Skip to main content

DC 16/03/2012

Page 1

Ano 87 - Nº 23.584

Conclusão: 23h50

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

Um brinde a p o C à

São Paulo, sexta-feira, 16 de março de 2012

TSUNAMI DE FUKUSHIMA CHEGA A ANGRA

Relator da Lei Geral da Copa diz que liberação de venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios está mantida no texto que vai para a Câmara. Pág. 7 Celso Junior/AE

Fernando Gabeira/DC

Passado um ano da tragédia japonesa, muitos pedem o fim das usinas nucleares. Mas como isso está longe de acontecer, Fernando Gabeira, que há 30 anos acompanha a construção e o funcionamento do complexo de usinas brasileiro, foi verificar as condições de

Angra 1, Angra 2 e Angra 3, cuja construção segue a pleno vapor. Elas têm de ser adaptadas aos novos padrões internacionais de segurança estabelecidos depois do tsunami. Um grupo especial da Eletronuclear levantou os problemas e os custos: R$ 300 milhões. Pág. 8

Mais passageiros pulam fora do trem sem rumo de Dilma

Presidente visita obras da ferrovia Norte-Sul em Goiás e promete: linha chega a SP até 2014.

Ontem foi o PDT que desceu na estação da oposição. Em compensação, subiu a bordo a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, palpitando sobre a Lei da Anistia. É aqui que o trem sai dos trilhos para 1.238 militares da reserva. Págs. 5 a 7 Divulgação

Divulgação

d

cultura

E ele só melhora BMW Série 1, cheio de novidades. Pág. 23

Priscila, a Rainha do Deserto (esq.), reprodução do filme homônimo, é a nova sensação do teatro em SP. Custa US$ 1,5 milhão, pesa 8 toneladas. Um Violinista no Telhado, Imovision/Divulgação

A crise mundial na primeira pessoa, na Grécia e nos EUA. Empresário e ex-diretor de banco falam das causas e consequências. Pág. 15 Carlos de Oliveira/DC

com José Mayer, é outro musical clássico, Broadway pura. Acima, Pina Bausch, em obra de Wim Wenders. Mais: Kid Morengueira, Beethoven, show de design e Roda do Vinho. Guga Melgar

HOJE

ISSN 1679-2688

Sol com pancadas de chuva Máxima 26º C. Mínima 19º C.

23584

AMANHÃ Nublado Máxima 24º C. Mínima 17º C.

Madri para os brasileiros 500 mil a visitaram em 2011. Boa Viagem. Pág. 24

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

sexta-feira, 16 de março de 2012

Muitos especialistas gostariam de ver o País transformando a crise em oportunidades. Roberto Fendt

pinião

EYMAR MASCARO

NÃO VAI HAVER VIRADA DE MESA

L

O BRASIL NA DEFENSIVA A

volumam-se as críticas de analistas das mais diversas tendências à estratégia defensiva adotada pelo governo em resposta à crise externa. Muitos deles gostariam de ver o País transformando a crise em oportunidades. Não se pretende com essas críticas subestimar o tamanho da crise. O ponderado e insuspeito editor do Financial Times, Martin Wolf, escreveu recentemente que essa crise é a pior desde a Grande Depressão e que ficará conosco por um bom tempo ainda. A resposta dos grandes centros econômicos mundiais à crise foi também defensiva, argumentam os que defendem as medidas até aqui adotadas pelo governo. Estados Unidos, União Europeia e Japão evitaram, em primeiro lugar, uma crise sistêmica em seus sistemas financeiros por meio de grande injeção de liquidez em suas redes bancárias e uma forte expansão dos gastos fiscais. Mais recentemente, o Banco Central Europeu, em duas grandes intervenções, injetou nos bancos mais de um trilhão de euros. Motivaram esse afrouxamento da política monetária tanto a perspectiva de calote da dívida soberana de países da chamada periferia da zona do euro, como a entrada em recessão de vários países da União Europeia. Em decorrência dessas intervenções dos principais bancos centrais e dos Tesouros nacionais, estamos presenciando o que um ministro classificou de "guerra cambial". Por seu turno, a senhora presidente vem qualificando como um "tsunami monetário" os fluxos de capitais aos países emergentes. Esses fluxos, decorrentes de taxas de juros historicamente em seus

ROBERTO FENDT níveis mais baixos no mundo desenvolvido, têm como contrapartida a valorização das moedas da maioria dos países emergentes, subtraindo competitividade às exportações e barateando excessivamente os produtos importados.

O

que criticam os analistas na resposta do nosso governo à crise? Não está claro se há de fato de uma estratégia ou se a política econômica está apenas taticamente buscando resguardar o país das consequências mais imediatas da crise externa. Essa percepção decorre das medidas protecionistas que vêm sendo adotadas, dos progressivos controles à entrada de capitais externos e à aceleração do ritmo dos cortes na taxa básica de juros. No que diz respeito às medidas protecionistas, elas de fato têm caráter seletivo, privilegiando alguns setores em detrimento de outros. E têm mostrado duas faces: por um lado, aumentou-se as alíquotas do imposto de importação para

alguns produtos específicos de procedências específicas, a exemplo do que ocorreu com os veículos importados. A outra face é a desoneração dos encargos patronais sobre a folha de salários de setores também específicos. Esses encargos sobre a folha seriam compensados por tributação sobre o faturamento das empresas.

S

upostamente, esses setores são os que têm maior coeficiente de trabalho por unidade de produto final. A lógica dessa seletividade seria a de proteger o emprego. O problema com a seletividade na proteção da indústria é de duas naturezas. Primeiro, se a intenção é proteger, protege-se apenas uma parte pequena da indústria, deixando a parcela maior desprotegida. Segundo, a seletividade da proteção cria dificuldades para entender-se porque o setor A é protegido e B não é. Levantam-se justificadas suspeitas de favoritismo na concessão

Um razão para a atitude defensiva do Brasil é que as intervenções dos principais bancos centrais mundiais levaram ao que um ministro chamou de guerra cambial.

dos benefícios. Finalmente, se os poucos beneficiários são contemplados com a proteção, os seus efeitos sobre a economia são limitados. Que alternativa temos e não aproveitamos? A crise é uma excelente oportunidade para levar adiante as reformas microeconômicas ensaiadas pelo ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Essas medidas incluíam a desoneração da folha de salários, não para alguns poucos setores isolados, mas para o setor industrial como um todo – e não se resumiriam a essa única medida.

A

agenda completa das reformas microeconômicas, apresentado pelo então secretário de política econômica em 2004, abarcaria quatro grandes áreas: aperfeiçoamento do mercado de crédito e do sistema financeiro, melhoria da qualidade da tributação, medidas econômicas para inclusão social, redução do custo de resolução de conflitos e melhoria do ambiente de negócios. O que se está fazendo não contempla aquela agenda e não assegura o aumento da competitividade da economia brasileira. Esse aumento da competitividade é parte fundamental em qualquer estratégia de crescimento de longo prazo, indispensável para fazer face à nova conjuntura mundial. Essa conjuntura é de crescimento baixo e acirramento da concorrência entre os países emergentes. Corremos o risco, ao tomar somente medidas defensivas, de sermos atropelados por concorrentes nossos, cientes da necessidade de aumento da competitividade – e que estão tomando medidas concretas nesse sentido. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

íder absoluto nas consultas preliminares promovidas nos diretórios zonais da Capital, José Serra é o favorito para vencer as prévias no PSDB, no dia 25, derrotando outros dois pretendentes à legenda, os deputados José Aníbal e Ricardo Trípoli, e confirmando sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. Mas, na hipótese remota de Serra ser derrotado, mesmo assim, seu nome seria apresentado à convenção de junho, com o argumento de que somente depois das convenções é que os partidos podem pedir o registro oficial de seus candidatos ao TRE. A possibilidade de Serra perder as prévias, porém, é considerada nula. Na verdade, a direção do PSDB não admite trocar José Serra por qualquer outro candidato. Apesar de carregar uma taxa de rejeição que pode ser perigosa no 2º turno, José Serra é, de longe, o melhor candidato a prefeito da Capital que o PSDB dispõe. Seus concorrentes nas prévias, embora bem votados para a Câmara dos Deputados, ainda não assustam os adversários e nem empolgam a cúpula partidária. O PSDB admite que tem necessidade de eleger o próximo prefeito na Capital para fortalecer as campanhas de governador e presidente no estado de São Paulo, em 2014. Os tucanos estão preocupados, desde já, com a próxima campanha presidencial. A preocupação é fruto de resultados de pesquisas que indicam que Dilma Rousseff tem um índice de aceitação popular superior às taxas de Lula e Fernando Henrique, um ano depois da posse.

oposição está convencida de que Dilma será candidata à reeleição. Apesar do candidato petista à Prefeitura, Fernando Haddad, estar com apenas 3% de preferência do eleitor, contra 30% de José Serra, segundo o Datafolha, os tucanos acham que a sucessão de Gilberto Kassab será decidida entre o PT e o PSDB. Dilma Rousseff também tinha traço no Ibope quando sua candidatura foi lançada e, graças à popularidade de Lula, acabou se elegendo. Haddad espera que o ex-presidente entre na sua campanha nos próximos 15 dias. Serra e Haddad vão sustentar suas campanhas no apoio das máquinas administrativas. O tucano, por exemplo, confia no peso eleitoral do governo do Estado e da Prefeitura, que são controlados por Geraldo Alckmin e GilbertoKassab,

A

Serra e Haddad sustentarão as campanhas com o apoio das máquinas administrativas. Serra confia no peso eleitoral do governo do Estado e da Prefeitura.

enquanto o candidato petista vai depender de Lula, da máquina federal de Dilma Rousseff e da força que espera receber da senadora Marta Suplicy. tucanato já foi alertado de que Fernando Haddad vai bater na tecla de que José Serra pode renunciar novamente ao cargo de prefeito, caso se eleja, para tentar uma terceira candidatura ao Planalto, em 2014. O petista pretende forçar Serra a passar a campanha desmentindo a hipótese da renúncia, jurando por todos os santos que permanecerá na Prefeitura os quatro anos.

O

PT quer aproveitar que a pesquisa Datafolha constatou que mais de 60% dos eleitores consultados admitem que Serra pode abandonar o cargo mais uma vez. Serra, porém, tem repetido que só vai pensar em ser candidato a presidente em 2018, quando completará 76 anos. Detalhe importante: a campanha de Serra pode ser engrossada por Aécio Neves. O senador está prometendo vir a São Paulo para ajudar o candidato a ganhar os votos principalmente dos mineiros que moram na Capital. Aécio quer desfazer a imagem de que teria feito corpo mole na campanha presidencial de 2010, que acabou levando José Serra a perder a eleição nos dois turnos em Minas. Aécio está temeroso de que Serra deixe de apoiá-lo. O senador não acredita que o tucano paulista vote em Dilma, como foi publicado.

O

EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3244-3175. Fax 3244-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3244-3197, 3244-3983, Fax 3244-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3244-3544, 3244-3046 , Fax 3244-3355

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3244-3737 REDAÇÃO (011) 3244-3449 FAX (011) 3244-3046, (011) 3244-3123 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

o

pinião

3

ENTRE A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO E A DA PURA COINCIDÊNCIA, A PRIMEIRA JÁ SE TORNOU MAIS RAZOÁVEL.

Teoria da Pura Coincidência Larry Downing/Reuters

Q

uando surgiu um zunzum de que a avó de Barack Hussein Obama dizia ter assistido ao parto dele em Mombasa, o governo queniano mandou investigar e descobriu que, no arquivo do hospital, faltavam justamente os registros da semana de agosto de 1961 em que teria ocorrido o nascimento da criatura. Agora, a comissão nomeada pelo xerife Joe Arpaio constatou que, nos arquivos da Imigração, onde são guardadas em microfilme aquelas fichas que os passageiros de viagens aéreas preenchem antes do desembarque, faltam as fichas das pessoas que chegaram do Quênia naquela mesma semana. No Arquivo Nacional de Washington, a mesmíssima coisa. E, por incrível que pareça, os registros daquele período estão ausentes, também, dos arquivos das companhias aéreas que em 1961 tinham voos entre o Quênia e os EUA. Ver nisso tudo algum indício de ocultação proposital é, na opinião bem-pensante, pura "teoria da conspiração", mas tentar atribuir essa quádrupla convergência de sumiços a um acúmulo fortuito de coincidências é forçar a pobre lei das probabilidades até o último grau da inverossimilhança concebível. Mesmo esse grau, porém, é manifestamente ultrapassado quando alguém pretende que foi também por pura coincidência que essas coincidências aconteceram não a um cidadão qualquer, nem mesmo a um presidente qualquer, mas logo àquele que recusa mostrar seus passaportes, seus registros escolares, seus trabalhos acadêmicos e outros documentos que seus antecessores sempre abriram à inspeção pública. Entre a Teoria da Conspiração e a Teoria da Pura Coincidência, a primeira, a esta altura, já se tornou muito mais razoável. Por fim, se esse presidente exibe um certificado de alistamento militar com carimbo grosseiramente falsificado e, mandando publicar uma cópia eletrônica de sua certidão de nascimento, gasta um milhão de dólares com advogados para impedir o acesso ao original do documento, o teórico da pura coincidência, que se pretende a encarnação máxima da sanidade, já começa a parecer aquilo que sempre foi: um louco, um idiota completo ou parte interessada na ocultação do óbvio. A experiência me ensinou que, quando a maioria bem-pensante aposta que dois mais dois são cinco, é mais prudente nadar contra a maré e ser apontado nas ruas como louco. A opinião respeitável pode ser muito respeitável, mas a matemática é mais. Afinal, essa gente toda apostou que o Foro de São Paulo não existia, que o PT não tinha nada a ver com as Farc nem estas com o tráfico de drogas, que a ascensão do petismo acabaria com a era da corrupção na política e que a China se tornaria democrática tão logo adotasse a economia de mercado. Em todos esses casos me chamaram de louco

OLAVO DE CARVALHO chantagem racial ostensiva, confiando cegamente nos inimigos e expondo à perseguição e à zombaria os mais sinceros patriotas. Induzir toda uma população a apostar contra si mesma, a ajoelhar-se ante o altar de um ídolo postiço com identidade falsa, é sem dúvida a vitória mais admirável que alguém já obteve no campo da guerra psicológica. Nesse sentido, a própria revelação da verdade contribuirá para a derrocada dos EUA, criando uma crise constitucional e social num momento em que o país, em estado de estupor, estará atolado num desastre econômico sem precedentes e metido ou em vias de meter-se em mais uma guerra.

É

O presidente Barack Obama: sob o manto do bom-mocismo, uma fraude monumental? porque eu dizia que não. E em todas essas ocasiões preferi antes ganhar a aposta sozinho do que perdê-la mal acompanhado.

Q

ue Obama seja o "Presidente da Manchúria", que por trás da súbita e misteriosa ascensão de um ilustre desconhecido ao comando da nação americana haja um vasto esquema de ocultação e manipulação, a maior fraude política de todos os tempos, é coisa que, no meu modestíssimo e louquíssimo entender, já nem se discute. Quem quer que ainda tenha dúvidas a respeito sofre de

Síndrome do Piu-Piu em estado terminal. Só o que resta é sondar melhor as finalidades da operação. Não posso crer, razoavelmente, que o objetivo de tão complexo, trabalhoso e arriscado empreendimento fosse apenas a conquista da presidência, nem que os planejadores da coisa imaginassem poder manter os fatos encobertos e invisíveis para sempre. Ao contrário: a operação deve ter como objetivo último o efeito psicossocial traumático, devastador, que a revelação da fraude, mais dia menos dia, virá a ter sobre todo o eleitorado que se rendeu ao engodo com paixão e entusiasmo, cedendo à

impossível que essas linhas de consequência não tenham, desde o início, entrado nos cálculos dos planejadores. Quem são eles possivelmente, é o que tentarei sondar num artigo vindouro. P. S. – Mal havia eu acabado de escrever essas palavras, quando chegou pelo http://www.wnd.com/2012/03/pravdaasks-what-happened-to-american-media/ a notícia de que o jornal oficial russo, Pravda, estava denunciando alto e bom som a conspiração geral da mídia americana para ocultar a fraude documental de Obama. Pode parecer uma ironia que as funções tradicionais respectivas do jornalismo americano e russo tenham se invertido, mas também aí, se me permitem, não há nenhuma coincidência. A mega-operação simplesmente passou à segunda fase: do ludíbrio geral está saltando para a revelação brutal de uma obviedade tanto mais desmoralizante quanto mais longamente, obstinadamente rejeitada. Os americanos, uma vez demonstrado ante a Schadenfreude da humanidade inteira o quanto é fácil ludibriá-los, fazê-los de palhaços e jogá-los contra si próprios, precisarão de muita ajuda divina para, depois de tamanha humilhação, poder conservar ainda algum espírito patriótico. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

PAGO MEU IR EM EUROS GREGOS

E

uros gregos existem ? Conheço euros; googlei euros gregos e não achei. Eu e o google não nos entendemos; eu com ele, por causa do excesso de informações; ele comigo, por causa do meu excesso de burrice. Peço uma informaçãozinha de nada e o google me responde com um caminhão de páginas com respostas possiveis; só de olhar aquilo tudo sem saber nem por onde começar, fico nervoso, minhas mãos suam, desisto envergonhado e caio fora de fininho, não sem antes ouvir o google rir irônicamente, gozando da minha cara. Mesma coisa com o dólar; não sei se existem dólares de verdade ou dólares norte-americanos, esses que precisam até do Mantega para salvá-los. O yuan chinês tenho certeza de que existe.. Escrevo euros sem a familiaridade com que escreveria reais, pilas, contos de réis, merreis, merrecas, ainda que parco seja meu acesso a eles – e nenhum aos euros. Sou apenas um rapaz latino-americano, estudado na língua oficial do país do "nós pesca os peixe", adonde sou estrangeiro por escolha – nem naturalizado quero ser, muito menos dupla cidadania quero ter. Por conta do "nós pesca o peixe", temos a Sua Eminência Reverendíssima, o Ministro Bispo Dom Minhoca, para garantir a multiplicação dos peixe pra nóis pescá. S.Ema.Rvma "vazou" a

invenção da Pescobras, pros peixe caí do céu como maná, pra nóis catá. Dom Minhoca, como se sabe, é "assim" com u cumpanhero Deus. Se não houver diferença entre os euros gregos e os de verdade, então quem quebrou não foi a Grécia sozinha, foi a Zona do Euro inteira – que zona hem – com a poderosa Alemanha, da Poderosa Merkel, de lambuja. Inclua fora dessa a Britânia, da secular e ainda viva Dona Rainha, que por juízo e tradição se apegou à libra esterlina – fraquinha, precisada do bê á bá, bê é bé, bê i Bi otônico Fontouraaaa, em doses duplas, cowboy, mas frequentadora contumaz do cassino internacional, adonde se jogam os valores das moedas; faites vos jeux, mesdames et messieurs. Não caio nessa jogatina; sou burro mas não sou louco, nem vice-versa. ara entender isso, é necessário decifrar o enigma da esfinge : "Decifra-me ou te devoro". Nunca passei pelo Egito nem de helicóptero; do Cairo conheço a Praça Tahir só por fotografia e vi na tevê o ex-ditador Mubarak sendo julgado deitado numa maca (preciso tuitar para o noveleiro Agnaldo Silva e perguntar como essa novela acaba). Quanto à Grécia, que entupiu o noticiário a ponto de dar azia – jornais "dão azia", como sentenciou célebre filósofo brasileiro, que marcou sua presença na História da Carochinha

P

NEIL papadopoulos

Ferreira com o pustulado (de pústula) "Nunca antes na história deçepaíz" – posso dizer que a Grécia não existe. Eu sei disso, eu estive lá. obre a Grécia só sei que nada sei; li essa frase em algum lugar, gostei e me apropriei para usar um dia, uso agora. A Grécia não passa de um monte de ruínas, caindo aos pedaços, de estátuas de homens grandões e branquelos, peladões com tudo à mostra, e de mulheres sem braços, com os peitinhos pontudinhos, uma gracinha. Tudo que vale a pena ver e pedir pra algum turista de boa vontade tirar o teu retrato perto, de lembrança, ou já desabou ou está desabando. A Acrópole, você sobe o morro, chega lá em cima esbaforido perto daquelas colunas e tem medo até de passar perto delas; o ventinho do teu corpo pode derrubá-las e você ainda pega uma cana por vandalismo.

S

O que vale mesmo a pena, você não pode ver nem fotografar: são os Deuses que moram no Olimpo e vivem na maior esbórnia, todos fazendo tudo com todos, bebendo nectar e comendo ambrosia, cuja combinação devia ser o viagra deles, tal o vigor com que praticavam o Nobre Esporte. Sou platonicamente vidrado na Afrodite (Vênus), mas finjo que curto mesmo é a Palas Atheneia (Minerva), rsrs. Interessante, quando você ama alguém mas sem chegar às vias de fato, chama isso de "platonicamente"; não sei o que Platão acharia disso. sse monte de estátuas quebradas e prédios decrépitos fica à beira do Mediterrâneo, congestionado de iates com a lotação esgotada por musas bronzeadas, algumas de topless, a maioria de top and bottom less, eita marzão besta. Tal beleza dá a alguns velhotes a

E

compulsão de ficar nas encostas dos morros; lá não tem favelas e as encostas são reservadas às mansões dos milionários e aos pensadores. Esses pensadores pensaram coisas tão inúteis, que um dos mais famosos foi obrigado a brindar com cicuta o conjunto da sua obra. utros, cada um contando um conto e acrescentando um ponto ao conto do outro, inventaram a “democracia”, governo do povo para o povo, sendo povo “aglomerado de gente, multidão”, segundo o Aurélio. Fala sério, isso não dá certo hoje em dia. Deu certo no tempo deles; em Atenas, nessa democracia só votavam os Cidadãos, a Zelite. Aqui, você viu quem vota e no que dá. Mas o melhor ensinamento vindo da Grécia não é em Humanas tipo Fefeléche, PhD em greve e quebra-quebra na USP; nem em

O

Artes, tipo FAAP, mas em Economia, tipo GV. Você vive na vagabundagem à beira mar, sentado a vida inteira, e fica tão quebrado que os bancos que te emprestaram dinheiro ameaçam quebrar também, quebrando junto os seus países sedes. Acredita? Morde aqui pra ver se sou otário. um passe de mágica, para evitar um calote que pode chegar a um trilhão de euros gregos, apareceu outro empréstimo, de cento e trinta bilhões de euros verdadeiros, uns trezentos bilhões desceram pelo ralo a fundo perdido e todo mundo respira aliviado. Os bancos perderam ? Você já viu algum banco perder e ficar pobre emprestando dinheiro para os pobres ? Vou propor ao Imposto de Renda receber o meu em euros gregos ou aguentar o calote. Não tenho yuans. SAMBA DO CONTRIBUINTE DOIDO, ESCRITO NUM TECLADO VSP – VÊ SI PEGA.

N

NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

sexta-feira, 16 de março de 2012

3 No Dia Internaciona da 3 MAIS: depois de muitos Mulher, o deputado federal Romário (PSD-RJ), polido, cumprimentou as brasileiras no Twitter.

k Estamos há nove meses conversando. Cansei. PT Saudações.

«

gibaum@gibaum.com.br

BLAIRO MAGGI // senador (PR-MT), recusando ofertas da ministra Ideli Salvatti e lhe virando as costas. Fotos: BusinessNews

elogios, não resistiu a seu antigo estilo e numa evidente recaída, tascou: "Parabéns, calcinhas!"

O poder engorda O poder engorda: enquanto Antonio Palocci circula em São Paulo com menos 11 quilos, adquiridos nos primeiros meses do governo Dilma, agora é a vez do ex-líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza, avisar que, “com mais tempo livre, voltará a fazer caminhadas e dieta”. Deve optar por corte total de carboidratos. No cargo, engordou 13 quilos. Nem suas 20 galinhas (caipiras e quatro d’angola) o reconhecem mais.

333

TELÓ, NÃO Bono Vox fará um show gratuito dia 24 de junho, durante o Rio + 20 – Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, evento que deverá comemorar também os vinte anos da ECO92. Bono vem sem o U2, não definiu repertório, não quer se hospedar em nenhum cinco estrelas (quer ficar “no meio do mato”) e Gilberto Gil poderá estar a seu lado. A idéia de participação de Michel Teló foi rapidamente recusada por Bono.

333

Neymar em HQ Mauricio de Souza, que acaba de ser homenageado pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, lançará dentro de dias o personagem Neymar. A homenagem era devida aos 50 anos de carreira do quadrinista e empresário que tem mais de 200 personagens espalhados pelo mundo e contratos de licenciamento com 20 fabricantes de brinquedos, além de 290 produtos no segmento estampando suas criações. Depois de estrear em HQ, Neymar vai virar boneco. A empresa de Mauricio de Sousa agora negocia a entrada em mercados do Oriente, como China, Japão e Indonésia.

333

ON SUNDAYS Só no Brasil – e especialmente na Rede TV!: o programa de humor que terá Rafinha Bastos como produtor executivo e mais dez humoristas praticamente desconhecidos que participam das sessões de stand-up comedy em São Paulo, deverá estrear no domingo, dia 1º de abril, no mesmo horário do Pânico na TV, que teve estréia na Band adiada para a última semana de abril. O programa da Rede TV! é uma versão do famoso Saturday Night Live, que há 37 anos na televisão americana tem esse nome mais do que consolidado. Aqui, corre o risco de virar Saturday Night Live on Sundays. 333

Aos 53 anos de idade e esbanjando grande forma física, Madonna aparece de lingerie preta e até com um sutiã estilo dominatrix nas primeiras fotos para promoção de seu 12º álbum de estudio, MDNA. No final de maio, estréia em Israel sua nova turnê mundial e no final do ano, estará no Brasil. Ela está apostando todas suas fichas em Girls Gone Wild¸ single desse álbum que chega às lojas na semana que vem. No vídeo que deve estrear em seu canal no YouTube , o clima é de sensualidade: dois rapazes se insinuam e ela, em roupas mínimas, fuma um cigarro.

Madonna em campo

333

As relações entre Dilma Rousseff e sua base de apoio no Congresso sempre foram azedas. A troca de seus líderes na Câmara e no Senado não deverá melhorar em nada a convivência. Os que saem e os que entram trocaram afagos, com direito a fotos, mas é apenas mis-en-scène. Os novos não tem a menor idéia se terão sucesso (ou até mesmo se conseguirão ter acesso direto a Chefe do Governo) e os que saem, com o tempo, tratarão de marcar seu território, com chances de vendettas. Antes, Dilma não conversava com Romero Jucá e Cândido Vaccarezza: mandava recados que deveriam ser obedecidos. Eventuais discussões, nem pensar. Para lembrar: Cândido Vaccarezza estava na lista negra desde a eleição de Marco Maia para a presidência da Câmara, mais votação do Código Florestal e Romero Jucá não levou direto para votação, conforme orientação do Planalto, projeto de lei que multa empresas que pagam salários menores que os dos homens no exercício da mesma função.

Relações azedas

333

333

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e o exgovernador de São Paulo, Alberto Goldman, estão reclamando contra declarações de Sérgio Guerra, presidente nacional do partido, de que a chapa encabeçada por José Serra que concorrerá à prefeitura paulistana será “puro sangue”, ou seja, com outro tucano na vice. Aloysio não deixa por menos: “Dispensamos quaisquer conselhos na composição da chapa em São Paulo. Ele que vá pregar em outra freguesia”. Também o expresidente Fernando Henrique Cardoso não gostou da intromissão de Guerra na cena de São Paulo, lembrando que é uma hora de acordos e composições.

333

333 Com 200 lojas espalhadas pelo Brasil e nove no Exterior, a Arezzo acaba de lançar sua coleção de sapatos para o inverno em sua nova loja (aberta em dezembro) no Rio, no Leblon. Uma verdadeira legião de convidadas espiava os novos lançamentos e entre as famosas, estrelas de suas campanhas anteriores e Deborah Falabella (à esquerda), que protagoniza a campanha 2012. Entre tantas, Juliana Paes (já em ritmo de Gabriela) e Sheron Menezes (centro) e Maria Paula (direita), que quer fazer uma turnê na base da one-woman-show .

Estrelas calçadas

Elas no mercado erótico

A ESCOLHA de Eduardo Braga (PMDB-AM) para líder do Governo no Governo teve também um fator-extra: ele e o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM) são mais do que inimigos. A propósito: a guerra entre o PR e o Planalto acaba de ganhar novo round. O ministro Paulo Sergio Passos, dos Transportes, demitiu a procuradora aposentada Yolanda Corrêa Pereira de seu ministério. Ela acompanha Nascimento há mais de 20 anos. 333

O PRÍNCIPE Tinko Czetertynski e a princesa Paola de Orleans e Bragança, primos distantes, casaram numa repartição pública em Bruxelas, na Bélgica, com a presença de 12 convidados, amigos e parentes. Tinko é polonês e acaba de conseguir visto de permanência no Brasil. Paola é modelo, joalheira e DJ.

Quem diria: o Brasil já tem uma entidade de classe para o setor, a nova Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual, que está garantindo que esse segmento cresceu 18,5% no ano passado contra 17% de 2010. Dia 22, no Anhembi, em São Paulo, será inaugurada mais uma Erotika Fair, com lançamentos desde lingerie a brinquedinhos. As mulheres dominam o setor: solteiras ou casadas, as lojas eróticas virtuais são acessadas por elas em cerca de 70%. Também o canal Sex Hot garante que suas telespectadoras dominam em 60% o volume de acessos.

333 ESTA SEMANA, a Rede TV! demitiu, de uma penada só, cerca de 30% de seu quadro total de funcionários, desde pessoal de faxina a produtores e apresentadores, incluindo Milene Domingues, primeira mulher de Ronaldo Nazário.

333

h IN

Calcinhas altas.

h

ASSIM NÃO DÁ

A PROIBIÇÃO da produção e venda de cigarros com substancias aromáticas como mentol e cravo resultará, segundo os empresários do fumo, no aumento do percentual dos cigarros contrabandeados no Brasil, que hoje representam 30% do consumo no país. Os mentolados, atualmente, formam 3% de suas vendas.

333

333

Prova no Senado Há dias, a prova de conhecimentos gerais para o cargo de consultor legislativo do Senado tinha questões mais do que surpreendentes. Uma delas queria saber qual era a empresa francesa contratada pelo Metrô de São Paulo; outra perguntava o nome de um diretor recémcontratado para a Petrobras; e mais uma, quem era a ex-amante de John Kennedy que havia resolvido publicar suas memórias. Os mais afoitos responderam Marilyn Monroe e erraram: é Mimi Alford, estagiaria da Casa Branca entre 1962 e 1963, que manteve relações com Kennedy durante ano e meio e até se prestou a serviços de escrava sexual.

MISTURA FINA

OUT

Calcinhas fio dental.

Jatinho próprio 333 O novo presidente da CBF, José Maria Marin, deverá começar a percorrer todas as cidades-sede dos Jogos da Copa 2014. Quer conversar com autoridades locais e espiar o andamento das obras dos estádios, além de melhorias na área urbana para facilitar deslocamento de torcedores e turistas. Marin usará o Cessna Citation de propriedade da CBF desde 2010. Foi a bordo desse avião que Ricardo Teixeira viajou para Miami. Nos bastidores da CBF, a propósito, começam a rolar outras versões – e supostamente, mais sérias – para os problemas de saúde de Teixeira.

DEPOIS do filme Onde Está a Felicidade, que até ganhou boas bilheterias, Bruna Lombardi e Carlos Alberto Ricelli preparam novo projeto: é um longametragem que tem como palco a cidade de São Paulo. Uma história de amor escrita por ela, que será dirigida por ele e protagonizada pelos dois, ou seja, um típico exemplo de cinema doméstico. Eles querem lançar o filme antes do final do ano. 333

A MILIONÁRIA Bethy Lagardère, viúva há nove anos do empresário Jean-Luc Lagardère (quando morreu, sua fortuna era estimada em US$ 17 bilhões), estaria passando uma temporada na Ilha de Mustique, no Caribe, eventualmente com seu provável new love, um brasileiro.

333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

5 SE A MODA PEGA Depois do PR, o PDT também resolveu ficar 'independente'.

olítica

VAPT VUPT Blairo Maggi colabora com o PSDB e atua como oposição

Moreira Mariz/Ag. Senado - 13.03.12

Descontente, PDT também declara 'independência' Acir Gurgacz, em discurso no Senado, disse que a sigla não precisa de cargos para apoiar o governo, desde que os projetos tenham identidade com o partido.

Partido desiste de indicar ministro do Trabalho e muda de comportamento

A

base aliada no Congresso está prestes a contabilizar mais uma baixa. Os líderes do PDT, irritados com os vetos da presidente Dilma Rousseff às indicações do partido para o ministério do Trabalho, resolveram adotar posição de independência, deixando o alinhamento automático com a base do governo, segundo o site Congresso em Foco. A cúpula do PDT esteve reunida, ontem em Brasília, no núcleo de articulação política do Palácio do Planalto e, mais uma vez, não houve acerto na escolha do ministro. O PDT até cogitou tomar a trilha do PR, que foi para a oposição, mas preferiu posição mais branda. O líder do PDT no Senado, Acir Gurgacz (SC), anunciou

que a legenda vai continuar a apoiar os projetos do governo que tenham identidade com o partido, mas que passará a uma posição de independência. Destacou ainda: "Não precisamos estar no ministério para apoiar a presidente". Os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Cristovam Buarque (PDT-DF) endossaram o discurso feito por Gurgacz. "Coalização não quer dizer submissão, coalização quer dizer a possibilidade de críticas nos momentos em que entendemos", afirmou Taques. "O PDT não pode ser uma partido fisiologista, clientelista". Buarque pediu para a presidente Dilma não indicar ninguém da legenda e frisou que, com isso, "ela prestaria um serviço à República se deixasse

que um partido que precisa se construir fizesse não oposição ao governo, mas agisse com uma certa independência". A queixa do PDT é semelhante a do PR, que estava descontente com a perda do ministério dos Transportes e por isso a bancada do Senado debandou para a oposição. No caso, o PDT está insatisfeito desde a saída de Carlos Lupi do ministério do Trabalho, há 100 dias, segundo conta do vice-presidente do PDT, deputado André Figueiredo (CE). A sigla indicou os deputados Vieira da Cunha (RS) ou Manoel Dias (SC). Dilma rejeitou e sugeriu Brizola Neto (RJ), que a cúpula não queria. Diante do impasse, o partido abriu mão tanto da indicação quantto do alinhamento. (Agências)

Braga, de olho na reconciliação com o PR O líder do governo no Senado quer manter o diálogo, mas exige que a legenda reveja a sua posição de romper com o Palácio do Planalto.

O

líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), pediu ontem que o PR reveja a decisão de romper com o governo. A solicitação foi feita depois do encontro, na noite anterior, com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para tentar conter a crise com o Congresso. A decisão do PR foi comunicada pelo líder do partido no Senado, Blairo Maggi (MT), de que os sete senadores da sigla não seguiriam mais a orientação do governo e passariam para a oposição. A reação foi anunciada depois que a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, indicou que o governo iria manter Paulo Sérgio Passos no comando do ministério dos Transportes e ofereceu a Maggi duas diretorias. O PR vinha pedindo à presidente, desde julho do ano passado, quando Alfredo Nascimento (PR-AM) foi destituído do cargo, que nomeasse outra pessoa do partido. Passos é filiado ao PR, mas o comando partidário não se sente representado por ele. Braga afirmou que o PR tomou a decisão sem levar em

conta a sua escolha como novo interlocutor político com o governo. "Não entendi a posição do PR, fui surpreendido", disse. "Eu estava conversando com o Blairo e com a presidente, estávamos em negociação". O novo líder dfo governo no

É necessário, nesse momento, que o PR faça uma reavaliação para que possamos retomar qualquer tipo de diálogo. EDUARDO BRAGA Senado acrescentou que não vai continuar a negociar com o PR se o partido mantiver a decisão de romper com o governo e continuar agindo de forma "intransigente". De acordo com Braga, "não dá para conversar dessa forma". "É necessário nesse momento que o PR faça uma reavaliação dessa posição para que possamos retomar qualquer tipo de diálogo". O líder disse ainda que o Pla-

Antonio Cruz/ABr

nalto não encerrou as negociações, embora a sua declaração vá na contramão do que afirmou a ministra Ideli, que garantiu que o governo não pretende mexer em Passos. Câmara – Quem também foi em sentido contrário à decisão da bancada do Senado foi o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG). Ele disse ontem que a decisão anunciada por Blairo e Nascimento "não reflete a posição do partido". Além disso, está preocupado com a reação da presidente Dilma. "Não sei qual a posição que ela vai tomar a partir dessa postura dos senadores, mas não se trata de uma posição do partido, é uma postura do Senado". Portela ressaltou que na Câmara o PR vai continuar com a sua postura de "independência" e que o diálogo sobre um possível retorno à base aliada não passa por indicação ao ministério dos Transportes, "passa por um entendimento político". A bancada conta com 37 deputados e, segundo Portela, a orientação é aprovar projetos de "interesse nacional", independente da posição do governo. (Agências)

Eduardo Braga disse que foi surpreendido pela decisão do PR. "Estávamos negociando", justificou.

ANTT: governo suspende votação

O

governo suspendeu ontem a votação na Comissão de Infraestrutura do Senado que poderia reconduzir Mário Rodrigues Júnior na diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Depois que a indicação de Bernardo Figueiredo para a diretoria-geral da agência foi rejeitada em plenário, a ordem do Planalto é esperar pela reconfiguração da ANTT antes de colocar novos nomes para análise dos senadores. A informação foi dada pelo

O troco de Blairo Maggi Líder do PR tentou quebrar regra no Senado para convocar ministra Antonio Cruz/ABr - 18.08.11

da de Figueiredo, os governistas temem que a oposição e os aliados insatisfeitos imponham uma nova derrota nas indicações para a ANTT. A comissão também vai analisar a indicação de Hederverton Andrade Santos para outra diretoria da ANTT. Se os nomes forem aprovados, ainda precisam passar pelo plenário do Senado em votação secreta – o que o governo deseja que ocorra somente depois que a crise com a sua base aliada seja contornada. (Agências)

André Dusek/AE

U

m dia depois de passar para a oposição, o líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), tentou ontem ajudar o PSDB a colocar em votação requerimento para que a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, fosse convocada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura. A intenção era que ela participasse de uma audiência pública para discutir a instalação de uma siderúrgica no Pará, obra que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Como vice-presidente da comissão, Blairo queria quebrar uma regra adotada pelo colegiado para convidar Miriam. Para o governo evitar surpresas nas comissões de Infraestrutura e de Assuntos Econômicos, a praxe é apresentar o requerimento em uma sessão, mas só votá-lo na seguinte. O líder do PR, porém, queria que a presidente da co-

senador Blairo Maggi (PR-MT). "Foi o governo que pediu para retirar da pauta, porque pode surgir outro arranjo na agência", afirmou Maggi, que ocupa a vice-presidência da Comissão de Infraestrutura. Relator da indicação, o senador Vicentinho Alves (PR-TO) recebeu pedido de líderes governistas para esperar, pelo menos uma semana, antes de apresentar seu parecer sobre a recondução de Rodrigues. Além de esperar a reestruturação da agência pós-derruba-

Maggi colabora com o PSDB, um dia depois de passar para a oposição.

missão, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), colocasse ontem o pedido de Flexa Ribeiro (PSDB-PA) em votação. Durante os debates, foi necessária a intervenção do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que cobrou o cumprimento da regra. Maggi disse que não estava discutindo "a convocação", mas "o rito de convoca-

ção". Ele afirmou ainda que, certa vez, ao presidir uma sessão, permitiu a quebra da regra. Lúcia Vânia, então, decidiu "seguir o rito antigo" e adiou a votação do requerimento, que também vai convocar a depor o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB) e o presidente da Vale, Murilo Ferreira. (Agências)

CADÊ TODO MUNDO? – Recém-destituído do ministério da Reforma Agrária, o deputado Afonso Florence (PT-BA) voltou a ocupar ontem sua cadeira de parlamentar na Câmara. Percebeu, então, que nada mudara: em plena quinta-feira, o plenário estava, como sempre, vazio. E os colegas, viajando para suas bases.


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

sexta-feira, 16 de março de 2012

Demóstenes confirmou que recebeu o aparelho de Cachoeira, só usado em conversas entre os dois. Trecho de revista Época on-line

olítica

Uéslei Marcelino/Reuters

Governo quer ampliar acessibilidade de Rio+20

A

acessibilidade em jam totalmente acessíveis, todas as áreas da "mas a ideia é criar um camiconferência da ONU nho". E a segunda consiste sobre desenvolvimento em garantir acessibilidade sustentável, a Rio+20, é na própria organização do preocupação do governo fe- evento. Para isso, estão deral e dos governos do es- sendo contratadas pessoas tado e do município do Rio. com deficiência para assesFoi o que disse o secretário sorar os organizadores. "E nacional do Comitê Nacio- contratar pessoas com defin a l d e O r g a n i z a ç ã o d a ciência também para mostrar que elas podem produRio+20, Laudemar Aguiar. A conferência da ONU se- zir e contribuir". O secretário acredita que rá em junho, no Rio de Janeiro. A meta é tornar a Rio+20 em pouco tempo a acessibilidade será o m a i s c o m p r e e na c e s s í ve l dida pela possível. po pu laç ão " Po rq u e, em geral e se a ideia Para a conferência fa r á p a r t e d a p r e s iser participativa, do dia a dia d e n t a D i lnão se pode excluir d a s p e sm a R o u scerca de 40 milhões soas. seff e das " S i g n i f iNações de brasileiros ca cumprir Unidas é com algum tipo o que é reque a conde deficiência. gulado por ferência seLAUDEMAR AGUIAR lei no Braja participasil", disse o tiva e incluc oo r d en asiva, não se pode excluir cerca de 40 mi- dor de Relações com a Solhões de brasileiros que têm ciedade Civil da Rio+20, algum tipo de deficiência", João André Rocha. Ele destacou que a acessibilidade é disse Aguiar. Ele explicou que o traba- um dos pilares do desenvollho de garantir acessibilida- vimento sustentável. Outro desafio do comitê de se volta para a conferência e para a cidade do Rio. A são os recursos aplicados iniciativa tem duas verten- aos documentos da confetes. A primeira se refere aos rência – braille (sistema de equipamentos físicos e digi- leitura para cegos), closed tais: Aguiar diz que sabe caption (legenda oculta) e que não há tempo hábil nem audiodescrição (solução meios para fazer com que a para pessoas com deficiênconferência e a cidade se- cia visual). (Agências)

SECRETARIA DA SAÚDE COMUNICADO REF: - PREGÃO Nº 034/2012 - RETIFICAÇÃO DE EDITAL Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 034/2012 - Proc. 2012-0.047.938-2 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA O FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS VIDEOENDOSCÓPICAS NAS ESPECIALIDADES - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 28/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 15/03/2012 pág. 82. A data de abertura do certame fica adiada para o dia 03/04/2012. As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. REF: - PREGÃO Nº 035/2012 - RETIFICAÇÃO DE EDITAL Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 035/2012 - Proc. 2012-0.047.918-8 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS GERAIS E ESPECIALIDADES - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 28/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 15/03/2012 pág. 82, o seguinte: A data de abertura do certame fica adiada para o dia 03/04/2012. As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas.

Presidente e comitiva visitam obras de trenzinho, em Anápolis. Dilma contou que foi "enfática" na defesa ambiental imposta pelo Ibama.

Dilma promete levar Norte-Sul a SP até 2014 Presidente inspeciona obras e declara que a ferrovia chegará ao território paulista antes do fim de seu governo

A

presidente Dilma Rousseff visitou ontem obras da ferrovia Norte-Sul no estado de Goiás. Em rápida entrevista em Goianira (GO), cidade a 20 km da capital do estado, Goiânia, Dilma prometeu concluir a ferrovia NorteSul de Açailândia (MA) até Estrela d'Oeste (SP) até 2014. Prometeu também deixar prontos projetos para estender o modal até Rio Grande (RS). Ao lado do ministro dos

Transportes, Paulo Sérgio Passos, ela não quis falar de política. Passos é do PR, mas não agrada à cúpula do partido. Na quarta-feira, senadores da legenda anunciaram rompimento com o governo. A visita de Dilma começou por Anápolis (GO), onde ficou cerca de meia hora no canteiro de obras e conversou com engenheiros. De lá, seguiu de helicóptero para Goianira e se reuniu por mais de duas horas com empresários dos consór-

Celso Junior/AE

Na linha: Dilma acompanha trabalhos e diz que espera estender o modal de Estrela D'Oeste (SP) até Rio Grande (RS).

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 014/2012-SMS.G, processo 2012-0.024.115-7, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE HEPARINA EM SOLUÇÃO INJETÁVEL, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09 horas e 30 minutos do dia 29 de março de 2012, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

SECRETARIA DA SAÚDE COMUNICADO - REABERTURA DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL: 22/2011-CRSL PROCESSO: 2011-0.198.886-6 OBJETO: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA Ç Ç Ç PATRIMONIAL DESARMADA, COM INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MONITORAMENTO E ALARME. Consoante autorização do TCM/SP FICA REABERTO o certame licitatório, na modalidade PREGÃO PRESENCIAL, tendo como objeto a CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA PATRIMONIAL DESARMADA, COM INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MONITORAMENTO E ALARME. Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas deverão ser entregues diretamente ao Pregoeiro da Comissão Julgadora de Licitações, no momento da abertura da sessão pública de pregão, que ocorrerá às 09:30 horas do dia 09 de abril de 2012, na Coordenadoria Regional de Saúde Leste, na Av. Pires do Rio, 199 - São Miguel Paulista/SP. Ficam convalidadas as vistorias técnicas anteriormente realizadas. Outrossim, em decorrência de inclusões de novas unidades de saúde, as empresas que já efetuaram as vistorias, deverão fazê-la nessas, sob pena de desclassificação. O edital de pregão poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou na Seção de Compras/Licitação, na sede da Coordenadoria Regional de Saúde Leste, na Av. Pires do Rio, 199 - São Miguel Paulista/SP, no horário das 08h às 17h, ou mediante o pagamento de cópias reprográficas, com o recolhimento junto a instituição bancária oficial, no valor de R$ 0,15 (quinze centavos) por folha.

A presidente também foi cios envolvidos na obra. Na saída, ela prometeu conclusão acompanhada dos governadores tucanos Marconi Perillo até o fim do seu governo. "Nesse período do meu go- (GO) e Siqueira Campos (TO). A ferrovia Norte-Sul foi iniverno, pretendemos estar com ela funcionando, com locomo- ciada em 1987, no governo José tivas e trens transportando Sarney. A obra é comandada carga e pessoas de Estrela pela Valec, empresa pública do D'Oeste até lá em cima em ministério dos Transportes. De acordo com o Ministério do Açailândia, no Maranhão". Tra ns po rt e, Dilma disse que concluiu que há intenção 215 km no rade deixar projemo norte da tos prontos paferrovia Norra a extensão da Neste período do te-Sul – de ferrovia até o meu governo, Açailândia a Rio Grande do AguiarnópoS u l . E l a a f i rpretendemos estar lis (TO) e oumou ter sido com ela tros 504 km "enfática" na funcionando, de de Aguiarnódefesa do cumEstrela D'Oeste até p o l i s a P a lprimento de Açailândia. mas. com pensaç ões Pr otes to – ambientais imDILMA ROUSSEFF Fora do canpostas pelo Ibateiro que reuma. A presidente evitou comen- niu presidente e engenheiros, tar a crise política em sua base dezenas de professores fizede governo. Brincando com os ram protesto contra o governajornalistas, ela afirmou que dor Marconi Perillo. No ato, não trataria de outro tema para lembraram a citação do governão tirar o foco de sua visita. nador nas investigações que "Eu disse para vocês que, se eu levaram à prisão de Carlinhos cair na besteira de falar uma Cachoeiro, empresário ligado coisa que não seja dessa obra, ao jogo do bicho. "Marconi bivocês não põem uma coisa cheiro, devolve meu dinheiro" era a palavra de ordem. (AE) dessa obra no jornal".

Demóstenes pode ser investigado Lula Marques/Folhapress - 06.03.12

A

meaçado de processo no Supremo Tribunal Federal (STF), o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), foi procurado por senadores ontem para dar esclarecimentos sobre a mais recente denúncia sobre seu envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira – empresário do ramo de jogos preso pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo. De acordo com a versão online da revista Época, Cachoeira habilitou, em Miami, 15 aparelhos de rádio Nextel e os distribuiu entre pessoas de sua confiança – entre elas, Demóstenes. Objetivo: evitar escutas telefônicas, legais ou ilegais. A PF investiga uma rede de exploração clandestina de máquinas caça-níqueis na periferia de Brasília e em Goiás. Segundo o site Congresso em Foco, senadores como Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) poderiam entrar com representação no STF, para que o caso seja submetido à análise da corte. Demóstenes só pode ser processado no Supremo, por gozar de foro privilegiado na

Demóstenes Torres: amizade com Cachoeira pode render abertura da comissão de inquérito e levar o senador à condição de alvo das investigações.

condição de parlamentar. Caso as explicações do senador não bastem, a representação será formalizada. "A interlocutores, o senador goiano confirmou que recebeu o aparelho de Cachoeira, que foi usado exclusivamente em conversas entre os dois. Segundo Demóstenes, nos quase 300 diálogos com Cachoeira, gravados pela Polícia Federal com ordem judicial, não há nada que o comprometa", diz outro trecho da Época, segundo a

qual o senador se referiu ao conteúdo dos contatos telefônicos como "conversas entre amigos" e "trivialidades". As novas informações sobre a relação entre Demóstenes e Cachoeira tornam a situação do senador ainda mais complicada – mesmo depois do apoio em massa que recebeu de senadores no último dia 6, em discurso no Plenário do Senado para dizer que era apenas "amigo" do contraventor, sem relação com seus negócios.

Como adiantou o colunista Leandro Mazzini, no site Congresso em Foco (11/03/12), o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) prometeu conseguir, ainda esta semana, as assinaturas necessárias para abrir a "CPI do Cachoeira", com implicações diretas nas pretensões do DEM sobre as eleições municipais. Com a eventual abertura da comissão de inquérito, Demóstenes estaria na condição de alvo das investigações.


p ONU apoia decisão de denunciar Curió DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

7

O que eu ouvi, de ontem até hoje, foi uma grande confusão em relação a esta matéria (Lei Geral da Copa). Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara

olítica

Número 2 da instituição para questões de Direitos Humanos, Kyung-wha Kang defende iniciativa de apurar conduta do coronel no Araguaia durante o regime militar

A

Dida Sampaio/AE - 26.06.09

alta comissária ad- "passo positivo" por alguns junta das Nações dos principais nomes da ONU Unidas para Direi- na construção do direito intert o s H u m a n o s , nacional nos últimos anos. PaKyung-wha Kang, deixou cla- ra Louis Joinet, ex-relator da ro, em entrevista ao jornal O Es- entidade por 30 anos e que tado de S. Paulo, que, na visão da atuou em diversos países no ONU, a Lei de Anistia não blin- esforço de criar leis para comda crimes relacionados com o bater o desaparecimento de desaparecimento de pessoas e pessoas, a iniciativa do MPF é devem ser investigados. "um alívio". A entidade apoia, portanto, Militares – Sobre a reação de a iniciativa do Ministério Pú- militares brasileiros de que a blico Federal de denunciar o iniciativa é "revanchismo", coronel da reserva do Exército Kyung-wha Kang entende os Sebastião Curió Rodrigues de comentários como "naturais", Moura. mas diz que a "Nossa visão tendência em é de que leis de vários países é a anistia não code seguir com A avaliação é a de brem o desapao s p ro c e s s o s , que não há anistia recimento", mesmo com resobre um crime disse a número sistências. que continua no 2 da ONU para Segundo ela, tempo e, portanto, a ONU tomou a D i r e i t o s H umanos. "A nosdecisão de agir ele pode e deve sa avaliação é a em um caso siser investigado. de que não há milar ao que foi KYUNG-WHA KANG a n i s t i a s o b re aberto no Brasil. um crime que "Na Guatemala, continua no tempo e, portanto, decidimos enviar uma comuele pode e deve ser investiga- nicação a uma corte que está do", explicou. julgando um caso também de A opinião dos juristas na desaparecidos". ONU é de que, assim como um A alta comissária adjunta sequestro sem uma conclusão, não dá qualquer indicação, por o desaparecimento de uma enquanto, se a ONU vai agir pessoa não pode ser um crime também no caso brasileiro. que tenha prescrição, esclarece Mas a cúpula da entidade já a comissária. vem insistindo que o governo Como o Estadão revelou no brasileiro precisa agir para último de domingo, o Ministé- permitir que os crimes cometirio Público denunciou Curió dos durante a ditadura sejam na Justiça Federal em Marabá investigados. pelo crime de sequestro qualiNos últimos anos, a ONU ficado de cinco pessoas na tem adotado uma postura caGuerrilha do Araguaia. O co- da vez mais clara de que leis de ronel comandou as tropas que anistia e pactos nacionais featuaram na região em 1974, chados em períodos de transiépoca dos desaparecimentos ção têm impedido que as vítide Maria Célia Corrêa (Rosi- mas sejam devidamente repanha), Hélio Luiz Navarro Ma- radas. Na entidade, princípios galhães (Edinho), Daniel Ri- como o direito à verdade gabeiro Callado (Doca), Antônio nharam um novo status nos úlde Pádua Costa (Piauí) e Telma timos anos. Para os especialisRegina Corrêa (Lia). tas da organização, não há um A notícia foi vista como um modelo único de lidar com o

Bebida nos estádios: venda e consumo serão mantidos, garante relator.

O

Coronel Curió: pedido de investigação pelo Ministério Público.

passado e cada sociedade deve 13 oficiais-generais. Agora, soencontrar sua forma. O que a mam 1.238 militares, dos quais ONU insiste, porém, é que o si- 112 oficiais-generais, 693 corolêncio é a única néis, 176 tenenopção que não tes-coronéis, 35 pode ser consimajores, 94 capiderada. tães, 123 tenenO MP também Adesão crestes e 5 aspiranc e n t e – A o c o- cumpre a sua parte tes. O texto conta mentar o assun- no estímulo para ainda com a adet o , o n t e m , e m que essa lista (de são de 788 civis, seu blog, o jorna- adesão militar s e n d o u m d elista Reinaldo ao manifesto) sembargador e Azevedo, de Vedois parlamenja, lembra que o se adense. tares, acrescenta m a n i f e s t o d o REINALDO AZEVEDO Azevedo. Clube Militar E c o m p l econtra a criação da Comissão menta: "O Ministério Público da Verdade ganha cada vez também cumpre a sua parte no mais adesões. De início, eram estímulo para que essa lista se apenas 98 subscritores, sendo adense". (Agências)

MPF vai analisar acusação contra Agnelo Procuradoria da República decidirá se abre inquérito contra o governador do DF para apurar improbidade

O

Ministério Público Federal (MPF) vai analisar denúncia sobre supostos pagamentos ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), por um grupo farmacêutico investigado por fraudes e falsificação de medicamentos. A Procuradoria da República em Brasília mandou ontem distribuir o caso a um de seus procuradores, que agora terá 30 dias para decidir se abre inquérito para investigar ato de improbidade administrativa. A decisão foi motivada por reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo,

Valter Comparato/ABr - 31.08.11

com detalhes Buriti. da Operação Numa das Panaceia, que páginas, de 24 investiga a práde maio, constica de crimes ta a anotação por adminis"Agnelo", ao tradores do lal a d o d e boratório Hi"50.000". Em polabor, de Mioutra, de 30 de n a s . U m a Agnelo: na mira do MPF maio, aparece agenda com rea informação: gistros contábeis da diretoria "Agnelo: 50". da empresa, apreendida em De 2007 a 2010, quando ocubuscas autorizadas pela Justi- pava a diretoria da Anvisa, o ça, aponta supostos repasses a petista liberou licenças que Agnelo em 2010, ano em que permitiram ao Hipolabor redeixou a Agência Nacional de gistrar medicamentos para coVigilância Sanitária (Anvisa) mercialização e negociar com para concorrer ao Palácio do o poder público.

Caberá à Procuradoria da República no DF avaliar se há indícios de que houve favorecimento ao laboratório, que recebeu as autorizações mesmo com histórico de interdições, suspensões de remédios reprovados em ensaios de qualidade e processos judiciais por morte de pacientes. A Anvisa informou ontem que sua procuradoria decidirá se abre uma terceira sindicância para apurar se houve irregularidades nas concessões Ontem, o órgão recebeu pedido do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), para que investigue o caso. (AE)

relator do projeto da Lei Geral da Copa, deputado Vicente Cândido (PT-SP), garantiu ontem que a permissão para a venda e consumo de bebidas alcoólicas durante , que deverá ser votada na próxima semana na Câmara, será mantida no texto. "Volta tudo como era antes. Ninguém entendeu nada, era meio uma informação totalmente nova, fora de contexto", disse o deputado. A nova posição é um recuo de Cândido. Na quarta-feira, ele disse que retiraria o dispositivo que legaliza o comércio de bebidas nas arenas após reunião com representantes da Casa Civil, na qual teriam afirmado não haver um acordo do governo sobre tal exigência. Compromisso – Ainda na noite de quarta-feira, o relator participou de reunião com o governo, e logo depois o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, emitiu nota. O ministro deixou claro, no documento, que há um: "compromisso assumido junto à Fifa relativo à venda de alimentos e bebidas nos estádios". A questão interessa à Fifa, que tem uma cervejaria entre seus principais patrocinadores. Deputados contrários à liberalização das bebidas alegam que a permissão pode aumentar casos de violência nas arenas. Sem o dispositivo que explicita a venda de bebidas alcoólicas, a Fifa teria que negociar com cada um dos Estados para conseguir autorização para comercializar os produtos.

Além do limite – O novo impasse em torno da lei ocorre na véspera de encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e num momento conturbado nas relações entre o País e a entidade. O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, criticou diversas vezes a demora na aprovação da Lei Geral da Copa. Na última delas, disse que o Brasil precisava de um "chute no traseiro" para fazer o evento acontecer. Após a declaração, o Brasil vetou sua atuação como interlocutor junto à Fifa. "Já começa a ficar constrangedor para o Brasil essa demora em aprovar", diz Vicente Cândido. "Já está passando do limite do atraso. A Fifa tem razão na pressão dela e o Brasil tem que cumprir seus compromissos". A lei, já aprovada em uma Comissão Especial na semana passada, precisa passar pelo plenário da Câmara e do Senado antes de ir à sanção presidencial. Confusão – O presidente da Câmara, Marco Maia (PTRS), admitiu na manhã desta quinta que a divergência poderá levar a mais um adiamento da votação do projeto de Lei Geral da Copa, previsto para a próxima semana. "Não é ruim ter mais uma semana para discussão, para debate e até para que o governo possa escolher qual o melhor caminho que ele entende para a votação", afirmou Maia. "O que eu ouvi, de ontem até hoje, foi uma grande confusão em relação a esta matéria", reconheceu. (Agências)

Vicente Cândido, relator da Lei Geral da Copa: "Volta tudo como era antes. Ninguém entendeu nada, era meio uma informação totalmente nova, fora de contexto".

Ed Ferreira/AE


g

DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

sexta-feira, 16 de março de 2012

eral

O desafio a r g n A e d um ano após a m i h s u k Fu

Interior de Angra 2: o mar é o grande vizinho.

Usina nuclear brasileira tem de se adaptar aos novos padrões após o desastre no Japão. E precisa de R$ 300 mi. Fernando Gabeira Texto e fotos

N

um país onde se inaugura até projeto, chama a atenção uma placa vazia na entrada da usina nuclear Angra 2: ela funciona plenamente, mas nenhum político se arriscou a inaugurá-la. Essa é uma consequência leve de Fukushima. A mais séria é a adaptação das três usinas brasileiras aos padrões internacionais após o desastre, um projeto que custará R$ 300 milhões e já foi elaborado por um grupo especial da Eletronuclear. E tudo isto ao lado da construção de Angra 3, que mobiliza centenas de operários e cujas obras andam num ritmo intenso, mais rápido do que as duas primeiras.

Obras de construção de Angra 3 seguem a todo vapor

O prédio dos geradores é a grande preoocupação desde o desastre no Japão

O que aprendemos com Fukushima? – No primeiro aniversário da tragédia no Japão, grupos de manifestantes contra a energia nuclear protestaram em algumas cidades brasileiras, pedindo o fim da indústria. Mas como as usinas vão prosseguir, é preciso visitá-las. Não é a primeira vez que entro em Angra. Participei dos primeiros protestos no trecho da estrada de onde se pode ver seus edifícios. Mas ao longo de três décadas, acabei estabelecendo um diálogo com o superintendente Pedro Figueiredo e a confiança mútua permite que possa visitar as usinas, inclusive com as câmeras na mão. O grande nó de Fukushima foi esfriar os reatores. Faltou energia para bombear a água e os geradores de emergência também foram inundados. Esse é o primeiro ponto nas transformações pelas quais vão passar as usinas de Angra. Os prédios onde estão os geradores de emergência serão reestruturados para que se tornem impermeáveis. É uma tendência que deve ser internacional, uma vez que a prática, depois do desastre de Chernobyl, é alterar as normas que regem os principais produtores

de energia nuclear no mundo. Nos Estados Unidos, além da segurança dos geradores de emergência, o senado discutiu uma lei sobre o tempo mínimo de carga que precisam ter. De nada adianta geradores protegidos se não conseguem operar muitas horas. No Brasil não há lei nem interesse em legislar sobre isso. Mas a própria Comissão Nacional de Energia Nuclear pode interferir nesse campo, ampliando o tempo de operação dos geradores. Pedro Figueiredo e o próprio presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, acham que não basta apenas atuar nos geradores, que são uma espécie de redundância para ser acionada quando falta energia na usina. Para eles, é necessário também mais uma redundância: equipamentos móveis que possam ser usados em auxílio aos geradores. São instrumentos portáteis que garantem uma energia auxiliar para os geradores. Existe ainda uma terceira possibilidade que não está prevista diretamente no plano: a construção de uma pequena usina hidroelétrica no rio Mambucaba, o que ampliará o potencial da usina, ampliando as salvaguardas. Este projeto é viável do ponto de vista técnico, mas ainda depende de negociações com o I b a m a . A p re s e n ç a d o r i o Mambucaba não é apenas uma

alternativa energética, mas uma saída adicional para a captação de água. Nos próximos exercícios de simulação de um desastre, os moradores de Angra vão receber pastilhas de iodato de potássio. Como em Fukushima. Mas o que pode mudar no plano de retirada é a experiência dos japoneses que deixaram a área em torno de Fukushima a pé. A proposta da Eletronuclear é a de que sejam abertas trilhas e caminhos para que os quatro mil moradores do entorno de Angra possam caminhar três quilômetros. Aí então seriam recolhidos pelos ônibus para serem levados a uma distância além do raio de 15 quilômetros. Quando monitorei um dos exercícios, ainda na década dos 90, constatei que as sirenes de alarme não funcionaram. Houve solução para isso? Pedro Figueiredo afirma que as sirenes são responsabilidade da defesa civil federal. A empresa queria tomar conta delas, mas não pode haver doações porque a defesa civil não é dona das terras onde estão as sirenes.

Possibilidades – Uma das alternativas é montar sirenes em quadriciclos e levá-las pa-

ra os pontos onde precisam alertar as pessoas da existência de perigo. A estrada por onde se deve fazer a retirada continua péssima. É a BR-101, construída numa época em que não faziam pesquisas mais profundas sobre o solo. Em certos verões, há mais de mil áreas afetadas por deslizamento. Enquanto os japoneses reconstroem suas pontes com rapidez, por aqui a solução para a BR-101 pode esperar um século. A saída será construir algumas instalações de apoio para que parte da retirada seja feita por mar. O Atlântico é a figura dominante em torno dos edifícios de Angra. Não registrou tsunamis e tudo indica que, nesta parte do mundo, não há placas tectônicas tão instáveis como no Japão. As usinas de Angra ficam numa baía e não expostas como Fukushima, e a primeira delas começou a ser construída em 72. Não se falava ainda de aquecimento global. Nem de elevação do nível dos mares. A usina está construída numa cota de 5m14cm, quatro vezes mais alta que a maior maré registrada: 1m20cm. A previsão do IPCC, em caso de agravamento do degelo, é a subida do nível do mar para 60 centímetros no máximo. Esses dados tranquilizam os dirigentes da usina, no momento. O mais importante, assim como em Fukushima, é

A sala de controle – em dia de troca de combustível.

monitorar as águas. A experiência da Eletronuclear é de criar algumas fazendas aquáticas de criação de coquilles de Saint-Jacques. Segundo os pesquisadores, elas são sensíveis à contaminação e quaisquer mudanças na qualidade de água. Servem como índices permanentes na avaliação da radioatividade das água na baía.

Alemanha fora – No dia em que visitei Angra, a primeiraministra alemã, Angela Merkel, reafirmou o compromisso de seu país em encerrar a produção de energia nuclear em 2022. Como ficará Angra 3 que é, assim como Angra 2, parte de um acordo com alemães, que agora batem em retirada sobre pressão da opinião pública? O presidente Othon Pereira da Silva minimizou a ausência

alemã. De um lado, porque há dinheiro no Brasil para o financiamento do restante da obra. De outro, grande parte dos instrumentos são comprados aos franceses, por enquanto, adeptos do nuclear. Há ainda a pressão dos ecologistas sobre Angra 3. O Greenpeace divulgou um documento afirmando que a usina estava sendo construída num lugar inadequado e inseguro. A construção de Angra 3 mostra que está sendo construída numa área rochosa. Seus defensores poderão sempre dizer que estará firme como uma rocha. Mas até que ponto essas rochas são firmes? Ao lado dessa discussão, a segurança das usinas que existem e a consistência de um plano de retirada em caso de acidente são prioridades que passaram em branco no primeiro aniversário de Fukushima. A primeira manifestação antinuclear na porta da Angra 1 tinha como slogan a frase "Hiroshima, nunca mais". Agora, o slogan pode ter atualizado para Fukushima, nunca mais. Com ou sem tsunamis.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

9

Celta Holdings S.A. CNPJ 07.394.072/0001-00 Sede: Avenida Paulista, 1450, 9º andar, parte, Cerqueira César - São Paulo - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. São Paulo, SP, 15 de fevereiro de 2012.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Celta Holdings S.A., relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes.

Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Ativos Financeiros para Negociação (Nota 6) ............................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 15d)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 15c) ...................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. Créditos Tributários (Nota 15c) ...................................................................................................................... Valores a Receber (Nota 7) ........................................................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 15d)........................................................................................ INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 11.677 11.283 394 352.503 105.853 4.655 99.708 1.490 246.650 364.180

2010 12.275 3.628 7.538 756 353 327.319 96.506 5.609 89.096 1.801 230.813 339.594

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 15e).......................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 9d) ....................................................................................................................... Provisão para Pagamento de Despesas Administrativas .............................................................................. NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Provisão para Impostos e Contribuições....................................................................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Capital (Nota 9b) ...................................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 9c)....................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011

2010

444 141 221 82 1.221 1.221 362.515

150 1 76 73 339.444

124.500 91.493 146.522 364.180

115.600 100.393 123.451 339.594

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011

RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 8) ........................................................................................... Receitas Financeiras (Nota 10) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais....................................................................................................................... DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 12)............................................................................................... Despesas Tributárias (Nota 11) ..................................................................................................................... Despesas Financeiras (Nota 13) ................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 15a) ................................................................. LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO............................................................................................................... Lucro básico por ação em número médio ponderado de ações atribuídas aos acionistas (expresso em R$ por ação)....................................................................................................................... Lucro por ação básico aos acionistas ordinários...........................................................................................

33.032 15.836 17.196 5.935 184 1 5.750 27.097 (3.805) 23.292 31,48 31,48

Capital Social

Eventos

2010 25.365 5.393 17.282 2.690 15.972 182 256 15.534 9.393 (1.360) 8.033 8,40 8,40

Reservas de Capital

Reservas de Lucros Legal Estatutária

Saldos em 31.12.2009............................................

25.600

190.393

Capitalização de Capital com Reservas..................

90.000

(90.000)

Lucro Líquido do Exercício ......................................

-

Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos......................

110.439

-

-

-

-

-

-

-

-

8.033

8.033

-

-

402

7.555

(7.957)

-

-

-

-

(76)

Saldos em 31.12.2010............................................

115.600

100.393

5.457

117.994

-

Capitalização de Capital com Reservas..................

8.900

-

-

-

-

Lucro Líquido do Exercício ......................................

-

-

-

-

23.292

23.292

Destinações: - Reservas..........................................

-

-

1.165

21.906

(23.071)

- Dividendos Propostos......................

-

-

-

-

(221)

Saldos em 31.12.2011............................................

124.500

91.493

6.622

139.900

(8.900)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

(76) (76) 7.655

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Exercício ..................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Exercício........................................................................................ Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................................................

3.628 11.283 7.655

9.393 86.679 (5.393) 92.072 96.072 19.947 (538) (85.493) 36 (473) 29.551 (26.883) (26.883) 2.669 959 3.628 2.669

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

-

Exercícios findos em 31 de dezembro % 2010

2011 1 - RECEITAS ..................................................................................

27.097 (26.646) (15.463) (11.183) 451 7.334 (61) 7 7.731

Totais

5.055

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido Antes dos Impostos ...................................................................................... Resultado de Equivalência Patrimonial ....................................................................................................... Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas ..................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. Redução/(Aumento) em Aplicações Financeiras......................................................................................... Aumento/(Redução) em Outros Ativos ........................................................................................................ (Aumento) em Impostos a Recuperar/Compensar ...................................................................................... Redução/(Aumento) em Outros Créditos .................................................................................................... (Redução)/Aumento em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais ....................................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Provisionados/Pagos ................................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Financiamentos.............................................. Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................................................

Lucros Acumulados

-

-

-

331.487

(76) 339.444

(221) 362.515

% -

2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ 2.1) Serviços de Terceiros...........................................................

(145) (145)

(0,5) (0,5)

(162) (162)

(0,6) (0,6)

3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) ..........................................

(145)

(0,5)

(162)

(0,6)

4 - RETENÇÕES .............................................................................. 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO (3-4)........................................

(145)

(0,5)

(162)

(0,6)

6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... 6.1) Resultado de Equivalência Patrimonial................................ 6.2) Receitas Financeiras ...........................................................

33.031 15.836 17.195

100,5 48,2 52,3

25.365 5.393 19.972

100,6 21,4 79,2

7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)..................

32.886

100,0

25.203

100,0

8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL................... 8.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... 8.2) Remuneração de Capitais de Terceiros e Outros............ 8.3) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

32.886 3.843 3.843 5.750 23.292 221 23.071

100,0 11,7 11,7 17,5 70,8 0,7 70,1

25.203 1.636 1.636 15.535 8.032 76 7.956

100,0 6,5 6,5 61,6 31,9 0,3 31,6

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Celta Holdings S.A. é uma sociedade que tem por objetivo a administração, locação, compra, venda de bens próprios e participação em outras sociedades como cotista ou acionista. A Celta Holdings S.A. é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações financeiras devem ser entendidas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012. 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor com exceção dos Ativos Financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, que foram avaliados ao seu valor justo. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme nota 4. A Companhia adotou a faculdade prevista no CPC 36 que dispensa a apresentação de demonstrações contábeis quando uma entidade é controlada de outra entidade que divulga demonstrações contábeis consolidadas e quando acionistas deliberam pela adoção dessa faculdade. Assim sendo, não estão sendo apresentadas demonstrações contábeis consolidadas. 2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de apresentação e estão sendo apresentadas em milhares de reais. 2.3) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. 2.4) Ativos Financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado; disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo por meio do resultado. II - Ativos financeiros para negociação Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de negociar no curto prazo, ou que a Companhia mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos financeiros mantidos para negociação são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período. b) Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidas em resposta a mudanças nas taxas de juros, taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidos no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros disponíveis para venda. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado, ou como disponíveis para venda. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. d) Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Ativos financeiros adquiridos com compromissos de revenda são registrados como empréstimos e adiantamentos a instituições de crédito ou clientes, conforme apropriado. A diferença entre o preço de venda e de recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo do contrato com base na taxa efetiva de juros. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil dos empréstimos e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía empréstimos e recebíveis. 2.5) Passivos Financeiros A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros mantidos para negociação. I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. II - Passivos financeiros para negociação Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros mantidos para negociação. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas.

2.9) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é estimado todo ano. Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes às UGCs são inicialmente alocadas na redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de forma pro-rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida. 2.10) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Passivos Contingentes: são utilizados para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e Obrigações Legais: Provisão para Riscos Fiscais decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. 2.11) Patrimônio Líquido a) Lucro por ação A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. b) Dividendos a pagar A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. 2.12) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. Receitas Financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação pré-existente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. As distribuições recebidas de investidas registradas por equivalência patrimonial reduzem o valor do investimento. 2.13) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração consolidada do resultado. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos e as análises realizadas pela Administração. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos.

3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas 2.6) Determinação do valor justo não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de Nível 3 preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de As aplicações em fundos de investimentos, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investido, que reflete o valor de fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo. significativos da administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos. 2.7) Investimento em Controladas São classificados como controladas as entidades as quais a Companhia exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controle quando a Companhia possuir, direta ou indiretamente, preponderâncias de gerir as políticas financeiras e operacionais 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS de determinadas entidades para obter benefícios em suas atividades, mesmo que a percentagem que detém sobre o seu capital próprio for inferior a 50%. A Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. existência e o efeito de potenciais direitos de voto, que são atualmente exercíveis ou conversíveis, são levados em consideração ao avaliar se a Companhia Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. controla outra entidade. Os investimentos em sociedades controladas e coligadas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do Essas estimativas e julgamentos contábeis referem-se basicamente ao seguinte item: Determinados ativos, como outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda de valor recuperável exercício como despesa (ou receita) operacional. O resultado das controladas adquiridas ou vendidas durante os exercícios são incluídos nas demonstrações contábeis a partir da data efetiva de aquisição (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de nãorecuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda de valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. ou até a data em que o controle deixar de existir. As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício I - Ágio (Goodwill) l financeiro, estão incluídas na seguinte nota explicativa: O ágio (ou deságio) é originado no processo de aquisição de controladas, coligadas e joint ventures. Nota 15f – Previsão de realização dos créditos tributários. O ágio representa o excesso do custo de aquisição em razão do interesse da Companhia sobre o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis adquiridos de uma controlada e coligada na data da aquisição. O ágio originado na aquisição de controladas e coligadas são incluídos no valor dos 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA investimentos. Quando o excesso é negativo (deságio) este é reconhecido imediatamente no resultado como ganho na data de aquisição. Em 31 de dezembro O ágio é testado anualmente e sempre que for observado um evento que cause a redução ao valor recuperável, comparando-se valor presente dos fluxos 2011 2010 de caixa futuros esperados de uma unidade geradora de caixa ao valor contábil de seus ativos líquidos, incluindo o ágio atribuível e contabilizado ao custo Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. 7.571 16 deduzido das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável. Perdas por redução ao valor recuperável de ágio não podem ser revertidas. Ganhos e Fundos de investimentos financeiros (2) ................................................................................................. 3.712 3.612 perdas auferidos na venda de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relativo à entidade vendida. Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... 11.283 3.628 (1) Refere-se a depósito bancário à vista; e 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco ou empresas a ele a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A., montante de R$ 3.712 (2010 - R$ 3.612). Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existirem 6) ATIVOS FINANCEIROS PARA NEGOCIAÇÃO evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos Referem-se a aplicações em Certificado de Depósito Bancário, no montante em 2010 de R$ 7.538, vencidos em 11/04/2011. fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. 7) VALORES A RECEBER b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está Em 31 de dezembro de 2011, no montante de R$ 99.708 (2010 - R$ 89.096), refere-se à repactuação do crédito com a FIS - Fidelitty National Information deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento Services, INC mediante o cancelamento de notas promissórias. Este ativo está sendo atualizado pela variação cambial e variação do Depósito puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução Interbancário - DI, os pagamentos serão 11 parcelas anuais, sendo que a primeira parcela foi paga à vista em dezembro de 2010 e as demais parcelas serão pagas anualmente, com vencimento a partir de 2012. ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.INTERNACIONAL

sexta-feira, 16 de março de 2012

...continuação

Celta Holdings S.A. CNPJ 07.394.072/0001-00 Sede: Avenida Paulista, 1450, 9º andar, parte, Cerqueira César - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 8) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na conta de Resultado de Equivalência Patrimonial e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 15.836 (2010 - R$ 5.393). b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir: Em 31 de dezembro Quantidade Patrimônio Lucro de ações Participação Ajuste decorrente Líquido Líquido possuídas no capital Investimentos de avaliação (2) Empresas Ajustado Ajustado (em milhares) social - % 2011 2010 2011 2010 Fidelity Processadora de Serviços S.A. (1) (2)............... 503.366 39.504 62.924 48,99 246.650 230.813 15.836 5.393 Total ........................................ 246.650 230.813 15.836 5.393 (1) Dados relativos a 31.12.2011; e (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas Companhias, a partir da aquisição e incluem variações patrimoniais das investidas não decorrentes do resultado, bem como os ajustes por equalização de práticas contábeis, quando aplicáveis. 9) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social em ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal.

14) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas:

Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. .......................................................................

Em 31 de dezembro 2010 740.000 740.000

Ordinárias................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Reservas de Capital A reserva de capital é composta principalmente por ágio pago pelos acionistas na subscrição de ações. A reserva de capital é utilizada para (i) absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros, (ii) resgate, reembolso ou compra de ações, (iii) resgate de partes beneficiárias, (iv) incorporação ao capital social e (v) pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for assegurada. c) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro 2011 2010 Reservas de lucros................................................................................................................................ 146.522 123.451 - Reserva legal (1) ................................................................................................................................... 6.622 5.457 - Reserva estatutária (2).......................................................................................................................... 139.900 117.994 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Companhia, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. d) Dividendos Conforme disposições estatutárias aos acionistas estão assegurados dividendos que correspondam no mínimo a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei societária. A Assembleia deliberará sobre a destinação do resultado do exercício. Os cálculos dos dividendos relativos aos exercícios de 2011 e 2010 estão demonstrados a seguir: Em 31 de dezembro 2011 % (1) 2010 % (1) Lucro Líquido do Exercício ........................................................... 23.292 8.033 Reserva Legal .................................................................................. (1.165) (402) Base de Cálculo.............................................................................. 22.127 7.631 Dividendos mínimos obrigatórios ..................................................... 221 76 Total dos Dividendos ..................................................................... 221 76 (1) Percentual dos dividendos sobre a base de cálculo.

5

Dividendos a Pagar: União Participações S.A. .................................................................

(221)

2011 407 230 6.661 9.898 17.196

Em 31 de dezembro 2010 113 2.490 1.896 12.783 17.282

11) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 246 1 10 1 256

12) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

6 139 39 184

Em 31 de dezembro 2010 18 144 20 182

5.750 5.750

Em 31 de dezembro 2010 15.534 15.534

2011 Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. Editais e Publicações .............................................................................................................................. Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................ 13) DESPESAS FINANCEIRAS 2011 Variação Monetária Passiva .................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Ativo (passivo) -

16

-

-

(76)

-

Valores a Receber: FIS - Fidelitty National Information Services, INC ............................ 99.708 10.612 89.096 (1.259) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia.

Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente.....

2011 27.097 (9.213)

Em 31 de dezembro 2010 9.393 (3.194)

5.384 24 (3.805)

1.834 (1.360)

Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Constituição/realização no exercício, sobre adições temporárias........................................................... Constituição/realização no exercício, de Prejuízo Fiscal e Base Negativa.............................................. Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos 2010 Diferenças Temporárias relativas a variação cambial das notas promissórias ......................................................................................... Prejuízo Fiscal e Base Negativa de Contribuição Social........................ Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias...........

(2.892)

(7.108)

(186) (727) (3.805)

5.748 (1.360)

Exercícios findos em 31 de dezembro Realização 2011

Constituição

214 5.748 5.962

28 28

(214) (726) (940)

28 5.021 5.049

A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 4.552 mil. d) Tributos a Compensar ou a Recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar no montante de R$ 1.490 (2010 – R$ 2.557), referem-se ao imposto de renda de exercícios anteriores no montante de R$ 1.490 (2010 – R$ 1.801), imposto de renda sobre aplicações financeiras em 2010 no montante R$ 538 e antecipação de imposto de renda e contribuição social em 2010, no montante de R$ 218. e) Impostos e Contribuições a Recolher Os impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 141, referem-se a Imposto de Renda de R$ 103, e Contribuição Social de R$ 38. f) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, Prejuízo Fiscal e Base Negativa

10) RECEITAS FINANCEIRAS

PIS/COFINS ............................................................................................................................................ Impostos e Taxas..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Receitas (despesas)

15) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

2011 740.000 740.000

Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Rendimento de Certificados de Depósito Bancário................................................................................. Juros Ativos ............................................................................................................................................. Variação Monetária Ativa......................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro 2010 Receitas (despesas)

2011 Ativo (passivo)

2012............................................................................................................................... 2013............................................................................................................................... 2014............................................................................................................................... 2015............................................................................................................................... 2016............................................................................................................................... Total ..............................................................................................................................

2012............................................................................................................................... 2013............................................................................................................................... 2014............................................................................................................................... 2015............................................................................................................................... 2016............................................................................................................................... Total ..............................................................................................................................

Diferenças Temporárias Imposto Contribuição de Renda Social 4 4 4 4 5 21

Total 1 1 1 2 2 7

Prejuízo Fiscal e Base Negativa Imposto Contribuição de Renda Social 286 103 812 292 868 313 906 326 820 295 3.692 1.329

5 5 5 6 7 28

Total 389 1.104 1.181 1.232 1.115 5.021

16) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Devido às características da Companhia não há componentes de outros resultados abrangentes. b) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perda possíveis ou prováveis de natureza relevantes. c) A empresa, em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos.

A DIRETORIA Silvio José Alves – Contador – CRC-1SP202567/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Celta Holdings S.A.

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Examinamos as demonstrações contábeis da Celta Holdings S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as financeira da Celta Holdings S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Demonstrações do valor adicionado contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 15 de fevereiro de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, Zenko Nakassato André Dala Pola também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP 160769/O-0 Contador CRC 1SP 214007/O-2 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. São Paulo - SP

ESTADOS UNIDOS Ex-governador de Illinois começa a cumprir 14 anos de prisão por corrupção

nternacional

URUGUAI Ossos humanos são encontrados enterrados em quartel do Exército

UNIDOS CONTRA A AMÉRICA Taleban suspende negociações de paz. Já Karzai quer isolar tropas nos quartéis e antecipar a saída estrangeira. Scott Olson/Reuters

O

pro ce ss o d e paz no A f e g anistão sofreu um novo revés ontem depois que o Taleban a anunciou a suspensão das negociações prévias com os Estados Unidos no Catar, poucos dias após um militar norte-americano abrir fogo e deixar 16 civis afegãos, dos quais nove eram crianças, mortos. Quase simultaneamente, o presidente afegão, Hamid Karzai, pediu que as tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deixem as aldeias afegãs e limitem sua presença aos principais quartéis. A decisão foi anunciada por Karzai durante visita do secretário de Defesa norte-americano, Leon Panetta, a Cabul. O presidente afegão também quer que a Otan passe o controle do país às tropas afegãs até 2013 – um ano antes do que Washington havia previsto para a retirada estrangeira. "As forças afegãs têm a capacidade de garantir a segurança nas vilas do nosso país", disse o mandatário. Karzai está confiante de que os afegãos sabem lidar "milhares de vezes" melhor com a po-

pulação civil rural "do que qualquer militar estrangeiro". A retirada das vilas significaria que os EUA precisariam desguarnecer a complicada fronteira afegã com o Paquistão. Apesar de não ser nova a demanda do Afeganistão por uma transição do controle nas áreas rurais, os novos prazos foram interpretados como um claro sinal de insatisfação. Panetta não respondeu diretamente se os pedidos de Karzai serão atendidos. Ele se disse "confiante" de que os EUA e o Afeganistão trabalharão juntos em um tratado que permitirá a presença militar norteamericana no país da Ásia Central após 2014.

Diálogo - A insatisfação com os EUA também levou o Taleban a suspender as ainda incipientes negociações de paz com os norteamericanos. Em janeiro, o grupo insurgente aceitou abrir um escritório no Catar para negociar um acordo de paz com os EUA, mas sem a presença do governo afegão. Ontem, o Taleban culpou os norteamericanos de serem instáveis. "Por causa de suas posições em constante mudança, o Emirado Islâmico foi obrigado a suspender todas as conversas com os norte-americanos", de acordo com comunicado publicado no site do grupo, sem fazer menção às mortes de domingo. Os insurgentes acrescentaram que foram obrigados a suspender o processo porque Washington, diante de exigências como a libertação de prisioneiros do Taleban na base de Guantánamo, encravada em Cuba, respondeu com uma lista de condições que eles consideraram "não só inaceitáveis como também uma contradição a pontos decididos anteriormente". (Agências)

Erik de Castro/Reuters

Karzai (acima, à esq.) pede a Panetta que tropas da Otan permaneçam dentro de suas bases. Após massacre em Kandahar, o líder quer retirar militares estrangeiros das vilas, onde civis tentam manter a normalidade (à esq., vendedor de cobertores em bazar perto de base militar em Kunar).


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

11 Vamos defender os recursos naturais do Atlântico Sul porque são propriedade dos argentinos. Héctor Timerman, chanceler argentino.

nternacional

Síria: nada para festejar.

