A cartilha do Procon está nas páginas 21 e 22, frente e verso. Basta seguir a orientação para as dobras para formar a sua. Ela contém informações e dicas que previnem problemas para lojistas virtuais e consumidores.
Negócios com alta tecnologia "A discussão agora é a integração entre comércio físico e virtual", diz Nelson Kheirallah, vice-presidente da ACSP, diante da nova relação com o consumidor – com tablets, smartphones... Pág. 13
Stuart Iset/NYT
HOJE: CARTILHA DE E-COMMERCE DO PROCON. Vendedor cai em desuso para a geração Google Lojas se armam de Wi-Fi e telas para clientes que vão às compras sabendo o que querem e comparam preços pelo celular. Pág. 23 Wilton Junior/AE
Novo vazamento. E a Chevron pode ser expulsa. Página 5
Jornal do empreendedor
Ano 87 - Nº 23.585
Conclusão: 23h40
www.dcomercio.com.br
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São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 17, 18 e 19 de março de 2012
Romário: vamos passar vergonha Cético, deputado critica governo, Fifa, e diz que Brasil não fará a maior Copa de todos os tempos. Pág. 28
Miguel Schincariol/AE
Luis Fabiano, matador do São Paulo, ao sofrer pênalti. Tricolor 3 a 2 e segundo lugar no Paulistão.
Vocês sabem com quem estão jogando? Parece ter sido este o espírito dos craques vencedores do Tricolor, ontem, ao enfrentarem o Peixe. Pág. 25. Esporte
Nacho Doce/Reuters
Chico Ferreira/Luz
Fim de semana na Síria: 3 atentados e 29 mortos. Enquanto manifestantes protestavam contra Assad na av. Paulista (acima), carro-bomba matava duas pessoas em Aleppo, 2ª maior cidade síria. Pág. 9
Algumas lojas e vários bares do Centro Velho descobriram o consumidor que espera o rush do Metrô passar para comprar ou se divertir. Pág. 10
Beduínos levam e devolvem brasileiras As turistas foram sequestradas ao pé do Monte Sinai. Pág. 9
HOJE
AFP
O centrão está virando notívago ISSN 1679-2688
Dia de sol com algumas nuvens. Máxima 27º C. Mínima 13º C.
23585
AMANHÃ Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 28º C. Mínima 15º C.
9 771679 268008
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sábado, domingo e segunda-feira, 17, 18 e 19 de março de 2012
Obviamente, no terreno das possibilidades, tudo pode acontecer – ou não. Delfim Netto
pinião
PAULO SAAB
É HORA DE DILMA DIZER A QUE VEIO
O
ção Prever a infla a o futura é com s da promessa videntes, as propagandead de , es st nos po resolver os problemas amorosos das pessoas
Divulgação
A CIÊNCIA DO AMOR Q
uem não consegue sequer prever qual vai ser a taxa de inflação no Brasil em setembro deste ano será capaz de acertar a previsão da inflação em dezembro de 2013? Após a redução da taxa básica de juros em 0.75 ponto percentual, na última reunião do Copom, dia 7 último, foram publicadas várias análises de economistas projetando aumento da inflação para o ano que vem em relação ao índice de 2012. Obviamente, no terreno das possibilidades, tudo pode acontecer – ou não. As previsões dependem da qualidade das estimativas utilizadas nos modelos, do tipo de relações que se colocam neles e da própria crença dos analistas sobre a capacidade do governo de responder aos problemas. Hipóteses mais radicais partem da ideia que o governo vai aguardar de braços cruzados o retorno da inflação. Isso significa acreditar que o governo está morto, o que não combina com realidade... O governo parece vivo e passando bem. Ao comentar as reações do governo brasileiro à crise financeira mundial, tenho insistido em mostrar que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, está muito mais antenado `a confusão do "estado da arte" da política monetária e aos problemas internos e externos
DELFIM NETTO
da economia do que os seus críticos no mercado financeiro. A maioria deles se comporta como os autores daquela propaganda que vem pregada em árvores ou amarradas em postes, garantindo que uma "Ciência do Amor" pode prever o destino romântico das pessoas: basta que paguem a consulta e depois esperem o resultado. Se acertar a previsão, em dezembro de 2013 o "cientista" pode comemorar: "Eu sabia..." E se errar, ninguém vai falar no assunto. Nessa matéria, a crise financeira
de 2007/2009 desvendou algumas situações incríveis, levando os economistas de todo o mundo a refletir sobre as razões que impediram a maioria dos profissionais do ramo a prever a catástrofe que se desenhava há algum tempo. Três anos depois da eclosão da crise, economistas do Fundo Monetário Internacional convocaram uma conferência que chegou a algumas conclusões interessantes. Vale a pena lembrar a observação deles, em um texto ao final do encontro, de que "mesmo os mo-
As previsões dependem da qualidade das estimativas usadas nos modelos, do tipo de relações colocadas e da própria crença dos analistas sobre a capacidade do governo.
delos mais sofisticados, apoiados em artilharia matemática pesada, não reproduzem a complexidade da vida econômica, pois deixam de fora a possibilidade da acumulação de pequenos problemas que podem levar a uma descontinuidade instantânea do circuito econômico."
A
inda segundo o texto dos economistas, há "sérias suspeitas de que as clássicas crises de credito que acompanham a economia de mercado são produzidas pela própria psicologia humana, de forma que não importa o que façamos elas estarão sempre conosco." Contudo, afirma, as dúvidas com relação à politica macroeconômica "não são justificativas para o abandono das boas praticas de governança dos estados". Conclui o texto que é importante reafirmar "a necessidade de criar-se uma absoluta coordenação entre as politicas monetária e fiscal, acompanhada dos incentivos corretos aos agentes, de uma boa regulação dos mercados e do completo respeito às identidades da contabilidade nacional." ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
s fatos falam por si, e eis o que dizem: - A economia brasileira cresceu 2,7%, enquanto a média mundial foi 2,8%. Desempenho pífio para tanta empáfia; -Uma dezena de ministros trocados em pouco mais de um ano de governo, a maioria por acusações de corrupção; -A indústria brasileira ameaçada pela ausência de política de estímulo em benefício das importações; -A base aliada do governo em profunda crise, fisiológica e não política, no negócio da troca de apoio por cargos públicos, certamente, que lidam com grandes somas de dinheiro; -Crise no relacionamento com a FIFA pelo monumental atraso nas obras para a Copa do Mundo de 2014; Esta relação poderia ser estendida. Para se entender, todavia, a situação, já basta por aqui. Está na hora de a presidente Dilma dizer a que veio, além de ter sido eleita pelo prestígio sem fundamento prático do ex-presidente Lula. Sim, é verdade: no início deu nova cor à administração ao nos livrar do falatório populista e incansável de Lula e colocou um pouco de compostura no exercício do poder. Isso, contudo, como já se constata, não basta para dar ao País um governo à altura de suas exigências e necessidades. a verdade, os dois governos anteriores de Lula e a continuidade de alguns hábitos, na gestão Dilma, tornam o próprio governo refém do que há de pior da chamada classe política do País. Some-se a isso, a paralisia de iniciativas e ações, a ausência de programas efetivos – que não sejam propagandas ambulantes como os PACs da vida e as bolsas esmolas – e nada de concreto está sendo pensado e feito pelo crescimento efetivo da qualidade de vida, da economia, da vida política nacional. Um governo com menos de um ano e meio, parecendo já perdido em meio a tantos desencontros ( fora as ameaças de greves por setores públicos e os resultados da atividade econômica) lança várias preocupações sobre o horizonte futuro. É simplesmente uma afronta à mínima decência ouvir "líderes" de partidos da base aliada vociferar na televisão que vão abandonar o governo Dilma, e, portanto, não mais votar a favor do que o governo pedir, porque o Planalto não cumpre as
N
O que foi feito pela presidente nesse tempo de governo, em termos políticos e econômicos não basta diante das demandas e necessidades do nosso País.
promessas de indicar membros desses partidos para cargos importantes na administração federal. Isso é feito, na vida política da era PT com uma naturalidade impressionante. Quer dizer que se o governo não der cargos que permitam aos partidos de algum modo de auferir benefícios (imagina-se quais sejam) deles decorrentes, não mais receberá apoio cego, incondicional? Uma barafunda. Como era de se esperar, as notícias falam cada vez mais das irritações da presidente, de seu gênio forte, do medo que inspira em ministros e colaborares, e cada vez menos de situações concretas de melhoria geral do Brasil, embora a propaganda oficial massacre com desinformação autolaudatória. E como já disse um experiente jornalista (certamente fora de seu microfone, ou perderia o emprego pelo volume de verbas oficiais que sustentam a mídia pátria): não é o Brasil que está crescendo, a Europa e os Estados Unidos é que estão caindo. E nem assim conseguimos um PIB na média mundial. Ficamos atrás até da Indonésia. bstraindo-nos disso tudo por um minuto, ainda temos que suportar, nós paulistas, a obsessão do PT e de seus aliados em conquistar o governo bandeirante e a prefeitura paulistana. As bases aliadas, claro, de olhos (e de boca) bem abertos. Afinal, falamos do segundo e do terceiro maiores orçamentos do Brasil. Alguém duvida do motivo de tanto desejo? Como nosso povo é bondoso, ingênuo, e como nossos políticos e governantes são puros... E a presidente? Quando dirá a que veio, de verdade? Só para efeitos partidários, de poder, de recursos públicos desviados (por "aliados e ex-ministros") é muito pouco.
A
PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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pinião
SUCESSO DOS LIVROS ELETRÔNICOS NÃO SIGNIFICA O FIM DOS LIVROS IMPRESSOS.
E
u tinha esperanças de que hoje a discussão já tivesse acabado, mas o debate sobre os e-books substituindo os livros tradicionais continua – especialmente se os contratos de publicação de livros destinados a Kindle, iPad e outras ferramentas de leitura são um prelúdio da morte definitiva dos livros e livrarias. Os jornais dedicaram páginas inteiras de sua cobertura de cultura a essa questão. Lembro de um jornal diário que deu muito espaço a uma foto dos "buquinistas", ou vendedores de livros (antigos ou usados), nas margens do Sena, em Paris, e afirmava que esses comerciantes estão destinados a desaparecer. Evidentemente o redator esqueceuse de considerar que, se as editoras realmente pararem de imprimir livros, com certeza surgirá um próspero mercado para volumes antigos, e bancas como as de Paris – o único local onde seria possível encontrar livros do ano passado – ganhariam uma nova vida. De certa maneira, esse debate começou há mais de 30 anos, com o início da difusão do computador pessoal. Mas o advento do e-reader motivou novas preocupações. Por fim, o roteirista Jean-Claude Carrière e eu ficamos cansados de responder individualmente a todas essas observações fatalistas e publicamos uma longa conversa com o título provocativo Não Contem com o Fim do Livro. Apoiar a ideia de um futuro longo para o livro não significa negar que algumas obras de referência são mais fáceis de transportar em um tablet ou que pessoas com hipermetropia acham mais fácil ler jornal em um aparelho eletrônico que lhes permite aumentar o tamanho da letra à vontade, ou que nossas crianças poderiam evitar dores na coluna se não carregassem mochilas escolares terrivelmente pesadas. Tampouco eu iria afirmar que a versão em papel de Guerra e Paz é universalmente mais agradável para ler na praia do que a eletrônica – pessoalmente, estou convencido de que é, mas os gostos variam e minha única esperança é que os que têm gostos diferentes não enfrentem uma eventual falta de energia. Mas já temos prova de que
Exageros sobre a morte do livro
os livros era confrontado por um cavalheiro severo que exigia saber o que procurávamos. O desconcertado cliente, intimidado, provavelmente se retirava de imediato. Achei mais encorajador visitar as novas livrarias-catedrais, nas quais uma pessoa pode se sentar durante horas e folhear tudo o que quiser.
M
os livros terão uma vida longa, na forma de volumes que foram impressos há mais de 500 anos e ainda estão em ótima condição, bem como os pergaminhos, que têm sobrevivido há 2 mil anos. Por outro lado, não temos nenhuma prova de que algum meio eletrônico vá durar da mesma maneira. Em um período de 30 anos, o disquete flexível foi substituído por um disco menor com uma armação rígida, que por sua vez foi substituí-
do pelo CD, que foi substituído pelo pen drive. Atualmente, nenhum computador é fabricado para ler um disquete flexível dos anos 80, e assim não sabemos se o que foi escrito em algum disco vai durar 25 anos, sem falar de 500. Melhor guardar nossas memórias no papel! Além disso, há uma grande diferença entre a experiência de segurar e folhear um livro e a de copiar um arquivo de pen drive. Ou entre olhar um livro que você leu
há muitos anos, descobrir os trechos que sublinhou e as observações que fez nas margens – uma experiência que o transporta e lhe permite reviver velhas emoções – e ler a mesma obra em uma tela de computador, na fonte Times New Roman de 12 pontos. Até se admitirmos que os que sentem prazer em tais coisas "antigas" são uma minoria entre os sete bilhões de habitantes do planeta (e aumentando), sempre haverá
entusiastas para manter um próspero mercado de livros. E se alguns livros descartáveis – os bestsellers para ler no trem, horários dos trens ou antologias de piadas – desaparecerem das livrarias e sobreviverem apenas nos e-readers, melhor assim. Pensem em todo o papel poupado. Anos atrás me queixei do fato que em todas as antigas e sombrias livrarias do passado, qualquer um que entrasse para olhar
O BRASIL VALE COMO MODELO?
A
crise nos EUA e na Europa tem levado analistas de todo o mundo a voltar seus olhos para o Brasil com doçura. Um país gigantesco, uma democracia, paraíso de diversidade e convivência entre diferenças, motivado por prosperidade econômica e estabilidade política. Mas será que essas pessoas sabem realmente como é viver por aqui? Não vamos discutir ou listar as apregoadas "conquistas" brasileiras da última década: essa tarefa vem sendo bem executada pela imprensa, daqui e de fora. Vamos parar um instante para pensar em como são mesmo as coisas para quem vive, trabalha e investe no Brasil. O trabalhador de uma grande cidade por certo desperta algumas horas antes de iniciar sua jornada: se usa carro para se locomover, passará por toda sorte de obstáculos causados pela total ausência de planejamento urbano, enfrentando vias mal cuidadas e tráfego intenso. Estacionar seu veículo (pelo qual pagou o dobro do que pagaria em outro país e que precisa manter legalizado recolhendo pesadas taxas anuais) é outro desafio caro e desgastante. Convém precaverse nos intervalos com assaltantes armados em semáforos. Se movimenta-se por transporte coletivo, pagará caro por um serviço precário e demorado. No trabalho, enfrentará burocracia sempre que for obrigado a lidar com regras e normatizações técnicas impostas por governos nas três esferas, movimentando-se num labirinto
UMBERTO ECO
entre tributos escorchantes, fiscalização contraditória e muitas vezes corrupta, uma teia de armadilhas para que possa ser cobrado e multado (o que aumenta a arrecadação dos governos, a verdadeira razão de existir do Estado no Brasil). e for um empreendedor, essa tortura será multiplicada no mínimo pelo número de funcionários que contratar. Inventar e manter um negócio no Brasil é sujeitar-se ao risco permanente de infringir alguma regra governamental confusa, obscura e injusta, que poderá ocasionar a qualquer momento uma demanda judicial de consequências imprevisíveis. Se quiser comunicar-se com parceiros comerciais, dependerá de serviços de péssima qualidade, que crescem em número de clientes mas não em infraestrutura ou avanço tecnológico: celulares falham o tempo todo; linhas fixas são caríssimas e fornecidas em geral por monopólios; a internet de alta velocidade é instável e seu preço uma piada de mau gosto. Ao circular na cidade, o cidadão não poderá ignorar outra ameaça:
S
PAULO DINIZ ZAMBONI a violência. As cidades brasileiras são mal policiadas e há possibilidades quase infinitas de ser atingido por alguma agressão a qualquer momento. As ruas estão cheias de criminosos, sem contar os menores de idade e os consumidores de drogas pesadas, espalhados pelas esquinas. Tente desviar do crack e da maconha rolando solta na porta de casa e das escolas! iver no Brasil é também conviver e de alguma forma conformar-se com injustiças institucionais e sociais de toda espécie: bairros pobres sem as mínimas condições de vida digna e governantes entram e saem sem cuidar do básico necessário às populações. A rede de esgotos não atende a grande parte dos brasileiros; escolas públicas são depósitos de crianças que saem
V
as agora, se os e-readers vão absorver todo mercado disponível de livros, essas livrarias do passado talvez sirvam para algo: poderiam, por exemplo, se converter em lugares onde os aficionados iriam para encontrar o tipo de livro que não se descarta. Finalmente, devemos lembrar que, ao longo do tempo, houve numerosos exemplos de inovações populares que ameaçaram substituir seus antecessores – mas não conseguiram. A forja de gota não substituiu o martelo. A fotografia não decretou a morte da pintura (quando muito, talvez, tenha desencorajado as paisagens e os retratos e encorajado a arte abstrata). O cinema não causou a morte da fotografia, a televisão não matou o cinema e os trens coexistem perfeitamente com os automóveis e os aviões. Assim talvez tenhamos uma diarquia: ler em papel e ler nas telas – o que, com acesso suficiente, poderia levar a um aumento astronômico no número de pessoas que aprendem a ler. E isso, com certeza, é um avanço. HUMBERTO ECO É ESCRITOR, AUTOR DE “BAUDOLINO”, “O NOME DA ROSA” E "O CEMITÉRIO DE
PRAGA", ENTRE OUTROS. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
Ayrton Vignola/Folhapress
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sem saber ler ou escrever; hospitais públicos matam por omissão ou incapacidade milhares de doentes brasileiros todos os anos e não há prisões suficientes para todos os criminosos que devem ser retirados do convívio social e as que existem, por sua vez, são indignas e desumanas. os políticos? A corrupção é prática disseminada e muitas vezes aceita como natural na esfera pública. Parlamentares envolvidos em escândalos saem e voltam ao poder, como se nada houvesse acontecido. Bilhões desviados somem para sempre. Autoridades da justiça advogamse privilégios inenarráveis, em vez de dar fim ao inaceitável estado de coisas. A população assiste de mãos atadas a uma elite política e burocrática viver de privilégios.
E
Eleição após eleição, não há perspectiva de melhora. Os velhos nomes das oligarquias partidárias revezam-se em legendas esvaziadas de propostas ou ideologias. Quer fugir do caos urbano em direção ao aprazível interior? Cuidado: as estradas são mal cuidadas, perigosas e infestadas de criminosos. Leve todo o dinheiro que tiver, pois os pedágios são caros e repetem-se sem critério aparente. ense bem antes de trocar a cidade pela vida rural. Se adquirir terras, cuidado com o movimento de extrema esquerda conhecido por MST (Movimento dos Sem Terra): eles poderão invadir e depredar sua propriedade e depois partirão para fazer o mesmo na propriedade vizinha. Não conte com a sensibilidade dos governos nessa batalhas: a maioria esmagadora dos partidos tem, de uma forma ou de outra, alguma ligação com o movimento, e será difícil expulsar os invasores depois que eles se assentarem (lembre que, diferentemente deles, você não pode usar de violência para fazer valer o seu direito).
P
De volta à cidade, e em busca de um novo emprego? Prepare-se: quando se diz que os brasileiros valorizam as relações pessoais, não considere uma banalidade; aqui o networking é tudo. Isso significa que será quase impossível conseguir emprego ou realizar algum negócio sem lançar mão de relações pessoais ou de algum tipo de apadrinhamento. uriosamente, apesar do "boom econômico", milhares de brasileiros continuam enfrentando a humilhação da deportação, todos os anos, nas desesperadas tentativas de sair do País. E não obstante o crescimento das empresas privadas, jamais tantos brasileiros desejaram e lutaram por um emprego público, com "estabilidade" e sem possibilidade de demissão. Nada disso, entretanto, parece problematizar o Brasil para quem assiste ao espetáculo tupiniquim do lado de fora. Por trás do discurso disseminado de desenvolvimento de BRICs, um laivo notável de anti-imperialismo permeia as redações de jornais e universidades no mundo todo. Enquanto estrangeiros e iludidos acordam nas nuvens imaginando estar diante do "país do presente", brasileiros mais conscientes não pregam os olhos, temendo o Brasil real – aquele que terão de enfrentar sempre que caírem da cama.
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O AUTOR É MICROEMPRESÁRIO E COLUNISTA DO SITE WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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3 Como classe C é a nova 3 MAIS: fixação da Globo, a novela Avenida Brasil foi lançada na quadra da Acadêmicos da Rocinha.
gibaum@gibaum.com.br
k O resultado do meu afastamento do Legislativo redundou no meu «
impeachment.
FERNANDO COLLOR DE MELLO // senador (PTB-AL), aconselhando Dilma Rousseff a dialogar com o Congresso.
Fotos: Paula Lima
Máquina milionária O custo total do pessoal da União aumentou de R$ 75 bilhões em 2002 para R$ 183,3 bilhões em 2010 (dois períodos do governo Lula), significando um incremento de 144,4%. No ano passado, o custo do pessoal da União subiu para R$ 197,4 bilhões, mais 7,69%. Em 2011, o rendimento médio/mês com pessoal ativo da União (1,22 milhão de servidores) foi de R$ 7,9 mil per capita, enquanto a média/mês dos trabalhadores formais da iniciativa privada foi de R$ 1,65 mil (79,32% menor). Mais: rendimento médio/mês com pessoal aposentado e pensionista da União (um milhão de servidores) foi de R$ 6,54 mil, enquanto o pessoal do INSS (24,8 milhões de beneficiários) ficou com R$ 828,40 (87,34% menor).
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TONIA, 90 ANOS Uma das grandes atrizes da história do teatro e do cinema brasileiro, Tonia Carrero, completa este ano, em agosto, 90 anos de idade e 70 de carreira. Tonia foi um das divas do showbiz nacional nos tempos da Cia. Tonia-CeliAutran e dos filmes da Vera Cruz. Hoje, vive reclusa em seu apartamento no Leblon, recebe algumas visitas e só consegue se locomover em cadeira de rodas. Detalhe: está mais lúcida do que nunca – e muito atualizada.
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333 O musical Tim Maia – Vale Tudo , baseado no livro de Nelson Motta, com direção de João Fonseca, é o novo sucesso da temporada de São Paulo, no Teatro Procópio Ferreira, com o público aplaudindo de pé Tiago Abravanel (primeira foto à esquerda, com a mãe Cíntia Abravanel), na pele do cantor e compositor. Na estréia, para convidados, entre tantos, estavam lá, da segunda foto à esquerda para direita, Val Marchiori (avisando que “está fechada para balanço”), Mônica Serra, Marisa Orth (em temporada com A Família Adams) e Nani People.
Tim Maia no palco
O chamado núcleo doce (quem inventou o rótulo foi Ideli Salavatti, que não gostava da expressão núcleo duro) ganhou mais duas mulheres: além da titular das Relações Institucionais e de Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, formam no primeiro time das mulheres da presidente, Miriam Belchior, do Planejamento e Helena Chagas, da Comunicação Social. O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, ganhou algum espaço, é poderoso, só que não tem sintonia fina com Dilma. Do lado de fora, mesmo debaixo de chuvas e trovoadas, a Chefe do Governo permanece prestigiando Ana de Holanda (Cultura), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e a recém-nomeada Eleonora Menicucci que, já ao tomar posse e detonar os militares, criou sério problema para Dilma. Esse é o chamado Estado-Maior da presidente.
Mulheres no Estado-Maior
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Bruxa é bruxa 333 Com o super-aumento de cirurgias plásticas no Brasil (700 mil no ano passado, sendo 20% em homens), cresce o volume de insatisfeitas, que acreditavam que, através de um mágico bisturi, conseguiriam pular do bloco das bruxas para o das princesas. E como isso não acontece só por cirurgia, muitas apelam para a justiça, em busca de reparação. Agora, por unanimidade, o STJ decidiu que um cirurgião plástico não pode ser condenado simplesmente porque a paciente não ficou bonita depois de uma operação para fins estéticos. A Corte, contudo, deixou claro que cabe ao profissional explicar antes tudo, muito direitinho, ou seja, até onde o bisturi vai e que resultados pode obter.
TIRIRICA2012 A cúpula da PR agora decidiu encomendar uma pesquisa para medir qual o percentual de intenções de voto que Tiririca , deputado federal, poderia ter caso concorresse mesmo à prefeitura de São Paulo. O ex-palhaço já tem até apostado com amigos e mesmo parlamentares de Brasília que aparecerá melhor colocado do que Fernando Haddad, mais ou menos num patamar próximo de Celso Russomano e Gabriel Chalita. O PR, com a pesquisa, quer mesmo é avaliar o potencial do estrago que ele poderia fazer, criando diferentes chances de acordos a serem feitos.
sábado, domingo e segunda-feira, 17, 18 e 19 de março de 2012
Thereza Collor (à esquerda) é uma apaixonada por peças étnicas de regiões desérticas (Saara, Arábia, Himalaia, Ásia Central e Thar), e resolveu expor mais de dois mil acessórios colecionados e inspirados na cultura dessas áreas na galeria de arte do Sesi, no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo. A mostra chama-se Jóias do Deserto, está dividida em cinco núcleos, com braceletes, colares, bolsas, tapetes, tornozeleiras, adornos de cabeça e muitos mais. Na inauguração, entre tantos, Naji Nahas (centro) e Bárbara Paz (direita), ainda em temporada em São Paulo com a peça Hell. 333
Jóias do Deserto
Festival de pensões 333 Se Ronaldo Nazário realmente está pensando em se separar de Bia Anthony, com quem vive desde 2007 e que é mãe de suas filhas Sophia e Maria Alice, aumentará sensivelmente seu volume de pensões. No caso de Bia e as filhas, a dinheirama seria mais do que gorda: estão juntos há cinco anos e nesse tempo, Ronaldo ganhou muito dinheiro e comprou imóveis novos. Ele já paga pensão a Milene Domingues por conta do filho Ronald e igualmente a Michele Umezo, mãe de Alex (o ex-craque gosta muito dele), do qual reconheceu a paternidade. Só que ainda não comprou o apartamento que prometeu a Michele: mãe e filho moram num super-flat em São Paulo.
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Guarda-chuva colorido.
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Guarda-chuva clássico.
Outros tempos Nas últimas semanas, o senador (PTBAL) e ex-presidente Fernando Collor de Mello tem lembrado muito de seus primeiros meses no Planalto, quando achava que poderia governar sem a participação do Congresso na máquina administrativa (ministérios, secretarias, estatais e outros postos-chave). Na época – e do lado de fora porque não participava do governo – o famoso Paulo César Farias, o PC, fazia as mesmas advertências que, hoje, Collor faz a Dilma Rousseff. A frase que usava numa camiseta – O tempo é o senhor da razão – vem sempre à cabeça de Collor. Detalhe: aos mais chegados, acha que Dilma é tão cabeça dura quanto ele foi. 333
tinha fila no banheiro, não havia ar condicionado e um festival de baratas para desespero e gritinhos das estrelinhas globais.
