´ BR4S1L C0M NUM3R05 3RR4D05 A revista volta à carga. Desta vez, ataca a "contabilidade criativa" utilizada para atingir as metas de superávit e inflação. Pág. 13 Paulo Pampolin/Hype
D1LM4, C0NTR4T3 UM C0NT4D0R!
Festa hoje do Sescon e da Aescon no Clube Monte Líbano, para a posse das diretorias executivas das entidades no seu 64° aniversário. O novo presidente do Sescon-SP, Sérgio Approbato Machado Júnior (foto), cujo mandato vai até 2015, diz que o contador tem hoje importância estratégica para as empresas, que viram suas obrigações tributárias crescerem nos últimos anos. Approbato substitui José Maria Chapina, que foi convidado pelo presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, para ser um dos vice-presidentes da entidade. Pág. 11 Ano 87 - Nº 23.793
Conclusão: 23h55
Jornal do empreendedor
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A última da Marta
São Paulo, sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Ministra da Cultura fala sobre o Vale-Cultura. Pág. 7
Depois da chuva, avenida do estado precário. William Volco/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo
Continuação da Av. do Estado vai por água abaixo. Pág. 9
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Navegação para motoristas Dicas para enfrentar a época de chuvas. Pág. 17
Renan presidente do Senado? Fundador do partido rejeita. Pedro Simon (PMDB) acha que "não seria a hora de um nome como o dele" (Renan, PMDB, que já renunciou ao cargo em meio a escândalo). "Se for, não voto nele." Pág. 5
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cultura
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A escravidão nas telas do Oscar Jamie Foxx (acima), em Django Livre, é um ex-escravo feroz dirigido por Tarantino. Lincoln (à esq.), com os astro Daniel Day-Lewis, dirigido por Spielberg, ecoa a voz libertária do estadista. São dois filmaços dignos do Oscar. Mais: desenhos de Magy Imoberdorf (abaixo, esq.), Carpeaux em livros de bolso, rastros da gravadora Odeon. E a celebração da vida na Roda do Vinho. ISSN 1679-2688
FAZENDAS DIVERTIDAS Na Capoava (foto), três séculos de história. Boa Viagem. Pág. 18
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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A política externa norte-americana não tem se alterado quando interesses de terceiros estão em jogo. Roberto Fendt
pinião
EYMAR MASCARO
FERIDO, TUCANO
AGONIZA NO NINHO.
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osé Serra não vai aceitar nenhuma das duas opções que o PSDB vai reservar para ele em 2014: voltar a ser deputado ou ser candidato ao Senado, concorrendo à vaga que se abrirá na Casa com o término do mandato do petista Eduardo Suplicy. Serra começou a se sentir isolado no partido após a derrota para a Prefeitura, sabendo que o PSDB já escolheu candidatos ao governo do Estado e ao Planalto, que são, respectivamente, Geraldo Alckmin, tentando a reeleição, e Aécio Neves.
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ois eventos na semana passada parecem indicar mudanças significativas no combate ao terrorismo jihadista. No primeiro, o presidente Barack Obama anunciou que os EUA estão transferindo a responsabilidade principal para combater o Talibã no Afeganistão às forças armadas locais. Essa mudança de estratégia constitui um passo importante para a retirada das forças americanas do país. No segundo, as forças armad a s f r a n c esas iniciaram u m a i n t e rvenção militar na república do Mali, situada no ocidente da África. Essa intervenção se destina a impedir que u m m o v im e n t o j i h adista tome o poder no país e se constitua em ameaça direta às antigas colônias francesas na África – entre elas a Argélia, onde um braço da al-Qaeda atacou um campo de gás da BP, fazendo um grande número de vítimas. Mudou o Natal, ou mudaram os EUA e a França? George Friedman, no sempre atento boletim Stratfor, mostrou que não mudaram nem um nem outro. Os Estados Unidos não estão se tornando "isolacionistas" ou os franceses "falcões".
ROBERTO FENDT
C
MUDANÇAS GEOPOLÍTICAS
O
movimento pró-isolacionismo americano tem raízes antigas. George Washington escreveu uma Carta ao povo dos Estados Unidos pouco antes do encerramento de seu segundo mandato como presidente – documento qualificado por muitos como uma afirmação clássica de republicanismo e uma das mais memoráveis manifestações políticas na história dos Estados Unidos. O centro da carta consistia em uma advertência aos americanos dos riscos políticos a serem enfrentados caso desejassem permanecer fiéis aos ideais que haviam norteado a criação do novo país. Ao declinar a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato, Washington enfatizou a importância da União em manter a independência, a paz, a liberdade e a prosperidade. Sublinhou também a impor-
tância da manutenção da independência entre os poderes, estabelecida na Constituição, e o relacionamento internacional país a país, sempre tendo como foco da política os interesses dos EUA. Para Washington, alinhamentos automáticos com as potências A ou B dificilmente serviram aos interesses americanos. Vem de uma interpretação literal da carta de Washington a corrente que defendeu, nos séculos 19 e 20, um papel isolacionista para a nova nação – personalizada talvez na imagem projetada pelo presidente Woodrow Wilson (1912-21).
P
ode parecer estranho que a França tenha agora se interessado em comprometer suas forças armadas no Mali. Contudo, há diversos interesses em jogo, especialmente nos países francófonos vizinhos desse país. Além disso, essa intervenção não constitui novidade na política externa francesa re-
cente. Foram os franceses e ingleses que iniciaram a intervenção armada na Líbia, da qual redundou a deposição e morte de Muamar Kadafi. E foi a impossibilidade de sucesso da empreitada franco-britânica que acabou por envolver os Estados Unidos no conflito, e assim mesmo somente em sua etapa final. A política externa americana, pelo menos se levarmos em conta a experiência das duas guerras mundiais, não tem se alterado quando interesses de terceiros estão em jogo. Quando intervieram, os EUA pautaram sua atuação por evitar o comprometimento imediato em conflitos europeus – envolvendo-se apenas depois que as partes em contenda já haviam se desgastado mutuamente. Na primeira guerra mundial, só o fizeram em 1917; na segunda, somente a partir de 1944. A saída do Afeganistão tem conotações distintas. Lá não se trava uma guerra conven-
Não há um horizonte para a luta contra a al-Qaeda. Em parte porque não se combate um país, mas uma ideia, que adota países só pela necessidade geográfica de situar-se em algum lugar.
cional, como as duas guerras mundiais, em que há uma expectativa de horizonte para o término dos combates e a declaração de um vencedor. A luta contra a al-Qaeda não sinaliza um horizonte para seu final. Em parte porque não se combate um país, mas uma ideia, que adota países apenas pela necessidade geográfica de situar-se em algum lugar. Pode estar hoje no Afeganistão, amanhã no Paquistão ou simultaneamente no Iêmen e em um país africano.
T
ambém não existe a figura do vencedor, a ditar condições para o vencido. O melhor que os Estados Unidos podem fazer nesse tipo de conflito é minimizar a possibilidade de dano proveniente da ação da al-Qaeda. Para fazê-lo, torna-se necessário lançar mão de instrumentos de exceção, geralmente aceitos pelos cidadãos como o preço a pagar para a defesa do país. Nesse cálculo, a sociedade leva sempre em conta que as medidas de exceção têm duração limitada, persistindo apenas até a vitória no conflito. Incapaz de isolar-se da ameaça da al-Qaeda, o perigo para a liberdade nos Estados Unidos mora em admitir medidas de exceção que poderão tornar-se permanentes no combate ao terrorismo. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
omo se sente em condições de tentar uma nova candidatura à presidência da República, ele tem admitido que pode mudar de partido, assim que vencer a agonia no ninho. Uma das hipóteses seria ser candidato ao Planalto pelo PPS, a convite do presidente do partido, deputado Roberto Freire. Nem todos, porém, concordam no PPS que Serra ingresse no partido com o carimbo na testa de "candidato a presidente". O vereador eleito pelo PPS, em São Paulo, Ricardo Young, é contra a candidatura de Serra por achá-lo representante da "velha política'". Young quer que o PPS apoie a candidatura presidencial da exministra Marina Silva, que já esboça a criação de um novo partido. Outros advogam que o PPS deve apoiar a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, caso ele se lance pelo PSB. O argumento principal para rechaçar a candidatura de Serra é que o tucano paulista já perdeu duas eleições presidenciais, uma para Lula, outra para Dilma Rousseff, ambos do PT. A verdade, no entanto, é que quem decide tudo no PPS é Roberto Freire, fundador do partido. Freire vem mantendo entendimentos com Serra e já declarou, em São Paulo, que recebe o tucano de "braços abertos". Os aliados de Serra no PSDB não querem que ele deixe o partido e defendem a tese de que Serra deve disputar a legenda presidencial tucana com Aécio Neves, principalmente porque
O argumento principal para rechaçar a candidatura de Serra é que o tucano já perdeu duas eleições presidenciais, uma para Lula e outra para Dilma, ambos do PT.
dispõe de cacife eleitoral mais forte do que o senador mineiro. Também o governador Geraldo Alckmin não concorda que Serra troque de partido, por considerálo um dos melhores quadros do PSDB, mas o presidente Sérgio Guerra anuncia que Aécio Neves será o candidato ao Planalto em 2014.
Detalhe: a candidatura de Aécio foi lançada pelo melhor amigo de Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A tese que predomina entre serristas é que Serra teria mais chance de se eleger em 2014 do que em 2010, porque haverá mais candidatos e a divisão de votos será maior.
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lém de Dilma ou Lula, pelo PT, podem vingar outras candidaturas, como a de Eduardo Campos pelo PSB e a de Marina Silva pelo novo partido. Curiosamente, também o PT admite que seu candidato ou candidata será beneficiado nas urnas se em 2014 o número de concorrentes ao Planalto for superior ao de 2010, porque o eleitorado petista "é fiel e cativo". Dilma tem uma preocupação: perder votos no Nordeste se Eduardo Campos for candidato. Em 2010, a presidente teve 70% dos votos nordestinos. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
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MORTES COM ARMAS DE FOGO DEVEM ULTRAPASSAR LOGO MORTES NO TRÂNSITO NOS EUA.
pinião
Lições das armas e um ganso Brian Blanco/Reuters
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uando viajo ao exterior e converso com estrangeiros sobre a paixão dos Estados Unidos por armas, as pessoas às vezes expressam uma conclusão que me deixa horrorizado: nos Estados Unidos a vida é barata. O presidente Barack Obama anunciou uma fantástica série de medidas de controle de armas para mostrar que nós, com certeza, nos preocupamos em manter a vida. Mas o destino dessas propostas, no fim, vai depender dos norte-americanos centristas que estão sendo atingidos. Eles se preocupam com número de armas, mas também acham que é tranquilizador ter uma pistola Glock consigo quando se escuta um ranger de tábuas no andar de baixo. Assim, para aqueles de vocês que estão indecisos, vou lhes contar a história de um ganso. Fui criado em uma fazenda em Yamhill (Oregon), cidade rural onde praticamente todas as casas tinham armas. Meu pai me deu um rifle calibre 22 no meu 12º aniversário e fui fazer um curso de segurança na Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês). Entendo a afeição das zonas rurais pelas armas, e compartilho essa sensação de familiaridade. Uma fazenda precisa de uma arma ou duas para lidar com coiotes com preferência por cordeiros e, sinceramente, também é divertido atirar. Mas todas essas armas não nos deixam mais seguros. Vejam o caso do ganso de um vizinho. Esse ganso andava pela propriedade de outro vizinho, e havia a chance do ganso pular na água destinada às ovelhas. O dono das ovelhas ficou furioso com a ideia da água ficar suja e ameaçou atirar no ganso. Provavelmente, estava apenas usando de retórica, mas, como tinha uma arma à mão, ele a pegou e mirou no ganso. Vendo isso, o dono da
NICHOLAS D. KRISTOF ma em casa aumenta o risco de haver um suicídio, nessa casa, de duas a quatro vezes. Para reduzir as mortes provocadas por automóveis, adotamos uma abordagem de saúde pública que pode ser chamada de "controle de carros" – licenças para motoristas, air bags, cintos de segurança, registros de veículos... O resultado é uma queda constante nas mortes em acidentes de carro.
Comprador escolhe modelos em uma loja de armamentos enquanto Obama fala sobre medidas de controle nos Estados Unidos. ave (que estava chegando para pegar o ganso) percebeu a necessidade de proteger sua propriedade e também sacou sua arma. Eles se enfrentaram – por causa de um ganso!
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ossos vizinhos eram pessoas boas, admiráveis, cumpridores das leis, mas suas armas o levaram a uma confrontação perigosa. A NRA poderá dizer que as armas não matam as pessoas – gansos matam pessoas – mas sem armas de fogo eles não iriam ameaçar um ao outro com machados ou martelos. A esposa do dono das ovelhas terminou convencendo os dois homens a se acalmar. O bom senso prevaleceu e o ganso sobreviveu, como também os vizinhos. Mas eu lembro esse episódio porque ele ressalta o papel que as armas muito frequen-
temente desempenham em nossa sociedade: um instrumento não de proteção, mas de escalada. Namorados jogam pratos um no outro e um deles, indignado, pega uma arma – talvez só para assustar o outro. Mas muito frequentemente, algo dá errado. Uma pesquisa, divulgada pelo Southern Medical Journal em 2010, revelou que uma arma tem 12 vezes mais probabilidade de provocar a morte de um morador da própria casa ou convidado do que a morte de um intruso. Outro estudo, este
de de 1993, mostrou que possuir uma arma praticamente triplica o risco de um homicídio na casa do proprietário. Muitos norte-americanos são como Nancy Lanza, que provavelmente pensava que suas armas a deixariam mais protegida – e foi morta por elas. Algo parecido ocorreu em Yamhill, onde um adolescente perturbado pegou a arma de sua mãe e a baleou até a morte. A NRA está certa ao dizer que a maioria das armas é usada de forma segura, mas também é verdade que as armas têm mais probabilidade de causar
Calcula-se que ocorram mais de 11 mil homicídios e cerca de 19 mil suicídios por ano nos Estados Unidos por meio de armas de fogo. São 30 mil mortes anuais.
tragédias do que de evitá-las.
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bama disse que houve 900 mortes violentas com armas desde Sandy Hook, mas ele cometeu um erro. Ele talvez estivesse falando só sobre homicídios com armas, mas também deveria incluir os suicídios com armas – que são ainda mais comuns e certamente qualificados como mortes violentas causadas por armas de fogo. O Centro para Prevenção e Controle de Doenças calcula que há anualmente mais de 11 mil homicídios com armas e cerca de 19 mil suicídios. São 30 mil mortes por ano nos Estados Unidos. Por esses números, houve mais ou menos 2.500 mortes violentas por armas desde Sandy Hook. David Hemenway, um especialista em saúde pública de Havard, afirma que ter uma ar-
E
m breve as mortes com armas de fogo devem ultrapassar as mortes no trânsito, pela primeira vez na história moderna dos EUA. Não há solução mágica para o massacre com armas nos Estados Unidos. Mas, no mesmo espírito que nos moveu para tornar os carros mais seguros, Obama está tomando medidas cuidadosas e brandas, que não vão solucionar a epidemia da violência das armas nos Estados Unidos, mas devem reduzi-la. Se conseguirmos diminuir as mortes por armas em 25%, isso significaria 7.500 vidas salvas por anos. A não ser que a vida nos Estados Unido seja realmente barata, isso vale a pena.
NICHOLAS D. KRISTOF É COLUNISTA DO NEW YROK TIMES. CONTATO COM ELE EM FACEBOOK.COM/KRISTOF,
TWITTER.COM/NICKKRISTOF Tradução: Rodrigo Garcia
O DIREITO DE GRITAR "FOGO!" NUM TEATRO LOTADO.
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em fogo ou com fogo, gritar "Fogo!" num ambiente fechado e lotado cria pânico que pode gerar mortes; é ato criminoso e terrorista. O direito à livre expressão do pensamento é cláusula pétrea do Estado Democrático de Direito, mas não dá direito à prática de atos terroristas de qualquer espécie. Gritar "Fogo !" num teatro, cinema ou avião, lotados ou com apenas um passageiro ou um só espectador, é quase assassinato. Aconteceu caso semelhante num túnel do metrô de São Paulo, esta semana, não sei se você ficou sabendo. Um débil mental maluco (não acredito) berrou mais ou menos o seguinte: "Vão atirar!", ou: "Estão atirando !" De imediato estabeleceuse o pânico, que se propagou como fogo num rastilho de pólvora. Ninguém ia atirar nem estava atirando. Onze pessoas ficaram feridas. Por sorte ninguém morreu jogado nos trilhos dos trens ou esmagado. Por sorte não havia crianças; se houvesse, então Deus, Jeovah e Allah tinham feito com competência o seu trabalho em equipe. Não acredito em "obra de débil mental maluco" porque soube direitinho provocar pavor intenso numa multidão pega de
SXC
surpresa e desaparecer sem deixar vestígios. Obra de terrorista bem treinado. Você vai dizer pra mim e com razão: "Você não acredita que tenha sido um débil mental maluco mas acredita que foi um terrorista, o que é a mesma coisa". Não vou repetir que duvido que um débil mental maluco tenha tido tanta aptidão pra criar o pânico e desaparecer (repeti). Não estou me referindo a um fato concreto, mas à minha opinião, a qual tenho o direito de expressar com liberdade, já que não coloco a vida de ninguém em risco de morte. Vivemos, porém, no país dos "mais de 80%" e dos mensaleiros; é possível que um bom advogado de um terrorista me processe por calúnia, injúria e difamação e exija milhões em reparação por danos morais.
V
ocê retrucaria com alguma ironia: "Você é paranoico". (Sou). Meu terapeuta diagnosticou esse comportamento, que ele não chama de "doença". Na opinião dele, não há bolinha que dê jeito; há outros meios pra desentortar o cérebro. Sou da "Geração Rivotril", que ele não receita nem a pau; é contra qualquer tarja preta, até mesmo contra o miraculoso Johnnie Walker Black Label. Apelidei-o de "Sig", mas não sabe se
NEIL BOMBEIRO
FERREIRA estava me referindo a Sigmund Freud ou ao Sig, o ratinho símbolo do defunto Pasquim. Ele é jovem, nem deve saber o que seja (era) o Pasquim.
A
cho que ninguém aqui sabe – meus leitores, se os tenho, são mais jovens do que eu – meu e-mail é neil.ferreira1804 @etc, sendo 1804 o ano em que nasci. Disse-me (o terapeuta) que não era "Linha Freud", era "Linha *** " (esqueci); fixei-me na convicção de que as "Linhas" referiam-se à Umbanda, da qual tudo desconheço, mas respeito. Levei em consideração a "Linha 10%", do Bispo Edir Macedo e a "Linha de Pesca", do Bispo Crivella. Estabelecido por ambas as partes (eu e você) que sou paranoico, deixo registrado nesta assentada que nada
impede um paranoico de ser verdadeiramente perseguido. Sou perseguido; se estivesse naquele túnel do metrô, tomado pelo pânico por causa de um falso alarme, teria certeza de que aquilo era uma armação pessoal contra mim. (Era).
A
cho que isso aí foi obra da Cut; eu sei que a Cut sabe que eu sei que a culpa é dela em todas essas encrencas recentes havidas no metrô. Tirei isso da minha paranóia; não tenho nenhuma prova de que a Cut tenha culpa no cartório dos ocorridos, e qualquer cara pode achar que o que estou falando é produto da minha imaginação. (É). A realidade é produto da imaginação. Se o sujeito imagina que sentiu cheiro de fumaça e grita "Fogo!" num cinema lotado, o fogo da sua imaginação ou instinto assassino passa a ser realidade para a multidão que se empurra e se esmaga, buscando as portas de saída. Antes da eleição, eram umas três ocorrências por semana no metrô – culpa do Serra e do FHC, prejudicando milhões de passageiros. Uma, na Zona Leste, impediu três milhões de trabalhadores de chegar ao trabalho. Eu tinha (tenho) certeza de sabotagem feita por sindicalistas; a Cut é uma
Central de "Trabalhadores", braço sindical do PT. Ou o PT é braço político da Cut, isso anda de tal maneira enrolado que não sei mais quem é o quê de quem. Uma coisa e outra são a mesma coisa; as duas juntas são outra, a terceira é diferente mas igual, um mais um, igual a cinco – todas unidas num vale-tudo bem sucedido pra conquistar e manter o poder. A cambada unida jamais será vencida. (Será). Ganharam a Prefeitura, penúltimo bastião de resistência à invasão dos bárbaros hunos, vindos do "país dos mais de 80%". O último é o governo do Estado. A paranoia é a força que me mantém saudável. A eleição de 2014 já começou. A Cut destrói Alckmin, atropelandoo com os trens do metrô. A bola está rolando.
S
e sou saudável o suficiente pra saber que sou paranoico, saudável que sou recuso a imputabilidade, porque sou paranóico. E grito "Fogo!" na sede da oposicinha. Não se preocupe, ninguém corre risco nenhum; como sempre, a sede está vazia. É fogo no boné do guarda! Até o Trem das Onze está descarrilando. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm gibaum@gibaum.com.br
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mascara de Joaquim Barbosa será a mais vendida do Carnaval. Até agora, já saíram da fábrica 30 mil delas.
k “Haddad precisa tomar cuidado para não se tornar o subprefeito de Lula.”
ANDREA MATARAZZO // vereador (PSDB-SP), sobre a reunião do ex-presidente com o secretariado do novo prefeito de São Paulo.
Fotos: Paula Lima
Nova campanha Por conta da tragédia na escola de Newtown, nos Estados Unidos, com a morte de 20 crianças e seis adultos, a Campanha do Desarmamento no Brasil voltará a ser dinamizada. No ano passado, foram entregues 61 mil armas e 265 mil munições, gerando indenizações de R$ 12 milhões. Só que, nos últimos meses, caiu o ritmo de recolhimento em comparação a 2011. Para quem não sabe: o número de armas disponíveis no Brasil soma 20 milhões de unidades. 333
EXCESSO Depois de Gisele Bündchen e Juliana Paes, apontadas por estudos de institutos de opiniãopublica,como“figuras com excesso de exposição” e por isso, com reduzidas chances de alavancarem produtos (a maternidade e gravidez das duas trataram de tirá-las do mercado), agora é a vez de Grazi Massafera atravessar período semelhante. Por pesquisa, ninguém consegue identificá-la, rapidamente, com algum produto do qual seja garota-propaganda.
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Elas vendem de tudo, de perfumes a bolsas, de sapatos a acessórios de moda e foram as grandes atrações da 40ª edição da Feira Internacional de Calçados, Artefatos de Couro e Acessórios de Moda – Couromoda que, desta vez, atraiu mais de 85 mil visitantes que foram conhecer produtos de 1.100 expositores, incluindo-se compradores de 64 países. Da esquerda para a direita, dando força a seus lançamentos, Ana Hickmann (é a recordista do segmento, com 11 licenciados e será madrinha da bateria da Vai-Vai); Maria Melilo, ex-Casseta & Planeta vai Fundo; Isabeli Fontana; Claudia Leitte; e Adriane Galisteu.
Famosas e vendedoras
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333 Não será apenas Lula que vai colocar o pé da estrada, em nova caravana, para defender seu legado: também Dilma Rousseff, que andou viajando mais para o Exterior do que pelo país, começa a organizar uma turnê nacional – se bem que sem conseguir se desligar dos problemas da crise de energia. Nos dois primeiros anos de mandato, Dilma fez 98 viagens internas e 56 para o Exterior. O campeão foi São Paulo: 24 vezes em dois anos. Para o Nordeste, apenas 22 idas e é nessa região que ela quer aumentar sua presença. Primeiro, porque foi onde teve mais votos em 2010; segundo, porque é lá que o reinado de Eduardo Campos anda aumentando.
Caravana de Dilma
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
3 MAIS: poderão chegar a 50 mil superando as mascaras de Neymar, Lula, Ronaldo, José Dirceu e do mascote da Copa, o discutido Fuleco .
O mundo gira “O mundo gira e a Luzitana roda” – era slogan de uma antiga e famosa empresa de mudanças, estampado em todos seus caminhões. Agora, o governo português, com sua economia rolando ladeira abaixo e aumento de desemprego, está reclamando da dificuldade de engenheiros lusitanos obterem autorização para exercer a profissão no Brasil. Há duas décadas, quem enfrentava esse drama (chegaram a ser até perseguidos e eram acintosamente segregados) eram os dentistas brasileiros que tentavam se radicar em Portugal. 333
READEQUAÇÃO A transexual Carol Marra está irada: “Descobri que meu corpo pertence ao Estado. Preciso de autorização legal para me readequar”. Readequação é como ela chama cirurgia de troca de sexos, que, no Brasil, necessita de longo acompanhamento psicológico, laudos emitidos por endocrinologistas e acompanhamento de assistente social para avaliar como é o dia do paciente e se, realmente, leva vida de mulher. E tudo isso demora muito tempo. 333
MISTURA FINA NA CONTRAMÃO do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador Geraldo Alckmin está iniciando sua campanha na defesa de primárias do partido para escolha de nomes para 2014: Alckmin, de certa forma, reza na cartilha de José Serra, que é contra a candidatura de Aécio Neves e, dependendo, defende até o nome do governador de São Paulo para enfrentar Dilma.
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A MODELO Isabeli Fontana, que deverá estrelar nova campanha do Shopping Iguatemi de São Paulo, fotografada por Mario Testino, está, de novo, circulando com seu exnamorado Falcão, do grupo O Rappa. Entre o rompimento e a recaída, ela teve um affair com o filho de Bob Marley, Rohan, que é a cara de Falcão. O brasileiro não se importa com nada disso: só avisou que não vale trocar de nome em determinadas horas. 333
Flores frescas
ESTRATÉGIA Para desfazer quaisquer rumores de problemas domésticos, o ex-presidente Lula tem ligado a políticos amigos e sempre ao lado da exprimeira-dama Marisa Letícia. Muitas vezes, dependendo de quem esteja do outro lado da linha, a própria galega vai ao telefone para dar uma palavrinha com o interlocutor. 333
EstiloLincoln Antes do final do mês, chega as livrarias brasileiras Lincoln, da historiadora Doris Kearns Goodwin, que serviu de base para o filme homônimo de Steven Spielberg, que estreará no Brasil no próximo dia 25, com Daniel Day-Lewis como protagonista – e candidatíssimo ao Oscar. O livro faz uma análise do estilo de liderança de Abrahan Lincoln, da maneira como ele entendia o comportamento humano e das alianças que construiu em seu governo, que o transformou num dos mais emblemáticos presidentes dos Estados Unidos.
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333 Modelo e atleta paraguaia (ela é detentora do recorde de lançamento de dardo em seu país, com 56m18), Leryn Franco, que chamou a atenção dos fotógrafos na Olimpíada de Londres, vem ao Brasil no carnaval. Vai cobrir a folia no Rio de Janeiro, transformada em repórter de uma televisão de Assunção. Leryn tem 30 anos, vive posando para ensaios fotográficos repletos de sensualidade (e pouca roupa, claro) e foi considerada pela revista Men’s Health como “a desportista mais sexy de todos os tempos”. Ela já mandou avisar que gostaria muito de desfilar para alguma escola – e até posar para revistas brasileiras.
