Mortes não à gás. Enterros iguais. Viúvas de 30 rebeldes choram diante de nova vala comum (foto). Os ataques do exército de Assad recomeçaram nos subúrbios de Damasco, depois que a Rússia afastou as ameaças de punição dos EUA em troca da destruição do arsenal químico da Síria. Morrer a tiro ou míssil não é um consolo nos enterros.
ESPECIAL
Saad Abobrahim/Reuters
Ano 90 - Nº 23.958
Conclusão: 23h40
Jornal do empreendedor
www.dcomercio.com.br
Sete vezes mais refugiados sírios no Brasil
R$ 1,40
São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Fernando Bizerra Jr./EFE
As complexas normas do Comitê Nacional para os Refugiados tornam o registro quase impossível. Mesmo assim, foram 37 em 2012. Neste ano, o número já saltou para 255. Págs. 7 a 9
Celso de Minerva e o Mensalão Voto de Celso de Mello, na 4ª-feira, pode levar a alterações e reduções de penas. Pág. 5
E o Tricolor levanta a poeira
Fábrica de ladrilhos fundada por italianos há quase um século mantém o processo artesanal. Pág. 10
Página 4
9 771679 268008
Aos comerciantes, o Batata. No Natal. Obras no largo terminam até o fim do ano. Pág. 12
NYT
23958
Paulo Pampolin/Hype
Será a volta por cima? Há bons indícios. Levado pelo astral de Muricy, vence o Vasco (2 a 0) com gols de Rodrigo Caio e Antonio Carlos (foto). E sacode o Brasileirão. Já o Timão amarga uma (nova) derrota: agora, 2 a 1 contra o Goiás. É crise? Esporte, págs. 15 e 16 ISSN 1679-2688
Paulo Pampolin/Hype
Bom Retiro manda ladrilhar
A caça à partitura perdida Balé de Chopin orquestrado por Britten é caso de detetive. Pág. 13
DIÁRIO DO COMÉRCIO
2
o
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
Este plano de safra é, seguramente, um dos melhores, se não o melhor, de quantos já foram produzidos. Delfim Netto
pinião
BONS SERVIÇOS Armando Favaro/Estadão Conteúdo
A
lém da decisiva participação no preparo do excelente Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, anunciado pela presidente Dilma Rousseff como um dos atos mais importantes de seu governo, o Ministério da Agricultura tem feito um bom trabalho de divulgação dos programas, com retornos muito positivos dos produtores rurais. Este plano de safra é, seguramente, um dos melhores – se não o melhor – de quantos já foram produzidos no Brasil, pois está atento à necessidade de acelerar o desenvolvimento do setor, com substancial aumento dos limites do crédito para custeio e investimentos, além do aumento dos prazos dos empréstimos e redução da taxa de juros real.
A
s primeiras respostas dos agricultores e pecuaristas (e de suas organizações cooperativas) confirmam essa impressão. As medidas propostas atacam os problemas mais críticos que foram negligenciados nos últimos quinze a vinte anos, pela ordem de importância, no entender dos produtores rurais. São elas: a) a ampliação do seguro de safra para enfrentar os riscos climáticos e os efeitos de pragas sobre a renda da produção; para que a agricultura se desenvolva, ela tem que contar com a co-
DELFIM NETTO anos foram negligenciados em quase todos os planos. O fato é que não adianta termos a pequena agricultura (familiar), sem proporcionar o acesso ao conhecimento, porque ela precisa de um enorme suporte de educação e de tecnologia. O pequeno agricultor é pobre não porque não saiba trabalhar a terra, mas porque não lhe foi dada a condição de se apropriar de novas tecnologias; ele, algumas vezes, continua a usar a tecnologia do século 19, quando a EMBRAPA está fornecendo tecnologia do século 21.
U
Agricultura familiar precisa dos mesmos conhecimentos tecnológicos e dos acesso aos insumos que os grandes possuem. bertura do seguro, porque se houver algum acidente a renda é complementada e o produtor poderá honrar seus compromissos; b) aumento substancial e garantia dos recursos para financiamento da estocagem da produção, atacando finalmente o trágico problema da falta de capacidade estática de armazenagem que retira do produtor a possibilidade de aproveitar as melhores oportunidades de venda da sua colheita;
c) a recuperação da "extensão rural" e a reconstrução do sistema de assistência técnica que já funcionaram no Bra-
sil, mobilizando a pequena agricultura para os avanços da tecnologia já disponíveis. Nas primeiras quatro se-
O pequeno agricultor é pobre não porque ele não saiba trabalhar a terra, mas porque não lhe foi dada a condição de se apropriar de novas tecnologias.
manas de vigência do Plano – de acordo com números divulgados pela assessoria de comunicação do MAPA – os financiamentos de custeio e investimento aos pequenos e m é d i o s a g r i c u l t o r e s a umentaram 127,7% em relação a julho do ano passado, refletindo a redução, em 4,5%, da taxa de juros.
m problema dramático da agricultura brasileira é que enquanto a empresa moderna, no estado da arte, usa com todo o cuidado os insumos que a ciência colocou a seu alcance, a pequena agricultura, geralmente classificada de agricultura familiar, não teve a oportunidade de receber essa atenção até agora. O que se espera deste plano é que ele inicie uma grande mudança. ANTÔNIO DELFIM NETTO É
S
ão dados que demonstram uma nova consciência, ao contemplar problemas que nos últimos
PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO
contatodelfimnetto@terra.com.br
CARGA TRIBUTÁRIA: A LIÇÃO DA CHINA. ROBERTO DIAS DUARTE
I
nsatisfeito com o crescimento do PIB abaixo do esperado, de "apenas" 7%, o país mais populoso do mundo vem agindo sensatamente para ampliar seu desempenho econômico. Governada pelo Partido Comunista, a China suspendeu, a partir de 1º de agosto, o imposto sobre o volume de negócios de todas as pequenas empresas do país com vendas mensais de menos de 20 mil yuans (US$ 3.236), beneficiando mais de 6 milhões delas e impulsionando o emprego e o rendimento de dezenas de milhões de pessoas. Para empresas maiores também haverá redução dos encargos tributários, com os mesmos objetivos.
A
o mesmo tempo, aqui no Brasil, ganha força um movimento em defesa da tributação adicional sobre os lucros distribuídos por empresas em patamares superiores a R$ 60 mil. A justificativa do Sindifisco Nacional é que, supostamente, impostos pagos por trabalhadores são maiores do que os recolhidos
por empreendedores. Defensores dessa tese alegam que "enquanto os lucros e dividendos gozam de isenção, os rendimentos provenientes do trabalho submetem-se a alíquotas crescentes de até 27,5%”.
P
ela proposta, lucros distribuídos de até R$ 5 mil mensais continuariam isentos de IR. Mas quem recebe lucros entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês pagaria um Imposto de Renda adicional de 5% sobre o que ultrapassasse a faixa de isenção. Já quem ganhasse entre R$ 10 mil de R$ 20 mil passaria a ser tributado em 10% para os valores nessa faixa. E para distribuições acima de R$ 20 mil mensais a tributação adicional seria de 15%. Vamos analisar, na prática, se há ou não alguma injustiça tributária nesta pretensão. Um funcionário que receba R$ 68 mil por ano (salário mensal de R$ 5.230,77) paga cerca de R$ 7,9 mil de IR. Para esse trabalhador, o rendimento anual após a tributação é de R$ 60 mil e a carga tributária efetiva, 11,75 %.
Um prestador de serviços com empresa no regime de Lucro Presumido, para ter como renda anual – via distribuição de lucros – os mesmos R$ 60 mil necessita de receita mensal de R$ 10.160,00, pois desse valor se subtraem: PIS (R$ 66,04), Cofins (R$ 304,80), Imposto de Renda (R$ 487,68), CSLL (R$ 292,61), ISS (R$ 508,00), aluguel de uma sala (R$ 800,00), salários e encargos de uma secretária (R$ 1.500,00) e despesas diversas como luz, telefone, material de escritório, honorários contábeis, taxas (R$ 1.200,00). Portanto, o empreendedor, nesse caso , pagaria anualmente R$ 19.909,54 em impostos – uma carga tributária efetiva de 15,66%.
O
bviamente, sobre a atividade empreendedora há um recolhimento maior de tributos em comparação à atividade assalariada. Temos de buscar outra
explicação, fora da lógica matemática, para compreender o inusitado apelo à "justiça" tributária que sugere esse adicional, ao bitributar os atuais 8 milhões de brasileiros que empreendem e os mais de 30 milhões que ainda alimentam o sonho de empreender, mesmo em um país tão contraditório.
T
alvez o movimento tenha origem em fundamentos ideológicos típicos do século 19, que até países socialistas como a China já abandonaram há
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi
muito tempo. Ou, ainda, não passe de uma miopia social e econômica que impede a percepção de que a sustentabilidade da nação depende do pequeno empreendedor que emprega (com carteira assinada) cerca de 15 milhões de profissionais. Assim, os especialistas que elaboraram essa proposta deveriam estudar
melhor a realidade empreendedora, quem sabe até mesmo estagiar em uma pequena empresa para sentir na pele o quanto já é difícil gerar riqueza e empregos no país dos discursos vazios. ROBERTO DIAS DUARTE É ADMINISTRADOR DE EMPRESAS E MEMBRO DO GT TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO DO CRC-MG
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Car valho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela S.A. O Estado de S. Paulo.
REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
3
o Protesto na sorveteria
TEMOS 32 PARTIDOS POLÍTICOS, MAS DESCOMPROMISSADOS COM OS INTERESSES NACIONAIS.
pinião
A
lém dos alunos da Universidade de Princeton, que só deixam a cidade nas férias da metade do ano, há quem passe aqui apenas por alguns dias e depois suma por longos períodos, seja porque trabalha longe ou porque acredita que é preciso mudar de pouso de vez em quando. Ferdinand Stone parece pertencer a essa segunda tribo. Ninguém sabe ao certo para onde ele vai quando desaparece, mas o sinal mais perceptível de sua presença é sem dúvida o perfume do cachimbo – que ele não larga nem deixa apagar por muito tempo. E quando se faz presente, ele também fala de modo eloquente sobre seu tema predileto: a política dos Estados Unidos no mundo. Ontem, seu palco foi a sorveteria Sweetheart, no coração da cidade.
A
opinião do presidente russo Vladimir Putin sobre os Estados Unidos, publicada no New York Times há dias, foi o tema de um dos desabafos de Stone. De dedo em riste, ele se agitava na sala cheia de famílias, que ali foram em busca de um sorvete para remediar o calor deste final interminável de verão. "Tolstói, Dostoiévski e Chekov", disse ele em voz alta, o cachimbo entre os dedos, falando a uma sorveteria em silêncio, espantada com aquele vozeirão. "Só esses três nomes bastam para consagrar um país que produziu arte e violência com a mesma generosidade ao longo de sua his-
LUIZ CARLOS LISBOA
tória dramática. Não seria injustiça lembrarmos outros três, mas com os seus sinais trocados: Rasputin, Stalin e Béria".
N
a sala apertada, algumas crianças logo voltaram aos seus sorvetes mas os adultos presentes mostravam preocupação nos rostos. E a voz se elevou novamente, a três metros do balcão, atrás de um casal de idosos nitidamente apavorados. O que seria o sujeito: um louco, bêbado ou terrorista? "Quem imagina que a KGB foi dissolvida não sabe nada dos russos. Eles sabem mais do que ninguém, porque tiveram tempo de aprender – setenta anos é muita coisa – que para mudar uma situação indesejável basta modificar as palavras com as quais ela é identificada. No passado, Putin pertenceu à nomenclatura estalinista, mas hoje ele cita o Papa como aliado e a igualdade entre os homens como virtude cristã que os americanos ignoram. O texto que ele assina no grande jornal americano é um tratado de hipocrisia que conserva o estilo dos grandes processos de Moscou das décadas de 30 e de 40 do século passado. É como se Stalin não tivesse morrido." Agora os fregueses da sorveteria já não lembravam do calor que fazia lá fora, e tentavam sair da sorveteria, mas sem muita pressa para não revelar seu medo. E quem queria entrar no estabelecimento acaba-
va recuando, ao ouvir a voz possante e indignada de Stone.
N
ós ficamos num canto, querendo registrar tudo, mas no fundo querendo escapar da cena, certo de que meu amigo estaria, no mínimo, passando por louco. Stone fechava os olhos quando falava, mas suas mãos, que faziam gestos largos, estavam firmes. Alguém pediu na calçada que se chamasse a polícia. "Na sua carta-aberta – dizia ele – Putin, o hipócrita, lem-
brou que Israel seria ameaçada se os opositores de Assad chegassem ao poder. Como se ele estivesse preocupado com o destino dos israelenses! O que o russo quer, falando aos americanos, é intrigar e criar dúvida, a fim de enfraquecer a determinação de Obama de punir Damasco pelo uso de armas químicas contra os sírios". Stone respirou fundo e sentenciou: "Ele odeia o presidente americano porque aprendeu a odiar a América desde
De dedo em riste, ele se agitava na sala cheia de famílias, que ali foram em busca de um sorvete para remediar o calor deste final interminável de verão.
que nasceu. Por isso também lançou insultos racistas a Obama, na entrevista que deu a um jornal russo".
A
os poucos a sorveteria foi esvaziada e Stone já estava calmo, tomando seu sorvete de chocolate em silêncio. Fiquei ao lado dele até que saímos, e na rua fomos pela calçada falando banalidades. Um dia depois, soube que Stone havia partido. Para onde, ninguém sabe dizer. E pensei: é assim que pessoas como ele aliviam as tensões do mundo e da vida. LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA E ESCREVE DE PRINCETON (EUA). ALGUTE@GMAIL.COM
TANTA SIGLA PARA NADA... P
or publicação na imprensa constata-se que hoje existem no Brasil as seguintes agremiações políticas, mencionadas por suas respectivas siglas: PMDB, PSB, PDT, PT, DEM, PSDB, PTB, PCdoB, PTC, PSC, PMN, PRP, PPS, PV, PT do B, PP, PSTU, PCB, PRTB, PHS, PSDC, PCO, PTN, PSL, PRB, PSOL, PR, PSD, PPL, PEN – e ainda podemos ter a REDE e o PROS. Por enquanto. No limite , são 32 partidos políticos no País, recebendo recursos do Fundo Partidário e absolutamente desprovidos de compromissos mais sérios com o Brasil, ou que não sejam o de defesa dos interesses de seus dirigentes e membros mais influentes.
C
hovo no molhado ao afirmar que os partidos políticos nacionais, no geral, possuem programas partidários, bandeiras ideológicas, planos de
governo e estatutos e ordenamentos legais que permitem sua existência e atuação. Isso, todavia, é uma capa de cobertura para o verdadeiro objetivo: recebimento de recursos que servem para subsidiar a existência da própria legenda, mesmo que não represente nem a si mesma; meio de chegada ao poder e, depois, de sustentação dos instrumentos necessários para tentar sua perpetuação, em "apoio" ao governo, ou aos cofres públicos mesmo, ou meio de subsistência pessoal, familiar e dos próximos. E são muitas agremiações que vivem disso.
V
ou dar um exemplo dessa situação, que assisti de perto. Na campanha da Constituinte, em 1986, eu era secretário de um partido e trabalhei como representante do mesmo na elaboração das listas de candidatos
e, posteriormente, na prestação de contas dos partidos junto à Justiça Eleitoral. Certamente decorre daí minha recusa sistemática a ser candidato a algum cargo eletivo até agora, porque vi como funciona por dentro o esquema dos partidos políticos no País. E só piorou.
N
ão sei se ainda está em vigor uma lei – ou sei lá que nome dar a isso que permitia ou ainda permite, por exemplo, que o funcionário público tire licença remunerada por 90 dias se for candidato homologado em convenção partidária. Vi alguns fazerem isso e, durante a campanha, arrecadarem recursos para sua candidatura. Se um dia forem eleitos, estragaria o esquema arrecadatório, porque o livro de ouro ia para a gaveta familiar. É só um exemplo. E dos pequenos , diante da máquina partidária
dominante. Como dizia Jânio Quadros , são farinha do mesmo saco, e não se diferenciam na ânsia do acesso ao poder traduzido em cofres públicos. Os que se sentirem injustiçados acomodem-se na minha ressalva de que a maioria é assim; então, se ainda sentirem assim, são minoria. Acompanho a vida política do país há 41 anos e fui dirigente partidário por seis meses. Afirmo taxativamente: existem abnegados sérios, sim. Mas a ampla, imensa, esmagadora maioria dos que orbitam, dirigem, militam, gravitam em torno da sopa de siglas (por que será que há tantos assim?) do nosso quadro partidário, é de pessoas cuja vocação para a vida pública não existiria se o festival de mordomias, vantagens, falcatruas, privilégios e vencimentos – sem falar, claro, na aberta corrupção – deixassem de existir. Vou voltar a acreditar em
PAULO SAAB
partidos políticos e em políticos, de modo geral, quando – além de um salário compatível com o mercado –, a missão dos parlamentares e dirigentes seja mesmo a gestão proba da coisa pública. Ou seja, sem carros oficiais, sem apartamentos funcionais, sem verbas para assessores e outras vantagens inaceitáveis que são parte dos desvios existentes no Brasil.
C
onsolidou-se no País uma série de benefícios, benfeitorias, mordomias, vantagens, de modo que
Brasília (e por extensão, onde houver dinheiro público, seja federal, estadual ou municipal) se transformou em um paraíso que atrai toda sorte de aventureiro. Em nome do povo, contra ele assacam, transgridem, violam o que pode, e não se vexam de chafurdar na lama, eventualmente – repito, eventualmente – quando apanhado. E ainda saem cantando de galo. Vou fundar o PAPS –Partido de Apoio ao Paulo Saab. Quem sabe não consigo também essa miríade de boquinhas que sangram as veias do dinheiro público no País? Repare o que há de comum, leitor, nas palavras a seguir, como me mandou o leitor DG, de Baurú : imposto, inoportuno, inapto, incompetente, hipócrita.... para ficar por aqui . Há muito mais. Descobriu? PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4
)KDC7O
Orgulhoso de seus novos MAIS: ao contrário, o prée fartos cabelos transplantados, não é verdade que Paulo Skaf faria uma plástica no nariz.
gibaum@gibaum.com.br
candidato ao governo paulista gosta muito de seu nasal arabian style. E acha que é muito viril.
2 “Como é que se chama? Hemo...Hemodinâmica, né? Eu vou aprender Para valer isso tudinho.”
CIRO GOMES // novo secretário da Saúde do Ceará, nomeado pelo irmão.
Fotos: BusinessNews
Na história do Supremo Tribunal Federal, aconteceu apenas uma renúncia de ministro que se sentiu insultado pelo comportamento dos colegas. Em 1971, em plena época da ditadura militar, o então ministro Adauto Lúcio Cardoso, viu o STF julgar como constitucional a lei de censura de Garrastazu Medici. Não agüentou, tirou a capa de integrante da Alta Corte no plenário e saiu do Supremo. Naqueles tempos, não havia a TV Judiciário para registrar o ato que ficou na história – e teve repercussão internacional, pouco divulgada pelos jornais e emissoras de TV, sob censura.
RECUPERADA
Contrariando a fama de Carlota Joaquina, que seria fora dos padrões de beleza de todas as épocas, a Revista de História da Biblioteca Nacional traz na capa, na edição deste mês, um retrato da mulher de D. João VI em sua juventude – e que não era tão feia, não. A Infanta Carlota aparece num quadro pintado por Mariano Salvador Maella e integra o Museu do Prado, em Madri. Historiadores acham que a imagem revela ostentação do gosto francês, evidenciado em tecidos e bordados e o rostinho até tinha traços delicados.
Novo controle
Duda Mendonça, que já está quase recebendo todo seu dinheiro bloqueado pela justiça desde a explosão do mensalão (ele foi inocentado pelo Supremo), está vendendo para seu próprio sócio, o marqueteiro e banqueiro Antonio Lavareda, o controle da agência Duda/ BlackNinja. Eles são sócios há quase um ano. Só que Duda quer fazer, no ano que vem, várias campanhas eleitorais e usando sua própria agência e apenas repassando alguns serviços para a outra. Mais: ele poderá ficar fora da campanha de Paulo Skaf. O peemedebista quer exclusividade.
ALMANAQUE
Em 2007, quando estava na sessão que abriu a Ação Penal 470 contra os acusados do mensalão, o ministro Celso de Mello contou que José Dirceu havia morado na mesma pensão que ele, quando estudava Direito. “Éramos visitados com freqüência pelo pessoal do Dops”. Eles se conheceram em 1964 no cursinho prévestibular Toloza. Nos cinco anos em que morou na pensão, Celso de Mello e Dirceu viveram em alas diferentes. Em 1969, Mello se formava e Dirceu embarcava para o exílio no México, em troca da libertação do embaixador Charles Elbrick.
A baiana Adriana Lima, terceira colocada no ranking da Forbes das modelos mais bem pagas do mundo (US$ 6 milhões nos últimos 12 meses) aparece na capa e recheio da nova edição da revista Garage no maior estilo western , com direito a chapéu de vaqueiro, revolver e misturando shortinho com jeans xadrez, a última novidade da Chanel. Ao mesmo tempo, aparece no site The Huffington Post garantindo que manteve a virgindade até os 27 anos, quando se casou com o ex-jogador de basquete sérvio Marko Jaric, com quem tem duas filhas. “São valores pessoais”.
Mãos ao alto!
Nos dias que antecederam as sessões do Supremo sobre a validade dos recursos capazes de reabrir o julgamento dos mensaleiros e rever condenações, o presidente da Alta Corte, Joaquim Barbosa, até chegou a pensar em renuncia, dependendo da votação. Depois, ficou surpreso com o resultado parcial da aceitação ou não dos embargos infringentes. Não esperava embate: após o placar do primeiro dia, achava que sua tese perderia quase de lavada. A posição dos ministros Carmen Lúcia e Marco Aurélio Mello (e as investidas dele em cima do ministro José Roberto Barroso) não constavam de suas estimativas. Agora, enquanto muita gente acha que Barbosa deveria chutar o pau da barraca e renunciar, ele acredita que, qualquer que seja o voto de Celso de Mello, sua imagem ficará muito bem.
Nada de renúncia
Os fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggott acabam de postar uma foto de Gisele Bündchen (US$ 42 milhões de faturamento no último ano) de calcinha e topless, o que não é habitual. Na legenda, “Gisele deusa”. Ao mesmo tempo, ela está lançando sua coleção de lingerie Intimates, em parceria com a Hope, que tem insinuante calcinha modeladora de renda. No Sete de Setembro, postou uma foto enrolada na bandeira (depois, assistiu em Boston o jogo Brasil e Portugal) e a mensagem: “Viva um Brasil mais justo e mais transparente”.
Sempre Gisele
Sem fins lucrativos O governo distribuiu, até a semana passada, nada menos do que R$ 3,7 bilhões para as chamadas entidades sem fins lucrativos. São as Organizações de Sociedade Civil de Interesse Público, fundações, organizações não governamentais e partidos. O Ministério da Educação foi o mais generoso nessa modalidade: repassou R$ 1,2 bilhão. Em segundo, surge o Ministério da Saúde, com R$ 772,6 milhões. O repasse, até agora, foi feito para 3.132 empresas e entre elas, a terceira maior beneficiada (com R$ 242,1 milhões) foi a Missão Evangélica Caiuá, da Igreja Presbiteriana do Brasil, com sede em Dourados, interior de Minas Gerais.
/ IN
Lantejoulas nos sapatos.
/
Única renúncia
OUT
Se as conversas entre o PMDB e o staff de campanha de Geraldo Alckmin ainda não produziram resultado algum (os peemedebistas contra Paulo Skaf queriam uma aliança e os tucanos ofereceram o vicegovernança), outras conversas, entre o PT e o mesmo PMDB, que queriam Skaf na vice de Alexandre Padilha nem chegaram a se desenvolver. Nos próximos filmes para TV do PMDB em São Paulo, o maior destaque será dado ao presidente da Fiesp, que se vangloria de aparecer nas pesquisas com 19% de intenções de voto. Ou seja: a candidatura é para valer.
RECLAMAÇÕES O telefone celular é o produto com maior número de reclamações enviadas a Senacom (Secretária de Defesa do Consumidor), braço do Ministério da Justiça: entre janeiro e agosto, foram 67.879 queixas, 16,9% de todas as denúncias registradas no período. Em segundo lugar, móveis com 46.835 (11,6%). Na área das empresas, as marcas da Via Varejo – Casas Bahia, Ponto Frio e Nova Ponto Com – encabeçam a lista das reclamações no mesmo período com 22.088 denúncias.
MISTURA FINA O GOVERNADOR do DF, Agnelo Queiróz (PT) acaba de determinar, através do pregão, o fornecimento de chaves no valor de R$ 3,9 milhões, devido à sua preocupação com novas manifestações de protesto. A empresa fornecedora deverá prestar o serviço durante um ano e em 75 órgãos da administração. Não se sabe quantas novas chaves constarão do trabalho.
A PERNAMBUCANA de Recife Isabella Melo, 20 anos, que virou atração na SP Fashion Week de dois anos atrás, foi a recordista brasileira de desfiles internacionais na New York Fashion Week, que acabou na semana passada. Fez 24 desfiles e entre eles, apenas um nacional, para Alexandre Herchcovith.
DEPOIS da operação da Polícia Federal em cima do Ministério do Trabalho, nos próximos dias deverá explodir outra em cima de grupo que atua em fraudes de licitação, contratos com empresas fantasmas e desvio de recursos envolvendo, pelo menos, três ministérios: Ministério do Trabalho (de novo), do Turismo e das Cidades. Quem já foi avisado, não conseguirá sair do país.
CONDENADO a sete anos de cadeia em regime-aberto, o deputado federal Valdemar Costa Neto (SP), que era presidente do PR e passou a secretário-geral quando saiu sua sentença, agora teve outra idéia para não ficar longe do partido. Quando for para a prisão, pedirá para permanecer em Brasília: quer virar empregado do PR, onde trabalharia de dia.