Guerra no silicone Enquanto a empresa Silimed exporta para os Estados Unidos, por solicitação das clínicas de cirurgia plástica de lá, implante mamários no formato gota, a alemã Polytech cresceu 400% em seu primeiro ano de funcionamento no Brasil. A empresa oferece 588 modelos de implantes mamários, com soluções individualizadas para cada paciente. Mais: a mesma Polytech está exportando para a Coréia do Sul, depois de ser aprovada pelo órgão regulador de medicamentos de lá, tão rígido quando o FDA americano. Coreanas, como chinesas e japonesas, de uma maneira geral, não são muito abençoadas pela natureza no busto e à derrière.
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LULA CONTRA 333 Em dezembro, numa longa conversa, a presidente Dilma haviaconsultadooex-presidente Lula sobre sua vontade de trocar as lideranças do Governo na Câmara e no Senado, embora ainda não tivesse posição fechada sobre quem seriam os substitutos. O ex-chefe do Governofoiradicalmentecontra: achava que, especialmente no começo de um exercício, esse tipo de mudança acaba provocando seqüelas e outras surpresas. Na época, até surgiu o nome de Arlindo Chinaglia – e Lula torceu o nariz. Agora, Lula lavou as mãos.
MISTURA FINA 333 A PRESIDENTE Dilma Rousseff decidiu empurrar para frente – e sem data marcada – a formação e o início das atividades da Comissão da Verdade. Quer reduzir o cheiro de pólvora no ar. E também avisou a direção do PDT que só decidirá sobre o futuro ocupante do Ministério do Trabalho no final de março, quando voltar da Índia.
333 O BARÍTONO brasileiro Paulo Szot, que levou o Tony em 2008 por sua atuação no musical South Pacific , repete a dose: acaba de ser indicado para o prêmio Olivier , da Inglaterra, como melhor ator na versão britânica do mesmo musical. Mais: no ano que vem, Paulo Szot vai estrear como protagonista na Scala de Milhão.
333 NA SEMANA passada, José Dirceu, que acaba de completar 66 anos, ganhou um jantar do embaixador Maximilien Sanchez Arveláiz, da Venezuela, na sede de representação em Brasília. Estavam lá o embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Rafael Zamorra Rodrigues, Fernando Morais, Marco Aurélio Garcia e poucos mais, além da mulher do homenageado, Evanise Santos.
LUIZINHO Drummond, um dos reis do bicho, padrinho da Imperatriz Leopoldinense, que está preso, teve sintomas de infarto na semana passada, no Rio: foi internado, medicado e liberado depois de 24 horas. Anísio Abraão David, da BeijaFlor, continua hospitalizado e Turcão, 86 anos, que cuidava do Estácio de Sá, será mantido em prisão domiciliar. Está com Alzheimer e já em estado avançado.
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O JORNAL do SBT deverá trocar de âncoras: Carlos Nascimento voltaria à bancada e Rosana Jatobá, recém-saída da Globo, poderia ser contratada para ser sua parceira. Hoje, Nascimento permanece aguardando, de madrugada, o filme do SBT terminar para entrar com o seu Jornal do SBT – Noite.
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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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5 FORA Chevron interrompe exploração de petróleo no Rio
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DENTRO Lei da Anistia volta à apreciação do Supremo nesta semana
Divulgação
José Cruz/ABr
D É claro que sou favorável à abertura de investigação. Acredito que o MPF está fazendo o seu papel. Ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, sobre a decisão do Ministério Público Federal (MPF) de denunciar, na Justiça de Marabá, no Pará, o coronel da reserva Sebastião Curió, pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia (1967-1974). A avaliação é de que não há anistia para um crime que continua no tempo e, portanto, ele pode e deve ser investigado. A alta comissária adjunta das Nações Unidas para Direitos Humanos, Kyung-wha Kang, sobre o caso Curió.
A decisão do MPF é tecnicamente irrepreensível e patriótica. Wadih Damous, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, sobre o caso Curió.
É uma questão jurídica nova que terá de ser analisada, e eu acredito que vai chegar ao STF. Roberto Gurgel, procuradorgeral da República, sobre o destino do caso Curió.
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André Coelho/AOG
Não é um trabalho de revanchismo, é um trabalho de amadurecimento e de reflexão conjunta. Alexandre Camanho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, sobre as denúncias do MPF contra agentes públicos por crimes de sequestro e desaparecimento de pessoas de 1964 a 1985.
discussão sobre o alcance da Lei de Anistia deverá ser reaberta na semana que vem no STF (Supremo Tribunal Federal). As informações são da Agência Brasil. Está na pauta de quinta-feira um recurso interposto pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) contra decisão da corte que, em 2010, confirmou a concessão ampla, geral e irrestrita da anistia àqueles que haviam crimes políticos no período do regime militar. Segundo a OAB, as Nações Unidas e o Tribunal Penal Internacional entendem que os crimes contra a humanidade cometidos por autoridades estatais não podem ser anistiados por leis nacionais, o que anularia a validade da decisão do Supremo.
Militares criticam o manifesto de colegas
O que posso afirmar é que meu cliente é um homem íntegro, com 77 anos e uma vida honrada. Adelino Tucunduva, advogado do militar da reserva Sebastião Curió.
Tudo indica que haverá uma ação, e esta irá para o Supremo. Na minha avaliação, a Lei da Anistia liquidou tudo isso. Ives Gandra Martins, jurista, ao acrescentar que o STF já se posicionou sobre o assunto: "As possibilidades de eles tentarem reabrir o processo dessa forma são praticamente nenhuma".
Chevron pode ser proibida no Brasil Depois de impedir executivos de deixar o País, MPF ameça interditar petroleira e até efetuar prisões. Anteontem, um dia após nova mancha de óleo ser avistada, a Chevron Brasil afirmou em nota que já havia suspendido temporariamente a produção no local. A petroleira também informou que vai fazer um amplo estudo técnico para
entender melhor a estrutura geológica do Campo do Frade. A produção da petroleira ali é de 61,5 mil barris diários. Segundo o procurador, a empresa deveria gerir a crise gerada pelos vazamentos, mas tem apenas tentado minimizar
os problemas com respostas evasivas. Na acusação que enviará à Justiça Federal, o MPF pode requerer até mesmo a prisão preventiva dos acusados. As penas por crime ambiental e falsidade ideológica podem passar de 18 anos. (AE)
Ministros retomam o debate sobre a amplitude irrestrita da lei, que é contestada pelo MPF e pela OAB.
O Ministério Público Federal é um órgão autônomo e não me pronuncio sobre o que diz. Celso Amorim, ministro da Defesa. Ele já havia declarado que, com a Lei da Anistia em vigor, não havia possibilidade de reabrir processos de crimes cometidos por militares.
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Andre Dusek/AE
A sociedade brasileira marcha tranquila na busca do seu resgate histórico, na busca da verdade. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, sobre possibilidade de reabrir processos de crimes cometidos por militares.
Ameaça: procurador alerta que empresa não pode deixar de fechar poço que vaza.
Anistia: STF reabre julgamento na 5ª
O coronel Curió está protegido pela Lei de Anistia. A tentativa de reabrir casos de militares é uma forma de revanchismo de cunho ideológico. Marco Antonio Felício, general da reserva, ao condenar a decisão do MPF de denunciar o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura.
Newton Santos/Hype
Wilson Pedrosa/AE
epois de ter seus executivos e funcionários impedidos de sair do País, as empresas petroleiras Chevron e Transocean também serão denunciadas pelo Ministério Público Federal, podendo ser multadas e até interditadas, isto é, proibidas de operar no Brasil. A informação foi dada ontem pelo procurador da República em Campos (RJ) Eduardo Santos de Oliveira. Ele aguarda informações do inquérito da Polícia Federal, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Ibama para oferecer denúncia criminal à Justiça Federal até o fim da semana. Oliveira solicitou esclarecimentos à ANP sobre outro ponto que pode agravar as penas da Chevron. O MPF diz ter sido informado pela agência de que a Chevron solicitara a paralisação e não a suspensão das atividades no Brasil. "A Chevron não pode sair sem finalizar o abandono (fechamento) do poço. Quero entender a dimensão do pedido. Uma série de atitudes da empresa demonstram seu desprezo pelo acidente e os danos causados", disse ao Estado E m n o v e m b ro p a s s a d o , quando ocorreu o primeiro vazamento do poço da Chevron no Campo de Frade, na Bacia de Campos, a ANP já havia determinado a suspensão das atividades de perfuração da empresa em território nacional, até que fossem esclarecidas as causas do problema e restabelecidas as condições de segurança na área.
m grupo de militares da reserva lançou um manifesto em resposta ao documento feito pelos colegas que criticava as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Mulheres), ambas favoráveis à revogação da Lei da Anistia. Articulado pelos capitães de mar e guerra Luiz Carlos de Souza e Fernando Santa Rosa, o documento obteve apoio de militares como o brigadeiro Rui Moreira Lima, que, aos 93 anos, herói da 2ª Guerra. Lima evita críticas ao presidente de seu clube - o da Aeronáutica -, o brigadeiro Carlos Almeida Batista. "Ele é um companheiro nobre e deve ter assinado em solidariedade aos demais." Mas diz apoiar a Comissão da Verdade. "Ela é necessária não para punir, mas para dar satisfação ao mundo e aos brasileiros sobre atos de pessoas que, pela prática da tortura, descumpriram normas e os mais altos valores militares", diz Lima. (AE)
Dida Sampaio/AE - 05.06.09
A OAB também argumentou que o STF não se manifestou sobre a aplicação da Lei de Anistia a crimes continuados, como o sequestro. "Em regra, [esses crimes] só admitem a contagem de prescrição a partir de sua consumação -em face de sua natureza permanente", alega a entidade, no recurso. A tese que contesta a prescrição de crimes como o sequestro também foi usada esta semana em uma ação do Ministério Público Federal contra o oficial da reserva Sebastião Curió, conhecido como Coronel Curió. Cinco procuradores acionaram a Justiça Federal no Pará para processar o militar alegando sua participação no sequestro de cinco pessoas durante a Guerrilha do Araguaia, na década de 1970.
Coronel Curió: acusação rejeitada pela Vara Federal de Marabá.
O argumento do MPF foi rejeitado pela Vara Federal de Marabá em decisão divulgada na sexta. Para o juiz João Cesar Otoni de Matos, o Ministério Público tentou esquivar-se da Lei da Anistia ao propor a ação.
Ao comentar o caso esta semana, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, preferiu não comentar a iniciativa dos procuradores e previu que o debate sobre a nova tese terminaria no STF. (Folhapress)
p Brasileiro quer partido de centro DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Os resultados sobre privatização mostram que a sociedade brasileira não se liberou dos dogmas da privatização Marcos Cintra
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Entre outros desejos, o cidadão gostaria de ter um partido liberal que defenda o cumprimento de contratos e a propriedade privada, constata pesquisa do PSD. Fotos: L. C. Leite/Luz – 2/3/2012
Mário Tonocchi
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ma pesquisa nacional realizada pelo Partido Social Democrático (PSD), fundado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, mostra que os eleitores preferem um partido de centro que seja liberal na defesa da livre iniciativa e das liberdades individuais, além de defender o cumprimento dos contratos e a propriedade privada. O levantamento – que ouviu 3.000 pessoas na pesquisa quantitativa e 180 na qualitativa, em 46 cidades de 18 estados no final de 2011 – também aponta para um partido socialdemocrático que defenda as condições mínimas de bem-estar dos pobres e moderno na relação com os eleitores. De acordo com Guilherme Afif Domingos, vice-governador de São Paulo e presidente do Espaço Democrático – fundação de estudos e disseminação política do PSD, que organizou o estudo –, "os brasileiros, apesar de não aceitarem a formação de um novo partido político no Brasil, buscam o novo na representação política. É uma pesquisa que norteia o partido, para ocupar o espaço", disse Afif no lançamento da pesquisa em São Paulo, na sede do PSD. Guilherme Afif lembrou ainda que o posicionamento ideológico do brasileiro se volta para o centro. A pesquisa aponta que a maior parte dos brasileiros (30%) se diz de centro-direita, enquanto 28% são de centro e 24%, de centro-esquerda. Segundo o presidente do Espaço Democrático, há no Brasil um "conservadorismo marcado principalmente pelo apego à família". Vida pública – A pesquisa mostra ainda que 58% dos entrevistados não querem a criação de mais partidos, mas abrem espaço para a criação de novos, desde que defendam a lei e a ordem (81%), e cuidem dos interesses de todos (61%) e não apenas dos mais pobres. (Veja outros resultados da pesquisa no quadro nesta página.)
Guilherme Afif: "Há, no Brasil, um conservadorismo marcado principalmente pelo apego à família".
Cintra: "Resultados ajudam a entender o que o povo pensa e pratica".
A pesquisa, ainda no âmbito da vida pública, revela que apesar de os brasileiros acreditarem que as empresas privadas são mais eficientes na gestão (50%), outra metade dos entrevistados não concorda com a privatização de empresas estatais.
Apesar de não aceitarem novo partido político, os brasileiros buscam o novo na representação política. GUILHERME AFIF DOMINGOS O coordenador do Conselho de Administração Pública do Espaço Democrático e secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho da cidade de São Paulo, Marcos Cintra, observa que "os resultados sobre privatização citados acima, se confrontados, mostram que a sociedade brasileira ainda não se liberou totalmente dos dogmas da privatização".
"Esses resultados ajudam a entender a diferença entre o que a elite pensa e o que a sociedade pratica de fato", disse. "Isso talvez explique porque eu e o Afif encontramos tantas dificuldades em nosso trabalho, apesar da existência de investidores sequiosos para aplicar recursos no Brasil", afirmou Cintra. Vida privada – No âmbito pessoal, a pesquisa do Espaço Democrático revelou diversas facetas do brasileiro. Para a vida profissional, 62% querem abrir negócio próprio, enquanto 26% desejam emprego público e 7%, emprego privado. Outros 54% consideram o pagamento dos impostos no Brasil ruim ou péssimo, 30% consideram regular e 12%, ótimo. A maioria (52%), no entanto, discorda em reduzir a jornada de trabalho sem corte de salários, mesmo que haja desemprego. Outros 43% concordam com o corte. Quanto à restrição à entrada de estrangeiros no País, 56% acham que o governo deve restringir; e outros 39%, não. Já 64% acham que o governo deve restringir a entrada de produtos estrangeiros no País, em apoio à economia brasileira; e outros 31%, não.
Reunião do Conselho de Política Urbana - CPU (informações, debates e busca de soluções)
TEMA: “Auto de Licença de Funcionamento Condicionado”
PALESTRANTES: Ronaldo Camargo Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras
Vereador José Police Neto Presidente da Câmara Municipal de São Paulo
Dia: 20 de março de 2012, terça-feira Horário: 10 horas Local: Rua Boa Vista, 51 - 9º andar - Centro - SP Reunião aberta ao público
Nova acusação contra Agaciel: grilagem de terra Depois de lotear cargos no Senado, deputado teria incitado ocupação de lotes
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epois de lotear cargos comissionados no Senado, o ex-diretor-geral Agaciel Maia (PTC-DF) ressurgiu na Câmara Legislativa envolvido em um esquema de grilagem de terras. Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) do Distrito Federal apuram atuação do deputado distrital, protagonista do escândalo dos atos secretos no Senado, como mandante de invasões em São Sebastião, região administrativa a 26 quilômetros do Palácio do Planalto e base eleitoral do parlamentar. Depoimentos de invasores de um terreno público mostram que Agaciel é suspeito de incitar as ocupações. Na Câmara Legislativa, o deputado distrital apresentou projeto de lei para regularizar áreas invadidas, inclusive aquelas em que foram construídos condomínios de luxo. Legalizadas, elas são fonte de lucro milionário para empresas do setor imobiliário. As informações foram obtidas durante uma operação, no início deste ano, que prendeu 38 pessoas. As áreas invadidas, de propriedade da Com-
Roberto Stuckert Filho - 02.03.09
Agaciel: autor de projeto que defende regularizar áreas invadidas
panhia Imobiliária de Brasília (Terracap), já estavam sendo demarcadas com estacas e barracas. Vizinho a condomínios de luxo, São Sebastião transformou-se num caldeirão de invasões por causa do grande potencial imobiliário. A regularização fundiária é uma das questões centrais para os governantes de Brasília. A especulação, associada à reduzida oferta de imóveis no Plano Piloto, provocou ao longo das últimas três décadas uma onda de invasões nos arredores. Sem base legal, e muitas vezes com a conivência de
agentes públicos, os grileiros transformaram áreas rurais em condomínios e venderam lotes públicos em lucrativas operações financeiras. A região de São Sebastião é comandada por Janine Rodrigues Barbosa, indicada por Agaciel, que também convenceu o governador Agnelo Queiroz (PT) a criar a Secretaria de Condomínios, só para tratar de regularização de terras. Por meio de sua assessoria, Agaciel alegou não ter sido citado em nenhuma investigação e que seu nome pode estar sendo usado ilegalmente. (AE)
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7 A criminalidade não é só uma questão de polícia Luiz Flávio Borges D'Urso
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Fotos: L. C. Leite/Luz
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ra que aumentem os recursos para trem e metrô.
advogado criminalista e professor de Direito Luiz Flávio Borges D'Urso é o pré-candidato do PTB à eleição para a prefeitura paulistana, em outubro. Com intenso desempenho em movimentos sociais e associações de classe, em especial na Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo, da qual é presidente há nove anos, D'Urso mudou o foco de atuação ao aceitar convite da cúpula petebista paulista: filiou-se à legenda para concorrer à sucessão do prefeito Gilberto Kassab. Envolvido no esforço do partido de ampliar a presença no cenário político, D'Urso vê chances de vitória, já que, segundo avalia, seu perfil atende a uma exigência do eleitorado, no momento: a presença de nomes novos e limpos na disputa eleitoral. Leia a seguir, a íntegra da entrevista.
DC – Com quais partidos o PTB pretende se aliar na disputa? D' Urso – Acredito que as alianças são indispensáveis na eleição, especialmente quando falamos de candidatura majoritária; e o tempo de mídia é fundamental para que a mensagem político-eleitoral seja bem transmitida. Quem coordena as alianças, tem conhecimento e competência para isso é o presidente estadual do partido, Campos Machado. Nós temos um alinhamento com o Partido Trabalhista Cristão, o PTC, do Ciro Moura, e com outros partidos. O Campos tem dialogado com essas legendas. Com o PTC já fechamos aliança. Temos outras em vista, que devem ser fechadas em breve.
Luiz Flávio Borges D'Urso afirma que a conjuntura atual é favorável à apresentação de nomes novos para disputar as eleições
Diário do Comércio – O PTB sempre disputou as eleições em São Paulo aliado ao PSDB. Por que decidiu disputar a prefeitura com candidato próprio? Luiz Flávio Borges D'Urso – Em 16 anos, nas eleições, o PTB sempre indicou o candidato a vice nas alianças que formou com o PSDB. Diante de uma série de fatores novos e de uma pressão das bases petebistas, a cúpula partidária decidiu ter candidatura própria na eleição à prefeitura. A direção estadual da sigla, em especial o presidente, deputado Campos Machado, pediu que eu me filiasse ao partido, para ser esse candidato. Aceitei o convite. Na capital e no interior, a legenda está lançando mais de 500 candidatos a prefeito e dezenas de milhares de candidatos a vereador.
A população passou a exigir que as disputas eleitorais tenham candidatos novos e com históricos de vida baseados na ética DC – Quais são os fatores novos que estimulam o PTB a lançar tantos candidatos? D'Urso– Um deles é a conjuntura. Para as disputas, o momento é muito favorável à apresentação de nomes novos ao eleitorado. Alguns políticos tiveram essa percepção. Em nosso caso, quem a teve foi Campos Machado. Em relação ao PT, foi o ex-presidente Lula, que foi buscar o Fernando Haddad, um nome novo nas eleições. Em razão da sucessão de escândalos políticos, a população, inclusive a da capital, passou a exigir que as disputas eleitorais tenham candidatos novos e com históricos de vida baseados na ética, seriedade, honestidade e luta contra a corrupção. Veja bem: não adianta trazer nome novo, mas com ficha suja. O momento é propício para trazer esses nomes novos e limpos. Temos expressão no Estado de São Paulo e no País. Mas queremos crescer e ampliar nossa presença no cenário político. No que diz respeito a mim, aceitei o convite para ser candidato a prefeito pelo desafio que isso representa como um novo palco para continuar a fazer o que sempre fiz. DC – O senhor preside há nove anos uma entidade de classe, a OAB-SP. A política partidária anima o senhor?
D'Urso: PTB quer crescer no cenário político. O presidente da OAB-SP quer usar sua experiência na entidade e como advogado para administrar a capital Guilherme Calderazzo D'Urso – Sem dúvida. Esse é o desafio. O palco é novo, para realizar o mesmo trabalho ampliado. Na Ordem, defendemos, organizamos e disciplinamos a advocacia. Mas o legislador estabeleceu para a OAB e para a advocacia atribuições de cidadania, como a defesa do Estado Democrático de Direito, a defesa dos Direitos Humanos, a rápida aplicação da Justiça. Todo nosso trabalho de política associativa sempre caminhou em um crescendo, com forte viés em favor da cidadania. Antes de aceitar o convite para ser candidato a prefeito pelo PTB, ouvi minha família e muita gente. Ninguém me desestimulou a aceitá-lo. Aceitei e estamos construindo um projeto político para governar a cidade, que em breve começará a ser apresentado ao eleitorado paulistano. DC – Quais são os pontos principais desse projeto? D'Urso – No momento, estamos elaborando o projeto. Por isso, agora, podemos falar superficialmente das propostas. Participa do projeto um grupo grande de profissionais de várias áreas e setores profissionais. São pessoas que conhecem profundamente os vários temas que envolvem o dia a dia da cidade de São Paulo. Esses temas têm de ser enfrentados em um projeto de governo, como habitação, transporte, educação, saúde e outros. Adianto que nenhum candidato pode chegar ao ponto de achar que vai solucionar todos os problemas de uma cidade como São Paulo, em quatro ou oito anos. Se o fizer, estará mentindo e, assim, até faltando com um comportamento ético. Mas há uma perspectiva muito positiva de minimizá-los. Enfim, dá para fazer e melhorar muita coisa. DC – O que será proposto para melhorar a saúde da cidade? D'Urso – O problema de saúde não é só da capital de São Paulo, pois existe em todas as cidades do País. É inegável que nosso sistema de saúde precisa receber um impacto. Aqui na capital, as filas são imensas e intermináveis nas unidades de saúde. Estamos repensando essa estrutura e vamos apresentar propostas para que o atendimento ambulatorial nos postos de saúde se intensifique. A triste realidade é que não há vagas pa-
ra todos na rede hospitalar, nem na pública nem na privada. O que fazer de imediato? Estudamos como fazer com que haja um atendimento de melhor qualidade no posto de saúde, para evitar o quanto possível a internação hospitalar. Em nosso grupo de saúde, entraram dois médicos de renome, não filiados ao partido, e que conhecem bem o setor. Um é o Raul Cutait; o outro, o David Uip. A experiência e a visão de ambos sobre o setor serão importantes para nosso projeto político. DC – E quanto à educação? D'Urso – Sem dúvida apresentaremos propostas para fazer a educação evoluir. Como pré-candidato, nas reuniões e encontros que fiz até agora com a população, em todas as zonas da cidade, há um ponto comum. Mais do que reivindicar mais vagas em escolas públicas, os moradores reclamam da falta de creches, para que as mulheres e as famílias possam deixar as crianças em locais seguros e, assim, poder trabalhar. Essa reivindicação é bem mais intensa na periferia. Vamos propor mais investi-
Podemos fazer com que a Guarda Civil Metropolitana possa ter competência para atuar em sintonia com a PM mentos em creches. O caminho é construí-las com rapidez. DC – E como melhorar a segurança da cidade? D'Urso – Eu sou advogado criminalista. Na minha história eu tive contato com alguns setores de segurança muito importantes. Assessorei o primeiro secretário de Administração Penitenciária, presidi o Conselho de Política Criminal e Penitenciária de São Paulo, fui membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça, e integrei o Conselho Nacional de Segurança Pública, órgão do Senado Federal. Na minha área de estudos, como professor, minha tese de mestrado na USP foi sobre a privatização de presí-
dios. No doutoramento, também na USP, tratei de penas alternativas. E fiz o pós-doutorado na Espanha, em Toledo, quando estudei a lavagem de dinheiro e o crime organizado. A criminalidade repousa numa série de facetas, assenta-se em uma base social, é um desafio imenso e tem de ser atacada de modo multidisciplinar. Não é só uma questão de polícia. No que diz respeito à prefeitura, uma fiscalização adequada nos estabelecimentos públicos com atividade suspeita, sem dúvida representa uma contribuição importante. E numa cidade como São Paulo podemos dar um passo importante: fazer com que a Guarda Civil Metropoli-
tana possa ter competência para atuar em segurança pública, em sintonia com a Polícia Militar. Ambas precisam atuar em prevenção. DC – É possível melhorar o transporte na capital? D'Urso – De tudo que eu vi, em lugar nenhum do mundo o nó do transporte foi resolvido com transporte privado. Em todos os lugares do mundo, houve melhoria quando o transporte público recebeu investimentos maciços e por longos períodos. O transporte vai melhorar com mais investimentos em trens urbanos e metrô. Vamos melhorar e aprimorar os corredores de ônibus e contribuir pa-
DC – Analistas preveem que haverá uma polarização entre PT e PSDB em São Paulo. Como o senhor avalia essa previsão? D'U rso – Em primeiro lugar, não vejo polarização. O que há é uma ocupação de espaço na mídia por pré-candidatos com histórias e apoios que causam interesse. Veja o caso do Serra, que ocupou um grande espaço na mídia em razão da sua indecisão – se entraria ou não na disputa. E ele já foi prefeito, governador, ministro e deputado. O Haddad não tem nenhuma expressão para ocupar espaço na mídia por si só. O espaço que ocupa hoje é por conta de ser candidato do PT, e ser o escolhido do Lula. Com a aproximação da data da eleição, acredito que todos os candidatos terão espaço para expor ideias e programas para a cidade. No meu caso, quero ter a condição de criar atrativos que possam me pôr numa condição de equiparação de tempo de mídia com o do Serra e o do Haddad, por exemplo. Se a lei não me garantir isso, que meu nome, meu trabalho, minha condição, minha honradez, minha disposição de trabalhar e meus sonhos possam abrir esse espaço. Muitos candidatos no Brasil começaram com um, dois, três por cento nas pesquisas de intenção de voto, como é o meu caso, neste momento. E muitos foram eleitos, supera n d o a d v e rs á ri o s q u e t inham 30%, 40% e mais de 50% das intenções de voto.
CONVITE A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo - Facesp, a Associação Comercial de São Paulo - ACSP, em parceria com a Receita Federal, convidam Vossa Senhoria para participar da palestra: Novas regras do Imposto de Renda e o FUMCAD Divulgação da nova legislação sobre a destinação de parceria do Imposto de Renda para os Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente Data: 20 de março de 2012, terça-feira Horário: 14h30 às 16 horas Local: Plenária da Associação Comercial de São Paulo Rua Boa Vista, 51 - 9º andar Palestrante: Gioia Matilde Alba Tumbiolo Tosi Coordenadora Regional em São Paulo do Programa Nacional de Educação Fiscal - PNEF Coordenação: Dra. Marília de Castro Coordenadora Geral do Conselho do Terceiro Setor Inscrições gratuitas e informações: Telefone (11) 3244-3405 e-mail: secretariageral@acsp.com.br Realização: Associação Comercial de São Paulo - ACSP Apoio Institucional: Diário do Comércio
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A desordem ideológica pode justificar o desapego do brasileiro aos partidos políticos Humberto Dantas, cientista político.
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Patricia Cruz/Luz – 28/9/2010
Aliança, a fórmula certa para atingir o poder. Partidos se aliam e formam coligações para eleger seus candidatos Guilherme Calderazzo
C
om o período eleitoral como o atual, no qual os partidos se preparam para disputar prefeituras e câmaras municipais, também começam os entendimentos para as coligações, ou seja, alianças formais a fim de ter mais chances de chegar ao poder. Essas negociações têm por objetivo o primeiro turno das disputas, e também o segundo, quando há essa possibilidade, e os exemplos estão em todos os municípios, inclusive em São Paulo, com sinais de participação e apoio dos governos federal, estadual e municipal. As alianças partidário-eleitorais são formadas por várias razões. Nelas, predominam os aspectos ideológicos ou programáticos, os tradicionais – como as coligações entre o PSDB e o DEM, ou o PT e o PCdoB, em São Paulo – e os pragmáticos. "O pragmatismo nas alianças é o formato mais verificado e criticado em nosso País. Ocorre pelo cálculo pontual que os partidos estabelecem para angariar vantagens em caso de vitória ou em outras esferas de poder numa dada eleição", diz o cientista político Humberto Dantas. Segundo ele, o pragmatismo nas coligações é comum no mundo, "mas em nosso País, a desordem ideológica e a falta de uma lógica temporal podem ser justificadas pelo desapego dos brasileiros aos partidos políticos". Já o cientista político Celso Roma diz que uma coligação
mobiliza um número maior de filiados e militantes em busca de votos para um candidato, consegue arrecadar mais recursos para financiar a campanha eleitoral e aumenta o tempo de exposição do candidato no horário de propaganda eleitoral, entre outras vantagens. "Em eleições municipais, com a coligação, os grandes partidos aumentam a probabilidade de vitória de seu candidato a prefeito, enquanto os pequenos partidos têm chances maiores de vencer o quo-
Quem oferece apoio quer benefícios ou o faz por razões históricas ou programáticas e ideológicas. HUMBERTO DANTAS ciente eleitoral e, desta forma, conseguir eleger vereadores." O Brasil tem hoje 29 partidos políticos legalizados. Em eleições, apenas alguns têm oportunidades reais de vitória. Por isso, legendas com poucas possibilidades de vencer a disputa preferem apoiar e negociar vantagens com aquelas que apresentam mais perspectivas de ganhar o pleito. Nesse caso, diz Dantas, "quem oferece apoio quer benefícios ou o faz por razões históricas ou programáticas e
ideológicas. Quem aceita esse apoio está pensando em questões como o lançamento de um número maior de candidatos nas eleições proporcionais, um tempo maior no horário gratuito de TV e rádio, trocas em outras cidades, espaço em outros governos e recursos humanos e financeiros". Segundo Dantas, também existem cidades em que grandes líderes políticos "compram", ou detêm para si, o controle de um grande número de partidos, fazendo com que essas organizações joguem a seu favor nas eleições locais. Seja como for, segundo os cientistas, as alianças entre partidos devem ser formadas em torno de pontos comuns de um projeto político. "No caso de São Paulo, se os partidos forem coerentes, PSDB, DEM e PSD devem competir juntos pela Prefeitura de São Paulo, já que estão unidos no governo local há oito anos. Além disso, têm o mesmo projeto para a cidade", diz Roma. E acrescenta que, da mesma forma, o PT deve buscar uma coligação com partidos da base de sustentação do governo federal, incluindo o PSB e, eventualmente, em um segundo turno, o PCdoB. Mas, de acordo com Dantas, tudo é possível na formação de uma coligação. No caso da cidade de São Paulo, segundo ele, há um cenário mais amparado por questões nacionais e estaduais graças ao caráter estratégico do eleitorado paulistano, que é de mais de 7 mi-
Celso Roma: "Com a coligação, os grandes partidos aumentam a possibilidade de vitória de seu candidato". Newton Santos/Hype – 30/10/2007
lhões de pessoas – mais de 5% do eleitorado do País. A cidade tem também o terceiro maior orçamento do País – o primeiro é o governo federal e o segundo, o Estado de São Paulo. "Diante disso, nem tudo deveria ser esperado no que diz respeito às coligações, apesar de causar espanto a possibilidade levantada de junção entre PSD e PT, o que mostra que tudo pode ocorrer." G ov e rn o s – Os governos atuam para beneficiar a formação e a vitória das coligações nas quais seus partidos estão envolvidos. Há vários exemplos. Entre os mais recentes, a presidente Dilma acaba de levar para o Ministério da Pesca o senador Marcelo Crivella (PRB). Foi uma forma de abrir espaço para seu partido, o PT, se aliar ao PRB, na capital paulista, senão no 1º, ao menos no 2º turno da eleição da capital. Para se aproximar do PDT e se coligar a esse partido na eleição paulistana, também em um dos turnos eleitorais, o governador Alckmin , do PSDB, nomeou para a Secretaria do Emprego e Trabalho, na sexta-feira, o pedetista Carlos Andreu Ortiz. Já o prefeito Gilberto Kassab, do PSD, deixou à disposição do PSDB seis secretários de seu governo em condições, se-
Dantas: "Pragmatismo".
gundo ele, de serem candidatos a vice-prefeito em eventual chapa chefiada por um tucano como candidato a prefeito. No momento, dez partidos têm pré-candidatos à prefeitura paulistana. O PSDB tem José Serra, José Aníbal e Ricardo Trípoli. O PT tem Fernando Haddad; o PMDB, Gabriel Chalita; o PDT, Paulo Pereira da Silva; o PTB, Luiz Flávio Borges D'Urso; o PRB, Celso Russomano; o PC do B, Netinho de Paula; o PPS, Soninha Francine; o DEM, Rodrigo Garcia; e o PRTB, Levy Fidelix. Todos negociam alianças para a eleição de outubro. Segundo Roma, em relação
às coligações na capital, à esquerda encontra-se isolado o petista Fernando Haddad, com perspectiva de atrair os partidos da base aliada do governo Dilma ou de partidos pequenos. Te ndê nci as – Caso seja o candidato a prefeito pelo PRB, Celso Russomano, segundo Dantas, estará em um partido de direita e terá um discurso mais conservador. "Veio do PP, a legenda de Maluf. Em um 1º turno eleitoral, certamente ele roubaria votos de Serra." Para Dantas, Serra e Russomano atraem um eleitorado associado às heranças de políticos como Jânio, Maluf, Pitta, Kassab e o próprio Serra em 2004. Já Chalita, segundo ele, é um ponto de interrogação na competição, se concorrer pelo PMDB. "Serra tentará isolá-lo na disputa, nacionalizando a eleição e apelando para um clima de antipetismo que existe mas oscila muito na cidade de São Paulo." Segundo Dantas, "se isolada, a posição de Chalita será semelhante à vivida por Alckmin em 2000 e 2008, quando não conseguiu entrar na briga entre o PT e a direita mais conservadora, apesar de ter conquistado votação razoável, sobretudo em 2000".
L. C. Leite/Luz
Seminário sobre energias alternativas (energia solar, eólica e biodiesel) perspectivas para o aproveitamento em nosso País dia 26 de março - segunda-feira Local: Edifício-sede da Associação Comercial de São Paulo - ACSP Rua Boa Vista, 51 - 9º andar - Sala Plenária Centro - São Paulo - SP
Coordenação Dr. Luiz Gonzaga Bertelli - Vice-Presidente da Associação Comercial de São Paulo, Conselheiro e Diretor da FIESP/CIESP e Coordenador do Conselho de Infraestrutura Realização: Associação Comercial de São Paulo - ACSP Apoio Institucional: Diário do Comércio - DC Antonio Manoel Amorim: "O TSE tem reservado um terço do tempo para todos os candidatos".
PROGRAMAÇÃO 8h30 9h
9h15
9h45 10h15 10h45
11h15 11h45
Recepção, entrega de material informativo e café da manhã. Abertura Pronunciamento do Dr. Rogério Pinto Coelho Amato Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo - FACESP e da Associação Comercial de São Paulo - ACSP Pronunciamento do Dr. Altino Ventura Filho Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME) Pronunciamento do Engº Daniel Sarmento de Freitas Coordenador dos Projetos de Energia Fotovoltaica do Grupo NEOENERGIA Pronunciamento da Dra. Élbia Mello Presidente Executiva da ABEEólica - Associação Brasileira de Energia Eólica Pronunciamento do Dr. Marcelo Mesquita Gestor do DASOL - Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento - ABRAVA Pronunciamento do Dr. Erasmo Carlos Battistella Diretor Presidente da BSBIOS Energia Renovável Conclusão e encerramento
Confirme sua presença (inscrições gratuitas) Fone: (11) 3244-3310 / Fax: (11) 3244-3932 - E-mail: secretariageral@acsp.com.br
Tempo dividido para divulgação
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propaganda política no rádio e na televisão estimula a formação de alianças político-eleitorais entre partidos. Na disputa, o tempo de divulgação nesses meios de comunicação é definido de acordo com o número de deputados federais das siglas que formam a coligação. Quanto mais legendas na aliança, mais tempo terá para expor candidatos e programas para as cidades. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga resoluções em toda eleição, mas ainda não apresentou
nenhuma para a disputa deste ano. Definido o tempo e a hora de propaganda política nos meios eletrônicos, os partidos e as coligações reúnem-se com os dirigentes das televisões e dos rádios e estabelecem qual será o tempo de cada um no horário eleitoral. De acordo com a lei, tem direito a esse tempo no rádio e na televisão o partido ou a coligação que tiver representação na Câmara dos Deputados. No entanto, "o TSE tem adotado interpretação mais branda, reservando um terço desse tempo para
todos os candidatos, tendo ou não os partidos deles representação na Câmara Federal", explica o advogado Antonio Manoel Amorim, especialista em Direito Eleitoral. "É a forma de garantir o direito de todos divulgarem suas ideias", complementa ele. Segundo Amorim, os outros dois terços do tempo são devidamente divididos apenas entre os candidatos ou coligações cujas siglas têm representantes na Câmara dos Deputados, de acordo com o número de deputados de cada uma. (GC)
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9 RÚSSIA Polícia prende 100 opositores em ato contra Vladimir Putin em Moscou
nternacional
ESTADOS UNIDOS Mitt Romney vence primária republicana em Porto Rico
Jacques Descloitres/NASA
Brasileiras sequestradas por beduínos no deserto egípcio Duas turistas brasileiras foram sequestradas juntamente com seu guia egípcio ontem, no sul da Península do Sinai, no leste do Egito (na foto, triângulo ao centro), por um bando de beduínos armados. Elas foram libertadas ilesas, horas depois, sem que fosse cumprida qualquer exigência dos sequestradores, informaram fontes oficiais citadas pela agência egípcia Mena. De acordo com a embaixada do Brasil no Cairo – que as identificou como Sarah Lima e Zélia Magalhães de Melo –, elas estavam em um grupo de cerca 45 turistas brasileiros que seguia para o mosteiro de Santa Catarina, situado no so-
Fim de semana explosivo na Síria
pé do monte Sinai. O chefe de segurança da Península do Sinai, Mahmoud Hefnawi, disse que seis homens armados e encapuzados se aproximaram do ônibus de turismo, levaram as brasileiras e seu guia, e deixaram os outros passageiros seguirem viagem. O embaixador do Brasil no Egito, Marco Antonio Brandão, disse que a polícia chegou rapidamente ao local, mas o bando já havia fugido com os reféns. Sarah e Zélia seriam menores de idade. Uma delas é filha de um pastor que estava no grupo. Os demais turistas foram levados a um hotel próximo do mosteiro e estão em segurança.
De acordo com o Itamaraty, as meninas foram libertadas em bom estado de saúde e levadas ao mesmo hotel. Segundo fontes oficiais, as turistas brasileiras e o homem egípcio foram postos em liberdade após a mediação de líderes das tribos beduínas da região. Já o porta-voz da coalizão de tribos do sul do Sinai, Yuma Salim Barakat, disse que os xeques tribais se deslocaram ao local imediatamente após conhecer a notícia, e afirmou que as tribos rejeitam este tipo de sequestros de turistas, que afetam a vida dos moradores da região. Este é o terceiro episódio de sequestro no Sinai em menos de
dois meses, depois que beduínos retiveram em fevereiro três turistas sul-coreanos e outros dois turistas norte-americanos. Nos dois casos, os sequestros duraram apenas algumas horas, e foram concluídos depois que os beduínos exigiram a libertação de companheiros detidos por delitos como assalto a banco e tráfico de ópio. No último ano, o Sinai virou um grande problema de segurança para os militares que governam o Egito. Os beduínos há muito se queixam de discriminação, e a queda de Hosni Mubarak criou um vácuo de poder que eles usam para aumentar a pressão. (Agências)
mou editorial da publicação. A equipe de Kofi Annan, exsecretário-geral da ONU, chega a Damasco hoje, informou um porta-voz. Confrontos - Na capital síria, agentes de segurança reprimiram duramente uma marcha, de acordo com ativistas. Convocada pela oposição moderada e até então tolerada pelo governo, a passeata pedia o fim da violência e foi atacada quando passou a pedir a queda do presidente Assad. Mohamed Sayyed, líder da oposicionista Coordenação Nacional para a Mudança Democrática, foi preso. No país inteiro, ao menos 29 pessoas, incluindo quatro crianças, morreram em confrontos no fim de semana. Os combates foram mais intensos no noroeste do país, na província de Deir Ezzor. Fuga - Mais 200 refugiados sírios chegaram à Turquia, elevando para cerca de 16 mil o nú-
mero das pessoas que cruzaram a fronteira para escapar da repressão do governo, informou a agência de notícias turca Anatólia ontem. Os refugiados, inclusive mulheres e crianças, saíram da província de Idlib, no norte da Síria – onde soldados atacaram rebeldes – , no sábado, e chegaram à província turca de Hatay. Eles têm ficado em seis campos ao longo da fronteira, disse a agência. Outros dois campos, com capacidade para 33 mil pessoas, estão sendo preparados nas províncias de Kilis e Sanliurfa, na Turquia. Ontem, o Ministério da Saúde turco disse que vai preparar um hospital de campo para tratar os refugiados em Islahiye, perto da fronteira síria, e que ficará pronto nos próximos dias. Em Istambul, cerca de mil manifestantes protestaram contra o que chamam de massacres do governo sírio. (Agências)
Sana/AFP
Carro-bomba atinge coração econômico do país, matando duas pessoas. No terceiro atentado na Síria em dois dias, um carro-bomba explodiu ontem em Aleppo, a segunda maior cidade do país, matando um policial e um civil e ferindo ao menos 30, segundo informações do governo. O atentado aconteceu no momento em que equipes da Organização das Nações Unidas (ONU) se preparam para uma missão humanitária liderada pelo governo e para uma visita para monitorar uma operação visando acabar com o derramamento de sangue. A explosão ocorreu entre dois edifícios residenciais em um bairro de maioria cristã de Aleppo, o coração econômico da Síria, e eleva para 29 o número de mortos por atentados no fim de semana (acima, à dir.). A agência estatal de notícias Sana indicou também que a explosão aconteceu entre uma igreja e dois colégios, causando desmoronamento da fachada de um prédio e danos materiais a construções próximas. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos declarou que a explosão visava a atingir escritórios de segurança política na cidade. O atentado ocorrido ontem representa o quinto carro-bomba que atinge uma grande cida-
de da Síria, desde que a revolta contra o presidente Bashar alAssad começou há um ano. No sábado, um duplo atentado na capital, Damasco, atingiu edifícios das forças de segurança do regime, matando 27 e ferindo ao menos 140. O governo responsabiliza " g r u p o t e r ro r i s t a s " p e l a s ações, mas ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques. Os opositores acusam o regime de promover atentados em dois bastiões do presidente sírio para ganhar simpatia interna. Interferência - A imprensa síria acusou ontem a Arábia Saudita e o Catar de serem os responsáveis pelos atentados de sábado. Os dois países pediram à comunidade internacional armar a oposição ao regime de Assad. O jornal oficial As Saura chamou o rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz al Saud, e o emir catariano, Hamad bin Khalifa Al Thani, de envolvimento com o terrorismo. "Esses atentados procuram castigar o povo sírio por sua posição patriótica, perturbar a missão de (o enviado da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi) Annan e impedir que se encontre uma saída política à crise", afir-
Nacho Doce/Reuters
São Paulo contra a repressão As manifestações contra a repressão na Síria chegaram ao Brasil. Em São Paulo, um grupo de 250 pessoas, segundo a Polícia Militar, protestou ontem à tarde na avenida Paulista. O protesto provocou lentidão na região.
Reuters - 14/03/11
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 004/2012-SMS.G, processo 2011-0.337.970-0, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS MANIPULADOS II, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09 horas e 30 minutos do dia 11 de abril de 2012, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 345/2011-SMS.G, processo 2011-0.095.105-5, destinado à contratação de EMPRESA ESPECIALIZADA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA/SEGURANÇA PATRIMONIAL DESARMADA, para a Coordenação de Vigilância em Saúde, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 17 de abril de 2012, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.
Voe El Al. Agora protegido contra mísseis terroristas. Diante da crescente tensão com o Irã, aeronaves civis israelenses terão a partir de agora um sistema de defesa para protegê-las de um eventual ataque terrorista, informou o jornal The Times of Israel. Durante o período de testes, o sistema foi capaz de desviar m í s s e i s d i re c i o n a d o s a o s aviões, informou o Canal 2 da TV israelense. Inicialmente, o sistema de defesa será instalado nas aeronaves de passagei-
ros, incluindo as da El Al, que voam em rotas consideradas "sensíveis", disse a emissora. Segundo o jornal, o sistema de defesa é considerado necessário por causa das ameaças do Hamas, na Faixa de Gaza, e do Hezbollah, no Líbano. Além disso, centenas de mísseis teriam sido contrabandeadas para o Sinai egípcio. Há relatos de que mísseis roubados de arsenais líbios também teriam chegado a Gaza.
Cem dias da nova Cristina A presidente Cristina Kirchner completa hoje os primeiros 100 dias do novo governo com sinais de desgaste e contradições de um modelo econômico que não freou a inflação nem li-
mitou os gastos públicos. Para Fabián Perechodnik, da consultoria Poliarquia, a avaliação futura do governo dependerá do impacto das medidas econômicas nos eleitores. (EFE)
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REVITALIZAÇÃO Processo de revitalização do Centro Histórico estimula a abertura e o funcionamento de bares e lojas no período após às 18h.
idades Fotos de Chico Ferreira/Luz
Movimento em bares instalados na Galeria Metrópole, na região da Praça da República: happyhour virou instituição.
Vida noturna renasce no Centro Velho Bares e lojas "esticam" o expediente do paulistano que frequenta ou trabalha na região até altas horas da noite. Mas a segurança ainda é um problema a ser combatido. Ivan Ventura
H
á cerca de seis anos, Lindomar Sampaio Queiroz, de 37 anos, trocou a função de garçom na agitada vida noturna de um bar na Vila Madalena, na zona oeste, pelo trabalho incerto de gerente na Cachaçaria do Rancho, um bar na região da Praça da República e que promove animados "happy-hours" diários até por volta de meia-noite. No início, sobravam dúvidas a Queiroz, especialmente em relação à quantidade de clientes no local. Na primeira sexta-feira, a surpresa: cerca de 200 pessoas, a maioria estudantes de universidades instaladas na região, lotaram as mesas. Atualmente, o bar conta com uma média de 400 clientes rotativos às sextas-feiras. "O perfil não era muito diferente da Vila Madalena. A mudança valeu a pena", disse Queiroz. O sucesso da cachaçaria não exibe apenas o sucesso de um estabelecimento comercial, mas evidencia o resgate da vida noturna no Centro de São Paulo. E o movimento não se resume aos botecos. Muitas lojas de roupas e sapatos continuam abertas além do tradicional expediente das 18h. Dados da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras revela o aumento do interesse dos empresários pela abertura de novos negócios no Centro, embora não faça distinção entre os tipos de comércio. Em 2008, a Prefeitura emitiu apenas 91 alvarás em toda a cidade. Nenhum deles no Centro Velho. Com o fim de algumas burocracias e a informatização do sistema pelo poder público, o número de emissões
deu um salto. Em 2011, foram emitidos 3.110 licenças em toda a capital paulista – 245 somente na região da subprefeitura da Sé. "O Centro voltou a chamar a atenção, inclusive à noite", disse Alfonso Orlandi Neto, supervisor de uso e ocupação do solo da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras. Mas foi a burocracia que diminuiu ou há algum outro motivo? Os comerciantes creditam esse resgate da vida noturna aos recentes (embora ainda tímidos) movimentos de revitalização da região central, principalmente no Centro Velho - que inclui a área da Sé. Um bom exemplo é o entorno do Largo do Café. Só ali existem três bares. Há um quarto, na Rua Álvares Penteado, que passou por uma recente reforma e foi reaberto há poucos meses. Às sextas-feiras, os estabelecimentos apresentam um movimento de fregueses capaz de fazer inveja a muito bar na Vila Madalena. Perto dali, o Salve Jorge, cuja proposta foi "importada" da Vila Madalena, desembarcou no Centro há alguns anos e aposta em shows ao vivo para consolidar o seu espaço no disputado mercado do "happy hour" do Centro Velho. A música também é a receita de alguns botecos na Rua Direita. Nessa região, a pedida é o samba ou até o sertanejo. Os bares do Centro têm como público alvo funcionários públicos, dos bancos e da Bovespa, além dos estudantes das universidades presentes na região, incluindo a Faculdade de Direito da USP. Roupas - Ao lado dos bares, o Centro Velho exibe fôlego para um funcionamento muito além do fim do expediente pa-
Muitas lojas ficam abertas durante o período noturno, mas o maior movimento ainda é no horário do almoço.
ra outros tipos de estabelecimentos comerciais. Normalmente, eles fecham às 20h, mas não é raro encontrar lojas que fecham apenas às 22h. A gerente da loja de roupas femininas Joy, Valéria Torres, afirma que a filosofia da loja é atender até o último cliente. "No ano passado, já fechávamos às 22h. Tem cliente que aparece depois das 20h e quer comprar. Nesse caso, não é ruim. Afinal, nós queremos vender", disse Valéria. Em outras lojas, a abertura à noite ainda esbarra em outras questões, entre elas a segurança. Mas há outra explicação: o volume de vendas ainda é maior no intervalo entre o meio-dia e 14 horas, que coincide com o horário do almoço). "(A hora do almoço) repre-
Valéria Torres, gerente de uma loja de roupas: filosofia do estabelecimento é atender até o último cliente.
senta 70%, 80% das minhas vendas. O horário noturno não passa de 10%, mas pode ser por causa do medo do Centro à noite ou a necessidade de ir embora para casa o mais rápido possível", disse Francisco Mota, proprietário de uma loja especializada em guarda-chuvas, a Elite São Bento. Samba – Na região da Rua Sete de Abril, o pós-expediente é regado a muito samba de raiz. Ali há diversos bares de samba e que conquistam não apenas os estudantes, mas funcionários de empresas de telemarketing, cuja presença na área é maciça. "O melhor samba é o da Sete de Abril, pois reúne muita gente", disse a estudante Joelina Barbosa dos Santos, acompanhada da irmã Joelma.
No entanto, quando o assunto é casa noturna, a região do Baixo Augusta ainda concentra o maior número de casas noturnas. Ali, bares de rock começam a ocupar uma região que era dominada pelas casas de prostituição. O surgimento desses bares coincide com a revitalização da Praça Roosevelt, que deve ficar pronta no segundo semestre deste ano. Lotação – O diretor-executivo da Associação Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida, confirma a tendência de aumento da vida noturna e afirma que um dos motivos é superlotação nos trens ou nos meios de transportes. "No triângulo histórico, há mais bares e restaurantes. Muitas das pessoas que frequentam esses lugares não
querem enfrentar o pico do metrô, entre 18h e 19h. Elas ficam para o happy-hour", disse Almeida, que notou ainda outra mudança no comportamento do comércio: "Eles estão abrindo nos finais de semana, o que não ocorria". Orlandi Neto, da Prefeitura, afirma que há um crescimento da vida noturna nas regiões da Rua Augusta e da Avenida Ipiranga, próximo ao Edifício Copan, além da Avenida São João. "Começou há quatro anos essa procura. Esperamos que o alvará condicionado (que separa a atividade comercial do imóvel) e sua emissão pela internet possam aumentar a procura por imóveis comerciais no Centro. E quem sabe a Luz não entre nesse processo em breve?", disse Orlandi Neto.
Francisco Mota, comerciante: movimento de clientes à noite ainda é fraco, por causa da sensação de insegurança
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Queremos colocar o Rio à frente de todas as cidades do mundo em termos de operações da vida diária e reação a emergências. Eduardo Paes
idades André Vieira
AOG
letto/ rcia Fo
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Chuvas de 2010 levaram à criação do Centro de Operações. Guru Banavar, diretor técnico da IBM (dir.)
Por US$ 14 milhões, a prefeitura do Rio comprou projeto da IBM capaz de transformar a cidade em um modelo de gerenciamento municipal alimentado por dados. Trata-se de um trabalho da unidade "Smarter Cities", alimentado por imagens que vêm de estações de metrô e grandes cruzamentos, além de um sistema meteorológico sofisticado. Alessandro Costa/AE - 06/04/2010
No Rio, uma inteligência por trás das câmeras Natasha Singer *
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Sergio Moraes/Reuters - 06/04/2010
uncionários municipais usando macacões brancos trabalham em silêncio diante de uma parede gigante de telas – uma espécie de Rio virtual, transmitido em tempo real. As imagens vêm de estações de metrô e grandes cruzamentos. Um sistema meteorológico sofisticado prevê a chuva na cidade. Num mapa, piscam os locais de acidentes de carro, quedas de energia e outros problemas. A ordem e precisão parecem deslocadas nesta despreocupada cidade brasileira, porém, o que está acontecendo aqui reflete um experimento audacioso e potencialmente lucrativo que pode modelar o futuro de cidades ao redor do mundo. Cidade Inteligente – E ste prédio é o Centro de Operações do Rio e o sistema foi projetado pela IBM, a pedido do prefeito Eduardo Paes, após os deslizaNovo sistema pode prever chuvas e possibilidades de enchentes mentos mortais de dois anos atrás. Não existe Alexandre Brum/Agência O Dia/AE - 06/04/2010 nada do gênero grande desafio. nas outras Urbe horizongrandes cidatal espalhada des do mundo. entre montaA IBM criou cennhas e o Oceatros de dados sino Atlântico, milares em ouela é, a um só tros lugares patempo, uma cira agências ou dade próspera, departamentos uma localidade de polícia, mas praiana, um panunca havia raíso, um inferconstruído um no, um centro sistema englode pesquisa e bando uma cium canteiro de dade que inteobras. Com o novo sistema, ideia é prevenir problemas como os de 2010 gra dados de As condições cerca de 30 complexas agências, todas num único lugar. navar o chama de "software de criam uma espécie de estufa paEste é o resultado do trabalho da compreensão". ra a IBM expandir o setor voltado Comandar uma grande cida- a governos municipais. Se a emunidade Smarter Citiesda IBM e, se tudo transcorrer conforme plane- de tão variada quanto o Rio, faz presa conseguir transformar o jado, pode assentar a base para parecer fácil controlar muitas Rio numa cidade inteligente, poempresas. Não surpreende que de transformar qualquer lugar. um negócio multibilionário. Neste dia, Guru Banavar estava o mercado para suprir cidades "A inteligência se resume a inna sala de controle, assistindo à com sistemas "inteligentes" de- formação. Assim que você tiver a cena. "Já vi infraestrutura melhor va chegar a US$ 57 bilhões em informação, compreendê-la e em departamentos individuais de 2014, segundo a IDC Govern- souber o que fazer com ela, já outras cidades, mas nunca esse ment Insights, empresa de pes- tem meio caminho andado runível de integração", disse Bana- quisa de mercado. mo à inteligência." Concorrência – A IBM quer var, diretor técnico global para o Aos 45 anos, Banavar é o emum pouco disso. Ela está avan- baixador extraoficial do Smarter setor público da IBM. Desafio – Para a empresa, o çando sobre o mercado de go- Cities. Ele viaja pelo mundo, ouRio é uma prova severa. Em vernos municipais como parte ve as emergências dos prefeitos 2050, quase 75 por cento da po- de um plano para aumentar a re- e supervisiona as equipes da IBM pulação mundial deverá morar ceita anual para US$ 150 bilhões cuja função é produzir as soluem cidades. Muitas áreas metro- ou mais, disse Banavar. Em 2011, ções. Desde o começo, em 2010, politanas já usam sistemas de a renda da companhia chegou o Smarter Cities já se envolveu coleta de dados, como sensores, perto dos US$ 107 bilhões. em milhares de projetos. O centro de operações do Rio, câmeras de vídeo e aparelhos de Chuva – O catalisador para o GPS. Só que o progresso na ca- inaugurado no fim de 2010, faz centro de operações foi uma chupacidade computacional e aná- parte de um esforço para ganhar va de verão torrencial que desalise de dados possibilitam que participação num mercado com bou sobre a cidade há quase dois empresas como a IBM reúnam os concorrentes mais consagrados anos. Ao redor das 4h daquela dados e, usando algoritmos como a Cisco Systems. manhã, Paes começou a receber Contudo, mesmo para uma relatórios alarmantes. Houve descomputadorizados, identifiquem padrões e tendências. Ba- empresa como a IBM, o Rio é um lizamentos em algumas favelas e
várias outras corriam o risco. Aconteceram enxurradas. Carros e caminhões foram pegos pela água que subia. Contudo, o Rio não tinha um local predeterminado de onde o prefeito pudesse monitorar a situação e supervisionar a resposta. Assim, ele improvisou. Paes havia residido em Connecticut quando adolescente e se lembrava de que algumas cidades americanas declaravam dias de neve para poder limpar as ruas. Durante a madrugada, ele começou a ligar para as estações de TV, de rádio e jornais, declarando estado de emergência e pedindo para as pessoas não saírem de casa. Na cidade, 68 pessoas morreram em resultado das enchentes e deslizamentos, mas a contagem poderia ser maior se, nas palavras do prefeito, ele não tivesse lançado o aviso. Paes decidiu que o Rio poderia ter coisa melhor. Empreiteira – A IBM encarou o desafio como uma empreiteira, gerenciando o projeto e delegando parte do trabalho. Empresas locais se encarregaram da construção e das telecomunicações. A Cisco entrou com a infraestrutura de rede e o sistema de videoconferência que liga o centro de operações à casa do prefeito. As telas digitais são da Samsung. A IBM incorporou o hardware, software, parte analítica e pesquisa. Ela criou manuais para que os funcionários do centro pudessem classificar os problemas em quatro categorias: eventos, incidentes, emergências e crises. Por exemplo, uma festa barulhenta é um evento. Pessoas brigando numa festa são um incidente. Uma festa que se transforma em tumulto é uma emergência. Se morrer alguém no tumulto, é uma crise. Os manuais também estabelecem procedimentos passo a pas-
Paes, durante entrevista sobre os estragos da chuva, em 2010
so sobre como os departamentos devem cuidar de situações urgentes, como inundações e deslizamento de rochas. Integração –A IBM também instalou uma plataforma virtual de operações que funciona como uma central na internet, integrando informações que chegam por telefone, rádio, e-mail e SMS. Quando os funcionários municipais entram no sistema, podem, por exemplo, inserir dados sobre um acidente ou ver quantas ambulâncias foram despachadas. Eles também podem analisar informações históricas para determinar, por exemplo, onde acidentes de trânsito costumam acontecer. Além disso, a IBM desenvolveu um sistema de previsão de enchentes para a cidade. Guru Banavar chegou até a recomendar que o prefeito do Rio criasse o cargo de diretor de operações para supervisionar a sala de controle: o prefeito concordou. Segundo Paes, o projeto custou cerca de US$ 14 milhões. Se tudo funcionar como planejado, ele poderia transformar a cidade maravilhosa em modelo de gerenciamento municipal alimentado por dados. "Queremos colocar o
Rio à frente de todas as cidades do mundo em termos de operações da vida diária e reação a emergências", disse o prefeito. Para ele, contudo, o desafio será deixar a cidade mais eficiente sem diluir a energia que faz do Rio o que é. "Não queremos ser Lausanne nem Zurique." Temores – O centro de operações recebeu muita publicidade no Brasil e no exterior. E, apesar disso, muitos moradores nunca tenham ouvido falar dele ou, caso tenham, não têm certeza do que o órgão faz. Alguns se preocupam que ele beneficiará mais os bairros abastados do que as favelas. Outros temem que toda essa vigilância tenha o potencial de reprimir a liberdade ou invadir a privacidade. Um terceiro grupo vê o centro como um tapa-buraco que não resolve os problemas subjacentes de infraestrutura. Porém, a IBM espera que prefeitos do mundo inteiro tenham inveja do Rio. Pensando nisso, a empresa acabou de lançar o Centro de Operações Inteligente, que mescla diversos sistemas criados para o Rio num único produto. * The New York Times News Service/Syndicate
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facesp
OS NÚMEROS Dados da associação comercial da cidade apontam que 5542 estabelecimentos se instalaram na Região Metropolitana de Campinas em 2012.
regionais
Fotos: Divulgação
Aeroporto atrai bons negócios A futura ampliação de Viracopos leva investimentos comerciais e industriais para a Região Metropolitana de Campinas, formada por 19 municípios.
Projetos do Loteamento Industrial e Empresarial Bandeirantes (à esquerda) e do Parque Empresarial Campinas (abaixo, à esquerda). No primeiro, mais de 50% das unidades já foram vendidas; no segundo, foram cinco das oito torres planejadas.
André de Almeida
A
recente privatização do Aeroporto de Viracopos e a futura ampliação de suas instalações trazem perspectivas otimistas de crescimento para a Região Metropolitana de Campinas (RMC), composta por 19 municípios. De olho no desenvolvimento local e no potencial de negócios, novos complexos comerciais e industriais estão se instalando na área, uma das mais importantes do Estado de São Paulo, onde já há renomadas universidades e centros de tecnologia e pesquisa. Um dos empreendimentos que chega à região é o Loteamento Industrial e Empresarial Bandeirantes, que está sendo construído pela Petre em um terreno de 366 mil metros quadrados na rodovia Campinas-Monte Mor. Segundo o empresário e sócio do novo pólo, Luiz Roberto Trevisani, o local foi escolhido por ser estratégico: a apenas 4,5 quilômetros da rodovia dos Bandeirantes, 15 quilômetros do centro de Campinas e 22 quilômetros do Aeroporto de Viracopos. "Mais de 50% das unidades já foram vendidas para empresas das áreas de logística, alimentos, tecnologia, gráfica e metalurgia", diz. Segundo ele, um dos principais atrativos é, sem dúvida, a proximidade com Viracopos "que, futuramente se tornará um dos mais importantes terminais de passageiros do Brasil", afirma Trevisani. Concessão – Localizado a 20 quilômetros do centro de Campinas, Viracopos, o segundo maior terminal aéreo de cargas do País, agora é administrado pelo Consórcio Aeroportos Brasil, que ganhou o leilão de concessão pelos próximos 30 anos. O valor pago foi de R$ 3,8 bilhões. Pelo contrato, o consórcio Aeroportos Brasil deverá investir no local em torno de R$ 10,8 bilhões nesse período. Até a Copa de 2014, mais especificamente, serão investidos cerca de R$ 900 milhões. Grande parte do valor será revertido para obras de ampliação da pista e para a construção do pátio de manobras, do estacionamento para 4,5 mil veículos e de um novo terminal de passageiros, entre outras intervenções. "Havendo disponibilidade de terrenos, faremos, no futuro, novos investimentos na região, que
desperta o interesse de grupos empresariais", diz Trevisani. Parque – Outra empresa que aposta no potencial da RMC é a Pratec. Ao lado de parceiros, a empresa está investindo R$ 50 milhões na construção e implantação do Parque Empresarial Campinas, que ocupará uma área de 22 mil metros quadrados no entroncamento das rodovias Dom Pedro I e Dr. Adhemar Pereira de Barros, que liga Campinas a Mogi Mirim. Com previsão de entrega para julho, o empreendimento terá oito torres comerciais, lajes corporativas, heliponto, auditório, salas de reunião e restaurante. Para o diretor da Pratec, Marcelo Vinholes Ferreira, a proximidade com o Aeroporto de Viracopos – em torno de 30 quilômetros – foi fundamental para a concepção do projeto. "O crescimento da aviação regional, com a Azul, e as perspectivas de modernização e Marcos Peron/Virtual Photo/Arquivo/DC
ampliação do aeroporto foram levados em consideração pelas empresas na hora de fechar os contratos", afirma. Segundo ele, o próprio heliponto foi planejado visando estabelecer uma integração maior com o aeroporto. "Cinco das oito torres do empreendimento já foram comercializadas", garante Ferreira. Crescimento – De acordo com dados da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), 5.542 estabelecimentos se instalaram na RMC no ano passado: 228 indústrias, 932 da área da construção civil, 3.768 do setor de serviços e 614 empreendimentos co-
Ricardo Lima/Virtual Photo/Arquivo/DC
merciais. Para este ano, a estimativa é de crescimento de 3,5%. "A privatização de Viracopos está colaborando para tornar a região uma das mais atrativas, principalmente para empresas de base tecnológica", diz Adriana Flosi, presidente da Acic. Muitos municípios que compõem a RMC oferecem para as empresas que se instalam isenção de taxas e impostos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) pelo período de cinco anos e o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), relativo à aquisição do terreno e isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS)
Viracopos: estão previstos ampliações da pista e do estacionamento e um novo terminal de passageiros. À direita, vista de Campinas e terreno do loteamento Bandeirantes.
incidente sobre a construção e retorno do investimento. Na opinião da dirigente, Campinas é a cidade que mais se beneficia desse processo de crescimento da região. "Por possuir melhor infraestrutura de hospedagem, por exemplo, o município acaba chamando a atenção de executivos que, mesmo trabalhando em outras cidades, optam por
morar em Campinas. Com isso, o movimento cresce no comércio e no segmento de serviços local ", explica. "As estimativas de crescimento só não são melhores devido à insegurança jurídica provocada pela atual situação política da cidade", finaliza Adriana. No próximo dia 10 de abril, Campinas terá a primeira eleição indireta de sua histó-
ria em virtude da cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e de seu sucessor, Demétrio Vilagra (PT), envolvidos em corrupção. Por causa disso, a Câmara Municipal deverá escolher, pelo voto indireto de seus membros, o candidato que completará o 'mandato-tampão' de prefeito até as eleições municipais, no final do ano.
Selo de qualidade
Câmara conciliadora Abaixo-assinado
SCPC de Taubaté
G
O
aubaté registrou aumento de 1,7% na inadimplência em fevereiro, em comparação com janeiro, segundo relatório divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Taubaté (Acit). Ao todo, o sistema do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) aponta 749 pessoas protestadas a mais do que em janeiro. Sandra Teixeira, presidente da ACIT, atribuiu o ligeiro aumento na inadimplência ao crescimento do consumo no final do ano. " Alguns consumidores acabam exagerando nas compras de Natal e atrasam as parcelas de janeiro", disse. O número de ocorrências apresentou uma elevação inferior ao de consumidores protestados, registrando um aumento de 1,1%. Esse fator indica que a média de parcelas protestadas por consumidor inadimplente tem diminuído.
uarulhos, cidade da Grande São Paulo, agora tem 14 centros automotivos certificados com o Selo de Qualidade Grag, resultado do trabalho desenvolvido pelos empresários que integram o Núcleo de Reparadores Automotivos (Grag). O selo de qualidade faz parte de uma série de ações que serão implementadas pelos empresários que integram o núcleo por meio do programa Empreender Competitivo, apoiado pela Facesp, Associação Comercial e Empresarial (ACE) da cidade e Sebrae, e que prevê o investimento de mais de R$ 150 mil. Os centros automotivos esperam aumentar o faturamento e o número de postos de trabalho em 10% e a carteira de clientes em 15%, atraindo especialmente o público feminino.
s conciliadores e mediadores que fazem parte da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem de Marília irão participar de uma série de atividades na Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim). O objetivo é proporcionar aos comerciantes locais agilidade nos procedimentos jurídicos. A intenção é treinar os 30 mediadores e conciliadores que estão à disposição da unidade de atendimento. Entre os temas que serão abordados estão direitos e garantias fundamentais do cidadão focados em arbitragem e direito do consumidor e superendividamento. "São treinamentos que irão apurar o comportamento dos mediadores e conciliadores na audiência", disse José Augusto Gomes, superintendente da Acim.
A
Associação Comercial e Industrial de Americana (Acia) apoia e pede aos comerciantes que participem da campanha da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) Moda Brasileira: Eu uso, Eu assino!. O objetivo é conseguir assinaturas de mais de 1% do eleitorado brasileiro, que serão enviadas ao Congresso Nacional solicitando que seja estudado um regime de redução da carga tributária sobre os produtos têxteis. O abaixo-assinado virtual e informações sobre o 'Importômetro' – painel que contabiliza o número de importações de têxteis e de confeccionados e o número de empregos que deixam de ser gerados no país em virtude dos produtos importados – estão disponíveis no site www.abit.org.br/empregabrasil.
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acsp
ESCOLHA O consumidor deve poder ser atendido como e quando quiser.
distritais
OPÇÕES As opções de compra têm de ir além do comércio físico e on-line.
O varejo com os olhos no futuro Palestra na Distrital Lapa mostra que smartphones, tablets e redes sociais estão cada vez mais perto do comércio. Empresários e vendedores precisam se preparar. Divulgação
Shannon Stapleton/Reuters/Arquivo/DC
Jo Yong-Hak/Reuters/Arquivo/DC
A palestra 'As últimas tendências do varejo global' mostrou que o comércio tem de estar pronto para as mudanças que chegarão com os dispositivos móveis
Pablo d
André de Almeida
em Nova York, os aspectos lúdicos do processo de compra, estimulados pelas soluções tecnológicas dentro das lojas, estão sendo cada vez mais valorizados, impactando no ambiente do estabelecimento, na exposição atrativa dos produtos e na postura da equipe de vendas. "A maneira como se compra traz um grande impacto na satisfação ao cliente, gerando uma experiência positiva de consumo. O foco do negócio, dessa forma, deve ser orientado para a interação com o consumidor e seu encantamento, em vez do foco tradicional, exclusivo em produto e preço", diz o vice-presidente Outra questão levantada é a importância de atender o consumidor como e quando ele quiser, oferecendo opções de com-
A
O varejo não terá simples lojas físicas. Será um multicanal de interação com os consumidores.
Chico Ferreira/Luz/Arquivo/DC
tecnologia está, cada vez mais, inserida no varejo, seja no comércio virtual ou na utilização de equipamentos como tablets e smartphones, dentro ou fora dos pontos de venda, auxiliando na interação entre consumidores e estabelecimentos. As redes sociais também não podem mais ser ignoradas. Quando bem trabalhadas, transformam-se em um importante instrumento de comunicação dirigida e de baixo custo, se comparada à mídia tradicional. Estes avanços, e outros pontos, foram expostos e debatidos na palestra As últimas tendências do varejo global, realizada pelo vice-presidente e coordenador do Conselho de Varejo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Nelson Kheirallah, na Distrital Lapa. "A questão do multicanal passará ainda por diversas mudanças, mas não há como ignorá-la. Não se trata mais da velha discussão sobre o futuro das lojas físicas, mas sim da discussão do modelo de integração entre o comércio físico e virtual, o que exigirá uma equipe de vendas bem preparada e capacitada", afirma. Lúdico – De acordo com Kheirallah, que integrou a comitiva que foi à National Retail Federation (NRF), a maior convenção de varejo mundial,
Feira da Saúde será em 10 de abril
E
stá quase tudo pronto para a 12ª edição da Feira da Saúde, que acontece no dia 10 de abril, uma segunda-feira, das 8h às 17h, no Pátio do Colégio, no Centro da capital. Depois de reunião entre os organizadores da feira, na semana passada, foi divulgado que já estão confirmadas 48 barracas. Serão oferecidos gratuitamente à população exames e esclarecimentos sobre diversas doenças. Médicos e voluntários da área da saúde estarão de plantão para orientar sobre alimentação saudável, fazer
pra que vão além do comércio físico e on-line. "O pagamento com smartphone está começando e vai demandar grandes investimentos, mas é uma tendência para o futuro", garante. Retorno – "Os investimentos na área devem ser considerados com um retorno a longo prazo e medidos, em um primeiro momento, mais pela interação com os consumidores do que pelas vendas realizadas", afirma Kheirallah. O mesmo acontece com as redes sociais que, embora ainda não sejam representativas em termos de negócios realizados, são uma ferramenta para manter viva a memória da loja e para criar fatos que motivem a visitação ao ponto de venda. Os tablets também podem ser utilizados como forma de
exames de glicemia, eletrocardiograma, teste de hepatite, espirometria (teste pulmonar), prevenção de AVC e muito mais. A feira é uma realização da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a Prefeitura. O evento conta com a participação de empresas como o Instituto Embelleze, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Secretaria da Justiça, Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Universidade Cruzeiro do Sul, entre outras.
G Ir Agendas da Associação e das distritais
interação com os consumidores. A penetração desses produtos, segundo Kheirallah, tende a se consolidar rapidamente. "Os programas devem ser lúdicos e o processo de compra, de fácil acesso. Como essas inovações tecnológicas estão mudando a forma de as pessoas se relacionarem, devem ser consideradas na estratégia do varejo." Com a introdução das novas ferramentas tecnológicas, o varejo, cada vez mais, deixará de ser formado por simples lojas físicas (ou cadeia de lojas) para se constituir em um multicanal de interação com os consumidores. O ambiente da loja, assim, deve se distanciar cada vez mais da simples exposição de produtos e buscar o lado lúdico da compra. Equipe – Com as novas tendências para o varejo, o grande desafio para os próximos anos, na opinião de Kheirallah, é capacitar as equipes de vendas. "Além da questão estrutural da falta de mão de obra capacitada, há ainda a questão cultural de que o trabalho no varejo é a porta de entrada no mercado profissional e, como tal, algo temporário ou passageiro. Dessa forma, não há investimento em capacitação, já que a equipe não se fixa no trabalho, muito em função dos baixos rendimentos", afirma.
de São Paulo Texas Desk, focados em sistemas logísticos entre empresas de ambos os estados. Às 17h, rua Boa Vista, 51/11º andar, salas Tadashi 1 a 3.
Amanhã I CPU – Reunião do Conselho
Hoje I Libaneses – O vice-
presidente da ACSP Luiz Roberto Gonçalves recepciona um grupo de investidores libaneses. Às 11h, rua Boa Vista, 51/11º andar, salas Tadashi. I Comus – O conselheiro da ACSP José Candido Senna coordena a reunião extraordinária do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), com apresentação dos trabalhos
de Política Urbana (CPU) na ACSP com palestra do secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, e o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Police Neto. Às 10h, rua Boa Vista, 51/9º andar, plenária. I Lapa – Às 9h, palestra apresentada pelo secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida Municipal, Marcos Belizário, sobre
e Sousa
/Luz/A
rquivo/
DC
Não se trata da velha discussão sobre o futuro das lojas, mas da discussão da integração entre o comércio físico e virtual. NELSON KHEIRALLAH, VICE-PRESIDENTE E COORDENADOR DO CONSELHO DE VAREJO DA ACSP Marcos
Mende
s/Luz/
Arquivo
/DC
Dimitrie Gheorghiu,superintendente da Distrital Lapa da ACSP
No entanto, Kheirallah reforça que as mudanças que estão se consolidando no varejo em função das inovações tecnológicas apontam para o aumento da importância da
acessibilidade e inclusão. Rua Pio XI, 418. I IR – A Facesp, a ACSP e a Receita Federal promovem a palestra Novas regras do Imposto de Renda e o Fumcad, para a divulgação da nova legislação sobre a destinação de parceria do Imposto de Renda para os Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente. Às 14h30, na sede da ACSP rua Boa Vista, 51/9º andar, plenária I Penha – Às 14h30, 1ª reunião para a organização da Tarde da Beleza 2012. Às 18h30, 1ª reunião para a organização do evento da Maçonaria Penhense. Às 19h30, reunião da Associação Viva Penha. Avenida Gabriela Mistral, 199.
equipe de vendas. Isso acontece muito em razão de sua influência na experiência de compras e no faturamento. Capacitação – O superintendente da Distrital Lapa da ACSP, Dimitrie Gheorghiu, lembrou que a entidade, por meio do Projeto Empreender, colabora na tarefa de capacitar a mão de obra local, formada, em sua grande maioria, por trabalhadores do comércio e prestadores de serviços. "O varejo na região da Lapa segue mais ou menos as características do setor em todo o País. Sem dúvida, um dos maiores desafios, principalmente para os pequenos estabelecimentos, é capacitar suas equipes de vendas. Continuaremos atuando nesse sentido por meio do fortalecimento do Projeto Empreender, entre outras iniciativas", conclui.
Quinta I Centro – Às 18h30, 18º
reunião ordinária de Diretoria Executiva e Conselho Diretor com a palestra Educação Financeira & Qualidade de Vida, com Reinaldo Domingos. Confirmações: 3208-5753 ou pelo e-mail dcentro@acsp.com.br. Rua Galvão Bueno, 83. I Penha – Às 19h30, 14ª reunião ordinária e Premiação do Natal Iluminado. Av. Gabriela Mistral, 199.
Sexta I Noroeste – Às 14h30, o
Conselho da Mulher promove a palestra Terapia do Riso. Rua Luis Braille, 8. I Butantã – Às 19h30, solenidade de premiação do Concurso Natal Iluminado 2011. Rua Alvarenga, 591.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
14 -.LOGO
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Cura em lata
Logo Logo
Formigas fazendo pose
www.dcomercio.com.br
E M
O fotógrafo russo Andrey Pavlov criou uma série de imagens em que apresenta formigas em cenários e poses inusitadas. A técnica consiste em horas de paciência e estudo para obter imagens detalhadas dos insetos. Depois, com a ajuda do Photoshop ele agrega alguns objetos à cena original. E se remédios fossem vendidos nas máquinas de refrigerante? Robert Gauldin teve a ideia e já criou até as latinhas.
C A R T A Z
http://bit.ly/yDOj9J
http://bit.ly/zbYKXR
A TROPELAMENTO B RINQUEDOS
Filho de Eike mata ciclista
SÃO PAULO
O
filho mais velho do empresário Eike Batista, Thor, 20, atropelou e matou um ciclista na noite de sábado, no Rio de Janeiro. O ajudante de caminhoneiro Wanderson Pereira da Silva, 30, foi atingido pelo carro do rapaz, um Mercedes SLR McLaren Roadster, de R$ 2,7 mi-
lhões, quando trafegava na rodovia Washington Luís, na Baixada Fluminense. Thor socorreu Silva e chamou a ambulância. Em nota, a assessoria do grupo EBX, de Eike Batista, afirmou que o ciclista "atravessava inadvertidamente" a rodovia. Já a tia e mãe de criação de Wanderson, Maria Vicentina Perei-
ra, disse que o rapaz costumava fazer o trajeto há anos e trafegava pelo acostamento. Os testes de bafômetro de Thor e do carona deram negativo. Thor, que estaria na velocidade permitida, será indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. (Folhapress)
Roosevelt Cassio/Reuters
Guerra de bolinhas The Air Strike Catapult arremessa bolinhas de espuma, que não machucam, pelo ambiente. Para crianças de qualquer idade que quiserem fazer guerra na sala de casa ou no escritório. http://bit.ly/yHCLXJ
U SP
Supercomputador: 2.304 processadores.
L
BATMAN DE TAUBATÉ - O militar aposentado Andy Trevisan, 50, o "Batman de Taubaté", participou da primeira Ação pela Paz na cidade, no sábado. O evento faz parte de uma estratégia para reduzir a violência em bairros do município, no interior do estado.