Recordista do dardo
Na garganta A presidente Dilma Rousseff está com o ex-ministro (com quem sempre conversa sobre economia brasileira) Delfim Netto engasgado na garganta, por conta de artigo que ele publicou condenando as manobras fiscais do governo, que rotulou de “deplorável operação de alquimia”. Na opinião de Delfim, o governo teria construído “uma relação incestuosa” entre o Tesouro, Petrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal”, “destruindo a transparência da magnífica Lei de Responsabilidade Fiscal”. Pior: jornais de economia e negócios de todo o mundo, incluindo o Financial Times, republicaram o que Delfim escreveu. 333
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Protetor solar em óleo.
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333 Elton John (ele e David Fulnish já tem um filho gerado por barriga de aluguel e estão esperando outro) canta dia 25 de fevereiro em São Paulo, depois segue para Chile, Argentina e Uruguai, retornando dia 5 de março para espetáculos em Porto Alegre, dia 8 em Brasília e dia 9 em Belo Horizonte. Terminada a turnê, ele quer descansar uns dias em Paraty, onde pretende tomar banho de cachoeira. Mais: Elton exige uma parede viva com rosas vermelhas e brancas em todos os camarins que ocupar no Brasil. E não podem parecer – nem de longe – murchas.
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Pó com efeito bronze.
Gabeira 2014 333 Os novos programas do PV foram estrelados pelo ex-deputado federal Fernando Gabeira (RJ), que até anunciou que seu nome está à disposição do partido para disputar as eleições presidenciais de 2014. Também a vice-prefeita de ACM Neto em Salvador, Célia Sacramento, ganhou seu espaço. Os verdes perderam seu maior patrimônio político, Marina Silva, hoje avulsa e tentando armar um partido. Nas eleições para governador, Gabeira foi bem votado e o PV acha que, para o Planalto, ele consegue carregar votos dos cariocas dados para Marina à Presidência.
333 PARA sobreviver diante da crise que assola o país, Portugal vende o que ainda tem, da elétrica EDP para chineses e a aérea TAP para quem der mais. Aeroportos deverão passar para a concessão privada e os estaleiros de Viana do Castelo serão privatizados, como também os canais de TV RTP 1 e 2. De quebra, sobrou também para a população: a contribuição previdenciária aumentou.
DEPOIS da Daslu, que fez parceria com a Riachuelo, agora é a 284, de Helena Bordon e dois irmãos Bernardino, Luciana e Marcella Tranchesi assinarem uma coleção (106 peças, entre roupas e acessórios, masculinas e femininas) para a C&A. Preço máximo: R$ 199. Chega à rede dia 26 de fevereiro.
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333 O DIRETOR de assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan, foi ao Planalto comunicar a demissão de 1.800 funcionários da fabrica da montadora em São José dos Campos, interior de São Paulo. E, para surpresa de muita gente, estava à bordo de um Honda Civic.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
5 É ISSO AÍ Pedro Simon fala do Senado que não muda. Sai Sarney e volta Renan.
olítica
ATRASADO Deputado precisou de 11 mandatos para virar suspeito e presidente.
Pedro Simon rejeita Renan presidente Senador defende que não é a hora nem o nome certo para o momento político. E sugere uma candidatura alternativa, que agregue forças e fortaleça o Congresso.
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senador Pedro Simon (RS), um dos fundadores do PMDB, disse ontem que é contra a volta do líder de seu partido, Renan Calheiros, à presidência do Senado, a partir de fevereiro. Para Simon, não seria a hora de um nome como o dele comandar a Casa. Renan renunciou ao cargo em 2007, para evitar a cassação do mandato em plenário, depois de denúncias de ter patrimônio maior do que o declarado. O processo ainda está na fila do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar gaúcho sugeriu que os chamados senadores independentes e a oposição lancem candidatura única para contrapor à do líder do PMDB. Para ele, um só nome na disputa "galvaniza os esforços". O PSDB, por exemplo, rechaça apoiar o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e tem insuflado o nome do senador Pedro Taques (PDTMT). Simon defendeu a escolha de "um presidente que represente a tranquilidade e que faça as modificações que devem e precisam ser feitas". Um nome – O parlamentar explicou que o Congresso tem de achar um nome. "O Renan já foi presidente e em meio a um processo de cassação, renunciou", lembrou Simon. "Não seria a hora de um nome como o dele, seria o momento de o PMDB apresentar uma candidatura que integrasse todo mundo. Se for ele, eu não voto nele", garantiu, De acordo com Simon, "é muito claro" que ninguém quer fazer um movimento de oposição ao governo. "O que se quer, dentro do possível, é fazer um movimento de Congresso revigorado." Ele citou o manifesto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) como uma proposta muito clara de mudança, numa referência ao documento divulgado no início da semana, que cobra uma série de alterações legislativas e ad-
Jonas Pereira/Ag. Senado – 26/6/2012
ministrativas no Senado. Falta de autoridade – O senador do PMDB afirmou que, enquanto o STF vem se consolidando como um importante poder da República, o Congresso "não cumpre o seu papel" de fazer as "leis fundamentais" de que o País precisa, como as reformas política e tributária. Ele disse também que falta autoridade ao Legislativo ao criticar o Judiciário quando atua em vácuos deixados pelo Congresso. "Quando o STF regulamentou que perde o mandato o parlamentar que muda de partido, tomou uma atitude que era nossa, pois nós perdemos a autoridade de fazer." Apesar das divergências, ele disse que continuará no partido. "Não vejo motivos para sair, o PMDB é mais meu do que de muitas pessoas que estão aí. Estou desde o início e muita gente veio depois", disse Simon, que no dia 31 completa 83 anos. (Estadão Conteudo)
Não seria a hora de um nome como o dele. É o momento de o PMDB apresentar uma candidatura que integrasse todos. Se for ele, não voto. PEDRO SIMON
Pedro Simon, senador peemedebista, defende que a eleição seja o resultado de um Congresso renovado. Leonardo Prado/Ag. Câmara – 03.07.12
Randolfe: críticas do PT e PSDB.
Para Randolfe, tucanos e Dirceu são semelhantes.
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Andre Dusek/Estadão Conteúdo – 13/12/2012
Temer e Alckmin defendem o nome de Henrique Alves Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo
O Rose de Freitas: candidata com sugestões que incomodam o governo.
Propostas de candidatos não agradam Executivo
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ma antiga reivindicação dos deputados, a obrigatoriedade de o governo liberar os recursos da União por meio das emendas parlamentares, volta ao centro de discussão na eleição para a presidência da Câmara. A proposta incomoda o governo e consta do programa de gestão do candidato oficial do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), e da candidata Rose de Freitas (PMDB-ES), vicepresidente da Câmara. Com o chamado orçamento impositivo para emendas parlamentares, a presidente Dilma Rousseff não poderia mais segurar a liberação de dinheiro do Orçamento, quando se tratasse das emendas individuais aprovadas na lei. Os de-
putados e os senadores poderiam destinar, cada um, R$ 15 milhões para programas e obras de interesse dos prefeitos ou dos governadores por meio de emendas. Esses recursos, que somam R$ 8,91 bilhões, estão incluídos no valor total de R$ 2,276 trilhões do Orçamento de 2013. Além desse tema, que provoca constante atrito entre governo e parlamentares, o favorito Alves tem outras propostas que o colocam em confronto com o Executivo. Ele quer mudar o pacto federativo, concedendo mais autonomia para Estados e municípios, e permitir que os parlamentares apresentem emendas às medidas provisórias do governo. (Estadão Conteúdo)
vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), defendeu ontem que a eleição do deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a presidência da Câmara, atende ao princípio da proporcionalidade. "Na Câmara, pelo princípio, a presidência cabe agora ao PMDB e, no Senado, como o partido tem a maior bancada, cabe a presidência", disse. Temer lembrou que "há um rodízio" entre o PT e o PMDB e agora "é a vez" do seu partido. Temer acompanhou Alves em reunião de quase uma hora com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes. Cinco secretários estaduais e seis deputados do PSDB e do PMDB também participaram do encontro. Alckmin afirmou que o apoio a Alves respeita a bandeira do PSDB de defender a proporcionalidade na composição da Mesa da Câmara. Por essa razão, o PSDB apoia uma candidatura do PMDB. "Eu sempre defendo a proporcionalidade na mesa. Acho que a disputa política se faz no plenário, se faz no voto e nas posições políticas", disse o governador. À noite, Temer também participou de jantar a Eduardo Alves no qual eram esperados
Geraldo Alckmin recebe Michel Temer e Henrique Alves: apoio fechado. 50 políticos – a maior parte compõe a bancada paulista. O deputado negou mais uma vez seu envolvimento nas denúncias de que emendas parlamentares de sua autoria teriam beneficiado o ex-assessor Aluizio Dutra de Almeida. "São apenas questionamentos", afirmou antes do jantar. Um dos presentes, o deputado federal Paulo Maluf (PPSP) garantiu que não tinha nenhum constrangimento em apoiar Alves. "Não constrange porque você vê que tem muito padre acusado de pedofilia e nem por isso eu deixo de ser católico", afirmou. Maluf disse que acredita "plenamente na inocência de Henrique Alves." Também o líder do PSDB na
Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), defendeu o apoio de seu partido ao indicado pelo PMDB. Os tucanos também não se sentem constrangidos em apoiar um candidato alvo de denúncias. "A explicação de Alves não é ao PSDB, é à sociedade brasileira", afirmou. No Rio – Henrique Alves, que também esteve no Rio de Janeiro, pediu aos parlamentares que analisassem os seus "11 mandatos e os 42 anos como deputado" e não um "fato ou outro". No encontro, que teve a presença do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, ele falou para 25 deputados de seis partidos diferentes. (Agências)
uma reação às críticas ao lançamento de seu nome para a presidência do Senado, Randolfe Rodrigues (PSol-AP) afirmou ontem que os tucanos e o exministro da Casa Civil, José Dirceu, condenado no processo do Mensalão, fazem política de forma semelhante, mesmo estando em campos políticos opostos. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), disse recentemente que a candidatura de Randolfe era "isolada" e que não deveria ter o apoio dos tucanos, que tendem a apoiar o senador Pedro Taques (PDT-MT), caso ele seja candidato. Iguais – Já Dirceu, publicou em seu blog na quartafeira, que o nome do PSol tem como "único objetivo desorganizar a base de apoio do governo e a maioria parlamentar construída no Senado." A reação de Randolfe às críticas foi imediata. "Ambos, PSDB e Dirceu são cada vez mais parecidos na forma de atuar." Na versão do senador do PSol, o lançamento de sua candidatura conseguiu expor o acordo feito na CPI do Cachoeira pelos tucanos com o líder do PMDB, senador Renan Calheiros, para derrotar o relatório final do deputado Odair Cunha (PTMG) e livrar o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) de qualquer indiciamento. A fatura – A cobrança, na opinião de Randolfe, vem agora, com a eleição de Renan para comandar o Senado. "Está claro que estava em curso um acordo entre o PT e o PSDB, fazendo dois extremos se unirem", afirmou. "A nossa candidatura já causou uma vítima, os grandes partidos." Para o PSol, Dias foi omisso em relação a uma candidatura independente. (Agências)
p PT aposta em redução das multas DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Nem todos os casos de passaporte diplomático são imorais; ilegítima é a falta de critério para sua concessão. Paulo Roberto Kramer, professor na UnB.
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A participação na "vaquinha", para ajudar condenados no processo do Mensalão, é individual. É o que o governador Marcelo Déda, de Sergipe, promete fazer. Pedro Ladeira/Estadão Conteúdo
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governador de Ser- tão condenados pelo STF”, gipe, Marcelo Dé- acrescentou. da, disse estar disO governador chegou a citar posto a ajudar os di- um trecho da Bíblia para argurigentes petistas condenados mentar a favor da solidariedapelo Supremo Tribunal Fede- de e generosidade. “Há um ral (STF) na Ação Penal 470, o trecho em Mateus que precisa processo do mensalão, a pa- ser lido com mais frequência. gar as multas estabelecidas É aquele em que o evangelista pelo tribunal. Para ele, é uma diz que Jesus relatara que no fiquestão de “generosidade” e nal dos tempos ele agradece“solidariedade”. ria às pessoas que o visitaram Questionado por jornalistas quando estava doente, que fose iria ontem a um jantar em ram à prisão quando ele estaBrasília que a juventude do PT va preso. Eles dirão: 'Mas eu da capital federal organizou nunca te vi na prisão, nunca te para arrecadar fundos para vi doente'. Ele disse: 'Aquele ajudar no pagamento das mul- preso a quem foste visitar, tas, ele negou, mas disse que aquele doente a quem visitassolidarizar-se com amigos não te era eu'. Isso, não precisa ser significa apoiar eventuais er- religioso para entender.” r o s c o m e t iRecurso – O dos por eles. presidente do Afirmou ainPT nacional da estar disRui Falcão, posto a conem entrevista Solidarizar-se com tribuir para o ao portal iG, um amigo que pagamento defendeu a das multas do redução do sofreu condenação mensalão, se valor das mulcriminal não for procuratas aplicadas significa adesão a do. O preço a José Dirceu, um possível erro dos convites José Genoino, cometido variavam de Delúbio SoaR$ 100 a R$ 1 res e João MARCELO DÉDA mil. Paulo Cunha. A a d v o g a" O s c o m p ada Marília Gabriela de Faria foi nheiros têm que ter amplo dia única a protestar na porta do reito de defesa por meio de emrestaurante contra a reunião. bargos infringentes e declaraSo lida rie dade – "Eu sou de tórios", disse. "Acredito na reuma geração", afirmou Déda, v i s ã o d a s p e n a s , "que aprendeu a valorizar a so- principalmente as pecuniálidariedade. Solidarizar-se com rias." um companheiro, com um amiAs multas aplicadas aos pego, que eventualmente sofreu tistas condenados no julgauma condenação criminal, não mento do mensalão somam significa nenhum tipo de ade- quase R$ 2 milhões. são a um possível erro que foi Segundo dirigentes do PT, o cometido. É um dos aspectos jantar em Brasília, é uma inimais belos da vida humana: ser ciativa isolada, e a direção nacapaz de solidarizar-se com um cional do partido não deve tocompanheiro que não deixou mar atitudes formais para sode ser amigo porque eventual- correr os condenados. "A parmente foi condenado", disse t i r d e a g o r a , o q u e t e m é Déda, em entrevista após en- solidariedade pessoal", disse contro com a presidenta Dilma um dirigente. Rousseff no Palácio do Planalto A maior preocupação do na quarta-feira. partido, agora, é com a possi“Eu, se procurado, contri- bilidade de que a execução buirei nos limites da minha so- das penas dos condenados lidariedade com aqueles que ocorra apenas no ano eleitos ã o m e u s a m i g o s . F o r a m ral de 2014 e possam desgasmeus companheiros de 20, 30 tar o partido e afetar candidaanos e que eventualmente es- turas. (Agências)
Lewandowski ganha nota de solidariedade da USP
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ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski recebeu ontem um "voto de solidariedade" da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) pela "dedicação, independência e imparcialidade" que teria demonstrado na corte. O voto foi aprovado pela Congregação da faculdade, um colegiado que reúne representantes dos alunos, dos professores e dos funcionários e representa a instância máxima de decisões.
Lewandowski é professor titular da faculdade e teve sua atuação no STF em evidência no ano passado como revisor da ação penal do Mensalão, a maior já julgada pelo tribunal. A atuação de Lewandowski durante o julgamento do Supremo chegou a ser considerada polêmica. Ele discordou em diversos pontos do voto do relator, o ministro Joaquim Barbosa, com quem protagonizou discussões sobre o método do julgamento e a suficiência de provas para condenar os réus. (Folhapress)
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 004/2013-SMS.G, processo 2012-0.137.312-0, destinado ao registro de preço para fornecimento de GUARDANAPO DE PAPEL, para a Divisão Técnica de Suprimentos, SMS-3/Grupo Técnico de Compras, GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço unitário. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá através do sítio www.comprasnet.gov.br, a partir das 11 horas do dia 29 de janeiro de 2013, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 532/2012-SMS.G, processo 2012-0.291.001-3, destinado ao registro de preços para fornecimento de LIDOCAÍNA CLORIDRATO + NOREPINEFRINA, HEMITARTARATO SOL. INJETÁVEL 20 MG/ML + 0,02 MG/ML (2% 1:100.000), PRILOCAÍNA CLORIDRATO + FELIPRESSINA SOL. INJETÁVEL 30 MG/ML (3%) + 0,03 UI/ML, para a Divisão Técnica de Suprimentos, SMS-3/Grupo Técnico de Compras, GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá através do sítio www.comprasnet.gov.br, a partir das 9h30min do dia 31 de janeiro de 2013, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, www.comprasnet.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.
Promotoria vai investigar a Bonacci
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Militantes do PT de Brasília, reunidos num restaurante, para arrecadar ajuda para os condenados no Mensalão. Divulgação
Toni Reis: "Se vão dar a todos os pastores evangélicos, nós também queremos. E queremos com os respectivos cônjuges, como eles."
Agora, gays também querem passaportes diplomáticos.
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rimeiro, o Itamaraty concedeu passaportes diplomáticos a seis líderes religiosos de igrejas evangélicas. Agora, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) quer os mesmos direitos e enviou ofício ao ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores). "Claro que a regra diz que esse passaporte é uma excepcionalidade. Mas, se vão dar a todos os pastores evangélicos, nós também queremos. E queremos com os respectivos cônjuges, assim como os bispos e pastores", explicita Toni Reis, presidente da ABGLT. Polêmica – A questão do passaporte diplomático está sendo discutido em outros meios. O professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Roberto Kramer diz que o debate não deve levar à generalização dos casos, mas à liberação do documento a pessoas que "de fato" representem missões diplomáticas, e não interesse próprio. "O assunto é polêmico, pois é difícil comprovar se aquele que recebe o passaporte diplomático cumprirá uma mis-
Divulgação
R.R. Soares, um dos agraciados. são diplomática ou irá ao exterior para negócios privados, recreio ou turismo. Isso deve ser esclarecido", ressaltou Kramer. Para ele, é fundamental que as autoridades esclareçam à "população e, portanto, aos contribuintes", as razões que levam algumas pessoas a terem passaporte diplomático. "Não diria que todos os casos são imorais, mas o ilegítimo, ao meu ver, é a falta de critério para a concessão do documento." Leis – As regras para a concessão do documento são definidas no Decreto 5.978, de 4/12/2006. O Artigo 6º do decreto relaciona as pessoas
que têm direito ao documento: presidente da República e seu vice, ex-presidentes, ministros, governadores, diplomatas, militares, parlamentares e magistrados de tribunais superiores. Mas o mesmo artigo, no 3º parágrafo, permite a emissão do documento "às pessoas que, embora não relacionadas nos incisos do artigo, devam portá-lo em função do interesse do País". Agraciados – De terça-feira até ontem, o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, concedeu passaporte diplomático a seis líderes evangélicos. O argumento foi o "caráter de excepcionalidade". Ontem, foram publicadas as portarias referentes à concessão do documento para Romildo Ribeiro Soares – o R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus e sua mulher, Maria Magdalena Bezerra Soares; Samuel Cássio Ferreira e Keila Campos Costa, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. No dia 14, foram concedidos passaportes diplomáticos para Valdemiro Santiago de Oliveira e Francileia de Castro Gomes de Oliveira, da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Agências)
UNE terá Comissão da Verdade
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Comissão da Verdade da União Nacional dos Estudantes (UNE) poderá se tornar mais uma parceira da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Amanhã, a UNE lança comissão própria para investigar, apurar e esclarecer casos de morte e tortura de pelo menos 46 dirigentes da entidade. O coordenador da CNV, Cláudio Fonteles, estará presente no lançamento da comissão da UNE para conhecer as diretrizes do grupo. Caso se torne parceira, o que for apurado pela comissão da UNE poderá servir de subsídio
Reprodução
Honestino Guimarães
para o relatório final da CNV, que deverá ser entregue até maio de 2014, para que o Estado tome as providências cabíveis para as punições. "O silêncio é alimentado pelo tempo, tem sede da própria velhice. Quanto mais demora, mais forte e poderoso se torna'', diz a UNE em nota. É para combater esse tempo e poder que a instituição decidiu investigar crimes cometidos durante a ditadura militar (19641985) contra os estudantes, como Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE desaparecido. (Agências)
Ministério Público do Rio Grande do Norte anunciou ontem que instaurou inquérito para investigar o contrato que a Bonacci Engenharia fechou com a prefeitura de Campo Grande (RN), a 265 quilômetros de Natal, para a construção da praça da Criança. A empresa tem como sócio Aluizio Dutra de Almeida, ex-assessor do deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), suspeito de beneficiar com emendas a empresa de Almeida. Henrique Alves também é o favorito para a presidência da Câmara para um mandato de dois anos. Ele também é acusado de ter destinado, em 2009, R$ 200 mil de suas emendas parlamentares para a construção da praça. Por escrito, Alves pediu a liberação do dinheiro ao Ministério do Turismo. O convênio foi assinado e, no ano seguinte, a prefeitura usou o recurso para contratar a Bonacci. Informações – Na portaria publicada ontem, a promotora Beatriz Azevedo de Oliveira pediu que a prefeitura entregue em dez dias os documentos do contrato e também requisitou à Junta Comercial informações sobre a Bonacci. Denúncia da Folha de S. Paulo mostrou, no domingo, que pelo menos três prefeituras do estado, à época governadas pelo PMDB, contrataram a Bonacci para fazer obras com recursos de emendas propostas por Henrique Alves. O jornal revelou que o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), órgão controlado por Alves, fechou convênios no valor de R$ 1,2 milhão com prefeituras que contrataram a Bonacci. (Folhapress)
Brizola tenta tirar Lupi do BNDES
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emitido em dezembro de 2011 do Ministério do Trabalho e Emprego, o presidente do PDT Carlos Lupi ainda integra o Conselho de Administração do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em 2012, mas não compareceu a uma única reunião. No entanto, recebeu remuneração por "participação" até setembro. Os pagamentos, de R$ 6 mil mensais, são trimestrais, o que garantiu ao ex-ministro R$ 54 mil pelos três primeiros trimestres do ano passado. Em entrevista à Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira, o exministro afirmou que, mesmo depois de demitido, continuou a participar de reuniões do conselho. O BNDES nega. Ontem, o ministro do Trabalho, Brizola Neto, iniciou nova tentativa de tirar o cargo de seu antecessor e adversário político, sinalizando que fará nova indicação para o cargo. O nome mais cotado é o de outro pedetista, o ex-prefeito de Maceió e ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa. Oficialmente, o BNDES aguarda novo conselheiro para substituir Lupi. (Agências)
p Dilma pede apoio a Campos para a reeleição em 2014
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
7 Se ele quiser comprar revista de quinta categoria com o vale, assim ou assado, pode. Marta Suplicy, ministra da Cultura.
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Alan Marques/Folhapress – 27/12/2012
Presidente se aproxima do criador do PSB, de olho na reeleição em 2014. nuará sendo fiel à aliança, que ajudará o governo a enfrentar as dificuldades, mas que assuntos sobre 2014 só deveriam ser tratados em 2014", disse uma das fontes ouvidas pela agência Reuters. Na saída do encontro no Palácio do Planalto, Campos usou o mesmo discurso de deixar 2014 para 2014 ao ser questionado por jornalistas, esquivando-se de falar sobre qualquer compromisso de aliança para a reeleição. O nome de Campos para a disputa presidencial ganhou força após as eleições municipais em 2012, quando o PSB elegeu mais de 440 prefeitos e chegou ao comando de cinco capitais. Desde então, a presidente já se reuniu pelo menos quatro vezes com o governa-
Acho que vamos ter que fazer uma negociação forte com o PSB sobre as perspectivas de se manter dentro da [atual] aliança. PETISTA ANÔNIMO dor pernambucano. A conversa de segunda-feira foi agendada pela presidente, ainda durante suas férias na Bahia, período em que os dois também se encontraram. Preferência do PMDB – Antes do desempenho acima do esperado nas eleições municipais, os socialistas articulavam para que Campos conseguisse ocupar o lugar de vice na chapa de Dilma em 2014, tirando o posto do PMDB. No entanto, essa articulação perdeu força depois do desempenho do PSB nas eleições municipais e do fortalecimento da aliança entre PT e PMDB no período eleitoral. Dentro da atual aliança, o PMDB continua sendo o parceiro preferencial do governo, limitando um aumento de es-
paço do PSB no governo petista. A presidente vem mantendo reuniões mais regulares com o vice-presidente Michel Temer e com o presidente do Senado, José Sarney (PMDBAP), um movimento que também pode indicar a articulação de Dilma para 2014. Horas antes do encontro com Campos, por exemplo, Dilma se reuniu com os dois peemedebistas. Temer teria inclusive incentivado a presidente a se manter próxima de Campos, segundo um integrante do PMDB que também pediu anonimato. Esse mesmo peemedebista disse, depois da conversa entre a presidente e o governador de Pernambuco, que Dilma ainda não manifestou claramente a Temer a decisão de concorrer à reeleição, mas que desde o ano passado, depois das eleições municipais, vem manifestando desejo de que em 2013 o governo comece a apresentar resultados e preencher sua vitrine sempre de olho em 2014. Nessas conversas, segundo esse peemedebista anônimo, Dilma não verbalizou que seria candidata. A perspectiva de ter Eduardo Campos como adversário na disputa pela Presidência em 2014 já faz com que petistas pensem em um acordo no qual o PT abriria mão de encabeçar a chapa em 2018, privilegiando Campos. "Acho que vamos ter que fazer uma negociação forte com o PSB sobre as perspectivas de se manter dentro da (atual) aliança", disse um membro da cúpula do PT no ano passado, sob condição de anonimato. Essa negociação, segundo a fonte, envolveria o apoio do PT a Campos para a Presidência em 2018, quando a presidente Dilma Rousseff completaria seu segundo mandato – isso, se reeleita em 2014. As fontes do PSB ouvidas pela Reuters, no entanto, não disseram se Dilma chegou a fazer essa proposta a Campos durante a reunião. (Reuters)
Juarez Matias/Ag.BAPress/Folhapress
ACM Neto e outros políticos testam sua popularidade em uma das festas mais tradicionais da Bahia
Políticos na Lavagem do Bonfim
O
prefeito de Salvador, ACM Neto, participou pela primeira vez da Lavagem do Bonfim como prefeito da cidade. Outras autoridades locais, como Nélson Pelegrino (principal adversário de Neto nas últimas eleições) e o vice-governador Otto Alencar marcaram presença. Em política, o evento funciona como uma espécie de termômetro de popularidade.
Após o culto interreligioso, que abriu os festejos, Neto seguiu em cortejo rumo à Colina Sagrada. Durante a passagem, ele recebeu o carinho dos praticantes e foi reverenciado pelos fiéis. Neto foi acompanhado por políticos como Geddel Vieira Lima e o presidente do PMDB, Lucio Vieira Lima. Ao lado da vice-prefeita Célia Sacramento em vistoso
vestido de baiana, Neto, em tradicional vestimenta branca, lembrou o tempo em ia à festa com o avô, o senador Antonio Carlos Magalhães, fazendo todo o trajeto: "Desde que ele se foi, continuo a tradição de vir aqui acompanhar o cortejo. Essa é uma das festas mais importantes da nossa cidade, que faz parte do calendário de festas e da cultura da Bahia". (Agências)
Dilma recebeu Eduardo Campos no Palácio do Planalto. O encontro foi marcado por ela durante as férias.
