VEJA O QUE ESTA´ APARECENDO NA BANDEIRA DO BRASIL
Marchas anticorrupção fizeram água em Brasília e SP, pela chuva, mas marcaram ponto. Página 5. Veja também galeria de fotos dos protestos em www.muco.com.br Nacho Doce/Reuters
DIA DA ~ PROCLAMAÇAO CONTRA
Ano 87 - Nº 23.499
Conclusão: 23h50
LUPI
www.dcomercio.com.br
Jornal do empreendedor
R$ 1,40
São Paulo, terça-feira e quarta-feira, 15 e 16 de novembro de 2011
Nem bala, nem amor, o que o ministro Lupi precisa agora é de um paraquedas para saltar do imbróglio do bimotor Sêneca e do King Air que o levaram a passeios comprometedores pelo Maranhão. Bastou que ele negasse os voos, ou não se lembrasse dos passageiros, para que surgissem fotos que o mostram saindo e entrando dos aviões. Página 7
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italiano para novo governo desatar O primeiro-ministro designado da Itália Mario Monti apresenta hoje sua lista de ministros e seu plano de governo para tentar combater a crise financeira e reduzir a dívida do país. O prato do dia é a tentativa de formação de um governo mais técnico do que político. Página 15 Rodrigo Cruz/The New York Times
Morteza Nikoubbazi/Reuters
O ABRAÇO ATÔMICO
ISSN 1679-2688
23499
9 771679 268008
Estudantes do Irã formam corrente humana em fábrica de beneficiamento de urânio em defesa de programa nuclear do país. Pág. 8
Ver bruxos, o efeito colateral das drogas no México. Em busca de proteção. Pág. 9 HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 22º C. Mínima 15º C.
AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 26º C. Mínima 14º C.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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terça-feira e quarta-feira, 15 e 16 de novembro de 2011
É preciso repudiar a subversão do sentido das palavras que está sendo praticada entre nós. Roberto Fendt
pinião
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e uns tempos para cá, demos de falar por metáforas. Pior, estamos desenvolvendo um estranho hábito de usar eufemismos – figura de linguagem que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão, diznos o dicionário – para designar o que tem nome certo e conhecido. Exemplos não faltam. "Aloprados", expressão que designa doido, bêbado ou pirado, foi como qualificou o presidente Lula em 2006 diversos integrantes de seu partido que pretendiam usar um dossiê falso contra o então candidato ao governo de São Paulo, José Serra. O suposto dossiê acusava o candidato do PSDB de envolvimento com o chamado "escândalo das sanguessugas". Pretendia, também, por tabela, prejudicar o então candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin. Ora, se estavam ou não bêbados, não é possível dizer. Mas de loucos por certo não tinham nada os produtores do suposto dossiê. O Código Penal (Título II, Capítulo VI, Artigo 171) descreve como crime de estelionato procurar "obter para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento". A forma correta de qualificar os supostos aloprados seria "estelionatários". A classificação de "aloprados" serviu para atenuar o malfeito e passar a imagem de que os criminosos eram simplesmente pessoas irresponsáveis, quem sabe até bem intencionadas. "Malfeito", por sua vez, tornouse também eufemismo de grande uso atual, especialmente agora que pipoca a cada dia um novo escândalo no Planalto. Vindo etimologicamente do latim malefactus, literalmente "mal feito", quando substantivo designa quem é autor
Sobre eufemismos ROBERTO FENDT imagem de um governo sempre certo em qualquer de seus atos. O livro, ao lado de A dm ir áv el mundo novo, de Aldous Huxley, e Farenheit 451, de Ray Bradbury, constitui a melhor expressão das tiranias comunista e nazista no campo da retórica.
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de ação criminosa, quem comete crimes ou atos condenáveis, quem é um facínora. Dito assim, como quem não quer nada, atribuir a alguém a prática de um malfeito parece designar um irresponsável. Mas na verdade, se o designado é pessoa que faltou com a confiança a quem os nomeou para postos importantes
na administração pública, como ministro de Estado, por exemplo, ele é, nada mais, nada menos, que um malfeitor – um facínora, simples assim. Fica mal para quem os indicou para altos postos da administração da coisa pública. Praticar malfeitos é coisa de malfeitores, criminosos, como eram designados, nos antigos fil-
mes de faroeste, os ladrões de cavalos e de diligências. A difusão da prática de designar por eufemismos atos criminosos é lesiva à boa retórica, no mínimo, e em toda a sua extensão danosa à prática democrática. Subverter o uso das palavras é o que fazia o governo totalitário no célebre e profético romance distóptico
"1984", de George Orwell. A obra de ficção, escrita em 1948, mostrava as entranhas de um regime totalitário no ano de 1984. O personagem principal é uma pessoa sem nenhuma importância, funcionário do Ministério da Verdade de um país imaginário, Oceânia. Sua função era falsificar documentos para manter a
preciso repudiar a subversão do sentido das palavras que está sendo praticada entre nós. Ela subverte e inverte mais que o sentido dos termos: subverte e amortece nossa capacidade de nos revoltarmos com práticas criminosas e indignas de uma convivência social harmoniosa e democrática. É preciso que os malfeitores voltem a sentir vergonha de seus atos. Nenhuma sociedade civilizada pode prescindir de que seus cidadãos tenham sentimentos de embaraço, desonra e humilhação ao fazer patifarias. Para que isso ocorra, é necessários que eles sejam punidos com o rigor previsto na lei para a prática de tais atos. Enquanto isso não ocorrer, o sentimento de impunidade continuará a assegurar aos malfeitores sentimentos opostos, que vão da empáfia à arrogância, e à continuidade de atos que a sociedade repudia e condena. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
O VAI E VEM DE FILHOS E MOCHILAS O
s tempos atuais trazem demandas cada vez mais inusitadas no que se refere aos arranjos familiares. Os divórcios pululam, conforme dissemos no artigo anterior, e as leis acompanham a evolução dessas demandas e tentam, na medida do possível, dar soluções para a organização de novas etapas da vida familiar. Por outro lado, também evoluiu muito o conhecimento acerca das necessidades das crianças. E é para assegurar ao máximo o bem estar físico e psicológico delas que os operadores do direito tomam todos os cuidados para definir a modalidade a ser adotada na guarda dos filhos após o divórcio, separação ou dissolução da união estável – principalmente quando os pais não chegam a um consenso e o juiz é chamado para definir a questão. Vejamos o caso de João e Maria. Eles viveram 14 anos juntos e tiveram dois filhos, uma menina e um menino. Moravam numa casa com quintal e, numa casinha menor, vivia a mãe de João. Ele bebia além da conta e Maria cansou. Apaixonou-se por outro e foi embora. Foi um bafafá, como era de se esperar. Mas Maria não
sumiu no mundo. Amasiou-se – como ainda se diz popularmente – montou um pequeno negócio com o novo companheiro, ajeitou casa e um quarto para as crianças. Nesse ínterim, João assumiu sozinho a guarda das crianças. Também encontrou um novo amor, Lair, que foi morar com ele e levou para dentro da casa de João seus cinco filhos. Assim, o que antes era o lar de João, Maria e seus dois filhos, transformou-se no lar de João, Lair e seus sete filhos. orações acomodados, chegou a hora de resolver oficialmente a questão. Maria dava como certo que as crianças ficariam com ela: "O outro já está com a casa cheia", pensou. Fez as contas, contratou um advogado, fixaram uma pensão que achavam justa e entraram com a papelada. O que Maria não esperava era que João quisesse manter a guarda das crianças! Na falta de consenso, sobraram acusações. Maria alegou o alcoolismo de João. Este alegou que Maria abandonou o lar. Alegações como essas podem até ter peso na decisão judicial em relação à guarda das crianças, mas, hoje, o que menos importa é de quem é a
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IVONE ZEGER "culpa". Importa, sim, tomar a decisão que melhor atenda ao interesse dos menores. ários aspectos são levados em conta. As crianças, de 11 e 12 anos, foram ouvidas pela assistente social: elas preferiam ficar com o pai, na casa onde viviam desde que nasceram. Por outro lado, Maria tinha sido constante nas visitas aos filhos desde a separação de fato. Conversa vai, conversa vem, decidiu-se: as crianças viverão com o pai, que exercerá a "guarda legal conjunta".
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O que isso quer dizer? Que João terá a guarda física legal das crianças, mas ele e Maria partilharão todas as decisões relativas ao bem-estar dos filhos. As visitas são organizadas de tal forma que Maria terá um tempo para conviver com seus filhos. oje, as expressões "conjunta" e "compartilhada" embora sejam diferentes, são usadas para que pais e mães dividam a responsabilidade legal sobre os filhos ao mesmo tempo e compartilhem as obrigações pelas decisões importantes relativas às crianças. Neste tipo de guarda, um dos pais pode deter a guarda material ou física do filho, mas ambos têm os mesmos direitos e deveres para
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Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
com os menores. Um pouco diferente da "guarda compartilhada" é a "guarda alternada". Nessa modalidade, alternadamente, os pais detêm a totalidade dos poderes e deveres em relação à prole. Assim, por períodos de tempo determinados, os filhos passam a residir com um dos pais, que tem a guarda integral. Normalmente, é utilizada quando os pais moram longe um do outro, em outra cidade ou país. anto a guarda compartilhada quanto a alternada têm sido duramente criticadas por juristas e psicólogos, afinal, a necessidade de uma rotina constante e o equilíbrio nas relações entre pais e filhos, entre outros fatores, é o que assegura saúde física e emocional às crianças. Além disso, mudanças constantes não favorecem a criação de vínculos. Com uma proposta de arranjo bem diferente, na verdade oposta às guardas compartilhada e alternada, temos a guarda denominada "aninhamento" ou "nidação". Nesse arranjo, as rotinas são mantidas, pois os filhos não saem de casa. São os pais que se revezam e, por
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períodos alternados, cada um a seu turno assume os cuidados com as crianças e a casa. Essa fecha a lista das opções modernas e "arrojadas" que os pais têm para organizar a vida. ai e mãe devem reconhecer suas diferenças e manter o respeito mútuo, estar dispostos a ceder e evitar "quedas de braço" tão comuns nessas circunstâncias. O diálogo entre os pais é essencial, ao menos para os assuntos relativos aos filhos. E eles devem ter muito claro que o sentimento de posse da criança é o pior norteador de decisões. O certo é que a total liberdade de hoje em dia em relação aos descasamentos tem um preço: o exercício do respeito e do "caminho do meio" para que os filhos saiam fortalecidos do processo de separação de seus pais e estes readquiram o equilíbrio tão necessário para a condução organizada e saudável de suas vidas.
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IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE
FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" WWW.IVONEZEGER.COM.BR
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira e quarta-feira, 15 e 16 de novembro de 2011
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PA R A S A I R D A C R I S E , E U R O PA E E S TA D O S U N I D O S T Ê M D E A C A B A R C O M P R I V I L É G I O S .
pinião
Michael Buholzer/Reuters
A BAGUNÇA NOS EUA E NA EUROPA Se os governos europeus e o americano parassem de dar às pessoas o que elas não fizeram por merecer, os orçamentos seriam muito mais equilibrados.
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ual é a linha comum entre a bagunça financeira da Europa, particularmente entre Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha e a bagunça financeira nos Estados Unidos? Essa questão poderia ser mais facilmente respondida se a pergunta fosse outra: o que é necessário para curar a enorme desarrumação financeira na Europa e nos Estados Unidos? Se os governos europeus e o Congresso americano cessassem a prática de dar às pessoas aquilo que elas não fizeram por merecer, os orçamentos estariam muito mais equilibrados. Para que um governo garanta a uma pessoa o direito a bens e serviços que ela não obteve por mérito e esforço próprios, é necessário, diminuir o direito de outra pessoa àquilo que ela realmente merece – e isso simplesmente por que governos não têm recursos próprios. O primeiro passo na ordem prática de medidas que podem levar a uma solução do desarranjo financeiro na Europa e nos Estados Unidos precisa ser o reconhecimento de que vários governos têm feito uma série de coisas insustentá-
veis, especialmente a prática política de conceder privilégios especiais a determinados grupos de pessoas, além de conceder coisas que tais pessoas nada fizeram por merecer. A questão não se resume a somente saber o que é bom ou ruim para os beneficiários desses privilégios, mas sim saber qual o efeito dessas práticas sobre uma sociedade como um todo e sobre o bem estar de uma nação.
T
omemos, por exemplo, a compreensível motivação humana de prover serviços de assistência à saúde para indigentes. Mas se alguém está preocupado com as necessidades de saúde de outrem, por que então o governo não deveria ir adiante e prover a esses indigentes recursos nutricionais? Boa saúde tampouco se restringe apenas ao acesso a serviços de saúde e alimentação, mas também a um lugar decente para morar. Além disso, boa saúde tampouco é mera questão de bem estar físico, mas também de bem estar mental; então, por que não ter férias pagas pelo governo? Esta não é uma ideia tão descabida
WALTER E. WILLIANS quanto alguém poderia imaginar. Antonio Tajani, o comissário europeu para indústria e empreendedorismo, declarou que as férias são um "direito humano".
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s crescentes gastos sociais em nome da saúde são apenas um exemplo de um processo muito maior e mais amplo e que afeta o todo de nossas sociedades. Existe um processo, que poderíamos chamar de contágio, no qual gastar, automática e inevitavelmente, leva a gastar ainda mais. Por exemplo, se um governo subsidiar os produtores de trigo, os produtores de milho certamente se organizarão e protestarão contra o fato de que eles não recebem subsídios em igual medida. Pensando assim, que argumen-
tação poderia ser feita para evitar que o governo subsidie a todos os produtores agrícolas? Em seguida, há o contágio que cruza fronteiras. Se fazendeiros europeus recebem subsídios governamentais, os fazendeiros americanos exigirão subsídios para "equilibrar a competição". E que tal os resgates de emergência de grandes corporações e instituições financeiras? Aqui também ocorre o contágio. Se o Congresso americano pode injetar dinheiro na General Motors, qual seria a justificativa para não resgatar a Chrysler, JP Morgan Chase, Bank of America, Fannie Mae, AIG, Citigroup e outras empresas falidas? Resgates financeiros são contagiosos no curto e longo prazo. Resgates (com o dinheiro do contribuinte) criam o que é conhecido
como um risco moral, no qual as pessoas têm o incentivo reduzido para consertar seus maus hábitos.
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ponto principal, em resumo, é que a única tendência do welfare state (o estado-babá) é crescer e consumir mais e mais da renda de uma nação. De acordo com o estudo Measuring the Unfunded Obligations of European Countries (em português "Medindo as Obrigações sem Fundos dos Países Europeus"), publicado em janeiro de 2009 pelo National Center for Policy Analysis (Centro Nacional para Análise de Políticas Públicas), com sede em Dallas, Texas, por volta do ano 2050 um país europeu precisará gastar mais 60% de seu PIB para honrar tais obrigações. De acordo com os relatórios dos membros curadores do Social Security (Previdência Social) e do Medicare (Assistência Saúde) norte-americanos, o endividamento sem fundos, um combinado apenas desses dois programas governamentais, chegou a 101,7 trilhões em dólares de hoje. Isso resulta numa situação em que se o Congresso confiscasse,
via impostos, todo o nosso PIB de quatorze trilhões de dólares ao ano e o colocasse no banco, mal daria para cobrir o endividamento anual da Previdência Social e da Assistência Saúde.
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ssa observação sugere que é impossível sair de nossa desordem financeira via aumento de impostos. A fim de evitar uma estagnação permanente ou o colapso total, os governos precisam começar o processo de redução de gastos em auxílios, privilégios, subsídios, incentivo e resgates. Eu não recomendaria abstinência abrupta e na marra para um viciado em heroína; tampouco recomendaria a abstinência súbita e forçada a todas as pessoas que foram viciadas e se tornaram dependentes de esmolas governamentais. Precisamos achar um meio compassivo para desmamar do governo as pessoas que hoje dele dependem. WALTER E. WILLIANS É ECONOMISTA AMERICANO, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE GEORGE MASON TRADUÇÃO: HENRIQUE DMYTERKO PUBLICADO POR WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR
TEREMOS OU NÃO OPOSIÇÃO? Rodolfo Stuckert/Ag. Câmara
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s ligações de políticos da oposição com o poder Executivo federal são um recurso amplamente usado na política brasileira. Então fica a pergunta: oposição para quê? Um país sem efetiva oposição política é como alguém sem superego. Neste caso, como me informa um amigo psicanalista, estamos frente a uma personalidade psicopática, o que os antigos denominavam neurose de caráter e que faz, ultimamente, o estilo dominante entre os vilões de novelas. São indivíduos sem crítica, sem respeito por limites e nenhum compromisso com a verdade. Por natureza, são pessoas desonestas, tanto no plano intelectual como factual, manipuladoras e insensíveis a qualquer coisa além dos seus próprios desejos e interesses. Não é diferente no plano político. Pobre do país governado sem superego, ou seja, sem o freio de uma oposição política eficaz. Mais precisamente: pobre de quem vive nele. Quando a experiência humana, com ajuda dos filósofos e teóricos da política, estabeleceu as regras fundamentais do que hoje conhecemos como democracia liberal, foi levado em conta que o poder instituído, instrumento básico da ação política, embora necessário e indispensável como força propulsora, deveria ser domado por mecanismos de equilíbrio e contensão. Antes que os famosos "checks and balances", pesos e contrapesos, fossem explicitamente citados na formação dos Estados Unidos da América, esse conceito já era conhecido e experimentado
na história da humanidade e, mais modernamente, na vida institucional inglesa. O que vale a pena observar no Brasil de hoje é a ameaça vigente de uma vida política sem oposição. Não me refiro à oposição nominal, mas oposição que mereça esse nome, altiva e com convicções articuladas o suficiente para representar uma alternativa de poder, de ideias e de propostas. Oposição com plano de governança e projeto de atuação sobre a opinião pública. Em um país fundamentalmente patrimonialista como é o nosso, competir politicamente sem dispor de um pedaço de governo é uma travessia no deserto. ara encerrar o patrimonialismo prussiano, foi preciso destruir a Prússia. Na Rússia, o patrimonialismo czarista mudou de roupagem para sustentar 70 anos de totalitarismo soviético e se mostrou intocado após o fim do regime. No Brasil, onde as coisas sempre são menos dramáticas, parecia haver declinado um pouco – só parecia, até que os últimos mandatos petistas lhe devolvessem a glória e todo o esplendor jamais sonhado. Não é por acaso que ao viés totalitário dos petralhas uniu-se o velho caciquismo autoritário regional brasileiro. Não se faz oposição apenas através de partidos políticos, mas quando todos os espaços são ocupados, começa a desaparecer o terreno disponível, mesmo no plano partidário. Vejamos alguns fatos e indicadores. As verbas destinadas à propaganda, se considerarmos,
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JOÃO NEMO
Congresso tem sido subserviente ao governo e sem ideias claras. principalmente, o governo federal e as suas estatais, são absolutamente pornográficas. Enquanto regulamentos e mais regulamentos sobre o que é bom para a população colocam restrições "éticas" à publicidade, os órgãos de comunicação social vão se tornando dependentes do único cliente que não pode ser "desagradado". Durante um período, a chantagem é bilateral, mas chega o momento em que não há mais opção. Essas mesmas verbas alimentam as ONGs de estimação; artistas e intelectuais companheiros; as milícias apelidadas de "movimentos sociais" e fazem caixa oculta para futuras campanhas. upostamente, o empresariado seria composto por defensores naturais da iniciativa privada. Só que ser bem sucedido no Brasil, hoje mais do que nunca, significa estar sintonizado com os desejos do governo. A capacidade de retaliação sobre qualquer veleidade de autonomia é de tal ordem que poucos se atrevem.
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Além disso, ganhar dinheiro sob o guarda-chuva do Estado parece ser o melhor dos mundos. Até se perceber como um escravo de luxo leva um bom tempo e há quem não se importe. Há, também, quem se importe, mas se resigne. Desde que "os donos do governo" passaram a controlar os grandes aglomerados de poupança, não apenas FAT e BNDES, mas também os Fundos de Pensão e o que mais houver, o capital de nenhum empresário, assim como o emprego de nenhum executivo, está longe do alcance. ejamos, ainda, o que acontece com a filantropia. Por definição trata-se de uma atividade em que uma pessoa ou um grupo delas utiliza seus próprios meios e sua capacidade de captação para atender a uma causa altruísta. No Brasil a filantropia é uma atividade paraestatal, ou porque sua viabilidade depende de incentivos fiscais que requerem adesão a programas governamentais, ou porque é muito mais fácil e gratificante
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aparecer cooperando com o Estado para fazer o bem. Trabalhar em caridade ou filantropia de verdade é árduo; aparecer como generoso contribuinte para alguma enganação do tipo "fome zero" é fácil, politicamente correto, dá notícia e agrada aos poderosos. Em resumo, ninguém quer ser "do contra". Para preservar a própria autonomia de decisão, manter as próprias preferências e convicções, porém, muitas vezes é preciso ser do contra. ntre nós, a dita oposição, por inibição ou por inépcia, alcança façanhas inacreditáveis, como deixar passar incólume o chefe de um governo onde aconteceu o "mensalão". Durante todo esse escândalo e muitos outros, a própria oposição se encarregou de poupar o então presidente e continua poupando. E iniciou, também, o processo de poupar a nova ocupante do cargo, que mal consegue articular uma frase compreensível, mas já tem o seu próprio roteiro para o mito: a austera, aquela que faz faxina como se a sujeira não fosse obra sua e dos seus. Já há nomes da oposição ajudando até na agressão oficial à língua portuguesa (como, aliás, autoriza o Ministério da Educação) e num requinte nauseante de submissão
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se referindo à "presidenta". Além do saco de gatos denominado "base" do governo, temos um partido de oposição que disputa eleições, mas não se opõe muito claramente no campo das ideias e faz da própria impotência um ponto de honra; um outro que de tanto ficar a reboque do primeiro conseguiu se tornar "nanico" para administrar a escassez e, finalmente, uma nova força que aposta na indefinição como caminho. Se for apenas um recurso para não ser esmagado no nascedouro, vá lá, mas se ficar prisioneiro da linguagem de condescendência estaremos fadados ao triste destino que lamentamos neste artigo: não possuir oposição de verdade, com ideário próprio e capaz de defendê-lo. Sermos um país hemiplégico. Se ignorarmos o confronto de doutrinas e a disputa pelas ideias, propostas, valores e convicções, o que restará à política brasileira exceto a luta pelas verbas e sinecuras? Daí a pergunta crucial: teremos oposição? JOÃO DE OLIVEIRA NEMO É SOCIÓLOGO E CONSULTOR DE EMPRESAS EM DESENVOLVIMENTO GERENCIAL.
PUBLICADO POR WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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5 CHOVE, CHUVA! Aguaceiro atinge municípios mobilizados contra a corrupção
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CHOVE PROTESTO Mesmo encharcados, manifestantes foram às ruas.
Contra a corrupção. E a favor da umbanda Convocados pela internet, paulistanos pintam o rosto e usam a vassoura contra a corrupção. Outros, defendem o sacrifício de animais em cerimônias religiosas. Levi Bianco/News Free/Folhapress
Guilherme Calderazzo
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chuva incessante de ontem atrapalhou mas não impediu a realização de dois protestos políticos na capital, ambos iniciados no mesmo espaço: o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Lá, de um lado, grupos com atuação na internet se manifestavam pela terceira vez contra a corrupção no estado, a Virada Contra a Corrupção. De outro, religiosos ligados ao candomblé e à umbanda exigiam a não aprovação do projeto de lei 922, em tramitação na Assembleia Legislativa, do deputado estadual Feliciano Filho (PV), que propõe proibição de sacrifício de animais em cerimônias religiosas. Ambos ocuparam a Avenida Paulista, ontem. Os religiosos, cerca de 120 pessoas lideradas por Tata Mata Moribe, alegavam que o projeto, se aprovado, irá contra a Constituição, pois impedirá a liberdade religiosa. As cerimônias de candomblé envolvem morte de animais como frango, carneiro e bode. "A morte dos animais ocorre em benefício dos orixás e ainda do povo, pois a carne desses bichos é distribuída para os interessa-
dos", disse Felipe Brito, assessor do grupo. Corrupção – Os grupos de internet contra a corrupção no estado fizeram ontem sua terceira manifestação em feriado. Convocada pelos movimentos Mudança Já, Nas Ruas, Marcha pela Ética, Pátria Minha e Revoltados Online, a Vi ra d a re u n i u cerca de 280 pessoas, segundo a Polícia Militar. Reivindicou o fim do voto secreto no Congresso e a aprovação da Lei da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal. Exigiu que a corrupção passe a ser considerada crime hediondo e que a educação receba investimentos do Estado de 10% do PIB. "A roubalheira é insustentável e tem de acabar", reclamava Nelson Pereira Bizerra. "Vamos unir as propostas mais votadas e, com outros grupos, pressionar o Congresso para que faça as alterações", pregava Mara Zumpano. Muco – O Museu da Corrupção (Muco), criado pelo Diário do Comércio e disponível na web (www.muco.com.br), foi defendido pelos grupos. "Soube do Muco pela rede. É interessante porque mostra a história da corrupção", diz João Indignado, do Anonymous. Lygia Fernandes, do Pátria Minha, diz que divulga o Muco pela internet.
Em São Paulo, a Virada contra a Corrupção (acima) trouxe cartazes com mensagens anticorrupção, rostos pintados e som de apitos. Em Goiânia, manifestantes com caras pintadas carregaram faixas de protesto ou, como a garota (à esquerda) vassouras, símbolo do combate à corrupção.
Mantovani Fernandes/O Popular/Folhapress
O Popular/Folhapress
Brasília marcha embaixo de temporal Mobilização na capital federal e demais cidades foi por água abaixo, literalmente. Redes sociais admitiram fiasco e dispensaram os manifestantes. Marcos Nagelstein/AE
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chuva em Brasília atrapalhou ontem a mobilização pela Marcha contra a Corrupção que reúne apenas cerca de 30 manifestantes na capital federal, quando eram esperadas milhares pessoas como tem ocorrido nas recentes mobilizações pela causa. Os manifestantes fizeram uma breve concentração na Biblioteca Nacional, na Esplanada dos Ministérios, e, em seguida, caminharam até a rodoviária. O grupo carregava uma bandeira do Brasil com o lema "Educação é Progresso" e faixas contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz – investigado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) por fraudes quando era ministro do Esporte. Filiados do PSol (Partido Socialismo e Liberdade) estiveram na marcha e levaram uma bandeira do partido, com os dizeres "Brasília não merece Agnelo". A iniciativa do PSol provocou desconforto entre os manifestantes, que argumentaram que a marcha deveria ser apartidária. Para fugir da chuva, os manifestantes se reuniram embaixo da marquise do Museu da República, na região central da cidade, na tentativa de fazer uma marcha contra a corrupção nos moldes daquelas que foram programadas para ocorrer em várias cidades nesta terça-feira, Dia da Proclamação da República. Uma da articuladoras do
Marcos Nage
lstein/AE
protesto, a jornalista Irene Oliveira, disse que houve boicote nas redes sociais à manifestação programada para o Museu da República. Isso, segundo ela, deixou Brasília fora do calendário da Marcha Nacional contra a Corrupção, cuja terceira edição foi promovida nesta terça-feira. Ela citou o Movimento Contra a Corrupção (MCC) como uma da entidades que desmobilizou o evento em Brasília. De acordo com Walter Magalhães, do MCC, que ajudou a organizar as duas primeiras edições da marcha, Brasília ficou fora do evento por causa do feriado, que costuma deixar a cidade vazia.
"Não organizamos marcha em Brasília porque em feriados prolongados a cidade fica vazia e a baixa participação traria uma repercussão negativa, prejudicando os próximos eventos", disse Magalhães. Varal e privada – No Rio, os manifestantes usaram o bom humor para protestar. Em frente à Câmara de Vereadores, na Cinelândia, eles montaram um varal onde foram pendurados cartazes com frases de protesto. Também foi colocado, entre dois vasos sanitários, um boneco representando o personagem Pinóquio rodeado por desentupidores de privada. Nas cordas, frases como "Prisão para os corruptos",
Políticos na mira: em Goiânia, manifestantes alertam contra os riscos ao bolso dos contribuintes (à esq.). Outros, protestaram de maneira mais direta (à direita).
"Quero meu dinheiro na educação'' e "Corruptos, assassinos do povo". Em Goiânia, os manifestantes percorreram ruas do centro da cidade com as caras pintadas, carregando faixas de protesto e vassouras verde-amarelas. Eles estenderam cartazes em frente à sede do governo estadual. Em Araxá (MG), um grupo foi às ruas com faixas e cartazes. Muitos usavam nariz de palhaço. . (Agências)
SECRETARIA DA SAÚDE EDITAL DE PREGÃO Nº 029/2011-CRS/SUL PROCESSO ADMINISTRATIVO n° 2011-0.086.353-9 MODALIDADE: PREGÃO PRESENCIAL OBJETO: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE REMOÇÃO DE PACIENTES POR MEIO DE AMBULÂNCIAS DE SUPORTE BÁSICO, DE ACORDO COM AS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS E DEMAIS DISPOSIÇÕES DO ANEXO I DO EDITAL. TIPO: Menor Preço Global Mensal ENTREGA DAS PROPOSTAS: 28/11/2011, às 14:00 horas ABERTURA DOS ENVELOPES: 28/11/2011, às 14:30 horas LOCAL: Rua Fernandes Moreira, n° 1.470 - térreo - Auditório - Chácara Santo Antonio - São Paulo-SP.
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terça-feira e quarta-feira, 15 e 16 de novembro de 2011
Os serviços de mediação existem em várias unidades da Justiça, mas funcionam sem critério e qualidades necessárias Desembargador José Carlos Ferreira Alves
olítica
Chico Ferreira/Luz - 07.11.11
Um centro para a cultura jurídica da pacificação Judiciário inicia em São Paulo a sua aposta na conciliação sobre a sentença Fabio Pozzebon/ABr
Guilherme Calderazzo
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Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania nem completou duas semanas de funcionamento e já está atendendo, em média, dez pessoas por dia. A maioria das audiências ocorreu na área do Direito do Consumidor, prevalecendo as conciliações sobre as mediações. Criado por iniciativa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), com o apoio do governo estadual e de acordo com a Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Centro serve para facilitar o acesso dos interessados à Justiça comum, consolidar a cultura da pacificação entre as partes, superando a da sentença, dar mais agilidade ao Judiciário e reduzir o número de processos nos tribunais. Quem procurou o Centro em busca de solução para conflitos de interesse recebeu atendimento e orientação de uma equipe formada por três juízes, um deles coordenador da unidade, e sete funcionários qualificados do Judiciário. "Nos primeiros quatro dias de atividade, a procura pelos serviços correspondeu às nossas expectativas", disse o juiz Ricardo Pereira Júnior, coordenador do Centro. "Além de conciliar e mediar conflitos, demos bastante orientação para muitos que nos procuraram". Cem por dia – Segundo ele, o Centro tem capacidade para realizar até cem audiências por dia. Para isso, numa área de 1.200 m², em andar de prédio no bairro da Barra Funda, cedido pelo governo estadual, o serviço ainda contará com o desempenho de advogados, promotores de Justiça, assistentes sociais, psicólogos e defensores públicos. Em breve, segundo o TJSP, o local terá mais serviços disponíveis aos cidadãos por meio da atuação do Procon e do Poupatempo. Já há ali espaço para espera, auditório para reuniões e palestras e encontra-se em fase de preparação uma brinquedoteca. O Centro concentra-se na solução de conflitos de interesse nas áreas cível, de família e da Fazenda Pública. No local, não são resolvidas questões relacionadas aos Direitos do Trabalho e Penal. Em razão disso,
Peluso aposta no entendimento
O objetivo do novo serviço é aproximar o cidadão do Judiciário, resolver suas demandas por meio da mediação e da conciliação. JOSÉ ROBERTO BEDRAN ali poderão ser solucionados por meio da mediação e da conciliação os desentendimentos sobre o consumo, acidente de veículo, briga entre vizinhos, divórcio, guarda dos filhos, regulamentação de visitas, pensão alimentícia, união estável, entre outros. Mais perto – "O objetivo do novo serviço é aproximar o cidadão do Judiciário, resolver suas demandas por meio da mediação e da conciliação", explicou o desembargador José Roberto Bedran, presidente do TJSP. Acrescenta que, para consolidar essas metas do Centro, os cidadãos recebem orientações jurídicas podendo, com isso, avaliar que, em muitos casos, a melhor solução passa pelo entendimento, sem necessidade de recorrer ao processo judicial. "Assim, haverá a redução da judicialização de conflitos e do número de recursos e execuções de sentenças, desafogando o Judiciário", afirmou Bedran. Em relação ao acúmulo de processos na Justiça paulista, dados do TJSP revelam que, hoje, aguardam sentença mais de 19 milhões deles em primeira instância e, ainda, 791 mil em segunda instância. São Paulo conta hoje com 2.011 juízes e 354 desembargadores para atender a toda essa demanda pelo Judiciário.
Modelo – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso, avalia que a criação do Centro, em São Paulo, contribuirá para o surgimento de um modelo de entendimento e conciliação no País. Em relação ao novo serviço, a secretária estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloisa de Souza Arruda, uma das organizadoras do Centro, sustenta que a unidade representa "um novo conceito de enfrentamento e resolução de conflitos. Institui uma nova política judiciária, já que fomenta a pacificação entre as partes". De acordo com Eloisa, com o Centro, os conflitos e as demandas jurídicas dos cidadãos serão resolvidos com mais rapidez. Outro organizador do serviço, o desembargador Kazuo Watanabe, explicou que a Resolução 125 determina que cabe a todos o direito à solução dos conflitos pelos meios mais adequados à sua natureza e peculiaridade, em especial pelos mecanismos da mediação e da conciliação. "Como é direito do cidadão, o Estado está obrigado a criar e a oferecer o serviço, como agora ocorre". E xp a ns ã o – O objetivo do TJSP e do governo estadual é a aproximação cada vez mais intensa entre o Executivo e o Judiciário no estado, informou Bedran. Por isso, adianta o presidente do TJSP, o tribunal já encaminha a criação de outros Centros no Estado. "As demais unidades serão organizadas em todas as comarcas paulistas com mais de duas varas em funcionamento. Desta forma, vamos instalá-las em 200 comarcas tanto do interior quanto do litoral". Organização – "Hoje, os serviços de mediação e conciliação existem em várias unidades da Justiça de São Paulo", revela o desembargador José Carlos Ferreira Alves, outro organizador do Centro e um dos coordenadores do seu desempenho e expansão. "Mas funcionam sem um critério de uniformidade e, por vezes, sem as qualidades necessárias para o tratamento adequado dos conflitos de interesse", disse Ferreira Alves. Ainda segundo ele, os Centros vão criar uma nova mentalidade, ou seja, "a cultura da pacificação no lugar da cultura da sentença".
Nem tudo termina em briga
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s meios extrajudiciais de resolução de conflitos também são desenvolvidos em âmbito privado – escritórios da advocacia. Além da negociação, em que as duas partes chegam por si só à solução do desentendimento, ainda ocorrem a mediação e a conciliação, como previstas pela Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, por fim, a arbitragem. No caso de mediação, ficam envolvidos as partes em litígio e um mediador. O objetivo do mediador é fundamentalmente restabelecer um diálogo interrompido entre as partes em conflito. No caso, restabelecida a comunicação é possível chegar a um acordo. "A mediação é adequada para a resolução de conflito entre pessoas com relações pessoais
per manentes, como vizinhos, casal separado e sócios de uma mesma empresa", enumerou a advogada Sandra Bayer, professora de Direito e diretora do D'Acord, um instituto especializado em soluções que envolvem conflitos extrajudiciais. A conciliação também pode estar relacionada com pessoas em conflito, mas sem vínculos pessoais. Neste caso, o conciliador faz sugestão, propõe saídas para a solução do conflito. Esta, no entanto, deverá ser concretizada entre as partes. Segundo a advogada Sandra, acidente de trânsito serve como exemplo de conflito a ser resolvido em conciliação. A arbitragem não faz parte de normas ou regras determinadas pelo Judiciário. Ela não tem jurisdição estatal, porém privada. A legalidade
e os detalhes desse serviço estão instituídos por meio da Lei 9307/96, de autoria do então senador Marco Maciel (DEM-PE). Depois de as partes escolherem um árbitro, que deve ser uma pessoa capaz e de confiança dos envolvidos no caso, esse profissional decidirá a questão. Enfim, o árbitro impõe a sentença e resolve dessa forma o conflito. O árbitro é um juiz de fato e de direito, embora não precisa ser formado em Direito. "A arbitragem é usada para resolver conflitos de direito patrimonial disponível. Ela envolve divergências que têm por base os contratos firmados entre empresas. Ou seja, volta-se para o mundo dos contratos empresariais", afirmou a diretora do Instituto D'Acord. (GC)
José Roberto Bedran, presidente do TJSP: previsão é de expansão dos centros para mais de 200 comarcas. Chico Ferreira/Luz - 07.11.11
Eloisa de Souza Arruda, secretária Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania: uma nova política judiciária, que fomenta a pacificação, possibilitando que os conflitos e as demandas dos cidadãos sejam resolvidos com muito mais rapidez.
PENSANDO NA METRÓPOLE Bruno Poletti/AE
Marcos Mendes/LUZ - 28.01.10
Kassab: trabalho por igual.
Edson Aparecido: 3º aeroporto?
RMSP. As segundas, com um programa, atividade ou projeto específico. Os Conselhos Consultivos serão criados em cada uma das cinco sub-regiões da RMSP. Cada um deles será formado por integrantes da sociedade civil organizada, com vereadores e deputados estaduais. Ao elaborarem propostas, deverão submetê-las ao Conselho de Desenvolvimento (CD). Além disso, os consultivos poderão encaminhar planos para o CD por intermédio de iniciativa popular, ou seja, desde que tenham a adesão de 0,5% dos eleitores da sub-região.
mais um fator importante para a superação dos problemas na região. "O conselho nos aproxima cada vez mais dos prefeitos. Assim, o planejamento e as ações do Estado deverão ocorrer com mais rapidez, sem dúvida alguma." Organização – A criação das Câmaras Temáticas e Especiais e dos Conselhos Consultivos vão se consolidar por meio de debates em cinco workshops. O primeiro ocorreu no dia 10, em Caieiras. O segundo se dará na sexta-feira, em Embu das Artes, e o terceiro, no dia 25, em Mogi das Cruzes. Os outros dois acontecerão no ABC e em Santana do Paraníba, em datas a serem definidas. Mais apoios – Segundo o prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), também presidente do Consórcio Municipal do Grande ABC, a criação do conselho deve favorecer a todos os municípios da Grande São Paulo. "Com a organização dos Conselhos Consultivos e das Câmaras Temáticas e Especiais, o Conselho de Desenvolvimento será altamente democrático, pois terá a participação de boa parte da sociedade". O secretário estadual da Habitação, Silvio Torres, também elogiou a estruturação e o desempenho do Conselho de Desenvolvimento. "O governo estadual também está voltado para a solução dos problemas nas regiões metropolitanas. Com o conselho, a RMSP dá mais um passo para se manter em evolução", afirmou Torres. Segundo ele, o foco do governo estadual é a questão da habitação. "De todo o investimento em habitação, nos próximos quatro anos, 70% se concentra nas regiões metropolitanas. Segundo o Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, ainda em debate, os investimentos do estado para o período atingem R$ 108,6 bilhões no total.
Guilherme Calderazzo
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Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) reúne-se, pela segunda vez no dia 22, para que os seus integrantes possam apresentar e debater os projetos, planos, obras e serviços destinados aos 39 municípios dessa área. Presidido pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), e tendo como vice-presidente o prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), eleitos por um ano no dia 25 passado, , o conselho, que tem um colegiado de 59 integrantes, deverá criar o Fundo de Desenvolvimento e, ainda, definir ações, em especial sociais. Edson Aparecido, secretário estadual do Desenvolvimento Metropolitano e secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento, adiantou que os debates vão ocorrer "em torno de projetos e planos sobre transportes ou mobilidade urbana, poluição, saneamento e as questões do lixo e da drenagem em áreas de várias cidades", disse. Além disso, Edson Aparecido, afirmou que será debatido "a viabilidade de um terceiro aeroporto na RMSP". Planos e ações – O colegiado define os planos de obras e as ações com base nos problemas imediatos, prioritários e comuns entre os municípios da região. Procuram ter atuação integrada para resolvê-los, baseando-se nos Planos Plurianuais e nos Orçamentos da cidade e do Estado de São Paulo, todos em debate na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa, respectivamente. Eles devem ser aprovados até o fim de dezembro. Edson Aparecido destacou que o conselho é outro importante instrumento de planejamento para o desenvolvimento. "Neste caso, está voltado para uma região específica, a metropolitana de São Paulo e reúne integrantes de vários partidos", realçou Edson Aparecido o caráter suprapartidário e a forma compartilhada do conselho, no qual as decisões são coletivas. "Isso garante mais rapidez para a solução dos problemas." Todos os 39 municípios da RMSP já se mobilizam para estruturar o Conselho de Desenvolvimento, que terá Câmaras Temáticas, Câmaras Temáticas Especiais e Conselhos Consultivos. As primeiras vão se envolver com temas comuns da
Engana-se quem pensa que isso significa mais burocracia. Haverá, isso sim, mais celeridade nos planos e projetos. GILBERTO KASSAB
Trabalho conjunto – Para o presidente do Conselho de Desenvolvimento, Gilberto Kassab, o desempenho da nova instituição é a maneira de "todos trabalharmos juntos com o governo. Vamos trabalhar de igual para igual: as prefeituras, a RMSP e o governo estadual. Haverá muito mais sintonia e sinergia entre nós. Engana-se quem pensa que isso significa mais burocracia. Haverá, isso sim, mais celeridade nos planos e projetos", disse Kassab. Avaliação nessa mesma linha é feita pelo secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Para ele, a aproximação entre os municípios, os prefeitos e o governo estadual, garantida pelo CD, é
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terça-feira e quarta-feira, 15 e 16 de novembro de 2011
As empresas têm dificuldade em alugar para desconhecidos e eu recomendei o Ezequiel para a Aerotec. Adair Meira, ao explicar o auxílio que deu ao ministério do Trabalho.
olítica
Para a oposição, Lupi foi 'pego na mentira'
Royalties: Dilma articula adiamento da votação
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p r e s i d e n t e D i l m a do de vetar o texto aprovado Rousseff entrou em pelo Congresso. Para Dilma, se o projeto do campo para deixar para 2012 a votação, na Câmara senador Vital do Rêgo (PMDBdos Deputados, do projeto PB) for referendado pela Câque cria uma nova divisão para mara, ela terá de vetá-lo para os royalties do petróleo. A es- evitar danos ao Rio de Janeiro tratégia do governo é protelar e ao Espírito Santo e a polêmiuma definição sobre o tema ca será prolongada. Dilma pediu dados sobre os para não contaminar outras propostas de interesse do Exe- impactos do projeto aprovacutivo que têm de ser analisa- do pelo Senado. Os números das até o fim deste ano e deixar entregues à presidente são diesfriar a temperatura entre os ferentes dos anunciados por Vital. Com isso, ela tem argulados envolvidos na disputa. mentos para adiar uma deO adiamento favorece os finição e tentar consestados e municípios produtores, que Valter Campanato/ABr - 16.09.11 truir um acordo para evitar são beneficiau m a f r a gdos pelo momentação na delo atual no base aliada. qual a maior Dat a – O par te da resenador Vital ce i t a é co ndo Rêgo centrada em (PMDB-PB) fez suas mãos. um apelo ontem Em conversa no plenário com a cúpula para que o do PMDB na Dilma: protelar para não pre side nte semana pascontaminar outras propostas. da Câmara, sada, a presidente usou o exemplo do que Marco Maia, defina uma data ocorreu no governo Luiz Iná- para votação do substitutivo de cio Lula da Silva para demons- sua autoria ao projeto de lei que está em análise na Casa. trar o que não quer repetir. Caso contrário, irá pedir ao Lula patrocinou um acordo com governadores sobre o te- presidente do Senado, José ma, mas o Congresso derru- Sarney, que estabeleça a data bou a proposta e aprovou en- para votação do veto ao projetão a polêmica emenda Ibsen to que distribui os royalties enPinheiro, redistribuindo os re- tre estados e municípios procursos da extração de petróleo dutores e não produtores conno mar entre todos os estados forme o Fundo de Participação e municípios, de acordo com dos Estados (FPE) e Fundo de os fundos de participação. O Participação dos Municípios então presidente acabou ten- (FPM). (Folhapress)
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DEM vai convidar ex-servidor e um empresário para esclarecer os voos do ministro. O PPS quer a demissão.
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líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães neto (BA), quer aprovar hoje na Comissão de Fiscalização e Controle convites para ouvir o ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego ministério do Trabalho, Ezequiel Nascimento, e o dono da organização não-governamental Pró-Cerrado, Adair Meira. "Queremos ouvi-los para tornar oficial a mentira do ministro Lupi", afirmou. O site Grajaú de Fato, da cidade de Grajaú (MA), de 54 mil habitantes, divulgou ontem fotos do ministro desembarcando de um jatinho que, segundo denúncia de Vej a, foi alugado por Meira, que tem contratos com o ministério. No fim de semana, a pasta já havia divulgado nota atribuindo ao PDT a responsabilidade pelo avião usado na viagem. Na Câmara, em audiência na semana passada, Lupi disse que desconhecia quem era Meira. "Lupi foi pego na mentira e agora eu defendo que ele seja convocado novamente", afirmou o líder do DEM na Câmara. O empresário Meira confirmou ontem ao G1 que o ministro voou em dois modelos de aeronaves durante viagem em 2009 pelo Maranhão – um bimotor Sêneca e um turbo-hélice King Air. Ele confirmou ter intermediado o aluguel do King Air, mas negou ter arcado com os custos. Ele recomendou ao ex-secretário Nascimento que alugasse o King Air
Antonio Cruz/ABr - 10.11.11
As provas contra o ministro Carlos Lupi foram publicadas por um site do interior do Maranhão.
na Aerotec. "As empresas têm dificuldade em alugar para desconhecidos e eu recomendei o Ezequiel para a Aerotec", confirmou Meira. Ainda na versão do dono da Pró-Cerrado, o ministro estava cumprindo agenda pelo Maranhão no avião Sêneca quando Ezequiel o convidou a viajar no King Air por ser maior. Meira confirmou que a aeronave foi usada pela comitiva de Lupi em pelo menos um trajeto da viagem. "Eu acho que foi entre Imperatriz e Timon". As fotos do site Grajaú de Fat o, republicadas em jornais, mostram que Lupi também desembarcou em Grajaú no
O ministro Lupi foi pego na mentira e agora eu defendo que ele seja convocado novamente. ACM NETO King Air. Na nota do ministério lia-se que Lupi apenas utilizou o Sêneca no Maranhão. Na Câmara, o ministro também negou. "Nunca andei em jatinho de Meira, não o conhe-
ço, não tenho nenhum tipo de relação com ele, devo ter conhecido em evento público". O dono da Pró-Cerrado, entidade que recebeu R$ 13,9 milhões do ministério, afirmou que seus contratos, que estão sob suspeita de desvio de recursos públicos, foram todos fechados "por mérito", após chamadas públicas. A direção nacional do PDT espera para hoje receber todos os documentos que comprovem o uso legal da aeronave. Já o PPS vai cobrar a demissão de Lupi e a abertura de uma CPI para apurar a concessão de registros a sete sindicatos fantasmas no Amapá. (Agências)
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SEGURANÇA Chefe militar dos Estados Unidos defende mais tropas no Kuwait
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TENSÃO Ataque israelense em Gaza fere cônsul francês e família
Síria faz gesto conciliatório Assad liberta presos, na tentativa de convencer a Liga Árabe a desistir da suspensão do país. A violência, porém, continua. Ammar Awad/Reuters
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m dia antes de vigorar a suspensão da Síria na Liga Árabe, Damasco libertou ontem 1.180 pessoas detidas durante os protestos contra o regime de Bashar al-Assad. Mas a pressão internacional sobre o país só aumentou. Em nota, a agência de notícias oficial síria Sana informou que os presos libertados estavam envolvidos nos protestos que desde março tumultuam a Síria e "não têm as mãos manchadas de sangue", ou seja, não cometeram crimes violentos. No entanto, entidades de defesa dos direitos humanos dizem que dezenas de milhares de pessoas detidas por motivos políticos desde o início dos protestos continuam presas e há milhares de desaparecidos. Apesar da libertação dos prisioneiros, outros pontos determinados pela Liga Árabe ainda não foram cumpridos pelo regime de Assad, como o fim da violência e a retirada das forças de segurança das ruas. Mais de 90 pessoas morreram entre segunda-feira e ontem em choques entre forças sírias, manifestantes e milícias de oposição formadas por desertores das Forças Armadas. Segundo a rede Al Jazeera, foram as 24 horas mais sangrentas no país desde o início da revolta em março. A maioria dos confrontos aconteceu na cidade de Daara, no sul do país. De acordo com Rami Abdul Rahman, chefe da organização opositora Comitês Locais de Coordenação, 34 militares leais a Assad morreram em uma emboscada na cidade. A Organização das Nações Unidas (ONU) destacou que a oposição deixou de fazer apenas manifestações pacíficas contra o ditador para organi-
Ativista é detido por policial israelense após se recusar a saír do ônibus
Casas. A arma de Israel contra os palestinos. Nova retaliação por reconhecimento na Unesco
zar militares desertores em milícias – aumentando o risco de a revolta virar guerra civil. Dados da organização apontam que 3.500 pessoas foram mortas desde março. O mês de novembro está sendo o mais violento, com mais de 300 mortos até agora, segundo a organização Observatório Sírio de Direitos Humanos e a oposição. Pressão - O anúncio do governo e o aumento da violência ocorrem um dia antes de uma reunião da Liga Árabe, em Marrocos, marcada para confirmar a vigência da resolução de suspender a Síria da organização. Esta resolução foi aprovada no sábado passado pela maioria dos membros do organismo pan-árabe, que também decidiu pedir a imposição de
sanções econômicas e políticas a Damasco devido à continuidade da violência no país. O Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne correntes de oposição locais, pediu à Rússia, aos países árabes e a toda a comunidade internacional que pressionem Assad para que renuncie, condição indispensável para as negociações. "Quando falamos das pessoas com quem não queremos dialogar nos referimos à família de Bashar al-Assad, que é a responsável por todas as ordens de assassinato e derramamento de sangue na Síria", disse Burhan Galion, um dos dirigentes do CNS, após reunião com autoridades russas. "O povo sírio não quer negociar com aqueles que têm até os
cotovelos sujos de sangue." A pressão contra a violência na Síria continua. Ontem, os EUA apoiaram a suspensão da Síria na Liga Árabe. "Esperamos que amanhã (hoje) a Liga Árabe mande novamente uma forte mensagem a Assad, para que ele permita uma transição democrática e acabe com a violência contra seu próprio povo", disse o portavoz do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner. Já a Turquia anunciou a interrupção da exploração de petróleo em parceria com a Síria e ameaçou suspender o fornecimento de energia elétrica ao país. A declaração ocorre após ataques a missões diplomáticas turcas por parte de manifestantes pró-regime. (Agências)
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governo de Israel anunciou ontem que vai abrir licitação em breve para a construção de 814 casas em terras ocupadas que considera parte de Jerusalém, como parte da decisão de acelerar as obras residenciais em assentamentos depois que os palestinos conseguiram adesão plena na agência cultural da Organização das Nações Unidas (ONU), a Unesco. A proposta deve ser apresentada dentro de algumas semanas e poderá levar até dois anos para que as casas sejam erguidas em Har Homa e Pisgat Zeev, disse o porta-voz do Ministério da Habitação, Ariel Rosenberg. A iniciativa deve provocar nova condenação internacional, duas semanas após Israel anunciar planos de erguer 1.650 casas na Cisjordânia ocupada,
as quais diz querer manter como parte de seu território em qualquer acordo de paz que seja firmado com os palestinos. Liberdade - Seis ativistas palestinos foram retirados à força de um ônibus e presos ontem após tentarem entrar em Jerusalém sem autorização. Segundo o jornal israelense Haaretz, a ação destacou a forma como alguns palestinos estão adotando ações pacíficas em sua luta por um Estado na Cisjordânia. Os ativistas buscavam chamar a atenção para o que chamam de medidas discriminatórias na Cisjordânia, particularmente em relação a restrições de viagem. As autoridades israelenses afirmam que as restrições são necessárias para evitar atentados em Israel e em assentamentos na Cisjordânia. (Agências)
Irã: escudo humano contra ataques.
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entenas de estudantes iranianos formaram ontem uma corrente humana em torno da usina nuclear em Isfahan, na região central do Irã, em uma demonstração encenada para mostrar o apoio da população local ao programa atômico de Teerã. Após realizarem uma sessão de oração ao meio-dia na frente do portão principal da usi-
Morteza Nikoubazl/Reuters
na, os alunos das universidades de Isfahan gritaram "morte a Israel" e "morte à América" (foto). Eles prometeram resistir em caso de um ataque do exterior, informou o jornal israelense Haaretz. A iniciativa dos estudantes ocorreu após a recente divulgação do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que acusou o Irã de usar sua tecnologia nuclear para desenvolver armas atômicas. Israel também ameaçou atacar instalações nucleares do Estado islâmico. Teerã insiste que seu programa tem fins pacíficos e acusa o relatório da AIEA de ser "politicamente motivado". O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) já impôs diversas rodadas de sanções para tentar parar o enriquecimento de urânio pelo país. O Parlamento iraniano deve estudar na semana que vem uma proposta de suspender a cooperação com a AIEA, infor-
As Farc já têm um novo líder
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guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nomeou Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como "Timochenko" ou "Timoleón Jiménez", como seu comandante máximo, no lugar de Alfonso Cano, morto este mês pelos militares da Colômbia, informou um comunicado do grupo publicado em seu website ontem. "Timochenko" é considerado um linha-dura no grupo. Ele recebeu treinamento militar em Cuba e na Rússia e, segundo os serviços de inteligência colombianos, é parte da ala mais intransigente ao diálogo. Cano foi morto em um dos maiores ataques dos militares
da Colômbia contra a guerrilha, em 4 de novembro, mas os insurgentes prometeram continuar a luta, descartando a possibilidade de que a morte de seu líder pudesse favorecer as perspectivas de paz. "Nós queremos informar a vocês que o camarada Timoleón Jiménez foi designado em 5 de novembro, por votação unânime de seus companheiros, como novo comandante das Farc", diz o comunicado publicado no website chamado Agência de Imprensa Bolivariana, o qual costuma divulgar mensagens dos rebeldes. Os autores contestaram as previsões dos analistas que, dias depois da morte de Cano,
indicavam o enfraquecimento e iminente fim da guerrilha. "Esses pobres analistas e políticos medíocres, aduladores do poder, que hoje falam da derrubada das Farc perante a morte do comandante, são tão ignorantes que nem sequer merecem o gesto de nosso desprezo", sustenta o documento. "Timochenko", de 52 anos, é membro do secretariado formado por sete guerrilheiros, o órgão de direção política e militar que governa a guerrilha desde o início dos anos 1990. O novo líder das Farc integra o grupo desde o início dos anos 1980 e tem pelo menos 117 mandados de prisão contra ele. (Agências)
mou Alaeddin Boroujerdi, presidente do comitê de Política Externa do parlamento. Ajuda - Em sinal de provocação à comunidade internacional, um oficial-sênior iraniano disse ontem que Teerã está disposta a dividir a sua controversa tecnologia nuclear com países vizinhos, sugerindo que poderia ajudar a Turquia a construir uma usina nuclear. "Nós estamos prontos para dividir isso com países vizinhos", disse o oficial Mohammad Javad Larijani. "A Turquia tem há muitos anos tentado ter uma planta nuclear, mas nenhum país ocidental está disposto a construir isso para eles", acrescentou. "Nós estamos prontos para cooperar com eles (outros países do Oriente Médio) quanto a isso, dentro do Tratado de Não-Proliferação Nuclear", afirmou. Ele estava se referindo ao acordo de 1968, que tem como objetivo prevenir a difusão de tecnologias para armas atômicas. A Turquia possui planos ambiciosos para se tornar capaz de construir uma unidade civil de produção nuclear. (Agências)
LÍBIA Em entrevista ao Le Monde, jovem diz que foi escrava sexual de Kadafi por cinco anos.
Ó RBITA
VAZAMENTO SUSPEITO
RACISMO Alemanha promete combater neonazistas após assassinatos de imigrantes
ÚLTIMA CHANCE
Instituto de Radioproteção e de Segurança O Nuclear (IRSN) da França informou ontem que foram encontrados rastros de iodo 131 no ar do país,
fundador do site O WikiLeaks, Julian Assange, formalizará no mês
que são atribuídos aos resíduos radioativos de outra região ainda não identificada. Embora sua presença "não seja habitual nessa escala", o IRSN explica que não há "nenhum risco para a saúde da população". As análises captadas pelo IRSN ocorreram depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou, na sexta-feira, da aparição de um rastro de resíduos de iodo 131 em diversos países do centro da Europa. Foi descartada a hipótese de que o resíduo tenha vindo de Fukushima, no Japão. (EFE)
que vem um pedido para que sua extradição, solicitada pela Suécia, seja analisado pela Suprema Corte britânica, disse um porta-voz do WikiLeaks ontem. Assange é acusado de crimes sexuais contra duas exvoluntárias do WikiLeaks. Ele nega as acusações. (Reuters)
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9 UMA NOVA FEITIÇARIA A bruxaria sempre foi uma tradição em Catemaco, herança do povo olmeca, que viveu na região. Agora ela mudou de foco e é usada contra o crime.
idades Fotos de Rodrigo Cruz/The New York Times
Fustigado por uma guerra aberta entre cartéis que disputam territórios para a distribuição de drogas, o México é hoje um país onde a insegurança afeta a todos indistintamente: tem medo o cidadão comum, vítima de sequestros; o policial honesto que combate criminosos e teme ser morto; o policial corrupto que foge de vinganças e até o criminoso, que busca proteção do além. Para atender a toda essa demanda, xamãs e bruxos que se multiplicam pelo país e fazem dessa situação absurda um negócio lucrativo.
O xamã Luis Tomas Marthen Torres, durante um ritual de proteção na cidade mexicana de Catemaco, no estado de Veracruz
No México, xamãs usam magia para exorcizar o crime Karla Zabludovsky *
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o mal iluminado quarto dos fundos de uma casa modesta nesta cidade turística que hoje quase não recebe visitantes, Luis Tomas Marthen Torres, um bruxo com 50 anos de experiência, fecha os olhos e entoa um cântico enquanto esfrega rapidamente um ovo branco nos braços, peito e pescoço de um cliente preocupado. O ritual é antigo e comum aqui neste polo de mestres do ocultismo – onde a magia é transmitida de geração a geração –, mas, como muitas coisas no México, os pedidos de ajuda mudaram. "As pessoas pedem assistência porque têm medo de ameaças e extorsões. Elas estão cheias de energia negativa", disse Marthen Torres. Bruxarias – Os visitantes de Catemaco, cidade de classe média com 67 mil habitantes, que atribui seu misticismo às antigas raízes olmecas, há décadas recorrem a bruxos para lançar feitiços de amor e curar doenças. Mas em meio à violência que assola o estado de Veracruz, novas formas de bruxaria para proteção contra extorsão e ajuda para encontrar um parente sequestrado são hoje os principais pedidos feitos pelos clientes, segundo os bruxos locais. O temor em Veracruz tem se intensificado porque o estado é um dos mais recentes campos de batalha dos cartéis mais poderosos do tráfico no México. Jorge Chabat, especialista em segurança e tráfico de drogas do CIDE, uma instituição de pesquisa da Cidade do México, afirmou que um cartel conhecido como Zetas e o cartel de Sinaloa estavam disputando esse estado litorâneo, sendo que o Sinaloa aproveitou-se de recentes golpes que o governo federal realizou contra o Zetas. Extorsão – A crescente presença do tráfico de drogas trouxe consigo uma atividade que explodiu em todo o país nos últimos meses: a extorsão.
Julisa del Carmen apela para os rituais de magia para pedir proteção a seus filhos contra sequestros
sequestradas". Ela visita Marthen Torres e o filho para uma "limpeza" sempre que tem ataques de pânico relacionados a crimes, como contou.
Ovos postos por galinhas pretas têm valor especial nos rituais mágicos
O feiticeiro Jose Alberto Vera Cisneros fez trabalho para soltar criminoso
Nem mesmo bruxos e feiticeiras estão sendo poupados. "Eles sempre dizem: 'Aqui é o líder do Zetas falando'", disse John Joseph, filho de Marthen Torres e também bruxo, referindo-se a ligações que recebe de pessoas que declaram ser membros do crime organizado, exigindo dinheiro. Vibrações – Alguns dos bruxos de Catemaco estão com medo, enquanto outros (talvez buscando uma vantagem na concorrência por clientes) alegam sentir vibrações da pessoa do outro lado da linha. Quando sentem uma aura
negativa, dizem, não atendem a ligação. Na verdade, Marthen Torres disse estar certo de que não será mais uma vítima dessa guerra, pois a data de sua morte já lhe foi revelada (e só ocorrerá depois de uma década). É claro, pessoas menos clarividentes podem não se sentir tão preparadas para confrontar essa onda de violência. "Fico constantemente preocupada que meus filhos possam ser sequestrados a qualquer momento. É meu maior temor", disse Julisa del Carmen, depois de ser "limpa" por um feiticeiro. "Toda hora ouvimos falar de crianças
Eu fico constantemente preocupada que meus filhos possam ser sequestrados a qualquer momento. É meu maior temor. JULISA DEL CARMEN Serviços – Não é surpresa observar que a crescente demanda por proteção criou um novo conjunto de serviços místicos. Por apenas US$ 180, é possível encontrar um parente desaparecido, disse Alondra Martinez, 35, feiticeira que muitas vezes viaja até uma colina ali perto para realizar um ritual para o retorno seguro de mulheres sequestradas. Ela afirmou ter recebido cinco solicitações em outubro. "Antes, não era frequente. Agora é moda", disse Martinez. Um casal desesperado a visitou recentemente, mas ela se negou a ajudar os pais aflitos se eles não pagassem o preço inteiro. "Eu disse que eles tinham oito dias para encontrar a filha". Dois lados – Não é apenas a população civil que busca ajuda. Policiais e traficantes também recorrem aos xamãs de Catemaco, desejando proteção. Os policiais têm medo de serem mortos numa emboscada ou de prejudicar suas famílias num ato de retaliação. Os traficantes temem "ser pegos pela polícia federal ou perder seu território", explica um bruxo
de uma cidade próxima, que atende pelo nome de "El Gato Negro", acrescentando que muitas vezes realiza sacrifícios de animais numa caverna. Às vezes, segundo os xamãs, as autoridades e os criminosos se cruzam nas salas de espera dos feiticeiros, mas nenhum dos lados de fato identifica o outro. Entretanto, no geral os negócios estão fracos. Alguns donos de hotéis afirmam que a ocupação caiu ate 80 por cento em três anos, o que significa menos clientes para os bruxos. Mesmo assim, alguns clientes novos estão se mostrando bastante lucrativos. Um feiticeiro, Jose Alberto Vera Cisneros, contou que uma pessoa que alegava ser um traficante preso em Manzanillo, cidade que abriga o porto mais movimentado do México, telefonou recentemente e pediu um ritual para libertálo. Quando ele foi solto logo depois, contou o místico, o homem lhe deu um carro. Embora figuras dos cartéis possam dar presentes caros, Marthen Torres oferece o que ele chama de "serviços sociais" – limpezas gratuitas para os que foram extorquidos a ponto de chegarem à pobreza extrema. Violência –Para combater a crescente criminalidade, os governos estadual e federal começaram a Operação Veracruz Segura. Forças federais foram designadas em todo o estado e a corrupção policial local e estadual está sendo eliminada. Mais de 250 pessoas foram detidas desde que o plano foi implantado, em outubro, mas a violência persiste. No dia 20 de
outubro, oito corpos foram abandonados na cidade de Paso de Ovejas, a 161 km a noroeste de Catemaco. "Nos olhos" – Enquanto o crime continuar, os xamãs de Catemaco esperam continuar sendo altamente requisitados para realizar feitiços de proteção e clarividência a pedido de policiais, ladrões e vítimas. Marthen Torres disse que os corpos das vítimas agredidas ainda estavam quentes quando ele chegou a cenas de crimes em todo o país para descobrir como as mortes tinham ocorrido. "Eu consigo visualizar a última imagem que a vítima viu em seus olhos", contou. Algumas pessoas duvidam.
Eu consigo visualizar a última imagem que a vítima viu em seus olhos LUIS TOMAS MARTHEN TORRES, BRUXO DE CATEMACO "A criminalidade não é solucionada com mágica", afirmou o presidente Felipe Calderón durante um discurso em 2009 (embora quase certamente ele tenha usado o sentido figurado). Similarmente, Ernesto Cordero, pré-candidato à eleição presidencial de 2012 e membro do partido politico de Calderón, recentemente apontou que não havia soluções mágicas para "sair do problema em que nos metemos". Os feiticeiros de Catemaco lamentam ter de discordar. * New York Times News Service
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10 -.LOGO
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www.dcomercio.com.br
I NTERNET
Facebook sob ataque
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Facebook informou ontem que iniciou uma investigação para descobrir a origem de um ataque que fez com que uma série de imagens chocantes e não solicitadas – em geral pornográficas ou violentas – chegasse a alguns de seus usuários no início desta semana. As imagens eram acompanhadas de links de internet e vídeos mostrando pornografia e violência. "Tivemos um aumento nos relatos recentemente e estamos investigando e cuidando do assunto", disse o porta-voz do Facebook, Andrew Noyes, em comunicado. "Proteger as pessoas que usam Facebook do spam e de conteúdo inapropriado é uma de
nossas principais prioridades e estamos sempre trabalhando para melhorar nossos sistemas para isolar e remover material que viola nossos códigos", ele acrescentou. O Facebook e outras redes sociais seriam alvos fáceis de ataques desse tipo porque puxam conteúdo de fontes externas, de acordo com o especialista em segurança Paul Ferguson. "Parece que a cada dia há uma nova 'ameaça' no Facebook, mas esta é apenas a nova realidade da web 2.0 e das redes sociais", disse Ferguson. "É alvo fácil para criminosos". Segundo divulgou o site ZDNews, houve reclamações de links e imagens que apareceram de forma semelhante aos anúncios do próprio Facebook – anúncios na
lateral direita da página – e também de conteúdo inapropriado que entrava nos campos de notícias de algumas contas. A diferença é que o conteúdo ofensivo se espalhou rapidamente pelo site, em menos de 24 horas, segundo Graham Cluley, especialista da empresa de segurança Sophos. O site The Christian Post informou que os ataques são aleatórios e que ainda não se sabe quantos, dos 800 milhões de usuários da rede social, foram afetados. Assim que os problemas foram detectados, alguns usuários criaram grupos dentro da própria rede para reclamar do ataque, um deles se chama "Eu me lembro de quando o Facebook não era um site de pornografia".
Balanço para dois Cadeira de balanço moderna criada por Markus Krauss permite que duas pessoas compartilhem o mesmo embalo. E o casal pode se ajeitar na cadeira de diferentes maneiras. http://bit.ly/s4n5iG
Rooney Chen/Reuters
Reuters
Balança, mas não cai L
Acrobatas – avô e neta – se apresentam no II Festival de Acrobacia de Anhui, na China. Um total de 46 grupos de acrobacia e mais de 400 artistas se apresentam no evento de três dias.
BELEZA FRÁGIL - Vendedor monta um corredor coberto de sombrinhas de papel em um mercado de antiguidades de Xi'an, na província de Shaanxi, na China. Os artigos, tradicionais da cultura chinesa, são usados principalmente em festas e casamentos.
A RQUITETURA
Casa de livros Há quem diga que os livros tradicionais, de papel, não durarão muitas décadas. Mas, desconfiando dessa previsão, a Universidade de Chicago acaba de criar uma biblioteca para abrigar e preservar 3,5 milhões de livros. Desenhada pelo arquiteto Helmut Jahnm, a biblioteca tem uma sala de leitura de 740 metros quadrados.
Pela preservação das espécies XTINCT é uma campanha contra a extinção de espécies que não quer fazer drama, mas inspirar as pessoas a se envolverem em causas de preservação animal. Para isso, os designers da campanha criaram camisetas bem-humoradas.
http://bit.ly/v2ztb7
G @DGET DU JOUR
E UROPA Petr Josek/Reuters
http://bit.ly/vFND7t
E M
C A R T A Z
'Horsey' é uma peça de metal que pode ser acoplada a qualquer bicicleta, fazendo com que se pareça com um cavalinho. Ideal para crianças, mas há dúvidas sobre a segurança. http://bit.ly/vjYCjh
R EDES SOCIAIS
CINZA - Menina alimenta aves nas proximidades da Ponte Carlos, no centro de Praga. A densa neblina que se vê na foto envolveu ontem a maior parte da República Tcheca.
A TÉ LOGO
Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
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Petroleiros da Petrobras devem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de hoje
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Michel Platini garante que Messi vai levar o tri da Bola de Ouro e superará seu recorde
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Ilya Zhitomirskiy, cofundador da rede social Diaspora, uma das alternativas ao domínio do Facebook entre os consumidores, morreu no final de semana em San Francisco, Califórnia, aos 22 anos. Sua morte foi "um possível suicídio", segundo a polícia de San Francisco. Zhitomirskiy foi um dos quatro estudantes da Universidade de Nova York que criaram a Diaspora em 2010, uma rede menos centralizada e mais particular que Facebook, Twitter e Google+.
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Morre criador da Diaspora
Artista chinês Ai Weiwei diz que desconfia da Justiça após pagar fiança milionária
PIANO
O pianista Ronaldo Rolim interpreta obras de Isaac Albéniz e Franz Liszt em homenagem ao legado de Magda Tagliaferro, que morreu há 25 anos. Caixa Cultural, Praça da Sé, 111, 18h, tel.: 3221-4400. Grátis.
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11 RECEITA FEDERAL Deposita hoje o penúltimo lote de restituições do Imposto de Renda
conomia
TAM A chilena LAN registrou sociedade ontem para fechar fusão
Medidas do BC favorecem o varejo
Os novos percentuais que os bancos precisam ter para conceder financiamento e a ampliação de prazos são positivos para o comércio, que depende do crédito. Newton Santos/Hype
Na avaliação da Febraban, medidas devem favorecer o segmento de veículos e consignados.
Rejane Tamoto
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decisão do Banco Central (BC) de voltar atrás e reduzir os percentuais de capital que os bancos devem ter na concessão do crédito à pessoa física, com prazo de até 60 meses, será positiva para o comércio, segundo o economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo. "A medida amplia os prazos e isso para o comércio é muito bom, porque ele depende do crédito. Talvez a medida não tenha impacto significativo porque o ambiente é de maior incerteza. O BC agiu para estancar a desaceleração da economia", afirmou Solimeo. Segundo economistas, a medida pode ser uma ponte para diminuir a taxa de juros no futuro e reduzir a inadimplência neste ano. Os novos percentuais que os bancos precisam ter para conceder crédito foram divulgados na sexta-feira. Na decisão, o órgão estipulou o percentual de 11% do valor emprestado por meio do crédito consignado de até 60 meses e de crédito pessoal (CDC) de até 36 meses. Antes, o mesmo percentual era aplicado apenas ao prazo de até 36 meses no consignado e no CDC. A medida que o prazo aumenta, maior é o requerimento de capital necessário que os bancos têm de atender. No caso do crédito consignado acima de 60 meses, o percentual de capital que os bancos precisam ter é de 33% sobre o valor da operação. Antes, operações acima de 36 meses no consignado exigiam apenas 16,5% do valor. A mesma lógica é aplicada ao CDC: o requerimento é de 16,5% se o prazo de pagamento for de 36 a 60 meses. Acima disso, 33%. Segundo Solimeo, as medidas do BC facilitaram o alongamento do financiamento de veículos. Nas operações sem entrada e parceladas em até 60 meses, o requerimento de capital é de 11%. Se o prazo for maior do que cinco anos, o percentual sobe para 16,5%. Antes, era de 11% do valor para parcelamentos de
Alívio para conter inadimplência
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Marcel Solimeo (abaixo): BC agiu para estancar a desaceleração da economia. Marcos Mendes/LUZ
BB corta taxa de juros
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Banco do Brasil cortou taxas de juros de financiamentos de veículos, crédito pessoal e consignado (com desconto na folha de pagamentos) destinados a pessoas físicas. A redução é reflexo das medidas anunciadas na sexta-feira pelo Banco Central, que diminuiu restrições a esses tipos de financiamento, o que barateia os custos dos bancos para emprestar e abre espaço para o corte de juros. O banco reduzirá em até 0,5 ponto percentual a taxa de juros nos empréstimos para a compra de veículos novos e com até 10 anos de uso. O corte valerá para os financiamentos de até 60 meses. No caso do crédito consignado, as operações entre 37 e 60 meses terão os juros reduzidos em até 0,4 ponto percentual. Haverá ainda corte de até 0,2 ponto percentual em linhas de crédito pessoal entre 25 e 36 meses. "Com essas reduções, o BB mantém a proposta de ser competitivo em relação aos preços praticados em suas linhas de crédito", disse o banco, em nota. (Folhapress)
até 24 meses e de 16,5% do valor acima deste prazo. Para a concessão de crédito consignado e financiamento de veículos com prazo de até 60 meses e para o CDC com prazo de até 36 meses ao varejo – pessoa física e jurídica de pequeno porte – o compulsório é menor, de 8,25%. Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a decisão do BC removeu praticamente as medidas macroprudenciais anunciadas em dezembro do ano passado, para conter o consumo e o crédito, que estavam aquecidos e pres-
sionavam a inflação. "É uma resposta do governo a um cenário cada vez mais adverso para o nível de atividade doméstico", disse a Febraban em seu boletim semanal. As medidas, na avaliação da entidade, devem favorecer o segmento de veículos e consignados e, consequentemente, os bancos que dependem mais destas carteiras e que vinham reportando em seus balanços o impacto das regras anteriores no índice de Basileia, que é a proporção entre o capital dos bancos, o valor de seus ativos e riscos – um indicador da resis-
tência a choques. Conforme a Febraban, o crescimento das operações de crédito para pessoas físicas aponta para uma tendência declinante, em praticamente todas as modalidades, nas variações acumuladas em 12 meses. As novas concessões, informou, mostram uma evolução mais fraca, o que aponta para um encolhimento futuro no saldo dessas operações. A entidade avaliou que a decisão é bem-vinda. "É provável que as medidas tenham impactos positivos, mas ainda é difícil antecipar em que dimensão. Até porque se o cenário continuar se deteriorando, tanto a oferta como a demanda por crédito tendem a se retrair, o que pode contrabalançar o efeito das medidas ado-
tadas", afirmou. Juros – Ao retirar as restrições impostas pelo compulsório no ano passado o BC reforçou a intenção do governo de concentrar os estímulos à economia no campo da política monetária. Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira, a economia mudou e piorou com a crise. "Se crescermos 3% neste ano podemos comemorar", afirmou. Segundo ele, pode facilitar uma queda nos juros ao consumidor, porque os bancos terão um custo menor para fazer empréstimos. "O ajuste deve ser repassado, mas não será de um dia para o outro. Ainda assim espero que este Natal seja melhor", disse Oliveira.
ara o economistachefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas, antes da medida do BC ter impacto nos juros, deverá ajudar a estabilizar a inadimplência. Junto com os novos percentuais de capital dos bancos, o BC também divulgou a decisão de suspender o aumento do pagamento mínimo do cartão de crédito para 20% do valor da fatura. Assim, o percentual continua sendo de 15%. "O BC age de maneira preventiva para fazer uma ponte com o volume de inadimplentes, que está alto. É uma forma de aliviar os empréstimos no refinanciamento de dívidas e possibilitar as compras de Natal", afirmou Tingas. Para ele, a taxa de juros só deve baixar após a redução da inadimplência – que tem o maior peso no spread bancário – e se houver novas quedas da taxa básica (Selic). Além disso, o economista da Acrefi acredita que o pacote também ajudará a conter as expectativas negativas no mercado, que se fortalecem com o cenário externo ruim na Europa. "Este ano, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá ser menor e, com isso, os empresários começam a rever o orçamento para baixo. Isso pode implicar em demissões e em adiamento de investimentos", afirmou o economista-chefe. (RT)
Reação econômica americana só em 2012 Divulgação
A
economia norte-americana, que segue lenta e provoca incertezas nas economias do mundo todo, só deverá dar sinais de retomada após as eleições presidenciais no próximo ano. Segundo o exembaixador do Brasil em Londres, Rubens Barbosa, o que dificulta a recuperação dos Estados Unidos hoje é uma sociedade dividida e polarizada. "O presidente Obama não consegue aprovar as medidas necessárias para promover o emprego porque a oposição não está facilitando em período préeleitoral", afirmou Barbosa, que expôs sobre o cenário e as perspectivas para as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, em evento na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), na semana passada. O ex-ministro de Relações Exteriores no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) e professor de Relações Internacionais da ESPM, Luiz Felipe Lampreia, também participou do evento. Segundo especialistas ouvidos pelo Diário do Comércio, a crise nos Estados Unidos será solucionada antes que a situação na Europa melhore. O desaquecimento da economia norte-americana causa impacto no Brasil, mas antes passa pela China. Barbosa disse que a taxa de
Os EUA vão sair da crise antes do que a Europa.
A economia americana ainda é 60% do PIB mundial.
RUBENS BARBOSA, EMBAIXADOR
desemprego nos Estados Unidos gira em torno de 9% e o número de pessoas consideradas pobres soma 43 milhões, ou 17% da população. Os serviços públicos não foram afetados, na opinião do ex-embaixador. O exemplo é a reforma da saúde, que incluiu mais de 50 milhões de pessoas nos programas. "Quando começar a produzir resultados, será um fator positivo para a campanha de Obama", disse. Mesmo em um cenário econômico desaquecido, Barbosa
LUIZ LAMPREIA, DA ESPM
vê a economia norte-americana resistente e dinâmica. "Os Estados Unidos vão sair dessa crise antes do que a Europa. Acho que o problema europeu vai levar dez anos para ser solucionado. Os norte-americanos têm produtividade alta e o setor de Tecnologia da Informação (TI) desenvolvido." Lampreia lembrou que, apesar dos números negativos, a economia dos Estados Unidos ainda é a maior e corresponde a 60% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Impactos – Enquanto as boas perspectivas não se traduzem em números, o Brasil já sofre impactos indiretos da desaceleração da economia norte-americana na bolsa de valores, e na falta de confiança do mercado. "Há possibilidade de redução dos fluxos de investimento por causa da incerteza internacional. Na Europa, pode se efetivar uma redução grande de financiamento, o que deve afetar as exportações. Esses fatores podem reduzir as exportações brasileiras.
O governo terá de tomar medidas de contenção de gastos e de austeridade fiscal para não ser contaminado", afirmou o ex-embaixador Barbosa. A "sorte" do Brasil, na opinião dele, é que depende mais da China do que dos países em crise. "A China vai desacelerar, mas manterá as importações." Produtividade – A diminuição da produtividade nos Estados Unidos é preocupante na avaliação do professor de economia internacional da Fundação Getúlio Vargas
(FGV), Evaldo Alves. Segundo ele, esse processo começou pelos bancos. "Em vez de financiarem o aumento da produtividade, em 2008, as instituições foram criando papéis e títulos de altos ganhos que giravam entre eles." Alves afirmou que a indústria tradicional foi afetada na crise recente norte-americana. Segundo ele, a queda na produtividade atingiu os setores de automóveis, eletrodomésticos, linhas branca e marrom, confecções, têxteis e móveis. "Os estados de Michigan e Ohio sofreram mais com os automóveis. Já a Carolina do Sul e a Carolina do Norte não podem contar tanto com confecções e têxteis. Uma parte, hoje, é produzida no Vietnã e outra na China." Segundo o Bureau of Economic Analysis (BEA) a estimativa para o PIB real – a produção de bens e serviços por trabalho e propriedades localizados nos Estados Unidos – é de 2,5% para o ano. O otimismo, segundo a agência, reflete as contribuições positivas, no período, de despesas de consumo pessoal, investimento fixo não residencial, exportações e gastos do governo, que parcialmente compensaram a queda no estoque privado de investimentos e dos gastos dos governos estaduais e locais. (RT)
12 -.ECONOMIA
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e Alto movimento, risco maior de fraude. Ninguém é obrigado a se associar a uma entidade. Marcel Solimeo, economista da ACSP
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O comércio aquecido do final do ano é o cenário ideal para golpistas tentarem suas fraudes, velhas e novas. Os lojistas devem redobrar a atenção e se valer dos serviços de apoio às empresas.Treinamento para os funcionários é também uma medida de cautela importante. Fátima Lourenço
Fábio D'Castro/ Hype
A
movimentação do comércio aquecida pelas compras de Natal não deve arrefecer os cuidados dos lojistas com as fraudes. Nesta época do ano, o varejo poderá ficar mais vulnerável ao recebimento de cheques adulterados e notas falsas. "É importante que o varejista tenha um cuidado redobrado e conte com um serviço de informação como o oferecido pela Boa Vista Serviços (BVS)", disse o diretor de inovação e sustentabilidade da empresa, Fernando Cosenza. A Boa Vista Serviços administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e o SCPC Cheque. Co-
senza explicou que a consulta do lojista aos serviços, além de indicar se o crédito solicitado, ou cheque emitido, representa algum risco, tem, no caso do cheque, o efeito colateral de proteção do consumidor. "No site www.consumidorpositivo.com.br oferecemos o S.O.S Cheques e Documentos, onde a pessoa pode registrar a perda ou roubo de documentos e cheques. "Com o registro, o evento entra na base de dados da BVS, consultada pelas empresas do varejo na hora da compra com cheques", detalhou o executivo. Ao consumidor, ele alerta que o procedimento não substitui o necessário boletim de ocorrência so-
bre o episódio. Quanto às notas falsas, é importante usar as informações do Banco Central (BC) (www.bcb.gov.br) e fazer o treinamento dos funcionários para detectar eventuais problemas, recomendou. Variações – Os golpes contra empresas acontecem, efetivamente, ao longo de todo o ano. O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, mencionou, entre eles, o do boleto, geralmente aplicado a empreendimentos recémconstituídos. O remetente adota nome semelhante ao de uma entidade de classe idônea na tentativa de dar credibilidade à cobrança. "Eles enviam o boleto, como se fosse uma cobrança compulsória. Ninguém é obrigado a se associar a uma entidade", disse Solimeo. O economista recomendou que, na dúvida, o empresário consulte a entidade ou peça orientação ao seu contador. Protestos – Os falsos protestos também merecem atenção dos empresários ao longo de todo o ano. Em 2010, o sócio do escritório Gaiofato Advogados Associados, Alexandre Gaiofato de Souza, recebeu várias consultas de clientes submetidos a essa tentativa de golpe. "Não há tendência de aumento das ocorrências no Natal, mas o golpista do falso protesto aposta na pressa. O estelionatário tem uma percepção grande do momento", comentou. Nesse tipo de ação, a pessoa liga pa-
O SCPC, serviço para o varejista fazer consultas dos cheques recebidos, também está disponível para o consumidor que perdeu documentos.
ra a empresa e se identifica como funcionária de um cartório de protesto. Ela informa sobre a existência de um ou mais títulos protestados e avisa que o pagamento deve ser feito por depósito bancário. Para passar credibilidade, fornece um falso número telefônico (de um comparsa) do cartório mencionado, para que a empresa confirme a informação. Geralmente, explicou Souza, a ligação é feita para um funcionário da empresa. "Os cartórios de protestos não fazem esse tipo de telefonema", alertou o advogado. Quem se deparar com uma situação como essa, deve questionar dados sobre o número do título protestado, nome do emitente e tipo de dívida. Além dessas informações, deve confirmar o número telefônico do cartório mencionado. "Não se deve fazer nada sob pressão", recomendou Souza. L is ta s – Em plena era da internet, vale lembrar que ainda sobrevive o golpe da lista telefônica. Souza explica que a exemplo do que acontece nos falsos sequestros, também no golpe da lista é a própria vítima – geralmente um funcionário da empresa – quem passa as informações. Em síntese, a empresa é solicitada, por telefone, a passar seus dados cadastrais para inclusão do mencionado anúncio em lista telefônica. O funcionário envia as informações, em documento devidamente assinado e a partir daí o golpista constrói um ambiente de pressão, alimentado por falsos contratos assinados e troca de documentos por e-mail. Já há, acrescentou Souza, uma variação do golpe, em que o contato é feito por uma suposta empresa de cobrança. A internet, atualmente, também serve de porta de entrada para os golpistas, merecendo, portanto, cuidados da rede corporativa para preservar os sistemas e evitar roubos de dados empresariais.
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A alta do real facilitou a viagem. Turista brasileira de Tocantins, na França
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Brasil na rota dos bons empregos Profissionais de diversas nacionalidades encontram no Pré-sal oportunidade para se instalar no País. Norte-americanos e noruegueses estão entre os mais cotados. Marcos de Paula/AE
Rafael Nardini
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exploração e produção do pré-sal já trazem muitos estrangeiros para o País, fazendo com que o setor de petróleo e gás seja o principal demandante em autorizações de trabalho no Conselho Nacional de Imigração (CNIG). Segundo estimativa de Adriano Bravo, presidente da Petra, consultoria voltada para o recrutamento de profissionais do setor de óleo e gás, a previsão é de elevação contínua na chegada dos chamados expatriados, registrando crescimento de 50% ao ano até 2015. Nesse período, o País deverá ter cerca de 400 mil funcionários trabalhando na cadeia da produção petrolífera, segundo Bravo. Atualmente esse número está na metade. "Isso só vai ser possível com mão de obra estrangeira. Não tem jeito", diz o executivo. De acordo com Carlos Martins, líder da área de Capital Humano da Ernst & Young Terco, os estrangeiros não vêm ao Brasil para substituir a mão de obra local, mas para fazer transferência de tecnologia e preparar os brasileiros para quando eles voltarem aos países de origem. Outra barreira é a língua. "As perfurações são feitas com equipamentos de alta de tecnologia. No Brasil, os profissionais capacitados estão todos empregados. Para você levar pessoal para treinamento no exterior fica difícil. Muitos não falam inglês", conta Bravo. Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o CNIG concedeu 26.545 autorizações para imigrantes no primeiro semestre, número 16,4% maior que em igual período do ano passado. Até o final do ano, no entanto, o crescimento no número de estrangeiros no País pode che-
A maior dificuldade de companhias como a Petrobras é encontrar mão de obra qualificada para atuar em projetos de ponta, como a exploração do Présal. A cadeia de produção do petróleo precisará de 400 mil colaboradores até 2015 e parte desse efetivo será trazida dos principais países produtores.
gar a 30%, segundo Raquel Teixeira, sócia de imigração da Ernst & Young. Apagão – Os imigrantes que chegam para trabalhar em áreas relacionadas ao Pré-sal normalmente são especializados em supervisionar a instalação de equipamentos e podem, por exemplo, comandar o trabalho de montagem em navios-sonda utilizados na perfuração de poços em alto mar. O "apagão" mais crítico da mão de obra se dá no setor de engenharia, segundo Raquel. "O mercado precisa de 60 mil engenheiros por ano e formamos somente 32 mil." Martins considera que o País está no caminho certo na formação de profissionais, mas que continuará a receber traba-
lhadores principalmente dos Estados Unidos, Reino Unido e Noruega, os maiores exportadores de mão de obra às empresas sediadas no Brasil. "É lógico que se está investindo em instituição de ensino no Brasil. Estamos no caminho certo. As empresas tentam capacitar os trabalhadores, mas isso leva um tempo." Apesar de menor tradição na exploração de petróleo, os chineses podem "facilmente" se tornar recordistas entre os expatriados da cadeia do Présal, segundo Adriano Bravo. "Os chineses têm um ritmo alucinado (de trabalho) e já temos fabricantes chineses nesse cenário do Pré-sal. Eles têm a intenção de produzir equipamentos de todo tipo,
desde válvulas até os mais complexos. Segundo ele, indianos, malaios e paquistaneses também já começam a desembarcar por aqui. O Conselho de Administração da Petrobras aprovou em julho o Plano de Negócios 2011-2015, com investimentos totalizando US$ 224,7 bilhões (R$ 389 bilhões). A estimativa da estatal com os aportes que vai realizar nos próximos anos é de que a produção de petróleo do pré-sal passe de 2% do total produzido pela companhia neste ano para 40,5% do total em 2020. "O grande desafio para atingir o plano de investimento no pré-sal não é dinheiro, logística ou tecnologia, é a mão de obra", garante Bravo.
Cenário atrativo – A dificuldade em encontrar trabalhadores capacitados acabou por inflar os salários oferecidos pelas empresas, tornando as vagas no País mais atrativas. "Hoje, um profissional que tem nível nível técnico pode receber até R$ 18 mil por mês trabalhando na rede petrolífera. Mas para atingir esse nível ele leva de seis a oito anos", diz Bravo. "Estamos entre os cinco países que mais bem paga aos trabalhadores e não vivemos em situação de risco. Não temos conflito de nações, guerrilhas. Quando você fala de vir trabalhar no Brasil, eles acham o melhor dos mundos." Conforme Raquel Teixeira, o visto de trabalho demora, em média, 30 dias para ser expedi-
do pelo CNIG, tempo que pode ser considerado bom. "A Angola aprova a liberação de visto de trabalho num período que vai de seis meses a um ano." O problema, segundo ela, está no planejamento, que precisa ser muito bem executado para não prejudicar a produção. "É uma série de documentos que não dá para juntar de um dia para outro. E quando a empresa vê, já precisa do estrangeiro para hoje." Outra questão a ser pensada é a bitributação dos estrangeiros. Atualmente, o Brasil tem 29 tratados para evitar que o trabalhador seja tributado em dois países. Essa duplicidade, no entanto, ainda é bastante comum no Imposto de Renda e outras contribuições sociais.
No ano, brasileiros gastaram R$ 28 bilhões no exterior.
A
pesar de os últimos dados disponíveis do Banco Central (BC), de setembro, revelarem uma desaceleração do nível dos gastos dos brasileiros no exterior em relação a julho e agosto (mês recorde, com aumento de 46% na comparação anual), o nível dos gastos no ano é recorde. Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), as despesas dos brasileiros no exterior já totalizam US$ 16 bilhões (R$ 28 bilhões) em 2011. O valor representa um aumento de 44% em relação ao ano passado, a maior alta entre os países monitorados pela OMT. Os gastos de turistas chineses cresceram 30,2% e os dos russos, 21%. Em hotéis de luxo em Paris, como o Bristol (onde a presidente Dilma Rousseff se hospedou no último sábado) ou o George V, com diárias a partir de 700 euros (R$ 1.660), o percentual de clientes brasileiros vem ultrapassando a faixa dos
10%, segundo os administradores. Em outras localidades consideradas sofisticadas, como Saint-Tropez, no sul do país, e a estação de esqui de Courchevel, o aumento dos turistas brasileiros já chega a 50%. A reportagem da BBC Brasil encontrou em Paris um grupo de 50 turistas do Tocantins, que depois seguiriam viagem para outras cidades europeias, como Roma, Barcelona e Londres. Várias pessoas do grupo visitavam a Europa pela primeira vez, como a funcionária pública Shirlei de Amorim Próspero. "Quero comprar cosméticos, perfumes, bolsas e artigos de moda em geral", diz ela, que afirma ter uma verba de R$ 10 mil para fazer compras na viagem. A historiadora Viviane Fernandes Santos, também do Tocantins, diz que vai privilegiar os passeios culturais e gastronômicos. "A
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alta do real facilitou a viagem", conta. Mesmo com a recente valorização do dólar, o real ainda mantém uma alta de 5,5% no acumulado do ano. A designer de interiores paulistana Regina Werneck também visita Paris por uma semana, antes de realizar uma viagem de dez dias à Índia. Ela já foi a Paris inúmeras vezes e diz que apesar da alta recente do dólar, os preços de vários produtos no exterior ainda continuam mais atraentes do que no Brasil. "Eu adoro vir a Paris e conhecer lojas que reúnem produtos de decoração, moda e design no mesmo espaço." Na boutique Merci, no bairro do Marais, apesar dos preços altos dos artigos, ela não resistiu a um perfume e a uma estante flexível para livros em alumínio. "Custava só 55 euros. No Brasil, não dá para achar um produto com design tão diferente por um preço tão baixo", diz Regina. Denise La Selva, diretora de uma escola pública em São Paulo e consultora de moda, visita a França pela primeira vez. Como muitas brasileiras, ela não deixou de visitar uma loja da grife Louis Vuitton e comprar uma bolsa. A marca de luxo tem lojas no Brasil, mas segundo o
presidente da grife, Yves Carcelle, os brasileiros fazem muitas compras nas butiques da marca nos Estados Unidos e na Europa. Segundo Carcelle, os brasileiros já estão no ranking das dez principais nacionalidades de clientes da marca no mundo. Tradução – Os brasileiros também representaram o segundo maior número (410 mil) de visitantes no ano passado nas instituições culturais parisienses, atrás apenas dos americanos, que chegaram a 650 mil. Em 2007, o Brasil ocupava o 11º lugar no ranking de visitantes do museu do Louvre. Em razão do aumento de turistas brasileiros, a administração do museu já estuda traduzir para o português um mapa informativo e documentos na área de multimídia, segundo a diretora de atendimento ao público, Catherine Guillou. Segundo a Global Blue, líder mundial no setor de free-shop, os gastos dos turistas vindos do Brasil na França cresceram 49% no ano passado, totalizando 100 milhões de euros. O aumento dos gastos dos brasileiros no país é a maior progressão após a dos chineses, que são os campeões das compras na França. (BBC Brasil)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira e quarta-feira, 15 e 16 de novembro de 2011
ECONOMIA/LEGAIS - 15
e Monti apresenta hoje o plano de governo Todos têm plena consciência da atual situação de emergência e fé na firmeza das instituições. Mario Monti, primeiro-ministro da Itália
conomia
Para obter apoio no Parlamento, o primeiro-ministro italiano Mario Monti deve reunir em seu gabinete políticos e tecnocratas.
O
primeiro-ministro designado da Itália, Mario Monti, vai apresentar hoje ao presidente do país, Giorgio Napolitano, o seu plano de governo e a lista de ministros que deverão compor as principais pastas. A apresentação do plano e a formalização da equipe é apenas o primeiro passo na missão de Monti para implantar reformas urgentes na Itália, com o objetivo de combater a crise financeira e reduzir a dívida de 1,9 trilhão de euros. Inicialmente, esperava-se que o gabinente de Monti fosse formado apenas por técnicos, como ele, um professor de economia, com formação em Bocconi, na Itália, e em Yale, nos Estados Unidos. Mas há previsão de inclusão de políticos para assegurar apoio da maioria no Parlamento italiano. Afinal, já se fala em adoção de "medidas não agradáveis". O novo governo deve ter mandato até 2013, como quer Monti. O Parlamento deve votar a posse do novo governo, com Monti como primeiro-ministro, nesta quinta-feira, para tentar acalmar os mercados, onde o prêmio de risco da dívida italiana continua a disparar. Ontem, ao final de conversas com forças políticas, o primeiro-ministro designado afirmou que está "tranquilo" e "convencido" de que a Itália será capaz de superar esta etapa difícil de sua história e de todo o continente – afinal, como disse a chanceler alemã Angela Merkel na segunda-feira a Europa enfrenta seu momento mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial. Monti confirmou que irá à presidência hoje para aceitar oficialmente o cargo, substituindo Silvio Berlusconi.
Tony Gentile/
Reuters
O premiê da Itália Mário Monti diz estar "tranquilo" e "convencido" de que o país vai superar a crise, mas já se fala em medidas não agradáveis.
Eme rgênc ia – "Todos têm plena consciência da atual situação de emergência e fé na firmeza das instituições e da sociedade civil italianas", disse Monti, que destacou ter visto em seus interlocutores "o sentido de responsabilidade e a vontade de contribuir com respostas eficazes", aceitando a ideia de "possíveis sacrifícios visando um resultado positivo em seu conjunto." Mas chegar a um acordo não pareceu fácil. Ontem Monti conversou com diversos interlocutores, partidos e agentes sociais. A informação foi divulgada pelo secretário da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores, Raffaele Bonanni, depois de se reunir em Roma com o premiê. "Monti nos disse que alcançou um acordo com as principais forças políticas para ter consistente força parlamentar que o apoie. E contou que em segui-
da apresentará a lista de ministros", afirmou Bonanni. Especula-se que o próprio premiê deve assumir o cargo de ministro da Economia. O
anúncio de um gabinete formado também por políticos pode ter sido uma condição imposta pelos partidos italianos para apoiar o governo pro-
UE vive estagnação econômica
A
economia dos 17 países que compartilham o euro e d o co n j u n to d a União Europeia (UE) cresceu apenas 0,2% no terceiro trimestre do ano em relação ao trimestre anterior, o que comprova a estagnação da economia no continente. Os dados antecipados da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) da UE e da zona do euro, divulgados ontem pelo Eurostat, o escritório de estatísticas comunitárias, coincidem com as previsões apresentadas
no dia 10 pela Comissão Europeia (CE). A comissão alertou sobre a ameaça de nova recessão diante da estagnação do crescimento, que deverá se prolongar até a segunda metade de 2012 se os países da região não conseguirem evitar a crise. Na comparação anual, porém, os dados não são tão sombrios: as economias da Europa cresceram 1,4% no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2010. No trimestre anterior, a zona do euro cresceu 1,6% e a
Polícia desfaz ato em Wall Street Policiais de Nova Iorque dispersaram ontem os manifestantes do movimento Ocupe Wall Street Brendan McDermid/Reuters
O
s integrantes do movimento Ocupe Wall Street desafiaram ontem as autoridades de Nova Iorque ao tentarem entrar novamente na praça Zuccotti, de onde foram despejados na madrugada pela polícia, e ao ocuparem outra praça da cidade. Houve resistência, e pelo menos 70 ativistas acabaram presos. O movimento estava acampado em Wall Street desde 17 de setembro último. Foi um dia tenso ontem em Nova Iorque. Logo após o despejo, centenas de manifestantes se organizaram na Zuccotti, graças a medida judicial que lhes permitiu refazer o acampamento. Outra parte do grupo protestou contra o pedido de despejo, feito pessoalmente pelo prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, ocupando a praça da paróquia da igreja Trinity, próxima à entrada do túnel Holland, que une Nova Iorque a Nova Jersey. Eles ocuparam a praça durante uma hora, mas a polícia chegou e prendeu manifestantes. Segundo Mark Bray, um dos porta-vozes do movimento, os manifestantes recorreram aos tribunais e obtiveram boa res-
Apesar de retirados pela polícia de madrugada, manifestantes tentaram ocupar outra praça.
posta na ordem emitida pela juíza Lucy Billings, que proibia a remoção forçada das pessoas do local. A medida judicial proibiu as autoridades de despejarem os manifestantes da praça e de impedirem as pessoas de entrar novamente na praça, com barracas e outros objetos usados anteriormente. Entretanto, ainda na noite de ontem o juiz Michael Stall-
visório. O prêmio de risco da dívida da Itália voltou a superar ontem a barreira psicológica dos 500 pontos básicos, tocando os
510, apesar da nomeação de Monti. Já o rendimento dos bônus a dez anos ficou em 6,8%. Grécia – A Grécia fará tudo o que for possível para permanecer na zona do euro, disse ontem o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos. "Nós ajudaremos a nós mesmos e à zona do euro se fizermos o que tem que ser feito agora, com responsabilidade, para que a Grécia seja sempre membro da zona do euro."(Agências)
man, da Corte Suprema estadual de Nova Iorque, decidiu proibir de vez que os integrantes do movimento instalem barracas na praça Zuccotti, atendendo solicitação da empresa Brookfield Properties, proprietária do espaço. Danos – O prefeito de Nova Iorque explicou que havia dado a ordem de esvaziar a praça porque ela estava se transformando em "um lugar onde as
pessoas não vinham para protestar, mas para violar as leis e, em alguns casos, causar danos a outras pessoas". Já os líderes do movimento classificaram o despejo na madrugada de "asqueroso" e disseram que a ordem demonstra que o prefeito está mais preocupado em "preservar os interesses financeiros (de grandes corporações) do que os dos trabalhadores norte-americanos".(Agências)
UE 1,7% comparados a igual período do ano passado. Evo lu çã o – A evolução do PIB nos 17 países da zona do euro e nos 27 membros da UE foi negativa em quase todos os países no terceiro trimestre. A Romênia, que cresceu 1,9%, e a Letônia e a Lituânia, que registraram expansão de 1,3%, foram os únicos países que tiveram índices positivos. No lado oposto, o PIB no Chipre caiu 0,7%, em Portugal, 0,4%, e na Holanda, 0,3%. O Eurostat não leva em conta
os dados da Grécia e da Itália no terceiro trimestre: o único índice disponível é que a economia grega desacelerou 5,2% no ano. Os demais países tiveram crescimento nulo (Espanha, Bélgica, Bulgária e da República Tcheca) ou percentagens que oscilam entre 0,3% e 0,8%. A Alemanha cresceu 0,5% em relação ao trimestre anterior e 2,6% comparado a 2010. Já a França registrou expansão de 0,4% nesse trimestre em relação ao anterior, e crescimento de 1,6% ante 2010. (EFE)
EXTRAVIO Enterprise Equipamentos Automotivos e Eletrônicos Ltda. – EPP, CNPJ: 10.407.865/0001-20, IE: 148.346.895.112, comunica o extravio de notas fiscais estaduais de formulário contínuo modelo 1 extraviadas em branco do número 1994 até 2014.
REDE D’OR SÃO LUIZ S.A. CNPJ/MF nº 06.047.087/0001-39 - NIRE 35.300.318.099 EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA. Ficam os senhores acionistas da Rede D´Or São Luiz S.A. (“Companhia”), nova denominação do Hospital e Maternidade São Luiz S.A., cuja ata que deliberou a alteração encontrase em fase de registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo, convocados para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 19 de novembro de 2011, às 10:00 hs, na sede social da Companhia, localizada na Cidade e Estado de São Paulo, na Avenida Santo Amaro, nº 722, 7º andar, para deliberarem sobre a seguinte ORDEM DO DIA: (i) criação de capital autorizado da Companhia; (ii) aprovação de Plano de Opção de Compra de Ações a ser outorgado a determinados empregados e administradores da Companhia; e (iii) a prestação de fiança, pela Companhia, para o cumprimento das obrigações pecuniárias decorrentes da primeira emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real, a serem distribuídas publicamente com esforços restritos de colocação nos termos da Instrução CVM nº 476, de 16 de janeiro de 2009, em série única, e eventuais aditamentos a serem firmados, da Medise Medicina Diagnóstico e Serviços S.A. São Paulo, 11 de novembro de 2011. Presidente do Conselho de Administração.
EDITAL NIZETE ASVOLINSQUE, OFICIAL DO SÉTIMO SERVIÇO REGISTRAL DA COMARCA DE CUIABÁ (MT) FAZ SABER aos que o presente edital virem e interessar possa que, nesta data, lhe foi apresentada pelo srº JOÃO YOSHIME HORIE e sua mulher JUSSARA MARIA DE SOUZA HORIE, o requerimento datado de 13/06/2011, solicitando revisão de área do imóvel matriculado sob nº 24182, de acordo com o artigo 213 da Lei 6.015, alterado pela Lei 10931 de 02/08/2004, conforme memorial descritivo e planta: MEMORIAL DESCRITIVO DA ÁREA “A” REMEMBRADA, DA QUADRA “D” DO LOTEAMENTO NOSSA SENHORA DO LÍBANO – BAIRRO: CIDADE ALTA – CUIABÁ-MT. PROPRIEDADE DE: JOÃO YOSHIME HORIE – CPF N. 030.387.358-25 E SUA ESPOSA: JUSSARA MARIA DE SOUZA HORIE – CPF N. 406.517.111-34 FORMA E ÁREA: Forma: polígono irregular Área: Total = 1.289,48 m2 Escape (-) 1,42 m2 Útil 1.288,06 m2. LIMITES: Norte: com a Avenida Jornalista Alves de Oliveira (antes Avenida São Bento) e Lote 18 da Quadra “D”; Sul: com a Rua Humberto Marcílio (antes Rua 02); Leste: com a Rua Jaime de Vasconcelos (antes Campo de Futebol); Oeste: com os Lotes 18 e 03 da Quadra “D”. CAMINHAMENTO: O M1, esta localizado no vértice dos lados que fazem divisas com o Lote 18 da Quadra “D” e Avenida Jornalista Alves de Oliveira (antes Avenida São Bento). Dele seguiu-se com rumo magnético de 61º08'31”SE uma linha de 56,11 metros no alinhamento da Avenida Jornalista Alves de Oliveira (antes Avenida São Bento) até atingir o M2. O M2A, esta localizado no início do desenvolvimento da curva de escape na Avenida Jornalista Alves de Oliveira (antes Avenida São Bento), com Ângulo central de 61º08'31”, com raio de 4,00 metros e tangente de 2,95 metros. Dele seguiu-se uma linha em curva de 5,34 metros no alinhamento da Rua Jaime de Vasconcelos (antes Campos de Futebol) até atingir o M2B. O M2B, esta localizado no final da curva de escape na Rua Jaime de Vasconcelos (antes Campo de Futebol). Dele seguiu-se com rumo magnético de 0º00'00”S uma linha de 3,69 metros até atingir o M3. O M3, esta localizado no vértice dos lados que fazem divisas com a Rua Jaime de Vasconcelos (antes Campo de Futebol) e Rua Humberto Marcilio (antes Rua 02). Dele seguiu-se com rumo magnético de 85º00'00”SW uma linha de 53,65 metros no alinhamento da Rua Humberto Marcílio (antes Rua 02) até atingir o M4, esta localizado no vértice dos lados que fazem divisas com a Rua Humberto Marcilio (antes Rua 02) e lote 03 da quadra “D” até atingir o M5. O M5, esta localizado no vértice dos lados que fazem divisas com os lotes 03 e 18 da quadra “D”. Dele seguiu-se com rumo magnético de 85º00'00”NE uma linha de 6,00 metros no alinhamento do lote 18 da quadra “D”. Dele seguiu-se com rumo magnético de 5º00'00”NW uma linha de 6,97 metros até atingir o M1 que é o ponto inicial deste caminhamento. MANOEL JOÃO DA TRINDADE NETO Técnico em Agrimensura CREA n. 120012504-5
DECLARAÇÃO DE CONFRONTANTES: Declaramos se confrontantes da área de propriedade do Sr. João Yoshime Horie e sua esposa Jussara Maria de Souza Horie e reconhecemos os limites existentes e constantes neste memorial descritivo.
EUA: bolsas e varejo em alta.
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s bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em alta ontem, impulsionadas pelo ímpeto de formação de um novo governo na Itália e por dados melhores que o esperado sobre a economia norte-americana. Ações sensíveis a crescimento econômico lideraram o rali, com destaque para os setores de tecnologia e indústria. As vendas no varejo dos
Estados Unidos aumentaram em outubro, sugerindo que a economia começou o quarto trimestre com algum vigor, enquanto a primeira queda dos preços no atacado em quatro meses apontou para redução nas pressões inflacionárias. As vendas no varejo totais aumentaram 0,5 %, disse o Departamento de Comércio ontem, após subirem 1,1 % em setembro. O dado ficou acima das
expectativas dos economistas de um aumento de 0,3 %. "A sensação de urgência para formar um novo governo na Itália está dando alívio ao mercado", disse Quincy Krosby, estrategista da Prudential Financial em Newark, New Jersey. Obama – O presidente dos EUA, Barack Obama, criticou a China ao fim da reunião de cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia
Pacífico (Apec). Segundo Obama, a China não tem feito o bastante para que sua moeda, o iuane, seja valorizada, apesar de pequenos avanços. "Aconteceram leves melhoras ao longo do ano passado, mas não foi suficiente", disse ele. Os EUA e a União Europeia acusam a China de manter o nível do iuane artificialmente baixo, o que ajuda suas exportações. (Agências)
Pelo presente edital, fica avisada a CASA UBERLÂNDIA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA, CNPJ nº 58.366.923/0001-41, e quem se julgar prejudicado, que deverá, dentro do prazo de 15 (quinze) dias, contados da data da publicação deste em jornal local, por duas vezes, reclamar contra a mesma retificação, por escrito, perante a oficial, deste 7º serviço registral, sito na av. Filinto Muller, nº 1200, bairro Quilombo, nesta cidade, no horário das 12:00 às 18:00. Cuiabá-MT, 26 DE OUTUBRO DE 2011. NIZETE ASVOLINSQUE OFICIAL DO REGISTRO DE IMÓVEIS
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A maioria dos bufês trabalha sob encomenda e oferece entradas, pratos e sobremesas.
conomia Fotos: Divulgação Shanti
Bufês especializados oferecem cardápios vegetarianos elaborados para datas especiais. Opção atende quem não come carne, ou apenas quer variar. Paula Cunha
Papai Noel verde e saudável N
ão existem estatísticas precisas sobre o número de vegetarianos no mundo. Mas sabe-se que a escolha por uma alimentação mais saudável vem crescendo. Um desses termômetros é o aumento do número de restaurantes e lojas especializadas no segmento.
Em São Paulo, há bufês que oferecem cardápios vegetarianos elaborados para datas especiais. Estes empreendimentos encontraram um público que demanda este tipo de produto e conseguem obter bons resultados ao adotar esta estratégia de atendimento diferenciado. A maioria trabalha sob encomenda e oferece opções que vão da entrada à sobremesa. O bufê Shanti Vegetariano, localizado em Barueri, próximo à Capital paulista, oferece cardápios para todos os tipos de comemorações. Para o Natal deste ano já preparou um menu com diversas opções. Há três anos à frente do empreendimento, Damodara Lila explica que a demanda por ceias e pratos elaborados para datas especiais ainda é pequena porque os adeptos do vegetarianismo estão acostumados a preparar eles mesmos suas refeições, pois ainda há poucas opções de serviços especializados para este público. "A maioria dos restaurantes vegetarianos funciona apenas durante o dia", lembra. A expectativa neste ano é tentar igualar as cem ceias vendidas em 2010. Segundo Lila, o bufê não divulgou muito o produto, mas apesar disso ela espera manter o desempenho porque sente que há mais pessoas interessadas em se proporcionar uma alimentação mais saudável, inclusive nas festas de fim de ano. Neste ano, os cardápios oferecidos contam com entradas, pratos principais e sobremesas. Os custos são estimados em cerca de R$ 20 por pessoa. A taxa de entrega é paga à parte. Mais informações podem
ser obtidas no site www.shantivegetariano.com.br. O Avis Rara, localizado em Campinas, começa a receber encomendas para ceias de fim de ano somente em dezembro. O cardápio deste ano ainda não foi elaborado, explica a proprietária Catarina Menucci. A filosofia do estabelecimento é adaptar receitas que "tenham uma cara de festa". Diferentemente de outros restaurantes vegetarianos, ele abre no dia 25 de dezembro para o almoço e oferece pratos especialmente elaborados para o Natal. Sem definir valores para as ceias deste ano, Menucci apenas disse que os preços de pratos especiais para datas comemorativas como o Natal são diferenciados. Segundo ela, as festas de fim de ano registram tanta procura quanto outras ocasiões especiais, mas a demanda ainda é pequena, diz a empreendedora. Pratos como quiches, arroz com raiz de lótus, abóbora recheada com algas, tortas e bolos, oferecidas nestas datas,
têm boa aceitação por parte dos consumidores. Através do site www.avisrara.com.br, o internauta pode encomendar cestas e conhecer o empório de produtos orgânicos do restaurante, que oferece, além de alimentos, livros e cadernos manufaturados com papel reciclado e até roupas. Outras opções – Alguns empórios paulistanos também investiram no filão natural. Sem divulgar preços ou quanto as cestas vegetarianas representam em suas vendas, a Casa Santa Luzia criou uma "ceia lacto vegetariana", com três opções de entrada, três acompanhamentos, massas e sobremesas. Há, ainda, a opção vegana, com entradas, acompanhamentos e saladas.
S ERVIÇO Os interessados podem encomendar suas ceias pelo telefone (11) 3897-5006 ou por meio do site www.santaluzia.com.br.