Mostra 'A(e)rea Paulista' exibe coleção de 20 cartazes de Carla Caffé. Complexo Cultural Funarte. Alameda Nothmann, 1058. Grátis. F ISCALIZAÇÃO
Novas regras para uso do jet ski O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assinou ontem um documento, em parceria com o 8º Distrito Naval, para intensificar a fiscalização de motos aquáticas. De acordo com o Protocolo de Intenções, a Capitania dos Portos de São Paulo treinará agentes municipais e guardas civis metropolitanos para auxiliar no combate a acidentes. Outra novidade é que a partir de C RIME
Uma mulher, 93 RGs. Uma mulher foi detida na madrugada de ontem portando mais de cem carteiras de identidade em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Ela tinha 93 cédulas de RG com sua foto e nomes diferentes, além de outras 20 com a foto do marido. Maria Augusta dos Santos Sousa foi presa quando tentava fugir de um bar após a polícia ser chamada por conta de disparos de arma de fogo. Na delegacia, a polícia encontrou os documentos, que tinham sido expedidos em todos os Estados brasileiro, menos o Maranhão.
A Universidade de São Paulo adquiriu e começa a colocar em funcionamento neste mês um supercomputador considerado um dos cinco mais rápidos do país. O equipamento foi comprado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e tem 2.304 processadores. A máquina, cerca de cem vezes mais rápida que o computador mais potente da universidade, consegue fazer 20 trilhões de cálculos por segundo e será usada pelos pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP e do Núcleo de Astrofísica Teórica da Universidade Cruzeiro do Sul, entidade parceira do projeto. E SCULTURA
agora uma pessoa que quiser pilotar uma embarcação terá de fazer um teste prático – antes apenas o teste teórico era obrigatório. (AE)
Arquitetura do absurdo O site holandês Brekend fez uma seleção das obras arquitetônicas mais estranhas encontradas pelo mundo. São 20 construções que desafiam as linhas tradicionais, a lógica da arquitetura, as leis da gravidade ou simplesmente os padrões a que estamos acostumados. São prédios de cabeça para baixo, em formatos bizarros ou engraçados. O site não informa onde estão localizados os edifícios. Veja outras construções no site. http://bit.ly/xbfF9w
Humanos enredados O artista Derek Kinzett cria esculturas de figuras humanas utilizando apenas arames. As criações, em geral expostas ao ar livre, ganharam uma exposição na Abadia de Lacock, em Wiltshire, Inglaterra. Veja outras de suas criações no site. http://bit.ly/zu2I2f
e CAIXA 1 conomia
O seu consultor financeiro
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Um INVESTIMENTO diferente: terapia PROFISSIONAL.
Coaching costuma trazer resultados mais rápidos que a psicoterapia tradicional, mas é bom preparar o bolso. O custo da sessão chega a R$ 1 mil.
Newton Santos/Hype
REJANE TAMOTO
N
ão está feliz com os rumos da carreira profissional e quer um investimento que permita uma mudança para melhor? Um canal que vem sendo cada vez mais usado para isso é o trabalho de coaching, que funciona como uma terapia aplicada à carreira profissional – com resultados mais rápidos em relação à psicoterapia tradicional. Para o engenheiro eletrônico Nelson Lerner Barth, de 53 anos, o investimento em coaching rendeu uma mudança profissional radical. Ele deixou de ser dono de uma pequena empresa do ramo de softwares para ser coordenador dos cursos de graduação em Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Durante a crise de 2008 comecei a pensar em mudar minha vida. Comecei um trabalho de coaching que durou dois meses. Neste período descobri que perdia tempo sendo empresário, vendi minha parte na sociedade e me tornei consultor, estatístico e coordenador na FGV", afirma o engenheiro. Barth já tinha feito terapia em outros momentos da vida, mas nunca havia pensado em fazer algo semelhante para discutir seu papel profissional. E também não imaginava que deixaria o ramo de softwares, no qual havia trabalhado por 29 anos, embora sua paixão sempre tivesse sido os números. O engenheiro diz que não
lembra o quanto investiu nos dois meses de coaching, apenas que não foi uma quantia pequena. "Mas tive retorno deste investimento. Hoje me considero mais estável financeiramente, mais realizado e tranquilo. Quando tinha a empresa, recebia mais em um mês e menos no outro. Agora posso controlar meu rendimento e, se precisar, dar mais aulas e cursos executivos", conta.
Descobri que perdia tempo sendo empresário, vendi minha parte na sociedade e me tornei consultor e coordenador na FGV.
Aumento da procura O sócio-diretor e responsável pela área de coaching da consultoria de desenvolvimento organizacional Across, Geraldo Gianiselo, diz que o preconceito que antes existia entre executivos para buscar este tipo de ajuda diminuiu e a procura por coaching aumentou mais de 400% na empresa, nos últimos dois anos. "A busca individual aumentou de três a quatro vezes, embora o volume de empresas que contratam esse serviço para seus funcionários ainda seja mais representativo em termos de volume", afirma. Gianiselo diz que na Across o processo de coaching tem duração de dez sessões, de uma hora e meia a duas horas cada. Inicialmente elas podem ser semanais e, depois, quinzenais ou mensais, para que o profissional tenha tempo de refletir sobre as questões colocadas pelo coach
NELSON LERNER BARTH
(pessoa que dá o coaching). A diferença entre o trabalho individual e o voltado para grupos de colaboradores de uma empresa é que o primeiro tem um olhar analítico e mais amplo, e n q u a n to o s e g u n d o é u m acompanhamento e complementação. "Às vezes um profissional chega com um objetivo e, após ser questionado, descobre outras coisas. Tive uma cliente que, na primeira sessão, dizia querer mudar de carreira, mas descobriu que o drama que vivia estava ligado à cultura da orga-
nização, inóspita para ela. Passamos a discutir como lidar com um cenário mais político e o trabalho de coaching foi para uma direção diferente do que ela imaginava quando começou", conta Gianiselo. A maioria dos coachings tem formação em psicologia ou uma vivência organizacional significativa. O custo de uma sessão na Across, por hora, gira em torno de R$ 500 a R$ 1 mil e podem ser feitos pacotes fechados. O presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), José
Roberto Marques, diz que, dependendo do tempo de experiência de um coach, o custo da sessão pode ser até menor, a partir de R$ 100 por hora. Nas empresas que contratam o coaching, o objetivo muitas vezes é melhorar a comunicação e o relacionamento de seus funcionários. "Sempre pergunto e verifico que é um problema de relacionamento de baixo para cima e de cima para baixo. As organizações que me procuram têm metas de aumentar o faturamento de 10% para 20% com
este trabalho", revela Marques. Nesse campo, o processo é feito em grupos de 15 a 30 pessoas e, em alguns casos, há atendimentos individuais. Quando isso ocorre, o período é mais longo, em torno de seis meses, com encontros quinzenais. "Já aconteceu de eu ser contratado por um CEO para fazer o processo de coaching com seus diretores e, no fim, acabei fazendo com ele sem que percebesse, porque o foco era ele e não os colaboradores. O resultado foi que todos na empresa ganharam", diz.
O TRABALHO PASSO A PASSO O presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), José Roberto Marques, diz que o coaching é um processo que tem início, meio e fim, no qual o coach (profissional que dá o coaching) se transforma em um personal trainer de habilidades, como se fosse um HD externo do cliente.
"Todo o trabalho é definido entre o coach e o cliente. O primeiro apoia o segundo a atingir um resultado em curto, médio e longo prazos. É função do coach compartilhar as habilidades e competências de seu cliente, fazer um reconhecimento e um convite para que ele supere
as adversidades", afirma. O objetivo, conta, é liberar o potencial do cliente. O que diferencia o coaching da terapia convencional, segundo Marques, é o tempo para alcançar o resultado desejado, de, no máximo, 90 dias de encontros semanais. "É um processo pautado em perguntas
poderosas, na qual a essência está na resposta do cliente e não no coach. Muitas vezes as questões passam pela vida pessoal, a relação consigo mesmo, com a família e no ambiente de trabalho." Além de ser mais acelerado, o coaching também é uma terapia pautada no tempo
presente com vistas ao futuro. Na terapia convencional, muitas vezes o caminho é inverso, do presente para o passado. Marques explica que o passado é discutido no trabalho de coaching sim, mas sempre com a proposta de olhar com o conhecimento que o cliente tem hoje.
Geralmente, a ideia é fornecer uma interpretação melhor e positiva dos fatos vividos. Segundo ele, várias técnicas de coaching podem ser aplicadas, como o generativo (de média duração), remediativo (curta duração) e o evolutivo (mais profundo e de longa duração).
16 -.ECONOMIA
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conomia
CAIXA 1 O seu consultor financeiro
AGENDA 19
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pesar dos indícios de que passaria a semana na defensiva devido à agenda forte – números que desapontaram na balança comercial chinesa, a Grécia no radar, a reunião do Federal Reserve (Fed), nos EUA–, a BM&FBovespa encerrou a sexta-feira em queda pelo terceiro dia consecutivo. Mesmo assim, conseguiu acumular alta na semana e fechou em 1,47%. A falta de notícias relevantes impediram a bolsa, que operou em torno de zero ao longo da sexta-feira, de tomar um rumo mais forte. O vencimento de opções sobre ações domésticas, que ocorre hoje, trouxe volatili-
Segunda-feira
Divulgação do IGP-M do 2º decêndio. Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.
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Quinta-feira
IBGE realiza a publicação dos dados do IPCA-15, relativos ao mês de março
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Sexta-feira
Apresentação da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE referente a janeiro
JUROS E TAXAS DE REFERÊNCIA Taxas de juros ao consumidor cheque especial 9,54 8,37 8,93 8,25 9,98 8,95 12,30 9,99
em % ao mês
mar/12 Média Procon Banco do Brasil Bradesco CEF HSBC Itaú Unibanco Safra Santander
empréstimo pessoal 5,87 5,23 6,33 5,40 5,99 6,76 5,40 5,99
Fonte: Procon-SP
lic – cairá para, no máximo, 9% ao ano, minando expectativas de que o afrouxamento monetário se estenderia até 8,5%. O descarte de um novo aumento de combustível, também publicado na ata, foi outro fator que azedou o humor dos investidores. O diretor técnico da Apogeo Investimentos, Paulo bittencourt, afirmou que o Ibovespa continuará a reagir a eventos
INVESTIMENTOS
pontuais, com perspectiva de se manter no nível de 65 mil e 68 mil pontos por um bom tempo. Dados mistos divulgados na manhã de sexta pelos EUA também pesaram para a instabilidade dos mercados acionários. Lá, o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan, de meados de março, caiu para 74,3, ante previsão de alta para 76. Também
MERCADO FINANCEIRO
Caderneta de poupança
Bolsa de valores
Comportamento dos índices no dia
Rendimento na data de aniversário (em %) mar/12 1 2 3 4 5 6 7 8
0,5000 0,5228 0,5259 0,5018 0,5018 0,5225 0,5032 0,5012
9 10 11 12 13 14 15 16
0,5280 0,5087 0,5000 0,5000 0,5090 0,5215 0,5311 0,5070
17 18 19 20 21 22 23 24
0,5170 0,5000 0,5000 0,5247 0,5509 0,5735 0,5556 0,5862
25 26 27 28 29 30 31
0,5575 0,5575 0,5836 0,5819
Obs.: a remuneração dos dias 29, 30 e 31 é a do dia 1º subsequente Fonte: Banco Central
Taxas de juros no País pessoas jurídicas capital de giro 29,2 27,4 27,3 26,3 24,4 26,0
em % ao ano
agosto setembro outubro novembro dezembro janeiro
aquisição de bens 16,0 15,4 15,0 13,8 13,5 14,7
conta garantida 108,9 107,7 103,9 111,0 110,5 109,1
Taxas de juros no País pessoas físicas crédito pessoal 49,6 49,7 52,2 48,6 48,2 50,3
cheque especial 187,5 186,7 183,8 188,4 188,1 185,9
em % ao ano
agosto setembro outubro novembro dezembro janeiro
aquisição de bens 30,7 29,6 29,6 28,5 28,0 28,4
Fonte: Banco Central
Taxa Selic em % ao ano
11,25 11,75 12,00 12,25 12,50 12,00 11,50 11,00
em % ao ano
2012 janeiro março abril maio julho agosto outubro novembro
dade aos negócios na parte da manhã, mas perdeu força na segunda etapa do dia. O Ibovespa caiu 0,1 por cento, a 67.684 pontos. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,97 bilhões. O tom negativo no final da semana passada foi imposto pela publicação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). A indicação do Banco Central de que a taxa básica de juros – a Se-
INDICADORES ECONÔMICOS
16/3/2012
2011 janeiro março abril junho julho agosto outubro novembro
BOLSA REAGE a eventos pontuais
foram anunciados números da inflação ao consumidor e da produção industrial do país, que ficou estável em fevereiro, afirmou o Federal Reserve (Fed), após ter subido 0,4% em janeiro, de acordo com leitura revisada da estimativa anterior de estabilidade. Os economistas tinham previsto uma alta de 0,4% da produção em fevereiro. "As bolsas lá fora também não ficaram firmes. Os indicadores vieram um pouco abaixo, mas não tiveram muita influência por não reverterem o quadro de recuperação da economia norte-americana", destacou o economista-chefe da Sul América, Newton Rosa. (Agências)
10,50 9,75
Fonte: Banco Central
Taxas de referência TR
em %
8/mar 9/mar 10/mar 11/mar 12/mar 13/mar 14/mar 15/mar
0,0582 0,0394 0,0290 0,0534 0,0763 0,0878 0,0990 0,0519
TR pro rata 0,0027707 0,0019696 0,0014498 0,0025422 0,0034669 0,0039892 0,0043023 0,0024708
TBF 0,7286 0,6997 0,6892 0,7238 0,7468 0,7684 0,7797 0,7222
Fonte: Banco Central
Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) Período: 6% ao ano Fonte: BNDES
UFM, Ufesp, Ufir Unidade Fiscal do Município UFM R$ 102,02 Unidade Fiscal do Estado de São Paulo Ufesp R$ 18,44 Ufir R$ 1,0641 (deixou de ser calculada em janeiro de 2001)
Fundos DI Fundos de renda fixa Multimercados macro Fundos cambiais Ações Ibovespa indexado Ações setoriais Ações FMP-FGTS Fundos de índices - ETFs Previdência renda fixa
ano 0,91 0,98 1,17 -6,18 10,76 12,67 15,42 9,50 1,02
12 meses 11,89 12,53 12,97 7,03 -5,14 -9,13 -13,19 -6,10 12,47
Fonte: Anbima
PREÇOS E ALUGUEL em %
IPCA INPC IGP-M IGP-DI IPC-Fipe IPP
out 0,43 0,32 0,53 0,40 0,39 0,76
nov dez jan fev 0,52 0,50 0,56 0,45 0,57 0,51 0,51 0,39 0,50 -0,12 0,25 -0,06 0,43 -0,16 0,30 0,070,60 0,61 0,66 0,07 0,02 -0,17 -0,46
Fatores de reajuste do aluguel Fontes: FGV, IBGE, Dieese, Fipe, DC
2012 12 meses 5,84 1,02 5,47 0,90 3,43 0,19 3,38 0,37 4,60 0,591,72 0,46
jan IGP-M 1,0510 IGP-DI 1,0500 IPCA 1,0650 IPC-Fipe 1,0581
fev 1,0453 1,0429 1,0622 1,0530
mar 1,0343 1,0338 1,0584 1,0460
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E IMPOSTO DE RENDA
9/3 5,27 4,64 1,75
9,50
9,50
9,00
36,90
36,00
36,20
3,30 2,70
3,30 2,77
3,30 2,27
19,10 55,00
19,00 55,00
19,00 55,00
variação (%) 0,54 1,09 0,34 0,40 0,06
Maiores oscilações do Ibovespa (em %) Maiores altas Telemar ON Telemar NL PNA JBS ON
Maiores baixas Brookfield ON Gol PN Natura ON
5,09 4,57 4,38
-3,85 -3,83 -3,34
Volume de negócios R$ 6,966 bilhões Quantidade de negócios 767.249
Histórico do Ibovespa Ibovespa nos últimos em % seis meses Na semana 1,47 No mês 2,85 No ano 19,26
Variação acumulada (em %) set 1,78 out 11,49 nov -5,21 dez -0,21 jan 11,13 fev 4,34
Moedas Moedas no dia (em R$)
Segurados empregados, inclusive domésticos, e trabalhadores avulsos alíquota de recolhimento ao INSS (%) 8 9 11
salário de contribuição(R$) até 1.174,86 de 1.174,87 a 1.958,10 de 1.958,11 a 3.916,20
Empregado Empregador
alíquota (%) 8 a 11 12
R$ 622,00 (jan/12) Fonte: MPAS
mínimo (R$) 49,76 74,64
máximo (R$) 430,78 469,94
Salário-família
R$ 31,22, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para quem recebe até R$ 608,80 R$ 22,00, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para quem recebe até R$ 915,05
Imposto de Renda da Pessoa Física Rendimento (R$) Até 1.637,11 De 1.637,12 a 2.453,50 De 2.453,51 a 3.271,38 De 3.271,39 a 4.087,65 Acima de 4.087,65
Dólar comercial Dólar turismo Euro Iene Libra esterlina
compra venda 1,799 1,8010 1,73 1,87 2,3749 2,3758 0,02163 0,02164 2,8563 2,8574
Variação do dólar no dia: -0,11% Fonte: Banco Central, Enfoque Sistemas
Empregados domésticos
Salário-mínimo
Há 4 Há 1 semanas semana 5,29 5,24 4,78 4,63 1,75 1,75
cotação (R$) 24,35 41,90 38,60 25,20 17,01
Petrobras PN Vale PNA Itaú Unibanco PN Petrobras ON OGX Petróleo ON
Fonte: BM&FBovespa
Salário-mínimo e salário-família
Expectativas de mercado para 2012
pontos 67.684 9.577 22.743 2.335 1.189 1.837 35.034 2.007 931 10.250 3.447
Ações mais negociadas no dia
Índices de inflação
*aposentadoria só por idade
Relatório Focus
Fonte: Banco Central
jan 0,91 0,98 1,17 -6,18 10,76 12,67 15,42 9,50 1,02
Plano simplificado*: 11% sobre R$ 622 (R$ 68,42) Regime geral: 20% (mínimo de R$ 124,40; máximo de R$ 783,24)
Unidade Padrão de Capital out/nov/dez R$ 22,19 jan/fev/mar R$ 22,24
*Produto Interno Bruto (PIB)
Rentabilidade média (em %)
Facultativos
UPC
IPCA (%) IGP-M (%) Taxa de câmbio (R$/US$ fim do período) Meta Taxa Selic (% ao ano/fim do período) Dívida líquida do setor público (% do PIB*) PIB (% de crescimento) Produção industrial (% do crescimento) Balança comercial (US$ bilhões) Invest. Estrangeiro Direto (US$ bi)
Fundos de investimento
variação(%) -0,10 0,26 0,13 -0,05 0,28 3,00 -0,74 -0,39 -1,34 -0,15 -0,18
Ibovespa IBRX-50 IBRX ISE ICO2 Itel IEE Icon Imob Itag Idiv
Alíquota (%) 7,5 15 22,5 27,5
Dedução (R$) isento 122,78 306,80 552,15 756,53
Dólar cai, apesar de acumular ganhos Num dia marcado pela fraca volatilidade e o baixo volume de negócios, o dólar à vista fechou em queda de 0,11%, a R$ 1,8020 no balcão, após oscilar 0,45% entre R$ 1,7970 (-0,39%) e R$ 1,8050 (+0,06%). Na semana passada, a moeda acumulou ganho de 1,01%, que elevou a valorização no mês para 5,01%. No ano, porém, o dólar no balcão ainda embute perda de 3,58%. Na BM&F, a moeda spot encerrou com recuo de 0,28%, a R$ 1,8004. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até o final da tarde de sexta-feira fechou em US$ 1,510 bilhão (ou, 25% inferior ao volume do dia anterior), dos quais apenas US$ 1,245 bilhão em D+2. No mercado futuro, só três vencimentos de dólar foram negociados até o fim do dia, e mostravam sinais mistos. Enquanto o vencimento abril de 2012 subia levemente 0,06%, a R$ 1,8085, o dólar para maio 2012 estavana mínima, a R$ 1,819 (-0,16%). (AE)
obs.: ano-calendário 2012
Deduções para trabalhador assalariado
R$ 164,56 por dependente; pensão alimentícia paga por acordo judicial ou por escritura pública; contribuição à Previdência Social R$ 1.637,11 por aposentadoria a quem já completou 65 anos de idade; contribuições à previdência privada.
Fonte: Receita Federal
Para esclarecer dúvidas, fazer reclamações ou dar sugestões sobreos indicadores econômicos entrar em contato com o Diário do Comércio pelo e-mail indicadores@dcomercio.com.br ou pelo telefone (11) 3244-3829 (a partir das 13 horas)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 17, 18 e 19 de março de 2012
e
17 De janeiro até 15 de março de 2012, o Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI) cresceu 11,6%, ante igual período do ano passado.
conomia
Vendas registram leve crescimento no ano Compras de itens da linha marrom a prazo foram os destaques no acumulado do ano até o dia 15 de março Newton Santos/Hype
Fátima Lourenço
A
s vendas do varejo paulistano seguem c re s c e n d o n e s t e início de ano, mas em ritmo moderado, na comparação com igual período de 2011. É o que aponta a prévia da movimentação do setor no primeiro trimestre, divulgada ontem pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com dados acumulados desde janeiro até a primeira quinzena de março. Ao longo desses 75 dias, o Indicador de Movimento do Comércio a Prazo (IMC/SCPC) cresceu 3%, ante igual período de 2011, impulsionado especialmente pelas aquisições de produtos da linha marrom. Já as transações à vista, dimensionadas pelo Indicador de Movimento de Cheques (ICH/SCPC Cheque), foram beneficiadas pela antecipação das liquidações, especialmente de roupas e sapatos, contabilizando crescimento de 3,6%, na mesma base de comparação. O balanço da associação, elaborado pelo seu Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), se baseia em amostra de dados de clientes da Boa Vista Serviços (BVS), administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Futuro – "Os juros já recuaram para um dígito e devem cair para perto dos patamares das mínimas taxas históricas. Isso deverá provocar uma recuperação gradual das vendas ao longo dos próximos meses", analisou o presidente da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp) e da ACSP, Rogério Amato. O economista do IEGV, Emílio Alfieri, explica que os números acumulados nos primeiros 75 dias de 2012 já neutralizam o efeito calendário da base de comparação anualizada 2012/2011, prejudicada pe-
Os negócios à vista no comércio paulistano foram aumentados em razão da antecipação das liquidações, especialmente de roupas e calçados.
la realização do Carnaval em meses diferentes nos respectivos anos. "Os números são uma prévia do trimestre, mas a movimentação do varejo deve ser acompanhada até o final de março, para que possamos ter uma avaliação mais segura." Os resultados das vendas acumuladas em 2012, comentou Alfieri, já eram esperados. Ele justificou que a queda da taxa básica de juros (Selic) ainda não causou impacto no movimento do comércio paulistano. Além disso, acrescentou, a base de comparação (com vendas dos primeiros meses de 2011) ainda era forte. O economista também analisou que o benefício de queda da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), concedido pelo governo para algumas linhas de produtos, não tende a trazer impacto
tão marcante sobre as vendas. "O maior efeito aconteceu na primeira vez (da concessão do benefício), com grande volume de vendas. Mas quem já comprou sua geladeira, não comprará outra agora", afirmou. Na comparação da primeira quinzena de março, ante igual período de fevereiro de 2012, as quedas acentuadas (confira no quadro) fogem à sazonalidade mais comum do período. Para Alfieri, isso se se deve à
antecipação das liquidações. "Mas até o final do mês, o quadro deverá se reverter em positivo, porque março tem 31 dias, com mais dias úteis que fevereiro", lembrou. Dívidas – A inadimplência, de acordo com o balanço da ACSP, ainda não preocupa, porque os indicadores de desemprego continuam baixos, "facilitando as renegociações com prazos mais longos para pagamento". Alfieri comentou
NF-e: consulta no Cadesp é relevante. Renato Carbonari Ibelli
P
assa a ser de extrema importância que o emitente da Nota Fiscal eletrônica (NF-e) – o fabricante/fornecedor – consulte a situação em que o destinatário do documento fiscal – o comprador – se encontra no Cadastro de Contribuintes do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de São Paulo, o chamado Cadesp. A partir de abril, a Secretaria estadual da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) recusará a nota fiscal eletrônica de emitentes que venderem para destinatários com inscrição suspensa, inativa, nula ou baixada no cadastro, salvo algumas exceções. Exceções – As exceções são as seguintes: quando o destinatário constar com a inscrição suspensa no Cadesp pelo fato de existir processo em tramitação para baixa da inscrição estadual; em razão de inatividade presumida passível de cassação; ou em razão de se estar aguardando registro junto
6 mil empresários foram comunicados que têm emitido NF-e para destinatários com irregularidades no Cadesp. à Agência Nacional do Petróleo (ANP) ou Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Outra exceção se configura quando a inscrição do destinatário constar como baixada por ter havido encerramento da inscrição cadastral no Estado de São Paulo devido ao enquadramento do contribuinte em regime especial de inscrição única. Consulta – O acesso aos dados do Cadesp é feito pelo endereço eletrônico https://www.cadesp.fazenda. sp.gov.br. Para realizar a consulta, é preciso ter o número do Cadastro
Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), ou o da Inscrição Estadual (IE), ou então, o Número de Identificação no Registro de Empresas (Nire) do destinatário do qual se deseja obter as informações cadastrais. A possibilidade de recusa da nota fiscal eletrônica pelo fisco é uma determinação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), normatizada pelo Ajuste Sinief 10/2011, publicado em 30 de setembro do ano passado. Esclarecimentos – Ela vale para todas as fazendas estaduais. Para o caso específico do estado de São Paulo, os esclarecimentos à respeito da medida constam do Comunicado CAT n° 6, de 27 fevereiro de 2012, publicado no Diário Oficial do Estado de 28 de fevereiro. A medida passaria a valer a partir do início deste mês, no entanto, a pedido da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), ela foi
prorrogada para o início do mês de abril para haver mais tempo de os empresários se adequarem. Comunicação – A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo também vem comunicando empresários que têm emitido nota fiscal eletrônica para destinatários com irregularidades no Cadesp. De acordo com a secretaria paulista, mais de 6 mil empreendedores já foram informados.