Tachas nos sapatos.
Mulherhumorista,não Danilo Gentili é a entrevista da nova edição de Playboy , onde garante que não costuma namorar colegas do mundo do humor porque o lado feminino da comédia “é desprovido de beleza”. E explica: “Cara, mulher humorista é tudo feia... Não dá, velho!” Sobre os tempos de muita amizade com Dani Calabresa, quando os dois moravam em Santo André, na Grande São Paulo, Danilo é capaz de jurar: “Nunca tive nada com ela. Até porque antes de casar, ela era gorda. Agora, você fala: “Olha, ela está gostosinha!” Mas, era gordinha. Era a amiga gordinha, nunca rolou nada”.
A ATRIZ Deborah Bloch, na semana passada, em São Paulo, no Lions, numa festa de comemoração do novo clipe de Thiago Pethit, acabou trocando mais do que beijos com Ricardo Carioca, artista plástico conhecido por suas instalações audiovisuais. Já Deborah Secco – quem diria – ensaia uma volta com o exmarido Roger Flores.
Colaboração:
Paula Rodrigues / Alexandre Favero
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
p
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
DIÁRIO DO COMÉRCIO
5 VOTO DE SILÊNCIO O governador Eduardo Campos (PSB-PE) determinou silêncio temporário ao partido diante das ameaças veladas de expulsão de seus afilhados políticos com cargos no governo federal. Por ora, o pré-candidato ao Presidência não cogita retirar os aliados instalados na Esplanada dos Ministérios.
olítica
Mensalão: reformado, ampliado e complicado. O voto do ministro Celso de Mello, na quarta-feira, deve transformar o julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal em um 'jogo de xadrez'.
A
retomada do julga- denar os réus pelo crime de mento do Mensalão formação de quadrilha e conno Supremo Tribu- siderou que o STF não tem ponal Federal, na pró- der para cassar os mandatos xima quarta-feira, dia 18, abri- de deputados condenados. rá uma nova etapa do procesPor essa posição, ela se so que há oito anos tramita na perfilará aos ministros que Corte se, efetivamente, o mi- agora votaram a favor dos nistro Celso de Mello votar fa- embargos – Ricardo Lewanvoravelmente – como sinali- dowski, Dias Toffoli, Rosa zou – à possibilidade da reaná- Weber, Teori Zavascki e Luís lise dos crimes de 12 dos 25 Roberto Barroso. Os dois últicondenados. Aceitos os em- mos, apesar de não terem bargos infringentes, o caso participado do julgamento deve se transformar numa es- do Mensalão no ano passado, pécie de "jogo de xadrez". já encamparam as mesmas Pelas maniteses sobre festações reformação de centes dos miquadrilha e Condenações por nistros, as conperda de manformação de denações por dato. quadrilha podem quadrilha poNa soma dos ser revertidas, dem ser revervotos, o tribupenas reduzidas tidas, penas nal poderá reimpostas a deverter a condee a cassação terminados nação de oito dos deputados, réus podem ser réus acusados alterada. reduzidas e a de formação decisão sobre a de quadrilha, cassação imedentre eles o diata dos mandatos dos depu- ex-ministro da Casa Civil José tados envolvidos, alterada. Dirceu, o ex-presidente do PT Ministros contrários ao no- José Genoino e o ex-tesoureiro vo julgamento não necessa- do PT Delúbio Soares. riamente votarão pela manuDa mesma forma, a decisão tenção de todas as condena- do tribunal no julgamento do ções e penas dadas. Mensalão de ordenar ao Congresso a cassação imediata MINISTRA CÁRMEN dos parlamentares condenados seria revertida. Cármen A ministra Cármen Lúcia, Lúcia também se alinha, nespor exemplo, foi contrária à se tema, aos ministros que admissibilidade dos chama- votaram a favor dos embardos embargos infringentes, gos infringentes e que entenmas julgou, no ano passado, dem que compete à Câmara não haver provas para con- cassar os mandatos.
primento de pena mais favorável: de inicialmente fechado, em que tem de passar o dia inteiro na cadeia, para o semiaberto, no qual pode passar o dia na rua e obrigado a dormir na penitenciária. MINISTRO BARROSO
MINISTRO MARCO AURÉLIO Além de Cármen Lúcia, o ministro Marco Aurélio votou contra a possibilidade de nova chance para os réus do Mensalão, mas admitiu reduzir as pe-
nas nas últimas semanas, quando o tribunal julgou os primeiros recursos. Marco Aurélio poderia, na nova fase do processo, votar novamente pela redução das penas. Esse é um ponto crucial
da ação porque, dependendo da mudança, penas dos condenados podem ser prescritas. A queda de punições, consequentemente, levaria réus como José Dirceu e Delúbio Soares a um regime de cum-
Barroso já criticou o cálculo das penas para parte dos réus, mas não quis, nos primeiros recursos, alterá-las. Na nova fase do julgamento, pode abandonar a autocontenção e propor também a diminuição das penas. A mesma postura deve ter o ministro Teori Zavascki, que já propôs reduzir da punição para os condenados por quadrilha. Postura distinta pode ter o ministro Celso de Mello. No ano passado, o ministro foi dos mais enfáticos ao defender a condenação dos réus. Mesmo aceitando os infringentes, como indicou, poderá manter o peso das condenações. Nessa nova fase, Celso de Mello voltará a se alinhar aos ministros que combateram a possibilidade de novo julgamento - Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Na avaliação de ex-ministros do STF e atuais, mesmo pequenas alterações no julgamento atrasariam a conclusão da ação, adiando a prisão da maior parte dos condenados no caso. (Estadão Conteúdo) Leia mais sobre o ministro Celso de Mello na página 6
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
6
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
Acredito que esse clamor popular nunca antes visto na história do Judiciário brasileiro vai pesar muito na sua decisão. José Erasmo Peixoto, dentista amigo de Celso de Mello
olítica
André Dusek/EC
Carlos Humberto/SCO/STF
Os réus condenados são um grupo de delinquentes. Houve um esquema de corrupção estruturado no subterrâneo do poder. Gilmar Mendes, ministro do STF
Vejo que o novato parte para uma crítica ao próprio colegiado, como partiu em votos anteriores. Marco Aurélio Mello, dirigindo-se ao colega Barroso
André Dusek/EC
Eu nesta vida, neste caso e em outros, faço o que acho certo, independentemente da repercussão. Não sou um juiz que me considero pautado pela repercussão. Luís Roberto Barroso, ministro do STF
Fui o principal alvo da inveja de setores da elite desse País que não se conformam com a liderança do Lula no mundo e a vitória de Dilma. Fui escolhido para ser símbolo dessa mágoa, inveja e ódio disseminados em parte da sociedade contra nós. José Dirceu, ex-ministro de Lula condenado no Mensalão Sempre me perguntam se eu vou aos Estados Unidos, o que eu tenho a dizer é que eu vou abrir a Assembleia Geral da ONU no dia 23. Presidente Dilma Rousseff
Qual foi o crime que Dilma cometeu? Nós precisamos levar a sério a questão da democracia ou, por acaso, podem o senhor Obama e seu esquema de inteligência espionar as conversas da nossa presidente da República? Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, deve se aposentar este ano, independentemente da prorrogação do Mensalão.
Aposentadoria em vista É o que dizem amigos de Celso de Mello, ministro que definirá se haverá um novo julgamento do Mensalão.
D
ois amigos do minis- nistro para conferir a informatro Celso de Mello, ção. do Supremo TribuVoto de Minerva – Na quartanal Federal (STF), di- feira, Celso de Mello dará o vozem ter ouvido dele diversas to definitivo sobre a aceitação manifestações de que planeja ou não dos embargos infrinse aposentar até o final do ano gentes, recursos que podem e voltar para sua cidade natal, permitir nova chance de defeTatuí, no interior de São Paulo. sa para 12 dos 25 condenados O criminalista no processo. José Rubens do A confiança de Amaral Lincoln, Lincoln é tamaTenho absoluta que começou nha que ele já certeza de amizade com o prepara um esdecano do STF critório para o que o ministro antes de ambos ministro em TaCelso de Mello serem alfabetituí. Já retirou se aposentará zados, diz ter parte dos livros ainda em 2013. "absoluta certeda sala onde traza" de que o mibalha, em um JOSÉ RUBENS DO AMARAL n i s t r o s e a p ocasarão na Rua LINCOLN, CRIMINALISTA sentará ainda 1 5 d e N o v e mem 2013. E acredita que ele o bro, e reforma uma sala nos fará independentemente da fundos para ficar. Na placa da prorrogação do julgamento do frente, diz que já vislumbra o Mensalão. A reportagem não nome "Celso de Mello". "Estou conseguiu contato com o mi- reservando ao ministro a sala
que ocupo há 40 anos. Espero processo do Mensalão, em que ele se satisfaça, humilde agosto de 2012. Já Peixoto encomo é, se ele nos der a honra tende que o ministro modificade vir trabalhar aqui." rá seu posicionamento e recuOutro amigo do ministro, o sará esse tipo de recurso. cirurgião-dentista José Eras"Celso me enviou um e-mail mo Peixoto, reforça que o de- no qual mostrava a capa do sejo transmitido aos amigos é jornal Correio Braziliense, o de voltar. São 43 anos no ser- com a manchete ‘Um país à esviço público despera de Justiça’. de a posse como Pelo que recebi promotor de Jusdele, eu interPelo que recebi no preto que vá votiça de São Paue-mail dele, eu lo, 24 no STF. tar contra a aceiLincoln e Peiinterpreto que ele t a ç ã o d o s e mxoto, que costubargos", disse vá votar contra mam se reunir Peixoto. "Acrea aceitação com Celso de dito que esse dos embargos. Mello nas férias clamor popular e em visitas esnunca antes visJOSÉ ERASMO PEIXOTO, p o r á d i c a s , d ito na história do DENTISTA vergem sobre o Judiciário brasivoto que ele dará na quarta. O leiro vai pesar muito na sua dedentista acredita que Mello cisão, pois 99% dos brasileiros reafirmará a defesa que já fez querem por um fim ao procesda admissão dos embargos in- so e acabar a impunidade", cofringentes no STF no início do mentou. (Folhapress) André Dusek/ EC
Uéslei Marcelino/Reuters
Devo a vida ao Eduardo e a liberdade ao Brasil. Roger Pinto Molina, senador boliviano retirado da Bolívia pelo diplomata brasileiro Eduardo Saboia. Os governos do Brasil e dos EUA precisam decidir se vão deixar que o diálogo bilateral continue a ser refém de um jornalista, que poderá divulgar novas informações quando quiser. Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute do Wilson Center, sobre Glenn Greenwald, jornalista do The Guardian que divulgou documentos em poder de Edward Snowden.
Andressa Anholete/EC
Reafirmamos nosso compromisso de apoiar manifestações. Isso é importante na democracia, mas o que vimos de alguns grupos foram atos de barbárie. Isso não é manifestação, é barbárie, violência, crime, depredação, vandalismo, agressão à polícia. Isso é inaceitável. Geraldo Alckmin, governador (PSDB-SP), sobre a violência nos protestos de 7 de Setembro
Estou estudando o assunto para verificar se ele pode pedir aposentadoria. A pena seria a demissão sumária do servidor e então ele não pode pedir a aposentadoria quando está para ser punido. Como ele vai pedir aposentadoria se ele foi condenado? Helenita Acioli, procuradorageral interina, sobre pedido do deputado José Genoino (PTSP), condenado no Mensalão.
Cartada jurídica para a Rede
A
20 dias do prazo final para obter registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Rede Sustentabilidade já admite que não conseguirá cumprir o requisito de 491.656 assinaturas validadas de eleitores. Para formalizar a criação do partido, o grupo ligado à ex-senadora Marina Silva prepara uma última cartada jurídica. Na quarta-feira, o partido apresentará um lote de 150 mil fichas de apoio certificadas. Com isso, terão conseguido levantar pouco mais de 450 mil. Para alcançar o mínimo necessário, a Rede entrará com um recurso no TSE pedindo para que sejam validadas cerca de 90 mil assinaturas que foram recusadas pelos cartórios eleitorais sem justificativa. Nesta semana, a ministra relatora do caso, Laurita Vaz, encaminhará o processo para
o Ministério Público Eleitoral. O órgão tem dez dias para analisar o pedido e deve recomendar que o registro seja deferido somente se todos os requisitos legais tiverem sido cumpridos. O discurso adotado pela Rede desde que deu entrada com o pedido no TSE, em 26 de agosto, é de que a sigla foi vítima da lentidão e da burocracia da Justiça Eleitoral. A alegação é a de que os cartórios descumpriram o prazo de 15 dias para analisar as assinaturas e que os índices de fichas rejeitadas ultrapassaram os níveis aceitáveis em Estados estratégicos, como São Paulo. "Teria sido um sonho de uma noite de verão termos começado a coleta de assinaturas antes, mas, diante da coerência necessária, nós não tivemos condições", disse o vereador
Para viabilizar sua candidatura à Presidência pela Rede, Marina Silva, que está em 2º lugar nas pesquisas, precisará da boa vontade do TSE.
Ricardo Young (PPS-SP), um dos idealizadores. Caso a Rede não consiga o registro a tempo, Marina, que hoje se encontra em segundo lugar nas pesquisas de
intenção de voto, teria de buscar outra legenda para poder concorrer à Presidência. Ela, no entanto, tem dito que não trabalha com plano B. (Folhapress)
Congresso fará esforço concentrado
O
s senadores terão uma semana de atividade intensa. De segunda a sexta-feira, haverá sessões deliberativas. Os destaques do esforço concentrado são a chamada minirreforma eleitoral e a proposta que acaba com votações secretas no Poder Legislativo, mas outras matérias importantes
também serão votadas, como a PEC da Música e o projeto que define o crime de feminicídio. O presidente do Senado, Renan Calheiros, fez um apelo para que os senadores estejam em plenário a semana inteira. Em resposta, o líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), informou que enviará e-mails e
telegramas a todos os parlamentares da base governista convocando-os para o esforço concentrado. Além da pauta de votações, o plenário vai ser o palco da segunda sessão temática de debates, durante a qual será discutido o financiamento da saúde com a presença do ministro Alexandre Padilha. O Congresso Nacional
reúne-se amanhã para o exame dos vetos presidenciais a sete projetos de lei. O mais polêmico entre eles é o veto total ao que prevê a extinção da multa rescisória de 10% sobre o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), paga pelos empregadores nas demissões sem justa causa. (Folhapress)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
e
7
Como é que alguém que perdeu tudo consegue comprovar emprego e renda? Amer Masarani, refugiado sírio no Brasil
special
Sírios: um porto seguro, aqui. Dos 2 milhões de refugiados sírios em 2013, 255 estão sob proteção no Brasil. Em menos de um ano, o número deles no País multiplicou por 7. Victoria Brotto
Houssam Abo Dabak/Reuters - o8/07/2013
O
número de sírios q u e f o r a m r e c onhecidos no Brasil como refugiados aumentou sete vezes em menos de um ano. Em 2012, 37 sírios conseguiram o registro de refúgio pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), órgão ligado ao Ministério da Justiça responsável pela concessão de refúgio no País. Neste ano, o número subiu para 255 – sendo que deste total, segundo informou ao Diário do Comércio o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), 242 tinham feito o pedido logo que a guerra na Síria estourou, em março de 2011. Trinta e oito sírios ainda aguardam decisão. A Síria hoje é considerada pela comunidade internacional como um dos países mais perigosos do mundo devido à guerra civil que eclodiu há três anos. A ONU estima que cem mil pessoas tenham morrido neste período e 2 milhões tenham fugido do combate entre o governo de Bashar al-Assad e as forças rebeldes. E, destes 2 milhões, 255 – neste ano – estão no Brasil sob a proteção de refugiados. Mas, segundo o comerciante e refugiado sírio Amer Masarani, de 42 anos, que vive no Brasil há 17 anos, as dificuldades não acabam quando se cruza o Atlântico em direção às terras brasileiras. "Você chega ao aeroporto, avisa a Polícia Federal que quer pedir refúgio, eles te dão um protocolo e só depois de 180 dias é que eles te entrevistarão. E, depois disso, é que o seu pedido de refúgio chegará nas mãos do CONARE". A mãe de Amer , de 70 anos, está há um ano aguardando ser chamada pela polícia para a entrevista, mas até lá não consegue tirar nenhum documento que facilite sua vida no País pois só depois da entrevista é que lhe será dado o chamado "Protocolo Provisório de Solicitação de Refúgio", um tipo de documento provisório de identidade do solicitante até a análise do caso. Segundo Amer contou ao DC, ele tentou incluí-la em um plano de saúde empresarial por sua idade avançada, mas devido à falta de documentação, ela foi rejeitada. "O que você faz sem documento? Nada. Conheço gente que espera há 25 meses". REFÚGIO Refúgio, segundo a Convenção da ONU datada de 1951 e o seu Protocolo de 1967 – dos quais o Brasil é signatário –, é a condição que países estrangeiros devem conceder a todo aquele que foi obrigado a deixar seu país de origem devido a temor de perseguição por motivo de raça, religião, nacionalidade, opiniões políticas ou por pertencer a determinado grupo racial. A Constituição Brasileira prevê o refúgio na lei 9.474 e reconhece como refugiadas as pessoas que foram obrigadas a sair de seus países devido a conflitos armados ou violência generalizada que viole os direitos humanos. O processo de pedido de refúgio começa quando o estrangeiro pisa em território brasileiro – segundo o Ministério da Justiça, só pode pedir refúgio quem estiver no Brasil. O solicitante então preencherá um formulário na Polícia Federal com o pedido e depois será entrevistado por agentes federais que encaminharão o processo ao CONARE. Em seguida,
Escombros da guerra civil na Síria: menina observa o que sobrou de sua casa, depois da ação de Bashar al-Assad, na província de Ariha in Idlib. Haiswe Ala/Reuters - 04/09/2013
Número de refúgios concedidos de janeiro a 1º de agosto de 2013 Nacionalidade Angola Colômbia Congo Síria Iraque Libéria Serra Leoa Cuba Bolívia Outros
Refúgios concedidos pelo CONARE 1062 743 575 261 215 211 137 134 127 117
Fonte: Comitê Nacional Para Refugiados e Alto Comissariado da ONU para Refugiados - Brasil Azad Lashkaru - 27/08/2013
Fuga: Refugiadas sírias escapam da violência de seu país cruzando a fronteira curda, ao norte do Iraque. Umir Bektas/Reuters - 06/09/2013
Sem-teto: Fugitivos sírios ganham abrigo na região do Curdistão. Ceerwan Aziz/EFE - 03/09/2013
Improviso: Mãe banha filho em acampamento em Quru Gusik (Iraque) outra entrevista é marcada, mas com um agente do próprio CONARE. "Essa entrevista é muito importante, pois auxiliará o órgão na análise do pedido de refúgio", explica o Alto Comissariado da ONU para Refugiados. Se a decisão for positiva, o estrangeiro procura a Polícia Federal para fazer o Registro Nacional de Estrangeiro (RNE). Caso não lhe reconheçam como refugiado, ele terá 15 dias para, se quiser, protocolar recurso na Polícia Federal, o qual será remetido ao Ministério da Justiça para análise.
COMO SAIR DA SÍRIA "Nós aqui estamos bem, em segurança. O problema é quem ficou lá dentro. Você tem ideia do que um sírio precisa para sair de lá?", questionou Amer após afirmar que já tinha se "alongado" muito no problema da documentação de refugiados aqui no Brasil. Para sair de qualquer país e se dirigir a outro (com quem o país de origem não tenha acordo específico), o "candidato a refugiado" precisa de um visto – de turista, estudante ou de negócios. "O
Êxodo: Crianças sírias fogem da violência e entram na Turquia carregando seus pertences. mais simples é o de turista", explicou a assessoria do Itamaraty em relação aos vistos para viajar ao Brasil. No caso Síria-Brasil, faz um ano que a embaixada brasileira foi retirada de Damasco e transferida para Beirute, no Líbano, e os pedidos de vistos de sírios para o Brasil são analisados por lá. "É preciso apresentar extrato bancário dos últimos 6 meses, ter pelo menos U$S 5 mil na conta, comprovar endereço fixo e trabalho, apresentar passaporte e ter uma carta de
um brasileiro que te acolha no Brasil – reconhecida em cartório brasileiro", disse Amer. "Como é que alguém que perdeu tudo consegue comprovar essas coisas?". O Itamaraty alegou que a exigência de U$S 5 mil na conta "não condiz com a realidade" e que a comprovação de endereço e trabalho e a apresentação do passaporte são necessárias sim "devido à ameaça de imigração ilegal". "Tivemos muitos casos de pessoas que davam informações falsas de emprego e
quando íamos atrás, elas não trabalhavam naquele lugar", explicou a assessoria. O que foi feito para facilitar o processo de visto para o Brasil foi o fim da necessidade de ir até a embaixada e requisitálo. "Abrimos mão disso, agora a pessoa só precisa enviar os documentos por correio." Questionado sobre a situação de um sírio que, na maioria dos casos, perdeu tudo e não tem como comprovar endereço e emprego, o Itamaraty afirmou analisar caso a caso com "sensibilidade".
DIÁRIO DO COMÉRCIO
8
e
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
Não saímos da Síria para nos envolvermos em outra guerra. Mohamed Taher, cineasta.
special
Bassam Khabieh/Reuters
Egito, o antigo amigo, persegue refugiados. Narciso Contreras/The New York Times
Perto de Damasco, ativistas inspecionam corpos das pessoas mortas por gás no dia 21 de agosto.
Um sírio clama por ajuda *Yassin al-Haj Saleh The New York Times
A
história é simples. Aqui na Síria, existe um governo que vem matando seus cidadãos com impunidade nos últimos 30 meses. A noção de que existe uma guerra civil misteriosa inextricavelmente ligada à natureza do Oriente Médio e suas complicadas divisões sectárias está longe de ser verdadeira. O perpetrador primário da violência é o governo de Bashar al- Assad, que controla os recursos públicos, a mídia, o exército e os serviços de inteligência. Os civis que se levantaram contra o regime, primeiro de forma pacífica e depois pela resistência armada, formam um amplo espectro da sociedade síria. Quando um governo assassina os próprios cidadãos e estes resistem, isto não pode ser chamado de guerra civil. É uma campanha bárbara de primeiro grau. Durante o primeiro ano da revolução, os sírios pediram proteção internacional. Primeiro, solicitamos zonas sem voos ou corredores humanitários e, mais tarde, armas e ajuda militar para o Exército Livre da Síria, mas foi em vão. Nem um mês se passava sem que uma autoridade norte-americana ou da Otan expressasse pouco apetite pela intervenção. Ao perceber que essa atitude não iria mudar, o governo escalou a violência, atacando os rebeldes com tudo que tinha: primeiro com fuzis, a seguir com tanques, helicópteros, caças a jato, mísseis e gases tóxicos. Enquanto isso, as potências do Ocidente esconderam sua inércia diplomática sob a retórica vazia a respeito de uma "solução política". Ainda assim, elas não conseguiram convencer o governo – o qual nunca indicou estar pronto para abandonar a "solução militar" – a sentar à mesa de negociação. A inação foi catastrófica. Enquanto o mundo estremecia, os sírios experimentaram uma violência sem precedentes. Aproximadamente cinco mil sírios foram mortos em 2011. Agora, um número similar está sendo assassinado todo mês. O regime transformou em alvo filas diante de padarias, utilizou mísseis de cruzeiro russos para bombardear áreas densamente povoadas e os ativistas locais afirmam ter documentado 31 ocasiões nas quais foram empregadas armas químicas; as autoridades dos Estados Unidos só confirmaram um desses ataques. Incontáveis sírios, entre eles mulheres e crianças, foram vítimas de detenção arbitrária, estupro e tortura. Impressionantes sete milhões de pessoas – um terço
Jim Lo Scalzo/ EFE
O mercado conhecido como Pequena Síria: produtos para refugiados. Loja teve vidros estilhaçados.
