furta a riqueza nacional por bandidos travestidos de políticos, governantes, agentes públicos, empreiteiros desonestos, etc. O Congresso Nacional e os Tribunais Superiores só voltam a funcionar a partir de agosto. Ou seja, o movimento de interesses escusos que congestiona a cidade, em tese, deveria estar minimizado. Executivo não tem recesso. Ao menos no papel. Com o governo funcionando, em meio ao que já se chama de crise e envelhecimento precoce do governo Dilma, as saúvas, os ratos e urubus que pululam no cerrado, estão mais alertas do que nunca. Afinal, a roubalheira na área de obras rodoviárias ainda não está esclarecida totalmente, nem eliminada. A movimentação política esquenta nesse período nos bastidores. Terá Brasília ainda a perspectiva de representar para os brasileiros alguma esperança de diminuição na corrupção que grassa nas veias da República? "Desperta o gigante brasileiro/ desperta e proclama ao mundo inteiro/ num brado de orgulho e confiança: nasceu a linda Brasília a "capital da esperança". Como diria o locutor esportivo Milton Leite: Meu Deus. No meio disso tudo, o expresidente Lula, que ajudou a disseminar no País a cultura da impunidade, interessado em voltar à cena, recebeu ontem à noite homenagem do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, interessado por sua vez na simpatia do manda-chuva petista para ser o candidato do aliado PMDB à prefeitura paulista. Juntam-se a fome com a vontade comer.

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PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

CORREÇÃO A empresa General Shopping, citada na reportagem O outlet está de volta, publicada na página 26 do caderno do Dia do Comerciante (edição de 16, 17 e 18 de julho), não é americana como afirmado no texto, mas uma empresa 100% brasileira.

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terça-feira, 19 de julho de 2011

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pinião

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O GRANDE ENTRAVE À ECONOMIA DOS EUA AGORA É O TAMANHO DA DÍVIDA IMOBILIÁRIA.

Brian Snyder/Reuters

LUIZ OLIVEIRA RIOS

MANUAL DO BOM ATENDIMENTO

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Nas ruas: o presidente Barack Obama não cumpriu promessa de modificar as leis para tornar mais fácil às famílias ficarem em suas casas.

Os banqueiros devem seguir em frente

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esde que a atual crise e c o n ô m i c a c o m eçou, parece que quatro palavras resumem o princípio central da política financeira dos EUA: maneirar com os banqueiros. O princípio foi demonstrado nos meses finais do governo Bush, quando uma gigantesca corda de salvamento foi oferecida com poucas restrições. Ele foi igualmente demonstrado nos primeiros meses do governo Obama, quando o presidente Barack Obama voltou atrás em sua promessa de campanha de "modificar nossas leis de falência para tornar mais fácil às famílias ficarem em suas casas". E o princípio ainda está agindo neste exato momento, quando autoridades federais pressionam os procuradores-gerais a aceitarem um acordo bem modesto com os bancos que se envolveram com hipotecas abusivas. Por que esse tratamento com luvas de pelica? Dinheiro e influência sem dúvida fazem a sua parte. Wall Street é uma enorme fonte de doações eleitorais e as agências que supostamente deveriam regulamentar os bancos, em vez disso, na maioria das vezes terminam os servindo. Mas as autoridades também argumentaram em cada ponto do processo que deixar os bancos livres de problemas serve aos interesses da economia como um todo. Não serve. O fracasso em procurar uma ajuda real para as hipotecas no começo do governo Obama é uma das razões pelas quais ainda temos um desemprego de 9%. E agora mesmo os argumentos que as autoridades, segundo se comenta, estão apresentando por um acordo rápido e pró-bancos no escândalo dos abusos das hipotecas não faz sentido. Antes de chegar a esse ponto, uma palavra sobre o estado atual da confusão das hipotecas. No outono do ano passado, descobrimos que muitos credores hipotecários estavam participando de execuções ilegais de hi-

PAUL KRUGMAN potecas. Mais visivelmente, "funcionários-robôs" estavam declarando que os bancos tinham a documentação exigida para tomar as casas sem checar se eles realmente tinham o direito de fazer isso – e em muitos casos não tinham.

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uanto generalizados e graves foram os abusos? A resposta é que nós não sabemos. Nove meses se passaram desde que surgiu o escândalo dos "funcionários-robôs", contudo ainda não houve uma investigação séria sobre sua abrangência. Isso porque os estados, sofrendo de problemas orçamentários severos, não têm recursos para uma investigação completa – e as autoridades federais, que têm os recursos, escolheram não utilizá-los. Em vez disso, essas autoridades estão pressionando por um acordo com as companhias hipotecárias que, informa Shahien Nasiripour, do Huffington Post, "de uma maneira geral iria absolver as companhias da acusação de má conduta em troca de multas chegando a US$ 30 bilhões e de garantias que as empresas vão aderir a melhores práticas". Por que a pressa pelo acordo? Até onde eu posso dizer, há dois

argumentos principais sendo ditos para permitir que os bancos escapem com facilidade. A primeira é a afirmação que resolver rapidamente a confusão hipotecária é a chave para pôr o mercado imobiliário de volta aos trilhos. O segundo, declarado menos explicitamente, é a afirmação que pegar pesado com os bancos iria minar perspectivas mais amplas de recuperação. Nenhum desses argumentos faz muito sentido.

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afirmação que remover a nuvem legal sobre as execuções de hipotecas iria ajudar o mercado imobiliário – em particular, ajudaria os preços dos imóveis – me faz arrancar o cabelo. Isso simplesmente iria acelerar as execuções e se mais famílias fossem expulsas de suas casas, isso significaria mais casas disponíveis para venda – um aumento na oferta. Um aumento na oferta de um produto normalmente empurra para baixo, não para cima, o preço desse produto. Por que o efeito no mercado imobiliário seria o oposto? Pode-se apontar para o alívio hipotecário que supostamente seria conseguido como parte do acordo. Mas se o alívio é tão crucial, por que o governo não está

A afirmação de que remover a nuvem legal sobre as execuções de hipotecas iria ajudar o mercado imobiliário americano me faz arrancar o cabelo.

fazendo um grande esforço para revigorar seu próprio Programa de Mudanças para Casa Acessível, que gastou apenas uma pequena fração de seu dinheiro? Ou, se fazer com que esse programa realmente funcione é difícil, por que deveríamos acreditar que qualquer programa instituído como parte de um acordo sobre o abuso das hipotecas funcionaria melhor?

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esculpe, mas a defesa de que deixar os bancos livres de problemas iria ajudar o mercado imobiliário simplesmente não se mantém. E sobre o argumento de que pegar pesado com os bancos iria ameaçar a economia como um todo? Aqui a questão é: o que está atrasando a economia? Não é a situação dos bancos. É verdade que os receios sobre a solvência dos bancos perturbou os mercados financeiros no final de 2008 e começo de 2009. Mas esses mercados há muito tempo se normalizaram, em grande parte porque agora todo mundo sabe que os bancos serão socorridos se tiverem problemas. O grande entrave à economia agora é o tamanho da dívida imobiliária, em grande parte provocada pelos US$ 5,6 trilhões de dívidas feitos pelos proprietários de imóveis durante os anos da bolha. Um alívio hipotecário sério poderia arranhar esse problema; um acordo de US$ 30 bilhões dos bancos, mesmo que se mostre mais eficiente do que o programa de mudança do governo, não poderia. Assim quando autoridades dizem que devemos correr para fazer um acordo com os bancos pelo bem da economia, não acreditem nelas. Devemos fazer a coisa certar e tornar os banqueiros responsáveis por suas ações. PAUL KRUGMAN É ECONOMISTA, COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E PRÊMIO NOBEL DE ECONOMIA DE 2008 TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

alar em "bom atendimento a clientes" já virou um chavão: em cursos, palestras, treinamentos, artigos que versem sobre relacionamentos comerciais, todos enfatizam a importância de as empresas tratarem bem seus clientes. Na prática, porém, com as honrosas exceções, parece que em muitas empresas os clientes são vistos como uns "chatos de galocha" (expressão de 30 anos atrás), sempre a exigir um bom atendimento. Que petulância, a desses clientes! E por que, nessas empresas, o atendimento amiúde é uma lástima? Dentre os vários motivos já identificados, alguns saltam aos olhos: 1) Erros crassos na seleção de pessoal. Em muitas empresas, o único "critério" de seleção é "o menor salário" solicitado pelos candidatos. Quem aceitar ganhar o mínimo é contratado e os clientes passam a receber o máximo em termos de baixa qualidade no atendimento, seja pessoal ou via multimeios; 2) Inexistência de programa interno de treinamento e reciclagem de pessoal: técnicas e métodos envelhecem e, assim, as exigências dos clientes estão sempre acima do que a empresa pode oferecer na atual conjuntura; logo, os clientes debandam. E aqui cabe uma observação adicional: investir em tecnologia estilo voice processing (máquinas modernas para atender clientes) sem respeitar os direitos dos consumidores é um sério agravante. 3) Falta de líderes preparados que coordenem, motivem, reconheçam e valorizem as equipes internas/externas de vendas e atendimento; 4) Falta de perspectivas de crescimento na carreira profissional dentro do contexto organizacional – todos ali são nivelados no patamar de "medíocres" – e isto não é ofensa, pois a palavra medíocre, aqui, deve ser entendida no seu real significado semântico: na média ou abaixo da média. 5) E em muitos outros casos, o péssimo atendimento é tão só uma questão de má vontade mesmo, da total incapacidade de os atendentes serem empáticos, isto é, colocarem-se no lugar do cliente naquela dada situação. Em outras palavras, nesses casos, não é uma questão de dominar essa ou aquela técnica especial e sim de atitude. Ponto final. A seguir, eis um causo real de erros atitudinais que causaram grandes prejuízos de imagem e de futuras compras numa loja de material de construção: cliente inicia a reforma de sua casa. Faz uma compra de pedras para o calçamento de um corredor, mas a vendedora calcula a metragem errada. Sobram muitas pedras. O cliente liga para a vendedora e pedelhe que troque as pedras restantes, pois são retalhos, fáceis de vender na própria loja no dia a dia. A vendedora dá a clássica resposta: irá consultar a gerência e voltará a ligar no mesmo dia para o cliente. É claro que ela não liga sequer para dizer um sonoro "não". Cinco dias depois, o cliente vai à loja. Fala com a mesma vendedora. Ela diz que no máximo dentro de três dias a loja irá retirar o material de frente da casa dele. O

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Clientes estão cada vez mais "deletando" as lojas onde são mal recebidos. Em algumas empresas, eles são vistos como os "chatos de galocha".

gerente, segundo ela, teria autorizado a troca. Bem, para resumir a ópera do malandro: até hoje o cliente espera sentado a boa vontade dessa loja. Vade retro! Bem, o cliente, ao comprar as pedras nessa empresa, com base no cálculo de metragem feito pela vendedora, gastou mais de mil reais, integralmente pagos, sem delongas. A devolução da sobra daria um crédito em torno de R$ 170,00, se tanto – e a esposa do cliente teria visto uma fonte decorativa na loja, no valor de R$ 1.500,00, e queria comprá-la, caso a devolução das pedras se concretizasse. lém da fonte, certamente outros itens seriam adquiridos, pois o cliente estava redecorando a parte externa da casa. Pessoas amigas desse cliente, que também iriam começar uma reforma, foram desaconselhadas a comprar nessa loja e optaram por outros fornecedores. Sejamos sinceros: quantos outros clientes estão pouco a pouco deletando essa loja por causa de atitudes desatenciosas para com quem compra e paga nos prazos certos? E quanto, afinal de contas, por causa desses R$ 170,00 a serem abatidos, a loja deixou de ganhar? Será que, nessa loja, há uma análise periódica da performance do seu pessoal e uma pesquisa para identificar o grau de satisfação dos clientes? Tudo indica que não. Provavelmente o gerente, ou mesmo o dono da loja, e também os vendedores e atendentes, acreditem que, com o "boom" das vendas de material de construção, tudo vai às mil maravilhas para eles. Será? Seja com o "boom" nas vendas ou não, as empresas – desse ou daquele ramo – que se comprometerem com um bom atendimento a seus clientes na prática, e não no gogó (discurso vazio), antes, durante e depois de fecharem uma venda, são sérias candidatas a durar no mercado. As outras, desatentas e arrogantes, além de já estarem perdendo dinheiro, começam a colocar em risco o seu patrimônio mais valioso – e que é irrecuperável –, a saber, sua própria imagem perante aqueles que possuem o poder de vida ou de morte de uma organização: os bons clientes.

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LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM


DIà RIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 19 de julho de 2011

19 de Julho

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pós passar 11 anos dedicado à educação dos filhos do imperador Teodósio, em Constantinopla (atual Istambul), Arsênio retirou-se para viver como anacoreta no deserto egípcio da Alexandria. Foi um dos mais iluminados pais do deserto. Morreu em 450. nio sê Santo Ar

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 19 de julho de 2011

5 A CASA CAIU Luiz Antonio Pagot não volta ao Dnit e Hideraldo Caron também se vai.

olítica

DILMA RECUA A promoção de Barbosa de Souza para o Dnit foi retirada do Senado.

Caron deve ser o próximo a cair A saída já estaria acertada entre o ministério e o Planalto. Será o sétimo a ser afastado. O outro cotado é Felipe Sanches, presidente interino da Valec Divulgação

D

iante das novas de- entrou no lugar de José Frannúncias sobre ope- cisco das Neves, afastado na rações com sinais primeira leva. Sanches estaria de irregularidades para deixar o cargo a qualquer realizadas pelo Departamento momento. Nacional de Infraestrutura de Corte na carne – A determiTransportes (Dnit), o ministro nação da presidente Dilma dos Transportes, Paulo Sérgio Rousseff ao ministro Passos foi Passos, também deverá afastar a de que ele fizesse "uma limo diretor de Infraestrutura Ro- pa" nos órgãos vinculados ao doviária do Dnit, Hideraldo Ministério dos Transportes. A Luiz Caron, indicado para o saída de Caron já estava sendo cargo pelo PT. Ele deverá ser o articulada porque o governo sétimo integrante da área de entendia que era preciso "fazer Transportes a cair desde o final um gesto para os aliados", que de semana viam nele o passada, "fogo amigo", quando surgiatacando os ram as primeidemais inteQuero ver melhor o grantes do miras denúncias. currículo de cada Fontes do nistério e se governo revepreser vando. um dos novos laram que onescolhidos e que se Com a decisão tem pela made afastar Cacoloque uma lupa nhã Passos teron, o governo no passado ou em lefonou para daria demonsproblemas deles. Caron e comutração de que nicou sobre a está cortando DILMA ROUSSEFF decisão de "na própria afastá-lo. Na carne". conversa, teriam decidido ainQueda de braço – No fim de da como e quando isto será semana, o governo não viu anunciado. Caron teria reafir- problemas nas publicações mado que não aceita sair apon- contra Passos, de que ele teria tado por suspeição. liberado um total de R$ 78 miNa mira – A saída de Caron lhões em créditos suplementajá havia sido desenhada com o res para três grandes obras que Planalto na sexta-feira e era es- constavam da lista de irregulaperada para o fim de semana, ridades do Tribunal de Contas porém ele sobreviveu às notí- da União (TCU). cias das revistas e dos jornais Desde o governo do ex-preno domingo. Neste acerto en- sidente Luiz Inácio Lula da Siltre a atual direção dos Trans- va, o Palácio vem travando portes e o Planalto quem tam- uma queda de braço com o bém estaria na mira, além de TCU, que discorda do método Caron, é o presidente interino usado pelo órgão de fiscalizada Valec, Felipe Sanches, que ção para pedir a paralisação de

Hideraldo Luiz Caron, também do Dnit, já foi avisado que vai sair, mas ministro Paulo Sérgio Passos ainda estuda a forma e quando isto vai ocorrer. O petista só não aceita sair apontado por suspeição.

obras. O governo entendeu que as explicações dele, na entrevista dada no sábado, foram mais que suficientes. Na sexta-feira, quando manteve a segunda reunião do dia com Dilma, no Planalto, Passos, já ciente das novas denúncias, agora contra Caron, teria acertado o afastamento dele. Na conversa, ficou sinalizado também o afastamento do presidente da Valec. Dilma está "insatisfeita" e "incomodada" com o volume de denúncias contra a área de Transportes e determinou ao ministro que aja imediatamente, sem ficar

contemporizando. Crise sem fim – Dilma afirmou que não quer execrar ninguém e que é preciso agir com equilíbrio, para que não se cometam injustiças. Mas ela também não está aguentando mais tantas denúncias e suspeições em um único setor do governo e quer que as providências sejam tomadas o mais rápido possível para sanear a área e estancar a crise que, por enquanto, parece não ter fim. A presidente não pretende escolher pessoalmente os nomes dos substitutos dos afastados, seja no DNIT, na Valec, ou

no próprio Ministério dos Transportes. Mas "quer ver melhor o currículo" de cada um dos novos escolhidos e quer que se "coloque uma lupa" no passado ou em problemas deles, para não ser surpreendida no processo de profilaxia do setor. A saída de Caron faz parte da estratégia do governo de limpar todo o Dnit que, entende, está contaminado. As últimas denúncias contra o petista, que controla quase 90% dos recursos do departamento, e a forma colegiada de decisão do órgão, que inclui, no mínimo, a

anuência de Caron na forma de administração do Dnit, podem custar a sua cabeça. Dilma sabe que enfrentará resistências dentro do PT, mas está convencida de que é preciso mostrar que agirá contrariada e que ele não será poupado apenas por ser do PT. Segundo um interlocutor da presidente, neste momento, há necessidade deste gesto. Quanto a Luiz Antonio Pagot, afastado do Dnit por Dilma, e que no momento está de férias, a presidente já avisou que não tem nenhum plano para reabilitá-lo. (AE)