S ERVIÇO * As obrigações dos emitentes e destinatários da NF-e constam da Portaria CAT- 162, de 29/12/2008, publicada no Diário Oficial do Estado de 30/12/2008. * Situações que levam o contribuinte a ter a inscrição suspensa, inativa, nula ou baixada no Cadesp constam dos artigos 31 e 31a do Regulamento do ICMS, que pode ser encontrado no site da Secretaria da Fazenda paulista (http://www.fazenda.sp.gov.br), no link 'legislação'.
que além disso é comum o aumento dos registros de carnês em atraso em março e abril, como um reflexo das compras de Natal e acúmulo de despesas no início deste ano. No acumulado de 2012 (de janeiro até 15 de março), o Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI) cresceu 11,6%, ante igual período do ano passado e o Indicador de Recuperação de Crédito (IRC), 10,1%, na mesma base de comparação.
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e Na era digital, arrumar papelada inspira negócios.
A Prefeitura de São Paulo deve um total de R$ 11, 2 bilhões em precatórios.
conomia
Divulgação
O setor de gestão de documentos cresce a taxa de 25% ao ano no País. Empresas estão cada vez mais precisando guardar os papéis em ordem.
Sílvia Pimentel
A
alta carga burocrática no Brasil tem alavancado os negócios do setor de gestão de documentos. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Documentos (ABGD), o segmento vem apresentando taxas de crescimento acima de 25% ao ano. Em 2011, as companhias que atuam neste mercado faturaram R$ 1,2 bilhão. "Funcionários podem perder até duas horas diárias procurando documentos extraviados nos departamentos da empresa", disse o presidente da ABGD, Eduardo Coppola, que também preside a Keepers Brasil. Pesquisas da associação mostram que, nas empresas com arquivos desorganizados, os seus gestores perdem quatro semanas por ano procurando informações. Outro dado preocupante é que as grandes organizações perdem um documento a cada 12 segundos. E uma estatística que pesa no c a i x a d a s e m p re s a s : é d e US$ 120 o custo para a recriação de um documento importado que fora perdido. Não sem razão, aumenta a procura das companhias do País, especialmente das maiores empresas, pelos serviços de guarda, digitalização e organização da papelada. "Hoje, as empresas passaram a ver os serviços de gestão documental como um investimento e não mais como custo", ressaltou Eduardo Coppola.
Hoje, as empresas passaram a ver os serviços de gestão documental como um investimento necessário e não mais como um custo. EDUARDO COPPOLA, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE GERENCIAMENTO DE DOCUMENTOS (ABGD)
Para o diretor da Acervo, Juan Cacio Peixoto, hoje existe uma grande preocupação das empresas com autuações dos fiscos estadual, municipal e federal. "Uma empresa desorganizada ainda corre o risco de pagar uma conta em duplicidade por não encontrar o comprovante de pagamento", alertou. No mercado desde 1993, a Acervo tem 65 clientes de vários segmentos. Para o serviço de guarda de documentos, na carteira de clientes, predominam as micro e pequenas empresas. Isso porque elas não têm a mesma capacidade de investimento em espaço físico, como as grandes.
Contr ole – O diretor da Acervo informou que, atualmente, tem notado maior interesse das médias empresas na gestão de documentos. "Elas começam a crescer, perdem o controle com a papelada e ganham a consciência de que não adianta cuidar só do setor de
contas a pagar ou a receber e que a desorganização pode trazer graves prejuízos financeiros", disse. Para o diretor comercial da Prado Chaves, uma das mais
antigas do mercado, Elias Caneiro Vasquez, os preços cobrados pelos serviços de organização de documentos tendem a cair porque cada vez mais as empresas descobrem as vantagens de manter a papelada em ordem. Hoje, de acordo com ele, o custo mínimo para o serviço de guarda é de R$ 450 por mês. Recursos humanos – Os departamentos de contabilidade, de recursos humanos e ju-
rídico são os que mais necessitam dos serviços oferecidos pelas empresas do mercado. "O custo da não localização de alguns documentos solicitados pela fiscalização da Receita ou Justiça do Trabalho é incalculável, dependendo do montante questionado", afirmou Vasquez. E mesmo em tempos do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) – o projeto da Receita Federal instituído em 2007, que exige, primeiro das grandes companhias, a contabilidade em formato digital – esse mercado tem espaço para crescer. "No futuro, vai aumentar o interesse pela guarda e organização de mídias e outros documentos eletrônicos, como ocorre no momento com os papéis", concluiu.
TJ retém precatórios, diz Costa. Secretário de Finanças da Capital, Mauro Ricardo Costa, acusa Tribunal de Justiça pela falta de pagamento. Zé Carlos Barretta/Hype
Renato Carbonari Ibelli
O
secretário de Finanças da Capital paulista, Mauro Ricardo Costa, acusou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) de reter os repasses municipais para pagamento de precatórios. Segundo ele, desde 2009 a Prefeitura deposita 2,55% do orçamento para esse fim – como previsto pela Emenda 62 –, mas desde então os desembolsos não são feitos pelo judiciário. Ao todo, Costa estima que R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões estejam parados em contas do TJ. O secretário fez os comentários em reunião plenária da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Precatórios são pagamentos feitos pelo poder público após ordem judicial. Em geral são dívidas de municípios, estados e União junto de servidores ou vítimas de ações de desapropriação. Por determinação da Constituição as dívidas não podem ser pagas diretamente aos credores pelos entes públicos. Os valores precisam ser depositados em juízo e os desembolsos feitos pelos Tribunais de Justiça. "Mas falta agilidade ao TJ e os pagamentos não estão sendo feitos", disse Costa. O secretário municipal de Finanças ironizou a lentidão do Judiciário. "Não pagar precatórios hoje só gera receita ao Banco do Brasil, que deve estar aplicando os montantes que depositamos em recursos que rendem pela Selic", disse o secretário.
lor dos precatórios da Prefeitura paulista que ainda estão depositados em contas do TJ-SP é de R$ 1,5 bilhão. O desemb a rg a d o r re c onhece que, apesar de as liberações dos recursos agor a s e re m f e i t a s com mais agilidade, ela ainda não acontece no ritmo que deveria. "Temos falta de recursos humanos. Precisaríamos de pelo menos mais 30 funcionários no Não pagar precatórios só gera quadro para dar receita ao Banco do Brasil, que mais velocidade deve estar aplicando os montantes. a o s d e s e m b o lMAURO RICARDO, SECRETÁRIO sos", disse Salles. O p i n i ã o p úOs credores da Prefeitura já vo da demora para liberação blica – Com relação à denúncia haviam denunciado a demora dos recursos um convênio mal dos credores, o desembargador do TJ-SP em liberar os recursos. feito com a Prefeitura de São disse que a Resolução do CNJ Em matéria publicada pelo jor- Paulo. Pelo convênio, o TJ é realmente traz o dispositivo cinal O Estado de São Paulo no iní- que fazia os cálculos dos valo- tado, mas que não saberia inforcio deste mês, os credores afir- res dos precatórios resultantes mar se os rendimentos das aplimam que o TJ teria interesse em de acordos entre credores e po- cações estariam sendo rateadas retardar os pagamentos. Eles se der municipal. Os valores en- entre os tribunais. "Quando o baseiam no parágrafo 3 do arti- contrados tinham ainda de CNJ implantou esse dispositigo 8.º da Resolução 123 do Con- voltar à Prefeitura para ganhar vo fui contra, já prevendo como selho Nacional de Justiça (CNJ) vista e só depois retornavam a opinião pública lidaria com a que prevê que "os rendimentos ao tribunal que então fazia os questão, visto que já imaginávamos que teríamos problemas auferidos em função do convê- desembolsos. "Era uma burocracia desne- na velocidade com que os denio devem ser rateados entre os tribunais, na mesma proporção cessária que fez com que os de- sembolsos seriam feitos. O que do volume monetário dos pre- pósitos se acumulassem", disse queremos é que os credores Salles. Segundo o desembarga- consigam o que lhes é de direicatórios que possuam". Procurado pelo Diário do dor, esse convênio foi desfeito. to. Os Tribunais têm seus orçaComércio, o desembargador Os cálculos agora são feitos pela mentos para mantê-los", disse Venício Salles, responsável pe- Prefeitura, cabendo ao TJ ape- Salles. A Prefeitura de São Paulo deve um total de R$ 11, 2 bila área de precatórios do TJ-SP, nas a liberação dos montantes. Salles disse também que o va- lhões em precatórios. apontou como principal moti-
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
ECONOMIA/LEGAIS - 19 Ainda há muitas incertezas em relação à economia mundial. Andrew Power, consultor do BID
conomia
BID: AL crescerá 3,6%. Desaceleração na China e novos problemas na zona do euro são as ameaças mais citadas na reunião anual
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risco de uma desaceleração econômica mais acentuada na China aparece como a nova ameaça ao crescimento da América Latina em 2012, além de uma eventual deterioração da crise da zona do euro, revela estudo divulgado ontem pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), durante reunião anual da instituição em Montevidéu, no Uruguai. A freada da economia chinesa prejudicaria exportadores de metais, como Chile e Peru, e também os de commodities agrícolas, como Brasil e Argentina. "Depois do potencial impacto de uma piora na crise da zona do euro, a China passou a ser o segundo risco mais sério ao crescimento da América Latina", disse o principal consultor do departamento de pes-
quisa do BID e coordenador do estudo, Andrew Powell. Segundo ele, o trabalho mantém como cenário base um crescimento de 3,6% para a América Latina em 2012. Brasil e México cresceriam em torno dessa média regional. Nesse contexto, a Europa evitaria uma crise, a China desaceleraria sua economia apenas moderadamente e os Estados Unidos não resvalariam para uma nova recessão. "Há, contudo, mais riscos negativos para esse cenário base e que podem trazer para baixo a estimativa para a economia da região. Ainda há muitas incertezas em relação à economia mundial", ressaltou Powell. Segundo ele, a Europa está longe de ter resolvido os problemas da dívida soberana, mesmo após a Grécia ter concluído a operação de troca
da sua dívida, o que abriu o caminho para a liberação dos desembolsos programados para a ajuda financeira. No caso da China, o cenário base ainda embute projeção de crescimento de 8,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, acelerando para 9,1% em 2015. A projeção, entretanto, é anterior ao anúncio recente do governo chinês, da meta de crescimento de 7,5%. Há vários cenários traçados pelos economistas do BID. Powell ressalvou que mesmo no mais pessimista, há motivos para otimismo em relação à América Latina. "Os países da região estão mais resilientes a choques externos, pois têm mais ferramentas para lidar com uma nova desaceleração da economia mundial", disse. Entre os fatores positivos que permitem à América Lati-
na atravessar uma nova turbulência da economia mundial, Powell cita a melhora do balanço de pagamentos, com redução da dívida externa e aumento das reservas internacionais, e o uso de políticas monetárias mais sofisticadas, como medidas macroprudenciais. Entre as vulnerabilidades estão o fluxo de capital externo, especialmente o de perfil mais especulativo; e a presença mais acentuada, em alguns países latinos, de ativos e patrimônio de bancos europeus mais expostos à crise da dívida soberana Segundo o estudo do BID, o Brasil está no grupo mais restrito de países, em que a capacidade de fazer uso de uma política fiscal para estimular a economia é quase a mesma do período mais agudo da crise financeira de 2008. (AE)
Brasil apoia criação de fundo de US$ 8 bilhões
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Brasil apoiará a criação, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de um fundo de US$ 8 bilhões para socorrer os países latino-americanos atingidos pela crise financeira atual ou por desastres naturais, informou ontem a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, logo após um encontro de representantes dos países membros na reunião anual do BID. O presidente do banco, Luis Alberto Moreno, apresentará hoje a proposta de criação do fundo aos representantes oficiais dos países, na sessão plenária do último dia da reunião anual. Entre as condições para que um país possa recorrer ao fundo, consta que ele terá de seguir um receituário de
política econômica do Fundo Monetário Internacional (FMI). O Brasil, segundo Miriam, discorda dessa condição para a liberação dos empréstimos. "O BID não pode fazer juízo de valor a respeito das políticas de cada país", destacou a ministra, para quem esse critério "já mostrou que não funciona". O fundo destinará linha de US$ 6 bilhões para políticas anticíclicas em países que venham a pedir ajuda para combater os efeitos de uma eventual deterioração da crise na zona do euro. Os restantes US$ 2 bilhões serão destinados para empréstimos a países que sofram desastres naturais. "O Brasil vê essa proposta do fundo com bastante simpatia", disse Miriam. (AE)
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O resultado de fevereiro deve devolver parte da queda de janeiro. Rafael Bacciotti, da consultoria Tendências
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Indústria vê luz no fim do túnel Alguns segmentos, que pesaram na queda de janeiro, não puxarão indicadores de fevereiro para baixo. Mas resultado ainda será menor do que o do ano passado.
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produção indust r i a l d e v e a p r esentar recuperação em fevereiro após a acentuada queda em janeiro, de 2,1% ante dezembro, avaliam analistas. Depois de uma semana inteira de notícias negativas sobre a produção industrial e as ameaças de desindustrialização, analistas agora enxergam alguma luz no fim do túnel. Com base em indicadores antecedentes da economia, como produção de veículos, fluxo de veículos pesados e consumo de energia elétrica, eles acreditam que o resultado de fevereiro deve ficar pouco acima de zero. Mas, na comparação com fevereiro de 2011, a indústria ainda deve apresentar o sexto resultado negativo consecutivo. No último deles, em janeiro, a queda foi de 3,4% ante igual mês de 2011. Caminhões – Para os analistas, boa parte do desempenho negativo da indústria em janeiro pode ser explicada pelo fraco resultado dos setores de caminhões e minério de ferro. No caso dos caminhões, as montadoras deram férias coletivas aos funcionários para adaptar as linhas de produção ao novo motor Euro 5, tecnologia que é menos poluente e cuja aplicação foi definida a partir de 1º de janeiro deste ano. Se os caminhões fossem retirados do cálculo da produção industrial, haveria alta de 0,3% em janeiro ante dezembro, de acordo com o economista Rafael Bistaffa, da consultoria Rosenberg & Associados, que, para obter esse número, ex-
Críticas à taxa de nacionalização na telefonia móvel
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estratégia do governo federal de obrigar que 10% da tecnologia usada nos produtos de telecomunicações sejam nacionais está sendo questionada por autoridades norte-americanas e europeias. A norma estará no edital do leilão de faixas de telefonia móvel que vão de 450 megahertz a 2,5 Gigahertz. Porém, autoridades dos Estados Unidos e da Europa acreditam que a medida fere regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), dizem americanos e europeus. "Recebi uma carta da Neelie Kroes, que é comissária da União Europeia, questionando isso, mas já estamos preparando a resposta", informou o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) na semana passada, após participar de audiência pública no Senado. Segundo ele, houve também uma série de indagações da embaixada dos EUA. "O que estamos fazendo está tranquilo em relação às normas da OMC. Todos sabem que a política do governo é prestigiar a produção nacional", afirmou. O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel ), João Batista Rezende, informou que o assunto já foi tratado em outros fóruns. Para ele, o País está "dentro das regras corretas". "Os Estados Unidos acham que isso envolve uma questão de protecionismo. Mas a questão está associada à rádio frequência, que é um bem público, e achamos que não estamos infringindo nenhuma regra da OMC", disse. "A Anatel seguirá uma política, do ponto de vista industrial, de fomentar tecnologia nacional e propiciar mercado para o setor de telecomunicações, que representa 7% do Produto Interno Bruto", acrescentou. (Folhapress)
Divulgação
Boa parte do desempenho negativo da indústria em janeiro pode ser explicada pelo fraco resultado dos setores de caminhões e de minério.
cluiu o setor da série a partir de janeiro de 2010. "Acho que o susto foi excessivo. Foi uma mudança pontual que não deve se repetir nos próximos meses", afirmou o economista. Os últimos números da Anfavea já mostram a retomada da produção de caminhões. Em fevereiro, foram produzidos 11.974 unidades, ante 3.438 em janeiro e 18.341 em dezembro de 2011. "Além da queda em janeiro devido à mudança de tecnologia, as montadoras anteciparam a produção que deveria ser feita em janeiro, para dezembro", afirmou.
Minério – A indústria extrativa mineral, cuja produção teve queda de 8,4% em janeiro ante dezembro, sofreu o impacto da queda da produção de minério de ferro, afetada pelas chuvas do início do ano em Minas Gerais. Mas, de acordo com Bistaffa, as exportações do setor mostram alguma melhora. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas externas de minério de ferro já retomaram parte do ímpeto em fevereiro, com vendas de US$ 2,187 bilhões, ante US$ 1,834 bilhão em janeiro –
ainda inferiores, porém, aos US$ 2,538 bilhões de janeiro do ano passado e aos US$ 2,734 bilhões de fevereiro de 2011. Recuperação– Apesar de sinais ainda incipientes, alguns analistas esperam recuperação do indicador nos resultados de fevereiro. Para o analista Rafael Bacciotti, da Tendências, a produção industrial deve aumentar 0,7% em relação a janeiro e, na comparação com fevereiro de 2011, a queda chegaria a 5,7%. "O resultado de fevereiro deve devolver parte da queda de janeiro", afirmou. Bacciottti pondera que boa
parte dos indicadores antecedentes considerados registrará queda em fevereiro sobre o mês anterior. Segundo dados dessazonalizados pela consultoria, a produção de veículos caiu 0,5%; o fluxo de veículos pesados diminuiu 0,8%; e as vendas de papelão ondulado foram reduzidas em 0,9%. Apenas o consumo de energia aumentou 4,3% no período. Outros dados dessazonalizados pela LCA vão na mesma direção. A produção de veículos caiu 5,9% em fevereiro ante janeiro, as vendas de papelão ondulado perderam 0,9% e o
Estoques deverão aumentar Andrei Bonamin/ LUZ
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queda de estoques de alguns setores da indústria, que precisarão ser repostos, corrobora a expectativa de analistas econômicos de que a produção deve apresentar recuperação em fevereiro em relação a janeiro. O economista Thovan Tucakov, da LCA Consultores, espera um crescimento de 1,5% na comparação com janeiro e uma queda de 4% na comparação interanual. Segundo ele, dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) já mostram que alguns setores estão equacionando os estoques elevados. "Há uma melhora gradual na confiança dos empresários em razão disso", afirmou. A parcela dos industriais que considerou o nível de estoques excessivo em fevereiro foi de 7,5% no setor de bens de consumo, inferior à média de 2011, que foi de 8,6%. Da mesma forma, no setor de bens intermediários, a parcela de empresários
avaliando seus estoques como excessivos foi de 3,1% em fevereiro, ante uma média de 4,9% no ano passado. Ainda há problemas, porém, em setores como o de material de construção, com 13,8% dos industriais considerando os estoques excessivos em fevereiro, ante uma média de 12,9% em 2011 e de 7,7% em 2010. Também há problemas semelhantes em bens de capital, em que 11,2% consideraram seus estoques excessivos em fevereiro em relação aos 5,3% em média do ano passado. Mesmo com a reposição de estoques, os dados indicam um primeiro trimestre fraco para a indústria, explicou Tucakov, que cita, além da demanda doméstica arrefecida, a taxa de câmbio e a competição com os importados. "Enquanto os países desenvolvidos não engatarem uma recuperação mais forte, vão continuar
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Recall vai exibir a foto do produto defeituoso
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Cresceu o otimismo dos empresários em relação à reposição
remetendo sua produção para os emergentes. Esse é o grande problema da indústria", afirmou. Pessimismo – Já o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, é mais pessimista e afirma que a falta de competitividade da indústria brasileira é estrutural. Ele prevê que a produção industrial em fevereiro caia 7,7% em relação ao mesmo mês de 2011. "No ano, me parece que ficará difícil entregar os
2,5% que estávamos esperando. Será preciso uma grande reação no segundo semestre para isso acontecer", disse. Segundo ele, devido ao carnaval, que neste ano caiu em fevereiro, a queda da produção industrial será ainda maior que a de janeiro. Nem para março, as indicações voltam a ser positivas. Segundo Vale, as primeiras estimativas apontam queda de 3,7% ante igual mês de 2011. (AE)
Mudança na poupança só no ano que vem governo só deve mexer nas regras da caderneta de poupança em 2013, após as eleições municipais deste ano, quando os juros pagos pela dívida pública poderão descer abaixo de 9%. Hoje, estão em 9,75%. Assunto impopular, a remuneração da poupança poderá se tornar um percentual fixo da taxa básica de juros do governo, a Selic, – por exemplo, entre 60% e 80%. Esse percentual, hoje, seria algo entre 5,85% a 7,8% ao ano. Mas, com a Selic caindo para 8% ao ano, a poupança renderia entre 4,8% e 6,4%. O percentual ainda não foi definido pelo governo, que também estaria estudando a introdução da validade da mudança nas regras só
fluxo de veículos pesados teve queda de 0,8%. Apenas o consumo de energia elétrica teve alta de 2,9%. "Trabalhamos com uma gradual recuperação da indústria, que deve ser estimulada pelas medidas do governo já em fevereiro, ainda que o cenário não tenha sinais claros de reversão", afirmou Bacciottti. "Os indicadores antecedentes que temos ainda são fracos, mas talvez eles não estejam captando uma possível reversão da indústria extrativa, cujos dados ainda não saíram", admitiu. (AE)
para as novas aplicações. Nesse caso, quem depositar antes da mudança teria garantida a aplicação das taxas e regras anteriores. Com juros mínimos de 6,17% mais Taxa Referencial (TR) estabelecidos em lei, a poupança já rende igual ou mais do que os fundos de investimento do tipo DI, com taxa de administração de 1,5% se o investidor resgatar a aplicação em menos de seis meses e pagar Imposto de Renda na alíquota de 22,5%. Quando os juros caírem para 9%, o que deve acontecer já em abril, só os fundos com taxa de administração de 1% conseguirão empatar com o rendimento da poupança. A leitura do governo é que a situação só ficará insustentável
quando os juros descerem a 8,5%. Com essa taxa, a maioria dos fundos DI vendidos pelos bancos de varejo perderá para a poupança, levando a uma migração dos investidores. O governo, porém, depende dos fundos de investimento para vender títulos da dívida pública. Resistência – A urgência em resolver o problema, que sofre forte resistência no Congresso, diminuiu depois da divulgação da ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O documento deixou claro que o atual ciclo de redução nos juros será encerrado quando a taxa atingir 9%. (Folhapress)
s campanhas de mídia para a convocação de recall no Brasil terão de conter a foto do respectivo produto. A exigência faz parte das novas medidas voltadas à defesa do consumidor. Elas foram anunciadas pelo Ministério da Justiça e detalhadas em portaria publicada no "Diário Oficial" da última sexta-feira. De acordo com o diretor de fiscalização do Procon-SP, Renan Ferraciolli, o estímulo visual é importante para que o consumidor saiba se é afetado ou não pela convocação. "Como estamos no mercado de consumo cada vez mais complexo, com mais produtos, o consumidor às vezes não faz essa associação imediata, se tem ou não o produto", diz. As mudanças apresentadas pelo ministério incluem um sistema de recall informatizado, que permitirá aos consumidores receber por e-mail os avisos sobre as trocas de produtos defeituosos. Outra novidade é que as companhias que abrirem processo de chamamento fora do País, mas que também comercializem o produto no Brasil, passam a ter de informar ao ministério se o problema poderá afetar as unidades vendidas aos brasileiros – o que não ocorre atualmente. A portaria ainda exige maior clareza sobre as implicações do defeito identificado no produto. A norma é resultado do esforço das entidades de defesa do consumidor, para evitar mensagens confusas, com uso de eufemismos. "Nos EUA, por exemplo, eles dizem 'podendo ocasionar a morte'. Aqui no Brasil, eles dizem "podendo comprometer de forma séria a saúde do consumidor'. Não eram diretos", afirma o diretor do Procon -SP. (Folhapress)
Entrega do produto ou serviço O prazo de entrega do produto ou execução do serviço deve ser especificado clara e corretamente, bem como todos os custos envolvidos, como valor do frete (se houver) e taxas sobre produtos importados. Nos casos em que o produto não é entregue diretamente aos consumidores, devendo, por exemplo, ser retirado em determinada agência do correio, mediante pagamento de taxa, o consumidor deve ser informado dessa condição. Todos os produtos devem ser entregues com a Nota Fiscal, na qual serão discriminados os produtos adquiridos, os valores de frete e impostos.
Atenção
Paulo, o o de São No Estad ado a dar or é obrig forneced idor de o consum a opção a rno da data e tu escolher o produto entrega d dual (Lei Esta adquirido 9). 13.747/0
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Política de Troca É importante que a empresa disponibilize, em seu site, informações detalhadas sobre sua política de troca, que deve estar adequada às normas do Código de Defesa do Consumidor. Se o consumidor for bem informado sobre a política da empresa e, principalmente sobre seus direitos, a chance de mal entendidos e reclamações tende a diminuir bastante.
Prazo de reflexão O consumidor que compra um produto ou contrata um serviço pela Internet tem direito a se arrepender da compra ou da contratação, sem a necessidade de justificativa. O prazo para a desistência é de 07 (sete) dias, contados a partir da contratação ou do recebimento do produto ou serviço Se houver desistência da compra nesse prazo, o fornecedor deve cancelar a venda e devolver ao consumidor qualquer quantia eventualmente paga. Também não deve repassar ao consumidor as despesas com a devolução do produto (frete, por exemplo).
Responsabilidade no caso de vício do produto ou serviço No prazo de garantia legal – 90 dias para produtos ou serviços duráveis e 30 dias para os não duráveis – todos os fornecedores (o fabricante, produtor, importador, distribuidor e o comerciante, dentre outros) são solidariamente responsáveis pelo vício que o produto ou serviço apresentar. Para o caso de vício que seja visível de imediato, o prazo de garantia começa a valer a partir da entrega do produto ou da conclusão do serviço. Nos casos em que o vício só aparece com a utilização do produto ou serviço, o prazo começa a contar a partir do momento em que o consumidor constata o problema. É comum encontrarmos nos sites de lojas virtuais instruções para que o consumidor entre em contato diretamente com a assistência técnica ou com o fabricante em caso de problemas com o produto ou serviço. Essa tentativa do comerciante de se esquivar da responsabilidade não é admitida pelo Código de Defesa do Consumidor.
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Publicida Legal
A Internet representa, hoje, um dos meios mais utilizados para a produção e troca de informações e para comercialização de produtos e serviços. O Comércio Eletrônico ocupa cada vez mais espaço na vida dos consumidores e dos fornecedores, e a relação que se estabelece nessa modalidade tem características particulares que merecem atenção. Nesta publicação, o PROCON-SP traz informações e dicas que visam contribuir para a prevenção dos principais problemas ligados à comercialização de produtos e serviços em geral e pelo comércio virtual, em particular, quanto aos direitos do consumidor.
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Sites de Compra Coletiva O mercado de compras coletivas cresce de forma gigantesca, e os fornecedores de produtos e serviços vêm se utilizando dessa nova modalidade para divulgar seus produtos e alavancar suas vendas. O mecanismo é simples: os sites de compras coletivas reúnem ofertas de estabelecimentos comerciais, tais como restaurantes, lojas de varejo, clínicas de estética, agências de turismo, teatro e outros, anunciando descontos. A ativação da compra é condicionada a um número mínimo de consumidores que aderem à oferta num prazo
determinado. Se não for atingido o número mínimo de participantes, a oferta será cancelada e o dinheiro devolvido ao consumidor. Se for atingido, efetiva-se a compra e o consumidor recebe um cupom para a retirada do produto ou a utilização do serviço. Os fornecedores associados aos portais de compras coletivas devem tomar alguns cuidados para não desrespeitar os direitos do consumidor: Qualquer promoção deve ser
verdadeira, o que quer dizer que o consumidor não deve ser levado a acreditar, por exemplo, que um produto ou serviço está sendo vendido com 80% de desconto de seu preço usual, quando, na verdade, o desconto é só de 10%. O regulamento das promoções deve ser claro e deve conter, no mínimo, as seguintes informações: especificações do produto ou serviço que está sendo ofertado; validade da promoção; se há restrição de dias e horários para a utilização do cupom ou “voucher” e se há necessidade de agendamento (no caso de prestação de serviço) e quais as condições de cancelamento. Deve, ainda, informar claramente qual é o número mínimo de participantes para validar a oferta e quantas pessoas já aderiram a ela. O prazo de reflexão e o direito ao arrependimento também se aplicam às compras coletivas. Sempre que o fornecedor não cumprir a oferta (não entregar o produto, não realizar o serviço ou entregar algo diferente do que foi pedido) e o consumidor tiver pago sua compra através do cartão de crédito ou de sites de intermediação de pagamento, ele poderá solicitar diretamente a estes o cancelamento da compra e o estorno do valor pago, caso não consiga ter acesso ao fornecedor.
Atenção
O valor d o produto oferta do for d n o e c n e a d p o á r gina inicia deve ser idê l do site nas págin n t ic o a o valor in as seguin formado te s deslocad e q u a n do o pro o para o duto é “ c a r r in Tudo que ho de co é ofe mpras”. r t a d É direito o d eve ser c do consu umprido. cump mido r r e id x a ig e ir x a q t ue a ofer ta seja isso não fo amente como foi anunciad r possíve a. E q l, ele p o produto o d e r á optar pela uando u do serv troca do e iç q u o iv a a n le u n n ciado por te, ou ain da, quand outro comp o ra fo o r u o o c c aso, canc ontrato e elar a ex ig ir a pago d e volução d o que A escolha u, devidamente co rrigido. será sem pre ain d d a o , c in o g n r s essar na umidor q Justiça p ue poder perd ed á, in a s d e o d in a d n eniza o os (m ç a ã t e r por ia is e/ou m eve n orais) qu t u a lm e nte tenha e sofrido.
Entrega do contrato nas vendas virtuais ou a distância Desde 01/09/2011, todas as empresas que atuam no Estado de São Paulo são obrigadas a encaminhar ao consumidor, por escrito, até o décimo quinto dia útil após a efetivação da contratação, os contratos firmados verbalmente por meio de Call Center, Internet ou outras formas de venda a distância (Lei Estadual 14.516/11). A entrega de uma via do contrato é dever do fornecedor e um direito fundamental dos consumidores. Não fornecer o contrato é privar o consumidor de um de seus mais preciosos direitos: o direito à informação. Portanto, é também, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, uma prática abusiva e, logo, proibida e passível de sanções.
se Lembre-
al contratu A relação e s necedore entre for ser ores deve consumid a aseada n sempre b e , equilíbrio harmonia boa-fé.
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PROCON PARCEIRO 7 Imagens: SXC e FreeDigitalPhotos.net
Os produtos e serviços devem ser oferecidos com informações corretas e claras sobre as suas características, preço, garantia, dados do fabricante e eventuais riscos que possam apresentar. A voltagem dos eletroeletrônicos, por exemplo, é informação essencial, já que no Brasil ela não é fixa, variando de região para região. Toda publicidade que contenha informações falsas sobre o produto ou serviço, ou que seja capaz de confundir o consumidor sobre suas características, pode ser considerada publicidade enganosa. Também pode ser enganosa a publicidade que não informa dados essenciais do bem que está sendo comercializado.
Visite o site e o blog do Procon São Paulo e encontre estas e outras informações especialmente dedicadas à orientação de fornecedores www.procon.sp.gov.br http://educaproconsp.blogspot.com/ A utilização do cupom de desconto não autoriza tratamento diferenciado do consumidor em relação aos outros clientes. Para as promoções realizadas por restaurantes ou lanchonetes, em sites de compra coletiva, o pagamento da taxa de serviço dos restaurantes (ou “gorjeta”) continua sendo opcional. O consumidor decide se quer pagar ou não.
Oferta dos produtos e serviços A identificação da empresa que pratica o comércio virtual deve ser correta, clara e completa. Deve permitir que o consumidor encontre facilmente, no site, informações como razão social, CNPJ, cadastro em órgãos competentes, endereço, telefone e outras formas de contato, além do e-mail.
Identificação do fornecedor A empresa que se utiliza da Internet para comercializar seus produtos e serviços deve assegurar um ambiente virtual seguro, de modo a preservar a qualidade e segurança da transação eletrônica e a confidencialidade dos dados pessoais do consumidor. Há no mercado profissionais especializados em segurança da informação, que podem ajudar, mas o fundamental é investir na capacitação de todos os funcionários para que zelem pelo cumprimento das regras de segurança adotadas pela empresa.
A não obs ervância d as regras acima con stitui viola legislação ção à e sujeita o s in fr atores a processo a dministra sancionató tivo rio, poden do culmin na aplicaç ar ão de sanç ões descri no Código tas de Defesa do Consumid or, como a multa.
ATENÇÃO
Os sites d e compra coletiva t ambém t êm responsa bilidade p e los produtos e serviço s que anunciam .
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Lembre-se
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Existe uma tendência a acreditar que se falar com alguém, você vai perder tempo ou ser convencido a comprar algo desnecessário. Ricardo Quintero, da Clinique
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John Van Beekum/NYT
Tecnologia em vez de vendedores Lojas equipadas com TVs, iPads e tablets, para atender uma geração de consumidores criada com o Google e o comércio virtual, já são realidade.
Apesar de muitos consumidores gostarem de tocar, sentir e experimentar a mercadoria, informações a mais obtidas online também ajudam a decidir a compra.
Stephanie Clifford*
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uando Nadia Karim vai fazer compras, ela não espera pelos vendedores. Nadia guarda itens de aplicativos e sites no celular como se fosse uma lista de compras. E enquanto procura numa loja – recentemente na Sam Edelman, da Nordstrom – usa o telefone para conferir os estilos em concorrentes como a Macy's. "Sinceramente, como faço muitas compras, às vezes acho que conheço as marcas melhor do que alguns funcionários", disse Karim, 26 anos, analista da Intel em Phoenix, Estados Unidos. Para uma geração de consumidores criados com o Google e o comércio virtual, a resposta a "precisa de ajuda?" é cada vez mais um sonoro "não", mesmo em varejistas como a Nordstrom, que ganharam fama com o atendimento ao consumidor. Porém, em vez de ficar na defensiva, algumas lo-
Stuart Isett/NYT
jas e marcas estão aceitando a mudança e criando novos toques pessoais que contam com aparelhos, e não vendedores. A Bobbi Brown tem televisões de tela sensível para demonstrar olhos esfumaçados perfeitos, algo que antes era domínio exclusivo dos maquiadores. A loja de calçados de LeBron James, em Miami (EUA), tem 50 iPads para descrever as mercadorias. A Macy's está testando estações de cosméticos nas quais tablets trazem resenhas e dicas. E na C. Wonder, os compradores usam um touchpad para personalizar a iluminação e a música nos provadores (também existe um botão caso, como antigamente, precisem pedir alguma ajuda). O autosserviço, iniciado anos atrás nos supermercados, progrediu ao ponto em que os compradores podem passear por lojas inteiras sem ter de falar que só estão dando uma olhadinha.
Mais acessível – As empresas estão adotando tecnologia porque ela ficou barata a ponto de ser viável e porque a Apple e outros fabricantes de tablets e telas sensíveis estão aumentando o trabalho de vendas. As lojas também não querem se arriscar a perder os clientes que não estão felizes em comprar em casa, mas mesmo assim preferem recomendações da Pinterest, resenhas da Zappos e feedback da Fashism a interagir com alguém que está atrás do balcão. "Existe uma tendência a acreditar que se falar com alguém, você vai perder tempo ou ser convencido a comprar algo desnecessário", disse Ricardo Quintero, gerente-geral mundial de desenvolvimento de mercado da Clinique, que usa telas sensíveis nos balcões. "A tecnologia está reduzindo a pressão." No caso da Nordstrom, os clientes surpreenderam a loja. A Nordstrom lançou um apli-
cativo no fim do ano passado esperando que as pessoas o utilizassem de forma remota para comprar artigos enquanto assistiam TV ou esperavam o trem. Além disso, no entanto, os consumidores usavam o aplicativo para comprar dentro da Nordstrom em vez de abordar um vendedor. "A maneira pela qual o cliente está definindo o serviço e a forma como deseja que este seja prestado estão mudando rapidamente, em boa medida em função da tecnologia", afirmou Erik Nordstrom, presidente de lojas da Nordstrom. "Muitos consumidores gostam de tocar, sentir e experimentar a mercadoria, sem abrir mão da informação obtida online." A Nordstrom instalou Wi-Fi na maioria das lojas, em parte porque o aplicativo funcionaria mais rápido, e está testando estações de carregamento e grupos de iPads e computadores em algumas unidades. Ela não limita o que as pessoas po-
dem fazer nos aparelhos das lojas, explicou Nordstrom. "Queremos ter lojas relevantes, ser um lugar útil para as pessoas visitarem, quer estejam comprando ou parando para checar o e-mail." Segundo analistas de varejo, a verdade é que empresas de todos os tipos não têm escolha além de acomodar os clientes acostumados a fazer pesquisa sozinhos – e que preferem que seja assim. A arena multiuso Quicken Loans, de Cleveland, agora dá os visitantes dos camarotes um iPad para que estes peçam comida e bebida diretamente com ele. Já o Aloft Hotels, divisão da Starwood, instalou tablets no lugar de recepções. A troca dos vendedores por telas também tem críticos. Algumas pessoas se preocupam com os empregos, embora as lojas digam que por ora não estão demitindo funcionários para instalar contrapartes digitais. E Sherry Turkle, professora do Instituto de Tecnologia de Mas-
sachusetts, disse que os compradores perderam algo intrínseco da experiência humana ao evitar os vendedores. "A questão não é ter saudade dos velhos tempos, mas nos perguntar que tipo de sociedade queremos", afirmou Turkle, autora de "Alone Together", livro sobre a relação das pessoas com a tecnologia. Para ela, com a tecnologia substituindo a interação humana, "fica excluída grande parte da riqueza, da desordem e das exigências de ter de lidar com pessoas". Karim, a consumidora de Phoenix, afirma não evitar todos os vendedores e, sim, que a tecnologia lhe deu a liberdade de ser exigente. Por exemplo, ela ainda gosta de bater papo com as vendedoras de maquiagem e ouvir sugestões pessoais. "É legal ver as coisas pessoalmente, tocar os tecidos, experimentar os sapatos. É uma experiência social." *The New York Times
Stuart Isett/NYT
Muitas lojas já adotaram a nova tendência como diferencial e oferecem tecnologia para auxiliar os consumidores a escolher os produtos, até porque ela ficou barata e se tornou viável.
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A expectativa do Procon-SP com o ranking online é impelir as empresas a não querer estar nele. Paulo Arthur Góes, do Procon-SP
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Como está de reclamação a sua empresa? Ranking online do Procon-SP e projeto de lei vão deixar as empresas mais expostas
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O QUE DIZ O CDC Artigo 44 Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. § 1° É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado. § 2° Aplicam-se a este artigo, no que couber, as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do art. 22 deste código.
O ranking online não se restringe às reclamações fundamentadas, mas a todos os atendimentos.
Divulgação
Procon-SP, no Dia do Consumidor, comemorado na quinta-feira, dia 15, anunciou que disponibilizará diariamente em seu site um ranking online divulgando em tempo real o nome das 30 empresas que mais geram reclamações, assim como os índices de solução e as principais irregularidades. Os primeiros dados foram consolidados a partir de 1º de janeiro e todos os dias serão atualizados. "O ranking online não se restringe às reclamações fundamentadas, mas a todos os atendimentos", acrescenta Paulo Arthur Góes, diretor executivo da instituição. A expectativa do Procon-SP com o ranking online, conforme Góes, é impelir as empresas a não querer estar nele. "Isso significa que elas terão de mudar seus processos de gestão de conflitos para evitar que o consumidor chegue à instituição." A exposição negativa das empresas em razão de reclamações de consumidores pode não parar aí. Também na semana passada, o deputado estadual Fernando Capez apresentou na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 81/2012, que, se convertido em lei, obrigará as companhias "a fixar a relação das empresas reclamadas em local de fácil visualização ao consumidor e atualizada mensalmente". Quem descumprir a determinação será multado de 10 a 100 Ufesps, "de acordo com a gravidade da infração, a vantagem alcançada e a condição econômica do fornecedor". O valor arrecadado será revertido para o Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos. Conforme publicou o deputado em seu site, a sugestão desse projeto de lei foi da dire-
PAULO ARTHUR GÓES, DO PROCON-SP
toria do Procon-SP e os objetivos são dar maior visibilidade ao ranking produzido pela Fundação há 20 anos e punir as companhias com pior atendimento. Para Capez, "a medida é o primeiro passo para a criação de um selo de responsabilidade que poderá conceder benefícios fiscais". Danos – O ranking online do Procon-SP mais a fixação de cartazes com os nomes das empresas reclamadas somam-se às milhares de reclamações que diariamente os consumidores postam em sites e nas redes sociais. Vladimir Valladares, diretor da V2 Consulting, chama a atenção para as reclamações que se tornam públicas e, consequentemente, incontroláveis, gerando danos imprevisíveis para as empresas. "Tanto as reclamações recebidas diretamente pela empresa como as advindas do Procon podem ser administradas pelas empresas de modo a controlar os seus efeitos e desdobramentos em níveis aceitáveis para empresários e dirigentes. As públicas, não", acrescenta. Na visão dos empresários, explica Valladares, enquanto
uma reclamação é tratada diretamente com a empresa ou pelo Procon, ela é vista somente como um custo operacional. Algo indesejável, mas controlável e que acaba sendo absorvido no orçamento das empresas. Na medida em que as coisas se tornam públicas e envolvem risco de dano à marca, uma simples reclamação se torna potencial redutora de receitas futuras, o que é uma ideia assustadora para qualquer dirigente que, via de regra, tem metas anuais crescentes de faturamento. "A estatística sempre foi uma parceira das empresas no sentido de se planejar e controlar volume de reclamações. No entanto, com as reclamações sendo publicadas e multiplicadas em 'real time' por um infindável número de consumidores podem fazer com que uma simples reclamação – de um simples consumidor, que comprou um produto pela primeira vez, consumidor este que não estaria entre os mais importantes para a empresa em função do histórico de consumo – destrua uma imagem que exigiu investimentos altíssimos para a sua formação e consolidação."
Procons publicam cadastros
O
s Procons de quase todo o País publicaram na semana passada os Cadastros de Reclamações Fundamentadas, seguindo as determinações do artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Eles apresentam um raio-X do comportamento das empresas no ano anterior e servem como ferramenta de informação tanto para quem compra quanto para quem vende. (Os números podem ser consultados nos sites de cada Procon). Para o consumidor, os cadastros são um indicador de como a empresa trata uma reclamação registrada no órgão público de defesa do consumidor, e essa informação pode influenciar na decisão de compra de outro cliente se este, na hora de adquirir produto ou serviço, resolver pesquisar o cadastro, disponível nos sites dos Procons. A divulgação do cadastro – que normalmente dá muita mídia – é o momento de a empresa apresentar, de forma transparente, seu compromisso público de correção dos conflitos. Para alguns consultores, o fato negativo de estar entre as reclamadas pode se transformar em uma ação positiva sob os olhares do consumidor. Se no ano seguinte esse compromisso for concretizado em redução de reclamações registradas, as companhias deveriam usar essa informação para mostrar ao seu cliente ou possível
Fique por dentro ROTULAGEM
SUSPENSÃO
FALSOS FISCAIS
A correta informação ao consumidor, conforme o deputado Francisco Araújo (PSD-RR), "é o princípio basilar da legislação de consumo". Para garantir esse direito do consumidor, o deputado apresentou o Projeto de Lei 3187/12, proibindo propaganda comercial que utilize imagens meramente ilustrativas, que não expressem com exatidão o produto ou serviço ofertado. A prática é equiparada à publicidade enganosa. Para o deputado, as imagens apresentadas tanto nas embalagens quanto nas peças publicitárias precisam atender ao princípio da correta divulgação, para evitar que o consumidor seja enganado. A proposta inclui a medida no Código de Defesa do Consumidor (CDC). O PL será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e pelo Plenário.
A B2W garantiu na Justiça o direito de não cumprir as determinações do Procon-SP, divulgadas no Diário Oficial do Estado do último dia 14, suspendendo as atividades de e-commerce por 72 horas a partir do dia 15 dos sites Americanas.com, Submarino e Shoptime. A empresa recorreu também multa de R$ 1.744.320.
Também em comemoração ao Dia do Consumidor, o Inmetro lançou filme no canal do Instituto no YouTube sobre a ação de falsos fiscais, na nova série "Consumidor Consciente". O objetivo é conscientizar sobre a ação de pessoas que usam o nome do Instituto para entrar em residências e cobrar altos valores pela troca de produtos certificados, como, por exemplo, reguladores e mangueiras de gás de cozinha. Esse tipo de golpe compromete a segurança do usuário e a imagem do Inmetro.
RECALL Em comemoração ao Dia Mundial do Consumidor (15 de março), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lançou o primeiro sistema de alertas rápidos de recall da América Latina. A partir de agora, a comunicação
das campanhas será feita de forma eletrônica, o que permitirá aos consumidores se cadastrarem e receberem em seus correios eletrônicos informações sobre os chamamentos.
Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br
cliente que têm buscado a redução de conflitos, conquistando credibilidade, respeito e demonstrando eficiência. As empresas sempre dizem que seu produto é bom, seu serviço é ótimo, seu atendimento é excelente etc, lembram esses consultores. Mas poderiam ser mais eficazes se dissessem tudo isso utilizando os relatórios elaborados pelos órgãos de defesa do consumidor. Não seriam elas que estariam ressaltando seus pontos positivos, mas o próprio consumidor a partir do momento em que não registrou reclamação nos Procons contra elas ou, se registrou, foi num número bem pequeno. Para Vladimir Valladares, da V2 Consulting, "o cadastro de reclamações do Procon ainda é um referencial para a leitura da insatisfação do consumidor, mas que vem perdendo gradativamente a sua importância na medida em que as redes sociais e outros canais gratuitos de registro de reclamações se mostram mais acessíveis e mais eficazes para que o consumidor consiga a resolução do seu problema." Conforme o consultor, isso não tem nada a ver com a limitação de capacidade de atendimento pelo Procon, mas deriva do poder que as reclamações postadas na internet têm para danificar a imagem de uma empresa com uma extensão inimaginável.
Consumidor levou R$ 10 de indenização
S
omente R$ 10 foi o que o 2º Juizado Especial Cível de Taguatinga estabeleceu de indenização por dano moral a um consumidor que entrou com ação judicial após disparar o alarme na saída de uma loja. Conforme o juiz Germano Crisóstomo Frazão, o incidente não justifica um valor maior. Em sua ação, o consumidor alegou que após pagar as compras, ao deixar o estabelecimento, o alarme que não foi retirado soou duas vezes, o que lhe causou constrangimentos. O juiz considerou procedente a indenização por dano moral, fixando o valor em R$ 10. Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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25 LIBERTADORES Corinthians joga na quarta e Santos na quinta. Pág. 26
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FÓRMULA 1 Temporada começa com vitória de Button na Austrália. Pág. 27
Ricardo Saibun/AE
Vitória por 3 a 2 no clássico contra o Santos, de Fucile, faz o São Paulo, do lateral Cortez, saltar para a vice-liderança. Agora, o Tricolor está na frente do Corinthians, do próprio Santos e atrás apenas do líder Palmeiras
VOLTA POR CIMA Nelson Antoine/AE
Nelson Antoine/AE
Ricardo Nogueira/Folhapress
Casemiro, Luis Fabiano e Lucas fizeram os gols que deram ao São Paulo a vice-liderança do Campeonato Paulista e sua primeira vitória em clássicos neste ano: 3 a 2 no Santos, no Morumbi
P
or um momento, o são-paulino Lucas chegou a pensar em pedir para ser substituído, cansado. Sorte da torcida do São Paulo que ele mudou de ideia. Ao fazer o gol da vitória sobre o Santos por 3 a 2, domingo, no Morumbi, o meia transformou-se no herói da partida. Ainda terminou com a faixa de capitão, passada por Luis Fabiano. ”Acho que vai demorar para eu vesti-la de novo. Foi um dia muito feliz para mim”, comemorou o craque. “Mas essa faixa já tem dono, é do Luis Fabiano e do Rogério Ceni. Uma responsabilidade grande em usar.” Foi mesmo uma grande volta por cima do São Paulo, que voltou a ganhar um clássico (o último havia sido contra o próprio Santos, 4 a 1, pelo Brasileiro, em dezembro do ano passado) e do próprio Lucas. Ele deitou e rolou no Morumbi. Foi objetivo na maioria das vezes, como o técnico Leão não se cansa de pedir. E também abusou de alguns lances individuais, que se mostraram eficientes. Foi de tanto correr que por pouco Lucas não deixou o campo antes do fim. “Pensei em sair, mas tirei forças de onde nem tinha mais”, contou. “Estava muito cansado e tive de ir para o sacrifício.” A força de vontade o coroou com o gol da vitória aos 41 minutos do segundo tempo, que
quase não saiu. “Tive de consertar o passe errado que dei pro Cortez porque joguei a bola muito atrás para ele. Mas estava na hora certa e consegui ajudar a equipe”, contou sobre o lance. “A emoção é muito grande, fui mancando para co-
memorar. Tive de superar para seguir em campo.” O triunfo, diz Lucas, fará o São Paulo crescer ainda mais na competição. “Dá mais confiança para o time. E quem duvidada da gente já não duvida mais”, falou, lembrando não
haver nenhuma rusga entre ele e Leão. “Meu ambiente aqui sempre foi muito bom. Estamos unidos e mostramos isso em campo.” Já o técnico teve motivos em dobro para ficar “muito satisfeito” com a vitória. A felicida-
de vem não apenas pelo fato de o time ter feito uma grande partida (a sua melhor no ano), vencido um rival direto e encerrado a sina de não vencer clássicos . Mas também porque Lucas, bastante criticado por ele uma semana antes, fez uma
partida memorável. “O São Paulo fez um jogo excelente. Estou muito satisfeito. Satisfeito em como o time correu, como o time se empenhou, como se abraçou depois dos gols, como o Lucas se empenhou”, disse o treinador. Diante de tantos elogios, sobrou crítica só à atuação do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, por conta da expulsão de Rodrigo Caio, no começo do segundo tempo. “Quem fez falta primeiro foi o Neymar nele. O toque que ele deu foi menor do que o Lucas deu no Neymar, que nem falta foi e também foi sem querer.” O sexto gol de Luis Fabiano em três partidas, embora marcado de pênalti, também dá a certeza à torcida do São Paulo de que o centroavante voltou. “Espero que este jogo seja um marco e uma virada para voltarmos a conquistar títulos neste ano”, disse ele. “Vamos manter a humildade e os pés no chão, mas acho que desse jeito o São Paulo é forte candidato a buscar o título.” Do lado do Santos, o técnico Muricy Ramalho também não deixou de comentar a excelente partida feita por Lucas e o comparou com Neymar. “São jogadores que estão no Brasil ainda e mostram que não precisa sair para ser um grande jogador”, lembrou, cutucando Mano Menezes, técnico da Seleção, que estava no Morumbi.
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Só tenho que provar a mim mesmo que posso reconquistar a titularidade.” Emerson, do Corinthians
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LIBERTADORES
PELO MUNDO
PELA LIDERANÇA Mauro Horita/AE
Mauro Horita/AE
C
orinthians e Santos voltam a campo no meio desta semana. Em jogo, a liderança de seus grupos na Libertadores. Na quarta-feira, no Pacaembu, o Corinthians, segundo colocado do Grupo 6 com 5 pontos, recebe o Cruz Azul, do México, líder com 7. Tem, portanto, a chance de ultrapassálo em caso de vitória. Na quarta passada, no México, os dois times empataram por 0 a 0. Na quinta, será a vez do Santos, segundo colocado do equilibrado Grupo 1 pelos critérios de desempate, com 6 pontos e saldo de 3 gols (contra 5 do líder Inter e -3 do The Strongest, da Bolívia, terceiro colocado), enfrentar o Juan Aurich, na Vila Belmiro. Na quinta passada, no Peru, o Santos ganhou por 3 a 1. Agora, em casa, contra o último colocado do grupo, tem a chance de aumentar seu saldo, já sabendo o resultado do jogo entre The Strongest e Inter, que jogam na quarta, em La Paz. Entre outros brasileiros, o Vasco, quarta, recebe o Libertad, do Paraguai, pelo Grupo 5. Domingo, em Ribeirão Preto, pelo Paulista, o Corinthians resolveu poupar todos os titulares para o jogo de quarta, pela Libertadores. “Um grupo de trabalho sempre depende do outro”, prega o técnico Tite. “Claro que jogar uma Libertadores motiva.” Já o Santos utilizou todos os titulares que tinha à disposição na derrota de domingo por 3 a 2, para o São Paulo, no Morumbi. “A gente jogou porque tinha um compromisso pela frente e é complicado não utilizar os melhores”, justificou o treinador santista.
Na quarta, Corinthians, de Liedson, recebe o Cruz Azul-MEX. Na quinta, Santos, de Neymar, joga em casa com o Juan Aurich-PER
Corinthians cai para terceiro mas comemora elo Campeonato Paulista, o Corinthians precisava da vitória para permanecer na liderança, mas ficou no empate por 3 a 3 com o Comercial,domingo, em Ribeirão Preto, e caiu para o terceiro lugar . O resultado, porém, acabou sendo comemorado pelo time de reservas (nenhum titular absoluto esteve em campo), pois a equipe reagiu no final, após estar perdendo por 3 a 1 até os 44 minutos do segundo tempo. O primeiro tempo terminou empatado por 1 a 1, gols de Elton, para o Comercial, aos
30, e Emerson, para o Corinthians, de pênalti, aos 35 minutos. Na segunda etapa, Fabão, aos 6, e Wellington, aos 31, chegaram a fazer 3 a 1 para o Comercial, mas Gilsinho, aos 44, e Ramón, aos 47 minutos, empataram. O atacante Emerson foi o único a sobressair no teste promovido pelo técnico Tite. Autor de um dos gols, ainda acertou duas vezes o travessão do goleiro Alex Santana. O desempenho do jogador, que se recuperou de lesão no púbis, somado à má fase de Liedson e Jorge Henrique, o
Lateral-esquerdo reserva, Ramón festeja o empate em Ribeirão
credencia a uma vaga no time que vai encarar o Cruz Azul, na quarta. “Tenho 33 anos e, enquanto achar que consigo, vou brigar para jogar. Tenho que provar que posso. Não dá
para deixar de respeitar todos os outros jogadores, mas tenho de provar que estou bem para recuperar a titularidade. E vou continuar trabalhando para isso”, afirmou.
COPA DO BRASIL
Pela classificação L
íder no Campeonato Paulista (leia mais ao lado), o Palmeiras joga por um empate contra o Coruripe-AL, quarta-feira, para enfrentar o Horizonte-CE na segunda fase da Copa do Brasil. O jogo será no Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí, e só se realizará porque na partida de ida, na quarta-feira passada, em Maceió (AL), o Alviverde não conseguiu fazer o segundo gol, que eliminaria a necessidade do confronto: venceu por apenas 1 a 0. O técnico Luiz Felipe Scolari já avisou que, por enquanto, não quer saber do Corinthians, rival de domingo no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. O treinador pede foco total para o confronto contra o Coruripe, de Alagoas, na quarta. “O jogo de quarta é o mais importante para nós”, avisou. “Se perdermos o clássico não vamos ser eliminados no Paulista. Já se perdermos para o Coruripe estaremos fora da Copa do Brasil”, comparou Felipão, que também disse esperar uma melhora do time em rela-
s vitórias de Milan e Juventus, fora de casa, no sábado, mantiveram a diferença de quatro pontos que separa a equipe de Milão da de Turim na liderança do Campeonato Italiano. Jogando em Parma, o Milan fez 2 a 0. Em Firenze, a Juventus goleou a Fiorentina: 5 a 0. No domingo, a Lazio perdeu para o Catania por 1 a 0, fora de casa. Só não perdeu a terceira posição porque Udinese (quinta colocada) e Napoli (quarto) empataram entre si, por 2 a 2. A posição é importante porque garante a repescagem da Copa dos Campeões da próxima temporada. A Inter de Milão, eliminada da competição europeia pelo Olympique de Marselha na terçafeira passada, está cada vez mais longe de conseguir vaga para algum torneio continental na temporada 2012/2013: ficou no 0 a 0 com a Atalanta, em casa, e é apenas a sétima colocada .
Empate do Real em casa anima Barcelona nfim caiu, de 10 para 8 pontos, a diferença entre Real Madrid e Barcelona, líder e vice-líder do Campeonato Espanhol. Um gol de falta de Cazorla, já nos acréscimos, decretou o empate do Málaga por 1 a 1, em pleno Estádio Santiago Bernabeu. O Real abriu o placar ainda no primeiro tempo, com Benzema, mas depois parou. Kaká atuou durante os 90 minutos e deu boas assistências, inclusive para Cristiano Ronaldo, que desperdiçou a chance de fazer o segundo gol. O resultado dá novo ânimo na busca do tetracampeonato ao Barcelona, que no sábado venceu o Sevilla por 2 a 0, fora de casa, com mais um golaço de Messi. Ele recebeu a bola perto da área, passou a bola por entre as pernas de um adversário e encobriu o goleiro para fechar o placar. Faltando onze rodadas para o final do campeonato, o Real Madrid tem 71 pontos. O Barcelona tem 63. O confronto entre os dois está marcado para o dia 22 de abril, no Camp Nou.
Manchester United mantém ponta
Wagner Carmo/AE
Em primeiro no Paulista
A
No jogo de quarta contra o Coruripe-AL, em Jundiaí, Palmeiras de Valdivia precisa apenas de um empate
ção às últimas duas partidas, as vitórias apertadas por 1 a 0 contra o próprio Coruripe, na Copa do Brasil, e por 2 a 1 com a Ponte Preta, pelo Paulista, em que a equipe chegou a abrir vantagem por 2 a 0 mas depois acabou se complicando.
“A gente vinha tendo equilíbrio em todos os jogos. Aí, contra o Coruripe, iniciamos na frente e tivemos dificuldades. Contra a Ponte também. Mas muitas vezes surpreendemos no começo e o adversário se posta muito bem depois, não
dando mais chances pra gente”, avaliou Felipão. Também na quarta, pela Copa do Brasil, a Portuguesa recebe o CuiabáMT no Canindé, a Ponte joga com o Sapucaiense-RS em Campinas e o Paulista vai a Goiânia, enfrentar o Goiás.
vitória de sábado por 2 a 1 sobre a Ponte Preta acabou valendo ao Palmeiras a liderança do Paulista. No domingo, o então líder Corinthians, jogando com um time de reservas, não foi além do empate por 3 a 3 com o Comercial, em Ribeirão Preto. Os gols do Palmeiras no Pacaembu foram marcados pelo lateralesquerdo Juninho, logo aos 2 minutos, e pelo volante Marcos Assunção, de falta, aos 11. Ferron descontou para a Ponte Preta ainda no primeiro tempo, aos 37 minutos. “O meu começo de carreira está sendo maravilhoso e espero que o ano continue assim”, festejou Juninho. “Esse gol coroa minha adaptação aqui no clube.”
PELO BRASIL
No clássico da rodada pelo
A
E
Célio Messias/AE
P
Diferença mantida entre Milan e Juve
Wallace Teixeira/AE
Fim de semana de
Campeonato Carioca, o
goleadas no Campeonato
Botafogo fez 3 a 1 em um
Gaúcho. No sábado,
time de reservas do Vasco,
o Internacional massacrou
com três gols de Fellype
o Juventude no Beira-Rio:
Gabriel (Felipe Bastos
7 a 0, com dois gols de
descontou para o Vasco).
Leandro Damião. No
O Flamengo venceu o
domingo, foi a vez do
Friburguense (1 a 0). No
Grêmio fazer 4 a 1 no
sábado, o Fluminense
Veranópolis, mesmo
perdeu do Macaé (3 a 1).
jogando fora de casa.
Wesley Santos/AE
T
rês dias após a eliminação na Liga Europa, diante do Athletic Bilbao, o Manchester United acabou com qualquer sinal de ressaca e goleou o Wolverhampton por 5 a 0, fora de casa, mantendo a liderança do Campeonato Inglês - que foi considerado pelo técnico Alex Ferguson como prioridade após a eliminação na fase de grupos da Liga dos Campeões. O mexicano Chicharito Hernandez marcou duas vezes, e Evans, Valecia e Welbeck completaram o massacre, que levou o United a 70 pontos, quatro à frente do rival Manchester City, que só volta a jogar na quarta-feira, diante do Chelsea. A partida do City, que também está fora da Liga Europa, batido peloo Sporting, foi adiada porque o Chelsea tinha compromisso pelas quartas de final da Copa da Inglaterra. E o time azul, embalado pela classificação para as quartas de final da Liga dos Campeões, com a vitória por 4 a 1 sobre o Napoli, na prorrogação, não quis saber de zica e goleou o Leicester por 5 a 2. O destaque foi o espanhol Fernando Torres, que marcou dois gols e espantou uma seca de cinco meses e mais de 1.500 minutos em campo.
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27 Eu e o Felipe nos enroscamos e não deu para evitar a batida. Foi acidente.” Bruno Senna
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COMEÇOU À TODA O
GP da Austrália abriu a temporada da Fórmula 1 fazendo jus a todas as expectativas dos fãs. Algumas mudanças e surpresas na relação de forças, boas disputas por posição, acidentes para animar a madrugada de quem via pela TV e, no fim, a vitória justa e merecida de Jenson Button, que assumiu a ponta logo na primeira curva, ao superar seu companheiro Lewis Hamilton, conduziu sua McLaren com a classe de sempre e não deixou mais a liderança escapar. Como em 2009 e 2010, o britânico abriu a temporada no alto do pódio. “Essa vitória prova como uma boa pré-temporada é importante. As horas extras que fizemos em cima do carro vale-
Thorsten Blackwood/AFP
ram a pena, e ainda podemos melhorar muito”, afirmou Button. A McLaren provou ter um carro rápido e confiável, combinação que não havia funcionado no começo dos dois últimos anos. “Não foi o meu dia. Estou desapontado, mas foi bom ver que temos um grande carro não só no treino, mas também na corrida”, completou Lewis Hamilton, que largou na pole e chegou em terceiro, ultrapassado também por Sebastian Vettel. O bicampeão provou na corrida que não é só um rostinho bonito ao volante de um carro espetacular. A Red Bull se mostrou confiável na corrida, mas pouco veloz no treino, e o alemão largou apenas em sexto. “Estou muito feliz, porque o segundo lugar era o máximo
que poderíamos. São pontos importantes e acho que o carro tem muito potencial para crescer nos treinos”, disse. Na Ferrari, a corrida confirmou algumas impressões do ano passado e da pré-temporada: o carro de 2012 é instável e pouco veloz; Fernando Alonso é um fora de série, que conseguiu saltar do 12º lugar na largada para a quinta posição na corrida; e Felipe Massa não consegue se acertar. O brasileiro foi o 16º no treino classificatório, e, na corrida, depois de andar o tempo todo no meio do pelotão, abandonou após um acidente com Bruno Senna, na disputa pela 14ª posição. “Ele viu a chance de tentar me passar, fez o máximo que pôde, acabou passando um pouquinho do ponto. Não dá para dizer que foi culpa dele, é um lance de corrida”, avaliou. Bruno também teve um fim de semana desanimador. Ficou atrás do companheiro de Williams, Pastor Maldonado, no treino e em toda a corrida - o venezuelano estava em sexto na última volta, perto de tomar o quinto lugar de Alonso, mas errou e bateu. “Estou triste por ele, seria ótimo para a equipe. Fiz uma ótima largada, mas alguém me deu um toque e me virou. Estragou a corrida, pois tivemos que fazer um pitstop a mais e mudar a estratégia.” Quem estava feliz era Kimi Raikkonen, que, em sua primeira corrida desde o fim de 2009, largou em 17º, depois de cometer um erro no treino, e chegou em sétimo, comprovando as expectativas de que a Lotus pode dar trabalho. “Parece que nunca fui embora.”
Button venceu o empolgante GP da Austrália e Vettel foi segundo; brasileiros abandonaram após batida
OUTROS CAMPOS
NATAÇÃO Satiro Sodré/Agif/AE
Federer e Azarenka conquistam Indian Wells
R
oger Federer e Victoria Azarenka conquistaram neste domingo os títulos de simples do Torneio de Indian Wells, na Califórnia (EUA). Foi a quarta conquista do suíço na competição, o 19º título de um torneio de Masters 1000, a segunda principal série do esporte, e o 73º da carreira. Na final, ele bateu o norteamericano John Isner por 2 a 0, parciais de 7/6 (9/7) e 6/3, um dia depois de despachar Rafael Nadal nas semifinais - Isner passou por ninguém menos que o atual número 1 do mundo, Novak Djokovic. “Fico feliz por lembrar meus títulos anteriores aqui, eram grandes tempos”, disse Federer, campeão do
torneio em 2004, 2005 e 2006. “Foi uma grande experiência para mim. , tive uma semana ótima e muito divertida”, admitiu Isner, que deve aparecer hoje no top 10, pela primeira vez em sua carreira. Entre as mulheres, Azarenka mostrou por que é a atual líder do ranking e bateu a Maria Sharapova por 2 a 0, parciais de 6/2 e 6/3. Foi a quarta vitória em quatro decisões contra a tenista russa. “Tentei apenas fazer o meu melhor porque sei que Maria é uma guerreira”, afirmou Azarenka, que ganhou os quatro torneios que disputou em 2012, com 23 vitórias em 23 jogos. “É um sonho que nunca imaginei realizar.”
Marílson é 9º na meia maratona de Nova York
M Cielo ganhou cinco medalhas de ouro no Sul-Americano de Belém, e fez o melhor tempo do mundo no ano nos 50 m livre e nos 50 m borboleta
Ensaio de alto nível C 21s85 esar Cielo não cai na água à toa. Se é final olímpica ou de torneio local, valendo medalha ou prêmio em dinheiro, final em piscina ultramoderna ou num torneio modesto, ele entra para ganhar. Ele voltou a mostrar isso neste fim de semana, em Belém, quando ganhou quatro medalhas de ouro no Campeonato Sul-Americano, encerrado neste domingo. Não só ganhou, como mostrou aos rivais que está no caminho certo para brigar por medalhas nos Jogos Olímpicos de Londres, em julho. Em duas das provas que venceu, os 50 m livre e os 50 m borboleta, ele marcou o melhor tempo do mundo em 2012. Nos 50 m livre, Cielo marcou 21s85 e desbancou a marca de 21s94, que pertencia ao norte-americano Nathan Adrian. Nos 50 m borboleta, o brasileiro anotou 23s26, um quarto de segundo a menos que o melhor tempo anterior, 23s51, do australiano Matt
Targett. Tempos que serviram como aviso aos rivais: “Estou chegando”. No sábado, último dia de provas na piscina, Cielo acusou o desgaste e não conseguiu bater o recorde da temporada nos 100 m livre, ainda que o tempo de 48s70, o terceiro melhor do ano, tenha sido seu recorde pessoal em 2012. Ele cumpriu a meta de baixar os 49s51 que anotou para vencer o GP de Missouri, nos Estados Unidos. À frente dele, apenas o australiano James Magnussen (48s05) e o norte-americano Michel Phelps (48s49). De quebra, Cielo ainda participou das vitórias nos revezamentos 4x100 m medley e 4x100 m livre. “Estou satisfeito com a competição. Foi bom e mostra que o trabalho está dando muito certo. Agora eu volto pra São Paulo pra continuar trabalhando. Espero chegar no Maria Lenk (em maio) com 99% das forças, vamos deixar os 100% para a Olimpíada”, analisou Cielo.
foi a marca de Cielo nos 50 m livre, prova na qual tentará o bicampeonato olímpico nos Jogos de Londres, em julho O Brasil, como de costume, sobrou nas provas de natação, e fechou o campeonato com 51 medalhas: 26 de ouro, 19 de prata e seis de bronze), mas nenhum nadador do País conseguiu atingir o índice olímpico. A mais próxima disso foi Graciele Hermann, com 25s31, quatro centésimos acima do índice estipulado pela Fina (Federação Internacional de Natação). O Troféu Maria Lenk será a última chance.
arílson dos Santos mostrou ´neste domingo que está em boa forma para os Jogos Olímpicos de Londres, ao terminar em nono lugar a meia maratona de Nova York, nos Estados Unidos. Ele completou o percurso em 1h01min26s, pouco menos de dois minutos atrás do vencedor, o queniano Peter Cheruiyot Kirui, que conseguiu o tempo de 59min39s. Marílson admitiu que usou a prova para ganhar ritmo para a maratona olímpica, e disse ter ficado satisfeito com o resultado, já que esteve sempre no pelotão da frente. Agora, o brasileiro volta a correr apenas no dia 22 de abril, quando disputará sua
primeira maratona do ano, em Londres - a tradicional prova terá um percurso diferente do traçado que será usado a Olimpíada. “Eu queria fazer uma meia maratona antes da primeira maratona do ano, em Londres, em abril. Eu e o Adauto (Domingues, técnico) combinamos fazer uma prova em 1h01min e deu certo. O meu principal objetivo é competir, estava precisando dessa sequência de provas", declarou o corredor. “Estou confiante. Ainda estou enfrentando um volume muito alto de treino. Com certeza vou estar mais rápido em junho, mais perto da Olimpíada”, concluiu.
Brasília e Bauru avançam na Liga das Américas
N
a última chance, dois times brasileiros conseguiram a classificação para a segunda fase da Liga das Américas: Brasília e Bauru ficaram com os dois primeiros lugares no quadrangular disputado em Bauru, de sexta até domingo. O time da capital federal foi o líder, com três vitórias - fez 85 a 74 no duelo entre brasileiros, no sábado, e ontem confirmou a conquista com um tranquilo placar de 91 a 61 sobre o Leones de Quilpue, do Chile. O Bauru decidiu sua vaga neste domingo, e, com o apoio da torcida, bateu o Quimsa, da Argentina, por 89 a 83, ficando com a segunda posição.
Franca e Joinville já haviam sido eliminados em disputas anteriores. Agora, os dois brasileiros se juntam a dois times argentinos, Obras Sanitarias e Union de Formosa, além de Pioneros de Quintana, do México; Bucaneros de La Guaira e Cocodrilos de Caracas, da Venezuela; e Capitanes de Arecibo, de Porto Rico. Os times serão divididos em dois grupos de quatro equipes, e novamente os dois primeiros avançam para a fase final, o "Final Four", um novo quadrangular em que todos se enfrentam. Os locais ainda não estão definidos, assim como as datas da próxima fase. As finais serão de 20 a 22 de abril.
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FIM DE JOGO
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Coquetel molotov interrompe jogo entre Panathinaikos e Olympiacos
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Aos 39 anos, Rivaldo marca 3 gols pelo Kabuscorp no Campeonato Angolano
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Árbitro admite ser corintiano e complica jogo do Palmeiras B na Série A2
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Vídeo em destaque - Decisão no Jo Ken Po - www.dcomercio.com.br www.dcomercio.com.br/esporte/
VOLTA INCERTA COLAPSO EM CAMPO
Werther Santana/AE
Olly Greenwood/AFP
Rogério Ceni já fala em parar Goleiro diz que só renova contrato se estiver bem
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final da Copa da Inglaterra, o volante Fabrice Muamba, do Bolton, sofre um colapso e cai no gramado. Nas duas horas seguintes, o coração do jogador foi massageado pelos médicos para continuar batendo. O jogo foi suspenso e Muamba foi internado no London Chest Hospital. No domingo, o hospital informou que o jogador, Muamba, nascido na República Democrática do Congo, continua em "condição crítica e sob tratamento intensivo". Sábado, 17, e domingo, 18
APÓS MORTE
Guarani quer clássico fora de Campinas
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Guarani vai pedir à Federação Paulista que o clássico com a Ponte Preta, marcado para sábado, seja transferido para outra cidade. O presidente Marcelo Mingone acha que não há clima para que o jogo seja disputado no estádio da Ponte após a morte do bugrino Anderson Ferreira, de 28 anos, atingido com barras de ferro num confronto entre torcedores na quinta-feira, quando as equipes sub-15 e sub-17 dos dois clubes se enfrentaram no estádio Brinco de Ouro. A Ponte venceu os jogos
por 2 a 1. A briga, fora do estádio, teria sido marcada pela internet. Após ser atingido, Anderson foi levado para o Hospital Mário Gatti, onde morreu neste domingo. O presidente da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, quer manter o clássico em Campinas: "Se fizermos o jogo em outra cidade, vamos transferir o problema e é capaz de ter briga em Campinas também, pois eles marcam pela internet. O estádio sempre foi o menor dos problemas." De quinta, 15, a domingo, 18
REPETECO Fábio Motta/AE
Artroscopia não tira Diego de Olimpíada
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ginasta Diego Hypolito é submetido a uma artroscopia no joelho direito, em São Paulo, para corrigir uma pequena lesão no menisco, e deve voltar a treinar em 30 dias, a tempo de se recuperar para a Olimpíada de Londres. O atleta relembra: "O curioso é que passei pelo mesmo tipo de cirurgia, no mesmo joelho e no mesmo mês antes da Olimpíada de Pequim, e
fui finalista. Então, sei que posso me recuperar a tempo de fazer uma boa apresentação em Londres". O ginasta é uma das principais esperanças do Brasil na Olimpíada que começa no dia 27 de julho. Ele está classificado nas provas de solo e do salto, mas ainda não sabe se competirá no salto. Sexta-feira, 16
vou querer ter renovado contrato pelo que fiz nos últimos 21 anos. Só renovo se tiver condições de exercer minha função." Rogério parece incomodado com o ritmo lento da recuperação: "Tive três artroscopias no joelho, o tornozelo era uma coisa óssea. O ombro é uma experiência nova, não me lembro de outro caso. Hoje, falta muito para ficar bom. Não consigo pegar minha filha no colo, nadar... É muita limitação física para quem é elétrico. Até hoje, durmo mal, tomo remédio para aliviar a dor." O que tem feito sua alegria, reforçada pelos 3 a 2 de ontem sobre o Santos, é o atual time tricolor: "Arrisco dizer que o São Paulo vai chegar às finais da Copa do Brasil e do Paulista. De 2005 a 2007, tínhamos um time excepcional, mas este é, disparado, o melhor elenco desde 2008, incluindo aquele hexacampeão brasileiro."
COPA DO MUNDO DE 2014
Zidane põe fé em Ronaldo, Romário critica tudo Sebastien Feval/AFP
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a sexta-feira, durante o sorteio dos confrontos das quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, o francês Zinedine Zidane, saudou a presença do antigo parceiro Ronaldo no Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, mas mostrou que está por dentro das dificuldades brasileiras para cumprir os prazos impostos pela Fifa: "Se for preciso, a França está pronta para receber a Copa", disse ao repórter Jamil Chade, da Agência Estado. Na verdade, o francês não parece acreditar que o Brasil deixe escapar a oportunidade de sediar a Copa. Tanto que encheu a bola do antigo parceiro : "Ronaldo é a pessoa adequada para levar esse projeto de 2014 adiante. É alguém que conhece muito bem o futebol e tem uma imagem importante no Brasil. E é alguém que, para mim, sempre representou muito como pessoa e como jogador. Acredito que o Brasil e a organização escolheram a pessoa certa para conduzir agora esse projeto de uma forma correta." Por aqui, outro craque e também antigo parceiro de Ronaldo não parece tão convencido de que a empreitada será bem-sucedida. O deputado Romário di-
Andre Dusek/AE
Durante a partida contra o Tottenham pelas quartas de
ais de um mês e meio após a cirurgia no ombro direito, realizada no dia 27 de janeiro, Rogério Ceni vai retomando aos poucos a convivência com a bola. Depois de alguns dias correndo em torno do gramado no CT do São Paulo, o goleiro ensaiou toques e chutes na sexta-feira, mas ainda sofre com dores, tem um longo período de recuperação pela frente e só deve voltar a jogar no segundo semestre: "Quero ficar bom para ver se em julho, agosto, volto a atuar e tenho condições de manter bom nível" - revelou o goleiro são-paulino ao jornal Lance! neste fim de semana. Na entrevista aos repórteres Alexandre Lozetti e Gabriel Saraceni, o maior ídolo tricolor admitiu, pela primeira vez, parar de jogar se não conseguir se recuperar totalmente até o fim do ano: "Se eu não estiver bem, jamais
vulgou ontem um documento cheio de críticas ao governo e aos organizadores da Copa: "Não vou me aprofundar muito, mas é uma pena, ouvir nas rádios, ver na TV, abrir os jornais e ler que o governo federal se uniu à FIFA para que a Copa do Mundo seja a maior de todos os tempos. Uma mentira descabida! Não será a melhor e nós vamos passar vergonha." Irritado com o papel secundário destinado aos deputa-
dos, Romário estrilou: "Tem coisas que só acontecem no nosso País. O presidente da FIFA vem ao Brasil e se encontra com a presidente Dilma. Até aí, perfeito! Nesse encontro, estão presentes Aldo Rebello, ministro dos Esportes, ok; Pelé, embaixador honorário do Brasil para a Copa do Mundo de 2014, ok; Ronaldo, conselheiro do Comitê Organizador Local, ok. Só uma pergunta: qual dessas pessoas tem a ver com a Lei Ge-
Reprodução/Arquivo Celso Unzelte
almanaque N Celso Unzelte
Todos os homens da CBD e da CBF
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a segunda-feira passada, 11 de março, Ricardo Teixeira deixou o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em seu lugar, assumiu o vice-presidente mais velho, José Maria Marin. Ele é apenas o 18º homem a comandar a entidade que em 2014, ano da realização da Copa do Mundo no Brasil, estará completando 100 anos de existência.
as fotos, os 17 presidentes da Federação Brasileira de Sports (FBS, até 1916), Confederação Brasileira de Desportos (CBD, 1916 a 1979) e CBF (desde 1979): 1) Álvaro Zamith (1915 a 1916). 2) Arnaldo Guinle (1916 a 1920). 3) Ariovisto de Almeida Rego (1920 a 1921). 4) José Eduardo de Macedo Soares (1921 a 1922). 5) Oswaldo Gomes (1922 a 1924). 6) Wladimir Bernardes (1924). 7) Oscar Rodrigues da Costa (1924 a 1927). 8) Renato Pacheco (1927 a 1933). 9) Álvaro Catão (1933 a 1936). 10) Luiz Aranha (1936 a 1943). 11) Rivadávia Correa Meyer (1943 a 1955). 12) Sylvio Correa (1955 a 1958). 13) João Havelange (1958 a 1975). 14) Heleno Nunes (1975 a 1980). 15) Giulite Coutinho (1980 a 1986). 16) Otávio Pinto Guimarães (1986 a 1989). 17) Ricardo Teixeira (16/1/1989 a 11/3/2012).
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s anos, um mês e 25 dia à frente da CBF permaneceu Ricardo Teixeira, o recordista de continuísmo nesses ria quase 98 anos de histó da entidade. Seu ex-sogro, João o Havelange, é o segund , colocado neste ranking com exatos 17 anos.
ral da Copa?" Parece que Romário gostaria de ter tabelado com Pelé e Ronaldo no encontro que tanto o irritou: "O pior ainda está por vir, porque o governo deixará que aconteçam as obras emergenciais, as que não precisam de licitações. Ai vai acontecer o maior roubo da história do Brasil. Aí eu quero ver se as pessoas que apareceram sorrindo na foto durante a reunião de ontem vão querer aparecer."
CURTAS
Morreram na semana
passada dois jogadores que disputaram a Copa do Mundo no Brasil em 1950. No domingo, 11, aos 91 anos, o atacante americano John Souza, filho de portugueses que defendeu os Estados Unidos. Na sexta-feira, 16, aos 85 anos, o também atacante Estanislao Basora, da Espanha.