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Diário do Comércio - 14/06/2011

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Jornal do empreendedor

Ano 86 - Nº 23.393

R$ 1,40

Procon quer que Eletropaulo dê luz

Estamos de site novo dcomercio.com.br Conclusão: 23H55

www.dcomercio.com.br

São Paulo, terça-feira, 14 de junho de 2011

Fundação pede intervenção. Pág. 10

Por R$ 83 mi, Magazine Luiza leva 121 lojas do Baú. Página 13 Nelson Almeida/AFP

14,8 bilhões em compras na internet

Na loja virtual, receber vai além do dinheiro. O faturamento do e-comerce cresce 40% ao ano desde 2001. Em 2010, 23 milhões fizeram compras na web. Nesse universo, saber escolher o melhor formato para as operações financeiras é fundamental – as ferramentas oferecem várias opções de vendas, gerenciamento de risco e até marketing. Pág. 23

Indústria recebe encomendas do comércio, contra previsões. Pág. 15

Lá vem a noiva de 2012

Moisés Rabinovici

Desacelerando com o pé no acelerador

Asus vive na nuvem. Da tecnologia Fomos conhecer a gigante de Taiwan, na vanguarda digital. Pág. 22

Daniela Souza/Folhapress

O estilista Samuel Cirnansck subiu às lágrimas na passarela da 31ª SPFW. Acabava de mostrar sua noiva ousada, inspirada no casamento real e no dia de ontem, Sto. Antônio. dcomercio.com.br

Thales Stadler/AE

Paixão por bike até surgir um ônibus A rotina do presidente da Lorenzetti, Antonio Bertolucci, 68, foi cortada bruscamente, na av. Sumaré. Um ônibus o matou. Pág. 10 Celso Junior/AE

HOJE Dia ensolarado. Pode chover à noite. Máxima 21º C. Mínima 12º C.

AMANHÃ Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 22º C. Mínima 11º C.

ISSN 1679-2688

23393

9 771679 268008

Agora, os homens apelam a Sto. Antônio No dia do santo casamenteiro, fiéis lotaram a Igreja do Pari. Pág. 11

Uma nova relação de poder no Planalto Dilma cumprimenta a nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, diante de Gleisi, da Casa Civil. Págs. 5 e 6


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Se o fator previdenciário não é uma solução, alguma terá de ser encontrada para substituí-lo. Roberto Fendt

pinião

A questão é crítica para a previdência geral e para a dos servidores. O governo passado e o atual não moveram uma palha para regulamentar a previdência complementar dos servidores.

PAULO SAAB

O DESMANCHE QUE ELEGEU DILMA Dilma chegou ao poder porque a lista de candidatos do PT esvaiu-se no pecado da gula. Parece que a mesma falta limitará ainda mais os quadros à disposição dela.

É

A ILHA DA TRANQUILIDADE

D

eve ser creditado à senhora presidente Dilma Rousseff o esforço de manter a sanidade de nossos principais indicadores fiscais. Com uma base de sustentação maior do que a torcida do Corínthians, cuja demanda por recursos parece não ter limites, é a perseverança da senhora presidente que está permitindo colher bons resultados na economia e a tranquilidade nos mercados. Essa tranquilidade, provada pela repercussão zero da saída do ex-ministro Antonio Palocci, repousa nos bons resultados da economia, à medida que nos aproximamos do fim do primeiro semestre da atual gestão. Se algum indicador serve para, individualmente, apreciar como vai a economia, esse indicador é a relação dívida/PIB. Essa relação é crítica e seguida de perto pelos analistas, porque é ela que aponta a solvência do País. Tivemos, recentemente, três momentos importantes na trajetória da razão dívida/PIB. O primeiro, quando às vésperas da crise financeira internacional de 2008, a razão dívida/PIB caiu do patamar de 50% para o indicador confortável de 37,5%. O segundo veio com a própria crise. Com a receita fiscal em queda e o aumento anticíclico da despesa, a razão voltou a crescer. Finalmente, graças à recuperação do crescimento da receita tributária pós-crise, a razão veio a estabilizar-se no patamar de 40%. O mérito da senhora presidente reside em evitar

ROBERTO FENDT uma nova recaída da relação entre a dívida e o PIB aos valores inferiores a 40%. Para isso, vem segurando o crescimento dos gastos com pessoal e despesas previdenciárias, e com o investimento abaixo da inflação. Manter essa postura no restante do ano, e nos anos restantes do seu mandato, é o grande desafio da presidente Dilma Rousseff. Isso porque há muitas armadilhas no caminho e estamos nos aproximando delas.

A

curto prazo, o desafio maior é manter as despesas com pessoal e previdenciárias abaixo da inflação, que se pretende em queda em 2012. Desafio em dobro, já que a maioria dos grandes dissídios se dará em setembro próximo, no auge da inflação de 12 meses, e o ano se inicia com um aumento do salário mínimo de pelo menos 14%. Mas esses são eventos circunstanciais, talvez contornáveis pela determinação da senhora presidente. Os desafios maiores, porque podem contaminar o restante do

mandato, estão ainda por vir. Refiro-me especificamente à questão do chamado fator previdenciário e as fortes pressões das centrais sindicais por sua eliminação.

E

m entrevista recente, o senhor ministro da Previdência, Garibaldi Alves, afirmou que a grande missão que lhe foi conferida pela senhora presidente é extinguir o fator previdenciário. Até aí, tudo bem, já que é consensual o reconhecimento de que o fator foi criado para evitar o crescimento explosivo do déficit da previdência social. Como o próprio ministro apontou, é preciso criar-se uma alternativa para determinar o momento da aposentadoria. A questão é crítica, para a previdência geral e para a dos servidores, em particular. No caso desta última, tanto o governo passado como o atual não moveram uma palha para regulamentar a previdência complementar dos servidores. Esse sistema complementar foi aprovado pelo Congresso, em 2003, nos arroubos reformistas do primeiro governo Lula e posteriormente arquivado. Apenas para

enfatizar o problema que já se tem, basta dizer que a previdência dos 950 mil servidores gera um déeficit de R$ 52 bilhões, enquanto o regime geral previdenciário dos trabalhadores do setor privado acarreta, no sistema atual, um déeficit de R$ 24 bilhões. Somados, os dois regimes já têm um déficit de R$ 76 bilhões – que aumentará muito com o reajuste do salário mínimo no início de 2012. Se o fator previdenciário não é uma solução, alguma terá de ser encontrada para substituí-lo. Há uma alternativa proposta para remediar o problema, a chamada regra 85/95, em que os números 85 e 95 correspondem, respectivamente, à soma da idade da aposentadoria com a do tempo de trabalho, para mulheres e homens.

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problema, como reconhece o ministro, é que não há massa crítica de apoios para colocar na mesa a proposta para discussão. Quando haverá? Se à questão previdenciária não for dada resposta, estaremos acumulando um problema crescente para o futuro. Por enquanto, a senhora presidente, com sua determinação, conseguiu varar o curto prazo. O problema está no longo prazo – onde só ficará a ilha da tranquilidade se forem encaminhadas soluções para os nossos problemas estruturais. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

notória a falta de memória no País. Cantada em verso e prosa, ela é vitima de si mesma. E se acaba esquecendo, pela falta de memória, a história recente. A atual presidente, Dilma Roussef – cuja origem partidária nem é o PT (ela veio do PDT de Brizola) – somente se tornou candidata à sucessão de Lula (até um poste poderia vencer, graças à popularidade do expresidente) porque os possíveis nomes petistas foram caindo, uma a um, em sucessivos escândalos, quase sempre por envolvimento em denúncias de corrupção. Não se vislumbre nesta afirmação, de que até um poste se elegeria, demérito a Dilma. É apenas uma constatação histórica. O resgate da memória histórica recente foi feito por Danusa Leão, na Folha de S. Paulo, onde, mostrando sua desilusão com o petismo e mesmo com Dilma, ela relembra como os nomes fortes que chegaram pela primeira vez com Lula ao poder, desmoronaram – inclusive Palocci, duas vezes soterrado por denúncias de atos irregulares. Para não cansar o leitor, e sabendo também que a memória e curta, menciono apenas alguns dos nomes citados sem relacionar os respectivos escândalos que os levaram à defenestração política. Vou confiar que o leitor seja exceção nesta história de fraqueza de lembranças. Muitos desses nomes vão soar familiares, embora, no sentido de família, mais ao estilo negativo de entendimento italiano. Até faço isso em homenagem à vergonhosa decisão pátria de libertar um criminoso internacional. José Dirceu, Delúbio Soares, Luís Gushiken, Sílvio Pereira, José Genoino – este, aliás, resgatado e hoje assessor do Ministério da Defesa. Só no Brasil, mesmo. O próprio Palocci, o Prof. Luizinho, os mensaleiros, os portadores de dólares na cueca, e por aí afora. a hora da decisão sobre possíveis nomes para concorrer à sucessão presidencial, por eliminação, sobrou Dilma. E pesou, de maneira preponderante, a firme determinação de Lula, no auge de sua visibilidade popular, impor e afiançar a candidatura de sua então Chefe da Casa Civil. Certamente estou condenado a cometer alguma injustiça deixando de fora nomes de importantes colaboradores no processo de desmoralização política do PT. Que, não necessariamente, se refletiu em desmoralização eleitoral, como se viu emergir das urnas eletrônicas. A desmoralização começou agora, a ser também política e

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administrativa, na medida em que eleita a ex-pedetista que sobrou como nome para o PT, sua base aliada – formada por uma plêiade não-harmônica, competitiva e fisiológica – garante uma maioria que tornou a presidente refém de seus interesses menos patrióticos, por assim dizer. Dilma chegou ao poder porque a lista de possíveis candidatos do próprio PT esvaiu-se no pecado da gula. Parece que a mesma falta, acrescida agora também da soberba, limitará ainda mais os quadros à disposição dela para sua equipe. A tendência é se isolar e perder o controle sobre a maioria no Congresso. Nem Ideli poderá salvati, ou melhor, salvar, se persistirem os pecados capitais na mira de quem chegou junto ao poder. riste, porém, é constatar que, além da falta de memória (que deve ser decorrência de ignorância política e desconhecimento dos fatos reais) da população, esta ainda aplaude quem a explora. A manchete da Folha desse domingo, de que a avaliação de Dilma se mantinha elevada apesar de Palocci e de mudanças ministeriais inexpressivas, faz acreditar que o poste se elegeria mesmo. Espera-se que não haja desmanche de governo por conta desses mesmos pecados capitais, porque se houver, a população será a orquestra tocando no convés, enquanto o Titanic afundar. A massa brasileira não sabe de nada, não vê nada e aplaude tudo. É uma realidade histórica que só mudará com a educação política dos brasileiros. Antes, ainda é preciso dar-lhe a educação normal. Mas como, se o Ministério da Educação trabalha contra a própria Educação? Como, se os partidos políticos pensam apenas em poder, ganância, cargos, vaidades, benefícios, que nada têm a ver com as necessidades do País? Há uma longa, sinuosa e nebulosa estrada pela frente...

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PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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terça-feira, 14 de junho de 2011

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E C O N O M I A D O S E U A E S T Á PA G A N D O U M P R Ê M I O A L T O P E L A I N C E R T E Z A AT U A L .

pinião

A TAXA DA INCERTEZA S T L.

e vocês querem entender por que a taxa de desemprego tem ficado obstinadamente alojada em volta dos 9%, um bom ponto para se começar é a partir das impressionantes estatísticas sobre hipotecas divulgadas na semana passada pela firma de análises econômicas CoreLogic: 38% dos proprietários de imóveis com uma segunda hipoteca estão afogados em dívidas. Eles pegaram dinheiro emprestado dando o valor de suas casas como garantia e agora devem mais do que valem seus imóveis. O número total de proprietários "afundados" nos Estados Unidos, com uma primeira e segunda hipotecas, é de surpreendentes 22,7%. Só em Nevada, 63% de todas as propriedades hipotecadas valem menos do que os proprietários pagaram; no Arizona, 50%; na Flórida, 46%; em Michigan, 36%; e na Califórnia, 31%. Quando as pessoas estão tão endividadas , elas sentem como é difícil se mudar para conseguir novos empregos, sentem como é difícil pegar um empréstimo ou conseguir dinheiro para a educação ou para o pontapé inicial, e os bancos ficam ainda mais cautelosos sobre empréstimos. Até nós, como país, descobrirmos como poderemos repartir essas perdas no setor imobiliário e deixar esses mercados limpos e seguir adiante, elas serão um sério entrave ao emprego. Aliás, essa confusão hipotecária simplesmente alimenta os outros três grandes problemas que estão minando o crescimento do emprego nos EUA hoje: uma demanda agregada fraca, impedimentos estruturais e uma epidemia de incertezas sobre o que o futuro aguarda para tudo, do sistema de saúde ao índice de tributação para a Previdência Social, dos gastos com o Medicare à disponibilidade de crédito e à direção geral da economia – a soma disso fez as pessoas vacilarem e assim minarem o estímulo do governo. Precisamos trabalhar todas essas três questões de uma vez e urgentemente. Como? Outros já se focaram no problema da demanda agregada, então gostaria de tratar de alguns dos problemas estruturais e das incertezas.

HOMAS FRIEDMAN

Sexta-feira, o McKinsey Global Institute divulgou um longo estudo sobre questões estruturais que prejudicam o mercado de trabalho dos EUA, intitulado Uma Economia que Trabalha: A Criação de Empregos e o Futuro da América. Ele começa assim: "Só no cenário mais otimista os Estados Unidos vão retornar ao pleno emprego antes de 2020. Para se chegar a esse objetivo serão precisos um crescimento sustentável da demanda, um aumento na competitividade dos EUA na economia global e uma melhor adaptação dos trabalhadores dos EUA aos empregos". Nos últimos 20 anos, observa McKinsey, a cada recessão mais empresários usavam as demissões em massa para substituir os empregados por máquinas e programas de computador; assim demora bem mais para o emprego pleno voltar.

E

stive trabalhando em um livro que exigiu que eu falasse com muitos empresários – e fiquei impressionado com o número deles que me disseram a mesma coisa: "Usei a recessão para diminuir o número de funcionários e obter eficiência de fato. Nenhum desses empregos está voltando; estou contratando um pouco agora, mas só pessoas com mais habilidades". Ao mesmo tempo, quando se diz às empresas norte-americanas para fazerem produtos mais avançados, muitas vão lhes dizer que enfrentam dificuldades até para encontrar pessoal com habilidades de operários para substituir os empregados que se aposentam. Graças à bolha de crédito na década passada, criamos muitos empregos para as pessoas – na construção e no comércio – que não exigem habilidades de competitividade global ou diplomas universitários. Esses trabalhadores vão precisar

ser treinados novamente. McKinsey afirma que sua pesquisa descobriu que bem poucos norte-americanos que fizeram o ensino médio e escolas vocacionais optam por áreas de estudo que vão lhes dar habilidades específicas como as que as empresas estão procurando. "Nossas entrevistas apontam para carências potenciais em muitas ocupações, como nutricionistas, soldadores e auxiliares de enfermagem – além das frequentemente e já previstas falta de especialistas em computação e engenheiros".

O

relatório conclui que são necessários avanços em quatro dimensões: garantir que a força de trabalho obtenha as habilidades necessárias para os empregos que serão procurados, encontrar formas para que os trabalhadores dos EUA aumentem a "fatia" na economia global – encorajando mais investimento estrangeiro nos EUA e fazendo com que mais empresas que têm vagas no exterior aproveitem a vantagem da queda dos preços das telecomunicações e as tragam de volta para as cidades norte-americanas com baixo custo – encorajando a inovação, a criação de novas empresas e intensificando as indústrias nos Estados Unidos e removendo os impedimentos desnecessários que retardam os investimentos empresariais e a criação de empregos. Atualmente, tudo – desde os atrasos de patentes à sobreposição ou conflito da regulamentação do uso do solo – inibe a criação e a instalação de fábricas. Segundo o Fórum Econômico Mundial, os Estados Unidos estão em 27º lugar em termos de facilidade para se obter

Nos EUA, 22,7% dos proprietários estão afundados com hipotecas. Só em Nevada, 63% de todas as propriedades hipotecadas valem menos do que os proprietários pagaram; no Arizona, 50%.

uma licença para construir, atrás da Arábia Saudita.

M

as não subestimem a incerteza como um assassino silencioso de empregos. O Congresso e a Casa Branca parecem paralisados para decidir o futuro dos impostos e dos gastos. Para onde estamos indo nessas questões? Os investidores e as empresas que têm de tomar as decisões sobre

isso estão sem pistas. "A economia está pagando um prêmio alto pela incerteza atual", afirma Mohamed El-Erian, o diretor-presidente do maior fundo de papéis do mundo, o Pimco. "Com essa incerteza, as pessoas adiam quantas decisões forem possíveis." Alguma notícia boa? Sim. As corporações dos EUA estão ficando tão produtivas e acumulando tanto dinheiro,

com poucas decisões grandes, inteligentes e bipartidárias do Congresso sobre impostos e gastos (e hipotecas), que eu acho que toda a economia começa a melhorar novamente. Os trabalhadores com capacitação serão os primeiros a ser contratados. THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

PROFISSIONALISMO NAS CAMPANHAS ELEITORAIS E GABRIEL m julho deste ano será dada a largada nas campanhas eleitorais. Não... não se trata de alguma antecipação do pleito programado para outubro de 2012, nem alguma forma para burlar a legislação. É, sim, uma constatação: a um ano do início oficial da propaganda eleitoral, permitida a partir de julho do próximo ano, todos que têm intenção de se candidatar, para cargo de prefeito ou de vereador, precisam atentar urgentemente à maneira correta de se comunicar com o eleitor. Que fique claro: chegamos ao período que não mais é permitido amadorismo em campanhas, nas maiores ou nas menores, nem qualquer "bobeada" ou perda de tempo. Já não basta a distribuição de "santinhos", a criação mambembe de um site ou o surgimento de perfis

descaracterizados em redes sociais. O profissionalismo tornou-se regra básica, sinônimo de sucesso. Mais do que o boca a boca com eleitores, ainda de extrema importância, é fundamental que todas as modernas ferramentas de comunicação sejam colocadas em prática, no período correto e de maneira criteriosa, sem ferir a lei.

m 2010 ficou evidente a importância da internet nas campanhas eleitorais. Com a ascensão da banda larga, cada vez mais a população utiliza as ferramentas da web para definir seu voto. O acesso à rede mundial de computadores já ultrapassa 80 milhões de brasileiros e os smartphones, os chamados computadores de bolso, estão cada dia mais procurados – a

E

ROSSI *

uma estruturação da imagem da pessoa, um trabalho dia a dia com o eleitor, um relacionamento entre candidato e população, a "prestação de contas".

a internet, a partir de julho de 2012 estão liberadas as mensagens eletrônicas de campanha, mas com restrições. Nos e-mails é necessário aplicar um dispositivo que permita ao eleitor se descadastrar, caso não queira mais receber mensagens. Em no máximo 48 horas é preciso excluir este eleitor da lista de e-mails, sob pena de multa de R$ 100 por mensagem. Também está proibida a venda de cadastro. Há muito mais: os sites de pessoas jurídicas não podem ostentar banners, seja por meio de propaganda paga ou gratuita. Violação da regra resulta em multa de R$ 5 mil a

N expectativa é que superem a venda de aparelhos celulares comuns já neste ano, em todo o mundo. Utilizar profissionalmente estas ferramentas, com tempo para o eleitor conhecer o candidato, é mais do que obrigação a partir de agora. legislação eleitoral prevê uma série de regras na divulgação da campanha, incluída aí a participação dos candidatos na internet. E, por isso, é essencial o acompanhamento jurídico de todo o processo. Além de

A

multa, o candidato que fere o estabelecido pela justiça eleitoral está sujeito a impugnação e até mesmo cassação de mandato. primeira regra a ser seguida é sobre o período que regulamenta o início da propaganda eleitoral. Somente a partir de 6 de julho de 2012 é permitida veiculação de qualquer tipo de propaganda sobre o candidato. Antes disso, nada feito. As multas variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil conforme a Lei 12.034/2009. O que pode, e deve ser feita, é

A

R$ 30 mil. As doações de dinheiro recebidas precisam estar de acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E por aí vai...

justiça, como não poderia ser diferente, está atenta, mas não só ela. Todos os adversários ficam ávidos por qualquer deslize no período de eleições. Se o candidato quer "conversar" com seu eleitorado, ganhando atenção e credibilidade, precisa estar com a comunicação 100% correta, sem qualquer deslize. É o chamado profissionalismo na web.

A

GABRIEL ROSSI É ESTRATEGISTA DE MARKETING E DIRETOR DA GABRIEL

ROSSI CONSULTORIA. *COLABOROU ALEXANDRE RAMOS É ADVOGADO ELEITORAL E EXPRESIDENTE DA COMISSÃO DE DIREITO POLÍTICO E ELEITORAL DA OAB-SP/SUBSECÇÃO GUARULHOS


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terça-feira, 14 de junho de 2011

14 de Junho

Depois de aprender a viver como monge entre os eremitas do deserto, no Egito, redigiu as "Constituições", a primeira regra monástica do Oriente. Foi Arcebispo de Cesarea, na Ásia, e muito dedicado aos pobres e idosos. É autor de 365 obras espirituais e considerado o primeiro escritor ascético do Oriente.

São Basílio

Solução

A D E O C S C B A N S O

C

O

O R A T T UM E O R R I T R T A V L A

T

S

M MI N R MI B MU

C E I U O D D O

S R A D A F E L A M T A D I A S O M R Ã O A M C A MO E MU L L AS A N S E V OG D A L C E

4 -.GERAL

Por: José Nassif Neto Grande quantidade de mineiros.

Destinado às crianças.

