São Paulo, quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Todo mundo concorda que o Produto Interno Bruto (retrato da atividade econômica) vai perder fôlego neste ano e melhorar em 2012. O problema é quanto. Para o ministro Mantega, os índices ficarão, respectivamente, em 3,2% e até 5%. Já a Febraban prevê 2,9% e 3,4%. A CNI, 2,8% e 3%, como a Fiesp. A bola de cristal do mercado financeiro mostra 2,97% e 3,4% e a bússola da Agência Fitch aponta 2,8% e 3,2%. O BC diz que fecharemos o ano ao redor de 3% e não dá números para o ano novo.
www.dcomercio.com.br Corbis
Conclusão: 23h45
Ano 87 - Nº 23.520
Jornal do empreendedor
R$ 1,40
O PIB DE SETE CABEÇAS
Página 13
Lei da Palmada chega com Papai Noel Em clima natalino – o entusiasmo é tanto que a Praça de Natal da Paulista (abaixo, à dir.) atrai milhares de pessoas em plena luz do dia –, a Câmara aprova projeto do Executivo que proíbe castigos físicos em crianças. O texto segue agora para o Senado. Págs. 6 e 11 Chico Ferreira/LUZ
Wesley Santos/AE
O 1º aniversário a gente nunca esquece, Dilma. Em seu 1º aniversário na Presidência, Dilma preferiu se refugiar em Porto Alegre (acima, com alunos de escola vizinha a seu prédio). Ela fez 64 anos. Pág. 7 Ed Ferreira/AE
Marinor diz que volta de Jader é golpe do STF Supremo julga "ficha" de Jader Barbalho e determina sua posse no Senado, em vaga até então ocupada por senadora do PSol. Pág. 6
Mohammed Salem/Reuters
ISSN 1679-2688
23520
9 771679 268008
Festa em Gaza: Hamas faz 24 anos.
Sol com nuvens. Chuva a qualquer hora. Máxima 26º C. Mínima 19º C.
Página 10
Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 29º C. Mínima 17º C.
HOJE AMANHÃ
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O grande perigo agora está na corrosão da confiança, um dos pilares em que se apoia o sistema monetário internacional. Paulo Brito
pinião
A PRÓXIMA GUERRA GLOBAL
HELIO DONIN JR.
JÁ FEZ O SEU
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odas as semanas surge uma nova encruzilhada para o Euro. Uma vez é a economia da Irlanda, outra a da Grécia, e os nomes dos países vão se sucedendo, na ordem dos mais fracos para os mais fortes: seus governos são convidados pela comunidade europeia a fazer ajustes fiscais para poderem receber ajuda de instituições financeiras como o Banco Central Europeu e o FMI. Se vai dar certo ou não, ainda não se sabe, mas não há dúvida de que o euro está em crise e de que o mundo entrará em outra guerra de divisas, como alerta James Rickards em Currency Wars: The Making of the Next Global Crisis (em português, "Guerra de Divisas: a confecção da próxima crise global", editora Portfolio Hardcover). A guerra de divisas é um termo cunhado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, hoje utilizado mundo afora para definir a sucessão de medidas que os países tomam para proteger a estabilidade de suas moedas – na verdade seus empregos e suas indústrias, muitas vezes causando prejuízo a outras nações. Rickards, formado em direito e economia, e um banqueiro com 35 anos de experiência em Wall Street, acredita que os Estados Unidos precisam voltar ao padrão-ouro. O padrão ouro foi o sistema monetário que existiu entre o final do século 14 e a II Guerra Mundial, teoricamente funcionando da seguinte maneira: em cada país, o valor do meio circulante era exatamente igual ao que o seu banco central guardava em ouro. No acerto da balança de pagamentos entre os países ao final de cada ano, aqueles que tinham exportado mais recebiam seu pagamento em ouro e vice-versa. O padrão esgotou-se ao final da II Guerra, já que a Inglaterra e outros países saíram dela praticamente quebrados e sem ouro. A solução apareceu nos Acordos de Breton Woods, de 1944, em que os países concordaram em substituir o ouro pelo dólar americano como garantia – enquanto os EUA, e somente eles, lastreavam o dólar ao ouro, pelo valor de US$ 35 a onça (28 gramas). Como nenhuma solução é apropriada para 100% das situações, o padrão ouro também não foi: nos anos seguintes, os Estados Unidos gastaram mais do que podiam, especialmente com seus investimentos em defesa para a guerra fria, e especialmente, com a guerra do Vietnã. O resultado combinado dessas duas iniciativas é que o país chegou ao ano de 1971 no vermelho em termos de ouro. Para piorar, o crescimento da oferta do metal não acompanhava o cresci-
PLANEJAMENTO?
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inda mais um ano e as empresas fazem reuniões para celebrar as conquistas dos meses passados, avaliar o que não ocorreu como esperado e também definir as estratégias para o ano que chega. Dentro desse planejamento para o novo ano um dos fatores essenciais para que uma empresa obtenha sucesso é o plano fiscal e tributário que irá adotar. Ele é salutar para definir as despesas e o lucro que a empresa terá. Com uma das cargas tributárias mais altas do mundo, a quantidade de tributos, frequentes alterações e a complexidade da legislação são um dos principais custos das empresas no Brasil, e reforçam a necessidade de um atento e criterioso planejamento tributário. O tipo de tributação que cada empresa utilizará no próximo ano poderá ser feita até o início de 2012. Contudo, fazer uma análise prévia é essencial, de modo a evitar possíveis erros e definir a escolha de um regime tributário adequado. As empresas que elaboram um cenário tributário prévio e um planejamento bem feito para o mesmo, desenvolvem de maneira mais segura cálculos e projeções que visam à diminuição do ônus tributário. entro do planejamento tributário se faz o diagnóstico e aplicação de uma conjuntura de ações referentes aos atos jurídicos, as posições que representem uma carga tributária menor, gerando economia maior. Preventivo, o planejamento necessita ser feito antes da ocorrência de fato gerador do tributo. Utilizar profissionais especializados é essencial para a concretização de um plano apropriado, principalmente porque esses profissionais têm maior proximidade com as questões judiciais, fiscais e tributárias da empresa. O número de tributos presentes na carga das empresas é extenso e há também uma grande quantidade de leis, portarias, decretos, medidas provisórias, normas, regulamentos e pareceres, sendo mais um obstáculo para a organização do empresário, já que as mudanças são constantes. É necessária muita precaução para que as empresas não transgridam leis e para que não sejam oneradas demasiadamente, sofrendo com tributos que poderiam ser evitados ou reduzidos anteriormente. Uma empresa pode ter prejuízos de várias formas senão tiver um planejamento fiscal e tributário correto, como
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PAULO BRITO mento da economia mundial.
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m 15 de agosto desse ano, o presidente americano Richard Nixon anunciou que os EUA estavam abandonando o padrão ouro e que cada moeda seria cotada em relação ao dólar, conforme o mercado determinasse. Essa decisão é uma das origens do déficit americano – como não era mais preciso conseguir ouro para garantir as emissões de moeda, os EUA poderiam emitir todos os dólares que quisessem. Resultado: seu deficit está na casa dos US$ 14 bilhões. Para qualquer país, a taxa de câmbio em relação ao dólar é um dos grandes reguladores da sua vida econômica – desvalorizar significa a possibilidade de ter mercadorias baratas para exportar – e também implica importações caras. Valorizar significa exatamente o contrário. A oscilação, portanto, pode representar emprego ou desemprego, enriquecimento ou empobrecimento, lucro ou prejuízo. E é aí que
está a origem da guerra das divisas, uma das mais temidas reações dos países no campo das relações internacionais: ao desvalorizar sua moeda, um país pode estar prejudicando seus parceiros comerciais e provocando crises que envolvam recessão, inflação e, às vezes, violência. Diante dessa perspectiva é que Rickards acha que a guerra cambial em curso poderá levar a uma crise pior do que a de 2008.
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cada solavanco que o sistema monetário internacional sofre, há uma queda na confiança daqueles que têm capitais e podem movimentá-lo em favor do desenvolvimento da indústria, do comércio, dos serviços. Com os capitais parando de circular, a etapa imediatamente seguinte é a recessão e todas as suas consequências. A confiança dos capitalistas vem sendo abalada diariamente pelas notícias de todo o mundo, como o enfraquecimento do dólar, desconfiança dos banqueiros americanos,
manipulação da moeda chinesa, compra de ouro pela China em quantidades cada vez maiores (para reforçar sua economia e sua moeda). Ao mesmo tempo, o Tesouro americano continua emitindo dólares aos trilhões, enquanto a Europa luta para que a confiança no euro não se esgarce e destrua a moeda.
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or mais que os governos dos países desenvolvidos tenham reservas para manter suas moedas estáveis, existe o risco de que a guerra de divisas continue mesmo a crescer e provoque consequências muito graves. Uma delas é uma grande desvalorização do euro, que já começou a acontecer. O Brasil, no meio disso tudo, está apoiado em reservas internacionais acumuladas principalmente em títulos do Tesouro americano, já que em termos de ouro não temos grande expressão – estamos em 47º lugar, abaixo de países como a Indonésia e o Peru, por exemplo. O grande perigo agora está na corrosão da confiança, um dos três pilares sobre os quais se apoia o sistema monetário internacional (os outros dois são ajuste e liquidez). Não há confiança, porém, capaz de resistir ao que os noticiários mostram dia após dia. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
Plano fiscal e tributário que a empresa irá adotar é fundamental para definir as despesas e o lucro no ano que chega.
por exemplo, perdendo competitividade por repassar ao preço de venda de seus produtos e serviços uma carga tributária inadequada. uitas empresas enfrentam também a perda de lucratividade e rentabilidade, por terem seus lucros reduzidos devido ao pagamento de impostos de maneira equivocada, seja por falha de enquadramento tributário ou por apuração de tributos realizada de forma indevida. Outra questão que vem onerando muito as empresas é a falta de gerenciamento das obrigações fiscais acessórias, com um grande impacto nas empresas, seja por custos elevados ou por não estarem com seus cadastros corretos para fechar novos negócios. Muitas mudanças estão ocorrendo: IFRS (inclusive para pequenas e médias empresas), SPED Contábil, SPED Fiscal, SPED PIS/Cofins e o em elaboração SPED Social. Toda essa sopa de letrinhas coloca em xeque a capacidades das empresas em se modernizar e gerir todas essas possibilidades de cruzamentos de informações do fisco e exigem alto grau de inteligência empresarial para atingir bons resultados. Estamos em um momento empresarial mágico, pois o Brasil está com uma visibilidade externa privilegiada, com empresas estrangeiras voltando seus olhos investidores para nossas empresas. Mas isso tem um custo. O custo de profissionalizarmos nossa gestão fiscal e contábil para que tenhamos transparência nas relações com essas empresas e tenhamos mais uma grande oportunidade de incremento nas nossas atividades. Portanto é essencial que as empresas e empresários elaborem um planejamento fiscal e tributário condizente com a realidade dos tributos nacionais vigentes e também com a organização financeira da empresa, não levando a implicações prejudiciais a ela e também a sociedade.
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HELIO DONIN JR. É DIRETOR DA REDE NACIONAL DE CONTABILIDADE – WWW.REDE-RNC.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br) Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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MELHOR DEFESA DE ISRAEL É FORTALECER AS LIDERANÇAS ÁRABES DEMOCRÁTICAS.
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DIAGNÓSTICO EQUIVOCADO
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srael encara hoje a maior erosão de seu ambiente estratégico desde sua fundação. O país se encontra alienado de seu aliado de longa data, a Turquia. Seu arqui-inimigo, o Irã, é suspeito de estar desenvolvendo uma bomba atômica. Seus dois Estados fronteiriços mais fortes – Síria e Egito – estão ardendo em revoluções. Seus dois Estados fronteiriços mais fracos – Gaza e Líbano – são controlados pelo Hamas e pelo Hezbollah. Foi nesse contexto que o primeiro ministro Benjamin Netanyahu se apresentou diante do Knesset em novembro e argumentou que a Primavera Árabe está fazendo "retroceder" o mundo árabe e se tornando uma "onda islâmica, antiocidente, antiliberal, anti-Israel e antidemocrática". Segundo ele, ceder território aos palestinos seria insensato em um momento como esse: "Não temos como saber quem acabará tomando o poder de qualquer território que cedamos". E disse ainda que em fevereiro, quando milhões de egípcios tomaram as ruas do Cairo, comentaristas e muitos membros israelenses da oposição disseram estar diante de uma nova era de liberalismo e progresso. "Disseram que eu estava tentando assustar o público, estava do lado errado da história e não conseguia ver para onde as coisas estavam se encaminhando." No entanto, afirmou, os eventos haviam provado que ele estava certo. E disse que, quando alertou o presidente Barack Obama e outros líderes ocidentais a não apoiarem o levante contra o então presidente egípcio, Hosni Mubarak, eles disseram que ele não entendia a realidade: "Hoje eu pergunto, quem é que não entendia a realidade?". A análise de Netanyahu sobre os perigos enfrentados por Israel é válida, e as coisas ainda podem piorar. O que está errado é o diagnóstico de Netanyahu sobre como as coisas aconteceram e a sua receita sobre o que fazer a respeito delas – e esses
THOMAS L. FRIEDMAN dois Estados e para relações melhores com o povo árabe. Lembrem-se que os árabes agora terão muito mais autoridade para decidir como serão governados e com quem terão paz. Nesse contexto, Israel estará em situação bem melhor se for visto como um Estado que fortalece líderes palestinos responsáveis e democráticos.
erros também podem ser muito perigosos para Israel. Diagnóstico: desde o começo, oficiais israelenses tem insistido em afirmar que Obama ajudou a afastar Mubarak, ao invés de salvá-lo. Isso é bobagem. Os ditadores árabes foram afastados pelos seus próprios povos; não havia como salvá-los. Na realidade, Mubarak teve três décadas para promover uma abertura política gradual e salvar a si mesmo. E o que ele fez? No ano passado, promoveu a eleição mais fraudulenta da história do Egito. Seu partido ganhou 209 dos 211 cargos. É surpreendente que o levante não tenha ocorrido antes. O medo de Israel de que islamistas tomem o poder em todos os Estados à sua volta não deve ser ignorado. Mas essa possibilidade é tão
palpável justamente por causa dos últimos 50 anos de ditaduras árabes, nos quais apenas islamistas tinham a permissão de se organizar em mesquitas, enquanto nenhum partido independente, secular e democrático pôde se desenvolver no campo político, dando uma vantagem aos partidos islâmicos. Os ditadores árabes eram convenientes tanto para Israel quanto para os islamistas – mas terríveis para o desenvolvimento e a educação no mundo árabe. Agora que as coisas começaram a mudar, a transição será turbulenta. Mas isso era inevitável, e a nova política está apenas começando: os islamistas agora serão obrigados a competir com partidos seculares legítimos. A receita de Netanyahu é não fazer nada. Até entendo que, neste período incerto, Israel não
rael está retendo US$ 100 milhões em receitas tributárias palestinas de que Fayyad necessita – como punição pela campanha dos palestinos por um Estado na ONU – para pagar as forças de segurança que ajudam a proteger Israel. Isso é loucura. A melhor defesa de Israel é fortalecer o fayyadismo – inclusive dando aos serviços de segurança palestinos mais áreas de atuação, para fortalecer a sua legitimidade e deixar claro que eles não são os guardiões permanentes da ocupação israelense. Isso não só ajudaria a criar estabilidade no quintal de Israel – e prevenir outro levante que se espalharia como fogo pelo mundo árabe, sem os antigos ditadores para reprimi-lo – mas estabeleceria alicerces para uma solução de
esteja disposto a ceder território a um movimento palestino dividido. O que não consigo entender é o não fazer nada.
