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Diário do Comércio - 14/08/2013

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Ano 87 - Nº 23.935

Conclusão: 23h40

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Manifestações devem parar a Cidade a partir das 15h

Alckmin vai processar a Siemens

Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Ontem: Hospital Sírio-Libanês quase foi invadido.

Até o último centavo Agora na ofensiva, o governador quer indenização "centavo por centavo" da Siemens. E lembra: o cartel também deve ter agido junto a órgãos federais, não só SP. Pág. 5

ESPECIAL

A evolução do Homo brasilis computerus

Plugado e high-tech: o Brasil 2016.

Ueslei Marcelino/Reuters

Suhaib Salem/Reuters

Viu só como você precisa de proteção? O alto Kerry, secretário de Estado dos EUA, disse ao baixo ministro Patriota que espionagem digital protegeu o Brasil. Pág. 10 ISSN 1679-2688

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Ônibus com escala em Gaza. Rumo à paz. O governo de Israel libertou ontem 26 presos palestinos como gesto de boa vontade para as negociações de paz, que recomeçam hoje em Jerusalém, com a bênção dos Estados Unidos. Pág. 11


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O governo teve uma boa desculpa agora para alterar mais uma vez os planos do trem bala. José Márcio Mendonça

pinião

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

UM ACADÊMICO ABENÇOADO

"P

recisamos muito conversar." "Vamos pedir às nossas esposas que marquem um jantar." Dois dias antes de falecer, de forma surpreendente, foi esse o último diálogo que mantive com o acadêmico Luiz Paulo Horta, no chá da ABL, na última quinta-feira. Era uma figura doce, de fala mansa, com uma extraordinária capacidade de elaborar editoriais e críticas musicais para o jornal O Globo, onde trabalhava há mais de vinte anos.

C

Ministro dos Transportes, Cesar Borges, anuncia adiamento do leilão de concessões do trem bala, projeto que não conseguiu decolar ainda.

PROJETOS DO GOVERNO EM BANHO-MARIA

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A informação, publicada na segunda-feira pelo jornal Valor Econômico é estarrecedora, para dizer o mínimo: por erros de projeto e de planejamento, a energia que já começou a ser produzida nas usinas do Rio Madeira não poderá ser aproveitada imediatamente nas regiões fora da Amazônia. Como os equipamentos de segurança utilizados não são compatíveis entre si, o risco é que, com as transmissões para longe, as turbinas queimem e haja um grande curto-circuito. Segundo a reportagem, desde 2010 as autoridades já sabem do problema, mas só agora se tornou conhecido fora de um pequeno círculo de eletrocratas. Na melhor das hipóteses o problema só será corrigido no fim do ano.

O

distúrbio de planejamento no Rio Madeira guarda grande semelhança com outro na mesma área de energia, revelada há alguns meses: a produção de um enorme volume nas usinas eólicas no Nordeste até hoje não chegou aos consumidores porque, simplesmente, as linhas de transmissão não foram construídas. Tudo isso em um país que, para evitar apagões, está utilizando, a plena capacidade, as usinas térmicas, a diesel, gás e carvão, mais caras e mais poluentes do que as estão em "fogo morto" por culpa da incúria oficial. Por coincidência, além da revelação da falta de planejamento em um dos mais importantes projetos energéticos dos governos Lula da Silva/Dilma Rousseff, o ministro dos Transportes, Cesar Borges, e o presidente da Empresa Brasileira de Logística (EPL), Ber-

nardo Figueiredo – um com a cara mais constrangida que o outro – deram entrevistas em Brasília para anunciar que o governo adiou por um ano, mas sem data certa, o leilão de concessões do trem bala (Trem de Alta Velocidade) que, um dia, deverá unir Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro por trilhos. A divulgação do edital seria depois de amanhã e o leilão de concessão ocorreria em setembro.

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ideia do governo, disserem os dois tecnocratas elétricos, será realizar nova rodada em 2014, para que as obras sejam iniciadas imediatamente e estejam concluídas em 2020, de acordo com o último cronograma traçado pela presidente Dilma Rousseff, depois de dois fracassos de leilões anteriores. Inicialmente, o trem bala foi planejado para ser usado durante a Copa do Mundo de 2014. Vistas as primeiras dificuldades, o prazo foi estendido para a Olimpíada de 2016. O TAV entrou nos planos de Lula em 2007 e foi depois foi abraçado pela presidente Dilma Rousseff como o grande projeto de seu governo, a marca dos tempos dilmistas. A marca de Lula – que deveria estar funcionando plenamente ao fim do mandato dele, em 2011, mas até hoje rateando –

coisas. Até hoje não existe um projeto de engenharia detalhado, que permita realmente fazer um cálculo mais detalhado da obra.

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JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

é a transposição do Rio São Francisco. No ritmo em que a carruagem está indo, a obra não ficará totalmente pronta nem ao final deste mandato de Dilma Rousseff.

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governo teve uma boa desculpa agora – o ambiente econômico, que afastou alguns possíveis concorrentes – para alterar mais uma vez os planos do trem bala. Porém, quando se observa toda a novela do TAV, iniciada há seis anos, com idas e vindas, mudanças de planos, mudanças de modelo de negócios, alterações de cronogramas, alterações no custo total da obra (começou com cerca de R$ 14 bilhões, o governo já admite algo como R$ 35/36 bi e os especialistas estimam que será mais de R$ 50 bi) tem-se um retrato mais do que bem acabado do improviso e da incapacidade oficial de planejar e de executar bem as

Quando se fala na inapetência gerencial do governo – um eufemismo para definir sérios problemas na hora de fazer as coisas, de tirar ideias e discursos do papel – o Planalto se sente agastado, com os brios feridos.

egundo disse Bernardo Figueiredo, o governo vai aproveitar este interregno de tempo criado pelo adiamento para contratar a elaboração de um projeto de engenharia mais específico. Quando se fala na inapetência gerencial do governo (na verdade, um eufemismo para definir sérios problemas na hora de fazer as coisas, de tirar ideias e discursos do papel) normalmente o Palácio do Planalto se sente agastado, com os brios feridos.

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empre que pode, nas inaugurações que realiza pelo País, a presidente responde a essas críticas bem a seu estilo – com ira e contundência. Porém, o caso agora revelado da energia do Rio Madeira e o caso do trem bala mostram que a realidade é bem outra. Como, aliás, mostra o plano de concessões na área de logística, de mais de R$ 100 bilhões, com leilões de ferrovias, rodovias, portos, aeroportos. O plano foi marqueteado, ao melhor estilo oficial, em agosto de 2012, isto é, exatamente um ano atrás. Até agora, nada foi leiloado. Prometem-se os primeiros leilões para setembro. Há que esperar para crer. Tanto quanto um choque de confiança, receitado por alguns analistas para que Dilma Rousseff recupere seu prestígio junto à opinião popular, o governo está precisando mesmo, nesse momento, é de um choque de gestão. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

ARNALDO NISKIER

nós deveria se sentir um elo nessa corrente do amor." Escreveu diversos pensamentos franciscanos, pugnando pela igualdade de todos e revelando o seu lado místico-religioso: a paixão pelos pobres. Sempre foi coerente nos seus juízos e me perguntou se eu atentara para as seguidas referências à sabedoria judaica, de que era profundo conhecedor. Elogiei suas lembranças do rabino de Bratislava. Horta colocou em prática o pensamento do Papa João Paulo II: "Devemos prestar mais atenção no que dizem os nossos irmãos mais velhos, os judeus." Tinha espírito ecumênico e por

onhecemo-nos ainda nos tempos do Jornal do Brasil. A sua personalidade era a mesma, e, segundo confessava, só tinha menos experiência. Foi um crítico atento aos trabalhos da Secretaria de Estado da Educação e Cultura, no período 1979-1983, observando com rigor e sabedoria toda a sua programação de óperas, balés e concertos nacionais e internacionais. Tinha sempre uma palavra de incentivo, a maior das quais foi no dia seguinte ao término do meu mandato, quando escreveu o generoso editorial intitulado "Missão cumprida". Apreciou todas as temporadas, reservando um destaque especial para a ópera Tristão e Isolda, de quatro horas de duração, com o famoso tenor John Vickers. Revelou que dificilmente, em qualquer outra parte do mundo, far-se-ia coisa melhor.

isso mesmo era ainda mais respeitado.

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orta trouxe mais vida à Academia Brasileira de Letras. Integrando a diretoria, realizou uma série competente de saraus artísticos, valorizando a música de câmera. Ainda na semana passada, a pianista Carol Murta Ribeiro fez um magnífico concerto, exaltando a obra de Chopin, uma das paixões de Luiz Paulo Horta, que, aliás, era também um exímio pianista. Num dos seus alegres jantares, em companhia da esposa Ana Cristina, serviu de sobremesa um concerto do compositor polonês. Foi uma grande emoção.

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as últimas semanas, Horta trabalhou muito. Foi o principal redator da visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro, confessando no jornal que "cada um de

Luiz Paulo Horta: acadêmico e jornalista

embro da sua emoção ao contar, na Academia, como se comovera ao receber, em Juiz de Fora, a medalha da Inconfidência: "Toda a família do meu pai era mineira." Luiz Paulo Horta era muito religioso. Cedo perdeu a sua primeira esposa, a professora Cecília. Agora, com a solidariedade de nós todos, deixa, antes de completar 70 anos, a vida terrena e vai para o céu dos justos. Sua atual esposa Ana Cristina, os filhos, Ana Magdalena, José Maurício (Kiko) e Ana Clara, seus netos e os incontáveis amigos ficam com a dor de uma saudade infinita. ARNALDO NISKIER É INTEGRANTE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, PRESIDENTE DO CIEE/RJ E PROFESSOR DE HISTÓRIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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COMUNISMONÃO MORREU: ESTÁ MAIS FORTE DO QUE NUNCA, SOBRETUDO NA AMÉRICA LATINA.

pinião

Estudar antes de falar

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caminho mais curto para a destruição da democracia é fomentar o banditismo por meio da cultura e tentar controlá-lo, em seguida, pelo desarmamento civil. A esquerda nacional tem trilhado coerentemente essa dupla via há pelo menos cinco décadas, e sempre soube perfeitamente qual seria o resultado: o caos social, seguido de endurecimento do regime se ela estiver no poder, de agitação insurrecional se estiver fora dele. Essa estratégia é antiga, clássica, imutável, mas os pretextos com que se legitima conforme as conveniências do momento têm sido variados o bastante para desnortear a plateia, que se entrega a animadas e às vezes ferozes discussões sobre os pretextos mesmos e nunca atina com a unidade do projeto por trás deles. Às vezes, como acontece no Brasil, nem chega a perceber que entre as duas vias simultâneas existe alguma relação.

P

essoas mentalmente covardes vendem a mãe para não correr o risco de ser rotuladas de "teóricas da conspiração". Rebaixam-se ao ponto de defender de unhas e dentes a "teoria das puras coincidências", segundo a qual as ações acontecem sem autores. Imaginem então o medo que essa gente tem de reconhecer algo que no resto do mundo já é obviedade patente: que o comunismo não morreu em 1990, que está hoje mais forte que nunca, sobretudo na América Latina. Treze anos atrás, quando Jean-François Revel publicou seu último livro, La Grande Parade, ninguém na Europa ou Estados Unidos o contestou quanto a esse ponto, que no Brasil ain-

OLAVO DE CARVALHO da é um segredo esotérico. Há até quem negue que Dilma ou Lula sejam comunistas, mas faz isso porque não sabe exatamente o que é um comunista e, como em geral os liberais, imagina que é questão de ideais e ideologias. Na verdade, um sujeito é comunista não porque creia em tais ou quais coisas, mas porque ocupa um lugar numa organização que age como parte ou herdeira da tradição revolucionária comunista, com toda a pletora de variedades e contradições ideológicas aí contida.

A

unidade do movimento comunista, sobretudo desde Antonio Gramsci, da New Leftf americana e do remanejamento dos partidos comunistas após a dissolução da URSS, é mais de tipo estratégico do que ideológico. N a v e r d a d e , e s s e m o v imento, cuja extinção a queda da União Soviética parecia anunciar como iminente e inevitável, conseguiu prosperar e crescer formidavelmente desde o começo dos anos 90 só porque abdicou de toda autodefinição doutrinal homogênea e aprimorou a técnica de articular numa unidade de ação estratégica as mais variadas correntes e dissidências cuja convivência era impossível até então. Convicções, portanto, sinceras ou fingidas, não têm aí a mais mínima importância. Para um sujeito falar com alguma propriedade sobre o

movimento comunista, deve antes ter estudado as seguintes coisas: (1) Os clássicos do marxismo: Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao Dzedong. (2) Os filósofos marxistas mais importantes: Lukács, Korsch, Gramsci, Adorno, Horkheimer, Marcuse, Lefebvre, Althusser. (3) Main Currents of Marxism, de Leszek Kolakowski. (4) Alguns bons livros de história e sociologia do movimento revolucionário em geral, como Fire in the Minds of Men, de James H. Billington, The Pursuit of the Millenium, de Norman Cohn, The New Science of Politics, de Eric Voegelin. (5) Bons livros sobre a história dos regimes comunistas, escritos desde um ponto de vista não-apologético. (6) Livros dos críticos mais célebres do marxismo, como Eugen von Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, Raymond Aron, Roger Scruton, Nicolai Berdiaev e tantos outros. (7) Livros sobre estratégia e tática da tomada do poder pelos comunistas, sobre a atividade subterrânea do movimento comunista no Ocidente e principalmente sobre as "medidas ativas" (desinformação, agentes de influência), como os de Anatolyi Golitsyn, Christopher Andrew, John Earl Haynes, Ladislaw Bittman, Diana West. (8) Depoimentos, no maior número possível, de ex-agentes ou militantes comunistas que contam a sua experiência a serviço do movimento ou de governos comunistas, como Arthur Koestler, Ian Valtin, Ion Mihai Pacepa, Whittaker Chambers, David Horowitz. (9) Depoimentos de alto valor sobre a condição humana nas sociedades socialistas, como os de Guillermo Cabrera Infante, Vladimir Bukovski, Nadiejda Mandelstam, Ale-

xander Soljenítsin, Richard Wurmbrand.

É

um programa de leitura que pode ser cumprido em quatro ou cinco anos por um bom estudante. Não conheço, na direita ou na esquerda brasileiras, ninguém, absolutamente ninguém que o tenha cumprido. Há tanta gente neste país querendo dar palpite no assunto, quase sempre com ares de sapiência, e ninguém, ou praticamente ninguém, disposto a fazer o esforço necessário para dar alguma substância às suas palavras.

Nenhum esquerdista honesto o fará sem abjurar da sua crença para sempre. Nenhum direitista, sem reconhecer que era um presunçoso, um bocó e, em muitos casos, um idiota útil – às vezes ainda mais útil e mais idiota do que a massa de manobra esquerdista.

A

esquerda prospera na e x p l o r a ç ã o d a i g n orância, própria e alheia. Onde quer que ela exerça a hegemonia, impera o mandamento de jamais ler as obras de adversários e críticos, mas espalhar versões

deformadas e caricaturais das suas ideias e biografias, para que a juventude militante possa odiá-los na ilusão de conhecê-los. Universidades que professam dar cursos de marxismo capricham nesse ponto até o limite do controle mental puro e simples. A direita, bem, a direita cultiva suas formas próprias de auto-ilusão, das quais já falei bastante neste mesmo jornal. Talvez volte ao assunto em outro artigo. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

DEMAGOGIA NO TRÂNSITO

Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo

H

á algumas atitudes de políticos – demagogos, populistas – que prosperam na vida pública nacional sem a correspondente denúncia por parte de quem sustenta tudo isso, o contribuinte brasileiro, melhor definido como mero pagador de impostos, seja ele pessoa física ou jurídica. A mais recente investida demagógica está em andamento em São Paulo, onde o governo municipal petista, com as rédeas do trânsito nas mãos de um dos membros da feliz Tatolândia (são três Tatos mandando em São Paulo) a título de priorizar o transporte público, está tornando ainda mais insuportável o trânsito de veículos na capital.

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ara melhorar a velocidade dos ônibus, implantaram-se, sem qualquer estudo de impacto na cidade como um todo, corredores de ônibus. Em tese, para privilegiar o transporte coletivo. Digo em tese porque as vias de circulação de carros foram demarcadas em menor largura, pondo em maior risco os motoqueiros e afunilando os carros – enquanto a faixa exclusiva de ônibus, na maior parte do tempo, segue vazia. Ou melhor, quase. Os fiscais amarelinhos,

PAULO SAAB

marronzinhos, enfim, a aquarela toda, ficam multando os incautos que caem na esparrela da faixa única que não foi divulgada, não foi assinalada de forma adequada.

A

demagogia está em tentar mostrar aos populares que se servem de ônibus que os proprietários de veículos – sonho de consumo de quase todos os brasileiros – são os responsáveis pelo tempo perdido no transporte. A culpa, pois, não é do poder público, que não investe em obras que acompanhem o crescimento da demanda

A mais recente demagogia ocorre em São Paulo, onde o governo petista, a título de priorizar o transporte público, está piorando o trânsito da cidade. por carros particulares. A mesma demanda que o governo estimula, até concedendo benefícios fiscais, porque se parar a

produção de veículos, os empregos diminuem muito, assim como os impostos. O governo apoia o aumento da produção e vendas de veículos, que vão para as ruas, nas mãos de cidadãos que economizam e se submetem aos juros altos para comprar seus carros e sair do aperto dos ônibus. Mas o governo não investe no transporte público. Não tem planejamento, projeções, nada, a não ser medidas tacanhas, punitivas aos proprietários de carros, em busca do voto dos obrigados a andar de ônibus enquanto não têm carro.

Numa demagogia gritante, ataca a produção de autos de um lado, pelas restrições crescentes na circulação, enquanto de outro lado vai em busca da maior produção e vendas, para obter arrecadação e bons índices industriais.

É

um populismo barato, do tipo: vejam vocês, pobres, como nós os defendemos e punimos os que têm carros, por que são ricos (presunção também populista), Ou qualquer bobagem nesta linha. O estilo petista de gestão é o de Maquiavel: dividir para governar. Jogar pobres contra remediados, enquanto os ricos de verdade não estão nem aí, porque ou andam de helicóptero ou em veículos blindados e com segurança particular. Paralisar mais ainda o

fluxo dos veículos, a título de favorecer a massa que anda de ônibus é falácia, conversa para boi dormir. Se os políticos, os governantes, não tivessem perdido o bonde da História, se tivessem feito a cidade evoluir em obras, sejam estruturais ou na área de metrô e transportes públicos, a situação não teria chegado ao caos atual.

É

importante frisar e peço desculpas ao leitor pela insistência: a mesma mão que estimula a produção e as vendas é a mesma que, de outro lado, esbraveja contra quem compra seus carros, fazendo demagogia barata com soluções baratas que custam caro a todos. Ninguém diz nada. E fica tudo por isso mesmo. Eles, os membros e adjacentes da Tatolândia, posam de heróis populares para garantir à família o voto dos mais necessitados e ignorantes, e a população se espreme no mau transporte público e/ou fica parada nos carros comprados para sustentar –mais do que a indústria automobilística, tão útil ao País, a indústria dos juros, esta sim, nefasta para o bolso de quem paga prestação, com ganhos para o mesmo governo. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Bonecos gigantes de Pelé, MAIS: é a festa da lavaRonaldo, Neymar e Lampião, no estilo carnaval de Olinda, desfilarão, dia 31 em Nova York.

gibaum@gibaum.com.br

2 “Adoro programas com obesos, drogados, presidiários e gente com anomalias.”

MAITÊ PROENÇA // falando sobre o que gosta de assistir na televisão.

Fotos: Paula Lima

Há menos de um ano, a Igreja Mundial do Reino de Deus, comandada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, que vende toalhas e martelinhos da fé até em suaves prestações e assegura que são milagrosos, usava 320 retransmissoras de TV. De lá para cá, todos os meses, foi encerrando contratos até ficar com metade delas. Com algumas emissoras, não renovou e em outras, teve seus programas cortados por falta de pagamento. Uma delas foi a CNT do Paraná, na qual Santiago deu um calote e está sendo cobrado na justiça. Nos finais de semana, contudo, ele continua reunindo milhares em seu super-templo nas imediações de Guarulhos, em São Paulo.

NOVO PAR Quem diria: o jogador Alexandre Pato, ex-Sthefany Brito e ex-Barbara Berlusconi, de gorro e óculos escuros, devorava uma pizza, na noite de domingo passado, no restaurante A Esperança, em São Paulo, ao lado da modelo Raica Oliveira, ex-Ronaldo Fenômeno. Dois seguranças tratavam de impedir que qualquer freqüentador local pudesse flagrar o encontro via celular. Pato também andou circulando com a promoter Fernanda Barbosa: aí, corria tudo na área profissional. Ele quer frequentar lugares elegantes e conhecer pessoas.

Mais lojas Depois de anos de negociação, a GAP deverá inaugurar, no mês que vem, no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, sua primeira loja no Brasil. Da época em que se transformou em verdadeira febre, a GAP teve por aqui um verdadeiro festival de modelos pirateados – e vendidos a preços muito democráticos. Por outro lado, dentro de semanas, a rede Riachuelo estará inaugurando uma flagship numa das esquinas mais cobiçadas dos Jardins, rua Oscar Freire com rua Haddock Lobo. Hoje, Riachuelo faz moda de qualidade a preços baratos, guerreando nesse segmento com C&A, Renner e até mesmo com Zara.

RECUADO Como as novas pesquisas sinalizaram que Lula, se fosse candidato à Presidência da República, é o único que levaria no primeiro turno, o ex-presidente resolveu jogar recuado – e por um bom tempo. Como choveram telefonemas de companheiros bradando, com mais força, o bordão Volta, Lula, o ex-Chefe do Governo não quer fazer marola nesse momento para não respingar na pupila Dilma Rousseff. Aos chegados, ele repete que voltar às urnas seria passar um recibo nacional de que errou na escolha de Dilma.

No começo da semana, no Jockey Club do Rio de Janeiro, o coquetel de lançamento do programa Damas da TV, do canal Viva, reuniu grande grupo de famosas e veteranas da televisão brasileira. Para celebrar os 50 anos da telenovela no país, a nova atração do canal entrevistará a cada semana, uma atriz de aplaudido currículo na história do showbiz . Detalhe: todas possuem mais de 40 anos de carreira. Entre tantas, estavam lá, da esquerda para a direta, Eva Wilma e Betty Faria; Laura Cardoso e Yoná Magalhães; Irene Ravache e Ana Rosa; e Nathalia Timberg e Débora Duarte.

Veteranas na guerra

O governo deverá anunciar amanhã a ampliação do programa Mais Médicos, com a participação de médicos estrangeiros e especialmente, os cubanos. Só que o pessoal de Havana não quer ganhar os anunciados R$ 10 mil. Pretendem receber, no mínimo, R$ 17 mil, o que o governo não quer pagar porque desfiguraria o foco do Mais Médicos. O Planalto deverá assinar convênios com os governos de Portugal e Cuba e com universidades da Argentina e Espanha. A condição básica para receber a bolsa é enviar os estrangeiros para lugares distantes, para onde os brasileiros não se ofereceram. Mais: como as pesquisas registraram aprovação popular ao programa, o Congresso já não quer rejeitar a Medida Provisória. Só não abre mão aos estrangeiros de uma rígida avaliação. O Planalto não quer: acha que atrasaria o Mais Médicos.

Cubanos àvista

Canção da maconha Depois de aparecer totalmente nua num vídeo de meditação, praticando método aplicado pela artista sérvia Marina Abramovic, a cantora Lady Gaga revelou no Twitter parte da letra da música Mary Jane Holland, produzida pelo DJ Madeon, que fala sobre o uso da maconha e que deverá estar de seu novo álbum Artpop. Diz: “Quando eu acendo as chamas e coloco você em minha boca/A grama esquenta meu interior e a minha morena começa a brotar”. Mary Jane é uma espécie de apelido popular de marijuana .

COINCIDÊNCIA Nomeada por Dilma Rousseff em 2011 para uma cadeira no Tribunal de Contas da União, com total apoio do PT (e de Lula, claro), Ana Arraes, mãe do governador Eduardo Campos, de Pernambuco, acaba de ser sorteada para examinar as contas do governo Dilma referentes a 2013. A tarefa será cumprida em 2014, por coincidência, ano em que Dilma disputa sua reeleição e, quem sabe, tendo o filho da conselheira do TCU como um de seus adversários.

MISTURA FINA A CÂMARA de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal decidiu, por unanimidade, homologar o arquivamento de denúncia de prática de nepotismo que recaia sobre a ex-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra e o ex-presidente dos Correios, David José de Matos.

O MINISTRO Fernando Pimentel e o Luiz Dulci, que trabalha no Instituto Lula, estão guerreando em Minas Gerais para ver quem consegue emplacar o novo presidente estadual do PT. Pimentel quer Odair Cunha; Dulci quer Gleide Andrade. O ministro é candidato ao governo mineiro e não quer fazer campanha com o partido comandado pelo bloco de seu adversário.

Afastada das novelas desde Salve Jorge, Paloma Bernardi acaba de rodar Lascados – O Filme, com direção de Vitor Mafra e com Guilherme Fontes e Angela Dip no elenco, com estréia prevista para fevereiro. Agora, posa para um editorial de moda praia, usando um maiô de recortes de Amir Slama – e exibindo grande forma. Os cliques são de Adriano Dória que também resolveu fazer outro ensaio com Paloma, cheio de caras e bocas, revelando o lado divertido da atriz. E o namoro com o ator a cantor Thiago Martins vai bem, obrigado.

Caras e bocas

Bye, bye, Brazil Um dos grandes investidores no mercado de ações (e um dos grandes freqüentadores de cassinos de Las Vegas e Atlantico City), da mesma safra de Naji Nahas e Mathias Machline, Leo Kryss, ex-dono da Ewadin, que minguou nas mãos de seu irmão, acaba de se transferir, definitivamente, com sua segunda mulher e quatro filhos (dois casais de gêmeos) desse casamento para Miami. Há muitos anos, ela foi convertida em Israel. Kryss também opera no Caribe, através de seu Banco Tendência. Quer que sua família viva melhor, sem medo. E levou junto seu super-jato Gulfstream 650, pelo qual pagou US$ 50 milhões.

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OUT

Prendedor de gravata.

Lenço de lapela.

Quer ser deputado Quem dirá: o ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, que deixou o cargo debaixo de uma série de denúncias de irregularidades, deverá se candidatar a deputado federal, no ano que vem, pelo PTB de Mato Grosso. O senador Blairo Maggi, do PR, considerado o rei da soja, deverá lhe emprestar todas as condições para uma super-campanha. Maggi até acha que se, Pagot crescer muito nas pesquisas, poderá ser candidato ao governo de lá. O próprio Blairo, a propósito, também já pensou em ser candidato: só que ainda não resolveu nada.

QUEM chega a São Paulo em outubro para promover a animação Justin e a Espada da Coragem é o ator Antonio Banderas. Fica quatro dias, participa da première, dá entrevistas e voa para Santiago Chile, na mesma missão. Banderas esteve no Brasil há alguns meses lançando seu perfume.

O NOME do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, começa a aparecer em pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República. Ele já garantiu que não tem a menor intenção de entrar na vida política, mas entre São Paulo e Rio, alguns carros estão circulando com dois tipos de adesivos: Joaquim Barbosa Presidente e Joaquim 2014.

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Calote geral

gem da rua 46 e também haverá bonecos de Obama, Chaplin e Chuck, o Brinquedo Assassino .

O VETERANO fotógrafo Luis Tripoli inaugura, antes do final do mês, nos Jardins, em São Paulo, o Café dos Prazeres, misto de bar, casa de shows e exposições. Nas paredes, mais de 100 fotos de pessoas conhecidas feitas em sua carreira. Há muitos anos, o mesmo Tripoli criou o Café Photo, vendido depois e transformado na mais conhecida e até sofisticada casa de garotas de programa da cidade.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

quarta-feira, 14 de agosto de 2013


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

5 MENSALÃO RECOMEÇA HOJE A subprocuradora-geral da República, Helenita Acioli, assumirá interinamente o cargo de procuradora-geral da República hoje. Ela acompanhará parte do julgamento dos recursos do mensalão no Supremo Tribunal Federal até que o substituto de Roberto Gurgel seja indicado pela presidente Dilma Rousseff.

olítica

Werther Santana/ Estadão Conteúdo

Haddad: aumento da gasolina pode baixar tarifa. Estudo indica que aumento da gasolina pode subsidiar o transporte público

O Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), antecipa resultado de estudo da Fundação Getulio Vargas.

Estado vai cobrar centavo por centavo É o que garante o governador Geraldo Alckmin sobre o caso Siemens Evelson de Freitas/ Estadão Conteúdo

Quero recomendar aos meus colegas governadores e ao governo federal uma investigação rigorosa. GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO

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governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que o governo de São Paulo vai abrir um processo judicial contra a Siemens "por lesão aos cofres públicos" por conta da formação de cartel em licitações da CPTM e do Metrô. "Na terça-feira conseguimos na Justiça acesso aos documentos do Cade, agora vamos fazer um processo contra a Siemens pela lesão aos cofres públicos e ao Estado, exigindo indenização da lesão proferida", disse Alckmin. O governador classificou a Siemens como "ré confessa" e disse que a empresa "vai indenizar centavo por centavo" o Estado de São Paulo. Alckmin não descartou, porém, entrar na Justiça contra as demais empresas envolvidas no suposto cartel: "A medida será tomada a partir da confirmação do envolvimento de cada uma delas".

Apesar disso, Alckmin afirmou que os contratos atuais com a Siemens estão mantidos. Questionado se o governo estadual falhou na fiscalização desses contratos, o governador negou. "Conluio entre empresas no mundo inteiro não é fácil de ser identificado. O Cade, que é responsável por isso, só conseguiu com um acordo de leniência", disse, citando o acordo da Siemens com o órgão do Ministério da Justiça. Mais envolvidos – O governador aproveitou o anúncio para emitir um alerta a outros governantes. "Quero recomendar aos meus colegas governadores e ao governo federal, porque não houve cartel só em São Paulo, uma investigação rigorosa quanto a transporte e energia, para que nenhum ente federativo seja lesado por conluio entre empresas." De acordo com Alckmin, os documentos que antes esta-

vam sob sigilo do Cade demonstram que não havia a participação de agentes públicos na formação de cartel: "Acordo de leniência não cita nenhum agente público do Estado. Se tiver agente público ele será responsabilizado, seja quem for". O governador afirmou também que já há investigação aberta na Controladoria-Geral do Estado (CGE) e voltou a enfatizar que o governo quer "a verdade total, transparência absoluta" no caso. Inidônea – Segundo o governo paulista, a Siemens poderá ser declarada inidônea e ficar impedida de participar de licitações. "É um outro procedimento que será aberto a medida do seu tempo", afirmou o procurador-geral do Estado, Elival da Silva Ramos. As declarações foram dadas ontem no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. Ao lado do governador estavam o secretário-chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, secretário de Planejamento, Julio Semeghini, o Procurador-Geral do Estado, Elival da Silva Ramos, e outros membros do governo. (Agências)

Governo desacelera trem-bala

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suspeita da participação de cartel das principais interessadas no leilão do trem-bala brasileiro colaborou para que a concorrência marcada para amanhã fosse adiada. A alemã Siemens delatou às autoridades antitruste do País que participou de um cartel para o fornecimento de equipamentos para metrôs e trens em São Paulo e no Distrito Federal de 1998 a 2008. Na denúncia, a Siemens apontou que as empresas Alstom (França), Bombardier (Canadá), Mitsui (Japão) e CAF (Espanha) eram as que operavam em cartel no Brasil. Essas empresas são das poucas no mundo que detêm a tecnologia de construção do trem-bala. Além delas, algumas empresas na China, na Coreia do Sul, Japão, Espanha

e na Itália também podem pro- estão sendo investigadas pela duzir o equipamento. formação de cartel. Na entrevista coletiva para Interessadas – A Alstom tinha anunciar o adiamento, o mi- uma proposta pronta para nistro dos Transportes, César apresentar na concorrência. Borges, disse que o principal Já a Bombardier tinha negomotivo para o ciações em anadiamento era damento com haver apenas outra empresa um concorrenespanhola, a A denúncia te. Mas o presiTalgo, para endo cartel d e n t e d a E mtrar no projeto. E presa de Planea Mitsui repreajudou na jamento e Logíssenta no Brasil tomada de tica (EPL), os fabricantes decisão do B e r n a r d o F ijaponeses de governo. gueiredo, admie qu i p am e n to s t i u q u e " a d ede trem de alta BERNARDO FIGUEIREDO, núncia do cartel velocidade. PRESIDENTE DA EPL ajudou na tomaJ o c h e n E ida de decisão do governo". ckholt, presidente da SieAs companhias que efetiva- mens, foi quem pediu, em nomente demonstraram ao lon- me da empresa, o adiamento go dos últimos quatro anos in- por mais um ano do leilão marteresse no projeto brasileiro cado para ocorrer amanhã. eram, em sua maioria, as que (Folhapress)

p r e f e i t o d e S ã o porcionar um desconto de Paulo, Fernando R$ 1,20 no preço da tarifa", Haddad (PT), de- disse o prefeito. fendeu ontem o auEntenda – A Cide é um tributo mento do preço da gasolina federal cobrado na comerciapara reduzir o valor da tarifa lização de combustíveis. Criado transporte público. A decla- do em 2001, suas regras deração foi dada durante encon- terminam repasse de 29% do tro da Frente Nacional dos Pre- valor arrecadado para os Estafeitos, que discutiu alternati- dos e o Distrito Federal – que vas para o financiamento do depois rateiam parte do tributransporte público. to com os municípios. O tribuHaddad também voltou a to deve ser investido em finanpedir a municiciamento de palização da programas de Contribuição de in fr ae st ru tu ra Intervenção no de transportes. Um aumento de Domínio EconôA alíquota soR$ 0,50 no litro da bre o álcool está mico (Cide) incidente nos comzerada desde gasolina pode b u s t í v e i s . S eabril de 2004, e gerar, na forma gundo o prefeisobre o diesel e de imposto, reto, o tributo a gasolina, desdução de R$ 1,20 poderia ser inde junho de nas passagens. vestido direta2012. mente nos subPara Haddad, FERNANDO HADDAD, PREFEITO sídios ao transcriar um subsíporte público – para conse- dio cruzado entre transporte quentemente reduzir a tarifa coletivo e individual é impordo sistema. tante tanto para o ponto de "A Fundação Getúlio Vargas vista social quanto para o am(FGV-SP) anunciou dados pre- biental. Segundo ele, a mediliminares de uma pesquisa da é uma forma de incentivar a que vem sendo feita desde população a utilizar o transmarço deste ano, dando conta porte público. que uma Cide de R$ 0,50 sobre A proposta foi apresentada o litro da gasolina poderia pro- pelo professor da FGV-SP, Sa-

muel de Abreu Pessoa. Segundo ele, a proposta beneficiaria 78% da população e atingiria aqueles que ganham de 1 a 12 salários mínimos, principalmente. A consequente queda no valor da tarifa do transporte público ainda geraria uma deflação de 0,026% no IPCA (índice de preços ao consumidor amplo). O índice apresentado pelo professor faz parte de um estudo que seria apresentado no evento de ontem, porém devido a problemas técnicos na tabulação dos resultados não foi concluído em tempo hábil. Segundo Samuel de Abreu Pessoa a pesquisa deverá ser apresentada em breve. Perguntado se a população estaria disposta a arcar com o acréscimo de R$ 0,50 no preço da gasolina, Haddad defendeu um amplo debate sobre a proposta. E disse que a concretização da proposta depende de aprovações no Congresso Nacional. O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Ribeiro de Carvalho, lembra que, hoje, a maior parcela do transporte público é custeada pelos mais pobres. (Folhapress)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A Lei da Ficha Limpa é um marco para moralizar a esfera pública brasileira. Senadores Randolfe Rodrigues, Pedro Simon e Pedro Taques

olítica

SEM MALHA

Aprovado o Orçamento impositivo

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or 378 votos a favor, 48 contra e 13 abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou ontem, em 1º turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que obriga o Executivo federal a pagar as emendas parlamentares individuais apresentadas ao Orçamento da União. Depois, a PEC do "Orçamento impositivo" seguirá para o Senado. Para alterar a Constituição, a proposta precisa ser aprovada em duas votações por cada uma das Casas do Legislativo, por maioria de 3/5 dos membros (308 deputados e 49 senadores). Contrário à PEC, o Palácio do Planalto tentou, no momento em que se convenceu de que a derrota era iminente, assegurar que ao menos 50% do dinheiro das emendas fosse para a saúde. Mas o texto aprovado não reserva qualquer porcentual para a área. Hoje, a peça orçamentária é "autorizativa", não impositiva, podendo o governo cumprir ou não a previsão aprovada pelo Legislativo para gastos que não são obrigatórios, como investimentos. Em geral, as emendas parlamentares incluem no Orçamento despesas para obras de interesse local dos deputados e senadores, em Estados e municípios onde possuem bases eleitorais. Segundo o texto, o conjunto de emendas individuais não poderá ultrapassar 1% da receita corrente líquida do ano anterior. Se a regra já estivesse valendo agora, cada político teria o direito de indicar R$ 10,4 milhões à peça orçamentária com base na receita corrente de 2012. (Agências)

Senado aprova Ficha Limpa para todos servidores

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Senado aprovou ontem projeto que estende os efeitos da Lei da Ficha Limpa a seus servidores contratados – sem concurso público – em cargos nos gabinetes dos senadores, nas lideranças dos partidos e na Mesa Diretora da Casa. A decisão deve ser promulgada nos próximos dias e já passará a valer. Com a decisão, a Casa fica obrigada a contratar servidores que não tenham sido condenados por crimes graves, como previsto pela lei. A Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso em 2010, determina que os políticos só podem ser empossados em cargos eletivos se não tiverem sido condenados por crimes como hediondos e contrários à administração pública. Basta uma sentença colegiada, por mais de um juiz, para que o político se torne inelegível, como prevê a Lei da Ficha Limpa. Se houver condenação definitiva, o político fica inelegível por até 8 anos. Autores da proposta, os senadores Randolfe Rodrigues (PSol-AP), Pedro Simon (PMDB-RS) e Pedro Taques (PDT-MT) dizem que a Lei da Ficha Limpa é um "marco" para moralizar a esfera pública brasileira. (Folhapress)

Os independentes contra Renan e Sarney Agenda positiva de do presidente do Senado é farsa, dizem os 13 senadores que não poupam Sarney.

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grupo de 13 sena- rejeição foi orquestrada por d o r e s " i n d e p e n- senadores do PMDB, PT e PTB dentes" deflagrou em retaliação ao procuradorontem uma ofensi- geral da República, Roberto va contra o presidente do Se- Gurgel, que denunciou divern a d o , R e n a n C a l h e i r o s sos membros da Casa. (PMDB-AL), e contra práticas "Essa rejeição é vingança, adotadas pela instituição nos não representa o pensamento últimos meses. do Senado, são 13 senadores Eles dizem que a "agenda que acham isso indigno. O que positiva" adotapodemos fazer é da por Renan a advertência e em resposta à a repulsa. Quem onda de protesia fazer a vendiNos sentimos tos populares é ta abertamenuma "farsa" e te? Quem faz seameaçados. acusam a ele e a cretamente é Chega de seus aliados de máfia", atacou o bastidor, de adotarem consenador Jarbas conchavo. dutas "não reVasconcellos Vamos falar publicanas" no (PMDB-PE). Senado. O s 1 3 t a mabertamente. Os "indepenbém denunciam RANDOLFE RODRIGUES dentes" reagi"ameaças" conram depois que tra os senadores o plenário do Senado rejeitou, Randolfe Rodrigues (PSol-AP) em duas votações secretas, e João Capiberibe (PSB-AP). Os indicações de procuradores dois contam que foram procupara o Conselho Nacional de rados por senadores aliados Justiça (CNJ) e o Conselho Na- de Renan, nos últimos dias, cional do Ministério Público. A que teriam ameaçado acelerar

Fotos: Uéslei Marcelino/Reuters

o processo a que respondem no Jarbas disse ser "estranho" Conselho de Ética da Casa em as denúncias serem relacioresposta à postura ofensiva nadas a dois adversários do que adotam no Senado. senador José Sarney (PMDB" E s t a m o s n o s s e n t i n d o AP), aliado de Renan e ex-preameaçados. Chega de basti- sidente do Senado. "Vamos dor, de conchavo. Vamos falar repudiar essa ofensiva no as coisas abertamente aqui. O Amapá, terra do ex-presidenConselho de Ética não arqui- te Sarney. O Conselho de Ética vou procedimentos similares, deveria ser extinto por ter pesque são sumasoas escolhidas riamente arquipelo Renan e pevados", disse lo Sarney." Randolfe. Além desses O Conselho de O s d o i s r e strês senadores, pondem a prointegram o gruÉtica deveria cesso no Consepo Pedro Simon ser extinto por lho de Ética so(PMDB-RS), Peter pessoas bre acusação ardro Taques escolhidas quivada pela (PDT-MT), Crispelo Renan Procuradoria tovam Buarque Geral da Repú(PDT-DF), Rodrie pelo Sarney. blica. A acusago Rollemberg JARBAS VASCONCELLOS ção é a de que (PSB-DF), AntôCapiberibe, ennio Carlos Valatão governador do Amapá, te- dares (PSB-SE), Lídice da Mata ria pago "mensalão" de R$ 20 (PSB-BA), Ana Amélia Lemos mil a deputados estaduais em (PP-RS), Armando Monteiro troca de apoio político em (PTB-PE), José Agripino (DEM1999 e 2000. Randolfe seria RN) e Aloysio Nunes Ferreira um dos beneficiados. (PSDB-SP). (Folhapress)

ÍNDIOS NO CONGRESSO

Senado rejeitou ontem o projeto que inclui automaticamente na malha fina da Receita Federal as declarações de Imposto de Renda de quem possui mandatos eletivos, caso dos deputados e senadores. Os integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado entenderam por maioria que a análise detalhada pela Receita da renda dos políticos não deve ocorrer de forma automática e sim seguir o atual modelo, em que a instituição seleciona as declarações que devem ir para a malha fina. Como o projeto tramita de forma terminativa na comissão, ele será arquivado sem passar pelo plenário da Casa. "Esse projeto está consagrando a criminalização da classe política. Por que não os membros do Supremo Tribunal Federal? Por que essa metralhadora dirigida para os deputados federais, estaduais e senadores?", questionou o senador Roberto Requião (PMDB-PR). Autor da proposta, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendia a mudança por considerar que constantes denúncias de mau uso do dinheiro público por aqueles que têm mandato justificam a análise detalhada das declarações de Imposto de Renda. "A inclusão automática e obrigatória das declarações anuais do imposto de renda de parlamentares, chefes do Executivo e seus ministros, magistrados, membros dos tribunais de contas, poderia evitar que muitas irregularidades só viessem a ser descobertas anos depois", disse. (Folhapress)

Laercio Bernardo Jr/Ag.Câmara

Gabriel Chalita (PMDB-SP)

Procurador-geral pede investigação de Chalita

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Índios de diversas etnias durante protesto realizado ontem, em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. Eles pedem que os parlamentares alterem os projetos de lei que envolvem a demarcação das terras indígenas, em andamento no Congresso Nacional.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃOTÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontra-se aberto no Gabinete, o seguinte pregão: PREGÃO ELETRÔNICO 313/2013-SMS.G, processo 2013-0.126.516-7, destinado ao registro de preço para o fornecimento de FIOS CIRÚRGICOS SINTÉTICOS ABSORVÍVEIS, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 27 de agosto de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar -Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

Juízes livres de IR sobre férias

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Justiça Federal no Distrito Federal decidiu que os juízes federais não vão pagar Imposto de Renda (IR) sobre o adicional de um terço das férias, cobrado de todos os trabalhadores no País. E determinou ainda que a União restitua os valores “indevidamente recolhidos” nos últimos cinco anos com correção monetária e juros. A União, por meio da Procuradoria-Geral da Fazenda

Nacional, entrou com recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e disse estudar "a melhor maneira para cassar os efeitos imediatos da decisão". Segundo decisão da juíza federal substituta da 17ª Vara Federal Cível do DF, Maria Cândida de Almeida, o adicional de 1/3 tem caráter indenizatório e não pode incidir sobre ele a cobrança de IR. A Associação dos Juízes Federais (Ajufe), autora da

ação, informou que não tem cálculo do impacto financeiro. A associação tem 1.664 juízes beneficiados. "Não temos o valor que isso pode representar, mas fica nos bilhões. Quem está na faixa salarial máxima, o IR é de 27,5%. Além disso, os juízes gozam duas férias por ano", disse o procurador-geral adjunto de consultoria da Procuradoria-Geral da Fazenda, Fabrício da Soller. (Estadão Conteúdo)

procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito para investigar o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP). O inquérito pretende apurar denúncia feita pelo analista de sistemas Roberto Leandro Grobman, 41 anos, que trabalhou com o grupo educacional COC e diz que foi indicado para se aproximar de Chalita para prospectar negócios para o grupo. Como a Folha de S.Paulo revelou no início do ano, Grobman disse ao Ministério Público que o COC pagou despesas como a locação de aviões e helicópteros, viagens, presentes e reforma de um apartamento de Chalita em Higienópolis. O grupo também comprou milhares de livros escritos por Chalita e computadores para a emissora de televisão da Canção Nova, grupo católico. Empresas do COC, incluindo a Interactive, receberam R$ 14 milhões da Secretaria de Estado da Educação na gestão de Chalita, por compras sem licitação, de 2002 a 2006. O advogado de Chalita, Arnaldo Malheiros Filho, disse que enviou à Justiça documentos como movimentação bancária do deputado, declaração de imposto de renda e laudo pericial contábil. (Folhapress)


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Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2013, da Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing ou Instituição), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. O bom desempenho da Empresa está sedimentado na forma de atuação plenamente integrada à Rede de Agências do Banco Bradesco S.A., mantendo estratégias de diversificação dos negócios nos vários segmentos do mercado, bem como implementando acordos operacionais com grandes fabricantes, principalmente nos setores de veículos pesados e de máquinas e equipamentos, destacando-a como uma das principais arrendadoras no mercado nacional, e com marcante atuação no arrendamento de aeronaves executivas e helicópteros. Em 17 de abril de 2013, a Bradesco Leasing comunicou ao mercado o encerramento da distribuição pública das debêntures referente 7ª Emissão Pública de Debêntures nominativas, escriturais, não conversíveis em ações, em série única, da espécie subordinada, efetivada em 15 de outubro de 2012, nos termos da Instrução da CVM nº 400, no montante de R$ 10,0 bilhões, na data da emissão, com valor unitário de R$ 10,00. No fim do semestre, a Instituição possuía 611.862.389 debêntures de sua própria emissão em tesouraria. A Bradesco Leasing não possui acordo de acionistas relativo à política de reinvestimento de lucros e distribuição de dividendos. No final do semestre, a Bradesco Leasing registrou Lucro Líquido de R$ 180,060 milhões, correspondendo a R$ 7.687,64 por ação e Patrimônio Líquido de R$ 4,459 bilhões, proporcionando rentabilidade anualizada de 8,36% sobre o PL médio.

Em 30 de junho, o total de Ativos somava R$ 75,716 bilhões, destacando-se R$ 48,775 bilhões em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, R$ 5,712 bilhões em Operações de Arrendamento Mercantil de Leasing Financeiro, a valor presente. O total de captações, estava representado por R$ 66,456 bilhões de Debêntures e R$ 226,543 milhões de FINAME e o saldo do Valor Residual Parcelado ou Antecipado representava R$ 3,220 bilhões. No semestre, a Bradesco Leasing, em conformidade com a Instrução nº 381/03, da Comissão de Valores Mobiliários, não contratou e nem teve serviços prestados pela KPMG Auditores Independentes não relacionados à auditoria externa, em patamar superior a 5% do total dos honorários relativos a serviços de auditoria externa. Outros serviços prestados pelos auditores externos foram de assistência no atendimento de requerimentos relacionados a assuntos fiscais. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do Auditor, de acordo com critérios internacionalmente aceitos, quais sejam: o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste. Resumo da exposição justificativa do Auditor Independente: no entendimento de nossos Auditores Independentes, a prestação dos serviços descritos acima não afeta a independência e nem a objetividade necessárias ao desempenho dos serviços de auditoria externa efetuada na Bradesco Leasing, conforme definições da regulamentação em vigor e da mencionada política. Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. Osasco, SP, 19 de julho de 2013. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Público ............................................................................................................................................... - Setor Privado............................................................................................................................................... Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil. .......................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ...................................................................................................................

2013 63.162.505 11.721 45.573.650 27.844.376 17.729.274 17.417.548 17.350.279 67.269 (147.501)

2012 52.572.571 34 29.549.471 24.541.496 5.007.975 22.934.180 22.870.438 63.742 (173.496)

2.610.969 (2.500.990) (257.480) 265.032 32 265.089 (89) 42.055 90.509 (48.454)

1.379 3.085.259 (2.971.732) (288.402) 207.566 2.903 204.747 (84) 54.816 89.020 (34.204)

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Privado............................................................................................................................................... Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas..................................................................................................................................

3.681.055 3.201.834 3.201.834 (194.663)

13.466.399 13.008.988 13.008.988 (226.152)

3.102.675 (3.102.137) (195.201) 673.079 673.152 (73) 805 805

3.842.746 (3.842.234) (226.664) 683.091 683.227 (136) 472 472

8.872.344 46.065

9.934.196 39.324

39.250 26.394 (19.579) 5.163 11.118 13.939 155 (20.049) 8.821.116 13.109.726 (4.288.610)

32.509 26.394 (19.579) 6.057 11.118 13.939 155 (19.155) 9.888.815 13.980.287 (4.091.472)

75.715.904

75.973.166

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Reavaliações de Imóveis de Uso .................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO (Notas 7h e 10) ................................................................................ Bens Arrendados........................................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

2013 2.016.835 97.891 97.891 1.918.944 180.977 510.900 1.227.067

2012 2.107.765 136.169 136.169 1.971.596 79.459 568.206 1.323.931

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Nota 11)..................................................................................... Recursos de Debêntures............................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

69.239.920 66.456.117 66.456.117 128.652 128.652 2.655.151 580.423 2.074.728

64.232.181 61.381.350 61.381.350 177.390 177.390 2.673.441 561.098 2.112.343

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 15) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

4.459.149

9.633.220

2.290.000 2.169.133 16

7.127.800 2.505.409 11

TOTAL ...........................................................................................................................................................

75.715.904

75.973.166

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2013 4.074.175 36.856 1.825.120 2.212.199 3.700.485 2.230.151 5.894 1.499.345 (34.905) 373.690 (34.743) (15.215) (20.665) 921 25.907 (25.691) 338.947 (14.689) 324.258 (144.198) 180.060 23.422 7.687,64

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 11c) ........................................................................................ Operações de Empréstimos e Repasses (Nota 12b) .................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................................................... Provisão/(Reversão) para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f e g) ................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 9a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 19)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 20) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 22) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de ações (Nota 15a) ........................................................................................................................ Lucro por ação em R$ ...................................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2012 5.077.920 32.120 1.970.240 3.075.560 4.432.516 2.880.213 10.501 1.526.148 15.654 645.404 (52.339) (16.452) (35.921) 1.231 26.422 (27.619) 593.065 (19.852) 573.213 (238.649) 334.564 23.422 14.284,18

Reservas de Lucros Legal Estatutárias

Ajustes de Avaliação Patrimonial Próprias

Lucros Acumulados

16

-

Eventos

Capital Social

Saldos em 31.12.2011.................................................

7.127.800

157.848

2.092.456

Ajustes de Avaliação Patrimonial .................................

-

-

-

(5)

Lucro Líquido................................................................

-

-

-

-

334.564

Destinações: - Reservas...............................................

-

16.728

238.377

-

(255.105)

- Dividendos Propostos...........................

-

-

-

-

(79.459)

Saldos em 30.6.2012...................................................

7.127.800

174.576

2.330.833

11

-

9.633.220

Saldos em 31.12.2012.................................................

1.627.800

186.945

2.507.093

19

-

4.321.857

Ajustes de Avaliação Patrimonial .................................

-

-

-

(3)

-

Aumento de Capital com Reservas ..............................

662.200

-

-

-

-

Lucro Líquido................................................................

-

-

-

-

180.060

180.060

Destinações: - Reservas...............................................

-

9.003

128.292

-

(137.295)

- Dividendos Propostos...........................

-

-

-

-

(42.765)

Saldos em 30.6.2013...................................................

2.290.000

195.948

1.973.185

16

(662.200)

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos ..................................................................................... Provisão/(Reversão) para Créditos de Liquidação Duvidosa .................................................................... Depreciações e Amortizações ................................................................................................................... Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais .................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Insuficiência/(Superveniência) de Depreciação......................................................................................... Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio ........................................................................................... Provisão para Desvalorização de Bens não de Uso Próprio ..................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social......................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos........................ (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................................................. (Aumento)/Redução em Operações de Arrendamento Mercantil................................................................ Aumento/(Redução) em Obrigações por Empréstimos e Repasses ........................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................................................ Aquisição de Imobilizado de Uso e de Arrendamento................................................................................. Alienação de Imobilizado de Uso e de Arrendamento................................................................................. Aquisição de Bens não de Uso Próprio ....................................................................................................... Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos............................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Aumento/(Redução) em Recursos de Emissão de Debêntures .................................................................. Dividendos Pagos........................................................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Financiamentos ........................................... Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................................................. Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

2013

2012

324.258 1.473.489 (34.905) 1.284.751 7.816 (921) 201.134 2.589 13.025 1.797.747 (12.318.441) 9.500.582 (39.595) (4.449) (42.395) (91.783) (206.034) (1.404.368)

573.213 1.533.785 15.654 1.513.579 7.410 (1.231) (22.337) 7.453 13.257 2.106.998 31.656.249 (21.292.383) (36.391) (1.056) (55.857) (75.887) (197.303) 12.104.370

2 (1.287.142) 454.014 (20.558) 12.545 (841.139)

3 (1.601.720) 464.717 (28.489) 14.848 (1.150.641)

(1.218.890) (1.218.890) (3.464.397) 15.931.079 12.466.682 (3.464.397)

(1.715.703) (335.883) (2.051.586) 8.902.143 987.814 9.889.957 8.902.143

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS ...................................................................................... 1.1) Intermediação Financeira...................................................... 1.2) Reversão/(Provisão) para Créditos de Liquidação Duvidosa ............................................................................... 1.3) Outras ..................................................................................... 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................ 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS .................................... Serviços de Terceiros...................................................................... Apreensão de Bens......................................................................... Serviços do Sistema Financeiro ..................................................... Propaganda, Promoções e Publicidade.......................................... Transportes ..................................................................................... Jurídicas Processuais ..................................................................... Emolumentos Judiciais e Cartorários ............................................. Serviços Técnicos Especializados .................................................. Processamento de Dados............................................................... Outras ............................................................................................. 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)........................................... 5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO .............................................. 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5)............................................................................ 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA .......... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .............. 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7).................................. 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO................................... 9.1) Impostos, Taxas e Contribuições ......................................... Federais ................................................................................... Municipais ................................................................................ 9.2) Remuneração de Capitais Próprios ..................................... Dividendos ............................................................................... Lucros Retidos .........................................................................

2013 4.094.607 4.074.175

% 1.187,1 1.181,2

2012 5.041.217 5.077.920

34.905 (14.473) (3.735.390) (14.768) (149) (1.726) (1.164) (570) (53) (5.160) (1.115) (3.484) (1.158) (189) 344.449 (447)

10,1 (4,2) (1.083,0) (4,3) (0,1) (0,5) (0,3) (0,2) (1,5) (0,3) (1,0) (0,3) (0,1) 99,8 (0,1)

(15.654) (21.049) (4.416.862) (16.005) (219) (1.405) (911) (376) (88) (2.374) (5.129) (3.960) (1.433) (110) 608.350 (447)

344.002 921 921 344.923 344.923 164.863 161.049 3.814 180.060 42.765 137.295

99,7 0,3 0,3 100,0 100,0 47,8 46,7 1,1 52,2 12,4 39,8

607.903 1.231 1.231 609.134 609.134 274.570 270.344 4.226 334.564 79.459 255.105

Totais 9.378.120 (5) 334.564 (79.459)

(3)

(42.765) 4.459.149

% 827,5 833,6 (2,6) (3,5) (725,1) (2,5) (0,2) (0,1) (0,1) (0,4) (0,8) (0,7) (0,2) 99,9 (0,1) 99,8 0,2 0,2 100,0 100,0 45,1 44,4 0,7 54,9 13,0 41,9

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing ou Instituição) tem como objetivo, exclusivamente, a prática das operações de arrendamento mercantil, sendo observadas as disposições da legislação em vigor. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de modo integrado a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos. Suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. Em 12 de setembro de 2012, o Conselho de Administração aprovou a 7ª Emissão Pública de Debêntures nominativas, escriturais, não conversíveis em ações, em série única, da espécie subordinada, para distribuição pública, sob o regime de melhores esforços de colocação sob a coordenação do Banco Bradesco BBI S.A. A operação foi efetivada em 15 de outubro de 2012, nos termos da Instrução nº 400 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no montante de R$ 10,0 bilhões, na data da emissão (Nota 11). Em 10 de outubro de 2012 o Banco Central do Brasil (BACEN) aprovou a Assembleia Geral Extraordinária de 8 de outubro de 2012 do Conselho de Administração da Instituição, propondo ajustar seu capital próprio às suas necessidades mediante a redução em R$ 5,5 bilhões, sem cancelamento de ações, nos termos do Artigo 173 da Lei nº 6.404/76, restituído em dinheiro ao Banco Bradesco S.A., seu único acionista (Nota 15). 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com as alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quando aplicável. Incluem estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito e de arrendamento mercantil; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados na categoria de títulos disponíveis para venda e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 19 de julho de 2013. 3) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Bradesco Leasing. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério pro rata dia e calculadas com base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. As receitas de arrendamento mercantil são calculadas e apropriadas, mensalmente, pelo valor das contraprestações exigíveis no período (Portaria nº 140/84 do Ministério da Fazenda) e considera o ajuste a valor presente das operações de arrendamento mercantil. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração.

f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em consideração se sua finalidade é para proteção contra riscos (hedge) ou não. As operações que envolvam instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição, no sentido de administrar suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. g) Operações de arrendamento mercantil A carteira de arrendamento mercantil é constituída por contratos celebrados ao amparo da Portaria nº 140/84, do Ministério da Fazenda, que contém cláusulas de: a) não cancelamento; b) opção de compra; e c) atualização pós-fixada ou prefixada e são contabilizados de acordo com as normas estabelecidas pelo BACEN, conforme segue: I - Arrendamentos a receber Refletem o saldo das contraprestações a receber, atualizadas de acordo com índices e critérios estabelecidos contratualmente. II - Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor Residual Garantido (VRG) Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de rendas a apropriar de arrendamento mercantil e valor residual a balancear, ambos apresentados pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras Obrigações - Credores por Antecipação do Valor Residual até a data do término contratual. O ajuste a valor presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil financeiro é reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil, objetivando compatibilizar as práticas contábeis. Nas operações que apresentem atraso igual ou superior a sessenta dias, a apropriação ao resultado passa a ocorrer quando do recebimento das parcelas contratuais, de acordo com a Resolução nº 2.682/99 do CMN. III - Imobilizado de arrendamento É registrado pelo custo de aquisição, deduzido das depreciações acumuladas. A depreciação é calculada pelo método linear, com o benefício de redução de 30% na vida útil normal do bem, prevista na legislação vigente. As principais taxas anuais de depreciação utilizadas, base para esta redução, são as seguintes: veículos e afins, 20%; móveis e utensílios, 10%; máquinas e equipamentos, 10%; e outros bens, 10% e 20%. IV - Perdas em arrendamentos Os prejuízos apurados na venda de bens arrendados são diferidos e amortizados pelo prazo remanescente de vida útil normal dos bens, sendo demonstrados juntamente com o Imobilizado de Arrendamento (Nota 7h). V - Superveniência (insuficiência) de depreciação Os registros contábeis das operações de arrendamento mercantil são mantidos conforme exigências legais, específicas para esse tipo de operação. Os procedimentos adotados e sumariados nos itens “II” a “IV” acima diferem das práticas contábeis previstas na legislação societária brasileira, principalmente no que concerne ao regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. Em consequência, de acordo com a Circular BACEN nº 1.429/89, foi calculado o valor presente das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando-se uma receita ou despesa de arrendamento mercantil, em contrapartida às rubricas de superveniência ou insuficiência de depreciação, respectivamente, registradas no Ativo Permanente (Nota 7h), com o objetivo de adequar as operações de arrendamento mercantil ao regime de competência. VI - Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa A provisão estimada para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em consideração as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. As operações de arrendamento mercantil são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes, da seguinte forma: Período de atraso (1) • de 15 a 30 dias................................................................................................................................................................ • de 31 a 60 dias................................................................................................................................................................ • de 61 a 90 dias................................................................................................................................................................ • de 91 a 120 dias.............................................................................................................................................................. • de 121 a 150 dias............................................................................................................................................................ • de 151 a 180 dias............................................................................................................................................................ • superior a 180 dias..........................................................................................................................................................

Classificação do cliente B C D E F G H

(1) Para as operações com prazo a decorrer superior a 36 meses é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN. A atualização (accrual) l das operações vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então, são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação são classificadas como nível “H”, e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação, ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e as provisões para as obrigações fiscais diferidas sobre superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários são registradas na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para a superveniência de depreciação é aplicada somente a alíquota de imposto de renda. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Despesas antecipadas São representas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros. São registrados no resultado de acordo com o princípio da competência. Os custos incorridos que estão relacionados com ativos correspondentes, que gerarão receitas em períodos subsequentes, são apropriados ao resultado de acordo com os prazos e montantes dos benefícios esperados e baixados diretamente no resultado, quando os bens e direitos correspondentes já não fizerem parte dos ativos da Instituição ou quando benefícios futuros não são mais esperados. j) Investimentos Os investimentos em empresas coligadas, com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso/edificações - 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos - 10% ao ano; sistema de transportes 20% ao ano; e sistemas de processamento de dados - de 20% a 50% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. l) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os ativos financeiros e não financeiros são avaliados para verificar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido uma perda no seu valor recuperável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de processo de falência ou mesmo, um declínio significativo ou prolongado do valor do ativo. Uma perda por redução ao valor recuperável (impairment) de um ativo financeiro ou não financeiro é reconhecida no resultado do período se o valor contábil do ativo ou unidade geradora de caixa exceder o seu valor recuperável. m) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; • Provisões: são constituídas levando em consideração a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança;

• Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. Detalhamento dos processos judiciais, bem como a segregação e movimentação dos valores registrados, por natureza, estão apresentados na Nota 13. n) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidas (em base pro rata dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias, incorridos (em base pro rata dia). o) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente que requer ajustes ou divulgações para as demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2013. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 30 de junho - R$ mil 2012 34 34 9.889.923 9.889.957

2013 11.721 11.721 12.454.961 12.466.682

Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. Total caixa e equivalentes de caixa .....................................................................................................

(1) Referem-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação, foi igual ou inferior a 90 dias e que apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos 1 a 30 dias Aplicações no mercado aberto: Posição bancada (1) .............. Debêntures .............................. Letras do tesouro nacional ...... Outros...................................... Aplicações em depósitos interfinanceiros:................... Aplicações em depósitos interfinanceiros ...................... Total em 2013 ......................... Total em 2012 .........................

31 a 60 dias

6.451.032 4.301.105 2.149.927 -

61 a 90 dias

3.284.529 3.284.529 -

91 a 180 dias

673.117 673.117 -

181 a 360 dias

11.896.644 11.794.287 102.357

Em 30 de junho - R$ mil Total 2013 2012

Acima de 360 dias

4.972.727 4.972.727 -

566.327 566.327 -

27.844.376 25.592.092 2.149.927 102.357

24.541.496 21.157.660 3.000.000 383.836

8.000.000

-

-

9.729.274

-

3.201.834

20.931.108

18.016.963

8.000.000 14.451.032 12.411.480

3.284.529 1.298.239

673.117 934.191

9.729.274 21.625.918 10.124.753

4.972.727 4.220.694

3.201.834 3.768.161 13.569.102

20.931.108 48.775.484

18.016.963 42.558.459

(1) Prazo dos papéis que estão lastreando as operações. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. Total (Nota 6b)........................................................................................................................................

850.631 850.631 736.467 1.587.098

1.405.757 1.405.757 1.100.488 2.506.245

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categoria e prazos

1 a 30 dias 16.383.791 602.687 3.187.988 12.593.116 43 43 16.383.834 22.635.892

Títulos (1) Títulos para negociação (3) .............................................................. Letras financeiras do tesouro .............................................................. Certificados de depósito bancário ....................................................... Debêntures .......................................................................................... Letras do tesouro nacional .................................................................. Notas do tesouro nacional................................................................... Notas promissórias.............................................................................. Outros.................................................................................................. Títulos disponíveis para venda (4)................................................... Ações................................................................................................... Total em 2013 ..................................................................................... Total em 2012 .....................................................................................

31 a 180 dias 109.755 93.725 16.030 109.755 32.293

181 a 360 dias 72.320 45.828 26.179 313 72.320 37.504

Acima de 360 dias 851.639 785.647 2.281 42.558 21.153 851.639 228.491

2013 Valor de custo atualizado 17.417.475 1.527.857 44.490 42.871 3.209.141 12.593.116 17 17 17.417.492

Valor de mercado/ contábil (2) 17.417.505 1.527.887 44.490 42.871 3.209.141 12.593.116 43 43 17.417.548

Marcação a mercado (5) 30 30 26 26 56

Valor de mercado/ contábil (2) 22.934.146 329.895 25.130 4.109 15.435.533 7.091.845 4.346 43.288 34 34

Em 30 de junho - R$ mil 2012 Marcação a mercado (5) 94 94 18 18

22.934.180

112

(1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do período, os investimentos em fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 17.350.236 mil (2012 - R$ 22.870.404 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; (4) No período não foram realizadas perdas que não temporárias para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda; e (5) A marcação a mercado dos títulos para negociação foram registradas em contas de resultado, enquanto a dos títulos disponíveis para venda, foram registradas no patrimônio, líquidos dos impostos. b) Resultado de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 1.587.098 2.506.245 2.301 2.921 622.800 566.394 2.212.199 3.075.560

Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Fundos de investimento........................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ c) Instrumentos financeiros derivativos A Bradesco Leasing não possuía posição de instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2013 e de 2012. Análise de Sensibilidade - Instrução CVM nº 475/08 A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e como boa prática de governança de gestão de riscos, possui um processo contínuo de gerenciamento de suas posições, que engloba o controle de todas as posições expostas ao risco de mercado através de medidas condizentes com as melhores práticas internacionais e o Novo Acordo de Capitais - Basileia II. Destacamos, ainda, que as instituições financeiras possuem limites e controles de riscos e alavancagem regulamentados pelo Bacen. As propostas de limites de riscos são validadas em Comitês específicos de negócios e submetidas à aprovação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites definidos pelo Conselho de Administração, conforme os objetivos das posições, as quais são segregadas nas seguintes Carteiras: Carteira Trading: consiste em todas as operações com instrumentos financeiros e mercadorias, inclusive derivativos, detidas com intenção de negociação ou destinadas a hedge de outros da carteira de negociação, e que não estejam sujeitas à limitação da sua negociabilidade. As operações detidas com intenção de negociação são aquelas destinadas à revenda, obtenção de benefícios dos movimentos de preços, efetivos ou esperados, ou realização de arbitragem. Carteira Banking: operações não classificadas na Carteira Trading. Consistem nas operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio da Organização e seus eventuais hedges. De acordo com a natureza das suas atividades, a empresa Bradesco Leasing Arrendamento Mercantil S.A. possui em seu portfólio apenas operações Banking e não tem exposição a instrumentos financeiros derivativos. Em 30 de junho - R$ mil Carteira Banking (1) 2013 2012 1 2 3 1 2 3 Taxa de Juros Exposições sujeitas a variações em Reais de taxas de juros prefixadas e cupom de taxas de juros (316) (79.253) (152.957) (417) (84.986) (164.840) Renda Variável Exposições sujeitas à variação do preço de ações (7) (13) (5) (10) Total sem correlação (316) (79.260) (152.970) (417) (84.991) (164.850) Total com correlação (316) (79.254) (152.959) (417) (84.986) (164.840)

Cenário 3: Foram determinados choques de 50% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 28.6.2013 o Índice Bovespa foi de 23.729 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 28.6.2013 foi de 14,12% a.a. Os cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 50% nas respectivas curvas ou preços. 7) OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, OUTROS CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Os contratos de arrendamento mercantil possuem atualização prefixada ou pós-fixada e podem ter as seguintes características: • Arrendamento financeiro, com cláusula de não-cancelamento e opção de compra; e • Arrendamento operacional, com cláusula que possibilita o cancelamento e asseguram ao arrendatário a opção pela aquisição do bem a qualquer momento, pelo valor de mercado. b) Conciliação da composição da carteira de arrendamento financeiro, a valor presente, com os saldos contábeis 2013 5.713.644 (5.603.127) 13.109.726 (4.288.610) (7.183.322) 2.894.712 (3.219.527) 5.712.106

Arrendamentos financeiros a receber ..................................................................................................... (-) Rendas a apropriar de arrendamentos financeiros a receber ............................................................ Bens arrendados financeiros + perdas em arrendamentos (líquidas)..................................................... (-) Depreciação acumulada sobre bens arrendados financeiros:............................................................ - Depreciações acumuladas............................................................................................................... - Superveniência de depreciação....................................................................................................... (-) Valor residual garantido antecipado (Nota 14b).................................................................................. Total do valor presente .........................................................................................................................

Em 30 de junho - R$ mil 2012 6.929.384 (6.813.966) 13.980.287 (4.091.472) (7.210.266) 3.118.794 (3.338.955) 6.665.278

c) Carteiras e prazos Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias Operações de arrendamento mercantil ................................ Outros créditos (1)................... Total em 2013 ......................... Total em 2012 .........................

31 a 60 dias

305.058 261 305.319 340.732

Curso normal 91 a 180 181 a 360 dias dias

61 a 90 dias

242.703 258 242.961 282.609

235.463 256 235.719 274.641

671.986 753 672.739 783.079

1.131.416 1.444 1.132.860 1.336.818

Acima de 360 dias

Total 2013 (A)

2.648.946 2.443 2.651.389 3.078.032

5.235.572 5.415 5.240.987

Total 2012 (A) 6.088.565 7.346 6.095.911

Em 30 de junho - R$ mil

(1) Valores líquidos de efeitos fiscais. As análises de sensibilidade foram efetuadas a partir dos cenários elaborados para as respectivas datas, sempre considerando as informações de mercado na época e cenários que afetariam negativamente nossas posições. Cenário 1: Com base nas informações de mercado (BM&FBovespa, Anbima, etc.) foram aplicados choques de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de variação para preços. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 28.6.2013 o Índice Bovespa foi de 46.983 pontos. Para o cenário de juros, a Operações de arrendamento taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 28.6.2013 foi de 9,42% a.a. Cenário 2: Foram determinados choques de 25% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 28.6.2013 o Índice Bovespa mercantil ......................................... foi de 35.593 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 28.6.2013 foi de 11,76% a.a. Os cenários para os demais Total em 2013 .................................. Total em 2012 .................................. fatores de risco também representaram choque de 25% nas respectivas curvas ou preços.

1 a 30 dias

31 a 60 dias

22.128 22.128 24.989

61 a 90 dias

18.267 18.267 20.269

Curso anormal Parcelas vencidas 91 a 180 181 a 720 dias dias

12.605 12.605 13.794

22.712 22.712 24.139

Total 2013 (B)

17.137 17.137 17.006

92.849 92.849

Total 2012 (B) 100.197 100.197

Em 30 de junho - R$ mil

1 a 30 dias 21.034 21.034 23.909

Operações de arrendamento mercantil ............................................... Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2013 ..................................................................................... Total em 2012 .....................................................................................

Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 18.938 53.646 18.938 53.646 21.896 63.326

31 a 60 dias 19.200 19.200 22.382

Total 181 a 360 dias 87.556 87.556 108.007

Acima de 360 dias 183.311 183.311 236.996

2013 (C) 383.685 383.685

2012 (C) 476.516 476.516

Total Geral 2013 2012 (A+B+C) (A+B+C) 5.712.106 6.665.278 5.415 7.346 5.717.521 6.672.624

(1) A rubrica “Outros créditos” compreende devedores por compra de valores e bens. d) Concentração de operações de arrendamento mercantil e outros créditos

Maior devedor................................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. e) Setor de atividade econômica

Setor público................................................................................... Intermediários financeiros ................................................................ Setor privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Siderúrgica, metalúrgica e mecânica ............................................... Alimentícia e bebidas ....................................................................... Extração de minerais metálicos e não metálicos ............................. Química ............................................................................................ Artigos de borracha e plásticos ........................................................ Edição, impressão e reprodução ...................................................... Materiais não metálicos.................................................................... Móveis e produtos de madeira ......................................................... Têxtil e confecções........................................................................... Autopeças e acessórios ................................................................... Eletroeletrônica................................................................................. Refino de petróleo e produção de álcool.......................................... Papel e celulose ............................................................................... Artefatos de couro ............................................................................ Veículos leves e pesados ................................................................. Demais indústrias .............................................................................

2013 62.804 541.890

%

2013

%

5.717.521 1.104.673 251.682 141.031 97.833 91.198 82.868 77.663 74.974 69.852 51.951 44.924 36.069 23.368 17.098 13.121 12.833 18.208

1,1 9,5

Em 30 de junho - R$ mil 2012 % 32.405 0,5 414.054 6,2

100,0 19,3 4,4 2,5 1,7 1,6 1,5 1,4 1,3 1,2 0,9 0,8 0,6 0,4 0,3 0,2 0,2 0,3

Em 30 de junho - R$ mil 2012 % 1.379 1.379 6.671.245 100,0 1.239.283 18,6 271.326 4,1 188.232 2,8 96.592 1,4 65.753 1,0 108.596 1,6 85.923 1,4 87.906 1,3 80.691 1,2 61.563 0,9 45.602 0,7 51.877 0,8 18.357 0,3 21.255 0,3 15.746 0,2 15.100 0,2 24.764 0,4

Comércio ......................................................................................... Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Varejistas não especializados .......................................................... Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ............ Resíduos e sucatas .......................................................................... Intermediário do comércio................................................................ Vestuário e calçados ........................................................................ Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Combustíveis .................................................................................... Atacadista de mercadorias em geral ................................................ Veículos automotores ....................................................................... Produtos agropecuários ................................................................... Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas Construção civil ................................................................................ Atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial ................ Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ........... Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social...... Alojamento e alimentação ................................................................ Telecomunicações ............................................................................ Produção e distribuição de eletricidade, gás e água........................ Demais serviços ............................................................................... Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal Pessoa física................................................................................... Total .................................................................................................

2013 1.226.773 401.957 155.709 122.580 99.344 73.470 61.268 52.877 52.185 42.887 42.397 36.911 16.408 68.780 11.612 2.828.623 949.017 650.114 555.555 219.163 135.442 119.502 59.696 11.809 5.830 122.495 80.020 465.820 5.717.521

% 21,5 7,0 2,7 2,2 1,7 1,3 1,1 0,9 0,9 0,8 0,7 0,7 0,3 1,2 0,2 49,5 16,6 11,4 9,7 3,8 2,4 2,1 1,1 0,2 0,1 2,1 1,4 8,1 100,0

Em 30 de junho - R$ mil 2012 % 1.427.953 21,4 445.734 6,7 184.287 2,8 135.654 2,0 130.689 2,0 108.720 1,6 60.420 0,9 50.761 0,8 62.762 0,9 59.085 0,9 48.852 0,7 51.582 0,8 20.776 0,3 68.631 1,0 27.906 0,4 3.168.960 47,5 1.131.110 17,0 687.856 10,3 584.575 8,8 223.260 3,3 155.136 2,3 147.400 2,2 66.040 1,0 16.585 0,2 13.530 0,2 143.468 2,2 105.859 1,6 701.284 10,5 6.672.624 100,0

f) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa por nível de risco Em 30 de junho - R$ mil

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2013 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2012 ............................................................ % ................................................................................

% Mínimo de provisionamento requerido 0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

Carteira Curso normal 59.224 433.278 1.247.736 3.206.975 4.947.213 183.984 20.435 26.471 6.912 55.972 293.774 5.240.987 91,7 6.095.911 91,4

Curso anormal 3.463 60.582 64.045 125.393 43.651 37.723 28.844 176.878 412.489 476.534 8,3 576.713 8,6

Total (1) 59.224 433.278 1.251.199 3.267.557 5.011.258 309.377 64.086 64.194 35.756 232.850 706.263 5.717.521 100,0 6.672.624 100,0

% 1,0 7,6 21,9 57,2 87,7 5,4 1,1 1,1 0,6 4,1 12,3 100,0 100,0

Específica Vencidas Vincendas 2 33 162 1.655 164 1.688 1.345 11.194 2.018 11.077 3.553 15.309 4.435 15.756 53.632 123.246 64.983 176.582 65.147 178.270 14,4 39,4 67.077 199.342 13,0 38,7

Provisão Mínima Requerida 2013 Total 2.166 2.166 12.477 12.512 96.209 98.026 110.852 112.704 18.398 30.937 6.131 19.226 13.235 32.097 4.838 25.029 55.972 232.850 98.574 340.139 209.426 452.843 46,2 100,0 248.867 48,3

Genérica

2012 %

Total 0,5 2,8 21,6 24,9 6,8 4,3 7,1 5,5 51,4 75,1 100,0

%

2.639 13.022 118.561 134.222 34.766 26.302 33.748 37.592 248.656 381.064

0,5 2,5 23,0 26,0 6,7 5,1 6,6 7,3 48,3 74,0

515.286 100,0

100,0

(1) Inclui o valor dos resíduos das contraprestações, dos residuais parcelados e final, dos contratos de arrendamento mercantil com cláusula de variação cambial, que estão sendo questionados judicialmente. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

9

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS g) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa 2013 499.668 (34.905) (11.920) 452.843 243.417 209.426 36.856 68.457

Saldo inicial............................................................................................................................................ (Reversão)/constituição de provisão ....................................................................................................... Baixas para prejuízo................................................................................................................................ Saldo final .............................................................................................................................................. - Provisão específica (1).......................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ Recuperação de créditos baixados como prejuízo (3) ...................................................................... Renegociação de créditos no semestre..............................................................................................

Em 30 de junho - R$ mil 2012 510.438 15.654 (10.806) 515.286 266.419 248.867 32.120 82.764

(1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; e (3) Registrada em receitas de operações de crédito, como previsto nas normas e instruções do BACEN. h) O imobilizado de arrendamento é composto como segue: 2013 7.342.380 3.644.720 1.981.684 140.942 13.109.726 (7.183.322) 2.894.712 (4.288.610) 8.821.116

Veículos e afins ....................................................................................................................................... Máquinas e equipamentos ...................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Perdas em arrendamentos a amortizar (líquida) (Nota 3g - IV) .............................................................. Total de bens arrendados ..................................................................................................................... Depreciação acumulada de bens arrendados......................................................................................... Superveniência de depreciação (Nota 3g -V).......................................................................................... Total da depreciação acumulada ......................................................................................................... Imobilizado de arrendamento...............................................................................................................

A Bradesco Leasing apurou no período insuficiência de depreciação no montante de R$ 208.815 mil (2012 - superveniência de R$ 12.188 mil) registrada em imobilizado de arrendamento, sendo R$ 7.681 mil (2012 - R$ 10.149 mil) com a realização de superveniência classificada em bens não de uso próprio, em decorrência de reintegração de posse de bens arrendados e R$ 201.134 mil (2012 - R$ 22.337 mil) em resultado do período. 8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber

32 32

Em 30 de junho - R$ mil 2012 2.903 2.903

2013 321.386 489.689 103.819 15.787 5.415 2.145 938.241

Em 30 de junho - R$ mil 2012 328.960 457.040 67.531 15.683 7.346 11.414 887.974

2013 Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos

Em 30 de junho - R$ mil 2012 8.357.061 3.846.938 1.629.752 146.536 13.980.287 (7.210.266) 3.118.794 (4.091.472) 9.888.815

Créditos tributários (Nota 22c)................................................................................................................. Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar/recuperar................................................................................... Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Devedores por compra de valores e bens............................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

9) INVESTIMENTOS a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”:

Empresas Aquarius Holdings Ltda. .............................................................................. Serel Participações em Imóveis S.A. .......................................................... Total ............................................................................................................

Capital social 32.658 212.000

Patrimônio líquido ajustado 65.434 1.517.313

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 6.368 257 -

Participação no capital social % 19,500 1,781

Lucro líquido ajustado 1.438 35.992

Valor contábil 2013 12.760 26.490 39.250

Em 30 de junho - R$ mil Ajuste decorrente de avaliação (1) 2013 2012 280 348 641 883 921 1.231

2012 12.196 20.313 32.509

(1) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicável. b) Outros investimentos

Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Outros investimentos ............................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2013 25.988 3 403 26.394 (19.579) 6.815

Em 30 de junho - R$ mil 2012 25.988 3 403 26.394 (19.579) 6.815

10) IMOBILIZADO DE USO E DE ARRENDAMENTO

Taxa Imóveis de uso: - Terrenos.......................................................................................... - Edificações ..................................................................................... Outras imobilizações de uso ............................................................ Imobilizado de arrendamento ........................................................... Total em 2013 .................................................................................. Total em 2012 ..................................................................................

Custo

4% 20%

2.714 22.343 155 13.109.726 13.134.938 14.005.499

Depreciação (19.894) (155) (4.288.610) (4.308.659) (4.110.627)

Em 30 de junho - R$ mil Custo líquido de depreciação 2013 2012 2.714 2.449 8.821.116 8.826.279

2.714 3.343 9.888.815 9.894.872

11) RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS - DEBÊNTURES a) A sociedade mantém registros na CVM de emissão para distribuição pública de debêntures escriturais, não conversíveis em ações, da espécie subordinada aos demais credores, remuneradas pela variação dos “Certificados de depósitos interfinanceiros”, conforme segue: Em 30 de junho - R$ mil Valor da Valor contábil Emissão operação Vencimento Remuneração 2013 2012 Fevereiro/2005 (1) ............................................................... 4.000.000 2025 100% CDI 10.236.168 9.548.834 Fevereiro/2005 (2) ............................................................... 4.050.000 2025 100% CDI 10.058.189 9.668.195 Fevereiro/2005 (3) ............................................................... 8.775.000 2025 100% CDI 19.419.958 20.947.756 Janeiro/2008 (4) .................................................................. 6.750.000 2028 100% CDI 11.441.858 10.673.565 Junho/2011 (5) .................................................................... 4.750.000 2016 100% CDI 5.650.947 5.271.500 Junho/2011 (5)..................................................................... 4.750.000 2021 100% CDI 5.453.426 5.271.500 Outubro/2012 (6) (Nota 1) ................................................... 10.000.000 2032 100% CDI 4.195.571 Total .................................................................................... 43.075.000 66.456.117 61.381.350 Sob nº CVM/SRE/PRO/2005/004, em 15 de abril de 2005, foi arquivado na CVM o Primeiro Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foram realizadas, até 30 de setembro de 2005, as seguintes emissões: (1) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/017, simples, 40.000.000 (1a emissão), com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 4,0 bilhões com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; (2) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/045, simples, 30.000.000 (3a emissão), com a utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 4,05 bilhões, com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; Sob nº CVM/SRE/PRO/2006/003, em 28 de junho de 2006, foi arquivado na CVM o Segundo Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foi realizada, até 18 de dezembro de 2006 a seguinte emissão: (3) Sob nº CVM/SRE/DEB/2006/024, simples, 65.000.000 (4a emissão), com utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 8,8 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. Em junho de 2013 contemplava 11.862.389 debêntures em tesouraria, no valor de R$ 3,0 bilhões; Sob nº CVM/SRE/PRO/2008/002, em 17 de janeiro de 2008, foi arquivado na CVM o Terceiro Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foi realizada, até 31 de março de 2008 a seguinte emissão: (4) Sob nº CVM/SRE/DEB/2008/003, simples, 50.000.000 (5ª emissão), com utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 2 de janeiro de 2008, perfazendo o valor total da emissão de R$ 6,75 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; (5) Simples, 190.000.000 (6ª emissão, duas séries, sendo 95.000.000 cada série), com valor unitário de R$ 50,00, com data de emissão em 20 de junho de 2011, perfazendo o valor total da emissão de R$ 9,5 bilhões, com prazo de 5 anos a 1ª série e 10 anos a 2ª série, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; e (6) Sob nº CVM/SRE/DEB/2012/023, em 17 de outubro de 2012, foi registrado na CVM a 7ª emissão de 1.000.000.000 de Debêntures simples, com valor unitário de R$ 10,00, com data de emissão em 15 de outubro de 2012, perfazendo o valor de R$ 10,0 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. Em junho de 2013 contemplava 600.000.000 debêntures em tesouraria, no valor de R$ 6,2 bilhões. b) Repactuação de debêntures Em 2 de janeiro de 2013, houve a repactuação das debêntures, relativa à 5ª emissão com vencimento para 2028, conforme AGE do Conselho de Administração, realizada em 4 de dezembro de 2012, deliberando: I - Juros Remuneratórios: a partir de 2 de janeiro de 2013 e até 2 de janeiro de 2028, as Debêntures renderão juros equivalentes à variação acumulada de 100% (cento por cento) das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros - DI de um dia, Extra-Grupo (Taxas DI), expressas na forma porcentual ao ano, base 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis, calculadas e divulgadas pela CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos, incidente sobre o valor nominal da debênture, pro rata temporis; e II - Esclarecer que permanecem inalteradas todas as demais características das Debêntures. c) Despesas de Debêntures O montante de despesas de atualização das operações de debêntures no período somou R$ 2.230.151 mil (2012 - R$ 2.880.213 mil), apropriadas em contas de resultado. 12) OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS a) Obrigações por repasses Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 31 a 60 61 a 180 181 a 360 1a3 Acima de dias dias dias dias anos 3 anos 2013 2012 FINAME ................................... 10.357 9.195 33.944 44.395 102.365 26.287 226.543 313.599 Total em 2013 ......................... 10.357 9.195 33.944 44.395 102.365 26.287 226.543 % ............................................. 4,6 4,0 15,0 19,6 45,2 11,6 100,0 Total em 2012 ......................... 14.700 12.935 47.634 60.900 137.047 40.343 313.559 % ............................................. 4,7 4,1 15,2 19,4 43,7 12,9 100,0 b) Despesas de Operações de Empréstimos e Repasses O montante de despesas de operações FINAME no período somou R$ 5.894 mil (2012 - R$ 10.501 mil), apropriadas em contas de resultado. 13) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes, porém, existem processos em curso cuja perspectiva de êxito é provável, tais como: a) Programa de Integração Social - (PIS), que pleiteia a compensação do PIS sobre a Receita Operacional Bruta, recolhido nos termos dos Decretos Leis nº 2.445/88 e nº 2.449/88, naquilo que excedeu ao valor devido nos termos da Lei Complementar nº 07/70 (PIS Repique); e b) outros tributos, cuja legalidade e/ou constitucionalidade está sendo questionada, que poderão ocasionar o ressarcimento dos valores recolhidos. b) Provisões classificados como perdas prováveis e Obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Bradesco Leasing entende que a provisão constituída é suficiente para atender às perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o desfecho da ação, representado por decisões judiciais, sobre as quais não caiba mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial, o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente por meio de sistema informatizado e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. III - Obrigações legais - Provisão para riscos fiscais A Bradesco Leasing vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados, não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Essas obrigações legais e as provisões avaliadas como de risco provável, tem acompanhamento regular de suas evoluções nos trâmites do Judiciário, e no decorrer ou no encerramento de cada processo, poderão resultar em condições favoráveis à Instituição, com a reversão das respectivas provisões. A principal questão é: CPMF - R$ 108.772 mil (2012 - R$ 104.170 mil) pleiteia, isonomicamente às instituições financeiras, a aplicação da alíquota “zero” de CPMF sobre as movimentações financeiras típicas de seu objeto social, relacionadas no artigo 3º das Portarias MF nos 06/97 e 134/99, incisos I, XIX e XXVI. IV - Movimentação das provisões Em 30 de junho - R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis previdenciárias (1) No início do 1º semestre de 2013.................................................................. 439 63.271 261.410 Atualização monetária ...................................................................................... 154 2.380 5.241 Constituições líquidas de reversões ................................................................. 41 Baixa por pagamento ....................................................................................... (18) (2.345) (1.495) No final do 1º semestre de 2013 (Nota 14) ................................................... 575 63.347 265.156 No final do 1º semestre de 2012 (Nota 14) ................................................... 435 64.773 224.229 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis A Bradesco Leasing mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Os principais processos com essa classificação relacionamse ao ISSQN de empresas de Arrendamento Mercantil, cuja totalidade dos processos corresponde a R$ 1.045.429 mil (2012 - R$ 974.916 mil), em que se discute a exigência do referido tributo por municípios outros que não aqueles onde as empresas estão instaladas para os quais o tributo é recolhido na forma da lei, havendo casos de nulidades formais ocorridas na constituição do crédito tributário. 14) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisão para riscos fiscais (Nota 13b) ................................................................................................... Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 22c).................................................................. Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Credores por antecipação de valor residual (Nota 7b)............................................................................ Provisão para riscos - cíveis (Nota 13b).................................................................................................. Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... Provisão para riscos - trabalhistas (Nota 13b) ........................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2013 265.156 789.010 33.783 3.374 1.091.323

Em 30 de junho - R$ mil 2012 224.229 835.189 56.780 13.106 1.129.304

2013 3.219.527 63.347 3.920 575 14.426 3.301.795

Em 30 de junho - R$ mil 2012 3.338.955 64.773 8.228 435 23.883 3.436.274

15) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 2.290.000 mil (2012 - R$ 7.127.800 mil), totalmente subscrito e integralizado, dividido em 23.422 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Movimentação do capital social Quantidade de ações R$ mil Em 1º de janeiro de 2012....................................................................................................................... 23.422 7.127.800 Redução de Capital - AGE de 8.10.2012 (1)........................................................................................... (5.500.000) Aumento de Capital - AGE de 30.4.2013 (2) ........................................................................................... 662.200 Em 30 de junho de 2013........................................................................................................................ 23.422 2.290.000 (1) Homologação pelo BACEN em 10 de outubro de 2012 da Assembleia Geral Extraordinária do Conselho de Administração da Instituição, deliberando a redução do capital social no montante de R$ 5.500.000 mil, sem cancelamento de ações, a fim de ajustar o excesso de capital às suas necessidades (Nota 1); e (2) Homologação pelo BACEN em 27 de maio de 2013 da Assembleia Geral Extraordinária do Conselho de Administração da Instituição, deliberando aumentar o capital social em R$ 662.200 mil, sem emissão de ações. c) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Reservas de lucros................................................................................................................................ 2.169.133 2.505.409 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 195.948 174.576 - Reservas Estatutárias (2)...................................................................................................................... 1.973.185 2.330.833 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do capital social integralizado. d) Dividendos e Juros sobre o Capital Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 25% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos/juros sobre o capital próprio, intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. Demonstrativo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho R$ mil 2013 2012 Lucro Líquido......................................................................................................................................... 180.060 334.564 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (9.003) (16.728) Base de cálculo ..................................................................................................................................... 171.057 317.836 Dividendos propostos........................................................................................................................... 42.765 79.459 Percentual em relação à base de cálculo............................................................................................ 25,0% 25,0% Valor em Reais por ação ....................................................................................................................... 1.825,85 3.392,49 16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 5.160 2.374 3.484 3.960 1.726 1.405 1.164 911 1.158 1.433 1.115 5.129 570 376 447 447 149 219 53 88 189 110 15.215 16.452

Jurídicas processuais .............................................................................................................................. Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Apreensão de bens ................................................................................................................................. Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Processamento de dados........................................................................................................................ Emolumentos judiciais e cartorários........................................................................................................ Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Serviços de terceiros............................................................................................................................... Transportes.............................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 13.098 26.179 3.814 4.226 2.128 4.254 1.625 1.262 20.665 35.921

COFINS ................................................................................................................................................... ISS........................................................................................................................................................... PIS........................................................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 18) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 16.953 21.047 5.025 3.889 3.915 1.384 14 102 25.907 26.422

Variações monetárias ativas.................................................................................................................... Aditivos contratuais ................................................................................................................................. Reversão de outras despesas operacionais............................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 19) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 16.324 14.382 5.418 5.933 2.624 3.103 1.091 477 3.714 234 10 25.691 27.619

Descontos concedidos ............................................................................................................................ Variações monetárias passivas ............................................................................................................... Outras provisões operacionais ................................................................................................................ Indenizações pagas................................................................................................................................. Doações - Lei Rouanet............................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 20) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 (13.025) (13.257) (2.589) (7.453) 925 858 (14.689) (19.852)

Provisão para desvalorização de outros valores e bens ......................................................................... Resultado na alienação de outros valores e bens................................................................................... Aluguéis................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 21) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e empresas coligadas estão assim representadas: 2013 Ativos (passivos) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ...................................................................... Banco Bradesco Financiamentos S.A. ............................................. Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Dividendos: Banco Bradesco S.A. (Pagar)........................................................... Outras Coligadas (Receber)............................................................. Debêntures (Nota 11): Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... b) Abertura por vencimento e taxa

Vencimento i - Aplicações em depósitos interfinanceiros: 2012........................................................................................................... 2013........................................................................................................... 2016........................................................................................................... 2016........................................................................................................... 2025........................................................................................................... 2025........................................................................................................... 2028........................................................................................................... Total .......................................................................................................... ii - Aplicações no mercado aberto (1): 2012........................................................................................................... 2013........................................................................................................... 2013........................................................................................................... 2014........................................................................................................... 2014........................................................................................................... 2015........................................................................................................... 2016........................................................................................................... 2016........................................................................................................... 2017........................................................................................................... 2018........................................................................................................... 2019........................................................................................................... 2020........................................................................................................... 2021........................................................................................................... 2022........................................................................................................... 2024........................................................................................................... Total ..........................................................................................................

Em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

2012 Ativos (passivos)

11.721

34

-

-

10.931.108 10.000.000

18.016.963 -

736.467 -

1.100.488 -

27.844.376

24.541.496

850.631

1.405.757

-

-

(180.977) 20

(79.459) 2.891

(66.456.117)

(61.381.350)

-

(2.230.151)

-

925

(2.880.213) 858

Em 30 de junho - R$ mil Valor contábil 2012

Taxa

2013

CDI 100% CDI 100% CDI 100% PRÉ 9,2% CDI 100,5% CDI 101% CDI 101%

17.729.274 3.201.138 696 20.931.108

5.007.975 486.474 100.024 478.663 11.410.399 533.428 18.016.963

CDI 100% CDI 100% SELIC 100% CDI 100% SELIC 100% CDI 100% CDI 100% SELIC 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100%

308.670 3.025.383 500.000 2.580.868 2.495.031 1.495.000 2.900.142 3.420.938 2.061.863 4.262.155 2.754.828 1.813.770 225.728 27.844.376

605.187 1.876.380 3.000.000 2.993.583 2.923.969 3.014.849 1.358.660 3.270.443 7.606 2.695.661 2.588.874 206.284 24.541.496

(1) Prazo dos papéis que estão lastreando as operações. c) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, a ser paga aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Instituição. Não há pagamento de remuneração de curto prazo a empregados e administradores. A Instituição não possui benefícios de longo prazo de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração em instrumento baseado em ações, nos termos do CPC 10 - Pagamento Baseado em Ações, aprovado pela Resolução CMN nº 3.989/11, para seu pessoal-chave da Administração. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 22) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 324.258 573.213 (129.703) (229.285)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% (1)...................... Efeitos das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas..................................................................................................................... Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................

369 (14.509) (355) (144.198)

492 (13.603) 3.747 (238.649)

(1) A alíquota da Contribuição Social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15% de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3h). b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ Utilização de saldos iniciais de: Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................

(134.139)

(248.341)

(10.059)

13.279

(10.059) (144.198)

(3.587) 9.692 (238.649)

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

Provisão para créditos de liquidação duvidosa ...................................... Provisões cíveis...................................................................................... Provisões para contingências fiscais e trabalhistas ............................... Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ....................... Provisão para desvalorização de bens não de uso................................ Outros valores ........................................................................................ Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias........... Total dos créditos tributários (Nota 8b).............................................. Obrigações fiscais diferidas (Notas 14a e 22e) ................................. Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas........

Saldo em 31.12.2012 225.298 25.308 58.489 4.877 16.564 909 331.445 331.445 836.404 (504.959)

Constituição 1.050 2.104 5.210 8.364 8.364 4.945 3.419

Realização 13.916 1.019 209 3.178 101 18.423 18.423 52.339 (33.916)

R$ mil Saldo em 30.6.2013 211.382 25.339 60.384 4.877 18.596 808 321.386 321.386 789.010 (467.624)

d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias

2013........................................................................................................... 2014........................................................................................................... 2015........................................................................................................... 2016........................................................................................................... 2017........................................................................................................... 2018 (1º Sem.) .......................................................................................... Total ..........................................................................................................

Em 30 de junho de 2013 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 58.260 34.206 92.466 70.884 41.768 112.652 64.566 38.400 102.966 4.211 2.558 6.769 3.998 2.431 6.429 65 39 104 201.984 119.402 321.386

A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 308.968 mil (2012 - R$ 317.570 mil) de diferenças temporárias. e) Obrigações fiscais diferidas As obrigações fiscais diferidas no montante de R$ 789.010 mil (2012 - R$ 835.189 mil) são relativas à superveniência de depreciação R$ 723.678 mil (2012 - R$ 779.698 mil), atualização monetária sobre depósitos judiciais R$ 64.586 mil (2012 - R$ 54.456 mil), ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários R$ 107 mil (2012 - R$ 130 mil) e reserva de reavaliação R$ 639 mil (2012 - R$ 905 mil), respectivamente. 23) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Conforme previsto no Ofício Circular CVM nº 01/07, a Bradesco Leasing está dispensada de apurar o valor de mercado das operações de arrendamento mercantil, os quais encontram-se registrados, a valor presente, de acordo com a Lei nº 6.099/74, substancialmente, como imobilizado de arrendamento. O valor contábil dos demais instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais em 30 de junho de 2013 equivale, aproximadamente, ao valor de realização desses instrumentos. b) O seguro dos bens arrendados está vinculado a cláusulas específicas dos contratos de arrendamento mercantil. Os bens de uso da sociedade não estão segurados, estando os possíveis riscos sob a responsabilidade da Instituição. c) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos, e da globalização dos negócios da Organização Bradesco, motivo de constante aprimoramento desta atividade na busca das melhores práticas. A Organização Bradesco exerce o controle corporativo dos riscos de modo integrado e independente, preservando e valorizando o ambiente de decisões colegiadas, desenvolvendo e implementando metodologias, modelos, ferramentas de mensuração e controle. Promove ainda a atualização dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, desde as áreas de negócios até o Conselho de Administração. O processo de gerenciamento permite que os riscos sejam proativamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, o que se faz necessário em face da complexidade dos produtos financeiros e do perfil de atividades da Organização Bradesco. A Bradesco Leasing, como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. d) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitiu vários procedimentos contábeis, bem como suas interpretações e orientações, os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23); e • Resolução nº 4.144/12 - Pronunciamento Conceitual Básico (R1). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

DIRETORIA Conselho de Administração

Diretoria

Membros Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto

Presidente Lázaro de Mello Brandão Vice-Presidente Antônio Bornia

Diretor-Presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi

Diretores Vice-Presidente Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu José Alcides Munhoz Aurélio Conrado Boni Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente Marco Antonio Rossi

Diretor Gerente e Diretor de Relações com Investidores Luiz Carlos Angelotti

Célio Magalhães Contador – CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da

Base para opinião com ressalva A Instituição registra as suas operações e elabora as suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento mercantil na rubrica “provisão para superveniência ou insuficiência de depreciação”, classificada no ativo permanente, conforme mencionado nas notas explicativas às demonstrações contábeis nº 3g.V e 7b. Essas diretrizes Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com as disposições da Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo 30 de junho de 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela circulante e realizável a longo prazo, e rendas e despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido, de acordo data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Osasco - SP

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.

Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação de saldos mencionada no parágrafo anterior, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil em 30 de junho de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos Demonstração do valor adicionado Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da administração da Instituição, para o semestre findo em 30 de junho de 2013, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Osasco, 19 de julho de 2013

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

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Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

Estamos avançando ao máximo para facilitar a questão do visto. John Kerry, secretário de Estado dos EUA

olítica

Kerry tenta defender a espionagem Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, diz que a coleta de informações protegeu os norte-americanos e também outros povos, caso dos brasileiros.

C

obrado tanto pela presidente Dilma Rousseff quanto pelo chanceler brasileiro, Antonio Patriota, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, saiu ontem em defesa da "coleta de informações" promovida pela Casa Branca e disse que a medida ajudou a proteger cidadãos, inclusive brasileiros. Kerry esteve em Brasília, completando o roteiro pela América do Sul, após uma parada na Colômbia, e garantiu que o Brasil receberá as respostas que quiser sobre a intercepção de dados. "Estamos convencidos que a nossa coleta de informação ajudou a proteger a nossa nação de uma série de ameaças e que também protegeu brasileiros", disse, ao responder à pergunta de jornalistas sobre o programa americano de espionagem, em coletiva concedida no Palácio Itamaraty. "Posso lhes prometer que o presidente Obama está determinado a fazer com que os EUA respeitem os padrões mais elevados de responsabilidade, transparência e compromisso para o desenvolvimento das nossas capacidades de nos protegermos e protegermos outros povos do mundo." Em audiência com Dilma no Palácio do Planalto, Kerry foi novamente cobrado sobre a necessidade de esclarecer o episódio. Segundo o Grupo Estado apurou, Dilma também pediu ao secretário americano que a Casa Branca dê garantias de que os dados dos brasileiros serão protegidos de qualquer violação. Os dois também trataram da visita ofi-

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Estados Unidos aguardam Dilma

A

John Kerry (o alto), secretário dos EUA, e o chanceler Patriota, empenhados em contornar a saia justa. cial que a presidente fará em Defensiva – Kerry disse aos outubro aos Estados Unidos. jornalistas que os "elos cresGlenn Greenwald, o jornalis- centes entre o Brasil e os EUA ta americano do jornal britâni- são uma das parcerias essenco The Guardian responsável ciais do século 21" e fez um pela publicação apelo à populad a s i n f o r m ação brasileira. ções sobre o sis"Eu peço que as tema de espiopessoas fiquem O Brasil merece focadas na imnagem eletrônirespostas e as ca dos EUA, disportância das se ao Senado ter nossas relações receberá. provas de que bilaterais." O que os EUA os americanos Patriota citou buscam é evitar a p o l ê m i c a d a usam a rede paessas coisas ra obter vantai nt er c ep ta çã o gens comerciais de dados na fala (atentados). e tecnológicas. inicial: "Caso as JOHN KERRY A afirmação derimplicações ruba o argumento de Obama desse desafio não sejam resolde que a Agência de Seguran- vidas de modo satisfatório ça Nacional (NSA) usa a vigi- corre-se o risco de se projetar lância para proteger seus ci- uma sombra de desconfiança dadãos do terrorismo. sobre nosso trabalho."

Segundo Patriota, os esclarecimentos estão sendo solicitados, mas não são um fim em si mesmo: "Ouvir esclarecimentos não significa aceitar o status quo. Precisamos descontinuar práticas atentatórias da soberania e das relações de confiança e violatórias das liberdades individuais que nossos países tanto prezam." E Kerry afirmou que os EUA não estão "surpresos" nem "aborrecidos" com as perguntas das autoridades brasileiras: "O Brasil merece respostas e as receberá. Nos últimos anos, infelizmente (...) houve muitos atentados a bomba, muitos inocentes foram sacrificados e mortos. O que os Estados Unidos buscam fazer é evitar que essas coisas aconteçam." (Estadão Conteúdo)

pós encontro de cerca de uma hora com a presidente Dilma Rousseff, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse que a reunião foi muito boa e que o governo dos Estados Unidos está aguardando a ida da presidente. Dilma irá aos Estados Unidos em outubro. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, e o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Mauro Vieira,

também participaram da reunião entre Dilma e Kerry, no Palácio do Planalto. Em dois meses, a presidente será recebida nos Estados Unidos com honras de chefe de Estado. A visita está marcada para 23 de outubro. O último brasileiro recebido da mesma forma foi o então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995. A honraria é concedida pelos norte-americanos a raras autoridades. Dilma deve ser recebida na Casa Branca com um tapete vermelho e homenageada com um jantar de gala. (Estadão Conteúdo)

Isenção de visto

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chanceler Antonio Patriota disse ontem que as discussões entre Brasil e Estados Unidos sobre o programa Global Entry têm apresentado resultados satisfatórios, com a possibilidade de algum resultado ser noticiado nos próximos meses. Em março, os governos do Brasil e dos EUA acertaram a participação inicial de 1.500 viajantes frequentes no programa Global Entry, que permite a entrada em território norte-americano sem passar pelas filas de imigração. A facilidade não vai beneficiar turistas eventuais, só os que visitam

mais os EUA, na maioria das vezes em viagens a trabalho. Ontem, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry afirmou que o governo dos EUA está empenhado em "apressar ao máximo" o processo de solicitação do visto por parte dos brasileiros. "Nos orgulhamos de ter dinamizado nossas operações. Queremos que mais brasileiros venham aos EUA, em viagens a negócio, turismo, estudo, queremos facilitar esse processo. Vamos abrir novos consulados em BH e Porto Alegre, estamos avançando ao máximo para facilitar a questão do visto." (EC)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

11 KCNA/Reuters

COREIA DO NORTE Conhecido pela censura, Pyongyang divulgou ontem o seu primeiro smartphone. Batizado de Arirang, uma conhecida canção popular, o aparelho roda o sistema Android. Analistas acreditam que a sua origem é chinesa.

nternacional Ronen Zvulun/Reuters

POVOANDO JERUSALÉM

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Do alto da muralha que cerca a Cidade Antiga de Jerusalém, turistas observam bairros árabes na parte oriental da cidade.

governo municipal de Jerusalém aprovou a polêmica construção de mais 942 unidades habitacionais na região oriental da cidade, informou um funcionário ontem, na véspera da retomada das negociações de paz com os palestinos. Essas unidades se somam a mais de 1,2 mil novas residências na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, aprovadas pelo governo israelense no domingo, medida que irritou os palestinos e atraiu críticas da comunidade internacional. Efrat Orbach, porta-voz do Ministério do Interior israelense, confirmou ontem a aprovação do projeto. As 942 casas serão construídas em Gilo, um bairro para judeus ao sul de Jerusalém e construído sobre território ocupado em 1967, cujos planos preveem que se expanda ao sul em direção a municípios palestinos. Orbach afirmou, porém, que são necessárias novas aprovações e

que pode levar anos até que os trabalhos de construção tenham início. Mas Lior Amihai, do grupo ativista Peace Now, que defende uma solução de dois Estados para a região, disse que o projeto não precisa de mais aprovação e que, teoricamente, os trabalhos poderiam ter início em semanas. EUA - O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, reiterou ontem que Washington considera a construção 'ilegítima'. "Nos opomos a que esses assentamentos se façam a qualquer momento, não só durante o período de processo de paz", disse ele, em visita ao Brasil. Kerry revelou que o tema foi discutido em conversa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. "(Netanyahu) disse que ia anunciar novas construções que já estavam programadas, mas que eram em locais que não teriam nenhum impacto no processo de paz", afirmou Kerry. (Agências)

Suhaib Salem/Reuters

UM ÔNIBUS A CAMINHO DA PAZ Os primeiros 26 prisioneiros palestinos são libertados da prisão israelense como parte dos esforços para retomar as negociações de paz. As conversas, mediadas pelos Estados Unidos, começam hoje, em Jerusalém. O prazo para um acordo é de nove meses. Amir Cohen/Reuters

Enrique de la Osa/Reuters

87 anos de Fidel. Sem o aniversariante.

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da, tomara que algum dia todos os presos sejam libertados", disse um dos prisioneiros, Abdel Nabi Wahhab Gamal Yamil. Abbas os felicitou por "terem saído da escuridão da prisão à luz da liberdade" e insistiu que continuará trabalhando sem descanso até que todos os palestinos presos em Israel retornem a seus lares. O outro grupo, de 15 palestinos, cruzou para Gaza pela passagem de Erez. Eles também

foram recebidos com buzinaço e escolta até suas casas. Os 26 presos são os primeiros de um total de 104 palestinos que receberão indulto como garantia israelense nas negociações de paz que começam hoje, em Jerusalém. Reuniões posteriores são esperadas em poucas semanas em locais como Jericó, na Cisjordânia, a fim de cumprir o prazo dos EUA de chegar a um acordo em nove meses. (Agências)

Tensão nas ruas do Cairo Grupos a favor e contra Morsi entram em choque; um islamita é morto. m membro da Irmandade Muçulmana foi baleado e morto, e pelo menos 11 pessoas ficaram feridas ontem no Egito, segundo as forças de segurança, em um dia em que o grupo islamita apontou policiais à paisana como autores de disparos contra uma passeata. A morte pode acirrar o impasse entre o governo provisório e a Irmandade, que exige a reinstauração do mandato do presidente Mohamed Morsi, deposto em julho por militares. Os confrontos aconteceram dois dias após o ultimato dado para os islamitas desalojarem dois acampamentos no Cairo, um na praça da Universidade do Cairo e outro em frente à

mesquita de Rabia al Adawiya. Segundo testemunhas, a briga começou após um grupo de jovens liberais atirar pedras e garrafas de vidro contra os milhares de manifestantes islamitas, que seguiam em direção ao Ministério do Interior. Alguns dos agressores os chamaram de terroristas e disseram que não eram bem-vindos. Os apoiadores de Morsi reagiram lançando pedras. A polícia então disparou gás lacrimogêneo contra os manifestantes pró-Morsi, provocando uma correria. Mulheres e crianças fugiram em pânico, enquanto dois homens armados com punhais foram vistos perseguindo manifestantes. Em seguida, os islamitas se

juntaram a outros grupos de aliados a Morsi que seguiam a outros ministérios. Os manifestantes decidiram então voltar ao acampamento. Os esforços internacionais para resolver a crise fracassaram na semana passada. Mas uma iniciativa da mesquita e universidade Al Azhar, principal autoridade religiosa do Egito, trouxe certa esperança de que os lados em conflito possam finalmente negociar. O porta-voz da Irmandade, Gehad el-Haddad, disse à Reuters que o grupo está pronto para dialogar. No entanto, condicionou a reunião à "restauração da legitimidade constitucional", termo usado para se referir à volta de Morsi. (Agências)

Em Havana, pichações e cartazes. Mas nenhuma aparição de Fidel. J.L. Pino/EFE

Ativistas em Madri protestam contra o líder cubano (acima) no dia de seu aniversário. mas deixa que outros tomem as decisões". O último texto de Fidel foi divulgado em julho. Em carta aberta, o ex-presidente fazia referência à questão do navio norte-coreano flagrado no Panamá com material bélico de Cuba. (Agências)

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Ativistas israelenses protestam diante de vans que levavam os presos

líder cubano Fidel Castro comemorou ontem seu 87º aniversário, sem aparecer em público desde abril, enquanto eram realizadas atividades em sua honra em toda a ilha caribenha. A imprensa local lembrou em artigos e fotos o líder da revolução cubana. Os últimos registros oficiais de Fidel foram feitos em julho, durante a visita à ilha do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. É o oitavo aniversário de Fidel fora do poder, desde que uma doença intestinal o fez abrir mão da presidência em 2006. Nas ruas de Havana era possível ver alguns cartazes de felicitação ao ex-presidente e muitos cidadãos desejaram feliz aniversário pela rádio. "Eu gostaria de vê-lo mais. Desejo o melhor e que tenha toda a vida do mundo. Sem ele não somos ninguém", comentou Yulia Hernández, uma cabeleireira de 28 anos. A última aparição pública de Fidel foi em abril, quando inaugurou uma escola em Havana, e antes em fevereiro, quando aconteceram as eleições gerais e o comandante foi votar em um colégio da capital cubana. "(Fidel) está mais velho, mas segue ativo intelectualmente, estuda e analisa a política internacional", disse sua sobrinha Mariela, filha do atual presidente de Cuba, Raúl Castro. "Agora está muito preocupado com o tema da segurança alimentar, os problemas ecológicos e confiante nas mudanças que estão acontecendo em Cuba", destacou Mariela, que dimensionou a posição do tio no cenário atual "como líder histórico da revolução, Fidel dá suas opiniões,

Reuters - 19/0

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srael libertou 26 prisioneiros palestinos na quartafeira (horário local), em um gesto para garantir a segunda rodada de negociações de paz, que começa hoje, em Jerusalém. Os presos foram recebidos como heróis na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, enquanto ativistas israelenses protestaram contra a medida. Um grupo de 11 presos foi levado até a passagem de Betunia, na Cisjordânia, para serem entregues à Autoridade Nacional Palestina (ANP), que preparara uma cerimônia de boasvindas na Muqata (sede da presidência), em Ramallah. Escoltados por carros que faziam soar suas buzinas e com bandeiras palestinas e do Fatah, do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, os presos foram recebidos por líderes políticos, familiares e civis. Algumas das pessoas carregavam fotos de familiares ainda presos, outros usavam camisetas com os dizeres: "Bem-vindos a casa". "É o dia mais feliz da minha vi-

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Considerado um herói, preso palestino é recebido com festa perto da passagem de Erez, entre Israel e Gaza.


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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

idades

Após calmaria, SP tem novos protestos. Duas manifestações estão marcadas para hoje, uma no Vale do Anhangabaú e outra na Assembleia. Movimento Passe Livre estará presente em ato no Centro.

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dia do paulistano será marcado por dois protestos, hoje, ambos sobre o transporte e com críticas ao escândalo envolvendo suposto cartel em licitações do Metrô e trens metropolitanos no Estado. A primeira manifestação, marcada para as 15 horas no Vale do Anhangabaú pelo Movimento Passe Livre (MPL) e pelo Sindicato dos Metroviários (Metroviários-SP), tenta se descolar da bandeira "Fora Alckmin", enquanto a reunião convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo em frente à Assembleia Legislativa, às 17h, vai pressionar pela abertura de uma CPI para investigar o envolvimento dos tucanos no caso Siemens. Metroviários contam com o apoio do MPL para organizar a manifestação, que sai do Vale do Anhangabaú, circula pelo Centro e segue para a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, na Rua Boa Vista. Em texto publicado na internet, o MPL aponta que a manifestação "é mais uma mobilização na luta por um transporte verdadeiramente público, organizado de acordo com os interesses dos seus trabalhadores e usuários, e não pelo lucro das empresas e políticos". Para Nina Capello, uma das representantes do MPL, o ato vai dialogar com a população e é bastante diferente dos protestos organizados pelo movimento em junho, quando foi conquistada a revogação do aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo. "O ato de amanhã (hoje) não será muito grande. É um ato

denúncia, para panfletar. Não é nos moldes do que fizemos em junho, quando eram protestos subsequentes com pauta clara", comentou. Até ontem à noite, 7,1 mil pessoas confirmaram presença pelo Facebook no evento criado pelo metroviários. A expectativa do sindicato é de que pelo menos 5 mil pessoas participem da mobilização. CPI – No ato organizado pela CUT-SP, a pauta é direta: "Nós queremos apuração rigorosa das denúncias sobre o que está sendo acusado, dos governos tucanos", disse o presidente da central em São Paulo, Adi dos Santos Lima. "A diferença entre os protestos é o local. Achamos que é importante pressionar na Assembleia porque é lá que vai ser votado o pedido de abertura de CPI", completou Lima. A CUT-SP admite apoio ao protesto do Vale do Anhangabaú, mas metroviários e MPL ressaltam a diferença entre os dois atos. Moraes, do sindicato dos metroviários, aponta para a tentativa de "politização" do dia de protestos pela central. 'Trensalão' – Na semana passada, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, batizou o escândalo de "trensalão". Na segunda-feira, ao ser indagado como encarou o uso do termo "trensalão", o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ironizou: "Eles querem misturar coisas totalmente distintas; querem confundir a opinião pública. Uma coisa é corrupção, crime comprovado; outra coisa é setor privado fazer conluio para prejudicar o Estado". (Estadão Conteúdo)

Fotos: Coletivo Mídia NINJA/Divulgação

Tropa de choque em frente ao Estádio Nacional, em Brasília, durante um dos jogos da Copa das Confederações.

Manifestantes em escultura na Avenida 23 de Maio, em São Paulo.

Das ruas para as páginas do livro

Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

Kety Shapazian

A Protesto começou em frente à Prefeitura e foi até a Bela Vista

Manifestantes tentam invadir Sírio-Libanês

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m grupo de cerca de 50 servidores públicos municipais e estaduais da saúde protestou em frente ao Hospital Sírio-Libanês, na região central, ontem à noite. Os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar após uma tentativa de invasão do hospital. A manifestação começou por volta das 18h30 em frente à Prefeitura, no Viaduto do Chá, e chegou ao Sírio por volta das 19h30. No tumulto, pelo menos uma pessoa chegou a ser detida, mas foi solta na sequência, após manifestantes gritarem pela liberação da jovem. Após a ação da PM, o grupo

Protesto pela redução das tarifas em Belo Horizonte (MG)

se dispersou pelas ruas da Bela Vista. O grupo, chamado de Passe Livre da Saúde, protesta por melhores condições de trabalho e atendimento à população no SUS (Sistema Único de Saúde). Esse é o segundo protesto em frente ao Sírio Libanês em menos de uma semana. Também participaram integrantes de movimentos sociais Ontem, a direção do hospital disse, em nota, que "lamenta, mais uma vez, que as manifestações por melhorias na área da saúde estejam acontecendo dessa forma, em prejuízo do bem-estar de pacientes que merecem respeito." (Agências)

s manifestações ocorridas em todo o País nos últimos meses ganharam o primeiro livro sobre o assunto. Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil (Boitempo, 112 páginas, R$ 10) é uma coletânea de diversos autores que traz perspectivas variadas sobre os protestos, analisando a questão urbana, a mídia e a importância das redes sociais para as mobilizações, entre outros temas. O livro também conta com um ensaio fotográfico do Mídia NINJA, coletivo que usa smartphones e conexões 3G para transmitir as manifestações ao vivo na internet. O preço acessível da obra só foi possível porque os autores, entre eles diversos estrangeiros, cederam gratuitamente seus textos, tradutores não cobraram pelos seus serviços e os quadrinistas e fotógrafos abriram mão de pagamento por suas imagens. "É um livro de militância. O valor baixo é um convite à leitura coletiva, à organização de grupos de estudo e de reuniões em espaços públicos. Inclusive, ele já está sendo adotado em alguns colégios de São Paulo", conta Kim Doria, editor da Boitempo. Em 18 de junho, dia seguin-

Rio: mais uma noite de caos após protesto.

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bairro de Laranjeiras, na zona Sul do Rio, amanheceu ontem com agências bancárias, orelhões, pontos de ônibus, postes de sinalização

te à grande manifestação norte a sul foram praticaque reuniu milhares de pes- mente o único tema presente soas em São Paulo, a equipe nas duas redes sociais mais da editora achou que era o acessadas por brasileiros. momento de lançar uma pu- Segundo mapeamento realiblicação que seguisse a linha zado pela empresa Scup, os do livro Occupy: movimentos compartilhamentos de conde protestos que tomaram as teúdos relacionados ao tema ruas, também da Boitempo, atingiram mais de 79 mique aborda o Occupy Wall lhões de internautas entre os Street, movimento de pro- dias 13 e 17 daquele mês. testo americano. "Os políticos tradicionais "A coletâtêm dificulnea foi escrita dade em ase editada no similar de calor do moque forma os mento, mas movimentos em vez de ser se utilizam um esforço de ferramend e r e p o r t atas como o gem jornalísTwitter e o tica que desFacebook. se respostas, Acreditam ela deveria que essas reresponder às d e s f u n c i operguntas nem apenas com mais como um esquestões", paço para afirma Doria. marketing Capa de 'Cidades rebeldes' Leonardo pessoal ou, Sakamoto, no máximo, professor de jornalismo da um canal para fluir informaPontifícia Universidade Ca- ção e atingir o eleitor", registólica de São Paulo, é o autor trou Sakamoto. "Quando aldo texto "Em São Paulo, o Fa- guém atua através de uma cebook e o Twitter foram às dessas redes, não está simr u a s " . A m o b i l i z a ç ã o d e plesmente reportando, mas usuários do Facebook e do também inventando, articuTwitter foi considerada uma lando, mudando. Isto, aos das principais forças por trás poucos, altera também a madas manifestações que atin- neira de se fazer política e as giram todo o País. formas de participação soEm junho, os protestos de cial", completou.

e lixeira quebrados após manifestação que reuniu cerca de 300 pessoas, na noite de segunda-feira. O protesto começou na Candelária, no Centro, e seguiu até o Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, sem tumulto. A confusão começou depois de uma reunião entre professores e o vice-governador, Luiz Fernando Pezão. O

grupo quis ocupar o Palácio e foi expulso por policiais. Do lado de fora houve confronto com a polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que derrubaram as grades de proteção. A depredação começou depois que o grupo deixou a entrada do Palácio. Algumas pessoas fizeram barricadas de fogo na Rua Pinheiro Ma-

O Twitter foi apontado como uma das principais fontes de informações em tempo real sobre o que acontecia durante as manifestações. O serviço de microblogging contabilizou cerca de 11 milhões de tweets com a palavra "Brasil" e dois milhões mencionando "protesto", entre os dias 6 e 26 de junho. O Facebook, por outro lado, foi usado principalmente para organizar atos de protesto e demonstrar posicionamentos políticos. Para o professor, os protestos são um acontecimento "que nem esfriou ainda e vamos continuar falando muito a respeito disso". Ele não acha que as redes sociais foram as responsáveis por levar as pessoas às ruas, mas elas foram um catalisador, "acelerando um processo que demoraria mais tempo" para se concretizar. Sakamoto, que acompanhou de perto diversos protestos em São Paulo, diz que muitas pessoas que encontrou nas ruas em junho – o auge das manifestações até então – "ainda estavam em formação, havia muita gente despolitizada". "É muito cedo para falar que os protestos vão continuar, aumentar ou diminuir. Vai depender de como esta energia vai se transformar, e se vai se transformar em algo positivo", afirma o autor.

chado, que ficou fechada por cerca de quatro horas. Vândalos depredaram uma banca de jornal até serem contidos por moradores. "Vou gastar uns R$ 4 mil para consertar o ar-condicionado e R$ 7 mil só no painel de propaganda. E o governador não vai pagar para mim", lamentou Luiz Carlos Fernandes, dono do comércio. (Estadão Conteúdo)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

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A guitarra do blues

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cultura

Fotos: Divulgação

André Cristovam sobe ao palco para interpretar repertório próprio e versões diversas de blues. Bar Madeleine. Rua Aspicuelta, 201. Tel.: 2936-0616. Quarta (14). 21h30. Couvert artístico. Até 28/8.

Krishna Versus Kans (Índia): Espaço Itaú Augusta - Sala 1. Sábado (17), 12h.

AninA (Uruguai/Colômbia): Espaço Itaú Augusta - Sala 1, 14h.

Animação até domingo: 513 filmes. O

Festival Anima Mundi chega hoje à Cidade, em sua 21ª edição. A participação de 53 países contribui para a produção de de um pacote de 513 filmes, incluindo

obras do Líbano, Ucrânia, Croácia, Irã, Rússia e Dinamarca. O Brasil é o partcipante com mais filmes (106), seguido por França (80), EUA e Alemanha (30 cada um) e Reino Unido

(28). O grande volume é de curtasmetragens. Mas 13 filmes de longametragem também estão também na programação. A exibição está agendada em três salas do Espaço

Itaú de Cinema (tel.: 3288-6780 e 3287-5590) e Cine Olido (tel.: 33317703). Um dos destaques é o filme Aprovado para Adoção, que conquistou o troféu do público no Festival

de Annecy, na França. Outro destaque é AninA, filme uruguaio premiado em Buenos Aires. Nesta quarta (14), o longa-metragem Padak, da Coreia do Sul, é a grande atração.

Espaço Itaú Augusta - Sala 1. Outro filme recomendado é Zambézia, da África do Sul. Está programado para domingo (18). Espaço Itaú Augusta - Sala 1. 12h. (MMJ)

necessidade da Graça para o ser humano se redimir do pecado. Na verdade, a grande contribuição do frei Maldamé é distinguir o "pecado original", de um lado, do "pecado de Adão", e, de outro, do "pecado do mundo". Tradicionalmente a doutrina cristã se divide em considerar o ser humano como pecaminoso e em julgar que ele só se tornou pecaminoso a partir da desobediência cometida por Adão ao comer do fruto proibido. No Velho Testamento, o pecado de Adão abre o caminho para a redenção e salvação de todos os seres humanos; nos Evangelhos, o Cordeiro de Deus vence o pecado do mundo, que pesa como uma herança sobre todos os seres humanos. Maldamé procura esclarecer que o pecado original está cristalizado em cada ato de renegar a Deus por via da prática voluntária do mal. Ele se apoia na evolução da tradição católica romana: no século XVI, o Concílio de Trento negou que o pecado original surgisse da "geração" e, no século XX, o Concílio Vaticano Segundo desqualificou a leitura factual do livro do Gênesis e negou que o pe-

cado original seja uma herança do pecado de Adão e Eva. Em seguida, já começando a incorporar a seu discurso, além das preocupações religiosas, também os questionamentos filosóficos e ainda as constatações científicas, o frei Maldamé postula que o que se poderia chamar de origem do pecado original é uma origem mais metafísica do que histórica. Em suma, não se trata de que o pecado surgiu no passado e foi herdado até o presente: ao contrário, o pecado surge em cada ser humano a cada momento que o ser humano peca, ou seja, rejeita Deus ao cometer voluntariamente o mal. Assim seria possível a coexistência da bondade divina com a liberdade humana de cometer ou não o mal, sendo o mal possível sempre que o amor humano a si mesmo superar, na sua ânsia possessiva, o amor humano a Deus. Como o amor de Deus é que prevalece, e não o amor do ser humano, é possível ter esperança num Reino de Deus em que o amor dos seres humanos a Deus eliminará o mal.

O pecado original, numa visão contemporânea. Renato Pompeu

O italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) estreou Aida, sua ópera mais conhecida, em 24 de dezembro de 1871, no Cairo. Dividida em quatro atos, tem como personagem central Aida, escrava etíope de Amneris, filha de Ramphis, grãosacerdote egípcio. Montagem do TMS, com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência de John Neschling. Teatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo. Tel.: 3397-0327. Quinta (15) e sábado (17). 20h. Domingo (18). 18h. R$ 40 a R$ 100.

O Quarteto de Cordas da Cidade, formado por Betina Stegmann e Nelson Rios (violinos), Marcelo Jaffé (viola) e Robert Suetholz (cello) continua o ciclo de Quarteto de Beethoven. Nesta semana, o programa é este: Quarteto Nº 1 em Fá Maior Op. 18 e QuartetoNº 15 em Lá Menor Op. 132. Praça das Artes - Sala do Conservatório. Avenida São João, 281. Tel.: 3311-0194. Quinta (15). 20h. R$ 30.

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e interesse particular para os católicos-romanos, mas de interesse geral também para outros crentes, cristãos ou não, e para os próprios não-crentes, é o livro do frade dominicano francês nascido na Argélia Jean-Michel Maldamé, 74 anos, O Pecado Original - Fé Cristã, Mito e Metafísica, lançado pelas Edições Loyola cinco anos após a publicação original em 2008. Pois se trata, entre outras coisas, de discutir a origem e a prevalência do mal em todas as sociedades humanas, constatações difíceis de conciliar com a concepção de um Deus onipotente, onipresente e onisciente, infinitamente bom. Na verdade, o livro do frei Maldamé é mais desafiador para o católico tradicionalista do que para o intelectual contemporâneo formado dentro das modernas visões cientificistas. É que o autor, ordenado em 1966, aos 25 anos, estudou, além de filosofia e teologia, também temas científicos, em particular a alta matemática e a filosofia da ciência. Tendo ocupado altos cargos no ensino superior católico na França, também é

o editor de ciência da Revue thomiste e membro da Academia Pontifícia de Ciências. Ele é considerado um dos principais expoentes da discussão internacional sobre as relações entre religião e ciência. Em seu livro, o frei Maldamé faz um completo levantamento dos problemas do pecado original e da origem e prevalência do mal tais como foram tratados em textos bíblicos e dos primeiros intelectuais cristãos, os chamados Pais da Igreja, e ainda em textos magistrais da autoridades religiosas, tanto católicas como protestantes. Discute o mal também à luz de conceitos científicos e filosóficos e até a partir de textos literários. Suas conclusões, como se disse acima, escandalizam mais os crentes tradicionais do que até mesmo os agnósticos e os ateus. Em primeiro lugar, ele procura demonstrar que a tradição cristã, desde a Bíblia até Santo Tomás de Aquino, passando por Santo Agostinho, nega terminantemente que a tendência a praticar o mai seja inerente ao ser humano desde a sua Criação. Mas que, apesar disso, são imprescindíveis o dom e a

O precioso silêncio e a expressão da prosa Rita Alves

Hermano

Tamura

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Mutações - O Silêncio e a Prosa do Mundo: conceito da fala e do silêncio em ciclo de palestras.

omeça na próxima quinta (15), no Sesc Vila Mariana, o ciclo de palestras Mutações, idealizado e dirigido pelo jornalista e filósofo Adauto Novaes (à dir.). Com o tema O Silêncio e a Prosa do Mundo, o evento reúne diversos pensadores brasileiros e franceses. Entre os convidados, o músico e ensaísta José Miguel Wisnik, o compositor e poeta Antonio Cícero e a filósofa Olgária Matos. Já o time francês traz o especialista em Michael Foucault, Frédéric Gros, o engenheiro e epistemólogo JeanPierre Dupuy e o antropólogo Pacal Dibie, entre outros.

O objetivo do ciclo é tratar sobre o conceito da fala e do silêncio, tão raro hoje em dia diante do volume de informações produzido a todo instante. “Ao relacionarmos silêncio e prosa, queremos, com isso, fazer o elogio da fala. É certo que a banalidade nos domina; mas é certo também que, sem a fala, seremos reduzidos a seres sem política, sem tolerância, sem poesia, em síntese, sem o humano”. Mutações - O Silêncio e a Prosa do Mundo começa com o filósofo Francis Wolff participando da palestra O Silêncio é a Ausência de quê?, na próxima quinta (15), às 19h30.

Sesc Vila Mariana (Sala Corpo & Artes). Rua Pelotas, 141. Inscrições pelo site www.sescsp.org.br ou pessoalmente nas Centrais de Atendimento das unidades do Sesc SP (Capital e Interior). Informações: De terça a sábado, das 10h às 19h, pelo telefone (11) 50803077 ou e-mail mutacoes@ vilamariana. sescsp.org.br. Taxas de inscrição por

palestra: R$ 2 a R$ 8 (diferente das edições anteriores, neste ano o participante poderá se inscrever em uma ou mais palestras, com soma do valor individual). Hermano Tamura


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www.dcomercio.com.br

Na casinha do gato Kitty Meow é mais do que uma cama, é o equivalente felino das casinhas de cachorro. E tem espaço de sobra para o bichano. A casa, do Studio Mango, é feita de plástico ecológico e tem proteção contra os raios solares prejudiciais.

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C IÊNCIA D ESIGN

Um coração novo

U De mãos dadas Sabonetes criados por Marie e David Gardeski em formato de mãos são simpáticos. Com os perfumes mel, aveia e leite.

ma equipe de cientistas da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), divulgou ontem ter conseguido desenvolver cardíaco humano a partir de célulastronco. O tecido desenvolvido apresentou contrações espontâneas em uma placa de petri, representando um avanço na busca da produção de órgãos para transplante. As células-tronco utilizadas

são chamadas pluripotenciais induzidas (iPS) e foram geradas a partir de células-tronco humanas para criar células precursoras cardíacas denominadas MCPs. As iPS são células humanas maduras que são modificadas de modo a "retornar" a um estado primitivo, a partir do qual podem ser manipuladas para desenvolver células de qualquer parte do corpo humano.

Assim, a pesquisa dribla a polêmica do uso de célulastronco embrionárias. As células cardíacas criadas foram alimentadas ao longo de 20 dias com sangue, cresceram e desenvolveram músculo que se contraiu voluntariamente ao ritmo de 40 a 50 batimentos por minuto, segundo um artigo apresentando a pesquisa publicado na redigiram na revista Nature Communications.

"Ainda estamos longe de fazer um coração humano completo", acrescentou o pesquisador sênior Lei Yang. Segundo ele, o desafio agora é conseguir que o músculo que se contrai tenha força para bombear sangue de forma eficaz e reconstruir o sistema de condução elétrica do coração. "No entanto, nós oferecemos uma nova fonte de células para a futura engenharia de tecido cardíaca", disse ele.

J. Adam Fenster/Reuters

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E UA

Michelle Obama adere ao rap A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, organizou um disco de rap para inspirar o povo de seu país a se alimentar de maneira mais saudável. A esposa do presidente democrata Barack Obama se juntou à organização não governamental Partnership for a Healthier America, que promove a conscientização dos norte-americanos para o problema da obesidade e juntos eles criaram o disco Songs for a Healthier America, no qual convidaram artistas americanos famosos para

gravar músicas sobre alimentação saudável. As músicas têm títulos como U R What You Eat (Você é o que você come) e Veggie Luv (Amor vegetariano). Entre os músicos que participam do álbum, estão DMC (do Run DMC), Ashanti, Jordin Sparks, Matisyahu, Ariana Grande e Travis Barker (do Blink-182). Os três últimos participam como o trio Salad Bar (Buffet de salada). Embora ela não cante no disco, a primeiradama se comprometeu a fazer aparições nos vídeos das músicas. (Folhapress)

M ARKETING Pichi Chuang/Reuters

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COBRAS E LAGARTOS - Os répteis mais estranhos do mundo (alguns deles na montagem acima) são a especialidade do pesquisador Daniel Scantlebury, doutorando em biologia da Universidade de Rochester. Ele estuda principalmente lagartos encontrados na ilha de Madagascar.

T RANSPORTE M ÍDIA

Viajando em tubos

Café com retrato Casal divide um café com leite com sua foto no café Family Mart em Taipei, Taiwan. O café com retrato foi um brinde da loja para os casais que passaram por lá durante o Qixi, o dia dos namorados local. A STRONOMIA

T ECNOLOGIA

Brasil e Argentina Encontrando Meca contruirão telescópio num céu de brigadeiro Brasil e Argentina firmaram acordo para construir o telescópio Llama, que será instalado a 5.000 metros de altitude em San Antonio de los Cobres, na Argentina, a 200 quilômetros do Alma (Chile), maior observatório astronômico do mundo. Pelo acordo, o Brasil ficará responsável pela construção da antena e a Argentina cederá o local e fornecerá a infraestrutura necessária para sustentar o projeto.

Um aplicativo para iPhone chamado "Crescent Trips" oferece a solução para muçulmanos que precisam rezar quando estão voando. Além de alertar para o horário das cinco orações diárias, o aplicativo indica em que direção está Meca. Para isso, o usuário precisa registrar as informações do voo. O aplicativo é gratuito e foi criado pela empresa Crescentrating, de Cingapura, especializada em viagens para muçulmanos.

O milionário Elon Musk teve uma ideia que promete revolucionar o transporte. Trata-se de um sistema de pequenos vagões com capacidade para 28 passageiros que rodam sobre ar pressurizado dentro de um tubo a até 1.200 km/h. A proposta é criar o primeiro desses tubos ligando Los Angeles a San Francisco, na Califórnia. O empecilho é o custo: US$ 6 bilhões. http://bit.ly/19fVfpT

Livro-reportagem é tema de evento O livro-reportagem será o tema central do II Salão Nacional do Jornalista Escritor, que acontecerá no Auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina, em São Paulo, nos dias 6, 7 e 8 de setembro. Com curadoria do jornalista e escritor Audálio Dantas, o evento terá as presenças de Caco Barcellos, Miriam Leitão, Fernando Morais, Eliane Brum e Ricardo Kotscho, entre outros. Informações: 5576-5600 ou eventos@megabrasil.com.br

L OTERIAS Concurso 1202 da DUPLA-SENA Primeiro sorteio 02

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15 TELECOMUNICAÇÕES O conselho da Telebras aprovou a recomendação para que a francesa Thales Alenia Space seja fornecedora de novo satélite e a Arianespace seja a lançadora.

conomia

DESONERAÇÃO DA FOLHA CHEGA AO VAREJO. QUEM GANHA E QUEM PERDE.

Governo incluiu setores do comércio na mudança da tributação, mas micro e pequenas empresas podem ser prejudicadas. Sílvia Pimentel

A

robustez da folha de salários é a principal variável na determin a ç ã o d a s v a n t agens ou não da política de desoneração anunciada pelo governo. Para o comércio varejista, recentemente contemplado na lista de setores que trocaram a tributação sobre a folha de salários por pagamento de uma alíquota com base no faturamento, a conta é relativamente simples. Só haverá redução de custo para o empresário quando a soma dos salários de todos os funcionários corresponder a 5% ou mais do faturamento da empresa. Os cálculos foram feitos pela Fecomercio-SP e Confirp Contabilidade. A desoneração da folha salarial começou a ser adotada pelo governo federal em agosto de 2011 como uma das medidas de apoio à competitividade, o chamado Plano Brasil Maior. Os três primeiros setores a experimentar a troca da base de cálculo foram o têxtil, calçados e vestuário. Na segunda rodada entraram os setores de call centers e hotéis, intensivos em mão de obra, mas não expostos à concorrência internacional. Era uma medida focalizada e temporária. Hoje, entretanto, a nova sistemática abrange 52 setores e sobram críticas à forma como o governo vem tratando o assunto. Re clam açõe s – "É grande o número de reclamações no comércio. Apenas as grandes redes são beneficiadas. Para

os pequenos comerciantes, com poucos funcionários, houve aumento de custo", disse o vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Roberto Mateus Ordine. No caso de grandes redes como Magazine Luíza e Riachuelo, o impacto é francamente positivo. Na Riachuelo, uma grande rede de vestuário, com 40 mil funcionários, a desoneração causou um impacto positivo de R$ 20 milhões no seu Ebitda (lucro antes dos impostos, juros e amortização), segundo a própria rede divulgou. Cálculos à parte, o fato é que grande parte do empresariado, que sempre reivindicou a redução de encargos sobre o salário dos trabalhadores, agora faz pressão para que o uso dessa fórmula seja opcional. Artigo nesse sentido foi inserido na Lei nº 12.794/13. Mas o governo vetou usando vários argumentos: essa possibilidade aumentaria a complexidade do sistema tributário, tornaria a fiscalização mais difícil e quebraria a espinha-dorsal da medida, que é a migração da tributação sobre a folha de salários para o faturamento das empresas. So net o – "A emenda saiu pior que o soneto. A medida criou uma situação incômoda para muitas empresas do comércio", criticou o presidente do Conselho de Assuntos Sindicais da Fecomercio-SP, Ivo Dall’Acqua Júnior, que também defende o enquadramento voluntário na sistemática. "As empresas deveriam

escolher da mesma forma que fazem com o Simples Nacional." De acordo com Dall’Acqua Júnior, a Fecomercio vem recebendo reclamações a respeito do aumento da carga tributária a partir da desoneração. E um dos setores que certamente está pagando mais é o e-commerce. "Uma das peculiaridades desse segmento é trabalhar com uma estrutura mais enxuta em que a folha de salários não tem representatividade", explica. Em artigo, o economista José Roberto Afonso, pesquisa-

dor do Ibre/FGV e ex-superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), critica a falta de critérios na escolha dos setores. "Não há mais uma lógica coerente e consistente para incluir esta ou aquela atividade entre as beneficiadas, pois se perdeu qualquer paradigma técnico", afirma. Ele chama a atenção também para a falta de acompanhamento dos impactos da desoneração, que seria feito por uma comissão tripartite, formada por governo, setor produtivo e

Atropelo e confusão na interpretação da lei

A

entrada do comércio varejista no rol de setores econômicos que trocaram a tributação sobre os salários pagos aos trabalhadores por uma contribuição de 1% sobre o faturamento foi marcada por atropelos. A inclusão do setor es-

tava prevista na Medida Provisória 601, que perdeu a eficácia porque não foi votada há tempo no Congresso. Essa situação levou muitas empresas a manterem o pagamento da contribuição previdenciária com uma alíquota de 20% sobre a folha

sociedade civil. A Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, confirma a ideia da comissão. "A Comissão Tripartite de Desoneração da Folha (CTDF), que reúne semestralmente representantes do governo, trabalhadores e indústria, está aprofundando seus estudos sobre a medida. Portanto, não há nada conclusivo no momento", respondeu ao Diário do Comércio, via assessoria de imprensa. De acordo com dados da SPE, a desoneração para o co-

de pagamento. Outras, entretanto, preferiram seguir a determinação da MP, mesmo tendo perdido a validade. A Lei nº 12.844 foi publicada em 19 de julho, no mesmo dia da perda de eficácia da MP, mas restabeleceu a desoneração dos setores anteriormente divulgados. De acordo com a contabilista Elvira de Carvalho, da King Contabilidade, a demora na publicação da legisla-

mércio varejista, em 2013, será de R$ 1,27 bilhão – vale dizer, renúncia fiscal. Em 2014, deve alcançar R$ 2,11 bilhões. Contando todos os setores contemplados, a renúncia prevista é de R$ 16 bilhões, em 2013, passando para R$ 23,6 bilhões no próximo ano. Para o economista José Roberto Afonso, as evidências iniciais apontam para uma renúncia crescente e muito superior à estimada no início, o que gera preocupação com o financiamento da previdência e seguridade social.

ção gerou confusão, pois há duas sistemáticas sendo utilizadas, o que pode gerar uma discussão judicial. Prevendo a confusão, a legislação publicada recentemente estabelece que as empresas que recolheram sobre a folha de salários (sistema antigo) devem continuar sendo tributadas nessa forma até o mês de outubro. A troca da base de cálculo começa a vigorar em novembro. (SP)

Zé Carlos Barre

tta/Hype

Novos imóveis dão salto em São Paulo

O

s lançamentos de imóveis residenciais na cidade de São Paulo cresceram 52% ao longo do primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2012 com o número absoluto de unidades de 14 mil, contra 9,2 mil na primeira metade do ano passado. Os dados são do balanço semestral do Sindicato da Habitação de São Paulo (SecoviSP). De acordo com o levantamento, as vendas totalizaram 17,5 mil unidades de janeiro a junho, o que representa um crescimento de 45,8% sobre as 12 mil unidades vendidas em igual período do ano passado.

Na avaliação do Secovi, o primeiro semestre de 2012 tanto para vendas quanto para lançamentos foi melhor que o primeiro semestre de 2010, até então considerado o melhor da história. Naquele período, foram lançadas 13,6 mil unidades e vendidas 17 mil unidades. O Secovi-SP elevou sua expectativa para o crescimento das vendas de imóveis novos na Capital, de cerca de 5% para 30% em 2013. A revisão ocorreu depois que o mercado imobiliário no primeiro semestre surpreendeu, e apresentou resultado superior ao esperado.

A estimativa é de que sejam vendidas 35 mil unidades em 2013, ante 27 mil de 2012. A previsão no início do ano era de que seriam vendidas 28 mil unidades neste ano. A revisão também ocorreu para o número de lançamentos. Segundo o Secovi, 33 mil unidades devem ser lançadas neste ano, ante 28,5 mil do ano passado, um crescimento de 16%, ante 10% da última previsão (31 mil novas unidades). A alta ocorre em um momento de pessimismo com a economia, em que as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País estão sendo revisa-

das para baixo. "A percepção da economia é diferente do que ocorre na economia real. Nós podemos estar mais negativos do que a economia real, e isso é o que aconteceu no mercado imobiliário no primeiro semestre", afirma Celso Petrucci, economista do Secovi. Mas outro fator explica o resultado: a prefeitura aumentou em 22,2%, segundo o sindicato, a aprovação de plantas. Os apartamentos de dois dormitórios ainda representam a maioria dos lançamentos na Capital. (Agências) Lançamentos residenciais cresceram 52% na Capital


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e Como dificultar a vida dos fraudadores O meio digital é mais seguro, porque permite rastrear o fraudador, o que nem sempre é fácil quando as provas são físicas. Marcos Nader, CEO da Comprova

conomia

Para os 50 milhões de consumidores que farão compras pela internet neste ano, todo cuidado é pouco. Mas os sites de e-commerce também estão se preparando. Divulgação

Rejane Tamoto

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Diário do Comércio – Os crimes digitais refletiram no número de consumidores que compram pela internet? Pedro Guasti – Não. Na Ebit, verificamos um número crescente de consumidores virtuais, principalmente por causa da entrada de pessoas da classe C que antes não compravam. A estimativa é que, neste ano, em torno de 50 milhões de consumidores façam compras pela internet. As pessoas estão aprendendo com o tempo a ter um hábito saudável de navegação. O consumidor tem de fazer a parte dele, porque a tentativa de crime sempre vai existir, na internet ou no mundo real.

falta de atenção e de desconfiança são características do comportamento humano que facilitam a vida dos fraudadores – que podem atacar por meio da internet, do telefone e pessoalmente. No meio virtual, as defesas estão aumentando, restando ao consumidor a tarefa de permanecer atento na hora de fornecer informações. "Se algum estranho abordar você na rua e pedir o seu cartão de crédito, você não dá. E por que faz isso quando entra em u m s i t e e s t r an h o ? " , q u e s t i onou Pedro Guasti, Cada um tem de presidente do DC – Que recoConselho de Intemendações o sefazer sua parte, ração e Comércio nhor dá para o conporque a Eletrônico da Fesumidor dificultar tentativa de comercioSP e dia ação de criminocrime sempre retor da Ebit, dusos na internet? vai existir. r a n t e o 5 º C o nPG – O consugresso Crimes midor não deve PEDRO GUASTI, Eletrônicos e Forclicar em e-mails DIRETOR DA EBIT mas de Proteção, suspeitos, que inorganizado pela formam que ele entidade. Ele ainda disse que perdeu algum documento ou é difícil prever uma fraude que oferecem uma oferta mamesmo pessoalmente, quan- ravilhosa, com desconto de do o consumidor entrega o 50% em um produto nos próxicartão em restaurantes ou mos 15 segundos. O consumipostos de gasolina. dor também não deve forneAinda assim, defendeu que cer seus dados pessoais a o consumidor deve cuidar me- qualquer empresa. Primeiro lhor de seus dados e separar precisa se certificar de que é um cartão de crédito, de limite séria e, para isso, terá de pesmenor, apenas para fazer quisar se o site tem o selo de compras pela internet. Na en- certificação da Ebit, além de trevista a seguir, Guasti dá di- verificar a opinião de consumicas ao consumidor e comenta dores da mesma loja virtual a segurança dos sites de co- nos sites de reclamações e remércio eletrônico. O diretor da des sociais. O risco que existe Ebit fala sobre as medidas que na internet é o mesmo que as empresas de e-commerce existe no posto de gasolina ou estão tomando para melhorar no restaurante, quando o conseus sistemas de segurança, sumidor entrega seu cartão de com a ajuda de prestadoras de crédito. serviços na área de pagamentos e de análise de risco de DC – Como os sites de comértransações. cio eletrônico estão aperfei-

Guasti: o consumidor deve cuidar melhor de seus dados e separar um cartão de crédito, de limite menor, apenas para comprar pela internet. çoando a segurança? PG – O mercado desenvolveu ferramentas para minimizar os problemas com fraudes. Exemplos são os meios de pagamento digital seguro, oferecidos por empresas como BCash, PayPal, PagSeguro e Moip. São empresas que fazem o intermédio entre o site e o consumidor e o dinheiro não é transferido imediatamente para a loja. Isso reduziu a percepção e a quantidade de erros e problemas. DC – As empresas que fazem a intermediação de pagamentos estão ajudando o setor a se tornar mais seguro? PG – Sim, porque elas criaram ferramentas que protegem os dois lados da operação. Quando a loja contrata o intermediador de pagamento, oferece ao consumidor possi-

bilidade de fazer o pagamento para a empresa de serviços. Nesse caso, ambos têm cobertura. O lojista, porque tem certeza que vendeu para um consumidor e que vai receber o dinheiro e o consumidor, que se não receber o produto terá o dinheiro de volta. DC – Nesse sentido, as empresas de e-commerce estão cada vez mais encarando a segurança como um investimento, tal como o setor bancário tradicionalmente faz? PG – Sim, no mercado de ecommerce foram criadas empresas nacionais que fazem análise de risco para a prevenção à fraude. Hoje praticamente todas os sites de comércio contratam algum tipo de solução, porque fazer isso internamente é mais dispendioso. Exemplos

de empresas que oferecem esse serviço são a FControl (da Buscapé Company) e a Clearsale. Elas oferecem um serviço de inteligência neural, ou seja, que é retroalimentada com processos de fraude, impedindo que outro consumidor venha a cair no mesmo tipo de golpe. DC – O lojista também precisa se proteger do consumidor malintencionado? PG – Sim, principalmente o que vende bens de consumo de valor elevado, como eletrodomésticos, eletrônicos e itens de informática. Existem consumidores mal-intencionados, que roubam a identidade de pessoas, usando seus dados e cartão para fazer compras. Se o lojista não toma cuidado, pode entregar um produto e depois de dois meses ter de estornar o valor,

sistuação conhecida como chargeback. Se ele for pequeno ou microempresário que vende computadores, por exemplo, pode quebrar. Para isso, recomendamos a contratação de uma empresa de análise de risco. DC – Quanto o e-commerce investe em segurança? PG – Não tenho essa informação, mas cada loja virtual paga um valor por transação analisada, que pode custar poucos centavos, dependendo da escala. O serviço classifica as transações de compra nas cores verde, amarelo e vermelho. De acordo com a transação, o lojista toma uma atitude. Se for verde, vende; se for amarelo, verifica; e se for vermelho, decide se nega a venda ou se pede mais documentos ao consumidor.

Para especialista, meio digital é seguro.

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meio físico é mais inseguro do que o digital. Quando entregamos um documento sigiloso a um portador – não importa quem ele seja –, não estamos vendo para onde ele está indo. E eu pergunto: é mais fácil para o fraudador ter acesso a um envelope com um documento ou invadir um datacenter? A segunda alternativa certamente é a mais difícil", explica Marcos Nader, CEO da Comprova, empresa de formalização digital que está há dez anos no mercado. A empresa é especializada em certi-

ficação e comprovação jurídica de entrega de emails e também no gerenciamento de contratos digitais. Na opinião de Nader, o Brasil tem uma legislação avançada e que não oferece nenhuma barreira jurídica aos contratos digitais. "É o País que tem a maior adoção. Hoje, atendemos 40 bancos e seguradoras que usam frequentemente o serviço, além de quase mil empresas fora do segmento financeiro. Pela plataforma digital, passam contratos de empréstimo, câmbio, apólices de seguro, contratos de compra e ven-

da e duplicatas digitais", explica. Além disso, a Comprova também organiza assembleias de acionistas de companhias abertas no meio digital, prática autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Nader diz que o meio digital é mais seguro porque – se forem tomadas as medidas de segurança necessárias – permite rastrear o fraudador, o que nem sempre é fácil quando as provas são físicas. Nos últimos dois anos, a empresa experimentou um crescimento mais intenso, em boa parte atribuído ao fim de barreiras culturais

com o universo digital. O processo foi ajudado pela popularização de e-mail e das redes sociais e também pelo fato de boa parte dos executivos acompanharem esses movimentos. A mudança também é sentida no segmento de pequenas e médias empresas, que estão mais acostumadas com os meios digitais por terem de emitir obrigatoriamente notas fiscais eletrônicas. "O nosso trabalho é dar o mesmo valor jurídico a documentos que uma nota fiscal eletrônica tem", afirma Nader. (RT)

Dia dos Pais na internet: 26% melhor.

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comércio eletrônico alcançou um total de R$ 1,023 bilhão em vendas nas duas semanas que antecederam o Dia dos Pais, de acordo com levantamento da E-bit, empresa especializada em informações do setor. O faturamento entre os dias 27 de julho e 10 de agosto subiu 26% na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram feitos 2,684 milhões de pedidos via web. O desempenho confirmou as expectativas da Ebit, de vendas no patamar de R$ 1 bilhão na data. Para a E-bit, o comércio eletrônico tem sido mais procurado pelos consumidores mesmo no atual cenário de desaceleração da economia. A facilidade para pesquisar e comparar preços, além de-

prazos de pagamento mais elásticos, ajudam o setor. No Dia dos Pais, itens de moda e acessórios foram os mais procurados e responderam por 12% do total das vendas. Os eletrodomésticos ficaram em segundo lugar, com 11% do todo. Depois vêm Informática, com 9%, telefonia e celulares também com 9%, e casa e decoração, com 8%. O desempenho do comércio virtual contrasta com as lojas de ruas no feriado. Dados divulgados pelas empresas de informações financeiras indicaram o pior Dia dos Pais dos últimos três anos. A desaceleração nos negócios já era esperada pelo varejo em meio a um cenário de inflação elevada, alta dos juros e perda da confiança. (Agências)

Ascend G510, com 3G e Android 4.1, é o primeiro modelo da chinesa Huawey a sair da nova fábrica em Jundiaí, SP.

Divulgação

Chegam os celulares chineses feitos no Brasil

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chinesa Huawei Technologies iniciou sua produção de smartphones de baixo custo no Brasil, informou a empresa ontem. O primeiro smartphone da marca a ser produzido localmente será o Huawei Ascend G510, que também será comercializado pela operadora Vivo em seus canais de vendas. A Compal Electronics, localizada em Jundiaí (SP), será a parceira da Huawei para a produção. O aparelho, para 3G, tem processador dual-core de 1.2 GHz e sistema operacional Android 4.1 Jelly Bean "Emotion UI", desenvolvido pela companhia. "Apesar da chegada da rede 4G ao Brasil, ainda há muito a ser explorado dentro da tecnologia 3G", comentou o diretor de negócios da Huawei, Li Kefeng.

O aparelho estará disponível ao preço sugerido de 699 reais para clientes pré-pagos. Para pós-pagos, o valor varia de acordo com o plano escolhido. "Nossa estratégia com a fabricação local é reduzir as taxas e o custo total de produção para oferecer aparelhos a um preço acessível para o mercado brasileiro", comentou o presidenteexecutivo da Huawei do Brasil, Veni Shone. De acordo com o executivo, a produção inicial será de 100 mil aparelhos, que poderá ser ampliada de acordo com a demanda. A Huawei está no Brasil há mais de 15 anos, atuando no mercado de banda larga fixa e móvel por meio de parcerias com operadoras de telecomunicações do país. (Reuters)


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e USP ensina empreendedor a competir Inovação é isso: retorno. Se não der, então não é. Nelson Sete, da Autometal.

conomia

Programa mostra como a inovação pode ser mais eficiente e como pode melhorar as empresas, preparando-as para enfrentar o mercado internacional. Divulgação

Karina Lignelli

conta o gerente industrial Nelson Sete. "Além de (o curso) abrir janelas na parte técnica, em empresa com 12 também nos mostra que há inanos de mercado que centivos fiscais do governo melhorou processos para quem inova. Antes banprodutivos e ampliou cávamos 100% de tudo o que o faturamento, reduzindo cus- desenvolvíamos, por puro tos de matéria-prima e de desconhecimento. Hoje, o dimão-de-obra, automatizan- nheiro dessa restituição vai do-os de forma eficiente – e para novos projetos inovadosem cortar pessoal. Tem tam- res. É um 'looping' que nos deibém a lançadora de uma ideia xa em condições de competir inovadora – uma máquina re- no mercado", comemora. movedora de chicletes – e conA empresa, que já põe em quistou grandes clientes em prática o que aprendeu, envárias áreas, de shoppings cerrará o programa com oito centers a empresas de trans- projetos em andamento, seporte, passando gundo Sete, topor parques tedos para otimizar máticos e até a processos de proRede Globo. dução e reduzir Antes E m pr e n de d ocustos. Como bancávamos res como esses, exemplos, o ge100% do que que aprenderam rente aponta o desenvolvíamos. fim de operações a ganhar competitividade e amHoje, o dinheiro q u e n ã o a g r epliar seu espaço gam, como usar vai para novos no mercado, são um profissional projetos . encontrados enpara "apertar paNELSON SETE tre os 450 particirafusos" oito hopantes do "Proras por dia, ou ter grama de Capacitação em dois turnos na linha de produEmpreendedorismo e de Ge- ção de calotas. renciamento e Execução de "Para automatizar os proProjetos de Inovação". Reali- cessos, qualificamos essas zado pela Agência USP de Ino- pessoas para tomar conta dos vação em parceria com a Fe- dispositivos. Sem demitir ninderação das Indústrias do Es- guém; apenas melhoramos tado de São Paulo (Fiesp), esse processos e qualificamos opegrupo concluirá a primeira edi- radores para serem técnicos ção do programa neste mês. em mecatrônica. Ou para traO primeiro caso é da fabri- balhar no laboratório, como cante de autopeças Autome- projetistas, em suprimentos, tal, do ABC Paulista, que pro- no RH", afirma, lembrando duz peças plásticas para mon- que, com tudo isso, se há doze tadoras. A empresa desenvol- anos a empresa faturava R$ via anteriormente processos 1,98 milhão, hoje fatura R$ 6 internos de melhoria contí- milhões – e com o mesmo núnua, mas faltavam-lhe mais mero de empregados. conhecimentos em inovação, Outras mudanças positivas

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inclusive para investidores", empolga-se Milena. Eficiência – A Agência USP de Inovação, que aposta em cursos e programas para incentivar os processos de inovação e na formação de cultura inovadora dentro das empresas, tem como objetivo abrir aos empreendedores o conhecimento da universidade, explica o coordenador, professor e doutor Vanderlei Salvador Bagnato. "Seja para trazer ideias ou vir com demandas para a USP, a meta é mostrar aos empreendedores que nos procuram como a inovação pode ser mais eficiente, melhorar a competitividade e preparar a atuação de suas empresas no mercado internacional. Hoje, quem não inova, fica para trás", afirma. Nesses cursos – semi-presenciais, com 240 horas de duração – para empresários e Corrêa e Milena, com sua máquina: hoje, há mais de 160 delas espalhadas pelo País. gestores de empresas não se ensina que "inovação é imporpara a Autometal foram a cria- "escalável" e "monetizável". marketing para ajudar ven- tante" – segundo Bagnato, isção de uma incubadora de en- Mas tudo aconteceu tão rápi- der, já que o produto exige de- so o empreendedor já sabe. No genheiros em pesquisa e de- do que faltava um plano de ne- monstração. Por telefone, nin- programa, aprende-se a consenvolvimento (P&D), e os co- gócios abrangente, um pós- guém acredita!", diverte-se duzir, avaliar e gerenciar promitês internos que incenti- vendas mais eficiente e a im- Milena, lembrando que o pro- jetos de inovação tecnológica v a m a p a r t i c i p a ç ã o d e plantação de melhorias no grama de inovação ensinou a – algo ainda não rotineiro nas funcionários no processo de equipamento. Essa carência Remover a não cair na fase de empresas brasileiras. "É sair de uma inovação por meio de opiniões levou ao programa da USP os "deixar como esideia e chegar a e sugestões. "O mercado é empreendedores responsá- t á " . A l é m d o um produto e, no agressivo, e essas medidas veis pela Remover (pronun- network, os emmeio do procesgeram ganhos sem a necessi- cia-se Remôver), Milena Rodri- p r e e n d e d o r e s A meta é so, saber se é predade de investir. Inovação é is- gues e Flávio Augusto Corrêa. a p r e n d e r a m a mostrar como a ciso abortar ou so: retorno. Se não der, então Criada pelo engenheiro Cor- montar planos de inovação pode acelerar esse não é", acredita Sete. rêa e um ex-sócio, técnico em inovação e a inprojeto para ter Sem chiclete – A ideia de criar e l e t r ô n i c a , a R e m o v e r f o i vestir em tecnoloser mais sucesso", explica uma máquina de limpeza re- apresentada pela primeira gias para deseneficiente e Bagnato, reformovedora da sujeira conside- vez há cerca de três anos, em volver outras funmelhorar a çando que uma rada difícil de lidar – a goma de uma feira de higiene e limpe- cionalidades, já competitividade boa ideia só não mascar – era boa, atendia a za, explica Milena, responsá- q u e a m á q u i n a basta. "Esse é o uma necessidade do mercado vel pelas áreas administrativa pode ser ajustada VANDERLEI BAGNATO principal erro. É e, o melhor, como se diz no jar- e de marketing. Ela conta que para outros usos. gão das startups, se mostrou o desafio era entrar no merca- Pode, por exemplo limpar pe- preciso obedecer regras, nordo com a máquina limpadora dras de piscina – e ao fazer es- mas técnicas, e ter em mente (que funciona com um siste- se ajuste a empresa ganhou pré-requisitos essenciais, coma de limpeza a vapor alimen- um grande cliente, o parque mo o custo. A meta é trazer o participante ao curso e fazê-lo tado com detergente biode- aquático Wet'n'Wild. gradável e remove chicletes Hoje, com mais de 160 má- terminar preparando um proem até cinco segundos). De- quinas espalhadas pelo País, a jeto realmente inovador para pois do evento, 40 máquinas Remover continua inquieta, sua empresa". Segundo o professor Bagnaforam vendidas. correndo atrás da inovação."Já "Começamos a trabalhar temos projetos para obter mais to, a próxima turma do curso sem muito planejamento, vantagens no uso de água du- está com inscrições abertas paconstatamos que as necessi- rante o processo, além de de- ra empresas de todos os portes, dades do mercado mudam a senvolver outras formas de e deve iniciar em setembro. cada dia, e que é preciso fazer limpeza, como a remoção de Mais informações sobre aulas e testes sempre – assim como adesivos antigos. Estamos valores podem ser consultadas investir muito em planos de abrindo cada vez mais o leque – no www.inovacao.usp.br. Stephen Lam/Reuters

Ellison, em entrevista: "Acho que o que eles fizeram foi absolutamente mau".

Dono da Oracle ataca o Google

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lema informal do Google é "não seja mau", mas seu presidente-executivo, Larry Page, foi acusado de agir maldosamente pelo bilionário Larry Ellison, presidente-executivo e co-fundador da gigante do software Oracle. Elison, famoso por seus ataques contra rivais nos negócios, provoca Page no momento

em que as empresas de ambos brigam nos tribunais norte-americanos em um processo envolvendo o Android, sistema operacional do Google. "Só achamos que eles pegaram nossas coisas, e isso foi errado", disse Ellison em entrevista ao programa "CBS This Morning", que foi ao ar ontem. Ele não chegou a chamar o adversário de

"mau". Quando perguntado se qualificaria Page assim, respondeu: "Acho que o que eles fizeram foi absolutamente mau". Os ataques contra Page começaram após a aquisição da plataforma de programação Java pela Oracle, com a compra da Sun Microsystems. Na época, Ellison disse que aquele era o software mais valioso que já tinha adquirido. A Oracle entrou com uma ação contra o Google em 2010, alegando que o sistema operacional de celulares da empresa, o Android, infringia patentes Java. Um juiz federal decidiu a favor do Google no ano passado. A Oracle está apelando da decisão. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

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21 Trabalhamos com prudência e a carteira tem crescido de forma sustentável Aldemir Bendine, presidente do BB.

conomia

BB anuncia lucro recordista de R$ 7,5 bilhões no trimestre O acumulado do primeiro semestre também é recorde: R$ 10 bilhões, ante R$ 5,5 bilhões da primeira metade do ano passado.

O horizonte dos jatos executivos

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vice-presidente de Operações da Embraer Executive Jets, Marco Túlio Pellegrini, disse ontem que a estimativa mais otimista da empresa para o mercado de jatos executivos projeta apenas para 2016 uma recuperação nas entregas para os níveis de antes da eclosão da crise financeira internacional. No cenário mais conservador, a virada de jogo só vai ocorrer em 2020. "Sabemos que a recuperação ocorrerá em algum momento entre essas duas previsões", afirmou. "Em 2008 tivemos o pico de 1.200 entregas de aeronaves executivas. Se a economia voltar a reagir, esse número voltará a se materializar em 2016". O executivo disse também que a desaceleração da atividade global leva a uma queda da confiança do comprador de aeronaves executivas, já que a venda do produto está atrelada ao desempenho da economia dos países e blocos econômicos. Além disso, a variação cambial provoca receio no cliente. "O câmbio também atrapalha, pois quanto maior é o preço, menor o interesse." Segundo Pellegrini, é difícil fazer previsões, mas há indicadores mundiais que dão esperanças ao setor quanto à recuperação do mercado de jatos executivos. Ele citou um aumento do número de ricos no mundo e crescimento de tráfego de aeronaves. "Falta o momento de investir", finalizou. (Estadão Conteúdo)

Segundo o presidente do BB, Aldemir Bendine, esta é a "oportunidade de fazer uma expansão, enquanto o mercado recua". Ele defende a estratégia agressiva na área de crédito e garante que não há riscos de deterioração na qualidade da carteira.

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ma de 90 dias, que encerrou junho em 1,87%, menor patamar registrado nos últimos 11 anos. Sem contar o Banco Votorantim – no qual o BB tem participação de 49,9% – especializado no financiamento de carros usados, a inadimplência foi ainda menor, de 1,65%. Para Bendine, a economia brasileira deve seguir crescer mais que a média mundial em 2013 e 2014, e a inadimplência do banco deve seguir caindo. Apesar da baixa inadimplência, o banco aumentou as despesas com provisões para calote em 14,8% na comparaç ã o a n u a l , p a r a R $ 4 , 2 b ilhões, mesmo tendo mantido a estratégia de elevar o crédito de menor risco, como consignado e financiamento imobiliário. "A provisão está maior pelos volumes e não por deterioração; o crédito é bom e saudável", explicou o presidente do BB. Mais crédito – Ao contrário do Bradesco e do Itaú Unibanco, que cortaram projeções de aumento do crédito para o ano, o BB pretende expandir essa carteira: elevou a estimativa para o crescimento dos financiamentos de 16% a 20% para 17% a 21%. A alteração é apoiada em expectativas mais otimistas nos segmentos de crédito agrícola (passou de 13% a 17% para 22% a 26%) e de pessoas jurídicas (para 18% a 22% vindo de anteriores 16% a 20%). A projeção para o crédito às

Wilson Dias/AB

O

Banco do Brasil anunciou ontem lucro líquido de R$ 7,47 bilhões no segundo trimestre, considerando o efeito da oferta de ações da BB Seguridade. Isso é mais que o dobro do registrado em igual período do ano passado e quase três vezes o valor obtido de janeiro a março deste ano. É um recorde e o feito se repete no acumulado do primeiro semestre: R$ 10 bilhões ante R$ 5,5 bilhões da primeira metade do ano passado. De acordo com a consultoria Economatica, esse é o maior lucro para primeiro semestre da história dos bancos brasileiros. "A gente está vendo uma grande oportunidade de fazer uma expansão, enquanto o mercado recua, para ganhar market share. O recado para o acionista é: trabalhamos com prudência, temos crescido a carteira de forma sustentável e com níveis de inadimplência cada vez menores" comemorou Aldemir Bendine, presidente do BB. O forte crescimento do lucro do BB ficou em linha com a expansão anual de 25,7% nos financiamentos, totalizando R$ 638,7 bilhões ao final de junho deste ano – o correspondente a 20,8% do mercado de crédito nacional –, à frente de Itaú (R$ 467,5 bilhões), Bradesco (R$ 402,5 bilhões) e Santander (R$ 218,1 bilhões). Outro bom registro foi a baixa na inadimplência aci-

Newton Santos/Hype

pessoas físicas baixou, passando de um crescimento entre 18% e 22% para a faixa entre 16% e 20%. Bendine considera acerta-

da a estratégia agressiva do banco na área de crédito e disse que não há riscos de deterioração da qualidade da carteira. Ele rebateu comentários de analistas que apontam esse risco alegando que a economia do País tem crescido pouco. "Se projetássemos o banco de acordo com a visão dos analistas, teríamos

quebrado faz tempo", afirmou. Rebateu também as alegações de que a carteira do banco iria se deteriorar. "É um prognóstico absurdo, errado; basta ver o comportamento da inadimplência", afirmou. Desconsiderado o efeito da oferta de ações da BB Seguridade, que trouxe quase R$ 10 bilhões, o lucro líquido do BB do segundo trimestre foi de R$ 2,63 bilhões, 11,8% menor que o de um ano antes, em linha com o esperado por analistas. O banco fechou junho com ativos totais de 1,214 trilhão de reais, avanço de 15,5% na comparação com um ano antes.(Agências)

Um bloqueio à super fusão de companhias aéreas nos EUA Departamento de Justiça quer impedir a união da American Airlines à US Airways Larry Downing/Reuters

Além de criar a maior companhia aérea do mundo, fusão ajudaria a American a sair do processo de recuperação judicial.

O

Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou ação judicial ontem para bloquear a fusão da American Airlines com a AMR, controladora da US Airways. As empresas não se pronunciaram. A operação, avaliada em US$ 11 bilhões, resultaria na criação da maior companhia aérea do mundo. Mas as autoridades alegam que o negócio pode causar danos aos consumidores americanos, que teriam de arcar com preços maiores de bilhetes aéreos e tarifas

devido à menor concorrência no setor. "Se a fusão for adiante, mesmo um pequeno aumento no preço dos bilhetes, das bagagens e nas tarifas para mudança de bilhetes resultaria num prejuízo milionário para os consumidores", afirmou o subprocurador responsável por assuntos de concorrência no Departamento de Justiça, Bill Baer. A principal preocupação das autoridades se concentra no aeroporto de Washington, onde as duas

companhias teriam 63% dos voos diretos. Ainda segundo o Departamento de Justiça, a fusão concentraria 80% dos voos comerciais nos EUA em quatro companhias. A fusão das duas empresas foi definida em fevereiro deste ano, pelos conselhos de administração de ambas. A transação, além de criar a maior companhia aérea do mundo – oferecendo 6.700 voos diários para 336 destinos em 56 países –, caso concretizada, ajudaria a American a deixar o processo de recuperação

judicial em que se encontra desde 2011. O negócio, contudo, depende da aprovação do órgão de defesa da concorrência e outras autoridades dos EUA. Pelo acordo, credores da American Airlines ficariam com 72% da nova companhia deixando o restante aos acionistas da parceira. A nova empresa seria comandada pelo presidente-executivo da U.S Airways, Doug Parker. Já o líder da American, Thomas Horton, ficaria como presidente do conselho até 2014. (Folhapress)

Aumento de combustível: só estudos.

O

governo avalia o pedido da Petrobras sobre reajuste de preços de combustíveis, mas isso não significa que a reivindicação da estatal será atendida pelo seu controlador, disse ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "A Petrobras está permanentemente pedindo aumentos de seus preços, até porque estão defasados há muitos anos. Vamos examinar pelo Ministério da Fazenda, pelo Conselho e pelo Ministério de Minas e Energia", completou. "Não estamos dizendo que se vai atender a reivindicação. Estamos examinando." A preocupação do governo é com o impacto de eventuais aumentos de preços de combustíveis sobre a inflação. "Nenhum aumento de preço é bom", comentou Lobão. Na segunda-feira, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a estatal busca "intensamente alinhar os preços internos de derivados de petróleo aos internacionais". Após a valorização do dólar frente ao real, a companhia teve anulados os efeitos dos reajustes de combustíveis feitos no ano passado e no início deste ano. E a empresa continua vendendo combustíveis no Brasil a preços inferiores aos do mercado externo. (Reuters)

Prejuízo da Gol baixa, mas ainda é alto.

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Gol, segunda maior empresa aérea brasileira em participação de mercado, conseguiu reduzir seu prejuízo no segundo trimestre deste ano para R$ 433 milhões, 39,5% abaixo de igual período do ano passado. A redução apoiou-se em recursos adicionais com a venda antecipada de passagens para a unidade Smiles, que em abril levantou R$ 1,3 bilhão com uma oferta pública inicial de ações (IPO). O resultado também foi impulsionado pelo aumento de preços de passagens e redução de custos depois que a empresa cortou voos e funcionários. A receita líquida da empresa totalizou R$ 1,9 bilhão no trimestre, alta de 4,6% acima do resultado de um ano antes, que a companhia atribuiu ao aumento de 13% no yield (o valor médio pago por passageiro por quilômetro voado). Segundo o presidente da empresa, Paulo Kakinoff, a Gol não espera a concessão de subsídios por parte do governo na reunião que as empresas aéreas terão com o ministro da Secretaria da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, na próxima semana. "Será apenas uma reunião de atualização de números", garantiu. Anteontem, Moreira Franco afirmou que a melhora do sistema aeroportuário brasileiro precisa ser acompanhado de companhias aéreas financeiramente saudáveis, e que iria se reunir com as empresas na próxima semana para discutir suas situações financeiras. (Reuters)


22 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

e

Hong Kong mantém o posto de principal comprador da carne brasileira, com um crescimento de 71% no total de toneladas adquiridas.

conomia

Exportação de carne segue em ritmo forte Maior vendedor global de carne bovina, Brasil embarcou 132,4 mil toneladas em julho deste ano, contra 122,22 mil do mês anterior.

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ECONOMIA/LEGAIS - 23

s embarques de carne bovina do Brasil em julho foram os maiores

desde setembro de 2008, informou ontem a associação que representa

as empresas do setor. O mês de julho também registrou o melhor resultado

do ano em faturamento, disse a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). As indústrias do Brasil, o maior exportador global de carne bovina, embarcaram 132,4 mil toneladas em julho, contra 112,22 mil toneladas em junho. Recorde histórico – Em setembro de 2008 foram embarcadas 134,9 mil toneladas. O recorde histórico havia sido

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA

Comercial Lima Figueiredo S.A. CNPJ nº 72.111.370/0001-07 – NIRE nº 35.300.041.496 Ata da AGO realizada em 18 de Julho de 2013 Aos 18/07/2013, às 10 hs, reunidos em primeira convocação, à Fazenda Itaiquara, Município de Tapiratiba/SP, os acionistas da Comercial Lima Figueiredo S.A., representando 94,42% do capital social, como se verifica no Livro de Presenças de Acionistas assumiu a presidência desta assembléia, por aclamação, o Sr. Joaquim Augusto Bravo Caldeira, que convidou a mim Fernando Whitaker de Souza Dias, p/ secretário. Convocação: Editais publicados no DOESP e no Jornal DCI, de São Paulo, nos dias 05, 06 e 11 do mês corrente, nos termos do art. 124 da Lei 6404/76. Ordem do dia com o seguinte teor: 1) Leitura, discussão e votação do Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial e Demonstrações Financeiras relacionadas com o exercício findo em 31/12/2011 e findo exercício findo em 31/12/2012; 2) Destinação do resultado do exercício encerrado em 31/12/2011 e 31/12/2012; 3) Eleição dos membros da Diretoria para o próximo mandato. 4) Eleição dos membros do Conselho Fiscal e seus suplentes, caso decidida a sua instalação. Estão à disposição dos senhores acionistas, na sede social, os documentos da Administração a que se refere o art. 133, da Lei 6404/76. Deliberações: Dando inicio a ordem do dia, o Sr. Presidente procedeu à leitura de considerações da Administração abrangendo o exercício de 2011, expondo as principais realizações da Cia., documento esse que ficará arquivado na sede da sociedade. Em seguida o Sr. Presidente esclareceu que o Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, das Mutações do Patrimônio Líquido, do Valor Adicionado, Demonstrativo de Fluxo de Caixa, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2011, ou seja, os documentos referidos no art. 133 da Lei 6404/76 foram publicados no DOESP e no Jornal DCI, de São Paulo, no dia 03/07/2013, conforme parágrafo 3º do art. 133 da Lei 6404/76, e estavam à disposição dos acionistas, tendo sido procedida as respectivas leituras de tais documentos. Examinados, discutidos e votados, deliberaram aprovar por unanimidade e sem ressalvas o Balanço Patrimonial, as demonstrações financeiras, o relatório e contas da diretoria do exercício encerrado em 31/12/2011, devidamente auditados, bem como os atos dos administradores, com abstenção dos legalmente impedidos. Na sequencia, foi feita a leitura das considerações da Administração abrangendo o exercício de 2012, expondo as principais realizações e perspectivas da Cia., documento esse que ficará arquivado na sede da sociedade. Em seguida o Sr. Presidente esclareceu que o Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, das Mutações do Patrimônio Líquido, do Valor Adicionado, Demonstrativo de Fluxo de Caixa, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2012, ou seja, os documentos referidos no art. 133 da Lei 6404/76 foram publicados no DOESP e no Jornal DCI, de São Paulo, no dia 04/07/2013, conforme parágrafo 3º do art. 133 da Lei 6404/76, e estavam à disposição dos acionistas, tendo sido procedida as respectivas leituras de tais documentos. Examinados, discutidos e votados, deliberaram aprovar por unanimidade e sem ressalvas o Balanço Patrimonial, as demonstrações financeiras, o relatório e contas da diretoria do exercício encerrado em 31/12/2012, devidamente auditados, bem como os atos dos administradores, com abstenção dos legalmente impedidos. Passando ao item “2” da ordem do dia, o Sr. Presidente esclareceu que, conforme consta das demonstrações financeiras, o prejuízo líquido apurado no exercício terminado em 31/12/2011 foi de R$ 291.692,87, foi aprovada por unanimidade a sua manutenção na conta de Prejuízos Acumulados para compensação com futuros lucros. Na sequência o Sr. Presidente esclareceu que, conforme consta das demonstrações financeiras, o prejuízo líquido apurado no exercício terminado em 31/12/2012 foi de R$ 361.110,64, foi aprovada por unanimidade a sua manutenção na conta de Prejuízos Acumulados para compensação com futuros lucros. Passando ao item “3” da ordem do dia, o Sr. Presidente solicitou que se procedesse à eleição dos membros da Diretoria para o mandato que se estenderá até abril de 2016, tendo sido eleitos os seguintes senhores: para Diretor Presidente: Joaquim Augusto Bravo Caldeira, CI-RG nº 1.126.655-SSP/SP, CPF nº 014.859.388-72 e para Diretor Vice Presidente: Fernando Whitaker de Souza Dias, CI-RG nº 12.633.699-4-SSP/SP, CPF nº 114.513.208-17. Em seguida foi aprovada por unanimidade a não instalação do Conselho Fiscal, ficando, dessa forma, prejudicada a sua eleição. Nada mais havendo a tratar, foi suspensa a sessão para lavratura da presente ata, que foi feita em livro próprio e que, depois de lida em sessão reaberta, foi aprovada por unanimidade. Eu, Fernando Whitaker de Souza Dias, secretário, escrevi a presente ata que vai por mim assinada, pelo presidente da assembléia e pelos acionistas presentes. a) Joaquim Augusto Bravo Caldeira - Presidente da Assembléia; Fernando Whitaker de Souza Dias - Secretário da Assembléia; Acionistas: p/ Itaiquara Alimentos S.A.: João Guilherme Figueiredo Whitaker - Diretor Presidente. Fernando Whitaker de Souza Dias - Secretário da Assembléia. Jucesp nº 300.956/13-7 em 07/08/2013.Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO ESTADO VERNO DO ESTA DE SÃO PAULO

FDE AVISA Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 36/00588/13/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE MESA ACESSÍVEL PARA ALUNO EM CADEIRA DE RODAS - MF- 04. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Mesa Acessível para Aluno em Cadeira de Rodas - MF- 04. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 14/08/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 28/08/2013, às 10:00 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 14/08/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. BARJAS NEGRI Presidente

ASSOCIAÇÃO PAULISTANA DOS CONDUTORES DE TRANSPORTE COMPLEMENTAR DA ZONA LESTE Comunicado Através do presente, os Senhores Wilson Roberto Ribeiro, Edivaldo Nascimento Barboza, Leonardo Nunes de Assis, Marcelo Paschoal Cardoso, Luiz Carlos Calegari, Juberto Lucas de Lima, representando a ASSOCIAÇÃO PAULISTANA DOS CONDUTORES DE TRANSPORTE COMPLEMENTAR DA ZONA LESTE e respectivamente as garagens GI, GII, GIII e o Senhor Willamys da Silva Bezerra, representando a COOPERALFA – COOPERATIVA DE TRABALHO DOS CONDUTORES AUTÔNOMOS, vêm tornar público que, no dia 24 de julho de 2013, foi encaminhado pela empresa dos Correios, carta com Aviso de Recebimento AR nº 440556146-BR, aos cuidados do Conselho de Administração da FECOOTRANSP – FEDERAÇÃO DAS COOPERATIVAS DE TRANSPORTE DO ESTADO DE SÃO PAULO, Ofício de Solicitação de Desvinculação ao quadro de filiados desta entidade, conforme previsto no artigo 10º do fulcro Estatuto Social da FECOOTRANSP, aos representantes e entidades supramencionadas, solicitando ainda a devida averbação ao Livro de Matrículas da mesma. Comunicam, ainda, que serve este, para tornar público que a referida FEDERAÇÃO, a partir do dia 12 de julho de 2013, não mais terá representatividade sobre os interesses das entidades acima mencionadas. São Paulo, 12 de agosto de 2013. Associação Paulistana dos Cond. Transp. Compl. Zona Leste - Líder. WILSON ROBERTO RIBEIRO - Diretor-Presidente.

Edukar Educação e Formação Profissional S.A. CNPJ: 16.854.555/0001-30 - NIRE: 3530044390-0 Ata da 2ª Assembleia Geral Extraordinária Data, Hora e Local: 28/05/2013, 16:00, na sede da companhia, na R. José Maria Lisboa, 860, cj. 82, São Paulo - SP. Convocação e Presença: dispensadas, conforme artigo 124, §4º, da Lei 6.404/76. Mesa: Pres.: Roberto Felipe Tesch; Sec.: Renato De Vita. Ordem do Dia: deliberar sobre (i) aumento do capital social; (ii) remuneração dos Diretores; (iii) alteração do §5º do Cap. 10 do Estatuto; (iv) consolidar o Estatuto Social. Deliberações: foi deliberado, por unanimidade: (i) Aumento do capital social, de R$30.110,00, para R$140.643,41, mediante a emissão de 10.497 ações preferenciais, nominativas e sem valor nominal Classe Investidores (“Ações”), pelo preço de emissão de R$10,53 cada, totalizando R$110.533,41, sendo (a) 1.000 Ações subscritas por Bruno Semino, totalizando R$10.530,00; (b) 9.496 Ações subscritas por Leonardo Vittorio Mantovani Teixeira, totalizando R$ 99.992,88; e (c) 1 Ação subscrita por Renato De Vita, totalizando R$10,53, todas integralizadas mediante capitalização dos valores da conta de AFAC. (ii) Estabelecimento da remuneração mensal de R$3.000,00 para os Diretores Renato De Vita, Eva Chaska Uchitel Tesch e Felipe Tesch, permanecendo a remuneração mensal de R$690,00 para os demais Diretores. (iii) Adequação do §5º do Cap. 10 do estatuto; (iv) Consolidação do Estatuto Social. Encerramento e Aprovação da Ata: Nada mais a ser tratado, foi encerrada a Assembleia Geral, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. São Paulo, 28/05/2013.

PREFEITURA MUNICIPAL DE BIRIGUI

RETI-RATI do EDITAL Nº 084/2.013 RP de PREGÃO PRESENCIAL Nº 064/2.013. OBJETO:Face a exclusão da cláusula 6.3.1.2 do edital, fica alterada a data de abertura para 29/08/2013, as 08:00 horas, permanecendo as demais condições do Edital do Pregão Presencial nº 064/2.013, Registro de Preços para aquisição de óleos lubrificante, óleo hidráulico, graxa para rolamento e fluído de freio, destinados à secretaria de serviços públicos, água e esgoto, pelo período de 12 (doze) meses. Melhores informações poderão ser obtidas junto a Seção de Licitações na Rua Santos Dumont nº 28, Centro, ou pelos telefones (018) 3643-6126. O Edital e sua retificação poderão ser lidos naquela Seção e retirado gratuitamente no site www.birigui.sp.gov.br. Paulo Roberto Bearari, Prefeito Municipal - Interino, Birigui, 13/08/2.013.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 13 de agosto de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Banicred Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Filizola S.A. Pesagem e Automação. Rua João Ventura Batista, 450-C – Vila Guilherme - 1ª Vara de Falências. Requerente: Itema Indústria e Comércio de Aviamentos de Malhas Ltda. Requerido: Danupe Confecções Ltda. Rua Cabinari, 437 – Sala 3 – Vila Formosa - 2ª Vara de Falências. Recuperação Judicial Requerente: Waideman Comércio, Importação e Exportação de Produtos Eletro Eletrônicos Ltda. Requerido: Waideman Comércio, Importação e Exportação de Produtos Eletro Eletrônicos Ltda. Rua Monte Serrat, 399 – Conjunto 2 – Tatuapé. Requerente: Vencedor Comércio, Papelaria e Tecnologia Ltda. ME. Requerido: Vencedor Comércio, Papelaria e Tecnologia Ltda. ME. Rua Monte Serrat, 399 – Conjunto 1 – Tatuapé - 2ª Vara de Falências.

ABERTURA DE EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 023/2013 A Prefeitura torna público que se acha reaberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 23/13, que cuida da “Aquisição de “Vale -Transporte” das linhas intermunicipais das empresas prestadoras de serviços de passageiros aos funcionários da Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba”, com encerramento dia 26/08/2013, às 15h30, e abertura às 16h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 13 de agosto de 2013. PREGÃO Nº 085/2013 A Prefeitura torna público que se acha reaberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 85/13, que cuida da “Contratação de empresa especializada na realização de exames de eletroencefalograma sem sono induzido e com sono induzido”, com encerramento dia 23/08/2013, às 15h30, e abertura às 16h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 12 de agosto de 2013. PREGÃO (REGISTRO DE PREÇOS) Nº 092/2013 A Prefeitura torna público que se acha reaberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nº 92/13, que cuida da “Contratação de empresa especializada na prestação de serviço de arbitragem na modalidade futebol de salão”, com encerramento dia 23/08/ 2013, às 8h, e abertura às 8h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 12 de agosto de 2013. PREGÃO Nº 116/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 116/13, que cuida da “Aquisição de escadas para uso no setor de elétrica, atendendo a demanda dos serviços executados evitando acidentes”, com encerramento dia 26/08/2013, às 8h, e abertura às 8h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 13 de agosto de 2013. PREGÃO Nº 126/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 126/13, que cuida da “Aquisição de 01 (um) veículo tipo picape”, com encerramento dia 23/08/2013, às 14h, e abertura às 14h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 12 de agosto de 2013. PREGÃO Nº 142/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 142/13, que cuida da “Aquisição de materiais de construção a serem utilizados nas obras no Distrito de Moreira César”, com encerramento dia 26/08/2013, às 14h, e abertura às 14h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 13 de agosto de 2013.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO ESTADO VERNO DO ESTA DE SÃO PAULO

FDE AVISA CONCORRÊNCIAS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Construção de Prédio Escolar em Estrutura Pré-Moldada de Concreto: CONCORRÊNCIA Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/03267/13/01 - Terreno B. Alto Jaraguá - Rua Juvenal Bastos Esq.c/ R. Carlos Pereira Bicudo, s/nº - Parque Jaraguá - Bauru/SP - 270 - 3.453,91 - R$ 529.485,00 - R$ 52.948,00 - 09:30 - 16/09/2013. 69/03272/13/01 - Terreno Jd. Wenszel/Jd. Santa Elisa - Avenida 40, s/nº - Jardim Wenzel - Rio Claro/SP - 270 - 3.453,91 - R$ 526.720,00 - R$ 52.672,00 - 10:00 - 16/09/2013. 69/03273/13/01 - Terreno Jd. Picerno / Bordon - Avenida Manuel Alves Esq. Rua Santo Denadai Netto, s/nº - Residencial Bordon Sumaré/SP - 210 - 3.453,91 - R$ 580.867,00 - R$ 58.086,00 - 15:00 - 16/09/2013. 69/03335/13/01 - Terreno Jd. Sta Terezinha I - Rua Profª Olivia Campanha Affonso do Amaral (Antiga Rua 2), s/nº - Cep: 17240-000 Jardim Santana - Bocaina/SP - 210 - 3.165,88 - R$ 600.680,00 - R$ 60.068,00 - 15:30 - 16/09/2013. 69/03359/13/01 - Terreno Jd. Boer - Rua Otimismo/Rua Glória/ Rua Bom Recreio, s/nº - Jardim Boer - Americana/SP - 270 - 3.165,88 R$ 492.966,00 - R$ 49.296,00 - 16:00 - 16/09/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 14/08/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sextafeira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Os interessados poderão adquirir o CD-ROM referente às Planilhas, ao custo de R$ 3,00 (três reais), na SEDE DA FDE, de segunda a sextafeira, dentro do horário de expediente, das 08:30 às 17:00 horas. Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

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FDE AVISA TOMADA DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/03120/13/02 - EE Jd. São Francisco - Rua Thomaz Zonfrille, 124 - Cep: 19880-000 - Jd. São Francisco - Cândido Mota/SP; EE Santo Hino - Rua Massae Hino, 350 - Cep: 19880-000 - Porto Almeida - Cândido Mota/SP - 120 - R$ 111.545,00 - R$ 11.154,00 - 14:00 - 30/08/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 14/08/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sextafeira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Os interessados poderão adquirir o CD-ROM referente às Planilhas, ao custo de R$ 3,00 (três reais), na SEDE DA FDE, de segunda a sextafeira, dentro do horário de expediente, das 08:30 às 17:00 horas. Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

Boulevard Jardins Empreendimentos e Incorporações S.A. CNPJ/MF nº 07.153.900/0001-18 - NIRE 35.3.00.322266 Edital de Convocação - Assembléia Geral Extraordinária Ficam convocados os acionistas detentores de ações ordinárias e ações preferencias classe A da Boulevard Jardins Emp. e Incorp. S.A., para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária, a se realizar em 2ª convocação aos 19.08.2013, às 10h, na sede de sua acionista GP Desenvolvimento - FIP, localizada na Capital do Estado de SP, na Av.Pres. Juscelino Kubitschek, 50, 4º and., V. Nova Conceição, 04543-011, com a seguinte Ordem do Dia: (i) dar ciência da sentença arbitral proferida em 07.06.2013, pelo Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil - Canadá, Arbitragem nº 44/ 2010; (ii) consolidar a resolução do Acordo de Acionistas, determinada por decisão do Tribunal Arbitral; (iii) extinguir o Conselho de Administração; (iv) ratificar os atos praticados pelos atuais membros da Diretoria, da data da sentença, até a data em que se realizar a presente assembleia; (v) reeleger/eleger novos membros da Diretoria; (vi) alterar a sede social; (vii) alterar o estatuto social, tendo em vista as deliberações supra, e consolidá-lo em sua nova redação. SP, 12.08.13. Jorge Carlos Nuñez-Pres. do Cons.de Administração. (13, 14 e 15)

PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO TOMADA DE PREÇOS Nº 15/2013 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 15/2013, que objetiva a aquisição de medicamentos, por fornecimento parcelado e a pedido. O edital poderá ser retirado diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 17:00 horas, de segunda a sexta-feira. Será exigido cadastramento prévio. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 13:30 horas do dia 03/09/2013 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 14:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 13/08/2013. Paulo César Borges – Prefeito Municipal.

RB Capital Desenvolvimento Residencial I S.A.

NIRE 35.300.349.814 - CNPJ/MF nº 09.208.516/0001-09 Extrato da Ata de Assembleia Geral Extraordinária de 13/08/2013 Data, Hora e Local: 13/08/2013, às 09hs, na sede social, Rua Amauri, nº 255, 5º and., parte, SP/SP. Convocação: Dispensada (§ 4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76). Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Presidente: Régis Dall’Agnese; e Secretário: Marcelo Meth. Deliberações Aprovadas por Unanimidade: Redução do capital social, atualmente em R$ 25.906.161,21, para R$ 1.748.531,49, uma redução, de R$ 24.157.629,72, sendo R$ 6.157.629,72 para absorção da totalidade dos prejuízos acumulados, e R$ 18.000.000,00 por considerá-lo excessivo em relação as suas atividades. Não haverá o cancelamento de ações por conta da redução de capital, os valores devidos aos acionistas deverão ser pagos em moeda corrente nacional. Alterando-se o caput do Artigo 5º do Estatuto Social: “Art. 5º: O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 1.748.531,49, representado por 619.072.293 ações ordinárias, todas nominativas escriturais e sem valor nominal”. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. São Paulo, 13 de agosto de 2013. Mesa: Régis Dall’Agnese - Presidente da Mesa, Marcelo Meth - Secretário da Mesa.

registrado em maio de 2007, com 169,5 mil toneladas. As exportações brasileiras de julho somaram US$ 577,9 milhões, contra US$ 489,3 milhões em junho, aproximando-se da maior receita da história da indústria de bovinos do Brasil, registrada em outubro de 2012, que foi de US$ 598,9 milhões. No acumulado do ano, as exportações brasileiras de carne bovina somaram

exatos US$ 3,579 bilhões, 14,5% acima do mesmo período do ano passado. Em volume, houve crescimento de 21%, para 807,2 mil toneladas nos sete primeiros meses do ano. "Hong Kong mantém o posto de principal comprador da carne brasileira, com um crescimento de 71% no total de toneladas do produto adquiridas", informou a Abiec, em nota. (Reuters)

Companhia Mutual de Seguros CNPJ 75.170.191/0001-39 - NIRE 35300333047 Em 18/04/2013, às 15h, na sede social.Presenças: Compareceu o Diretor-Presidente, Senhor MaurícioTadeu Di Giorgio, e o Diretor Executivo, Senhora Cláudia Maria Brandão Zalaf. Mesa: Maurício Tadeu Di Giorgio - Presidente e José Carlos Ferreira - Secretário. Deliberações Unânimes: “Capítulo I - Constituição da Ouvidoria - Por decisão da Diretoria da Companhia Mutual de Seguros, doravante denominada simplesmente Mutual, foi instituída sua Ouvidoria na forma da legislação em vigor. Art. 1º - A Ouvidoria decorre do interesse da Mutual em estabelecer com seus segurados/clientes um canal direto de comunicação para atuar na defesa dos seus direitos na relação contratual, orientando, prevenindo e solucionando conflitos, nos termos da Resolução CNSP nº 279, de 2013. Art. 2º - São objetivos da Ouvidoria: I - Viabilizar um canal adicional de comunicação direta entre a Mutual e os consumidores (segurados e/ou clientes) em situações diferentes daquelas tratadas pelo SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) e Call Center:r II - Atuar na defesa dos direitos dos consumidores, com o objetivo de assegurar a estrita observância das normas legais e regulamentares relativas aos direito do consumidor; III - Atuar como canal de comunicação entre a Mutual e seus consumidores, na mediação de conflitos, esclarecendo, prevenindo e solucionando conflitos; IV - Reverter eventuais percepções negativas e aumentar o nível de satisfação de seus clientes, por intermédio de processo transparente e imparcial de resoluções de conflitos; V - Reduzir a necessidade dos segurados/clientes recorrerem aos órgãos reguladores, Poder Judiciário e órgãos de proteção e defesa do consumidor;VI - Identificar eventuais pontos de conflito e propor soluções para a melhoria das relações entre as partes. Capítulo II - Do Cargo de Ouvidor, Competência dos Limites de Atuação do Ouvidor - Art. 3º - O cargo de Ouvidor e a própria Ouvidoria estão ligados à Presidência da Mutual, sendo, portando, o Ouvidor subordinado diretamente ao Presidente.Parágrafo único - Integram a equipe da Ouvidoria, além do Ouvidor, mais uma pessoa, ligada diretamente a ele, bem como profissionais em cada área da Mutual, que fazem atendimento matricial. Art. 4º - Para atender os objetivos e desempenhar as atribuições da Ouvidoria, a Diretoria da Mutual, em reunião, deliberou pela fixação de alçada financeira para limitar a decisão do Ouvidor, que só poderá apreciar e resolver reclamações em que o valor total do direito discutido seja de até R$100.000,00, por sinistro. Art. 5º - A Ouvidoria da Mutual não terá competência para receber, analisar ou propor soluções nas manifestações cujo objeto exceda a alçada indicada no art.4º.Art.6º - A Ouvidoria da Mutual também não terá competência para receber, instruir, analisar ou propor solução a questões e/ou reclamações relacionadas: a) funcionários, prestadores de serviços, colaboradores e membros de sua Diretoria; b) fornecedores, prestadores de serviços; distribuidores de seus produtos e/ou corretores de seguros;e c) solicitações de demandas que versar sobre questões que estiver em discussão no Poder Judiciário.Capítulo III - Dos Requisitos para o Cargo de Ouvidor e do Mandato de Ouvidor - Art. 7º - O cargo de Ouvidor será exercido por profissional devidamente habilitado que detenha conhecimentos nas atividades de seguro, desenvoltura para se comunicar com as diversas áreas da Mutual, sensibilidade para compreender os problemas dos consumidores, e, ao mesmo tempo, as limitações da Mutual. Art. 8º - O mandato do Ouvidor será de 2 anos, contados de sua nomeação, admitida a recondução do titular ao cargo, sucessivamente, sem limite de tempo. § 1º - Em qualquer tempo, por deliberação da Diretoria da Mutual, o Ouvidor poderá ser destituído de sua função.§ 2º - Será resguardado ao Ouvidor o direito de solicitar o afastamento de suas funções, em caráter provisório ou definitivo, desde que comunique sua vontade à Diretoria da Mutual com antecedência mínima de 30 dias da data do seu afastamento. § 3º - Em caso de ausência temporária do Ouvidor, em função de férias, licenças, viagens, e outros, que signifiquem afastamentos por período superior a 7 dias, responderá pela Ouvidoria o funcionário da equipe do Ouvidor por ele indicado. § 4º - Nas hipóteses previstas nos parágrafos 1º e 2º acima, será nomeado, pela Diretoria, um substituto interino para conduzir a Ouvidoria da Mutual, que permanecerá no exercício das funções até nomeação de novo Ouvidor. § 5º - O Ouvidor substituto ficará investido de poderes para exercício de suas funções, logo após a sua nomeação, pelo período de 1 ano, nos mesmos termos indicados neste artigo. Capítulo IV - Das Atribuições da Ouvidoria - Art. 9º - São atribuições da Ouvidoria: I - Receber, registrar, instruir, analisar e dar andamento formal e adequado às reclamações dos consumidores de produtos e serviços da Mutual que não forem solucionados pelo atendimento habitual realizado por suas dependências e quaisquer outros canais de atendimento; II - Facilitar e simplificar ao máximo o acesso do consumidor ao serviço de Ouvidoria e prestar esclarecimentos necessários e dar ciência aos reclamantes, com clareza e objetividade, acerca do andamento desuasdemandasedasprovidênciasadotadasnaprevenção/resoluçãodeconflitos,agindocomintegralidade,transparênciaeimparcialidade; III - Informar aos reclamantes o prazo previsto para resposta final, o qual não poderá ultrapassar 15 dias, contados da data de protocolização da reclamação; IV - Encaminhar resposta conclusiva à demanda dos reclamantes até o prazo informado no inciso III;V - Propor à Diretoria da Mutual medidas corretivas ou de aprimoramento de procedimentos e rotinas, em decorrência da análise das reclamações recebidas e deficiências identificadas; VI - Nos casos indicados nos artigos 4º, 5º e 6º, nos quais a Ouvidoria estiver impedida de deliberar sobre a reclamação, o Ouvidor deverá direcionar a reclamação à Diretoria da área envolvida na reclamação para solução;VII - Elaborar e encaminhar à Diretoria da Mutual, ao final de cada semestre, relatório validado pela auditoria interna com o seguinte conteúdo mínimo: a) qualidade e adequação da estrutura da Ouvidoria; b) dados e informações sobre a eficácia dos sistemas e procedimentos da Ouvidoria; c) estatísticas das ações desenvolvidas pela Ouvidoria em bases mensais e anuais, comparadas com os mesmos períodos do ano anterior; d) proposições de que trata o inciso V, mencionando a periodicidade e a forma de seu encaminhamento, discriminando as propostas não acatadas e respectivas justificativas, as acatadas e ainda não implementadas e respectivos prazos para implementação, e as já implementadas; e e) cumprimento dos demais requisitos estabelecidos na Resolução CNSP nº 279, de 2013. VIII - Manter sistema de controle atualizado das reclamações recebidas, de forma que possam ser evidenciados o histórico de atendimentos e os dados de identificação dos consumidores de produtos e serviços, com toda a documentação e as providências adotadas. IX - Manter arquivo de todos os controles, processos e relatórios que trata o inciso VII, pelo prazo mínimo de 5 anos. Parágrafo único - O Ouvidor não está habilitado a resolver eventuais reclamações oriundas de Reclamantes com quem tenha vínculo parentesco até o 2º grau, ascendentes ou descendentes, ou ainda em causa própria. CapítuloV - Das Obrigações da Mutual - Art. 10º - São Obrigações da Mutual: I - Dar ampla divulgação aos consumidores sobre a existência da Ouvidoria, finalidade e forma de utilização; II - Garantir o acesso dos consumidores de produtos e serviços ao atendimento da Ouvidoria, por meio de canais ágeis e eficazes, respeitados os requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, na forma da legislação vigente;III - Criar condições adequadas para o funcionamento da Ouvidoria, bem como para que sua atuação seja pautada pela transparência, independência, imparcialidade, isenção e comprometimento com a defesa dos direitos dos consumidores; IV - Assegurar o acesso da Ouvidoria a todos os seus departamentos e informações necessárias para a elaboração da resposta adequada às reclamações recebidas, com total apoio administrativo, podendo requisitar informações e documentos para o exercício de suas atividades.CapítuloVI - Das Instâncias Internas - Art.11 - Para fornecer respostas aos segurados/clientes, visando o bom desenvolvimento de suas ações, e para fornecer respostas e soluções aos pleitos, a Ouvidoria contatará com as seguintes instâncias internas, dentro das áreas envolvidas: I - A área onde for apontada a situação; e II - A Gerência, Superintendência e/ou Diretoria responsável pela área. Art. 12 - Não havendo resposta ou solução aplica-se o disposto no inciso IV do artigo 2º deste Regulamento. 1º - Caso o valor em discussão supere a alçada da Ouvidoria, o Ouvidor poderá propor que o assunto seja levado a Comitê, que será composto pela Presidência, Diretoria Executiva e Ouvidor, com decisão de maioria simples.Na ausência de um dos membros, será indicado por este seu substituto, que terá o mesmo direito de voto decisório.CapítuloVII - Dos Requisitos para Recorrer à Ouvidoria das Solitações e Documentação - Art. 13 - O consumidor poderá recorrer à Ouvidoria a qualquer tempo, desde que esgotadas as vias de reclamação na Central de Atendimento da Mutual. Parágrafo único - Considerar-se-á esgotada a via de reclamação nas seguintes hipóteses:I - Quando houver decisão da Diretoria para que a manifestação seja tratada pela Ouvidoria, observado o valor da alçada; II - A manifestação tenha sido apresentada a algum canal/via da Mutual há mais de 10 (dez) dias úteis, sem qualquer manifestação; e III - Quando a solução dada à reclamação atendida pela Central de Atendimento ou em quaisquer níveis de atendimento não tenha atendido às expectativas do cliente.Art.14 -Todas as solicitações à Ouvidoria serão documentadas em ordem cronológica, cujo registro deverá constar: I - data do recebimento da demanda; II - número do protocolo de atendimento; III - nome do solicitante; IV - endereço, telefone/e-mail do solicitante; V - proveniência da demanda; VI - área envolvida; VII - resumo da situação apresentada; VIII - resposta; e IX - data da resposta. Parágrafo único: O processo terá tramite imediato e tem prazo de 15 dias corridos para decisão, sob a condição de que o segurado/cliente se compromete a fornecer os documentos ou informações complementares necessários à apreciação da reclamação.Nesta hipótese, o prazo de 15 dias começará a correr após a entrega da documentação/informações em ordem, sendo que somente será aceita recusa que houver fundamentada justificativa. Capítulo VIII - Do Funcionamento da Ouvidoria - Art. 15 - A Ouvidoria da Mutual funcionará de segunda às sextas-feiras, em horário comercial, e os segurados/clientes terão acesso à Ouvidoria através dos seguintes canais:I - Endereço da Mutual localizado na R. Eng. Luiz Carlos Berrini, 1681, 6º andar, Brooklin Novo, SP-SP, Cep 04571-011; II - Endereço eletrônico da Mutual “ouvidoria@mutual.com”; III - Telefone “0800-9415790 - Opção 6”; IV - O segurado/cliente poderá, ainda, acessar o link da Ouvidoria no sítio eletrônico da Mutual “www.mutual.com.br” e registrar a sua manifestação para ser atendida pela Ouvidoria; e V - A Ouvidoria, observada a situação, também poderá receber demandas/solicitações dos órgãos de Defesa do Consumidor, órgão de fiscalização e outras Ouvidorias. Parágrafo único - O recurso à Ouvidoria é gratuito. Capítulo IX - Das Disposições Finais - Art. 16 - Para obter maiores informações sobre a Ouvidoria e seu regulamento, o cliente poderá consultar o sítio eletrônico “www.mutual.com.br/atendimento/ouvidoria”. Art. 17 - Os canais de acesso à Ouvidoria (endereços, e-mails e telefones) deverão ser permanentemente atualizados junto à SUSEP. Art. 18 - Os casos eventualmente omissivos ou controversos deste Regulamento serão levados ao conhecimento da Diretoria da Mutual e por ela decididos, incluindo-se possíveis alterações que se fizerem necessárias ao desempenho adequado das atribuições do Ouvidor. Art. 19 - O presente Regulamento entrará em vigor na data de sua aprovação, criação da Ouvidoria e a nomeação do Ouvidor pela Diretoria da Sociedade.”. Em seguida, observados os requisitos legais e regimentais, foi aprovada, por unanimidade, a nomeação do Ouvidor Alex Tambelini, securitário, portador da CI nº 25140438-9, CPF nº 263.544.838-84, residente e domiciliado na Rua Barra Funda, nº 297, apto. 7-D, bairro Barra Funda, SP-SP, CEP 01152-000, com prazo de mandato de 2 anos contados a partir da presente nomeação, nos termos do artigo 8º do Regulamento ora aprovado.Nada mais.São Paulo, 18/04/2013.MaurícioTadeu Di Giorgio - Presidente - Diretor-Presidente;Cláudia Maria Brandão Zalaf - Diretora Executiva; José Carlos Ferreira - Secretário.JUCESP nº 255.975/13-2 em 04/07/2013.Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO ESTADO VERNO DO ESTA DE SÃO PAULO

FDE AVISA TOMADAS DE PREÇOS - TIPO TÉCNICA E PREÇO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica Contemplando a Documentação Relativa ao Projeto Técnico de Segurança: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 46/00533/13/02 - EE Dr. José Fornari - Rua Aparecida, 198 - Cep: 09751-330 - Baeta Neves - São Bernardo do Campo/SP; EE Profª Anesia Loureiro Gama - Rua Eduardo de Oliveira, 35 - Cep: 09608-010 - Jd. Silvestre - São Bernardo do Campo/SP - 90/180 - 10:30 - 16/09/2013. 46/00534/13/02 - EE Vicente de Carvalho - Av Puglisi, 188 - Cep: 11410-000 - Centro - Guarujá/SP - 90/180 - 11:00 - 16/09/2013. 46/00536/13/02 - Terreno Diretoria de Ensino de Santo Anastácio - Rua Osvaldo Cruz, s/nº - Vila Lunardi - Santo Anastácio/SP - 120/210 - 14:00 - 16/09/2013. 46/00595/13/02 - EE Profª Antonieta Ferrarese - Rua Matuso Matuchima, 180 - Cep: 18112-680 - Jd. São Luiz - Votorantim/SP - 120/ 210 - 14:30 - 16/09/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 14/08/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sextafeira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Os invólucros contendo a Proposta Técnica, a Proposta Comercial e os documentos de Habilitação, deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

PREFEITURA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE MONGAGUÁ/SP AVISO DE EDITAL Acha-se aberto, na Prefeitura da Estância Balneária de Mongaguá, o Pregão Presencial nº 030/2013 com Registro de Preços, Objeto: Fornecimento parcelado de combustível, 20.000 (vinte mil) litros de Óleo Diesel S10 para Abastecimento dos veículos da frota municipal, pelo período de 12 (doze) meses, conforme descrição e quantidades constantes do Anexo I – Termo de Referência, visando aquisições futuras pelo órgão interessado. O Início da sessão de lances dar-se-á às 09h30min, do dia 27 de agosto de 2013. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados, no endereço eletrônico www.mongagua.sp.gov.br, através do aplicativo “Licitações” Pregão Presencial, ou ser retirado no Departamento de Licitação, ou ainda solicitar por e-mail: licitacao@mongagua.sp.gov.br. Para qualquer esclarecimento, entrar em contato pelos telefones (13) 3445-3067 – 3445-3082.

PREFEITURA MUNICIPAL DE IPEÚNA/SP

AVISO DE LICITAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Nº 010/2013 Objeto: Aquisição de equipamentos odontológicos, destinados ao Setor de Saúde de Ipeúna. Recebimento dos envelopes: até às 8h30 do dia 29/8/13; Sessão de lances: às 9h00 do dia 29/8/213. O edital e anexos encontram-se à disposição dos interessados no Setor de Licitações da Prefeitura, situado na Rua 01, 275 – Centro, Ipeúna/SP, no horário das 8h00 às 11h30 e das 13h00 às 17h30, em dias úteis. Informações pelo telefone (19) 3576-9007 ou licitacao@ipeuna.sp.gov.br. Ipeúna, 13/8/2013. Rossane Ap. Salla – Pregoeira.

PREFEITURA MUNICIPAL DE IPEÚNA/SP

AVISO DE LICITAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Nº 011/2013 Objeto: Aquisição de diversos materiais permanentes, compreendendo: equipamentos de informática, utensílios e mobiliários, destinados ao Setor de Saúde de Ipeúna. Recebimento dos envelopes: até às 8h30 do dia 2/9/13; Sessão de lances: às 9h00 do dia 2/9/213. O edital e anexos encontram-se à disposição dos interessados no Setor de Licitações da Prefeitura, situado na Rua 01, 275 – Centro, Ipeúna/SP, no horário das 8h00 às 11h30 e das 13h00 às 17h30, em dias úteis. Informações pelo telefone (19) 3576-9007 ou licitacao@ipeuna.sp.gov.br. Ipeúna, 13/8/2013. Rossane Ap. Salla – Pregoeira.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SANTA GERTRUDES

Edital de Chamamento Público 04/2013 A Prefeitura do Município de Santa Gertrudes, com Paço Municipal à Rua 01A, 332, Centro, Santa Gertrudes/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que acha-se aberto o Chamamento Público 04/2013, que objetiva a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações, em atendimento ao Programa Nacional de Alimentação Escolar. O edital completo poderá ser retirado das 9:00 às às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira, sendo necessária a retirada no local. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e o projeto de venda deverão ser protocolados no Paço Municipal até às 08:30 horas do dia 04/09/2013 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 09:00 horas. Santa Gertrudes/SP, 13/08/2013. Danielle Zanardi Leão – Comissão de Licitações.

Compar Participações Ltda. - CNPJ/MF 02.599.547/0001-80 - NIRE 35.214.930.741 Extrato da Ata de Reunião Anual de Sócios em 30.07.2013 Data, Hora, Local: 30.07.2013, 15hs, sede social, R. dos Pinheiros 870, 20º and., cj. 203, sl. 01, SP/SP. Convocação: Dispensada. Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Presidente: Marcio Luiz Goldfarb, Secretário: Decio Goldfarb. Deliberações Aprovadas: Redução do capital social de R$ 3.545.746,00 para R$ 528.503,00, uma redução de R$ 3.017.243,00, mediante o cancelamento de parte das quotas sociais da sócia Mareasa Participações Ltda., devido ao capital ser excessivo ao objeto da sociedade. Encerramento: Nada mais. Marcio Luiz Goldfarb: Presidente, Decio Goldfarb: Secretário. Sócios: Begoldi Participações Ltda., e Mareasa Participações Ltda. p/Decio Goldfarb. Decio Goldfarb: Secretário.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Steven Grant escreveu "O Justiceiro" e a "Vida de João Paulo II". Teve a ideia de "Dose Dupla" em 1990, escreveu o roteiro em 2001 e só foi publicado em 2005.

conomia

Um insulto de US$ 1 milhão O desenhista Steven Grant vendeu sua história "2 Guns" por uma quantia "aviltante", mas, ao virar o filme "Dose Dupla", a série lhe rendeu uma fortuna. O cinema parece se tornar o destino lucrativo das histórias em quadrinhos. George Gene Gustines*

O

ito anos atrás, quando o fundador e executivo chefe da Boom Studios se ofereceu para publicar uma história em quadrinhos chamada "Dose Dupla" (em inglês, "2 Guns") – sobre dois agentes infiltrados no combate às drogas –, ele disse francamente ao autor: "O pagamento chega a ser um insulto; é aviltante". Porém, por trás do pagamento insuficiente, o CEO Ross Richie pôde oferecer ao autor Steven Grant um negócio que ainda não é comum na indústria dos quadrinhos: uma parcela significativa de qualquer adaptação para cinema, TV ou videogames que pudessem surgir. Na época, a possibilidade parecia limitada. Entretanto, em julho deste ano, "Dose Dupla" foi lançado em filme, estrelando Denzel Washington e Mark Wahlberg. Por conta do modelo da "parcela do criador" feito por Boom, Grant recebeu uma parcela do dinheiro pago pela Universal Pictures pelos direitos do filme. (O acordo ficou bem próximo dos sete dígitos, ou de US$ 1 milhão, afirmou Richie.) Denzel Washington e Mark Wahlberg em "No fim das contas, essa se "Dose Dupla" e Steven Grant, de "2 Guns". tornou a coisa mais bem sucedida que já fiz", afirmou Grant, um veterano do setor. A pri- com um faturamento superior da "Vida de João Paulo II", em meira edição da continuação a um bilhão de dólares cada. 1982. Ele teve a ideia de "Dose da HQ, "3 Guns", chega às banA Marvel, que pertence à Dupla" em meados dos anos cas em agosto e a Universal Disney, e a DC, uma unidade 1 9 9 0 , m a s n ã o e n c o n t r o u tem a opção de também trans- da Time Warner, detêm juntas quem bancasse a empreitada; formá-la em filme. quase 40% do mercado de na época os editores estavam Quando livros impressos são HQs. Editoras menores tam- interessados principalmente de avião que é capaz de cana- indústria cinematográfica e transformados em filmes, é co- bém publicam histórias de su- em quadrinhos de super-he- lizar as habilidades dos passa- dos quadrinhos o ajudou a almum que os autores se benefi- per-heróis, mas elas sabem róis. Ainda assim, ele escre- geiros. Contudo, quando "Do- cançar um status de fornececiem do acordo. Contudo, esse que precisam ir além do mode- veu o roteiro da história em se Dupla" foi lançado em 2007 dor e formador. "Uma vez que nem sempre é o caso no mundo lo de negócios tradicional se 2001 e o compartilhou ao lon- como uma série em cinco edi- Hollywood depende cada vez dos quadrinhos. Nos primór- quiserem competir com as go dos anos com amigos, in- ções ilustradas por Mateus mais dessas franquias para dios, os criadores vendiam os grandes. cluindo Richie. Santolouco, ninguém em Hol- obter bons resultados, o condireitos da obra por uma mixaNa Image Comics, que deRichie se lembrou de "Dose lywood se interessou. Em con- teúdo da Boom se torna essenria, sem sonhar com a possibili- tém uma parcela do mercado Dupla" em 2005, quando fun- trapartida, no ano seguinte, cial e ainda mais valioso", afirdade de que seus personagens inferior a 7 %, os criadores têm dou a Boom e estava em busca quando Richie estava prestes mou. "Posso ajudar Hollywood durassem anos, migrando para total controle dos persona- de quadrinhos para publicar. a vender "Dose Dupla" para a entender por que o conteúdo a televisão, o cinema e todo o ti- gens. Foi na Image que Robert "Você entende que somos outro estúdio, a Universal en- das HQs está funcionando e po de merchandising. Ou en- Kirkman publicou "The Wal- uma empresa minúscula e trou na negociação. entender o suficiente para tão, o trabalho dos criadores king Dead", que fala sobre o que não temos recursos", lem"Sempre estamos em busca abrir o terreno necessário paera considerado um "trabalho mundo dominado por zumbis, bra de ter dito a Grant, que es- de ótimos materiais, especial- ra a criação de uma boa histósob encomene a partir de Foto Sandy Huffaker/The New York Times da", de forma então comeque a proprieçou a escaladade intelecSempre estamos em da que transtual ficava nas formou a hisbusca de ótimos mãos das editória em um materiais, de coisas toras. fenômeno da que possam ser Gigantes da cultura pop. transformadas em indústria dos "The Walking quadrinhos, a Dead" obtefranquias, Marvel Enterve uma alquiJEFFREY KIRSCHENBAUM , tainment e a mia rara: é COPRESIDENTE DE PRODUÇÃO DC Entertainu m a H Q p oDA UNIVERSAL PICTURES m e n t p o spular, cujas suem editoras edições reu"butique", que dão aos criado- nidas são sucesso de vendas, res mais controle sobre a pro- inspirou livros e jogos e se priedade intelectual. Todavia, a transformou em uma série de Marvel e a DC são conhecidas TV aclamada pela crítica. principalmente pelas "HQs corOutra editora de menor porporativas" – séries com perso- te, a Dark Horse, publica managens de peso como o Ho- teriais autorais e possui acormem Aranha, o Capitão Améri- dos de licenciamento para ca, o Batman e o Super-Ho- produzir quadrinhos com permem. A vitalidade desses sonagens de "Buffy, a Caçapersonagens beneficiou princi- Vampiros" e "Guerra nas EsO editor Ross Richie aperta a mão de um fã na feira de quadrinhos Comic-Con de San Diego palmente as casas editoriais. trelas". Boom, com uma fatia A indústria dos quadrinhos de mercado de apenas 1,5%, tava igualmente desanimado mente de coisas que possam ria, além de ajudar a escolher o vendeu entre 700 e 730 mi- também faz licenciamentos, quando disse: "Está bem, é o ser transformadas em fran- roteirista certo". lhões de dólares em edições incluindo um para "Hora de seu funeral", ao aceitar a ofer- quias", afirmou Jeffrey KirsRichie, de 43 anos, também únicas e reunidas no ano pas- Aventura", baseado no dese- ta de Boom para publicar a chenbaum, copresidente de é um dos produtores de "Dose sado, mas essa soma é minús- nho do Cartoon Network. Po- HQ. produção da Universal Pictu- Dupla". Ele trabalhou ao lado cula perto dos bilhões que os rém, a editora usa o modelo da A Boom teve algum sucesso res, em uma entrevista por e- de outro produtor, Adam Siesuper-heróis faturam nas bi- " p a r c e l a d o c r i a d o r " p a r a ao atrair Hollywood para suas mail. Além disso, o roteiro com gel, para encontrar um autor lheterias do mundo todo: "Os atrair autores como Grant. propriedades. Em 2006, de- dois personagens principais que traduzisse os quadrinhos Vingadores" "Homem de FerGrant, de 59 anos, escreveu pois de uma guerra de lances, de "Dose Dupla" oferecia uma na forma de roteiro: Blake ro 3" e "Batman – O Cavaleiro para muitas editoras, incluin- a Universal comprou "Tag", boa oportunidade de colocar Masters, criador do drama do das Trevas Ressurge" estão do a Marvel, onde escreveu que fala sobre uma antiga lado a lado dois atores do pri- horário nobre "Brotherhood". entre os 10 filmes de maior bi- edições de "O Justiceiro" e a re- maldição, e "Talent", sobre o meiro escalão. A Boom começou bem – com lheteria da história do cinema, verente edição em 64 páginas sobrevivente de um acidente A experiência de Richie na duas séries, "Hero Squared",

uma visão irônica dos superheróis feita por Giffen e J.M. DeMatteis, e a antologia "Zombie Tales". Em 2009, a Boom lançou o hit "Irredeemable", escrito por Mark Waid e ilustrado por Peter Krause, sobre um super-herói que se tornou um supervilão. Atualmente, as revistas da editora incluem títulos como "Next Testament", uma fantasia dark escrita por Clive Barker; "Steed and Mrs. Peel", sobre os espiões da série britânica de TV dos anos 1960; e "SixGun Gorilla", uma ficção científica épica. No entanto, um dos maiores sucessos é "Hora de Aventura", publicada pela marca infantil da empresa. Em julho, a série venceu um Eisner Award, o equivalente ao Oscar do setor, na categoria "melhor publicação infantil". "Certamente 'Hora de Aventura' é nosso campeão de vendas", afirmou Richie. Entretanto, ele não é o tipo de pessoa que se dá por satisfeita. Ele fala com orgulho da aquisição feita em julho da Archaia Entertainment, especializada em edições especiais em capa dura e que publica "Mouse Guard", sobre um mundo medieval povoado por ratos. Ele também destaca o licenciamento para a produção de quadrinhos como "Sons of Anarchy", que começa em setembro e irá contar histórias que se passam entre os episódios da série do FX. "Sempre farei o possível para reinventar o que fazemos", afirmou. "Se o melhor que fizemos já ficou para trás, estamos fazendo o quê? Quem fará o novo 'Walking Dead'? O próximo 'Watchmen'? O próximo 'Hellboy'?", questionou. "As melhores HQs ainda não foram feitas." *New York Times


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Diário do Comércio - 14/08/2013 by Diário do Comércio - Issuu