Marta: com Vale-Cultura, pode comprar "revista porcaria".
A
ministra da Cultura Marta Suplicy afirmou ontem que o usuário do Vale-Cultura tem liberdade para escolher o que vai comprar com o valor do benefício. Em dezembro, a presidente Dilma Rousseff sancionou lei que concede R$ 50 por mês a trabalhadores contratados em regime Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que recebem até cinco salários mínimos (R$ 3,39 mil, considerando salário a partir de 2013) para gastar em eventos ou produtos culturais. O dinheiro poderá ser gasto na compra de ingressos para show, cinema, teatro e também na aquisição de livros, DVDs e revistas. "Se ele quiser comprar revista de quinta categoria, assim ou assado, pode. Vai poder comprar o que quiser. O
Elza Fiúza/ABr
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presidente Dilma Rousseff, em conversa com o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) disse que concorrerá à reeleição em 2014 e pediu apoio ao aliado socialista, disseram duas fontes do partido. A conversa entre Dilma e Campos na noite de segundafeira foi franca, e a presidente disse ao governador que compreende os movimentos do partido aliado, o crescimento eleitoral da legenda, mas que isso não interfere na relação com o governo, segundo relato de um dirigente socialista, que pediu anonimato. Depois de fazer esse preâmbulo, Dilma disse ao aliado que concorrerá à reeleição e gostaria de continuar contando com o apoio do PSB, presidido por Campos. Essa disposição de Dilma foi confirmada por outro socialista, que também pediu para não ter seu nome revelado e conversou com Campos depois do encontro com a presidente. Desde que chegou à Presidência, Dilma nunca assumiu publicamente que concorreria à reeleição. Mas o fato de afirmar que será candidata a um aliado que poderia ser seu adversário, ela demonstra que começou a montar sua estratégia de reeleição. Mas dentro do PT sempre se manteve a possibilidade de o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva tentar voltar em 2014. Ex-chefe de gabinete de Lula entre 2003 e 2010, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, chegou a afirmar que Lula estava no "banco de reservas" e poderia ser convocado. Depois de ouvir de Dilma seus planos, Campos lembrou a longa parceira do PSB com o PT e afirmou que é legítimo o anseio de seu partido, diante do crescimento eleitoral, de vislumbrar a possibilidade de um projeto próprio de poder, segundo as fontes. "Mas ele foi sincero e disse à presidente que o partido conti-
Marta: liberdade para gastar. bom disso é a liberdade do trabalhador. Ele vai fazer o consumo como desejar", disse Marta, em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, da empresa estatal EBC. A ministra disse "não ser censora" e afirmou que o "trabalhador decide se quer com-
prar revista porcaria ou não". Só receberão o benefício os empregados das empresas que aderirem ao projeto, e o trabalhador terá um desconto de até 10% (R$ 5) do valor do vale. O funcionário pode optar por não receber o valor. Cerca de 17 milhões de pessoas estão aptas a receber o vale, de acordo com a ministra. Segundo Marta, a lei será regulamentada assim: "Temos que apresentar uma regulamentação até 26 de fevereiro, de uma forma bem genérica e depois fazer as portarias detalhadas aos poucos. O site do Ministério da Cultura está recebendo opiniões para aperfeiçoarmos o vale". O governo vai desembolsar cerca de R$ 500 milhões neste ano em incentivos. A quantia passará a ser recebida a partir de julho de 2013. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
VENEZUELA Novo chanceler diz que Chávez está 'no comando e toma decisões'
nternacional
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omália, Mali e agora Argélia. Militantes islamitas na África se uniram contra a França, que se viu obrigada a agir. A reação dos rebeldes, porém, foi ainda maior e levou a uma das piores crises internacionais envolvendo reféns nas últimas décadas. Em uma ação unilateral, o Exército da Argélia atacou ontem de surpresa o campo de exploração de gás em que militantes islamitas mantinham 41 estrangeiros reféns e um número de argelinos que poderia chegar a 600. A Argélia admitiu que a ação deixou "mortos e feridos". O número de estrangeiros mortos pode chegar a 34, segundo relatos. Entre os militantes, as vítimas seriam 15. A ação no campo de In Amenas, na fronteira entre Argélia e Líbia, resultou na morte de pelo menos sete reféns estrangeiros, disse a Reuters, citando fontes no governo argelino. Mas uma agência de notícias da Mauritânia, que diz ter contato com os terroristas, colocou a cifra em 34 estrangeiros mortos e afirmou ainda que 15 militantes morreram. Entre os reféns havia norteamericanos, noruegueses, britânicos e japoneses, entre outras nacionalidades. Não havia confirmação de argelinos mortos. Oficialmente, o governo da Argélia disse que a operação de resgate foi concluída ontem. Mas fontes oficiais revelaram que os militantes ainda mantêm reféns, disse a agência estatal APS. Reação - A ação foi recebida com críticas por governos de países com reféns no campo. O Reino Unido reclamou de não ter sido avisado da operação. "Os argelinos sabem que preferíamos ter sido consultados com antecedência", afirmou o porta-voz do primeiro ministro David Cameron. O Japão criticou a Argélia, pedindo que a operação militar fosse interrompida "imediatamente". Já os EUA disseram que pediriam "esclarecimentos" ao governo. Segundo um porta-voz dos militantes, entre os islamitas mortos pelo ataque está Abu al Barra, líder da operação. A crise foi iniciada quando os militantes do grupo Signatários por Sangue, ligado à Al-Qaeda, atacaram o campo de exploração de gás, na quarta-feira, dizendo ser uma represália ao ataque francês contra islamitas que controlam o norte do vizinho Mali. A Argélia teria virado alvo porque autorizou o uso de seu espaço aéreo pela França. De acordo com o governo argelino, o chefe do grupo é Mokhtar Belmokhtar. Ele não participou da operação. Apesar dos militantes terem ameaçado atacar alvos na França, a crise dos reféns na Argélia levou o presidente francês, François Hollande, a defender a operação no Mali. "O que está acontecendo na Argélia fornece mais evidência de que minha decisão de intervir no Mali foi justificada", afirmou. (Agências)
Ian Langsdon/EFE
IRÃ Procurador proíbe opositores de disputar eleição presidencial em junho
Divulgação/EFE
O islamita Mokhtar Belmokhtar (à esq.), líder dos sequestradores na Argélia, se tornou um dos maiores inimigos de Hollande.
França mexe no grande vespeiro chamado África Grupos islamitas são o novo pesadelo de Hollande. Fora de controle, intervenções terminam em tragédia, como na Argélia. Maxppp/EPA/EFE - 12/01/13
Allex foi mantido em cativeiro pelos radicais por três anos
Mais um resgate que não terminou bem
O No Mali, é um por todos.
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Joe Penney/Reuters
pós uma selogístico: cerca de mana de in500 soldados serão tervenção enviados à região militar no Mali, a até fevereiro. França ainda não viu Neste momento, sinais concretos de o Exército local só é recuo dos rebeldes capaz de garantir a islamitas que consegurança no sul do trolam o norte do Mali, onde fica a capaís. No entanto, o pital Bamako. governo de François Cerco - Ontem, Hollande garante Malinenses acenam para blindados franceses soldados franceses que sua operação é cercaram a cidade positiva. "Sem a ação fran- dos pelo terrorismo". de Diabaly, no Mali, mantencesa, não haveria mais o MaPor causa da atuação iso- do presos rebeldes que a toli", disse ontem o chanceler lada, o governo da França maram quatro dias atrás. da França, Laurent Fabius, v e m r e c e b e n d o c r í t i c a s Os franceses hesitaram citando colegas europeus. lançar um ataque total à cidadentro do próprio pais. Fabius salientou ontem em O respaldo ocorreu duran- de, já que os militantes ligaBruxelas que, embora a Fran- te a reunião em Bruxelas dos dos à Al-Qaeda haviam se reça tenha sido "precursora" na 27 países-membros da União fugiado nas casas de civis. intervenção no Mali, a neces- Europeia, que entraram em As forças francesas agora sidade que outros Estados se acordo para acelerar o envio somam cerca de 1.400 solunam de alguma maneira à de tropas do bloco para trei- dados, disse o ministro da operação está justificada pe- nar o Exército do Mali. Defesa, Jean-Yves Le Drian, lo fato de que "todos os paíA solidariedade europeia e esse número deve subir ses europeus se veem afeta- se resume ao plano político e para 2.500. (Agências)
grupo radical islâmico Al-Shabab, ligado à Al-Qaeda, afirmou ontem que matou o agente do serviço secreto francês Denis Allex, sequestrado pelo grupo em 2009 na Somália. A morte foi anunciada cinco dias após uma operação frustrada de resgate. Em mensagem no Twitter, o grupo anunciou que ele foi morto na quartafeira passada, após mais de três anos de "exaustivas negociações". Os militantes extremistas afirmaram ainda que decidiram matar Allex em
retaliação à operação no final de semana. Mas a França acredita que Allex foi morto na operação de sábado passado e acusou os militantes de manipularem a mídia com as recentes declarações. O Al-Shabab controla o centro-sul somali, incluindo a capital Mogadiscio. Além dos reféns na Argélia, a França possui oito cidadãos sequestrados na África, dos quais cinco estão no Níger, dois em Mali e outro na Nigéria, e a maioria deles em mãos da Al-Qaeda no Magreb Islâmico. (Agências)
Goran Tomasevic/Reuters
Por todos os lados: Damasco também é alvo de bombas do regime.
Homs: tragédia sem fim.
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rupos de oposição disseram ontem que aliados do regime sírio foram responsáveis por um massacre ocorrido na cidade de Homs, na região central da Síria, na última terça-feira. Segundo os ativistas, o número de mortos na ação varia entre 37 e 106, inclundo mulheres e crianças. Caso confirmada, a ação aconteceu no mesmo dia em que 87 pessoas morreram em um atentado à Universidade de Alepo, no norte do país. A estimativa mais alta sobre o massacre de Homs é do Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres. Segundo ativistas, pelo menos 106 pessoas morreram no
bairro de Basatin al Hasamiya após um ataque de uma milícia armada vinculada ao presidente Bashar al-Assad, conhecida como shabbiha. Os Comitês de Coordenação Local, que estão dentro da Síria, também confirmaram a ação, mas disseram que 37 civis foram mortos. A organização disse que o último levantamento foi feito na quarta-feira e que o número de mortos pode ser maior. Uma autoridade em Damasco negou os relatos, ao dizer que ninguém foi morto. "O Exército protege os civis e suas propriedades", disse o oficial, acusando "terroristas" de usarem civis como "escudos humanos". (Agências)
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idades
COMÉRCIO PAULISTANO Obra de João Castanho Dias conta um pouco da evolução do comércio paulistano através do consumo do trigo. Em O Grão Rei, leitor ficará sabendo, por exemplo, como os imigrantes portugueses começaram no ramo de padarias.
À esq., Padaria Alemã, em Santo Amaro, em 1900. Bairro é conhecido pela colônia germânica. Acima, fila para o pão na década de 1940, em Barretos (SP). À dir., o livro O Grão Rei.
Livro revela uma cidade movida a trigo Escritor mostra a importância do grão dourado para a história do comércio e da indústria paulista. Das 63 mil padarias brasileiras, 13 mil ficam no Estado de São Paulo. Fotos: Reprodução
Marcus Lopes
Logotipo do Moinho Matarazzo, que funcionava na capital paulista.
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oa parte da história do comércio paulistano passa pelo trigo. E isso não é nenhum exagero. Basta lembrar que, das 1,5 milhão de pizzas consumidas diariamente no Brasil, os paulistanos devoram 800 mil, ou 53% do consumo nacional. Das 63 mil padarias brasileiras, 13 mil ficam em terras paulistas, na Capital e no interior. "Embora o Estado de São Paulo não seja um grande produtor de trigo, é nele que se concentra o maior mercado consumidor de derivados do grão do País", explica o jornalista e escritor João Castanho Dias, que acaba de lançar O Grão Rei (Editora Barleus, 164 páginas). O livro, que conta a história e a importância do trigo no Brasil, acaba sendo um delicioso passeio pela história do comércio e da indústria de São Paulo. Pouca gente sabe, por exemplo, como os portugueses entraram no ramo das padarias e tornaram-se referência quando o assunto é pão. Laticínios – Os primeiros padeiros portugueses, explica Castanho, surgiram na década de 1920 e eram funcionários dos laticínios que abasteciam a cidade de São Paulo. Todos os dias, eles entregavam o leite, que vinha de trem do Vale do Paraíba, nos domicílios paulistanos. "Por que não aproveitar a freguesia vendendo não apenas leite, mas também o pão?", explica o autor, em entrevista ao Diário do Comércio. "E lá foram os portugueses montar padarias em São Paulo criando uma tradição que se mantém até hoje. Em resumo, por causa do leite os portugueses viraram padeiros", conta o escritor. Em menor número, os italianos também descobriram um novo filão e passaram a fabricar por aqui o famoso pão italiano. Primeiro para a comunidade italiana, depois para toda a população. Basilicata – Alguns estabelecimentos resistem até hoje, como a padaria Basilicata, no bairro do Bixiga. Ela foi fundada pelo italiano Domenico Antonio Laurenti, que já possuía alguma experiência em panificação vendendo pão nas ruas da capital paulista.
BIU Participações S.A. CNPJ no 08.845.753/0001-00- NIRE 35.300.341.988 Ata Sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 20.11.2012
Newton Santo
Acima, a padaria italiana Basilicata, no bairro do Bixiga, fundada em 1934 e que funciona até hoje (ao lado).
Em 1934, ele aposentou a carroça e abriu a Basilicata, que em pouco tempo se tornaria uma das padarias italianas mais tradicionais da cidade. Hoje, o negócio é conduzido por seus descendentes, que preservam as tradições (e receitas) herdadas do fundador, que morreu em 1997, aos 93 anos. Nos tempos bicudos da Segunda Guerra Mundial, as dificuldades para a importação do trigo acabaram se refletindo na produção de pão. Todos os dias, longas filas se formavam nas padarias e empórios atrás de gêneros de primeira necessidade. Para tentar contornar a situação, foi criado o "pão de guerra", que substituía a farinha de trigo pela de milho. A aceitação, porém, foi muito baixa, pois as pessoas alegavam que a textura da farinha de milho dava ao alimento um gosto parecido com areia. A situação só foi normalizada após o conflito e o aumento da produção agrícola brasileira, nas décadas seguintes. No livro, Castanho, especialista em temas agropecuários, conta toda a trajetória do trigo no Brasil, lembrando que os primeiros
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Ilustração de Debret mostra uma típica padaria carioca no século 18 grãos chegaram a São Vicente nas naus de Martim Afonso de Sousa, no século 16. Vencidas as dificuldades de manejo nos séculos seguintes, o trigo caiu no gosto da população e entrou definitivamente no cardápio brasileiro. Moinhos – E se para ter pão é necessário farinha, para ter farinha é preciso haver um moinho. Na época em que São
Paulo era uma cidade industrial havia vários deles, como o das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM). O tempo passou, mas os paulistas ainda mantêm a liderança no processamento do trigo. "Atualmente quatro dos maiores moinhos de trigo do País, Ocrim, Anaconda, Bunge e Pacífico, estão localizados em São Paulo", diz Castanho.
Alessandro Valle/ABCDigipress/Estadão Conteúdo
PIRANHAS Piranhas atacam banhistas no rio Negro, em Manaus. Praias serão monitoradas.
Ó RBITA
SÓ EM ABRIL
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governador Geraldo Alckmin disse ontem que as tarifas do metrô e da CPTM podem não ser reajustadas neste trimestre. O aumento só deverá ocorrer a partir de abril. Historicamente, o preço desses transportes sobe em fevereiro. O pedido para que as tarifas não subam agora veio do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A intenção do é reduzir impactos da alta das tarifas na inflação. (Estadão Conteúdo)
CATA-BAGULHO As subprefeituras da cidade vão realizar amanhã operação "Cata-Bagulho" .
PM ASSASSINADO
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m sargento reformado da Polícia Militar foi morto a tiros no início da tarde de ontem no Itaim Bibi, bairro da zona sul de São Paulo. Segundo a PM, a vítima foi morta após deixar uma agência bancária crime conhecido popularmente como "saidinha" de banco. Ninguém foi preso. A PM informou que o sargento foi abordado quando saía do banco por volta das 12h, na rua Ministro Jesuíno Cardoso. Ele reagiu, lutou com o suspeito e foi baleado. (Folhapress)
CHUVA PROVOCA MAIS UM DESABAMENTO
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ma faixa da Rua Manuel Pereira da Silva (foto), continuação da avenida do Estado, sentido Centro, desmoronou por volta das 20h da quarta-feira. A via já passava por intervenções da CET. Com as chuvas, o asfalto ce-
deu ainda mais. Três das quatro faixas da rua estão interditadas. Ninguém se feriu com o desmoronamento. Como duas faixas da via já estavam interditadas, o trânsito ficou ainda mais complicado com o incidente. (Estadão Conteúdo)
Data, Hora e Local: Em 20 de novembro de 2012, às 18h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Luiz Fernando Peres. Quórum de Instalação: Totalidade do Capital Social. Presença Legal: Representantes dos Acionistas da Sociedade e da Probus Prime Soluções Contábeis e Empresariais Ltda., empresa avaliadora. Edital de Convocação: Dispensada a publicação, de conformidade com o disposto no § 4 o do Art. 124 da Lei n o 6.404/76. Deliberações: aprovadas as propostas da Diretoria da Sociedade, registradas na Reunião daquele Órgão, de 19.11.2012, para: a) Cisão de Parcela do Patrimônio da Sociedade para a acionista Embaúba Holdings Ltda., visando a promover a reorganização societária com o objetivo de extinguir o negócio conjunto entre a Organização Bradesco e o Grupo Itaú Unibanco em relação a participação na Serasa S.A. detida pela Sociedade, com a transferência de ativos da referida parcela para a mencionada acionista; b) alteração da redação do Artigo Nono do Estatuto Social, relativamente à forma de representação da Sociedade, o qual passa a ter a seguinte redação: “Artigo Nono - A representação da Companhia em juízo ou fora dele, assim como a prática de todos os atos referidos no Artigo Oitavo competem a: (i) 2 (dois) Diretores em conjunto; (ii) 1 (um) Diretor em conjunto com 1 (um) procurador; ou (iii) 1 (um) procurador, na forma indicada nos respectivos instrumentos de mandato.”; Tendo em vista a aprovação da proposta para Cisão Parcial com Versão de Parcela do Patrimônio em Sociedade Existente: I) ratificar a nomeação da Probus Prime Soluções Contábeis e Empresariais Ltda., sociedade simples estabelecida na Avenida dos Autonomistas, n o 3.191, 4 o andar, Centro, Osasco, SP, registrada no Conselho Regional de Contabilidade no Estado de São Paulo sob o n o 2SP 025800/O-5 e inscrita no CNPJ no 11.091.208/0001-80, como responsável pela avaliação do Patrimônio Líquido da Sociedade; II) aprovar o “Instrumento de Protocolo e Justificação de Cisão Parcial com Versão de Parcela do Patrimônio em Sociedade Existente”, firmado pelas Sociedades em 19.11.2012, bem como o Laudo de Avaliação e seu anexo, tanto na forma como no teor em que foram redigidos, especialmente quanto aos números neles contidos, cuja transcrição foi dispensada, o qual, rubricado pelos componentes da Mesa, será levado a registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo, ficando arquivado na Sociedade, nos termos da alínea “a” do Parágrafo Primeiro do Artigo 130 da Lei n o 6.404/76. III) alterar o “caput” do Artigo Quinto do Estatuto Social, para refletir a redução do seu capital social, passando esse de R$73.998.672,67 para R$48.953.954,95, mediante o cancelamento de 312.342 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal, de titularidade da Embaúba Holdings Ltda., reduzindo-se de 922.865 ações para 610.523 ações, passando o referido “caput” a assim se redigir: “O capital social é de R$48.953.954,95 (quarenta e oito milhões, novecentos e cinquenta e três mil, novecentos e cinquenta e quatro reais e noventa e cinco centavos), representado por 610.523 (seiscentas e dez mil, quinhentas e vinte e três) ações, sendo todas ordinárias, nominativas, sem valor nominal.”; IV) autorizar: a) que a administração da Sociedade pratique todos os atos e firme todos os documentos necessários à implementação e formalização das deliberações ora aprovadas, conforme previsto na legislação em vigor; b) a alienação da totalidade das ações detidas pela Sociedade de emissão da Serasa S.A., conforme determina o Parágrafo Segundo do Artigo Décimo do Estatuto Social; V) aprovar a consolidação do Estatuto Social da Sociedade contemplando as alterações ora aprovadas, na forma rubricada pelos acionistas, o qual passa a fazer parte integrante da presente ata; VI) registrar o pedido de renúncia ao cargo de Diretor da Sociedade, formulado pelo senhor Luiz Fernando Peres, em carta desta data (20.11.2012), cuja transcrição foi dispensada, a qual ficará arquivada na sede da Sociedade, para todos os fins de direito, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante sua gestão. Em consequência, a Diretoria da Sociedade fica assim composta: Diretores: Sérgio Ribeiro da Costa Werlang, brasileiro, casado, engenheiro, RG 04.590.754-0/IFP-RJ, CPF 506.666.577-34, com domicílio na Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, CEIC - Centro Empresarial Itaúsa, Torre Olavo Setubal, Piso Itaú Unibanco, São Paulo, SP; e Caio Ibrahim David, brasileiro, casado, engenheiro, RG 12.470.390-2/SSP-SP, CPF 101.398.578-85, com domicílio na Praça Alfredo Egydio Aranha, 100, Torre Eudoro Villela, Piso Zero, São Paulo, SP. Quórum das Deliberações: Unanimidade de votos. Documentos Arquivados: arquivada na sede e autenticada pela Mesa da Assembleia a Proposta da Diretoria. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que para as deliberações tomadas o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período e como ninguém se manifestou, foi a Ata lavrada no livro próprio e lida, sendo aprovada por todos e assinada. (aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Luiz Fernando Peres; Acionistas: Embaúba Holdings Ltda., representada por seu Diretor, senhor Domingos Figueiredo de Abreu; Itaú Unibanco S.A., representado por seus Diretores, senhores Sérgio Ribeiro da Costa Werlang e Caio Ibrahim David; e Dibens Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil, representado por seus Diretores, senhores Luís Otávio Matias e Marcos Vanderlei Belini Ferreira; Empresa Avaliadora: Probus Prime Soluções Contábeis e Empresariais Ltda., representada pelo senhor Sidney Pires de Oliveira. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Luiz Fernando Peres – Secretário. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo Certifico o registro sob número 19.109/13-1, em 10.1.2013. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. “Anexo da Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 20.11.2012. - BIU PARTICIPAÇÕES S.A. - ESTATUTO SOCIAL - CAPÍTULO I - Da Denominação, Sede, Objeto e Duração - ARTIGO PRIMEIRO - A BIU PARTICIPAÇÕES S.A. é uma sociedade anônima que regese por este Estatuto Social e pelas demais disposições legais que lhe forem aplicáveis. ARTIGO SEGUNDO - A Sociedade tem sede na Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, no Município de Osasco, Estado de São Paulo, CEP 06029-900, e foro no mesmo Município. ARTIGO TERCEIRO - A Companhia tem por objeto social específico a participação acionária na Serasa S.A., sociedade inscrita no CNPJ/MF sob nº 62.173.620/0001-80, não podendo participar, como sócia ou acionista, de quaisquer outras sociedades. ARTIGO QUARTO - A Sociedade terá prazo indeterminado de duração. CAPÍTULO II - Do Capital - ARTIGO QUINTO - O capital social é de R$48.953.954,95 (quarenta e oito milhões, novecentos e cinquenta e três mil, novecentos e cinquenta e quatro reais e noventa e cinco centavos), representado por 610.523 (seiscentas e dez mil, quinhentas e vinte e três) ações, sendo todas ordinárias, nominativas, sem valor nominal. Parágrafo Primeiro - Cada ação corresponde a um voto nas deliberações sociais. Parágrafo Segundo - As ações provenientes de aumento de capital serão distribuídas entre os acionistas, na forma da lei, no prazo que for fixado pela Assembléia que deliberar sobre o aumento de capital. CAPÍTULO III - Da Assembléia Geral - ARTIGO SEXTO - A Assembléia Geral reunir-se-á, ordinariamente, nos 4 (quatro) primeiros meses após o encerramento do exercício social, e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem. Parágrafo Primeiro - A Assembléia Geral será presidida por acionista escolhido entre os presentes, que convidará o secretário dos trabalhos. Parágrafo Segundo - As deliberações das Assembléias Gerais Ordinárias e Extraordinárias, ressalvadas as exceções previstas em lei e em acordo de acionistas arquivado na sede social, sem prejuízo do disposto neste Estatuto Social, serão tomadas por maioria absoluta de voto, não computando os votos em branco. CAPÍTULO IV - Da Administração - ARTIGO SÉTIMO A administração da Companhia será exercida por uma diretoria, composta por 3 (três) membros, todos com a designação de diretores, podendo ser acionistas ou não, residentes no país, eleitos pela Assembléia Geral para um mandato de 2 (dois) anos, permitida a reeleição. Vencido o mandato, os diretores continuarão no exercício de seus cargos, até a posse dos novos eleitos. Parágrafo Primeiro - Os diretores ficam dispensados de prestar caução e seus honorários serão fixados pela Assembléia Geral que os eleger. Parágrafo Segundo - A investidura dos diretores nos cargos far-se-á por termo lavrado no livro próprio. ARTIGO OITAVO - A Diretoria é o órgão executivo da Companhia, cabendo-lhe assegurar o funcionamento regular desta, tendo poderes para praticar todos e quaisquer atos relativos aos fins sociais, exceto aqueles que por Lei, por acordo de acionistas arquivado na sede social, ou pelo presente Estatuto Social dependam de prévia aprovação da Assembléia Geral. ARTIGO NONO - A representação da Companhia em juízo ou fora dele, assim como a prática de todos os atos referidos no Artigo Oitavo competem a: (i) 2 (dois) Diretores em conjunto; (ii) 1 (um) Diretor em conjunto com 1 (um) procurador; ou (iii) 1 (um) procurador, na forma indicada nos respectivos instrumentos de mandato. Parágrafo Primeiro - Na hipótese de representação nos termos do Artigo Nono (i) acima, o Diretor que não praticou o ato deve ser imediatamente comunicado pelos demais Diretores. Parágrafo Segundo - Na hipótese de representação nos termos do Artigo Nono (ii) acima, o procurador deverá ser nomeado por pelo menos 1 (um) dos Diretores que não praticarão o ato conjuntamente com ele e o Diretor que não houver participado do ato deverá ser imediatamente comunicado. Parágrafo Terceiro - Quando o ato for praticado sem a participação de qualquer dos Diretores, diretamente ou por meio de um procurador por ele indicado em conjunto com outro Diretor, tal Diretor deverá ser imediatamente comunicado após a prática do ato. ARTIGO DÉCIMO - A nomeação de procurador(es) dar-se-á pela assinatura de 2 (dois) diretores em conjunto, devendo os instrumentos de mandato especificarem os poderes conferidos aos mandatários e serem outorgados com prazo de validade não superior a um ano, exceto em relação às procurações “ad judicia”, as quais poderão ser outorgadas por prazo indeterminado. Parágrafo Primeiro - É vedada a prestação de avais, fianças e outras garantias em favor de terceiros. Parágrafo Segundo - Será vedada à administração da Companhia a alienação de qualquer ação de emissão da Serasa S.A. detida pela Companhia, sem a prévia e expressa aprovação da totalidade dos Acionistas. Parágrafo Terceiro - É expressamente vedado e será nulo de pleno direito o ato praticado por qualquer administrador, procurador ou funcionário da Companhia que a envolva em obrigações relativas a negócios e operações estranhos ao objeto social, sem prejuízo da responsabilidade civil ou criminal, se for o caso, a que estará sujeito o infrator deste dispositivo. CAPÍTULO V - Conselho Fiscal - ARTIGO DÉCIMO PRIMEIRO - A companhia terá um Conselho Fiscal, de funcionamento não permanente que, quando instalado, deverá ser composto de 3 (três) membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não. Parágrafo Único - Os membros do Conselho Fiscal serão eleitos pela Assembléia Geral Ordinária para um mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição. CAPÍTULO VI - Disposições Gerais ARTIGO DÉCIMO SEGUNDO - O exercício social da companhia coincide com o ano civil, encerrando-se em 31 de dezembro de cada ano. Quando do encerramento do exercício social, a companhia preparará um balanço patrimonial e as demais demonstrações financeiras exigidas por Lei. ARTIGO DÉCIMO TERCEIRO - Os lucros apurados em cada exercício terão o destino que a Assembléia Geral lhes der, conforme recomendação da diretoria, depois de ouvido o Conselho Fiscal, quando em funcionamento, e depois de feitas as deduções determinadas em Lei. ARTIGO DÉCIMO QUARTO - Nos termos do artigo 204 da Lei nº 6.404/76, (i) a Diretoria poderá levantar balanço semestral e, com base em tais balanços, os acionistas poderão declarar dividendos à conta de lucro apurada nesse balanço; e (ii) os acionistas poderão declarar dividendos intermediários à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes, com base no último balanço anual ou semestral. ARTIGO DÉCIMO QUINTO - A companhia distribuirá, como dividendo obrigatório em cada exercício social, o percentual mínimo previsto e ajustado nos termos da legislação aplicável. ARTIGO DÉCIMO SEXTO - A Assembléia Geral poderá aprovar o pagamento ou crédito de juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes, observada a legislação aplicável. As eventuais importâncias assim desembolsadas podem ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório previsto neste Estatuto Social. Parágrafo Único - Em caso de crédito de juros aos acionistas no decorrer do exercício social e sua atribuição ao valor do dividendo obrigatório, os acionistas devem ser compensados com os dividendos a que têm direito, sendo-lhes assegurado o pagamento de eventual saldo remanescente. Na hipótese de o valor dos dividendos ser inferior ao que lhes tenha sido creditado, a companhia não pode cobrar dos acionistas o saldo excedente. ARTIGO DÉCIMO SÉTIMO - A companhia entrará em liquidação nos casos previstos em lei ou por deliberação da Assembléia Geral, com o quorum de acionistas representando a totalidade do capital social, a qual determinará a forma de sua liquidação, elegerá os liquidantes e fixará a sua remuneração. ARTIGO DÉCIMO OITAVO - Qualquer ação entre os acionistas ou deles contra a Companhia, baseada neste estatuto social, será proposta no foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo. ARTIGO DÉCIMO NONO - A companhia deve observar os acordos de acionistas arquivados em sua sede, se houver, sendo vedado o registro de transferência de ações e o cômputo de votos proferidos em Assembléia Geral contrários aos seus termos. ARTIGO VIGÉSIMO - Os casos omissos ou duvidosos deste Estatuto Social serão resolvidos pela Assembléia Geral, a eles aplicando-se as disposições legais vigentes. Declaramos que a presente é cópia fiel do Estatuto Social desta Empresa, contendo a deliberação aprovada na AGE de 20.11.2012. BIU Participações S.A. aa) Caio Ibrahim David e Luiz Fernando Peres.”.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
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Um tiro na audição Este revólver, apesar de não funcionar como uma arma, é capaz de fazer um baita de um estrago nos seus ouvidos. O barulho emitido por ele é equivalente a um trem em movimento passando pertinho de você.