Sarah Mousa e Kareem Fahim The New York Times
C
Manifestante em Washington: contra intervenção militar dos EUA. EFE
Bashar al-Assad, o ditador. da população da Síria – foi desalojada, interna ou externamente. Tais violações foram todas documentadas por organizações internacionais, incluindo o Human Rights Watch e o Conselho dos Direitos Humanos da ONU. Essas organizações tentaram repetidas vezes encaminhar o caso da Síria ao Tribunal Penal Internacional, mas foram impedidos por barreiras russas e chinesas. Rússia e China usaram o privilégio do veto em três ocasiões, para impedir resoluções do Conselho de Segurança de condenar os crimes de guerra e contra a humanidade perpetrados pelo regime. A Rússia continua a fornecer armas e cobertura diplomática a um governo que se torna mais perigoso a cada dia que passa. No Ocidente, reservas quanto a dar apoio aos rebeldes sírios que antes pareciam insensíveis e imorais agora são consideradas justificadas por causa do espectro do jihadismo, mas tratase de uma visão míope. Os grupos jihadistas surgiram cerca de dez meses após o começo da revolução. Hoje em dia, esses grupos são um fardo da revolução e do país, mas não do regime. Pelo contrário, sua presença
permitiu que o governo mantivesse a base local, e serviu para reforçar sua causa entre o público internacional. É um equívoco pensar que a queda de Assad significaria um triunfo jihadista, mas infelizmente essa é a base da posição ocidental. Uma interpretação mais exata é a de que se Assad sobreviver, então é que o jihadismo certamente vai encontrar um terreno fértil. A Síria precisa é de um governo legítimo forte o bastante para tirar a legitimidade das milícias, desarmálas, integrá-las e aplicar políticas adequadas para confrontá-las. O governo Assad não tem legitimidade popular. Tão apenas o seu fim pode sinalizar o começo do fim do jihadismo niilista e, assim, o começo da recuperação da Síria. A justiça e a humanidade exigem que o regime de Assad seja punido por seus crimes. Por mais que os russos e os chineses tenham conseguido debilitar o Conselho de Segurança, ainda é possível a uma coalizão internacional e regional executar essa tarefa. Uma intervenção sem entusiasmo não será o bastante. Os Estados Unidos e seus apoiadores não devem simplesmente "disciplinar" o regime somente pelo uso de armas químicas em si, sem fazer um impacto decisivo nos eventos na Síria. Agir dessa forma seria um desperdício de esforço, além de passar o recado errado. Nós, sírios, somos seres humanos, e o mundo deve impedir o regime Assad de nos matar. Agora. *Escritor e ativista, Yassin al-Haj Saleh foi prisioneiro politico no período de 1980 a 1996.
airo, Egito – Dezenas de homens com porretes e facas invadiram uma associação para refugiados sírios alguns dias após o Exército da Síria expulsar o Presidente Mohammed Morsi – deixando claro que eles não eram mais bem-vindos ao Egito. "Vocês sírios estão incendiando o país", os agressores gritaram em julho enquanto espancavam Raqan Abulkheir, que é natural de Homs, na Síria central. De um apartamento, ele administra o centro de refugiados na periferia de Cairo onde milhares de sírios se estabeleceram. O seu filho de 25 anos recebeu golpes na cabeça e entrou em coma. Durante 21 anos de guerra civil na Síria, mais de dois milhões de pessoas já fugiram do país, a maioria delas se estabelecendo como refugiados na Jordânia, no Líbano e na Turquia. No entanto, por volta de 300.000 conseguiram chegar ao Egito, onde foram bem recebidos, inclusive por Morsi e seus aliados muçulmanos, que apoiavam verbalmente a rebelião contra o Presidente Bashar al-Assad. "O povo aqui nos apoiava", disse Mohamed Taher, cineasta do norte da Síria. "Os egípcios faziam o que podiam para ajudar os sírios." Todavia, na medida em que a indignação pública contra Morsi cresceu provocando a sua destituição, os sírios foram tidos como seus aliados. E, com outros estrangeiros, foram pegos como bodes expiatórios quando o exército tomou o poder e alertou sobre conspirações externas para desestabilizar o Egito, desencadeando a xenofobia. Um ex-membro do parlamento apelou para que os sírios e outros estrangeiros fossem executados. Um âncora de televisão disse aos "homens de verdade" entre os sírios para "retornarem ao seu país e resolverem seus problemas por lá". O crescente nacionalismo foi
súbito e surpreendente. Mohamed Abazid, de 28 anos, refugiado de Daraa, no sul da Síria, ficou com medo quando viu panfletos sendo distribuídos. "Meu irmão egípcio, minha irmã egípcia", dizia o panfleto. "Lute contra a ocupação síria e defenda o seu emprego". Nas últimas semanas, alguns dos proeminentes defensores do governo elogiaram o exército de Assad, em uma virada dissonante para os muitos refugiados que se sentiam seguros no Egito como dissidentes. Desde o espancamento, Abulkheir voltou a trabalhar nesse subúrbio do Cairo, e o filho, que levou 40 pontos na cabeça, se recuperou. Muitos refugiados, com medo, passam menos tempo em público ou saem do Egito para o Líbano, a Turquia ou a Jordânia, exacerbando a crise de refugia-
"Em Damasco pelo menos sabemos quem é o inimigo. Aqui, nunca temos certeza. O governo? Criminosos? A polícia? O povo?" OSAMA AL-LOGE dos na região. Outros se arriscam com contrabandistas e fogem de barco para a Itália. Antes da deposição de Morsi, era difícil encontrar assentos nos voos para o Cairo a partir dos centros de refugiados em Istambul, Beirute, e Amã, Jordânia. Após o governo com apoio militar assumir o poder, os sírios pela primeira vez há décadas foram obrigados a obter vistos de permanência. Nos últimos meses, "baseado nas informações disponíveis, quase não tivemos a entrada de sírios", afirmou Edward Leposky, porta-voz da agência da ONU para refugiados. Enquanto milhares de refugiados já estabelecidos no Egito têm se cadastrado na ONU em uma tentativa desesperada de legalizar sua situação, um
Narciso Contreras/The New York Times
Mamoun ( com a mulher Safa e o filho, Mohammed): esfaqueado.
número crescente tem encerrado os seus arquivos com a agência, inclusive cerca de 820 refugiados em agosto, um indício de que eles tinham a intenção de deixar o país. Já que muitos refugiados sírios não são registrados, afirmam os seus defensores, o número de pessoas é certamente mais alto. A ansiedade paira nos arredores do Cairo. Em um dos edifícios, Mamoun, um homem da capital da Síria, Damasco, se recuperava das facadas que recebeu quando um homem o agrediu em um ônibus após o sírio pedir as pessoas que parassem de fumar. Ele sabe porque foi atacado: os sírios afirmam que atualmente o sotaque é o bastante para atrair hostilidade. O agressor o acusou de pertencer a Irmandade Muçulmana, o Partido Islâmico de Morsi. Na adjacente Cidade 6 de Outubro, partes da qual vieram a ser conhecidas como a Pequena Damasco, os refugiados dizem que a hostilidade oficial ampliou as frustrações dos egípcios com a própria economia titubeante, e a insegurança crônica do Egito desde a queda de Hosni Mubarak em 2011. Os refugiados afirmam que os problemas têm raiz em uma passeata que Morsi fez em junho em solidariedade à Oposição da Síria, chocando muitos egípcios, e consolidando a ligação entre os refugiados e o destino de Morsi. Um orador comparou a situação na Síria ao jihad no Afeganistão contra a União Soviética, enquanto outro insultou os muçulmanos xiitas. Morsi declarou que estava cortando as relações diplomáticas com a Síria e, pela primeira vez, falou sobre o seu apoio a uma zona de exclusão aérea. Muitos sírios viram o evento como uma tentativa do presidente de conseguir apoio dos muçulmanos, e temeram ser manchados pelos problemas. Após o exército assumir e alguns sírios serem presos protestando com os militantes de Morsi, isso piorou ainda mais a situação dos refugiados. "Não saímos da Síria para nos envolvermos em outra guerra", disse Taher, o cineasta. Em uma noite recente, vidros do VIP Cafe na Cidade 6 de Outubro foram estilhaçados por bandidos. O proprietário, Osama al-Loge, disse que a polícia não se preocupou em ouvir a sua queixa. "Éramos protegidos no antigo regime", disse Loge, que declarou que achava simples abrir a sua lanchonete quando Morsi era presidente e o governo parecia ter a intenção de facilitar a vida dos refugiados. Agora, contou, ele vai trabalhar e volta para casa torcendo para não ser percebido.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
9 FURACÃO INGRID Passagem de furacão deixa 19 mortos e 2 mil desabrigados no México.
nternacional
IRAQUE Carros-bombas e tiroteios matam pelo menos 36 pessoas em Bagdá.
Bassam Khabieh/Reuters
Sírios continuam se matando. Agora sem gás. Assad assina acordo sobre armas químicas, mas segue atacando rebeldes. Estes revidam. John Kerry e Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, avisam que o uso da força não está descartado.
Tanques de Assad foram atacados por rebeldes em Ghouta Jim Hollander/EFE
Um dia após Estados Unidos e Rússia firmarem acordo para que o regime de Bashar al-Assad ponha suas armas químicas sob controle internacional, o regime sírio voltou a bombardear redutos rebeldes. Ataques aéreos e por terra contra subúrbios oposicionistas em Damasco indicam que o ditador está retomando a guerra, após breve período em que as tropas tiveram posições defensivas com a possível intervenção americana. Em Idlib, no noroeste do país, um atentado matou três pessoas, incluindo um jornalista que trabalhava para uma revista do governo.
REAÇÕES Em paralelo aos ataques, o plano foi saudado pela Síria, cujo governo não se pronunciara oficialmente anteontem. O ministro da Reconciliação, Ali Haidar, disse que ele "permitiu evitar a guerra". E declarou: "Saudamos o acordo, que permite evitar a guerra ao deixar sem argumentos quem queria desencadeá-la. É uma vitória para a Síria, graças aos nossos amigos russos", disse à agência russa RIA Novosti. Em Pequim, em encontro com o colega francês Laurent Fabius, o chanceler da China, Wang Yi, disse que seu país também festejou o acordo. Há mais de dois anos, China e Rússia vêm usando seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para se opor às iniciativas de pressão dos EUA, da França e do Reino Unido contra Assad. Nabil al-Arabi, chefe da Liga Árabe, organização que acusa o regime de Assad de estar por trás do ataque químico do mês passado, também saudou o acordo, afirmando que "abre caminho para uma solução política".
Netanyahu e Kerry: possibilidade de uso da força.
Em entrevista à TV, o presidente francês, François Hollande, afirmou que as ameaças de ataque funcionaram e que o acordo é uma etapa importante, mas "não a meta". Defendeu a saída de Assad do poder para que se alcance solução para a crise e disse que, para a França, "o representante da Síria não é Assad". A Coalizão Nacional Síria, principal aliança opositora, pediu que a proibição do uso de armas químicas, com a qual o governo concordou, seja estendida para os mísseis balísticos e a aviação, o que impediria que o regime sírio continuasse bombardeando redutos rebeldes. A crise sobre o arsenal químico sírio começou em 21 de agosto, após um suposto ataque por parte do regime, no qual, contabilizam os Estados Unidos, morreram 1400 pessoas. O total de mortos na guerra civil síria já chega a 100 mil. Em Jerusalém (Israel), onde se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, voltou a dizer que a destruição do arsenal químico sírio não exclui a possibilidade "real" de uso de força. O recado, segundo Kerry, é que o mundo não deve permitir que "palavras ocas" dominem as relações globais. Pouco antes, Netanyahu dissera que esperava que o mesmo esforço internacional fosse exercido em relação ao Irã. Israel afirma que o país busca produzir armas nucleares, o que Teerã nega. Em entrevista à rede de TV ABC, Barack Obama disse ontem que o plano mostra ao Irã que podem haver possíveis soluções diplomáticas para essa questão. No programa, Obama admitiu que fez contato (por carta) com o colega Hasan Rowhani, eleito em junho com a promessa de apaziguar a relação de Teerã com o Oci-
dente. Mas avisou que não está descartado um ataque ao Irã. O contato entre os dois países está oficialmente rompido desde 1979, quando estudantes invadiram a Embaixada dos EUA em Teerã e mantiveram reféns 52 americanos durante mais de um ano em represália ao asilo dado por Washington ao xá deposto, Reza Pahlavi.
PROGRAMA NUCLEAR Desde então, ocorreram vários esboços de diálogo entre Irã e EUA sobre temas de interesse comum, como estabilização do Afeganistão e combate às drogas. Mas os contatos foram rompidos nos últimos anos em meio ao impasse acerca do programa nuclear iraniano, suspeito pelo Ocidente de ter fins militares. Teerã nega querer a bomba e alega que tratados internacionais lhe dão o direito de enriquecer urânio para produzir energia e medicamentos. Mas a posição iraniana ficou enfraquecida devido à retórica incendiária anti-Israel do antecessor de Rowhani, Mahmoud Ahmadinejad. Israel, apesar de ser a única potência atômica do Oriente Médio, diz encarar o programa nuclear iraniano como ameaça e cobra do aliado americano apoio para um eventual ataque ao Irã. Num aceno a Israel, Obama se disse mais preocupado com o programa nuclear iraniano do que com o recente ataque com armas químicas na Síria, que matou centenas de civis nos arredores de Damasco. "A ameaça que o Irã representa em relação a Israel é muito mais próxima dos nossos interesses essenciais." Obama disse que a suspensão do plano de ataque à Síria não deve ser interpretada por Teerã como fraqueza dos EUA. (Agências)
Osman Orsal/Reuters
Protestos contra o governo voltam às ruas da Turquia
As ruas de Istambul, Ancara e Izmir, na Turquia, foram tomadas no domingo por uma nova onda de protestos. Dezenas de milhares de pessoas levantaram vozes contra o governo do país. Os manifestantes pediam a demissão sumária do governo de Recep Tayyip Erdogan. O vigor dos manifestantes foi rebatido pela polícia e os protestos terminaram em confrontos. Em Istambul, os ativistas ergueram barricadas e começaram a jogar pedras contra os policiais. Os últimos, por sua vez, recorreram ao uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha, ferindo várias pessoas. Em Istambul, o distrito de Kadikoy era um dos mais agitados, com manifestantes gritando slogans pedindo justiça e portando fotografias de pessoas mortas em protestos
passados por ação de forças policiais. Entre eles, Mehmet Atakan, jovem de 22 anos que morreu na segunda-feira passada em razão de uma lesão cerebral grave, depois de cair de um telhado durante uma manifestação na cidade de Antakya, no sul do país. A família diz que ele foi atingido por um botijão de gás ou uma bomba de gás lacrimogêneo. A polícia nega responsabilidade pela morte. Ironicamente, Atakan foi morto quando participava de um protesto convocado em memória de Abdullah Comert, morto em junho ao ser atingido pelo disparo de um policial durante a onda de manifestações antigovernamentais no parque Gezi, de Istambul. O n t e m , t a m b é m u m h omem idoso foi ferido durante o confronto e teve que ser leva-
do em uma ambulância. Quando a noite caiu, o caos recomeçou quando, de acordo com a agência privada de notícias turca DHA, um grupo de manifestantes colocou fogo em barricadas. Câmeras de agências de notícias capturaram as cenas em que manifestantes foram perseguidos e detidos. Houve confrontos pela sexta noite consecutiva também no sul da cidade de Antakya, na província de Hatay. Os protestos estão sendo retomados em setembro em razão da maior concentração de estudantes na capital turca. É o mês da volta às aulas nas universidades. Analistas apontam a possibilidade de que a massa de universitários volte a colocar em xeque o governo, como ocorreu em maio e junho deste ano. (Agências)
Manifestantes tomam as ruas de Istambul, com bandeiras e retratos de pessoas mortas em outras manifestações.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
10
c
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
idades
A arte dos ladrilhos mora no Bom Retiro Em meio a tanta modernidade no mundo dos revestimentos, fábrica de ladrilhos hidráulicos artesanais instalada na mesma rua há quase um século resiste ao tempo. Mariana Missiaggia
Fotos: Paulo Pampolin/Hype
E
scondida em uma pequena rua do bairro do Bom Retiro, uma fábrica de ladrilhos hidráulicos artesanais resiste ao tempo e vende tradição. Em meio a tanta modernidade no mundo dos revestimentos, ainda há quem prefira o método artesanal. E não é pouca gente. Parece mágica, mas não é. As tintas são preparadas, o cimento é moldado, as cavidades são preenchidas, o secante é espalhado e o ladrilho é prensado. Desse processo, já surge um quadrado colorido quase pronto para ser assentado. Ainda faltam 30 boas horas de repouso, mais um banho de imersão na água por quatro horas e outros 35 dias de cura. A mesma receita se repete diariamente, há mais de 90 anos, no número 69, da Rua Porto Calvo. Os 750 metros quadrados da antiga fábrica, que nunca mudou de endereço, guardam milhares de ladrilhos hidráulicos produzidos pelas mãos de 16 dedicados funcionários que realizam um trabalho minucioso e artesanal. A técnica é italiana e chegou a São Paulo graças a Federico Dalle Piagge, que se mudou de Lucca, na Itália, para São Paulo. Piagge fundou a Ladrilhos Entrada de restaurante em São Paulo decorada com ladrilhos hidráulicos produzidos em fábrica no Bom Retiro. O negócio é comandado hoje pela quarta geração da família. Hidráulicos Artesanais em 1922. No entanto, a história Integrantes da família Matacomeçou em 1914, quando o razzo e o Edifício Martinelli são italiano dava seus primeiros alguns dos nomes que surgem passos com o negócio. ao folhear as páginas. Recen"Era uma porção de italia- temente restaurado, o piso do nos tentando fazer aquilo dar terraço do Martinelli, no Cencerto. E deu. Por isso, os docu- tro, voltou a circular pelas mentos são de 1922", explica prensas do comércio quase Hamilton Cristofalo Júnior, 37 centenário. A instalação origianos, bisneto de Piagge, pro- nal também é deles e foi feita prietário da L.H.A. e represen- pelo bisavô de Júnior. tante da quarta geração da faAtualmente, nomes como o mília nos negócios. escritor Walcyr Carrasco e o Hoje, Júnior é um dos poucos empresário Nico Gonçalves enfabricantes do revestimento grossam essa lista de clientes em São Paulo e ainda mantêm famosos. A empresa também Os ladrilhos já enfeitaram até mansões dos Matarazzo moldes trazidos da Europa. acumula pedidos pra lá de es- Cada peça leva 35 dias para curar antes de ficar pronta "Temos mais peciais, como de 1.300 deo do arquiteto senhos e quaO s c a r N i ese todos são meyer. originais da " P r o d u z iI t á l i a , I n g l amos peças de Temos mais de terra, França e até 20 cm x 20 1.300 desenhos e Espanha". cm. Imagine a O espaço minha surprequase todos são que hoje é seu sa quando me originais da local de trabaligaram perItália, Inglaterra, lho já foi seu guntando seu França... parque de dieu produziria versões quanum ladrilho de HAMILTON CRISTOFALO do criança. Ao 30 cm x 30 cm nior também acompanhou a JÚNIOR, PROPRIETÁRIO. chegar do cop a r a o N i e- história da região. légio, Júnior se meyer. Aceitei Progresso – "Há cinco anos juntava à com- Produção artesanal do ladrilho na hora. Deu era uma rua (Porto Calvo) parapanhia do avô trabalho até da no tempo. Na hora do almopara fazer a tarefa escolar, acertarmos a receita, mas en- ço, os funcionários jogavam fuemendando a atividade ao car- tregamos as peças do jeito que tebol na rua porque não passago de ajudante mirim do pa- ele queria" – o desenho feito pe- vam carros. Com a chegada dos triarca da família. "Com sete lo arquiteto retratava uma mão prédios e o fechamento de coanos, eu buscava peças para segurando uma flor. Hoje, os la- mércios antigos, muita coisa Capital ganha mais direção ao centro, das das Rodoanel Trecho clientes, ajudava no carrega- drilhos recebem os pés de mudou. É o progresso. Tam19,8 quilômetros de 6h às 20h de segunda a Leste/Rodovia Ayrton Senna mento dos caminhões, apenas quem visita a capela da Fazen- bém houve benefícios. Não tefaixas exclusivas para sexta-feira e, aos sábados, - Guarulhos, a faixa será uma peça por vez para não que- da Rainha, em Poços de Caldas mos mais alagamentos e a iluônibus desde hoje, das 6h às 14h. A avenida implantada no trecho entre brar". No fim do dia, como era (MG), um dos últimos trabalhos minação melhorou bastante." conforme a CET Professor Ascendino Reis a avenida Ragueb Chohfi e a justo, Júnior recebia seu salário. de Niemeyer, morto em 2012. Quatro gerações já ficaram à (Companhia de Engenharia também terá 300 metros de rua São Francisco do Piauí. "Dava pra comprar um refrigeOutro arquiteto e parceiro frente dos negócios da Ladride Tráfego). faixa exclusiva à direita, no Nos dois sentidos, rante", recorda saudoso. de Júnior é Paulo Mendes da lhos e, possivelmente, a quinta Uma das novas faixas sentido bairro, de segunda a funcionará de segunda a Clientes – Como ajudante do Rocha. O padrão Estrela aca- está a caminho. O sobrinho de implantadas será na sexta-feira, das 6h às 22h. sexta-feira, das 6h às 9h e avô, uma de suas missões era bou ganhando o nome do re- Júnior, de apenas nove anos, é avenida Ipiranga. Terá um Nas avenidas Regente das 17h às 20h. ajudá-lo com os registros do li- nomado profissional, por ter fascinado pela fábrica. "Ele curquilômetro para os coletivos Feijó, Eduardo Cotching e A avenida Sapopemba, vro-caixa, que estão na loja sido uma das escolhas em te a parte artística. Gosta de nos dois sentidos, de João XXIII, na Vila Formosa, ganha 4,4 km de novas até hoje, intocados. São eles obras assinadas por ele. brincar com as cores e desesegunda a sexta-feira, das zona leste, 5 km de faixas faixas à direita, nos dois que revelam a fina clientela Além de acompanhar a evo- nhos e passa horas lá na produ6h às 22h; aos sábados, das serão implantados. Elas vão sentidos, entre a avenida que já passou pela fábrica. lução do negócio da família, Jú- ção. É um forte candidato a dar 6h às 14h. Funcionará funcionar à direita da via de Frederico Martins da Costa continuidade ao negócio", diz o apenas entre a praça segunda a sexta das 6h às Carvalho e a praça Felisberto tio, orgulhoso. "Brinco que, Alfredo Issa e a avenida São 9h no sentido Centro e das Fernandes da Silva. A faixa quando eu morrer, quero ser Luís. A CET explica que, 17h às 20h em direção ao exclusiva funcionará de cremado e que minhas cinzas nesse ponto da Cidade, da bairro. Já na avenida Jacu segunda a sexta, das 6h às virem ladrilho hidráulico. É a miqual a Ipiranga faz parte, Pêssego serão 6,2 km. No 9h no sentido centro e das nha grande paixão." circulam 84 linhas de ônibus sentido rodovia Ayrton 17h às 20h em direção ao municipais que transportam Senna/Mauá - Rodoanel bairro. Na rua e viaduto 603.527 passageiros por dia Trecho Leste, a faixa estará Capitão Pacheco e Chaves, ERVIÇO útil. Mais faixas - A rua Paes localizada entre a rua São em Vila Prudente, os ônibus Leme, em Pinheiros, ganha Francisco do Piauí e a terão exclusividade Ladrilhos Hidráulicos Artesanais 300 metros de faixa de avenida Ragueb Chohfi. por 1,3 quilômetro no - Rua Porto Calvo, 69. Tel: 3228ônibus à direita da via, em No sentido Mauá sentido centro. 6409 / 2855-1010. www.ladrilhosartesanais.com.br
Novas faixas exclusivas
A
S
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
11
facesp regionais
leva otimismo a comerciantes
Pedro Rezende/Governo do Estado SP
TÚNEL SOB O MAR Pitangueiras, no Guarujá: caminho mais rápido para Santos.
Edson Lopes Jr/A2/Governo do Estado SP
A Carvalho/Governo do Estado SP
Vista da praia do Gonzaga, em Santos: túnel facilitará viagem .
Com 762 metros, o túnel submerso ligará os bairros Macuco, em Santos, e Vicente de Carvalho, no Guarujá, num percurso de pouco mais de um minuto. A previsão de abertura é 2018, mas empreendedores das duas cidades já comemoram. André de Almeida
C
omerciantes, moradores e empresários da Baixada Santista estão otimistas com o projeto do futuro túnel submerso que ligará Santos ao Guarujá, no litoral sul paulista. Na visão deles, como a obra proporcionará mais facilidade e rapidez no deslocamento entre as duas cidades, população e economia das cidades serão beneficiadas. O traçado e as especificações técnicas do empreendimento já estão definidos e foram apresentados para os prefeitos dos dois municípios no início do mês. A expectativa é que a licença prévia seja emitida até março e a licença de instalação em julho do próximo ano, quando as obras deverão começar. O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/Rima) também já foram concluídos. O túnel está orçado em R$ 2,4 bilhões: R$ 962 milhões para as obras; R$ 506 milhões no viário do Guarujá; R$ 362 milhões para desapropriações e reassentamentos; R$ 78 milhões para projetos; e R$ 15 milhões para compensações ambientais. Serão 762 metros, interligando os bairros Macuco, em Santos, e Vicente de Carvalho, no Guarujá. Atualmente, a ligação entre os dois municípios é feita pela rodovia Cônego Domenico Rangoni (SP-055), com 43 quilômetros, e pelas balsas operadas pela Dersa, que também será responsável pelo gerenciamento das obras do túnel. A estimativa é que o trajeto de carro seja feito em pouco mais de um minuto quando o túnel estiver concluído, em 2018.
Técnica - O túnel será formado por seis módulos de concreto pré-moldados, que serão construídos em uma doca seca localizada no Guarujá. Após finalizados, os módulos serão rebocados, flutuando, até o local onde ficarão submersos. Em seguida, os módulos serão encaixados e fixados uns nos outros, formando o túnel. O método é construção é inédito no País e o projeto, que está sendo conduzido por um consórcio 100% nacional, tem a consultoria da empresa holandesa Haskoning Nederland B. V., responsável por iniciativas similares em outros países. De acordo com o presidente do Comitê Brasileiro de Túneis (CBT), Hugo Cássio Rocha, a tecnologia, embora inédita no Brasil, já é bastante utilizada no mundo inteiro. Alguns túneis feitos com essa tecnologia são o Mass Rotterdam Tunnel, na Holanda; o túnel de Oresund, na Dinamarca; e o Beato-Montijo, em Portugal. "Trata-se de um método construtivo especialmente indicado quando não há necessidade de se trabalhar com grandes profundidades, por volta de 20 a 25", afirmou. Segundo ele, será uma ótima oportunidade para os brasileiros aprenderem com a técnica. Rampas – Além do túnel, o projeto do túnel submerso inclui também rampas de acesso, de 950 metros, para a chegada e a saída dos veículos, e mais 4,5 quilômetros de obras viárias em superfície e em viadutos próximos. O túnel terá faixas para veículos e espaços exclusivos para bicicletas e pedestres. Quando concluído, também permitirá a passagem de Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
Em 2010, a intenção do então governador José Serra era construir uma ponte ligando as duas cidades, ideia descartada pelo seu sucessor, o também tucano Geraldo Alckmin. "A opção pelo túnel foi acertada e os custos são mais ou menos equivalentes. No entanto, se a escolha fosse pela ponte, navios maiores não poderiam entrar no Porto de Santos. Os custos de manutenção de uma
do e fácil, a tendência é que os turistas permaneçam por mais tempo na cidade, movimentando o comércio e o segmento de serviços", disse Sachs. O dirigente elogiou a escolha do local em que a obra será construída e destacou que o empreendimento reduzirá o tempo de circulação de veículos entre os dois municípios, além de eliminar gargalos no trânsito das duas cidades.