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srael tem uma Primavera Árabe em seu próprio quintal, na forma do primeiro ministro Salam Fayyad, da Autoridade Palestina. Ele tem sido o líder árabe mais radical de todos. É o primeiro líder palestino a dizer: julguemme pela minha capacidade de melhorar a vida do meu povo e não pela minha retórica. Ele está concentrado em construir instituições – inclusive uma força de segurança que os israelenses admitem estar ajudando a manter a paz em Israel – para que os palestinos estejam preparados para uma solução de dois Estados. Em lugar de recompensá-lo, Is-
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stamos vivendo um momento muito delicado, que requer uma liderança sábia e clarividente em Israel. A Primavera Árabe está coincidindo com as últimas esperanças por uma solução de dois Estados entre israelenses e palestinos. A direita israelense ficará tentada a não fazer nada e a insistir que não é o momento de assumir riscos – e nunca será –, e que por isso Israel deve ocupar a Cisjordânia e seus palestinos para sempre. Esse poderia ser o maior perigo de todos para Israel: acordar um dia e descobrir que, em resposta à confusa e turbulenta Primavera Árabe em direção à democracia, o Estado judeu sacrificou seu próprio caráter democrático. THOMAS L. FRIEDMAN É ARTICULISTA DO NEW YORK TOMES. TRADUÇÃO: THE NEW YORK TIMES NEWS SERVICE/SYNDICATE
NÃO IMITEM STEVE JOBS não se deixa aprisionar pelas circunstâncias, quer positivas (no sentido de ficar "acomodado"), quer negativas (no sentido de ficar "atemorizado" e, por isto, optar por desistir). Sabem muito bem os visionários que todas as circunstâncias são apenas fenômenos temporários. O que é sempre imutável para os visionários é o alvo a ser atingido. 2. Ousadia. Ao contrário do que muitos pensam, ser ousado não é ausência de medo (isso seria temeridade), mas é não deixar que o medo paralise as ações em prol do norte final, isto é, do objetivo maior. O interessante é que as pessoas ousadas, que não negam o medo na sua essência real, justamente por sentir medo, se cercam de cuidados básicos no seu plano diretor de ações. O medo, como uma das emoções básicas do ser humano, quando em nível de prudência, é sempre positivo. 3. Sintonia. É preciso si ntonizar as tendências do mercado, acompanhando com extrema atenção os sinais de mudanças gerais e, especificamente, aquelas que venham afetar seu respectivo nicho de operações. Os clientes, hoje, embora cada "tribo" possua traços culturais próprios, são de classe mundial; logo, imediatamente afetados pela comunicação em escala global. Identificar e se antecipar a anseios de demanda
das pessoas que habitam essa "aldeia global", criando e lançando novos bens tangíveis e intangíveis que supram as novas cadeias de carência, são ações proativas potencializadoras do sucesso empresarial. 4. Contratar profissionais acima da mediocridade. Mediocridade, aqui, não possui conotação depreciativa, mas significa "na média ou abaixo da média". Em outras palavras, os empreendedores bemsucedidos vão buscar no mercado profissionais acima da média, que também não tenham medo de ousar. De fato, como um time poderia ser vencedor se seus jogadores, nas posiçõeschave, fossem "pernas de pau"? Mas Steve Jobs, o homem, como qualquer um de nós, tinha "n" defeitos e várias manias. E esses defeitos pessoais, quando ele os deixava aflorar nos seus relacionamentos humanos no ambiente de trabalho, eram devastadores – e esses defeitos de Jobs, conforme abertamente mencionados na sua biografia, muito bem escrita pelo jornalista norte-americano Walter Isaacson, devem ser deletados por quem, de fato, é um líder empreendedor empenhado em obter o almejado sucesso. Jobs, por exemplo, era autocrático como líder, amiúde ofendendo as pessoas que trabalhavam com ele. Autocracia, como se sabe, descamba facilmente para o assédio moral, e isto é crime. Chefes autocráticos, que no trato com colaboradores chegam Tony Avelar/AFP
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teve Jobs está morto. Mas parece mais vivo do que antes. Como as lendas são sempre maiores do que o homem, é preciso que muita coisa sobre sua trajetória empreendedora seja recolocada nos seus devidos lugares. Boas e loas têm sido propagadas aos quatro costados do mundo sobre as extraordinárias competências de Mr. Jobs frente à Apple, e alguns desses elogios chegam às raias da quase santificação do extinto. Sem dúvida, Mr. Jobs possuiu características afirmativas como empreendedor de sucesso, mas não se pode esquecer um só instante de que grande parte do sucesso de Steve Jobs foi devido a pessoas extraordinárias – algumas até de comportamentos tão esdrúxulos quanto o dele – que trabalharam na Apple. Nos aspectos positivos do empreendedor Steve Jobs, dentro do seu ramo específico de atuação, destacam-se atributos universais que também são a marca de outros empreendedores de sucesso em todos os demais ramos empresariais; logo, esses atributos não foram "exclusividade" do Steve Jobs. Aliás, como veremos na sequência, nenhum empreendedor terá sucesso se não possuir essas características que vêm sendo atribuídas ao Steve como se fossem algo apenas dele. Nada disso. E quais seriam esses atributos compartilhados por outros empreendedores de grande sucesso? 1. Visão. O empreendedor visionário é o que enxerga o alvo muito além da fímbria do horizonte próximo. Por causa dessa visão límpida,
a recorrer a ofensas pessoais ou a menosprezar a realização dos outros sob seu comando, e empresas omissas, que toleram tais descalabros, estão sujeitos a graves problemas judiciais. Um bom líder não precisa – nem deve – ser um trator nas suas relações humanas. Outro grave defeito do Steve como líder era a sua teimosia. Aliás, confunde-se muito teimosia com "persistência", embora sejam diferentes. Teimosia é arvorar-se no direito de se julgar o dono da verdade última sobre um dado "modus operandi", sem levar em consideração que outro modelo é que possa estar certo. No caso de Mr. Jobs, depreende-se da leitura da sua biografia que ele foi muito teimoso em tudo, até no tocante ao seu tratamento contra o câncer, recusando-se terminantemente a buscar outra alternativa para se medicar senão os métodos mais naturalistas. em falar no desleixo na sua forma de vestir-se e até com sua higiene pessoal. Esse desleixo, que não deve ser confundido com despojamento, que é outra coisa, causou-lhe enormes e desnecessários problemas de convivência com empregados, parceiros e fornecedores. Um líder assertivo pode ser despojado na sua maneira de vestir-se, sem nenhum problema; mas ser desleixado nisso e não cuidar da sua higiene pessoal, nem pensar. Desde o Paraíso, onde folcloricamente uma "maçã" teria sido o fruto proibido a causar danos a Eva e Adão, uma outra maça não é tão famosa quanto a da Apple, que foi fundada por dois Steves: Jobs e Wozniac. Jobs, que agora foi residir no mundo virtual da realidade espiritual, sem nenhuma
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dúvida deixa grandes lições de vida – até para não serem imitadas por ninguém, até porque a narrativa de vida de cada ser humano é sempre singular. Se tomarmos uma máxima de Paulo, o Apóstolo, que nos ensina a "examinar tudo e guardar o que for bom", vários exemplos dados por Steve Jobs como empreendedor de sucesso podem – e devem – servir de inspiração, prinicipalmente o seu comprometimento com a qualidade (conteúdo) do que fazia e com a beleza explícita (contexto) dos produtos
fabricados pela sua empresa. E olhem só: quem o inspirou para isso – a ser um defensor ferrenho da qualidade – foi o seu pai adotivo. as, ressalte-se, uma coisa é a inspiração, sempre positiva; outra coisa é a imitação, nem sempre positiva, pois uma imitação, por melhor que seja, sempre terá pela frente o objeto original. Já a inspiração pode ser o mote perfeito para criar algo de fato original, diferente de tudo o que já existe. Reconheça-se com justiça: Steve Jobs soube combinar inspiração com transpiração e modificar profundamente conceitos e práticas no mundo cibernético. Nisso ele pode ser fonte de inspiração, jamais de imitação, posto que cada empreendedor precisa escrever
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LUIZ OLIVEIRA RIOS
sua própria narrativa de sucesso na área de sua predileção. O Brasil real em que vivemos, e não o Brasil podre das maracutaias políticas, dos telejornais pífios, é um celeiro para o empreendedorismo. É um país fértil para quem for visionário, ousado e sintonizado com os mercados, tanto locais como internacionais. Que João, Maria, José, Fernando, Pedro, Paulo, Sebastiana, Luiz; enfim, que os brasileiros não imitem ninguém: inspirem-se nos exemplos de quem venceu e construam sua própria tajetória de sucesso. LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM
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Solução
D D E S T A S E S O A S S ME G L A D G O
B F V S A V I S A R T A RE S P E A R T I H A O A S T R A D A G U S A L A N O L A E B A R H L A O A MO R A S P A R T A E T R A J A D A A LA R EI S
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J
4 -.GERAL
Por: José Nassif Neto Inquieto; sem calma.
Lavar na bateia.
Vender a crédito.
Revogar um anúncio.
Fósforo, símbolo químico.
Aparência; aspecto. Com elas as aves voam.
Ampla; dilatada. Existir; viver.
Vanádio, símbolo químico.
Exercícios místicofilosófico da Índia. Sala de entrada de um edifício.
Enganar; lograr.
Haver, na 3ª pess. do pl. do presente.
Passagem subterrânea.
Caminho; autovia.
Grama, símbolo de metrologia. Instrumento de ataque ou de defesa.
Cloreto de sódio.
Plantação de verduras caseira. (plural)
Alberto Mulher que Dines, faz o bem. jornalista. Jumento. Fruto redondo e amarelado.
Bahia. (sigla) Ave colorida.
Pôr abaixo; demolir; abater. Patrão; senhor.
Folha de ferro estanhado.
Tirar pêlos com lâmina. Cada fila separada por um espaço.
Indivíduo agigantado e muito comilão.
Enxofre, símbolo químico.
Cedi; entreguei.
Descarga de metralhadora. Monarcas; soberanos.
(1005) 4-hall (pal.de origem inglesa, pode ser saguão, entrada de um edifício); ares; 5-apear; melão; 6-batear (agitar minério na bateia); 7-gorjala (no sentido figurado e tem como sinonímia: papão).
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CARGOS NA CÂMARA Na última sessão do ano, a Câmara aprovou projeto criando 66 cargos para atender o PSD, ao custo de R$ 10 milhões ao ano, e revogou a decisão de 1995 de extinguir 865 cargos à medida que fossem ficando vagos. Desse total, restam 300 que seriam transformados e preenchidos. Após repercussão negativa, o presidente Marco Maia (PT-RS) recuou e anunciou que vai revogar o texto. Maia negou ainda que outro artigo do projeto lhe dê superpoderes para alterar a estrutura funcional da Casa.
olítica
Fernando Pimentel 3, Oposição 0 A base aliada do governo rejeitou, pela terceira vez, a convocação do ministro para que ele fosse ao Congresso explicar o seu trabalho como consultor. Ed Ferreira/AE
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O deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) não conseguiu aprovar o seu requerimento de convocação. Depois, ironizou: "Vamos dividir o ministro".
'Por que eu deveria ser convocado?' Essa é a pergunta que o ministro Fernando Pimentel fez ao chegar em Genebra. Para ele, está tudo explicado
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o desembarcar ontem, em Genebra, para participar a partir de hoje da reunião de abertura da Organização Mundial do Comércio (OMC), o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, disse que se sentia "injustiçado" pela polêmica em torno de suspeitas de tráfico de influência e que não pretendia se apresentar ao Congresso, como quer a oposição, simplesmente porque não fora convocado. "Eu já falei
tudo no Brasil, já dei todas as explicações". O ministro deixou bem claro que essa opção não passa por sua cabeça. "Eu não fui convocado. Por que eu deveria me apresentar? A pergunta é essa: por que é que eu deveria, se já dei todas as explicações?". Pimentel recorreu ainda ao passado. "Eu sou um democrata por convicção e pela democracia lutei na juventude, fui preso, torturado, de maneira que conviver até com a injustiça faz parte da minha história". Mesmo assim, ele não
disfarçou o mal estar com o assunto, e no local onde serão realizadas as reuniões da OMC trocou o tema das denúncias para falar de tarifas para carros, câmbio e previsão de comércio. Ao lado do ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores, Pimentel esteve reunido com os ministros de Indústria e Comércio da China, Chen Deming; da Rússia, Elvira Nabiullina; da África do Sul, Rob Davies, e da Índia, Anand Sharma. Eles se comprometeram a agir em conjunto para tentar reduzir os efeitos da crise
financeira na economia mundial. Os cinco países formam o chamado grupo dos BRICS. Para os ministros, além do crescimento do fluxo comercial entre os cinco países, é preciso considerar o potencial crescente de cooperação em investimentos. "Aprofundar e aumentar a cooperação econômica dos BRICS pode servir não apenas aos nossos interesses comuns, mas para ajudar a promover o crescimento da economia global", afirmaram em nota, no fim do encontro. (Agências)
base aliada do go- ao Congresso para falar sobre verno rejeitou on- seus ganhos como consultor tem, por 14 votos a antes de entrar no governo. 8, o terceiro reque- Denúncias veiculadas pelo O rimento de convocação do mi- Globo apontam que Pimentel nistro Fernando Pimentel, do recebeu R$ 2 milhões em conDesenvolvimento, Indústria e sultoria com a sua empresa, a Comércio Exterior. Desta vez, P-21, entre 2009, quando deio documento foi apresentado xou a prefeitura de Belo Horina Comissão de Relações Exte- zonte, e 2010, antes de assumir riores da Câmara pelo deputa- como ministro. "O governo só do Stepan Nercessian (PPS-RJ) acha o seguinte: é estranho que com o argumento de que Pi- o ministro preste satisfações ao mentel precisava prestar escla- Congresso da vida privada, da recimentos sobre uma resolu- vida pessoal dele", comentou a ção do ministério que trata da presidente, ainda em Brasília. Na Câmara, Nercessian crimudança de alíquotas de proticou a postura dutos comerdos governiscializados no tas e lembrou Mercosul. que outros miN erc es s ia n Se um ministro sob nistros "blinfoi irônico ao argumentar a suspeita não puder dados", como Antonio Palocrejeição ao seu vir, nós criamos ci, então chefe pedido. "Este é uma situação da Casa Civil, u m a t o c i uinacreditável. Se ele acabaram deimento da bannão pode falar, fica xando o govercada do governo. "Não foi no que, por Picomo pato manco. impedindo a mentel ser tão ANTONIO CARLOS THAME convocação de querido, quer ministros que guardar ele só para si. Vamos dividir o minis- se garantiu a permanência detro". O deputado petista Hen- les", lembrou Nercessian. "Torique Fontana (RS) rebateu di- dos eles caíram". O deputado Antonio Carlos zendo que o Congresso não pode "vulgarizar" a desestabi- Mendes Thame (PSDB-SP) lização de "homens públicos". destacou que rejeitar a convoPara Fontana, "não podemos cação de Pimentel para falar de um assunto sobre sua pasta o fazer juízos de valores". A oposição ainda tentou vo- fragiliza. "Se toda vez que um tar outro requerimento de con- ministro estiver sob suspeita vocação de Pimentel na Co- não puder vir, nós criamos missão de Fiscalização Finan- uma situação inacreditável", ceira e Controle da Câmara, afirmou Thame. "Se o ministro mas a manobra não deu certo, não pode vir para falar de naporque na semana passada do- da, ele fica reconhecidamente cumento idêntico já havia sido como um pato manco". Pimentel tem sido cobrado derrubado. A base aliada também vetou a convocação do nas últimas semanas a dar exministro pela Comissão de plicações sobre suas atividaMeio Ambiente, Defesa do des de consultor. Empresas Consumidor e Fiscalização e clientes dele fecharam contratos com a prefeitura de Belo Controle do Senado. A atitude dos aliados reflete Horizonte, que foi comandada a posição da presidente Dilma por Pimentel até 2008, o que Rousseff. Anteontem, em Por- poderia caracterizar tráfico de to Alegre, ela disse que Pimen- influência. O ministro nega irtel não tinha a obrigação de ir regularidades. (Agências)
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Perde o brasileiro, que está lutando para ser respeitado e para que a gente consiga varrer da política os corruptos. Senadora Marinor Brito (PSol-PA)
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Sergio Lima/Folha Imagem - 17.02.02
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Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu ontem o julgamento que garante a posse de Jader Barbalho (PMDB-PA) no Senado. O julgamento tinha começado em novembro, mas a votação terminou empatada (5 votos favoráveis e 5 contrários) e foi suspensa na espera da chegada do 11º integrante da corte, o que permitiria o desempate. Essa vaga será ocupada pela ministra Rosa Weber, que teve a indicação aprovada esta semana no Senado. Ela deve tomar posse em fevereiro. Ontem, o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, anunciou que a defesa de Jader Barbalho havia protocolado uma petição requerendo que o julgamento fosse concluído antes de o tribunal se manifestar sobre um pedido semelhante de Paulo Rocha (PT-PA), que também disputou uma vaga ao Senado e, assim como Jader, foi excluído da disputa por causa da Lei da Ficha Limpa. Para desempatar o julgamento, o presidente do STF deu hoje voto de qualidade, ou seja, votou duas vezes, as duas favoráveis a Jader – e desempatou a votação do caso. Ao receber a decisão, o advogado de Jader, Eduardo Alckmin, lembrou que era preciso resolver a situação diante da possibilidade de o terceiro colocado na disputa pelo Senado
Foi uma decisão polêmica, que não poderia ser decidida por desempate. Perde o Brasil, o povo e a democracia. MARINOR BRITO
Jader Barbalho: advogados pediram que STF revisse sua condição de inelegível e foram atendidos. Jader pode retomar cargo.
STF: Jader Barbalho pode voltar ao Senado Cassado pela Lei da Ficha Limpa, ex-senador paraense poderá assumir mandato por decisão do STF
É uma condição absurda (...) acho que o ministro se sensibilizou e o tribunal também. Enfim, o registro de Jader está deferido. EDUARDO ALCKMIN
no Pará, Paulo Rocha, poder assumir uma cadeira no Senado, em vez de Jáder. "É uma condição absurda em que o perdedor iria para a cadeira e o vencedor seria excluído dela. Aí acho que o ministro se sensibilizou e o tribunal também. Enfim, o registro de Barbalho está deferido", co-
memorou Alckmin. No ano passado, diante de empate no julgamento, o Supremo manteve a decisão da Justiça Eleitoral que havia barrado a candidatura de Jader. A defesa dele ainda tentou, em vão, reverter a situação. Mas em março deste ano o STF derrubou a validade da Lei da Fi-
cha Limpa para as eleições do ano passado, e os advogados do candidato pediram então que a Corte revisse a posição de manter Barbalho inelegível. E foram atendidos. Marinor sai – Obrigada a deixar o mandato no Senado por determinação do STF, a senadora Marinor Brito (PSol-
PA) acusou o presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, de "dar um golpe antecipado na ficha limpa". Ela se referiu a Jader, segundo colocado nas eleições do ano passado, como "um corrupto que a população queria ver fora" e "alguém que tem a vida toda se dedicado para ocupar espaços públicos
para se beneficiar e aumentar seu patrimônio. Estou me sentindo como uma cidadã traída pela Justiça brasileira". Acompanhada por deputados do PSol, Marinor disse que vai recorrer da decisão ao próprio STF por entender que o ministro Peluso não poderia desempatar o placar dos ministros. "Foi uma decisão polêmica, que não poderia ser decidida por desempate. Perde o Brasil, perde a democracia e o povo brasileiro, que está lutando para ser respeitado, e para que a gente consiga varrer da política os corruptos". Marinor disse que o terceiro colocado na disputa ao Senado, o ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA), também vai contestar a decisão. Rocha também renunciou ao mandato de deputado para não ser processado como um dos envolvidos no esquema do mensalão. Ainda não – A posse de Jader Barbalho, que chegou a presidir o Senado, dificilmente ocorrerá este ano. Antes, ele terá de aguardar a publicação do acórdão do Supremo e pela diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará. De posse do diploma, Jader terá de encaminhar o documento à Secretaria-Geral da Mesa do Senado. Somente a partir de então serão contadas cinco sessões do plenário antes do ato de sua posse. (Agências)
Antonio Cruz/ABr - 17.06.09
Convocado a depor, Negromonte não vai Ministro das Cidades não compareceu à Câmara para explicar denúncias de irregularidades em sua pasta Wilson Dias/ABr - 13.12.11
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Anchieta Júnior pode recorrer.
TRE cassa de novo mandato de governador de RO
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Tr i b u n a l R e g i o n a l Eleitoral (TRE) de Roraima cassou, por maioria de votos, o mandato do governador José de Anchieta Júnior (PSDB) e de seu vice Francisco de Assis Rodrigues (sem partido). A sessão ocorreu na noite de terça-feira, em Porto Velho, com uma votação tensa e apertada. O Ministério Público Estadual (MPE) acusa os dois de terem efetuado gastos ilícitos e terem adquirido 45 mil camisetas no valor de R$ 247.500 na campanha de 2010 para o governo do estado. Segundo o MPE, os réus também fizeram movimentação financeira irregular com despesa de pessoal de mais de R$ 5 milhões, além de movimentação financeira paralela de R$ 800 mil. A decisão será publicada ho-
je no Diário da Justiça Eletrônico. Após a publicação, os réus ainda têm o prazo de três dias para recorrer. Durante o período, eles permanecem no cargo. Em novembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE ) livrou o governador da cassação de mandato por utilização da rádio estatal em favor de sua candidatura nas eleições de 2010. O TSE reverteu a decisão do TRE por entender que houve uma falha processual no caso: por 6 votos contra 1, os ministros entenderam que houve erro no trâmite do processo que inviabilizava a condenação do governador. Segundo o tribunal, assim como o governador e seu vice, o radialista Mário Cezar Balduíno – que apresentava o programa favorável à candidatura – também deveria responder ao processo. (Folhapress)
Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara cancelou a audiência que faria ontem para ouvir o ministro das Cidades, Mário Negromonte, sobre supostas irregularidades no programa Minha Casa, Minha Vida. Ainda não há nova data para a audiência. O ministro alegou que tinha reunião ministerial, mas sua agenda previa apenas um encontro, pela manhã, para discutir Política de Trânsito – Fim de Ano. A convocação de Negromonte havia sido aprovada há duas semanas para explicar denúncia publicada pelo O Estado de S. Paulo. Segundo a reportagem, ele teria dado sinal verde para fraude do documento que abriu caminho para a aprovação de projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá (MT) – uma das sedes da Copa de 2014 –, encarecendo em R$ 700 milhões a obra de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. Negromonte negou fraude no processo de mudança do
modal de transporte. Disse que punirá servidor se for detectado erro no processo. "Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém". E afirmou que a pasta abriu sindicância para apurar se os servidores agiram ilegalmente no processo. A senadores, o ministro atribuiu a "fogo amigo" de integrantes do PP às acusações de que teria oferecido um "mensalinho" de R$ 30 mil para políticos do grupo rival no partido, segundo Veja de agosto. O valor seria pago em troca de apoio à permanência de Negromonte no cargo. "Nada foi comprovado, a revista foi alimentada pelos adversários". Na terça-feira, o ministro esteve no Congresso para participar de reunião da Executiva do PP. Seu isolamento no partido ficou evidente. Ele não tem o apoio da maioria da bancada do PP na Câmara e no Senado. E é um dos ministros com cabeça a prêmio na reforma ministerial, a ser promovida pela presidente Dilma no início de 2012. (Agências)
Negromonte: um dos ministros com cabeça a prêmio na reforma 2012.
Câmara aprova lei da palmada O projeto que proíbe aplicação de castigos físicos em crianças e adolescentes segue agora para o Senado
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comissão especial criada para analisar a chamada Lei da Palmada (PL 7672/10, do Executivo) aprovou ontem, em caráter conclusivo, proibição do uso de castigos físicos em crianças e adolescentes. O texto seguirá para o Senado, exceto se houver recurso para que seja apreciado no Plenário da Câmara. Relatado pela deputada Teresa Surita (PMDB-RR), o projeto prevê que pais que maltratem os filhos sejam encaminhados a programa oficial de proteção à família e a cursos de orientação, tratamento psico-
Beto Barata/AE
lógico ou psiquiátrico, além de receberem advertência. A criança que sofrer a agressão deverá ser encaminhada a tratamento especializado. Agrado – A solução textual de Surita agradou aos segmentos envolvidos no debate, contemplados pelo projeto de lei. As mudanças no texto da relatora teriam sido feitas após reunião da deputada com líderes da bancada evangélica na Casa – desfavoráveis ao uso do termo "castigo", argumentando que o projeto levaria a ingerência demasiada no âmbito das famílias. (Agências)
Teresa Surita negou ter havido discordância da bancada evangélica.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
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Eu sou refratária a festa. Outro dia me perguntaram onde eu ia passar as férias. Eu disse: 'no meu quarto'. Presidente Dilma Rousseff
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Dilma comemora 64 anos em família Em Porto Alegre, presidente confessa que é 'refratária' à festas e festeja seu aniversário discretamente com parentes e amigos e longe da mídia que a segue o ano todo
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ara evitar o beija-mão de aliados políticos em Brasília, a presidente Dilma Rousseff buscou refúgio em Porto Alegre em seu primeiro aniversário na Presidência da República: longe de grandes comemorações, holofotes, câmeras ou eventos públicos. Ela completou 64 anos descansando na capital gaúcha, discretamente em família e entre amigos. De manhã cedo, Dilma receFotos: Wesley Santos/AE
beu um presente do ex-marido Carlos Araújo. O tamanho da embalagem e o horário da entrega da encomenda sugerem uma cesta de café da manhã. Perto das 10h, desceu de seu apartamento para seguir de carro para a casa de Araújo, onde houve um almoço de confraternização com a filha, Paula, e o neto, Gabriel, de 1 ano. Antes de entrar no carro, recebeu um buquê de flores dos professores da Escola de Edu-
cação Infantil Nossa Senhora Das Graças, que fica ao lado do apartamento da presidente. As crianças da instituição cantaram o "Parabéns pra você" – como no ano passado. Dilma cumprimentou, na ponta dos pés, as crianças que a saudavam do outro lado do muro. Finalmente, a presidente voltou para o carro e seguiu para a casa de Araújo, que mora no mesmo bairro e é ex-deputado estadual. Lá perto, fu-
zileiros da Marinha do Brasil realizaram patrulha às margens do Lago Guaíba. Recebeu mais flores – dois arranjos de orquídeas – e outros presentes, entregues a seus seguranças. Às 18 horas, Dilma chegou ao Aeroporto Salgado Filho e embarcou de volta à Brasília. A presidente aproveitou a viagem de terça-feira a Porto Alegre – onde participou de cerimônia do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)
para construção de estradas vicinais – para esticar por mais um dia e passar o aniversário longe do trabalho e das câmaras. Um dia antes, questionada por jornalistas sobre como seria a comemoração do seu aniversário, bem humorada, a presidente confessou: "Eu sou refratária a festa. Prefiro ficar quieta. Outro dia perguntaram para mim onde eu ia passar as férias. Eu disse: no meu quarto".
Fim de ano – Dilma também deve ficar com a família nas festas de final de ano. É provável que a filha e o neto passem o Natal e o réveillon em Brasília, inclusive na companhia da mãe e da tia de Dilma. Ambas moram com a presidente no Palácio da Alvorada. Apesar de Dilma brincar que gostaria de passar suas férias no quarto, há possibilidade de ela se ausentar por uma semana ou mais, e procurar descanso na praia de alguma base militar no litoral do País. Segundo assessores, a presidente ainda deve tirar alguns dias de folga depois do Natal – as férias podem se estender por até duas semanas, até o início de janeiro. Há quem arrisque que, ao contrário do ano passado, quando se refugiou no Rio Grande do Norte, dessa vez ela vá espairecer na praia de Itacaré (BA). Hoje cedo ela recebe a expresidente do Chile, Michelle Bachelet, atual diretora-executiva da ONU Mulheres; participa da entrega do Prêmio Finep de Inovação. Depois, reúne-se com o primeiro ministro da França, François Fillon; e às 17h participará à entrega da medalha de Ordem do Mérito da Defesa, na Base Aérea de Brasília. (Agências)
Dilma cumprimenta alunos na ponta dos pés; no alto, fuzileiros navais fazem patrulha no Lago Guaíba, perto da casa do ex-marido da presidente; e presente inesperado na portaria do prédio oferecido por vizinha.
p Jefferson Deputado levanta suspeita Mensalão: elogia ritmo do STF sobre casa de Agnelo D DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O ministro (Ricardo) Lewandowski não joga para a galera – essa é a diferença dele para o relator. Ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ)
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Fernando Francischini (PSDB-PR) diz que governador comprou o imóvel de empresário favorecido por ele
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ocumentos apresentados ontem pelo deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), delegado da Polícia Federal licenciado, levantam suspeitas sobre a compra de uma casa pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Ex-diretor da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), Agnelo autorizou o funcionamento de uma importadora de medicamentos de um empresário que era o proprietário da casa comprada pelo petista um ano antes. Segundo os documentos apresentados pelo deputado como comprovação do fato, a autorização aconteceu em abril de 2008. Na ocasião, o petista liberou o funcionamento da Saúde Import, do empresário Glauco Santos. Um ano antes, Glauco havia vendido para Agnelo uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília por R$ 400 mil.
SUDESTE
Valter Campanato/ABr - 31.08.11
Fogo cerrado: Agnelo Queiroz (PT), governador do DF, não respondeu a denúncia do deputado. "É brincadeira. Não estou preocupado", desdenhou.
O deputado levantou ainda declarações de dirigentes da Anvisa à época, que relataram que o tempo médio para a agência autorizar o funcionamento de empresas era de 8 a 12 meses.
Agnelo, como diretor da Anvisa, autorizou as operações da Saúde Import apenas dois meses, segundo documentação do ministério da Saúde exibida pelo deputado. "É um clássico caso de tráfico
de influência – uma casa num setor de mansões em Brasília não vale isso. Vou pedir uma sindicância da Anvisa para averiguar se a Saúde Import tinha condições de receber essa autorização por parte de Agnelo em apenas dois meses", anunciou o deputado. Procurada, a Anvisa informou que já há uma sindicância no órgão para apurar irregularidades na gestão de Agnelo Queiroz, e que o caso seria encaminhado para a corregedoria. Disse ainda que, atualmente, a média para liberação do funcionamento é de 60 dias, mas não poderia informar como era em 2008. L o j as – O deputado apresentou ainda o extrato societário de quatro lojas que seriam de parentes de Agnelo. Francischini disse que as casas foram compradas de Glauco Santos. O governador chamou de mentirosas as denúncias. "É uma brincadeira. Não estou preocupado". (Agências)
elator do escândalo do mensalão, o exdeputado federal Roberto Jefferson (PTB) disse ontem que o STF (Supremo Tribunal Federal) age "corretamente" na condução do julgamento do caso. "Não tem pressa, não vejo porque correr. O processo está sendo bem instruído". Jefferson elogiou o ministro Ricardo Lewandowski, que admitiu em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que os réus do mensalão poderão ter algumas de suas penas prescritas antes do fim do julgamento. "O ministro Lewandowski está muito claro, ele não está jogando para a galera – essa é a diferença dele para o relator".
Eduardo Nassar/AGIF/AOG
Jefferson: aplausos ao STF
O processo do mensalão no STF tem 38 réus. O ministro relator do caso, Joaquim Barbosa, ainda deve terminar seu relatório. Quando isso ocorrer, Lewandowski deverá revisar o processo. Só então poderá ser marcado o julgamento pelo plenário do STF. Questionado sobre as chances de o julgamento do mensalão acabar em 2012, Lewandoski disse: "Não tenho uma previsão clara". "Não vai julgar ano que vem, todo mundo já imaginava isso. É humanamente impossível (...) Joaquim quer impor a sentença dele no jornal", disse Jefferson, cassado durante escândalo, em 2005. A oposição cobrou prioridade do julgamento. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), disse que a Corte já teve "tempo suficiente" para evitar a prescrição de penas. O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), afirmou que declaração é "perigosa": "Custa a crer que um ministro admita a prescrição de crimes do mensalão, que abalou a República". (Folhapress)
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
9 IRÃ 1 Instalações nucleares podem ser transferidas por segurança
nternacional
IRÃ 2 A atividade nuclear será subterrânea, dizem fontes diplomáticas.
A PRIMEIRA VÍTIMA DOS PROTESTOS Aliado de Putin renuncia ao cargo de presidente da Câmara Baixa do Parlamento russo
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presidente da Câmara Baixa do Parlamento russo (Duma), um dos principais colaboradores do primeiro-ministro Vladimir Putin, é a primeira vítima política da onda de protestos contra a acusação de fraude que pesa contra o governo nas recentes eleições parlamentares. "Decidi hoje rejeitar meu mandato como deputado", declarou Boris Gryzlov, ontem, no site do partido governista Rússia Unida, acrescentando que "não seria correto manter o posto de presidente da Câmara por mais de dois mandatos consecutivos". Presidente da Duma desde 2003, Gryzlov chefia também o Conselho Supremo do Rússia Unida, o que
Para acalmar a oposição, que o acusa de fraudar a eleição parlamentar, Putin sacrifica o presidente da Duma, Boris Gryzlov (foto).
SUDESTE
faz dele um poderoso símbolo de um sistema político dominado há mais de uma década por Putin. Durante sua gestão, Gryzlov, de 61 anos, foi muito criticado por transformar a Câmara Baixa em um mero órgão de certificação das decisões do Kremlin. "A Duma não é lugar para debates políticos", foi uma de suas célebres frases, o que, para a oposição, resume o estilo legislativo do Rússia Unida. A Duma perdeu tanta relevância durante os últimos anos que é a instituição política menos valorizada pela população. Para analistas, a renúncia de Gryzlov permitirá ao Kremlin colocar à frente da Duma um funcionário de maior peso político, com o
Reuters - 23/09/11
Belga/AFP
Amrani: delinquente sem ligação com extremistas.
Nem a vizinha foi poupada pelo atirador
A objetivo de melhorar tanto sua imagem quanto a cooperação entre o governo e a oposição parlamentar. As eleições parlamentares de 4 de dezembro deram novamente maioria parlamentar ao Rússia Unida, mas a bancada do partido caiu de 315 para 238 deputados. A legenda obteve 49,3% dos votos e adversários dizem que o resultado foi inflado por fraudes. As denúncias se espalharam pela internet e no sábado passado dezenas de milhares de pessoas participaram de protestos em várias cidades, exigindo a repetição das eleições e pedindo uma "Rússia sem Putin".
Influência - O atual premiê já foi presidente do país entre 2000 e 2008, quando transferiu o cargo a seu afilhado político Dmitri Medvedev, mas continuou sendo o político mais influente do país. Ele já anunciou que vai concorrer à presidência novamente em março do ano que vem. A oposição aproveita o retrocesso eleitoral do Rússia Unida para apresentar seus candidatos presidenciais. Entre os destaques estão Eduard Limonov, um dos líderes dos protestos opositores contra a fraude, e o magnata Mikhail Prokhorov, um dos homens mais ricos do país. (Agências)
polícia belga descobriu o corpo de uma mulher na casa do homem armado que matou quatro pessoas quando abriu fogo contra uma multidão que fazia compras de Natal na cidade de Liège, na Bélgica, informou a imprensa local ontem. A vítima, de 45 anos, aparentemente trabalhava como faxineira para o vizinho, autor do ataque. O agressor foi identificado como Nordine Amrani,
de 33 anos, que aparentemente se suicidou após realizar o ataque ao meiodia (hora local) da terça-feira, segundo a imprensa. Dois estudantes e um bebê de 17 meses foram mortos no ataque. Uma mulher de 75 anos, que inicialmente foi considerada morta, foi retirada da lista, mas continua em estado grave, assim como outras quatro vítimas. No total, 121 pessoas ficaram feridas no ataque. (Agências) Reprodução/CNN
JUSTIÇA – A afegã Gulnaz, detida há dois anos por adultério após ter sido estuprada por um parente, foi solta ontem. O presidente Karzai decidiu perdoá-la após o assunto ganhar atenção internacional.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Não há dúvidas de que estamos falando de terroristas. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak. nternacional
MÃO FIRME CONTRA RADICAIS Onda de vandalismo divide Israel: os colonos extremistas são terroristas ou não?
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primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou ontem a adoção de medidas duras contra extremistas que podem ter sido responsáveis por uma onda de violência e vandalismo contra soldados israelenses e mesquitas muçulmanas. Mas o primeiro-ministro não chegou a aceitar a recomendação ministerial para que definisse os extremistas como "terroristas". Para o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, o comportamento dos colonos ultranacionalistas é inquestionável. "No que diz respeito ao comportamento, não há dúvidas de que estamos falando de terroristas. O restante é uma questão de definição legal", disse Barak, em entrevista à rádio militar. A polícia de Israel deteve ontem seis supostos extremistas judeus em uma ação em um apartamento em Jerusalém. A medida foi tomada horas depois de um grupo ter ateado fogo a uma mesquita em Jerusalém. As palavras "etiqueta de preço" foram escritas em spray na mesquita, uma referência à prática dos judeus extremistas de retribuir as ações do governo contra assentamentos. Frases contra os muçulmanos como "Maomé está morto" e "um árabe bom é um árabe morto" também foram grafitadas no local. Desde terça-feira passada o assunto ganhou destaque especial no debate político no país. O interesse diz respeito ao fato de as recentes vítimas dos ultradireitistas não serem palestinos, mas militares israelenses. "Para todos os efeitos, esses hooligans são terroristas", disse o legislador Shaul Mofaz, ex-ministro da Defesa, irritado com o ataque à base militar na Cisjordânia, que deixou um comandante militar levemente ferido. Netanyahu prometeu "tomar conta desses agressores com mão firme". As medidas anunciadas pelo premiê autorizam os militares a realizar detenções, proíbem extremistas de permanecer em áreas contenciosas e permitem que desordeiros sejam julgados em tribunais militares. (Agências)
Ronen Zvulun/Reuters
Judeus ortodoxos observam pichação em mesquita em Jerusalém. Foram escritas frases contra os muçulmanos como "Maomé está morto" e "um árabe bom é um árabe morto".
Hamas, 24 anos depois. Said Hatib/AFP
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O líder do Hamas, Ismail Haniya, acena as bandeiras palestina (à esq.) e do grupo diante da multidão.
ezenas de milhares de moradores de Gaza saíram às ruas, ontem, para celebrar o aniversário do Hamas, grupo islâmico que governa o território palestino. A comemoração é também uma demonstração de força do movimento, antes das eleições gerais palestinas, marcadas provisoriamente para maio. O Hamas foi fundado em Gaza em dezembro de 1987, pouco depois do início do primeiro levante palestino contra a ocupação israelense. O grupo adotou a ideologia militante que defende a luta armada contra Israel e tem como o eventual objetivo reclamar todo o território da Palestina histórica. A popularidade do Hamas aumentou no decorrer
dos anos, em parte por causa de sua rede de serviços sociais. O grupo derrotou o Fatah, movimento ao qual pertence o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, nas eleições parlamentares de 2006. O governo de Abbas controla partes da Cisjordânia. Em seu comunicado de aniversário, o Hamas declarou que vai manter "todas as formas de resistência contra a ocupação até a libertação, independência e o retorno dos refugiados palestinos". O grupo ainda revelou que seus militantes dispararam mais de 11 mil foguetes e morteiros na direção de Israel desde 2000 e que o grupo matou mais de 1,3 mil israelenses em vários ataques desde sua fundação. (AE)
Mohammed Faisal/Reuters
A teia do Hezbollah na América Latina
Iraque e Estados Unidos em festa
Grupo é acusado de ligações com cartéis da Colômbia e México. Atividades incluem narcotráfico e lavagem de dinheiro.
Celebrações pelo fim da guerra
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retirada das tropas dos Estados Unidos foi comemorada ontem por milhares de iraquianos na cidade de Faluja, um dos principais focos de violência entre insurgentes e tropas norte-americanas após a invasão do país, em 2003. A milhares de quilômetros dali, o presidente dos EUA, Barack Obama, recepcionou, na Carolina do Norte, alguns dos últimos soldados norte-americanos a deixarem o Iraque, marcando simbolicamente o fim de nove anos de guerra. "Como seu comandantechefe, e em nome de uma nação grata, tenho orgulho de finalmente dizer essas palavras: bem-vindos ao lar, bem-vindos ao lar, bem-vindos ao lar", afirmou Obama, em cerimônia na base mili-
Jim Watson/AFP
tar de Fort Bragg, na Carolina do Norte. Em Faluja, o dia também foi de comemorações. "As celebrações marcam um dia histórico... devemos lembrar com orgulho dos mártires que sacrificaram seu sangue por esta cidade", disse Dhabi al-Arsan, vice-governador da província de Anbar. (Agências)
Multidão comemora em Faluja (acima), enquanto Obama recepciona soldados nos EUA.
s Estados Unidos acusam o grupo militante xiita Hezbollah de usar uma grande rede que inclui cartéis de drogas da América Latina para financiar suas operações. No centro das investigações está o banco Libanês Canadense, de Beirute, suspeito de lavar o dinheiro arrecadado com a venda das drogas, informou o jornal The New York Times. Inicialmente, acreditava-se que o Hezbollah era um beneficiário passivo das contribuições de simpatizantes envolvidos com o tráfico de drogas e outros crimes, mas agentes de inteligência de vários países apontam para o envolvimento direto de membros do
Hezbollah com o tráfico de cocaína na Colômbia e no México, disse o diário. Na última terça-feira, promotores norteamericanos indiciaram um libanês que seria a peça fundamental no caso. Ayman Joumaa foi acusado de narcotráfico e lavagem de dinheiro para cartéis colombianos e mexicanos. O lucro com as atividades ilícitas teria somado mais de US$ 850 milhões. O Tesouro dos EUA acusa o banco Libanês Canadense de ser cúmplice na lavagem de dinheiro e fechar os olhos para as transações milionárias de Joumaa. O Líbano é um importante polo financeiro no Oriente Médio e, assim como a Suíça, é conhecido pelo sigilo.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Chico Ferreira/Luz
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idades
Filipe Araújo/AE
11 TODOS OS PÚBLICOS A decoração de Natal na avenida Paulista tem atrações para crianças e adultos. Passarela reúne Papai e Mamãe Noel, duendes, árvores de Natal, guirlandas, ursinhos e outros bichos.
Avenida Paulista tem Natal 24 horas O número interessados na decoração natalina é tanto que as visitas à Praça de Natal, na avenida, também podem ser feitas durante o dia Mariana Missiaggia
Em São Paulo, números tendem à estabilização
Brasil: um milhão de homicídios em 30 anos
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om mais de 1 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do "Mapa da Violência 2012", produzido pelo Instituto Sangari e divulgado ontem. O estudo também conclui que, apesar da redução das mortes violentas em diversas capitais, o Brasil mantém um índice epidêmico de homicídios – 26,2 por 100 mil habitantes –, que têm crescido sobretudo no interior do País e em locais antes considerados "seguros". Calculando a média anual de homicídios do País em 30 anos, Julio Jacobo Waisefisz, pesquisador do Sangari, chegou ao número de 36,3 mil mortos no ano. Em números absolutos, supera a média anual de conflitos como o da Chechênia. A média também é superior às 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque, desde 2003. "O número de homicídios no Brasil é tão grande que fica fácil banalizá-lo", disse Waisefisz à BBC Brasil. Estabilidade – Por um lado, o "Mapa da Violência" vê motivos para otimismo: o Brasil estabilizou suas taxas de homicídio e conseguiu conter a espiral de violência em Estados como São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. Porém, o estudo aponta que "nossas taxas ainda s ã o mu i t o e l eva d a s e preocupantes, considerando a nossa própria realidade e a do mundo que nos rodeia, e não estamos conseguindo fazê-las cair". "Estados que durante anos foram relativamente tranquilos, alheios à fúria homicida, entram numa acelerada onda de violência", diz a pesquisa. É o caso de Alagoas, que, com 66,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2010, se tornou o Estado com o maior número de mortes violentas (era o 11º em 2000). O Pará, que era o 21º Estado com mais mortes violentas em 2000, subiu para a terceira posição em 2010, com uma taxa de 45,9 homicídios por 100 mil habitantes. Vários fatores podem explicar essa migração, como o investimento em segurança nas grandes capitais e suas regiões metropolitanas, fazendo com que parte do crime organizado migrasse para áreas de menor risco. Além disso, muitas regiões mais afastadas dos grandes centros também são locais de conflitos agrários ou ambientais, zonas de fronteira ou rotas do tráfico. (Agências)
Chico Ferreira/Luz
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uitas das atrações natalinas de São Paulo também podem ser contempladas durante o dia. E uma delas é a Praça de Natal, da avenida Paulista, que tem atraído milhares de visitantes todos os dias. A Praça de Natal 2011, realizada pela Prefeitura e pelo Banco do Brasil, está abrilhantando o Natal, oferecendo uma bela decoração no endereço mais famoso da Capital. O espaço está aberto ao público e a expectativa é que cerca de 2,5 milhões de pessoas passem por lá até o próximo dia 25. Montada sobre a avenida Paulista, entre as ruas Padre João Manuel e a Ministro Rocha Azevedo, a Praça de Natal se assemelha a uma passarela, com 16 metros de largura e 34 metros de comprimento e utiliza a mesma estrutura do palco do Réveillon na Paulista. O espaço tem 40 postes enfeitados com guirlandas. Bonecos gigantes que se movimentam estão voltados para os dois lados da avenida, de modo que a atração possa ser vista e fotografada em ambos os sentidos. No interior da praça o universo é infantil, mas também conquista os adultos. Quem trabalha por ali, aproveita o horário do almoço para visitar o espaço. Renato Fazoli, 31 anos, contador, e o amigo Ricardo Gaspar Maia, 33 anos, administrador, estavam curiosos para saber o que existia atrás daquela grandiosa decoração. “Passamos por aqui todos os dias e o pessoal já comentou muito no escritório sobre a praça. Como hoje estava mais tranquilo, passamos para conhecer e gostei muito da infraestrutura”, disse Fazoli, que planeja trazer os sobrinhos na próxima semana. A árvore de Natal gigante tem sua base recortada por um portal e se tornou o ponto preferido dos visitantes. Símbolos natalinos, 14 bonecos infláveis, 10 bolas de Natal, diversos brinquedos gigantes, árvores nas cores azul e dourado, e o bom velhinho (e sua esposa) decoram o local que tem iluminação cênica e trilha sonora natalina. A advogada Márcia Fleming Mota, 40 anos, aproveitou a folga na tarde de ontem para levar os três filhos à praça, na companhia da amiga Ana Maria Monterroso, 62 anos, advogada. “Há dois anos tentamos visitar a Praça de Natal à noite e sempre estava muito cheio. Então, este ano trouxe a criançada durante o dia”, disse. Sua filha, Vitória Fleming Mota, 8 anos, não tirava os olhos dos ursos gigantes suspensos. Já Tereza Cristina Fleming Mota, 5 anos, gostou mesmo foi do Papai Noel e da Mamãe Noel.
Paulo Pampolin/Hype
Boneco de Papai Noel (acima) é uma das atrações da praça durante o dia. À noite (esq.) um festival de luzes que atrai milhares de paulistanos e turistas.
Há dois anos tentamos visitar a praça à noite e sempre estava muito cheio. Este ano trouxe a criançada durante o dia. MÁRCIA FLEMING MOTA
“Gostei muito deles. Eles vão trazer muitos presentes para as crianças”, disse a pequena. “Minha nossa!”, foi o que disse Walter Fleming Mota, 7 anos, ao entrar na praça e se deparar com mais de 50 elementos decorativos (bonecos de neve, carrossel, roda-gigante, palhaços, renas e ursos, além de um Papai Noel de oito metros deitado sobre o palco. De acordo com uma funcionária da Praça de Natal, depois das 18h o local é tomado por famílias que fazem fila na calçada para mergulhar no mundo da fantasia. No último fim de semana, o movimento na praça foi intenso, recebendo 16 mil visitantes no sábado e 26 mil no domingo. De segunda a sexta-feira, cerca de oito mil pessoas passam, por dia, pelo local. A Praça de Natal na avenida Paulista funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 22h, e sábados e domingos, das 12h à meia-noite. No dias 24 e 25, o funcionamento será das 12h às 20h.
ira/Luz
Chico Ferre
A família Fleming, que ontem visitou a praça
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
www.dcomercio.com.br
12 -.LOGO
Abecedário dos Muppets O artista canadense Mike Baboon transformou os personagens da série Muppets em uma alfabeto, cada personagem é uma letra diferente e a ideia ganhou logo a simpatia da Disney, que incluiu a criação em merchandising oficial. Os personagens de Os Muppets foram criados por Jim Henson para as séries Vila Sésamo, The Muppet Show e Fraggle Rock. Para conhecer os personagens que fazem parte da criação e conseguir uma cópia em alta resolução do alfabeto completo, acesse o link abaixo.
Esta estante criada por Aspen Mays é uma homenagem a Albert Einstein. Os livros também são todos do físico. http://bit.ly/tGdh1w
http://bit.ly/rA4gGa
A RQUITETURA M ÍDIA
Niemeyer, 104 anos
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a rq u i t e t o O s c a r Niemeyer completa hoje seu 104º aniv e r s á r i o . N i emeyer aproveitará a data para apresentar seus projetos mais recentes. "A comemoração será limitada a seus amigos mais íntimos, em casa, mas, para não deixar o dia passar em branco, Niemeyer fez coincidir o aniversário com o lançamento da 11ª edição da (revista) Nosso Caminho". A revista trará os projetos da Universidade Federal da Integração Latino-America-
na (UNILA), de uma residência particular na Inglaterra que Niemeyer, nascido no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907, quer transformar em um modelo da arquitetura moderna e o do Teatro Musical Rio's, situado no Aterro do Flamengo. O aniversário do arquiteto também será marcado pela inauguração da nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília [foto]. O edifício, projetado por Oscar Niemeyer, tem quase 116 mil metros quadrados.
Sérgio Lima/Folhapress
Novo TSE, com as marcas de Niemeyer: semicírculo e cúpulas
Karim Sahib/AFP
C ELEBRIDADES
Personalidade do ano A revista Time escolheu o "manifestante" como a "Pessoa do Ano" de 2011. A revista, que anualmente elege uma personalidade, colocou a foto de uma pessoa não identificada e diz que essa personalidade esteve presente "Da Primavera Árabe a Atenas; do Occupy Wall Street a Moscou". www.time.com/time/
S OCIEDADE
Google contra a escravidão moderna
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companhia listou 10 destinatários de suas doações. O dinheiro irá, principalmente, para projetos de intervenção e educação na Índia, Europa e EUA. O Google afirmou estar financiando os grupos International Justice Mission, BBC World Service Trust, ActionAid India e Aide et Action para ajudálos a formar uma nova coalizão na Índia que trabalhará com governos para combater o trabalho escravo.
C A R T A Z
Exposição 'Tênue' apresenta obras de Carlos Fajardo. Galeria Raquel Arnaud. Rua Fidalga, 125, Vila Madalena. Grátis.
Herança de Liz
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O Google está doando US$ 11,5 milhões para combater tipos de escravidão moderna, que afetam 27 milhões de pessoas ao redor do mundo, afirmou a empresa ontem. Acredita-se que a doação seja uma das maiores iniciativas corporativas na história para combater a escravidão. O Google disse em seu site de caridade que suas doações "libertarão mais de 12 mil pessoas da escravidão moderna" e evitará que "outros milhões sejam vitimizadas". A
VOO RASO - Um treinador de falcões dos Emirados Árabes participa do 3º Festival Internacional da atividade, realizado esta semana em Ramah, ao sul da cidade de Al-Ain, a segunda maior do emirado de Abu Dhabi.
À espera do Barcelona
VISUAIS
H ISTÓRIA
Em busca dos últimos nazistas O Centro Simon Wiesenthal lançou ontem na Alemanha uma nova campanha para tentar deter as últimas pessoas envolvidas em crimes nazistas durante a Segunda Guerra Mundial ainda vivas e foragidas. O Centro oferece 25 mil euros de recompensa por qualquer informação que ajude a capturar e a condenar nazistas. O diretor da organização em Jerusalém, Efraim Zuroff. "A passagem de tempo não diminui absolutamente a culpa dos assassinos", declarou Zuroff, considerando que restam cerca de 40 suspeitos no mundo em condições de serem julgados. De acordo com Zuroff, a condenação
em maio passado de John Demjanjuk a cinco anos de prisão por um tribunal de Munique (sul da Alemanha) mostra que ainda podem ser realizados julgamentos deste tipo. Demjanjuk, de 91 anos, um dos milhares de prisioneiros soviéticos recrutados pelos nazistas para realizar seus crimes, foi declarado culpado de ter participado do assassinato de 27.900 judeus no campo de extermínio nazista de Sobibor, onde hoje é a Polônia e no qual morreram cerca de 250 mil pessoas. Demjanjuk está em liberdade à espera que um tribunal federal se pronunciasse sobre um recurso de apelação.
Alex Ribeiro/Visor Mágico
Neymar, ídolo O caricaturista Zenon Cori Sinhani, torcedor do Wilstermann, da Bolívia, e do Santos, no Brasil, expôs ontem algumas de suas obras no calçadão da rua 15 de novembro, Centro. Sinhani fez três caricaturas do jogador Neymar. Uma delas vendeu por R$ 50 e outra foi "apreendida pela polícia". Na rua, o artista também faz caricaturas dos transeuntes, a R$ 15 cada.
A geração de Neymar fez o Santos voltar a disputar uma partida de Mundial após 48 anos e honrou as tradições goleadoras da equipe bicampeã em 1962 e em 1963. Hoje, o alvinegro conhecerá o rival na decisão. Barcelona e Al Sadd, do Qatar, enfrentam-se em Yokohama. Contra o Kashiwa Reysol, em Toyota, a equipe de Muricy Ramalho fez 3 a 1 e se classificou à final do torneio, em busca do tricampeonato e da coroação de uma safra. Mas, se fez três belos gols, também demonstrou a fragilidade de sua defesa, escancarada com a improvisação do zagueiro Durval na lateral. Por ali, o time japonês chegou várias vezes ao gol santista e, por pouco, não complicou a partida no final. Ontem, o Santos abriu contagem no começo do jogo. Neymar já havia acertado a trave ao aproveitar uma falha da zaga japonesa pouco antes. Aos 19min, recebeu passe de Paulo Henrique Ganso no bico direito da área. Ameaçou bater, mas deu um drible desconcertante em Otani. Ajeitou para o pé esquerdo e acertou o ângulo. Passaram-se cinco minutos até Borges mandar a bola no ângulo de Sugeno. O 2 a 0 com menos de 25min fazia jus à intensidade do Santos naquele momento da partida. O resultado, construído rapidamente, porém, fez o time desacelerar. A partir daí, o rival se soltou. No início da etapa final, o meia brasileiro Jorge Wagner cobrou escanteio, e Sakai subiu mais do que Henrique para cabecear e diminuir. A reação do Kashiwa foi estancada por uma cobrança de falta de Danilo: gol veio aos 18min da etapa final.
As renomadas joias da atriz Elizabeth Taylor arrecadaram US$ 116 milhões em leilão realizado na casa de leilões Christie's na terça-feira, mais de o dobro do recorde para uma única coleção e estabelecendo um novo patamar para as pérolas, os diamantes incolores e as joias indianas. A estimativa era que a venda dos 80 itens da coleção de Liz Taylor arrecadasse cerca de US$ 20 milhões. As joias de Liz quebraram o recorde para uma coleção de um único dono, estabelecido em 1987 pela duquesa de Windsor, cuja coleção foi vendida por pouco mais de US$ 50 milhões. R ELIGIÃO
Bento 16 virá ao Brasil em 2013 A próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) acontecerá no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 28 de julho de 2013, quando o papa Bento 16 terá uma série de atividades programadas na cidade. A sede do evento já havia sido anunciada por Bento 16 em agosto em Madri, ao término da XXVI Jornada, que reuniu na cidade espanhola cerca de dois milhões de peregrinos católicos de 193 países. L OTERIAS Concurso 1201 da LOTOMANIA 04
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Concurso 2771 da QUINA 02
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13 NOTA FISCAL PAULISTANA Prefeitura de São Paulo lançou aplicativo que permite aos prestadores de serviço a emissão do documento via smartphones e tablets.
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A futurologia do PIB
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s projeções sobre o crescimento do País, que interessam a todos os agentes da atividade econômica, levam a uma profusão cada vez maior de índices e previsões. Com as ameaças de desaceleração econômica causada pela crise de crédito europeia, o noticiário deste final de ano traz um engarrafamento de prognósticos numéricos – as instituições que fazem os cálculos recalculam os números anteriores. A Febraban, que representa os bancos, afirma que o Produto Interno Bruto cresce 2,9% neste ano e 3,4% no próximo. A confederação das indústrias do País aponta para 2,8% de crescimento do PIB neste ano e 3,0% no ano que vem. A última projeção oficial do governo, na fala do diretor de Política Econômica do Banco Central de dois dias atrás, indicava "por volta de 3,0%" o crescimento do produto brasileiro neste ano. A última pesquisa semanal Focus, dos agentes do mercado financeiro, coletada também pelo Banco Central, indicou na segunda-feira números mais quebrados – 2,97% de alta neste ano e 3,4% em 2012. Cada setor tem suas análises fundamentadas, que muitas vezes parecem, para o público brasileiro, uma bola de cristal congestionada de números. De comum a todos é o arrefecimento da atividade neste ano e uma melhora em 2012. A intensidade dessa melhora é que varia bastante. Que os leitores escolham, ao lado, o número que lhes pareça mais verossímil. Quem está certo e quem está errado, só o tempo dirá.
Febraban ajusta a previsão para 2,9% Desaceleração econômica e quedas da confiança dos empresários e da capacidade instalada levaram entidade a reduzir projeção para o crescimento econômico Karina Lignelli
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economia deve fechar com crescimento de 2,9% em 2011, ante os 3,2% projetados inicialmente, conforme revela a Pesquisa Projeções Econômicas e Expectativas de Mercado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada ontem. Para 2012, a previsão é de um Produto Interno Bruto (PIB) maior, de 3,4%, número ainda abaixo dos 4,6% projetados anteriormente, no mês de novembro. De modo geral, a perspectiva é de crescimento
moderado para 2012, de acordo com a Febraban. A desaceleração da economia e a queda em índices como o de confiança dos empresários e do nível de capacidade instalada – que tiveram picos no início do ano, como reflexos da base alta de 2010 –, são "mensagens relativamente claras" para o ajuste do PIB para baixo, segundo informou o economista-sênior da Febraban, Jayme Alves. O levantamento, realizado entre 9 e 13 de dezembro com 30 bancos, também destaca que 65% dos entrevistados acreditam que a desaceleração cresceu em ritmo maior que o esperado.
A perspectiva de crescimento menor, porém, dará alívio às pressões inflacionárias para 2012, quando comparadas a 2011, quando o índice deve fechar em 6,5% projeção mantida pela Febraban. "A revisão ponderada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) colaborou para as reduções de projeção de inflação, de 5,7% para 5,4% em 2012. O reajuste de preços administrados também contribuiu para isso", explicou o economista. "Mesmo assim, para 73% dos entrevistados, dificilmente a inflação convergirá para o centro de meta no ano que vem", disse. Em relação à taxa básica de
juros, a desaceleração é um pouco maior que a esperada, segundo Alves, com queda nas projeções para 2012. Para os bancos entrevistados, a Selic, deve terminar 2011 em 11% e, para o ano que vem, a projeção é de 9,5%. Em novembro, as projeções eram 11% e 10%, respectivamente. "A tendência é de manutenção do ritmo atual, de queda de meio ponto. Mas uma definição maior para ajuste depende do cenário externo e do crédito no Brasil." Crédito – O crédito ao consumidor deve ter ligeiro avanço e pode fechar o ano em 15,8%, segundo os entrevistados pela Febraban. Em 2010, a
CNI baixa resultado geral e do setor Estimativa é de crescimento de 2,8% neste ano, muito abaixo do 7,5% do ano passado.
A
estimativa de crescimento da economia brasileira em 2011 é de apenas 2,8%, segundo a projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada ontem. Em 2010, o crescimento foi de 7,5%. Para 2012, a CNI acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) poderá ser de 3%. O estudo também revelou a queda significativa do PIB industrial, que em 2010 foi de 10,4% e em 2011 deve ser de apenas 1,8%. Porém, para 2012 as projeções são de uma leve melhora, podendo atingir 2,8% de crescimento. A inflação em 2011, segundo a CNI, deve fechar em 6,5%, número superior a 2010, quando foi de 5,9%. Em 2012, os economistas do órgão esperam uma queda de quase 1% da inflação e com isso ela deve fechar o ano em 5,2%. Em relação à taxa de desemprego, a expectativa é de que ela se mantenha estável, ficando em 6% em 2011 e 5,8% em 2012. No ano passado, o nível de desemprego ficou em 6,7%. Revisões – Em 21 de novembro, o governo admitiu que reduziria para baixo a estimativa do PIB deste ano para menos de 3,8% da previsão anterior, segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. A variação prevista até aquele momento era de 4,5%. Relatório do Ministério do Planejamento e do Tesouro Nacional também já havia anunciado redução de 4,5% para 3,8% no prognóstico. No documento, a estimativa de inflação
subiu de 5,8% para 6,4%. Já o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse em outubro que "desde o início do ano" o plano do governo era moderar o crescimento da economia brasileira. "Isso vem ocorrendo. Nossa projeção era de crescimento de 4% (em 2011). Em função da revisão dramática que houve no crescimento dos Estados Unidos e na zona do euro, no mês de agosto, revisamos esse crescimento da economia brasileira para 3,5%." Antes dele, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já haviam anunciado que o Brasil cresceria menos que as estimativas iniciais. E na última segunda-feira, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo admitiu que a alta do PIB não deve passar muito dos 3% neste ano. Além da crise mundial, a inflação preocupa o governo há meses. Desde dezembro, o governo anuncia ações para conter o crédito e reduzir o consumo. O objetivo é esfriar a economia e segurar a inflação, que cresceu mês a mês. Com o repique da crise econômica mundial, no entanto, o governo vem adotando um discurso contraditório, que prega o fortalecimento da demanda interna e o do consumo, mas também torce para que a inflação caia sob influência do cenário externo. (Folhapress)
modalidade cresceu 18,8% e deve ser ampliada em 15% em 2012. Nos empréstimos para pessoas físicas, bancos esperam alta de 18,4% neste ano em crédito pessoal (inclusive consignado), comparado à alta de 25,2% em 2010. Para pessoas jurídicas, a expectativa é de alta de 15,8% em 2011. No ano passado, o crédito para empresas avançou 15,4%. De forma geral, os bancos esperam que as operações de crédito da carteira total cresçam 17,7% neste ano, ante 20,5% registrados em 2010. De acordo com Jayme Alves, da Febraban, espera-se que os números de novembro de con-
cessão de crédito (ainda não divulgados) sejam melhores do que os de outubro, pela base de comparação fraca. "O mês foi marcado pela questão cambial e pela greve dos bancos, que prejudicou a concessão de crédito, especialmente para as pessoas físicas", afirmou. O economista lembrou também que dezembro é um mês forte, devido às festas. "Devemos ter um quadro positivo pelas medidas adotadas pelo governo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para algumas linhas de produtos, e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)."
IBC- Br de outubro veio abaixo do esperado
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Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou em outubro queda de 0,32% ante setembro, na série com ajuste sazonal. Com essa variação, o indicador ficou em 138,61 pontos naquele mês. Na comparação com outubro de 2010, o índice do BC mostra expansão da atividade econômica em 0,35%. Esse desempenho ficou abaixo das previsões dos analistas. Com isso, aumentou entre os economistas a aposta de que o quarto trimestre também será fraco, apesar de uma gradual recuperação. O período de três meses encerrado em outubro teve queda de 0,7% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, terminado em julho. Mas quando comparado com o período de três meses encerrado em outubro de 2010, o indi-
cador apresentou crescimento de 1,28%. Trimestre final – O comportamento do IBC-Br em outubro ficou abaixo das expectativas da Rosenberg & Associados. Em análise distribuída a clientes e à imprensa, a consultoria avaliou que os números divulgados ontem pelo BC indicam que o último trimestre do ano não trará grandes mudanças em relação ao cenário observado entre julho e setembro. "O dado sinaliza um quarto trimestre ainda morno, seguindo a queda no terceiro", comentaram os analistas da Rosenberg liderados pela economista Thaís Zara. Eles disseram ainda que o índice do BC também sofreu revisão com os novos dados de Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (AE)
14 -.ECONOMIA
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
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15 Só o município de São Paulo gera mais renda que o Estado do Rio de Janeiro inteiro. Sheila Zani, do IBGE
conomia
Commodities afetaram PIB dos municipios Levantamento do IBGE em 2009 mostra que o que prejudicou a economia municipal naquele período foi a queda das cotações internacionais de produtos como petróleo e minério de ferro. Já as cidades com refinarias tiveram ganhos.
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queda nos preços internacionais das commodities, como petróleo e minério de ferro, prejudicou o desempenho da economia de municípios cujas principais atividades estão intimamente relacionadas a esses produtos, segundo dados do Produto Interno Bruto dos Municípios 2005 - 2009, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Em 2009 o País ainda estava influenciado pela crise global que começou em 2008, e se vê que o que impactou a economia foram, principalmente, os preços internacionais das commodities", afirmou Sheila Zani, gerente da pesquisa. O impacto foi maior sobre a economia dos municípios de Campos dos Goytacazes (RJ), que caiu de 1% de participação no PIB nacional em 2008 para 0,6% em 2009, e Vitória (ES), que passou de 0,8% para 0,6%. O município fluminense teve a influência da queda no preço do barril de petróleo, enquanto que a capital capixaba foi afetada pelos baixos preços do minério de ferro. "Quem produz petróleo diminuiu a participação no PIB porque o preço caiu", contou Sheila. "No entanto, tem município que não produz, mas refina petróleo, como Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Ele
teve ganho muito grande, de uma participação de 0,6% em 2008 para 0,8% em 2009. Na prática, em 2009, perderam participação no PIB os municípios que tinham a economia mais voltada para o mercado externo e se saíram melhor os que se concentraram no mercado interno. Os municípios paulistas de Barueri, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santos e o mineiro Betim tiveram variação negativa de 0,1 ponto percentual cada um, causada por retrações na indústria e na redução da atividade comercial.
A administração pública e os serviços de intermediação financeira ajudaram a salvar alguns municípios brasileiros de perdas em sua participação no PIB nacional em 2009. "Em 2009, a gente percebe que os negócios de intermediação financeira e administração pública não perderam participação", frisou a gerente. Os municípios que tiveram aumento de participação no PIB nacional entre 2008 e 2009, todos com variação de 0,2 ponto percentual, foram São Paulo (de 11,8% para 12,0%), Brasília (de 3,9% para 4,1%), Rio de Ja-
neiro (de 5,2% para 5,4%) e o fluminense Duque de Caxias (de 0,6% para 0,8%). Açúcar e álcool – A produção de açúcar e álcool impulsionou o desempenho de municípios paulistas no PIB nacional em 2009. Os maiores ganhos ocorreram em Monções, Brejo Alegre e Borá. Um quarto de toda a geração de renda estava concentrada em cinco municípios: São Paulo (12%), Rio de Janeiro (5,4%), Brasília (4,1%), Curitiba (1,4%) e Belo Horizonte (1,4%). Juntos, eles concentravam 12,6% da população nacional. (AE)
Renda per capita média é de R$ 16,9 mil
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mbora o Produto Interno Bruto por brasileiro tenha sido de R$ 16.918 em 2009, o PIB per capita de mais da metade dos municípios brasileiros não chega nem a 50% desse valor, segundo a pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os municípios com maior PIB per capita em 2009 tinham como característica a baixa densidade demográfica. São Francisco do Conde (BA) apareceu em primeiro lugar, graças à segunda maior refinaria em capacidade instalada do País. O PIB per capita do município foi de R$ 360.815,83. A população local somava apenas 31.699 pessoas. Na outra ponta, o menor PIB per capita em 2009 foi de R$1.929,97, verificado no município maranhense de São Vicente Ferrer, com população de 20.463 habitantes. O município contabilizou perda de 77,6% na quantidade produzida e de 83,4% no valor de produção da mandioca. Entre as capitais, Vitória teve o maior PIB per capita (R$ 61.790,59), seguida de Brasilia (R$ 50.438,46), São Paulo (R$ 35. 271,93), Rio de Janeiro (R$ 28.405,95) e Porto Alegre (R$ 26.312,45). Entre os 5.565 municípios brasileiros, 1.968 (35,4%) tinham mais do que um terço de sua
geração de renda proveniente das atividades de administração pública. Com maior dependência da máquina estavam Uiramutã (RR), com 80%, e Areia de Baraúnas (PB) com 71,4%. Enquanto a dependência da administração pública mostrou-se disseminada, a riqueza gerada pela indústria foi concentrada. Em 2009, apenas 11 municípios detinham 25% do valor adicionado bruto da indústria do País. São Paulo manteve-se como o principal polo industrial do País, com participação relativa de 8,9%. No entanto a pujança de São Paulo está longe de ser equiparada à dos demais municípios da lista. "Não dá para comparar São Paulo com outro município, só com outros estados", afirmou Sheila Zani, gerente da pesquisa. "O mais perto de São Paulo é o município do Rio de Janeiro. Mas só o município de São Paulo gera mais renda que o estado do Rio de Janeiro inteiro. O estado fluminense gera 10% do PIB, enquanto o município de São Paulo gera 12%." Em 2009, a capital paulista não foi afetada pela crise financeira porque suas atividades típicas, o setor financeiro e as indústrias voltadas para o mercado interno, não perderam participação no PIB. "São Paulo ganhou participação", comparou a pesquisadora. (AE)
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No acumulado de janeiro a novembro de 2011, o número de novos registros de inadimplentes mostra alta de 23,2% na comparação com igual período de 2010.
conomia Leandro Moraes/LUZ
Pessoa é atendida no SCPC: recuperação de crédito aumentou 17,1% de janeiro a novembro de 2011
Inadimplência sobe 2,4% em novembro Número de registros de devedores voltou a aumentar levemente no mês passado, mas recuperação do crédito também teve forte crescimento, segundo a Boa Vista.
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ados com abrangência nacional da Boa Vista, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), mostram que o número de novos registros subiu 2,4% em novembro na comparação com outubro, mantendo a tendência de elevação do indicador observada em outubro, após a queda de cerca de 5% em setembro deste ano, na série com ajuste sazonal. No acumulado de janeiro a novembro de 2011, o número de novos registros de inadimplentes mostra alta de 23,2% na comparação com igual período de 2010. Na comparação entre novembro deste ano e igual mês do ano pas-
sado, o aumento foi de 24,6%. Estabilidade – O indicador apresenta estabilidade nos valores acumulados, e diminuição do ritmo de crescimento na comparação anual. O início de um ciclo de diminuição da taxa de juros e novas medidas de incentivo ao consumo, aliados às altas nos níveis de emprego e renda ainda mantém um ambiente favorável ao consumo, contribuindo para a manutenção dos registros de inadimplentes em níveis elevados, com pequenas variações mensais, apesar da retração observada na economia brasileira e mundial. A análise regional dos registros de devedores demonstra que a região Centro Oeste é a que
apresenta maior variação no período acumulado (janeiro a novembro), com alta de 25,9%. Já a região Nordeste apresentou a menor alta de registros, com um crescimento de 21,5%. Na variação mensal, quando analisada a série com ajuste sazonal, a região Centro Oeste também foi a que apresentou o maior aumento, 6,9%. O Nordeste do País apresentou a menor variação (0,9%). Recuperação – No que se refere à recuperação de crédito – exclusão dos registros de inadimplentes – houve aumento de 17,1% no período acumulado de janeiro a novembro de 2011 em relação ao mesmo período de 2010. Já a variação
mensal registrou um aumento de 7,6%, após dois meses consecutivos de queda. O indicador apresentou forte crescimento no mês, refletindo a tendência observada nos últimos meses do ano de renegociação de dívidas e retomada do crédito. Quando observamos o período acumulado de janeiro a novembro de 2011, a região Sul apresentou a maior recuperação de crédito, com alta de 19,1%. A região Norte, por sua vez, possui a menor taxa de crescimento, com 12,7%. Na variação mensal, a região Sudeste apresentou o menor crescimento percentual de recuperação, 3,8% contra os 23% da região Nordeste.
Nacho Doce/Reuters
Procon autua 30% das lojas visitadas no Estado na operação Natal
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Setor de veículos automotores foi um dos destaques negativos em novembro, com 1.940 demissões
Indústria demite 46 mil
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s demissões nas usinas paulistas de açúcar e álcool superaram as expectativas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e puxaram o nível de emprego industrial para baixo em novembro. De acordo com a entidade, o setor de alimentos, no qual se encaixam os produtores de açúcar, demitiu 32.718 trabalhadores no mês passado e o de produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, do qual participam os usineiros de álcool, dispensou 4.186. Juntas, as demissões totalizam 36.904 e representaram a maior parte dos 46,5 mil demitidos pela indústria paulista no mês passado.
O resultado ruim fez o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, rever para baixo a projeção para o nível de emprego deste ano. Até outubro, a Fiesp esperava um resultado positivo próximo de 0,5%, agora projeta para dezembro 77 mil demissões. Com isso, o saldo de empregos ao fim do ano será negativo em 41 mil vagas. "Será um desempenho muito ruim para a indústria e que contrasta com uma situação de amplo emprego em todo o País", afirmou Francini. O resultado de novembro foi o pior para o mês desde o início da série histórica do Índice de Nível de Emprego,
em 2006. Foram registradas 46,5 mil demissões, ante 21 mil dispensas em novembro de 2010. O pior resultado havia sido verificado em novembro de 2006, com 35 mil demissões. Outros destaques negativos em novembro foram os setores de veículos automotores, que demitiu 1.940 funcionários; produtos de metal, com 1.529 demissões; couro e calçados, 1.475; confecção e vestuário, 1.395; e produtos de borracha e material plástico, com 1.145 dispensas. Entre os destaques positivos, ficaram os setores de máquinas e equipamentos, com 592 contratações, bebidas, com 348, e produtos químicos, com 173. (AE)
s equipes da Fundação Procon-SP autuaram 221 das 740 lojas visitadas durante a operação Natal, o que representa 30% do total. A fiscalização aconteceu entre os dias 1 e 9 deste mês na Capital, no interior e na Baixada Santista. Na Capital, foram flagradas 77 lojas das 322 visitadas. Em municípios do interior e do litoral, 144 das 418. As equipes verificaram, além das informações sobre preço, as formas de pagamento e parcelamento, a existência de anúncio do telefone do Procon e exemplar do Código de Defesa do Consumidor, a imposição de tempo mínimo de abertura de conta bancária para aceitação de cheques e a prática de preços diferenciados para pagamento à vista em dinheiro e cartão de crédito. Em operação similar no ano passado, os fiscais flagraram 261 estabelecimentos dos 766 visitados, com 34% de fornecedores autuados. As empresas responderão a um processo administrativo e poderão receber multas que variam de R$ 400 a R$ 6 milhões com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC). (AE)
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
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e Crise preocupa setor de celulose e papel A Europa deve responder por 46% das compras externas de celulose produzida no País
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Entidade que representa as indústrias do segmento no País afirma que problemas econômicos da Europa já assustam os exportadores brasileiros Rafael Nardini
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Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) afirmou ontem que a produção nacional de celulose deve encerrar o ano em 14,2 milhões de toneladas, um patamar próximo ao total produzido em 2010. A entidade crê que a produção de papel também se mantenha estável em relação ao ano anterior, chegando a 9,8 milhões de toneladas. Já a expectativa sobre receitas provenientes das exportações é de alta de 6,4% em 2011, para US$ 7,2 bilhões, sendo US$ 5 bilhões obtidos com a comercialização de celulose. Segundo estimativas, o volume exportado do produto previsto para este ano é de 8,4 milhões de toneladas, número 0,3% superior ao de 2010. Crise – A Europa, apesar da crise econômica da zona do euro, deve responder por 46% das vendas externas da celulose produzida no País, seguida pela China, com 25%. As importações de celulose, por sua vez, devem encolher 2,9%, para 400 mil toneladas, e a produção doméstica deve crescer 0,1%, para 14,18 milhões de toneladas. As exportações de papéis, por sua vez, devem encolher 1,2% no acumulado de 2011 ante o ano passado, e registrar 2,05 milhões de toneladas. A produção no período deve crescer 0,3%, para 9,87 milhões de toneladas.
Com 56%, a América Latina continua como o principal destino das vendas externas brasileiras de papéis. Europa e Estados Unidos vêm em seguida, com 18% e 10%, respectivamente. Já as importações do segmento devem encerrar 2011 com alta anual de 1,2%, de acordo com a Bracelpa, em um total de 1,52 milhão de toneladas ante 1,50 milhão de toneladas do ano passado. A balança comercial do segmento de papéis deverá fechar o ano em US$ 430 milhões, com retração de 8,1% em relação ao ano passado. As importações devem crescer 14,9% no período, para US$ 1,77 bilhão, ante incremento de 9,6% das exportações de papéis, para um total de US$ 2,2 bilhões. Mercado – A presidente da Bracelpa, Elizabeth Carvalhaes, afirmou ontem que o momento vivido no mercado e, principalmente, os problemas decorrentes da crise na zona do euro impossibilitaram previsões detalhadas sobre o cenário do setor no País no próximo ano. "Só podemos falar minimamente de previsões após o primeiro trimestre do ano, talvez no primeiro semestre", disse a presidente da entidade. "Nosso grande comprador, a Europa, está em situação difícil. Vamos nos esforçar ainda mais para as vendas não caírem do nível alcançado em 2011", disse Elizabeth. Ainda segundo ela, a desaceleração nas importações de
SANTO AMARO
Ana Nascimento/ABr
Fábrica de celulose no interior de São Paulo: produção nacional de 2011 se equivale à de 2010. Divulgação
papéis se acentuou nos últimos meses por conta da aplicação de medidas de controle à importação do papel chamado imune, utilizado na impressão de livros, jornais e periódicos de editoras regularizadas junto ao governo. Outro "vilão" da produção nacional seria o papel cartão, utilizado na produção de capas de livros, por exemplo. "A quantidade que entrou em 2011 serve para o mercado brasileiro por 10 anos", disse Elizabeth.
Nosso grande comprador é a Europa, que está em situação difícil. Vamos nos esforçar ainda mais. ELIZABETH CARVALHAES, PRESIDENTE DA BRACELPA
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e Portal vai auxiliar empreendedores
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O portal Canal do Empresário é gratuito e entra no ar hoje, no site www.nossacaixadesenvolvimento.com.br
conomia
Divulgação
Canal do Empresário esclarecerá micros e pequenos para planejar e administrar Paula Cunha
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A g ê n c i a d e F om e n t o P a u l i sta/Nossa Caixa Desenvolvimento criou o Canal do Empresário com o objetivo de aperfeiçoar o atendimento aos micro, pequenos e médios empreendedores. O portal gratuito, que entra no ar hoje no site ww w.n oss aca ix ade sen vol vime nto .co m.b r, oferece serviços e conteúdos que auxiliarão este público a planejar e administrar seus negócios. Também pretende estimular a adoção de práticas mais avançadas de atuação entre estes empresários. A iniciativa nasceu da constatação de que o público que procura a instituição em busca de financiamento necessita de informações mais aprofundadas, tanto a respeito das linhas de empréstimos quanto de atualização de caráter mais técnico.
MOOCA
Algumas escolhas fazem com que os empresários se endividem no curto prazo, com o objetivo de investir no longo prazo. MILTON SANTOS, DA AGÊNCIA DE FOMENTO PAULISTA Segundo o presidente da entidade, Milton Luiz de Melo Santos, há diversos tipos de financiamento oferecidos pela instituição e os micro e pequenos empresários necessitam de informações precisas para escolher a ferramenta adequada de atuação e crescimento. "Muitas vezes, eles tomam empréstimos através do cheque especial ou assumem o compromisso de honrar duplicatas. Estas escolhas dificultam a gestão e o controle do fluxo de caixa. Assim, eles se endividam no curto pra-
zo com o objetivo de investir no longo prazo", acrescentou. Sem divulgar as cifras de investimento, Santos enfatizou o caráter educativo do novo portal, pois ele fornecerá, por exemplo, tanto ferramentas de simulação de investimento quanto conteúdos como legislação federal e estadual, cartilhas, calendário de eventos, palestras, seminários, cursos, estudos e pesquisas. Além disso, um link permanente de notícias poderá ser acessado pelos interessados. Criado pela A2 Comunicação, ele será alimentado por uma equipe especializada que selecionará conteúdos produzidos pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Endeavour, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), entre outros. Além de estimular o empreendedorismo, a iniciativa ofe-
Milton Santos: empresários precisam de informações para escolher a ferramenta adequada de atuação.
rece ferramentas de aperfeiçoamento como um vídeo-fórum. Batizado Web Fórum, ele terá entrevistas veiculadas quinzenalmente a partir do dia 15 de janeiro. Nele, um especialista convidado falará sobre economia e outros temas ligados ao empreendedorismo. Como funciona – O micro e pequeno empresário que acessar o novo portal encontrará diversos links com os conteú-
dos divididos em assuntos. O simulador de financiamentos calcula o tempo de carência de acordo com o número de parcelas a serem pagas. No espaço Planeje o seu Investimento, há o passo a passo para iniciar o seu negócio. No Dicas e Pesquisas, todas as cartilhas elaboradas pelos parceiros têm seu conteúdo atualizado constantemente. A Agenda de Oportunida-
des traz cursos e palestras a respeito de diversos temas. Ao mesmo tempo, um espaço dedicado a cases de sucesso tem depoimentos de empresários que contam suas experiências e dificuldades. Outro espaço é dedicado à legislação estadual e federal. Além disso, um glossário auxilia o internauta que quer se dedicar a uma leitura mais aprofundada dos textos.
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e Carga fiscal mais pesada em 2011 A arrecadação tributária nominal em 2011 tem registrado crescimento acima de 16%, o PIB vem apresentando variação de 11%, segundo o IBPT.
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carga tributária deverá alcançar neste ano quase 36% do Produto Interno Bruto (PIB), o que corresponde a um aumento de 1,5 ponto percentual em relação a 2010. A previsão é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) e leva em conta o resultado do PIB do terceiro trimestre deste ano, divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou crescimento nulo no período. O IBGE também reviu o valor nominal do PIB de 2010, cujo montante passou de R$ 3,67 trilhões para R$ 3,7 trilhões. Com isso, de acordo com os cálculos do IBPT, a carga tributária no período ficou em 34,25%. Antes desse ajuste, era de 35,13%. Em 2011, caso seja confirmada a previsão, a carga tributária baterá outro recorde histórico, explica o coordenador de estudos do instituto, Gilberto Luiz do Amaral. O aumento do peso dos impostos em 2011 é atribuído a vários fatores, sobretudo ao fato da economia brasileira
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crescer menos do que a arrecadação de impostos. Dados do IBPT mostram que, enquanto a arrecadação tributária nominal em 2011 tem registrado crescimento acima de 16%, o PIB vem apresentando variação de 11%. Pelos cálculos do IBPT, dev e m e n t r a r n o s c o f re s d a União, dos estados e municípios R$ 1,51 trilhão em tributos até o final do ano. Em termos nominais, serão R$ 220 bilhões a mais em tributos na comparação com 2010. Na última terça-feira, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) marcou a cifra de R$ 1,4 trilhão. Entre os impostos que mais cresceram em termos percentuais estão a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), com 29,12%, o Imposto de Importação (II), com 22,84%, Imposto de Renda (IR), com 21,04%, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com 17,6%, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com 14,41% e Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com 10,31%.
Projeção do IBPT é de um crescimento de 1,5 ponto percentual em relação à carga tributária do ano passado.
Amato agradece por lei 15.499/11
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presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, enviou, no início da semana, carta de agradecimento ao prefeito da Capital paulista, Gilberto Kassab, e ao presidente da Câmara Municipal de Vereadores, José Police Neto, pela instituição do Auto de Licença de Funcionamento de Condicionado por meio da Lei nº 15.499/11. Amato salientou a importância de as empresas, especialmente as de pequeno porte, se adequarem às exigências para a obtenção do alvará. O presidente da Associação Comercial lembrou ainda que a entidade irá elaborar e distribuir aos empresários paulistanos uma cartilha de orientação sobre o assunto.
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Em 2011, os preços médios das passagens da Azul subiram pelo menos 6%.
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Passageiro Vip
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abusivas, e desse modo fica impossível planejar os gastos de hotelaria. A competente gestora de viagens Eliane Martins, da Continental, conta que pediu uma reserva corporativa para um mês em um hotel de luxo no município de São Paulo para o final deste ano. Foi surpreendida com uma diária em torno de R$ 300, que subia para R$ 1 mil no período da Fórmula 1. "O hotel não fez concessões", revela Eliane. Ela tentou, mas mesmo diante do argumento de que a reserva do hóspede era para longo pe-
ríodo e o preço não podia variar três vezes mais por causa do evento automobilístico, Eliane não conseguiu. A grande questão é se essa discrepância traduz uma regra geral de mercado ou é uma exceção. Roland de Bonadona, presidente da Accor, maior rede hoteleira do País, aposta na segunda opção. "Se as tarifas abusivas prevalecessem, os investidores teriam um rendimento tão alto que seriam estimulados a lançar empreendimentos, aumentando a oferta de hotéis, e o preço tenderia a cair."
Ele lembra os altíssimos investimentos para a construção de um empreendimento hoteleiro, somados aos custos de mão de obra e à alta carga fiscal, que elevam o custo de operação e precisam se pagar. Bonadona tem razão. Para que surjam novos hotéis, é preciso um retorno financeiro que atraia investimentos. Ou assistiremos eternamente ao mesmo filme: a escassez de hotéis faz os preços subirem cada vez mais. Já que a tarifa variável é uma tendência irreversível, Eliane Martins propõe que as redes hoteleiras estabeleçam um desconto fixo sobre a tarifa que garanta uma diária mínima e máxima. Na rede Accor isso já acontece, assegura Emanuel Baudart, diretor de Vendas, Distribuição e Marketing de Relacionamento da rede. "Para os contratos com tarifas flutuantes, os valores mínimos e máximos são definidos antecipadamente para o ano inteiro", diz Baudart. E como fica a negociação das empresas com as demais redes hoteleiras? Com a palavra, Eliane: "É preciso bom senso de ambas as partes."
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Guerra na hotelaria
Caroline Hoos/SXC
m 1999, o então presidente da Coca-Cola Douglas Ivester revelou a um jornalista que sua empresa estava testando uma máquina de venda automática que aumentaria o preço do refrigerante à medida que o tempo esquentasse. A declaração soou como oportunismo, indignando o mercado e consumidores. Coincidência ou não, no ano seguinte Ivester vestia o pijama de aposentado. Se ele tivesse afirmado que a sua intenção era reduzir os preços sempre que esfriasse, diria a mesma coisa, só que agradaria em cheio. Na verdade, o CEO da Coca-Cola nada mais fez que acionar a velha lei da oferta e procura, a mesma que neste instante irrita as empresas diante da intenção dos hotéis de implantar tarifas flutuantes. É que, seguindo uma tendência mundial e em pleno uso pela aviação e hotelaria internacional, as redes do setor pretendem instituir no País um modelo de acordo corporativo que leve em conta as variações de demanda. Soando assim, nada mais justo. Em qualquer atividade comercial, do assento de avião aos produtos de feira-livre, do parque de diversão à poltrona do cinema, maior procura faz o preço subir. O contrário também ocorre, se há excesso de oferta. No entanto, o problema, alegam as empresas, é que as tarifas em momentos de pico ficaram
Paulo Marcos Ribeiro
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egítimo herdeiro do espírito carioca hospitaleiro em que prevalece o bom relacionamento até na hora dos negócios, o diretor de Marketing da rede Windsor é formado em Direito e Administração, com mestrado em Marketing e Negócios Internacionais. Paulo Marcos Ribeiro começou a carreira em reservas da rede Othon, sendo logo requisitado para a área de Marketing. Enquanto cursava o mestrado, trabalhou no setor de promoção comercial do Consulado do Brasil em New Orleans. De volta ao Brasil, atuou no
Imperial Club (pioneira área VIP) do Rio Palace Hotel, hoje Sofitel. Depois de alguns trabalhos de consultoria, há 11 anos ocupa a posição atual. "Vi o Windsor crescer com a rapidez de um cogumelo, que passou de quatro aos atuais 11 hotéis", conta. Agora ele se prepara para a inauguração do Windsor em Copacabana, no Rio de Janeiro. "A hotelaria da cidade vive um momento mágico, com ocupação de fazer inveja a novaiorquino. O mais importante do turismo no Rio é o setor de negócios e eventos, que com o tempo vai se igualar ao lazer", comemora.
Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br
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TAM-Lan: fusão com restrições.
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A Azul estima que demanda no mercado interno deverá ter crescimento de 16%, uma desaceleração após aumentos médios de 20% nos últimos anos.
Preços de passagens aéreas devem subir Projeção de alta é de executivos da Azul Linhas Aéreas, que consideram que há muita pressão exercida pelos preços dos combustíveis. Renato Carbonari Ibelli
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s preços das passagens aéreas devem subir no próximo ano. Essa é uma tendência que deve se confirmar para 2012, de acordo com declarações de Trey Urbahn, vice-presidente de Planejamento da Azul Linhas Aéreas. Na opinião do executivo, as companhias não conseguirão segurar os preços nos patamares atuais devido à pressão dos custos exercida pelos aumentos do preço do combustível e da defasagem da infraestrutura aeroportuária do Brasil. "Se o mercado continuar com os preços atuais, a receita das em-
presas vai diminuir", afirmou. No decorrer de 2011, os preços médios das passagens da Azul subiram pelo menos 6% devido a tais pressões. A continuidade dessa alta, prevista para o mercado, deve afetar principalmente o segmento corporativo, que atualmente se personifica em cerca de 60% dos usuários do transporte aéreo. "Quem agenda viagem com antecedência vai continuar encontrando promoções. Mas não é assim que se comporta o passageiro de negócio", explicou Urbahn. As promoções para compras antecipadas poderão continuar, no entanto, o mesmo não deve acontecer para as ofertas relâmpagos que as aéreas cos-
tumam realizar ao longo de todo o dia, conforme explicou Paulo Nascimento, diretor-comercial da Azul. Os custos das aéreas são bastante afetados pela alta no preço do petróleo. Mais da metade dos gastos de operação de um jato envolve combustível. Além disso, a demanda de passageiros apresentou um aumento forte nos últimos anos, sem que a infraestrutura aeroportuária acompanhasse essa evolução. Isso, de acordo com Nascimento, impacta os custos das companhias. Congestionamento – Por exemplo: para acompanhar a demanda, as empresas aéreas investiram em mais aeronaves. No entanto, sem infraes-
trutura adequada nos aeroportos, formam-se "congestionamentos" de aviões, que têm de alongar seus procedimentos de descida ou decolagem, aguardando liberação das pistas. Esse tempo a mais em solo ou em procedimento de descida aumenta o consumo de combustível. Nascimento afirmou que a elevação do preço das tarifas aéreas também é resultado da acomodação do mercado. Nos últimos três anos, a oferta de aeronaves cresceu, permitindo que os preços das passagens baixassem. Mas nesse tempo a demanda aumentou também, chegando em um equilíbrio natural. "Para 2012, a demanda no merca-
do aéreo brasileiro deverá crescer 16%, mas concentrado nas pequenas empresas", declarou o diretor-comercial da Azul. A procura doméstica vem subindo nos últimos anos, em média, 20%. I nt e rn a ci o na l – Segundo Urbahn, existe a possibilidade de a companhia aérea fazer voos para Punta del Este, no Uruguai, na alta temporada, a partir do final de 2012. Atualmente, a Azul voa para 42 destinos nacionais, com 49 aeronaves, e realiza, aproximadamente, 400 voos diários. Para o próximo ano, a empresa aérea planeja incluir em sua frota entre oito e dez jatos Embraer, além de nove turboélices ART 72-600.
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem a fusão da companhia aérea TAM com a chilena Lan, mas determinou restrições para a operação que criou a maior empresa do setor na América Latina e uma das dez maiores do mundo. O órgão antitruste brasileiro detectou que a criação da Latam acarretou uma grande concentração de mercado na rota Guarulhos (SP) - Santiago (Chile) - Guarulhos (SP), onde a nova companhia dominaria mais de 80% do transporte de passageiros. Por isso, a sugestão do conselheiro relator do caso, Olavo Chinaglia, foi o veto à união das companhias nessa rota, determinando que a Latam permute com outras aéreas os dois pares de slots diários da TAM em Guarulhos com esse destino. Dessa forma, a nova empresa ficaria apenas com os seis slots diários nessa rota que a Lan já possuía. Outra determinação do Cade foi a obrigatoriedade dessa permuta se dar em horários comercialmente atrativos, para permitir a concorrência de outras companhias nessa rota. Inicialmente, a permuta deverá durar pelo menos três anos, prorrogáveis pelo órgão de defesa da concorrência. O órgão antitruste do Chile já havia determinado que a Latam se desfizesse de slots nessa rota, mas o conselheiro Chinaglia explicou que a determinação do Cade servirá como uma "reserva" caso a decisão chilena seja derrubada na Justiça do país andino. Assim como seu par chileno, o Cade também decidiu que a Latam deverá optar por apenas uma aliança global de milhagem. Hoje, a TAM faz parte da Star Aliance e a Lan integra a One World. (AE)
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ECONOMIA/LEGAIS - 21 O crédito deve ter uma expansão de 17% em 2011 ante 20% em 2010
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Wilson Dias/ABr
Mantega diz que não falta crédito
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ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurou ontem em entrevista que não há falta de crédito para empresas e pessoas físicas no Brasil. "Para pessoas físicas e jurídicas, o crédito está disponível no mercado. Não há falta de crédito para a atividade econômica no Brasil", disse o ministro. Mantega lembrou que, no início deste ano, o governo federal adotou
medidas para restrição do crescimento maior do crédito, mas que foi a política adequada para aquele momento da economia brasileira. Ele ponderou, no entanto, que o crédito deve ter uma expansão de 17% em 2011 ante 20% em 2010. Mantega acrescentou também que não há bolha de crédito no Brasil. "Não vamos permitir a ocorrência de bolhas no Brasil", disse o ministro Mantega. (AE)
O ministro disse também que não há bolha de crédito no Brasil
Brasil se defende contra acusação de protecionismo Medidas para proteger o mercado automobilístico nacional não contrariam OMC, diz ministro. Antonio Cruz/ABr
Pimentel promete novo regime automotivo nacional em 2013
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pesar da pressão internacional, o Brasil ignora os apelos para resistir ao protecionismo e anuncia não apenas que vai manter as medidas que distorcem o comércio, como vai prolongá-las a partir de 2013, com exigências às montadoras estrangeiras. Segundo o governo, a China não tem moral para se queixar. Afinal de contas, hoje mesmo adotou tarifas contra carros norte-americanos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Fernando Pimentel, insistiu ontem em Genebra que a legislação brasileira está dentro das regras estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e que, a partir de 2013, o regime que entrará em vigor manterá os princípios da atual política industrial. Hoje, entrará em vigor o decreto que estabelece um Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor para o carro com maior conteúdo nacional. "O que nós estamos fazendo é induzir a agregação de tecnologia e de inovação tecnológica na produção brasileira", disse. "Isso não contraria as regras da OMC, que sempre tem essa preocupação porque a entidade é muito vigilante", declarou. Mas insistiu que as leis brasileiras estão dentro das regras. "Eu não vejo problema. O diretor da OMC (Pascal Lamy) está fazendo o papel dele. Mas nós estamos seguindo as regras e não há nenhum processo aberto contra nós", declarou. Pimentel garante que nenhum dos governos levantou esse assunto com o Brasil e deixou claro que a China não pode atacar a medida, alegando que Pequim também acaba de anunciar barreiras aos carros norte-americanos. "A China impôs hoje (ontem) medidas sobre carros americanos", afirmou. A decisão do governo chinês deve atingir apenas al-
guns modelos importados diretamente dos EUA. Na avaliação de Pimentel, as medidas não só não serão retiradas como serão ampliadas. Segundo ele, o governo começou a elaborar o que seria o novo regime automotivo nacional a partir de 2013, quando o atual decreto vence. "Esse será um segundo capítulo que deve começar em janeiro de 2013 e que terá novos condicionantes mais precisos voltados a regular a entrada de novas empresas", explicou Pimentel. "Fomos consultados por muitas empresas que querem entrar no País e vamos colocar algumas exigências para que possam operar em igualdade de condições às que estão já estão no Brasil", justificou. O principal pilar será a exigência de que haja investimentos das montadoras no Brasil a partir de 2013 em tecnologia para ganhar os incentivos fiscais. O governo, porém, fará um programa gradual de implementação das exigências, com uma taxa mínima de conteúdo local a cada ano e que seria incrementado. "Não podemos obrigar a cumprir exigências de uma hora para a outra. Vai ser algo gradual, desdobrando o plano em dois, três ou quatro", disse. Segundo Pimentel, empresas da China, Inglaterra e Alemanha estão apenas esperando para saber as diretrizes para anunciar investimentos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que esteja prevista qualquer medida de redução de IPI para beneficiar carros nacionais, mas reiterou que o governo tenta aumentar a capacidade do setor. "Não vai haver nenhuma medida de IPI para carros nacionais agora. No futuro, mediante programa de investimento e tecnologia, será constituído regime automotivo visando aumento da competitividade para o setor. Mas isso é algo para a partir de 2013", disse. (AE)
BC estuda endurecer punição a bancos
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Banco Central do Brasil (BC) quer aumentar as punições e o valor das multas aplicadas a bancos e dirigentes de instituições financeiras que cometem irregularidades. A ideia é incluir a medida em minuta de projeto de lei em discussão no governo para modernizar as ferramentas disponíveis
para punir fraudes. Outra proposta permite firmar termos de ajuste de conduta, abrindo a possibilidade de interromper processos administrativos em andamento mediante o compromisso do banco de resolver o problema. Esse instrumento já é utilizado por órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). (Folhapress)
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/01052/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Dr. Mitsusada Umetani - Rua Stelio Machado Loureiro, 1.251 - Cep: 15370000 - Centro - Pereira Barreto/SP - 120 - 61,49 - R$ 85.543,00 - R$ 8.554,00 - 11:00 - 03/01/2012. 70/00959/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE Maria Antonieta Ferraz (Bibliotecária) - Rua Rafael Delamonica, 300 - Cep: 08470-480 - Cid. Tiradentes - São Paulo/SP - 150 - R$ 41.681,00 - R$ 4.168,00 - 11:30 - 03/01/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 15/12/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
SERVIÇO MUNICIPAL AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO - SEMAE
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 14 de dezembro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Roma Import Comércio, Importação e Distribuição Ltda. Rua Gomes Cardim, 521 – Galpão 4 Brás - 2ª Vara de Falências. Requerente: Seara Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários Ltda. Requerido: Manaca Agropecuária Ltda. Avenida Santa Edwiges, 556 Letra A, Sala 02 - 2ª Vara de Falências. ————————————Recuperação Judicial —————————— Requerente: Sustentare Engenharia Ambiental S/A. Requerente: Sideco Brasil S/A. Requerido: Sustentare Engenharia Ambiental S/A. Rua Antonio Ribeiro Pina, 255 – Jardim Lidia. Requerido: Sideco Brasil S/A. Rua Antonio Ribeiro Pina, 255 – Jardim Lidia - 1ª Vara de Falências.
AUTARQUIA MUNICIPAL - CNPJ nº 04.691.691/0001-78 AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO – PREGÃO PRESENCIAL 06/2011 – PROC. 135/2011 Data de realização: 04.01.2012, a partir das 08h30. Objeto: Contratação de empresa especializada, com fornecimento de equipamento técnico adequado, material e mão de obra, para a prestação de serviços nos postos de atendimento presencial; via telefone, remoto por multimeios e móvel no Município de São José do Rio Preto. Prazo de Execução: 12 meses. Valor: R$2.976.588,51. Demais informações e retirada do edital com a C.L., na Rua Antônio de Godoy, 2181, Jd. Seixas, S. J. do Rio Preto/SP, das 7h30 às 12h00 e das 13h30 às 17h00, de segunda a sexta, no fone/fax: (17) 32118105, e página do SeMAE na internet: www.semae.riopreto.sp.gov.br. S. J. Rio Preto, 14.12.2011 – Alan Sinibaldi Cornachioni – Pregoeiro do SeMAE
CPM BRAXIS S.A. - CNPJ/MF 65.559.953/0001-63 - NIRE 35.300.178.815 Edital de Convocação de Assembléia Geral Extraordinária - São convocados os Srs. acionistas da Companhia a se reunirem em uma AGE a ser realizada aos 21/12/2011, às 9hs, na sede da Companhia, situada na Cidade de Barueri/SP, na Alameda Araguaia, 1.930, Alphaville, CEP 06455-000, para examinar, discutir e decidir acerca da seguinte Ordem Do Dia: (a) Protocolo de Incorporação e JustificaçãodaincorporaçãodaCapGeminidoBrasil,ServiçosdeConsultoriaeInformáticaLtda.,inscritanoCNPJ/MFnº05.617.473/000156 (“CapGemini”) pela Companhia; (b) ratificação da nomeação de peritos para avaliação do patrimônio líquido da CapGemini; (c) laudo de avaliação do patrimônio líquido da CapGemini a ser transferido para a Cia. em razão da incorporação; (d) incorporação da CapGemini pela Companhia; (e) do aumento do capital social da Companhia em razão da incorporação; e (f) alterações no Estatuto Social da Cia..São Paulo 13/12/2011.Paul David Spence:Presidente do Conselho de Administração. (13,14 e 15/12/2011)
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FDE AVISA: COMUNICADO A Comissão Julgadora de Licitações comunica o cancelamento das Tomadas de Preços nºs 69/00824/11/02 e 70/ 00930/11/02, tendo em vista que os serviços serão atendidos através da Ata de Registro de Preços.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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e
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
A Europa sairá mais forte da crise se tivermos a paciência e a persistência necessárias. Angela Merkel, chanceler da Alemanha
conomia
Merkel fala em disciplina fiscal mais dura para UE Chanceler alemã, Angela Merkel, diz que crise não será resolvida "de um golpe".
A
França preocupa mercados
O
principal índice das ações europeias caiu à mínima em duas semanas ontem, em meio a um baixo volume de negócios, conforme novos rumores de um rebaixamento da nota de crédito da França. A isso se somaram as preocupações de que a crise de dívida da zona
do euro prejudicará a recuperação global. O índice FTSEurofirst 300, referência para o mercado de ações da região, fechou em queda de 2,1%, para 952 pontos, acelerando as perdas à tarde por rumores de que a França perderia seu rating "AAA", o que poderia prejudicar os esforços
para conter a crise. A decepção do mercado foi agravada por comentários do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, que alertou na véspera que a situação da zona do euro pode afetar o crescimento dos Estados Unidos. Mas não foram anunciadas medidas de estímulo. (Reuters)
Yiorgos Karahelis/Reuters
Para enfrentar a pior recessão da história do país, o Ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, afirmou que novos cortes de servidores públicos serão necessários, como forma de baixar o déficit.
Economia da Grécia deve retrair 5,5% neste ano
A
contração da economia da Grécia superará os 5,5% em 2011 devido ao fato de o país estar imerso em uma "recessão mais profunda", afirmou ontem o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos. "O ano de 2011 teve a pior recessão que este país já atravessou, sendo que a contração do Produto Interno Bruto (PIB) será superior a 5,5%", disse Papademos. "Temos um duro caminho a percorrer", completou ele. A Grécia previa uma queda de 5,5% do PIB em 2011, no que será o quarto ano consecutivo de contração da economia. A Or-
ganização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou-se recentemente mais pessimista, prevendo recessão, com contração de 6%. O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, disse nos últimos dias que o país não vai conseguir reduzir o déficit público como previsto inicialmente. Segundo fontes, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediram ao governo mais demissões de funcionários públicos. O objetivo é que o número de servidores seja de 600 mil, contra os 900 mil funcionários cadastrados no início da crise. (Agências)
chanceler e o presidente do banco central da Alemanha pediram que a Europa mantenha-se no rumo de uma disciplina fiscal mais dura e esqueça soluções imediatistas, após os mercados financeiros julgarem que a cúpula da União Europeia (UE) falhou em resolver a crise de dívida da zona do euro. Angela Merkel e o chefe do Bundesbank, Jens Weidmann, falando separadamente, rejeitaram a pressão para que o Banco Central Europeu (BCE) intervenha decisivamente para impedir a escalada da crise. Merkel disse ao Parlamento ontem que levará anos, e não semanas, para superar os problemas de dívida, mas que a Europa sairá mais forte "se tivermos a paciência e a persistência necessárias, se não deixarmos os reveses nos deprimir, se consistentemente caminharmos na direção de uma união fiscal estável". "O governo alemão sempre deixou claro que a crise de dívida europeia não deve ser resolvida de um golpe só. Não existe um golpe só", disse ela. Weidmann, uma voz influente no BCE, expressou oposição à elevação das compras de dívida de Estados altamente endividados do euro, dizendo "não ser fã" do programa atual de compra de bônus e que até seus defensores estão ficando céticos. Ele também disse que o Bun-
Ben Stansall/AFP Photo
Cameron: sem acordo.
desbank só fornecerá novo capital ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar a combater a crise da zona do euro se os países fora da Europa também o fizerem. O euro caiu abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde janeiro, as ações operavam em baixa e a Itália teve de pagar um juro recorde para vender títulos, com investidores nervosos aguardando possíveis rebaixamentos de ratings no bloco europeu. A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou seu desejo de que o Reino Unido continue sendo "um parceiro importante da União Europeia", apesar da decisão do primeiro-ministro britânico David Cameron que se recusou, na semana passada, a aceitar um acordo para reforma no tratado da UE com o objetivo de reforçar a disciplina fiscal entre os países. Po-
Desemprego sobe na Grã-Bretanha
O
número de britânicos sem trabalho atingiu o maior nível em mais de 17 anos nos três meses anteriores a outubro, embora o ritmo de pedidos de auxílio-desemprego pareça estar diminuindo, segundo dados oficiais divulgados ontem. A agência de estatísticas ONS informou que o total de desempregados teve alta de 128 mil, para 2,638 milhões de pessoas, o maior patamar desde 1994. A taxa de desemprego, no entanto, manteve-se estável em 8,3%, contrariando expectativas de alta para 8,4%. O ritmo de pedidos de auxílio-desemprego também parece estar se reduzindo. Três mil britânicos fizeram requisição de benefícios por desemprego em novembro – total bem abaixo da previsão de 14.900 feita por economistas. O dado de outubro ainda foi revisado para baixo, de 5.300 para 2.500 pedidos. De qualquer forma, o desemprego ainda parece fadado a aumentar mais. A companhia de recrutamento Manpower disse que as intenções de contratação para o trimestre vindouro são as mais fracas dos últimos três anos. Além disso, o governo planeja cortar centenas de milhares de postos de trabalho no setor público para equilibrar o Orçamento. Para 2012, o governo estima que o desemprego ficará na média de 8,7%. (Reuters)
rém, teria sido "irresponsável" não tomar as medidas estipuladas na cúpula da UE para salvar o euro, disse Merkel em um discurso extraordinário perante o Parlamento alemão, para explicar os resultados destas medidas. Após "lamentar" a rejeição de Londres e lembrar que há 20 anos aconteceu o mesmo com o euro, Merkel destacou que apesar de tudo a Grã-Bretanha é "um parceiro confiável da UE", como demonstrou em outras áreas. A chanceler alemã afirmou que o caminho para uma união fiscal europeia já é uma via sem retorno e que a redação do novo tratado, ao qual poderão aderir os parceiros que desejarem, além dos 17 membros da zona do euro, corrigirá os erros de construção da união monetária. Amparo – Entretanto, a ministra do Exterior da Irlanda, Lucinda Creighton, disse não ser suficiente o acordo firmado na semana passada por 26 países da UE, exceto a Grã-Bretanha. "Ter o impacto fiscal implementado até março é desejável, mas eu não acho que isso irá salvar o euro", disse ela a jornalistas durante visita a Paris. "De maneira ideal, eu gostaria de ver uma declaração muito clara do BCE de que ele esteja preparado para fazer o que for necessário para salvar a moeda. O banco é o amparo final", acrescentou Lucinda Creighton. (Agências)
Indústria tenta recuperação
A
produção industrial da zona do euro se estabilizou em outubro após o tombo de setembro, segundo dados divulgados ontem. A produção dos 17 países do euro caiu 0,1% em outubro sobre setembro, informou a agência de estatísticas Eurostat. Em termos anuais, a produção cresceu 1,3% em outubro, ante alta anual de 2,2% em setembro, marcando o quarto mês seguido de desaceleração. Estados endividados como Itália e Grécia enfrentam anos de austeridade e baixo crescimento econômico, tirando vigor de países exportadores, como a Alemanha. Mesmo assim, a leve contração mensal de outubro parece favorável se comparada ao declínio de 2% registrado em setembro, que foi o maior desde fevereiro de 2009. A Alemanha surpreendeu com alta de 0,8% na produção industrial em outubro. A França viu sua produção ficar estável após o tombo de 2,2% em setembro, mas Itália e Espanha registraram quedas na produção industrial de 0,9% e 1,1%, respectivamente. (Reuters)