Beto Barata/AE - 13/7/2011

Pagot vê 'ação orquestrada' contra ele O diretor afastado do Dnit não explicou as suas desconfianças, mas garantiu que está reunindo fatos

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Pagot: queixas de que seus telefones foram grampeados.

uiz Antonio Pagot, o diretor-geral afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit) sob acusação de superfaturamento de obras e recebimento de propinas, disse ontem ao G1 que é alvo de "uma ação orquestrada" que contaria, inclusive, com o monitoramento dos seus celulares. O suposto grampo foi apontado por Pagot na semana passada, durante audiência pública na Câmara Federal. Na ocasião sugeriu o envolvimento de setores da Polícia Federal e de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Pagot admitiu que o monitoramento estaria acontecendo há pelo menos dois anos e meio. Durante a audiência, ele disse que ouviu de um homem, por telefone, relatos de ligações que ele fez para prefeitos e familiares. Diante da precisão

das informações relatadas, disse que iria recorrer à Polícia Federal para investigar a origem da ligação anônima que recebeu e se ele está, de fato, grampeado. Aos deputados, afirmou que não reconheceu a voz do homem que fez a ligação, mas teria ficado impressionado quando ele descreveu uma conversa que teve com sua filha a respeito do casamento dela. Apesar dessas acusações, mas sem explicar os motivos que justificariam as suas desconfianças e sem entrar em detalhes do que considera, de fato, a "ação orquestrada", Pagot limitou-se a dizer que está "reunindo fatos" e conversando com seus advogados para "se movimentar" a partir de hoje. Segundo ele, é preciso reunir os fatos para se mexer. "Já conversei com meus advogados e vou conversar mais vezes", revelou. "O que está acontecendo é uma ação

orquestrada". Sobre os grampos em seus telefones disse que voltará a falar a respeito disso no "momento certo". Afastado do Dnit junto com a cúpula do Ministério dos Transportes, após denúncia feita pela Veja, de superfaturamento em obras públicas, Pagot está de férias, mas não deverá voltar ao comando da estatal. De acordo com fonte do Palácio do Planalto, a decisão tomada pela presidente Dilma Rousseff não será alterada. Em compensação, a presidente voltou atrás na indicação do contador Augusto César Carvalho Barbosa de Souza para o cargo de diretor de Administração e Finanças do Dnit, depois que soube que Barbosa era indicação do exministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PRAM), que perdeu o cargo após uma série de denúncias de corrupção na pasta. Dilma

tinha enviado ao Senado a indicação de Carvalho Barbosa para a diretoria do Dnit no dia 13 de junho. Foi na mesma data em que o então diretor Hideraldo Cosentino havia sido exonerado do cargo. Na sexta-feira passada, a presidente decidiu pedir ao Senado a retirada da tramitação do nome de Barbosa, que é o atual ouvidor do Dnit, responsável, entre outras atribuições, por receber denúncias em relação ao órgão, propor soluções para os problemas indicados e solicitar abertura de processos administrativos para apuração de casos suspeitos. A diretoria de Administração e Finanças é responsável por todos os pagamentos do Dnit. Passa pelo setor qualquer liberação de dinheiro para empreiteiras contratadas pelo órgão. A retirada do nome de Barbosa foi publicada ontem pelo Diário Oficial. (Agências)

Marcelo Camargo/Folhapress - 11/7/2011

Ideli vai virar a página do Dnit Ela foi encarregada pela presidente de anunciar que Pagot está fora do governo

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ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi encarregada ontem pela presidente Dilma Rousseff de anunciar que o diretor-geral Luiz Antonio Pagot, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), atualmente de férias, não retornará mais ao cargo que ocupava. Página virada – Nas últimas semanas, Dilma sofria uma pressão crescente de setores do próprio governo para recuar da decisão de demitir Pagot. Por isso, logo pela manhã, a presidente deu o primeiro recado. Numa reunião no Planalto, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, tentou in-

troduzir na conversa a necessidade da permanência de Pagot. Dilma afirmou que, se fosse para trazê-lo de volta, teria de trazer outros seis que ela tinha demitido e isto não iria acontecer. A presidente observou que Pagot tinha responsabilidade sobre a direção do órgão e que, portanto, este assunto é página virada. Por isso, a ministra sinalizou ontem, em Florianópolis, que Pagot não deve voltar ao cargo. "Tudo indica que sim, até pelas reiteradas vezes que Dilma tem se comportado dessa forma", afirmou. De acordo com Ideli, o diretor ainda não saiu porque está de férias. "Operacionalmente, com alguém de férias, você não pode

tomar essa medida", explicou, em entrevista na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, onde fez um balanço do primeiro semestre do governo. Apoio – Embora o vice-presidente Michel Temer e ministros ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendessem a permanência de Pagot no cargo, o vice reiterou ontem que as respostas dada pela presidente, às denúncias de superfaturamento e pagamento de propinas no Ministério dos Transportes, foram "adequadas". A presidente "está tomando todas as medidas adequadas e acho que com o aplauso de todos", afirmou. "Não há dúvida de que as medidas que ela está tomando são

Ideli Salvatti: "Tecnicamente, não se pode demitir um servidor quando está de férias", disse. Com isso, deu sinais de que ao voltar, Pagot será destituído.

as esperadas por aqueles que se preocupam com isso", acrescentou (veja detalhes na pág. 6). Mesmo assim, o vice chegou a pedir para Dilma que só tomasse uma decisão quando terminassem as férias do dire-

tor afastado do Dnit. Até auxiliares da presidente, que defendiam um recuo de Dilma, chegaram a usar relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) para destacar que Pagot não era citado em proces-

sos de investigação do setor de transportes diziam temer pela aliança política do PT com o senador Blairo Maggi (PR-MT), padrinho político de Pagot, que chegou a dizer que ele só cumpria ordens. (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Na pior das hipóteses, Passos é cúmplice de tudo. Sua nomeação foi trocar seis por meia dúzia. Senador Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado.

olítica

Beto Barata/AE

Temer diz que Dilma merece aplausos Vice elogia a forma como a presidente conduziu as demissões no Ministério dos Transportes, e manifesta confiança numa solução para crise americana.

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vice-presidente da com aplausos de todos. Não há República, Michel dúvidas de que as medidas são Temer, saiu ontem esperadas por quem se preoem defesa das me- cupa com esse tema". Temer não respondeu se Dildidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff durante a ma fará novas demissões, cocrise no Ministério dos Trans- mo a de Hideraldo Caron (PT), diretor de Inportes e órgãos fraestrutura ligados. Para ele, a presidenRodoviária do Dnit (Departate teve uma mento Naciocondução que A presidente está merece "aplaunal de Infraestomando todas as trutura de sos de todos". medidas Transportes), e A p ó s d eadequadas, com núncias de sudo diretor afasaplauso de todos. tado Luiz Anperfaturamentonio Pagot. to em obras e E as medidas são pagamento de Responsável esperadas. por controlar a propina entre a MICHEL TEMER assinatura de cúpula do setor, a presidenaditivos de te determinou o afastamento obras rodoviárias, Caron foi de quatro servidores. Dilma poupado das mudanças nos ainda oficializou Paulo Sérgio Transportes. O suposto desPassos, ex-secretário executi- controle na liberação de recurvo, no comando do ministério. sos adicionais para obras foi A troca se deu sem o aval do um dos motivos que fizeram o PR, que comanda a pasta des- ex-ministro Alfredo Nascide o início do governo Lula. mento (PR) deixar o cargo. "A presidente está tomando Crise americana – A reunião todas as medidas adequadas, começou com um relato do mi-

Michel Temer: "A tendência é a de que, seguramente, os Estados Unidos não entrarão nessa crise".

nistro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, sobre o panorama econômico internacional, com foco na Europa e nos Estados Unidos. Para o governo, os Estados Unidos não entrarão em uma crise econômica grave, relatou Temer. "A tendência que se discutiu na reunião da coordenação política, e assim foi expressado pelo Nelson Barbosa, é a de que, seguramente, os EUA não entrarão nessa crise. Agora, não analisamos eventuais medidas que virão se, eventualmente, houver uma crise". Os EUA precisam chegar a um acordo para elevar o limite da dívida e evitar um possível default. O Congresso americano tem prazo até 2 de agosto para permitir o aumento do limite de financiamentos do

país, atualmente em 14,3 tri- há preocupação com a econolhões de dólares, para liberar o mia interna e que o Planalto Tesouro a captar mais recursos ainda não estuda novas medie manter o governo solvente. das na área econômica. Apesar da Ministros e p re o c u p a ç ã o presidente com as dificultambém avadades de Obaliaram mediSe não houver m a d e c o n s edas para o Plaguir elevar o teconsenso nos EUA, no Estratégito da dívida, o todas as economias cos de Fronteigoverno brasir a s . D a serão afetadas. Aí é leiro acredita reunião, partievidente que que antes do ciparam os mininguém escapa dia 2 de agosto nistros da Casa republicanos e das consequências. C i v i l , G l e i s i democratas faHoffmann, da GILBERTO CARVALHO rão um acordo Secretaria-Geentre eles. r a l d a P r e s iAcompanhamento – Temer dência da República, Gilberto afirmou que o governo brasi- Carvalho, da Justiça, José leiro acompanha o desdobra- Eduardo Cardozo, de Minas e mento do cenário econômico Energia, Edison Lobão, da Seinternacional e avalia que não cretaria de Comunicação, He-

lena Chagas, e do Planejamento, Miriam Belchior. "Nós consideramos muito pouco provável que não haja um acordo (para elevar o limite do teto da dívida)", disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, após a reunião. Para o governo, se não houver consenso nos EUA, todas as economias serão afetadas. "Aí é evidente que ninguém escapa das consequências. Muda o cenário econômico mundial", avaliou Carvalho (l ei a mais na página 14). Essa é a segunda reunião de coordenação política convocada por Dilma para debater o cenário econômico mundial. Na semana passada, Barbosa fez uma apresentação do tema aos ministros. (Agências)

Roberto Stuckert/Ag. Câmara - 18.05.11

Oposição quer ouvir 'boy' de Pagot Ideia é convocar mensageiro do diretor afastado do Dnit e instalar CPI para apurar escândalos nos Transportes

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líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), vai apresentar à Comissão Representativa do Congresso, hoje, requerimen-

to convidando o assessor Frederico Augusto de Oliveira, conhecido como Fred, a responder à acusação de crime de usurpação de função pública.

Nogueira apresentará o re- rio, antes de ter sido nomeado querimento mesmo com a Ca- ministro. Ele era o segundo na sa em recesso parlamentar – o escala e agora é o primeiro. Congresso volta a funcionar Não dá para considerar que não sabia de tudo isso que está no início de agosto . Reportagem publicada sex- acontecendo lá". CPI dos Transportes – Mesta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo afirma que Fred atua co- mo em recesso parlamentar, os mo assessor da diretoria-geral líderes do PSDB no Congresso do Dnit (Departamento Nacio- aumentam a pressão para vianal de Infraestrutura de Trans- bilizar CPI que investigue irreportes) em reuniões com pre- gularidades no Ministério dos feitos e autoridades, apesar de Transportes. Segundo Álvaro Dias, líder nunca ter sido nomeado pelo governo. Para o diretor afasta- do partido no Senado, as novas do do órgão, Luiz Antonio Pa- denúncias na pasta devem mogot, ele é apenas um "boy", um bilizar os senadores e a oposição deve obter as quatro assi"estafeta" (mensageiro). naturas que De acordo faltam para a com o jornal, instalação da F re d , c o m o é CPI. conhecido, tem "Não há inssala própria e eAté outro dia, trumento mais mail oficial do Passos era o adequado que órgão, é filiado segundo na escala e a CPI e, diante ao PR e foi indiagora é o primeiro. dos fatos, não cado para o Não dá para há como relu"cargo" pelo deputado Valconsiderar que não tar", diz. "Creio que o próprio demar Costa sabia de tudo. governo perNeto (PR-SP). DUARTE NOGUEIRA deu condição Nogueira inpolítica e moformou que também fará um aditamento à ral de impedir a instalação de representação encaminhada uma CPI nesse caso". Segundo reportagem da Fopelo partido à PGR (Procuradoria-Geral da República) pa- lha de S. Paulo, o novo ministro ra solicitar que os contratos as- Passos, aumentou, em sua últisinados pela Construtora ma passagem pelo cargo, o volume de contratos do Dnit que Araújo sejam investigados. Segundo o jornal O Estado de tiveram o valor ampliado. O S. Paulo, a empresa pertence à levantamento revela que o númulher do diretor interino do mero de contratos dos aditivos Dnit, José Henrique Sadok de – termos que elevam o valor de Sá, e teria faturado R$ 18 mi- obras e serviços em andamenlhões em obras em rodovias to – mais que dobrou de julho a entre 2006 e 2011. Sadok de Sá dezembro de 2010, na compafoi afastado temporariamente ração com o período de 2009. "É um ministro que já assudo cargo após as denúncias. Para Nogueira, os novos miu quatro vezes nesse períoepisódios envolvendo a cúpu- do de 8 anos e meio, que exerla do Ministério dos Transpor- ceu função relevante no sistetes agravam a crise e compli- ma e obviamente sabe de tudo cam a situação do atual minis- ou tem o dever de saber. Na tro, Paulo Sérgio Passos, no lu- pior das hipóteses, é cúmplice de tudo o que ocorreu. A sua gar de Alfredo Nascimento. "Até outro dia, ele era o se- nomeação foi trocar seis por cretário-executivo do ministé- meia dúzia", disse. (Folhapress)

Duarte Nogueira: "O governo perdeu a condição de impedir uma CPI".

Dnit apura suspeita de fraude de R$ 18 mi

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Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou ontem que há um processo administrativo aberto para investigar suspeita de fraude na licitação de R$ 18,9 milhões vencida, em setembro de 2010, pela Tech Mix, empresa de fachada, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com o Dnit, o processo foi aberto após denúncia do 2º colocado em relação a documentos da Tech Mix referentes a atestados de capacidade técnica. A empresa teria falsificado certidões do Conselho Regional de Administração de Goiás.

Em nota, o Dnit negou irregularidade na concorrência ganha pela Tech Mix. "A desclassificação das empresas em colocação anterior à vencedora ocorreu pela não apresentação de propostas compatíveis". Segundo o jornal, o dono da Tech Mix, Luiz Carlos Cunha, é marido de Alcione Cunha, dona da Alvorada Comércio e Serviços que, nos últimos 9 meses ganhou dois contratos de R$ 13 milhões, sem licitação com a Valec Enganharia. Os contratos do Dnit e da Valec com as empresas são assinados por diretores envolvidos em escândalos nos Transportes. (AE)


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terça-feira, 19 de julho de 2011

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O Brasil busca uma solução consensual, dialogando com os estados e criando mecanismos para crescer. Senador Delcídio Amaral (PT-MS).

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Afif assume a presidência das PPPs Vice-governador assume o Conselho Gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas (PPP) de São Paulo. Foco será nas linhas férreas e no Metrô. Patrícia Cruz/LUZ - 06/05/2011

Mário Tonocchi

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v i c e - g ov e r n a d o r de São Paulo e vice-presidente da A s s o c i a ç ã o C omercial de São Paulo (ACSP), Guilherme Afif Domingos, foi nomeado ontem presidente do Conselho Gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas (PPP). O programa é um órgão da Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional. De acordo com Afif, a determinação do governador é focar o programa nas linhas férreas estaduais e nos novos caminhos do Metrô. "Vamos buscar parcerias nacionais e internacionais para investimentos na infraestrutura paulistana", disse o vicegovernador, pouco depois da nomeação. Para Afif, no âmbito internacional é possível garimpar novos investimentos, já que a liquidez no mundo é grande, os investimentos nos países desenvolvidos está paralisado coma crise mundial e o Brasil é destaque entre os países emergentes. "Vamos batalhar pelo desenvolvimento do estado", completou o vice-governador. Instituído em 2004 pelo governador Geraldo Alckmin, o PPP tem atualmente R$ 6,9 bilhões em obras contratadas, R$ 1,2 bilhão programados para obras em processos de licitação ou consulta pública. O PPP também tem cerca de R$ 5,8 bilhões propostas de obras realizadas em parcerias com o poder público e o privado já aprovadas e R$ 10,1 bilhões em estudos. (Veja quadro ao lado).