L.C.Leite/Luz/Arquivo/DC
Pablo de Souza/Luz/Arquivo/DC
A opção pelo túnel foi acertada. HUGO CÁSSIO ROCHA, PRESIDENTE DO COMITÊ BRASILEIRO DE TÚNEIS
ponte também são maiores", explicou o presidente do CBT. Benefícios - Tanto o presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Michael Timm, quanto o da Associação Comercial e Empresarial do Guarujá (Aceg), Rogério Sachs, estão otimistas, aprovam a iniciativa e vislumbram uma série de benefícios para a região. "A partir do momento em que o acesso ficará mais rápi-
Pedágio - Durante a solenidade que marcou a entrega do EIA/Rima aos prefeitos de Santos e Guarujá, realizada no início do mês, o secretário estadual de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, informou que o túnel terá cobrança de pedágio e será administrado pela iniciativa privada. A tarifa deverá ser igual ou próxima à que é cobrada na travessia feita pelas Rafael Hupsel/Arquivo/DC
A obra está atrasada em, pelo menos, 50 anos
Os turistas ficarão mais tempo na cidade.
MICHAEL TIMM, PRESIDENTE DA ACS
ROGÉRIO SACHS, PRESIDENTE DA ACEG
Atualmente, segundo dados da Dersa, a demanda na movimentação entre as áreas mais imediatas das duas margens do canal, em dias úteis, supera a 40 mil pessoas, e a movimentação de caminhões chega a 1,9 mil veículos por dia. "A obra está atrasada em, pelo menos, 50 anos. Espero que desta vez ela saia do papel", ressaltou Michel Timm, da ACS.
balsas, atualmente de R$ 9,10 para automóveis. A partir de hoje, a Dersa abrirá duas centrais de relacionamento para prestar informações à população, além de disponibilizar consultas ao EIA/Rima e ao traçado do projeto do túnel. Ainda para este ano estão previstas duas audiências públicas, ainda a serem marcadas, para discutir a questão do licenciamento ambiental.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
12
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
acsp distritais
Um presente para Pinheiros Comerciantes da região do largo da Batata, que amargam prejuízos por causa das obras de revitalização, receberam uma boa notícia: as obras terminam antes do Natal. André de Almeida
O
s comerciantes da região do largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste ganharam um presente antecipado de Natal: as intervenções que integram a segunda fase do projeto de Reconversão Urbana do Largo da Batata terminam até o final do ano. O anúncio foi feito durante reunião realizada na Distrital Pinheiros da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e que teve a presença de representantes da São Paulo Obras (SPObras) – empresa municipal responsável pelos trabalhos no local. A notícia serviu de alívio para os empreendedores da área que não suportam mais os constantes atrasos no cronograma das obras, as interdições de vias sem o aviso prévio e a consequente queda nas vendas. Os trabalhos começaram em 2007, com desapropriações e demolições de imóveis. Mas a finalização foi se prolongando por vários motivos, entre eles o acidente na estação Pinheiros e a descoberta de um sítio arqueológico no solo da região. Em janeiro do ano passado começou a segunda fase do projeto, que se estende até hoje e abrange o enterramento da fiação aérea. Além disso, está prevista também para esta etapa a nova pavimentação viária, reforma dos passeios, paisagismo e drenagem, entre outros pontos. Até dezembro – De acordo com o engenheiro coordenador da SPObras, Maurício Prado, a intenção é que todas as obras que estão sendo feitas no perímetro que abrange o projeto acabem até dezembro. A área de abrangência da Reconversão Urbana do Largo da Batata é delimitada pela avenida das Nações Unidas e pelas ruas Sumidouro, Fernão Dias, Cunha Gago, dos Pinheiros, Teodoro Sampaio e Butantã. O projeto de requalificação da área faz parte da Operação Urbana Faria Lima e está orçado em R$ 146 milhões. Atualmente, as intervenções estão concentradas em várias frentes de trabalho. "Falta terminarmos, entre outros pontos, as obras nas ruas Teodoro Sampaio e Eugênio de Medeiros, além da construção da nova praça de Pinheiros, que ficará nas imediações da estação Faria Lima do Metrô", afirmou Prado. Segundo ele, também será recuperadas todas as obras que, eventualmente, precisem de manutenção.
G Ir
As vendas caíram de 50 a 60%. Estamos preocupados com a situação, já que o Natal está perto. KIM SONG DUCK, DONO DE LOJA DE ROUPAS.
O faturamento caiu 30% com as obras no lado oposto da minha calçada. Mas o prejuízo deve aumentar. JOSIAS DE LUNA, COMERCIANTE.
Teodoro - Na rua Teodoro Sampaio, as intervenções são entre a avenida Faria Lima e a rua Cunha Gago, numa extensão de 250 metros. Desde o dia 5 de agosto, o trecho está bloqueado para veículos de passeio nos dois sentidos. Uma faixa com 4,5 metros de largura foi aberta para os ônibus, mas apenas em um sentido. "As vendas caíram de 60 a 70% nesse período. Com a proibição da circulação de veículos e a retirada dos pontos de ônibus no trecho, os clientes sumiram. Estamos preocupados com a situação, já que o Natal está chegando", disse Kim Song Duck, dono de uma loja de roupas na Teodoro Sampaio. "O meu faturamento caiu 30%, pois as obras estão no lado oposto da minha calçada. Quando reformarem a frente da minha loja a queda nas vendas ultrapassará os 50%", disse o comerciante Josias de Luna.
consultoria Sebrae: Negócio a Negócio – Projeto Empreender. Av. Marechal Tito, 1042.
Amanhã
Agendas da Associação e das distritais
I Noroeste – Às 19h, reunião
Hoje
Quarta
Ordinária da Diretoria e Conselho. Rua Luis Braille, 8.
I Jabaquara – Às 9h30,
I Sudeste – Às 19h, palestra
reunião Projeto Empreender – Núcleo Saúde e Bem-Estar. Avenida Santa Catarina, 641. I São Miguel – Às 9h30,
em parceria com o Sebrae, "Oportunidades Copa Sebrae 2014". Confirmações: 5071-9920 ou dsudeste@acsp.com.br.
Fotos: Paulo Pampolin/Hype
A segunda fase das obras de Reconversão Urbana do Largo da Batata (acima) termina até dezembro. à direita, as calçadas em reforma.
Abaixo-assinado - Quando a via foi interditada, a SPObras havia informado que os trabalhos durariam três meses. Com base em outras interdições de ruas próximas, como a Cunha Gago e a Paes Leme,
onde os empresários sofreram grandes prejuízos, os comerciantes da Teodoro Sampaio resolveram fazer um abaixo-assinado para que o prazo para a realização das obras fosse cumprido.
Rua Afonso Celso, 1659
I Butantã – Às 19h30, 5ª
I Mooca – Às 19h, 7ª
Reunião Ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Alvarenga, 591.
Reunião Ordinária da Diretoria Executiva, Conselho Diretor e Conselheiros Natos. Rua Madre de Deus, 222. I Tatuapé – Às 19h30, a distrital, em parceria com ao Sebrae, realiza a palestra "Código Defesa Consumidor", com Cláudia Latorre, consultora do Sebrae. Rua Apucarana, 1.388.
Quinta I Norte – Às 19h30,
solenidade em homenagem a policiais e Forças Armadas. Teatro do SescSantana, Av. Luiz Dumont Villares, 579. Confirmações: 29733708/3208-4096/2954-6303 ou dnorte@acsp.com.br, dcentro@acsp.com.br,
Aproximadamente 50 proprietários de lojas localizadas do trecho em reforma assinaram o abaixo-assinado, que foi posteriormente entregue na Distrital Pinheiros da ACSP. A entidade, de posse do docu-
dvilamaria@acsp.com.br. Realização das distritais Centro, Norte e Vila Maria. I Jabaquara – Às 9h30, palestra em Parceira com o Sebrae: "Recrutamento e seleção de funcionários", com Esmeralda Queiroz, consultora em RH do Sebrae. Avenida Santa Catarina, 641. I Santo Amaro - Às 9h, palestra em parceria com o Sebrae: "Por dentro dos custos, despesas e preço de
mento, entrou em contato com a SPObras e promoveu uma reunião de esclarecimento entre a empresa e os comerciantes envolvidos. "A nossa preocupação é que as obras causem o menor impacto possível no comércio local e que o cronograma seja cumprido rigidamente, sem atrasos", ressaltou o superintendente da distrital, Michel Augusto Zakka. Durante o encontro realizado na distrital, a SPObras informou que o cronograma está sendo cumprido e que, inclusive, pode ser antecipado, já que os trabalhos estão adiantados. "A reforma das calçadas, que estava programada para começar no início de outubro, já está sendo feita. Agora estamos trabalhando para entregar a rua Teodoro Sampaio já por volta do dia 20 de outubro", concluiu Maurício Prado.
venda". Informações e inscrições: 5521-6700 /0800 570 0800 ou dstoamaro@acsp.com.br. Avenida Mário Lopes Leão, 406. I Penha – Às 18h30, 7ª Edição do Concurso Literário Viva a Penha de redações estudantis. Largo do Rosário, 20. I São Miguel – Às 9h30, palestra Sebrae: "Planeje suas Vendas". Av. Marechal Tito, 1042.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
13
Alvin Alley American Dance Theater
d
cultura
Companhia americana se apresenta no Credicard Hall. Quinta (19), às 17h. Novos espetáculos nos dias 20, 21 e 22. Avenida das Nações Unidas, 17.955. Tel.: 6846-6000. R$ 40 a R$ 380.
O mistério da partitura perdida Michael Cooper
Frédéric Chopin (1810-1849), exilado pela revolução na Polônia, onde nasceu, transformou Paris em seu mundo. É autor de grandes obras para piano, no qual também era um virtuose.
NYT
Benjamin Britten (1913-1976), compositor inglês de amplo renome internacional, como o compatriota Edward Elgar. Assina obras orquestrais, óperas e balés. Foi, também, grande regente. Young Person´s Guide The Orchesta é um de seus trabalhos mais conhecidos.
A
Fotos: Arquivo DC
busca pela partitura perdida de Benjamin Britten - uma orquestração que ele compôs em 1941 para o balé Les Sylphides , de Chopin -, foi parar em um depósito. Os pesquisadores vasculharam o edifício cavernoso, onde cenários da companhia American Ballet Theater ficam encaixotados entre uma produção e outra. Um barco com um grifo na proa, de A Bela Adormecida, estava deitado de lado, revelando alguns velhos baús com a etiqueta de "Agnes de Mille" e algo talvez menos intrigante - as atas das reuniões realizadas pelo conselho muito tempo atrás. "Acho que pode estar aqui", disse David LaMarche, regente e diretor musical do Ballet Theater, enquanto puxava uma caixa de plástico transparente de uma prateleira. Pouco tempo depois, ele e David Carp, bibliotecário da orquestra, viravam as páginas de uma orquestração sem créditos de Les Sylphides, procurando indícios que sugerissem que aquelas podiam, de fato, ser as partes instrumentais da versão perdida de Britten. A estalo aconteceu quando eles encontraram a segunda parte para trompete. Ali, bem no alto da página, uma série de letras maiúsculas proclamava: "ARR. DE BENJAMIN BRITTEN". A parte, compatível com a partitura de um regente encontrada sem etiqueta alguns meses atrás,
sugeria que a versão perdida de Britten talvez tivesse sido mesmo encontrada. Agora o Ballet Theater está esperando que especialistas em Britten avaliem a partitura redescoberta. Se a autoria for comprovada - como alguns que já a viram dizem parecer provável, embora nem todos os fatores apontem para isso - o Ballet Theater planeja usá-la quando a companhia levar Les Sylphides ao Teatro David H. Koch, em Nova York, neste semestre, trazendo-a de volta enquanto se comemora o centenário de Britten. "Estamos muito entusiasmados", disse Richard Jarman, diretor-geral da Fundação Britten-Pears, que vai examinar a partitura e se ofereceu para recriar as peças que faltam na obra recémencontrada. "Nós acabamos de publicar um catálogo de obras de Britten, e Sylphides é mencionada como desaparecida. Acho que seria ótimo se pudéssemos restaurar esse trabalho." A busca da partitura perdida de Britten, que desapareceu há algumas décadas, foi iniciada pelo historiador de dança David Vaughan, que lembrou ter o Ballet Theater apresentado Les Sylphides com a orquestração de para a orquestração de Britten em Londres, em meados de 1950. Há alguns anos, depois de Ballet Theater dançar Sylphides acompanhado por um arranjo de Roy Douglas, Vaughan escreveu para LaMarche e perguntou o que tinha acontecido com a versão de
Britten. Foi essa consulta que desencadeou a busca. Les Sylphides é um balé romântico escrito por Chopin em versão para piano. Quando a caçada à partitura de Britten começou, até mesmo suas origens pareciam envoltas em mistério. Algumas publicações sugeriram, erroneamente, que ela havia sido encomendada por Lincoln Kirstein, que fundou a Escola de Balé Americano, e, posteriormente, a Companhia de Balé da Cidade de Nova York com George Balanchine. (Na mesma época, Kirstein de fato comissionou algumas orquestrações de Rossini de Britten para um balé de Balanchine, "Divertimento"). Essa teoria foi desmentida em agosto, quando Daisy Pommer, uma bibliotecária da Divisão de Dança Jerome Robbins da Biblioteca Pública de Artes Cênicas de Nova Iorque, revelou o contrato original de 29 de janeiro de 1941, no qual a Ballet Presentations Inc., que apresentava os espetáculos do Ballet Theater naquela época, ofereceu a Britten 300 dólares por uma orquestração de "Sylphides", assim como todos os futuros direitos sobre ela. Encontrar a música não foi fácil. A editora especificada como tendo publicado a orquestração disse não ter registro dela quando LaMarche entrou em contato. "Depois que chegamos a um beco sem saída, David Vaughan
perguntou: 'Bem, gostaria de ouvi-la mesmo assim?'", contou LaMarche. "Marcamos uma reunião na biblioteca A Lincoln Center foi cnsultada. Tinha um LP de Les Sylphides, com a orquestração creditada a Britten, gravada pelo Ballet Theater em 1950. Vaughan e La Marche ouviram a gravação juntos poucos meses atrás. "Eu gostei dela", disse LaMarche, notando que ela era mais econômica do que a versão de Douglas, com um uso menos intenso de efeitos percussivos. Naquela tarde, LaMarche
crédito - nenhuma atribuição de autoria pelo arranjo. Olhei para ele e, como eu tinha acabado de ouvir a versão de Britten no Lincoln Center, fiz identificações. De posse da partitura recémencontrada do regente, LaMarche se planejou para vasculhar o depósito de Secaucus. Lá, ele encontrou as peças compostas para os instrumentos. Somente a parte para o trompete mencionava Britten. O capítulo final do mistério com a solução definitiva desse romance quase policial - ainda tem de ser escrito. Philip Reed,
Balés Les Sylphides (Chopin/arranjo Roy Douglas); Coppelia (Delibes) e Faust (Gounod), em 2 CDs. Filarmônica de Rotterdam. Regência de David Zinman.
vasculhou as partituras da companhia novamente. Lá, ao lado da versão de Douglas, ele descobriu algo curioso. "Eu nunca tinha reparado antes, mas ao lado dela estava uma partitura muito menor, que presumi ser uma cópia xerocada da de Roy Douglas, apenas reduzida", disse ele. "Foi então que a abri, e a gravação era completamente diferente. Entretanto, não havia nenhum
editor do livro de cartas selecionadas de Britten, disse que o compositor chegou a ouvir a edição atribuída a ele, gravada no LP. "Eu me lembro de ter escrito que ela era uma 'orquestração delicada de Benjamin Britten'", disse ele. "Ainda acho que essa é uma palavra que funciona bem para descrevê-la."
Michael Cooper escreve para The New York Times
Sua excelência o saxofone Aquiles Rique Reis
E
m seu novo CD, Leo Gandelman homenageia os saxofonistas nordestinos que adicionaram brasilidade ao som do instrumento. Com um repertório requintado, nasceu Ventos do Norte (Azul Music). Lá estão Netinho (Pedro Silveira Neto), Severino Araujo, Duda (José Ursicino da Silva), Zumba (José Gonçalves), Ratinho (Severino Rangel), com duas composições, Luiz Americano, também com duas músicas, K-Ximbinho (Sebastião Barros), com três, e Moacir Santos, com duas, sendo que uma delas em parceria com Vinícius de Moraes. Com arranjos do próprio Leo e
de Henrique Cazes, os grandes mestres têm seus trabalhos interpretados por instrumentos e instrumentistas de alta linhagem mas quem brilha mesmo é o saxofone. Residindo nele a força de cada criação, nada mais justo, portanto, que ele protagonize. Leo Galdelman se entrega a soprar seus saxes como quem faz do sopro vida, música, história. Ao ouvi-lo, percebe-se que o álbum é rastreamento do som do saxofone brasileiro desde o início do século passado. Didático, sem se preocupar com cronologia nem estilo, suas treze faixas mesclam o choro ao frevo e ao choro-canção.
Tudo sempre exalando modernidades harmônicas e interpretativas - novos horizontes a músicas (algumas) quase seculares. Saxofone Porque Choras (R atinho) tem Leo Gandelman tocando sozinho um naipe de saxes: tenor, alto e barítono. E é este último quem sola a melodia. A bateria (Rafael Barata) segura o ritmo. O cavaquinho (Henrique Cazes) dá o molho brasileiro. O CD começa quente. Perplexo (K-Ximbinho) tem Leo no sax tenor. O acordeom (Marce-
lo Caldi) toca a introdução. O tenor logo chega com o violão (Lula Galvão) e o baixo (Alberto Continentino). O cavaquinho e a bateria a todos amparam e aos ouvintes não desprotegem. Vamos para Caxangá (Ratinho) tem Leo e Serginho Trombone num bom diálogo musical: Leo no sax alto e Serginho no trombone eufônio (uma espécie de tuba pequena, cujo som mais se assemelha a esta do que ao sax). O violão de sete cordas (Rogério Caetano) dá show.
Uma entusiástica interpretação de Espinha de Bacalhau (Severino Araujo) ganha ainda mais sabor depois que se lê no encarte o que escreve Henrique Cazes sobre o choro famoso: Severino o compôs com a intenção de "responder" a um choro complicado, composto por um colega integrante da Orquestra Tabajara. Polêmica benfazeja. Aplauso em audição aberta. Em Amphibious (Moacir Santos), Leo, no sax barítono, inicia a música só com a bateria. Com seu sopro sólido, ele contribui para tornar a composição ainda mais requintada.
Cara Lisa (Duda) tem arranjo para saxes feito pelo mastro Spok. Ele e Leo alternam-se, cabendo ao primeiro solar no barítono e o segundo, no alto. O frevo é quente, dá vontade de cair no passo. Porém resisto. Ouvir Ventos do Norte se impõe a qualquer tipo de desatenção. Leo Gandelman tem o saxofone como missão de vida. Faz dele um companheiro de emoções. Nele refaz energias, o coração pulsa, a alma sorri.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
14
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
Da arte para a vida
Inspirando-se nas pinturas de Escher, a galeria Tate Modern, de Londres, exibirá esta esculturainstalação que permitirá que o público suba os degraus de uma escada infinita e labiríntica. http://bit.ly/18Y4fPj
Palavra que se vê Tipografias criadas pelo Estúdio Ícone reforçam o significado das palavras. http://bit.ly/1bfrI36
Logo Logo
Xadrez de diamante
www.dcomercio.com.br
O renomado joalheiro francês Bernard Maquin criou a série Royal Diamond Chess, em que as peças do jogo de xadrez são todas cobertas de diamantes. É considerado o jogo de xadrez mais caro do mundo. http://bit.ly/15YtIvM
N EGÓCIOS C ASA
Turismo para salvar os sinos
F
undição que criou, em 1858, o Big Ben, da torre do Parlamento britânico, a Whitechapel Bell Foundry registra hoje o menor número de vendas desde sua criação, há 443 anos. Estabelecida em Londres, ela fez no ano passado os sinos que marcaram a celebra-
ção do Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II e a abertura da Olimpíada. A empresa movimentou 2,2 milhões de libras (R$ 8,1 milhões) entre setembro de 2011 e outubro de 2012. Mas então caiu para 1 milhão de libras (R$ 3,7 milhões), o que a proprietária, Kathryn Hughes, 58, define como empate.
"Nossos clientes são a família real e as igrejas católicas. Igrejas estão fechando ou não têm dinheiro para comprar novos sinos. Agora, a Whitechapel está investindo no turismo para aumentar os rendimentos, ao abir as portas para visitas guiadas. O ingresso custa 12 libras (R$ 44) e inclui uma visita à loja de
presentes, onde o turista pode comprar blocos de notas, canetas, chaveiros temáticos, além do menor sino produzido ali: um de 17 libras (R$ 63). Cerca de 3.000 pessoas visitam o local anualmente, gerando receita de 40 mil libras (R$ 150 mil). O turismo representa cerca de 10% das vendas. (Folhapress)
Cris Faga/Estadão Conteúdo
Lembrete divertido Parece um rolo de pintura, mas é um tipo diferente de adesivo para lembretes. http://bit.ly/1etia6S
S AÚDE
Cicatrização mais fácil seria levar em torno de dez semanas. Por enquanto, a abordagem foi testada em ratos. "Isso pode ser um avanço na área de regeneração de tecidos", diz a hematologista Ângela Malheiros Luzo, coordenadora do estudo. As células-tronco mesenquimais estão em diversas regiões do corpo, como camadas de gordura. (Agências)
L
Para reparar feridas no intestino de cobaias, pesquisadores da Unicamp contam com a ajuda de "costureiras" microscópicas: as células-tronco mesenquimais. Por meio de uma técnica complexa, patenteada pela universidade, eles descobriram como "colar" as células num fio de sutura cirúrgica. As feridas costuradas com o fio especial cicatrizaram em 15 dias, quando o normal
SHOW DA SEREIA - Nos finais de semana de setembro, sábados e domingos, as sereias Coral e Cristal dão espetáculo no Aquário de São Paulo. O aquário fica na Rua Huet Barcelar, 407, Ipiranga Sessões às 11h e 15. www.aquariodesaopaulo.com.br
No tapete azul Imagine um tapete em diversos tons de azul com um desenho complexo e medindo 115 por 73 centímetros. Agora, imagine que ele foi todo produzido com um único material. Uma caneta BIC. Essa criação existe e é do artista Jonathan Bréchignac. http://bit.ly/18Y4Vny
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
SUPLEMENTO EXCLUSIVO PARA
MILAN
15
PALMEIRAS
Kaká fora por 30 dias
Aproveita aí, Leandro!
NÚCLEO FUTEBOL INTERNACIONAL futinter@lancenet.com.br
NÚCLEO FUTEBOL BRASILEIRO futbr@lancenet.com.br
l
Mal colocou a camisa do Milan, o meia Kaká já terá de passar pelo primeiro período afastado dos gramados. Ontem, a imprensa europeia divulgou que o camisa 22 tem uma lesão no músculo adutor da coxa direita e ficará um mês no departamento médico. Até o fechamento desta edição, o clube ainda não se posicionou oficialmente a despeito dos rumores. Confirmada a lesão, Kaká perderá a estreia do time na Liga dos Campeões, na próxima quarta-feira, contra o Celtic, no reencontro com a torcida, no
San Siro. O brasileiro também ficaria de fora da partida contra o Ajax, em Amsterdam, no dia 1 o- de outubro, pela segunda rodada do torneio. O craque reestreou pelo Rossonero no empate com o Torino em 2 a 2, no último sábado, no Olímpico de Turim. Tímido em campo, ele foi substituído aos 25 minutos do segundo tempo. No banco, o jogador colocou gelo na coxa direita e viu o Milan empatar a partida depois de estar perdendo por 2 a 0. Kaká chegou ao Milan liberado de graça pelo Real Madrid, clube pelo qual teve passagem apagada em quatro anos.
l
Há exatos nove jogos o Palmeiras não sabe o que é atuar sem Alan Kardec no ataque. Amanhã, contra o Avaí, será dia de se virar sem ele, suspenso. E a hora de Leandro, artilheiro da equipe na temporada, assumir a responsabilidade. Apesar dos gols nos jogos recentes, o camisa 38 caiu de produção. Agora terá a chance de voltar a atuar da forma que mais se destacou no ano: como a referência na frente, ao lado de Vinícius. Foi justamente com essa formação no setor ofensivo que o Palmeiras teve sua sequência
mais produtiva na Série B até agora. Com os dois na frente, a equipe marcou 16 gols em cinco partidas. Cada um deles balançou as redes três vezes e deu duas assistências. Ou seja, desses 16 feitos no período, dez saíram dos pés da dupla. Vinicius também chega com moral, já que não atuou no último sábado por estar com a Seleção sub-20. O técnico Gilson Kleina também tem como opção utilizar Serginho, que tem entrado bem, e Caio, que jogaria como centroavante. Mas a tendência é que o camisa 19 seja o escolhido, até porque vinha sendo o titular do ataque. CLEBER MENDES
F
Ufa Antônio Carlos vibra ao marcar o segundo gol tricolor
VISÃO DE JOGO
0
RAFAEL BULLARA
rafaelbullara@lancenet.com.br
TROCOU São Paulo vence o Vasco com dois gols de bola parada, deixa a zona de
rebaixamento após 12 rodadas e coloca o time carioca entre os quatro últimos
E
m 2008 o São Paulo de Muricy Ramalho deixou São Januário praticamente campeão ao vencer na penúltima rodada. Ontem, no retorno do treinador ao estádio pelo Tricolor, novamente saiu de campo vitorioso e passou a respirar após 12 rodadas no rebaixamento. Já o Vasco, que naquele mesmo ano amargou a ida para a Série B, volta a viver o pesadelo com a entrada no grupo dos quatro últimos. Dorival Júnior escalou uma equipe com três atacantes e Muricy Ra-
malho também não deixou por menos. Montou esquema em que só Rodrigo Caio era o principal marcador. E foi justamente o camisa 7, único a estar em campo em todos os minutos do calvário são-paulino no Brasileirão, quem começou a aliviar a vida dos tricolores após tanto tempo. Depois de escanteio de Jadson, ele subiu livre para testar firme contra o gol de Diogo Silva, lembrando os bons tempos do tricampeonato, quando a jogada de Muricy era mortal contra os adversários.