Bala que não mata, mas engorda.
http://designyoutrust.com/2013/01/ deaf-leopard-gun
O kit para fazer projéteis de chocolate custa US$ 15. Vem com forma para produção de 10 balas de cada vez. Deve virar sucesso entre as crianças que estão entediadas em casa. Não é politicamente correto, pelo menos nos Estados Unidos, mas é 100% seguro.
D IVERSÃO
http://thegadgetflow.com/por tfolio/ chocolate-ammo-candy-making-kit-15/
E STRADAS PAULISTAS
Novas opções de pedágio
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pós quatro meses de atraso, começará a funcionar um novo serviço de pedágio eletrônico nas rodovias paulistas. Hoje, só uma operadora – a Sem Parar – oferece a opção de os motoristas passarem diretamente pelas praças de cobrança. A primeira concorrente será a Auto Expresso, a partir do dia 28. Em 4 de março, a ConectCar também estará à disposição.
Panquecas hollywoodianas Nathan Shields tem transformado panquecas em arte e feito a diversão de seus filhos. Vira e mexe ele homenageia personagens de filmes. Esta semana o tema foi O Hobbit: Uma Jornada Inesperada.
Com o aumento da oferta, a expectativa do governo é diminuir o preço do serviço e facilitar promoções para atrair consumidores com mais planos pré e pós-pagos. Todas as 142 praças de pedágio das estradas estaduais terão as novas operadoras. Serão beneficiados usuários de vias como Anchieta, Imigrantes, Anhanguera, Bandeirantes, Ayrton Senna e Castelo Branco.
Nas rodovias federais que cortam o Estado, como Dutra e Fernão Dias, a DBTrans, responsável pelo serviço Auto Expresso, e a ConectCar ainda terão de negociar com as concessionárias a adoção dos novos serviços. Veículos com tag (dispositivo que registra a cobrança) da Auto Expresso e da ConectCar usarão as mesmas faixas destinadas hoje ao Sem Parar. (Agências)
A MAZON
Quiosque venderá e-reader Kindle Com a chegada de dois modelos de e-reader da Kobo, via Livraria Cultura, a Amazon não perdeu tempo. A empresa anunciou a instalação de quiosques de seu leitor, o Kindle, em quatro shoppings: Morumbi e Iguatemi, em São Paulo, e Barra e Leblon, no Rio. A versão disponível no Brasil é a mais simples: R$ 299.
Mauro Akin Nassor/Estadão Conteúdo
U FC
Após boato, evento é confirmado. O Ministério Público do Estado de São Paulo emitiu comunicado anunciando um inquérito para investigar possíveis irregularidades no patrocínio da prefeitura da capital ao evento do UFC amanhã. Por conta disso, surgiram até rumores de que o show no Ginásio do Ibirapuera pudesse ser cancelado, hipótese refutada pelo diretor de assuntos internacionais da organização, Marshall Zelaznik, ontem à tarde. O diretor fez a declaração durante a coletiva de imprensa oficial do UFC SP.
Mas quem roubou a atenção e quase antecipou o evento de amanhã à noite na zona sul foram Vitor Belfort, Michael Bisping, Daniel Sarafian e CB Dollaway. Os lutadores reservaram fortes emoções para os fãs de MMA quando foram para a encarada oficial. Sobrou provocação para todos os lados. O clima ficou tenso quando o brasileiro Daniel Sarafian e CB Dollaway, que lutam no coevento principal, tocaram os rostos, com olhares ameaçadores e um sorriso sarcástico por parte do americano.
Luiz Fernando Menezes/Estadão Conteúdo
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D ISTRITO FEDERAL
F UTEBOL
Brasileira tenta trazer São Paulo apresenta filhos da Nigéria camisa para 2013
A TÉ LOGO
G OOGLE EM LONDRES
Nova sede vai valer um bilhão de libras O Google está construindo uma nova sede britânica que pode valer até 1 bilhão de libras (US$ 1,6 bilhão) quando concluída. A gigante da internet comprou um terreno no projeto de Kings Cross Central, um dos maiores programas de revitalização de Londres, onde vai construir um escritório de 1 milhão de metros quadrados, disseram os desenvolvedores de propriedade por trás do projeto ontem.
Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
L OTERIAS
Mais de 90% dos paulistanos acham pouco seguro viver na capital
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Emissão de passaporte é normalizada após pane em sistema da PF
L
O São Paulo apresentou ontem sua camisa para a temporada 2013 com uma estrela na manga. A homenagem é alusiva aos 20 anos da conquista do Mundial Interclubes de 1993, no Japão, quando o time tricolor venceu o Milan por 3 a 2. A decisão foi conjunta com a Penalty, que assume a confecção dos uniformes são-paulinos e também era a fornecedora de material esportivo na época da conquista do título. O acordo com a empresa foi fechado em R$ 35 milhões por ano de renda para o clube.
Uma história bizarra tomou as manchetes de esporte dos EUA. O principal envolvido é Manti Te'o, jogador de futebol americano apontado como uma das maiores promessas do esporte. Ele passou por um drama familiar em setembro: sua avó e sua namorada teriam morrido no mesmo dia, em meio a uma sequência de vitórias de seu time. O problema é que a suposta namorada do atleta nunca existiu, descobriu o site Deadspin após investigação. Te'o, no entanto, jura de pé junto que a moça era de carne e osso.
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Uma cabeleireira de Recanto das Emas, no entorno do Distrito Federal, buscou ajuda da Polícia Civil há cerca de um ano para trazer os filhos de volta ao Brasil. Eles foram levados para a Nigéria no início de 2011 pelo então marido de Cíntia Cristina de Souza, o nigeriano Collins Obinna James, 45. A polícia concluiu agora a investigação sobre o caso e vai encaminhar o inquérito para a Justiça Federal. James, que está foragido, é autor de golpes financeiros contra mulheres e gays em São Paulo e Minas Gerais.
História sem pé ou cabeça
Fotos: Jeff Haynes/Reuters
Daniel Sarafian e CB Dollaway se encaram durante coletiva ontem
FÉ - Milhares de baianos e turistas participaram ontem da tradicional Lavagem do Bonfim em Salvador. Antes das 9h, uma multidão já estava reunida à frente da Igreja da Conceição da Praia fazendo orações e pedidos. Depois, participaram da caminhada até a Colina Sagrada, no bairro do Bonfim.
Mulher de 33 anos é morta ao reagir a assalto na zona sul de São Paulo
Concurso 3097 da QUINA 06
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11 ENERGIA Chuvas recuperam o nível dos reservatórios do Sul e Sudeste do País
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SOJA A safra brasileira de 2012/13 deve ser de 84 milhões de toneladas
Paulo Pampolin/Hype
O NOVO PAPEL ESTRATÉGICO DO CONTADOR Sérgio Approbato Machado Júnior assume a presidência do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP) com a certeza de que o profissional é hoje peça-chave para as companhias. Ele fala aqui dos desafios do setor.
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contador e administrador de empresas Sérgio Approbato Machado Júnior assumiu neste mês a presidência do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP). É seu primeiro mandato, e tem duração até 2015. A sua presidência, diz ele, será pautada pela valorização do profissional contábil, figura que ganha cada vez mais importância nas decisões estratégicas das empresas no Brasil. Outra frente de Approbato será a busca pela redução da burocracia e da carga tributária. Um desafio e tanto, visto que as últimas grandes empreitadas do governo no campo tributário, como a criação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), só fez crescer as obrigações às quais as empresas, e consequentemente os contadores, estão sujeitos. O novo presidente do Sescon-SP concedeu entrevista exclusiva ao Diário do Comercio. Leia a seguir: Diário do Comércio – O profissional de serviços contábeis tem hoje importância estratégica para as empresa. O empresariado reconhece esse novo papel? Sérgio Approbato Machado Júnior– Hoje o empresário reconhece mais esse papel estratégico do profissional contábil. Muito disso por causa do maior controle que o governo faz sobre as empresas, inclusive sobre as de porte menor. Costumo dizer que o contador está para o empresário como um médico de família está para os entes familiares. Mais do que executar funções, ele é um consultor. E sua importância só tende a aumentar à medida que as empresas e os processos se sofisticam. DC – Como o Sescon vai contribuir nesse processo de valorização? Sérgio Approbato – Além de ajudar na formação do contador, estamos trabalhando no desenvolvimento de ferramentas de gestão que facilitem o trabalho desses profissionais. Já temos os caminhos
Segundo o presidente do Sescon-SP, as pequenas e médias empresas não foram consultadas sobre o Sped.
para estas ferramentas, agora estamos desenvolvendo a tecnologia. Quando estiverem mais maduras darei mais detalhes. DC – No momento, qual é a principal dor de cabeça do profissional contábil? Sérgio Approbato – O Sped (Sistema Público de Escrituração Digital) sem dúvida foi um divisor de águas. Ele é hoje o maior desafio no campo contábil para as empresas e, consequentemente, para os contadores. O governo criou um sistema que realmente traz transparência, mas implantou o modelo de maneira equivocada. Há cinco anos foi feito um piloto do Sped, mas apenas grandes corporações foram consultadas. Para elas, a digitalização das informações foi importante, porque tinham um grande custo com a guarda de documentos. O problema é que mais de 80% das empresas do País são de médio e pequeno porte. Estas não foram consultadas, nem informadas adequadamente das mudanças que o Sped traria em suas atividades.
O contador está para o empresário como um médico de família está para os entes familiares. Mais do que executar funções, ele é um consultor. DC – Por que depois de todo esse tempo o Sped continua a ser um grande desafio? Sérgio Approbato – Acabei de conversar com um amigo que atende uma empresa que trabalha com 35 mil itens vendidos em 25 estados. Por mês são feitas 22 milhões de transações no cadastro desta empresa, cada uma com suas peculiaridades. Erros inevitavelmente podem acontecer nesse processo, e eles são punidos com rigor pela Receita Federal. A adequação ao Sped é algo caro, que mexe com a gestão da empresa, com a forma de fazer os controles, os cadastros. Antes se fazia relatórios resumidos,
agora são exigidos detalhamentos, é preciso atender a peculiaridades de legislações estaduais distintas, de tributações específicas de produtos. Para piorar, o governo federal tem um projeto de incluir as empresas do Simples no Sped fiscal. As empresas menores deveriam ter suporte, ter subsídio do governo para adequação. DC – A impressão que temos é que, na busca da simplificação, o governo complica cada vez mais a vida das empresas. O que o sr. acha? Sérgio Approbato – São interesses regionais. Estamos falando de um País continental, com regiões distintas preocupadas em defender seus interesses particulares. Isso ficou claro na questão dos royalties do petróleo. È difícil que os estados coloquem a União em primeiro plano. De qualquer maneira, realmente se analisarmos o que o governo fez no campo tributário nos últimos anos, vamos ver que acabou criando mais burocracia. A Resolução 13, por exemplo, criada para coibir a guerra dos portos, acabou trazendo novas obrigações às empresas. Agora devemos ter pela frente o Sped Social, que vai controlar todo o departamento pessoal das empresas. Dá para imaginar os problemas que virão pela frente. Quando algo dessas proporções vai ser implantado tem de estar funcionando com perfeição, não pode ter brechas como nos projetos anteriores do Sped. DC – Nesse sentido, a luta do Sescon-SP em prol da simplificação tributária e desburocrati-
zação será dura. Sérgio Approbato – Sem dúvida. A reforma tributária ampla seria fundamental, mas certamente é muito difícil de ela acontecer por causa dos interesses individuais dos estados. Uma reforma ampla seria importante para reduzir a burocracia tributária, o que ajudaria a atrair mais investidores estrangeiros, que colo-
cariam mais dinheiro no País. DC – O Sescon-SP participou de mobilizações como a que criou o Simples Nacional, que acabou com a CPMF e obrigou a discriminação do imposto na nota. Quais são as próximas? Sérgio Approbato – O Sescon é engajado em mobilizações que defendam o interesse social, não apenas a classe con-
tábil. Nesse sentido, vamos buscar meio de reduzir a burocracia e a carga tributária, unindo forças com movimentos que busquem estes mesmos objetivos. Estou envolvido com estas lutas há pelo menos 15 anos. Especificamente para os profissionais contábeis, uma frente importante é a questão da delação – o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) obrigou os contadores, entre outros profissionais que prestem serviços de consultoria empresarial, a denunciarem crimes cometidos pelas empresas que atendem. O Sescon, diferente de outras entidades que só estão criticando a medida, tem dialogado com o Coaf. DC – Será uma pressão e tanto em cima do contador. Sérgio Approbato – Sim. Foi uma medida que veio da pressão internacional sobre o governo, que acabou cedendo.
Chapina é vice na ACSP
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osé Maria Chapina, expresidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP), tornou-se vicepresidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ele assume o cargo a convite de Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). "O contador é responsável por decisões estratégicas das empresas. Ele é hoje o guru das empresas. Isso mostra a importância de termos o José Maria Chapina em nossa estrutura atuando como um conselheiro permanente", disse Amato. Chapina já atua à frente do Conselho deliberativo e do Conselho de Serviços da ACSP, que passou a ser chamado de Conselhos de Assuntos Tributários, Contábeis e de Serviços. Como vice-presidente, fortalecerá os objetivos da
Newton Santos/Hype
Renato Carbonari Ibelli
Conselheiro tem novos desafios
O contador é hoje o guru das empresas. Isso mostra a importância de termos o José Maria Chapina em nossa estrutura. ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE
ACSP de oferecer serviços que simplifiquem o cotidiano do empresário. "Os ideais da ACSP são parecidos com os do Sescon. Vamos continuar a busca pela simplificação tributária, além de criar mecanismos que facilitem a vida das empresas. Em especial das pequenas empresas", disse Chapina. CMPF – O novo vicepresidente da ACSP deixa o Sescon-SP após seis anos à frente da entidade. Como legado, ele destaca a luta pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a criação da universidade corporativa – que ajuda na formação do profissional de contabilidade –, a estruturação do Sescon Solidário, que trabalha pela inclusão do jovem no primeiro emprego, além de destacar o sucesso na interiorização das atividades do Sescon pelo Estado de São Paulo, por meio de 35 regionais. (RCI)
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e Boeing -787: sem licença para decolar. Mudar a meta seria uma maneira melhor de fazer isso do que recorrer à contabilidade criativa. The Economist
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Fotos: Kyoto/ Reuters
A proibição da agência reguladora dos EUA criou um efeito cascata no mundo. Ninguém quer o risco de ter problemas e estar sem seguro.
Expansão do setor aéreo
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gências reguladoras de aviação e companhias aéreas pelo mundo seguiram ontem a decisão de Estados Unidos e Japão de suspender operações do Boeing-787 Dreamliner. As medidas acontecem em sequência aos problemas com um avião da ANA (All Nippon Airways), obrigado a fazer um pouso de emergência na última quarta-feira, por falhas na bateria. A agência reguladora dos EUA, FAA, proibiu o uso do modelo, abriu uma investigação e só irá liberar o Dreamliner após comprovar que as baterias são seguras e confiáveis. Ontem, a agência de aviação europeia (EASA) decidiu seguir a decisão da instituição similar americana e informou que aguarda apuração sobre os riscos potenciais do problema com a bateria. Não voam – Entre as companhias aéreas que também confirmaram a suspensão estão a LAN, do Chile, a Polish Airlines, da Polônia e a Air Índia, da Índia. JAL (Japan Arlines) e ANA já haviam suspendido a operação do modelo. Uma das grandes apostas da Boeing, o 787 Dreamliner foi concebido como "o comercial mais avançado do mundo" e apresentado em setembro de 2011, após mais de três anos de adiamentos que custaram milhões de dólares à empresa. O modelo, que custa US$ 200 milhões, foi lançado prometendo economia de 20% de combustível, graças ao uso de materiais compostos e fibra de carbono. Há 800 encomendas no mundo. O incidente com a ANA, que não deixou feridos graves, é o sexto envolvendo o modelo, o mais moderno da empresa americana, em dez dias. A ANA e a JAL, as maiores do setor aéreo japonês, contam
Desconfiança: na última quarta-feira o Boeing 787 Dreamliner da japonesa ANA teve que fazer um pouso de emergência , 35 minutos depois da decolagem, e acendeu um sinal de alerta no mundo. A bateria queimou (veja ao lado) e perdeu boa parte da estrutura.
com 24 dos 49 Dreamliners em operação no mundo. Nos EUA, apenas a United Airlines utiliza o jato, com seis aeronaves. Na América do Sul, a chilena LAN é a única a operar com o Dreamliner – são três unidades e nenhuma delas realiza voos para o Brasil. Proibição de voar – A agência de aviação dos EUA lançou uma proibição mundial de voo sobre todos os Boeing-787 Dreamliner, uma dura decisão para a companhia, já que as investigações sobre a segurança dos modelos podem levar semanas. "É uma decisão pou-
co frequente", declarou um porta-voz da Agência Europeia de Segurança Aérea. Segundo ele, apenas o país de fabricação da aeronave pode tomar uma decisão semelhante em nível mundial. Sem certificação e seguro – Como a Boeing é americana, é a FAA que faz a certificação de seus aviões. A decisão da agência, portanto, invalida a certificação, mesmo que o avião voe em outro país. A FAA não pode determinar regras em outro país, mas com a sua decisão as seguradoras, por exemplo, deixam de cobrir
Bateria 'queimada como carvão'
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s autoridades japonesas de segurança da aviação afirmaram ontem que o interior da bateria do Boeing 787 Dreamliner que na quartafeira fez um pouso de emergência no sudoeste do Japão parecia queimada e "inchada". "Estava como carvão", disse Hideyo Kosugi, um dos cinco investigadores enviados ao local em que o avião operado pela All Nippon Airways pousou. Segundo ele, o interior da bateria parecia inflamável. O pouso de emergência foi provocado por diversos alarmes indicando
emergência e possível presença de fumaça no local onde a bateria estava instalada. Kosugi afirmou que, apesar de ainda não estar claro se o problema foi da bateria ou da fiação, ficou aparente que havia maior corrente elétrica e calor gerados do que o ideal. Ele disse também que a bateria estava pesando quase cinco quilos a menos do que seu peso original, provavelmente devido ao vazamento de fluidos. Segundo Kosugi, sua equipe deve divulgar um relatório sobre o pouso de emergência em um prazo entre nove meses e um ano. (Estadão Conteúdo)
acidentes que por ventura possam acontecer com um avião em operação. As próprias companhias aéraes, portanto, não colocarão seus Boeing-787 Dreamliner em operação, mesmo que fora dos EUA. Além disso, a própria fabricante, após a decisão da agência americana, enviou comunicado a seus clientes avisando que os aviões devem permanecer em terra. Incidente – O voo da ANA, com 129 passageiros e oito tripulantes, fazia o trajeto UbeTóquio quando teve que retornar ao solo, na cidade de Takamatsu, após apenas 35 minutos da decolagem. Os indicadores da cabine detectaram um problema em uma das baterias. A Boeing informou apenas que irá cooperar com as autoridades e com a ANA no processo de investigação. Há uma semana, reguladores dos EUA informaram que irão realizar uma ampla revisão nos sistemas do 787. Em janeiro do ano passado, o superjumbo A380 da Airbus também apresentou falhas, com rachaduras em suas asas na Europa. Toda a frota foi inspecionada. (Folhapress)
Revista cita 'números errados' do Brasil
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admiração da opinião pública internacional pela economia brasileira parece cada vez menor. Na edição que chegou ontem às bancas na Europa, a revista The Economist lança mais uma série de duras críticas ao governo de Dilma Rousseff. Ao questionar os recentes artifícios usados pela equipe econômica nas contas públicas, a revista diz que "a mudança na meta (de superávit primário) seria uma alternativa melhor do que recorrer à contabilidade criativa". Com o título "Números errados", a reportagem da revista diz que os dados econômicos "decepcionantes" não param de ser divulgados no Brasil. Depois do fraco Produto Interno Bruto (PIB) apresentado em novembro, o governo de
Dilma Rousseff agora "admite que só atingiu a meta de superávit primário" após "omitir algumas despesas em infraestrutura", "antecipar dividendos de estatais" e "atacar o fundo soberano". Além disso, a revista diz que outra má notícia veio com a inflação que, agora, traz ainda mais " e sc u r i dã o " ao cenário. Para a The Economist , se o governo não tivesse segurado os preços da gasolina e do transporte público, a inflação de 2012 teria chegado "mais perto de 6,5%", o teto da meta do regime de inflação no Brasil. "Em 2013, esses preços tendem a subir", diz a reportagem.