'(?) Homens de Preto'. O filme.

Tronco humano da cintura para cima.

O azul infinito.

Usa-se para tratamento da tireóide.

Devasso.

Grande amargor.

Indicação de época.

Atrai ferro. Tempo do sol. Senhora. (abrev.)

Privado do uso da fala.

Idolatrar.

Espírito.

Amarre; prenda.

Folga no trabalho.

Qualquer ruído captado pela audição.

Vazio por dentro. Museu de Arte Moderna. (abrev.)

Hábito regular.

Que pode causar a perda da vida.

A fêmea do burro. (plural)

(?)-tam; louco. Senhor; patrão.

Pequeno tonel.

Símbolo da região Oeste.

Pedra-(?); alume. Matriz da empresa.

Seguir. Interj.:que pena! (fr) Plantio de nogueiras.

Área próxima ao mar.

Estado de aflição. Terreno entre montanhas.

Osvaldo Cruz; médico e sanitarista. (402) 3-imã; mib; ume; las (do francês); 5-nogal; 6-transe.

Governo. (abrev.) Erga, Objetivo.


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terça-feira, 14 de junho de 2011

5 JÁ VIU Ideli diz que vai ser amável e Dilma resolve comandar a articulação política.

olítica

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nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, descreveu ontem como será a sua relação com os parlamentares no cumprimento de sua nova missão. "Serei firme nos princípios e afável na abordagem". Ela, que tem fama de "pavio curto", ponderou em seu discurso de posse que os oito anos de mandato como senadora renderam-lhe "cicatrizes", mas também conferiram-lhe "coragem" para enfrentar os desafios do Congresso. "E o farei de peito aberto", afirmou. A nova ministra disse ainda que manter uma relação de "respeito" com todos os partidos que compõem a base aliada será a "tarefa central" da sua gestão. Acrescentou também que irá, paralelamente, estabelecer um "debate respeitoso e republicano com a oposição". Numa alusão indireta à utilização de cargos e nomeações no governo como ferramentas de trabalho da articulação política do Planalto, Ideli frisou que a "argumentação" será a arma que utilizará diariamente aos que desejarem discutir com ela e com o governo "os grandes temas nacionais". Ela enfatizou ainda que o seu trabalho será "conversar, conversar e negociar" com os líderes da base e da oposição no Congresso. E destacou também que em algumas situações, "o recuo será fundamental para ganhar mais aliados". Ideli, que trocou de cadeira com Luiz Sérgio, que ontem passou a comandar o Ministério da Pesca, lembrou que "uma atitude fundamental para uma boa pescaria é a paciência para, mesmo quando a discordância for importante, buscar o entendimento".

NUNCA VIU Luiz Sérgio vai para a Pesca e diz que leva o ânimo de servir.

Uélei Marcelino/Reuters

O meu trabalho será conversar, conversar e negociar com os líderes da base e da oposição no Congresso. IDELI SALVATTI

Ideli Salvatti teve rápida passagem pelo Ministério da Pesca, mas acredita ter aprendido rápido uma das virtudes da pescaria – a paciência.

Promessas de Ideli: 'serei afável e firme' A nova ministra de Relações Institucionais diz que respeito à base aliada vai marcar a sua gestão. Ideli disse que saberá conversar mais para construir. "Sempre ganhei mais batalhas conciliando do que divergindo". Responsável pela negociação de emendas, Ideli afirmou que o Orçamento é pequeno, mas fará um esforço pa-

ra atender a todas as demandas. "Os orçamentos são apertados e será preciso fazer muito com pouco. Temos que multiplicar os peixes". Antes mesmo de tomar posse, Ideli conversou pela manhã com a ministra-chefe da Casa

Civil, Gleisi Hoffmann. As pastas das duas ministras irão passar por mudanças de tarefas com as alterações ocorridas no governo depois da saída de Antonio Palocci, até então o responsável pelas negociações com o Congresso. A partir de

agora, a Casa Civil assumirá um perfil mais técnico e a articulação entre governo e Legislativo ficará a cargo de Ideli. Mudança – Uma das primeiras decisões esperadas pela nova ministra poderá ser a demissão do secretário-executi-

vo de Relações Institucionais, Cláudio Vignati.Tanto ele quanto Ideli são do PT de Santa Catarina, mas tiveram uma série de desentendimentos durante a campanha do ano passado, quando Ideli disputou o governo do estado e Vignati uma das vagas ao Senado. Com a iminente queda de Luiz Sérgio, Vignati tentou articular sua promoção à vaga de ministro e causou constrangimento junto à presidenta Dilma Rousseff. Ele, no entanto, pode ser mantido no governo com uma vaga no Ministério da Pesca. Para o seu lugar nas Relações Institucionais, a tendência é a de que Ideli deve escolher um ex-parlamentar petista para a secretaria. A nova ministra também deverá escolher um novo subchefe de Assuntos Parlamentares. A vaga está aberta desde a saída de Luiz Azevedo, exonerado após divulgar uma nota na qual era justificado o crescimento do patrimônio do então ministro Palocci, comparando-o a de outros ex-ministros. O documento deveria ser utilizado para municiar a base aliado, mas acabou nas mãos da oposição. Além de contar com assessores da pasta da Pesca, ela deverá convidar auxiliares que trabalharam com ela no Senado. (Agências)

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Luiz Sérgio assume a Pesca, mas só fala do outro ministério

Luiz Sérgio disse que sempre buscou o diálogo, que atendeu a todo mundo e que, sobretudo, ouviu mais do que falou.

Em seu discurso, ele argumentou que apenas estava "trocando de trincheira"

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o assumir o Ministério da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio afirmou ontem que estava apenas "mudando de trincheira", numa referência à sua despedida da Secretaria de Relações Institucionais. Na solenidade argumentou que dará continuidade na nova pasta ao "combate" que tem sido a razão de sua vida, a de lutar por um Brasil melhor e mais justo". Foi a saída que encontrou para minimizar a troca de cargos, solução adotada pela presidente Dilma Rousseff depois que o próprio PT passou a pedir a saída dele da coordenação política do governo.

Embora Dilma tivesse demonstrado contrariedade com o processo de fritura a que Luiz Sérgio foi submetido pelo PT, que conspirava abertamente, inclusive para indicar o seu sucessor, ele mesmo admitiu que a situação estava insustentável e decidiu pedir demissão. Luiz Sérgio elogiou a sucessora na pasta e se colocou à disposição de Ideli para "ajudar no que for preciso". Ele voltou a dizer que sempre buscou o diálogo. "Recebi todos sem exceção, defendendo de forma legítima os interesses dos povos de seus estados." Ainda assim, o novo

ministro da Pesca procurou ressaltar suas realizações à frente da articulação política, como a aprovação de 20 medidas provisórias na Câmara e do novo salário mínimo. "Saio com a consciência tranquila de que, dentro do raio de ação da pasta, fiz o que era possível". Na tentativa de minimizar as críticas pelas negociações com o Congresso, Luiz Sérgio ainda apresentou um balanço dos projetos e medidas provisórias aprovadas, mas não citou a derrota do governo na votação da reforma do Código Florestal. Com o apelido de "garçom", que ganhou entre os aliados

pela falta de poder de decisão e por só encaminhar pedidos, o petista disse que buscou ouvir mais e falar menos. "Busquei ouvir mais do que falar, me esforcei para dar encaminhamento a cada reivindicação". Após o discurso, ele foi aplaudido de

pé pela plateia de senadores, deputados e ministros. A crise política que levou à saída de Antonio Palocci da Casa Civil, e depois de Luiz Sérgio, da Secretaria de Relações Institucionais, teve início no dia 15 de maio. Veio na esteira da revelação

de que Palocci tinha multiplicado o seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010, quando acumulou o cargo de deputado federal e, no ano passado, de coordenador da campanha presidencial da candidata Dilma Rousseff. (Agências)

Uéslei Marcelino/Reuters

Dilma: "Não há dicotomia entre governo técnico e governo político".

Dilma no comando da política Presidente anuncia que vai assumir as negociações para aprovar projetos de interesse do governo

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governo, a partir de agora, vai negociar com o Congresso e a presidente Dilma Rousseff vai funcionar como articuladora política. A presidente aproveitou a cerimônia de posse de Ideli Salvatti, na Secretaria de Relações Institucionais, e de Luiz Sérgio, na Pesca e Aquicultura, para dizer que comandará as negociações necessárias para a aprovação dos projetos de interesse do governo. Ao dar o seu recado, Dilma explicou que não vê "dicotomia entre um governo técnico e um governo político", acrescentando que "a afinidade do meu governo com a política se manifesta no imenso respeito pelo Congresso Nacional e pelo Poder Judiciário". De acordo com a presidente, a experiência mostra que nenhum país do mundo conseguiu elevado padrão de desenvolvimento sem eficiência nas

suas atividades governamentais e absorção das técnicas mais avançadas disponíveis. Dilma procurou ainda desfazer da fama de "gerentona". Afirmou que tem convicção de que as decisões políticas constituem a base das opções governamentais. Lembrou ainda que o governo dispõe de ampla maioria em sua base e prometeu respeitar as minorias. Cargos – O Congresso espera a retribuição das promessas de mudança da presidente em forma de cargos e emendas parlamentares. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), elogiou o discurso e fez cobranças para manter o clima de paz. "São questões urgentes a liberação das emendas dos parlamentares e as nomeações para o segundo e o terceiro escalões com os nomes oferecidos pelos partidos aliados". A retomada das nomeações

começou na sexta-feira, quando Dilma atendeu os pedidos do PSB, PT e PMDB colocando Jurandir Santiago na presidência do Banco do Nordeste. Vacarezza, que chegou a ser cotado para a Secretaria de Relações Institucionais, proposta que não entusiasmou Dilma, garantiu fidelidade ao governo e aos novos ministros. "Sou líder e o meu dever é defender o governo", afirmou. "Eu o faria também se estivesse apenas na condição de deputado, como soldado que sou do governo", comentou. Dilma reafirmou que a importância dada por seu governo à atividade política se reflete na compreensão de que a continuidade das grandes transformações necessárias ao desenvolvimento econômico e social do Brasil só podem nascer da negociação, da articulação de interesses e da capacidade de identificar afinidades

e convergências nas quais, à primeira vista, só parecem existir conflito e diferença. A presidente afirmou também que o governo não é o Poder Executivo, mas a ampla coalizão, que são 15 partidos na base, que o apoia. A articuladora Dilma – A confirmação de que a presidente Dilma vai comandar a articulação política foi dada pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, em uma entrevista publicada no domingo pelo jornal Gazeta do Povo, de Curitiba. Gleisi confirmou que ao ser convidada para ocupar a Casa Civil, Dilma disse que tinha interesse em, a partir daquele momento, mudar a forma de atuar do ministério. "Não quero você na articulação da política", foi o que ouviu Gleisi. "Dilma quer que eu faça política de gestão, para dentro do próprio governo", afirmou a ministra. (Agências)


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terça-feira, 14 de junho de 2011

Já conversei com eles (Dilma e assessores), e falei que domingo é sagrado. Gleisi Hoffmann

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Uéslei Marcelino/Reuters

'Dilma já estava de olho em Gleisi'

Confissões: nova titular da Casa Civil, Gleisi, não sabe o que fará quando barrar um projeto do marido. Bernardo sabe: "Entro em greve e não faço mais macarronada".

Revelação foi feita pelo marido, Paulo Bernardo, ministro das Comunicações

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recém-empossada RPC TV – A moça que quase foi ministra-chefe da freira imaginava que um dia Casa Civil, Gleisi estaria à frente da Casa Civil? Hoffmann, conceGleisi Hoffmann – Não, deu entrevista exclusiva à RPC não imaginava. Para mim foi TV, afiliada da Rede Globo no uma surpresa muito grande. Paraná, ao lado do marido, o Quando a presidenta pediu ministro das Comunicações, para que conversassem comiPaulo Bernargo, em um prido, na qual rem e i r o m ovelou que a mento, e no presidente dia em que ela Dilma Rousfez o pedido, Lembrei para a seff já pretenfoi uma granGleisi que, em dia ter Gleisi de surpresa. no ministério dezembro, ela desde o ano Como será que (Dilma) já tinha passado. deve ser "a falado que queria " A t é l e mDilma da que Gleisi fosse brei para a Dilma", que é a ministra. Gleisi quando expressão que ela foi chamaestá sendo PAULO BERNARDO da que, em deusada agora. z e m b ro , e l a Gleisi – Não (Dilma) já tinha falado que tenho essa pretensão. A presiqueria que Gleisi fosse minis- denta Dilma teve um papel imtra. Não necessariamente na portantíssimo em um outro Casa Civil, mas já queria. Ela momento. Quero ajudar. (Dilma) falou em uma conversa: "Eu estava de olho em você Não gerou nenhum ciúme, desde dezembro'", contou. nenhuma desavença doméstica? Confira abaixo alguns trePaulo Bernardo – Não, chos da entrevista. não.

Gleisi – Até porque o Paulo vai ter que me ajudar muito, porque conhece muito do governo. Ele foi ministro do Planejamento por seis anos, é ministro das Comunicações. Tem uma proximidade, um bom relacionamento com a presidenta Dilma, conhece a equipe. E ela mesma me disse: "O Paulinho vai te ajudar muito nessa tarefa". RPC TV – Alguns críticos também afirmam que tem muito poder concentrado em uma família só. O que vocês acham dessa crítica? Paulo Bernardo – Lá em casa é muito concentrado mesmo. Eu tento sempre exercer um pouco de poder, mas não consigo. Brincadeiras à parte. Gleisi Hoffmann – (risos) Ele reclama, mas não é assim não. Paulo Bernardo – Agora, quem tem poder no governo é a presidenta. Todos os projetos que são discutidos nos ministérios passam pela mesa da presidenta.

RPC TV – Por exemplo, se um um pouco as coisas. É óbvio projeto do Ministério das que, às vezes, a gente resguarComunicações, do senhor, não da um pouco o tempo para fapassar, se ela não aprovar o lar de outras coisas, para ficar projeto, o que o senhor fará? com as crianças, assistir filPaulo Bermes. A gente nardo – Me dá essa atenpergu ntaram ç ã o , p r i n c iessa semana palmente nos ‘E se a minisf i n a i s d e s eSempre levamos tra da Casa Cimana. trabalho para casa. vil dificultar um projeto RPC TV – A Se eu dissesse que seu?’. Olha, eu senhora falava não, estaria vou entrar em em uma mentindo. greve e não faentrevista para Trabalhamos muito a gente que ç o m a i s m ae gostamos disso. carronada. gosta de leválos à escola. Vai GLEISI HOFFMANN ser possível? Vai ser difícil não levar Gleisi – Não, trabalho para casa né? não vai ser possível, vai ser Gleisi Hoffmann – Bom, muito difícil. Até por conta dos nós sempre levamos trabalho horários, né? Para compatibilipara casa. Se eu dissesse para zar os despachos com a presivocê que não, estaria mentin- denta, infelizmente eu vou do. Nós dois trabalhamos perder essa oportunidade. Pomuito e gostamos de traba- de ser que tenha um dia ou oulhar. Então quando a gente tro que eu consiga fazê-lo. Já chega em casa a gente discute conversei com eles, e falei que

domingo é sagrado. RPC TV – A ministra manda na Casa Civil. E em casa, quem manda? Paulo Bernardo – É, eu estou, inclusive, querendo negociar isso, porque agora acho que seria justo eu passar a mandar, o que não está acontecendo. (risos) Gleisi – (risos) Ai, que danado, isso não é verdade, não. Eu sou muito democrática, nós sempre partilhamos (o poder doméstico). RPC TV – Vai sobrar tempo para namorar? Paulo Bernardo – Tem que sobrar, né? (risos) Gleisi Hoffmann – Isso é essencial, claro. (risos) RPC TV – O ministro é ciumento, ministra? Gleisi Hoffmann – Não, mas cuida. (risos) Paulo Bernardo – Fico de olho, né? (risos)

Jane Araújo/Agência Senado

Senado recebe bem as mudanças ministeriais Posse das ministras da Casa Civil e Relações Institucionais teve boa acolhida

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Souza com José Sarney: na mira da Operação Gafanhoto, deflagrada pela Alep.

Suplente da ministra, Sérgio Souza é investigado no Paraná Ele admite que recebia salário em nome da mãe, na Assembleia paranaense

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suplente da ex-senad o r a G l e i s i H o f fmann, Sérgio Souza (PMDB), que toma posse no cargo hoje, é investigado na Operação Gafanhoto da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Ele admitiu que recebia salário em nome da mãe, que foi funcionária da Casa. Desde 2008 que a Gafanhoto investiga suspeitas de fraudes no recebimento de salários de funcionários e ex-funcionários da Alep. O dinheiro era depositado em contas de terceiros, e muitos não tinham sequer consentimento dos recebimentos. a operação também investiga "funcionários fantasmas" – os que recebiam sem trabalhar. Souza contou ao portal G1 que não sabia que seu nome estava envolvido no processo. Já quanto à mãe, admitiu que "isso é verdade": "Minha mãe realmente foi funcionária por uns seis meses, não sei se uns seis ou cinco ou sete meses, e o salário ficou na minha conta,

O salário ficou na minha conta porque minha mãe nunca teve conta bancária. Naquele momento, foi a solução. SÉRGIO SOUZA

porque minha mãe nunca teve conta bancária, e não tem até hoje. Naquele momento, foi a solução que nós achamos". Comum – Segundo ele, a mãe "era uma assessora política, como tem no Brasil todo (...), que não ficam necessariamente dentro dos gabinetes. Era comum, e acho que ainda é comum, na Assembleia ter isso. Então, a minha mãe fazia também um pouco de uma atividade assistencial". Souza foi assessor de Orlan-

do Pessuti por 12 anos, quando este era deputado estadual. Foi indicado pelo mesmo Pessuti (que assumiu o governo do estado quando Roberto Requião se afastou para concorrer ao Senado) para integrar a chapa de Gleisi Hoffmann como primeiro suplente. Mais posse – O Superior Tribunal de Justiça empossou ontem como ministros Antônio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Alves Júnior. Eles são os primeiros ministros nomeados pela presidente Dilma Rousseff para a Corte. Os novos ministros foram aprovados em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado no último dia 10, e a nomeação pela presidente já havia sido publicada na edição de 20 de maio do Diário Oficial da União. A partir de hoje, os ministros nomeados assumem as funções e participam das sessões de julgamento. (Agências)

s senadores governistas e oposicionistas receberam bem a indicação de Ideli Salvatti para comandar a Secretaria de Relações Institucionais. Na avaliação da base aliada, Ideli, que até então comandava o Ministério da Pesca e Aquicultura, tem como marca principal a lealdade ao PT e a proximidade com os aliados. "Ela foi muito correta com o ex-presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) e o defendeu com veemência. Ela tem uma característica boa, que é ser parceira dos aliados. Aliás, característica boa para quem vai assumir o cargo (de ministra das Relações Institucionais)", afirmou o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). O líder do PTB, Gim Argello (DF), chamou a ministra de "aguerrida" e negou que isso possa causar problemas na relação do governo com o Congresso. "Tenho certeza que a Ideli vai unir a base (aliada)". O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) acredita que a

Geraldo Magela/Agência Senado

Demóstenes Torres: "Prefiro os autênticos aos dissimulados".

experiência da ex-senadora como líder do governo no Congresso vai ajudá-la na nova tarefa. "Ela foi líder do governo em um momento em que a correlação de forças era difícil e exerceu muito bem a função". O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), também considerou boa a escolha de Ideli para a Secretaria de Relações Institucionais, apesar da fama de truculenta que ela ganhou na época em que assu-

miu a liderança do governo no Senado. "Prefiro os autênticos aos dissimulados", afirmou o oposicionista. Para ele, as duas novas ministras indicam que o governo está criando uma linha própria. "É uma linha mais rigorosa, mais dura, mais de imposição. Mas, tanto a Ideli quanto a Gleisi vieram do Congresso. Então, espero que haja mais espaço para o diálogo", afirmou o senador. (ABr)

Serra: crise deixa Dilma mais dependente do PMDB Ex-governador vê "consequências de efeitos incertos, mas dificilmente positivos"

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ex-governador de São Paulo, José Serra, presidente do Conselho Político do PSDB, afirmou ontem, em seu blog, que as trocas ministeriais do governo dificilmente vão causar um efeito positivo para a presidente Dilma Rousseff. "Nesse processo, a presidente desgrudou-se precocemente do seu antecessor, arranhou a bancada do seu partido na Câmara dos Deputados, tornou-se mais dependente do

seu aliado principal, o PMDB, e trouxe para suas mãos a tarefa de negociar projetos e nomeações com o Congresso Nacional e os partidos, com vistas a revitalizar o processo de loteamento político herdado do governo anterior", escreveu. "São quatro consequências de efeitos incertos, mas dificilmente positivos para os rumos do seu mandato". Serra avaliou que até agora o atual governo federal não mostrou capacidade para esta-

belecer objetivos e se antecipar aos problemas. O tucano afirmou que a fraqueza maior da atual gestão é "não saber bem a que veio" e disse ver "tropeços" na infraestrutura e "frustrações" nas áreas de saúde, saneamento e educação. "Coisas como Brasil sem Miséria e Programa de Vigilância de Fronteiras ou algo assim, por exemplo, são puros factoides destinados a ganhar um passageiro espaço gratuito nos jornais de TV", criticou. (AE)


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O País não deve abrir feridas ao revelar todo o seu passado (...) só seus documentos mais recentes. José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado

olítica

Beto Barata/AE

Battisti já tem até namorada Hospedado no apartamento do advogado, ex-terrorista já passou a noite com ela

O Battisti: depois de deixar a prisão de Papuda, hotel em Brasília e hospedagem em São Paulo.

Renan Calheiros é contra o fim da reeleição Relator na CCJ diz que 4 anos é 'tempo insuficiente para os desafios dos cargos'

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elator na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) apresentou voto contrário às propostas que mudam a Constituição para acabar com a possibilidade de reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos e para instituir mandato de cinco anos. Os integrantes da comissão vão decidir amanhã se seguem o relator ou se aprovam os textos originais, apresentados pela Comissão da Reforma Política do Senado. Ao se colocar a favor da reeleição, Renan lembrou argumentos que levaram à aprovação da Emenda Constitucional 16, como o tempo insuficiente do mandato de quatro anos para os desafios dos cargos. Segundo ele, a reeleição permite aos eleitores "premiar os bons governantes, com um mandato adicional, e punir os maus governantes, com a recu-

Reeleição permite premiar os bons governantes com um mandato adicional e punir os maus com a recusa desse mandato. RENAN CALHEIROS sa desse mandato". Ao rejeitar o mandato de 5 anos, ele disse que essa proposta é "uma espécie de contrapartida" pelo fim da reeleição no Executivo. E argumenta que a mudança resultaria na não coincidência entre o mandato do presidente da República e o dos parlamentares, "fator que dificulta a governabilidade e facilita a ocorrência de crises institucionais". Para ele, a mesma duração do Executivo e do Legislativo

favorece a sintonia de agenda dos dois Poderes, "em proveito da governabilidade e da eficiência administrativa". Renan ainda propôs uma mesma data para realização de eleições municipais, estaduais, distrital e federal. Para assegurar os direitos adquiridos pelos atuais mandatários, ele defende que a medida seja adotada apenas em 2018. Mu ni cíp io s – Na semana passada, a CCJ do Senado aprovou projeto que proíbe a mudança de domicílio eleitoral de prefeitos e vices, pois alguns prefeitos aproveitam brechas na lei e transferem o domicílio eleitoral para exercer inúmeros mandatos consecutivos em diversos municípios, perpetuando-se no poder. Segundo o senador José Pimentel (PT-CE), "na Câmara, votam uma matéria que segue outra linha, que o domicílio eleitoral de prefeitos e vereadores é o que ele atua." (Folhapress)

Celso Junior/AE

site do jornal italiano La Repubblicamostra uma foto de um prédio na Avenida Higienópolis, 148, em São Paulo e informa que o exterrorista Cesare Battisti está morando ali desde quintafeira da semana passada, um dia depois de deixar a prisão da Papuda, em Brasília. O apartamento onde está hospedado é do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, amigo do ex-presidente Lula e ligado ao PT, diz o jornal. Greenhalgh teria confirmado que Battisti estaria em sua residência e teria passado a primeira noite de liberdade com a namorada brasileira Joice Lima, de 26 anos. "Quando Battisti saiu da Papuda na noite de quartafeira ficamos hospedados no hotel Manhattan Plaza, em Brasília. Dormimos algumas horas e depois partimos para São Paulo. Battisti viajou de avião, embora estivesse sem documentos, graças a mim, que fiquei responsável por ele", contou Greenhalgh. O italiano ficará no apartamento até 22 de junho, quando uma comissão do Ministério do Trabalho examinará seu pedido de visto especial para morar no País como escritor. Greenhalgh confirmou que Battisti, em breve, lançará um novo livro ambientado na Papuda, onde viveu os últimos quatro anos.

Política com "P" grande Em seu livro, ex-senador reúne discursos e conta um pouco de sua vida Marcel Solimeo*

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título acima não é apenas o do livro lançado pelo ex-senador Marco Maciel, com uma coletânea de discursos pronunciados ao longo de sua longa e brilhante carreira de homem público, mas, também, a definição da trajetória de um político que soube exercer a atividade política, com grandeza, ética, espírito público e amor ao Brasil. De seu discurso na Assembleia Legislativa de Pernambuco, seu estado natal e do qual foi governador, passando por pronunciamentos na Câmara dos Deputados, onde foi presidente, ao Senado, que honrou por 12 anos, ou com vice-presidente da República, sua tônica sempre foi a do dialogo respeitoso entre todos,

com vistas ao objetivo comum de servir ao Brasil. Um simples trecho de seu pronunciamento na Sessão Especial do Senado Federal em Comemoração aos 20 anos da Redemocratização do País, sintetiza suas ideias e sua conduta. Impõe-se assim, disse Maciel na oportunidade, " acreditar na força das ideias, compreender que política não pode o ser meio da conservação, mas de transformação, e que a firmeza das convicções não deve ser empecilho para o entendimento capaz de transformar o poder em instrumento de Justiça, igualdade e paz social". A leitura dos discursos de Marco Maciel, além de agradável por seu estilo, conta um pouco de sua rica vida pública e da história recente brasileira. Marco Maciel pode se

orgulhar de ter feito parte dessa história do Brasil nas últimas décadas e, mais do que isso, de ter sido um político que sempre praticou a política com "P" grande. *Economista-chefe da ACSP

Em Roma, la Francesca, embaixador italiano, explica decisão do SFT.

Battisti evitará aparecer e falar enquanto não receber o visto de permanência no país. Nem o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), seu amigo e defensor, conseguiu conversar com ele. O embaixador da Itália no

Brasil, Gherardo La Francesca, reuniu-se ontem, em Roma, com o ministro das Relações Exteriores Franco Frattini para esclarecer a decisão do STF de rejeitar a extradição e autorizar a libertação de Battisti. (DC)

Sarney: fim do sigilo eterno pode 'abrir feridas'

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Renan Calheiros: mandato igual de Executivo e Legislativo favorece a sintonia de agenda dos dois Poderes.

Rogério Capote/Folhapress

senador José Sarney (PMDB-AP) defendeu ontem a manutenção do sigilo eterno de parte dos documentos históricos do País. Ele disse que o Brasil não deve "abrir feridas" ao revelar todo o seu passado, mas tornar públicos só os documentos "mais recentes" da história. "Eu tenho muita preocupação que hoje nós tenhamos a oportunidade de abrir questões históricas que devem ser encerradas para frente no interesse nacional". Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) disse que a presidente Dilma Rousseff quer manter a possibilidade do sigilo eterno no projeto que trata do acesso a informações públicas. O texto tramita no Senado e tem como relator o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que já se posicionou contra a abertura do sigilo. Pela legislação atual, documentos públicos classificados como ultrassecretos ficam em sigilo por até 30 anos, mas o prazo pode ser renovado indefinidamente. Caso o projeto que tramita no Senado seja aprovado, o máximo de sigilo para qualquer documento público será de 50 anos. Pela nova regra, os papéis ficarão longe do público se reservados (5 anos), secretos (15 anos) e ultrassecretos (25 anos) – neste caso permite-se renovação por igual período. O projeto fixa o conceito de que os cidadãos devem ter acesso a tudo o que é produzido na esfera pública. Haverá prazo fixo para fornecer qualquer documento produzido pelos três Poderes. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou ontem que o regime de urgência do projeto sobre o sigilo de documentos será retirado . Isso fará com que a pro-

posta fique nas mãos de Collor, sem pressão de prazo para votação. Jucá calcula "dois a três meses" para ajustar o texto. O

projeto só deve ser votado no Senado a partir de agosto. Volta à Câmara. Pode virar o ano sem definição. (Agências)


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terça-feira, 14 de junho de 2011

nternacional

Assad faz varredura no norte Após assumir controle de cidade rebelde, tropas do governo sírio detêm suspeitos envolvidos em 'grupos armados' . Mustafa Ozer/AFP

O caso da blogueira lésbica que era homem

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mina Abdallah Arraf, uma lésbica síria autora de um bemsucedido blog no qual descrevia a vida diária em Damasco em meio à agitação social do país, é na realidade Tom MacMaster, um estudante norteamericano que vive na Escócia. Há alguns dias, a aparição do caso foi alvo de preocupação internacional. A personagem ganhou fama em meio ao movimento oposicionista contra o ditador do país, depois que alguém alegando ser seu primo escre-

veu no site, dizendo que Amina havia sido detida. A notícia gerou um alarme virtual entre seus seguidores. Ativistas chegaram a criar um grupo chamado "Libertem Amina Abdallah" no site Facebook, atraindo quase 15 mil seguidores. No domingo, MacMaster esclareceu o caso. "Eu nunca esperava esse nível de atenção", escreveu. Segundo ele, a intenção era chamar a atenção para o povo do Oriente Médio e suas lutas "neste ano de revoluções". (Agências)

Reprodução

Famílias sírias buscam refúgio na Turquia, que acusou o regime sírio de 'selvageria'. Cerca de 7 mil pessoas fugiram somente ontem.

A

s tropas leais ao ditador sírio, Bashar al-Assad, assumiram ontem controle completo da cidade de Jisr alShughour, a primeira a cair nas mãos dos rebeldes desde o início dos protestos em março. Segundo ativistas, as tropas avançam agora em busca de "grupos armados" aos quais responsabilizam pelas revoltas. Enquanto centenas de suspeitos são detidos, milhares de sírios cruzam a fronteira para a Turquia.

Segundo a rede de televisão Al Jazeera, cerca de 7 mil sírios cruzaram a fronteira somente ontem, buscando refúgio em campos de refugiados na Turquia. Outros 10 mil aguardam uma oportunidade de fazer a mesma coisa. A repressão aos protestos teria matado 1.200 pessoas. "Faço um apelo ao governo (sírio) para que respeite e proteja os civis e se abstenha de empregar a força contra manifestantes pacíficos", disse a encarre-

gada das operações humanitárias da ONU, Valerie Amos. Prisões - Refugiados de Jisr al-Shughour disseram que os militares estavam fazendo uma varredura nos vilarejos a leste da cidade e prendendo centenas de homens entre 18 e 40 anos, seguindo o mesmo padrão já visto em outras ações repressivas desde que começaram os protestos, em março. A TV estatal síria afirmou que a operação militar visava prender "terroristas" e apreender

suas armas. De acordo com o relato oficial, apenas dois integrantes das organizações oposicionistas foram mortos. Alguns moradores sírios que fugiram do ataque do Exército disseram ontem que os soldados começaram a lutar entre si no meio da operação. "As tropas estão divididas. Quatro tanques deserdaram e eles começaram a atirar uns nos outros", disse à agência France Presse um homem que se identificou apenas como Abdullah. (Agências)

MacMaster queria chamar a atenção para as revoltas árabes

Joseph Eid/AFP

Hezbollah consolida seu poder

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pós cinco meses de paralisia política, o p ri m ei ro -m i ni s tro designado do Líbano, Najib Mikati, divulgou ontem a formação de um novo gabinete com 30 membros, no qual o poderoso grupo militante xiita Hezbollah e seus aliados têm a maioria. O anúncio foi acompanhado de protestos, depois que um membro da pequena seita drusa renunciou ao cargo de ministro. Talal Arslan, um político druso, renunciou quando soube que ele seria ministro de Estado, mas sem um ministério. Ele afirmou que Mikati deveria ter dado à seita drusa um

ministério de maior destaque. Alguns drusos queimaram pneus no subúrbio de Khaldeh, no sul de Beirute. O gabinete formado por Mikati dá ao Hezbollah e a seus aliados, xiitas e cristãos, 16 dos 30 ministérios e pastas com status ministerial do governo. No governo anterior, o Hezbollah e seus aliados tinham dez ministérios e pastas. O gabinete ainda precisa ser formalmente aprovado pelo Parlamento. Mikati, em mensagem exibida pela televisão, pediu aos libaneses que deem uma chance ao seu governo. Ele pediu à população que não o julgue pelos

nomes dos ministros, mas sim pelas ações dos ministros. Ele afirmou que seu governo respeitará os compromissos internacionais do Líbano, em referência ao Tribunal Especial para o Líbano, que investiga e que supostamente deverá julgar os assassinos do ex-premiê Rafic Hariri, morto em 2005. Alguns analistas dizem que o novo governo abre as portas para um aumento da influência da Síria no Líbano, em uma época em que o próprio regime de Damasco luta para sobreviver em casa. A Síria apoia o Hezbollah, considerado um grupo terrorista pelos EUA. (Agências)

Soldados libaneses tentam conter protesto de simpatizantes de ministro druso, que renunciou ao cargo.

Ammar Awad/Reuters

Iêmen cogita futuro sem Saleh

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Acordo busca evitar conflitos com tribos armadas

presidente em exercício do Iêmen, Abed Rabbo Mansour Hadi, fez um acordo com partidos de oposição ontem para começar a discutir como transferir o poder do presidente afastado do cargo, Ali Abdullah Saleh, afirmou o porta-voz da oposição, Abdullah Oubal. Ele também afirmou que o acordo permitiu à oposição e ao partido do presidente Saleh abrirem diálogo para encontrar uma maneira de tirar Saleh do poder, de acordo com as propostas apoiadas pelos países vizinhos do Conselho de Cooperação do Golfo. Saleh aceitou publicamente as propostas no passado, mas tem sido evasivo sobre realmente implantá-las. O acordo pode não acabar com o impasse político do Iêmen ou evitar novos confrontos entre forças leais a Saleh e tribos armadas que se opõem a seu governo. No entanto, sugere que o presidente em exercí-

cio está usufruindo de seus poderes constitucionais apesar da grande influência da família e do círculo mais íntimo de Saleh. O encontro foi o primeiro entre a aliança de partidos da oposição e Hadi, vice-presidente do país que assumiu como presidente em exercício desde que Saleh foi para a Arábia Saudita, no dia 5 de junho, para realizar tratamento médico, devido a ferimentos causados num ataque a sua casa na capital do país, Sanaa. Suspeitos - As autoridades iemenitas detivaram os suspeitos de envolvimento no atentado, informou ontem uma versão digital de uma revista pró-governo. Os resultados das investigações preliminares revelaram até agora "verdades graves e importantes" que têm a ver com a plataforma opositora do Encontro Partilhado, apontou um porta-voz do Partido do Congresso Popular Geral, do próprio Saleh. (Agências)

Líbia: cerco diplomático contra Kadafi.

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Alemanha, que se opôs ao uso da força para derrubar Muamar Kadafi, reconheceu ontem o Conselho de Transição Nacional como o "único representante legítimo" do povo líbio. A iniciativa ocorre no mesmo dia em que Washington aumentou a pressão sobre os países vizinhos da África, vários com laços diplomáticos e financeiros com o ditador líbio, para que construíssem vínculos com os rebeldes de Benghazi, no leste da Líbia. Em visita a Benghazi, o ministro de Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, reuniu-se ontem com o "ministro de

Relações Exteriores" rebelde, Ali al-Essawi. "Nós queremos uma Líbia livre, em paz e uma democracia sem (Muamar) Kadafi", afirmou Westerwelle, ao reconhecer a legitimidade do conselho. Já na Etiópia, em reunião com autoridades da União Africana, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu aos países africanos que apoiem a iniciativa do Ocidente para expulsar o ditador líbio, já que a intenção dele de se manter no poder por décadas "já não é aceitável". "Agora está claro que o momento (de Kadafi) no poder passou faz tempo", declarou a secretária. (Agências)


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terça-feira, 14 de junho de 2011

9 O governo tem a obrigação de aceitar o resultado dos referendos. Silvio Berlusconi

nternacional

Itália pede 'divórcio' de Berlusconi

Stefano Rellandini/Reuters

Eleitores ignoram pedidos de boicote e votam a favor de referendos

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primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, sofreu uma forte derrota ontem, uma vez que italianos compareceram em massa para votar em referendos que o premiê havia estimulado a boicotar. As propostas para repelir a legislação da era Berlusconi sobre energia nuclear, privatização da água e imunidade judicial para ministros de governo foram apoiadas pelos partidos de oposição e criticadas pelos de centro-direita. Números do Ministério do Interior indicam um comparecimento de 57% dos eleitores, uma marca acima dos 50% necessários para validar os plebiscitos e que foi atingida pela última vez em 1995, informa o The Wall Street Journal. Mais de 95% do eleitorado votou pelo "sim", ou seja, para derrubar as leis. Os partidos da centro-esquerda italiana, que fizeram ampla campanha para os eleitores comparecerem, estão eufóricos. Pierluigi Bersani, líder da oposição, disse que o resultado foi um sinal decisivo da necessidade de mudanças políticas e pediu a renúncia de Berlusconi. "Esse referendo marca um divórcio entre os italianos e o governo. Neste ponto, o governo precisa ir embora e convocar novas eleições", declarou Bersani.

energia nuclear. Ao apelar às pessoas que não votassem, Berlusconi transformou isso em uma eleição contra si próprio", disse Giovanni Sartori, professor de Ciências Políticas na Universidade de Florença. Os referendos colocam em xeque ainda a lei do legítimo impedimento, que permite a Berlusconi e seus ministros não comparecer a audiências judiciais por compromissos oficiais e a privatização do fornecimento de água. Impopular - O resultado das urnas é particularmente significativo após Berlusconi e seus aliados de centro-direita terem sido derrotados nas eleições municipais e regionais que aconteceram há duas semanas. Embora Berlusconi ainda possua a estreita maioria no Parlamento que precisa para governar, sua popularidade teve uma queda acentuada nos últimos meses. A cronicamente enfraquecida economia italiana está pesando sobre o eleitorado, enquanto o público é alimentado pelas notícias dos problemas judiciais do premiê, incluído seu julgamento mais recente, no qual é acusado de ter pago para fazer sexo com uma adolescente marroquina, que era menor de idade, e ter tentado encobrir o escândalo - acusações que Berlusconi nega. (Agências)

Berlusconi, que ainda amarga derrotas eleitorais locais do mês passado, declarou que não votaria, mas a participação extraordinariamente alta acabou com qualquer esperança que ele poderia ter de que o quórum necessário de 50% não fosse alcançado. Em um comunicado, o premiê disse que o governo aceitará o resultado "claro" da votação. "O governo e o Parlamento têm agora a obrigação de aceitar plenamente o resultado dos quatro referendos", afirmou o líder. Energia nuclear - Berlusconi disse que a votação provavelmente pôs fim a qualquer perspectiva de uso da energia atômica e que a Itália terá agora que "se comprometer de maneira forte com a energia renovável". O premiê tornou a volta da energia nuclear uma das suas prioridades de governo. A Itália abandonou a energia atômica em 1987, logo após o desastre atômico de Chernobyl, na Ucrânia. Na época, a população rechaçou o uso da energia nuclear em um plebiscito. Na eleição de domingo e segunda-feira, claramente as imagens do desastre atômico na usina japonesa de Fukushima tiveram um peso na mente dos eleitores, levando as pessoas às urnas. "Este foi um voto contra a

Stefano Rellandini/Reuters

Primavera em alta

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governo de direita do primeiroministro da Itália, Silvio Berlusconi, contava com a indiferença e o clima primaveral para o fracasso dos referendos. O resultado, porém, foi o contrário. Manifestantes em Roma aproveitaram as temperaturas amenas para irem às ruas para comemorar o voto pelo "sim", ou seja, para derrubar as leis do premiê.

40 anos depois, a verdade sobre o Vietnã. Papéis do Pentágono publicados na íntegra

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uatro décadas atrás, um jovem analista de Defesa vazou um estudo ultrassecreto cheio de revelações sobre a conduta dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Ontem, o estudo, que ganhou o nome de Papéis do Pentágono, finalmente foi divulgado em sua totalidade. Trata-se de um marco para pessoas que fazem denúncias. Recentemente, ele voltara a receber atenção devido a comparações com a divulgação de documentos pelo site WikiLeaks.

Os Papéis do Pentágono revelaram um padrão de mentiras dos governos de John Kennedy (1961-63), Lyndon Johnson (1963-69) e outros que aumentaram o conflito, enquanto garantiam que os EUA não queriam uma guerra mais ampla. Sua divulgação, iniciada em 1971 no The New York Times, ajudou a aumentar a pressão pública contra a guerra e resultou em uma decisão histórica da Suprema Corte a favor da liberdade de expressão. (Agências)

Reuters

TREMOR – Pelo menos cinco terremotos sacudiram na manhã desta segunda-feira (noite de domingo em Brasília) a cidade de Christchurch, a mais populosa da Nova Zelândia. O primeiro-ministro John Key disse que ninguém morreu, nem houve registros de casos graves entre os feridos. Ocorreram, porém, novos danos ao distrito comercial no centro da cidade. Muitas casas estão sem eletricidade, água ou coleta de esgoto. (AE)

Referendos derrubam leis de Berlusconi sobre energia nuclear, privatização de água e imunidade judicial.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Luiz Guarnier/AE

MAIS VOOS CANCELADOS As cinzas do vulcão chileno Puyehue ainda estão sobre os céus da Argentina, do Uruguai e, em menor proporção, do Brasil. Elas mudam a logística das empresas aéreas, tanto que, ontem, no País, 45 voos foram cancelados, a maioria por causa da nuvem vulcânica.

idades

Ônibus atropela e mata presidente da Lorenzetti

Empresário e ciclista, Antonio Bertolucci, 68 anos, pedalava diariamente na Capital, durante duas horas. Segundo testemunhas, ele perdeu o equilíbrio da bicicleta, caiu e um ônibus o atropelou. à noite houve um protesto de ciclistas.

JB Neto/AE

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empresário e ciclista Antonio Bertolucci, 68 anos, morreu ontem de manhã depois de ser atropelado por um ônibus de turismo em uma alça de acesso à avenida Sumaré, na zona oeste de São Paulo. Bertolucci era presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, fabricante de duchas e chuveiros. O ciclista chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas, mas morreu um minuto após dar entrada ao local, às 9h36 da manhã. em nota, a empresa lamentou o acidente e informou que Antonio Bertolucci deixava mulher e seis filhos. O acidente ocorreu quando o empresário passava ao lado da Praça Caetano Fraccaroli, que dá acesso à avenida. Segundo testemunhas, o empresário teria perdido o equilíbrio e caído. O ônibus de turismo que passava pelo local atropelou-o. O atropelamento ocorreu por volta das 9h20. O motorista do ônibus disse à polícia que trafegava pelo acesso à avenida Paulo 6º quando ouviu um barulho ao fazer a curva. Ele afirmou só ter visto o ciclista pelo retrovisor, quando ele já

Protesto contra atropelamento: ciclistas pintam bicicleta fantasma no local da morte de Bertolucci

estava caído no chão, entre o veículo e a guia da calçada. Segundo o boletim de ocorrência, Bertolucci foi atingido pelo pneu dianteiro direito do ônibus. A ocorrência foi registrada no 14º DP (Pinheiros), que vai investigar as circunstâncias do acidente. Bertolucci também era acionista do Grupo Lorenzetti. A empresa foi fundada por seu avô, Alessandro Lorenzetti, em 1923, e até hoje é controlada pela família. Ele trabalhava na

Procon pede intervenção na Eletropaulo

empresa desde os 18 anos de idade. A sede da empresa funciona na Mooca, na zona leste, para onde o ciclista ia todo dia de carro depois de pedalar durante duas horas. As pedaladas do empresário ocorriam entre as 7h e as 9h. O trajeto era sempre o mesmo: de sua atual residência, nas proximidades do Shopping Iguatemi, no Jardim Paulistano, até sua antiga casa no Sumarezinho (zona oeste). No caminho, passava na padaria para comprar pães

frescos e deixava-os na casa de um dos filhos, a alguns quarteirões de distância da sua casa. Depois, seguia em direção à avenida Sumaré, parava na sua bicicletaria preferida, na rua Arruda Alvim, e voltava para o café da manhã com a esposa, por volta das 10h. Seu filho, o administrador Rogério Bertolucci, de 42 anos, contou que o pai já havia sofrido alguns pequenos acidentes no trânsito e que a família já o havia desaconselhado a

continuar com os passeios diários. Mas sua paixão pelas bicicletas era maior. "Desde que eu me conheço por gente ele anda de bicicleta. Ele já tinha mais de 15 bicicletas e todo dia levava uma delas para consertar ou dar uma calibrada. A gente falava para ele parar com esse esporte, mas não adiantava. Ele adorava fazer isso", contou. Rogério diz que a família já se mobiliza para acionar judicialmente a empresa proprietária do ônibus de turismo que atropelou o pai. Segundo ele, a ideia é conseguir uma indenização para ser destinada às causas dos ciclistas urbanos. "Queremos fazer alguma coisa em prol do ciclismo. Para você ter uma ideia, não existe nenhuma ciclovia na região da cidade onde moramos", diz. De acordo com Rogério, a família acredita que o ônibus estaria trafegando em alta velocidade. À noite, um grupo de ciclistas protestou no local do acidente, pintando uma "ghost bike" (bicicleta fantasma) no asfalto, indicando que ali havia morrido um ciclista. (Agências)

Mãe manobra carro e mata filha de 4 anos

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ma jovem atropelou a própria filha, de quatro anos de idade, e a mãe, na tarde de anteontem, e m Ca m p o s d o J o rd ã o (181 km de São Paulo). A menina morreu na hora. Para a polícia, foi um acidente. Rafaela da Silva, 21, está emocionalmente abalada. A mãe dela, Soraia Aparecida da Silva, 38, sofreu ferimentos graves e está internada no Hospital São Lucas, em Taubaté, onde ontem se submeteria a uma cirurgia do fêmur. Em depoimento à polícia, o marido de Rafaela disse que, anteontem à tarde, ela pediu-lhe a chave do carro, que estava na garagem da casa da mãe dela, na Vila Dubieux. Em seguida, de acordo com o marido, ele ouviu o barulho da batida. A mãe e a filha de Rafaela foram prensadas pelo carro contra um muro. A jovem, que está grávida de três meses, não tinha carteira de habilitação. "Tudo indica que foi acidente, mas será investigado", disse o delegado. (Folhapress).

Patricio Rodrigues/Reuters

Agliberto Lima/DC - 10/11/2009

Constantes apagões na cidade resultaram em críticas à Eletropaulo

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Fundação Procon pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma intervenção administrativa na concessionária AES Eletropaulo em razão do que chamou de "gravíssimos problemas" na distribuição de energia, na região metropolitana de São Paulo, desde 2009. Na semana passada, algumas áreas chegaram a ficar mais de três dias sem energia elétrica, o que fez com que o governador Geraldo Alckmin (SP) afirmasse que a empresa não tem condições de atendimento rápido ao usuário diante de problemas causados pela chuva na rede elétrica. Na prática, o pedido do Procon tenta fazer com que um representante da Aneel assuma o controle da AES Eletropaulo no lugar da atual diretoria da empresa. "O objetivo é que a empresa restabeleça a regularidade e o bom funcionamento dos seus serviços", divulgou o órgão do consumidor. Segundo os argumentos do Procon, "é dever da concessionária estar preparada para enfrentar problemas climáticos e manter uma equipe eficiente para, em tempo razoável, res-

tabelecer o fornecimento de energia, "o que não tem se verificado nos últimos tempos". Dos R$ 18 milhões em multas aplicados pelo Procon até hoje, contudo, apenas R$ 3,5 milhões foram pagos. O órgão atribui isso a trâmites, já que a empresa recorreu nos processos administrativos e também na esfera judicial. Queixas e crítica– O Procon também apresenta entre os argumentos para mostrar o serviço deficitário prestado pela AES Eletropaulo o fato de a empresa ter ficado nos dois últimos anos entre as mais reclamadas. No ranking de queixas feitas ao Procon, ela ficou em 6º em 2010, e em 3º em 2009. Outra crítica do Procon é a recusa da empresa em indenizar os consumidores que têm os equipamentos danificados em função de queda de energia. Investimento – A AES Eletropaulo informou que "tem mantido um plano de investimentos crescente, de forma a assegurar não só o atendimento ao crescimento no consumo de energia elétrica, mas também para garantir a melhoria da qualidade do fornecimento de energia". (Agências)

Nuvem do vulcão chileno Puyehue toma o céu da Patagônia, na Argentina. País volta a cancelar voos por causa das cinzas vulcânicas.

Cancelamento de voos já é rotina David Crosling/AFP

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s aeroportos brasileiros registraram ontem 45 cancelamentos de voos internacionais, parte deles afetados pela nuvem de cinzas do vulcão chileno que está sobre o espaço aéreo do Uruguai e da Argentina e, inclusive, no Brasil. Até as 18h, haviam sido registrados 25 cancelamentos em Guarulhos, 11 no Galeão e 5 em Porto Alegre. Os aeroportos de Belo Horizonte, Campinas, Curitiba e Florianópolis também registraram um cancelamento cada. Em Guarulhos, o aeroporto mais afetado, foram cancelados 16 voos que partiriam para Buenos Aires e outros quatro para Montevidéu até as 18h. Em nota, a TAM informou que "os clientes da companhia devem ligar para a Central de Atendimento da TAM antes de se dirigirem ao aeroporto ou

Aeroporto de Melbourne, na Austrália: sem voos por causa do vulcão

para remarcar seus voos. Eis os números telefônicos: 40025700 (capitais) e 0800-5705700 (demais localidades). A Gol orientou os passageiros a "permanecer em suas cidades de origem e verificar a situação dos voos com a empresa antes de se dirigir ao aeroporto". A companhia ainda

informou que "providenciará reacomodações sem cobrança das taxas previstas e, se os clientes preferirem cancelar a viagem, receberão o reembolso no valor integral dos bilhetes". O número de atendimento da Gol é 0300-115-2121. Retorno – A nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue

chegou ao município de Chuí (518 km de Porto Alegre), no extremo sul gaúcho, no início da tarde de ontem, segundo a Aeronáutica. As cinzas, porém, devem ficar restritas à região, informou a instituição. Segundo a Aeronáutica, o último boletim emitido pelo Volcanic Ash Advisory Centre, da Argentina, instituto responsável pelo monitoramento da situação no Cone Sul, indicava que a nuvem não deveria avançar sobre o espaço aéreo brasileiro, mantidas as atuais condições atmosféricas. Arg enti na – Devido à nuvem vulcânica sobre Buenos Aires, todos os voos, que haviam sido reprogramados a partir das 21 horas de ontem, voltaram a ser cancelados, segundo informaram as companhias Aerolineas Argentina, Austral e Lan. (Agências)


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terça-feira, 14 de junho de 2011

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11 Santo Antônio é maravilhoso, ele salvou minha vida. Jarbas Junqueira, devoto de Santo Antônio

idades

Pablo de Sousa/LUZ

Cada vez mais, homens apelam a Santo Antônio Fotos de Newton Santos/Hype

O professor Ken C. Winters: a maconha é uma droga insidiosa

Professor dos EUA refuta liberação da maconha Valdir Sanches

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Folhapress

psiquiatra e professor Ken C. Winters, da Universidade de Minnesota, dos Estados Unidos, não concorda com a posição do expresidente Fernando Henrique Cardoso, e dos ex americanos Bill Clinton e George W. Bush, que querem a descriminalização da maconha. Pesquisador do uso de drogas na adolescência, Winters deu uma palestra ontem na Escola Britânica de São Paulo (Saint Paul School), no Jardim América. Os três ex-presidentes estão no documentário "Quebrando o Tabu", dirigido por Fernando Grostein Andrade. No filme, destacam a ineficiência do atual modelo de combate ao tráfico de drogas: gastam-se bilhões de dólares, mas o consumo continua aumentando. Acham que o problema deve ser encarado com menos repressão e mais políticas de saúde pública, que livrem os usuários da dependência. Custo – Winters não aceita a descriminalização da maconha, ou a legalização de drogas, por considerar que o consumo tende a aumentar. “Nos Estados Unidos, se soubessem que a legalização traria uma diminuição do custo das drogas para a sociedade, todo mundo assinaria embaixo. Porque ninguém quer pagar o custo que as drogas provocam. Mas ninguém acredita nisso lá.” Sobre a maconha, diz que não é uma droga inócua. “Cada vez mais se sabe que compromete a capacidade de julgamento, de decisão, as pessoas perdem dia de trabalho.“ É uma droga “insidiosa”. “O efeito não está no primeiro momento, mas vai sendo acumulado com o passar do tempo. Apresentar a maconha como uma droga sem custo social, não corresponde à realidade.” Força – Não crê que a legalização da maconha e outras drogas acabem com o tráfico, "que vai achar um jeito de colocar drogas mais atraentes, ou mais potentes, no mercado, e competir em qualquer sistema de legalização. Ele é uma força de mercado poderosa.” Por sua óptica, o consumo continuaria alto. “E o aumento de consumo leva ao aumento de problemas. Quando a pessoa está intoxicada, mesmo não sendo delinquente, tende a se envolver em uma série de comportamentos criminais. Briga em família, ou na rua, ou pratica de crimes de outro tipo, que às vezes nem chegam ao sistema judiciário.” Concorda com Fernando

Henrique Cardoso, quando diz que a melhor alternativa para as pessoas que usam drogas é o tratamento (o que, afinal, é um conceito geral). Sustenta que é preciso criar uma rede, um sistema de tratamento para as pessoas que têm problemas com drogas. “Colocar as pessoas simplesmente na cadeia, pelo uso de drogas e não oferecer nenhum tratamento, não é uma boa alternativa.” Lei – No Brasil, uma lei de 2006 permite que portadores de pequenas quantidades de drogas não sejam mandados para a prisão, mas a juizados especiais. Aqui podem receber advertência, ou sanções como prestação de serviços comunitários, ou participação em programas de desintoxicação. O sistema tem recebido críticas, porque a lei não estabelece quantos gramas são uma dose pequena. Quem decide se é pequena ou não é o juiz. Teme-se que possa haver tratamento desigual, dependendo da posição social do usuário. Multas – Winters diz que, nos Estados Unidos, o porte de pequenas quantidades recebe como pena uma multa. “Cada Estado determina quanto representa uma pequena porção, e a maior parte da penalidade é de multa. Dependendo da quantidade, vai caracterizar um outro patamar, o tráfico, e a pessoa vai presa.” Mesmo quando o usuário não vai para a cadeia, mas para um sistema de tratamento, ele é monitorado. “Se ele for para o tratamento, e não parar de usar drogas, isso vai ter consequências.” Voltando para a situação no Brasil, Winters diz: “Uma pessoa que, sob o uso de drogas, comete algum crime, não deveria receber nenhum tipo de benefício. Ela deveria receber a punição que merecesse. Mas quando está na prisão, teria que receber tratamento”. Saúde – Partidários da descriminalização das drogas dizem que, em Portugal, isso reduziu o consumo. Winters diz não crer nisso. “Existem avaliações independentes que mostram que, nesses casos, os problemas tendem a aumentar. Isso já está acontecendo na Holanda, onde há legalização parcial de drogas. As avaliações independentes mostram que aumentou o consumo, e que é um problema de saúde pública. E o país está voltando atrás na legalização.” O professor diz que nos EUA três Estados admitem a maconha médica, com prescrição. “Mas muita gente não vê com bons olhos, porque aumentou muito o consumo”, afirmou.

TÁXI COM FAIXA – Os táxis de São Paulo vão ostentar, a partir de 2012, uma faixa quadriculada nas laterais e traseira para facilitar a visualização pelo usuário e reforçar a fiscalização. O carro terá o número de registro na Prefeitura e a identificação da frota.

O Santo Casamenteiro, geralmente procurado por mulheres em busca de um companheiro, tem agora novas responsabilidades: atender pedidos de homens interessados em arrumar uma noiva ou até mesmo uma esposa. Ontem, dia do santo, fieis procuraram também por saúde e emprego. O mineiro Adair José Gomes faz até novena para se casar.

Fieis lotaram ontem a igreja de Santo Antônio, no Pari, zona leste de São Paulo: saúde, emprego e amor

Geriane Oliveira

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omens e mulheres de todas as idades, fieis devotos de Santo Antônio, lotaram ontem a tradicional Igreja do Pari e suas barracas na praça, durante a 97ª festa em louvor ao "Santo Casamenteiro". A maioria, é claro, estava atrás de uma troca de alianças no altar. "Já tenho namorado e vim pedir uma forcinha porque quero me casar", confessou Dulcinda Alves, de 42 anos, que veio de Arujá. Porém, a presença mais surpreendente era a de Adair José Gomes, 30 anos, ajudante-geral. Ele veio de Belo Horizonte para pedir uma noiva ao santo. "Estou procurando uma esposa para casar faz tempo e vou continuar pedindo", disse. "Estou rezando a novena e confio que ele vai me ajudar". A surpresa não era por conta de algum ineditismo na sua iniciativa, mas sim porque a presença masculina aumenta ano a ano, segundo informa frei Gilmar José da Silva, de 42 anos. Essa devoção masculina é antiga como testemunha o aposentado Jarbas Junqueira, de 56 anos, morador da Água Funda, na zona sul, que já na porta da Igreja chorava e agradecia a Santo Antônio em voz alta. "Santo Antônio é maravilhoso, ele salvou minha vida", disse emocionado. "Faz 35 anos que casei graças ao santo que me atendeu e venho todo ano agradecê-lo. Naquela época eu bebia, porque tinha perdido minha mãe e estava muito mal. Então naquele dia entrei em uma Igreja e pedi para Santo Antônio e ele me fez um grande milagre: em três meses, conheci minha esposa e parei de beber. Ele ajeitou minha vida", exclamava o fiel. Outra devota pedia principalmente um emprego. "Hoje estou pedindo primeiro um emprego, mas também peço um namorado", contou timidamente a pedagoga Meire Rodrigues, de 26 anos, enquanto registrava as suas intenções na mesa ao fundo da Igreja. Ao lado dela, a voluntária do setor de pedidos, Jaine Triani, de 64 anos, acostumada a atender os devotos, afirmava que este ano o número de pedidos de casamentos já era recorde. "Pela minha mesa já passou um monte de mocinhas pedindo casamento". E para quem reclamava ela dava seu conselho: "Pede com fé que ele ajuda, e se não conseguir, põe a imagem dele de cabeça para baixo e você vai ver que ele te atenderá rapidinho". Emprego - De acordo com o frei Gilmar, o número geral de devotos atraídos à festa aumenta a cada ano. "Hoje a gente observa que em primeiro lugar as pessoas vêm pedir saúde, depois emprego e em se-

O mineiro Adair José Gomes, que veio de Belo Horizonte pedir que o santo o ajude a encontrar uma esposa

"Já tenho namorado e vim pedir uma forcinha porque quero me casar", disse Dulcinda, de 42 anos, que veio de Arujá credito

"Estou pedindo primeiro um emprego, mas também peço um namorado", contou a pedagoga Meire Rodrigues, de 26 anos

guida a graça de um bom casamento", afirmou. Segundo o frei, a festa já atrai mais de 100 mil fieis vindos de diversos pontos da cidade e de outras regiões à procura de auxílio ou cumprir promessas. "Já perdemos as contas dessa multidão", disse o frei ao explicar que este ano a festa tem caráter beneficente porque os recursos arrecadados serão usados no projeto de reforma da Igreja, que pegou fogo em 2006. Segundo o pároco, o custo estimado da reforma soma R$ 360 mil. Fé e pão bento - O dia foi de grande movimentação na igreja e na praça onde aconteceu uma espécie de quermesse com treze barracas temáticas, comidas típicas e jogos com prêmios. Antes do meio-dia, a fila do pão bento do santo, distribuído gratuitamente aos fieis, dava volta na praça. A do bolo, que era vendido a R$ 3, não teve trégua. Para atender a todos, voluntários se revezaram. As mulheres da barraca do bolo de Santo Antônio haviam preparado 150 bolos, aproximadamente cinco mil quilos da iguaria, que formou o tradicional bolo gigante. "Trabalho aqui há 32 anos desde quando Santo Antônio salvou minha filha", disse a coordenadora da barraca, Wanda Freitas Lavia, de 63 anos . "Ela era criança quando engoliu um apito de brinquedo e foi parar no hospital e ficou internada um mês. Aí rezei e milagrosamente o apito saiu no outro dia. Então fiz uma promessa: enquanto tiver forças, vou trabalhar para ele nessa festa". "Vim para agradecer pelos meus 25 anos de casamento com a bênção do santo", dizia Luiz França, de 55 anos, na fila do pão bento. Segundo os organizadores, foram distribuídos cerca de 500 mil pãezinhos. "Para nós, franciscanos, essa data é muito importante porque reforça o carisma franciscano na comunidade unida em torno da devoção da partilha e da alegria", concluiu o frei Miguel da Cruz, de 37 anos. Segundo a Arquidiocese de São Paulo, há 13 Igrejas dedicadas a Santo Antônio na cidade.


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terça-feira, 14 de junho de 2011

Logo Logo

Círculo do livro é uma poltrona de leitura feita com 15 módulos e com capacidade de armazenar até 400 livros.

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JUNHO

12 -.LOGO

Dia Mundial do Doador de Sangue

http://j.mp/kJ42lW

I NTERNET E DUCAÇÃO

F ILANTROPIA

Twitter lucra com anúncios

/Noah Seelam/AFP

'Trending Topics' patrocinados rendem US$ 120 mil por dia à empresa

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Crianças indianas aprendem a escrever em inglês em uma escola primária pública nas proximidades de Hyderabad, capital do estado de Andhra Pradesh. Ontem, início do ano escolar na Índia, o governo colocou em ação um plano de alfabetizar as crianças também em inglês. Segundo a comissão de educação do país, apenas 1% da população indiana usa o inglês como segunda língua.

custo de um anúncio no Twitter triplicou desde que a empresa criou os Trending Topics patrocinados. A revelação foi feita ontem pelo site The Next Web, que revelou o custo diário de manter uma simples chamada para uma marca no topo dos temas mais comentados do dia, conhecidos como Trending Topics ou simplesmente "TT" pelos tuiteiros. O tópico, que aparece marcado como "Promoted" na tela do internauta, custaria US$ 120

mil por dia. Segundo o site Business Insider, no ano passado, quando foi criado o serviço, esse custo era de US$ 30 mil por dia. Segundo o site The Next Web, até o fim do ano, além dos Trending Topics patrocinados, o Twitter planeja oferecer um novo sistema de publicidade inspirado nos anúncios que aparecem no Google e no Facebook, baseado nos interesses, buscas e temas ou palavras postadas pelos usuários. Cada vez que os usuários dos dois sites clicam nos anúncios que aparecem

em suas páginas, os anunciantes pagam um determinado valor aos administradores dos dois sites. Facebook e Google faturam bilhões de dólares por ano com o sistema, mas a limitação do Twitter ainda é o número reduzido de usuários. O facebook tem atualmente cerca de 500 milhões de usuários e o Twitter anunciou no mês passado 301 milhões de usuários, mas apenas 21 milhões desse total são realmente ativos na rede social de microblog.

Zuckerberg poderá partilhar fortuna O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, pode seguir os passos do fundador da Microsoft, Bill Gates e doar parte de sua fortuna para causas sociais. Em entrevista ao site Daily Mail, Gates revelou que Zuckerberg está disposto a integrar um grupo de milionários que pretende fazer a doação após morrer. Na entrevista, Gates também deixou escapar que Mark, 27 anos, pode estar noivo de Priscilla Chan. Gates encerrou elogiando Mark. "Ele merece crédito. Eu comecei filantropoia de verdade nos meus 40 anos. Ele está começando bem mais cedo que isso".

Nelson Almeida/AFP

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C A R T A Z

MÚSICA

O cantor Gunnar Vargas apresenta o CD 'Circo Incandescente' dentro do projeto "Pague quanto vale pra você!" no Teatro da Vila. Rua Jericó, 256, às 21h. A CESSIBILIDADE

M ISTICISMO

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Profeta do fim do mundo sofre AVC

Mouse virtual teve 300 mil downloads

O tele-evangelista Harold Camping, que se tornou famoso ao profetizar (sem sucesso), que o mundo acabaria em 21 de maio passado, foi hospitalizado depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC), Tom Evans, portavoz da rede Family Radio, fundada por Camping. Aos 89 anos, Camping sentiu-se mal depois da transmissão de seu programa de rádio diário "Open Forum", em Oakland, Califórnia. Depois de constatar a sua estrondosa falha de previsão, Harold Camping justificou-se dizendo que "os cálculos estavam errados em apenas cinco meses", remetendo o fim do mundo para 21 de outubro. A rede Family Radio tem mais de 150 estações e sua programação é transmitida em mais de 40 línguas.

O mouse virtual Headmouse, que funciona com ligeiros movimentos de cabeça e gestos faciais já teve mais de 300 mil downloads na América Latina. Desenvolvido pela Universidade de Lleida, em parceria com a empresa Indra e a Fundação Adecco, o mouse é gratuito, altamente eficiente para pessoas com mobilidade reduzida e pode ser usado em qualquer computador com webcam. O mouse virtual, com versões em inglês, espanhol, português e italiano, realiza funções como clicar e arrastar, por meio de piscadas de olhos ou com a abertura da boca. O Headmouse está disponível no Brasil, Chile, México, Colômbia e Argentina.

ABRINDO A PASSARELA - A grife Animale abriu ontem a 31ª edição da São Paulo Fashion Week, que acontece no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, e trará coleções para a temporada Primavera-Verão 2011-2012. Na foto, a top brasileira Raquel Zimermann, liderando a fila de modelos no desfile da marca.

I NVENÇÃO L EILÃO

Luva do rei do pop por US$ 300 mil A luva preta com pedrarias que Michael Jackson usou na histórica apresentação do American Music Awards, em 1984, quando estreou seu famoso Moonwalk, será leiloada em 25 de junho na casa de leilões Julien's, em Beverly Hills, Califórnia. A peça é avaliada em US$ 300 mil. Outros 599 itens de astros da música estarão à venda, entre elas a jaqueta usada por Michael no clipe de Thriller. Gabriel Bouys/AFP

www.tecnologiasaccesibles.com

E STILO

A moto que flutua

Jan Woitas/AFP

Góticos

www.hover-bike.com

A TÉ LOGO

L OTERIAS Concurso 643 da LOTOFÁCIL 01

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Metrô de São Paulo começa a desapropriar casas no Campo Belo

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Morre o meia Adãozinho, ídolo do Corinthians na década de 1970

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Imagens mostram alguns dos visitantes do Festival Wave-Gótico na cidade de Leipzig, na Alemanha. Cerca de 20 mil pessoas de todo o mundo participaram do evento de moda, arte e música dedicado à subcultura "dark".

Inspirado nos curiosos Hovercrafts, aqueles barcos que deslizam pela água e por diversos tipos de terrenos em cima de um colchão de ar, o inventor australiano Chris Malloy criou uma motocicleta diferente que ele batizou como "Hoverbike". O veículo é uma mistura de motocicleta com hovercraft, só que sem o colchão de ar. Com um motor de 1170 cc, a moto literalmente flutua a 110 km/h e é capaz de levantar do chão até 270 kg (mas só a peça já pesa 110 quilos). Feita em fibra de carbono e Kevlar, a moto ainda não estará disponível para os motociclistas de plantão. O veículo ainda está em desenvolvimento para ser usado em emergências e resgates, fiscalização de parques e florestas, inspeção em usinas de energia e filmagens. Por isso, quem quiser sair flutuando por aí terá de esperar alguns anos.

Zoológico de São Paulo recebe doação de 161 flamingos-chilenos

Concurso 2621 da QUINA 28

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 14 de junho de 2011

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13 GOL Demanda por viagens subiu 12,7% em maio, na comparação anual.

conomia

CONSIGNADO O Banco BMG concluiu a aquisição do GE Money

Nilton Fukuda/AE

Lojas poderão ser fechadas ou transferidas. No Paraná, parte da rede deverá ser convertida em estabelecimentos virtuais.

Magazine Luiza leva Baú por R$ 83 milhões Com aquisição, feita após lançamento de ações em abril, a rede varejista ganha 121 lojas e 3 milhões de clientes de cartões.

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rede comandada por Luiza Helena Trajano desembolsará R$ 83 milhões pelo Baú, em uma operação envolvendo 121 lojas em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, segundo fato relevante divulgado ao mercado ontem. Além disso, o Magazine Luiza poderá adicionar cerca de 3 milhões de clientes à sua base de cartões. A aquisição marca o primeiro movimento da varejista após ter reforçado o caixa em abril, com os cerca de R$ 900 milhões obtidos por meio de sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações no mercado de capitais. "As lojas do Baú estão localizadas em pontos comerciais estratégicos, direcionados à classe C – o mesmo público-alvo

das lojas do Magazine Luiza", afirmou a varejista. O movimento de consolidação entre redes varejistas no Brasil ganhou força após o Grupo Pão de Açúcar alcançar a liderança absoluta do setor com as compras de Ponto Frio e Casas Bahia, anunciadas em 2009. As ações do Magazine Luiza chegaram a avançar 0,29% nesta segunda-feira, após o anúncio do acordo – e fecharam cotadas a R$ 17,20. Com isso, os papéis tiveram desempenho oposto ao do Ibovespa, que teve queda de 1,08% no pregão de ontem. Movimentação – Após perder a disputa de Ponto Frio e Insinuante para Pão de Açúcar e Ricardo Eletro, respectivamente, o Magazine Luiza desembarcou na região Nordeste, onde não ti-

As lojas do Baú estão localizadas em pontos estratégicos, direcionados ao mesmo público de nossa rede. MAGAZINE LUIZA, EM NOTA nha operações, ao adquirir a Lojas Maia em julho do ano passado. Já a Máquina de Vendas (resultante da união de Ricardo Eletro e Insinuante) incorporou a City Lar em junho de 2010, e atualmente tem mais lojas que o Magazine Luiza, com 750 unidades ante 732 de Luiza e Baú, com

Consolidação no varejo Empresas veem fusões e aquisições como forma de aumentar seus ganhos

base em números de 2010. Contudo, somando as vendas do Baú de R$ 415 milhões , o Magazine Luiza teria faturamento bruto de R$ 6,1 bilhões no último ano, ante R$ 5,7 bilhões da Máquina de Vendas. Integração – O Magazine Luiza, que prevê atingir faturamento anual de R$ 15 bilhões até 2015, espera integrar as lojas do Baú em seis meses. A rede não detalhou sobre a utilização da marca Baú da Felicidade e a previsão de faturamento, mas afirmou que o valor da operação considera "que as lojas não terão nenhuma dívida ou caixa a serem pagos integralmente na data de fechamento da transação", prevista para 31 de julho. Algumas unidades do Baú podem ser fechadas, vendidas,

União de empresas é fenômeno natural Fátima Lourenço

Iracema Chequer/AE

Neide Martingo

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m busca de oportunidades, as empresas têm demonstrado uma tendência a se unirem em vários setores. No varejo, destacam-se os casos do Pão de Açucar, que comprou o Ponto Frio e a Casas Bahia – e estaria agora interessado em se juntar ao Carrefour; e a compra da Insinuante pela Ricardo Eletro. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) indicam que, de janeiro a março, foram feitas 24 operações de fusões e aquisições, com volume de R$ 32,7 bilhões. O número representa uma queda de 38% no montante, e de 31,4% no total de negócios, em relação aos três primeiros meses de 2011. Mas o presidente do subcomitê de fusões e aquisições da Anbima, Bruno Amaral, considerou essa queda normal, dado o volume recorde dos dois semestres anteriores. "O mercado continua aquecido e o ritmo de anúncios deve apresentar uma rápida recuperação." O sócio da Mesa Corporate Governance, Luiz Marcatti, avaliou que, no primeiro trimestre de 2010, o Brasil passava pela sensação de estar se recuperando da crise. "Quem tinha dinheiro fez bons negócios com

A compra da Insinuante pela Ricardo Eletro foi um caso recente

quem precisava de recursos, e queria vender o negócio." O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisa atualmente 463 processos de fusões e aquisições. Entre os setores que mais se destacam estão construção civil, varejo, indústria (linha branca, linha marrom), laboratórios, farmacêutico, e o de planos de saúde. A função do Cade é evitar o abuso de poder e punir, caso algum negócio seja prejudicial à economia e aos consumidores. Alternativa – Para o consultor e sub-coordenador do Conselho de Câmaras Internacionais de Comércio (CCIC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Farid Murad, as fusões e as aquisições são uma tendência crescente. "As pequenas empresas não sobreviverão sozi-

nhas. Quando elas fazem compras de mercadoria, por exemplo, pagam sempre um preço maior do que as grandes companhias. Unidas, as menores compram melhor e vendem mais barato. Além disso, as grandes se tornam ainda maiores, pois marcam presença em vários lugares", disse. Para o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e presidente do Cade entre 1996 e 2000, Gesner Oliveira, há razões que estimulam as negociações entre as empresas. "A tecnologia permite que as companhias fiquem conectadas no mundo todo, com custo baixo; o crescimento regional interessa aos empresários – o que pode ser conseguido com a aquisição de pequenos negócios no Norte e Nordeste, por exemplo", avaliou.

s fusões e aquisições entre empresas são naturais do capitalismo. "Não se trata de um fenômeno nacional. Todo setor passa por algum tipo de consolidação", comentou o coordenador de pós-graduação e MBA da Trevisan Escola de Negócios, Olavo Henrique Furtado. O que acontece no Brasil, compara, é semelhante ao que se passa no resto do mundo. Para se vender para outros países, a empresa tem que adquirir escala suficiente para tornar suas operações mais lucrativas. "A fusão e a aquisição funcionam como um ganho de escala. Aceleram o processo", explicou Furtado. É o que o varejo faz no mercado doméstico, por causa da dimensão gigantesca do País e do nascimento de uma nova classe social no mundo, justificou o professor. O especialista observa que os grandes grupos do varejo brasileiro viabilizam sua expansão interna com vôos solo – normalmente em praças onde já estão estabeleci-

Dia dos Namorados: vendas sobem 9,1%. Rejane Tamoto

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frio foi o responsável pela alta de 9,1% nas vendas à vista de presentes de pequeno valor para o Dia dos Namorados. Os dados são do Serviço Central de Proteção ao Crédito - Cheque (SCPC Cheque) da Boa Vista Serviços (BVS), empresa da Associação Co-

transferidas ou integradas para evitar sobreposição em determinadas cidades. Parte das unidades adquiridas, principalmente no Paraná, também deve ser convertida em lojas virtuais. Em novembro de 2010, a descoberta de inconsistências no balanço do banco PanAmericano, também parte do Grupo Silvio Santos na época, levou o empresário e apresentador a fazer um aporte bilionário na instituição, que acabou sendo vendida ao BTG Pactual no final de janeiro. Na ocasião, o Baú despertou interesse do bilionário mexicano Ricardo Salinas, dono da rede de eletrodomésticos Elektra e do Banco Azteca, e da MM Mercadomóveis, varejista da região Sul do País, mas nenhuma oferta chegou a ser apresentada. dos – ou fazendo como o Magazine Luiza, Furtado opinou, a propósito da compra do Baú, que a rede "está correndo atrás de um tempo que se perdeu", se referindo às aquisições dos concorrentes Casas Bahia e Ponto Frio efetuadas pelo Grupo Pão de Açúcar (leia matéria acima). O professor da Trevisan disse não acreditar que a consolidação interna desse segmento do varejo tenha o objetivo de marcar território perante a concorrência internacional. "Mas esse ganho de musculatura vai ajudar as redes, em uma eventual chegada de estrangeiros. Um dia isso vai acontecer." Pequenos – Para Furtado, essas fusões e aquisições não significam a morte para o pequeno varejista de produtos eletrônicos, eletrodomésticos e de móveis. "Se você mora em uma cidade de 10 mil habitantes e quer um liquidificador, não irá para outro município para comprá-lo na Casas Bahia", exemplificou o professor. O consumidor em questão fará a compra no pequeno comércio local. O problema, para esse pequeno comerciante, é quando ele decide ser uma média empresa, ter uma rede de 20 ou 30 lojas. "Quando ele começar a incomodar, alguém vai lá e o compra. A não ser que ele tenha descoberto um segmento novo de negócio", disse.

mercial de São Paulo (ACSP, que publica este Diário do Comércio). "O movimento foi bom não apenas pela data, mas pela temperatura que estimulou as vendas, especialmente de vestuário", disse Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). As vendas a prazo de bens duráveis cresceram 3,5%, e o aumento médio das operações à vista e a prazo foi de 6,3%. Para o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da ACSP, Emílio Alfieri, isso era esperado pela contenção ao consumo. "Mesmo assim o resultado é positivo", disse.


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COMÉRCIO

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e Pedidos da indústria revelam otimismo O risco da indústria não é a desaceleração, é a competição com o produto importado. Wilson Périco, presidente do Sinaees

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Indiferentes aos indicadores que apontam desaceleração, setores manufatureiros fazem encomendas para o segundo semestre e apostam em bom crescimento. Marcos Peron/Virtual Photo

Eliana Haberli

Segmentos em fases distintas

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diminuição do ritmo do crescimento econômico do País em 2011, que está no noticiário, não preocupa diversos segmentos produtores, que recebem alto volume de encomendas do comércio para o segundo semestre. De um lado, as medidas do governo contra a inflação e para esfriar o consumo pesaram sobre as vendas do comércio brasileiro, que tiveram em abril a primeira queda em um ano. Em volume, as vendas caíram 0,2% em relação a março, a primeira retração desde abril do ano passado e a mais acentuada desde março de 2010, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), Wilson Périco, representante de fornecedores da linha marron, disse que as perspectivas para o segundo semestre são positivas. "O ritmo das encomendas é muito bom. Eu tenho falado que as medidas do governo não atingem as pessoas físicas. O impacto delas na prestação ao consumidor é mínimo. O risco da indústria não é a desaceleração, é a competição com o produto importado." Périco afirmou que o Polo Industrial de Manaus, como um todo, deve crescer 10% neste ano e que, no caso dos televisores, o apelo das tecnologias novas como plasma e LED incentivam mais as vendas do que a Copa do Mundo. Para Alfredo Bonduki, presidente do Sinditêxtil de São Paulo, entidade representante da cadeia de abastecimento do setor, o segundo semestre será bom para indústria e varejo, ainda mais se for feita a

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Empresas do setor têxtil estão com expectativas otimistas em relação à demanda para o segundo semestre do ano, segundo o Sinditêxtil de SP.

comparação com igual período do ano passado. Algodão – "A partir de setembro do ano passado, tivemos desaquecimento relacionado com a alta recorde do preço da fibra de algodão, que subiu 170% em um ano, gerando aumento de preços entre 10% e 15% nos produtos", disse Bonduki. "Mas, neste ano, a safra brasileira de algodão que começa a entrar em julho é recorde: 2 milhões de toneladas ante 1,3 milhão de toneladas em 2010. Com isso, poderemos crescer 40% em relação ao ano passado." Ricardo Trombini, presidente da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (Abpo),

disse que não considera que a previsão anual da entidade para o setor será alterada no próximo semestre deste ano. "Nós prevemos crescimento de 3,5% em todo o ano, fundamentado nas indicações de expansão da indústria de transformação, nos dados de renda e no desempenho da inflação. Tudo indica que esse número será alcançado", afirmou Trombini. "No segundo semestre, a alta de vendas do nosso setor deverá ser entre 5% e 6%." O empresário afirmou que as perspectivas positivas se devem aos supermercados, uma vez que eles representam 70% das compras de papelão. "Na venda de alimentos, o cré-

dito tem peso menor", disse. Confiança – Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o nível de confiança do setor em relação à demanda no próximo semestre vem apresentando deterioração nos últimos dois meses em decorrência da percepção negativa da política monetária, que, segundo análise de Skaf, diminuiu a expansão do crédito, ampliou a inadimplência e aumentou a taxa de juros. "A piora das expectativas da indústria demonstra que a demanda do setor varejista já começou a mostrar sinais de desaceleração e que isso deve se manter nos próximos me-

Hora de investir no pós-venda Neide Martingo

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onsumidores cada vez mais exigentes e a alta nas vendas, proporcionada pelo aumento da renda das classes C e D, provocam uma preocupação cada vez maior das empresas com relação ao pós-venda. Para conhecer de perto as necessidades e vontades dos consumidores, vale aproveitar o contato que os técnicos e funcionários do call center têm com os clientes – assim como a oportunidade dos encontros nas redes sociais. É o que está fazendo o Whirlpool da América Latina, grupo detentor da Brastemp,

Consul e KitchenAid, segundo o seu diretor de Serviços, Fábio Armagaijan. A companhia tem 2,5 mil técnicos, que atendem em serviços autorizados, e cada um desses profissionais está recebendo treinamento para interagir melhor com os clientes. "Eles trazem para a empresa as sugestões que ouvem dos clientes. As informações ajudam os designers a desenvolver um produto cada vez mais prático", disse Armagaijan. Hoje, o grupo tem 25 mil modelos de peças – que precisam estar à mão dos técnicos para reposição.

Tecnologia – "O maior investimento em tecnologia da informação da companhia neste ano aconteceu na área de atendimento ao consumidor. O pós-venda sempre foi prioridade, mas nos últimos três anos o processo ganhou atenção especial", afirmou o executivo. A Whirlpool informa que está presente nas mídias sociais desde 1999. Para Armagaijan, a comunicação aumenta a reação do consumidor. Mas não é a melhor forma de expressão. "O cliente vai ter resposta mais rápido se entrar em

contato com a empresa", disse ele. Um exemplo de como as redes sociais podem ajudar, ou atrapalhar uma empresa: um cliente insatisfeito com um produto da marca Brastemp ganhou notoriedade ao postar um vídeo no Youtube, no começo deste ano. De acordo com Armagaijan, quando o assunto virou febre na internet, tudo já estava resolvido. O diretor disse que a companhia detém 40% do mercado nacional de eletrodomésticos, e possui fábricas em vários Estados.

Fiesp reclama dos produtos importados da Argentina e China Paula Cunha

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epresentantes da indústria paulista reivindicaram ontem ações para proteger o setor do aumento das importações, principalmente da China e da Argentina. O Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu Tatiana Lacerda Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), para debater os pro-

blemas causados pela concorrência dos importados. O encontro aconteceu na sede da Fiesp e foi aberto pelo diretor de Comércio Exterior da entidade, Roberto Giannetti da Fonseca. Ele lembrou as dificuldades que o Brasil vem enfrentando no comércio com a Argentina, com o aumento das importações do país vizinho. Durante a reunião, Prazeres afirmou que o governo brasileiro vai continuar monitorando as ações das autoridades argentinas. No mês passado, o Ministério do Desenvolvimento retirou da liberação automática a

importação de carros de montadoras instaladas na Argentina. A medida foi entendida como represália às dificuldades criadas pelo país vizinho aos produtos brasileiros. No início deste mês, a medida foi suspensa e 11 mil automóveis argentinos cruzaram a fronteira. Mas foram exportad o s c a l ç a d o s b r a s i l e i ro s , pneus e máquinas agrícolas. Fonseca insistiu que o governo deve adotar novas medidas. China – Em relação à China, o diretor da Fiesp ressaltou que a política de câmbio chinesa prejudica os demais países, e organismos como o Fundo Monetá-

rio Internacional (FMI) deveriam impor suas regras para combater o problema. Segundo Roberto Giannetti da Fonseca, o Fundo tem uma cláusula que determina que seus membros devam adotar disciplina cambial como instrumento para aumentar sua competitividade. Mas o Fundo, na opinião de Fonseca, não sabe como punir quem abusa destas medidas. "A Organização Mundial do Comércio (OMC) não tem também como fazer isso, mas as duas instituições deveriam impor punições a quem adota más práticas comerciais", disse ele.

ses. Já existem indícios importantes disso, como a queda da confiança do consumidor ocorrida nos últimos meses", disse o dirigente. Skaf acrescentou que dos 26 setores que compõem as estatísticas da entidade, 19 apresentaram piora nas expectativas sobre a demanda. Dentre eles, estão produtos alimentícios e bebidas, têxtil, vestuário e limpeza. As estatísticas por setor, entretanto, ainda não mostram o que a Fiesp e o IBGE apontam, em uma evidência de que movimentos em sentidos opostos estarão acontecendo simultaneamente no segundo semestre deste ano.

a opinião de Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o que está ocorrendo no País é uma diferença entre o desempenho dos setores industriais e o movimento do varejo. "O comércio vinha crescendo mais que a produção industrial. A diferença entre um movimento e o outro é a entrada dos importados. Agora, pode acontecer que o comércio cresça menos do que alguns setores industriais", disse Solimeo. "Eu, particularmente, não acredito que vá ocorrer uma desaceleração geral. O IBGE, sem dúvida, está assinalando uma queda de ritmo. O que aconteceu nos primeiros quatro meses do ano é bastante expressivo – o acumulado desse período mostra alta menor (7,6%) do que o acumulado dos 12 meses (9,5%). Mas não acredito em nenhuma queda muito dramática no segundo semestre." O economista citou a migração de compras de um segmento para outro. Se há uma desaceleração relativa de vendas de automóveis pode haver uma aceleração na compra de linha branca ou linha marron, mesmo em cenário de moderado crescimento. (EH)

Tramontina solicita investigação de dumping

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pedido da Tramontina, a secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) abriu investigação para apurar a prática de dumping nas exportações de talheres de aço inoxidável da China para o Brasil. A diferença entre o valor normal do produto e o preço de exportação foi de US$ 35,74/kg, segundo apurou a Secex ao analisar as operações feitas de julho de 2009 a junho de 2010. A secretaria também constatou que a entrada dos produtos chineses contribuiu para a redução das vendas da indústria brasileira no mercado nacional. Essa queda só não foi maior porque a indústria local cortou seus preços.

Como a China não é considerada uma economia de mercado, para a comprovação do dumping a Secex usou como parâmetro a Itália, a terceira maior exportadora de talheres do mundo. Com base no preço de suas vendas aos Estados Unidos, o preço considerado normal foi de US$ 39,22/kg, mas o valor das exportações de talheres da China para o Brasil foi de US$ 3,48/kg. Panelas – Outra investigação solicitada pela Tramontina está em curso desde dezembro para apurar dumping nas exportações de panelas da China e da Índia para o Brasil. Neste ano, foram abertos sete processos de investigação para apurar a irregularidade, mas a tendência é que este número aumente bastante. (AE)


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e Brasil é o 14º em desenvolvimento A legislação do comércio exterior brasileiro remonta à década de 1940. Alessandro Teixeira, secretário-executivo do MDIC

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Com base em dados relacionados à saúde, educação e renda da população da ONU, Anefac classifica o grupo das 20 maiores economias do mundo.

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Brasil ocupa o 14º lugar no ranking d e d e s e n v o l v imento dos países que fazem parte do G-20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), segundo indicador divulgado ontem pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A classificação leva em conta nove quesitos que apontam o desenvolvimento da economia e da população dos países – como saúde, educação e renda –, a partir de dados fornecidos pelos próprios governos à Organização das Nações Unidas (ONU). Foram considerados os dados de 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia (veja ranking ao lado). A União Europeia, que também faz parte do G-20, não entrou no levantamento. Segundo o ranking elaborado pela Anefac, o Brasil é o segundo país mais bem classificado entre os emergentes que compõem o grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Nesta comparação, o País fica atrás somente da Rússia. Para o Brasil se transformar definitivamente em um país desenvolvido, os coordenadores da pesquisa, Gianni Ricciardi e Roberto Vertamatti, defendem a necessidade de ações consistentes na educação e na distribuição de renda, fatores em que o País teve desempenho ruim. I nd i ca d or e s – No quesito Saúde, o Brasil repete a posição geral e ocupa o 14º lugar no ranking. O desempenho é afetado pelo nível baixo de gastos públicos com o serviço, equivalente a 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em países como a França, os gastos chegam a 8,7% do PIB.

Jadson Marque/Folhapress

O nível de gastos públicos com saúde, equivalente a 3,5% do PIB, coloca o País na 14ª colocação no quesito.

A expectativa de vida ao nascer no Brasil, de 72,9 anos, também é bem inferior a de países líderes como Japão, de 83,2 anos, e Austrália, de 81,9 anos. Por outro lado, 6% da população brasileira é afetada pela desnutrição, índice próximo aos melhores colocados, como França e Austrália (5% em ambos os casos). Na categoria Educação, o País fica em 12º lugar. A pesquisa mostra que, enquanto no Brasil as crianças ficam em média 13,8 anos na escola, nos países mais desenvolvidos esse período fica ao redor de 16 anos. Com relação ao uso de internet, no Brasil são 37,5 usuários a cada 100 habitantes, enquanto nos países desenvolvidos a taxa é de 75 cidadãos. Com PIB de US$ 2,1 trilhões, o oitavo maior do mundo, os indicadores de renda posicionam o Brasil em 15º lugar no ranking do G-20. Isso ocorre em função da renda per capita baixa no País, de US$ 10,847 mil, praticamente um terço da renda per capita nos países desenvolvidos. O único indicador em que o Brasil lidera é o de Sustentabilidade. (AE)

Pequenas mudanças na tributação Especialista no assunto debateu a reforma tributária na Associação Comercial de São Paulo ontem Fotos: Patrícia Cruz/LUZ

Neide Martingo O advogado Marcos Vinícius Neder (esq.) afirmou que algumas ações são viáveis no médio prazo e não dependem de alteração na Constituição. Para o economista da ACSP, Marcel Solimeo, o difícil é chegar a um consenso.

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ma reforma tributária geral, abrangente, dificilmente será viável politicamente. O sistema pode ser melhorado com pequenas ações, com a escolha de pontos deficientes. Essa é a análise do sócio do escritório Trench, Rossi & Watanabe, o advogado Marcos Vinícius Neder, que fez uma palestra para os integrantes do Conselho de Altos Estudos de Finanças e Tributação, da Associação Comercial de São Paulo (Caeft-ACSP), ontem, na sede da entidade. O tema: Tributação no Brasil – entre arrecadação, eficiência, simplicidade e justiça. De acordo com Neder, essas pequenas ações são viáveis no médio prazo – e, muitas vezes, não é necessária a mudança na lei. "São atos infralegais, que possibilitariam a reforma e a melhoria do sistema. Algumas dependem de lei, mas nenhuma de alteração da Constituição." O especialista afirmou que as pequenas mudanças seriam, por exemplo, a

simplificação do regime tributário conhecido como Super Simples. "O Simples já foi um grande progresso, mas é possível avançar, para que ele fique ainda mais simples." Entre os avanços do sistema tributário no Brasil, disse Neder, ocorrido nos últimos tempos, está o aumento da arrecadação. Ele afirmou que, nos últimos dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apre-

sentou crescimento de 40%. No período, a arrecadação teve alta de 150%. "A tecnologia é destaque para que esse resultado fosse alcançado." O economista-chefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV ) da ACSP, Marcel Solimeo, concordou com a análise de Neder. "Ao fazer ajustes pontuais, é possível simplificar. Imagine promover reformas para um País que

Menos exportação para mais crédito Renato Carbonari Ibelli

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Ministério da Fazenda publicou recentemente a portaria 260, que altera algumas regras para o ressarcimento de créditos para empresas exportadoras. A principal mudança é a redução do percentual de exportações da empresa (em relação à receita bruta) exigido para obtenção dos créditos – que passou de 15% para 10%. Com isso, teoricamente mais companhias poderiam ter acesso ao ressarcimento. Entretanto, para o advogado tributarista Gilson Rasador, da Pactum Consultoria Empresarial, pouco irá mudar para os exportadores. uma vez que a portaria não trata do principal entrave à recuperação dos créditos, que é a burocracia. Para reavê-los, atualmente as empresas precisam ter implantado o sistema de escrituração fiscal e digital do Programa Integração Social (Pis) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) – o que vem se mostrando extremamente complexo para ser adequado à realidade das companhias. O prazo inicial para que as empresas implantassem o sistema de escrituração fiscal e digital terminou no início deste mês. Como praticamente nenhuma conseguiu se adequar, ele foi prorrogado para fevereiro de 2012. "Ao se ter condicionado o

ressarcimento à escrituração digital, poucas, ou nenhuma empresa, consegue atender às condições impostas pelo governo para ter os seus créditos ressarcidos", afirmou Rasador. Morosidade – Há outros entraves para o ressarcimento de créditos federais, mesmo para as empresas que conseguem cumprir com as suas obrigações. No caso, a lentidão do governo em fazer os cálculos e liberar os valores, que chega a demorar anos. O Ministério da Fazenda deixou evidente o problema ao anunciar a portaria 260, garantindo que teria condição de liberar 50% dos créditos em 30 dias. "E o restante, quando vai ser liberado? As empresas que cumprem as obrigações deveriam ter ressarcida a integralidade dos créditos", afirmou o tributarista da Pactum. O governo estuda a possibilidade de acelerar a devolução dos tributos investindo em tecnologia. A ideia é que a devolução dos valores seja automática. Entretanto, à época da publicação da portaria, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estimou que tal medida teria custo na casa dos bilhões de reais – e, portanto, não seria algo para já. Os créditos em questão são aqueles referentes ao Pis, à Cofins e ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O ressarcimento só é válido para os créditos apurados a partir de 1º de janeiro de 2009. A portaria 260 foi publicada em 24 de maio de 2011.

tem 27 estados e aproximadamente 5,5 mil municípios. Torna-se difícil chegar a um consenso, antes mesmo de as propostas chegarem ao Congresso", afirmou Solimeo. Mas ele destacou que as reformas devem ser feitas dentro de um planejamento, obedecendo uma estrutura – sem casuísmo. "Caso contrário, o sistema será transformado em uma grande colcha de retalhos."

Lei única para comércio exterior ainda em 2011

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governo brasileiro deseja aprovar, ainda neste ano, uma legislação única para o comércio exterior. A informação foi divulgada ontem pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira. Ele explicou que o objetivo é simplificar o conjunto de 1,2 mil leis do setor, para facilitar as exportações. "Temos uma proposta de trabalhar uma lei única para o comércio exterior brasileiro. Nós temos muitos entes envolvidos, e precisamos simplificar para que o próprio exportador entenda como funciona o sistema. A legislação do comércio exterior brasileiro remonta à década de 1940 em muitas formas, e nós sabemos que o mundo evoluiu. A legislação brasileira tem que ser simplificada", afirmou Teixeira. Ele disse que existem atualmente 17 entidades envolvidas no processo exportador, o que dificulta a venda de produtos por empresas brasileiras. "Uma lei só reduz custos, dá mais eficiência, deixa mais transparente o modelo de comércio exterior e representa uma vontade do setor. Queremos uma lei que seja a espinha dorsal do comércio exterior brasileiro, o que hoje não temos." Rússia – Teixeira previu para dentro de um mês a retomada das exportações de carnes de diversos frigoríficos brasileiros para a Rússia, após o embargo imposto recentemente por técnicos daquele país. A Rússia é um dos principais compradores de carnes brasileiras. O secretário participou ontem de reunião sobre a conjuntura do setor, na Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro. (ABr)


terça-feira, 14 de junho de 2011

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA EXTRATO DE CONTRATO PROCESSO Nº 41/11 – DISPENSA Nº 03/11 CONTRATANTE: Prefeitura do Município de Andradina. OBJETO: Prestação dos serviços técnicos de informática relativos à cessão de informações do banco de dados do DETRAN para o processamento de multas de trânsito referentes ao município de Andradina /SP. DO PAGAMENTO: O pagamento à contratada será efetuado em 03 (três) dias do mês seguinte ao da prestação dos serviços. DO PRAZO DE EXECUÇÃO: Conforme contrato e pelo período de 12 (doze) meses. CONTRATADO: Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo – PRODESP. VALOR DO CONTRATO: R$ 24.581,40 (Vinte e quatro mil, quinhentos e oitenta e um reais e quarenta centavos). DATA DO CONTRATO: 03 de maio de 2011. JAMIL AKIO ONO – Prefeito

DIÁRIO DO COMÉRCIO Espírito Santo Investimentos S.A. CNPJ nº 01.394.953/0001-44 - NIRE 35.300.175.981 Ata da Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária, Realizada em 06 de Abril de 2011 Data, Hora e Local: Aos 06 dias do mês de Abril de 2011, às 15h00, na sede social, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3729, 6º andar, São Paulo, SP. Presença: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os acionistas da Sociedade, representando a totalidade do Capital Social. Constituição da Mesa: Presidente: Sr. Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva; Secretário: Mercia Carmeline Alves Bruno. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei nº 6.404/76. Ordem do Dia: 1) Exame, discussão e votação das contas dos Administradores, das Demonstrações Financeiras e do Parecer dos Auditores Independentes e Notas Explicativas, relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010; 2) Deliberação sobre a destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010; 3) Eleição do Conselho de Administração; 4) Fixação da remuneração dos Administradores para o ano de 2011; e, 5) Outros assuntos de interesse social. Deliberações: 1) Aprovados, por unanimidade de votos, o Relatório da Diretoria, as contas dos Administradores, as Demonstrações Financeiras e o parecer dos Auditores Independentes, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, documentos estes publicados no “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, páginas 113 e 114, na edição do dia 30/04/2011, e no “Diário do Comércio”, página 26, nas edições dos dias 30/04/2011, 01 e 02/05/2011, sendo que a publicação do aviso aos acionistas de que trata o artigo 133, da Lei 6.404/76 foi dispensada, nos termos do parágrafo 5º daquele mesmo artigo. 2) Aprovada a destinação do lucro líquido do exercício. O lucro líquido de R$ 56.721.010,51 (cinquenta e seis milhões, setecentos e vinte e um mil e dez reais e cinquenta e um centavos), foi destinado da seguinte forma: (a) R$ 2.836.050,53 (dois milhões, oitocentos e trinta e seis mil e cinquenta reais e cinquenta e três centavos) para a conta de “Reserva Legal”; (b) R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) serão distribuídos aos acionistas como Dividendos; (c) R$ 14.100.000,00 (quatorze milhões e cem mil reais) distribuídos como Juros Sobre o Capital Próprio; e R$ 38.284.959,98 (trinta e oito milhões, duzentos e oitenta e quatro mil, novecentos e cinqüenta e nove reais e noventa e oito centavos) para a conta de Reserva para Retenção de Lucros (art. 196). 3) Reeleitos para compor o Conselho de Administração da sociedade os seguintes membros, com mandato até a Assembléia Geral Ordinária de 2013: como Presidente: Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva, naturalizado brasileiro, casado, banqueiro, residente e domiciliado na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3729, 6º andar, Itaim Bibi, São Paulo/SP, portador da Carteira de Identidade RG nº 53.783.536-2, SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 692.405.237-15; como Conselheiros: Francisco Ravara Cary, português, casado, administrador de empresas, domiciliado na Rua Alexandre Herculano, 38 - 8º andar, Lisboa - Portugal, portador da Carteira de Identidade de Estrangeiro RNE nº V255463-V SE/DPMAF/DPF e inscrito no CPF/MF sob o nº 054.653.167-99; e, Rafael Caldeira de Castel-Branco Valverde, português, casado, economista, residente e domiciliado na Rua da Graça nº 16, bloco 2, 3º Esquerdo - 1.170-169, Lisboa - Portugal, portador do Passaporte nº E-773435 e inscrito no CPF/MF sob o nº 231.180.818-48. Os Conselheiros ora reeleitos preenchem todos os requisitos na legislação aplicável para exercer os cargos para os quais foram eleitos, e declaram que contra si não pesa qualquer impedimento ou condenação que os tornem inelegíveis, tendo tomado posse nos respectivos cargos, neste ato, mediante assinatura do Termo de Posse. 4) Os administradores não farão jus ao recebimento de qualquer valor a título de remuneração no ano de 2011. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente encerrou os trabalhos, suspendendo a assembléia até a lavratura da presente Ata no livro próprio, que após lida e achada conforme, foi por todos assinada. Presidente: Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva; Secretário: Mercia Carmeline Alves Bruno. Acionistas: ESSI Sociedade Gestora de Participações Sociais S.A., representada por José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi; Francisco Ravara Cary; Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva e Rafael Caldeira de Castel-Branco Valverde. Mercia Carmeline Alves Bruno - Secretário. JUCESP nº 208.786/11-9 em 06/06/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

Espírito Santo Serviços Financeiros Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. CNPJ nº 11.406.965/0001-03 - NIRE 35.300.374.550 Ata de Assembléia Geral Ordinária Realizada em 06 de Abril de 2011 Data, Hora e Local: Aos 06 dias do mês de Abril de 2011, às 10:00 horas, na sede social, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Junior, 758 - 2º andar, parte, Itaim Bibi, São Paulo - SP. Presença: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os acionistas da Sociedade, representando a totalidade do Capital Social. Constituição da Mesa: Presidente: Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva; Secretário: Carlos José Caetano Guzzo. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, em conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei nº 6.404/76. Ordem do Dia: 1) Exame, discussão e votação das contas dos Administradores, balanço patrimonial relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010; 2) Deliberação sobre o resultado econômico do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010; 3) Eleição da Diretoria; 4) Fixação da remuneração global anual da Diretoria para o exercício de 2011; e, 5) Outros assuntos de interesse da Sociedade. Deliberações: 1) Aprovados, por unanimidade de votos, as contas dos Administradores, e o Balanço Patrimonial referente ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010; 2) Restou prejudicada a deliberação acerca do lucro líquido da sociedade, tendo em vista que esta registrou perdas no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010, conforme documentos publicados no “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, página 182 edição do dia 30 de março de 2011 e no “Diário do Comércio”, página 20, em sua edição do dia 30 de março de 2011, sendo que a publicação do aviso aos acionistas de que trata o artigo 133, da Lei 6.404/76 foi dispensada, nos termos do parágrafo 5º daquele mesmo artigo; 3) Foram reeleitos para compor a Diretoria da Sociedade, como Diretores com mandato até a AGO de 2013: Sr. Carlos José Caetano Guzzo, brasileiro, solteiro, engenheiro civil, portador da Cédula de Identidade RG nº 06.831.774-2, expedida pelo IFP-RJ e inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda sob nº 007.31.38.47-92, domiciliado na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3729, 6º andar, Itaim Bibi, São Paulo - SP; José Carlos Sobral Costa Mota Mendes, portador da carteira de identidade para estrangeiro RNE nº W228393-3 expedido pelo CGPI/DIREX/DPF, e inscrito no CPF/MF sob o nº 125.529.288-11 e Francisco José Brant de Carvalho Junior, portador da carteira de identidade RG nº 6.951.688 expedido pelo SSP/SP, e inscrito no CPF/MF sob o nº 937.767.138-87 e como Diretor Adjunto o Sr. Domingos Espirito Santo Pereira Coutinho, portador da carteira de identidade para estrangeiro RNE nº V256711-F expedido pelo CGPI/DIREX/DPF, e inscrito no CPF/MF sob o nº 054.934.587-64, os três últimos domiciliados na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 758 - 2º andar, parte, Itaim Bibi, São Paulo - SP; 4) Fixada em até R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) a verba global anual a ser paga a título de remuneração aos administradores para o exercício de 2011. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram suspensos os trabalhos, lavrando-se a presente Ata no livro próprio, que vai assinada pelo Presidente: Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva, por mim Secretário: Mercia Carmeline Alves Bruno, e pelos acionistas presentes. Acionistas Presentes: BES Investimento do Brasil S.A. - Banco de Investimento, representada por seus Diretores: Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva e Mercia Carmeline Alves Bruno. Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva - Presidente; Carlos José Caetano Guzzo - Secretário. JUCESP nº 209.381/11-5 em 06/06/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

NOS TERMOS PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE HOJE (13/06/2011) NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Estamos avaliando os candidatos ao FMI e, no momento certo, vamos decidir. Guido Mantega, ministro da Fazenda

conomia Pascal Rossignol/Reuters

Em crise, Grécia tem nota reduzida. Situação do país faz ministros europeus convocarem reunião para hoje

A

agência de classificação de risco Standard & Poor's cortou ontem o rating de longo prazo da Grécia para CCC, de B. Segundo a agência, a perspectiva para o rating de longo prazo é negativa. O rating de curto prazo foi afirmado em C. Com isso, a dívida da Grécia tem agora o rating mais baixo entre os países avaliados pela Standard & Poor's. Pela Moody's, a classificação da Grécia é a segunda mais baixa, juntamente com a de Cuba, ficando pouco acima da do Equador. Segundo a S&P, o rebaixamento reflete a visão da agência de que há uma significante probabilidade de um ou mais defaults, "conforme definido pelos nossos critérios relacionados ao pagamento total e dentro do prazo dos vencimentos". De acordo a S&P, há

risco de a Grécia não conseguir ter acesso ao mercado em 2012, e possivelmente além disso", embora esse acesso esteja previsto no atual programa de ajuda da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A S&P advertiu ainda que o rating de longo prazo da Grécia pode ser cortado novamente, se a agência concluir que o risco de uma troca de dívida "conflituosa" aumentou. Pacote – Os ministros de Finanças da zona do euro realizarão hoje uma reunião extraordinária em Bruxelas (Bélgica) para tentar pactuar uma solução à crise grega. Atualmente, a UE discute a possibilidade de outorgar um segundo pacote de ajuda ao país, que poderia chegar a 90 bilhões de euros, necessários para cobrir suas necessidades de financiamento até 2014.

WSJ vê risco de inflação no Brasil

O

Gregos mantiveram protestos contra plano de austeridade do governo. Sindicatos anunciam greve geral.

tal de energia PPC anunciaram uma greve contra a proposta de privatização da empresa. No 19º dia seguido de protestos contrários às medidas de austeridade que o governo socialista espera aprovar neste mês, os manifestantes se concentraram em frente ao Parlamento, gritando "Ladrões! Ladrões! Ladrões!". A Grécia não conseguiu cumprir as metas fiscais pre-

vistas no pacote de resgate de US$ 160 bilhões da UE e do FMI. O governo, por isso, quer agora aumentar ainda mais os impostos e cortar mais gastos. O plano prevê a venda de bens em controle do Estado no valor de 50 bilhões de euros. O principal deles é a empresa de energia PPC. No entanto, sindicalistas, partidos de oposição e parlamentares da própria base do governo

Facebook pode valer US$ 100 bi

FMI: Carstens admite favoritismo de Lagarde.

O

presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, se queixou ontem que a Europa está "sobrerrepresentada" no Fundo Monetário Internacional (FMI), e reconheceu que sua rival para dirigir o organismo, a ministra de Finanças francesa, Christine Lagarde, tem "grandes chances" de conseguir o posto. Carstens, que esteve em Washington para promover sua candidatura à direção do FMI, fez um apelo por uma reforma mais profunda do sistema de representatividade no organismo. "Os países emergentes devem mostrar do que são capazes. Eu estou aqui para oferecer esta alternativa", disse o mexicano em uma conferência no Peterson Institute. Embora tenha reconhecido que as possibilidades de Lagarde ser a próxima diretora-gerente do FMI são "altas", Carstens indicou que "isso não anula o fato de que os mercados emergentes devem abrir um precedente" ao apresentar outra opção. "Pode ser que precisemos de mais de uma tentativa para conseguir o posto, mas se não começarmos em algum momento, nunca conseguiremos", acrescentou. Ele fez referência à norma não-escrita que determina que o diretor do FMI seja um europeu, algo que ocorre desde a fundação do organismo, em 1945. "É muito difícil romper uma tradição de 65 anos, especialmente quando um dos grandes jogadores, como é Europa, sente que precisa manter o controle na instituição devido à crise." No entanto, Carstens ressaltou que uma das vantagens de sua candidatura é apresentar um olhar mais isento do que o de Lagarde. "Alguém de fora da Europa poderia falar com mais franqueza", disse, ao comentar a situação de alguns países europeus, como a Irlanda,

não querem a privatização de estatais. "Somos contra a venda do país. Não fecharemos os nossos olhos", disse o sindicato dos trabalhadores da PPC no sábado. "O sindicato decidiu iniciar uma greve de 48 horas na segunda, dia 20." Sindicatos representantes de milhares de trabalhadores privados e públicos planejam um greve geral no país para amanhã. (Agências)

O

Rafael Marchante/Reuters

Facebook entrará na bolsa no primeiro trimestre de 2012 com uma oferta pública inicial que avaliará a empresa em US$ 100 bilhões, informou ontem a rede de televisão CNBC. Um dos fatores que a companhia está avaliando para definir sua data de estreia em Wall Street é o requerimento do órgão regulador norte-americano que obriga determinadas empresas a informar seus balanços empresariais caso tenham mais de 500 acionistas. Segundo a CNBC, a empresa avalia comunicar à Comissão da Bolsa de Valores dos EUA (SEC, na sigla em inglês) que superará o patamar dos 500 de acionistas no final de ano. No início de março, a companhia de investimentos General Atlantic acertou a compra de 0,1% milhões de usuários do Facebook, em é o total de uma operação internautas que avaliava a empresa em brasileiros ativos US$ 65 bilhões. na rede social Resultados – O Facebook perde força nos Estados Unidos e no Canadá, mas segue crescendo em nível global graças ao avanço na América Latina e nos países emergentes, com o Brasil puxando o crescimento. O País registrou os melhores resultados na região, passando de 17,1 milhões de usuários em abril para 19 milhões de usuários em maio. Nos EUA, ao menos 6 milhões de usuários deixaram a rede social no mês de maio. No mundo, a rede social continua conquistando adesões, embora em ritmo de crescimento inferior ao de 2010. Outro país da América Latina que registra crescimento é o México, que saltou de 23,7 milhões para 25,6 milhões de internautas, assim como a Argentina e a Colômbia, onde também cresce a popularidade do serviço. Fora da região, o país com maior peso é a Índia, nação que cresceu de 24,9 milhões de usuários para 26,6 milhões no último mês. (EFE)

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Ministra francesa não teria visão isenta, segundo candidato mexicano.

Grécia e Portugal, que solicitaram ajuda financeira internacional. "Eu ajudaria a fazer com que o trabalho do Fundo não fosse percebido como parcial, tenho certeza que Lagarde tentará evitar isto e se apresentará como uma diretora não inclinada à União Europeia (UE)", acrescentou. "Mas essa pergunta vai ficar no ar, e ela terá que provar que não é. E isso é algo que eu provavelmente não terei que demonstrar", disse. Mantega – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou ontem que o Brasil tenha definido uma posição sobre a disputa ao cargo de diretor-gerente do FMI. Reportagens veiculadas na imprensa no fim de semana informaram que o País vai apoiar a francesa Lagarde. "Estamos avaliando os candidatos e, no momento certo, vamos decidir. Até agora não há nenhuma decisão. Estou discutindo ainda com os outros ministros para a gente ter uma decisão mais em conjunto."

A mudança na direção do fundo só deveria ocorrer no final de 2012, mas o então diretor-gerente da instituição, Dominique StraussKahn, renunciou após ser acusado de agressão sexual nos Estados Unidos. O FMI anunciou ontem que o prazo de apresentação de candidaturas foi encerrado, e descartou o nome do presidente do Banco Central de Israel, Stanley Fischer – restando apenas Lagarde e Carstens na disputa. O nome do sucessor de Strauss-Kahn deverá ser anunciado no próximo dia 30. Mantega tem defendido que a escolha seja baseada no mérito, não na nacionalidade. Ele também pede a continuidade das reformas no organismo multilateral internacional para dar mais poder aos países emergentes. O ministro tem criticado o fato de os países emergentes, principalmente os latino-americanos, serem pouco representados na direção do fundo. (Agências)

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Brasil aparece em uma matéria de capa da edição impressa de ontem do jornal The Wall Street Journal, sobre o risco inflacionário trazido pelo estímulo do crédito no País. Segundo a publicação, "o mecanismo que ajudou a nação a se tornar um player global está colidindo com o combate à inflação". De acordo com o texto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Central (BC) não se entendem. Enquanto o BNDES segue com força nos financiamentos, o BC teve que subir os juros na semana passada pela quarta vez neste ano, para 12,25%, o nível mais alto entre as principais economias do mundo. "O governo está tentando esquentar e esfriar o Brasil ao mesmo tempo", disse Marcos Mendes, economista e conselheiro do Senado, ao WSJ. O jornal questionou quanto do financiamento do BNDES é utilizado para ajudar companhias brasileiras a adquirirem empresas fora do País. "Como o Brasil se beneficia quando a JBS compra uma empresa norte-americana que vende comida para consumidores norteamericanos? Isso não impulsiona nossas exportações", questionou o economista Mansueto Almeida no WSJ. (AE)

Fontes da imprensa europeia garantiram que um terço desta segunda ajuda será dado pela UE e o FMI, uma terceira parte provirá do programa de privatizações heleno e o restante corresponderá aos credores privados da Grécia, ponto que constitui o maior foco de desencontros. A Alemanha defende uma prorrogação de sete anos nos vencimentos dos bônus gregos, opção que é vista com reticência pelo Banco Central Europeu (BCE), um dos principais credores da Grécia e contrário a qualquer contribuição privada que possa ser interpretada como uma reestruturação da dívida "de fato" pelos atores do mercado. Protestos – Mais de 20 mil gregos protestaram neste domingo em Atenas contra o novo plano de austeridade do governo, e trabalhadores da esta-

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terça-feira, 14 de junho de 2011

DIÁRIO DO COMÉRCIO CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Convocamos os senhores (as) cooperados (as) para Assembleia Geral Extraordinária da BAALBEK COOPERATIVA HABITACIONAL, que realizar-se-á: no dia 26 de Junho de 2011, em 1ª convocação às 8h, com 2/3 dos cooperados, em 2ª convocação às 9h, com metade dos cooperados mais um e em 3ª convocação, às 10h, com no mínimo 10 cooperados, na Rua Antônio de Barros, 461 - Tatuapé - SP , para deliberar a seguinte pauta: 1 Distribuição de Unidade Habitacional. São Paulo, 13 de junho de 2011. Mauricio Francisco dos Santos - Conselheiro Presidente.

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ECONOMIA/LEGAIS - 19 METALLIK PRODUÇÃO E SERVIÇOS GRÁFICOS LTDA.-ME torna público que solicitou junto à CETESB a Licença Prévia de Instalação e de Operação para a atividade de “Impressão de Material para outros usos”, sita à Rua Malmequer do Campo, 1.467 - Galpão 5 - Itaquera - CEP: 08265-380 São Paulo/SP.


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e Ericsson A amplia fábrica de São José

DIÁRIO DO COMÉRCIO

conomia

Multinacional anunciou investimentos de R$ 10 milhões para elevar produção de unidade

Ericsson anunciou ontem investiment o s d e R $ 1 0 m ilhões na expansão de sua fábrica de equipamentos de telecomunicações em São José dos Campos, região do Vale do Paraíba (SP). A ideia é duplicar a produção de estações rádio-base para atender os mercados nacional, americano e africano. Esses equipamentos são necessários para fazer a comunicação entre celulares, redes e operadoras. Com o aporte, a fábrica passa de 19 mil para 40 mil equipamentos produzidos por ano. Cerca de 200 funcionários, principalmente técnicos e engenheiros, foram contratados – o que elevou a força de trabalho para 1 mil pessoas. Hoje, os países latino-ameri-

terça-feira, 14 de junho de 2011

Queremos atender a demanda local por equipamentos de conexão. Sergio Quiroga, presidente da Ericsson para a América Latina e Caribe. Ayrton Vignola/AE

canos consomem 50% da produção brasileira, que também é a única da Ericsson no continente. "A intenção é atender a demanda local por equipamentos de conexão, que deverá crescer consideravelmente nos próximos tempos. Até 2020 existirão dez conexões à internet para cada habitante, o que exigirá mais infraestrutura", disse Sergio Quiroga, presidente da Ericsson para a América Latina e Caribe. Nos últimos dez anos, a empresa investiu cerca de R$ 1 bilhão – incluindo R$ 850 milhões em pesquisa e desenvolvimento e outros R$ 150 milhões na fábrica. A Ericsson tem faturamento de R$ 1,8 bilhão no País, sendo que serviços representam 40%. A operação local represen-

Ministros Mercadante e Paulo Bernardo acompanharam solenidade

ta entre 3% e 5% do faturamento da Ericsson no mundo. Com a expansão, a empresa poderá fabricar equipamentos 2G, 3G e 4G – a nova tecnologia que devera ser licitada a partir do ano que vem.

A Ericsson estima que para cada R$ 100 investidos localmente, a cadeia de produção receba R$ 20, o que traz impacto significativo para a economia local. Quiroga afirmou que, embora os custos de produzir no Brasil ainda sejam significativos, concentrar essas operações no País e transportar para as Américas ainda é mais vantajoso do que expandir a fabricação na Ásia. O anúncio dos investimentos foi acompanhado pelos ministros Aloízio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Paulo Bernardo (Comunicações), além do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg. (Agências)

Rede Sears pode voltar ao Brasil

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rede de lojas de departamentos Sears pode estar ensaiando seu retorno ao mercado brasileiro, do qual saiu no início da década de 1990. De acordo com a consultoria Global Franchise, especializada em franquias, este poderá ser o modelo adotado pela empresa caso volte ao País. Segundo o presidente da Global Franchise, Paulo Mauro, um grupo de investidores estaria negociando os termos desse retorno com os executivos da Sears nos Estados Unidos. "O grupo está para enviar uma carta de intenções para ser o franqueado-máster único no Brasil", afirmou. De acordo com ele, os brasileiros ainda guardam na memória a marca Sears – o que pode ser um interessante ativo para a volta da rede ao País. No entanto, ainda não foram definidos os detalhaes desse retorno. "Será um modelo agressivo. Não é um projeto para 50 lojas, mas sim para até 300 unidades em dez anos", disse. Ele acrescentou que a rede deverá se chamar Sears Home Store, como unidades de porte médio – ou seja, de 500 m² a 1 mil m² – que priorizarão as vendas de eletrodomésticos, eletrônicos e ferramentas. "Cerca de metade dos itens provavelmente virão da matriz", disse. Em paralelo, deverá ser instalada uma rede de lojas virtuais da Sears no Brasil.

Recorde no Valor Bruto da Produção

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Valor Bruto da Produção (VBP) deste ano deve ser o maior desde 1997, batendo novo recorde. O estudo do Ministério da Agricultura, feito com base nos resultados favoráveis da safra brasileira de grãos divulgados neste mês (161,5 milhões de toneladas), revela que o VBP pode alcançar R$ 198,68 bilhões em 2011. Esse valor representa aumento de 10% – já descontada a inflação –, se comparado com o do ano passado, que foi de R$ 180,6 bilhões. As lavouras que podem apresentar os maiores aumentos no valor da produção (em relação a 2010) são algodão (65,4%), uva (44,8%), café (38,4%), milho (29,3%), soja (17,4%), feijão (11%), mandioca (8,6%) e laranja (7%).


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 14 de junho de 2011

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SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

conomia

Americanas.com pode sofrer sanção

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ão será difícil para o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, constatar que as queixas de consumidores sobre as entregas do site Americanas.com estão espalhadas por todo o País. A avaliação é de Pedro Rubim Fortes, promotor-substituto do Ministério Público do Rio, na ação civil pública contra o site que levou a Justiça fluminense a multar a empresa. O promotor informou que as mais de 200 reclamações recebidas pelo órgão e as 20 mil coletadas pela rede social Reclame Aqui contra a Americanas.com, que sustentaram a

ação, têm origem em pelo menos dez estados, a exemplo de demais denúncias recebidas sobre outros sites de comércio eletrônico. Na sexta-feira, a diretora do DPDC, Juliana Pereira, informou que um processo administrativo pode ser aberto contra o portal de vendas caso as explicações da empresa não sejam satisfatórias. O processo pode levar a sanções como suspensão das vendas e multa de até R$ 3 milhões. Na semana passada, a Justiça do Rio elevou de R$ 20 mil para R$ 100 mil a multa diária aplicada à Americanas.com enquanto não forem regularizadas as encomendas atrasadas. (AE)

BRF pede mais tempo ao Cade

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Brasil Foods (BRF) pediu mais tempo ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para negociar um acordo sobre a fusão entre Perdigão e Sadia. Na semana passada, o conselheiro Carlos Ragazzo, relator da matéria, deu voto contrário à operação. A análise do tema foi interrompida pelo pedido de vista de outro conselheiro, Ricardo Ruiz. "Se quisermos firmar um acordo, precisamos de mais tempo para negociar", afirmou ontem o vice-presi-

dente de assuntos corporativos da BRF, Wilson Mello, logo após reunião com Ruiz. Segundo Mello, a ideia não é "influenciar ninguém", mas ele argumentou que um pedido de vista abre espaço para que os outros quatro conselheiros, que ainda vão se pronunciar sobre a matéria, analisem melhor a operação. Mello disse que ainda não foi apresentada nenhuma proposta de acordo, e que isso ocorre porque é preciso aguardar até amanhã, quando o tema voltar à pauta do Cade. (AE)

ECONOMIA/LEGAIS - 21 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO (ELETRÔNICO) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00304/11/05 OBJETO: FORNECIMENTO DE MATERIAIS DE HIGIENIZAÇÃO - PROGRAMA SALA DE LEITURA. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Fornecimento de materiais de higienização - Programa Sala de Leitura. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 14/06/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet, no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 07/07/2011, às 09:30 horas e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 14/06/ 2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO (ELETRÔNICO) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00340/11/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE LÂMPADAS FLUORESCENTES A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Lâmpadas Fluorescentes. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 14/06/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet, no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 06/07/2011, às 09:30 horas e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 14/06/ 2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

BES Securities do Brasil S.A. Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 05/01266/11/02 - Reforma de Prédios Escolares - EE/ETEC Cardeal Leme/Carolino da Mota e Silva (Cl Descentr.) - Praça Pres. Kennedy, 36 - 13990-000 - Centro - Espírito Santo do Pinhal/SP - 90; EE Dr. Cândido Rodrigues - Praça Br. do Rio Branco, 141 - 13720-000 - Centro - São José do Rio Pardo/SP - 60 - R$ 37.115,00 - R$ 3.711,00 - 09:30 - 29/06/2011. 05/01415/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Prof. José Fernando Abbud - Rua Afonso Monteiro da Cruz, 261 - 9980550 - Serraria - Diadema/SP; EE Brazilia Tondi de Lima - Rua Isabel de Andrade Maia, 733 - 09890-430 - Vila S. José - São Bernardo do Campo/SP - 90 - R$ 74.309,00 - R$ 7.430,00 - 11:00 - 29/06/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 14/06/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

CNPJ nº 33.894.445/0001-11 - NIRE 35.300.339.045 Ata da Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária Realizada em 06 de Abril de 2011 Data, Hora e Local: Aos 06 dias do mês de abril de 2011, às 09:00hs, na sede social, situada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3729, Itaim Bibi, São Paulo, SP. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei nº 6.404/76. Presenças: Compareceu, identificou-se e assinou o Livro de Presença o único acionista da sociedade, BES Investimento do Brasil S.A. - Banco de Investimento, por seus representantes. Constituição da Mesa: Presidente: Rui Miguel Aleixo Marques; Secretário: Mércia Carmeline Alves Bruno. Ordem do Dia: Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária: 1) Exame, discussão e votação das contas dos Administradores, das Demonstrações Financeiras acompanhadas das Notas Explicativas e do Parecer dos Auditores Independentes, relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010; 2) Deliberação sobre a destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010 e ratificar a distribuição de participação nos lucros aos administradores; 3) Eleição da Diretoria; 4) Fixação da remuneração global anual da Diretoria para o exercício de 2011; 5) Alterações do endereço social da sociedade; e 6) Outros assuntos de interesse da sociedade. Deliberações da Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária: 1) Aprovados, por unanimidade de votos, o Relatório da Diretoria, as contas dos Administradores, as Demonstrações Financeiras acompanhadas das Notas Explicativas e do Parecer dos Auditores Independentes, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, documentos estes publicados no “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, páginas 9 e 10 e no “Diário do Comércio”, página 19, em suas respectivas edições do dia 09/02/2011, sendo que a publicação do aviso aos acionistas de que trata o artigo 133, da Lei 6.404/76 foi dispensada, nos termos do parágrafo 5º daquele mesmo artigo. 2) Aprovada a destinação do lucro líquido do exercício da seguinte forma: Do lucro líquido de R$ 38.864.736,63 (trinta e oito milhões, oitocentos e sessenta e quatro mil, setecentos e trinta e seis reais e sessenta e três centavos), foi destinado: (a) R$ 1.943.236,83 (um milhão, novecentos e quarenta e três mil, duzentos e trinta e seis reais e oitenta e três centavos) para a conta de “Reserva Legal”; (b) R$ 7.710.000,00 (sete milhões, setecentos e dez mil reais) para pagamento de Dividendos; (c) R$ 1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais) distribuídos com Juros Sobre o Capital Próprio; e (d) o saldo remanescente do lucro líquido do exercício de 2010, no valor de R$ 27.411.499,80 (vinte e sete milhões, quatrocentos e onze mil, quatrocentos e noventa e nove reais e oitenta centavos) para a conta de “Reserva para Retenção de Lucros” (art. 196). O acionista da companhia resolveu, ainda, ratificar o pagamento a título de participação nos lucros aos administradores de até 0,7350% do lucro líquido ajustado relativo ao último exercício, na forma do Estatuto Social, cabendo à administração da sociedade deliberar sobre a forma de distribuição dessa verba entre os seus membros. 3) Foram reeleitos para compor a Diretoria da sociedade, com mandato até a Assembléia Geral Ordinária de 2013, os seguintes Diretores Executivos: Mércia Carmeline Alves Bruno, brasileira, separada judicialmente, advogada, portadora da Cédula de Identidade RG nº 11.322.659, expedida pela SSP/SP e inscrita no CPF/MF sob nº 011.726.438-57; e, Rui Miguel Aleixo Marques, português, casado, administrador, portador do RNE nº V565802-R expedido por CGPI/DIREX/DPF, inscrito no CPF/MF sob o nº 233.172.288-90, os quais declaram, sob as penas da Lei, que não estão impedidos de exercer a administração da sociedade, por lei especial, ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade (Art. 1.011, parágrafo 1º do Código Civil). 4) Fixada em até R$ 2.000.000,00 (dois milhões de Reais) a verba global anual a ser paga a título de remuneração aos administradores para o exercício de 2011. 5) Foi deliberada a alteração do endereço desta sociedade para o mezanino do mesmo prédio, passando o endereço a ser: Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.729, mezanino, Itaim Bibi, São Paulo - SP. Encerramento: A presente ata foi lavrada na forma permitida pelo parágrafo 1º, do artigo 130, da Lei nº 6.404/76. Ass.: Presidente: Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva; Secretário: Mércia Carmeline Alves Bruno; Acionista: BES Investimento do Brasil S.A. - Banco de Investimento, representado por seus Diretores, Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva e Mércia Carmeline Alves Bruno. Mércia Carmeline Alves Bruno. Declaro que a presente é cópia fiel da ata lavrada em livro próprio. Mércia Carmeline Alves Bruno - Secretário. JUCESP nº 209.031/11-6 em 03/06/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


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22 -.ECONOMIA

terça-feira, 14 de junho de 2011

e Bons ventos tecnológicos em Taiwan A Asus conquistou 3.398 prêmios e faturou US$ 10,1 bilhões em 2010

conomia

Asus, a terceira companhia do mundo em notebooks, aposta na "inovação além das expectativas" e surpreende seus consumidores. Divulgação

Moisés Rabinovici*

A

estação da Chuva de Ameixa, Mei-Yu em chinês, cobre Taiwan de neblina entre a segunda quinzena de maio e a primeira de junho, quando a primavera vai se tornando verão. É então que essa ilha, na vanguarda da tecnologia de informação, a Formosa dos navegantes portugueses, vive literalmente na Nuvem, o novo destino anunciado da Apple, Amazon, Google e da memória de nossos desktops, laptops, netbooks, smartphones e tablets. A Microsoft e a Intel já estão nas nuvens, em Taiwan. Aqui elas têm a matéria-prima de que são formadas: boas e de baixo custo para superservidores, redes, infraestrutura e mão de obra especializada. E à distância de 140 km do continente chinês. Mas também encontrarão concorrentes: a

Padfone: misto de telefone e tablet.

indústria local não perdeu tempo ao avistar trilhões de dólares flutuando no céu. E, com o governo taiwanês, está bancando um Programa de Desenvolvimento de Computação na Nuvem. Uma das gigantes da tecnologia de Taiwan, a Asus, está além das nuvens. Voa pelas constelações com o mítico cavalo alado Pegasus, a origem grega de seu nome ao ser fundada, em 1990. Seu "peg" acabou caindo para deixar a recém-nascida no alto das listas por ordem alfabética. Mas se pronuncia É-SUS. Ela é a terceira do mundo em notebooks, campeã em placas-mãe, já conquistou 3.398 prêmios e faturou US$ 10,1 bilhões em 2010. O "peg" batizou uma nova empresa, a Pegatron, que vende componentes para o PlayStation 2 da Sony; o iPod, iPod shuffle e o MacBook, da Apple; para o PC Alienware dos gamers, o Falcon Northwest, a HP e Compaq. Para sua área de Pesquisa e Desenvolvimento (R&D) emprega 3 mil engenheiros – e um deles paulista, Skay Lin, de 32 anos. Outras 10 mil pessoas trabalham em Taipei e pelo mundo afora, o Brasil incluído. O atual cavaleiro de Pegasus é o incrível caçador de inovações Jonney Shih, o sessentão presidente do conglomerado Asustek. Vocês verão como é capaz de voar alto! Em uma noite de 1990, ele estava à mesa de um café de Taipei, com quatro engenheiros e amigos da Acer, TH Tung, Ted Hsu, Wayne Hsieh e MT Liao. Criaram a PegAsus. Mas, surpresa!, Shih não os acompanhou, leal a seu mentor Stan Shih (sem parentesco), fundador da Acer. Levou quatro anos para trocar de presidências. Saiu da venda de tecnologia que não inventava para resgatar a reputação de "matador" no desenho de placas-mãe. Logo bateu a IBM, a Compaq e os outros fabricantes de PC que produziam seus próprios circuitos. A cada novo processador da Intel, lá estava ele, um Édipo pródigo da mãe de todos os computadores.

Na Asus, flores reagem com ondas de cores e movimentos.

Fotos: Moisés Rabinovici/DC

Monalisa volta com chips

U

Recriação da pintura de Leonardo da Vinci saúda os visitantes no salão de entrada

ma acrópole de três colunas resume a filosofia Asus. A primeira sustenta o topo triangular da "mais admirada líder da nova era digital" com alvo em fundamentos e resultados. A segunda se firma com inovação e estética. E a terceira abriga o pensamento eficiente. Na base das colunas estão a humildade, integridade, zelo, agilidade e coragem. É perceptível a inspiração contagiante na Asus. Em um amplo salão, à entrada, há um tributo a Leonardo da Vinci: a recriação de sua Monalisa, com a colagem de milhares de chips e placasmãe. Mais adiante, uma pequena mostra do que é a Florabot, um jardim de Amor e Sonho exibido na Feira Internacional de Flores, em Taipei. É só alguém chegar perto para uma das flores reagir e despertar as outras, em ondas de cores e movimentos. As plantas digitais imitam criaturas vivas. O jardim-robô esconde emaranhados de fios sob uma plataforma, como se fossem raízes. E não foi nem um pouco simples plantar. (MR)

O grande pulo de Jonney Shih, o que o celebrizou no disputado mundo da computação, foi dado em 2007. Milhares de EeePC, o primeiro netbook, desapareceram das lojas em 30 minutos, em Taiwan. Venderam no mundo como se fosse uma inovação da Apple. O Steve Jobs da Ásia só baqueou quando o verdadeiro Steve Jobs da Califórnia lançou o iPad, menor ainda que o EeePc, mais sofisticado – na verdade, um produto novo que desbancou, com o finíssimo Macbook Air, toda uma geração baseada na miniaturização dos notebooks, ou na maximização dos smartphones. Mas engana-se quem pensar que Shih entregou os pontos. Sempre atrás da próxima ideia, obcecado por dar outro pulo surpreendente, ele acaba de lançar o... Padfone. No palco da Computex Taipei, em maio, surgiu o próprio Jonney Shih "para acabar com as especulações sobre um novo e ainda misterioso produto da Asus". Como um mágico, gestos a la Houdini e David Copperfield, desafiador e teatral, ele retirou o pano cobrindo o que à distância e no escuro parecia um iPad. "Isto é um iPad?", gritou. Ligado, além de tocar música, a tela exibe um smartphone. "Ou um fone dentro de um iPad?" Então, o telefone toca. "Quem é que está me chamando?", pergunta espantado, tirando bem devagar um celular detrás do tablet. "Huu, óóóó!", reage a plateia como se descobrindo na telinha quem o chamou, faz uma ironia: "Vocês são mais importantes... Steve (Jobs) pode esperar." Vale a pena ver o lançamento do Padfone (www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Z2ANnpHnUrc). Mas as primeiras reações não foram boas. Será seu preço, entre US$ 799 e US$ 1 mil? Ou será porque, como telefone, o Padfone é grande, sequer cabe no bolso. Talvez os consumidores queiram um ou outro, ou ambos, separados. Assim encaixados, sincronizam-se o tempo todo, o fone aproveita a bateria maior do tablet, e rodam o sistema operacional Android, do Google. Junto com o Padfone, a Asus lançou ultraportáteis da Série UX e N, com tecnologia de áudio SonicMaster; o Eee Pad Memo 3D, mais netbooks ultrafinos Eee PC X101; o sensor de movimento WAVI Xtion e o desktop All-in-One, com 27 polegadas e alta definição. Tanta é a produção que o consumidor tende a se perder. Até um laptop de bambu já saiu dos laboratórios do QG de Shih, em Taipei. Aqui, toda ideia, por mais absurda, é bem-vinda. Mas Jonney Shih anda em brancas nuvens. Há meses, ele medita, como "mau budista", porque na meditação negócios não deveriam entrar, em algo como um "personal cloud computing". O que virá? O lema para 2011 propõe "quebrar regras" para alcançar "inovação além das expectativas". O repórter viajou a convite da Taiwan External Trade Development Council (Taitra)

Jonney Shih, da Asus, inovações são as suas armas.

Como designer, brasileiro pega o clima da Asus.

O

Skay Lin: brasileiro bem-sucedido em Taipei.

brasileiro Skay Lin fará quatro anos de Asus em agosto. Para ele é a realização, depois que percorreu uma árdua e longa trajetória entre São Paulo-Taipei. Seus pais tinham só passagem de ida e US$ 3 mil quando fizeram a viagem ao contrário, em 1975. Não conheciam ninguém no Brasil, nem falavam português. Em 16 anos, eram donos de uma loja de material de construção. E já criavam quatro filhos, estudantes no Colégio Bandeirantes. Foi quando não passou no vestibular para engenharia que Lin descobriu o curso de desenho industrial. Em 2001, foi morar no Canadá, e completou o curso de design na Humber Colleg e, d e p o i s d e a n o e m e i o

aprendendo inglês. "Meu pai me deu a sugestão de que eu viesse procurar trabalho de designer aqui em Taiwan, porque essa era uma área que estava crescendo e ficando popular. Eu hesitei no começo, pois não sabia ler nem escrever em chinês. Mas, relembrando meus pais indo para o Brasil, achei que poderia fazer o mesmo vindo para cá", contou Lin a um grupo de jornalistas de cada continente, em maio. O inglês fluente esconde que é brasileiro. Com ele estava Michelle Hsiao, da área de criação da Asus, que abriu gavetas para revelar simples objetos que servem de gatilho para inspirar os designers, como um vinho argentino, ainda fechado.

"Mas por que não um da Itália?", protestou um italiano. O primeiro notebook de 15 polegadas da Asus para o mercado brasileiro saiu da prancheta de Skay Lin. Por algum motivo que ele não sabe qual foi até hoje, "talvez impostos altos, ou problemas na negociação", o notebook acabou direcionado ao mercado europeu. Mas o brasileiro emplacou um outro para a China e a série K3, mundial. Agora, está encarregado da próxima geração de games. A ideia de individualidade não o agrada. "Somos um time." E os artilheiros da seleção da Asus são cobiçados pela concorrência. Todos, a partir de Jonney Shih, vão às nuvens diante de desafios. (MR)

Michelle Hsiao: vinho argentino para inspirar criações.


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Ter o controle do carrinho é essencial para melhorar processos Daniel Bento, CEO da Braspag

nformática

n LANÇAMENTOS

Meios de pagamentos digitais oferecem diferentes opções de compra, gerenciamento de risco e até marketing gratuito. Escolha a melhor solução para sua loja.

Um PC para cada perfil HP lançou, na semana passada, 15 novos modelos de computadores, entre desktops, notebooks e workstations, para o mercado corporativo. As máquinas são produzidas com material reciclável, são mais econômicas e ocupam menos espaço. Em PCs de mesa para pequenas empresas e onde o espaço não sobra, o ideal são os All-in-One, que integram no monitor todos os componentes da CPU, facilmente destacáveis na parte traseira, e vêm com telas de 20 polegadas e 4 GB de RAM. O preço do modelo 100B, mais barato, é de R$ 1.499. Os notebooks e workstations portáteis (das linhas Elite e ProBook) vêm com baterias de longa duração e chips Intel de segunda geração. É possível ampliar a autonomia de algumas máquinas para até 32 horas, desde que o usuário troque a bateria de seis células por outra de nove, conectar outra (de 12 células) e trocar o HD pelo disco SSD. Tudo é vendido como acessório pela HP. Uma ferramenta interessante dos notebooks é o QuickWeb, que permite ao usuário acessar rapidamente aplicativos da web sem precisar entrar no Windows.

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GADGETS

Pen drive tudo-em-um m pen drive multifunção é a proposta do Super Memory para eliminar cabos e acessórios das mãos dos usuários. Além de funcionar como drive de bolso, ele traz um adaptador para cartões SD e leitor USB para cartões Micro SD. Além disso, o kit já inclui um cartão de memória de 4 GB. A capacidade do pen drive chega até a 32 GB. Distribuído pelo Grupo Anovati por R$ 29,90.

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O melhor modo de receber

os últimos dez anos o faturamento do comércio eletrônico brasileiro cresceu em média 40% ao ano. Em 2010, o segmento registrou R$ 14,8 bilhões gastos por 23 milhões de e-consumidores. Se por um lado o negócio promissor atrai os lojistas ao mundo virtual, por outro, escolher o melhor formato para as operações financeiras online ainda confunde quem deseja apostar nesta seara. Pesquisas indicam que 80% das compras na internet são pagas com cartão de crédito. Como nestas transações não há a presença do portador, optar pela solução mais segura e adequada é estratégico para as empresas. E já são várias opções no Brasil. Desde os facilitadores de pagamento, que cuidam de toda a intermediação financeira, aos gateways, que atuam na integração tecnológica entre loja e instituições bancárias. Segundo o coordenador do comitê de meios de pagamento da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camarae.net), Ricardo Dortas, os lojistas precisam avaliar qual a melhor solução de acordo com a estratégia do seu negócio. Os facilitadores – ou intermediadores – reúnem formas de pagamento com cartão de crédito, débito online e boleto bancário em um único sistema. Inspirados no pioneiro PayPal, soluções como Pagseguro, Pagamento Digital, MoIP e Mercado Pago gerenciam tudo o que envolve a transação financeira. Consumidor e lojista não trocam informações diretamente e toda a operação é feita pelo facilitador, que recebe o pagamento e o repassa na

IMAGEM

ALICE SOSNOWSKI

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conta do vendedor 14 dias depois, descontando tarifas por transação e comissão, que fica entre 1,9% e 6,4%. O serviço oferece ainda gestão de risco integrada, antecipação de pagamento parcelado e integração com diversas plataformas de e-commerce. Outra característica dos intermediadores é o marketing associado à solução. No Pagamento Digital, o lojista figura com destaque no site de comparação de preços Buscapé e segundo Marcelo Theodoro, diretor da empresa, a loja recebe até seis vezes mais fluxo de navegação qualificada. "É um benefício participar do ecossistema Buscapé, que atinge até 60 milhões de acessos por mês e traz compradores em potencial para a loja", explica. Foi este apelo que convenceu Her-

nando dos Santos, proprietário da Homeseg (http://www.homeseg.com.br), loja especializada em câmeras digitais, a utilizar o Pagamento Digital. Segundo Santos, as vendas cresceram mais do que o dobro depois que a solução foi adotada. "Figuramos no ambiente Buscapé, que aumentou em muito nossa visibilidade", afirma. Para o proprietário da loja, a opção de terceirizar o pagamento trouxe outras vantagens, como maior segurança contra fraudes feitas com as ferramentas de gerenciamento de risco. Todo controle ao lojista Outra solução no mercado de pagamentos é o gateway, que provê a infraestrutura tecnológica para vendas

pela internet. Na prática, ele uniformiza a comunicação entre bancos e lojista, mas é o estabelecimento quem domina o processo e o risco da venda. Nos gateways, o valor do pagamento entra diretamente na conta do lojista, que precisa firmar acordos comerciais com o banco e as administradoras de cartão de crédito, como Cielo, Redecard e Santander GetNet. Para isso, é necessário ser pessoa jurídica e as taxas e prazo de recebimento são variáveis de acordo com a negociação. O gerenciamento de risco da venda precisa ser feito diretamente pela loja, que pode também contratar ferramentas antifraude de empresas especializadas, como ClearSale, por exemplo. Braspag, Ipagare, CobreDireto são exemplos de gateways oferecidos no mercado, que atendem grandes varejistas, mas também pequenos e médios lojistas. A vantagem deste sistema é que o vendedor tem acesso a todas as informações de compra: as que foram processadas, as que deram problema e por quê. "Ter o controle do carrinho é essencial para melhorar processos e aumentar a conversão no comércio eletrônico", afirma Daniel Bento, CEO da Braspag. Para os especialistas, além do volume de vendas, tíquete médio e necessidade de liquidez, a estratégia do negócio é a variável mais importante para escolher a melhor opção de pagamento. Pode ser uma pequena loja que necessita de total controle das vendas e o gateway se firma como a solução adequada. Ou uma loja de grande porte que quer focar no produto vendido e não se preocupar com a operação financeira, optando pelos facilitadores.

TV com tecnologia de cinema LG lançou em Los Angeles, na semana passada, uma nova geração de televisores 3D Cinema que começam a chegar ao Brasil. Com 32 a 55 polegadas, são as primeiras tevês com tecnologia 3D passiva, a mesma usada no cinema, e cujos óculos são mais leves e confortáveis, sem bateria e ângulo de visão amplo. A tecnologia é a Film Patterned Retarder que aperfeiçoa a separação de imagens para o olho esquerdo e o direito. O espectador pode ficar sentado ou deitado para visualizar as imagens, sem perda de qualidade, garante a fabricante. Cada TV vem com um kit de quatro óculos.

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ACESSÓRIOS

Proteção para viagens Mobimax está trazendo para o Brasil a linha Unyk Samsonite de capas para notebooks. Em estilo casual, para despojados ou elegantes, os modelos são compatíveis com a maioria dos equipamentos (e seus diversos tamanhos). São fabricadas em neoprene lavável, vêm em diversas cores e trazem compartimentos frontais com zíper, organizador, alça ajustável aos ombros e costas acolchoadas. site www.mobimax.com.br

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A Bematech lançou um projeto piloto de um aplicativo de comandas eletrônicas para rodar em iPad e em tablets Android. nformática

Automação cresce e inova

Sergio Kulpas sergiokulpas@gmail.com

QR Code no varejo Divulgação

Cerca de 40% dos estabelecimentos já possuem algum tipo de inovação tecnológica BARBARA OLIVEIRA

comércio é um dos segmentos que tem se adaptado rapidamente às novas tecnologias para incrementar vendas e produtividade e permitir mais conforto e rapidez ao consumidor na hora de comprar e pagar. O mercado de automação comercial deve crescer 9% neste ano, no País, com faturamento de R$ 1,4 bilhão, segundo a Associação Brasileira de Automação Comercial (AFRAC). Cerca de 40% dos estabelecimentos já possuem algum tipo de inovação tecnológica, mas a maior parte deles ainda está concentrada nas regiões Sul e Sudeste. As principais novidades em softwares, equipamentos e serviços foram demonstradas na semana passada em São Paulo, durante a Autocom, principal evento do setor. Estavam presentes na feira mais de 200 marcas de produtos para o varejo, atacado, turismo, saúde, bares e restaurantes. No estande da NL Informática, houve a demonstração de uma loja dotada com a tecnologia de identificação de radiofrequência (RFID), pela qual um carrinho, com as compras já etiquetadas com tags inteligentes, passa por uma antena e identifica os produtos por sinais de rádio. O cliente só vai ao caixa para efetuar o pagamento, porque as compras já foram somadas. O objetivo da empresa foi mostrar como funciona o sistema na prática. A RFID contém chips e antenas que respondem a sinais de rádio enviados por uma

O

Da esquerda para a direita, coletor de dados multifunção da Prime Technologies, a ser usado como ponto de check out móvel para o varejo ou em bancos; conjunto de software e equipamento Pesquisa Rápida, da Gertec; aplicativo de comandas eletrônicas para rodar em iPad e em tablets Android, da Bematech; abaixo, coletor de dados Hyperion 1300g, da Honeywell, que lê códigos de barras lineares e tem design ergonômico.

base transmissora. Além de impressoras térmicas, monitores e displays de LCDs, a Bematech mostrou um projeto piloto de um aplicativo de comandas eletrônicas para rodar em iPad e em tablets Android. Ele é integrado ao sistema de gestão Bematech Chef, já utilizado em restaurantes. Assim, os funcionários realizam o pedido na mesa e repassam para a cozinha de forma automática. Eles têm, ainda, acesso ao mapa das mesas no salão e à conta final do cliente. A Prime Technologies incluiu em sua linha de coletores de dados o multifunção Bip 1300. Ele faz operações comerciais e financeiras, podendo ser usado como ponto de check out móvel para o varejo ou em bancos. Serve como impressora térmica, lei-

tor de código de barras, de cartão de fita magnética, de smart card, traz conexões Edge e Wi-Fi e câmera de 2 MPixel. Outro coletor de dados, da Honeywell, tanto para o comércio como para a indústria, é o Hyperion 1300g, que lê códigos de barras lineares e tem um design mais ergonômico e confortável para o usuário. Ele reconhece a interface automaticamente e evita perda de tempo com programação do equipamento. Um segundo modelo da fabricante é o Voyager 1200g, capaz de identificar códigos de barras de baixa qualidade ou danificados. Para quem precisa fazer pesquisas com seus clientes e ter os resultados imediatos no computador, com a ajuda de gráficos e dados tabulados, foi lançado pela Gertec o conjunto de software

e equipamento Pesquisa Rápida. O produto permite pesquisa sobre o atendimento, serviço ou outras informações que possam ser relevantes para o comerciante de forma ágil, eliminando papel e erros na apuração dos dados. O Pesquisa Rápida é integrado a um software web para que seus resultados, consolidação dos dados das diversas lojas ou filiais e evolução periódica, sejam acompanhados remotamente.

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isteriosos quadrados com desenhos e símbolos estão aparecendo em todos os lugares. Os quadrinhos com padrões em preto e branco podem ser vistos nos cantos de anúncios de jornais e revistas, em páginas da web e em corredores e gôndolas de supermercados. Chamados de "quick response codes" ("códigos de resposta rápida", ou QR Code), essa forma de interatividade tem grande potencial para o varejo. Os códigos QR já são considerados como o código de barras da era digital – só que podem conter muito mais informações, que podem ser acessadas pelos consumidores com smartphones e tablets. O QR pode abrir páginas na web, uma imagem ou vídeo, e até completar uma ligação telefônica com a marca ou loja. A tecnologia não é exatamente nova, existe há vários anos. Mas apenas recentemente começou a ser adotada por varejistas nos EUA e Europa, na busca de novos meios de conexão com o consumidor. A indústria registra um crescimento muito acentuado: a maior empresa de códigos QR diz que o número de quadrinhos usados pelo varejo saltou de 80.000 por mês em 2009, para mais de 2 milhões de códigos mensais este ano. Segundo Colin Gibbs, analista da firma GigaOm Pro, os anunciantes e agências consideram o QR como a ferramenta mais quente e promissora no marketing para aparelhos móveis. Gibbs destaca que os códigos QR são baratos e fáceis de usar nos pontos de venda, e permitem grande versatilidade em campanhas (os quadrinhos QR podem ser pequenos como anúncio de jornal ou gran-

des o bastante para serem aplicados em assentos de estádios, ou até cobrir a fachada toda de um prédio). A famosa loja Macy's de Nova York está usando códigos QR em todos os seus departamentos. Os compradores que apontam a câmera de seus smartphones para os códigos podem acessar vídeos diretamente na tela do celular, com dicas de uso dos produtos. Os clientes da rede Home Depot podem usar os códigos QR para ver guias passo a passo de como usar os materiais comprados. A cervejaria Miller Beer estampou QRs nas latas da Lite Beer para uma grande promoção neste verão nos EUA. Grandes marcas como Gap, Target, Starbucks e Ford estão usando QRs em campanhas de marketing. Origem – Os códigos QR foram inventados em meados dos anos 90 no Japão, o país que foi pioneiro no uso de smartphones. Há mais de uma década, as lojas japonesas do McDonald's usam QRs nas embalagens de seus hambúrgueres. A explosão do uso dos QRs nos EUA e Europa se deve ao surgimento de novos celulares e tablets, com câmeras de alta qualidade e aplicativos atraentes e bem desenvolvidos. Segundo previsão da Nielsen, metade dos usuários americanos terão um smartphone até o final de 2011. A penetração entre os consumidores ainda é relativamente baixa. Segundo avaliação da Forrester Research, apenas 5% dos usuários de smartphones nos EUA já escanearam um código QR no varejo. Mas o número está crescendo rapidamente. Cerca de 25% dos usuários de celulares do sistema Android e 7% dos usuários de iPhones testaram um QR no segundo trimestre de 2010, e esse número deve crescer este ano.


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