Skip to main content

DC 16/10/2012

Page 1

Fotos: Stephen Morton/The New York Times

O NOVO SENHOR DOS QUILOMBOLAS: O IMPOSTO

Vivem em área turística dos EUA e agora são bombardeados por impostos que podem matá-los. Página 6 Ano 87 - Nº 23.730

Página 4

Conclusão: 23h50

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

www.dcomercio.com.br

São Paulo, terça-feira, 16 de outubro de 2012

ESPECIAL

Desmascare os mensaleiros que passeiam no pôster-presente para você São 11, andam livremente por Brasília na ilustração de Max e estão na pág. 12. Não deixe que escapem.

Maioria do STF absolve marqueteiro do rei

e

polin/Hyp

Paulo Pam

O publicitário Duda Mendonça, que recebeu em conta no exterior pagamento de campanha para Lula, e sua sócia Zilmar Fernandes, escaparam da condenação por evasão e lavagem de dinheiro. Pág. 5

MAX

Shopping: rumo à marca dos 500. Setor de shopping centers deve crescer 12% este ano, com faturamento de R$ 122 bilhões. Mais lojas devem entrar em operação em 2013. Marcelo Justo/Folhapress

L.C.Leite/LUZ

Alertas para a campanha de Serra Jornalista Merval Pereira (com Rogério Amato, presidente da ACSP) diz que o candidato tucano precisa deixar claro que, se eleito, cumprirá mandato até o fim. Pág. 5. O dia de Serra e Haddad. Pág. 7

Viracopos: 44 horas fora do ar. Pista foi liberada após retirada do cargueiro que travou 495 voos e 25 mil passageiros. Pág. 8 ISSN 1679-2688

23730

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Olhando para frente, não é agradável ter nossa política econômica comparada às similares argentina ou venezuelana.

pinião

Roberto Fendt

Proximidade desgastante

C

om razão alguém dirá que a opinião dos investidores estrangeiros não deve servir de guia para a política econômica brasileira. O problema é que essa opinião determina em quais países esses investidores aplicarão seu dinheiro. E, caso se generalize a ideia de que nos tornamos menos atrativos para o capital estrangeiro, esses recursos serão direcionados para outros mercados. E nos fará falta. Não há crescimento sem investimento e não há investimento sem poupança. No auge do crescimento brasileiro na década de 1970, o investimento total correspondia a 25% do PIB. Esse enorme volume era financiado tanto pela poupança privada interna, de empresas e pessoas físicas, como pelo governo e pelo capital externo. Com investimentos da ordem de 25% do PIB, podíamos crescer a uma taxa média de 8,7% por ano. De lá para cá, o governo tornou-se "despoupador", gastando mais do que arrecada. Para cobrir a diferença, aumentou brutalmente a carga tributária, reduzindo a capacidade de poupar das empresas e das pessoas físicas. Sobrou o investimento estrangeiro. Investimos hoje menos de 18% do PIB. Com esse percentual da renda poupado, limitamos nosso crescimento a 4% ao ano – quando tudo corre bem. Desses 18%, pouco menos de 3% do PIB corresponde ao investimento direto estrangeiro, que tem mostrado até um pequeno crescimento no período mais recente. O problema é que o investimento estrangeiro de curto

prazo – tanto em títulos públicos como privados e no mercado acionário – caiu de quase 2% do PIB nos doze meses anteriores a janeiro de 2011 para menos de 0,5% do PIB nos doze meses encerrados em agosto último.

Mais séria é a afirmação de que estamos nos afastando da estabilidade das regras, estabilidade que prevalece em países tão emergentes quanto nós, mas de importância econômica menor, como México ou Turquia. O investimento estrangeiro, particularmente o de curto prazo, tem por origem bilionários fundos de investimento. Esses fundos acolhem a p o u p a n ç a d e m ilhões de cotistas, investidos em fundos de pensão ou de renda fixa. Esse dinheiro é importante para o financiamento do nosso perene déficit público; a redução no fluxo desses recursos torna mais difícil sustentar a necessária queda na taxa básica de juros. Uma gestão temerária pode colocar na cadeia seus gestores. Olhando para frente, não é agradável ter nossa política econômica comparada com suas similares argentina ou venezuelana. É menos agradável ainda a percepção, de ao menos parte dos investidores externos, de que nossa estabilidade institucional – particularmente com relação ao respeito a contratos – é menor que a de países como México ou Turquia. Exemplo dessa instabilidade é o ocorrido com a renovação das concessões do setor elétrico por meio de uma medida provisória, sem prévia audiência pública ou qualquer outra transparência das intenções do governo. Pior foi a pressa na emissão do

É

natural que ess e t i p o d e i nvestimento flutue mais que o investimento direto, geralmente destinado a despesas de capital ou para aplicação em programas de privatizaç ã o . J á o i n v e s t imento de curto prazo é mais sensível aos humores do mercado, tanto aqui como lá fora. Mas uma queda de 2% para 0,5% do PIB não constitui propriamente volatilidade. Outros fatores devem ser levados em consideração para explicar essa queda. A segurança ou insegurança institucional é fator relevante para explicar os fluxos de capital de curto prazo. Não se trata apenas do nosso "11 de setembro", data do anúncio das mudanças nas regras para a renovação das concessões para o setor elétrico. Quando um gestor de fundos de investimento afirma que estamos ficando mais parecidos com a Argentina ou com a Venezuela, certamente está exagerando. A afirmação revela desconhecimento do que se passa tanto aqui como nos dois países citados.

ROBERTO FENDT Decreto nº 7.805, que definiu o prazo de 30 dias para que os concessionários decidissem renovar ou não as concessões – sem o conhecimento de informações básicas, como a tarifa no período renovado ou o valor da indenização pelos investimentos não depreciados, caso decidam não renovar o pedido de concessão.

É

claro que estamos anos luz distantes das quebras de contratos e de outras mudanças no quadro institucional que ocorrem na Argentina e na Venezuela, e certamente alguns investidores exageram na avaliação do que se passa no Brasil. Mas algumas medidas recentes – como a concessão de incentivos a setores privilegiados pelo governo ou a falta de transparência nas mudanças dos quadros regulatórios do petróleo e da energia elétrica – não contribuirão para atrair os recursos externos necessários à recuperação da infraestrutura, indispensável para a retomada do crescimento. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

DE MUITOS, POUCOS E TODOS. N

o dia seguinte ao primeiro turno das eleições municipais, 8 de outubro, um acontecimento mantido afastado do foco do noticiário da imprensa renovou as preocupações quanto aos rumos do País. Embalada pela cantilena da "reparação", a militância dos Direitos Humanos incrustada no governo federal fez acontecer na Academia Militar das Agulhas Negras a "cerimônia pública de reconhecimento de responsabilidade do Estado pela violação dos Direitos Humanos de Márcio Lapoente da Silveira", segundo os termos da nota pública expedida no último dia 4 pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República a respeito da questão afeta ao falecimento do Cadete Lapoente em atividade de instrução no dia 9 de outubro de 1990 naquela Academia Militar. O documento é uma peça retórica caracterizada pela imprecisão, contradição

e afronta. Menciona um "evento criminoso" sem dizer qual, contradiz-se ao colocar a família do cadete sob a proteção do Estado Democrático do Direito no Brasil que é demandado em instância internacional por supostamente lhe negar direitos e afronta a Justiça brasileira quando atribui ao Estado a "responsabilidade pela demora na tramitação das ações decorrentes do fato".

C

ulminando longo e tortuoso caminho, a nota transforma a inverdade da tortura como causa da morte do Cadete Lapoente, plantada no artigo 63 do Relatório 78 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA), de 16 de outubro de 2008, em "violação dos Direitos Humanos do Cadete Lapoente". Do que se trata então? Trata-se da mentira usada como aríete para investir

contra a opinião pública que depois é abandonado às chamas do assalto consumado às instituições. Trata-se do sofisma da atribuição das características do todo a quem se distingue no todo, os militares que se submetem voluntariamente aos riscos e privações para defender a sociedade.

SÉRGIO P. MUNIZ COSTA

T

rata-se do menosprezo à sociedade brasileira tida por ignorante ou insensível diante do significado do numeral da data da cerimônia pública, não o 9 do dia em ocorreu a tragédia do Cadete Lapoente, mas sim o 8, também de outubro, 45º aniversário da morte de Che Guevara, ou 8 de novembro no calendário juliano então em vigor na Rússia, quando há 95 anos triunfou a Revolução Bolchevista. Porém a temeridade da decisão do governo federal

em efetivar o acordo firmado com a CIDH/OEA ultrapassa os limites éticos, lógicos ou ideológicos. A vigência e a tradição constitucional no Brasil atribuem ao poder executivo grande relevância na representação externa da Nação, sem que isso signifique a alienação dos demais poderes constituídos. O governo pode, nos termos da Constituição, representar o Estado brasileiro, mas não constitui sozinho o Estado brasileiro. É um abuso inominável que "em nome do Estado, o Ministério da Defesa, a Secretaria de Direitos Humanos, a Advocacia Geral da União, o Ministério das Relações Exteriores e o Exército Brasileiro, perante

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

a sociedade brasileira, (reconheçam) ter havido violações aos Direitos Humanos perpetrados pelo Estado" em função de um processo instalado em organismo internacional que, se julgado, subordinaria a sua sentença à homologação pela Justiça brasileira, independentemente desse provimento de autoridade estrangeira constituir ato judicial ou não, conforme o regramento estatuído no artigo 105, I, i, da Constituição Federal, esclarecido pelo artigo 4º da Resolução de número 9 do Superior Tribunal de Justiça, de 4 de maio de 2005. A pretendida astúcia dos ideólogos do Planalto em atalhar a conclusão do processo pelo "acordo de solução amistosa" e assim blindá-lo contra o escrutínio da Justiça brasileira não conseguiu impedir a constatação de que a soberania nacional foi enxovalhada nesse lamentável episódio.

Já a audácia deste desafio ao Judiciário parece não ter sido corretamente dimensionada no seu alcance e gravidade. Pior, a constitucionalidade do País foi, mais uma vez, atacada por ações e omissões que voltam a colocar dúvidas quanto ao respeito ao Estado de Direito no Brasil justamente quando a sociedade parece emergir de um período de questionamento de suas instituições.

M

uitos desdenham da importância deste episódio, cuidadosamente circunvalado pelo Planalto. Afinal, é mais um na longa sequência que caracteriza uma verdadeira Constituinte em fluxo que vai modificando o arcabouço institucional do País. Poucos levantam ainda a voz para se contrapor ao arbítrio que cresce, mas todos, certamente, pagaremos por isso. SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA É HISTORIADOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edito r-Ch efe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas @dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 , Fax 3180-3355 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela Oesp Gráfica.

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

o

pinião

3

PETRÓLEO, CUBANOS E O ESTILO DE CHÁVEZ EXPLICAM A L ONGEV IDADE NO PODER.

Vinte anos no poder

H

ugo Chávez foi reeleito e, a menos que ocorra algum imprevisto, vai se manter no poder até 2019; ou seja, 20 anos depois de ter tomado posse pela primeira vez. Será o mandatário eleito com mais tempo no poder na história moderna da América Latina (Porfirio Díaz não teve eleições democráticas). É uma façanha. Há pelo menos três fatores que explicam isso. O primeiro, óbvio, é o petróleo. Sem esse recurso, Chávez não teria conseguido financiar as políticas sociais que pôs em prática no decorrer dos últimos 14 anos e, sobretudo, a partir de meados de 2002, favorecendo muita gente castigada por anos de desperdício e de corrupção na Venezuela. É difícil determinar a exatidão dos dados, mas calcula-se que desde 1999, primeiro ano de Chávez no poder, até o final de 2011, entraram na Venezuela US$ 840 bilhões com a exportação de petróleo. É muito dinheiro para um país com menos de 30 milhões de habitantes. O segundo é o fator cubano: Chávez subsidia os irmãos Castro e eles lhe entregam os ingredientes indispensáveis de sua política social e de segurança. Sem os médicos cubanos, não haveria as missões "bairros adentro"; sem os anéis de segurança cubanos, Chávez não poderia confiar em seu próprio aparato; e sem a inteligência cubana não conseguiria vigiar e neutralizar seus próprios militares. A equação resultante é: sem petróleo não haveria política social nem cubanos; sem cubanos, não haveria política social nem segurança nem inteligência; sem política social, se-

JORGE G. CASTAÑEDA gurança e inteligência, não se ganham cinco de seis eleições.

O

terceiro fator é o próprio Chávez. Trata-se de um político extraordinário em campanha, uma máquina de conseguir votos e um gênio para se conectar com o que se poderia chamar de "alma" do povo venezuelano. Em uma sociedade étnica, social, geográfica e ideologicamente dividida durante décadas por maus governos, Chávez polarizou a sociedade venezuelana, mas uniu seus seguidores recorrendo a todos os estereótipos imagináveis, desde o desprezo pela cor da pele ou pelo tamanho do talão de cheque de seus adversários até insultos internacionais. No mundo, Chávez está ficando só: já não o acompanham os ditadores depostos do Iraque e da Líbia, e provavelmente tampouco o da Síria. E logo seu amigo Ahmadinejad também perderá o emprego. Mas ele não está sozinho na Venezuela. Seus talentos de político em campanha perpétua, mobilizando as massas de seguidores, se mantêm intactos, apesar de sua saúde precária.

N

a TV, os casais na cama agem mais ou menos assim: fazem amor , conversam ou discutem para saber por que um deles está com dor de cabeça. Às vezes, apaticamente, ficam de costas sem conversar. O que eles nunca parecem fazer é ler livros. Consumimos com avidez esses programas e depois nos queixamos de que, no mundo real, as pessoas nunca leem – elas se comportam de acordo com os modelos apresentados na tela. Então o que mais estamos aprendendo inconscientemente na TV? Vejamos. O que aconteceria, por exemplo, se um agente da polícia chegasse à sua porta e começasse a lhe fazer perguntas? Se você fosse um criminoso insensível – um mafioso com ficha criminal ou um assassino serial psicótico, digamos – responderia com insultos e uma risada de desdém ou, para mudar de assunto, se jogaria no chão e fingiria um ataque epiléptico. Mas, supondo que você seja uma pessoa comum, com uma ficha limpa, provavelmente convidaria o policial a entrar, ficaria diante dele e responderia às perguntas com calma, embora com um toque de preocupação. Assim é a maneira como as conversas costumam ocorrer no mundo real. Mas o que acontece nos programas policiais? (os quais – não vão pensar que sou um moralista aristocrático – eu vejo sim; particularmente alguns programas franceses e alemães, que não têm violência em excesso nem

Por seu lado, a oposição liderada por Henrique Capriles participou de uma grande batalha. Ele lutou em condições desfavoráveis e inevitáveis. Desfavoráveis porque sabemos como a totalidade dos recursos do Estado venezuelano se pôs a serviço de um candidato; sabemos que os meios de comunicação de massa se inclinaram a favor de Chávez; e sabemos que o aparato eleitoral estava disposto a fazer o necessário para que Chávez ganhasse se fosse preciso. A oposição teve de lidar com o cenário inimaginável de uma derrota chavista.

S

e nós analistas só conseguíamos conceber uma Venezuela sem Chávez, os eleitores imaginavam o contrário. As perguntas eram muitas: Chávez aceitaria uma derrota? O Exército aceitaria uma derrota? As milícias armadas aceitariam uma derrota? Os partidários de Chávez nas ruas aceitariam uma derrota? Apesar de tudo isso, a oposição não podia deixar de concorrer. Não podia denunciar sistematicamente a disparidade da disputa sem desanimar seus partidários. Não podia desqualificar o processo

sem desqualificar a si mesma. A oposição e Capriles não tiveram outro remédio a não ser concorrer e m o s t r a r a m elhor cara diante de uma situação impossível.

A

bster-se, como no passado, implicava condenar-se à marginalidade; participar denunciando a desigualdade das regras e dos recursos equivalia a um suicídio eleitoral. Não havia boas alternativas e a menos pior foi a escolhida pela oposição. Poderão colher os frutos no futuro. JORGE G. CASTAÑEDA FOI SECRETÁRIO DE RELAÇÕES

EXTERIORES DO MÉXICO E É PROFESSOR NA

UNIVERSIDADE DE NOVA YORK. SEU LIVRO MAIS RECENTE É "MANANA FOREVER? MEXICO AND THE MEXICANS". TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

De 1999 até 2011 entraram US$ 840 bi com a exportação de petróleo no país, que tem menos de 30 milhões de habitantes.

PERSONAGENS MUITO SUSPEITOS explosões exageradamente dramáticas). Quando o policial faz perguntas no filme, o cidadão sempre continua a fazer o que estava fazendo. Olha pela janela, termina de preparar o café-da-manhã, lavar os pratos, escovar os dentes, e até atende o telefone, indo de um lado para o outro para que tudo pareça natural. Após uns minutos, finalmente, pede ao policial que vá embora, pois tem muitas coisas para fazer. Por que os diretores insistem em mostrar essa

ideia de que os agentes da polícia devem ser tratados como irritantes vendedores porta a porta de aspirador de pó?

É

certo que um suspeito com maus modos desencadeia o desejo de vingança no público: faz com que os telespectadores anseiem pelo final em que vença o detetive humilhado. Mas que tal se não for só isso que ele encontre? E se alguns telespectadores menos inteligentes tomarem isso como parâmetro sobre a forma com que devem tratar os agentes da polícia, com desdém, acreditando que as coisas realmente são assim? Talvez as redes de TV que compram e exibem as séries não se preocupem com essas coisas. Afinal, se os dramas

com ações policiais e tribunais nos ensinou algo é que nem sempre há consequências para quem está por cima.

A

ssim, é lógico, existe a questão do período da atenção. Os diretores de TV parecem ter decidido coletivamente que se uma cena de interrogatório dura mais de um minuto ela tem de ter algo com movimento, algo de interesse visual. Não pode ser apenas dois atores falando cara a cara. Assim, fazem que o suspeito se mova de um lado para o outro. Por que um diretor não pode manter – e conceder aos

UMBERTO ECO

telespectadores o benefício da dúvida, de que eles também conseguem ficar sentados durante o período – uma cena onde duas pessoas se olhem nos olhos por uns minutos, especialmente se estão discutindo assuntos de grande interesse dramático? É que para fazer algo bem feito o diretor teria de ter, no mínimo, a competência de Orson Welles e os autores teriam de estar no nível de Emil Jannings em O Anjo Azul ou de Jack Nicholson em O

Iluminado, ou seja, pessoas que conseguem utilizar um close-up e expressar seu estado mental só com um olhar ou um sutil movimento com a boca.

Em Casablanca, Ingrid Bergman e Humphrey Bogart conseguiam falar durante muitos minutos sem que o diretor Michael Curtiz (que não era exatamente um Sergei Eisenstein) se permitisse sequer um close-up médio. Mas atualmente, quando uma equipe de produção se vê obrigada a filmar um episódio por semana (e às vezes até mais), os produtores de TV provavelmente não podem nem mesmo ter direito a um diretor do calibre de Curtiz. Quanto à qualidade dos atores, se eles conseguem dar o melhor de si enquanto comem cachorros-quentes entre golpes no teclado do computador – como ocorre frequentemente nos programas policiais alemães – então o programa já está acima da média.

V

ou evitar fazer uma pregação moral. Esses programas têm valor como diversão ligeira ou prazeres culpados. Meu receio é simplesmente que aqueles que só veem TV e nunca se preocupam em abrir um livro se esqueçam – ou talvez nem saibam – que em algumas histórias, e no mundo real no qual elas se baseiam, as pessoas realmente se sentam e olham umas nos olhos das outras. UMBERTO ECO É ESCRITOR, AUTOR DE "BAUDOLINO", "O NOME DA ROSA", "O PÊNDULO DE FOUCAULT", "O TRATADO DA FEIÚRA", ENTRE OUTROS. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4

GibaUm

3 Pesquisa do Instituto

Data Popular revela que 62% das brasileiras é que compram roupas para seus maridos.

gibaum@gibaum.com.br

k Meu corpo é uma coisa tão sagrada para eu ficar distribuindo. VERA FISCHER // 60 anos, ícone sensual durante décadas, agora um tanto recolhida. Fotos: Divulgação

Caneta sem tinta Passados nove meses do ano, o governo não conseguiu acelerar o andamento dos investimentos previstos para 2012: o total aplicado até setembro, incluídos restos a pagar pagos, representou apenas 34% dos R$ 90,2 bilhões autorizados pelo Congresso. O montante aplicado no período foi de R$ 30,8 bilhões, superior a 2011 (R$ 28,8 bilhões) e inferior a 2010 (R$ 34,9 bilhões). Durante todo o ano passado, foram autorizados R$ 65,3 bilhões para investimentos. Os analistas acham que contribuem para esse encolhimento desarticulação dos ministérios e troca de titulares de um lado e, de outro, maior fiscalização de órgãos como Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União e Ministério Publico. 333

REI DA BALADA Marcus Buaiz, marido de Vanessa Camargo, que deixou o cargo de principal executivo da 9ine, empresa de Ronaldo Nazário e da WPP, aumenta sua posição na noite: de cara, vai abrir em Miami a primeira filial da brasileira Royal e para o ano que vem, abre mais uma em Belo Horizonte. Em Vitória, no Espírito Santo, vai abrir filial da Provocateur, que inaugurou este ano em São Paulo. E com Luan Santana, toca a Outlaws, no Baixo Augusta, em São Paulo, a primeira balada que só toca música sertaneja. 333

A Louca Debaixo do Branco é o novo projeto da escritora, roteirista (Macho Man, Os Normais e outros) e apresentadora de TV, Fernanda Young, 42 anos, que acaba de ser inaugurado no Museu da Imagem e do Som – MIS, em São Paulo. Concebido como um livro-instalação, traz imagens de Fernanda usando vestidos de noiva de diversos estilistas e, de quebra, toda nua (já posou para Palyboy em 2009). Além de coleções particulares, textos, poemas, bordados e mais interação entre público e autora, A Louca Debaixo do Branco, exibe quatro vídeos, entre eles, um dirigido por Raquel Zimmermann. É o resultado de dois anos de trabalho sobre a personificação da noiva, figura central de seu novo romance homônimo.

Debaixo do Branco

333

CURRICULO Do ministro Antonio Dias Toffoli já se sabe que não fez pós-graduação, nem mestrado e tampouco doutorado. Agora, circula na internet, dados também do currículo do ministro Ricardo Lewandowski que formou-se em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo e em governos petistas de lá, foi secretário do Governo e de Assuntos Jurídicos. Entrou para o antigo Tribunal de Alçada CriminaldeSãoPauloindicado peloquintoconstitucional,vaga que não depende de concurso público e é preenchida por indicação da OAB. Para o Tribunal de Justiça de São Paulo foi também sem concurso, indicado pelo governador e depois, para o Supremo. Há anos, no começo da carreira, era secretário do PT em São Bernardo do Campo.

333

333 Quem diria: para sua campanha de Natal, a rede C&A resolveu unir nada menos do que a supermodelo Izabel Goulart (é ela que está comandando, na Globo, o concurso Menina Fantástico ) e a musa da tecnobrega Gaby Amarantos, que faz sucesso com a música Ex Mai Love na novela Cheias de Charme . Em São Paulo, nos primeiros comerciais rodados em estúdio, Izabel vestia modelos da nova coleção e Gaby usava um vermelho todo bordado em paetês, assinado por Walério Araujo. Nas gravações, muita descontração e no Twitter, beijo das duas para admiradoras.

Dupla do barulho

Maré de castidade Luiza Brunet, cinquentona, vivia alardeando (antes de começar a namorar o bilionário Lírio Parisotto) que estava há mais de dois anos sem manter relações sexuais. Na semana passada, foi a vez de Vera Fischer, 60 anos, avisar que prefere a solidão do que “namorado casado ou galinha”. E agora, também a cantora Elba Ramalho, 61 anos, informa que vive “em castidade”. E acrescenta: “Vou à missa todos os dias. O mundo está amoral. Estou casada há um ano. Vivo para Deus e estou feliz assim”.

333

h IN

Sorvete artesanal.

h

Entidades católicas estão se movimentando e enviando cartas de protesto a autores de novelas: acham que os padres estão sendo retratados de maneira imprópria. Algumas citam o Padre Cecílio (Frank Menezes), que só sorri quando escuta a palavra esmolas, além de concordar com as atitudes dos coronéis e mesmo das beatas na minissérie Gabriela. Outras lembram o Padre Solano (Marcio Tadeu) de Avenida Brasil, cúmplice da vilã Carminha (Adriana Esteves), que desviou dinheiro de ONGs.

mudar de opinião para não brigar com elas e 77% deles, têm certeza de que a mulher tem dinheiro escondido.

Fraude nos seguros As seguradoras brasileiras deixaram de pagar R$ 83,1 milhões em indenizações no ano passado, por comprovarem fraudes em seguros de vida, registrando-se um aumento de 12,5% sobre 2010 (R$ 75,4 milhões). São dados do relatório da Confederação de Seguradoras que sairá no mês que vem. Mesmo assim, dois terços dos casos suspeitos ainda não foram totalmente confirmados. Os crimes mais comuns nos seguros de vida são contratação de apólice para doente terminal ou falecido, automutilação, simulação de morte e até assassinato.

333

SEM ROUPA Na região Sudeste a única praia onde se pratica o naturalismoéadeAbricó,noRio, depoisdaconhecidaPrainha.No fim de semana, pouco mais de 200 adeptos tiram totalmente a roupa e até vendedores, se quiserem trabalhar, devem entrar no esquema. Durante a semana, contudo, para curiosos ou iniciantes, é permitido ficar à base de topless. Detalhe: o volume maior de freqüentadores da Praia de Abricó é formado por pessoas acima de 40 e 50 anos de idade. Jovens, raramente. 333

MISTURA FINA DEVIDO a sérios problemas técnicos, parte da edição de ontem publicou uma coluna de data anterior, transtorno pelo qual nos desculpamos.

333

ALGUNS ministros do Supremo já estão se antecipando para dizer que não há base legal na idéia de que as reformas tributárias e da previdência, realizadas no primeiro governo Lula, poderiam ser invalidadas por terem sido votadas por quem recebeu dinheiro do mensalão. Ou seja: já vai sendo cortada pela raiz qualquer tentativa de relacionar a condenação de mensaleiros com hipotética insegurança jurídica daquelas reformas.

333

ESTÁ na nova edição do New England Journal of Medicine: Lula faz mal para o colesterol. E se alguém logo ficava entusiasmado para se bandear para o polvo, o mesmo artigo garante que também esse molusco faz mal ao colesterol. Menos, mas faz. 333

Na defesa dos padres 333

3 MAIS: 78% preferem

333

Quando o candidato derrotado Celso Russomano e o PRB, partido nascido sob inspiração do bispo Edir Macedo, avisaram que iriam manter neutralidade no segundo turno em São Paulo (seu candidato e vice-prefeito Luiz Flávio D’Urso e o PTB já aderiram à candidatura de José Serra), o Planalto e a cúpula petista subiram nas tamancas. Alguns chegaram a cobrar a demissão do ministrobispo Marcelo Crivella, da Pesca. Só que o ex-presidente Lula resolveu entrar rapidamente em campo acalmando os petistas e lembrando que o afastamento de Crivella, certamente, provocaria uma reação da TV Record – que poderia fazer um estrago e tanto na candidatura Fernando Haddad nas camadas mais populares.

Muita calma nessa hora

terça-feira, 16 de outubro de 2012

OUT

Sorvete industrial.

Novo round 333 Inspirado por seus mais de 800 mil votos (13% do total), o deputado federal Gabriel Chalita acha que deverá ser o candidato natural do PMDB ao governo de São Paulo, em 2014. Só que ele comenta essa possibilidade de novo vôo com amigos muitos chegados. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, tem um acordo com Michel Temer, vice-presidente da República, de que será ele que tentará suceder Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes. Antes do lançamento de Chalita, Skaf também queria disputar a prefeitura. Hoje, igualmente apenas em rodas intimas, diz que suas chances de ir para o segundo turno teriam sido maiores.

A NOVA edição da sempre comentada revista americana Monocle, a mesma que publicou um perfil do chanceler Antonio Patriota, estampa também – e com direito a chamada de capa – que “o idioma do momento é o português”. Na capa, está escrito: “Geração lusofonia: porque o português é a nova língua do poder e dos negócios”. Alguém bebeu lá. 333

O CHANCELER Antonio Patriota, em sua viagem ao Oriente Médio, não escapará da lição (diplomática) de casa: visitará o Memorial do Holocausto, em Israel e o Mausoléu de Yasser Arafat, na Palestina. Seu irmão, Guilherme Patriota, que vinha exercendo uma assessoria ligada ao gabinete de Dilma Rousseff, está arrumando as malas: será o novo embaixador brasileiro em Genebra.

333

ROBERTO Carlos vai cantar, em seu especial de final de ano, Ai, se eu te pego, ao lado de Michel Teló. Seu Jorge, Arlindo Cruz e as Empreguetes da novela Cheias de Charme (Leandra Leal, Taís Araujo e Isabelle Drumond) também participarão do programa. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

5 ACUSAÇÃO Ao acusar, PGR não determinou o tipo do crime. Deixou para o STF decidir.

olítica

LAVANDERIA STF completa amanhã a denúncia de lavagem de dinheiro do PT.

Roberto Stuckert Filho/AOG – 15.03.06

STF absolve Duda de todas as acusações Ele era acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A votação foi por unanimidade (10 a 0). Já o publicitário Marcos Valério e os dirigentes do Rural foram condenados por evasão de divisas.

Duda Mendonça: depois de sete anos, o STF livra o publicitário da pecha de mensaleiro. Não fez lavagem de dinheiro,nem enviou divisas ilegalmente para o exterior.

C

om a condenação de cinco réus e a absolvição de outros cinco, entre eles o publicitário Duda Mendonça e a sócia dele, Zilmar Fernandes, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu ontem a análise da denúncia do Mensalão que trata de evasão de divisas. O julgamento será retomado amanhã com a análise do restante dos crimes de lavagem de dinheiro supostamente cometidos por ex-deputados do PT e pelo ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto, interrompido na semana passada. Esse tópico estava previsto para ontem, quando serão lidos os votos que faltavam, dos ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello

e Ayres Britto. Mas diante da ausência de Mendes e Mello, na abertura da sessão, o colegiado optou por pular a votação. Mendes, que chegou de viagem oficial pelo STF, seria o primeiro a se manifestar. Com a mudança, o plenário julgou e absolveu o publicitário Duda Mendonça e a sócia dele, Zilmar Fernandes, das duas acusações de lavagem de dinheiro e do crime de evasão de divisas. Por unanimidade (10 votos a 0), a Corte condenou por evasão de divisas Marcos Valério, apontado como o operador do esquema do Mensalão, o ex-sócio dele, Ramon Hollerbach, e Simone Vasconcelos, ex-funcionária das empresas de Valério. Por 9 votos a 1, o STF conde-

nou pelo mesmo delito a expresidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e o ex-vice-presidente José Roberto Salgado. Só a ministra Rosa Weber os absolveu, o que irritou o relator do Mensalão, ministro Joaquim Barbosa, que tentou argumentar contra. A ministra, então, disparou: "Sobre os réus do Banco Rural, eu os absolvo sim e não quero convencer Vossa Excelência. Mas os absolvidos mesmo foram o exdiretor do Rural, Vinicius Samarane, além de Cristiano Paz e Geiza Dias, ex-sócio e exfuncionária de Valério.

Acusação – Duda Mendonça e Zilmar Fernandes foram acusados pelo Ministério Público (MP) de cometer dois delitos de lavagem de dinheiro. A primeira acusação se refere a cinco retiradas do Banco rural que totalizaram R$ 1,4 milhão. Por essa imputação foram absolvidos por unanimidade do STF. A segunda acusação de lavagem de dinheiro se referia a 53 operações de envio de recursos para o exterior por intermédio da offshore Dusseldorf, de propriedade de Duda Mendonça. Nesse tópico, Duda e Zilmar receberam 7 votos

Veja o jogo dos mensaleiros na página 12

pela absolvição e três pela condenação. Apenas Luiz Fux e Gilmar Mendes acompanharam o relator. Os demais integrantes acompanharam o voto do revisor, o ministro Ricardo Lewandowski. De acordo com a denúncia do MP, os dez réus incluídos na denúncia que trata de evasão de divisas enviaram de modo ilegal para Miami R$ 11 milhões recebidos do PT por Duda Mendonça. O publicitário foi responsável pela campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Tanto faz – A ProcuradoriaGeral da República (PGR) tinha pedido a condenação por evasão ou lavagem de dinheiro de Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Si-

mone Vasconcelos, Geiza Dias, Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinicius Samarane. O STF optou, então, por condenar pelo crime de evasão de divisas. Defesa – O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que participou da defesa de Duda e Zilmar, afirmou que a decisão devolve a tranquilidade a eles. De acordo com Kakay, quem foi acusado nesse processo ficou com a "pecha de mensaleiro" durante sete anos. "É o fim de um martírio longo", disse. Ele voltou a criticar a transmissão dos julgamentos criminais. Amanhã, o tribunal vai concluir o item da denúncia do Mensalão que trata da acusação de lavagem de dinheiro contra seis réus no processo, entre eles os ex-deputados do PT, Paulo Rocha (PA) e João Magno (MG), e o ex-ministro Anderson Adauto. Os seis são acusados pelo MP de ocultar a origem do dinheiro recebido das agências de Marcos Valério. De acordo com a denúncia, os réus obtiveram recursos após solicitação ao ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Com a manifestação na semana passada de sete ministros, Paulo Rocha, João Magno e o ex-ministro Anderson Adauto somam cinco votos pela absolvição e dois pela condenação. Para haver condenação ou absolvição são necessários os votos de pelo menos seis dos dez ministros da Corte. Ao todo, 25 dos 37 réus já sofreram condenações por desvio de recursos públicos, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. (Agências)

As lições de Merval Pereira para José Serra chegar lá Para o comentarista político, o tucano acerta ao incluir o Mensalão, precisa anular a hipótese de que pode deixar a prefeitura e a "visão injusta" do PT sobre a atual gestão. L.C.Leita/Luz

Mário Tonocchi

O

candidato tucano José Serra fez a opção correta, ao enfrentar o petista Fernando Haddad na disputa eleitoral pela prefeitura de São Paulo neste ano, de introduzir no debate político o escândalo do Mensalão, que está em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e as condenações da ex-cúpula do PT no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A análise é do jornalista e comentarista político da GloboNews e rádio CBN, Merval Pereira. Ele participou ontem do encontro mensal conjunto dos conselhos Político e Social (Cops) e Econômico (CE) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). "Creio que Serra tem boa chance de enfrentar o PT com o Mensalão em São Paulo", afirmou o jornalista. Descolar – De acordo com Merval, para sair vitorioso nesta disputa, Serra precisa descolar dele duas imagens que o PT conseguiu imprimir em sua campanha: a de que ele pode deixar a prefeitura para sair candidato a presidente em 2014 e, segundo Merval, a "visão injusta" sobre a qualidade da administração do atual prefeito Gilberto Kassab (PSD). Outra dificuldade, também passível de ser enfrentada pelo PSDB em São Paulo, é o provável ataque do PT lançando mão do livro "Privataria Tucana", que retrata supostas irre-

gularidades no processo de privatizações durante os governos do PSDB. "Esse assunto tem ampla repercussão. Assim, é uma dificuldade a mais, mesmo que não tenham nenhum fundamento as questões levantadas no livro", afirmou o comentarista político. Para Merval, as condenações do Mensalão no STF terão maior repercussão em São Paulo, estado onde o partido foi criado, e grande influência em 2014, nas eleições presi-

Creio que José Serra tem boa chance de enfrentar o PT com o Mensalão em São Paulo. MERVAL PEREIRA denciais. "Pode não ter tanta influência na política agora, mas com certeza o Mensalão vai afetar mais a campanha de 2014", observou. Imbatível – O comentarista vê, entretanto, a atual presidente Dilma Rousseff (PT) como "imbatível" se a economia estiver com bom andamento no ano que vem e no seguinte. Com a economia em alta e as maiores chances para Dilma, Merval não acredita que os dois principais virtuais candidatos da oposição entrem na disputa. Os grandes cotados

são o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, e o senador tucano por Minas Gerais Aécio Neves. "Mas com Aécio e Campos na disputa presidencial certamente um pode apoiar o outro em um muito provável segundo turno", disse o jornalista. Reação ao Mensalão – As condenações de corrupção no STF para a ex-cúpula do PT no governo Luiz Inácio Lula da Silva devem servir como base para o lançamento de uma forte campanha popular para a moralização da política brasileira. Foi o que pregou o vice-governador de São Paulo e vicepresidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, na reunião conjunta do Cops e CE. "Não devemos comemorar as condenações no julgamento do Mensalão. As condenações são fruto de um desvio. Devemos lutar para melhorar o sistema político que permite esses desvios", disse Afif. Para o vice-governador, a mudança começa pela defesa intransigente do voto distrital, processo também defendido pela Associação Comercial de São Paulo. Mobilização – O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Rogério Amato, disse que tanto a Associação como a Federação vão trabalhar em campanha para mudanças e avanço no processo político brasileiro. "Vamos nos mobilizar pela causa", avisou Amato.

Merval Pereira ao lado de Rogério Amato: Mensalão como tema político e como força de mobilização.

Cachoeira tenta sair da cadeia

P

ela segunda vez, o desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mandou soltar o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde 29 de fevereiro acusado de chefiar a quadrilha desmontada pela Operação Monte Carlo. Na decisão de ontem, Tourinho afirmou que ele está preso há tempo demais, alegando que há "excesso de prazo". A demora é devida

justamente a um pedido da defesa para a leitura dos extratos telefônicos dos grampos relatados pela Polícia Federal. Em sua decisão, Tourinho disse que o atraso não é culpa da defesa, como sustenta o juiz, mas dele próprio. Ele "cria obstáculos para decisão que dei para a realização de diligências ditas imprescindíveis para a defesa", afirmou. Na verdade, o juiz Alderico Rocha Santos, que atua temporariamente na 11ª

Vara Federal de Goiânia, já avisou Tourinho Neto por três vezes que os documentos estavam à disposição. Apesar do pedido, Cachoeira não será solto. Ele continuará preso porque existe outro mandato contra Cachoeira, feito pela Justiça de Brasília, no processo da Operação Saint-Michel, que apura fraudes em licitações no Distrito Federal. Em junho, Tourinho já havia tentado soltar o bicheiro, sem sucesso. (Agências)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Onde fica o corpo de bombeiros? Onde estão as coisas que nossos impostos pagam? Cornelia Walker Bailey, historiadora oficial da Ilha Sapelo.

olítica

Stephen Morton/ The New York Times

Kim Severson*

A

partir do momento em que as cobranças de impostos sobre as imensas propriedades começaram a chegar, os telefones começaram a tocar. Não levou muito tempo até que pelo menos 50 moradores percebessem que a vida ia ficar mais difícil. A Ilha Sapelo, no estado da Geórgia, Estados Unidos, é uma mistura de pântano salgado e areia à qual só se chega de barco. Lá, vive a maior comunidade de 'geechees da água salgada' às vezes chamada de 'gullahs' – povo que mora, há mais de dois séculos, na costa sudeste norte-americana. Sua cultura é das mais frágeis do país. Durante muito tempo, esses descendentes de escravos que falam 'crioulo', conservaram sua terra como um marco, lutando contra todo tipo de desenvolvimento que transformou as ilhas de Hilton Head e Saint Simons (no mesmo estado da Geórgia) em destino turístico. Agora, o alto aumento de imposto – devido às mudanças econômicas, às confusões burocráticas e ao desejo obstinado de muitos de ter uma casa à beira-mar – deixou esses 'quilombolas' americanos confusos. Eles se perguntam se sua comunidade vai acabar sucumbindo à erosão cultural. "Isso tudo cheira mal", diz Jasper White. Sua mãe, Annie Watts, 73 anos, ainda mora na casa de três quartos com teto de latão na qual ela cresceu. Jasper pagou 362 dólares de impostos territoriais em 2011 pela terra onde mora. Este ano, o condado de McIntosh quer 2.312 dólares – aumento de quase 540%. É difícil para qualquer 'quilombola' não suspeitar que o

Os 'geechees da água salgada' ou 'gullahs' pagam imposto sobre a coleta, mas precisam levar seu próprio lixo até o aterro.

Quilombolas americanos temem perder suas terras Aumento nos impostos leva comunidade a se questionar se vai sucumbir à erosão cultural. aumento de impostos vise, como no passado, forçá-los a migrar ainda mais para as margens. As terras que habitam são as únicas propriedades privadas que sobraram na ilha– quase 97% delas pertencem ao Estado, que as cede para iniciativas de preservação ambiental, projetos de pesquisa da marinha, e um casarão da época das grandes plantações que data de 1802.

Os geechees vivem em Hog Hammock, vilarejo que, hoje, se resume a uma série de casinhas, um cemitério histórico, uma mercearia empoeirada e um restaurante que funciona meio período, chamado Lula's Kitchen – lá, camarão e salsicha são transformados em um cozido ao estilo da costa dos estados da Carolina do Sul e da Geórgia, um exemplo clássico da culinária das Sea Islands.

O Condado ofereceu redução de 15% nos impostos até que os recursos apresentados pela maioria dos geechees possam ser julgados. Mas vai ser difícil pagar essa taxa até mesmo com redução. Embora seja possível cozinhar ou fazer limpeza no casarão, trabalhar na manutenção das instalações de pesquisa do estado ou alugar espaços para turistas, é difícil conseguir renda.

Brett Cook, que administra o Condado de McIntosh e sua única cidade, Darien, diz que o governo local faz bastante para apoiar a cultura Geechee. "É uma história maravilhosa e uma atração imensa para nosso ecoturismo". Neste verão, assinalou Cook, o condado trabalhou com o Instituto Smithsonian para receber um festival que culminou em um concerto com membros da Or-

questra Sinfônica de Atlanta e o Geechee Gullah Ring Shouters, grupo que canta batendo palmas, estilo desenvolvido pelos escravos. A questão – disseram Cook e outras autoridades do condado que falaram sob a condição de que seus nomes não fossem citados – não é genocídio cultural. Eles estão só estão tentando remediar anos de má gestão e corrigir os impostos territoriais que foram mantidos artificialmente baixos por políticas questionáveis. O condado de McIntosh tem um vasto histórico de erros burocráticos e de corrupção eleitoral. Seu cenário político problemático foi tema de um livro não-ficção,Praying for Sheetrock, de Melissa Fay Greene, que detalha a segregação racial e a luta, nos anos 70, de um xerife branco dominador e os que queriam eleger a primeira autoridade negra do governo. Com aproximadamente 14 mil moradores permanentes e outros milhares de donos de casas de veraneio, o condado implantou um novo serviço de coleta de lixo e acrescentou vários outros, que contribuíram para aumentar os impostos, diz Cook. Mas os moradores ainda precisam levar seu lixo para o aterro. "Nossos impostos ficaram extremamente altos e nada justifica", diz Cornelia Walker Bailey, historiadora não oficial da ilha. "Onde fica o corpo de bombeiros? Onde estão meus recursos hídricos? Onde está minha rua pavimentada? Onde estão as coisas que nossos impostos pagam?" Legisladores estaduais discutiram a criação de um consórcio que protegeria a terra do desenvolvimento, permitindo que os moradores que não têm como manter suas propriedades fiquem na ilha. Até agora, é apenas uma ideia. * The New York Times

Lei de Cotas ajuda a saldar dívida com jovens pobres, diz Dilma.

Werther Santana/Estadão Conteúdo

Presidente alerta que as universidades terão quatro anos para implantar a nova lei

A

Palhaçada: manifestante em ato de protesto pela democratização da mídia.

SIP concentra críticas nos 'governos populistas' Essa é a maior ameaça à imprensa na AL, diz Assembleia Geral da entidade.

A

preocupação com as ameaças à liberdade de imprensa nas Américas foi a tônica dos discursos da cerimônia oficial de abertura da 68ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), ontem, em São Paulo. Foram destacadas as ameaças de governos considerados populistas. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinalou: "Creio que o populismo, com viés autoritário, representa hoje nas Américas a maior ameaça, não só à liberdade de imprensa, mas também à sua raiz mais ampla, a liberdade de expressão". Alckmin disse não duvidar que "quanto mais liberdade cultural, artística e jornalística existir em um país, maior será seu grau civilizatório". E criticou as propostas de controle dos meios de comunicação: "Executada sob le-

mas grandiosos como a democratização dos meios de comunicação, essa ameaça tem sempre a mesma receita, o poder esmagador do Estado em doses variadas de truculência." O presidente do comitêanfitrião da SIP, Júlio César Mesquita, apontou como ameaças os assassinatos de jornalistas por narcotraficantes e governos populistas: "Infelizmente, em pleno século 21, voltaram a ser uma realidade, como é o caso de Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua e Argentina, que, diariamente, atacam a imprensa". O presidente da SIP, Milton Coleman, editor sênior do jornal Washington Post, observou que, apesar dos avanços democráticos no continente, os países ainda convivem com as sombras do autoritarismo. "Governos democraticamente eleitos

estão tratando de promulgar leis que solapam a liberdade de expressão". Crítica – O presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão, ajudou a divulgar nas redes sociais manifesto do Fórum Democracia na Comunicação com críticas à SIP. Segundo o texto, a entidade reúne apenas grandes meios de comunicação corporativos, "que querem ser intocáveis." Já a presidente Dilma Rousseff, convidada, comunicou que não compareceria. Por volta do meiodia, manifestantes do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, que defende a democratização da mídia – realizou ato de protesto diante do hotel onde a SIP se reúne. "Defendemos liberdade de imprensa para todos, não apenas para os grandes grupos", disse João Brant, um dos integrantes do Intervozes. (Agências)

presidente Dilma Rousseff disse ontem que o decreto que determina reserva de metade das vagas de universidades e institutos federais para alunos de escolas públicas negros e índios contribui para saldar uma dívida histórica do Brasil com os jovens pobres. A regulamentação da Lei de Cotas está publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União. No programa semanal Café com a Presidente, ela destacou que as universidades e os institutos federais terão 4 anos para implantar a Lei de Cotas de forma integral, mas que os processos seletivos para matrículas em 2013 já precisam oferecer uma reserva de vagas de 12,5%. "É bom ressaltar que a lei vale para todos os cursos inclusive, aos mais procurados, como medicina e engenharia, por exemplo". Dilma lembrou que o Programa Universidade para Todos (ProUni) é outra possibilidade de acesso às universidades federais – oferece bolsas de estudo parciais e integrais a pessoas de baixa renda. Segundo ela, 1,1 milhão de estudantes no País já foram beneficiados pelo programa, que exige um bom desempenho do aluno no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Quem não for aprovado no ProUni, segundo a presidente, pode recorrer ao Programa de Financiamento Estudantil (Fies), que financia as mensalidades de faculdades particulares. Atualmente, 570 mil estudantes fazem cursos universitários em todo o país com o apoio do Fies, que também exige boas notas no Enem. Inclusão – Dois anos depois da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, conjunto de

metas para corrigir desigualdades sociais e melhorar a vida da população negra, técnicos do governo federal ainda discutem formas para agilizar a implementação das ações afirmativas. Está em estudo a criação de cotas para negros no serviço público federal e incentivos nas áreas de educação e cultura. O debate concentra-se na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). A assessoria de imprensa da pasta informou que não há previsão para divulgação do trabalho ou envio de proposta para a análise jurídica da Casa Civil. Da mesma forma, não há data prevista para anúncios de medidas. Há uma semana, o Ministério da Cultura divulgou que abrirá linhas de incentivos exclusivas para produtores negros. Segundo aFolha, o governo estuda reservar 30% das cotas do serviço público a negros, em cargos concursados Carlos Roberto/Estadão Conteúdo - 03.10.12

ou comissionados. Entidades reclamam que o governo sequer cumpriu o artigo que prevê monitoramento da implantação das medidas previstas na lei, especialmente o caso de estudantes e formados do ensino superior atendidos por programas de cotas. O estatuto definiu a promoção de ações nas áreas de reforma agrária (...), lazer, habitação e incentivos para empresas privadas incluírem mais negros em seus quadros de funcionários. (Estadão Conteúdo)

É bom ressaltar que a lei vale para todos os cursos, inclusive para os mais procurados, como medicina ou engenharia. DILMA ROUSSEFF


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

7 É para os professores, para que eles possam lidar com as diferentes situações de preconceito. José Serra (PSDB), sobre material didático contra o preconceito.

olítica

Marcio Fernandes/Estadão Conteúdo

Serra nega ter lançado 'kit gay'

Tucano mentiu duas vezes, rebate Haddad. Petista diz que, primeiro, adversário negou material, e agora admite e justifica.

O

candidato do PT a prefeito de São Paul o , F e r n a n d o H a ddad, disse ontem que o adversário José Serra (PSDB) "mentiu pela segunda vez" para atingi-lo com a polêmica do chamado "kit gay". O petista acusou o tucano de omitir o fato de o Estado ter distribuído uma cartilha anti-homofobia a professores em 2009, durante sua gestão como governador. O fato foi noticiado pelo site do jornal Folha de S. Paulo. "Ele havia dito que não havia nenhum material neste sentido. Aí ele se desmente no dia seguinte. É muita desinformação para confundir a opinião pública", disse

do pela imprensa", disse. "É quase um desrespeito. Dois meses depois de nós lançarmos o nosso, ele lança o dele. Perdemos dois meses de debate sobre a cidade porque o adversário não tinha nada a apresentar". O petista ainda voltou a reclamar das menções ao julgamento do Mensalão na propaganda de Serra. "É você querer macular a reputação de uma pessoa em função do que aconteceu com outra". No início do horário eleitoral de TV, ontem, Serra utilizou o Mensalão para criticar o PT, Haddad voltou a citar a saída do tucano da prefeitura. (Agências) Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Haddad: "Ele havia dito que não havia nenhum material. Aí se desmente no dia seguinte. É muita desinformação para confundir a opinião pública", diz.

Haddad, em caminhada no centro. "É a segunda vez que ele mente sobre o mesmo assunto". O candidato do PT também acusou Serra de mentir ao responsabilizá-lo pelo kit, que teve a distribuição vetada pela presidente Dilma Rousseff após forte reação de igrejas evangélicas. "É mentira dizer que eu e a presidente Dilma não tomamos uma decisão de comum acordo", afirmou. Pr o g r a m a d e g o v e r n o – Haddad criticou Serra por ter marcado para ontem a divulgação do seu programa de governo. "Ele elaborou um programa na última hora porque foi muito pressiona-

O

tem nada a ver com o desastrado kit gay do Fernando Haddad, que custou R$ 800 mil e a Dilma vetou". Ele lembrou que o Tribunal de Contas da União (TCU) está cobrando a prestação de contas deste valor. "É dinheiro jogado fora e que foi mal administrado", criticou. Plano de governo – Serra lançou ontem um plano de governo que defende o legado que será deixado pela gestão de Gilberto Kassab (PSD), propõe

[O material] Não tem nada a ver com o desastrado kit gay do Fernando Haddad, que custou R$ 800 mil e a Dilma vetou. JOSÉ SERRA a continuidade de projetos em andamento e apresenta programas de atenção voltados para crianças e idosos. A equipe de Serra compilou propostas do candidato e apresentou um documento que defende a manutenção e a de iniciativas da atual gestão: o Programa Cidade Limpa, o Atendimento Médico Ambulatorial (AMA), as operações urbanas, Remédio em Casa e a Operação Delegada.

No anúncio de novos projetos, o tucano priorizou o atendimento de saúde, a criação de redes integradas de serviços públicos e a informatização da gestão. "Evitamos ter propostas com nomes pomposos ou com pegada publicitária", explicou Hubert Alquéres, coordenador do programa de governo de Serra. "São Paulo precisa de um conjunto de ações factíveis e bem articuladas entre si. Foram trabalhadas diversas metas e observadas as questões orçamentárias". Serra não pretendia lançar um documento compilado com seus planos para a Prefeitura, mas decidiu fazê-lo ontem, a 13 dias do 2.º turno. Os tucanos queriam evitar que Fernando Haddad (PT), seu adversário, apresentasse seu programa de governo como um ativo eleitoral na disputa. O petista lançou um documento no dia 13 de agosto. Serra incluiu no programa projetos que já estão em andamento ou haviam sido prometidos por Kassab em 2008, mas que não serão concluídos. O plano de Haddad também contempla obras viárias e corredores de ônibus. Entre os principais pontos do programa de Serra estão a atenção a crianças e idosos, nos moldes do Mãe Paulistana – lançado pelo tucano em 2005/6. (Estadão Conteúdo)

Novela altera data de comício

A

presidente Dilma Rousseff foi convencida pela coordenação da campanha de Fernando Haddad (PT-SP) a mudar a data do comício em São Paulo em que ela aparecerá ao lado do candidato. De acordo com um integrante do comando da campanha do PT, o evento ocorreria na sexta-feira, dia e hora do capítulo final da novela Avenida Brasil, da TV Globo. A conclusão é que "não haveria ninguém" no comício já que a maioria das pessoas ficaria em casa para ver o desfecho da trama em vez de prestigiar a presidente. O evento está sendo remarcado para o sábado. A própria Dilma já admitiu em entrevistas ser fã de novela. No ano passado, ao participar de premiação em São Paulo, ela comentou com a atriz Lilia Cabral que assistia à "Fina Estampa", a novela da época. Segunda vez – Este será o segundo comício de Dilma para apoiar o candidato do PT. O primeiro aconteceu na última semana de campanha do 1º turno, na zona leste, quando ela subiu no palanque ao lado do

Reprodução/TV Globo

Pulo: José Serra reclamou ontem da comparação do material contra preconceito produzido em sua gestão com o que foi criado na gestão Haddad no ministério da Educação e vetado.

candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, rebateu ontem matéria da Folha de S. Paulo que diz que durante seu governo no Estado, nos anos de 2006 a 2010, material semelhante ao kit anti-homofobia, batizado de 'kit gay' – produzido na gestão do então ministro Fernando Haddad (PT), seu adversário neste segundo turno eleitoral –, teria sido feito na secretaria estadual da Educação. "Esse material (produzido em seu governo) é correto e é material dirigido aos professores, não aos alunos", afirmou. De acordo com Serra, o material batizado de 'preconceito e discriminação no contexto escolar' se distingue do chamado 'kit gay' por não ser voltado apenas às questões de natureza sexual. "É para os professores, para que eles possam lidar com as diferentes situações de preconceito. Não é um material só voltado a questões de natureza sexual, mas também ao preconceito de classe e religioso. É um material voltado ao fortalecimento da família", argumentou. Em visita à região de Cidade Ademar, na zona sul, o tucano citou o fato de esse material não ter gerado polêmica ao ser lançado, igual ao produzido na gestão de Haddad, que "foi vetado pela presidente Dilma Rousseff". E frisou: "Não

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma intensificará a agenda política no 2º turno para eleger candidatos apoiados por ela. Além de São Paulo, estão previstos comícios em Manaus, onde subirá ao palanque de Vanessa Grazziotin (PC-

Prioridade: trama de Carminha é prevalente sobre comícios políticos, alerta o PT.

doB), e Salvador, onde o PT está em franca disputa com Nelson Pelegrino. Na semana passada, Dilma viajou para São Paulo para discutir o 2º turno das eleições com o ex-presidente Lula e o ministro Aloizio Mercadante (Educação). (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

c

terça-feira, 16 de outubro de 2012 Denny Cesare/Futura Press/Estadão Conteúdo

TRANSTORNOS Pelos menos 25 mil passageiros sofreram algum tipo de prejuízo com a interdição do aeroporto de Viracopos, em Campinas. Apenas ontem à tarde sua única pista foi liberada para pousos e decolagens.

idades Denny Cesare/Futura Press/Estadão Conteúdo

O MD-11 da Centurion Cargo, que passou 44 horas encalhado na única pista do aeroporto de Viracopos, em Campinas: 495 voos foram cancelados e 25 mil passageiros prejudicados.

Viracopos é liberado após 44 horas de interdição D Gustavo Magnusson/Foto Arena/Estadão Conteúdo

Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo

No painel de Viracopos, todos os voos cancelados: Azul foi a empresa mais prejudicada pela interdição. Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

vel, semelhante a um colchão, sustentado por um guincho. Outros três guinchos efetuaram o reboque do MD-11. Segundo a Infraero, a aeronave da Centurion Cargo causou ranhuras superficiais na pista em razão do acidente, mas elas já foram reparadas. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e o Procon de Campinas mobilizaram equipes para acompanhar a situação e fiscalizar eventuais prestação de assistência a passageiros. Pelas normas da agência, em caso de cancelamento de voo, é dever da empresa informar aos passageiros e aos que comparecerem no embarque assegurar assistência material (veja arte). Cinco veículos do Corpo de Bombeiros prestaram apoio na operação e pelo menos 70 pessoas estavam envolvidas na retirada. A aeronave foi colocada em uma área de segurança, que não compromete os voos. (Agências)

No Aeroporto de Congonhas, filas em razão de pane no check-in da TAM.

Guichês vazios no aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Anac dá 10 dias para TAM explicar pane em check-in

A

Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deu prazo de 10 dias para a TAM apresentar explicações sobre as falhas apresentadas ontem em seu sistema de check-in. A agência também quer que a empresa comprove

a assistência prestada aos passageiros afetados por atrasos e cancelamentos de voos. Segundo a TAM, o problema no serviço de check-in foi causado por uma instabilidade global no sistema Amadeus, utilizado nos procedimentos

da empresa. Durante a falha, a impressão dos cartões de embarque e das etiquetas das bagagens foram feitas manualmente, o que causou atrasos. A Amadeus afirmou em nota que houve "uma dificuldade temporária no uso de alguns serviços em locais específicos" e disse que "os serviços afetados foram rapidamente restaurados no modo operacional". O serviço de check-in da TAM foi restabelecido por volta das 8h25, mas a empresa destacou em nota que haveria impacto na pontualidade da malha durante o dia. A Infraero (estatal que administra os aeroportos) informou que 47,8% dos voos programados

da TAM decolaram com atraso superior a 30 minutos desde a 0h até as 18h de ontem. Em nota, a Anac afirmou que acompanhou "o desempenho operacional da companhia e o eventual comprometimento de sua malha aérea". De acordo com a agência, se algum passageiro se sentir prejudicado pelo problema registrado na manhã de ontem, ele deve procurar a empresa e reivindicar seus direitos como consumidor. Se não for atendido, o consumidor pode encaminhar reclamação ao órgão. A multa por descumprimento dessa norma vai de R$ 4 mil a R$ 10 mil por passageiro. (Agências)

Fonte: Folhapress

epois de 44 horas interditado, 25 mil passageiros prejudicados e 495 voos cancelados até as 15h de ontem, o Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas (SP) finalmente reabriu sua única pista para pousos e decolagens. A liberação aconteceu às 17h35 de ontem, segundo informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), após a remoção da aeronave de carga MD-11, da empresa Centurion Cargo, procedente de Miami, que na noite de sábado teve um de seus pneus estourado no procedimento de pouso. Concluída a desobstrução da pista, todas as companhias aéreas foram autorizadas a retomarem suas operações em Viracopos. A primeira decolagem ocorreu às 18h11, da empresa Azul Linhas Aéreas, com destino a Salvador (BA). A companhia aérea Azul foi a mais prejudicada com o incidente, já que é a empresa que mais opera voos no aeroporto de Campinas, num total de 85% dos pousos e decolagens. Em nota, a Azul informou que "embora as operações em Viracopos tenham sido liberadas, atrasos e cancelamentos ainda poderão ocorrer como consequência do processo de regularização da malha." A interdição - Um dos pneus do trem de pouso da aeronave de carga que veio de Miami estourou na aterrissagem. A remoção do cargueiro só começou 44 horas depois do incidente e teve a duração de 1h35. O processo de deslocamento foi muito lento e complexo por conta do peso médio da aeronave, de 130 toneladas. Um dos lados do avião, para garantir o suporte da turbina e da asa, precisou do apoio de um material inflá-

Apenas no fim da tarde de ontem, depois de 44 horas, o MD-11 da Centurion Cargo foi finalmente retirado da pista do aeroporto de Viracopos, em Campinas. Em São Paulo, check-in da TAM teve pane.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

c

9 É mais eficiente do que palestra. Conseguimos espalhar a ideia por aí. Pedro Serrano, diretor de Luto em Luta.

idades Nelson Antoine/Estadão Conteúdo-31/07/2011

Documentário rodado nas ruas paulistanas alerta para o alto índice mortes em decorrência da imprudência no trânsito. Roteiro descreve casos reais de vítimas fatais.

Em cartaz, a consciência no trânsito. Documentário "Luto em Luta" alerta para a impunidade dos motoristas que bebem e as consequências trágicas no trânsito. Cenário são as ruas da capital paulista. Alessandro Shinoda/Folhapress - 02/03/2012

Chico Ferreira

/Luz

Marisa Folgato

M

arginal do Pinheiros, Paulista, Tabapuã, Natingui. Ruas conhecidas de São Paulo ganharam as telas do cinema para contar uma tragédia que faz parte do cotidiano do paulistano: a morte no trânsito e a impunidade dos motoristas que bebem, desrespeitam as leis e matam. O documentário "Luto em Luta", do diretor Pedro Serrano, tem a sensibilidade de dar “rosto” às estatísticas ao contar histórias como as de Miriam e Bruna Baltresca, mãe e filha atropeladas e mortas na calçada da marginal do Pinheiros quando saíam do cinema, no dia 17 de setembro de 2011, ou das ciclistas Márcia Prado e Juliana Dias, que morreram ao serem atingidas por ônibus na avenida Paulista, em 2009 e 2012, respectivamente. Mas vai além. Traz especialistas em tráfego, jornalistas, juristas, políticos, médicos, entre outros, para discutir o problema e apontar ações para mudar esse caos, que não para de crescer. A ideia do documentário surgiu após a morte do amigo de infância de Serrano, Vitor Gurman, atropelado em cima da calçada da rua Natingui, na Vila Madalena, em julho do ano passado. “Logo depois do acidente os amigos já começaram a se mobilizar. Era muita dor, não queríamos deixar passar de forma efêmera e já fizemos uma caminhada na Vila Madalena, depois foi fundado o movimento Viva Vitão e, umas três semanas depois, já surgiu a intenção de fazer o filme”, conta o diretor. “ De acordo com Serrano, Luto em Luta foi filmado entre agosto de 2011 e o primeiro semestre de 2012. “O filme foi feito independente, sem patrocínio. A produtora Like Filmes, onde trabalho, abraçou a causa e muitos profissionais não cobraram cachê ou tiveram um pagamento simbólico.” Reflexão – Ele considera o filme uma boa ferramenta para atingir muita gente. “É mais

No documentário, Pedro Serrano (acima) conta histórias reais, como a da advogada Mirian Baltresca (à esquerda), que morreu atropelada junto com a mãe. Werther Santana/AE - 19/09/2011

eficiente do que palestra. Conseguimos espalhar a ideia por aí, dar força para o tema, a intenção do filme é gerar reflexão.” Tanto que, depois das salas de exibição (ver programação), o diretor quer apresentar o documentário em escolas públicas e privadas, universidades, auto-escolas e muito mais. Maiores informações na internet: http://www.facebook.com/vivavitao. Serrano destaca que há pelo menos duas frentes de ação a serem consideradas. “A educação é importantíssima, mas vai dar resultado a longo prazo. Quantas vidas estarão perdidas até lá? É indispensável, paralelamente à educação, acabar com a impunidade. Não há um caso de condenação efetiva de pessoas que mataram no trânsito”, afirma. “A pessoa bebe, dirige, abusa

da velocidade, tira vidas e paga apenas cestas básicas? Não resolve.” Segundo ele, mesmo em casos que não haja morte deve haver responsabilização. “Alguém pego em blitz ou dirigindo de maneira irresponsável, embriagado, precisa ser punido. Pode, por exemplo, como medida educativa, trabalhar em locais que atendem vítimas de trânsito, para ver as consequências desse comportamento errado.” O diretor confessa que sua posição quanto aos problemas do trânsito era mais distante antes da morte de Gurman. “Foi preciso uma perda tão dura para a temática fazer parte da luta. Não vale a pena esperar chegar a você. É um preço muito grande que se paga, quando acontece perder alguém é tarde de-

Patrimônio histórico tomba fachada do Cine Belas Artes

A

fachada do antigo Cine Belas Artes, na rua da Consolação, foi tombada ontem pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). A decisão não obriga que o local seja reaberto como cinema nem faz restrição

nesse sentido. A deliberação também tomba uma faixa interna de quatro metros a partir da fachada. O objetivo é preservar a estrutura envidraçada característica do prédio. Assim, mesmo que o local passe a ser usado como uma loja, por exemplo, continuará parecendo um cinema. O conselho

deliberou também que se "contemplem elementos na calçada e fachada que remontem à memória do cinema, a fim de garantir o registro permanente da memória aderente desse lugar". A minuta de tombamento do local detalhará como isso será feito. (Estadão Conteúdo)

mais.” Tanto que a primeira frase do filme é também o slogan do movimento Viva Vitão: “Não espere perder um amigo para mudar sua atitude no trânsito.” Banalização – Além dos casos notórios de violência no tráfego, Serrano saiu às ruas com especialistas em trânsito para filmar flagrantes de infrações. “Escolhemos locais aleatórios, saíamos pelas ruas, em cruzamentos conhecidos e flagramos muita coisa. Não foi preciso produzir uma situação para o filme. A gente achava facinho, facinho. A banalização de passar no sinal vermelho, por exemplo, é impressionante.” Ele ressalta que a multa pode coibir a infração. “Mas respeitar o semáforo vermelho tem de ser algo cultural, você tem de parar porque tem de parar não porque vai levar multa. É uma questão de cidadania. Você vive numa sociedade que tem regras.” Serrano ficou impressiona-

do com o avanço das estatísticas. “Quando fiz o filme, usei dados de 2010, que traziam 35 mil mortes no trânsito no Brasil por ano. O Ministério da Saúde já fala em 42 mil e números não refletem todas as mortes, porque só conta as vítimas que morrem no local. Mas muitas vão morrer dias depois no hospital e não entram nas estatísticas.” O documentário não mostra os motoristas culpados pelos acidentes. “O cinema documentário é diferente do jornalismo; não tem obrigação de mostrar os dois lados. E, é preciso dizer, que o filme não busca vingança pessoal, não interessa produzir ódio contra essas pessoas que mataram no trânsito.” Serrano diz que a mídia já apontou os atropeladores, os causadores dos acidentes, e as histórias estão disponíveis para leitura. “Nossa proposta é conscientizar, atrair, gerar o debate, sugerir e mostrar o

que pode ser feito, ser um instrumento que traga solução.” Abaixo -assinado – Uma das ações em andamento, apoiada pelo Viva Vitão, é o abaixoassinado encabeçado pelo movimento Não Foi Acidente, de Rafael Baltresca, filho de Miriam e irmão de Bruna, atropeladas e mortas sobre a calçada na marginal Pinheiros. Já foram colhidas quase 600 mil assinaturas na “iniciativa popular sobre crimes de trânsito que envolvam a embriaguez ao volante”, que será enviada ao presidente do Congresso Nacional. O projeto “acaba com a infração administrativa (multa) para quem dirige embriagado e a embriaguez ao volante passa a ser somente ilícito penal (crime), com pena de 1 a 3 anos de prisão para quem dirige embriagado e de 5 a 8 anos de prisão para quem mata no trânsito por estar dirigindo embriagado. Além disso, permite que o exame clínico, feito pelo médico, possa servir de prova da embriaguez do condutor, sem a necessidade do bafômetro ou exame de sangue”. Para saber mais ou assinar, o site é www.naofoiacidente.org.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

terça-feira, 16 de outubro de 2012

nternacional

Síria: ONU pede ajuda a Teerã.

Novo passo para estrangular o Irã

O

enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Lakhdar Brahimi, pediu a ajuda do Irã ontem para que seja negociado um cessar-fogo na Síria durante o feriado muçulmano do Eid alAdha, ou Festa do Sacrifício, que acontece em novembro. Brahimi fez o pedido em conversas com líderes iranianos durante uma visita a Teerã, que tem apoiado fortemente os esforços do presidente Bashar al-Assad para reprimir um levante de 19 meses contra seu regime. Durante a reunião, o enviado pediu novamente que a oposição síria e o governo de Damasco empreendam uma solução política para a Síria. Para ele, a situação do país piora a cada dia e é urgente a necessidade de diminuir a violência. (Agências)

União Europeia aprova sanções a Teerã, levando o aiatolá iraniano a acusar o Ocidente de 'perturbar a calma' no país. Em retaliação, a Guarda Revolucionária estuda até provocar um vazamento de petróleo no Estreito de Ormuz para interromper as vitais exportações da commodity na região.

Mohamad Torokman/Reuters

A

Em Ramallah, Patriota (centro) deposita coroa de flores em túmulo do histórico líder Yasser Arafat.

A nova missão de Patriota Chanceler diz estar engajado na campanha para elevar status palestino na ONU

O

ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ontem que está engajado pessoalmente na campanha da Palestina para elevar o seu status na Organização das Nações Unidas (ONU) a Estado observador não membro, um pedido que será apresentado em novembro. "Somos conscientes que podem ser abertas novas oportunidades para a Palestina se relacionar com a comunidade internacional, que podem melhorar seu poder negociador nesta situação tão complexa, onde é a parte mais fraca", disse ele após se reunir com o chanceler da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riad Maliki. O ministro brasileiro foi recebido com festa ontem pela liderança palestina em Ramallah, onde discutiu formas de cooperar na retomada do estagnado processo de paz com Israel.

Podem ser abertas novas oportunidades para a Palestina se relacionar com a comunidade internacional. ANTONIO PATRIOTA No domingo, em Israel, Patriota defendeu um maior protagonismo do Brasil no Oriente Médio, e ontem afirmou que um dos objetivos de sua visita é "tomar consciência da situação nos territórios ocupados e ver as perspectivas reais do processo de paz". Maliki disse que o pedido na ONU para que a Palestina receba o status de observador será apresentado pouco de-

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 414/2012-SMS.G, processo 2012-0.213.059-0, destinado ao registro de preço para o fornecimento de VASOPRESSINA EM SOLUÇÃO INJETÁVEL COM 20 UI/ML - AMP, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/ Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 31 de outubro de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

pois da eleição norte-americana, no dia 6 de novembro. Fontes oficiais palestinas anteciparam que a reivindicação poderá ser apresentada perante a ONU no dia 29 de novembro, coincidindo com Dia Internacional em Solidariedade aos Palestinos. A aprovação requer metade mais um dos 193 membros da ONU e é dada como certa. As autoridades palestinas disseram esperar que o Brasil influencie países resistentes à ideia, sobretudo na União Europeia. "Já estou fazendo isso", disse Patriota. O chefe da diplomacia brasileira também se reuniu com o primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad; o chefe negociador, Saeb Erekat; e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, com quem visitou o mausoléu do histórico líder palestino Yasser Arafat. (Agências)

FARC Tempo fechado

D

ificuldades logísticas atrasaram a chegada das delegações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do governo colombiano a Oslo, na Noruega, onde se dará a primeira rodada de negociação do processo de paz. O mau tempo provocou atrasos no aeroporto de Bogotá. Também pesa sobre as Farc o receio de que membros com mandados de prisão emitidos no exterior possam ser detidos ao chegar a Oslo. (Folhapress)

União Europeia aprovou ontem novas sanções ao Irã, que devem afetar os setores de finanças, energia e transportes do país. A intenção do bloco europeu é fazer com que Teerã seja obrigado a rediscutir seu programa nuclear, mas a punição poderá ter efeito contrário. Enquanto o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, denunciou que o Ocidente busca perturbar a calma no país, a Guarda Revolucionária iraniana estaria planejando provocar um vazamento de petróleo para fechar o Estreito de Ormuz. O desastre ambiental bloquearia as exportações de petróleo pelo local, com o objetivo de forçar as potências ocidentais a removerem sanções econômicas impostas a Teerã, afirmou a revista alemã De r Spiegel, sem citar fontes. A publicação relatou que o plano do chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Jafari, prevê que os iranianos lancem um navio petroleiro contra rochas no estreito, a via marítima mais importante do mundo para transporte de petróleo. "O objetivo é bloquear o transporte temporariamente por meio da contaminação, para 'punir' Estados árabes adjacentes que são hostis ao Irã e para forçar o Ocidente a participar da limpeza em grande escala – e possivelmente, deste modo, suspender as sanções contra Teerã", disse a Spiegel. "A descontaminação só seria possível com ajuda técnica das autoridades iranianas e para isso o embargo teria de ser sus-

Baz Ratner/Reuters

penso pelo menos te mpor aria mente", afirmou. A economia do Irã está afundando por causa das sanções ocidentais voltadas a forçar o país a suspender seu programa nuclear e acabar com as preocupações de que estaria tentando desenvolver bombas atômicas, uma acusação que Teerã nega. Pressão - Ontem, a União Europeia concordou em impor novas sanções contra os setores bancário, de transportes e industrial Reeleição à vista: Netanyahu ataca o Irã. do Irã. A medida marca um dos mo- atacar o Irã ontem, em sua privimentos mais duros da Europa meira iniciativa explícita em contra o Irã até hoje e uma mu- busca da reeleição. dança significativa de política Israel tem "a capacidade papara o bloco, que até então es- ra agir contra o Irã e seus satétava focado em atingir pessoas lites, capacidade que nós não e empresas específicas com tínhamos", disse ele, colocanrestrições econômicas. do o programa nuclear do país Em resposta, o aiatolá disse vizinho no centro de seu disque a aplicação de sanções não curso ao parlamento. conseguirá pressionar o país. "Em menos de cem dias o "Os responsáveis do gover- povo de Israel vai decidir que no, do Parlamento e da Justiça vai liderar o confronto com o devem ser vigilantes para que maior desafio de segurança os inimigos não consigam per- que já enfrentamos, e a mais turbar a calma no país com suas dura crise econômica do munconspirações. Assim como fra- do em 80 anos", afirmou. cassaram em outros assuntos, Ontem, o Parlamento de Isos inimigos fracassarão em sua rael aprovou por unanimidade confrontação econômica con- a própria dissolução, abrindo tra a nação iraniana". caminho para que as eleições Israel - O premiê israelense, sejam antecipadas para 22 de Benjamin Netanyahu, voltou a janeiro de 2013. (Agências)

Ganha quem for o mais simpático

U

ma plateiadeeleitoresindecisos, selecionados pelo instituto Gallup, fará perguntas de temas domésticos e internacionais hoje, às 21h (22h no Brasil), ao presidente dos EUA, Barack Obama, e a seu oponente, o republicano Mitt Romney, no segundo debate da campanha presidencial. Ao contrário das vésperas do primeiro debate, o presidente passou o fim de semana se preparando para o encontro. O novo empenho é reflexo do desempenho, no primeiro debate, de Obama, chamado de apagado e desastroso. O formato do debate de hoje em Hempstead, em Nova York, é diferente do primeiro e poderá beneficiar Obama, que ganha de Romney no quesito simpatia. É chamado de "town hall meeting", em referência às assembleias comunitárias, nas quais os candidatos ficam próximos ao público. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

11

www.dcomercio.com.br

O 'Street View' em 1908 Em 1908, um inventor pendurou pequenas câmeras em pombos-correio para registrar as ruas das cidades. A invenção foi exposta em Dresden, Frankfurt e Paris. Na época, as imagens viraram cartões postais. http://bit.ly/W90AcI

Flor na cozinha BLOOM é um utensílio para cozinhar alimentos, mas que vai muito além de uma simples panela. Seu formato semelhante ao de uma flor ajuda a distribuir o calor pelos alimentos ao mesmo tempo em são misturados, garantindo que o cozimento aconteça por igual em toda a preparação. As pétalas da flor são abertas ou fechadas de acordo com as necessidades de cada prato. http://bit.ly/W4O8ec

U RNBANISMO D ECORAÇÃO

Cidades mais verdes

A

população urbana do mundo deve saltar de pouco mais de 3,5 bilhões atualmente para 4,9 bilhões em 2030, segundo avaliação da Convenção da ONU para a Diversidade Biológica divulgada ontem. Ao mesmo tempo, a área coberta pelas cidades deve crescer 150%. Mas, em vez de motivo de alarme, esse crescimento será uma oportu-

nidade para construir cidades mais verdes, diz a ONU. "A maior parte desse crescimento deve acontecer em cidades pequenas e médias, não em megacidades", diz o estudo, divulgado por ocasião de uma reunião da ONU sobre biodiversidade na Índia. Medidas simples de planejamento, como a abertura de mais parques, o plantio de árvores e a construção de jar-

dins sobre lajes de prédios, podem tornar as cidades menos poluídas e ajudar na proteção de plantas e animais, especialmente em grandes nações emergentes, como China e Índia, onde o crescimento urbano deve ser mais acelerado. Mais espaços verdes nas cidades podem filtrar a poluição e a poeira e absorver o dióxido de carbono, principal dos gases do efeito estufa. (Reuters)

Ilya Naymushin/Reuters

B IODIVERSIDADE

25 primatas sob risco de extinção Vinte e cinco espécies de primatas – incluindo o macaco-prego Ka'apor, no Brasil – estão sob risco de extinção, aponta relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) divulgado ontem. O relatório destaca que a conservação dos primatas, dos quais há 633 espécies conhecidas, é importante porque eles são dispersores de sementes e ajudam a manter a diversidade das florestas. E M

Reinvenção das estantes

C A R T A Z

FOTOS

Livros quase sempre trazem relatos criativos. Por que não guardá-los em estantes fora do comum? No site abaixo você vê várias ideias.

Exposição 'Photoarts' traz obras de artistas como Gal Oppido e Paulo Varella. Shopping Iguatemi Alphaville. Alameda Rio Negro, 111, Alphaville, Barueri. Grátis.

http://bit.ly/XdZUm6

T ECNOLOGIA

A Microsoft lança hoje seu novo serviço de rádio e venda de música pela internet, o Xbox Music, competindo diretamente com iTunes, da

Apple, e Spotify. Hoje, o serviço estará disponível no console Xbox e, no dia 26, na nova versão do sistema operacional Windows 8.

E BOOKS

L

Xbox Music competira com iTunes

ORIGAMI - Com 60 mil unidades de papel dobrado, o professor russo Sergei Tarasov criou uma miniatura da famosa Catedral de São Basílio, de Moscou. Ele levou um ano para criar a escultura.

A Amazon anunciou ontem que reembolsará os clientes que compraram livros eletrônicos para Kindle comprados entre abril de 2010 e maio de 2012. O reembolso é resultado de um acordo parcial entre a Amazon e as editoras por um caso de fixação de preços. Os reembolsos devem oscilar entre US$ 0,30 e US$ 1,32 para livros das editoras Hachette, Harper Collins e Simon and Schuster que teriam fixado preços mais baratos com a Apple, prejudicando a Amazon.

R IO 2016

C OPA 2014

Blatter quer 'futebol brasileiro' O presidente da Fifa, Joseph Blatter, declarou ontem que espera ver a seleção brasileira jogando à sua "tradicional" maneira na Copa do Mundo de 2014. "O Brasil é o país do futebol. Só espero que a seleção jogue o futebol brasileiro, pois, se jogar, teremos um torneio muito belo", declarou a jornalistas. Perguntado sobre o custo social da Copa do Mundo, após denúncias sobre a desocupação de centenas de áreas para a construção de infraestrutura para a Copa, Blatter disse que essa é uma questão para as autoridades brasileiras e não faria comentários. "É um assunto interno do país", disse o presidente de a Fifa. (EFE)

Amazon vai reembolsar clientes

O símbolo dos jogos

L OTERIAS

Circulam pela internet imagens do projeto de uma torre que seria construída na ilha de Cotonduba, no Rio como símbolo dos Jogos Olímpicos. A estrutura daria as "boas-vindas" aos visitantes e atletas que chegassem à cidade. Além de bombear água do mar para criar uma espécie de cachoeira, a torre captaria energia solar e manteria a chama olímpica. O projeto é da RAFAA, mas não foi oficialmente divulgado.

Concurso 816 da LOTOFÁCIL

http://bit.ly/bG8X48

02

03

05

08

09

10

11

12

13

15

16

17

19

23

25

Concurso 3020 da QUINA 12

27

49

59

79


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ilustração MAX

12

r a r a p m a r o f ? e s d o r i On e l a s n e m s o . i u q a o ã t s e 11 sta em ne n s o l o trá sobre encon o i r o á ã i n c i Se ot al 470 m no n n e e n P a o n çã pági ral o da A t n e l Fede a m a n g u l b u i j ã Tr amanh premo u e d S o o l içã pe . a na ed j e deram v , n ) o F c T s S e ( les se onde e


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

e Ritmo forte do emprego eleva FINANCIAMENTO Fundo da Marinha garante mais R$ 1,5 bilhão para OSX, de Eike Batista.

conomia

13

DATAGRO Moagem de cana na safra 2013/14 pode crescer mais de 10%

otimismo do brasileiro O índice Nacional da Confiança saltou de 150 para 158 pontos. População das classes A e B é a mais otimista. Fátima Lourenço

em agosto último, para 2,6 em setembro. Em igual mês de 2011 e de 2010, os brasileiros Índice Nacional de declaravam conhecer, resConfiança (INC) do pectivamente, 3,2 e 3,5 debrasileiro subiu de sempregados. Além disso, de acordo com o 150 para 158 pontos, na passagem de agosto levantamento, 42% dos conpara setembro de 2012 e tam- sumidores ouvidos em setembro declarab é m m e l h ovam se sentir rou, na comseguros no paração com atual empreigual mês do Os números go. Em agosano passado, mostram que o to, esse perem que a ponconsumidor está centual chet u a ç ã o c h egava a 40% gou ao patamais confiante na dos entrevismar de 152. O manutenção do t a d o s , m e sestudo sobre emprego e criam mo índice obo indicador, uma perspectiva servado em realizado setembro do m e n s a l m e nmais favorável ano passado. te pelo instipara as vendas de Nata l – "Os tuto Ipsos, final de ano. números da para a AssoROGÉRIO AMATO, ACSP E FACESP p e s q u i s a c i a ç ã o C omostram que mercial de São Paulo (ACSP), também o consumidor está cada vez destaca a queda, para o pata- mais confiante na manutenmar mais baixo da série (regis- ção do emprego e criam, astrado em abril do ano passa- sim, uma perspectiva mais fado) do número de desempre- vorável para as vendas de figados conhecidos pelos en- nal de ano", comentou o presitrevistados – de 3,1 pessoas, dente da ACSP e da Federação

O

Juros de cartões começam a recuar Taxa do rotativo caiu 0,28 ponto percentual

P

ela primeira vez após recuo foi registrado nos ju33 meses sem regis- ros para desconto de duplit r a r n e n h u m m o v i- catas, que passaram de mento, ignorando a trajetó- 2,46% ao mês em agosto ria de redução dos juros bá- p a r a 2 , 2 6 % a o m ê s e m sicos (Selic), a taxa média setembro, diferença de do rotativo do cartão de cré- 0,2 ponto. dito caiu 0,28 ponto percen"A nossa expectativa é de t u a l e m s e t e m b r o , d e que as taxas de juros vol10,69% para 10,41% ao tem a ser reduzidas nos prómês. É o que mostra a Pes- ximos meses por conta da quisa de Juros da Associa- melhora da economia e peção Nacional de Executivos la maior competição no sisde Finanças, Administra- tema financeiro após os ção e Contabilidade (Ane- bancos públicos promovefac). De agosto de 2011 a rem reduções em suas tasetembro deste ano, a Selic xas de juros, bem como pecaiu 5 pontos percentuais, la expectativa de redução de 12,5% ao ano para 7,5% dos índices de inadimplênanuais – o levantamento cia no segundo semestre", não alcançou o corte de afirmou o coordenador de 0,25 ponto decidido pelo estudo da Anefac, Miguel Comitê de José Ribeiro Política Mode Oliveira. netária (CoC a m p apom) na sen h a – A A nossa m a n a p a sUnião Geral sada, que led o s T r a b aexpectativa é de vou a Selic lhadores que as taxas de para 7,25% (UGT) realijuros voltem a ser zará, hoje, ao ano. reduzidas nos Das taxas ato na Avepróximos meses. d a s s e i s l inida Paulisnhas de créta, em São MIGUEL JOSÉ DE OLIVEIRA, dito pesquiPaulo, para ANEFAC s a d a s , t olançar uma das foram campanha reduzidas no mês. A taxa de nacional pela redução das juros média para pessoa fí- taxas de juros dos cartões sica apresentou redução de de crédito. O evento está 0,21 ponto percentual no marcado para as 10 horas, mês, de 6,02% em agosto em frente ao prédio do Banpara 5,81% no mês passa- co Central. do. Para pessoa jurídica, a A campanha prevê um taxa de juros média das três abaixo-assinado, a ser enlinhas pesquisadas caiu tregue à presidente Dilma 0,13 ponto percentual, pas- Rousseff, cobrando a adosando de 3,44% ao mês em ção de medidas capazes de agosto para 3,31% ao mês reduzir as taxas de juros. O em setembro. Nos dois ca- objetivo é conseguir um misos, a taxa de juros caiu pa- lhão de assinaturas, que sera a menor taxa da série his- rão coletadas nas princitórica, desde 1999. pais cidades do País. Estão Entre as taxas cobradas previstas manifestações das pessoas físicas, a maior em todas as capitais. redução foi verificada nos Em maio, a UGT realizou juros do comércio, que caí- ato contra os altos juros dos ram de 4,55% ao mês em cartões de crédito que reuagosto para 4,2% ao mês niu cerca de 500 manifesem setembro, queda de tantes na Avenida Brigadei0 , 3 5 p o n t o p e r c e n t u a l . ro Faria Lima, na Capital Entre as taxas oferecidas às paulista, conforme a cenpessoas jurídicas, o maior tral. (Estadão Conteúdo)

das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato. O estudo sobre o INC é realizado mensalmente pelo instituto Ipsos, em nove regiões metropolitanas do Brasil. O trabalho é desenvolvido em 70 cidades, com 1 mil pessoas entrevistadas em seus domicílios. O Índice Nacional de Confiança varia de zero a 200 e é considerado positivo a partir dos 100 pontos. O salto do INC, na passagem de agosto para setembro (de

150 para 158 pontos) segue a tendência sazonal do período, porém em patamar mais alto que o observado nos anos anteriores, explica o economista da ACSP, Emílio Alfieri. "O mais importante, no entanto, são os dados sobre a diminuição do desemprego, porque isso gera mais confiança no consumidor", destaca o economista. Classes – Pelo levantamento, os brasileiros das classes A/B se destacaram como os mais otimistas, no mês de setembro último, com INC de

163 pontos (ante 149 em agosto), seguidos pelos da classe C (157 ante 149 em agosto); e os das classes D/E (139 ante 136). Na análise regional, o maior destaque ficou para a região Sul, com INC de 182 pontos em setembro (ante 160 em agosto); seguida da Sudeste, com 171 (ante 163). O otimismo dos entrevistados no Norte e o Centro-Oeste do País se manteve estabilizado em setembro, repetindo a pontuação de agosto, de 167 pontos. No Nor-

deste, ainda que posicionada como a lanterninha no ranking do otimismo, o índice saltou de 117 pontos em agosto para 124 no mês passado. Alfieri analisa que a melhoria geral dos indicadores pode estar influenciada pelo agronegócio, menos penalizado, no mês de setembro, pelas condições climáticas que afetaram negativamente a última safra. Consumo – Entre os questionamentos sobre intenção de consumo realizados durante a pesquisa do INC de setembro, Alfieri destaca a propensão maior das pessoas pela compra de produtos eletrodomésticos. No estudo, 48% dos entrevistados se mostraram favoráveis às aquisições do gênero e 22% deles menos favoráveis. "Também há uma ligeira propensão à compra dos bens de maior valor (como carro e casa), mas não na mesma amplitude", compara Alfieri. Neste caso, 38% das pessoas ouvidas se mostraram propensas a essas compras e 31% delas se declararam menos favoráveis.

Recuperação consistente Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

O

presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou que economistas de mercado ponderam que o Brasil deve crescer 4,3% no segundo semestre e 4% em 2013, o que são previsões em linha com as projeções realizadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na semana passada. O Fundo reduziu as projeções de expansão do País de 2,5% para 1,5% em 2012 e de 4,6% para 4% para o próximo ano. Tombini destacou que o governo adotou um conjunto de medidas em 2011, sobretudo na área de política monetária, para estimular o nível de atividade. Além do corte da taxa Selic para 7,25%, ele destacou

que o BC ampliou a liquidez do mercado, pois os depósitos compulsórios foram reduzidos de R$ 449 bilhões no ano passado para R$ 353 bilhões em outubro de 2012. Tombini destacou que, com as medidas adotadas, "já demonstra consistência" a recuperação do nível de atividade. Ele disse que as políticas de afrouxamento quantitativo adotadas por países avançados afetam o Brasil. O comentário foi um rápido contraponto à avaliação feita no domingo, em Tóquio, pelo presidente do Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, segundo a qual não há sinais claros de que tais ações não con-

vencionais de política monetária provocam desequilíbrios nos mercados emergentes. "De maneira que sim, afetam, tornam a condução da política macroeconômica mais complexa", destacou. "Nos não queremos que o Brasil seja uma praça de desvalorização de moedas de outros países." Para o presidente do BC, a entidade "tem mandato duplo, que é assegurar a estabilidade monetária e financeira" no Brasil. Ele participou de seminário promovido pela Câmara Brasileira de Comércio no Japão. (Estadão Conteúdo)

Queda da Selic deve parar

O

economista e exministro da Fazenda Antônio Delfim Netto afirmou ontem que o corte da taxa Selic na semana passada, de 7,5% para 7,25% ao ano, encerrou a série de reduções da taxa básica de juros neste ano. Segundo ele, o Banco Central (BC) deve esperar para analisar os efeitos sobre a economia dos cortes promovidos até o momento e das medidas de estímulo anunciadas. "O governo já deu muitos incentivos de forma que seja bom parar um pouquinho para verificar seus efeitos", declarou Delfim Netto, após ser homenageado com o 16.º Troféu Guerreiro da Educação, entregue pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e pelo jornal O Estado de S.Paulo. Delfim Netto disse confiar na análise do BC e que a instituição tem instrumentos mais sofisticados que os analistas para avaliar a economia do País. "Na minha opinião, o BC tem se comportado de uma maneira muito conveniente para o desenvolvimento brasileiro " O economista elogiou também a abertura dos

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Delfim Netto: é preciso parar as reduções da taxa de juros para analisar a economia. votos dos membros do Comitê de Política Monetária (Copom). Para ele, isso reforça a independência do BC. "Essa abertura é muito boa, porque mostra que as pessoas estão pensando diferente." Delfim Netto negou que o BC tenha deixado de lado o tripé econômico formado por superávit primário, câmbio flutuante e meta de inflação. Na opinião dele, o BC segue as metas, mas faz ajustes de acordo com a realidade de cada momento. A avaliação do mercado é de que a recente redução da taxa básica de juros para 7,25% ao ano de-

ve ser o último corte da Selic deste ciclo de relaxamento monetário, segundo o Informativo Semanal de Economia Bancária (Iseb), divulgado ontem pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). De acordo com a instituição, a taxa deve permanecer neste patamar, definido pelo Copom no último dia 10, por "bastante tempo". Uma alteração no patamar da Selic só deve acontecer a curto prazo se houver nova mudança importante no quadro macroeconômico, pois o Banco Central, de acordo com os economistas da Febraban, "tem sinalizado sempre uma atuação pragmática, com disposição de ajustar rapidamente o seu curso de ação diante de mudanças importantes no cenário econômico". "Ao comunicar a sua dec isão de r e duz ir no vamente a taxa Selic, o Copom mencionou explicitamente a fraqueza esperada para a economia mundial no futuro próximo e o seu provável impacto desinflacionário sobre a economia brasileira", avalia a Febraban. (Estadão Conteúdo)

Para Alexandre Tombini, presidente do BC, a economia deve fechar o segundo semestre com crescimento de 4,3% e 2013, 4%.

Mercado projeta taxa básica a 7,25% e IPCA a 5,43% em 2012

A

mediana das projeções do mercado financeiro para a inflação apresentou tendências diferentes para 2012 e 2013, segundo o relatório de mercado Focus divulgado ontem pelo Banco Central (BC). Para este ano, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,42% para 5,43%. Há um mês, a mediana estava em 5,26% e esta é a 14ª elevação consecutiva das previsões do mercado. Já para o próximo ano, a mediana das expectativas passou de 5,44% para 5,42%. Apesar da redução, o percentual segue bem acima do centro da meta de 4,5% estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2013. Esta é a terceira semana consecutiva de diminuição das estimativas do mercado para o indicador, de acordo com a pesquisa Focus. Selic – Na primeira pesquisa de mercado coletada pelo BC depois da redução da taxa básica de juros de 7,5% ao ano para 7,25% ao ano, analistas ajustaram suas estimativas para a Selic em 2012 de 7,5% para 7,25%. Com a mudança, a mediana volta para o patamar verificado há um mês. Para 2013, a mediana segue em 8% ao ano, conforme o documento. PIB – Para o Produto Interno Bruto (PIB), a mediana das projeções dos analistas para 2012 mostrou uma deterioração, passou de uma alta de 1,57% para 1,54%. Em relação a 2013, a expectativa do mercado é a de que a expansão do PIB será de 4%, percentual mantido já há dez semanas. (Estadão Conteúdo)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

e

15 Empresas ganhadoras são obrigadas a investir na oferta de telefonia e banda larga móvel rural, na faixa de 450 MHz.

conomia Eduardo Knapp/Folhapress

17 milhões já mudaram de operadora

Contratos do 4G saem hoje

O

Vencedoras terão de providenciar todo o serviço de telefonia até 2019

A

Agência Nacional de T el e co m un i ca ç õe s (Anatel) e as operadoras de telefonia vencedoras do leilão de junho assinam hoje os contratos para a exploração do serviço de telefonia e banda larga móvel de quarta geração (4G). O evento terá a presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. A assinatura dos contratos acontece quatro meses após o leilão em que a agência arrecadou R$ 2,93 bilhões com a venda de 54 lotes. Claro, Vivo, TIM e Oi levaram os quatro lotes nacionais do 4G – que dão direito à exploração do serviço em todo o País – por R$ 844,518 milhões, R$ 1,05 bilhão, R$ 340 m i l h õ e s e R $ 3 3 0 , 8 5 1 m ilhões, respectivamente. Os lotes W e X, adquiridos por Claro e Vivo, eram os principais do leilão, pois têm maior "tamanho": 20 megahertz. Esses dois lotes vão permitir às

2,565 bilhões de reais foi quanto a Anatel arrecadou na venda só de quatro lotes.

empresas oferecer o dobro da capacidade de transmissão de dados e abrigar mais clientes do que aqueles arrematados por TIM e Oi, que têm 10 MHz de "tamanho". O total arrecadado pela Anatel apenas com esses quatro lotes foi de R$ 2,565 bilhões, um ágio de 35,69% em relação ao valor mínimo exigido (R$ 1,89 bilhão). Pelas regras do edital, as quatro operadoras ficam obrigadas também a fazer investi-

mentos para a oferta da telefonia e banda larga móvel rural, na faixa de 450 MHz. Além dos lotes nacionais, a Claro gastou R$ 144,285 milhões em 19 lotes regionais. A TIM adquiriu sete lotes regionais por R$ 42,238 milhões. Já a Oi desembolsou R$ 68,932 milhões por 11 deles, e a Vivo só arrematou um nacional. Ao comprarem também os lotes regionais, as empresas garantem maior capacidade para a oferta dos serviços em alguns pontos do País. Controlada pela Sky, a TV Filme ficou com 12 lotes regionais e pagou por eles R$ 90,5 milhões. A Sunrise, do grupo do investidor norte-americano George Soros, adquiriu 2 lotes por R$ 19 milhões. Metas – A previsão da Anatel é que as operadoras invistam entre R$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões até 2018 para implantar a rede que dará suporte ao 4G e à telefonia rural.

Sistema cobrirá todas as sedes da Copa das Confederações em 2013 As vencedoras terão metas de cobertura. Até abril de 2013, todas as cidades-sedes de jogos da Copa das Confederações terão de contar com o serviço. Ao final do mesmo ano, o sinal deve estar disponível em todas as sedes e subsedes da Copa de 2014. Em maio de 2014, todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes devem estar cobertas. O serviço deve estar ativo nas cidades com mais de 30 mil habitantes até o final de 2017. Municípios menores têm de contar com o 4G até o final de 2019. Para a telefonia rural, a meta é atender a 30% dos municí-

pios até junho de 2014 e 100% até dezembro de 2015. A empresa também fica obrigada a oferecer serviço de internet em escolas públicas rurais, com taxa de download (velocidade para baixar arquivos) de 256 Kbps, mas que sobe para 1 Mbps (megabits por segundo) até dezembro de 2017. A franquia máxima para a telefonia rural, fixada pela agência para este leilão, sem impostos, é de R$ 30 para o serviço de voz, com direito a 100 minutos de ligações, e de R$ 32 para o serviço de dados (internet), com velocidade de 256 Kbps (kilobits por segundo). (Agências)

Net terá de esclarecer pane de sábado O Procon de São Paulo vai notificar a operadora de telecomunicações Net para que preste esclarecimentos sobre a pane que deixou 200 mil clientes da Grande São Paulo sem serviço no último sábado. Na notificação, o órgão de defesa do consumidor vai pedir ainda que a empresa faça o ressarcimento de possíveis

prejuízos aos consumidores. Segundo o Procon-SP, nos casos em que a interrupção durou mais de 30 minutos, a empresa deverá devolver ou abater da próxima mensalidade valor proporcional ao da assinatura, equivalente ao período pelo qual o cliente ficou sem conexão. Já para os clientes que assinam o sistema pay-per-view, o

ressarcimento deve ser total. A queda na conexão da rede na Grande São Paulo foi causada por um acidente em que um caminhão derrubou cabos de fibra óptica da operadora na avenida Sapopemba (zona leste de São Paulo), às 11h30 de sábado. Segundo a Net, também houve corte em outro cabo no bairro da Liberdade, o que prejudicou

ainda mais a transmissão. O serviço começou a ser restabelecido às 14h do sábado, mas alguns clientes só recuperaram o acesso no final da tarde. O ProconSP deu prazo até sexta-feira para que a companhia dê explicações sobre essa interrupção dos serviços e sobre o ressarcimento aos usuários.(Folhapress)

s usuários das telefonias fixa e móvel já fizeram 16,9 milhões de migrações entre operadoras, por meio da portabilidade, desde setembro de 2008, segundo a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações, (ABRTelecom). Ao longo dos últimos quatro anos foram realizadas 5,9 milhões de transferências por assinantes de telefones fixos, o que corresponde a 35% do total. Na telefonia móvel esse número foi bastante superior: 11 milhões, o equivalente a 65% dos processos. No terceiro trimestre, 1,16 milhão de usuários mudaram de prestadora. Entre julho e setembro houve 483 mil migrações na telefonia fixa (42%) e 677 mil móveis (58%). Segundo a ABRTelecom, os dados demonstram estabilidade em relação ao trimestre anterior, quando foram feitas 1,23 milhão de portabilidades numéricas. No terceiro trimestre de 2011, o número foi bastante superior, atingindo 1,51 milhão de mudanças. Para trocar de operadora sem alterar o número, o usuário deve fazer o pedido na empresa para a qual quer migrar. A transferência deve respeitar a natureza do serviço – de uma linha fixa para outra fixa, por exemplo – e a área de abrangência do mesmo DDD. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

terça-feira, 16 de outubro de 2012

e Brasil e EUA buscam soluções conjuntas A expansão da profundidade e da amplitude do comércio bilateral é essencial. Gregory Page, presidente da seção americana no Cebeu

conomia

Empresários dos dois países estudam formas de evitar a bitributação, de garantir a propriedade intelectual e até de eliminar barreiras burocráticas, como os vistos.

O

s empresários brasileiros e norteamericanos decidiram adotar uma agenda pragmática para aumentar o comércio e o investimento entre os dois países e obter acordos que eliminem a bitributação, proporcionem o reconhecimento mútuo da propriedade intelectual e facilitem o fluxo de pessoas, eliminando vistos. Um acordo de livre comércio, porém, não faz parte dessa agenda, afirmou o diretorpresidente da Embraer, Frederico Curado, que presidiu a seção brasileira da 30ª reunião plenária do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu), realizada ontem na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). "O objetivo é certamente aumentar e aumentar muito a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no campo do comércio e dos investimentos. Mas, neste momento, discutir um acordo de livre comércio seria, na nossa visão, uma maneira não muito realista de seguir em frente", afirmou. "Muito mais importante é conseguir um acordo que elimine a bitributação entre os dois países, acordos na área de propriedade intelectual e acordos que reduzam as dificuldades e até eliminem a necessidade de vistos." Livre comércio não – Para negociar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, o Brasil teria de fazê-lo no âmbito do Mercosul, com a anuência de todos os paísesmembros. Mas priorizar um acordo de livre comércio em detrimento do bloco regional

Elza Fiúza/ABr

Déficit comercial é 'contribuição', diz secretária.

A

Acordo de livre comércio está descartado porque teria de ser feito no âmbito do Mercosul, disse Curado. não é a melhor alternativa, garantiu. "Isso não está na pauta do conselho, não é essa a visão do conselho empresarial", afirmou Curado. Segundo ele, não é necessário que o Brasil deixe o Mercosul para ter uma ligação mais profunda com os EUA. "Pode ser via Tratado de Cooperação Econômica e Internacional (Teca) ou diálogos entre o setor privado, sem qualquer necessidade de se discutir a questão do Brasil no Mercosul, que é indiscutível. O Brasil é membro-fundador e ali permanecerá." B it ri b ut aç ã o – De acordo com o presidente da Embraer, o fim da bitributação é um objetivo perseguido pelo conselho de empresários há 40 anos, mas as discussões em torno da questão se tornaram mais relevantes porque,

atualmente, não são apenas as empresas americanas que querem investir no Brasil – as companhias brasileiras cada vez mais investem nos EUA. "É importante que Brasil e Estados Unidos consigam romper essa dificuldade histórica e cheguem nesse acordo o mais rapidamente possível. Isso vai facilitar o fluxo de comércio e de investimentos." Global Entry – Curado afirmou acreditar que, em breve, o Brasil será incluído no Global Entry, programa do governo dos EUA que agiliza e, em alguns casos, dispensa a exigência de visto para viajantes de alguns países – atualmente Holanda, Coreia do Sul e México. Em março deste ano, a Missão Diplomática dos EUA anunciou a implementação de um projeto-piloto nesse sentido, mas o programa ainda não

está em funcionamento. "Existe uma possibilidade, e eu espero que brevemente se materialize. É um programa piloto, para algumas centenas ou milhares de pessoas e, se bem sucedido, acredito que levará a uma eventual eliminação dos vistos", afirmou o empresário. "A intenção seria para vistos de negócios e turismo também. O presidente da seção americana no Cebeu, Gregory Page, também CEO da Cargill, disse que a meta do conselho é ter relações cada vez mais profundas e fortes entre os dois países. "A expansão da profundidade e da amplitude do comércio bilateral é essencial. Existem grandes oportunidades para as duas economias e alcançar essas possibilidades é a nossa meta", afirmou. (Estadão Conteúdo)

s e c r e t á r i a d e C oTatiana Prazeres destamércio Exterior do cou que os EUA são o segunMinistério do Desen- do parceiro comercial com volvimento, Indústria e Co- o Brasil atrás da China, mas mércio Exterior (MDIC), Ta- com uma diferença qualitatiana Prazeres, afirmou on- tiva significante. Isso portem que o Brasil tem dado que 90% das exportações sua contribuição para que brasileiras para a China são os Estados Unidos superem de produtos básicos ena crise econômica ao au- quanto que 47% do que o mentar as compras de pro- Brasil vende para os nortedutos americanos. americanos são produtos Segundo ela, há 20 anos manufaturados. as exporta"E s p er ações brasimos que a leiras para r e c u p e r ao s E U A r eção da ecoNão há saída p r e s e n t anomia amevam US$ 7 ricana meda crise senão bilhões enlhore o depelo diálogo quanto que s e q u i lí b r i o e cooperação. as importacomercial e TATIANA PRAZERES, ções vindas aumente a SECRETÁRIA DE daquele fatia das país eram n o s s a s e xCOMÉRCIO EXTERIOR de US$ 4,5 portações bilhões. de manufaturados comerEm 2011, as exportações cializados", afirmou a sebrasileiras para os Estados cretária. "Para isso contaU n i d o s s u b i r a m p a r a mos com série de mecanisUS$ 26 bilhões, com impor- mos bilaterais. Não há saída tações dos EUA pelo Brasil da crise senão pelo diálogo de mais de US$ 34 bilhões. e c o o p e r a ç ã o e n t r e o s O que já foi um superávit pa- maiores países das Amérira o lado brasileiro se con- cas", destacou. verteu em um déficit coAs vendas externas para mercial para o Brasil de cer- os EUA já cresceram 11% ca de US$ 8 bilhões. entre janeiro e setembro "Esta virada coincide deste ano em relação a com a crise a partir de 2009 igual período do ano passae representa uma contri- do. E as exportações brasibuição do Brasil para a recu- leiras totais registram um peração da economia ame- recuo de 4,9% no período. ricana", disse a secretária. (Estadão Conteúdo)

Freio nas vendas de importados Mercado de veículos sofre profunda retração, sem perspectivas de recuperação.

A

s vendas de veículos importados recuaram 24,5% em setembro na comparação com agosto, informou ontem a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Ao todo, foram comercializados 9.042 veículos no mês. Na comparação com setembro de 2011, houve uma queda de 59,9% no total de emplacamentos. O resultado levou o desempenho do acumulado do ano a uma baixa de 32,4% nas vendas, para 102.727 unidades comercializadas entre janeiro e setembro deste ano. Na comparação de setembro com agosto, enquanto as empresas associadas à Abeiva amargaram queda de 24,5% nas vendas, o recuo registrado por todo o mercado interno – importadoras e montadoras – foi de 31,5%. "Mas, na comparação de iguais períodos de 2012 e 2011, enquanto os importados caíram 59,9%, o mercado nacional sustentou ligeira queda de 5,5%", informou a entidade.

China Daily/Reuters

Carros chineses em Liaoning aguardam para serem exportados Inovar – De acordo com os dirigentes da Abeiva, as associadas à entidade ficarão, durante cinco anos, "em posição de absoluta desigualdade" frente às concorrentes que produzem e exportam veículos para o Brasil desde o México e o Mercosul, por conta do novo regime automotivo, chamado de Inovar-Auto. O governo federal, ao regulamentar o tema, estipulou cotas para importação, mas deu mais flexibilidade na cobrança adicional de Imposto

sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos com origem nessas duas regiões, para obedecer tratados anteriormente fechados pelo Brasil. O Inovar-Auto vai valer de 2013 a 2017. O novo regime automotivo prevê a habilitação de importadoras no programa, desde que atendam às exigências e metas estabelecidas pelo governo, que inclui, por exemplo, níveis mínimos de eficiência energética dos produtos. A Abeiva informou que o InovarAuto atende parcialmente os pedidos da entidade. "A diversidade de empresas dentro da Abeiva mostra que ainda não são todas as empresas que veem vantagens com o Inovar-Auto para suas operações futuras. Para algumas empresas, o teto máximo de 4.800 unidades (importadas) por ano é visto como uma ação paliativa e as demais exigências, um obstáculo de crescimento", afirmou o presidente da Abeiva, Flavio Padovan. Segundo ele, a maioria das 29 marcas associadas vai se manter na atividade de importação, "mas com atuação bastante limitada, o que é uma enorme perda para o mercado, por significar perdas irreparáveis em parâmetros tecnológicos, regras de livre comércio e competitividade de preços". (Estadão Conteúdo)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

e

17 Estamos retomando esses editais para subvenção até 2014. Marco Antônio Raupp, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação

conomia

Marcelo Camargo/ ABr

Cafeicultores seguram comercialização Comercialização do café 12/13 atinge 43% da produção do Brasil, mas produtores querem preços melhores.

Raupp anuncia investimentos para pequenos empreendedores

Micros e pequenas terão R$ 1,2 bilhão do governo

O

ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, disse ontem que a pasta terá uma verba de R$ 1,2 bilhão para subvenção de pequenas e médias empresas com foco em inovação. Os recursos virão do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (FNDCT), principal fundo de apoio a pesquisa e desenvolvimento brasileiro, e não serão contingenciados do orçamento do ministério. O anúncio ocorreu durante a cerimônia de abertura da ExpoCietec, evento da FecomercioSP que aconteceu ontem e continua hoje na capital paulista. Durante a feira, empreendedores, investidores e incubadoras terão a chance de se conhecer e fechar negócios. "A boa notícia que quero dar é que estamos retomando esses editais para subvenção até 2014", disse Raupp. Ele disse que houve um período de "vacas magras do

ponto de vista orçamentário" que foi prejudicial para as menores empresas mesmo com a maior oferta de crédito dos últimos anos. Inovação – O ministro destacou a mudança do nome do ministério, que adicionou o termo "inovação" durante a gestão de seu antecessor, o atual ministro da educação Aloizio Mercadante. "Estamos conseguindo apoios como nunca antes. Tivemos do nosso lado, na hora de discutir o orçamento do ministério, federações como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) defendendo nossas teses", disse Raupp. Ele citou projetos estruturantes em planejamento, como um reator nuclear que deve ser instalado em Iperó, interior de São Paulo, para realização de pesquisas e desenvolvimentos de produtos fármacos. (Folhapress)

Fusão entre Casas Bahia e Pão de Açúcar pode rachar

P

ela segunda vez em pouco mais de dois anos, a família Klein quer voltar à mesa de negociação para rever a fusão entre Casas Bahia e Pão de Açúcar que deu origem à rede de eletrodomésticos Viavarejo. Sócios minoritários, eles acreditam ter indícios de que haveria erros "relevantes" nas demonstrações financeiras usadas pelo Pão de Açúcar, a ponto de alterar a composição acionária da empresa – os Klein têm 47% e o Pão de Açúcar é majoritário, com 53%. A base do questionamento é o resultado preliminar de uma auditoria encomendada à KPMG no começo do ano, pelo conselho da própria Viavarejo. Na visão dos Klein, embora não esteja concluído, o trabalho já teria detectado erros e inconsistências nas demonstrações da Globex (do Pão de Açúcar) capazes de levar a uma revisão do valor das empresas que cada lado colocou na operação. Se a avaliação inicial for confirmada, dizem fontes ligadas aos Klein, a composição acionária da

Viavarejo poderia até se inverter, com os antigos donos da Casas Bahia passando a sócios majoritários. O advogado da família Klein, Ivo Waisberg, não confirma essa hipótese, mas afirma que a situação precisa ser rediscutida. "Existe um problema que pode ser relevante e a gente precisa apurar", disse Ivo Waisberg. Procurada, a direção do Pão de Açúcar preferiu não se manifestar. A família Klein e o Pão de Açúcar vivem às turras desde que se tornaram sócios, em 2009. A diferença é que, antes, os antigos donos da Casas Bahia brigavam com o empresário Abilio Diniz e, agora, a conversa será com os franceses do Casino, que este ano assumiram o controle da empresa. Pessoas que acompanham essa novela especulam que o episódio seja uma reação a uma suposta decisão de tirar Raphael Klein da presidência da Viavarejo em novembro, quando o Pão de Açúcar passa a ter o direito de escolher o próximo ocupante do posto. (Estadão Conteúdo)

Cemig pode complicar renovação de concessões

A

pesar das maiores companhias energéticas do País terem apresentado seus pedidos de renovação de concessões à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o processo de assinatura dos novos contratos tem grandes chances de acabar na Justiça, prejudicando o desconto nas contas de luz previsto pelo governo para o começo de 2013. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por exemplo, deve lutar pela renovação de três

importantes usinas ainda pelas regras antigas, que garantem uma eletricidade mais cara. O prazo para que as solicitações de renovação fossem entregues ao governo federal acabou ontem. Eletrosul, Eletronorte, Chesf e Furnas entregaram a papelada. A Aneel só divulgará esses dados no dia 1º de novembro, data a partir da qual as companhias terão 30 dias para decidirem se assinam ou não os novos contratos. O governo conta com a renovação para baixar as tarifas. (Reuters)

A

Mauríco Lima/ Folhapress

comercialização da safra de café do Brasil na temporad a 2 0 1 2 / 1 3 ( j ulho/junho) atingiu, até o dia 30 de setembro, 43% da produção total estimada, e está mais lenta em relação ao ano passado, apontou relatório da consultoria Safras & Mercados divulgado ontem. O índice apontado, no entanto, representa um avanço de oito pontos percentuais na comparação com levantamento feito ao final de agosto. "Com isso, já foram comercializadas 23,45 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de Safras & Mercado, de uma safra 2012/13 de café brasileira de 54,9 milhões de sacas", afirmou a consultoria. Ao final de setembro do ano anterior, a comercialização da safra 2011/12 havia atingido 56%, o que representa um atraso de 13 pontos percentuais. "A comercialização segue lenta", afirma Gil Barabach, analista Safras & Merca-

dos. Para o analista, "o produtor deve voltar ao mercado quando o preço melhorar". Barabach salienta que o inverno, período mais crítico de necessidade de oferta dos grandes consumidores do hemisfério norte, não chegou. Em Minas Gerais, os cafeicultores reclamam. Em janeiro, a saca foi negociada por uma média de R$ 480. Quando a colheita começou, em abril, ficou em torno de R$ 370. Houve reação em julho. Em agosto, no fim da safra, caiu novamente. E começou outubro valendo pouco acima de R$ 400. Com o mercado instável, muitos agricultores têm optado por segurar o café. No Espírito Santo, que bateu recorde na produção cafeeira, o preço do café conilon está registrando aumento. Na cooperativa em São Gabriel da Palha, a saca do grão era vendida por R$ 258 no início do ano. Na colheita, caiu para R$ 240. Em outubro chegou a R$ 270 por conta da melhora da qualidade do grão. (Reuters)

Produtores de café estocam mais e observam a oscilação do mercado

Brasil pode ser líder em soja

O

plantio de soja do Brasil da temporada 2012/13 havia atingido 9% da área projetada pela consultoria Céleres até a última sexta-feira, informou ontem a empresa de análises. Isso representa uma ligeira antecipação na comparação com a área plantada nesta época na média histórica de cinco anos (8%). Em relação à semana anterior, houve um avanço de seis pontos percentuais na semeadura. Na comparação com o mesmo período do ano passado, há um atraso de 1 ponto percentual. "Pode-se observar que os trabalhos de plantio foram iniciados principalmente nas regiões que compreendem o centro-sul brasileiro, regiões que contaram com maior volume pluviométrico desde o fim do vazio sanitário", afirmou a Céleres em

relatório. Segundo a consultoria, o destaque vai para o Estado do Paraná, com 19% da área destinada ao cultivo de soja já semeada. "Apesar deste Estado apresentar o maior percentual de área plantada do país, a comparação da situação atual em relação à mesma época da safra passada apresenta atraso de quatro pontos percentuais", acrescentou a consultoria. Em Mato Grosso, primeiro Estado produtor do Brasil, à frente do Paraná, o plantio já foi realizado em 15% da área projetada, ante 12% na mesma época do ano passado. Durante a semana passada não houve avanços na comercialização da safra futura, "visto que os produtores brasileiros estão focados nas atividades de plantio e pré-plantio...". As vendas da safra nova de soja do

FILAG DO BRASIL COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO DE COSMÉTICOS S.A. CNPJ/MF nº 12.446.467/0001-49 - NIRE 35.300.385.519 Edital de Convocação - Assembleia Geral Extraordinária Ficam convocados os acionistas da FILAG DO BRASIL COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO DE COSMÉTICOS S.A. (“Companhia”), para reunirem-se, em 2ª convocação, em AGE, no dia 26/10/2012, às 10h, na sede social da Companhia, localizada em São Paulo/SP, na Av. General Furtado do Nascimento, 740, cj. 24, Alto de Pinheiro, CEP 05465-070, para deliberar a respeito da seguinte ordem do dia: (i) eleger os membros da Diretoria da Companhia. (ii) aprovar e ratificar a celebração de contratos de mútuo pela Companhia, nos termos do artigo 20, alínea “e” do Estatuto Social da Companhia. (iii) ratificar a celebração de contrato de prestação de serviços pela Companhia. Participação nos trabalhos: Em conformidade com o art. 126, inciso I da Lei 6.404/76, para participar da AGE, os acionistas ou seus respectivos representantes deverão comparecer munidos dos documentos hábeis de sua identidade. Representação: Os senhores acionistas poderão ser representados na Assembleia Geral Extraordinária por procurador constituído há menos de um ano, que seja acionista, administrador da companhia ou advogado, em consonância com o art. 126, § 1º da Lei 6.404/76. Nesse caso, para fins de melhor organização da Assembleia Geral Extraordinária, a Companhia recomenda aos Senhores Acionistas que depositem na Companhia, com antecedência de 72 horas contadas da data da realização da Assembleia Geral Extraordinária, o instrumento de procuração, devidamente regularizado na forma da lei. Informações Gerais: Os documentos relativos às matérias a serem discutidas na Assembleia Geral Extraordinária encontram-se à disposição dos Senhores Acionistas na sede da Companhia. São Paulo, 15/10/2012. Carlos Zetune - Diretor, Wilson Soderi Jr. - Diretor.

ABLAC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LOJISTAS DE ARTEFATOS E CALÇADOS CNPJ-05.525.523/0001-75 ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DESTINADA AO REGISTRO DE CHAPAS PARA ELEIÇÕES - EDITAL DE CONVOCAÇÃO Pelo presente Edital, ficam convocados os associados da Ablac - Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados para, no dia 16 de novembro de 2012, comparecerem à sede administrativa da Associação, sita à Av. Paulista, 726, 17º andar, bairro Bela Vista, São Paulo, SP, com início às 18h30 em 1ª convocação, com a presença de 51% dos associados com direito a voto, ou às 19h00 em 2ª convocação com qualquer número de associados, a fim de procederem à análise e aprovação das chapas inscritas junto ao Conselho Deliberativo, visando às eleições da nova diretoria para o biênio 2013/ 2014. Nesta AGE também serão eleitos os associados que formarão a Comissão Organizadora das Eleições. A aprovação das Chapas inscritas e da Comissão será feita por maioria simples dos presentes. São Paulo, 16 de outubro de 2012. CARLOS MAMORU AJITA - Presidente.

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF RETIRRATIFICAÇÃO DO ATO CONVOCATÓRIO Nº 001 SELEÇÃO DE FORNECEDORES – COLETA DE PREÇO Nº 038/2012 A Associação Saúde da Família – ASF comunica alteração da Seleção de Fornecedores, coleta de preço nº 038/2012, Processo ASF nº 101/2012, que será realizada em 17 de julho de 2012, às 09h30, e que tem por objeto a aquisição de material e equipamentos médicos para consultório de dermatologia e procedimentos, a saber: Retirratificação do Edital no Anexo I - Descritivo Lote 01 - Material/ Especificação. Lote 01. Onde se lê: Lote 2 – Cureta Redonda. Leia-se: Lote 1 – Cureta Redonda. Esclarecemos que as demais informações contidas no Edital permanecem inalteradas.

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF COMUNICADO DE SUSPENSÃO DO LOTE 3 DO ATO CONVOCATÓRIO SELEÇÃO DE FORNECEDORES - MODALIDADE COLETA DE PREÇO Nº 038/2012 A Associação Saúde da Família – ASF comunica a suspensão do lote 3 da Seleção de Fornecedores, coleta de preço nº 038/2012 Processo ASF nº 101/2012 que tem por objeto a aquisição de material e equipamentos médicos para consultório de dermatologia e procedimentos. Esclarecemos que estão mantidas as demais informações do ato convocatório que não colidirem com o presente, inclusive a manutenção da data designada para a abertura do certame, dia 17 de outubro de 2012, às 09h30.

CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SANTA FILIPPA - CNPJ 59.953.554/0001-56 EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIAS GERAIS ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA. Conforme instruções recebidas do Síndico Dr. Kenzi Tagomori e obedecendo o disposto na cláusula décima segunda da Convenção do Cond. Edif. Santa Filippa, com endereço na Av. Paulista nº 688, nesta Capital, fica V.Sª convocada para as Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária a serem realizadas no dia 16 de outubro de 2012, às 14:00h, em 1ª convocação, e às 15:00h, em 2ª e última convocação, na Av. Paulista nº 688, 7º andar, a fim de serem apreciadas as seguintes ordens do dia: 1) Prestação de contas da Administração. 2) Previsão orçamentária. 3) Aprovação de orçamento da reforma das garagens. 4) Assuntos de interesse geral do condomínio. Posto de Serviços Nova Gabriela Ltda , torna público que requereu da CETESB a Licença de Prévia e de Instalação, para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes à sito à Avenida Gabriela Mistral , 556 -Penha -São Paulo-SP

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 15 de outubro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Fogal Galvanização a Fogo Ltda. Requerido: Eurotubos Comercial, Tubos e Conexões Eireli. Rua Aparecida de São Manuel, 96 – Vila Nova York - 2ª Vara de Falências. Requerente: Banco Fibra S/A. Requerido: Alcamp Comercial Ltda. Rua Sampaio Correa, 265 – Jardim Pereira Leite - 1ª Vara de Falências.

Brasil (2012/13) já atingiram 47% do que projetam analistas para a colheita do início do próximo ano. A Céleres prevê uma produção recorde em 12/13, de 79 milhões de toneladas. A consultoria prevê uma área de 27,4 milhões de hectares para 12/13, ante 25 milhões na temporada anterior. Caso a produção se confirme, o Brasil poderá assumir a liderança no mercado global da oleaginosa, após uma quebra de safra nos EUA. Milho – Conforme dados da Céleres, até a última sexta-feira, 31% da área destinada ao cultivo do milho na safra de verão já havia sido semeada, apontando evolução de 7,6 pontos percentuais em relação à semana anterior. Na comparação com o desenvolvimento da safra passada, a situação atual está 4,4 pontos percentuais à frente. (Reuters)

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Processo nº 39760/2012 - Concorrência Pública nº 003/2012 RESUMO DO EDITAL ARNALDO SHIGUEYUKI ENOMOTO, Prefeito de Pereira Barreto-SP, faz saber que se acha aberta nesta Prefeitura até às 14h00min do dia 19 de novembro de 2012, a Concorrência Pública nº 003/2012, que tem por objeto a CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA PARA A EXECUÇÃO DE CONSTRUÇÃO DE 236 (DUZENTOS E TRINTA E SEIS) UNIDADES HABITACIONAIS, – 02 DORMITÓRIOS, COM FORNECIMENTO DE MÃO DE OBRA E MATERIAL, NO MUNICÍPIO DE PEREIRA BARRETO - SÃO PAULO, nos termos do Convênio nº 585/2012, Processo 585/05/2012. O Edital completo será fornecido aos interessados na Avenida Jonas Alves de Mello, 1.947, na cidade de Pereira Barreto, mediante o recolhimento da taxa de expediente no valor de R$ 10,00. Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone (18) 3704-8505 pelo e-mail licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda o Edital no site www.pereirabarreto.sp.gov.br Pereira Barreto, 15 de outubro de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito

PREFEITURA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE MONGAGUÁ/SP Processo nº 145/2012 - Pregão Presencial nº 052/2012 Objeto: Contratação de Instituição Financeira, para a confecção, impressão, distribuição e autenticação de aproximadamente 60.000 carnês de IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano, com medida padrão de (10 cm x 21 cm) para o exercício de 2013, com 13 lâminas com código de barras, 01 lâmina com apresentação da prefeitura, 01 lâmina com recibo de entrega, 01 lâmina com informações da Dívida Ativa e 02 lâminas capa e contracapa, totalizando 20 lâminas, e mais 5.000 taxas diversas e autenticação de aproximadamente 40.000 DAM – (Documento de Arrecadação Municipal).A sessão será realizada no dia 29 de outubro 2012 às 14h30min, no Auditório Municipal sito à Avenida Getúlio Vargas, nº 67, centro, Mongaguá. O edital encontra-se à disposição na Prefeitura Municipal no site da prefeitura www.licitacao@mongagua.sp.gov.br. Não será fornecido edital no departamento de licitações, seja impresso ou enviado através de e-mail. SASSPM SOCIEDADE DE ATENDIMENTO SOCIAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS

CNPJ/04.128.824/0001-00 EDITAL DE CONVOCAÇÃO O presidente da SASSPM SOCIEDADE DE ATENDIMENTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS, cumprindo o disposto no artigo 11 do Estatuto Social, determina e torna público a convocação de todos os Associados, para comparecerem na ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, em 5 de novembro de 2012, às 13h30min em 1ª convocação, e 14h em 2ª convocação, nas dependências da sede social à Rua Senador Feijó, nº 161 - 3ºA, sala 32, Centro - SP, para discutir e aprovar a seguinte ordem do dia: I - Eleger a nova Diretoria e o Conselho Fiscal; II - Prestação de Conta da Diretoria, relativa ao período de 2011/2012. São Paulo, 15 de outubro de 2012. ROBERTO GUERINI - Presidente.

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARAQUARA AVISO DE LICITAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO nº 086/2012 Acha-se aberto, na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Município de Araraquara, Av. Barroso, 238/244 - Centro - Araraquara - CEP: 14.80l.160 - Fone - Fax nº 3301 1704, o Edital de PREGÃO ELETRÔNICO nº 086/2012, que visa o “registro de preço para MEDICAMENTOS”. A informação dos dados para acesso deve ser feita no site www.licitacoese.com.br ou e-mail: licitacaosaude@araraquara.sp.gov.br. ABERTURA DAS PROPOSTAS, às 08:30 h do dia 24 de outubro de 2012. INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: às 09:30 h do dia 24 de outubro de 2012. Araraquara, 08 de outubro de 2012. WAGNER DOS SANTOS TEDESCO - Gerente de Compras e Licitações

Posto de Serviços Vila Carmozina Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença Prévia e de Instalação ,30001114,e requereu a Licença de Operação para comercio varejista de comb. e lubrificantes, sito à Rua Jacatiba,01- Vila Carmozina- São Paulo - SP


DIà RIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

terça-feira, 16 de outubro de 2012

PrĂŞmio de Economia nĂŁo foi idealizado por Alfred Nobel, mas sim pelo banco central da SuĂŠcia.

conomia Norbert von der Groeben/Reuters

Jonathan Alcom/Reuters

Teoria da combinação rende Nobel

PanamĂĄ quer o euro como segunda moeda

O

Professores norte-americanos ganham o prĂŞmio

O

s programas de transplante de rins são apenas uma das aplicaçþes pråticas das teorias de combinação de mercado pelas quais os economistas norte-americanos Alvin Roth e Lloyd Shapley foram agraciados com o Prêmio Nobel de Economia de 2012, ontem. Combinar alunos com escolas e empregadores com pessoas em busca de emprego são outros exemplos de como Roth, de 60 anos, e Shapley, de 89, aplicaram separadamente a teoria dos jogos para a vida diåria. A Real Academia Sueca de Ciências, que conce-

de o prêmio de 8 milhþes de coroas (US$ 1,2 milhão), classificou seu trabalho de "um exemplo notåvel de engenharia econômica". Tore Ellingsen, membro do comitê do Nobel, disse que a questão central, quando os recursos são escassos, Ê quem recebe o quê. "Qual trabalhador recebe qual trabalho? Que aluno vai para qual escola? Qual paciente tem acesso a qual órgão para transplante? A teoria da combinação explica como os resultados dependem do procedimento de combinação escolhido", disse. Segundo a Academia, Shapley, professor emÊrito da

CITAĂ‡ĂƒO. PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 583.00.2009.183547-0 (NÂş DE ORDEM 1744/ 2009). O Dr. Swarai Cervone de Oliveira, Juiz de Direito da 36ÂŞ Vara CĂ­vel, FAZ SABER a Q A SYSTEMS INFORMĂ TICA DO BRASIL LTDA., CNPJ/MF 07.901.394/0001-06 e a JOSÉ SCHENEWEISS DE QUEIROGA, CPF/MF 130.130.618-55, que BANCO ABN AMRO REAL S/A (sucedido por incorporação pelo Banco Santander Brasil S/A), lhes ajuizou ação de Execução, para cobrança da quantia de R$ 124.683,10 (janeiro/2012 fls. 88), dĂ­vida esta oriunda do saldo devedor do Contrato de EmprĂŠstimo datado de 28/10/2008. Estando os executados em lugar ignorado, foi determinada a citação por edital, para que no prazo de 03 dias, apĂłs o prazo de 20 dias supra, paguem o dĂŠbito atualizado, caso em que a verba honorĂĄria serĂĄ reduzida pela metade. No prazo para Embargos, reconhecendo o crĂŠdito do exeqĂźente e depositando 30% do valor em execução, incluindo custas e honorĂĄrios advocatĂ­cios, poderĂŁo os executados requerer seja admitido pagar o restante em 06 parcelas mensais, acrescidas de correção monetĂĄria e juros de 1% ao mĂŞs (Lei nÂş 11.382/2006). SerĂĄ o presente, afixado e publicado. SĂŁo Paulo, 14 de agosto de 2012.

! " # $ %% & ' ( )*+ $ , - ( % - $ ) . / 012 $ $ . 2 $ , " 3 4 5 . 0 + + $ ) , $ 6 $ $ & . ( , . ) 78 8 $ $ ) , 9 9 8 $ : 9 8789$ ) ; ( + $ & < 0. % - # $ 9$ = > 2 9$ )? @ " % # A . @ $ $ ) , 9 9 8 $ : 7 8 8$ B # . . ; ) % 05@>0 5( 2(>% 5A @0!>A0)> 502 1 !05 A0 C 012 ) @1$$ - . * D ) . ( ) . >.E+ 5 & < 0. % - # $ 9$ =D >$ 2D 9$ ) 5& @ " % # A % - @ $ , . 0 . 7 F F69$ )1%120 ) % 0 >5A : 0G/ 05A 0 >50 >% 2 5)>0 ) % A0GC $ ) % H!>A I 8 8 $ < . - " $ . )>A0G/ $ >A02$ . B $ $ B ; E $ 5 $ .

$ 3 43 4 <3 43 4$ . + $ 3 43 4 3 43 4 ; $ J $ J " . K

Alvin Roth (com a taça de champanhe) e Lloyd Shapley: aplicação de seus estudos podem ajudar atÊ nos transplantes de rins.

Universidade da Califórnia em Los Angeles, tinha usado a teoria dos jogos para comparar vårios mÊtodos de combinação e certificar que as combinaçþes eram aceitåveis para todas as partes. Roth deu seguimento aos resultados de Shapley numa sÊrie de estudos empíricos. "Tenho certeza de que quando eu for dar aula, esta manhã, meus alunos vão pres-

tar mais atenção", brincou Roth, que leciona na Universidade de Stanford. Ele acrescentou que o prêmio era inesperado: "Certamente se esperava que Lloyd Shapley ganhasse o prêmio. Estou feliz por compartilhar isso com ele". O prêmio, oficialmente chamado Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, foi criado pelo banco central

) 8 6 68 . 88F 6 ) 2 % - $ & ' ( )*+ ) . ! ) . F $ . $ , " A# + % B $ 3 : 8 7 7 88 $ ) , 8 $ B >! >5 A>A1A ! 0 >2 > A1 =1> 0 1)0)> 50> # ? " $ + I 7 7 $ 3. F 4$ O . - $ + + . 2 . 2 < . - " $ $ B $ B $ $ E $ . - 69 ) )$ " . . ; $ J " . K

) 7 97 69 8 3 . 7F 4 0 < B + $ & ' ( )*+ ) , " 5 2 + 5 R Y 3) , 76 9 6 9 84$ B %0 ) 05A\5> %0: > ,>2@ # ? . J A J ? $ + " . I 9 $ 3? # F 4$ . E $ + I 9 $ . $ ." . . F 8F $ . + . . F F F F + . $ - J . - $ $ B $ 7 3 P 4 $ $ - . . U . ." - D $ J $ # < J B . + E 7 X + . J $ . # ; $ B - . . 3 4 . $ . ; ? X .P ; J " . K

da SuÊcia em 1968. Não fazia parte do grupo original de prêmios para as ciências e promoção da paz, estabelecido por Nobel, o inventor da dinamite, em 1895. Roth Ê cofundador do Programa da Nova Inglaterra para Transplante de Rins, (www.n epke.org), que usa a teoria da combinação para aproximar doadores e receptores. (Reuters)

Panamå gostaria de adotar o euro como moeda, juntamente com o dólar norte-americano, disse ontem o presidente desse país da AmÊrica Central, Ricardo Martinelli, à chanceler alemã, Angela Merkel, durante visita a Berlim. "No Panamå, a moeda em livre circulação Ê o dólar norte-americano, e eu disse à chanceler que nós estamos procurando maneiras de o euro se tornar outra moeda de circulação legal e ser aceito no mercado panamenho", afirmou. Ele não deu detalhes sobre essa possível mudança, mas expressou "plena confiança" nas economias alemã e europeia, e disse que espera que a crise da zona do euro passe logo. A moeda tambÊm circula fora da zona do euro, incluindo Kosovo, Montenegro e Mônaco. (Agências)

2ª Var ara Cível el da Comarc Comarca a de Cot Cotia/SP ia/SP Citação prazo 20 dias Proc. 152.01.2011.014225-8 Ordem 2277/2011. O Dr. Diogenes Luiz de Almeida Fontoura Rodrigues, Juiz de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Cotia/SP. Faz saber a Espólio de Sonia Maria Vitorino, e Vitorino Antonio, de qualificação ignorada, e eventuais interessados, que Maria Virginia Pereira, lhe ajuizou uma ação de reconhecimento e dissolução de união eståvel, sendo que foi concedido o prazo a seguir pelo MM. Juiz da 2ª Vara Cível da Comarca de Cotia. Estando o rÊu em lugar ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se como verdadeiros os fatos alegados na inicial. Serå o edital afixado e publicado na forma da lei. NAD ADA MAI AIS. S. Dado e passado nesta cidade e comarca de Cotia, 30 de agosto de 2012. Eu, (VALDI DIRE RENE NE PI PIRES RES GO GODI DINHO), NHO), Escrevente, digitei e providenciei a impressão. Eu, (SI SILVAN ANA AP. P. AL ALVE VES MAT ATHIAS) S), Escrivã Diretora conferi e subscrevi. DIOGENES LUIZ DE ALMEIDA FONT ONTOURA OURA R ROD ODIGUES, IGUES, Juiz(a) de Direito.

$ J 0 1 $ ) 5 68

9 3 F 4 304 3 4 % % % .$ %% & 3 4 ' ( - V" $ , ) )*+ $ ) . $ $ . 2 $ ,0N 0! >. " ; ) " 2 $ ! 0 + B F. . ); B $ & < % 0 + B F. )Y 0 2 B $ @ Z M F. % - M $ 0 . , F. % @ , $ ( ) $ % 0 $ < $ $ # $ + $ " . . + [ ? - $ E F $ B 1: 5> & 0 >2(0 1A ? 3 .4 1 1)0 >/ $ "? .E+ ( . $ 8 $ ) 7 $ $ " 7 9 $ - . * - . . $ J . B $ 3B 4 $ E 3 4$ . ; $ J $ J " . K Edital de Citação - Prazo de 20 Dias. Processo nº 0018444-77.2011.8.26.0008. O Doutor Antonio Manssur Filho, MM. Juiz de Direito da 2ª Vara Cível, do Foro Regional VIII - TatuapÊ, da Comarca de São Paulo, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. Faz Saber a Luiz Felipe Pina do Fojo, Marli de Jesus Oliveira do Fojo, CPF 022.385.50810, Nelson Pina do Fojo, CPF 665.360.228-15, Marialda Santos do Fojo, CPF 871.725.938-04, Abel Serafim Pina do Fojo, CPF 519.523.358-68, Herminia Rosa Ferreira do Fojo, CPF 213.737.518-43,que lhe foi proposta uma ação de Procedimento Ordinårio por parte de Carmen Anic, objetivando a obtenção e a posse do imóvel sito na rua Cristóvão Girão, 121 - Vila Formosa. Encontrando-se o rÊu em lugar incerto e não sabido, foi determinada a sua Citação, por Edital, para os atos e termos da ação proposta de acordo com a decisão: Cite-se, ficando a parte requerida advertida do prazo de 15 dias para, querendo, apresentar a defesa, que somente poderå ser ofertada por advogado, sob pena de serem presumidos como verdadeiros os fatos articulados na inicial. Serå o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este Fórum localizado na Rua Santa Maria, 257 - CEP 03085-000, São Paulo-SP.

) 0 . - $ ) + $ - $ 0 " $ % 2 + $ B L - $ " . . + $ $ # $ J * 1 $ 8 79 9 3 F 4$ . 7 3 4 M 2 . + %% $ & + ( )*+ ) ) . $ $ . 2 ,0N 0! 0 . - $ ) + $ - $ 0 " $ % 2 + $ + $ $ # $ $ . - B . $ & * ) E * )*+ ) . $ O 0+ , 9 7$ & , $ $ $ 8 79 9 3 F 4$ . + , 3 4$ 0 , 5 $ . 5 : % : . 0 . - $ ) + - $ 0 " $ % 2 + $ . B - . B B . #;$ . " .E+ - D . . P < 3 4 % ( ) + # % B $ 9$ B 0$ " $ & . ! $ . * . $ A . $ # . % ( ) + # % B Q * - $ . # . % ( ) + # % B $ < - Q * - $ . $ # . .E+ 0 % ( ) + # % B $ . ; % 2 + $ - 7Q * - $ . $ # . .E+ R - 3 4$ . S0 - $ < - 8Q - . $ # . .E+ 8 % ( ) + # % B $ . ; 0 " $ - Q + * $ ; $ . B $ ? .* .E+ . 3 4 B - $ B $ . . $ " . + $ T + - $ 3 4 B 3 4$ $ # ; + * . " . + , $ " . . . . L $ . < . - # . B - <. - - U $ . " $ B $ . $ 3B 4 $ E 7 ; " J . . - V" . $ . $ $ "

) > . 7 8 9 3 . F 4 0 , : . ) . # $ & * 6' ( )*+ ) , " % ) 5 . % 3) , 776 897 8 84$ B @ 5W 2 2A 0 $ # ? . J $ + " . I 7 6$7 $ + < 3. F 4$ . E + I 9 $ $ . . 7 F F 666 + . 6F F $ + . " . 7 F F 666$ B J B . J $ J . - $ B $ B . + * $ B + + . 77 . $ B . 6F F + " # < . $ B + . + J . - - . $ B . 7 $ - <" $ $ . < . # ; + * J . X + J J 3 X4 . ." - # < J B $ . + E 7 X + J $ + # ; $ B B - . ? . . $ B . E $ " $ + . # " D " B + !0) 5 &1 $ B I $ 3 9 4$ I 7 $7 3 69F 6 4 I 8$ 7 3 94 $ ? ! ! F0$ . B B . $ ." - J $ P . . - ; < ; J " . K

1ÂŞ VARA CĂ?VEL DO FORO REGIONAL IX - VILA PRUDENTE EDITAL DE INTIMAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE ADVOGADOS RELAĂ&#x2021;Ă&#x192;O NÂş 0545/2012. Processo 000356254.2004.8.26.0009 (009.04.003562-8) - Execução de TĂ­tulo Extrajudicial - Banco Bradesco S/A - Odilo da Roz e outro - EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0003562-54.2004.8.26.0009. O(A) Doutor(a) Jair de Souza, MM. Juiz(a) de Direito da 1ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Regional IX - Vila Prudente, da Comarca de SĂ&#x192;O PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a ODILO DA ROZ, CPF/MF 448.753.048-20, RG 4.851.211 e MARIA ROSĂ RIA SILVA ROZ, CPF/MF 448.753.04820, RG 5.855.423, Rua InĂĄcio, 380, Apto. 53, SĂŁo Paulo-SP, que BANCO BRADESCO S/ A. lhes ajuizou AĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE EXECUĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE TĂ?TULO EXTRAJUDICIAL, para cobrança da quantia de R$ 303.951,57 em 04.03.2004, oriunda do Instrumento Particular de Abertura de CrĂŠdito, com Garantia HipotecĂĄria e Outras Avenças e respectivos aditamentos, sob nÂş 418.230-8, firmado em 12.08.93, em que o exequente concedeu Ă empresa Sico IndĂşstria, ComĂŠrcio e Participaçþes Ltda, um financiamento destinado Ă construção do imĂłvel, consistente no CondomĂ­nio EdifĂ­cio Eastower Residencial, sendo referido instrumento cedido pela empresa ao exequente, atravĂŠs do Instrumento Particular de CessĂŁo de Direitos CreditĂłrios, firmado em 10.09.98, o crĂŠdito originĂĄrio do Instrumento Particular de Promessa de Venda e Compra e Outras Avenças, sob nÂş 434.071-P, firmado em 04.03.95. Encontrando-se os executados em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi determinado o seguinte: 1. a citação e intimação de Odilo da Roz para que em 03 dias, apĂłs o prazo supra, pague o dĂŠbito atualizado. Em caso de pagamento dentro do trĂ­duo ficam os honorĂĄrios advocatĂ­cios reduzidos pela metade. No prazo para Embargos, reconhecendo o crĂŠdito do exequente e depositando 30% do valor em execução incluindo custas e honorĂĄrios advocatĂ­cios de 10 % sobre o dĂŠbito atualizado poderĂĄ o executado requerer seja admitido pagar o restante em 06 parcelas mensais, acrescidas de correção monetĂĄria e juros de 1% (um por cento) ao mĂŞs (Lei nÂş 11.382/2006). Sendo que no caso de nĂŁo pagamento, serĂĄ convertido, automaticamente em penhora o arresto procedido sobre os 50% do imĂłvel a este pertencente, qual seja, o apartamento nÂş 53, localizado no 5Âş andar do CondomĂ­nio EdifĂ­cio Eastower Residencial, situado Ă Rua InĂĄcio, nÂş 380, 26Âş subdistrito-Vila Prudente, matriculado sob nÂş 123.928 no 6Âş CRI desta Capital, podendo ainda, no prazo de 15 dias opor embargos. 2. a intimação da executada Maria RosĂĄria Silva Roz, sobre a penhora de 50% a esta pertencente, do apartamento nÂş 53, localizado no 5Âş andar do CondomĂ­nio EdifĂ­cio Eastower Residencial, situado Ă Rua InĂĄcio, nÂş 380, 26Âş subdistrito-Vila Prudente, matriculado sob nÂş 123.928 no 6Âş CRI desta Capital, podendo tambĂŠm no prazo de 15 dias opor embargos Ă penhora. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Av. Sapopemba, 3740, sala 201,2Âş andar, Vila Diva, CEP 03345000, fone: (11) 2154-1418, SĂŁo Paulo /SP. SĂŁo Paulo, SĂŁo Paulo, 28 de setembro de 2012.

'&+6#. &' .'+.ÂŹ1 &' Â&#x153; G Â&#x153; 24#c# G FG KPVKOCnlQ FG &,#./# $#4$15# &' .+/# .'+.­'5 KPUETKVC PQ %02, /( UQD Q PÂ? G FG &,#./# $#4$15# &' .+/# FGRQUKVhTKQ KPUETKVQ PQ %2( /( UQD Q PÂ? G FG UWC OWNJGT UG ECUCFQ HQT # &TC #PFTGC (GTTC\ /WUC // ,Ws\C FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN FQ (QTQ 4GIKQPCN FG 2KPJGKTQU 52 PC HQTOC FC NGK (#< 5#$'4 CQU SWG Q RTGUGPVG 'FKVCN FG Â? G Â? .GKNlQ FQ DGO KOxXGN XKTGO QW FGNG EQPJGEKOGPVQ VKXGTGO G KPVGTGUUCT RQUUC SWG RQT GUVG ,Ws\Q RTQEGUUCO UG QU CWVQU FC #nlQ FG 'ZGEWnlQ FG 6sVWNQ 'ZVTCLWFKEKCN CLWK\CFC RQT 24+06%41/ )4Ă&#x2021;(+%# ' '&+614# .6&# GO HCEG FG &,#./# $#4$15# &' .+/# ° .'+.­'5 G QWVTQ ° RTQEGUUQ PÂ? G SWG HQK FGUKIPCFC C XGPFC FQ DGO FGUETKVQ CDCKZQ FG CEQTFQ EQO CU TGITCU GZRQUVCU C UGIWKT &1 +/Ă&#x17D;8'. 1 KOxXGN UGTh XGPFKFQ GO ECThVGT #& %14275Âł G PQ GUVCFQ GO SWG UG GPEQPVTC #U HQVQU G C FGUETKnlQ FGVCNJCFC FQ KOxXGN C UGT CRTGIQCFQ GUVlQ FKURQPsXGKU PQ 2QTVCN YYY OGICNGKNQGU EQO DT &# 8+5+6#cÂŹ1 #U XKUKVCU FGXGTlQ UGT CIGPFCFCU XKC G OCKN XKUKVCECQ"OGICNGKNQGU EQO DT &1 .'+.ÂŹ1 ° 1 .GKNlQ UGTh TGCNK\CFQ RQT /'+1 '.'64Ă?0+%1 CVTCXoU FQ 2QTVCN YYY OGICNGKNQGU EQO DT C Â&#x153; 2TCnC VGTh KPsEKQ PQ FKC iU JU G UG GPEGTTCTh FKC iU JU QPFG UQOGPVG UGTlQ CEGKVQU NCPEGU KIWCKU QW UWRGTKQTGU CQ XCNQT FC CXCNKCnlQ PlQ JCXGPFQ NCPEG KIWCN QW UWRGTKQT CQ XCNQT FC CXCNKCnlQ UGIWKT UG h UGO KPVGTTWRnlQ C Â&#x153; 2TCnC SWG VGTh KPsEKQ PQ FKC iU JU G UG GPEGTTCTh PQ FKC iU JU QPFG UGTlQ CEGKVQU NCPEGU EQO PQ OsPKOQ FQ XCNQT FC CXCNKCnlQ &1 %10&7614 &1 .'+.ÂŹ1 ° 1 .GKNlQ UGTh EQPFW\KFQ RGNQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN 5T (GTPCPFQ ,QUo %GTGNNQ )QPnCNXGU 2GTGKTC OCVTKEWNCFQ PC ,WPVC %QOGTEKCN FQ 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ ° ,7%'52 UQD Q PÂ? &1 8#.14 /Ă&#x160;0+/1 &' 8'0&# &15 $'05 ° 0C Â&#x153; 2TCnC Q XCNQT OsPKOQ RCTC C XGPFC FQ DGO EQTTGURQPFGTh C UGUUGPVC RQT EGPVQ FQ XCNQT FC CXCNKCnlQ LWFKEKCN SWG UGTh CVWCNK\CFC CVo C FCVC FC CNKGPCnlQ LWFKEKCN &15 .#0%'5 ° 1U NCPEGU RQFGTlQ UGT QHGTVCFQU RGNC +PVGTPGV CVTCXoU FQ 2QTVCN YYY OGICNGKNQGU EQO DT &15 &d$+615 Âą 'XGPVWCKU zPWU UQDTG Q KOxXGN EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG GZEGVQ FoDKVQU FG +267 G FGOCKU VCZCU G KORQUVQU SWG UGTlQ UWD TQICFQU PQ XCNQT FC CTTGOCVCnlQ PQU VGTOQU FQ CTV ²ECRWVÂł G RCThITCHQ }PKEQ FQ %60 &1 2#)#/'061 1 CTTGOCVCPVG FGXGTh GHGVWCT Q RCICOGPVQ FQ RTGnQ FQ DGO CTTGOCVCFQ PQ RTC\Q FG CVo JU XKPVG G SWCVTQ JQTCU CRxU Q GPEGTTCOGPVQ FQ NGKNlQ EKqPEKC FC NKDGTCnlQ FQ NCPEG EQPFKEKQPCN CVTCXoU FG IWKC FG FGRxUKVQ LWFKEKCN GO HCXQT FQ ,Ws\Q TGURQPUhXGN UQD RGPC FG UG FGUHC\GT C CTTGOCVCnlQ &# %1/+55ÂŹ1 ° 1 CTTGOCVCPVG FGXGTh RCICT i /')#.'+.1'5 )'5614 ,7&+%+#. C VsVWNQ FG EQOKUUlQ Q XCNQT EQTTGURQPFGPVG C EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q RTGnQ FG CTTGOCVCnlQ FQ KOxXGN # EQOKUUlQ FGXKFC i /GIC .GKN|GU IGUVQT LWFKEKCN PlQ GUVh KPENWsFC PQ XCNQT FQ NCPEG G PlQ UGTh FGXQNXKFC CQ CTTGOCVCPVG GO PGPJWOC JKRxVGUG UCNXQ UG C CTTGOCVCnlQ HQT FGUHGKVC RQT FGVGTOKPCnlQ LWFKEKCN QW RQT TC\|GU CNJGKCU i XQPVCFG FQ CTTGOCVCPVG G FGFW\KFCU CU FGURGUCU KPEQTTKFCU &1 2#)#/'061 &# %1/+55ÂŹ1 1 RCICOGPVQ FC EQOKUUlQ FC /')#.'+.­'5 )'5614 ,7&+%+#. FGXGTh UGT TGCNK\CFQ GO CVo JU XKPVG G SWCVTQ JQTCU C EQPVCT FQ GPEGTTCOGPVQ FQ NGKNlQ EKqPEKC FC NKDGTCnlQ FQ NCPEG EQPFKEKQPCN CVTCXoU FG IWKC FG FGRxUKVQ SWG HKECTh FKURQPsXGN PQ UKVG FQ IGUVQT QW UGTh GPXKCFC RQT G OCKN &# #&,7&+%#cÂŹ1 ° 0C JKRxVGUG FG CFLWFKECnlQ FQ DGO RGNQ GZGSWGPVG GUVG HKECTh TGURQPUhXGN RGNC EQOKUUlQ FGXKFC 6QFCU CU TGITCU G EQPFKn|GU FQ .GKNlQ GUVlQ FKURQPsXGKU PQ 2QTVCN YYY OGICNGKNQGU EQO DT # RWDNKECnlQ FGUVG GFKVCN UWRTG GXGPVWCN KPUWEGUUQ PCU PQVKHKECn|GU RGUUQCKU G FQU TGURGEVKXQU RCVTQPQU 4'.#cÂŹ1 &15 $'05 ° /CVTsEWNC PÂ? FQ %CTVxTKQ FG 4GIKUVTQ FG +OxXGKU FC %QOCTEC FG $CTWGTK 52 ° +/Ă&#x17D;8'. 6GTTGPQ WTDCPQ UKVWCFQ PC 4WC %QRCECDCPC EQPUVKVWsFQ RGNQ NQVG PÂ? FC SWCFTC ²6Âł FQ NQVGCOGPVQ FGPQOKPCFQ ²214 &1 51.Âł PQ &KUVTKVQ G /WPKEsRKQ FG 2KTCRQTC FQ $QO ,GUWU %QOCTEC FG $CTWGTK FGUVG 'UVCFQ OGFKPFQ O FG HTGPVG RCTC C 4WC %QRCECDCPC GO UGIOGPVQU O GO NKPJC TGVC OCKU O GO NKPJC EWTXC O GO NKPJC EWTXC G O GO NKPJC TGVC FG SWGO FC 4WC %QRCECDCPC QNJC RCTC Q KOxXGN OGFG PQU HWPFQU O EQPHTQPVCPFQ EQO QU NQVGU PÂ?U G CODQU FC OGUOC SWCFTC GPEGTTCPFQ C hTGC FG OĂŻ KOxXGN GUUG FG HQTOCVQ KTTGIWNCT %QPUVC PC #X FGUVC OCVTsEWNC C RGPJQTC GZGSWGPFC FQ KOxXGN QDLGVQ FGUVC OCVTsEWNC VGPFQ UKFQ PQOGCFQ FGRQUKVhTKQ Q RTQRTKGVhTKQ &,#./# $#4$15# &' .+/# %QPVTKDWKPVG PÂ? 8CNQT FC #XCNKCnlQ 4 UGVGPVC G SWCVTQ OKN FW\GPVQU G SWCTGPVC G SWCVTQ TGCKU G FG\GUUGKU EGPVCXQU 5GVGODTQ SWG UGTh CVWCNK\CFQ CVo C FCVC FC CNKGPCnlQ EQPHQTOG VCDGNC FG CVWCNK\CnlQ OQPGVhTKC FQ 6, 52


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

19

Forma de economizar: uma vez que seu smartphone esteja conectado ao WiFi de um hotel, e-mails, navegação na web e bate-papo online são gratuitos.

nformática

n APLICATIVOS

Chame táxi sem demora

E

stá disponível no mercado mais um aplicativo que promete facilitar a vida de taxistas e passageiros: o aplicativo Taxijá. Segundo a empresa Mobinov, o Taxijá permite que os usuários de smartphones solicitem uma nova corrida com apenas dois cliques. Criado inicialmente para Android, com previsão para funcionamento em iOS em novembro, o aplicativo localiza quais são os motoristas mais próximos ao solicitante, em uma distância que garante a chegada do carro em até 15 minutos. Mais informações em www.taxija.com AUTOMAÇÃO

Segurança em transações online

A

Para viajar, sem se desconectar.

Vasco Data Security International (www.vasco.com) lançou na Europa o Digipass 810 e-ID. De acordo com a empresa, esse dispositivo para transações online oferece a possibilidade de autenticar e gerar senhas de uso único (one-time passwords - OTPs) através da utilização de um cartão e-ID e o código PIN a ele associado. Com o lançamento do 810 e-ID, os consumidores podem acessar sites assegurados pelo Mydigipass.com, por meio de seu identificador (e-ID). O Digipass 810 e-ID cria muitas possibilidades de uso em transações financeiras, compras e outras atividades. A novidade chega em breve ao e-commerce brasileiro. IMAGEM

Seja a trabalho ou a lazer, as viagens se tornaram obstáculos para quem não abre mão de seu smartphone ou tablet. Há várias maneiras de economizar para se manter conectado. Seth Kugel, do The New York Times

V

iagens e smartphones caminham juntos – e atualmente, mensagens de texto, atualizações do Facebook e Twitter durante o jantar são o que menos importa. Acesso instantâneo ao Yelp, ao TripAdvisor e a inúmeros outros aplicativos ajuda em tudo, de escolher um prato a conferir o trânsito à frente. Acrescente uma dose saudável das velhas chamadas telefônicas ao lado da piscina, e pode-se dizer que permanecer conectado se tornou algo semelhante a um direito constitucional. Apenas um problema: saia do país, e seu plano de smartphone – bem como a Constituição – já não valerá de nada. Conforme muitas pessoas aprenderam da pior maneira, ligar e enviar mensagens do estrangeiro pode gerar contas dolorosas. E usar serviços de dados pode levar à falência. Isso porque as tarifas padrão de roaming internacional são absurdas: US$ 2, US$ 3 ou até US$ 5 por minuto, 50 centavos por uma mensagem de texto. Um MB de dados custa de US$ 15 a US$ 20. Isso significa que checar o status de seus amigos no Facebook pode custar US$ 3 ou US$ 4. Isso é um pouco demais para ver o vaso de tomates de seu colega de escola. A boa notícia é que há maneiras de economizar. A má notícia é que há muitas e muitas maneiras, algumas complementares e nenhuma perfeita. Seguem as sugestões para cinco tipos de viajantes. 1) O alegremente desconectado – Você é o tipo que deixa seu celular e laptop em casa, pois viajar significa se afastar de tudo. O que fazer: anote seu itinerário com hotéis e números de contato, e deixe os dados com as pessoas importantes. Tente não quebrar sua caneta-tinteiro enquanto faz isso. Mas tome cuidado: o mundo já não funciona mais tão bem para o seu tipo. Muitos hotéis não se dão ao trabalho de colocar telefones em quartos, e boa sorte tentando encontrar um telefone público

para fazer reservas em restaurantes ou verificar o horário dos museus. Melhor esperar que os agricultores locais falem inglês quando se perder de bicicleta. Me mande um telegrama e conte como foi. 2) O semiconectadoVocê não sente a necessidade de conectividade constante, e pode esperar até estar conectado à rede Wi-Fi de seu hotel para ligar para casa, checar o e-mail e planejar as atividades do dia seguinte. O que fazer: uma vez conectado ao Wi-Fi, e-mails, navegação na web e bate-papo online são gratuitos. Mas as chamadas telefônicas não são, então certifique-se de ter uma conta num aplicativo como Google Voice ou Skype, que faz ligações para números de telefone reais. Ligar para os EUA chega a ser um centavo por minuto; ligar para outros países geralmente custa um décimo do preço de uma ligação comum. O Google Voice tem tarifas menores do que o Skype para praticamente qualquer país, e é especialmente simples se você já usa o Gmail. O Skype também é razoável e mantém uma fiel legião de seguidores. 3) Os moderados –Se é seu tipo, você adora fazer amigos num novo país e quer poder ligar e mandar mensagens para eles. Postar no Twitter a cada minuto é demais, mas você gostaria de alertar seus amigos sobre o momento em que chegou ao topo da montanha ou viu a Mona Lisa. Quer a opção de verificar no TripAdvisor antes de optar por um restaurante e precisa verificar seu e-mail ocasionalmente. O que fazer: se o seu telefone é desbloqueado, significando que pode ser usado com outras operadoras, compre um cartão SIM internacional. (de US$ 20 a US$ 30). Seu número de linha principal, assim que se insere o cartão, deixa de ser do seu país. Para pura navegação, instale o aplicativo Opera Mini, um navegador simples que economiza dinheiro comprimindo dados a uma fração do que fazem o Safari e o Chrome.

Novidades na linha de smart TVs Na maior parte do tempo, pode-se viajar de um país a outro e seu telefone é imperturbável, simplesmente trocando de uma empresa para outra (as tarifas de dados mudam, mas você pode facilmente encontrá-las online). Carrega-se o celular com créditos e configura-se a conta para recarregar automaticamente. Uma nota final: embora as tarifas pareçam razoáveis, cuidado. Corre-se o risco de cair em seus hábitos domésticos e ficar conectado por tempo demais. Não faça isso. Durante algum tempo, eu estava acessando de US$ 10 a US$ 15 de dados por dia. 4) Os usuários de peso –Esse tipo quer conectividade 24 horas por dia, 7 dias por semana, e sacrificar sua conveniência – mas não muito dinheiro – por isso. O que fazer: compre cartões SIM locais. É a maneira mais barata de agir. Mas é também o maior aborrecimento. Ou aborrecimentos. Primeiro, é necessário pesquisar e comparar as tarifas e cobertura das empresas locais para cada país que estiver visitando. Em seguida, assim que encontrar um lugar para comprar o cartão, você terá de ativá-lo e se acostumar com seus sistemas (para discar, adicionar créditos, etc.). Se os créditos desaparecerem mais rápido do que a pessoa acha certo, não há muito a fazer. Finalmente, embora em alguns países obter um cartão SIM local seja tão simples quanto comprar um cachorro-quente, em outros terá de preencher formulários, entregar documentos ou até mesmo atravessar a cidade para ativar sua conta. 5) Os viciados –Seu maior medo é morrer e descobrir que o céu não possui conexão Wi-Fi. Se é seu caso, esqueça as viagens ao exterior por enquanto. Embora algumas empresas já ofereçam planos internacionais para dispositivos "Mi-Fi", um tipo de hot spot móvel com grandes volumes de dados, eles ainda são proibitivamente caros para viajantes – e, de qualquer forma, não o deixarão coberto em todos os cantos.

A

AOC apresentou novo lançamento da marca de TVs com tecnologia Smart: a Série 5520, de alta definição. Os aparelhos LED estão disponíveis em 32 e 42 polegadas. Possuem conexão de vídeo e som para computadores, contam com entradas de vídeo composto, vídeo componente e HDMI (3 x). Tem também entrada USB Multimídia (2 x), que permite conectar diretamente pen drives ou discos rígidos para acessar fotos, vídeos e músicas. A Série 5520 possui também receptor de TV digital integrado, menu OSD dinâmico. Os modelos estão equipados com a plataforma Yahoo! Connected TV, permitindo acesso a internet, redes sociais (Facebook, Twitter, Flickr) e outros aplicativos. O preço sugerido ao consumidor é R$ 1.299 para o modelo de 32" e R$ 1.999, para o de 42". APLICATIVOS

Onde está meu carro?

A

Sascar desenvolveu um aplicativo para iPhone que visa a ajudar as pessoas a localizarem e monitorarem seus carros, motos e caminhões. O aplicativo é gratuito e auxilia aqueles que costumam esquecer onde estacionaram o veículo. Após baixar o programa na Apple Store, o usuário não precisa se preocupar em decorar onde deixou o carro, bastando acionar um único botão da solução. "Estando próximo ao veículo, basta ativar o comando Posição Atual. Posteriormente, para retornar ao veículo, basta solicitar o caminho de retorno até ele e o aplicativo indicará", explica Marcio Webber, diretor de produtos e mercado da Sascar. Para quem tem o veículo monitorado (serviço pago), há outras soluções como a definição de limites de velocidade.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Os modelos do Kindle Fire HD são atraentes e reproduzem confiavelmente filmes, séries, páginas da web e livros. nformática

Fire HD, o melhor tablet? Como assim? Badalado por alguns usuários, o novo dispositivo da Amazon ainda tem muito a melhorar em relação à concorrência por não ter itens como câmera traseira e GPS. Apesar disso, ele não é uma decepção. David Pogue, do The New York Times News

N

ão sei ao certo o que estão colocando no abastecimento de água da Amazon em Seattle, mas isso vem deixando seus executivos um pouco malucos. Eles estão saudando o novo tablet da empresa, o Kindle Fire HD, como "o melhor tablet em qualquer faixa de preço". Bem, vejamos. O Fire HD não traz câmera traseira, GPS, reconhecimento de fala, lista de afazeres ou aplicativo de notas. Ele fica atrás do iPad em espessura, tamanho de tela, nitidez de imagem, velocidade de rede, funcionamento de software e disponibilidade de aplicativos. E pode apenas sonhar com o universo de acessórios, capas e docks do iPad. Mesmo assim, preste atenção: o Kindle Fire HD não é uma decepção. Ou não será, assim que a Amazon terminar de lapidar seu software. Os preços são os mais baixos desde sempre; US$ 200 pelo modelo com tela de 7 polegadas, US$ 300 pelo modelo de 9 polegadas, US$ 500 pelo de 9 polegadas com internet celular (US$ 50 pelo primeiro ano, US$ 15 por mês dali em diante). Os preços sobem US$ 15 se quiser eliminar os anúncios de tela cheia para livros e filmes que aparecem na proteção de tela. Em cada caso, o valor é muito menor do que seus rivais similarmente equipados – ou o aparelho é muito mais bem equipado do que os rivais com preços semelhantes. O Fire HD de 7 polegadas que testei foi lançado em setembro; os modelos maiores chegam em final de novembro. Os aparelhos disparam muitas faíscas. A maior delas é o "HD" – as telas são melhores do que na primeira geração de Fires, muito brilhantes e nítidas. A Amazon também diz que eles possuem um ângulo de visão mais amplo. Legal, mas quem vai reclamar do ângulo de visão numa tela de 7 polegadas que você segura diretamente na sua frente? Incidentalmente, apesar do nome "HD", a tela não reproduz filmes em alta definição. Ela pode ter o número de pixels exigido, mas a maio-

ria deles é dedicada às faixas pretas acima e abaixo do filme; a tela tem o tamanho errado para filmes. E não é possível ampliar a reprodução para preencher a tela, como num iPad. O lado bom é que esses Fires também trazem entradas mini-HDMI. Com o cabo apropriado (não incluso), pode-se conectar o tablet à TV para ter imagem e som excelentes. E funciona muito bem (você também pode enviar a imagem do iPad para a TV – via wireless, na verdade –, mas somente se comprar o Apple TV por US$ 100). O som do Fire é muito bom. Seus alto-falantes estéreo ("com áudio Dolby") soam muito melhores do que qualquer um de seus concorrentes mono. A vida da bateria é boa – mais de oito horas, segundo a "Consumer Reports". Acertos – A Amazon resolveu os problemas que afligiam a primeira geração do software do Kindle Fire. A tela inicial agora se move com fluidez, com a quantidade certa de animação. Os toques geralmente funcionam na primeira tentativa. E ler revistas, o que antes parecia uma briga com programas intrusos, é agora uma experiência graciosa e simples. Na maioria das revistas, pode-se ampliar a imagem até uma fonte mais legível, ou tocar duas vezes para visualização de rolagem vertical de texto. Os Fires se aproveitam do ecossistema de músicas, filmes, TV e lojas de e-books – e o fazem com incrível suavidade. Filmes, livros e até mesmo alguns games se lembram de você à medida que troca de dispositivo. Tudo que se compra na Amazon é armazenado online, para baixar novamente sempre que for preciso. E o plano Prime da Amazon (US$ 79 por ano) ofe-

rece um livro grátis por mês e 5 mil filmes gratuitos em streaming. A Amazon fez alarde com as duas antenas Wi-Fi do Fire – a primeira vez num tablet –, que deveriam proporcionar um sinal de internet melhor e mais rápido. Ótimo, mas o Fire ainda fica atrás do iPad na navegação web. Meu Fire levou um segundo a mais que o iPad para acessar o nytimes.com ou o ESPN.com e quatro segundos a mais para o People.com, três segundos mais para o Cracked.com – e, comicamente, 1,5 segundo a mais para abrir o Amazon.com. Há uma câmera frontal, mas nenhum aplicativo de câmera. Até que alguém crie um software para ela, não será possível tirar fotos ou gravar vídeos. Segundo a Amazon, por enquanto a câmera só pode ser usada com o Skype, para chamadas por vídeo. O mais urgente é que a Amazon aborde o problema dos aplicativos. O Fire ainda carece deles para navegação, notas, listas de afazeres, despertador ou cronômetro. A Amazon diz que mais de 30 mil aplicativos estão disponíveis para o Fire, mas eles incluem apenas uma fração dos meus favoritos no iPad.

Finalmente, os bugs. Tudo demora um pouco; alguns aplicativos levam até sete segundos para abrir. O Fire não vem com um carregador de parede; ele custa US$ 10 adicionais no momento da compra, ou US$ 20 mais tarde. Sem ele, é necessário carregá-lo na entrada USB de um computador – e mesmo assim, o Kindle não carrega a menos que esteja dormindo ou que seu brilho de tela esteja desligado (os tablets rivais carregam muito bem nas mesmas entradas). Naturalmente, há outros excelentes tablets do Google, Samsung – e logo da Apple, se acreditarmos nos rumores. Mas os modelos do Kindle Fire HD são atraentes, e reproduzem confiavelmente filmes, séries, páginas da web e livros. Eles aproveitam o mundo online de lojas de entretenimento e informação da Amazon, cada vez mais interessante. E, acima de tudo, tornam ainda mais desequilibrada a relação recursos-por-dólar do Kindle Fire entre os líderes da indústria. Mas "o melhor tablet em qualquer faixa de preço"? Alguém deveria avisar os inspetores de água de Seattle.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
DC 16/10/2012 by Diário do Comércio - Issuu