Para a revista, a resposta do governo brasileiro ao cenário negativo alimenta temores de que o Brasil pode estar ingressando em um período de inflação mais alta com crescimento baixo. "Atingida pela crítica, Dilma Rousseff ressalta que o Brasil ainda cresce mais rápido que a Europa. Isso é verdade, mas a maioria das outras econom i a s e m e rg e n t e s , i ncluindo a América Latina, está melhor", pondera a publicação. A manobra nas contas públicas desaponta, diz a revista, mas não chega a ser uma surpresa. A reportagem lembra que a equipe econômica já usou expediente semelhante
em 2010 em uma "complicada troca de títulos entre o Tesouro Nacional e a Petrobras" que "magicamente adicionou 0,9% do PIB ao superávit". "Provavelmente, o Brasil poderia executar um superávit primário menor sem arriscar sua reputação duramente conquistada com a sobriedade fiscal. Mudar a meta seria uma maneira melhor de fazer isso do que recorrer à contabilidade criativa". A revista demonstra, ainda, preocupação com um possível enfraquecimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O risco, diz o texto, é que com uma eleição presidencial em 2014 "as autoridades farão o que for preciso para atender sua previsão de crescimento de 4% este ano". (Estadão Conteúdo)
Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) espera um crescimento de 9 a 9,5% na demanda do setor aéreo brasileiro em 2013, dependendo do desempenho da economia nacional. "Se nós ficamos com 7% crescimento em 2012, imagino que a gente pode chegar a 9 ou 9,5%, sempre condicionado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)", disse Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, em coletiva de imprensa ontem. Ele acrescentou que a expectativa considera um crescimento de cerca de 3% do PIB do Brasil. Em 2012, a demanda cresceu 7,14% ante 2011, segundo a associação, que considera os dados de Avianca, Azul, Trip, Gol e TAM. Em dezembro, a demanda cresceu 7,1%, ante novembro . Já a oferta de assentos teve alta de 3,12% em 2012, e de 5,1% em dezembro, ante novembro. Entre as empresas, a Azul teve alta de 15,95%, enquanto a TAM registrou aumento de 6,64%. A Gol, em processo de redução de oferta após o fim das operações da WebJet, teve queda de 0,14% no período. Sanovicz acredita que Gol e TAM devem seguir ajustando a oferta neste ano, enquanto Azul e Trip, em processo de fusão, tendem a ampliar, assim como a Avianca, que registra aumento na frota. Segundo a Abear, a taxa de ocupação das empresas associadas ficou em 72,96% em 2012, com o embarque de 75 milhões de passageiros. Valor das passagens – O preço médio da passagem aérea nacional caiu mais de 40% nos últimos dez anos, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O valor da Tarifa Aérea Média Doméstica Real referente ao período de janeiro a setembro de 2012 foi de R$ 273,32. Isso representa uma queda de 0,15% em relação à tarifa média de R$ 273,74 apurada em igual período de 2011. Significa, também, um valor 41,69% inferior ao de igual período em 2002, de R$ 468,71. Os valores foram corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com a Anac, 68,89% dos assentos comercializados de janeiro a setembro do ano passado foram vendidos com valores inferiores a R$ 300,00. Tarifas inferiores a R$ 100,00 representaram 15,63% em igual período. Passagens com valor superior a R$ 1.500,00 representaram 0,23% dos bilhetes vendidos. (Agências)
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Agora é mais difícil. Não basta ir à festa. É preciso inovar e oferecer algo especial. Lisa Su, vice-presidente sênior da Advanced Micro Devices
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RISCO E FACILIDADE
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MAIS UM LEÃO
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Fotos: Divulgação
esquisa realizada pela Burson-Marsteller, gigante global de relações públicas, aponta que 88% das empresas nacionais de grande porte já fazem uso de pelo menos uma das redes sociais – Facebook, Twitter, YouTube, Google+ e blogs – na comunicação com seus clientes, percentual acima da média latino-americana (65%) e mundial (87%). No Brasil, 52% das grandes empresas estão no Facebook, onde a média de seguidores das companhias avaliadas é de 515 mil — na América Latina é de 67 mil. Essas novas e tecnológicas plataformas de comunicação social, conforme relatório divulgado pela Burson-Marsteller, estão permitindo, de forma rápida e eficaz, que as empresas executem políticas de engajamento com seus principais interlocutores, os chamados stakeholders. Para Aurora Yasuda, diretora da Millward Brown, parceira do Ibope no Brasil, o crescimento vertiginoso dos smartphones e os tabletes, cada vez mais usados, inclusive em escolas, torna realidade a tendência profetizada há poucos anos de que seria premente uma conexão 360 graus com os consumidores e que a forma de se comunicar iria mudar radicalmente. "Chegou a vez do que podemos chamar de era do mobile marketing (o marketing via internet nas mais diferentes plataformas)". Mas se há facilidade nessa comunicação, ela implica riscos. É o território sobre o qual se debruçam as grandes e as pequenas agências de publicidade. Há mecanismos que estão sendo testados em todo o mundo, como a marca oferecer um prêmio ou um desconto para quem curti sua página numa rede social ou alguma promoção relâmpago para se-
guidores no Twitter. Na Inglaterra, algumas grandes empresas pagam custos de torpedos ou provedores em parceria com a gigante Vodafone para aqueles que querem, digamos assim, ter um relacionamento mais direto com marcas e redes de varejo. O segredo dessa comunicação, onde o consumidor além de receptor de conteúdo também é gerador, está na capacidade de criar laços, o chamado pertencimento – exatamente como pertencemos a uma família, um ciclo de amigos, uma empresa ou grupo profissional. Mecanismos que asseguram aos produtos e às redes de varejo uma experiência positiva de marca, como se o perfume X ou a marca de roupas Y pudessem ser a marca de uma pessoa e, assim, inspirando valor. O mecanismo de compra, todos o sabem, é emocional, como sentir o cheirinho de pão ao entrar numa padaria ou o de um carro novo. É essa a sensação positiva que a vodca Smirnoff testou com eficácia ao promover baladas
ao redor do mundo com o mote Eu estive lá, despertando o desejo. No mercado de publicidade não se inventa, como Nobel, a pólvora, mas se pode reinventar uma comunicação de resultados. Aquele sabonete que passava de mãe para filha e que traz justamente a sensação de pertencimento, de prazer, de positiva lembrança. E essa experiência, agora com a força em tempo real das novas plataformas, que se espalha como um rastro de pólvora. O risco existe, mas também a oportunidade, tanto que, assinala Aurora Yasuda, o maior banco de dados de marcas do gigante grupo publicitário inglês WPP (controlador entre outras das agências Ogilvy, Y&R e JWT) mostra claramente que as marcas que criam uma experiência positiva, diferente e relevante com os consumidores conseguem maior lealdade e preços mais altos que os concorrentes. O esforço das agências está em transformar em números a tese.
Envie informações para esta coluna. E-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br
s inscrições para o Cannes Lions 2013 começam em 24 de janeiro e inauguram duas áreas que brindarão com leões de ouro, prata e bronze agências e publicitários. São elas, Mobile e Branded Content & Entertainment, que passam a integrar a estreante categoria Inovattion, a 16ª do Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Nessa 60ª edição, Cannes se curva à realidade que está ao redor e desafia a criatividade. O júri será formado por especialistas em tecnologia, bem como em hardware, aplicativos, produtos e softwares. "Grandes ideias que são executadas usando formas inovadoras de tecnologia, como o projeto Nike+Fuelband, vencedor do Grand Prix de Titanium em 2012, já são reconhecidos e premiados em Cannes. Mas o Innovation Lions é diferente. Ele funcionará como um tributo à tecnologia", diz, em nota, o presidente do Cannes Lions, Terry Savage, chairman do Lions Festivals.
OLHOS atentos à tecnologia
PROMOÇÃO MILIONÁRIA
BACARDI NAS RUAS
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Kibon lança neste verão a promoção Vo c ê de férias para sempre, a maior da história da marca no Brasil. Até 4 de abril, os consumidores que comprarem picolés da linha Fruttare e encontrarem um protótipo de um sorvete, com tamanho e peso idênticos aos originais, ganharão na hora prêmios de R$ 100, além de um número de série para concorrerem ao prêmio final de R$ 1 milhão. A promoção foi desenvolvida pela Open, braço de ativação da Borghi/Lowe — responsável pela criação do filme de divulgação da iniciativa.
A TALENTOS em São Paulo
RETRÔ
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Panamericana Escola de Arte e Design, que em 2013 comemora 50 anos de história, lança c a m p a n h a a s s i n a d a p e l a A lmapBBDO para atrair mais alunos. Volta no tempo, em estilo retrô, para mostrar o quanto tem contribuído na formação de talentos em São Paulo. O belo comercial pode ser conferido em http://www.youtube.com/ watch?v=mjSLodhaBBM
Bacardi Brasil dá continuidade ao conceito Liberdade para os sentidos, lançado em 2012, com a veiculação de uma campanha nacional para celebrar a chegada do verão. Com foco no público jovem, a estratégia foi elaborada pela Peralta e é composta por filme, anúncios, ações em redes sociais e materiais para pontos de venda. O objetivo é explorar a oportunidade de consumo existente antes da balada, o conhecido "esquenta". Uma carreta B ig esquenta percorrerá bares de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Ribeirão Preto (SP) para apresentar o Bacardi Big Apple, rum com sabor de maçã verde.
O laptop 'conversível' Notebooks, netbooks, tablets e smartphones vão ficar muito parecidos.
O
s fabricantes de computadores pessoais, tentando combater a mania dos tablets que está reduzindo suas vendas, estão agora envolvidos naquele que pode ser seu último esforço para reconquistar os consumidores e, para isso, estão tentando imitar os aparelhos rivais. Muitos dos laptops que serão lançados no mundo nos próximos meses serão híbridos ou conversíveis – máquinas que alternam com facilidade as funções de tablet portátil e laptop pleno com teclado, dizem os analistas. A onda dos híbridos chega no momento em que a Intel e a Microsoft, por muito tempo as duas líderes do setor de computadores, se preparam para anunciar resultados, nesta semana e na seguinte. Wall Street está prevendo pouco ou zero crescimento na receita das duas empresas, o que expõe os problemas de um setor que enfrenta dificuldades para inovar. Em 2013, há quem esteja esperando que isso mude. Com o lançamento Windows 8, sistema operacional da Microsoft que foi repaginado e agora opera também com telas de toque, em outubro, e de chips de menor consumo de energia pela Intel, os fabricantes de computadores estão tentando promover o crescimento ao concentrar sua atenção em laptops finos com telas de toque que podem ser convertidos em tablets, ou vice-versa. A Microsoft, se expandindo
para além de seu negócio tradicional de venda de software, deve lançar este mês o tablet Surface Pro, compatível com o software para computadores que ela desenvolveu ao longo de décadas. Esse é um importante argumento de vendas para clientes empresariais como a produtora alemã de software de gestão SAP, que planeja comprar o Surface Pro para os funcionários que desejarem, disse Oliver Bussmann, vicepresidente de informação da companhia. "O modelo híbrido é atraente para vários usuários", disse Bussmann na semana passada. "O iPad não vai substituir o laptop. É difícil criar conteúdo com ele. Esse é o nicho que a Microsoft quer ocupar." O iPad da Apple começou a roubar demanda dos laptops em 2010, um ataque acelerado pelo lançamento do Amazon Kindle Fire e aparelhos equipados com o sistema operacional Google Android, como o Note, da Samsung. Com as vendas de computadores caindo em 2012 pela primeira vez desde 2001, neste ano pode ver um renascimento do design e da inovação, por parte de fabricantes que antes se concentravam em reduzir custos, em lugar de em adicionar recursos que atraiam os consumidores. "As pessoas costumavam chegar à festa e se dar bem só porque o mercado não parava de crescer", disse Lisa Su, vice-presidente sênior da Advanced Micro Devices, concorrente da Intel. "Agora é mais difícil. Não basta ir à
festa. É preciso inovar e oferecer algo especial". Na feira Consumer Electronics Show, uma semana atrás em Las Vegas, os aparelhos exibidos pela Intel e outras empresas eram prova dos planos do setor de computadores de apostar nos laptops conversíveis. Gerry Smith, presidente da Lenovo na América do Norte, disse que na temporada de festas sua empresa esgotou os estoques do "Yoga", um laptop com tela que pode ser dobrada para trás do teclado, e do "ThinkPad Twist", outro laptop leve com uma tela flexionável. A Intel mesma mostrou o protótipo de um laptop híbrido chamado "North Cape", uma tela fina de tablet afixada magneticamente a um discreto teclado. E a Asus apresentou um avantajado computador com tela de 18 polegadas e Windows 8 que pode funcionar como um tablet acionado pelo Android. Lenovo e Asus, que receberam críticas positivas aos seus lançamentos nos últimos meses, registraram crescimento de 14% e 17% em seus embarques de PC no ano passado, respectivamente, segundo a Gartner. "O número de sistemas únicos que nossos parceiros desenvolveram para o Windows quase dobrou desde o lançamento. Isso oferece uma indicação da inovação que vem acontecendo no mercado de computadores pessoais", disse Tami Reller, vicepresidente de finanças da divisão Windows da Microsoft. (Reuters)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
e
ECONOMIA/LEGAIS - 15
A indústria brasileira tem que se preparar porque teremos encomendas em grandes quantidades. Magda Chambriard, diretora-geral da ANP
conomia
ANP quer o dobro de petróleo O objetivo para os próximos dez anos é que o Brasil duplique sua produção e reservas de petróleo
O
ABr
Brasil deve dobrar a produção e as reservas de petróleo nos próximos dez anos graças ao pré-sal e se tornar um grande exportador da commodity, disse ontem a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard. "Se isso acontecer conforme o planejado e o desenvolvimento pretendido pelo présal, nós seremos capazes de exportar 1,5 milhão de barris de petróleo por dia", disse a executiva. "Isso nos colocará como exportadores do porte da Noruega, por exemplo." Ela disse que a produção e o consumo nacional de óleo diesel também devem dobrar em uma década. Chambriard discursou no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), durante evento de lançamento de navio petroleiro Rômulo Almeida, da Transpetro – subsidiária da Petrobras. O navio é o quarto de uma encomenda de 49 navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da estatal. As descobertas já feitas no pré-sal garantem um volume adicional nas reservas brasileiras de 15 bilhões de barris de petróleo, o que praticamente dobra as reservas atuais, disse a executiva. "Nossas perspectivas são maravilhosas. O Brasil tem 8.000 km de costa, com indício de petróleo e gás de Norte a Sul."
Chevron vai voltar a operar no campo de Frade, local onde ocorreram dois grandes vazamentos em 2011.
O secretário de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis do (Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antonio Martins Almeida, disse que o Brasil teve "enormes" descobertas nas áreas do pré-sal e tem um potencial muito grande além dessas regiões. Almeida destacou a política de conteúdo nacional progressiva adotada pelo governo federal incluindo os fornecedores de bens e serviços do setor. "A indústria brasileira tem que se preparar porque teremos encomendas em grandes quantidades." Licitação de blocos – Magda também demonstrou entusiasmo com o anúncio da 11ª
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP
Pregão nº 001/2013 RESUMO DE EDITAL ARNALDO SHIGUEYUKI ENOMOTO, Prefeito de Pereira Barreto, Estado de São Paulo, faz saber que se acha aberta nesta Prefeitura de Pereira Barreto, até as 14h do dia 30/01/2013, a licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL nº 001/2013, do tipo menor preço por item, objetivando a Seleção para obtenção da proposta mais vantajosa para Administração Pública Municipal, pelo critério de julgamento de menor preço por item, fornecimento de gêneros alimentícios perecíveis (carnes bovina, frango, suína, em cortes e processadas, linguiça tipo calabresa, salsicha de peru, pão de queijo tipo lanche e creme vegetal) para uso no Programa Municipal de Merenda Escolar, conforme especificações constantes do Anexo I, de acordo com a Lei Federal 10.520/2002. Para maiores informações ou o edital completo, os interessados poderão procurar o Departamento de Licitações desta Prefeitura Municipal, ou pelo telefone/fax (18)37048505, no horário de expediente normal, ou acessar o site www.pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda enviar e-mail para licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br Pereira Barreto, 17 de janeiro de 2013. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - PREFEITO Rosset Artes Gráficas e Editora S.A. CNPJ/MF: 57.593.832/0001-86 – NIRE: 35.300.419.316 - Assembleia Geral Extraordinária Ata de reunião de sócios, 12/11/12, 9hs do dia 12/11/12, dispensada convocação, reuniram-se na sede os sócios representando a totalidade, abaixo qualificados: I. Bolissa Viviana Rosset, RNE W 193.517-1 SE/DPMAF e CPF/MF nº 134.404.528-10; II. Rafael Rosset, RG nº 9.158.898-4 e CPF/MF nº 063.621.048-03; III. Ricardo Ezequiel Rosset, RG nº 9.158.900-9 e CPF/MF nº 173.334.878-65, Ordem do Dia: Alteração do Art. 18 do Estatuto Social da Cia. e consolidação do estatuto social, bem como a eleição da Diretoria por novo mandato: Nova redação: Art. 18-A Diretoria será composta por até 03 membros, os quais serão eleitos e destituídos a qualquer momento.Os Diretores nomeados não terão designação específica e deverão residir no Brasil, podendo ser ou não acionistas da Cia.. § 1º. Os Diretores terão mandato de 03 anos e poderão ser reeleitos. O mandato do Diretor será automaticamente prorrogado até que seja eleito seu substituto. § 2º. Os Diretores serão investidos em seus cargos mediante assinatura do termo de posse no livro de Atas das Reuniões de Diretoria. § 3º. A remuneração global dos Diretores será fixada pela Assembleia Geral. Os Sócios elegem, para exercer os cargos de Diretores da Sociedade as seguintes pessoas: a) Bolissa Viviana Rosset, supra qualificada; b) Rafael Rosset, supra qualificado; c) Ricardo Ezequiel Rosset, supra qualificado. Os diretores eleitos declaram não estarem incursos em nenhum crime que os impeçam de desempenhar atividade mercantil e, ainda, não estarem inabilitado para tanto, nos termos da lei. A posse dos diretores eleitos dar-se-á mediante assinatura do respectivo Termo de Posse no competente livro.Encerramento: Nada mais.SP, 05/11/12.- Bolissa Viviana Rosset - Presidente e Silvia Harumi Tanaka - Secretário.Posse dos Diretores: Os Diretores foram investidos nos seus cargos, mediante assinatura.Mandato da Diretoria: O mandato da Diretoria eleita, conforme disposições estatutárias, vigorará pelo prazo de 3 anos, até 4/11/15.Nada mais.SP (SP), 12/11/12.BolissaViviana Rosset - Presidente; Silvia Harumi Tanaka - Secretária. Jucesp nº 543.793/12-6 em 19/12/2012. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.
rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo e gás, em maio, e também da 1ª rodada de blocos específicos da área do pré-sal, marcado para novembro. "Minha expectativa é de muita procura por essas áreas, depois de quatro anos sem rodadas. As empresas estão reiterando o interesse pelo Brasil", disse. Deve haver também uma licitação apenas para blocos de gás em terra. "A encomenda da presidente é para que ocorra neste ano ainda", disse Chambriard. "Nossos estudos indicam que a gente não pode deixar gás em terra para trás." Segundo Magda, bacias mapeadas pela ANP ain-
da precisam receber investimentos para confirmar as expectativas sobre volumes. "Sabemos as áreas que podem ser produtoras, mas ainda não temos certeza." Chevron – A diretora-geral disse também que a Chevron deve voltar a produzir "em breve" no campo de Frade, na bacia de Campos. A companhia americana interrompeu a produção no início do ano passado após um segundo vazamento de óleo no local. O primeiro ocorreu em novembro de 2011. Segundo ela, a empresa americana deverá entregar documentos que provem a aptidão da empresa em voltar a produzir com segurança. (Folhapress)
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO FDE AVISA:
CONCORRÊNCIA A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, ç de Elevador e Reforma ((Restauro)) de Prédio Escolar: Licenciamento e Manutenção Ç CONCORRÊNCIA Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA ((se houver)) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 73/01431/12/01 - EE Cons. Antonio Prado - Rua Vitorino Carmilo, 621 - Cep: 01153-000 - Barra Funda - São Paulo/ SP - 360 - 402,30 - R$ 473.093,00 - R$ 47.309,00 - 09:30 - 20/02/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 18/01/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital. Herman Jacobus Cornelis Voorwald Respondendo pela Presidência Decreto s/nº de 03/10/2012
na próxima safra, "já pensando em 25% de anidro", porque a mudança implica em mudanças na "calibragem" das usinas de cana para a produção de mais álcool anidro e menos hidratado. Para o presidente do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, as estimativas para produção de etanol em 2013 indicam que será suficiente para aumentar o percentual de 20% para 25% na gasolina. "A mudança é esperada. Da nossa parte, estamos preparados", afirmou. O preço da gasolina, segundo Alísio Vaz, poderá cair com o maior percentual de etanol, mas a redução não deve proporcionar margem para a Petrobras aumentar o preço da gasolina. "Uma coisa independe da outra. Mas as importações de gasolina devem diminuir com a medida", disse. (Agências)
Venda de autos cai em janeiro
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s vendas de automóveis e comerciais leves somaram 151.192 unidades na primeira quinzena de janeiro (entre os dias 2 e 16), queda de 16,75% sobre igual período de dezembro e alta de 26,73% ante a primeira metade de janeiro de 2012, informou ontem a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na primeira metade de janeiro, as vendas de cami-
nhões e ônibus somaram 7.150 unidades, queda de 20,92% em relação a igual período de dezembro e aumento de 1,52% sobre a primeira quinzena de janeiro de 2012. Se forem somados motocicletas, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros veículos emplacados, o total comercializado na primeira quinzena de janeiro de 2012 chegou a 231.724 unidades, baixa de 15,24%. (EC)
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: Ç Nº 21/00663/12/05 PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS OBJETO: FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE DIVISÓRIAS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Fornecimento e Instalação de Divisórias. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 18/01/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 01/02/2013, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 18/01/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. Herman Jacobus Cornelis Voorwald Respondendo pela Presidência Decreto s/nº de 03/10/2012
EDITAL PARA RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PATRONAL 2013 Considerando o disposto no artigo 605 da CLT, ficam todas as empresas pertencentes à categoria econômica representada pelo SINDICATO DAS EMPRESAS DE ENGENHARIA SUBAQUÁTICAS, OPERAÇÃO DE VEÍCULOS DE CONTROLE REMOTO, ATIVIDADES SUBAQUÁTICA E AFINS – SIEMASA, sejam matrizes, filiais ou sucursais, NOTIFICADAS DE QUE DEVERÃO RECOLHER A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PATRONAL de 2013 de acordo com os valores estipulados na tabela contida no artigo 580, inciso III, da CLT. O RECOLHIMENTO DEVERÁ SER EFETUADO ATÉ O DIA 31/ 01/2013, em favor do SIEMASA, mediante guia própria que poderá obtida no endereço eletrônico: http://www.caixa.gov.br/Voce/contribuicao_sindical/index.asp ou solicitada ao próprio Sindicato. Maiores informações, se necessárias, poderão ser obtidas diretamente junto ao SIEMASA, pelos telefones: (21) 2215 7119 ou (21) 2215 7120. O não recolhimento da contribuição sindical patronal no prazo acima estipulado implicará nas penalidades previstas nos artigos 598, 600, 606 e seguintes da CLT. Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2012. MARCOS SANTOS, Presidente do SIEMASA.
PREGÃO Nº 006/2013 – PROCESSO Nº 010/2013
Objeto: Aquisição de produtos para limpeza, higiene e descartáveis a serem utilizados em diversos setores da Prefeitura. Encerramento: 31 de janeiro de 2013 às 09:00 horas. Informações: (15) 3255-9500 – ramal 516 ou 518. Angatuba, 16 de janeiro de 2013
Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 17 de janeiro de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Premiata Industrial de Tintas Ltda. Requerido: Aquarius SBC Editora Gráfica Ltda. Avenida Alexandre Colares, 420 – Parque Anhanguera - 1ª Vara de Falências. Requerente: CCN Automação Ltda. Requerido: Fábio Tranchesi Engenharia Ltda. Alameda Casa Branca, 1.170 - Conjunto 01 – Cerqueira César - 1ª Vara de Falências. Requerente: Total Comércio, Importação e Exportação de Termoplásticos Ltda. Requerido: Riplastic Indústria e Comércio de Plásticos Ltda. Rua Manoel Antônio da Luz, 160 – Santo Amaro - 1ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Monreal Recuperação de Ativos e Serviços Ltda. Largo da Misericórdia, 20 - 1° e 4° Andares - Centro - 2ª Vara de Falências.
O
aumento de 20% para 25% da quantidade de etanol anidro na gasolina deve ser anunciado o quanto antes, disse ontem a direção da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), para que os produtores possam se preparar para a próxima safra (2013/2014). A declaração foi dada após a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, afirmar que o aumento ocorrerá no fim da safra atual (2012/2013) da cana, que ocorre em março. A direção da Unica afirmou que o aumento não era uma reivindicação do setor sucroalcooleiro, mas destacou que "caso a decisão seja formalizada, não haverá qualquer problema para fornecer o anidro porque o setor está preparado". A entidade ressaltou que, quanto antes o setor for avisado, melhor os produtores poderão planejar sua produção
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANGATUBA
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Usineiros esperam por aumento de álcool anidro
PREGÃO Nº 007/2013 – PROCESSO Nº 012/2013
Objeto: Aquisição de materiais escolares e materiais para escritório. Encerramento: 01 de fevereiro de 2013 às 9.00 horas. Informações (15) 3255-9500 – Ramal 516 ou 518. Angatuba, 17 de janeiro de 2013 SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: Comunicado A Fundação Para o Desenvolvimento da Educação - FDE comunica a todos os interessados em licitar e contratar na área de Obras, Serviços de Engenharia, Outros Serviços, Fornecimento de Material e/ou Equipamentos Diversos, que seu Departamento de Cadastro encontra-se permanentemente aberto para novas inscrições, bem como para atualização dos registros existentes. A retirada dos procedimentos cadastrais poderá ser feita na sede da FDE – Av. São Luís, 99 – República – 5º andar, das 8:30 às 17:00 horas nos dias úteis, ou ainda via Internet: www.fde.sp.gov.br.
Ç ALLIANCE INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ/MF 08.440.746/0001-28 - NIRE 35.300.364.741 ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 01 DE JUNHO DE 2010 Data, Hora e Local: 01/06/2010, 9hs, sede. Convocação: Dispensada. Quorum: 100%. Mesa: José Manoel Biagi Amorim, Presidente e Cláudio Monteiro da Costa, Secretário. Deliberação Unânime: Autorizada Diretoria da Cia. aprovar à sociedade controlada Coomex Operadora do Mercado Energético Ltda, Jucesp NIRE 35.219.344.204 em 14/12/2004, CNPJ 07.133.52210001-00, contrair empréstimos e/ou financiamentos, bem como realizar quaisquer formas de operações financeiras junto às instituições financeiras, nos valores: R$ 25.000.000,00 p/Banco ltaú-Unibanco; R$ 25.000.000,00 p/Banco Rural; R$ 20.000.000 p/Bicbanco; R$ 15.000.000,00 p/Banco Industrial; R$ 10.000.000,00 p/Banco Pine; R$ 10.000.000,00 p/Banco Safra; R$ 10.000.000,00 p/Banco Máxima; e R$ 10.000.000,00 p/Banco do Brasil, desde que a celebração de tais empréstimos, financiamentos e/ou operações financeiras seja realizada até 31/12/2010.Encerramento:Lavrada, lida, aprovada e assinada no inteiro teor. SP, 01/6/2010. José Manoel Biagi Amorim:Presidente e Cláudio Monteiro da Costa: Secretário. Jucesp nº 210.967/10-9 em 18/06/2010.
O Sindicato do Comércio Atacadista de Louças, Tintas e Ferragens no Estado de São Paulo - SINCAF, com sede na Rua Major Sertório nº 88 - 4º andar - salas 402/403 - Vila Buarque, nesta Capital do Estado de São Paulo, CEP: 01222-000, devidamente inscrito no CNPJ/MF sob nº 62.809.777/0001-59, com base em todo Estado de São Paulo, informa, a todas as empresas integrantes da categoria econômica do comércio atacadista de louças, tintas e ferragens (1º Grupo - Comércio Atacadista - Plano CNC Artigo 577 CLT), que o vencimento da Contribuição Sindical Patronal relativa ao exercício de 2013, de acordo com a tabela progressiva por faixa de capital social, conforme obrigatoriedade estabelecida pelos arts. 578/591 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, será no dia 31 de janeiro de 2013. Informações sobre valores da tabela e guias de recolhimento poderão ser obtidas através dos telefones (11) 3311.7663; (11) 3313.2190 ou pelo e-mail: sincaf@terra.com.br. São Paulo, 17 de janeiro de 2013. RENALDO PIZZIMENTI - Presidente.