2
VASCO
Após sofrer o gol, o Cruz-maltino assumiu o controle da bola, mas perigo mesmo só quando Marlone aproveitava o espaço deixado por Paulo Miranda. Foram duas finalizações. Nem as faltas de Juninho Pernambucano ajudavam. Dorival mudou no intervalo e as entradas de Dakson e Reginaldo acenaram com um Vasco mais incisivo. A pressão esperada, porém, só se viu nos primeiros minutos da etapa final. A chance de não entrar na zona acabou de vez quando Antônio Car-
los aproveitou a falha incrível de Diogo Silva. O goleiro errou a socar a bola depois de escanteio de Jadson e o zagueiro só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio. Outro tento que nasceu de bola parada. Com menos de uma semana, Muricy chegou, arrumou a casa, tirou o Tricolor da zona de rebaixamento e passou Telê Santana em número de vitórias pelo clube. Agora são 199. A zona está agora com Dorival. Pelo o que Vasco jogou em casa, trabalho não faltará para ele.
SÃO PAULO
Diogo Silva 2,5 Fagner 5,0 Jomar 4,0 Cris 3,0 n Yotún 4,0 Abuda 4,0 Dakson 4,5 Intervalo Fillipe Soutto 4,5 Tenório 5,0 15 /2º T Juninho 5,0 Willie 4,0 Reginaldo 3,5 Intervalo Marlone 6,5 André 3,5 T: Dorival Júnior 4,0
Rogério Ceni Paulo Miranda Rafael Toloi Antônio Carlos Reinaldo Rodrigo Caio Maicon Jadson Fabrício 45 /2º T Ganso Osvaldo Welliton Intervalo Luis Fabiano Aloísio 33 /2º T T: M. Ramalho
7,5 6,0 6,0 n 7,0 5,5 7,5 6,0 6,5 6,0 5,0 6,0 6,0 6,0 7,5
JUIZ: Heber Roberto Lopes (SC) 6,0. Não cometeu nenhum erro que tenha comprometido o resultado da partida. GOLS: 30 1ºT Rodrigo Caio (0-1) ; 24 2ºT Antônio Carlos (0-2) RENDA/PÚBLICO: R$ 197.710,00/7.815 pagantes LOCAL: São Januário, Rio de Janeiro (RJ) GRAMADO: Regular
SANTOS X BOTAFOGO
Peixe em queda q VISÃO DE JOGO
1
ROBERTO ASSAF
assaf@lancenet.com.br
NOVA DECEPÇÃO Com dois gols de Elias, Botafogo vence o Santos e se mantém na cola do Cruzeiro. Peixe vacila e na quarta tem decisão entre líder e vice-líder
F
oi dia de rock carioca no palco sunset da Vila Belmiro, bebê... Com a vitória de 2 a 1 sobre o Santos, o Botafogo manteve a segunda posição no Brasileiro, criando clima espetacular para o duelo de bandas que vai travar com o líder Cruzeiro, quarta-feira, no Mineirão. O veterano Seedorf foi um autêntico rolling stone, centralizando o espetáculo, e Elias soltou a voz, anotando os gols que arrancaram a invencibilidade de um ano do adversário no estádio.
O Botafogo começou justificando o uniforme todo preto, em ritmo de heavy metal, mas o Santos foi aos poucos abafando o som das guitarras, equilibrando o show. O time paulista, com maior posse de bola, criou pelo menos duas ótimas chances, mas Thiago Ribeiro desafinou em ambas. O carioca tentava contra-atacar, mas distorcia com frequência os acordes, errando o último passe. Além disso, andou abusando da violência, tanto que tomou três cartões amarelos até o fim do primeiro tem-
2
SANTOS
po. Menos mal que Jefferson esteve sempre atento às melodias interpretadas pelo Peixe, defendendo com segurança os chutes de longa distância. Aos 38 minutos, o Botafogo encaixou, enfim, letra e música na canção: Julio Cesar cruzou, Rafael Marques escorou, e Elias apanhou a sobra quase na linha para marcar. O Santos voltou buscando o empate. Mas o time carioca emplacou novo sucesso aos 11, com outra composição eletrizante, de Renato para
Hyuri, que cruzou para ironia do destino o peixinho de Elias, à esquerda de Aranha: 2 a 0. Mas o dono do palco não se entregou. Aos 21, Cícero acertou belo chute de canhota, diminuindo para 2 a 1. Claudinei Oliveira trocou três guitarristas e o Santos, incentivado pelos fãs, passou a arriscar mais, enquanto o Botafogo adotava a cautela, improvisando um rockabilly, suficiente para assegurar a vitória, fundamental para manter o time carioca na briga pelo título.
Aranha Cicinho Edu Dracena Durval Mena Alison Arouca 24 /2º T Leandrinho Everton Costa 26 /2º T Cícero Renato Abreu Neilton 12 /2º T Gabriel Thiago Ribeiro T: C. Oliveira
BOTAFOGO 5,0 6,0 n 5,0 4,5 4,5 n 6,5 n 5,5 5,0 4,0 7,5 5,5 4,0 6,0 4,5 5,5
Jefferson Edilson Bolívar Dória Julio Cesar Marcelo Mattos Renato Hyuri Octávio 26 /2º T Seedorf André Bahia 45 /2º T Rafael Marques Elias Gegê 37 /2º T T: O. de Oliveira
6,0 5,5 6,0 7,0 n 6,0 5,5 6,0 6,5 6,0 7,0 n 6,5 8,0 6,0 7,0
JUIZ: André Luiz de Freitas Castro (GO) 5,0. Foi bem na parte disciplinar e aplicou bem os cartões. GOLS: 38 1ºT Elias (0-1) ; 11 2ºT Elias (0-2) e 21 2ºT Cícero (1-2) RENDA/PÚBLICO: R$ 178.707/11.300 pagantes LOCAL: Vila Belmiro, Santos (SP) GRAMADO: Bom
16
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
QUE SAUDADE!
TOM DIB
F
Lamentaram Guerrero e Pato não brilharam de novo e Timão perdeu no Pacaembu
VISÃO DE JOGO
1
MAURO BETING
maurobeting@lancenet.com.br
Cássio Alessandro Ibson 7 /1º T Gil Paulo André Emerson Sheik 17 /2º T Fábio Santos Igor Intervalo Ralf Edenilson Romarinho Douglas A. Pato Guerrero T: Tite
E AÍ, TIMÃO? Mais uma atuação ruim e sem graça e vibração contra um
rival bem armado e que nem precisou do artilheiro para ganhar ontem
U
ma bola vindo da defesa do Goiás foi parar no pé direito do canhoto Hugo para abrir o placar de um jogo morno no tórrido Pacaembu, aos 3 minutos do segundo tempo. O Corinthians então acordou, Tite mais uma vez colocou todo o time no ataque, e num lance confuso empatou, com Pato, aos 32. Mas a mesma desatenção esmeraldina na bola parada passou de lado. Escanteio da direita, Amaral subiu sozinho, aos 38 minutos da etapa final, e fez o gol da vitória do Goiás que
tem atuações históricas no Pacaembu. Ainda mais contra rivais paulistas que não acham mais o jogo. Ou se acham maiores que o jogo. Um dos imensos méritos do Corinthians multicampeão de Tite é manter os pés no chão. Nem que um e outro se perca pela boca, dentro e fora de campo, é elenco compenetrado e concentrado. Ou foi. Que até quando cria chances, perde de modo inacreditável, como desperdiçaram Pato e Emerson. E que, agora, uma defesa sólida bobeia como falhou
2
CORINTHIANS
nos dois gols de um Goiás certinho, no 4-2-3-1 usual, que só se fechou mesmo quando Tite passou a empilhar gente no ataque. O Timão acabou o jogo perdendo e sendo vaiado merecidamente com Ibson como lateral-direito (Alessandro saiu lesionado aos sete minutos do primeiro tempo), Edenilson (que o substituiu na lateral) e Douglas como volantes, Emerson e Romarinho pelas pontas, Pato e Guerrero como atacantes. Parecia um 4-2-4 dos anos 60. Mas era mais um time destrambe-
lhado e nervoso na frente, e desorganizado atrás como raras vezes se viu com Tite. Mais por questões técnicas que táticas. Bem aproveitadas por um Goiás que jogou muito mais quando perdeu para o Cruzeiro. E jogou menos que o suficiente para vencer o Corinthians que deixa de ser favorito ao título a cada confronto perdido. E que vai deixando o G4 como nem o mais fanático são-paulino e palmeirense poderia imaginar.
GOIÁS
5,0 3,0
Renan 6,5 Vítor 5,5 Rodrigo 4,5 n Ernando 4,5 William Matheus 5,5 Amaral 7,0 David 6,5 Thiago Mendes 5,5 25 /2º T Roni 5,5 Ramon 5,5 8 /2º T Hugo 7,0 Dudu Cearense 6,5 28 /2º T Renan Oliveira 6,0 Walter 5,0 T: Enderson 7,0
6,5 6,0 3,5 6,0 4,5 5,5 n 5,0 5,0 5,0 4,5 n 4,0 4,5
JUIZ: Leandro Pedro Vuaden (RS) 5,0. Não marcou impedimento de Gil no lance do gol do Corinthians, mas não teve problemas no restante do jogo. GOLS: 11 1ºT Hugo (0-1) ; 32 2ºT Pato (1-1) ; 39 2ºT Amaral (1-2) RENDA/PÚBLICO: R$ 672.836,50/21.354 pagantes LOCAL: Pacaembu, em São Paulo (SP) GRAMADO: bom
OUTROS LANCES FLAMENGO X PONTE
Fla empata; Galo brilha no Sul 3 Um gol de André Santos, no fim da partida, garantiu o empate em 1 a 1 do Flamengo com a Ponte Preta. O gol da Ponte foi de Artur. A macaca segue na zona de rebaixamenrto e o Flamengo, com 26 pontos, segue próximo da degola. Em Curitiba, o veterano Alex fez belo gol e evitou derrota do Coritiba, que ficou no 2 a 2 com o Bahia. A partida mais quente da rodada ocorreu em Porto Alegre. Na Arena, o Grêmio festejando 110 anos de fundação e querendo vencer para não deixar o Cruzeiro abrir frente viu o goleiro Victor do Atlético MG fazer seis grandes defesas. E como quem não faz leva, Fernandinho fez o gol da vitória do 1 a 0 do Galo.
ALE CABRAL
Fla fica no 1 a 1 com a Ponte Preta
CRISTIANO RONALDO
STOCK CAR
TÊNIS
3 Cristiano Ronaldo renovou ontem seu contrato com o Real Madrid por mais cinco temporadas. Ele passa a ser o jogador mais bem pago do mundo. O vencimento do atacante passou de 12 milhões de euros (R$ 36,2 milhões) para 17 milhões anuais (R$ 51,4 milhões). Passará Messi (R$ 48 milhões/ano) e Neymar (R$ 45 milhões/ano) Além do aumento, Cristiano Ronaldo garantiu uma repartição diferenciada de seus direitos de imagem. Enquanto o Real Madrid fica com 50% destes ganhos nos contratos com os demais jogadores, no caso do português esta proporção é de 40%.
3 Daniel Serra conquistou a terceira
3 O Brasil está fora da chave principal da Copa Davis de 2014. Ontem, o melhor tenista do país, Thomaz Bellucci (116o- do ranking da ATP), perdeu para o alemão Daniel Brands (60o), que entrou no duelo de última hora substituindo Philipp Kohlschreiber, por 3 sets a 0 (6-4, 6-2 e 6-3), na cidade de Neu-Ulm, na Alemanha. Com o resultado, a Alemanha fez 3 a 1 no duelo com o Brasil e confirmou sua classificação para 2014. O Brasil, por sua vez, terá que disputar o zonal das Américas no próximo ano. A final da Davis será entre Sérvia (eliminou o Canadá) e República Tcheca (eliminou a Argentina).
O maior salário do futebol
Daniel Serra vence e é líder vitória na atual temporada da Stock Car, neste domingo, no Velopark, em Nova Santa Rita (RS). Com o resultado, piloto da Red Bull assumiu a liderança do campeonato após nove etapas: 154 pontos, contra 144 de Cacá Bueno e 143 de Ricardo Maurício, que ficou em terceiro ontem. O pole position Cacá Bueno se chocou com Átila Abreu, que largou em segundo, logo na largada, rodou na pista e foi duramente prejudicado por conta do acidente. Serra se aproveitou da ocasião, assumiu a ponta e não foi mais incomodado no restante do percurso.
Brasil rebaixado na Copa Davis
TIME
49 22 15
4
E
D GP GC SG
2 o- Chapecoense
46 22 14
4
4 43 20 23
3 o- Joinville
40 22 12
4
6 37 22 15
4 o-
5 35 17 18
1 o- Palmeiras
8 a- RODADA TIME 1 o2 o-
Cruzeiro
46
J 21
V 14
E 4
D 3
GP 45
GC 19
SG 26
V 9
E 2
D 0
V 5
FORA E 2
3/10 - QUINTA-FEIRA
19h30 *Atlético-MG x Ponte Preta
D 3
AP PM 73%
97
42
21
12
6
3
35
22
13
7
3
0
5
3
3 66.7%
93
3 o- Grêmio
37
21
11
4
6
28
20
8
7
2
2
4
2
4
58.7%
88
4 o- Atlético-PR
35
21
9
8
4
35
26
9
5
5
0
4
3
4 55.6%
86
5 o-
34
21
8
10
3
35
29
6
6
2
2
5
4
2
54%
85
6 o- Corinthians
30
21
7
9
5
20
11
9
5
4
2
3
4
3
47.6%
81
7 o- Coritiba
29
21
7
8
6
25
25
0
6
4
1
1
4
5
46%
80
8 o- Goiás
29
21
7
8
6
22
25
-3
4
5
1
3
3
5
46%
80
9 o- Santos
28
20
7
7
6
24
19
5
3
5
1
3
2
5
46.7%
82
10 o- Atlético-MG
28
20
7
7
6
22
22
0
5
3
1
2
4
5
46.7%
82
11 o- Vitória
27
21
7
6
8
27
30
-3
6
4
1
1
2
7 42.9%
78
12 o-
Botafogo
PG
CASA
Internacional
Fluminense
13 o- Flamengo 14 o-
Bahia
26
21
7
5
9
25
28
-3
6
1
4
1
4
5
41.3%
77
26
21
6
8
7
22
22
-3
3
4
3
3
4
4
41.3%
77
25
21
6
7
8
22
28
-6
4
3
3
2
4
5
39.7%
75
15 o- Criciúma
24
21
7
3
11
27
34
-7
5
1
5
3
1
6
38.1%
75
16 o- São Paulo
24
21
6
6
9
20
22
-2
3
1
6
3
5
3
38.1%
75
17 o-
Vasco
24
21
6
6
9
29
36
-7
3
4
4
3
2
5
38.1%
75
17 o- Portuguesa
22
21
6
7
9
29
34
-5
5
3
2
0
4
7 34.9%
73
19 o- Ponte Preta
16
20
4
4
12
21
32
-11
2
3
6
2
1
6
26.7%
70
20 o- Náutico
9
20
2
3
15
10
36
-26
1
2
7
1
1
8
15%
63
PG: pontos ganhos, J: jogos, V: vitórias, E: empates, D: derrotas, GP: gols pró, GC: gols contra, SG: saldo de gols, AP: aproveitamento, PM: pontuação máxima. REGULAMENTO: A Série A será disputada no sistema de pontos corridos em dois turnos. Critérios de desempate: 1) vitórias;2) saldo de gols; 3) gols pró; 4) confronto direto (apenas entre dois times, somados os dois jogos); 5) menos cartões vermelhos e amarelos e 6) sorteio. Os quatro últimos serão rebaixados. Os três primeiros (além do campeão da Copa do Brasil) disputarão a Libertadores 2014. Caso o campeão da Libertadores-2013 seja brasileiro, o terceiro se classifica, mas jogará o mata-mata da primeira fase. Para a SulAmericana (caso a CBF confirme que usará o regulamento de 2013) classificam-se os oito mais bem colocados excluindo os que estiverem disputando a quarta fase da Copa do Brasil-2014. CRITÉRIOS DE DESEMPATE: 1) vitórias; 2) saldo de gols; 3) gols pró; 4) confronto direto (apenas entre dois times, somados os dois jogos); 5) menos cartões vermelhos; 6) menos cartões amarelos; 7) sorteio. Os quatro últimos serão rebaixados.
LIBERTADORES SUL-AMERICANA REBAIXAMENTO
Independência
11 a- RODADA
25/9 - QUARTA-FEIRA 21h
**Santos x Náutico
Vila Belmiro
19 a- RODADA
7/9
8/9
Ponte Preta 1x3 Internacional Vitória 1x1 Atlético-MG Fluminense 1x0 Bahia Santos 1x0 Goiás Grêmio 3x2 Portuguesa Cruzeiro 1x0 Flamengo Corinthians 0x0 Náutico Coritiba 2x0 São Paulo Criciúma 1x2 Botafogo Vasco 0x0 Atlético-PR
M.Lucarelli Barradão Maracanã Vila Belmiro A. do Grêmio Mineirão Pacaembu Couto Pereira H. Hülse São Januário
20 a- RODADA 11/9
12/9
Atlético-PR 1x1 Fluminense Bahia 2x2 Criciúma Goiás 1x2 Cruzeiro Botafogo 1x0 Corinthians Náutico0x2 Grêmio Portuguesa2x0 Vasco Internacional 2x2 Vitória Flamengo 2x1 Santos São Paulo 1x0 Ponte Preta Atlético-MG3x0 Coritiba
D. Britto A. Fonte Nova Serra Dourada Maracanã A.Pernambuco Canindé
Cruzeiro 1x0 Atlético-PR Fluminense 2x1 Portuguesa
15/9 - ONTEM
Vasco0x2 São Paulo Criciúma 0x1 Internacional Ponte Preta 1x1 Flamengo Corinthians 1x2 Goiás Coritiba2x2 Bahia Santos 1x2 Botafogo Vitória 2x1 Náutico Grêmio 0x1 Atlético-MG
J
V
3 43 17 26
39 22 11
6
5 o- Sport
34 22 11
1 10 36 37
6 o-
34 22
9
7
6 32 27
5
34 22
9
7
6 34 30
4
8 o- Icasa
32 22 10
2 10 31 39 -8
9 o-
Avaí
-1
7 o- América-MG
32 22
8
8
10 o-Figueirense
Boa
29 22
9
2 11 38 37
11 o-
6 20 23 -3 1
Oeste
29 22
8
5
9 23 33 -10
12 o- Ceará
29 22
7
8
7 33 28
13 o- Guaratinguetá
27 22
8
3 11 24 32 -8
5
14 o- Bragantino
27 22
7
6
9 20 22 -2
15 o- América-RN
25 22
6
7
9 26 33 -7
16 o-Atlético-GO
23 22
7
2 13 22 32 -10
17 o- ASA
23 22
7
2 13 24 37 -13
18 o-Paysandu
23 22
6
5 11 24 33 -9
22 22
6
4 12 27 34 -7
17 22
4
5 13 19 39 -20
E. do Vale 19 o- São Caetano Maracanã Morumbi 20 o-ABC Independência
21 a- RODADA 14/9
Paraná
PG
P: pontos, J: jogos, V: vitórias, E: empates, D: derrotas, GP: gols pró, GC: gols contra, SG: saldo de gols
Mineirão Maracanã São Januário H. Hülse M. Lucarelli Pacaembu Couto Pereira Vila Belmiro Barradão A. Grêmio
REGULAMENTO: A Série B será disputada no sistema de pontos corridos em dois turnos. Critérios de desempate: 1) vitórias; 2) saldo de gols; 3) gols pró; 4) confronto direto (apenas entre dois times, somados os dois jogos); 5) menos cartões vermelhos; 6) menos cartões amarelos e 7) sorteio. Se houver empate entre dois clubes na definção de título, acesso ou rebaixamento, não serão aplicados os critérios 5, 6 e 7, realizando-se um jogo extra em campo neutro (em caso de empate, pênaltis). O campeão será o time que conquistar o maior número de pontos. Os quatro últimos colocados serão rebaixados para a Série C do ano seguinte. Os quatro primeiros garantem vaga na Série A de 2014.
e CAIXA 1 conomia
O seu consultor financeiro
17
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
Você e seu banco:
está na hora de DISCUTIR a relação? REJANE TAMOTO
Fotos: Paulo Pampolin/Hype
A
final, o que significa o relacionamento com o banco – aquele que determina se o cliente pagará menos em um financiamento ou no custo de um investimento, se terá isenção de mensalidade ou da anuidade do cartão? Quanto mais investimentos, produtos e serviços o cliente contratar em uma instituição bancária, mais ele terá a chance de ter benefícios como esses. Mas isso é o bastante? "Não", diz Rosaline Nunes, consultora de finanças pessoais que trabalhou durante 18 anos em bancos como Citibank e HSBC. Em palestra na Expo Money, evento de educação financeira e investimentos que terminou no sábado, Rosaline disse que o correntista deve se planejar e buscar informação e conhecimento antes de conversar com o gerente, em vez de apenas procurá-lo para perguntar onde investir o dinheiro. Isso se tornou necessário, explicou, porque o ambiente de taxa de juro baixa e de inflação alta dificultou a obtenção de ganho real (descontado a inflação) pelo investidor nas aplicações mais conservadoras. Assim, os pequenos detalhes das aplicações financeiras fazem uma enorme diferença na rentabilidade. "Um ponto percentual a menos na taxa de administração de uma aplicação tem efeito no longo prazo." Em uma simulação com uma aplicação de R$ 100 mil num prazo de 20 anos, Rosaline mostrou que o cliente pode deixar de ganhar R$ 113 mil se pagar 0,7% ao mês de taxa de administração em vez de pagar 0,6% ao ano. E isso não era facilmente percebido há cerca de 10 anos, quando a taxa básica (Selic) estava em dois dígitos. "Em 2002, uma pessoa de 65 anos que aplicasse R$ 1 milhão em um fundo DI conseguia rentabilidade de 19% ao ano, o equivalente a uma renda de R$ 10 mil mensais para gastar até os 81 anos. Hoje, na mesma situação, esse milhão não dura nem nove anos, com uma rentabilidade de 9% ao ano. E a expectativa de vida aumentou", disse.
Escolhas mais difíceis
Com mais risco, prazo maior, menor rentabilidade, e produtos alternativos despontando nesse cenário, as escolhas se tornaram mais difíceis. "Por isso, em vez de apenas perguntar ao gerente,
Relacionamento saudável depende mais do questionamento por parte do cliente do que do simples fato de conhecer o gerente há mais tempo.
o cliente tem de ter comprometimento, disciplina e persistência para investir." Segundo ela, o correntista deve fazer um planejamento financeiro antes de ir ao banco, pensando sobre seu perfil e objetivos de curto, médio e longo prazos. Além disso, é preciso pesquisar as aplicações e o que cada banco oferece para procurar o gerente com um ar-
Um ponto percentual a menos em taxa de administração tem efeito no longo prazo ROSALINE NUNES, CONSULTORA
senal de informações. "Conheço uma pessoa que vendeu um terreno e pediu orientação sobre aplicações ao gerente do banco, que indicou que ele colocasse o valor integralmente em um plano de previdência VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Não é adequado colocar todo o recurso numa só aplicação de longo prazo, na qual ele terá de permanecer por dez anos para ter a menor alíquota. Nesse caso os dois erraram: o gerente e o cliente, que não
questionou", disse. Assim, se o gerente do banco tem uma meta – no caso, de vender mais previdência – o cliente também tem de ter a sua. A consultora contou que fez parte da equipe que elaborou o suitability, ou a Análise do Perfil do Investidor (API), um questionário que obrigatoriamente o cliente da instituição bancária deve preencher para que o gerente do banco possa ajudá-lo a fazer as escolhas mais adequadas de investimento. "O problema é que muitas vezes o cliente preenche o formulário sem prestar atenção às questões." Para Rosaline, muitas pessoas perdem dinheiro em aplicações de alto custo em bancos por preguiça. São poucas as instituições financeiras, o que leva as pessoas a acreditar que todas cobram o mesmo valor. Por isso, não pensam em mudar e questionar. Mas é preciso que o investidor observe até que ponto esta atitude não o faz perder dinheiro e deve, se for preciso, mudá-la", afirmou. Além disso, há um outro fator que faz o cliente ficar acomodado: sua relação emocional, que está na ideia de que o gerente conhece o seu histórico e saberá resolver problemas. Essa sensação, disse Rosaline, é só isso mesmo. "O relacionamento não é com a pessoa e sim com o banco."
Segundo ela, a lição de casa é a pesquisa, mas isso não significa ter conta em muitos bancos, o que também eleva o custo. "Ter relacionamento com duas instituições é interessante, procurando concentrar algumas atividades em um e outras em outro para não pagar tantas tarifas." É o que fez o engenheiro Eduardo Peretti Mattos, de 63 anos, que valoriza o relacionamento que tem com duas instituições, com as quais já está há cerca de 15 anos. "Em um banco tenho fundo de renda fixa e no outro, investimentos em ações e títulos do Tesouro. A gerente de um dos bancos quase me carrega no colo, me trata muito bem e resolve tudo pela internet", contou. Se numa instituição a gerente faz a diferença, na outra ele está por comodidade mesmo, porque é onde recebe seu salário. Recentemente, no entanto, Mattos tomou uma atitude e questionou o gerente sobre um fundo de renda fixa que cobrava 1,5% de taxa de administração ao ano. "Conversei com o consultor de investimentos do banco e consegui transferir para uma aplicação de custo menor, ou 0,5% ao ano. Não penso em mudar porque os bancos me oferecem vantagens: em um não pago a anuidade do cartão de crédito e no outro, o pacote de serviços", afirmou.
Cliente mais conectado quer agência perto
L
evantamento do instituto de pesquisa Hibou, feito em julho em parceria com a empresa de aplicativos para celular PiniOn, mostra que as pessoas privilegiam a localização e a solidez na hora de escolher um banco. Embora 47% dos 3.770 entrevistados tenham dito que não vão à agência com frequência, 42,5% disseram que uma boa razão para escolher um banco é a localização. "Os entrevistados não veem tanta diferença entre um banco e outro. Por isso, escolhem o mais próximo. Outro motivo para isso é que ele quer ter facilidade para ir à agência se precisar resolver um problema pessoalmente", afirma Marcelo Beccaro, sócio do Hibou.
O segundo critério importante para se escolher uma instituição é a solidez. E o terceiro é a isenção ou redução de tarifas bancárias. Segundo Beccaro, foram entrevistados homens e mulheres na faixa etária de 17 a 67 anos. Todos responderam à pesquisa por meio de um aplicativo instalado no smartphone. A maioria dos entrevistados, ou 96%, pertencem às classes A e B. "São clientes que usam mais canais digitais do que presenciais. O canal mais usado é o caixa eletrônico, com 66% das respostas. 65% dos entrevistados disseram que acessam o banco por meio de aplicativos no celular. Nesta pesquisa, esta forma de utilização superou o acesso ao internet banking (61%)", afirma. (RT)
COMO APROVEITAR AS FACILIDADES DAS INSTITUIÇÕES • Escolha um pacote de serviços que esteja alinhado ao seu perfil e que contenha apenas o que você vai usar. • Se está sobrando dinheiro, faça um planejamento de acordo com os seus objetivos e prazos. Pesquise as opções
de investimento antes de falar com o gerente do banco. • Pense no seu perfil. Se é conservador e tem prazo maior para investir, faça uma comparação das aplicações asseguradas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC),
que protege até R$ 250 mil por CPF. Entre elas estão as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Certificados de Depósito Bancário (CDB). Antes de investir em LCIs e LCAs, informe-se sobre
de quem é o risco – se do banco ou de terceiros. • Ao investir em CDB e fundos, programe-se para não sacar antes de 30 dias e não pagar IOF. • Os bancos têm aplicação mínima de entrada alta em
fundos de investimentos com taxas de administração menores. Às vezes é melhor guardar na poupança até acumular o valor para entrar na aplicação. • Se investir em um plano de previdência, procure se in-
formar sobre o percentual da taxa de administração e da taxa de carregamento (descontada sobre o valor de cada aporte que o cliente faz). Fonte: Rosaline Nunes, consultora de finanças pessoais.
18 -.ECONOMIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
DIÁRIO DO COMÉRCIO
e Moda criativa quer incentivo para ganhar o mundo
19
É aqui que se considera o primeiro ciclo do produto, mais criativo, onde ele é pensado, onde se introduz inovação tecnológica Christiano Braga, gerente executivo de projetos setoriais da Apex-Brasil
conomia
Agliberto Lima/ DC
A indústria da moda passou a receber recursos da Lei Rouanet, sob protesto de representantes da classe artística. Foram repassados ao setor R$ 7 milhões. Karina Lignelli
M
oda é arte? Apesar de, aparentem e n t e , o s â n imos terem se acalmado, o anúncio feito em agosto de que o Ministério da Cultura (MinC) autorizou a concessão de incentivos da Lei Rouanet ao setor de moda deve continuar a dividir opiniões. Desde a autorização já foram destinados cerca de R$ 7 milhões a desfiles internacionais de nomes de peso, como Alexandre Herchcovitch e Ronaldo Fraga, e ao jovem Pedro Lourenço, que, apesar do indeferimento do seu projeto pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, poderá captar R$ 2,8 milhões pelo "voto de Minerva" da ministra Marta Suplicy. Enquanto de um lado a classe artística se preocupa com o fato de os recursos da lei serem destinados a outros segmentos pertencentes à economia criativa, "mas sem que necessariamente façam parte da produção cultural", de outro os representantes da moda se mostram obviamente favoráveis à extensão do benefício ao setor. Exemplo disso é o diretor da SPFW, Paulo Borges, outro nome de peso da moda brasileira que disse, em entrevista ao site FFW (portal com as páginas oficiais da semana de moda paulistana) que roupas são um produto, assim como filmes, peças de teatro e obras de arte. "Assim como estes, movimentam impostos e a economia do País em pé de igualdade ou mais, já que as semanas de moda atraem consumo para diversas outras áreas locais, como gastronomia e hotelaria", opinou o diretor. Mas, independente da polê-
mica – e de ser uma ampla indústria, que inclui não só vestuário, mas calçados, joias, acessórios, couro e insumos, de ser a segunda maior empregadora da indústria de transformação brasileira e a quinta maior produtora têxtil do mundo, que faturou US$ 58 bilhões em 2012, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) – a verdade é que, além de sua importância para o Produto Interno Bruto (PIB) do País, a moda também está inserida no conceito de economia criativa. "É aqui que se considera o primeiro ciclo do produto, mais criativo, onde ele é pensado, onde se introduz inovação tecnológica, além de novas formas e novos materiais para desenvolver uma peça ou uma cole-
ção. É um setor altamente qualificado, e formado por empresas em que 10% dos empregados são voltados para as áreas de criação e design", explica Christiano Braga, gerente executivo de projetos setoriais da Associação Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Iniciativas – A int e r n a c io n a l i z ação – que pode incluir a promoção de desfiles no exterior –, um dos grandes alvos da cadeia da moda, é um dos critérios para concorrer à captação de recursos pela Lei Rouanet, conforme explicou a ministra Marta Suplicy em encontro com representantes de todos os elos da cadeia realizado recentemente na ABIT. Mas, mesmo sem políticas públicas específicas para o se-
As áreas de criação e design abrigam aproximadamente 10% dos empregados da indústria da moda. tor, há quem se mexa há algum tempo para movimentar o segmento – e em consequência, promover as marcas brasileiras de moda, em toda a cadeia, no exterior. Como exemplos, parcerias entre a Apex e entidades de classe, a Abest (Associação Brasileira de Estilistas), e a própria ABIT, criaram estratégias de planejamento e inserção de marcas lá fora, acompanhamento de gestores com o apoio de consultorias de inteligência de mercado. No convênio com a Abest, o Salão B+ por exemplo permitiu trabalhar marcas de estilistas brasileiros em semanas de moda internacionais. Assim como nas "presentations" de coleções (apresentações pa-
Incentivos da Lei Rouanet visam, principalmente, auxiliar estilistas em desfiles internacionais.
ralelas aos eventos em Paris, Londres ou Nova York) – inclusive de moda praia, nicho de reputação internacional –, onde formadores de opinião têm oportunidade de conhecer in loco criações de especialistas brasileiros, conta Braga. "Em dez anos de projeto, contamos com 72 participantes, com o investimento de R$ 6,6 milhões e contrapartidas de R$ 3,3 milhões para subsidiar a presença de estilistas em desfiles importantes. Inclusive no Brasil, durante as semanas de moda e com ações dos projetos Comprador e Imagem". No caso da ABIT, o programa TexBrasil foi criado em 2000 para apoiar e preparar das pequenas às grandes empresas da área têxtil e de confecção para comercializar produtos em outros países. Segundo a associação, com apoio do programa, mais de 1,2 mil empresas já participaram de feiras e eventos de negócios no mudo todo. "Hoje, as 321 empresas participam representam 37,5% das exportações no setor têxtil", completa Braga. Desafios – Custo Brasil, crise internacional, e a "invasão chinesa", que entrou pesado no mercado de vestuário e trouxe graves problemas ao setor no País. Para driblar esses entraves, a ABIT afirma que tem trabalhado em várias ações junto ao governo para a moda brasileira se manter competitiva. Algumas já geraram conquistas, como a desoneração da folha e o aumento na margem de preferência para fornecedores
brasileiros nas compras governamentais. Outras são mais estratégicas, como diversificar mercados para reampliar a presença internacional e dar conta do desafio de inserir lá fora uma moda "que tem potencial, mas não tem tem tradição comparada aos players tradicionais", segundo Braga, da Apex. "Já temos marcas internacionalizadas, da micro à grande empresa. Mas é um mercado deficitário, que ainda consome muitos itens importados", ressalta. E onde os incentivos da Lei Rouanet poderiam beneficiar o setor? Para a ABIT, apesar de a moda sempre estar envolvida em economia criativa e na divulgação dos "modos, hábitos, pensamento e DNA brasileiro", nunca teve acesso a incentivos fiscais para receber apoio da iniciativa privada. "Há regras criadas pela Lei, e é preciso conhecê-las, já que toda marca empresa ou todo criador de moda pode apresentar um projeto", informou a entidade, que reforça que "a criação é o que difunde a imagem da moda aqui ou lá fora, e isso alavanca toda uma indústria". Para Christiano Braga, apesar de a Apex "apoiar a Lei Rouanet em si", o ideal seria inserir a moda brasileira no exterior de forma estratégica, mas investir na inteligência das empresas, já que não basta a presença para garantir inserção internacional. "Dar incentivo ajuda, mas não é suficiente. São ações que não podem ser isoladas, mas integradas do forma estratégica", conclui.
A estratégia do 'poder brando' a favor do País
O
s incentivos ao setor da moda "ajudam a estender o conceito de 'soft power' que o Ministério da Cultura adotou para fortalecer a imagem do Brasil no exterior". No calor das discussões geradas sobre o tema, e entre as várias justificativas dadas pela ministra Marta Suplicy aos beneficiados – mas principalmente aos que se sentiram injustiçados – pela extensão dos benefícios da Lei Rouanet ao setor de moda, essa foi uma das mais citadas. "Soft power" (ou poder brando), termo criado pelo professor de Harvard Joseph Nye, é uma das estratégias de coerção que podem ser utilizadas por um país, no âmbito das relações internacionais, para ampliar a visão positiva do resto do mundo sobre ele, por meio de ações ligadas à cultura ou à co-
operação pela exportação de modelos de desenvolvimento e de políticas públicas a países menos desenvolvidos. "É uma forma de fazer com que outros países pressionem outros governos a apoiar pleitos no sistema internacional, ou levá-los a comprar mais produtos, ou visitar mais o país. No caso do Brasil, nunca se usou sistematicamente essa estratégia, só em coisas pontuais, como no Ano da França ou na Feira de Frankfurt. Mas as telenovelas brasileiras, como Hollywood (nos EUA) ou Bolywood (na Índia), são nossa maior estratégia de soft power, assistidas por africanos e russos, a europeus e americanos", diz Denilde Holzhacker, cientista política e coordenadora de Relações Internacionais das Faculdades Rio Branco.
Porém, no tocante à polêmica da Lei Rouanet, Denilde afirma que a grande pergunta é o que realmente a moda representa para o País, e se a estratégia será implementada de forma sistemática para fortalecer cada vez mais o nome do Brasil lá fora. "A escolha de alguns estilistas apenas para representar o País é um pouco questionável. Faltou debate para entender se é uma estratégia para focar cultura não só do ponto de vista tradicional, ou para mostrar que somos um País que inova em áreas onde é forte economicamente", diz. A cientista política lembra que uma das caraterísticas principais do soft power é o processo lento e de longo prazo de construir uma imagem internacional, e que fortalecer essa imagem depen-
As três dimensões da passarela
A
moda também é considerada "economia criativa" no âmbito do Ministério da Cultura. De acordo com a secretaria da área – a Sec/MinC –, a moda integra uma categoria denominada "criações funcionais" que, assim como o design e a arquitetura, que têm como matéria prima a criação de artefatos com aplicação funcional. Atualmente, a Sec/MinC, que coordena o colegiado se-
torial da moda, elabora a proposta de um plano para definir ações específicas para o setor, hoje beneficiado por editais de formação e capacitação de profissionais, de incubação de empreendimentos, e agora pela Lei Rouanet. Segundo Georgia Nicolau, diretora de empreendedorismo, gestão e inovação, o MinC considera que a moda é a forma como o País se expressa universalmente. "A moda praia é um
exemplo: ninguém supera o Brasil nesse fator de identidade. E pelo fator econômico, representa forte posicionamento de mercado, de um modelo global de exportação da imagem do País lá fora. Não é só a indústria, mas uma gama de criadores, que vai da rendeira ao designer. O desafio é enxergar de maneira ampla que a moda se encaixa nessas três dimensões: econômica, simbólica e cidadã", finaliza. (KL)
de de entender o quanto disso está dentro da estratégia de promoção de um país. Isso porque, nesse caso, a medida não necessariamente vai produzir capacidade de ampliação, e será limitada a grupos reduzidos e a um merca-
do formador de opinião em um nicho específico. "Porque não desenvolver o soft power também em tecnologia – extremamente importante para a internacionalização? Faltou explicar: a ideia é passar imagem de criatividade
ligada à inovação? Ao mercado de alta renda? Para levar imagem de sofisticação ao mundo? Ou de que não somos um País que produz só algodão, mas produtos com altíssimo grau de criatividade? A estratégia tem que estar clara", destaca. (KL)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
20
e
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
É preciso controlar a inflação sem afetar o aumento das exportações Henrique Meirelles, ex-presidenre do BC.
conomia
Brasil continua sendo boa escolha Para Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, as condições oferecidas pelo País aos aplicadores ainda são atraentes. Rejane Tamoto
"O
Brasil ainda é v i s t o c omo um País de grandes oportunidades de investimentos. A percepção piorou um pouco em 2012, mas temos muitas condições", afirmou na sexta-feira Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central (2003-2011), em palestra sobre os desafios da economia em evento da ExpoMoney. As condições citadas são o mercado de consumo, expandido no País nos últimos anos, o volume de reservas internacionais e a dívida pública bruta – 60% do Produto Interno Bruto (PIB) – que ele considera em proporção razoável se comparada à dos Estados Unidos ou à do Japão, onde passa de 100%. O desafio do Brasil será evitar que o ajuste cambial contamine a inflação, sem anular a vantagem da valorização do dólar ante o real. "É preciso controlar a inflação sem que isso afete o aumento das exportações", disse. Para Meirelles, a valorização do dólar sobre o real deveria ser uma oportunidade para equilibrar o aumento de custos no Brasil e tornar as exportações mais competitivas. A valorização, de 14% de janeiro a setembro deste ano, não foi maior do que a média dos países dos BIIST – acrônimo que utilizou para identificar Brasil, Índia, Indonésia, África do Sul (South Africa) e Turquia –, de 17% no mesmo período. “A questão cambial não está apenas relacionada à retira-
Valter Campanato/ABr
da de estímulos monetários pelo banco central norte-americano. O custo do trabalho no Brasil subiu mais do que no México e nos Estados Unidos. Há também a falta de mão de obra qualificada: 71% das empresas reclamam disso no Brasil, ante uma média global de 34%”, afirmou. Ajustes e reformas – Para que o País volte a buscar seu crescimento potencial – de 4% ao ano, como foi a média de 1997 a 2013 – terá de aumentar o investimento em capital físico e em produtividade, para minimizar o efeito do aumento da renda acima da inflação, continuou Meirelles. "A oportunidade está nos leilões de concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos, que podem abrir a possibilidade de aumento do investimento e da produtividade das empresas". O aumento da produtividade pode demorar para acontecer devido ao Custo Brasil, que inclui a logística custosa. Segundo ele, o Brasil acompanhou a média mundial de aumento e de queda do investimento desde a crise, enquanto a Europa ficou abaixo da média. Para o ex-presidente do BC, o cenário deve permanecer difícil para países emergentes quando o banco central dos Estados Unidos retirar estímulos monetários. Mas será também uma oportunidade para o Brasil promover ajustes e possíveis reformas estruturais e políticas que levem ao crescimento no futuro. Segundo Meirelles, há uma correlação forte entre a queda nas vendas de determinados setores, como no varejo, com a queda da confiança do con-
Leilões de concessões podem abrir a possibilidade de aumento do investimento e da produtividade HENRIQUE MEIRELLES
sumidor. Por enquanto, ressaltou, a economia brasileira vive um período de volatilidade, com indicadores que caem, ensaiam subir e voltam a cair. Exemplos são os indicadores de produção industrial e de vendas do varejo. “Essas inflexões são resultado dos estímulos monetários e fiscais promovidos pelo governo, como a desoneração a setores produtivos específicos, que estimulam as vendas de eletrodomésticos e automóveis. Medidas que fazem aumentar o consumo, mas que geram grande volatilidade", avaliou.
Receita chama contribuintes
A
partir de hoje, a Receita Federal enviará alertas a empresas optantes do Simples Nacional, por meio do portal do sistema, para que esclareçam lançamentos feitos em 2010, nos quais o fisco viu indícios de omissão de receitas. "São divergências entre valores declarados e valores que a Receita obtém através de terceiros", explica o coordenador-geral de fiscalização, Iágaro Jung Martins. O contribuinte que receber o alerta terá acesso aos dados declarados para verificar se, de fato, cometeu algum erro. Se identificar inconsistências, poderá retificá-las. "A vantagem de corrigir a situação tributária é evitar a fiscalização e ficar livre de multa de ofício, que é de, no mínimo, 75% a 225% do valor devido", informa Martins. A correção dos dados pode
ser feita até 1º de dezembro, quando começa a fiscalização da Receita Federal, além de fiscos municipais e estaduais. Optam pelo Simples 3,4 milhões de contribuintes, que acessam mensalmente o portal para emitir o documento de arrecadação. Assim, eles poderão fazer tudo pela internet, sem necessidade de comparecer pessoalmente à SRF. Nesta fase da operação – chamada Alerta Simples Nacional – que se inicia hoje, serão emitidos 29 mil avisos. A diferença que a Receita encontrou entre o valor declarado pelas empresas e o montante que deveriam ter informado em 2010 é de R$ 5,9 bilhões. Se for confirmado que em todos os casos onde há indícios, houve de fato omissão de receitas, a Receita vai recuperar R$ 600 milhões. "São indícios com grau
alto de certeza, mas não são provas. Estimamos que haverá autuação em 90% das 29 mil empresas, caso não retifiquem", diz Martins. Para chegar ao resultado, foram verificados dados das administradoras de cartão de crédito e do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) relativos a 2010. Martins destaca que as empresas que não receberem alerta não necessariamente estão em situação regular. No ano que vem será feito cruzamento relativo a 2011. Segundo Martins, outras bases de dados podem ser usadas para cruzamento de informações, como as notas fiscais eletrônicas. O documento permitirá ao fisco verificar se as empresas estão dentro do limite de faturamento do Simples Nacional. (Estadão Conteúdo)
Morno início de trimestre, nas contas do Banco Central.
O
Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central – considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) – mostra que a atividade econômica brasileira iniciou o segundo semestre timidamente: queda de 0,33% ante o mês anterior. A boa notícia é que essa queda é menor do que a esperada. "Mostra que não estamos perdendo fôlego tão rápido quanto se imaginava, e que a desaceleração será muito mais suave", avalia o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. O IBC-Br cresceu 2,60% na comparação com julho de 2012 e acumula em 12 meses
avanço de 2,30%, ainda segundo os dados dessazonalizados do BC. O que evitou uma queda maior do IBC-Br em julho foi o surpreendente aumento mensal de 1,9% das vendas do varejo, impulsionado por móveis e eletrodomésticos e pelo alívio da inflação para as compras em supermercados. A fraqueza do índice reflete principalmente o comportamento errático da indústria neste ano, que não consegue engatar uma recuperação vigorosa. Em julho, a produção industrial brasileira caiu 2% ante junho, pressionada principalmente por bens de capital. Para Agostini, ainda é
Alf Ribeiro/Estadão Conteúdo
A indústria, cujo comportamento irregular neste ano não permite firmar recuperação, foi o ponto fraco.
prematuro revisar a projeção para o PIB neste ano por se tratarem de dados de apenas um mês do segundo semestre. Ele destaca que os últimos meses do ano ainda devem ver os efeitos da política monetária restritiva, da política fiscal menos expansionista e da falta de confiança, mantendo sua expectativa de expansão do PIB de 0,3% para o terceiro trimestre sobre o trimestre anterior e de 2,1% para todo o ano de 2013. Mas para a Rosenberg & Associados, o número do IBCBr "cria um viés de alta para nossa expectativa de alta de 2,3% do PIB neste ano." (Reuters)
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
e
DIÁRIO DO COMÉRCIO
21 Vemos fábricas e marcas passando nas auditorias, mas falhando com os trabalhadores. Dara O'Rourke, especialista da cadeia de fornecimento da Universidade da Califórnia
conomia
tas de emergências trancadas. Condições perigosas citadas nas auditorias frequentemente levam meses para serem corrigidas, muitas vezes com pouca aplicação da lei ou acompanhamento para garantir a conformidade. Dara O'Rourke, especialista da cadeia global de fornecimento da Universidade da Califórnia, Berkeley, disse que pouco tinha melhorado em 20 anos de monitoramento de fábricas, especialmente com o maior uso de inspeções "marque a caixinha" mais baratas em milhares de fábricas. "Os auditores recebem maior pressão por velocidade, e eles não são capazes de acompanhar o que realmente está acontecendo na indústria têxtil", declarou. "Vemos fábricas e marcas passando nas auditorias porém falhando com os trabalhadores das fábricas". Ainda assim, grandes empresas como o Walmart, a Apple, a Gap e a Nike recorrem ao monitoramento não apenas para verificar se a produção não está atrasada e com qualidade adequada, mas também para projetar uma imaRedes dos EUA e empresas da Europa contratam serviços na China e em Bangladesh e gem corporativa que visa garantir aos consumidores que exigem certificados de que tudo foi feito segundo as mais elevadas regras trabalhistas. elas não usam fábricas exploradoras como na obra de DiMas realidade não é bem assim. O sistema de inspeção feito para proteger os operários e ckens. Além disso, as empregarantir a qualidade da fabricação é cheio de fraudes e falhas. Coisa para inglês ver. sas ocidentais dependem das Jonathan Browning/The New York Times inspeções para descobrir condições de risco no trabalho, como más instalações elétricas ou escadas b l oq u e a da s , que expuseram algumas co rpo raçõ es a acusações de irresponsabilidade e exploração a p ó s d e s a stres em fábricas que mataram centenas de trabalhadores. O d e s a b amento da Fábrica Rana Plaza em Ban glade sh, que matou 1.129 trabalhadores em abril, intensificou a investigação interZaichun Ye (de óculos), consultor do grupo de monitoramento Verite, em inspeção de fábrica têxtil em Yuhang na província de Zhejiang, China. nacional do m o n i t o r ado das instalações. Logo de- se uma ligação vital na cadeia mento das fábricas, e pressioStephanie Clifford e pois da mercadoria chegar às de fornecimento da produção nou os maiores varejistas a asSteve Greenhouse sinar acordos para endurecer lojas do Walmart, ela começava estrangeira. a cair aos pedaços. Um exame minucioso feito os padrões das inspeções e nspetores iam e voltaA aproximadamente 2.414 pelo New York Times revela co- para melhorar as medidas de vam de uma fábrica certi- quilômetros a oeste, a fábrica mo o sistema de inspeção fei- segurança. Enquanto muitos grupos ficada pelo Walmart na Rosita de Artigos de Malha no to para proteger os operários província de Guangdong noroeste de Bangladesh – que e garantir a qualidade da fa- consideram os acordos um na China, aprovando a sua fazia suéteres para empresas bricação é cheio de falhas. As avanço significante, alguns produção de mais de US$ 2 em toda a Europa – passou em inspeções frequentemente auditores de longa data e grumilhões de artigos especiais uma inspeção da auditoria são tão superficiais que elas pos de trabalho externam ceque iriam parar nas pratelei- com altas notas. Uma equipe omitem as salvaguardas mais ticismo de que sistemas de ras do Walmart dentro do pra- de quatro monitores deu a fá- fundamentais do local de tra- inspeção sozinhos possam gazo para o Natal. brica centenas de vistos de balho como saídas de incên- rantir um ambiente de trabaContudo, sem o conheci- aprovação. Em todas as 12 dio. E mesmo quando os ins- lho seguro. Afinal, dizem, o númento dos inspetores, ne- principais categorias, inclusi- petores são rígidos, os geren- mero de auditorias nas fábrinhum dos artigos divertidos, ve de horas trabalhadas, com- tes das fábricas encontram cas de Bangladesh tem auinclusive fantasias de renas e pensação, práticas de gestão maneiras de enganá-los e es- mentado constantemente já roupas da Mamãe Noel para de saúde e de segurança, a fá- conder violações sérias, co- que o país se tornou um dos cães, que foram fornecidos brica recebeu a maior nota pa- mo o trabalho infantil ou por- maiores exportadores de vespara o Walmart tinham sido ra "bom". "Condições de Traproduzidos na fábrica. Em vez balho: nenhuma queixa dos disso, operários chineses cos- trabalhadores", escreveram turaram as mercadorias – que os auditores. tinham sido encomendadas Acusação – Dez meses após pelo Grupo Quaker Pet, uma essa inspeção, as funcionárias empresa com sede em Nova da Rosita devastaram a fábriFormalidade: Jersey – em uma fábrica frau- ca em fevereiro de 2012, vanalguns dulenta que não tinha passa- dalizando suas máquinas e relatórios das do no processo de certifica- acusando a gerência de renevisitas às ção estabelecido pelo Wal- gar aumentos prometidos, bôfábricas mart para o trabalho, segu- nus e pagamento de hora exorientais são r a n ç a d o t r a b a l h o o u tra. Algumas alegaram que fosuperficiais. qualidade, segundo docu- ram assediadas sexualmente Os produtos mentos e entrevistas com as ou que apanhavam dos guarautoridades envolvidas. das. Nenhum indício dessas são adquiridos por redes Para receber aprovação de queixas foi relatado na auditocomo o envio para o Walmart, um ria. Enquanto as empresas Walmart. subcontratante da Quaker ocidentais esmagadoramensimplesmente transferia os te recorrem aos países de saa r t i g o s p a r a u m a f á b r i c a lários baixos longe das sedes aprovada, onde eles eram corporativas para a produção apresentados aos inspetores de roupas baratas, de eletrôcomo se tivessem sido costu- nicos e outros produtos, as insrados lá e nunca tivessem saí- peções das fábricas tornaram-
TRAPAÇAS
PREJUDICAM AS INSPEÇÕES DE FÁBRICAS ESTRANGEIRAS
I
tuário do mundo, e mesmo assim, 1.800 trabalhadores morreram em acidentes no ambiente de trabalho nos últimos 10 anos. "Fazemos auditorias nas fábricas de Bangladesh há 20 anos, e eu me pergunto, 'Por que essas coisas não estão mudando? Por que as coisas não estão melhorando?'" perguntou Rachelle Jackson, a diretora de sustentabilidade e inovação da Arche Advisors, um grupo de monitoramento sediado na Califórnia. Empresas de monitoramento de fábricas estabeleceram um negócio florescente nas duas décadas desde que a Gap, a Nike, o Walmart e outras empresas manchadas pelas revelações de que as suas fábricas internacionais empregavam trabalhadores menores e se envolviam em outras práticas abusivas no ambiente de trabalho. A çõ e s – A cada ano, essas empresas de monitoramento avaliam mais de 50.000 fábricas no mundo inteiro que empregam milhões de trabalhadores. Só o Walmart encomendou mais de 11.500 inspeções no ano passado. Impulsionado pela demanda elevada de monitoramento, o preço das ações de três das maiores empresas de monitoramento de capital aberto, a SGS, a Intertek e o Bureau Veritas, subiu cerca de 50% comparando-se a dois anos atrás. As inspeções têm uma importância enorme para os proprietários das fábricas, que podem ganhar ou perder milhões de dólares em encomendas dependendo de suas classificações. Com tanto em jogo, consta que os gerentes das fábricas já tentaram enganar ou trapacear os auditores. Ofertas de suborno não são inéditas. Frequentemente, notificado com antecedência sobre a visita de um inspetor, os gerentes das fábricas destrancam as portas de saída de emergência, desbloqueiam escadas obstruídas ou pedem aos trabalhadores menores para não irem trabalhar naquela semana. Greg Gardner, o presidente e diretor executivo da Arche Advisors, disse que os varejistas ocidentais e as marcas frequentemente buscam diferentes níveis de auditorias. Alguns, como a Levi's e a Patagonia, querem auditorias rigorosas – e caras, enquanto outros preferem auditorias limitadas e não dispendiosas que não prejudiquem os relacionamentos com os fornecedores preferidos. Auret van Heerden, presidente e diretor executivo da Associação de Trabalho Justo, um grupo sem fins lucrativos que a Apple utiliza para monitorar as suas fábricas Foxconn na China, declarou que muitas das inspeções são demasiadamente corridas. "Muitos estão fazendo uma fábrica por dia, e muitos auditores, mais de uma fábrica por dia", disse. "Estão no avião e vão para uma nova cidade no dia seguinte. Eles não têm muito tempo para pensar no assunto ou desenvolvê-lo". *The New York Times
DIÁRIO DO COMÉRCIO
22 -.ECONOMIA/LEGAIS
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
e Summers desiste da indicação ao Fed Apesar de ser elogiado como economista brilhante e político astuto, favorito enfrentava oposição crescente.
conomia
O ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers pediu ao presidente Barack Obama que o deixe fora da disputa pelo comando do banco central americano
F
avorito na lista de candidatos à presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o economista Lawrence Summers declinou ontem da indicação. Inicialmente comunicou a decisão ao presidente norte-americano Barack Obama por telefone; depois, confirmou-a por uma carta. "Concluí, relutantemente, que qualquer possível processo de confirmação seria controvertido e não serviria aos interesses do Fed, da administração ou, no fim das contas, da atual recuperação econômica do país", escreveu. Em comunicado, Obama disse que aceitou a desistência de Summers, a quem descreve como "membro de importância crítica de minha
equipe quando enfrentávamos a pior crise econômica desde a Grande Depressão. Foi em grande parte por causa de sua experiência, sabedoria e liderança que nós fizemos a economia voltar a crescer e fazer o tipo de progresso que estamos vendo hoje". Secretário do Tesouro durante o governo Bill Clinton, na segunda metade dos anos 1990, Summers foi conselheiro econômico de Obama na campanha presidencial de 2008. Com Obama eleito, presidiu o Conselho Econômico Nacional até 2010, quando trocou o governo pelo setor privado, na qualidade de consultor de grandes instituições financeiras e como conferencista. Apesar de ser elogiado como economista brilhante e político astuto – e tido como o
Pichi Chuang/Reuters
Summers: "confirmação não serviria aos interesses do Fed". candidato preferido por Obama para suceder Ben Bernanke, o atual presidente do Fed, cujo mandato acaba em janeiro de 2014 –, Summers enfrentava oposição crescente. Do lado dos liberais do Partido Democrata, a principal crítica é a
de ele ter sido defensor da desregulamentação bancária, que consideram desastrosa e causadora da eclosão da crise financeira de 2008 . Outros alegam que sua proximidade com Wall Street, particularmente com os ban-
cos, o impediria de manter a independência no Fed. Não por acaso, Summers se impôs nos últimos dias uma espécie de quarentena, cancelando a presença em eventos patrocinados pela iniciativa privada. "Mr. Summers se retirou de todos os eventos do Citi, enquanto é considerado para ser presidente da Reserva Federal", informou Danielle Romero-Apsilos, porta-voz do Citigroup, terceiro maior credor dos EUA, em comunicado enviado por email no sábado passado. Summers estava escalado para fazer uma palestra sobre os desafios econômicos globais num seminário de pesquisa do Citigroup no próximo mês, segundo um relatório da Bloomberg. A lista de opositores ao exsecretário conta também com
organizações feministas por ele ter dito, quando era reitor da Universidade Harvard, que mulheres não têm aptidão para ciências e engenharia. Finalmente, não era figura popular também no Comitê de Bancos do Senado, onde sua eventual nomeação teria de ser confirmada. Com a decisão de Summers, Obama vai considerar agora os outros candidatos potenciais à presidência do Fed. São eles: a vice de Bernanke, Janet Yellen; o ex-vice-presidente do Fed Donald Kohn e o ex-secretário do Tesouro e ex-presidente do Fed de Nova York (principal dos 12 distritos regionais do banco), Timothy Geithner. O presidente já entrevistou Yellen e Kohn; Geithner já declarou que não está interessado. (Agências)
DIà RIO DO COMÉRCIO
sĂĄbado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
e
ECONOMIA/LEGAIS - 23 Empatou. Tivemos um sucesso e um insucesso. CĂŠsar Borges, ministro dos Transportes.
conomia
Leilão de rodovias, só pela metade. Dos dois trechos que irão a licitação nesta semana, um atraiu oito interessados; para o outro, ninguÊm se candidatou.
P
rimeiro teste do interesse de investidores privados nas concessĂľes federais da ĂĄrea de infraestrutura logĂstica, o leilĂŁo de rodovias marcado para depois de amanhĂŁ serĂĄ realizado pela metade. Oito grupos se inscreveram, na sextafeira, para disputar o trecho da BR-050 - 436 quilĂ´metros de extensĂŁo, que vĂŁo do entroncamento com a BR-040, em Cristalina (GO) no municĂpio de Delta, na divisa dos estados de Minas Gerais e SĂŁo Paulo. NinguĂŠm se interessou, contudo, pelo trecho da BR-262 375,6 quilĂ´metros, do entroncamento com a BR-101 no municĂpio de Viana (ES) atĂŠ a BR381 em JoĂŁo Monlevade (MG). "Ficamos surpresos por nĂŁo termos recebido propostas para a BR-262; os trechos eram atrativos", reagiu o ministro dos Transportes, CĂŠsar Borges, que, no entanto, negou que tenha ficado frustrado. "De forma alguma; empa-
tou. Tivemos um sucesso e um insucesso". Analistas concordam que os dois trechos são os mais interessantes dentre os nove que serão concedidos pelo governo federal à iniciativa privada, pela perspectiva de forte tråfego e de menor exigência de investimentos. No såbado, porÊm, Borges mudou o tom e culpou deputados e senadores capixabas pelo fracasso. Eles teriam feito ameaças às companhias de levar o processo à Justiça, caso se concretizasse o leilão. "Havia um radicalismo da bancada pela não cobrança do pedågio", disse Borges. O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) classificou a declaração do ministro como "surreal". Para ele, foram os problemas na modelagem que causaram o desinteresse dos investidores. "A BR-262 não deu viabilidade econômica", concorda o gerente comercial de novos negócios da Fidens Engenharia, Nilton Chaves. Executivos
JosĂŠ Cruz/ABr
Ainda não hå decisão sobre o que ocorrerå. Segundo Borges, o governo pode prorrogar o prazo do leilão do trecho sem mudar as regras do edital ou atÊ não licitar a BR-262. Mas a ausência de propostas não afetarå o cronograma dos demais leilþes de rodovias, garante. O próximo, previsto para 23 de outubro, Ê o da BR101 na Bahia. A empresa que ficar com o trecho da CÊsar Borges: "radicalismo" da bancada capixaba anulou o interesse na BR-262. BR-050 no leilão de depois de amanhã de grupos inscritos para o lei- a Agência Nacional de Trans- deverå duplicå-lo no prazo de lão se manifestaram da mes- portes Terrestres (ANTT) qual- cinco anos (218,1 quilômetros ma forma. "As contas das re- quer demanda de falta de ele- jå são duplicados) e só poderå ceitas e das despesas não fe- mentos ou números que não cobrar tarifas pelo uso da rodochavam", disse um deles, ale- batiam, ou de desinteresse via após a conclusão de 10% gando inconsistências nas por parte do setor. O sinal era das obras. De acordo com o teprojeçþes financeiras da con- de que havia interesse", reba- to estipulado pelo governo, os cessão. "Eu não recebi, e nem te o ministro dos Transportes. usuårios pagarão no måximo
Odebrecht Agroindustrial Participaçþes S.A. EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SĂƒO PAULO S.A. CNPJ: 58.518.069/0001-91 AVISO DE LICITAĂ‡ĂƒO - CONCORRĂŠNCIA EMTU/SP NÂş 013/2013 OBJETO: Contratação de empresa para a prestação de serviços tĂŠcnicos especializados de apoio ao gerenciamento, Ă supervisĂŁo, Ă fiscalização e Ă assessoria tĂŠcnica Ă implementação das obras do Sistema Integrado da RegiĂŁo Metropolitana da Baixada Santista – SIM, trecho integrante da etapa prioritĂĄria da Rede de VeĂculos Leves sobre Trilhos – VLT, LOTE 1, compreendida entre o Estacionamento de veĂculos Barreiros, no municĂpio de SĂŁo Vicente, e a ramificação da via permanente para o trecho Conselheiro NĂŠbias/Valongo, no municĂpio de Santos, na RegiĂŁo Metropolitana da Baixada Santista (RMBS). REALIZAĂ‡ĂƒO DA SESSĂƒO PĂšBLICA: 31.10.2013, Ă s 10h30min, no AuditĂłrio do CECOM da EMTU/SP, na Rua Joaquim Casemiro, 290 – Planalto – SĂŁo Bernardo do Campo / SP. O Edital completo estĂĄ disponĂvel na Internet, no sĂtio www.emtu.sp.gov.br. TambĂŠm poderĂĄ ser retirado gratuitamente, no endereço acima, no Departamento de Compras e Contratos – DCC, das 08 Ă s 17 horas, mediante a apresentação da mĂdia DVD-R (gravĂĄvel), necessĂĄrio para cĂłpia do arquivo atĂŠ 31.10.2013. Os invĂłlucros contendo a proposta tĂŠcnica, proposta de preços e documentos de habilitação deverĂŁo ser entregues no dia 31.10.2013, das 10 Ă s 10h30min, no AuditĂłrio do CECOM da EMTU/SP. Outras informaçþes poderĂŁo ser obtidas pelos tels.: 11 4341-1196 e 4341- 1040 ou e-mail licitacao@emtu.sp.gov.br.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ‡ĂƒO
GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO
FDE AVISA: CONCORRĂŠNCIA A FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de PrĂŠdios Escolares: CONCORRĂŠNCIA NÂş - PRÉDIO - LOCALIZAĂ‡ĂƒO - PRAZO - Ă REA (se houver) - PATRIMĂ”NIO LĂ?QUIDO MĂ?NIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAĂ‡ĂƒO - ABERTURA DA LICITAĂ‡ĂƒO (HORA E DIA) 72/01483/13/01 - EE Diplomata Sergio Vieira de Mello - Rua Estrada dos Alvarengas, 4.100 - Cep 9850-550 - Parque Hawai SĂŁo Bernardo do Campo/SP - EE ProfÂŞ Pedra de Carvalho - Rua Carlos Ayres, 400 - Cep 9860-065 - Jardim Vera Cruz - SĂŁo Bernardo do Campo/SP - 210 - 429,00 / 32,00 - R$ 354.059,00 - R$ 35.405,00 - 09:30 - 17/10/2013. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂs, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP ou atravĂŠs da Internet pelo endereço eletrĂ´nico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderĂŁo adquirir o Edital completo atravĂŠs de CD-ROM a partir de 16/09/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sextafeira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, mediante pagamento nĂŁo reembolsĂĄvel de R$ 50,00 (cinquenta reais). Os interessados poderĂŁo adquirir o CD-ROM referente Ă s Planilhas, ao custo de R$ 3,00 (trĂŞs reais), na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, dentro do horĂĄrio de expediente, das 08:30 Ă s 17:00 horas. Todas as propostas deverĂŁo estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada Ă SupervisĂŁo de Licitaçþes da FDE, conforme valor indicado acima. Os invĂłlucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAĂ‡ĂƒO deverĂŁo ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da SupervisĂŁo de Licitaçþes - SLI na SEDE DA FDE, atĂŠ 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação serĂĄ processada em conformidade com a LEI FEDERAL nÂş 8.666/93 e suas alteraçþes, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAĂ‡ĂƒO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE. As propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI - Presidente
Queiroz GalvĂŁo Cyrela Empreendimento ImobiliĂĄrio S.A. CNPJ/MF nÂş 06.878.430/0001-97 - NIRE 35.300.321.364 Extrato da Ata de Assembleia Geral ExtraordinĂĄria de 22/04/2013 Data, hora e local: 22/04/2013, Ă s 11hs, na sede social, Av. EngÂş Roberto Zuccolo, 555, 1Âş and., Sl. 1001, SP/ SP. Presença: Totalidade do capital. Convocação: Dispensada. Mesa: Presidente - Rafael Novellino, SecretĂĄrio - Claudio Carvalho de Lima. Deliberaçþes Aprovadas: 1. Redução do capital social, considerado excessivo em relação ao seu objeto, em R$ 4.529.988,00, mediante o cancelamento de 4.529.988 açþes ordinĂĄrias, distribuĂdas entre os acionistas, os quais receberĂŁo, observadas as respectivas participaçþes, R$ 4.529.988,00 a tĂtulo de restituição. 2. Autorizar a Diretoria a assinar os documentos necessĂĄrios para a restituição dos valores devidos em razĂŁo da redução. 3. O capital social passa de R$ 4.539.988,00 para R$ 10.000,00 dividido em 10.000 açþes ON e sem valor nominal, alterando-se o caput do Art. 5Âş do Estatuto Social: “Art. 5Âş: O capital social da Cia., totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional ĂŠ de R$ 10.000,00 dividido em 10.000 açþes ordinĂĄrias, sendo 4.000 classe A, 4.000 classe B e 2.000 classe C, todas nominativas e sem valor nominal.” Encerramento. Nada mais, lavrou-se a ata. Acionistas: Cyrela Brazil Realty S.A. Empreendimentos e Participaçþes; Cyrela Somerset de Investimentos ImobiliĂĄrios Ltda.; Queiroz GalvĂŁo Desenvolvimento ImobiliĂĄrio S.A. e PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participaçþes.
Avior Empreendimentos ImobiliĂĄrios S.A. CNPJ/MF 10.685.047/0001-90 – NIRE 35300365399 Ata de AGO realizada em 31 de Julho de 2013 1. Data, Hora e Local. 31/7/13, Ă s 9hs, na sede. 2. Convocação e Presença. Dispensada a convocação, estando presente a totalidade dos acionistas. 3. Mesa. Guilherme Von Nielander Bueno Netto, Presidente; e Burkhard Otto Cordes, SecretĂĄrio. 4. Ordem do Dia. Tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstraçþes financeiras referente aos exercĂcios sociais encerrados em: 31/12/09, 31/12/10, 31/12/11 e 31/12/12, as quais estĂŁo dispensadas de serem publicadas nos termos do art. 294, inciso I e II, da Lei 6.404/76. 5. Deliberaçþes: 5.1. Aprovar, sem ressalvas, as Demonstraçþes Financeiras relativas aos exercĂcios encerrados em 31/12/09, 31/12/10, 31/12/11 e 31/12/12. 5.2. Consignar que a Cia. nĂŁo registrou nenhuma operação no citado perĂodo, nĂŁo havendo nenhum resultado a ser objeto de destinação pela assembleia. 6. Encerramento. Nada mais. SP, 31/7/13. Mesa. Guilherme Von Nielander Bueno Netto - Pres.; Burkhard Otto Cordes - Secr.. Acionistas. Guilherme Von Nielander Bueno Netto; Burkhard Otto Cordes. Jucesp nÂş 349.582/13-0 em 10/09/2013. Gisela S. Ceschin-Secr. Geral.
LAFER S/A Indústria e ComÊrcio CNPJ 61.080.198/0001-55 Edital de Convocação - A.G. E. Ficam convocados os acionistas para reunirem-se em A.G.E, à Rua do LavapÊs nº 06, nesta Capital, às 8:00 h., dia 17.10.13, para deliberarem a seguinte ordem do dia: a) Exame, Discussão e Votação das contas da diretoria refs. ao exerc. de 2012. Acham-se a disposição dos acionistas, os documentos de que trata o art.133 da lei 6404/76. São Paulo, 13.09.13 - Oscar Lafer - Diretor
COMUNICADO Tower Componentes Automotivos Ltda., com sede na Avenida Tower Automotive, 611, Sala 05 - Bairro do PortĂŁo, na Cidade de ArujĂĄ, Estado de SĂŁo Paulo, inscrita no CNPJ/MF sob o n.Âş 01.181.951/0001-77 e na Secretaria Estadual da Fazenda do Estado de SĂŁo Paulo sob o n.Âş 114.685.330.115, comunica a quem possa interessar, que os documentos ďŹ scais e contĂĄbeis abaixo descritos foram extraviados: a) AIDF´s emitidas; b) Livro Registro de Entradas; c) Livro Registro de SaĂdas; d) Livro Registro de Apuração de ICMS; e) Livro Registro de Apuração IPI; f) Livro Registro de InventĂĄrio; g) Livro Registro de Termos de OcorrĂŞncias e Utilização de Documentos Fiscais; e h) TalĂľes de Notas Fiscais. (13-14-17)
PREFEITURA MUNICIPAL DE BIRIGUI EDITAL NÂş 105/2013 – PREGĂƒO PRESENCIAL NÂş 112/2013.
R$ 7,87 a cada 100 quilĂ´metros. A concessĂŁo tem prazo de 30 anos e a taxa interna de retorno real ĂŠ de 7,2% ao ano No leilĂŁo, o trecho serĂĄ disputado pelas empresas Arteris, Queiroz GalvĂŁo, Triunfo e Companhia de Participaçþes em ConcessĂľes e os consĂłrcios Verdemar, Rodovia do SertĂŁo , Invepar-Odebrecht Transporte e Planalto. Na quinta-feira passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou acordo com bancos pĂşblicos e privados para que financiem atĂŠ 70% do valor dos investimentos nas rodovias. No mesmo dia, o presidente mundial do Santander, Emilio Botin, depois de audiĂŞncia com a presidente Dilma Rousseffl, disse que estĂŁo "disponĂveis imediatamente" no banco US$ 10 bilhĂľes para financiar empresas brasileiras e estrangeiras que queiram participar do Programa de Investimentos em LogĂstica. (AgĂŞncias)
Odebrecht Agroindustrial Participaçþes S.A.
CNPJ/MF nº 08.842.690/0001-38 – NIRE 35.300.344.774
CNPJ/MF nº 08.842.690/0001-38 – NIRE 35.300.344.774
Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria Realizada em 30 de agosto de 2013
Ata da Assembleia Geral OrdinĂĄria Realizada em 31 de julho de 2013
Data, hora e local: em 30 de agosto de 2013, Ă s 16:00 horas, na sede da Odebrecht Agroindustrial Participaçþes S.A. (“Companhiaâ€?), localizada na Cidade de SĂŁo Paulo/SP, na Av. Rebouças, nÂş 3.970, 26Âş andar, Pinheiros, CEP 05402-920. Convocação e presença: Dispensada a convocação haja vista o comparecimento de acionistas representando a totalidade do capital social, nos termos do Artigo 124, §4Âş da Lei nÂş 6.404, de 15.12.1976, conforme alterada (“Lei das S.A.â€?). Mesa: HĂŠlio Baptista Novaes, Presidente; Luciano Dequech, Secretario. Ordem do Dia: Deliberar sobre o aumento do capital social da Companhia. Deliberaçþes: Foi aprovado, sem qualquer ressalva ou restrição, por unanimidade de voto dos presentes, o aumento do capital social da Companhia em R$ 865.422.902,50 (oitocentos e sessenta e cinco milhĂľes, quatrocentos e vinte e dois mil, novecentos e dois reais e cinquenta centavos), passando o capital social de R$ 2.189.392.129,54 (dois bilhĂľes, cento e oitenta e nove milhĂľes, trezentos e noventa e dois mil, cento e vinte e nove reais e cinquenta e quatro centavos) para R$ 3.054.815.032,04 (trĂŞs bilhĂľes, cinquenta e quatro milhĂľes, oitocentos e quinze mil, trinta e dois reais e quatro centavos), mediante a emissĂŁo de 114.625.550 (cento e quatorze milhĂľes, seiscentos e vinte e cinco mil e quinhentas e cinquenta) novas açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal, pelo preço de emissĂŁo de R$ 7,55 (sete reais e cinquenta e cinco centavos) por ação, fixado com base no art. 170, §1Âş, I, da Lei das S.A., totalmente subscritas nesta data pela Ăşnica acionista da Companhia, Odebrecht Agroindustrial S.A., conforme Boletim de Subscrição que integra essa ata como Anexo I, e integralizadas, no ato, sendo R$ 105.422.902,50 (cento e cinco milhĂľes, quatrocentos e vinte e dois mil, novecentos e dois reais e cinquenta centavos) mediante a capitalização de crĂŠditos detidos pela Odebrecht Agroindustrial S.A. contra a Companhia e R$ 760.000.000,00 (setecentos e sessenta milhĂľes de reais), mediante integralização em moeda corrente nacional. Em decorrĂŞncia das deliberaçþes ora tomadas, foi aprovada a alteração do atual caput do Artigo 4Âş do Estatuto Social da Companhia, que passa a vigorar com a seguinte nova redação: “Artigo 4 – O Capital Social ĂŠ de R$ 3.054.815.032,04 (trĂŞs bilhĂľes, cinquenta e quatro milhĂľes, oitocentos e quinze mil, trinta e dois reais e quatro centavos), dividido em 2.169.231.571 (dois bilhĂľes, cento e sessenta e nove milhĂľes, duzentos e trinta e um mil e quinhentos e setenta e uma) açþes ordinĂĄrias nominativas, sem valor nominal, sendo a propriedade das açþes comprovada pela inscrição do nome dos acionistas no Livro de Registro de Açþes Nominativas.â€?. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso, e ninguĂŠm se manifestando foram suspensos os trabalhos pelo tempo necessĂĄrio para a lavratura da presente ata. Reaberta a sessĂŁo, foi esta ata lida, conferida, aprovada e por todos assinada. Mesa: HĂŠlio Baptista Novaes, Presidente; e Luciano Dequech, SecretĂĄrio. Acionista Presente: P. Odebrecht Agroindustrial S.A., HĂŠlio Baptista Novaes e Luciano Dequech. Certifico que a presente ĂŠ cĂłpia fiel do original lavrado no livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 30 de agosto de 2013. Luciano Dequech, SecretĂĄrio. Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo. Certifico o registro sob o nĂşmero 348.684/13-7, em 09/09/2013. Gisela Simiema Ceschin, SecretĂĄria-Geral.
