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DC 14/03/2012

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o s s e r g Con sob nova direção O Congresso está controlado por Dilma. Da rebelião que a derrotou numa batalha, ela ganhou a guerra. Trocou líderes por seus oponentes e fez de Sarney uma sombra, que poderá apagar. Páginas 5 a 7

Beto Barata/AE

Ano 87 - Nº 23.582

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 14 de março de 2012

Promotores miram Curió e reiniciam guerrilha

Toda a indústria brasileira estaria quebrada (sem as medidas do governo). Pág. 17

Arte de Paulo Zilbermann sobre foto de Elza Fiúza/ABr

O Ministério Público Federal encaminha hoje denúncia contra o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura por sequestro qualificado de cinco militantes na Guerrilha do Araguaia. Militares da ativa e da reserva rechaçaram a iniciativa e afirmaram que a questão se encerrou com a Anistia. Pág. 10 Diogo Moreira/Futura Press/AE

Parwiz/Reuters

Dentro da van escolar com 13 crianças e o sequestrador Bandido (foto) em fuga tomou o lugar da motorista Shirley de Souza e saiu disparado, trombando. As crianças deitaram no chão... (o fim, página 14)

Afeganistão inflamado Em resposta à chacina de civis em Kandahar, talebans ameaçam cortar cabeças de soldados americanos. Pág. 13

HOJE

ISSN 1679-2688

23582

Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 31º C. Mínima 17º C.

AMANHÃ Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 30º C. Mínima 19º C.

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Uma inutilidade dentro da inutilidade que é o próprio Ministério, a estatal da Pesca será modesta em sua estrutura. José Márcio Mendonça

pinião

PESCADORES DE PEIXES GRAÚDOS Waldemir Barreto/Agência Senado

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escador em águas turvas de suspeitas religiosidades, o bispo (licenciado) e senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), feito ministro de peixes e culturas aquáticas para encher a tarrafa de votos para aliados políticos do Palácio do Planalto, à falta do que fazer, num ministério que não tem razões para existir, sacou do fundo de suas elucubrações bíblico-políticas, como uma espécie de enviado especial para promover uma multiplicacão nacional dos peixes, a luminosa ideia de se criar, no imenso aquário das inutilidades públicas brasileiras, a Pescobras. Atilado, inteligente, ou não teria chegado até onde chegou, mesmo sendo sobrinho do dono da Igreja Universal do Reino de Deus, o bispo-mor Edir Macedo, Crivella mostrou que aprendeu com incrível rapidez um dos princípios que movem aqueles tantos, com exceções raras, que se aproximam da vida pública no Brasil: ocupar o poder para dele usufruir, em proveito próprio, da família, dos amigos e dos liderados. Crivella aprendeu rapidinho o milagre da multiplicação de cargos polpudos e empregos vários como o caminho mais curto para alcançar tais objetivos de poder, mando e distribuição de benesses. Antes mesmo de descobrir como botar uma minhoca no anzol, já está preparando o aquário para abrigar peixes graúdos. Uma inutilidade dentro da uma inutilidade que é o próprio Ministério, a estatal da Pesca será modesta em sua estrutura. Assim começa a maioria delas, e muitos órgãos públicos, até descobrir-se que eles estão incompletos e precisam de mais gente para cumprir suas funções. Bom exemplo é a EPE – Empresa de Pesquisa Energética, criada no

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA derou sem condições de continuar dirigindo a Agência Nacional de Transportes Terrestres. A ANTT é responsável por todo o processo de licitação do trem-bala. A ETAV pode ter o modelo da Valec, da Ferrovia Norte-Sul, encalacrada como o diabo.

O Ministro Marcelo Crivella: antes de aprender a pescar, já está preparando o aquário para abrigar peixes graúdos. tempo em que a presidente Dilma Rousseff era somente a ministra das Minas e Energia de Lula. Com o objetivo de ajudar a fazer política de energia, nasceu enxuta, com pouco mais de 50 pessoas. Hoje, não completados dez anos, está com quase 300 empregados no quadro funcional efetivo, sem contar terceirizados e consultores. É sempre assim. A empresa sempre precisa de um presidente, pelo menos de uns três diretores, um punhado de técnicos. Esses, por seu lado, precisam de secretárias, analistas, autorizadores de despesas, contínuos, motoristas...

É um moto contínuo. Há dois anos o governo resolveu reativar a Telebras, uma empresa em fase de liquidação nas mãos de uns poucos servidores, da qual ninguém sentia falta desde a privatização do setor de telecomunicações, em 1998. A desculpa era a necessidade de se apressar a instalação, no Brasil, do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com internet de alta velocidade a preços populares. Um programa que não interessava às empresas privadas. Imediatamente, a Telebras ganhou um presidente, diretores, orçamento próprio, recebeu de volta

antigos funcionários concursados que estavam na Anatel, contratou outros. De um amontoado de gatos pingados na fase de liquidação, já ocupa mais de 300 pessoas. Mas ainda registra prejuízos operacionais e para deslanchar o PNBL teve de socorrer-se da ajuda das teles particulares. Até agora não justificou sua recriação, porém já produziu um bom número de cargos de confiança para amigos e correligionários. A Embratel está no organograma do PT. Está para nascer outra dessas caras inutilidades, também ligada a sonhos de alta velocidade. Des-

de o ano passado está autorizada a criação da ETAV (Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade) companhia de economia mista, na qual o governo será majoritário, e que será responsável pelo acompanhamento do projeto e obras do trem-bala RioSão Paulo-Campinas. O governo, quando o trem-bala começar a sair do papel, está autorizado a capitalizar a ETAV com R$ 3 bilhões de recursos do Tesouro Nacional. A direção da companhia pode ser o destino de Bernardo Figueiredo, engenheiro que na semana passada o Senado consi-

SEGREGAR PARA CONTER ASSÉDIO?

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m dos preceitos mais conhecidos da Constituição Brasileira, alardeado por todos os cantos e tido como condição sine qua non para a vida digna do ser humano é frontalmente desacatado e parece que pouca gente se dá conta. Estou me reportando ao "direito de ir e vir" tão defendido e lembrado em meio a situações de exceção, como nas ditaduras, mas que acaba um tanto esquecido no dia a dia. Mais especificamente, falo do direito de mulheres se locomoverem sem passar pelo constrangimento ou horror de serem assediadas sexualmente. Já é lamentável o fato de não poder ir a certos lugares por falta de segurança, em virtude da bandidagem e violência – que acomete homens, mulheres e crianças sem distinção. Mas o assédio sexual nos locais e nos transportes públicos é o tipo de delito sorrateiro, que pode ocorrer à luz do dia e que, por

vergonha ou medo da vítima, passa desapercebido por aqueles que estão no entorno. Para ilustrar o que eu digo, veja-se a história recente da babá de uma cliente. A babá se chama Juliana e há cinco anos toma ônibus todos os dias para ir de casa ao trabalho. Certo dia ela chegou atrasada e contou o que aconteceu. la entrou no ônibus e conseguiu um assento. Logo a lotação aumentou e as pessoas começaram a se acomodar em pé. Três bancos à sua frente uma moça, em pé, começou a ficar muito nervosa, dando cotoveladas em um homem que estava ao lado, cujo rosto Juliana não podia ver. Mas conseguia enxergar a expressão de horror da moça e começou a se sentir muito mal, pois achou que algo estranho estava acontecendo, pensando até em assalto. Pausa. Dá para imaginar a apreensão da moça atacada? E dos outros passageiros que

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percebiam algo errado mas não sabiam o que fazer? ois é justamente para evitar esse tipo de situação que foi criada a lei nº 4.733/2006, estadual, válida no Rio de Janeiro, determinando a criação de vagões especiais no metrô da capital fluminense nos horários de pico, a exemplo do que ocorre, por exemplo, em Tóquio. Como assim? Por medo, ser praticamente obrigada a utilizar um vagão "só" para elas? Entenda como privilégio quem quiser, mas a mim soa mais uma espécie de confinação. E as que não quiserem entrar no vagão específico, errarem de porta, ou se o vagão estiver lotado, não ficam mais expostas?

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Então, primeiro, o direito de ir e vir é violado por homens que pensam ficar impunes; depois, para evitar o pior, deve-se incorrer em segregação? Pois é isso mesmo: o que "protege", na verdade, aparta. asta pensarmos na história norte-americana. Como puderam surgir leis tão segregacionistas, em especial no Sul dos Estados Unidos, separando brancos e negros? Pois foram justamente medidas como essas, ditas de "proteção", para evitar distúrbios, que aumentaram o abismo entre as pessoas e perpetuaram o preconceito e a discriminação. Há outras maneiras de se enfrentar o problema. Voltemos à história de Juliana: em meio à opressão gerada pela

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Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

IVONE ZEGER situação, a moça que tentava dar cotoveladas gritou: "Motorista, pára o ônibus que tem um homem aqui dizendo que vai me levar para o mato!". O motorista parou. Um passageiro ofereceu-lhe o celular, o motorista ligou para a polícia e avisou os passageiros: "Vamos esperar a polícia; até eles chegarem, ninguém desce". Só uma mulher reclamou da espera. Os demais passageiros mantiveram-se calmos. A polícia chegou rápido, fizeram uma barreira diante da porta do ônibus, que foi aberta e o "tarado" se entregou. Fiquei boquiaberta. Pensei que para esse episódio ter um final

mais chocante é que o trem-bala é tido por muitos especialistas independentes como uma inutilidade também – ou ao menos como uma "desnecessidade" no curto e no médio prazos. Segundo uma pesquisa recente da Fundação Dom Cabral, com 259 grandes companhias nacionais, sobre as prioridades para o Brasil nos próximos anos na área de infraestrutura, o trem-bala ocupa apenas a 39ª posição em 50 obras listadas. Contudo, é a primeira nos sonhos da presidente Dilma Rousseff. De empresa em empresa nova, de órgão em órgão novo, a política enche o papo e o cidadão vê os serviços públicos só piorarem. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

justo foram precisos a coragem da moça, a consciência do motorista e dos passageiros e a eficiência da polícia. Mais ainda, foi preciso um tanto de solidariedade das pessoas, sentimento que deveria ser básico para quem vive em sociedade. Sempre que ouvimos notícias de barbáries cometidas contra mulheres, nos comovemos, como o caso das notícias que chegam da Arábia Saudita. Em setembro último, foi uma jovem que a lei islâmica condenou a dez chibatadas por estar dirigindo. Mais recentemente, uma mulher, no mesmo país, foi condenada à decapitação por "realizar bruxarias". Mas nossa indignação de nada vale se, bem diante dos nossos narizes, mulheres trabalhadoras são obrigadas a utilizar espaços determinados "só" para elas, para se sentirem menos oprimidas. Enfim, foi dessa maneira que Juliana justificou seu atraso. Minha cliente comemorou o fim da história e se deu por satisfeita. E eu também. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" - DA MESCLA EDITORIAL WWW.IVONEZEGER.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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quarta-feira, 14 de março de 2012

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NADA SE COMPARA AO PODER QUE AS PALAVRAS DE UM IGNORANTE TÊM SOBRE OUTRO MAIS IGNORANTE.

pinião

A ignorância como técnica de persuasão O

s jornalistas e intelectuais brasileiros descobriram um método praticamente infalível de impor e disseminar as opiniões mais estapafúrdias sem encontrar a menor resistência do público e sem expô-las ao teste de discussões demoradas que arriscariam desmoralizá-las por completo. O truque é simples e barato, não requer aprendizado nem habilidade especial e pode ser praticado com tal sucesso por energúmenos e semi-analfabetos, que se diria ter sido concebido, na verdade, especialmente para uso deles. Tudo o que você precisa saber para entrar no rol dos felizes usuários resume-se em um parágrafo: não tente argumentar, nem provar, nem explicar o que quer que seja. Também não chame demasiada atenção sobre a ideia que deseja impor. Condense-a numa frase curta e coloque-a num canto discreto do seu artigo ou discurso, de preferência num aposto ou numa sentença subordinada, de modo que pareça ser um ponto menor, secundário ou irrelevante no corpo de um devaneio sobre outro assunto qualquer. Fazendo assim, você dará uma tremenda impressão de que se trata de coisa arqui-sabida e de domínio público, que nem vale o trabalho de ser provada porque só mesmo um completo ignorante ou doente mental pensaria em contestá-la. Não é uma questão de conteúdo, mas de afinação: se você conseguir o tom certo, despertará no ouvinte um desejo fortíssimo de sentir-se uma pessoa normal e bem informada, o que inibirá nele qualquer veleidade de discutir aquele ponto ou até mesmo de pensar nele. E é aí que reside a beleza da coisa: fazer um sujeito concordar sem pensar, ou, mais requintadamente ainda, fazê-lo concordar sem nem mesmo se dar conta de que concorda. Encontrar o tom parece difícil, requerendo sensibilidade aguçada, mas, para um povo com o natural talento mimético do brasileiro, não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Conheço centenas de professores, escritores, comentaristas de mídia e outros profissionais do gênero, cuja única atividade cerebral ao longo dos anos tem sido a prática diária da imitação sonora e gestual, e que encontraram nisso não só um considerável êxito mundano mas a fonte essencial dos seus rendimentos

OLAVO DE CARVALHO (v., a respeito, http://www.olavodecarvalho.org/textos/bicho.htm). Muitas dessas pessoas descobriram espontaneamente o método acima mencionado e o integraram, sem maiores dificuldades, no exercício das suas funções usuais. Outras, que não haviam se dado conta da existência de semelhante maravilha, tomarão ciência dela mediante a leitura deste utilíssimo artigo e contrairão para com este colunista uma dívida de gratidão eterna, que lhes aconselho jamais reconhecer em público.

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em ao contrário: para que todos conheçam a modéstia dos meus merecimentos nesse tópico, devo confessar que só descobri aquela técnica de persuasão bem tardiamente, ao perceber a constância infalível com que ela ela vinha sendo usada nas opiniões emitidas sobre a minha própria pessoa. Vejam vocês a minha insensibilidade: só quando me vi afetado pela coisa de maneira direta e reiterada é que dei pela existência dela. Pesquisando retroativamente um número significativo de julgamentos publicados a meu respeito em jornais, revistas, sites da internet e até vídeos no youtube, confirmei que praticamente tudo se constituía daquelas frases lançadas de soslaio, en passant, no tom distraído de quem enunciasse obviedades jamais contestadas, portanto desnecessitadas de qualquer sustentação explícita. Verifiquem por vocês mesmos: contra o Olavo de Carvalho ninguém escreve um ensaio, um artigo, ou mesmo um parágrafo inteiro. Se o fizessem, criariam uma discussão e, além de chamar atenção sobre um sujeito que prefeririam ocultar, ainda correriam o ris-

co de ter de argumentar, eventualmente sem sucesso, contra possíveis defensores da abominável criatura. Contornando essas dificuldades, mencionam o cidadão entre vírgulas, como quem não quer nada, e seguem adiante na certeza de que ninguém desejará fazer o papel de chato, armando um fuzuê em torno de um detalhe secundário e ainda passando por contestador maluco de uma banalidade universalmente admitida. No mínimo, no mínimo, esse procedimento discreto lhes dá margem para retrucar ao eventual descontente: "Você é seguidor tão fanático do Olavo de Carvalho, que, no meio de tantas coisas importantes que eu disse, só enxergou a menção casual ao nome dele". Qualquer que seja a orientação ideológica que imaginam ser a sua, todos seguem e disseminam assim, por automatismo quase inconsciente, a norma baixada anos atrás por Milton Temer, do alto da sua cátedra pontifícia, para todos os comunistas brasileiros: "O Olavo de Carvalho não se discute".

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is como, sem ter lido os seus livros ou acompanhado os seus cursos, sem ter sequer lido os seus artigos ou mesmo ouvido os seus programas de rádio o bastante para perceber que praticamente ninguém faz objeção a um deles que já não tenha sido respondida em outro, passam a impressão nítida de que para emitir sobre o referido um julgamento final e irrecorrível não é preciso nada disso. Na mente do leitor ou ouvinte, essa manobra deixa uma marca profunda, indelével e arrebatadoramente voluptuosa: quem, no mundo, resistirá a um reconhecimento público de que a sua total ignorância de alguma coisa é uma espécie de saber superior, referendado pelo consenso universal das autoridades na matéria? Isso dá uma segurança, uma autoconfiança, uma certeza na fé, que décadas de estudo e milhares de provas jamais poderiam dar. Nada no repertório milenar da ciência retórica se compara ao poder que as palavras de um ignorante têm sobre a alma de outro mais ignorante. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

DIA DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN

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omemora-se em 21 de março o Dia da Criança com Síndrome de Down. É uma data especial, como são especiais todas as crianças com a síndrome. Tenho uma neta portadora dessa síndrome que, desde seu nascimento, tornouse elemento de integração e união da família. Todos têm por ela particular carinho e dedicação, que retribui com sorrisos e gestos de amor. As crianças com Síndrome de Down são naturalmente carinhosas, sem maldade. Hoje, estou convencido de que são mestras involuntárias na arte de gerar solidariedade, altruísmo e valorização da vida naqueles que com elas convivem, pois, se, de um lado, necessitam de mais atenção, fazendo com que os familiares superem divergências e problemas menores, que sempre ocorrem no convívio diário, por outro ensinam que a vida tem momentos difíceis e que nenhuma pessoa é uma entidade isolada. Todos precisamos de todos – e os que mais precisam ensinam a importância da doação aos que menos precisam. Apesar de ter uma família em que o amor esteve sempre

IVES GANDRA MARTINS presente entre seus membros (somos 16, entre Ruth, eu, filhos, netos, genro e nora), tenho a certeza de que todos, hoje, somos mais ricos por termos recebido este tesouro de amor, que é Daniela. Meus netos, quando chegam a sua casa, correm para abraçá-la e para com ela brincar. Ela retribui sempre, com sorrisos e gestos de carinho. elizmente, hoje, com todas as novas técnicas de estímulo e educação, cada vez mais as crianças com Down se integram melhor à sociedade, ensinando-nos também o valor da solidariedade humana. Esta mesma impressão colhi do senador Lindbergh e de sua esposa, Maria Antonia Goulart, que têm a alegria de uma filha Down, que amam profundamente. Termino este breve artigo para o Jornal do

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Quem, no mundo, resistirá a um reconhecimento público de que sua total ignorância de alguma coisa é uma espécie de saber superior, referendado pelas autoridades na matéria?

Brasil com o soneto que fiz, no dia de nascimento de Daniela, em 5 de junho de 2010: DANIELA Ninguém comanda, em vida, seu destino. Por mais que se procure o próprio rumo, Nem mesmo os sonhos tidos em menino Não assumi e nem agora assumo. O Senhor, que conduz nossa passagem Pela terra, define a curta estrada, Nós não temos assim qualquer blindagem, Enquanto estamos nós na caminhada. Com alegria e dores, Deus oferta Aquilo qu'é melhor p'ra nosso bem, E mesmo se parece a dose incerta É sempre D'Ele qu'esta lição vem. Querida Daniela, amo-te tanto, Enquanto a Virgem cobre-te em seu manto."

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS É PROFESSOR EMÉRITO DE VÁRIAS UNIVERSIDADES, ENTRE AS QUAIS MACKENZIE E UNIP, E PRESIDENTE DO CONSELHO SUPERIOR DE DIREITO DA FECOMÉRCIO- SP, ENTRE OUTROS CARGOS.

O JUIZ VERMELHO E O COMBATE À IMPUNIDADE

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á mais de um ano o juiz espanhol Baltazar Garzon está afastado da função, respondendo a uma série de acusações. O processo chegou ao fim com ele condenado a 11 anos fora do cargo por prevaricação, abuso de poder e quebra de sigilo. O juiz – que ganhou fama internacional ao agir politicamente, especialmente no caso da prisão, em Londres, do ex-presidente do Chile, Augusto Pinochet –, embora desmoralizado, está se tornando instrumento da esquerda espanhola, derrotada recentemente nas urnas. Garzon pode vir a criar um novo partido, ajudado pela Izquierda Unida (IU), que quer tirar um pedaço do Partido Socialista Obrero Español (PSOE), que se dividiu no seu último congresso. O juiz, além de exibicionista, parcial e de uma vaidade alvo de piadas na imprensa local, mostra ter sido sempre um ativista a serviço das bandeiras da esquerda. A prova está na solidariedade que vem recebendo de artistas e intelectuais socialistas e comunistas. O movimento pelo seu indulto, aliás, contaria com o apoio do ex-presidente Lula,

ARISTÓTELES DRUMMOND segundo o jornal La Gaceta. O caso de Garzon trouxe à baila na Espanha e mesmo no restante da Europa, a questão do controle do Judiciário e da publicidade dada aos atos disciplinares e advertências feitas pelos CNJs locais a magistrados. Alega-se que os membros do Judiciário são funcionários públicos, devendo satisfações à população. Em meio à crise na economia, convivendo com escândalos em diferentes governos, surgem medidas de combate à impunidade dignas de registro. Uma delas dá prioridade aos processos envolvendo casos de corrupção em órgãos públicos. Estes não podem levar mais de um ano para terminar. Portugal já deu início à medida e o restante da Europa deve acompanhá-lo. Uma boa ideia para se copiar no Brasil, criando-se câmaras nos tribunais, com rodízio anual,

especialmente para tratar desses casos. Seria atender a um reclamo da sociedade e abortar manifestações políticas que não servem à democracia e muito menos ao Judiciário, que deve sair dessa confusão fortalecido e não desgastado, como vem ocorrendo, em função do corporativismo e até da impunidade. Urge a reforma dos códigos, responsáveis pela lentidão. A Justiça é cara e demorada mas os magistrados trabalham muito. Grande demonstração deu a Justiça espanhola ao enfrentar esse monstro sagrado, com largo apoio na mídia e de certos meios políticos. Ele vai virar vedete, mas sem afrontar a isenção que se pede de um juiz. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de março de 2012

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de março de 2012

5 MOVIMENTOS No tabuleiro de Dilma, Jucá e Vaccarezza são peças fora do jogo.

olítica

SOBRENATURAL O PMDB está assustado com a volta de Chinaglia. E o seu poder.

Celso Júnior/AE

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deputado federal sa, na manhã de ontem, com a Cândido Vaccarez- presidente Dilma. "Não acho za (PT-SP) disfar- que foi uma boa conduta das çou o quanto pode, pessoas que anunciaram a miontem, ao afirmar que deixava nha demissão". No encontro a liderança do governo na Câ- com Dilma, segundo o deputamara "sem ressentimentos" e do, a presidente agradeceu peque continuaria "general ou lo trabalho e falou da necessisoldado" da presidente Dilma dade da substituição. VaccareRousseff. "Encaro isso sem res- zza não sabe precisar qual será sentimentos, sem mágoas e a periodicidade do rodízio encom naturalidade", afirmou. tre as lideranças. Mas quem Ele negou conversou que a sua saída com Vaccarepossa repercuz z a c o n f i rt i r n e g a t i v amou que ele "é mente na eleiNão sei onde a um poço de ção do próxipresidente Dilma mágoas". Não mo presidente bastasse a da Câmara e Rousseff quer queda, terá de minimizou chegar ao dizer lidar com Arqualquer crise que vai fazer lindo Chinana base aliada. um rodízio glia, o novo líDisse ainda de lideranças. d e r e j u s t aque, agora, irá mente o petistrabalhar em CÂNDIDO VACCAREZZA ta que mais projetos pestrabalhou pasoais. Vaccarera acabar com o sonho de Vac- zza foi líder do governo durancarezza, no ano passado, de te mais de dois anos, indicado presidir a Câmara Federal. ao cargo pelo ex-presidente Visivelmente emocionado, Luiz Inácio Lula da Silva. o ex-líder do governo atribuiu Queda no Senado – Além a sua saída exclusivamente a dele, Romero Jucá (PMDB-RR) "motivação política". Segundo também foi substituído por ele, não foi por "derrotas pes- Eduardo Braga (PMDB-AM) soais" já que o governo "só teve na liderança do governo no Sevitórias" na Câmara. O petista nado. A troca é resultado da readmitiu: "Só não sei aonde a belião da base aliada que, insapresidente quer chegar ao di- tisfeita com o Palácio do Plazer que vai fazer um rodízio de nalto, rejeitou a indicação de lideranças". Bernardo Figueiredo para a diSó que a troca, segundo Vac- reção da Agência Nacional de carezza, deverá provocar "um Tr a n s p o r t e s Te r r e s t r e s estremecimento". "Sou amigo (ANTT), fato que irritou prodos líderes, até mesmo da opo- fundamente a presidente. sição", garantiu. Eleele tamNo Palácio do Jaburu, o vicebém acredita, porém, que a presidente Michel Temer recepartir da semana que vem "tu- beu senadores peemedebistas do volta a ficar tranquilo". e Gim Argello (PTB-DF) para O petista só não escondeu a discutir a troca de Jucá, que gamágoa sobre o fato de a sua nhou a relatoria do orçamento substituição ter sido anuncia- de 2013 como consolo. De acorda pela mídia antes da conver- do com relatos passados, o cli-

Efeitos da reação de Dilma: Vaccarezza é "um poço de mágoas" e Romero Jucá "desocupou" a liderança no Senado depois de 12 anos.

Vaccarezza e Jucá caem 'com naturalidade' O deputado e o senador garantem que não estão magoados e afirmam que mudanças são naturais ma foi de constrangimento, já que Braga faz parte do chamado 8 do PMDB, grupo de senadores "independentes" em relação ao comando de José Sarney (PMDB-AP), Renan Calheiros (PMDB-AL) e do próprio Jucá – que ocupou o cargo por 12 anos, a partir do

segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, passando pelos governos Lula e Dilma, até ontem. Depois de tanto tempo, Jucá garantiu que não estava ressentido com a saída. "De forma nenhuma estou chateado", afirmou. "Eu acho que a mu-

Sérgio Lima/Folhapress

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ex-presidente da Câmara, deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), é o novo líder do governo escolhido pela presidente Dilma Rousseff. Ele assumiu ontem no lugar de Cândido Vaccarezza e já garantiu que o acordo entre o PT e o PMDB para a sucessão na presidência da Casa está mantido. Chinaglia procurou afastar as desconfianças do PMDB com um eventual rompimento deste acordo. Com a base já em crise, a sua escolha foi vista por setores peemedebistas como um passo para o Chinaglia abraça Maia e se diz distante da presidência PT lançar o seu nome para o lugar ocupado por Marco cros pela exploração de peMaia (PT-RS), em 2013. tróleo, os royalties. O líder do governo é um O novo líder do governo Se é para tirar esse candidato em potencial na marcou para hoje uma reudisputa pela presidência da nião com os líderes da base fantasma, eu digo Casa, em uma estratégia papara discutir a pauta. Entre que vim com a ra evitar que o PMDB fique os projetos, a Lei Geral da tarefa precípua de com o comando da Câmara e Copa. O encontro servirá pafazer o trabalho de do Senado no biênio ra avaliar a possibilidade de líder do governo. 2013/2014. O PMDB e o PT manter o cronograma. Médifecharam um acordo em co e presidente da Câmara O resto está fora. 2010 pelo qual o próximo durante a aprovação do proARLINDO CHINAGLIA presidente da Câmara será jeto da Lei Seca, Chinaglia Henrique Eduardo Alves tem uma posição conhecida ( R N ) . " O a c o r d o c o m o dente Luiz Inácio Lula da Sil- contra a venda de bebida alPMDB foi honrado e será va: o escândalo de compra coólica nos estádios. Mas honrado", disse Chinaglia. de apoio no Congresso, co- ponderou que no caso da Lei "Se é para tirar esse fantas- nhecido com mensalão. Geral da Copa a permissão ma, eu digo que vim com a taSete anos depois da lide- atingiria apenas os estádios refa precípua de fazer o tra- rança, com a presidência da que abrigarão os jogos e de balho de líder do governo. O Câmara no meio, Chinaglia forma temporária. resto está fora", afirmou. volta com a base parlamenSobre a crise na base aliApesar das suas declara- tar insatisfeita pelo tratamen- da, Chinaglia minimizou. ções, parte do PMDB consi- to dispensado pela presiden- "Faz parte do processo políderou a escolha um movi- te, com o PMDB desconfiado tico uma tensão entre o Exemento da presidente Dilma do PT e com temas polêmi- cutivo e o Legislativo", disse. contra o partido. cos na pauta de votação. O "É até bom que seja assim e O novo líder do governo re- governo já sofreu duas der- não vejo nenhum ponto difetorna ao cargo que ocupou rotas na Câmara com o pro- rente de outras épocas", afirdurante a maior crise nos oito jeto do Código Florestal e a mou. "Encaro isso com trananos de gestão do ex-presi- proposta de divisão dos lu- quilidade". (Agências)

A faxina parlamentar de Dilma Rousseff continua na página 6

no qual se diziam "excluídos" das decisões políticas. Outro fator que pesou, no caso de Vaccarezza, foram as dificuldades no trato com a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais. Já a destituição de Jucá é por não ter evitado a rejeição a Figueiredo. (Agências)

Em clima de desconfiança, Câmara suspende votação

Novo líder, Chinaglia afasta 'fantasma' da sua candidatura Ele garante que acordo com o PMDB será mantido para o sucessor de Maia

dança na política é natural e os cargos a gente ocupa e desocupa. Então, eu passo o cargo com muita tranquilidade". As decisões de Dilma foram tomadas após rebelião da base aliada, sobretudo do PMDB, quando mais de 50% dos deputados assinaram manifesto

Não há previsão de quando os parlamentares vão retomar a pauta

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destituição do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) da liderança do governo pela presidente Dilma Rousseff provocou três efeitos imediatos. A suspensão das votações previstas para ontem ou mesmo de toda a semana; o acirramento na disputa na bancada do PT entre os grupos de Vaccarezza e do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS); e a desconfiança do PMDB de eleger o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) presidente da Câmara, em 2013. A saída de Vaccarezza, mes-

mo que estivesse na mira desde o ano passado, surpreendeu aliados de Dilma e da oposição. Os aliados apontaram a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais (PT-SC), como a principal articuladora por sua troca, porém não era prevista para ontem. Interlocutores no Planalto afirmaram que a mudança de Vaccarezza e Romero Jucá, no Senado, foi precipitada por uma inconfidência do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Dilma comunicou a ele as mudanças e como não pediu sigilo, Renan voltou

ao Senado e anunciou as trocas. A cúpula do partido não gostou da indicação de Arlindo Chinaglia e não digeriu a troca de Jucá por Eduardo Braga (PMDB-AM), considerado "independente" ou "dissidente" conforme o tom do peemedebista que faz a referência. Com tamanha insegurança, Maia cancelou a reunião de líderes para tratar da pauta. O acerto era que nesta semana os deputados votariam o Código Florestal. Como o governo não concorda com prováveis alterações, a paralisia agradou ao Planalto. (Agências)


p Braga quer mais diálogo com o governo DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 14 de março de 2012

A presidente fez o movimento de alicerçar a base, fortalecer a unidade. Renan Calheiros (PMDB-AL)

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Ele também defendeu ampliar as conversas dentro da bancada do PMDB no Senado, mas a cúpula do partido já mandou o seu recado ao novo líder. Pedro Ladeira/Frame/AE

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O ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga: líder do governo em seu primeiro mandato como senador

A dica de Jucá para o Planalto Para o ex-líder do governo é preciso "aprimorar a relação política" com as bancadas, com o Congresso

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fastado da liderança do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) disse ontem que o Palácio do Planalto precisa "aprimorar a sua relação política" com o Congresso e em especial com o PMDB. Apesar de afirmar que não está magoado por ter sido substituído, o senador afirmou que o governo precisa negociar mais com os líderes e abrir espaço para ouvir os parlamentares. De acordo com ele, "são indicações que não são feitas, ministros que não retornam", explicou. "O governo, na máquina toda, precisa fazer política", afirmou, acrescentando que "o que se precisa fazer é mais uma relação política com as bancadas", analisou o senador. Jucá confirmou que a presidente Dilma Rousseff disse estar disposta a "ouvir mais" os senadores. Além de substituir Jucá, a presidente também afastou o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) da liderança do governo na Câmara com a promessa de fazer rodízios nos dois cargos. Segundo o senador, "o Vaccarezza também não errou e o que houve foi uma surpresa nessa proposta de rodízio, que eu não esperava", disse Jucá. "Mas na hora que a presidente entende que o momento é de fazer a troca, vamos fazer". Ele ainda desejou que a nomeação do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) para o seu lugar "ajude na unidade do PMDB" e na sua relação com o governo. "A indicação agrega o outro grupo do PMDB que estava descontente, mas vamos ver se, na prática, vai ser melhor para o partido". Jucá afirmou que foi um convite da presidente ouvindo parte da bancada do PMDB.

A escolha de Braga atendeu rança seja consequência da parte da bancada do partido derrota imposta a Dilma pelo que estava insatisfeita com a Senado na semana passada, pouca articulação com o go- quando a indicação de Bernarverno, que estava centralizada do Figueiredo para a diretorianas mãos de Jucá, do líder na geral da Agência Nacional de C a s a , R e n a n C a l h e i r o s Tr a n s p o r t e s Te r r e s t r e s (PMDB-AL), e do presidente (ANTT) foi derrotada no pled o S e n a d o , J o s é S a r n e y nário. "Houve a manifestação (PMDB-AP). Braga tem trânsi- de vários partidos por conta de to no Planalto insatisfações, e com os "disnão foi apesidentes" da nas o PMDB", bancada, o explicou. O governo, na chamado Relator – grupo dos 8. Depois de ser máquina toda, Para Renan, afastado da liprecisa fazer "a presidente derança do política. O que se f e z o m o v igoverno, Jucá precisa fazer é mais vai ser indicamento de aliuma relação política d o p e l o cerçar a base, fortalecer a PMDB para com as bancadas. unidade", relatar o OrROMERO JUCÁ afirmou. çamento de Alívio – Há 2013 no Con12 anos no cargo de líder do go- gresso. verno no Senado, Jucá disse O líder do PMDB no Senado que vai acordar "mais leve" ho- disse que o gesto tem como obje. "Há 12 anos, eu me preocu- jetivo prestigiar o peemedepo com votações, com quem bista, mas negou que seja um vai ser convocado, com a go- "prêmio de consolação", após o vernabilidade. Agora vou ter seu afastamento da liderança. outro foco", garantiu. "É um espaço do PMDB que, Ele negou que a troca na lide- com muita honra, vamos pedir

que ela exerça. O Romero é um quadro experiente do partido, é muita honra que nos represente na Comissão de Orçamento", afirmou Renan. Jucá vai assumir a relatoriageral do Orçamento na Comissão Mista do Congresso que elabora o Orçamento da União anualmente. "O senador Renan Calheiros está me indicando como relator do orçamento 2013. É uma tarefa também difícil, complicada, bastante trabalhosa, mas é uma tarefa que vai me ocupar agora durante todo o ano", afirmou. O ex-líder se reuniu na noite de ontem com a presidente Dilma Rousseff, quando foi comunicado de sua destituição. Braga fez questão de elogiar o trabalho do seu antecessor na liderança, cuja atuação considerou "fantástica". De acordo com o novo líder, entre as prioridades do governo no Senado para o semestre estão a aprovação da aliquota do ICMS sobre importados, com o objetivo de reduzir a guerra fiscal, a Lei Geral da Copa e o Fundo de Previdência dos Servidores, o Funpresp. (Agências)

Antonio Cruz/ABr

Jucá vai ser o relator do Orçamento de 2013. Mais do que um prêmio de consolo, seria um reconhecimento

novo líder do go- suspender aprovação de projeverno no Senado, to que equipararia os salários E d u a r d o B r a g a de homens e mulheres. Dilma (PMDB-AM), dis- tomou a decisão na noite de se ontem que falta conversa quarta-feira, mas somente ondentro da bancada do PMDB. tem avisou o comando do Para ele, a saída de Romero Ju- PMDB. Braga foi chamado pecá (PMDB-RR) não é fruto de la presidente na sexta-feira desgaste, mas de "momento passada, quando foi sondado político", disse. "Temos que ter para ocupar a liderança, mas uma interlocução cada vez sem qualquer confirmação. mais forte e ampliada com o Esta no primeiro mandato de senador e governou o Amazogoverno federal", assegurou. nas por dois Braga conmandatos versou com consecutivos. os jornalistas, Ainda dulogo após Desejo que o colega r a n t e a p r eevento no Semiação de nado em que Braga faça um Dilma (veja na a presidente grande trabalho e página seguinDilma Rousvou ajudá-lo no que te), o ainda líseff foi homepuder. Vou der Romero nageada por continuar ajudando Jucá disse não sua atuação ter ficado na defesa dos o governo. "magoado" direitos huROMERO JUCÁ com sua saída manos femida função. E nino. O novo líder, de acordo com comentá- que mudanças são naturais na rios que circulavam no Planal- política. Ele aproveitou para to, já teria sido devidamente desejar que o colega faça um enquadrado pela cúpula do "grande trabalho". E garantiu PMDB, que o avisou que a sua que vai ajudá-lo no que puder. escolha pelo governo acaba "Não saio magoado", assegucom o "grupo dissidente", for- rou. "Vou continuar ajudando mado por senadores descon- o governo", declarou. Ele disse ainda que entententes com o poder de Renan Calheiros (PMDB-AL), José deu com "naturalidade" a deciSarney (PMDB-AP) e Romero são de Dilma de promover um rodízio entre os líderes, já chaJucá (PMDB-RR). A queda de Jucá ganhou mado de "faxina parlamentar". contornos na semana passada Segundo ele, o rodízio "é uma quando o PMDB barrou a re- ação que ela entendeu que decondução de Bernardo Figuei- veria fazer e eu o recebo com redo para a direção-geral da muita naturalidade", disse. No Senado, ninguém se esAgência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Fi- quece de que Braga tentou, gueiredo era homem de con- sem êxito, tomar a liderança de Renan. E que, como o líder Refiança de Dilma. Pesou ainda o fato de Jucá ter nan, também é candidato à sudesobedecido o Planalto ao cessão de Sarney. (Agências)

Lobão não descarta voltar à presidência do Senado Lobão admite e Renan nega. Mas ambos são nomes que podem substituir Sarney no Senado em 2012.

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ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse ontem que não descarta voltar ao Senado para substituir José Sarney (PMDBAP) na presidência da Casa. Ele afirmou não ter sido sondado pela presidente Dilma Rousseff, mas disse que, como é senador, não teria condições de rejeitar eventual pedido. A hipótese da volta de Lobão surge porque ele seria um dos únicos a ter consenso entre PT e PMDB, evitando disputa entre os dois partidos em crise. "Até o momento, não fui sondado por absolutamente ninguém a esse respeito", disse, defendendo a eleição de Renan Calheiros (PMDB-AL). 'Eu não' – Falta menos de um ano para o fim do mandato de Sarney e Renan reafirma que não pleiteia o cargo. "Eu mesmo não sou candidato, já disse isso várias vezes", disse, ao rebater a informação de que Sarney trabalharia em duas frentes para a escolha do sucessor. Renan está no terceiro mandato de senador. Em 2005, foi

Troca de líderes não agrada base

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olíticos que apoiam a presidente disseram hoje que a troca dos líderes do governo no Senado e na Câmara põe em risco votações de interesse do governo e antecipa o debate sobre a sucessão no comando das duas casas. Segundo aliados, a troca de líderes não irá resolver a crise iniciada na semana passada com um manifesto da bancada do PMDB na Câmara, se não

houver mudanças mais profundas na articulação política do Palácio do Planalto. Os congressistas reclamam que Dilma não aceita receber demandas de parlamentares e apontam ineficiências no trabalho das interlocutoras do governo com o Congresso – as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffman (Casa Civil). Dilma argumentou ontem

com a cúpula peemedebista que decidiu trocar seu líder no Senado para conquistar o apoio da ala dissidente do partido, que conta hoje com quase metade dos 18 senadores. A aliados, a presidente disse que condicionou a escolha de Eduardo Braga à garantia de que ele irá de fato fazer os dissidentes do PMDB votarem com o governo. O Planalto atribui à divisão

na bancada do PMDB a derrota que sofreu na semana passada, quando a indicação de Bernardo Figueiredo para o comando da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi vetada. No caso da Câmara, a justificativa palaciana é a de que Vaccarezza não estava seguindo as orientação do governo na discussão do Código Florestal, por exemplo. (Folhapress)

Celso Junior/AE

Renan defende a volta de Lobão e diz que sua missão é a de viabilizar um nome do partido para o comando do Senado.

eleito presidente do Senado. Reeleito em 2007, renunciou no fim do ano em meio à crise iniciada pela denúncia de que uma empreiteira bancava a pensão de sua filha nascida fora do casamento. O senador voltou ao topo da política como líder da bancada do PMDB. Para ele, o "problema" do partido, hoje, não é a falta, mas o "excesso" de nomes capacitados para assumir o comando do Senado. E que cabe a ele, como líder, trabalhar para viabilizar o direito do partido de escolher o presidente. "O PMDB tem vários nomes com condições de ser o presidente, inclusive Lobão. Não administramos um cenário de escassez, qualquer um é legítimo" , declarou Renan. Sobre as articulações do partido na Câmara para eleger o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, em 2012, líder do PMDB, Renan desconversou e voltou a repetir que a sua missão é a de viabilizar um nome do partido para o comando do Senado. (Folhapress)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de março de 2012

7 Não seremos uma nação desenvolvida se convivermos com a ampliação da pobreza. Presidente Dilma Rousseff

olítica

Pedro Ladeira/AFB

Dilma 'assume' Congresso e fala em coesão

Nem tudo são flores: presidente Dilma aproveita evento de premiação para dar uma demonstração clara de que não pretende abrir mão do apoio da base para a aprovação dos projetos do Planalto.

Inconformada com derrota no Legislativo, presidente promove mudanças e indica que não vai tolerar que isso se repita.

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m dia depois de fazer uma mudança profunda na articulação política entre o Planalto e o Congresso, com a troca das lideranças do governo nas duas casas, a presidente Dilma Rousseff deixou claro que pretende assumir as rédeas na condução dos trabalhos do Congresso, daqui por diante. Ela foi ao Senado ontem e relembrou a lideranças do PMDB, principal aliado e partido que se rebelou na última semana que este é "nosso governo". "Permitam-me citar alguns resultados da redução da desigualdade de renda, de que o nosso governo – não é, vicepresidente Temer? – tem muito orgulho", disse ainda Dilma. Decidida a impor a foça do Planalto sobre as duas casa, a presidente substituiu Romero Jucá (PMDB-RR) na liderança do governo no Senado, depois de o plenário rejeitar a recondução de Bernardo Figueiredo à direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e de Jucá retirar de votação um projeto que Dilma queria sancionar na solenidade de ontem. Inconformada, ela indicou

Nós somos um governo que tem uma equipe conjunta e coesa. DILMA ROUSSEFF, NUM ACENO SOBRE A NECESSIDADE DE MAIS UNIÃO DA BASE GOVERNISTA PARA ASSEGURAR APROVAÇÃO DAS INICITIVAS DO PLANALTO.

então o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) para ocupar o posto e tratar com mais presteza os assuntos de interesse do seu governo. Ato contínuo, Dilma também decidiu mudar a liderança na Câmara. O substituto de Cândido Vaccarezza (PT-SP) indicado por ela foi Arlindo Chinaglia (PT-SP). As mudanças deixaram a base aliada ainda mais descontente, em especial as lideranças tradicionais do PMDB. A escolha de Braga foi vista como uma forma de privilegiar a minoria da bancada de senadores – o chamado grupo dos oito independentes. "Conjunta e coesa" – Nessa sua primeira visita ao Con-

gresso este ano, a presidente evitou mandar recados diretos à base aliada por conta da crise política e enalteceu as ações sociais do governo. Mas fez questão de destacar que o governo tem uma "equipe conjunta e coesa". No Senado, Dilma participou da cerimônia de entrega do prêmio Bertha Lutz, em prol dos direitos feministas – ela foi uma das agraciadas. No final do evento, ela foi questionada sobre as trocas dos líderes do governo no Senado e na Câmara e problemas com a base governista, mas não quis responder e apenas brincou com os jornalistas. Ao deixar a sessão, Dilma foi recebida pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDBAP), no gabinete da presidência, por cerca de 15 minutos. Ambos conversaram ao pé do ouvido em vários momentos da entrega do prêmio. No discurso aos congressistas, Dilma citou a unidade de seus ministros, especialmente nas políticas sociais. "Nós somos um governo que tem uma equipe conjunta e coesa". E completou: "Os ministros homens também defendem a igualdade de gênero e a igual-

dade racial". A presidente afirmou que a igualdade de oportunidade entre homens e mulheres é a principal meta de seu governo. Ela voltou a citar a situação econômica do País diante do enfrentamento da crise financeira internacional. "Não seremos uma nação desenvolvida se, ao invés de a gente conviver com a ampliação da igualdade, convivermos com a ampliação da po-

breza como vem acontecendo infelizmente nos países desenvolvidos", pontuou. Benedita – Em meio à crise do PMDB com o governo, a deputada Benedita da Silva (PTRJ) pediu ontem ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) que "cuide bem" da presidente Dilma Rousseff. Em resposta à Benedita, Dilma disse que ela também cuidaria bem do vice. "É muito importante que seja um homem e uma mulher,

no exercício da presidência desta Casa, demonstrando que homens e mulheres atuem em conjunto, como eu e o presidente Temer que a Benedita pediu que cuide de mim. Eu também vou cuidar do vicepresidente Temer", disse. Em seu discurso, Benedita disse que vai "ficar de olho" na postura de Temer em relação a Dilma porque "ela está cuidando do Brasil". Temer não falou na cerimônia. (Agências)

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - 02.03.2011

Ana de Hollanda, a próxima? Senado quer que ministra da cultura explique favorecimento ao Ecad

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Ana de Holanda pode cair. Seu posto já tem, pelo menos, três candidatos à vista.

Brasília ainda seria Patrimônio Mundial?

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ma missão de monitoramento do Centro do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos) realizam, de ontem a sábado, em Brasília, um trabalho de avaliação sobre o estado de conservação da cidade. O objetivo é verificar se há condições de a capital ser mantida na lista de Patrimônio Mundial. Nas reuniões, os especialistas avaliarão projetos sobre as áreas tombadas, Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) e ações de fiscalização na região central, além de políticas públicas. Para o governo do DF, o título é prioridade. O governo do DF informou que, no fim de 2011, o PPCub estava em fase de conclusão. Em 2012, foi instituído pelo governo local o Ano de Valorização de Brasília como Pa-

trimônio Cultural da Humanidade – título concedido em 1987. O PPCub envolve preservação, planejamento e gestão do conjunto urbanístico de Brasília. A missão da Unesco e do Icomos ainda vai avaliar se as características fundamentais das superquadras, estão mantidas. Também vai observar se nos arredores do Lago Paranoá há áreas para recreação, lazer, cultura e esporte. Serão observados se é respeitado o plano original de Brasília, definido por Lúcio Costa para setores destinados apenas às casas e prédios com menos de seis andares. Também será analisada a área comercial – se os espaços verdes obrigatórios são preser vados. Brasília detém a maior área tombada do mundo (112,25 km²). É o único bem contemporâneo da lista do Patrimônio Mundial. Para manter o título há 25 anos, o governo criou um comitê para cuidar do tema. (ABr)

m meio à crise política entre Planalto e base aliada, a Comissão de Educação do Senado aprovou ontem convite para que a ministra Ana de Hollanda (Cultura) preste esclarecimentos sobre suposto favorecimento da pasta ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). A aprovação do convite ocorreu no mesmo dia em que o governo confirmou a troca de líderes do governo no Senado e na Câmara. O requerimento foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSolAP), que preside a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)

da Casa que investiga o Ecad. Além de Rodrigues, estavam presentes na reunião os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Roberto Requião (PMDB-PR), Cristovam Buarque (PDT-DF), Vicentinho Alves (PR-TO), Cyro Miranda (PSDB-GO) e Sérgio Petecão (PSD-AC). A suspeita é que o ministério tenha privilegiado o escritório em nota técnica encaminhada ao Ministério Público Federal com atuação perante o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Jotabê Medeiros. O Cade analisa, desde julho

de 2011, denúncia da Secretar i a d e D i re i t o E c o n ô m i c o (SDE), que acusa o Ecad de exacerbar competência legal e cartelizar fixação de preços. Segundo documentos obtidos por Medeiros, o MinC defendeu o Ecad por meio de argumentos previamente usados pela entidade, contrariando parecer produzido pelo ministério na gestão Lula. Ana de Hollada deve ser substituída. São cotados para o posto: Carla Camurati, presidente da Fundação Theatro Municipal, do Rio; Danilo Miranda diretor regional do Sesc São Paulo; e Antonio Grassi, presidente da Funarte. (AE)

Belo Monte: ministra pede mudanças Maria do Rosário entende que relatório sobre região deveria abordar especificamente a violência no campo

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ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, informou ter pedido ao relator da missão especial sobre as denúncias de violações de direitos humanos na região conhecida como Terra do Meio, jornalista Leonardo Sakamoto, que reformule o parecer entregue em novembro de 2011. Segundo a ministra, o documento deveria abordar especificamente a questão da violência no campo, e não denúncias de violações de direitos humanos em decorrência da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. "Estou pedindo ao relator que ele apresente um relatório sobre mortes no campo. Eu realmente acho que quando a gente aprova uma comissão sobre mortes no campo, a gente precisa de um relatório sobre o fato. Ele está apresentando sobre Belo Monte e eu estou tentando conversar para que isso se reestruture". A missão especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) foi instituída para "apurar denún-

cias de violações de direitos humanos na chamada Terra do Meio para levantar dados e informações sobre casos de violência no campo e sugerir providências às autoridades responsáveis", segundo texto da Resolução 03/2011. A visita (abril de 2011) durou quatro dias. Segundo os conselheiros que foram ao local, as pessoas relataram principalmente problemas relacionados à construção da Usina de

Belo Monte, obra que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que é motivo de denúncias de violações de direitos humanos feitas por representantes da sociedade civil à Organização dos Estados Americanos. A ministra preside o CDDPH, órgão consultivo do governo, e é responsável pela definição da pauta das reuniões. Apesar da missão completar um ano no mês que vem, o re-

latório sobre a visita não foi apreciado pelo conselho. A próxima reunião será na próxima segunda-feira. A ministra informou que o governo vai instalar ouvidoria de direitos humanos em Altamira, cidade polo da região onde a usina está sendo construída. Outra medida que o governo deve anunciar no próximo dia 20 é a criação de um programa para combater a violência sexual na região. (ABr)

José Cruz/ABr - 17.03.2011

Maria do Rosário: "Eu acho que quando a gente aprova uma comissão sobre mortes no campo, a gente precisa de um relatório sobre o fato".


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Temos de desejar êxito na nova empreitada de Marin. Émerson Leão, técnico do São Paulo Futebol Clube

olítica

Michelle Limina /AFP

E Teixeira ainda continua na Fifa Entidade informa que, até agora, não recebeu comunicação oficial do cartola

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Ricardo Teixeira: apesar de ter pedido demissão na segundafeira, ele ainda é membro do Comitê Executivo da Fifa.

esmo tendo renunciado na segunda-feira à presidência da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), Ricardo Teixeira continua mantendo o seu posto no comitê executivo da Fifa. "Até o momento desta mensagem, Ricardo Teixeira continua a ser um membro do Comitê Executivo da Fifa", afirmou a entidade em comunicado respondido à reportagem. "A Fifa não recebeu nenhuma comunicação oficial de Teixeira ou da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) sobre essa questão. Vale lembrar que Teixeira foi eleito para o Comitê Executivo da Fifa pela Conmebol (pela primeira vez em 1994)". A Fifa também confirmou que reconheceu José Maria Marin, de 79 anos, como o sucessor de Teixeira na presidência da CBF e do COL. Marin ficará no comando da entidade que lidera o futebol brasileiro, em princípio, até o fim do mandato atual em 2015. O anúncio da renúncia do nome forte do futebol brasileiro há nada menos que 23 anos foi feito em carta enviada à CBF divulgada na segundafeira e veio num momento de atritos entre governo e Fifa sobre os preparativos do Brasil para sediar a Copa de 2014. Com Dilma – Um dia depois da renúncia de Teixeira ao cargo de comando da CBF, a presidente Dilma Rousseff anun-

O mundo inteiro aguarda a Copa. O tempo passa desde 2007. Não deixemos que os conflitos nos façam perder tempo. JOSEPH BLATTER

ciou que irá receber o presidente da Fifa Joseph Blatter. O encontro está marcado para sexta-feira, em Brasília. O encontro já era pleiteado pelo dirigente da Fifa há meses, mas Dilma não vinha dando brechas em sua agenda. A presidente, que nunca escondeu seu descontentamento com o ex-presidente da CBF, irá ao encontro ao lado do ministro Aldo Rebelo (Esporte).

"O principal ponto da agenda é a discussão sobre a Copa do Mundo de 2014", diz nota da Fifa. Segundo a Folha de S.Paulo apurou, essa reunião deverá acertar os detalhes de como será a negociação entre governo e Fifa e o papel do secretário-geral Jérôme Valcke na interlocução. Valcke foi protagonista do conflito entre governo e Fifa ao dizer que o Brasil precisava levar um "chute no traseiro" pela demora nas obras e na aprovação da Lei Geral da Copa. Valcke e Blatter se desculparam. Em 6 de março, Blatter disse que ainda havia questões políticas a serem resolvidas com o governo brasileiro. Pedia encontro com a presidente. "O mundo inteiro aguarda ansiosamente pela Copa. Mas o tempo está passando desde 2007, Não deixemos que os conflitos nos façam perder tempo", disse o cartola. (Folhapress)

Fabrice Coffini/AFP - 30.05.2011

Blatte: encontro marcado com Dilma na sexta-feira, em Brasília.

Leão evita falar sobre o desafeto Marcelo Machado/Foto Arena/AE - 24.10.2011

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á menos de um mês, o técnico são-paulino Emerson Leão disse que esperava ver Ricardo Teixeira fora da CBF. O desejo foi realizado. Anteontem o então mandatário do futebol brasileiro renunciou. E ontem o treinador evitou analisar a passagem do cartola pela entidade. Em um primeiro momento, ele repetiu o seu clube, que emitiu nota sobre o novo comando da CBF, e desejou sorte a José Maria Marin. "Temos de desejar êxito na nova empreitada. Quem assumiu foi o Marin e o conheço há mais de 40 anos. A experiência vale muito, principalmente na política, e ele é experiente". Mais tarde, instado a fazer uma análise da passagem de Ricardo Teixeira, o treinador preferiu não entrar na questão. "Não tenho satisfação nenhuma em responder isso. Passou, esquece, morreu".

Leão: "Marin é experiente".

No dia 24 de janeiro, Leão entrou em polêmica com a CBF ao reclamar da não liberação do meia-atacante Lucas para disputar o clássico contra o Palmeiras, antes do amistoso da seleção brasileira contra a Bósnia, na Suíça. Na ocasião, o treinador disse que esperava a

saída de Ricardo Teixeira. "Disse que ele (Ricardo Teixeira) ia sair, disseram que não vai mais, espero que saia", afirmou o treinador à época. Leão e Teixeira trabalham juntos na seleção brasileira. Em 2000, o então treinador do Sport foi chamado por Teixeira para comandar a seleção principal após a demissão de Vanderlei Luxemburgo. Leão caiu após perder a Copa das Confederações, que precedeu a Copa do Mundo de 2002. Leão insinuou que o bom desempenho do novo mandatário dependerá da qualidade de seus diretores. "Só espero que os assessores que estejam com ele sejam competentes." Um dos diretores da CBF é o expresidente do Corinthians Andres Sanchez. Após a reclamação de Leão, Sanchez o chamou de mentiroso. Um dia depois, ambos se retrataram. (Folhapress)

Na Itália, Brasil negocia calote da Valec

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secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, chegou ontem em Roma, Itália, para negociar o fim do bloqueio das contas bancárias da Embaixada do Brasil na Itália. A pendência judiciária envolve a penhora de 1 milhão de euros na conta do governo brasileiro. Nogueira chefia a missão que conta também com o embaixador do Brasil na Itália, o ex-ministro da Defesa José Viegas. Na hierarquia diplomática, Nogueira é o segundo, depois do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota – às voltas com nego-

ciações comerciais com Argentina e México. Nogueira deve ficar até o sábado na Itália em busca de acordo. O bloqueio foi pedido pela Italplan, firma italiana que fez projetos para o trem-bala Rio-São Paulo e não recebeu pagamento da estatal Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, ligada ao Ministério dos Transportes. Na semana passada, a Justiça da Itália bloqueou as contas bancárias da Embaixada do Brasil em Roma e seus consulados – o que impõe restrições a pagamento de pessoal e despesas. O processo é conduzido pelo Judiciário italiano. No

Brasil, a Advocacia-Geral da União (AGU) busca solução por meio da defesa jurídica em relação à penhora e bloqueio de bens e o Itamaraty, de forma diplomática. Segundo diplomatas o impasse não afeta as relações políticas e econômicas entre Brasil e Itália. Nos autos, a Valec foi condenada a pagar, em setembro de 2011, 15,7 milhões de euros por descumprir contratual com a Italplan. Como a Valec é empresa pública, o tribunal acolheu pedido de penhorar parcela referente ao crédito. E a representação diplomática brasileira foi atingida. (ABr)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de março de 2012

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Quixaba Investimentos S.A. CNPJ 10.212.743/0001-89 Sede: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 510 - 8º andar - Sala 3 - São Paulo - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Quixaba Investimentos S.A., relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

Cidade de Deus, 15 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalente de Caixa (Nota 5) ......................................................................................................... Tributos a Compensar ou Recuperar (Nota 10f)............................................................................................ Créditos Tributários (Nota 10c) ...................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Créditos Tributários (Nota 10c) ...................................................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 10f).........................................................................................

2011

TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

2.654 2.552 12 90 6.493 494 5.999

2.524 2.419 17 88 6.110 565 5.545

9.147

8.634

2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 10e).......................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 6d) ....................................................................................................................... Outras Obrigações a Pagar........................................................................................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 6a) ............................................................................................................. Reservas de Lucros (Nota 6c)....................................................................................................................... Lucro ou Prejuízos Acumulados.................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010 81 13 1 67 9.066

62 13 49 8.572

9.000 66 9.147

9.000 (428) 8.634

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil 2011 RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Receitas Financeiras (Nota 7) ....................................................................................................................... DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 8)................................................................................................. RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO...................................................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 10a) ................................................................. LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO..................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil

2010 831 831 118 118 713 713 (218) 495

726 726 118 118 608 608 520 1.128

Eventos Saldos em 31.12.2009........................................................................... Lucro Líquido do Exercício ..................................................................... Saldos em 31.12.2010........................................................................... Lucro Líquido do Exercício ..................................................................... Destinações: - Reservas de Lucros........................................................ - Dividendos Propostos..................................................... Saldos em 31.12.2011...........................................................................

Capital Social 9.000 9.000 9.000

Reservas de Lucros Legal Estatutária 3 63 3 63

Prejuízos Acumulados (1.556) 1.128 (428) 495 (66) (1) -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil

2011

2010

2011 1 - RECEITAS ..................................................................................

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais:

2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (incluiu ICMS, IPI, PIS e Cofins) ............................................... 2.1) Materiais, Energia, Serviços de Terceiros e Outros ........

% -

2010 -

Totais 7.444 1.128 8.572 495 (1) 9.066

% -

-

Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social:........................................................

713

608

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:........................................................................................

557

485

Juros, Variações Monetárias e Cambiais Líquidas ......................................................................................

557

485

Lucro (Prejuízo) do Período Ajustado: ......................................................................................................

156

123

3 - RETENÇÕES ..............................................................................

(Aumento)/Redução em Outros Ativos ........................................................................................................

(41)

(34)

Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ...............................................................................................

18

(17)

4 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)...............................................................

(108)

(15,0)

(118)

(19,4)

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................................................

-

(5)

Caixa Líquido Utilizado nas Atividades Operacionais.............................................................................

133

67

5 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... 5.1) Receitas Financeiras .........................................................

831 831

115,0 115,0

726 726

119,4 119,4

Aumento/Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................................

133

67

6 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)..................

722

100,0

608

100,0

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .......................................................................................

2.419

2.352

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..........................................................................................

2.552

2.419

(Aumento)/Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

133

67

7 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 7.1) Tributos ............................................................................... 7.2) Juros ................................................................................... 7.3) Lucros Retidos/Prejuízo do Exercício..............................

722 228 495

100,0 31,5 68,5

608 (520) 1.128

100,0 (85,5) 185,5

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

(108) (108) -

(15,0) (15,0) -

(118) (118) -

(19,4) (19,4) -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Quixaba Investimentos S.A. é uma Companhia, que tem por objetivo, a participação em outras Companhias como cotista ou acionista, no país ou no exterior. A Quixaba Investimentos S.A. é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012. 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustados para refletir a mensuração dos ativos ao seu valor justo, quando aplicável. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme nota 4.

2.9) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis.

2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação 2.10) Patrimônio Líquido Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de a) Lucro por ação A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da apresentação e estão sendo apresentadas em milhares de reais. Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e 2.3) Caixa e equivalentes de caixa mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na b) Dividendos a pagar data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. de seus compromissos de curto prazo (nota 5). 2.4) Ativos Financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado, disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. a) Mensurados ao valor justo por meio do resultado I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo por meio do resultado. II - Ativos financeiros para negociação Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de negociar no curto prazo, ou que a Companhia mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos financeiros mantidos para negociação são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro para negociação. b) Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidos em resposta a mudanças nas taxas de juros, taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidos no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros disponíveis para venda. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado ou como disponíveis para venda. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. d) Empréstimos e Recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Ativos financeiros adquiridos com compromissos de revenda são registrados como empréstimos e adiantamentos a instituições de crédito ou clientes, conforme apropriado. A diferença entre o preço de venda e de recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo do contrato com base na taxa efetiva de juros. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil dos empréstimos e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía empréstimos e recebíveis. 2.5) Passivos financeiros A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros mantidos para negociação. I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. II - Passivos financeiros para negociação Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros para negociação. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros a custo amortizado.

2.11) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. Receitas Financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. As distribuições recebidas de investidas registradas por equivalência patrimonial reduzem o valor do investimento. 2.12) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração consolidada do resultado. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos e as análises realizadas pela Administração. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. 3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa significativos da Administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos. 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTO Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. Determinados ativos estão sujeitos à revisão de perda de valor recuperável (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de não-recuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda de valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro, estão incluídas na seguinte nota explicativa: Nota 10d - Previsão de realização dos créditos tributários. 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro 2011 2010 Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. 4 Fundos de Investimentos Financeiros ..................................................................................................... 2.548 2.419 Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... 2.552 2.419 (1) Refere-se a depósito Bancário à vista. (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco ou Companhias a ele ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A., no montante de R$ 2.548 (2010 - R$ 2.419).

2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de 6) PATRIMÔNIO LÍQUIDO preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações a) Composição do capital social em ações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações ordinárias nominativas-escriturais, sem valor nominal. As aplicações em fundos de investimentos, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investido, que reflete o valor de Em 31 de dezembro (em quantidade) mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo. 2011 2010 Ordinárias................................................................................................................................................ 90.001 90.001 2.7) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros Total ........................................................................................................................................................ 90.001 90.001 a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado b) Reservas de Capital Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo A reserva de capital é composta principalmente por ágio pago pelos acionistas na subscrição de ações. A reserva de capital é utilizada para (i) absorção de por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existirem prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros, (ii) resgate, reembolso ou compra de ações, (iii) resgate de partes beneficiárias, evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos (iv) incorporação ao capital social e (v) pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for assegurada. fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. c) Reservas de Lucros b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda Em 31 de dezembro A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está 2011 2010 66 deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento Reservas de lucros................................................................................................................................ 3 puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução - Reserva legal (1) ................................................................................................................................... - Reserva estatutária (2).......................................................................................................................... 63 ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado. (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. ou para compensar prejuízos; e Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Companhia, pode ser constituída em 100% estimado todo ano. do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor d) Dividendos em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as Conforme disposições estatutárias aos acionistas estão assegurados dividendos que correspondam no mínimo a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor nos termos da Lei societária. A Assembleia deliberará sobre a destinação do resultado do exercício. recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que Os cálculos dos dividendos relativos aos exercícios de 2011 e 2010 estão demonstrados a seguir: Em 31 de dezembro são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do 2011 % (1) 2010 % (1) valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das Lucro Líquido do Exercício ........................................................... 495 sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento Absorção do prejuízo de exercício anterior ...................................... (428) operacional determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. Reserva Legal .................................................................................. (3) Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes às UGCs são inicialmente alocadas na redução de Base de Cálculo.............................................................................. 64 qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de forma pro-rata. Dividendos pagos ............................................................................. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente Dividendos mínimos obrigatórios ..................................................... 1 na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de Total dos Dividendos ..................................................................... 1 1,0 1,0 valor não tivesse sido reconhecida. (1) Percentual dos dividendos sobre a base de cálculo. continua...


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quarta-feira, 14 de março de 2012

...continuação

Quixaba Investimentos S.A. CNPJ 10.212.743/0001-89 Sede: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 510 - 8º andar - Sala 3 - São Paulo - SP

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social

7) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Juros Ativos ............................................................................................................................................. Outras Receitas Financeiras ................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2010 274 557 831

221 485 20 726

8) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Ativação de Créditos Tributários, Exercícios Anteriores, Base Negativa e Prejuízo Fiscal ..................... Constituição/Realização no exercício, sobre adições temporárias.......................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

(150)

(133)

(74) 6 (218)

637 16 520

Exercícios findos em 31 de dezembro 2010 Constituição Realização 2011 Outras provisões .................................................................................... 16 7 23 Editais e Publicações .............................................................................................................................. 89 88 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias........... 16 7 23 Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. 20 21 Prejuízo fiscal/base negativa da contribuição social .............................. 637 76 561 Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. 9 9 Total dos créditos tributários, líquidos............................................... 653 7 76 584 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Total ........................................................................................................................................................ 118 118 O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, praticada pela Organização Bradesco, líquida dos efeitos 9) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS tributários, monta a R$ 536, sendo R$ 21 de diferenças temporárias e R$ 515 de prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social. d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social: a) As transações com partes relacionadas estão assim apresentadas Exercícios findos em 31 de dezembro Em 31 de dezembro Diferenças Temporárias 2011 2010 Imposto Contribuição Prejuízo Base Ativo Receitas Ativo Receitas de Renda Social Fiscal Negativa Total (passivo) (despesas) (passivo) (despesas) 2012........................................................................................................ 3 1 63 23 90 2013........................................................................................................ 6 2 102 37 147 Caixa e Equivalentes de Caixa: 2014........................................................................................................ 6 2 111 39 158 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 4 2015........................................................................................................ 2 1 119 42 164 Dividendos a Pagar: 2016........................................................................................................ 18 7 25 Quixaba Empreendimentos e Participações Ltda. ........................... 1 Total ....................................................................................................... 17 6 413 148 584 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração e) Impostos e Contribuições a Recolher A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., Os impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 13 (2010 - R$ 13), referem-se à Contribuição Social de R$ 4 (2010 - R$ 4), Imposto de Renda de R$ 9 (2010 - R$ 9). controlador da Companhia. f) Tributos a Compensar ou a Recuperar 10) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Os tributos a compensar ou a recuperar, no montante de R$ 6.011 (2010 - R$ 5.562), referem-se, substancialmente, a imposto de renda de exercícios anteriores e imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras. a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social O saldo de tributos a compensar esta apresentado no grupo de ativos não circulante, devido à perspectiva de sua realização, sendo que os saldos do Exercícios findos em 31 de dezembro exercício anterior foram reclassificados para serem apresentados na mesma base de comparação. 2011 2010 11) OUTRAS INFORMAÇÕES Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... 713 608 a) Não houve componentes de outros resultados abrangentes e por esta razão não está sendo apresentada a Demonstração do Resultado Abrangente. Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .... (242) (207) b) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perdas possíveis ou prováveis de Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: natureza relevantes. c) A Companhia, em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos. Benefício Fiscal ....................................................................................................................................... 24 24 Outros...................................................................................................................................................... 66 A DIRETORIA Créditos Tributários de exercícios anteriores........................................................................................... 637 Marco Antonio Cunha de Santana – Contador – CRC-1SP200234/O-9 Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ 218 520 Exercícios findos em 31 de dezembro

2011

2010

RELATÓRIO DE REVISÃO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Outros assuntos

Aos Administradores da Quixaba Investimentos S.A. São Paulo - SP

Demonstrações do valor adicionado Revisamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício findo Introdução em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram Revisamos o balanço patrimonial da Quixaba Investimentos S.A., em 31 de dezembro de 2011, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações submetidas aos mesmos procedimentos de revisão descritos anteriormente e com base na nossa revisão, estão adequadamente apresentadas, em todos do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, incluindo o resumo das práticas contábeis significativas e demais notas os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. explicativas. A administração é responsável pela elaboração e apresentação adequada dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas Revisão dos valores correspondentes ao exercício anterior no Brasil. Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa revisão. Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente revisados por Alcance da revisão outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 28 de janeiro de 2011, que não conteve qualquer modificação. Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de revisão. Essas normas requerem que a revisão seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança limitada de que as demonstrações contábeis apresentadas estão livres de distorção relevante. Uma revisão está Osasco, 15 de fevereiro de 2012 limitada, principalmente, a indagações ao pessoal da entidade e a aplicação de procedimentos analíticos aos dados financeiros e, portanto, proporcionam menos segurança do que uma auditoria. Não realizamos uma auditoria e, consequentemente, não expressamos uma opinião de auditoria. Conclusão Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as demonstrações contábeis não estão apresentadas KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 adequadamente, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

p

André Dala Pola Contador CRC 1SP 214007/O-2

O MPF pode ignorar decisão do STF para atender à Corte Interamericana de Direitos Humanos? General da reserva Augusto Heleno, em seu Twitter.

olítica

Dida Sampaio/AE - 26.06.09

Araguaia: MPF denuncia major Curió por sequestros Ação da Promotoria sustenta que os chamados 'crimes permanentes' não são abrangidos pela Lei da Anistia

O

Major Curió: segundo procuradores, ainda passível de denúncia.

Juízes pedem rapidez na Comissão da Verdade

A

Associação Juízes para a Democracia (AJD) divulgou hoje um manifesto no qual cobra do governo a rápida instalação da Comissão da Verdade. Os 130 signatários do documento também defendem que haja encaminhamento de ações no Judiciário. "Nós, juízas e juízes brasileiros, exigimos que o País quite a enorme dívida que possui com o seu povo e com a comunidade internacional, no que diz respeito à verdade e justiça dos fatos praticados", diz o texto. Aprovada no ano passado pelo Congresso e sancionada em novembro pela presidente Dilma Rousseff, a comissão ainda não começou a funcionar porque não foram indicados os sete nomes de personalidades que irão integrá-la. Cobrança - O número de

assinaturas no manifesto deve aumentar, segundo a juíza paulista Kenarik Boujikian Felippe, integrante da associação. "O tema desperta muito interesse na comunidade jurídica", afirmou. É o segundo manifesto lançado nos últimos dias cobrando do governo a instalação da comissão. O primeiro foi uma iniciativa de produtores, diretores e atores de cinema. O tema está sendo debatido em centrais sindicais e em movimentos sociais. Indiretamente, trata-se de uma reação às manifestações da reserva que recentemente cobraram do governo uma reação às iniciativas para reacender fatos ocorridos no regime militar. O temor dos estaria relacionado diretamente às tentativas de responsabilização por crimes ocorridos no período. (AE)

Ministério Público Federal anunciou ontem que ajuizaria hoje um processo judicial contra o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió, acusado de sequestrar militantes políticos durante a guerrilha do Araguaia (19721975), no Pará. É a primeira ação criminal contra agentes do regime militar no País. Curió comandou as tropas que atuaram na região em 1974, época dos desaparecimentos de Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Corrêa (Lia). Em entrevista concedida na segunda-feira, em Brasília, quatro procuradores da República envolvidos na investigação sustentaram que mesmo após 38 anos da guerrilha é possível responsabilizar Curió pelo sumiço dos militantes. De acordo com eles, o que ocorreu no caso foi um sequestro – crime que tem caráter permanente já que as vítimas continuam desaparecidas.

Por causa desse caráter per- dade das vítimas, ainda não se manente, segundo os procu- sabe o paradeiro de tais pesradores, é possível denunciar soas e tampouco foram enconCurió mesmo depois de o Su- trados seus restos mortais", arpremo Tribunal Federal (STF) gumentam os procuradores. "Por se tratar de crimes perter reconhecido em 2010 a validade ampla, geral e irrestri- manentes, cuja consumação encontra-se em curso, algo ta da Lei de Anistia. precisava ser Promul gaf e i t o " , a f i rda em 1979, a mou o proculei anistiou rador Tiago pessoas puniO fato concreto e Modesto Radas por ações suficiente é que belo, um dos contra o regiautores da me militar e, após a privação da denúncia. conforme a liberdade das O s p ro c uinterpretação vítimas, ainda não radores tames tabe leci da se sabe o paradeiro bém citaram na época, de tais pessoas. decisões reagentes do Estado acusacentes do STF ARGUMENTO DO MPF que autorizados de violaram a extradições a direitos humanos. A tese é polêmica e ção de militares argentinos acusados do mesmo crime dudeverá chegar ao STF. Os procuradores também rante a ditadura naquele país. afirmam que a lei anistiou os A denúncia qentregue oncrimes praticados até 15 de tem é baseada principalmente agosto de 1979. No entanto, se- em provas testemunhais, cogundo eles, o crime de seques- mo relatos de que as vítimas tetro ainda persiste e, portanto, riam sido capturadas, levadas não a lei não beneficiou Curió. para a base militar, colocadas "O fato concreto e suficiente em helicópteros e nunca mais é que após a privação da liber- vistas. Também foram descri-

tos maus tratos que teriam sido praticados nas bases militares comandadas por Curió. "As violentas condutas de sequestrar, agredir e executar opositores do regime governamental militar, apesar de praticadas sob o pretexto de consubstanciarem medidas para restabelecer a paz nacional, consistiram em atos nitidamente criminosos, atentatórios aos direitos humanos e à ordem jurídica", sustenta o Ministério Público Federal. Outras ações – O procurador Rabello não descartou a inclusão de outras vítimas ou acusados no processo que seria iniciado ontem, a depender de outros indícios encontrados. Também há a possibilidade de abrir processos em outros estados: segundo o procurador Sérgio Suiama, há 55 investigações em curso no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará. "Esses serão os casos em que o Ministério Público buscará a responsabilidade criminal dessas pessoas", afirmou Suima. (Agências)

Militares reagem à iniciativa do MPF Generais apontam tentativa de tumultuar processo democrático e dizem que questão se encerrou com a Anistia

M

ilitares da ativa e da reserva ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo rechaçaram a decisão do Ministério Público Federal de tentar responsabilizar criminalmente os envolvidos com sequestro, morte e desaparecimento de presos políticos durante a ditadura militar, sob o argumento de que os crimes são continuados e que, por isso, não teriam sido contemplados pela Lei de Anistia. "Essa questão já foi discutida e encerrada. O acordo de perdão foi aprovado pelo Congresso e selado pelo Supremo

Tribunal Federal em sua decisão", declarou o general de Exército da reserva Luiz Cesário da Silveira Filho, ex-comandante Militar do Leste. Signatário do manifesto Eles que venham, por aqui não passarão, ele reitera os termos da carta dos clubes militares na qual são contestadas as declarações de duas ministras do governo Dilma Rousseff que questionavam a Lei de Anistia. Na opinião do general, reabrir esta questão é "mais uma tentativa de ganhar notoriedade e tumultuar o processo". "A Lei de Anistia é uma realidade. Ela foi ratificada pelo

Supremo e apenas os renitentes ideológicos alimentam essa polêmica", emendou o general Maynard Marques de Santa Rosa, que foi afastado do Departamento de Pessoal do Exército após publicar um carta na qual criticava a Comissão da Verdade e chamava de "comissão da calúnia". Segundo o general Santa Rosa, "a discussão não tem futuro e só faz atrasar o País". Para ele, a polêmica reabre "feridas que deveriam estar cicatrizadas e só contribui para atrasar o progresso político do País". O também general da reserva Augusto Heleno postou em

seu Twitter: "Pergunta de um leigo. No sistema jurídico brasileiro, o MPF pode ignorar decisão do STF para atender à Corte Interamericana de Direitos Humanos?" Manifesto – A ação do MPF chega no momento em que os comandos militares tentam apaziguar os militares da reserva, que repudiaram a decisão da presidente Dilma de mandar punir todos os que assinaram o manifesto. No documento, os militares questionam a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim, de censurar a nota dos clubes militares . (AE)


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Promosec Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros CNPJ 04.755.953/0001-10 Sede: Cidade de Deus, Osasco, SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Promosec Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros, relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes.

Osasco, SP, 15 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO

2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 10e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 10c) ...................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 10e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 10c) ...................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010 380 68 2 310 786 786 60 726 1.166

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 465 151 3 311 769 769 78 691 1.234

2011

2010

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................ PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 6) ............................................................................................................... Prejuízos Acumulados...................................................................................................................................

57 57 1.109

59 59 1.175

3.000 (1.891)

3.000 (1.825)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

1.166

1.234

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Receitas Financeiras Líquidas (Nota 7) ........................................................................................................ Outras Receitas Operacionais....................................................................................................................... DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Tributárias ..................................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 8)................................................................................................. RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO...................................................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 10a) ................................................................. PREJUÍZO DO EXERCÍCIO ......................................................................................................................... Número de ações .......................................................................................................................................... Prejuízo Líquido por lote de mil ações em R$...............................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 16 21 15 21 1 116 97 2 2 114 95 (100) (76) 34 26 (66) (50) 6.000 6.000 (10.945) (8.833)

Eventos

Prejuízos Acumulados

Capital Social

Saldos em 31.12.2009..................................................................................................

3.000

(1.775)

Prejuízo do Exercício.....................................................................................................

-

(50)

Saldos em 31.12.2010..................................................................................................

3.000

(1.825)

Prejuízo do Exercício.....................................................................................................

-

(66)

Saldos em 31.12.2011..................................................................................................

3.000

(1.891)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ...............................................................

(100)

(76)

Ajustes ao Prejuízo Líquido Antes dos Impostos ....................................................................................

(5)

(5)

Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas .....................................................................................

(5)

(5)

Prejuízo Ajustado ........................................................................................................................................

(105)

(81)

(Aumento)/Redução em Ativos Financeiros para Negociação ....................................................................

-

(Aumento)/Redução em Outros Ativos ........................................................................................................

24

(2)

Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ...............................................................................................

(2)

4

Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais .......................................................................

(83)

(79)

(Redução)/Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

(83)

(79)

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .......................................................................................

151

230

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..........................................................................................

68

151

(Redução)/Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

(83)

(79)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição

2011

1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Outras Receitas.................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Serviços de Terceiros.................................................................. Outros ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2). ......................................... 4 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) ......................................................................... 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA...... Receitas Financeiras................................................................... 7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6).................. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL................... 8.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Estaduais ............................................................................. Municipais ............................................................................ 8.2) Remuneração de Capitais de Terceiros e Outros............ 8.3) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Prejuízos Retidos.................................................................

Total 1.225 (50) 1.175 (66) 1.109

Exercícios findos em 31 de dezembro % 2010

%

1 1 (111) (100) (11) (110) -

(1) (1) 116,9 105,3 11,6 115,8 -

(93) (87) (6) (93) -

129,2 120,8 8,3 129,2 -

(110) 15 15 (95) (95) (29) (29) (66) (66)

115,8 (15,8) (15,8) 100,0 100,0 30,5 30,5 69,5 69,5

(93) 21 21 (72) (72) (22) (22) (50) (50)

129,2 (29,2) (29,2) 100,0 100,0 30,6 30,6 69,4 69,4

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Promosec Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros é uma companhia que tem por objetivo exclusivo a aquisição de créditos oriundos de operações de empréstimos, de financiamentos e de arrendamento mercantil contratadas por bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimentos, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades de arrendamento mercantil e companhias hipotecárias. A Promosec Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012.

Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo operacional determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes às UGCs são inicialmente alocadas na redução de consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de forma pro-rata. 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustados para refletir a mensuração dos ativos ao seu valor justo, na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida. quando aplicável. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da 2.9) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme nota 4. O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: 2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da apresentação e estão sendo apresentadas em milhares de reais. capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; 2.3) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; de seus compromissos de curto prazo. • Passivos Contingentes: são utilizados para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não 2.4) Ativos Financeiros de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado, disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade no reconhecimento inicial. que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações a) Mensurados a valor justo por meio do resultado contábeis. I - Designados no reconhecimento inicial 2.10) Patrimônio Líquido Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo por meio do resultado. II - Ativos financeiros para negociação Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de negociar no curto prazo, ou que a Companhia mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos financeiros mantidos para negociação são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros para negociação. b) Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidos em resposta a mudanças nas taxas de juros, taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidos no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros disponíveis para venda. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado, ou como disponíveis para venda. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. d) Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Ativos financeiros adquiridos com compromissos de revenda são registrados como empréstimos e adiantamentos à instituições de crédito ou clientes, conforme apropriado. A diferença entre o preço de venda e de recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo do contrato com base na taxa efetiva de juros. Os créditos recebíveis são inicialmente registrados ao seu custo de aquisição, sendo mantidos sem qualquer atualização. Por ocasião do recebimento de qualquer parcela dos créditos adquiridos, esta é deduzida do custo de aquisição até o limite do mesmo; e o eventual valor excedente é reconhecido como resultado de créditos recebíveis. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil dos empréstimos e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía empréstimos e recebíveis. 2.5) Passivos Financeiros A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros mantidos para negociação. I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. II - Passivos financeiros para negociação Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros mantidos para negociação. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas. 2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. As aplicações em fundos de investimentos, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investido, que reflete o valor de mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo. 2.7) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existirem evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. A determinação da perda por redução do valor recuperável com créditos recebíveis exige, por sua natureza, que façamos julgamentos e suposições em relação à nossa carteira de créditos recebíveis, tantos em bases individuais quanto em base de carteiras específicas. Quando revisamos a carteira como um todo, vários fatores podem afetar a estimativa da amplitude provável das perdas, incluindo qual metodologia usamos para mensurar as taxas de inadimplência históricas e qual período histórico consideramos para fazer tais mensurações. Fatores adicionais, que podem afetar nossa determinação da provisão para perdas incluem: (i) conjuntura econômica, (ii) experiência passada e (iii) riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Consequentemente, nossa provisão para perdas pode não ser indicativa das perdas futuras reais. b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado.

a) Lucro por ação A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. b) Dividendos a pagar A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. 2.11) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. a) Rendas de Créditos Recebíveis As receitas de créditos recebíveis são reconhecidas no resultado pelos recebimentos de valores com operações de créditos recebíveis oriundas de Instituições Financeiras, efetuadas de acordo com a Resolução nº 2.686 de 26 de janeiro de 2000, do Conselho Monetário Nacional - CMN. b) Receitas Financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação pré-existente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. Os dividendos recebidos dessa controlada são registrados por equivalência patrimonial e reduzem o valor do investimento. 2.12) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração consolidada do resultado. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos e as análises realizadas pela Administração. De acordo com a Medida Provisória nº 449/08 (convertida na Lei nº 11.941/09), as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, afeição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. 3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa significativos da administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos. 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. Determinados ativos estão sujeitos à revisão de perda de valor recuperável (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de não-recuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda de valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro, estão incluídas na seguinte nota explicativa: Nota 10d - Previsão de realização dos créditos tributários. 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2011

Em 31 de dezembro 2010 7 144 151

Disponibilidades em moeda nacional (1)........................................................................................ 8 Fundos de Investimentos Financeiros (2)....................................................................................... 60 Total de Caixa e Equivalentes de Caixa...................................................................................... 68 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. (1) Refere-se a depósito bancário à vista. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco ou empresas a ele estimado todo ano. ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A., no montante de R$ 60 (2010 - R$ 144). continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quarta-feira, 14 de março de 2012

...continuação

Promosec Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros CNPJ 04.755.953/0001-10 Sede: Cidade de Deus, Osasco, SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 6) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social em ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal.

b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social

2011 Ordinárias....................................................................................................................................... Total ...............................................................................................................................................

Em 31 de dezembro 2010

2011

6.000 6.000

Em 31 de dezembro 2010 6.000 6.000

Impostos diferidos Constituição no exercício sobre adições temporárias .................................................................... Constituição no exercício sobre base negativa de contribuição social e prejuízo fiscal................. Imposto de renda e contribuição social do exercício ............................................................... c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

34 34

1 25 26

Em 31 de dezembro Saldo em Saldo em 31.12.2010 Constituição Realização 31.12.2011 2011 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 918 918 Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros .......................................... 10 Outras provisões .............................................................................. 20 20 20 20 Juros Ativos .................................................................................................................................... 5 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias ............. 938 20 20 938 Total ............................................................................................................................................... 15 Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social ..................... 64 34 98 Total dos créditos tributários ........................................................ 1.002 54 20 1.036 8) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social Em 31 de dezembro Em 31 de dezembro 2011 2010 Diferenças Prejuízo fiscal e Serviços de Terceiros ..................................................................................................................... 11 15 temporárias base negativa Editais e Publicações ..................................................................................................................... 89 72 Imposto Contribuição Imposto Contribuição Contribuição Sindical Patronal........................................................................................................ 3 3 de renda social de renda social Total Outras Gerais e Administrativas ..................................................................................................... 11 5 2012........................................................................................................ 228 82 310 Total ............................................................................................................................................... 114 95 2013........................................................................................................ 228 82 21 8 339 2014........................................................................................................ 228 82 32 11 353 9) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 2015........................................................................................................ 3 1 19 7 30 a) As transações com as partes relacionadas estão assim apresentadas 2016........................................................................................................ 2 1 4 Em 31 de dezembro Total ....................................................................................................... 689 248 72 26 1.036 2011 2010 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Ativo Receitas Ativo Receitas O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação praticada pela Companhia, líquida dos efeitos tributários, no (passivo) (despesas) (passivo) (despesas) montante de R$ 975 (2010 - R$ 937) sendo R$ 885 (2010 - R$ 882) de diferenças temporárias e R$ 90 (2010 - R$ 55) de prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social. Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 8 7 e) Tributos a Compensar ou a Recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar referem-se, basicamente, imposto de renda e contribuição social de exercícios anteriores e imposto retido na fonte b) Remuneração do pessoal-chave da Administração A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco, controlador sobre aplicações financeiras no montante de R$ 62 (2010 - R$ 81). da Companhia. 11) OUTRAS INFORMAÇÕES

7) RECEITAS FINANCEIRAS

Em 31 de dezembro 2010 16 5 21

10) DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DOS ENCARGOS COM IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social 2011 Resultado antes dos tributos (Imposto de renda e contribuição social) ................................ Encargos total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente ........................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ...............................................................

(100)

Em 31 de dezembro 2010 (76)

34 34

a) A empresa em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía operações com Instrumentos Financeiros Derivativos. b) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perdas possíveis ou prováveis de natureza relevantes. c) Devido às características da Companhia, não há componentes de outros resultados abrangentes.

A DIRETORIA

26 26

Marco Antonio Cunha de Santana – Contador – CRC 1SP200234/O-9

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da

Outros assuntos

Promosec Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros Osasco - SP Introdução Revisamos o balanço patrimonial da Promosec Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, em 31 de dezembro de 2011, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, incluindo o resumo das práticas contábeis significativas e demais notas explicativas. A administração é responsável pela elaboração e apresentação adequada dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa revisão. Alcance da revisão Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de revisão. Essas normas requerem que a revisão seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança limitada de que as demonstrações contábeis apresentadas estão livres de distorção relevante. Uma revisão está limitada, principalmente, a indagações ao pessoal da entidade e a aplicação de procedimentos analíticos aos dados financeiros e, portanto, proporcionam menos segurança do que uma auditoria. Não realizamos uma auditoria e, consequentemente, não expressamos uma opinião de auditoria.

Demonstrações do valor adicionado Revisamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de revisão descritos anteriormente e com base na nossa revisão, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Revisão dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente revisados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 28 de janeiro de 2011, que não conteve qualquer modificação.

Osasco, 15 de fevereiro de 2012

Conclusão Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as demonstrações contábeis não estão apresentadas KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 adequadamente, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

AFP

nternacional

André Dala Pola Contador CRC 1SP 214007/O-2

ESTADOS UNIDOS Romney luta para conquistar prévias no Alabama e Mississippi

ARGENTINA País se diz preocupado com armas nucleares nas Malvinas

Ricardo Vilanova/AFP

Thomas Coex/AFP

Desertores buscam refúgio nas montanhas perto de Idlib. A região virou novo alvo da repressão síria.

Sarkozy: campanha suspeita.

Idlib: o novo alvo de Assad. Cidade ao norte da Síria é uma importante base dos desertores militares

D

epois de recapturar a cidade de Homs das mãos dos rebeldes, forças leais a Bashar al-Assad voltaram suas armas para Idlib, outro bastião da oposição, no norte da Síria. Grande parte da cidade foi tomada pelas tropas do governo, mas ainda existem bolsões de resistência formados por desertores militares. Pelo menos 36 pessoas morreram ontem, segundo ativistas. A província de Idlib faz fronteira com a Turquia e se tornou um esconderijo para os rebeldes, atraindo represálias do Exército. Muitos temem que uma ofensiva em Idlib possa terminar como a campanha contra o bairro de Baba Amr, em Homs. Tropas sitiaram e bombardearam Baba Amr por quase um mês antes de capturarem o local em 1º de março. Segundo o grupo opositor Comitês de Coordenação Local, um novo massacre ocorreu na cidade de Idlib, onde teriam morrido sete pessoas que viajavam em um veículo perto de Maarat al Numan. De acordo com seu relato, as tropas do regime pararam o veículo, que transportava dois feridos e cinco civis, entre eles um menor de idade, e mataram todos os passageiros. Por sua vez, desertores do Exército atacaram um posto de controle na região de Idlib,

matando pelo menos 10 soldados, enquanto os rebeldes também mataram 12 membros das forças leais ao presidente Assad, na cidade de Deraa, no sul, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. Também havia relato de confrontos na cidade de Deir al-Zor, no leste, e na terceira maior cidade da Síria, Homs. Fuga - A violência na Síria forçou mais de 200 mil pessoas a deixar suas casas em um ano de revolta contra o regime, estimou a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) ontem. Segundo o coordenador do Alto Comissariado para Refugiados (Acnur), Panos Moumtzis, 30 mil pessoas fugiram para Turquia, Líbano e Jordânia e cerca de 200 mil foram deslocadas internamente. O grupo Human Rights Watch denunciou que tropas sírias instalaram minas terrestres ao longo da rota usada por pessoas que fogem do país e tentam chegar à Turquia. Voto - A nova jornada de violência coincidiu com o anúncio de que eleições parlamentares serão realizadas no dia 7 de maio. Para a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, realizar eleições "em meio ao tipo de violência que vemos ao redor da Síria é ridículo". (Agências)

Bulent Kilic/AFP

Ligações com Kadafi assombram Sarkozy

U

Garoto olha pela cerca de campo de refugiados na Turquia. Mais de 200 mil já fugiram da violência.

Foguetes em terra. É o início do cessar-fogo.

U

ma trégua mediada pelo Egito entre Israel e militantes da Faixa de Gaza en-

trou em vigor ontem, após quatro dias de violência em que 25 palestinos foram mortos e 200 foguetes foram disparados contra Israel. O número de foguetes lançados contra Israel caiu drasticamente – foram menos de

10 desde o acordo. Por sua vez, militares israelenses disseram que não houve ataques contra Gaza. Em um sinal de estabilidade, autoridades no sul de Israel anunciaram a reabertura de escolas. (Agências)

m contrato de 2007 pelo qual a França vendeu ao regime líbio de Muamar Kadafi um sistema de espionagem pela internet pode ter servido para financiar a campanha eleitoral há cinco anos do presidente francês, Nicolas Sarkozy, revelou o jornal Libération ontem. Sarkozy havia desqualificado nesta segunda-feira a tese de que comissões do contrato da companhia francesa Amesys com a Líbia acabaram na sua campanha de 2007, depois que o site Médiapart antecipou alguns documentos. Em entrevista à TV E ur onews, Saif al-Islam, filho de Kadafi detido na Líbia, ameaçou divulgar detalhes da transferência bancária. Ele se ressente do apoio de Sarkozy à oposição, o que levou à queda e morte do ditador em 2011. As alegações vêm no momento em que Sarkozy, que disputa a reeleição em abril, aparece em primeiro lugar nas pesquisas com 28,5% das intenções de voto, contra 27% do socialista François Hollande, que até o momento liderava as sondagens. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de março de 2012

13 Os EUA levam isso tão a sério como se fossem nossas próprias crianças. Barack Obama

nternacional Parwiz/Reuters

Manifestantes queimam figura de Obama durante protesto em Jalalabad contra chacina realizada por soldado dos EUA. Eles reivindicam um julgamento público para o atirador, que matou 16 pessoas.

AFEGANISTÃO INCENDIÁRIO Taleban inicia 'vingança' contra massacre de civis por soldado norte-americano. Fogo, tiros e ameaças de decapitações. Nem as autoridades afegãs escaparam.

M

ilitantes do Taleban alvejaram ontem uma delegação formada por autoridades afegãs que investiga o massacre de 16 civis por um soldado dos Estados Unidos, horas depois de o movimento insurgente ameaçar decapitar militares norte-americanos para vingar a chacina. No momento do ataque insurgente, dois irmãos do presidente Hamid Karzai – Shah Wali e Addul Qayum – acompanhavam funcionários de alto escalão dos ministérios de Defesa, Inteligência e Interior que viajavam até o local do massacre, nas aldeias de Najiban e Alekozai, na província de Kandahar, sul do país. Os irmãos do presidente escaparam ilesos do breve tiroteio ocorrido durante um serviço em memória das vítimas em uma mesquita de uma das aldeias, localizada no reduto do Taleban. Os militantes mataram um soldado afegão que fazia a segurança da delegação na vila de Balandi, disse o general Abdul Razaq, chefe de polícia da província de Kandahar. Outro soldado e um promotor militar ficaram feridos, informou ele. Um dos irmãos do presidente, Addul Qayum Karzai, disse que, para ele, o ataque não parecia sério. "Nós estávamos prestando nossas condolências quando ouvimos dois tiros, bem leves", disse. "Então, achamos que era o Exército Nacional que havia começado a atirar para cima." Após o incidente, as autoridades foram levadas de volta para a cidade de Kandahar. Tensão - A irritação da população era evidente ontem nas discussões com as autoridades que visitavam o local, antes que o ataque do Taleban interrompesse o evento. "O governador de Kandahar tentou explicar aos moradores locais que foi um único soldado, que não foi uma pessoa sã e que ele está doente", disse Abdul Rahim Ayubi, legislador por Kandahar que fazia parte

da delegação. "Mas as pessoas estavam gritando e estão muito irritadas. Elas não ouviram o governador e o acusam de defender os norte-americanos em vez de defender o povo de Kandahar", disse. Antes do ataque do Taleban, a delegação pagou indenizações aos familiares das vítimas – US$ 2 mil para cada morto e US$ 1 mil para cada ferido. Vingança - Antes do ataque contra a delegação, o Taleban prometeu matar e decapitar os responsáveis pelas mortes dos civis nas vilas. Nove das 16 vítimas eram crianças e três eram mulheres, segundo informações do presidente. "O Emirado Islâmico mais uma vez alerta os animais norte-americanos que os mujahideen (guerreiros santos) vão vingá-los, e com a ajuda de Alá vamos matar e decapitar seus sádicos soldados assassinos", disse em nota um porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid, usando o termo que o grupo islâmico usa para se descrever. Protesto - No leste do país, centenas de estudantes realizaram o primeiro protesto significativo em resposta à tragédia, gritando palavras de ordem contra o atirador norteamericano. "Morte à América!" e "Morte ao soldado que matou nossos civis!", gritavam os manifestantes na Universidade de Jalalabad. Alguns levavam bandeiras nas quais pediam um julgamento público para o soldado norte-americano. Outros manifestantes queimaram uma figura do presidente dos EUA, Barack Obama. O caso, ocorrido semanas após a queima de exemplares do Alcorão em um quartel da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) causar indignação nacional, pode complicar os esforços dos Estados Unidos para negociar uma continuidade da sua presença militar no Afeganistão depois da retirada de suas tropas de combate, no fim de 2014. (Agências)

Álcool. A origem da chacina?

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Jangir/AFP

Afegãos participam de cerimônia em memória das vítimas em uma mesquita na aldeia de Alekozai. Os moradores acusam as autoridades que visitaram o local de defender os norte-americanos em vez de defender o povo.

investigação aberta após a morte de 16 afegãos por um soldado norte-americano no fim de semana passado analisa se o álcool foi um fator determinante no massacre, revelaram dois altos funcionários militares à rede CNN ontem. Segundo um deles, foi encontrado álcool na região da base onde vivia o suspeito, embora ainda não esteja claro se pertencia a ele ou não. O oficial, que falou em condição de anonimato, indicou que foi realizada uma análise de toxicidade, mas ainda não foram liberados os resultados. Membros da Divisão de Pesquisas Criminais das Forças Armadas continuam a busca por provas e a reconstrução dos fatos para preparar o processo que será aberto contra o soldado que realizou o massacre em Kandahar. O porta-voz do Pentágono, o capitão John Kirby, afirmou ser cedo para saber se o soldado será julgado no Afeganistão. Funcionários norte-americanos explicaram que não há uma data limite para tornar públicas as acusações, mas na maioria de casos costuma ser dado um prazo de duas semanas desde a detenção. O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu que a chacina será investigada como se os mortos fossem "nossos próprios cidadãos e nossas próprias crianças", Embora a identidade do soldado não tenha sido divulgada, a imprensa norte-americana afirmou que o suspeito é um sargento de 38 anos que pertence a uma base nos arredores de Seattle (EUA). Ele servia pela primeira vez no Afeganistão, embora já tenha estado no Iraque em várias ocasiões, onde teria sofrido um traumatismo cerebral em um acidente. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 14 de março de 2012

20 MINUTOS DE TENSÃO Na última segunda-feira, Adriano dos Santos Aguiar esfaqueou uma pessoa, roubou uma bolsa, um carro e sequestrou uma van escolar com 13 crianças, de 1 a 4 anos, em seu interior. Ninguém se feriu.

idades

Diogo Moreira/Futura Press/AE

Reprodução TV Globo

Antes de ser preso por agentes da GCM, Adriano dos Santos Aguiar roubou carros, feriu uma pessoa e sequestrou uma van escolar com 13 crianças dentro. Shirley de Souza foi agredida, mas manteve a calma.

"Ele puxava meu cabelo, me batia e tentava me enforcar"

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manhã de segunda-feira foi bem atípica para a motorista de van escolar Shirley de Souza, 30 anos. Ela, sua monitora e treze crianças de um a quatro anos foram vítimas da ação de um homem que cometeu vários crimes no Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, e sequestrou o transporte escolar durante sua fuga. Primeiro, Adriano dos Santos Aguiar, 33 anos, atacou uma mãe que levava os filhos para escola e roubou sua bolsa utilizando uma faca. Mais adiante, Adriano tentou esfaquear um homem que saía de casa e quis roubar um carro quando foi abordado por moradores da região. Mesmo assim, Adriano fugiu e roubou um carro. Agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) perceberam a movimentação e perseguiram o veículo. Adriano bateu no carro da GCM, abandonou o veículo e invadiu a van de Shirley, que levava as crianças para uma creche. Conduzindo o veículo

Aids: Fiocruz testa novo remédio para tratar crianças

escolar, Adriano entrou na contramão e atingiu outro carro. Mesmo assim, não parou. Seguiu em alta velocidade, bateu de frente com uma moto e tentou continuar a fuga, mas foi detido por agentes da GCM. Em entrevista ao Diário do Comércio, Shirley conta como tudo aconteceu. Diário do Comércio – Em que momento você percebeu que Adriano invadiria e conduziria seu veículo? E como você foi abordada? Shirley de Souza – Tudo começou por volta das 7h30. Eu estava parada em um dos semáforos da Estrada de Campo Limpo e, até então, estava tudo normal. O sinal abriu, eu prossegui viagem e vi um carro na minha direção ultrapassando no vermelho. Reduzi a velocidade para não bater e uma viatura da GCM passou pelo meu lado direito mandando o trânsito parar. Os agentes bloquearam o carro que (Adriano) estava conduzindo. Quando ele desceu, veio correndo na mi-

Reprodução TV Globo

A van escolar sequestrada por Adriano: violência no Campo Limpo

nha direção e parou do lado da minha porta. Eu estava tentando entender o que acontecia e não abri a porta, mas ele dizia que estava armado e que ia atirar. Então, acabei abrindo, passei para o lado do passageiro e ele assumiu a direção. DC – Como Adriano se comportou durante o tempo que ficou dentro da van?

Shirley – Ele ficou dentro da van aproximadamente 20 minutos e estava totalmente consciente do que estava fazendo. A única coisa que ele dizia era que ia matar todo mundo e puxava muito o meu cabelo. Ele mordia muito os lábios e estava com o semblante de gente louca, porém sempre muito seguro do que fazia. Assim que entrou na

Nelson Antoine/AE

Werther Santana/AE

O

instituto Farmanguinhos, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, começará a testar em seres humanos um remédio desenvolvido especialmente para tratar a Aids em crianças. Os testes terão início no segundo semestre deste ano. Calcula-se que, se for bem sucedido, o remédio estará disponível no mercado farmacêutico a partir de 2014, de acordo com as previsões dos cientistas da instituição pública. Em um único comprimido, os pesquisadores da Fiocruz conseguiram combinar princípios ativos usados no tratamento da doença – Lamivudina, Zidovudina e Nevirapina – e com doses adequadas para crianças. Em vez de três, o paciente tomará apenas um comprimido. Além disso, o antirretroviral tem sabor agradável e pode ser dissolvido em água, facilitando a ingestão pelas crianças até 13 anos. Pelos dados oficiais do governo, entre 1980 e 2010 foram registrados no Brasil 14 mil casos de Aids em crianças menores de 13 anos. Na maioria dos casos, elas herdaram a doença das mães durante a gravidez ou contraíram o vírus no momento do parto. (Folhapress)

Shirley de Souza transportava 13 crianças com idades de 1 a 4 anos em sua van escolar, quando, na segunda-feira, foi sequestrada por um bandido. Ontem, ela contou ao DC como foram os 20 minutos que passaram sob ameaças. Shirley apanhou, mas manteve a calma. Nenhuma criança se feriu. van, travou as portas e seguiu em alta velocidade. Ainda assim, deixou o carro morrer duas vezes. Houve um momento em que ele quase atingiu um poste, mas eu virei o volante e fomos parar em um posto de gasolina. Foi aí que eu percebi que ele não estava armado e desliguei o carro. Ele me batia muito, tentava me enforcar e a minha monitora tentava segurá-lo. Logo havia um bom número de policiais em volta do carro e ele foi detido.

elas foram rapidamente retiradas da van e levadas por outro motorista da creche para a qual eu trabalho. Eu ainda não as vi, mas sei que estão bem e passaram bem depois de tudo. Só na segunda-feira à noite, quando cheguei da delegacia e pude pegar minha agenda na van, que estava sendo periciada, que pude falar com os pais. Recebi muita força deles e muitos agradecimentos. A diretora da creche me garantiu que não houve nenhum problema com as crianças.

DC – Como as crianças reagiram ao episódio e como foi o contato com os pais após o fato? Shirley – Quando eu percebi que ele ia tentar entrar na van, já falei para a monitora deitar todas as crianças no chão porque imaginei que ia ter um tiroteio. Então, elas ficaram o tempo todo, deitadas e caladas. Em nenhum momento elas gritaram, falaram ou choraram. Eu acho que o Adriano nem percebeu que havia crianças ali. Quando houve a interferência da polícia,

DC – O que você acha que mudará na sua rotina? Shirley –Não mudarei nada na minha rotina, acredito que tenha sido algo pontual. Nenhum lugar é seguro. Esta semana não irei trabalhar porque meu carro só fica pronto no sábado. A frente e a traseira estão batidas e as laterais também foram muito danificadas. Medo eu tenho. Mas tenho de trabalhar, tenho dois filhos para sustentar e a conta desse conserto para pagar.

Metrô quer vender souvenir aos visitantes

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Nelson Antoine/AE

ASSALTO OUSADO

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ma quadrilha explodiu cinco caixas eletrônicos de uma agência bancária do Itaú, no Jardim São Jorge, zona oeste, ontem de madrugada. A explosão também danificou o hall de entrada e as portas de vidro do banco. Após explodirem os caixas, os criminosos renderam o motorista de um ônibus, que foi utilizado para bloquear a rua Domingos Rosolia para facilitar a fuga. Houve perseguição e os criminosos atiraram contra os policiais. Nenhum militar ficou ferido, mas ao menos uma viatura da PM foi danificada. Um helicóptero Águia da PM também foi deslocado para região, mas ninguém foi preso. (Folhapress)

Após explodir cinco caixas eletrônicos em uma agência bancária (fotos à direita e acima), ladrões sequestraram um ônibus para servir de bloqueio contra os policiais (no alto). A quadrilha conseguiu fugir.

Metrô de São Paulo quer copiar o de Londres. A novidade é que, como lá, estarão à venda, em breve, lembranças como camisetas, chaveiros e canetas com a logomarca do Metrô. "Adoro esses brindes dos metrôs estrangeiros", diz Sérgio Avelleda, presidente da companhia paulista. "Estamos copiando, sim, as iniciativas de metrôs como o de Londres e o de Nova York", diz. O primeiro passo já foi dado. Na semana passada, a companhia divulgou um conjunto de regras para estabelecer os critérios de exploração da marca. A expectativa é a criação de produtos variados, que vão desde peças de vestuário, artigos de escritório e de recreação até souvenires e livros. "Vamos transferir para a iniciativa privada a tarefa de pensar novos itens, que terão de ser aprovados pelo Metrô antes de serem comercializados", explica Avelleda. "Vamos analisar caso a caso. Uma bebida alcoólica, por exemplo, com a marca do Metrô, jamais aceitaríamos, assim como objetos que façam alusão ao transporte individual, como carros e motos", salienta. Como protótipos, a própria companhia mandou fazer camisetas, canetas, chaveiros e até um trenzinho de brinquedo. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de março de 2012

3

º

15 EM ABRIGOS O Brasil tem hoje 37.240 crianças e adolescentes em abrigos.

setor

Um casal para três filhos

Ainda há muita burocracia para quem deseja adotar uma criança, principalmente se a preferência for por bebês. Mas casos mostram que adotar crianças maiores não muda em nada a experiência de ser mãe e pai. Existem ONGs que ajudam os casais a enfrentar o caminho, às vezes cansativo, para se chegar à adoção.

H

Ana Cristina e sua filha Júlia Gabriela: a menina foi tão desejada que até parece com a mãe. O tempo para que o casal estivesse apto para adoção foi de um ano.

Kelly Ferreira

Euler Paixão/Hype

OS CAMINHOS DA ADOÇÃO

A

PREFERÊNCIA 91% dos pretendentes querem adotar crianças brancas.

Zé Carlos Barreta/Hype

funcionária pública Ana Cristina Ramos Salles, de 41 anos, sempre teve vontade de ser mãe. E se fosse uma menina já tinha até nome: Gabriela. Mas a história das duas se desenrolou de uma maneira um pouco diferente da sonhada por Ana. Começou depois de sete anos de casamento, uma tentativa de inseminação artificial mal sucedida e a decisão do casal de partir para a adoção. "Foram seis meses até a documentação ficar pronta e um ano para que estivessemos habilitados para adotar. Não fizemos muitas restrições. Deixamos livre o preenchimento de sexo, cor, idade e se a mãe era ou não doente. A espera parecia uma eternidade, mas há cinco meses recebi um dos telefonemas mais felizes da minha vida. Ia conhecer a miRoberto e Cristiane com o filho Willian, adotado aos 10 anos. O casal recebeu ajuda de grupo. nha filha", disse. Júlia Gabriela tinha 1 ano e 2 meses quando conheceu os no- Roberto é pai de Willian, ado- rurgia para correção de um moro' com o garoto. Em seis vos pais. A garota, que chegou tado aos 10 anos. problema facial. Houve um en- meses, Willian já fazia parte da um pouco assustada, aos pou"O processo poderia ser cantamento mútuo entre o ga- família Souza. "A nossa vida cos está se soltando e se am- mais ágil. Isso evitaria com que roto, Roberto e Cristiane. Sem mudou completamente. Para bientando. Vai para a escoli- crianças como o Willian, que saber ao certo quem era o casal, melhor. A adaptação foi tão nha e tem uma vida como a que viveu 10 anos em um abrigo, fi- depois da visita Willian disse a tranquila que temos a imprestodas crianças merecem ter, cassem tanto tempo à espera coordenadora do abrigo que são que ele sempre esteve com cercada de amor, carinho, de novos pais", afirmou Rober- aqueles seriam os seus pais. a gente", contou Roberto. atenção, brincadeira e diver- to. Segundo ele, a ajuda do Auxílio – Uma das formas Duas semanas depois, o casão. "Ela foi tão esperada que Grupo de Estudos e Apoio à sal mudou todo o perfil no ca- mais fáceis para tirar dúvidas até se parece comigo. A Julinha Adoção de São Bernardo do dastro e começou a fase de 'na- e saber quais os procedimené a nossa princesa", disse Ana. Campo (GEAA-SBC) foi de Números – Quando se lê o grande importância no procesrelato de Ana, parece que a so. "Surgem muitas dúvidas e adoção no Brasil é um proces- o grupo foi essencial nas nosso fácil. Mas não é bem assim, sas vidas", disse Roberto. ainda é considerado burocráPulando etapas – Os advotico e difícil. Há também dis- gados Roberto e Cristiane Eloicrepância dos números entre za de Souza são casados há 14 i nt e re ss a do s anos e, ao desem adotar e cobrirem que crianças e n ã o p o d ea do l e sc e n te s riam ser pais O processo poderia b i o l ó g i c o s , disponíveis para serem pularam a ser mais ágil. Isso adotados. etapa dos traevitaria que Ofi cial mentamentos e focrianças ficassem te, o Brasil ram direto anos à espera tem 37.240 p a r a a a d ode pais. crianças e ção. Passados a do l e sc e n te s um ano e dois ROBERTO AUGUSTO DE SOUZA, em abrigos, meses do proADVOGADO E PAI ADOTIVO segundo os cesso de habiú l t i m o s d alitação, recedos do Conselho Nacional de b e r a m u m t e l e f o n e m a d o Justiça (CNJ), computados em GEAA, informado que havia fevereiro deste ano. uma criança de 5 anos pronta O Estado de São Paulo regis- para ser adotada. tra o maior número de crianças "Fomos até o abrigo, mas e jovens em acolhimento, num primeiro momento não 8.485. Destes, 4.914 esperam tivemos coragem de entrar. No por uma família. O número to- meio do caminho resolvemos tal de interessados em adotar é voltar. Mas, infelizmente não quase seis vezes maior: 27.437. houve empatia. Apesar disso, O motivo da grande diferença naquele mesmo dia e lugar ennos dados – além de exigências contramos o nosso filho tão esde quem quer adotar –, segun- perado", disse Roberto. do o advogado Roberto AuWillian, então com 10 anos, gusto de Souza está no proces- estava em uma área isolada so "cansativo e desmotivador". pois tinha passado por uma ci-

tos que devem ser feitos antes, durante e depois da adoção é procurar auxilio nos grupos de apoio. Em Santo André, o Grupo de Apoio à Adoção Laços de Ternura, criado pela Federação das Entidades Assistenciais de Santo André (Feasa), em 2001, tem o objetivo de contribuir para as adoções conscientes e prevenir a devolução de crianças. "A participação nos encontros do grupo é indicada antes, durante e após a concretização da adoção. A convivência e a troca de experiências entre pretendentes adotivos e pessoas que já consumaram a adoção é muito importante, pois enriquece as discussões e traz situações concretas para aqueles que esperam a chegada do filho", explicou Maria Inês Villalva, coordenadora técnica da Feasa. Perfil - O processo de adoção de Roberto e Cristiane foi considerado fácil. E há uma explicação para isso. Segundo a psicóloga judiciária do Fórum de São Bernardo do Campo e c o o rd e n a d o r a t é c n i c a d o GEAA- SBC, Marta Wiering Yamaoka, o problema é a fila de espera. "Os perfis escolhidos pelos casais, de crianças de até quatro anos, não correspondem à realidade das crianças liberadas para adoção – grandes, grupos de irmãos e com a cor da pele diferente da procurada pelos casais. Quando não há estipulação de perfil, tudo fica mais fácil", disse. De acordo com o levantamento do CNJ, 91 % dos pretendentes querem adotar crianças brancas. Pardas são aceitas por 61,2% dos interessados. E negras são requisitadas por 34,3% das pessoas que querem adotar. D o s c a d a s t r ados, 36,1% têm preferência por crianças amarelas e 33,2% aceitam crianças indígenas. Um percentual de 82,7% das pessoas inscritas no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) desejam adotar apenas uma criança. A proporção cai consideravelmente para os que se interessam em adotar duas crianças – estes somam 16,2%, segundo o último levantamento. Já em relação aos interessados em adotar três crianças, o percentual cai para 0,77%.

á três anos, Eduarda, Lucas e Ruth, na época com 10, 6 e 4 anos, respectivamente, integravam uma estatística nada animadora. Eram três irmãos e faziam parte do desejo de apenas 0,77% dos interessados em adotar. A realidade das crianças mudou quando a dona de casa Maria Luciene da Costa e o metalúrgico Claudio da Costa desistiram dos tratamentos de fertilização e decidiram partir para a adoção. Depois de 15 anos de casamento e alguns tratamentos de fertilização, eles não tinham preferência por sexo ou cor. Queriam filhos, que poderiam ser irmãos, de 0 a 6 anos. Pois foram atendidos. "Nos ligaram e disseram que havia dois irmãos de 4 e 6 anos, mas com um pequeno probleminha: eles tinham outro irmão, de 10 anos. Ficamos com o pé atrás, mas decidimos encarar a situação. Não queríamos filhos? Conseguimos três. O nosso amor é um complemento para a vida deles", afirmou Luciene. Outra restrição dos pretendentes é a idade. O CNJ revela que 17,9% querem adotar bebês com até 11 meses de vida. Até cinco anos, o número de interessados é de 9,10%. A proporção vai diminuindo a cada ano a mais e cai para menos de um por cento para crianças com mais de oito anos (0,80%). Para evitar que as crianças fiquem cada vez mais nos abrigos esperando por pais adotivos, o ideal é a agilização dos processos. "Mas isso não resolve a maioria dos casos, pois muitas crianças chegam nos abrigos já grandes. Por isso, é necessária uma mudança de cultura, para que as pessoas entendam as necessidades das crianças disponíveis para adoção e se disponibilizem a receber a ajuda necessária caso decidam adotá-las, participando de grupo de pós-guarda, por exemplo", finalizou Marta Wiering. Euler Paixão/Hype

Quando não há estipulação de perfil, tudo fica mais fácil. MARTA WIERING, COORDENADORA TÉCNICA DO

GRUPO DE ESTUDOS E APOIO À ADOÇÃO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16 -.LOGO

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sob a luz do luar O Moonlight Pillow tem LEDS de baixa potência, esse travesseiro emite luzes de padrões psicodélicos. Apaga com um tapinha. http://swagsofresh.com/ar tdesign/moonlight-pillow/

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C IÊNCIA L EILÃO

F ACEBOOK

País testa droga antiaids

Bardot por Warhol

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Instituto Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anunciou que vai iniciar no segundo semestre deste ano testes em humanos de um novo medicamento para o tratamento de aids em crianças. Em um único comprimido, os pesquisadores conseguiram combinar princípios ativos usa-

dos no tratamento da doença – Lamivudina, Zidovudina e Nevirapina – e com doses adequadas para crianças. Em vez de três, o paciente tomará apenas um comprimido. Além disso, o antirretroviral tem sabor agradável e pode ser dissolvido em água, facilitando a ingestão por crianças até 13 anos de idade. Os testes serão feitos em seis diferentes centros clíni-

cos, em Minas Gerais, São Paulo e no Rio de Janeiro, para avaliar o efeito do remédio no organismo. A previsão é que o medicamento esteja disponível no mercado dentro de três anos. O Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de 16 tipos de antirretrovirais para crianças. No entanto, a maioria das dosagens é para adultos. (ABr)

Os esforços do Facebook para transformar sua rede num local mais amigável para negócios e marcas tiveram um início positivo, disse ontem a empresa. Oito milhões de marcas, de montadoras a bandas de rock, fizeram a mudança para o novo formato de página do Facebook dez dias após a mudança ter sido apresentada em um evento de lançamento em Nova York no mês passado, disse a rede social. Alguns executivos dizem que as novas ofertas de anúncios que fazem uso das novas capacidades do website os estão auxiliando a alcançar novos públicos por meio da rede social de 845 milhões de membros. (Reuters)

AFP

Patrick Pleul/AFP

Marcas aderem a nova timeline

E M

O retrato da atriz francesa Brigitte Bardot pelo artista norte-americano Andy Warhol, da coleção de Gunter Sachs, será leiloado na Sotheby's de Londres em 22 de maio. A obra é avaliada em US$ 6,3 milhões.

C A R T A Z

R EDES SOCIAIS

Pinterest ganha nova versão ocorrerão principalmente no perfil do usuário, com o objetivo de torná-lo mais atraente. O redesign vai permitir novas descobertas entre os usuários, tornando mais fácil o compartilhamento de fotos entre os murais. A rede ganhará também um aplicativo para iPad.

JOIAS

O Pinterest, a rede social que começa a se tornar mania na internet por permitir que o usuário crie murais virtuais com fotos, deve lançar nesta semana uma nova versão. De acordo com o CEO e cofundador da rede, Ben Silbermann, as mudanças D ESIGN

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EL DIABLO - O designer alemão de bicicletas Dieter Senft, também conhecido como "El Diablo", exibe sua nova criação. A bicicleta é feita com 111 ancinhos e foi apresentada em Storkow, na Alemanha. Senft participa do Tour de France sempre fantasiado de diabo.

A RTE

Todo mundo está feliz?

'Joias do Deserto' traz peças do acervo da historiadora Thereza Collor. Galeria de Arte do Sesi. Av. Paulista, 1313. Grátis.

T ECNOLOGIA

A internet chega ao cemitério Um moderno prédio de nove andares em Quito (Equador), que mais parece um hotel, será o primeiro grande cemitério vertical da América com conexões de vídeo pela internet para que os familiares, tanto no Equador como em outros países, possam se sentir "próximos a seus entes queridos". O sistema de vídeo permitirá aos familiares dos mortos observarem online, de onde estiverem e a qualquer hora, as urnas de seus parentes. Quem não puder ir ao funeral poderá comparecer por videoconferência. L OTERIAS Concurso 1054 da DUPLA SENA

Feel-o-meter é uma instalação artística que pretende revelar aos cidadãos se a cidade em que vivem está feliz ou triste. Um sistema registra as expressões dos rostos das pessoas que passam e as classifica em "alegre", "triste" e "indiferente". O humor da maioria é revelado na "carinha" gigante instalada num ponto elevado da cidade.

Vestida para nadar A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Segundo sorteio 01

Pesquisadores descobrem gene que combate e estimula tumores

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Ex-diretora do jornal 'News of the World' é solta após pagar fiança

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www.jacquelinebradley.com.au

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www.dejoost.nl/feel-o-meter

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A artista australiana Jacqueline Bradley criou um traje de banho que é, no mínimo, bem humorado. O vestido tem um raft na barra. Para nadar. Ou boiar.

Primeiro sorteio

Brasil busca parceria com Estados Unidos para construção de satélite

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Concurso 2846 da QUINA 19

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 14 de março de 2012

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17 PETROBRAS e OSX Juntas para fornecimento de equipamentos para explorar o pré-sal

Ed Ferreira/AE

conomia

ARGENTINA Brasil pode dificultar importação de cebola

O ministro também disse que, além de ampliar os setores que terão desoneração da folha, o governo vai reduzir a alíquota incidente sobre a receita.

Mantega sai em defesa da indústria Em audiência no Senado, ministro diz que evitou quebradeira nacional, critica países desenvolvidos e a OMC e ainda promete mais desonerações ao setor produtivo.

O

ministro da Fazenda, Guido Mantega disse ontem que, sem as medidas adotadas pelo governo federal para conter a valorização do real, a cotação do dólar estaria no patamar de R$ 1,40. "Toda a indústria brasileira estaria quebrada. Não teríamos competitividade", afirmou o ministro, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Mantega criticou as medidas expansionistas adotadas pelos países desenvolvidos que, segundo ele, não serão eficientes para a recuperação de suas economias. "Não podemos fazer papel de bobo e nos deixar levar pela manipulação cambial dos países avançados", afirmou. O ministro reiterou que o go-

verno está disposto a defender a indústria nacional, que enfrenta condições adversas de competitividade por conta da guerra cambial. Em menos de duas semanas desde a última elevação, o governo decidiu ampliar novamente a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empréstimos feitos no exterior. Segundo decreto publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira, empréstimos com prazo de até cinco anos pagarão 6% de IOF. Inflação – O ministro da Fazenda ressaltou também que a inflação está controlada no País, o que dá possibilidade de mais ação do governo na política monetária e na política fiscal. Mantega lembrou que a taxa básica de juros teve de subir no primeiro semestre de 2011 para enfren-

tar o problema inflacionários, o salário dos funcionários por mas salientou que, no segundo um percentual de 1,5% a 2,5% semestre do ano, caiu. "Há dois do faturamento. dias, (o Banco Central) fez outra Durante a audiência no Seredução; o Brasil caminha a ta- nado, o ministro também disse xas mais normais, a taxa vistas que, além de ampliar os setores em países mais d es on er ad os , parecidos com o vai reduzir a alíBrasil", disse. quota incidente Desoneração Não podemos fazer sobre a receita. – O ministro OMC – Manpapel de bobo e nos tega fez várias afirmou que se deixar levar pela reunirá nesta críticas à Orgasemana com nização Munmanipulação cinco novos secambial dos países dial do Comértores e que cio (OMC) após avançados. anunciará a deser questionado GUIDO MANTEGA, soneração da pelo senador JoMINISTRO DA FAZENDA folha de pagasé Pimentel (PTmentos dessas C E ) . " Vo u s e r áreas. Em 2011, o governo ado- curto e grosso, Pimentel. A tou a medida para os setores de OMC está desatualizada em calçados, confecções e tecnolo- matéria de concorrência cogia da informação, substituin- mercial. Essa é que é a verdado a contribuição de 20% sobre de". O ministro alegou que vá-

Benefícios para "quase" todos gação do Índice de Nível de Emprego da Indústria Paulista de Transformação, na capital paulista. Di st or çã o – Para o diretor da Fiesp, a desoneração da folha de pagamentos ajudaria a corrigir uma "distorção da carga tributária" do sistema brasileiro. O diretor da Fiesp argumenta que a indústria tem uma participação de 14,6% no Produto Interno Bruto (PIB), enquanto arca com 30% de toda a arrecadação tributária. A proposta de desoneração foi feita ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que teria prometido analisar a questão. Francini não vê como injus-

Bruno Poletti/LUZ

Paulo Francini diz que é a sociedade que paga a carga tributária

ta a proposta de fazer com que os outros setores da economia compensem a desoneração da indústria. "Onde quer que o governo coloque a carga tributária, é o contribuinte que v a i a rc a r c o m e l a " , d i s s e . "Quem vai pagar a carga tributária da indústria não são os compradores de insumos para a indústria, mas os clientes finais do produto. É a sociedade que paga a carga tributária." Câmbio – Sobre as medidas tomadas pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff para conter a valorização do real frente ao dólar, Francini elogiou o aumento da taxação sobre operações de câmbio e a redução continuada da taxa básica de juros (Selic). "O governo está resolvido a utilizar mecanismos para segurar a valorização do real", disse. Ele, no entanto, prevê que medidas como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos no exterior com prazo de até cinco anos terão pouca duração. "É uma luta fantástica essa do dólar porque o dinheiro é muito esperto e vai achar uma maneira de contornar essas restrições", afirmou. Para ele, uma taxa do dólar a R$ 2 estaria mais perto de um "ponto de equilíbrio" para a indústria paulista. (AE)

Ele disse que o Brasil está cada vez mais próximo de introduzir a questão. "Será uma vitória se conseguirmos." Apesar de avaliar a tarefa como complicada, em função de a OMC se mover "lentamente", o ministro disse ser possível que o Brasil tenha a ajuda dos Estados Unidos. "Talvez os EUA se sensibilizem pela questão (cambial) com a China", comentou. Poupança – Mantega ainda negou que o governo esteja planejando fazer alterações nas cadernetas de poupança. Setores do mercado financeiro avaliam que, com as seguidas reduções da taxa de juros, em algum momento, muitos investidores podem migrar dos fundos de investimentos para as cadernetas de poupança. (Agências)

Emprego no setor sobe 0,1% Do total de vagas criadas em fevereiro, 6,682 mil estão na área de produção de açúcar e álcool.

Nelson Almeida/AFP Photo

O

diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, defendeu ontem que a indústria de transformação seja beneficiada com desoneração da folha de pagamentos como um todo, e não apenas em segmentos específicos. Para compensar a perda tributária da Receita Federal com essa medida, o governo deveria aumentar a taxação do restante da economia, propõe Francini. "Não temos vergonha nenhuma da nossa proposta", afirmou, durante entrevista coletiva para a divul-

rios países vêm usando mais dólar do que no passado e que, antigamente, o mais comum era o uso de subsídios diretos e indiretos. "Para mim, isso é subsídio cambial." Mantega comentou que a OMC até prevê que se examine esse uso do dólar, mas enfatizou que o organismo internacional não possui o mecanismo adequado para a verificação. "Temos que criar a figura do dumping cambial para que o Brasil possa ser preservado", defendeu ele. O ministro considerou que, de certa forma, o Brasil está fazendo uma intervenção que é aceita no mundo todo. "O Fundo Monetário Internacional (FMI) apoiou. Antes, dizia que era ruim", ironizou. Para Mantega, é preciso trabalhar para que a OMC aceite a proposta.

O

emprego na indústria paulista registrou aumento de 0,1% em fevereiro em relação a janeiro deste ano, descontando os efeitos sazonais, conforme divulgou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ontem. A alta se deve à abertura de 2,5 mil vagas no mês. Até o momento deste ano, foram criados 4,5 mil empregos. Na comparação dos últimos 12 meses, em relação a igual período do ano anterior, a Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, apontou

queda de 1,24%, referente ao fechamento de 32,5 mil vagas. Do total de vagas criadas em fevereiro, 6.682 correspondem ao setor sucroalcooleiro, um avanço de 0,27% desde o início deste ano, por causa do início da temporada de colheita da safra de cana de açúcar. Em contrapartida, os demais setores da indústria de transformação foram responsáveis pelo fechamento de 4,182 mil postos de trabalho em fevereiro, uma variação negativa de 0,17%. Das atividades analisadas no estudo de fevereiro, dez ti-

veram efeitos negativos, nove computaram variação positiva e três, estabilidade. O item impressão e reprodução de gravações sofreu a maior queda de fevereiro com 1,4%, seguido por equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com recuo de 0,9%. O segmento de fabricação de coque, de produção de derivados do petróleo e de bioco m b u s t í ve i s re g i s t ro u a maior alta a 4,2%, enquanto o emprego no setor de móveis apresentou expansão de 1,1%. (Folhapress)


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e Varejo perdeu mais de R$ 16 bi em 2010 Em 2011, a liderança, no ranking de vendas, ficou para os eletrodomésticos, com 15% do volume de pedidos virtuais.

conomia

Prejuízo causado principalmente por produtos vencidos, danificados e furtados, por consumidores e funcionários, atinge empresas de todos os portes. Paulo Pampolin/Hype

Paula Cunha

A

s perdas no varejo somaram R$ 16,4 bilhões em 2010, ou 1,75% do faturamento líquido do setor, de acordo com o estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e do Mercado de Consumo (Ibevar), com ligeiro recuo de um ponto percentual em relação ao ano anterior. Este resultado, que faz parte da décima primeira edição da amostra, é consequência da diversificação do perfil dos entrevistados, com empresas de médio porte que não contam com a estrutura de grandes empreendimentos. Para Claudio Felisoni de Angelo, presidente do conselho da entidade, os empresários estão mais atentos à necessidade e aos mecanismos de controle desses processos. Isso porque, com a estabilização da economia a partir de 1994, não existe mais a possibilidade de repasse de perdas para os preços finais, pois o varejo está mais competitivo. Ainda não existem dados consolidados a respeito do comportamento em 2011. Segundo Felisoni, o cenário aponta que as grandes empresas continuam investindo significativamente no combate às perdas e o mesmo não ocorre entre as pequenas e médias. Entretanto, ele afirma que o estudo aponta que existe uma consciência maior entre os pequenos e médios empresários. Na sua opinião, muitos conseguem suportar mais perdas porque atuam informalmente, o que não acontece com as grandes redes. As principais causas das perdas detectadas foram quebras referentes a produtos danificados (32%), furtos praticados por consumidores (20%) e por funcionários (16%), erros administrativos (14%), problemas com fornecedores (9%) e outros ajustes (9%). Na avaliação de Feliso-

Supermercados tiveram o maior índice geral de perdas em 2010, o equivalente a 2,26% do faturamento líquido, contra 0,67% para outros tipos de estabelecimentos comerciais.

ni de Ângelo, apesar do resultado final praticamente idêntico à pesquisa anterior, há uma mudança de comportamento por parte de uma camada de empreendedores, principalmente os grandes, pois eles estão investindo mais em treinamento. Ele acredita que, com a consolidação das grandes redes, que contam com 60% do faturamento de todo o setor, esse processo se intensificou. E lembra que nos anos 1990 a concentração era de 40% e esse avanço forçou o aumento do grau de profissionalização de muitas redes. Causas – Entre as causas mais importantes das quebras

operacionais, as mais expressivas são itens com validade vencida (28%), produtos danificados por consumidores (21%), ou que sofreram danos de clientes (17%), embalagens encontradas vazias (13%). Do total de furtos, 77% são externos e 20% são internos. Do total de entrevistados, 3% não souberam distinguir esses dois tipos de ocorrência. Nas lojas, os flagrantes atingiram 41%, enquanto nos supermercados eles corresponderam a 31% do total. Os índices gerais de perdas foram de 0,52% do faturamento líquido para as farmácias, 1,81% para as redes de material

de construção, 2,26% para os supermercados, 0,67% para outros tipos de estabelecimentos comerciais. Diante deste quadro, na opinião do presidente do conselho do Ibevar, os resultados do estudo indicam que os equipamentos mais utilizados na prevenção são os tradicionais, como alarme eletrônico de segurança (68%), sistema de aprovação de cheques (52%), mecanismos de gravação digital (52%), circuito fechado de TV visível (46%), alarmes de acesso (37%), circuito fechado de TV invisível (36%) e rádio comunicadores (35%), entre

outros. Outros meios mais caros, como etiquetas eletrônicas por rádio frequência (12%), softwares de prevenção de perdas (12%), solução de frente de caixa como software e vídeo acoplados (8%) e etiquetagem eletrônica eletro magnética (8%) continuam sendo utilizados apenas pelas grandes redes. Treinamento – Diante destas disparidades, Felisoni de Angelo insiste na avaliação de que o treinamento de funcionários continuará como o maior instrumento para evitar perdas. A adoção da prática tem crescido, especialmente

entre as grandes redes e os estudos mais recentes indicam que a preocupação também existe entre os pequenos e médios empresários. O estudo contou com 103 empresas, das quais 81 são supermercados, com 849 lojas, o que equivale a 78% da amostragem total; nove farmácias, compostas de 1.267 lojas (9%); cinco grupos de material de construção, com 93 unidades (5%); e outros, com 8 empresas diversas. Quanto à localização, 40% estão na região Sudeste, 28% no Nordeste, 22% no Sul, 8% no Centro-Oeste e 2% no Norte.

Olicio Pelosi/Divulgação

Comércio eletrônico brasileiro deve crescer 25% em 2012 Fátima Lourenço

O

varejo virtual brasileiro deverá contabilizar, ao final de 2012, faturamento anual na casa dos R$ 23,4 bilhões. É o equivalente a um crescimento nominal de 25%, na comparação com 2011, quando o setor movimentou R$ 18,7 bilhões, 26% a mais que o ano anterior (R$ 14,8 bilhões). Os números compõem o 25º relatório WebShoppers, divulgado ontem pela empresa especializada em comércio eletrônico e-bit. No ano passado, a empresa detectou por meio das aproximadas 5 mil lojas virtuais conveniadas, 9 milhões de novos e-consumidores – 61% deles oriundos da classe C. Ao todo, 32 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra eletrônica em 2011, em movimentação com tíquete médio de R$ 350, abaixo do observado em 2010, de R$ 373. "A Copa do Mundo, naquele ano, alavancou as vendas de TV, especial-

mente as de tela plana", justificou o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti. Para 2012, a entidade prevê um tíquete médio de R$ 340. "Não é ruim", analisa Guasti. Ele justifica que no Brasil as compras virtuais ainda são muito concentradas em produtos de valor agregado alto, com preços beneficiados pela deflação. Destaque – A expectativa do setor é que o perfil das compras via web se mantenha semelhante ao observado em 2011. Naquele ano, de acordo com o relatório da ebit, a novidade foi a consolidação dos itens de moda e acessórios entre as cinco categorias de produtos mais procurados, como resultado, segundo Guasti, dos esforços do varejo para superar problema como os associados à padronagem das peças. Em 2011, a liderança nesse ranking ficou para os eletrodomésticos (com 15% do volume de pedidos virtuais), seguidos pelas categorias de informática (12%), eletrônicos (8%), saú-

de, beleza e medicamentos (7%), além de moda e acessórios, também responsável por 7% do volume de pedidos. O diretor da e-bit comentou que no último trimestre de 2011, levantamento feito pela empresa detectou perda de mercado pelos chamados top 50 do setor. Na comparação com igual período de 2010, houve recuo de participação, de 89,27% para 87,73%. Na mesma base de comparação, as lojas virtuais de pequeno porte ampliaram sua abrangência, de 10,73% para 12,27%, dando continuidade, conforme análise da e-bit, ao fenômeno de descentralização crescente das lojas virtuais observado ao longo dos últimos anos. A profissionalização desse segmento de empreendedores, com oferta de meios seguros de pagamentos é um dos fatores apontados como responsáveis por essa mudança. De fl açã o – O balanço divulgado pela e-bit também aponta a variação de preços

do canal internet. "É uma cesta totalmente diferente do que a do consumidor de rua, em que o peso de itens como alimento, escola e transporte é muito maior", ressalva o diretor da ebit, Pedro Guasti. A cesta do setor leva em conta 1,3 milhão de produtos do e-commerce brasileiro. De acordo com o Índice Fipe Buscapé, no período de um ano, compreendido de fevereiro de 2012 a fevereiro de 2011,

houve deflação de 9,75% no comércio eletrônico do País. Todos os números acima não incluem as vendas de carros, passagens aéreas e leilões virtuais. Também estão excluídas as transações dos sites de compras coletivas. Em 2011, eles acrescentaram receita anual de R$ 1,6 bilhão às transações comerciais feitas por meio da internet. De acordo com a e-bit, o segmento comercializou 20,5 milhões de cupons.

A Copa do Mundo, naquele ano (2011), alavancou as vendas (eletrônicas) de TV, especialmente as de tela plana. PEDRO GUASTI, DA E-BIT

Cheque especial: taxa média sobe

A

taxa média do cheque especial subiu de 9,53% ao mês em fevereiro para 9,54% em março, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Fundação Procon-SP. Entre os bancos pesquisados, a única alta foi do HSBC, que passou de 9,95% para 9,98% ao mês, variação positiva de 0,3%. No empréstimo pessoal, a taxa

média ficou estável, em 5,87% ao mês. "O resultado da pesquisa de taxas de juros continua sinalizando que o mercado financeiro está mantendo a cautela, apesar dos sucessivos cortes da taxa Selic promovidos pelo Banco Central (BC)", informou o Procon-SP. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) fez o quinto corte consecutivo na taxa básica de

juros, que caiu de 10,5% para 9,75% ao ano. "Apesar da redução da Selic, as taxas de juros do Brasil continuam as mais altas do mundo", disse o Procon-SP. A pesquisa dos de juros foi realizada em 1º de março no Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. (Folhapress)


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Houve aceleração no ritmo de criação de empregos nos EUA e forte queda na taxa de desemprego, de 9,1% para 8,3%.

conomia Saul Loeb/AFP Photo

Varejo dá sinal de recuperação nos EUA Vendas de veículos puxam comércio e banco central já fala em expansão moderada

A

s vendas no varejo nos Estados Unidos registraram em fevereiro seu maior ganho em cinco meses, na medida em que os norteamericanos demandaram veículos motorizados e compraram uma gama de produtos, mesmo pagando mais pela gasolina, segundo dados do governo divulgados ontem. As vendas totais no varejo subiram 1,1%, segundo o Departamento do Comércio, após uma revisão para cima do dado de janeiro, para 0,6 %. As vendas no varejo do mês passado foram sustentadas por um aumento de 1,6 % nas transações de veículos motorizados, refletindo a demanda reprimida das famílias e o crescimento da confiança na economia com a aceleração da criação de empregos. Tsunami – O devastador tsunami no Japão causou interrupções na fabricação de automóveis no ano passado e deixou as concessionárias sem modelos que os consumidores queriam. Excluindo automóveis, as vendas no varejo avançaram 0,9% no mês passado, somando-se ao ganho revisado de 1,1 % em janeiro. Detalhes do relatório são bastante positivos, sugerindo que os recentes ganhos sólidos no mercado de trabalho estão apoiando os gastos do consumidor. No mês passado, o faturamento das lojas de roupas cresceu 1,8%, a maior alta desde novembro de 2010, enquanto as vendas de materiais de construção e equipamentos de jardinagem avançaram 1,4%. O chamado núcleo das vendas no varejo, que exclui automóveis, gaso-

Karen Bleier/AFP Photo

O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke: taxas de juros perto de zero até o final de 2014.

O presidente Obama (ao centro), o secretário John Bryson (à esq.) e Ron Kirk.

Países levam queixa contra a China à OMC

lina e materiais de construção, subiu 0,5%, após avançar 1% em janeiro. O núcleo das vendas corresponde com mais proximidade ao componente de gastos do consumidor do relatório do Produto Interno Bruto (PIB). As vendas em restaurantes e bares subiram 0,8 %, enquanto o faturamento de lojas de produtos esportivos, lazer, livros e música aumentou 1%. Vendas de eletrônicos e eletrodomésticos subiram 1%. Fed – O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) reconheceu ontem sinais recentes de força na economia e disse que as dificuldades no mercado financeiro diminuíram, dando poucas pistas sobre as chances de mais estímulo monetário. O relatório do Fed, apresentado pelo presidente, Ben Bernanke, descreveu a economia como "em expansão moderada", avaliação inalterada em relação ao seu comu-

nicado de janeiro e disse que o crescimento ainda enfrenta significativos riscos. Empregos – Os formuladores da política monetária disseram que o mercado de trabalho melhorou, mas que o desemprego continua elevado, reiterando suas expectativas de que as taxas de juros devem continuar perto de zero até pelo menos o final de 2014. Uma aceleração no ritmo de criação de empregos nos EUA e uma forte queda na taxa de desemprego para 8,3%, de 9,1% em agosto, têm levado economistas a refrear suas expectativas de mais afrouxamento da política monetária. O Fed disse que uma recente alta nos custos de energia deve puxar a inflação para cima, mas apenas no curto prazo. O presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, discordou novamente da decisão e das taxas de juros ultrabaixas. (Reuters)

O

s Estados Unidos, a União Europeia e o Japão abriram queixas formais na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que a China está limitando as exportações de terras raras, minerais que são vitais para a produção de componentes usados na indústria de alta tecnologia, como discos rígidos, autopeças, eletrônicos, fibra ótica etc. A China produz quase todos os suprimentos de terras raras do mundo, mas tem limitado as exportações nos últimos anos. O presidente dos EUA, Barack Obama, falou sobre o assunto ao lado do representante comercial do país, Ron Kirk, e do Secretário de Comércio, John Bryson. O comissário europeu para o Comércio, Karel De Gutch, afirmou que as cotas de exportação e as taxas de exportação da China dão às empresas do país uma vantagem competitiva injusta. "As medidas prejudicam os procedimentos e os consumidores na UE e em todo o mundo", disse. As três queixas separadas, porém coordenadas, na OMC pedem for-

Agência Fitch eleva o rating de longo prazo da Grécia

A

agência de classificação de risco Fitch elevou o rating de longo prazo da Grécia em moeda local e estrangeira de "default restrito" para B- e o rating de curto prazo em moeda estrangeira de C para B. O teto-país foi reafirmado em AAA. A Fitch também informou que retirou os ratings sobre os bônus emitidos pela lei grega e atribuiu rating B- para os novos títulos soberanos criados como resultado do acordo para troca de dívida com os credores privados do país. O rating dos bônus regidos por leis estrangeiras permanecerão em C. Segundo a Fitch, a troca de dívida e as perdas impostas aos detentores de bônus gregos melhoraram significativamente o perfil de serviço da dívida do país e reduziu o risco de ocorrência de dificuldades de pagamentos no curto prazo. A agência afirmou que considera que ainda existe um risco de default significativo e material, tendo em vista o nível de endividamento ainda alto em seguida à troca de bônus e os profundos desafios econômicos enfrentados pela Grécia,

malmente uma consulta para encerramento de disputa, que é o primeiro passo em uma queixa na organização. Se nenhuma solução for encontrada, a disputa pode ser transferida para um painel da OMC. As companhias globais que dependem do abastecimento chinês estão alarmadas com a decisão tomada em Pequim em 2009 de limitar as exportações ao mesmo tempo que ampliou a indústria produtora de ímãs leves e outros produtos do país. A China tem cerca de 30% dos depósitos de terras raras do mundo, mas responde por 97% da produção mundial. Ontem, antecipando a abertura das queixas, a China defendeu os limites sobre a produção de terras raras como uma medida ambiental. Liu Weimin, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, afirmou que a China precisa limitar os danos ambientais e conservar recursos escassos. "Nós achamos que a política está em linha com as regras da OMC", declarou Weimin. (AE)

Cresce confiança dos investidores na Alemanha Vincenzo Pinto/AFP Photo

como refletido pelo rating B-, que é grau especulativo. "No entanto, na visão da Fitch, existe uma limitada margem de segurança para serviço da dívida sobre os novos títulos durante um horizonte de 12 a 24 meses, refletido pela perspectiva estável", escreveu a agência em comunicado. PIB – A Grécia terá que cortar mais 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos do governo em 2013 e 2014 para atingir as metas fiscais indicadas na fundamentação do segundo resgate para Atenas, disse um relatório da Comissão Europeia. O Relatório de Conformidade do braço executivo da União Europeia (UE) descreve o progresso das reformas gregas necessário para a liberação da nova parcela de dinheiro da zona do euro e recomenda que o primeiro desembolso seja feito o quanto antes. O relatório diz que o pacote de cortes adotados pela Grécia no começo de 2012, que equivale a 1,5% do PIB, deve permitir que Atenas cumpra a meta de reduzir o déficit primário para 1% neste ano. "No entanto, projeções revelaram grandes déficits fiscais em 2013 e 2014", disse o relatório. (Reuters)

Chanceler Angela Merkel em Roma: volta por cima na economia.

A

confiança de investidores e analistas alemães aumentou significativamente mais do que o esperado em março, para seu nível mais alto desde junho de 2010, mostrou uma pesquisa divulgada ontem, reforçando as esperanças de que a maior economia da Europa esteja de volta a uma caminhada estável. A pesquisa mensal de confiança econômica do instituto e c o n ô m i c o Z E W, d e M a nnheim, saltou para 22,3 pontos, de 5,4 em fevereiro, bem acima da previsão de consenso em uma pesquisa com analistas, de um aumento moderado para 10,0. O economista do ZEW, Michael Schroeder, disse que a Alemanha não cairá em recessão e que há sinais de que o resto da zona do euro está começando a se recuperar. "As surpresas para o lado empresarial da Alemanha serão positivas", afirmou Schroeder, acrescentando que agora que um novo acordo de dívida foi feito na Grécia, a pior fase para o setor bancário da zona da euro é amplamente vista como superada. Os ministros das Finanças da zona do euro deram a aprovação final para o segundo resgate à Grécia na segunda-feira,

esfriando as tensões em relação à crise da dívida da região. Ontem, a chanceler Angela Merkel esteve em Roma para reunião com o primeiro ministro Mario Monti. Verão europeu – "O índice ZEW de hoje soma-se aos recentes sinais encorajadores da economia alemã", disse Carsten Brzeski, do ING. "De fato, após a desaceleração do verão europeu, quase todos os principais indicadores têm subido desde novembro." Brzeski acrescentou que a queda inesperada do índice de condições atuais, de 40,3 para 37,6, indica que a recuperação do primeiro trimestre pode ser limitada, possivelmente devido às frias temperaturas de fevereiro. A previsão era de 42,5. "Quando o inverno terminar, a economia alemã pode ganhar ritmo novamente", afirmou. O índice se baseia em uma pesquisa com 285 analistas e investidores, conduzida entre 27 de fevereiro e 12 de março, disse o instituto. A economia da Alemanha, liderada pelas exportações, recuperou-se rapidamente da crise financeira de 2008 e 2009, mas os problemas com a crise da dívida da zona do euro ofuscaram as perspectivas de crescimento. (Reuters)


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quarta-feira, 14 de março de 2012

e Ibovespa sobe 3% puxado por cenário internacional

ECONOMIA/LEGAIS - 21

Na reta final do pregão, a Bovespa renovou máximas, impulsionada pela intensificação dos ganhos das bolsas em Nova York.

conomia

Ernesto Rodrigues/AE

Bolsa tem maior salto desde outubro de 2011, impulsionada pelos sinais positivos do exterior. O destaque foi o aquecimento da economia norte-americana. Brendan McDermid/Reuters

Loja de São Paulo: entidade do setor diz que situação está sob controle.

Inadimplência de veículos tem alta A taxa de atrasos nos pagamentos chegou a 5,26%

A

O

bom humor externo ditou o ritmo dos negócios ontem, conduzindo a BM&FBovespa ao maior nível do ano. A alta de mais de 5% das ações da Vale e de cerca de 4% dos papéis da Petrobras, em reação ao avanço das commodities e a novos sinais de melhora da economia norte-americana, levaram o Ibovespa a cravar alta de 3,03% – maior percentual desde 27 de outubro, aos 68.394,33 pontos, o maior nível desde 8 de abril de 2011. A bolsa brasileira acelerou o ritmo de alta durante a tarde de ontem, após a comunicado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). A instituição manteve o curso de sua política monetária, não adotando novas ações de estímulo à economia e nem dando indícios sobre disposição de adotar novos programas de estímulo. Na reta final do pregão, a Bovespa renovou máximas, impulsionada pela intensificação dos ganhos das bolsas em Nova York. As ações dos bancos norte-americanos dispararam: JPMorgan e Bank of America subiram mais de 6%, com os investidores comemorando o resultado favorável dos testes de estresse antecipados pelos bancos. O S&P 500 e o Nasdaq encerraram com ganhos de 1,81% e 1,88%, respectivamente, e o índice Dow Jones avançou 1,68%. Também corroborou para a boa performance da

BM&FBovespa, as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, de que a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 9,75% ao ano, vai convergir para o nível da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que atualmente está em 6% ao ano. Na mínima, o Ibovespa atingiu 66.386 (estável) e na máxima cravou 3,07%, aos 68.420 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 8,135 bilhões – o maior do mês e o maior desde 16 de fevereiro. Após terem sido castigadas nos últimos dias, as ações da Vale recuperaram parte das perdas, embaladas pela alta dos preços dos metais no mercado internacional. Para se ter uma ideia, no mês, até ontem, Vale ON perdia 6,72% e o PNA, 7,13%. Ontem, a ON avançou 5,12% e a PNA 5,37%. Comitê – Nos Estados Unidos, os integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) observaram melhoras no mercado de trabalho, mas ressaltaram que a taxa de desemprego continua alta. Além disso, os integrantes advertiram que os riscos econômicos persistem e que a inflação poderá aumentar temporariamente por conta da elevação dos preços de petróleo e gás. A percepção dos especialista é de que o Fomc afastou, pelo menos por enquanto, a possibilidade de

um novo programa de estímulo econômico. Também nos EUA, informações positivas dão conta de que as vendas no varejo cresceram 1,1% em fevereiro, na margem, a maior alta em cinco meses, reforçando o quadro mais favorável do mercado de trabalho e a tendência de recuperação da economia. A Europa trouxe igualmente boas notícias. O índice ZEW de expectativas econômicas na Alemanha atingiu em março o maior nível desde junho de 2010. Além disso, também foi informado um aumento menor do que o previsto do déficit comercial do Reino Unido e os

Mercado nos Estados Unidos: o S&P 500 e o Nasdaq encerraram com ganhos de 1,81% e 1,88%

ministros de Finanças da zona do euro aprovaram o segundo pacote de resgate à Grécia, de 130 bilhões de euros. Câmbio – O dólar no mercado à vista fechou em queda, de 0,28%, cotado a R$ 1,800 no balcão, após acumular alta de 5,43% ante o real nas sete sessões anteriores. No mês, a moeda contabiliza ganho de 4,90% e, no ano, queda de 3,69%. Na BM&F, o dólar spot encerrou com baixa de 0,24%, a R$ 1,8050. (AE)

COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DA REGIÃO DA MOGIANA – CREDISAN Edital de Convocação de Assembleia Geral Extraordinária Conjunta O Conselho de Administração da Cooperativa de Crédito Rural da Região da Mogiana – CREDISAN, g registrada sob o CNPJ n.º 62.109.566/0001-03 e da COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS EMPRESÁRIOS DE CAMPINAS – SICOOB CREDIACIC, registrada sob o CNPJ 07.996.099/0001-72 por seus Diretores Presidentes, abaixo assinados, no uso das atribuições dos Arts. 23 e 33, respectivamente dos Estatutos Sociais, convoca os seus Cooperados, que totalizam nesta data em 7.868 (sete mil oitocentos e sessenta e oito) e 150 (cento e cinquenta), respectivamente, para comparecerem à Assembleia Geral Extraordinária conjunta, que será realizada no dia 27 de março de 2012, na sede social da CREDISAN, com endereço na Praça Governador Armando Salles de Oliveira, nº 48, na cidade de São João da Boa Vista, Estado de São Paulo, em primeira convocação às 14:00 horas, com presença de 2/3 (dois terços) dos associados; e, caso este quorum não seja atingido no horário determinado, em segunda convocação às 15:00 horas, desde que presente a metade e mais um dos associados, ou, então, senão alcançado esse número, às 16:00 horas, em terceira e última convocação, com mínimo de 10 (DEZ) associados, em condições legais de votar, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte ordem do dia. I - EM CARÁTER EXTRAORDINÁRIO, EM CONFORMIDADE COM OS ARTIGOS 36, 37, 42 e 43, respectivamente dos Estatutos da CREDISAN e da SICOOB CREDIACIC: a) Incorporação da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empresários de Campinas – SICOOB CREDIACIC pela Cooperativa de Crédito Rural da Região da Mogiana. Informações: Para melhores informações entrar em contado com o gerente do seu PAC, ou com a Senhorita Aneliza Cristina Antunes Ansani, pelo telefone (19) 3602-6010. São João da Boa Vista SP, 14 de março de 2012. JOÃO GILBERTO DE SOUZA - Diretor-Presidente; EDVALDO DE SOUZA PINTO - Diretor-Presidente.

PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO CONCORRÊNCIA Nº 02/2012 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Concorrência nº02/2012, que objetiva a contratação de empresa para execução de obras e serviços de pavimentação e recapeamento asfáltico de diversas vias públicas turísticas, por empreitada e preço global, com fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos necessários. O edital e anexos poderão ser retirados diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira, mediante o recolhimento da taxa de R$ 100,00. Será exigida visita técnica e caução de participação. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até as 9:30 horas do dia 19/04/2012 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 10:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 13/03/2012. Paulo César Borges - Prefeito Municipal

SEAC-SP Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo

Fundos fecham semana no azul

O

s fundos de investimento voltaram ao azul na semana passada, ao registrarem captação líquida de R$ 12,12 bilhões, de acordo com dados do site Fortuna (www.for tuna.com.br), que acompanha a indústria. A rentabilidade do setor foi de 0,27%, acima do CDI, de 0,19% no período. O destaque de captação foram os fundos DI, ao levantarem R$ R$ 6,77 bilhões entre os dias 2 e 9 de março. O retorno ficou em linha com o CDI, de 019%. A categoria de renda fixa teve captação líquida de R$ 1,97 bilhão, com rentabilidade de 0,4%. No acumulado deste ano até a semana pas-

sada, esses fundos somam captação líquida de R$ 19,5 bilhões. Os fundos de curto prazo captaram R$ 1,45 bilhão e renderam 0,15%, abaixo da variação do CDI. Já os fundos do Poder Público, tiveram resgates de R$ 190 milhões, com retorno de 0,06%. A categoria de multimercados manteve-se no negativo ao registrar saques de R$ 86 milhões e ganhos de 0,53%. No acumulado de 2012 até a semana passada, os resgates totalizam R$ 2,4 bilhões, segundo o Fortuna. Os fundos de Ações (FIAs) tiveram captação de R$ 50 milhões na semana de referência, com perdas de 1,34%. (AE)

C.N.P.J. nº 62.812.524/0001-34 Assembléia Geral Ordinária - Edital de Convocação Pelo presente edital, ficam os associados quites e em pleno gozo de seus direitos sindicais, convocados para a Assembléia Geral Extraordinária, a realizar-se em 1ª Convocação no dia 19 de março de 2012, na sede social do SEAC-SP, situada à Av. República do Líbano, 1.204 - Jd. Paulista-SP, em 1ª convocação às 15:30 (quinze e trinta horas) e não havendo quorum em 2ª Convocação às 16:00 (dezesseis horas), para discutirem, deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Impugnação aos editais quanto ao reajuste dos contratos públicos; b) Assuntos Gerais. São Paulo, 12 de março de 2012.Rui Monteiro Marques - Presidente.

t a x a d e i n a d i mplência de veículos, considerando atrasos acima de 90 dias, alcançou 5,26% da carteira de crédito para pessoa física em janeiro no País. O percentual é o mais alto em 30 meses, sendo superado apenas pelo dado contabilizado em julho de 2009 (5,34%). Para o presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Décio Carbonari, ainda é cedo para afirmar como será 2012. "O aumento da inadimplência não é positivo, mas a situação segue sob controle. Além disso, baseado no cenário de retomada da atividade econômica e crescimento da renda média do brasileiro, o índice deve baixar nos próximos meses", disse. A taxa de juros fechou em 2% ao mês. Os planos de financiamento nos novos contratos chegaram a média de 41 meses, três a menos do que o registrado um ano atrás. O saldo total de crédito para aquisição de automóveis atingiu R$ 200,9 bilhões, com crescimento de 8% em comparação com igual período do ano passado. "O cenário atual segue a tendência histórica de moderação de vendas de veículos nos primeiros meses do ano, em que menos pessoas buscam adquirir o bem entre os meses de janeiro e fevereiro", afirmou.

México – O governo brasileiro pretende concluir hoje a renegociação do acordo automotivo entre Brasil e México. Os ministros Fernando Pimentel (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Antônio Patriota (da Relações Exteriores) embarcaram na noite de ontem para o México. "Esperamos concluir logo o acordo", disse o ministro Patriota em entrevista na Capital paulista durante a tarde. O Brasil ameaça denunciar o acordo existente entre os dois países caso o México não aceite renegociar os termos do acordo. Nos últimos meses, as importações de veículos mexicanos pelo Brasil cresceram de forma intensa. Isso porque o acordo permite que os carros mexicanos entrem no Brasil sem pagar Imposto de Importação e com a alíquota de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) dos nacionais. A avaliação do Itamaraty é de que quanto mais tempo o Brasil demorar para renegociar o acordo, mais as importações devem crescer. As importações de veículos mexicanos aumentaram mais de 200% nos meses de janeiro e fevereiro. A proposta brasileira é estabelecer restrição quantitativa para a entrada no País de veículos produzidos no México. O valor máximo das importações seria de US$ 1,4 bilhão por ano. (Agências)

ALUGUE BRASIL - COOPERATIVA DE CONSUMO DOS EMPRESÁRIOS DE LOCADORAS DE VEÍCULOS Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária O Diretor Presidente da ALUGUE BRASIL – COOPERATIVA DE CONSUMO DOS EMPRESÁRIOS DE LOCADORAS DE VEÍCULOS, no uso de suas atribuições que lhe confere o Estatuto Social, convoca os associados em condição de votar, para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, a realizar-se no Hotel Íbis Congonhas, à Rua Baronesa de Bela Vista, 801, Campo Belo, CEP 04612002, São Paulo-SP, no dia 29 (vinte e nove) de março de 2012, sendo: A) ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA: em primeira convocação, às 07h00min ou, em segunda convocação, às 08h00min, e/ou em terceira convocação, às 09h00min, para deliberarem sobre a seguinte ORDEM DO DIA: I) Prestação de contas da Administração, consubstanciada pelo Relatório Anual da Diretoria Executiva, compreendendo: a) Balanço Patrimonial; b) Demonstração de Sobras ou Perdas do exercício; c) Relatório das atividades desenvolvidas no exercício; d) Parecer do Conselho Fiscal; II) Destinação das sobras ou rateios de prejuízos; III) Recomposição do Conselho de Administração e Eleição do Conselho Fiscal; IV) Honorários do Conselho de Administração e Cédulas de Presença do Conselho Fiscal; V) Orçamento anual para o exercício 2012. B) ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA: em primeira convocação, às 13h00min ou, em segunda convocação, às 14h00min, e/ou em terceira convocação, às 14h00min, para deliberarem sobre a seguinte ORDEM DO DIA: I) Venda do prédio da sede; II) Explanação e balanço da auditoria realizada; III) Contratação ou não de uma consultoria para gestão do negócio; IV) Aceitação dos cooperados demitidos, apresentação dos cooperados ingressantes; V) Definição dos procedimentos para o cooperado Roberto Tomei conforme deliberação da última assembleia; VI) Discussão sobre a venda de praças capitais de unidade federativa que não possuem aeroporto em seu território; VII) Outros assuntos de interesse dos associados a) Obrigatoriedade ou não do aparelho de rádio em todos os grupos; b) Cobrança de franquia; c) Erros do sistema Euro it; d) Manual com normas da cooperativa Aplicações e Sanções; VIII) Outros assuntos de interesse do grupo, não sujeitos a votação. Conforme Estatuto e legislação, o quorum de instalação para ambas as Assembleias será: em primeira convocação, 2/3 (dois terços) do número de associados, em segunda convocação, metade mais um (1) dos associados e, em terceira convocação, o mínimo de 10 (dez) associados. São Paulo, 13 de março de 2012. Fábio Lemos Cazerta - Diretor Presidente.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 21/12 - PREGÃO 10/12 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 21/12, na modalidade de Pregão 10/12, na forma presencial, para aquisição de 02 (dois) veículos automotores, tipo pick-up; 02 (duas) carretas agrícolas; 02 (duas) colhedeiras de forragens; 04 (quatro) tratores agrícolas; 04 (quatro) grades aradoras e 04 (quatro) grades niveladoras. Data: 29 de março de 2012, às 14 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com. A debitar (14.03.12)

Yakult S.A. Indústria e Comércio

CNPJ nº 60.723.061/0001-09 - NIRE nº 35.3.0003245-4 Edital de Convocação - Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária Ficam convocados os Senhores Acionistas da Yakult S.A. Indústria e Comércio para se reunirem em Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária,às 10:00 horas do dia 23 de Março de 2012,na sede social da Companhia,localizada na Alameda Santos,771 - 13º andar - conj. 131, Cerqueira César, em São Paulo - SP, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1) Análise, discussão e aprovação do Relatório dos Administradores e das Demonstrações Financeiras referentes ao Exercício Social encerrado em 31/12/11; 2) Destinação do Lucro Líquido do Exercício de 2011; 3) Alteração dos Estatutos Sociais, referente à Administração da companhia; 4) Outros assuntos de interesse social.São Paulo, 13 de Março de 2012.Ichiro Amano - Diretor Presidente.

FUNDAÇÃO SABESP DE SEGURIDADE SOCIAL Aviso de Licitação Objeto: Prospecção de imóveis e elaboração de estudo técnico, econômico-financeiro e ocupacional, identificação de adequações necessárias e estimativas de custos, para fins de mudanças da sede, CONVITE Nº 002/12, tipo menor preço. Os envelopes deverão ser entregues, no dia 22/03/12, às 15h. Edital completo através do site www.sabesprev.com.br/compras.

Casa de Saúde Santa Rita S/A CNPJ (MF) n° 60.882.289/0001-41 - Aviso aos Acionistas Comunicamos que se encontram à disposição, na sede social, os documentos a que se refere o Art. 133, da Lei 6404/76, relativos ao exercício findo em 31/12/2011. São Paulo, 13/03/2012. A Diretoria. (14,15,16/3/12)

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 13 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Juliana Angélica Genebra Pimentel - ME. Requerido: Nutrizam Comércio e Representação Ltda. Avenida do Guacá, 116 – Lauzane Paulista 2ª Vara de Falências. Requerente: Brascon Tubos e Conexões Ltda. Requerido: Blato Equipamentos e Montagens Industriais Ltda. Avenida Osvaldo do Valle Cordeiro, 1.419 - Jardim Brasília - 1ª Vara de Falências. Requerente: Dirceu Roberto Agostini – Empresa de Pequeno Porte. Requerido: Ramiro Gráfica e Editora ME. Avenida Oliveira Freire, 937 - Parque Paulistano 2ª Vara de Falências.

Etelbras Eletrônica e Telecomunicações S/A CNPJ 22.289.169/0001-46 Assembléia Geral Extraordinária - Convocação Convocamos Srs acionistas, p/ se reunirem em AGE, dia 23/03/12, 10hs, R. Vergueiro,1759-Terreo s/ Tutóia-V. Mariana/SP-Espaço Paraiso.Ordem do dia: a) Exame de proposta de venda dos imóveis de propriedade da Cia.e destinação dos respectivos recursos p/ pagamento de passivos e devolução de capital aos acionistas; e b) Exame de proposta de acompanhamento contínuo (auditoria) das contas da Cia., por profissionais indicados pelos acionistas minoritários e remunerados pela Cia.. A Cia. informa, neste ato, que a prestação de contas do exerc. de 2011, bem como a eleição dos diretores será realizada na AGO, a qual será precedida de nova convocação. SP, 13/03/12. Paulo Heslander Couto - Dir.-Presidente. 14,15,16/03/2012

CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Convocamos os senhores (as) cooperados (as) para Assembleia Geral Extraordinária da BAALBEK COOPERATIVA HABITACIONAL, que realizar-se-á: no dia 25 de março de 2012, em 1ª convocação às 8h, com 2/3 dos cooperados, em 2ª convocação às 9h, com metade dos cooperados mais um, e em 3ª convocação às 10h, com no mínimo 10 cooperados, na Rua Antônio de Barros, 461 – Tatuapé - SP, para deliberação da seguinte pauta: 1. Distribuição das Unidades Habitacionais. São Paulo, 14 de março de 2012. Mauricio Francisco dos Santos - Conselheiro Presidente.

CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Convocamos os senhores (as) cooperados (as) para Assembleia Geral Ordinária da BAALBEK COOPERATIVA HABITACIONAL, que realizar-se-á: no dia 25 de março de 2012, em 1ª convocação às 11h, com 2/3 dos cooperados, em 2ª convocação às 12h, com metade dos cooperados mais um, e em 3ª convocação às 13h, com no mínimo 10 cooperados, na Rua Antônio de Barros, 461 – Tatuapé SP, para deliberação da seguinte pauta: 1. Deliberação das contas do exercício de 2011. São Paulo, 14 de março de 2012. Mauricio Francisco dos Santos - Conselheiro Presidente.

Extravio de Documentos A empresa: IVAN MARQUES RODRIGUES FLORICULTURA – ME, inscrita no CNPJ: 04.957.107/ 0001-83 e I.E.: 116.348.590.117, declara para os devidos fins que foram extraviados: Talão de NF Consumidor de nº 001 a 500 (Em uso) AIDF 1756; Talão de NF Modelo 1 de nº 001 a 050 (Em uso) AIDF 7505; Livro de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência Modelo 06.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quarta-feira, 14 de março de 2012

O Mercadão foi uma escola. Ainda tenho clientes dos tempos do meu pai. Nancy Geraldi, da Massas Nancy

conomia

Lições de encantamento O atendimento se tornou palavra de ordem para o comércio na tarefa de conquistar o cliente no ponto de venda. Atualmente, há muitas ferramentas disponíveis para facilitar esse trabalho, mas aqui, bem pertinho, empresários do Mercado Municipal do centro de São Paulo, o Mercadão, nos mostram algumas lições de encantamento que lhes rendem, há décadas, a fidelidade de centenas de pessoas. Fátima Lourenço

Personalização no Rei do Bacalhau

O

Fotos: L.C.Leite/LUZ

motorista Mario Aparecido Pessoto, vindo de Jaú (interior de São Paulo), chega no Rei do Bacalhau e entrega para Marcelo Silva Nunes a listinha de compras: "Esse queijo você já sabe como ela gosta", diz Pessoto, se referindo às preferências de dona Edith, freguesa da casa há 20 anos. Nunes providencia as encomendas, começando pelo queijo parmesão uruguaio, dividido em porções – embaladas a vácuo para preservar a durabilidade – e acomodadas em sacola térmica para seguir viagem. O motorista faz compras do gênero, ali, para várias pessoas de Jaú. Nunes afirma que 90% da sua clientela pede para porcionar compras como queijo e bacalhau. "É uma tradição, desde que o Rei do Bacalhau era na 25 de Março". E seus funcionários, garante, também estão preparados para o serviço. O diferencial do atendimento personalizado, justifica, garante a sobrevivência do negócio criado por seu pai há 58 anos. "Para vir até aqui, o cliente tem que ter algo que compense, porque vai enfrentar trânsito, dificuldades com estacionamento". O empresário já fez curso de gastronomia e procura sempre se atualizar com os chefs de cozinha e enriquecer a oferta de produtos. Atento às demandas, Nunes prepara loja virtual que lhe permita manter o atendimento personalizado aos clientes fieis. Pessoto (à esq.) faz compras no Mercadão para moradores de Jaú; no Rei do Bacalhau, de Nunes (à dir), o atendimento é diferenciado.

Conveniência com as Massas Nancy

Nancy Geraldi: "eu gosto muito do que faço."

Degustação educada na Sweet Fruits

A

empresária Fernanda Verginelli, dona de um restaurante na Vila Olímpia, entrou por acaso no Mercado Municipal. Ela não pensava em uma compra específica, mas foi atraída pela caixa de jabuticabas da Sweet Fruits, a R$ 10, preço bem abaixo dos R$ 48 que vira fora do mercado. O encarregado da banca, Alceu Galdeano, abriu a caixa e lhe ofereceu uma degustação. Bem... Fernanda foi embora com jabuticabas, mas também levou morangos e lichias. Ela comenta que todos oferecem degustação, mas fez diferença, no seu caso, o tipo de abordagem e a educação de Galdeano, justamente o atributo que ele considera fundamental para um atendimento qualificado. "Senão o freguês só vem uma vez", sentencia. Aos 59 anos, cinco de Weet Fruits e décadas de Mercadão, em outras funções, Galdeano se preocupou em fazer um curso sobre manipulação de frutas, para conhecer melhor os produtos e ajudar a clientela na escolha. A degustação e as explicações sobre as frutas, atesta, influenciam a decisão de compra. Fernanda (à dir.) nã

o resistiu às fr

E

m cinco minutos de conversa com Nancy Geraldi já é possível perceber que na casa de massas que leva seu nome, o olho do dono "engorda" o negócio. Atenta às dúvidas, ela faz intervenções gentis, que lhe permitem indicações dos tipos de molhos e massas que oferece – um mix de 80 produtos, comprados de fornecedores ou feitos na casa. Rosângela Maria Cota trabalha na região e conta que se tornou cliente fiel há 2,5 anos. Além da possibilidade de almoço no local, aos sábados, pelo menos uma vez por semana Rosângela leva para casa uma combinação de refeição da Nancy. A fidelidade, diz a cliente, se dá pela qualidade e praticidade dos produtos, além do atendimento atencioso e descontraído. Nancy conta que aprendeu tudo sobre atendimento com seu pai, um funcionário do mercado que se tornou dono do próprio negócio em 1964. "O Mercadão foi uma escola. Ainda tenho clientes dos tempos do meu pai", afirma a empresária. Tratar as pessoas com carinho, acrescenta, é prioridade nessa receita de sucesso, que ainda inclui qualidade, bom preço e paixão pelo negócio, conforme recomendam os especialistas. "Eu gosto muito do que faço", declara Nancy.

utas oferecidas

por Galdeano

(à esq.)

Lição centenária dos Chiappetta

O

Chiappetta: o que vai fazer a diferença é o conjunto de produtos e a seleção de cada item.

engenheiro Eduardo Chiappetta afirma que "hoje não adianta só a intuição". Ele é um dos seis irmãos à frente do empório que leva o sobrenome da família há 104 anos, 79 dos quais com presença no Mercadão. A concorrência é forte. Só naquela região, além dos varejistas do ramo instalados no próprio mercado, há a zona cerealista e a zona atacadista, que também fraciona produtos para a venda, comenta o empresário. "O que vai fazer a diferença é o conjunto de produtos e a seleção de cada item", analisa. Só de nozes, exemplifica, são oito classificações . "A chance da pessoa comprar errado é pequena". A vantagem do dono à frente do negócio, acrescenta Eduardo, é poder auscultar o que o cliente quer e imaginar coisas que ele nem imagina que procura. O sucesso da casa, afirma, tem a ver com o conjunto da obra (variedade, qualidade, degustação, orientação, atendimento impecável) e atualização. Uma das novidades é a oferta de produtos brasileiros (frutas secas), em projeto que envolve agricultores brasileiros e parceria do Sebrae. "Eu praticamente nasci aqui no mercado. Aprendi muito (de comércio e atendimento) com as colônias árabe, armênia e síria, e em cursos (de marketing, treinamento de equipe, vendas e vitrinismo). Cada detalhe interfere no negócio", observa.


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DC 14/03/2012 by Diário do Comércio - Issuu