DIà RIO DO COMÉRCIO
16 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
e CSN faz oferta por siderĂşrgica no Rio O S&P 500 fechou em seu maior nĂvel desde dezembro de 2007 e agora estĂĄ a apenas 5,6% de sua mĂĄxima histĂłrica de 1.565 pontos.
conomia
A Companhia SiderĂşrgica Nacional oferece US$ 3,8 bilhĂľes pela SiderĂşrgica do Atlântico, a usina construĂda pelo grupo alemĂŁo Thyssen Krupp no litoral fluminense. Brendan McDermid/Reuters
A
ArcelorMittal e a PrejuĂzo – A Thyssen teve de C o m p a n h i a S i d e- fazer uma baixa contĂĄbil que r Ăş r g i c a N a c i o n a l cortou praticamente Ă meta(CSN) surgiram na de o valor das usinas, para 3,9 liderança entre os interessa- bilhĂľes de euros. As instalados pelas usinas de aço que a çþes registraram prejuĂzo de ThyssenKrupp tem nos Esta- cerca de 1 bilhĂŁo de euros no dos Unidos e no Brasil, afirmou ano fiscal encerrado em seontem uma fonte prĂłxima das tembro de 2012. negociaçþes. A ArcelorMittal, Duas fontes prĂłximas da maior grupo siderĂşrgico do operação afirmaram que as mundo, fez oferta de US$ 1,5 ofertas finais pelas usinas debilhĂŁo pela usina laminadora vem ser feitas atĂŠ o fim de fede aço da Thysvereiro. senKrupp no T h y s s e nAlabama, enKrupp, CSN e quanto a CSN A rc el o rM i tt al , estĂĄ ofertando que afirmou na U S $ 3 , 8 b is e m a n a p a slhĂľes pela unisada que tinha bilhĂľes de euros dade e pela feito oferta paforam investidos pelo ra comprar atiusina siderĂşrgica do grupo vos do grupo grupo alemĂŁo no alemĂŁo no Rio alemĂŁo, nĂŁo projeto Steel de Janeiro, a comentaram o Companhia Siassunto. Americas. derĂşrgica do A c o m p aAtlântico. nhia alemĂŁ O Wall Street Journal p u bl i- promove hoje uma reuniĂŁo cou mais cedo ontem que a si- anual de acionistas, quando o derĂşrgica norte-americana presidente do conselho do N u c o r t a m b ĂŠ m o f e r e c e u grupo, Gerhard Cromme, deUS$ 1,5 bilhĂŁo pela planta no ve sofrer crĂticas por ter permiAlabama, mas tem menos tido a continuação do desaschance de ser bem sucedida troso projeto Steel Americas. na oferta. A empresa investiu ao longo As duas usinas formam a dos anos cerca de 12 bilhĂľes unidade Steel Americas, cujo de euros nas usinas, mas teve objetivo era permitir Ă Thys- de fazer baixa contĂĄbil nesse senKrupp o ingresso em novos valor porque as ofertas pela mercados. Mas o projeto teve unidade foram menores do problemas com excessos de que o esperado, causando custo, fraca gestĂŁo adminis- grande prejuĂzo em 2012. trativa e queda na demanda O valor de 3,9 bilhĂľes de eupor aço gerada pela crise eco- ros inclui os 27% da CSA connĂ´mica global. trolados pela Vale. (Reuters)
Bank of America e Citigroup divulgam lucros
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Boas notĂcias animaram ontem o pregĂŁo da bolsa de Nova York
Bolsa nos EUA tem mĂĄxima de cinco anos
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ados mais fortes que o esperado sobre o mercado imobiliĂĄrio e pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos impulsionaram as açþes pelo terceiro pregĂŁo consecutivo em Wall Street, elevando o Ăndice S&P 500 a sua mĂĄxima em cinco anos ontem. O Ăndice Dow Jones, referĂŞncia da bolsa de Nova York, avançou 0,63%, para
13.596 pontos. O Ăndice Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,56%, para 1.480 pontos. O termĂ´metro de tecnologia Nasdaq subiu 0,59%, para 3.136 pontos. O S&P 500 fechou em seu maior nĂvel desde dezembro de 2007 e agora estĂĄ a apenas 5,6% de sua mĂĄxima histĂłrica de 1.565 pontos. A ação da fabricante de
chips Intel avançou no aftermarket apĂłs a companhia projetar margens brutas melhores do que o esperado para o primeiro trimestre. O papel da companhia jĂĄ havia fechado com alta de 2,6%, a US$ 22,68. O setor de semicondutores na bolsa teve variação positiva de 2%, encerrando em seu maior nĂvel em oito meses. (Reuters)
Bank of America Merrill Lynch divulgou ontem que o lucro do quarto trimestre caiu na comparação anual por ter registrado mais despesas por problemas relacionados a hipotecas, na esteira da crise financeira. O segundo maior banco dos Estados Unidos teve lucro de US$ 700 milhĂľes, ou US$ 0,03 por ação, no trimestre passado, ante resultado positivo de US$ 2 bilhĂľes, ou US$ 0,15 por papel, no mesmo perĂodo do ano anterior. O resultado do banco foi impulsionado por uma menor provisĂŁo para emprĂŠstimos "podres", que caĂram para US$ 2,2 bilhĂľes ante US$ 2,9 bilhĂľes no ano anterior. Citigroup – O Citigroup registrou encargos de US$ 2,32 bilhĂľes por demissĂľes e açþes judiciais na primeira divulgação de resultados sob comando do novo presidenteexecutivo, Michael Corbat. Mas, apesar dos encargos, o banco teve lucro maior no quarto trimestre, de US$ 1,2 bilhĂŁo. (Reuters)
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8Âş Oficio CĂvel ve do Foro Regional egiona de Sant Santo Amaro/SP For oro oR Regional egional II Sant anto Amar Amaro Comarca Comarc de SĂŁo Paul aulo Juiz: Juiz Lidi Lidia Regi Regina na Rodrig odrigues ues Monteir ontei o C Cabrini abrin Processo nÂş 0154415-57.2008.8.26.0002 Classe: Assunto: Procedimento OrdinĂĄrio Requerente: CondomĂnio EdifĂcio Tirreno Requerido: Athayde Rosa e outro EDITAL DE INTIMAĂ‡ĂƒO - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0154415-57.2008.8.26.0002. O(A) Doutor(a) Alexandre Batista Alves, MM. Juiz(a) de Direito da 8ÂŞ Vara CĂvel, do Foro Foro Regional II, - Santo Amaro, da Comarca de SĂƒO PAULO, na forma da Lei, etc. Faz Saber a Athayde Rosa RG.1.369.141 SSP/SP e Dilma Thereza Lombardi Rosa RG. 3.471.537SSP/SP e CPF/MF 002.673.928-34, que CondomĂnio EdifĂcio Tirreno lhe ajuizou ação OrdinĂĄria, em fase de execução, p/cobrança de R$ 49.122,99 (11/12). Estando os rĂŠus em local ignorado expede-se edital de intimação, para que no prazo de 15 dias, a fluir apĂłs o prazo supra, paguem o dĂŠbito atualizado, ou no mesmo prazo apresente impugnação, sob pena de ser acrescido 10 % de multa no caso de inadimplĂŞncia, conforme Artigo 475-J, § 1, da Lei 11.232/05, na ausĂŞncia dos quais prosseguirĂĄ a ação atĂŠ final da arrematação. serĂĄ o edital, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Rua Alexandre Dumas, 206 - CEP 04717-000, SĂŁo Paulo-SP. SĂŁo Paulo, 19 de dezembro de 2012.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 Nº 449
17 O híbrido Prius, da Toyota, já está a venda no Brasil, por R$ 120.830,00. Com dois motores, um elétrico (650 Volts) e outro a gasolina (1.8), já vendeu mais de 3,5 milhões de unidades em todo o mundo desde que foi lançado, em 1997.
DCARR ENCHENTES
Não deixe seu carro morrer afogado O Cesvi, entidade que realiza estudos variados sobre a vida do automóvel, dá boas dicas para evitar danos ou perda do seu xodó.
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odo ano, no verão, é a mesma ladainha: calor (que neste ano tem abusado das altas temperaturas), chuva e alagamentos. E a cada ano mais vítimas, a maioria dos casos com perda quase total dos seus bens e, pior, de vidas. Entre estes prejuízos está o veículo, seja de qualquer modelo, tamanho ou ano. Além de colocar em risco a vida dos ocupantes, surgem danos no acabamento e na parte mecânica, muitas vezes irreversíveis. Por isso, o Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária), único centro de pesquisa brasileiro dedicado à segurança viária e veicular, dá algumas dicas importantes para seguir numa emergência. Motor morreu? Se isso acontecer durante a travessia de trecho alagado, jamais tente dar a partida. Mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico. O ideal é não se aventurar em terreno com água, mas se não houver outro jeito, observe a altura do nível de água do trecho e siga o manual do proprietário: a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, que nunca excede o centro da roda. Nos alagados, dirija sempre em baixa velocidade, mantendo uma rotação constante do motor, em torno de 2.500 rpm. Isto diminui a variação do nível da água e evita que ela respingue no motor e nos elementos eletrônicos do carro. Carro automático? Neste caso, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição "1". Assim seu carro não desenvolverá velocidade acima do necessário e você poderá imprimir rotação maior ao motor. Outra dica do Cesvi é manualmente alternar a troca de marchas entre "N" e "1", de modo a manter a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 rpm.
Calma. Isto mesmo, se não houver como escapar da enchente, mantenha a calma caso constate situações como o aumento de esforço ao esterçar (direção hidráulica) ou acionar os freios, variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e ABS (se disponível) acesas. Pode ocorrer também a interrupção do funcionamento da tração 4X4 (veículos diesel), pois todo esse quadro pode ser causado pela perda de aderência
entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (veículos diesel). Mas, repetindo, mantenha a calma porque, na maioria das vezes, é um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados. Passe calor. Desligue o arcondicionado. Melhor passar um pouco de calor e reduzir o risco de calço hidráulico. Com isso impede-se que alguns componentes joguem água na
tomada de ar do motor. Quanto aos veículos rebaixados e turbinados eles apresentam os maiores riscos de sofrer calço hidráulico. Se o seu carro é um deles, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos. Ficou na enchente? Se não deu para escapar do alagamento e o seu carro foi invadido pelas águas, o Cesvi recomenda fazer um check-up, corrigindo, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica. Elas, na maioria dos casos, são muito simples e imperceptíveis nessa fase inicial, como maus con-
tatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos e prejuízos. Além disso, podem ocorrer, entre outros, a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do eixo diferencial, ou eixos, no caso de veículos com tração traseira ou mesmo 4x4. Com isso, podese reduzir da vida útil dos componentes desses conjuntos, além de riscos de falhas na embreagem, suspensão e freios. Faça uma avaliação desses itens. Não se esqueça de mandar verificar e limpar o sistema de
ventilação, que estará sujeito a contágios por fungos, microorganismos e bactérias, que, com o passar do tempo, podem trazer doenças para todos os que usam o veículo. Para saber mais sobre o trabalho da entidade como, por exemplo, os índices de cada modelo brasileiro nos itens Segurança, Visibilidade, Danos de Enchente e CAR Group (que compara veículos de uma mesma categoria quanto à facilidade e o custo de seu reparo), acesse o site do Cesvi:
HONDA NC 700X
Para andar bem na cidade Boa para nosso trânsito, por R$ 27.490. Com ABS, R$ 29.990. E a Honda comemora 18 milhões de motos brasileiras. MÁRIO TONOCCHI
V
ersátil e com torque vigoroso em baixas rotações (6,4 kgfm a 4.750 rpm) nas bem curtas primeiras três das seis marchas, a Honda NC 700X é uma moto para os afazeres urbanos, como ir ao trabalho, escola e até pequenas compras. A bicilíndrica, de motor 700cc e 8 válvulas que rende 52,5 cv, tem lugar para um capacete no lugar do tanque de combustível, que foi deslocado para debaixo do banco do garupa. Conforto – No trânsito pesado de São Paulo, ela, com o centro de gravidade baixo, oferece o conforto de uma posição de pilotagem ereta e posicionamento confortável dos pedais, no melhor estilo das motos trail. Os preços são atrativos: R$ 27.490, a standart, e R$ 29.990, com ABS. Quem está acostumado a acelerar, mesmo na cidade, estranha um pouco o comportamento da NC. Ela atinge os
100 km/h próximo dos 6 segundos, mas corta o giro aos poucos 6.500 rpm. Na estrada, respeitando-se os 120 km/h da rodovia dos Bandeirantes, a NC vai bem, mas falta retomada principalmente com um garupa. Em sexta marcha, ela perde potência. Lado bom – O consumo anima. Com tanque de 14,1 litros pode fazer média de 30 km/l nas viagens e 23 ou 24 km/l na cidade. O câmbio tem engates macios e o sistema de freio é bem dimensionado para as proporções da moto. O painel é simples e com bom visual. Ela conta com pequeno parabrisa, que não faz efeito para quem tem mais de 1,80 metro. O design é bem italiano. Bonito para quem gosta do estilo e da ponta tipo bico de pato avançando sobre o farol. Um recurso estilístico muito comum nas motos trail de hoje. A NC 700 X, lançada originalmente na Europa e apresentada aqui
pela Honda no ano passado, tem no Brasil uma forte concorrência. Além da Honda XL 700V Transalp, da própria marca, compete com a Kawasaki Versys 650, BMW G 650 GS, Suzuki DL 650 V-Strom e Yamaha XT 660Z Ténéré. Todas girando em torno de R$ 30 mil. 18 milhões – A Honda produziu ontem a moto de número 18 milhões no Brasil. A história no Paísl começou há 36 anos, na maior fábrica da marca no mundo. A primeira Honda brasileira foi uma CG 125 (foto abaixo), laranja, que teve o rei Pelé como garoto propaganda, em 1977. Hoje, a marca produz uma moto brasileira cada 8 segundos.
http://www.cesvibrasil.com.br/ indices/comparativo.aspx.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 Fotos: Antonella Salem
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TEMPORADA HISTORICA NA FAZENDA A 90 quilômetros de São Paulo, a Fazenda Capoava tem quase três séculos de história e recebe seus hóspedes com muita diversão. Antonella Salem
É
Programação com os "tios" inclui trilhas e banho de cachoeira (abaixo) e tem como ponto alto o Passeio dos Bichos (acima e ao lado), durante o qual há a interação com espécies selvagens, como a jiboia.
domingo de manhã e a criançada está reunida no Passeio dos Bichos. Atrás do casarão datado de 1750, no quintal perto da horta, os "tios" mostram os jabutis e falam com expertise sobre o a n i m a l e s e u s h á b i t o s a l imentícios. Tio Ayo é biólogo e treinou bem sua equipe. Os pequenos turistas nem piscam, ávidos por informação. Depois é a hora de alimentar os tucanos, as araras e papagaios, e ver a Ilha dos Macacos, da espécie prego, que pulam de galho em galho diante de um dos cinco grandes lagos. Então, liberta-se a coruja branquinha e de pêlo tão macio como algodão. Pode passar a mão, um de cada vez. E a história de um tucano machucado e recémchegado comove o grupo. Vem a jiboia. Até os mais medrosos – pais e filhos – são capazes de posar para foto com a cobra no pescoço. Momentos histórico. O programa de interação com os bichos selvagens é um dos pontos altos da viagem à Fazenda Capoava. No interior de São Paulo, em Itu, a propriedade tem quase três séculos e acolhe com serviço impecável e muita diversão. Na casa-sede do período de engenho de açúcar, construída em taipa de pilão e mobiliada com peças rústicas, é possível comer na grande mesa de jantar ao lado de outros hóspedes. Faz-se amigos facilmente entre uma garfada e outra das especialidades da cozinha brasileira e típica do interior paulista. Pão de abobrinha, leitoa a pururuca, peixe assado, tigelada de chuchu, cuscuz... tudo dá água na boca na pequena sala do bufê, que funciona em um antigo e charmoso fo-
gão a lenha desativado. Uma seleção de vinhos do País para acompanhar e, na sobremesa, doce de leite e outras delícias caseiras. A hora da refeição é uma das mais esperadas, mas o calendário de atividades também é farto. Trilha ecológica até a cachoeira, pesca esportiva, futebol, tênis na quadra da fazenda, piquenique, piscina e brincadeiras com os "tios". Sem falar nas aulas de equitação e nas cavalgadas. Já é tradicional por lá o roteiro a cavalo ao luar. Se não quiser fazer nada, entretanto, sentese no terraço do casarão e relaxe. Museu – A poucos metros, uma casa de pau a pique no estilo bandeirista abriga o Espaço Memória, que conta um pouco do passado da fazenda e do Estado de São Paulo. Em exibição, peças curiosas como uma máquina de beneficiamento de café de 1930, movida por roda d'água, algemas de escravos e utensílios domésticos. Em meados do século XVIII, a Capoava foi um dos engenhos de açúcar de maior destaque do País. Em 1881, foi vendida e rebatizada de Fazenda Japão e passou ao Ciclo do Café. Em 1941, foi novamente vendida e as plantações substituídas por pastagem para gado leiteiro e gado de corte, atividade praticada até 1979. Em 2000, já nas mãos do atual proprietário Paulo de Almeida Prado, 50 alqueires da propriedade foram destinados para o turismo e o restante para a criação de cavalos crioulos, sua paixão.
Divulgação
Propriedade também se dedica à criação de cavalos (acima). Antiga senzala abriga quatro dos 25 chalés (ao lado). Espaço Memória conta um pouco do passado da fazenda e do Estado.
A antiga senzala junto à sede acolhe quatro dos 25 chalés – todos com lareira – e os cha lés- colôn ia, estilo duplex, ocupam as antigas residências dos imigr ant es i t a l i anos que
vieram a partir da abolição. Parte da fazenda passa por revitalizações pelo arquiteto Alfredo Hermínio Barbosa Junior. Dez novos chalés estão a caminho e devem estar concluídos em 24 meses, mantendo a atmosfera aconchegante da fazenda. A Capoava fica logo ali, a 90 quilômetros da São Paulo, e é possível visitá-la por um dia.
Fazenda Capoava: km 89,9 da Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (Antiga Rodovia Marechal Rondon). De São Paulo, acesso na saída 59 da Rodovia dos Bandeirantes. Tel. (11) 2118-4100, www.fazendacapoava.com.br. Diárias a partir de R$ 918 por casal (janeiro e fevereiro), com pensão completa – cortesia para uma criança de até 5 anos. No feriado de 25 de janeiro, três diárias a partir de R$ 2.754 (duplo). O Day Use custa R$ 353, com direito ao uso da piscina, sauna, lazer e um chalé por um dia, e o programa Passantes permite visitar e pagar só o que for consumido.
Fotos: Divulgação
Mais hotéis-fazenda no interior paulista Hotel Fazenda Mazzaropi: eleito pela revista 'Viagem e Turismo' o Melhor Hotel Fazenda do Brasil pela quinta vez consecutiva (2012/2013), o hotel em Taubaté ocupa a área da fazenda que pertenceu a Amacio Mazzaropi nos anos 70. Na infra-estrutura, piscinas, sauna, academia de ginástica, quadra de vôlei de areia, campo de futebol, bocha, mini golfe, quadra de tênis, lago com pedalinhos, parque aquático infantil e muito mais. Diárias começam em R$ 504 (a partir de 27/1). No período do feriado de 25 de janeiro, a partir de R$ 648 por dia (mínimo quatro diárias). Tel. 0800/ 117877, www.mazzaropi.com.br.
Na antiga fazenda de Amacio Mazzaropi, parque aquático e monitoria.
Hotel Fazenda Fonte Colina Verde: o destino aqui é São Pedro. Em meio a 200 mil metros quadrados de verde, o hotel é o paraíso do lazer. Abriga oito piscinas, saunas, campo de futebol, vôlei de areia, quadra de tênis, lago para pesca, playgrounds, cavalos para montaria, vacas para ordenha, carneiros, patos, gansos e outros animais, além de horta. Diárias a partir de R$ 450 (a partir de 27/1). No feriado, três diárias a partir de R$ 1.740. Tel. 0800/ 131009, www.hotelcolina verde.com.br.
Casarão de 1872: Fazenda Dona Carolina. Hotel Fazenda Dona Carolina: em Itatiba, uma fazenda de 1872, uma das pioneiras do movimento abolicionista no Brasil, transformada em hotel de luxo. Além das acomodações confortáveis, há centro hípico, programação de lazer – que inclui ordenha da vaquinha –, tour histórico e do café e uma cachaçaria própria. Diárias a partir de R$ 881 (a partir de 27/1). No feriado do dia 25, pacote a partir de R$ 2.493. Tel. (11) 4534-9100, www.donacarolina.com.br/.
Hospedaria Águas Claras: uma autêntica fazenda cafeeira do século XIX a 20 km de Itapira. O charmoso hotel adaptado no antigo casarão tem entre seus destaques o Roteiro Histórico do Café e curso de barista. Outras atividades incluem desde cavalgada e ordenha de vacas a banho de cachoeira. Diárias a partir de R$ 590,40. No feriado, três diárias a partir de R$ 2.667. Site www.fazendaa guasclaras.com.br. *Preços são por casal com pensão completa e todos os hotéis têm tarifas especiais ou cortesia (dependendo da idade) para crianças no mesmo quarto dos pais
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Fotos: Sony Pictures/Divulgação
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cultura
O caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz) e Django (Jamie Foxx), escravo recém-libertado com um plano de vingança.
Tiros, piadas. E mais tiros. Quentin Tarantino acerta na mosca com Django Livre, inspirado nos faroestes italianos de Sergio Leone. Lúcia Helena de Camargo
S
angue e tiros, muitas mortes, um homem em busca de vingança, tudo isso entremeado por situações prosaicas e ótimos diálogos. É Django Livre (Django Unchained, 2012, EUA, 165 minutos), com roteiro e direção de Quentin Tarantino, que estreia nesta sexta (18). A marca registrada do cineasta – violência extrema que permeia todo o filme – está lá. E desta vez ele foi buscar inspiração nos velhos faroestes dos italianos Sergio Leone e Sergio Corbucci. Jamie Foxx encarna o escravo Django, libertado pelo caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz) em
troca de informações que o levam até seus antigos donos, os irmãos Brittle. Django se revela extremamente talentoso para a tarefa. Não apenas ajuda como começa a participar de maneira entusiasmada da atividade de Schultz. As recompensas são pagas se os procurados forem entregues vivos ou mortos. Por uma questão de estilo, a dupla prefere levá-los mortos. Django tem um objetivo: reencontrar a mulher, Broomhilda (Kerry Washington, foto) comprada por outros proprietários há muitos anos. Schultz aceita o desafio de ajudálo. Ao longo da busca eles vão parar em Candyland,
propriedade de Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), que faz questão de ser chamado de monsieur e instrui a empregada para receber as visitas à porta com um efusivo bonjour! O passatempo de Candie é treinar escravos para lutas de vida ou morte. Esse será o mote da aproximação dos caçadores de recompensa. Porém, o escravo Stephen (Samuel L. Jackson), 100% leal ao amo Candie, vai dificultar a tarefa da dupla. Em certos
momentos, o sangue que jorra à maneira de Kill Bill (filmado por Tarantino em 2003, com sequência em 2004). Assim, Django Livre abandona a verossimilhança e embarca em um ritmo no qual as mortes parecem absolutamente necessárias para a fluência da trama. Quase enxergamos ali o ator Giuliano Gemma, grande intérprete de cowboys na década de 1960. As músicas de Ennio Morricone (The Braying Mule; Un Monumento; Ancora Qui, entre
outras) dão o tom. Toda a trilha, aliás, é muito boa, com exceção a raps (The Payback/ Untouchable, James Brown e 2Pac) que Tarantino deve ter considerado adequados ao momento do filme, mas incomodam os ouvidos. São quase três horas de sessão que – acredite – passam rapidamente. Há ação na hora certa e sequências cômicas que não deixam o espectador perder o interesse. É de rolar de rir a discussão entre os mascarados encarregados de trucidar Django e Schultz sobre os furos para os olhos feitos no capuz que usam. Como sempre, o diretor (à direita) reserva para sua participação especial um
personagem meio pateta. E no final há incongruências e exageros que parecem gritar "não me levem a sério demais". Embora o longa tenha a escravidão como tema central, o final feliz é mais do que esperado.
A mais jovem atriz e a mais velha disputam. Longa austríaco concorre em cinco categorias, incluindo melhor filme. E o Oscar de melhor direção não vai para Ben Afleck nem Kathryn Bigelow. Fox Film/Divulgação
nhadora; O Lado Bom da Vida; A Hora Mais Escura; Os Miseráveis; As Aventuras de Pi; Amor e Argo, vencedor do Globo de Ouro de filme e diretor, para Ben Afleck, que não foi indicado ao Oscar de direção. Embora para melhor filme possam entrar até dez indicações, para direção são admitidos apenas cinco nomes. Então há quem aponte injustiças. Além da ausência de Afleck, entre as mais comentadas está a falta de Kathryn Bigelow, que comanda o polêmico A Hora Mais Escura, sobre a caçada Imovision/Divulgação ao líder da organização terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden. O longa (com duas horas de 37 minutos) não foi muito bem recebido pela comun i d a d e d e H o llywood. Já a atriz Emmanuelle Riva, de 85 anos: indicada mais idosa. principal da his-
Universal/Divulgação
N
ão parece coincidência que, no ano da reeleição do primeiro presidente negro dos EUA,, dois dos principais filmes americanos abordem a escravidão. Django Livre, de Quentin Tarantino, concorre a cinco prêmios Oscar. E Lincoln, dirigido por Steven Spielberg e estrelado pelo favorito Daniel Day-Lewis, é o recordista do ano com 12 indicações, abrangendo filme, ator, direção e atriz coadjuvante, para Sally Field. Na principal categoria concorrem ainda Indomável So-
Anne Hathaway e Hugh Jackman, no musical Os Miseráveis. tória, Jessica Chastain, levou o Globo de Ouro e concorre ao Oscar. As Aventuras de Pi, de Ang Lee, que conta a envolvente história sobre um náufrago em um barco na co mpan hia de um tigre, é o segundo
mais indicado (11) pela Academia de Ciências Cinematográfas, incluindo muitas categorias técnicas, como efeitos visuais, fotografia, montagem e direção de arte. É dada como quase certeira a premiação de Daniel Day-Lewis, que concorre com Denzel Washington,
Hugh Jackman, Bralíngua estrangeira, cadley Cooper e Joaquin tegoria na qual venceu o Globo de Ouro. O prêPhoenix. Entre os coadjuvantes a dispumio foi entregue pelo ta fica entre Christoph conterrâneo Arnold Waltz, Philip SeymourSchwarzenegger. O Palhaço, de Selton Mello, Hoffman, Robert De Nirepresentante brasiro, Tommy Lee Jones e Alan Arkin (foto). Já no leiro à vaga de filme escampo feminino, a trangeiro, não entrou Ang Lee: competição se acirra. para a lista de finalis11 indicações. tas. O único represenEstão no páreo Naomi Watts, Jessica Chastain, Jennifer tante latino entre os estrangeiros Lawrence e Quvenzhane Wallis, a é No, do chileno Pablo Larraín, esmais jovem atriz a disputar um Os- trelado por Gael García Bernal. Os vencedores serão conhecicar, pelo papel em Indomável Sonhadora. A menina tem nove anos dos em 24 de fevereiro, na cerimôe tinha apenas seis quando rodou nia que será apresentada por Seth o filme. Este ano também concor- MacFarlane. Mais conhecido atrás re a mais velha candidata a me- das telas, o comediante é o criador lhor atriz: Emmanuelle Riva, de do desenho Family Guy e do filme Amor, de 85 anos. Ted. A festa começa às 22h, transAmor (ganhador do Festival de mitida ao vivo pela TNT, com coCannes 2012) foi nomeado tam- mentários de Rubens Ewald Filho, bém aos prêmios de melhor filme, e pela TV Globo. (LHC) roteiro, direção para o austríaco Michael Haneke e melhor filme em
Nesta edição J.K. Rowling, criadora de Harry Potter, agora escreve para adultos. Teatro: espaço para comédias. Música: a centenária gravadora Odeon. Erudição: obras de Otto Maria Carpeaux em livros de bolso. Visuais: desenhos de Magy Imoberdorf. E Lincoln (foto à dir.), filme com mais indicações ao Oscar.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
NOTAS
d
cultura
Marino Maradei Jr.