Louisa Gouliamaki/AFP

Revolta popular completa um ano com mais de 8 mil mortos pela repressão do regime de Assad

N

o aniversário de um ano do início da insurgência na Síria, milhares de pessoas foram às ruas do país para protestar tanto a favor de Bashar al-Assad como contra o presidente sírio. A Organização das Nações Unidas (ONU) disse ontem que mais de 8 mil pessoas foram mortas na revolta e alguns ativistas lamentaram que os protestos, que começaram pacíficos, tenham virado um conflito sangrento. "Nós sabemos que esse regime é criminoso, mas não esperávamos que o número de mortes fosse tão grande", disse o ativista Amer Mattar, que fugiu para a Jordânia após ter sido preso duas vezes na Síria. Sobre Assad, o ativista falou: "Ele agora está destruindo a Síria e as instituições do Estado entram em colapso, enquanto ele leva o país à guerra civil. Nós não queríamos e não esperávamos por isso". Apesar das amplas sanções e embargos da comunidade internacional, o regime de Assad permaneceu estável e analistas em inteligência dizem que a oposição ainda não conseguiu ameaçar seriamente seu numeroso exército e seus sofisticados sistemas de armamentos. Parte desse apoio se manifestou ontem. Dezenas de milhares de partidários do presidente sírio foram às ruas do centro de Damasco, carregando bandeiras da Síria e retratos do mandatário. Manifestantes também agitavam bandeiras da China e da Rússia ambos opositores às resoluções do Conselho de Segurança da ONU condenando o país árabe. "Sacrificamos nosso sangue e nossas almas por você, Bashar", cantava a multidão, enquanto três helicópteros sobrevoavam fazendo uma saudação militar. A agência estatal de notícias Sana publicou fotos de eventos semelhantes que ocorreram

em outras cidades, como Alepo, Sweida, Latakia, Tartus e até mesmo Deraa, onde começou a revolta. Os críticos afirmam que o governo levou de ônibus os funcionários públicos às manifestações e tornou a participação obrigatória. Diplomacia - O ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, descartou armar a oposição síria. Ele disse que a comunidade internacional não deve fazer isso, porque o conflito poderá escalar para uma guerra civil. "O povo sírio está profundamente dividido, se nós dermos armas a certa facção da oposição síria, nós provocaremos uma guerra civil entre cristãos, alauitas, sunitas e xiitas", disse Juppé à rádio France Culture. Já os países membros do Conselho de Cooperação do Golfo decidiram ontem fechar todas as embaixadas na Síria. Segundo o secretário-geral da organização, Abdelatif al Ziani, a decisão foi tomada "pela insistência do regime sírio em matar e torturar civis indefesos". Por sua vez, o enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, insiste que o diálogo ainda está aberto. O ex-secretário-geral da ONU deve discursar hoje para o Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a situação no país. Repressão - Enquanto isso, a violência continua. Grupos ativistas disseram que os corpos de 23 pessoas foram encontrados ao oeste da cidade nortista de Idlib, que o Exército tomou pela força nesta semana. Os grupos disseram que as pessoas pareciam ter sido executadas. Ao menos 46 pessoas morreram ontem na Síria, sendo os 23 corpos encontrados e outros 14 mortos em Idlib, assim como cinco em Hama (centro), dois em Deraa (sul), um em Homs (centro) e outro em Aleppo (norte). (Agências)

YouTube/AFP

Crianças sírias protestam contra Assad em Atenas. Cerca de 230 mil sírios foram deslocados de suas casas, sendo que 30 mil foram ao exterior. Louai Beshara/AFP

Em Damasco, as manifestações foram a favor do líder sírio. A oposição diz que o regime obrigou funcionários públicos a participar dos eventos.

O PETRÓLEO É DE QUEM? Argentina ameaça processar empresas que operam nas Malvinas

O

governo argentino de Cristina Kirchner vai processar as companhias petrolíferas que operam nas Ilhas Malvinas (chamadas de Falklands pelos britânicos) e demais empresas, consultorias e analistas envolvidos nas operações, anunciou ontem o chanceler Héctor Timerman, em entrevista coletiva à imprensa. Entre as empresas que podem ser afetadas pela decisão argentina estão a BP, Rockhopper, Borders & Southern e Falkland Oil & Gas. O chanceler ainda mencionou que serão objetos de ações legais bancos, investidores, consultorias, analistas de risco e auditores que dão suporte técnico, financeiro e legal às operações, como o Royal Bank of Scotland, Macquarie Group, Credit Suisse, Morgan Stanley, Barclays e Standard Chartered Bank. Timerman afirmou que a decisão foi uma "ordem" da presidente. "Este governo não vai

deixar passar um só dia sem levar adiante uma ação perante um juizado local ou internacional, que nos permita proteger os recursos naturais", avisou. A medida deve aprofundar a tensão diplomática entre a Argentina e o Reino Unido na disputa pela soberania das ilhas, faltando algumas semanas para o aniversário de 30 anos da guerra pelo arquipélago. Legitimidade - A exploração de petróleo no Atlântico Sul pelos britânicos começou com a Rockhopper, que está explorando no norte do arquipélago e projeta o início de extração de petróleo em 2016. Um porta-voz do governo britânico apoiou ontem os direitos dos moradores do arquipélago de explorarem suas reservas petrolíferas. "A exploração de hidrocarbonetos é um empreendimento comercial legítimo", afirmou um porta-voz da chancelaria à Reuters.

"Essa é uma parte integral do direito à autodeterminação, expressamente contido na Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos", acrescentou ele, referindo-se a um tratado da Organização das Nações Unidas (ONU). "Queremos ter uma relação plena e amistosa com a Argentina, como vizinhos no Atlântico Sul, mas não vamos ceder os direitos humanos e políticos do povo das ilhas Falklands", acrescentou ele. O chanceler argentino rebateu o governo britânico citando outra regra da ONU. Ele recordou que nenhum governo pode conceder unilateralmente licenças de exploração de recursos naturais em áreas que estão em disputa. No caso das Malvinas, lembrou, há determinações da ONU para que o Reino Unido sente à mesa para negociar a soberania com a Argentina. Timerman disse que o governo Kirchner vai tentar de todas

as formas buscar a maneira de "castigar e fazer com que as leis se apliquem, que as resoluções nas Nações Unidas sejam respeitadas e que o Reino Unido cumpra a resolução 2065 que fala de resolução pacífica de um conflito de soberania". "Está totalmente provado que é ilegítima qualquer atividade de exploração na zona em litígio, conforme decisão da ONU", defendeu. Timerman disse que a Argentina enviará notas de advertência a todas as empresas envolvidas ou que tenham interesses nas operações e também às bolsas e instituições reguladoras das bolsas. O chanceler disse que o Reino Unido "colocou essas empresas em uma atividade ilegal ao conceder licenças ilegítimas para operar" no arquipélago. "Vamos defender os recursos naturais do Atlântico Sul porque são propriedade do povo argentino", afirmou. (Agências)

Imagem de vídeo mostra explosão provocada por tropas em Hama Sebastien Bozon/AFP

DESCUIDO FATAL Crianças de acidente na Suíça dizem que motorista estava trocando DVD antes do choque

O

motorista do ônibus que sofreu um acidente na Suíça estava trocando um DVD no aparelho do veículo exatamente antes de se chocar contra a parede de um túnel na localidade de Sierre, causando 28 mortes – a maioria crianças – e deixando 24 feridos, segundo relatos dos sobreviventes ainda não confirmados pela polícia.

A hipótese foi contestada pelo promotor do cantão de Valais, Olivier Elsig, que pediu respeito ao andamento da investigação e que não se tirem conclusões precipitadas sobre o que motivou a tragédia que causou comoção na Suíça e na Bélgica, país de origem da maioria dos menores, que retornavam das férias em uma estação de esqui.

Elsig se referiu às informações publicadas na imprensa belga e suíças, segundo as quais as crianças teriam afirmado que o motorista estava trocando um DVD exatamente antes do choque. "As crianças foram interrogadas e fizeram uma série de declarações que nos ajudarão a esclarecer a causa do acidente. Sobre um eventual DVD, duvido pro-

fundamente que esse elemento, se é que existe, tenha exercido um papel na tragédia", disse. O promotor anunciou ainda a identificação das 28 vítimas – entre elas 22 crianças – e acredita que possa entregar os corpos "o mais rápido possível". O governo da Bélgica pôs à disposição três aviões militares para a repatriação dos corpos. (EFE)

Luto: garota é consolada por parente ao deixar hotel na Suíça.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

c

sexta-feira, 16 de março de 2012

L.C.Leite/Luz

ADEUS AOS MESTRE Colegas do professor César Ades estiveram presentes ao velório realizado na USP. Seu corpo foi sepultado ontem à tarde no Cemitério Israelita do Embu.

idades

Fotos de L. C. Leite/Luz

No velório montado na biblioteca do Instituto de Psicologia da USP, o último adeus ao professor César Ades, de 69 anos. Ele foi atropelado na Paulista, perto da rua Peixoto Gomide, onde há faixa para pedestres

Morre atropelado o cientista que tentava entender a mente O professor César Ades, do Instituto de Psicologia da USP, foi atropelado na avenida Paulista na última terça-feira, quando caminhava. Mariana Missiaggia *

C

ésar Ades, um dos fundadores do estudo do comportamento animal no Brasil, morreu ontem no Hospital das Clínicas de São Paulo, após sofrer traumatismo craniano causado por um atropelamento. Ele tinha 69 anos. Ades, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP), estava internado há seis dias. Ele fazia uma caminhada quando foi atingido por um carro na avenida Paulista, próximo à avenida Brigadeiro Luís Antônio. Foi levado, sem documentos, para o Hospital da Clínicas pela motorista que o atropelou. A família de Ades só conseguiu localizálo no dia seguinte. Para ex-alunos e colegas, o pesquisador foi um homem intelectualmente versátil, um acadêmico que transitava entre os mais diferentes campos do conhecimento. Formado em psicologia, Ades tornou-se etólogo (dáse o nome de etologia à pesquisa sobre o comportamento dos animais). Interessava-se por filosofia, arte e ética, mas as várias linhas de pesquisa que abraçou tinham um objetivo em comum: entender a mente, tanto a humana quanto a animal, sob a perspectiva da teoria da evolução. "Ele teve enorme sucesso Diogo Moreira/AE

O professor Ades (acima) foi socorrido pela motorista que o atropelou, mas não se identificou no HC. Na Capital, atravessar ruas ainda é um risco de vida.

em aproximar a psicologia da biologia", afirma Elisabeth Spinelli de Oliveira, pesquisadora da USP de Ribeirão Preto e presidente da Sociedade Brasileira de Etologia, que Ades ajudou a fundar. Wagner Ferreira dos Santos, também da USP de Ribeirão e vice-presidente da sociedade, enumera as várias criaturas cujo comportamento foi alvo do interesse de Ades: preás, porquinhos-da-índia, primatas brasileiros (muriquis e bugios), cães, lobos-guarás – e gente. Alexandria – As aranhas, no entanto, foram as primeiras a capturar a curiosidade científica de Ades, conforme ele contou em entrevista à revista Scientiae Studia, no no passado.

"Com 13 anos de idade, em um jardim de Alexandria (no Egito, onde nasceu), eu ia vendo como uma aranha orca caçava os insetos que eu depositava na teia e como se livrava de folhas ou gravetos", disse então o cientista. Décadas depois, ele escreveria suas teses de doutorado (em 1973) e livredocência (em 1991) sobre o comportamento e a capacidade de aprendizado da aranha Argiope argentata, mostrando que havia flexibilidade, além de instinto "cego", guiando as caçadas do aracnídeo. Ele e seus colegas também descobririam sinais de complexidade simbólica nos chamados emitidos pelos muriquis, grandes macacos da Mata Atlântica. "Ele era muito generoso,

muito próximo dos alunos, aberto para conversar", afirmou o psicólogo André Meller, que foi orientado por César Ades durante sua iniciação científica na faculdade, em 1992, numa pesquisa sobre a percepção que as pessoas tinham sobre a inteligência dos animais. De origem judaica, Ades chegou ao Brasil aos 15 anos e se formou na USP em 1965. Até fevereiro, foi diretor do Instituto de Estudos Avançados da universidade. Divorciado, o etólogo deixa duas filhas. Foi enterrado ontem, às 15h, no Cemitério Israelita do Embu. Um dos livros de cabeceira de César Ades era "A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais", estudo do fundador da biologia evolutiva, o britânico Charles Darwin,

publicado em 1872. Em um dos primeiros livros ricamente ilustrados com fotografias da história, Darwin usava todo tipo de expressão facial para demonstrar a universalidade e o caráter inato de grande parte das emoções humanas, bem como seu elo com as dos animais. Ades era entusiasta dessa abordagem, apostando na união da psicologia com a teoria da evolução para explicar como as emoções -e as outras características da mente humana - surgiram como estratégias adaptativas, ou seja, como estratégias que ajudam a sobreviver e ter sucesso reprodutivo. Wellington Bráz Carvalho Delitti, professor titular do IPUSP e superintendente de gestão ambiental da USP dividia sua rotina acadêmica com Ades há 30 anos. “O

César foi um dos grandes responsáveis pelo início e desenvolvimento da psicologia evolutiva. Ele sempre foi pioneiro e utilizava as metodologias mais avançadas. Deixou um legado memorável”, disse. Zysman Neiman, professor da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), foi aluno de Ades e o teve como orientador no mestrado e no doutorado. “Poucos pesquisadores no Brasil atingiram o grau de reconhecimento nacional e internacional que o César alcançou. Ele cumprimentava a todos pelo nome e com um sorriso, desde os faxineiros até os mais graduados. Muitos que estão aqui (velório) são frutos da dedicação que o César destinou ao mundo acadêmico. É uma grande perda”, disse. (* Com agências)

Vinicius Gonçalves/AE

ACIDENTES – Dois graves acidentes ocorreram ontem de manhã na Capital e na Grande São Paulo. Em São Paulo, um carro capotou no Jabaquara, na zona sul. O motorista perdeu o controle do seu carro, bateu em outros e capotou. O acidente ocorreu na avenida Doutor Luís Rocha Miranda. Em São Caetano do Sul, um homem morreu ao ser atropelado e arrastado por cerca de 15 metros por um caminhão. O semáforo no local do acidente, no cruzamento da avenida do Estado com a rua Eldorado, estava quebrado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

c

13 Foi uma fatalidade. Edson Costa de Oliveira, motorista que provocou o acidente

idades Divulgação

O Tolypentes tricinctus, ou simplesmente tatu-bola, espécie ameaçada de extinção, foi escolhido como símbolo da Copa 2014. Só podia: além de virar uma bola, ele é 100% brasileiro.

UMA BOLA PARA...

A

escolha do tatu-bola como símbolo da Copa 2014, conforme anunciado pela FIFA na semana passada, justifica este mini-tratado sobre o Tolypentes tricinctus, que é o seu nome cientifico. Dos cinco tipos de tatus encontrados na natureza – ele, mais o canastra, o galinha, o de rabo-mole e o peba – o bola é o único que, como a jabuticaba, existe apenas no Brasil, fato que dá uma dimensão maior à sua indicação. Vive basicamente nas caatingas do Nordeste e seu nome deriva da capacidade de enrolar-se como uma bola para se proteger

dos predadores. Na verdade, este artifício foi fundamental para sua escolha, pois somou um animal brasileiro com a bola de futebol. Sua técnica de proteção é eficiente, pois, como informa o ambientalista Rodrigo Castro, nem os caninos da onça-pintada, a fera maior de nossa fauna, consegue perfurar sua carapaça pardomarrom. Por isso, se dependesse somente dos bichos, o tatu-bola não estaria na lista vermelha dos animais em risco imediato de extinção. Mas, ironicamente, sua principal arma de defesa decretou sua sentença de morte.

Newton Santos/Hype

A MULTIPLICAÇÃO DOS...

D

ificilmente alguém poderá ver uma rua de peixes, a menos que more em Rio Branco, capital do Acre, ou esteja de passagem na ocasião. Ali, nesta época do ano, o largo rio que a corta, xará do Estado, sempre transborda, invadindo ruas e transformando-as em verdadeiros outros rios onde não faltam peixes, levados pelas águas rebeldes. Na semana passada, a veterinária Amélia Margarida de Oliveira foi

...SALVAR O TATU-BOLA

D

evido ao recurso de enrolarse, o bola não faz como seus outros colegas tatus, que se entocam para fugir dos inimigos. Isto fez dele uma caça demasiadamente fácil para os homens, que apreciam carne de tatu. "O que vou contar não é lenda", avisa Rodrigo Castro. "Bastava ao caçador bater palmas quanto entrava na caatinga. Os tatus-bola se enrolavam e o sujeito só tinha o trabalho de ir apanhando e pondo num saco." Não por acaso Dorival Caymmi (1914-2008) se refere a essa facilidade de manusear o bicho na sua canção Fiz uma viagem, de 1957: "Trazia meu tatu-bola/filho do tatu-bolinha".

Colisão de ônibus no interior deixa 1 morto e 36 feridos

U

m motorista de ônibus morreu e 36 pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança, em uma colisão envolvendo quatro veículos, na Rodovia Antônio Pedreira, em Rio Claro, no interior de São Paulo, no fim da tarde de anteontem. O acidente aconteceu por volta das 18h30, no bairro Bonsucesso, periferia da cidade. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, um ônibus que transportava trabalhadores de uma indústria de cerâmica na estrada vicinal que liga Rio Claro a Ipeúna entrava na cidade quando foi atingido por um ônibus escolar, com 37 crianças. De acordo com os bombeiros, um caminhão que trafegava no sentido contrário ao ônibus de trabalhadores diminuiu a velocidade para entrar em uma fábrica no local. Uma Belina, que vinha atrás, também reduziu. O ônibus escolar que seguia atrás do veículo, para não bater na traseira do carro, desviou para a outra pista, batendo de frente com o ônibus. O motorista do ônibus de trabalhadores, Jonas Cândido, de 43 anos, ficou preso às ferragens e morreu no local. O outro motorista foi internado e passou por cirurgia na manhã de ontem. No total, 36 pessoas ficaram feridas, entre elas duas gravemente, que são o motorista do ônibus e uma criança. Vinte e uma pessoas tiveram ferimentos leves e foram levadas para a Santa Casa e outras 15 para hospitais da região. Após serem medicados, todos foram liberados. Por conta do acidente, um grupo de moradores da região interditou o trecho da via e queimaram pneus. Segundo os bombeiros, os motoristas abusam da velocidade no local, que é uma descida muito íngreme. A rodovia ficou fechada até por volta das 22 horas, segundo os bombeiros. (AE)

Castro está sendo citado aqui por ser presidente da Associação Caatinga, ONG preservacionista sediada em Fortaleza (CE), que disparou, através das redes sociais, a ideia de fazer do tatu-bola o mascote da Copa. "O objetivo era o de dar visibilidade à sua triste situação", explica. Hoje, o animal só pode ser visto em reservas do Nordeste e assim mesmo com muita sorte, por ser raro e extremamente arredio – ao contrário do peba, que, dos cinco, é o mais exibido. Este assanhamento talvez explique sua presença costumeira nos nossos zoológicos. Se fosse um bola, ninguém veria, ficaria o tempo todo no buraco.

uma expectadora privilegiada do fenômeno. Ela é uma das voluntárias do movimento Veterinários na Estrada, que socorre animais flagelados em situações de desastre, como é o caso das enchentes em Rio Branco. Em geral, como fez nos deslizamentos da região serrana do Rio ou nas inundações de Santa Catarina, cuida de cães, gatos, cavalos, porcos – enfim, da bicharada doméstica. Jamais lhe passou pela cabeça que um dia iria fazer resgate de peixes, inusitadamente, de água para a água. Segue seu relato:

...PEIXES NAS RUAS

"F

A veterinária Amélia de Margarida de Oliveira costuma socorrer animais domésticos em situações de emergência, mas desta vez, resgatou peixes.

oi no bairro do Taquari. A água parecia uma espécie de igarapé, permitia aos peixes sobreviver, mas insuficiente para leválos de volta. Já era de noite e a água parecia calma. Mas quando a luz das lanternas bateram na superfície, nuvens de peixes saltaram. Eram centenas e centenas. Acho que milhares, encurralados. Tinha de tudo: dourada, aruanã, curimatã, gurijuba, matrinxã, jurupoca – enfim, todos aqueles magníficos peixes amazônicos. Nós ficamos na maior aflição. Como remover

todos de volta ao rio? Pensamos em latas, bacias, recorremos à polícia ambiental. O pessoal já tinha providenciado redes, tanques etc, mas o major que comandava o resgate viu que a água estava subindo de novo. Avisou-nos para esperar. A nova enchente veio e, como no samba de Paulinho da Viola, a onda que trouxe, levou os peixes de volta." Amélia é de São Paulo, tem uma clínica no bairro do Ipiranga.

Camelô é morto e bala perdida atinge estudante

Caminhão bate em carro, perde o controle e fere três U Funcionários de uma empresa telefônica trabalhavam na avenida quando foram atingidos pelo veículo. Fotos de Diogo Moreira/AE

U

m acidente no cruzamento da Avenida Vereador José Diniz com a Rua Gabriele D’Annunzio, na zona sul de São Paulo, interditou os dois sentidos da avenida, ontem de manhã. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), um caminhão e um carro colidiram, deixando três feridos. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, foi acionado para socorrer as vítimas e precisou pousar em um viaduto, interditando uma pista. Três funcionários de uma empresa telefônica trabalhavam na fiação da via. A carreta, então, enganchou nos cabos, causando o acidente. Ontem à tarde, o estado de saúde de um dos funcionários era considerado grave. O motorista do caminhão afirmou que era a primeira vez que descarregava material no local. Edson Costa de Oliveira, de 55 anos, disse que o acidente aconteceu depois que ele deixou a carga de gesso do caminhão em uma obra da Rua Ga-

Reprodução/TV Globo

Funcionários de uma empresa telefônica trabalhavam na fiação da avenida quando foram atingidos pelo caminhão. Acidente prejudicou o trânsito na Avenida Vereador José Diniz.

briele D’Annunzio. “Acabei de descarregar, fechei o caminhão e saí. Quando passei, o caminhão esbarrou no fio, arrastou e jogou aquele pessoal que estava fazendo manutenção no chão. Foi uma fatalidade”, comentou o motorista, enquanto aguardava para prestar depoimento no 27º Dis-

trito Policial (Campo Belo). Ainda de acordo com Edson, o veículo é tamanho padrão e está dentro do regulamento de altura. “Acho que ali (no cruzamento) deve ter um problema da manutenção do fio, deve ter feito uma ‘barriga’ e eu não vi”, comentou. A Polícia Civil solicitou perí-

cia para o caminhão, para verificar a altura e a fiação atingida. A perícia também deve verificar os equipamentos utilizados pelos funcionários da empresa de telefonia durante o serviço de manutenção. Segundo a PM, eles estavam presos ao poste por um mosquetão. (Agências)

m camelô morreu e um estudante foi baleado no braço por conta de uma briga entre ambulantes em frente à universidade Uninove na avenida Adolfo Pinto, na Barra Funda, zona oeste. Os crimes aconteceram por volta das 21h de anteontem. O ambulante Jarbas Cavalcante Souza, 44, que vendia cachorro quente na sua Kombi em frente à universidade, deixava uma sala onde guardava mercadorias quando um outro camelô, que também trabalhava na rua, passou em uma caminhonete, fez vários disparos contra ele e fugiu. Quatro disparos atingiram o ambulante: na cabeça, no braço direito, no tórax e na região do baço. Uma bala perdida acertou o braço direito de um estudante de 19 anos da universidade que estava na rua na hora do intervalo da aula. No horário do crime, a via, próxima ao cruzamento com a avenida Francisco Matarazzo, estava lotada de alunos e camelôs, como ocorre todas as noites. Houve correria e vários ambulantes tentaram entrar na universidade para fugir dos disparos. Porém, eles foram impedidos pelos seguranças da instituição. De acordo com o irmão da vítima, o motivo da briga entre os ambulantes seria uma disputa por um ponto de vendas de batata frita. A vítima e o suposto assassino eram concorrentes, ambos vendiam os mesmos produtos há mais de dez anos. "Eles chegaram a brigar antes, o assassino do meu irmão foi embora e premeditou o crime", disse Pedro Souza. O ambulante foi levado ao pronto-socorro da Barra Funda, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu. Já o estudante foi encaminhado à Santa Casa onde está internado. Ele não corre risco de morte. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14 -.LOGO

sexta-feira, 16 de março de 2012

Gigantes do cotidiano Claes Oldenburg e Coosje van Bruggen criaram uma série de esculturas colaborativas de proporções monumentais. A proposta: ampliar objetos comuns de modo a evidenciar seus detalhes. Segundo os artistas, as variações de escala, transformações, o uso de grande variedade de materiais são técnicas que permitem criar uma nova perspectiva do que é banal. As esculturas de petecas, mangueiras, ferramentas variadas e utensílios domésticos ganham espaço de destaque em praças e parques. http://bit.ly/AxNylL

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Panda-sushi: invenção japonesa para divertir crianças com a comida. Veja uma das maneiras de fazer no link abaixo. http://bit.ly/aPfuAm

F ÓRMULA 1 M ODA

E SPAÇO

Triste por Barrichello

O

Modelo de desconforto Sites de moda resgatam como inspiração os calçados de aliens criados pelo estilista Alexander McQueen em 2010. A coleção nunca chegou ao mercado, por ser extremamente desconfortável.

piloto Bruno Senna, sobrinho do tricampeão Ayrton Senna, afirmou ter ficado chateado por tirar de Rubinho Barrichello a vaga na escuderia Williams na temporada 2012 da Fórmula 1. "Foi um papo meio estranho com Barrichello. A gente se conhece faz tempo e, pessoalmente, nada mudou. Temos uma boa relação pessoal. O Rubinho não queria sair da F-1 e, infelizmente, brigamos pela vaga. Foi que nem falar

Mark Horsburgh/Reuters

Senna posa para foto da Williams

com o cara de quem você tirou a namorada", definiu ele. "Com menos brasileiros a 'máfia' fica mais fraca, mas, se Deus quiser, chegará mais um e ele vai aparecer em uma prova ou outra", disse Senna, que disputará seu terceiro ano na categoria. Rubinho aguardou até o fechamento da última vaga da Fórmula 1 para deixar o campeonato após 19 anos. Ele passará a competir pela equipe KV Racing Lotus na Fórmula Indy.

ESA descobre asteroide Astrônomos da Agência Espacial Europeia (ESA) anunciaram ontem a descoberta de um asteroide de 50 metros de diâmetro que passará muito próximo à Terra em 15 de fevereiro de 2013, mas não deverá trazer nenhuma ameaça ao planeta. Serão "apenas" 24 mil quilômetros de distância, uma região onde não costumam aparecer asteroides. Batizada como 2012 DA14, a rocha poderá, entretanto, se chocar com os mais de 500 mil objetos que orbitam a Terra.

Uwe Anspach/AFP

A RTE

http://bit.ly/zupkwQ

B RAZIL COM Z

Estudantes brasileiros rumo ao exterior ao menos um ano em universidades estrangeiras. O custo do programa é de R$ 3 milhões, sendo que metade do valor será financiado pelo governo. As principais áreas de estudo que o programa vai contemplar são biotecnologia, oceanografia e as ligadas ao petróleo. A revista, apesar de elogiar a iniciativa, afirma que os resultados do programa devem demorar a ser sentidos, mas aponta que países como EUA, Inglaterra, Alemanha e França têm interesse em receber os estudantes brasileiros tendo a garantia de que as despesas serão pagas pelo governo do Brasil.

L

A revista britânica The Economist publicou ontem uma reportagem em que apresenta aos leitores o programa "Ciência sem Fronteiras", do governo brasileiro. O programa, que leva estudantes brasileiros a cursos superiores no exterior seria, segundo a publicação, um "enorme programa de bolsas de estudo que pode impulsionar o crescimento econômico do país", por meio de uma força de trabalho mais qualificada. Segundo a revista, o objetivo do "Ciência sem fronteira" é levar, até 2015, mais de 100 mil estudantes brasileiros, seja de graduação ou de programas de mestrado e doutorado, a passarem

PRIMAVERA - Abelha suga o néctar de uma flor em Gimmeldingen, Alemanha. Meteorologistas alemães preveem que as temperaturas no país devem subir para 20 ºC a partir do próximo domingo. A primavera começa na Europa na próxima semana.

Miró na capital italiana

http://bit.ly/yaGDgt

http://christiannauck.blogspot.com/

C INEMA

Strauss-Kahn por Gérard Depardieu O ator francês Gérard Depardieu confirmou ontem que interpretará Dominique StraussKahn no cinema porque não gosta do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Não gosto dele, por isso vou fazer isso", declarou o ator. "Ele não é gentil, acho que é um pouco como todos os franceses, um pouco arrogante". Depardieu atuará no filme que o diretor norte-americano Abel Ferrara vai rodar este ano para contar a história do escândalo sexual que obrigou Strauss-Kahn a se demitir de suas funções no FMI.

Vicenzo Pinto/AFP

Estética da destruição Uma granada e outros armamentos representados como peças de porcelana chinesa: criações do artista britânico Magnus Gjoen para questionar preconceitos e normas preestabelecidas.

Os heróis da Marvel foram "transformados" em um mural de arte antiga egípcia pelo ilustrador e quadrinista alemão Christian Nauck. para conhecer outras obras do artista, visite seu site.

L OTERIAS Pinturas do artista espanhol Joan Miró em uma das galerias de uma exposição dedicada a sua carreira no Chiostro del Bramante, em Roma. A exposição reúne 80 pinturas e esculturas do artista.

Concurso 2848 da QUINA 15

33

39

55

62


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

e

15 NAVIO FANTASMA Presos suspeitos de desviar produtos com destino ao Porto de Santos

conomia

VEÍCULOS Queda na venda de importados é de 12,3% em fevereiro, segundo Abeiva.

As duas faces da crise

Longe dos gráficos frios que tentam explicar a atual crise econômica mundial, estão pessoas que sofrem as consequências das incertezas. Elas também apontam razões para o problema. Ex-diretor de banco dos EUA fala em ética, e empresário grego cita o descaso dos políticos.

O PESADELO AMERICANO

Q

uem diria: os homens de finanças também têm coração. E coragem de atacar publicamente uma das instituições financeiras mais conceituadas – e agressivas – de Wall Street, quando se fala em negócios: o banco americano de investimentos Goldmann Sachs. E foi exatamente essa atitude do ex-diretor do banco, Greg Smith, que renunciou ao cargo na quarta-feira, por meio de um "barulhento" artigo de opinião, publicado no jornal The New York Times, que repercutiu na imprensa mundial. Em "Por que eu estou deixando o Goldmann Sachs" (do inglês, "Why I am leaving Goldmann Sachs"), o executivo acusa o banco, no qual trabalhou por 12 anos, de se referir aos seus clientes como "marionetes". O descontentamento do ex-funcionário com a empresa, influenciou, inclusive, as ações do Goldman Sachs na Bolsa de Nova York, que registraram queda na metade do pregão no dia em que o artigo foi publicado. O impacto do artigo, por outro lado, levou o banco a divulgar nota à imprensa, dizendo "não concordar" com o ex-funcionário, além de destacar que sua opinião "não reflete como a empresa administra o negócio". De estagiário de verão em Nova York, recém-saído da Universidade de Stanford, até chegar a Londres, no momento de sua renúncia, Smith afirmou no artigo que trabalhou tempo suficiente na instituição para compreender a trajetória de sua cultura. "Posso dizer honestamente que esse ambiente agora é mais tóxico e destrutivo do que nunca." Colocando em termos simples, segundo Smith, o banco continua a "marginalizar os interesses dos clientes na forma como opera e pensa em ganhar

dinheiro". Como exemplo, informações sobre ações do banco, durante a crise do euro, com as operações de venda de títulos de países em crise, como Itália, fizeram o mercado se tornar mais pessimista, em relação à capacidade dos italianos de honrarem o pagamento de suas dívidas. O ex-diretor, que não dá trégua ao "grande vilão" do mercado financeiro, continua dizendo que a empresa se desviou para longe do lugar onde entrou após a faculdade. "Já não posso em sã consciência dizer que me identifico com o que ela representa", afirmou ele, que assegurou que, nas reuniões das quais participava ultimamente, não era gasto "um só minuto" para se analisar como ajudar os clientes. "Tudo o que importava era como tirar o máximo de dinheiro possível deles", disse. Orgulho – Apesar de parecer surpreendente, disse Smith, a cultura do banco sempre foi parte vital de seu sucesso, por girar em torno do trabalho em equipe, integridade, espírito de humildade, e sempre fazer o certo pelos clientes. "Este era o segredo que permitiu ganhar a confiança dos clientes por 143 anos. Não apenas ganhar dinheiro: tinha a ver com orgulho e crença na organização." Os clientes de Smith, que tinham base de ativos em torno de US$ 1 trilhão, deram ao executivo "o privilégio de aconselhar", ao longo da carreira, dois dos maiores fundos de hedge do planeta, cinco dos maiores gestores de ativos nos Estados Unidos, e três dos mais importantes fundos soberanos do Oriente Médio e Ásia. "Sempre tive orgulho de fazer o que acreditava ser bom para eles – mesmo que significasse menos dinheiro para a empresa."

Esta visão, que está se tornando cada vez mais impopular no Goldman Sachs, foi outro sinal de que era hora de sair, de acordo com Smith. Ele espera que seu artigo seja uma forma de fazer o conselho de administração acordar. "Faça do cliente o foco de seu negócio novamente. Sem eles, você não ganha dinheiro. Na verdade, você não existe. Pessoas que se preocupam apenas em ganhar dinheiro não sustentam a empresa – ou a confiança dos clientes – por muito tempo", alerta. Sinal dos tempos?

A TRAGÉDIA GREGA Divulgação

José Maria dos Santos

S

e fosse na Grécia antiga, entre os anos 300 e 600 aC, a atual e grave crise econômica do país seria levada a uma discussão pública na ágora de Atenas e surgiria alguém como Sólon (638 aC. – 558 aC) para descobrir soluções e promover a reforma do país. Talvez, em 2012, estejam faltando homens como ele, pois os gregos entregaram seu destino à União Europeia e, em princípio, estão confiantes. O empresário Miguel Myrianthefs, 68 anos, é um desses gregos. A crise grega não o atingiu em cheio. Prossegue morando no bairro de Psihiko, em Atenas, uma espécie de Jardim Europa de lá e toca, sem grandes sobressaltos, sua bem colocada agência de viagens, a Starlite. O motivo principal dessa tranquilidade é que a base da sua clientela advém do mundo corporativo. Miguel nos conhece de perto. Foi criado em São Paulo, onde chegou com dois anos de idade, logo após a Segunda Guerra, filho de uma família de refugiados. Nesta entrevista ao Diário do Co mé rc io ele fala dos momentos difíceis que seu país atravessa.

Nós tivemos um processo de encolhimento da nossa indústria. Pelo que sei, o Brasil está vivendo problema parecido. MIGUEL MYRIANTHEFS, EMPRESÁRIO

D i á r i o d o C o m é rc i o – Quando a Praça Syndagma voltará a ter festas? Afinal de contas, é ali que os atenienses fazem as suas celeb ra ç õ e s? Miguel Myrianthefs – O ano de 2012 será muito difícil. Muito difícil. Mas agora que os acordos e as providências foram fechados, creio que a partir de 2013 nós teremos alguns indícios de recuperação. No momento nós, os gregos, um povo naturalmente alegre, não temos motivo para comemorar nada. Aliás, a situação dramática da Grécia está bem retratada nas faces sombrias das pessoas. É fácil notar como as pessoas estão com sombras nos rostos.

Existem muitas famílias em que marido e mulher ficaram desempregados. Na Praça da Constituição, por exemplo, onde há um shopping movimentado e boas lojas, muitos estabelecimentos fecharam as portas. As refeições que os alunos recebiam na escola, as chamadas merendas escolares no Brasil, foram suspensas. Essas situações resumem a desolação que estamos vivendo. Nós somos uma população de 11 milhões de gregos, na qual há mais de um milhão de desempregados. DC – O senhor possui uma agência de viagens bem colocada no mercado. Como está sentindo a crise? M yr ia nt h ef s – Eu reduzi

minhas atividades em cerca de 20%. Em 2010, a empresa tinha 22 funcionários. Hoje são 14. Além disso, fui obrigado a fechar minha filial, que funcionava no maior shopping de Atenas, o The Mall. DC – O senhor imaginava que a situação iria chegar ao ponto em que está? Myrianthefs – Quando entramos na zona do euro recebemos uma enxurrada de dinheiro que, é importante dizer, não foi bem aproveitado. Nesse ponto nossos políticos, gregos e brasileiros, são parecidos. Havia dinheiro para tudo; os bancos facilitavam tudo e a Grécia não produzia. Importávamos limão da Argentina. Ficamos endivida-

dos. O governo nos conduziu mal. Nesse cenário, nós tivemos um processo de encolhimento da indústria. Pelo que sei, o Brasil está vivendo problema parecido e deveria se cuidar. Temos práticas inadequadas de cobrança de impostos. Há gente que não paga imposto de renda, embora devesse pagar. Agora estão cobrando impostos sobre os impostos. Os gregos pagam 22 impostos para construir uma casa, com variações por bairro, metragem etc. DC – Os alemães têm sido críticos severos dos gregos. O que o senhor acha disso? Myrianthefs – Os alemães são os que menos podem falar. Quando nos davam dinheiro, a contrapartida era de comprar-lhes submarinos, aviões. Este é outro grande problema nosso: a segurança. A Grécia gasta muito em d e fe s a . A Tu r q u i a é u m a ameaça. Temos fronteiras difíceis de controlar, guerras no Líbano, na Síria, no Egito, no Iêmen. E não podemos esquecer que os alemães devem à Grécia a indenização estimada em US$ 350 bilhões como reparos de guerra. DC – Como a população tem recebido as medidas rigorosas de economia? Myrianthefs – O sentimen-

to generalizado é de que o país precisa continuar. Penso que todos querem que continuemos na zona do euro. Acho que se nós sairmos dela, entraremos numa situação semelhante à da Albânia. DC – Um jornalista escreveu que dois fatores estavam aliviando a crise na Grécia: a solidariedade e a ligação das grandes populações urbanas com o interior. Myrianthefs – É verdade. A solidariedade é uma marca da cultura grega. A referida ponte com o interior também é algo importante. Muitos estão voltando para o interior e para as ilhas, onde é mais barato viver. Uma circunstância que salta aos olhos é que quatro companhias aéreas internacionais suspenderam seus voos para a Grécia, pois não há passageiros. Há profissionais altamente especializados, com doutorado, trabalhando como taxistas e garçons. A verdade é que roubaram o futuro dessa geração. DC – O que pode mudar no país daqui para frente? Myrianthefs – O país será obrigado a se organizar e os políticos, a se reformar. Os políticos já perceberam que a população está indignada. A Grécia precisa mudar e voltar a produzir.


16 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

e

17 As notificações da B2W tiveram queda de 71,6% no primeiro bimestre deste ano.

conomia

Bradesco: líder em reclamações. No segmento financeiro, as principais queixas estão relacionadas a lançamentos em faturas de compras não efetuadas ou sobre cartões e serviços não solicitados. A Telefônica, que desde 2006 ocupava o topo do ranking de reclamações, caiu para a sexta posição em 2011. Hélvio Romero/AE

O

Sem atendimento – No ranbanco Bradesco aparece no topo king que reúne as companhias d a l i s t a d a s e m- com pior índice de reclamapresas com maior ções não atendidas, o topo da número de reclamações feitas lista é ocupado pela rede de à Fundação Procon-SP, órgão supermercados Carrefour, vinculado à Secretaria da Jus- com 91% de queixas não atentiça e da Defesa da Cidadania didas. Em segundo lugar está do Estado de São Paulo e di- o banco PanAmericano, com vulgado ontem, Dia Mundial uma taxa de 77% de demandas não atendidas. do Consumidor. De acordo com a Fundação O Bradesco lidera a lista com 1.723 reclamações. Em segun- Procon-SP, um dos destaques do lugar, com 1.574 reclama- negativos do ranking do ano ções, aparece no ranking a passado foi o aumento do núB2W – empresa responsável mero de reclamações sobre pelos sites de e-commerce empresas e prestadoras de Americanas.com, Submarino serviço cujos serviços são cone Shoptime. Itaú Unibanco é o t r a t a d o s p e l a i n t e r n e t . A terceiro colocado, com 1.383, quantidade de atendimentos seguido por LG, com 1.164, e cresceu 86,6%, totalizando 43.978 demandas no ano pasTIM, com 937 queixas. O Bradesco informou, por sado, ante 23.571 em 2010. "Isso repremeio de nota, s e n t a a e xque sua posipansão do seç ã o n o r a ntor de e-comking do Promerce no Bracon-SP reflete s i l , m a s a incorporatambém o ção, pela pripor cento foi o alta de d e s p re p a ro meira vez, de muitas das queixas reclamações sobre empresas pareferentes ao empresas e ra lidar com Banco Ibi. prestadoras de e s s a e x p l o"Os processão", explica sos do Ibi já serviço que atuam Paulo Arthur f o r a m i n t ena internet. Góes, diretorgrados e já coexecutivo do meçam a reProcon-SP. ceber o mesPrincipais queixas – De mo tratamento dado aos processos do Bradesco, no sentido acordo com o Procon-SP, as de serem alinhados aos pa- principais reclamações sobre o drões de qualidade e agilidade segmento financeiro dizem do banco", informa o comuni- respeito a problemas básicos, cado. O Ibi foi comprado da re- como reclamações sobre lançade de varejo C&A pelo Brades- mentos em faturas de compras não efetuadas ou sobre cartões co em 2009. A Telefônica, que desde 2006 e serviços não solicitados. As queixas em relação às ocupava o topo do ranking de reclamações do Procon-SP, empresas de telefonia móvel caiu para a sexta posição em são a oferta de plano de servi2011. A companhia de telefo- ços que induz o cliente à connia recebeu 835 queixas no tratação equivocada de planos, a cobrança excedente de ano passado. "Cercamos a empresa de di- serviços que não foram inforversas maneiras e ela se reor- mados ao consumidor e a quaganizou internamente. Agora, lidade da rede oferecida pelas vemos o resultado desse esfor- operadoras. As demandas mais frequenço", afirmou Selma do Amaral, diretora de atendimento do tes nas companhias da área de habitação são de atraso da enProcon-SP.

86,6

O Bradesco informou que sua posição no ranking do Procon-SP reflete a incorporação, pela primeira vez, das queixas referentes ao Banco Ibi.

trega dos imóveis e de não cumprimento dos termos da oferta no ato da venda. Já as reclamações sobre companhias aéreas têm diversas

origens. Entre elas estão a cobrança em duplicidade em cartões de crédito, especialmente em vendas pela internet, o extravio e os danos de bagagens e

A

B2W, segunda colocado no ranking de reclamações feitas em 2011 divulgado ontem pela Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP), informou que trabalha intensamente para resolver os problemas relacionados às reclamações de clientes por atrasos ou problemas com pedidos de compras feitos em seus três sites: Americanas.com, Submarino e Shoptime. Citando dados do Sistema

Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), a B2W informa que as reclamações recuaram 27,9% no segundo semestre do ano passado em relação ao mesmo período de 2010. No primeiro bimestre deste ano, as notificações tiveram queda de 71,6%. A maior parte das reclamações dos clientes foi registrada no primeiro semestre de 2011, resultado dos atrasos nas entregas relativas ao Natal de 2010.

O Idec sanou dúvidas de compradores e também informou lojistas dos seus direitos e deveres

Anteontem, o Diário Oficial de São Paulo publicou determinação do Procon-SP para o fechamento, por três dias, dos três sites da B2W. Ao final do dia, entretanto, o juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, Evandro Carlos de Oliveira, deferiu pedido de liminar requerido pela B2W e suspendeu os efeitos da decisão do Procon. O Itaú Unibanco informou que "mesmo com a redução de 19% no volume de demandas", não está satisfeito

N

Rosilda dos Santos (dir.) foi tirar dúvidas com Maria Novais sobre questões administrativas de imóvel

quer uma resposta. Quando consegue, não há do que reclamar", disse Maria Elisa. Segundo a gerente de relacionamento do Idec, Karina Alfano, a ação de conscientização foi realizada pela primeira vez em um estabelecimento do tipo. "Optamos (pelo shopping) porque o setor de produtos é um dos mais reclamados nos órgãos de defesa", disse. A parceria surgiu durante o planejamento de ações do

West Plaza para o Dia do Consumidor, afirmou a gerente de marketing Alessandra M. Tiraboschi. "Entendemos a importância de não deixar o Dia Mundial do Consumidor passar em branco. A parceria com o Idec mostrou-se uma forma de oferecer aos consumidores um serviço sério e relevante, com acesso fácil à informação, e levando maior conhecimento de seus direitos", explicou. Com objetivo de atender an-

seios de consumidores e lojistas, que procuram conhecer seus direitos e deveres, é que o shopping promoveu a ação, segundo Alessandra. "Além de oferecer um serviço sério, com uma instituição respeitada, como o Idec, a ideia é mostrar que somos preocupados em garantir que os direitos do consumidor sejam respeitados. Assim como sensibilizar e informar os lojistas dos seus direitos e deveres", finalizou.

com a posição no ranking. A instituição financeira foi a terceira colocada em reclamações. "Continuaremos investindo esforços para aprimorar serviços e reduzir falhas, em velocidade maior que a expansão do setor bancário", informou o banco em nota. O PanAmericano afirmou que "'está atuando na revisão e melhoria de todos os seus processos internos a fim de melhor atender o consumidor". (Agências)

Bancários e Idec divulgam regras para itens financeiros Paula Cunha

Newton Santos/Hype

P

ara conscientizar a população para o consumo ético, justo e responsável para os dois lados da relação, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) montou ontem, em comemoração ao Dia Mundial do Consumidor, estande no Shopping West Plaza, em São Paulo, para atender o público, com distribuição de material educativo, além de orientação gratuita. No local, a gerente jurídica do Idec, Maria Elisa Novais, orientava os consumidores em suas demandas, como a trabalhadora Rosilda das Dores dos Santos, que teve problemas com a administradora do imóvel em que mora. "Não sabia onde ir, e minha chefe deu a dica. É melhor falar com quem entende, para saber como resolver", afirmou ela, que apoia a ação. Já Maria Elisa disse que realizar a ação em um "templo do consumo", como o shopping, é adequado para buscar orientação preventiva ou soluções. Ela lembrou que o fornecedor que transmite informações claras e adequadas ao cliente evita problemas. "O consumidor

e m t e m p o r e a l ( w w w. p r ocon.sp.gov.br) sobre as 30 companhias que registram mais reclamações junto ao órgão. (Agências)

Empresas se explicam

Campanha de conscientização do consumidor vai ao shopping Karina Lignelli

retenção de valores quando do cancelamento da compra sem informação prévia adequada. Ontem, a Fundação ProconSP lançou um ranking online e

o Dia Mundial do Consumidor, a venda responsável de produtos e serviços financeiros foi o alvo de ações de conscientização para bancários, consumidores e representantes do setor no seminário Direitos dos consumidores e trabalhadores bancários pela venda responsável de produtos e serviços, realizado ontem na capital paulista. Nele, seus realizadores, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, lançaram uma cartilha de esclarecimento sobre as regras de comercialização desses itens e suas características. Eles discutiram as práticas de venda, consideradas abusivas, que implicam em metas impostas aos funcionários. Dez mil exemplares serão distribuídos gratuitamente na capital paulista e em 17 municípios do estado. De acordo com Juvandia Moreira, presidente do sindicato, 72% dos caixas e 63% dos gerentes afirmaram que sofreram pressões abusivas para cumprir metas de vendas. Para ela, este quadro foi agravado pelas crises financeiras internacionais a partir de setembro

de 2008. As reclamações contra instituições financeiras registraram crescimento de 50% em 2011 frente ao ano anterior, de acordo com o Banco Central (BC). Os bancos afirmam que essas práticas são pontuais e que não existem metas impostas aos funcionários. Para contestar esses argumentos, Juvandia lembrou que as metas de produtividade são impostas pelos banqueiros, o que não ocorre com outras categorias profissionais. A presidente do sindicato afirmou que os funcionários de bancos são ameaçados de demissão se não alcançam os níveis de comercialização desses itens. Para Lisa Gunn, coordenadora executiva do Idec, o alto número de queixas contra os bancos indica que é preciso que o BC regule e fiscalize a venda de produtos financeiros. Segundo a Consumers International, que congrega 220 organizações de defesa do consumidor em 115 países, os problemas mais comuns enfrentados pelos correntistas são as informações confusas sobre investimentos, publicidade incompleta que não segue a legislação, falta de fiscalização por parte dos governos e ausência de instrumentos que controlem a oferta generalizada de crédito.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

e

sexta-feira, 16 de março de 2012

A logística se desenvolveu muito nos últimos anos (no mercado eletrônico), mas ainda existem gargalos. Stelleo Tolda, do Mercado Livre

conomia

BYE, BYE AROMAS Fotos: Divulgação

A

exibindo a marca John Agência NacioPlayer Special? Ou Ayrton nal de VigilânSenna com Marlboro?), os cia Sanitária mercados publicitário e (Anvisa) aboliu do mercaeditorial perderam imdo brasileiro os cigarros portante receita, mas o com flavorizantes e arosetor se refugiou no ponmatizantes. Em 18 meses, to de venda. A Anvisa os produtos deixarão de também já deixou claro ser comercializados. A que esse será seu próxiagência coloca fim a uma mo passo, ainda que comtradição que, no caso do prometa a liberdade comentol, vem desde 1920 mercial de escolha e o no mundo e, no Brasil, acesso do consumidor desde 1950. Isso sem faaos produtos. lar nos famosos e asiátiBENSON & Hedges mentolado As medidas ocorrem no cos cigarros de cravo e camomento em que o Brasil, nela. O País é o primeiro maior exportador global de tabaco e segundo em todo o mundo a abolir esses aditivos. A Anvisa oferece, porém, um prazo maior, de produtor, perdendo apenas para a China, come24 meses, para a adaptação às novas regras do ça a exportar cigarros para o cobiçado e gigantabaco para cachimbos, narguilé e cigarrilhas, tesco mercado chinês. Em um passado, não muipara sorte dos personagens ingleses de sus- to distante, os cigarros foram referência de propense, como Sherlok Holmes. O famoso dete- paganda, como evidenciam algumas das camtive, cujo cachimbo é marca registrada, não dis- panhas nesta página, mas sempre deixaram um pensava os aromas cítricos, exalando aquele rastro de polêmica, uma cortina de fumaça, que a Anvisa em nome da saúde pública quer abolir. cheiro masserado de laranja, lima e limão. Entre os mentolados, um dos produtos mais Não demorará muito para a agência querer tamconhecidos mundialmente é a marca Benson bém mudar o brasão da República, onde ramos & Hedges, responsável por uma das campa- de tabaco e café se entrelaçam como símbolo da nhas publicitárias mais polêmicas de todos os economia, ainda que atiçando as Forças Armatempos, citada constantemente em teses aca- das e a tradição republicana de Deodoro. O luxo de Benson & Hedges parece assim, dêmicas: "o dinheiro não compra a felicidade, manda buscar", e eis que na imagem aparecia nesses dias que correm, se tornar lixo, ainda um mordomo com o mentolado Benson & que retrato de uma sociedade e de seus hábitos de consumo. Ainda que passando por cima Hedges na bandeja. Hoje, quando tudo é mais politicamente cor- da Convenção Quadro da Organização Munreto e até os aromas são banidos no mercado dial de Saúde (OMS), que recomenda que mebrasileiro, essa campanha seria, no mínimo, didas mais restritivas ao fumo levem em conta execrada. Dos sabores e aromas considerados comprovação científica e avaliação dos sistecaracterísticos – a expressão mais correta seria mas de produção locais, a diretoria de Tabaco lúdicos –, como morango, chocolate, baunilha da Anvisa parece abraçar a lei de Gerson, quer e tutti-fruti a indústria já havia aberto mão, de- levar vantagem em tudo, ver prevalecer suas vido ao fato de atraírem consumidores mais jo- decisões, ainda que penalizando um setor ecovens para os produtos, mas o mentolado e os nômico e, é claro, o consumidor e sua liberdade cravo e canela, considerados adultos, so- de comercial. Bye, bye aromas. Pobre Sherlock Holmes que sempre preferiu o cheiro caractefrem assim a sua primeira derrota. Desde que as campanhas publicitárias dos rístico dos cachimbos ao dos charutos que se produtos originários do tabaco foram abolidas, tornaram marca registrada de outro inglês, o inclusive o patrocínio destes a corridas de Fór- lendário primeiro-ministro Winston Churchill, mula 1 (quem se lembra do carro Nelson Piquet tão popular quanto a rainha Elizabeth II.

TERRA DE CAUBÓIS arlboro, principal marca da Phillip Morris, enfrentou imensa crise com a morte por câncer de pulmão do ator David McLean, aos 51 anos, em 1995, um dos protagonistas da campanha "Terra de Marlboro", que também fora protagonizada por Wayne McLaren, que teve o mesmo fim. A marca abandonou a terra dos caubóis e ainda hoje é uma das líderes do mercado global, mas a memorável campanha entrou para a história da propaganda mundial.

M

JOGADOR Gerson entrou para a cultura popular

JAZZ E DANÇA

LEI DE GERSON jogador Gerson sempre foi articulador exímio da Seleção Brasileira de Futebol na conquista da Copa de 1970, no México. Em 1976, ele protagonizou a mais polêmica das campanhas publicitárias de cigarros criada pela agência Caio Domingues & Associados para a marca Vila Rica, da J. Reynolds. Gerson acende um cigarro e diz: "Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro. Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica." Pronto. O jogador e a campanha entraram para a cultura popular e a expressão virou lei, a Lei de Gerson, objeto de estudos acadêmicos.

O

CAMELO marca Camel é uma das mais conhecidas do mundo. Sua publicidade sempre foi referência, mas também alvo de críticas. Quando o camelo do rótulo ganhou imagem mais lúdica, foi retirado da campanha, pois as crianças o adoravam e os pais compravam maços para divertir os baixinhos. Os adultos, por sua vez, adoravam as pin-ups como as que ofertam o produto nesse cartaz de ponto de venda.

A

REFERÊNCIA em publicidade

Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

ECOS de um passado

os anos 1980, quando a publicidade de cigarros ainda não havia sido abolida, a Souza Cruz criou dois eventos que entraram para o calendário cultural do País: o Carlton Dance e o Free Jazz Festival. Foi por meio desses eventos que o brasileiro descobriu o Momix, o grupo de dança mais performático do mundo, e também a voz rouca e marcante de uma das divas do jazz, Nina Simone, sem falar em Litle Richard, Chet Baker, Ray Charles e tantas lendas dessa música negra. Ecos de um passado não tão distante e marca de uma publicidade que soube ir ao encontro a seu público.

N

CHARM publicitário José Zaragoza, o Z da DPZ, que é fumante, não resistiu à tentação de ser o garoto propaganda da marca Charm, da Souza Cruz, nos anos 1980. Posou ao lado de belas modelos para reafirmar que o importante é ter Charm, o cigarro fino e longo, preferido do público fumante feminino. Zaragoza, que passou dos 80 anos, continua fumando.

O

GAROTO propaganda

Brasileiros apostam mais no e-empreendedorismo Pesquisa mostra que 22% desses empresários deixaram emprego para atuar no comércio eletrônico Sílvia Pimentel

Reprodução

E

ntre os países da América Latina, o Brasil é o que mais aposta no "e-empreendedorismo". É o que sugere uma pesquisa realizada pela Nielsen, a pedido do Mercado Livre, ao mostrar que 22% dos usuários brasileiros da plataforma deixaram o emprego para atuar no comércio eletrônico. Na Venezuela, 15% disseram que abandonaram o trabalho anterior para se arriscar no meio virtual. A Argentina e a Colômbia aparecem em terceiro lugar, com 13%, seguidas do México, com 9%. O levantamento foi feito com 2 mil usuários cadastrados no Mercado Livre desses países, sendo 610 brasileiros, com o objetivo de dimensionar o impacto sócioeconômico dos grandes vendedores na plataforma. Atualmente com 65,8 milhões de usuários cadastrados – metade brasileiros –, o Mercado Livre, de acordo com a pesquisa, é o principal canal de venda e fonte de renda para 68% dos entrevistados no Brasil. É o maior índice na comparação com outros países. O otimismo dos brasileiros também está mais em alta. De acordo com a pesquisa, 70% dos entrevistados acreditam que terão aumento nas vendas neste ano. A Argentina aparece em último lugar. Lá, 39% dos usuários vislumbram aumento do consumo.

Brasileiros são 50% dos 65,8 milhões de usuários cadastrados no site

Em números totais, atual- leiros, que informaram uma mente, 134 mil pessoas (entre expansão de 74%. De acordo com o vice-presivendedores e colaboradores) têm a renda, total ou parcial, dente de Operações do Mercaassociada à venda de produ- do Livre no Brasil, Stelleo Tolda, tos por meio do Mercado Li- o lançamento da ferramenta " l o j a s v i rvre. Para tuais", há pou2 0 1 2 , a e mco mais de um presa estima ano, favorece que os maioo empreenderes vendedodorismo. "É res devem uma grande contratar 45 por cento dos oportunidade mil colaborabrasileiros para quem dores. A exentrevistados na quer se lançar pectativa de no mercado. É c on tr at aç õe s pesquisa acreditam uma vitrine (não é possíque terão aumento p a r a o s p evel saber se nas vendas neste ano. quenos", disse com ou sem Tolda, ao incarteira assiformar que a nada) é explicada pelo desempenho das empresa tem um acordo de covendas no ano passado. Do to- operação técnica com o Sebrae tal de entrevistados, 68% de- para qualificar os empresários clararam aumento nos negó- interessados no negócio. No universo de usuários da cios de suas empresas. O percentual é maior entre os brasi- plataforma estão desde em-

70

Chevron é autuada por novo vazamento

A

Chevron identificou nova fonte de vazamento de petróleo no campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ) ontem, e foi atuada mais uma vez pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) por não adotar medidas para evitar novo incidente.

preendedores que têm loja física e quiseram aumentar as vendas por meio da internet, como empresários que se lançaram direto no universo eletrônico. Para quem está no mundo físico, a consolidação da marca e o conhecimento das sazonalidade do mercado são as grandes vantagens. "De qualquer forma, não é tão fácil operar no ambiente virtual", alerta Tolda. O cumprimento do prazo de entrega ainda é um dos grandes desafios das empresas que atuam no comércio eletrônico. "A logística se desenvolveu muito nos últimos anos, mas ainda existem gargalos", admitiu. Entre os planos da empresa para facilitar a logística e melhorar o atendimento está o desenvolvimento de sistemas mais integrados de informações, envolvendo o estoque de produtos e a cobrança de fretes. Estimase que 80% dos produtos vendidos por meio da plataforma são entregues pelos Correios, com quem o Mercado Livre negocia a cobrança de tarifas menores, formas de rastrear as mercadorias e padronização das embalagens. Em 2011, o Mercado Livre teve receita líquida de US$ 299 milhões, um aumento de 37,1% na comparação com 2010. No ano passado, foram comercializados pela plataforma 52,8 milhões de produtos, o que representou um aumento de 34,6% sobre 2010.

A região é a mesma onde as atividades exploratórias da empresa norte-americana já haviam causado um derramento em novembro do ano passado, informaram a empresa e a ANP. A Chevron Brasil, confirmou por nota que identificou o novo vazamento durante monitoramento, mas que apenas "algumas pequenas bolhas foram vistas na superfície" ontem. A empresa informou que "dispositivos de contenção foram imediatamente instalados para coletar gotas, pouco frequentes", e que está investigando a ocorrência. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 19

Relatório da Administração Senhores Acionistas: Dando cumprimento às disposições de Lei e de nossos Estatutos Sociais, apresentamos a V.SAS. as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Aproveitamos a oportunidade para reiterar a todos os nossos funcionários e colaboradores os agradecimentos da empresa pelos seus esforços e dedicação, bem como aos nossos acionistas pela confiança e apoio sempre presentes. São Paulo, 13 de fevereiro de 2012. Administração Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Impostos a recuperar Estoques Despesas do exercício seguinte Outros ativos circulantes Não circulante Contas a receber de clientes Imposto de renda e contribuição social diferidos Impostos a recuperar Depósitos judiciais Estoques Ativo atuarial – previdência privada Intangível Imobilizado Total do ativo

Balanços patrimoniais em 31 de dezembro - (Em milhares de reais) Nota 2011 2010 Passivo e patrimônio líquido Circulante 7 5.627 9.159 Fornecedores 8 68.597 77.117 Empréstimos e financiamentos 9 6.351 12.979 Salário e encargos sociais 10 25.767 15.649 Imposto de renda e contribuição social 1.883 1.492 Outros impostos e contribuições a pagar 6.598 4.279 Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar 114.823 120.675 Energia elétrica Outras contas a pagar 8 16 9 10 17(a) 11 12

3.204 15.313 2.963 1.020 13.408 – 35.908 2.119 462.980 501.007

285 23.153 4.318 249 10.740 1.313 40.058 2.357 471.897 514.312

Nota 13

26 14

2011

2010

15.020 104.454 14.694 1.394 5.867 – 12.206 8.107 161.742

12.491 63.469 13.729 271 9.117 10.000 11.009 8.525 128.611

Não circulante Empréstimos e financiamentos Provisões para contingências Provisão assistência médica Provisão para aposentadoria compulsória Provisão gratificação tempo serviço

13 15 17(b) 17(c) 17(d)

39.491 21.471 7.353 20.781 4.009 93.105

103.338 19.000 6.734 18.537 3.733 151.342

Patrimônio líquido Capital Reservas de lucros

18 18(b)

184.006 176.977 360.983 615.830

178.177 176.857 355.034 634.987

615.830 634.987 Total do passivo e patrimônio líquido As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. Demonstrações das mutações do patrimônio líquido - (Em milhares de reais)

Nota

Capital social 161.937 –

Reservas de Lucros Retenção de lucros 155.278 –

Legal 6.240 –

Em 31 de dezembro de 2009 Lucro líquido do exercício Contribuições dos acionistas e distribuições aos acionistas Aumento de capital por capitalização de reservas conforme Assembleia Geral Extraordinária de 27 de dezembro de 2010 18 16.240 (6.240) (10.000) Destinação do lucro do exercício Reserva legal – 3.829 – Juros sobre o capital próprio pagos – R$ 118,48 por ação 26 – – – Dividendos propostos e pagos – R$ 154,25 por ação 26 – – – Reserva de retenção de lucros – – 27.750 Em 31 de dezembro de 2010 178.177 3.829 173.028 Lucro líquido do exercício – – – Contribuições dos acionistas e distribuições aos acionistas Aumento de capital por capitalização de reservas conforme Assembleia Geral Extraordinária de 15 de dezembro de 2011 18 5.829 (3.829) (2.000) Destinação do lucro do exercício Reserva legal – 4.297 – Juros sobre o capital próprio pagos – R$ 129,10 por ação 26 – – – Dividendos propostos e pagos – R$ 355 ,75 por ação 26 – – – Reserva de retenção de lucros – – 1.652 Em 31 de dezembro de 2011 184.006 4.297 172.680 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Lucros acumulados – 76.579

Total do patrimônio líquido 323.455 76.579

–

–

(3.829) (19.549) (25.451) (27.750) – 85.949

– (19.549) (25.451) – 355.034 85.949

–

–

(4.297) (21.302) (58.698) (1.652) –

– (21.302) (58.698) – 360.983

Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 - (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 1. Informações gerais: A Carbocloro S.A. Indústrias Químicas (a “Companhia”), é uma sociedade anônima com sede no Estado de São Paulo, e controlada em conjunto (“joint venture”) pela UNIPAR Participações S.A. e pela empresa norte-americana Occidental Chemical Corporation. A Companhia tem como atividade preponderante a industrialização, comércio, importação e exportação de soda cáustica, hipoclorito de sódio, acido clorídrico, cloro e produtos químicos derivados. A emissão destas demonstrações financeiras foi autorizada pela diretoria da companhia, em 10 de fevereiro de 2012. 2. Resumo das principais políticas contábeis As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1. Base de preparação: As demonstrações financeiras foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) e considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir a avaliação de certos ativos financeiros que são mensurados ao valor justo. A preparação das demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação de suas políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na Nota 3. Mudanças nas políticas contábeis e divulgações. Não há novos pronunciamentos ou interpretações de CPCs/IFRS vigendo a partir de 2011 que poderiam ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia. 2.2. Conversão de moeda estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações financeiras são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a Companhia atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras estão apresentadas em Reais, que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia. (b) Transações e saldos - As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado. Os ganhos e as perdas cambiais são apresentados na demonstração do resultado no grupo de receita ou despesa financeira, líquidas. 2.3. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. 2.4. Ativos financeiros - 2.4.1. Classificação e mensuração: A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo através do resultado e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. A Companhia não tem ativos classificados nas categorias de “mantidos até o vencimento” nem “disponíveis para venda” para nenhum dos períodos apresentados. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado - Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação ativa e frequente. Os derivativos, quando existentes, também são categorizados como mantidos para negociação. Os ativos dessa categoria são classificados como ativo circulante e são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo dos instrumentos classificados nesta categoria são apresentados na demonstração do resultado em “Resultado financeiro” no período em que ocorrem. (b) Empréstimos e recebíveis - Incluem-se nesta categoria, os recebíveis, que são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem, principalmente, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. 2.4.2. Reconhecimento e mensuração: As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação, que é a data em que a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria entidade. 2.4.3. Impairment de ativos financeiros: A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está registrado por valor acima de seu valor recuperável (impairmentt). Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (iv) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; O montante do prejuízo é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão dessa perda reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.5. Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber pela venda de mercadorias ou prestação de serviços no decurso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. As contas a receber de clientes são avaliadas no momento inicial pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa de juros efetiva menos a provisão para créditos de liquidação duvidosa “PCLD” (impairmentt). Na prática são reconhecidas pelo valor faturado, ajustado pela provisão para impairment, se necessária. Esta provisão é estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devidos de acordo com os prazos originais das contas a receber. O valor da provisão é a diferença entre o valor contábil e o valor recuperável. 2.6. Estoques: Os estoques são apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor líquido realizável, dos dois o menor. O custo é determinado usando-se o método do custo médio. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreendem matérias-primas, mão de obra direta, outros custos diretos e despesas gerais de produção relacionadas (com base na capacidade operacional normal). O valor líquido de realização é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios, menos os custos estimados de conclusão e os custos estimados necessários para efetuar a venda. As importações em trânsito são demonstradas pelos custos específicos incorridos. O estoque de materiais de manutenção, composto substancialmente por peças sobressalentes, é registrado ao custo de aquisição deduzido, quando aplicável, de provisão para giro lento de estoques, considerado o montante que a Companhia espera recuperar pelo uso futuro do ativo em suas operações. 2.7. Ativos intangíveis: (a) Pesquisa e desenvolvimento - Os gastos com pesquisa são reconhecidos como despesas quando incorridos. Os gastos incorridos no desenvolvimento de projetos (relacionados à fase de projeto e testes de produtos novos ou aperfeiçoados) são reconhecidos como ativos intangíveis quando for provável que os projetos serão bem-sucedidos, considerando-se sua viabilidade comercial e tecnológica, e somente se o custo puder ser medido de modo confiável. Outros gastos de desenvolvimento são reconhecidos como despesas na medida em que são incorridos. Os gastos de desenvolvimento capitalizados são amortizados desde o início da produção comercial do produto, pelo método linear e ao longo do período do benefício esperado. (b) Programas de computador (softwaress) - Os gastos associados ao desenvolvimento ou à manutenção de softwares são reconhecidos como despesas na medida em que são incorridos. Os gastos diretamente associados a softwares identificáveis e únicos, controlados pela Companhia e que, provavelmente, gerarão benefícios econômicos maiores que os custos por mais de um ano, são reconhecidos como ativos intangíveis. Os gastos diretos incluem a remuneração dos funcionários da equipe de desenvolvimento de softwares e a parte adequada das despesas gerais relacionadas. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os gastos com o desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são amortizados usando-se o método linear ao longo de suas vidas úteis. A vida útil estimada é de cinco anos. 2.8. Imobilizado: Terrenos e edificações compreendem, principalmente, fábricas e escritórios. O imobilizado é mensurado pelo seu custo histórico, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens. O custo histórico também inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificadores. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. Os terrenos não são depreciados. A depreciação dos demais ativos é calculada pelo método linear durante a vida útil estimada, como segue: Anos Edifícios e benfeitorias 31 Equipamentos e instalações 12 a 14 Veículos 6 Móveis, utensílios e demais bens 5 a 10 Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação com o valor contábil e são incluídos na demonstração do resultado em “Outras receitas operacionais, líquidas”. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado. 2.9. Impairment de ativos não financeiros: Os ativos que têm uma vida útil indefinida não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para se identificar evidências de perdas não recuperáveis (impairmentt). Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação, os ativos são agrupados no menor grupo de ativos para o qual existem fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). 2.10. Contas a pagar aos fornecedores: As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa de juros efetiva. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.11. Empréstimos e financiamentos: Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos da transação incorridos. Em seguida, são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (pro rata temporis), considerando a taxa efetiva das captações dos referidos empréstimos e financiamentos e variação cambial. As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo são reconhecidas como custos da

transação do empréstimo, uma vez que seja provável que uma parte ou todo o empréstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa é diferida até que o saque ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do empréstimo, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do empréstimo ao qual se relaciona. Os empréstimos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 2.12. Provisões: As provisões para restauração ambiental e ações judiciais (trabalhistas, cíveis e tributárias) são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente, legal ou não formalizada, como resultado de eventos passados e é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor possa ser feita. A Companhia reconhece provisão para contratos onerosos, quando os benefícios que se espera auferir de um contrato forem menores do que os custos inevitáveis para satisfazer as obrigações assumidas por meio do contrato. Existem situações em que a Companhia questiona a legitimidade de determinadas ações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflete as avaliações atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.13. Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos: As despesas fiscais do período compreendem o imposto de renda e a contribuição social correntes e diferidos. Os impostos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. O encargo de imposto de renda e contribuição social correntes é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço.A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Companhia nas declarações de impostos de renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores que deverão ser pagos às autoridades fiscais. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são determinados, usando alíquotas de imposto (e leis fiscais) promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço, e que devem ser aplicadas quando o respectivo imposto de renda e contribuição social diferidos ativos forem realizados ou quando o imposto de renda e a contribuição social diferidos passivos forem liquidados. O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro real futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são compensados quando há um direito exequível legalmente de compensar os ativos fiscais circulantes contra os passivos fiscais circulantes e quando os impostos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam com os impostos de renda incidentes pela mesma autoridade tributável sobre a entidade tributável ou diferentes entidades tributáveis onde há intenção de liquidar os saldos numa base líquida. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. Dessa forma, impostos diferidos ativos e passivos em diferentes entidades ou em diferentes países, em geral são apresentados em separado, e não pelo líquido. 2.14. Benefícios a empregados de longo prazo: (a) Obrigações de aposentadoria A Companhia tem planos de pensão contratados no Brasil na modalidade de benefício definido e contribuição definida. Um plano de benefício definido é um plano de pensão que define um valor para a pensão a ser paga, normalmente em virtude de um ou mais fatores como idade, tempo de serviço ou compensação. Um plano de contribuição definida é um plano de pensão na qual a Companhia paga contribuições ao fundo e não terá implicações legais ou implícitas de pagar contribuições adicionais se o fundo não possuir ativos suficientes para pagar todos os benefícios aos funcionários relativos ao serviço dos períodos corrente e anterior. O passivo reconhecido no balanço patrimonial com relação aos planos de pensão de benefício definido é o valor presente da obrigação de benefício definido na data do balanço, menos o valor justo dos ativos do plano, ajustados por ganhos ou perdas atuariais e custos de serviços passados. A obrigação de benefício definido é calculada anualmente por atuários independentes, usando o método de crédito unitário projetado. O valor presente da obrigação de benefício definido é determinado mediante o desconto das saídas futuras estimadas de caixa, usando como referência taxas de juros de títulos de longo prazo de alta qualidade. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de ajustes com base na experiência e na mudança das premissas que excederem 10% do valor dos ativos do plano ou 10% dos passivos do plano, são debitados ou creditados ao resultado no período esperado de serviço remanescente de funcionários. Os custos de serviços passados são imediatamente reconhecidos no resultado, a menos que as mudanças do plano de pensão estejam condicionadas à permanência do empregado no emprego, por um período de tempo específico (o período no qual o direito é adquirido). Nesse caso, os custos de serviços passados são amortizados pelo método linear durante o período em que o direito foi adquirido. Com relação aos planos de contribuição definida, a Companhia faz contribuições ao fundo em bases compulsórias, contratuais ou voluntárias. A Companhia não tem nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que a contribuição é efetuada.As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando devidas. As contribuições feitas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na proporção em que um reembolso em dinheiro ou uma redução dos pagamentos futuros estiver disponível. (b) Assistência médica pós-aposentadoria - A Companhia oferece a seus funcionários benefício de plano de saúde pós-aposentadoria. O benefício é concedido quando: (i) o funcionário tenha seu contrato de trabalho rescindido, (ii) tenha mais de 55 anos de idade e (iii) tenha cumprido com um período de, no mínimo, dez anos de trabalho na Companhia. Os custos esperados desses benefícios são acumulados pelo período do vínculo empregatício, usando-se uma metodologia contábil semelhante à dos planos de pensão de benefício definido. Essas obrigações são avaliadas anualmente por atuários independentes e qualificados. (c) Aposentadoria compulsória - A Companhia possui um programa de aposentadoria compulsória mediante o qual se encerra o vínculo empregatício quando o funcionário atinge uma determinada idade. Os custos esperados com esse programa são acumulados anualmente por atuários independentes utilizando-se o método de crédito unitário projetado. Em razão do Programa de Aposentadoria Compulsória, a Companhia, por questões legais, incorre em diversas obrigações (multa de 40% sobre os depósitos do FGTS e aviso prévio indenizado), quando do desligamento dos seus funcionários. Os custos esperados dessa obrigação são acumulados durante o período do emprego, dispondo da mesma metodologia contábil que é usada para os planos de pensão de benefício definido. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de ajustes com base na experiência e na mudança das premissas atuariais que excederem (10% do valor dos ativos do plano ou) 10% dos passivos do plano são debitados ou creditados ao resultado no período esperado de serviço remanescente dos funcionários. Essas obrigações são avaliadas, anualmente, por atuários independentes qualificados. (d) Participação nos lucros - A Companhia reconhece um passivo e uma despesa de participação nos resultados com base em uma estimativa que leva em conta os resultados apurados em suas operações assim como certas medidas de desempenho atribuídas aos seus empregados. (e) Gratificações por Tempo de Serviço - As gratificações por tempo de serviço são exigíveis quando o empregado permanece por um determinado tempo de serviço na Companhia, neste caso, dez anos, e, a partir daí, a cada cinco anos. Os custos esperados desses benefícios são acumulados durante o período de emprego, dispondo da mesma metodologia contábil que é usada para os planos de pensão de benefícios definido. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de ajustes com base na experiência e na mudança das premissas atuariais são debitados ou creditados ao resultado em forma imediata. Essas obrigações são avaliadas, anualmente, por atuários independentes qualificados. 2.15. Reconhecimento da receita: (a) Receita de vendas - A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurança; e (ii) é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade. A Companhia adota como critério de reconhecimento de receita, portanto, a data em que o produto é entregue ao comprador. (b) Receitas financeiras - A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairmentt) é identificada em relação a um contas a receber, a Companhia reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contas a receber. 2.16. Distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio: A distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas suas demonstrações financeiras ao final do exercício, com base no estatuto social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral. O benefício fiscal dos juros sobre capital próprio é reconhecido na demonstração de resultado. 2.17. Normas novas, alterações e interpretações de normas que ainda não estão em vigor - As seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo IASB mas não estão em vigor para o exercício de 2011. A adoção antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, não foi permitida, no Brasil, pelo Comitê de Pronunciamento Contábeis (CPC). • IAS 19 - “Benefícios a Empregados” alterada em junho de 2011. Os principais impactos das alterações são: (i) eliminação da abordagem de corredor, (ii) reconhecimento dos ganhos e perdas atuariais em outros resultados abrangentes conforme ocorram, (iii) reconhecimento imediato dos custos dos serviços passados no resultado, e (iv) substituição do custo de participação e retorno esperado sobre os ativos do plano por um montante de participação líquida, calculado através da aplicação da taxa de desconto ao ativo (passivo) do benefício definido líquido. A administração está avaliando o impacto total dessas alterações na Companhia. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013. • O IFRS 9 - “Instrumentos Financeiros”, aborda a classificação, mensuração e reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados à classificação e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificação dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinação é feita no reconhecimento inicial. A base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém a maioria das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a porção de mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria entidade é registrada em outros resultados abrangentes e não na demonstração dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contábil. O Companhia está avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013. • IFRS 13 - “Mensuração de Valor Justo”, emitido em maio de 2011. O objetivo do IFRS 13 é aprimorar a consistência e reduzir a complexidade da mensuração ao valor justo, fornecendo uma definição mais precisa e uma única fonte de mensuração do valor justo e suas exigências de divulgação para uso em IFRS. As exigências, que estão bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, não ampliam o uso da contabilização ao valor justo, mas fornecem orientações sobre como aplicá-lo quando seu uso já é requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. A Companhia ainda está avaliando o impacto total do IFRS 13. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013. Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia. 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos: As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. 3.1. Estimativas e premissas contábeis críticas: Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício financeiro, estão contempladas abaixo. (a) Imposto de renda, contribuição social e outros impostos - É necessário um julgamento significativo para determinar a provisão para impostos sobre a renda e contribuição social. A Companhia também reconhece provisões por conta de situações em que é provável que valores adicionais de impostos serão devidos. Quando o resultado final dessas questões é diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenças afetarão os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no período em que o valor definitivo é determinado. (b) Planos de pensão e benefícios de longo prazo - O valor atual de obrigações de planos de pensão, assistência médica, aposentadoria compulsória e gratificação por tempo de serviço depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais, que utilizam uma série de

Demonstrações do resultado - Exercícios findos em 31 de dezembro (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

Demonstrações dos fluxos de caixa - Exercícios findos em 31 de dezembro (Em milhares de reais)

Nota 2011 2010 Receita 19 690.702 615.636 Custo das vendas (422.496) (371.954) Lucro bruto 268.206 243.682 Despesas com vendas 20 (78.734) (79.215) Despesas administrativas 20 (59.682) (48.030) Outras receitas operacionais, líquidas 22 1.231 240 Lucro operacional 131.021 116.677 Receitas financeiras 23 6.441 3.145 Despesas financeiras 23 (14.108) (17.453) Ganhos (perdas) cambiais, líquidos 24 (4.274) 2.906 Despesas financeiras, líquidas (11.941) (11.402) Lucro antes do imp. de renda e da contribuição social 119.080 105.275 Imposto de renda e contribuição social 25 (33.131) (28.696) Lucro líquido do exercício 85.949 76.579 Quantidade de ações no final do exercício 18 165.000 165.000 Lucro básico e diluído por ação do capital social no final do exercício (expresso em R$ por ação) 520.90 464,11 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. premissas. Entre as premissas usadas na determinação do custo (receita) líquido para os planos de benefícios de empregados está a taxa de desconto. Quaisquer mudanças nessas premissas afetarão o valor contábil das obrigações de benefícios de empregados. A Companhia determina a taxa de desconto apropriada ao final de cada exercício. Essa é a taxa de juros que deveria ser usada para determinar o valor presente de futuras saídas de caixa estimadas, que devem ser necessárias para liquidar as obrigações de benefícios de empregados. Ao determinar a taxa de desconto apropriada, a Companhia considera como referência as taxas de juros de títulos públicos, denominados em reais e que têm prazos de vencimento próximos dos prazos das respectivas obrigações de benefícios de empregados. Outras premissas importantes para as obrigações de benefícios de empregados se baseiam, em parte, em condições atuais do mercado. Informações adicionais estão divulgadas na Nota 17. (c) Vida útil do ativo imobilizado - A determinação da vida útil do imobilizado tem impacto significativo na determinação do resultado da Companhia na medida em que impacta o valor de despesa de depreciação contabilizada.A determinação da vida útil depende de fatores inerentemente incertos como utilização esperada e níveis de manutenção e desenvolvimento tecnológicos. (d) Provisões para passivos contingentes - A Companhia é parte de diversos processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais que representam perdas prováveis. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, entre elas a opinião dos advogados externos. A administração acredita que essas contingências estão corretamente apresentadas nas demonstrações financeiras. 4. Gestão de risco financeiro - 4.1. Fatores de risco financeiro: As atividades da Companhia a expõe a diversos riscos financeiros: risco de mercado, risco de crédito e risco de liquidez. O programa de gestão de risco da Companhia se concentra na imprevisibilidade dos mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos adversos no desempenho financeiro da Companhia. A Companhia utiliza instrumentos financeiros derivativos para proteger certas exposições a risco. (a) Risco de mercado - (i) Risco cambial - O risco associado decorre da possibilidade de a Companhia vir a incorrer em perdas por causa de flutuações nas taxas de câmbio, que reduzam valores nominais faturados ou aumentem valores captados no mercado. A Companhia está suscetível a esta variação em virtude dos efeitos da volatilidade da taxa de câmbio sobre os passivos e ativos atrelados a moeda estrangeiras, principalmente ao dólar norte-americano e o euro, conforme a seguir detalhado. 2011 2010 Moeda Moeda estrangeira estrangeira - milhares Reais - milhares Reais Ativo Contas a receber em US$ 1.915 3.590 5.407 9.005 Passivo Fornecedores em US$ – – 19 32 Empréstimos em US$ 21.212 39.789 31.532 52.540 Empréstimos em 2.852 6.942 4.279 9.533 Exposição líquida 43.141 53.100 A estratégia para o gerenciamento do risco de variação cambial deve ser defensiva, tratando de proteger os resultados financeiros e o fluxo de caixa contra os movimentos adversos das taxas de câmbio. Como controle interno, a Tesouraria informa periodicamente à Diretoria sobre as posições e exposições aos instrumentos financeiros. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros - O risco de taxa de juros da Companhia decorre de empréstimos. Os empréstimos emitidos às taxas variáveis expõem a Companhia ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Os empréstimos emitidos às taxas fixas expõem a Companhia ao risco de valor justo associado à taxa de juros. A política da companhia é a de manter equilíbrio de seus empréstimos com pagamento em taxa de juros fixa. Durante 2011 e 2010, os empréstimos da companhia com taxas variáveis eram mantidos em reais, dólares americanos e em euros. A Companhia monitora continuamente as taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de novas operações para proteger-se contra o risco de volatilidade dessas taxas. (b) Risco de crédito - Os instrumentos financeiros que potencialmente sujeitam a Companhia em concentração de risco de crédito consistem, principalmente, em saldos em bancos, ativos financeiros mensurados ao valor justo e contas a receber de clientes. A política de vendas da Companhia está intimamente associada ao nível de risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus clientes, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamentos de vendas por segmento de negócios e limites individuais de posição, são procedimentos adotados a fim de evitar eventuais problemas de inadimplência em seu contas a receber. A Administração da Companhia monitora o risco do saldo a receber de clientes, avaliando a necessidade de se constituir provisão para créditos de liquidação duvidosa. A Companhia possui política de avaliação de crédito de instituições financeiras feita por agências especializadas (agência de rating e de diagnóstico de crédito), em relação à capacidade das instituições financeiras pagar o principal e os juros dos títulos emitidos e monitora o comprimento de seus procedimentos de seleção de instituições financeiras e aprovação de seus investimentos nestas. (c) Risco de liquidez - É o risco da Companhia não possuir recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas diariamente pela área de tesouraria. A tabela abaixo analisa os passivos financeiros não derivativos da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do vencimento. Os valores divulgados na tabela são os fluxos de caixa não descontados contratados. Menos de Entre um e Entre dois e um ano dois anos cinco anos Em 31 de dezembro de 2011 Empréstimos e financiamentos 109.987 40.891 308 Fornecedores e outras obrigações 27.226 – – 137.213 40.891 308 (d) Análise de sensibilidade - Apresentamos, a seguir, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, que descreve os riscos que podem gerar prejuízos materiais para a Companhia. A administração utilizou como premissa os indicadores macroeconômicos vigentes por ocasião do encerramento findo em 31 de dezembro de 2011, apresentando um cenário mais provável (cenário I) segundo avaliação efetuada pela administração, considerando um horizonte de três meses. Adicionalmente, dois outros cenários são demonstrados, nos termos determinados pela CVM por meio da Instrução no 475/08, os quais consideram 25% e 50% de deterioração da variável de risco denominados, respectivamente. Quadro demonstrativo de análise de sensibilidade 31/12/2011 Provável(*) 25% 50% Passivo Risco Empréstimos e financiamentos 39.789 Alta do US$ (771) 8.854 18.478 Empréstimos e financiamentos 6.942 Alta do Euro 83 1.839 3.596 Empréstimos e financiamentos 47.797 Alta do CDI 1.008 1.180 1.343 94.528 320 11.873 23.417 (*) O cenário provável foi calculado com base nas estimativas da administração com relação ao comportamento futuro das taxas de câmbio e juros, e levaram em consideração as informações contidas no boletim Focus do BACEN. O saldo de financiamentos expostos a taxa de juros relacionados a variação da TJLP, no montante de R$ 49.917 em 31 de dezembro de 2011, não foi incluído nesta análise de sensibilidade por a Companhia entender não existir risco de impacto financeiros decorrente de flutuação deste indexador. 4.2. Gestão de capital: Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade bem como oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal. A Companhia monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazo, conforme demonstrado no balanço patrimonial), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa e ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim demonstrados: 2011 2010 Total dos empréstimos e financiamentos (Nota 13) 143.945 166.807 Menos - caixa e equivalentes de caixa (Nota 7) (5.627) (9.159) Dívida líquida 138.318 157.648 Total do patrimônio líquido 360.983 355.034 Total do capital 499.301 512.682 Índice de alavancagem financeira - % 28 31 A participação do capital de terceiros na Companhia manteve-se estável, comparado ao exercício anterior. 4.3. Estimativa do valor justo: Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores pelo valor contábil, menos a perda (impairmentt), estejam próximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgação, é estimado mediante o desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado, que está disponível para a Companhia para instrumentos financeiros similares. A Companhia aplica a alteração do CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração: • Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos (nível 1). • Informações, além dos preços cotados, incluídas no nível 1 que são adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preços) (nível 2). • Inserções para os ativos ou passivos que não são baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja, inserções não observáveis) (nível 3). 5. Instrumentos financeiros por categoria: 2011 2010 Empréstimos e recebíveis Ativos Contas a receber de clientes e demais contas a receber 71.801 77.402 Caixa e equivalentes de caixa 5.627 9.159 77.428 86.561 2011 2010 Outros passivos financeiros Passivos Empréstimos 143.945 166.807 Fornecedores e outras obrigações 33.831 32.025 177.776 198.832 6. Qualidade do crédito dos ativos financeiros: A qualidade do crédito dos ativos financeiros que não estão vencidos ou impaired pode ser avaliada mediante referência às classificações históricas sobre os índices de inadimplência de contrapartes:

Nota 2011 2010 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro antes do imp. de renda e da contribuição social 119.080 105.275 Ajustes de receitas e despesas não envolvendo caixa Depreciação e amortização 11 e 12 42.328 39.333 Valor residual do imobilizado baixado 11 e 12 653 713 Juros e encargos sobre empréstimos 10.745 13.116 Variações cambiais sobre empréstimos 5.021 (3.803) Atualizações monetárias sobre contingências 1.048 766 Variações no capital circulante Contas a receber de clientes 5.601 (5.836) Estoques (12.786) (3.051) Impostos a recuperar 7.983 14.588 Outros ativos (3.513) (2.113) Fornecedores 2.529 (1.284) Salários e encargos sociais 965 (3.954) Tributos a pagar (3.250) 2.267 Benefícios de empregados 4.452 2.026 Outros passivos 2.202 2.882 Caixa gerado pelas operações 183.058 160.925 Imposto de renda e contribuição social pagos (24.136) (41.188) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 158.922 119.737 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisições de imobilizado 12 (33.826) (27.542) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento (33.826) (27.542) Fluxos de caixa das atividades de financiamento Obtenção de empréstimos 34.275 26.377 Pagamento de empréstimos (62.094) (61.708) Pagamento de juros (10.809) (15.382) Dividendos e juros sobre capital próprio pagos 26 (90.000) (45.000) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento (128.628) (95.713) Redução de caixa e equivalentes de caixa, líquidos (3.532) (3.518) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 9.159 12.677 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 5.627 9.159 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. Contas a receber de clientes Contrapartes sem classificação externa de crédito Quanto ao Risco Grupo 1 - Risco Nulo Grupo 2 - Risco Mínimo Grupo 3 - Risco Baixo Grupo 4 - Risco Significativo Grupo 5 - Risco Alto

2011

2010

37.751 3.608 12.278 17.959 4.316 75.912

38.990 8.191 12.663 17.294 4.264 81.402

Quanto a Idade A vencer acima de 60 dias 4.623 5.554 A vencer de 31 a 60 dias 2.598 4.588 A vencer até 30 dias 59.203 66.030 Vencidas até 30 dias 1.964 848 Vencidas acima de 30 dias 7.524 4.382 Total de contas a receber de clientes 75.912 81.402 A Companhia classifica seus clientes por grupo de risco tomando como base a análise financeira situacional, seu segmento de atuação, tempo de carteira, histórico de pagamentos bem como análise e “rating” de entidade externa. Conta-corrente e depósitos bancários de curto prazo 5.627 9.159 Entendidas de primeira linha de risco de crédito 5.627 7.133 Entidades com maior risco de crédito – 2.026 A Companhia classifica as entidades financeiras como sendo de primeira linha de risco de crédito, àquelas que apresentam solidez financeira intrínseca excepcional e excelente, baseadas em “rating” de entidades externas. Para as instituições financeiras que não se classificam nesse critério, são consideradas como sendo de maior risco de crédito. 7. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e bancos Certificado de Depósito Bancário (CDB) com liquidez diária garantida contratualmente

2011 5.627

2010 7.133

– 5.627

2.026 9.159

8. Contas a receber de clientes:

2011 2010 72.322 72.397 3.590 9.005 (4.111) (4.000) 71.801 77.402 Parcela não circulante 3.204 285 Parcela circulante 68.597 77.117 Todas as contas a receber não circulantes vencem em até cinco anos a contar da data do balanço. Em 31 de dezembro de 2011, contas a receber no valor de R$ 66.424 (2010 - R$ 76.172) estavam totalmente adimplentes. Em 31 de dezembro de 2011, as contas a receber de clientes no valor de R$ 5.172 (2010 - R$ 1.002) encontram-se vencidas, mas não impaired. Essas contas referem-se a uma série de clientes independentes que não têm histórico de inadimplência recente. A análise de vencimentos dessas contas a receber está apresentada abaixo: 2011 2010 Até três meses 5.172 1.002 5.172 1.002 Em 31 de dezembro de 2011, as contas a receber de clientes no total de R$ 4.316 (2010 - R$ 4.228) impaired e provisionadas deduzidas das eventuais garantias reais. O valor da provisão era de R$ 1.686 em 31 de dezembro de 2011 (2010 - R$ 1.598). As contas a receber individualmente impaired referem-se a clientes em processos judiciais. Os vencimentos dessas contas a receber são como seguem: 2011 2010 Acima de seis meses 4.316 4.228 4.316 4.228 As contas a receber de clientes e demais contas a receber da Companhia são mantidas nas seguintes moedas: 2011 2010 Reais 72.322 72.397 Dólares americanos (US$ 1,915) 3.590 9.005 75.912 81.402 As movimentações na provisão para impairment de contas a receber de clientes da Companhia são as seguintes: 2011 2010 Em 1o de janeiro 4.000 7.282 Provisão para impairment de contas a receber 111 – Valores não usados, estornados – (3.282) Em 31 de dezembro 4.111 4.000 A constituição e a baixa da provisão para contas a receber impaired foram registradas no resultado do exercício como “Outras receitas operacionais líquidas” (Nota 22). Os valores debitados à conta de provisão são geralmente baixados quando não há expectativa de recuperação dos recursos.A exposição máxima ao risco de crédito na data de apresentação do relatório é o valor contábil de cada classe de contas a receber mencionada acima.A Companhia não mantém nenhum título como garantia. 9. Impostos a recuperar: Estão substancialmente representados por créditos de impostos e tributos incidentes sobre as aquisições de bens e serviços do ativo imobilizado, conforme demonstrados a seguir: 2011 2010 Impostos sobre circularização de mercadorias e serviços - ICMS 7.103 11.935 Contribuições para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS 1.528 4.894 Programa de Integração Social - PIS 332 1.063 Outros impostos 1.903 1.673 Ajuste a Valor Presente (1.552) (2.268) 9.314 17.297 Não Circulante (2.963) (4.318) Circulante 6.351 12.979 O ajuste a valor presente foi calculado sobre os créditos de impostos cuja recuperação é limitada temporalmente por força da legislação em vigor, tendo sido utilizada uma taxa de juros equivalente ao custo de captação da Companhia. 10. Estoques: 2011 2010 Matérias-primas 13.188 4.344 Produtos em processo 2.694 1.661 Produtos acabados 3.725 4.072 Importação em trânsito 22 21 Materiais auxiliares e embalagens 1.720 1.596 Materiais de manutenção e outros 17.826 14.695 39.175 26.389 Não circulante Materiais de manutenção e outros (13.408) (10.740) Circulante 25.767 15.649 O custo dos estoques reconhecidos como despesas e incluídos em “Custo das vendas” totalizou R$ 147.789 (2010 - R$ 130.077). 11. Intangível Programas de computador Pesquisa e (softwaress) desenvolvimento Outros Total Em 31 de dezembro de 2010 Custo 3.154 2.104 1 5.259 Amortização e impairment acumulados (2.180) – – (2.180) Saldo contábil, líquido 974 2.104 1 3.079 Exercício findo em 31 de dezembro de 2010 Saldo inicial 974 2.104 1 3.079 Baixas – (485) – (485) Transferências 134 (61) – 73 Amortização (310) – – (310) Saldo contábil, líquido 798 1.558 1 2.357 Em 31 de dezembro de 2010 Custo 3.288 1.558 1 4.847 (2.490) – – (2.490) Amortização e impairment acumulados Saldo contábil líquido 798 1.558 1 2.357 Exercício findo em 31 de dezembro de 2011 Saldo inicial 798 1.558 1 2.357 Baixas Custos (249) – – (249) Baixas Amortizações 248 – 248 Transferências 51 – – 51 Amortização (288) – – (288) Saldo contábil, líquido 560 1.558 1 2.119 Em 31 de dezembro de 2011 Custo 3.090 1.558 1 4.649 Amortização e impairment acumulados (2.530) – – (2.530) Saldo contábil líquido 560 1.558 1 2.119 Equipamentos Móveis e Total em Obras em Imobilizado e instalações Veículos utensílios Outros operação andamento total Contas a receber de clientes Contas a receber de clientes vinculadas a moeda estrangeira Menos provisão para impairment de conta a receber de clientes

12. Imobilizado Edificações e Terrenos benfeitorias Saldos em 31 de dezembro de 2009 Custo 2.292 114.004 675.918 2.131 8.130 7.775 810.250 55.470 Depreciação acumulada – (27.457) (344.949) (971) (4.233) (4.461) (382.071) – Saldo contábil, líquido 2.292 86.547 330.969 1.160 3.897 3.314 428.179 55.470 Exercício findo em 31 de dezembro de 2010 Aquisições – – – – – – – 27.542 Transferências – 3.115 44.148 230 413 814 48.720 (48.793) Alienações/baixas – – (159) (229) (30) (137) (555) – Depreciação – (3.365) (34.130) (306) (658) (564) (39.023) – Transferência de depreciação – 96 – – (91) (5) – – Baixa de depreciação – – 85 167 22 83 357 – Saldo contábil, líquido 2.292 86.393 340.913 1.022 3.553 3.505 437.678 34.219 Em 31 de dezembro de 2010 Custo 2.292 117.119 719.907 2.132 8.513 8.452 858.415 34.219 Depreciação acumulada – (30.726) (378.994) (1.110) (4.960) (4.947) (420.737) – Saldo contábil, líquido 2.292 86.393 340.913 1.022 3.553 3.505 437.678 34.219 Exercício findo em 31 de dezembro de 2011 Aquisições – – – – – – – 33.826 Transferências – 1.606 25.663 1.081 1.296 822 30.468 (30.518) Alienações/baixas – – (2.878) (1.190) (301) (875) (5.244) – Depreciação – (3.454) (36.994) (290) (737) (565) (42.040) – Baixa de depreciação – – 2.767 740 231 853 4.591 – Saldo contábil, líquido 2.292 84.545 329.471 1.363 4.042 3.740 425.453 37.527 Em 31 de dezembro de 2011 Custo 2.292 118.725 742.692 2.023 9.508 8.399 883.639 37.527 Depreciação acumulada – (34.180) (413.221) (660) (5.466) (4.659) (458.186) – Saldo contábil, líquido 2.292 84.545 329.471 1.363 4.042 3.740 425.453 37.527 Os empréstimos bancários estão garantidos por terrenos e edificações e equipamentos no valor de R$ 49.416 (31 de dezembro de 2010 – R$ 83.882), vide Nota 13. 13. Empréstimos e financiamentos: Não circulante Em moeda nacional Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Cédula de Crédito Bancário Em moeda estrangeira US$ 7,027 mil (2010 - US$ 19,189 mil) 1,401 mil (2010 - 2,802 mil) Circulante Em moeda nacional Empréstimos em Conta Garantida Cessão de Crédito de Duplicatas Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Cédula de Crédito Bancário Em moeda estrangeira Adiantamento de Exportação (ACC – US$ 1,914) US$ 12,270 mil (2010 - US$ 12,343 mil) 1,451 mil (2010 - 1,477 mil) Total dos empréstimos e financiamentos

2011

2010

14.900 8.000

49.240 15.882

13.181 31.973 3.410 6.243 39.491 103.338 13.076 17.699

– –

34.517 9.022

34.642 4.970

3.591 – 23.017 20.567 3.532 3.290 104.454 63.469 143.945 166.807

865.720 (382.071) 483.649 27.542 (73) (555) (39.023) – 357 471.897 892.634 (420.737) 471.897 33.826 (50) (5.244) (42.040) 4.591 462.980 921.166 (458.186) 462.980

Os valores contábeis dos empréstimos e financiamentos aproximam-se de seu valor justo. Os empréstimos bancários junto ao BNDES são garantidos por terrenos bem como pelas edificações e equipamentos da Companhia adquiridos por meio destas transações. Os valores contábeis dos empréstimos da Companhia são mantidos nas seguintes moedas: 2011 2010 Reais 97.214 104.734 Euros 6.942 9.533 Dólares americanos 39.789 52.540 143.945 166.807 Certos empréstimos apresentam também cláusulas que estabelecem o atendimento de determinados indicadores financeiros (covenants). Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia estava adimplente com o atendimento dessas cláusulas. 14. Outras contas a pagar: 2011 2010 Serviços técnicos profissionais 919 452 Fretes e desembaraço alfandegário 4.562 5.010 Imposto predial 1.502 981 Multas contratuais – 909 Outras obrigações e compromissos 1.124 1.173 8.107 8.525 Continua G


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS G Continuação

sexta-feira, 16 de março de 2012

CARBOCLORO S.A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS CNPJ(MF) nº 31.659.584/0001-35 Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 - (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

15. Provisões para contingências: Em 31 de dezembro de 2009 Debitado (creditado) à demonstração do resultado Adições Reversões Atualização monetária Transferências curto prazo Em 31 de dezembro de 2010 Debitado (creditado) à demonstração do resultado Adições Reversões Atualização monetária Em 31 de dezembro de 2011

Contingências tributárias (a) 30.667

Contingências trabalhistas e previdenciárias (b) 3.164

Contingências Ambientais (c) –

Outros 244

Total 34.075

Depósitos para contingências 17.569

Líquido dos depósitos 16.506

305 (256) 796 – 31.512

1.892 (2.030) 46 – 3.072

– – – 1.091 1.091

– – – – 244

2.197 (2.286) 842 1.091 35.919

1.560 (2.286) 76 – 16.919

637 – 766 1.091 19.000

324 (514) 960 32.282

– (870) 63 2.265

– (223) – 868

242 – 25 511

566 (1.607) 1.048 35.926

329 (2.793) – 14.455

237 1.186 1.048 21.471

A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis, tributários e outros em andamento, e está discutindo essas questões tanto na esfera administrativa como na judicial, e que, quando aplicáveis, são amparadas por depósitos judiciais. As naturezas das obrigações podem ser assim sumarizadas: (a) Contingências tributárias - • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Refere-se à correção monetária das parcelas do imposto de renda do exercício de 1989 e imposto de renda sobre o lucro líquido e contribuição social de 1990. • Programa de Integração Social (PIS). Refere-se aos recolhimentos efetuados no período de março de 1996 a janeiro de 1999 com base em sucessivas medidas provisórias, posteriormente transformadas na Lei no 9.715/98, que foi declarada parcialmente institucional por meio de ADIN no 1.417-0-8/99. Os montantes provisionados referem-se aos valores compensados no exercício de 2002. • PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Refere-se a ação ajuizada para suspensão e de exigibilidade do PIS e COFINS incidentes sobre o valor do ICMS que integra o faturamento da Companhia. • Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Refere-se a ação anulatória de débito fiscal IPTU - município de Cubatão/SP, em razão do excessivo valor venal adotado como base de cálculo pelo município. A Companhia não apresenta em 31 de dezembro de 2011 contingências tributárias relevantes cuja avaliação de risco de perda tenha sido classificada como possível. (b) Contingências trabalhistas e previdenciárias - As ações judiciais de natureza trabalhistas, referem-se, de maneira geral, a discussões de ex-funcionários questionando o direito sobre verbas não pagas. Nas ações judiciais previdenciárias, a Companhia questiona a incidência de encargos sociais sobre determinadas verbas remuneratórias. Adicionalmente a Companhia tem ações de natureza trabalhista, envolvendo riscos de perda classificadas pela administração como possíveis no montante de R$ 1.691 (2010 – R$ 2.077), com base na avaliação de seus consultores jurídicos, para as quais não há provisão constituída. (c) Remediação ambiental - A Companhia usa diversos produtos químicos na produção de soda cáustica, cloro e derivados. Por meio de suas atividades de monitoramento, a Companhia identificou algumas áreas de seus terrenos contaminadas. Para cobrir os custos necessários previstos para a remediação do problema, há um passivo no montante de R$ 868 (2010 - R$ Ativo de imposto diferido Em 31 de dezembro de 2009 Debitado (creditado) à demonstração do resultado Em 31 de dezembro de 2010 Debitado (creditado) à demonstração do resultado Efeito do critério de cálculo da depreciação de bens do Imobilizado - P.N. nº 1 de 2011 Em 31 de dezembro de 2011

1.091). Esse passivo foi constituído com base nas melhores estimativas da administração, que estão baseadas em estudos elaborados por empresas especializadas e que são anualmente reavaliadas em função do progresso das ações de remediação implementadas. 16. Imposto de renda e contribuição social diferidos: O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. Os valores de compensação são os seguintes: A movimentação líquida da conta de imposto de renda diferido é a seguinte: 2011 2010 Em 1o de janeiro 23.153 23.503 Provisões não dedutíveis 1.692 (350) Efeito do critério de cálculo da depreciação do imobilizado - Parecer Normativo no 1 de 2011 (9.532) – Em 31 de dezembro 15.313 23.153 A Companhia optou pela utilização dos critérios estabelecidos no parecer normativo n° 1 de 29 de julho de 2011, onde as diferenças no cálculo da depreciação de bens do ativo imobilizado decorrentes do disposto no § 3° do artigo 189 da Lei de n° 6.404, de 1976, com as alterações introduzidas pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Lei n° 11.941, de 2009, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real e da base de calculo da CSLL da pessoa jurídica sujeita ao RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007, gerando um compromisso a longo prazo no montante de R$ 9.532. A movimentação do imposto de renda diferido ativo durante o exercício, sem levar em consideração a compensação dos saldos é a seguinte: Obrigação de benefícios de empregados 9.335 527 9.862 1.067 10.929

Provisões 3.246 (492) 2.754 (368) 2.386

Contingências Outros 10.488 434 (443) 58 10.045 492 170 823 10.215 1.315

Total 23.503 (350) 23.153 1.692 (9.532) 15.313

minado anualmente em razão de cálculo atuarial procedido por atuário independente. Em 31 de dezembro de 2011, a provisão para os gastos com assistência médica complementar pós- aposentadoria estão estimadas em R$ 7.353 (2010 – R$ 6.734). (c) Benefícios de aposentadoria compulsória - Em 10 de maio de 2004, foi aprovada pela presidência da Companhia a política corporativa de desligamento de funcionários que inclui o desligamento compulsório de funcionários atingindo a idade limite de 60 anos. Nesses casos, a política define o pagamento de todas as verbas rescisórias normalmente pagas no desligamento de funcionários, inclusive a multa rescisória de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Este benefício é contabilizado como uma obrigação pós-emprego com característica de benefício definido, a partir do exercício de 2008. (d) Gratificação por tempo de serviço - A Companhia opera com outros benefícios de longo prazo referente a gratificações por tempo de serviço. O método de contabilização, as premissas e a frequência das avaliações são semelhantes àquelas usadas para o plano de pensão de benefício definido. Este plano não é financiado. Este benefício é contabilizado como uma obrigação de longo prazo. Os valores reconhecidos no balanço patrimonial são os seguintes: 31 de dezembro de 2011 Benefício definido Benefício de Benefício de Gratificação por de plano de pensão assistência médica aposentadoria compulsória tempo de serviço Total Valor presente das obrigações Financiadas 75.709 – – – 75.709 Valor justo dos ativos do plano (84.694) – – – (84.694) (8.985) – – – (8.985) Valor presente das obrigações não financiadas – 6.580 20.781 4.009 31.370 Perdas atuariais não reconhecidas 8.887 773 – – 9.660 Efeito do limite do parágrafo 58(b) 98 – – – 98 (Ativo)/passivo no balanço patrimonial – 7.353 20.781 4.009 32.143 31 de dezembro de 2010 Benefício definido Benefício de Benefício de Gratificação por de plano de pensão assistência médica aposentadoria compulsória tempo de serviço Total Valor presente das obrigações financiadas 67.146 – – – 67.146 Valor justo dos ativos do plano (81.823) – – – (81.823) (14.677) – – – (14.677) Valor presente das obrigações não financiadas – 5.724 18.537 3.733 27.994 Perdas atuariais não reconhecidas 13.364 1.010 – – 14.374 (Ativo)/passivo no balanço patrimonial (1.313) 6.734 18.537 3.733 27.691 A movimentação na obrigação de benefício definido durante o exercício é demonstrada a seguir: 31 de dezembro de 2009 Benefício definido Benefício de Benefício de Gratificação por de plano de pensão assistência médica aposentadoria compulsória tempo de serviço Total 17. Obrigações de benefícios aos empregados: (a) Benefícios de plano de pensão - A Carboprev foi constituída em 1o de setembro de 1997 como resultado da transferência dos participantes empregados da Carbocloro que estavam vinculados ao plano da Vulcaprev - Sociedade de Previdência Privada. A Companhia patrocina integralmente a suplementação de aposentadoria de seus funcionários através de um plano básico com benefício definido, com 416 participantes em 31 de dezembro de 2011 (2010 - 410 participantes), e contribui em um plano de contribuição definida, custeado também pelos funcionários, contando com 294 participantes em 31 de dezembro de 2011 (2010 - 286 participantes), estando a administração desses planos a cargo da Carboprev Sociedade de Previdência Privada. A companhia reconheceu um ativo atuarial de R$ 1.313 em 31 de dezembro de 2010 cuja realização se deu por meio da diminuição de contribuições. Em 31 de dezembro de 2011 não houve nenhum reconhecimento. (b) Benefícios de assistência médica - A Companhia possui plano de assistência médica como benefício pós-emprego correspondente a um complemento de 50% em média do plano de saúde escolhido pelo funcionário aposentado e estendido ao cônjuge por um período de quatro anos. O plano é estruturado na modalidade de benefício definido, deter-

Em 31 de dezembro de 2009 57.333 6.248 Custo do serviço corrente 1.508 220 Custo financeiro 6.338 545 Contribuições dos participantes do plano 6 – Perdas (ganhos) atuariais 3.976 (55) Benefícios pagos (2.015) (225) Em 31 de dezembro de 2010 67.146 6.733 Custo do serviço corrente 1.587 246 Custo financeiro 7.057 589 Contribuições dos participantes do plano 2 – Impacto das alterações no plano – – Perdas (ganhos) atuariais 2.131 (34) Benefícios pagos (2.214) (181) Em 31 de dezembro de 2011 75.709 7.353 A movimentação do valor justo dos ativos do plano de benefícios nos períodos apresentados é a seguinte: Diretoria Anibal do Vale Diretor Presidente Paulo Cesar Vidal Pereira Barreto Diretor Vice-Presidente de Finanças Marcio Fernandes de Abreu Diretor Industrial

16.790 728 1.708 – 1.594 (2.283) 18.537 895 1.776 – 2.940 (1.721) (1.646) 20.781

3.939 206 397 – 109 (918) 3.733 213 367 – – 399 (703) 4.009

84.310 2.662 8.988 6 5.624 (5.441) 96.149 2.941 9.789 2 2.940 775 (4.744) 107.852

Em 31 de dezembro de 2009 Retorno esperado sobre os ativos do plano Ganhos (perdas) atuariais Contribuições do empregador Contribuições dos empregados Benefícios pagos

Benefício definido de plano de pensão 76.671 8.588 (1.427) – 5 (2.014)

Os valores reconhecidos na demonstração do resultado são:

Custos do serviço corrente Custos financeiros Retorno esperado sobre os ativos do plano Custo do serviço passado Efeito do Limite do parágrafo 58 (b) Perdas atuariais reconhecidas no exercício Total incluído nos custos de pessoal (Nota 21)

Benefício definido de plano de pensão 1.587 7.057 (9.031) 98 1.602 1.313

Em 31 de dezembro de 2010 Retorno esperado sobre os ativos do plano Ganhos (perdas) atuariais Contribuições do empregador Contribuições dos empregados Benefícios pagos Em 31 de dezembro de 2011

Benefício de assistência médica 245 589 (33) 801

Benefício definido de plano de pensão 81.823 9.031 (3.948) – 2 (2.214) 84.694 31 de dezembro de 2011 Gratificação por tempo de serviço Total 213 2.941 367 9.789 (9.031) 2.940 98 399 247 979 6.984 31 de dezembro de 2010 Gratificação por tempo de serviço Total 206 2.662 397 8.988 (8.588) 109 611 712 3.673

Benefício de aposentadoria compulsória 896 1.776 2.940 (1.721) 3.891

Benefício definido Benefício de Benefício de de plano de pensão assistência médica aposentadoria compulsória Custos do serviço corrente 1.508 220 728 Custos financeiros 6.338 545 1.708 Retorno esperado sobre os ativos do plano (8.588) Perdas atuarias reconhecidas no exercício (1.037) (55) 1.594 Total incluído nos custos de pessoal (Nota 21) (1.779) 710 4.030 O retorno real dos ativos do plano de benefício definido de plano de pensão foi de R$ 9.031 (2010 - R$ 8.587). As principais premissas atuariais usadas foram as seguintes: 23. Receita e despesas financeiras: Percentual 2011 2010 2011 2010 Despesas financeiras Benefício definido de plano de pensão Juros de empréstimos e financiamentos (10.653) (14.331) Taxa de desconto 11,60 10,77 Variação monetária (1.061) (822) Taxa de inflação 5,50 4,50 Despesas bancárias (425) (382) Retorno esperado sobre os ativos do plano 11,26 11,38 Operações de Swap (419) (1.474) Aumentos salariais futuros 7,40 7,63 Outras despesas financeiras (1.550) (444) Aumento de planos de pensão futuro 4,50 4,50 Total de despesas financeiras (14.108) (17.453) Benefícios de aposentadoria compulsória Taxa de desconto 11,60 10,77 Receita financeira Rendimentos sobre aplicação financeira 1.451 387 Taxa de inflação 5,50 4,50 Variações monetárias 1.280 226 Aumentos salariais futuros 7,40 7,63 Ajuste a valor presente 1.418 746 Gratificação por tempo de serviço Encargos sobre cobrança de duplicatas 1.186 1.544 Taxa de desconto 11,60 10,77 Outras receitas financeiras 1.106 242 Taxa de inflação 5,50 4,50 Total de receitas financeiras 6.441 3.145 Aumentos salariais futuros 7,40 7,63 24. Ganhos (perdas) cambiais, líquidos: Assistência médica aposentados 2011 2010 Taxa de desconto 11,60 10,77 Variações cambiais ativas Taxa de inflação 5,50 4,50 Sobre contratos de cambio - exportação (386) (906) A premissa de mortalidade baseia-se na tábua biométrica de mortalidade geral AT-2000. Sobre Cobrança e outros créditos no exterior 1.123 – 18. Capital social: Em 31 de dezembro de 2011, o capital social está representado por Variações cambiais passivas Sobre empréstimo recebido (4.966) 3.803 165.000 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Conforme Assembleia Geral ExtraSobre fornecedores do exterior (45) 9 ordinária (AGE) em 15 de dezembro de 2011, foi deliberado o aumento de capital social sem (4.274) 2.906 emissão de novas ações no valor de R$ 5.829, passando a totalizar R$ 184.006 (31 de dezem- Ganhos cambiais financeiros líquidos bro de 2010: R$ 178.177). (a) Reserva legal - A reserva legal é constituída anualmente com 25. Despesa de imposto de renda e contribuição social: 2011 2010 a destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder 20% do capital social. (b) Reserva de retenção de lucros para investimentos - A reserva de retenção de lucros Imposto corrente Imposto corrente sobre o lucro do exercício 25.291 28.473 para investimentos refere-se a retenção do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de Ajustes de exercícios anteriores – (127) atender ao projeto de crescimento dos negócios estabelecidos no plano de investimentos, con25.291 28.346 forme orçamento de capital proposto pelos administradores da Companhia, a ser deliberado na Total do imposto corrente Imposto diferido (Nota 16) (1.692) 350 Assembleia Geral, em observância ao artigo 196 da Lei das Sociedades por Ações. Total do imposto diferido (1.692) 350 19. Receita: Efeito do critério de cálculo da depreciação de bens do 2011 2010 imobilizado – Parecer Normativo n°1 de 2011 9.532 – Receita Bruta de Vendas Despesa de imposto de renda 33.131 28.696 Mercado interno 857.654 759.832 O imposto sobre o lucro da Companhia, antes do imposto, difere do valor teórico que seria Mercado externo 38.432 43.263 obtido com o uso da alíquota nominal, aplicável ao lucro da Companhia, como segue: 896.086 803.095 2011 2010 Impostos incidentes sobre vendas e abatimentos (205.384) (187.459) Lucro antes do imposto 119.080 105.275 Receita líquida de vendas 690.702 615.636 Imposto calculado com base em alíquotas de imposto (40.487) (35.794) 20. Despesas por natureza: Juros sobre capital próprio 7.243 6.646 Impostos/despesas não dedutíveis para fins de impostos (635) (212) 2011 2010 Investimentos em incentivos fiscais 748 887 Remuneração da Diretoria/Conselho 6.459 3.617 Outros Ajustes 127 Salários e encargos sociais 18.873 16.071 Encargo fiscal (33.131) (28.346) Custos previdenciários 1.784 (1.231) Despesas de benefícios a empregados 13.510 10.946 A alíquota de imposto média ponderada em 31 de dezembro de 2011 é de 27,8% (2010 - 26,9%). Esse leve Encargos de depreciação e amortização 1.163 1.189 aumento é justificado, pela diminuição relativa nas despesas com juros sobre capital próprio, pelo aumento de Serviços de terceiros 8.999 8.242 despesas não dedutíveis na base de cálculo e pela redução nos incentivos fiscais extraídos diretamente após o Despesas com seguros 2.142 2.232 cálculo sobre a base do imposto. 26. Dividendos e juros sobre o capital próprio: De acordo com Despesas com taxas e impostos 1.227 1.004 o Estatuto Social, os acionistas têm direito a uma remuneração de, no mínimo, 50% do lucro líquido do Outras despesas administrativas 5.525 5.960 exercício ajustado nos termos da lei societária. Conforme deliberações do Conselho de Administração de 25 de março, 24 de junho, 19 de setembro e 13 de dezembro de 2011, a Companhia destinou para Despesas com fretes sobre vendas 73.424 74.682 distribuição de dividendos o valor de R$ 58.698 (2010 – R$ 25.451) conforme demonstração a seguir: Armazenagem 4.585 4.171 2011 2010 Outras despesas com vendas 725 362 Lucro líquido do exercício 85.949 76.579 Despesas com vendas e despesas administrativas 138.416 127.245 Reserva legal (4.297) (3.829) 21. Despesas com empregados: Base de cálculo do dividendo 81.652 72.750 2011 2010 Dividendo mínimo obrigatório, conforme previsão estatutária (50%) 40.826 36.375 Salários e encargos sociais (operacional) 44.239 40.096 Dividendos pagos 58.698 15.451 Salários e encargos sociais (administrativo) 25.332 19.688 Dividendos a pagar – 10.000 Benefícios a empregados 14.328 11.113 Juros sobre o capital próprio pagos 21.302 19.549 Custos de planos de pensão - planos de contribuição definida 471 548 Total da remuneração 80.000 45.000 97,98 61,86 Custos de Planos de pensão - planos de benefício definido 1.313 (1.779) Percentual distribuído sobre a base de cálculo do dividendo Outras obrigações pós-emprego - aposentadoria compulsória 3.891 4.030 27. Compromissos: A Companhia possui contratos de fornecimento de insumos diversos Outras obrigações pós-emprego - assistência médica 801 710 na modalidade take or pay com vigência até setembro de 2014 e montante total contratado Obrigações de longo prazo - gratificação por tempo de serviço 979 712 de R$ 450.401 (2010 - R$ 571.547). Historicamente, a Companhia tem consumido de forma Total de despesas com empregados 91.354 75.118 integral as quantidades de insumos contratadas. 28. Transações com partes relacionadas: Número de empregados 416 410 As seguintes transações foram conduzidas com partes relacionadas: (a) Transações 2011 2010 Despesas per capita com empregado 220 183 Occidental Chemical Corporation (EUA) e controladas Vendas 12.179 – 22. Outras receitas operacionais, líquidas: Compras 1.057 923 2011 2010 Unipar Participações S.A. Receitas Vendas – 13.414 Impostos recuperados 1.412 38 Compras – – Despesas Total de vendas 12.179 13.414 Constituições de provisão para contingências 795 (2.993) Total de compras 1.057 923 Resultado liquido da venda de ativo permanente (225) (42) Todas as transações efetuadas entre as partes relacionadas foram finalizadas no próprio período em que Variações da provisão para créditos de liquidação duvidosa (111) 3.282 foram efetuadas,não restando saldos a pagar e a receber entre as partes na data da elaboração destas deOutros (640) (45) monstrações financeiras. (b) Remuneração do pessoal-chave da administração - O pessoal-chave (181) 202 da administração inclui os conselheiros e diretores, além do presidente e vice-presidente.A remuneração Total Outras receitas (despesas) 1.231 240 paga a esses membros, no exercício de 2011, totalizou R$ 6.459 (2010 - R$ 3.617).

Conselho de Administração

Conselho de Fiscal

Os abaixo assinados membros efetivos do Conselho Fiscal da Carbocloro S.A. Indústrias Químicas, reunidos em 13 de fevereiro de 2.012, na sede social da Empresa, em São Paulo, SP, examinaram o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Fi-

José Octávio Vianello de Mello - Conselheiro Presidente Frank Geyer Abudakir - Conselheiro Arthur Cesar Whitaker de Carvalho - Conselheiro Raoul Henri Grossmann - Conselheiro David Bruce Stephenson - Conselheiro Dennis Francis Blake - Conselheiro Parecer do Conselho Fiscal nanceiras, relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, o parecer operações, atendendo plenamente às exigências legais. emitido pelos auditores independentes, sendo de opinião que os mesmos refletem, com fidelidade, a situação patrimonial e financeira da Empresa e o resultado de suas São Paulo, 13 de fevereiro de 2012.

Aos Administradores e Acionistas Carbocloro S.A. Indústrias Químicas - Examinamos as demonstrações financeiras Carbocloro S.A. Indústrias Químicas (a “Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras - A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada

por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação

João Cláudio Zola - Conselheiro Presidente Antonio Ignácio de Mattos Neto - Conselheiro Sergio Goloubeff - Conselheiro Wilson dos Santos Furlan - CRC 1SP083508/0-2 João Claudio Zola Sergio Goloubeff Antonio Ignácio de Mattos Neto

Relatório dos auditores independentes de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião - Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Carbocloro S.A. Indústrias Químicas em 31 de dezembro de

e

2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 10 de fevereiro de 2012 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Carlos Alberto de Sousa Contador CRC 1RJ056561/O-0 “S” SP

O ambiente atual não indica disparada de preços. Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV

conomia

Newton Santos/Hype

121,1 pontos é o Icec registrado em fevereiro. O número indica otimismo no comércio paulista. Lojas cheias: varejistas têm boas expectativas para o ano.

Comércio de SP mantém confiança Índice divulgado pela FecomercioSP mostra que empresários estão confiantes nos rumos da economia, apesar de ligeira queda de 0,1 ponto.

O

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), apresentou leve queda de 0,1 ponto em fevereiro ante janeiro, ao passar de 121,2 para 121,1 pontos. Apesar da retração, o resultado mostra que os empresários do comércio paulistano seguem confiantes, pois a meto-

dologia do indicador determina que uma pontuação acima dos 100, em uma escala de 0 a 200 pontos, indica otimismo. "O índice de expectativa permanece em patamares elevados, sendo um fator relevante para o desempenho do comércio varejista ao longo do ano", afirma a entidade, em nota. Esta bilida de – De acordo com a FecomercioSP, a relativa estabilidade do indicador foi provocada pela queda de 4,5% no Índice das Condições

Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) – um dos itens que compõem o Icec –, que passou de 108 pontos em janeiro para 103,1 em fevereiro, e pelo Índice de Expectativa dos Empresários do Comércio (Ieec), que registrou alta de 3% no período e atingiu 153,2 pontos. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) se manteve estável em 107 pontos de janeiro para o mês seguinte. (AE)

Inflação medida pelo IGP-10 ganha força em março

A

inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) ganhou força, e subiu 0,27% em março, contra aumento de 0,04% em fevereiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou dentro do intervalo das previsões dos analistas do mercado financeiro (0,11% a 0,35%). Nos três indicadores que compõem o IGP-10 de março, o Índice de Preços no Atacado - 10 (IPA-10) subiu 0,24% após cair 0,19% em fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) avançou 0,40%, contra aumento de 0,41% em fevereiro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção - 10 (INCC-10) teve alta de 0,19%, frente a uma elevação de 0,66% no mês passado. Até março, o índice acumula altas de 0,39% no ano e de 3,29% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-10 desse mês foi do dia 11 de fevereiro a 10 de março. A inflação de 0,27% apurada pelo IGP10 de março sinaliza o cenário de evolução de preços para os próximos meses, com taxas positivas próximas a 0,30%, mas distantes das registradas no início do ano passado – quando os IGPs oscilavam acima de 0,5%. Para o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, "o ambiente atual não indica disparada de preços". Além disso, ele lembrou que, mesmo a leve alta do dólar em janeiro não conduziu a um impacto expressivo na inflação atacadista, que representa 60% do IGPs, e cuja evolução tem estreita ligação com a cotação da moeda norte-americana.

"Havia uma tendência de apreciação, com a maior entrada de capital externo", disse. "Mas não acho que o dólar vai se distanciar muito da faixa dos R$ 1,80, nos próximos meses", afirmou. O atacado foi o principal responsável pelo avanço mais intenso de preços do IGP-10, que em fevereiro subia apenas 0,04%. No setor atacadista, os preços saíram de uma queda de 0,19% para alta de 0,24% de fevereiro para março, pressionados por aumentos de preços tanto em produtos agrícolas quanto em produtos industriais. Agropecuária – Entre os destaques de altas agropecuárias no atacado está a soja em grão, cuja variação de preços saltou de 0,93% para 3,17%. Este produto tem sinalizado redução de oferta desde o início do ano, tendo em vista problemas de estiagem na Região sul, influenciados pelo fenômeno do La Niña. "Parece que os produtores estão descobrindo que a perda de safra foi maior do que o esperado", avaliou Quadros. Este cenário ajudou a dar término à deflação das matérias-primas agropecuárias no atacado (de -0,24% para 0,14%), setor que representa as commodities dentro do atacado. No setor industrial, a inflação dos materiais para manufatura saltou de 0,66% para 0,88%. O segmento é um termômetro da evolução de preços nos insumos para a indústria, e ainda sofre a influência do petróleo em alta no mercado internacional. Isso deixou mais caros itens relacionados, como produtos químicos, cuja variação acelerou de 0,20% para 1,29%, em março. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

e

ECONOMIA/LEGAIS - 21 O México está abrindo mão de parte significativa das exportações. Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

conomia

O

ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, avaliou como "muito razoável" a revisão do acordo automotivo com o México, que foi finalizado ontem, no México, pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e a chanceler mexicana Patricia Espinosa. Pimentel participou das negociações anteontem com o ministro da Economia mexicano Bruno Ferrari, e deixou Patriota encarregado de negociar

Brasil e México fecham acordo automotivo O México terá a exportação de veículos ao Brasil limitada em US$ 1,45 bilhão no primeiro ano uma última pendência: o prazo para se atingir as metas de conteúdo regional que hoje é de 30% e deverá chegar a 45%,

de forma escalonada, nos próximos quatro anos. O ministro demonstrou satisfação com a queda da cota de

WELDED PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF n° 10.620.389/0001-21 - NIRE 35.300.365.691 (“Companhia”) ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 29 DE AGOSTO DE 2011 1. Data. Hora e Local: Aos 29 dias do mês de agosto de 2011, às 7:30 horas, na sede social localizada na Rua Tabapuã, nº 41, 14° andar, Itaim Bibi, São Paulo - SP, CEP 04533-010. 2. Convocação e Presença: Convocação dispensada nos termos do art. 124, §4°, da Lei nº 6.404/76, em face da presença de acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas lançadas no livro de presença de acionistas. 3. Mesa: Presidente: Airton de Paiva; Secretária: Simone Galante Alves. 4. Deliberacões: Pela unanimidade de votos dos acionistas presentes, sem reservas, foram tomadas as seguintes deliberações: 4.1. Aprovar e autorizar, sem quaisquer ressalvas, a implementação da oferta pública de aquisição (“OPA”) de até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais da Confab Industrial S.A., companhia aberta, com sede na Rua Manoel Coelho, n° 303, 7º andar, conjunto 72, na cidade de São Caetano do Sul, no Estado de São Paulo, inscrita no CNPJ/MF sob o n.° 60.882.628/0001-90 (“Confab”), a fim de obter o cancelamento do registro de companhia aberta da Confab, de que trata o artigo 21 da Lei n.° 6.385, de 7 de dezembro de 1976, conforme alterada, e os artigos 4°, §4° e 4°- A, da Lei n.° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Acões”), observados os procedimentos definidos pela Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) n.° 361, de 5 de março de 2002, conforme alterada (“Instrução CVM 361”), pela Instrução CVM n.° 480, de 7 de dezembro de 2009 e pelo Regulamento de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa Nível 1 da BM&FBOVESPA (“Oferta”), excetuadas as ações detidas pela Siderca S.A.I.C., por pessoas a ela vinculadas, por membros do conselho de administração ou da diretoria da Confab (ou por quaisquer pessoas jurídicas direta ou indiretamente controladas por quaisquer deles), e aquelas em tesouraria (as ações objeto da Oferta doravante denominadas “Ações em Circulação”), nos termos do artigo 3°, inciso III da Instrução CVM 361; 4.2. Aprovar e autorizar que os Diretores: da Companhia outorguem procuração às seguintes pessoas para representar a Companhia, agindo sempre em conjunto de ao menos dois, conforme estabelecido no estatuto social da Companhia, em todos os atos e negócios relacionados à OPA, bem como todos os outros atos e negócios aprovados na presente assembléia, conforme expressamente autoriza o artº 10º (décimo) do Estatuto Social da Companhia: Federico Luis Barroetaveña, Carlos Alberto Condorelli, Pablo De Pellegrin, Claudio Gabriel Gugliuzza, Cristian Juan Pablo Mitrani, Leslie Roberts e Ricardo Juan Pedro Soler (conjuntamente, os “Procuradores Especiais”). A minuta da procuração ora aprovada consta em anexo a ata dessa assembléia. Os Procuradores Especiais poderão substabelecer, total ou parcialmente, os poderes conferidos no referido mandato. 4.3. Aprovar a minuta do Edital de Oferta Pública de Aquisição de Ações de Emissão da Confab (“Edital”), com a ressalva de que o Edital estará sujeito a alterações, desde que realizadas, de comum acordo, por quaisquer dois Procuradores Especiais. 4.4. Autorizar que os Procuradores Especiais, em nome da Companhia, agindo sempre em conjunto de ao menos dois, (i) definam o preço de compra a oferecer pelas Ações em Circulação que serão objeto da Oferta, sendo certo que, segundo estabelecido na Lei das Sociedades por Ações e a Instrução CVM 361, esse preço não poderá ser inferior ao preço justo determinado no laudo de avaliação da Confab elaborado pela Deloitte Touche Tohmatsu Consultores Ltda., com sede na rua Alexandre Dumas, n.° 1981, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, inscrita no CNPI/ MF sob o n.° 02.189.924/0001-03 (“Laudo de Avaliação”); e (ii) tomem todas as decisões relativas à Oferta e exerçam (ou renunciem) todas as opções e/ou os direitos da Companhia previstos no Edital, na Lei das Sociedades por Ações, na Instrução CVM 361 ou qualquer outra lei, regras e/ou regulamentos aplicáveis (incluindo, a modo enunciativo mais não limitativo, qualquer opção e/ou direito de desistência, cancelamento ou retirada da Oferta); 4.5. Aprovar e autorizar que a Companhia celebre o Contrato de Intermediação de Oferta Pública de Aquisição de Ações de Emissão da Confab Industrial para Cancelamento de Registro com o Banco J.P. Morgan S.A. (“Contrato de Intermediação”, que, em conjunto com o Edital e com o Laudo de Avaliação, são doravante denominados “Documentos da Oferta”), e autorizar que os Procuradores Especiais, em nome da Companhia, agindo sempre em conjunto de ao menos dois, negociem, acordem todos os termos e condições, bem como assinem o Contrato de Intermediação, e quaisquer alterações elou aditamentos eventualmente necessários ao Contrato de Intermediação; 4.6. Aprovar e autorizar a realização, pela a Companhia, dos registros dos Documentos da Oferta perante autoridades elou agencias governamentais do Brasil (incluindo, mas não se limitando, à CVM e ou a BM&FBovespa - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, doravante apenas “BM&FBovespa”), bem como dos seus anexos e/ou outros documentos relacionados e eventuais alterações e/ou aditamentos necessários aos Documentos

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se cha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 70/00051/12/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Prof. Valentim Carra - Rua Francisco Lustosa, 271 - Cep: 08330-140 - Jd. Vera Cruz - São Paulo/SP - 210 - 111,57 - R$ 122.420,00 - R$ 12.242,00 - 09:30 - 03/04/2012. 70/00094/12/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Maria Luisa Monteiro da Cunha (Bibliotecária) - Rua Inácio Manoel Alvares, 697 - Cep: 05372-110 - Jd Ester - São Paulo/SP - 210 - 12,47 - R$ 70.842,00 - R$ 7.084,00 - 10:00 - 03/04/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 16/03/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Processo nº 1552/2012 - Tomada de Preço nº 002/2012 RESUMO DO EDITAL Acha-se aberta, na Prefeitura de Pereira Barreto, Processo Licitatório na modalidade de Tomada de Preço 002/2012, objetivando a contratação de empresa de engenharia, para a execução de obras de recapeamento asfáltico, com utilização de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e sinalização viária, em diversas ruas da cidade, de acordo com Contrato de Repasse nº 0346988-56/2010, firmado entre o município Pereira Barreto e o Ministério das cidades, representado pela caixa econômica federal. Encerramento: dia 04 de abril de 2012, às 14h30min. O Edital completo será fornecido aos interessados na Avenida Jonas Alves de Mello, 1.947, na cidade de Pereira Barreto, mediante o recolhimento da taxa de expediente, no valor de R$ 10,00. Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone (18) 3704-8505 pelo e-mail licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda pelo Edital no site www.pereirabarreto.sp.gov.br Pereira Barreto, 14 de março de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Pregão nº 005/2012 - Processo nº 1524/2011 RESUMO DE EDITAL ARNALDO SHIGUEYUKI ENOMOTO, Prefeito de Pereira Barreto-SP, faz saber que se acha aberto, até às 14h30 do dia 30 de março de 2012, o Pregão Presencial nº 005/2012, do tipo menor preço, que tem por objeto a aquisição de 01 (um) caminhão categoria 3/4, de acordo com o Contrato de Repasse nº 0322119-29/2010 / MDA / CAIXA, firmado entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário, representado pela Caixa Econômica Federal e o município de Pereira Barreto, para execução de ações relativas ao programa PRONAT, conforme características constantes no Anexo I do Edital. Maiores informações no Dep. de Licitações pelo fone/fax (18) 37048505, pelo e-mail licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda o Edital completo no website www.pereirabarreto.sp.gov.br. Pereira Barreto-SP, 14 de março de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 15/01553/11/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE PUBLICAÇÕES E DVDs - “NOVO TELECURSO” A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Publicações e DVDs - “Novo Telecurso”. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 16/03/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet, no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 29/03/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 16/03/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

ASSOCIAÇÃO DOS TÉCNICOS EM PRÓTESE DENTÁRIA APDESP - BRASIL Assembleia Geral Ordinária - Edital de Convocação Pelo presente edital de convocação, em conformidade com o que dispõe o artigo 55 do Estatuto Social, o Presidente da APDESPbr, Sr. Toshio Uehara, convoca os associados a participarem da Assembleia Geral Ordinária que se realizará no dia 28 de março de 2012, na sede social sita na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, nº 2.050, 13° andar, com 1ª chamada às 20h00 ( vinte horas) e 2ª chamada às 20h30 (vinte horas e trinta minutos), com a seguinte ordem do dia: prestação de contas do exercício de 2011. São Paulo, 16 de março de 2012.

carros mexicanos que podem entrar no País neste ano, no valor de US$ 1,4 bilhão. "No ano passado o México exportou

US$ 2,1 bilhões de automóveis para o Brasil", disse, ao reconhecer que o México "está abrindo mão de parcela signi-

ficativa das exportações", mas em troca tem a garantia da manutenção do acordo "por mais não sei quantos anos". O ministro fez as afirmações em Goiana (PE), onde participou do lançamento da obra da primeira fábrica de vidros planos do Nordeste, a Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP), investimento de R$ 770 milhões do grupo Cornélio Brennand. A fábrica atenderá as áreas de construção civil, moveleiro e automobilístico. (AE)

da Oferta; 4.7. Aprovar e autorizar a aquisição, pela a Companhia, de ações ordinárias ou preferenciais da Confab, detidas direta ou indiretamente pelos conselheiros e/ou diretores da Companhia (incluindo ações detidas por quaisquer pessoas jurídicas direta ou indiretamente controladas por quaisquer deles) e/ou pelos seus familiares (mesmo que não constituam Ações em Circulação), pelo mesmo preço de aquisição das Ações em Circulação objeto da Oferta, e nos mesmos outros termos e condições da Oferta, estando os Procuradores Especiais autorizados a, em nome da Companhia, agindo sempre em conjunto de ao menos dois, realizar todas as negociações necessárias bem como celebrar todos os contratos e/ou outros instrumentos ou documentos necessários para a implementação de tal transação (“Documentos de Aquisição”), e quaisquer alterações e/ou aditamentos eventualmente necessários aos Documentos de Aquisição; 4.8. Aprovar e autorizar a obtenção pela a Companhia de empréstimos ou outros financiamentos de bancos e/ou de quaisquer instituições ou entidades financeiras ou de credito, no Brasil ou no exterior, até o montante máximo ‘de US$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de dólares dos Estados Unidos da América) ou valor equivalente em Reais, estando os Procuradores Especiais autorizados a, em nome da Companhia, agindo sempre em conjunto de ao menos dois, realizar todas as negociações, acordar todos os termos e condições, bem como celebrar todos os contratos e/ou outros instrumentos ou documentos necessários para a implementação de a tais empréstimos ou outros financiamentos (“Documentos de Financiamento”), e quaisquer alterações e/ou aditamentos eventualmente necessários aos Documentos de Financiamento; 4.9. Aprovar e autorizar que os Diretores da Companhia, bem como os Procuradores Especiais (agindo sempre em conjunto de ao menos dois), em nome da Companhia (i) realizem a abertura de qualquer tipo de conta (bancária ou não) em instituições financeiras, corretoras/distribuidoras de câmbio, títulos e valores mobiliários, bem como quaisquer entidades financeiras ou de credito, no Brasil ou em qualquer pais estrangeiro, incluindo, exemplificativamente, a abertura de contas correntes, poupança, contas a prazo fixo, contas de corretagem, contas de custodia, contas do ativo e/ou contas de gestão de investimentos, com poderes para assinar todos e quaisquer documentos relacionados a tais contas (incluindo, a modo enunciativo mas não limitativo, os formulários de abertura de conta bancária e eventuais “corporate banking resolutions” ou outros documentos acessórios); (ii) movimentem livremente quaisquer de tais contas; (iii) fechem quaisquer de tais contas; e (iv) em geral, realizem quaisquer outras operações e/ou procedimentos que possam ser realizados perante bancos, instituições financeiras, corretoras/distribuidoras de câmbio, títulos e valores mobiliários, bem como em outras instituições financeiras ou de crédito, no Brasil ou em qualquer país estrangeiro; 4.10. Aprovar e autorizar que os Diretores da Companhia, bem como os Procuradores Especiais, (agindo sempre em conjunto de ao menos dois), em nome da Companhia, assinem, executem e entreguem quaisquer pedidos, notas, escrituras, contratos, notificações, certidões, instruções, declarações e outros documentos que julguem necessários ou convenientes para a implementação dos atos e negócios mencionados nas delilberações acima previstas e aprovadas (“Documentos Acessórios”); 4.11. Aprovar e autorizar que os Documentos da Oferta, os Documentos de Aquisição, os Documentos de Financiamentos e quaisquer Documentos Acessórios sejam assinados pelos Procuradores Especiais, agindo sempre em conjunto de ao menos dois, ou pelos Diretores da Companhia, caso exigido por lei; 4.12. Aprovar e autorizar que os Diretores da Companhia, bem como os Procuradores Especiais (agindo sempre em conjunto de ao menos dois), realizem, em nome da Companhia, todos os atos necessários relacionados a quaisquer das deliberações anteriores perante quaisquer pessoas e/ou quaisquer órgãos governamentais do Brasil, podendo assinar documentos, celebrar acordos, realizar pagamentos, realizar providencias, dentre outros atos necessários, desde que relacionados a quaisquer das deliberações acima previstas e aprovadas; 4.13. Ratificar todas e quaisquer ações já praticadas pelos Diretores da Companhia e/ou pelos Procuradores Especiais relacionadas a quaisquer das deliberações acima previstas e aprovadas, mesmo que realizadas antes da sua aprovação. 5. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi à assembléia encerrada às 8:30 horas e foi a presente ata lavrada, lida, aprovada e assinada pelos membros da Mesa e pelos acionistas presentes à assembléia. Acionistas presentes: SIDERCA S.A.I.C., inscrita no CNPJ/MF sob o nº 05.723.758/0001-71, representada por suas procuradoras Simone Galante Alves e Luciana Livtin Zuckermann Nisenbaum, e TEMPUR S.A., inscrita no CNPJTMF sob o nº 11.761.169/0001-80, representada por suas procuradoras Simone Galante Alves e Luciana Livtin Zuckermann Nisenbaum. Certifico que a presente é cópia fiel da ata lavrada em livro próprio. Simone Galante Alves - Secretária. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 379.269/11-9, em 20/09/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

YAKULT S.A. - Indústria e Comércio

CNPJ nº 60.723.061/0001-09 Relatório da Administração Senhores Acionistas: Atendendo às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras, relativas aos Exercícios Sociais encerrados em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas, elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações. Permanecemo-nos ao inteiro dispor de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos necessários. São Paulo, 12 de Março de 2012. A Administração Demonstração do Resultado Balanço Patrimonial Encerrado em 31 de Dezembro (Em R$ mil) do Exercício Encerrado em 31 de Dezembro (Em R$ mil) Ativo 2011 2010 Passivo e Patrimônio Líquido 2011 2010 2011 2010 R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil Circulante 258.846 236.357 Circulante 39.376 40.451 410.126 366.727 Disponível e Aplicações Financeiras 186.811 174.342 Fornecedores 7.384 7.338 Receita operacional bruta Descontos e abatimentos (16.313) (15.194) Contas a Receber de Clientes (2) 32.952 27.134 Contas a Pagar 11.147 13.587 Impostos faturados (54.219) (48.823) Adiantamentos 745 2.317 Salários e Encargos Sociais 13.428 11.878 339.594 302.710 Estoques (3) 30.591 26.114 Obrigações Tributárias 4.300 5.127 Receita operacional líquida Custo dos produtos vendidos (134.281) (116.104) Impostos a Recuperar (4) 5.539 3.667 Dividendos a Distribuir 3.117 2.521 205.313 186.606 Lucro bruto Despesas Antecipadas e Outros Créditos 2.208 2.783 Não Circulante 118.701 110.524 Exigível a longo prazo 26.505 24.963 Receitas e despesas operacionais Não Circulante Despesas com vendas (129.253) (115.329) 27.374 23.213 Provisão para Contingências (7) Realizável a longo prazo 26.505 24.505 Despesas gerais e administrativas (27.771) (24.358) Imposto de Renda e C. Social Diferidos 13.486 13.243 Receitas Antecipadas – 458 Resultado financeiro 20.373 15.121 311.666 281.467 Depósitos Judiciais 12.275 8.022 Patrimônio líquido Outras receitas e despesas operacionais 12.075 4.600 200.000 150.000 Impostos (ICMS) a Recuperar 382 757 Capital social (8) 80.737 66.640 Lucro antes dos impostos 4.055 4.055 Títulos a Receber e Empréstimos Compulsórios 1.231 1.191 Reservas de capital Imposto de renda e contribuição social (27.195) (23.538) 91.327 87.311 Reservas de lucros 107.611 127.412 Permanente 53.542 43.102 Lucro líquido do exercício Investimentos (5) 6.770 7.782 Lucro líquido do exercício por ação - R$ 0,2680 0,2873 Imobilizado (6) 84.488 79.460 Demonstração dos Lucros Acumulados (Em R$ mil) 69 69 Intangível 377.547 346.881 377.547 346.881 Total do Passivo e Patrimônio Líquido Total do Ativo 2011 2010 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras (Valores expressos em milhares de reais) Nota 1 - Resumo dos procedimentos contábeis: a) Apuração do Nota 3 - Estoques 31/12/2011 31/12/2010 resultado: O resultado, apurado pelo regime de competência de exercícios Produtos acabados 4.206 3.236 inclui, quando aplicável, os rendimentos, os encargos e as variações mo- Produtos em elaboração 6.124 8.675 netárias e cambiais, a índices oficiais ou contratados, incidentes sobre ati- Matérias-primas 16.282 12.359 vos e passivos circulantes e não circulantes. b) Aplicações financeiras: Mercadorias para revenda 434 416 Constituem-se de CDBs, Debêntures e Fundos de Investimentos, substan- Almoxarifado e materiais de manutenção 3.378 3.093 cialmente remunerados pela variação do CDI, classificados como mantido Culturas em formação 851 1.045 até o vencimento, com liquidez imediata, podendo ser resgatados a qual- Provisão para perdas dos estoques (684) (2.710) quer momento sem risco de perda de rendimento. Estão demonstrados Total 30.591 26.114 pelos valores de realização, incluindo os rendimentos e variações monetá- Nota 4 - Impostos a recuperar 31/12/2011 31/12/2010 rias “pro-rata dia” auferidos, não excedendo o valor de mercado. A compa- I.R. Fonte sobre aplicações financeiras 137 258 nhia não realiza nenhuma operação com derivativos financeiros. ICMS, IPI, PIS e Cofins a recuperar 5.402 3.409 c) Provisão para devedores duvidosos: Constituída, quase na sua tota- Total 5.539 3.667 lidade, de valores vencidos há mais de 180 dias, com base na análise indi- Nota 5 - Investimentos 31/12/2011 31/12/2010 vidual da carteira de clientes, em montante suficiente para cobrir eventuais Investimentos em controladas no país 346 2.345 perdas na realização dos créditos (nota 2). d) Estoques: Avaliados ao Resultado da Equivalência Patrimonial 5.051 3.722 custo médio de aquisição ou produção, que não excede o custo de reposi- Controladas e coligadas no exterior 22.028 21.210 ção ou o valor de mercado, deduzidos de provisão para prováveis perdas Incentivos fiscais 2.179 5.543 na realização dos estoques de baixa rotatividade ou obsoletos, quando Participações societárias 937 937 aplicável (nota 3). e) Imposto de renda e contribuição social diferidos Provisão para perdas (23.771) (25.975) (ativo e passivo): I.R. e CSLL diferidos, calculados sobre diferenças tem- Total 6.770 7.782 porárias consideradas na apuração desses impostos, decorrentes de pro- Nota 6 - Imobilizado 31/12/2011 31/12/2010 Deprec.% a.a. visões para devedores duvidosos, para perdas em ativos, para contingên- Terrenos 7.042 6.868 cias, bem como de outras despesas apuradas por estimativa, e Construções em uso 65.322 64.845 4 considerando a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros. Maquinários e instalações 114.239 113.304 10 a 20 f) Os Investimentos em controladas no país foram avaliados pelo método Móveis, utensílios e outros 27.941 26.606 10 a 20 de equivalência patrimonial e reconhecido no resultado do exercício. Veículos 38.640 35.648 20 a 25 Os investimentos no exterior foram avaliados pelo valor do patrimônio líqui- Imobilizado em andamento 13.422 4.183 do das investidas, convertidos para Reais à taxa de câmbio da data do Depreciação acumulada (182.118) (171.994) balanço e reconhecido no resultado do exercício, mediante lançamento de Total 84.488 79.460 provisão para perdas na realização. Os demais investimentos são avalia- Nota 7 - Provisão para contingências 31/12/2011 31/12/2010 dos ao custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31/12/95, Trabalhistas 12.672 13.107 deduzidos da provisão para prováveis perdas na realização (nota 5). Cíveis 4.613 2.996 g) Ativo permanente: Demonstrado ao custo de aquisição, corrigido Tributárias 9.097 8.230 monetariamente até 31/12/95. As despesas com reformas são agregadas Provisão para reestruturação 123 172 ao valor do ativo quando aumentam significativamente a vida útil econômi- Total 26.505 24.505 ca dos bens. A depreciação do imobilizado foi calculada pelo método linear, Nota 8 - Capital social (R$) 31/12/2011 31/12/2010 a taxas que levam em consideração a vida útil econômica dos bens (nota Capital social representado por 199.800.848 ações, 6), sendo consideradas adequadas ao padrão de consumo dos benefícios ordinárias e nominativas, do valor nominal desses ativos. A companhia fará revisão anual dos parâmetros que levam de R$ 1,00099675 cada uma, assim distribuídas: à definição do valor da depreciação, bem como avaliação anual da indica- Domiciliados no país 5.223 4.063 ção de possível desvalorização dos ativos (impairment). h) Salários Domiciliados no exterior 194.777 145.937 e encargos sociais: Inclui provisão para férias vencidas e proporcionais Capital social realizado 200.000 150.000 e os respectivos encargos sociais, totalizando R$ 7.458, e a Participação Nota 9 - Outras receitas/desp. operacionais 31/12/2011 31/12/2010 nos lucros e resultados a pagar no montante de R$ 2.625. i) Provisões p/ Outras receitas operacionais 20.809 13.344 imposto de renda e contribuição social: Apuradas com base no lucro Prov. deved. duvidosos/Aj. valor presente (73) (467) real, conforme legislação tributária. Os recolhimentos, incluindo as anteci- Prov. para contigências diversas (2.048) 180 pações realizadas, são compensados com o imposto devido, e quando Prov. perdas div. estoque/investim. etc. 1.672 1.125 superam o valor devido são demonstrados no ativo, na conta Impostos a Outras despesas Operacionais (8.785) (10.012) recuperar (nota 4). j) Provisão para contingências: Constituída com base Resultado da equivalência patrimonial 500 430 na análise individual de contingências de natureza trabalhista, tributária e Total 12.075 4.600 cível, de acordo com a avaliação das perdas prováveis ou possíveis, apoia- Nota 10 - Resultado financeiro 31/12/2011 31/12/2010 da pela opinião dos consultores jurídicos. Os depósitos judiciais correspon- Receitas financeiras 20.745 15.120 dentes, corrigidos monetariamente - R$ 12.275 - estão classificados no Variação cambial ativa 1.116 514 Realizável a longo prazo (nota 7). k) Na elaboração das demonstrações Despesas financeiras (462) (80) financeiras foram utilizadas estimativas contábeis que afetam ativos e pas- Variação cambial passiva (1.026) (433) sivos, receitas e despesas, incluindo a provisão para devedores duvidosos, Total 20.373 15.121 ajuste a valor presente de créditos a longo prazo, perdas dos estoques, Nota 11 - Partes relacionadas: A Companhia realiza transações comerperdas de investimentos, contingências, reestruturação, impostos a recu- ciais (vendas, importação, exportação e pagamento de royalty) com sua perar, impostos diferidos e valor residual do ativo imobilizado. A liquidação controladora, suas controladas e coligadas, em condições normais e sedas transações envolvendo essas estimativas, que são revisadas pelo me- melhantes às transações que seriam realizadas com outros fornecedores nos trimestralmente, poderá resultar em valores diferentes dos estimados, e clientes. Os saldos e transações entre as partes podem ser assim em razão de imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. Saldos Transações resumidos: 31/12/2011 31/12/2010 Nota 2 - Contas a Receber 31/12/2011 31/12/2010 2011 2010 279 694 1.385 1.708 Clientes no país 33.169 29.526 Yakult Argentina (exportação) 360 282 298 274 Clientes no exterior 2.321 1.730 Yakult Uruguay (exportação) Yakult Honsha (importação) – – 1.704 2.940 Partes relacionadas 1.366 1.538 Yakult Honsha (royalty a pagar) 1.162 934 2.039 1.836 Provisão para devedores duvidosos (3.904) (5.660) Andes do Sul Alimentos Ltda. Total 32.952 27.134 (vendas) 727 562 7.511 6.445 Conselho de Administração Diretoria Masahiko Sadakata Ichiro Amano Eishin Shimada

Masahiko Sadakata Koichi Ogata Ryoju Misuno Tooru Yamakami

Takashi Matsuzono Fernando Cunioshi Hisano Hisashi Satoi Toshihiko Oneda

Hiroshi Narita

Tatsuya Hirano Atsushi Nemoto Paulo Teruo Massuda

17º OFICIAL DE REGISTRO DE IMÓVEIS DE SÃO PAULO - CAPITAL EDITAL DE NOTIFICAÇÃO LUIZ D’AMELIO e ELVIRA MARTINS D’AMELIO O 17º Oficial de Registro de Imóveis da Capital de São Paulo faz saber aos herdeiros ou sucessores de LUIZ D’AMELIO, brasileiro, industrial, RG 2.144.103-SP, CPF nº 645.000.988-30, e sua mulher ELVIRA MARTINS D’AMELIO, espanhola, RG (modelo 19) 676.182-SP, que, com fundamento no art. 213, II, da Lei de Registros Públicos, foi requerida por J.J.L Comércio de Auto Partes, a retificação da matrícula nº 26.056, que tem por objeto terreno com a área total de 579,00m2, situado na Rua Dr. Andrade, São Paulo – SP, cadastro municipal nº 060.109.0003-4. E constando que os notificados são confrontantes desse imóvel, expede-se este edital, para que, querendo, impugnem o requerimento no prazo de quinze dias, contados da primeira publicação. A planta e o memorial descritivo dos imóveis estão à disposição, para consulta, no cartório, na Rua Japurá, nº 43, 1º subsolo, bairro Bela Vista, das 9:00 às 16:00h, nos dias úteis, mesmo local em que eventual impugnação deverá ser apresentada. O não oferecimento da impugnação estabelecerá a presunção de que os notificados estão de acordo com o pedido. São Paulo, 16 de março de 2012. A escrevente autorizada, (Karoline Spina Barbato).

Luiz Carlos de Lima Isamu Ishijima Paulo Tomoyuki Aoki

R$ mil Saldo no início do exercício – Ajustes de exercícios anteriores – Lucro líquido do exercício 53.542 Reserva Legal (2.735) Dividendos a distribuir (23.000) Reservas de lucros (27.807) – Saldo no final do exercício Demonstração dos Fluxos de Caixa (Em R$ mil)

R$ mil – – 43.102 (2.211) (22.500) (18.391) –

2011 R$ mil

2010 R$ mil

Fluxo de caixa das atividades operacionais 53.542 43.102 Lucro líquido do exercício Ajustes para conciliar o resultado com o caixa gerado pelas atividades operacionais Depreciações e amortizações 12.161 11.840 Resultado na venda ou baixa de investimentos e imobilizado 4.132 (1.459) Prov. p/perdas na realização de investimentos e imobilizado (2.204) 1.555 Resultado da equivalência patrimonial (500) (430) Imposto de renda e contribuição social diferidos (243) 115 Variações monetárias líquidas/ajustes (540) (161) Provisão para perdas nos estoques (2.027) (2.611) Provisão para contingências 2.048 (180) (Aumento) redução nos ativos operacionais: Contas a receber de clientes (5.818) 61 Estoques (2.450) 3.424 Outros créditos (circulante) 275 (2.245) Depósitos judiciais e recursais (3.702) (35) Outras contas (não circulante) 335 (287) Aumento (redução) nos passivos operacionais: Fornecedores 46 1.310 Outros impostos e contribuições 1.410 194 Obrigações trabalhistas 1.169 344 Outras contas do passivo (2.958) 1.633 Imposto de renda e contribuição social (1.856) 2.403 (722) 15.471 Caixa gerado pelas atividades operacionais Caixa líquido proveniente das atividades 52.820 58.573 operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimento Aumento nos investimentos (818) (174) Aquisição de imobilizado (17.375) (14.154) Aquisição de ações em tesouraria (269) – Recebimento pela venda de investimentos e imobilizado 589 1.692 Caixa líquido aplicado nas atividades (17.873) (12.636) de investimento Fluxo de caixa das atividades de financiamento Pagamento de dividendos aos acionistas (22.478) (15.000) Caixa líquido aplicado nas atividades (22.478) (15.000) de financiamento Aumento líquido de disponível e aplicações 12.469 30.937 Saldo inicial de disponível e aplicações 174.342 143.405 Saldo final de disponível e aplicações 186.811 174.342 12.469 30.937 Aumento líquido de disponível e aplicações Em Janeiro de 2012 a companhia incorporou a controlada Andes do Sul Alimentos Ltda., sem aumento de capital social, a fim de reduzir custos operacionais e administrativos, simplificar a estrutura societária e permitir a otimização das sinergias relacionadas a sistemas, atividades administrativas, financeiras e logística. Nota 12 - Alteração da Lei das Sociedades por Ações - Lei 11.638/07 e Lei 11.941/09: As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições da Lei das Sociedades por Ações, incluindo os dispositivos alterados pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, bem como os pronunciamentos, orientações e interpretações emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC. Dentro do processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil aos padrões contábeis internacionais - IFRS, diversos pronunciamentos, interpretações e orientações foram emitidos pelo CPC a partir do ano de 2008, com aplicação mandatória para os exercícios subsequentes. As demonstrações apresentadas já estão adequadas aos novos padrões, com exceção dos procedimentos que não geraram efeitos relevantes ou impactos a serem registrados no exercício. Contador - Tooru Yamakami - CRC-1SP161755/O-0

EDITAL DE CHAMAMENTO DE MASSAIUKI KUMANO E SHIRLEY YURLE MIZUKAWA KUMANO Pelo presente edital, a CÂMARA DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DO PARANÁ – CMA-PR chama Massaiuki Kumano, brasileiro, casado, do comércio, CI-RG n° 10.429.710 SSP/SP, CPF n° 906.404.468-68 e Shirley Yurle Mizukawa Kumano, brasileira, casada, do lar, CI-RG n° 9.500.263 SSP/SP, CPF n° 034.774.708-69, Requeridos, para comparecerem ao seu escritório localizado à Alameda Prudente de Morais, 291, Mercês, Curitiba, PR, no prazo de quinze dias corridos a contar da presente publicação, a fim de retirar a Sentença Arbitral referente ao processo de nº 115/2011, no qual são demandados. O presente edital é publicado em razão de os referidos não terem sido encontrados nos endereços fornecidos. Não comparecendo os citados ao escritório da CMA-PR no prazo estipulado, considera-se os mesmos, em razão da publicação do presente edital e para todo e qualquer efeito, como legalmente cientificados da emissão da Sentença Arbitral. Curitiba, 16/03/2012. Ligia Terezinha Bubniak - Representante da CMA-PR

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP ABECAM - Associação Brasileira das Empresas de Conservação Ambiental

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 15 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Villa Factoring Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Ventiladores Bernauer S/A. Rua Professor Aprigio Gonzaga, 78 – São Judas - 2ª Vara de Falências. Requerente: Mic Indústria e Comércio de Aviamentos e Malhas Ltda. Requerido: OJ6 Confecções Ltda. Rua Carneiro da Cunha, 425 – Vila da Saúde - 1ª Vara de Falências.

C.N.P.J. nº 51.595.882/0001-16 Assembléia Geral Extraordinária - Edital de Convocação Pelo presente edital, ficam convocados os associados da Abecam - Associação Brasileira das Empresas de Conservação Ambiental para a Assembléia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 26 de março de 2012, na sede social situada à Rua 24 de Maio, 250 - 3º andar - cj. 302 - Centro - São Paulo - SP - 1ª Convocação às 17:30 (dezessete e trinta) e 2ª Convocação às 18:00 (dezoito) horas para a segunda ordem do dia: a) Alteração Estatutária; b) Assuntos Gerais. São Paulo, 14 de março de 2012. Rui Monteiro Marques - Presidente.

PROCESSO LICITATÓRIO 21/12 - PREGÃO 10/12 Objeto: Aquisição de 02 (dois) veículos automotores, tipo pick-up; 02 (duas) carretas agrícolas; 02 (duas) colhedeiras de forragens; 04 (quatro) tratores agrícolas; 04 (quatro) grades aradoras e 04 (quatro) grades niveladoras. Edital de Rerratificação. 1 – No item 1 do Anexo I – Termo de Referência e na cláusula 1.1, item 1, da minuta do contrato, a capacidade da caçamba passa a ser de, no mínimo, 750 kg, e a potência do motor passa a ser de, no mínimo, 1.4 - 85 cv. 2 – As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. Castilho – SP, 15 de março de 2012. Antonio Carlos Ribeiro – Prefeito. A Debitar (16.03.12) FUNDAÇÃO SABESP DE SEGURIDADE SOCIAL

Casa de Saúde Santa Rita S/A CNPJ (MF) n° 60.882.289/0001-41 - Aviso aos Acionistas Comunicamos que se encontram à disposição, na sede social, os documentos a que se refere o Art. 133, da Lei 6404/76, relativos ao exercício findo em 31/12/2011. São Paulo, 13/03/2012. A Diretoria. (14,15,16/3/12)

Aviso de Licitação Aquisição de equipamentos TI CPU, notebook, impressoras e licenças, na modalidade CONCORRÊNCIA nº 003/12, tipo menor preço por lote. As propostas deverão ser entregues até o dia 30/03/12. Edital completo através do site: www.sabesprev.com.br/compras.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA

e

sexta-feira, 16 de março de 2012

A desaceleração da economia brasileira no segundo semestre de 2011 foi maior do que se antecipava. Ata do Copom

conomia

Copom indica que Selic para em 9% Com a ata da reunião do comitê divulgada ontem, várias instituições tiveram de corrigir suas previsões, para cima, da taxa básica de juro no fim do ano. Ueslei Marcelino/Reuters

M

ais clara, impossível. A ata da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) entregou o mapa dos próximos passos e revelou que o ciclo de alívio no juro básico, iniciado em agosto, acabará em breve, assim que a taxa chegar em 9% ao ano. Hoje, está em 9,75%. Na semana passada, foi o ritmo mais fraco da economia que levou o Banco Central (BC) a optar por acelerar o corte da Selic. Agora, o cenário mais provável é que o movimento termine já na próxima reunião, quando o juro deve cair novamente 0,75 ponto.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse há alguns dias que a Selic convergiria para o patamar da Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), de 6%.

OCTOGONAL PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ 08.307.110/0001-02 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Diretoria submete à apreciação de V.Sas. o 31 de dezembro de 2011, estando à inteira disposição para quaisquer esclarecimentos necessários. BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (em reais) Nota Nota ATIVO Explicativa 31/12/2011 31/12/2010 PASSIVO Explicativa 31/12/2011 CIRCULANTE ................ 107,00 107,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO . 44.197.200,32 Capital social................. 8 4.200.000,00 Equivalentes de caixa ... 2.1 b e 5 107,00 107,00 Reserva legal ................ 10 1.543.914,38 NÃO CIRCULANTE ....... 44.197.093,32 21.432.871,73 Permanente ................... 44.197.093,32 21.432.871,73 Reservas de lucros ....... 9 38.453.285,94 Investimentos................ 2.1 c e 6 44.197.093,32 21.432.871,73 TOTAL DO PASSIVO E DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 44.197.200,32 TOTAL DO ATIVO .......... 44.197.200,32 21.432.978,73

balanço Patrimonial e as demais demonstrações relativas ao exercício encerrado em São Paulo, 14 de Março de 2012. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (em reais) 31/12/2010 Nota 21.432.978,73 Explicativa 31/12/2011 31/12/2010 3.330.704,00 Receitas Operacionais . 30.835.815,35 12.103.936,00 1.543.914,38 Equivalência patrimonial 6 13.118.281,86 12.103.936,00 16.558.360,35 Realização de Ágio/Deságio 6 17.717.533,49 Lucro Líquido do Exercício 30.835.815,35 12.103.936,00 21.432.978,73 por ação........................ 9,26 3,63

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (em reais) CAPITAL SOCIAL RESERVA LEGAL RESERVAS DE LUCROS TOTAL 104,00 193.721,11 3.680.701,11 3.874.526,22 3.330.600,00 3.330.600,00 12.187.104,15 12.187.104,15 (4.784.000,00) (4.784.000,00) 609.355,20 (609.355,20) 3.330.704,00 803.076,31 10.474.450,06 14.608.230,37 8.788.553,47 8.788.553,47 (8.016.128,18) (8.016.128,18) 439.427,67 (439.427,67) 3.330.704,00 1.242.503,98 10.807.447,68 15.380.655,66 12.103.936,00 12.103.936,00 (6.051.612,93) (6.051.612,93) 301.410,40 (301.410,40) 3.330.704,00 1.543.914,38 16.558.360,35 21.432.978,73 30.835.815,35 30.835.815,35 (8.071.593,76) (8.071.593,76) 869.296,00 (869.296,00) 4.200.000,00 1.543.914,38 38.453.285,94 44.197.200,32

Saldo em 31/12/2007........................................ Integralização de capital social.......................... Resultado do exercício ...................................... Dividendos distribuídos (nota 8) ........................ Constituição da reserva legal ............................ Saldo em 31/12/2008........................................ Resultado do exercício ...................................... Dividendos distribuídos (nota 8) ........................ Constituição da reserva legal ............................ Saldo em 31/12/2009........................................ Resultado do exercício ...................................... Dividendos distribuídos (nota 8) ........................ Constituição da reserva legal ............................ Saldo em 31/12/2010........................................ Resultado do exercício ...................................... Dividendos distribuídos (nota 8) ........................ Integralização de capital social.......................... Saldo em 31/12/2011........................................

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (em reais) 1) Fluxos de caixa originados de 31/12/2011 31/12/2010 atividades operacionais Resultado líquido................................ 30.835.815,35 12.103.936,00 Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa gerado pelas atividades operacionais: Equivalência patrimonial ....................... (13.118.281,86) (12.103.936,00) Realização de Ágio/Deságio................. (17.717.533,49) 2) Fluxos de caixa originados de financiamentos Recebimento de dividendos.................. 8.071.593,76 6.028.208,00 Pagamento de dividendos .................... (8.071.593,76) (6.028.208,00) Caixa líquida gerada pelas atividades de financiamentos............................... 3) VARIAÇÃO NO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (5)........... 4) SALDOS DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA ................ No início do exercício (nota 5) .............. 107,00 107,00 No fim do exercício (nota 5).................. 107,00 107,00

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (em reais) 1. Contexto Operacional: A Octogonal Participações S.A., localizada no sublocação de áreas de imóveis para realização de eventos (exceto leasing/ Município e Estado de São Paulo é uma sociedade por ações de capital arrendamento), de caráter comercial, promocional e/ou institucional; comercialização e operação de empreendimentos, eventos e/ou fechado que tem por objeto social a participação em outras sociedades, promoção, organização, planejamento, comercialização, administração atividades turísticas, hoteleiras, sócio-culturais, esportivas, lazer e afins; e na qualidade de sócia ou acionista. 2. Resumo das principais políticas e realização de feiras, eventos, congressos, convenções e outros afins; c) exploração de atividade agrícola e pecuária; III) Estrutural Montagens contábeis: 2.1. Base de preparação e apresentação: As demonstrações e, b) serviços editoriais, agenciamento e veiculação de publicidade e Empreendimentos Ltda., cujo objeto social é: a) a promoção, contábeis foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com o e propaganda em geral; e consultoria, assessoria, administração, organização e realização de eventos comerciais, feiras, congressos e CPC para PMEs, sendo preparadas considerando o custo histórico como comercialização e operação de empreendimentos, eventos e/ou atividades similares; b) montagem, instalação e decoração de stands em feiras, base de valor. A preparação de demonstrações contábeis em conformidade turísticas, hoteleiras, sócio-culturais, esportivas, lazer e afins; II) Francal exposições e congressos de caráter promocional e/ou institucional; com o CPC para PMEs requer o uso de certas estimativas contábeis Feiras e Empreendimentos Ltda., cujo objeto social é: a) a locação c) participar de outras sociedades, como acionista e/ou quotista, congêneres críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da e sublocação de áreas de imóveis para realização de eventos (exceto ou não; d) locação de materiais, bens móveis, veículos e equipamentos para OCTOGONAL no processo de aplicação das políticas contábeis. As áreas leasing/arrendamento), de caráter comercial, promocional e/ou institucional; montagem (exceto leasing/arrendamento), desmontagens e manutenção que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, promoção, organização, planejamento, comercialização, administração técnica de stands promocionais em feiras, congressos e similares; bem como aquelas cujas premissas e estimativas são significativas para e realização de feiras, eventos, congressos, convenções e outros afins; e) consultoria, assessoria, administração, comercialização e operação de as demonstrações contábeis, estão divulgadas na nota 4. a) Apuração e, b)serviços editoriais, agenciamento e veiculação de publicidade empreendimentos, eventos e /ou atividades turísticas, hoteleiras, sóciodo resultado: O resultado é apurado pelo regime de competência de e propaganda em geral; e consultoria, assessoria, administração, culturais, esportivas, lazer e afins. exercício, incluindo os rendimentos e encargos incidentes sobre os ativos Informações sobre as controladas: e passivos. As despesas são reconhecidas à medida que são efetivamente Descrição Francal Eventos Francal Feiras Estrutural Montagens incorridas. b) Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes Informações sobre as controladas 31/12/2011: incluem saldos de caixa e saldos positivos em contas bancárias, com risco Número de quotas de capital.............................................................. 400.000 2.000.000 1.800.000,00 insignificante de mudança de seu valor de mercado. c) Investimentos: Patrimônio líquido............................................................................... R$ 1.691.002,23 R$ 40.563.548,71 R$ 1.942.851,71 Os investimentos em empresas controladas são avaliados pelo método da Lucro líquido do exercício................................................................... R$ 83.192,78 R$ 19.730.076,97 R$ 99.173,08 equivalência patrimonial, deduzidos ou adicionados de ágios e deságios Informações sobre os investimentos nas controladas: em suas aquisições. Maiores detalhes sobre as empresas controladas são 399.999 1.999.999 1.799.998 apresentados na nota explicativa nº 6. As demonstrações contábeis das Número de quotas possuídas............................................................. Percentual de participação ................................................................. 99,9999% 99,9999% 99,9999% empresas controladas que serviram de base para o cálculo da equivalência patrimonial, foram preparadas com base no CPC PME. Os investimentos Desmembramento do investimento em 2010: R$ 40.563.243,02 R$ 1.843.676,87 são submetidos a teste anual de perda de seu valor recuperável. Investimentos - equivalência patrimonial............................................ R$ 1.691.000,53 R$ 40.563.243,02 R$ 1.942.849,77 d) Demonstrações dos fluxos de caixa: As demonstrações dos fluxos Saldo líquido dos investimentos em 31/12/2011 ................................ R$ 1.691.000,53 de caixa foram preparadas e estão sendo apresentadas, de acordo com Total dos investimentos................................................................... R$ 44.197.093,32 o pronunciamento contábil CPC 03 - Demonstração dos Fluxos de Caixa, As demonstrações contábeis das empresas controladas que serviram de base para o cálculo da equivalência patrimonial, foram preparadas com base emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). e) Imposto nos mesmos critérios contábeis da Octogonal Participações S.A., descritos no segundo parágrafo do item 2 acima. Até 31 de dezembro de 2010, haviam de renda e contribuição social: Não há provisão contabilizada desses saldos de ágio/deságio na aquisição desses investimentos, conforme abaixo demonstramos: Francal Eventos Francal Feiras Estrutural Montagens tributos em 2011 e 2010, pois não foram apuradas bases positivas nesses Descrição 0,00 0,00 R$ 110.546,63 exercícios. f) Estimativas contábeis: A preparação das demonstrações Ágio na aquisição de investimentos ................................................... (R$13.429.757,60) 0,00 contábeis requer que a administração efetue estimativas contábeis e adote Deságio na aquisição de investimentos ............................................. (R$4.398.322,52) premissas objetivas e subjetivas, no seu melhor julgamento, que afetam os No exercício de 2011 esses saldos foram transferidos para resultado do resultados ainda não destinados especificamente. Juntamente com a montantes apresentados de certos ativos, passivos, receitas e despesas exercício. assembléia geral que aprovar as demonstrações contábeis estes lucros e outras transações. Quando do desfecho das transações envolvendo 7. Remuneração dos Administradores: Até 31 de dezembro de 2011 a serão destinados, com a consequente alteração no estatuto social. estimativas, os valores reais podem diferir dos saldos contabilizados sociedade não concedeu qualquer tipo de remuneração ou benefício aos 10. Reserva Legal: O saldo da reserva legal no valor de R$ 1.543.914,38 devido a subjetividade inerente ao processo de sua determinação. seus administradores, e não existe até aquela data políticas previstas, nos foi constituída a razão de 5% dos lucros apurados nos respectivos 3. Apresentação do resultado abrangente: A demonstração do resultado seus estatutos, de benefícios pós-emprego ou remuneração baseada em exercícios. Não foi constituída em 2011 conforme legislação vigente. abrangente se refere à mutação que ocorre no patrimônio líquido durante o período que resulta de transações e outros eventos que não sejam as ações. 8. Capital Social: O capital social é de R$ 4.200.000,00 (quatro 11. Riscos: Risco de crédito: Para o crédito associado às aplicações transações de capital com os associados. Durante o exercício, não houve milhões e duzentos mil reais), dividido em 4.200.000 (quatro milhões e financeiras e equivalentes de caixa, a Sociedade somente realiza operações em instituições com baixo risco avaliadas por agências tais mutações, e dessa forma o valor do resultado abrangente é igual duzentas mil) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal sendo: • 525.000 ações da “classe E”; independentes de rating. Risco de liquidez: A política de gerenciamento ao resultado do exercício. 4. Estimativas e julgamentos contábeis • 525.000 ações da “classe A”; • 525.000 ações da “classe F”; de riscos implica em manter um nível seguro de disponibilidades de caixa críticos:As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente • 525.000 ações da “classe B”; • 525.000 ações da “classe C”; • 525.000 ações da “classe G”; e ou acessos a recursos imediatos. Dessa forma, a Sociedade possui avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, • 525.000 ações da “classe D”; • 525.000 ações da “classe H”. aplicações com vencimento em curto prazo e com liquidez imediata. incluindo expectativas de eventos futuros. 5. Caixa e Equivalentes de Caixa: 2011 2010 Cada classe de ações ordinárias dá a seus titulares o direito de voto em Gestão de risco de capital: Os objetivos da Sociedade ao administrar Caixa e Bancos R$............................................................. 107 107 separado para a eleição de um membro do Conselho de Administração. seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade de Total ................................................................................... 107 107 Política de distribuição de dividendos: Conforme artigo 22 do estatuto suas operações, para oferecer retorno aos seus quotistas e garantia às 6. Investimentos em Controladas: A companhia possui investimentos social, 25% do lucro líquido será distribuído como dividendo mínimo demais partes interessadas, além de manter uma adequada estrutura adquiridos no exercício de 2007, nas seguintes controladas: I) Francal obrigatório aos acionistas. 9. reservas de lucros: A administração de capital. Operações com instrumentos derivativos: A Sociedade não Eventos Comerciais S/E Ltda., cujo objeto social é: a) a locação e da sociedade optou por deixar em conta de reserva de lucros, possui operações com instrumentos derivativos. RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das Aos Acionistas, Conselheiros e Diretores da contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis OCTOGONAL PARTICIPAÇÕES S.A. normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da OCTOGONAL o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a PARTICIPAÇÕES S.A. (“OCTOGONAL”), que compreendem o balanço seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados relevantes, a posição patrimonial e financeira da OCTOGONAL em práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, estão de acordo com as OCTOGONAL é responsável pela elaboração e adequada apresentação relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada práticas contábeis adotadas no Brasil. dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os Claudio Bianchessi & Associados Auditores S/S adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação CRC 2SP 019128/O - 2 necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis das demonstrações contábeis da companhia para planejar os procedimentos Claudio Caldas Bianchessi - Contador livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins CRC 1RS 34.686 T-4 “SP” 001714 - CPF: 380.518.000-44 ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da

Hotel Majestic S.A.

– CNPJ/MF nº 43.121.946/0001-19

Relatório da Administração Srs. Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial, Mutações do Patrimônio Líquido, Demonstração do Fluxo de Caixa e as Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras, referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011. Águas de Lindóia, março de 2012. A Administração Balanço Patrimonial encerrado em 31 de dezembro de 2011 (Valores expressos em Reais – R$) Ativo 2011 2010 Passivo Circulante 1.017.410 1.356.312 Circulante Caixa e Equivalentes de Caixa 412.176 1.121.568 Fornecedores Duplicatas a Receber – Clientes 110.760 42.274 Salários e Encargos Sociais Impostos e Contribuições a Recuperar 16.991 13.199 Impostos e Contribuições Estoques 405.914 166.270 Provisao p/ IRPJ e CSSL Adiantamentos 65.092 10.000 Adiantamentos de Terceiros Despesas de Exercícios Seguintes 6.478 – Outras Contas Não-Circulante 8.907.563 8.609.442 Não Circulante Realizavel a Longo Prazo 106.000 52.422 Exigivel a Longo Prazo Depósitos Judiciais – 52.422 Titulos a Pagar Titulos de Capitalização 106.000 – Impostos e Contribuições Parcelados Investimentos 1.214.463 1.208.180 Patrimônio Liquido Imobilizado: Imobilizado 8.724.076 8.485.816 Capital Social Depreciações (1.136.976) (1.136.976) Reservas de Capital 7.587.100 7.348.840 Reservas de Lucros Total do Ativo 9.924.973 9.962.754 Total do Passivo Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 1. Contexto Operacional – A Sociedade iniciou suas atividades em fevereiro de 1973, tendo como objeto social a prestação de serviços de Hotelaria, podendo, para tanto, praticar todas as operações comerciais, financeiras, atos e transações relativas, direta ou indiretamente a seus objetivos, mesmo parcialmente, ou de maneira a desenvolver ou facilitar a realização dos mesmos. 2. Sumário das Práticas Contábeis – As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, consubstanciadas na Lei das S.A. (Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09) e demais procedimentos técnicos emitidos pelo CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis. O sumário das principais práticas contábeis adotadas na preparação das demonstrações financeiras é o seguinte: a) Caixa e equivalentes a caixa: É composta pelos montantes de caixa e de fundos mantidas em contas bancárias e em aplicações financeiras de liquidez imediata (prazo original inferior a 90 dias). Quando aplicável, as aplic. financ. representam títulos e vals. mobs. registrados ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data dos balanços, ajustados ao valor de mercado, quando aplicável. b) Ativo circulante e não circulante: Estão demonstrados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, rendimentos proporcionais e variações monetárias ou cambiais, auferidas até a data do encerramento dos balanços. c) Estoques: São avaliados ao custo médio de aquisição, o qual não excede o valor de realização. As importações em andamento são demonstradas ao custo acumulado de cada importação. Quando aplicável é constituída provisão para perdas em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir prováveis perdas na realização dos estoques. d) Imobilizado: Os bens do ativo imobilizado são registrados ao custo de aquisição. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base no tempo estimado de vida útil dos bens, de acordo com o mencionado na nota explic. nº 6. e) Intangível: Avaliado ao custo de formação, representado por direito de uso de softwares. Direitos de uso de softwares são amortizados por um prazo de 5 anos. f) Passivo circulante e não circulante: Estão demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos, variações monetárias ou cambiais, incorridas até a data do encerramento dos balanços. g) Imposto de renda e contribuição social: Quando aplicável, a provisão para imp. de renda e contrib. social é registrada com base no lucro tributável relativo a cada exercício, da seguinte forma: a) imp. de renda, calculado à alíquota de 15%, acrescida do adicional

2011 1.842.768 324.094 158.173 67.003 12.052 531.446 750.000 57.173 57.173 – 57.173 8.025.032 3.500.000 263.332 4.261.700 9.924.973

2010 1.580.524 201.971 131.507 65.748 – 450.708 730.591 750.000 750.000 750.000 – 7.632.229 3.500.000 241.729 3.890.500 9.962.754

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros Mutações Social de Capital Acumul. Total Saldos em 31/12/2009 3.500.000 217.053 3.421.654 7.138.708 Aumento de Capital Social – – – – Lucro Líquido do Exercício – – 493.522 493.522 Constit. de Res. de Capital – 24.676 – – Ajustes Exerc. Anteriores – – – – Saldos em 31/12/2010 3.500.000 241.730 3.915.176 7.656.906 Aumento de Capital Social – – – – Lucro Líquido do Exercício – – 432.057 432.057 Constit. de Res. de Capital – 21.603 (21.603) – Ajustes Exerc. Anteriores – – (63.931) (63.931) Saldos em 31/12/2011 3.500.000 263.332 4.261.700 8.025.032 de 10% sobre o que exceder a R$ 240.000 da base de cálculo; e, b) contrib. social, calculada á alíquota de 9% da base tributável. A Sociedade, não procedeu ao registro de imposto de renda e contribuição social diferidos sobre diferenças temporárias e prej. fiscais e base de contribuição social negativa, acumulados, tendo em vista a dificuldade de determinar ou planejar, com absoluta precisão, a possibilidade de lucros tributáveis nos próximos exercícios. h) Apuração do resultado: É apurado com base no regime contábil de competência de exercícios. A receita de vendas é reconhecida no momento da transferência para o cliente, dos riscos direitos e obrigações associados ao produto. i) Uso de estimativas: A preparação das demonstr. financ. de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer da gerência da Soc. o uso de estimativas e pressuposições para o registro de certas transações que afetam os ativos, passivos, receitas e despesas, bem como, a divulgação de informações sobre dados das suas demonstrações financeiras. Os resultados efetivos dessas transações e informações, quando de sua efetiva realização em períodos subseqüentes, podem divergir dessas estimativas. As principais estimativas relacionadas às demonstr. financ. referem-se ao registro de provisão para devedores duvidosos, provisão para perdas de estoques, depreciações e provisão para contingências. j) Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo: Estão demonstrados ao valor de custo ou de realização, incluindo quando aplicável, os rendimentos proporcionais, as variações monetárias ou cambiais, auferidas até a data de encerramento do exercício social. 3. Capital Social – O Capital Social é de

Demonstração do Resultado Revenda de Mercadorias Prestação de Serviços Receita operacional bruta (-) Impostos s/Vendas e Devoluções Receita operacional liquida Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas Operacionais Despesas com Vendas Desp.Gerais e Administrativas Despesas Tributárias Depreciação e Amortização Resultado das Operações (E.B.I.T.) Efeitos Financeiros Líquidos Receitas Financeiras Despesas Financeiras Lucro (Prejuízo) Operacional Lucro (Prejuízo) Antes IRPJ/CSSL Provisao p/ Contr.Social Provisão p/ Imposto de Renda Lucro (Prejuízo) Líquido

2011 2010 178.766 288.898 8.555.096 8.411.536 8.733.862 8.700.434 (755.503) (746.641) 7.978.359 7.953.794 (2.396.694) (1.863.514) 5.581.665 6.090.279 (4.955.825) (5.313.862) (418.918) – (4.276.655) (4.924.572) (260.252) (234.820) – (154.470) 625.840 776.417 29.038 (37.162) 60.703 29.807 (31.665) (66.969) 654.877 739.255 654.877 739.255 (65.335) (71.400) (157.486) (174.333) 432.057 493.522

Demon. do Fluxo de Caixa – Método Indireto 2011 Das Atividades Operacionais 215.760 a) Resultado Líquido Ajustado 386.519 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 437.057 Depreciações/Amortizações – Ajustes de Exercícios Anteriores (44.254) Equivalência Patrimonial (6.283) b) (Acréscimo)/Decréscimo do Ativo (345.026) Duplicatas a Receber (110.760) Aplicações Financeiras (106.000) Estoques (239.644) Impostos a Recuperar 65.433 Despesas Antecipadas e Outros 45.944 c) Acréscimo/(Decréscimo) do Passivo 174.266 Fornecedores 67.030 Salários e Encargos 25.242 Impostos e Contribuições 1.255 Outras Contas a Pagar 80.739 Das Atividades de Investimentos (238.260) Aquisição de Novos Imobilizados/Intangível (238.260) Das Atividades de Financiamentos (729.167) Obtenção de Novos Empréstimos 20.834 Pagamentos de Emprestimos (750.000) Variação das Disponibilidades (751.667) Saldo inicial das Disponibilidades 1.163.843 Variação das Disponibilidades (751.667) Saldo final das Disponibilidades 412.176

2010 221.332 702.070 493.520 154.470 – 54.080 21.921 (1.680) – (5.339) 28.940 – (502.659) 7.750 – – (510.409) (254.979) (254.979) – – – (33.647) 1.197.490 (33.647) 1.163.843

R$ 3.500.000,00, totalmente subscrito e integralizado, sendo representado por 3.500.000 quotas, com valor nominal de R$ 1,00 cada uma. 4. Contingências – No exercício, a Sociedade efetuou a apropriação de R$ 106.000 referente à uma ação judicial contra o Banco Bradesco S.A. José Artur Bernardi Diretor

Arnaldo Pastorin Júnior CRC – CT 1SP 222.245/O-9

Economistas tiveram certeza que o juro cairá para 9% com a afirmação na ata de que é "elevada a probabilidade" de que os juros se desloquem para "patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos" e que, depois, se estabilizem. A menor Selic da história foi de 8,75%, entre julho de 2009 e março de 2010. Com o documento em mãos, várias instituições tiveram de corrigir suas previsões, para cima, do juro no fim do ano. A ata agitou investidores e norteou não só os negócios com juros, mas ações e até câmbio. O movimento foi o oposto do visto dias antes da publicação do documento, quando o mercado reduziu para 8,5% a estimativa da Selic, depois do corte da semana passada e a afirmação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que Selic convergiria para o patamar da Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), de 6%. Na decisão da semana passada, o BC pegou parte do mercado de surpresa ao cortar o juro em 0,75 ponto. Até então, os cortes eram de 0,5 ponto. Apesar da ação mais agressiva, a ata revela que a magnitude de todo o ciclo não mudou. Ou seja, a dose do remédio aumentou neste mês, mas, ao fim do tratamento, o paciente vai tomar a mesma cartela de medicamento prevista inicialmente pelo médico. Em um texto às vezes contraditório, o Comitê argumentou que a "desaceleração da economia brasileira no segundo semestre do ano passado foi maior do que se antecipava". Por isso, cinco diretores optaram por acelerar os cortes, mas sem aumentar a dose do remédio. Apesar dessa piora citada, o

parágrafo seguinte diz que a inflação – que, originalmente, deveria ser o principal foco de atenção do BC – tem evoluído exatamente como esperado. Assim, explicam, não houve necessidade de mudança no "ajuste total das condições monetárias". Grosso modo, é dizer que o BC cortou o juro em 0,75 ponto de olho no crescimento e vai parar em 9% de olho na inflação. Sobre os preços, o crescimento mais fraco da economia somado à queda do dólar levaram à redução da previsão de inflação em 2012 para um patamar abaixo do centro da meta, de 4,5%. Além do dólar, um dos motivos apresentados pelo BC é a previsão de que a gasolina não deve subir este ano. Cenário externo – Na ata, o Copom amenizou a avaliação de que o cenário externo afeta o sentimento dos consumidores e empresários no Brasil. De acordo com o texto, "a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira" acontece por vários canais, entre eles, a "redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos e condições de crédito mais restritivas". Pela primeira vez, o BC incluiu na ata a avaliação que estão ocorrendo agora mudanças no padrão de crescimento em casos específicos de países emergentes. Para o BC, esse é um desenvolvimento que "tende a ser permanente". A ata não explicita quais seriam esses casos específicos, mas autoridades do governo brasileiro, entre elas Mantega, têm ressaltado nos últimos dias a preocupação com relação à desaceleração do ritmo de crescimento da China e o impacto desse cenário para a economia global. (Agências)

Desindustrialização precoce

A

perda de participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro significa uma desindustrialização precoce da economia, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou ontem a 18ª edição do Boletim Conjuntura em Foco. "É preciso destacar os processos diferentes que aconteceram em economias avançadas e na economia brasileira, embora ambos tenham levado a uma redução da participação da indústria na economia e do emprego na indústria. Essa perda começa a acontecer justamente quando essas economias se defrontam com um nível de renda elevadíssimo, incomparavelmente mais elevado do que o nível de renda per capita no Brasil", explicou Roberto Messenberg, coordenador do Grupo de Análise e Previsões do Ipea. Messenberg ressaltou que, assim como ocorreu nas economias desenvolvi-

das, a expansão industrial gera ganhos de produtividade que acabam se espalhando para outros setores da economia, que aumentam a sua participação relativa no PIB gradualmente. A economia brasileira passou a crescer baseada no consumo. Como consequência, a desindustrialização precoce impulsionou um aumento de importações, redução na participação do País na exportação de manufaturados para mercados internacionais e perda na geração de emprego industrial. "Outro problema é que as vagas geradas no setor terciário são na maior parte das vezes informais e precárias", lembrou Renata Silva, pesquisadora do Ipea. O Ipea apontou ainda que a China, também considerado um país em desenvolvimento, não passou por esse processo de desindustrialização, apesar de ter registrado um aumento do PIB per capita muito maior que o do Brasil. (AE)

Têxtil quer desonerar folha

O

di retor- superi ntendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, disse, ontem, que a desoneração da folha de pagamento com uma alíquota de 1% sobre o faturamento, no lugar do pagamento de 20% dos salários ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), seria vantajosa para o empresariado e beneficiaria cerca de 90% das empresas do setor no País. "Só 10% não sairiam ganhando com uma alíquota assim", afirmou, antes da cerimônia de assinatura de um novo convênio do Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira

(Texbrasil) para 2012/2013. De acordo com Pimentel, a alíquota de 1,5% proposta no ano passado pelo governo, dentro do programa Brasil Maior, não foi aceita. Ontem, em Brasília, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, encontrou-se com representantes dos setores têxtil e moveleiro e sinalizou que o governo aceita reduzir a alíquota de 1,5%. A previsão é de que o anúncio da nova alíquota seja feito ainda neste mês. "Havíamos proposto 0,8%, mas uma alíquota de 1% não seria ruim. E esse interesse do governo em negociar é um sinal positivo", afirmou Fernando Pimentel. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

23

Nº 409

DCARR

Na próxima semana, em Santiago (Chile), a Fiat lança o novo Siena, que deixa a família Palio e obteém personalidade própria. Ele fica maior e ganha o pré-nome "Gran".

PRIMEIRO BMW

Divulgação

Novo Série 1. Melhor em tudo.

Sport ou Urban, o modelo tem motor turbo de 170 cv que o leva à máxima de 225 km/h. Uma delícia para acelerar.

Carro de entrada da marca chega ao Brasil carregado de novidades na linha 2012 CHICOLELIS

A

nova geração do BMW Série 1 tem câmbio automático de 8 velocidades; tração traseira, como acontece com os demais modelos BMW; start-stop (motor é desligado em congestionamentos e é ligado automaticamente, em centésimos de segundo, ao se pisar no acelerador e virar a direção); 0 a 100 km/h em 7,5s; velocidade fi-

nal de 225 km/h; e consumo de até 21,3 km/l, na estrada. Na cidade, 13,9 km/l, garante a fábrica. Quer mais? O manual do proprietário pode ser lido na tela plana, no painel do carro, que também fornece todo tipo de informação, como fazer a melhor condução econômica ou esportiva. A trava do capô é de duplo estágio. Não é preciso mais ficar buscando o gancho para abrir a tampa, com o risco de machucar as mãos ou sujá-las.

Motor 1.6 turbo – O carro ficou maior em relação ao modelo anterior, que chegou ao Brasil em 2005 e aqui vendeu 7.500 unidades desde então. E ganhou turbo para o seu motor 1.6 BMW TwinPower, que gera 170 cv, em todas as versões, desde a 118i de entrada, que custa R$ 113.370, passando pela Urban, R$ 119.220, até a Sport, R$ 122.900. O modelo carrega, além de todos os sensores ligados à segurança, num total de 16 sub-

sistemas e air bags para proteger os cinco ocupantes, um sistema de som com possibilidades para celular e iPod, entre outros aparelhos.

Sem trancos – A mudança de marchas no Série 1 é sem trancos, mesmo quando na opção de direção esportiva, graças ao Turbo Twinscroll.

Ele tem ainda um sistema que avisa o motorista que optou por uma condução econômica, que, ao "enterrar" o pé direito no acelerador, seu propósito de economizar estará seriamente prejudicado. Mas ele, obediente que é, vai fazer valer a força do motor. Tudo em um ambiente muito, muito silencioso. O mesmo ocorre com o limitador de velocidade (o modelo não possui piloto automático). No caso de se ter estabelecido o máximo de 80 km/h, mas você precisar ir além, é só acelerar. Ele vai "relutar" no primeiro instante para, logo em seguida, obedecer ao comando do pé direito do motorista. Para os ciclistas de plantão, o Série 1 oferece um elevador mecânico. Com um mínimo de esforço ele eleva a sua duas rodas para o rack onde ela será colocada.

EM QUALQUER LUGAR

Sinta-se em casa, no asfalto ou na terra.

DCARRO POR AÍ

MERCEDES-BENZ LINHA 2012

Divulgação

A

inda comemorando o recorde de 10.270 automóveis vendidos no mercado brasileiro no ano passado, as concessionárias Mercedes-Benz passam a oferecer, a partir de março, a linha completa de modelos 2012/2012. Entre as maiores novidades, está a chegada do esportivo SLK 250, conversível com teto rígido, potência máxima de 204 cv e torque de 310 Nm. A transmissão automática é a 7G-TRONIC PLUS, com sete marchas e alavancas de

troca junto ao volante. A SLK 250 faz de 0 a 100 km/h em 6,6 segundos e chega à velocidade máxima de 243 km/h (limitada eletronicamente). A linha também conta com a Classe C em suas várias versões, que teve 6.838 unidades vendidas em 2011, e outras opções de modelos a pronta-entrega ou sob-encomenda. A montadora alemã fará mais lançamentos no País ao longo do ano. Ainda no primeiro semestre está prevista a chegada da SLK 55 AMG.

Caminhos difíceis? O Range Rover Sport faz quase tudo por você, como acionar a reduzida.

V

ocê quer usá-lo na cidade, em belas e bem pavimentadas ruas e avenidas? Ele vai bem. Prefere estradas de terra, esburacadas, cheias de pedras? Ele vai bem também. O seu estilo é mais radical ainda, com lama, charco, riachos, fortes subidas e descidas ainda piores? Ele parece feito só para isso. E sem precisar de pneus para fora de estrada. Enfim, vai bem em todos os lugares que você o levar. Basta apenas acionar seus comandos eletrônicos e o caminho fica, como se diz hoje, "todo dominado". E o que é esta coisa, capaz de ser confortável na terra e no asfalto, trafegando bem acima dos 100 km/h, andando no barro a 30 km/h ou descendo pirambeiras escorregadias sob total controle? É o Range Rover Sport, com seu motor LR-TDV6 de 3.0 litros diesel e 245 cv (tem ainda um maior, o 5.0 Supercharged

de 510 cavalos, perto de R$ 400 mil), de R$ 299 mil. E quem projetou o Sport pensou em tudo. Ele tem controle de aceleração gradual, que evita constrangimentos como o cantar de pneus (para quem não aprecia o gênero) e, principalmente no fora de estrada, evita derrapagens na lama, barro ou pedras; mantém o carro parado nas subidas por alguns segundos até que o motorista tenha tempo de tirar o pé do pedal do freio e acionar o do acelerador. Sobe e desce – A fábrica garante que o Range Rover Sport é a "última palavra" em alto desempenho no segmento SUV. Você consegue mudar o comportamento do carro apenas apertando os botões. Por exemplo, se você está andando no asfalto e vai sair para uma estrada de terra, basta apertar um botão e a suspensão aumentará a distância do solo pa-

ra evitar contato. Mas, se sua velocidade exceder a de segurança para este tipo de piso, ele avisa, pela tela de LEDs, que você está andando acima do "permitido" para, em seguida, baixar a suspensão. Este é o único momento em que há desconforto no interior. Porque o carro vai ficar muito duro, andando em terreno irregular. Mas se andar dentro da "permitida", o conforto será semelhante ao de andar em bom asfalto. Quer dizer que, aqui em São Paulo, não vai ter muito problema andar em determinadas vias que estão mais para off-road do que para centro urbano. É só enfrentar as nossas buraqueiras com a suspensão alta e velocidade baixa. Isto porque o carro é dotado do sistema Adaptative Dynamics, que, junto com Dynamic Response, formam a t e c n o l o g i a d e D a m p Tr onicTM. Ela substitui o amortecedor convencional monito-

rando a pressão do especial 500 vezes por segundo, se adaptando continuamente às condições de superfície e estilos de direção. No console entre os bancos, além deste controle, você também encontrará botões para vários tipos de piso, como terra, água (lama), areia e pedra. Avistando os obstáculos, aciona-se o sistema adequado e o carro vence os obstáculos com tranquilidade e segurança, mesmo sem pneus para fora de estrada. Mais: não é preciso acionar a reduzida. Ele faz isto quando necessário. No câmbio automático, seis marchas. O freio, ABS, com toda a sua sopa de letrinhas, para controle de pressão e de distribuição. O controle de estabilidade responde aos comandos de direção e é capaz de interferir em cada roda nas frenagens se detectar risco de capotamento. chicolelis

TUK-TUK, CHARME NO TRANSPORTE INDIANO

V

ale a pena visitar a exposição India, no Centro Cultural Banco do Brasil, rua Álvares Penteado, 112, no Centro. Além de conhecer a cultura do país, você também pode entrar num charmoso triciclo Tuk-tuk e fazer fotos. Lá, ele é usado no transporte

de pessoas. O veículo, derivado de motocicleta, tem duas rodas na traseira. No início deste século, a Kasinski desenvolveu a produção no Brasil, mas o projeto não foi adiante. Em Coimbra (Portugal), é usado para o passeio de turistas.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24

t

sexta-feira, 16 de março de 2012

DESTINO EM ALTA No ano passado, o número de turistas brasileiros à Espanha cresceu 49%, segundo o escritório de turismo do país em São Paulo.

urismo

Reprodução

Carlos de Oliveira

A

s alegres ruas de Madri sempre foram uma Babel. Agora, uma nova língua se mistura ao inglês, ao francês, ao alemão, ao japonês e, sobretudo, ao chinês. Emergente como sua economia, aos poucos, mas de forma crescente, o brasileiro vai adicionando o português aos roteiros gastronômicos, culturais e de compras oferecidos pela bela e receptiva capital espanhola. Hoje, o brasileiro é presença importante na economia do país e sua área de atuação não está mais restrita às quatro linhas de um campo de futebol. Os brasileiros levam euros à Espanha. "Vocês, brasileiros, agora, estão cheios de dinheiro". Essa frase, ouvida de um europeu com milênios de história, seria impensável há bem pouco tempo. O fato, porém, é que o salto econômico experimentado pelo Brasil nas últimas décadas já credencia os brasileiros ao papel de turista disputado pelos mais importantes destinos turísticos em geral – e pelos espanhóis em particular. Basta dizer que em 2011, cerca de meio milhão de brasileiros visitaram Madri, um número que ultrapassa o de destinos populares como Barcelona e Santiago de Compostela. Dados de 2010, revelados pelo Instituto Espanhol de Estatística (INE), apontam que, nesse ano, o número de brasileiros que tiveram Madri como destino foi maior do que a soma dos que visitaram Barcelona, Zaragoza, Sevilha e Valência. Atenta a essa realidade, a rede hoteleira de Madri tem voltado sua atenção a esse novo turista potencialmente endinheirado. Por isso, investe pesado em ampliações. Para citar um dos exemplos mais expressivos, basta dizer que o hotel Mercure Santo Domingo, situado na Calle San Bernardo, a poucos metros da Gran Via, acaba de aplicar 50 milhões de euros numa reforma que inclui a modernização de suas dependências e a qualificação de seus f u n c i o n á r i o s, muitos deles fluentes em português. Inaugurado há apenas dois anos, o Mercure Santo Domingo tem no turista brasileiro 5,62% de seus clientes, o dobro do movimento registrado em 2010, num crescimento exponencial. Visita – Ao mesmo tempo, os roteiros oferecidos aos brasileiros estão cada vez mais diversificados e procuram mesclar o que Madri tem de mais atraente, missão bastante difícil para uma capital que tanto tem a oferecer. O mais interessante, talvez, seja provar um pouco da arte, da cul-

Madri: queridinha dos brasileiros. Em 2011, meio milhão de turistas verde-amarelos visitaram a capital da Espanha – presença cada vez mais importante para a economia. O DC revela o melhor da cidade Fotos: Carlos de Oliveira

Plaza Mayor (no topo) lembra a era medieval. Outros cartões-postais: Porta de Alcalá e Parque do Retiro (acima). Mercado San Miguel (abaixo, à esq.) é ponto de encontro para comidas rápidas e Museu do Prado (abaixo, à dir.), templo da arte.

tura, da história, da gastronomia e de um interminável roteiro de compras que caracterizam a capital da Espanha. Sugestões? Aqui vão algumas entre tantas possibilidades. Se a ideia é mesclar cultura, gastronomia e compras, que tal chegar ao Aeroporto Internacional de Barajas, instalar-se e sim-

plesmente não perder tempo? Depois de quase 12 horas de viagem desde São Paulo, a fome já deve estar apertando. Com chuva, frio ou calor, o espanhol de Madri não dispensa um de seus pratos mais tradicionais: o cocido madrileño, iguaria feita com grão-de-bico, batatas, toucinho, chouriço, galinha, osso de presunto cru, repolho e macarrão cabelo de anjo. Uma dica para quem quiser provar esse prato é a taverna La Bola, um estabelecimento aberto desde 1870. Do ponto de vista cultural, nada melhor do que uma visita ao Palácio do Oriente e à Plaza Mayor, no coração da cidade, um importante resquício da Madri medieval, com sua praça quadrada, delimitada por edifícios e seus arcos. Bem próximo fica o Mercado San Miguel, totalmente

Ouro, formado pelos três museus considerados os mais importantes de Madri: o Museu do Prado, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia e o Museu ThyssenBornemisza. Trata-se de um conjunto artístico-cultural que reúne um dos acervos mais impressionantes, sobretudo da arte pictórica passando, em rápida pincelada, por gênios como Goya, Velázquez, El Grego, Ticiano, Tintoretto, Rubens, Caravaggio, Zurbarán, Monet, Picasso, Chagall, Gauguin e Dali, entre tantos outros. Certamente, uma visita aos três museus vai exigir mais de um dia do turista brasileiro, o que certamente valerá a pena. As lojas – Mais um dia de visitas e um city tour pode ser o ideal. Os ônibus partem da Porta do Sol, uma espécie de centro cívico, e as opções são inúmeras. Como sugestão, a visita ao Parque do Retiro, uma das principais áreas de lazer do morador de Madri, e Salamanca, bairro que foi renovado e exibe sofisticação tanto em suas residências como nas lojas de grife. E por falar em lojas, vale lembrar que a cidade oferece um número imenso de lojas e produtos que cabem no bolso de qualquer turista. Para os brasileiros, uma dica é fazer compras em uma das unidades da rede El Corte Inglés, um conjunto de lojas de departamento que oferece absolutamente tudo a quem estiver disposto a comprar: de perfumes a roupas, de calçados a eletroeletrônicos. Com várias lojas espalhadas pela cidade, El Corte Inglés é uma perdição para qualquer turista. Não se poderia deixar Madri sem provar especialidades gastronômicas nos endereços certos. Entre elas, os arroces e paellas no simpático El Serete, o cordeiro e o cochinillo (leitão) assado no El Senador, os frutos do mar nas Tres Encinas, as carnes na Casa Paco, a cozinha tradicional do Sandó e as irresistíveis tapas de La Chata. E quem quiser completar a visita a Madri em alto estilo, a pedida é um espetáculo de flamenco na Casa Patas. Viagem a convite do Mercure Santo Domingo.

RAIO X

reformado, ponto de encontro de turistas em busca de refeições rápidas, mas, nem por isso, menos tentadoras. Lá (assim como nas tavernas da cidade), as tapas

(tira-gosto tipicamente espanhol) são as atrações principais. No dia seguinte, o programa pode ser voltado para a arte. A sugestão, então, é o Triângulo de

COMO CHEGAR Pela TAM (www.tam.com.br), SP- Madri-SP a partir de R$ 1.516,83, ida-e-volta. Com a Iberia (www.iberia.com), R$ 1.492. ONDE COMER Restaurante El Senador: Plaza de la Marina Española, 2 www.restaurantesenador.es/. La Chata: Calle Cava Baja, 24, www.lachatamadrid.com. Tres Encinas: Preciados, 33, www.tresencinas.com. El Serete: Leganitos, 26, madrid.salir.com/el_serete. Restaurante Casa Paco: Plaza Puerta Cerrada, 11 www.casapaco1933.com/. La Bola: Calle Bola, 5, www.labola.es.

Fotos: Divulgação

Mais que um hotel, uma atração.

B

em no centro de Madri, na Calle San Bernardo 1, a poucos metros da Gran Via, está localizada uma boa dica de hospedagem na capital espanhola. O Hotel Mercure Santo Domingo é um quatro-estrelas com excelente relação custo-benefício para o turista brasileiro, com diárias que podem variar de 120 a 600 euros, dependendo do

Mercure Santo Domingo abriga o maior jardim suspenso do mundo e quartos temáticos divertidos.

período do ano. Seus dois edifícios, 120 quartos e outros 80 apartamentos temáticos são uma atração à parte. Mas não é só isso. O Mercure Santo Domingo tem o maior jardim suspenso do mundo, com 22,9 metros de altura, mais de mil

metros quadrados de área, 250 espécies vegetais distintas, que vão de plantas ornamentais a grandes árvores, e uma cachoeira artificial com 20 metros de altura. Seu projeto de arquitetura sustentável exigiu investimento de 500 mil euros. No subsolo do hotel, caves

intocadas do século XVI foram transformadas em bar que esbanja charme. Mesclando o clássico e o moderno, o hotel dispõe de uma coleção de arte espanhola do século XVIII e piscina na cobertura com magnífica vista da cidade. O restaurante Sandó oferece

uma releitura sofisticada de pratos da cozinha espanhola. "Um dos principais atrativos do hotel são seus divertidos apartamentos temáticos", diz Antonio Nuñez Tirado, diretorgeral do Mercure Santo Domingo. "Aqui o cliente tem a possibilidade de escolher. E

como não existem dois quartos ou dois banheiros iguais, o que vai mandar é o gosto do cliente", diz Tirado. (CO) Hotel Mercure Santo Domingo: San Bernardo 1, Hotelsantodomingo.es. Diárias a partir de 120 euros.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

d

cultura

LAZER - 25

Priscila, Rainha do Deserto, filme aplaudido nos anos 90, virou cult no palco. A montagem que chega agora a SP, mais o Violinista no Telhado, outra estreia nesta semana, completa vitrine de dez musicais em cartaz na Cidade.

Fotos: Divulgação

Rainha Priscila, sensação no palco.

Ônibus das drag queens: montado por técnicos da Inglaterra.

Da Broadway para São Paulo. Sem escalas. Sérgio Roveri

A

mais nova sensação do teatro paulistano pesa oito toneladas, tem 30 mil pontos de iluminação, custa US$ 1,5 milhão, é operada por controle remoto e precisou de uma semana para ser montada por técnicos vindos especialmente da Inglaterra. Trata-se do fervidíssimo ônibus usado por três drag queens para cruzar a Austrália no musical Priscilla, a Rainha do Deserto, que entra em cartaz neste sábado (17), no Teatro Bradesco, somente um ano após a estreia na Broadway um fato praticamente inédito em

se tratando de produções deste porte. "Foi um grande desafio trazer para São Paulo um espetáculo tão pouco testado em outros países", diz Almali Zraik, a responsável pela produção geral que assistiu ao musical duas vezes em Nova York e três em Londres. "Como acabou de estrear no exterior, este musical conta com recursos tecnológicos de última geração. É de uma qualidade técnica insuperável." Tamanho aparato técnico é apenas um dos ingredientes para garantir a Priscilla um lugar ao sol

no concorrido mercado de musicais da cidade - no momento, há dez produções do gênero em cartaz em São Paulo. O outro é a trilha sonora composta de hits da disco music que vem esquentando festas e picapes de clubes há pelo menos 30 anos, a exemplo de It's Raining Men, I Will Survive e Go West. "Decidimos manter as canções no original em inglês porque elas já fazem parte da memória afetiva de todos nós", diz Almali. Como algumas dessas canções ajudam a empurrar a narrativa, a saída foi adicionar, no

meio delas, pequenos diálogos explicativos em português. "Mas são intervenções curtas que não prejudicam o ritmo e ainda ajudam o público a acompanhar a história". O musical é baseado no filme australiano de 1994, que trazia os atores Hugo Weaving, Guy Pearce e Terence Stamp na pele das drag queens Mitzi, Felicia e Bernardette (na produção brasileira, as personagens são vividas, respectivamente, pelos atores Luciano Andrey, André Torquato e Ruben Gabira). A bordo de um ônibus batizado de Priscilla, as três

drags partem de Sidney para realizar um show numa pequena cidade do interior australiano. Durante a viagem, conhecem alguns tipos excessivamente estranhos, fortalecem a amizade e, acima de tudo, cantam e dançam muito. "É uma história leve e bem humorada sobre a amizade e a aventura", diz Almali. "A música disco entra aqui como um espírito agregador. Por isso ela deve ser apresentada no original em inglês". Já estão em São Paulo para a estreia do espetáculo o diretor do filme Priscilla, Stephan Elliot, e o

figurinista Tim Chappel, que ganhou um Oscar e um Tony pelos trajes coloridos e esvoaçantes que criou para a trupe. Prêmios, pelo visto, merecidos: a produção utiliza mais de 500 peças de figurinos e 200 perucas. Priscilla, a Rainha do Deserto, Sábado (17). Teatro Bradesco. Bourbon Shopping. Rua Turiassu, 2100. Tel.: 3670-4100. Quinta e sexta, 21h. Sábado, 17h e 21h. Domingo, 16h e 20h. De R$ 40 a R$ 250.

UMA OBRA DE ARTE QUE FALA AO CORAÇÃO das cinco filhas que não aceitam mais se casar com maridos arranjados pela família. Fora de casa, seu inimigo são os pogroms, os ataques russos que tinham por objetivo expulsar os judeus das terras do czar. O cenário destes embates é uma aldeia judaica fictícia chamada Anatevka, localizada no interior da Rússia no início do século XX. Tevye tem como aliada a mulher Golda (papel da atriz Soraya Ravenle) e, como vizinhos, um rabino, uma casamenteira, um açougueiro, um mendigo e um forasteiro, cuja chegada põe em xeque os hábitos seculares da pequena aldeia. Os costumes judaicos são revelados nas cenas de rezas, festas tradicionais, casamentos e nas celebrações de shabat. Em alguns dos momentos mais tocantes do espetáculo, o personagem de José Mayer busca alívio em conversas com o próprio Deus.

José Mayer e mais 42 atores atuam no musical

"A

credito que Um Violinista no Telhado seja o musical que menos envelheceu entre todos os clássicos americanos. Ele continua sendo uma obra de arte que fala ao coração de modo bastante espontâneo e natural. Portanto, eternamente moderna". Na era dos imediatismos,

esta declaração de Cláudio Botelho, autor da versão brasileira e supervisor musical da montagem de Um Violinista que entra em cartaz nesta sexta (16) no Teatro Alfa, ganha um peso extra – já que a matéria-prima do espetáculo é a luta pela manutenção das tradições, um elemento sempre sujeito à impiedosa ação do

tempo. A peça, que estreou na Broadway em 1964, é tida como uma espécie de Rei Lear dos musicais, pelo fato de, a exemplo do clássico de Shakespeare, lidar de maneira profunda e detalhada com as desavenças familiares. A montagem brasileira de Um Violinista no Telhado, dirigida por

Charles Möeller, parceiro histórico de Botelho, marca a estreia do ator José Mayer no mercado de musicais. Aqui, ele dá vida a Tevye, um leiteiro judeu de modos abrutalhados que se encontra dividido entre duas grandes batalhas – uma doméstica e outra territorial. No flanco familiar, ele tem de tourear a rebeldia de três

Na página seguinte mais uma estreia de teatro: O Filho Eterno. Leia ainda nesta edição: exposição no Itaú Cultural; Masada, projeto que mistura música judaica com jazz; Moreira da Silva ganha caixa de CDs; grafismo do design; Sinfonia Coral com a Filarmônica Bachiana-Sesi; estreias e mostras de cinema.

"A genialidade do diretor e coreógrafo Jerome Robbins (1918-1998), criador da coreografia original do Violinista, está presente na linguagem geral do espetáculo", diz Botelho. "Não me lembro de nenhum outro clássico em que a dança tenha tanta força e seja tão atemporal. Ainda é bastante impactante ver as cenas de dança que fazem com que judeus e russos se enfrentem e confraternizem. Revi o musical West Side Story na remontagem de quatro anos atrás, que tinha coreografia do mesmo Robbins, e achei tudo com cara de ultrapassado, uma selvageria que não se sustenta mais." Inspirado em tradicionais contos judaicos do escritor iídiche Sholom Aleichem (1859-1916), Um Violinista no Telhado sabe se manter fiel, no caso da montagem brasileira, aos números superlativos que caracterizam este tipo de produção: 43 atores, orquestra de 17 músicos, nove trocas de cenários e 160 figurinos. (SR) Um Violinista no Telhado. Sexta (16). Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722. Tel.: 5693-4000. Quinta e sábado. 21h. Sexta. 21h30. Domingo. 17h. R$ 40 a R$ 200

José Mayer, ator experiente na TV e nos palcos, agora aposta num musical clássico.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26 -.LAZER

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dalton Valério/Divulgação

d

cultura

Klezmer e jazz, unidos pela proposta de ultrapassar fronteiras.

Arquivo DC

André Domingues

John Zorn e Projeto Masada: culturas diferentes, caminhos da liberdade.

Dilemas da paternidade Sérgio Roveri

L

ançado em julho de 2007, o romance O Filho Eterno renderia, nos dois anos seguintes, os principais prêmios literários ao seu autor, o catarinense radicado em Curitiba Cristovão Tezza, 60 anos. A sequência de honrarias teve início em dezembro daquele ano, quando o livro, de narrativa assumidamente autobiográfica, foi considerado a melhor obra de ficção do ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Viriam, em seguida, os prêmios Jabuti de melhor romance, o da Revista Bravo, de melhor obra, além do Portugal-Telecom e São Paulo de Literatura. Tamanho reconheci-

mento, seguido de compensações financeiras, permitiu a Tezza, finalmente, abandonar o magistério e se dedicar em tempo integral à literatura. Era esperado que tal sucesso reverberasse em outras molduras. A adaptação teatral do livro resultou no monólogo O Filho Eterno, que entra em cartaz neste sábado (17) no Teatro do Sesc Anchieta. Dirigido por Daniel Herz, da companhia carioca Atores de Laura, e interpretado por Charles Fricks (concorrente ao Prêmio Shell de melhor ator), a peça procurou, respeitadas as exigências do tempo e do espaço cênico, ser fiel à história verídica de um pai às vol-

tas com as dificuldades de lidar com um filho diagnosticado com síndrome de Down. Herz, no entanto, acredita que, tanto no livro quanto no palco, a doença surja apenas como um síntese dos dilemas que acompanham a paternidade. O grande desafio do personagem é, segundo ele, encarar que, após o nascimento do filho, deixou de ser o centro do mundo. O Filho Eterno. Sábado (17). Teatro Sesc Anchieta. Rua Doutor Vila Nova, 245. Tel.: 3234-3000. Sexta e sábado. 21h. Domingo. 18h. R$ 32.

Gia/Divulgação

N

ão há muita estranheza na ligação entre a arte dos músicos itinerantes judeus que circulavam pela Europa centro-oriental no final da Idade Média, os klezmorin, e o jazz de vanguarda que explodiu em Nova York na passagem dos anos 50 para os 60 do século passado. É o que prova o saxofonista e compositor americano John Zorn, que se apresenta pela primeira vez no Brasil neste sábado, acompanhado de seu grupo Masada (formado pelo trompetista Dave Douglas, o baixista Greg Cohen e o baterista Joey Baron). Sua combinação de culturas tão distintas, em vez de forçar a barra para um dos lados, faz ambos atingirem desenvolvimentos insuspeitos e muito interessantes. A tradição da música klezmer remonta ao universo rural europeu, onde músicos leigos judeus se reuniam informalmente para tocar em festas populares -casamentos, Bar Mitzva e por aí afora. Eram formações pequenas, muito centradas em instrumentos de

cordas, que tocavam por horas a fio um repertório feito predominantemente para se dançar. Por sua origem popular e não-religiosa, o klezmer trazia bem pouco do peso imobilizador que as grandes tradições costumam exigir. Pelo contrário. Admitia influências das mais diversas, como as de árabes, ciganos e povos balcânicos. O perfil inclusivo chegava, também, às suas performances, que comportavam com naturalidade uma série de improvisos e mudanças abruptas de andamento, ritmo, escala e afinação. Esse aspecto caótico e plural, motivo de certa ressalva contra os klezmorin nos primeiros tempos, é justamente o que os aproxima do jazz de vanguarda, em que milita John Zorn. Igualmente formado sob influências díspares, da música erudita à surf music, Zorn se caracterizou pela busca de uma arte que não se prendesse a classificações dogmáticas. Em seu mergulho na musicalidade judaica, iniciado no início da década de 1990, Zorn retomou as

escalas modais e os ritmos ancestrais, mas com uma instrumentação e um sentido de improvisação muito jazzistas. Foi um benefício duplo: o klezmer ganhou um território fértil para se atualizar e o jazz experimental ganhou um eixo para escapar da subjetividade hermética em que muitas vezes tem se enclausurado. Há nos propósitos de John Zorn, sem dúvida, uma preocupação interna à cultura judaica, que busca se mostrar aberta, moderna e atraente no cenário contemporâneo. Não é, contudo, algo que precise ser tomado como restritivo pelos não-judeus. Afinal, tanto pelo lado do jazz quanto pelo do k lezmer, o que mais se enfatiza na música de Zorn é a possibilidade de refletir a diversidade do mundo. E, aí, estamos todos. John Zorn e Masada. Cine Joia. Praça. Carlos Gomes, 82. Tel.: 3231.3705. Sábado (17). 22h30. R$ 150.

MOREIRA DA SILVA, MULTIPLICADO. Trabalhos de diversas linguagens: fotografia, vídeo, instalação, pintura. No Itaú Cultural.

S

Arte de hoje: 100 obras, 45 grifes. Rita Alves

O

IIris Helena/Divulgação

número 149 da Avenida Paulista, sede do Itaú Cultural, é o endereço certo para quem está à procura de arte contemporânea na Cidade. O local reúne até o dia 22 de abril a mostra Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013. A exposição, com curadoria de Agnaldo Farias e museografia de Marta Bogéa, apresenta a produção de 45 artistas plásticos de todo País, criadores de mais de 100 obras de arte. Nos três andares do espaço o público encontra trabalhos de diversas linguagens artísticas, como fotografias, pinturas, vídeos e instalações. “Esta mostra apresenta trabalhos limítrofes, que estão na fronteira das artes”, afirma Agnaldo Farias, curador geral da exposição e da comissão autônoma que selecionou os projetos. “Não exis-

te, nela, uma linha ou tendência única”, explica. “Na atualidade a produção artística é assim como temos visto." No primeiro andar é possível conhecer o trabalho da paraibana Íris Helena, intitulado Notas Públicas, da série Lembretes, de 2010. Ao se aproximar a primeira impressão pode ser a de uma série inusitada de post-its (papéis amarelos de lembretes) distribuídos pela parede. Porém com um pouco mais de atenção, o visitante percebe tratarse de uma foto e instalação com impressão jato de tinta. Já diante da obra de Thiago Honório, de São Paulo, a interação acontece tanto de perto quanto de longe. Diante de um cubo espelhado até a altura do pescoço, o visitante enxerga seu reflexo com uma cabeça diferen-

te. O artista colocou no topo do cubo uma cabeça de imagem de roca do século XVIII com olhar perdido no horizonte. “Rumos Visuais nasce do desejo de mapear e dar visibilidade às formas artísticas emergentes no nosso país onde quer que elas estejam sendo pensadas e produzidas”, afirma Sofia Fan, gerente do Núcleo Artes Visuais e Acervo, do instituto. Nesta quinta edição, o Rumo Artes Visuais recebeu 1.770 inscrições, sendo a maioria de artistas da região sudeste. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149 (próximo à estação Brigadeiro do metrô). Terça a sexta, das 9h às 20h. Sábado, domingo e feriado das 11h às 20h. Tel.: 2168-1700. Grátis.

Cubo espelhado: visitante enxerga o reflexo dele com uma cabeça diferente (interação espectador-obra), acima. Ao lado, Notas Públicas, da Série Lembretes.

e a malandragem é a arte da sobrevivência, Moreira da Silva realmente faz jus à sua coroa. Passados 12 anos do falecimento, aos 98 anos de idade, o maior símbolo da malandragem no samba vem tendo a maior parte da sua obra em LP reeditada em CD. Já são oito discos, gravados entre 1959 e 1966, dispostos nos boxes O Último Malandro e O Tal Malandro, do selo Discobertas. Para se ter uma ideia do que representam esses relançamentos, basta lembrar que alguns de seus contemporâneos, até mais prestigiados do que ele, como Sylvio Caldas e Cyro Monteiro, ainda passam longe de receberem o mesmo tratamento na era digital. O atual revival de Moreira tem algo de muito curioso: é, de certa forma, o revival de um outro revival. Acontece que, sendo feito a partir de gravações em vinil dos anos de 1950 e 60, época entre o estabelecimento e a popularização dos LPs, acaba enfocando a fase em que o artista estava levando para a então nova tecnologia a sua imagem pública consagrada nos tempos dos discos de 78 rotações. Daí que todos os álbuns estejam calcados, sobretudo, nos gêneros que mais o marcaram: o samba-sincopado e samba-de-breque. O primeiro é um estilo de composição e canto formado no início dos anos de 1930, principalmente através do cantor e compositor Luiz Barbosa, que valoriza bastante o gingado e a imprevisibilidade do desenho rítmico do canto. Além dele e de Moreira, o estilo projetou nomes brilhantes como Jorge Veiga, Caco Velho e Germano Mathias. Já o samba-de-breque é uma criação do próprio Moreira, feita a partir do samba-sincopado, mas com breques longos e saborosamente preenchidos por comentários e esquetes cômicos. O primeiro disco do box O Último Malandro, aliás, parece até uma lição de obras fundamentais desse estilo, com Na Subida do Morro, Dormi no Molhado, Acertei no Milhar e Essa Noite Eu Tive um Sonho, entre outras. Além de rememorar antigos sucessos, os discos reeditados nos dois boxes trazem as boas obras originais daquele período. O fato é que a década de 1960 não encontrou um Moreira acomodado, mas ainda disposto a se renovar. Foi, inclusive, quando inaugurou sua última grande parceria

com um compositor, Miguel Gustavo, e voltou a ter bastante repercussão. A principal razão disso foi a cinematográfica canção O Rei do Gatilho, de 1962, que alia o gosto por faroeste e a malandragem brasileira. Engraçadíssima e bastante enriquecida por sua performance, a música teve tanto êxito que acabou agregando definitivamente o "Kid" do nome do mocinho ao apelido do artista, Morengueira. Sua aclamação rendeu, também, uma série de peças divertidas ligadas ao universo dos filmes, como O Último dos Moicanos e Moreira Contra 007. Embora brilhantes, os dois boxes deixam uma lacuna importante na carreira de Moreira da Silva. Acontece que, ao se apoia-

rem em LPs dos anos de 1950 e 60, eles acabam deixando de lado uma fase que, naquela época, não estava sendo muito valorizada: o início da carreira do artista. Não é algo menor. Trata-se do período em que o futuro malandro estava focado em batucadas e pontos de macumba. Foi, inclusive, quando o artista mereceu elogios derramados de Mário de Andrade: "O solista, Sr. Antônio Moreira da Silva, apresenta uma voz de timbração deliciosa, profundamente nossa, carioca, um nasal quente, sensual, bem de morro", escreveu. O fato de ter um aval como esse, por si só, já deveria ser motivo para os produtores pensarem em um ou dois discos extras. (AD)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

LAZER - 27

Fotos: Reprodução

d

cultura

BEM TRAÇADAS LINHAS GRÁFICAS Cosac Naify traça quadro do design desde início da imprensa no Brasil Marcus Lopes

A

criação da Impressão Régia, em 1808, não foi importante apenas para o nascimento da imprensa nacional. Ao autorizar o funcionamento das primeiras máquinas tipográficas inglesas trazidas junto com a esquadra portuguesa, o rei D. João VI também dava o pontapé inicial na história do design brasileiro, através das capas dos primeiros livros, jornais e documentos oficiais. De lá para cá, muita coisa mudou, é claro. E para mostrar essa evolução, a editora Cosac Naify, conhecida por sua ousadia visual e acabamento gráfico, acaba de lançar Linha do Tempo do Design Gráfico. Trata-se de um resumo do design no Brasil desde o Decreto Real de 1808 até os dias atuais. Resumo é modo dizer. Afinal, são mais de 1.600 peças gráficas distribuídas em 744 páginas, tornando a obra um dos mais completos levantamentos já feitos sobre o assunto. O trabalho é resultado de três anos de pesquisa de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos, organizadores da obra. "Tivem o s a p r e o c u p ação, desde o início, de traçar um panorama e abranger os 200 anos do design no Brasil", explicou Homem de M elo, em entrevista ao Diário do Comércio. O problema era como fazer isso, dada a abrangência e a diversidade do material produzido ao longo de dois séculos nas mais diversas áreas. A solução foi dividir a seleção em grandes grupos: editorial (jornais, livros e revistas), sinais (logotipos, por exemplo), cartazes de filmes e publicitários, discos, selos e cédulas de dinheiro. Juntos, segundo o autor, com estes elementos é possível traçar um quadro abrangente. "Tínhamos de traçar uma linha para viabilizar o livro", diz o autor, citando as criações editoriais: "Com a chegada da imprensa régia no Brasil, estas três categorias (jornais, livros e revistas) definem o campo consagrado do design gráfico. " Foram selecionados desde as

primeiras capas de livros até clássicas páginas de jornais que se destacaram pelo layout ousado e diferenciado, como o Jornal da Tarde e os extintos Pasquim e Última Hora. Raciocínio semelhante ocorre com os cartazes de filmes e políticos, e as capas de discos, algumas delas antológicas. "São trabalhos muito importantes e que fizeram época", explica Melo que, junto com Elaine, selecionaram capas de antigos LPs famosos, como Tropicalia ou Panis et Circencis, de 1968. "O movimento tropicalista foi responsável não apenas por uma ruptura musical e comportamental, como também por uma ruptura gráfica", diz um trecho do livro. Talvez possa parecer estranho que, junto com peças culturais, estejam selos postais e cédulas de dinheiro. Mas para isso também há uma boa explicação. Afinal, se repararmos menos no valor e mais no design de cédulas e selos, notaremos que muitas delas, ao longo das décadas, possuem um desenho diferenciado e que marcaram época. Quem não se lembra, por exemplo, do famoso "barão", a nota de mil cruzeiros lançada na década de 1980? Em relação aos selos, o desenho simples, preto e levemente arredondado dos primeiros selos postais brasileiros ficou tão famoso que renderam um apelido conhecido por praticamente todo mundo: olho de boi. "Tanto os selos como as moedas são dois campos muito presentes no cotidiano do brasileiro", diz Melo, que trabalha com design de livros. Apesar da tecnologia digital dar passos cada vez maiores e praticamente dominar o mundo do design, Melo não acredita que as mídias digitais irão superar, pelo menos por enquanto, o velho e bom papel. "Nós acreditamos que o impresso tem uma vida longa. Até porque o design digital é muito amparado na tipografia impressa", completa Homem de Melo, salientando que a invenção de Gutenberg continua viva na era digital.

Obra reúne mais de 1.600 imagens divididas em grandes categorias, como cartazes publicitários, páginas de jornais, logotipos de empresas, selos e cédulas, além de capas de discos famosos (abaixo)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28 -.LAZER

sexta-feira, 16 de março de 2012

Fotos: Rafael Wainberg/Divulgação

O novo jogo dos Mondavi José Guilherme R. Ferreira

d

cultura

Ao lado, salada de salmão com creme azedo. Abaixo, ovo cozido com polenta cremosa, cogumelos e bacon.

Um autêntico bistrô Lúcia Helena de Camargo

E

m São Paulo, é possível contar nos dedos de uma única mão o número de restaurantes franceses acessíveis à classe média. Por definição, bistrôs, que ofereçam boa comida a preços razoáveis. Um deles é o bistrô Le French Bazar, que passou recentemente por uma remodelação na decoração e no cardápio. A comida ficou melhor. E os preços – acredite – foram reduzidos. O empresário Dudu Borger, antes sócio da casa, tornouse o único dono. E imprimiu seu estilo enxuto em cada detalhe, das louças ao serviço. Foi perspicaz ao montar uma equipe de garçons espertos, que transitam rapidamente entre a cozinha e as mesas. E conseguiu aumentar o faturamento. "Antes da mudança, servíamos 30 a 40 pessoas a cada dia, no almoço. Agora chegamos a 60 ou 70 clientes, relata Gustavo Abreu, o gerente de serviços. Sem filas - O movimento está grande nestes dias de Restaurant Week (RW) – que começou no dia 5 e segue até domingo (18) –, mas devido à produção em larga escala das receitas, há pouco risco de se encontrar filas de espera. O French Bazar participa do RW apenas no almoço (R$ 31,90 incluindo entrada, prato principal e sobremesa). Para entrada, as opções são tosta com ratatouille (torrada com legumes salteados) ou salada de salmão gravlax com creme azedo. Esse delicioso salmão, levemente marinado, é servido ao lado da salada com molho de limão siciliano. Para prato principal, escolha entre o steak ao molho mostarda com batatas fritas; a abóbora assada com queijo boursin e creme de alho ou o ovo cozido lentamente com polenta cremosa, cogumelos e bacon. Na combinação genial desse último prato, shitake e

shimeji preparados com bacon ladeiam a polenta e os ovos. O prato aparece no menu normal da casa um pouco diferente: o ovo com brioche (R$ 27), vem com o ovo e cogumelos trufados sobre torrada de brioche. Na sobremesa do RW podem vir brownie de chocolate branco com macadâmias e frutas vermelhas ou mousse de limão siciliano. No almoço de segunda a sexta existe ainda o menu executivo, que traz salada, prato e sobremesa do dia a preços justos.

Algumas opções: galinha caipira confitada com batatas e cebolas douradas (R$ 27) e filé a cavalo com batatas fritas (R$ 32). Vinhos - Para escolher um vinho, a alentada carta possui rótulos de várias partes do mundo, além de portos e grapas. Há desde chilenos por R$ 50 até franceses da Borgonha por centenas de reais. E vale lembrar que todos os vinhos da carta podem ser servidos em taça. Isso é possível porque a casa possui a máquina que armazena e veda a garrafa, conservando a bebida por até 100 dias. Há ainda o "vinho do dia" (taça a R$ 14), seleção feita por Abreu, que é também sommelier.

Se for à casa no jantar, poderá aproveitar uma das novidades, a terrine de foie gras (fígado de ganso) em redução de vinho tinto e ovo pochê (R$ 42). "É o foie gras autêntico mais barato do mercado", garante Abreu. E faz sucesso entre os assíduos a língua de boi braseada com polenta trufada (R$ 39). "Esse é um dos nossos pratos mais pedidos", relata o gerente. Se preferir frutos do mar: duo de vieiras e lagostin com ovas e aioli de gim e wassabi (R$ 62). Quem não dispensa um

sanduíche pode provar o que Dudu chama nada modestamente de "hambúrguer perfeito". O Americaine (R$ 33) leva um hambúrguer de fraldinha de 170 gramas, cogumelos, queijo gruyère, bacon e cebola grelhada. Para encerrar a refeição com estilo, vai bem um café Nespresso (R$ 4,90), servido no simpático copinho de bar. Daqui a alguns meses, o café também vai mudar. A barista Isabela Raposeiras está desenvolvendo um "blend" exclusivo para o restaurante. Le French Bazar. Rua Fradique Coutinho, 179. Pinheiros. Tel: 3063-1809.

PORÇÃO ESQUÁLIDA NO FESTIVAL? COMPARE. intenção dos organizaA dores do festival Restau-

Carlos Yamaguchi/Arquivo pessoal

Luís Simione/Divulgação

rant Week (RW) é que os restaurantes ofereçam o menu fechado ao preço camarada para que os clientes conheçam, apreciem e tornem-se assíduos. Ou seja, fidelização. Porém, se a experiência não é satisfatória nesse primeiro contato, o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Nosso exemplo é o Le Buteque, que mistura gastronomia de bistrô francês com comida de boteco. Para o RW oferece, no almoço, salmão cru marinado com creme de limão siciliano como entrada, picadinho Le Buteque no prato principal e sopa de morango com sorvete de baunilha para sobremesa. Embora a qualidade da cozinha seja inegável, o problema é em relação à quantidade. O restaurante vem servindo porções bem menores do que as divulgadas no site do evento. O analista de sistemas Carlos Yamaguchi costuma frequentar restaurantes com a mulher, Georgina, e a filha, Giulia, além de reunir cerca de dez colegas de trabalho para almoços durante o RW. Ele aponta o tamanho diminuto dos pratos do Le Buteque como ponto negativo, criticando principalmente a entrada. "São duas fatias finíssimas de salmão

A entrada na imagem do site do RW, com quatro pedaços. E na foto feita por Carlos Yamaguchi: dois pedaços.

e uma folha de verdura". E sobre o prato principal, o picadinho: "O arroz e a banana vêm escondidos atrás do ovo, o que fez alguns perguntarem se o nome certo não seria escondidinho", ironiza. "Não somos mortos de fome, veja bem, ninguém espera o chamado prato de operário, mas temos um referencial de quantidade que julgamos justo ou suficiente e isso, neste caso, não foi atingido", disse. Ele afirma ter ficado indignado ao descobrir que os pratos, fora do RW, não são "esquálidos". E conclui: "Se um restaurante não consegue fazer um prato que represente seu cardápio de forma digna, não deveria apresentar algo que, em última análise, pode servir de propaganda negativa de seu negócio." Consultada pelo DC, a chef do Le Buteque, Rachel Codreanschi, afirma que o tamanho dos pratos "é normal". As quatro fatias de salmão que aparecem na foto de divulgação equivalem, segundo ela, às duas fatias servidas aos clientes. "Servimos só duas fatias, mas são mais grossas do que as da foto do site", garante. Compare e tire sua própria conclusão, leitor. Lembrando que o prato (a louça) tem o mesmo tamanho nas duas fotos. (LHC)

O

império dos Mondavi foi vendido para o conglomerado internacional Constellation Brands em dezembro de 2004. A Califórnia tremeu. E não à toa. A vinícola Mondavi, uma das mais tradicionais do país, foi responsável pelo forte desenvolvimento da viticultura dos Estados Unidos nas últimas décadas. Com Robert Mondavi à frente do negócio, o Vale do Napa passou a admirar a elegância e a complexidade dos vinhos de Bordeaux – não à toa a nova administradora tratou de manter o contrato de produção do celebrado Opus One, uma parceria inaugurada por Mondavi com os Rothschild de Bordeaux. Michel esteve no centro do furacão que acabou culminando na venda da empresa, uma história com cara de tragédia grega que expôs sua rivalidade com o irmão Timothy. A jornalista Julia Flynn Siler, do The Wall Street Journal, conta esse drama em em The House of Mondavi (Gotham, 2007). Michel, entretanto, deu a volta por cima, inspirado talvez no patriarca Cesare Mondavi, que vindo de Marche, na Itália, em 1906, iniciou o império como comerciante. Michel, além de produzir rótulos próprios em outra propriedade da família – o Cabernet Sauvignon M Michel é um deles, ao lado do Spellbound do filho Rob Jr. – , está à frente da Folio Fine

Wine Partners, empresa que distribui e representa vinhos de qualidade de todo mundo, com destaque para os italianos. Quando Cesare Mondavi chegou aos Estados Unidos, foi trabalhar numa mina de ferro em Minnesota. Com as economias, ele e a mulher montaram um saloon, logo afetado pelo sombrio período da Lei Seca. Foi no clube italiano local, com os amigos, onde a bocha era o passatempo dos imigrantes, que Cesare encontrou uma alternativa de negócio. No período da Lei Seca, cada família estava autorizada a manejar 4 barris de "suco de fruta" por ano. Cesare pensou que podia abastecer essa demanda, buscando uvas na Califórnia, a Zinfandel entre elas, e transportando-as para as famílias italianas em Minnesota. Nos engradados, aplicava o rótulo que lembrava seu jogo de predileção (veja no alto). Mais tarde, já com o fim da Lei Seca, se instalou no Vale do Napa. O neto Wilson hoje está por ali investigando os vinhos que caem bem no paladar dos americanos.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas(Editora Terceiro Nome)

Declaração de amor Aquiles Rique Reis

A

o lançar Estúdio (independente), seu terceiro CD, o compositor, cantor e pianista brasiliense Eduardo Rangel abre a voz e revela a alma apreensiva que lhe habita o corpo. A dramaticidade leva sua interpretação para emoções por vezes cálidas, por vezes quase imperceptíveis, mas sempre admiráveis. Delicada, afinada, aguda, personalíssima, sua voz reflete a inquietude que impele o compositor à sede pelo desconhecido, à fome por desvendar enigmas da criação. Música que brota para elucidar mistérios, que lhe vêm às mãos como bençãos a serem decifradas. Suas cançõs são pop, desde a concepção até a mixagem. Arquitetadas dentro da mais pura linhagem do modernismo, a tudo encharcam com a chama da música contemporânea. São onze composições de Eduardo, uma dele com Gualter Ferreira e Minha Alma - A Paz que Eu Não Queria (Marcelo Yuka, Falcão, Xandão, Marcelo Lobato e Lauro Farias, o Rappa): A minha alma tá armada e apontada/ Para a cara do sossego/ Pois paz sem voz, paz sem voz/ Não é paz, é medo. Estes versos, ao fincarem sua energia ao lado das letras escritas por Eduardo, ganham amplitude. Intensificando-se uns nos outros, se não apontam caminhos, gritam com formidável força poética e clamam por satisfazer desejos que as almas dos poetas sonham para si próprias e para a humanidade. A formação instrumental varia de acordo com cada música, E surpreendem, como na música do Rappa, por exemplo, que tem piano (Eduardo Rangel), violoncelo (Ocelo Mendonça) e efeitos programados por Daniel Musy. Por

outro lado, a bela Noves Fora (Eduardo Rangel) tem formação tradicional para uma canção de forte apelo dramático: piano (Leo Brandão), baixo acústico (Oswaldo Amorim), dois violinos (Liliana Gayoso e Zoltan Paulinyi), duas violas (Aletéa Cosso e Marie de Novion) e três violoncelos (Gidesmi Alves, Jabez Oliveira e Ocelo Mendonça, o autor do arranjo para as cordas). A bossa nova Trim! (Eduardo Rangel) soa simples e esplendidamente ao som do piano (Leo Brandão) e do violão (Rafael dos Anjos). Também admirável é o arranjo da música 3416 d.C. (Eduardo Rangel), que abre o álbum - quando o som do acordeom (Leo Brandão) vem embalado pela forte pegada da guitarra (Walter Villaça) e pela programação da bateria (Leo Brandão). Cabe ressaltar o parcimonioso e adequado uso desse recurso eletrônico. Bicicleta (Eduardo Rangel), bela homenagem à cidade de Brasília, tem órgão (Leo Brandão), o assovio (é isso mesmo) do saxofonista Milton Guedes (assovia bem, o danado!) e bateria (João Viana). Sinsalabim (Eduardo Rangel e Gualter Ferreira é cantiga brejeira, com leveza avalizada pelo baixo fretless (André Vasconcellos), pelo violão (Torcuato Mariano), pela bateria (João Viana) e pelo sax (Daniel Musy). Em suas treze faixas, Estúdio engasta bela declaração de amor ao ofício de compor, tocar e cantar, ou ao amor por algo não explicitado, mas que pulsa, arde, busca vir à tona para, enfim, respirar, viver, se entregar... Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.

CLÁSSICO Pedro e o Lobo, composição famosa de Prokofiev, dirigida ao aprendizado do timbre dos instrumentos, ganhou uma edição lúdica e colorida, contando a história de um menino que captura um lobo. Com uma orquestra de 23 músicos, regência de Carlos Moreno, e narração de Julia Gam. Tucarena. Rua Monte Alegre, 1024. Tel.: 4003-1212. Sábado (17), domingo (18). 16h. R$ 30.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de março de 2012

d

LAZER - 29

cultura

Primeira Fermentação Carlos Celso Orcesi da Costa

M

inha primeira fermentação aconteceu na lua de mel, na Itália, no distante 1976. Refiro-me à visita que Mary e eu fizemos à Chianti Ruffino no coração da Toscana. Já me interessava por vinhos, o suficiente para desviar da autoestrada entre Florença (Firenze) e Siena para "conhecer os vinhedos", sem rumo certo. Dos dois lados da estrada vicinal havia vinhedos. De repente atravessamos a bela vila de Pontassieve, na ponta do rio Sieve, como muitas cidades europeias aparentemente parada no tempo. De repente nos surge a ampla Cantina Ruffino, cujo vinho conhecia de tantos Chianti com cesta de vime. Parei o Renault R-5 alugado e resolvi arriscar. O porteiro me disse: "espere um pouco que a signora Veronica virá receber estes produtores da Grécia", um grupo de sete ou oito que acabara de descer de um micro-ônibus. Após cumprimentar todos aqueles zorbas, após meu pedido de visitar a cantina, a gentile relazione pubblici da Ruffino perguntou: o senhor é produtor de vinho no Brasil? Achei que seria abusivo

mentir, mas no átimo percebi que se dissesse não poderia ficar de fora. Então me ocorreu o meio-termo, uma grossa mentira que, ao mesmo tempo, continua verdade até hoje: não, mas pretendo ser. Tenho algumas décadas para plantar um pé de vinha para não ter que admitir o pecado na porta do purgatório. Todo esse introito para lhes contar como nasce o vinho. Começando do início, quando a uva chega do campo é deitada em esteiras que giram lentamente. Para os melhores vinhos, dez ou mais pessoas atentas e experientes retiram da esteira uvas já esmagadas, de mal aspecto ou imaturas. Os cachos cheios seguem pela esteira até serem despejados no desengaçador/esmagador. Rodopiando por um cilindro giratório, os bagos serão separados das folhas e engaços, de modo que o "cacho vazio" ou caule fique retido e apenas a uva consiga passar por furos pequenos. Na sequência

PONTASSIEVE - PONTE MEDICI SOBRE O RIO SIEVE o esmagador prensará suavemente as uvas (prensas pneumáticas, hoje controladas por computador), quando o mosto estará pronto a fermentar em

cubas de aço inox fechadas ou cubas de carvalho ou cimento abertas. O levedo ou levedura presente naturalmente na uva (e também

adicionado pelo homem), quando em contato com o mosto de uvas, dá início à fermentação, reação química de conversão do açúcar natural da fruta em álcool, calor e dióxido de carbono, de modo a que o conjunto fique borbulhando agressivamente em meio a espuma. Essa fermentação natural pode durar de quatro a sete dias. Na Ruffino havia outros tanques com bolhas suaves e esparsas, já na fase final da fermentação. Os tradicionalistas seguem a fermentação quente, sob o argumento de que traz mais sabor ao vinho. A maioria utiliza a fermentação fria ou controlada, que não permite a perda de componentes naturais que se perdem durante a evaporação. Essa técnica habitual nas melhores vinícolas ocorre em grandes tanques de aço inoxidável (ou madeira) de alta tecnologia, nos dois casos com serpentinas que permitem esfriar a

temperatura da fermentação, mantendo os elementos naturais do vinho em contato por mais tempo (uma ou até duas semanas). Nas duas situações, em particular na fermentação controlada, o mosto é bombeado para cima, ou empurrado para baixo (maceração), de modo a que os componentes do vinho interajam plenamente. Apesar de ter ficado com a melhor impressão da Ruffino, que em 1976 me parecia na vanguarda da tecnologia, não deixo de lembrar do cheiro nauseante de gás carbônico que evaporava das cubas de fermentação. Em meio àquela limpeza toda, fica a sensação de que ali o homem não controlava a natureza. O tumulto das bolhas fazia parecer que debaixo da cuba havia um fogão esquentando o mosto. Ao menos o nome estava justificado porque fermentação advém do latim fervere. Hoje em dia as coisas estão mudadas: o homem domina todas as fases da elaboração do vinho, tanto que é cada vez mais comum a 2ª fermentação, como concluiremos no próximo capítulo.

Arquivo DC

Fotos: Arquivo DC

João Carlos Martins rege a Coral. E promete novidades.

P

Imagem da Segunda Guerra Mundial

Belo romance sobre guerra e paz. Por um "escritor de escritores". Renato Pompeu

M

ais de quarenta anos depois de seu lançamento nos EUA em 1969, chega ao Brasil um romance de um nível artístico raramente alcançado por escritores americanos, estes em geral mais interessados em atingir uma facilidade de estilo que garanta plena acessibilidade ao grande público e plena vendabilidade às grandes redes livreiras, além de uma plena adaptabilidade para cinema. Trata-se, essa obra de grande arte, de Uma Providência Especial, de Richard Yates (19261992), ele mesmo falecido há vinte anos, sempre reconhecido pela crítica mais requintada como um dos mais importantes escritores de seu país no século XX, agora lançado pela Alfaguara. E sempre sem maior êxito de vendas. Nascido em Yonkers, no interior do Estado de Nova York, Yates prestou serviço militar em plena Segunda Guerra Mundial, experiência que retrata neste romance. Publicitário, jornalista, escritor de discursos de políticos como Robert Kennedy (que foi ministro da Justiça de seu irmão, o presidente John Kennedy, e acabou também sendo assassinado), roteirista de cinema e professor universitário de escrita criativa, Yates nunca conseguiu viver de suas ficções. Havia estreado tarde em literatura, aos 35 anos, com o romance Foi Apenas um Sonho (Rua da Revolução), que foi comparado por ninguém menos do que o escritor Kurt Vonnegut Jr, autor de

Matadouro n.o 5, com O Grande na época entusiasta de seu país, Gatsby, a obra-prima de Scott talvez não tenha gostado de ver o Fitzgerald nos anos de 1920. Com o modo americano de viver retratado nome de Foi Apenas um Sonho, como uma experiência frustrante e virou em 2006 um filme com Kate amesquinhada, e o sonho Winslet e Leonardo DiCaprio, americano de ascensão social embora Yates, ao contrário da pintado como um pesadelo. grande maioria dos escritores Uma Providência Especial, agora americanos da segunda metade do publicado no Brasil, é o segundo século XX, não o tenha escrito numa romance de Yates, lançado longos linguagem oito anos perfeitamente depois do visual facilmente primeiro, uma adaptável para o trajetória cinema. atípica, pela Talvez pela dificuldade de estreia tardia, aceitação que Yates foi revela, de um consagrado já escritor pela crítica, com americano de o lançamento de renome crítico seu primeiro como ele. A livro, como obra retrata o escritor já entrelaçamento maduro, autor das vidas de de uma obramãe e filho, ele prima do porte um soldado Yates, admirado pelos de um clássico, convocado escritores. saudada pela para o conflito crítica mais exigente como uma rara na Europa já no fim da Segunda joia de palavras sem nenhuma jaça. Guerra Mundial, sem possibilidade E, possivelmente, mais do que uma de participar das glórias militares, suposta dificuldade de leitura, o mas vivendo todas as misérias da que levou ao insucesso do público vida de caserna, em suma, nada que talvez seja o caráter sombrio e possa fazer o jovem se orgulhar pessimista da obra. O romance se como soldado. Ela, uma artista centra num pouco glamouroso plástica que não alcança êxito em homem de vendas que mora num sua carreira e que tenta viver como condomínio de classe média alta uma mulher independente, (um típico "suburbano" na acepção pagando o preço de americana do termo), e que se vê relacionamentos difíceis e enredado num casamento que se precários. De certa forma, os dois está arruinando. O público dos EUA, personagens retratam vivências

profundas de Yates. Mas o resultado é uma obra de requintado apuro estético, em que frases bem arquitetadas flutuam e pairam como se fossem esculturas feitas de sons, mesmo em tradução. Yates, que publicou apenas mais cinco romances além desses dois, mais dois volumes de contos, cumpriu em vida o difícil e algo melancólico destino dos chamados "escritores de escritores". Isto é, autores que, pelo seu artesanato cuidadosamente lapidado e sua sensibilidade toda aguçada, têm seus textos, mais se diria as suas texturas, apreciados antes e acima de tudo por quem mais entende do assunto - os demais escritores seus colegas. Já foi dito que muitos roteiristas das séries de televisão de Hollywood não costumam assistir aos filmes de seus colegas de profissão, mas sim aos filmes de Federico Fellini, Orson Welles, Woody Allen e outros grandes nomes da direção. Afinal, de cinema os roteiristas entendem. Do mesmo modo, os escritores americanos que produzem best-sellers segundo regras comerciais estritas e de acordo com pesquisas de mercado que indicam os nichos de interesse mais promissores do momento, não leem os produtos semelhantes aos seus dos autores seus colegas. Eles, que afinal entendem muito de literatura, preferem ler os textos de um "escritor de escritores", como Yates.

ianista consagrado, principalmente pelas interpretações de obras de Johann Sebastian Bach (1685-1750), João Carlos Martins (acima) transformou-se em um regente aplicado. Montou a Bachiana Filarmônica-Sesi e, com ela, vem realizando populares e aplaudidos concertos. Nesta semana, a orquestra toca a Nona Sinfonia (Coral), Op. 125, do alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827, foto abaixo). Possivelmente o maior ícone da música ocidental, a Coral permanece viva e surpreendente. Sempre que é ouvida, provoca impacto, pela beleza de sua harmonia e pela ousadia de Beethoven, que introduziu vozes no último movimento. Sem dúvida, é soberba e uma referência obrigatória para as sinfonias subsequentes. O quarto movimento da Coral mobiliza uma soprano, uma mezzo soprano, um barítono e coro. As palavras cantadas são versos da Ode à Liberdade (An Die Freude), escritos pelo poeta, filósofo e historiador alemão Friedrich Schiller (1759-1805). Em 1989, o maestro e compositor americano Leonard Bernstein (1918-1990) reuniu, para lembrar a queda do Muro de Berlim, músicos da Filarmônica de Nova York, da Orquestra de Paris, da Kirov de Leningrado, Sinfônica de Londres e da Sinfônica da Rádio Bávara (mais coro) e coral de crianças da Filarmônica de

Dresden. A obra apresentada foi a Coral, em memorável concer to no Schauspielhaus, famoso teatro alemão, construído no centro de Berlim. Nesse concerto, Bernstein trocou a palavra Freude (alegria) por freiheit (liberdade), na O de final da sinfonia. Bachiana Filarmônica O maestro João Carlos Martins, certamente, também levará à plateia de sua performance uma carga de emoção intensa, com a leitura que fará da Co ral . Participarão do concerto da Bachiana o Coral da Cidade de São Paulo, a soprano Flávia de Souza, a mezzo soprano Joyce de Souza, o tenor Jean William e o barítono Erick Eduardo, além do ator Antonio Abujamra, apresentador do programa Provo cações, da TV Cultura. Este declamará o Testamento de Heiligenstadt, carta escrita em 1803 por Beethoven aos irmãos Kaspar e Nikolaus. No documento, o compositor, então com 31 anos, revela que pensou em suicidar-se em razão da surdez. (MMJ) Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes. Tel.: 3223-3966. Sábado (17). 21h. Domingo (18). 17h. Grátis.


30 -.LAZER

DIÁRIO DO COMÉRCIO

d

Lúcia Helena de Camargo

sexta-feira, 16 de março de 2012

cultura

Indagações sobre sexo no mundo atual

ulgação

Imovision/Div

S

l a i r o s n e s a Danç

W

im Wenders, diretor de Pina ( Alemanha/ França/ Reino Unido, 2011, 106 minutos), afirma em todas as entrevistas que concede que o futuro do 3D está nos documentários. Ele disse isso inclusive no Brasil, quando aqui esteve na Mostra Internacional de Cinema do ano passado. O documentário sobre a coreógrafa e bailarina Pina Bauch foi rodado nesse formato e de fato impressiona com suas imagens mostradas não apenas sob diferentes ângulos, mas colocando o espectador dentro da cena. Poderá deliciar quem se interessa por dança. Porém, não é filme para grande público. Se você quiser entender quem foi a alemã Pina

Bauch, melhor fazer uma pesquisa antes de entrar na sala de cinema. O documentário é basicamente sensorial. Exibe breves depoimentos de bailarinos que trabalharam com ela no Wuppertal Dance Tanztheater e longas cenas de dança. Estas foram filmadas nos mais inusitados lugares, como jardins, parques, subterrâneos, à beira de um penhasco e no monotrilho suspenso de Wuppertal. Dançarinos fazem performances dentro e fora dos vagões e ruas dos arredores, em meio a intenso trânsito de veículos. Wenders relatou, no lançamento em Roma, que a morte da bailarina pouco antes do início das filmagens fez o documentário tomar esse rumo.

"Foi feito um filme para Pina, não sobre Pina", explicou. A dedicatória aparece nos créditos. As coreografias criadas por Pina não raro usam em sua composição elementos como terra, fogo e água. A água em particular produz alguns dos mais interessantes efeitos. Bailarinos da Alemanha, China, Brasil, Estados Unidos, França, entre outros países, se movimentam no palco, atirando, com uso de baldes, água uns nos outros. Nos depoimentos, todos, sem exceção, relatam devoção à coreógrafa, sua sensibilidade artística e criatividade. Nesta sexta (16), Pina chega em pré-estreia. A estreia de fato acontece na próxima sexta (23).

hame, novo filme do diretor Steve McQueen, traz Michael Fassbender (abaixo, à direita) no papel de Brandon, executivo nova-iorquino de 30 anos cuja vida sexual foge do controle. Ele passa a maior parte do dia em chats pornôs, fazendo sexo com prostitutas ou solitário. Carey Mulligan (Educação) vive a sua irmã caçula, Sissy que, deprimida e com histórico suicida, se muda para o apartamento do irmão. Isso desencadeia uma série de consequências e avaliações da maneira com que ambos levam a vida. Determinar o que seria considerado comportamento sexual patológico é a primeira indagação, difícil de ser concluída, diante da gigantesca indústria pornográfica do mundo atual. Fassbender ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza pelo papel. James Badge Dale interpreta o chefe do protagonista. Estreia também a comédia Projeto X – Uma Festa Fora de Controle (Project X, 2012, foto abaixo). Dirigido por Nima Nourizadeh (o mesmo de Se Beber, Não Case!), acompanha a vida de três estudantes do último ano do colegial, quando decidem fazer uma festa da qual ninguém vai esquecer. No elenco, Thomas Mann, Jonathan Daniel Brown, Oliver Cooper, Dax Flame, Nichole Bloom, Martin Klebba. Warner Bros/Divulgação

Mortes, suspeitas, crimes... Neste final de semana o Cine Olido exibe clássicos do suspense na mostra Os Homens que Sabiam Demais. Na programação entraram filmes dirigidos por Alfred Hitchcock, Roman Polanski e Brian De Palma, entre outros. Do mestre do suspense passa, nesta sexta (16), às 17h, Intriga Internacional. Cary Grant é o publicitário que se vê confundido com um policial e passa a ser perseguido pelo governo e por criminosos. Também nesta sexta, às 19h30, será exibido Alta Ansiedade, homenagem-paródia de Mel Brooks à obra do inglês. No sábado (17), às 15h, será exibido Operação França, de William Friedkin. Com Gene Hackman (acima), Fernando Rey e Roy Scheider, conta a história de dois detetives que tentam desmantelar uma rede de tráfico de narcóticos e descobrem a Operação França. E a atração do sábado à noite (19h30) é Chinatown, de Roman Polanski. No elenco, Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston. Uma mulher contrata homem para investigar seu marido, que acaba assassinado. No domingo (18), às 15h, chega Laura, de Otto Preminger, sobre o detetive que se apaixona pelo retrato da mulher morta. As projeções têm suporte em DVD. Galeria Olido. Av. São João, 473. Centro. Tels.: 3331-8399 e 3397-0171. R$ 1. www.prefeitura.sp.gov.br/cultura

Paris Filmes/Divulgação

No final de semana, consciência verde e clássicos franceses. Fotos: Divulgação

If a Tree Falls: membros da Earth Front Liberation (EFL) acusados de ecoterrorismo.

Cena de Antoine e Colette: Jean-Pierre Léaud como o rapaz apaixonado e depois abandonado.

AMBIENTE

TRUFFAUT

Lutas: índios, árvores, golfinhos.

Beleza em cada fotograma

A

1ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que acontece na Cidade até quinta (22), traz filmes sobre o assunto divididos nos eixos temáticos Ativismo, Povos e Lugares; Consumo; Energia; Água e Mudanças Climáticas. Haverá um Panorama Histórico, uma mostra infantil e um debate a partir de cada um desses assuntos. Com entrada gratuita, as exibições serão nas salas do Cine Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073), Cine Sabesp (Rua Fradique Coutinho, 361, Vila Madalena) e MIS (Av. Europa, 158, Jardim Paulista). O objetivo é chamar a atenção da população para o tema, promover encontros e discussões por meio da exibição de filmes, debates, homenagens e participação de convidados internacionais. Será homenageado Adrian Cowell, que fez um trabalho de documentação da destruição da floresta amazônica. Guerrilheiros - Nesta sexta (16), às 18h30, poderá ser visto, no Cine Livraria Cultura, o documentário If a Tree Falls: The Earth Front Liberation (Estados Unidos, 2011, 85 minutos). Inédito no Brasil, o filme dirigido por Marshal Curry e Sam

Cullman mostra a ação da organização Earth Front Liberation (EFL), cujos membros se chamam de guerrilheiros e foram acusados de praticar ecoterrorismo. O ponto de partida é a história do ativista Daniel McGowan, cidadão de classe média que chega a medidas extremas em defesa do meio ambiente. O documentário foi indicado ao Oscar 2012, perdendo para Undefeated. Mas venceu em sua categoria os festivais em Sundance, Dallas e Nashville, entre outros. Ainda nesta sexta, às 20h30, no mesmo local, o debate vai reunir Sam Cullman, Sergio Leitão, Maria Zumira e Marcelo Cardoso, em torno do tema Ativismo. Massacre - Haverá três oportunidades para o espectador assistir ao documentário Corumbiara (Brasil, 2009, 117 minutos), de Vincent Carelli. Na segunda (19), será exibido pelo Cine Sabesp, às 20h; na terça (20), às 16h30, passa no MIS; e na quarta (21) volta ao Cine Sabesp, às 16h. O filme é a denúncia, pelo indigenista Marcelo Santos, sobre o massacre de índios ocorrido em 1985. Sobreviventes contam suas versões. Entre outros prêmios,

ganhou como Melhor Filme no IV Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo. Golfinhos - O polêmico A Cova (The Cove, Estados Unidos, 2009, 90 minutos), de Louie Psihoyos, poderá ser visto no domingo (18), às 20h, no Cine Sabesp; e na terça (20), às 14h30, no Cine Livraria Cultura. Também bastante premiado (festivais de Toronto, Sundance, Sidney, Boston, Rio de Janeiro, entre outros), o filme leva às telas Taiji, pequena cidade costeira do Japão, que tira sua renda da captura de golfinhos para abastecer a demanda de parques aquáticos de todo o mundo. Os caçadores desviam o cardume da sua rota para uma enseada na qual treinadores escolhem os mais bonitos. Os demais são empurrados para uma área escondida e mortos a golpes de lança, para serem vendidos como carne. A equipe de ativistas conseguiu filmar o crime ecológico utilizando câmeras e microfones escondidos. Entre as imagens chocantes estão aquelas da enseada tingida de vermelho com o sangue dos golfinhos. Programação: www.facebook.com/ pages/Mostra-Ecofalante-de-CinemaAmbiental/243862852350215

N

a Cinemateca Brasileira segue até 18 de abril a Retrospectiva François Truffaut, com exibição de filmes deliciosos do cineasta francês que há muito não apareciam nos cinemas de São Paulo. Nesta sexta (16), passa o singelo Antoine e Colette (Antoine et Colette, 1962), com Jean-Pierre Léaud e MarieFrance Pisier. O rapaz aborda a moça durante um concerto, consegue começar a namorá-la, mas ela o abandona por outro. É o segundo filme no qual aparece Antoine Doinel, alter-ego de Truffaut. Também nesta sexta, às 21h, será exibido Um Só Pecado (La Peau Douce, 1964). Com Jean Desailly, Françoise Dorléac, Nelly Benedetti e Daniel Ceccaldi, a trama é sobre o editor que, numa viagem a Lisboa, torna-se amante de uma bela aeromoça. Mas ele é casado e, como se espera, surgem complicações quando sua mulher descobre seu caso extra-conjugal. Indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1964. O filme passa novamente no domingo (18), às 18h30. Beijos Proibidos (Baisers Volés, 1968), com Jean-Pierre Léaud, Delphine Seyrig, Claude Jade e Michael Lonsdale, foi realizado

durante os protestos de 1968. Situa Antoine Doinel após o cumprimento do serviço militar. Despedido de um emprego num hotel, ele começa a trabalhar como aprendiz de detetive. Enviado numa missão para investigar um comerciante de calçados, acaba se apaixonando pela esposa dele. Quarta (21), 21h e sábado (7 de abril), 18h30. Entraram na programação Jules e Jim – Uma Mulher para Dois; Na Idade da Inocência e o curta Os Pivetes (Les Mistons, 1957), com Gérard Blain, Bernadette Lafont, Alain Baldy, Robert Bulle. Um bando de moleques espiona um casal de namorados, seguindo os dois por todos os lugares. Quando o rapaz viaja, encaminham um sugestivo cartão postal para a moça. Pouco depois, descobrem pelo jornal que o rapaz morreu num acidente. Nesta sexta (16), 19h e domingo (18), 20h30. E da fase mais madura de Truffaut pode-se ver o tocante A Mulher do Lado (La Femme d'à Côté, 1981). Gérard Depardieu e Fanny Ardant formam o casal que se reencontra, agora como vizinhos, muitos anos depois de um tórrido romance. E retomam a paixão. Quinta (29), 20h30 e sábado (31), 21h.

Em 3 de abril a Cinemateca exibe, em formato DVD, François Truffaut, uma Autobiografia (François Truffaut, une Autobiographie, 2004), de Anne Andreu, documentário que parte da obsessão que o cineasta tinha de colecionar fotografias de pessoas queridas, pedaços de papel onde anotava suas ideias, correspondências, e as diversas versões de seus roteiros, para investigar os temas constantes de sua obra. Reúne entrevistas com Catherine Deneuve, Fanny Ardant e Woody Allen, que confessa sua admiração pelo francês. Uma segunda exibição no domingo, dia 8 de abril, às 16h. Aproveite a mostra. Ver ou rever François Truffaut é sempre um bom programa. Cinemateca Brasileira. Largo Senador Raul Cardoso, 207 (próxima ao Metrô Vila Mariana). Tel.: 3512-6111 (ramal 215). R$ 8. Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha. www.cinemateca.gov.br


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
DC 16/03/2012 by Diário do Comércio - Issuu