As obras e gerenciamento já contratados são a linha quatro (amarela) do Metrô, o sistema produtor do Alto Tietê e a linha oito (diamante) da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM). Em processo de licitação estão o sistema de arrecadação centralizada do Bilhete Integrado e o sistema integrado metropolitano da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS). Concessões – O Programa Estadual de Parcerias Público-

Vamos buscar parcerias nacionais e internacionais para investimentos na infraestrutura paulistana. VICE-GOVERNADOR GUILHERME AFIF DOMINGOS Privadas também trata das concessões do estado de São Paulo. Hoje há cerca de R$ 14 bilhões em contratos já assinados com a segunda etapa do programa de concessões rodoviárias que destina R$ 8 bilhões em investimentos e R$ 3,5 bilhões em outorgas e as obras do Rodoanel trecho Sul-Leste que programa R$ 5,2 bilhões em investimentos e R$ 370 milhões em outorga. O programa de concessões conta, ainda, com pouco mais de R$ 2 bilhões em modelos já aprovados e estuda outras sete concessões, segundo levantamentos do Programa até abril deste ano. Na área de concessão, o Conselho Gestor do Programa

aprovou recentemente a Proposta Preliminar de PPP para exploração e gestão operacional da rodovia dos Tamoios e dos contornos rodoviários de Caraguatatuba e São Sebastião, que serão implantados. O prazo estimado de concessão é de 35 anos. Agora, as equipes da Artesp e do DER devem estruturar estudos técnicos de engenharia e econômico-financeiros. A Agência também elabora as minutas do edital e do contrato de concessão, enquanto a Secretaria Estadual da Fazenda estuda as definições de garantias ao poder privado. M un ic ip al – A prefeitura de São Paulo também tem um programa de parcerias público privadas. A primeira obra, da área da saúde, já está em fase de licitação. As empresas da área e construtoras interessadas em participar da parceria têm até o próximo dia 25 deste mês para entregar os documentos. A PPP prevê investimentos de R$ 1,1 bilhão para a construção de três hospitais e quatro centros de diagnóstico por imagem na capital paulista. O prazo da parceria é de 15 anos. A primeira PPP municipal paulistana abrange ainda a ampliação e substituição dos edifícios de seis unidades hospitalares e a reforma total de outros três hospitais. Nos três lotes, prevê também a instalação de novos equipamentos médicos, de informática e mobiliário, mais a modernização da prestação de serviços não assistenciais, como segurança e lavanderia, manutenção, esterilização, nutrição e dietética.

Guilherme Afif Domingos: "Vamos batalhar pelo desenvolvimento do estado de São Paulo".

Dorivan Marinho/Folhapress - 05/07/2011

Senador Delcídio Amaral (PT-MS): agenda econômica no segundo semestre irá priorizar a votação de temas como a reforma tributária e a partilha dos royalties de petróleo da camada pré-sal.

No Senado, debandada geral Plenário do Senado ficou às moscas, ontem: nenhum senador marcou presença

N Governo anuncia reforma tributária em fatias Ministra das Relações Institucionais diz que propostas vão ao Congresso aos poucos

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ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, informou ontem que o governo não pretende enviar ao Congresso uma proposta de reforma tributária abrangente, mas sim "fatiada". Ou seja, após o recesso de julho, as propostas sobre o tema irão para análise dos deputados por partes e não em um projeto único. Entre as "fatias", segundo a ministra, está o fim da isenção de ICMS para importação, para por fim à guerra fiscal entre os estados. "Alguns estados se beneficiam, mas o País e a indústria brasileira se prejudicam", argumentou Ideli, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis, onde fez um balanço sobre o primeiro semestre para o governo federal. Segundo ela, a isenção das importações de ICMS concedida por alguns estados ICMS cria empregos "lá fora", no exterior, e causa desindustrialização no Brasil. Ideli informou que a intenção do governo é instituir o ICMS interestadual, com uma tarifa única para todas as operações. Também deverão ser

criados dois fundos – o Fundo de Desenvolvimento Regional e um fundo para compensar as eventuais perdas dos estados com a modificação da cobrança do ICMS. "Hoje, a guerra fiscal não serve para nada, não beneficia ninguém". A ministra anunciou também que o governo pretende aprovar o projeto do Supersimples, que atualiza faixas de faturamento para que as em-

Hoje, a guerra fiscal não serve para nada. Alguns estados se beneficiam, mas o País e a indústria se prejudicam. MINISTRA IDELI SALVATTI presas se enquadrem no regime tributário simplificado. Prioridade econômica – O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Delcídio Amaral (PTMS), defende uma agenda econômica no segundo semestre que priorize a votação de te-

mas como a reforma tributária e a partilha dos royalties de petróleo da camada pré-sal. Ele é um dos parlamentares que defendem o "fatiamento'' da reforma tributária, a começar pela renegociação das dívidas com a União e uma saída para a guerra fiscal, já proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "O Brasil busca uma solução consensual, dialogando com os estados e criando os mecanismos para continuar a crescer reduzindo a carga tributária, incentivando quem quer continuar a crescer e gerando empregos'', destacou. Sobre o sistema de partilha dos royalties provenientes da exploração do petróleo e da mineração, ele ressaltou que cada setor tem suas especificidades e, por isso, é difícil haver consenso. Delcídio lembrou que o governo federal já trabalha na elaboração de um novo Código de Mineração. "Gradualmente o Brasil vai mudando esse perfil de país exportador de commodities, mas temos que olhar o valor agregado e a qualquer momento a discussão do código virá", acrescentou. (Agências)

enhum dos 81 senadores assinalou presença na última sessão plenária do semestre, marcada para as 14h de ontem. Como o último dia de atividades parlamentares do semestre caiu anteontem, domingo, havia sido marcado para ontem o encerramento oficial dos trabalhos legislativos do primeiro semestre. Espera inútil – No entanto, a secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, compareceu ao plenário no horário marcado, esperou por 30 minutos a chegada de algum parlamentar. Esperou à toa. Já empolgados com a folga regimental, os senadores sequer se deram ao trabalho de comparecer para assinar o livro de presença

José Cruz/ABr

O Regimento do Senado prevê o quórum mínimo de quatro senadores para que uma sessão seja realizada. O recesso parlamentar começa nesta terça e vai até 31 de julho. O Senado está oficialmente em recesso. Durante o período de recesso dos parlamentares, a parte administrativa do Senado e os gabinetes dos senadores, contudo, devem continuar trabalhando. Plantão – Para analisar questões urgentes, durante o recesso o Congresso manterá uma comissão de parlamentares de prontidão. O grupo é composto pelos senadores José Sarney (PMDB-AP), Marinor Brito (PSOL-PA), Lindbergh Farias (PT-RJ), Magno Malta (PR-ES), Acir Gurgacz (PDT-RO), Renan Calheiros

(PMDB-AL), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Gim Argello (PTB-DF). A comissão ainda conta, ainda, com sete suplentes: Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Álvaro Dias (PSDB-PR), Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e Randolfe Rodrigues (PSol-AP). A comissão de plantão designada pelo Congresso conta também há com 17 deputados . (Agências)

Silêncio: nem a secretária-geral da Mesa do Senado precisou trabalhar, ontem. Os 81 senadores não apareceram e a Casa entrou oficialmente em recesso parlamentar.


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terça-feira, 19 de julho de 2011 Werther Santana/AE

POUCOS REGISTRAM QUEIXA Os arrastões, comuns desde o ano passado, se intensificaram neste ano. Mas o número de ocorrências é subdimensionado porque parte das vítimas não registra boletim.

idades HOTEL ASSALTADO Hotel onde ficou a cantora inglesa Amy Winehouse é assaltado em Santa Teresa, no Rio.

Ó RBITA

BUEIROS Mais um bueiro explodiu ontem no Rio. Uma pessoa teve ferimentos em uma das mãos.

Werther Santana/AE

PM REFORÇA AÇÃO NAS MARGINAIS

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Polícia Militar intensificou o patrulhamento nas marginais Tietê e Pinheiros, para tentar conter a onda de arrastões nas duas vias. O patrulhamento será feito em 54 pontos – 37 na marginal Tietê e 17 na Pinheiros. Alguns locais terão patrulhamento 24 horas. O policiamento será realizado com viaturas e motos da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas). Em junho, mês em que diversos motoristas foram vítimas de arrastões na marginal Pinheiros, um helicóptero

Ao mestre, sem carinho

Águia da PM já havia sido deslocado para sobrevoar toda a região. No dia 13 de junho, ao menos sete pessoas foram vítimas de um arrastão na marginal Pinheiros, próximo à ponte Engenheiro Ary Torres. Os ladrões se aproveitaram do congestionamento, por volta das 19h, usaram pedras para quebrar os vidros dos carros em que motoristas estavam sozinhos e roubaram bolsas, dinheiro, cartões bancários e telefones celulares. O estreitamento das pistas e a má iluminação nas pontes facilitam a ação. (Folhapress)

Reprodução

Professor denuncia bullying praticado contra ele na internet. "Enquete" sugere que seu cabelo seja queimado. Ivan Ventura

Reproduções

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o último dia 8, o professor de português, A. F., de 52 anos, descobriu por acaso uma "homenagem" feita por uma de suas alunas em uma escola estadual de São Bernardo do Campo, na região do ABCD. Avisado por uma professora, ele descobriu uma comunidade no Orkut chamada de "Odeio professor Patinhas", numa referência ao apelido que recebeu dos alunos em sala de aula, por uma alegada semelhança com o personagem da Walt Disney. Num primeiro momento, o apelido de Tio Patinhas não incomodou o professor. Na verdade, o que chamou sua atenção foi o tom dos recados deixados por alguns dos 35 alunos que participam da comunidade. Incomodado, ontem, ele foi a uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência, fazendo constar a palavra "bullying" no B. O. "Vou processar os responsáveis por esse crime. Não admito esse tipo de agressão", comentou o professor. O caso de A. F. ilustra uma variedade de "bullying" pouco conhecida da população, mas que há algum tempo chama a atenção do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp). É cada vez mais comum a proliferação de comunidades contra professores, criadas por seus pupilos, muitas vezes divulgando fotos não autorizadas e até expondo de maneira constrangedora aquele que um dia já foi chamado de mestre. Por enquanto, não há números oficiais sobre esse tipo de agressão feita especificamente na internet. Há, porém, um caso emblemático nesses moldes e que foi proferido pela Justiça de Rondônia em 2008. Naquele ano, famílias de 10 alunos com idades entre 12 e 13 anos foram condenadas a pagar R$ 15 mil em indenização ao pro-

No Orkut, a comunidade "Odeio o professor Patinhas": intolerância

No Twitter, muitas manifestações de ódio contra os professores

fessor de matemática Juliomar Reis Penna. O motivo: um apelido que lhe foi dado por alunos pela internet. Em São Paulo, há apenas um dado que mede uma tensa relação entre alunos e professores em sala de aula, mas que não cita o bullying feito pela internet. Em 2006, a Apeoesp encomendou uma pesquisa ao Dieese que verificou um número surpreendente de agressões verbais e físicas nas salas de aula. A pesquisa perguntou qual era o tipo de violência mais comum, segundo a visão dos 635 professores consulta-

dos. O resultado foi estarrecedor. Do total, 96% citaram a violência verbal. Logo depois, com 88,5% dos casos, foi citado o vandalismo. Finalmente, em t e rc e i ro l u g a r a p a re c e u a agressão física, com 82%. Comunidades - M e s m o sem números oficiais, não é difícil encontrar páginas na internet que propagam ódio a um ou mais professores. Além da página contra o professor E. F. no Orkut, há pelo menos outras 10 no Facebook contra professores em geral, mais duas no Twitter e outras dezenas no Orkut.

Em comum, usam a palavra ódio, geralmente direcionada a um único professor. Os motivos são os mais variados e conhecidos. Um dos mais comuns é a nota baixa. Há ainda uma suposta perseguição do professor contra um determinado aluno, atividades em sala de aula ou mesmo uma simples bronca do professor. No Twitter, por exemplo, há uma comunidade que estende o ódio a todos os mestres. Denominado "odeio professores", o autor a considera a maior do mundo nesse gênero, com 98 seguidores. Na comunidade, o autor não se limita apenas a pregar o ódio a esta ou aquela atitude de um professor. Aparentemente, tudo é motivo de ódio, o que inclui atividades na lousa e até mesmo a chamada. Na página contra E. F., o que mais chama a atenção é uma enquete que propõe uma vingança contra o professor. São quatro opções: queimar o resto de seu cabelo no lixo (o professor é calvo), jogar seu apagador no lixo, quebrar seus óculos ou passar cola em sua cadeira. Já foram dados 30 votos, sendo a "vingança" mais votada a mais violenta delas: queimar o cabelo do professor. "É claro que o assunto me incomoda. Nunca fiz nada de pessoal contra aluno. Acontece que sou exigente e rígido e alguns alunos não aprovam isso. Agora, não admito esse tipo de exposição, que põe em risco minha vida e a da minha família", disse o professor. E. F. afirmou ter a identidade da autora da comunidade no Orkut. Ela estudou no colégio no ano passado e seria menor de idade. Nesse caso, ele promete processar os pais da garota. "Não tenho certeza, mas acredito que tudo começou após eu reclamar da atitude dela em sala de aula aos pais. Ela até melhorou seu rendimento, mas logo depois foi transferida para outro colégio, em Guarulhos. Vamos ver", disse o professor.

LEÃO DOENTE COMEÇA TRATAMENTO

O

leão Ariel, que emocionou as pessoas na internet por causa de uma doença degenerativa que o deixou tetraplégico, começou um novo tratamento que já o ajuda a mexer o pescoço. Com três anos de idade, o felino está hospedado na casa de uma veterinária em São Paulo. Segundo Raquel Ferreira Borges da Silva, dona do animal, Ariel melhorou com o

auxílio da quiropraxia – técnica utilizada para tratar problemas nos sistemas nervoso, muscular e ósseo. "O tratamento ajudou a recolocar os ossos no lugar. O pescoço agora está móvel. Ele está respirando melhor, com a circulação melhor e comendo mais”, afirmou Raquel. O tratamento é feito com auxílio da acupuntura e a introdução de vitaminas na alimentação de Ariel. (Agências)

LOBO MARINHO É ENCONTRADO NO LITORAL

U

m filhote de lobo marinho com cerca de sete meses foi encontrado na manhã de domingo na Praia Grande. O animal foi localizado pela Guarda Costeira. O filhote estava magro, desidratado e com uma infecção respiratória. Ele recebeu os primeiros cuidados e foi transferido para o Centro de

Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM Reviva), no Guarujá, onde será tratado. Segundo a veterinária Andrea Maranho, esse é o terceiro animal transferido para o Cram neste ano. Segundo ela, todos os anos eles recebem lobos marinhos. Eles vêm, provavelmente, de colônias da espécie no Uruguai. (Agências)

SEQUESTRO: SHOPPING INDENIZA CLIENTE

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Justiça de São Paulo condenou o Shopping Colinas, em São José dos Campos, a pagar indenização por danos materiais e morais a um cliente que sofreu sequestrorelâmpago no momento em que estacionava seu carro. Os danos materiais foram fixados em R$ 2.790,32 e os morais em R$ 4 mil.

Em julho de 2002, o consumidor e sua namorada foram abordados por dois homens que estavam em um carro estacionado. Ameaçados, ele foi obrigado a dirigir, até que um dos assaltantes os libertou, levando o carro. Segundo a decisão, o empreendimento deve arcar com os riscos do seu negócio. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 19 de julho de 2011

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nternacional

Sean Hoare

O ex-editor do tabloide foi contratado em 2007 como chefe de imprensa por David Cameron. Apesar de negar as acusações de Hoare, ele renunciou ao cargo após o escândalo.

EFE - 09/07/11

David Cameron

Divulgação/Reuters

Andy Coulson

O escândalo do News of the World despertou indignação pública por causa das relações promíscuas entre a elite do jornalismo, da política e da polícia.

Reuters - 09/0 7/11

REDE DE INTRIGAS

O primeiro jornalista do News of the World a confirmar que Coulson estava ciente das escutas ilegais. O repórter, demitido por problemas com drogas e álcool, foi encontrado morto em sua casa ontem.

AFP AFP - 10/07/11

AFP

AFP

Amigo pessoal de Rebekah Brooks, o primeiro-ministro britânico abreviou uma viagem à África para defender sua própria conduta no escândalo.

Paul Stephenson

John Yates

O número 1 da polícia britânica renunciou ao cargo no domingo após admitir um esquema de suborno na polícia em troca de informações. Ele também teria contratado um ex-executivo do jornal como consultor da polícia.

Ovice de Stephenson pediu demissão um dia após seu chefe. Ele foi o responsável, há dois anos, por impedir as investigações anteriores das denúncias de grampos ilegais, alegando que não havia motivos para isso.

Rupert Murdoch e Rebekah Brooks O magnata do setor de comunicações e a sua ex-chefe de operações no Reino Unido depõem hoje no Parlamento sobre as ações ilegais do News of the World. A expectativa é que digam que não sabiam das escutas e façam um pedido de desculpas.

Nada elementar, meu caro Watson. Morte, corrupção, poder... Nem o primeiro-ministro está livre das acusações envolvendo as escutas ilegais no Reino Unido.

O

escândalo que abalou o império midiático de Rupert Murdoch ganhou tons ainda mais sombrios ontem com a morte do jornalista Sean Hoare, que denunciou o envolvimento de seus chefes no esquema de grampos ilegais do jornal News of the World. A crise derrubou mais um da cúpula da polícia britânica e obrigou o primeiro-ministro David Cameron a encurtar a viagem à África para voltar a Londres e dar explicações aos parlamentares. Sean Hoare foi o primeiro jornalista a denunciar o envolvimento do então editor Andy Coulson nas escutas telefônicas do News of the World. Hoare apareceu morto ontem em seu apartamento, no norte de Londres, por causas desconhecidas. A polícia indicou que não estava tratando a morte como suspeita e trabalha com a hipótese de overdose. O jornalista trabalhava no setor de variedades do tabloide quando foi demitido, em 2005, por ter problemas com álcool e drogas. Vizinhos de Hoare dizem que ele recentemente havia reclamado de que não se sentia bem e que iria procurar um médico. No ano passado, ele disse ao jornal norte-americano The New York Times que a prática de escutas ilegais era comum no News of the World e que costumava ser incentivada por Coulson. O editor, que sempre negou

as acusações, deixou o jornal em 2007, depois que um de seus jornalistas foi preso por escutar mensagens de voz de telefones pessoais da Casa Real para obter informações exclusivas sobre a família real. Coulson chegou a trabalhar como assessor de comunicação do primeiro-ministro David Cameron e, com o surgimento do escândalo, apresentou sua demissão no início do ano, mas acabou preso em julho. Polícia - As denúncias de que os grampos eram encobertos pela Scotland Yard derrubaram o alto escalão da polícia britânica. Um dia depois da saída do do número 1 da polícia, Paul Stephenson, que admitiu o suborno de alguns policiais e a contratação do exexecutivo do News of the World Neil Wallis como consultor de comunicação, foi a vez do seu vice, John Yates, se demitir. Yates, responsável pelas operações de contraterrorismo, pediu afastamento após ser anunciado que seria suspenso enquanto acontecem as novas investigações sobre as ações ilegais do jornal, que incluem escutas das caixas postais de telefones de celebridades e vítimas de crimes, e também suposto pagamento de policiais em troca de informações. Yates estava na polícia havia 30 anos. Em 2005, esteve no Brasil para pedir desculpas à família de Jean Charles de Menezes, morto pela polícia no

metrô de Londres ao ser confundido com um terrorista. Há suspeitas ainda de que Stephenson e Yates tenham recebido propina ou, no mínimo, sido lenientes nas ações contra o News of the World. Ainda ontem, a polícia confirmou que Alex Marunchak trabalhou ao mesmo tempo como intérprete ucraniano da Scotland Yard e como repórter do tabloide entre 1980 e 2000. A Comissão Independente de Queixas contra a Polícia Britânica (IPCC, na sigla em inglês) recebeu ontem denúncias contra Stephenson, Yates e outros dois ex-funcionários da

Scotland Yard, o ex-chefe Andy Hayman e seu vice, Peter Clarke. A ministra do Interior Theresa May anunciou um inquérito para investigar as acusações de corrupção policial. Pressão - As duas renúncias na polícia, somadas às ligações com Coulson, colocaram ainda mais pressão sobre o premiê David Cameron. Alguns membros do seu Partido Conservador começaram a cogitar a possibilidade, embora remota, de que Cameron seja pressionado a renunciar. Por sua vez, a oposição britânica quer um pedido de desculpas por ele ter colocado

Coulson "no centro do poder". "Stephenson renunciou por ter contratado um ex-editor do News of the World, já o primeiroministro nem pediu desculpas (por ter feito o mesmo). O país precisa de liderança nesse caso, mas o primeiro-ministro está limitado pela contratação que fez", afirmou Ed Miliband, líder do Partido Trabalhista. O primeiro-ministro decidiu interromper ontem uma visita à África para se defender do escândalo. Ele adiou as férias dos parlamentares, que começariam amanhã, e convocou uma sessão extraordinária, quando deve fazer um pro-

nunciamento sobre o caso. Explicação - O próprio magnata Rupert Murdoch comparecerá hoje a uma audiência no Parlamento britânico para discutir as acusações contra o News of the World. A sessão também terá a participação de seu filho James e Rebekah Brooks, ex- braço direito do magnata. Rebekah esteve detida por mais de 12 horas no domingo sob a suspeita de aprovar as escutas ilegais e subornar policiais para obter exclusivas quando dirigiu o News of the World entre 2000 e 2003. A jornalista, de 43 anos, renunciou na sexta-feira como conselheira delegada da News International, filial britânica do império Murdoch que engloba os jornais The Sun e The Times, assim como 39% do canal de televisão BSkyB. Nos últimos dois dias, a News Corp., grupo de Murdoch, publicou anúncios nos jornais que antecipam o que eles devem dizer na audiência. Nos textos, a empresa admite os erros, promete cooperar com as investigações da polícia e indenizar as vítimas das escutas. Muitos acreditam que, se James não for convincente em seu depoimento, acabará fora do cargo de administrador das empresas do pai na Europa. Segundo a Bloomberg, a família correria inclusive o risco de perder o controle da empresa, em uma manobra de acionistas descontentes. (Agências)

Pablo Cozzaglio/AFP

LÍBIA

VENEZUELA

governo de Muamar Kadafi revelou ontem que representantes do líder líbio mantiveram negociações diretas com autoridades dos EUA e discutiram como as estremecidas relações entre os dois países poderiam ser reparadas. Membros do governo norte-americano afirmaram, sob anonimato, que a reunião não foi uma negociação com Kadafi, mas sim um alerta ao ditador para que abandone o país magrebino. (AE)

ministro das Finanças venezuelano, Jorge Giordani, afirmou ontem que o presidente Hugo Chávez, que se encontra em Cuba recebendo tratamento contra um câncer na região pélvica, disputará as eleições presidenciais de 2012. "Acho que não há dúvida de que nas eleições de 2012 (Chávez) estará presente e que continuará por muitíssimos anos mais", declarou Giordani à emissora estatal VTV. (EFE)

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LEI SECA NO EQUADOR

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Cliente fura cordão de isolamento em setor de bebidas de mercado

Equador declarou estado de emergência e proibiu a venda de bebidas alcoólicas durante três dias, contadas a partir de domingo, após uma intoxicação por aguardente adulterada, que já deixou 42 mortos no país. As autoridades constataram que a aguardente consumida continha metanol, uma substância nociva para o organismo. Entre os sintomas de intoxicação estão dor de cabeça, vômi-

tos e até perda da visão. A crise começou na semana passada, quando dezenas de pessoas foram a um hospital na província litorânea de Los Ríos com sintomas de intoxicação. A bebida teria sido comercializada em cinco províncias, e os casos de intoxicação, que já chegam a 105, se espalharam para a região andina do país. A lei seca pode ser prorrogada até que toda a bebida adulterada seja encontrada. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.LOGO

terça-feira, 19 de julho de 2011

BANANZA

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I NTERNET E MPREGO

Futebol bate recorde de tuítes

Alessando Garofalo/Reuters

A

MODELOS EM PROTESTO Depois das críticas dos sindicatos italianos, modelos que apareceram no sábado de shorts e biquíni na vitrine da loja de departamentos COIN, em Milão, decidiram fazer ontem um protesto: repetiram a performance, desta vez exibindo cartazes com os dizeres: "ser modelo também é um emprego".

final do Mundial Feminino de Futebol e a Copa América bateram recordes no Twitter a uma velocidade de 7.196 e 7.166 tuítes por segundo, respectivamente, informaram os responsáveis da rede social através de sua conta oficial. O futebol movimenta muitas paixões, que o diga o presidente norte-americano Barack Obama, um dos tuiteiros

que contribuiu para bater um novo recorde de publicações com os comentários sobre a partida entre as seleções femininas dos Estados Unidos e Japão. Obama postou um tuíte sobre cada gol da partida, mas o resultado só foi decidido nos pênaltis, quando a seleção japonesa conquistou o título após uma partida bastante equilibrada. A partida entre Brasil e Pa-

raguai também foi seguido em massa na rede de microblog a uma velocidade de 7.166 tuítes por segundo, 30 mensagens a menos do que as registradas durante a final do Mundial Feminino. O último recorde antes deste intenso fim de semana de competições futebolísticas tinha sido registrado no fim do ano passado quando os tuiteiros aproveitaram esta plataforma para dar as boas-vin-

das ao ano de 2011 a uma velocidade de pouco mais de 6.900 tuítes por segundo. Outros acontecimentos recordistas de tuítes por segundo neste ano foram: a morte de Osama bin Laden (5.106 tuítes por segundo); a final do S u p e r B o w l e m f e v e re i ro (4.064 tuítes por segundo) e a final da Copa de 2010, com vitória da Espanha sobre a Holanda (com meros 3.051 tuítes por segundo).

Vasily Fedosenko/Reuters

S OCIEDADE

A rede social dos 'banidos' Depois que alguns de seus membros foram expulsos do Google+ – a novíssima rede social do Google – no último sábado, os hacktivistas d o grupo Anonymous decidiram criar sua própria rede social. A rede, que se chamará AnonPlus, em referência direta ao espaço de que foram banidos, servirá como ponto de encontro para os hackers que pertencem ao movimento e para todos os internautas que quiserem integrar

a nova rede. Segundo os manifestos do grupo, a mais importante característica da AnonPlus será a inexistência de qualquer espécie de censura. Embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, a rede social já tem endereço na web, no qual os internautas são recebidos com um texto em inglês que diz: "Deixará de haver tirania. Somos o povo e somos Anonymous. Chegamos".

T ECNOLOGIA

E SPAÇO

Internet Explorer, o mais seguro

Rússia enviará sonda a Marte

O navegador Internet Explorer é seis vezes mais eficiente contra ataques de malwares que os concorrentes, aponta um estudo realizado pela NSS Labs. O estudo testou a eficiência dos navegadores em bloqueio de links para páginas que distribuem malwares, softwares que se infiltram em computadores alheios de forma ilícita, com o intuito de causar algum dano ou roubar informações. O estudo testou o Internet Explorer 9, Internet Explorer 8, Safari 5, Chrome 10, Firefox 4 e Opera 11. Todos eles foram expostos às mesmas páginas maliciosas.

A Rússia enviará em novembro para Marte a nave Fobos-Grunt, que deve instalar uma estação automática em um satélite do planeta vermelho, segundo anunciou nesta segunda-feira Víctor Jartov, desenvolvedor chefe da Associação de Produção Científica Lavochkin. A FobosGrunt será transportada para a base de Baikonur em setembro para iniciar os preparativos do voo e deve ser lançada entre os dias 3 e 5 de novembro. A então União Soviética foi a primeira potência a posar um módulo em solo marciano em 1971.

L

EM CRISE - Abelha voa sobre uma plantação de malmequeres na vila de Pishchalovo, localizada cerca de 220 quilômetros a leste de Minsk, capital da Bielorrúsia. Uma crise financeira que afeta o país tem causado prejuízos para todo o agronegócio local.

I NFORMAÇÃO

GAGA

C A R T A Z

TEATRO

E M

www.anonplus.com

Conexões submarinas O programador sul-africano Greg Mahlknecht criou o mapa acima, que mostra a rede de cabos submarinos da internet em todo o mundo. O trabalho pode ser conferido gratuitamente no site. www.cablemap.info

Peça 'Cartaz do Desejo', estreia na Sede do Teatro da Vertigem. Rua Treze de Maio, 240, tel.: 3255-2713. Grátis.

A 'revolução' do cavalinho de balanço

L OTERIAS Concurso 653 da LOTOFÁCIL 01

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Concurso 2647 da QUINA 16

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Os designers Jaime Hayon e Nienke Klunder trabalham juntos desde 2003, quando se encontraram em um evento na Itália. Eles "reinventam" peças clássicas, transformando-as em objetos modernos e divertidos, muito mais para serem vistos do que para serem usados. Uma das criações da dupla é este cavalinho de balanço para crianças, que virou uma cômica peça de decoração para adultos. http://bit.ly/oBkGNk

A Dr. Dre desenvolveu, em parceria com a pop star Lady Gaga, esses fones de ouvido. Além do aval da cantora e das cores branca ou preta, o produto tem um microfone embutido nos fones, que pode ser usado no celular ou no computador. Por US$ 149. http://www.beatsbydre.com/


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 19 de julho de 2011

e

11 BR MALLS Vendas crescem 23,7% no terceiro trimestre e chegam a R$ 3,7 bilhões

conomia

PETRÓLEO Reservas da Venezuela superaram as da Arábia Saudita

Cheques serão compensados em até dois dias

A adoção de mecanismos digitais vai eliminar a necessidade de transporte físico

O

s cheques passarão a ser compensados em até dois dias a partir de hoje, segundo informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Atualmente, dependendo da localidade, a compensação pode demorar até 20 dias úteis. A mudança ocorre devido à implantação da compensação digital, que irá substituir o procedimento físico. Essa mudança foi implantada em maio, sendo que os bancos tiveram 60 dias para adaptação ao novo sistema . Com a compensação digital, os cheques não serão mais transportados entre os bancos. Hoje, a instituição que recebe um cheque envia o documento para a câmara de compensação do Banco do Brasil. O BB, por sua vez, faz o encaminhamento dos cheques aos bancos de origem do documento para averiguação de saldo em conta-corrente e conferência de assinatura, data, preenchimento de valor etc. Somente após esse procedimento é que a compensação é feita – o que pode demorar quase um mês. No novo processo, a instituição irá capturar as informações do cheque por meio de código de barras e imagem. Essas informações serão enviadas

para o BB, em um único arquivo, que irá processá-lo e e enviá-lo ao banco de origem. O cheque em papel ficará no primeiro banco, sem a necessidade de haver o transporte. Cheques de até R$ 299,99 serão compensados em até dois dias; para valores acima de R$ 300, a compensação irá demorar apenas um dia. O novo sistema foi pensado pela primeira vez pelos bancos em 1995, mas não havia, na época, tecnologia disponível para implantá-lo. Os testes efetivos começaram somente em julho de 2010. Comércio – Essa era uma demanda antiga do varejo, de acordo com Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Para ele, um próximo passo importante deverá ser a adoção da transmissão eletrônica das informações dos cheques do comércio para os bancos. "Assim se acabaria com o risco do transporte físico", disse Solimeo. Com relação à medida que passa a valer hoje, o economista-chefe da ACSP a considera positiva para o comércio porque evita infortúnios da demora da compensação. "Em períodos longos é mais provável que ocorram movimentações

Hélcio Toth/LUZ

É uma medida que diminui o risco e garante mais agilidade no crédito. MARCEL SOLIMEO, ECONOMISTA-CHEFE ACSP

Marcel Solimeo espera que a digitalização dos dados dos cheques chegue ao comércio

imprevistas nas contas. É uma medida que diminui o risco e garante mais agilidade no crédito" comentou. S e g u ra n ç a – A Febraban afirma que o procedimento é mais seguro porque reduz a possibilidade de clonagem, extravio, perdas e roubo dos cheques. "Esperamos uma forte redução na clonagem e falsificação nos cheques que pro-

porcionaram, em 2010, um prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão para o comércio e de R$ 283 milhões para os bancos", afirmou em maio o diretor-adjunto de Serviços da entidade, Walter Tadeu de Faria. De acordo com ele, são movimentados 90 milhões de cheques por mês no Brasil. O procedimento irá eliminar cerca de mil roteiros terrestres

e 50 aéreos, usados hoje para transportar os documentos, o que pode gerar economia de R$ 100 milhões por ano, segundo Dario Antonio Ferreira Neto, coordenador do Comitê de Transporte Compartilhado de Malote da Febraban. A entidade não sabe qual foi o custo total do sistema, já que cada banco escolheu a forma de implementá-lo. (Com Folhapress)

Miguel Ugalde/SXC

BC restringe empréstimos para cartão consignado Bancos terão de ter mais dinheiro em caixa para dar crédito acima de três anos Rejane Tamoto

O

s financiamentos superiores a três anos no cartão de crédito consignado – no qual o cliente realiza o pagamento da fatura por meio de desconto no holerite – estão mais restritos, segundo as novas regras do Banco Central (BC). A partir de hoje, os bancos ou financeiras terão de ter mais capital em caixa para conceder empréstimos neste prazo. Segundo o BC, será aplicado o fator de ponderação de risco (FPR) de 150% sobre o valor das operações acima de 36 meses. Isso significa que esse dinheiro ficará bloqueado dentro das instituições. "Os bancos vão ter menos para alavancar e isso pode mexer com o spread. No entanto, acredito que o mercado deve redesenhar os produtos para não aumentar os juros aos clientes", afirmou o diretor de marketing da Sorocred Crédito Financiamento e Investimento, Wilson Justo. Segundo ele, a medida não atinge os financiamentos feitos no cartão de crédito consignado da Sorocred, que tem prazo máximo de pagamento de até 24 meses. Neste caso, continua valendo a regra de FPR de 75%, de acordo com o BC. O cartão de crédito consignado da Sorocred tem taxa de juros a partir de 2,5% ao mês e admite pagamentos de parcelas mensais equivalentes a, no máximo, 30% do salário dos funcionários das empresas clientes. "É um cartão com bandeira que a empresa entrega para o funcionário. Nós admi-

nistramos e a empresa desconta o pagamento no holerite. O sistema é parecido ao usado para os cartões de benefícios", disse Justo. O professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Ibmec-RJ), Gilberto Braga, diz que os bancos tendem a restringir os prazos para o consumidor. "A regra vai afetar as operações em andamento, e os bancos terão de colocar mais dinheiro em caixa para garantir novas operações de crédito

É um recado do governo de que não quer que o crédito cresça indefinidamente, para segurar a inflação. GILBERTO BRAGA, DO IBMEC-RJ consignado", afirmou. Em comunicado divulgado à imprensa, o BC informou que o objetivo das novas regras é desestimular as operações de financiamento com prazos longos. Na opinião de Justo, a nova regra deve ajudar a evitar o endividamento excessivo da população e a criar uma cultura de prazos menores de pagamento, principalmente para o consumidor que pertence a classe C. Segundo o BC, a medida tem a função de igualar as regras dos cartões de crédito consignados com as dos empréstimos da mesma modalidade. Em dezembro, os emprésti-

mos consignados com prazos de pagamento superiores a 36 meses passaram a requerer FPR de 150%. Embora tenha estipulado capital maior para as instituições oferecerem financiamentos longos, o BC não estabeleceu limites para o pagamento mínimo de faturas no consignado, assim como fez para os cartões de crédito, que em junho tiveram aumento de 10% para 15% no percentual para o pagamento mínimo. Segundo o comunicado do BC, as instituições têm regras próprias para estabelecer o percentual mínimo de pagamento do cartão de crédito consignado, que variam em função da renda dos

Com as regras mais rígidas o governo quer desestimular operações de financiamento com prazos longos

usuários e dos convênios com as entidades e empresas. Para Braga, do Ibmec, o impacto da medida para a economia será pequeno. "De qual-

quer forma, essa medida se soma a outras, com o aumento do compulsório em dezembro e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em março. É

Impacto será pequeno

A

decisão do Banco Central (BC) de elevar a exigência de capital dos bancos para operações com cartão de crédito consignado deve ter pouco impacto no mercado, segundo o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva. Ele explicou que o juro médio nas operações de cartão de crédito consignado varia de 3,36% – para aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – a 4,5%. Segundo ele, o estoque dessas operações é de R$ 1,2 bilhão, dividido basicamente entre aposentados e funcionários públicos. O executivo também informou que mais de 80% das operações são de até seis meses e a maioria é liquidada em um mês, sem incidência de juros – ou seja, a restrição de prazo deve ter impacto muito pequeno nesse mercado. Oliva destacou que o cartão de crédito consignado é usado para substituir operações mais caras de financiamento, e estimou que a modalidade deve crescer 30% este ano, atingindo R$ 1,6 bilhão.

Dados de maio do BC mostram que as operações totais com crédito consignado atingiram R$ 146,8 bilhões de um total de R$ 592,8 bilhões dos financiamentos para pessoas físicas, o que representa 24,8%. Em relação a todo o crédito livre, que atingiu R$ 1,179 trilhão, a participação do consignado chega a um patamar próximo a 12,4%. A medida também não deve interferir na trajetória de elevação da taxa básica de juros (Selic), afirmaram economistas. "A decisão deve aumentar o custo do dinheiro para este segmento de operações, mas não deve afetar a estratégia do Comitê de Politica Monetária (Copom) para a elevação de juros para este ano", comentou Tony Volpon, chefe de pesquisas para mercados emergentes da Nomura Securities, em Nova York. O economista e sócio da MCM, Antônio Madeira, vai na mesma linha. "Não acredito que a medida do BC de hoje vai alterar os juros para outras operações do consignado, pois o funding original, a taxa Selic, continua a mesma", disse. (AE)

um recado do governo de que não quer que o crédito cresça indefinidamente, para segurar o consumo e a inflação", disse o professor.

Renda fixa foi a melhor aplicação desde 1994

D

esde o início do plano Real, em 1994, aplicações em renda fixa foram a melhor opção para os investidores. Segundo estudo do instituto Assaf, investimentos atrelados ao CDI (referência para os juros praticados entre os bancos), como os fundos DI, tiveram rentabilidade real de 567,85%. Esse ganho real superou os investimentos feitos em bolsa (358,99%) e CDB (344,23%), levando em conta a inflação do período – de 286,59%. Investimentos em imóveis proporcionaram um ganho real de 91,37% nesses 17 anos, perdendo para o retorno acumulado na caderneta de poupança (179,1%). A cotação do ouro subiu apenas 50,56%, e o dólar desvalorizou 57,81%, em termos reais. (Folhapress)


12 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

terça-feira, 19 de julho de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 19 de julho de 2011

e Microcrédito e CPF para financiar negócio

13 De janeiro de 2009 a maio deste ano, o volume concedido de microcrédito cresceu 84,7%, segundo o Banco Central (BC).

conomia

Newton Santos/Hype

Pequenos empreendedores usam o documento de pessoas física para fugir da burocracia

G

arantias, fianças, caução. Na hora de procurar crédito para investir na empresa, muitos microempreendedores e até pequenos empresários deixam o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) junto com as burocracias descritas acima de lado e usam o Cadastro da Pessoa Física (CPF) para financiar o investimento por meio de linhas de microcrédito. As opções oferecidas por bancos e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) cobram taxas que variam de 0,9% a 4% ao mês. De acordo com o Banco Central (BC), as tarifas para abertura de crédito oscilam de

2% a 4% do valor para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs). O valor máximo de empréstimo para a pessoa física é de R$ 3 mil. Para pessoa jurídica, chega até R$ 15 mil. Para requerer o crédito é preciso formar grupos de duas a seis pessoas, o chamado grupo solidário. Segundo o analista do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Luiz Ricardo Grecco, em alguns casos o microcrédito oferece uma taxa de juro maior do que uma linha de crédito para pessoa jurídica, mas a burocracia menor compensa para os pequenos empreendedores. Em alguns bancos, como a Caixa Econômica Federal, há também uma pesquisa cadastral do nome do empreendedor. Mas, na maioria das instituições, fi-

Eva Vilma Lacerda usa o microcrédito para capital de giro de sua loja

nanceiras ou sociais, entra em ação a figura do agente de crédito, que faz uma avaliação sistemática do negócio e, por isso, torna o custo do empréstimo mais oneroso. "O agente faz a visita e o levantamento das finanças, do faturamento, dos custos e da dinâmica do negócio. Além disso, investiga a reputação do pequeno empreendedor na comunidade que ele vive", afirmou Grecco. Mais fácil – Esse é o caso da

proprietária da MV Celulares, Eva Vilma Lacerda, de 37 anos, que é microempreendedora individual e recorre a esse financiamento para comprar produtos e fazer o capital de giro de sua loja de acessórios para celular e câmera digital. "Tenho a loja há seis anos e fiz uma pesquisa para encontrar a menor taxa. Achei o juro do microcrédito baixo e parcelei em nove vezes, o que também facilitou. Para renovar não tem burocracia. É rá-

Itaú e BTG lideram renda fixa

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Itaú BBA e o BTG Pactual foram os bancos mais ativos no primeiro semestre na coordenação de emissões de ações, segundo ranking divulgado ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Nas emissões de renda fixa, o primeiro lugar ficou com o Banco do Brasil, seguido pelo Bradesco Banco de Investimento. Nas emissões externas de bônus de renda fixa, o JP Morgan e o Itaú BBA são os líderes. As captações das empresas bateram recorde, tanto no Brasil

como no exterior, para um primeiro semestre, de acordo com a Anbima. Na renda variável, o Itaú BBA foi responsável por originar R$ 3,8 bilhões em ações no mercado, o equivalente a 34% das operações feitas no período. O BTG originou R$ 3,1 bilhões (29%) Entre as primeiras cinco posições aparecem após o Itaú e o BTG, nesta ordem, o Credit Suisse (que chegou a ser o líder em anos anteriores), Bradesco BBI e BofA Merrill Lynch. No primeiro semestre de 2010, assim como neste ano, as duas primeiras posições foram ocu-

padas por Itaú BBA e BTG. Na renda fixa, o BB colocou R$ 10 bilhões no mercado, o equivalente a 26% do total captado pelas empresas brasileiras. Em seguida, na segunda posição, aparece o Bradesco (22,6%), Itaú BBA (20%), HSBC (8,5%) e BTG Pactual (7%). Na comparação com o ranking de igual período de 2010, houve mudanças, pois o Itaú BBA foi o líder naquele levantamento, seguido por BB e BTG Pactual. Dentro da renda fixa, o ranking dos bancos que mais fizeram operações de securitização de janeiro a junho de 2011 mos-

tra o Bradesco BBI e o Itaú BBA nas duas primeiras posições. As empresas brasileiras captaram R$ 57,8 bilhões no primeiro semestre, alta de 12,5% ante igual período do ano passado, de acordo com números divulgados na semana passada pela Anbima. No primeiro semestre, as emissões de renda fixa, que somaram R$ 42,1 bilhões, foram o destaque. Desse total, 51% foram debêntures. As emissões de ações, entre aberturas de capital e ofertas subsequentes, somaram R$ 15,7 bilhões, alta de 9% ante igual período de 2010. (AE)

Consórcio de veículos sobe 32%

A

venda de cotas de consórcios de veículos automotores registrou alta de 32,6% entre janeiro e maio de 2011 na comparação com igual período do ano anterior e o número de novos consorciados chegou a 929,5 mil, conforme pesquisa da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Com isso, o número de participantes em consórcios de veículos chegou a 3,63 milhões até maio, ante 3,22 milhões em igual mês de 2010, o que equivale a uma alta de 12,7%. O número de contemplações somou 393 mil

de janeiro a maio, ante 354,5 mil em igual período do ano passado, com alta de 10,9%. Considerando apenas motocicletas e motonetas, segmento que responde por 50% dos participantes de consórcios, a venda de cotas cresceu 21,3% no acumulado do ano até maio, somando 568,8 mil. O número total de participantes chegou a 2,16 milhões no período, uma alta de 6,4% em relação a um ano antes. No segmento de veículos leves, foi apurada expansão de 57% no número de adesões nos cinco primeiros meses do ano

Seguros acumulam R$ 1,5 bi

O

mercado de seguros pessoais, que engloba seguros de vida, acidentes pessoais e proteção financeira, entre outros, acumulou R$ 1,5 bilhão em prêmios no mês de maio, em crescimento de 25,37% sobre o desempenho registrado em igual mês de 2010. Em cinco meses, esse segmento da indústria movimentou R$ 7,7 bilhões, em um aumento de 24,69% sobre o total de prêmios acumulados entre janeiro de maio de 2010, conforme levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Viagens – A entidade registrou um forte aumento nos seguros para viagem, impulsionados pelo forte incremento nos embarques para o exterior.

Essa indústria somou R$ 2,9 milhões em maio, o que representa um salto de 87,03% sobre maio do ano passado. Entre janeiro e maio, foram pagos R$ 16,9 milhões em prêmios no segmento, em um avanço de 48,11% sobre o total entre janeiro a maio de 2010. Outro forte crescimento foi detectado no segmento de seguros para acidentes pessoais, com prêmios acumulados de R$ 334,3 milhões em maio, o que representa um aumento de 42,12% sobre o total acumulado em maio do ano passado. Em cinco meses, os prêmios para esse segmento somaram R$ 1,6 bilhão, um incremento de 42% sobre o total registrado em igual período de 2010. (Folhapress)

em relação a igual período do ano anterior. Foram 339,1 mil cotas, ante 216 mil nos cinco primeiros meses de 2010. Já no de veículos pesados, as cotas tiveram um avanço de 35,6% no acumulado do ano até maio ante igual período do ano anterior, somando 21,7 mil adesões. Imóveis – A venda de cotas de consórcios de imóveis registrou expansão de 15,4% nos primeiros cinco meses deste ano em relação a igual período do ano anterior, somando 101,2 mil unidades, de acordo com a Abac. No mês de maio, o valor médio das cotas para a

compra de um imóvel subiu 6,5%, para R$ 99,8 mil, ante R$ 93,7 mil de um ano antes. Em maio, o segmento registrava 599 mil participantes, indicando acréscimo de 7,9% em relação a um ano antes. Na mesma base de comparação, o número de contemplações cresceu 14,3%, para 32,7 mil participantes. Entre março do ano passado e maio deste ano, 4.243 participantes utilizaram o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar parcelas, somando R$ 73,6 milhões. (AE)

ADVOGADO Waldir Helú

pido. Basta pagar em dia", contou Eva. Em 2009, ela pegou R$ 3 mil para comprar mercadorias e fez duas renovações do microcrédito, com valores maiores de R$ 4 mil e de R$ 6 mil. Eva solicitou o empréstimo com os documentos de pessoa física, por considerar mais fácil. Outro critério usado pela MEI foi escolher o banco que possibilitasse o pagamento mensal. "Eu e meu grupo pagá-

vamos quinzenalmente em uma entidade, mas não compensou porque precisávamos de mais tempo para fazer o dinheiro girar", afirmou. A modalidade do microcrédito está em expansão. De janeiro de 2009 até maio deste ano, o volume concedido cresceu 84,7%, segundo o BC. Até maio, foram concedidos R$ 2,5 bilhões, um aumento de 45,08% sobre igual mês de 2010, que foi de R$ 1,7 bilhão.

Vendas a prazo voltam a aumentar na quinzena Paula Cunha

tinuem boas, é preciso que o mercado tenha cautela com a alta da inflação, dos juros elevados e da delicada situação financeira internacional." "Em 2010 foi realizada a Copa do Mundo de Futebol, e a desclassificação antecipada do Brasil desacelerou as vendas naquela quinzena, o que acabou enfraquecendo a base de comparação", explicou Emilio Alfieri, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da ACSP. Em relação à primeira quinzena de junho deste ano, as vendas a prazo recuaram 4,9% em razão de ajustes sazonais. Já nas vendas à vista, houve elevação de 4,2% na primeira quinzena de julho frente aos primeiros 15 dias de igual mês em 2010, como indicou o SCPC Cheque. O indicador recuou 16,7% ante igual período de junho deste ano. Para Alfieri, a inadimplência continua em alta gradual. Isso se daria em razão tanto do descontrole dos gastos por parte do consumidor quanto pelas medidas de contenção de crédito adotadas pelo governo federal com o objetivo de combater a inflação.

A

s vendas a crédito voltaram a crescer na primeira quinzena de julho em São Paulo. O índice do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Boa Vista Serviços (BVS), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que publica este Diário do Comércio, apontou avanço de 9,3% ante igual período de 2010, com o aumento das vendas de bens duráveis a crédito – estimuladas pela elevação das temperaturas no início deste mês. Em relação a igual período do ano passado, as vendas à v i s t a c r e s c eram 4,2% no S C P C / C h eque. Isso indica, segundo a entidade, uma mudança no perfil de gastos de itens de baixos valores para a aquisição de bens mais onerosos pelo crediário. Mas, os resultados continuam dentro das expectativas da BVS. O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, pediu atenção ao cenário atual. "Embora as vendas con-

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

e Novo relógio de ponto tem baixa adesão conomia

terça-feira, 19 de julho de 2011

Se a WebJet tiver que ser vendida, que seja para um terceiro. Lucia Helena Salgado, coordenadora de estudos do Ipea

Começa em 1° de setembro o uso obrigatório do novo sistema eletrônico de marcar a jornada

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penas 117 empregadores se cadastraram no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para usar o novo sistema eletrônico de marcação de jornada de trabalho. De acordo com a Portaria 373, publicada em fevereiro deste ano, a utilização obrigatória do Registro Eletrônico de Ponto (REP) terá início no dia 1º de setembro. Dados do MTE mostram que, no Brasil, 700 mil empresas usam relógios eletrônicos de pontos para marcar horários de entrada e saída de seus funcionários. De acordo com o advogado Fábio Christófaro, do escritório Gaiofato Advogados Associados, o cadastro do registro eletrônico de ponto está previsto no artigo 20 da Portaria 1.510/2009. Os empregadores devem informar, por meio da internet, os dados relativos ao equipamento e o local de instalação, além do programa utilizado no sistema. No primeiro acesso ao portal (http://portal.mte.gov.br/pontoel e t ro n i c o ), será preciso informar o CPF do responsável pela empresa junto à Receita Federal, a data em que o CNPJ foi aberto, além do número de recibo da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2009. Após a efetivação do cadastro, não é emitido nenhum documento comprobatório do registro. "Não basta ao empregador adquirir apenas o equipamento. Ele deverá regularizar o cadastramento para para se adequar às regras", esclareceu o advogado. Segundo o MTE, 29 fabricantes de relógios eletrônicos obtiveram autorização para vender os equipamentos com

base nos padrões definidos pelo governo. A principal alteração da Portaria 1.510 é a comprovação do horário. As máquinas terão que emitir comprovante em papel a cada marcação de ponto com todas entradas e saídas dos empregados, para que os documentos possam servir de prova em eventuais ações trabalhistas. O equipamento deve conter também um sistema de registro de toda a movimentação dos funcionários. No caso de uma fiscalização, esses dados devem ser disponibilizados ao fiscal do trabalho diretamente do aparelho, via entrada USB. "O novo sistema interessa ao governo, pois permite fazer o cálculo de impostos sobre as horas extras", explicou. Essa é a primeira vez que o governo disciplina o registro eletrônico de ponto. A medida tem enfrentado resistência por porte dos empregadores, o que motivou o MTE a prorrogar por três vezes a data para o uso obrigatório do sistema. A questão também já bateu às portas do Judiciário. Uma pesquisa feita pelo escritório Gaiofato Advogados Associados mostra que, em todo o Brasil, foram movidos mais de 90 mandados de segurança, entre os quais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A obrigatoriedade também vem sendo discutida no Congresso Nacional. Recentemente, a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 2.839/2010, do ex-deputado Arnaldo Madeira, que suspende a portaria do governo. A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de seguir para o plenário.

Pela legislação, as empresas com mais de dez funcionários, estimadas em 600 mil no Brasil, são obrigadas a registrar a jornada de trabalho dos empregados. Essa marcação pode ser manual, mecânica ou eletrônica. A portaria do governo não revogou nenhum desses meios. Mas os empregadores que optarem pelo sistema eletrônico, obrigatoriamente, deverão estar adequados às regras.

Vinte e nove fabricantes foram autorizados a vender seus produtos, em acordo com as novas normas do governo.

Divulgação

Sílvia Pimentel

Emprego no varejo cresce 6,3%

O

comércio varejista da região metropolitana de São Paulo registrou 942.215 vagas de trabalho ocupadas em abril de 2011, resultado 0,4% maior que o de março e 6,3% superior ao de abril de 2010. Os números foram divulgados ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), em pesquisa feita a partir de análise baseada em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) A quantidade de vagas ocu-

padas em abril na região metropolitana São Paulo também foi a maior nos últimos 12 meses, superando até o mês de dezembro, quando há aumento das contratações no setor para as vendas de Natal. O último mês de 2010 atingiu 938.426 vagas. Apesar do nível de empregos formais recorde em 12 meses, o número de contratações em abril sofreu uma desaceleração. Foram 46.301 pessoas admitidas no mês ante 47.672 em março, um recuo de 2,1%. Em paralelo, o número de demissões também foi menor: 42.581, ante 46.643

verificadas em março, com queda de 8,7%. Com isso, o saldo de vagas criadas foi de 3.720 em abril. Segundo análise da Fecomercio-SP, a desaceleração no número de contratações está relacionada à queda nas vendas no período. A entidade acrescenta que o ritmo de contratações no comércio varejista em 2011 deve manter tendência de arrefecimento, já que a inflação e as taxas de juros estão em alta, encurtando a renda dos consumidores e reduzindo o ritmo de vendas. Rotatividade – A pesquisa mostra que o comércio vare-

Pacote para Grécia gera divisões na zona do euro

A

zona do euro trabalha contra o relógio no planejamento do segundo resgate grego para enviar um sinal claro aos mercados, que não cessam sua pressão, durante a próxima cúpula de líderes europeus que será realizada na quinta-feira em Bruxelas. O governo alemão afirmou que está usando "todas suas forças" no desenvolvimento do segundo plano de ajuda a Atenas, e declarou que estará "claramente ao lado da Europa" , segundo explicou ontem o ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle. No entanto, o porta-voz do Executivo alemão, Steffen Seibert, considerou que a cúpula não apresentará uma solução para todos os problemas da zona do euro. No centro do problema estão as diferenças entre a Alemanha e o Banco Central Europeu (BCE) sobre a contribuição do setor privado ao segundo resgate da Grécia. Um grupo liderado por Alemanha, Holanda e Finlândia deseja obter uma "substancial" contribuição dos bancos, à qual se opõem o BCE e outros países como a Espanha, perante o temor que seja percebido como uma falta de pagamento par-

cial da dívida grega e cause uma maior desconfiança dos mercados em relação à dívida soberana região. O ministro da França para Assuntos Europeus, Jean Leonetti, disse que uma das propostas sob avaliação para erradicar a crise grega é a imposição de uma taxa aos bancos da zona do euro. "É uma das soluções que estamos estudando. Teria a vantagem de não intervirmos diretamente nos bancos e, portanto, possivelmente não provocaria um default." Reflexos – As indefinições em torno da ajuda à Grécia, os resultados negativos mostrados na última semana nos testes de estresse feitos nos bancos europeus, e o impasse nos Estados Unidos sobre a elevação do teto da dívida (leia nesta página), derrubaram as bolsas ontem. O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,59%, ao passo que o indicador Financial Times, em Londres, apresentou declínio de 1,55%. Também despencaram os mercados de Paris (2,04%) e Frankfurt (1,55%). Nos EUA, apresentaram perdas os índices Dow Jones (0,76%), Nasdaq (0,89%) e S&P (0,81%). Os efeitos também chegaram ao Brasil: o Ibovespa caiu 1,08%. (Agências)

jista demitiu menos funcionários em abril apostando em uma possível retomada dos negócios. Os segmentos que apresentaram as maiores taxas de rotatividade foram lojas de vestuário, tecidos e calçados (6,1%), supermercados, alimentos e bebidas (5,2%) e farmácias e perfumarias (5%). A rotatividade geral no comércio cresceu 4,7% em abril em relação a março. Já a média salarial do comércio em abril foi de R$ 1.407, valor inferior às médias de março e fevereiro, de R$ 1.412 e R$ 1.417, respectivamente. (AE)

EUA ainda não tem acordo sobre dívida

A

Casa Branca descartou ontem a possibilidade de que o presidente Barack Obama aprove a proposta apresentada pelos republicanos como condição para aceitar a alta do teto da dívida e evitar assim a moratória dos Estados Unidos. "Se o presidente recebesse esta lei para sancionar, ele a vetaria", afirmou o Escritório de Orçamentos em comunicado. Com a proposta, os republicanos querem obrigar o governo norte-americano a reduzir a despesa do Orçamento de 2012 e estabelecer limites de gastos. A resposta do governo foi divulgada após um fim de semana no qual prosseguiram as negociações para alcançar um

acordo de elevação do teto da dívida, fixado atualmente em US$ 14,29 trilhões, antes do limite de 2 agosto – data na qual, se não for aprovada, obrigará o país a entrar em moratória. A agência de classificação de risco Moody's declarou ontem que os EUA deveriam modificar a normativa que deixa nas mãos do Congresso a decisão de elevar ou reduzir o limite de endividamento. "O processo legislativo de elevar o limite de endividamento cria uma incerteza periódica sobre a habilidade do governo para cumprir suas obrigações", afirmou a Moody's em relatório publicado e assinado pelo analista Steven Hess. (Agências)

Ipea analisa fusão Gol-WebJet

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uma reversão do recente processo de pulverização do mercado doméstico de aviação, a compra da WebJet pela Gol pode levar o País a níveis extremos de concentração em um segmento já marcado pela forte presença de duas gigantes. É o que mostra levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

ecm

Se efetivado o negócio, a Gol/WebJet terá 61,4% das operações no aeroporto do Galeão (RJ); 57,8% em Confins (MG); e 51,2% em Curitiba (PR). Ex-conselheira do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a coordenadora de estudos do Ipea, Lucia Helena Salgado, é contra a operação. "Se a WebJet tiver que ser vendida, que seja para um terceiro", disse. (AE)

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 19 de julho de 2011

e Vivo no mercado de rádio

15 Vamos tirar a Nextel da sua zona de conforto. Paulo César Teixeira, da Telefônica/Vivo

conomia

Empresa lançará no próximo mês serviço que concorre com o da operadora Nextel

A

Vivo lançou ontem no Rio de Janeiro e inicia até agosto em território nacional um serviço de rádio (PPT) complementar aos planos póspagos da operadora. Com isso, a empresa entra para competir com a Nextel no mercado corporativo e de pessoa física, de olho em sua própria base de assinantes e nos 3,6 milhões de clientes da concorrente. "Vamos tirá-la (Nextel) da zona de conforto", afirmou o presidente da unidade de mercado individual da Telefônica/Vivo, Paulo César Teixeira. "Nosso nível de ambição é alto". O serviço, batizado de Vivo Direto, custará R$ 29,90 a mais no preço do pacote póspago do cliente; como o de menor valor é vendido a R$ 46, o custo seria de R$ 75,90. O paco-

te de rádio de menor preço da no fim do mês", disse. Nextel custa R$ 89. Os apareA primeira cidade a testar o lhos custarão a partir de R$ 99, serviço foi Curitiba, em junho, e ante R$ 299 da Nextel. Não é em São Paulo pode ser lançado preciso mudar comercialmeno número de te ainda neste celular. mês. A tecnoloHoje, a Vivo gia da Nextel é tem 63 milhões a Idem, e a da de clientes no Vivo será 3G. A Brasil, sendo cobertura será reais será o apenas 3 mia mesma da custo mínimo do lhões no meroperadora no pacote da Vivo cado corporasegmento de tivo. Segundo com serviço de rádio. voz – 3.663 muTeixeira, a emnicípios, frente Na concorrente presa busca a 385 da operaatingir esse nidora Nextel. Nextel, o valor mais cho, assim coO serviço baixo é de R$ 89. mo o segmennão estará disto jovem. "Obponível no segservamos que havia uma de- mento pré-pago nem, por enmanda muito forte vinda dos quanto, internacionalmente. clientes para falar à vontade, Clientes da Nextel usam o sersem preocupação com a fatura viço de rádio para falar com os

75,90

Estados Unidos, onde a tecnologia está disponível. Teixeira disse que a empresa planeja para o curto prazo o lançamento do Vivo Direto internacional. Estão em estudo países da América Latina, América Central e América do Norte. De acordo com ele, a tecnologia para uso em território nacional já está disponível e funcionando, inclusive em São Paulo. Falta apenas a chegada dos aparelhos nas lojas para o lançamento comercial. Até o quarto trimestre haverá sete opções de aparelhos. A Vivo deve investir R$ 2,5 bilhões em 2011 e detém 29,5% de market share, segundo dados de maio. No pós-pago, o market share é de 35,9%. O principal alvo de crescimento da empresa tem sido o mercado de dados. (AE)

BNDES capta US$ 244 milhões

O

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem que captou 200 milhões de francos suíços (US$ 244 milhões) mediante uma emissão de bônus no exterior – operação por meio da

qual conseguiu o menor custo para títulos brasileiros de mais de cinco anos. O BNDES pagará juros anuais de 2,75% pelos bônus, com vencimento em 2016. Foi a primeira operação na moeda feita desde 1997. (EFE)

Eletropaulo é multada

A

Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) aplicou, no último dia 12 de julho, multa de R$ 26,76 milhões à AES Eletropaulo por problemas no fornecimento de energia em sua área de concessão. A penalidade foi publicada no Diário Oficial do Estado e se refere à fiscalização técnica p e r i ó d i c a re a l i z a d a p e l a agência entre 21 de junho e 2 de julho, com vistas a analisar

o período compreendido entre 2009 e maio de 2010. Segundo a Arsesp, a notificação foi enviada à AES Eletropaulo no próprio dia 12 de julho. A partir do recebimento da autuação, a empresa tem até 10 dias para apresentar recurso junto ao Conselho de Orientação de Energia. No plano administrativo, cabe recurso em primeira instância na Arsesp e em segunda instância na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). (AE)

GDO ÓPTICAS DO BRASIL S/A CNPJ 10.795.892/0001-18 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BALANÇO PATRIMONIAL ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010

SOCIEDADE PAULISTA DE MEDICINA VETERINÁRIA São Paulo, 19 de julho de 2011. A Presidência da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, de acordo com seus Estatutos, Capítulo IV - Artigo 59, convoca todos os sócios efetivos quites e remidos para a Assembleia Geral desta Entidade, a fim de proceder à eleição da nova Diretoria Executiva e Comissões Permanentes (Conselho Consultivo e Comissão Científica), gestão 2011-2014. A Assembleia Geral instalar-se-á às 10h00, prolongando-se até às 17h00 do dia 15 de setembro de 2011, na Sede da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, sita à Av. Liberdade, 834 - 3º andar - São Paulo. Prof. Enio Eduardo Bovino CRMV-SP 8559 Presidente da SPMV Gestão 2008-2011

Ativo Ativo Circulante Disponível Banco Aplicações Financeiras C/C Devedores Impostos a Recuperar Ativo Não Circulante Investimentos Ativo Permanente Bens Tangíveis (-) Deprec./Amort. Acum. Bens Tangíveis

19.191,86 150,00 12.147,21

Total do Ativo

12.297,21 6.006,19 888,46 130.177,37 130.177,37 2.706,34 2.990,00 (283,66) 152.075,57

São Paulo, 31 de dezembro de 2010 Andre Luiz da Silveira Arantes - Diretor-Presidente CPF: 250.436.478-41 - RG: 19.101.898-3 Carla C. Lerio Z. de Ulhoa Cintra CRC 1SP188.874/O-0

Passivo Passivo Circulante Fornecedores Salários e Contribuições a Recolher Obrigações Fiscais a Recolher Adiantamentos Credores Diversos Patrimônio Líquido Capital Capital Subscrito Reserva de Lucros Prejuízo Acumulado

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 27.838,78 4.370,00 11.645,92 8.676,73 1.691,13 1.455,00

231.507,36 63.751,32 (171.021,89) 124.236,79 152.075,57

Total do Passivo

DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS E/OU PREJ. ACUMULADOS

Prejuízo Apurado no Exercício Saldo em 31 de dezembro de 2010

(171.021,89)

(171.021,89) (171.021,89)

Receita Bruta Operacional Prestação de Serviços Venda de Mercadorias (-) Deduções Receita Bruta ICMS ISS PIS s/ Faturamento Cofins Lucro Bruto Despesas Operacionais Despesas com Pessoal Despesas Administrativas Depreciações / Amortizações Despesas Tributárias Despesas Financeiras Receitas Financeiras Resultado Líquido antes do IRPJ CSLL Lucro Presumido IRPJ Lucro Presumido Lucro Apurado no Exercício

199.769,97 1.503,15 (3.496,35) (9.988,18) (1.308,28) (6.038,19)

201.273,12

(20.831,00) 180.442,12

(217.042,77) (116.426,06) (198,00) (1.017,72) (2.360,58) 1.167,73 (335.877,40) (155.435,28) (5.848,36) (9.738,25) (171.021,89)

BVIP – BV INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.

BVIP – BV INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF nº 12.009.683/0001-27 - NIRE 35300379471 ATA DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 13 DE JUNHO DE 2011 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 13 de junho de 2011, às 11:00 horas, na sede social, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 16º andar, Conjunto B. 2. CONVOCAÇÃO – Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, ficando dispensados, conseqüentemente, os Editais de Convocação, de acordo com o Parágrafo 4º do Artigo 124 da Lei nº 6.404/76. 4. MESA DIRIGENTE – Walter Guilherme Piacsek Junior, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária. 5. DELIBERAÇÕES – Por unanimidade de votos, foram aprovados: (i) A alteração do capital social, de R$ 1.000,00 (mil reais), que se encontra totalmente subscrito e integralizado, para R$ 301.000,00 (trezentos e um mil reais), sendo o aumento no montante de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), realizado mediante a emissão de 300.000 (trezentas mil) novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, com preço de emissão correspondente a R$ 1,00 (um real) cada ação, totalmente subscritas pelo acionista Banco Votorantim S.A., que integralizará a totalidade das ações no prazo de 30 (trinta) dias a contar dessa data, em moeda corrente nacional, conforme Boletim de Subscrição que consta como Anexo I a esta ata; (ii) Em virtude da deliberação tomada no item (i) acima, fica alterado o Artigo 5º, caput, do Estatuto Social, que passa a ter a seguinte e nova redação: “Artigo 5º - O Capital Social, totalmente subscrito e a ser integralizado em até 13/07/2011, é de R$ 301.000,00 (trezentos e um mil reais), dividido em 301.000 (trezentas e uma mil) ações ordinárias, sem valor nominal, obrigatoriamente nominativas.” (iii) Permanecem em vigor e inalterados os demais artigos do Estatuto Social não alterados pelo presente instrumento. 6. OBSERVAÇÕES FINAIS - a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação. b) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretária e demais acionistas presentes. (aa) Walter Guilherme Piacsek Junior, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária; p. Banco Votorantim S.A., Walter Guilherme Piacsek Junior e Milton Roberto Pereira. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 13 de junho de 2011. Marta Cibella Knecht - Secretária. Arquivo na JUCESP Em 01.07.11, sob nº 255.581/11-7. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral. ANEXO I - BOLETIM DE SUBSCRIÇÃO. BVIP – BV INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. Emissor: BVIP – BV INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A., sociedade com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 16º andar, conjunto B, Vila Gertrudes, CEP 04794-000. Subscritor: BANCO VOTORANTIM S.A., sociedade com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 18º andar, Vila Gertrudes, CEP 04794-000. Subscrição: Subscrição de 300.000 (trezentas mil) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, emitidas pela Emissora; Preço de Emissão: O preço de emissão de cada ação ordinária é R$ 1,00 (um real); Preço Total de Subscrição: O preço total da subscrição é de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); Integralização e Prazo: R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) serão integralizados em moeda corrente nacional, no prazo de 30 (trinta) dias a contar desta data. São Paulo, 13 de junho de 2011. BANCO VOTORANTIM S.A. Milton Roberto Pereira - Vice-Presidente. Walter G. Piacsek Jr. - Vice-Presidente. Walter Guilherme Piacsek Junior - Presidente. Marta Cibella Knecht - Secretária.

BVIA – BV INVESTIMENTOS ALTERNATIVOS E GESTÃO DE RECURSOS S.A. CNPJ/MF nº 12.770.190/0001-05 - NIRE 35.300.385.641 ATA DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 13 DE JUNHO DE 2011 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 13 de junho de 2011, às 10:00 horas, na sede social, localizada na Cidade de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 6º andar, Conjunto 604. 2. CONVOCAÇÃO – Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, ficando dispensados, conseqüentemente, os Editais de Convocação, de acordo com o Parágrafo 4º do Artigo 124 da Lei nº 6.404/76. 4. COMPOSIÇÃO DA MESA – Walter Guilherme Piacsek Junior, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária. 5. DELIBERAÇÕES – Por unanimidade de votos, foram aprovados: (i) A alteração do capital social, de R$ 1.000,00 (mil reais), que se encontra totalmente subscrito e integralizado, para R$ 301.000,00 (trezentos e um mil reais), sendo o aumento no montante de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), realizado mediante a emissão de 300.000 (trezentas mil) novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, com preço de emissão correspondente a R$ 1,00 (um real) cada ação, totalmente subscritas pelo acionista Banco Votorantim S.A., que integralizará a totalidade das ações no prazo de 30 (trinta) dias a contar dessa data, em moeda corrente nacional, conforme Boletim de Subscrição que consta como Anexo I a esta ata; (ii) Em virtude da deliberação tomada no item (i) acima, fica alterado o Artigo 5º, caput, do Estatuto Social, que passa a ter a seguinte e nova redação: “Artigo 5º. O capital social, totalmente subscrito, a ser totalmente integralizado até 13/07/2011, é de R$ 301.000,00 (trezentos e um mil reais), dividido em 301.000 (trezentas e uma mil) ações ordinárias, sem valor nominal, obrigatoriamente nominativas.” (iii) Permanecem em vigor e inalterados os demais artigos do Estatuto Social não alterados pelo presente instrumento. 6. OBSERVAÇÕES FINAIS - a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação. b) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas presentes. (aa) Walter Guilherme Piacsek Junior, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária; p. Banco Votorantim S.A., Walter Guilherme Piacsek Junior e Milton Roberto Pereira. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 13 de junho de 2011. Marta Cibella Knecht - Secretária. Arquivo na JUCESP Em 30.06.11, sob nº 254.322/11-6. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral. ANEXO I - BOLETIM DE SUBSCRIÇÃO. BVIA – BV INVESTIMENTOS ALTERNATIVOS E GESTÃO DE RECURSOS S.A. Emissora: BVIA – BV INVESTIMENTOS ALTERNATIVOS E GESTÃO DE RECURSOS S.A., sociedade com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 6º andar, Conjunto 604, CEP 04794-000. Subscritor: BANCO VOTORANTIM S.A., sociedade com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 18º andar, Vila Gertrudes, CEP 04794-000. Subscrição: Subscrição de 300.000 (trezentas mil) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, emitidas pela Emissora; Preço de Emissão: O preço de emissão de cada ação ordinária é R$ 1,00 (um real); Preço Total de Subscrição: O preço total da subscrição é de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); Integralização e Prazo: R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) serão integralizados em moeda corrente nacional, no prazo de 30 (trinta) dias a contar desta data. São Paulo, 13 de junho de 2011.BANCO VOTORANTIM S.A. Milton Roberto Pereira - Vice-Presidente. Walter G. Piacsek Jr. - Vice-Presidente. Walter Guilherme Piacsek Junior Presidente. Marta Cibella Knecht - Secretária.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 18 de julho de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Santa Cruz Fomento Comercial Ltda. - Requerido: Net Serviços de Comunicação S/A - Rua Verbo Divino nº 1.356 - Chácara Santo Antonio - 1ª Vara de Falências

CNPJ/MF nº 12.009.683/0001-27 - NIRE 35300379471 ATA DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 27 DE JUNHO DE 2011 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 27 de junho de 2011, às 11:00 horas, na sede social, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 16º andar, Conjunto B. 2. CONVOCAÇÃO – Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, ficando dispensados, conseqüentemente, os Editais de Convocação, de acordo com o Parágrafo 4º do Artigo 124 da Lei nº 6.404/76. 4. MESA DIRIGENTE – Walter Guilherme Piacsek Junior, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária. 5. DELIBERAÇÕES – Por unanimidade de votos, foi aprovada a eleição do Sr. Marcos Lima Monteiro, brasileiro, casado, economista, portador da Cédula de Identidade RG nº 19.897.606-9 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 105.109.428-30, domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 18º andar, para ocupar o cargo de Diretor sem designação específica. O mandato do Diretor ora eleito vigorará até a Assembleia Geral Ordinária da Sociedade a realizar-se em 2013. O membro da Diretoria ora eleito aceita o cargo para o qual foi eleito, afirmando que conhece plenamente a legislação e declarando finalmente que não está incurso em qualquer dos crimes previstos em lei, que os impeça de exercer a atividade mercantil. 6. OBSERVAÇÕES FINAIS - O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação. Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretária e demais acionistas presentes. (aa) Walter Guilherme Piacsek Junior, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária; p. Banco Votorantim S.A., Walter Guilherme Piacsek Junior e Milton Roberto Pereira. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 27 de junho de 2011. Marta Cibella Knecht - Secretária. Arquivo na JUCESP Em 05.07.11, sob nº 257.577/11-7 Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO (ELETRÔNICO) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00499/11/05 OBJETO: Aquisição de Material Escolar - Mochila Escolar A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Material Escolar - Mochila Escolar. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 19/07/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou, na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 01/08/2011, às 10:00 horas e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 19/07/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

BV LEASING - ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A.

COMPANHIA ABERTA CNPJ/MF Nº 01.858.774/0001-10 - NIRE Nº 35.300.150.082 ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 22 DE DEZEMBRO DE 2010 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 22 de dezembro de 2010, às 14:30 horas, na sede social da Sociedade, localizada na Cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Rio Negro, nº 161, 12º andar, Sala A, Condomínio West Point, Alphaville Industrial, CEP 06454-000. 2. CONVOCAÇÃO E PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, ficando dispensados, conseqüentemente, os Editais de Convocação, de acordo com o Artigo 124 da Lei 6.404/76. 3. MESA DIRIGENTE – Wilson Masao Kuzuhara, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária. 4. DELIBERAÇÕES – Por unanimidade de votos, abstendo-se de votar os legalmente impedidos, foi aprovado o que segue: (i) O aumento do capital social da Sociedade de R$ 996.200.000,00 (novecentos e noventa e seis milhões e duzentos mil reais) para R$ 998.800.224,76 (novecentos e noventa e oito milhões, oitocentos mil, duzentos e vinte e quatro reais e setenta e seis centavos), sendo o aumento de R$ 2.600.224,76 (dois milhões, seiscentos mil, duzentos e vinte e quatro reais e setenta e seis centavos), totalmente subscrito e integralizado pelo acionista Banco Votorantim S.A., neste ato, mediante o aproveitamento de Reserva de Capital constituída por subvenções para investimentos, sem emissão de novas ações; (ii) Em virtude da deliberação acima, fica alterado o caput do Artigo 5º do Estatuto Social da Sociedade, que passa a ter a seguinte e nova redação: “Artigo 5º - O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 998.800.224,76 (novecentos e noventa e oito milhões, oitocentos mil, duzentos e vinte e quatro reais e setenta e seis centavos), dividido em 510.404 (quinhentas e dez mil, quatrocentas e quatro) ações ordinárias, sem valor nominal, obrigatoriamente nominativas.” (iii) Permanecem em vigor e inalterados os demais artigos do Estatuto Social da Sociedade não alterados pelo presente instrumento. 5. OBSERVAÇÕES FINAIS - a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra não havendo, todavia, nenhuma manifestação. b) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretária e demais presentes. (aa) Wilson Masao Kuzuhara, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária. p. Banco Votorantim S.A., Wilson Masao Kuzuhara e Milton Roberto Pereira; Wilson Masao Kuzuhara, Milton Roberto Pereira e Walter Guilherme Piacsek Junior. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 22 de dezembro de 2010. MARTA CIBELLA KNECHT - Secretária. Arquivo na JUCESP Em 30.06.11, sob nº 254.513/11-6. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

GDO ÓPTICAS DO BRASIL S/A CNPJ nº 10.795.892/0001-18 - NIRE 35.300.365.429 Ata de Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de Acionistas realizada em 28/04/2011 DATA, HORA E LOCAL: aos 28 de abril de 2011, às 19 horas, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, Rua Gama Cerqueira, n° 52 – cj. 102 São Paulo - SP, bairro Cambuci - CEP 01539-010. PRESENÇA: (a) SÉRGIO PEREIRA DA SILVA, brasileiro, consultor óptico, solteiro, portador do RG nº 27.660.860-4 e CPF nº 268.914.638-07, residente e domiciliado à R. Soares de Avelar, 950, Conceição, São Paulo, SP, representado na data por ANDRÉ LUIZ SILVEIRA ARANTES (qualificado abaixo). (b) GERSON GARBES GALINDO, brasileiro, empresário, solteiro, portador do RG n° 11.238.913 e do CPF n° 030.707.408-04, residente e domiciliado à Rua Dr. Carlos Tiago Pereira, 43 – Jardim Saúde – SP, representado na data por ANDRÉ LUIZ SILVEIRA ARANTES (qualificado abaixo). (c) WALDIR VALADES, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 3.800.672 e CPF nº 232.378.218-53, residente e domiciliado à Rua Inhambu, nº 964, Apto. 82, Moema, São Paulo, SP. (d) ANDRÉ LUIZ DA SILVEIRA ARANTES, brasileiro, empresário, separado, portador do RG nº 19.101.898-3 e CPF nº 250.436.478-41, residente e domiciliado à Rua João Batista Mendo, nº 36, apto. 92, Jardim Avelino, São Paulo, SP. (e) JOSUÉ DA SILVEIRA ARANTES, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 4.211.181 e CPF nº 243.342.608-10, residente e domiciliado à Av. Álvaro Ramos, 2408, Água Raza, São Paulo, SP. (f) TATIANA ROQUE HELENE, brasileira, empresária, casada, portadora do RG nº 30.959.666-X e CPF nº. 300.564.558-44, residente e domiciliada à R. Marcelo Tupinambá, 50, Casa 6, Jardim Paraventi, Guarulhos, São Paulo, representada na data por Dr. EDMUNDO BORGES DE FARIA, OAB/SP n° 89.209, RG n° 6.332.984 e CPF n° 567.785.118-34, conforme procuração pública lavrada no 1° Tabelião de Notas de Guarulhos – SP, livro 777, pág. 372. (g) MARISA AMORIM SARDINHO YAMAMOTO, brasileira, empresária, casada, portadora do RG nº. 9.219.214-2 e do CPF nº. 043.696.68832, residente e domiciliada à Rua Antonieta Leitão, nº. 247, apto. 41, Freguesia do Ó, São Paulo, SP. (h) MARCELO SPACASSASSI MORAIS, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 20.844.4683 e do CPF nº 246.570.368-40, residente e domiciliado à Rua Dr. Pelágio Marques, nº 76, apto. 81, V. Matilde, São Paulo, SP. (i) EWALDO FUOCO, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 14.341.973 e do CPF nº. 092.261.388-50, residente e domiciliado à Rua Plínio Colas, nº. 278, apto. 74 B, Mandaqui, São Paulo, SP. (j) WALTER EIDI FUGIWARA, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº. 15.994.746 e do CPF nº 093.223.568-98, residente e domiciliado à R. Ibituruna, nº 132, apto. 64, Parque Imperial, São Paulo, SP. (k) MARIA DE FÁTIMA SARDINHO CURY, brasileira, empresária, casada, portadora do RG nº 9.219.214-2 e do CPF nº 012.910.978-99, residente e domiciliada à Av. Paula Ferreira, 89, apto. 191 F2, Freguesia do Ó, São Paulo, SP. (l) RICARDO CHINELLATO CERSÓSIMO, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 19.566.693 e do CPF nº 126.996.908-5, residente e domiciliado à Rua Serra de Japi, 1381, Vila Gomes Cardim, São Paulo, SP. Todos os presentes assinaram a lista de presença em anexo ou apresentaram procuração conforme o Artigo 17° § 2° do Estatuto Social. MESA: Andre Luiz da Silveira Arantes, Presidente, e Waldir Valades, Secretário. ORDEM DO DIA: (i) Aprovação das Contas do período de 2010 e Balanço Patrimonial encerrado em 31/ 12/2010; (ii) Aprovar e ratificar todos os atos praticados pela Diretoria;(iii) Outros assuntos de interesse social. DELIBERAÇÕES TOMADAS: colocadas as matérias em discussão e posterior votação, resultaram as mesmas aprovadas por todos os presentes, sem quaisquer ressalvas ou restrições, nos seguintes termos: (i) foi aprovada as contas apresentadas pela Diretoria, sendo que foram apresentados aos acionistas o Balancete Analítico do período de 2010 e o Balanço Patrimonial (i.1) O Balancete Analítico foi descrito detalhadamente pelo contador, o qual explicou quando necessário todas as contas da sociedade. (i.2) O Balanço Patrimonial foi apresentado ao final da explicação, o qual recebeu aprovação pelos acionistas presentes, e consta como Anexo I da presente Ata; 2) Ficam desde já os Diretores da Companhia incumbidos e autorizados pelos presentes a tomar todas as providências necessárias a regular e completa formalização, bem como efetuar o registro desta Ata de Assembleia Geral perante o órgão do Registro do Comércio competente e a sua posterior publicação, conforme o disposto no Artigo 95 e seguintes da Lei nº 6.404/1976; (iii) Foi aberta a palavra para eventuais questões a serem discutidas entre os acionistas, e não havendo mais nada a ser discutido, foi proposto o encerramento da Assembleia. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a ser tratado, foi oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso e, como não houve manifestação dos presentes, foram encerrados os trabalhos e suspensa a assembleia pelo tempo necessário à lavratura desta ata, a qual, depois de reaberta a sessão, foi lida, achada conforme, aprovada por todos os presentes e assinada. São Paulo, 28 de abril de 2011. Andre Luiz da Silveira Arantes - Presidente. Waldir Valades - Secretário

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO (ELETRÔNICO) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00496/11/05 OBJETO: Aquisição de Material Escolar - Kit Escolar A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Material Escolar - Kit Escolar. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 19/07/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou, na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 01/08/2011, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 19/07/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pais e filhos podem repensar como consomem e buscar uma vida mais sustentável. Giselle Sigel, da Kraft Foods Brasil

conomia

Fotos: Paulo Pampolin/ Hype

A personagem Bia é moradora da casa ao longo do tempo. No começo, só dá importância ao movimento hippie. No final, vai ensinar seu neto sobre as maneiras de poupar os recursos da natureza.

Cinco décadas rumo à casa sustentável Mostra de uma casa de 100 metros quadrados, e dos hábitos das famílias que moraram nela entre 1950 e 1990, pode ser vista no Shopping Eldorado até o final do mês. O projeto foi batizado de "Uma Casa, Mil Olhares" e tem o objetivo de educar crianças e jovens. Neide Martingo

O

Uma casa com todos os cômodos foi montada no shopping center, com lições de sustentabilidade e saúde feitas para atrair as famílias. A casa revela os hábitos dos moradores, ao longo das décadas. O uso saudável dos alimentos é uma das lições.

80 por cento de economia de energia é quanto as lâmpadas fluorescentes representam em relação às incandescentes O projeto da casa sustentável foi feito de maneira lúdica, para atrair a atenção do público, principalmente das crianças. As informações fazem parte da decoração das paredes. Muitos objetos podem ser reutilizados.

s detalhes e a rotina de uma casa revelam muita coisa sobre os seus moradores: de onde vem o que nela é usado, que tipo de produto é escolhido e para onde vai o que sobra. As pessoas podem reconhecer e refletir sobre suas atitudes numa casa itinerante, de 100 metros quadrados, instalada no Shopping Eldorado. O evento vai até o dia 31. A "moradia" mostra hábitos das famílias brasileiras entre as décadas de 1950 e 1990, no que se refere ao consumo racional de alimentos, energia e água. O projeto intitulado "Uma Casa, Mil Olhares" é fruto de uma parceria entre a Kraft Foods Brasil, Evoluir – Educação e Sensibilidade e o Instituto Akatu. Desde 1950 – Cada cômodo mostra os costumes de uma década. O passeio começa com a década de 1950, com Bia, personagem presente em todos os períodos. Na sala, Bia é uma garotinha e o tema é a energia elétrica. Quem ligar os rádios de modelos antigos vai ouvir uma dica de consumo consciente; o telefone de disco nem precisa tocar – é só tirar do gancho e ouvir mais orientações sobre o assunto. As informações fazem parte da decoração das paredes, como o aviso de que as lâmpadas fluorescentes são 80% mais eficientes que as incandescentes e emitem menor quantidade de gás carbônico. Os chuveiros elétricos e os computadores são os aparelhos que mais gastam energia elétrica. Bia, na década de 1960, já é uma mocinha, fã dos Beatles e de Elvis Presley. Ela gosta do estilo hippie. Os esmaltes multicoloridos já eram moda naquela época. A prioridade neste cantinho é o consumo sustentável: moda e vestuário. Os pais e filhos que visitarem o local saberão que a doação de peças é bastante recomendável, desde que elas estejam em boas condições. E muitas mercadorias podem ser transformadas: calças jeans viram bolsas e bermudas, por exemplo. Desperdício – A água é o assunto principal no banheiro. Foi na década de 1970 que a preocupação ganhou força. Se as crianças deixarem a torneira "aberta" – uma simulação – a água do peixinho que está na tela à frente delas vai embora e ele morre. Sempre é importante lembrar que os banhos não

podem ser demorados, os vazamentos têm que ser evitados e as ruas não precisam ser lavadas, e sim varridas. As características dos anos 1980 estão detalhadas na cozinha, com a alimentação saudável. Nesta época Bia já está casada, e é mãe de três filhos. Quem está por ali pode abrir gavetas e geladeira, e conhecerá receitas de sucos e bolos feitos com cascas de frutas, por exemplo. Outra dica: os alimentos que estão situados na base da pirâmide – frutas e legumes – podem ser consumidos em abundância. Já os do topo, como açúcares e gordura, com moderação. Na década de 1990 Bia chama a atenção do netinho dela sobre a quantidade de lixo que as pessoas produzem. Naquela parte da casa, os visitantes ficam sabendo que os restos de comida, papel, papelão, vidros, plásticos e metais acabam, muitas vezes, em aterros, lixões e, pior ainda, nas ruas – poluindo e provocando as enchentes destruidoras. As opções são a reutilização, aumentando a durabilidade d o p ro d u t o , re c i c l a g e m e transformação de resíduos em energia e calor. "A exposição é lúdica e interativa. Pais e filhos podem repensar como consomem, e buscar uma vida mais sustentável. O passeio oferece a possibilidade de reflexão e de encontrar soluções", disse a coordenadora de Responsabilidade Social Corporativa da Kraft Foods Brasil, Giselle Sigel. "As famílias podem participar de atividades na casa e montar brinquedos, por exemplo, com material reciclável," propôs. O programa teve benefício de lei de incentivo fiscal, no total de R$ 2 milhões. Para a professora doutora do mestrado em comunicação e práticas de consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Maria Aparecida Baccega, a educação acontece realmente quando é "usada" com a roupagem do entretenimento. "Esta é a saída – educar jovens e crianças para garantir o futuro do planeta", disse a especialista.

S ERVIÇO Exposição Uma Casa, Mil Olhares Shopping Eldorado, primeiro piso, até 31/07. Gratuito.


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O celular virou o hiperlink da mídia off-line Léo Xavier, CEO da empresa PontoMobi

nformática

Comércio 24 horas Como uma loja que nunca fecha, o celular vem sendo usado como ponte entre o mundo off-line e online, trazendo novas possibilidades ao e-commerce ALICE SOSNOWSKI

magine a cena: a pessoa assiste à última sessão de cinema no shopping e na saída vê um produto na vitrine que gostaria de comprar, mas as lojas já estão fechadas. O usuário saca o celular, escaneia o produto e o compra na hora. Este é o mundo do comércio móvel, disponível 24 horas, sete dias por semana e, o melhor, que anda sempre junto ao consumidor. Visto como o sucessor do e-commerce, esta modalidade de vendas é uma tendência e já está no radar das empresas antenadas com novas oportunidades. Pesquisa inédita sobre o comportamento mobile do brasileiro feita pela IpsosMarplan com o apoio da W/McCann e do Grupo.Mobi aponta que 35 milhões de pessoas acessam a internet pelo celular, o que representa 40,8% dos internautas. O Brasil tem hoje cerca de 210 milhões de celulares, sendo que 19 milhões são smartphones. Segundo a IDC, as vendas destes aparelhos inteligentes aumentaram em 79,7% no primeiro trimestre de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. Com o avanço da venda de dispositivos móveis, representados pelos tablets e celulares cada vez

I

mais multifunções, veio a mudança de comportamento dos usuários. Se antes os celulares serviam apenas para falar, checar e-mails e agendar compromissos, hoje ele é usado quase como uma extensão

CÂMERAS

da pessoa que o utiliza para conversar com os amigos, interagir em redes sociais, localizar endereços e participar de ações feitas exclusivamente com estes aparelhos. "O celular virou o hiperlink

passo que antecede ao avanço do comércio móvel e já tem sido testada por diversas marcas em ações de mobile marketing. Um exemplo é o que a rede varejista C&A fez para oferecer desconto aos seus clientes. Ao ativar o Bluetooth do celular dentro da loja, os consumidores recebiam um mobile cupom com um código que, quando apresentado ao caixa, dava um desconto de 10% na roupa. "Esta ação mostra como a experiência de compra pode ser modificada a partir do celular", destaca Martha Gabriel, um das maiores especialistas em marketing digital. Outro dado da pesquisa sobre o consumidor móvel é que 47% do total de entrevistados utilizam banda larga 3G, número que ultrapassa os que acessam internet por banda larga fixa. Isto indica que num futuro próximo o celular vai ser a principal mídia de acesso à web e aponta para inúmeras possibilidades que as empresas têm para realizar ações com seus clientes e consumidores. Com o objetivo de apresentar exemplos nesta seara o livro "Mobilizado" reuniu iniciativas brasileiras de mobile marketing com tecnologias variadas, que vão do simples Bluetooth e SMS, disponí-

GADGETS

m época de Brasileirão e Copa América, tevê portátil é sempre útil mesmo para quem está no estádio e não quer perder nenhum detalhe ou replay. Este modelo da AOC, TPD-100, com tela de 3,5 polegadas, recebe todos os canais digitais (1-seg) e tem design ultra slim (menos de 1 cm de espessura). Dá para escolher o formato de tela e o tipo de áudio e legenda na transmissão. Por R$ 249.

E

ste é um adaptador/roteador wireless N USB 300 M, da TP-Link, que permite conexão sem fio mais estável e maior alcance de sinal para a banda larga do usuário em seu ambiente de trabalho ou em casa, seja onde estiver o computador. Pequeno, com apenas 9 cm de comprimento, ele possui duas antenas externas de 3 dBi e é compatível com todas as tecnologias wireless 11b/g/n e sistemas operacionais. Vem com cabo extensor de 1,5 m. Por R$ 119.

E

m som mais cristalino é o que promete este docking com caixa acústica DS3000, da Philips. Ele pode ser sincronizado com o iPhone e o iPod e ampliar ainda mais as possibilidades do usuário na hora de tocar o seu play list de músicas. O modelo vem com DBB (Dynamic Bass Boos) capaz de preservar os tons baixos para graves profundos em qualquer volume. A potência de saída é de 8 W. Com bateria ou rede elétrica. Preço médio de R$ 400.

U

ACESSÓRIOS

Amplie a conexão

ACESSÓRIOS

Mais som na caixa

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Futebol de bolso

veis para celulares comuns, ao uso do QR Code, realidade aumentada e visualização de mobile sites para aparelhos mais avançados. Em todos os cases, as ações mostram que o celular é capaz de atingir maior índice de conversão, já que o aparelho está sempre ao lado do consumidor. "Os dispositivos móveis são capazes de manter interações inovadoras e mensuráveis", destaca Léo Xavier, um dos autores do livro. O que os especialistas alertam, no entanto, é que o principal caminho para criar relacionamento com o consumidor móvel é a funcionalidade. "Estas tecnologias só fazem sentido se trouxerem valor para o usuário", alerta Martha Gabriel. A entrega de conteúdos, serviços e promoções relevantes são fundamentais, assim como o respeito aos princípios de privacidade e ao consentimento (opt-in) por parte do usuário. Como no marketing off-line, valem as mesmas regras para as ações mobile: "Primeiro, relacione. Depois, engaje. Por fim, venda". Estes são os passos a serem seguidos para as empresas que investem em marketing móvel. E servirá também para aquelas que apostarem no avanço do comércio via celular.

MEMÓRIA

Pequena notável Olympus está lançando três câmeras com design compacto da família PEN, mas com características encontradas em câmeras e filmadoras mais robustas, como sensor Live MOS de 12.3 Mpixel, processador de imagem TruePic VI, foco automático, vídeo em Full HD 1080i com gravação de áudio Dolby, além de vários filtros artísticos. Tudo mais simples de operar. O modelo Pen EP3 (foto) traz mostrador rotacional. Com o polegar, o fotógrafo ajusta a abertura e o tempo de exposição, sem precisar navegar no menu. Preço estimado R$ 900.

da mídia off-line", afirma Léo Xavier, pioneiro no mercado de mobile marketing e CEO da empresa PontoMobi. A ideia de interligar o mundo off line e online pelo celular é o

Troca de arquivos MyCard, da Mtek, é ótimo para quem precisa transferir arquivos de vários tipos de cartões. Este, além de leitor, também grava dados de 54 tipos de cartões de memória em seus quatro slots nos padrões SD, T-Flash, MS e M2, incluindo o Micro SD, usado nos celulares. Vem com cabo USB 2.0 embutido e uma abertura para fixação em cordão, para facilitar o transporte. Compatível com Windows e Mac OS e com taxas de transferência de até 480 Mbps. Por R$ 25.

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Queremos concentrar o maior número de desenvolvedores possível Eduardo Lins, gerente de inovação da Zewee nformática

Aplicativos para exportação BARBARA OLIVEIRA

Zewee podem baixar os produtos sem precisarem passar pelas lojas Android Market ou pelo iTunes. No futuro, haverá apps também para o Windows Phone. A principal característica da Zewee é o fato de seus aplicativos serem baseados em HTML5, uma evolução da linguagem padrão para a web (HTML) e uma grande concorrente do Flash, da Adobe, abrindo caminho para aplicativos em ambientes móveis. A HTML5 tem a vantagem de ter um padrão aberto para facilitar o desenvolvimento de apps. "O desenvolvedor não precisa escrever seus aplicativos em vários sistemas operacionais, apenas numa linguagem", explica Lins. Com a HTML5

na web (e em serviços como YouTube, Facebook, Google), o usuário terá acesso a diversos sites com animações em suas telinhas sem precisar instalar nada. Segundo Lins, a maioria dos jogos do Facebook e Orkut não são compatíveis com aparelhos móveis porque precisam do Flash para rodar, e esse é um ponto a favor da HTML5. Para agregar valor ao site e aos usuários, a Zewee também dispõe de uma ferramenta, a FriendZee, que permite integração com o Twitter e Facebook. Nela é possível convidar amigos para testar a loja, compartilhar os apps, lançar desafios com os jogos disponíveis no site. Também podem ser disputados

Max.

O

Zewee: aplicativos para o mundo

sergiokulpas@gmail.com

Homens X máquinas

É

Zewee tem mais de 300 desenvolvedores cadastrados com programas para tablets e smartphones

s usuários de iPhone, iPad e aparelhos Android contam desde o início do ano com uma loja brasileira alternativa e independente de aplicativos. A Zewee, lançada em janeiro, atingiu em julho a marca de 1 milhão de usuários espalhados pelo mundo, e essa é uma das razões para o site estar todo em inglês, por ser um site global e a maioria dos acessos se originar dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, México e, claro, do Brasil. Até o fim do mês a expectativa da Zewee, segundo seu gerente de inovação, Eduardo Lins, é dispor de 1.500 títulos disponíveis para as duas plataformas mais populares de smartphones e tablets (iOS e Android). Atualmente, a loja, do grupo brasileiro Movile, tem 300 desenvolvedores cadastrados e mais de 400 aplicativos. "Nossa meta é chegar a 5 milhões de usuários nos próximos meses", diz Lins. "Queremos concentrar o maior número de desenvolvedores possível e fechar parcerias com empresas de games". Na mira da loja estão o estúdio de criação Zinga (que faz jogos para o Facebook) e o Vostu (que fornece títulos para o Orkut). Os usuários que entrarem no

Sergio Kulpas

campeonatos com os games móveis da loja. Todos os títulos são gratuitos. Um deles é o Bejeweled, um quebracabeça cujo objetivo é fazer linhas horizontais ou verticais de pedras e trocar as peças adjacentes aumentando a pontuação. O outro é um aplicativo de música, o Myousic.me, que localiza e reproduz músicas a qualquer hora. Ele busca arquivos de áudio em toda a web que são legalmente publicados. O FilmOn Player, disponível na Zewee, faz streaming de TV ao vivo e é similar ao YouTube.

S ERVIÇO Mais informações: http://www.zeewe.com

uma tendência digna de nota: dez anos após o lançamento dos caixas de pagamento totalmente automatizados em muitos supermercados dos EUA, algumas grandes redes estão reavaliando o uso dessa tecnologia. A partir deste mês, a rede Albertsons (www.albertsons.com) vai começar a retirar as máquinas de auto-pagamento em todas as suas 217 lojas em sete estados. A Albertsons declarou que as máquinas de auto-pagamento não se encaixam mais na experiência desejada pelos consumidores. Quando a Albertsons instalou as máquinas de pagamento automatizado há quase uma década, a rede adotava uma tendência em alta no varejo, que apostava no autoatendimento como uma vantagem competitiva. Agora, a rede vai trocar as automáticas por equipamentos operados por funcionários, com mais pessoal nos horários de pico. Já a rede Kroger (www.kroger.com), que está remodelando suas lojas, está considerando o estilo "europeu" de filas de caixas, com fila única para caixas expressos com vários funcionários. No mês passado, a Kroger retirou as filas de auto-pagamento na sua loja mais movimentada em Houston, em resposta ao desejo dos clientes que queriam pagar mais rapidamente com poucos itens no carrinho. Segundo a empresa, a substituição não é um teste, mas parte do projeto de remodelação das lojas. Uma loja da Kroger em Dallas agora opera com filas do estilo europeu e caixas de autoatendimento. O portavoz da empresa diz que lojas em construção vão combinar as opções que sejam mais práticas e rápidas.

A rede de mercearias Whole Foods Markets usa o sistema de fila única em vez de máquinas de auto-pagamento. Segundo a loja, o sistema faz a fila andar mais rapidamente e os clientes não ficam esperando em filas lentas ou atrás de clientes que não sabem usar as máquinas. Segundo o porta-voz da Kroger, o sistema de fila única com vários caixas operados por funcionários é três vezes mais rápido que os caixas rápidos comuns. A empresa estima que o tempo de espera nas filas do sistema europeu é entre 5 e 20 segundos. A hiper-competição no setor de mercearias e supermercados nos Estados Unidos está obrigando as redes a repensar cuidadosamente cada estratégia. Segundo Bob Young, diretor do grupo de administração de redes de varejo Weitzman Group, o foco principal é atendimento cortês e o toque pessoal nas compras. Túnel-scanner –Isso não quer dizer que as redes de varejos estejam abandonando modernas tecnologias de pagamento. A Kroger, que também é dona das redes QFC e Fred Meyer nos EUA, está testando máquinas de "escaneamento de túnel" em uma de suas lojas. Nesse sistema, o cliente coloca suas compras em uma esteira rolante e todos os itens são escaneados em movimento, em um túnel com sensores. Já a rede Home Depot usa um sistema onde os funcionários usam 30 mil First Phones para fechar as compras do cliente em qualquer ponto da loja. Esses aparelhos de mão não são vistos como um substituto para auto-pagamento. Mas a Home Depot investiu US$ 64 milhões para desenvolver essa alternativa para as compras rápidas dos clientes.


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