A criadora de Harry Potter escreve para os adultos que já a liam quando crianças Renato Pompeu
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uando publicou o primeiro dos sete livros da saga infantil Harry Potter, em 1997, a escritora inglesa J.K. Rowling tinha 32 anos de idade. Quinze anos e 450 milhões de exemplares vendidos em 200 países depois, ela, aos 47 anos, num momento em que seus primeiros leitores já tinham completado os cursos universitários e já estavam trabalhando – se tinham 10 anos em 1997 estão com 25 agora –, ela lançou em 2012 o seu primeiro romance para adultos, chamado no Brasil de Morte Súbita (uma tradução mais fiel teria sido "A vaga casual") e editado pela Nova Fronteira. Poder-se-ia dizer que, como o cantor Roberto Carlos, que começou arauto da Jovem Guarda e acompanhou o amadurecimento de seus fãs voltando-se para canções mais lentas, ao mesmo tempo mais sensuais e mais sentimentais, J.K. Rowling pretendeu também acompanhar o amadurecimento de seu público inicial. O resultado é um romance bem ao estilo dos clássicos romances ingleses do século XIX, com suas dezenas de personagens envolvidas em tramas complicadas, intrigantes e bem armadas, que deixam o leitor ir passando de suspense em suspense, cada vez mais interessado em continuar lendo para saber a continuação e, atravessando o mais rapidamente que puder as 500 páginas do livro, chegar ao desenlace final, ou desenlaces finais. Trata-se da vida pouco edificante dos habitantes da cidadezinha aparentemente idílica de Pagford, situada na região oeste da Inglaterra. Um típico quarentão da cidade sofre morte súbita e isso desencadeia uma série de situações surpreendentes, revelando-se como praticantes de sexo livre algumas das pessoas mais respeitadas da comunidade, algumas das quais chegam a consumir heroína e muitas das quais falam seguidamente palavrões. Vigora ainda um chocante racismo contra etnias
Arquivo DC
J.K. Rowling: como nos clássicos romances ingleses do século XIX. não anglo-saxãs. A "vaga casual" do título original se refere à vaga aberta, pela morte súbita do quarentão, na composição do conselho paroquial. A trama principal começa a girar em torno das maquinações entre os grupos interessados em preencher a vaga com um dos seus. J.K. Rowling sabe do que está falando. Joanne Rowling nasceu na cidadezinha de Chipping Sodbury, que, como a fictícia Pagford, localiza-se no oeste inglês. Seu pai era um engenheiro da fábrica de carros de luxo e de motores de avião Rolls-Royce; sua mãe era de ascendência francesa e escocesa. Caçula de duas irmãs, quando Joanne tinha seis anos, sua família mudou para outra cidadezinha próxima, Winterbourne, onde ficou amiga das crianças de uma família chamada Potter. Foi quando passou a morar em Winterbourne, isto é, a partir dos seis anos de idade, que Joanne começou a escrever e, principalmente, a ler, tendo sido uma garota tímida, que usava óculos de lentes grossas e que ficava lendo todo o tempo que era possível – exatamente como Harry Potter. Em 1974, aos nove anos, a família de
Joanne mudou para Tutshill, também no oeste da Inglaterra, porém mais perto da fronteira com o País de Gales. Quando entrou para a faculdade, não saiu do ambiente de cidade pequena: estudou na Universidade de Exeter, cidade de 100 mil habitantes no sudoeste inglês, onde se formou em língua e literatura francesas em 1986, aos 21 anos. Passou os anos seguintes trabalhando como secretária em várias firmas, inclusive numa editora, onde era encarregada de escrever cartas de rejeição a autores de originais não aprovados para publicação. Tentou escrever vários romances para adultos, mas não terminou nenhum. Em 1990, aos 25 anos, dois grandes acontecimentos: num trem entre Manchester e Londres, que atrasou e ficou muito tempo parado, ela teve pela primeira vez a ideia de um livro infantil com um personagem chamado Harry Potter. Logo depois, foi ser professora de inglês em Portugal, onde casou e teve uma filha com o jornalista de televisão Jorge Arantes. O casamento, sempre tumultuado por brigas, durou pouco mais de dois anos e, em
1993, com uma filha de três meses, Joanne voltou à Grã-Bretanha, mas não para a Inglaterra, e sim para Edimburgo, na Escócia, onde foi morar com a irmã mais velha, Diana. Mãe solteira e sofrendo de surtos de depressão, Joanne escreveu à mão Harry Potter e a Pedra Filosofal, pois não tinha dinheiro para comprar nem uma máquina de escrever usada, quanto mais um computador: ganhava pouco como professora de francês e como bolsista do Conselho Escocês de Artes. Depois de ter sido recusado por várias editoras, finalmente, em 1996, o livro foi publicado pela Bloomsbury. Como se imaginava que um livro escrito por uma mulher não seria lido por meninos, Joanne, que não tinha o sobrenome do meio, recorreu ao K de sua avó Kathleen e assinou "J.K. Rowling", nome literário que manteve desde então. Foi um sucesso enorme e inesperado. Principalmente depois de ter sido editado nos EUA, em 1998, o livro vendeu milhões de exemplares, deu início à famosa saga e redundou numa série de filmes extremamente lucrativos. Mas não só isso: numa combinação rara, a série Harry Potter foi não só um sucesso de público infantil como entre leitores adultos e entre os críticos profissionais mais exigentes. A marca Harry Potter é avaliada em US$ 15 bilhões; J.K. Rowling é a primeira pessoa no mundo a se ter tornado bilionária escrevendo livros. O sétimo e último (pelo menos por enquanto) livro da saga é de 2007. Agora, três semanas após seu lançamento em setembro último, Morte Súbita já tinha vendido um milhão de exemplares, só em inglês. E a BBC já está produzindo uma série de TV baseada no romance, prevista para entrar no ar em 2014. Um conto de fadas?
Ópera ao vivo no cinema
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Metropolitan Opera House (Met) de Nova York divide com o Alla Scala de Milão, L´Opéra de Paris e Ópera de Oslo o título de o mais charmoso templo da música lírica do planeta (na América do Sul o Colón de Buenos Aires é imbatível). Guiado também por um marketing de primeira - afinal, é patrimônio dos EUA, esse grandioso teatro chega ao vivo e em alta definição aos cinemas de todos os continentes. Aqui em São Paulo, a iniciativa de cobrir as temporadas do Met é da Rede UCI. (Veja a programação no site www.ucicinemas.com.br/met-opera ) Neste sábado (19), às 15h55, será exibida a montagem de Maria S tu a rd a , tragédia de Gaetano Donizetti (1797-1848), na foto, com libreto de Giuseppe Bardari, baseado em adaptação de Andrea Maffei à peça Mary
Stuart de Friedrich Schiller. Maria Stuarda narra a história de Mary Stuart, Rainha da Escócia, no século XVI, que travou feroz batalha pelo poder com sua prima, a Rainha Elizabeth I, da Inglaterra. Prisioneira desta durante dezoito anos, Mary acabou decapitada. Na versão do Met, fazem parte do elenco as mezzo-sopranos Joyce DiDonato (que esteve na Cidade no ano passado, a convite da Cultura Artística) e Elza van den Heever; e os solistas Francesco Meli (tenor); Joshua Hopkins (barítono) e Matthew Rose (baixo). Regente: Fabio Luisi. Jardim Sul UCI. Avenida Giovanni Gronchi , 5830. Tel.: 2164-7111. Anália Franco UCI. Avenida Regente Feijó, 1739. Tel.: 2164-7790. Santana Parque UCI. Rua Conselheiro Moreira de Barros, 22780. Tel.: 3131-2211.
Filarmônica em HD
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americano Murray Perahia (foto), hoje entre os dez mais no ranking dos pianistas virtuoses, será o solista-regente da Orquestra Filarmônica de Berlim (em 1º na lista das dez mais do planeta) em concerto que você poderá assistir ao vivo, em HD. Esse projeto (ou megaprojeto) faz parte da ampliação de eventos que os filarmônicos estão desenvolvendo com abertura global já de grande sucesso. As instru-
ções sobre acesso e programação da orquestra estão no site www.digital-concert-hall.com e numa promoção da R ev i s t a Concerto de SP (w w w. c o n c e rto.com.br/dch). As cotações para degustar os espetáculos e outros eventos da Berlim são: 48 horas, 9,9 euros; 30 dias, 29 euros; 12 meses, 199 euros. (Euro: RS 2,70 em média para venda.) Firlarmônica de Berlim. Murray Perahia - Piano e regência. Repertório: Mozart - C o ncerto para Piano Nº 27; Schubert - Sonata para Piano a Quatro Mãos em Dó Maior (Grand Duo), com orquestração do violinista Joseph Joachim (célebre colaborador de Brahms). Sexta (18). 20h (17h em Brasília).
RECITAL DE PIANO A pianista Eudóxia de Barros interpreta peças de Debussy (foto). Ainda no programa, músicas de Ernesto Nazareth, em cujo repertório Eudóxia é especialista. Sociedade Brasileira de Eubiose. Av. Lacerda Franco, 1059. Tel.: 3208-9914. Sábado (19). 20h. R$ 20.
Comédias, um tom acima do simples cotidiano. Sérgio Roveri
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Otávio Dias/Divulgação
Erik Almeida/Divulgação
ão é o valor, a metragem e muito menos a localização do apartamento que se torna foco da disputa na separação do casal Madeleine e Etiènne – é o terraço do imóvel, um misterioso recanto ensolarado que parece concentrar tudo que a sociedade manifesta de sensatez e loucura. Escrita pelo autor e roteirista francês Jean-Claude Carrière, de 82 anos, a peça O Terraço ganha sua primeira encenação nacional, em cartaz a partir desta sexta (18), no Teatro Nair Bello do Shopping Frei Caneca. O texto foi traduzido por Henrique Benjamin e a montagem é assinada por Alexandre Reinecke. Na trama, que tem início durante um corriqueiro café da manhã, Madeleine (Vera Zimmermann) comunica ao marido Etiènne (Marco Antonio Pâmio) seu desejo de pôr um fim ao casamento, com a consequente locação do apartamento em que vivem. O imóvel, imediatamente,
O Terraço: surrealismo no ap. começa a ser visitado por uma legião de tipos esquisitos, arregimentados por uma corretora eficiente e estranhamente eclética. Em comum entre os interessados no imóvel há uma inexplicável atração pelo terraço. Os visitantes compõem um grupo tão alegórico que os únicos sinais de realidade são encontrados na figura do casal de moradores. Há desde um general cego que despenca do imóvel e retorna à cena sem nada ter sofrido até personagens que personifi-
cam a malandragem e a paixão desenfreada. Reinecke afirma que os personagens de O Terraço parecem viver um tom acima do restante da sociedade e que a peça pode ser entendida como um eficiente duelo entre o real e o imaginário.
O Terraço. Sexta (18). Teatro Nair Bello. Rua Frei Caneca, 569. Terceiro piso. Tel.: 3472-2414. Sexta, 21h30. Sábado, 21h. Domingo, 19h. R$ 40 a R$ 60. Censura: 14 anos.
foram casados um dia. E, para dar um contorno mais complicado à situação, se separaram pelos mesmos motivos alegados agora por seus clientes. Representando o jogador está a advogada Cecília (Suzy Rego), obrigada a duelar, agora profissionalmente com seu ex, Divórcio!: clientes e advogados atrapalhados. Jurandir (José Rubens Chachá), que defende os interesses de onhecido pelos textos A peça tem como cenário os Bruna. Segundo o autor, a graça dramáticos, como o escritórios de advocacia, onde e a ironia da situação é que monólogo Córtex e o dois famosos (ou quase) estão agora os advogados se veem sucesso Camille e Rodin, em que em processo de separação. De obrigados a usar, a favor dos seus descreve o conturbado um lado, o jogador de futebol clientes, os mesmos argumentos relacionamento dos escultores Cacau Melo (papel do ator Pedro contra os quais, anos atrás, franceses Auguste Rodin e Henrique Moutinho). Do outro, a eles chegaram às vias de fato. Camille Claudel, o dramaturgo candidata à celebridade Bruna Franz Keppler aventura-se pela Prado (Nathália Rodrigues). Divórcio! Sexta (18). primeira vez na comédia. Além do fato de seu processo de Teatro Raul Cortez. Divórcio! foi escrito há alguns separação despertar o Rua Doutor Plínio Barreto, 285. anos e chega aos palcos nesta interesse de boa parte da mídia, Tel.: 3254-1631. Sexta, 21h30. sexta (18) no Teatro Raul o casal tem de conviver com um Sábado, 21h. Domingo, 19h. Cortez, sob a direção de ônus extra – os advogados que R$ 50 a R$ 60. Otávio Martins. os representam também já Censura: 14 anos.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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CARPEAUX
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cultura
O inventor checo da nossa Odeon
Três mil anos no bolso Obra de Otto Maria Carpeaux repassando a história literária do Ocidente ganha versão econômica
André Domingues
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té os mais anticapitalistas precisam aceitar que popularidade da música no Brasil de hoje só se tornou possível porque, um dia, o imigrante checo Frederico Figner resolveu, além de gravar discos – no que ele foi o pioneiro com sua Casa Edison –, fabricá-los no Rio de Janeiro. O sucesso foi tal, que, rapidamente, elevou o País ao 4° lugar no mercado mundial, dando início à vitoriosa jornada da indústria fonográfica brasileira. Os requisitos da ousada empreitada de Figner excediam, e muito, as possibilidades do bemsucedido comerciante que era. O capital e o know-how vieram de sua grande parceira comercial, a International Talking Machine alemã, que, curiosamente, usava como marca um nome inspirado no grande Théâtre Odéon de Paris. Explica-se: a empresa tinha grande parte de capital francês e uma rixa acirrada com sua conterrânea Zonophone. A fábrica Odeon, instalada na Vila Isabel, contava com 150 funcionários para operar uma maquinaria importada de alta tecnologia, capaz de produzir 125.000 discos de 78 rpm por mês. Graças a ela, Figner conquistou autonomia, reduziu os custos e pôde ampliar incrivelmente o alcance dos seus discos. Sintoma disso é a tiragem inicial dos discos, que saltou de 250 para 600 exemplares Em 1931 houve uma grande fu-
Sérgio Siscaro
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são internacional de gravadoras na Inglaterra que transformou a Odeon em EMI-Odeon. A mudança não demorou a afastar o voluntarioso, mas simplório Figner da condução dos negócios no Brasil. Um olhar mais atento sobre a gigantesca multinacional que se formava, porém, talvez pudesse prever que, com o tempo, o próprio nome Odeon seria apagado, em prol da marca única EMI. No revolucionário 78 rpm Chega de Saudade/Bim Bom, do bossa-novista João Gilberto, a única logomarca visível ainda
n d e a n d a r á o " h omem renascentista" capaz de discorrer com segurança sobre temas diferentes, entendendo suas relações com o contexto de sua época? A resposta mais acertada é que ele foi morto pela especialização nos estudos acadêmicos, mais inclinadas à publicação de trabalhos colaborativos. No entanto, um de seus representantes mais expressivos está novamente disponível nas prateleiras das livrarias. A editora Leya lançou, no final do mês passado, a edição de bolso, em dez volumes, da História da Literatura Ocidental - o trabalho magno do austríaco naturalizado brasileiro Otto Maria Carpeaux (1900-1978). Nos dez volumes da obra, Carpeaux repassa a trajetória das letras ocidentais, de Homero a Truman Capote, abarcando gêneros tão diversos quanto épicos, romances, poesia, peças teatrais e trabalhos de historiografia e até de filosofia, de uma forma clara e abrangente. Apesar de seguir a ordem cronológica com a qual os diferentes estilos vão surgindo, o autor se mostra atento às características específicas com os quais cada literatura nacional os foi absorvendo, adaptando e modificando. Um ponto que mostra a erudição de Carpeaux é sua capacidade não apenas de analisar as principais obras e autores, mas de contextualizá-los no tempo e no espaço, revelando causas que influenciaram a criação ou desenvolvimento de determinado estilo e, ao mesmo tempo, explicitando a relação do meio político e econômico. No caso do Romantismo, por exemplo, Carpeaux aborda como as mudanças sociais trazidas pela Revolução Francesa e pelas guerras napoleônicas afetaram as literaturas europeias - que, muitas vezes, recuperaram histórias de seu folclore como forma de afirmar seu caráter nacional. Esse tipo de análise ocorre ao longo de toda a História da Literatura Ocidental, acompanhada de notas de rodapé com a bibliografia dos mais de 3,7 mil autores aborda-
era o pequeno templo clássico da Odeon. Já no álbum duplo Clube da Esquina, de 1972, feito por Milton Nascimento e Lô Borges, o retângulo de letras largas da EMI veio por cima. Por fim, nos discos iniciais de Marisa Monte, na virada dos anos 80 para os 90, via-se apenas a marca da EMI. O nome Odeon, ali, restringia-se a uma menção em letras miúdas no selo interno. Pouco adiante, deixaria de ser usado de vez. Restaram, apenas, suas valiosas memórias nos microssulcos da história da MPB.
1903: abre-alas para a MPB.
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lguns acontecimentos fundamentais da música brasileira se difundiram a partir da entrada da Odeon no mercado, em 1903, quando ainda produzia os discos da Casa Edison na Alemanha. Em fins de 1916, por exemplo, foram prensados ali os discos que levaram o samba baiano Pelo Te l e f o n e , assinado por Donga e Mauro de Almeida e cantado por Bahiano, a se tornar o primeiro sucesso popular do gênero. No ano seguinte, a Odeon traria as primeiras gravações de Pixinguinha tocando suas próprias obras, como o antológico disco que reuniu as futuramente célebres Sofres Porque Queres e Rosa. Francisco Alves, prata da casa, fez lá um bom número dos seus principais registros. Em 1927, pôs sua voz no primeiro disco brasileiro produzido pelo inovador sistema elétrico de gravação. Cinco anos depois, gravou Se Você Jurar, um
dos mais bem-acabados exemplos do samba carioca. O melhor, contudo, ficou para 1939, quando eternizou o samba-exaltação Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, emoldurado num refinado arranjo do maestro Radamés Gnatalli. Noel Rosa foi outra revelação da Odeon, onde fez suas raras gravações como intérprete, lançadas pelo selo afiliado Parlophon. São preciosidades como Com Que Roupa, Conversa de Botequim e Gago Apaixonado. Ainda na fase inicial da gravadora, Carmen Miranda, formada na concorrente RCA, deixou numa breve passagem o clássico O que É que a Baiana Tem?, de 1939, cantado ao lado do então estreante Dorival Caymmi. Anos adiante, o marco principal da modernização da MPB também caberia à Odeon: o LP Chega de Saudade, de João Gilberto, que levou a bossa-nova para o Brasil e o
mundo em 1958. Outra obra capital na história recente da música brasileira produzida pela gravadora foi o álbum duplo Clube da Esquina (1972), de Milton Nascimento e Lô Borges, com sua sofisticada fusão de bossa, jazz, pop e música regional. Até seu final definitivo, no início dos anos 90, a marca Odeon acompanhou acontecimentos importantes da MPB. Seus últimos grandes feitos foram a escalada da onda de rock dos anos 80, a part i r d o L P A s Av e n t u r a s d a B l i t z (1982), e o lançamento da influente cantora Marisa Monte, do finzinho da década. Fechou, assim, sua trajetória com chave e mais alguns discos de ouro. (Na verdade, o álbum Mais, lançado por Marisa em 1991, foi além e superou 500 mil cópias vendidas, ganhando a certificação ‘Disco de Platina Duplo’ da Associação Brasileira dos Produtores de Discos).
dos, muitas vezes acrescidas dos estudos críticos de cada um. Um trabalho de fôlego, sem dúvida. Exílio tropical - Nascido na Áustria, Carpeaux teve uma trajetória movimentada antes de chegar ao Brasil: trabalhou como jornalista, publicou análises da política exterior e, quando houve o Anchluss (ou seja, a anexação pela Alemanha nazista, em 1938), foi levado ao exílio. Chegou ao Brasil em 1939, e somente no começo da década de 1940 passou a escrever sobre literatura para a imprensa. Aliás, foi entre 1942 e 1945 que ele escreveu a História da Literatura Ocidental - e praticamente de memória, já que sua biblioteca de referência ficou na Europa. No entanto, a obra só iria ser publicada em 1959, pelas Edições O Cruzeiro. N e s s e m e i o t e m p o , C a rpeaux escreveria livros de crítica literária, como A Cinza do Purgatório (1942), Retratos e Leituras (1953) e A Literatura Alemã (1964), além de U ma Nova História da Música (1958). Na década de 1960, ele voltou suas energias à política, analisando a situação brasileira nos livros A Batalha da América Latina e O Brasil no Espelho do Mundo (ambos de 1965). Em
seus últimos anos escreveu verbetes para a Encic lopédia Barsa e colaborou com resenhas para a Revista Manchete. Nova edição - A disponibilidade da obra de Carpeaux teve altos e baixos nas últimas décadas. O resgate de suas obras começou em 1999, quando a Topbooks se uniu à UniverCidade para lançar dois alentados volumes de ensaios de Carpeaux. Pouco tempo depois a editora Record publicou suas resenhas da Manchete nos quatro volumes de Obras -Primas que Poucos Leram. Já a História da Literatura Ocidental teve um destino mais tortuoso. A obra foi atualizada pelo autor para uma segunda edição, que começou a ser publicada em 1978 pela editora Alhambra, e depois disso saiu de catálogo. A situação começou a mudar a partir de 2008, quando Joaquim Campelo Marques, fundador da Alhambra, ocupava o cargo de vice-presidente do Conselho Editorial do Senado - e editou a obra de Carpeaux em quatro volumes, comercializados via internet. Foi exatamente essa edição que foi lançada pela editora Leya, com venda exclusiva nas lojas da Livraria Cultura, no final de 2011 e que agora ganhou versão pocket em dez volumes.
ENTRE O POÉTICO E O COTIDIANO Rita Alves
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Projeto Fora do Palco, planejado para exibir apresentações de dança em espaços alternativos, apresenta até o fim deste mês no Sesc Pinheiros o espetáculo Posso Dançar Pra Você? da Cia. Domínio Público. As pessoas podem assistir à coreografia todas às terças e quartas, às 20h30. A apresentação dos bailarinos acontece na praça do Sesc e é embalada de forma especial. "A única trilha sonora que temos no espetáculo são as músicas cantadas pelos próprios bailarinos", explica Margarida Duarte, produtora cultural da companhia. "São dois bailarinos e duas bailarinas no elenco. Em uma das cenas, eles disputam a atenção das bailarinas, cantando músicas românticas." Apesar de a seleção variar a cada espetáculo, Edith Piaf e Beatles sempre fazem parte do repertório sedutor da dupla. O público também ajuda na conquista com algumas sugestões. "Eles cantam o que as pessoas pedem e vão improvisando", conta. O repertório, com cerca de 30 canções, fica cada vez mais popular com o passar do tempo, incluindo até sucessos mais populares como Ai Se eu Te Pego,
Débora Branco/Divulgação
do cantor Michel Teló. Na plateia parte do público é formada por crianças. E são elas que normalmente se dispõem a dançar com os bailarinos. "Elas vão para o meio do espaço, dançam com eles, ficam muito animadas e interessadas", diz.
"Tem um público mais instruído que entende logo de cara que é uma intervenção artística e que se trata de um espetáculo. Nesse caso, a reação dele é meio de observador, mas que interage à medida que vai ganhando intimidade com os bailarinos."
Em outras apresentações, feitas nas praças da cidade de Campinas, a resposta dos espectadores foi de preocupação. "Nós começamos sem ter anunciado que era um espetáculo e muitos acharam que os bailarinos estavam
dançando" foi suficiente para acalmar a plateia. "Temos reações diversas, todas muito interessantes e todas elas modificam o espetáculo." O processo de criação da Cia. Domínio Público sempre levou em conta o trabalho em duas vertentes: a sala de ensaio e os espaços públicos. "Sempre que Posso Dançar eles trabalhavam algum roteiro Pra Você?: coreográfico, eles espetáculo da experimentavam na rua para ver Cia. Domínio como era a reação das pessoas Público busca que não sabiam sobre a incorporar a intervenção artística e como rua como real essas intervenções mudavam o transformadora roteiro. A partir daí eles foram do espetáculo. construindo o espetáculo", diz. "O grupo trabalha em cima de como o poético pode transformar o cotidiano. Como a pessoa que passa na rua, correndo para ir para o trabalho ou para pegar a criança na escola, como ela pode parar para apreciar uma intervenção artística. Eles buscam compreender limites entre o cotidiano e o poético. Esse limite que muitas vezes nós possuídos e que precisavam de nem percebemos, nós ajuda. Eles desmaiam em uma ignoramos." parte do espetáculo e nesse momento as pessoas ficaram Sesc Pinheiros. Rua Paes muito aflitas tentando ajudar", Leme, 195, tel.: 3095-9400. afirma a produtora. Na ocasião, Terças e Quartas, às 20h30, uma breve interrupção dos na Praça. Grátis. Censura livre. artistas com a frase "Estamos Até 31 de janeiro.
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Fotos: Artur Bragança/Divulgação
Fugacidade de pirilampo José Guilherme R. Ferreira
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Chorizo Bonsmara acompanhado de batatas rústicas com molho de shitake e alho negro, a R$ 51.
Carne sul-africana servida na bodega Lúcia Helena de Camargo
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o entrar na casa, você vê apenas a loja de vinhos e o empório. Descendo uma escada, chega-se ao restaurante. Arejado e com mesas a distâncias civilizadas umas das outras. Com serviço educado sem ser excessivo e comida que surpreende tanto pela apresentação quanto pelo sabor. É a Bodega Franca. Localizada na Alameda que lhe confere o nome, nos Jardins, não faz alarde. Mas vale a visita para uma bela refeição no final de semana. Cozinha - Quem comanda a cozinha é a jovem e talentosa Thaís Bulgareli, que prepara entradas como ostras frescas com molho de gengibre (R$ 55); carne crua picada, aromatizada com alho, limão siciliano e azeite de trufas brancas (R$ 31) e pastel de massa folhada recheado com lagosta e manteiga de trufas (R$ 39), entre outras, que figuram na seção "para dividir" do cardápio. Quer começar com uma salada? Uma opção pode ser o carpaccio de magret com caramelo de porto (R$ 28): finas fatias de peito de pato cozido em baixa temperatura com caramelo de vinho do porto, acompanhado de mini agrião e mini rúcula. Ou salada verde com jamón: mix de folhas verdes com presunto espanhol, figo grelhado e molho de Saint Agur, também vendida a R$ 28. Se prefere uma refeição leve, fique com o peixe ao salmoriglio, servido acompanhado de risoto de abobrinha e tomate cereja (R$ 62); ou atum com crosta, preparado mal passado em crosta de castanhas, cortado em finas fatias acompanhado de mini legumes (R$ 58). Quer provar um clássico bem feito? Vá de rabada com polenta, servida cremosa, guarnecida de mini agrião (R$ 42). Para gente pequena, há os pratos kids, a R$ 25, com mudança de menu diariamente. Carnes - As maiores estrelas do menu, no entanto, são as carnes sul-africanas Bonsmara. Há três opções: noix de kobe (R$ 98), chorizo Bonsmara (R$ 51) e fraldinha Bonsmara (R$ 49). A carne é acompanhada de batata rústica com molho de shitake e alho negro. Para carnívoros, imperdível.