Dia, hora e local: em 31 de julho de 2013, Ă s 10:00 horas, na sede social da Odebrecht Agroindustrial Participaçþes S.A. (“Companhiaâ€?), localizada na Cidade de SĂŁo Paulo/SP, na Av. Rebouças, nÂş 3.970, 26Âş andar, Pinheiros, CEP 05402-920. Publicaçþes: RelatĂłrio da Administração, Balanço Patrimonial e demais Demonstraçþes Financeiras, referentes ao exercĂcio social encerrado em 31 de março de 2013, publicados no DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Paulo e no Jornal DiĂĄrio do ComĂŠrcio, ambos em edição do dia 5 de julho de 2013. Mesa: Celso Luiz Tavares Ferreira, Presidente; e Sr. Luciano Dequech, SecretĂĄrio. Presenças: dispensada a convocação, nos termos do Art. 124, § 4Âş, da Lei nÂş 6.404/76, face Ă presença de acionistas representando a totalidade do Capital Social da Companhia, conforme assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas da Companhia. Ordem do dia: deliberar sobre as seguintes matĂŠrias: (i) aprovação do RelatĂłrio da Administração, do Balanço Patrimonial e das demais Demonstraçþes Financeiras da Companhia, referentes ao exercĂcio social encerrado em 31 de março de 2013; e (ii) destinação do resultado do exercĂcio social encerrado em 31 de março de 2013. Primeiramente, os acionistas tomaram conhecimento da renĂşncia apresentada pelo Diretor, Sr. LuĂs Fernando Sartini Felli, consignando votos de agradecimento e reconhecimento pelo empenho e contribuição dedicados Ă Companhia. Deliberaçþes: Foi autorizada a lavratura desta Ata em forma de sumĂĄrio, conforme faculta o Art. 130, § 1Âş, da Lei nÂş 6.404/76. (i) aprovados o RelatĂłrio da Administração, o Balanço Patrimonial e demais Demonstraçþes Financeiras da Companhia, referentes ao exercĂcio social encerrado em 31 de março de 2013, sendo dispensada pela acionista a leitura de tais documentos, por serem de conhecimento geral; e (ii) aprovada a proposta de (a) destinação do resultado negativo da Companhia, apurado no exercĂcio findo em 31 de março de 2013, no montante de R$ 1.226.922.509,40 (um bilhĂŁo, duzentos e vinte e seis milhĂľes, novecentos e vinte e dois mil, quinhentos e nove reais e quarenta centavos), para a conta de “PrejuĂzos Acumuladosâ€?; e (b) R$ 3.292.002,69 (trĂŞs milhĂľes, duzentos e noventa e dois mil, dois reais e sessenta e nove centavos), registrados, transitoriamente, na conta “Ajuste de Avaliação Patrimonial de Resultados Equivalidosâ€?. Quorum das Deliberaçþes: As deliberaçþes foram tomadas por unanimidade de votos, sem reservas ou restriçþes, abstendo-se de votar os legalmente impedidos. Conselho Fiscal: NĂŁo hĂĄ Conselho Fiscal permanente, nem foi instalado na presente Assembleia. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, o Sr. Presidente ofereceu a palavra a quem dela quisesse fazer uso e, como ninguĂŠm a pedisse, declarou encerrados os trabalhos e suspensa a reuniĂŁo pelo tempo necessĂĄrio Ă lavratura desta Ata. Reaberta a sessĂŁo, a Ata foi lida, aprovada e por todos os presentes assinada. Presenças: (i) Mesa: Celso Luiz Tavares Ferreira, Presidente; e Sr. Luciano Dequech, SecretĂĄrio; e (ii) Acionistas Presentes: (aa) P. Odebrecht Agroindustrial S.A., p. Luiz de Mendonça e Luciano Dequech. A presente ĂŠ cĂłpia fiel do original lavrado no livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 31 de julho de 2013. Luciano Dequech, SecretĂĄrio. Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo. Certifico o registro sob o nĂşmero 348.683/13-3, em 09/09/2013. Gisela Simiema Ceschin, SecretĂĄria-Geral.
PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ODESSA
PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA
AVISO DE RETIFICAĂ‡ĂƒO DE EDITAL O MunicĂpio de Nova Odessa leva ao conhecimento dos interessados que o edital Tomada de Preços n.Âş 06/TP/2013, do tipo menor preço global, que trata da contratação de empresa especializada para execução de serviços de reforma e ampliação da Creche do Jardim Santa Rosa, com fornecimento de materiais, equipamentos e mĂŁo de obra, sofreu alteraçþes na planilha orçamentĂĄria e inclusĂľes de itens de maior relevância na qualificação profissional do Edital. O valor orçado total para essa licitação que era de R$ 625.291,60 passa para R$ 602.822,81, conforme planilha orçamentĂĄria que faz parte integrante do edital. Fica incluĂdo os itens de maior relevância na qualificação operacional comprovando ter realizado no mĂnimo: 125 m de estaca escavada mecanicamente diam. 25 cm capacidade atĂŠ 20 tf; 1.260 Kg de armadura de aço CA 50; 1.783,74 Kg de estrutura metĂĄlica para telha metĂĄlica; 169,88 m² de telha aço galvanizado pintura em 1 face traz. e=0.65 mm h=100 mm. A abertura das propostas fica prorrogada para o dia 03 de Outubro de 2013, Ă s 14horas. O Edital em inteiro teor, com as alteraçþes introduzidas, estarĂĄ Ă disposição dos interessados, de 2ÂŞ a 6ÂŞ feira, das 09h00min Ă s 16h00min horas, junto ao Setor de Compras, localizado no Paço Municipal, Ă Avenida JoĂŁo Pessoa, nÂş. 777, Centro, ou atravĂŠs do telefone (0xx19) 3476.8602, ou pelo endereço eletrĂ´nico: www. novaodessa.sp.gov.br. Nova Odessa, 13 de Setembro de 2013. Setor de Suprimentos e Licitaçþes
CĂ‚MARA MUNICIPAL DE VALINHOS AVISO DE LICITAĂ‡ĂƒO PREGĂƒO PRESENCIAL N° 22/2013 TIPO MENOR PREÇO POR ITEM Objeto: Aquisição de materiais elĂŠtricos. Credenciamento: 26/09/13 Ă s 09h. Abertura da sessĂŁo pĂşblica: 26/09/13 Ă s 09h30min. Local: Câmara Municipal de Valinhos - Rua Ă‚ngelo AntĂ´nio Schiavinato, n.Âş 59, Residencial SĂŁo Luiz, Valinhos/SP, CEP 13270-470. Consulta e fornecimento do edital: SerĂĄ fornecido aos interessados, Ă partir de 13/09/2013, na Diretoria Administrativa da Câmara Municipal de Valinhos, no endereço citado acima, no horĂĄrio das 09 Ă s 17 horas, de segunda Ă sexta-feira, pelo site www. camaravalinhos.sp.gov.br ou pelo e-mail compras@camaravalinhos.sp.gov.br Valinhos, 12 de setembro de 2013. LOURIVALDO MESSIAS DE OLIVEIRA - Presidente
SERVIÇO AUTĂ”NOMO DE Ă GUA E ESGOTO DE SOROCABA O Serviço AutĂ´nomo de Ă gua e Esgoto de Sorocaba comunica que se acha publicado no Sistema EletrĂ´nico do Banco do Brasil, o PregĂŁo EletrĂ´nico nÂş 82/2013 - Processo nÂş 4.891/2013, destinado Ă contratação de empresa para manutenção preventiva, preditiva e corretiva nos sistemas geradores de cloro, nos poços artesianos existentes em diversos locais, neste municĂpio. SESSĂƒO PĂšBLICA dia 27/09/2013, Ă s 10:00 horas. Informaçþes pelo site www.licitacoes-e.com.br, pelos telefones: (15) 32245810/5811/5812/5813/5814/5815/5816/5818/ 5819/5821/5822/5823/5824/5825 e 5826 ou pessoalmente na Av. Pereira da Silva, 1.285, no Setor de Licitação e Contratos. Sorocaba, 13 de setembro de 2013. Ema Rosane Lied Garcia Maia - Pregoeira.
EDITAL RESUMIDO PREGĂƒO NÂş 166/2013 A Prefeitura torna pĂşblico que se acha aberto no Depto. de Licitaçþes e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nÂş 166/13, referente à “Aquisição de equipamentos hospitalares para o Centro de especialidades mĂŠdicas recurso de emenda parlamentar - 253400007”, com encerramento dia 26/09/13, Ă s 8h, e abertura Ă s 8h30. O edital estarĂĄ disponĂvel no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informaçþes poderĂŁo ser obtidas no endereço supra das 8h Ă s 17h ou atravĂŠs do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 13 de setembro de 2013. PREGĂƒO NÂş 168/2013 A Prefeitura torna pĂşblico que se acha aberto no Depto. de Licitaçþes e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nÂş 168/13, referente à “Aquisição de areia mĂŠdia lavada para ser utilizada em diversas obras no MunicĂpio de Pindamonhangaba pela Usina de Asfalto, conforme solicitado pelo Departamento de Obras e Viação”, com encerramento dia 26/09/13, Ă s 14h, e abertura Ă s 14h30. O edital estarĂĄ disponĂvel no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informaçþes poderĂŁo ser obtidas no endereço supra das 8h Ă s 17h ou atravĂŠs do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 13 de setembro de 2013.
GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania AVISO Encontra-se aberto, na Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, o PregĂŁo EletrĂ´nico nÂş 20/2013, Processo SJDC nÂş 000590/2013, oferta de compra nÂş 1700012013OC00032, para fins de contratação de empresa para prestação de serviços de emissĂŁo, distribuição, gerenciamento e administração de cartĂŁo magnĂŠtico ou eletrĂ´nico com senha, para fornecimento de alimentação preparada aos servidores da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania atravĂŠs de estabelecimentos comerciais credenciados que comercializem produtos de gĂŞnero alimentĂcio – “VALE-REFEIĂ‡ĂƒOâ€?. A data da sessĂŁo pĂşblica serĂĄ no dia 30/09/2013, Ă s 10h30min. O edital na integra encontra-se Ă disposição para consulta atravĂŠs dos sĂtios: www.e-negociospublicos.com.br ou www.bec.sp.gov.br, podendo tambĂŠm ser solicitado atravĂŠs do e-mail: sapantuffi@sp.gov.br ou andrebsouza@sp.gov.br. Por fim, as propostas eletrĂ´nicas podem ser enviadas a partir de 18/09/2013.
GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania AVISO Encontra-se aberta, na Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, a ConcorrĂŞncia PĂşblica nÂş 08/2013, Processo SJDC nÂş 001227/2012, para fins de contratação de empresa para execução de obras de construção do FĂłrum de Boituva. A data da sessĂŁo pĂşblica serĂĄ no dia 13/09/2013, Ă s 09h30min, no PĂĄtio do ColĂŠgio, nÂş 184, 1Âş andar, sala 12 (SalĂŁo dos Anjos). O edital na Ăntegra, encontra-se Ă disposição para consulta no site www.e-negociospublicos.com.br, podendo tambĂŠm ser solicitado atravĂŠs do e-mail (osjesus@sp.gov.br) ou pessoalmente no endereço acima, das 09h00min Ă s 12h00min, e das 13h00min Ă s 17h00 min., devendo a empresa apresentar um CD virgem.
ERRATA:- Face ao erro de digitação quanto ao processo licitatório jå publicado em data de 13/09/2013. Onde se lê: data de abertura 26/09/2013 às 13:30 horas; Leia-se: data de abertura 01/10/2013 às 08:00 horas. Erro ocorrido devido a visita tÊcnica. Melhores informaçþes poderão ser obtidas junto a Seção de Licitaçþes na Rua Santos Dumont nº 28, Centro, ou pelos telefones (018) 3643-6126. O Edital poderå ser lido naquela Seção e retirado gratuitamente no site www.birigui.sp.gov.
%#.11%#0 '/24''0&+/'0615 ' 2#46+%+2#cÂŽ'5 5+#
%02, 5KTXQ OG FC RTGUGPVG RCTC EQOWPKECT CQU 5GPJQTGU #EKQPKUVCU SWG TGPWPEKQ PGUVC FCVC CQ ECTIQ FG &KTGVQT SWG QEWRQ PGUVC %QORCPJKC # TGP}PEKC RCTC VQFQU QU HKPU FG FKTGKVQ o KTTGXQIhXGN G KTTGVTCVhXGN 0C HQTOC FC NGIKUNCnlQ XKIGPVG RGnQ SWG C %QORCPJKC RTQEGFC EQO Q CTSWKXCOGPVQ PQ TGIKUVTQ FG EQOoTEKQ G RWDNKECnlQ FC TGP}PEKC #VGPEKQUCOGPVG 4QFTKIQ (GTTC\ 2KOGPVC FC %WPJC %2( /(
br., Paulo Roberto Bearari, Prefeito Municipal Interino, Birigui, 13/09/2013.
FALĂŠNCIA, RECUPERAĂ‡ĂƒO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ‡ĂƒO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂvel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 13 de setembro de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Piloto Autopeças Ltda. Requerido: C. Tec Corrente e Engrenagens Ltda. EPP. Rua Eneias Luis Carlos Barbanti, 119 – Freguesia do Ă“ - 1ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Requerente: Granterra ComĂŠrcio de Alimentos Ltda. Requerido: Italspeed Automotive Ltda. Rua Monlevade, 325 – Vila Romano - 1ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Requerente: Francesco de Marchi Gherini. Requerido: Brasil Partners Engenharia Ltda. Alameda Santos, 1.827 – Conjunto 111 – Cerqueira CĂŠsar - 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias.
QUITANDA MARIA ZAMLUTTI LTDA. inscrita no CNPJ nº 48.712.517/0001-30, I.E. nº110.662.503.113, Rua Maria Zamlutti, 45, Brooklin Paulista – São Paulo / SP - CEP: 04580-070, comunica o extravio de: 24 talþes de nota fiscal de venda ao Consumidor – Mod. 02 – Serie D2 – Nº 69801 a 71000, em Branco, 07 talþes de nota fiscal – Mod. 1 – Nº 151 a 500, em Branco.
PREFEITURA MUNICIPAL DE IPEĂšNA/SP PREGĂƒO PRESENCIAL 013/2013 – AVISO DE LICITAĂ‡ĂƒO PregĂŁo Presencial NÂş 013/2013 – Objeto: Aquisição de 01 (um) trator agrĂcola zero hora, novo, 4x4, destinado Ă Patrulha AgrĂcola Mecanizada do MunicĂpio de IpeĂşna. Recebimento dos envelopes: atĂŠ Ă s 8h30 do dia 3/10/13; SessĂŁo de lances: Ă s 9h00 do dia 3/10/13. O edital completo e seus anexos encontram-se Ă disposição dos interessados no Setor de Licitaçþes da Prefeitura, situado na Rua 01, 275 – Centro, IpeĂşna/SP, no horĂĄrio das 8h00 Ă s 11h30 e das 13h00 Ă s 17h30, em dias Ăşteis. Informaçþes pelo telefone (19) 35769007 ou licitacao@ipeuna.sp.gov.br. IpeĂşna, 13/9/13. Rossane Ap. Salla – Pregoeira.
Cevekol S.A. IndĂşstria e ComĂŠrcio de Produtos QuĂmicos
VITRINNE5 COM. ROUPAS LTDA.-ME - CNPJ nº 07.323.920/0001-90 - Inscrição Estadual nº 117.071.991.114, COMUNICA O EXTRAVIO de 05 talþes de notas fiscais, Mod. 1, nºS 000001 a 000250, AIDF 118360963505.
PEPSICO DO BRASIL LTDA (ITAQUERA) torna pĂşblico que recebeu da CETESB a Licença PrĂŠvia e de Instalação N° 30001280 e requereu a Licença de Operação para Produtos alimentĂcios diversos, fabricação de Ă RUA JAIME RIBEIRO WRIGHT, 1200, COLĂ”NIA, SĂƒO PAULO.
PEPSICO DO BRASIL LTDA (ITAQUERA) torna pĂşblico que requereu na CETESB a Renovação de Licença de Operação para Produtos alimentĂcios diversos, fabricação de Ă RUA JAIME RIBEIRO WRIGHT, 1200, COLĂ”NIA, SĂƒO PAULO.
CNPJ/MF 60.586.948/0001-00 - NIRE 35300037863 Edital de Convocação de Assembleia Geral ExtraordinĂĄria Ficam convocados os acionistas para AGE, a realizar-se no dia 27/9/2013, Ă s 11:00h, na sede da Cia., na R. Boa Vista, 254, 5Âş and., cj. 512/522, SĂŁo Paulo/SP, para deliberar sobre (a) correção da expressĂŁo monetĂĄria do capital social; (b) extinção do Conselho de Administração e reforma e consolidação do Estatuto; (c) eleição da diretoria e ďŹ xação de sua remuneração; (d) determinação de cumprimento dos acordos ďŹ rmados pela Cia. e suas controladas, conforme descrito na petição protocolada pela Cia. em 29/8/2012 nos autos de seu processo de falĂŞncia; e (e) outros assuntos de interesse da Cia.. SĂŁo Paulo - SP, 11/09/2013. MĂ´nica Yvonne Rosenberg
“A Empresa NPLA Companhia Securitizadora de CrĂŠditos Financeiros NIRE nÂş 35300315529 - CNPJ nÂş 06.294.365/0001-52, comunica o extravio dos seguintes Livros SocietĂĄrios: - Registro na JUCESP nÂş 2067 em 11/01/ 2005 - Registro de Presença de Acionistas - Registro na JUCESP 2065 em 11/01/2005 - Registro de TransferĂŞncia Açþes Nominativas - Registro na JUCESP nÂş 2066 em 11/01/2005 Registro de Açþes Nominativasâ€?.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
24
e
sábado, domingo e segunda-feira, 14, 15 e 16 de setembro de 2013
Um cliente recebeu uma multa de R$ 100 mil e adicionaram 50% como agravante. No total, escreveram R$ 200 mil. Como não discutir isso? Ricardo Motta, sócio da área do consumidor do escritório Viseu Advogados
conomia
De 120 multas, apenas sete foram honradas. A maioria das empresas prefere discutir o assunto na Justiça. E faz isso por inúmeras razões.
Empresas não pagam as multas aplicadas pela Defesa do Consumidor
D
e 2008 a 2013, das 120 multas aplicadas às empresas por infrações aos direitos dos consumidores pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), somente sete foram pagas. Em valor, isso corresponde a R$ 987.894,29, ou seja, 1,36% do total de R$ 72,40 milhões em sanções. Esses números foram divulgados com exclusividade pelo diretor do DPDC do Ministério da Justiça, Amaury Oliva, ao Jornal O Globo, por ocasião dos 23 anos do Código de Defesa do Consumidor (CDC), no último dia 11. O maior volume de multas aplicadas foi em 2009. Dos 41 autos de infrações emitidos, num total de R$ 23,6 milhões, somente três foram quitados (R$ 205,8 mil). Naquele ano, a maioria das multas foi decorrente do não cumprimento da Lei 6.523, mais conhecida como Lei do SAC, que entrou em vigor em dezembro de 2008. Neste ano, até agosto, já foram aplicadas pelo DPDC multas que somam R$ 15,61 milhões. Nenhuma foi paga. Ainda conforme publicado pelo O Globo, os setores mais autuados são os de telecomunicações, financeiro, alimentos, eletroeletrônicos, automotivo e construção civil. As infrações são oferta e publicidade, rotulagem, saúde e segurança, envio de produto sem solicitação, vício de fabricação, merchandising infantil e prática abusiva. RecursosPelos próprios núme r os ap res e nta d o s p e lo DPDC constata-se que a maioria das empresas prefere discutir na Justiça essas multas a pagá-las rapidamente. A razão, explica Ricardo Motta, sócio da área do consumidor do escritório Viseu Advogados, são inúmeras. Entre elas, os valores exorbitantes, as irregularidades nos autos e por ser um direito constitucional a discussão da veracidade ou não do que foi alegado pelo ór-
O expediente de recursos poderá ser alterado
O
gão autuador. "E, também, para não ter o nome da empresa incluído na dívida ativa do Estado, o que impossibilita a participação em licitações." Na discussão na Justiça é possível conseguir a reversão total do valor ou mesmo abatimento da multa. "Antes de se ir para o Judiciário, pode-se recorrer administrativamente no órgão que aplicou a multa. Mas é na esfera judicial que nosso escritório tem tido êxito na reversão das multas. No administrativo, o resultado maior é a redução dos valores", explica o advogado Motta. O resultado positivo na Justiça também é explicado pelo advogado da Viseu. "Analisam os autos de infrações de forma mais concreta e elabo-
rada. Há uma preocupação com o formalismo do auto." O advogado cita que, no Rio de Janeiro, o escritório em que atua tem tido mais sucesso, obtendo a redução do valor ou a anulação das multas em 70% das ações. Isso porque, os fiscais dos órgãos públicos de defesa do consumidor – ele se refere a todas as instâncias, desde os Procons ao DPDC – emitem autos superficiais e até com erros de matemática. "Um de nossos clientes recebeu uma multa de R$ 100 mil e adicionaram mais 50% como agravante. No total, escreveram R$ 200 mil. Como não discutir isso? Além da soma errada, questionamos o próprio mérito do auto."
FIQUE POR DENTRO PUBLICIDADE
NOTIFICAÇÃO
ASSOCIAÇÃO
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira, dia 11, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 6547/09, do Senado, que inclui a eficiência e o consumo energéticos entre os dados que devem constar na oferta e na apresentação de produtos ou serviços. Conforme a Agência Câmara, o projeto seguirá para sanção presidencial, caso não haja recurso para a apreciação em Plenário. A proposta acrescenta a medida ao Código de Defesa do Consumidor, que hoje determina a obrigatoriedade de o fabricante assegurar informações claras sobre as características e a composição dos produtos, além do prazo de validade e dos riscos que podem causar à saúde e à segurança dos cidadãos.
A Fundação Procon-SP notificou a Gol para que preste esclarecimentos sobre as alterações que a empresa anunciou em relação ao acúmulo de milhas no seu programa de fidelidade. A empresa havia anunciado um novo formato de contagem de milhas no seu sistema de fidelidade, que passará a vigorar para as compras de passagens a serem feitas a partir de 10/10. O Procon-SP quer saber se haverá alterações ou restrições para uso de milhas já acumuladas pelos consumidores, assim como demonstrar por quais meios foi dada ciência aos consumidores fidelizados quanto à modificação do regulamento, dentre outros.
Foi eleita na semana passada a primeira diretoria da Associação dos Procons do Mato Grosso do Sul (Proconsul). A presidência da entidade coube a Rozemar Mattos Souza, diretor do Procon de Dourados. O objetivo da Proconsul é fortalecer os Procons com adoção de medidas em prol da melhoria da política de defesa do consumidor. A entidade pretende criar um banco de decisões dos processos administrativos dos programas, visando à uniformidade nas decisões processuais e aplicação de penalidades.
Angela Crespo é jornalista especializada em consumo; e-mail: doislados@dcomercio.com.br
FISCALIZAÇÃO Em operação na Capital paulista e no interior, a Fundação Procon-SP autuou 66 restaurantes, lanchonetes e bares dos 123 estabelecimentos visitados. As autuações foram em decorrência de erros na forma de afixação de preços, modalidades de pagamento, prazo de
validade dos produtos comercializados, disponibilidade de um exemplar do Código de Defesa do Consumidor para consulta no local, o cumprimento da lei do couvert – que exige autorização prévia do consumidor para servir aperitivos antes do início da refeição principal –, etc.
Alguns juízes vêm determinando o pagamento antecipado do valor da multa para que as empresas recorram. Mesmo assim, diz Motta, é vantajoso. "O valor pode ser entregue como caução, fiança bancária ou depósito bancário. Ele sai do caixa da empresa, mas não entra nos cofres do governo de imediato e há a possibilidade de retorno."
papel dos órgãos público de defesa do consumidor é de educar empresas e consumidores, mas isso é muito pouco feito, assinala o advogado Ricardo Motta. Em alguns órgãos de defesa do consumidor, continua Motta, nota-se muito mais a preocupação em se multar a criar planos de conscientização de empresas e consumidores. "Os Procons, por exemplo, precisam dos valores das multas para a própria sobrevivência." Os valores arrecadados pelas multas aplicadas pelo DPDC vão para o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) do Ministério da Justiça e é destinado a ações de defesa do consumidor, de proteção ao meio ambiente e do patrimônio público. Mas o expediente de recurso das multas poderá ser alterado. O Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) já há algum tempo vem trabalhando num projeto de lei para que os Procons tenham a capacidade de aplicar medidas corretivas nas empresas, além da multa. A informação é de Alexandro Guirão, advogado especializado em defesa do consumidor, que dirigiu o Procon de São Caetano do Sul e hoje é sócio da Ghold Consultoria em Relações de Consumo. "Uma das medidas é a obrigação de a empresa sanear o problema que originou a multa." Segundo Guirão, só a aplicação da multa não traz medidas corretivas, o que não é bom para o consumidor, embora ela reconheça que houve a violação do direito do consumidor. "As empresas deveriam investir mais em soluções alternativas de conflitos com seus clientes, como mediação e arbitragem, e claro, respeitar os direitos do consumidor e a legislação", pontua o advogado. Para ele, em vez de investir em bom relacionamento com seus clientes, as empresas preferem investir em litigiosidade. "Se as propostas de fortalecimento dos Procons, que estão também no Plano Nacional de Consumo e Cidadania (Plandec), vingarem, eles terão mais autoridade."
O QUE DIZ O CDC Artigo 56 As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas: I - multa; II - apreensão do produto; III - inutilização do produto; IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente; V - proibição de fabricação do produto; VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço;
VII - suspensão temporária de atividade; VIII - revogação de concessão ou permissão de uso; IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade; XI - intervenção administrativa; XII - imposição de contrapropaganda. Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumu-
lativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo. Artigo 57 A pena de multa, graduada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor, será aplicada mediante procedimento administrativo, revertendo para o Fundo de que trata a Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, os valores cabíveis à União, ou para os Fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos. (Redação dada pela Lei nº 8.656, de 21.5.1993)
Empresa pagará indenização por depositar cheque antes da data
D
epositar cheque pré-datado antes da data combinada pode resultar em indenização por dano moral. Essa foi a decisão da 3ª Vara do Juizado Especial Central de Campo Grande (MS), que julgou a ação de uma consumidora que teve seu cheque depositado antes do tempo. A empresa foi condenada a pagar
R$ 8 mil à sua cliente. Conforme o entendimento dos julgadores, a consumidora teve grave prejuízo com o ato da empresa. Em sua ação, ela explicou que fez proposta de compra de um veículo e emitiu cheque prédatado para pagar metade do valor. O saldo seria quitado via financiamento. Só que o cheque foi
depositado antes da data prevista, e acabou sendo devolvido por falta de fundo. A empresa admitiu o desconto antes da data combinada. Em razão disso, o negócio foi cancelado e a consumidora ajuizou ação por danos morais e materiais. Como o cheque não foi pago, os julgadores não acataram
indenização por danos materiais. Fonte: Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMS)