Skip to main content

DC 15/03/2012

Page 1

NÃO VALE MAIS? São Paulo, quinta-feira, 15 de março de 2012

www.dcomercio.com.br

Folha Imagem-11/02/1979

Conclusão: 23h55

Ano 87 - Nº 23.583

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

Teve ministra feliz da vida com a decisão do MPF de denunciar o coronel Curió por sequestro de militantes no Araguaia, mas o Planalto está convencido de que não há como rever a Anistia. O general da reserva Marco Antonio Felício condenou a decisão e disse que a Comissão da Verdade pode virar a "comissão do revanchismo e da inverdade". Págs. 6 e 7

U. Dettmar/Folhapress-22/08/1979

PR em momento de oposição "Chega, ninguém aqui é moleque", disse presidente do partido, que seguiu fora dos Transportes. Pág. 5 Atta Kenara/AFP

Procurador defende denúncia contra ministro Roberto Gurgel envia ao STF parecer favorável à denúncia contra Fernando Pimentel, do Desenvolvimento. Pág. 5

PITO NO PRESIDENTE ATÔMICO

Parlamento do Irã não gosta das explicações de Ahmadinejad sobre o que considera fracasso na condução da economia do país. Desobediência ao aiatolá Khamenei abre caminho para impeachment. Pág. 12

Logo de manhã, Metrô e CPTM derrubam 195 mil. Desta vez, problemas foram nas Linhas 1 e 3 do Metrô (afetando diretamente 165 mil passageiros) e na Esmeralda da CPTM (30 mil). E tome fila, atraso... À esq., Estação Sé. Abaixo, vagão da Linha Vermelha. Pág. 13

Danilo Verpa/Folhapress

DIA DO CONSUMIDOR

Diego Padgurschi/Folhapress

Para crescer ainda mais, sites de compras coletivas – que em 2011 reuniram 10 milhões de consumidores e movimentaram R$ 1, 6 bilhão – enfrentam o desafio da profissionalização. Págs. 15 e 17

HOJE

ISSN 1679-2688

23583

Sol com pancadas de chuva. Máxima 30º C. Mínima 19º C.

AMANHÃ Muitas nuvens. Chuva a qualquer hora. Máxima 28º C. Mínima 19º C.

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

quinta-feira, 15 de março de 2012

Quem acompanhou o depoimento de Mantega saiu com mais incertezas do que quando entrou. José Márcio Mendonça

pinião

Ueslei Marcelino/Reuters

SAMIR KEEDI

TRANSPORTE DE CARGA EM QUESTÃO

T

O ministro Guido Mantega, durante seu depoimento no Senado: movimentos erráticos na condução da política econômica.

ESTA NOITE SE IMPROVISA

O

título deste artigo foi tirado de um programa de tevê de mesmo nome e de muito sucesso nos anos 1960-1970. Nos dias de hoje, pode muito bem ser ressuscitado para definir a política econômica que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vem pondo em prática desde que a crise europeia reavivou o grande fantasma da crise econômica global e está batendo novamente nas portas da economia brasileira, segundo a análise de nossas autoridades. A exigência da presidente Dilma Rousseff, de que a peteca do crescimento econômico não venha a cair abaixo dos 4%, como desgraçadamente ocorreu no ano passado, com o PIBinho de 2,7%, está levando a equipe econômica a girar de modo errático, visivelmente em tentativas de erro e acerto. Aliás, o próprio ministro Mantega confirmou esse estilo de fazer política em três momentos durante sua audiência na última terça-feira na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Num deles, disse que "muitas vezes, você tem que dar um tiro de carabina 12 e alguns estilhaços acabam se espalhando". Em outro, afirmou que "você dá um tiro, acerta o urubu, mas sobra para o gavião". E num terceiro momento, disse que algumas medidas adotadas pela sua equipe, anteriormente, foram "apenas um ensaio" e que agora, "estamos mais prontos, temos mais segurança (para tomar outras decisões)". Mas os fatos falam mais alto do que as próprias (cândi-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA das?) confissões do ministro sobre essas "errâncias" oficiais na economia. Em menos de 15 dias – no dia 1º de março e depois no dia 12, o Ministério da Fazenda mudou duas vezes o prazo de carência para a incidência do IOF de 6% sobre entrada da capital estrangeiro no Brasil. Era de dois anos, passou para três e logo em seguida para cinco anos.

O

governo federal prometeu isentar da cobrança de tributos os exportadores prejudicados pelas recentes medidas que aumentaram o custo de tomar dinheiro emprestado no exterior. O mesmo está ocorrendo com uma medida adotada no ano passado para ajudar alguns setores industriais na competição com os produtos estrangeiros com a redução de seus custos. As áreas de confecção, de calçados, de call centers e de softwares tiveram trocada a

forma da contribuição patronal para o INSS. Em vez de contribuir com 20% sobre a folha de pagamento, passaram a pagar a contribuição com uma taxa sobre o faturamento bruto da empresa – uma alíquota de 1,5% para os três primeiros e de 2,5% para o último.

N

a época, os empresários aplaudiram publicamente, mas acharam que o benefício era coisa de amigo da onça, não era vantagem nenhuma, pelo contrário. Agora, Mantega, ante a cada vez maior dificuldade de a indústria nacional – quase generalizadamente – competir com o que se faz no Exterior, prometeu ampliar a dita desoneração dos custos da folha salarial das empresas. Devem ganhar os benefícios nos próximos dias os setores têxteis, de móveis, de plásticos, de equipamentos elétricos e de autopeças. Po-

A exigência da presidente Dilma Rousseff de não deixar o crescimento econômico ficar abaixo dos 4% está levando a equipe econômica a atuar de modo errático.

rém, com uma sutil diferença: a alíquota aplicada sobre o faturamento não será mais de 1,5% mas entre 1% e 0,8%, – como os empresários diziam que deveria ter ocorrido desde o início para efetivamente reduzir o custo da folha. Mantega também acena com a redução da taxa dos setores que já tinham a vantagem. Foi isso, inclusive, que levou o ministro a dizer aos senadores que "aquilo foi apenas um ensaio".

N

ão parece um bom modelo de política econômica a prática de ensaios. O que mais, nas alterações na condução da economia pelo governo, está seguindo o mesmo método? Não parece ser por outra razão que muitos analistas econômicos estão esperando ansiosamente a divulgação, amanhã, da ata da última reunião do Copom para poder entender com mais precisão os passos do Banco Central na condução da política monetária. Quem acompanhou com atenção o depoimento de Mantega no Senado, ontem, saiu com mais incertezas do que quando entrou. O que fica claro é que sem condições políticas de atacar a fundo os reais e já mais do que conhecidos problemas que entravam o crescimento sustentável da economia brasileira, o governo vai fazendo operações tapa-buraco, com medidas cujos efeitos colaterais podem ser piores do que os problemas que se procura enfrentar. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

emos dito sempre, em nossas aulas, que o transporte e a logística brasileira deixam muito a desejar. Que nossa matriz de transportes é muito ruim, das piores do mundo, o que é comprovado por estudos internacionais. É baseada no transporte rodoviário, com cerca de 60% da carga. A culpa, obviamente, não é desse maravilhoso modo de transporte. Se tivéssemos que deixar na Terra apenas um modo, seria este, pois é o que tem maior capacidade de buscar a carga na origem e entregá-la no destino. Nenhum outro modo de transporte tem essa competência. Nunca vimos, por exemplo, um navio indo buscar a carga na origem ou distribuindo-a por bares e restaurantes. O avião tampouco, e nem o trem. Este , em raras ocasiões, até pode realizar a tarefa de coletar a carga na origem e entregar no destino final. Mas todos os modos precisam do caminhão para servi-los. Então qual o problema com ele e se critica tanto o transporte rodoviário? O problema não está nele em si, mas em nós, os usuários. Fazemos tudo por meio dele, que é, sabidamente, o transporte mais caro que há, até mais que o aéreo. O transporte rodoviário é o equipamento, por natureza, para distribuição de cargas, para pequenos trajetos e para auxiliar os demais modos. O ideal, no caso de cargas para além de 400 ou 500 quilômetros, é o transporte ferroviário ou o hidroviário – seja o fluvial, por vias interiores, seja a cabotagem, na costa brasileira, que é das maiores do mundo. É um modo em que o transporte rodoviário não faz tudo sozinho, mas age como parte do todo e auxiliar dos demais, ou seja, fazendo logística e não meramente transporte.

N

esta situação, com certeza, os transportadores teriam mais ganho. Todos sabem que quanto menor o trajeto, maior o custo relativo do transporte. É só comparar fretes de transporte de carga de Santos a São Paulo com os fretes de São Paulo a Manaus, Porto Velho, Belém etc. E com veículos preservados – pois ninguém desconhece a lastimável situação das nossas estradas. Estas não condizem, considerando sua extensão, com o tamanho e potencialidade do País. Estamos atrás de diversos países, bem menores do que o nosso, em que as vias

pavimentadas representam apenas 12% da malha rodoviária. Nosso quadro é trágico, pois eleva o consumo de combustível e o desgaste de peças em geral, gerando manutenção desnecessária e contínua, impactando os custos de transporte. O Brasil tem de se conscientizar que é necessário mudar a matriz de transportes, bem mais rapidamente do que temos feito nas últimas duas décadas, a partir da abertura econômica de 1990. Precisamos reduzir o transporte rodoviário para 25/30%, no máximo, e usar os demais modos. Para isso, é fundamental darmos atenção aos terminais intermodais, em que interagem os vários meios de transporte e a carga é levada por determinado modo àquele ponto, sendo então transferida para outro(s) modo(s).

A

í se poderia praticar a Intermodalidade e a multimodalidade tão em falta no País, de forma adequada – embora entendamos, há algum tempo, que esta última, apesar da lei de 1998 e a regulamentação de 2000, seja natimorta. Com isso, faríamos com que a unimodalidade seja reduzida ao limite máximo de metade do que representa hoje. Ou seja, em futuro não muito distante, não mais do que um quarto da carga transporta da pelas estradas brasileiras. O custo logístico seria bastante amenizado. Praticamente não temos esses modos atualmente, enquanto nos EUA eles existem às centenas. Teríamos a chance de reduzir a diferença entre os custos logísticos brasileiros e os norte-americanos, que, segundo se afirma, custam cerca de 20% do PIB no Brasil e cerca de 10% no grande irmão do norte. Parece, entretanto, que o que dá certo lá fora é execrado aqui. Nem sempre utilizamos o que já existe. Estamos sempre tentando reinventar a roda. Temos de entender que o que existe pode ser bom. É claro que sempre se pode e deve melhorar qualquer coisa, mas não podemos mais partir do princípio de que temos de criar tudo. Não funciona, como não tem funcionado. Brasil, Brasil, quando acordarás do seu sono eterno em berço esplêndido? SAMIR KEEDI É ECONOMISTA, PROFESSOR, AUTOR DE VÁRIOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR, TRANSPORTE E LOGÍSTICA SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3244-3175. Fax 3244-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3244-3197, 3244-3983, Fax 3244-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3244-3544, 3244-3046 , Fax 3244-3355

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3244-3737 REDAÇÃO (011) 3244-3449 FAX (011) 3244-3046, (011) 3244-3123 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

o SOBRE GANSOS, PATOS E ÁGUIAS. pinião

3

TRAJETÓRIA DE JOGADORES MOSTRA QUE CONSTRUIR UMA MARCA NÃO É COISA SIMPLES.

Ricardo Nogueira/Folhapress

C

uidar da imagem como o patrimônio de maior valor não é tarefa simples, mas tem vital importância no contexto mundial de marcas, slogans e produtos que disputam milimetricamente cada nicho de mercado. Inserir-se como "top of mind" na cachola do distinto público requer uma delicada e complexa urdidura de estratégias e táticas de marketing. O cruel disso é que, enquanto a construção de uma marca é tarefa hercúlea, que não depende apenas de boa vontade, qualquer derrapada poderá no mínimo arranhar de imediato a imagem, ou mesmo implodi-la em mil pedaços. No universo futebolístico, onde cada jogador, grosso modo, passa a ser um produto "premium", a competição é de alta octanagem. Tudo precisa ser traduzido em cifrões bilionários. Um descuido qualquer e o que era uma promessa forte se transforma num fiasco. Correndo atrás da dona redonda nos gramados verdes do nosso Brasil varonil temos dois jogadores, de estilos diferentes, porém contemporâneos, sendo que um deles, ao que tudo indica, provavelmente muito bem assessorado por profissionais que sabem manejar com maestria as ferramentas do marketing moderno, tem dado um show de eficiência com o garotopropaganda anunciando boas e loas dos produtos das empresas patrocinadoras da sua imagem. Falamos do "moicano" Neymar. Bem, se Neymar, alçado à categoria de menino-prodígio, virá a se inscrever na constelação de craques da estatura de um Pelé, Zico, Falcão, Tostão, Carlos Alberto e

de outras feras carimbadas pela história, somente o tempo poderá dizer. É esperar para ver. Mas que o moleque parece ser o "cara", ah isso parece! E a mídia estende o tapete vermelho para ele – e isso, como diria o "sábio" Vicente Mateus, o antigo e folclórico presidente do "Coringão", poderá se tornar uma "faca de dois legumes". O outro garotão boa-pinta é o também jogador Ganso, que ultimamente anda ofuscado. Será que o azar do Ganso se deve ao seu futebol estilo "serrote" (com altos e baixos, mais baixos do que altos), ou por competir palmo a palmo com Neymar, cujo futebol está em ascensão, ou por causa de erros crassos dele e da sua entourage na construção de uma imagem vencedora?

P

rovavelmente é um mix de tudo isso, mas a meu ver, deve-se muito mais às incríveis trapalhadas do próprio Ganso e de seus assessores, que estão perdendo precioso tempo com filigranas, em vez de focar num planejamento estratégico para a construção e posicionamento da marca "Ganso". Pois existe sempre espaço no mercado para quem surgir com uma nova proposta. Ora, bolas, numa hora Ganso diz que ficará jogando no time em que está; em outra diz que quer mesmo é ir para a Europa; seus assessores falam grego e os dirigentes do seu atual time falam troiano, e nessa glossolalia enviesada de branco doido, nem a mídia nem o público entendem o que está acontecendo. Uma empresa anunciante, seja de que ramo for, jamais iria apor sua logomarca para patrocinar uma personalida-

LUIZ OLIVEIRA RIOS significa teimosia ou querer que tudo seja feito do seu jeito, mas ele que não se descuide de nada.

Os jogadores Neymar e Ganso: duas maneiras muito diferentes de conduzir a própria imagem.

de indecisa. Ganso, infelizmente, mais do que um posicionamento de indecisão, passa uma imagem de apatia. O que quer, afinal de contas, Paulo Henrique Ganso? Quer continuar no Santos, ir para o "Coringão", para o Barça, vestir o verde do "Parmeira"? Decida-se, homem!

S

eu colega, Neymar, já é uma marca, enquanto ele, Ganso, continua sendo... Ganso. Estatisticamente falando, compare: nos últimos dois meses, quantas vezes Neymar foi destaque na mídia? E Ganso? Se os gansos voam em bando e um líder conduz a "trupe" em direção a outras paragens. Ganso, o jogador, poderia muito bem se inspirar nos xarás e alçar voo de vez, imitando essas aves, primas dos cis-

nes, da família Anatidae. Longa vida aos gansos e ao Ganso, moço talentoso, mas que continua taxiando na pista sem decolar. Em qualquer atividade humana, todos nós precisamos tomar cuidado para não desenvolver a "síndrome da biruta" – um instrumento da era dos dinossauros, mas que funciona muito bem! – fincada nos aeroportos, mostrando minuto a minuto a direção em que o vento sopra. Ou, nos sempre sábios dizeres do pensador grego Sócrates: "Não existem ventos favoráveis para um homem sem objetivos". Os patos e as galinhas, bichinhos desajeitados, é que voam baixo. Já as águias, dominadoras dos ares, voam alto e conseguem ir, sem escalas, a distâncias longínquas.

As águias também enxergam longe. Ousadia é a sua marca maior.

M

etaforicamente fal ando, Neymar demonstra sua vocação para águia e já cravou seu nome no hall das celebridades da bola, auferindo polpudos ganhos vindos da exploração da sua imagem como "marca vencedora". Guardadas as devidas proporções, duas lições precisam ficar muito claras para o universo corporativo, tomando esses dois profissionais da bola como exemplo. O empreendedor, embora deva ter boa assessoria estratégica, não pode simplesmente delegar para que terceiros tomem conta da sua marca: que ele exerça a liderança e seja capaz de dar as cartas. Isso não

O

outro cuidado básico é para que sua marca não fique em superexposição – e é aí que Neymar vem derrapando nos últimos meses –, até porque tudo em excesso enjoa, mas que fique bem posicionada e percebida sempre afirmativamente pelo seu público alvo. O que não pode – e esse é o caso de Ganso como "marca", que ainda não foi sequer construída – é transmitir uma mensagem de confusão sobre ser ou não ser, envolvendo sua identidade empresarial, porque isso não permitirá a construção de uma imagem com potencial para despertar desejos e fomentar negócios sustentáveis num mercado de hipercompetitividade.

LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO

DIÁRIO DO COMÉRCIO OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM

THOMAS L. FRIEDMAN

O CAPITALISMO, NA VERSÃO 2012

D

avid Rothkopf, o executivo-chefe e editorg e r a l d a r e v i s t a F oreign Policy, lançou um ótimo novo livro, intitulado Power, Inc. sobre a rivalidade épica entre as grandes empresas e o governo, no qual trata, de muitas formas, sobre aquilo que a eleição de 2012 deveria tratar – e não é sobre a "contracepção". É sobre o futuro do capitalismo e a forma que ele terá nos EUA ou em qualquer país. Rothkopf argumenta que enquanto durante a maior parte do século 20 a grande disputa no cenário mundial foi entre o capitalismo e o comunismo, com a vitória do capitalismo, a grande batalha do século 21 será sobre qual versão do capitalismo vai vencer, qual vai se mostrar a mais eficiente para gerar crescimento e se tornar o mais copiado. "Será o capitalismo de Pequim, com características chinesas?", pergunta Rothkopf. "Será o capitalismo desenvolvimentista democrático da Índia e do Brasil? Será o capitalismo empreendedor do Estado pequeno de Cingapura ou Israel? Será o capitalismo europeu com rede de segurança? Ou será o capitalismo norte-americano?" Esta é uma questão intrigante que leva a outra: qual é o capitalismo

norte-americano hoje e o que vai capacitá-lo para prosperar no século 21? A visão de Rothkopf, da qual compartilho, é que a característica do capitalismo norteamericano que os outros mais admiraram e tentaram copiar é exatamente a que estamos ignorando: o sucesso dos Estados Unidos por mais de 200 anos se deveu em grande parte à sua parceria equilibrada e saudável entre o público e o privado – na qual o governo fornecia as instituições, leis, redes de segurança, educação, pesquisa e infraestrutura para permitir ao setor privado inovar, investir e assumir os riscos que promovem o crescimento e os empregos. Quando o setor privado subjuga o público, tem-se a crise dos subprime de 2008. Quando o setor público subjuga o privado, tem-se uma regulação sufocante. É preciso um equilíbrio; por isso temos de deixar de lado essa discussão caricatural "de que a escolha é entre todo o governo e todo o mercado", afirma Rothkopf. A lição da história, afirma, é que o capitalismo se desenvolve melhor quando há esse equilíbrio – e quando se perde esse equilíbrio, há problemas. Por esse motivo, a eleição ideal em 2012 seria aquela-

que apresentasse as propostas concorrentes, de liberais e conservadoras, dos grandes acordoschave que os Estados Unidos precisam montar para adaptar o seu capitalismo a este novo século. O primeiro é um grande acordo para consertar nosso déficit estrutural de longo prazo, introduzindo gradualmente US$ 1 em aumento de impostos, via reforma tributária, para cada US$ 3 ou US$ 4 em cortes nos benefícios e na defesa durante a próxima década. Se o Partido Republicano continuar com a visão de que não pode haver nenhum aumento de impostos, estamos fritos. O capitalismo não consegue funcionar sem rede de segurança ou prudência fiscal, e precisamos dos dois com um equilíbrio sustentável. Como parte disso, precisaremos de um grande acordo intergeracional para não chegarmos a uma guerra civil intergeracional. Precisamos de um equilíbrio adequado entre os gastos públicos destinados aos asilos de idosos e as creches – nos últimos seis meses de vida e nos primeiros seis meses de vida. Outro grande acordo que precisamos é entre a comuni-

dade ambientalista e a indústria de petróleo e gás sobre como fazer já duas coisas: explorar com segurança as riquezas naturais de gás natural recém-descobertas e ao mesmo tempo construir uma ponte para uma economia com energia de pouco carbono, com mais ênfase na eficiência energética.

O

utro grande acordo de que precisamos é na infraestrutura. Temos um déficit de mais de US$ 2 trilhões em pontes, rodovias, aeroportos, portos e banda larga, mas o governo não tem dinheiro para construí-los. Precisamos ainda de um acordo que permita ao governo recrutar e fazer parcerias com o setor privado para lançar investimentos privados em infraestrutura, que servirão ao público e darão retorno apropriado aos investidores. Na educação e na saúde, precisamos de grandes acordos que aloquem melhor os recursos entre a remediação e a prevenção. Nas duas áreas, gastamos mais do que qual-

quer outro país – sem resultados melhores. Gastamos dinheiro demais tratando pessoas com doenças evitáveis e reensinando aos universitários o que eles deveriam ter aprendido no ensino médio. O capitalismo moderno exige trabalhadores qualificados e trabalhadores com seguros de saúde portáteis, que lhes permitam se transferir para qualquer trabalho. Também precisamos de um grande acordo entre patrões, empregados e governo – à maneira da Alemanha – no qual o governo fornece os incentivos para os patrões contratarem, treinarem e reciclarem os trabalhadores. Contudo, não podemos ter nenhum desses acordos sem um debate público com mais informações. "A grande coisa que está faltando na política dos EUA hoje", disse-me Bill

Gates numa entrevista recentemente, "é a compreensão tecnocrática dos fatos e onde as coisas estão funcionando e onde não estão"; portanto, o debate pode ser impulsionado por dados, não por ideologia. Capitalismo e sistemas políticos, como empresas , têm de evoluir sempre para continuarem vitais. As pessoas estão observando como evoluímos e se nossa versão de capitalismo democrático consegue progredir. Muita coisa está em jogo aqui. "Mas se continuarmos a tratar a política como um reality show desempenhado por amadores baratos", diz Rothkopf, "aumentaremos a probabilidade de que o próximo capítulo da história em curso do capitalismo seja escrito em outro lugar". THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 Fora

da CBF e cuidando da saúde em Miami, onde moram sua mulher e filha, Ricardo Teixeira começa a vender imóveis por aqui.

gibaum@gibaum.com.br

quinta-feira, 15 de março de 2012

3 MAIS:

sua mansão na praia de Portogalo, em Angra, está à venda e também uma fazenda em Piraí, interior do Rio.

k A Lei da Ficha Limpa vai causar vítimas em todos os partidos. Mais segurança «

É uma roleta-russa com todas as balas no revolver.

GILMAR MENDES // ministro do Supremo Tribunal Federal. Fotos: Paula Lima

A ida de Dilma Rousseff ao Congresso, esta semana, mereceu um reforço na segurança raramente visto na história recente do país, quando um Chefe de Governo vai ao Parlamento. Os mais chegados argumentavam que teria sido para conter o assédio dos repórteres e evitar eventuais contratempos em torno da presidente. Nos corredores do Planalto, corria a versão de que o Gabinete de Segurança Institucional está aumentando o número de homens da segurança presidencial para impedir quaisquer imprevistos onde quer que Dilma vá. 333

GOL CONTRA O projeto de Campos Machado,deputadoestadualque controlaoPTBemSãoPaulo,de tentar proibir a venda de cerveja nos bares em mesas na calçada e nas praias do Estado, vem sendo considerado mais do que um gol contra em pleno ano eleitoral. No Rio, Roberto Jefferson, presidente nacional da PTB, acha que, se um projeto desses for aprovado lá, “fecha a cidade”. 333

A partir de junho, por determinação da Anac – Agência Nacional de Aviação Civil, as empresas aéreas serão obrigadas a informar a cada passageiro seu percentual de atrasos e cancelamentos de vôos na hora em que venderem o bilhete. Esse histórico de pontualidade e regularidade será também divulgado por telefone e internet e a esperança é que, com essas novas normas, as companhias passem a tratar melhor seus clientes. Se os índices de pontualidade forem grandes, caberá ao passageiro procurar outra empresa. Por outro lado, nada impedirá que até mesmo o vôo cujo bilhete o cliente esteja comprando, possa se atrasar, gerando os problemas habituais. 333

MAIS DOIS 333 No encontro de amanhã entre Joseph Blatter, da Fifa e a presidente Dilma Rousseff, no Planalto, também Pelé e Ronaldo Nazário estarão presentes. Pelé é embaixador do Brasil na Copa e Ronaldo, integrante do Comitê Organizador Local. A idéia é que os dois possam amenizar o tom das conversas. Blatter vem na condição de vitorioso, depois de conseguir a renúncia de Ricardo Teixeira, que Dilma nunca quis receber no Planalto e seu tom será dos mais cordiais, especialmente depois do tropeção dado pelo secretário da Fifa, Jérôme Valcke.

Conselheira Nesses dias de total turbulência entre o Planalto e o Parlamento e diante da impossibilidade de Lula participar mais da solução do tsunami instalado em Brasília, a presidente Dilma Rousseff que, no ano passado, tinha Antonio Palocci como grilo falante, tomou algumas medidas ouvindo apenas Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais. A ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil (ela estaria às voltas com outros problemas) e Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, não deram nem mesmo palpites. Detalhe: se Lula tivesse participado das mudanças, vetaria Arlindo Chinaglia. Não gosta dele. 333

LUA, 100 ANOS Depois de ser tema do enredo da Unidos da Tijuca, escola vitoriosa do carnaval carioca, Luiz Gonzaga, o rei do baião , cujo centenário se comemora este ano, será o foco de um grande espetáculo de música, com participação de vários artistas, a ser transformado em CD e DVD depois. A produção é da Geo, que já recebeu autorização do Ministério da Cultura para captar, via Lei Rouanet, R$ 1,2 milhão. Também o compositor e parceiro de Gonzaga, Zédantas, será homenageado. Para quem não sabe: a cantora Marina Elali, é neta de Zédantas. 333

Heleno em campo

O ex-líder do governo na Câmara, o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP) e o ex-líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) não tinham intimidade com a presidente Dilma Rousseff. Os novos líderes Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Eduardo Braga (PMDB-AM) têm menos intimidade ainda com a Chefe do Governo. Com agravantes: Chinaglia é considerado insuportável por mais da metade dos parlamentares e Braga, vai na contramão de José Sarney, presidente do Senado e de Renan Calheiros, o que sempre é um mau negócio. Dilma não sabe fazer política, não gosta de fazer e quer que os líderes façam apenas o que ela manda. É seu estilo, se é que se pode chamar desse jeito. Odeia ser contrariada: encara como desafio e até certo ponto, como quebra de autoridade. 333

Quadro pior

MISTURA FINA EM DUAS semanas de exibição, o filme Billi Pig, com Selton Mello e Grazi Massafera, com direção de José Eduardo Belmonte, conseguiu atingir pouco mais de 185 mil espectadores. Os produtores estimavam repetir outros sucessos do cinema nacional, alcançando a marca de um milhão de pagantes nos primeiros quinze dias de exibição. 333

OS SENADORES Romero Jucá (RR) e Eduardo Braga (AM) têm algo em comum, além de integrarem o mesmo PMDB: Antonio Carlos de Almeida Braga, o Kaká, é advogado dos dois. 333

OS DE MELHOR memória lembram que essa não foi a primeira vez que Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF: em 2001, enquanto a CPI da Nike investigava o contrato da empresa com a entidade, ele chegou a redigir a carta de despedida, mas em cima da hora, foi convencido por João Havelange a voltar atrás.

333

333 Depois de ter sido capa do Rolling Stone original em fevereiro, Christina Aguilera, que esteve em São Paulo no ano passado, lançando uma coleção de roupas na C&A, reaparece na capa e ensaio na revista Latina de março, mais magra e exibindo sua nova mania na mão direita: vários anéis (tudo prata) em cada dedo. Ela já vendeu 50 milhões de álbuns em todo o mundo, escorregou no filme Burlesque, está lançando uma linha de batons e continua fazendo shows em todos os cantos, devendo se apresentar no Brasil, ainda este ano.

Lábios de Christina

Falha total Investigado em inquérito na polícia do Rio por suspeita de estupro, de tortura e supostamente de manter vínculos com criminosos, o pastor Marcos Pereira, chefe da Assembléia de Deus dos Últimos Dias, abraçava, sorridente, Dilma Rousseff esta semana, no Senado, durante homenagem às mulheres. E posava para fotos. Quem notou, achou que os cerimoniais do Congresso e do Senado falharam – e mais ainda a tropa de seguranças que acompanhava Dilma.

333

h IN Chá verde.

h

Controle de vôo

O filme Heleno, de José Henrique Fonseca, que conta a história do polêmico jogador do Botafogo na década de 40 (personalidade complicada, gostava de confusão e de elegância, era bipolar e agradava muito às mulheres), ganhou duas premières: uma no Rio, no Kinoplex Leblon, outra em São Paulo, no Cinemark Iguatemi. Rodrigo Santoro, que interpreta Heleno e Alinne Moraes, protagonista (os dois, na primeira foto à esquerda) ganharam os maiores aplausos e, entre tantos, também foram ver as outras jogadas do craque, da segunda foto à esquerda para a direita, Bia Anthony e Ronaldo Nazário, Alice Braga e Malu Mader e Tony Belotto. 333

OUT

DEPOIS de chamar Jérôme Valcker de “vagabundo”, o assessor internacional de Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia, vira e mexe, agora dá entrevistas sobre o panorama econômico brasileiro e até avisa que a taxa de juro (Selic) deverá cair mais ainda, na próxima reunião do Copom.

333

333 O EX-ministro do Esporte, Orlando Silva, que acompanha de longe as movimentações em torno da Copa 2014 e da renúncia de Ricardo Teixeira, do qual era muito amigo, agora morando em São Paulo (será candidato a vereador pelo PCdoB este ano), voltou a estudar Ciências Sociais na Universidade de São Paulo. São quatro dias por semana para concluir 13 disciplinas, receber o diploma e virar sociólogo.

Chá tradicional. QUEM diria: Rita Batista, apresentadora do programa de gossips Muito +, nas tardes da Band, acaba de ser convidada para debutar toda nua nas páginas de Playboy. A apresentadora Adriane Galisteu, que já protagonizou dois ensaios na revista, é quem estaria intermediando as negociações, mais ou menos na condição de madrinha – na área de nudez, pelo que se vê – de Rita. 333

Menos cigarros 333 Na semana que vem, o ex-presidente Lula deverá voltar ao Sírio-Libanês (deixou acertado com seus médicos) para nova avaliação de seu estado de saúde. Enquanto isso, por conta do tumor que tomou conta da laringe de seu marido, com origem suposta até mesmo no tabagismo e consumo de álcool, a ex-primeira-dama Marisa Letícia estaria fazendo grande esforço para reduzir seu consumo diário de cigarros que, até há algum tempo, superava um maço e meio por dia. No apartamento de São Bernardo, ela fuma longe de Lula e Paulo Okamoto, do Instituto Lula, que vai sempre lá, acha que Marisa Letícia está fumando, atualmente, menos de meio maço por dia. Só que não aposta, não.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

5 BASE PR apoiava governo e queria a vaga do ministério dos Transportes.

olítica

OPOSIÇÃO Partido desiste de negociar e parte para a oposição ao governo.

José Varella/Ag. Senado - 06.06.2011

PR ROMPE COM O GOVERNO Sem indicar ninguém para os Transportes, partido decide ir para a oposição.

O

líder do Partido da República (PR) no Senado, Blairo Maggi (MT), anunciou ontem que a bancada rompeu com o governo e que irá para a oposição. O presidente da legenda, senador Alfredo Nascimento (AM), deu o tom da decisão. "Chega, ninguém aqui é moleque. Não tem mais o que negociar", garantiu, depois do encontro de Maggi com a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais. A reação do PR encerrou as negociações com o Palácio do Planalto para indicar o nome do ministro dos Transportes. A sigla tem 7 dos 81 senadores e, desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu, no ano passado, sempre votou alinhado com o Planalto. A crise entre o PR e o governo Dilma começou justamente com a queda de Nascimento, em julho de 2011. Logo após a sua saída, a presidente decidiu manter o secretário-executivo Paulo Passos no comando da pasta e delegou à Ideli a negociação com o PR sobre a indica-

Estávamos negociando a volta do PR ao ministério (...) com a Ideli e decidimos que não tem como seguir nessa negociação. BLAIRO MAGGI ção de um novo nome do partido para o Transportes. Durante todo esse período, Maggi se reuniu dezenas de vezes com Dilma e Ideli para tentar buscar um entendimento. O líder do PR chegou a ser convidado para o cargo, mas não aceitou. "Estávamos negociando a volta do PR ao ministério", contou Maggi. "Sempre deixamos claro que era isso que queríamos. Fui lá no Planalto para conversar com a Ideli e decidimos que não tem como seguir nessa negociação". Então, o líder do PR avisou o governo para não contar mais com a sigla da forma disponível como contava. "Não

significa que é uma oposição raivosa, mas neste momento é um oposição", disse. Na Câmara, o PR tem 40 deputados e a tendência, por enquanto, é de que sigam a decisão dos senadores. A saída do partido, primeiro do governo e, agora, da linha independente que vinha seguindo desde sa queda de Nascimento, piora a situação de Dilma no Congresso. Ela vem enfrentando descontentamentos generalizados nas bancadas aliadas. O rompimento do PR com Dilma se deu um dia após o governo oficializar a troca dos líderes da Câmara e do Senado. Arlindo Chinaglia (PT-SP) assumiu no lugar de Cândido Vaccarezza (PT-SP), na Câmara, e Eduardo Braga (PMDBAM) no lugar de Romero Jucá (PMDB-RR), no Senado. As trocas vieram após rebelião na base aliada no Senado, semana passada, quando senadores rejeitaram o nome de Bernardo Figueiredo para diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), indicação pessoal da presidente Dilma. (Agências)

Marcelo Camargo/Folhapress – 31.01.11

Alfredo Nascimento: "Chega, ninguém aqui é moleque. Não tem mais o que negociar". A decisão foi tomada depois de reunião de Maggi com Ideli.

Blairo Maggi: "Não significa que é uma oposição raivosa, mas neste momento é uma oposição".

Gurgel defende recebimento de denúncia contra Pimentel Procurador-geral envia parecer ao Supremo. Mais um ministro na berlinda?

O

procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer defendendo recebimento de denúncia contra o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. As acusações referem-se à época em que foi prefeito de Belo Horizonte, entre 2003 e 2008. O caso estava na Justiça de Minas Gerais até 2011, quando foi nomeado ministro e passou a ter foro privilegiado no STF. No estado, o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou Pimentel e outras pessoas por irregularidades em convênio para a implementação de câmeras de segurança da capital no valor de R$ 14 milhões. Na ocasião, o MP argumentou ter encontrado indícios de desvio dos recursos. Já no processo que corre no STF, os advogados de Pimentel afirmam

que não houve qualquer irregularidade naquele convênio. Após a apresentação da defesa, o relator do caso no STF, José Antonio Dias Toffoli, enviou o caso à Procuradoria Geral da República (PGR). "Foi apresentada a defesa e o MP entendeu que há elementos para recebimento da denúncia. Estamos encaminhando a manifestação sobre a defesa apresentada. Ao ver do MP, a Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr - 10.09.2011

denúncia deve ser recebida", disse Gurgel. O governo já perdeu 7 ministros por denúncias de corrupção. Entre eles, Alfredo Nascimento (PR), que comandava os Transportes (leia ao lado) e que agora passa para a oposição. (Folhapress) Pimentel: acusações referem-se à época em que ele foi prefeito de BH – de 2003 a 2008.


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

quinta-feira, 15 de março de 2012

A decisão do MPF é tecnicamente irrepreensível e patriótica Wadih Damous, presidente da OAB do Rio de Janeiro

olítica

Edinaldo So

Ministra apoia denúncia do MPF contra coronel Curió

usa/Folhap

ress

Pastas do process contra o coronel Curió acumuladas em Marabá (PA).

No Planalto, interlocutores da presidente Dilma Rousseff dizem que ela está convencida de que não há como rever a legislação da anistia.

A

ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, comemorou ontem a decisão do Ministério Público Federal (MPF) de denunciar, na Justiça de Marabá, no Para, o coronel da reserva Sebastião Curió, pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas, na Guerrilha do Araguaia, em 1974. "É claro que sou favorável à abertura de investigação", afirmou Maria do Rosário. "Acredito que o MPF está fazendo o seu papel", disse, evitando fazer mais comentários sob a justificativa de que precisava conhecer melhor os fatos.

No Palácio do Planalto, interlocutores da presidente Dilma Rousseff afirmaram que o governo está convencido de que está em vigor a Lei da Anistia e, além disso, há uma decisão no Supremo Tribunal Federal (STF) de que não é possível que sejam reabertos crimes ocorridos durante o governo militar. Para o governo qualquer que seja o caso, Curió ou qualquer outro militar, não terá prosseguimento na Justiça. Na avaliação do Planalto, a decisão do STF enterrou esta discussão e não há a menor possibilidade de haver revisão da legislação, como ocorreu em

Ed Ferreira/AE

outros países latino-americanos. Dilma estaria, agora, preocupada em escolher os nomes que vão compor a Comissão da Verdade, embora não tenha definido uma data para anunciá-los. Além disso, o governo insiste em realçar que a comissão não vai trabalhar com o objetivo de perseguir ninguém ou promover a revisão da legislação, já que a Lei da Anistia veda a punição a civis e militares que cometeram crimes políticos ou conexos entre 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979. O ministro da Defesa, Celso Amorim, já havia declarado que com a Lei da Anistia em vigor não há possibilidade de reabrir processos de crimes cometidos por militares: "O MPF é um órgão autônomo e não me pronuncio sobre o que diz o MPF". E acrescentou que o STF já decidiu sobre a Lei da Anistia. Na área militar, a decisão do MPF foi recebida com revolta e

É claro que sou favorável à abertura de investigação. Acredito que o MPF está fazendo o seu papel. MARIA DO ROSÁRIO

indignação. Os militares tratam a iniciativa como revanchismo e desejo de notoriedade por parte de alguns procuradores do MPF. Supremo – Em todo caso, o futuro do coronel da reserva Curió deverá ser definido pelo STF. A expectativa é de que a defesa apresente uma reclamação no tribunal alegando que a iniciativa desrespeita decisão da Corte, que aprovou a anistia de agentes de Estado acusados de violações a direitos humanos. Para denunciar o militar, os procuradores argumentaram que a situação de Curió é diferente. Segundo eles, o militar teve envolvimento no desaparecimento de cinco pessoas contrárias ao regime militar durante a Guerrilha do Araguaia. Como as vítimas não apareceram até hoje, esse seria um crime permanente e, portanto, Curió não poderia se beneficiar da Lei da Anistia. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também acredita que o caso chegará ao Supremo. "É uma questão jurídica nova que terá de ser analisada e eu acredito que vai chegar no STF". Gurgel afirmou ainda que não tem uma posição a respeito da tese defendida pelos procuradores que denunciaram Curió, mas relembrou que quando o STF analisou a Lei da

Dida Sampaio/AE - 05.06.09

Sebastião Curió: no comando das tropas no Araguaia, em 1974.

Anistia deu parecer favorável ao alcance amplo e irrestrito da norma. "A minha posição quando a Lei da Anistia é aquela do parecer que ofereci no STF, de que os fatos estão cobertos pela anistia". No eventual julgamento da reclamação, os ministros do tribunal terão de analisar se Curió poderá ou não se beneficiar de uma tese fixada em duas votações anteriores, envolvendo agentes do regime militar na Argentina. De acordo com Gurgel, o STF autorizou em dois casos a extradição de militares argentinos por entender que o crime de sequestro é permanente, ou seja, só deixa de ser cometido quando a vítima, viva ou mor-

ta, é encontrada. É a tese da nova ação, afirmou Gurgel, lembrando que, como o crime ainda estaria em execução, não seria alcançado pela Lei da Anistia, que especifica um período de tempo. Curió comandou as tropas que atuaram na região do Araguaia, em 1974. Na época, desapareceram Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Corrêa (Lia). Para Wadih Damous, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, a decisão do MPF é "tecnicamente irrepreensível" e "patriótica". (AE)

'Um homem íntegro, aos 77 anos' O comentário é do advogado de Curió. O ministro da Justiça diz não temer reações.

CONVITE A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo - Facesp, a Associação Comercial de São Paulo - ACSP, em parceria com a Receita Federal, convidam Vossa Senhoria para participar da palestra: Novas regras do Imposto de Renda e o FUMCAD Divulgação da nova legislação sobre a destinação de parceria do Imposto de Renda para os Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente Data: 20 de março de 2012, terça-feira Horário: 14h30 às 16 horas Local: Plenária da Associação Comercial de São Paulo Rua Boa Vista, 51 - 9º andar Palestrante: Gioia Matilde Alba Tumbiolo Tosi Coordenadora Regional em São Paulo do Programa Nacional de Educação Fiscal - PNEF Coordenação: Dra. Marília de Castro Coordenadora Geral do Conselho do Terceiro Setor Inscrições gratuitas e informações: Telefone (11) 3244-3405 e-mail: secretariageral@acsp.com.br Realização: Associação Comercial de São Paulo - ACSP Apoio Institucional: Diário do Comércio

O

coronel da reserva Sebastião Curió, que está sendo denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo sequestro qualificado de cinco militantes da Guerilha do Araguaia (leia acima), foi breve, ontem: "Não tenho nada a comentar, um abraço", disse, antes de desligar o telefone. O advogado do militar da reserva, Adelino Tucunduva, foi na mesma linha do cliente. "Estou proibido por ele de falar qualquer coisa antes de tomar ciência do que os jovens procuradores escreveram", disse. "O que eu posso afirmar é que meu cliente é um homem íntegro, com 77 anos e uma vida honrada". Já o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ontem, no Recife, não ter nenhum temor quanto a uma inquietação nas Forças Armadas diante da ação criminal que o MPF ajuizou contra Curió, no Pará. Em entrevista no Palácio do Campo das Princesas, depois da assinatura de adesão do governo de Pernambuco ao programa federal de combate ao crack, Cardozo afirmou que não tinha nenhuma dúvidas de que na "democracia brasileira e no estado de direito, questões que se colocam muitas vezes em relação à ditadura militar são absorvidas dentro da institucionalidade e da legalidade posta". Em seu entendimento, a sociedade brasileira "marcha

ABr

tranquila na busca do seu resgate histórico, na busca da verdade" e está "perfeitamente preparada para que se possa ter uma atuação neste sentido". Ele destacou que a Comissão da Verdade, recentemente aprovada no Congresso Nacional, não tem caráter punitivo, "mas tem a missão de levantar os fatos e colocar para a história brasileira os resultados daquele período sombrio que vivemos". A ação contra Curió foi justificada pelos procuradores a partir do fato de que cinco vítimas dos sequestros e tortura continuam desaparecidas até hoje, o que caracteriza crime permanente, que continua ocorrendo até o aparecimento dos corpos. Dessa forma, de acordo com os procuradores, a ação não fere a Lei da Anistia, que impede o julgamento e condenação por crimes come-

A Comissão da Verdade tem a missão de colocar para a história os resultados daquele período sombrio que vivemos. JOSÉ EDUARDO CARDOZO tidos na época do regime militar e que anistiou os crimes cometidos até agosto de 1979. De acordo com a militante dos direitos humanos e fundadora do movimento Tor tu ra , Nunca Mais, Amparo Araújo, há hoje cerca de 500 pessoas desaparecidas no Brasil, vítimas do regime militar, cujos algozes, em tese, poderiam vir a ser acionados criminalmente na Justiça, a exemplo do coronel da reserva. (AE)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

7 Alguém pretende revogar a lei que convocou a Assembleia Nacional Constituinte??? Reinaldo Azevedo, jornalista

olítica

Reprodução

E

x-analista do Centro de Informações do Exército (CIEx) e líder do manifesto dos militares da reserva com críticas a integrantes do governo que contestam a Lei de Anistia, o general da reserva Marco Antonio Felício condenou ontem a decisão do Ministério Público Federal de denunciar na Justiça Federal em Marabá o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia. "Não conheço o fato que deu origem à denúncia e acredito que ele não tenha acontecido. Mas, se o MPF oferecer a denúncia, vai cair no vazio, porque a Lei de Anistia é ampla, geral e irrestrita", declarou o general. "O coronel Curió está protegido pela Lei de Anistia, conforme ratificado nas declarações do ex-ministro do STF, Luiz Fux". Para ele, a tentativa de reabrir casos de militares "é uma forma de revanchismo de cunho ideológico". Nesta entrevista, concedida por e-mail ao estadao.com,br, e na qual o general pediu para que as suas respostas fossem preservadas na íntegra, ele questiona: "Tendo o ministro da Defesa tentado proibir e inclusive punir os militares da Reserva e reformados pelo exercício de um direito sagrado, previsto na Constituição Federal, que é o direito da liberdade de expressão, nenhuma das entidades tais como a ABI, ABERT, OAB e a imprensa escrita, falada e televisionada, dentre outras, todas tão ciosas a esse respeito, nada declararam no sentido de que tal direito fosse respeitado".

Como o senhor vê esta tentativa do Ministério Público de reabrir casos de desaparecidos no período militar?

Há procuradores que parecem querer acusar militares por acusar, mesmo ao arrepio da lei. Parece uma tentativa de autoafirmação ou revanchismo pleno de viés ideológico. A Lei da Anistia é clara: Ampla, geral e irrestrita e isto foi confirmado, recentemente, quando a OAB, que a havia aprovado em 1979, visando a pacificação da sociedade brasileira, agora, voltando atrás, entrou no STF com ação defendendo interpretação mais clara do Art. 1º no que se refere aos crimes conexos de qualquer natureza, quando relacionados aos crimes políticos. Sem dúvida, pretendia a OAB abrir caminhos, fraturando a tão buscada reconciliação e paz social, para a punição dos agentes do Estado, acusados de crime de tortura. O STF rejeitou a ação, mantendo integralmente a validade da lei. Assim, não há

Manifesto postado na internet pelo Clube Militar contra declarações de ministros do governo Dilma em favor da apuração de crimes cometidos durante o regime militar.

'Será a Comissão do Revanchismo e Inverdade' A reclamação é do general da reserva Marco Antonio Felício, contra a criação da Comissão da Verdade. que reabrir casos de desaparecidos no período militar e que eles, procuradores, alegam que se trata de crime continuado e, portanto, segundo eles, não beneficiado pela Lei da Anistia. A Lei da Anistia está em pleno vigor! Repito: Ampla, irrestrita e geral!

Defesa, incluso com a participação de militares. Enfatizo, também, que alguns "desaparecidos" já apareceram, "belos e fagueiros" esperando a provável e robusta indenização que receberão.

Em alguns países da América Latina os textos das leis de anistia foram revistas e militares O senhor já foi chamado por estão indo a alguém do julgamento e Comando do condenados. O Exército para senhor teme explicar o A Lei da Anistia está que isso possa manifesto ou em pleno vigor! acontecer no recebeu Brasil? alguma Repito: Ampla, punição O caráter irrestrita e geral! conforme foi nacional braGENERAL MARCO ANTONIO anunciado pela sileiro é comFELÍCIO EM RESPOSTA À presidente pletamente INICIATIVA DO MPF NO CASO DO Dilma diferente daCORONEL SEBASTIÃO CURIÓ. Rousseff? queles dos demais países laNão! Por tino americaqual razão deveria ser chamado ou punido? nos, fruto da formação de nossa nacionalidade da qual são as Nada fiz de ilegal. nossas Forças Armadas o verdadeiro berço. São, também, O senhor acha que tem fundamento reabrir estes casos? responsáveis pela unidade nacional e liberdade de que, hoje, Como o senhor classifica esta desfrutamos. Por outro lado, iniciativa? É revanchismo? Não há que reabrir. É ferir a nós militares, de qualquer Lei da Anistia. É uma forma de tempo, não podemos nos esrevanchismo de cunho ideoló- quecer do que está gravado nas paredes do Gabinete do gico. CMT do Exército: "Estaremos sempre solidários com aqueles O senhor acha que o governo que, na hora da agressão e da deveria desestimular este adversidade, cumpriram o dudebate? Estimulá-lo é buscar o con- ro dever de se oporem a agitafronto com segmentos da so- dores e terroristas, de armas na ciedade que querem a concilia- mão, para que a Nação não fosção e a paz social. Que se bus- se levada à anarquia". quem os desaparecidos, se é que existam, sem afrontar a Lei O senhor teme que a comissão da Anistia. Aliás, isso já se faz da verdade conte a história de conduzido pelo Ministério da um só lado?

Procurador nega retaliação em denúncias

A Comissão, pelas declaraPorque os militares mais noções das ministras dos Direitos vos conhecem a realidade dos Humanos e das Políticas para fatos. Nós, os mais antigos, Mulheres, respectivamente, e seus formadores, não usamos de outros membros do gover- a mentira. Ensinamos apenas no, pela organização da mes- a verdade que os comunistas, ma com a indicação de seus hoje, no governo, querem esmembros por quem não pode conder, criando uma nova esser imparcial e pela sua atua- tória e se mostrando como pação unilateral, visando apenas ladinos da democracia, dos dios agentes do reitos humaEstado, será a n o s e d a comissão do justiça, o que revanchismo e n u n c a o f oda inverdade. ram. A verdaEstimular esse Há que se dizer de, a simples debate é buscar o da sua inconsverdade, é que t i t u c i on a l i d aaqui queriam confronto com de. Somente as implantar segmentos da comissões paruma ditadura sociedade que lamentares do proletariaquerem conciliação d o p o r m e i o têm, legalmene a paz social. te, o poder que da luta armaa comissão da da, justificanIDEM verdade terá do a violência ilegalmente. i nd is cr im in ada de que usavam, terrorismo, assassinatos, assaltos, sequesMuitas pessoas ligadas aos tros e justiçamentos, para direitos humanos questionam atingir tal objetivo. A velha por que militares mais novos, que não participaram do regime máxima marxista: "Os fins justificam os meios". Tais assertide 64, que entraram para a vas estão claras em livros Academia Militar até depois escritos por ex- militantes codisso, ainda insistem em munistas e a venda em qualdefender o que aconteceu quer livraria. naqueles anos.

E a Lei dos Mortos?

O

jor nalista Reinaldo Azevedo, em seu blog no site da revista Veja, refuta a argumentação dos procuradores do MPF dizendo que existem "várias leis que obstam os impulsos revanchistas dos companheiros", entre as quais a Lei 9.140, de dezembro de 1995, "aprovada por pressão dos próprios parentes dos desaparecidos e de grupos ligados à causa". O artigo 1º da lei, conhecida como a Lei dos Mortos e Desaparecidos Políticos, define que "são reconhecidos como mortas, para todos os efeitos legais, as pessoas que tenham participado, ou tenham sido acusadas de participação, em atividades política, no período de 2 de setembro de 1961 a 5 de outubro de 1988, e que, por este motivo, tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias". Azevedo afirma que, se são "reconhecidas como mortas, para todos os efeitos legais", as pessoas desaparecidas, então "a argumentação dos procuradores já foi para o brejo", e acrescenta: "Até porque suponho que, 'para todos os efeitos legais', as respectivas famílias foram indenizadas na forma da lei, certo?" O jor nalista lembra também a Lei 6.683, conhecida como Lei da Anistia. "Alguém pretende revogar a lei que convocou a Assembleia Nacional Constituinte???". Pa r a A z eve d o, " o s maiores adversários da Comissão da Verdade são esses procuradores, que deixam claro que persiste o ânimo da revanche. Só pode haver justiça no âmbito do Estado de Direito. Fora dele, vale o arbítrio. E esse é o passado que nós já vencemos".

Reunião do Conselho de Política Urbana - CPU (informações, debates e busca de soluções)

Alexandre Camanho diz que vários países já passaram por essa transição política

O

presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho, afirmou ontem que as denúncias do Ministério Público Federal contra agentes públicos por crimes de sequestro e desaparecimento de pessoas durante a ditadura militar (19641985) "não é um trabalho de revanchismo". Ontem, procuradores denunciaram o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura por sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia (1967-1974). "Não se está reabrindo feridas, é um equívoco se pensar assim", disse. "Essa é uma necessidade do direito ocidental e de países que passaram por esse tipo de transição política. Não é um trabalho de revanchismo, é um trabalho de amadurecimento e de reflexão conjunta", completou Camanho.

TEMA:

Newton Santos/Hype - 28.09.11

“Auto de Licença de Funcionamento Condicionado”

PALESTRANTES: Ronaldo Camargo Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras

Vereador José Police Neto Ives Gandra: "Na minha avaliação, a Lei da Anistia liquidou tudo isso"

Sem êxito – "Tudo indica que haverá uma ação e esta irá para o Supremo. Na minha avaliação, a Lei da Anistia liquidou tudo isso", diz o jurista Ives Gandra Martins. Acrescenta que o Supremo já se posicionou sobre o assunto. Ou seja, "as possibilidades de eles

tentarem reabrir o processo dessa forma são praticamente nenhuma". Para ele, o STF já declarou que a Lei da Anistia anulou os crimes políticos do passado. "Como já houve essa posição, essa tentativa dos procuradores não terá êxito", diz. (AE)

Presidente da Câmara Municipal de São Paulo

Dia: 20 de março de 2012, terça-feira Horário: 10 horas Local: Rua Boa Vista, 51 - 9º andar - Centro - SP


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

quinta-feira, 15 de março de 2012

Até onde o próprio Vaccarezza me informou, as coisas estão bem arrumadas. Arlindo Chinaglia, (PT-SP) líder do governo na Câmara

olítica

Chinaglia minimiza crise com a base Novo líder do governo na Câmara não acredita em estremecimento com partidos aliados e diz que não trabalha com hipótese de base rebelada. Dilma evitou o assunto.

U

m dia após assumir a liderança do governo na Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) minimizou a crise política entre o Planalto e a base aliada no Congresso. Disse que "não trabalha com a hipótese de base rebelada". Chinaglia participou ontem da posse do novo ministro Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) ao lado do novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Em seu discurso, a presidente Dilma Rousseff não fez referência ao desgaste com deputados e senadores aliados. Na saída do evento, ela não respondeu aos questionamentos sobre a crise – apenas cumprimentou os jornalistas. O vicepresidente Michel Temer e líderes do PMDB não quiseram comentar a polêmica. Chinaglia acredita que vai se sair bem na missão de conciliar interesses. "Eventualmente, eu estarei insatisfeito. Isso faz parte. Então, eu tenho de trabalhar os grandes temas compondo os partidos da base. Até onde o próprio líder Vaccarezza me informou, o líder do PT, o líder do PMDB, as coisas estão bem arrumadas". Mas Chinaglia disse que vai dedicar muita atenção no trato com colegas. "Trabalho nós vamos ter frente à responsabilidade de decidir temas relevantes e também para termos uma relação do mais alto nível também com a oposição. Então, vou ter bastante trabalho". A presidente Dilma trocou, na terça-feira, Cândido Vacca-

Sergio Lima/Folhapress

rezza (PT-SP) por Arlindo Chinaglia (PT-SP) na liderança do Governo na Câmara e Romero Jucá (PMDB-RR) por Eduardo Braga (PMDB-AM) no comando governista no Senado. As trocas foram mal recebidas por grande parte da base. Segundo ele, "tensão sempre existiu e é bom que exista". "Eu não estou vendo crise, sinceramente. A tensão é normal", disse, após participar da cerimônia de posse do novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, que substituiu Afonso Florence no cargo.

Tensão sempre existiu e é bom que exista. Eu não estou vendo crise, sinceramente. A tensão é normal. ARLINDO CHINAGLIA Votações – Chinaglia afirmou também que vai discutir com os líderes a votação de matéria polêmicas como o Código Florestal e a Lei Geral da Copa. "Eu tenho de me inteirar daquilo que os líderes estão pensando. E a partir daí a gente vai articular votações quando a gente entender que há segurança para essas votações". Recepção – Bem-humorado, o líder afirmou que recebeu "com muita satisfação" manifestações da oposição. "No plenário, recebi com muita satis-

Chinaglia, Ideli e líderes reunidos. Ela pede "transição harmônica" troca dos articuladores do governo no Congresso.

fação manifestações até de líder da oposição, entendendo que eu possa desempenhar um papel adequado". Na Câmara, mais de 50% dos deputados do PMDB recebidos pelo vice-presidente assinaram manifesto no qual se dizem excluídos das decisões políticas do governo federal. Transição harmônica –A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, pediu uma "transição harmônica" na mudança de líderes da base aliada no Congresso. "Esperamos que essa transição continue harmônica como tem sido a relação do governo com a base até agora. Nós vamos continuar votando matérias importantes. A base nunca nos faltou", disse a ministra. A ministra participou ontem de uma reunião de líderes governistas na Câmara, a primeira sob comando de Chinaglia. Ideli concedeu uma rápida entrevista na qual agradeceu o trabalho de Vaccarezza e de Jucá e procurou enfatizar que o Congresso tem sido "parceiro" e "solidário" com o governo. Depois, a ministra também teve uma reunião com Braga e com os líderes no Senado. (Agências)

Lei da Copa: sem bebida

A

liberação da venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol durante a Copa do Mundo e a Copa das Confederações não serão mais permitidas. A decisão foi tomada ontem na reunião dos líderes da base governista com o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e com o relator da Lei da Copa, deputado Vicente Cândido (PT-SP). Caberá ao relator retirar do texto da Lei Geral da Copa, em análise na Câmara dos Deputados, o artigo que libera venda e consumo de bebidas em

estádios nos eventos esportivos. Cândido disse que diante da decisão, vai retirar o artigo de seu substitutivo a ser votado no plenário da Câmara, na semana que vem. "Entendemos que o governo não tem compromisso com esse ar tigo, não tem compromisso com a Fifa em relação à venda de bebidas nos estádios", disse Cândido, acrescentando que "cabe a nós retirar o dispositivo". Ele afirmou ainda que "pode ter sido induzido ao erro nesse item". Nesse caso, como é posição do governo e há várias rejeições, "a base acha melhor

não encaminhar isso a voto". Ao explicar a mudança de posição em relação à venda de bebidas nos estádios, Chinaglia revelou que as lideranças entenderam que havia um acordo entre o Brasil e a Fifa para a liberação da venda de bebidas. "Havia dúvida se o Brasil havia assumido um compromisso, ao trazer a Copa para o nosso País, que automaticamente haveria a autorização de venda de bebidas alcoólicas no estádios, até porque tem uma lei que proíbe. Agora, ficou claro que o governo não assumiu esse compromisso". (ABr)

Dilma anuncia novo programa no campo Uéslei Marcelino/Reuters

A

o oficializar a troca no comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que a reforma agrária não pode ser vista "pura e simplesmente como distribuição de terra". A declaração ocorre após avaliações, especialmente de movimentos sociais, de que o novo ministro Pepe Vargas foi escolhido no lugar de Afonso Florence devido ao baixo rendimento da pasta em 2011. A presidente também anunciou um novo programa para os agricultores: o Pronacampo. Em 2011, o número de novos assentados foi o mais baixo desde 1995 e ainda houve queda de 44% em relação a 2010. Em seu discurso, Dilma elogiou e defendeu a gestão de Florence. Segundo ela, desde o governo Lula o campo vive um novo modelo. "Essa nova lógica da agricultura familiar não olha a reforma agrária pura e simplesmente como distribuição de terra. Ela não pode ser só isso. Ela tem que ser a forma pela qual se garanta acesso à terra, mas também se garanta as condições de desenvolvimento para as populações que acedem a essa terra".

Dilma e Pepe: reforma deve garantir terra e condições de desenvolvimento para os agricultores.

Dilma sustentou que uma das linhas centrais de seu governo para o setor é reforçar a política de incentivo à agricultura familiar. "De nada adianta a distribuição de terra e a permanência das populações rurais na extrema pobreza". A presidente afirmou que o País precisa democratizar o acesso da terra para milhões de camponeses pobres. "Garantir uma agricultura familiar pujante é condição também para um padrão de qualidade para a reforma agrária". O novo ministro reforçou o

discurso da presidente. E prometeu que vai trabalhar para erradicar a pobreza no campo. Citou como "sonho" a construção de uma classe média rural: "É por isso que queremos fixar no imaginário que o Ministério do Desenvolvimento Agrário é desenvolvimento econômico e com enorme vocação social". Pepe Vargas ainda anunciou que o governo está antecipando as metas do Brasil Sem Miséria para o campo, com previsão de atender 179 mil famílias esse ano (a meta inicial para este ano era 50 mil), sendo que essa

era a previsão calculada para o ano que vem. Pronacampo – Na cerimônia, a presidente afirmou que nos próximos dias deve ser lançado um programa federal para o acesso da educação no campo. "O objetivo é assegurar que essas populações tenham acesso as mesmas condições educacionais e garanta a elas também acesso a educação profissional que possa fazer com que o agricultor tenha filhos com orgulho de que possam ser também futuros agricultores." (Folhapress)


quinta-feira, 15 de março de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

9


10

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012


quinta-feira, 15 de março de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

11


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quinta-feira, 15 de março de 2012

DIREITOS HUMANOS Miliciano congolês é o 1º condenado pelo Tribunal Penal Internacional

nternacional

PRÉVIAS NOS EUA Ultraconservador Rick Santorum vence no Alabama e Mississippi

Scott Olson/AFP

Recepção afegã a Panetta: um carro em chamas.

A

base aérea de Camp Bastion, no sul do Afeganistão, foi alvo de uma tentativa de ataque ontem no momento em que um avião transportando o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta (centro), pousava no local. A ação, que deixou um soldado dos EUA e o agressor feridos, é tida como mais um sinal da tensão que reina no país depois que um soldado norte-americano na província de Kandahar matou no último domingo 16 civis, en-

tre os quais nove crianças. Em meio à escalada do sentimento antiamericano, um afegão dirigindo uma picape conseguiu furar a segurança ao redor de Camp Bastion, uma base sob controle britânico na região de Helmand, e avançou rumo à pista de aterrissagem. O veículo bateu contra uma vala próxima à pista onde o avião de Panetta pousava. A picape pegou fogo, mas as chamas foram apagadas. O afegão foi detido. A hostilidade aos EUA po-

de se acirrar depois que Washington anunciou ontem que o autor do massacre em Kandahar, cuja identidade não foi revelada, foi levado para fora do Afeganistão. Segundo o Pentágono, o suspeito foi transferido devido ao fato de o Afeganistão não possuir as instalações de detenção "apropriadas" para "este tipo de caso". A medida contraria a população e parlamentares afegãos, que exigiam um julgamento do soldado pelas leis locais. (Agências)

INIMIGO EM CASA Ahmadinejad é convocado para depor no Parlamento por desobedecer ao aiatolá. É caso de impeachment?

O

Parlamento do Irã convocou o presidente Mahmoud Ahmadinejad para depor ontem, após ele ter sido questionado sobre o seu governo pelos parlamentares da linha-dura, em uma medida sem precedentes que poderá abrir caminho para um possível impeachment do mandatário se o Parlamento não considerar as respostas satisfatórias. Além de desobedecer ao líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, Ahmadinejad foi questionado por supostamente ter fracassado na administração da economia e por desperdiçar fundos do governo. Menos de duas semanas depois que seus aliados foram derrotados nas eleições legislativas, Ahmadinejad se tornou o primeiro presidente na história do país a ser convocado diante do Legislativo, que tem poderes para destituí-lo. O debate entre deputados leais a Khamenei e um presidente respondendo com provocação expôs publicamente o racha na cúpula do governo. Ahmadinejad respondeu em um discurso de uma hora, transmitido pela TV estatal. Não foram feitas perguntas diretas. Ele negou ter desafiado o poder de Khamenei, quando em abril de 2011 demorou 11 dias para reinstaurar no cargo o ministro da Inteligência, Haidar Moslehi, ligado à linha-dura. Ahmadinejad ainda foi questionado a respeito da dramática alta nos preços, provocada pelo corte de subsídios à energia elétrica e à alimentação, e também por seu suposto fracasso em

Fotos: Atta Kenare/AFP

Na Argentina, é proibido criticar Cristina.

O

Em tom provocador, o líder iraniano responde às perguntas de ultraconservadores, que 'teriam conseguido diploma apertando um botão'.

prover um orçamento para a expansão do metrô de Teerã. O mandatário respondeu que o fim dos subsídios ocorreu por causa das "sanções internacionais" que o Irã sofre por causa do programa nuclear e também da "crise mundial". Ao final do depoimento, Ahmadinejad provocou os deputados dizendo que esperava perguntas mais difíceis. "A pessoa que as escreveu

Tropas de Assad atacam o berço da revolta na Síria Irã ajudou líder a enfrentar levante, diz jornal.

T

ropas do governo sírio dispararam morteiros e metralhadoras ontem na cidade de Deraa, no sul do país, impelidas a esmagar a rebelião contra o presidente Bashar al-Assad onde a revolta começou há um ano, após terem retomado o controle de Homs, na Síria central, e de Idlib, no norte do país. Segundo ativistas, pelo menos 20 pessoas foram mortas ontem em Deraa. Kofi Annan, enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe, disse ter recebido de Damasco uma resposta sobre o plano de paz que ele apresentou no fim de semana, e que ainda espera outros

esclarecimentos. "Mas, dada a grave e trágica situação no terreno, todos devem perceber que o tempo é essencial", disse Ahmad Fawzi, porta-voz de Annan, em nota divulgada em Genebra. Annan falará na sextafeira sobre o tema ao Conselho de Segurança da ONU. Após a retomada de Idlib, que se completou na terça-feira, as forças do governo lançaram ontem ataques a Deraa, local de nascimento dos protestos contra Assad em meados de março de 2011. "Casas estão sendo atacadas por bombardeios aleatórios com tiros, granadas de propulsão e mísseis antiaéreos", disse um morador de

certamente conseguiu seu diploma de formatura apertando num botão", disse o presidente. Apesar dos ataques, analistas dizem que há poucas chances de que um impeachment ocorra, já que a queda de Ahmadinejad, que ainda tem um ano e meio de mandato, abriria uma crise sem precedentes no país. Alerta - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu ontem que a janela de Deraa que se identificou como Mohammed à Reuters. Vazamento - O Irã auxiliou o presidente sírio sobre a forma de enfrentar o levante popular, segundo mostra o conteúdo de milhares de e-mails do líder sírio publicados ontem pelo jornal britânico The Guardian. O diário teve acesso a mais de 3 mil documentos que a oposição síria interceptou de contas na internet de Assad e de sua mulher, Asma, que revelam como a Síria recebeu conselhos de Teerã. Os documentos oferecem ainda, "um retrato da família Assad isolada pela crise, mas que continua desfrutando de uma vida cheia de luxos". Neste sentido, os e-mails revelam como Asma gasta milhares de dólares em compras pela internet de objetos de design como candelabros e mesas procedentes de Paris. Já Assad utiliza um endereço norte-americano para driblar as sanções dos EUA e poder se conectar a páginas de entretenimento em seu tablet e baixar música "dance" no iTunes. (Agências)

oportunidade para uma solução negociada para o programa nuclear do Irã "está se fechando". "No passado houve uma tendência do Irã de postergar essas negociações", disse Obama em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron. Mais cedo, os EUA pediram à Rússia para advertir o Irã de que o país tem uma última chance de negociações, em

abril, para evitar ataques militares contra seu programa nuclear, informou ontem o diário russo Kommersant. A resposta não demorou muito. Poucas horas depois, o Irã fez um pedido formal para que seja fixada uma data para o reinício das negociações com as seis potências sobre o controverso programa nuclear, informou a agência estatal de notícias iraniana Irna. (Agências)

governo de Cristina Kirchner foi acusado de censura ontem por internautas e meios de comunicação da Argentina após um corte brusco em uma entrevista com o ex-chefe de gabinete argentino, Alberto Fernández, no momento em que criticava a mandatária. Em um programa da emissora de televisão C5N na terça-feira à noite, o ex-ministro detalhou ao apresentador Marcelo Longobardi as inconsistências do programa fiscal de Cristina, com crescentes e elevados gastos. Quando se preparava para revelar os bastidores da briga da Casa Rosada com a YPF e as demais petrolíferas, que estão pressionadas para aumentar seus investimentos no país, o programa foi tirado do ar. Em entrevista a uma rádio local ontem, Fernández contou que "estava falando e escutei a música da vinheta e pensei que tinham cometido um erro, mas Longobardi me disse: suspenderam o programa". Segundo o exministro, o apresentador "estava muito angustiado". O dono do canal, Daniel Hadad, com fortes vínculos com a Casa Rosada, argumentou que "o programa tinha passado do horário". O governo não comentou as acusações. (Agências)

TRAGÉDIA NA SUÍÇA Ônibus belga que levava crianças bate em túnel, matando 28 pessoas. Denis Balibouse/Reuters

U

m acidente envolvendo um ônibus de turismo, que bateu contra a parede de um túnel nos Alpes suíços, matou 22 crianças e seis adultos que voltavam das férias em uma estação de esqui. Dentre as vítimas, 21 são belgas e sete, holandesas. O acidente deixou ainda 24 feridos, de pelo menos quatro nacionalidades diferentes. Segundo a agência Ansa, foi o pior acidente rodoviário em 30 anos na Suíça. Não se sabe o que provocou o acidente. A polícia da Suíça informou que o ônibus não estava em alta velocidade, que não houve outros veículos envolvidos e que todos estavam usando cinto de segurança. O túnel tem pista dupla e é bem sinalizado. O ônibus, que viajava com 52 pessoas, principalmente crianças com idade em torno de 12 anos, acidentou-se próximo à cidade suíça de Sierre, às 21h15 (horário local).

Polícia suíça descreve local do acidente como um 'cenário apocalíptico'

Segundo a polícia, o ônibus tinha acabado de entrar na estrada depois de descer o vale. Após viajar cerca de dois quilômetros, o ônibus colidiu no meio-fio e derrapou na área de emergência do túnel. A frente do ônibus ficou destruída e pessoas ficaram presas nas ferragens. Os investigadores trabalham com três hipóteses

para o acidente: um problema técnico com o ônibus, erro humano ou um problema de saúde do motorista, que também morreu. O ônibus voltava à Bélgica de um acampamento de esqui em Val d'Anniviers, um resort nos Alpes, na fronteira com a França. O primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, decretou luto nacional. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

c

13 Danilo Verpa/Folhapress

FALHA NO SISTEMA Problemas técnicos em composições do metrô e da CPTM complicaram a vida do paulistano, ontem de manhã. Muitos passageiros chegaram atrasados no serviço ou na escola.

idades

Problemas técnicos travam CPTM e metrô Manhã de ontem foi tumultuada para os passageiros que dependem do transporte sobre trilhos. Apenas no metrô, 165 mil pessoas foram prejudicadas. Na CPTM, 30 mil.

D

Moacyr Lopes Jr./Folhapress

ois problemas isolados em linhas importantes e lotadas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô deixaram reflexos em toda a operação dos trens no começo da manhã de ontem em São Paulo. Plataformas foram fechadas, filas gigantescas se formaram e houve esperas de até meia hora para embarcar em um trem. Muita gente chegou atrasada no trabalho ou na escola. As falhas nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô de São Paulo prejudicaram 165 mil passageiros, segundo informações da companhia. Já um problema na Linha 9-Esmeralda da CPTM afetou cerca de 30 mil usuários. No metrô, um problema em um trem na Linha 3, às 6h46, na Estação Pedro II, fez com que a composição fosse esvaziada e retirada de circulação. Segundo a empresa, por volta das 7h30 a situação começou a se normalizar. Mas, às 8h20, as plataformas continuavam cheias na estação da Sé, a principal da rede. Na Linha 1, os passageiros enfrentaram problemas por volta das 7h30, quando um trem que seguia para o Jabaquara, na zona sul, apresentou problemas de tração entre as estações Vila Mariana e Santa Cruz. O trem foi esvaziado, mas, devido ao problema, as composições passaram a circular com redução de velocidade e maior tempo de parada nas estações. A circulação foi normalizada por volta das 8h. Os usuários dos trens da CPTM demoraram para embarcar devido a um defeito no sistema de energia na Linha 9Esmeralda. Por causa do problema, os carros circularam por uma única via, entre as estações Granja Julieta e Santo Amaro, na zona sul, desde as 6 horas da manhã. Os usuários da Linha Lilás do Metrô também foram prejudicados por causa dos prob l e m a s . D e a c o rd o c o m a CPTM, a circulação dos trens voltou ao normal por volta das 8h30. Os usuários foram avisados pelo sistema de som das estações e dos trens. O Plano de Apoio Entre Empresas Frente a Situações de Emergência (Paese) não foi ativado. Passageiros – "Meu percurso de Carapicuíba a São Paulo foi normal, mas a partir da estação Osasco começou a mi-

Danilo Verpa/Folhapress

Acima, operador orienta passageiros na estação Sé do metrô, para evitar tumultos. Problema técnico teve reflexos em várias linhas e houve superlotação dos trens no pico da manhã (ao lado).

nha tristeza", afirmou o vendedor Alison Aparecido Chagas, 18, que trabalha em uma loja no Terminal Santo Amaro. Ele contou que saiu às 5h de Carapicuíba, na Grande São Paulo, e chegou ao trabalho apenas às 8h. Segundo Chagas, ele consegue chegar ao terminal por volta das 6h30, em dias normais. O editor Rafael Sguifato, 27 anos, tentou pegar um trem da CPTM na estação Grajaú, mas desistiu após esperar por cerca de uma hora e voltou para casa. Segundo ele, todas as composições que passaram estavam lotadas. "É complicado. É uma situação que não acontece a cada dois ou três meses, é recorrente", afirmou. (Agências)

Hélio Torchi/AE

SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL

Bandidos abandonaram carro depois de o alarme da loja disparar

Gangue da marcha à ré ataca outra vez

A

o estilo da "gangue da marcha à ré", criminosos tentaram ontem furtar uma loja de produtos esportivos na rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros. Por volta das 4h, os ladrões utilizaram um

Ford EcoSport para arrombar a porta da loja. Eles fugiram após o alarme disparar, deixando para trás o carro. A polícia não sabe informar se os criminosos conseguiram furtar algum produto da loja. Em agosto de 2008, ladrões furtaram a mesma loja arrombando a vitrine com um carro em marcha à ré. Eles levaram R$ 25 mil em mercadorias. (Folhapress)

Torna público que realizará nos dias e hora a seguir determinado: Pregão Presencial n°: 034/2012 - Processo nº 2012-0.047.938-2 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA O FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS VIDEOENDOSCÓPICAS NAS ESPECIALIDADES - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data da Abertura: 28/03/2012 - às 09:00 horas Endereço: Rua Frei Caneca nº 1398/1402, 2º andar - Consolação - São Paulo Capital. Custo do Edital: R$ 7,35 Pregão Presencial n°: 035/2012 - Processo nº 2012-0.047.918-8 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS GERAIS E ESPECIALIDADES - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data da Abertura: 28/03/2012 - às 09:00 horas Endereço: Rua Frei Caneca nº 1398/1402, 2º andar - Consolação - São Paulo Capital. Custo do Edital: R$ 6,45 Pregão Presencial n°: 036/2012 - Processo nº 2012-0.052.115-0 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS ARTROSCOPIA - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data da Abertura: 28/03/2012 - às 09:00 horas Endereço: Rua Frei Caneca, nº 1398/1402 - 2º andar - Consolação - São Paulo Capital. Custo do Edital: R$ 7,50 Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, nº 1398/1402, 9º andar - Consolação - São Paulo - Capital, das 9:00 às 16:00 hs ou mediante depósito em nome da Autarquia Hospitalar Municipal - Conta Corrente: 5415-1 Agência: 1897-X (Banco do Brasil) - (Apresentar comprovante do depósito).

SECRETARIA DA SAÚDE COMUNICADO RETIFICAÇÃO DE EDITAL Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 022/2012 - Proc. 2012-0.041.145-1 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS BUCOMAXILOFACIAIS COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 22/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 08/03/2012 pág. 145. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 023/2012 - Proc. 2012-0.049.678-3 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS E NEUROLÓGICAS - COLUNA 1 - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTECENTES A AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 22/03/2012 às 14:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 024/2012 - Proc. 2012-0.041.130-3 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - JOELHO - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 26/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 13/03/2012 pág. 90. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 025/2012 - Proc. 2012-0.041.164.8 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - MÃO E PÉ - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTECENTES A AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 26/03/2012 às 14:00 horas, publicado no DOC dia 13/03/2012 pág. 90. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 027/2012 - Proc. 2012-0.047.877-7 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS E NEUROLÓGICAS - COLUNA - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 22/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 028/2012 - Proc. 2012-0.062.023-9 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - TRAUMA 2 - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 23/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 029/2012 - Proc. 2012-0.041.169-9 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - TRAUMA COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 23/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 030/2012 - Proc. 2012-0.041.113-3 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS QUADRIL E OMBRO - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 26/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 13/03/2012 pág. 90. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 033/2012 - Proc. 2012-0.041.171-0 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - TRAUMA 1 - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 26/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 13/03/2012 pág. 90, o seguinte: DO EDITAL 8.2 DA PROPOSTA COMERCIAL Excluir a exigência de apresentação de Laudo contida nos itens 8.2.7.2 e 8.2.7.2.1. DO ANEXO I IV - DOCUMENTAÇÃO DE HABILITAÇÃO Excluir a exigência de apresentação de Laudo contida no item 4.2 do Anexo I do Edital. As datas de abertura dos certames e as demais cláusulas e condições permanecem inalteradas.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14 -.LOGO

quinta-feira, 15 de março de 2012

Homo soccers, ou melhor, craque www.dcomercio.com.br

Brincadeira do artista Mau Russo sobre a evolução dos hominídeos pelos pés: do australopitecos ao homo soccers, que teria cravos nos pés para melhor jogar futebol. http://bit.ly/A3S12y

Óculos de barril A marca Shwood produz óculos de sol de madeira de barris de uísque da marca Bushmills. www.shwood shop.com

L ONDRES 2012

Ronaldinho na lista; Kaká, não O técnico Mano Menezes anunciou ontem a pré-lista de 52 convocados para a seleção brasileira que disputará os Jogos Olímpicos de Londres 2012, na qual se destacam a presença de Ronaldinho Gaúcho e a ausência de Kaká. Além de Ronaldinho, outros 15 jogadores convocados já ultrapassaram a idade olímpica (nasceram antes de 1º de janeiro de 1989), entre eles Jefferson (Botafogo), Julio César (Inter de Milão), Daniel Alves (Barcelona),

Marcelo (Real Madrid), Dedé (Vasco), Thiago Silva (Milan), Hulk (Porto) e Jonas (Valencia). Entre os atletas em idade olímpica da lista estão Neymar, Paulo Henrique Ganso (Santos) e Leandro Damião (Internacional). A lista atual será modificada no dia 8 de julho, quando Mano divulgará uma lista de 35 jogadores e a previsão é que dois dias depois apresente a relação definitiva de jogadores que disputarão os Jogos Olímpicos.

AUSTRALOPITECOS 4 a 1,2 milhão de anos a. C.

Vacas leiteiras ao redor do mundo estão em luto pela morte de "Jocko", considerado o terceiro touro de reprodução mais potente, que morreu de causas naturais deixando ao menos 400 mil descendentes. Jocko Besne teve uma carreira de 17 anos de doação de cerca de 1,7 milhão de amostras de esperma usadas na França e em outros países para manter viva a raça de

gado Prim'Holstein, a principal variedade de vacas de ordenha preto-e-branco usadas na França. Oficialmente, Jocko é creditado como pai de ao menos 161.888 animais em 21 países, pois nem todas as nações mantêm registros. Ao invés de se tornar carne premium para consumo, seu corpo será enviado ao museu de história natural de Paris, onde sua "façanha" será estudada.

HOMO SOCCERS a partir do século 40

M ÍDIA

O fim de um ícone

A GROPECUÁRIA

Jocko, o touro com 400 mil descendentes

HOMO SAPIENS 10 mil anos a. C. ao presente

E

m consequência do domínio do mercado de publicações digitais, a mais antiga enciclopédia em inglês ainda impressa passará agora apenas para o mundo digital. A Enciclopédia Britânica, que tem sido impressa continuamente desde 1768, não terá mais a coleção impressa de 32 volumes, disponível a cada dois anos, que era vendida por US$ 1,4 mil. Uma assinatura online custa cerca de US$ 70 por ano e a empresa recentemente lançou

uma série de aplicativos entre US$ 1,99 e US$ 4,99 por mês. A empresa disse que continuará vendendo as edições impressas

até o término do estoque atual, de cerca de 4.000 coleções. A Enciclopédia Britânica está na internet desde 1994. (Reuters)

E M

C A R T A Z

ARTE

Thomas Peter/Reuters

Lançamento do livro de arte de Oscar Araripe. Rua Fradique Coutinho, 963, Vila Madalena, tel.: 3096-4493. 19h30. T ECNOLOGIA AFP

Em nova rede social, o DJ é você

Pedra falsa

F OTOGRAFIA

Cara do peixe Todos conhecem a série de fotos de pessoas e os cães com os quais se parecem. O fotógrafo Ted Sabarese acha que as pessoas se parecem, mesmo, com peixes e fez uma série para provar isso. http://bit.ly/w0UEec

L

Imagem de folheto da Autoridade de Antiguidades de Israel mostra a "inscrição de Joás de Judá", uma das peças apresentadas no julgamento do comerciante de antiguidades israelense Oded Golan, no Tribunal de Jerusalém, que foi acusado de cometer fraude na produção de relíquias. Golan foi absolvido.

O TEMPO PASSA - Homem observa a instalação "Red Concave Circle" ("Círculo Vermelho Côncavo", do artista De Wain Valentine em uma exposição sobre a hora padrão do Pacífico. A exposição acontece na galeria Martin-Gropius-Bau, em Berlim, Alemanha.

Foi apresentada ontem no festival South by Southwest (SXSW), que acontece em Austin, no Texas, o Turntable.fm, uma nova rede social de música que permite que os usuários toquem músicas para outros em salas de bate-papo online. L OTERIAS Concurso 726 da LOTOFÁCIL 01

02

04

07

09

10

11

13

14

15

16

20

21

24

25

Concurso 1227 da LOTOMANIA 03

05

06

11

18

20

21

24

29

34

36

39

42

49

55

57

62

64

80

94

Concurso 1371 da MEGA-SENA 03

04

08

11

47

Concurso 2847 da QUINA 37

39

45

52

71

49


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

e

15

conomia

Compras coletivas: desafio é a profissionalização.

Nova modalidade de consumo na internet faturou R$ 1,6 bilhão em 2011 e teve 10 milhões de consumidores. Para crescer, deve melhorar o atendimento.

Newton Santos/Hype

Rejane Tamoto

D

epois de registrar uma evolução ráp i d a n o f a t u r amento no ano passado, os sites de compras coletivas devem manter a rota de crescimento em 2012 de olho na profissionalização e na segmentação, segundo o sócio-diretor do site Save Me, Guilherme Wroclawski. O setor faturou R$ 1,6 bilhão em 2011, com 9,98 milhões de consumidores e 20,49 milhões de pedidos. O crescimento foi veloz em relação a 2010, quando o setor faturou R$ 210 milhões com a atuação de 50 sites. Neste mês, quando se comemora o Dia do Consumidor (hoje, dia 15), essa modalidade de comércio eletrônico completa dois anos. Desde novembro do ano passado, o site Save Me, conta com o Info Save Me, uma base de dados que reúne informações de 800 sites de compras coletivas que oferecem ao menos uma oferta por semana. O Info Save Me monitora sites de compras coletivas e faz a checagem das ofertas com os estabelecimentos participantes, por meio de uma metodologia desenvolvida pelo e-bit. Segundo Wroclawski, em novembro, o número de sites de compras coletivas era maior, de 870. "Desde o ano passado, o consumidor se mostra mais exigente e novas leis foram criadas para regular esse mercado. Quem não se profissionalizou fechou as portas", afirma Wroclawski. A

O cupom de desconto ainda não entrou no gosto do brasileiro para ser dado como presente. GUILHERME WROCLAWSKI, DO SITE SAVE ME

profissionalização, nas palavras do diretor, significa escolher bons parceiros comerciais e principalmente fazer um bom pós-venda junto ao consumidor. Mesmo com a aquisição das operações do site espanhol Groupalia pelo Peixe Urbano, na semana passada, o diretor do Save Me diz não acreditar em uma tendência de concentração do mercado entre os grandes players. "Boa parte desse mercado está cada vez mais segmentado por municípios e estados ou por temas de interesse, como viagens e produtos femininos. São sites de médio porte, que conseguiram atingir uma operação financeira saudável", afirmou. Para ele, a aquisição realizada pelo Peixe Urbano está ligada a uma estratégia de internacionalização do site para a América Latina. Wroclawski explica que os sites segmentados geograficamente acabam interagindo com o consumidor de maneira mais próxima. "São empresas que estão atendendo bem as

duas pontas da cadeia, o comerciante e o cliente, e conseguem divulgar boas ofertas. Os que oferecem de tudo e acabam concorrendo com grandes sites acabam se fundindo", disse. O diretor do Save Me disse que ainda não reuniu os números consolidados sobre a segmentação, mas destaca que a maior participação no faturamento do setor está concentrada em cinco capitais, segundo dados de janeiro: São Paulo (14,5%), Rio de Janeiro (9,5%), Belo Horizonte (2,5%), Brasília (2%) e Salvador (2%). Segundo o Info Save Me, as categorias que mais atraíram os consumidores em janeiro foram hotéis e viagens (34%), produtos (21%) e saúde e beleza (18%). Mas os segmentos de maior representatividade em termos de faturamento foram o de bares e baladas e gastronomia, que têm tíquetes médios menores, entre R$ 23,15 e R$ 21,89, respectivamente, segundo dados de janeiro. Em média, o setor fatura R$ 30 milhões por semana, mas dados do Info Save Me mostram que há sazonalidade. O faturamento mensal dos sites de compras coletivas, segundo Wroclawski, foi de R$ 98 milhões no mês passado, e de R$ 91 milhões em dezembro. "Houve uma pequena redução nos meses de férias em relação a novembro, quando o setor faturou R$ 115 milhões. O cupom de desconto ainda não entrou no gosto do brasileiro para ser dado como presente, exatamente pelo tempo de recebimento e agendamento", afirmou Wroclawski.

O consumidor dos sites de compras coletivas está mais exigente e novas regras foram criadas para o setor

A vez da inteligência artificial Reprodução

Fátima Lourenço

A

exemplo do que acontece no varejo tradicional, o comércio eletrônico também está atento às mudanças de comportamento do consumidor e às soluções que possam alavancar as vendas via web. Um estudo da empresa especializada em comércio eletrônico, e-bit, em parceria com a eBehavior, de marketing comportamental, apontou que as lojas virtuais dotadas de ferramentas de behavioral targeting (como as que lembram outros produtos comprados por quem adquiriu item igual ao que o internauta está comprando) contabilizam maior sucesso de vendas, comparadas às concorrentes da web sem essas soluções. "São ferramentas de inteligência artificial muito importantes para as lojas virtuais que querem oferecer a melhor experiência de compra para o consumidor", comenta o diretor-geral da ebit, Pedro Guasti. A pesquisa da eBehavior para a e-bit (considerando vendas de ventiladores entre agosto de 2011 e fevereiro de 2012) mostrou incremento de pedidos de 654% no comércio virtual dotado dessas ferramentas, ante variação de 353%

Justiça suspende punição do Procon contra sites da B2W

O

Lojas virtuais querem oferecer a melhor experiência de compra ao consumidor moderno

observada nas lojas do ecommerce sem elas. Há muitos detalhes a serem observados pelos lojistas do ramo para se entender o e-consumidor. Levantamento da e-bit aponta, por exemplo, que mais da metade dos consumidores que compararam preços de eletrodomésticos, informática, eletrônicos e telefonia no Buscapé, ou no Bondfaro, compraram até um dia após a pesquisa; 75% deles efetuaram a compra em até uma semana. Entraves Em linhas gerais, segundo análise de

Guasti, os entraves iniciais para a expansão do ecommerce local – como a resistência em comprar, para só receber depois, e a própria dificuldade de inclusão digital – estão praticamente superados. Entre os maiores desafios, ele relaciona a logística, com impacto direto nas condições de entrega; a guerra tributária, que encarece a compra virtual para consumidores de alguns estados; e a falta de profissionais qualificados para atuar no setor. Soluções criativas – A Câmara Brasileira de

Comércio Eletrônico (camara-e.net), entidade que congrega diferentes setores da economia digital, aproveita o Dia do Consumidor para convidar o comprador da internet a enviar "soluções criativas" que possam fortalecer o setor e o comércio eletrônico. A melhor ideia apresentada, de acordo com a camara-e.net, será premiada com R$ 5 mil. O acesso ao hotsite (www.diadoconsumidor. com.br) estará aberto entre 19 de março e 19 de abril e a ideia vencedora será conhecida no início de maio.

juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, Evandro Carlos de Oliveira, deferiu ontem pedido de liminar requerido pela B2W e suspendeu os efeitos da decisão do Procon de São Paulo que determinava a suspensão dos sites da empresa. Em decisão publicada ontem no Diário Oficial de São Paulo, o Procon suspenderia as vendas nos três sites da B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime) por 72 horas, a partir de hoje, além de aplicar uma m u l t a d e R$ 1,744 milhão. As medidas foram tomadas por causa de um aumento de 180% no número de reclamações de consumidores feitas em 2011 em relação ao ano anterior. O número de atendimentos relativos a problemas com os sites da B2W saltou de 2.224 em 2010 para 6.233 em 2011, sendo a maioria das ocorrências pela falta de entrega ou defeito do produto. "Isso é um descaso. Fizemos várias tentativas chamando a

empresa para o diálogo no Procon, mas o problema não foi resolvido", afirmou o diretor executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Góes. Procurada, a B2W não se pronunciou sobre o assunto. O consumidor que tiver problemas com a entrega de produtos e serviços deve procurar um dos postos do órgão. Juristas – O Senado recebeu ontem propostas de juristas que pretende modernizar o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Há 20 anos, quando o CDC foi criado, mal existia a internet. A proposta prevê seção especial para cuidar do comércio eletrônico. Os juristas sugerem regra que proíbe o envio de spams, que só poderão ser mandados se o consumidor autorizar. Além disso, as informações sobre o fornecedor terão que aparecer em destaque na página na internet. No caso de ofertas, o vendedor vai ter que informar o período exato da entrega e o prazo de validade da promoção. (Agências)

Leia mais sobre o assunto na pág. 17.


16 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

e

17 O Procon recebeu 36 reclamações de consumidores contra quatro sites de compras coletivas em 2010. No ano passado, foram 1.064 queixas.

conomia

Como gerar negócios com os descontos

Cartilha e Selo para dar mais qualidade

M

Empresas se beneficiam com o sistema de compras em grupo, mas têm de estar preparadas para atender. Karina Lignelli

Paulo Pampolin/Hype

A

s vendas "absurdas" das clínicas do segmento de depilação a laser, que anunciavam nos sites de compras coletivas, fizeram com que o presidente da rede Espaço Laser, Ygor Moura, enxergasse uma "oportunidade de mercado", lá no ano 2010. Mas o empreendedor se assustou com a primeira oferta anunciada: foram vendidos 1,8 mil pacotes de depilação das axilas. "Todos os clientes que compraram queriam marcar sua sessão e serem atendidos o quanto antes – o que gerou certo desconforto, no começo. Mas nos adaptamos", conta. A experiência da Espaço Laser é um exemplo de como aprender na prática as estratégias desse mercado com alto potencial de crescimento e, principalmente, como conseguir amadurecer nele. Uma das anunciantes pioneiras nos sites de compras coletivas desde 2010, com presença garantida em grandes players como GroupOn, ClickOn e Peixe Urbano, a rede é um exemplo que representa a profissionalização pela qual a modalidade de comércio eletrônico vem passando. Neste mês de março, quando a explosão dos sites de compras coletivas completa dois anos, a conclusão é que, depois do boom inicial, só se mantém em atividade – e só entra para fazer bons negócios – quem entende o verdadeiro objetivo deste mercado: que mais do que vender, anunciar nesses sites funciona como uma ferramenta de marketing para fidelizar clientes. A informação é de Guilherme Wroclawski, sócio-diretor do site SaveMe e do InfoSaveMe, base de dados que monitora mais de 400 sites de compras coletivas ativos no Brasil. De

Moura, proprietário da Espaço Laser: gargalo do atendimento telefônico foi resolvido com investimento em call center.

acordo com ele, o conceito que se tinha no início, de que, ao anunciar nessa modalidade de comércio eletrônico, "quanto mais vender, melhor", virou lenda. Sob a nova ótica, o mote para estabelecimentos anunciantes virou "quanto mais clientes fidelizar, melhor". Por ser um mercado que está se consolidando, usar anúncios nos sites de compras coletivas como ferramenta de marketing é muito útil, já que o estabelecimento sabe o recall dessa estratégia, e a efetividade do seu anúncio pela quantidade de cupons vendidos. "É difícil encontrar outra ferramenta de comunicação parecida, que tenha retorno tão eficaz. E isso só trabalhando com margem de lucro, sem necessidade de ter dinheiro em caixa", ressalta o executivo. Moura, da Espaço Laser, confirma. Segundo ele, apesar

das vendas terem triplicado nesses dois anos, a rentabilidade diminuiu. "Nenhum produto com 90% de desconto gera lucro. Mas gerou retorno em forma de publicidade, e ajudou a atrair clientes para outros produtos", disse. Profissionalização – Mas, como ampliar os negócios com as compras coletivas e evitar problemas? Em meio à explosão do setor, alguns fatores puseram em xeque a credibilidade deste mercado, como sites que foram desativados, por não repassar aos fornecedores pagamentos realizados pelos clientes, ou anunciantes que não deram conta do número de atendimentos vendidos – e prejudicaram seus negócios. De acordo com Wroclawski, tudo se resume em uma palavra: planejamento. O cliente que adquire cupons desses sites, seja de um restaurante ja-

ponês, uma clínica de estética ou uma viagem, não quer apenas pagar pouco, mas ter a melhor experiência possível. Por isso, é essencial estar muito bem preparado para atender a toda essa clientela, inclusive, fazendo adaptações ou até investimentos em pessoal, software, ou agenda, caso seja necessário, explica. "Os sites também têm influência direta nisso. Antes de usar a ferramenta, é essencial saber o retorno, o comprometimento que cada um tem, e também a segmentação", afirma. Usar essa ferramenta é um bom ponto de partida para novos empreendedores, diz Wroclawski. Mas, para quem não sabe utilizar bem, pode atrapalhar os demais negócios, pois o consumidor experimenta o estabelecimento, não só as ofertas específicas. "Na verdade, a compra coletiva parece não ter custo nenhum na geração da oferta nos sites para o fornecedor. Mas

tem um custo que pode ir contra, caso não atenda ao 'fim' dela, que é a experiência do usuário", diz. "Quem procura o estabelecimento quer ser bem tratado. O empreendedor que abre mão de sua margem deve oferecer a melhor experiência possível para o cliente voltar e recomendar o produto ou serviço, claro", destaca. Foi o que a Espaço Laser fez com o gargalo inicial do atendimento telefônico – em que as pessoas pensavam "comprei o pacote e quero ser atendido já", segundo Moura –, resolvido com investimentos nos sistemas de telefonia e call center. "Depende sempre de novos investimentos para continuar. É uma bola de neve. Hoje, a venda coletiva virou prateleira de produtos e serviços, não tem mais a explosão de oportunidades. É preciso fazer bonito para manter os clientes cativos. Isso é o marketing, trazer gente e fazê-las gostar dos produtos", ensina Moura.

esmo com o grande potencial do mercado de compras coletivas, desencontros, problemas em atender às demandas e reclamações não só de clientes, mas de fornecedores que não tiveram boas experiências no setor, levaram o comitê de Compras Coletivas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e. Net) a lançar a Cartilha e o Selo de Qualidade do segmento. Nascidos de uma discussão entre vários órgãos, inclusive a Fundação Procon, o objetivo é orientar os consumidores para realizarem essas compras com qualidade e segurança. Entre algumas regras básicas para pautar a conduta do setor, estão a postagem do CNPJ e endereço da empresa no site, além de oferecer um serviço de atendimento consumidor adequado ao volume de cupons oferecidos. Também é recomendado ficar atento às regras e detalhes da oferta, como prazos, horários, frete, custos e extras e validade do cupom. Já o selo será concedido aos sites que cumprirem o Código de Ética e Autorregulamentação da Câmara-e.Net. A iniciativa, de acordo com a Câmara, partiu dos sites que participam do comitê, composto pelo ClickOn, Peixe Urbano, GroupOn, Viajar Barato, Clube do Desconto e Imperdível. Os players, juntos, representam 85% do mercado brasileiro de compras coletivas. "Neste mercado nascente, se alguma empresa tem comportamento inadequado, todos sofrem consequências. É preciso responder aos desafios do atendimento ao consumidor, e indicar bons procedimentos para publicação de ofertas", diz a coordenadora do comitê de compras coletivas da Câmara, Cláudia Woods. (KL)

Compras em grupo: rumo ao Judiciário. A regra é clara: tanto o site de compra coletiva como a empresa anunciante respondem por danos causados aos consumidores. Sílvia Pimentel

O

s sites de compras coletivas e as empresas que usam essa modalidade para oferecer produtos e serviços a preços tentadores começam a aparecer como réus em processos judiciais. O Procon indica a via judicial como o último caminho para o consumidor buscar seus direitos. "O ideal é tentar primeiro um acordo com o estabelecimento que não cumpriu a oferta. Depois, deve-se contatar o site. Se o problema não for so-

lucionado, a orientação é procurar o Procon, que vai acionar as duas empresas envolvidas nessa relação de consumo. Se não houver um acordo, aconselhamos o consumidor a ingressar com ação nos juizados especiais cíveis", explica a diretora de programas especiais do ProconSP, Andrea Sanchez. Pelos dados do Procon, em 2010, o órgão recebeu 36 reclamações de consumidores contra quatros sites de compras coletivas (GroupOn, ClickOn, Peixe Urbano e Groupalia). No ano passado, foram 1.064 queixas, ou quase 30 vezes mais. Pe-

lo Código de Defesa do Consumidor (CDC), tanto o site de compra coletiva como a empresa anunciante respondem por eventuais danos causados aos consumidores. Juridicamente, é o que se chama de responsabilidade solidária. De acordo com a técnica do Procon, o anúncio de ofertas "irreais" nesses sistemas vem se tornando uma das queixas mais comuns levadas ao órgão. "O consumidor que compra pela internet é exigente e atento. E pode verificar com facilidade se a informação ou o desconto oferecido é verdadeiro ou não",

explica. Ou seja, o valor anunciado em um site de compra coletiva deve, sempre, ser menor do que o preço que aparece na página da internet do fornecedor para uma venda individual, para um mesmo serviço ou produto. Caso contrário, as empresas podem ser autuadas por propaganda enganosa. De acordo com o advogado Rafael Pavan, do escritório Pavan, Rocca, Sthahl & Zveibil Advogados, na capital paulista, a maioria das ações sobre o tema estão sendo encaminhadas aos juizados especiais. "Para se defenderem, os sites de compras

coletivas têm alegado que são meros intermediários na relação de consumo porque não auferem ganho direto. Os juízes, no entanto, não entendem dessa forma. E essas empresas vêm sendo condenadas juntamente com os anunciantes das ofertas", informa o advogado. Os sites de compras coletivas estão, também, sob a lupa de entidades profissionais. Uma das ações judiciais, e com desfecho em primeira instância contra as empresas envolvidas na relação de consumo, foi movida pelo Conselho Regional de Odontologia de Santa

Catarina (CRO-SC). Trata-se de uma ação civil pública, em que são citados um dentista e os sites GroupOn, ClickOn e CuppOn, para proibir a veiculação de anúncios de tratamentos odontológicos ou qualquer publicidade com preço, formas de pagamento a anúncios de serviços gratuitos. Os conselhos regionais do Rio Grande do Norte e do Ceará ingressaram com processos idênticos, ainda não analisados. "Para evitar problemas, os sites de compras coletivas deveriam filtrar esse tipo de publicidade", conclui o advogado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

e

quinta-feira, 15 de março de 2012

A BB Mapfre, segunda maior seguradora do País em volume de prêmios, teve lucro líquido de R$ 813,9 milhões em 2011.

conomia

Passageiro Vip

Contaminação a bordo, fato isolado? A Massimo Percossi/EFE

Naufrágio e contaminação a bordo não afastarão turistas dos cruzeiros

Oceano Atlântico do Airbus da Air France, não há quem queira riscar do mapa a viagem em cruzeiro devido a uma contaminação a bordo de consequência restrita, embora não desejável. Acidentes ocorrem à revelia das empresas transportadoras, apesar das progressivas medidas de segurança e profilaxia. No caso dos cruzeiros, até por uma questão de sobrevivência do setor, faz parte da rotina a preocupação constante com a saúde e segurança dos

passageiros e tripulantes, algo continuamente escrutinado pelas autoridades responsáveis, no Brasil e exterior. Como informa a Abremar, entidade que reúne as empresas do setor no País, todos os cruzeiros obedecem a rígidas regras, controles e imposições determinadas por organismos internacionais, como o International Maritime Organization (IMO), com sede em Londres (Reino Unido), e o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), em Atlanta (EUA), que mantém programas médicos e sanitários dirigidos a passageiros de navios. Além disso, as associadas to-

mam providências próprias para prevenir surtos, como sistemas complexos de tratamento de água e efluentes, descarte e reciclagem de lixo, segurança ambiental e controle alimentar. Então, como explicar, apesar de todas as precauções e a relativa raridade, incidentes em navios e aviões receberem atenção tão desproporcional da mídia? Não se trata de especulação ou sensacionalismo, como pode parecer a alguns à primeira vista. É que atendendo à lógica jornalística de que as exceções são sempre notícia, a indústria de transporte de massa acabou por se tornar vítima do seu sucesso. Na proporção inversa de motoboys que morrem diariamente no trânsito de São Paulo ou das vítimas de violência de bandidos em todo o País que viraram triste rotina, a raridade de ocorrências graves em navios e aviões faz delas presa fácil para o noticiário. Assim, o registro pela imprensa de um acidente ou problema de saúde em um cruzeiro que receba da mídia alarde inverso ao baixo índice de ocorrência é, de forma paradoxal, uma boa notícia.

Diva Nassar

Divulgação

recente epidemia de gripe causada pelo vírus Influenza B em um cruzeiro do MSC Armonia que culminou com a morte de uma tripulante e mais 13 casos de infecção entre passageiros, embora raro, não é fato isolado. Como qualquer ambiente com grande circulação de pessoas, de metrôs a aeroportos, de shopping centers a hotéis, de praias a supermercados, navios também se tornam potenciais focos de contaminação. No entanto, são os cruzeiros que registram os menores surtos de gripe ou complicações gastrointestinais, o que pode ser creditado a rigorosas medidas de higiene. Segundo a Anvisa, durante a temporada 2010/2011, dos mais de 850 mil passageiros a bordo, houve 792 ocorrências, ou seja, apenas 0,09% do total. Adrian Ursili, presidente da MSC, complementa que acidentes de percurso como o ocorrido são raros na empresa. Portanto, não há motivo para alarme. Assim como ninguém vai deixar de embarcar em navio por causa do naufrágio do Costa Concórdia ou viajar de avião pela queda no

A

proprietária da Casa do Lago, localizada em uma fazenda centenária entre Campina do Monte Alegre e Buri, interior de São Paulo, nasceu em Pindorama. Depois de 40 anos na capital paulista a trabalho no comércio da família, contando com a experiência de criança de saber escolher produtos e cozinhar, e cursos de culinária e hotelaria, decidiu transformar a sua casa de campo em hotel. "Minha carreira começou no carnaval de 1995. Eu mesma cozinhava. Na época, eram quatro apartamentos; hoje são

15!", conta Diva. A soma do talento e espírito empreendedor foi capaz de fazer da casa abandonada em uma área de 820 mil m2 em lugar aconchegante e com requinte. A Casa de Campo tem quadra de tênis, campo de futebol, pesca esportiva e bosque, alimentado por doces, queijos e pães feitos ali. Participante da Associação Roteiros de Charme e selo gourmet dos Recantos & Requintes, Diva quer atrair o viajante de negócios. "Estamos a 230 km de São Paulo, e perto há pista de pouso para aviões pequenos e helicópteros."

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

Marcos D' Paula/AE

Gol formaliza pedido Ambev supera para operar voos para Vale em valor Caracas e Miami de mercado Caso aprovado, os aviões da empresa partirão aos domingos, segundas, quartas, quintas e sextas-feiras. em pregões

A

Gol anunciou ontem que enviou solicitação formal à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar voos regulares entre o Brasil, Venezuela e Estados Unidos. No início deste mês, reportagem do jornal Folha de S.Paulo informou que a companhia aérea se preparava para iniciar voos de São Paulo para Miami, com escala em Caracas, a partir de julho. "A decisão apoia-se no resultado de estudos de viabilidade realizados internamente e segue em linha com o modelo de negócios da empresa, baseado na utilização de uma frota padronizada em aeronaves Boeing 737 Next Generation", informou em nota. Caso aprovado, o voo internacional será operado aos domingos, segundas, quartas, quintas e sextas-feiras. A Gol informa que o voo partirá nesses dias do aeropor-

to de Guarulhos, às 8h, com escala em Caracas (Venezuela) às 11h30. Depois, partirá às 12h10 para Miami (EUA), com chegada prevista para 16h10. O retorno ocorrerá às 18h dos EUA, chegando em Caracas às 21h, e com previsão de aterrissagem em Guarulhos às 6h15. Para os passageiros embarcados em São Paulo e Miami, não haverá a necessidade de troca de aeronave, de novo procedimento check-in ou de outro despacho das bagagens. A Gol aguardará as autorizações necessárias antes de divulgar detalhes sobre a nova operação, incluindo informações sobre tarifas, serviços, produtos e o mercado a ser explorado. A autorização é o primeiro passo para iniciar um voo internacional. A partir dela, a Gol tem 180 dias para dar entrada em um pedido específico chamado Hotran, identificando horário, frequência, origem e destino do voo. (Folhapress)

Agliberto Lima/DC

A Gol aguardará as autorizações necessárias antes de divulgar detalhes sobre a nova operação

A Vale teve o valor de mercado ultrapassado pela Ambev nos dias 9 e 12 de março

A

Ambev está disputando com a mineradora Vale a posição de segunda maior empresa brasileira de capital aberto por valor de mercado, segundo levantamento divulgado ontem pela Economatica. Segundo cálculos da consultoria, a Ambev foi, por dois pregões seguidos, maior que a Vale. Nos dias 9 e 12 de março

(sexta e segunda-feira) o valor de mercado da companhia de bebidas ultrapassou o da mineradora. No último dia 12, por exemplo, o valor de mercado da Ambev foi de R$ 211,4 bilhões contra R$ 204,8 bilhões da Vale. Essa situação não era vivenciada, de acordo com a Economatica, desde o dia 27 de novembro de 2011. Ontem, a Vale

Boeing diz que honrará metas de entrega do 787

O

presidente-executivo da unidade de aviões comerciais da Boeing reafirmou ontem que a fabricante pode corrigir o problema na produção do 787 Dreamliner e cumprir as metas de entrega deste ano. O cronograma do avião de estrutura de carbono já tem um atraso de três anos. No mês passado, a fabricante anunciou sinais de "delaminação" na fuselagem traseira de alguns 787s, o que levantou dúvidas sobre o plano de construir dez desses aviões por mês até o fim deste ano. "Não vejo nada até hoje que me faça acreditar que não entregaremos todos os 787s que planejamos para este ano", declarou Jim Albaugh em conferência do JP Morgan sobre o setor aéreo, que foi transmitida pela internet. A delaminação – separação de materiais sob estresse – foi

resultado de um problema na produção que aconteceu na fábrica da Carolina do Sul. A fabricante disse que o problema pode afetar os primeiros 55 Dreamliners e que o conserto de cada avião demora de 10 a 14 dias. A Boeing ressaltou que os reparos podem atrasar as entregas das aeronaves no primeiro semestre deste ano, porém não a longo prazo. Muitos especialistas duvidam que a Boeing será capaz de cumprir a meta de dez Dreamliners por mês. A atual taxa é de 3,5 aviões por mês. Apesar dos atrasos, o Dreamliner é sucesso entre os clientes, que já encomendaram 870 unidades. A primeira entrega do 787 foi feita pela empresa no ano passado. A concorrente da Airbus está aumentando a produção de todos os aviões comerciais para atender à crescente demanda. (Reuters)

recuperou a posição com valor de mercado de R$ 215,5 bilhões em relação a R$ 214,1 bilhões da Ambev. A maior empresa por valor de mercado no Brasil é a estatal Petrobras com R$ 314,93 bilhões, conforme o pregão da terça-feira. A Economatica informa que para o cálculo do valor de mercado das empresas não considera as ações em tesouraria. (AE)

Parceria BB-Mapfre é aprovada com restrições

O

Conselho Administ r a t i vo d e D e fe s a Econômica (Cade) aprovou por unanimidade ontem a parceria entre Banco do Brasil e Mapfre Seguros, mas estabeleceu restrições. O órgão seguiu o voto do relator Alessandro Octaviani, para que a Mapfre venda sua carteira de seguro rural, voltando aos níveis anteriores ao anúncio da parceria com o Banco do Brasil, o que equivalia a cerca de 10% desse mercado. Além disso, segundo Octaviani, a venda tem de ser feita a uma terceira empresa que tenha "capacidade para competir em mercado relevante". O Cade determinou ainda que a Secretaria de Defesa Econômica (SDE) investigue alguns aspectos do mercado de seguros, como a venda ca-

sada com produtos bancários – caso do empréstimo rural oferecido juntamente com o seguro rural. A SDE também terá de investigar a prática de corretagem sobre a compra de seguros obrigatórios e o mercado de resseguros. No caso das resseguradoras, haverá casos em que, segundo o relator Octaviani, as empresas terminarão exercendo papel dominante no contrato de seguro propriamente dito. A B B M a p f r e, s e g u n d a maior seguradora do País em volume de prêmios, teve lucro líquido de R$ 813,9 milhões no ano passado. O grupo foi formado em 30 de junho passado a partir da união entre o braço segurador do Banco do Brasil e a Mapfre Seguros. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 19

Banco Itaú BBA S.A. CNPJ nº 17.298.092/0001-30 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Apresentamos as Demonstrações Contábeis do Banco Itaú BBA S.A. (ITAÚ BBA) relativas aos períodos de 01/01 a 31/12 de 2011 e de 2010, os quais seguem os dispositivos estabelecidos pelo Banco Central do Brasil (BACEN) e do Conselho Monetário Nacional (CMN). RESULTADO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO O lucro líquido do ITAÚ BBA no período alcançou R$ 2.219 milhões e o patrimônio líquido R$ 6.832 milhões. O lucro líquido por ação foi de R$ 209,99, enquanto seu valor patrimonial por ação atingiu R$ 646,40. ATIVOS E RECURSOS CAPTADOS Os ativos totalizaram R$ 211.164 milhões e estavam substancialmente formados por R$ 111.082 milhões de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos e R$ 82.983 milhões de Operações de Crédito, BALANÇO PATRIMONIAL (Em Milhares de Reais) ATIVO

31/12/2011

31/12/2010

CIRCULANTE ...................................................................................................................... DISPONIBILIDADES ......................................................................................................... 3a APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ ....................................................... 3a, 3b e 5 Aplicações no Mercado Aberto ....................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros ...................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS................................................................................................................. 3c, 3d e 6 Carteira Própria............................................................................................................... Vinculados a Compromissos de Recompra .................................................................... Vinculados a Prestação de Garantias ............................................................................. Instrumentos Financeiros Derivativos ............................................................................. RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS................................................................................... Depósitos no Banco Central............................................................................................ Correspondentes............................................................................................................. Repasses Interfinanceiros............................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS - Transferências Internas de Recursos............. OPERAÇÕES DE CRÉDITO ............................................................................................. 3e, 3g e 7 Operações de Crédito ..................................................................................................... (Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) .................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL ........................................................ 3f, 3g e 7d Arrendamentos a Receber e Valor Residual Garantido................................................... (Rendas a Apropriar e Valor Residual a Balancear)........................................................ (Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa).............. OUTROS CRÉDITOS ........................................................................................................ Carteira de Câmbio ......................................................................................................... 8 Rendas a Receber .......................................................................................................... Negociação e Intermediação de Valores......................................................................... Diversos........................................................................................................................... 11a (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) .............................................. 3g e 7e OUTROS VALORES E BENS ........................................................................................... 3h Outros Valores e Bens..................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO....................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ ....................................................... 3b e 5 Aplicações no Mercado Aberto ....................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros ...................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS................................................................................................................. 3c, 3d e 6 Carteira Própria............................................................................................................... Vinculados a Compromissos de Recompra .................................................................... Vinculados a Prestação de Garantias ............................................................................. Instrumentos Financeiros Derivativos ............................................................................. OPERAÇÕES DE CRÉDITO ............................................................................................. 3e, 3g e 7 Operações de Crédito ..................................................................................................... (Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) .................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL ........................................................ 3f, 3g e 7d Arrendamentos a Receber e Valor Residual Garantido................................................... (Rendas a Apropriar e Valor Residual a Balancear)........................................................ (Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa).............. OUTROS CRÉDITOS ........................................................................................................ Carteira de Câmbio ......................................................................................................... 8 Rendas a Receber .......................................................................................................... Diversos........................................................................................................................... 11a (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) .............................................. 3g e 7e OUTROS VALORES E BENS - Despesas Antecipadas ................................................. 3h PERMANENTE .................................................................................................................... INVESTIMENTOS.............................................................................................................. 3i Participação em Coligada e Controladas ........................................................................ 13 I No País ......................................................................................................................... No Exterior.................................................................................................................... Outros Investimentos....................................................................................................... (Provisões para Perdas).................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO .................................................................................................... 3j Imóveis de Uso................................................................................................................ Outras Imobilizações de Uso .......................................................................................... (Depreciações Acumuladas) ........................................................................................... IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO.............................................................................. 3k, 3l e 7d Bens Arrendados............................................................................................................. (Depreciações Acumuladas) ........................................................................................... INTANGÍVEL...................................................................................................................... 3m e 13 II Direitos por Aquisição de Folhas de Pagamento ............................................................ Outros Ativos Intangíveis................................................................................................. (Amortização Acumulada) ...............................................................................................

NOTAS

138.614.279 332.819 30.881.449 3.761.711 27.119.738

128.198.206 532.482 41.345.203 11.999.966 29.345.237

TOTAL DO ATIVO ................................................................................................................

211.164.304

193.392.404

01/01 a 31/12/2011

01/01 a 31/12/2010

7.951.432 3.128.090 545.887 5.074.799 (1.053.715) (9.777) 266.148

15.776.699 5.295.507 1.239.241 8.401.134 282.660 111.476 446.681

15.809.451 4.447.532 1.731.622 7.352.686 1.984.555 196.217 96.839

(6.172.007) (5.565.475) (394.073) (412.102) 199.643

(12.213.724) (10.580.192) (821.598) (914.433) 102.499

(10.958.431) (9.467.540) (884.145) (1.267.486) 660.740

1.779.425

3.562.975

4.851.020

(926.401) 1.033.874 (687.675) (595.896) (211.180) 76.484 93.554 (635.562)

(1.293.761) 830.156 (977.667) (405.861) (314.358) 33.753 81.556 (541.340)

1.366.702

2.636.574

3.557.259

109.031

142.917

12.310

1.475.733

2.779.491

3.569.569

50.768.807 8.585.852 34.196.891 4.902.884 3.083.180 6.873.275 6.821.415 21.171 30.689 28.179 29.641.183 29.762.206 (121.023) 2.013 1.308.079 (1.251.510) (54.556) 20.057.140 17.378.099 65.622 1.040.815 1.586.732 (14.128) 29.414 109 29.305 61.257.526 4.586.769 3.993.945 592.824

45.134.496 10.253.133 26.687.536 3.107.975 5.085.852 2.414.034 2.412.235 1.799 –.– –.– 24.541.392 24.831.966 (290.574) 2.005 1.384.894 (1.311.033) (71.856) 14.185.846 11.402.930 56.776 1.018.081 1.735.092 (27.033) 42.748 4.189 38.559 59.291.966 13.994.444 9.826.585 4.167.859

24.845.050 7.371.839 14.805.514 308.254 2.359.443 30.786.339 31.178.737 (392.398) 30.956 2.944.447 (2.893.591) (19.900) 1.000.219 40.876 5.960 953.994 (611) 8.193 11.292.499 6.564.633 6.469.338 6.449.884 19.454 120.432 (25.137) 150.085 4.958 255.537 (110.410) 3.641.707 3.458.319 183.388 936.074 270 2.488.336 (1.552.532)

21.477.071 4.520.337 14.800.851 32.063 2.123.820 23.264.741 23.786.918 (522.177) 73.988 4.079.537 (3.987.377) (18.172) 469.951 1.767 2.094 466.644 (554) 11.771 5.902.232 256.806 74.669 73.179 1.490 197.683 (15.546) 124.622 24.387 182.874 (82.639) 4.443.762 4.228.970 214.792 1.077.042 270 2.179.213 (1.102.441)

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Em Milhares de Reais)

DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .................................. Operações de Captação no Mercado ..................................................... Operações de Empréstimos e Repasses .............................................. Operações de Arrendamento Mercantil .................................................. Reversão (Provisão) para Créditos de Liquidação Duvidosa..................

3e 3f 6b IV

3f 3g e 7e

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA................... OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS............................. Receitas de Prestação de Serviços........................................................ 11c Despesas de Pessoal ............................................................................. Outras Despesas Administrativas ........................................................... 11d Despesas Tributárias .............................................................................. 3p e 12a II Resultado de Participação em Coligada e Controladas ......................... 3i e 13 I Outras Receitas Operacionais ................................................................ Outras Despesas Operacionais .............................................................. 11e RESULTADO OPERACIONAL ................................................................. RESULTADO NÃO OPERACIONAL ........................................................

11f

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO E PARTICIPAÇÕES ...................................................................................

2º Semestre 2011

(412.723) 547.867 (321.798) (343.109) (76.683) 80.056 36.111 (335.167)

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL................................ 3p e 12a I Devidos sobre Operações do Período .................................................... Referentes a Diferenças Temporárias.....................................................

4.207 (17.866) 22.073

(485.796) (538.059) 52.263

(1.271.806) (604.813) (666.993)

PARTICIPAÇÕES NO LUCRO..................................................................

(31.802)

(74.254)

(101.759)

15b

LUCRO LÍQUIDO...................................................................................... Nº DE AÇÕES...........................................................................................

PASSIVO NOTAS 31/12/2011 CIRCULANTE ...................................................................................................................... 145.093.180 DEPÓSITOS ...................................................................................................................... 3b e 9 61.519.015 Depósitos à Vista............................................................................................................. 3.332.519 Depósitos Interfinanceiros............................................................................................... 29.050.762 Depósitos a Prazo ........................................................................................................... 29.135.734 Outros Depósitos............................................................................................................. –.– CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO........................................................................... 3b e 9 35.358.656 Carteira Própria............................................................................................................... 29.004.509 Carteira de Terceiros ....................................................................................................... 6.354.147 Carteira Livre Movimentação .......................................................................................... –.– RECURSOS DE ACEITES E EMISSÃO DE TÍTULOS ..................................................... 3b e 9 8.663.649 Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares........................... 1.403.486 Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior................................................ 7.260.163 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS - Repasses Interfinanceiros................................... 8.699 RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS............................................................................... 1.273.281 Recursos em Trânsito de Terceiros ................................................................................. 1.273.281 Transferências Internas de Recursos ............................................................................. –.– OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS - Empréstimos no Exterior ................................ 3b e 9 11.372.882 OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS ...................................................................... 3b e 9 4.830.626 Tesouro Nacional............................................................................................................. 559 BNDES ............................................................................................................................ 1.211.854 CEF ................................................................................................................................. 16.383 FINAME........................................................................................................................... 3.482.630 Outras Instituições........................................................................................................... 119.200 INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS ............................................................ 3d e 6b 3.699.667 OUTRAS OBRIGAÇÕES .................................................................................................. 18.366.705 Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados .................................................. 28.649 Carteira de Câmbio ......................................................................................................... 8 14.280.126 Sociais e Estatutárias...................................................................................................... 969.233 Fiscais e Previdenciárias................................................................................................. 3o, 3p e 12c 1.409.627 Negociação e Intermediação de Valores......................................................................... 873.168 Credores por Antecipação de Valor Residual.................................................................. 3f e 7d 574.447 Diversas........................................................................................................................... 11b 231.455 EXIGÍVEL A LONGO PRAZO............................................................................................. DEPÓSITOS ...................................................................................................................... 3b e 9 Depósitos Interfinanceiros............................................................................................... Depósitos a Prazo ........................................................................................................... CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO........................................................................... 3b e 9 Carteira Própria............................................................................................................... Carteira de Terceiros ....................................................................................................... Carteira Livre Movimentação .......................................................................................... RECURSOS DE ACEITES E EMISSÃO DE TÍTULOS ..................................................... 3b e 9 Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares........................... Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior................................................ RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS - Repasses Interfinanceiros................................... OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS .............................................................................. 3b e 9 Empréstimos no País - Outras Instituições ..................................................................... Empréstimos no Exterior ................................................................................................. OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS ...................................................................... 3b e 9 Tesouro Nacional............................................................................................................. BNDES ............................................................................................................................ CEF ................................................................................................................................. FINAME........................................................................................................................... Outras Instituições........................................................................................................... INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS ............................................................ 3d e 6b OUTRAS OBRIGAÇÕES .................................................................................................. Carteira de Câmbio ......................................................................................................... 8 Sociais e Estatutárias...................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias................................................................................................. 3o, 3p e 12c Credores por Antecipação de Valor Residual.................................................................. 3f e 7d Diversas........................................................................................................................... 11b

31/12/2010 123.478.268 46.818.715 1.723.371 26.282.801 18.811.239 1.304 40.357.979 28.226.574 12.107.733 23.672 4.036.276 2.618.816 1.417.460 8.740 938.480 938.415 65 8.262.837 4.515.265 544 1.427.538 14.265 2.994.083 78.835 4.616.599 13.923.377 20.842 9.593.301 1.149.029 1.565.350 856.666 523.387 214.802

59.106.640 19.251.916 1.755.453 17.496.463 20.111.496 19.997.735 –.– 113.761 3.099.889 1.849.740 1.250.149 8.625 2.115.929 1.575 2.114.354 11.080.089 1.678 4.590.914 50.625 6.391.680 45.192 1.711.838 1.726.858 41.388 84.985 35.912 1.383.554 181.019

61.763.710 25.474.239 20.361.141 5.113.098 20.391.710 14.267.278 3.366.644 2.757.788 1.632.621 113.992 1.518.629 17.250 1.101.600 1.555 1.100.045 10.003.959 2.119 4.030.871 62.470 5.870.665 37.834 1.492.825 1.649.506 1.855 23.861 26.297 1.538.474 59.019

RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ......................................................................

3q

132.693

97.966

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ....................................................................................................... Capital Social ..................................................................................................................... Reservas de Capital........................................................................................................... Reservas de Lucros ........................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial .......................................................................................

14

6.831.791 4.224.086 15.372 2.471.291 121.042

8.052.460 4.224.086 16.907 3.734.468 76.999

211.164.304

193.392.404

3c e 6a

TOTAL DO PASSIVO ...........................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (Em Milhares de Reais) NOTAS

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .................................... Operações de Crédito............................................................................. Operações de Arrendamento Mercantil .................................................. Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários................... Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos............................ Resultado de Operações de Câmbio...................................................... Resultado das Aplicações Compulsórias................................................

Operações de Arrendamento Mercantil Financeiro e Carteira de Câmbio. Os Recursos Captados representaram R$ 194.550 milhões. CIRCULAR 3.068/01 - BACEN O ITAÚ BBA declara ter capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento os títulos assim classificados, no montante de R$ 54 milhões, representando apenas 0,1% do total de títulos e valores mobiliários. AGRADECIMENTOS Agradecemos aos senhores acionistas a confiança e apoio indispensáveis para o desenvolvimento contínuo alcançado pelo ITAÚ BBA. Aos funcionários e colaboradores expressamos reconhecimento por seu empenho e dedicação. Aos clientes, nossos agradecimentos pela confiança e fidelidade, que procuramos retribuir com produtos, serviços e atendimento diferenciados. São Paulo, 15 de fevereiro de 2012. A Administração

1.448.138 14a

2.219.441

2.196.004

10.569.053

10.569.053

LUCRO POR AÇÃO - R$..........................................................................

209,99

207,78

VALOR PATRIMONIAL POR AÇÃO - R$.................................................

646,40

761,89

2º Semestre 2011 LUCRO LÍQUIDO AJUSTADO ........................................................................................ (280.718) Lucro Líquido ................................................................................................................. 1.448.138 Ajustes ao Lucro Líquido:............................................................................................... (1.728.856) Ajustes ao Valor de Mercado de T.V.M. e Instrumentos Financeiros Derivativos (Ativos/Passivos)....................................................................................................... 588.630 Efeito das Mudanças das Taxas de Câmbio em Caixa e Equivalentes de Caixa........ (369.069) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa......................................................... (199.643) Depreciações e Amortizações .................................................................................... 33.235 Amortização de Ágio ................................................................................................... 209.393 Tributos Diferidos ........................................................................................................ (22.073) Resultado de Participação em Coligadas e Controladas ............................................ (80.056) Rendas de Títulos e Valores Mobiliários Disponíveis para Venda............................... (1.770.349) Rendas de Títulos e Valores Mobiliários Mantidos até o Vencimento ......................... (12.665) (Ganho) Perda na Alienação de Investimentos (Nota 11f) .......................................... (114.125) Provisão para Perdas sobre Outros Investimentos ..................................................... 7.568 Outros.......................................................................................................................... 298 VARIAÇÃO DE ATIVOS E OBRIGAÇÕES...................................................................... 24.958.194 (Aumento) Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.................................. 12.005.031 (Aumento) Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Ativos/Passivos) ...................................................................................... (13.092.075) (Aumento) Redução em Depósitos Compulsórios no Banco Central do Brasil ............. (3.405.976) (Aumento) Redução em Relações Interfinanceiras e Relações Interdependências (Ativos/Passivos) ......................................................................................................... (67.715) (Aumento) Redução em Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil..................... (7.808.750) (Aumento) Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ............................... 485.825 (Aumento) Redução em Operações de Câmbio e Negociação e Intermediação de Valores (Ativos/Passivos) ....................................................................................... (1.031.780) (Redução) Aumento em Depósitos ................................................................................ 21.240.568 (Redução) Aumento em Captações no Mercado Aberto ............................................... 9.622.967 (Redução) Aumento em Recursos por Emissão de Títulos ........................................... 4.998.667 (Redução) Aumento em Obrigações por Empréstimos e Repasses ............................. 2.524.907 (Redução) Aumento em Outras Obrigações.................................................................. (395.303) Variação nos Resultados de Exercícios Futuros............................................................ 18.870 Pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social .............................................. (137.042) CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE/(APLICADO) NAS ATIVIDADES OPERACIONAIS .. 24.677.476 Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos................................................. 6.343 Recursos da Venda de Títulos e Valores Mobiliários Disponíveis para Venda............... 2.374.553 Recursos de Juros de Títulos e Valores Mobiliários Mantidos até o Vencimento .......... 11.168 (Aquisição) Alienação de Investimentos ........................................................................ 145.962 Aquisição de Títulos e Valores Mobiliários Disponíveis para Venda .............................. (4.743.919) Aumento de Capital em Controladas ............................................................................. (6.318.016) Alienação de Bens Não de Uso Próprio ........................................................................ 4.080 (Aquisição) Alienação de Imobilizado de Uso................................................................ (41.094) (Aquisição) Alienação de Intangível............................................................................... (9.123) CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE/(APLICADO) NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO ............................................................................................................ (8.570.046) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos........................................................ (313.052) CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE/(APLICADO) NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO ......................................................................................................... (313.052) AUMENTO/(REDUÇÃO) LÍQUIDO EM CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (Notas 3a e 4)................................................................................................................ 15.794.378 Início do Período ............................................................................................................ 8.542.484 Efeito das Mudanças das Taxas de Câmbio em Caixa e Equivalentes de Caixa .......... 369.069 Final do Período............................................................................................................. 24.705.931

01/01 a 31/12/2011 (34.645) 2.219.441 (2.254.086)

01/01 a 31/12/2010 817.589 2.196.004 (1.378.415)

603.332 91.384 (102.499) 59.142 418.787 (52.263) (76.484) (3.042.968) (12.603) (147.970) 7.568 488 17.317.716 24.943.006

(135.045) 907.456 (660.740) 22.280 440.929 666.993 (33.753) (2.593.260) (5.668) –.– 12.393 –.– 15.719.073 (2.521.581)

(4.785.564) (4.409.180)

(27.803.790) (2.408.423)

247.894 (11.777.687) (198.750)

138.609 (9.191.595) (1.630.935)

(1.287.920) 8.477.977 (5.279.537) 6.094.641 5.515.866 276.954 34.727 (534.711) 17.283.071 6.374 13.009.498 22.043 225.221 (15.428.671) (6.318.842) 4.080 (53.301) (309.123)

464.520 15.422.279 31.657.591 2.957.927 8.025.362 1.044.466 40.679 (476.036) 16.536.662 64 4.635.405 23.485 (23.561) (4.133.176) (9.459) 13.972 (56.455) –.–

(8.842.721) (3.477.052)

450.275 (273.445)

(3.477.052)

(273.445)

4.963.298 19.834.017 (91.384) 24.705.931

16.713.492 4.027.981 (907.456) 19.834.017


20 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

Banco Itaú BBA S.A. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 14) (Em Milhares de Reais)

SALDOS EM 01/07/2011 ................................................................................................................................................... Variação do Ajuste ao Valor de Mercado............................................................................................................................ Lucro Líquido...................................................................................................................................................................... Destinação: Reserva Legal ................................................................................................................................................................. Reserva Estatutária......................................................................................................................................................... Dividendos Provisionados ............................................................................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio.......................................................................................................................................... SALDOS EM 31/12/2011 ...................................................................................................................................................

Capital Social 4.224.086 –.– –.–

Reservas de Capital 15.372 –.– –.–

Reservas de Lucros 1.605.771 –.– –.–

Ajustes de Avaliação Patrimonial 36.415 84.627 –.–

–.– –.– –.– –.– 4.224.086

–.– –.– –.– –.– 15.372

72.407 793.113 –.– –.– 2.471.291

–.– –.– –.– –.– 121.042

Lucros Acumulados –.– –.– 1.448.138

Total 5.881.644 84.627 1.448.138

(72.407) (793.113) (212.618) (370.000) –.–

–.– –.– (212.618) (370.000) 6.831.791

MUTAÇÕES DO PERÍODO ...............................................................................................................................................

–.–

–.–

865.520

84.627

–.–

SALDOS EM 01/01/2010 ................................................................................................................................................... Variação do Ajuste ao Valor de Mercado............................................................................................................................ Outorga de Opções Reconhecidas de Controladas ........................................................................................................... Dividendos Pagos............................................................................................................................................................... Lucro Líquido...................................................................................................................................................................... Destinação: Reserva Legal ................................................................................................................................................................. Reserva Estatutária......................................................................................................................................................... Dividendos Provisionados ............................................................................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio.......................................................................................................................................... SALDOS EM 31/12/2010 ...................................................................................................................................................

4.224.086 –.– –.– –.– –.–

15.372 1.134 401 –.– –.–

2.104.444 –.– –.– (4.829) –.–

42.762 34.237 –.– –.– –.–

–.– –.– –.– –.– 2.196.004

6.386.664 35.371 401 (4.829) 2.196.004

950.147

–.– –.– –.– –.– 4.224.086

–.– –.– –.– –.– 16.907

109.800 1.525.053 –.– –.– 3.734.468

–.– –.– –.– –.– 76.999

(109.800) (1.525.053) (297.151) (264.000) –.–

–.– –.– (297.151) (264.000) 8.052.460

MUTAÇÕES DO PERÍODO ...............................................................................................................................................

–.–

1.535

1.630.024

34.237

–.–

SALDOS EM 01/01/2011 ................................................................................................................................................... Variação do Ajuste ao Valor de Mercado............................................................................................................................ Outorga de Opções Reconhecidas de Controladas ........................................................................................................... Dividendos Pagos (Nota 14b)............................................................................................................................................. Lucro Líquido...................................................................................................................................................................... Destinação: Reserva Legal ................................................................................................................................................................. Reserva Estatutária......................................................................................................................................................... Dividendos Provisionados ............................................................................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio.......................................................................................................................................... SALDOS EM 31/12/2011 ...................................................................................................................................................

4.224.086 –.– –.– –.– –.–

16.907 –.– (1.535) –.– –.–

3.734.468 –.– –.– (2.900.000) –.–

76.999 44.043 –.– –.– –.–

–.– –.– –.– –.– 2.219.441

1.665.796 8.052.460 44.043 (1.535) (2.900.000) 2.219.441

–.– –.– –.– –.– 4.224.086

–.– –.– –.– –.– 15.372

110.972 1.525.851 –.– –.– 2.471.291

–.– –.– –.– –.– 121.042

(110.972) (1.525.851) (212.618) (370.000) –.–

–.– –.– (212.618) (370.000) 6.831.791

MUTAÇÕES DO PERÍODO ...............................................................................................................................................

–.–

(1.535)

(1.263.177)

44.043

–.–

(1.220.669)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - PERÍODOS DE 01/01 A 31/12 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Itaú BBA S.A. (ITAÚ BBA) tem por objeto a atividade bancária, inclusive a de operações de câmbio, nas modalidades autorizadas para banco múltiplo, com carteiras comercial, de investimentos, de arrendamento mercantil, de crédito imobiliário e de crédito, financiamento e investimento. As Demonstrações Contábeis elaboradas para os períodos findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 foram aprovadas pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012. NOTA 2 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As Demonstrações Contábeis do ITAÚ BBA foram elaboradas de acordo com a Lei das Sociedades por Ações, em consonância, quando aplicável, com os normativos do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Conselho Monetário Nacional (CMN), que incluem práticas e estimativas contábeis no que se refere à constituição de provisões. Conforme determinado no parágrafo 1º, do artigo 2º, da Circular nº 2.804, de 11/02/1998, do BACEN, as Demonstrações Contábeis do Itaú BBA abrangem a consolidação de suas dependências no exterior (Nota 16d). Conforme determina o parágrafo único do artigo 7º da Circular nº 3.068, de 08/11/2001, do BACEN, os títulos e valores mobiliários classificados como títulos para negociação (Nota 6a) são apresentados no Balanço Patrimonial, no Ativo Circulante, independentemente de suas datas de vencimentos. NOTA 3 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Caixa e Equivalentes de Caixa - Para fins da demonstração dos fluxos de caixa, incluem caixa e contas correntes em bancos (considerados na rubrica Disponibilidades), Aplicações em Depósitos Interfinanceiros e Aplicações no Mercado Aberto - Posição Bancada com prazo original igual ou inferior a 90 dias. b) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, Créditos Vinculados no BACEN, Depósitos Remunerados, Captações no Mercado Aberto, Recursos de Aceites e Emissão de Títulos, Obrigações por Empréstimos e Repasses e Demais Operações Ativas e Passivas - As operações com cláusula de atualização monetária/cambial e as operações com encargos prefixados estão registradas a valor presente, líquidas dos custos de transação incorridos, calculadas “pro rata die” com base na taxa efetiva das operações, de acordo com a Deliberação nº 556, de 12 de novembro de 2008, da CVM. c) Títulos e Valores Mobiliários - Registrados pelo custo de aquisição atualizado pelo indexador e/ou taxa de juros efetiva e apresentados no Balanço Patrimonial conforme a Circular nº 3.068, de 08/11/2001, do BACEN. São classificados nas seguintes categorias: • Títulos para Negociação - Títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados, avaliados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos Disponíveis para Venda - Títulos e valores mobiliários que poderão ser negociados porém não são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados, avaliados pelo valor de mercado em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido; • Títulos Mantidos até o Vencimento - Títulos e valores mobiliários, exceto ações não resgatáveis, para os quais haja intenção ou obrigatoriedade e capacidade financeira da instituição para sua manutenção em carteira até o vencimento, registrados pelo custo de aquisição ou pelo valor de mercado quando da transferência de outra categoria. Os títulos são atualizados até a data de vencimento, não sendo avaliados pelo valor de mercado. Os ganhos e perdas de títulos disponíveis para venda, quando realizados, são reconhecidos na data de negociação na demonstração do resultado, em contrapartida de conta específica do patrimônio líquido. Os declínios no valor de mercado dos títulos e valores mobiliários disponíveis para venda e mantidos até o vencimento, abaixo dos seus respectivos custos atualizados, relacionados a razões consideradas não temporárias, são refletidos no resultado como perdas realizadas. Os efeitos da aplicação dos procedimentos descritos anteriormente, nas coligadas e controladas do Itaú BBA, refletidos por estas em conta destacada dos seus patrimônios líquidos ou em contas de resultado, foram igualmente registrados diretamente no patrimônio líquido ou no resultado de equivalência patrimonial da controladora proporcionalmente ao percentual de participação. d) Instrumentos Financeiros Derivativos - São classificados, na data de sua aquisição, de acordo com a intenção da administração em utilizá-los como instrumento de proteção (hedge) ou não, conforme a Circular nº 3.082, de 30/01/2002, do BACEN. As operações que utilizam instrumentos financeiros, efetuadas por solicitação de clientes, por conta própria, ou que não atendam aos critérios de proteção (principalmente derivativos utilizados para administrar a exposição global de risco), são contabilizadas pelo valor de mercado, com os ganhos e as perdas realizados e não realizados, reconhecidos diretamente na demonstração do resultado. Os derivativos utilizados para proteger exposições a risco ou para modificar as características de ativos e passivos financeiros que sejam altamente correlacionados no que se refere às alterações no seu valor de mercado em relação ao valor de mercado do item que estiver sendo protegido, tanto no início quanto ao longo da vida do contrato e considerado efetivo na redução do risco associado à exposição a ser protegida, são classificados como hedge de acordo com sua natureza: • Hedge de Risco de Mercado - Os ativos e passivos financeiros, bem como os respectivos instrumentos financeiros relacionados são contabilizados pelo valor de mercado com os ganhos e as perdas realizados e não realizados, reconhecidos diretamente na demonstração do resultado; • Hedge de Fluxo de Caixa - A parcela efetiva de hedge dos ativos e passivos financeiros, bem como os respectivos instrumentos financeiros relacionados, é contabilizada pelo valor de mercado com os ganhos e as perdas realizados e não realizados, deduzidos quando aplicável, dos efeitos tributários, reconhecidos em Conta específica de reserva no patrimônio líquido. A parcela não efetiva do hedge é reconhecida diretamente na demonstração do resultado. e) Operações de Crédito e Outros Créditos (Operações com Características de Concessão de Crédito) - Registradas a valor presente, calculadas “pro rata die” com base na variação do indexador e na taxa de juros pactuados, sendo atualizadas “accrual” até o 60º dia de atraso. Após o 60º dia, o reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações. As receitas decorrentes da recuperação de operações levadas anteriormente a prejuízo (“write-offs”), estão classificadas na linha de Receitas de Operações de Crédito e as tarifas na contratação dessas operações são classificadas em Receitas de Prestação de Serviços. f) Arrendamentos a Receber e Valor Residual Garantido (VRG) - Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de rendas de arrendamento a apropriar e valor residual a balancear, ambos apresentados pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras Obrigações - Credores por Antecipação de Valores Residuais até a data do término contratual. O ajuste a valor presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil financeiro é reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil objetivando compatibilizar as práticas contábeis conforme Circular nº 1.429, de 20/01/1989, do BACEN. As operações de Arrendamento Mercantil Financeiro são atualizadas “accrual” até o 60º dia de atraso. Após o 60º dia, o reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações e a receita decorrente da recuperação de operações levadas anteriormente a prejuízo (“write-offs”) está classificada na linha de Receitas de Operações de Arrendamento Mercantil. As tarifas na contratação dessas operações são classificadas em Rendas de Tarifas Bancárias e as apropriações em resultado das operações de arrendamento mercantil operacional ocorrem na data da exigibilidade da contraprestação. g) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - Constituída com base na análise dos riscos de realização dos créditos, em montante considerado suficiente para cobertura de eventuais perdas, conforme as normas estabelecidas pela Resolução nº 2.682, de 21/12/1999, do CMN, alterada pelo artigo 2º da Resolução nº 2.697, de 24/02/2000 dentre as quais se destacam: • As provisões são constituídas a partir da concessão do crédito, baseadas nas classificações de risco do cliente, em função da análise periódica da qualidade do cliente e dos setores de atividade e não apenas quando da ocorrência de inadimplência; • Considerando-se exclusivamente a inadimplência, os “write-offs” são efetuados após 360 dias do vencimento do crédito ou após 540 dias, para as operações com o prazo a decorrer superior a 36 meses. h) Outros Valores e Bens - Despesas Antecipadas - Compostos basicamente por Bens Não Destinados a Uso, correspondentes a imóveis disponíveis para venda e recebidos em dação de pagamento, os quais são ajustados a valor de mercado através da

constituição de provisão, de acordo com as normas vigentes; e Despesas Antecipadas, correspondentes a aplicações de recursos cujos benefícios decorrentes ocorrerão em exercícios futuros e comissões pagas aos revendedores na concessão de financiamento ou leasing de veículos. i) Investimentos - Em coligada e controlada estão avaliados pelo método de equivalência patrimonial, sendo as demonstrações contábeis das subsidiárias no exterior adaptadas aos critérios contábeis vigentes em nosso País e convertidas para reais. Os demais estão registrados pelo valor de custo e são ajustados a valor de mercado através da constituição de provisão, de acordo com as normas vigentes. Os ágios originados nas aquisições de investimentos são amortizados com base na expectativa de rentabilidade futura (10 anos) ou por sua realização. j) Imobilizado de Uso - Demonstrado ao custo de aquisição ou construção, menos depreciação acumulada. Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive os bens decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controles desses bens. Os bens adquiridos em contratos de Arrendamento Mercantil Financeiro são registrados de acordo com a Deliberação nº 554, de 12/11/2008, da CVM, em contrapartida a Obrigações de Leasing Financeiro. As depreciações são calculadas pelo método linear, sobre o custo corrigido e às seguintes taxas anuais: Imóveis de Uso............................................................................................................................................................... 4% a 8% Benfeitorias em Imóveis de Terceiros ............................................................................................................................. A partir de 10% Instalações, Móveis e Equipamentos de uso e Sistemas de Segurança e Transporte e Comunicações ...................... 10% a 25% Sistemas de Processamentos de Dados........................................................................................................................ 20% a 50% k) Imobilizado de Arrendamento - Os bens arrendados são registrados no ativo imobilizado ao custo de aquisição. A depreciação dos bens arrendados é reconhecida pelo método linear no prazo de vida útil usual, considerando uma redução de 30% na vida útil do bem, se enquadrada nas condições previstas na Portaria nº 113/1988, do Ministério da Fazenda. As taxas anuais de depreciação, sem consideração da referida redução, são: edificações 4%, móveis e utensílios e instalações 10%, máquinas e equipamentos de 10% a 50%, veículos e afins de 20% a 25% e outros bens de 10% a 20%. l) Perdas em Arrendamento a Amortizar - A diferença apurada ao final do contrato, entre o valor residual atribuído e o valor residual garantido, quando devedora, é debitada ao ativo diferido para amortização no prazo restante de vida útil do bem. Para fins de publicação o saldo do ativo diferido está sendo classificado em Imobilizado de Arrendamento. m) Intangível - Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade, de acordo com a Resolução nº 3.642, de 26/11/2008, do CMN. Está composto por ágios de incorporação correspondente ao valor pago na aquisição de sociedade, transferido para o ativo intangível em razão da incorporação do patrimônio da sociedade, conforme determina a Lei nº 9.532/97, amortizados conforme prazos estipulados em laudos de avaliação, e direitos na aquisição de folhas de pagamento, amortizados de acordo com os prazos dos contratos. n) Redução ao Valor Recuperável de Ativos - Uma perda é reconhecida caso existam evidências claras de que os ativos estão avaliados por valor não recuperável. Este procedimento é realizado semestralmente. o) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias - São avaliados, reconhecidos e divulgados de acordo com as determinações estabelecidas na Resolução nº 3.283, de 16/12/2009 do CMN e Carta Circular nº 3.429, de 11/02/2010 do BACEN. I - Passivos Contingentes - Decorrem basicamente de processos judiciais e administrativos, inerentes ao curso normal dos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas, de natureza fiscal e previdenciária e outros riscos. Essas contingências, coerentes com práticas conservadoras adotadas, são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que o montante das obrigações possa ser estimado com suficiente segurança. As contingências são classificadas como prováveis, para as quais são constituídas provisões; possíveis, que somente são divulgadas sem que sejam provisionadas; e remotas, que não requerem provisão e divulgação. Os valores das contingências são quantificados utilizando-se modelos e critérios que permitam a sua mensuração de forma adequada, apesar da incerteza inerente ao prazo e valor. Os Depósitos Judiciais em Garantia correspondentes são atualizados de acordo com a regulamentação vigente. II - Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias - Representadas por exigíveis relativos às obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial, constituídas pelo valor integral em discussão. Os Exigíveis e os Depósitos Judiciais correspondentes são atualizados de acordo com a regulamentação vigente. p) Tributos - Calculados às alíquotas abaixo demonstradas, consideram, para efeito das respectivas bases de cálculo, a legislação vigente pertinente a cada encargo. Imposto de Renda .......................................................................................................................................................... Adicional de Imposto de Renda...................................................................................................................................... Contribuição Social......................................................................................................................................................... PIS.................................................................................................................................................................................. COFINS .......................................................................................................................................................................... ISS..................................................................................................................................................................................

15,00% 10,00% 15,00% 0,65% 4,00% até 5,00%

q) Resultados de Exercícios Futuros - Referem-se basicamente as rendas recebidas antes do cumprimento do prazo da obrigação que lhes deu origem, sobre as quais não haja quaisquer perspectivas de exigibilidade e cuja apropriação, como renda efetiva, depende apenas da fluência do prazo. NOTA 4 - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 31/12/2011 31/12/2010 Disponibilidades ..................................................................................................................................... 332.819 532.482 Aplicações no Mercado Aberto - Posição Bancada ............................................................................... 939.597 943.883 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros.............................................................................................. 23.433.515 18.357.652 TOTAL ....................................................................................................................................................

24.705.931

19.834.017

NOTA 5 - APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ 31/12/2011

31/12/2010

Acima de 365 3.993.945 80.520 3.913.425 –.–

Total 7.755.656 1.157.855 6.484.046 113.755

% 21,9 3,3 18,3 0,3

Total 21.826.551 3.226.230 15.820.926 2.779.395

% 39,4 5,8 28,6 5,0

27.712.562

78,1

33.513.096

60,6

0 - 30 Aplicações no Mercado Aberto.. 3.088.954 Posição Bancada (*)................... 939.597 Posição Financiada .................... 2.146.892 Posição Vendida ......................... 2.465 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros......................... 24.120.823

31 - 180 672.757 137.738 423.729 111.290

181 - 365 –.– –.– –.– –.–

1.079.604

1.919.311

592.824

TOTAL ........................................... 27.209.777 % por prazo de vencimento ........... 76,8

1.752.361 4,9

1.919.311 5,4

4.586.769 12,9

TOTAL - 31/12/2010 ...................... 29.663.405 % por prazo de vencimento ........... 53,6

9.188.674 16,6

2.493.124 4,5

13.994.444 25,3

35.468.218 100,0

55.339.647 100,0

55.339.647

(*) Inclui R$ 162.334 referente a Aplicação no Mercado Aberto com livre movimentação, cujos títulos estão vinculados à garantia de operações na BM&FBovespa S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa).

NOTA 6 - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (ATIVOS E PASSIVOS) Apresentamos a seguir a composição por tipo de papel, prazo de vencimento e tipo de carteira dos Títulos e Valores Mobiliários e de Instrumentos Financeiros Derivativos, já ajustados aos respectivos valores de mercado. a) Resumo por Vencimento 31/12/2011 Provisão para Ajuste a Valor de Mercado refletida no: Patrimônio Valor de Custo Resultado Líquido Mercado % 0 - 30 31 - 90 91 - 180 181 - 365 TÍTULOS PÚBLICOS - BRASIL ....................................................................... 21.555.333 15.433 64 21.570.830 28,5 80.146 –.– 107.291 8.629.731 Letras Financeiras do Tesouro....................................................................... 2.888 –.– –.– 2.888 –.– –.– –.– –.– –.– Letras do Tesouro Nacional ........................................................................... 11.681.359 (26.046) –.– 11.655.313 15,4 –.– –.– 107.270 7.907.067 Notas do Tesouro Nacional ............................................................................ 9.870.411 41.479 4 9.911.894 13,1 80.146 –.– 21 722.382 Outros ............................................................................................................ 675 –.– 60 735 –.– –.– –.– –.– 282 TÍTULOS PÚBLICOS - OUTROS PAÍSES ....................................................... 2.662.505 –.– 1 2.662.506 3,5 590.143 1.518.535 344.806 209.022 Dinamarca...................................................................................................... 1.949.128 –.– 1 1.949.129 2,6 171.778 1.432.545 344.806 –.– Espanha......................................................................................................... 418.365 –.– –.– 418.365 0,6 418.365 –.– –.– –.– Coreia ............................................................................................................ 295.012 –.– –.– 295.012 0,3 –.– 85.990 –.– 209.022 Uruguai .......................................................................................................... –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– TÍTULOS DE EMPRESAS ................................................................................ 45.731.423 (2.431) 208.906 45.937.898 60,8 4.783.138 319.192 368.753 767.395 Euro Bonds e Assemelhados......................................................................... 1.234.160 32 41.903 1.276.095 1,7 6.400 101.535 71.001 37.871 Ações ............................................................................................................. 1.451.633 (1.067) 8.584 1.459.150 1,9 1.459.150 –.– –.– –.– Debêntures (1) ............................................................................................... 36.615.574 652 71.034 36.687.260 48,5 1.935 –.– –.– 484.903 Notas Promissórias........................................................................................ 645.791 –.– 34 645.825 0,9 –.– 115.687 297.752 232.386 Cotas de Fundos............................................................................................ 3.319.124 (3.471) –.– 3.315.653 4,4 3.315.653 –.– –.– –.– Renda Fixa .................................................................................................. 2.369.810 –.– –.– 2.369.810 3,1 2.369.810 –.– –.– –.– Direitos Creditórios...................................................................................... 755.322 –.– –.– 755.322 1,0 755.322 –.– –.– –.– Outros.......................................................................................................... 193.992 (3.471) –.– 190.521 0,3 190.521 –.– –.– –.– Certificados de Recebíveis Imobiliários......................................................... 2.218.681 1.423 86.960 2.307.064 3,1 –.– –.– –.– –.– Outros ............................................................................................................ 246.460 –.– 391 246.851 0,3 –.– 101.970 –.– 12.235 SUBTOTAL - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS ....................................... 69.949.259 13.004 208.971 70.171.234 92,8 5.453.427 1.837.727 820.850 9.606.148 Títulos para Negociação ................................................................................ 39.963.143 13.004 –.– 39.976.147 52,9 1.250.980 2 107.269 8.650.421 Títulos Disponíveis para Venda...................................................................... 29.932.179 –.– 208.971 30.141.150 39,9 4.202.175 1.837.489 713.581 954.239 Títulos Mantidos até o Vencimento (2)........................................................... 53.937 –.– –.– 53.937 –.– 272 236 –.– 1.488 INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS............................................ 5.077.596 365.027 –.– 5.442.623 7,2 1.431.854 566.559 433.698 651.069 TOTAL DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (ATIVO) - 31/12/2011................................... 75.026.855 378.031 208.971 75.613.857 100,0 6.885.281 2.404.286 1.254.548 10.257.217 Impostos Diferidos ......................................................................................... (88.734) Ajuste de coligadas e controladas ................................................................. 805 AJUSTE AO VALOR DE MERCADO - TVM - PL ............................................. 121.042 INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (PASSIVO)......................... (4.752.696) (658.809) –.– (5.411.505) –.– (1.104.747) (684.491) (646.614) (1.263.815) (1) Inclui basicamente títulos emitidos pela Dibens Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil e pela BFB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil; (2) Os títulos classificados nesta categoria, se avaliados a valor de mercado, apresentariam um ajuste positivo no valor de R$ 4.052 (R$ 8.038 em 31/12/2010).

31/12/2010

366 - 720 4.631.090 2.888 1.752.101 2.875.648 453 –.– –.– –.– –.– –.– 1.953.159 520.273 –.– 1.195.060 –.– –.– –.– –.– –.– 232.466 5.360 6.584.249 4.596.376 1.953.638 34.235 640.405

Acima de 720 dias 8.122.572 –.– 1.888.875 6.233.697 –.– –.– –.– –.– –.– –.– 37.746.261 539.015 –.– 35.005.362 –.– –.– –.– –.– –.– 2.074.598 127.286 45.868.833 25.371.099 20.480.028 17.706 1.719.038

Valor de Mercado 8.622.496 2.586 1.085.162 7.532.994 1.754 16.313 –.– –.– –.– 16.313 50.763.086 9.414.485 1.833.209 33.009.426 1.264.832 2.293.657 1.442.620 692.624 158.413 2.947.477 –.– 59.401.895 32.656.835 26.681.683 63.377 7.209.672

7.224.654

47.587.871

66.611.567

(798.377)

(913.461)

(6.109.424)


quinta-feira, 15 de março de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 21

Banco Itaú BBA S.A. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - PERÍODOS DE 01/01 A 31/12 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) (Continuação) b) Instrumentos Financeiros Derivativos da instituição. Ressaltamos, também, que na carteira da instituição não existem operações estruturadas com base em ativos subprime e todas estas operações são baseadas em fatores de risco negociados em bolsa. A globalização dos mercados nos últimos anos proporcionou um crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados. Os principais fatores de risco dos derivativos assumidos em 31/12/2011 eram relacionados as taxas de câmbio, taxas de juros, Como consequência deste processo, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administrar riscos commodities, cupons de dólar e de TR, Libor e renda variável. O gerenciamento destes e de outros fatores de risco de mercado de mercado, resultantes basicamente de flutuações em taxas de juros, câmbio, commodities e demais preços de ativos. Desta forma o está apoiado em arcabouço fazendo utilização de modelos determinísticos e estatísticos sofisticados. Com base neste modelo de ITAÚ BBA opera nos mercados derivativos, tanto no atendimento às crescentes necessidades de seus clientes, como na execução de gestão, a instituição tem conseguido, com a utilização de operações envolvendo derivativos, otimizar a relação risco-retorno mesmo sua política de gestão de riscos. Tal política baseia-se na utilização dos instrumentos derivativos como forma de minimização dos riscos em situações de grande volatilidade. resultantes das operações comerciais e financeiras. A maioria dos derivativos da carteira da instituição é negociada em bolsa. Para estes derivativos são utilizados os preços divulgados A comercialização de instrumentos financeiros derivativos junto a clientes é precedida da aprovação de limites de crédito. O processo pelas próprias bolsas, exceto em casos em que se identifique baixa representatividade do preço por iliquidez de seu contrato de aprovação dos limites também leva em consideração potenciais cenários de stress. específico. Os derivativos tipicamente apreçados desta forma são os contratos futuros. Da mesma forma, existem outros instrumentos O conhecimento do cliente, do setor em que atua e do seu perfil de apetite a riscos, assim como a prestação de informações sobre os que possuem cotações (preços justos) diretamente divulgadas por instituições independentes e que são apreçados utilizando estas riscos envolvidos na operação e sobre as condições negociadas, asseguram a transparência na relação entre as partes e permitem informações diretas. Caem nesta situação grande parte dos títulos públicos brasileiros, títulos (públicos e privados) internacionais de que se ofereça ao cliente o produto mais adequado às suas necessidades. alta liquidez e ações. As operações de derivativos efetuadas pelo ITAÚ BBA junto a clientes são neutralizadas de modo a eliminar os riscos de mercado. Para derivativos que não têm preços diretamente divulgados por bolsas, os preços justos são obtidos por meio de modelos de A maior parte dos contratos de derivativos negociados pela instituição com clientes no Brasil refere-se a operações de swap, apreçamento que utilizam informações de mercado, inferidas a partir de preços divulgados de ativos de maior liquidez. Destes preços termos, opções e futuros, registradas na BM&F Bovespa ou na CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos. No exterior, são extraídas as curvas de juros e as volatilidades de mercado que servem de dados de entrada para os modelos. Nesta situação, realizam-se operações com contratos derivativos de futuros, termos, opções, swaps com registro principalmente nas Bolsas de Chicago, encontram-se os derivativos de balcão, contratos a termos e títulos pouco líquidos. Nova York e Londres. Importante destacar que no exterior existem operações de balcão, mas seus riscos são baixos em relação ao total O valor total das margens dadas em garantia está composto por R$ 5.211.138. I - Abaixo, composção da carteira de Instrumentos Financeiros (Ativos e Passivos) por tipo de instrumento e indexador de referência, demonstrada pelo seu valor referencial, valor de custo e valor de mercado. Valor Patrimonial Valor Patrimonial a Receber/ Ajuste a a Receber/ Ajuste a Conta de Compensação (Recebido) Valor de Mercado Conta de Compensação (Recebido) Valor de Mercado Valor Referencial (A Pagar)/Pago (no Resultado) Valor de Mercado Valor Referencial (A Pagar)/Pago (no Resultado) 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2011 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2011 Contratos de futuros .................... 107.741.317 127.766.264 17.187 12.160 29.347 11.210 Contratos a Termo ........................ 15.877.915 1.459.620 234.719 (27.551) Compromissos de Compra........ 107.727.085 101.029.842 17.187 (15.761) 1.426 71.854 Compras a Receber.................... 8.275.894 1.459.620 629.464 (61.341) Moeda Estrangeira ..................... 17.205.186 3.174.856 (2.537) 2.338 (199) 36.984 Moeda Estrangeira ..................... 7.883.317 –.– 623.365 (61.547) Mercado Interfinanceiro.............. 67.299.248 92.066.468 89 (5) 84 399 Mercado Interfinanceiro.............. 349.985 –.– –.– –.– Índices ........................................ 21.880.714 5.718.104 19.524 499 20.023 1.526 Prefixados .................................. 5.761 1.235.831 5.503 258 Títulos......................................... 230.226 –.– –.– (3.008) (3.008) –.– Pós-Fixados ............................... –.– 223.789 –.– –.– Commodities .............................. 1.111.711 70.414 111 (15.585) (15.474) 32.945 Commodities .............................. 36.831 –.– 596 (52) Compromissos de Venda........... 14.232 26.736.422 –.– 27.921 27.921 (60.644) Obrigações por Compra Moeda Estrangeira ..................... –.– 3.792.800 –.– –.– –.– (110) a Pagar....................................... 1.351.234 –.– (68.100) (8.397) Mercado Interfinanceiro.............. –.– 6.412.847 –.– –.– –.– (2.574) Moeda Estrangeira ..................... 1.218.300 –.– (43.312) (7.514) Índices ........................................ –.– 16.291.703 –.– –.– –.– (3.541) Prefixados .................................. –.– –.– (5.503) (258) Títulos......................................... –.– 33.324 –.– –.– –.– (177) Commodities .............................. 130.857 –.– (19.081) (631) Commodities .............................. 14.232 205.748 –.– 27.921 27.921 (54.242) Outros......................................... 2.077 –.– (204) 6 Contratos de Swaps ..................... 204.009.761 214.767.123 (920.105) 194.933 (725.172) 610.188 Vendas a Receber....................... 1.285.869 –.– 72.103 11.110 Posição Ativa .............................. 101.544.828 107.668.915 1.795.698 455.765 2.251.463 2.825.471 Moeda Estrangeira ..................... 1.181.390 –.– 24.352 9.067 Moeda Estrangeira ..................... 18.921.585 20.120.543 889.492 (11.279) 878.213 87.087 Mercado Interfinanceiro.............. 47.056.664 47.120.933 341.333 50.573 391.906 1.444.190 Mercado Interfinanceiro.............. 47.169 –.– –.– –.– Prefixados .................................. 24.841.398 30.606.986 315.449 294.646 610.095 879.170 Prefixados .................................. 46.928 –.– 44.783 2.145 Pós-Fixados ............................... 5.611.164 3.066.245 991 (582) 409 3.740 Pós-Fixados ............................... –.– –.– –.– –.– Índices ........................................ 5.061.924 6.409.993 248.433 122.407 370.840 402.443 Commodities .............................. 10.382 –.– 2.968 (102) Títulos......................................... 49.093 125.524 –.– –.– –.– 3.736 Obrigações por Venda a Commodities .............................. 3.000 218.691 –.– –.– –.– 5.105 Entregar..................................... 4.964.918 –.– (398.748) 31.077 Posição Passiva.......................... 102.464.933 107.098.208 (2.715.803) (260.832) (2.976.635) (2.215.283) Moeda Estrangeira ..................... 4.905.297 –.– (341.957) 32.400 Moeda Estrangeira ..................... 33.142.420 26.879.061 (1.456.744) 124.065 (1.332.679) (118.915) Mercado Interfinanceiro.............. –.– –.– –.– (8) Mercado Interfinanceiro.............. 31.793.923 45.246.773 (228.258) (2.150) (230.408) (754.322) Prefixados .................................. –.– –.– (44.783) (2.145) Prefixados .................................. 20.445.851 19.750.914 (466.975) (222.779) (689.754) (842.403) Commodities .............................. 59.621 –.– (12.008) 830 Pós-Fixados ............................... 7.251.911 3.739.464 (133.161) 1.674 (131.487) (4.391) Derivativos de Crédito.................. 3.690.064 3.000.836 210.658 136.109 Índices ........................................ 9.603.772 11.084.806 (343.501) (191.718) (535.219) (453.217) Posição Ativa .............................. 2.882.474 1.976.141 231.192 139.566 Títulos......................................... 118.595 195.645 (86.165) 34.120 (52.045) (10.133) Prefixados .................................. 1.694.776 1.976.141 214.942 129.885 Commodities .............................. 108.461 201.545 (999) (4.044) (5.043) (31.902) Pós-Fixados ............................... –.– –.– 4.955 11.278 Contratos de Opções ................... 756.239.076 1.955.617.010 808.467 (611.568) 196.899 405.753 Índices ........................................ –.– –.– 11.144 (1.446) De Compra - Posição Títulos......................................... 1.187.698 –.– 151 (151) Comprada.................................. 218.534.817 576.472.751 414.401 (198.099) 216.302 878.606 Moeda Estrangeira ..................... 12.010.148 21.512.687 243.903 (104.505) 139.398 261.926 Posição Passiva.......................... 807.590 1.024.695 (20.534) (3.457) Mercado Interfinanceiro.............. 36.294.363 519.563.114 63.287 (34.657) 28.630 454.020 Prefixados .................................. 798.528 600.165 (20.534) (3.121) Pós-Fixados ............................... 278.388 314.295 1.417 (1.173) 244 1.637 Títulos......................................... 9.062 424.530 –.– (336) Índices ........................................ 169.447.671 33.646.694 90.828 (57.808) 33.020 91.145 Operações de Forwards............... 25.485.272 29.130.244 (25.852) –.– Títulos......................................... 1.241 793.924 742 366 1.108 19.722 Posição Ativa .............................. 12.603.633 14.275.354 278.064 –.– Commodities .............................. 501.299 642.037 14.173 (310) 13.863 50.156 Moeda Estrangeira ..................... 12.603.633 14.077.286 278.064 –.– Outros......................................... 1.707 –.– 51 (12) 39 –.– Commodities .............................. –.– 198.068 –.– –.– De Venda - Posição Comprada .. 249.053.852 450.643.960 1.639.487 1.425 1.640.912 1.122.666 Posição Passiva.......................... 12.881.639 14.854.890 (303.916) –.– Moeda Estrangeira ..................... 7.521.343 11.290.979 145.141 (39.095) 106.046 442.982 Moeda Estrangeira ..................... 12.881.639 14.790.938 (303.916) –.– Mercado Interfinanceiro.............. 27.406.479 388.623.480 251.401 (16.001) 235.400 97.428 Commodities .............................. –.– 63.952 –.– –.– Pós-Fixados ............................... 218.024 242.438 606 (260) 346 917 Swap com Verificação .................. 101.920 12.048 (174) (2.306) Índices ........................................ 211.972.223 48.681.339 588.915 (7.311) 581.604 6.479 Posição Ativa .............................. 50.873 6.020 –.– –.– Títulos......................................... 1.168.129 1.253.690 639.281 64.384 703.665 572.618 Mercado Interfinanceiro.............. 50.873 6.020 –.– –.– Commodities .............................. 767.654 552.034 14.143 (292) 13.851 2.242 Posição Passiva.......................... 51.047 6.028 (174) (2.306) De Compra - Posição Vendida ... 106.159.554 419.694.373 (549.003) (65.366) (614.369) (806.640) Mercado Interfinanceiro.............. 51.047 6.028 (174) (2.306) Moeda Estrangeira ..................... 10.311.349 21.358.633 (442.336) (106.213) (548.549) (437.941) Mercado Interfinanceiro.............. 18.701.642 367.609.819 (36.931) 14.720 (22.211) (255.570) Verificação de Swap - Moeda Índices ........................................ 76.907.732 29.912.254 (63.243) 24.595 (38.648) (56.942) Estrangeira.................................. 53.488 25.384 –.– 4.441 Títulos......................................... 2.163 197.037 (297) 152 (145) (10.308) Posição Ativa .............................. 53.488 25.384 –.– 4.441 Commodities .............................. 236.668 616.630 (6.196) 1.380 (4.816) (45.879) Moeda Estrangeira ..................... 53.488 25.384 –.– 4.441 De Venda - Posição Vendida ...... 182.490.853 508.805.926 (696.418) (349.528) (1.045.946) (788.879) Outros Instrumentos Moeda Estrangeira ..................... 10.470.652 14.731.230 (295.961) 114.557 (181.404) (408.187) Financeiros Derivativos ............. –.– 8.750 –.– –.– Mercado Interfinanceiro.............. 35.673.305 431.171.934 (173.161) (226.827) (399.988) (184.223) Posição Passiva.......................... –.– 8.750 –.– –.– Pós-Fixados ............................... 224.776 282.438 (695) 342 (353) (917) Moeda Estrangeira ..................... –.– 8.750 –.– –.– Índices ........................................ 134.942.982 61.535.497 (54.641) (125.650) (180.291) (5.749) ATIVO 5.077.596 365.027 Títulos......................................... 844.110 932.590 (160.793) (107.329) (268.122) (187.032) PASSIVO (4.752.696) (658.809) Commodities .............................. 333.378 152.237 (11.119) (4.607) (15.726) (2.771) Outros......................................... 1.650 –.– (48) (14) (62) –.– TOTAL 324.900 (293.782) Os contratos de derivativos possuem os seguintes vencimentos em dias: Compensação Futuros .............................................................................................................................................................................................................. Swaps................................................................................................................................................................................................................ Opções .............................................................................................................................................................................................................. Termo................................................................................................................................................................................................................. Derivativos de Crédito ....................................................................................................................................................................................... Forwards............................................................................................................................................................................................................ Swaps com Verificação...................................................................................................................................................................................... Verificação de Swap .......................................................................................................................................................................................... Outros................................................................................................................................................................................................................

0 - 30 57.107.635 13.933.117 529.122.259 2.760.252 88.449 9.821.024 –.– –.– –.–

31 - 180 16.775.940 27.205.681 50.734.768 7.653.679 1.677.283 8.560.510 –.– –.– –.–

181 - 365 12.618.963 17.213.803 150.981.614 3.625.230 9.379 2.494.539 –.– –.– –.–

Acima de 365 21.238.779 41.396.529 25.400.435 1.838.754 1.914.953 4.609.199 50.873 53.488 –.–

II - Abaixo, composição da carteira de Instrumentos Financeiros Derivativos por tipo de instrumento, demonstrada pelo seu valor referencial, por local de negociação (mercado organizado ou balcão) e contrapartes: 31/12/2011 Derivativos Futuros Swaps Opções Termo de Crédito Forward BM&F/Bovespa ......................................................................................... 97.329.554 12.905.296 712.542.728 397.154 –.– –.– Balcão........................................................................................................ 10.411.763 86.843.834 43.696.348 15.480.761 3.690.064 25.485.272 Instituições Financeiras ......................................................................... 1.137.255 66.820.861 39.043.297 1.782.172 2.755.447 23.977.318 Empresas............................................................................................... 9.274.508 20.014.529 4.653.051 13.698.589 934.617 1.507.954 Pessoas Físicas ..................................................................................... –.– 8.444 –.– –.– –.– –.– Total ........................................................................................................... 107.741.317 99.749.130 756.239.076 15.877.915 3.690.064 25.485.272 Total em 31/12/2010 .................................................................................. 127.766.264 104.980.405 1.955.657.010 1.459.620 3.000.836 29.130.244 III - Derivativos de Crédito Abaixo, composição da carteira de Derivativos de Crédito (Ativos e Passivos), demonstrada pelo seu valor referencial: Valor do Risco de Crédito 31/12/2011 31/12/2010 Transferidos........................................................................................................................................ (2.882.474) (1.976.141) Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são: (1.694.775) (1.976.141) Títulos e Valores Mobiliários ........................................................................................................... Swap de taxa de retorno total cujos ativos subjacentes são: (1.187.699) –.– Títulos e Valores Mobiliários ........................................................................................................... Recebidos ........................................................................................................................................... 807.590 1.024.695 Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são: 798.528 600.165 Títulos e Valores Mobiliários ........................................................................................................... Swap de taxa de retorno total cujos ativos subjacentes são: 9.062 424.530 Títulos e Valores Mobiliários ........................................................................................................... Total ..................................................................................................................................................... (2.074.884) (951.446) Durante o período não houve ocorrência de evento de crédito relativo a fatos geradores previstos nos contratos. IV - Resultado Realizado e não Realizado na Carteira de Instrumentos Financeiros Derivativos 01/01 a 31/12/2011 (347.910) Swap .................................................................................................................................................. Termo ................................................................................................................................................. (331.255) Futuro................................................................................................................................................. 491.789 Opções............................................................................................................................................... 472.477 Derivativos de Crédito........................................................................................................................ 48.066 Outros ................................................................................................................................................ (50.507) Total ..................................................................................................................................................... 282.660

01/01 a 31/12/2010 915.774 –.– 294.474 547.526 (73) 226.854 1.984.555

Swap com Verificação –.– 50.873 –.– 50.873 –.– 50.873 6.020

c) Evolução do Ajuste a Valor de Mercado do Período

Valor de Mercado 31/12/2011 31/12/2010 207.168 –.– 568.123 1.459.620 561.818 –.– –.– –.– 5.761 1.235.831 –.– 223.789 544 –.– (76.497) –.– (50.826) –.– (5.761) –.– (19.712) –.– (198) –.– 83.213 (1.459.620) 33.419 –.– –.– –.– 46.928 (1.235.831) –.– (223.789) 2.866 –.– (367.671) (309.557) (8) (46.928) (11.178) 346.767 370.758 344.827 16.233 9.698 –.– (23.991) (23.655) (336) (25.852) 278.064 278.064 –.– (303.916) (303.916) –.– (2.480) –.– –.– (2.480) (2.480) 4.441 4.441 4.441 –.– –.– –.–

–.– –.– –.– –.– –.– 186.588 209.637 209.637 –.– –.– –.– (23.049) (22.218) (831) (113.484) 713.672 666.456 47.216 (827.156) (808.873) (18.283) –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– (7) (7) (7)

5.442.623 7.209.672 (5.411.505) (6.109.424) 31.118 1.100.248

31/12/2011 107.741.317 99.749.130 756.239.076 15.877.915 3.690.064 25.485.272 50.873 53.488 –.–

31/12/2010 127.766.264 104.980.405 1.955.657.010 1.459.620 3.000.836 29.130.244 6.020 25.384 8.750

Verificação Swap –.– 53.488 –.– 53.488 –.– 53.488 25.384

Outros –.– –.– –.– –.– –.– –.– 8.750

01/01 a 31/12/2011 455.814

01/01 a 31/12/2010 264.325

Saldo Inicial......................................................................................................................................... Ajustes com efeitos no: Resultado.......................................................................................................................................... (603.332) 135.045 (37.797) 12.760 Títulos para Negociação ................................................................................................................. Instrumentos Financeiros Derivativos (Ativo e Passivo) ................................................................. (565.535) 122.285 75.711 56.444 Patrimônio Líquido ............................................................................................................................. Saldo Final .......................................................................................................................................... (71.807) 455.814 Ajuste a Valor de Mercado ................................................................................................................. (71.807) 455.814 13.004 50.801 Títulos para Negociação .................................................................................................................... 208.971 133.260 Títulos Disponíveis para Venda.......................................................................................................... (293.782) 271.753 Instrumentos Financeiros Derivativos................................................................................................ O quadro abaixo demonstra, para melhor entendimento, o resultado não realizado de títulos disponíveis para venda e dos mantidos até o vencimento: 31/12/2011 31/12/2010 Ajuste de Títulos Disponíveis para Venda - Patrimônio Líquido ........................................................... 208.971 133.620 8.038 Ajuste de Títulos Mantidos até o Vencimento....................................................................................... 4.052 Total de Resultado Não Realizado .................................................................................................... 213.023 141.298 d) Reclassificação de Títulos e Valores Mobiliários (artigo 5º da Circular nº 3.068, de 08/11/2001, do BACEN) A Administração determina diretrizes para a classificação de Títulos e Valores Mobiliários. As classificações dos títulos existentes na carteira, assim como aqueles adquiridos no período, são periódica e sistematicamente avaliadas de acordo com tais diretrizes. Conforme estabelecido no artigo 5º da Circular nº 3.068, de 08/11/2008, do BACEN, a reavaliação quanto à classificação de títulos e valores mobiliários só pode ser efetuada por ocasião dos balancetes semestrais. Além disso, no caso da transferência da categoria “mantidos até o vencimento” para as demais, essa só poderá ocorrer por motivo isolado, não usual, não recorrente e não previsto, que tenha ocorrido após a data da classificação. No período, não foram realizadas reclassificações ou alterações nas diretrizes existentes.

NOTA 7 - OPERAÇÕES DE CRÉDITO, ARRENDAMENTO MERCANTIL (DEMONSTRADA A VALOR PRESENTE) E OUTROS CRÉDITOS a) Composição da Carteira de Crédito por Tipo de Operação e Níveis de Risco 31/12/2011 Níveis de Risco AA A B C D E Operações de Crédito ............................................................................ 46.931.834 9.794.275 2.647.524 757.348 364.342 2.091 Empréstimos e Títulos Descontados ..................................................... 19.117.922 6.711.280 2.233.625 713.157 322.524 1.133 Financiamentos...................................................................................... 24.399.970 2.752.293 377.578 34.476 28.161 958 Financiamentos Rurais e Agroindustriais .............................................. 3.413.942 330.702 36.321 9.715 13.657 –.– Operações de Arrendamento Mercantil Financeiro (Nota 7d)............ 103.519 1.307.591 153.018 94.491 43.062 24.107 Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (1) .................................. 2.010.859 755.139 100.176 1.221 13.253 2.255 Outros Créditos - Diversos (2).............................................................. –.– 500 –.– –.– 7.518 –.– Total Operações com Características de Concessão de Crédito ...... 49.046.212 11.857.505 2.900.718 853.060 428.175 28.453 Avais e Fianças (3) ................................................................................. –.– –.– –.– –.– –.– –.– Total com Avais e Fianças ..................................................................... 49.046.212 11.857.505 2.900.718 853.060 428.175 28.453 Total Geral 31/12/2010 ............................................................................ 25.120.505 21.569.695 3.621.534 1.313.849 804.291 95.855 (1) Composto por Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio e Rendas a Receber de Adiantamentos Concedidos, contabilizados em Outros Créditos/Obrigações - Carteira de Câmbio Valores e Bens e Avais e Fianças Honrados (Nota 11a); (3) Contabilizados em Contas de Compensação. b) Composição da Carteira por Faixas de Vencimento e Níveis de Risco Curso Anormal (*) AA A B C D E Parcelas Vincendas ................................................................................ –.– –.– 113.724 358.729 92.613 16.126 01 a 60 ................................................................................................... –.– –.– 8.274 20.111 5.384 1.549 61 a 90 ................................................................................................... –.– –.– 4.276 7.292 1.880 748 91 a 180 ................................................................................................. –.– –.– 12.436 17.378 5.822 2.207 181 a 365 ............................................................................................... –.– –.– 25.747 35.661 11.073 4.224 Acima de 365 ......................................................................................... –.– –.– 62.991 278.287 68.454 7.398 Parcelas Vencidas (em Atraso).............................................................. –.– –.– 12.891 19.424 51.999 9.158 01 a 60 ................................................................................................... –.– –.– 12.891 8.856 4.956 1.593 61 a 90 ................................................................................................... –.– –.– –.– 9.336 43.972 774 91 a 180 ................................................................................................. –.– –.– –.– 1.232 3.071 5.702 181 a 365 ............................................................................................... –.– –.– –.– –.– –.– 1.089 Acima de 365 ......................................................................................... –.– –.– –.– –.– –.– –.– Subtotal ................................................................................................... –.– –.– 126.615 378.153 144.612 25.284

31/12/2010 F G H Total Total 260.362 24.853 158.314 60.940.943 48.618.884 230.219 24.853 141.042 29.495.755 23.139.166 30.143 –.– 17.272 27.640.851 22.119.988 –.– –.– –.– 3.804.337 3.359.730 17.104 15.156 33.192 1.791.240 2.548.031 –.– –.– 7.169 2.890.072 2.061.216 –.– –.– –.– 8.018 8.057 277.466 40.009 198.675 65.630.273 53.236.188 –.– –.– –.– 36.794.457 23.602.140 277.466 40.009 198.675 102.424.730 76.838.328 406.584 141.407 162.468 53.236.188 (Nota 8); (2) Composto por Títulos e Créditos a Receber, Devedores por Compra de

F 69.134 3.940 1.907 22.772 11.318 29.197 30.578 25.436 1.639 2.143 1.360 –.– 99.712

G 8.104 822 404 1.176 2.284 3.418 28.632 850 413 26.172 1.197 –.– 36.736

H 93.437 4.934 2.315 6.265 14.107 65.816 59.276 23.824 2.865 9.556 19.989 3.042 152.713

Total 751.867 45.014 18.822 68.056 104.414 515.561 211.958 78.406 58.999 47.876 23.635 3.042 963.825

% 1,15% 0,07% 0,03% 0,10% 0,16% 0,79% 0,32% 0,12% 0,09% 0,07% 0,04% 0,00% 1,47%


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA/LEGAIS

quinta-feira, 15 de março de 2012

Banco Itaú BBA S.A. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - PERÍODOS DE 01/01 A 31/12 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) (Continuação) b) Composição da Carteira por Faixas de Vencimento e Níveis de Risco (Continuação)

Parcelas Vincendas ................................................................................ 01 a 60 ................................................................................................... 61 a 90 ................................................................................................... 91 a 180 ................................................................................................. 181 a 365 ............................................................................................... Acima de 365 ......................................................................................... Parcelas Vencidas até 14 dias ............................................................... Subtotal ................................................................................................... TOTAL GERAL EM 31/12/2011 ............................................................... Provisão Requerida .................................................................................. Provisão Complementar ........................................................................... PDD .......................................................................................................... TOTAL GERAL EM 31/12/2010 ............................................................... Provisão Requerida .................................................................................. Provisão Complementar ........................................................................... PDD ..........................................................................................................

AA 48.833.026 8.368.680 3.011.463 6.346.986 7.642.302 23.463.595 213.186 49.046.212 49.046.212 –.– –.– –.– 25.120.505 –.– –.– –.–

A 11.811.062 1.371.676 965.697 1.355.583 1.979.914 6.138.192 46.442 11.857.504 11.857.504 (59.288) –.– (59.288) 21.569.695 (107.848) –.– (107.848)

B 2.768.440 685.462 198.138 226.822 407.854 1.250.164 5.664 2.774.104 2.900.719 (29.007) –.– (29.007) 3.621.534 (36.215) –.– (36.215)

C 474.601 45.387 6.812 105.077 50.784 266.541 306 474.907 853.060 (25.592) –.– (25.592) 1.313.849 (39.415) –.– (39.415)

D 283.240 13.463 5.272 54.058 32.597 177.850 323 283.563 428.175 (42.817) –.– (42.817) 804.291 (80.429) (30.112) (110.541)

Curso Normal E 3.123 202 105 318 653 1.845 47 3.170 28.454 (8.536) (4.498) (13.034) 95.855 (28.757) (19.161) (47.918)

F 165.186 2.265 1.116 2.307 13.508 145.990 12.567 177.753 277.465 (138.733) (55.465) (194.198) 406.584 (203.292) (81.276) (284.568)

G 3.241 168 87 261 521 2.204 32 3.273 40.009 (28.006) (11.999) (40.005) 141.407 (98.985) (42.408) (141.393)

H 45.713 5.077 2.064 732 1.058 36.782 249 45.962 198.675 (198.675) –.– (198.675) 162.468 (162.468) –.– (162.468)

Total 64.387.632 10.492.380 4.190.754 8.092.144 10.129.191 31.483.163 278.816 64.666.448 65.630.273 (530.654) (71.962) (602.616) 53.236.188 (757.409) (172.957) (930.366)

% 98,11% 15,99% 6,39% 12,33% 15,43% 47,97% 0,42% 98,53% 100,00%

(*) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias ou com composições efetuadas ou de responsabilidade de empresas concordatárias ou em processo de falência. c) Composição por Setores de Atividade Setor Público ...................................................................................................................................... Setor Privado ...................................................................................................................................... Pessoa Jurídica................................................................................................................................ Indústria e Comércio....................................................................................................................... Serviços .......................................................................................................................................... Setor Primário................................................................................................................................. Outros ............................................................................................................................................. Pessoa Física ...................................................................................................................................

31/12/2011 1.475.061 64.155.212 62.410.203 33.821.644 19.112.144 8.833.465 642.950 1.745.009

31/12/2010 385.875 52.850.313 50.309.111 26.918.741 15.123.207 8.164.277 102.886 2.541.202

Total .....................................................................................................................................................

65.630.273

53.236.188

Operações de Arrendamento Financeiro ......................................................................................... Arrendamentos a Receber e Valor Residual Garantido........................................................................ (Rendas a Apropriar e Valor Residual a Balancear)............................................................................. Outros Valores e Bens - Bens Reintegrados ........................................................................................ Imobilizado de Arrendamento Mercantil .......................................................................................... Bens Arrendados - Veículos ........................................................................................................... Veículos .......................................................................................................................................... Perdas em Arrendamento a Amortizar (Nota 3l)............................................................................. Depreciação Acumulada ................................................................................................................. (Depreciação Acumulada) .............................................................................................................. Superveniência de Depreciação..................................................................................................... (Credores por Antecipação do Valor Residual) ...............................................................................

31/12/2011 107.534 4.252.526 (4.145.101) 109 3.641.707 3.458.319 3.458.303 16 183.388 (2.219.221) 2.402.609 (1.958.001)

31/12/2010 166.130 5.464.431 (5.298.410) 109 4.443.762 4.228.970 4.228.947 23 214.792 (2.033.241) 2.248.033 (2.061.861)

Total .....................................................................................................................................................

1.791.240

2.548.031

01/01 a 31/12/2011 (930.366) 102.499 102.499 –.– 225.251 (602.616) (530.654) (71.962)

01/01 a 31/12/2010 (1.925.888) 660.740 (273.303) 934.043 334.782 (930.366) (757.409) (172.957)

d) Composição do Valor Presente das Operações de Arrendamento Mercantil Financeiro

e) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa

Saldo Inicial......................................................................................................................................... Reversão (Constituição) Líquida do Período ................................................................................ Requerida pela Resolução nº 2.682/99 .......................................................................................... Complementar ................................................................................................................................ “Write-Offs” ..................................................................................................................................... Saldo Final .......................................................................................................................................... Provisão Requerida (Nota 3g) ........................................................................................................... Provisão Complementar (*)................................................................................................................

(*) Refere-se à provisão complementar aos percentuais mínimos requeridos pela Resolução nº 2.682, de 21/12/1999, do CMN, utilizando-se da metodologia de perda esperada, adotada na gestão de risco de crédito da instituição, que considera inclusive as perdas potenciais para créditos rotativos. Em 31/12/2011, o saldo da provisão em relação à carteira de crédito equivale a 0,92% (1,75% em 31/12/2010). f) Recuperação e Renegociação de Créditos I - No período foram recuperados créditos baixados (“write-off”) contra a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa no valor de R$ 141.329 (R$ 186.232 em 31/12/2010), que se encontram registrados em Receitas de Operações de Crédito e Arrendamento Mercantil. II - Em 31/12/2011 o saldo de créditos renegociados totalizava R$ 90.749 (R$ 74.961 em 31/12/2010), sendo a respectiva Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa de R$ 39.711 (R$ 33.939 em 31/12/2010). g) Cessão de Crédito No ano de 2011, foram realizadas cessões de crédito sem coobrigação, amparadas no disposto na Resolução nº 2.836, de 30 de maio de 2001 do CMN, sendo Carteira de Crédito com empresas Não Ligadas no valor de R$ 1.178.744 (R$ 959.551 em 31/12/2010), cedidas por R$ 1.080.967 (R$ 964.748 em 31/12/2010), com efeito de (R$ 295) (R$ 5.197 em 31/12/2010) no resultado. h) Operações Ativas Vinculadas Apresentamos abaixo informações relativas a operações ativas vinculadas, realizadas na forma prevista na Resolução nº 2.921, de 17/01/2002, do CMN. 01/01 a 31/12/2011 31/12/2011 Receitas 0 - 30 31 - 180 181 - 365 Total (Despesas) Operações Ativas Vinculadas Operações de Crédito........................................................................ 480 110.569 26.261 137.310 22.740 Obrigações por Operações Ativas Vinculadas Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior ..................

480

110.569

26.261

137.310

Resultado líquido das operações vinculadas..................................

(22.715) 25

NOTA 8 - CARTEIRA DE CÂMBIO ATIVO - OUTROS CRÉDITOS ............................................................................................................. Câmbio Comprado a Liquidar - ME ................................................................................................... Direitos sobre Vendas de Câmbio - MN............................................................................................. (-) Adiantamentos em Moeda Nacional Recebidos - MN................................................................... Rendas a Receber de Adiantamentos Concedidos ........................................................................... PASSIVO - OUTRAS OBRIGAÇÕES .................................................................................................. Câmbio Vendido a Liquidar - ME ....................................................................................................... Obrigações por Compras de Câmbio - MN........................................................................................ (-) Adiant. sobre Contratos de Câmbio e Imp. Fin. - Câmbio Contratado.......................................... Outras ................................................................................................................................................ CONTAS DE COMPENSAÇÃO ........................................................................................................... Créditos Abertos para Importação - ME ............................................................................................ Créditos de Exportação Confirmados - ME .......................................................................................

31/12/2011 17.418.975 11.385.064 6.185.773 (217.758) 65.896 14.321.514 6.132.515 11.015.420 (2.826.890) 469 884.712 880.820 3.892

NOTA 9 - CAPTAÇÃO DE RECURSOS E OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES 31/12/2011 Acima 0 a 30 31 a 180 181 a 365 de 365 Depósitos ........................................................... 45.211.316 10.638.824 5.668.875 19.251.916 Captações no Mercado Aberto......................... 21.415.377 7.442.735 6.500.544 20.111.496 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos..... 2.929.482 3.569.841 2.164.326 3.099.889 Recursos de Crédito Agronegócio .................... 251.769 888.401 263.316 1.849.740 Emitidos no Exterior.......................................... 2.677.713 2.681.440 1.901.010 1.250.149 Euro Certificates of Deposits.......................... 2.653.804 2.239.327 1.871.241 37.874 Structured Note Issued................................... –.– 417.519 8.559 1.168.794 Medium Term Note ......................................... 23.103 24.594 21.210 43.481 Brazil Risk Note Programme .......................... –.– –.– –.– –.– Euro Medium Term Note Programme............. –.– –.– –.– –.– Euro Notes ..................................................... –.– –.– –.– –.– Outros............................................................. 806 –.– –.– –.– Obrigações por Empréstimos e Repasses (*). 1.637.342 7.382.500 7.183.666 13.196.018 TOTAL ................................................................. 71.193.517

29.033.900

21.517.411

55.659.319

31/12/2010 11.404.697 6.569.739 4.898.986 (102.242) 38.214 9.595.156 4.971.585 6.645.821 (2.023.002) 752 326.826 301.732 25.094 31/12/2010

Total 80.770.931 55.470.152 11.763.538 3.253.226 8.510.312 6.802.246 1.594.872 112.388 –.– –.– –.– 806 29.399.526

Total 72.292.954 60.749.689 5.668.897 2.732.808 2.936.089 1.331.555 114.943 125.798 919.813 417.680 14.546 11.754 23.883.661

177.404.147

162.595.201

(*) Os Empréstimos no Exterior estão representados, basicamente, por aplicações em operações comerciais de câmbio, relativas a pré-financiamentos à Exportação e Financiamentos à Importação. NOTA 10 - PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS O Itaú BBA, na execução de suas atividades normais, encontra-se envolvido em contingências como segue: a) Passivos Contingentes: são quantificados e classificados conforme segue: - Critérios de quantificação: Ações Cíveis: quantificadas quando da notificação judicial e revisadas mensalmente: - Individualizados (processos relativos a causas consideradas não usuais ou cujo valor seja considerado relevante): pelo valor indenizatório pretendido, nas provas apresentadas e na avaliação de assessores legais que considera jurisprudência, subsídios fáticos levantados, provas produzidas nos autos e as decisões judiciais que vierem a ser proferidas na ação - quanto ao grau de risco de perda da ação judicial. Ajustadas ao valor do depósito em garantia de execução quando este é exigido ou ao valor da execução definitiva (valor incontestável) quando em fase de trânsito em julgado. Ações Trabalhistas: quantificadas com base na análise individual do valor potencial de perda provável para ações com valor relevante. Ações Fiscais e Previdenciárias: quantificadas quando do recebimento da notificação dos processos administrativos, com base nos valores destes, atualizados mensalmente. - Contingências classificadas como prováveis: são reconhecidas contabilmente e estão representadas principalmente por Ações Cíveis, Trabalhistas, Fiscais e Previdenciárias. Abaixo demonstramos a movimentação das respectivas provisões para passivos contingentes e os saldos dos respectivos depósitos em garantia de recursos: 01/01 a 01/01 a 31/12/2011 31/12/2010 Fiscais e Provisões para Passivos Contingentes Cíveis Trabalhistas Previdenciárias Total Total Saldo Inicial.......................................................................... 68.256 14.746 72.281 155.283 114.831 Atualização/Encargos............................................................ 8.427 9.354 161 17.942 9.933 Movimentação do Período Refletida no Resultado ............... 180 20.071 27.398 47.649 31.333 Constituição......................................................................... 548 20.071 27.405 48.024 34.866 Baixas por Reversão ........................................................... (368) –.– (7) (375) (3.533) Baixas por Pagamento .......................................................... –.– (52) –.– (52) (814) Saldo Final em 31/12/2011 .................................................. 76.863 44.119 99.840 220.822 155.283 Depósitos em Garantia de Recursos em 31/12/2011........ 5.151 8.304 3.177 16.632 Depósitos em Garantia de Recursos em 31/12/2010........ 4.677 4.615 3.042 12.334 - Contingências classificadas como possíveis: não são reconhecidas contabilmente e estão representadas por Processos Fiscais e Previdenciários no valor de R$ 343.766, relativos basicamente a: • IRPJ/CSLL/PIS/Cofins - 100% Decaído - R$ 96.062: Extinção do crédito tributário por meio de decadência e/ou prescrição. • IRPJ e CSLL - Recomposição Patrimonial - R$ 49.855: auto de infração para exigir Imposto de Renda e Contribuição Social sobre valor recebido do Poder Público para recomposição patrimonial. Os valores recebidos decorrem do negócio de privatização do Banco Bemge S.A.. O Estado de Minas Gerais (controlador e vendedor) ressarciu o Banco Bemge S.A. (depois denominado Banco Itaú BBA S.A.) de valores de condenações judiciais de natureza tributária contra este, relacionadas a fatos geradores anteriores à privatização. • Receitas Fianças - R$ 48.812- são atividades originadas de operações financeiras. Trata-se de renda auferida pela promessa de operação de crédito sob condição suspensiva: com o implemento da condição a instituição financeira torna-se obrigada a pagar o débito do contratante, aperfeiçoando-se a concessão do crédito. Assim como na fiança onerosa, não há nenhum serviço sendo prestado. • INSS - Verbas não Remuneratórias - R$ 38.749: defendemos a não incidência do tributo sobre essas verbas, principalmente participação nos lucros, nos resultados, vale transporte e abono único. • Desenquadramento da Anistia - R$ 34.209: Desenquadramento dos benefícios da anistia. • IRPJ, CSLL, PIS e COFINS - Usufruto de Cotas e Ações - R$ 25.818: discutimos o correto tratamento contábil e tributário do valor recebido pela constituição onerosa do usufruto.

b) Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias e Depósitos em Garantia para Interposição de Recursos - Passivos constituídos pelo valor integral em discussão e respectivos depósitos em garantia conforme abaixo: Movimentação das Obrigações Legais 31/12/2011 31/12/2010 Saldo Inicial......................................................................................................................................... 30.584 17.646 Encargos sobre Tributos....................................................................................................................... 1.109 1.099 Movimentação do Período Refletida no Resultado - Reversão Ganho de Causa................................ –.– 11.839 Saldo Final (Nota 12c) ........................................................................................................................ 31.693 30.584 Movimentação dos Depósitos em Garantia 31/12/2011 31/12/2010 Saldo Inicial......................................................................................................................................... 453.678 426.602 Apropriação de Rendas........................................................................................................................ 26.756 28.856 Depósitos Efetuados ............................................................................................................................ 28.526 –.– Conversão em Renda........................................................................................................................... (65.925) (1.780) Saldo Final .......................................................................................................................................... 443.035 453.678 A principal natureza está descrita a seguir: • PIS - Anterioridade Nonagesimal e Irretroatividade - R$ 27.210 - Pleiteamos o afastamento das Emendas Constitucionais 10/96 e 17/97, dado o princípio da anterioridade e irretroatividade, visando recolhimento pela Lei Complementar 07/70. O saldo do depósito em garantia correspondente totaliza R$ 18.876. O Itaú BBA, com base na opinião de assessores legais, não está envolvido em quaisquer outros processos administrativos ou judiciais que possam afetar significativamente os resultados de suas operações. NOTA 11 - DETALHAMENTO DE CONTAS a) Outros Créditos - Diversos 31/12/2011 31/12/2010 Créditos Tributários (Nota 12b I) .......................................................................................................... 911.279 730.838 Títulos a Receber sem Característica de Concessão de Crédito (Nota 15a)....................................... 919.804 834.048 Depósitos em Garantia de Passivos Contingentes e Obrigações Legais (Nota 10b) .......................... 459.667 466.011 Impostos e Contribuições a Compensar .............................................................................................. 119.070 83.670 Títulos a Receber com Característica de Concessão de Crédito (Nota 7a)......................................... 8.018 8.057 Outros................................................................................................................................................... 122.888 79.112 Total ..................................................................................................................................................... 2.540.726 2.201.736 b) Outras Obrigações - Diversas Provisão para Passivos Contingentes (Nota 10a) ................................................................................ Provisão para Pagamentos a Efetuar ................................................................................................... Credores Diversos no País................................................................................................................... Outras................................................................................................................................................... Total .....................................................................................................................................................

31/12/2011 220.822 98.760 90.476 2.416 412.474

31/12/2010 155.283 82.004 30.651 5.883 273.821

c) Receitas de Prestação de Serviços

01/01 a 31/12/2011 460.523 342.607 88.658 82.438 45.555 14.093 1.033.874 01/01 a 31/12/2011 (180.487) (106.617) (84.281) (56.329) (50.502) (27.838) (16.353) (13.106) (60.383) (595.896)

01/01 a 31/12/2010 340.933 298.089 77.584 63.597 30.572 19.381 830.156 01/01 a 31/12/2010 (109.039) (77.059) (59.778) (48.511) (30.126) (22.280) (15.526) (7.621) (35.921) (405.861)

01/01 a 31/12/2011 (418.787) (129.320) (6.388) (81.067) (635.562)

01/01 a 31/12/2010 (447.724) (25.901) (6.160) (61.555) (541.340)

Operações de Crédito e Garantias Prestadas...................................................................................... Serviços de Assessoria Econômica e Financeira ................................................................................ Serviços de Cobrança .......................................................................................................................... Comissões............................................................................................................................................ Rendas de Corretagem/Colocação de Títulos...................................................................................... Outros................................................................................................................................................... Total ..................................................................................................................................................... d) Outras Despesas Administrativas Processamento de Dados e Telecomunicações................................................................................... Serviços de Terceiros ........................................................................................................................... Instalações ........................................................................................................................................... Despesas do Sistema Financeiro Nacional.......................................................................................... Convênio de Rateio de Custos Comuns (Nota 15a) ............................................................................ Depreciação e Amortização ................................................................................................................. Despesas com Viagens ........................................................................................................................ Despesas de Comunicação.................................................................................................................. Outras................................................................................................................................................... Total ..................................................................................................................................................... e) Outras Despesas Operacionais Amortização de Ágios de Incorporação ............................................................................................... Despesas com Câmbio ........................................................................................................................ Provisão para Perdas em Títulos a Receber sem Característica de Concessão de Crédito ............... Outras................................................................................................................................................... Total .....................................................................................................................................................

f) Resultado não Operacional - R$ 142.917, estão representadas basicamente pelo lucro na alienação de investimentos em sociedades de propósitos específicos e de ações CETIP no montante de R$ 147.970. NOTA 12 - TRIBUTOS a) Composição das Despesas com Impostos e Contribuições I - Demonstramos a seguir o Imposto de Renda e Contribuição Social devidos sobre as Operações do Período e sobre as Diferenças Temporárias decorrentes de adições e exclusões: 01/01 a 01/01 a Devidos sobre Operações do Período 31/12/2011 31/12/2010 Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ..................................................... 2.779.491 3.569.569 Encargos (Imposto de Renda e Contribuição Social) às alíquotas vigentes (Nota 3p)........................ (1.111.796) (1.427.828) Acréscimos/Decréscimos aos encargos de Imposto de Renda e Contribuição Social decorrentes de: (Inclusões) Exclusões Permanentes ................................................................................................ 737.747 150.032 Participação em Coligada e Controlada ............................................................................................ 30.594 (1.346) Variação Cambial de Investimentos no Exterior ................................................................................ 215.422 (67.072) Juros sobre o Capital Próprio ............................................................................................................ 148.000 105.600 Juros sobre Título da Dívida Externa, Dividendos e Incentivos Fiscais............................................. 128.620 118.636 Outras (*) ........................................................................................................................................... 215.111 (5.786) (Inclusões) Exclusões Temporárias.................................................................................................. (248.643) 561.059 Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa ............................................................................. 58.808 369.715 Superveniência de Depreciação de Arrendamento Mercantil Financeiro.......................................... 49.674 239.857 Ajustes ao Valor de Mercado de Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos e Ajustes de Operações Realizadas em Mercado de Liquidação Futura .................... (233.293) 3.159 Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias, Passivos Contingentes e Atualização de Depósitos em Garantia .............................................................................................................. (12.257) 6.957 Provisão para Participação nos Lucros ............................................................................................. (84.935) –.– Outras Provisões Indedutíveis ........................................................................................................... (26.640) (58.629) (Constituição) Compensação sobre o Prejuízo Fiscal.................................................................... 84.633 111.924 Despesa com Imposto de Renda e Contribuição Social ................................................................ (538.059) (604.813) Referentes a Diferenças Temporárias Constituição (Reversão) do Período..................................................................................................... 164.010 (672.983) Constituição (Reversão) de Períodos Anteriores.................................................................................. (111.747) 5.990 (Despesas)/Receitas de Tributos Diferidos...................................................................................... 52.263 (666.993) Total de Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................................... (485.796) (1.271.806) (*) Contempla basicamente o efeito decorrente do Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Ferderais - Lei nº 11.941/09 e ajuste de período anterior. II - As Despesas Tributárias estão representadas basicamente por PIS, COFINS e ISS. b) Créditos Tributários I - O saldo de Créditos Tributários e sua movimentação, segregado em função das origens e desembolsos efetuados, estão representados por: 31/12/2010 Realização Constituição 31/12/2011 Prejuízo Fiscal e Base Negativa de Contribuição Social.............................. 61 –.– 581 642 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.......................................... 357.478 (287.657) 228.850 298.671 Ajuste a Valor de Mercado de Títulos para Negociação de Instrumentos Financeiros Derivativos........................................................ 24.705 (24.705) 256.431 256.431 Obrigações Legais, Fiscais e Previdenciárias e Passivos Contingentes ..... 49.073 (640) 16.367 64.800 Ajuste de Operações Realizadas em Mercado de Liquidação Futura ......... 31.276 (28.258) 1.000 4.018 Participações no Lucro ................................................................................. 154.406 (154.406) 175.929 175.929 Outras Provisões Indedutíveis...................................................................... 113.839 (21.402) 18.352 110.789 Total .............................................................................................................

730.838

(517.068)

697.510

911.280

II - A estimativa de realização e o valor presente dos Créditos Tributários, da Contribuição Social a Compensar decorrente da Medida Provisória nº 2.158-35 de 24/08/2001 e da Provisão para Impostos e Contribuições Diferidos existentes em 31/12/2011, de acordo com a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros, com base no histórico de rentabilidade e em estudo técnico de viabilidade, são: Ano de Realização Diferenças Temporárias 2012 492.123 2013 188.052 2014 46.467 2015 32.490 2016 61.118 acima de 2016 91.029 Total 911.279 Valor Presente (1) 733.668 (1) Para o ajuste a valor presente foi utilizada a taxa média de captação. As projeções de lucros tributáveis futuros incluem estimativas referentes a variáveis macroeconômicas, taxas de câmbio, taxas de juros, volume de operações financeiras e tarifas de serviços, entre outros, que podem apresentar variações em relação aos dados e valores reais. O lucro líquido contábil não tem relação direta com o lucro tributável para o imposto de renda e contribuição social, em função das diferenças existentes entre os critérios contábeis e a legislação fiscal pertinente, além de aspectos societários. Portanto, recomendamos que a evolução da realização dos créditos tributários decorrentes das diferenças temporárias e prejuízo fiscal não seja tomada como indicativo de lucros líquidos futuros. III - Não existem Créditos Tributários não contabilizados. c) Obrigações Fiscais e Previdenciárias I - O saldo das Obrigações Fiscais e Previdenciárias está representado por: 31/12/2011 31/12/2010 Provisão para Impostos e Contribuições Diferidos (1)....................................................................... 933.433 807.726 Impostos e Contribuições sobre Lucros a Pagar ............................................................................... 424.748 385.563 Impostos e Contribuições a Pagar/Recolher ..................................................................................... 55.665 367.774 Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias (Nota 10b) ................................................................ 31.693 30.584 Total ..................................................................................................................................................... 1.445.539 1.591.647 (1) Representado principalmente por Superveniência de Arrendamento Mercantil Financeiro.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 23

Banco Itaú BBA S.A. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - PERÍODOS DE 01/01 A 31/12 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) (Continuação) NOTA 13 - INVESTIMENTOS E INTANGÍVEL I - Participação em Coligada e Controladas Resultado de Ajustes de Participação em Títulos e Valores Saldos em Coligadas e Controladas Mobiliários de Coligadas, Empresas 31/12/2010 de 01/01 a 31/12/2011 (1) Controladas e Outros No País ........................................................................................................ 73.179 77.362 961 Intrag-Part Administração e Participações S.A. ...................................... (2) –.– 46.246 (1) Itauseg Participações S.A. ....................................................................... (3) (4) –.– 24.820 962 Itaú-BBA Trading S.A. .............................................................................. 73.179 6.296 –.– Delle Holdings S.A. .................................................................................. –.– –.– –.– Puerto Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros ................................. –.– –.– –.– Estruturadora Brasileira de Projetos S.A. ................................................. –.– –.– –.– No Exterior .................................................................................................. 1.490 (878) –.– Itaú BBA SAS............................................................................................ (5) (6) –.– (1.287) –.– Banco Itaú Argentina S.A. ........................................................................ (7) 1.490 409 –.– TOTAL GERAL............................................................................................. 74.669 76.484 961

Dividendos Provisionados (1.618) –.– (1.552) (66) –.– –.– –.– –.– –.– –.– (1.618)

Reorganizações Societárias 6.300.000 4.800.000 1.500.000 –.– –.– –.– –.– 18.842 17.713 1.129 6.318.842

Resultado de Participação em Coligadas e Controladas de 01/01 a 31/12/2010 33.928 –.– –.– 1.942 33.365 662 (2.041) (175) –.– (175) 33.753

Saldos em 31/12/2011 6.449.884 4.846.245 1.524.230 79.409 –.– –.– –.– 19.454 16.426 3.028 6.469.338

(1) Inclui variação cambial no montante de R$ 622; (2) Em 30/11/11, foi deliberado o aumento de capital na empresa da Intrag-Part Administração e Participações S.A., pelo Itaú BBA, no montante em R$ 4.800.000; (3) O resultado de participação não reflete a participação atual no resultado da controlada, por variação de participação durante o período; (4) Em 30/11/11, foi deliberado o aumento de capital na empresa da Itauseg Participações S.A. pelo Itaú BBA, no montante em R$ 1.500.000; (5) Empresa constituída em 25/07/2011; (6) Aumento de capital realizado em novembro de 2011, no montante de R$ 11.336; (7) Contempla o Ajuste de Resultados não Realizados no resultado de participações no montante de R$ 307. Empresas No País Itaú-BBA Trading S.A. .............................................................................. Intrag-Part Administração e Participações S.A. ....................................... Itauseg Participações S.A. ....................................................................... No Exterior Itaú BBA SAS............................................................................................ Banco Itaú Argentina S.A. ........................................................................

Capital

Patrimônio Líquido

46.442 5.950.679 10.182.908

79.409 6.637.856 13.929.929

18.233 185.907

16.426 302.788

Lucro Líquido/ (Prejuízo) do Período 6.297 63.344 234.858 (1.760) (4.740)

Nº de Ações Ordinárias de Propriedade do Itaú BBA

Ágios de Incorporação (1) .................................................................. Banco Único ....................................................................................... Itaúsaga.............................................................................................. Itaú ..................................................................................................... Direitos por Aquisição de Folhas de Pagamento................................... Outros Ativos Intangíveis (2) .................................................................

Custo 2.179.213 1.163.514 760.905 254.794 270 309.123

Valor Líquido 658.072 504.190 45.327 108.555 129 277.873

31/12/2010 Valor Líquido 1.076.859 736.892 181.310 158.657 183 –.–

Total ......................................................................................................

2.488.606

(1.552.532)

936.074

1.077.042

(1) Refere-se basicamente a ágio na aquisição de ações relativo à associação Itaú Unibanco, que foram incorporadas em 2009. (2) Contrato celebrado com a Tele Norte Leste Participações que garante o direito de recebimento do fluxo de juros sobre capital próprio/dividendos referentes às ações da Telemar Norte Leste S.A. NOTA 14 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social - Está representado por 10.569.053 ações nominativas, sem valor nominal, sendo 5.284.526 ações ordinárias da classe “A”, 1 ação ordinária da classe “B” e 5.284.526 ações preferenciais. b) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio - Os acionistas têm direito a receber como dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, importância não inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido ajustado, conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações. Em Reunião da Diretoria de 09/05/2011, foi deliberada a distribuição de dividendos extraordinários, no montante de R$ 2.900.000, e pagos na mesma data, a razão de R$ 274,39 por ação. Em 30/12/2011 foi deliberado o crédito individualizado de Juros sobre Capital Próprio no montante líquido de R$ 314.500, sendo R$ 370.000 o valor bruto e R$ 55.500 de Imposto Retido na Fonte. Em 31/12/2011 foi provisionado o montante de R$ 212.618 à razão de R$ 20,1169608867 por ação equivalente ao dividendo mínimo, registrado em Outras Obrigações - Sociais e Estatutárias. c) Reservas 31/12/2011 31/12/2010 Reservas de Capital - Atualização de Títulos Patrimoniais ............................................................ 15.372 16.907 Reservas de Lucros ........................................................................................................................... 2.471.291 3.734.468 Legal..................................................................................................................................................... 622.815 511.843 Estatutária (*)........................................................................................................................................ 1.848.476 3.222.625 (*) Constituída para assegurar à sociedade adequada margem operacional, conforme previsto em estatuto. NOTA 15 - PARTES RELACIONADAS a) As operações realizadas entre partes relacionadas, são divulgadas em atendimento à Resolução nº 3.750, de 30/06/2009, do CMN. Essas operações são efetuadas a valores, prazos e taxas médias usuais de mercado, vigentes nas respectivas datas e em condições de comutatividade. Ativos (Passivos) Receitas (Despesas) 01/01 a 01/01 a 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Aplicações no Mercado Aberto............................................................... 6.462.671 19.493.999 651.634 2.140.669 - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................... 5.366.789 18.876.686 651.634 1.752.042 - Outras....................................................................................................... 1.095.882 617.313 –.– 388.627 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros e em Moeda Estrangeira.. 24.578.460 30.977.211 259.142 2.009.421 - Itaú Grand Cayman - Agência .................................................................. 12.033.556 10.515.823 –.– 48.302 - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................... 707.673 16.990.500 259.186 1.916.016 - Itaú New York - Agência ........................................................................... 11.215.251 1.865.442 –.– 4.876 - Outras....................................................................................................... 621.980 1.605.446 (44) 40.227 Títulos e Valores Mobiliários - Renda Fixa, Variável e Compromissadas................................................................................... 29.157.581 26.055.104 4.332.294 1.906.458 - Dibens Leasing S.A. Arrendamento Mercantil.......................................... 26.609.868 21.153.699 4.016.194 1.209.671 - BFB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil.............................................. 2.547.713 4.901.405 316.100 709.349 - Outras....................................................................................................... –.– –.– –.– (12.562) Instrumentos Financeiros Derivativos - Posição Ativa......................... 1.088.592 2.860.556 6.946.903 3.411.710 - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................... 791.357 2.859.526 3.194.976 3.198.817 - Licania Fund Limited ................................................................................ 210.714 –.– 3.247.263 –.– - Outras....................................................................................................... 86.521 1.030 504.664 212.893 Negociação e Intermediação de Valores ................................................ 262.391 (11.225) 2.613.189 –.– - Itaú Grand Cayman - Agência .................................................................. 9.284 –.– –.– –.– - Banco Itau BBA Internacional .................................................................. –.– –.– 12.414 –.– - Itau Bank Ltd. .......................................................................................... –.– (9.911) 310.609 –.– - Itaú Corretora ........................................................................................... 33.365 –.– –.– –.– - Licania Fund Limited ................................................................................ 216.712 –.– 2.290.166 –.– - Outras....................................................................................................... 3.030 (1.314) –.– –.– Relações Interfinanceiras - Itaú Unibanco S.A. ..................................... 14.676 1.799 –.– –.– Carteira de Câmbio - Posição Ativa ........................................................ 3.780.528 1.590.472 755.890 60.877 - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................... 1.787.010 533.147 74.514 55.973 - Itaú Grand Cayman - Agência .................................................................. 1.993.518 1.057.325 668.277 4.904 - Outras....................................................................................................... –.– –.– 13.099 –.– Valores a Receber de Sociedades Ligadas............................................ 928.202 836.946 9.529 118.675 - Itaú Grand Cayman - Agência .................................................................. –.– –.– 9.364 57.342 - Itaú New York - Agência (*)....................................................................... 919.804 834.048 –.– 15.254 - Itau Bank Ltd. .......................................................................................... –.– –.– –.– 28.062 - Outras....................................................................................................... 8.398 2.898 165 18.017 Depósitos Interfinanceiros ...................................................................... (30.079.635) (45.778.572) (2.910.743) (4.551.787) - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................... (29.499.554) (45.778.572) (2.910.743) (4.429.988) - Outras....................................................................................................... (580.081) –.– –.– (121.799) Depósitos a Prazo .................................................................................... –.– (1.780.400) (31.474) (35.201) - Hipercard.................................................................................................. –.– –.– (3.355) –.– - Itaú Grand Cayman - Agência .................................................................. –.– (542.387) (9.498) (11.788) - Itaú New York - Agência ........................................................................... –.– (1.024.593) (9.381) (969) - Porto Seguro ............................................................................................ –.– –.– –.– (16.504) - Outras....................................................................................................... –.– (213.420) (9.240) (5.940) Negociação e Intermediação de Bens .................................................... (69.688) (3.933) (2.234.675) –.– - Licania Fund Limited ................................................................................ (49.259) –.– (1.753.473) –.– - Itau Bank Ltd. .......................................................................................... (12.483) (3.933) (456.008) –.– - Banco Itau BBA Internacional .................................................................. –.– –.– (1.900) –.– - Outras....................................................................................................... (7.946) –.– (23.294) –.– CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Conselheiros ALFREDO EGYDIO SETUBAL ANTONIO CARLOS BARBOSA DE OLIVEIRA CANDIDO BOTELHO BRACHER EDUARDO MAZZILLI DE VASSIMON HENRI PENCHAS JOÃO DIONÍSIO FILGUEIRA BARRETO AMOÊDO SÉRGIO RIBEIRO DA COSTA WERLANG

DIRETORIA Diretor Presidente CANDIDO BOTELHO BRACHER Diretores Vice-Presidentes ALBERTO FERNANDES DANIEL LUIZ GLEIZER JEAN-MARC ROBERT NOGUEIRA BAPTISTA ETLIN RODOLFO HENRIQUE FISCHER Diretores Executivos ALEXANDRE JADALLAH AOUDE ANDRÉ LUÍS TEIXEIRA RODRIGUES ELAINE CRISTINA ZANATTA RODRIGUES VASQUINHO FERNANDO FONTES IUNES MARCELO TREVISAN MARANGON MILTON MALUHY FILHO

Diretores ADRIANO LIMA BORGES ALBERTO ZOFFMANN DO ESPÍRITO SANTO ALEXANDRE ENRICO SILVA FIGLIOLINO ÁLVARO DE ALVARENGA FREIRE PIMENTEL ANDRÉ CARVALHO WHYTE GAILEY ANDRÉ DEL BEL CURY ANDRÉ FERRARI ANTONIO JOSÉ CALHEIROS RIBEIRO FERREIRA ANTONIO SANCHEZ JUNIOR EDUARDO CARDOSO ARMONIA EDUARDO CORSETTI EMERSON SAVI JUNQUEIRA FABIO MASSASHI OKUMURA FERNANDO HENRIQUE MEIRA DE CASTRO FLÁVIO DELFINO JUNIOR GILBERTO FRUSSA GUSTAVO HENRIQUE PENHA TAVARES HENRIQUE RUTHER ILAN GOLDFAJN JOÃO CARLOS DE GÊNOVA JOÃO MARCOS PEQUENO DE BIASE JORGE BEDRAN JETTAR JOSÉ AUGUSTO DURAND LILIAN SALA PULZATTO KIEFER MARCELLO PECCININI DE CHIARO MARCELO ARIEL ROSENHEK MARCELO DA COSTA LOURENÇO MARCO ANTONIO SUDANO MARCOS AUGUSTO CAETANO DA SILVA FILHO MÁRIO LÚCIO GURGEL PIRES MÁRIO LUÍS BRUGNETTI PAULO DE PAULA ABREU PAULO ROBERTO SCHIAVON DE ANDRADE RODERICK SINCLAIR GREENLEES SOLANGE PAIVA VIEIRA THALES FERREIRA SILVA Contador CARLOS ANDRÉ HERMESINDO DA SILVA CRC - 1SP - 281.528/O-1

Sede: Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.400 - 3º ao 8º, 11º e 12º andares - Itaim Bibi - São Paulo - SP.

Participação no Capital Votante %

–.– 60.816.478 –.–

100,00% 73,01% 10,94%

100,00% 73,01% 10,94%

711.200 4.263.928

–.– –.–

100,00% 1,00%

100,00% 1,00%

Ativos (Passivos) 31/12/2011 (Amortização Acumulada) (1.521.141) (659.324) (715.578) (146.239) (141) (31.250)

Vice-Presidentes FERNÃO CARLOS BOTELHO BRACHER PEDRO MOREIRA SALLES

Participação no Capital Social %

3.938.518.832 –.– 554.902.067

II - Intangível

Presidente ROBERTO EGYDIO SETUBAL

Nº de Cotas de Propriedade do Itaú BBA

31/12/2011 Instrumentos Financeiros Derivativos - (Posição Passiva) .................. (2.109.361) - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................... (1.516.514) - Licania Fund Limited ................................................................................ (420.947) - Itau Bank Ltd. .......................................................................................... (142.754) - Outras....................................................................................................... (29.146) Carteira de Câmbio - (Posição Passiva) ................................................. (3.816.338) - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................... (1.766.659) - Itaú Grand Cayman - Agência .................................................................. (2.048.366) - Outras....................................................................................................... (1.313) Obrigações por Operações Compromissadas - Própria e de Terceiros ................................................................................................. (19.280.028) - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................... (16.858.934) - Dibens Leasing S.A. Arrendamento Mercantil.......................................... (2.421.094) - BFB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil.............................................. –.– - Outras....................................................................................................... –.– Valores a Pagar de Sociedades Ligadas ................................................ (7.289) - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................... (146) - Itaú BBA USA SEC .................................................................................. (6.983) - Itaucard .................................................................................................... –.– - Fináustria Ass., Adm., Serv. Crédito e Partic. S.A. .................................. (132) - Fina Promoção e Serviços S.A. ............................................................... (28) - Outras....................................................................................................... –.–

31/12/2010 (2.872.023) (2.872.023) –.– –.– –.– (1.584.629) (530.678) (1.053.951) –.– (14.550.316) (9.099.998) (2.807.419) (2.564.667) (78.232) (744) –.– –.– –.– (239) (127) (378)

Receitas (Despesas) 01/01 a 01/01 a 31/12/2011 31/12/2010 (7.494.419) (2.138.124) (3.970.259) (1.963.880) (3.026.502) –.– –.– –.– (497.658) (174.244) (809.712) (32.674) (80.624) (23.456) (684.318) (9.218) (44.770) –.– (2.318.047) (1.673.309) (456.925) (186.354) (1.459) (10.765) –.– (6.583) –.– (1.702) (1.253) (1.227)

(948.135) (559.508) (146.119) (240.969) (1.539) 114.121 90.586 –.– 20.164 –.– –.– 3.371

(*) Decorrente de contrato de cessão de empréstimo no qual o ITAÚ BBA partilha os riscos e os resultados inerentes a operação. Além das operações acima discriminadas, o ITAÚ BBA, como parte integrante do Convênio de Rateio de Custos Comuns do Conglomerado Itaú, foi ressarcido pelas demais empresas do Conglomerado em R$ 58 e registrou em Outras Despesas Administrativas R$ 50.502 (R$ 30.126 de 01/01 a 31/12/2010) em função da utilização da estrutura comum. b) Remuneração do Pessoal-Chave da Administração Os honorários atribuídos no período aos Administradores do ITAÚ BBA são compostos conforme segue: 31/12/2011 31/12/2010 Remuneração Administradores ............................................................................................................ 101.032 153.723 Contribuições aos Planos de Aposentadoria........................................................................................ –.– 8.108 Participações no Lucro ......................................................................................................................... 81.598 115.735 Total .....................................................................................................................................................

182.630

277.566

NOTA 16 - INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES a) Gerenciamento de Risco - O Itaú BBA , por intermédio da instituição líder Itaú Unibanco Holding S.A., aderiu à estrutura de gerenciamento de risco operacional e de mercado em atendimento às Resoluções nº 3.380, de 29/06/2006, e nº 3.464, de 26/06/2007, respectivamente, ambas do CMN. As descrições dessas estruturas de gerenciamento de risco estão disponibilizadas no site de Relacionamento com Investidores da instituição líder (www.itau-unibanco.com.br/ri) na rota: Governança Corporativa/Gerenciamento de Riscos. b) Acordos para compensação e liquidação de obrigações no âmbito do Sistema Financeiro Nacional - Foram firmados alguns acordos para compensação e liquidação de obrigações ao amparo da Resolução nº 3.263, de 24 de fevereiro de 2005, do CMN, por meio de instrumentos públicos cujo objetivo é permitir a compensação de créditos e débitos mantidos com uma mesma contraparte, onde os vencimentos dos direitos e obrigações podem ser antecipados para a data em que ocorrer o evento de inadimplência por uma das partes ou em caso de falência do devedor. c) Comitê de Auditoria Único - Em atendimento à Resolução nº 3.198, de 27/05/2004, do CMN, o Itaú BBA aderiu ao Comitê de Auditoria Único instituído pelo Conglomerado Financeiro Itaú Unibanco, por intermédio da instituição líder, Itaú Unibanco Holding S.A. O resumo do relatório do referido Comitê é divulgado em conjunto com as Demonstrações Contábeis da instituição líder Itaú Unibanco Holding S.A.. d) Informações de Subsidiárias no Exterior - O Itaú BBA realiza operações por meio de suas agências em Nassau, Bahamas e Montevidéu, Uruguai. Os saldos consolidados das contas patrimoniais, após eliminações das transações entre as agências, são os seguintes: 31/12/2011 31/12/2010 Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo............................................................................................. 67.006.489 51.075.762 Disponibilidades................................................................................................................................. 134.430 481.017 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez............................................................................................. 25.458.549 17.295.712 Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos ............................................... 7.903.150 12.979.685 Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil e Outros Créditos .................................................. 21.609.745 10.440.260 Carteira de Câmbio............................................................................................................................ 9.968.274 8.162.908 Outros Ativos ..................................................................................................................................... 1.932.341 1.716.180 Permanente ......................................................................................................................................... 22.838 27.351 Outros Investimentos ......................................................................................................................... 21.984 27.338 Imobilizado......................................................................................................................................... 854 13 Total ..................................................................................................................................................... 67.029.327 51.103.113 Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo................................................................................................. 60.811.439 46.760.384 Depósitos ........................................................................................................................................... 26.777.183 16.985.766 Depósitos à Vista ............................................................................................................................ 3.250.646 1.653.744 Depósitos Interfinanceiros .............................................................................................................. 1.982.479 –.– Depósitos a Prazo........................................................................................................................... 21.544.058 15.332.022 Captações no Mercado Aberto .......................................................................................................... 1.123.076 9.374.878 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos........................................................................................ 8.397.924 2.798.537 Obrigações por Empréstimos ............................................................................................................ 12.480.022 7.658.085 Instrumentos Financeiros Derivativos................................................................................................ 1.296.741 1.119.252 Carteira de Câmbio............................................................................................................................ 9.975.979 8.188.956 Outras Obrigações............................................................................................................................. 760.514 634.910 Resultado de Exercícios Futuros...................................................................................................... 40.944 34.987 Patrimônio Líquido............................................................................................................................. 6.176.944 4.307.742 Capital Social e Reservas.................................................................................................................. 4.967.590 3.747.542 Resultado do Período ........................................................................................................................ 1.209.354 560.200 Total ..................................................................................................................................................... 67.029.327 51.103.113 Demonstração do Resultado Receitas da Intermediação Financeira .............................................................................................. 1.035.233 937.499 Despesas da Intermediação Financeira ............................................................................................ 64.467 (431.449) Resultado Bruto da Intermediação Financeira ................................................................................ 1.099.700 506.050 Outras Receitas/Despesas Operacionais .......................................................................................... 117.249 66.088 Resultado Operacional ...................................................................................................................... 1.216.949 572.138 Resultado não Operacional ............................................................................................................... (7.487) (11.778) Resultado antes da Tributação sobre Lucros e Participações....................................................... 1.209.462 560.360 Imposto sobre a Renda e Contribuição Social ................................................................................ (108) (160) Lucro Líquido...................................................................................................................................... 1.209.354 560.200 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Administradores e Acionistas Banco Itaú BBA S.A. Examinamos as demonstrações contábeis individuais do Banco Itaú BBA S.A. (“Banco”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício findos nessa data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Base para opinião com ressalva O Banco registra as suas operações e elabora suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil - BACEN, que requerem que o ajuste a valor presente da carteira de arrendamento mercantil seja classificado no ativo permanente como superveniência/insuficiência de depreciação. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a Lei nº 6.099/74, para as rubricas de ativos circulante e realizável a longo prazo e receitas/despesas de intermediação financeira - operações de arrendamento mercantil, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto pela não reclassificação descrita no parágrafo acima, as demonstrações contábeis referidas anteriormente apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Itaú BBA S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre e exercício findos nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 15 de fevereiro de 2012 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Paulo Sergio Miron Contador CRC 1SP173647/O-5


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24

e

quinta-feira, 15 de março de 2012

A variação do PIB dos Estados Unidos passou de 3% em 2010 para 1,7% em 2011.

conomia Wu Hong/EFE

0,7 por cento foi quanto encolheu a economia do Japão em 2011. Foi a única nação do G20 a fechar o ano de forma negativa, segundo a Eurostat.

Vendedora de legumes e verduras em mercado de Shandong, na China: o Produto Interno Bruto (PIB) do país aumentou 9,2% em 2011, em relação a 2010.

PIB dos países do G20 tem avanço menor O crescimento da economia do grupo que reúne as nações mais ricas e emergentes do mundo foi de 2,8% no ano passado, contra os 5% registrados em 2010.

O

crescimento econômico dos países-membros do G20, o grupo que reúne os países ricos e os principais emergentes, se desacelerou consideravelmente em 2011, quando a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) se limitou a 2,8%, contra os 5% obtidos um ano antes, informou ontem a agência europeia de estatística Eurostat. No último trimestre do ano, o PIB do G20 cresceu 0,7%, o que também representa um retrocesso em relação aos 0,9% registrados entre julho e setembro de 2011, segundo dados provisórios publicados

ontem pela primeira vez. A evolução entre as grandes economias do mundo foi desigual: o PIB dos Estados Unidos cresceu 1,7% em 2011, o da União Europeia (UE) 1,5% e o da zona do euro 1,4%, frente às altas da China (9,2%), Índia (7,3%) e Indonésia (6,5%). Recessão – Em 2011, a única economia que apresentou contração foi a japonesa, ao registrar um retrocesso de 0,7%. Por outro lado, as únicas economias do mundo que aceleraram seu crescimento em 2011 foram as da Arábia Saudita (cuja alta do PIB passou de 4,6% em 2010 para 6,8% no ano passado), Indonésia (de 6,2%

para 6,5%), França (de 1,5% para 1,7%) e África do Sul (de 2,9% para 3,1%). As desacelerações mais altas, por outro lado, foram registradas no Japão (cujo PIB havia registrado alta de 4,4% em 2010), Brasil (redução da alta de 7,5% para 2,7%) e Índia (10,3% para 7,3%). A alta do PIB dos Estados Unidos passou de 3% em 2010 para 1,7% em 2011, o da UE variou de 2% para 1,5%, o da zona do euro de 1,9% para 1,4%, enquanto a da China caiu de 10,4% para 9,2%. Entre outubro e dezembro de 2011, o crescimento econômico registrou aceleração nos

EUA (o PIB apresentou um crescimento de 0,7%, contra os 0,5% dos três meses anteriores), Índia (de 0,9% para 1,8%) e Indonésia (de 1,4% para 2,1%). O crescimento trimestral se desacelerou, no entanto, na China (de 2,3% no terceiro trimestre de 2011 para 2% no último), Japão (de 1,7% para 0,25% negativo), UE (de 0,3% para 0,3% negativo) e na zona do euro (de 0,1% para 0,3% negativo). Na pesquisa, a Eurostat teve o apoio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). (EFE)

EUA: sobe déficit em conta corrente.

O

déficit em conta corrente dos Estados Unidos subiu no quarto trimestre de 2011 para seu maior nível em três anos, à medida que as exportações recuaram e os estrangeiros reduziram os investimentos em ativos denominados em dólar. O déficit em conta corrente, uma medida ampla das transações internacionais dos EUA, aumentou para US$ 124,1 bilhões no quarto trimestre do ano passado, o equivalente a 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), de US$ 107,6 bilhões no terceiro trimestre, disse o De-

partamento do Comércio. Os economistas tinham previsto um déficit de US$ 115 bilhões no quarto trimestre. O déficit no terceiro trimestre, que representou o porcentual mais baixo do PIB (2,8%) em dois anos, foi revisado da leitura original de US$ 110,3 bilhões. Em todo ano passado, o déficit em conta corrente recuou para 3,1% do PIB, de 3,2% em 2010. Co merc ial – O déficit comercial aumentou para US$ 141,1 bilhões no quarto trimestre, de US$ 134,7 bilhões no terceiro trimestre, conduzido pela alta dos preços do pe-

tróleo e importações de bens de capital, como aeronaves. O superávit sobre os rendimentos de ativos detidos pelos Estados Unidos no exterior caiu para US$ 50,3 bilhões no quarto trimestre, de US$ 60,6 bilhões no terceiro trimestre. O fluxo financeiro líquido para os EUA caiu para US$ 48,6 bilhões no quarto trimestre, de US$ 153,7 bilhões no terceiro trimestre. Estrangeiros – Os estrangeiros compraram um total líquido de US$ 78,7 bilhões em Treasuries no quarto trimestre, após compras de US$ 118,9 bilhões no terceiro trimestre.

Eles também compraram um volume líquido de US$ 31,1 bilhões em bônus corporativos dos EUA no quarto trimestre de 2011, após compras de US$ 9,7 bilhões no terceiro trimestre. Os estrangeiros compraram um total líquido de US$ 11 bilhões em bônus das agências do governo, ante compras de US$ 12,5 bilhões no terceiro trimestre do ano passado. Os investimentos estrangeiros diretos nos EUA subiram para US$ 78,3 bilhões no quart o t r i m e s t r e d e 2 0 11 , d e US$ 67,6 bilhões no terceiro trimestre. (AE)

Eduardo Nicolau/AE

Fim da taxa sobre o suco

A

Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC, da sigla em inglês) anunciou ontem a revogação da taxa antidumping aplicada sobre o suco de laranja brasileiro (na foto ao lado produtores do interior de São Paulo). Segundo a entidade, todos os seis comissários votaram pela revogação. Na prática, os norteamericanos acatam a decisão Organização Mundial do Comércio (OMC), de dezembro de 2010, que deu vitória ao País em contencioso iniciado em setembro de 2009. O Brasil é contra a taxa, de até US$ 50 por tonelada. A decisão foi ratificada em junho do ano passado, após todos os recursos se esgotarem. No contencioso, o Brasil questionou a utilização da metodologia

conhecida como zeroing (zeramento) em procedimentos antidumping relativos ao suco de laranja, conduzidos pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos (USDOC). Por essa prática, os EUA impunham um chamado "valor normal" para a commodity – preço previsto para a venda no mercado brasileiro – e um "valor médio" de entrada do suco brasileiro no mercado norte-americano. Quando o preço do valor normal ficava abaixo desse valor médio, os norte-americanos consideravam a prática como dumping e aplicavam a taxa sobre o suco brasileiro, de US$ 50 por tonelada. O Brasil sustentou que os EUA não poderiam aplicar a medida, porque o valor médio igualava todos os lotes. (AE)

Recorde do desemprego no Reino Unido

A

taxa de desemprego britânica atingiu a máxima em 16 anos nos três meses até janeiro e a taxa de desemprego juvenil teve recorde de alta, aumentando a pressão sobre o governo para introduzir políticas a fim de impulsionar o crescimento e o emprego no orçamento da próxima semana. O desemprego na medida mais ampla da Organização Internacional do Trabalho (OIT) caiu para 2,666 milhões de pessoas no período entre novembro e janeiro, ante 2,671 milhões nos três meses até dezembro, mas a taxa geral se manteve em 8,4%, uma taxa que em meses anteriores ficou igual ao período entre dezembro e janeiro de 1996. Outros números divulgados ontem mostraram uma desaceleração inesperada no crescimento dos salários, apertando ainda mais os orçamentos domésticos com a inflação ainda bem acima da meta do banco central, de 2%. Economistas receberam os sinais de estabilização no mercado de trabalho como um indicador de que a Grã Bretanha deve evitar um retorno à recessão, mas alertaram que a recuperação da contração

do último trimestre de 2011 continuou frágil. Riscos – Alguns analistas previram que o desemprego poderá atingir a marca de 3 milhões de pessoas, levando a taxa de desemprego para mais de 9%. "Os riscos para a economia permanecem, embora eles tenham diminuído ao longo dos últimos três meses", disse o economista da Investec Philip Shaw. "O desemprego não deve alcançar as máximas que se temia no final do ano passado. Ao mesmo tempo, sem uma forte recuperação no crescimento é difícil ver este elevado nível de desemprego caindo significativamente em breve." Pela medida do próprio governo, o número de pessoas que solicitaram auxílio-desemprego aumentou em 7,2 mil, para 1,612 milhão em fevereiro, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas. Esse resultado veio um pouco acima das previsões dos economistas e foi o mais alto desde novembro de 2009. Os sindicatos do Reino Unido atribuem ao governo parte da culpa pelo alto nível de desemprego. (Reuters)

Yiorgos Karahalis/ Reuters

CRISE NO TEMPLO DE ATENAS – Turistas visitam a Acrópole, na Grécia, mas especialistas afirmam que necessidade de corte de despesas está prejudicando a arqueologia.


quinta-feira, 15 de março de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 25


26 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012


quinta-feira, 15 de março de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

Quer falar com 26.000 empresários de uma só vez?

ECONOMIA/LEGAIS - 27

PUBLICIDADE

11 3244-3175


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28 -.ECONOMIA/LEGAIS

quinta-feira, 15 de março de 2012

e Aumenta emprego na construção civil Entre as atividades, o valor da folha de pagamento real cresceu em 13 dos 18 setores investigados, com destaque para alimentos e bebidas (8,5%).

conomia

O

nível de emprego na construção civil em todo o País se recuperou no começo de 2012, após a queda no fim do ano passado, como tradicionalmente ocorre devido a fatores sazonais. Em janeiro, o número de vagas no setor aumentou 1,6% ante dezembro, o que equivale à contratação de mais 50,8 mil trabalhadores

O número de vagas no setor no mês de janeiro registrou crescimento de 1,6% em comparação com dezembro, o que equivale à contratação de mais 50,8 mil trabalhadores com carteira assinada.

com carteira assinada. Com isso, o número de pessoas empregadas no setor chegou a 3,225 milhões, conforme pesquisa divulgada ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em janei-

Melhoramentos Sul do Pará S.A. CNPJ 49.333.800/0001-13

Ativos Disponibilidades............................................ Total do ativo circulante............................. Depósitos judiciais ........................................ Partes relacionadas ...................................... Total do ativo não circulante .......................

Nota

2011 1 1 9 587 596

4

Total do ativo.................................................

597

Passivos Nota 2011 Outras contas a pagar ................................... 1 Total do passivo circulante........................... 1 3.490 Partes relacionadas ....................................... 4 Total do passivo não circulante ................... 3.490 Passivo a descoberto .................................. Capital social ................................................. 5 15.300 Prejuízos acumulados.................................... (18.194) (2.894) Total do passivo a descoberto ..................... Total do passivo e passivo a descoberto.... 597

2010 – – 9 583 592

592

2010 – – 3.280 3.280 15.300 (17.988) (2.688) 592

Capital social

Prejuízos acumulados

Total

15.300

(17.653)

(2.353)

Em 31 de dezembro de 2009................................................................................................... Prejuízo do exercício .................................................................................................................

–

(335)

(335)

Em 31 de dezembro de 2010...................................................................................................

15.300

(17.988)

(2.688)

Prejuízo do exercício .................................................................................................................

–

(206)

(206)

Em 31 de dezembro de 2011...................................................................................................

15.300

(18.194)

(2.894)

(Despesas) receitas operacionais............................ Administrativas e gerais............................................. Financeiras líquidas................................................... Prejuízo do exercício.................................................

2011

2010

(68) (138) (206)

(63) (272) (335)

(Em milhares de Reais) Fluxos de caixa das atividades operacionais 2011 2010 Prejuízo do exercício ................................................ (206) (335) Ajustado por: Juros, variações monetárias ................................... 138 272 (68) (63) Variação nos ativos e passivos Impostos a recuperar ................................................ – 4 Outros ativos e passivos ........................................... 1 26 Caixa líquido usado nas atividades operacionais... (67) (33) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Recebimento de partes relacionadas ......................... 68 33 Caixa líquido prov. das ativ. de financiamentos ..... 68 33 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 1 –

O Relatório da Administração, as Notas Explicativas e o Parecer dos Auditores Independentes encontram-se à disposição na Sede Social da Empresa.

Destilarias Melhoramentos S.A. CNPJ nº 45.777.166/0001-57

Ativos

Nota

Caixa e equivalentes de caixa................

7

2010 2011 (reapresentado) 3.427

Passivos

6.537

Nota

Empréstimos e financiamentos .............

14 23.622

31.781

Financiamentos - Cooperativa................

15 23.354

26.255

Fornecedores ........................................

16

Dividendos a pagar.................................

19

Contas correntes - Cooperativa..............

8

19.159

10.236

Estoques.................................................

9

18.411

15.062

Impostos a recuperar..............................

10

6.092

9.005

1.476

2.015

Impostos parcelados ..............................

Outros créditos ....................................... Total do ativo circulante.......................

2010 2011 (reapresentado)

Impostos a recolher ................................

4.891

3.776

6.478

4.769

1.256

1.055

86

219

17

48.565

42.855

Salários e encargos sociais ...................

2.722

1.634

Adiantamentos a fornecedores...............

9

485

175

Outras contas a pagar ............................

82

60

Depósitos judiciais..................................

17

157

163

Partes relacionadas................................

18

352

–

Receita operacional líquida ........................... Custo das vendas.......................................... Lucro bruto .................................................. Despesas com vendas .................................. Administrativas e gerais................................. Outras receitas .............................................. Resultado antes das receitas (despesas) financeiras líquidas e impostos ................................. Receitas financeiras ...................................... Despesas financeiras .................................... Financeiras líquidas....................................... Resultado antes dos impostos .................. Imposto de renda e contribuição social ......... Imposto de renda e contribuição social diferidos .......................................................

2010 (reapreNota 2011 sentadas) 22 169.642 127.937 24 (112.277) (91.280) 57.365 36.657 24 (123) (497) 24 (20.810) (8.027) 10.893 2.104 25 47.325 23 8.806 23 (18.321) 23 (9.515) 37.810 11 (8.125) 11

(3.298) (11.423) 26.387

(1.736) (4.610) 13.000

2011

2010 (reapresentadas)

26.387

13.000

7.059

10.079

515 9.339 (120) 11.423 54.603

1.393 10.834 (191) 4.610 39.725

(Aumento)/diminuição contas correntes - Cooperativa (8.923) (Aumento)/diminuição estoques ..................... (3.659) (Aumento)/diminuição em impostos a recuperar 3.197 (Aumento)/diminuição outros créditos ............ 775 Aumento/(diminuição) fornecedores ............... 1.115 Aumento/(diminuição) salários e encargos sociais 1.088 Aumento/(diminuição) passivo fiscal e passivo fiscal parcelado ................................ (285) Aumento/(diminuição) outras contas a pagar . 22 Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais (6.670) Imposto de renda e contribuição social pagos (8.125) Juros pagos .................................................... 6.640 Fluxo de caixa proveniente das atividades operacionais ............................... 33.168 Fluxo de caixa de atividades de investimento Aquisições de investimentos........................... – Aquisições de bens do ativo imobilizado ....... (2.978) Fluxo de caixa usado nas atividades de investimentos ........................ (2.978) Fluxo de caixa de atividades de financiamento Amortização de empréstimos e financiamentos (28.179) Empréstimos tomados junto a partes relacionadas (352) Dividendos e juros sobre capital próprio......... (4.769) Caixa usado nas atividades de financiamentos (33.300) Aumento (redução) líquida em caixa e equivalentes de caixa .................................. (3.110) Demonstração do aumento (diminuição) do caixa e equivalentes de caixa No início do exercício...................................... 6.537 No fim do exercício ......................................... 3.427 3.110

6.958 449 5.002 (2.013) (14.586) (181)

Lucro líquido do exercício .......................... Outros créditos .......................................

386

616

Impostos a recuperar..............................

10

326

610

Ativo fiscal diferido..................................

11

226

267

Outros investimentos..............................

12

2.846

3.024

Imobilizado .............................................

13

Nota

Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do exercício ............................... Depreciações ................................................ Valor residual do ativo imobilizado e investimentos baixados ............................... Juros e variações monetárias ....................... Reversão de provisão para contingências .... Imposto de renda e contribuição social ........

Total do ativo não circulante ...............

Total do ativo.........................................

Reserva Capital Reserva de Reserva estatutária Lucros social reavaliação legal operacional acumulados Saldo em 1º de janeiro de 2010 ...............................................................................

9.000

10.726

190

5.987

Realização da reserva de reavaliação........................................................................

–

(952)

–

–

Lucro líquido do exercício...........................................................................................

–

–

–

–

Total

– 25.903 952

–

13.000 13.000

Destinação do lucro: Juros sobre capital próprio .......................................................................................

–

–

–

–

Dividendos propostos ...............................................................................................

–

–

–

–

(4.769) (4.769)

Constituição de reserva legal ...................................................................................

–

–

1.081

–

(1.081)

–

(7.392)

–

Constituição de reserva estatutária ..........................................................................

–

–

–

7.392

Saldo em 31 de dezembro de 2010 (reapresentado) .............................................

9.000

9.774

1.271

13.379

–

–

(12.000)

Aumento de capital social com incorporação de reservas ......................................... 12.000 Realização da reserva de reavaliação........................................................................

(844)

Lucro líquido do exercício...........................................................................................

(710)

(710)

– 33.424 –

–

844

–

–

–

–

–

26.387 26.387

–

–

–

–

(6.478) (6.478)

Destinação do lucro: Dividendos propostos ............................................................................................... Constituição de reserva legal ...................................................................................

–

–

1.319

–

(1.319)

–

Constituição de reserva estatutária ..........................................................................

–

–

–

19.434

(19.434)

–

Saldo em 31 de dezembro de 2011 ......................................................................... 21.000

8.930

2.590

20.813

– 53.333

30.237 3.877 (16.504) (12.627) 17.610 (2.874)

(870) 59 (5.182) (2.996) (8.210) 23.337 (97) (4.719) (4.816) (14.117) – (1.612) (15.729) 2.792

3.745 6.537 (2.792)

ro, o emprego na construção ci- aos trabalhadores da indústria vil cresceu 7,32% em relação ao recuou 0,2% em janeiro, na mesmo período do ano ante- comparação com dezembro. rior, o que representa a adição Na leitura anterior, houve aude 219,8 mil postos de trabalho mento de 0,5% no número de horas pagas. Em relação a jano ramo. "O grande volume de con- neiro de 2011, o número de hotratações em janeiro denota ras pagas na indústria sofreu uma perspectiva de intensa redução de 1,5%, a quinta taxa atividade da construção nos negativa consecutiva. Registraram taxas negativas próximos meses e está de acordo com a previsão de que o se- nove dos 14 locais pesquisados tor deverá crescer acima do e 11 dos 18 setores que inteProduto Interno Bruto (PIB) gram a pesquisa. As principais neste ano", afirma em nota o influências negativas foram de presidente do SindusCon-SP, vestuário (6,7%), calçados e couro (9,1%), produtos de meSergio Watanabe. No Estado de São Paulo, o tal (5,9%), madeira (10,7%) e nível de emprego aumentou têxtil (5,4%). Alimentos e bebi1,63% em janeiro, com o acrés- das (3,1%) exerceu a contribuicimo de 13,2 mil trabalhadores ção positiva mais relevante soformais. Com isso, o número bre o total da indústria. Entre os locais, São Paulo foi total de empregados das construtoras no estado passou a a principal influência negativa (4,3%). No 829,5 mil. Em acumulado 12 meses, a em 12 meses, elevação foi o indicador de 5,24%, ainda está poequivalente à sitivo, com aladição de 413 ta de 0,2% até mil postos de por cento foi o janeiro. trabalho. crescimento no Folha – O Na Capital valor da folha paulista, o auacumulado dos de pagamenmento foi de últimos 12 meses to real dos tra1,48% (mais balhadores 5,5 mil trabaencerrados da indústria lhadores), em janeiro na teve aumento elevando o construção civil de 5,1% em janúmero de neiro ante devagas para zembro, após 375,8 mil. Em ter recuado 1,8% na leitura an12 meses, avançou 6,61%. Dentre as regiões do Brasil, a terior. O resultado foi sustentaque registrou o maior aumento do pelo avanço de 6,6% da inpercentual do emprego na dústria de transformação, enconstrução no mês foi a Sul, quanto a indústria extrativa recom expansão de 2,4% em ja- cuou 15,3%. Em relação a janeiro de 2011, neiro ante dezembro, seguida pela Centro-Oeste (1,95%). Em o valor da folha de pagamento número de empregados, o real subiu 4,4% em janeiro desmaior crescimento ocorreu na te ano – o 25º resultado positiRegião Sudeste (mais 26,9 mil vo consecutivo e o crescimento vagas), seguida pela Sul (10,7 mais intenso desde agosto de 2011, quando houve alta de mil vagas). Indústria – O emprego in- 7,1%. Houve resultados positidustrial caiu 0,3% na passa- vos nos 14 locais investigados, gem de dezembro de 2011 para sendo a maior influência sobre janeiro deste ano, segundo a o total nacional verificada no Pesquisa Industrial Mensal de Paraná (15,5%). Entre as atividades, o valor Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Esta- da folha de pagamento real tística (IBGE). Na leitura ante- cresceu em 13 dos 18 setores inrior, o emprego industrial no vestigados, com destaque para País tinha registrado alta de alimentos e bebidas (8,5%), 0,1%. Na comparação com ja- meios de transporte (6,2%), neiro de 2011, o total de empre- máquinas e equipamentos gados na indústria recuou (5,9%), metalurgia básica 0,5%, a quarta taxa negativa (11,4%) e indústrias extrativas neste tipo de comparação. Em (10,3%). Por outro lado, calçadezembro ante dezembro de dos e couro (-7,2%), produtos 2010, a queda foi de 0,4%. No químicos (-2,0%) e madeira (acumulado de 12 meses encer- 5,4%) exerceram os maiores rados em janeiro, o emprego impactos negativos sobre o tona indústria avançou 0,8%, tal da indústria. No acumulamas prosseguiu com a desace- do de 12 meses até janeiro, o leração iniciada em fevereiro valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria de 2011, quando subiu 3,9%. O número de horas pagas acumulou alta de 4,1%. (AE)

7,32

O Relatório da Administração, as Notas Explicativas e o Parecer dos Auditores Independentes encontram-se à disposição na Sede Social da Empresa.

Companhia Melhoramentos Norte do Brasil CNPJ nº 14.920.540/0001-06

Ativos Nota Circulante Caixa e equivalentes de caixa .................................................................. Impostos a recuperar................................................................................ Total do ativo circulante........................................................................... Depósitos judiciais .................................................................................... 4 Total do ativo não circulante ...................................................................

Total do ativo.............................................................................................

Despesas operacionais Administrativas e gerais............................................................................ Financeiras líquidas.................................................................................. Resultado de equivalência patrimonial ..................................................... Prejuízo do exercício................................................................................ Prejuízo do exercício atribuível aos: Acionistas controladores ............................................................................ Acionistas não controladores ..................................................................... Prejuízo do exercício................................................................................

Capital Prejuízos social acumulados 9.130

1 1 2 9 9

11

Nota

Em 31 de dezembro de 2009..................................

Consolidado Controladora 2011 2010 2011 2010

(12.212)

6

– 1 1 9 9

– 1 1 – –

10

1

– 1 1 – –

1

Consolidado Controladora 2011 2010 2011 2010 (149) (251) – (400)

(124) (499) – (623)

(81) (113) (98) (292)

(60) (228) (158) (446)

(292) (108) (400)

(446) (177) (623)

(292) – (292)

(446) – (446)

Total

Participação de acionistas não controladores

Total

(3.082)

(1.239)

(4.321)

Prejuízo do exercício ................................................

–

(446)

(446)

(177)

(623)

Em 31 de dezembro de 2010..................................

9.130

(12.658)

(3.528)

(1.416)

(4.944)

Prejuízo do exercício ................................................

–

(292)

(292)

(108)

(400)

Em 31 de dezembro de 2011..................................

9.130

(12.950)

(3.820)

(1.524)

(5.344)

Consolidado Controladora Nota 2011 2010 2011 2010 Passivos Circulante Impostos parcelados.................................................................. 6 – 6 – 2 – 1 – Outras obrigações ..................................................................... 8 – 7 – Total do passivo circulante....................................................... Não circulante Partes relacionadas ................................................................... 5 5.343 4.954 2.440 2.257 Impostos parcelados.................................................................. 4 – 4 – – – 1.370 1.272 Provisão para passivo a descoberto.......................................... 6 5.347 4.954 3.814 3.529 Total do passivo não circulante ............................................... Passivo a descoberto................................................................ 8 Capital social ............................................................................. 9.130 9.130 9.130 9.130 (12.950) (12.658) (12.950) (12.658) Prejuízos acumulados................................................................ Passivo a descoberto atribuível aos controladores............... (3.820) (3.528) (3.820) (3.528) (1.524) (1.416) – – Passivo a descoberto atribuível aos não controladores ....... (5.344) (4.944) (3.820) (3.528) Passivo a descoberto................................................................ 11 10 1 1 Total do passivo e passivo a descoberto................................

Consolidado Controladora 2011 2010 2011 2010 Fluxos de caixa das atividades operacionais Prejuízo do exercício .......................................................................................... (292) Ajustes por: Participação de não controladores.................................................................... (108) Atualização monetária....................................................................................... 256 – Equivalência patrimonial ................................................................................... (144) Variação nos ativos e passivos Redução de impostos a recuperar...................................................................... – Aumento de outros ativos e outros passivos....................................................... 12 Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais....................................... (132) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Empréstimos tomados e recebidos com partes relacionadas (líquido) ................ 133 Caixa líquido provenientes das atividades de financiamentos...................... 133 1 Redução líquida do caixa e equivalentes de caixa.......................................... Demonstração do aumento (redução) do caixa e equivalentes de caixa No início do exercício............................................................................................ – 1 No fim do exercício ............................................................................................... (1)

O Relatório da Administração, as Notas Explicativas e o Parecer dos Auditores Independentes encontram-se à disposição na Sede Social da Empresa.

(446)

(292)

(446)

(177) 499 – (124)

– 117 98 (77)

– 228 158 (60)

3 – (121)

– 11 (66)

1 – (59)

120 120 (1)

66 66 –

59 59 –

1 – 1

– – –

– – –

BB vai ajudar na redução do spread

O

presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, afirmou ontem que a instituição vai ajudar na "agenda permanente" de redução do "spread" bancário no Brasil. Bendine esteve reunido ontem pela manhã com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Continuamos trabalhando forte e temos a perspectiva de poder colaborar bastante com este processo. Até o próprio modelo de financiamento do crédito do País que precisa ser revisto. É nisso que estamos trabalhando. O banco vai procurar ajudar bastante nesse processo. Eu acho que o próprio modelo econômico financeiro tem folga para a gente trabalhar", afirmou o presidente do BB. O "spread" bancário é a diferença entre os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos a pessoas físicas e jurídicas e as taxas pagas pelas instituições de crédito para captar o dinheiro. No mês de janeiro, o "spread" bancário registrou avanço para 27,8 pontos, ante 26,9 pontos em dezembro do ano passado. (Folhapress)


DIà RIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 15 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 29

e PIB do agronegĂłcio teve alta de 5,7% Entre as safras, o algodĂŁo foi o que teve o melhor desempenho, com alta de 106,64%.

conomia

Safra de grĂŁos e fibras atingiu recorde de 162,8 milhĂľes de toneladas no ano favorecendo todo o setor. AgroindĂşstria registrou um leve aumento de 0,66%. Dirceu Portugal/AE

O

Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio encerrou 2011 em alta de 5,73%, informou a Confederação da Agricultura e Pecuåria do Brasil (CNA) ontem. O resultado Ê superior ao do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que apontou alta de 3,9% em 2011. O crescimento apontado pela CNA, no entanto, Ê inferior ao registrado em 2010, quando o PIB do setor subiu 7,3%. "O crescimento da produção agrí-

cola e a alta dos preços em 2011 ajudaram a estimular o PIB", explicou a CNA em nota. A safra de grãos e fibras atingiu recorde de 162,8 milhþes de toneladas no ano, favorecendo o resultado positivo do setor do agronegócio. Jå a agroindústria registrou um leve aumento de 0,66% no ano, afetada por setores como o de açúcar, que teve resultado negativo – a safra de cana no Brasil teve a primeira queda em mais de uma dÊcada. Segundo a CNA, o PIB do se-

tor agropecuårio em separado cresceu 10,83% no ano. A alta dos insumos, no entanto, reduziu a margem de lucro dos produtores rurais, de acordo com a pesquisa. Nos últimos dois meses do ano passado, houve queda do PIB em relação à novembro e dezembro de 2010, por conta da crise externa. "A crise na Europa e as incertezas em relação à economia americana criaram um ambiente de insegurança, reduzindo o ritmo geral da econo-

mia", avaliou a presidente da CNA, Kåtia Abreu. Commodities – Entre as safras, o algodão foi o que teve o melhor desempenho, com alta de 106,64% no faturamento em relação à 2010, devido à forte demanda externa. CafÊ e o milho tambÊm obtiveram um crescimento significativo em 2011, ambos em torno de 34%. Jå o PIB da pecuåria cresceu 8,85%, reflexo do aumento dos preços de todos os produtos, com exceção da carne suína. (Reuters)

O milho tambĂŠm obteve crescimento significativo em 2011, de 34%.

Votorantim Metais S.A. CNPJ/MF nº 18.499.616/0004-67 Demonstraçþes Financeiras

RELATĂ“RIO DA ADMINISTRAĂ‡ĂƒO Senhores Acionistas: Em cumprimento Ă s disposiçþes legais e estatutĂĄrias, submetemos Ă apreciação de V.Sas. as Demonstraçþes Financeiras relativas aos exercĂ­cios findos em 31 de dezembro de 2011, compostas pelo Balanço patrimonial e Demonstração do resultado. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de serviços, pelo apoio e cooperação e a confiança em nĂłs depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado. SĂŁo Paulo, 15 de março de 2012. A Diretoria.

Demonstraçþes do resultado - Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

Balanços patrimoniais - Em milhares de reais Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicaçþes financeiras Contas a receber de clientes Estoques Tributos a recuperar Dividendos a receber Instrumentos financeiros Outros ativos

2011 3.821 45.116 373.215 203.304 99.404 6.134 39.234 30.452 800.680

NĂŁo circulante RealizĂĄvel a longo prazo Partes relacionadas Tributos diferidos Tributos a recuperar Outros ativos Investimentos Imobilizado Ativos biolĂłgicos IntangĂ­vel

129.481 535.028 325.950 64 452.452 1.623.286 7.420 80.115 3.153.796

Total do ativo

3.954.476

2010 514 339.607 483.004 200.303 82.807 3.171 44.530 1.153.936

48.897 490.374 252.053 64 419.088 1.603.482 71.724 2.885.682

4.039.618

Passivo e patrimônio líquido Circulante EmprÊstimos e financiamentos Fornecedores Partes relacionadas Salårios e encargos sociais Tributos a recolher Dividendos a pagar Instrumentos financeiros derivativos Contas a pagar - Trading Outros passivos Não circulante EmprÊstimos e financiamentos Partes relacionadas Provisþes Tributos diferidos Outros passivos Patrimônio líquido atribuído aos acionistas da controladora Capital social Reservas de lucros Reserva de capital Prejuízos acumulados Ajuste de avaliação patrimonial Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

2011

2010

106.876 75.704 319.313 25.721 17.730 40 17.261 5.481 568.126

115.205 124.447 383.835 22.143 11.079 1.216 5.077 17.480 10.259 690.741

349.344 1.195.328 49.603 140.810 75.476 1.810.561

431.527 1.161.661 63.444 115.422 74.569 1.846.623

Receita lĂ­quida Custo dos produtos vendidos Lucro bruto

2010 1.149.452

(1.154.115)

(1.147.589)

101.886

1.863

Despesas operacionais Com vendas Gerais e administrativas Outras despesas operacionais, lĂ­quidas

Prejuízo operacional antes das participaçþes societårias e do resultado financeiro

(14.966)

(16.056)

(112.508)

(82.226)

(5.016)

(13.635)

(132.490)

(111.917)

(30.604)

(110.054)

(23.549)

(13.991)

(91.573)

(22.246)

(145.726)

(146.291)

Resultado de participaçþes societårias Equivalência patrimonial Resultado financeiro líquido

1.589.205 25.903 65.053 (172.627) 68.255 1.575.789 3.954.476

2011 1.256.001

Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social

1.588.358 25.903 65.053 Imposto de renda e contribuição social (163.679) Diferidos (13.381) Prejuízo do exercício 1.502.254 4.039.618 Prejuízo båsico e diluído por ação - R$

21.379

46.103

(124.347)

(100.188)

(65,50)

(56,64)

As demonstraçþes financeiras completas acompanhadas de relatĂłrio sem ressalvas, emitido pela Pricewaterhousecoopers Auditores Independentes, serĂŁo publicadas no DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Paulo em 15/03/2012. Sergio Rodrigo Machado de Medeiros - CRC PR 055771/O-7 “Sâ€? SP

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ‡ĂƒO

GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO

FDE AVISA: PREGĂƒO ELETRĂ”NICO DE REGISTRO DE PREÇOS NÂş 36/00977/11/05 OBJETO: AQUISIĂ‡ĂƒO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS A FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Instrumentos Musicais. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital a partir de 15/03/2012, no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, ou verificar o edital na Ă­ntegra, atravĂŠs da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessĂŁo pĂşblica de processamento do PregĂŁo EletrĂ´nico serĂĄ realizada no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br, no dia 28/03/2012, Ă s 09:30 horas, e serĂĄ conduzida pelo pregoeiro com o auxĂ­lio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epĂ­grafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serĂŁo encaminhadas, por meio eletrĂ´nico, apĂłs o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do inĂ­cio do prazo para envio da proposta eletrĂ´nica serĂĄ de 15/03/ 2012, atĂŠ o momento anterior ao inĂ­cio da sessĂŁo pĂşblica. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

RB CAPITAL HOLDING S.A. - CNPJ/MF nº 10.140.272/0001-40 - NIRE 35.300.360.346 Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinåria de 17/02/2012 Data, Hora e Local: 17/02/2012, às 09hs, na sede, R. Amauri, 255, 5º and., parte, Jd. Europa, SP/SP. Convocação: Dispensada (§ 4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76). Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Presidente, Marcelo Pinto Duarte Barbarå; e Secretårio, Alexandre Rhinow. Deliberaçþes Aprovadas por Unanimidade: A distribuição de dividendos, no valor de R$ 60.000.000,00, referentes a lucros do exercício social encerrado em 31/12/2011 e apurados no balanço patrimonial levantado tambÊm em 31/12/2011. Os dividendos deverão ser pagos aos acionistas atÊ o dia 31/12/2012, em moeda corrente nacional, bens ou crÊditos, sem acrÊscimo de juros ou correção monetåria. Farão jus os acionistas que possuam açþes nesta data. Ficam os Diretores autorizados a praticar todo e qualquer ato relacionado à Distribuição dos Dividendos. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. SP, 17/02/2012.Acionistas: RB Capital Fundo de Investimento em Participaçþes - 1PS TVB BENJOJTUSBEPSB 3# $BQJUBM *OWFTUJNFOUPT -UEB Luis Clåudio Garcia de Souza, Marcelo Pinto Duarte Barbarå. JUCESP 101.993/12-2 em 07.03.12. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.

Banco Bradesco S.A.

CNPJ no 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795 Ata da Reunião Extraordinåria no 1.851, do Conselho de Administração, realizada em 3.1.2012

Aos 3 dias do mês de janeiro de 2012, às 8h30, na sede social, Cidade de Deus, 4 o andar do PrÊdio Vermelho, Vila Yara, Osasco, SP, reuniram-se os membros do Conselho de Administração sob a presidência do senhor Låzaro de Mello Brandão. Durante a reunião, os Conselheiros deliberaram eleger para os cargos de: a) Diretor Vice-Presidente: o senhor Marco Antonio Rossi, brasileiro, casado, securitårio, RG 12.529.752/SSP-SP, CPF 015.309.538/55, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900; b) Diretor Regional: os senhores Carlos Alberto Alåstico, brasileiro, casado, bancårio, RG 7.513.124-9/SSP-SP, CPF 002.744.798-77, com domicílio na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 502, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP 01318-000; e Leandro JosÊ Diniz, brasileiro, casado, bancårio, RG 22.376.807-8/SSP-SP, CPF 062.643.218/93, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Os Diretores ora eleitos: 1. terão mandato coincidente com o dos demais membros da Diretoria, atÊ a 1a Reunião do Conselho de Administração que se realizar após a Assembleia Geral Ordinåria de 2012, e seus nomes serão levados à aprovação do Banco Central do Brasil, após o que tomarão posse de seus cargos, sendo que permanecerão em suas funçþes atÊ que a Reunião deste Órgão que eleger os novos Membros no ano de 2012 receba a homologação do Banco Central do Brasil e seja a Ata arquivada na Junta Comercial e publicada. 2. declararam, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração de sociedade mercantil em virtude de condenação criminal. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata, que os Conselheiros presentes assinam. aa) Låzaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mårio da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi e Milton Matsumoto. Declaramos para os devidos fins que a presente Ê cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Banco Bradesco S.A. aa) Julio de Siqueira Carvalho de Araujo e Antonio JosÊ da Barbara. Certidão: Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo Certifico o registro sob número 101.879/12-0, em 7.3.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretåria Geral.

EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS – EMPRO AVISO DE LICITAĂ‡ĂƒO PREGĂƒO PRESENCIAL NÂş 007/2012 Objeto: Aquisição, por item, de 13 microcomputadores, 03 impressoras, 02 scanners e 09 licenças de software, conforme especificaçþes tĂŠcnicas no Anexo I, deste Edital. Edital completo na sede da Empro: Av. Romeu Strazzi, 199 – Bairro Vila Sinibaldi, SĂŁo JosĂŠ do Rio Preto/SP, ou pelo site http:// www.empro.com.br – Fone: (17) 3201-1201/1216. Abertura: 30 de março de 2012, Ă s 09h30. SĂŁo JosĂŠ do Rio Preto/SP, 14 de março de 2012. Fernando Geromel Prette – Pregoeiro.

Casa de Saúde Santa Rita S/A CNPJ (MF) n° 60.882.289/0001-41 - Aviso aos Acionistas Comunicamos que se encontram à disposição, na sede social, os documentos a que se refere o Art. 133, da Lei 6404/76, relativos ao exercício findo em 31/12/2011. São Paulo, 13/03/2012. A Diretoria. (14,15,16/3/12)

FALĂŠNCIA, RECUPERAĂ‡ĂƒO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ‡ĂƒO JUDICIAL

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 14 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Recuperação Judicial Requerente: AT & F ComÊrcio em Equipamentos de Informåtica e Tele-

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATĂ“RIO 09/12 - PREGĂƒO 05/12 DecisĂŁo do Prefeito no Processo LicitatĂłrio 09/12, PregĂŁo 05/12, objetivando a contratação de empresa qualificada para a execução de serviço de transporte escolar e de trabalhadores, com o objetivo de atender as necessidades da Administração Municipal. Considerando os questionamentos suscitados aos termos do instrumento licitatĂłrio, mediante impugnação apresentada pela empresa Transportadora Lucas Castilho EPP, decido, por bem, adiar “sine dieâ€? o prazo estabelecido no preâmbulo do edital, relativo Ă apresentação das propostas. Antonio Carlos Ribeiro – Prefeito. A Debitar (15.03.12)

COOPERATIVA HABITACIONAL POLLI-COOP

Convocação - Assembleia Ordinåria Convoco os Srs. Cooperados da COOPERATIVA HABITACIONAL POLLI-COOP a reunirem-se em ASSEMBLEIA GERAL, a ser realizada no próximo dia 25 de março, às 9:00h, em primeira chamada, com no mínimo 2/3 (dois terços) dos cooperados presentes; às 9:15h, em segunda chamada, com no mínimo 1/3 (um terço) dos cooperados presentes e às 9:30h, em terceira e última chamada, com o número de cooperados presentes no Salão de Eventos, situado na Av. Presidente Vargas, nº 757- Centro- ItanhaÊm – SP, a fim de deliberarem a seguinte ORDEM DO DIA; 1º - Eleição conselho fiscal, 2° - Aprovação de Contas exercício de 2011. Gledson Bulzico - Presidente.

fonia Limitada - EPP. Requerido: AT & F ComĂŠrcio em Equipamentos de InformĂĄtica e Telefonia Limitada - EPP. Rua CesĂĄrio Galero, 330 TatuapĂŠ - 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias.

Extravio de Documentos A empresa: IVAN MARQUES RODRIGUES FLORICULTURA – ME, inscrita no CNPJ: 04.957.107/ 0001-83 e I.E.: 116.348.590.117, declara para os devidos fins que foram extraviados: Talão de NF Consumidor de nº 001 a 500 (Em uso) AIDF 1756; Talão de NF Modelo 1 de nº 001 a 050 (Em uso) AIDF 7505; Livro de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência Modelo 06.

Realizada em 2 de março de 2012, Ă s 10h00, na sede social da Companhia, localizada na Avenida AngĂŠlica, nÂş 2.330/2.346/2.364, 9Âş andar, sala 909, Consolação, CEP 01228-200, na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo (“Companhiaâ€?). Convocação: Dispensada na forma do artigo 124, parĂĄgrafo 4Âş, da Lei nÂş 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (“Lei das S.A.â€?). Quorum de Instalação e Presença: Acionista representando a totalidade do capital social, conforme assinatura constante do Livro de Presença de Acionistas da Companhia. Mesa: Presidente: Cesar de AraĂşjo Mata Pires; SecretĂĄrio: JosĂŠ AdelmĂĄrio Pinheiro Filho. Ordem do Dia: (i) deliberação acerca do aumento de capital social da Companhia; (ii) ratiďŹ cação da nomeação da IGAF LM Auditores Independentes, empresa especializada com registro no Conselho Regional de Contabilidade sob o n° CRC-RJ 1284, com sede na Rua MĂŠxico, n° 11, 13° andar, na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, inscrita no CNPJ/MF sob n° 29.184.207/0001-45 (“Empresa Avaliadoraâ€?), como sociedade especializada contratada para avaliação dos bens a serem conferidos ao capital social da Companhia no âmbito do seu aumento de capital, bem como para elaboração do respectivo laudo de avaliação (“Laudo de Avaliaçãoâ€?); e (iii) alteração e consolidação do Estatuto Social. Deliberaçþes: ApĂłs a discussĂŁo da Ordem do Dia, foi deliberado, por unanimidade de votos, sem qualquer ressalva: (i) aprovar o aumento do capital social da Companhia no valor de R$ 396.631.521,00 (trezentos e noventa e seis milhĂľes, seiscentos e trinta e um mil, quinhentos e vinte e um reais), passando o capital social jĂĄ totalmente integralizado de R$ 1.000,00 (um mil reais), para R$ 396.632.521,00 (trezentos e noventa e seis milhĂľes, seiscentos e trinta e dois mil, quinhentos e vinte e um reais) mediante a emissĂŁo de 396.631.521 (trezentos e noventa e seis milhĂľes, seiscentos e trinta e um mil, quinhentos e vinte e uma) açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal, ao preço de emissĂŁo de R$ 1,00 (um real), conforme Artigo 170, II, da Lei das S.A., as quais foram integralmente subscritas pela Ăşnica acionista da Companhia a OAS S.A, e integralizadas, neste ato, mediante conferĂŞncia da totalidade das 143.641.521 (cento e quarenta e trĂŞs milhĂľes, seiscentos e quarenta e um mil, quinhentos e vinte e uma) açþes da Linea Amarilla Brasil Participaçþes S.A., sociedade anĂ´nima fechada, com sede na Avenida AngĂŠlica, 2.346, 9Âş andar, sala 908, Consolação, CEP 01228-200, SĂŁo Paulo, SP, inscrita no CNPJ/MF sob nÂş 11.395.604/0001-09, com seus atos constitutivos registrados na JUCESP sob o NIRE 35.300.374.789 (“LAMBRAâ€?), representativas de 100% (cem por cento) do capital social da LAMBRA, de propriedade da OAS S.A., conforme boletim de subscrição que integra a presente ata como Anexo I. (ii) ratiďŹ car a nomeação e contratação da Empresa Avaliadora como sociedade especializada contratada para a avaliação das açþes representativas do capital social da LAMBRA, bem como para elaboração do Laudo de Avaliação; (iii) aprovar o Laudo de Avaliação, que consta como Anexo II Ă presente, o qual, apĂłs rubricado pela mesa, ďŹ car arquivado na sede da Companhia; (iv) em virtude das deliberaçþes ora aprovadas, o caput do Artigo 4Âş do Estatuto Social da Companhia passa a vigorar da seguinte forma: “Artigo 4Âş. O capital subscrito ĂŠ de R$ 396.632.521,00 (trezentos e noventa e seis milhĂľes, seiscentos e trinta e dois mil, quinhentos e vinte e um reais), dividido em 396.632.521 (trezentos e noventa e seis milhĂľes, seiscentos e trinta e um mil, quinhentos e vinte e uma) açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal, totalmente integralizadas em moeda corrente nacional e/ou bensâ€?; (v) aprovar a nova redação e consolidação do Estatuto Social da Companhia, na forma do Anexo III Ă presente. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a Assembleia, da qual se lavrou a presente ata na forma sumĂĄria, nos termos do §1Âş do Artigo 130 da Lei das S.A. que, lida e achada conforme, foi assinada por todos. Assinaturas: Mesa: Cesar de AraĂşjo Mata Pires, Presidente; JosĂŠ AdelmĂĄrio Pinheiro Filho, SecretĂĄrio. Acionista: OAS S.A., p. Cesar de AraĂşjo Mata Pires e JosĂŠ AdelmĂĄrio Pinheiro Filho. A presente ata ĂŠ cĂłpia ďŹ el da original lavrada em livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 2 de março de 2012. Mesa: Cesar de AraĂşjo Mata Pires - Presidente; JosĂŠ AdelmĂĄrio Pinheiro Filho - SecretĂĄrio; OAS S.A., Cesar de AraĂşjo Mata Pires; JosĂŠ AdelmĂĄrio Pinheiro Filho. JUCESP nÂş 105.696/12-2 em 13.3.2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral. Anexo III. Estatuto Social da V.P.R. Brasil Participaçþes S.A. - CNPJ 14.578.244/0001-60 - NIRE 35.300.415.574. CapĂ­tulo I. Da Denominação, Duração, Sede e Objeto Social: Art. 1. V.P.R. Brasil Participaçþes S/A (“Companhiaâ€?) ĂŠ uma sociedade anĂ´nima, regida pelo presente Estatuto Social e pelas disposiçþes legais que lhes forem aplicĂĄveis, especialmente Lei nÂş 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (“LSAâ€?), e suas alteraçþes posteriores, vigorando por prazo indeterminado. Art. 2. A Companhia tem sua sede e foro na Avenida AngĂŠlica, nÂş 2.330/2.346/2.364, 9Âş andar, sala 909, Consolação, CEP 01228-200, SĂŁo Paulo - SP, local onde funcionarĂĄ o seu escritĂłrio administrativo, podendo abrir ďŹ liais, escritĂłrios e representaçþes em qualquer localidade do paĂ­s ou do exterior, mediante deliberação da Diretoria. Art. 3. A Companhia tem por objetivo social a exploração da atividade de investimentos em infra-estrutura pĂşblica e privada e participação como sĂłcia ou acionista em outras sociedades no Brasil e no Exterior de qualquer ramo, podendo inclusive, constituir e participar em consĂłrcio de empresas. CapĂ­tulo II. Capital Social e Açþes: Art. 4. O capital social subscrito e integralizado ĂŠ de R$ 396.632.521,00 (trezentos e noventa e seis milhĂľes, seiscentos e trinta e dois mil, quinhentos e vinte e um reais), dividido em 396.632.521 (trezentos e noventa e seis milhĂľes, seiscentos e trinta e um mil, quinhentos e vinte e uma) açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal. Art. 5. Ă€s açþes da Companhia sĂŁo assegurados os direitos que a Lei confere Ă s açþes de cada espĂŠcie. ParĂĄgrafo Primeiro: Cada ação ordinĂĄria dĂĄ direito a um voto nas deliberaçþes das Assembleias Gerais. ParĂĄgrafo Segundo: A Companhia, nos termos da Lei, poderĂĄ adquirir açþes de sua emissĂŁo, para cancelamento ou manutenção em tesouraria para posterior alienação, mediante autorização da Assembleia Geral. ParĂĄgrafo Terceiro: A Companhia poderĂĄ contratar, com instituição credenciada para serviços de agente emissor de certiďŹ cados, a escrituração e guarda dos livros de registro e transferĂŞncia de açþes. CapĂ­tulo III. Da Administração: Art. 6. A Companhia serĂĄ administrada por uma Diretoria Executiva, com os poderes conferidos em Lei e por este Estatuto Social, dispensando-se a constituição de caução em garantia das gestĂľes. ParĂĄgrafo Primeiro: A remuneração da Diretoria Executiva serĂĄ ďŹ xada anualmente pela Assembleia Geral. ParĂĄgrafo Segundo: Os membros da Diretoria Executiva tomarĂŁo posse na forma do que dispĂľe o artigo 149 da LSA, tendo os requisitos, impedimentos, deveres, obrigaçþes e responsabilidades contempladas na mesma Lei, artigos 145 a 158. Art. 7. A Diretoria Executiva ĂŠ composta por 02 (dois) Diretores, residentes no PaĂ­s, eleitos e destituĂ­veis, a qualquer tempo, pela Assembleia Geral, com mandato de 03 (trĂŞs) anos, permitida a reeleição, sem designação especĂ­ďŹ ca. ParĂĄgrafo Primeiro: Ao ďŹ nal de seus mandatos, os Diretores permanecerĂŁo em seus cargos atĂŠ a posse de seus dos novos Diretores. ParĂĄgrafo Segundo: Em caso de vacância ou impedimento deďŹ nitivo de cargo da Diretoria, o substituto serĂĄ eleito pela Assembleia Geral e exercerĂĄ, quando for o caso, as funçþes pelo tempo que faltar ao diretor substituĂ­do. CapĂ­tulo IV. Funcionamento da Diretoria Executiva: Art. 8. A Diretoria reunir-se-ĂĄ sempre que os interesses sociais o exigirem e suas reuniĂľes serĂŁo presididas por qualquer dos diretores. ParĂĄgrafo Primeiro: As reuniĂľes serĂŁo sempre convocadas por qualquer dos Diretores. ParĂĄgrafo Segundo: As deliberaçþes da Diretoria constarĂŁo em Atas lavradas em livro prĂłprio e serĂŁo tomadas por consenso. ParĂĄgrafo Terceiro: Em caso de empate, em se veriďŹ cando qualquer impasse entre os Diretores, a matĂŠria objeto da discussĂŁo e impasse serĂĄ levada Ă deliberação da Assembleia Geral, que decidirĂĄ em ultima instância sobre o assunto. CapĂ­tulo V. CompetĂŞncia da Diretoria e Representação: Art. 9. Ă€ Diretoria compete: I. propor Ă Assembleia Geral as diretrizes fundamentais, dentro dos objetivos e metas da Companhia, para exame e deliberação; II. assegurar o bom andamento dos negĂłcios sociais, decidir e praticar todos os atos necessĂĄrios Ă realização do objeto da Companhia, desde que nĂŁo sejam da competĂŞncia exclusiva da Assembleia Geral e tambĂŠm nĂŁo necessitem de prĂŠvia aprovação na forma deste Estatuto; III. promover convĂŞnios e contratar nos limites impostos pela Assembleia Geral, dentro dos ďŹ ns da Companhia, com pessoas fĂ­sicas ou jurĂ­dicas de direito pĂşblico ou privado, nacionais ou estrangeiras; IV. aprovar, no âmbito de sua alçada, os critĂŠrios relativos aos cargos e salĂĄrios e ao regime disciplinar dos empregados da Companhia; V. elaborar e apresentar ao ďŹ nal de cada exercĂ­cio social as Demonstraçþes Financeiras, na forma da LSA, instruĂ­das com o Parecer dos Auditores Independentes, para apreciação do Conselho Fiscal, se instalado, e aprovação pela Assembleia Geral; VI. elaborar e propor Ă Assembleia Geral o Orçamento da Companhia; VII. instalar escritĂłrios de representação da Companhia em locais de interesse para os negĂłcios sociais, quando necessĂĄrio; VIII. aprovar normas e manuais da Companhia; e IX. a representação da Companhia, ativa e passivamente, bem como a prĂĄtica de todos os atos necessĂĄrios ou convenientes Ă administração dos negĂłcios sociais, respeitados os limites previstos em lei ou no presente Estatuto Social. Art. 10. Observadas as disposiçþes contidas no presente Estatuto Social, a representação da Companhia em juĂ­zo ou fora dele, ativa ou passivamente, perante terceiros e repartiçþes pĂşblicas federais, estaduais ou municipais, considerando-se a Companhia validamente obrigada pela assinatura de qualquer diretor. ParĂĄgrafo Primeiro: A Companhia poderĂĄ, atravĂŠs de assinatura conjunta de 02 (dois) Diretores, constituir procuradores, outorgandolhes, por prazo determinado nĂŁo superior a 02 (dois) anos, poderes especĂ­ďŹ cos de administração, exceto os poderes da clĂĄusula “ad judiciaâ€? ou para a defesa dos interesses da Companhia em processos administrativos, que poderĂŁo ser outorgados por prazo indeterminado. ParĂĄgrafo Segundo: Fica estabelecido, entretanto, que, para oneração, aquisição e alienação de bens do ativo nĂŁo circulante, emissĂŁo de cheques, outorga de avais e ďŹ anças (exceto ďŹ anças concedidas em contratos de locação), a Companhia se obrigarĂĄ mediante a assinatura de: (i) 02 (dois) Diretores; (ii) de 01 (hum) Diretor e 01 (hum) procurador, nos limites dos poderes que lhe forem conferidos; ou (iii) de 02 (dois) procuradores, nos limites dos poderes que lhes forem conferidos. ParĂĄgrafo Terceiro: SĂŁo expressamente vedados, sendo nulos e inoperantes, com relação Ă Companhia, os atos de qualquer Diretor, procurador ou funcionĂĄrio que a envolverem em obrigaçþes relativas a negĂłcios ou operaçþes estranhos ao objeto social, tais como ďŹ nanças, avais, endossos ou quaisquer outras garantias em favor de terceiros, salvo quando expressamente autorizados pela Assembleia Geral de Acionistas. CapĂ­tulo VI. Conselho Fiscal: Art. 11. O Conselho Fiscal somente serĂĄ instalado nos exercĂ­cios sociais em que for convocado mediante deliberação dos acionistas, conforme previsto em Lei. Art. 12. O Conselho Fiscal, quando instalado, serĂĄ composto por no mĂ­nimo 03 (trĂŞs) e no mĂĄximo 05 (cinco) membros e por igual nĂşmero de suplentes, eleitos pela Assembleia Geral de Acionistas, sendo permitida a reeleição, com as atribuiçþes e prazos de mandato previstos em lei. ParĂĄgrafo Primeiro: A remuneração dos membros do Conselho Fiscal serĂĄ estabelecida pela Assembleia Geral de Acionistas que os eleger. ParĂĄgrafo Segundo: Aplica-se ao Conselho Fiscal, quanto Ă s normas de eleição, requisitos, impedimentos, investidura, obrigaçþes, deveres e responsabilidades o que dispĂľe a LSA, artigos 161 a 165, seus parĂĄgrafos, incisos e alĂ­neas. CapĂ­tulo VII. Assembleias Gerais: Art. 13. Respeitada a legislação em vigor, a Assembleia Geral serĂĄ convocada na seguinte ordem: a) por qualquer diretor; b) pelas pessoas legalmente habilitadas nos termos da LSA. ParĂĄgrafo Ăšnico: Os trabalhos da Assembleia Geral serĂŁo dirigidos por mesa composta de presidente e secretĂĄrio, escolhidos pelos acionistas presentes. Art. 14. As Assembleias Gerais serĂŁo realizadas: a) ordinariamente e anualmente, com a ďŹ nalidade prevista no artigo 132 da LSA, os quatro primeiros meses subseqĂźentes ao encerramento do exercĂ­cio social; e, b) extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem. CapĂ­tulo VIII. ExercĂ­cio Social, Lucros e Dividendos: Art. 15. O exercĂ­cio social terĂĄ inicio em 01 (um) de janeiro e terminarĂĄ em 31 (trinta e um) de dezembro de cada ano, ďŹ ndo o qual serĂŁo elaborados o balanço geral e as demonstraçþes ďŹ nanceiras exigidas em lei. Art. 16. Do resultado do exercĂ­cio apurado na forma da legislação em vigor serĂŁo deduzidos os prejuĂ­zos acumulados, se houver, e a provisĂŁo para o imposto de renda. Art. 17. ApĂłs procedidas as deduçþes referidas no artigo anterior, a Assembleia Geral poderĂĄ atribuir aos administradores e funcionĂĄrios uma participação sobre os lucros remanescentes respeitadas as lotaçþes legais. Art. 18. O saldo, apĂłs deduzidas as participaçþes no resultado, conďŹ gurarĂĄ o lucro lĂ­quido do exercĂ­cio, que serĂĄ objeto de proposta Ă Assembleia Geral, e terĂĄ a seguinte destinação: a) 5% (cinco por cento) para a constituição de Reserva Legal, que nĂŁo excederĂĄ 20% (vinte por cento) do Capital Social; b) formação de Reservas para ContingĂŞncias, caso haja necessidade; c) constituição de Reservas de Lucro a Realizar, se for o caso, na forma prevista pela legislação; d) pagamento de dividendos anuais obrigatĂłrios de, no mĂ­nimo 25% (vinte e cinco por cento) sobre o lucro lĂ­quido do exercĂ­cio, ajustado na forma da lei de acordo com as deduçþes previstas “aâ€?, “bâ€? e “câ€? anteriores; e e) a Assembleia Geral resolverĂĄ sobre o destino do saldo remanescente do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio. Art. 19. A Companhia poderĂĄ levantar balanços mensais e sobre eles decidir sobre o pagamento de dividendos. CapĂ­tulo IX. Liquidação: Art. 20. A companhia entrarĂĄ em liquidação nos casos previstos em lei, competindo Ă Assembleia Geral eleger o liquidante e os membros do Conselho Fiscal que deverĂŁo funcionar no perĂ­odo de liquidação, ďŹ xando-lhes a remuneração.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

30

e

quinta-feira, 15 de março de 2012

São Paulo, com 195 investimentos internacionais realizados em 2011, só está atrás de Londres, Xangai e Hong Kong.

conomia

Capital acumula investimentos A cidade de São Paulo é a quarta capital do mundo que mais recebeu investimentos estrangeiros no ano passado, conforme estudo da KPMG.

A

cidade de São Paulo é a quarta no mundo que mais recebeu investimentos estrangeiros em 2011, conforme estudo divulgado ontem e que integra 22 grandes cidades internacionais. A Capital paulista avançou três posições no ranking em relação ao ano anterior, segundo o levantamento "Observatório dos Investimentos Internacionais" – realizado pela consultoria KPMG e pela agência de investimentos Paris-Ile de France Capital Économique. O relatório revela que São Paulo, com 195 investimentos internacionais realizados em 2011, ultrapassou cidades como Paris, Moscou e Pequim e só está atrás de Londres, Xangai e Hong Kong, que continuam mantendo, como no levantamento anterior, os três primeiros lugares do ranking, nessa ordem. O aumento no número de investimentos estrangeiros em São Paulo foi de quase 55% no ano passado em relação a 2010 e de 160% em relação a 2009. As cinco principais cidades da lista (a quinta é Nova York) representam 50% do total de investimentos realizados nas 22 metrópoles analisadas. A América Latina foi a região do mundo onde o número de investimentos mais cresceu em 2011. Dinamismo – O estudo leva em conta os investimentos produtivos, como aberturas de filiais, novas fábricas, serviços ou lojas, ampliação das atividades já existentes, inaugurações de escritórios e centros de pesquisas ou ainda joint-ventures, mas não inclui privatiza-

JB/AE

ções nem fusões ou aquisições em seus cálculos. A Capital paulista representa 39% do total de investimentos estrangeiros realizados no Brasil, segundo a KPMG. Na América Latina, além de São Paulo, apenas a Cidade do México faz parte do estudo. Mas o documento revela que a América Latina representa 10% do número de investimentos internacionais realizados em 2011, que cresceram 29% na região. O estudo também informa que no período de 2006 a 2011, o total de investimentos em São Paulo quase quadruplicou, passando de 51 para 195 operações. O crescimento mais acentuado começou a ser registrado a partir de 2008. Em 2009, São Paulo ocupava a 12ª posição entre as cidades que mais recebem investimentos internacionais. Ou seja, avançou oito posições no ranking em apenas dois anos. "A partir de 2008 e 2009, houve uma aceleração nos investimentos internacionais em São Paulo. O dinamismo da economia brasileira contribuiu para isso", afirmou Christophe Scheidhauer, um dos autores do estudo. "O Brasil conseguiu enfrentar melhor a crise financeira e por isso a aceleração nos investimentos surgiu a partir daquele período", acrescentou. Segundo o relatório, São Paulo ocupa a quinta posição na categoria de investimentos internacionais em "funções estratégicas", como a criação de sedes e de centros de pesquisa, de marketing ou de design e de serviços de atendimento ao consumidor. (Agências)

O aumento no número de investimentos estrangeiros em São Paulo foi de quase 55% em 2011 em relação a 2010 e de 160% em relação a 2009.

Fluxo cambial: positivo em US$ 5,1 bi.

O

fluxo cambial seguiu positivo na segunda semana de março, mas com ritmo menor que o observado nos dois primeiros dias do mês. Conforme dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), o País recebeu US$ 2,642 bilhões na segunda semana do mês, valor pouco maior que os US$ 2,466 bilhões registrados nos dois primeiros dias de março. Com isso, o mês

registra entrada líquida de US$ 5,108 bilhões até a última sexta-feira, dia 9. A maior mudança aconteceu no fluxo financeiro. Após a entrada de US$ 1,548 bilhão nos dois primeiros dias do mês, a mão do mercado mudou e a semana passada registrou saída líquida de US$ 49 milhões. O valor foi gerado pelas vendas que totalizaram US$ 7,642 bilhões e superaram

as entradas de US$ 7,593 bilhões na semana passada. Pela via financeira, estão somadas as transferências de recursos externos realizadas para compra e venda de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outras. No mês até o dia 9, o fluxo financeiro segue positivo, com US$ 1,499 bilhão. Na via comercial, a semana

passada, por sua vez, registrou forte entrada de US$ 2,691 bilhões, maior que o ingresso de US$ 918 milhões da primeira semana de março. Na semana passada, foram registradas exportações de US$ 6,49 bilhões e saídas de US$ 3,799 bilhões para pagar importações. Com isso, a conta do comércio exterior registra entrada líquida de US$ 3,609 bilhões no mês até a última sexta. (AE)


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
DC 15/03/2012 by Diário do Comércio - Issuu