Há ainda confit de pato com purê (R$ 59), prato com coxa e sobrecoxa de pato confitada com molho de laranja kinkan, acompanhado de escondidinhos de legumes com crocante de castanhas; além de massas e risotos, como o risoto de linguiça portuguesa, com redução de vinho e radicchio (R$ 45). Os vinhos para acompanhar podem ser escolhidos na carta que inclui 400 rótulos, com garrafas das regiões viníferas do Velho e Novo Mundo. Desde França, Espanha, Itália, Portugal, Hungria até Chile, Argentina, Nova Zelândia, Austrália e Uruguai. Os rótulos são selecionados pelo sócio Rodrigo Gomes, antigo proprietário da Casa do Porto, que está há 20 anos trabalhando no ramo de vinhos. Doce - Na sobremesa, gateau de nutella com sorvete de Bailey’s (R$ 19); panna cotta de lichia, que é um pudim de creme de leite com lichia e calda de frutas vermelhas (R$ 16), creme brulê (R$ 14) ou fruta da estação (R$ 9).
Se na saída do almoço você quiser levar algo para o jantar, o empório oferece boa gama de secos e molhados. Há massas artesanais, trufas, queijos, peixes defumados, linguiças, geleias, chocolates, carne de rã, king crabs, cuscuz marroquino e bolo de rolo, além de cervejas, águas de várias procedências e cachaças. As carnes sul-africanas servidas à mesa podem ser compradas. Café - E também, para apreciadores, o café Jacu Bird, elaborado a partir das fezes higienizadas do pássaro natural da Serra da Cantareira, feito nos moldes do famoso e caríssimo café Civeta, ou Kopi Luwak, da Indonésia. O Jacu Bird, com Denominação de Origem Controlada, é vendido na Bodega Franca por R$ 16 cada xícara ou R$ 148 o pacote com 250 gramas.
mundo realmente precisa de outro livro sobre vinhos?”, pergunta Eric Asimov na primeira linha do seu novo livro... sobre vinhos How to Love Wine – a Memoir and Manifesto (Harper Collins Publishers/2012). A provocação do crítico-chefe de vinhos do New York Times (nada mais do que "o cara dos vinhos", como ele próprio debocha da pomposidade do seu título, responsável que é por uma seção de jornal de um homem só), tem muito a ver com a overdose de publicações do tipo "conheça-tudo-sobre-vinhos-para-não-fazerfeio-na-festinha" ou aqueles ditos livros mais sérios que prometem "desmistificar" a bebida em não mais de 10 capítulos, e que quase sempre caem em desditosas simplificações. Mais que tudo, seu "manifesto" é, como costumam ser seus artigos, um elegante tapa com luva de pelica na crítica esnobe e elitista. Pois, pasmem! Insuspeitamente, o celebrado crítico Asimov diz, com todas as letras, que não é preciso conhecer nem toda história, nem todo pretensioso jargão, nem toda a parafernália de saca-rolhas e cristais, muito menos os festivais de rankings incensados pelo mercado para ter prazer com o vinho. É claro que reconhece que a companhia do conhecimento pode ajudar na amplificação dos sentidos. Mas diz que isso não precisa vir em primeiro lugar e tampouco pode ser imposição inibidora. Seu livro está mesmo do outro lado do balcão, atestando o mote "a mesa antes do manual", reforçando que o real prazer está em abrir garrafas, de preferência diante de uma comida maravilhosa, compartilhandoas com amigos e familiares. Asimov certamente entende o desafio da crítica e a
Bodega Franca. Alameda Franca, 1045. Jardim Paulista. Tel.: 3081-3870. www.bodegafranca.com.br
valoriza quando cumpre seu papel de indicar possibilidades nesse mercado que nunca antes teve tantos e bons vinhos a oferecer. Mas indicar não é, para ele, questão de decretos (só este ou só aquele rótulo, só este châteaux, só aquele produtor histórico, não aquele apaixonado, de garagem) e nem pode se basear exclusivamente em experiências requintadas e especiais. Como distantes estão as garrafas dos melhores e históricos Bordeaux e Borgonhas (cada vez mais raros e caros diante da fúria dos novos-ricos chineses e russos), é preciso mostrar que há vida inteligente, por exemplo, fora dos châteaux e do Velho Mundo. E Asimov admite, sem subterfúgios: o vinho degustado e descrito pelos críticos, o que estes encontraram naquela taça do mais fino cristal, num dia "xis", num salão ou restaurante mais ou menos empoado e estrelado, pode estar anos-luz do vinho bebido pelo mortal apreciador de vinhos em sua mesa informal, com amigos, pães e queijos, numa taça não necessariamente Riedel. Sem contar que a "variação do gosto" pode se dar numa onda ainda mais curta, no período da refeição ou do encontro, quando o vinho é capaz de vibrar e criar surpresas, epifanicamente, com a rapidez e a fugacidade de um pirilampo.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)
O tesouro de um poeta Aquiles Rique Reis Acima, a loja de vinhos, com 400 rótulos disponíveis. Ao lado, risoto de linguiça portuguesa, com redução de vinho e radicchio.
Ambiente do restaurante Bodega Franca: arejado e com mesas a distâncias civilizadas umas das outras.
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urilo Antunes é mineiro de Pedra Azul, Vale do Jequitinhonha. Poeta, ele integrou o Clube da Esquina – clube das esquinas mineiras, mas também das esquinas do mundo, posto que a música que delas brota não tem fronteiras, tem laço carnal com a beleza, com o encantamento. Como se a vida fosse música é seu DVD lançado pela Noir Filmes que lança foco sobre a carreira de um cara que, com seus versos e lirismo, sintetiza a robustez das entranhas das Minas Gerais. Murilo tem uma trajetória que bem merece o carinho dos depoimentos, das imagens, dos cantares e tocares (ótimos), e dos arranjos (muito bons) que estão no DVD. Nele ele reflete sobre poesia, vida e música, e tem seus dons louvados por parceiros musicais e por companheiros de Pedra Azul, um entusiasmado e generoso elenco capacitado para saudar o poeta e suas palavras. Sua vida é escrita em versos e rimas; em prosa e verso; em força e luz; a ferro e fogo. Afinal, poeta ou letrista? Márcio Borges afirma que, em Murilo, poemas e letras têm o mesmo e decidido valor. O começo do filme mostra Murilo Antunes indo de carro para Pedra Azul. Lá, diante das casas coloniais, onde o azul sobrepõe seu tom sobre as pedras das ruas, ele afirma que a poesia não se faz quando a gente deseja, mas quando ela quer nascer. Entre cervejas e tiragostos, ouvimos causos revelados por ele e pelos conterrâneos Luiz Santiago e Lourinho. A produção de Murilo Antunes começa a surgir aos borbotões. Vê-se, então, que o tesouro do poeta está na juventude das palavras que vêm à sua mente e chegam ao pa-
pel. Palavras que têm o dom de serem para sempre, nascidas que são para se perpetuar eternas e joviais de espírito e fé. Entre três poesias (Emanuel, Era um ramo de mato seco e Solo em noite de lua), suas músicas ecoam: Era Menino (Tavinho Moura, Beto Guedes e Murilo Antunes), canta Beto Guedes; Rosário de Mariá (Tavinho e Murilo), canta Tavinho; Tesouro da Juventude (Tavinho e Murilo), canta Flavio Venturini; Era Uma Vez Por Toda a Vida (Flávio Henrique e Murilo), canta Paulinho Pedra Azul; Ciranda, Pierrot e Solidão (Flavio Venturini e Murilo), canta Venturini; Saudade Eu Canto Assim (Tavinho e Murilo), canta Tavinho; Vero (Natan Marques e Murilo), cantam Mariana Nunes e Vitor Santana; Viva Zapátria (Sirlan e Murilo), cantam Sirlan, Pablo Castro e Holly Holmes; Nem Nada (Beto Lopes e Murilo), canta Vander Lee; O Trem Tá Feio(Tavinho e Murilo), cantam Mônica Salmaso e Tavinho; Quadros Modernos(Toninho Horta, Murilo Antunes e Flávio Henrique), cantam Toninho Horta e o grupo Cobra Coral; Findo Amor (Tavinho Moura e Murilo), canta Susana Travassos; Besame (Flavio Venturini e Murilo), canta João Bosco; Viver, Viver (Lô Borges, Murilo e Márcio Borges), cantam Milton Nascimento e Lô; e Nascente (Venturini e Murilo), cantam Paula Santoro e Venturini. A poesia de Murilo Antunes transmite a vida de uma geração que se fez maior.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4. PS. O DVD pode ser comprado pela internet: www.sonhosesons.com.br .
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
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cultura
Montilla Moriles e o Sol da Andaluzia Carlos Celso Orcesi da Costa
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omo o dorso de um touro invertido, a Andaluzia espanhola quase toca a África, separadas pelo Estreito de Gibraltar. Ao sul de Córdoba, um pouco à esquerda ou oeste encontra-se Jerez de la Frontera e a leste, na estreita faixa litorânea sob a Serra de Ronda (mais ou menos como a Serra do Mar em relação ao nosso litoral), perto de Málaga, terra de Picasso, subindo 10 kilómetros ao norte, ao interior, chega-se a MontillaMorriles, região do tamanho de Jerez (10 mil hectares) que também produz vinhos fortificados. Fortificar é misturar álcool ao vinho. Não exatamente álcool etílico, mas o chamado brandy, palavra derivada do holandês 'brandewijn' que significa 'vinho queimado'. Como tantos outros destilados, esse difere por não ser de cana como o rum e a pinga, nem de cereal e malte como o whisky, mas sim de uva. O vinho
é fervido (donde 'queimado'), desprendendo vapores que vão se acumulando nas paredes até que "pingam" (daí o nome de nossa aguardente), capturados num condensador até voltarem ao estado líquido. Como o álcool e outros componentes aromáticos vaporizam antes da água, à temperatura mais baixa, o resultado da destilação é uma bebida mais concentrada em álcool do que o vinho original, ou seja, passa a ser vinho fortificado. Os Jerez, Málaga e Montilla-Moriles são vinificados a partir das uvas Palomino e Pedro Ximénez. No ano passado abri meu segundo de quatro Alvear Solera 1927 Pedro Ximénez (16º de álcool), a maior e mais tradicional adega de Montilla. A história dos Alvear é interessante e se liga à América do Sul. Para cá veio guerrear o aventureiro Carlos de Alvear, um dos filhos do patriarca. Foi o braço direito do
General San Martin na Guerra del Brasil (ou para nós Guerra Cisplatina), vencendo-nos na batalha de Passo do Rosário, o que acabou levando o Brasil a perder a Província Cisplatina. Porém - no empate - também não a cedemos à Argentina, origem do vizinho Uruguai. Marcelo T. de Alvear, neto de Carlos, foi
presidente argentino em torno de 1922, dando nome à rua aonde se situa a nossa embaixada em Buenos Aires. Esse Montilla é amadurecido em cascos pelo sistema de solera, algo como 14 grandes barris de madeira de 500 litros empilhados. O chefe da adega retira entre 100 e 150 litros do
casco mais baixo, aquele que está no solo (suelo donde solera). Dirige-se à criadera da fila imediatamente superior e retira a mesma quantidade, preenchendo o 1º casco que está no solo. E repete a operação, tirando a mesma quantidade da terceira fila para preencher o casco da segunda fila, e assim sucessivamente, completando a criadera mais alta com vinho novo. O conjunto se torna homogêneo, sendo obviamente de se presumir que o vinho adicionado em 2011, ainda assim em pequenas quantidades, leve vários anos para chegar ao solo, daí que há probabilidade matemática de bebermos, nesta garrafa daquela curiosa mistura, algum percentual mínimo de vinho velho de 1927. Robert Parker deu 96 pontos ao Alvear 27. O resultado dessa Solera iniciada há quase 90 anos atrás, segundo suas palavras, "revela uma cor âmbar escura,
um extraordinário nariz de creme brulê, nozes liquefeitas, marmelada e maple syrup (xarope de bordo, uma árvore). Grande e viscoso, doce não saturado nem pesado, é um profundo esforço com ótimo preço. Deve ser tomado sozinho ao final da refeição". Aparece também no livro bobinho de Neil Beckett "1001 Vinhos para Beber Antes de Morrer". 1001 viagens, 1001 filmes, de vez em quando se encontra algo prestável... como esse Alvear. O que impressiona em Montilla-Moriles é o solo branco, de giz, rico em calcário, sílica, carbonato de cálcio, pobre de fertilidade e material orgânico, cáustico, seco até de olhar, grelhado pelo sol mediterrâneo (foto). Apesar da fama do Jerez de la Frontera (sherry), mais conhecido por seus destilados secos, para aperitivo, esse exemplar da região vizinha - olé - exala a mística da Andaluzia.
Newton Santos/Hype
O Salão de Baile Clärchens Ballhaus Berlin, uma das obras da exposição.
Brasserie: estilo nos Jardins.
Anônimos na ponta do lápis. Indo e vindo. Mostra reúne desenhos de sobreposições interativas
Rita Alves Fotos: Divulgação
Exposição Layers, Camadas, Sobreposições Interativas na Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria.
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sobreposições interativas nos desenhos. "Me fascina essas sobreposições que eu já venho trabalhando há algum tempo porque elas permitem dar distâncias e importâncias com focos e fora de foco", diz. Segundo Magy, a interação acontece a partir da mudança de ordem das folhas desenhadas que mudam o todo. A ideia de criar desenhos baseados no vai e vem das pessoas nasceu em Berlim, na Alemanha, onde ela costuma passar parte do tempo quando não está no Brasil. "Sentei num banco e fiquei vendo as pessoas passarem. Comecei a fotografálas e observá-las." Em 2012, Magy expôs desenhos em Berlim com sobreposições de papéis de seda
Armando C. Serra Negra
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Magy Imoberdorf com
partir da próxima terça (22) a artista plástica suíça Magy Imoberdorf estreia a exposição Layers, Camadas, Sobreposições Interativas. Os trabalhos estarão em cartaz na Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria. A mostra apresenta 25 desenhos que tratam do ir e vir das pessoas, cercadas de tantas outras anônimas, todas sem saber o destino de cada uma. As obras são exibidas em três tamanhos (29x42 cm, 42x60 cm e 60x88 cm) e cada uma apresenta diversas folhas sobrepostas de poliéster transparentes. Tal sobreposição permite o rearranjo das folhas em ordens diversas, alterando o foco da ação proposta por Magy. A artista conta que desde o início pensou em criar as
Gentilmente intimista
e vegetal orgânico. "O Eduardo Machado me pediu para fazer essa exposição na galeria dele em São Paulo. Mas era impossível pois esses papéis não aguentam a umidade do Brasil", explica. Magy encontrou a solução depois de pesquisar sobre papéis a prova d'água e de umidade e também após ouvir a sugestão da artista plástica Ana Kesselring. "O desenho é em lápis fixado no poliéster com fixador especial que o transforma quase em nanquim, as cores são de acrílico, lápis de cera ou nanquim colorido", explica.
Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria. Rua Bela Cintra, 1533, tel.: 3082-5292. Segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábado, das 10h às 14h30. Grátis. Até 16 de fevereiro.
sorriso gentil da hostess Camila aguarda à porta. Todo o time de serviço é nota 10. Assim como a Brasserie des Arts – nome inspirado em casa de Saint-Tropez – que há seis meses bomba entre os bacanas. E os preços não diferem muito da média. A não ser acomodando-se em um dos seis boots, para até oito pessoas: intimista, sofá e pufs de camurça, poltronas de estofado, de quarta-feira a sábado a consumação mínima para um grupo é de R$ 1 mil. “É um modo de restringirmos a escolha do ambiente”, diz o gerente Frédéric (Fred) Renaut, 36 anos, circulando pelo lounge disputado. Forte sotaque, ele mostra, orgulhoso, a garrafa de champanha que leva seu nome. Produzida na vinícola da família em Troyes, no centro da região francesa de Champagne. Onde o monge beneditino Dom Pérignon (1639-1715) realizou sua borbulhante invenção. “Produzimos 60 mil litros por ano, do tipo brüt (R$ 189) e rosé
(R$ 239), exclusivamente para o mercado brasileiro”, diz Fred, que se mudou de mala e cuia para cá há oito anos. O produto também pode ser adquirido pelo site www.champagnerenaut.com.fr. Fino rótulo, design diferenciado – como tudo o mais no bar requintado – promete românticas e festivas celebrações. Balcão central, mármore preto e raiado, seis confortáveis cadeirões, prateleiras discretas com mostruário de garrafas de vodca francesa Gray Goose (caipiroska – R$ 18) demarca a área de sofisticadas refeições. O chef Xavier Torrentes veio do D.O.M. para sugerir nhoque com presunto cru e rúcula (R$ 41), bife ancho (R$ 49), peixes variados (R$ 49), tartar de atum com pupunha (R$ 37) e hot-dog com queijo brie (R$ 21). Mesas para duas pessoas, cadeiras de braço e palhinha Thonet antigas, toalha e guardanapo de linho branco, talheres de design avançado. Como as luminárias e o mobiliário da varanda de
Newton Santos/Hype
Renaut com a grife da casa
entrada, do renomado designer parisiense Philippe Stark, importados exclusivamente. Ladeada por cercas vivas, toldo bordô, segurança e manobristas na calçada, as mesinhas redondas parecem feitas com material náutico, e cadeiras de estilo praiano de rattan sintético, plastificado com cores e padronagens diferentes umas das outras, muito chiques e hightech. É o ambiente ideal para bebericar descontraidamente os drinques de Marcelo Serrano, eleito pela revista Gula o melhor barman de 2012: Lafayette (gim Hendricks, infusão de camomila e água de flor de laranjeira, servido em xícara de chá – R$ 29), Bloody Mary e Dry Martini (R$ 25, cada), Moscow Mule (vodca Stolichnaya, suco de limão, angostura e espuma de gengibre feita na casa – R$ 25), Jack & Ginger (Jack Daniels com limão siciliano – R$ 29). Há um mezanino para 30 pessoas, com balcão de bar e duas mesas grandes, servidas por dois sofás, e reservado para aniversários e confraternizações. “Colocamos um bartender e um garçom à disposição”, convida Fred. Sua vinha participará, em julho próximo, do Tour du Champagne, em sua cidade natal: “Compra-se uma taça por 10 euros, visita-se 27 produtores e bebe-se quanto quiser”. Voilà!
Brasserie des Arts. Rua Padre João Manuel, 1231. Jardins. Tel.: 3061-3325.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Fotos: Fox Film/Divulgação
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cultura
Daniel DayLewis é Lincoln. Abaixo, Sally Field.
O presidente e a escravidão Lúcia Helena de Camargo
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aniel Day-Lewis ganhou o globo de Ouro pela interpretação em L in c o ln . E provavelmente levará também o Oscar. Muito já se falou sobre o método obsessivo do ator inglês e não há dúvida de que ele encarnou o 16º presidente americano à perfeição. Dirigido por Steven Spielberg, o filme estreou nos Estados Unidos em novembro e chega nesta sexta (18) aos cinemas brasileiros. Baseado no livro Te a m o f R i v a l s : T h e G e n i u s o f Abraham Lincoln, de Doris Kearns Goodwin, retrata os últimos meses da vida de Abraham Lincoln e sua luta pelo fim da escravidão, em meio à Guerra Civil.
Também chamada de Guerra de Secessão, o conflito começara em 1861 e já durava quatro anos, somando 600 mil mortes. A principal causa da luta era a diferença de posição em relação à escravatura: os 11 estados confederados do sul a defendiam, enquanto os 15 estados do norte se opunham. Os sulistas chegaram a se proclamar outro país. Ao final, porém, os EUA voltariam a ser uma única nação. Abraham Lincoln não chegou a ver o fim do conflito (do qual o norte sairia vitorioso), em junho de 1895, pois morreu baleado em abril daquele ano. Em janeiro, o presidente decide que é hora de pedir apoio do
congresso para extinguir a escravidão de uma vez por todas. Inicialmente, contrata emissários. Quando a data da votação se aproxima, vai pessoalmente tentar convencer cada congressista. E tem início uma série de conversas em salas esfumaçadas (como fumam os políticos americanos do século XIX), tentativas de firmar acordos e conchavos, maledicências, promessas de cargos, além de chamadas à consciência e discussões ideológicas de variados calibres. Lincoln segue firme e forte, de olho em seu objetivo, manobrando e convencendo as mentes ao seu redor de que os negros não de-
vem receber tratamento diferente do dispensado aos brancos. Alguns de seus interlocutores admitem o preconceito, outros enveredam por longas explicações para tentar justificar a manutenção de escravos em casa. Em um momento caloroso da discussão, um congressista contrário à emenda discursa: "Se dermos liberdade aos negros, o que virá depois? Voto feminino?" A batalha solitária do estadista encontra uma bela tradução na cena em que ele, altíssimo e magro, usando sua peculiar cartola, se afasta rumo à porta. A figura longuilínea caminha na direção oposta à de seus destratores.
Há muitos personagens sobre os quais é preciso conhecer índoles e ações. Entre os principais, Sally Field (indicada ao Oscar de atriz coadjuvante) é Mary, esposa forte e um pouco angustiada. David Strathairn vive William Seward, o secretário de estado e braço direito do presidente. Tommy Lee Jones (usando peruca) encarna Thaddeus Stevens, político carrancudo que abdica de sua verve para fazer a coisa certa na hora certa e alcançar o bem maior. E Joseph Gordon-Levitt é o filho do presidente, R o b e r t T o d d L i ncoln, que insiste em se alistar no exérci-
to, apesar dos apelos da mãe em contrário. Com tanta gente para caracterizar, Lincoln acabou com 150 minutos de duração. Estamos em uma safra de filmes longos. Mas neste caso, torna-se um pouco cansativo ver tantos meandros que possuem apelo somente para o público americano, mesmo que as noções de i g u a l d a d e t enham caráter universal.
ESTADISTA A palavra, arma da liberdade. José Márcio Mendonça Arquivo DC
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om seus mais de 1m90 de altura, distribuídos desajeitadamente em um corpo que parecia ter mais pernas do que o restante; com uma certa timidez inicial; órfão ainda garoto e com um pai que dava pouca importância à instrução, a ponto de punir o filho quando, segundo ele, desleixava de suas atividades no campo para estudar e ler (primeiro quase a Bíblia, depois um pouco de quase tudo), era imprevisível que viesse a se tornar o homem público e o personagem histórico que construiu. Mesmo num país como os Estados Unidos, onde o espaço para a ascensão social é quase infinito, desde aquela época, para quem tem vontade, talento e é dedicado, esforçado. E foi com base nesses talentos que Abraham Lincoln (1809-1865), com muita fé em Deus (mesmo tendo deixado cedo a prática da religião anglicana de sua origem), nascida de uma família que ora vivia bem, ora sobrevivia, com um pai nômade e fracassado, transformou-se no 16º presidente dos Estados Unidos (1861-1865), em um dos heróis da pátria americana e numa das figuras políticas mais respeitadas e acatadas do mundo. Seu grande, extraordinário feito foi evitar a desunião das ex-colônias britânicas ao sustentar e vencer a guerra contra os Estados sulistas, escravistas, que pensavam em se separar da União por não concordarem com a eliminação da escravatura. A luta custou a vida de Lincoln, assassinado por um fanático sulino, o ator John Wilkes Booth, no Teatro Ford em Washington, menos de uma semana depois da os exércitos por ele comandados terem derrotado definitivamente os rebeldes confederados. O sucesso de Lincoln, além das qualidades de fé e obstinação, se deve a seu esforço de autodidata. Foi homem do campo (daí a imagem de "lenhador"), trabalhador no comércio, pequeno comerciante falido
e tornou-se advogado sem ter completado um curso para tal. Com leituras de textos de direito foi aprovado na prova de uma espécie de Ordem dos Advogados de então. Com ajuda aperfeiçoou-se no idioma, que falava claudicantemente. Nos tribunais, testou e evoluiu sua oratória, já conhecida nas rodas de parceiros pela capacidade de argumentar, pela lógica do raciocínio. Pode-se dizer que venceu pela palavra, pelo discurso, pela capacidade de convencimento. Segundo seus contemporâneos, citados por seus inúmeros biógrafos, sua argumentação e clarividência oratória eram quase irresistíveis. Algumas de suas peças oratórias são clássicas até hoje. A mais citada é o discurso que fez na inauguração do cemitério de Gettysburg, em 1863, criado para abrigar os milhares de mortos em uma das batalhas mais sangrentas da Guerra de Secessão. Embora advogasse com fervor, sua paixão era a política. Com base em lemas simples: a defesa da liberdade, do princípio de que todos os homens nasceram iguais, e nos objetivos de libertar os oprimidos, promover o trabalho livre e aprimorar a espécie humana. Esta era a sua ideologia. Com base nela, foi legislador em Illinois, legislador federal em Washington, chegou a abandonar a atividade política depois de ter perdido o direito à reeleição dentro do Partido Republicano, para em seguida chegar à Casa Branca num dos momentos mais decisivos da história dos Estados Unidos da América, o momento em que começou a se transformar na Nação que é hoje. Foi um homem e uma lenda, foi tantos – Salvador, Homem do Povo, Mártir – que os mais de 15 mil livros escritos sobre ele e suas ações ainda não desvendaram totalmente, mais de 130 anos depois de seu brutal assassinato.
O IMORTAL DISCURSO DE GETTYSBURG "Há 87 anos, os nossos pais deram origem neste continente a uma nova Nação, concebida na Liberdade e consagrada ao princípio de que todos os homens nascem iguais. Encontramo-nos atualmente empenhados numa grande guerra civil, pondo à prova se essa Nação, ou qualquer outra Nação assim concebida e consagrada, poderá perdurar. Eis-nos num grande campo de batalha dessa guerra. Eis-nos reunidos para dedicar uma parte desse campo ao derradeiro repouso daqueles que, aqui, deram a sua vida para que essa Nação possa sobreviver. É perfeitamente conveniente e justo que o façamos. Mas, numa visão mais ampla, não podemos dedicar, não podemos consagrar, não podemos santificar este local. Os valentes homens, vivos e mortos, que aqui combateram já o consagraram, muito além do que nós jamais poderíamos acrescentar ou diminuir com os nossos fracos poderes. O mundo muito pouco atentará e muito pouco recordará o que aqui dissermos, mas não poderá jamais esquecer o que eles aqui fizeram. Cumpre-nos, antes, a nós os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada até este ponto tão insignemente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmonos à importante tarefa que temos pela frente - que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção - que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra."